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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 25-05-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Só esta semana foram 7 mortes no Everest. Estava hoje mesmo conversando com um amigo alpinista de alta montanha sobre estes acidentes. Tirando um que caiu numa greta, todos os outros congelaram esperando descer, alguns mais de 12 horas parados, já que a prioridade é sempre de quem tá subindo. Aquela história de chegar ao cume ou retornar até às 14h não existe faz tempo, todo mundo chega ao cume em qualquer hora, mas descer, além de sempre ter mais perigo, tem demorado uma eternidade. O custo é altíssimo, 11mil dólares só pela permissão, mas as agências cobram em média 100 mil dólares pra guiar. É difícil mexer com tanta grana em jogo, mas já tá rolando uma história de que vão analisar currículos antes de emitir a permissão, como já ocorre em outras montanhas mundo a fora. Tipo, pra tentar subir o alpinista tem que ter uma certa bagagem... pelo menos uma de 8k... sei lá. Acho justo.
  2. 2 pontos
    Quinta, 18 de abril de 2019 – Ciudad de México O dia já tava pensado pra compras há muito tempo...Adoro comprar quinquilharias e durante a viagem não tinha comprado nada, primeiro pra não ter que carregar por aí de uma cidade pra outra, segundo que no final da viagem já saberia o que tava sobrando de dinheiro e o que dava pra gastar. Queria comprar mezcal em Oaxaca mas como ia ser uma logística meio complicada pra carregar essas garrafas pelo México afora, perguntei em Oaxaca onde seria bom e barato comprar mezcal na Cidade do México e me indicaram ir na região que apelidei de 25 de março da CDMX 😜 De frente pra catedral, à esquerda está a calle Madero, a torre Latinoamericana e as lojas mais chiques e pro outro lado, à direita, o comércio popular, a 25 de março mexicana 😆 é a Cidade do México raiz, tinha até uma Santa Muerte no meio da rua E lá no meio desse furdunço encontrei umas 3 lojas de produtos regionais de Oaxaca. Em uma delas o dono me apresentou o irmão dele que estava chegando de Oaxaca carregado de mezcal. Aproveitei pra comprar ali por um preço bem mais barato que o normal na Cidade do México, bem próximo dos preços que tinha visto em Oaxaca. Alguns mezcais vem com uma larva dentro da garrafa, o chamado gusano, que cresce na própria planta do agave. Ele dá um sabor tipo meio defumado pro mezcal, é interessante 😅, mas dá pra achar alguns sem gusano também. Inclusive, se você ver sal de gusano em algum lugar...é a larva torrada e moída e misturada com sal e pimenta. Tomei michelada com esse sal, já tava todo adaptado no estilo mexicano 😃 Comprei mais mezcal pois curti mais a bebida mas claro que tinha que trazer umas tequilas também Passei no hostel pra deixar as garrafas e fui de metrô pro Mercado de Artesanias La Ciudadela que fica perto da estação Balderas. Comprei todo tipo de quinquilharia e lembrancinha, gastei algumas horas (e pesos) nessa brincadeira O mercado é o lugar mais famoso pra artesanatos na cidade. Voltei a pé pro hostel, observando a cidade e passando pela agitadíssima Calle Madero. Subi no bar do terraço do hostel pra curtir a vista do por do sol 🔝🌇 Depois fui pra cozinha procurar viajantes, pois o esquema do bar já era manjado… Lá encontrei a Daniela conversando com duas mexicanas, Jasmin e Juliette que eram de alguma cidade do interior. Ficamos num bom papo até certa hora e subimos pro bar pra tomar umas tequilas. Encontramos com Abraham, um americano que tava no meu quarto e curtimos até o bar fechar meia-noite. Como a gente tava animadaço, as mexicanas indicaram pra gente ir numa balada em Condesa que chama Salón Pata Negra. Chamamos um Uber e mesmo com protestos do motorista entramos os 5 no carro e fomos Na entrada da balada, pedindo documentos, eu sem passaporte, tentei abrir a foto dele que eu tinha no arquivo do celular mas como tava sem internet não abria. A que abria era a foto do papel da imigração e o segurança aceitou 😜 Grátis pra entrar, balada lotada, animada, música boa, todo mundo achou seus pares 👩‍❤️‍💋‍👨, curtimos muito até 4 da manhã quando chamamos outro Uber que, dessa vez sem protestos, levou todos nós de volta ao hostel😎 Eu, Juliette, Daniela, Jasmin e Abraham - Salón Pata Negra, Condesa, Ciudad de México Sexta, 19 de abril de 2019 – Ciudad de México Tive uma situação chata com outro cara do quarto. O café da manhã nesse dia não foi no terraço, foi no restaurante do hall e tava bem confuso. A diária do hostel tinha aumentado pra 300 pesos por causa do feriado. Tava meio decepcionado com aquele monte de gente aleatória que frequentava o bar...A Daniela, a Jasmin e a Juliette estavam indo embora...Com tudo isso decidi que trocaria de hostel. Fui pro México City que fica bem pertinho, dava pra contar os passos (60 no caso 😆) e a diária era 200 pesos. É um hostel com menos tomadas, um casarão antigo, mais simples, sem bar, mas eu tava com vontade de trocar. Como são muito próximos, não mudaria nada na logística da viagem. Fiz minha mudança, o checkin já começa cedo, às 10 da manhã, já fui pro meu novo quarto, o décimo e último hostel da viagem 😅 Saí a pé até o Parque Chapultepec passando pela avenida Paseo de la Reforma e El Angel de la Independencia. É uma caminhada de 6km mas pra mim que gosto de andar foi muito sossegado. A cidade tava muito tranquila, era manhã de feriado, parei num Starbucks pra tomar café (ostentando 🤑 fim de viagem a gente se permite essas coisas) segui pela avenida observando o metrobus, aquele ônibus vermelho de 2 andares no estilo Londres e cheguei no parque por volta de meio-dia. Fui primeiro ao Castelo de Chapultepec, entrada 75 pesos e uma baita fila pra entrar mas que foi até rápida. O cara da minha frente na fila era um australiano e andamos juntos até nos perdermos. No castelo tem algumas exposições e uma bela vista da cidade Depois fui pro Museu de Antropologia, também 75 pesos e outra fila gigante mas rápida (coisas de ir num feriado 😏) É um museu muito interessante, creio que o mais interessante que já visitei. Começa lá bem nos primórdios do universo mas fica legal mais pra frente quando entra na parte da povoação do México e começam a aparecer as peças arquelógicas. Antes de viajar tinha até pensado em ir à Tula ver os Atlantis mas acabei desistindo porque ia gastar um dia todo só com isso e pra minha alegriaaa tinham esculturas originais de Tula no Museu de Antropologia 👍👍👍 Existem algumas réplicas mas a maioria é tudo original e com plaquinha de procedência 🔝 Depois de umas horas bem gastas naquele fantástico museu, resolvi em embora. Tinha também o Museu de Arte Moderna e o zoológico mas não fui neles, tinha muita gente no parque, o letreiro da cidade e o monumento com asas de anjo que a galera gosta de tirar foto estavam muito cheios, difícil fugir de gente numa metrópole daquelas 😅 Fui pro metrô e com falta do que fazer fui até os Viveiros de Coyoacan, que não é imperdível, mas tinha pouca gente, esquilos, sossego… ali é perto do bairro onde está a Casa da Frida mas não quis ir lá. Peguei o metrô de novo e desci na estação Bellas Artes. Aproveitei minha ultima passagem pela Madero (achei que fosse 😆) e vi muitas lojas abertas na sexta-feira santa, a rua estava lotada, nem parecia feriado e olha que eu pensava que feriado religioso no México fosse tudo fechado 😮 Aliás, notei que até nos domingos o comércio funciona no México, vi lojas de ferramentas abertas inclusive de tarde, não é como no Brasil que os centros comerciais das cidades ficam desérticos nas tardes de domingos, no México parece que eles não param 😲 De noite teve procissão chegando no zócalo, fiquei de cara com a procissão de lá, tinha até carro alegórico!! Assisti as celebrações na praça comendo esquites de um ambulante, que são milho de canjica com pimenta, sal, limão e algum creme...já pensava como iria sobreviver sem os sabores do México… Sábado, 20 de abril de 2019 – Ciudad de México Acordei e vi um email da LATAM informando que meu voo foi alterado de 18h pra 2h da manhã. Teria 8 horas a mais no México, mais uma tarde inteira e nada pra fazer... No café da manhã identifiquei um brasileiro na mesa ao lado conversando com um argentino. O portunhol arranhado denunciava Ele era mineiro também, já estava há um mês no México fazendo intercambio. Ultimo dia de viagem...já tava na hora de voltar a conversar com brasileiros 😜 Fiz o checkout, deixei as mochilas na recepção, poderia tomar banho à noite e fiquei sem rumo. Vai pra lá e pra cá na rua, senta na praça, volta no hostel, vai na 25 de março, volta, vai na Madero, volta… Numa dessas andanças pela 25 de março fui seguindo em direção ao temido bairro de Tepito. Tinha milhares de recomendações pra não ir no "el barrio bravo", olhei no mapa e vi que mais 4 quadras e eu já estaria no coração de Tepito. O comércio de rua era fortíssimo, as pessoas todas já aparentavam serem locais, arreguei e não continuei...😶 Voltei pro zócalo e subi num daqueles restaurantes no terraço com vista pra praça, pra comer o mesmo pagando mais pela vista Mas tava naquele momento da viagem que me permitia dar alguns presentes e gastar os pesos finais. Seguindo sem ter o que fazer vi uma plaquinha do Museu da Inquisição e Tortura na Calle Tacuba, entrada 50 pesos com audioguia de uns 50 minutos. Um pouco pesado pela história mas bem interessante. Ainda andando sem rumo vi o Museu do Estanquillo numa rua transversal da Madero, grátis, com alguma exposição sobre comédia, uma doninha dando pala vendo um filme, não era lá uma coisa impressionante mas serviu pra passar o tempo. Comprei uma chimoyada (granizada) de limão numa padaria e sentei na praça (de novo ) olhando a vida passar... No início da noite fui numa igreja onde teria a Vigilia Pascal e assisti a cerimônia. Aproveitei pra rezar agradecendo a viagem… voltei pro hostel, tomei um banho e saí às 22:30. As entradas do metrô perto da igreja já estavam fechadas, entrei por uma outra do outro lado do zócalo. Relutando em descer as escadas ainda fiquei um tempo olhando aquela catedral iluminada pela última vez...😥...Peguei o metrô às 22:45, tranquilo, fiz as 3 baldeações e levei 50 minutos até o aeroporto, que perto da meia-noite já estava bem vazio, assim como o voo de volta também. E assim encerro meu relato sobre essa incrível viagem ao México, um país que me cativou, que deixou um gostinho de quero mais e eu sei que merece mais afinal tem o norte do país ainda pra conhecer, Guadalajara, Los Cabos, tantos outros lugares, um replay em Isla Mujeres, enfim, um país que tem tanto a oferecer e que pra mim que encontrei tão poucos brasileiros, ficou aquela sensação que é um país que o brasileiro não conhece, ou se conhece vai só em Cancun 😝 Perto da quantidade de argentinos que vi lá sempre pensava: onde estão os brasileiros? Se vivemos na mesma parte do mundo, porque só os argentinos estão aqui? Pelo interior do México sempre me diziam que era raridade aparecer um brasileiro...espero que vocês leiam esse relato e se animem a conhecer o México, o México real, não apenas aquela Cancun fabricada, que possam ver tudo de bonito e saboroso que esse país tem… E aguardo comentários, críticas, perguntas, qualquer coisa que queiram sobre o inesquecível México!!!🇲🇽 Hasta luego muchachos!!!
