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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 19-05-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Salve Mochileiros, Estou aqui para descrever, relatar, contar, sei lá 😁um pouco ou tudo da minha experiência que tive nessa viagem incrível quem sabe até poder ajudar algumas pessoas que pensam em fazer essa trip. Estava relutante, com muitas duvidas se eu deveria escrever esse relato, mas no final acho que vale a pena contar um pouco das experiências que tive e quem sabe incentivar alguém a começar. Antes de iniciar, tenho apenas que repetir uma coisa que praticamente a maioria das pessoas que finaliza essa trip diz que é: TODO MUNDO TEM QUE FAZER UMA VIAGEM DESSA , , porque é muito foda, você conhece tanta gente, uns lugares de tirar o fôlego, vê umas coisa maluca que as pessoas chamam acho eu de choque cultural, são tantas sensações que senti nessa viagem, todo dia eu estava feliz, a única parte triste foi a despedida, porque o resto foi foda. Então vamos iniciar esse relato cambada!! Esse mochilão teve inicio no dia 01/04/2019. Roteiro Santa cruz de La Sierra Sucre Uyuni San Pedro De Atacama Arica Tacna Arequipa Ica Huacachina Paracas Lima Huaraz Cusco Copacabana La Paz Santa cruz de La Sierra Gastos Nessa vou ter que pedir desculpas para vocês, acho que não vou conseguir dar muitos detalhes, sei que eu gastei 4885 reais pois comprei as passagens aéreas antecipados tudo por 840 e uma passagem de ônibus de Sucre a Uyuni por 45 reais , o que sobrou foi apenas 4000 reais a qual levei comigo no meu Money Belt do começo ao fim da viagem, mas falo para vocês só sei que quando estava no ultimo dia la em Santa Cruz de La sierra eu estava muito pobre, muito mesmo, para vocês terem uma noção tive que pechinchar até comida de 15 BOL(consegui por 10) mas não se preocupe ainda lembro os preços dos tours, vou dar algumas dicas de comer barato e acomodação barata também. OBS: Se eu perdesse o Money belt ou fosse roubado estava muito ferrado, pois não levei nenhum cartão de credito ou debito hahahahah (maluco de BR hahahahah ) Desabafo: Estava com esse mochilão na cabeça dês de 2016, planejando fazer sozinho mesmo(uma coisa quase praticamente impossível de fazer), li apenas alguns relatos como o mais famoso do rodrigovix e da maryana teles , arrumei minha mochila com poucas coisas mesmo e fui, melhor decisão que já tomei em toda a minha vida. Dês de moleque sempre quis largar tudo e viajar o mundo todo, sem data de volta, porem necessitava e necessito de experiência, por conta disso planejei esse mochilão clássico para confirmar se conseguia me virar e ver com meus próprios olhos se era verdade mesmo se tinha como viajar o mundo com pouco dinheiro ou quase nada e depois que terminei, pelas pessoas que conheci e experiências que vivi posso dizer que é possível. Preparativos: Como eu disse anteriormente, comprei antecipadamente apenas as passagens aéreas e a passagem de ônibus(essa de Uyuni se não planeja fica em sucre recomendo comprar com antecedência). São Paulo a Santa Cruz de la Sierra – R$ 680 Santa Cruz de la Sierra a Sucre – R$ 160 Ônibus de Sucre a Uyuni - R$ 45 No meu mochilão não foi muita coisa apenas: 7 camisetas 2 shorts 8 cuecas 8 meias 2 calças jeans 1 calça de trekking 1 calça térmica 1 fleece (furtada) 1 jaqueta corta vento 1 blusa termina 1 chinelo 1 calça velha (para dormir) 1 camiseta velha (para dormir) 1 bastão de trekking (furtado, merecido, pois nem usei, totalmente desnecessário) Mochila de ataque foi apenas: Pasta de documentos Carregador de celular 2 Power bank Dicas: Vai no relato da @Maryana teles pois de começo nada mudou, seguro é importante(não usei mesmo comendo nas boca de porco) , carteira de vacina é importante mas eles nunca pedem, mas bom levar nunca se sabe e de resto tranqüilo. Inicio do Relato 01/04 - Guarulhos x Santa Cruz de La Sierra x Sucre Episodio 1 – O primeiro choque cultural a gente nunca esquece. Chegou o grande dia, coração a mil, ansiedade tomando conta, sai até cedo de casa, cheguei no aeroporto as 19h30, já estava lá pronto para embarcar , porem meu voo saia só as 00:05 ou seja ficaria por quase 5 horas coçando, nesse período de tempo conheci dois amigos um casal super gente fina e humilde demais que iriam iniciar sua jornada também Felipe e Fernanda. Mal sabia eu que essas desgraças iriam me acompanhar praticamente até metade do caminho hahahah Obs: Vocês perceberam que estamos com a mesma mochila e o rodrigovix também tem a mesma mochila e se duvidar até você tem essa mochila, sabe por que isso? Porque nos é pobre e essa é a mochila mais barata da decathlon. Chegamos em Santa Cruz as 3h00 da manhã, ficamos lá coçando no tédio e esperando nosso voo para Sucre que sairia as 9h00 Nesse período de tempo novamente conhecemos um brasileiro muito louco, sabe porque louco? ele foi de ônibus até sucre ou seja 13 horas em um ônibus pelas estradas mais perigosas da Bolívia (ele morreu hahahha mentira) e ainda fez o salkantay (4 dias caminhando) muito louco esse cara! Passaram algum tempo e a gente precisava realizar o cambio, para pagar ônibus e comida la em sucre então combinamos em trocar 50 reais cada um porem na hora do cambio aconteceu uma coisa que eu achei engraçada e preciso compartilhar com vocês e isso ainda aconteceu comigo(tinha que ser) vou contar. Estava lá eu indo trocar o dinheiro, porem não tinha ninguém para me atender , então resolvi esperar, nessa hora veio um cara parecia aquele índio do pica pau, veio falando espanhol com mandarim e um pouco de Frances que eu não entendi quase nada mas pelo pouco que entendi, vou tentar descrever essa conversa(estávamos tentando falar em espanhol): Gringo: Você cambio? Eu: Sim, quantos está o cambio? Gringo: Dólar! Eu: Não só tenho real, 50 quero trocar!Quanto cambio? Gringo pegou a carteira e sacou 50 dólares para me dar porem eu disse: Eu: não, quero BOL Gringo: Você fala inglês? Eu: Sim Gringo: Cambia para mim? Eu: Cambia você para mim? Gringo: você faz cambio? Eu: não e você? Gringo: também não, desculpa! Foi essa confusão 😂😂foi uma situação engraçada, mas depois disso fui trocar o dinheiro, quando à mulher chegou acabei trocando meio que obrigado 100 reais em uma cotação horrível pois ela não aceitava menos que 100 e não tinha nenhuma outra casa de cambio aberta. Enfim chegou o horário do voo e partiu Sucre Chegamos no aeroporto de Sucre as 11h00 da manhã , um aeroporto bem minúsculo. Assim que chegamos ao aeroporto perguntamos o preço do táxi 60 BOL muito caro! Vimos uma van, pechinchamos e conseguimos por 10 BOL para levar ate o terminal de bus essa van cheio de boliviano e apenas nos três de brasileiros e lá vamos nós. Uma dica para quem quer economizar: NUNCA VÁ DE TÁXI SEMPRE ESCOLHA O MEIO DE TRASPORTE PUBLICO (A não ser que não tenha transporte publico), alem de economizar uma baita de uma grana você terá uma imersão cultural maior. Enfim chegamos vivos ao terminal de ônibus. Nosso ônibus para Uyuni sairia apenas as 20h00 então íamos precisa comer, decidimos ir ao lugar mais barato, encontramos um restaurante local que estava cobrando 10 Bol com sopa e prato principal muito barato porem.. Confessar uma coisa para vocês foi uma das piores sopas que já comi em toda a minha vida, descobri que a culinária não é um ponto forte dos bolivianos, terminamos de comer e fomos andando mesmo até o centro e praça principal para cambiamos dinheiro e conhecer um pouco da cidade. Trânsito na Bolívia é uma loucuraaaaa!!!! Cambiamos 550 reais em uma cotação boa para pagar o tour do Uyuni e comprar alguma coisa para comer, em seguida fomos para a praça principal Depois fomos a uma praça cheia de pombo, tinha mais pombo que Osasco (quem já foi sabe que Osasco tem bastante pombo) o engraçado é que as pessoas alimentavam o pombo, tinha gente vendendo comida para alimentar os pombos tinham as crianças que abraçavam o pombo e juro que eu vi uma criança beijando a merda do pombo, outro choque cultural que tive, provavelmente se eu ficasse mais um dia naquela cidade eu ia ter mais choques culturais 😂, mas não, vai por mim, aquilo já estava bom hahaha queria chegar logo em Uyuni. Depois fomos para um mercadinho comprar umas coisas para levar no Uyuni e comer no caminho (não compramos nada, pois estava tudo caro para os nosso padrões ). Nesse mercadinho eu acabei vendo uma coisa que não queria, então, vou contar, dentro desse mercadinho tinha uma lan house onde tinha uns adolescentes, acreditem em mim eles estavam juro, assistindo filmes pornográficos como se tivesse assistindo Peppa Pig, dentro do mercadinho manooo foi ai que pensei, temos que ir embora logo dessa cidade já vi coisa demais por um dia, porem não tinha como, pois estava cedo e ainda a gente tinha que ir no mercado central comprar as coisas para não morrer de fome e lá fomos nós, chegando nesse mercado e mano me surpreendi muito, tão limpinho segue as imagens: Esses frangos estavam expostos ali acho eu uma semana, mas enfim compramos as coisas e partimos para o mirador da cidade, fomos andando novamente (esqueci de falar que o meio mais econômico de transporte são as pernas), andamos por uns 40 minutos até chegar no mirador, cheio de subida, resumindo cheguei lá em cima morto. Seguimos para o terminal de buses, fomos de ônibus publico e mano louco eu nunca tinha visto coisa parecida eu estou acostumado, como moro em São Paulo a andar com ônibus grande e tem sinal de parada, ponto de ônibus, lá não tem essas coisas não, totalmente diferente, vocês tem que saber onde vai descer, tem que falar para o motorista ”vou descer aqui” ele só ”para” e você desce, ônibus minúsculo, muito louco paguei 1 BOL. Chegamos no terminal faltando umas duas horas para o ônibus partir, tivemos que esperar, mas antes meus amigos foram em um restaurante jantar, eu não jantei por vários motivos primeiro estava sem fome, a sopa me traumatizo, não queria gastar , ansiedade e queria apenas entrar no ônibus para dormir (dois dias sem dormir é osso)😂😂😂 enfim entramos no ônibus e partimos para Uyuni onde eu tive um dos melhores momentos da minha vida, conheci umas pessoas incríveis e minha primeira paixão de viagem. O próximo capitulo será: A primeira paixão de viagem a gente nunca esquece.
  2. 1 ponto
    Esse é um relato de uma volta quase completa por Ilha Grande. Primeiramente, queria agradecer o @Augusto por fazer o guia definitivo das trilhas de Ilha Grande (https://www.mochileiros.com/topic/1171-volta-completa-de-ilha-granderj-uma-caminhada-inesquec%C3%ADvel/). Salvei o relato e não tivemos problemas em realizar as trilhas. Então, esse relato não tem nenhuma pretensão em ser mais preciso ou descrever minuciosamente as trilhas, isso já foi muito bem feito pelo @Augusto . A ideia aqui é tentar transmitir as sensações que tive ao realizar a minha volta por Ilha Grande e tentar acrescentar algumas informações. Na minha visão, é possível realizar a volta (isso falando apenas da orientação no percurso) pela Ilha Grande tendo em mente apenas três coisas. A primeira é levar o relato do @Augusto , ele descreve muito bem as passadas das trilhas, os lugares e tudo mais. No meu caso, salvei o relato no celular e foi muito útil, principalmente nos dois primeiros dias, quando ainda não estávamos familiarizados com as trilhas. A segunda dica: no caso de dúvida siga à rede elétrica. A terceira, a mais importante, é interaja com as pessoas locais, em todas as comunidades da ilha haverá pessoas e todas elas conhecem as trilhas de acesso a comunidade em questão. Todas as pessoas que tivemos contato ajudaram-nos com informações e detalhes valiosos sobre as trilhas. Agora vamos ao relato! Desde a minha última viagem vinha pensando em qual seria o meu próximo destino, pois a data da viagem iria ser pelo final de ano. Queria algo não muito longe. Pensei na Serra da Canastra, Serra da Bocaina, Parque do Itatiaia e Paraty. Confesso que estava pendendo pelo Itatiaia, mas algumas lembranças vieram a tona e fizeram-me mudar de decisão. Agora estava decidido, seria Ilha Grande o destino e iria dar a volta na ilha. Das lembranças que alteraram o rumo da viagem, foram apenas vozes de uma amiga que sempre dizia-me para fazer a volta na ilha e naquele momento essas vozes me soavam como um chamado. Fazia alguns anos que eu viajava sozinho e mal planejava minhas viagens, apenas me deixava ir. Porém, final de ano é complicado, todos os destinos são invadidos por centenas/ milhares de pessoas, tudo fica mais escasso e os preços são todos mais altos. Ano passado já tinha me frustrado por não me organizar nessa data do ano e tive que mudar de última hora o meu destino. Dessa vez não cometeria o mesmo erro e teria que voltar a fazer algum planejamento antes de sair de casa. Como teria que me planejar porque não ter companhia? Fiz-me essa pergunta. A primeira pessoa que conversei sobre a viagem foi com o Vinicius, amigo que conheci no mestrado, e logo percebi que ele estava afim de fazer esse rolê por Ilha Grande. Depois entrei em contato com duas amigas que no primeiro momento tiveram interesse, mas com o tempo e outros planos não iriam conseguir embarcar nessa. Matheus é um velho amigo e está fazendo um mochilão de longa data pelo Brasil, falei com ele sobre a viagem e ele também animou de fazer parte da trupe. Assim, estava fechado o grupo: Eu, Vinicius e o Matheus. Dias antes de embarcar, pesquisei (no mochileiros.com) se haveria mais alguém fazendo a volta na mesma data e meio sem querer encontrei a Jordana. Ela estaria na ilha nas mesmas datas e estava procurando companhia para dar a volta na ilha. Entrei em contato com ela e consequentemente o grupo tinha mais uma nova integrante. Agora, éramos quatro. Confesso que não houve um super planejamento. O plano resumiu-se a levar comida para os primeiros dias, comprar as passagens para Angra com antecedência e ler alguns relatos. No entanto, é importante comentar que a decisão de fazer a volta na semana do Natal foi a mais acertada de todas, pois na semana entre o Natal e Ano Novo a maioria dos campings estavam trabalhando com pacotes e os preços aumentavam substancialmente devido a grande procura. Em questão de economia acho que o maior acerto da volta foi ser realizada entre os dias 20-27 de dezembro e não dos dias 27-02 como pensado inicialmente. Era uma terça-feira. Acordei cedo. Organizei minhas coisas, aprontei minha mochila e o relógio ainda marcava 09:00. A passagem para São Paulo era só para as 16:00. A ansiedade para mais um trekking era grande. Ouvi música, vi televisão e o tempo passava devagar. Às 13:30 decidi que era hora de partir, caminhei até a rodoviária. Lá fiquei esperando o tempo que restava. Sentei no ônibus que estava praticamente vazio. Li um pedaço do livro que eu levava comigo. Cochilei. Quando a marginal Tietê se tornou a paisagem na janela do ônibus percebi que, enfim, a viagem tinha começado. Na rodoviária de Sampa, logo encontrei o Vinicius. Vinícius é um amigo que conheci no meu mestrado. Ele faz parte do mesmo laboratório no qual eu trabalho e já está no final do seu mestrado. Essa viagem seria a primeira dele nesse estilo. Ficamos esperando e conversando até o Matheus chegar. O Vinícius e o Matheus não se conheciam até então. Foi feita as formalidades e saímos para achar algum lugar para jantar. Matheus é um amigo de longa data. Fizemos graduação, estágio e nossos primeiros mochilões juntos. Hoje em dia ele está em um período sabático viajando pelo Brasil e relata suas aventuras em seu blog (http://fazeraquelasuaviagem.com.br/). Às 22:00 embarcamos no ônibus. Eu, como sempre, levei um livro que eu sabia que não iria ler durante o percurso na ilha. Comecei a lê-lo e dez minutos depois desisti. Estava ansioso. Tentei dormir e não consegui. Depois me senti em viagem escolar, por causa que quase todos os outros passageiros do ônibus se conheciam e a viagem foi seguindo com música e violão. Isso até despertar a ira dos passageiros restantes. Enfim, mal dormi naquela noite. Quando consegui cochilar o ônibus tinha adentrado Angra dos Reis. Ficamos um tempo na rodoviária. Depois seguimos para TurisAngra e assim conseguimos a autorização para acampar na praia de Aventureiro. Logo em seguida pegamos um barco e navegamos até a ilha de codinome grande. Informação 1 - A TurisAngra fica no caminho para o porto. Saindo da rodoviária é só virar a esquerda e seguir caminhando na calçada até chegar na TurisAngra e depois no porto. Angra dos Reis Indo para Ilha Grande Já no barco ficamos fascinados pela cor da água, um verde bem escuro. Logo depois fomos margeando o trajeto de Saco do Céu até Abraão, que seria o percurso inverso do nosso primeiro dia. Atracamos no cais. A nossa espera estava a Jordana que havia chegado um dia antes. Antes da nossa chegada ela havia tentado a autorização no Inea para cruzarmos as praias do Sul e Leste para conseguirmos sair de Aventureiro e chegar em Parnaioca caminhando. Ela não havia conseguido a autorização e isso deu uma desanimada na hora. Jordana é uma guria tocantinense, estudante de medicina em Brasília e seria o seu primeiro trekking. Até aqui era tudo que eu sabia sobre ela. Conhecemos a Jordana e jogamos algumas conversas fora. Tomamos um café coado e logo seguimos para iniciar as trilhas (T01 e T02) até o Saco do Céu, onde iriamos dormir naquela primeira noite. O sentido do percurso foi determinado pelos relatos que consultamos antes de ir, pois todos falavam que o sentido anti-horário era mais tranquilo. Na minha opinião não existe muita diferença não, o principal ponto é entre Aventureiro e Provetá, onde no sentido horário a subida é numa tacada só, mas em compensação a maior parte do trajeto é descida. Enfim, acho que o sentido da volta não faz muita diferença na dificuldade do percurso. Informação 2 - Site com as informações oficiais das trilhas e suas nomenclaturas (http://www.ilhagrande.com.br/atrativos/atividades/trilhas-da-ilha-grande/) Bem-vindo a Abraão Nos primeiros metros vimos que seria difícil completar o dia. Levamos muita comida, o suficiente para uns quatro/cinco dias e assim, economizar o máximo com alimentação. Pra piorar fui na frente e segui a passos largos, sem perceber que estava forçando a passada do restante do pessoal que faziam algo do tipo pela primeira vez. Até o Aqueduto tudo estava tranquilo. Depois no caminho para a Cachoeira da Feiticeira o pessoal foi desanimando, até que o Matheus passou mal. Descansamos e depois fomos devagarinho. O clima entre nós era pesado, creio eu que ninguém além de mim estava curtindo caminhar naquele momento. A umidade também maltratava-nos. Quando chegamos na cachoeira da Feiticeira tudo mudou. Banhar naquelas águas renovou a energia de toda a trupe. Foi bom demais. À partir daí, começamos interagir como um grupo. Seguimos para a Praia da Feiticeira. A praia é bem bonita e muito movimentada. Tirei minha camiseta, torci ela e jorrou suor, parecia que havia acabado de lavar a camiseta. Ficamos por ali por um tempo, tomamos o primeiro banho de mar da viagem e depois seguimos caminhada. Aqui é importante ressaltar, voltando na trilha até uma bifurcação siga para onde continua a rede elétrica. Enfim, sempre siga a rede elétrica. A primeira foto do grupo - Matheus, Eu, Jordana e Vinicius Abraão Abraão Aqueduto Trilha T2 Mirante antes de chegar na Cachoeira da Feiticeira Cachoeira da Feiticeira Praia da Feiticeira Continuamos a caminhada. No meio do caminho tinha a indicação da Praia do Iguaçu, não fomos e seguimos adiante. A trilha desembocou na primeira praia da Enseada das Estrelas, a Praia da Camiranga. Já era final de tarde e a maré estava alta. Descansamos um pouco. Ao passar num trecho que a areia era toda coberta pelo mar, achei que conseguiria passar ileso (sem molhar o tênis) no momento em que a onda do mar recuasse, ledo engano, o trecho era grande demais para passar dessa forma. O resultado foi todos os tênis encharcados. Caminhamos descalços pelas praias de Fora e Perequê. A ansiedade de chegar logo no Saco do Céu era grande, caminhávamos lentamente e todas previsões de tempo que os nativos indicavam nunca confirmava-se em nossa passada. Chegar na Pousada Gata Russa foi um alívio. Próximo de Saco do Céu Eu tinha feito um pré contato com a Rilma, dona do lugar. O valor do camping