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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 01-06-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    É possível viajar sem dinheiro? Pelo Óbvio, diria que sim. Porém, nem todos, querem ter a experiência de sair de casa, e passar necessidades básicas. Agora pense bem, não seria melhor, viajar fazendo grana? Ir só com a passagem de ida, e fazer grana durante sua viagem, e tornar seu mochilão um pacote de experiências boas!? Vou resumir as principais dicas para que você se jogue na estrada, e que a situação financeira não seja empecilho. Fiz um mochilão de 6 meses durante a alta temporada de 2018, no Nordeste. Agora , 05/2019 estou programando a próxima viagem, porém dessa vez, bastante maduro. Vamos as dicas!! 1° Faça o cadastro em plataformas de troca de hospedagem por trabalho, pois a econômica em hospedagem e a quantidade de pessoas que você irá conhecer, cara, é sensacional. 2° Escolha um local com grande fluxo de turistas, veja a estação de alta temporada e aplique as datas. (Não precisa ser com tanta antecedência). Mas, não demore muito. Locais com grandes fluxos de turismo, tem demanda de empregos em comércio local, e vendas autônomas, como está na próxima dica. 3° Descubra habilidades de coisas que você pode fazer (Brigadeiro, artesanato, música), e que vai te render uma grana. 4° Se você tiver na intenção de fazer voluntariado e trabalhar como free Lancer em bares ou restaurantes, tem que combinar os horários antes de fechar as datas no Hostel que você irá voluntáriar. Obs: A minha dica é você vender algo na rua. Pois se não você vai trabalhar, trabalhar e não aproveita a viagem. 5° Em hostel, não aceite trabalhar mais de 6 horas diárias. Pois se torna exploração. 6° Economize na comida. É possível comer bem, gastando pouco. Frutas, verduras, goma de tapioca, ovos, macarrão, arroz e feijão, alimentam super bem, e rendem muito. Além de ser muito barato. 7° Para quem quer mudar de Estado, o voluntariado é uma mão na roda. É uma oportunidade para você fazer contato, espalhar currículos e ver se aquele local realmente é para você. 8° Não espere o medo passar para decidir sair. Vença seus medos, se jogue! Lembre, a lei da atração é real. Então, pense positivo, seja produtivo, faça o seu melhor em tudo. Pois assim, as portas se abrem. Obs: Fazendo isso, nunca me faltou nada em todos os lugares que fui. Não faltou comida e não faltou trabalho.
  2. 1 ponto
    Para tudo que eu tô indo... P R A G R É C I A ! ILHAS GREGAS - TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER Aperteeeeeeeeem os cintos 5... 4... 3... 2... 1.... Muito prazer, me chamo Felipe Zervelis e sou um grego morando (e nascido) no Rio de Janeiro ! Tenho 32 anos (sabe Deus até quando, o tempo voa). Sou viajante e agente de viagens ( sim, precisando de viagens nacionais ou internacionais me mande uma mensagem pelo face com a senha HADOUKEN que eu coto pra você e muitas vezes eu consigo mais barato). Meta de vida: ser feliz e viajar! Sou também "escritor" nas horas vagas e tenho outros relatos publicados por aqui (só ver na minha assinatura, abaixo desse tópico) e é isso. Apresentação feita ! AH: Hadouken é o meu mascote.... já já vocês vão ver como ele dará dicas valiosas pra vocês por aqui !!!! Uma coisa que deve ser levada em conta é que meu relato não é uma viagem de X dias em tal lugar. Tem 4 anos seguidos que vou pra Grécia, ou melhor, pras ilhas gregas. Então o que pretendo aqui é reunir informações e dar dicas pra galera ficar esperta e montar roteiros inesquecíveis qualquer que seja a finalidade da sua viagem. Contudo, irei SIM sugerir uma quantidade de dias para se passar em cada lugar. Pretendo continuar voltando lá e sempre que possível atualizar esse blog com mais material e mais ilhas! Meu sonho um dia ainda é ir para lá de mala e cuia mesmo... A paixão começou em 2005, quando eu tinha apenas 20 anos. Por ser descendente grego (meu pai falecido pai nasceu numa colônia grega, no Egito, portanto = grego) e a Grécia, na época, andava bem das pernas, eu fui selecionado (junto a outros 200 gregos descendentes no mundo todo) para ficar 1 mês na Grécia com tudo pago. Pasmem, eu era um garoto chorão e não queria ir. Minha mãe praticamente me empurrou e foi paixão à primeira vista. Obrigado Dona Iraci Para começar, NEM uma gota de areia. Era inverno, janeiro. Ou seja, ESQUEÇA AS ILHAS. Assumo, inclusive, que foi a primeira vez que vi neve na minha vida e foi numa região chamada Naoussa: aquela festa. Aprendemos grego básico, fizemos amizade, aprendemos as danças gregas (inclusive dançamos para o primeiro ministro da época), fomos a jogos de futebol, cumprimentamos jogadores e estampamos capas de jornais ! Fomos Evento ! Conhecemos as seguintes cidades: Atenas, Mecenas, Meteora, Delfos, Napflio, Corinto (ah e o famoso Canal de Corinto), Cabo Sounio (onde fica o Templo de Poseidon), Tessalonika (ou Salonica), Naoussa e por aí vai. Por sinal recomendo todas elas... Se quiser ficar um mês na Grécia ou mais tem o meu total apoio ! Em 2014, depois de 7 anos de muita burocracia e enrolação, consegui minha dupla cidadania , portanto, pasmem, eu era finalmente um grego justamente na época que não teria um único motivo para me alegrar com isso. Afinal, a Grécia estava aos bagaços e eu com medo de ser chamado para ir à luta !!!! Depois de 2005, fui a Grécia em 2013, 2014, 2015 e 2016. Basicamente para as famosas ilhas gregas que cada vez mais moram em meu coração... E venho aqui compartilhar justamente isso: A PAIXÃO de um greco-brasileiro pelas Ilhas Gregas. Cada uma diferente e cheia de charme, com suas peculiaridades, belezas e emoções. Já conheço mais de 40 países até então. A Tailândia até agora está em número 1 e o único que se atreve a chegar perto é a Grécia e não é pela minha descendência não... Não é por ter ouvido minha avó falando grego desde que eu era um recém-nascido, tentando me ensinar as palavras básicas, MAS SIM porque ... porque.... BEM,…. VÁ logo ler e me conta ok ?! Que coisa! Já quer spoiler assim logo de cara ?! Ah, antes que eu me esqueça. Se eu tenho vergonha de alguma coisa nisso tudo? SIM ! Não saber grego. Sei o alfabeto e algumas palavras básicas. É muito triste você desembarcar por lá com seu passaporte, te cumprimentarem em grego e você ter que explicar que não é bem assim... haahahah ! Mas ainda em 2017 começarei meu curso, e isso já está decidido. ILHAS QUE IREI COMENTAR NESSE RELATO: KEFALÔNIA ZAKYNTHOS PAROS ANTIPAROS MYKONOS SANTORINI MILOS - novo (atualizado em 2018) além de uma pinceladinha básica sobre ATENAS (cidade que gosto muito, mas que você já encontra farto material na net). SEM CONTAR QUE no final do relato dou altas dicas gerais sobre viagens. Não se esqueça de seguir a minha ágina hein... www.facebookcom/milhasgregas Conforme já mencionado anteriormente, o Hadouken é meu mascote . Meu cachorro . Nesse relato vou citar algumas dicas carinhosamente apontadas como “Lambidas/Patadas/Latidos/Dicas do Hadouken”, meu cachorro. Fiquem atentos a elas que são, literalmente, o pulo do "gato" ... oops. Vai uma foto dele pra vocês babarem por essa delícia. Agora vou parar de mimimi e partir pro abraço. Mas e porque eu gosto tanto daquelas Ilhas Gregas ?! Segundo nosso colega Wikipédia, são mais de 6.000 ilhas e ilhotas. 227 delas habitadas. Apenas 78 ilhas com mais de 100 habitantes. Eu já fui a 6 e estou todo metido aqui fazendo um “Guia das Ilhas Gregas”. Aí você pensa: Se eu já fui a uma, o resto é tudo igual? ERRADO! Erradíssimo !!! Existem ilhas gigantes e outras bem pequenas. As praias são muito diferentes umas das outras. Tem ilha só com pedra, ilha com muita árvore, praia só com pedra, praia com areia vermelha, praia com areia preta e por aí vai. Tem também vulcões, terremotos, cavernas, florestas tropicais e paisagem semiárida. Tem ilha que é toda de casinhas brancas e azuis na encosta, com várias igrejinhas de mesmas cores, e tem ilha que você não vê uma única casinha branca e azul e nem essas igrejinhas fofas. Nem por isso o encanto acaba. “Se você perguntar a um grego, ele não vai saber quantas ilhas existem em seu litoral, formado pelos mares Mediterrâneo, Jônico e Egeu. Se são três mil, ou mais de 1.400, tal como os livros escolares adotaram, tanto faz. O que ele sabe, com certeza, é que deve-se escolher uma (ou várias) entre as mais de 150 habitadas para passar as férias de verão.” As maiores ilhas (por área) são: 1ª Creta (8.336km²), 3ª Lesbos (1.633km²), 4ª Rodes (1.401km²), 5ª Cefalônia (906,5km²), 7ª Corfu (592,9km²), 10ª Naxos (429,8km²), 11ª Zakynthos (406km²)... Vou falar agora das que eu conheço, mas antes irei separá-las por grupos: Ilhas Jônicas e Ilhas Cíclades Ah, saiba que além delas tem muitos outros grupos de ilhas como as Sarônicas, do Dodecaneso (Rodes por exemplo está neste grupo) e outras ilhas do Mar Egeu, Mediterrâneo, como Creta, Lesbos... Ilhas Jônicas - As ilhas Jônicas formam um arquipélago a oeste da Grécia continental que se compõe de sete ilhas principais. Dessas, vou falar de duas: Kefalônia ou Cefalônia (Κεφαλλονιά) e Zakynthos ou Zaquintos ou Zante (Ζάκυνθος). Ambas são distantes 1hr e 10min de barco uma da outra e são banhadas pelo mar Jônico. As ilhas Jônicas têm muito verde. São regiões que recebem mais chuva (eu que o diga). Não tem casinhas e igrejinhas brancas e azuis.São oliveiras para tudo quanto é lado, dá até medo. Ahahahaha. Mas, sinceramente, depois de ir 4 anos seguido para as Cíclades que descobri essas belezinhas. Não quero mais saber de outra vida. Mais em conta e cá entre nós (menos exploradas e LINDÍSSIMAS). Se você chegou até aqui procurando apenas Mykonos e Santorini, se prepare para mudar de ideia , ou melhor, ampliar seus horizontes. No mar Jônico também são bem disputadas as ilhas de Lefkada e Corfu . Ilhas Cíclades (ah o famoso mar Egeu) - As ilhas Cíclades são um arquipélago grego composto por cerca de 220 ilhas próximas à Grécia continental. Seu nome refere-se às ilhas ao redor (κυκλάς) da ilha sagrada de Delos.Dessas, falarei das conhecidíssimas Mykonos e Santorini e também das menos conhecidas Paros e Antiparos. São as famosas ilhas conhecidas mundo a fora pelas suas casas e igrejas quase todas brancas e azuis. E muitas ruelas... Tem pouca vegetação, muita pedra (são ilhas bem desérticas) e geralmente venta muito. Outras Ilhas que não conheço e estão na minha lista são: Naxos (fica do lado de Paros), Milos, Ios ... Língua Grega: O grego é muito mais fácil do que parece. Mas, aos mais desesperados, não se preocupe. 98% das pessoas que eu precisei falar falavam inglês e eram simpáticas. As placas, em sua maioria, são escritas em grego e traduzidas para o alfabeto que você consegue ler. Na dúvida, se lembre das aulas de física, química e matemática que você vai ler muito mais do que você pensa. No final do relato, o Hadouken vai dar pequenas dicas de como aprender o básico, mas não por necessidade e sim porque é legal mesmo e mostra que você não é um ET em terras gregas, se mostrando minimamente interessado, katálaves (entendeu) ?! 