  3. 1 ponto
    Procuro companhia para fazer a travessia Petrópolis-Teresópolis, com guia, em junho ou julho em dias úteis (nos finais de semana os abrigos já estão esgotados). Preferência por mulheres
  4. 1 ponto
    Eae pessoal. "Oia nois aqui traveis " Em Novembro de 2019, pegarei a estrada para fazer meu segundo mochilão. Desta vez o roteiro escolhido é Uruguai, Argentina e Paraguai, no máximo 20 dias e claro, todo terrestre. ( saindo de Floripa ). Se alguém for fazer esse mesmo roteiro e na mesma data que eu e quiser se juntar a essa maravilhosa aventura, será muito bem vindo. Deixem mensagem lá no insta e vamos ajustando os detalhes desta viagem. Grande abraço à todos e sigam me os bons. @rafildiss
  5. 1 ponto
    ...ou as 5 coisas mais estúpidas que eu fiz em 5 dias na Nicaragua. porque dica do que fazer todo mundo dá. tudo é lindo nas fotos, nos textão. quero ver compartilhar as cagadas. só vou relembrar porque eu me prometo e tá escrito: NUNCA mais fazer umas cagadas dessas. (((até a proxima viagem))) 1. Naufragar de Kayak i love the smell of vai dar ruim in the morning. na minha última manhã em granada acordei cedo com siricutico e fui pro centro da cidade procurar um passeio pra ser o gran finale da estadia. já não bastava ter nadado em cratera de vulcão e cheirado enxofre do outro cuspindo lava, não. tinha que ter mais emoção, isso, tinha que ter mais aventura. tinha mesmo é que ter ficado quieta no meu canto mas... cheguei no centrinho e tava tudo fechado, a cidade só acorda 8h30. povo esperto esse povo da nicaragua, temos muito a aprender com eles. tudo aquilo que o sol toca, simba, é menos trouxa que você e só acorda as 8h30 da manhã bom, não vou esperar 1h sentada aqui no banco da praça né? volto pro hostel e arrumo as coisas, afinal, tenho que pegar um ônibus meio dia pra outra cidade. o universo sempre se comunica comigo. e eu devo falar aramaico. aproveitei o tempo ocioso pra conversar com a familia e tirar fotos da cidade vazia. tava tão vazia que rolou até um pau de selfie sem walk of shame. fechei um passeio de kayak pelas isletas e, como eu não sabia que ia andar de kayak quando acordei, tava com a minha sandalia que ocupa + espaço na mala, aquelas de gladiador romano. vocês acharem cafona é problema de vocês. na nicaragua faz sucesso. o motorista se ofereceu pra passar no meu hostel pra trocar. mas eu não queria fazer as outras 4 pessoas me esperarem. fora que minha malinha é organizada com o método tetris, se abrir tem que chamar esquadrão anti bomba pq pula roupa pelo quarto inteiro. então recusei. já que ia ficar dentro do kayak, não tinha pq me preocupar com sapato. (((nessa hora consigo mentalizar o universo, lá de longe, acenando negativamente em um facepalm))) o briefing antes de sairmos pro mar incluiu uma pergunta importantíssima de um alemão: "pq colete salva vidas? algum kayak já virou?" a resposta ficou marcada pra sempre em mim "apenas procedimento padrão de segurança pra não sermos multados. olha, posso te garantir, fizemos cerca de 600 tours e nunca aconteceu nada" tinhamos duas opções de kayak: duplo e individual. obviamente os 4 pegaram os duplos e eu sobrei ¯\_(ツ)_/¯ o kayak individual é bem mais punk que o duplo, ele é pesado e ruim de jogo, além de ser todo fechado. enquanto o duplo é aberto e de plastico (olha eu tentando dar desculpinha pra tentar justificar a cena rrrrrrridicula que vai se passar comigo alguns paragrafos abaixo) kayak nutella. duplo. molezinha. pra americano no spring break kayak raiz. individual. senhor com 35 anos de experiencia em alpinismo e sobrevivente de ataque de tubarão em moçambique além disso, começávamos o percurso na areia e pra chegar nas isletas, precisava passar a rebentação. isso ninguém te avisa antes de pegar seus dolares suadinhos. estava ventando. bastante. isso quer dizer que as ondas tavam boas. não pra nós,claramente. mas tinha gente surfando no lago. eu podia ter desistido nessa hora. mas não. a certeza que ia dar ruim eu já tinha, agora eu ia atrás da humilação REAL. e fui. o programa que acontece todos os dias nos mais de 600 tours é mais ou menos o seguinte: 9h - chegada na marina e briefing 9h15 - todo mundo com o kayak na areia rumo as isletas 9h50 - chegada as isletas 10h40 - visita ao forte 11h - retorno pra marina 11h30 - fim e agora uma imagem aérea de onde eu estava as 10:00 eu não conseguia, de jeito nenhum, quebrar as ondas e tava sendo jogada pras pedras. a cada estourada, entrava mais água no kayak (lembra que era fechadão? pois é). eu já tava com os braços e as pernas doloridas e o sol tava ardendo. tinha esquecido capa a prova dágua e meu celular tava em um ziplock de pão, agarrado no meu colete sendo submerso. olhei pro céu. alguém devia tá rindo de mim. lembrei dos mais de 3 mil kayaks que já tinham passado por ali e nunca tinham afundado, enquanto ia sentindo o meu ficando cada vez mais pesado, no nivel da água.tava a poucos minutos de virar estatística, podia sentir. eu ia mudar o curso da resposta pra pergunta do colete. parece triste, mas o pessoal do meu grupo que já tava no rio calmo, ria com respeito de mim e tentava gritar alguma coisa pra me ajudar. o guia, um nicaraguense de 19 anos, só falava frases de motivação tipo treinador de crossfit. as ondas vinham rasgando pra cima de mim. até que eu vi ela, e ela me viu. a onda veio e eu nem tentei lutar. o kayak virou, e eu, em câmera lenta com as duas perninhas arreganhadas pra cima, tentando segurar o celular com a boca tomei um caldo épico. se tivesse trilha sonora, seria a nona de beethoven (6:46 do video, mais precisamente), mas como não tinha, foi um grunhido sem graça e um "fuck i think i sank". o guia explodiu de rir. boiei até chegar o resgate. me trouxeram um novo kayak. um de criança. se fosse poesia terminaria com a foto do inicio do post como não é, termina com uma queimadura de sol de primeiro grau nas canelas com a silhueta da danada da sandalia de gladiador que eu não quis trocar amaldiçoados sejam os romanos. 2. Descer um vulcão a 75km/h... e quase morrer por isso Na lista das coisas que eu deixei nesse país, além de um pedaço do meu coração e da dignidade pós naufrágio de kayak, está um estão alguns tecos da minha perna e, surpreendentemente, nada além disso. A CNN colocou a descida do Cerro Negro na lista das 50 Coisas Mais Desafiadoras Que Você Pode Fazer Viajando. Está em segundo lugar, atrás apenas de pilotar um avião caça. Só pra entender, muito atrás, lá em oitavo lugar está pular de paraquedas no Everest.Achei bonito pra por no currículo. Fui. Depois de sobreviver a um rola que a minha cabeça quicou 7 vezes a 75km/h, olhando pro céu com medo de me mexer, ter fraturado alguma coisa (provavelmente tudo) e na tentativa de levantar, simplesmente me desmontar, decidi ficar afundadinha ali nas cinzas do vulcão por algum tempo agradecendo por estar viva. Será que eu tava viva mesmo??? Dos meus últimos momentos, lembrava de ter descido sem afobação, ganhando velocidade aos poucos até que sim, drummond, porra, tinha um caralho de uma pedra no meio do caminho. Que fez meu board voar. Interrompendo meu devaneio, surgiu uma cabeça entre o meu rosto e o sol: era o médico da cruz vermelha querendo falar comigo. Com aquela cara coberta de guerrilheiro, definitivamente não era São Pedro. Já que não tava no céu, resolvi levantar. O homem ficou assustado, como se tivesse vendo defunto ressuscitando. Queria saber se eu queria ajuda, falei que não uuuu ariana forte independente e logo me arrependi. Vi meu board a uns 5m ladeira acima e lembrei da regra suprema que o guia tinha frisado: "não importa o que aconteça, seu board é sua responsabilidade". No topo do vulcão é tranquilo andar, mas ali no meio a parada fica sinistra, a cada passo, a perna afunda até o joelho de pedra e cinza QUENTE. Num sol de 35º com um macacão de sarja de manga comprida do pescoço até o pé. tá feito o cozido de Mari al Bafo. no tutorial de make de hoje vamo ensinar a nunca arrastar a cara em cinza de vulcão Nessas horas lembrei da minha mãe falando pra eu não me meter em roubada que o seguro saúde não cobria. PQP mãe, eu sei que você avisou. Pra não dar o braço a torcer, apesar da vontade de ligar pra mamai e chorar, me prometi que só ia contar a história depois de ter ido embora de Leon. Quando cheguei no pé do vulcão tava geral incrédulo me cumprimentando, querendo saber se eu tava bem. Eu falava que sim, fingindo costume de aventureira, mas por dentro tava toda estrupiada. vocês tem apenas uma tentativa pra localizar o irlandês marrento Tinha um irlandês marrentinho