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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 15-05-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Não sei se precisamos de um app do mochileiros.com Tudo bem que um app facilitaria muito e que poderia alcançar muitas outra pessoas mas, aqueles que continuam aqui, numa plataforma desktop, são os que mais se interessam. Quem quer e quem se interessa pelas coisas que o site disponibiliza, sempre estará aqui...
  2. 1 ponto
    Oii gente! Nunca fiz nenhum tipo de mochilao, mas quero muito fazer um mochilao pela América do Sul. Não tenho nenhuma experiência, e tenho pouquissima grana. Não tenho roteiro definido, mas quero passar por Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile. Não tenho data pra voltar. Sou de Minas Gerais e gostaria de dicas e companhia 😊
  3. 1 ponto
    Salve Salve Mochileiros! Segue o relato do mochilão realizado no Sudeste da Ásia em 2018 batizado de The Spice Boys and the Girl. 1º Dia: Partida - 04/11/18 - 19h05min - São Paulo x Madrid - Empresa AirChina - R$3.680,00 Reais Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente. 2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque. 3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi ฿1.000 Baht, Chip ฿600,00 Baht, Hostel ฿340,00 Baht) Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = ฿31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por ฿600,00 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por ฿400,00 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias ฿340,00 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização. Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn. A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média ฿100,00 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia. Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de ฿80,00 baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio. Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por ฿200,00 baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por ฿400,00 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 Reais (((((Continua no próximo post))))) Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  4. 1 ponto
    Olá mochileiros! Mais uma vez esse fórum me ajudou muito e minha viagem de 10 dias pelo Chile foi excelente, graças às ótimas dicas adquiridas por aqui. Nada mais justo que retribuir escrevendo meu relato, não é mesmo? Vou tentar detalhar o máximo possível todas as informações, pois é sempre bom ter novas atualizações sobre como andam as coisas em terras chilenas. A viagem foi realizada entre os dias 19/04/2019 e 28/04/2019 e fomos em duas pessoas, então alguns gastos serão colocados de forma individual e outros para duas pessoas. Primeiramente, gostaria de agradecer aos membros que responderam minhas dúvidas em alguns tópicos que criei pedindo ajuda, e alguns relatos que foram fundamentais para ajudar na montagem do meu roteiro.Em especial @filiperocha, @karinerribeiro e @Elder Walker, muito obrigado, seus respectivos relatos ajudaram muito. A viagem não foi a mais econômica, mas também não foi a mais cara. Estou de férias e não estava disposto a abrir mão de alguns confortos e apreciar uma boa comida típica (adoro experimentar a gastronomia local dos lugares), então seria possível sim fazer uma viagem mais barata. Uma breve introdução, eu marquei minhas férias em novembro do ano passado para abril deste ano e já comecei a pesquisar um destino para ir. Geografia e História são duas coisas que me fascinam desde criança e durante o Black Friday surgiu uma promoção de passagens para Santiago. Pensei: Por que não conhecer o país mais sísmico do mundo, poder ir a Cordilheira dos Andes e esticar até o Deserto de Atacama, que é geografia pura? Não deu outra: Comprei duas passagens, para mim e meu companheiro. A partir daí, começou o planejamento de roteiro, busca a hospedagens, leitura de relatos e uma ansiedade total para chegar logo o dia da viagem. Dividi a quantidade de dias de maneira justa e foi ótimo, pois conseguimos aproveitar bem os locais de maneira plena. Vamos aos detalhes! PASSAGENS Paguei R$ 645,00 em cada passagem com taxas para o trecho SP - SANTIAGO - ida e volta, no Black Friday (antes disso estava por volta de R$ 800,00), com a GOL. As passagens para Calama preferi comprar a parte, pois a opção múltiplos destinos encarecia muito o valor total. Os trechos entre Santiago e Calama sairam por R$ 225,00 ida e volta (tinha mais baratos, até por R$ 145,00, mas não atendia aos horários que eu queria) com a Latam, ou LAN CHILE. DICA: Compre as passagens para Calama diretamente no site da Sky Airlines Chile ou da LAN CHILE, pois são mais baratos que se compradas nos sites brasileiros das companhias. A única diferença é que o cartão de crédito usado na compra deve ser internacional obrigatoriamente e não é possível parcelar. O valor é à vista. DOCUMENTOS Muita gente tem dúvida sobre a entrada nos países somente com RG. Bom, não levei passaporte, fui apenas com RG e deu tudo certo, mas uma coisa é fato: a foto tem que estar reconhecível. Na imigração em Santiago perguntaram apenas o motivo da minha ida ao Chile e o local da hospedagem em Santiago. De resto, não houve qualquer problema com RG, peguei voo interno somente com ele e foi tranquilo. HOSPEDAGENS As hospedagens em Santiago são bem caras. Cotei alguns hostels e hotéis antes e os preços estavam além do que eu estava disposto a pagar para duas pessoas. Eis que surge a ideia de pesquisar no Airbnb e fechamos um apartamento no centro, próximo a maioria dos pontos turísticos, casas de cambio, restaurantes e mercados. Saiu R$ 607,00 para duas pessoas por cinco dias (R$ 60,00 a diária p/p). Apartamento confortável, com utensílios básicos de cozinha, recepção 24 horas. RECOMENDO pesquisar Airbnb antes de fechar hotel em Santiago. Em San Pedro de Atacama ficamos no Hostal Mamatierra (indicação do Filipe aqui no fórum): RECOMENDO, tão bom que parece até hotel. Café da manhã bem servido, camas confortáveis, staff atencioso, água disponível o dia todo (uma grande economia no deserto), chuveiros quentes, limpeza nota 10. Ressalto que hospedagem no Atacama, assim como tudo por lá, é caro devido a localização em uma região bem inóspita. Não lembro o valor total da hospedagem, mas não foi dos mais baratos. SEGURANÇA Li muito antes de ir sobre os famosos furtos em Santiago e os golpes de taxistas. Não usei taxi em nenhum momento justamente para prevenir. Sobre os furtos, em nenhum momento de senti inseguro em Santiago. Lógico que estive sempre de olho em meus pertences, mochila na frente, dinheiro e documentos na doleira, enfim, o negócio é não dar bobeira. Santiago é uma cidade grande e não ter acontecido comigo, não quer dizer que não ocorram casos de furtos. San Pedro de Atacama é um sossego total, andavámos tarde da noite pelas ruas e não vimos nada suspeito. TRANSFER PARA O SAN PEDRO Outro tópico que me deixou em dúvida. Li muitas reclamações sobre as empresas de transfer em relação ao cumprimento de horários. Várias pessoas se queixando que a empresa não passou no horário combinado no retorno a Calama, ou simplesmente passou antes, enfim, fiquei bastante preocupado porque meu voo de volta para Santiago no dia 28 era bem cedo (08:15) e depois do almoço já tinha meu voo de volta para o Brasil também (14:20). Acabei fechando aqui no Brasil com a Transfer Pampa e RECOMENDO. Cumpriram os horários com pontualidade e as vans eram confortáveis. O QUE LEVEI? Em uma viagem para o Chile deve-se levar um pouco de tudo, principalmente por conta do clima. No Atacama é tudo muito extremo e muda muito rápido, o frio de manhã e a noite é grande e durante a tarde o sol queima com facilidade. Em Santiago o clima estava fresco, com manhãs frias e tardes agradáveis. Resumindo, usei casaco todos os dias (mas repare que estou falando do clima especificamente de outono. Para o Atacama creio que sirva para o ano todo). 1 casaco grosso (usei muito) 1 blusa de moletom 1 jaqueta (tipo aquelas pretas de motoqueiro, bom para usar em final de tarde no Atacama) 1 fleece (SUPER ÚTIL no passeio dos geiseres e lagunas antiplânicas) 2 calças jeans 1 calça de moletom 2 calças de tactel (SUPER ÚTEIS nos passeios com muita areia, como o Valle de La Luna ou algum trajeto de bike) 7 camisetas, sendo 3 dry fit (boas no deserto, pois são frescas) 2 bermudas (uma jeans, que nem usei, e uma de tactel, que usei para pedalar) Meias e cuecas (quantidade vai de cada um) Luvas, cachecol, touca Protetor de rosto (ÚTIL, pegamos uma ventania no Valle de La Luna e isso que nos protegeu da areia) Boné Pasta para documentos Bolsinha de remédios (sempre levo de prevenção, usei eparema e neosaldina apenas) Sorine ou Rinosoro (necessário, tanto Santiago quanto o Atacama estavam bem secos) Protetor Labial e protetor solar (MUITO necessários, até agora minha boca está ferrada por causa da secura) Colirio (levei e nem usei. Leve apenas se tiver problema com olho seco) Itens de higiene pessoal Garrafinha de água de 1 L (no mínimo) Adaptador universal (importante, pois o carregador da minha câmera era com entrada diferente e tive que procurar um adaptador lá) Doleira Bota (comprei uma da timberland e super me atendeu). SEGURO VIAGEM Fiz por prevenção, mas felizmente não precisamos usar. Mondial, R$ 199,00 para duas pessoas. AGÊNCIAS PARA PASSEIOS Outro ponto que me preocupou bastante. Acho que todo mundo que faz uma viagem para um lugar mais distante não quer passar por perrengue em passeios, então pesquisei bem as agências para evitar qualquer tipo de estresse. Contratei passeios em 3 agências em Santiago e no Atacama e todas foram ótimas. Ressalto que no Atacama priorizamos os passeios mais clássicos, e foi um acerto, pois saímos bem satisfeitos com tudo. O Salar de Tara gostariamos de ter feito, mas a agência foi bem clara ao dizer que ele estava fechado e o passeio não estava sendo feito de forma completa. As lagunas que flutuam não eram prioridades, apenas se sobrasse tempo. Segue feedback: SANTIAGO - AGÊNCIA 321 CHILE: Fizemos com eles o passeio Cajon del Maipo/Embalse el Yeso e RECOMENDO. Preço justo, bom guia, picnic completo. ATACAMA - AGÊNCIA 123 ANDES: Fizemos todos os passeios no Atacama com eles. Havia pesquisado algumas antes, lido avaliações no Trip Advisor, mas essa foi a melhor que nos atendeu. RECOMENDO. Bons guias, vans novas, preço justo, pontualidade, café da manhã e almoço bons. ATACAMA - AGÊNCIA TIME TRAVEL ATACAMA: Fizemos o tour astronômico com eles. Cheguei a pesquisar a SPACE, mas não tinha mais vagas. No mais, RECOMENDO MUITO a Time Travel. Ótimo tour astronômico, pontuais, vou detalhar mais a frente. Mas adianto que foi sem dúvida uma das melhores experiências que já tive na vida. ROTEIRO Depois de muitos ajustes, assim ficou o roteiro final: 19/04/2019 - Chegada a Santiago e conhecimento da área 20/04/2019 - Centro de Santiago e Cerro San Cristóbal 21/04/2019 - Vinícola Undurraga 22/04/2019 - Cajon del Maipo/Embalse el Yeso 23/04/2019 - Valparaíso e Viña del Mar (se arrependimento matasse, tinha ido para o Atacama nesse dia) 24/04/2019 - Ida ao Atacama e agendar passeios 25/04/2019 - Lagunas Antiplanicas/mirador Piedras Rojas/Salar de Atacama 26/04/2019 - Geisers del Tatio, Valle de La Luna/La Muerte, Tour Astronômico 27/04/2019 - Pukará de Quitor, descanso a tarde. 28/04/2019 - Retorno ao Brasil Agora sim, vamos ao relato!!! (Juro que vou tentar escrever um tópico por dia kkkkkkkkkkk)
  5. 1 ponto
    Olá! Venho por meio deste post compartilhar meu mochilão de dez dias em Portugal e Espanha. Espero que este relato possa ajudar alguém, do mesmo modo que os relatos que li aqui no blog me ajudaram enquanto eu estava levantando informações para a minha viagem. Nesses dez dias, viajando à noite, de ônibus e trem, consegui conhecer os destinos que desejava: Lisboa, Sintra, Coimbra, Madrid, Barcelona, Braga e Porto. (Por questão de tempo, terei que dividir o post em algumas partes). Bom, sem grandes delongas, a viagem foi assim: Lisboa: Embarquei em um avião da TAP pouco antes das 22h, no Aeroporto de Guarulhos, e cheguei ao Aeroporto de Lisboa aproximadamente às 10h. Após fazer todos os trâmites, fui à área do metrô, dentro do aeroporto, estudei rapidamente as linhas da cidade, e comprei minhas passagens. Peguei a linha vermelha, desci na parada que faz cruzamento com a linha azul, entrei no metrô dessa linha, e desci na Avenida dos Restauradores, onde ficava minha acomodação, e, a uns poucos metros, o centro histórico da cidade. Às 13h, aproximadamente, iniciei meu roteiro: comecei no centro e fui até o Castelo de S. Jorge. Nessa área, vale destacar a proximidade entre uma atração e outra: pelo menos no centro histórico, dá para conhecer as principais atrações, a pé! No dia seguinte, fui de autocarro (ônibus) à região de Belém. Lá, também é possível conhecer as principais atrações, a pé. Abaixo seguem algumas fotos: Praça do comércio; em foco: Estátua equestre de D. José I e Arco Triunfal da Rua Augusta Castelo de São Jorge Mosteiro dos Jeronimos Mosteiro dos Jeronimos Torre de Belém Monumento aos Descobridores Elevador da Gloria Sintra: No terceiro dia fui a Sintra: Comecei o dia cedo, fui até a Estação do Restauradores e comprei minha passagem de ida e volta. A viagem durou aproximadamente 40 minutos. Em Sintra, conheci seu Palácio Nacional e a Quinta da Regaleira. Tentei conhecer o Palácio da Pena, mas o tempo não me permitiu, pois só na Quinta da Regaleira, gastei umas boas horas. Uma dica: Assim que descer em Sintra e sair da estação de metro da região, haverá vários guias oferecendo passeios, planos etc. Caso preferir explorar a região por conta própria, saiba que é possível e prático: Procure as linhas de ônibus 434 e 435 (estão espalhadas pela região): elas levam às atrações da cidade; mas, atenção: cada ônibus vai a uma área; assim, para ir a Quinta, é preciso pegar o ônibus 435; para ir ao Palácio da pena, o 434. Na compra da passagem, os motoristas, que são bem prestativos, irão detalhar tudo. E, após a compra, o passageiro ganha um mini guia da região para se orientar. É tudo bem tranquilo. Obs.: Ao escolher o ônibus e pagar a sua passagem, ela será valida por um tempo determinado. Assim, é possível descer em uma atração, passar um tempo nela, e, depois, ir novamente à linha de seu ônibus, para pegá-lo sem pagar de novo a sua entrada. Dica: As atrações de Sintra também não são muitos distantes uma das outras (ex.: da estação da região, à Quinta, a pé, faz-se em aprox. 15 min.). Portanto, ao optar pelo ônibus 434, que segundo o motorista que me orientou lá, faz a maioria das atrações, é possível ir nas atrações que somente o 435 atende, a pé. Em suma, passei apenas uma manhã e uma tarde em Sintra, e a experiência foi maravilhosa. Obs.: Não deixem de provar os famosos doces da região, são divinos! Abaixo seguem algumas fotos: Estação dos Restauradores Quinta da Regaleira Quinta da Regaleira Quinta da Regaleira Palácio Nacional de Sintra Quinta da Regaleira Quinta da Regaleira No centro de Sintra. (Ao lado desse café, há alguns restaurantes, e um em particular, de esquina, vende travesseiros e queijadas DELICIOSAS! Recomendo. Continua...
  6. 1 ponto
    ...ou as 5 coisas mais estúpidas que eu fiz em 5 dias na Nicaragua. porque dica do que fazer todo mundo dá. tudo é lindo nas fotos, nos textão. quero ver compartilhar as cagadas. só vou relembrar porque eu me prometo e tá escrito: NUNCA mais fazer umas cagadas dessas. (((até a proxima viagem))) 1. Naufragar de Kayak i love the smell of vai dar ruim in the morning. na minha última manhã em granada acordei cedo com siricutico e fui pro centro da cidade procurar um passeio pra ser o gran finale da estadia. já não bastava ter nadado em cratera de vulcão e cheirado enxofre do outro cuspindo lava, não. tinha que ter mais emoção, isso, tinha que ter mais aventura. tinha mesmo é que ter ficado quieta no meu canto mas... cheguei no centrinho e tava tudo fechado, a cidade só acorda 8h30. povo esperto esse povo da nicaragua, temos muito a aprender com eles. tudo aquilo que o sol toca, simba, é menos trouxa que você e só acorda as 8h30 da manhã bom, não vou esperar 1h sentada aqui no banco da praça né? volto pro hostel e arrumo as coisas, afinal, tenho que pegar um ônibus meio dia pra outra cidade. o universo sempre se comunica comigo. e eu devo falar aramaico. aproveitei o tempo ocioso pra conversar com a familia e tirar fotos da cidade vazia. tava tão vazia que rolou até um pau de selfie sem walk of shame. fechei um passeio de kayak pelas isletas e, como eu não sabia que ia andar de kayak quando acordei, tava com a minha sandalia que ocupa + espaço na mala, aquelas de gladiador romano. vocês acharem cafona é problema de vocês. na nicaragua faz sucesso. o motorista se ofereceu pra passar no meu hostel pra trocar. mas eu não queria fazer as outras 4 pessoas me esperarem. fora que minha malinha é organizada com o método tetris, se abrir tem que chamar esquadrão anti bomba pq pula roupa pelo quarto inteiro. então recusei. já que ia ficar dentro do kayak, não tinha pq me preocupar com sapato. (((nessa hora consigo mentalizar o universo, lá de longe, acenando negativamente em um facepalm))) o briefing antes de sairmos pro mar incluiu uma pergunta importantíssima de um alemão: "pq colete salva vidas? algum kayak já virou?" a resposta ficou marcada pra sempre em mim "apenas procedimento padrão de segurança pra não sermos multados. olha, posso te garantir, fizemos cerca de 600 tours e nunca aconteceu nada" tinhamos duas opções de kayak: duplo e individual. obviamente os 4 pegaram os duplos e eu sobrei ¯\_(ツ)_/¯ o kayak individual é bem mais punk que o duplo, ele é pesado e ruim de jogo, além de ser todo fechado. enquanto o duplo é aberto e de plastico (olha eu tentando dar desculpinha pra tentar justificar a cena rrrrrrridicula que vai se passar comigo alguns paragrafos abaixo) kayak nutella. duplo. molezinha. pra americano no spring break kayak raiz. individual. senhor com 35 anos de experiencia em alpinismo e sobrevivente de ataque de tubarão em moçambique além disso, começávamos o percurso na areia e pra chegar nas isletas, precisava passar a rebentação. isso ninguém te avisa antes de pegar seus dolares suadinhos. estava ventando. bastante. isso quer dizer que as ondas tavam boas. não pra nós,claramente. mas tinha gente surfando no lago. eu podia ter desistido nessa hora. mas não. a certeza que ia dar ruim eu já tinha, agora eu ia atrás da humilação REAL. e fui. o programa que acontece todos os dias nos mais de 600 tours é mais ou menos o seguinte: 9h - chegada na marina e briefing 9h15 - todo mundo com o kayak na areia rumo as isletas 9h50 - chegada as isletas 10h40 - visita ao forte 11h - retorno pra marina 11h30 - fim e agora uma imagem aérea de onde eu estava as 10:00 eu não conseguia, de jeito nenhum, quebrar as ondas e tava sendo jogada pras pedras. a cada estourada, entrava mais água no kayak (lembra que era fechadão? pois é). eu já tava com os braços e as pernas doloridas e o sol tava ardendo. tinha esquecido capa a prova dágua e meu celular tava em um ziplock de pão, agarrado no meu colete sendo submerso. olhei pro céu. alguém devia tá rindo de mim. lembrei dos mais de 3 mil kayaks que já tinham passado por ali e nunca tinham afundado, enquanto ia sentindo o meu ficando cada vez mais pesado, no nivel da água.tava a poucos minutos de virar estatística, podia sentir. eu ia mudar o curso da resposta pra pergunta do colete. parece triste, mas o pessoal do meu grupo que já tava no rio calmo, ria com respeito de mim e tentava gritar alguma coisa pra me ajudar. o guia, um nicaraguense de 19 anos, só falava frases de motivação tipo treinador de crossfit. as ondas vinham rasgando pra cima de mim. até que eu vi ela, e ela me viu. a onda veio e eu nem tentei lutar. o kayak virou, e eu, em câmera lenta com as duas perninhas arreganhadas pra cima, tentando segurar o celular com a boca tomei um caldo épico. se tivesse trilha sonora, seria a nona de beethoven (6:46 do video, mais precisamente), mas como não tinha, foi um grunhido sem graça e um "fuck i think i sank". o guia explodiu de rir. boiei até chegar o resgate. me trouxeram um novo kayak. um de criança. se fosse poesia terminaria com a foto do inicio do post como não é, termina com uma queimadura de sol de primeiro grau nas canelas com a silhueta da danada da sandalia de gladiador que eu não quis trocar amaldiçoados sejam os romanos. 2. Descer um vulcão a 75km/h... e quase morrer por isso Na lista das coisas que eu deixei nesse país, além de um pedaço do meu coração e da dignidade pós naufrágio de kayak, está um estão alguns tecos da minha perna e, surpreendentemente, nada além disso. A CNN colocou a descida do Cerro Negro na lista das 50 Coisas Mais Desafiadoras Que Você Pode Fazer Viajando. Está em segundo lugar, atrás apenas de pilotar um avião caça. Só pra entender, muito atrás, lá em oitavo lugar está pular de paraquedas no Everest.Achei bonito pra por no currículo. Fui. Depois de sobreviver a um rola que a minha cabeça quicou 7 vezes a 75km/h, olhando pro céu com medo de me mexer, ter fraturado alguma coisa (provavelmente tudo) e na tentativa de levantar, simplesmente me desmontar, decidi ficar afundadinha ali nas cinzas do vulcão por algum tempo agradecendo por estar viva. Será que eu tava viva mesmo??? Dos meus últimos momentos, lembrava de ter descido sem afobação, ganhando velocidade aos poucos até que sim, drummond, porra, tinha um caralho de uma pedra no meio do caminho. Que fez meu board voar. Interrompendo meu devaneio, surgiu uma cabeça entre o meu rosto e o sol: era o médico da cruz vermelha querendo falar comigo. Com aquela cara coberta de guerrilheiro, definitivamente não era São Pedro. Já que não tava no céu, resolvi levantar. O homem ficou assustado, como se tivesse vendo defunto ressuscitando. Queria saber se eu queria ajuda, falei que não uuuu ariana forte independente e logo me arrependi. Vi meu board a uns 5m ladeira acima e lembrei da regra suprema que o guia tinha frisado: "não importa o que aconteça, seu board é sua responsabilidade". No topo do vulcão é tranquilo andar, mas ali no meio a parada fica sinistra, a cada passo, a perna afunda até o joelho de pedra e cinza QUENTE. Num sol de 35º com um macacão de sarja de manga comprida do pescoço até o pé. tá feito o cozido de Mari al Bafo. no tutorial de make de hoje vamo ensinar a nunca arrastar a cara em cinza de vulcão Nessas horas lembrei da minha mãe falando pra eu não me meter em roubada que o seguro saúde não cobria. PQP mãe, eu sei que você avisou. Pra não dar o braço a torcer, apesar da vontade de ligar pra mamai e chorar, me prometi que só ia contar a história depois de ter ido embora de Leon. Quando cheguei no pé do vulcão tava geral incrédulo me cumprimentando, querendo saber se eu tava bem. Eu falava que sim, fingindo costume de aventureira, mas por dentro tava toda estrupiada. vocês tem apenas uma tentativa pra localizar o irlandês marrento Tinha um irlandês marrentinho que tava enchendo o saco desde o início do krl do tour que seria o mais rápido. O tempo dele tinha sido 72 km/h. Eu tava tão zureta que nem perguntei o meu. Na verdade, eu sentia que nem tinha ido tão rápido assim. Me falaram que fizeram um bolão porque acharam que eu tinha sido mais rápida. Hm, interessante... Perguntei. O cara com o velocímetro "You?" com o zoião e um sorrisão no rosto "Look - apontou pro tempo - 75, mas rapida" Senti aquele orgulho alheio. Só que era eu mesma. Krl como assim, tudo isso? E o pessoal que tava em volta ainda adicionou que os 75km foram graças a esse rola que me impediu de acelerar mais, porque ia passar de 80km/h tranquilo. imagina a merda que ia dar. #semfreio #quasesemfreio #cabeçaABS agora, papo sério: adrenalina é muito maneiro. me amarro, mas ser inconsequente não é legal. nós não somos intocáveis. não acontece só com os outros. E se serviu de alguma coisa essa história? Além de ter virado lenda na cidade por um dia e bio do tinder (é de cair o c da bunda o tanto de homem que prefere uma boa história no lugar de umas boas fotos) eu que antes não tinha medo de nada, comecei a ser mais consciente dos piriiigos que a gente se mete sem pensar duas vezes, o "só se vive uma vez". Agora até pra pular trampolim fico calculando onde que minha cabeça pode bater e dar ruim. Traumatico, não recomendo. cheia de bolha do remo do dia anterior, imagina como não ficou inflamadinho cheio de cinzas 😇 Apesar de tudo, a frase que encerra o artigo da CNN sobre o Cerro Negro consegue me levar de volta praquela boleia do caminhão na estrada rumo a Leon, a 5 mil km de casa, na selva, bebendo cerveja, cantando a todo pulmão as musicas do rádio com 30 estranhos que já tinham virado meus melhores amigos. sangrando, toda suja de terra e cinzas, eu só tinha a agradecer. "On the ride back to Leon I give silent thanks to the inspired people of the world: the ones whose minds run off on all manner of daring tangents, like the flanks of Cerro Negro. The ones who admire not just the aesthetics of the wilds, but the possibilities too. And most of all the ones who stare up at active volcanoes and think: "I wonder if I could ride my fridge down that?" e dá pra reclamar? 3. Fazer happy hour de rum... ...e conhecer a famigerada invalidez. na sexta, cheguei no hostel depois do vulcão e fui pesquisar sintomas de traumatismo craniano. Tinha que ir pra outra cidade no dia seguinte - san juan del sur - mais ""rústica"" fodida ainda, mas enjoada e com dor de cabeça, boa coisa essa viagem não ia dar. achei um artigo médico que descrevia o seguinte: Se a resposta for "sim" para alguma dessa questões, é necessário levar a vítima da batida ao pronto-atendimento. a minha era positiva pras perguntas 2 e 3. a 4 já veio de nascença. o pessoal tava preocupado, mas a real é que eu tinha duas opções: - passar a noite num hospital duvidoso na nicaragua e muito provavelmente voltar pra casa com diagnostico de virose. - aproveitar o happy hour e encher a a cara de cachaça pra esquecer a dor de cabeça. quantas doses de rum o corpo humano consegue aguentar? multiplica por 2. resumindo, ia rolar uma festa na praia las peñitas que foi cancelada, o gerente ficou maluco e resolveu compensar em león mesmo. 