Quando ir? Apesar da Grécia ficar bem na parte inferior da Europa, lá faz frio no Inverno. Claro que existe turismo no frio, inclusive pelo frio de lá ser bastante tolerável (nas ilhas, por exemplo, a temperatura varia entre 7 a 15 graus, em média), MASS não rola praia! Então se foca porque a temperatura pode ficar negativa e nevar (inclusive nas ilhas)! A temporada abre extraoficialmente em meados de maio e vai até meados de outubro (no máximo, já que final de outubro É MORTO). Se você não quiser ficar as moscas, vá entre de 1 de junho e 30 de setembro. Fora dessas épocas citadas, grande parte das pousadas dessas ilhas estará FECHADA! Não quer dizer que não tem nada para fazer, MAS digamos que não é muito a minha praia. Já estive lá em junho, julho, agosto e setembro. O mês que eu mais gostei foi setembro (na primeira quinzena). Primeiro porque não está tão quente, segundo porque a água é mais quente que junho e julho e terceiro porque os preços são bem mais em conta que julho e agosto. Junho é igualmente bom, mas a água é mais gelada. Latido duplo do Hadouken: altíssima temporada: Mykonos (agosto). Em Mykonos o preço da hospedagem pode ser caríssimo/abusivo em agosto. ãã2::'> Eu diria que o preço pode estar 70% mais barato em junho ou setembro. Se pretende ir nessa época, saiba que Mykonos é uma ilha pequena e seria bom você reservar o mais cedo possível – início do ano até no máximo abril (preferencialmente alguma coisa com cancelamento gratuito no caso de mudança de planos ou também no caso de achar algo melhor mais a frente). Na maior parte dos casos, o mesmo se aplica as passagens aéreas. Atenção quando for montar o roteiro, tem várias cias aéreas que tem trechos diretos de cidades da Europa para determinada ilha (e vice versa). Darei dicas de hospedagens e alugueis quando for falar de cada uma das ilhas Comidas e especiarias gregas: São muitas. Vou dar dicas das principais... QUEIJO FETA e TIROPITA: é o mais famoso queijo da Grécia: coalhado, feito com leite de cabra e ovelha, bem branco, muito salgado e esfarela sempre. Quase tudo lá leva o Feta, inclusive a famosa salada grega que não é muito a minha cara não (feita com feta, azeitonas, tomate, pepino, cebola, sal, pimenta, orégano e azeite) e tortas de massa folhada, como a Tiropita. Falando em Tiropita, eu como isso desde que nasci. Minha vó sempre fez. Agora minha mãe faz e todos pedem a receita. Nada mais é que uma quiche de queijo, mas muito melhor. Contudo, aqui no Brasil fazem com o queijo minas (existe também a versão com espinafre). Eu particularmente prefiro o queijo minas ao Feta, mas se alguém me perguntasse qual dos 2 eu gostaria de comer AGORA seria o Feta ! IOGURTE GREGO: o melhor da Grécia merece um tópico especial. O IOGURTE GREGO natural, completamente assassinado no Brasil, é SENSACIONAL. Esqueça essas quinquilharias que vendem em terras brasileiras. É obrigação sua entrar em um supermercado e comprar um pote de Iogurte 0% ou 2% da Fage e se deliciar. Se tiver mel por perto, ótimo. O mel grego é sensa! Eu como aproximadamente 1 litro de Iogurte a cada 3 dias quando estou lá. E o melhor é que ele combina com tudo. Salada inclusive ! Mas o bom mesmo é acordar toda manhã e atacar ele sem dó nem piedade (agradecendo a vida, é claro) ! No Brasil lançou algum tempo atrás o iogurte Yorgus (que é vendido em pouquíssimos mercados). No Rio, por exemplo, vende no mercado Zona Sul. Dizem que a empresa é uma disseminação da Fage no Brasil. Realmente é um bom Iogurte e o que chega mais perto do oficial (estou falando do sabor natural, é claro). PASTICHIO: Sempre pensei que se escrevesse assim, até porque é algo que sempre tive em casa. Mas, o “pastitsio” parece uma lasanha, ou um macarrão de forno, com molho branco e carne moída - à moda grega. Eu particularmente acho uma delícia !!! MOUSSAKA: “é um tipo de lasanha feito com carne moída e berinjela, típica da culinária grega e incorporada pelos turcos devido proximidade entre os dois países.” Se você for fresco como eu, não se assuste com a parte da berinjela. Fica no fundo e é mais imperceptível do que parece. SOUVLAKI E GYROS: “A versão grega para o fast food. Você acha para todos os lados e em geral custa pouco. O Souvlaki é tipo um churrasquinho, servido no prato ou no pão pita com molho, salada e batata frita. Já o Gyros é exatamente igual o tradicional kebab turco, com a diferença que eles também usam porco para aquela carne enorme que fica girando na vertical – aliás, o nome Gyros vem daí. Também vem no pita, com salada e molhos.” Lambida do Hadouken: tem muitos pratos na Grécia que são parecidíssimos com o Souvlaki. A diferença é que o Souvlaki é infinitamente mais barato. Eu sempre peço ele com frango no pão pita (parece um wrap) ou então tipo churrasquinho num prato e os acompanhamentos do lado. BEBIDAS: Eu não bebo (e nem o Hadouken) , então aqui vai uma cópia tirada do site 360meridianos.com sobre a mais famosa bebida da Grécia: Uzo – “O Uzo, ou Ouzo, é a bebida típica da Grécia, destilado do álcool feito com base de anis, que fica branco quando misturado com água. O Uzo pode chegar até a 50% de concentração alcoólica. Eu não sou muito fã de anis e preferi o Tsipouro, que dizem ter dado origem a produção do Uzo, já que começou a ser feito pelo monges ortodoxos do Mt Athos. O Tsipouro também é bem forte e pode ser tomado misturado com água.” VAMOS logo ao que interessa. Quero falar delas... das ILHAS !!!! Vou começar justamente pelas menos “pop” mas que a meu ver reservam as melhores surpresas, as Ilhas do Mar Jônico: Kefalônia e Zakynthos. Como já disse antes, esqueça as casinhas brancas e azuis e o clima árido. Aqui são ilhas em que chove mais e tem muito verde.
  3. 1 ponto
    Peço desculpas se não poderia postar aqui ou se já há outro post semelhante. Pretendo fazer o Pico da Bandeira nesta temporada de montanha e tenho uma Super Esquilo 2, mas acredito que o ideal seja levar uma barraca de bem menos peso para uma pessoa mais equipamento (cargueira grande). A dúvida que tenho e peço a ajuda dos mais experientes é sobre barracas leves que possam ser usadas no frio da região, que chega a uns -4ºC (como ano passado). Já li em alguns posts que vale mais o tipo de saco de dormir e roupas do que a barraca, outro ponto que tenho dúvida, pois tenho um modesto Micron X-Lite e penso em usá-lo com um liner Thermolite Reactor Extreme da Sea to Summit (os dois juntos bem mais leves e com menor volume do que um saco de dormir de 1,7Kg. Seria uma boa opção para a região em Julho?