é R$60 com café da manhã e R$40 sem café da manhã, logicamente ficamos sem o café e ainda demos aquela chorada básica e reduzimos o valor para R$35. Destruídos armamos as barracas e tomamos o merecido banho. Depois, como seria de praxe, cozinhamos bastante comida. Convidamos a Rilma para o jantar. Deitamos por um tempo nas redes. Fomos no cais tentar ver o céu, mas o tempo nublado não deixou as estrelas aparecerem. Logo depois fui para a barraca e desmaiei de sono. Gata Russa Gata Russa Na trilha até o Saco do Céu encontramos um bugio preto morto no meio da trilha. Foi meio chocante, nunca tinha visto um bugio e na primeira vez que vejo, vejo um morto. O Vinícius achou que era uma cobra que havia matado ele, mais especificamente uma jararaca. Eu fiquei preocupado com febre amarela. No entanto, comentei sobre isso com a Rilma e ela disse que o pessoal da comunidade havia falado que o bugio havia morrido eletrocutado. Isso deu um certo alívio. Não sou perito em coisa nenhuma, mas o bugio estava muito perfeitinho para ter morrido eletrocutado. Enfim, o que eu sei que foi triste ver aquela cena. Saco do Céu Na manhã seguinte, tomamos um café da manhã reforçado e assim aliviamos nossas costas com menos peso pra caminhada. Alongamos. Um pouco atrasado partimos, pois já tinha passado metade da manhã. Seguimos pela trilha T03 rumo a Freguesia de Santana. No início da trilha, do lado do campo de futebol, avistamos a diferente Praia do Funil. Particularmente, eu gostei bastante dessa praia, pois nunca tinha visto nada do tipo até então. O restante do pessoal não se encantou muito por ela. Acho que com a maré mais alta e o sol de fundo essa mini praia iria ficar demais. Praia do Funil Matheus e a Praia do Funil Depois seguimos para a Praia do Japariz e logo em seguida para a Praia de Freguesia de Santana. E assim, acabamos a trilha T03 que foi das mais tranquilas do percurso. Ficamos um tempo na praia. Mergulhamos. Tomamos uma coca gelada e descansamos. Praia de Japariz Praia de Japariz Trilha T03 Beleza de vista Trilha T03 Trilha T03 Trilha T03 Praia de Freguesia de Santana Preparando-se para partir de Freguesia Seguimos por detrás da igrejinha. Caminhamos um pouco e logo avistamos a placa indicando a trilha T04 sentido Bananal. A trilha começa com uma subida forte, porém nessa subida encontrei com a Dona Maria, ela mora na subida, e pedi algumas informações que ela prontamente respondeu e depois ela me disse que vendia sucos. Compramos os sucos. Escolhemos o de acerola. Cada um era R$5 e veio estupidamente gelado. Naquele momento senti que era o melhor suco que havia tomado na vida, era incrivelmente bom. Eu com minha mania de supor coisas, supus que haveria diversas Dona Maria pela volta da Ilha Grande, grande inocência a minha. Não surgiu em nenhum momento mais uma Dona Maria com seus sucos milagrosos. Não teve um dia que em nossas conversas não lembrássemos daquele suco de acerola gelado. Continuamos a caminhar. A trilha é cansativa. Quando avistamos o mar a nossa frente achamos que havíamos chegado em Bananal, mas era Bananal Pequeno. Paramos e descansamos um pouco. A praia de Bananal Pequeno é muito bonita e deserta. Voltamos a caminhar e depois de uns cinco minutos chegamos em Bananal, final da trilha T04. A igrejinha A Trilha T04 Bananal Pequeno Bananal Pequeno Chegando em Bananal Chegamos em Bananal - Na vendinha Bananal era um ponto de interrogação. Não sabíamos se passaríamos a noite aqui ou se seguiríamos para Matariz ou até mesmo para Maguariqueçaba. Resolvemos olhar o camping da Cristina, o espaço que ela tem no quintal da casa é bem bacana, mas o senhor que nos atendeu parecia meio confuso, dava informações contraditórias e resolvemos não ficar ali. Paramos numa casa para pedir informações e o dono da casa disse que poderíamos acampar no quintal da sua casa por R$30 (mesmo preço do camping da Cristina), ele com sua filha pareciam bem receptivos e então ficamos ali na casa do Juca Bala, na companhia do próprio e de sua filha Josi. Nos livramos das mochilas e fomos logo cozinhar o almoço. Pela primeira vez comi macarrão, molho de tomate e bacon. A fome é um bom tempero, mas estava muito bom esse rango. Depois fomos a beira mar. O Vinicius ficou no mar sozinho, como se fosse a primeira vez dele e o mar. Juntamos-se a ele e ficamos até a chuva nos expulsar do mar. Ficamos abrigado na vendinha. A chuva não cessava. A Jordana foi até a casa do Juca Bala e fez pipoca. Ficamos assistindo a chuva, que não tinha fim, debaixo da vendinha, de frente pro mar, comendo pipoca e bebendo as primeiras cervejas da viagem. Bananal Bananal Bananal A noite foi boa. Conversamos sobre tudo. Rimos demais. A Josi fez companhia por toda noite. Ela jantou conosco e a janta foi arroz com seleta de legumes, farofa e calabresa frita. A chuva não parou. Pedimos ao Juca se podíamos estender os sacos de dormir na área e dormir por ali mesmo, no relento. O Vinicius que estava sem saco de dormir montou a barraca na área e nós outros estendemos o sacos de dormir e dormimos com aquele ventinho frio que fazia na noite. Diferentemente do primeiro dia, nesse dia conseguimos desfrutar de todo o percurso, das praias, da comunidade, da nossa amizade e tudo mais. Esse dia foi um ótimo dia. A varanda Levantamos às 06:00. Tomamos o café e partimos para a trilha T05 rumo a Sítio Forte. A primeira parada seria a Praia de Matariz. Não sei ao certo o que aconteceu nesse percurso, foi o único no qual nos perdemos por um instante maior, apesar de ser pouco tempo. Seguíamos pela trilha e depois o caminho começou margear um mangue. O chão cada vez mais tinha buracos com ninhos de cobra. Quando os ninhos eram muitos decidimos voltar. Fomos voltando pela trilha e depois de uns cinco minutos avistamos uma ponte e a orla de Matariz. Creio que foi uma cegueira de olhar apenas pro chão que não nos deixou ver aquela ponte que estava logo ao nosso lado. Aliviados paramos um pouco em Matariz que estava deserta naquela hora do dia. Saindo de Bananal Rumo a trilha T05 Rumo a trilha T05 Trilha T05 Praia de Matariz Seguimos rumo a Praia de Passaterra. Cruzamos com uma gangue de cachorros. Quando chegou na bifurcação não fomos para a Praia de Jaconema e seguimos pela trilha principal. Chegamos em Passaterra e descansamos um pouco. O dia hoje seria o de maior quilometragem até então. Não perdemos tempo e seguimos a caminhada até Sítio Forte. Passamos pela Praia de Maguariqueçaba que estava vazia. Para mim Passaterra e Maguariqueçaba são praias bem parecidas. No final da praia seguimos pela trilha. Caminhamos por mais algum bom tempo e chegamos no final da trilha T05. Enfim, Sítio Forte. O lugar me agradou bastante, com um gramado amplo, alguns poucos moradores, um mar tranquilo, mas o melhor é o contorno da serra o fundo a quilômetros de distância. Ficamos abrigados em um sombra. Comemos, descansamos e enchemos as garrafas de água. O tempo parado ali foi grande. Trilha T05 Trilha T05 Praia de Passaterra Trilha T05 Trilha T05 Sítio Forte Sítio Forte Com as energias renovadas partimos para a trilha T06 com destino Araçatiba. Logo no início cruza-se a Praia da Tapera. Seguimos em frente. Caminhamos por mais uns trinta minutos e chegamos na Praia de Ubatubinha. Paramos só um pouco para descansar as costas e continuamos a caminhada que estava muito agradável. O dia estava nublado, em alguns momentos saiu algumas chuvas finas, mas sempre por pouco tempo. O clima facilitava a caminhada. O trecho entre as praias de Ubatubinha e do Longa é bem mais extenso e mais chato de caminhar. Porém, nada muito complicado. A trilha desemboca numa vendinha. Sentamos na vendinha e tomamos uma Coca 2 litros (R$10) bem gelada. Uma fato na Ilha Grande é que todas as bebidas, em qualquer lugar, vem muito gelada e isso me agradou muito. Ficamos descansando e vendo a bela Praia do Longa. Tínhamos combinado que de acordo com o horário e o clima seguiríamos ou não para a Lagoa Verde. Creio que era umas 13:00, portanto, tínhamos tempo de sobra e as nuvens de chuva tinham dado uma trégua. Resolvemos ir para a Lagoa Verde antes de ir para Araçatiba. Vendinha na Praia do Longa A trilha para a Lagoa Verde é tranquila. Acho que levamos uns quarenta minutos saindo da Praia do Longa. Chegar na Lagoa Verde é chegar em um paraíso. Desde do início do trekking já havíamos passados por muitos lugares de belezas ímpares, lugares muitos bonitos, mas agora a percepção de beleza estava num nível mais elevado, enfim, a Lagoa Verde é um paraíso. O verde da lagoa, principalmente pelo alto é encantador. Dentro de suas águas límpidas é possível ver cardumes e cardumes de peixes tão nitidamente como se estivessem em nossa palma da mão. Os peixes por lá são tão coloridos. Uma belezura de momento. Apesar de haver algumas pessoas no local somente nós estávamos nadando, portanto, por alguns minutos a lagoa foi nossa. Em certo momento fui queimado por uma água viva e o Vinicius pisou em um espinho. Assim, eu, ele e o Matheus resolvemos sair um pouco da lagoa enquanto a Jordana mergulhava com seu snorkel. Na saída, caminhando distraído eu pisei numa pedra. No ínicio achei que não havia cortado, mas depois de ver a poça de sangue que se formava debaixo de mim fiquei preocupado. Nesse momento surge o anjo, um anjo de dreadlocks, de nome Mari. Antes de eu esboçar qualquer reação ela já estava com o algodão na mão pressionando o machucado. Foi um corte bem grande na sola do pé. Com toda a paciência do mundo ela ficou ali esperando o sangue estancar. Ela me contou que é de São Paulo e sempre vem com seu pai e seu simpático irmãozinho para a Ilha Grande, mais especificamente a Praia do Longa. A Ilha Grande é sua segunda casa. Limpou o ferimento com álcool, aplicou os remédios que o Vinicius havia levado, fez o curativo e ainda ficou um tempo conversando conosco. Quanta gratidão. Fiquei tão feliz com aquela situação que nem mesmo lembrava do ferimento. Nunca irei esquecer a prontidão, a solidariedade e a doçura da Mari. Nunca é demais agradecer: Mari, muito obrigado! Lagoa Verde Lagoa Verde Lagoa Verde Lagoa Verde Depois de todo o ocorrido e a presença de nuvens carregadas decidimos partir. Ao colocar o tênis vi que seria difícil caminhar daquele jeito, mas seria suportável. Nos despedimos da Mari e fomos embora. Voltamos a trilha e na bifurcação subimos rumo a Araçatiba. Esse trecho de trilha é tranquila, porém pra mim foi difícil. A cada pisada do meu pé direito uma pontada de dor subia no corpo. O andar era complicado. Chegamos em Araçatiba. Iriamos ficar no camping Bem Natural. A praia de Araçatiba é bem grande e o camping fica no final da praia. Assim, caminhamos por mais uns vinte minutos debaixo de uma chuva forte até chegar no camping. O preço do camping é R$45 (caro!) sem café da manhã, mas é a melhor estrutura que encontramos em toda viagem. Ótima cozinha, muitos banheiros, alguns chuveiros quentes, locais cobertos para armar a barraca e tudo muito limpo. Conseguimos reduzir o valor para R$40. Montamos nossas barracas. Tomei o melhor banho da viagem. Chuveiro a gás com uma boa regulagem de temperatura, consegui massagear bem as costas. A Jordana refez o curativo do meu pé. Preparamos macarrão com molho de tomate, atum, bacon, milho e ervilha, fizemos suco e ainda ganhamos queijo parmesão ralado do Alexandre, um cara gente boa demais que estava acampado por lá também. Foi uma boa janta. Conversamos bastante com o Alexandre. Depois o Vinicius foi dormir. Eu, Matheus e a Jordana fomos beber umas cervejas num bar suspenso no mar. Antes das onze da noite estávamos de volta ao camping. Acordamos bem cedo porque queríamos chegar em Aventureiro o mais cedo possível. Fizemos café da manhã. Conversamos mais um pouco com o Alexandre e partimos para a trilha T08 rumo a Provetá. A trilha é bem agradável e as mochilas nesse momento já estavam bem leves em relação ao primeiro dia. Fomos em um bom ritmo. Chegamos em Provetá. Aqui é uma autêntica vila de pescadores. Não lembro de nenhum turista por lá. Paramos numa vendinha perto da igreja e compramos muitas frutas, destaque para a melancia que devoramos em instantes. Depois de uma dieta sem frutas era hora de comer frutas por todos os outros dias. Descansamos em uma sombra e por lá ficamos por quase uma hora. Finalzinho da trilha T08 Foto do grupo Provetá Provetá Provetá Provetá De Abraão até Araçatiba, caminhamos pela parte oeste da ilha que está voltada para o continente. O mar nesse trecho é caracterizado por suas águas plácidas e de coloração verde escura. Ao chegar em Provetá esse cenário muda drasticamente, pois agora inicia-se a caminhada pelo lado leste da ilha que está voltada diretamente ao mar aberto. O mar de Provetá até Lopes Mendes é mais bravo, com muitas ondas e sua coloração pende mais para o azul clarinho. Esse é um dos encantos de dar a volta na Ilha Grande conhecer dois tipos distintos de mar em um trecho tão pequeno de terra. Provetá Vinicius em Provetá Das muitas histórias que já ouvi nessa vida, talvez a melhor seja do João, morador de Provetá. João, um pescador com brilho no olhar e de fala mansa salvou um pinguim-de-magalhães, na qual deu o nome de Din Din, que encontrava-se machucado na orla de Provetá. Depois de meses juntos, Din Din partiu rumo a Patagônia. Depois disso, todo ano Din Din volta a Provetá para visitar o João pela gratidão e amizade, isso já ocorre por seis anos. Não tive o prazer de conhecer o João, mas teria sido imensamente gratificante dar um abraço nesse grande homem. Vou deixar o vídeo com ele contando a história que é muito melhor que minhas palavras: Gostamos bastante da Praia de Provetá, o clima menos turístico favorecia isso. Queria ter ficado mais tempo, talvez pernoitado, mas naquele dia queríamos chegar em Aventureiro. Pegamos a trilha T09 e seguimos a caminhada. No início da trilha é uma subida bem chata e sem vegetação, então há outro castigo aqui, além da subida, que é o sol. Difícil aquele trecho, e justo nesse dia o sol apareceu com toda a sua cara. Depois a trilha volta para a mata mais fechada, mas a subida nunca cessa. Sempre subindo. Com toda certeza, essa trilha é a mais pesada de todas. No final da subida, tem uns quatros bancos de madeira que de longe parecem troféus. Ficamos ali deitados por algum tempo. Resolvemos acabar logo com aquela caminhada e partimos para a descida. Nesse momento se desce em zigue-zague. Alguns escorregões e tombos. Descida até o fim. Víamos o mar, a descida estava no final e no fim estavam nossas energias. Depois de Abraãozinho, Bananal Pequeno e Araçatibinha, só faltava haver a praia de Aventureirinho antes de Aventureiro, falava o Vinicius enquanto dávamos risada, mas aquela risada com responsabilidade pois tínhamos um certo medo de haver mesmo uma praia de Aventureirinho. Pra nossa sorte não havia e pra melhorar o camping do Luís ficava bem do lado do final da trilha. Jogamos as mochilas no chão e pela primeira vez nos permitimos não cozinhar. Pedimos um PF (R$30) no camping. Início da T09 - Vista para Provetá Início da T09 - Vista para Provetá O fim da subida e a cara da derrota O início da descida Camping do Luís Camping do Luís Camping do Luís Camping do Luís Caminhei em direção ao coqueiro deitado que é o cartão postal da Ilha Grande. Não sei, coqueiro deitado não me parece um bom nome, o coqueiro está mais para sentado do que para deitado. Prefiro chamá-lo de coqueiro degrau. Entretanto, uma coisa que não tem como discordar que ele é lindo demais, merece o título de cartão postal. Aquele pequeno trecho de praia onde ele se esconde é de uma beleza ímpar. O coqueiro deitado O coqueiro deitado O coqueiro deitado Eu eu o coqueiro Jordana e o coqueiro Depois do almoço o Vinicius se sentiu mal. Ele ficou pelo resto do dia amoitado tentado recuperar-se. Fomos pro mar, ficamos nos divertindo com as ondas do mar que até então era novidade nessa viagem. O Matheus desfilou seu estilo de nado que mais parecia com um afogamento. A tarde naquele mar foi gostosa. Eu estava com certo receio de pisar em algo e abrir o pé novamente. Com isso sai do mar mais cedo que gostaria. Tomei banho. No resto do dia me encostei numa rede. Que delicia. Ficar de bobeira deitado numa rede me lembrava os dias viajando de barco pela amazônia. A noite veio e o lual em Aventureiro não aconteceu. O vento chegou e deixou a noite na rede mais delicia ainda. Só o Vinicius montou a barraca. De resto ficamos todos pelas redes do camping. Dormir na rede naquele cenário foi bom demais. No fim, até o Vinicius desistiu da barraca e se arranjou numa rede para dormir. Aventureiro Aventureiro Aventureiro Matheus e Aventureiro Matheus e Aventureiro Acordei, ainda tudo tava escuro. Caminhei a beira mar e fiquei ali a espera do nascer do sol. A Jordana juntou-se a mim. Pouco a pouco o sol ia erguendo-se e dando brilho aquela praia tão especial e de um mar de cor tão peculiar. Eu e o nascer do sol O nascer do sol em Aventureiro Jordana e o sol Senti muita vontade de passar o resto da viagem em Aventureiro. Desistir da volta e ficar ali em paz. Se algum dia eu voltar para Ilha Grande, será para ir direto rumo Aventureiro e ficar uma semana inteira ali, acampado à beira mar. Entre o céu, o mar, a areia da praia e uma sombra pra descansar. Que saudades de Aventureiro. Que saudades. Aventureiro O resumo de Aventureiro O Vinicius tinha acordado renovado. Tomamos um café da manhã reforçado com direito a pão e queijo deixado por um família que conhecemos no dia anterior. Tentamos uma conexão de internet (no camping tem wifi) para antecipar os votos natalinos com nossas famílias. Tentativa bem sucedida. Saímos era tarde da manhã. Fomos querendo ficar. Não tínhamos a permissão do Inea para atravessar as praias do Sul e Leste, mas fomos mesmo assim. Afinal, não tinha barcos para Parnaioca naquele dia. Logo no inicio da caminhada, no trecho em que caminha-se entre rochas até a Praia do Sul o momento de maior tensão da viagem. O Matheus distraído pisou na parte da pedra que tinha tipo uma cachoerinha, portanto estava molhado. E assim, foi descendo em direção do mar, escorregando pelo pedra que parecia um tobogã. Na hora que olhei bateu um desespero grande. Já estava tirando a mochila pra pular no mar quando o Matheus milagrosamente conseguiu travar-se num trecho inclinado da rocha. Fomos em sua direção, pegamos sua mochila. Ele saiu tranquilo, na visão dele ele nem tinha passado por nenhum perigo. Porém, eu e o restante do grupo ficamos em choque. Foi um grande susto. A caminhada infinita pelas também infinitas praias do Sul e do Leste foi de tensão inicialmente, mas a beleza do lugar logo nos fez esquecer do ocorrido. O Matheus ganhou o apelido de Quase Morte e a sobrevida que ele ganhou nesse dia fez ele disparar no percurso. Ele caminhou na nossa frente pela primeira vez e assim foi até não ser mais visível aos nossos olhos. Esse trecho judia, pois só se caminha pela areia e o sol estava forte demais. Eu me encantei pela travessia entre a praia do Sul e do Leste, na parte que atravessa-se pelo mangue. É de uma lindeza indescritível. Depois foi caminhar e caminhar debaixo de um sol escaldante, mas a beleza do lugar tornava tudo mais fácil. O trecho de pedra Praia do Sul Praia do Sul Belezura O Mangue O Mangue Praia do Leste Praia do Leste Fim de caminhada Praia do Leste Beleza é relativo. Direto eu digo que esse ou aquele lugar é o mais bonito que já vi em minha vida, para mudar de opinião cinco minutos depois. Sobre as praias de Ilha Grande isso também era uma verdade. Toda hora falava que essa ou aquela era a praia mais bonita da ilha. Porém, a verdade que para mim as praias do Sul e do Leste são as mais bonitas. Areia branquinha e mar límpido. Enquanto caminhávamos molhando os pés consegui ver uma raia que nos acompanhou por instantes nadando no rasinho. Lindeza. Naquela situação fiquei feliz demais em ver uma raia. A parte final da Praia do Leste em contraste com a vegetação é lindo demais e é a imagem que eu lembro quando recordo da ilha. Matheus no paraíso A imagem que grudou na retina - Praia do Leste Todas as trilhas que fizemos em nenhuma tivemos problemas com água, exceto essa. O trecho que caminha-se pelas praias do Sul e Leste era de se esperar que não haveria água. São quase duas horas exposto ao sol, então o consumo