2 copos de rum com coca pelo preço de um. as vezes três copos, dependendo do humor do bar. (recomendações: fique o mais longe possivel de drinks que contenham as letras R U M, especialmente se do lado você encontrar essa formula matemática 2 X 1) como você tem que pegar todos os copos de uma vez, pra socializar pra não esquentar, muita gente te oferece o segundo. acabei ganhando alguns da carmelita*, minha amiga de quarto, outros muitos dos irlandeses malucos, algum por sobreviver ao capote, outro on the bar........... qualquer motivo era motivo. mas, se ainda faltava alguma desculpa: TOMA. lá pra algumas muitas da noite começou a final de rugby entre lions (da irlanda) e all blacks. É A FINAL DA COPA DO MUNDO ENTRE BRASIL E ARGENTINA. o hostel foi abaixo. eram cerca de 40 irlandeses. muitos litros de cerveja e rum foram misturados nesse intervalo de tempo e você não precisa ser professor de química pra saber que essa mistura heterogênea é mais danosa pro fígado e pra cabeça que ingerir ácido. não sei quem ganhou, mas lembro que nas comemorações, tinha uma menina pelada dançando em cima do balcão do bar. nada mais fazia sentido. resolvi deitar pra dormir. tava muito difícil sair da cadeira do balcão. era daquelas altas, sabe? nesse momento da noite, olhando pra baixo, parecia que eu tava a uns 2 metros do chão. blackout. evidências da noite anterior no rolo da câmera acordei 2 da tarde no dia seguinte, hora que o pessoal que foi descer o cerro negro no sábado tava voltando e fazendo festa. mal imaginam o que vai acontecer daqui umas horas. brace yourselves kids. tradição depois do vulcão é tomar um shot de pimenta. acordei no sábado com uma situação parecida com essa. pelo menos eu tava sem dor de cabeça, o que não fazia sentido nenhum. olhei pro lado e vi a carmelita na outra cama em estado de putrefação também. depois que eu fui dormir, ela emendou uma balada. evidências da noite anterior no instagram lembrando dos arrependimentos acontecimentos da noite com a carmelita, ela me fez reviver meus últimos momentos acordada da madrugada de sexta pra sábado.começava comigo tentando sair da cadeira. na primeira tentativa de levantar, o juan* um anjo que deus o abençoe e o tenha por me aguentar perguntou se eu precisava de ajuda. respondi queclaramente pfvr mim ajude não, conseguia me virar sozinha. na segunda, o gerente do hostel, o pablo*, pediu pro juan me acompanhar, porque eu já não sabia o que tava falando. pablo já tinha tomado pelo menos uns 20 copos de rum e tava se achando com moral. pablito ensinando irlandês beber na terceira eu decidi que ia, era meu momento, ia provar que tava certa caminhando sobriamente pra ir pro quarto. já tinha até ensaiado a cara de turn down for what. apoiei as duas palmas da mão nos cantos redondos do banco e fiz pressão pra dar equilíbrio pra tomar o impulso e sair. a pressão foi tanta que acabei fazendo peso na parte da frente do banco. se eu tivesse numa sala de primeira série, tinham gritado madeeeeeira. caí que nem bosta, de cara no chão. segurando os lados do banquinho com força. apaguei. a pancada deve ter sido exatamente do lado contrário da batida do vulcão pra equilibrar os chakras da cabeça. por isso que eu tava sem dor. pablo, juan e carmelita me ajudaram a ir pro quarto. ainda bem que eu não vou ver ninguém nunca mais. volta pra 2 da tarde de sábado porque eu e carmelita estamos famintas e precisamos procurar comida. primeira pessoa que encontro saindo do quarto, sentado lendo: juaniiito. "e aí bela adormecida, pensei que ia pra san juan hoje" EU TINHA ESQUECIDO DO KRL DA VIAGEM trajeto que eu tinha que fazer perguntei se eu ainda conseguia pegar um chicken bus a tempo. "esquece, 6h de até lá e vai ter que fazer baldeação sozinha a noite" bugou tudo. não sei direito o que aconteceu mas começamos a caminhar sem rumo pra achar comida e, por inércia, entramos na principal atração turística da cidade: A Catedral de Leon. eu tava sem celular. saí só com a roupa do corpo. tava num estado parecia que tinha tomado chá de fita cassete. triste, vendo scar matar mufasa num looping eterno. escorando em qualquer canto e pensando q q to fazendo com a minha vida na volta, experimentei a sensação de falência múltipla em vida: corpo, mente e bolso em estado irrecuperável. deitei no sofá e encarei o teto por tanto tempo, mas não vi passar. sabe quando a gente se irrita porque quer descansar e a cabeça não para de pensar? nesse momento eu não. eu só existia. eu o teto e mais nada. agora sei como vivem as amebas. a diferença é dentro do protoplasma delas você consegue encontrar o núcleo, dentro de mim, o cérebro tava boiando no rum. morri mas passo bem mal a pessoa que tá de ressaca, descalça, sem pentear o cabelo há 10 dias não quer guerra com ninguém * o nomes na história foram trocados pra preservar a integridade e dignidade de todos os envolvidos kkk menos a minha 4. Chegar em San Juan no domingo direto pro Sunday Funday... ...e quase perder a festa. por causa da lástima do item anterior, resolvi que ia pra san juan no domingo no shuttle do hostel - pra não ter nenhum problema com chicken bus e chegar a tempo. chicken bus são esses ônibus iradíssimos com tecnologia de primeira classe que garante que cinco corpos ocupem o mesmo lugar. sempre custam alguns centavos de dolar, e pelo que oferecem, posso te garantir que ainda tá caro minha ideia inicial era ficar no pachamama em san juan, onde começa o sunday funday ou no naked tiger, onde termina, mas obviamente eles tavam esgotados. os amigo do bigfoot, hostel que eu tava em leon, ficaram tudo compadecido com a minha situação e ligaram pro casa de olas, que é do lado do naked tiger, onde eles tinham ficado por duas semanas e acharam 10 x melhor. pelo menos lugar pra dormir e como chegar eu tinha agora. atualização: é mesmo 10 x melhor. tinha só um porém: o shuttle estava programado pra chegar as 3:30 em sjds.exatamente o mesmo horário que sai o ultimo carro pro sunday funday. já que o shuttle deixa na porta do hostel, é fazível né? antes de entrar no shuttle, o motorista pergunta a cidade e o hostel de destino de cada um. finalmente podia descansar antes do furacão em san juan. a viagem foi tranquila, fui vegetando. ressaca de 2 dias, já teve? já ouviu falar? paramos em todos esses lugares que fala aí no mapa de cima e eu não lembro de nada. só lembro do motorista encostando no meio da estrada e "NAKED TIGER, CASA DE OLAS" olhei pros lados, só mato. o motorista deve ter se confundido. continuei deitada fingindo que não era comigo. ele abriu a porta da van. "você! chegou! tem mala?" antes de achar que é tranquilo, lembre-se jove, olhe o tamaninho do ponto brancoque podia ser meu carro, pra comparação. depois entenda que o google maps da nicaragua tá em 2d ainda, essa estradinha que liga onde eu tava e o lugar que eu tinha que tá sobe uns 458 mil metros acima do mar. é um morrão, que no estado que eu tava, parecia o kilimanjaro pois é... tá vendo aquele asterisco ali embaixo de san juan del sur no roteiro do shuttle?"AT ANY HOSTEL*" eu era o asterisco. o motorista me explicou que como esses dois hostels estão fora de san juan e em cima de uma montanha com uma estradinha de terra, a van não passava. aquele era o lugar mais perto que ele conseguiria me deixar. já que não tinha alternativa, catei minha mochila e comecei a peregrinação morro acima. no pasa nada. literalmente nada passa nessa estrada. Deus me proteja. dava pra ouvir os grilinhos na mata. espero eu que sejam os grilos. depois de uns 10 min começo a ouvir um barulho de carro vindo. gelo. o barulho vai se aproximando e ficando muito mais alto. o carro para do meu lado. uma caminhonete com dois caras no banco da frente me oferece carona. já vi filmes de terror o suficiente pra saber onde isso ia acabar. recuso, fico em pânico e eles arrancam. um alívio. continuo subindo. nem sei quanto tempo se passa, e em alguns momentos da subida eu começo a duvidar que to no caminho certo. quando eu chego no meu limite do cansaço com a mochila nas costas, vejo o naked tiger. ALELUIA. procurando imagens da estradinha de terra pra escrever esse monte de bobagem, achei essa recomendação no site oficial do naked tiger. DO NOT WALK UP THE ROAD. kkkkk -rindo de nervoso cheguei finalmente no casa. estava estranhamente silencioso e só tinham três pessoas em volta da piscina. três hippies chapados. com cara de quem vai te dar um golpinho. a menina levanta e pergunta se eu quero fazer check in. ela explica que é voluntária no hostel. acho suspeito. falo que sim e que to atrasada pro sunday funday. ela muda de expressão na hora e começa a dizer pra eu deixar meu passaporte, meus cartões e minha mochila com ela e CORRER pro naked tiger porque eu não tenho mais tempo. eu entro num estado de pânico e não sei se devo confiar todas as minhas coisas nessa mina chapada. começo a tatear meus cartões e coloco na minha doleira pra levar comigo. ela se irrita a cada coisa que eu tento pegar e fica repetindo pra eu deixar com ela que ela vai cuidar. "YOU WONT NEED IT, GO". a tentação de não ir pro sunday funday e ficar no casa é grande apesar das suspeitas, deixei meu passaporte válido com ela, mas levei meu antigo comigo e todo meu dinheiro. fui pro naked tiger pagar o ticket. um dos donos do sunday funday tava lá, já travado. e aposto bastante que não tinha nem bebido ainda. ele falou que eu tinha muita sorte porque todos os carros já tinham saído, mas um voltou pra buscar uns israelenses e tava só me esperando agora. saí da recepção e vi a caminhonete que tinha passado por mim na estrada, com os dois caras no banco da frete. e os israelenses na caçamba. andei meia hora com peso nas costas a toa. agora eu precisava dos caras que poucos minutos antes me apavoraram sem intenção na estrada. eles só queriam ajudar. olhei pro céu. ri de nervoso. eles acabaram de salvar meu dia. irônica a vida. 5. Ficar sem dinheiro... ...e quase não conseguir voltar pra casa. precisei de um dia inteiro pra me recuperar do sunday funday. piscina do casa: dependendo do ângulo parece que você tá num barco em alto mar. não é exatamente o que o homem de ressaca procura, então fiquei nesse ângulo seguro aqui até que no casa, não é muito difícil a missão de caminhar de volta pro seu estado humano. o dono do lugar, um australiano que vive na nicaragua há uns 7 anos, parece o pai de todos. fred acorda cedo tomando umas pra ficar rindo da cara dos marmanjo jogado pelos cantos. conversa com todo mundo. todo mundo quer falar com ele. o cara tem muita história. e de quebra coleciona histórias de outros que passaram por lá. alguns highlander acordam 7 da manhã pra beber na piscina. na verdade, não sei nem se dormem. fui conferir minhas finanças na doleira. um susto. só sobraram 20 dolares e o hostel não aceita cartão. preciso ir pra cidade sacar dinheiro e comer. casa de olas, segunda, 7am. esse sujeito na piscina é um dos que passaram super bonder na mão e grudaram na latinha de cerveja. enquanto to me arrumando, alguém gira a roleta e ganha um drink. o fred avisa que vai fazer almoço pra todo mundo por conta da casa. SERIA UM SONHO??????? o café da manhã eu já tinha garantido, agora o almoço. Deus realmente abençoa os mochileiros depois de me entupir de comida, lá pras 3 da tarde desci pra cidade. parecia outra. o furacão insano de lotado do dia anterior, agora era uma silenciosa vila de pescador. ainda tem um ou outro gringo bêbado nas sarjetas. fico pensando no mal que o sunday funday causa pra quem mora lá. todo domingo a mesma história. vejo as lojinhas na rua e penso que talvez, no fim, seja bom. talvez eu esteja me enganando pra justificar. tem 3 caixas eletrônicos na cidade. vou que nem barata tonta de um pro outro. tão sem dinheiro. chamo um policial que tá sentado numa cadeira de plástico cochilando perto do banco. ele explica que é normal, as pessoas sacam muito dinheiro no domingo e geralmente segunda as máquinas ficam sem. memes brasileiro: maior produto de exportação. enzo já chegou na nicaragua me fodi. meu voo pro brasil é as 14h do dia seguinte saindo de managua e não apresento nenhuma condição de pegar chicken bus pra lá. alguns lugares oferecem shuttle por $25 pro aeroporto mas nenhum aceita cartão. fico desnorteada entrando de vendinha em vendinha perguntando, até que eu acho um surfshop de um francês, que cobra 10% pra passar cartão. a shuttle sai as 9:30 de san juan e a previsão de chegada é 13:00 no aeroporto internacional de managua. com a graça de Deus espero que dê tempo. não tenho outra opção. surfshop do francês amor que aceita cartão volto pro casa cabisbaixa e conto pro fred sobre os caixas eletrônicos. faltam $10 em dinheiro pra eu conseguir pagar minhas diárias. digo que posso transferir na hora via paypal, com juros. história do casa: and a lot of times a lot of guidance 😂 ele não quer. diz que eu sou a primeira brasileira que passa no casa e que eu era uma "menina boa" - vulgo não corri pelada em volta da piscina no dia anterior com as australianas - e me pede um favor em troca dos 10 dólares: que eu volte pra lá outra vez e traga mais amigos do brasil pra "pagar minha dívida". quando eu cheguei não entendi o social media free zone depois das 5:30. depois que vi o bicho pegando quando o sol baixa, fiz um ATA quase choro. agora que já passei por tanto nervoso pra conseguir o bendito do shuttle,não quero mais ir embora. outra regra que esqueceram de escrever nesse quadro é não se apegar. tem gente que vai passar 2 dias no casa, como eu, e fica dois meses. mas a maior regra de todas: não depender do krl do capitalismo eletrônico nas segundas. marx tava certo: ele vai te decepcionar. ---- é isso pessoal. se você tiver um pouquinho de noção que seja, não faça essas coisas todas aí quando chegar na nicaragua. se fizer, escreve uns post bem grandão pra gente dar risada de você... ...antes de ir pra lá e querer repetir mais uma vez as mesmas cagadas.
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    Estou a procura de companhia pra viajar, sem data pra voltar, sem destino ainda. Bem roots de carona, dormindo em barraca, worldPackers, muita pouca grana mais pra uma emergência. Qualquer coisa ou duvida pergunte, ou whatsapp 18 997902029
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    Ressalto que; esse texto à seguir foi publicado por mim mesmo no grupo do Mochileiros.com no Facebook. E segue o baile; Para Vocês que buscam aplicativos úteis para sua viagem/mochilão roots, segue a lista; 🌎Worldpackers - App para encontrar o seu work exchange(trabalho voluntário) em hostels, guesthouse's, ong's, ecovilas(e muito mais) e em troca recebe acomodação, um lanche, lavanderia e as vezes até almoço, super indico! E aproveita que o Mochileiros.com tem um código de desconto super bacana, basta inserir a palavra mochileiros no campo Código Promocional. 🏄‍♂️Couchsurfing - Funciona de forma similar ao worldpackers, é basicamente "uma rede social que faz a conexão entre viajante/mochileiro que quer hospedagem grátis durante uma viagem," em troca geralmente o hospede fornece uma ajudinha básica ou somente uma troca de conhecimentos/idiomas, e o CS pode ser utilizado de forma gratuita,. 🗺️MAPS.ME - Maaaaaaano do Céu, esse salva vidas quando não se tem internet hahaha! É simplesmente um app que funciona como GPS, podendo fazer o download do mapa da localidade para o lugar onde queres visitar/conhecer e utilizar. Detalhe; funciona em tempo real. - Se curtiram esse textinho, comentem abaixo! Ou compartilhem suas experiências. **precisando de uma ajudinha ou dica? É só me chamar no instagram.com/LCoteOficial
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    Olá galera mochileira, Volto aqui para tentar retribuir de alguma forma toda a informação que aqui consegui. Este foi meu 1º mochilão e graças a esta plataforma me senti segura para montar todo o meu roteiro e ir de forma (quase) completamente independente. Vocês fazem parecer tão fácil!!! E foi! E foi uma delícia também! *já faz um tempo que comecei a escrever esse relato e tinha abandonado por causa de correrias da vida, mas quero terminar antes que o facebook pare de me lembrar que eu fiz essa viagem foda há 1 ano! PARTE 0 - Planejamento e preparativos Viajar ao continente africano sempre foi um de meus maiores sonhos e ele começou a se tornar verdade há 4 anos, quando ouvindo uma discussão sobre quanto se gastaria para assistir a 1ª fase da copa do mundo na Rússia eu pensei “com esse dinheiro vou conhecer a África”. E eu tinha a companhia perfeita: minha grande amiga (e na época roommate) Camila estava disposta a encarar a aventura comigo, se eu provasse a ela que viajaríamos por 1 mês com relativo conforto e não gastaríamos mais de R$10mil... E eu provei! *imprevisto: a viagem ficou mais cara (não dá pra comparar dólar de 2014 com de 2018!), durou 39 dias e incluiu aventuras que até agora não acreditamos que vivenciamos! (Parênteses: certeza que é possível fazer este roteiro gastando menos, mas tínhamos algumas premissas que não queríamos abrir mão. Estas seriam as primeiras férias em algum tempo para nós 2 e já estávamos em ritmo de corta-tudo-e-tira-leite-de-pedra para economizarmos para A viagem, então queríamos ter algum conforto e, muito importante: queríamos tomar cerveja todo final de tarde! :D) Logo no início das pesquisas a África do Sul se mostrou o país que melhor se encaixava nos nossos planos, seja pelo custo benefício ou mesmo pela facilidade de encontrar informações. Nem sempre nossa ideia foi de planejar tudo e ir sozinhas, até mesmo pelo fato de que nenhuma de nós 2 dirige, e lendo (milhares de) blogs, cheguei ao site Pangea Trails, de um cara que tem um roteiro de van por todo o país que dura 21 dias. Esse era o plano inicial. Chegada a época que íamos realmente afinar tudo e colocar o plano em prática, os custo deste pacote já estava tomando quase todo o nosso orçamento e começamos a pesquisar a coisa toda independentemente, mas ainda assim com o roteiro dele como base, pois já sonhávamos com muitos locais por onde a Pangea Trails passava. Tínhamos então os locais que queríamos passar e mais ou menos definidos quantos dias ficar em cada um, quando a história começou a tomar outro rumo: um perfil de turismo da África do Sul que eu seguia no instagram, publicou por 5 dias seguidos fotos da Otter Trail, uma travessia de 5 dias e 4 noites que acompanha a costa selvagem do Tsitsikamma National Park através de paisagens cênicas e eu fiquei completamente obcecada. Pronto! A paisagem era tão espetacular que eu tinha que presenciar aquilo! E eu devo ser muito mais persuasiva do que imagino, pois eu, que de travessia tinha apenas feito a Salcantay para Macchu Picchu, mas que contava com uma equipe que levava a bagagem mais pesada e provia comida e acampamento (foi um esquema meio princesa mesmo), queria levar comigo nesta trilha totalmente independente a minha amiga Camila, que nunca tinha feito trilha na vida. Bom, nem sei bem como, mas a convenci! Foi a primeira reserva que fizemos. E quase choramos de emoção quando recebemos a confirmação! A questão é que esta é uma trilha bem exclusiva e as reservas se esgotam com cerca de 1 ano de antecedência, pois apenas 12 pessoas por dia podem percorrê-la. Comecei a monitorar o site do parque e checar todas as condições de tempo e maré (o caminho inclui algumas travessias de rio que podem ser bem perigosas a depender da maré do dia) para conseguir a data ideal para as nossas férias. Feito isso, o resto da viagem começou a se desenhar melhor em torno da trilha. Alguns destinos que queríamos tiveram que ser cortados, pois a logística para a Otter Trail precisava de 6 dias da nossa viagem. Numa destas decisões, cortamos Drakensberg, pois esta parada era principalmente para fazermos algumas trilhas e este assunto já estaria muito bem garantido! Na sequência compramos as passagens, fechamos o overland tour para o trecho que passaria pelo Kruger Park e a Suazilândia e compramos nosso ticket de ônibus Baz Bus. A Baz Bus oferece um serviço de vans que funcionam no estilo hop-on hop-off com foco em mochileiros que atravessam o país, recolhendo os passageiros na porta do hostel e deixando no seu próximo destino. A logística é bem bacana e a rota vai desde Joanesburgo até Cape Town, com paradas obrigatórias em Durban e Port Elizabeth, pois as vans só circulam de dia. Eles têm uma lista de hostels que são atendidos pelo roteiro e diversas opções de tickets, a depender da quantidade de dias que se quer viajar, se viaja apenas em uma direção, etc... O valor dos tickets não é muito barato, mas pela comodidade e segurança achamos que valeu a pena. Quando já estávamos lá ficamos sabendo de outra empresa que presta o mesmo tipo de serviço, tem uma rota semelhante e parece ser um pouco mais barata, a Mzansi. O roteiro então ficou mais ou menos assim: 10.03 a 15.03.18 Chegada por Joanesburgo e estadia em Maboneng; 16.03 a 22.03.18 Overland pela região do Kruger Park, Rota Panorâmica, Suazilândia, Greater St Lucia, chegando a Durban; 23.03 a 01.04.18 Seguimos de Baz Buz pela costa passando por Coffee Bay, Chintsa, Port Elizabeth e Jeffreys Bay até Storms River; 02.04 a 06.04.18 Estabelecemos base em Storms River para percorrer a Otter Trail; 07.04 a 10.04.18 Seguimos novamente de Baz Buz pela Garden Route passando por Wilderness e Mossel Bay; 11.04 a 16.04.18 Exploramos Cape Town, de onde voltamos para São Paulo. mapinha das nossas andanças.... MEDICINA DO VIAJANTE Já tinha lido algumas vezes sobre este serviço público (e totalmente gratuito) de avaliação e orientação de acordo com o local de destino e áreas de risco para doenças, mas nunca tinha utilizado. Resolvi testar e não me arrependi! O atendimento em São Paulo é no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o agendamento é feito por e-mail. No dia da consulta é necessário levar documento com foto e carteira de vacinação. Então começa uma entrevista na qual você conta qual o destino e as características da viagem, com a maior quantidade de detalhes possível. Daí eles te dão todas as orientações em relação à sua saúde durante a viagem e atualização de vacinas. Aproveite para tirar todas as dúvidas! Saindo da consulta já te encaminham para as vacinas e pronto. Quem precisa do Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela (CIVP) deverá antecipadamente acessar o site da Anvisa para realizar seu pré-cadastro, necessário para a emissão da CIVP. A preocupação principal da maioria das pessoas que viaja à África do Sul, em especial à região do Kruger, é em relação à malária. Não existe vacina e a melhor profilaxia é evitar o contato com o mosquito através de barreiras físicas (roupas protegendo a maior parte do corpo, tela mosquiteira sobre a cama, etc..). Existe também um repelente (exposis) que foi recomendado e também os comprimidos, embora não tenham garantia total. A orientação que recebi foi: usar o repelente para a pele e para a roupa (existe um spray específico para passar na roupa e dura algumas lavagens) e tomar os comprimidos (aqui vale uma observação que o médico só indicou os comprimidos pois passaríamos pelas regiões de incidência no início da viagem e depois ainda teríamos um período longo antes de retornar ao Brasil, passando por áreas remotas e o receio era termos qualquer sintoma e não conseguirmos atendimento imediato.. se fossemos apenas ao Kruger e voltássemos em seguida, o médico não indicaria o remédio porque em qualquer emergência conseguiríamos atendimento fácil em SP). O que de fato aconteceu: levamos o exposis, mas não comprei o spray para roupa e tomamos os comprimidos que compramos em uma farmácia em Joanesburgo (parece que o melhor é comprar no próprio aeroporto, mas esquecemos e enfrentamos uma pequena burocracia para conseguirmos o remédio, que é controlado e não é barato). No início do overland, o guia fez um terrorismo de que nenhum repelente trazido de países que não tem malária é eficaz e sugeriu comprar outro, o peaceful sleep, que acabamos comprando também. Não sei se foi o remédio ou a mistura disso tudo com sol e suor, mas tive uma alergia forte na pele (rosto, pescoço e costas) que só foi sumir mesmo em Cape Town. Camila ficou enjoada nos primeiros dias do overland, o que logo relacionamos com o remédio também. Para mais informações sobre a Medicina do Viajante: http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/ MOCHILA, O DRAMA... A principal dificuldade neste tema foi: precisaríamos de uma mochila que aguentasse o tranco e boa o suficiente para utilizar na trilha (tenho problema na cervical e essa era minha maior preocupação) e isso costuma ser bem caro! No final das contas: uma amiga que estava de mudança para a Austrália tinha uma mochila usada Trilhas & Rumos Crampon 72L e deu pra gente. Camila acabou ficando com esta, pois eu não queria uma mochila tão grande. Outra amiga ofereceu a mochila dela emprestada, uma Deuter Futura Vario 45 + 10, que eu me neguei a pegar até quase a véspera da viagem. Mas de tanto ela insistir e de tanto faltar dinheiro, aceitei.. Resultado: olha, quando estava pesquisando pra comprar uma cargueira pra esta viagem, li muita coisa positiva sobre a T&R, então simplesmente não sei dizer o que aconteceu, mas a mochila praticamente se desfez durante a viagem. Na arrumação ela já rasgou um teco (o que levou Camila ao desespero antes mesmo da gente ir pro aeroporto) e no restante da viagem ela se rasgou inteira! Tentamos remendar com um bocado de fita e nada adiantou... enfim, outro ponto fraco que percebi é que ela ficava visivelmente desestruturada nas costas. Quanto à que eu levei, ela foi perfeita. Nas 1ªs horas da trilha precisei fazer alguns ajustes, mas ela segurou bem! O que levei: Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois) Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc.. 7 calcinhas 2 pares de meia para trilha 3 pares de meia de algodão 2 sutiãs 2 tops 2 biquinis 2 calças legging 1 calça-bermuda 1 calça jeans 2 camisetas dryfit 7 camisetas 1 blusa térmica (fleece) 1 jaqueta impermeável 2 blusinhas manga longa 1 shorts de corrida 2 shorts 1 saia jeans 2 vestidos 1 pijama 1 canga de praia 2 lenços 1 toalha microfibra 1 capa de chuva 1 chinelo 1 sandália kit de higiene / cuidados pessoais maquiagem básica kit primeiros socorros (com umas coisas bem específicas pra trilha, mas que não precisamos usar.. ufa!) saco de dormir lanterna de cabeça + pilhas 2 cantil + tabletes para purificação da água 1 canivete 1 bastão de trilha 1 capa protetora mochilão (comprei uma Arienti www.territorioonline.com.br/bolsa-para-transporte-arienti-m para despachar a cargueira, que até por ser emprestada merecia um cuidado mais especial e também porque precisávamos de uma bolsa pra deixar nossas coisas no hostel durante a trilha) 1 binóculo Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois) Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc.. leite em pó (levei em saquinho zip lock apenas o necessário pra preparar 5 canecas de manhã) *confesso que quando estava separando o leite em pó no saquinho pra levar na mochila me bateu uma sensação mega ruim de que aquilo podia dar muito errado no aeroporto, mas deu em nada não... toddy (2 colheres de sopa / dia - levei em saquinho zip lock) geléia (aquelas individuais de cestas de café da manhã) castanhas semente de girassol cuscuz marroquino (em zip lock) quinoa (em zip lock) arroz + lentilha (em zip lock) temperos: sal (aqueles saquinhos de restaurante), pimenta do reino (não vivo sem!), azeite barras de cereais e proteínas 2 pratos plásticos rígidos, 1 caneca alumínio + kit talher de plástico Esta lista era basicamente para o meu café da manhã (com alguns itens complementares que compraria fresco na véspera da trilha) e jantar para nós 2! A Camila levou com ela o que iria precisar para o café da manhã dela e levaria o kit de panela. Além disso levei uma pequena mochila de ataque (aquelas dobráveis da decathlon, que viram uma bolinha compacta) com pasta completa de documentos e comprovantes de reservas impressas, bloco de anotação, travesseiro de viagem (meio dispensável pra mim, mas até que garantiu um conforto quando acampamos), carregador de celular, 2 power banks, câmera (uma véia digital que tenho, levei mais como garantia se a memória do celular faltasse). Acho que foi isso. A maioria das coisas que não tiveram utilidade durante a viagem foi levada por alguma indicação específica para a trilha e não acho que deixaríamos de levar (mesmo sabendo agora que não usamos), pois poderiam ter sido necessárias.. mas confesso que daria pra ter cortado umas peças de roupa e a sandália.... No final deu isso aí.. mochila pronta... O relato diário irei postando em partes para não ficar tãããão comprido... Até!