  4. 1 ponto
    Olá pessoal! Acabo de voltar de um mochilão de 3 semanas pelo Egito e vou postar o roteiro para ajudar os próximos viajantes, já que uma das grandes dificuldades que tive antes de ir foi a falta de informação de pessoas que já haviam se aventurado por conta por aquelas terras. O visto você compra dentro do aeroporto no momento da sua chegada, procure os bancos que vendem o selo do visto, o custo é de 25 dólares. Dentro do aeroporto aproveite para comprar um chip também, que será muito útil durante a sua estadia. Utilizei o da Orange e não tive problemas, o valor foi de 9 dólares. No total foram 19 dias, divididos da seguinte forma: 26 à 29/04 – Cairo 29 à 30/04 – Alexandria 01 à 03/05 – Aswan 04 à 06/05 – Cruzeiro de Aswan para Luxor 07/05 – Luxor 08 à 13/05 – Sharm El Sheikh Cairo O Cairo sofre com a falta de estrutura e organização se comparado à outros países subdesenvolvidos. A comunicação é bem complicada, poucos falam inglês, então esteja sempre com o tradutor em mãos. O padrão para tudo o que for fazer é bem simples, e está tudo bem. Também senti hostilidade dos egípcios, então fiquem atentos que eles vão te abordar o tempo todo, e será necessário negociar tudo o que for fazer. Uma dica de ouro é utilizar Uber, e evitar táxis, pois o Uber funciona bem e é em média ¼ do valor que os taxistas irão te cobrar. Me hospedei próximo à Praça Tahrir, no Capital Hotel. Estadia dentro do esperado, o hotel ok e bem localizado. Fica à 10 minutos do Museu do Cairo. Reserve pelo menos um período inteiro para o Museu, e se atente que para entrar será necessário comprar 3 tickets: a entrada, o ticket da câmera para pode fotografar, e o ticket da sala das múmias. Leve carteirinha de estudante se tiver. O valor do ingresso é em torno de 180 libras egípcias cada um. No outro dia é possível fechar um tour para as pirâmides, Museu do Memphis e o complexo de Saqqara. O tempo é extremamente seco, então levar um hidratante labial e um soro para o nariz ajuda muito. E muita água, claro! No terceiro dia fiz o bairro Copta. Utilizei Uber para me locomover nas distâncias maiores. Foi possível visitar as igrejas de São Jorge, São Sérgio e a Igreja Suspensa que são bem próximas. Pegue um Uber e vá em direção à Mesquita Muhammad Ali, e a Mesquita Al Hakim. Aproveite para visitar o Bazar El Khalili que fica ao lado da Mesquita. Alexandria Pegamos um trem na estação do Cairo, a viagem para Alexandria dura em torno de 4 horas. Outra dica de ouro: compre todas as passagens de trem antecipadas para evitar surpresas e possíveis tentativas de suborno nas bilheterias. Comprei direto pela companhia de trens: https://enr.gov.eg/ticketing/public/smartSearch.jsf. É possível comprar a partir de 15 dias antes da data da viagem. Isso vai te trazer muito mais tranqüilidade na hora de viajar. E se possível, viaje sempre na primeira classe (lembra do padrão simples, certo?). Ah! E chegue com antecedência, a estação é um pouco confusa, e as informações em inglês são bem precárias. Em Alexandria, 2 dias é o suficiente. Consegui visitar as Catacumbas de El Shoqafa, o forte de Qaitbay, e a Biblioteca de Alexandria. Me hospedei no hotel Alexander the Great. Padrão ok, e bem localizado (em torno de 20 minutos de caminhada para os 3 pontos principais). Aswan Saímos em um trem noturno de Alexandria para Aswan, a viagem é longa. Fui com o trem dos locais mesmo, e indicaria o sleep train que é direcionado aos turistas. A diferença de valor é alta, porém você irá viajar com muito mais segurança. No nosso vagão, só havia nós de estrangeiros, e 20 horas viajando com todos os olhares pra gente não foi uma situação muito confortável. Em Aswan me hospedei no Hapi Hotel, super indico. E fechamos um tour para visitar Abu Simbel. É imperdível! Cruzeiro Aswan - Luxor Fechei o cruzeiro no hotel do Cairo, paguei em torno de 280 dólares, mas o custo benefício é ótimo. Fiz o cruzeiro de 4 dias e 3 noites, com saída de Aswan na sexta-feira. O cruzeiro para em todos os templos importantes entre Aswan e Luxor, e é sistema all inclusive. Além da beleza do Rio Nilo em meio ao deserto, pudemos visitar os templos de Philae, Kom Ombo, Edfu, Karnak, Hatshepsut, Colossos de Memnon e o impressionante Vale dos Reis. Luxor Fiquei apenas uma noite em Luxor, já que os templos fiz durante o cruzeiro. Me hospedei no Nefertiti Hotel, simples mas acolhedor. Foi o suficiente para fazer um vôo de balão pelo Vale dos Reis, e vale muito a pena! O valor é de aproximadamente 70 dólares por pessoa. Sharm El Sheikh A única forma que encontrei de chegar em Sharm El Sheikh foi retornando ao Cairo. Fiz a viagem de trem, de Luxor ao Cairo. No Cairo peguei um ônibus para Sharm El Sheikh. Informações importantes: deixe algumas horas de folga entre este percurso. Os trens atrasam, e você pode demorar até localizar o ponto onde pegar o ônibus – que é na rua e não na estação rodoviária. Utilizei a companhia GO BUS (https://go-bus.com/en/) para esse trajeto Cairo – Sharm. As viagens de ônibus no Egito são bem complicadas. No trajeto de 6 horas, nosso ônibus foi parado 4 vezes. Se isso acontecer, haja naturalmente, entregue o passaporte. Em todas as vezes foi necessário descer e abrir as malas para revista também. É um procedimento hostil, mas padrão. Em Sharm é só alegria! É a única cidade que senti de fato, que havia estrutura turística. Fiquei hospedada no Sol y Mar Naama Bay. A estrutura é boa, é próximo à praia e também fica à 10 minutos do centro de Naama Bay (que é onde acontece a vida noturna da cidade). O custo benefício é bom, mas não se esqueça que você está no Egito e que o padrão de serviço vai deixar à desejar em alguns momentos. Em Sharm, um passeio recomendadíssimo é fazer o tour de barco e mergulhar pelos corais, não é a toa que o mar vermelho é um dos melhores pontos para mergulho do mundo! Se quiserem maiores informações, fico à disposição!
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    Vamos lá, decidi descrever minha experiência na Chapada do Veadeiros. Primeiramente gostaria de deixar bem claro, a cultura desse lugar é utilizar-se de C A R O N A para todos os lados então é melhor deixar o medo no despache da companhia aérea e aproveitar a experiência 🌄 Dia 23/05 Cheguei de BSB para Alto paraíso de carona R$ 55,00 o valor foi porque o motorista foi me buscar no aeroporto, geralmente cobra apenas $35. Consegui o contato da carona pelo um grupo do facebook destinado para tal, o nome Chapada do veadeiros carona solidária. São cerca de 4hr de viagem o carro estava cheio de moradores de Alto o que se tornou mais confiável para mim. Tem busão para Alto Paraíso, porém só tem 3 horários e o custo é maior. Fiquei no camping Consertamos disco voador diária R$20/ o anfitrião Clayton é muito gente fina, tem boas dicas e história do local, o camping é bem simples mas se o intuito é economizar aqui é o lugar certo. Dia 24/05 fui conhecer a cachoeira loquinhas é a mais próxima do camping cerca de 4km, fui a pé e sem guia. No meio do caminho já cansada, acenei e consegui a primeira carona sozinha 😬 foi tranquilo demais, porém não podia me deixar na entrada, e tive que caminhar mais, no trajeto solicitei carona e não tive, no finalzinho um grupo parou e ofereceu. Lição: quem tem menos, é o que mais ajuda. A entrada custa R$ 35,00, o que vale muito a pena, pois dentro é cheio de poços e várias cachoeiras para visitar, além do mais a trilha é tablada o que torna mais agradável. Nesse mesmo dia visitei o espaço GOTA, nossa que energia esse lugar transmite, fui andando é muito pertinho da avenida principal. Não deixe de conhecer a estrutura e o serviço deles. Dia 25/05 conheci um amigo no camping e combinamos de visitar aFazenda São Bento, fomos de táxi R$ 20,00 cada, depois percebemos que não havia necessidade, afinal era só acenar na estrada e esperar porque muitos visitava esse destino. Enfim, a entrada para São Bento custa R$ 15,00, dentro dessa fazenda também tem Almécegas I e Almécegas II, o custo da visitação dessas é R$ 25,00. Chegamos já as 13hr, então aproveitamos São Bento bem no inicio e partimos para a trilha Almécegas I, perdemos uma carona na estrada e por ser tarde não encontramos outras, então caminhamos 3km uma trilha íngreme, mas a vista e o banho é sensacional. Ao voltar conseguimos carona rapidinho. Dia 26/05 fomos para a Cachoeira dos cristais, conseguimos carona e chegamos por volta de 13h. A entrada custa R$ 20,00, é uma trilha cheia de poços e pequenas queda d'água. Onde fica localizada o Véu da noiva, muito lindo e rasinho. Ao retornar conseguimos carona 😝 Dia 27/05 decidi descansar, fiquei o dia inteiro no camping, até como forma de economizar! E deu certo. Dia 28/05 meu último dia nesse paraíso, fiz um bate e volta para São Jorge onde fica a entrada do Parque. Consegui carona e encontrei o amigo dos passeios anteriores, fizemos o cânion I e cariocas, não houve cobrança para entrar no parque. Ficamos o dia inteiro ali, cerca de 11km. Voltei para a estrada e consegui a carona de volta. Dia 29/05 Voltei para BSB consegui a carona por R$ 40,00. Total camping R$ 120,00 Total entradas R$ 90,00 ( em uma entrada me deram o desconto de R$ 5,00) 😆 Total carona R$ 95,00 Total dos três acima R$ 305,00 E com R$ 45,00 comprei alimentos, frutas e águas. Meu consumo geral R$ 350,00 em 7 dias. Isso mesmo, só gastei 350,00 por isso não fui nos demais locais. Mas terá uma próxima, aproveite o que a simplicidade tem de melhor, sua essência. O M E L H O R D A VIDA É D E G R A Ç A Sobre as caronas gostaria de agradecer e repassar sobre seus negócios: Estevão - Guia de Alto Paraíso, no CAT é possível encontra-lo ( meus passeios não necessitava guia, mas outros que não realizei é obrigatório!) Porque indico ele? O cara estava acompanhando um casal nas cariocas, e era aniversário da cliente e ela ama café, ele simplesmente levou todos os utensílios e preparou um café a beira da cachoeira para a cliente. Ela nunca mais vai esquecer esse ato, nem eu. Roberto - gerente e proprietário dos chalés alto da estância, um charme de lugar e o atendimento oferecido por ele é nota 10, pude vê de perto sua preocupação com seus clientes.