que tava enchendo o saco desde o início do krl do tour que seria o mais rápido. O tempo dele tinha sido 72 km/h. Eu tava tão zureta que nem perguntei o meu. Na verdade, eu sentia que nem tinha ido tão rápido assim. Me falaram que fizeram um bolão porque acharam que eu tinha sido mais rápida. Hm, interessante... Perguntei. O cara com o velocímetro "You?" com o zoião e um sorrisão no rosto "Look - apontou pro tempo - 75, mas rapida" Senti aquele orgulho alheio. Só que era eu mesma. Krl como assim, tudo isso? E o pessoal que tava em volta ainda adicionou que os 75km foram graças a esse rola que me impediu de acelerar mais, porque ia passar de 80km/h tranquilo. imagina a merda que ia dar. #semfreio #quasesemfreio #cabeçaABS agora, papo sério: adrenalina é muito maneiro. me amarro, mas ser inconsequente não é legal. nós não somos intocáveis. não acontece só com os outros. E se serviu de alguma coisa essa história? Além de ter virado lenda na cidade por um dia e bio do tinder (é de cair o c da bunda o tanto de homem que prefere uma boa história no lugar de umas boas fotos) eu que antes não tinha medo de nada, comecei a ser mais consciente dos piriiigos que a gente se mete sem pensar duas vezes, o "só se vive uma vez". Agora até pra pular trampolim fico calculando onde que minha cabeça pode bater e dar ruim. Traumatico, não recomendo. cheia de bolha do remo do dia anterior, imagina como não ficou inflamadinho cheio de cinzas 😇 Apesar de tudo, a frase que encerra o artigo da CNN sobre o Cerro Negro consegue me levar de volta praquela boleia do caminhão na estrada rumo a Leon, a 5 mil km de casa, na selva, bebendo cerveja, cantando a todo pulmão as musicas do rádio com 30 estranhos que já tinham virado meus melhores amigos. sangrando, toda suja de terra e cinzas, eu só tinha a agradecer. "On the ride back to Leon I give silent thanks to the inspired people of the world: the ones whose minds run off on all manner of daring tangents, like the flanks of Cerro Negro. The ones who admire not just the aesthetics of the wilds, but the possibilities too. And most of all the ones who stare up at active volcanoes and think: "I wonder if I could ride my fridge down that?" e dá pra reclamar? 3. Fazer happy hour de rum... ...e conhecer a famigerada invalidez. na sexta, cheguei no hostel depois do vulcão e fui pesquisar sintomas de traumatismo craniano. Tinha que ir pra outra cidade no dia seguinte - san juan del sur - mais ""rústica"" fodida ainda, mas enjoada e com dor de cabeça, boa coisa essa viagem não ia dar. achei um artigo médico que descrevia o seguinte: Se a resposta for "sim" para alguma dessa questões, é necessário levar a vítima da batida ao pronto-atendimento. a minha era positiva pras perguntas 2 e 3. a 4 já veio de nascença. o pessoal tava preocupado, mas a real é que eu tinha duas opções: - passar a noite num hospital duvidoso na nicaragua e muito provavelmente voltar pra casa com diagnostico de virose. - aproveitar o happy hour e encher a a cara de cachaça pra esquecer a dor de cabeça. quantas doses de rum o corpo humano consegue aguentar? multiplica por 2. resumindo, ia rolar uma festa na praia las peñitas que foi cancelada, o gerente ficou maluco e resolveu compensar em león mesmo. 2 copos de rum com coca pelo preço de um. as vezes três copos, dependendo do humor do bar. (recomendações: fique o mais longe possivel de drinks que contenham as letras R U M, especialmente se do lado você encontrar essa formula matemática 2 X 1) como você tem que pegar todos os copos de uma vez, pra socializar pra não esquentar, muita gente te oferece o segundo. acabei ganhando alguns da carmelita*, minha amiga de quarto, outros muitos dos irlandeses malucos, algum por sobreviver ao capote, outro on the bar........... qualquer motivo era motivo. mas, se ainda faltava alguma desculpa: TOMA. lá pra algumas muitas da noite começou a final de rugby entre lions (da irlanda) e all blacks. É A FINAL DA COPA DO MUNDO ENTRE BRASIL E ARGENTINA. o hostel foi abaixo. eram cerca de 40 irlandeses. muitos litros de cerveja e rum foram misturados nesse intervalo de tempo e você não precisa ser professor de química pra saber que essa mistura heterogênea é mais danosa pro fígado e pra cabeça que ingerir ácido. não sei quem ganhou, mas lembro que nas comemorações, tinha uma menina pelada dançando em cima do balcão do bar. nada mais fazia sentido. resolvi deitar pra dormir. tava muito difícil sair da cadeira do balcão. era daquelas altas, sabe? nesse momento da noite, olhando pra baixo, parecia que eu tava a uns 2 metros do chão. blackout. evidências da noite anterior no rolo da câmera acordei 2 da tarde no dia seguinte, hora que o pessoal que foi descer o cerro negro no sábado tava voltando e fazendo festa. mal imaginam o que vai acontecer daqui umas horas. brace yourselves kids. tradição depois do vulcão é tomar um shot de pimenta. acordei no sábado com uma situação parecida com essa. pelo menos eu tava sem dor de cabeça, o que não fazia sentido nenhum. olhei pro lado e vi a carmelita na outra cama em estado de putrefação também. depois que eu fui dormir, ela emendou uma balada. evidências da noite anterior no instagram lembrando dos arrependimentos acontecimentos da noite com a carmelita, ela me fez reviver meus últimos momentos acordada da madrugada de sexta pra sábado.começava comigo tentando sair da cadeira. na primeira tentativa de levantar, o juan* um anjo que deus o abençoe e o tenha por me aguentar perguntou se eu precisava de ajuda. respondi queclaramente pfvr mim ajude não, conseguia me virar sozinha. na segunda, o gerente do hostel, o pablo*, pediu pro juan me acompanhar, porque eu já não sabia o que tava falando. pablo já tinha tomado pelo menos uns 20 copos de rum e tava se achando com moral. pablito ensinando irlandês beber na terceira eu decidi que ia, era meu momento, ia provar que tava certa caminhando sobriamente pra ir pro quarto. já tinha até ensaiado a cara de turn down for what. apoiei as duas palmas da mão nos cantos redondos do banco e fiz pressão pra dar equilíbrio pra tomar o impulso e sair. a pressão foi tanta que acabei fazendo peso na parte da frente do banco. se eu tivesse numa sala de primeira série, tinham gritado madeeeeeira. caí que nem bosta, de cara no chão. segurando os lados do banquinho com força. apaguei. a pancada deve ter sido exatamente do lado contrário da batida do vulcão pra equilibrar os chakras da cabeça. por isso que eu tava sem dor. pablo, juan e carmelita me ajudaram a ir pro quarto. ainda bem que eu não vou ver ninguém nunca mais. volta pra 2 da tarde de sábado porque eu e carmelita estamos famintas e precisamos procurar comida. primeira pessoa que encontro saindo do quarto, sentado lendo: juaniiito. "e aí bela adormecida, pensei que ia pra san juan hoje" EU TINHA ESQUECIDO DO KRL DA VIAGEM trajeto que eu tinha que fazer perguntei se eu ainda conseguia pegar um chicken bus a tempo. "esquece, 6h de até lá e vai ter que fazer baldeação sozinha a noite" bugou tudo. não sei direito o que aconteceu mas começamos a caminhar sem rumo pra achar comida e, por inércia, entramos na principal atração turística da cidade: A Catedral de Leon. eu tava sem celular. saí só com a roupa do corpo. tava num estado parecia que tinha tomado chá de fita cassete. triste, vendo scar matar mufasa num looping eterno. escorando em qualquer canto e pensando q q to fazendo com a minha vida na volta, experimentei a sensação de falência múltipla em vida: corpo, mente e bolso em estado irrecuperável. deitei no sofá e encarei o teto por tanto tempo, mas não vi passar. sabe quando a gente se irrita porque quer descansar e a cabeça não para de pensar? nesse momento eu não. eu só existia. eu o teto e mais nada. agora sei como vivem as amebas. a diferença é dentro do protoplasma delas você consegue encontrar o núcleo, dentro de mim, o cérebro tava boiando no rum. morri mas passo bem mal a pessoa que tá de ressaca, descalça, sem pentear o cabelo há 10 dias não quer guerra com ninguém * o nomes na história foram trocados pra preservar a integridade e dignidade de todos os envolvidos kkk menos a minha 4. Chegar em San Juan no domingo direto pro Sunday Funday... ...e quase perder a festa. por causa da lástima do item anterior, resolvi que ia pra san juan no domingo no shuttle do hostel - pra não ter nenhum problema com chicken bus e chegar a tempo. chicken bus são esses ônibus iradíssimos com tecnologia de primeira classe que garante que cinco corpos ocupem o mesmo lugar. sempre custam alguns centavos de dolar, e pelo que oferecem, posso te