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    Procuro companhia pra mochilão roots estilo Via enfinda e Eu vivo isso,acampar bastante,fazer dinheiro na estrada,inicialmente começar em Ilhabela-Sp e decidir junto com a pessoa ou pessoas o próximo destino. WhatsApp 14991393504
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    Prezados, Como há muitos relatos sobre o turismo de praia e pontos turísticos de interesse geral, resolvi escrever este relato para as pessoas que têm interesse em conhecer a história da independência de Cuba e da conseguinte Revolução Cubana de 1959, a fim de que saibam quais lugares seriam indispensáveis para que se faça uma viagem pela honrada história de Cuba. De início, sugiro a leitura do livro A Revolução Cubana, de Luis Fernando Azevedo. Leitura fluida, contextualizada com o panorama internacional e com a história da independência. É bem fininho! rs... Se vc tiver essa leitura prévia, garanto que sua viagem ficará mais rica e interessante. Vou colocar aqui um roteiro de lugares indispensáveis para visitar em Cuba com o fim de fazer esse recorrido histórico, mas é óbvio que Cuba possui outros atrativos indispensáveis para conhecer. Aqui vai constar apenas o que não pode faltar para quem se interessa pela história. Minha viagem foi em março de 2019. Havana: 1) Introdução: Museu da Revolução - indispensável que a visita seja guiada. 2) Período Colonial Espanhol e movimento de independência: Museu dos Capitães Generais na Plaza de Armas - indispensável que a visita seja guiada. Prestem muita atenção nas informações sobre Jose Marti, Cespedes (preste atenção no porquê dele ser considerado o Pai da Pátria) e Antonio Maceo (a tropa rebelde feminina chamada Mariana Grajales (vc terá visto no Museu da Revolução) adotou esse nome para homenagear a mãe de Antonio Maceo) Santiago: Sugiro ir de avião - passagem em torno de 135 dólares. Necessário comprar com bastante antecedência no site da Cubana Aviación (uns 2 meses), porque esgota. Não é teco-teco. Avião comercial comum. Mesmo sendo voo nacional, eles pedem para chegar com 3 horas de antecedência. O terminal de voos domésticos é muito diferente do internacional. 1) Museu Emílio Bacardi: é muito eclético, mas aqui vc vai ter uma noção de que pessoas muito poderosas e de extrema cultura em Cuba eram abolicionistas e investiram pesado na independência Cubana. Emílio Bacardi alforriou todos os seus escravos. Sim, é o cara do rum Bacardi, do morceguinho! rs.... Não é um museu indispensável do ponto de vista histórico, mas é muito interessante. O Emílio Barcardi foi uma figura muito interessante e de muita nobreza com seu país. Até múmia egípcia vc verá no acervo que foi de Emílio Bacardi. 2) Museu da Luta Clandestina - indispensável que a visita seja guiada. Neste museu, vc vai conhecer a gênese da Revolução de 1959. Esse museu é essencial. Aqui vc vai se lembrar de Jose Marti. O revolucionários do centenário de Marti. 3) Museu do Carnaval - é pequeno e a visita rápida, mas é interessante ler os recortes de jornais nas paredes. O ataque ao Quartel Moncada foi planejado para o dia do carnaval de Santiago e é a partir daí que nasce o Movimento 26 de Julio, que vc vai ter visto inúmeras vezes o patch vermelho e preto no Museu da Revolução lá em Havana. Ele fica pertinho do Museu Emílio Bacardi. Então, para não ter que andar muito, vale a pena visitar logo depois do Museu Bacardi. 4) Museu do Quartel Moncada - no dia que fui, não sei se tinha guia, mas acho indispensável. Como eu já estava andando com historiadores de Santiago, tive uma guiagem independente e foi essencial. Lá tem uma mochila de Fidel, repare no detalhe da sigla estampada! rs... Esse museu é bem chocante. Aqui vc terá uma ideia do episódio do assalto ao Cuartel Moncada e da crueldade do regime ditatorial de Fulgêncio Batista. Uma coisa é matar um rebelde em um conflito, outra coisa é prendê-lo dias depois e torturá-lo da forma mais cruel possível ou matar em emboscada. 5) Museu Granjita Siboney - indispensável a guiagem . Fica a uns 10km de distância do centro de Santiago. Nesta granja, foi preparado o assalto ao Moncada. É um museu muito legal e os guias são muito preparados. Vale muito a pena. Ao lado dele, há um outro museu do período colonial, como vc já chegou até lá, vale a pena conhecer tb. Se caminhar mais 2km , vai chegar a uma praia frequentada por 99% de cubanos. Não espere boa estrutura como nas praias brasileiras e não se assuste com as pessoas jogando lixo na areia. Há como alugar guarda-sol. A praia é bonita, mas tem muita pedra na faixa de areia por causa dos ciclones. Repare que algumas casas mantêm tapumes de madeira protegendo os vidros das janelas mesmo fora do alerta. E também há atividade sísmica na região. Obs.: Você vai sentir muita diferença entre os cubanos de Havana e os do Oriente. Em Havana, lidamos praticamente com pessoas ligadas ao turismo e, nesse ponto, acho que há uma atmosfera de artificialidade e interesse na sua grana. Eu comecei a amar o povo cubano depois que saí de Havana. As pessoas me pareceram mais cultas, inteligentes, solícitas, simpáticas, nacionalistas e menos interessadas no dinheiro do turista. Bayamo: Base para você visitar La Comandancia de La Plata em Sierra Maestra. Contratei um passeio. Cerca de 75 dólares, com almoço ao final. Vc sai às 8h para santo Domingo e chega umas 16h/16h30 a Bayamo. Te buscam na porta da sua casa. Carro novo, confortável e com ar. No carro, eram 3 turistas. Na trilha, 5 pessoas. Quem acertou para mim foi o pessoal da casa particular. Tem como ir por menos, contratando o táxi diretamente e rateando com outras pessoas. Mas como eu só tinha um dia em Bayamo, eu não quis arriscar que algo desse errado. Dá para sair direto de Santiago também, mas aí sai bem mais cedo, é bem mais caro e mais difícil de formar o grupo para o carro encher. Indico muito a casa particular da Kenia Guevara: [email protected], [email protected] Ela é uma médica muito simpática, acolhedora e com uma energia muito boa. Conversávamos muito e sobre diversos assuntos. Combinei de jantar na casa dela e a comida era muito boa. A casa é bem ampla, com boa estrutura e o quarto que fiquei era independente e grande, com banheiro privativo e entrada separada direto para a rua. Fica relativamente perto da rodoviária da ViaAzul e pertinho da rua peadonal onde há comércio. La Comandancia de La Plata: local onde Fidel montou um QG nas montanhas. É uma trilha de 6km (total - ida e volta). Não é muito fácil, porque é sempre muito úmida e o solo escorrega, além de ser bem íngreme. Não tem mosquito. Vá com roupas e sapatos adequados. Leve água. Vc vai se sujar bastante. O guia foi excelente. Uma pessoa super inteligente e antenada com a política internacional. Fomos conversando a trilha toda. Diga que vc quer ir até a rádio rebelde e onde ficava a antena. Acho que deve ser só uns 200 metros a mais da casinha de Fidel, mas é muito íngreme e esse pedacinho é matador. Mas, não desista, camarada! Vale muito a pena! Vc vai se pegar refletindo sobre o porquê de um civil, advogado, de família abastada, como Fidel ter passado por tudo aquilo para lutar pelo direito dos mais pobres. Ele poderia ter tido uma vida tranquila e confortável. Vc ficará chocado com a astúcia de Fidel. Vc terminará a viagem fã de Fidel. Vc ficará se perguntando sobre o que vc já fez de relevante para o seu país, para sua comunidade. Santa Clara: Pegue uma visita guiada que envolva todos os pontos turísticos, porque, do contrário, muita coisa não fará sentido, como, por exemplo, a estátua de Che e o Menino, que é cheia de significado. Sugiro assistir na véspera da viagem ao filme Che, interpretado por Benicio del Toro. Sua visita vai ter outra emoção! Lugares para vistar: Praça da batalha contra os policiais de Fulgêncio (esqueci o nome). Tem homenagens ao Vaquerito. Monumento ao trem blindado Mausoleu de Che (entre tb onde estão os restos mortais de Che) Estátua de Che e o Menino Playa Girón Recomendo fortemente a casa da Tania. Ela trabalha no museu. Uma das casas com melhor estrutura que fiquei em Cuba. A Tania conseguiu uma bike para eu alugar e ir à praia. Praia lindíssima. Caleta Buena. 10km da casa. Tudo plano e margeando o mar. Não é asfaltado, tem que ter um pouco de atenção. Quase não passa carro nenhum. A casa dela fica relativamente perto da Viazul. Uns 600m. Cheguei andando. O Museu fica em frente à Via Azul (wi-fi só na Via Azul). A Tania é muito atenciosa e vc se sente em casa. Para entrar em contato com a casa particular Tania e Richard: [email protected] Museu Girón - indispensável a visita guiada. Neste museu, vc vai conhecer a tentativa de invasão mercenária patrocinada pelos EUA à Baía dos Porcos, bem como conhecer a realidade daquela região até a Revolução de 1959. É muuuito interessante e imperdível! Sugiro que você primeiro assista a um filme de 15 minutos que passa lá repetidas vezes (ruim , mas informativo), depois faça a visita guiada e depois leia com calma todo o material do Museu. Tem até a lei da reforma agrária feita por Fidel proibindo o latifúndio. O museu funciona de 9h às 17h. Espero que a turma que gosta de história aproveite algo deste roteiro.
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    @Rômulo Estevan vou te chamar no Whatsapp para combinarmos algumas coisas da viagem blz?
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    Ola Luis ... vou em junho para Santiago e Atacama... super ansiosa...que bom que curtiu a viagem. Seus relatos serão de grande ajuda.😉
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    Putz...vontade não me falta. O problema é que minha agenda está bem complicada para a data. Tenho várias trips e trilhas agendadas. Mas vou aguardar vocês decidirem a data e aí verifico a disponibilidade! Abração galera!
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    @Nathan Messias A previsão é uma previsão. ..kkkk pode chover em Passa Quatro e não na Pedra da Minas, ou vice-versa. Podem informar que vai chover e não chover naquele local. .. Não podemos culpar as empresas, pq deve ser muito difícil acertar todas né Fiz uma preparação longo para subir a pedra da Mina, esperei uma janela umas 3 ou 4 vezés, rodei Minas Gerais esperando e não deu...mas subi vários outros. Como faço bate/volta no mesmo dia, tem que ter uma janela bem definida, pois são mais de 13 horas de subida e descida, inevitavelmente naquelas oportunidades a chuva com raios me pegaria lá em cima. Como não estava com saco de dormir..barraca, não podia arriscar. Mas se vc subir com todos equipamentos já ajuda bastante.
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    No inicio do ano passado, exatamente no mês de Janeiro de 2016, eu decidi viajar para morar nos Estados Unidos da América. Conforme já havia relatado nesse tópico: http://legadorealista.com/forum/showthread.php?tid=349&pid=15093#pid15093 Vou contar o que aconteceu: Muitos falaram que foi corajoso da minha parte fazer isto com pouco dinheiro, afinal eu fui com apenas 550 dólares, mas talvez tenha sido mais loucura do que coragem. E por isso o nome das minhas sagas serão: Loucuras do Libertador. Vamos começar então! [align=center]Loucuras do Libertador - Saga Estados Unidos da América[/align] [align=center][/align] Comprei uma passagem para os Estados Unidos em uma promoção, me custou 1800 reais a ida e a volta, e tive que fazer uma escala em São Paulo e outra na Cidade do México, e somente depois dessas escalas que eu finalmente cheguei na cidade de Orlando no estado da Flórida. Passei pelos fiscais da imigração, que aliás, são bem rígidos. Mas deu tudo certo e pisei em território americano e sai do aeroporto com as malas, pensando por onde eu começaria a minha Saga. Quando cheguei na Florida, por não conhecer ninguém, e não possuir nenhum contato, pesquisei uma igreja adventista de brasileiros, que pudesse me fornecer alguma ajuda, fui em um culto de sábado e conversei com as pessoas que lá conheci. Expliquei que havia acabado de chegar, não conhecia ninguém, procurava um lugar para alugar e um emprego. Conseguiram um quarto no apartamento de um ex-pastor de uma igreja Assembleia de Deus que era brasileiro. O que eu achei bom, afinal, eu sabia falar bem pouco inglês. O cara queria o aluguel adiantado no valor de 550 dólares. Conversei que eu não tinha como fazer isso, até porque, eu não tinha mais todo o dinheiro, utilizei uma parte com transporte e comida. E ele acabou aceitando que no final dos 30 dias eu pagasse o mês passado e o mês seguinte adiantado com o dinheiro do emprego que eu arrumasse, totalizando 1100 dólares. Para ir até a casa em que eu iria alugar, eu pesquiso na net o endereço, pego um ônibus com as malas e desço em uma parada que achei ser a certa, mas descubro que estou perdido. Não sabia como ia fazer para achar o lugar, o meu celular não tinha internet, afinal, o meu chip era do Brasil e não funciona 3g de operadora brasileira lá, eu não sabia nem onde eu estava e muito menos como ia conseguir pedir ajuda em inglês. Por sorte, olhando ao redor vejo uma bandeira do Brasil em um bar. Fui pra lá com as malas e perguntei para um grupo sentado nas cadeiras se eram brasileiros e eles eram. Que bom! Expliquei a situação, o grupo foi muito solidário, um deles falou que se eu esperasse mais uns 15 minutos, ele me dava uma carona até o endereço, porque não era perto, ainda mais para ir com as malas. Fiquei lá, troquei uma ideia, até me pagaram uma bebida e me passaram um lista com os telefones de uns 20 empregadores de construção civil. E acabei pegando varias dicas de como viver por aqui. Descobri que alguns deles também saíram do Brasil sozinhos para tentar vida aqui no capitalismo opressor. Mas todos foram com uma quantidade de dinheiro decente, algo em média de 5 mil a 10 mil dólares. Eles foram muito solidários. Cheguei na casa do ex-pastor, que estava preocupado com a minha demora, me instalei e na manhã seguinte bem cedo, pesquisei na net do celular e achei um outlet imenso que tem um movimento intenso de turistas, que ficava de 50 a 60 minutos a pé de onde eu morava, sai cedo e fui procurar um emprego lá nos kiosks, aquelas banquinhas no meio dos corredores que vendem de tudo, pois fiquei sabendo que lá eles só contratam ilegais e não pedem documento nenhum. Cheguei lá e conversei com os vendedores brasileiros dos kiosks e os vendedores que falavam espanhol. Porque eu não conseguia entender nada em inglês, eles falavam rápido demais e difícil demais por meu nível de inglês. Mas a maioria dos vendedores falavam em português e espanhol. Fui em todos os kiosks que consegui e não obtive sucesso em nenhum. Fiquei preocupado, pois se não conseguisse nada aqui, talvez teria que ir para a construção civil, lá a coisa era bem pesada, o rapaz me contou que na primeira semana o amigo dele arrebentou a mão e levou 50 pontos, e ainda pagou caro pela operação, visto que nessas horas os seus empregadores ilegais somem e eu só tinha 500 dólares neste momento, não podia desperdiçar nenhum centavo, pois poderia fazer falta em breve. Além do pessoal da igreja que também mostraram algumas cicatrizes e contaram que muitos caras grandes metidos a fortões não aguentavam nem duas semanas no Bricks, que é como eles chamam construção civil lá. Como eu sou magro e desprovido de uma estrutura muscular para suportar muito peso, eu decidi, depois de ouvir essas histórias, que só iria para um lugar desses em último caso. Eu ainda não sabia, mas eu acabaria tendo que trabalhar na construção civil para não ser despejado da casa. Até que em um dos últimos kiosks que eu fui, quando já estava pensando em ir embora, conversei com um brasileiro que disse que o chefe dele, que era um judeu, estava lá naquele instante, então ele me levou de volta em um dos kiosks que eu tinha ido antes, me apresentou para o dono e agiu como tradutor da minha primeira entrevista de emprego na América. O dono não estava disposto a contratar ninguém naquela hora, mas quando o cara explicou que eu era farmacêutico no Brasil, eu entendia de medicamentos, ele se interessou mais, pois isso tinha relação com a linha de produtos que ele vendida, então ele aceitou fazer um teste rápido comigo. O emprego era para trabalhar como vendedor, mas não era uma venda simples, era um tipo de venda bem agressiva, na qual você precisa parar o cliente que está caminhando e que não quer ser parado, apresentar um produto que ele não quer ver, gerar o interesse nele e ainda vender o produto antes que ele mude de ideia. Ninguém vai no Outlet para comprar coisas nas barraquinhas no meio do corredor, eles querem gastar nas lojas de marca e famosas que tem lá, então você tinha que empurrar coisas para os clientes e forçar eles a parar de algum jeito, era um trabalho bem invasivo. Ele me deu um speech, um texto básico pré-definido sobre o que falar para parar os clientes, me disse para me preparar o tempo que precisasse, depois voltar e tentar vender, se ele gostasse do meu desempenho me contrataria. Rápido e prático o método de avaliação dele. Sentei em um banco, li algumas vezes, orei pra Deus me ajudar e voltei uns 30 minutos depois, tentei ir logo fazer o teste antes que ele fosse embora, porque o vendedor brasileiro falou que era difícil ele aparecer pessoalmente por lá e ele não ficava muito tempo. E assim, sem mais, lá estava eu, tentando parar as pessoas que passavam pra empurrar produtos, até que consegui parar duas pessoas brasileiras e fiz de tudo para empurrar o produto para elas, não me explicaram nada sobre como o produto funcionava, inventei tudo na hora, ainda ficaram em duvida por um breve momento, mas escaparam assim que conseguiram, perdi a venda. Me esforcei bastante para dar certo, mas não compraram, pensei que tinha perdido a chance de emprego mas o judeu gostou de mim e me contratou. Ele disse que o trabalho funcionava assim: 12 horas por dia, de 10 da manhã às 10 da noite, todos os dias. Só vou receber o que eu vender, era 25% de comissão até 400 dólares e 30% de comissão acima disso. Se eu não vendesse nada, não recebia nada, literalmente. Não existia ajuda de custo, nem piso salarial, nem nada, só comissão. Era uma proposta indecente, posteriormente aprendi que os Judeus não eram os únicos que agem assim. Ele disse que gostava de contratar brasileiros porque sempre tinham muitos turistas brasileiros. Conversei com ele já na contratação que eu queira folgar um dia na semana, no dia de sábado, pois assim como eles, os judeus, eu também não trabalhava aos sábados, pois sigo os princípios bíblicos, incluindo os 10 mandamentos. Ele aceitou relutante. Porque metade dos meus futuros colegas de trabalho eram judeus, então tinha muita gente já folgando no sábado. Depois eu descobri que quase todos os kiosks do outlet eram de donos judeus e os melhores vendedores também eram judeus. E começou a minha jornada no capitalismo opressor. Nas próximas partes vou falar sobre o que aprendi nesse trabalho. Meu trabalho na construção civil. O negócio próprio que montei. Sobre as prisões e deportações que ocorreram a minha volta. Mas uma coisa é certa: As vezes, em uma loucura dessas, você aprende muito mais em 1 ano do que em 20 anos vivendo do mesmo jeito, no mesmo lugar. Vocês verão isso nos próximos capítulos desta saga. Eu postei o texto originalmente aqui: http://legadorealista.com/forum/showthread.php?tid=1367 Mas vou repostar ele aqui no fórum Mochileiros, conforme vou realizando algumas alterações no texto, pois no link original está com alguns termos desconhecidos para a maioria por pertencerem a um grupo mais fechado. Continua em breve.
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    @Juliana Champi Estamos devendo uma visita mais demorada no Paraná, subimos à serra da granciosa à pé e achamos simplesmente demais. Já conhecemos muita coisa no Paraná mas de carro. Inclusive em 1986 estudei em Paranavai, nossa tô velho mesmo! Nascemos em Minas mas moramos cada tempo num lugar.
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    @Will_tex vamos lá. Sobre o câmbio: Eu fiz todo em Santiago, lá existe uma rua chamada Agustinas onde há casas de câmbio com cotação legal. Nunca compre pesos no Brasil, a cotação por aqui é péssima e no aeroporto de Santiago apenas em último caso, pois também é bem abaixo do recomendável. Como você vai para o Atacama primeiro, eu sugiro o seguinte: troque um pouco de reais por dólares ainda no Brasil e leve dólares para San Pedro, para aí sim fazer o câmbio para pesos. A cotação do real no Atacama estava bem ruim e levando dólares você não sai tanto no prejuízo. Mas uma pergunta, de quanto tempo é a sua conexão em Santiago para Calama? Sobre as agências, no Atacama deixe para fechar quando chegar lá. Ao vivo você consegue pechinchar e fechando todos os passeios em uma mesma agência eles dão descontos. Em Santiago reserve com antecedência se você for ao Cajon Del Maipo ou algum passeio de neve, e a tour com a vinícola (se for fazer) que também é agendada, pois julho é alta temporada por lá devido a neve.