  6. 1 ponto
    Oi pessoal, tudo bem? Minha primeira contribuição aqui. Fico sempre querendo escrever depois de alguma viagem, mas acabo deixando passar o tempo e nunca faço. Como utilizo e muito da ajuda de vocês através dos relatos, achei que estava na hora de colaborar também na esperança de ajudar outro viajante . Minha viagem foi em abril/2019, bem recente ainda. Minha rota foi a seguinte: Dia 01 - Vinã e Valparaíso; Dia 02 - Deslocamento até a Isla de Chiloé; Dia 03 - Isla; Dia 04 - Isla e retorno até Puerto Varas; Dia 05 - Puerto Varas; Dia 06 - Região Puerto Varas e deslocamento até Pucon; Dia 07 - Pucón; Dia 08 - Pucón; Dia 09 - Pucón e deslocamento para Concepción; Dia 10 - Concepcion e deslocamento para Santiago; Dia 11 - Santiago; Dia 12 - Santiago e retorno Brasil. Dia 01 - Chegada em Santiago, Viña del Mar e Valparaíso: Cheguei em Santiago as 2:30 da madrugada. Eu já havia pesquisado sobre transfers do aeroporto e sabia que existiam duas empresas de ônibus que fazem o percurso aeroporto x centro da cidade 24hs. Bem, no site das empresas (Turbus e Centropuerto) há todas as estações de parada que fazem. Escolhi um hostel que ficava próximo de uma das estações. Fiquei no Happy House Hostel, perto do Metrô, estação Los Heroes, paguei 28.000 pesos em quarto misto de 12 camas. Tem piscina e bar (que não estava funcionando ). Achei muito barulhento, todas as camas faziam ruídos e o próprio piso de madeira acordava todo mundo no quarto. Cada trecho no transfer de ônibus está por 1.900 pesos, ou 3.500 ida e volta. Vi operadoras de turismo cobrando 7.000 cada trecho e os executivos do aeroporto cobram 10.000, então acho que já foi uma economia e tanto. Depois do café da manhã, incluso no hostel, fui procurar lugar para fazer câmbio. Era sábado, não tinha lojas abertas e a recepcionista me indicou onde haviam bancos, só que esqueceu de me dizer que os caixas eletrônicos não funcionam. Depois de tentar 3 bancos, nenhum com caixa aberto, pedi ajuda para um gari, e ele me disse que tinha caixa eletrônico dentro da estação do Metrô. Saquei uma graninha e ali mesmo já comprei o cartão do metrô e uma carga, o valor foi de 1.550 pesos pelo cartão (tarjeta bip) e 4.000 pesos para passagens. De metrô, fui até a estação Pajaritos. Eu já tinha comprado on line passagens para Viña del Mar pela Turbus, por 2.300 pesos. Baratíssimo (12 reais com IOF). O problema é que perdi tempo procurando os tais bancos e perdi o ônibus. Precisei comprar nova passagem e esta no balcão, saiu por 6.300 pesos. Chegando em Viña, fiz tudo caminhando, em uma manhã. Fui do terminal rodoviário até o Teatro Municipal, depois ao Palacio Rioja (vale uma volta pelos jardins e pelo casarão), tudo grátis. Continuei até chegar ao Cassino (na praia) e fui caminhando pela orla ate o Castillo Wulff (também gratis e vale a pena entrar). De lá fui ao famoso Relógio das Flores e voltei para o parque Quinta Vergara, onde há jardins, um palácio e ao lado fica a estação de metrô Viña del Mar. Paguei 2.100 pelo cartão + tarifa da viagem. Desta estação, fui de metrô até a última estação em Valparaíso, a estación Puerto. Como o nome diz, é do lado do Porto. Caminhei até o ascensor Artilleria, uma espécie de elevador que leva até a parte mais alta da cidade (existem vários por lá). Alguns são gratuitos, neste, paguei 300 pesos. Lá de cima tem um mirante bonito, onde se pode ver toda a área portuária, inclusive o carregamento de navios. O mirante fica ao lado do Museu Naval, mas não entrei nele. Desci para o centro da cidade a pé, por umas casinhas e ruazinhas pequenas, com diversos grafites interessantes. Chegando no nível baixo, almocei na rua Bustamente, tem varios restaurantes não muito bonitos, mas com pratos apetitosos e muito baratos (paguei 4.500 num prato com entrada, principal e sobremesa). De lá peguei um micro onibus daqueles antigos, o 612, que me levou até a La sebastiana (casa do Pablo Neruda) por apenas 370 pesos. A casa tem um mirante na frente e para entrar nas dependências tem um custo de 7.000 pesos. Depois dessa visita, desci novamente através do Museo a Cielo Abierto, região onde há mais grafites. Fui até a Catedral, parei num barzinho pra beber uma cerveja aproveitando o pôr do sol e, quando meus pés não aguentavam mais, fui para o terminal de ônibus. Assim como a ida, tinha comprado a passagem pela internet por 2.300 pesos, porém comprei para mais tarde, achando que ficaria mais tempo por lá. Comprei uma nova para o horário mais próximo e paguei a diferença 3.300 pesos. A moça que me atendeu, muito simpática, me mostrou a tela do sistema dela, onde os preços variavam e conforme mais próximo do horário de saída, mais caros. Fica o aviso... Chegando em Santiago voltei ao hostel por metrô, com a passagem inclusa no cartão comprado pela manhã. Entre água e alguns biscoitos, gastei mais uns 3500 pesos nesse dia. Dia 02 - Deslocamento à Isla de Chiloé (região dos lagos, sul do Chile): Meu voo era as 10 da manhã, fui até o aeroporto com o transfer que já estava pago (só apresentar o canhoto). Para ir à Ilha, o aeroporto mais próximo é o de Puerto Montt. O voo com a JetSmart (lowcost chilena) custou 25 dólares, somente ida, mas com bagagem despachada. Lembre-se que lá não há bagagem de mão gratuita, você só pode carregar um item de 35x25cm, ou seja, minúsculo. A bagagem de mão deve ter as mesmas medidas que aqui do BR e pesar até 8kg. Como o preço da bagagem de mão e da despachada é o mesmo, achei melhor despachar, pelo peso. Chegando em Puerto Montt, tem transfer na porta do aeroporto indo direto para o terminal de ônibus, custa apenas 2.500 pesos. Transfer de carro estava por 15.000. Lá no terminal de ônibus comprei minha passagem para Castro, capital da Isla Chiloé, por 6.500 pesos na Cruz del Sur. Deixei minha mochila no guarda equipaje e fui caminhar pela orla, simpática, da cidade. Fui até o mercado do peixe, onde tem alguns restaurantes, e almocei lá por 4.100 pesos, com bebida. Voltei ao terminal, entrei no ônibus e curti (só que não) a viagem interminável de 6horas. Para chegar na ilha tem que usar uma balsa, já inclusa no preço da passagem. Durante a travessia é possível descer do ônibus e curtir o visual do mar do alto da balsa. Mais tarde descobri, o ônibus que peguei não era o melhor, já que parava em todos os povoados ou pra qualquer um que fizesse sinal na estrada. Ou seja, não era direto, por isso a demora. Enfim, cheguei a Castro 🏼. A Isla de Chiloé, além das paisagens naturais é conhecida também pelas Igrejas, construídas pelos jesuítas a partir de 1600 em madeira. Hoje já existem 16 delas tombadas pela UNESCO. Já na chegada vc encontra a Catedral de Castro, toda em amarelo (uma cor diferente para igrejas católicas) e encantadora. Castro também é conhecida pelos palafitos, casas de madeira à beira da água, em palafitas, pintadas em cores vibrantes, totalmente coloridas. Depois de umas comprinhas no mercado (Jantar, café e lanche - 11.500 pesos) fui para o hostel. Lá, fiquei no Hospedaje Costanera. Pequeno, aconchegante e o dono super atencioso, custou 16.000 duas noites em quarto compartilhado (triplo), porém só havia eu e mais um casa no hostel, assim, fiquei com o quarto somente para mim. Aliás, descobri que essa época na ilha é super baixa temporada, então, quase nada de turistas. DIA 03 - Muelle de las Almas: Aqui tenho uma confissão, escolhi Chiloé por causa do muelle. Adoro locais da natureza e tinha visto algumas fotos, queria muito conhecer esse local. Este Muelle é na realidade um Pier, construído por um artista chileno, que transformou em arte (um pedaço de madeira) uma lenda indígena local. Diz a lenda, que as almas que morriam, deviam chegar até aquela parte elevada da montanha esperar pelo barco que levava-os para o outro lado, pagando com uma pedra o transporte. Assim, o artista construiu um pier com algumas pedras cravadas, mas estas infelizmente já foram arrancadas por arruaceiros (não podem ser turistas 🤨). Pra chegar lá, não é muito fácil, mas é bem mais fácil do que dizem em muitos blogs. Primeiro, eu só achava recomendações pra ir de carro ou com excursões. Tentei comprar por lá, mas por ser baixa temporada, não haviam tours. Um guia muito gente boa me respondeu no whats e me indicou como ir de ônibus. Pela manhã, cheguei no terminal de buses da cidade (minúsculo por sinal) e la achei a empresa que faz o Muelle (tem cartaz bem grande). Começando as 9:15, tem microonibus saindo de hora em hora. Este micro, leva apenas até a entrada do Parque Nacional Chiloé, lá, precisa pegar outro micro. Mas não precisa se preocupar, os horários são coincidentes para que haja tempo hábil da sua chegada na entrada do parque até a saída do ônibus que vai até o Muelle. Aqui, uma dica : a espera entre os ônibus é de 30 minutos. Eu que sentei na frente do micro, ao lado do motorista, fiz amizade com ele, e, ao chegar na porta do parque, me avisou que o micro iria até um ponto mais a frente e retornaria. Deste ponto eu poderia visitar a praia, antes dele retornar. Tudo isso nos exatos 30 minutos de espera do próximo. Fui, claro. Aproveitei e vi uma praia deserta no Pacifico. Muita areia, muito vento. Adorei a oportunidade. Foi corrido, pq o tempo só tinha 10 minutos na praia, mas valeu cada segundo, ainda mais sabendo que eu era a única com aquela experiência, pelo menos naquele momento. Voltei para o micro, meu amigo me deixou na porta do Parque, que aliás tem um restaurante e banheiros, que eu recomendo usar aí... Quando o outro micro chegou, eu e os demais 5 turistas fomos levados até o outro lado do parque, pagamos a entrada 1.000 pesos (preço de baixa temporada) e seguimos mais um pouco no micro. Ele nos deixa bem na entrada da trilha. A trilha é bem fácil, linda por todo o caminho. Parando para tirar muitas fotos e admirar tudo, levei 40 minutos. Quando cheguei haviam no máximo 15 pessoas pelo local. Vi fotos e relatos na internet que na alta temporada chegam a levar 2 horas de fila para uma foto no pier. Então não recomendo essa época. Porém, em abril, chove a qualquer hora, de um minuto para o outro, é frio e venta pra carambaaaa. Agradeci muito por estar com minha corta vento 🥶. Um calçado mais apropriado para trilha também é indicado, apesar de não ser essencial. Parei por lá, apreciando o visual incrível de montanha e Oceano Pacífico e fiz um piquenique por ali mesmo. Foi sensacional. Na volta, fiz o mesmo, peguei o micro, que me deixou na entrada do parque, em frente ao restaurante, onde experimentei uma sopaipilla (parece um bolinho de chuva) com chocolate quente, tudo por 3.000 pesos. O outro micro chegou e 1hr depois estava de volta a Castro \o/. Tudo isso e o gasto em transporte foi de apenas 7.000 pesos. Nessa noite fui experimentar o curanto. Prato típico de Chiloé. Gente, que comida MARAVILHOSA. Trata-se de um ensopado de ostras, com outras carnes (frango, porco, carneiro), que fica fervendo por horas, junto com muitos vegetais. Sério, descrevendo não parece tão gostoso, mas é. Vai por mim . Eu nunca tinha comido ostras na minha vida e sou meio fiasquenta com legumes. Mas era tipico né, então tinha que provar. Ainda bem que fiz. Bom, como não sabia como comer, quando o prato gigante veio parar na minha frente, perguntei para o garçom, um senhor, chamado Alberto me mostrou como abrir