garantir que ainda tá caro minha ideia inicial era ficar no pachamama em san juan, onde começa o sunday funday ou no naked tiger, onde termina, mas obviamente eles tavam esgotados. os amigo do bigfoot, hostel que eu tava em leon, ficaram tudo compadecido com a minha situação e ligaram pro casa de olas, que é do lado do naked tiger, onde eles tinham ficado por duas semanas e acharam 10 x melhor. pelo menos lugar pra dormir e como chegar eu tinha agora. atualização: é mesmo 10 x melhor. tinha só um porém: o shuttle estava programado pra chegar as 3:30 em sjds.exatamente o mesmo horário que sai o ultimo carro pro sunday funday. já que o shuttle deixa na porta do hostel, é fazível né? antes de entrar no shuttle, o motorista pergunta a cidade e o hostel de destino de cada um. finalmente podia descansar antes do furacão em san juan. a viagem foi tranquila, fui vegetando. ressaca de 2 dias, já teve? já ouviu falar? paramos em todos esses lugares que fala aí no mapa de cima e eu não lembro de nada. só lembro do motorista encostando no meio da estrada e "NAKED TIGER, CASA DE OLAS" olhei pros lados, só mato. o motorista deve ter se confundido. continuei deitada fingindo que não era comigo. ele abriu a porta da van. "você! chegou! tem mala?" antes de achar que é tranquilo, lembre-se jove, olhe o tamaninho do ponto brancoque podia ser meu carro, pra comparação. depois entenda que o google maps da nicaragua tá em 2d ainda, essa estradinha que liga onde eu tava e o lugar que eu tinha que tá sobe uns 458 mil metros acima do mar. é um morrão, que no estado que eu tava, parecia o kilimanjaro pois é... tá vendo aquele asterisco ali embaixo de san juan del sur no roteiro do shuttle?"AT ANY HOSTEL*" eu era o asterisco. o motorista me explicou que como esses dois hostels estão fora de san juan e em cima de uma montanha com uma estradinha de terra, a van não passava. aquele era o lugar mais perto que ele conseguiria me deixar. já que não tinha alternativa, catei minha mochila e comecei a peregrinação morro acima. no pasa nada. literalmente nada passa nessa estrada. Deus me proteja. dava pra ouvir os grilinhos na mata. espero eu que sejam os grilos. depois de uns 10 min começo a ouvir um barulho de carro vindo. gelo. o barulho vai se aproximando e ficando muito mais alto. o carro para do meu lado. uma caminhonete com dois caras no banco da frente me oferece carona. já vi filmes de terror o suficiente pra saber onde isso ia acabar. recuso, fico em pânico e eles arrancam. um alívio. continuo subindo. nem sei quanto tempo se passa, e em alguns momentos da subida eu começo a duvidar que to no caminho certo. quando eu chego no meu limite do cansaço com a mochila nas costas, vejo o naked tiger. ALELUIA. procurando imagens da estradinha de terra pra escrever esse monte de bobagem, achei essa recomendação no site oficial do naked tiger. DO NOT WALK UP THE ROAD. kkkkk -rindo de nervoso cheguei finalmente no casa. estava estranhamente silencioso e só tinham três pessoas em volta da piscina. três hippies chapados. com cara de quem vai te dar um golpinho. a menina levanta e pergunta se eu quero fazer check in. ela explica que é voluntária no hostel. acho suspeito. falo que sim e que to atrasada pro sunday funday. ela muda de expressão na hora e começa a dizer pra eu deixar meu passaporte, meus cartões e minha mochila com ela e CORRER pro naked tiger porque eu não tenho mais tempo. eu entro num estado de pânico e não sei se devo confiar todas as minhas coisas nessa mina chapada. começo a tatear meus cartões e coloco na minha doleira pra levar comigo. ela se irrita a cada coisa que eu tento pegar e fica repetindo pra eu deixar com ela que ela vai cuidar. "YOU WONT NEED IT, GO". a tentação de não ir pro sunday funday e ficar no casa é grande apesar das suspeitas, deixei meu passaporte válido com ela, mas levei meu antigo comigo e todo meu dinheiro. fui pro naked tiger pagar o ticket. um dos donos do sunday funday tava lá, já travado. e aposto bastante que não tinha nem bebido ainda. ele falou que eu tinha muita sorte porque todos os carros já tinham saído, mas um voltou pra buscar uns israelenses e tava só me esperando agora. saí da recepção e vi a caminhonete que tinha passado por mim na estrada, com os dois caras no banco da frete. e os israelenses na caçamba. andei meia hora com peso nas costas a toa. agora eu precisava dos caras que poucos minutos antes me apavoraram sem intenção na estrada. eles só queriam ajudar. olhei pro céu. ri de nervoso. eles acabaram de salvar meu dia. irônica a vida. 5. Ficar sem dinheiro... ...e quase não conseguir voltar pra casa. precisei de um dia inteiro pra me recuperar do sunday funday. piscina do casa: dependendo do ângulo parece que você tá num barco em alto mar. não é exatamente o que o homem de ressaca procura, então fiquei nesse ângulo seguro aqui até que no casa, não é muito difícil a missão de caminhar de volta pro seu estado humano. o dono do lugar, um australiano que vive na nicaragua há uns 7 anos, parece o pai de todos. fred acorda cedo tomando umas pra ficar rindo da cara dos marmanjo jogado pelos cantos. conversa com todo mundo. todo mundo quer falar com ele. o cara tem muita história. e de quebra coleciona histórias de outros que passaram por lá. alguns highlander acordam 7 da manhã pra beber na piscina. na verdade, não sei nem se dormem. fui conferir minhas finanças na doleira. um susto. só sobraram 20 dolares e o hostel não aceita cartão. preciso ir pra cidade sacar dinheiro e comer. casa de olas, segunda, 7am. esse sujeito na piscina é um dos que passaram super bonder na mão e grudaram na latinha de cerveja. enquanto to me arrumando, alguém gira a roleta e ganha um drink. o fred avisa que vai fazer almoço pra todo mundo por conta da casa. SERIA UM SONHO??????? o café da manhã eu já tinha garantido, agora o almoço. Deus realmente abençoa os mochileiros depois de me entupir de comida, lá pras 3 da tarde desci pra cidade. parecia outra. o furacão insano de lotado do dia anterior, agora era uma silenciosa vila de pescador. ainda tem um ou outro gringo bêbado nas sarjetas. fico pensando no mal que o sunday funday causa pra quem mora lá. todo domingo a mesma história. vejo as lojinhas na rua e penso que talvez, no fim, seja bom. talvez eu esteja me enganando pra justificar. tem 3 caixas eletrônicos na cidade. vou que nem barata tonta de um pro outro. tão sem dinheiro. chamo um policial que tá sentado numa cadeira de plástico cochilando perto do banco. ele explica que é normal, as pessoas sacam muito dinheiro no domingo e geralmente segunda as máquinas ficam sem. memes brasileiro: maior produto de exportação. enzo já chegou na nicaragua me fodi. meu voo pro brasil é as 14h do dia seguinte saindo de managua e não apresento nenhuma condição de pegar chicken bus pra lá. alguns lugares oferecem shuttle por $25 pro aeroporto mas nenhum aceita cartão. fico desnorteada entrando de vendinha em vendinha perguntando, até que eu acho um surfshop de um francês, que cobra 10% pra passar cartão. a shuttle sai as 9:30 de san juan e a previsão de chegada é 13:00 no aeroporto internacional de managua. com a graça de Deus espero que dê tempo. não tenho outra opção. surfshop do francês amor que aceita cartão volto pro casa cabisbaixa e conto pro fred sobre os caixas eletrônicos. faltam $10 em dinheiro pra eu conseguir pagar minhas diárias. digo que posso transferir na hora via paypal, com juros. história do casa: and a lot of times a lot of guidance 😂 ele não quer. diz que eu sou a primeira brasileira que passa no casa e que eu era uma "menina boa" - vulgo não corri pelada em volta da piscina no dia anterior com as australianas - e me pede um favor em troca dos 10 dólares: que eu volte pra lá outra vez e traga mais amigos do brasil pra "pagar minha dívida". quando eu cheguei não entendi o social media free zone depois das 5:30. depois que vi o bicho pegando quando o sol baixa, fiz um ATA quase choro. agora que já passei por tanto nervoso pra conseguir o bendito do shuttle,não quero mais ir embora. outra regra que esqueceram de escrever nesse quadro é não se apegar. tem gente que vai passar 2 dias no casa, como eu, e fica dois meses. mas a maior regra de todas: não depender do krl do capitalismo eletrônico nas segundas. marx tava certo: ele vai te decepcionar. ---- é isso pessoal. se você tiver um pouquinho de noção que seja, não faça essas coisas todas aí quando chegar na nicaragua. se fizer, escreve uns post bem grandão pra gente dar risada de você... ...antes de ir pra lá e querer repetir mais uma vez as mesmas cagadas.