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    Pico dos Marins é show heiimmm!!! Esse bate e volta é osso e acaba ficando pouco no cume e não aproveita muito a oportunidade de estar a 2.420m de altitude. Mas sei que muitos colegas não tem dois dias para fazer esse rolê de forma mais tranquila, então o bate e volta é uma solução. Uma dica para os amigos: Para essa pegada é legal você sair de madrugada, iniciar a subida bem cedinho ... Saiam ainda na noite de sábado (nem que seja meia noite). Vão chegar às 4h00 da madrugada na base dos Marins. Dão uma relaxada, tomam um cafezinho no estacionamento da pousada e iniciam a subida por volta de 5 horas, com temperatura baixa. Vão chegar no cume umas 11/12 da manhã, indo tranquilo. Aí o dia vai valer a pena. Subir mais tarde, em um calorão infernal não é um bom negócio, principalmente porque vão ter um longo estradão para pegar na volta.... e o cansaço vai acompanhar vocês minuto a minuto, durante todo o trajeto até suas casas rs. Abração e boa sorte aos amigos!!
  21. 1 ponto
    Amigo, sua vestimenta (segunda pele, fleece, jaqueta, meias...) e seu saco de dormir/isolante vão pesar mais do que a barraca no isolamento do frio. Barraca protege contra chuva e vento, mas a sensação térmica ainda vai estar lá (principalmente de madrugada). Por sorte, Julho é uma época em que chove menos para lá (mas não significa que vc deve subestimar o pico). A super esquilo é meio grande e pesada para uma pessoa, eu quero subir o pico no futuro, mas eu usaria uma barraca mais "plana" com avanço pros equips, e mais leve. Na minha honesta opinião vc deveria ver essas opções. *Cloud up da Naturehike (a única autoportante das que estou recomendando, é um detalhe a levar em conta porque nem sempre temos chão para fixar os specs em grandes altitudes) *bivak da trilhas & rumos (como o amigo gesiel destacou) *nepal da azteq *quickhiker da quechua (apesar dela ser um pouco pesada pros padrões de barraca pequena)
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    Entendi é de repente pelo preço que ela está pode valer a pena comprar e testar como fica no pior das hipóteses eu devolvo ela antes de usa-la. Valeu pela ajuda.
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    @gbucci Quando você aluga eles te explicam como montá-lá(eles montam na sua frente), não é complicado(verifique se ela não está rasgada ou faltando algo). Não esqueça que quando for devolver a barraca eles vão conferir se não estragou, então tem que tomar cuidado ok. Uma dica é filmar a montagem e se tiver dúvida quando for montar é só ver o filme. Veja esse ótimo relato sobre fazer bem econômico: https://www.mochileiros.com/topic/34049-circuito-w-torres-del-paine-quase-de-graca/
  24. 1 ponto
    "Muitos me perguntam se eu eu não fico com medo ou insegura. Claro que eu fico. Mas eu vou com medo mesmo. Porque eu não quero que nada me impeça de fazer aquilo que eu quero da minha vida. Principalmente que essa limitação seja interna. Se confrontar é um dos maiores desafios da vida e até agora sinto que estou no caminho certo. E você? O que te limita? Liberte-se." onde eu assino? Parabéns pelo relato, ótimas fotos. ... Se puder, edita o post e coloque os nome dos lugares nas fotos E que fotos viu.
  25. 1 ponto
    Bom faz muito tempo que tenho essa vontade no meu coração de ir embora e apreciar o que tem de melhor, desacelerar dessa rotina cansativa e que não me leva a nada.. penso em largar tudo e aproveitar, até mesmo usar o Worldpackers, tenho isso comigo de ajudar tanto as pessoas quantos os animais.. sinto que isso vai encher meu coração e me fazer feliz. se alguém aqui pensa em largar tudo e quer uma companhia me chama aqui, podemos trocar uma ideia e quem sabe até encarar essa juntos
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    @Valante como vai? Gravei esse video pra te responder: A parte das botas militares ficará pra outro video, ok? Me chama no zap q te explico. Abravos
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    @Elder Walker muito obrigado pelo comentário. O Atacama realmente é maravilhoso. Uma coisa que notei no Atacama é que a região ainda tem uma natureza muito preservada, com locais intocados e a população local luta muito para manter assim, algo pouco visto hoje ao redor no mundo. O guia a toda hora dizia para seguirmos as trilhas demarcadas e sobre a proibição de ir além delas. O tour astronômico não tem palavras que possam mensura-lo. É realmente muito especial. Eu moro no litoral de SP e a vida toda morei em cidades grandes onde não é o possível ver o céu com tanta nitidez, então esse passeio especificamente é bem importante para mudar nossa forma de ver as coisas e perceber como somos pequenos perante ao universo. Eu fiz o tour durante o quarto crescente e tive uma visibilidade bem legal. Um dia volto para fazer de novo na lua nova!
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    28/04/2019 - A SAGA DE RETORNO AO BRASIL Esse dia foi exclusivamente de retorno ao Brasil. O Transfer Pampa pontualmente nos pegou no hostal às 05:20 da manhã e por volta das 06:50 já estavámos no aeroporto de Calama. O voo de Calama para Santiago saiu às 08:15. Chegamos na capital chilena por volta das 10:15 e ficamos esperando dar o horário para o nosso voo de retorno ao Brasil. Às 14:20 nosso voo partiu e chegamos em São Paulo por volta das 19:30 (hora local). Voltamos bem no dia que deu aquele vendaval no litoral de SP, então pegamos uma turbulência ferrada e eu só estava torcendo para o avião pousar em segurança, porque o que estava dando de raio não era brincadeira! Mas ocorreu tudo bem. Só uma dica aqui: Se for fazer como nós e voltar do Atacama direto para o Brasil, pegue voos com um bom intervalo de diferença. Fiquei bem preocupado de ocorrer algum atraso e perder o voo para o Brasil, pois as companhias aéreas eram diferentes e daria ruim. Então fica a dica, pegue voos com uma diferença boa ou volte um dia antes para Santiago. SOBRE O TEMPO DE PERMANÊNCIA DO ATACAMA: Depende do que você quer ver e quais são suas prioridades por ali. Conheci gente que foi e ficou só por dois dias. Outros fizeram como eu e ficaram 4. E tem muita gente que prefere ficar mais de uma semana. Então depende muito dos passeios que você quer e da sua disponibilidade, pois coisas para ver tem de sobra. 3 dias completos já dá para ver o principal. Se eu fosse montar meu roteiro hoje, adicionaria apenas um dia a mais no Atacama para fazer ascensão a algum vulcão ou talvez ir nas lagunas escondidas de baltinache (não eram prioridade dessa vez, fica para uma próxima). FEEDBACK DA VIAGEM: Sem dúvidas foi a viagem da minha vida até o momento, e principalmente por realização pessoal. Consegui estar em um lugar que era sonho de infância e presencial momentos mágicos. Se você estiver pensando em ir pro Chile, mais especificamente para o Atacama, só vai! Vale cada centavo investido e com certeza é uma viagem para ficar marcada. 😍
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    27/04/2019 - PUKARÁ DE QUITOR E DESCANSO Depois do intensivão do dia anterior, resolvemos acordar um pouco mais tarde. Eu tinha reservado este quarto dia no Atacama para fazer o Salar de Tara, mas como eu disse no início, ele estava fechado na ocasião e com isso tivemos que apelar para o plano B. Acordamos por volta das 09:00, tomamos café no hostal e saímos pelas ruas em buscar de algum lugar para alugar bike. Explorar o deserto de bicicleta era uma ideia que já estava em mente e que queríamos fazer, porém apenas se tivesse tempo livre. Surgiu a oportunidade e fomos. Conseguimos alugar as bikes por 3.000 pesos pelo período de 6 horas (foi mais que suficiente). Para quem está acostumado a pedalar ao nível do mar, vai sentir bastante na hora de pedalar pelo deserto. O percurso que fizemos não foi muito longo e acabou por ser o passeio mais cansativo, justamente pela combinação secura + altitude (sorte que levamos muita água). Saímos de San Pedro em direção a Pukára de Quitor, que é uma antiga fortaleza construída pelo povo inca e fica a cerca de 3/4 km de San Pedro. A estrada é bem sinalizada e fácil de chegar lá. Já no parque de Pukará, deixamos as bikes no estacionamento e fomos pagar as entradas (3.000 pesos) por pessoa. O responsável nos deu um mapa com as trilhas disponíveis pelo local: Uma para o mirador geral e outra para as ruínas de Pukára de Quitor. Optamos pelo mirador. Começamos a subir, subir, subir e não chegava nunca ao topo 🤣 Demoramos cerca de uma hora para chegar lá. É uma caminhada de respeito, pois é toda em ziguezague, com muitos desníveis e vários pontos de descanso por ela. É possível avistar as ruínas de Pukára de Quitor por ela também. Mas toda a subida valeu a pena. Do topo é possível avisar San Pedro de Atacama, o Valle de La Luna, Valle de La Muerte e ainda um panorama dos principais vulcões da região: Licancabur, Lascar, Juriques, entre outros. Lindo demais! Ficamos no topo cerca de 1 hora, apenas contemplando a paisagem e saudando os turistas que passavam por lá. Não foram muitos, mas todos na mesma vibe de "carpe diem", aproveitar o momento. Por volta das 14:00 iniciamos a descida (na hora de descer todo santo ajuda) e por volta das 14:40 já estávamos pegando as bikes de novo. Voltamos rapidamente para San Pedro, pois logo já daria a hora de devolver as bicicicletas. Chegamos por volta das 15:30. Paramos para almoçar e adivinha onde? Na Pica'da Del Indio. 😂 Até procuramos outros restaurantes por lá para jantar neste último dia, mas os pratos da Pica'da eram irresistíveis! Voltamos para o hostal para tomar um banho, tirar todo o barro e sujeira que acumulamos de bike e começamos a organizar as malas, pois no dia seguinte já era o momento de retornar ao Brasil 😭
  30. 1 ponto
    26/04/2019 - GEISERS DEL TATIO, VALLE DE LA LUNA E TOUR ASTRONÔMICO (INTENSIVÃO!) Acredito que chegamos no dia mais "hard" da viagem. Acordamos por volta das 04 da manhã, pois o passeio dos Geisers começa bem cedo para aproveitar o período de maior atividade do campo geotérmico (entre 06 e 07 da manhã). A van da 123 Andes passou por volta das 05:10 da manhã e partimos rumo ao Geisers del Tatio. O guia da vez foi o Gabriel, excelente pessoa. Ele explicou que o percurso até lá durava cerca de uma hora e quinze minutos e que como ainda estava escuro, só restava ao grupo dormir. Aqui também fomos alertados em relação a altitude, pois o passeio acontece a mais de 4300 m de altitude. Eu não consegui dormir e fui acordado durante todo o percurso, bebendo bastante água para não sofrer com o soroche (mesmo assim, nesse passeio me senti um pouco mal. No dia anterior a altitude foi a mesma e não senti absolutamente nada, mas creio que seja porque nas Lagunas Antiplânicas a subida é gradual, aqui vai de 2.500 para 4.300 praticamente de uma vez). Por volta das 06:30 chegamos aos Geisers. Pagamos a taxa de 10.000 pesos por pessoa na entrada, usamos os banheiros e o guia nos levou primeiramente aos geisers menores. É um fenômeno muito incrível! Há dezenas deles no local e o Gabriel explicou que cada um possui sua particularidade. A trilha para observar os geisers é bem demarcada e o guia sempre nos alerta para ter cuidado, pois já houve acidentes graves no local. Aqui foi onde senti mais frio também, estava -6 no dia, então é obrigatório ir bem agasalhado. Assim que o sol aparece, já começa a esquentar. Por volta das 07:30 o guia começou a preparar o café da manhã, e enquanto isso, pudemos aproveitar para conhecer os geisers maiores e quem quisesse poderia ir na piscina termal que há no local (não tive coragem). Tomamos mais um café da manhã excelente (com aquele doce de leite maravilhoso) e seguimos com o passeio. Por volta das 09 deixamos os Geisers e fizemos uma parada em um pântano chamado "Vado Putana". Aqui é possível observar várias espécies de animais e plantas típicas da região (vicunhas, raposa andina, viscacias) e também o vulcão Putana ao fundo com uma fumarola sempre presente na sua cratera. Segundo o guia, é um dos vulcões mais ativos da região junto do Lascar. Depois de algumas fotos, continuamos e paramos no Povoado Machuca. Trata-se de um vilarejo secular existente desde a época dos Incas e que abriga poucos moradores, pois as condições para vida não são as mais favoráveis. Por aqui é possível comer o famoso espetinho de lhama e visitar uma igreja muito charmosa e antiga. Ficamos cerca de uma hora no povoado (achei tempo demais, preferia ter ficado contemplano o vulcão Putana). Nossa última parada do passeio foi no Canyon de Guatin, onde é possível ter um panorama geral do Deserto de Atacama e da Cordilheira dos Andes. Chegamos por volta do 12:00 em San Pedro de Atacama e já passamos direto na Pica'da Del Indio para almoçar. Melhor restaurante! O prato principal do dia era atum ao molho de ervas. Devidamente almoçados, foi o tempo de irmos ao hostal, colocar uma roupa mais fresca e já partir para a agência, pois lá era o ponto de encontro para o passeio do Valle de La Luna. Por volta das 14:30 nossa van chegou e dessa vez o guia responsável foi o Ângelo, muito gente boa também! O nosso grupo era pequeno novamente e só havia mais uma brasileira, duas chilenas e um casal de Cingapura. Todos bem legais. Chegamos ao Valle de La Luna em menos de 15 minutos, pagamos a entrada de 3.000 pesos por pessoa e dali já era possível ver aquelas formações únicas. O guia que explicou que o nome "Valle de La Luna" foi dado por Gustavo Le Paige ao chegar por ali e achar que era parecido com o solo da lua. Subimos nas dunas e o guia foi explicando as formações do local, todas provenientes de atividade vulcânica. Um aviso: essa passeio venta DEMAIS! O chapéu de um dos integrantes do grupo voou para nunca mais ser visto. A próxima parada foi nas Três Marias, outra formação curiosa que (segundo o Gustavo Le Paige) parece a silhueta de três mulheres. Depois do Valle de La Luna, seguimos para o Valle de La Muerte. O guia preparou um coquetel e assistimos ao pôr do sol com vinho e queijos. Existe jeito melhor de terminar o dia? Existe sim e vou explicar daqui a pouco. Voltamos a San Pedro, jantamos novamente na Pica'da Del Indio (viramos praticamente clientes vip) e fomos tomar um banho no hostel, para esperar a van que nos levaria para o tour astronômico. Aqui um parenteses para explicar a minha escolha da agência para o tour: a Space é a mais conhecida para fazer o passeio em questão, mas as vagas são bem limitas e deve-se reservar com meses de antecedência. Não consegui e recebi a recomendação da Time Travel Atacama, e RECOMENDO de olhos fechados. Por volta das 23:10, a van da agência nos buscou no hostal e fomos literalmente para o meio do deserto, pois qualquer iluminação atrapalha a observação do céu. Lá conhecemos o guia Rodrigo e ele nos deu uma introdução de como seria a tour. Recebemos ponchos para nos aquecer (é bem frio) e sentamos em poltronas. O Rodrigo começou a explicar sobre como surgiu o universo e de como ele é, falar sobre astros, estrelas, explicar sobre os planetas, sobre o comportamento dos corpos celestes, enfim, foi uma verdadeira aula de astronomia. O melhor de tudo: Aqui é possível observar a olho nu. Vimos várias estrelas cadentes, Jupiter e Saturno estavam visíveis, a constelação de escorpião, foi um passeio literalmente mágico. Em certo momento da tour, o Rodrigo nos mostrou os planetas que citei no telescópio e pudemos observar estrelas mais de perto. Incrível demais! Finalizamos com uma foto oferecida pela agência. Esse sim foi o melhor jeito de terminar o dia e digo que foi uma das melhores experiências da minha vida. Chegamos ao hostal por volta das 02:00 encantados e plenamente realizados com tudo que havíamos vivido nesse dia.
  31. 1 ponto
    25/04/2019 - LAGUNAS ANTIPLÂNICAS, MIRADOR PIEDRAS ROJAS, LAGUNA TUYAJTO, SOCAIRE, SALAR DE ATACAMA, TOCONAO Primeiro dia de passeios no Atacama e a euforia era enorme 😍 Acordamos às 05:30 da manhã e começamos a nos arrumar para o passeio, mas já adianto desde já: vá muito bem agasalhado para este passeio. Alguns pontos passam dos 4.200 m de altitude, a temperatura é baixa e o vento forte é constante, com vezes que chega a te desequilibrar. Fomos até a cozinha do hostal para pegar nosso lanche (o Mamatierra pergunta no dia anterior se você vai sair antes das 07 para algum passeio. Caso positivo, eles preparam um kit lanche para você levar) e ficamos do lado de fora esperando a van da 123 Andes chegar. Por volta das 06:40 ela chegou e embarcamos em direção as Lagunas Antiplânicas. O nosso guia nesse dia foi o Victor, excelente pessoa e muito conhecedor do Atacama. Explicou com detalhes vários tópicos importantes sobre história, clima, fauna, flora do deserto e parou em alguns lugares que pedimos para tirar fotos ou simplesmente contemplar a paisagem. A van passou em mais um hotel para pegar mais um casal e o passeio foi feito em um grupo de seis pessoas, todos brasileiros e muito gente boa. Todo mundo se entrosou muito rápido e foi fundamental para o passeio ser excelente. Seguindo, o Victor explicou que nossa primeira parada seria nas Lagunas Miscanti e Meniques, que ficam aos pés dos vulcões de mesmo nome. Cerca de uma hora e meia de estrada, chegamos a portaria do parque, onde pagamos 2.500 pesos por pessoa na entrada. Seguimos por cinco minutos na van e chegamos a uma parada onde há banheiros e já é possível visualizar as duas lagunas. MARAVILHOSAS. O guia disse que poderíamos usar os banheiros e logo após encontra-lo em um mirador a 100 metros dali, onde estaria sendo preparado o café da manhã. Uma senhora explicou que a água da descarga dos banheiros estava congelada devido a temperatura (marcava -2 no dia), então após usar o banheiro, deveríamos jogar a água que tinha em uma bacia para dar a "descarga" 🤣 Após o uso do banheiro, fomos todos para o mirador. Aqui é importante beber bastante água por causa da altitude, eu não senti nenhum mal-estar. Digo sem medo: melhor café da manhã que já tomei. A paisagem era de tirar o fôlego e eu me sentia realizado por estar ao pé e tão próximo de um vulcão, em um lugar tão único e tão belo. Tomamos café da manhã (muito farto, diga-se de passagem, tinha um doce de leite MARAVILHOSO) em frente a Laguna Miscanti, com um vento cortante e gelado, mas felizes pela realização de um sonho. Depois do café, seguimos para a Laguna Miscanti, tão linda quanto a anterior. Saindo das Lagunas, seguimos pela estrada e paramos em um mirador para avistar a beleza e imponência do vulcão Meniques, todo nevado. A próxima parada foi no Mirador Piedras Rojas (como todos sabem, está fechado para visitação pela população local pois estava sendo depredado) e na Laguna Tuyajto, que é o ponto mais distante de San Pedro de Atacama deste passeio. Ambos lugares maravilhosos e com características únicas. As montanhas ao redor parecem ter sido pintadas a mão. Perfeição define. Foi durante este percurso que vimos animais da fauna local, como vicuñas e emus (parentes do avestruz). É importante destacar que a natureza na região do Atacama é muito bem preservada e em todas os passeios há trilhas bem demarcadas e que devem ser respeitadas. Por volta das 13:00, paramos no vilarejo de Socaire, um povoado muito antigo que ainda guarda a cultura de seu povo. As agências param por lá para mostrar a igreja local, muito antiga, e para m apresentar o artesanato feito pelas mulheres que moram no povoado. Peças muito lindas. Por aqui também foi onde almoçamos, em um restaurante local. Comida boa e já incluso no pacote do passeio. Devidamente almoçados e após mais uma parada para o banheiro, seguimos o passeio. Pedimos para o guia que parasse na estrada para tirarmos aquelas famosas fotos no meio do nada e também no trópico de capricórnio. Ele parou e ficamos cerca de 20 minutos em cada local livres para aproveitar. As montanhas nevadas e vulcões ao redor são completamente cenário de filme. 😍 O sol não favoreceu muito as fotos abaixo 😑 Nossa penúltima parada, já por volta das 15:00 foi no Salar de Atacama, onde descemos e pagamos mais uma taxa de 2.000 pesos por pessoa. Aqui o sol já estava bem forte e foi necessário passar protetor solar, pois queimava e o vento já não era tão forte (praticamente tirei todos os agasalhos). Seguimos a trilha demarcada e o salar é algo totalmente incrível. Você olha para o horizonte e só vê branco! Só sal! Surreal! Pudemos observar também os flamingos na Laguna Chaxa (não é permitido fazer sons altos para não incomodar os flamingos), além de lagartos menores entre as pedras de sal. Natureza pura! A nossa última parada foi no povoado de Toconao, muito sossegado e que possui também algumas lojas com artesanato local e roupas como luvas, meias. Comprei um chaveiro com o nome da cidade, como faço em todos os lugares que passo. Em Toconao também existe a torre de uma igreja secular, que foi a única coisa que sobrou dela com os terremotos que assolam a região. Por volta das 17:30 estávamos de volta a San Pedro de Atacama. Sentimento de realização e felicidade. Tomamos banho, descansamos um pouco e fomos para o centro procurar algum lugar para jantar. Foi aí que encontramos o lugar que viraria o nosso templo até o dia da partida: O restaurante "La Pica'da Del Indio", na rua Tocopilla. EXCELENTE. Preço justo, comida ótima, atendimento de primeira. O salmão deles é um dos melhores que já comi. Fica a dica: Se for a San Pedro, comam o salmão da Pica'da Del Indio. Depois, voltamos ao hostal e fomos dormir, pois o próximo dia seria o mais intenso da viagem: madrugar para ver os Gêiseres.