de água é alto. Ao chegar no trecho que liga a Praia do Leste a Parnaioca volta-se a caminhar em vegetação fechada. Entretanto, nesse trecho não há rios para encher as garrafas. No ínicio da trilha já estávamos sem água. Completar esse percurso foi um martírio, perdíamos muito água pelo suor e a boca estava seca. Quando avistamos o fim da trilha foi um alívio. Chegamos em Parnaioca não era nem uma hora da tarde, tínhamos todo o resto do dia para nós. Nesse dia era véspera de Natal. Seguimos para o camping do Silvio. Não tivemos o prazer de conhecer o Silvio que estava no hospital se recuperando de alguma enfermidade. Fomos recepcionados por seu filho Célio e sua família. Almoçamos. Organizamos nossas coisas e levantamos acampamento. Descansamos nos colchonetes do camping. Depois ficamos na praia. O dia estava ensolarado e Parnaioca estava linda demais. Pena que quase não registramos Parnaioca em fotos. No descer do sol voltamos ao camping. Tomamos banho e pedimos um PF para nossa ceia de Natal. Depois fomos convidados para uma fogueira à beira mar. Aceitamos. Ficamos pouco tempo, não entramos em sintonia com o outro grupo que estava em outra vibe. Voltamos para o camping e ficamos o resto da noite conversando e rindo. Foi boa demais aquela noite. Antes de irmos dormir, como um presente de Natal, o céu se abriu pela primeira vez durante a noite nessa viagem. Curto demais ver o céu estrelado e naquela noite o céu estava bonito de se ver. Fiquei admirando as estrelas até o cansaço me dominar. Parnaioca Parnaioca Acordamos cedo. Alongamos. Tomamos um café da manhã fraquinho, pois já não havia muitas coisas nas mochilas. Seguimos para a trilha T16 rumo a Dois Rios. No caminho para a trilha tirei as únicas fotos de Parnaioca que naquela hora do dia não estava nada bonita em comparação com a tarde anterior, na qual aproveitamos a Praia de Parnaioca. Essa trilha é chatinha apenas nos primeiros vinte minutos, mas depois é quase toda plana. Delicia de caminhar assim. A T16 é a trilha mais longa de Ilha Grande. Porém, nem de longe é a mais difícil. A trilha é cheia de bugios e ao atravessar algumas áreas de posse deles, eles gritam para espantar os invasores e os gritos de um bando de bugios é assustador, principalmente a primeira vez. Não consigo nem fazer um paralelo ou comparação. Acredite é assustador. Na terceira ou quarta invasão no territórios deles você acostuma com o barulho e começa até aproveitar aquele som peculiar. Quando avista-se a Toca das Cinzas a trilha está no final. Essa toca diz a lenda que era usada para deixar os presos mal vistos do presídio de Dois Rios apodrecendo até a morte. O final da trilha é em uma vegetação rasteira diferente de toda vegetação vista na ilha, não consegui identificar qual era essa vegetação, mas era bem bonita. O fim da T16 anuncia-se no mesmo momento que avista-se o presídio de Dois Rios. A trilha T16 A trilha T16 A Trilha T16 A Trilha T16 A Trilha T16 Comunidade de Dois Rios Dois Rios O presídio de Dois Rios é uma tentativa de isolamento e de dificultar a fuga dos detentos, como feito na ilha de Alcatraz nos Estados Unidos. Esse presídio abrigou alguns célebres prisioneiros. O caso mais famoso foi do traficante Escadinha que fugiu de helicóptero do presídio no seu banho de sol. O presídio era de segurança máxima e tal fuga vive até hoje no imaginário da sociedade, inspirando contos, livros e filmes. Porém, o preso mais famoso com toda certeza foi, o fora de série, Graciliano Ramos. Graciliano foi preso por subversão acusado de ser comunista no ano de 1936 no governo Vargas, que na época namorava com os regimes fascistas da europa. Como admitiu posteriormente, Graciliano na época não tinha afinidade com o comunismo, algo que foi só acontecer no pós guerra em 1945. Em Dois Rios, Graciliano terminou de revisar, que para muitos é seu melhor livro, o livro Angústia. Quinze anos depois (e pouco tempo antes de falecer) da sua prisão ele publicou Memórias do Cárcere em que conta seus dias na prisão em Dois Rios. Eu curto demais literatura e antes de embarcar nessa viagem li atentamente o livro Angústia do qual ainda não sei se gosto. Graciliano entrou na minha vida na época que eu prestava vestibular. Tive que ler pela primeira vez Vidas Secas nessa época. Esse foi dos melhores livros que já li. O livro foi muito importante na formação do meu caráter e na minha forma de ver e conceber o mundo em que vivemos. Portanto, estar de frente aquele presídio era estar de frente com uma parte da história de alguém que é importante em minha vida. Não foi especial estar ali, mas tinha que estar naquele lugar e ver um pouco da história. Hoje, resta apenas o paredão da entrada principal do presídio que foi implodido em 1994. O presídio O presídio Desde da caminhada até Aventureiro tomar uma água de coco gelada virou nossa obsessão. Não encontramos em Aventureiro e nem em Parnaioca. Chegamos em Dois Rios e tínhamos a certeza que naquele lugar conseguiríamos, por fim, tomar o coco gelado. Não rolou, nos lugares em que procuramos nada de coco. A comunidade estava meio deserta, afinal era dia de Natal. Tomamos outra Coca de dois litros estupidamente gelada e estupidamente cara, R$14. A comunidade de Dois Rios é bem estilo vilinha de cidade de interior. Eu gostei bastante, porque as casas ficam bem distante das praias. A comunidade é cheia de gramados, isolando a overdose de areia de todas as outras praias, areia que fica apenas na orla. Fomos pra praia e encontramos uma boa sombra. Ficamos na sombra. Dormimos. Almoçamos por ali. Passamos toda a tarde naquele lugar. Surgiu a ideia de montar acampamento, afinal aquela paisagem era demais. Mais uma vez o mar surpreendia por sua cor. Dois Rios não deve em nada em questão de beleza para nenhuma outra praia da ilha. No fim da tarde, o tempo já anunciava chuva. Já havíamos desanimado da ideia de seguir a volta da ilha por Caxadaço, Santo Antônio e Lopes Mendes e com aquele tempo decidimos cortar a pontinha norte da ilha e seguimos para a trilha T14 rumo a Abraão. Praia de Dois Rios Praia de Dois Rios Praia de Dois Rios Descanso na Praia de Dois Rios O almoço Cozinhando O contorno da Ilha Grande seria completo se seguíssemos pela T15 rumo a Caxadaço e terminasse a volta pela ponta norte da ilha. Para fazer isso teríamos que fazer um camping selvagem em Caxadaço. Não tínhamos informação de como era o reabastecimento de água por lá, a chuva viria muito forte naquela noite, tinha a questão da trilha entre Caxadaço e Santo Antônio que parece ser confusa e nossos corpos já começavam dar sinais de esgotamento. Decidimos assim, seguir a trilha T14 e ir direto para Abraão, e no dia seguinte faríamos esse trecho sem mochilas. E assim, partimos para nosso último trecho com nossos mochilões. A T14 na verdade é uma pista, a única que transita carros autorizados na ilha. A primeira metade é de subida e a outra metade é só descida. Já na descida tem um mirante bem bonito. A alegria do sucesso já dominava-nos e o cansaço parecia secundário. Demos bastante risada nesse trecho de caminhada. A maior parte dos assuntos eram recordações da volta. Quando chegamos em Abraão o alívio era o sentimento da vez. Agora era hora de comemorarmos. Fomos até o camping Cachoeira. Eu tinha feito contato, antecipadamente, com a Noé e conseguimos a diária de R$25 no camping, um achado por ser a semana dos preços caros. Arrumamos nossas coisas no camping e logo começou a chover. Chuva forte. Chuva que impediu de sairmos das barracas. Chuva que impediu nossa comemoração do final da volta. A chuva ficou até a manhã do dia seguinte, de maneira intensa. O que fez que a nossa decisão de cortar a ponta norte da ilha fosse acertada. O Vinicius nessa noite resolveu antecipar sua partida. Logo ao amanhecer ele partiu. A trilha T14 O mirante O grupo no mirante Abraão Abraão Volta completada O dia amanheceu chuvoso. Agora éramos três. Demoramos mais que o normal para sairmos das barracas, afinal, a volta estava dada e o descanso era merecido. Tomamos o café da manhã reforçado preparado pela Jordana e saímos caminhar por Abraão. O sonhado coco gelado surgiu nessa manhã, mas de forma melancólica veio em um copo plástico e não diretamente da fruta. Enfim, estava bom demais. Ficamos a olhar o finito mar com Angra ao fundo. De chinelos nos pés resolvemos ir até Lopes Mendes. Vinte minutos depois de entrar na trilha T10 bateu o arrependimento de ir, pois começou a chover e toda hora meu chinelo se desfazia, e ainda tinha a preocupação em machucar o machucado novamente (ou seria remachucar o ferimento existente?). Caminhamos em frente. Depois de uma hora de caminhada estávamos na praia de Palmas. A chuva cessou com a nossa chegada, avistamos umas espreguiçadeiras e ficamos por lá. As espreguiçadeiras em Palmas Almoçamos. Decidimos não mais avançar até Lopes Mendes, o tempo estava fechado e o sol já estava baixo. Ficamos por ali o resto da tarde. Quando a chuva iniciou-se, novamente, partimos rumo a Abraão. Apesar da chuva, essa trilha foi a mais tranquila, sem peso nas costas e por ser o último trecho de trilha que eu iria fazer naquele ano que se encerrava. Tive prazer em cada passo que dei nos últimos sessenta minutos de caminhada. A trilha escorregadia e a chuva incessante não atrapalhava em nada. E assim que avistei os primeiros telhados na enseada de Abraão a sensação de missão cumprida me dominou juntamente com a felicidade. Praia de Palmas Praia de Palmas O Pico do Papagaio é o segundo ponto mais alto da Ilha Grande com 982 metros. O ponto mais alto é o Pico da Pedra D’Água com 1035 metros. Porém, o Pico do Papagaio é acessível por trilha (T13) e sua vista é incrível. A trilha é considerada a mais difícil da ilha em questão de preparo físico. Queria fazer a trilha de madrugada para ver o nascer do sol de cima do pico. Não sei explicar a minha relação com as montanhas. Quando digo montanha, excluo a definição literal e jogo no mesmo significado morros, serras, pedras ou qualquer elevação territorial que se destaca no horizonte. Nasci numa cidade plana e por isso, que até onde eu saiba, tinha dos maiores índices de bicicleta per capita do país. Fui conhecer montanhas tardiamente, talvez isso fez eu ter essa fascinação. Só sei que do alto de algum pico, de onde a imensidão domina a paisagem, d'onde faça eu ver o quão pequeno sou é onde sinto-me melhor. Ali do alto é que eu acho o meu equilíbrio de tempos em tempos. Entre o mar e a montanha sempre irei ficar com a montanha. Por isso, o Pico do Papagaio para mim era o ponto alto dessa viagem. No início do dia quando tive a certeza que não daria para subir o pico naquele dia e nem no próximo (por causa das chuvas e da falta de visibilidade), achei que iria ficar frustado. A frustração não veio. Os dias a beira mar haviam compensado e de certa forma o mar me trouxe esse equilíbrio. Inicialmente iria partir no próximo dia no final da noite, mas com o tempo ruim decidi partir no início do próximo dia. Com ressalvas tinha conquistado o objetivo de dar a volta na Ilha Grande, estava satisfeito com tudo que eu havia vivido. Agora sobrava uma noite e era hora de comemorar. Saímos prum bar, comemos bem e bebemos até o inicio da madrugada. As recordações e as risadas deram o tom da despedida. A comemoração No outro dia acordei cedo. No escuro caminhei por Abraão rumo ao cais. O relógio marcava 06:00, sentei no cais e esperei. Na outra ponta havia um grupo - que imagino eu - que havia pernoitado lá e tocava alguma música. Me aproximei. Não reconheci a música. No momento que o sol se levantava acabei dormindo. Dois caras me acordaram e um deles me perguntou se eu estava procurando hospedagem, eu disse que estava partindo. Corri e consegui alcançar o barco que já estava saindo. Sentei no barco e dormi de novo. Acordei no porto. Novamente com pressa fui até a rodoviária. Subi no ônibus e mais uma vez dormi. Assim, me despedi de Angra e sua Ilha Grande, que facilmente poderia ser chamada de Ilha Bela ou, para evitar o plágio, melhor seria Ilha Linda. A última foto da ilha Para mim essa viagem foi muito especial. Reencontrar o Matheus foi muito bom, amigo que dividiu comigo tantas experiências, desde das aulas da época da universidade, passando pelo companheirismo nos projetos sociais nos quais nos envolvemos, nos dias de estágio no qual também dividimos o mesmo teto até chegar na nossa iniciação em mochilões, no mochilão pela América do Sul. Passar dias com o Vinícius fora do ambiente, por muitas vezes carregado, do laboratório e conhecê-lo de uma forma mais real também foi legal demais. Conhecer a Jordana de uma forma tão casual também foi muito bom, ela deu o toque feminino que faltava no grupo. Acho que formamos um belo grupo. Contornar cada canto da ilha foi surpreendente. Cada nova praia era uma beleza diferente. As trilhas são todas cheias de charme. Beleza não falta nesse trekking. Claro que existem os pontos altos como Lagoa Verde, Aventureiro e Parnaioca em que as belezas são mais gritantes e a paz prepondera nesses lugares tornando-os mais especiais ainda. Porém, caminhar esses dias sem a companhia da Jordana, Matheus e Vinicius fariam com que esses lugares não fossem tão belos. A soma dos lugares, do nosso grupo e das pessoas que cruzaram nosso caminho nessa jornada fizeram dessa viagem, uma grande viagem. Só tenho agradecer aos céus por mais essa oportunidade. Jordana, Matheus e Vinicius obrigado pela companhia e, principalmente, pelas boas memórias que teremos desses cansativos, porém incríveis dias. Muito Obrigado! E agradeço também os pacientes leitores que conseguiram chegar ao fim desse longo relato. Obrigado! Nos vemos pela estrada. Abraços, Diego Minatel
  3. 1 ponto
    Relato de 5 dias em Ilha Grande Primeira vez em Ilha Grande, apos dois anos seguidos cancelados devido ao mau tempo ! mas dessa vez fui com a cara e a coragem ! Saí de SP com destino a Angra, de bus, empresa Reunidas Paulista - ida e volta aproximadamente 250 reais, nao esperem grande coisa, os bancos sao apertados e nada confortaveis. Ele tambem param umas 3 vezes, o que achei desnecessario, ja que o percurso nao é tao longo ( 300 km) Cheguei em Angra as 6 da manha, tomei um café no cais, enrolei e peguei o barco rapido por 80 reais ida e volta. Melhor comprar os dois, pq o ticket unico fica 50 reais. Facada ! Tem um barco lerdo que sai de Angra, é 16.50, mas só sai as 15:30, ou seja, nao serve .horario bem ruim. Reservei um hostel, o nome é Sitio Green hostel. É uma casarão no meio da floresta ( literalmente) que foi transformado em hostel. Do mesmo dono do Holandes hostel. O lugar é otimo, tem muito verde, redes, piscina bem grande muitas arvores, passaros variados, e muito barulho dos macacos. Há tambem área de camping. O café é bem variado, achei ok. Ponto negativo foi que, há poucos banheiros no hostel, o que causa um certo congestionamento quando o povo chega dos passeios. Outro ponto é que, ele fica a pé, uns 10 minutos do centro de Abraao, entao se nao curte dar umas boas pernadas....ja sabe. Tambem nao havia brasileiros, so um cara de sp, que foi embora um dia apos eu chegar, de resto, só gringos e argentinos ( chatos pacas...rs) DIA 1 - No primeiro dia, ate chegar em Abrrao ( 09 30 da manha), ir pra hostel, fazer check in, desfazer a mochila, etc etc..já eram quase 11 da manha. Falei com o rapaz do hostel ele me disse pra fazer o circuito mais facil. Entao fui dar um role pelo centrinho , e fiz uma pequena trilha até a praia preta, achei bem tranquila e bonita, e nela desemboca um rio, com agua escura, mas boa pra dar uns mergulhos. tem arvores e sombra. Bem ali estão umas ruínas de que nao me lembro o nome.... subindo em direcao a floresta, tem a trilha para o poção e os aquedutos. À direita, trilha para a cachoeira da feiticeira e praia da feiticeira. Fiquei algumas horas , e depois decidi ir fazer o lado direito da vila, onde tem as prais da Julia e de Abraaozinho, com trilhas rapidas e fáceis.... DIA 2- Trilha para a praia de lopes mendes uma trilha bem longa, mais de 2 horas e meia - 3 horas, com muitas subidas, descidas e com boa visao do alto da ilha, em alguns pontos, entao fiquem atentos... o acesso se dá , indo em direçao a praia da Julia, e lá, prestar atençao nas placas e subir do lado correto. a primeira praia que vc irá se deparar é a praia de Palmas, bem bonita e tranquila, eu achei.... fiquei um tempo por la e depois segui ate a praia do pouso.. mais uma meia hora quase, apos a praia do Pouso, vc irá chegar em LOpes mendes é possivel avistar macacos e esquilos proximos do fim dessa trilha. Achei a praia bonita sim, areia branca e fina, agua tons de azul, mas nada de outro planeta. mas...gosto é gosto . Fiquei na agua, andei metade do trajeto inteiro que cobre a praia, e tbm fui ate as pedras no canto direito. hora de voltar, mas de barco , por que trilha de volta sem condicoes. Tem que ir ate a praia do pouso pegar o barco para Abraao valor do barco 15,00 reais DIA 3 - TRILHA para cachoeira da feiticiera e praia da feiticeira trilha de uma hora e meia, porem MUITA subida, achei cansativa, a cachoeira é bonita e compensa a visita. o poço formado nao é fundo, fica na cintura, tranquilo pra quem quer levar crianças. apos, decidi ir ate a praia da feiticeira. uns 25 minutos de descida. Confesso que fiquei decepcionado, a praia é pequena, bonita, porem está LOTADA de barraquinhas oferecendo lanches e taxi boat, quase nao sobra lugar pro pessoal ficar na areia ! poluiçao visual feia e desnecessaria... como a trilha na volta era mais descida, decidi encarar e fiz em menos de uma hora. tranquilo DIA 4 - PASSEIO DE BARCO - MEIA VOLTA NA ILHA fizemos este passeio em lancha rapida, valor 90 reais, é bom pechincar, pq as agencias que ficam em frente do cais costumam cobrar mais caro, ate 130 reais... o meu tava incluido mascara snorkel e agua mineral. Primeira parada foi na lagoa azul, que de azul nao tem muita coisa, mas o lugar é bem bonito e da pra observar bastantes corais, peixes, estrelas do mar, etc. parada de uma hora, porem as vezes ficamos menos tempo, pq o lugar lota de barcos de passeio mas ficamos o tempo esperado. De la, para a lagoa verde. melhor parada, muito mais variedade de peixes, corais, ouriços e ate peixes voadores. cuidado para nao estragar os corais e nao cortar os pés tambem, o que ocorre muito. muitos cardumes de peixe nadando com a gente e eles nao estao nem ai...rs. De lá, fomo para a praia de maguariquicaba, parada de uma hora para almoco. fomos entao rumo a outra praia tranquila e bonita, que nao me recordo o nome..... e pra finalizar, parada na praia da feiticeira, apenas meia hora ( estava lotada). Passeio bem proveitoso, sol nao estava forte mas deu pra se queimar legal DIA 5 - ULTIMO DIA, fazer check out no hostel, tomar cafe e arrumar a mochila.. aproveitei pra curtir o espaço verde do proprio hostel, tirei foto de passaros, plantas etc. fui pra vila, curti um pouco a praia no canto mais à a esquerda, tirei mais fotos, comprei umas lembranças, fiz um lanche e já era meio dia e meia, hora de ir pro barco em direçao a Angra observacoes: *****OBSERVAÇÕES***** Deixei de fazer a trilha do papagaio por ser bastante pesada e o tempo ruim toda hora com neblina, com ctza nao teria boa visibilidade LA DE CIMA nao levei repelente e nao senti falta, entao foi de boa, ate mesmo na cachoeira e nos rios, bem diferente de ilha bela por exemplo, onde vc é comido vivo pelos mosquitos leve capa de chuva, o tempo é maluco, chove, faz sol, etc.... vc vai usar com ctza tenis é obrigatorio, nao rola fazer as trilhas a pé ou de chinelovai se machucar com certeza. se tiver sapatilha de mergulho, otimo pra fazer o passeio das lagoas, onde é muito facil cortar os pés nos corais Nao achei a Ilha cara, nas ruas em frente ao cais, é tudo o dobro do valor, ande mais a direita ou la pro final da rua da igreja que achara almoco bom a 15 reais e lanches completos a 10, 12 reais. O proposito de se estar na Ilha é natureza, floresta, praia, trilhas, rios.... a noite é meio parado mesmo, tem uma balada/ bar, Aquarius, que é pra onde quase todo mundo vai...funciona quase todo dia. Entao, agitaçao noturna nao é o forte da ilha grande ! junte sua galera e faça sua propria festa hahaha lugar paradisiaco, quero voltar muito mais vezes, com toda certeza.