  6. 1 ponto
    Salve mochileiros!!!🤙 Aqui de novo pra relatar mais uma viagem, dessa vez pela parte sul da terra do Chaves, Chapolin, Maná, Maria del Barrio, Catrina, mariachis, tequila, mezcal, pimenta, enchiladas, marquesitas, esquites, micheladas e tantas outras cositas más... Os objetivos desse relato são ajudar viajantes a planejar suas viagens, por isso procuro colocar os preços dos passeios, transporte, hospedagens, alguns pontos positivos e negativos de alguma coisa e minhas impressões pessoais; e também documentar minha viagem, como se fosse um diário de bordo, para que daqui a um tempo, quando bater saudade da viagem eu possa voltar aqui e lembrar os lugares onde passei, as coisas que fiz e as pessoas que conheci, por isso costumo colocar nomes das pessoas que conheci pelo caminho. Escrever um relato é também uma forma de agradecer aos que fizeram seus relatos e assim me inspiraram a viajar. Então aqui estou tentando escrever um relato bem detalhado no melhor estilo novela mexicana e contribuir para o crescimento dessa magnífica rede de solidariedade que é o Mochileiros.com ROTEIRO: Ciudad de México, Puebla, Oaxaca, San Cristóbal de Las Casas, Palenque, Valladolid, Bacalar, Tulum, Playa del Carmen, Isla Mujeres e Ciudad de México de novo [emoji28] CUSTO: Não fiz um cálculo certo, mas estimo por volta de 6 mil reais. Claro que isso varia de pessoa pra pessoa. Os gastos com alimentação, bebedeiras e presentinhos/lembranças/quinquilharias são coisas muito pessoais. No relato vou focar mais nos valores dos gastos com hospedagens, passeios, ingressos e transportes que são mais comuns a todo mundo. A passagem BH-CDMX eu comprei ida e volta por 1800 reais e o voo Cancun-CDMX comprei por 190 reais. Esse voo de Cancun pra Cidade do México eu queria comprar pro final da viagem e assim voltar de Cancun já pro Brasil mas os voos na Semana Santa estavam absurdamente caros a partir da quinta-feira então acabei comprando na quarta-feira e alterei meu roteiro que seria ficar os 4 primeiros dias na Cidade do México pra ficar 2 dias no inicio e 2 no final. Levei 4 mil reais que troquei tudo no aeroporto da Cidade do México. Aí você me pergunta: MAS VC LEVOU REAIS PRO MÉXICO??? Sim, e digo que valeu a pena. Por que? As casas de cambio estavam com o dólar em torno de 18 pesos mexicanos e o real entre 4 e 4,20 mas tinha uma casa de câmbio no aeroporto que tava trocando reais a 4,50. Aí foi a felicidade!!! Se você fizer a conta da razão de 18 por 4,50 dá exatamente 4, ou seja, vale levar dólar se você comprar dólar aqui no Brasil a menos de 4 reais, o que ultimamente não era possível. Eu levei também 300 dólares que eu tinha comprado aqui por 4,09. Esses dólares voltaram comigo porque eles foram só por precaução, assim como o cartão do banco pra saque, pois eu ia viajar pelo interior do México e se eu fosse roubado ou meu dinheiro acabasse eu não ia conseguir fazer NADA com reais por lá. O único lugar que vi trocar reais no México é no aeroporto da Cidade do México e eu até achei boa a cotação de 4,50 então se você for levar reais, procure o melhor cambio no aeroporto e troque TUDO lá. Também usei cartão de crédito pra pagar as hospedagens que aceitavam cartão sem adicional por isso e algumas passagens de ônibus também. A cotação no cartão de crédito já com IOF ficou muito perto dos 4,50, geralmente entre 4,45 e 4,48 Vou colocar no relato os valores em pesos mexicanos, pra converter pra real é só dividir por 4,50. Como eu não ia andar o dia todo com o celular na mão fazendo contas (nem você vai fazer enquanto lê) eu dividia por 5 e pensava que era um pouquinho mais do que o resultado. Se algo era 50 pesos, era pouco mais de 10 reais e assim por diante… HOSPEDAGEM: fiquei toda a viagem em hostel, que eu reservava pelo Booking ou Hostelworld, pois se tem uma coisa que não combina comigo é chegar num lugar e ficar caçando onde ficar, gosto de já ir direto ao ponto [emoji38] Então no dia anterior quando eu decidia que realmente ali já deu e tava na hora de partir pra outro lugar eu entrava no app e reservava um hostel na próxima cidade. Ao longo do relato vou dizendo onde fiquei e o que achei. SEGURANÇA: O México parece um pouco com o Brasil, sempre saem notícias de grupo de narcotraficantes tacando o terror em algum lugar, existem sim lugares perigosos...mas pra mim a sensação foi de tranquilidade. Me senti sempre como se eu estivesse na minha cidade, que é uma cidade do interior “relativamente” tranquila. Claro que eu passei pelos pontos mais turísticos e obviamente mais policiados. Creio que você deve andar com a cautela comum que você deve ter em qualquer lugar do mundo, aquela velha história de não ostentar nada e observar ao seu redor. No mais aproveite o México que eu achei bem de boa. CLIMA: Taí uma coisa a ser observada sempre. Uma boa época pode ajudar bastante nos seus planos, então manda um Google no mês que você vai pra saber se não é uma furada. Parece que o pior é a época mais chuvosa entre junho e outubro. Agora em abril tava perfeito. Cidade do México, Puebla e Oaxaca com tempo seco e certo friozinho pela manhã, entre 12 e 15 graus e calor de tarde entre 25 e 30 graus e interessante que nessa região o povo adora um agasalho, tudo bem que até faz um friozinho de manhã mas no calor do meio da tarde eles não tiram o agasalho E adoram vestir um coletinho também[emoji1] Peninsula de Yucatan com o tempo abafado de sempre, temperaturas entre 20 e 30 graus. Vi apenas duas chuvas nesses 22 dias, quase sempre muito ensolarado, é um mês bem aproveitável. [emoji41]
  7. 1 ponto
    Tbm estava com medo e li todos os comentarios aqui. Acabei de comprar uma passagem BH- SP- Congonhas, saiu 145,30 mais barata. (hj 25/05/19). Recebi a confirmação no email minutos depois, e mais alguns minutos recebi o Localizador, ja fui ate o site da Gol(no meu caso) e o localizador funcionou perfeitamente. Acredito que tenha dado tudo certo. Quando eu voltar de viagem, volto e conto como foi a experiencia. Espero que positiva, para poder continuar usufruindo dos serviços deste site.
  8. 1 ponto
    Vi hoje essa notícia no jornal e fiquei bem chocado com aquela foto do "congestionamento de pessoas", o risco ao ficar parado ali esperando a vez de atacar o cume é altíssimo. Acho que logo o governo nepalês provavelmente deve tomar novas medidas para evitar esse caos na próxima temporada (ou não, afinal eles lucram também).
  9. 1 ponto
    Excelente relato! México parece ser aquele tipo de país com um pouco de tudo: praias, montanhas, história, metrópoles. Quero ir um dia! Parabéns pela viagem.