  32. 1 ponto
    "Essa história não começa aqui..." Confúcio 😜 Fala meus queridos padawans, resolvi dividir o relato em 2, a parte 1 que conta os percalços do Everest estava ficando muito grande. Então eis-me aqui para dar continuidade a viagem de 33 dias que fiz em março e abril de 2019. O foco aqui é a Índia! Quem quiser saber o que rolou antes, vou deixar o link no final procês. Luz, câmera, ação" Índia foi um acidente na minha jornada. Meu foco era chegar ao Acampamento Base do Everest, e os voos para o Nepal estavam absurdamente caros, então resolvi comprar um com destino a Deli sem nem ao menos pensar nas dificuldades que isso poderia me ocasionar. Comprei o voo pela Emirates, com stop over em Dubai de 4 dias e 29 dias na Índia. Resolvi reservar 12 dias para conhecer um pouquinho da índia. Pesquisa vai, pesquisa vem! Me dei conta que seria impossível fazer o tour da minha forma convencional. A índia me parecia ser um local perigoso demais para uma mochileira solitária. Era notícia de violência contra a mulher, relatos de extremo assédio sexual contra as estrangeiras, indicações de não se hospedar em hostel por lá, dentre outras cozitas...Então comecei a busca atrás de guias e/ou agências que me desses suporte nessa jornada. Ahhhh e não vão achando que sou fresquinha não. Sou mochileira raiz kkkkkkkk. Nas minhas buscas encontrei apenas um guia falante de português que me pareceu prepotente demais além de dispendioso. Por questões éticas prefiro não citá-lo, mas quem quiser experimentar me chama no privado. O jeito era partir para o espanhol. Que na maior parte das vezes é compreensível aos ouvidos brazucas. Um pequeno leque se abriu, fiz alguns orçamentos mas nenhum era acessível ao meu bolso. Resolvi buscar companhia. Coloquei "anúncio" aqui e no Facebook. Várias pessoas entraram em contato, mas a maioria eram de curiosos, que me faziam repetir inúmeras vezes as informações necessárias para embarcar nessa viagem. Já estava cansada disso! Até que um belo dia uma mulher entrou em contato e disse já fazer parte de um grupo de 4 pessoas que havia viajado juntos para o Egito e que sonhavam com a Índia há algum tempo. Fui apresentada ao grupo, todos com idade que variavam de 55 a 69 anos, mas logo percebi que eram todos joviais com mais energia que eu hj com 32 anos kkkkkkk. Apresentei toda a minha pesquisa aos membros, com valores, vantagens e desvantagens. Depois de árdua análise resolvemos optar pelo RAJ. Quem é o Raj?? Não, não é aquele que vc está pensando, do Caminho das Índias. Raj foi um achado! Estava eu serelepe e pimpona assistindo um vídeo no youtube de um brasileiro em Varanasi, ao fundo ouvi uma voz de guia em espanhol. Entrei em contato com o Afonso, dono do canal e perguntei quem era o guia. Ele me falou super bem e me deu o contato do Raj. Daí foi amor a primeira vista 🤩. Ele foi muito solicito, fez um roteiro que me agradou bastante, o espanhol dele era bastante compreensível e o preço era acessível se for levar em conta o tipo de serviço oferecido. Só havia um problema na escolha do Rajest Awasthi, ele não trabalhava para nenhuma agência e não encontrei referências dele aqui no mochileiros. Era apenas a palavra do Afonso, deveria confiar? Até em site gringo procurei, achei um equatoriano que havia viajado com ele e poucos brasileiros que ele próprio havia dado como referência. Além disso procurei o nome dele como guia e de fato havia registro na cidade de origem dele Khajuraho. Mirian, uma das integrantes do grupo resolveu ir em Búzios conversar pessoalmente com o Afonso, e finalmente se sentiu segura para fechar contrato com ele. obs.: Para a felicidade de todos, nesse interstício, o Raj acabou abrindo a agência dele. A VOCES INDIA - http://www.vocesindiatours.com/ . Vcs podem encontrá-lo tb no facebook e caso queiram o whatsapp fala comigo no privado ou manda um oi no meu zap 75 98874-5299, podem dizer que Aline e Grelhado que indicaram e peçam desconto (só não sei se ele vai dá kkkkk). Ops, lá vou eu falando desse mocinho que está nos braços do Raj, sem nem ao menos apresentá-lo: _ Grelhado - Leitores, Leitores - Grelhado. Nosso roteiro ficou assim: Dia 1 - Holi Festival em Delhi Dia 2 - Delhi - Jaipur Dia 3 - Jaipur Dia 4 - Jaipur - Agra via Fatehpur Sikri Dia 5 - Agra Dia 6 - Agra - Orchha Dia 7 - Orchha - Khajuraho Dia 8 - Khajuraho - Varanasi Dia 9 - Varanasi Dia 10 - Varanasi - Delhi Dia 11 - Delhi Dia 12 - Delhi - Dubai Dia 1 Então... saí de Kathmandu enquanto o restante do grupo estava vindo do Brasil. E casou direitinho a hora de chegada. Depois de 7 abraços e 7 "prazeres em conheceres" seguimos para a imigração. Foi tudo super rápida, afinal já havíamos emitido o visto eletronicamente. Então foi só apresentar o passaporte com mais de 6 meses de validade, o visto impresso e colocar os dedinhos no sensor. DicAline: O Visto pode ser tirado eletronicamente (e-visa). Basta entrar nesse site https://indianvisaonline.gov.in/ e seguir as instruções desse outro aqui https://casalwanderlust.com.br/como-solicitar-o-visto-para-a-india-atraves-da-internet-passo-a-passo/ , escrito pela Camila e que está bastante didático! Já reserve uma foto com fundo branco e uma cópia do passaporte em PDF. Hora de conhecer o Raj. Foi bem fácil encontrá-lo na multidão na saída do aeroporto de Delhi, ele é bem estiloso e usa um chapéu 🤠 que o difere dos demais. Depois de mais 8 abraços e 8 "prazeres em conheceres", seguimos para o veículo. O plano era ir direto para o hotel e do hotel já sair para comemorar o Holi Festival. DicAline: O Holi é um festival que acontece todos os anos na Índia. Sua data varia, mas está sempre situada entre os meses de fevereiro e março. A festa das cores, como também é conhecida, comemora o início da primavera. Então as pessoas festejam com música, bebida e comida além de tacar tinta coloridas umas nas outras. Quem leu a 1º parte do relato sabe que esse foi meu segundo dia de festival. E acreditem, o segundo superou o primeiro. Principalmente pela surpresa, não imaginei que fossemos comemorar a festa numa comunidade, o que deixou tudo mais autêntico e encantador. Quem não gosta de ser recebido com alegria? Aquele povo transbordava alegria. Foi incrível! Olha a carinha deles de curiosidade com a nossa chegada. Essa roupa branca foi um presentinho do Raj, usamos ela para que as cores ficassem mais evidentes e também para não perder nossa roupa "usual", pq algumas dessas tintas são difíceis de sair. Ahhh outra coisa que usamos foi óleo de coco na pele e até no cabelo, tb com objetivo de facilitar a retirada durante o banho. Ahhhh2 protejam as câmeras e tudo que vc não queria/possa sujar, geralmente a tinta é em pó, ela é tão fina que parece talco, ou seja, invade todos os orifícios (até esse que vc acabou de pensar 😅). Visitamos algumas casas, conhecemos o estilo de vida deles, tudo regado à cerveja (quente, parece ser costume lá). E foi assim que cheguei ao hotel. To be Continued
  33. 1 ponto
    DIA 20/04/2019 - Centro de Santiago e Cerro San Cristóbal Neste dia acordamos cedo para aproveitar ao máximo nosso primeiro dia "completo" em Santiago. Por volta das 08:00 já estávamos de pé, tomamos café da manhã no apartamento, preparamos alguns lanches para deixar na mochila e saímos para a rua. Uma sugestão para quem quiser economizar com comida no Chile, além de cozinhar na acomodação, é levar algum lanche com frios, barras de cereais e chocolates para os passeios que sejam de dia e deixar para jantar "comida" em algum restaurante que seja um pouco mais caro. Indo em direção ao centro da cidade, nossa primeira parada foi na Rua Agustinas para fazer câmbio. Aqui um detalhe importante: apenas troque no aeroporto o necessário para o primeiro dia caso chegue após o horário comercial, pois a cotação de lá é sempre péssima. Trocamos 200 reais a 156 pesos no aeroporto (horrível) e o restante trocamos na Rua Agustinas a 167 pesos (não muito bom também, mas foi a melhor cotação que encontramos durante nossa estadia por lá, por incrível que pareça). No Atacama a cotação é ainda pior: chegamos a ver 1 real por 140 pesos 😣 Então se não passar por Santiago, leve dólares para o deserto, o prejuízo talvez seja um pouco menor. Site para verificar o câmbio no Chile: https://www.cambiosantiago.cl/ Na rua Agustinas sempre estará nessa média do site ou pouco maior que isso. As melhores casas de câmbio estão entre os pasos Bandera e Ahumada. Seguimos nosso rumo e paramos no paso Bandera, famosa rua de Santiago que possui várias artes coloridas e alguns artistas de rua tocando música, exibindo quadros, muito legal e diferente, vale a visita. Fomos ao Palacio de La Moneda, que é a sede do governo chileno. Muito bonito e imponente, naquele dia não haveria a famosa troca de guarda. Seguimos adiante e paramos na Plaza de Armas, que é o marco zero da capital e possui uma série de edifícios históricos ao seu redor, incluindo a belíssima catedral de Santiago. Há alguns museus e locais com exposições culturais também, mas não entramos devido estarem fechados. Entramos na catedral e estava sendo rezada uma missa, então sentamos por cerca de meia hora e ficamos acompanhando um pouco. Não sou religioso, mas acho interessante vivenciar a vida de cada lugar, incluindo nessa âmbito. Saindo da catedral, fomos ao Mercado Central de Santiago e se você quiser comprar lembrancinhas para levar ao Brasil, aqui é o lugar! Diversos chaveiros, bibelôs, canetas, camisetas a preços bons e com descontos se levados em certa quantidade. Ao lado do Mercado, paramos no Empório Zunino para comer a famosa empanada que é típica de países como Chile e Argentina. Achei parecida com a nossa esfiha 🤣 Mas com a massa um pouco mais seca. Experimentamos os sabores de pino (carne, ovo) e queijo, ambos são bons, mas ainda prefiro a nossa esfiha 🤣🤣 A essa hora da passava das 13hrs, voltamos ao apartamento para usar o banheiro (os banheiros públicos em Santiago são difíceis de encontrar! Havia alguns no centro, mas todos fechados). Saímos novamente e fomos em direção a estação de metrô Parque Almagro, que era a mais próxima de onde estávamos hospedados. Mais uma ressalva aqui: é muito fácil e eficiente andar de metrô em Santiago. Todos os pontos turísticos são facilmente acessíveis por ele. Ou seja, achei o Uber bem dispensável, a não ser que esteja com crianças pequenas. Pegamos o metrô e descemos na estação Baquedano, que é a mais próxima do Cerro San Cristóbal (ou parque metropolitano). Chegamos ao parque pouco depois das 15hrs e estava uma fila enorme para subir o cerro através do funicular, demoraria provavelmente uma hora para que chegasse nossa vez. Se você não fizer questão de subir de funicular, há uma opção mais rápida e barata que é pegar o ônibus do parque que parte de 15 em 15 minutos e te deixa no cumbre. Foi o que escolhemos. Os ônibus partem à esquerda da fila do funicular. Pouco mais de 10 minutos depois, chegamos ao cume do cerro. O lugar é lindo! É possível avistar Santiago por completo lá em cima e as cordilheiras. Infelizmente, Santiago é uma das cidades mais poluídas no mundo e quase sempre está com uma fumaça no horizonte chamada "smog", o que impede a visualização completa das cordilheiras. Isso só melhora quando chove. Ficamos no parque até por volta das 18hrs, quando resolvemos descer, mas dessa vez de teleférico. Vale muuuuuito a pena! O ingresso custou 4.400 pesos para duas pessoas e conseguimos ver o pôr do sol durante a descida, o Sky Costanera imponente sendo a torre mais alta da América Latina e uma visão privilegiada de Santiago. Gratidão! Ainda demos um pulo no Sky Costanera para vê-lo de baixo (é possível subir, mas não achei que valesse a pena pelo valor cobrado), tamanho impressionante. E voltamos ao apartamento para jantar, descansar e nos prepararmos para o próximo dia, que seria de tour a vinícola.
  34. 1 ponto
    DIA 6 - Rifugio Bonatti a La Fouly (19,8 km) Depois do trajeto tranquilo do dia anterior, o mapa de altitude prometia um dia mais pesado para hoje. Um sobe-desce de respeito. Mas creio que o corpo já se acostumou, pois achei o percurso bem tranquilo. O único percalço, bem no início, foi uma ponte de gelo perigosamente fina, sobre um riacho. Optei por passar pela água (com bota molhada eu sei lidar, com risco de queda do gelo, não...). Os anos da adolescência jogando Super Mario se justificaram e consegui pular de pedra em pedra sem molhar os pés. Alguns corajosos arriscavam cruzar a ponte de gelo. Faziam um desvio para cima, na esperança da mesma estar menos fina. Mas não havia como se certificar. Era arriscado. A subida do dia foi bem íngreme. Mas subi com tranquilidade, tentando ultrapassar alguns grupos que caminhavam em fila. Uma cerveja no refúgio Elena, no meio do percurso, ajudou a dar um gás. Chegando ao passo Ferret, parei para ficar de bobeira e tirar fotos. Ali era também a fronteira entre Itália e Suíça. Continuando para o lado suíço, a trilha agora constituía em uma longa descida até o vilarejo de La Fouly. Logo no início, um campo de gelo que parecia assustadoramente íngreme se revelou como apenas uma ilusão de perspectiva. E eu já estava me acostumando com o caminhar no gelo. Fiquei tão confortável que levei o primeiro tombo, felizmente em uma parte sem perigo algum. Vi algumas pessoas mancando e descendo de lado, reclamando de dor nos joelhos. E eu com minhas joelheiras aposentadas, guardadas dentro da mochila. E apesar de estar andando por locais cercados por montanhas cobertas de neve, faz muito calor durante o dia e o sol está de rachar. Estou com queimaduras piores do que quando vou à praia, apesar de parar sempre para reaplicar protetor. Quem diria que sairia do Brasil para pegar um bronze nos Alpes. La Fouly é um vilarejo suíço bem característico, com chalés de madeira, flores coloridas nos jardins e varandas e claro, a cadeia de montanhas nevadas em volta. Há uma pequena estrutura com caixa eletrônico, mercado e uma loja de equipamento esportivo. Os dormitórios coletivos dos hotéis seguem o padrão dos refúgios, com colchões dispostos lado a lado, colados uns aos outros. Isso geralmente não representava problema para mim, até esta noite em especial.
  35. 1 ponto
    DIA 3 - Refuge La Croix du Bonhomme a Rifugio Elisabetta (19,2 km) O dia amanheceu nublado. Um nevoeiro espesso pairava sobre o abrigo e tapava a vista das montanhas ao redor. Eu deveria decidir se seguiria a descida até Les Chapieux ou iria pela variante pelo passo des Fours. Esta variante encurtaria a distância até o refúgio Des Mottets, porém prometia ser tecnicamente difícil e, conforme falado pelo Saudita em Les Contamines, havia muita neve e estava fácil se perder ou mesmo cair por lá. Um francês que eu vinha encontrando pelo caminho me convenceu a seguir por Les Chapieux, por conta do tempo feio. Posteriormente, um casal de suecos que havia passado pela variante me disse que eu havia feito a escolha correta. Que cruzaram por lá com tranquilidade por conta da experiência prévia com a neve, algo que seria difícil para alguém sem tal habilidade. Não se passou muito tempo de caminhada e o tempo se abriu. Foi uma descida monótona através de caminhos rochosos. Em Les Chapieux, parei em um refúgio para um café. O caminho adiante seguia pelo asfalto, iniciando uma extensa subida pelo vale. A caminhada prometia ser fácil e monótona, mas é nessas horas de desatenção que a trilha cobra seu preço. Peguei um caminho errado e não cruzei o riacho que ladeava a estrada. Alguns quilômetros à frente o caminho terminava em uma pequena hidrelétrica. Eu teria 2 opções: voltar 30 minutos e subir novamente pelo outro lado, ou tentar cruzar o leito quase seco do riacho aos pés do paredão. Resolvi tentar a travessia. Havia uma escada de marinheiro na parede da margem onde eu me encontrava. Desci a mesma e cruzei pelo leito. Apesar de não haver grande volume de água, a mesma ultrapassava a altura das minhas canelas, então foi inevitável encharcar as botas. E o medo dos pés molhados causarem bolhas surgiu. Mas não podia voltar atrás na decisão e subi o barranco da outra margem, tomando finalmente a trilha correta. O caminho continuava pelas encostas das montanhas, sempre subindo pelo vale. Ao meio dia cheguei ao refúgio Des Mottets, onde fiz uma parada para uma cerveja e uma tentativa de secar as botas e trocar as meias. Pendurei as meias molhadas na mochila e passei a fazer paradas frequentes para trocá-las. Após alguns quilômetros de subida, alcancei o passo de la Seigne, onde se cruza a fronteira da França para a Itália. E naquela altitude, cruzei alguns campos de neve, algo que eu já havia me acostumado a fazer e não me gerava mais preocupação. Cruzado o passo, seguia-se uma descida leve e logo caminhava por uma planície rodeada por montanhas nevadas, cenário muito bonito. E alcancei assim o destino do dia, o Refúgio Elisabetta. O responsável pelo local, Davide, era um italiano que havia morado alguns anos em Salvador, portanto falava bem o português. Acomodei minha mochila no dormitório, onde experimentaria pela primeira vez a experiência das camas coletivas no tour: três andares de plataformas em madeira sustentavam colchões colados lado a lado. Um pesadelo para os mais frescos. Mas eu já estava naquele espírito de encarar o que viesse. Não seria um problema para mim. Banho ligeiro, jantar devorado, segui para a cama para descansar para a caminhada do dia seguinte.
  36. 1 ponto
    DIA 2 - Les Contamines a Refuge La Croix du Bonhomme (13,2 km) Na noite anterior, durante o jantar, um saudita que estava fazendo o tour em sentido oposto (horário) me disse que algumas variantes à minha frente estavam meio perigosas. Muito por conta da complicação em se orientar através grande quantidade de neve cobrindo as trilhas. Sabendo disso, tentaria me informar com detalhes sobre as condições da trilha antes de decidir seguir ou não por algum caminho. O caminho do dia seria uma subida constante até o passo du Bonhomme. Meu destino final seria um refúgio de mesmo nome, mais à frente. A trilha saindo de Les Contamines seguia ladeando um riacho, cuja água proveniente do degelo de verão já demonstrava certa força e volume. O dia estava claro, mas por um bom tempo caminhei sob as sombras das montanhas ao redor do vale. Não havia andado muito e passei pelo refúgio de Nant Borrant. Pensei em fazer uma parada para um café, mas não vi movimento e segui em frente. A partir dali o caminho seguia através pastos de gado, serpenteando pelo vale e subindo em direção às montanhas ainda cobertas de neve à frente. Aquela paisagem alpina ao meu redor me parecia saída de filmes. Apesar de viver em um estado montanhoso – Minas Gerais – estas eram de outra linhagem, inédita aos meus olhos. Várias pausas para fotos eram inevitáveis (e nem eram a famigerada desculpa para tomar aquele fôlego). Ao atingir determinada altitude, começaram as travessias de campos de neve. Neste dia eu estava disposto a testar a caminhada sem os spikes, depois do excesso de zelo do dia anterior. Foi mais tranquilo do que eu imaginara. A trilha de pegadas já escurecida se destacava na brancura da neve. E pisar nesta área já amaciada pelos passos dos pioneiros tornava a travessia bem mais fácil, somado ao fato de ser somente subida. Conheci um casal de brasileiros por ali (os únicos conterrâneos que vi durante todo o restante do tour). Após uma breve parada no passo para um descanso, seguimos para o Refúgio la Croix du Bonhomme. O caminho até lá, apesar de curto, foi um pouco mais complicado. Nos perdemos algumas vezes em trilhas não muito claras e cruzamos alguns campos de neve mais escorregadios. Mas chegamos com relativa tranquilidade. Já no refúgio, acomodei minhas coisas no quarto e fui tomar uma cerveja. Os brasileiros seguiriam caminho, pois planejavam completar o tour em 8 dias. Não havia forma de lavar roupa por ali, então apenas pendurei as peças do dia para tomar um sol. O banho quente estaria disponível às 17h, com um detalhe: apenas 2 minutos por pessoa (nestes refúgios a água quente é bem limitada, então os banhos têm que ser rápidos). Uma fila já se formava em frente aos banheiros alguns minutos antes (2 duchas para homens e 2 para mulheres). A cada pessoa que saía, já de banho tomado, uma salva de palmas se iniciava do corredor, tornando a espera um pouco mais divertida. O jantar foi servido às 19:30, e lá conheci algumas pessoas de diversas nacionalidades. A seleção brasileira jogaria contra a Sérvia pelas eliminatórias da Copa do Mundo, às 20. Mas não havia tvs por ali. E a internet 4g só funcionava em um ponto da varanda. Mas consegui acompanhar o placar. Após o jantar, fiquei lá fora, tomando uma cerveja e apreciando uma lua cheia que surgia por trás das montanhas geladas, enquanto a luz do dia se esvaía.
  37. 1 ponto
    Bota de qualidade, o Brasil tem! Existe uma certa mítica de que os produtos importados são, incontestavelmente, melhores que os nacionais. Obviamente, onde há trigo haverá joio, seja no mercado nacional ou internacional. Sou montanhista há 39 anos, associado ao Centro Excursionista Brasileiro, no Rio de Janeiro, desde 1979. Quando estava procurando alternativas no mercado externo me deparei com as botas Vento, modelo Finisterre. Entendo que as experiências são individuais, mas elas precisam ser fidedignas. Existe um hiato enorme entre o empirismo, a experimentação, e o aporte teórico, o malfadado 'ouvir dizer'. Meu relato aqui é pragmático, baseado na minha experiência pessoal, e os elogios têm a ver com a excelente qualidade que encontrei nessas botas, com um pequeno mimo de que elas vêm com data de fabricação na lingueta. Quem tem um pouco de experiência no montanhismo, sabe a importância técnica dessa informação, além de mostrar transparência e acalento ao consumidor. Robusta, impermeável e bonita, não perde em nada para as importadas do segmento, com tecnologia que garante conforto e segurança, por isso estou à vontade para deixar esse depoimento e, eventualmente, ajudar os iniciantes, e até os experientes, que procuram a tríade qualidade x custo x benefício numa bota de caminhada. O conceito de "Qualidade Total", elaborado pelos japoneses na década de 1970, dita que o maior patrimônio de uma empresa é a satisfação dos seus clientes, portanto nesse quesito as botas Vento, pelo menos a Finisterre, tem meu agradecimento, satisfação e fidelidade. Valeu. 💪
  38. 1 ponto
    13º Dia: Templo Angkor Wat - 16/11/18 - 6:00am - Siem Reap - Cambodja - Táxi 400 baht - Empresa Air Asia - R$303,00 - Táxi $5,00 USD - Hostel $21,60 USD - Tour Tuc Tuc templos $17,00 USD - Entrada Templos $62,00 USD - Visto - $37,00 USD Acordamos por volta das 4:00am da madrugada, fizemos o check out no hostel e fomos de táxi por 400 baht para o Aeroporto Internacional de Phuket para pegarmos nosso avião para Siem Reap no Cambodja as 6:00am. Fizemos toda burocracia antes, nosso visto já tínhamos adiantado pela internet no site www.evisa.gov.kh por $37,00 USD por pessoa. Imprimimos e apresentamos no check in da companhia. O voo durou uma hora e meia e antes das 8:00am estávamos em Siem Reap. Chegamos e logo fechamos um táxi por $5,00 USD e fomos direto para o hostel que fizemos reserva pelo booking.com chamado Snooze Hostel (Farmer Oasis Capsules). Fechamos o hostel por $21,60 USD por dia e por pessoa por um quarto compartilhado com três camas, banheiro privado e ar condicionado. O hostel estava em reforma mas a sua localidade foi um ponto muito positivo para nós, pois estávamos perto da Pub Street (street 8 ) a rua mais badalada e frequentada por mochileiros do mundo todo em Siem Reap. Acomodamos no hostel, carregamos nossos celulares, tomamos um belo café da manhã e fechamos no próprio hostel um tuc tuc para fazermos o tour do circuito dos templos Angkor Wat e Angkor Thom por $17,00 USD para nós três para dois dias. Fizemos Angkor Wat no primeiro dia e Angkor Thom no segundo dia. Como combinado o Tuc Tuc nos pegou no hostel e após alguns minutos já estávamos na entrada do templo, mas antes compramos no caminho o ticket de entrada para visitarmos os templos por $62,00 USD por pessoa para dois dias de visitação. Para um dia de visitação o valor é de $37,00 USD por pessoa mas como fechamos dois dias com o tuc tuc compramos para dois dias. Angkor Wat é um templo situado 5,5 km ao norte da cidade de Siem Reap. É o maior e mais bem preservado templo dos que integram o assentamento de Angkor. É também o único que restou com importante significado religioso - inicialmente Hindu, e depois Budista - desde a sua fundação. O templo é o ponto máximo do estilo clássico da arquitetura Khmer. É considerado como a maior estrutura religiosa já construída e um dos tesouros arqueológicos mais importantes do mundo. Tornou-se símbolo do Camboja, aparecendo em sua bandeira e sendo sua principal atração turística. Em 14 de Dezembro de 1992 foi declarado pela UNESCO Patrimônio da Humanidade. Angkor Wat faz parte do complexo de templos construídos na zona de Angkor, a antiga capital do Império Khmer durante a sua época de esplendor, entre os séculos IX e XV. Angkor abrange uma extensão em torno de 200 km², embora recentes pesquisas estimem uma extensão de 3 000 km² e uma população de até meio milhão de habitantes, o que o tornaria o maior assentamento pré-industrial da humanidade. Foi construído pelo Rei Suryavarman II, no começo do século XII como o seu templo central e capital do seu reino. Desde a sua construção, e até o translado da sede real ao próximo Bayon, em finais do mesmo século, Angkor Wat foi o centro político e religioso do império. O recinto — entre cujos muros se calculou que viviam 20 000 pessoas — cumpria as funções de templo principal e, além disso, abrigava o Palácio Real. Dedicado inicialmente ao deus Vixnu, o templo combina a tipologia hinduísta do templo, representando o Monte Meru, morada dos deuses — com a tipologia de galerias própria de períodos posteriores. O templo consta de três recintos retangulares concêntricos de altura crescente, rodeados por um lago perimetral de 3,6 km de comprimento e de uma largura de 200 m. No recinto interior erguem-se cinco torres em forma de loto, atingindo a torre central uma altura de 42 m sobre o santuário, e 65 m sobre o nível do solo. Combinamos com o motorista do Tuc Tuc um horário para voltar e o local que iríamos nos encontrar e ficamos por aproximadamente 4 horas andando pelos templos de Angkor Wat. Os templos são gigantescos e tem muito lugar para explorar. Fizemos algumas refeiçoes muito baratas nas diversas barraquinhas onde vendem comidas, bebidas e diversos tipos de artesanatos. Nosso dia finalizou com um belo por do sol na beira de um lago em Angkor Wat. Ficamos por alguns minutos contemplando aquele fantástico cenário. Retornamos para nosso hostel tomamos um belo banho e fomos para Pub Street badalar nos diversos bares com pessoas do mundo todo. 14º Dia: Templo Angkor Thom - 17/11/18 - 8:00am - Siem Reap - Cambodja (((((Continua no próximo post)))) Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  39. 1 ponto
    Há um tempo eu havia visto sobre a travessia da ferrovia do trigo, que é umas das travessias mais clássicas de Rio Grande do Sul e de cara fica fascinado, falei sobre ela a alguns amigos para ir comigo nessa grande aventura, poucos se mostraram interessados, então resolvi deixar para uma próxima oportunidade, então que um dia convidei meu amigo Jorge, que curtiu muito a ideia de ir, nesse mesmo tempo minha namorada Fernanda também iria, mas teve que desistir devido aos estudos, então eu e Jorge ficamos amadurecendo a ideia de irmos, até que mais dois amigos resolveram participar também, o Zé e o Franck. Então quando marcamos a data que seria no feriado de 7 de setembro, mais três amigos do Zé e do Jorge de Pato Branco embarcaram junto, o Cléber, o Randas e o Thomaz. Iríamos em dois carros, porém na véspera de ir, o Franck e o Thomaz tiveram que desistir devido a compromissos. Como estávamos em cinco, conseguiríamos ir em um carro só. Consegui contato com um hotel de Guaporé e reservei para nós 5, a maior preocupação era onde deixar o carro, pois iriámos de ônibus até muçum, e então subiríamos a ferrovia até retornar a Guaporé, o senhor do Hotel muito simpático falou que poderíamos deixar na garagem do Hotel, foi um alívio. Já liguei na rodoviária e peguei os horários de ônibus para nos organizar. Saímos de Coronel Vivida na quinta-feira, as 14:00hs no dia 06 de setembro, fomos a Pato Branco encontrar os piás e de lá continuamos com o carro de Cléber, que tinha espaço para colocar todas as mochilas cargueiras, foi uma viagem tranquila, paramos jantar em Casca/RS no Xis do Elvis, xis top. Chegamos no Hotel Rocenzi em Guaporé as 22:40, fomos bem recebidos. Como nosso ônibus saia as 7:30 com destino a Muçum, não daria tempo de tomarmos café no hotel, mas o tiozinho serviu o café da manhã mais cedo para que conseguíssemos comer antes de ir. Embarcamos no Ônibus e fomos de pé pois não tinha lugar para sentar, uma hora depois estávamos em Muçum. Começamos nos arrumar para dar início a caminhada quando Jorge deu conta de deixou o celular no ônibus, a próxima parada era em encantado a 7 km a frente, então Jorge pegou um taxi e foi atrás do ônibus, voltou meia hora depois com o celular na mão e com a boca nas orelhas. Caminhamos alguns quilômetros dentro de muçum até encontrar a escadaria que levaria a Ferrovia. Iniciamos a ferrovia do trigo era passada das 9:30, no começo era tudo muito fácil, todos estávamos descansados e aquecidos, logo de início já encontramos a estação ferroviária de muçum, que está abandonada. Andamos mais de uma hora até chegar no primeiro túnel. Como o sol estava quente foi um alívio, pois no túnel é muito fresco e gostoso de andar, os dormentes são mais conservados e alinhados, facilitando andar sobre eles, tem um bom espaço lá dentro, em caso de o trem vir é possível se proteger apenas ficando encostado na parede. Esse não tinha cheiro de mofo, então não era muito extenso. Logo mais à frente passamos pela primeira ponte, essa não era muito alta e sua estrutura não era vazada, então foi bem tranquilo. Já era 13:00 e a fome estava chegando, paramos para preparar o almoço em uma sombra próximo a um túnel. Foi nessa parada que percebi que minhas panturrilhas e meus pés estavam muito doloridos, devido aos pedregulhos da trilha e o peso da mochila, mas foi só começar a andar e aquecer o corpo que as dores diminuíram. Mais alguns quilômetros e aparece o primeiro viaduto vazado, chegou a dar um frio na barriga de ver ele lá de longe. Andar nessa ponte foi uma emoção muito grande, a vista é espetacular, nos primeiros passos na parte vazada já é alto, tem que andar se concentrando nos dormentes para não ficar tonto, mas logo vai se acostumando e fica menos tensa a passagem. Chegamos ao Viaduto 13 ou Viaduto do exército como também é conhecido, é o maior viaduto férreo das Americas, sendo o terceiro maior do mundo, com seus 143 metros de altura. Aqui o plano era descer até o camping que tem logo a baixo e ficar por lá, mas como chegamos cedo, era 15:30, não acampamos ali. Resolvemos continuar para aproveitar o tempo, passamos por um grupo de vinha de Guaporé que nos deram algumas informações, nos disseram que mais uns 8km teria um camping ao lado do viaduto pesseguinho, que ficava no meio da travessia, foi então que decidimos fazer em dois dias em vez de três e seguimos até lá. Logo a frente chegamos no túnel onde tem as aberturas em formas de arcos. Lugar muito propício para lindas fotos. Chegamos na Cachoeira que se chama garganta do diabo, esse túnel foi feito para desviar o fluxo do rio, onde ele passa por baixo dos trilhos. Enfim chegamos no viaduto pesseguinho com o sol já se pondo, mais uma ponte vazada para atravessar, acampamos na casa recanto da ferrovia, com uma ótima estrutura, chuveiro com banho quente, área para preparar as refeições. O zé queria chegar e comer todas as batatas fritas que tivessem, o Randas queria uma cerveja, mas estava cagado de fome também, a noite estava com um céu muito estrelado, após montar a barraca deitei e fiquei lá por uma meia hora relaxando. 2º dia, um amanhecer com muita serração, conseguimos descansar bem, as dores eram menores, o Cléber fez alguns calos na sola dos pés, mas conseguiu continuar a jornada mesmo com as dores. Andar na ponte com cerração dá mais medo, pois parece que está mais alto devido ao nevoeiro, uma sensação muito legal, ficamos por ali fazendo algumas fotos e seguimos com a caminhada, pois já era 9:30 e precisávamos chegar no fim da tarde em Guaporé. Nesse segundo dia, ainda tinha 24km para percorrer, no início da caminhada as dores eram grandes, mas foi só começar a caminhar que logo foi diminuindo, as paisagens eram muito lindas, com a serração ainda presente nos rendeu lindas fotos. Passamos por mais alguns túneis e pontes, e o tão esperado túnel de 2km, que foi uma meia hora para atravessa-lo, esse tinha cheiro de mofo, por ser longo. O cansaço e as dores já nos dominavam, não foi cansativa a caminhada, mas sim dolorida, caminhar sob dormentes e pedregulhos com uma mochila de uns 15 kilos acaba dificultando, começamos a fazer mais pausas, para relaxar, cada retorno de caminhada era um sacrifício, pois a musculatura esfriava e as dores voltavam, mas como eu sempre digo, quando mais difícil for, maior a sensação de conquista e prazer de ter conseguido concluir. Chegamos a Guaporé era passada das 17:00. Concluindo, andamos 50km de trilhos em dois dias, nunca havia feito nada igual, andar em terreno onde só tem pedras é totalmente diferente que andar em trilhas de mato, exige mais preparo e uma boa bota com solado mais firme, mas tive muitos aprendizados que levarei para minha vida, fiz grandes amizades, nos divertimos muito, registramos todos os momentos, por trás de todas essas fotos tem uma grande história. Até breve!