  4. 1 ponto
    Sái do Rio de Janeiro no dia 2 num voo com conexoes em Guarulhos, Santiago pra chegar finalmente em Mendoza, Argentina, fiquei dois dias lá começar a cicloviagem, fiquei no hostel internacional na rua Espanha, pagando cerca de 50,00 reais por diária com café da manha. Mendoza é uma cidade linda, com ruas amplas, muito limpa e muito arborizada Um passeio muito indicado e o parque general San Martin ele é imenso e tem o Cerro de La Gloria, lá eu conhecí o Dario um brasileiro que mora em Mendoza (pena não tirei foto com ele) mas me deu dicas ótimas de como sair da cidade com segurança e o melhor caminho até Potrerillos que era seguir pela rota 82, muito mais bonita. No dia 04/05/2019 comecei a cicloviagem de fato, saí do Hostel as 10:00 da manha com destino a Potrerillos até lá 54 km, fazia 15ºc vestia uma calça de ciclismo, segunda pele e corta vento e seguia devagar me acostumando com o peso dos alforges na bike. Ponte em Cacheuta na Rota 82 Um dos inúmeros oratórios em homenagem a Defunta Correa O caminho até Potrerillos é lindo, tem uma parte que vc passa um tunel e na saída dá de cara com esse lago é lindo uma água azul turquesa que abastece Mendoza o caminho é bem tranquilo com duas subidas mais íngremes que fizeram quebrar um raio, no caminho encontrei um grupo de argentinos gente boa que me acompanharam até Potrerillos. Chegando em Potrerillos uma 15:00 fui em busca do Hostel que tinha combinado um dia antes e pra minha surpresa estava fechado, aliás tudo estava fechado e ninguém nas ruas, não sei se por ser baixa temporada ou se era a hora da siesta, de qualquer forma parei no único comécio que estava aberto uma especie de restaurante/padaria/acougue/lanchonete e mercado, comi duas empanadas com uma taça de vinho, fui indicado a procurar o Pablo que estava começando com um Hostel cheguei lá e depois de um tempo de espera fiquei lá por 350 pesos (uns 30 reais), acabei ficando sozinho no quarto, depois de um banho quente voltei no restaurante e jantei duas empanadas e taça de vinho. Dia 02: 05/05/2019 Acordei umas 08:00 e saí pela Ruta 7 em direção a Uspallata, até lá uns 50km, saí sem cafe da manhã na esperança de achar alguma coisa no caminho pra comer algo, sorte que tinha duas tortillas compradas a 10 pesos cada (0,8 real) e dois salames que tinha do dia anterior ( comprei três do tamanho de uma linguiça paio por 100 pesos, cerca de 8,0 reais), não achei uma viva alma no caminho. Nas fotos acima: O rio Mendoza que nos vai acompanhar por toda viagem e um dos inúmeros tuneis que se passa, o susto é grande quando se cruza um caminhão dentro do túnel. O caminho Poterrillos x Uspallata é bem fácil a ruta 7 tem pouco trafego e os caminhões que passam respeitam e invadem o outro lado da pista pra desviar de voce, pelo menos foi o que senti, na foto acima um vento leve fazia as folhas das arvores caírem um visual lindo das árvores parecerem estar derretendo Cheguei em Uspallata cedo umas 14:00 e com energia pra pedalar mais um pouco, mas a proxima cidade com hospedagem certa seria Punta de Vacas mais 53 km, chegaria lá de noite e eu estava sem lanterna, a bike também não estava muito confiável por causa do raio quebrado, melhor dormir por Uspallata mesmo. Parei pra almoçar (220 pesos, uns 20 contos brazucas) num restaurante de posto de gasolina e almocei de verdade, no dia anterior tinha sido só empanadas todo dia não dá né. Fui procurar um Hostel e achei o ótimo Samadi (450 pesos, uns 40 reais) que é limpo, tem um café da manhã legal e a noite acenderam uma lareira que não me deu com vontade de sair. Quando cheguei no hostel e me indicaram o Cerro 7 colores a 10 km de distância, era tudo que queria pra matar a fome de pedal, tirei os alforges e fui, foi saboroso sentir a bike de novo sem os alforges o caminho é irado tem montanha de todas as cores e o Cerro (foto abaixo) é a mistura de todas elas. Dia 03: 06/05/2019 Saí de Uspallata umas 09:00 sem saber até onde ia hospedar, já tinha acordado a muito tempo mas demora a clarear, fazia frio e vesti o fleece embaixo do corta vento, comecei devagar e preocupado, uma pela bike que a marcha pulava e o raio quebrado (até vi por uma bicicletaria em Uspallata era domingo estava fechada) a outra pelo frio tudo que tinha de roupa de frio ja estava usando Difícil escolher a parte do caminho mais bonita, montanhas imponentes de cores nunca antes vista, natureza de forma mais crua e selvagem, silencio total, só quebrado por um caminhão que passa uma vez ou outra. Na foto acima Polvaredas. Pouco antes dessa foto com uns 60 km parei no Hostel refugio de montaña mundo perdido, que tem um mercadinho na frente, entrei (não sabia se teria mais algum comercio pela frente), não tinha ninguém pra atender escolhi um biscoito recheado deixei o dinheiro com um bilhete pro dono e na saída o dono chegou e me pegou com o biscoito na mão, mostrei pro dono ele foi super simpático me deu várias dicas que me tranquilizou com as distâncias que faltavam e eu segui a viagem feliz. Depois de pouco mais de 70 km pedalados em Puente del Inca por volta das 15:30 mais uma vez poderia ir mais um pouco mais, mas chegaria de noite na próxima cidade pra procurar hospedagem, além da marcha da bici estar pulando muito (descobri que era o cassete e não a roda torta por causa do raio quebrado) e ter começado um vento frio contra. Em Puente del Inca tem uma feirinha de artesanato e perguntando sobre hospedagem um dos atendentes me mostrou o hostel de seu primo que ficava alí do lado, fechei com ele por 500 pesos (uns 45 reais), como era baixa temporada só tinha eu de hóspede, a noite o cara que trabalha na feirinha fez um jantar, apareceu o amigo dele, rolou uns vinhos umas cervejas com musica foi uma noite muito agradável Dia 04: 07/05/2019 - Nevou durante a noite e fazia muito frio as 8:30 quando saí, os vinhos da noite anterior pesavam na cabeça mas o dia prometia tinha 13 km pra chegar a Las Cuevas subir o Cristo e bom ....ver o que ia rolar Frio do cacete, comprei uma camisa do Racing em Mendoza, era barata e na promoção vinha esse "cachecol" (tem outro nome que não sei) na hora pensei: "pra que vou querer isso moro no litoral um calor danado, vou dar pra minha cachorrinha" Cara isso foi tudo!! pense: um frio danado, nas decidas as orelhas e o nariz queimam de frio o cachecol do Racing me salvou. Pouco depois o Sol apareceu e amenizou o frio, nunca elogiei tanto o sol, já sentia cansaço creio que pela altitude estava pedalando a mais de 3000 metros de altitude. Pena que não se consegue passar por fotos a magnitude do lugar. Cheguei em Las Cuevas que era um localidade bem simpática e me pareceu bem turística, parei numa lanchonete na base da montanha, tomei um café e perguntei se podia deixar os alforges e fui, segundo info eram 8 km até lá o Cristo Redentor de los Andes. A subida tem 8 km bem medidos, pensei em desistir várias vezes, mas as vans com os turistas batiam palmas e dando tchauzinho um excelente incentivo, uns policiais passaram por mim de caminhonete e perguntaram se estava bem e também me incentivaram, era dificílimo pedalar, mesmo sem os alforges, voce puxa mas o oxigênio não vem empurrei a bike várias vezes Mas finalmente cheguei la em cima, foi uma festa as vans buzinaram os turistas batiam palmas foi incrível!! estaria triste se tivesse desistido. Cristo Redentor de Los Andes 8830 metros de altitude, divisa Argentina x Chile Fiquei lá no maximo uns 15 minutos, fazia muito frio, mas estava muito feliz, subí alí com minhas próprias pernas, com meu esforço as fotos pra mim tem um sabor todo especial depois desci em alta velocidade e parei na lanchonete pra descançar um pouco e tentar entender tudo aquilo que estava acontecendo, alguns turistas que me viram la encima vieram me perguntar sobre a cicloviagem, mas tinha que decidir rápido eram 15:45 e não sabia se ficava alí ou tentava ir mais adiante fui num hostel que tinha vagas o atendente foi super simpático e me deu todas as informaçoes: até o túnel eram 2km até aduana 5km e até Los Andes 65km, mas daqui adiante era só descida. Resolvi arriscar e segui. No Tunel que divide Argentina x Chile não se atravessa pedalando, vem essa picape da concessionária te atravessar Passei na Aduana e foi engraçado a atendente me dar um formulário pra preencher achando que estivesse de carro, de ver guichês pra ônibus, carros e caminhões e você uma linha fora da curva de BICICLETA rsrsrsrs. Na foto acima Los Caracoles Desci a cordilhera no lado do Chile em alta velocidade, fazia altas velocidades, tinha 60 km pela frente até Los Andes, que cheguei já a noite, detalhe sem pesos chilenos e sem lugar pra dormir, mas explodindo de felicidade, a adrenalina corria nas veias pela descida e por tudo que tinha acontecido. Los Andes achei tudo bem caro deve ser uma mineradora que tem na cidade e movimenta grana lá, no Chile o fuso horário é uma hora a menos, encontrei uma bicicletaria aberta perguntei se podiam mexer na bike pre repor o raio partido e ver o cassete me informaram que só podiam ver no dia seguinte, deixei pra lá o pior já tinha passado sobre a estadia achei um modesto hotel que me cobraram 20.000 pesos (uns 110 reais) não tinha ideia de quanto era isso na hora, mas deixaram pagar no dia seguinte, quando trocasse o dinheiro, estava cansado e na hora aceitei, foi aestadia mais cara que paguei na viagem. Las cuevas, no centro da foto o portal que tem a subida até o Cristo Redentor. No 5º dia pedalei uns 80 km até Santiago, nem tirei fotos depois de toda exuberância que tinha passado na cordilheira, um sentimento de dever comprido, tentando processar tudo que tinha passado nesses dias. Algumas considerações: o caminho é fácil não tem subidas muito íngremes e as cidades não são tão distantes, não é preciso ser o super homem da bike pra fazer
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    Olá galera mochileira, Volto aqui para tentar retribuir de alguma forma toda a informação que aqui consegui. Este foi meu 1º mochilão e graças a esta plataforma me senti segura para montar todo o meu roteiro e ir de forma (quase) completamente independente. Vocês fazem parecer tão fácil!!! E foi! E foi uma delícia também! *já faz um tempo que comecei a escrever esse relato e tinha abandonado por causa de correrias da vida, mas quero terminar antes que o facebook pare de me lembrar que eu fiz essa viagem foda há 1 ano! PARTE 0 - Planejamento e preparativos Viajar ao continente africano sempre foi um de meus maiores sonhos e ele começou a se tornar verdade há 4 anos, quando ouvindo uma discussão sobre quanto se gastaria para assistir a 1ª fase da copa do mundo na Rússia eu pensei “com esse dinheiro vou conhecer a África”. E eu tinha a companhia perfeita: minha grande amiga (e na época roommate) Camila estava disposta a encarar a aventura comigo, se eu provasse a ela que viajaríamos por 1 mês com relativo conforto e não gastaríamos mais de R$10mil... E eu provei! *imprevisto: a viagem ficou mais cara (não dá pra comparar dólar de 2014 com de 2018!), durou 39 dias e incluiu aventuras que até agora não acreditamos que vivenciamos! (Parênteses: certeza que é possível fazer este roteiro gastando menos, mas tínhamos algumas premissas que não queríamos abrir mão. Estas seriam as primeiras férias em algum tempo para nós 2 e já estávamos em ritmo de corta-tudo-e-tira-leite-de-pedra para economizarmos para A viagem, então queríamos ter algum conforto e, muito importante: queríamos tomar cerveja todo final de tarde! :D) Logo no início das pesquisas a África do Sul se mostrou o país que melhor se encaixava nos nossos planos, seja pelo custo benefício ou mesmo pela facilidade de encontrar informações. Nem sempre nossa ideia foi de planejar tudo e ir sozinhas, até mesmo pelo fato de que nenhuma de nós 2 dirige, e lendo (milhares de) blogs, cheguei ao site Pangea Trails, de um cara que tem um roteiro de van por todo o país que dura 21 dias. Esse era o plano inicial. Chegada a época que íamos realmente afinar tudo e colocar o plano em prática, os custo deste pacote já estava tomando quase todo o nosso orçamento e começamos a pesquisar a coisa toda independentemente, mas ainda assim com o roteiro dele como base, pois já sonhávamos com muitos locais por onde a Pangea Trails passava. Tínhamos então os locais que queríamos passar e mais ou menos definidos quantos dias ficar em cada um, quando a história começou a tomar outro rumo: um perfil de turismo da África do Sul que eu seguia no instagram, publicou por 5 dias seguidos fotos da Otter Trail, uma travessia de 5 dias e 4 noites que acompanha a costa selvagem do Tsitsikamma National Park através de paisagens cênicas e eu fiquei completamente obcecada. Pronto! A paisagem era tão espetacular que eu tinha que presenciar aquilo! E eu devo ser muito mais persuasiva do que imagino, pois eu, que de travessia tinha apenas feito a Salcantay para Macchu Picchu, mas que contava com uma equipe que levava a bagagem mais pesada e provia comida e acampamento (foi um esquema meio princesa mesmo), queria levar comigo nesta trilha totalmente independente a minha amiga Camila, que nunca tinha feito trilha na vida. Bom, nem sei bem como, mas a convenci! Foi a primeira reserva que fizemos. E quase choramos de emoção quando recebemos a confirmação! A questão é que esta é uma trilha bem exclusiva e as reservas se esgotam com cerca de 1 ano de antecedência, pois apenas 12 pessoas por dia podem percorrê-la. Comecei a monitorar o site do parque e checar todas as condições de tempo e maré (o caminho inclui algumas travessias de rio que podem ser bem perigosas a depender da maré do dia) para conseguir a data ideal para as nossas férias. Feito isso, o resto da viagem começou a se desenhar melhor em torno da trilha. Alguns destinos que queríamos tiveram que ser cortados, pois a logística para a Otter Trail precisava de 6 dias da nossa viagem. Numa destas decisões, cortamos Drakensberg, pois esta parada era principalmente para fazermos algumas trilhas e este assunto já estaria muito bem garantido! Na sequência compramos as passagens, fechamos o overland tour para o trecho que passaria pelo Kruger Park e a Suazilândia e compramos nosso ticket de ônibus Baz Bus. A Baz Bus oferece um serviço de vans que funcionam no estilo hop-on hop-off com foco em mochileiros que atravessam o país, recolhendo os passageiros na porta do hostel e deixando no seu próximo destino. A logística é bem bacana e a rota vai desde Joanesburgo até Cape Town, com paradas obrigatórias em Durban e Port Elizabeth, pois as vans só circulam de dia. Eles têm uma lista de hostels que são atendidos pelo roteiro e diversas opções de tickets, a depender da quantidade de dias que se quer viajar, se viaja apenas em uma direção, etc... O valor dos tickets não é muito barato, mas pela comodidade e segurança achamos que valeu a pena. Quando já estávamos lá ficamos sabendo de outra empresa que presta o mesmo tipo de serviço, tem uma rota semelhante e parece ser um pouco mais barata, a Mzansi. O roteiro então ficou mais ou menos assim: 10.03 a 15.03.18 Chegada por Joanesburgo e estadia em Maboneng; 16.03 a 22.03.18 Overland pela região do Kruger Park, Rota Panorâmica, Suazilândia, Greater St Lucia, chegando a Durban; 23.03 a 01.04.18 Seguimos de Baz Buz pela costa passando por Coffee Bay, Chintsa, Port Elizabeth e Jeffreys Bay até Storms River; 02.04 a 06.04.18 Estabelecemos base em Storms River para percorrer a Otter Trail; 07.04 a 10.04.18 Seguimos novamente de Baz Buz pela Garden Route passando por Wilderness e Mossel Bay; 11.04 a 16.04.18 Exploramos Cape Town, de onde voltamos para São Paulo. mapinha das nossas andanças.... MEDICINA DO VIAJANTE Já tinha lido algumas vezes sobre este serviço público (e totalmente gratuito) de avaliação e orientação de acordo com o local de destino e áreas de risco para doenças, mas nunca tinha utilizado. Resolvi testar e não me arrependi! O atendimento em São Paulo é no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o agendamento é feito por e-mail. No dia da consulta é necessário levar documento com foto e carteira de vacinação. Então começa uma entrevista na qual você conta qual o destino e as características da viagem, com a maior quantidade de detalhes possível. Daí eles te dão todas as orientações em relação à sua saúde durante a viagem e atualização de vacinas. Aproveite para tirar todas as dúvidas! Saindo da consulta já te encaminham para as vacinas e pronto. Quem precisa do Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela (CIVP) deverá antecipadamente acessar o site da Anvisa para realizar seu pré-cadastro, necessário para a emissão da CIVP. A preocupação principal da maioria das pessoas que viaja à África do Sul, em especial à região do Kruger, é em relação à malária. Não existe vacina e a melhor profilaxia é evitar o contato com o mosquito através de barreiras físicas (roupas protegendo a maior parte do corpo, tela mosquiteira sobre a cama, etc..). Existe também um repelente (exposis) que foi recomendado e também os comprimidos, embora não tenham garantia total. A orientação que recebi foi: usar o repelente para a pele e para a roupa (existe um spray específico para passar na roupa e dura algumas lavagens) e tomar os comprimidos (aqui vale uma observação que o médico só indicou os comprimidos pois passaríamos pelas regiões de incidência no início da viagem e depois ainda teríamos um período longo antes de retornar ao Brasil, passando por áreas remotas e o receio era termos qualquer sintoma e não conseguirmos atendimento imediato.. se fossemos apenas ao Kruger e voltássemos em seguida, o médico não indicaria o remédio porque em qualquer emergência conseguiríamos atendimento fácil em SP). O que de fato aconteceu: levamos o exposis, mas não comprei o spray para roupa e tomamos os comprimidos que compramos em uma farmácia em Joanesburgo (parece que o melhor é comprar no próprio aeroporto, mas esquecemos e enfrentamos uma pequena burocracia para conseguirmos o remédio, que é controlado e não é barato). No início do overland, o guia fez um terrorismo de que nenhum repelente trazido de países que não tem malária é eficaz e sugeriu comprar outro, o peaceful sleep, que acabamos comprando também. Não sei se foi o remédio ou a mistura disso tudo com sol e suor, mas tive uma alergia forte na pele (rosto, pescoço e costas) que só foi sumir mesmo em Cape Town. Camila ficou enjoada nos primeiros dias do overland, o que logo relacionamos com o remédio também. Para mais informações sobre a Medicina do Viajante: http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/ MOCHILA, O DRAMA... A principal dificuldade neste tema foi: precisaríamos de uma mochila que aguentasse o tranco e boa o suficiente para utilizar na trilha (tenho problema na cervical e essa era minha maior preocupação) e isso costuma ser bem caro! No final das contas: uma amiga que estava de mudança para a Austrália tinha uma mochila usada Trilhas & Rumos Crampon 72L e deu pra gente. Camila acabou ficando com esta, pois eu não queria uma mochila tão grande. Outra amiga ofereceu a mochila dela emprestada, uma Deuter Futura Vario 45 + 10, que eu me neguei a pegar até quase a véspera da viagem. Mas de tanto ela insistir e de tanto faltar dinheiro, aceitei.. Resultado: olha, quando estava pesquisando pra comprar uma cargueira pra esta viagem, li muita coisa positiva sobre a T&R, então simplesmente não sei dizer o que aconteceu, mas a mochila praticamente se desfez durante a viagem. Na arrumação ela já rasgou um teco (o que levou Camila ao desespero antes mesmo da gente ir pro aeroporto) e no restante da viagem ela se rasgou inteira! Tentamos remendar com um bocado de fita e nada adiantou... enfim, outro ponto fraco que percebi é que ela ficava visivelmente desestruturada nas costas. Quanto à que eu levei, ela foi perfeita. Nas 1ªs horas da trilha precisei fazer alguns ajustes, mas ela segurou bem! O que levei: Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois) Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc.. 7 calcinhas 2 pares de meia para trilha 3 pares de meia de algodão 2 sutiãs 2 tops 2 biquinis 2 calças legging 1 calça-bermuda 1 calça jeans 2 camisetas dryfit 7 camisetas 1 blusa térmica (fleece) 1 jaqueta impermeável 2 blusinhas manga longa 1 shorts de corrida 2 shorts 1 saia jeans 2 vestidos 1 pijama 1 canga de praia 2 lenços 1 toalha microfibra 1 capa de chuva 1 chinelo 1 sandália kit de higiene / cuidados pessoais maquiagem básica kit primeiros socorros (com umas coisas bem específicas pra trilha, mas que não precisamos usar.. ufa!) saco de dormir lanterna de cabeça + pilhas 2 cantil + tabletes para purificação da água 1 canivete 1 bastão de trilha 1 capa protetora mochilão (comprei uma Arienti www.territorioonline.com.br/bolsa-para-transporte-arienti-m para despachar a cargueira, que até por ser emprestada merecia um cuidado mais especial e também porque precisávamos de uma bolsa pra deixar nossas coisas no hostel durante a trilha) 1 binóculo Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois) Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc.. leite em pó (levei em saquinho zip lock apenas o necessário pra preparar 5 canecas de manhã) *confesso que quando estava separando o leite em pó no saquinho pra levar na mochila me bateu uma sensação mega ruim de que aquilo podia dar muito errado no aeroporto, mas deu em nada não... toddy (2 colheres de sopa / dia - levei em saquinho zip lock) geléia (aquelas individuais de cestas de café da manhã) castanhas semente de girassol cuscuz marroquino (em zip lock) quinoa (em zip lock) arroz + lentilha (em zip lock) temperos: sal (aqueles saquinhos de restaurante), pimenta do reino (não vivo sem!), azeite barras de cereais e proteínas 2 pratos plásticos rígidos, 1 caneca alumínio + kit talher de plástico Esta lista era basicamente para o meu café da manhã (com alguns itens complementares que compraria fresco na véspera da trilha) e jantar para nós 2! A Camila levou com ela o que iria precisar para o café da manhã dela e levaria o kit de panela. Além disso levei uma pequena mochila de ataque (aquelas dobráveis da decathlon, que viram uma bolinha compacta) com pasta completa de documentos e comprovantes de reservas impressas, bloco de anotação, travesseiro de viagem (meio dispensável pra mim, mas até que garantiu um conforto quando acampamos), carregador de celular, 2 power banks, câmera (uma véia digital que tenho, levei mais como garantia se a memória do celular faltasse). Acho que foi isso. A maioria das coisas que não tiveram utilidade durante a viagem foi levada por alguma indicação específica para a trilha e não acho que deixaríamos de levar (mesmo sabendo agora que não usamos), pois poderiam ter sido necessárias.. mas confesso que daria pra ter cortado umas peças de roupa e a sandália.... No final deu isso aí.. mochila pronta... O relato diário irei postando em partes para não ficar tãããão comprido... Até!