as ostras, comer, lavar os dedinhos com limão e água do bowl da mesa. Tudo isso, mais um vinho indicado por ele, sairam por 11.200 pesos. Achei justos por tudo que comi, aliás, não consegui comer tudo . Quando terminei, o Alberto, super simpático, perguntou de onde eu era, e, assim começou uma conversa de mais de uma hora (o restaurante estava vazio, baixa temporada, lembra?). Ele me contou sua paixão pelo Rio de Janeiro, que havia trabalhado quando jovem no Copacabana Palace (será verdade???), perguntou sobre varias ruas do bairro e outros locais que frequentava quando morou no BR e tals. Me deu o telefone dele e pediu para avisar quando chegasse no hostel, afinal, "a cidade é segura, mas alguém de fora andar por aí, sozinha a noite, pode ser perigoso". Achei bem simpático da parte dele. Como não liguei, veio mensagem no meu telefone, "chegou bem? Estou preocupado." Desde então, vira e mexe tem uma mensagem de, como foi sua viagem, por onde você está passeando hoje? Acho que fiz mais uma amigo pelo mundão 🤩. O restaurante se chama Octávio. Fica na orla, como um palafito mais chiquetoso (da rua não da para ver a palafita). DIA 04 - Um pouco mais da Ilha e deslocamento até Puerto Varas Neste dia, levantei cedinho e fui fazer um tour para conhecer algumas das demais igrejas tombadas pela Unesco. No terminal de buses comprei a passagem para voltar a Puerto Montt e aí mesmo peguei um micro até Achao. Nos micros você paga direto para o motorista, diz onde vai, ele informa o preço. Dei uma volta pela cidade de Achao (literalmente, volta de 15 minutos e acabou) depois fui para Curaco, mesma coisa, outro micro para Dalcahue. Nessa última, além da praça com a igreja, tem também uma feirinha com artesanato local, numa edificação bem peculiar. Infelizmente todas as igrejas estavam fechadas . Tirei fotos das fachadas apenas. Comprei uma lembrancinha e voltei para Castro. Todos estes percursos em micros, custaram 4.200 pesos. Almocei num restaurante excelente, o Q'ili Restobar, por 4.000 pesos o conjunto entrada, principal e sobremesa. Lá em Castro a igreja estava aberta (aleluias) e entrei. Muito lindo e tão diferente daquela visão que estamos acostumados. A madeira brilhando tem um efeito sensacional. Chegando a hora do ônibus peguei minha mochila no hostel e embarquei para Puerto Montt. Essa outra empresa, a buses ETM foi com onibus bem mais confortável e viagem direta, sem paradas. O valor foi de 6.500 pesos, o mesmo da outra, entao vale mais a pena. A barca onde esse onibus faz a travessia também é diferente. A Cruz del Sur possui a frota de ônibus e barca, portanto é propria. Já a ETM viaja na barca do governo. Maior, um café na parte de dentro e mais legal para fotos 🤩. Do terminal de Puerto Montt peguei mais um micro (saem a todo minuto) para Puerto Varas. Foram 900 pesos, desembarquei na quadra do hostel que fiquei. Fiquei no MaPatagonia Hostel, super, hiper, mega recomendado. Excelente. Aconchegante, recepcionistas atenciosos. Limpo, já falei aconchegante??? Enfim, gostaria que todos os hostels do mundo fossem como esse. Foram 16.800 pesos para duas noites em quarto quadruplo misto com banheiro compartilhado. Conheci outra brasileira e um colombiano que estavam no mesmo quarto e fomos jantar num restaurante que nós tres recebemos recomendações para ir: Mesa Tropera. Pizzaria, restaurante italiano, vinho e cervejas de fabricação própria. Excelente ambiente, e localização ótima. Dividimos nossos gastos e a conta fechou em 5.500 pesos para mim (pizza excelente e a cerveja tb, rsrs). DIA 05 - Saltos del Petrohue e Volcán Osorno A brasileira que conheci já tinha fechado dois dias de tour pela região com uma empresa, então, eu e o Colombiano colamos nela, negociamos um precinho melhor com a agência aproveitamos o dia. Foi meu primeiro tour particular da viagem. Confesso que foi um alívio não precisar pensar em tudo . Como de costume, nos pegaram no hostel, por volta das 10hs. O dia tava totalmente nublado (nada animador em viagem pra apreciar natureza, mas é o que temos, nós vamos né). Uns 30 minutos depois, nossa primeira parada, um local com vista para o vulcão. Só que não víamos nada por conta do tempo nublado. Tinha que adivinhar para que lado ele estava . Mais uns quilômetros e paramos nos saltos do Petrohue. Entrada 4.500 pesos. Os saltos na verdade são caminhos feitos pela lava vulcânica que escorreu em erupções anteriores, fazendo com que algumas crateras ficassem aparecendo. A cor da água, as rochas e estas crateras fazem um efeito maravilhoso, tudo muito lindo. Mais ainda com os raios do sol, que estavam começando a aparecer, batendo na água. Perfeição. Uma hora depois e já conseguíamos ver a ponta do vulcão, êêê 🏼. Depois, o guia perguntou quem queria dar uma volta de barco pelo lago. Segundo ele, até chegarmos lá, o tempo estaria aberto. Todos toparam e não é que ele acertou? 40 minutos de volta no lago, 5.000 pesos, e um visual lindo. Depois disso, fomos almoçar. Dica, leve seu lanche se estiver na base econômica. Não tem opções na estrada, é onde o guia resolve parar e provavelmente onde ele tenha convênio com o restaurante pra levar os turistas. Eu, desavisada, tava com uma fome do tamanho do Maracanã, acabei almoçando. Simples, nada de mais, sem bebida, um Salmão com purê de batatas: 11.000 pesos . Metade do rim cortado pra pagar a conta, partimos para a atração principal do roteiro, o vulcão Osorno . Ainda não é época de neve, então ele só está branquinho na ponta, bem em cima. Mas nem por isso menos impressionante. Para subir no teleférico do vulcão, há duas opções. Um percurso, 12.000 pesos, ou dois percursos por 16.000 pesos. Compramos o percurso completo. A primeira parte vai até 1.450 metros e a segunda até 1.700 metros. Meu conselho: comprar os dois percursos. A parte da primeira parada não tem nem muito espaço para caminhar ao redor. Já a segunda é bem melhor. Se vc vai em época de neve, não esquece de óculos escuros. Depois de centenas de milhares de fotos, voltamos apreciando o visual do vale enquanto descíamos no teleférico, aproveitando para agradecer essa chance de vermos algo assim, tão perfeito . Todo esse passeio pela agência foi a um custo de 25.000 pesos. Depois de todo esse gasto, fomos ao mercado, garantir a janta e o café da manhã seguinte. Total de 4.900 pesos. DIA 06 – Região de Puerto Varas e deslocamento a Pucón O dia começou com despedidas do trio formado duas noites antes. Eu decidi adiantar em um dia a viagem a Pucon, já que a previsão era de chuva para os outros dias. Carol, minha xará, iria para Chiloé no dia seguinte e Jorge iria para Santiago, depois Atacama. Assim, os dois foram fazer mais um tour na região de Puerto Varas e eu fui comprar a passagem, que custou 9.500 pesos na Jac Buses. Como tinha a manhã e parte da tarde livres, aproveitei para ir até outras cidades da região na beira do lago. Peguei um micro em frente ao terminal onde comprei a passagem para Pucón e de lá fui para Llanquihue. A cidade tem uma linda orla, a costanera é bem conservada, com várias esculturas feitas em madeira. Passear por lá deixa você com uma paz indescritível. Na praça da cidade, peguei outro micro até Frutillar. Também na beira do lago, a cidade possui influências alemãs e é toda charmosa. Nessa cidade também está o Teatro del Lago. Um teatro construído parte sobre o lago. Nele é realizado o maior festival de música do Chile e, por isso, existem diversas obras de arte em forma de símbolos e órgãos musicais. A costaneira também é um encanto e bem legal ficar um tempo no píer apreciando a vista do lago e vulcão. Lá também há o famoso Kuchen, traduzido como a cuca. Lembra bem a cuca alemã que minha família faz no Rio Grande do Sul. Do sul ou não, vale a pena experimentar. Um lembrete, o pedaço vendido na cidade é enormeeee. Pode pedir para dividir. Depois de voltar a Puerto Varas e pegar a mochila, fui embarcar para Pucón. A viagem durou algumas horas. No caminho entrei em contato com algumas agências que encontrei no instagram e facebook para fazer a subida no vulcão Villarrica. A maioria dizia que não teria passeio, pois havia previsão de mudança no tempo. Entre as que fariam a subida, os preços variavam bastante. Fechei com uma por 75.000 pesos. Acertamos o preço e os horários, por mensagens. Cheguei em Pucon e fui correndo no mercado mais próximo, comprar agua e lanches para a aventura. DIA 07 – Subida no vulcão Villarrica Pra quem ainda não sabe este é o vulcão mais ativo do Chile. Sua última erupção foi em março de 2015. Porém, em setembro de 2018 (07 meses antes da viagem) a região estava em alerta de risco de erupção. Sim, eles controlam muito bem as possibilidades e elas continuam podendo ocorrer qualquer dia destes. Bem, imagina minha expectativa. A ansiedade era tanta que tive dificuldade até de dormir. Chegada a tão esperada hora, as 05 da manhã o guia Waldo foi me buscar no hostel, me levou até o local da agência para experimentar as botas e roupas que eu usaria. No valor do tour, estão inclusos todos os equipamentos necessários, calçados próprios e até casacos corta vento. Descobri que eu era a única turista que o Waldo acompanharia. De início fiquei meio desconfiada, mas ele foi explicando tudo e me deixando bem tranquila. No caminho até o vulcão, fui perguntada se preferia fazer todo o percurso a pé, ou poderia subir a primeira parte em teleférico. Escolhi poupar um pouquinho das pernas e usar o teleférico. Lá se foram mais 10.000 pesos. Enquanto esperávamos o teleférico abrir, outros grupos foram chegando. Grupos grandes, grupos pequenos. Cada um com seu guia acompanhando. O teleférico nos deixa na altura de 2.400 mts. A cratera do vulcão fica a 2.800 mts. Apenas 400 metros Carol... Só que não... com a inclinação da montanha, o terreno arenoso e o ar um pouco mais rarefeito, a subida precisa ser em zigue zague, em passos precisos e pequenos. Não vou mentir aqui, foi tenso, muito. Não sei quantas vezes pensei em desistir. Depois de alguns passos, a bota parecia pesar uns 40 quilos em cada pé. Deu pra perceber que meu preparo físico estava em igual ou menor que zero, né? Acho que tive muita sorte de ser apenas eu e o guia, pois ele me ajudou e muito nessa jornada. Na parte inicial do vulcão, como já falei o terreno é bem arenoso, parece uma enorme duna de cor cinza, então a cada pisada, precisava cravar a ponta da bota para não escorregar. Muitos metros acima, tem a parada para colocar os grampos na bota, pois viria a parte para andar no gelo. Então passos menores ainda, usando estaca em uma das mãos para a cada passo travar o pé e a mão. Nesse momento, bateu o arrependimento de porque não desisti antes. Toda vez que eu ia falar, ou dar uma paradinha para respirar o Waldo dizia, vamos continuar, pensa que você vai conseguir e assim eu seguia um pouco mais. Vou lembrar aqui novamente, a previsão era de chuva para a tarde, e a subida com pessoas em forma leva em torno de 5 hs. Então, tinha que ser tudo muito bem cronometrado e o Waldo não me deixava parar nem por 2 minutos, apenas nas definidas para todos (3 no total). Se ele via que eu ficava um pouco para trás, voltava e me puxava Depois de tudo isso, nossa última parada antes da cratera, para retirar os grampos, pois o terreno era o do vulcão novamente, achei que a pior parte tinha