  40. 1 ponto
    Olá amigos, voltei este ano com mais uma viagem e de volta à Patagônia. A primeira foi Ushuaia e agora foi a vez de El Calafate (ARG), El Chaltén (ARG) e Torres Del Paine (CHI). Foi uma viagem para a liberdade das trilhas, mesmo sabendo que algumas seriam dolorosas já que tenho problemas no joelho, mas valeu cada dorzinha. Para quem gosta de estar ao ar livre, vendo a natureza na sua forma mais pura e linda, recomendo esta viagem, mais especificamente El Chaltén 👣👣 Vamos às dicas e narração dos fatos mais importante que vivenciei. Fotos não são tá importantes, já que se pesquisae no Google encontra mais bonitas que as minhas, mas colocarei algumas no final da narração. Saímos de Florianópolis para El Cafalte pelas Aerolíneas Argentinas. Cabe uma observação aqui em relação a essa companhia aérea: é uma empresa que trata seus passageiros com muito respeito. Ocorrem imprevistos sim, porém são solucionados da melhor forma possível sem causar stress aos seus clientes. Não ficamos nem um minuto no limbo sem saber o que fazer devido a algum problema de mudança de horário ou cancelamento. Eles realocam de forma a não perder teus próximos vôos e se não houver essa possibilidade, acham uma solução nem que seja bancar estadia em hotel com refeição e táxi de/para aeroporto. EL CALAFATE Voltando, Chegamos em El Calafate para conhecer a cidade e o tão falado Glaciar Perito Moreno. Ficamos num Hostel (De Las Manos) e a cidade ficou sendo nossa base para as idas e vindas das outras cidades. O Hostel é bom em termos de acomodação, mas o café da manhã foi o pior que já comi em toda minha vida e o wi-fi é bem fraco. São dados que podem ser importantes para uns e não importantes para outros, por isso achei melhor colocar aqui. A cidade é limpa, bonita e com muitas opções de restaurante e suas famosas parrilhas. Os preços são similares em todos os restaurantes, mas a opção econômica continua sendo cozinha no hostel. Muitos cachorros nas ruas e dos grandes, o menos era um pastor alemão ... kkkk ... cada um mais lindo que o outro. Achei que só veria isso em São Pedro de Atacama, mas não pelo jeito na região Patagônica também estão na rua e são alimentados pelos restos dos restaurantes e açougues ... passam muito bem e são acariciados pelos turistas constantemente. No próprio hostel fechamos o transfer para a ida para Perito Moreno (lá nós ficamos livres, sem necessidade de seguir guias). Também fechamos o ônibus para El Chaltén e Puerto Natales (Chile - base para Torres Del Paine). Também há o transfer para o aeroporto que sai bem mais em conta do que táxi. Lá no aeroporto todos cobram $900,00 (hoje em torno de R$ 90,00) e da cidade para o aeroporto cobram $700,00. Com o transfer do hostel foi $400,00 para os dois ($200,00 cada). GLACIAR PERITO MORENO Dia de ir à Perito Moreno. Paga-se para entrar no Parque dos Glaciares não me recordo do valor, mas é um valor justo. O Glaciar Perito Moreno é uma maravilha que a natureza nos deu e ainda consegui tirar uma sequência de fotos de um pedaço de uns 50 m de altura se desprendendo do glaciar. Vibrei! 😱😱 o som de pedaços se desprendendo é contínuo e faz um estrondo ao cair. O caminho que se faz vendo o Glaciar de frente é perfeito. Não vi necessidade de fazer o passeio de barco ... do barco você vê de longe (o barco não pode chegar perto do glaciar) e de frente. Não tem a visão da parte de cima do glaciar que é fantástico. Dá tempo de fazer os dois se quiser. Há outras opções de passeios mais caras e que não me interessou em fazer, mas se procurar na internet ou lá mesmo nas agências vai ver todas as possibilidades. Passamos um dia percorrendo El Calafate, suas ruas, seu lago, enfim, muito tranquilo e agradável. Ficamos 3 dias em El Calafate. EL CHALTÉN Depois fomos para El Chaltén, onde ficamos 6 dias e ficaria mais se fosse possível. A vontade de volta se deu logo que saímos de lá. Peguem um mapa da cidadezinha e vejam as trilhas que possui, são inúmeras, mas em 5 dias consegue fazer a maior parte delas que estão mais próximas e parte da cidade mesmo. É tudo muito próximo. A cidade é uma graça, respira natureza e trilhas. Muitos bares e restaurantes charmosos e em todos um som de rock´n roll rolando. Ambiente pra lá de agradável e cercada de montanhas a o famoso Fitz Roy coroando a cidade, objetivo de todo caminhante. Não vou discursar de todas as trilhas que fizemos, porque seria só elogios, prefiro dar algumas dicas que acho ser importante. FITZ ROY: trilha de nível DIFÍCIL e é verdade. Bastante difícil, principalmente para quem tem problemas nos joelhos, devido aos últimos 1 km serem de subida intensa, forte. Não há quem chegue com cara de que foi mole. Eu tenho problemas e a descida pra mim foi um castigo, mas fiz e faria de novo (mas, não façam o que eu faço por favor). Valeu a pena? cada segundo, cada dorzinha que senti depois, cada suor ... suor SIM! na Patagônia você consegue ficar suado! 😓😓 A trilha normal é ida e volta pela mesma trilha. São 10 km só de ida. Eu recomendo reservar um transfer (no hostel mesmo) e ir bem cedo para a a trilha do Glaciar Piedras Blancas que fica na Ruta 41 a uns 30 km de El Chaltén. De lá vai para Laguna de Los Três (base do Fitz Roy). Além de conhecer outra trilha, ela já está um pouco mais acima, economizando um pouco de energia. A volta faz pelo trajeto normal que dá na cidade de El Chaltén. Ao chega na base da montanha, na laguna de Los três, à direita sobe mais um pouquinho que terá uma linda surpresa: outra laguna. Através das fotografias ou vídeos não se consegue mostrar o que nossos olhos captam ... é simplesmente lindo! Uma coisa importante é ter um dia limpo e sem vento de preferencia (muitas vezes difícil na Patagônia). Pode dar o azar de chegar lá na base e não ver as torres do Fitz Roy ... nós pegamos um dia inigualável. LAGUNAS MADRE Y HIJA: trilha deliciosa de ser feita, vistas incríveis, trechos de trilha diferentes um do outro, variação de vegetação (lá é tudo praticamente uma única árvore que é a Lenga. Você pode começar indo para a Laguna Torre e no meio do caminho desvia para esta. São ao todo em torno de 15 km só de ida, mas vc nem sente ... 😛😛 Em outro dia você faz a Laguna Torre. LAGUNA TORRE: são 12 km só de ida, mas também é um visual deslumbrante, vale a distância percorrida. Há diversas trilhas curtas para se fazer no entorno como de Las Águilas, Del Condor, Rio de Las Vueltas (belíssimo), Chorrillo Del Salto e andar à esmo pela cidade, seu rio e pontes. Ver os alpinistas subindo os paredões que cercam a cidade. Ficamos num Hotel pelo Booking com um café da manhã que foi pra gente esquecer do café de El Calafate, digno de caminhante que terá um longo dia de gastos de energia pela frente. O nome do Hotel é Lago Del Desierto. Próximo da rodoviária (qualquer lugar fica perto da rodoviária ... rsrsr). Local para comer barato: EL MURO DELICATESSEN ... há El Muro restaurante que tem preços normais de restaurante. A Delicatessen tem a comida do dia e vc compra ou por kg ou pelo pedaço, que é bem grande. Economizará pelo menos a metade do que gastaria num restaurante. Mas, cozinhar no hostel ainda é o mais barato. Como ficamos em hotel, não tivemos essa opção então foi delicatessen El Muro, que nos atendeu super bem. Não esqueçam do super lanche, chocolates, barrinhas de cereais, etc para as trilhas, vão precisar e muita água. Se der, podem levar algumas coisas daqui do Brasil para lá, mas se forem só de mochila, como nós, não vale ocupar espaço com isso. Comprem lá mesmo. Não se paga nada para fazer as trilhas, não precisa de guias porque é tudo muito bem cuidado e sinalizado e as saídas para as trilha partem de dentro da cidade mesmo. PUERTO NATALES _ TORRES DEL PAINE Para entrar no Chile não devem levar nada de frutas ou queijos ou presuntos. Só produtos industrializados podem entrar. Se pegarem terão que pagar multas. Não esqueçam disso. De El Chaltén voltamos para El Calafate por uma noite e partimos no dia seguinte para Puerto Natales, Chile, cidade mais próxima de Torres Del Paine. Fica a 2 horas de ônibus, isso parece ser uma dificuldade, mas não foi. Aqui ficamos no Hostel Alkázar. Um bom hostel, mas muito barulhento as descargas, chuveiros e torneiras ... o primeiro a acordar, acordava o hostel todo. Porque optei por não fazer o Circuito "W" ou "O" e acampar em Torres del Paine? por causa do joelho. Ficar nos Refúgios existentes dentro do parque é caríssimo e acampar significa carregar peso e caminhar muito com eles. Se seu tivesse qualquer problema, não teria opção a não ser continuar andando por dias. Para fazer o circuito W necessita-se de 3 a 4 dias dentro do parque.Daí vai a minha opção de ter Puerto Natales como base. Para ir à Torres del Paine saem diariamente de Puerto Natales inúmeros ônibus em diversos horários. Eu comprei um que saía mais cedo (7:00hr) e voltava mais tarde (19:45hr). Há duas entradas no parque: Pudeto e Laguna Amarga (esta é a entrada para subir até a base das Torres del Paine). Para entrar no parque paga-se em torno de R$ 170,00 e vale para 3 dias. Tem que avisar na entrada que você virá no dia seguinte. CAIAQUE: Nós já tínhamos fechado um pacote para fazer Caiaque na Laguna Grey e chegar perto de icebergs. Foram 5 horas de caiaque fora deslocamento, treino, enfim. Eles fornecem toda a roupa e equipamento necessário (claro que está embutido no preço que não é barato, mas era uma vontade que tínhamos e acabamos arcando com esse gasto a mais). Foi um dia fantástico, perfeito para caiaque, sem ventos e visual a cada curva do rio e do lago. Rodeamos icebergs azuis de doer os olhos. Nesse dia pagamos nossa entrada no parque onde retornaríamos pelo dois dias seguintes. Os lanches e almoço preparado pelos guias dos caiaques num local sensacional de vista magnífica. Este dia entramos no parque com a Van do pessoal do caiaque. FULL DAY: fizemos o Full Day para conhecer mais um pouco do parque, já que não iríamos fazer o circuito W, mas tá valendo fazer uma perna do circuito W, tipo entrar por Pudeto e subir Laguna Grey (vejam o mapa do W para entender melhor). Para quem pode caminhar, talvez seja uma opção mais interessante do que Tour. Foi muito legal, vimos lugares fantásticos e a caverna del Milodón que é um animal pré-histórico, herbívoro que habitava a caverna. Você verá muitas réplicas destes animais na cidade. Neste dia entramos no parque com a Van do Tour. TORRES DEL PAINE: finalmente o grande dia de subir até a base das Torres 🤩😍 ... preparadíssimos, acordamos bem cedo e rumo à rodoviária (nosso hostel ficava próximo à rodoviária propositalmente, já que tínhamos que estar cedo lá), Já estávamos com tudo pronto, lanches e roupas para frio e chuva. Começamos efetivamente a subir por volta das 9:30 hr. E dá-lhe subir. Praticamente você sobe o tempo todo. Passa pelos refúgios, rios, montanhas. Trechos que a trilha dá até medo, embora larga, você vê o rio de uma altura que pode dar tonturas.E sobe, e sobe, e sobe e quando vc acha que até que tá indo bem ... 😱🤬 ... você o que realmente tem que subir de verdade. São ao todo 9 km só de ida, sendo que o último km é somente pedras e muito vertical. Bem, não preciso dizer que todos chegam exaustos lá em cima, mas a visão que se abre para nós é tão linda que não há como lembrar de cansaço (só na volta ...😖) Depois de andar por aí, se deliciar com a visão que é única, voltamos e aí começou meu real martírio ... já com o joelho magoado por causa do Fitz Roy, agora era encarar a descida das Torres. Resumindo: cheguei ... hoje fui ao ortopedista 🤨🤨 ... kkkkkk Levem ou aluguem um par de bastões, ajuda muito. Eu não levei daqui senão teria que despachar minha mochila. Acabei alugando um par bem baratinho. Voltamos da trilha para espera do ônibus às 18:30, portanto o tempo foi mais do que suficiente, já que peguei o último. E isso que desci muuuuito devagar devido às dores .... portanto não se preocupem que dá tempo tranquilo, mesmo que o cara do hotel diga para vocês pegarem um grupo fechado. É muito mais caro, não precisa de guia e o tempo dá para fazer na boa. E assim voltamos para El Calafate mais uma noite e dia seguinte rumo à Florianópolis. Caso queiram mais alguma informação estou à disposição de vcs, tem meu e-mail e vamos cair no mundo galera ... ah! eu tenho 62 anos e fiz isso tudo, vc que tem idade para no mínimo meu filho, consegue fácil fazer qualquer coisa que deseje!