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    Viagem para Aruba de 03 a 12/01 Passagem aérea e hotel (decolar.com) voando pela Copa Airlaines (perfeita, servem muita comida e o serviço é ótimo) embarque a partir de Guarulhos-SP. Bem, quem vai viajar já deve ter buscado um monte de imagens de lá, então vou colocar apenas o detalhes que considero úteis e não vi em alguns sites. 1. Dinheiro Realmente o que dizem na internet é verdade leve dólar, em todos os estabelecimentos até os mais simples apresentam a conta em dólar e em moeda local (florin arubano). Existem caixas eletrônicos mas não são muitos assim como as casas de câmbio. Mas com o dólar você compra tudo, eles são extremamente preparados para o turismo. Se você mora em uma cidade pequena ou média compre dólar com antecedência, tivemos muito problema para encontrar e o jeito foi comprar em SP um dia antes da viagem. Não conseguiu comprar dólar, não se preocupe no aeroporto até na madrugada existem quiosques de vários bancos fazendo câmbio, desvantajoso pra você é claro. 2. Documentação e aeroporto No de Guarulhos você verá uma situação tensa, transito para chegar (até de madrugada), muitos pedintes e comércio informal dentro do aeroporto, fique atento. No de Aruba é bem tranquilo, chegamos sem filas e embarcamos sem filas tb. Só vale um lembrete no de Aruba fomos parados e meu companheiro teve a mão verificada para resíduos de drogas, então respeitem a lei sempre. 3. Documentação Ao embarcar com a Copa eles verificaram o passaporte e o cartão internacional de vacinação contra a febre amarela (obtido na ANVISA) antes do embarque, então é bom levar tudo. 4. Aluguel de carro Realmente é necessário, Aruba é uma ilha deserto, muito vento, pó, pouca vegetação e muito sol, então ficar na rua com esse tempo não é agradável.Não vi muitos ônibus em circulação. Nos hospedamos há uns 8 km da praia, no interior da ilha, e foi bom ter alugado um carro. Atenção para a história: deixamos o carro para depois e os preços ficarão absurdos, alugamos pela Auto Europe e achamos que estava tudo certo, combinamos de pegar no aeroporto, chegando lá kd? nada e nem ninguém para informar, cansados, com sono, fome etc... e ninguém sabia dar informações. Depois de muito tempo compramos um chip da digicel e fizemos o plano de internet US 20,00 a semana, que o rapaz do guichê nos ajudou ligando para a empresa e pedindo para vir nos buscar.Na verdade a Auto Europe não opera lá, ela terceiriza para a Smart Rent car, depois de tempo e busca daqui dali fomos até uma van e pessoa disse que ia nos levar lá. Fomos na confiança. Chegando lá kd o pessoal? só uma mulher que não sabia dar informações e pediu para esperar, mais tempo... e finalmente apareceram. Pegamos o carro e não achei o pessoal muito simpático. Deu tudo certo, só na devolução eles não estavam novamente, tivemos que ligar e informar, mas já havíamos combinado o horário. Foi tudo certo com eles mas fica a dica, se alugar um carro, deixe expresso o horário e o local que será entregue e devolvido, veja como entrara em contato, se vão buscar no aeroporto etc... 5. hotel Quase entramos em uma furada, a intenção era reservar o Monastery, mas logo lotou. Em Aruba verificando os comentários notamos que esse hotel não existe, está em fase de construção e terceirizam para outro hotel da rede, nem tão bom. Ficamos no Aruba Tropic apartaments - diria que bom, igual ao que aparece nas fotos. Pontos ruins, ficamos vários dias e não tem café da manhã ou limpeza do quarto, troca de toalhas etc... somente se você pagar uma taxa que é alta. Mas você pode limpar (tem que comprar os produtos de limpeza) e lavar roupas (a máquina tem que colocar moedas - 5 flórins) é bem estilo uma casa, se for ficar sugiro também combinar com o proprietário a hora que vai chegar pois nem sempre ele estava lá. Houve noites de barulho com o pessoal na piscina e tem muitas iguanas ( em toda ilha tem) foram vários sustos. 6. Comida Maravilhosa, tudo gostoso. A ilha tem uma boa situação econômica então não há tanta variação de preço em média de 10 a 20 dólares por refeição, as vezes é possível comer duas pessoas um mesmo prato. O lugar que mais gostamos é o Los Cafeteiros (comida colombiana) incrível muito saborosa, parecida em parte com a nossa e o atendimento mil. Os pratos são grandes , comemos lá quase todos os dias. Durante o almoço vários restaurantes fazem o prato do dia, há um valor a menos. No Los Cafeteiros era US 7, com entrada (geralmente uma sopa muuuuito grande) prato principal, carboidrato, salada, carne e mais um suco. As vezes pedíamos e eu, comia a sopa e meu companheiro o prato principal, muito bom. Em todos os lugares servem água, que é ótima e super segura. Exceto em um lugar, latada... em eagle beach pizzaria amore mio, nos enrolaram e disseram algo sobre água dissemos que sim, trouxeram uma garrafa de água e cobraram US 9 por tal, tenso. 7. Remédios Recomendo levar, não sei se pelo clima ou pelo lugar que ficamos hospedados, mas, tivemos muuuuuita tosse, dor de garganta e rinite alérgica. Ainda bem que levamos remédios, não foi o suficiente mas deu pra passar. O tempo é muito seco e tem muito pó em suspensão, então cuidem da garganta e ouvido. No mais, as praias são públicas e lindas (os homens usam short e as mulheres biquíni comportado, com alguns exceções), consideramos bem seguro, transito bom, receptividade boa, vale muito, desfrutem. Nada é barato, nada... estejam preparados! os perfumes mais baratos que encontramos estavam por US 40 e são os mais simples. Aruba é um paraíso para compras mas absolutamente nada é barato. Em Aruba não observamos trabalho informal então na praia ninguém fica oferecendo nada, algumas tem um bar/restaurante e só vi uma que tinha ducha, então é bom levar a água doce de casa ou se acostumar com sair do mar e ficar salgada. O que mais fazem na praia é ler, cada um leva sua cadeira e seu livro e vai calmamente desfrutar, sem som sem barulhos tudo muito calmo. Boa viagem a todos e todas!
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    Iniciando a Trip 4 de maio de 2019, Bolívia e Peru TODOS OS VALORES EM DÓLAR. Não colocarei os valores ainda no Brasil, vou me concentrar em valores nesses 2 países apenas, para você ter uma ideia que quanto irá precisar para fazer a sua. Vou postar em dólares para facilitar, no dia que você decidir a ir nesse locais. Amanhã, será o início, já deixo a parte inicial do Tópico, pois irei postar diariamente, todos os finais dos dias. Pretendo ficar 24 dias, se não der para fazer todo o roteiro, poderei ficar mais uns dias para completar. Roteiro que tenho em mente, posso mudar, conforme o andamento da carruagem: Santa Cruz de La Sierra > Sucre > Uyuni > Salar > La Paz > Puno > Arequipa > Copacabana > Samaipata > Santa Cruz de La Sierra. SANTA CRUZ DE LA SIERRA. Compre o chip Tigo, funciona 100% aqui na Bolivia. Dicas: Tem 2 bancas que vendem os chips. Uma delas a U$ 1,45 e a outra a U$ 2,17. Uma em frente a outra. Outra dica: Peça para a moça configurar seu chip, é um pouco chato. U$ 8,68 o taxi do aeropuerto ao centro U$ 2,17 de centro ao terminal com muito choro. Aprendi a chorar kkkkkkk. Não encontrei a moça que iria conosco. Ela já tinha ido com uns Brazucas para Sucre. Se deu mal, pois o Soroche a atacou, fui saber disso, bem depois e por cima, ela esqueceu o celular em Santa Cruz. Então segue o roteiro, somente minha esposa e eu. Hospedagem em Santa Cruz de La Sierra, valor para casal: U$ 10, usando ora o AIRBNB ou BOOKING. SEGURO VIAGEM, usei sempre esses do links ou aplicativos. Ajudou bastante para comparar os valores.
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    Oi Kevin! Qual é o dia que você sai do Brasil? Está programando a viagem para quantos dias?
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    Eu vi este tópico aparecendo tantas vezes no topo e resolvi entrar pra ver do que se tratava! Que demais, e que fotos incríveis, obrigada por compartilhar com a gente e adicionar mais uma trilha numa lista já quase infinita, haha!
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    Olá!! Podemos sim!! Bora pra Colômbia após SAN andres estou indo para o Peru tbm!! Irei para Cartagena dia 06/08 e e no dia 09/08 a 14/08 San Andres! Farei um stop over de um dia em Bogotá e no dia 15/08 irei para Cusco no Peru
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    Sim, eu geralmente faço isso, vou comprando aos poucos pra diluir desastres de cotações ruins, rs. Desta vez como eu precisava comprar só mais um pouco e faz tempo que a cotação tá ruim eu fui esperando e esperando e a coisa só foi piorando, hahahaha O BC vai leiloar uma porrada de dólares esta semana pra tentar segurar o câmbio, quando chegar a 4 de novo eu compro!
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    @Juliana Champi Muito romântica a cidade, seu esposo vai gostar muito. Um ótimo passeio, perto de Sampa. Terá a exploflora, não sei quando será.
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    @Cahjulianibueno , na paz? Tenho interesse nessa empreitada também. Podemos falar a respeito? Vlw
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    Sim, você tem toda razão. Pra quê vergonha.
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    @Silnei hoje deu insônia, então aproveitei para fazer umas contas básicas: Acho que quem vai viajar o mundo vendendo brigadeiro soy eu.....olhe esses cálculos: http://www.caramelodoce.com.br/brigadeiro-quanto-cobrar-pelo-meu-brigadeiro/ Acho que vou comprar uma kombi e cair no mundo...kkkk
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    @Juliana Champi Agora vamos fazer o mesmo para SP atacama: REAL: R$1.000 x Pcl$145 (cotação SP Atacama fornecida pelo Luiz) e igual a Pcl$145.000 DÓLAR: US$234(que cambiei no Brasil) x Pcl$670 (cotação SP atacama fornecida pelo Luiz) é igual a Pcl$156.780 Portanto, é melhor levar Dólar do que Real para SP Atacama. Seu ganho será de +-8,10% Se for viajar para o Atacama, via Santiago, o melhor é levar Real e trocar tudo em Santiago. Se for para o Atacama, pela Argentina, tem que verificar as cotações na Argentina(do peso Chileno) para fazer os cálculos. esse é o relato do luiz:
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    @Juliana Champi O Luiz fez uma viagem recente para o Chile, me forneceu gentilmente as cotações que encontrou lá, tanto em Santiago e SA Atacama, vou tentar explicar como se calcula se é vantagem levar Real ou Dólar para lá. Exemplo para qualquer outro país, sempre considerando que vc procure saber as cotações no país que irá viajar. A cotação do Real e de Ontem aqui no Brasil, pode ter havido alguma distorção, espero que entenda. Levo R$1.000 daqui ou faço o câmbio aqui e levo dólar para lá: CAMBIO: R$1.000 +4,269 (cotação ontem no Brasil) e igual a US$234 CÂMBIO EM SANTIAGO CAPITAL: REAL: R$1.000 x Pcl$167 ( cotação do real em Santiago) = Pcl$167.000 DÓLAR: US$234 (QUE TROQUEI NO BRASIL) x Pcl$675 (cotação Santiago ) = Pcl$157.950 Portanto, é melhor levar Real do que Dólar para Santiago, capital. Seu ganho será de +- 5,40% Obs.: cotação na Augustina centro, no aeroporto a cotação é diferente ok
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    @luizh91 vou colocar essas cotações noutro post em outro tópico. Valeu!
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    @casal100 obrigado! O dólar vi a 670, enquanto o real estava 140-145 pesos por real (!!!!!) em SPA. Achei muito baixo, já que em Santiago o real estava 156 no aeroporto e 167-170 na rua Agustinas. Para o Atacama só vale levar dólar, caso não passe por Santiago.
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    Segunda, 15 de abril de 2019 – Playa del Carmen/Isla Mujeres Acordei animado pra ir embora de Playa 😆 Nem cogitei a possibilidade de ir pra Cozumel pois li que era um lugar mais pra quem curte mergulho e eu não sei nadar e tenho fobia de ficar embaixo dágua então não ia rolar, mas quem curte mergulho Cozumel parece ser bacana. Também descartei ficar em Cancun pois já pensava que a cidade não era meu estilo e pelo que provei em Playa (que dizem ser uma mini Cancun) percebi que não ia curtir Cancun também. Mas tava com ótimas expectativas pra Isla Mujeres. Tomei café e fui pegar uma van pra Cancun, que saem de uma garagem ao lado de onde desci vindo de Tulum e custam 42 pesos. Já tava saindo uma e completei a lotação. Menos de uma hora até Cancun e o ponto final é do outro lado da avenida em frente ao terminal da ADO. Pedi informação de como ir ao porto e me indicaram um ponto ali perto onde ia passar um ônibus escrito Puerto Juarez. Rapidinho ele apareceu, é a linha R-6 e custa 10 pesos. Leva uns 10 minutos até o terminal com direito a passar dentro de um bairro residencial ali perto. Comprei o ferry ida e volta por 300 pesos, não tem data marcada de volta então pode comprar mesmo que vá ficar uns dias na isla. Cheguei em Isla ao meio-dia e fui pro hostel Pocna. A diária custa 250 pesos e é um hostel sensacional, redes amarradas nos coqueiros, pé na areia, bar com festa até 3 da manhã, tudo que eu precisava 😀😎 Descobri lá com o recepcionista que o hostel sempre lota nos fins de semana e que nesse ele estava ainda mais lotado pois no dia seguinte seria aniversário da gerente e ela comemorou no fim de semana e vieram muitos amigos e conterrâneos dela...me disse que o nome dela era Vanessa e era brasileira. Fiz checkin e logo fui dar uma voltinha pra reconhecer o território... Depois passei a tarde nas redes do hostel, curtindo o sol e a brisa do Caribe, ouvindo o som das ondas ali do lado...perfeito...O hostel não dá acesso direto pra água por causa da cerca mas o mar tá ali, do ladinho e sem sargaço...perfeito...Anoiteceu e fui comer no hostel mesmo, a cozinha serve pratos com preços bons, no máximo 70 pesos. Vi os argentinos que estavam no hostel de Tulum chegando e como já estávamos enturmados fomos jogar sinuca. Tinha musica ao vivo, pensa num hostel com um ambiente top…é o Pocna!!! 11 da noite acaba o som na area da recepção e abre o beach bar ali do lado. A gente que chega pra primeira diária ganha um drink de boas vindas e depois se for continuar bebendo eles fazem tipo um happy hour com 2 copos pelo preço de 1 e eu dividia com os argentinos. A moça que trabalhava no bar começou a dançar quando tocaram funk então desconfiei que fosse a tal Vanessa. Fui conversar com ela e pensa numa mina gente boa... ela é gerente do hostel e ainda trabalha no bar quando falta funcionário e dança pra caramba😄 é baiana e o aniversário dela seria em poucos minutos mas a festa com brasileiros que lotou o hostel foi no fim de semana e todos os outros brasileiros já tinham ido embora e naquele momento só tinha nós, junto com metade da Argentina A festa foi seguindo com pop, reggaeton, luz da lua, brisa gostosa, coqueiros...Que lugar meus amigos, toda minha decepção com Playa del Carmen já tinha sido esquecida 😃 Curtindo demais até 3 da manhã… Terça, 16 de abril de 2019 – Isla Mujeres Nada, nada, nada...dia de não fazer nada a não ser curtir a praia, o sol, o mar, o Caribe...Rede, coqueiros, gaivotas passando…ficar num hostel pé de areia tem lá suas vantagens...e são muitas 😀 Fui também pra Playa Norte que mais parece uma piscininha cheia de peixinhos. Fiquei só naquela parte da ilha mesmo, muita gente aluga aqueles carrinhos de golfe pra rodar a ilha ou vai de bike mas eu tava afim de ficar de boa mesmo. Tinha ouvido falar que aquela parte da ilha era a mais bonita então nem quis ir pro outro lado. Um dia pra chamar de férias no sentido mais estrito da palavra 😎 se dava sede eu ia no meu vício chamado La Michoacana e pedia um vaso de uma água qualquer, horchata, sandia, tanta opção boa, por 25 pesos e vem aquele copo que cabe um litro Mais um pouco de rede e sol até o ultimo minuto possível. O sol se pos e no dia seguinte eu tinha voo pra Cidade do Mexico puxaaaa eu ficaria fácil mais um dia em Isla, ou uns… De noite a mesma coisa, jantei no hostel, chegaram mais umas argentinas, uruguaios, canadenses e fomos curtir o bar de novo até as 3 da manhã, olhando a lua entre as folhas dos coqueiros, sentindo o vento na cara, descalços na areia, nunca vou esquecer as festas do Pocna, adorei o ambiente do hostel e apesar de achar que figurinha repetida não completa álbum...Isla Mujeres bem que merece um replay… Quarta, 17 de abril de 2019 – Isla Mujeres/Ciudad de México Como disse no início do relato, quando vim pro México a única coisa que eu tinha já comprado era o voo pra Cidade do México. Nos próximos dias seria o feriado da Semana Santa e os preços estavam acima de 2000 pesos e consegui um voo por 860 pesos pra quarta, então tinha que ir embora…☹️ Tomei café assim que liberou às 8 horas, saí as 8:20 e do hostel até o porto são uns 7 minutos a pé. Já tinha comprado ida e volta então era só entrar na fila. Peguei o ferry das 8:30 e em meia hora cheguei em Cancun. Atravessei a passarela de saída e vi uma van no ponto escrito “Terminal ADO”. Custava 10 pesos igual os ônibus e rapidinho cheguei lá. Comprei passagem pro aeroporto às 9:30 por 90 pesos(tem de meia em meia hora). Cheguei no aeroporto às 10h e tinha uma fila grande pra despachar bagagem. Comprei pela Viva Aerobus, que é uma lowcost do México e no site deles tem 3 opções de passagem, uma só com bagagem de mão, outra pra despachar uma bagagem e outra com umas vantagens mais. Tinha comprado a intermediária que dá direito a uma bagagem despachada. Também tem que baixar o aplicativo deles pra mostrar o cartão de embarque ou já levar impresso, pois se for imprimir no aeroporto tem que pagar mais 100 pesos. Já encontrei alguns brasileiros no aeroporto e por coincidência eles eram meus vizinhos de assento no avião. Encontrei nesse voo mais brasileiros do que em 22 dias no México O voo de 2 horas passou rapidinho batendo papo com brasileiros depois de praticamente 2 semanas sem uma boa conversa com nenhum. Sobre a companhia aérea, a Viva é bem low cost mesmo, até a água é vendida no avião (35 pesos) 🙄 mas foi um voo de boa, é o que importa👍 Chegando em México City de novo, de volta onde tudo começou, fui pro metrô agora já sabendo tudo como era, repetindo o que já tinha feito há 19 dias atrás...Fui de novo pro Mundo Joven Catedral, com aquela sensação que tava voltando pra casa. Fui num restaurante chamado Sienra’s na avenida 20 de noviembre, aquela que fica em frente ao zócalo, pedi um menu del dia por 83 pesos e saí rolando de tanta comida 😅Voltei pro hostel e subi pro bar do terraço, como sempre a maioria eram pessoas da rua que iam lá pelo bar, mas uma menina me viu com pulseirinha do hostel e veio conversar comigo. Era a Daniela, uma peruana de Lima e ela também tava hospedada lá e, assim como eu, achava que era um bar do hostel mas era lotado de pessoas aleatórias e ela tava procurando outros viajantes pra interagir. Ficamos um tempinho trocando experiências de viagem e quando ela desceu e fiquei sozinho logo vieram umas mexicanas me abordar...aquela mesma coisa que eu falei no início do relato sobre a procura delas por estrangeiros no bar do hostel Depois que as mexicanas foram embora fui dar uma volta na Madero e no zócalo, sempre lindo e iluminado à noite porém sem a famosa bandeira do México que geralmente é recolhida ao anoitecer. Voltando pro hostel resolvi ir pra cozinha ao invés do bar, afinal lá deveria encontrar viajantes e não tantas pessoas aleatórias. Encontrei a Daniela lá conversando com o Alejandro, um mexicano que estava trabalhando de voluntário no hostel. Juntei na conversa e o Alejandro estava explicando sobre os toltecas, suas culturas e suas crenças, o papo passou por civilizações antigas, evolução cósmica, gírias da América Latina, enfim, de tudo um pouco...tava muito mais bacana que o tunt tunt do bar com um monte de gente nada a ver...às vezes é isso que a gente busca quando viaja, não é só bebida e festa, um bom papo cabeça com pessoas interessantes faz toda diferença...