passado. Ah, quanta ingenuidade. Era escalada pura na rocha, fazendo força nos braços e pernas para achar um local onde segurar e colocar os pés. Mas o pior mesmo, era o vento, tão frio e tão forte que não conseguia respirar, faziam desequilibrar quando tava segurando com tudo, cortava a visão... nessa parte tive foi medo, achei mesmo que ia cair e já era. Mas não \o/, passei por esta parte também e finalmente chegamos na cratera. Gente, não há descrição para isso. O sentimento, a mistura de satisfação, alegria, superação. Façam, só digo isso. Vai ser difícil, vai. Se você achar que chegou no limite não precisa continuar, mas chegar lá em cima.... é surreal não tem outra palavra para descrever. Além de toda superação, você tem um visual incrível da cordilheira, do vale e, do vulcão em si. Ficamos uns minutos la, o cheiro de enxofre é fortíssimo. Algumas pessoas usam máscara, mas eu consegui suportar bem. Enquanto estava observando a fumaça saindo pelo buraco, vi umas faíscas de magma saindo. Foi SENSACIONAL. Segundo o Waldo, tinham uns 3 meses que a cratera estava naquela formação, uma pequena abertura e era raro ver o magma daquele jeito. Então, foi outro presente que recebi. Bom, a descida teve uma parte bem legal, fizemos de esquibunda, teve mais umas partes apavorantes, pois morro de medo de altura e no escorrega natural de gelo, algumas partes ficavam só precipício, tipo montanha russa antes da primeira descida. Mas depois de uns minutos o medo passa e fica só a adrenalina de escorregar no gelo em velocidade. Me senti quase os caras do Jamaica abaixo de zero (eu vi na sessão da tarde, tá) ;). Usei o app Relive que me informou que fiz a subida e descida em um total de 5hs e 53 minutos e andei 7.3km (o zigue zague, lembram?). Uma cerveja chilena depois, me despedi do guia e voltei para o hostel. Encontrei os dois ex companheiros de quarto de Puerto Varas me aguardando, pois tinham resolvido ir até Pucon J Agora novamente companheiros de quarto. Estávamos no hostel Pucontours Hostal. 3 noites em quarto quádruplo com banheiro privativo saíram por 28.400 pesos. Achei o hostel Ok. Muito boa localização, mas um pouco frio, sem ambientes propícios para conhecer outras pessoas, as áreas comuns não eram confortáveis e convidativas para sentar e conversar. Enfim, fomos almoçar/jantar por 10.800 pesos e, começou a chover L No centro da cidade há um local para informações turísticas. Nos atenderam muitíssimo bem, ofereceram até alguém em português e nos explicaram tudo que poderíamos fazer sem necessitar de excursões. Passadinha no mercado e voltamos para o hostel (eu para tomar muito dorflex e fazer curativo nos calos que a bota tinha me dado). DIA 08 – Ojos del Caburgua e Caburgua Com as dicas do escritório de informações turísticas, pegamos um micro até a parte mais próxima dos Ojos del Caburgua. Trata-se de um parque no rio Caburgua, com algumas cachoeiras, que formam os “ojos”. Para chegar lá, existem duas entradas, segundo nos informaram, a melhor seria a entrada do Cristo, pois essa daria na parte de baixo das cachoeiras. A outra somente visualiza a parte de cima delas, e estas entradas são separadas em 7km uma da outra. Assim, se você vai de micro como a gente (600 pesos), pede para o motorista, para descer nos ojos, na entrada do Cristo. Assim que descer do micro você vai entender, no lado da estrada tem um crucifixo. Desta estrada, tem sinalização do sentido a seguir. São 2km até a entrada do parque, que custa 1.000 pesos em baixa temporada. O parque é bem bonito e conservado. Tem área para piquenique, os caminhos para os mirantes são em deques de madeira bem mantidos. A cor da água é sensacional. Uma surpresa quando você vê as cachoeiras. Vale a pena. O dia nem estava muito lindo, meio nublado, e mesmo assim, valeu e muito a ida. Voltamos para a estrada e, como não sabíamos ao certo o horário dos micros, íamos continuar caminhando pela estrada mesmo até o Lago Caburgua, onde desagua o rio do mesmo nome. Porém, 5 minutos de caminhada e dois amigos pararam o carro e nos ofereceram carona. São apenas 4km, então em 5 minutos chegamos lá, agradecemos e fomos explorar as praias do lago. É difícil entender como a areia de uma praia para a outra muda de cor, estando lado a lado. Assim, mudam também os nomes: Playa Negra e Playa Blanca, rsrs. Criativos J Esse local é de uma paz fenomenal. A calmaria do lago, as areias extensas, as montanhas ao redor. Vale a pena uma caminhada por lá. Para voltar foi só esperar o micro para Pucon (1.000) e em 40 minutos estávamos na cidade. Tínhamos planejado ir a uma terma, já que a região também é famosa pelas suas aguas termais e existem diversas opções. Porém, depois de gastar um rim para subir o vulcão, eu achei melhor não ir. Assim, fomos passar na cidade mesmo. Lá tem o lago Villarrica, com vista para o vulcão. Também fomos no Monastério Santa Clara, construído no alto de um morro, onde se pode ver toda a cidade e o lago. O frio pedia um cafezinho e assim escolhemos uma das cafeterias mais famosas para conhecer. A café Cassis. Chegamos lá e a fome chegou também então tornou-se um jantar da tarde com café. Comemos pizza, sopa, tabua de carnes, doces e chocolate quente pra terminar com chave de ouro. Tudo maravilhoso e totalizou em 13.900 pesos para cada L. DIA 09 – Deslocamento para Concepción Esse sim foi o dia das despedidas finais. Cada um escolheu um roteiro diferente. Eu iria para Concepcion fazer uma visita muitíssimo rápida a um casal de chilenos que conheci aqui no Rio através do Couchsurfing. Para chegar até lá, paguei a passagem mais cara de ônibus (12.000), mas isso porque a cidade não é tão turística, então saindo de Pucon só tinha uma opção de ônibus. Cheguei a noite, então não vi muito da cidade. Fui apresentada a milhões de snacks típicos chilenos. Gente, não consigo parar de sonhar com as “Ramitas Evercrisp” melhor salgadinho da minha vida. Vocês precisam experimentar. Comprei um pacote de 750 gr que fiz durar um mês depois que voltei, mas a vontade era comer de uma vez só. Se tiver uma cerveja acompanhando, ficam perfeitas. DIA 10 – Concepción e retorno a Santiago Fui conhecer um pouco de Concepción. É bem jovial, foi a sede da primeira universidade federal fora de uma capital de província. O campus universitário é bonito, bem limpo e conservado. Foi lá que iniciaram os primeiros protestos denunciando a ditadura de Pinochet, entre os estudantes e, assim, muitas perseguições e mortes. No campus há diversos monumentos lembrando essa história Chilena. A comida, maravilhosa e a mais barata do Chile. Paguei o almoço de todos, ou seja, 3 pratos, por apenas 4.800 pesos. Depois disso, fui para o aeroporto embarcar de volta para Santiago. Este treche paguei 79,00 reais, com IOF e bagagem despachada. Chegando em Santiago, fui para o Hostel Boutique Merced 88. Paguei 28.000 em um quarto feminino quádruplo para duas noites, mas fiquei sozinha o tempo todo. Gostei muito do hostel, bem limpo, organizado. Café da manhã excelente. Com opção de ovos cozidos já prontos ou você pode pegar os ovos crus e prepara-los como preferir. Melhor localização impossível. Apenas 1 quadra e meia da estação Baquedano, em frente à praza de mesmo nome. Neste dia, fiquei no terraço do hostel conversando com alguns hospedes e jantei as ramitas DIA 11 – Um pouco de Santiago Conferi o calendário e fui até o Palacio La Moneda, onde acontece a troca de guarda. Todo mês muda, é bom checar no calendário. Em abril era nos dias pares e tive sorte de estar por lá. A troca de guarda dura um tempão. Cansei nos 30 minutos. De lá, fui a pé até a Plaza de armas, local onde se vê lado a lado construções modernas e antigas. De lá, fui para o Museu de artes modernas e saí no museu de Belas artes (os prédios são interligados). Saindo, fui direto para o Cerro Santa Lucia. Este, definitivamente vale a subidinha. É um oásis no meio da cidade, além de ser no alto, então no mirante você pode ver os prédios e a cordilheira ao fundo. Ao lado do cerro, fica a heladeria Emporio La Rosa, dizem que é o melhor sorvete de Santiago, não sei, pq não experimentei todos os outros, mas o de lá é muito bom mesmo. Continuando pela famosa calle Lastarria, cheia de restaurantes caros, voltei para a rua do hostel e, um pouco antes de chegar, avistei outra heladeria la Rosa. Fui conferir se lá havia um prato chamado Porotos Granados, recomendado pelo meu amigo chileno. E não é que la eles faziam? Fiz meu pedido e recebi um bowl com um ensopado de grãos delicioso. Vale a pena experimentar. Lá custou 8.900 com bebida. Chegando no hostel descansei um pouco e mais tarde fui em direção ao cerro San Cristobal. Apenas algumas quadras de onde eu tava. Subi no cerro de funicular e desci com teleférico, no outro lado, os tickets custaram 3.550. Há opções de descer a pé, descer no funicular, ir de teleférico só até uma parte... enfim, várias formas de subir e descer. Como voltaria no entardecer, achei que seria legal ver o pôr do sol do teleférico. Foi lindo J DIA 12 – Retorno Transfer para o aeroporto e volta para o BR L Acho que algumas partes ficaram muito detalhadas, tenho dificuldades em ser objetiva, mas espero que ajude quem está indo para lá, de alguma forma . Abraços e qualquer dúvida estou por aqui, ou tb no insta: @Carol.Ribeir0_
  7. 1 ponto
    Galera, eu venho planejando uma viagem há um ano pra fazer em abril de 2020. Quero passar no Salar e Machu Pichu principalmente, mas quero ir em outras cidades nesse caminho. Até então eu tava pensando em ir por terra pela Bolívia via Corumbá, mas percebi que sai um pouco caro ter que ir e depois descer pela Bolívia novamente. Portanto, to pesquisando promoções aéreas pra Cusco pra começar o mochilão lá! E aí ir descendo até o Salar e depois volto por terra pro Br. Vocês acham isso uma boa ideia ? Cusco é uma cidade massa pra começar pela primeira vez sozinho um mochilão ?? Aceito recomendações !! Vlw galera !
  8. 1 ponto
    Olá, boa noite! Eu me chamo Gustavo, tenho 22 anos, depois de muito pensar eu decidi largar tudo e me aventurar em um mochilão, estou planejando ir embora no final deste ano. Eu não tenho muita grana e o meu objetivo é ficar de 6 meses a 1 ano (ou mais) fora. Gostaria de ouvir relatos de pessoas que já passaram por essa experiência, indicações de cidades, por onde passar e dicas de como posso me manter em relação à trabalho durante esse período que eu estiver fora e etc. Já conheço o Worldpackers que com certeza irá me ajudar muito. Gostaria de indicações de Hostel também. Obrigado!
  9. 1 ponto
    Agradeço muitíssimo seu post. Eu estava há tempos atrás de uma barraca com menos de 2Kg de peso e mais de 2000mm de coluna d'água. A barraca Cloud Up 2 Ultralight da NatureHike! que você indicou parece ser o tipo perfeito pra mim. Vou garimpar preços, pois ela não é das menos caras rsrsrsrs
  10. 1 ponto
    Olá, João. A entrada em Londres vai ser igual em qualquer país: eles provavelmente te perguntar o motivo da viagem, quanto tempo vai ficar e talvez te pedir para mostrar se tem hospedagem. Só se você der mta pinta que vai fazer algo errado por lá ou que vai ficar ilegalmente é que será levado para uma conversa e talvez confirmar se tem dinheiro etc. No mais, relaxa.. última vez que entrei por Londres só me desejaram boas férias! Abs e boa viagem!