  10. 1 ponto
    @StanlleySantos HAHAHA olha, confesso que fico com muito mau humor em trilha, nessa aí do cerro negro eu paguei $5 pra uma pessoa me ajudar a carregar o board (pesa uns 10kg com tudo) até o cume pq sabia que as chances de eu ficar irritada com subida+peso era bem alta, mas a galera mais raíz levou sozinha. boa sorte pra sua namorada!! quero ver o relato aqui depois hahaha chorei com o relato de foz!! obrigada por compartilhar!! e nunca fui pra lá e além de engraçado, achei útil pra krl!! @Rezzende pqp imagino o que vc passou! ficou um tempão com a ferida toda aberta pra conseguir ser atendido, isso pq santiago é uma cidade desenvolvida né? pensa se vc tivesse num buraco de fim de mundo... vc chegou a entrar em contato com o seguro antes de ir pra clinica? se importa de falar qual foi e se recomenda ou não? é sempre bom saber qual seguro não vai te deixar na mão numa situação dessa... e eu já tinha lido vários relatos seus por aqui, inclusive o da colombia me ajudou muito quando eu fui! são ótimos! eu tava aqui na moita do mochileiros há anos 😂
  11. 1 ponto
    @Juliana Champi que massa hein poder ir de carro deve ser irado quem sabe nos próximos anos eu também me jogo de carro com amigos ... Por enquanto quero me desaviar e adquirir experiência nesse mochilão vamos que vamos ahahahh...
  12. 1 ponto
    @casal100 Olha é tdo muito barato... pelo ar, por agua e por terra... n sei te dizer valores por dia... mas é muito barato em todos os aspectos. Comida, hospedagem, transporte etc tudo e muito barato. Quando fui a moeda da Tailândia estava U$100,00 dólares americanos -> 3.203,00 Baht tailandeses só pra vc ter uma idéia.
  13. 1 ponto
    Eita. Desde muito tempo tá rolando esses engarrafamentos, as excursões comerciais tem seus prós e contras e como é um mercado milionário, difícil frear. Desde o grande acidente de 1996 elas tem sido largamente questionadas, e eu não sei bem o que pensar. A foto deve ser do escalão Hilary... chocante essa fila, rs!
  14. 1 ponto
    Olha, eu estarei fazendo pelo litoral, se quisser ir pegando carona, vendendo doces e procurar lugares para acampar , bem-vindo
  15. 1 ponto
    Ontem (23/05) em Santa Cruz de la Sierra, nas casas de câmbio localizadas próximo da plaza 24 de Septiembre a cotação estava 1,77 bol para 1 real. Na fronteira em Puerto Quijarro estava algo em torno de 1,67 / 1,70.
  16. 1 ponto
    O que você tiver no momento. O melhor cambia, foi em Santa Cruz, diferença de 0,05 centavos, porém, dependendo da quantidade, faz uma boa diferença.
  17. 1 ponto
    Já retorne, logo mais, iniciarei as postagens de cada local e qt gastei.
  18. 1 ponto
    Pessoal, Boa noite. Farei uma eurotrip entre 17/06/2019 e 05/07/2019. Certo que vou e volto por Londres. Estou pensando em Barcelona, Porto, Amsterdã e Londres, porém nada fechado ainda. Alguém que vá estar na Europa pela mesma época topa trocar umas dicas sobre roteiros ou até quem sabe conversar sobre cia para mochilar? Face: Marcio C Garcia Insta: @marciouenf E mail: [email protected] Um abraço.
  19. 1 ponto
  20. 1 ponto
    @Tadeu Pereira fazendo tudo economicamente, sem alugar barcos, baladas (essa minha fase já passou a muito tempo, nem bebo mais), ficando em hostel bom, quanto vc acha que gastarei por dia por pessoa? Obs.: só a parte terrestre mesmo ok
  21. 1 ponto
    Já passei por alguns perrengues, o pior foi em Santiago quando caí no banheiro do hostel e tive que dar pontos, saí numa via crucis pela cidade pra conseguir atendimento, fui num posto de saúde pública que não deu a mínima, numa clinica particular que pediu caução e não me atendeu e só na terceira consegui e tive que pagar pelo atendimento pro seguro reembolsar depois, o limite do cartão de crédito não aprovou o pagamento, tive que pedir limite emergencial, enfim...foi uma novela Ainda tenho as cicatrizes no pé pra lembrar daquele dia Escrevo todos meus relatos de viagem, tento usar uma linguagem mais divertida, mas igual vc @Mari Moraes, sem base viu, comédia demais
  22. 1 ponto
    Sim, com toda certeza mesmo! Nas fotos hipereditadas do instagram, a pessoa curtiu um fim de semana paradisíaco na praia, na montanha, na trilha, parecendo capa de revista de trekking americana, mas sabemos que a realidade está no largados e pelados: muita pereba, vermelhidão e picada de mosquito! Eu vou fazer a ferrovia do trigo em agosto, durante o inverno, com uma namorada assim, que curte a vibe, mas bem nutella de mato e trilhas (detalhe, somos dois amazonenses que só sabem o que é calor, calor e calor, 25 graus pra gente é motivo de sair agasalhado em Manaus), ou seja, tenho certeza de que vai ser por aí como falei. Mas nas fotos será tudo perfeituoso! 👌 As minhas histórias são fraquíssimas ainda, mas sempre que rola algo eu incluo nos meus (ainda poucos) relatos do site, ainda vou subir o nível para viagens internacionais também (aí sim tenho certeza absoluta de que vai aparecer história de perrengue 🙄). Mas sério, espero ver mais relatos assim no fórum. Tem um rapaz que fez um "guia politicamente incorreto" para evitar certas situações ali pro lado de foz do iguaçu, que segue quase esse mesmo raciocinio do seu relato, e achei o máximo tbm. Contos assim não só enriquecem o site como tornam a experiência mais divertida. Espero ver mais histórias suas no futuro (já vou ver seu relato de honduras hoje com o tempo livre do trabalho).
  23. 1 ponto
    @StanlleySantos @Rezzende gente eu não posso ver um perrengue!! é cada história kkk mas eu amo o lado real das viagens, o que vai pra foto do instagram é só o por do sol, ninguém vê a suadeira colando a blusa nas costas, as pernas empelotadas de picada de mosquito que parece que o joelho fundiu com o calcanhar, e os chicken bus que vc pegou pra chegar ali. e no fim acho que o que fica mais marcado em você é isso, o por do sol todo mundo vê igual, sabe? vcs tem alguma história boa de perrengue em viagem também?
  24. 1 ponto
    @ricardo.barros fui pra honduras agora, tenho pelo menos mais umas 10 dicas do que não fazer 😂
  25. 1 ponto
    Domingo, 07 de abril de 2019 – Cañon del Sumidero O dia começou com horário diferente. O México entrou no horário de verão e o fuso horário com o Brasil passou de -3 pra -2 horas. Como fiquei meio confuso sem saber se o horário do meu telefone tinha mudado sozinho e tinha passeio marcado pra 9 horas, levantei 7 e alguma coisa e perguntei logo uma das funcionárias do hostel que horas eram. Ela me disse que eram 7 e pouco mesmo então meu telefone tinha mudado sozinho 👍 Como já estava de pé mesmo (e na cozinha) já tomei café e fiquei de bobeira esperando me buscarem pro passeio. Passaram às 09:20. Na van a maioria era de mexicanos em turismo no seu próprio país, um casal da Guatemala e Andres, um alemão que está há 5 meses no México estudando espanhol. Todos muito sociáveis 🙂 Saindo de San Cristóbal descemos (e como descemos!!) por uma hora até a saída dos barcos que fica já bem perto de Tuxtla Gutierrez. Já se sente o calor San Cristóbal está acima dos 2000 metros de altitude e Tuxtla em torno de 500 metros. Chegando no porto, entram umas 20 pessoas em cada barco, fomos todos nós que estávamos na van e mais uns outros aleatórios que estavam por lá. Começamos a navegação às 10:30 e dura 2 horas. Como o cânion é bem alto, tem vários momentos de sombra, mas só pra lembrar que o sol ali é impiedoso. O cânion chega a ter 1000 metros de altura, é imponente, é maravilhoso. Tem lá uns crocodilos, macacos e outros bichos que deixam a galera encantada mas o que me encanta mesmo são as montanhas, as paisagens naturais e esse foi um passeio que eu curti demais, um lugar que recomendo fácil pra quem for ao México. Atravessamos todo o cânion até uma parte mais aberta onde a água é represada para uma hidrelétrica e dali voltamos. O guia/barqueiro explica bem sobre o cânion e no final pede uma propininha 😬 Terminada a navegação, entramos na van, atravessamos a cidade de Tuxtla passando por bairros onde as feirinhas de rua estavam bombando e subimos aos miradores. Quando compramos o passeio podemos optar por fazer com ou sem miradores. Eu paguei 335 pesos com miradores e sem eles eu não lembro bem mas acho que é mais ou menos 50 pesos mais barato. Já deve ser a 10ª vez que eu falo aqui que amo montanhas então é claro que eu ia fazer com miradores. E já que você está por lá, melhor fazer o pacote completo né. Eu adorei os mirantes, passamos em 3 dos 5 existentes, dá pra ter outra visão do cânion, ver os barcos passando pequenininhos lá em baixo, vale muito a pena. Por fim, os passeios vão para a praça da cidadezinha de Chiapa de Corzo que é vizinha de Tuxtla. Já era por volta de 3 da tarde, um calor absurdo, 37 graus, foi a hora que mais passei calor em toda viagem 😓 Te dão 40 minutos ali mas pra mim não tinha nada interessante. Umas banquinhas de comida e artesanato, uma praça que eu nem queria andar por causa do sol e do calor, só comprei uma paleta e fiquei encostado na sombra esperando o tempo passar junto com o alemão e a Maria, uma mexicana doidona e animada que mora no Texas. Os outros mexicanos ficaram em Tuxtla e apenas o casal da Guatemala, eu, Andres e Maria voltamos pra San Cristóbal, animados batendo papo na van como se fossemos amigos de infância. Depois de uma hora de conversa e subida, chegamos no arzinho fresco e agradável de San Cris...Me despedi da turma (o Andres ia fazer o passeio de Palenque no dia seguinte, só não sabíamos se íamos juntos) e passei no hostel pra tomar um banho e virar gente de novo 🙃 Tinha no meu quarto um espanhol que mora na Guatemala e estava aproveitando o fim de semana em Chiapas porque é pertinho e um velhinho russo muito louco chamado Misha que queria de todo jeito conversar comigo mas meu inglês basicão estressou ele e ele ficava me xingando e falando bad english! bad english! O espanhol me disse que achava ele meio surtado Caí fora e fui comer. Tinha um restaurante ali nas redondezas onde vi menu del dia por 90 pesos. Tinha frango com mole, aquele molho de chocolate com pimenta e outras coisas, como ainda não tinha provado resolvi experimentar mas não desceu não...acho que foi a única coisa que não curti da comida mexicana Fui andar no centro, passei no posto de vendas da ADO e comprei a passagem de Palenque a Mérida pro dia seguinte à noite por 472 pesos, andei pelas cafeterias pra provar o café de Chiapas que dizem ser muito bom, curti o início da noite de domingo na agradável San Cristóbal, é realmente uma cidade muito gostosa, bem diferente no clima e na cultura. Tinha um palhaço fazendo graça na praça, coisa muito comum nas praças mexicanas encontrar humoristas fazendo a alegria da galera nas pracinhas, comi uma marquesita (um tipo de crepe) num carrinho de ambulante, senti mais um pouco o clima da cidade naquela sensação complicada de despedidas já que gostei bastante de San Cristóbal de las Casas...