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    Sexta, 13 de abril de 2019 – Bacalar/Tulum O dia amanheceu nublado. Assim o lago já não ficava tão bonito mas mesmo assim pela primeira vez na viagem sentia que deveria ficar mais ali, apesar que isso ia me comprometer outros lugares. Se soubesse o que me esperava em Playa del Carmen eu tinha ficado mais em Bacalar… Me despedi daquela laguna inesquecível, fui a pé pro terminal e comprei passagem pra Tulum às 10:15 por 274 pesos. Cheguei em Tulum 1 da tarde e fui pro hostel que era próximo do terminal, umas 2 quadras. Fiquei no Weary Traveler, um hostel bem bom, wifi ok, bar com happy hour de caipirinha free, café bom, gostei de lá. Diária 250 pesos. Saí pra procurar comida e encontrei um restaurante bacana chamado México Lindo onde pedi sopa de lima, um espaguete trabalhado na pimenta e água de jamaica por 155 pesos. Já se nota que estamos entrando na parte mais cara do México. O copinho de manga em pedaços já sobe de 10 pesos no interior pra 30 pesos em Tulum 😲 Calor bravo da tarde, resolvi descansar no hostel. Mais tarde desci pro bar pra caipirinha grátis que é de 7 a 8 da noite. Era fraca mas era grátis 😂 socializei com a galera lá, dois espanhóis de Barcelona que se chamavam Juan, 2 noruegueses, uma francesa, uma sul-africana, e um montããão de argentinos 😆 Latinha de Corona no bar do hostel 30 pesos. Bem mais tarde, quando a turma dispersou, saí pra ver como era a noite de Tulum. Tava meio miada, vi poucas baladas, tem mais barzinhos que Bacalar mas não tava bombando não, tava tranquila. Fiquei um tempo observando o movimento, uma cervejaria chamada Chapultepec era onde tava bombando mais. Tinha um grupo de capoeira de Angola numa praça se apresentando, fiquei ouvindo umas músicas no português de Angola. Portugueses, angolanos, só assim pra ouvir português, porque brasileiro…nem sinal Sábado, 13 de abril de 2019 – Tulum Aluguei uma bike no hostel pra conhecer a cidade. Cobram 120 pesos pro dia todo. Primeiro fui ao Grand Cenote que paga 180 pesos pra entrar, o cenote mais caro que fui, os de Valladolid eram todos mais baratos e mais bonitos. Lá tem uma parte rasa e outra mais funda e até um lugar onde dá pra atravessar nadando pro outro lado. Vi muitas tartarugas lá também. Fiquei um tempo lá e depois pedalei por quase 1 hora até as ruínas de Tulum. Clássica entrada de 75 pesos. Lá é mais simplesinha em comparação com outros sítios arqueológicos mas tem o grande diferencial de estar na beira do mar. Depois de incontáveis dias encontrei por lá alguns brasileiros, nem sabia como falar com eles 🤪 Encontrei também o Juan e a Marcela, o casal argentino do passeio de Palenque, legal trombar com alguém que você pensa que não vai mais ver né 😀 Depois de uma hora rodando lá peguei a bike de novo e fui pra área das praias. Entrei num dos acessos à Playa Paraíso, seria meu primeiro contato com uma praia mexicana e...com o sargaço...essas algas chatas que tomam conta das praias naquelas bandas. Tinha muito sargaço lá, tava nublado, não tava muito bom mas mesmo assim ainda fiquei um tempo na areia. Voltei pro hostel, tomei um banho e fui de novo comer no México Lindo porque tinha gostado do ambiente e da fartura no dia anterior. Pedi uma sopa azteca, um burrito gigante e água de tamarindo por 155 pesos. Fui pro hostel e aí tinha decidido que ia cortar Playa del Carmen e Cancun do roteiro e ia direto curtir as praias de Isla Mujeres só que não achei vaga pros hostels de lá pro dia seguinte nem no Booking nem no Hostelworld e como não sou desses que vai com a cara e a coragem tentar vaga lá acabei reservando pra segunda e ir pra Playa no domingo, assim pelo menos ia ver se a tão famosa e badalada Playa del Carmen é assim tão boa. Mas no fundo eu tava triste por não ir pra logo pra Isla e pensando que poderia ter ficado mais em Bacalar. Pra alegrar, chegou a hora da caipirinha free no hostel e a desse dia tava mais forte, tava melhor. Depois fui pra rua, lá na praça tinha um ringue de boxe e um monte de gente ensandecida com as lutas no intervalo das porradas subia um cantor sertanejo de sofrência mexicana Comi uns churros, que no México não são recheados, apenas jogam o doce de leite ou leite condensado ou seja lá o que você pedir por cima dos churros e é isso 😉 Quando voltei pro hostel a turma lá tava indo pra uma balada de eletrônica chamada Xibalbar. Não é bem meu estilo de música mas era uma das poucas opções que tinha na cidade, então fui também. Ficamos até 3 da madruga. Domingo, 14 de abril de 2019 – Tulum/Playa del Carmen Depois do café me despedi de Tulum. Fui de colectivo pra Playa del Carmen, aquelas vans que passam na avenida principal de Tulum a cada 3 minutos e custam 45 pesos e também vão parando por aí deixando o povo nos resorts, na entrada do Cenote Dos Ojos e nos parques Xcaret, Xsenses, Xplor e Xtudo 😆 Em menos de 1 hora chegamos em Playa, ponto final na esquina da calle 2 com avenida 15, bem perto já de onde tudo acontece. Fui pro hostel 3B que tinha ouvido falar bem. Tem piscina e a festa no bar começa as 14h. Diária de 280 pesos. Antes de gastar a tarde toda na piscina fui conhecer a praia ali perto mas tinha muito sargaço.Voltei pro hostel e fiquei a tarde inteira na piscina, tomando sol e drinques, conversando com um mexicano gente boa e vendo as gringas torrando 😄 A festa de domingo é famosa, mas vem muita gente da rua e depois que anoiteceu notei que o público tinha mudado bastante...tava virando meio que festa gay...não via mais os hospedes e saí pra comer. Apesar de Playa ser cara, achei ali perto do hostel na avenida 10 um restaurante chamado La Mision com menu del dia a 90 pesos. Depois da almojanta voltei pro hostel e caiu um baita toró. Fiquei no quarto esperando passar. Lá pelas 22h que melhorou aí saí pra ver a famosa 5ª Avenida à noite. Não sei se foi a chuva ou qual motivo mas não tava bombando, não conheci a tão badalada Playa del Carmen, o movimento tava meio miado. Fui até o Cocobongo, 80 dólares o open bar...eu tava meio que numa vibe pra baixo, pensando que já poderia estar em Isla Mujeres e apesar de ter curtido a tarde na piscina eu tava meio que puto com aquele lugar...não ia rolar nada naquela cidade pra mim...voltei pro hostel, subi pra ver a festa e tava a mesma coisa de quando eu saí, não era minha turma, a música não era meu estilo, eu tava totalmente deslocado. Fui pro quarto
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    @Mari Moraes Olá Mari, obrigado pela resposta. Achei que ninguém me responderia hahaha. Eu tinha pensado em fazer bem isso que você falou só que as passagens para flores estavam mais caras. Optei pra economizar chegar pela cidade da Guatemala e ai voltar por Roatan como você falou ? Ai a duvida que ficou foi como fazer o roteiro, pq o ideal era mesmo chegar por flores. Esbocei um roteiro aqui com alguma ideia de gasto pelo que eu pesquisei. Estou pensando em levar 1500$ , o que acham? 05/02 GRU-GUA (chegada as 20:50) - a ideia aqui era tentar pegar um shuttle direto pra flores, mas pelo que vi o ultimo sai bem perto desse horário, então 06/02 - Dia de viagem para Flores de ônibus/shuttle (cerca de 20-40$?) 07/02 - Visita a Tikal (100 Qtz passeio + 150 entrada + 90 hostel -> 50$), após a visita já providenciar um shuttle ($10-20) para lanquin/coban 08/02 – Lanquin/Semuc Champey – a ideia é tentar chegar dia 07/02 e se hospedar no El Portal ($30?, devo reservar antes?) 09/02 – Semuc Champey – dia de segurança caso algo dê errado 10/02 – Dia de viagem para Antígua (shuttle cerca de 20$/ chicken 12$?) 11/02 – Antígua 12/02 – Antígua (visita ao acatenango – 30-65$ a depender do conforto haha) 13/02 – Antigua-Atitlan (chicken ou shuttle 8-15$) 14/02 - Atitlan 15/02 - Atitlan 16/02 – Dia de viagem Atitlan – Antigua - Copan 17/02 – Copan 18/02 – Dia de Viagem Copan – La Ceiba – Roatan 19/02 - Roatan 20/02 - Roatan 21/02 - Roatan 22/02 - Roatan 23/02 - Roatan 24/02 ROA-GRU (saída as 12:00 chegada em GRU dia 25/02 as 05:20) Os dias finais de Roatan são muitos, mas são dias de segurança caso algo saia fora do programado, a ideia é ficar 3 dias em Roatan, se possível aumentando mais um dia em Atitlan. Se alguém tiver dicas de hostels ai pra compartilhar ou outros meios de transporte para economizar. Usei o rio2me e alguns relatos que vi aqui. Li que algumas vezes o chicken bus é barato, mas tao demorado que algumas vezes vale a pena o shuttle, por exemplo Antígua-Lanquin.
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    DESISTÊNCIA Quando fazíamos os Caminhos pela Serra da Mantiqueira, olhávamos a Pedra da Mina e ficávamos encantados com o visual dela. Sempre tivemos vontade de subir até ela para apreciar o visual lá de cima, deve ser maravilhoso. Nesta nossa viagem, passamos pela região umas 6 vezes, sempre esperando uma janela no tempo para fazer um bate/volta, o problema é que temos que ter uma janela muito longa, cerca de 14 horas sem chuva para subir e descer com segurança, pois não carregamos equipamentos para pernoitar. Tentamos de toda maneira mas não foi possível, mas subimos outros picos na região que demandava pouco tempo para subir e descer. Pelo menos teremos motivo para retornar à serra da Mantiqueira em outra oportunidade. Dia 27.02.2019 - Quarta-feira Ontem à noite ficamos acompanhando a previsão do tempo, nos telejornais e na internet informavam que haveria muita chuva nos próximos dias, inclusive foi decretado alerta amarelo. diante disso, abortamos nossa subida ao pico Itaguare ou da Mina. Uma pena, nos preparamos bastante para fazer um bate/volta na pedra da Mina, vai ficar para a próxima. Pegamos o carro e partimos, passamos embaixo da pedra da mina pela rodovia, estava todo encoberto pela neblina e nuvens negras com raios , confirmando que tomamos a decisão acertada. Resolvemos ir até Ubatuba-Sp, litoral paulista para aproveitar 2 dias antes do carnaval, chegamos a Via Dutra e logo à Guaratingueta-Sp. Viramos à esquerda numa outra rodovia asfaltada e passamos na cidade de Cunha. Neste trecho dava para vizualizar a Pedra da Mina e Itaguaré, paramos no acostamento para ver melhor, e realmente estava chovendo forte naquela região(na região da Mantiqueira estava chovendo, enquanto na parte baixa e na região de Cunha o sol estava forte), confirmando a previsão do tempo. Descemos a Serra da Bocaina (hoje toda pavimentada até Parary), pensamos até em ficar em Paraty, mas já ficamos aqui várias vezes. Pegamos a Rodovia Rio x Santos com pouco movimento. Vimos algumas pousadas em Ubatuba, umas lotadas e outras caras. Resolvemos partir para outra cidade, até para descansar das andanças, subimos a serra, e resolvemos pernoitar em Santo Antônio do Pinhal-Sp, chegamos debaixo de uma chuva forte. Hospedagem: pousada Beira Rio, S.A do Pinhal-Sp, centro, camas razoáveis, tv aberta, wifi, aquecedor, banheiro privado. Preço $55 por pessoa com café da manhã simples. VISITA À HOLANDA BRASILEIRA No outro dia saímos e fomos conhecer Holambra-Sp, linda cidade do interior, com a maior produção de flores do Brasil, como tem uma grande colônia de Holandeses na região, a arquitetura e as atrações turísticas são baseadas naquela país. Demos umas voltas pela cidade, visitamos um shopping que vendem somente flores (que flores lindas), queríamos visitar uma plantação de flores mas tem contratar agência, então resovemos partir no final do dia para São Paulo capital. Onde permanecemos até Quarta-feira de cinzas. Curtimos a cidade no feriado de carnaval(fomos visitar o instituto Butantã, levamos as fotos das cobras que tiramos na viagem, mas as pessoas que estavam nos museus não conseguiram identificá-las). Estávamos hospedados num hotel defronte a escola de samba Vai-Vai, vimos da janela do apartamento a tristeza de todos, pelo rebaixamento da escola para a "segunda divisão", muito choro na rua. Depois começou uma forte chuva que dissipou o pessoal, muito triste! E assim, terminamos mais um role pelas terras brasileira. SIMPLESMENTE DEMAIS! Hospedagem: Hotel New Point próximo ao Bexiga, a uns 10 minutos a pé da Avenida Paulista, todo reformado, camas boas, ar condicionado, frigobar, TV a cabo com alguns canais, banheiro privado. Preço $60 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO Easa é a região da pedra da mina toda encoberta com chuva e trovoadas. Descida da serra da Bocaina, toda pavimentada, toda florida Construíram essa passagem em nivel para a animais circularem pelos dois lados da rodovia, evitando atropelamentos, pelo aumento do trânsito e da velocidade. Moinho em Holambra-Sp, réplica dos encontrados na Holanda Jardins floridos numa praça do centro da cidade Ida,à pé, no instituto Butantã em São Paulo, capital. Atravessando ponte sobre o rio Pinheiros. Depois de muitos anos, e esses mais de 900 quilômetros, como ficou o estado do bravo tênis. Na viagem, devido às chuvas tive que mandar "colar" duas vezes. Mesmo assim aguentou o pico do Marins numa boa.