  11. 1 ponto
    Amigo, sua vestimenta (segunda pele, fleece, jaqueta, meias...) e seu saco de dormir/isolante vão pesar mais do que a barraca no isolamento do frio. Barraca protege contra chuva e vento, mas a sensação térmica ainda vai estar lá (principalmente de madrugada). Por sorte, Julho é uma época em que chove menos para lá (mas não significa que vc deve subestimar o pico). A super esquilo é meio grande e pesada para uma pessoa, eu quero subir o pico no futuro, mas eu usaria uma barraca mais "plana" com avanço pros equips, e mais leve. Na minha honesta opinião vc deveria ver essas opções. *Cloud up da Naturehike (a única autoportante das que estou recomendando, é um detalhe a levar em conta porque nem sempre temos chão para fixar os specs em grandes altitudes) *bivak da trilhas & rumos (como o amigo gesiel destacou) *nepal da azteq *quickhiker da quechua (apesar dela ser um pouco pesada pros padrões de barraca pequena)
  12. 1 ponto
    barraca bivak trilhas e rumos peso 1.400 gramas . O saco de dormir precisa de um mais robusto a não ser que tenha uma jaqueta abrigo parka andes e calças boas para frio intenso .
  13. 1 ponto
    Essa trilha tem um visual incrível, vale muito a pena! Já fiz 2 vezes, uma delas no nascer do sol. Pra quem não conhece muito a região, coloque Rua Rio Congonhas no GPS que não terá erro. 😉
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    Recentemente viajei para porto alegre com o mesmo modelo de mochila e passei sem nenhum problema.
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    @D FABIANO Muito obrigada pelas dicas! Serão preciosas na hora de montar os roteiros. Atualmente já fizemos as escolhas de cidades, as divisões dos dias e começamos a reservar os hotéis. Agora precisamos montar os roteiros do que fazer dia-a-dia 😅 Estamos pensando em reservar 5 dias para Lisboa (3 para Lisboa e 2 para Sintra), que seriam tirados de Málaga e Valência. Mas isso se surgir algum voo low-cost a um bom preço. Na sua opinião vale a pena fazer isso? E que valor seria bom para um voo Madri-Lisboa e Lisboa-Barcelona? Vimos uns voos saindo em torno de R$ 700,00 ida e volta. Até breve!
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    Olá Galerinha, Essa é a minha primeira postagem por aqui. Moro em Pelotas/RS, aqueles que desejam ir até o Uruguay é excelente começar por aqui, uma cidade charmosa ana Costa Doce do Rio Grande do Sul. Bom, mas para não perder o foco vamos lá ao que nos interessa por enquanto. Desde Pelotas tem um ônibus que sai direto da rodoviária para Montevideo, é da EGA a tarifa fica entre R$120,00 reais, mais não façam isso por favor pois assim você estará embarcando em uma viagem internacional, ou seja a tarifa é sempre mais cara, então já que somos aventureiros vamos economizar para curtimos mais a viagem. Vá no ônibus da empresa Rainha para a Cidade de Jaguarão [os ônibus saem da rodoviária de Pelotas a partir das 07:00 ae ae tem a cada duas horas] e custa R$21,15. A viagem dura em média umas 02h 30mim, é uma viagem maravilhosa passando por paisagens deslumbrantes aqui no sul o Brasil. Antes de chegar a Jaguarão faz-se uma parada na pitoresca cidade de Arroio Grande. Após chegar em Jaguarão dê uma voltinha pela cidade, tem vários prédios históricos. Vá em direção a Ponte Internacional, atravesse a pé, leva uns 5 minutinhos, até chegar a cidade uruguaya de Rio Branco, lá é um paraíso fiscal, pois tem os free shops, onde os produtos são livres de impostos e são vendidos por preços inacreditáveis. Passe alguma horas vendo as coisa, pois não é hora de comprar muito, deixe pra comprar na volta. Faça o câmbio por ali mesmo, é sempre melhor fazer o cambio lá do que no Brasil. Volte e atravesse o resto da ponte, até chegar a uma parte de Rio Branco que se chama Cuchilla, ande alguma quadras até chegar a Agência Rio Branco, pegue um ônibus bem estilo uruguayo por apenas $129 pesos uruguayos em direção a Cidade de Treinta y Tres. Uma rica de uma cidade, chegue lá e aproveite o máximo a localidade. De lá tem várias empresas que vão para Montevideo: Nuñez, Rutas del Plata são as melhores por apenas $288 pesos, são mais 04 horas de viagem até chegar a Montevideo. Você vai descer na em Tres Cruces que é a Rodoviária, e não vai pegar taxi, vamos de bus, pegue o cêntrico que desce lá mesmo custa $10 pesos. Lá fique hospedado em um hostel, nada de hoteis estrelados, acoselho ficar no Che Lagarto, que fica na Plaza Independencia, inclue café da manhã e internet, tem cozinha, então faça compras no supermecado ali perto e cozinhe vc mesmo, a diária custa a partir de U$S9 dólares. Use e abuse dessa cidade que encanta em todos os momentos. Entre no site http://www.trescruces.com.uy ali você encontrar os horários e tarifas para todos os lugares do país. Espero que eu tenha contribuido. Para mais informações e trocas de experiências de Viagem me add no msn: [email protected] Um Abraço, Alexandre.
  17. 1 ponto
    Dia 20 – 04/06 - CAIRNS – HAMILTON ISLAND - AIRLIE BEACH Dia de ir para Arlie Beach. Pegamos um Uber até o aeroporto, tomamos café lá mesmo (diferentemente do Brasil, as coisas no aeroporto não são absurdamente caras - dá pra se falar que são equivalentes). Nosso voo iria até Hamilton Island (foi o voo mais caro da viagem, uns 600 dólares). Depois comento sobre esse "probleminha". De lá ainda precisaríamos pegar um barco até Arlie Beach, o qual custaria mais 55 dólares (http://www.cruisewhitsundays.com/resort_connections.aspx). Fomos nos hospedar no Magnums Airlie Beach. É uma espécie de vila no centro da cidade, bem bacana, bem arborizado, e a um preço bacana. Almoçamos, olhamos alguns passeios, demos uma volta pela cidade (ela é bem pequena, praticamente só vive do turismo mesmo). Diferentemente de Cairns lá tem mar e praia, mas nada assim muita grandioso. A água é encantadoramente bonita, e a cidade muito simpática. Claro que não podia deixar de existir a prainha artificial deles... Indo de barco de Hamilton Island para Arlie Beach Praia de Arlie Beach Praia artifical GASTOS Uber - AUD 5,00 Café - AUD 16,00 Ferry - AUD 55,00 Hostel - AUD 120,00 (4 diárias) Almoço - AUD 24,00 Janta - AUD 14,00 TOTAL = AUD 234,00 Dia 21 – 05/06 - AIRLIE BEACH Decidimos fechar o passeio para Whitehaven com a Cruise Whitsundays mesmo (http://www.cruisewhitsundays.com). A princípio tínhamos visto também uma passeio de meio dia para a barreira de corais dali, mas depois verificamos que ele somente é fornecido no verão. Lá no balcão da empresa fomos informados que caso comprássemos qualquer passeios com eles, ganharíamos um transfer de ida e volta para Hamilton Island, MAS esse transfer não poderia ser usado para que fôssemos até o aeroporto (não podia levar bagagens). Sacaninha eles... Bem, mas foi bom por outro lado. Fechamos a Whitehaven para o dia 06/06, e no dia 07/06 iríamos fazer trekking na minúscula Hamilton Island (várias trilhas por lá). Aproveitamos e já compramos o transfer para ir embora no dia 08/06. Nesse dia ficamos dando uma de turistas de praia. Fomos na praia artificial tomar banho, depois ficamos sentados ali nas pedras para ver o pôr do sol. GASTOS Café - AUD 15,00 Tour Whitehaven - AUD 229,00 Transfer Ferry - AUD 55,00 Mercado - AUD 20,00 Cerveja - AUD 5,00 TOTAL = AUD 324,00 Dia 22 – 06/06 - AIRLIE BEACH Dia de conhecer a tão famosa Whitehaven Beach!!! Saímos bem cedo para fazer o check in no porto. O barco iria fazer uma parada em Hamilton Island para pegar mais gente, e depois partiria para a praia. Nós estávamos só pelo café da manhã... 😅 Nem precisou Dramin aqui. Acho que já estávamos anestesiados de tanto andar de barco. A primeira impressão da praia é magnífica. A areia branca se destaca demais. O barco fica um pouco longe da praia, e as pessoas são levadas por uma outra embarcação menor. Nós pegamos o passeio com o Hill Inlet Lookout, e com direito a fazer uma trilha guiada lá. Na entrada do barco eles dividem as pessoas em grupos, para que depois venha o barco buscá-las e levar até o Hill Inlet. Então mal andamos na praia e já fomos pra Hill Inlet. Esse acho que é o lugar mais impressionante. A mistura de cores, branco, verde e azul, é algo que vale muito a pena mesmo fazer. Chegando lá a guia leva até uma trilha para ver o lookout, e depois libera para ficar caminhando, tomar banho, fazer o que quiser. Acho que tivemos de 2h a 2h30min pra olhar tudo por lá, então deu tempo de sobra. A água é absurdamente transparente. Dá vontade de ficar lá o dia inteiro olhando. Cada vez dá vontade de tirar foto, pois parece melhor do que antes. Hill Inlet Água cristalina Depois voltamos pra Whitehaven e almoçamos (um hambúrguer que a pessoa mesmo montava com os ingredientes disponíveis - cuidar muito as gaivotas!!). Logo depois as guias vem pedir quem quer fazer as trilhas, se prefere a longa ou a pequena. Fomos fazer a longa (que nem é tão longa assim, uns 4km acho). A guia super divertida, ia parando e contando várias curiosidades. Eu não curti muito pq estava de chinelo, e isso com a areia me destruiu os pés. Então acabei indo de pé descalço e sofri um bocado. Whitehaven Beach Na volta da trilha andamos na praia, tiramos fotos, e acabou o dia. Passou bem rápido mesmo. Na volta eles servem um lanche da tarde, e era já noite quando chegamos em Arlie Beach GASTOS Janta - AUD 11,00 Cerveja - AUD 5,00 TOTAL = AUD 16,00 Dia 23 – 07/06 - AIRLIE BEACH Nesse dia fomos fazer trekking na Hamilton Island, com o translado que tínhamos ganho. A ilha é muito bonita, cheia de resorts. Carros não existem, só alguns caminhões de transporte e micro-ônibus. As pessoas se deslocam com aqueles veículos elétricos que existem nos campos de golf. Mas é bem pequena, dá pra fazer tudo a pé sem problema algum. No dia que compramos o passeio de Whitehaven Beach a pessoa nos deu o mapa de trekking da ilha. Demos uma olhada na internet, do que seria interessante ver, e criamos um roteiro que iria contornar quase toda a ilha. Uma coisa interessante. De manhã (descobrimos depois que era por causa da maré), a praia de frente pra um dos maiores resorts estava horrível. Mas à tarde ficou "normal". Achei que a trilha iria ser mais no meio do mato, mas não é. Então passar bastante protetor e usar algo na cabeça. Do início da trilha até o Passage Peak (que é o ponto mais alto) tem bastante subida, mas é tranquilo. Depois nos encaminhamos pro South East Head. Aqui é quase só descida, vai que vai. Nesse caminho passamos por uns arbustos que só existem na Austrália (se não me engano), e neles, por muita sorte, encontramos uma espécie de periquito muito colorido. Tinha, uns 30. Ainda bem que tava com muito zoom pra pegar eles de perto. Dali fomos pra Escape Beach, onde almoçamos, e depois pra Coral Cove. Ambas são praias "desertas". Escape Beach Coral Cove No caminho da volta vimos algo voando morro abaixo: um canguru!! Não imaginei que viria algum deles numa ilha tão pequena. E parecia bem selvagem. Chegamos no porto e ficamos esperando o barco. Pegamos um sorvete, que me custou miserou 10 dólares!!! 