  26. 1 ponto
    Olá. Recentemente fui para a chapada Diamantina fazer a trilha do Vale do Pati, pela agência Chapada Adventure Daniel. Escolhi o trajeto de 5 dias, mas achei meio cansativo. Talvez a opção de fazer em 3 dias seja melhor, apesar de voltar pelo mesmo ponto (Guiné). Na opção de 5 dias você vai de Guiné até Andaraí. Nesse passeio você passa os pernoites nas casas dos nativos, e a janta está inclusa no pacote. Fui num domingo e fiquei uma semana. A trilha do Vale do Pati de 5 dias vai de segunda a sexta-feira. No sábado peguei um outro passeio avulso, para complementar a agenda. Para me hospedar nos dias em que não fiz a trilha fiquei no Viela Hostel, que é bem perto da agência de passeios. Se for fazer essa trilha é bom ter um preparo físico razoável e ver se a mochila de carga não está muito pesada, pois senão pode sofrer... rsss.
  27. 1 ponto
    @elaine pilar, seria o ideal. Eu não gosto muito de trocar nas ruas das cidades, existem muitos dinheiros falsos, as agencias, tem mais garantia, pois até agora, não li relatos de reclamações. No aeroporto, somente o que você irá usar no dia.
  28. 1 ponto
    Sábado, 30 de março de 2019 - Ciudad de México Cheguei cedinho na Cidade do México, pousei antes de 7 da manhã depois de voar por 9 horas e 20 minutos. Fila grande na imigração, tava esperando todo aquele protocolo que falam que tem pois dizem que pedem sua passagem de volta, um comprovante de onde vai se hospedar e que precisa comprovar que tem dinheiro ou cartão suficiente pra se sustentar durante a estadia no país. Talvez até seja assim mesmo mas como cada um é cada um, no meu caso o cara da imigração só perguntou o motivo da viagem (turismo) e quantos dias eu ia ficar. Pronto, passaporte carimbado e bienvenido a México!!! Ali eles te entregam também a parte de baixo do formulário de imigração que você deve carinhosamente guardar pra devolver na saída. Devidamente admitido nas terras mexicanas, fui procurar câmbio. Como disse na introdução, levei reais e perto da saída do desembarque tem muuuuitas casas de câmbio. Algumas não trocam reais mas muitas outras trocam. A maioria estava entre 4.00 e 4.20 mas achei uma com cotação de 4.50 e troquei tudo lá. Como disse antes, se levar reais troque tudo lá, vai ser quase impossível achar câmbio de reais depois. Eram 8 horas quando saí do aeroporto. Fui de metrô pro Zócalo. Aliás só andei de metrô na CDMX. Pra sair do aeroporto pro metrô, saindo do desembarque é só ir pra esquerda toda vida até que inevitavelmente você vai dar de cara na estação do metrô Terminal Aérea. Com certeza você vai precisar de várias baldeações pra chegar no seu destino, no meu caso foram 3 baldeações até o Zócalo. Sempre tem um mapa da rede nas estações mas eu já tinha salvo um no celular e te aconselho a fazer o mesmo, só jogar no Google e baixar. Vai ser muito útil. Achei que tinha que comprar um cartão pro metrô mas não precisa, acho que o cartão é pra quem vai usar os ônibus também. O bilhete do metrô custa apenas 5 pesitos!! Pouco mais de 1 real, é muuuito barato. Já comprei de cara uns 4 bilhetes. Era sábado de manhã e não tava muito lotado não, cheio como sempre, mas deu pra ir com mochilão nas costas razoavelmente confortável todo o tempo. Uma hora depois descia na estação Zócalo e saía de frente pra imponente Catedral. Já tinha reservado pra ficar no famoso hostel Mundo Joven Catedral que fica bem atrás da Catedral numa localização muito boa. A diária era 230 pesos. É um hostel muito bom, com cartão de acesso pra subir as escadas e pra entrar no quarto. Locker que cabe o mochilão, tomada pra cada cama, café da manhã e wifi bons. Como ainda eram 9 da manhã, deixei o mochilão no quarto de bagagem e já fui bater perna. Comecei ali do lado na Catedral, símbolo da cidade, grátis pra entrar. Fiquei um tempo lá rezando e agradecendo pela oportunidade de começar mais um mochilão. Depois fui pro Templo Mayor que fica ao lado da Catedral. A entrada, assim como em todos os museus e sítios arqueológicos do México (exceto Chichen Itzá), custa 75 pesos. Ali ficam as ruínas de um templo azteca que existia lá antes da colonização espanhola e um museu bem interessante ao final. Perto da saída do Templo Mayor, uma lanchonete vendendo suco no barril do Chaves [emoji16] Esse de horchata eu não provei aí, só fui tomar muito tempo depois na rede de sorveterias La Michoacana mas achei uma delícia. Pode parecer loucura mas é um suco de arroz com canela delicioso [emoji39] Aliás, as águas que é como eles chamam os sucos por lá, são todas maravilhosas. Segui pra Calle Madero, a principal rua de pedestres da cidade, muito movimentada e cheia de lojas. Ao final dela tem o Museu de Bellas Artes e a Torre Latinoamericana. No museu eu só entrei mas não subi. Vc pode entrar no saguão mas se for subir as escadas pras exposições tem que comprar ingresso e eu não me animei. Do saguão você já tem uma noção do quão suntuoso é aquele prédio. Logo ali em frente, a Torre Latinoamericana, um ícone da cidade e com um mirante lá no topo. O ingresso custa 120 pesos. Lá em cima fiquei com a sensação que a torre balançava um pouquinho 🙄 não sei se balançava mesmo ou se eu tava cismado numa cidade com uma incidência tão grande de terremotos [emoji32]. Mas enfim, se ela já resistiu até hoje não ia ser agora que ia cair [emoji28] relaxei e curti a vista. A gigante Cidade do México não podia ser vista na sua totalidade por causa de uma névoa estranha que não sei se era poluição, cinzas do vulcão Popocatepetl que estava explodindo de felicidade com a minha chegada ou uma junção de tudo isso. Então o horizonte estava esbranquiçado. Mas mesmo assim o visual é muito bacana. Gostaria de voltar à noite mas acabei não voltando. Ali em frente também tem a Casa dos Azulejos onde funciona um restaurante Sanborns mas não achei muito interessante. Já tinha dado hora do check in então fui pro hostel me acomodar. Ao chegar no quarto vi que precisaria de um adaptador de tomada, que no México são 2 pinos finos e não redondos como os nossos. Tinha lido em algum relato que a recepção vendia mas não tinha. Então, ao invés de finalmente descansar, lá vou eu atrás de um bendito adaptador. [emoji19] E que comece a saga: pergunto aqui, não tem, pergunto ali, também não, pergunto em outro lugar: ahhh procura uma ferreteria que tem naquela rua ali, chego lá não acho a tal ferreteria, aí dizem que a ferreteria é lá do outro lado, mas lá do outro lado também não tem, então me mandam lá pro outro lado do Zócalo onde eu caio no meio de uma 25 de março mexicana (Calle Corregidora) onde se vende tudo que é traquinagem que você possa imaginar. Entro numa loja: não tem mas aquela outra ali tem. Chego lá: não, não tem, vai naquela outra. E na outra não tem, nem na outra até que mais de meia hora depois enfim eu acho o bendito adaptador 9 pesos o diacho da coisa rara. Destruído de tanto andar, finalmente cama [emoji43] Depois que anoiteceu ainda juntei forças pra dar mais uma volta no Zócalo e na Calle Madero sempre lotada. Fui no bar do hostel no terraço, tomei uma Corona por 40 pesos mas eu tava um trapo humano. Acabei indo dormir cedo em pleno sábado, mas mochilão é assim mesmo, dorme cedo no sábado e vai em balada na segunda
  29. 1 ponto
  30. 1 ponto
    O caminho mais comum, por terra, desvia do Paraguai. Parte das redondezas de Foz do Iguaçu com destino a Corrientes (Arg), depois Salta (perto de Huamahuaca), depois SPA no Chile. Tb dá pra ir mais por baixo ainda, cruzando a fronteira pelo RS ou SC. Sinceramente, a não ser por algum motivo específico, não vale a pena cruzar o Paraguai.