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    Roteiro finalizado: Tive que ajustar os últimos dias em Budapeste pois coincidiu com um festival na cidade e a hospedagem estava cara, como eu já conheço optei por passar uns dias em Viena. 03/06 Barcelona, Espanha [ Kabul Party Hostel Barcelona] 04/06 Barcelona > Zagreb, Croácia (avião) [ Whole Wide World Hostel] 05/06 Zagreb 06/06 Zagreb > Parque Plitvice Lakes, Croácia (ônibus) [ Bungalows Korana - Campsite Korana] 07/06 Plitvice Lakes > Split, Croácia (ônibus) [ Hostel Split Backpackers] 08/06 Split 09/06 Split > Hvar, Croácia (barco) [ Hostel Kapa] 10/06 Hvar 11/06 Hvar 12/06 Hvar 13/06 Hvar > Saravejo, Bósnia e Herzegovina (barco + ônibus) [ Hostel Balkan Han] 14/06 Saravejo 15/06 Saravejo 16/06 Saravejo > Mostar, Bósnia e Herzegovina (ônibus) [ Hostel Taso's House] 17/06 Mostar 18/06 Mostar > Dubrovnik, Croácia (ônibus) [ My Way Hostel Dubrovnik] 19/06 Dubrovnik 20/06 Dubrovnik 21/06 Dubrovnik 22/06 Dubrovnik > Kotor, Montenegro (ônibus) [ Montenegro Hostel 4U Party] 23/06 Kotor 24/06 Kotor > Budva, Montenegro (ônibus) [ Freedom Hostel Budva] 25/06 Budva 26/06 Budva > Tirana, Albânia (ônibus) [ Tirana Backpacker Hostel] 27/06 Tirana 28/06 Tirana 29/06 Tirana > Berat, Albânia (ônibus) [ Hostel Mangalem] 30/06 Berat 01/07 Berat > Sarande, Albânia (ônibus) [ Dolphin Hostel] 02/07 Sarande 03/07 Sarande > Ohrid, Macedônia (ônibus) [ Sunny Lake hostel] 04/07 Ohrid 05/07 Ohrid 06/07 Ohrid > Skopje, Macedônia (ônibus) [ Nordic Hostel N-Box] 07/07 Skopje 08/07 Skopje <> Pristina, Kosovo (ônibus) 09/07 Skopje 10/07 Skopje > Sófia, Bulgária (ônibus) [ Hostel Mostel Sofia] 11/07 Sófia 12/07 Sófia 13/07 Sófia > Plovdiv, Bulgária (ônibus) [ Pijama Hostel] 14/07 Plovdiv 15/07 Plovdiv > Varna, Bulgária (ônibus) [ Yo Ho Hostel] 16/07 Varna 17/07 Varna 18/07 Varna > Bucareste, Romênia (ônibus) [ Little Bucharest Old Town Hostel] 19/07 Bucareste 20/07 Bucareste 21/07 Bucareste > Brasov, Romênia (ônibus) [ Boemia Hoste] 22/07 Brasov 23/07 Brasov 24/07 Brasov > Cluj-Napoca, Romênia (ônibus) [ Transylvania Hostel] 25/07 Cluj-Napoca 26/07 Cluj-Napoca > Budapeste, Hungria (ônibus) [ The Hive Party Hostel Budapest] 27/07 Budapeste 28/07 Budapeste > Ozora Festival, Hungria (trem + ônibus) [camping] 05/08 Ozora Festival > Viena, Áustria [ Wombats City Hostel Vienna - The Lounge] 06/08 Viena 07/08 Viena 08/08 Viena <> Bratislava, Eslováquia (trem) [ Adagio Hostel 2.0 Basilica] 09/08 Viena > Budapeste, Hungria (trem ou ônibus) 10/08 Budapeste 11/08 Budapeste > Brasília, FIM
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    @casal100 No site http://www.autourdumontblanc.com/en/ dá pra planejar as etapas, ver os preços e reservar por lá a maioria
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    Eu tiraria o Chile deste passeio. Sair do Peru para ir a Santiago para ficar apenas 3 dias vai sair bem caro. Eu faria assim: 01 - Lima - 1 ou 2 dias - 02 - bate volta para Ica - 1 ou 2 dias - não conheço lá 03 - Arequipa de avião. - conhece Arequipa e pega um passeio que te leve até o Colca Canion e de deixe em Puno (4 ou 5 dias?) - a empresa conresa tour faz esse passeio - tem pagina na net 04 - Puno - conhece a cidade, faz os passeios e pega o ônibus turístico até cusco (1 ou 2 dias) 05 - Cusco - tem diversas coisas para se fazer em Cusco, depende da sua vontade (se vai querer fazer trilha, quais e qual duração). Cusco dá uma viagem por si só e vc pode ficar uns 20 dias lá e não fazer tudo (foi o meu caso) 06 - Avião Cusco - Lima - casa
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    Oi sou o filipe moro em fortaleza tenho 28 anos comesei a viaja aos 12 isso mesmo aos 12 anos de idade (fugia de casa das acresoes e dos abusos do pai alcoolatra ,mae domestica sempre alzemte) mas vim aqui fala de coisa boa perdoem o portugues orrivel sem acentos ou virgula ( nao se aprende a escrever caminhando na ce dia e noite?) Minhas primeiras viagens foram a praias pomtos turisticos de fortaleza beira mar praia de iracema praia do futuro barra do ceara ali com 12 anos de idade nao tinha medo de nada nem niguem apenas curiosidade queria saber tudo sempre pegava amidade com algum taxista que ficava semtado no calçadao emfremte o restaurante tia nair ate ganhava uma carona santana era tao famoço como o corolla é hoje andava e dormia nas jangadas a beira mar ria do idioma estranho dos turistas que aqui vinham e comtinuam a vim para ser estorquidos enganados e roubados muito me adimirava a cor branca na pele daquele povo na maioria velhos aposemtados uma vez eu estava semtado proximo a pomte dos ingleses ( pomte metalica pra quem nao sabe) quando um grupo de estrangeiros se aproximou e um amigo meu pediu dinheiro e eu o reprendi cara deixa de ser besta esses fi de p... nao sabe o que voce esta falando e o guia do grupo respondeu em alto e claro no mas perfeito portues eu imtendo sim ( foi nesse dia q eu descobri o que era um guia turistico) Descocemtado e esperando um cascudo me retirei dali mas rapido que um rato de praia ( rato de praia ladrao pe de chinelo pega as coisas dos banhistas e sai correndo) Depois de quase morrer de fome no litoral esperano a caridade dos ricos descobri q a serra ficava a 14 km em linha reta em uma das principas avenidas da cidade ai foi so alegria andar reto na avenida general ossorio de paiva na ciclovia ate serra do maranguape la era e é tudo de bom praças limpas festas junina 7 de semtembro plataçao de banana caju manga nos sitios ao redor da cidade subindo a serra rios pra toma banho lava a roupa isso mesmo a roupa so a do corpo hoje vejo esse negocio de protençao uv nas roupas tecidos respiraveis tenis ou uma bota de trekking 400 500 reais no meu tempo era roots de verdade nao tinha moleza nao era avahiana com prego mas é asim mesmo vivi algumas aventuras se voce leu ate aqui obrigado e descupa pela gramatica de segunda serie do eja (ecimo de jovens e adultos) conheci um universitario uma vez ele disse que minha vida dava um bom livro mas nao tenho isso em mente estou querendo me jogar no mundo viver outras historias conheser lugares paises mas nao pra documenta ou paga de ripao viajante nas redes sociais quero é semta nas pedras e ouvi os velhos comtando a historia deles de lugares amores perregues onde eu vou passar e lembra foi esse luga que o coroa passou Galera o texto esta orrivel tenho muitas historias pra comta mas asim nao da com esse meu portugues de nota zero do mec niguem vai imtender nada Me arrependo de nao ter voltado antes pra estrada eu prego o desapego a status grana luxo viva na comtramao desse lixo que te fizeram acredita se voce so quer muchilar blz viaje mas nao volte de cabeça vazia e a memoria do celular cheia de fotos viva de verdade nao seja ipocrita como os que te chamam de louco doido de sair porai sem grana sem comida mas na real em algum momento na vida deles ja semtiram essa vomtade louca de larga tudo e sair pelo mundo Comemte aqui por favor se voce for louco como eu e tem planos de viajar cada camto desse pais. Obrigado
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    DIA 11 - Refuge La Flegere a Les Houches (16,2 km) Já estava acostumado em acordar cedo todos os dias, arrumar a mochila e caminhar. Mas o costume não torna a trilha fácil. Hoje foi uma prova disso. O dia começou nublado e com uma chuva leve. Na trilha, pouco se via à frente, devido à neblina. Me perdi algumas vezes, mas graças ao GPS achei o caminho novamente. Não dá para confiar somente na sinalização local. Logo no início, a trilha terminava de repente em um monte de pedras que haviam deslizado montanha abaixo. Subi por um caminho que contrariava o GPS, porém, lá em cima, consegui ver que a trilha continuava após as pedras. Retornei e encontrei uma passagem meio escondida no meio delas. Deixei uma marcação para quem passasse por ali posteriormente. O percurso seguia quase plano, com exceção de uma subida por encostas estreitas cruzadas muitas vezes com ajudas de correntes fixadas aos paredões. Após algum tempo, cheguei até a estação de teleféricos de Plan Praz. Alguns grupos guiados iniciavam a caminhada do dia por ali, tendo pernoitado provavelmente em Chamonix e subido por este transporte. Confesso que acelerei um pouco o passo, pois logo após a estação, uma trilha estreita e íngreme seguia para do passo do Brevént. E eu não queria ter a passagem fechada pelos lentos grupos de caminhantes guiados. O passo do Brevent é famoso por providenciar a vista mais bonita do Mont Blanc de todo o tour. Infelizmente o tempo fechado me negou esta experiência. Mas tudo bem, eu já havia recebido tantas outras tão espetaculares. E caminhar nesta trilha com mau tempo seria um desafio interessante à esta altura do campeonato. Aliás, este dia me pareceu mais como uma prova final de um curso. Tive um pouco de cada dia anterior. Subidas por bosques, por rochas, travessias em campos de neve, vias ferratas, tudo isso somado à chuva, o que tornava tudo um pouco mais difícil. Um teste à ferro e fogo (ou à gelo). Consegui cumprir os desafios utilizando as habilidades adquiridas nos dias anteriores. A neve, que me causava receio nos primeiros dias, hoje escorregava devido à chuva. Mas foi transposta com confiança e segurança (finalmente justificando o uso dos spikes em alguns trechos mais tensos). Alcancei o ponto mais alto do dia e lá parei para um breve descanso. O tempo estava tão fechado que não enxerguei a estação do Le Brevent, onde alguns caminhantes paravam para um café. Logo segui em frente, cruzando alguns campos de neve mais complicados. Muitos em descida, o que para mim era algo mais difícil. Caso eu enxergasse o final e a inclinação não fosse exagerada, não raro eu escorregava sentado, me divertindo um pouco. Após os campos de neve, uma longa descida pelas pedras até o refúgio de Bellachat. Mas passei batido por este também, provavelmente por algum desvio. O caminho a partir dali consistiu em uma longa e tediosa descida através de um bosque até Les Houches. Haviam muitas bifurcações, e a maioria indicava o mesmo destino (Chamonix ou Les Houches). Eu simplesmente escolhia aleatoriamente e continuava. Não vi mais nenhum caminhante a partir dali, o que me levantou dúvidas se estaria no caminho certo, apesar das placas. E nunca mais encontrei as pessoas que eu havia conhecido e divido uma cerveja em alguns momentos do tour. Ao fim da trilha pelo bosque, cheguei finalmente à área urbana de Les Houches. Após uma curta caminhada pelas ruas, alcancei finalmente o ponto que eu havia estabelecido como término do tour (que também havia sido o início do mesmo para mim), a oficina de turismo da cidade. Chegando lá, nenhuma recepção especial, nenhum aplauso, nem um marco oficial. Só uma selfie solitária em frente à oficina como lembrança. Mas a conquista interna estava estabelecida. E, como acontece com frequência em nossas vidas, se nos colocamos em ação apenas na esperança de reconhecimento externo, aplausos e recompensas, é certo que iremos nos desapontar. Quando encontramos a real motivação interior, o destino, com seus marcos e confetes, se torna secundário frente às grandes vivências e aprendizados do caminho em si. Grande abraço a quem teve paciência de ler até aqui! E até as próximas!
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    DIA 10 - Le Tour a Refuge La Flegere (10,9 km) O dia amanheceu nublado. Depois de tanto tempo com o céu aberto e ensolarado, finalmente a chuva veio. A caminhada prometia ser curta em distância, porem tecnicamente difícil por conta das árduas subidas. É nesta etapa que estão instaladas as "vias ferratas", escadas de aço que transpõem subidas em rochas verticais. Quem tem medo de altura tem a opção de seguir por uma variante um pouco mais longa, que dá a volta pelos picos. Mas o único medo que eu tinha era da fatura do cartão que estava por vir. Então bora lá ativar um pouco de adrenalina. As escadas ficam em um passo de montanha bem alto, de onde se avista o vale e as cidades de Chamonix e arredores. O risco é claro: um vacilo e a queda será longa. Mas tendo cuidado e firmeza, é bem tranquilo de se fazer. Todos ali estavam mais preocupados em tirar fotos do processo. E são várias escadas para subir. Após a via ferrata, segui o caminho para o famoso Lac Blanc, um lago no topo de um passo de montanha. Até lá os campos de neve ainda dominavam a trilha. E eu estava atravessando um desses campos, uma subida inclinada e escorregadia, quando um grupo de uns 20 chineses (ou coreanos) surgiu em fila no topo, seguindo uma guia. Seguiam o caminho inverso, ou seja, iriam descer por onde eu estava subindo. A guia, em um momento de falta de noção, os estimula a descer esquiando/escorregando campo abaixo, sendo a primeira a fazê-lo como exemplo. O grupo, achando o procedimento divertido, começa com as tentativas de imitá-la. Porém, como estavam em fila atravessando o topo, o que aconteceu foi uma verdadeira avalanche de orientais escorregando de bunda ou rolando neve abaixo. E eu ali embaixo pensando: “me lasquei, vou ser derrubado e rolar morro abaixo, me machucando pra valer”. Por sorte, e alguma destreza, consegui desviar dos que vinham pra cima de mim. Outras 2 mulheres à minha frente também tiveram sucesso em não serem atingidas. Enquanto isso, eu praguejava tudo o que era possível, uma pena que não entenderiam o português. Enfim, após algumas subidas íngremes e escorregadias pela neve, cheguei até o refúgio do Lac Blanc. Mas este fora desativado alguns meses antes e estava fechado. E o lago ainda não havia se descongelado completamente. Somando com o tempo fechado e chuvoso, as expectativas de ser um dos locais mais bonitos do tour não foram cumpridas. O tempo frio e o vento não estimularam uma permanência prolongada. Sorte que justo hoje resolvi comprar um sanduíche e levar na mochila, então teria algo para comer por ali. Durante a subida até o Lac Blanc, não conseguia evitar a preocupação com o caminho de volta, caso ele fosse tão íngreme e escorregadio quanto a ida. Felizmente a descida seria por outro caminho, bem menos complicada que a subida. A partir dali a chuva foi aumentando de volume, nos últimos km até o destino do dia, o refúgio de La Flegere. E, quase chegando lá, ainda caminhei sob uma chuva de granizo. O refúgio fica anexo à uma estação de teleférico. Muitos terminam o TMB por ali, descendo por este transporte até Chamonix. Mas o meu objetivo era caminhar até o exato ponto de início da trilha no dia seguinte. O último dia no Tour du Mont Blanc.
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    DIA 9 - Trient a Le Tour (14,1 km) "Ando devagar porque já tive pressa..." Logo pela manhã descobri o motivo da caminhada do dia anterior ter sido pesada para mim. Uma sombra que me derrubou no Caminho de Santiago e tentava novamente. Uma bolha. No mesmo pé, na mesma posição e com a dor familiar. Apareceu de vez hoje de manhã apesar de estar se manifestando a um tempo. Tenho convicção de que ela, como da vez anterior, surgiu por conta da pressa de chegar ao destino. A passada fica ruim e o suor completa o serviço. Talvez pelo tédio pelos intermináveis bosques de pinheiros, subindo e descendo através das montanhas suíças. Ou pela alimentação exagerada do ego ao ultrapassar os outros caminhantes. Queria chegar logo ao destino e corria. E o castigo veio. Então nesta manhã decidi andar devagar. Procurei mudar a pisada. E assim segui, pegando uma subida pesada logo de início até o passo de Balme. E, de repente, estava lá em cima, sem me cansar ou sentir dores. Assim como na vida, às vezes precisamos mudar a estratégia e recomeçar devagar para atravessar alguma adversidade. Após cruzar o passo, me despedi dos intermináveis bosques suíços e voltei para o território nevado e rochoso da França. Estava de bom humor e com energia. O clima do dia correspondia. A previsão de tempo nublado e possibilidade de chuva acabou não se concretizando, mas a frente fria trouxe uma brisa fresca para substituir os dias quentes e penosos que me torturava. Até o Mont Blanc, sempre cheio de nuvens cobrindo seu cume, aparecia limpo, imponente na vista durante boa parte do percurso. E, pelo alto da trilha, pude enxergar toda a extensão do vale onde as cidades de Argentiere, Chamonix e Les Houches se localizavam. Deixando o Refúgio de Balme, há algumas opções de caminho a se tomar: Uma descida direto à Le Tour ou Argentiere, descer via teleférico até estas cidades ou seguir a variante pelo pico Aiguilette des Posettes. Como eu estava me sentindo bem, decidi por esta última. Opção acertada, pois logo após a última subida do dia, alcancei um dos pontos mais bonitos do tour. Do pico, é possível avistar todo o vale, o Mont Blanc e glaciares em volta. Fiquei por ali por um bom tempo curtindo aquela visão. E depois segue-se uma longa descida até Le Tour. Somando a sorte do bom tempo com a mudança do modo de andar, a caminhada de hoje foi bastante agradável. E um exemplo de como um obstáculo pode te levar a novos aprendizados e vivências. E compreender que o que importa mesmo é ir tocando em frente....
  34. 1 ponto
    DIA 8 - Champex a Trient (15,5 km) O tempo nublado pela manhã ameaçava a caminhada com a possibilidade de chuva. Apesar dos cuidados extras com os equipamentos impermeáveis, até que ela seria bem-vinda. Um descanso para a pele já descamando sob o sol inclemente dos alpes. Andei pelos bosques de sempre, conversando com um grupo de israelenses que conheci nos dias anteriores. Mas logo já estava sozinho. Os diferentes ritmos de caminhada, somado à dificuldade técnica não favorecem socializações muito longas no Tour (algo que era muito comum no Caminho de Santiago em suas trilhas quase planas). Após uma descida suave, alcancei um vale com os seus típicos chalés rurais. A partir dali, uma longa e íngreme subida seguiria até a fazenda Alpage du Bovine. Sem problemas, pois a única subida que me amedrontava nesta viagem era a do Euro. Ali há um rústico chalé de pedra, onde os trilheiros podem descansar nas mesas externas, tomando um café com tortas variadas, enquanto curtem a vista do vale abaixo. Fiquei lá por quase uma hora, relaxando e batendo papo com alguns conhecidos. O sol continuava castigando, e o calor do meio dia chegava ao seu máximo. Não raro avistava algum coreano caminhando com sombrinhas. Para eles, o bronzeamento da pele é algo encarado de forma negativa. A descida após o Bovine prometia ser suave, de acordo com o gráfico de altitude. Mas acredito que a soma do calor, da longa subida anterior, e do peso da mochila, me causavam um certo incômodo nos pés naquele dia. E descidas, ao contrário do que se imagina pelo senso comum, não raro são mais penosas para o caminhante que as subidas, pois geram um impacto maior. Essa dor nos pés me era familiar e me gerava um pouco de apreensão pela sua causa. Algumas pessoas tinham como destino o albergue de Col de La Forclaz, quase no final do percurso. Para quem planeja fazer a variante do dia seguinte, é o local ideal para pernoitar, pois o caminho se divide por ali, obrigando a quem fica em Trient a retornar. Mas eu não tinha a intenção de fazer este caminho, devido ao inesperado cansaço que me abatera no dia. Desci então para o vilarejo, por uma trilha íngreme e com alguns trechos interditados por recentes desmoronamentos, obrigando a tomar alguns desvios. Passei o restante da tarde no albergue, pois não notei nada de muito interessante no vilarejo para se conhecer. Só a rotina de sempre mesmo: banho, lavar algumas roupas, uma cerveja, jantar e cama
  35. 1 ponto
    DIA 7 - La Fouly a Champex (16,9 km) Sr Park, o coreano que eu havia conhecido no primeiro albergue, estava no mesmo quarto que eu. E falava dormindo. Se fosse somente pelo barulho, não me incomodaria. Mas a entonação estava engraçada e eu segurava o riso, sem conseguir dormir. Outras pessoas no quarto tentaram acordá-lo, mas sem sucesso. No guia que usei como referência, o caminho de hoje era descrito como o mais fácil de todo o Tour. Comprovei a veracidade. A trilha não subiu para os usuais passos de montanhas, e sim seguiu cortando pelo vale, em meio aos intermináveis bosques de pinheiros suíços. E, no terço final, caminhei por outro desses típicos vilarejos suíços, com os já familiares chalés de madeira e seus paredões de lenha para o inverno. E claro, muitas flores enfeitando-os. Dali até Champex, o destino do dia, a trilha segue uma subida um pouco mais pesada, passando por um bosque onde esculturas de animais cavadas nos troncos de árvores cortadas, enfeitavam o bosque. O vilarejo localiza-se às margens do lago de mesmo nome. O dia estava bonito e ensolarado e as pessoas curtiam a tarde pescando ou praticando esportes aquáticos. Havia, porém, um pequeno problema no meu planejamento deste dia: havia reservado um abrigo 2 km após Champex, no caminho para a variante que seguia até o passo chamado Fenêtre d’Arpette. Mas, por conta de deslizamentos de encostas, a passagem por esta variante estava fechada. Eu teria que retornar ao vilarejo no dia seguinte para seguir pelo caminho oficial. Depois de uma subida pesada (os últimos km sempre parecem intermináveis e difíceis), cheguei cedo para o check-in do albergue, que só poderia ser feito dali a 1h. Mas me deixaram tomar banho e lavar minhas roupas, o que acabei adiantando. No decorrer da tarde vi algumas vans e ônibus trazendo grupos guiados para se hospedarem ali. Acho que eu era um dos poucos no local que fazia o caminho por conta própria. E é um pouco mais difícil interagir com as pessoas desses grupos já estabelecidos. No abrigo não havia tv ou sinal de internet. E haveria mais um jogo da seleção brasileira pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Não sou muito fã de futebol. Mas não havia nada para fazer naquele local. Mais cedo, um irlandês com o qual eu fizera amizade, havia me convidado para assistir ao jogo em um bar em Champex. Mas isso significava pegar uma trilha de 2 km até lá, e imediatamente após o jogo, voltar para chegar a tempo para o jantar. Mas deixei a preguiça de lado e resolvi encarar a caminhada bônus. Felizmente fui compensado pelo esforço com uma vitória da seleção. E claro, tomando uma boa cerveja. Subi rapidamente a trilha para o refúgio após o término da partida. Começara a chover e eu temia pelas roupas no varal. Felizmente consegui chegar a tempo de recolhê-las antes de um estrago maior. Após o jantar, fui dormir cedo, às 21h. E no dia seguinte, às 6h, despertaria para mais outro dia de caminhada.
  36. 1 ponto
    DIA 5 - Courmayeur a Rifugio Bonatti (12,2 km) Acordei tarde para aproveitar o café da manhã do hotel. Tenho comido relativamente pouco se contar o esforço físico. As comidas dos refúgios sao bem regradas, e não é raro eu caminhar por 8 horas somente com o café da manhã no estômago. Hoje resolvi seguir a trilha comum, no lugar da variante. De Cormayeur, uma subida íngreme pelo bosque, que levou cerca de 2 horas, terminava no Refugio Bertone. De lá, o caminho bifurca para a trilha oficial ou para a variante pelos passos de montanha. O caminho que segui era praticamente plano a partir dali, seguindo pelas encostas das montanhas que cercavam o vale. Um cenário bem diferente do dia anterior, com muitos campos floridos, resquícios da primavera que mal terminara. A vista por todo o percurso era sensacional. Cruzei com muitos habitantes das cidades ao redor, que aproveitavam o bom tempo (me disseram por lá que uma sequência de dias de tempo aberto como aqueles era bem raro por ali) para subir a trilha e aproveitar o sol. Muita gente de roupa de banho lá em cima, deitados na grama ou fazendo piquenique. Também vi muitos corredores que treinavam para a ultramaratona que ocorre anualmente por ali. O ponto negativo da trilha mais “fácil” foi a presença massiva de grupos de caminhantes. Dá para diferenciá-los pelas roupas caras e muito limpas, mochilas pequenas e a tendência bizarra de andarem sempre em bando, colados uns aos outros, com velocidade reduzida. Isso causava um certo congestionamento no caminho, pois é difícil ultrapassá-los nas trilhas estreitas. Seria legal se as agências/guias reforçassem algumas boas práticas de trilha, como ceder passagem e não fazer tanto barulho. O caminho foi tão tranquilo que demorei a chegar ao destino do dia, pois ficava enrolando sentado curtindo a paisagem. Como esse semi-descanso poupei as minhas pernas, pois o dia seguinte prometia ser pesado. No refúgio Bonatti, onde pernoitei, novamente vi muitas pessoas que claramente eram habitantes dos vilarejos em ao redor, que faziam pequenos trechos em bate-volta para curtir o local. Este refúgio possui, na minha opinião, uma das mais espetaculares vistas da trilha, com um paredão de montanhas nevadas (incluindo o Mont Blanc) à frente. Pena que não me permitiam ficar do lado de fora depois das 22, pois eu pretendia tirar algumas fotos do céu estrelado e o dia estava muito propício. Paciência...