  41. 1 ponto
    Alguém já ouvir dizer que é melhor visitar Cuba antes que o país mude? Concordo plenamente com isso! E posso garantir: Cuba já começou a mudar. Nos últimos anos o país vem passando por muitas mudanças, sendo hoje possível para os cubanos praticar o comércio de carros, propriedades, acessar a internet e até mesmo administrar empresas privadas. E muitos cubanos já pegaram o estilo empreendedor!! Foi possível ver isso naqueles que oferecem suas casas como forma de hospedagem, nos taxistas que aprendem falar inglês e nos muitos bons restaurantes modernos. É muito interessante sentir essa atmosfera, ver algo que para nós brasileiros já é tão normal acontecendo com um gosto real de vitória para eles! Ao mesmo tempo me bateu aquela preocupação de Cuba se tornar mais um país escravo da tecnologia excessiva, do consumismo desenfreado entre outras coisas do “mundo moderno”. Mas se eu puder dar apenas um conselho, eu diria “aproveite para se desconectar do mundo e acima de tudo curtir os momentos da viagem”. É bom demais lembrar como era viver sem tecnologia, quando o contato com as pessoas era real e não digital, onde você faz perguntas a pessoas e não simplesmente digita no Google. Então vamos lá, nesse artigo irei contar o que fiz em Havana nos três dias que estive por lá. E já adianto, aproveitei muito!! Chegando em Havana Voamos do Rio de Janeiro pela Copa Airlines com uma conexão curta na Cidade do Panamá, onde foi necessário mostrar o visto cubano (tarjeta turística) para embarcar no voo para Havana. Chegando em Havana no aeroporto José Martí a fila da imigração estava gigantesca e ficamos cerca de uma hora para passar. Eu tinha levado toda a documentação obrigatória (seguro de viagem, carteira de vacinação da febre amarela e a tarjeta turística), porém a única coisa solicitada foi a tarjeta e o passaporte! Sem perguntas, bem tranquilo! Depois de todo processo, fomos trocar umas moedas locais em uma Cadeca (cambio oficial do governo cubano) para então ter dinheiro em mãos visto que dificilmente outro tipo de pagamento é aceito em Cuba. Segundo pegamos um táxi em frente ao aeroporto por 35 CUC para Habana Vieja, onde ficamos hospedados em uma casa de cubanos. Li em outros blogs que o preço varia de 20 a 35 CUC. Pagamos caro… mas também geral estava oferecendo esse mesmo valor. Para ter um contato melhor com a cultura de Cuba optamos ficar hospedados em casas particulares (ou também chamadas de renta de habitacion) e em Havana reservamos diretamente pelo AirBnb. Nosso quarto Eu super indico a casa que fiquei! A casa La Madrina fica muito bem localizada na rua Teniente Rey pertinho do Capitólio. 1º Dia – Habana Vieja Assim que terminamos de nos alojar em nossa casa e bater um pouco de papo com La Madrina, finalmente era hora de iniciarmos nossos passeios por Habana Vieja (Havana Velha). A região de Habana Vieja é classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO por ser considerada uma das mais belas cidades coloniais do mundo. E o que tem de mais gostoso para fazer em Habana Vieja é andar a pé pelas suas ruas apreciando a arquitetura, o cotidiano dos cubanos e ouvindo música por todos os lugares. Acho que nenhum lugar do mundo ouvi tanto música quanto em Cuba. Em Habana Vieja é onde está a maioria das atrações da cidade, então anotem pontos imperdíveis para conhecer nesse primeiro dia do roteiro: Plaza Vieja Essa antiga praça foi construída em 1559 para servir de espaço para celebrações públicas, além de mercado popular e vem sendo palco de diversos eventos através dos anos. Ao seu redor existem belos prédios coloniais datados dos séculos XVII, XVIII e XIX. A praça fica sempre movimentada. No entanto, é um ambiente bem agradável. Plaza de San Francisco de Asis Um dos lugares que mais gostei em Havana!! A praça fica em frente ao porto da cidade e é cheia de atrações interessantes como a Fuente de Los Leones um importante símbolo de Havana, o Terminal Sierra Maestra, a belíssima Igreja e Convento de San Francisco de Asís que hoje abriga o Museo de Arte Religioso (Museu de Arte Sacra). Sierra Maestra Fuente de Los Leones Também fica na praça o Museo del Ron. Imperdível né? Calle Obispo Certamente em algum, ou alguns momentos você vai passar por essa que é a rua mais famosa de Habana Vieja! Ela começa na Plaza de Armas e vai até o Museu Nacional de Bellas Artes. Na Calle Obispo fica a famosa Drogueria Johnson fundada em 1886. Vale dar uma passada e presenciar quase uma volta no tempo naqueles filmes antigos onde os remédios eram dispostos em grandes prateleiras, todos em potes de porcelana. Um fato sinistro foi que em 2006 o prédio pegou fogo. Consequentemente, foi tudo destruído e só após um longo tempo de restauração o lugar voltou a funcionar, mas agora como uma espécie de museu. A visita é gratuita! Plaza de Armas No período colonial, a praça era onde celebravam desfiles militares e concertos musicais, sendo considerada um centro político e administrativo de Havana. A praça é rodeada de edifícios históricos de pelo menos quatro séculos. Achei bem agradável o clima e um local bem bonito! Ela é toda arborizada o que a torna um convite para relaxar tomando um sorvete para se refrescar nos dias quentes de Havana! Castillo de la Real Fuerza Seguindo pela extremidade da Plaza de Armas, sentido Malecón, você chegará no forte construído para proteger a entrada da Baía de Havana nos tempos de pirataria. Atualmente o forte funciona apenas como um museu (Museu Marítimo). Além disso, o lugar é famoso por ser considerado o forte mais antigo das Américas. Não visitei o museu, mas vale a pena pelo menos dar uma passadinha para contemplar a arquitetura do lugar. Quem quiser fazer a visita, a entrada custa 3 CUC. O funcionamento é de terça a domingo das 9h30 às 17h. Plaza de la Catedral Catedral às 7h Para mim a mais mais linda da cidade!! Ela é rodeada de edifícios barrocos e com a belíssima Catedral de San Cristóbal de la Habana. A também chamada de Catedral de la Habana é a grande, literalmente, atração principal da praça! Catedral a tarde Além de linda, a arquitetura da Catedral é muito interessante e inspirou outras obras pela cidade. Notem que as duas torres têm diferentes tamanhos! Seu horário de funcionamento é das 10h30 às 15h de segunda a sexta e sábado até as 14h. La Bodeguita del Medio Quem ama Mojito levanta a mão! La Bodeguita é o restaurante onde é preparado o mojito mais famoso do mundo! Diz a lenda que foi onde a receita original surgiu. No restaurante é servido almoço, mas não acho que vale a pena comer por alí. O que vale mesmo é comprar um mojito e tomar na calçada ouvindo a música! Então depois de todo esse percurso voltamos para casa e apagamos!! Até tinha pensado em sair a noite, porém, o cansaço do voo e de um dia bem cheio venceu! Dormi 12 horas seguidas! Detalhes da arquitetura Por Habana Vieja 2º Dia – Vedado e as Fortalezas Como a noite de sono foi bem intensa, o resultado foi acordar super cedo! Portanto, antes de começar o roteiro programado do dia, fui dar uma passadinha na Plaza de la Catedral para tirar foto sem ninguém! Aquela foto que postei no primeiro dia às 7 da manhã. Nosso segundo dia se iniciaria conhecendo Vedado, que é a parte mais nova da cidade. Cheia de mansões e ruas largas, com uma atmosfera mais cosmopolita com um toque de século passado! Todavia, sendo andarilha como sou, decidi ir caminhando desde Habana Vieja até Vedado, visitando as atrações a seguir. Castillo de San Salvador de la Punta Não era programado, mas chegando pelo início do Malecón me deparei com um belo cenário! A fortaleza está numa localização estratégica ao lado do porto e fazia parte das construções que funcionavam como defesa de Havana nos tempos coloniais. Hoje o lugar funciona como um museu, que conta a história da fortaleza em si. Castillo del Morro ao fundo Cubanos pescando cedinho... Estive só de passagem mas, garanto que a vista do pátio é uma das mais bonitas que vi em Havana. El Malecón O famoso calçadão a beira-mar que segue por uma boa parte da costa de Havana. Ouvi dizer que a noite vira point dos cubanos que costumam ir para lá beber e conversar. Visto que, para eles os barzinhos e pubs saem muito caro. A vista é simplesmente incrível! Por todo o caçadão você vê a paisagem mudando em vários ângulos fotogênicos! Heladeria Coppelia A sorveteria mais famosa de Cuba! Com formas futuristas, ela virou sucesso quando inaugurada e se mantem sempre lotada! Eu achei a experiência um pouco estranha, uma vez que, quando chegamos, um guarda veio já perguntando se era pra tomar sorvete. E disso, fomos indicados para mais um guarda, depois outro que no indicou uma escada nos fundos para subirmos... Lá tinha uma portinha com um balcão e umas cadeiras com mesas. E foi ali que tomamos nosso sorvete, meio que escondidos. Porque no pátio oficial me pareceu ser apenas para cubanos. Sinceramente, não vale a pena na minha opinião! O sorvete tá longe de ser delicioso, não é barato e você ainda tem que ficar numa salinha trancado. Plaza de La Revolución Um dos principais cartões postais de Havana, além de ser um ponto chave da Revolução Cubana! Quem nunca viu uma fota da praça com a imagem estampada do Ernesto Che Guevara? A praça em si não tem nada além dos prédios do governo cubano.. Mas é um lugar emblemático que vale muito a pena ser visitado por toda sua história! Memorial José Martí Bem em frente à Plaza de La Revolución fica uma grande estátua de José Martí, criador do Partido Revolucionário Cubano e uma enorme estrutura com cerca de 130 metros de altura, sendo considerado o ponto mais alto da cidade. Quem quiser fazer uma visita ao memorial e subir no elevador do monumento para apreciar a vista lá do alto precisa pagar 5 CUC. Passeio de carro clássico Só em pensar na viagem para Cuba eu já sabia que em algum momento iria querer dar uma volta num belo carro clássico conversível!! Eles estão espalhados por todos os lados da cidade e são incríveis!! Alguns muito bem conservados, outros bem acabadinhos... No entorno da Plaza de La Revolución ficam vários motoristas oferecendo passeios. Os preços são variáveis e negociáveis. Em média custa 40 CUC por hora. Fechamos nosso caminho para o outro lado da ilha onde iremos visitar as fortalezas. Nosso motorista era super gente boa!! De cara já colocou para tocar Havana uh nana! Saímos da Plaza, passamos pelo centro e então chegamos no alto da colina! Foi incrível!! E esse tour custou 25 CUC. Castillo de los Tres Reyes Magos del Morro De vários pontos de Havana é possível avistar essa bela fortaleza, não é a toa que é a mais emblemática de Cuba. A fortaleza foi uma das principais defesas da cidade durante os conflitos entre outros países que desejavam dominar o país! O farol é lindo!! Mas infelizmente estava em reforma e não foi possível subir. Mas vale chegar até a parte mais alta para apreciar a vista de Havana e passear entre os canhões. Vista do lado de fora do Castillo Horário de funcionamento: 9h às 17h de segunda a sexta e das 8h às 16h aos sábados e domingos Entrada: 6 CUC + 2 CUC Farol. Fortaleza de San Carlos de La Cabaña Essa foto de Fortaleza de San Carlos de la Cabaña é cortesia do TripAdvisor Considerada a maior fortaleza de toda América Latina e um Patrimônio Mundial da Unesco. Antigamente serviu de escritório de Che Guevara, onde traçava os seus comandos de tropas cubanas. Acabei não fazendo a visita, mas acredito que vale a pena!! Ela fica próxima ao Castillo, então é uma boa combinar as duas atrações. Horário de funcionamento: 8h às 23h diariamente Entrada: 6 CUC Finalizando todos esses passeios, era hora de voltar para casa!! A essa altura estava pra lá de cansada de tanto andar!! 3º Dia - Centro Habana O último dia completo em Havana começou cedo novamente.. Confesso que adorei essa prática de acordar antes que o turismo aconteça!! Esse também foi praticamente um dia de book fotográfico! Passando por vários lugares imperdíveis! Capitólio Nacional Iniciei o dia, literalmente, no Capitólio! O prédio mais emblemático de Cuba lembra muito o Capitólio de Washington nos Estados Unidos, isso porque realmente foi construído sob influência americana em Cuba, antes da Revolução. Atualmente o Capitólio sedia a Biblioteca Nacional e Academia Cubana de Ciências, porém o local está fechado devido obras de restauração! Contudo, já faz muito tempo!! Paciência! Mas a verdade é que esse lugar não pode ficar de fora de nenhum roteiro por Havana, pois é uma construção belíssima e um ponto histórico. Gran Teatro de La Habana Bem do lado do Capitólio fica o belo Gran Teatro de La Habana!! Mais uma construção maravilhosa que vale muitas fotos!! O local hoje sedia o Ballet Nacional de Cuba, onde é possível assistir a espetáculos de dança. Vocês podem checar a programação no site oficial. El Asturianito Mais um local que não se pode perder para se ter uma bela foto é a fachada do restaurante que fica do lado oposto ao Capitólio, na mesma rua. Na verdade, os prédios ao lado do restaurante também são super fotogênicos, então não perdi tempo e tirei fotos de vários ângulos!! Plazuela del Angel Agora vai uma dica de rua linda para fotografar!! Ainda mais aproveitando por estar na rua cedo!! Na praça funciona um café, todo ligado em moda e modernidade! Além da igreja del Santo Angel Custodio. Vale a pena passar por lá! Endereço: Calle Compostela esquina com Calle Cuarteles Então, depois desse monte de foto! Voltamos para casa para tomar café da manhã! Uma dica para quem se hospedar em casa de família cubana é fechar o café com eles! Das vezes que tomei valeu muito a pena!! Sempre farto e saboroso!! Custa 5 CUC por pessoa, mostrei foto lá no começo do artigo quando mostrei a Casa de La Madrina. Paseo del Prado Com a barriguinha cheia, é hora de seguir nosso passeio!! O Paseo del Prado é considerado o mais elegante de Havana, inclusive já foi palco de desfile de moda!! O extenso calçadão arborizado que fica na Avenida Martí, que vai do Capitólio até o Malecón. É super agradável percorrer toda sua extensão. Além disso, é aquele lugar ideal para observar o cotidiano das pessoas, que estão indo e vindo. O Paseo é ponto de passagem de muitos cubanos que trabalham no centro. E a arquitetura no entorno é incrível. Claro que dali voltamos até o Capitólio para tirar mais um milhão de fotos! El Floridita O famoso bar onde o escritor americano Ernest Hemingway frequentava constantemente nas décadas de 1930 a 1950. O lugar homenageia o escritor com uma estátua em tamanho real e no menu o seu drink favorito o daiquiri "Papa Doble". Museu de La Revolución Quem se interessa pela história de Cuba não pode perder o museu! Um pouquinho de história: em 1959 Fidel Castro e Ernesto Che Guevara lideraram o movimento nomeado de Revolução Cubana, onde foi derrubado o governo ditatorial de Fulgêncio Batista e foi quando o país se tornou socialista. Antes da Revolução, Cuba era dominada pela influência dos Estados Unidos, sendo totalmente dependente deles, onde o governo favorecia somente as camadas mais ricas. Isso foi gerando muita revolta por parte dos cubanos e com isso, Fidel foi ganhando toda força que ganhou! Meu conselho é que façam o tour guiado (custa somente 2 CUC a mais), visto que o acervo do museu não é tão vasto e todos os objetos, documentos e fotos só farão sentido de verdade se você estiver sabendo muito da história ou se tiver com um guia! Janela emblemática Horário de funcionamento: 9h30 às 16h diariamente Entrada: 8 CUC + 2 CUC para tour guiado Callejon de Hammel Seguindo nosso roteiro, resolvemos ir andando pelo lado menos turístico da cidade. O Callejon fica no centro, mas é próximo de Vedado, sendo uma vila de total cultura africana! Cuba tem muita influência da cultura e religião africana. Tanto que a religião Santeria é a mais praticada em todo país. É uma religião que lembra muito o Candomblé do Brasil. Sinceramente, achei o lugar muito estranho! Acima de tudo o que valeu mesmo foi o percurso até lá, visto que pudemos sentir melhor a raiz do cotidiano cubano. Paladar la Guarida Não foi uma atração programada, mas por acaso voltando a pé do Callejon, passamos pelo La Guarida que é um dos restaurantes mais famosos de Havana. O restaurante fica nos andares superiores de um prédio colonial, portanto ai que está a pegada do lugar: a escadaria! Para jantar por lá é preciso fazer reserva e já adianto que pelo que li é um lugar caro, porém com uma bela vista da cidade! Então deixo como dica, se vocês forem depois me contem! Bem, essas foram todos os lugares e atrações que visitei em Havana!! Espero que tenham gostado e se empolguem para conhecer esse país tão interessante! Mapa do roteiro Havana Antes de finalizar, salvei para vocês todos os pontos que passamos! É só salvar o mapa e se inspirar!! Leia todos os artigos sobre Cuba no Blog Mochila, Câmera e Ação: Tudo que você precisa saber antes de viajar para Cuba: guia de viagem! Quanto custa viajar para Cuba? Guia de gastos! O que fazer em Havana: Roteiro de 3 dias O que fazer e como chegar em Cayo Guillermo e Cayo Coco O que fazer em Trinidad, Cuba: Roteiro de 2 dias
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    Boa noite, que legal! chama no whatsapp, que estou montando um grupo de pessoas que vão...
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    Dia 18 - 04/11 - Pai Acordei cedo pois haviam dito que o transporte para o tour chegaria em torno de umas 9h30 pra me pegar, aproveitei para tomar café. Se por um acaso ficarem hospedados nesse mesmo hostel que eu (Baan Aonsim Resort), peçam o café da manhã deles, é muito bom (já relatei na primeira postagem onde falo das hospedagens), tomei o meu e fiquei na recepção aguardando o transporte vir me buscar. Enquanto aguardava, aproveitei para carregar o celular e fiquei conversando com uma tiazona espanhola que estava hospedada lá e também iria fazer o mesmo tour que eu. O tempo estava meio nublado, achei que choveria, não estava muito calor, pelo contrário, tava até um leve frio (pra mim que gosto de frio estava ótimo, mas pra quem é friorento talvez reclamasse um pouco). Eles atrasaram um pouco, apareceram quase às 10h, era uma caminhonete e fui sentado na caçamba junto com a tia espanhola, ainda buscaram mais algumas pessoas e iniciamos o tour. Estavam, além de mim e da tiazona, duas holandesas, um austríaco, um senhor australiano e um casal espanhol (na verdade, o cara era colombiano, mas vivia na Espanha). A primeira parada foi no Buda Branco, ele fica no alto de uma montanha, tem uma escadaria pra subir, apesar de alta é de boa subir, tem uma boa vista da cidade e a estátua é impressionante, um imenso buda todo branco, e com o sol que tinha saído (já estava fazendo calor a essa altura), ele brilhava, era difícil até pra tirar foto. De lá seguimos rumo a uma vila chinesa, primeiro fomos no mirante que fica no alto (ah, vá!), a vista é incrível, e depois descemos até o vilarejo propriamente dito, ficamos um bom tempo lá, é muito legal o lugar, parece que você está em alguma área rural da China. A próxima parada é um lugar chamado Hot Springs, a viagem foi com bastante emoção, pois a estrada é bem sinuosa e o motorista sentou o prego, até que foi divertido. Esse lugar não era como o que vimos no tour de Chiang Rai, esse era uma fonte de água termal, tinha um banheiro onde você pode se trocar e cair na água, meu, que delícia aquele lugar, dava vontade de não ir mais embora. Foi o lugar em que ficamos mais tempo, e lá também foi onde serviram o nosso almoço (já incluso no tour), pra variar, pad thai (tinha outras comidas também, mas eu tava viciado naquele troço). Ganhamos também uma garrafa de água e rolou umas frutas no final (melancia e abacaxi cortados). Durante o almoço, o guia nos perguntou se realmente faríamos questão de conhecer o Coffee in Love, que seria a próxima parada, pelo que vi depois é tipo uma cafeteria meio diferentona, mas apenas uma cafeteria, nada demais, ele disse que caso pulássemos poderíamos ficar mais tempo nos outros lugares. Todos acharam melhor pular e curtir mais o restante e assim fizemos. Paramos num lugar chamado Land Split, é uma espécie de canyon localizado em uma fazenda que foi criado por um grande terremoto que atingiu a região, ele dividiu o terreno em dois, daí o nome (land = terra, split = dividir, dividida). Além disso, eles cultivam algumas plantas exóticas e servem, de graça, alguns chás e sucos feito com eles, principalmente o de Roselle, um tipo de hibisco muito comum por lá. O tour em si consiste em fazer uma trilhazinha pelo penhasco e no final você volta pro lugar onde começou, é tipo um circuito, na minha opinião apenas OK, nada de tão interessante, a não ser o fato de imaginar que aquilo surgiu graças a um fenômeno da natureza, isso realmente impressiona. Dali seguimos seguimos para uma cachoeira chamada Pam Bok (existem várias na região, pra quem quiser alugar uma moto e se aventurar, se joga sem dó), acho que só eu e a tiazona espanhola críamos coragem e entramos na água, o restante ficou nas pedras sentado, estava bastante gelada mas muito gostosa a água, e não era fundo, deu pé até quase perto da queda d"água. A penúltima parada foi onde ficam as pontes de bambu, é um lugar fechado, com portaria (a entrada é paga, mas estava inclusa no tour), é uma grande plantação de arroz e ao longo dela passam umas pontes feitas de bambu, segundo a explicação os monges usavam elas para ir até um templo que fica do outro lado, eu confesso que andei muito e chegou num ponto que resolvi voltar porque achei que não ia acabar nunca, depois soube do templo. Por fim, fomos até o Canyon na entrada da cidade para ver o pôr do sol, tava lotado de gente mas consegui um lugar bom, tentei fazer um time lapse mas saímos antes que escurecesse. A volta também foi com emoção, ele deixou cada um no seu hostel e eu fiquei por último (meu hostel era mais longe), aproveitei para lavar bastante roupa no banho e depois de uma descansada, fui para a Walking Street, jantei numa barraquinha por lá e comi um doce estranho, não sei o que era e o gosto era igualmente esquisito, além de uns espetos de linguiça apimentada que são duzentas vezes mais apimentadas que as daqui. Nosso transporte Buda branco Vila chinesa e mirante Hot springs Land split Cachoeira Pam Bok Pontes de bambu Canyon GASTOS DO DIA Café da manhã: THB 70,00 Coca: THB 20,00 Janta: THB 35,00 Doce estranho: THB 20,00 Cerveja (long neck): THB 39,00 Espetinho: THB 10,00 (2 * THB 5,00) TOTAL = THB 194,00 Continua...
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    [continuando...] PARTE 2 - Overland de Joanesburgo ao Oceano Índico *Sobre o overland: optamos por fechar este tour pela dificuldade de resolver a logística de safáris sendo que nenhuma de nós dirige e alugar um carro para ir por conta própria não era uma opção. Curti bastante esta forma de viajar, os grandes deslocamentos fazem parte da viagem, o caminhão passa a ser nossa “casa”, algumas refeições são feitas na beira da estrada e você fica acabada, mas vale a pena! Seria ainda melhor se o grupo todo tivesse se conectado melhor, pois como escolhemos uma data de saída com tradutor alemão, das 18 pessoas no tour, 15 eram alemães (como tem muitos alemães viajando pela África, algumas empresas de overland oferecem tradutores em alguns tours, mas o tour em si é conduzido em inglês como em qualquer outra data; só que a probabilidade de ter mais alemães nestes é maior; e no nosso tinha! não que isso seja um problema, mas no nosso caso a maioria deles não estava nem um pouco interessada em se misturar... pena!) 16.03.2018 Acordamos cedo para o café da manhã, incluso na diária. Pouco antes das 7h o caminhão já estava se posicionando em frente à recepção do hotel. Frank e Tank ajudam todos a guardar as mochilas nos lockers individuais nos fundos do caminhão, e conferem a parte burocrática do tour. Tank explica a todos alguns itens importantes sobre o que esperar e responsabilidades em grupo, além de dicas para a convivência durante toda a viagem. Hora de partir! Viajamos algumas horas em direção à Nkambeni Safari Camp, reserva particular ao lado do Kruger National Park. No caminho paramos para almoçar em um shopping e comprar água para os próximos dias (no tour estão inclusas a maioria das refeições – café da manhã, almoço e jantar – mas de resto fica tudo por nossa conta, incluindo bebidas; então a equipe já orienta a gente a comprar água, fruta, snacks e cerveja ou vinho conforme formos parando em alguns locais.. no caminhão há 1 cooler que é para os alimentos que eles compram e um isopor grande para uso dos passageiros, que são responsáveis por mantê-lo limpo e com gelo). Um imprevisto tirou o Tank da nossa equipe e o novo guia, George, deveria nos encontrar já no camping. Chegamos ao camping no meio da tarde e, para quem optou por acampar (nós!), começa a aula de como montar a barraca. De cara parece difícil montar aquele treco de lona pesado, mas com alguma colaboração demos conta de tudo! Exploramos um pouco o Nkambeni Safari Camp, que tem desde suítes bem confortáveis ao espaço para camping, com instalações muito boas. Este dia choveu bastante e o jantar que deveria ser preparado em torno da fogueira foi transferido para o restaurante do hotel, por conta do tour. *detalhe que havia 2 banheiros comunitários: um deles com paredes e instalações comuns e outro com chuveiros e cabines com nada mais do que uma cortina baixa e cercas elétricas te separando do Kruger! Nem perdi tempo com o primeiro! Instalações Nkambeni Safari Camp 17.03.2018 Levantamos bem cedo para um dia inteiro de safári naqueles carros típicos, 4x4, com as laterais todas abertas. 6h da manhã era o horário de partida da recepção. O dia foi emocionante! Mesmo não sendo o melhor tempo, pois ainda estava um pouco úmido e ventava bastante, a cada animal avistado todos se empolgavam! (pausa: o vento é realmente sofrível nos safáris em carro aberto! é necessário ir bem agasalhado, em camadas para quando no meio do dia estiver mais calor, e com algo para proteger a cabeça e principalmente os ouvidos do vento) O primeiro impala ninguém esquece! Digo... depois de ver um bando a cada meia hora a gente até esquece e nem pede mais pra parar o carro... mas é muito legal mesmo assim! Neste primeiro dia foram vários impalas, alguns kudus, elefantes, girafas, 5 wild dogs (falo 5 porque são bastante difíceis de serem avistados.. pra ter uma ideia, a motorista do nosso carro disse que passa 2 a 3 meses sem avistar nenhum!), hienas mordedoras de pneus, crocodilo, macacos e muitas aves. A noite tivemos nosso primeiro braai, típico churrasco africano em volta da fogueira, com opções vegetarianas deliciosas para algumas pessoas que solicitaram, incluindo eu! (*avisando na hora da reserva do tour eles se programam para cardápios especiais). Como o primeiro jantar foi descaracterizado e embaixo de bastante chuva, as apresentações pessoais ficaram para esta 2ª noite! Após o jantar todos contaram um pouco sobre de onde vinham e como foram parar ali. George, nosso guia e cozinheiro de mão cheia! 18.03.2018 Novamente acordamos antes do sol nascer, o que é rotina durante o overland. Após o café da manhã partimos no caminhão para a Panorama Route. Muitos que vão por conta dispensam este trecho, mas foi um ponto alto da viagem! As paisagens são desconcertantes! Acabamos curtindo muito mais os Three Rondavels e Bourke’s Luck Potholes do que a God’s Window, talvez porque nesta última parada estava meio lotado e pessoas disputando qualquer canto para foto... Almoçamos sanduíches na beira da estrada e voltamos para o camping para curtir a piscina. Jantar em volta da fogueira e dormir cedo para mais um dia madrugando.. George e Niqy preparando o almoço 19.03.2018 Partimos cedo, mas antes recebemos visitantes ilustres no café da manhã: elefantes bem perto do acampamento! Fomos todos pegos tão de surpresa que ninguém tirou foto! Ficamos apenas abestados com aquelas visitas de despedida. Já na estrada, entramos novamente no Kruger Park em direção ao sul, para sair pelo Crocodile Bridge Gate e seguir rumo a Suazilândia. Com o dia ensolarado, o game drive no caminhão foi bem animado apesar de só poder circular nas estradas principais. Muitos elefantes, impalas (again!), rinocerontes (são impressionantes!), zebras (tãããão simpáticas!), girafas, búfalos bem de longe, babuínos, e quase no final, quase impossível de enxergar, leões! Incrível que havia alguns carros parados na estrada onde aparentemente não tinha nada e o Frank afirmou com toda certeza “felinos!” Lógico que todos no caminhão enlouqueceram e lá ficamos parados mais de meia hora tentando enxergar alguma coisa.. muitos carros já tinham desistidos e nós também já estávamos quase indo, quando alguém se movimenta bem longe e finalmente conseguimos enxergar.. Mais alguns animais e aves e saímos do parque. Cruzamos a fronteira da Suazilândia algumas horas depois sem nenhum problema para quase no final da tarde chegar ao Mlilwane Wildlife Sanctuary. Como chegamos em cima da hora de partida para o Sundowner Drive que havíamos reservado (não estava no pacote da nomad), a equipe ficou no acampamento montando nossas barracas e lá fomos pra mais algumas horas de saculejo. O dia foi puxado e estávamos cansadas, mas ao nos instalarmos no carro, nosso motorista se apresentou e disse algo mágico: “estão inclusas 2 bebidas por pessoa e vocês podem escolher entre água, refrigerante ou CERVEJA”. Eu e Camila não contivemos um gritinho de felicidade e todos riram. O guia iria perguntar o que cada um queria para arrumar o isopor com as bebidas e, começando por mim: “what would be your first drink?” “beer!” “and the other one?” “beer!” Aqui o safari foi meio diferente, pois o santuário, a fim de manter um melhor controle sobre os animais, divide-os em sessões. Elefantes, rinos, hipopótamos, cerveja, elefantes... Entrando na sessão onde estavam os felinos, chegamos a um ponto em que avistamos 1 carro parado e várias leoas deitadas na estrada. Novo momento de empolgação, pois estes estavam bem perto, mas nosso motorista quis dar a volta para que tivéssemos uma melhor visão. Só que encontramos um elefante que não saía do meio da estrada. Esperamos um pouco e a inquietação crescendo quando o motorista engata a ré e acelera pra voltar aonde tínhamos visto os leões. E não foi qualquer rézinha não, o cara meteu o pé em estrada de terra e sacudiu todo mundo! Quando chegamos de volta ao local, elas já tinham saído da estrada. Avistamos apenas uma cabeça no meio da vegetação alta e ficamos por lá observando. De repente, uma a uma vão se levantando e começam a andar, 2 leoas e 2 leões jovens! Praticamente do lado do carro! Andando preguiçosamente e a gente acompanhando! Impressionante! O guia diz que temos que partir, mas antes ainda fomos presenteados com o por do sol mais espetacular que já vi! Voltamos para o camping. Neste local não havia luz elétrica, mas ainda assim as instalações eram ótimas, o banheiro super grande à luz de lamparinas e banho quente garantido! A noite mais um jantar delicioso ouvindo sobre a história da Suazilândia sob um céu estralado inacreditável! 20.03.2018 Acordamos cedo (mais uma vez! Camila nem queria ir!) para uma Nature Walk no santuário. O passeio é interessante e se dá na sessão onde não há felinos (meio óbvio... mas.... ufa!). Fiquei o tempo todo só querendo me deparar com uma girafa mas “só” rolou uns gnus assustados.. Voltamos, tomamos café da manhã, desmontamos as barracas e bóra pro caminhão. É tempo de praia!!! Chegando a Greater St Lucia, em KwaZulu-Natal, o caminhão parou em uma praia para termos nosso primeiro contato com o oceano índico. Tímidos, alguns tiraram os sapatos e colocaram os pezinhos na água. Mas eis que chega um ônibus de estudantes e as garotas todas empolgadésimas correm gritando em direção ao mar e entram com roupa e tudo! Deram um baile na gente... saindo da praia algumas meninas passaram pela gente e vieram nos abraçar. Maior barato a empolgação! Em St. Lucia ficamos todos hospedados em uma pousada, inclusive quem optou por acampar, que foram instalados em apartamentos de 2 suítes. Ok, dividimos o apê com um casal alemão bem legal! A pousada tinha lavanderia e por um preço um pouco salgado aproveitamos para lavar nossas roupas. A cidade é bem miúda e simpática, parecendo alguma cidade de veraneio meio “topzera”. O jantar foi braai no quintal da pousada, onde tivemos uma aula de zulu, 1 das 11 línguas oficiais da África do Sul, que garantiu boas risadas! Tivemos também uma apresentação de dança africana, meio lance pra turista ver, mas nos divertimos também, principalmente quando o grupo escolheu alguns de nós para dançarmos junto, e eu fui escolhida.... (quem me conhece sabe: eu não danço! e se eu tento só saem uns movimentos bizarros descoordenados.. mas acho que atendi bem à expectativa...) 21.03.2018 Madrugamos e os 4x4 do último safári que faríamos já nos esperavam em frente à pousada. Era antes das 6h e íamos pegar estrada. No 4x4. Aberto. Frio pra cacete! Tinham cobertores no carro, mas ainda assim não foi o maior dos confortos. Valeu super a pena quando chegamos no Hluhulwe-Imfolozi Game Reserve, um dos últimos redutos de rinocerontes, que desempenha um papel fundamental na preservação destes animais ameaçados de extinção. Esta reserva é linda e a paisagem é completamente diferente do Kruger Park, com montanhas e vales de tirar o fôlego. Fomos presenteadas com mais uma grande leva de impalas, girafas, búfalos bem de perto, rinocerontes, e o ponto alto do dia (pelo menos pra mim): pumbas!!! Rolou uns leõeszinhos de longe também, mas eu já estava feliz porque eu tinha visto o pumba! O almoço foi por nossa conta e escolhemos o Ocean Basquet para irmos com nossa nova amiga Claire e duas irmãs alemãs bem gente boa, a Nina e a Steffi. Tinham Brazilian Caipirinhas no cardápio e todas encararam! A tarde fizemos um cruzeiro pelo estuário de St. Lucia para avistar hipopótamos e crocodilos. Não tão especial quanto eu esperava, acabei ficando meio entediada, mas acho que principalmente porque já estava cansada de tanto vento na cabeça... Após o jantar, George e Niqy, nosso guia e a tradutora do tour, convidaram todos para acompanha-los a um bar local, o Fisherman's Restaurant and Bar. O bizarro é que ao entrar o lugar era uma peixaria e o bar rolava nos fundos. Bastante gente se juntou e a noite foi muito divertida e especial! E resultou uma ressaca boa na manhã seguinte... 22.03.2018 Não acordamos tão cedo dessa vez mas a ressaca fez ser mais sofrível que nos dias de safári... Último café da manhã com o grupo e hora de partir rumo a Durban. Chegamos embaixo de chuva e fomos almoçar em um restaurante de surfistas na orla, o Surf Riders Food Shack. A comida não empolgou... Depois do almoço pegamos nossas coisas no caminhão e fomos para o nosso hostel em Durban, o Curiocity. Bem bacanudo em um prédio antigo restaurado. Ficamos em um quarto privativo que era gigante e com decoração bem estilosa. Precisávamos trocar dinheiro e perguntamos na recepção do hostel onde seria o lugar mais perto que ainda estaria aberto. Eles foram super solícitos e até ligaram para um banco para confirmar e nos passaram a direção. Mais uma vez: não era seguro andar até lá e pegamos novamente um uber para o que poderia ter sido uma caminhada de 10 minutos. A noite nos encontramos com o grupo do overland para um jantar de despedida. A nossa viagem com eles terminava ali. Muitos seguiriam na rota completa de 21 dias até Cape Town, apenas nós, a Claire e mais um casal de alemães fizeram apenas a primeira etapa do tour. Jantar de despedida **Saldo Overland Tour** Achei uma ótima forma de viajar longas distâncias, aliando custo-benefício com experiências incríveis. O período do nosso tour foi relativamente curto, mas não me arrependi de ter escolhido acampar ao invés de ficar em acomodações (ok, não foi bem uma escolha, pois no começo queríamos – leia-se a Camila queria – ficar em acomodações, mas o orçamento da viagem foi apertando e.....). A barraca é boa e espaçosa e como éramos poucas pessoas acampando, conseguimos inclusive 2 colchonetes cada. Prepare-se para muitas horas no caminhão. No dia mais longo, que saímos do Kruger para a Suazilândia, foram mais de 11h, mas em um dia repleto de acontecimentos emocionantes e paisagens maravilhosas. E nunca, em hipótese alguma, chame o caminhão de ônibus! isso vai ofender a equipe A alimentação é bem boa também! Nada sofisticado, café da manhã com frutas, cereais, pães com geléia e etc. O almoço precisa ser uma refeição prática para não tomar muito tempo da viagem, então normalmente são sanduíches e saladas. Já o jantar... esse sim é especial! Deliciosas refeições repletas de sabor e de conversas em grupo. Sobre a empresa Nomad Tours, pesquisamos muito antes de optar por ela, mas como é uma das maiores empresas no ramo, a facilidade de encontrar relatos tanto de brasileiros quanto estrangeiros que viajaram com ela é grande e, apesar de algumas críticas negativas, os elogios sempre venceram e recomendo bastante a quem se interessar por esse tipo de viagem. A empresa tem sede em Cape Town e muitas opções de rotas, inclusive contam com atendimento em português. Ao indicar pelo site o interesse no tour, logo a Fernanda entrou em contato conosco e seguiu todo o processo, tirando dúvidas e agilizando o pagamento, que é bem prático também. O nosso roteiro foi esse aqui: Kruger and Swaziland - South 2018 E se a lembrança boa ficou, isso se deve em muito à equipe que conduziu nosso tour: Frank, George e Niqy! Muitos créditos a eles e nossa eterna gratidão por todas as conversas e trocas de experiências! ♥️
  45. 1 ponto
    E por fim, como prometido o orçamento. Valor que eu gastei individualmente. Os gastos de cada um pode ter variado um pouco, principalmente em relação as comidas e bebidas, mas a média individual foi essa.