😱 Só que assim, eu pedi 2 bolas. 1 bola era 2 das nossas. Quando ela pôs a segunda, eu pensei "como vou comer isso sem derrubar tudo?". Mas foi, devagar e com cuidado. Fiquei enjoado de doce depois disso. GASTOS Café - AUD 15,00 Sorvete - AUD 10,00 Janta - AUD 12,00 TOTAL = AUD 37,00 Dia 24 – 08/06 - AIRLIE BEACH - HAMILTON ISLAND - BRISBANE Nesse dia iríamos para Brisbane. O nosso avião sairia de Hamilton Island à tarde, então durante a manhã deu tempo de arrumar as bagagens. Chegamos em Brisbane já era tardezinha. Pegamos o trem que leva até o centro da cidade (AUD 16,00), e no dia anterior tínhamos escolhido ficar no Summer House Backpackers, num quarto compartilhado para 4 pessoas. Da estação do trem até lá dá uns 10min, sendo que ali tem vários hostels um atrás do outro. No nosso quarto já tinha uma menina, da Inglaterra, que não conversava muito. Iria ter hambúrguer gratuito no hostel, mas como começou a chover (o churrasco seria na parte de cima, descoberta) nós saímos catar algo ali perto, que tinha uma espécie de centro comercial. Tinha várias opções, mas eram relativamente caras, então pegamos um frango num restaurante português (praticamente cortaram metade do frango e deram metade pra cada um). Nesse dia não fizemos nada, visto que chegamos muito tarde na cidade. A Inglesa foi fazer festa à noite, mas como não fomos convidados, dormimos mesmo. GASTOS Café - AUD 20,00 Souvenirs - AUD 10,00 Internet - AUD 20,00 Trem - AUD 16,00 Hostel - AUD 62,00 (para 2 diárias em quarto compartilhado - 4 camas) Janta - AUD 15,00 TOTAL = AUD 143,00 Dia 25 – 09/06 - BRISBANE A Inglesa no dia anterior tinha nos dito algumas coisas a fazer. À noite também demos uma pesquisada, e decidimos ir caminhar pela cidade mesmo. Seguimos o Brisbane River até a History Bridge (tem calçada ao lado do rio o tempo todo). Passamos por cima da ponte, e voltamos pelo outro lado. Iniciamos ali perto da Victoria Bridge, onde tem uma espécie de piscina pública, roda gigante. Algo que achei bacana foi tipo um templo budista, bem bonitinho. Victoria Bridge Templo Outra coisa muito interessante é a preservação dos bens públicos. O parquinho de crianças cheio, uns brinquedos interessante que dá até vontade de nós adultos experimentar. 😀 Em um determinado ponto do percurso tem um paredão de pedra, e lá tinha centenas (sim, muita gente) praticando escaladas. Escalada History Bridge Vista de cima da ponte Do outro lado do rio, depois de passar pela ponte, há vários locais para comer do lado do rio, e alguns barcos a serem pegos, inclusive um bem antigo, que aparentemente tinha almoço à bordo, e tinha uma bandinha com uma musica muito bacana sendo tocada. Barco Fomos almoçar num restaurante brasileiro (O Brasileirinho) que encontramos ali por perto. Cardápio bem brasileiro, comida ótima, funcionários brasileiros, muito brasileiro comendo... Brigadeiro dos caras sensacional, melhor que muito que se come em SP (que cometem o crime de fazer de lata!!) Voltamos a caminhar, ficamos naquela piscina um pouco sentados, passamos pelo letreiro Brisbane (entupido de gente) e voltamos pelo centro da cidade. Parque ao lado do rio À noite tinha jogo num estádio ali próximo, então tínhamos um australiano no quarto, e uma canadense (que falava pelos cotovelos). Ficamos bem amigos dela, que inclusive iria para a região de Surfers Paradise enquanto estaríamos por lá. Fomos jantar num bar, tomamos cerveja, e voltamos dormir. Visão do topo do Hostel GASTOS Almoço - AUD 25,00 Ônibus - AUD 19,00 (ônibus de Brisbane para Surfers Paradise, comprado pelo site) Cerveja - AUD 7,00 Janta - AUD 15,00 TOTAL = AUD 66,00 Continua...
  18. 1 ponto
    Dia 10 – 25/05 - TASMANIA Partimos de New Norfolk numa manhã muito gelada, com o carro coberto de uma fina camada de gelo, para o Mount Field National Park. Famosinho por algumas cachoeiras e pela neve quando está muito frio (o que não foi nosso caso). Esse parque está abarcado naqueles dos AUD 60,00 que pagamos, assim como o Freycinet no dia anterior. Chegamos pegamos o mapa, verificamos qual trilha poderia ser feita. Aqui há alguma bem extensas, de até alguns dias de caminhadas. Só chegamos até o primeiro estacionamento, pois nos pareceu que os outros locais são mais visitados em caso de haver neve mesmo. Fizemos a caminhada que passava pelo Russell Falls, Horseshoe Falls e Lady Barron Falls. Nada assim muito espetacular, ainda mais para que conhece Prudentópolis no Paraná né... Primeira trilha é asfaltada, depois vira chão batido mesmo Russell Falls Horseshoe Falls Lady Barron Falls A trilha é no meio da floresta, e em certo momento tem o Tall Tree Walk, que são uns pinheiros gigantes que existem lá. Foi bem rapidinho, acho que em 2h fizemos tudo, mesmo parando pra colocar tripé pra tirar foto das cachoeiras. Aí tínhamos uma longa parte da tarde ainda, e começamos a ver o que poderíamos fazer. Decidimos ir até Strathgordon, para ver a Gordon Dam. Durante o trajeto é avisado que nos próximos 100km + ou - não existem postos de combustível, então vá com o carro abastecido. O local é basicamente uma vila de apoio para as pessoas que trabalham na barragem (acredito que seja uma usina hidroelétrica, mas diferente das nossas). Dá pra ir até na área de concreto caminhando. Pelo que notei pessoal faz Rapel ali com alguma agência, provavelmente de Hobart. Chegamos já era umas 15h, ficamos lá um tempo e próximo das 16h voltamos. Gordon Dam Decidimos ir pernoitar em Sorell, uma cidade próxima a Hobart já. Ficamos no Blue Bell Inn, uma hospedagem de 1826 se não me engano, bem bacaninha. GASTOS Hostel - AUD 49,00 Combustível - AUD 25,00 Janta - AUD 8,00 TOTAL = AUD 82,00 Dia 11 – 26/05 - TASMANIA Iríamos nesse dia em vários pontos bem turísticos numa espécie de península. Na ida passamos por um lugar muito estranho, onde um pouco era água, depois era areia. Tinha até uma placa falando que quando ventava ficava mais bonito o local. A primeira delas foi a Tessellated Pavement, uma espécie de pavimento criado pela própria natureza (pelas ondas). Á algo bem difícil de acreditar, visto parecer algo feito pelo homem. Após seguimos pro Blow Hole. nada muito interessante, o mar que entra num buraco. Ficamo lá tentando pegar alguma onda bacana. Ali também se passa pelo Fossil Bay Lookout. Fossil Bay Lookout Seguimos então pro Tasman Arch e pro Devils Kitchen (esses podem ser feitos juntos, deixa o carro no primeiro estacionamento e vái até o Devils Kitchen a pé, é uns 300m acho. Tasman Arch Tudo é feito bem rápido, umas 2h se demorar muito mesmo. Dali fomos pro Remarkable Cave, que é uma caverna onde entra o mar. Nesse lugar existem algumas trilhas a serem feitas, se tiver tempo de sobra vale pesquisas sobre elas. Mas se for pra fazer uma, faça a que vá até a ponta do Cape Raoul. Lá tem umas formações rochosas bem interessantes. Não chegamos a fazer em razão de demandar umas 4 ou 6h de caminhada ida e volta se não me engano, e não tínhamos esse tempo disponível mais. Remarkable Cave Cape Raoul Um outro local que parece muito bonito e bem visitado é o Port Arthur Historic Site. Até chegamos a ir até lá, mas era uns 40 dólares a entrada por pessoa. Achamos meio exagerado, então não fizemos. Seguimos para Nubeena para almoçar (já era umas 15 ou 16h) e depois seguimos para Hobart. Nesse caminho mais uma vez vimos um local bacana para pôr do sol, e paramos para contemplar (e tirar fotos). A parte bacana de ir de carro é essa, você tem liberdade, e acaba descobrindo as coisas por conta própria. Essa foi a primeira viagem internacional que usei carro, visto que as outras não tinha muita coragem (Peru e Bolívia). Mas pretendo começar a usar mais veículos alugados (e até Camper Vans) para fazer meus roteiros e minhas viagens). Em Hobart ficamos no The Nook Backpackers. Nos colocaram numa despensa praticamente, onde mal cabia a beliche 😂. Mas faz parte. GASTOS Sorvete - AUD 5,00 Almoço - AUD 16,00 Hostel - AUD 33,00 Janta - AUD 23,00 TOTAL = AUD 82,00 Dia 12 – 27/05 - TASMANIA Pela manhã fomos para o Wellington Park. Achávamos que teríamos alguma trilha para subir até o topo, mas não, vai de carro mesmo, tudo asfaltadinho. Chegamos tiramos uma fotos, e fomos ver algo pra fazer. Encontramos uma trilha meio inutilizada que nos levaria para umas formações rochosas que achamos interessante, e seguimos. No caminho encontramos poças de água congeladas, um canguru bem escondidinho, e as pedras que queríamos. Voltamos pra cidade, acabamos pegando um outro hotel (Welcome Stranger Hostel), descansamos um pouco e no fim do dia fomos conhecer um pouco de Hobart, caminhar pelo cais, pelo centro. É um lugarzinho bem bacana. Acabei nem tirando fotos da cidade 😕 Visão do topo do Monte Wellington de Hobart Alguma reserva florestal encoberta ainda cedo Nosso amiguinho canguru selvagem Rodrigo contemplando a vista GASTOS Café - AUD 15,00 Hostel - AUD 47,00 Lanche- AUD 11,00 Janta - AUD 20,00 TOTAL = AUD 93,00 Continua...
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


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