  37. 1 ponto
    DIA 4 - Rifugio Elisabetta a Courmayeur (15,7 km) A caminhada do dia prometia ser tranquila. Uma subida pesada, mas curta, se destacava na primeira metade, e o restante seria uma longa descida até a cidade de Courmayeur. Mas o destino se encarregaria de providenciar alguns obstáculos para acrescentar alguma emoção à trilha. Segui por alguns quilômetros um caminho praticamente plano até o lago Combal, onde uma bifurcação dividia a trilha para o caminho tradicional (pelo alto) e para a variante (pelo vale), que era recomendada em caso de mau tempo. Eu vinha caminhando nos últimos dias com 2 jovens singapurianos. Um deles estava com uma bolha infeccionada em um dos pés e andava com dificuldade. Resolveram por isso tomar a variante mais leve, enquanto eu seguiria por cima. Nunca mais os encontrei. Escutei rumores de que haviam abandonado a trilha posteriormente, mas não pude ter certeza. A subida, apesar de íngreme, foi sendo vencida com tranquilidade. Porém, logo no início, o primeiro desafio: pedaços de uma ponte de gelo sobre um riacho haviam desabado. Eu me deparei com duas escolhas: tentar cruzar o riacho pulando sobre algumas pedras emergentes, ou subir pela margem ainda coberta de neve e tentar achar outro ponto para cruzar. Porém essa subida era bem inclinada e o ponto de cruzamento, incerto. Resolvi arriscar pelas pedras. Fatalmente acabei pisando algumas vezes no leito do riacho e encharcando minhas botas. A partir dali, tomei o mesmo cuidado do dia anterior: paradas constantes para secar os pés e trocar as meias molhadas. Ao final da subida, alcancei o ponto mais alto do tour (2.430m). O tempo aberto e a posição proporcionavam uma vista espetacular das montanhas e glaciares e do próprio Mont Blanc. Fiquei ali por um tempo enquanto deixava as meias e botas ao sol para secar um pouco. Segui caminho, e logo no início da longa descida até Courmayeur, um campo de gelo que aparentava ter a mesma dificuldade de todos os anteriores, revelou-se bem mais perigoso. Estava bem escorregadio (neve ainda dura) e havia uma grande inclinação para baixo no trecho final. Qualquer passo em falso ou escorregada, seria uma queda montanha abaixo. Foi a primeira vez que fiquei com medo real no TMB. A cada vacilada, a sensação de "morri", caracterizada por uma corrente gelada que subia a espinha e só não arrepiava meus cabelos por conta da ausência dos mesmos... Passado o aperto, continuei a descida, que seguiu tranquila dali para frente. Fiz uma parada no refúgio Maison Vieille para almoçar. Depois, uma descida íngreme e monótona até Courmayeur, que colocaram meus joelhos à prova. Se não sentisse dor após esta, estaria 100% recuperado das dores que sentia nas descidas de trilhas anteriores. E não precisaria mais das incômodas joelheiras, que nessa altura, só ocupavam espaço na mochila. Aproveitei a estrutura de Courmayeur para lavar uma boa parte da roupa. É uma cidade cara, então a lavanderia custou mais caro que um bom jantar. Mas ter as roupas limpas é muito bom também. E nem sempre temos como lavar e secar as mesmas nos refúgios. Também fiquei em um hotel neste dia. Aproveitaria um pouco de privacidade, espaço e conforto para variar. Mas os dormitórios e camas coletivas não estavam sendo de nenhuma forma um problema para mim. Meus padrões de conforto mudaram muito nos últimos anos com estas experiências em trilhas. Desapego sendo aprendido e exercitado.
  38. 1 ponto
    DIA 3 - Refuge La Croix du Bonhomme a Rifugio Elisabetta (19,2 km) O dia amanheceu nublado. Um nevoeiro espesso pairava sobre o abrigo e tapava a vista das montanhas ao redor. Eu deveria decidir se seguiria a descida até Les Chapieux ou iria pela variante pelo passo des Fours. Esta variante encurtaria a distância até o refúgio Des Mottets, porém prometia ser tecnicamente difícil e, conforme falado pelo Saudita em Les Contamines, havia muita neve e estava fácil se perder ou mesmo cair por lá. Um francês que eu vinha encontrando pelo caminho me convenceu a seguir por Les Chapieux, por conta do tempo feio. Posteriormente, um casal de suecos que havia passado pela variante me disse que eu havia feito a escolha correta. Que cruzaram por lá com tranquilidade por conta da experiência prévia com a neve, algo que seria difícil para alguém sem tal habilidade. Não se passou muito tempo de caminhada e o tempo se abriu. Foi uma descida monótona através de caminhos rochosos. Em Les Chapieux, parei em um refúgio para um café. O caminho adiante seguia pelo asfalto, iniciando uma extensa subida pelo vale. A caminhada prometia ser fácil e monótona, mas é nessas horas de desatenção que a trilha cobra seu preço. Peguei um caminho errado e não cruzei o riacho que ladeava a estrada. Alguns quilômetros à frente o caminho terminava em uma pequena hidrelétrica. Eu teria 2 opções: voltar 30 minutos e subir novamente pelo outro lado, ou tentar cruzar o leito quase seco do riacho aos pés do paredão. Resolvi tentar a travessia. Havia uma escada de marinheiro na parede da margem onde eu me encontrava. Desci a mesma e cruzei pelo leito. Apesar de não haver grande volume de água, a mesma ultrapassava a altura das minhas canelas, então foi inevitável encharcar as botas. E o medo dos pés molhados causarem bolhas surgiu. Mas não podia voltar atrás na decisão e subi o barranco da outra margem, tomando finalmente a trilha correta. O caminho continuava pelas encostas das montanhas, sempre subindo pelo vale. Ao meio dia cheguei ao refúgio Des Mottets, onde fiz uma parada para uma cerveja e uma tentativa de secar as botas e trocar as meias. Pendurei as meias molhadas na mochila e passei a fazer paradas frequentes para trocá-las. Após alguns quilômetros de subida, alcancei o passo de la Seigne, onde se cruza a fronteira da França para a Itália. E naquela altitude, cruzei alguns campos de neve, algo que eu já havia me acostumado a fazer e não me gerava mais preocupação. Cruzado o passo, seguia-se uma descida leve e logo caminhava por uma planície rodeada por montanhas nevadas, cenário muito bonito. E alcancei assim o destino do dia, o Refúgio Elisabetta. O responsável pelo local, Davide, era um italiano que havia morado alguns anos em Salvador, portanto falava bem o português. Acomodei minha mochila no dormitório, onde experimentaria pela primeira vez a experiência das camas coletivas no tour: três andares de plataformas em madeira sustentavam colchões colados lado a lado. Um pesadelo para os mais frescos. Mas eu já estava naquele espírito de encarar o que viesse. Não seria um problema para mim. Banho ligeiro, jantar devorado, segui para a cama para descansar para a caminhada do dia seguinte.
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    DIA 2 - Les Contamines a Refuge La Croix du Bonhomme (13,2 km) Na noite anterior, durante o jantar, um saudita que estava fazendo o tour em sentido oposto (horário) me disse que algumas variantes à minha frente estavam meio perigosas. Muito por conta da complicação em se orientar através grande quantidade de neve cobrindo as trilhas. Sabendo disso, tentaria me informar com detalhes sobre as condições da trilha antes de decidir seguir ou não por algum caminho. O caminho do dia seria uma subida constante até o passo du Bonhomme. Meu destino final seria um refúgio de mesmo nome, mais à frente. A trilha saindo de Les Contamines seguia ladeando um riacho, cuja água proveniente do degelo de verão já demonstrava certa força e volume. O dia estava claro, mas por um bom tempo caminhei sob as sombras das montanhas ao redor do vale. Não havia andado muito e passei pelo refúgio de Nant Borrant. Pensei em fazer uma parada para um café, mas não vi movimento e segui em frente. A partir dali o caminho seguia através pastos de gado, serpenteando pelo vale e subindo em direção às montanhas ainda cobertas de neve à frente. Aquela paisagem alpina ao meu redor me parecia saída de filmes. Apesar de viver em um estado montanhoso – Minas Gerais – estas eram de outra linhagem, inédita aos meus olhos. Várias pausas para fotos eram inevitáveis (e nem eram a famigerada desculpa para tomar aquele fôlego). Ao atingir determinada altitude, começaram as travessias de campos de neve. Neste dia eu estava disposto a testar a caminhada sem os spikes, depois do excesso de zelo do dia anterior. Foi mais tranquilo do que eu imaginara. A trilha de pegadas já escurecida se destacava na brancura da neve. E pisar nesta área já amaciada pelos passos dos pioneiros tornava a travessia bem mais fácil, somado ao fato de ser somente subida. Conheci um casal de brasileiros por ali (os únicos conterrâneos que vi durante todo o restante do tour). Após uma breve parada no passo para um descanso, seguimos para o Refúgio la Croix du Bonhomme. O caminho até lá, apesar de curto, foi um pouco mais complicado. Nos perdemos algumas vezes em trilhas não muito claras e cruzamos alguns campos de neve mais escorregadios. Mas chegamos com relativa tranquilidade. Já no refúgio, acomodei minhas coisas no quarto e fui tomar uma cerveja. Os brasileiros seguiriam caminho, pois planejavam completar o tour em 8 dias. Não havia forma de lavar roupa por ali, então apenas pendurei as peças do dia para tomar um sol. O banho quente estaria disponível às 17h, com um detalhe: apenas 2 minutos por pessoa (nestes refúgios a água quente é bem limitada, então os banhos têm que ser rápidos). Uma fila já se formava em frente aos banheiros alguns minutos antes (2 duchas para homens e 2 para mulheres). A cada pessoa que saía, já de banho tomado, uma salva de palmas se iniciava do corredor, tornando a espera um pouco mais divertida. O jantar foi servido às 19:30, e lá conheci algumas pessoas de diversas nacionalidades. A seleção brasileira jogaria contra a Sérvia pelas eliminatórias da Copa do Mundo, às 20. Mas não havia tvs por ali. E a internet 4g só funcionava em um ponto da varanda. Mas consegui acompanhar o placar. Após o jantar, fiquei lá fora, tomando uma cerveja e apreciando uma lua cheia que surgia por trás das montanhas geladas, enquanto a luz do dia se esvaía.
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    @D FABIANO Olhaaaa, quando fui não estava aberto. Mas é ótimo saber! Obrigada!
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    Maria Angélica, Já compramos as passagens até Londres chegando dia 02/10 e saindo 17/10 de lá. Na realidade, somando tudo (incluindo passagens desde o Brasil), estamos calculando em torno de R$ 15.000,00 mas ficando 13 dias na Islandia e fazendo alguns passeios mais caros como a visita dentro do vulcão e o passeio para ver as baleias. Nesse valor está o aluguel de uma camper e vamos cozinhar na mesma comendo bem pouco em restaurantes. Ainda não fechamos o aluguel da Camper, então se tiver interesse e topar dividir os custos, podemos fazer em 3 (temos que cotar o aluguel da camper para 3 dormirem). Me avisa caso queira.
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    Opa, Toronto de 19/06 a 01/07. Estarão nesse período..vamos montar um grupo.
  43. 1 ponto
    Ola, nao sei se ja foi.. eu estou indo em dezembro e irei pegar o trem noturno de helsinki para rovaniemi. O preco do trem estava quase o mesmo do aviao, e o preco para pegar uma cabine no trem era o mesmo valor do hotel. Achei que pela experiencia e pelos valores valeria a pena ir de trem mesmo! depois conto como foi
  44. 1 ponto
    É longe pra caramba! São mais de 13 horas de ônibus, ou mais de 9 horas de trem, e ambos ainda são meio caro. Gastando 10 euros a mais, você vai de avião pela Finnair ou Norwegian, de uma forma bem mais rápida e confortável do que encarrar 8 a 13 horas de busão ou trem. Sugestão, aproveite melhor o seu tempo de viagem e não desperdice ele em longas e desconfortáveis viagens de ônibus ou trem, por causa de uma economia ridícula de dinheiro. Afinal perder 2 dias inteiros de viagem (ida e volta) na estrada num ônibus ou trem sem fazer nada de interessante, não compensam uma miséria de 20 ou 30 Euros de economia que isto lhe renderia. ônibus: www.koivistonauto.fi Trem: http://www.vr.fi/en/index.html Avião: www.norwegian.com ou www.finnair.com
  45. 1 ponto
    Olá pessoal, Coloquei no ar um site para planejamento de viagens que calcula os custos de pedágio e combustível, além da distância e do tempo de viagem: http://www.mapeia.com.br A interface é bastante simples de usar... Basta inserir os pontos de origem e destino, o consumo do veículo e o preço do combustível. Dá para clicar e arrastar a rota para modificar o trajeto. (Dica: o site funciona mais rápido acessando com o Google Chrome, o Safari ou o Firefox, nessa ordem). No futuro serão adicionadas outras funções, como locais de interesse ao longo da rota traçada (ex.: câmeras ao vivo das rodovias, postos de combustível, hotéis, etc.). Abraços! :'> :'> :'>
  46. 1 ponto
    Nossa aventura começou na madrugada do dia 21/03/18, depois de muito se discutir decidimos fazer um bate volta. Iriamos ao parque fazer o Agulhas e retornar no mesmo dia. Antes de ir pesquisei com amigos que já fizeram a respeito da trilha, além de ver diversos vídeos no youtube e relatos aqui no blog mesmo. Apesar de ser um pouco orgulhoso e já ter alguma experiência em trilhas já quero ressaltar no começo do relato a importância de um guia para subir o agulhas. Explicarei mais durante o relato. Saímos de São Paulo as 3 da madrugada, a ideia era algo em torno de 4 horas de viagem podendo mudar um pouco de acordo com o tempo e as paradas. Para quem também tiver pensando em fazer um bate volta, trabalhe sempre com uma margem, mesmo que vá de madrugada, pois pegamos um engarrafamento na estrada que sai da Dutra em direção ao parque com vários caminhões em marcha lenta que nos atrasou pelo menos 40 minutos. O caminho não tem segredos, você seguirá pela Dutra, e assim que entrar no Rio pegará uma saída a direita, se não me engano é a saída 317 em direção a Itatiaia. Você fará uma espécie de balão por cima da Dutra, como se fosse voltar para São Paulo, mas assim que pegar esse retorno entrará a direita em direção ao Parque Nacional. Você seguirá em torno de 26 quilômetros por essa estrada até a garganta do registro, nesse ponto todos os celulares pararam de funcionar, porém será difícil de errar, marque no hodômetro do carro, e em 25/26 km você verá muito bem sinalizado a "Garganta do Registro" e a indicação de entrar a direita para a parte alta do parque. Dai mais 14 km e você chega no parque. A estrada não é nenhuma Brastemp rsrs, mas se você pegar um tempo razoavelmente bom não tem motivo para se preocupar, diferente do Pico dos Marins kkk. Obs: Durante o caminho já é possível ver toda a beleza dessa região ! Você chegará então no Posto Marcão, lá você fará o registro de entrada no parque, encontrará seu guia provavelmente, e também irá parar o carro. ( Para quem pretende ficar hospedado no abrigo rebouças, possivelmente poderá ir mais 3km de carro até o abrigo, eu esqueci de perguntar, mas um amigo ja chegou a ir de carro até o abrigo, para quem não for se hospedar lá, o carro fica no Posto Marcão ). No posto tem bons banheiros, hora de trocar de roupa se for o caso, passar o protetor, apertar a mochila e começar a aventura. A primeira caminhada é de 3 km até o abrigo Rebouças, a estrada é larga e a caminhada sem muita alteração de nível ou qualquer dificuldade. Durante essa caminhada você pode ver outras atrações do parque como as prateleiras, o início da trilha dos cinco lagos, etc... Depois que você passar do abrigo Rebouças, mais uma pequena caminhada e inicia a subida de 800 metros para o Pico, durante o trajeto você poderá ver algumas plaquinhas no chão que marcam de 100 em 100 metros até o a plaquinha 8. A subida para o agulhas até a parte de pedra é bem tranquila, quando você chega na parte de pedra já existe um ponto onde será necessário a corda. Os mais corajosos podem tentar subir sem corda, como os guias fazem, porém, existe uma séria chance de um braço quebrado, ou algo do tipo, mesmo os guias tem uma certa dificuldade nessa parte. Admito que nessa parte quis tentar subir sem o auxílio de equipamento, porém travei na metade, e precisei me apoiar pela corda para subir o resto. Óbvio que a galera não perdoou e tive que ouvir bastante zuação nessa hora, hahahaha. O resto da subida é relativamente tranquila, se você já está acostumado, ou já subiu alguma montanha com certa exposição, e subida em pedra, não irá ter grandes surpresas, alguns trechos com bastante exposição, aqueles pedaços que você precisa subir meio que engatinhando para conseguir se fixar bem na rocha, ou usando fendas para fixar bem o pé. Alguns outros pontos de corda em que o uso é relativo. Mas tem o ponto para fazer a segurança. A subida para o Agulhas não é tão demorada, em torno de 2 horas e meia a 3 horas. Se seu grupo é pequeno, e você não quiser fazer muitas fotos, é possível iniciar bem cedo e quem sabe ainda curtir algum outro atrativo do parque. Porém se estiver com um grupo grande ou quiser aproveitar o passeio ao máximo, reserve um dia inteiro para fazer essa caminhada, até porque você provavelmente estará bem cansado no final. OBS: Fomos durante a semana, era uma terça feira, e éramos os únicos privilegiados no parque, durante todo o tempo que ficamos lá, ninguém entrou e nem havia ninguém de saída, se você for final de semana chegue cedo, pois com certeza encontrará muitos grupos e o parque tem um controle de números de pessoas que eles liberam para fazer a subida ao pico. Então vá cedo para garantir um passeio bem agradável. Enfim... O CUME Todo o esforço, arranhões, medo, obstáculos e toda a subida compensa automaticamente assim que você chega ao cume, a vista é realmente sensacional sem contar a satisfação por ter completado essa jornada, você ficará realmente orgulhoso por ter enfrentado tudo isso e ter tido a força para chegar até o final... OU QUASE... O cume ainda não é o cume !! Como assim ? Haha, é isso mesmo, ao chegar ao pico, é possível ainda atravessar um desfiladeiro para um segundo cume, onde se encontra o famoso Livro. Existe um livro lá, para que você deixe sua assinatura, mensagem ou registro dessa passagem por aquele lugar maravilhoso. É importante dizer mais uma vez, até aqui, é muito indicado o guia, porém pessoas bem experientes (bem experientes mesmo) em subida em pedra podem tentar se aventurar. Porém, para fazer a passagem para o livro, é fundamental o uso de equipamentos e conhecimento de técnicas além do conhecimento de como lidar com os equipamentos. Isso não é brincadeira, e o risco nesse ponto é extremamente alto. Sei que estou sendo chato, porém antes de ir eu cogitei várias vezes ir sem o guia, e fazer eu mesmo a passagem por esses trechos, com alguns equipamentos que um amigo me emprestaria, por fim achamos por bem contratar o guia. Já tive o prazer de fazer algumas travessias como Petro x Tere, Marins x itagaré, subir o pico dos marins, pedra da gávea. Em todas essas ocasiões fizemos por nossa conta, e isso me levou a ter uma falsa ilusão de que eu tinha o conhecimento necessário, por isso estou falando bastante desse ponto, subir montanhas é realmente algo incrível e que te embarca em sentimentos maravilhosos de superação, auto conhecimento, alegria. Porém devemos estar ciente que nosso esporte é radical e de risco. Então temos de conhecer nossos limites também ! Voltando ao foco, a passagem para esse outro pico onde tem o livro é feita com os equipamentos, a descida deve ter em torno de uns 7, 8 metros para depois subir também com a cadeirinha para o livro. Aproveite o momento, registre sua passagem da melhor maneira e comece a segunda parte de subir a montanha que é DESCER. A hora que estávamos assinando o livro o tempo mudou repentinamente, e começou a chover e ventar bastante, mesmo que você pegue um dia de sol, leve algum tipo de agasalho e se possível um poncho ou capa de chuva. Assim que voltamos para o cume principal o sol saiu, hehe, assim é o tempo na montanha. Tiramos uns minutos para fazer uma boquinha e iniciamos a descida. A via para voltar é mesma para subir e você pode aproveitar a volta para ter outros ângulos e fazer mais fotos. Com todas as paradas, fotos e tudo mais levamos em torno de 7 horas no passeio. E confesso que a caminhada do abrigo Rebouças até o Posto Marcão acaba se tornando infinita rsrsrs. Voltamos para São Paulo satisfeitos e com sensação de quero mais. O parque de Itatiaia é simplesmente sensacional, e tem as mais diversas opções de passeio, desde cachoeiras, travessias na parte baixa como a Ruy Braga, Couto-Prateleiras entre outras. Espero que todos tenham a oportunidade de ir lá um dia que seja ! CONSIDERAÇÕES FINAIS 1 - Quantos aos valores, o guia nos cobrou R$ 80,00 por pessoa e mais R$ 15,00 por pessoa a entrada no parque. Nosso grupo era de cinco pessoas e o total saiu menos de R$ 250 por pessoa, mesmo considerando os gastos com comida. Então ressalto que mesmo que as coisas estejam apertadas, existem belas possibilidades de passeio que valem muito pena, sendo que as vezes gastamos esse valor num final de semana que não nos trará tantas lembranças positivas ! Nosso Guia foi o IVAN, pessoa muito gente fina, profissional e ótimo guia, vou deixar aqui o contato dele: (35) 9927 - 1676 2 – Antes de entrar no Rio, já no final da Dutra SP, tem um graal que é uma boa opção para comer antes de entrar em Itatiaia. 3 – Eu tentei ser bastante didático no texto pensando em pessoas que nunca fizeram nenhuma trilha parecida que possam ler. Foi mal se fui repetitivo hehe. 4 – Quem ainda não conhece use o app WIKIROTA ( Esse faz todos os cálculos de combustível e pedágio para o seu destino), outro app muito bom é o WIKILOC que serve para gravar e seguir trilhas. Aqui está a minha gravação dessa trilha: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialArtifacts.do?event=setCurrentSpatialArtifact&id=23392290 5 - https://www.instagram.com/joaopaulosarja/?hl=af Valeu até a próxima !
  47. 1 ponto
    Em praticamente todas as cidades grandes europeias vai ter um hostel assim. você vai ter que dar uma olhada nas fotos no momento da reserva. Sei lá se tive azar sempre, mas todos os que fiquei que eram assim eram ruins
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