  46. 1 ponto
    Últimos dias (apanhado geral) de 21 a 24/03/19. Então, pra finalizar, a gente tinha resolvido lá no início da viagem incluir o Zimbábue, principalmente pra ver Victoria Falls, a “maior” catarata do mundo, a maior do mundo em termos de largura, as outras são maiores em outras coisas. Mas como a gente pode observar durante esse relato, ter o título de mais, melhor ou maior de alguma coisa é muito importante pra ser uma atração turística. Compramos a passagem pela British Airways com escala em Joanesburgo, então a gente ia sair pela segunda vez da África do Sul, pra depois entrar e sair de novo, foram só 6 carimbos da África do Sul nessa viagem kkkkk, eu já estava com medo da imigração me bloquear querendo saber que diabo eu entro e saio do país do toda hora. Mas, na verdade foi bem tranquilo. Malas prontas, acordamos de 3 da madrugada pra ir pro aeroporto, o LC conseguiu ir no mesmo voo que a gente até Joanesburgo e nos despedimos lá. Ele partiu para São Paulo e depois Brasília e a gente foi pra cidade de Victoria Falls no Zimbábue. Para ver as cataratas você tem duas opções, porque ela fica na fronteira do Zimbábue com a Zâmbia. Têm parques dos dois lados, pelo lado do Zimbábue a entrada são $30 (isso mesmo, 30 dólares americanos) e pelo lado da Zâmbia a entrada custa $20. Escolhemos o Zimbábue baseado nos relatos da internet, ao que parece tem a melhor vista da cachoeira. Além de que a cidade já é do lado da cachoeira, enquanto na Zâmbia você tem que ficar em Livingstone, a cidade mais próxima, que fica a 10km do parque. Nada que atrapalhe também, eu imagino. Mas, escolhemos o Zimbábue. Cachoeira é apelido carinhoso né, porque são umas quedas gigantescas. São 2h de vôo e adivinha? Chupa Latam! Tinha almoço também. Chegamos no Zimbábue, o aeroporto é minúsculo, mas até que já estávamos acostumados depois do aeroporto de Windhoek, que é menor que uma rodoviária. O problema é a fila pra comprar o tal do visto. É gigante, ficamos mais de 1h na fila pra pagar $50 (isso mesmo, 50 doletas do Trump) pelo visto que dá direito a entrar na Zâmbia e no Zimbábue, a gente não tinha certeza se ia dar tempo de entrar na Zâmbia, mas compramos por via das dúvidas, já que a diferença pro visto normal era de apenas $5. O problema do Zimbábue, aliás, tem muitos né, mas o problema para os turistas no Zimbábue é que o país faliu, a economia quebrou total e a moeda deles chegou a valer não sei quantos bilhões pra $1, tem até essas notas em museus pra vender. Aí, o que eles resolveram fazer? Eu não entendo de economia, mas eles acharam uma solução ótima, que foi usar dólares americanos. Cê tá de sacanagem né? Dólares americanos, uma das moedas mais caras pra se comprar. Turista sempre se fode na vida. Aí tudo lá custava o olho, o nariz e a boca da cara. Tipo o transfer do aeroporto pro hotel custou $90: chama o xamu!!! Mesmo dividido por 3, são $30 pra andar 18km. Pelo menos foi ida e volta esse valor. Então, já dei esse choque inicial, tá avisado, lá é caro. No começo nossa intenção ao ir lá era apenas conhecer as cataratas, mas durante as pesquisas vimos que tem milhões de opções de passeios, dos mais radicais aos mais tranquilos. De cara a gente tinha gostado do tal do rafting, mas a ignorância é uma benção né. Já tava certo que a gente ia fazer quando eu fui começar a pesquisar e ver vídeos. Lembra que eu falei que era cagona, acabei virando uma literalmente, abafa. Mas enfim, eu sou medrosa, cautelosa, e tenho muito amor a vida, e estava em plena posse das minhas faculdades mentais na época que estava pesquisando. Aí eu vi que esse rafting passa por corredeiras níveis 4 e 5, aprendi até sobre corredeiras e o esporte de tanto que eu pesquisei. E o nível máximo de corredeiras é 5. Corredeiras 1 é tipo o rio normal com alguma quedinha que não vai fazer você nem sair do lugar, corredeiras 2 e 3 já exigem um certo conhecimento e habilidade, e as corredeiras 4 e 5 exigem nível avançado de habilidade porque com certeza você vai cair, tem risco de bater em pedra, tem que saber nadar, pode ficar preso em redemoinhos etc. Mas é claro que eu estou passando aqui o pior cenário possível. Centenas de pessoas fazem esse passeio todos os dias e dá tudo certo, não achei nenhum relato que deu ruim. Só alguém que bateu o joelho numa pedra e ficou doendo, e da subida depois do passeio de quase 1h pra poder sair do Canyon, tipo escalada mesmo. Mas deu pra ter uma noção de como esses caras são tipo Brasil mesmo, tudo nas tora, te colocam num risco alto de vida sem você nem saber, corredeiras 4 e 5? Mas até aí beleza, eu ainda tinha um pouco de coragem porque não vi realmente nenhum relato de ninguém se machucando seriamente. Mas quando eu fui procurar um seguro saúde específico para práticas de esportes radicais, sabe qual é a boa? NENHUM, mas nenhum seguro, nem o mais caro e o mais top de todos cobre corredeiras 4 e 5, ou seja, parece que você tá praticamente pedindo pra morrer. Aliás, fica bem claro lá nas especificações: COBRE CORREDEIRAS 1, 2 e 3. Aí tava tudo conspirando muito ao contrário né, não deu outra e eu arreguei. Até falei que se eles quisessem fazer, por mim era de boa, podiam fazer. Mas a Gabi arregou também, o FH dizia que queria fazer mas aceitou a vontade da maioria. Escolhemos um outro passeio, que foi a canoagem na parte de cima do rio Zambezi, que é o rio que corta os dois países e onde tem as cataratas. O passeio custou a merreca de $150 Trumps. Mas estou passando o carro na frente dos bois. Chegamos, compramos nosso visto, e o transfer já estava esperando, aliás ele já estava quase desistindo, porque fomos literalmente os últimos dos últimos a sair. Chegamos no nosso hotel, que era tipo uma guest house também, mas dessa vez como tínhamos reservado um quarto externo e uma família tinha reservado a casa não pudemos usar a cozinha. Os donos do “hotel” eram nossos guias e nossos motoristas. A gente ficou um pouco longe do centro, eu recomendo ficar mais perto, tem muitos hoteis por lá, e o mais bem localizado parece ser o N1. Tivemos que pagar $10 cada vez quer queríamos ir ao centro. Assim que chegamos, deixamos nossas coisas no quarto e pedimos pra ir num mercado, compramos alguns suprimentos e coisas pro café da manhã, mas compramos muito pouco mesmo com medo dos preços em dólar. Daí fomos andar pelo centro e depois jantar por ali, só combinamos com o motorista pra buscar a gente às 21h. Na hora que a gente ficou sozinho e começamos a andar pelo centro é que deu pra observar a pobreza das pessoas locais e a dificuldade que eles tem de sobreviver. Apesar de, provavelmente ser o lugar mais turístico do país, é muito sofrido e você começa a andar e logo algum grupo te cerca implorando pra você ver os artesanatos deles, falando que é pra comer, que não tinha vendido nada naquele dia e tals, pelo estado deles dá até pra acreditar. Mas fica impossível olhar alguma coisa dessa forma, é muito invasivo e muita pressão. Compramos alguma coisa mais por pressão do que por vontade e fomos pro restaurante. Jantamos por ali e tinha um senhorzinho com o violão, o bom é que ele não sabia cantar nada, não conseguia terminar um acorde, mas me comovi pelo esforço dele e demos algum dinheiro, bem pouco, mas o pratinho dele estava vazio, então melhor que nada né. Aí fomos pro hotel e encerramos o primeiro dia. No outro dia cedo era o dia do passeio. Então... esse passeio, pela descrição que lemos na internet, parecia que a gente conseguia ver alguns animais, era tipo um safári mesmo. Dava pra ver elefante, hipopótamo, zebra e com muita mas muita sorte leão. O passeio é esse: https://www.victoriafalls-guide.net/victoria-falls-canoeing.html. Tem várias empresas que fazem, mas esse site reúne todos os passeios que tem em Victoria Falls e você pode escolher e mandar email ou pedir pro seu hotel ou quando chegar lá e reservar. Nesse link tem todas as atividades: https://www.victoriafalls-guide.net/victoria-falls-activities.html. A empresa nos buscou e começamos o caminho até a parte do rio de onde iríamos sair. Era um carro aberto, e eu acho que não comentei ainda, mas o Zimbábue é mais quente que o inferno, é muito mais quente que o deserto. Você tá nesse carro aberto e simplesmente ao invés de vento vem uma baforada de ar quente. A sensação térmica é bem mais desconfortável que no deserto, deve ser por causa da umidade, não sei, é pior. Vimos alguns elefantes, zebras, impalas e javalis pelo caminho. Chegando no local, os caras fazem um café da manhã pra gente, simples, ovo, pão, bolacha e café solúvel. Meti um ovão, já estava até corajosa, mas antes olhei se ele estava bem assado. Depois do café o guia principal dá umas explicações, praticamente as mesmas do caiaque. Só tem algumas questões de segurança por causa dos hipopótamos. Parece que eles são animais extremamente territorialistas e a gente não pode beirar perto deles. Às vezes, eles podem estar embaixo da gente e a gente não vai ver, aí eles podem bater no barco de dentro da água, se o barco virar salve-se quem puder. Mas ele disse que é muito raro isso acontecer, em não sei quantos anos que ele fazia isso nunca tinha acontecido com ele, só ouvido histórias. Aí começamos o passeio, a gente rema por uns 10km pelo rio, e vê muitos hipopótamos, o problema é que o guia tem tanto medo desse bicho que toda vez que a gente via um, ele fazia questão de desviar. A gente via só a cabecinha deles de longe, a máquina nem conseguia pegar direito. Tanto medo desse bicho, ele deve ser pior que o leão pelo visto. Infelizmente não vimos nenhum elefante pelo rio, mas vimos no caminho, uns gigantes, tanto na ida quanto na volta. O passeio foi bem tranquilo, sem nenhuma emoção, e apesar de ter sido legal, me decepcionei por não conseguir ver nenhum hipopótamo de pertinho, a gente viu vários, mas tudo de longe, acho que uns 20 metros no mínimo. No fim do passeio eles também dão almoço, também pudera por $150 se pudesse dar a janta também era bom. A gente almoça embaixo de uma árvore e depois eles guardam os barcos e a gente começa o caminho de volta. Na volta, vimos muitos elefantes, muitos mesmo, alguns com filhotinhos, outros sozinhos. Eram muitos, eles ficavam aglomerados embaixo de algumas árvores disputando a sombra. Esses deu pra ver bem de perto. Chegamos no hotel e já pedimos o motora pra levar a gente pro parque das cataratas. Finalmente né. Quem buscou a gente dessa vez, foi um funcionário deles, um menino praticamente, o nome dele é LOVEMORE. (Mães, parem de dar motivos para as pessoas zoarem seus filhos). Ele era muito simpático e fazia questão de falar: Lovemore, Lovemore, eu sei que vocês não vão esquecer meu nome. Não esqueci mesmo. Aí ele deixou a gente lá e combinamos de nos buscar também. Quando ele deixou a gente, a gente viu que o parque era muito perto do centro, não demorou nada pra chegar lá, aí a gente perguntou pra ele se dava pra voltar andando, na hora ele negou. Disse que era melhor não, porque não tem poste de luz no caminho, e tem muito bicho na estrada, inclusive elefante, e você não quer cruzar com um elefante na estrada. Então ele colocou tanto medo na gente que preferimos esperar pelo carro mesmo. O parque das cataratas é muito legal, tem um caminho que você vai seguindo, tem 16 paradas. Todos são mirantes e dão diferentes ângulos das cataratas. Se prepare, você vai se molhar e muito. Não adianta pensar, ah eu vou e fico longe, ou então, com certeza ela tá exagerando. Não estou, a fumaça de água é enorme e você vai se molhar sim. Leve uma capa de chuva se não quiser molhar a roupa e proteção pra câmera, pro celular, pros seus documentos, o que estiver com você na hora. Legal também que tinha uns javalis no meio do caminho, e a gente viu alguns suricatos também no meio da cidade mexendo no lixo. Timão e Pumba gente! Então, apesar dos $30, vale muito a visita. O parque é pequeno, mas como são muitos pontos de fotos, reserve umas duas ou três horas só pra ele. A gente ainda cogitou ir no lado da Zâmbia, mas já eram umas 5h30 da tarde, não ia compensar. Fomos esperar o Lovemore buscar a gente pra jantar. Na verdade não foi ele, mas dessa vez a dona do hotel que buscou a gente e deixou no restaurante. Combinamos dela ir nos buscar às 20h pra gente ir pro hotel. No dia seguinte íamos voltar pra Joanesburgo e no outro dia: CASA! Fomos pro restaurante, dessa vez era outro: 3 Monkeys. Pedimos uns sanduíches, eu pedi de carne bovina mesmo, a Gabi escolheu um combo lá que vem 3 mini sanduíches de carne de impala, carne de crocodilo e carne bovina. Era muita comida e ninguém conseguiu comer tudo. Novamente o senhorzinho que não sabia cantar estava na porta, mas da outra vez foi outro restaurante. Nesse, não deixaram ele entrar e ele ficava ali na beira da escada tocando aqueles acordes incompletos, com uma cara tão sofrida, parecia cansado. Lá mesa eu fique pensando muito nele, imaginando se ele já não tinha trabalhado o dia inteiro com outra coisa e ainda tentava complementar a renda a noite, fazendo qualquer coisa que desse. E resolvi ajudar mais dessa vez, como a gente já ia embora mesmo, dei 50 dólares, a Gabi e o FH também ajudaram. Acho que ele nem viu o quanto era, coitado. Enfim, terminamos nosso jantar e fomos pro hotel. Arrumamos as malas e no outro dia começava a jornada de volta. Dessa vez quem veio pra levar a gente pro aeroporto foi o Lovemore, mas ele estava super triste e tava falando que a tia dele tava no hospital e precisava de um remédio, por isso que ele não tinha ido buscar a gente no dia anterior. E ele devia muito pra essa tia que tinha pagado os estudos pra ele, que ele só conseguiu esse emprego porque tinha algum estudo, que na família dele toda, de 5 pessoas, só ele trabalhava, enfim, mais uma história triste. Lá no aeroporto a gente também deu o dinheiro do remédio para a tia dele, ele ficou super agradecido. Mas essa tristeza e esse sofrimento desse povo é difícil demais de conviver, a gente sabe que existe, mas sentir na pele é outra coisa. Isso porque nem chegamos perto dos vizinhos ali que são bem mais pobres: Malawi, Moçambique entre tantos outros da África. Ah, mas se vc quer ver pobre, tem um monte no Brasil! Primeiro: eu não quero ver pobre. Segundo: é uma pobreza muito diferente, de pessoas morrendo aos poucos, a míngua, de fome, de doenças, sem auxílio nenhum do governo que deixa eles pra morrer mesmo. No Brasil a gente vê situações parecidas, mas não acho que chegue a esse extremo não. Uma bolsa família que seja impede que a pessoa morra de fome, não tô questionando política de governo, não quero saber se tá certo ou se tá errado. Mas de fome, fome mesmo, de desnutrição, no Brasil, a pessoa não morre. As pessoas vão ficando tristes, sofridas, desesperadas. O desespero é o pior de ver. Mas enfim, isso é só mais um ponto positivo da viagem, de colocar a gente no nosso lugar e nos fazer pensar sobre o quanto somos privilegiados de poder viajar, de pagar em dólar, de achar caro tal coisa, de poder aproveitar a vida de uma maneira mais plena e completa. Outra coisa que eu esqueci de falar é que o tal do Ciclone devastador estava no Zimbábue bem na época que a gente foi. A gente tentava pesquisar pra saber onde o danado estava, a gente sabia que ele já tinha passado pelo litoral, saído e entrado novamente e devastado Moçambique, Malawi e uma pequena parte do Zimbábue. Mas quem disse que a gente conseguia descobrir onde que ele tava ou se ele já tinha se dissipado. Bateu um cagaço né, mas se a cia aérea não cancelou o voo, a gente acreditou que tava tudo bem, até porque Victoria Falls ficava a 400km da cidade que o Ciclone tinha atingido, então fomos, com um pouquinho de medo, mas acabou sendo tranquilo, nenhum vestígio de ciclone por lá. Chegamos em Joanesburgo, ficamos num hotel próximo do aeroporto porque a gente voltou lá só pra poder ir embora mesmo no outro dia, não tinha nada programado. Jantamos no hotel e tomei as últimas Savannas Dry que tinha direito e o FH então quitou sua dívida. No outro dia, uma looooooonga jornada até em casa. A Latam tá muito murrinha de comida, serviram uma janta lá bem pequena, e umas 5h depois eu já estava morrendo de fome, vi umas pessoas indo pro fundo e voltando com uns sanduíches na mão, demorei ter coragem, mas tava com muita fome, fui lá pra ver de qual era e tinha uns lá, era só pegar. Ufa, deu pra segurar. Chegamos em São Paulo e aguardamos nosso vôo pra Brasília, tudo certo. Chegamos em casa por volta da meia-noite. Na cabeça só passava imagens da viagem e de tanta coisa linda e experiências novas que a gente viveu. Tem umas fotos do Zimbábue aqui no final, um vídeo com o resumão da viagem (link do youtube) e orçamento eu vou colocar no próximo post. Conclusão A África é um destino perfeito para qualquer viajante. Ela é democrática: tem aventura, tem romance, tem conforto, tem perrengue. Tem vida noturna, tem vida diurna, tem gente simpática, tem história, tem aventuras, tem calor, tem frio, tem pôr-do-sol, tem montanha, tem mar, tem culinária, tem TUDO. Você só precisa escolher o que quer fazer. É um destino que reacende a sua vontade de viajar cada vez mais e descobrir mais lugares, pessoas e comidas assim no mundo. E se você está viajando pela primeira vez, vai te deixar viciado. Não acredite em nada que te falem sobre a áfrica. Vai lá e conheça você [email protected] ULOH1596.MOV VÍDEO DA VIAGEM (mesmo vídeo, no youtube, caso não dê certo por aqui)
  47. 1 ponto
    @Caio Linhares, tem as prais urbanas, como: * Praia do Futuro, perigo de assalto no calçadão, tenha muito cuidado, já nas barracas, é mais seguro. A uns a 10 minutos de carro da Beira-Mar. Tem muitas barracas para todos os gostos, Caio, tem desde barracas bem calmas, como até com som ao vivo, você decide qual escolher, tem umas que até parece um clube. * Essas 2 praias, ficam no município Aquiraz.Porto das Dunas (Beach Park) e Prainha. A 25 km da Beira-Mar fica o Porto da Dunas, a praia onde está o Beach Park. Achei bem caro comer ou beber nesse local. A10 km adiante, a Prainha é a melhor opção de 'praia rústica' pertinho de Fortaleza. Como a faixa de areia é estreita, as barracas ficam mais próximas da água. Aproveite para dar uma passada no Centro de Rendeiras de Prainha, vais adorar. Nos finais de semanas, fica lotado. * Águas Belas, vais pela estrada que leva ao litoral leste, essa praia, tem barracas próximas, e você irá ver o encontro de um rio de águas azuis com o mar. Na Beira-Mar você compra a ida de van a Águas Belas por R$ 40, valor aproximado, pois fui em 2018. * Morro Branco e Canoa Quebrada,é no mesmo estilo e já falei acima * Jericoacoara, idem. Então para 10 dias, está de bom tamanho, não esquecendo de ir ao mercado.
  48. 1 ponto
    É um local publico, funcionam com subsídios oriundos de tributos que todos pagam, vai quem quer ou precisa ! Já conheci muitas pessoas em viagens e muitos viajam em maneira mais roots, pouca grana ou mesmo até sem, muitos destes leem conteúdos aqui no site, não vejo problema nisso ser divulgado aqui.
  49. 1 ponto
  50. 1 ponto
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