  31. 1 ponto
    Olá amigos, Primeiramente quero informar que este é o meu primeiro relato de viagem aqui no Mochileiros. Logo, vão me desculpando caso peque em algum detalhe. Dito isso, vamos ao que interessa. Comecei o meu planejamento colhendo informações através do próprio Mochileiros.com, e o meu objetivo era fazer 3 dias intensos na Chapada, tentando investir um valor justo e explorar o máximo possível. Pegamos a estrada (em veículo próprio - Eu, Minha Esposa, Minha Mãe e o Marido dela) saindo de Aracaju/SE no dia 02/01/2018 às 04:00. De Aracaju para Lençóis são pouco mais de 600 KM, cheguei na cidade por volta de 12:30 (parei para tomar café na estrada - óbvio que levei tudo, já economizei essa grana). Parada em Entre Rios-BA para tomar café Depois de ter tomado um belo café na beira da estrada vendo o sol nascer, seguimos em frente. A rodovia está ótima e logo-logo chegamos à Feira de Santana-BA. Em Feira existe uma rodovia pedagiada (Concessão Via Bahia) e o valor do pedágio nesta época foi de R$ 4,50. Valor justo e a pista um TAPETE. Seguimos viagem apreciando belíssimas paisagens: Parada na estrada para registrar a paisagem da região (muito bonita) As 12:30 chegamos em Lençóis e fomos diretamente para a Pousada da Lurdinha. Ela é uma nativa da região, super gente boa e fez da sua casa uma pousada. Local muito aconchegante e no valor da diária já está incluso o café da manhã. Quarto com banheiro independente com ventilador: R$ 100,00 - com Ar Condicionado - R$ 140,00. Se você for em época de calor (quase todos os meses do ano nesta região, e for uma pessoa calorenta, vale pegar o quarto com Ar condicionado, pois a cidade é muito abafada, o tempo só vai esfriar por volta das 00:00. Essa é a Lurdinha - CONTATO: 75 - 9.9872-5019 Depois de deixar a nossa bagagem fomos ao encontro do nosso Guia Turístico (sim, na Chapada entrar para fazer as trilhas é complicado sozinho, ainda mais com família), optei pela segurança e contratei o guia da empresa do Renato - A empresa se chama Volta ao Parque e fica logo no centro de lençóis, ao lado da Lotérica, não tem errada). Observação Importante: Você pode contratar o serviço de duas formas: 1 - Você contrata a empresa Volta ao Parque e ela se responsabiliza de te pegar no hotel e te levar para os passeios com o Guia (valor R$ 200,00 por pessoa, por dia) e a opção 2: Você ir com o seu veículo e contratar somente o serviço do Guia que fica entre R$ 170,00 e R$ 200,00 - porém este valor é para o grupo, ou seja, ao invés de você pagar R$ 800,00 (para quatro pessoas em um dia, você vai pagar apenas R$ 200,00. Claro que fiquei com a segunda opção. E esse valor de R$ 200,00 somente do Guia ainda tem conversa, NEGOCIE. O site da empresa é este: http://www.voltaaoparque.com.br/ O dono da empresa chama-se Renato, este é o contato dele: 75 - 9.9963-1269 Os guias que nos acompanharam foram: Flávio (primeiro dia) e Tom (segundo e terceiro dia). Ambos muito competentes e atenciosos. Observação sobre o serviço do guia: Gente, o pessoal tem treinamento de primeiros socorros, andam com uma mochila com um KIT caso você precise de algum atendimento dentro da trilha (minha mãe machucou o pé e precisou). Ao meu ver é um dinheiro bem pago e que não deve ser economizado, salvo se você já tiver experiência em trilhas na Chapada. Outra coisa, alguns passeios além do guia você precisará pagar taxa para entrar lo local (locais de propriedade privada). Avisarei aqui em qual passeio paguei taxa e o valor. Dito isso, fomos em direção nosso primeiro passeio: Vale da Muritiba (Não paga taxa para entrar no local) Veja aqui o vídeo do guia explicando o nosso roteiro do primeiro dia: O vale fica dentro de Lençóis e essa foi a nossa primeira opção de passeio por uma questão óbvia: Só tínhamos o período da tarde para aproveitar, então subimos o vale. São 6 KM ao total, passando por 3 cachoeiras e tirando uma foto belíssima no topo do morro: SEGUNDO DIA: Depois de uma aventura e tanto no dia anterior, seguimos para um roteiro extenso durante todo o dia. Visitamos os seguintes locais: Poço do Diabo (Rio Mucugê) - Não paga taxa Pratinha - Atenção para esta parte do passeio!!! O local apesar de ser bonito, paga uma taxa absurda de R$ 40,00 (por pessoa) e tudo o que você for fazer lá dentro é pago também (tirolesa, pedalinho, flutuação... tudo é pago). Além de a estrada para acesso (Janeiro de 2018) ser uma porcaria. Estrada de chão, cheia de buracos e os caras sequer se preocupam em passar uma máquina na pista para melhorar. Achei a relação custo x benefício péssima, é só você fazer uma conta para 4 pessoas (só de taxa você irá pagar R$ 160,00) fora que parece um piscinão, cheio de gente, enfim... Não recomendo. Dizem que a flutuação por dentro das cavernas é linda, mas tinha tanta gente pra fazer que eu desistir. Fiquei frustrado e não recomendo a Pratinha (minha opinião). Segue algumas fotos: Gruta Lapa Doce - Um dos passeios mais interessantes que fizemos - Taxa de R$ 15,00 ou é 30,00 por pessoa (não lembro) Gente, só de imaginar que a Chapada toda um dia foi o fundo do mar já é inimaginável. Agora, descer por alguns metros, entrar numa gruta que tem 42 KM de extensão mapeados (turista só pode andar apenas 1 KM) é surreal. O local conta com Guia próprio (nosso guia foi o Carlinhos) muito competente. O pessoal leva isso muito a sério lá, inclusive tem vários estudos feitos pelo pessoal da USP e UFBA. Passeio indispensável para quem vai à Chapada. TERCEIRO DIA Começamos o dia subindo o Morro do Pai Inácio. Que vista incrível!! - Paga taxa de R$ 6,00 por pessoa para subir o morro. CACHOEIRA DO MOSQUITO - Paga taxa de R$ 15,00 por pessoa. Outro passeio indispensável. A cachoeira do mosquito fica dentro de uma fazenda privada, são 18 KM de estrada de chão e + 1 KM mata a baixo para chegar na cachoeira. Vale cada esforço, cada suor derramado. OBS sobre o amoço Cachoeira do Mosquito: Vale a pena você pagar R$ 30,00 para almoçar na fazenda (você paga a taxa e come livremente). O almoço é uma delícia, tudo feito em panela de barro: Dá uma olhada nas fotos: RIBEIRÃO DO MEIO - Não paga taxa para entrar. Sã0 5,0 KM de trilha total (ida e volta) Único local que não fiz registros. Pra falar a verdade? Cheguei o pó de cansado lá! Hahahahaahaha. Só fiz entrar na cachoeira, revirogar as energias e voltar, pois já era 17:30 e começou a chover. Ficamos receio de escurecer rapidamente e termos que fazer a trilha de retorno a noite. O passeio vale a pena, o local é bonito e é aqui que fica o tobogã de água natural. Fim do passeio, na manhã do dia seguinte é dia de pegar estrada e voltar para a nossas atividades. Dona Lurdinha manda um recado para vocês: É isso pessoal. Espero poder ter ajudado com informações úteis para os amigos aventureiros. Boa viagem, até a próxima aventura!
  32. 1 ponto
    Oi Nara! Estou programando uma viagem com meu marido para lá em julho de 2017. No início, o meu roteiro seria de Assunção à Humahuaca. Comprei o Guia dos Viajantes (América do Sul) e pesquisei (ainda estou pesquisando, hehehe) pela internet. Mas com Pelo que já consegui ver, vale mais a pena sair de Encarnación para lá.. Pois perto de Encarnación tem as missões jesuíticas para visitar. Bem, no seu roteiro, você terá que ir de ônibus de Assunção para Resistencia, Chaco, Argentina (ou outra opção: Formosa, Argentina). De um desses dois pontos, pegará ônibus para Salta, Argentina (outra opção: General Guemes, também em Salta, mas mais próximo de Humahuaca). Espero estar ajudando, vamos nos comunicando, pois ainda não tenho certeza de tudo... Quando você começar a pesquisar vai ver várias opções de ônibus! O meu roteiro (até então) será esse: Encarnación, Paraguai - Posadas, Argentina Posadas, Argentina - Resistencia, Argentina Resistencia, Argentina - Salta (ou General Guemes) Salta (ou General Guemes) - Humahuaca Até mais!
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