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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 05-06-2019 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Olá pessoal. Apenas para utilidade pública, a agência que guiava o tour que culminou na morte de duas crianças brasileiras é a TIP GROUP TRAVEL. É claro que acidentes acontecem no mundo todo, mas muitos sites tem trazido informações de que houve acesso a locais proibidos/interditados pelo guia da agência. Só pra ficarmos atentos já que em julho os brasileiros "invadem" o Chile. E detalhe, esta agência era ou ainda é, a parceira da CVC em Santiago, ou uma das parceiras, conforme trocentas mil reclamações no "Reclame Aqui" Reportagem que cita a agência: https://www.metrojornal.com.br/foco/2019/06/04/tragedia-no-chile-morte-brasileiras.html
  2. 3 pontos
    @Juliana Champi Claramente foi um acidente que poderia ser evitado, principalmente pelo guia da agência. Não tenho dúvida alguma sobre esse ponto! Tenho certeza, que neste caso, houve negligência da agência em colocar essas famílias em áreas com risco enorme de acidente, as autoridades investigarao e deverão punir os culpados, se existirem. Mas vou levantar uma outra questão, até para alertar para quem vai para regiões com alto risco de acidente (precipícios com muitas pedras, vulcões, neve, rios, lagos, eski.......). Vi muitos guias, em vários países, afirmarem que nós brasileiros somos aventureiros e muitas vezes não obedecemos (não são todos, mas uma grande parcela dos turistas) as normas de segurança, querem ir muito além do permitido (acredito que não foi o caso dessas crianças). Antes de entrar nestas regiões, desconhecidas de nós, pensem primeiro na segurança, nada de pegar o melhor ângulo de um self, querer ver o "outro lado"...... sua vida vale muito mais que isso para seus entes queridos.
  3. 2 pontos
    Boa tarde, Voltei de Cusco esta semana e vou compartilhar parte da minha experiência com valores para que possa ajudar os próximos viajantes a Cusco. Saímos de Florianópolis para Cusco, na ida conexão em Lima e na volta em Santiago. Fomos em duas pessoas, alugamos um quarto no hostel San Cris, pelo air bnb por um valor bem acessível, fica perto da praça das armas, porém, tem umas escadas que no começo podem ser cansativas, mas logo acostuma. Pegamos uma promoção do trem de Ollantaytambo - Águas Calientes - Ollantaytambo. Preços: Passagens (promoção): 1395,00 cada pessoa Hostel por 7 dias: 220,00 para as duas Trem ida e volta (promoção): 355,74 cada pessoa pela PeruRail A partir daqui os valores estão em soles, pegamos cotação de 1 real - 0,78 soles, foi o melhor que encontramos. Fechamos com a agência Liberdade os seguintes passeios Dia 1 - City Tour - 15 por pessoa + entrada Qorikancha que custa 15 soles, mas optamos por não entrar Dia 2 - Vale Sagrado (com salineiras) - 45 por pessoa + 10 da entrada salineira Dia 3 - Cusco - Águas Calientes - Hostel pagamos 50 para as duas, quarto matrimonial Dia 4 - Machu Picchu e volta para Cusco - Transfer ida e volta 70 para as duas, Guia em M.P. 45 para as duas Dia 5 - Montanha Colorida - 65 por pessoa já incluso café da manhã, almoço e entrada Dia 6 - Dia livre para presentes e descanso Dia 7 - Laguna Humantay - 65 por pessoa já incluso café da manhã, almoço e entrada Dia 8 - Volta para Floripa Indico muito esta agência, todos os guias foram excelentes e possuem a identificação de guia, cumpriram com tudo que combinamos e o preço foi justo. Chegando em Cusco todo mundo te oferece passeios, tem que ficar muito atento para não cair em cilada, estava com este medo e por isso estou escrevendo para ajudar os outros. Deixo aqui o contato do whatsapp do Fred, que nos atendeu em todos os momentos: +51 963 400 320 Ganhamos de bônus em nossa compra com a agência o transporte em taxi para o aeroporto. Outra coisa, como foi dito aqui em alguns relatos, o boleto turistico custa 130 o inteiro e utilizei minha carteira de estudante nacional para comprar por 77 Em Machu Picchu não subimos montanha e pagamos a inteira 152 e a de estudante 77, vale muito a pena. A nossa viagem a Cusco foi maravilhosa, se ficou alguma dúvida que eu puder ajudar, só perguntar. Até a próxima.
  4. 2 pontos
    E verdade @casal100, embora não saiba afirmar se é um problema exclusivo dos brasileiros, uma vez que mortes por selfie idiota tem sido cada vez mais noticiadas, principalmente na China, rs. Eu A-BO-MI-NO este comportamento, sério. Não só quando expõe o próprio viajante a riscos... eu abomino o desrespeito. Tirar foto onde tá dizendo que não é pra tirar, pisar onde não é pra pisar e tirar lascas do lugar em que está, e isso, infelizmente, a gente vê por aqui. As pessoas se vangloriam como uma foto de um lugar que não podia... é triste. De qualquer forma, não creio se tratar deste caso específico, talvez os turistas estivessem mal informados e a agência mal preparada, e todos lamentamos a perda das duas menininhas... fica pra nós o alerta, principalmente para quem tem mini-mochileiros, como no meu caso.
  5. 2 pontos
    Sucre irei deixar para comentar depois, falta editar e tratar as fotos. Vamos passar para a Cidade e passeios em Uyuni Uyuni: Falei acima o valor da hospedagem, tem preços mais em conta. Fiquei nesse hotel, pois quando vi o apartamento quentinho e lembrei do frio lá fora, resolvi ficar nele mesmo, pois me agradou muito. Centrinho de Uyuni, é lindo, vale a pena dar um rolé, como também no mercado. Lembrando que a tangerina na Bolívia, é muito barato, não sei se é época de safra. o valor de 25 unidades por U$ 0,72. Até agora estou com o gostinho delas .... kkkkkkkkkkk Logo cedo da manhã, fomos recebidos pela atenciosa senhora Noni, que nos levou até o café da manhã de sua propriedade, super recomendo, tratamento de primeiríssima qualidade e os produtos oferecidos, são maravilhosos. Fiz a reserva pelo BOOKING, saiu um excelente preço. Recomendo esse hotel em Uyuni
  6. 2 pontos
    DIA 4 - 21/04 - Dia 2 PADI Open Water - Utila Dive Center - Prática + Bando Beach Game of Thrones antes de dormir fiz uma oração pra que o dia amanhecesse com sol. poderia ter sido assim, mas esse foi o do dia seguinte 😂 pelo menos chovendo não tava. nesse dia descobri o pastel por 12 lempiras de cafe da manha no caminho pro udc, o único motivo que me fez ficar feliz por estar no mango inn kkk. a parte da manhã foi da hora porque pela primeira vez estávamos na água. montamos o equipamento, fizemos buddy check (cada dupla se checa) e descemos na frente do deck uns 3m. eu já tinha mergulhado antes, então a parte da equalização foi fácil um perigo. os exercícios incluíam balancear o corpo, ascender e descender subir e descer e o exercício que poseidon inventou pra separar homens de peixes: limpar mascara. a explicação da prática pode parecer inofensiva: nada mais é que encher sua marcara de água e tentar tirar com a força do ar pelo nariz. se o mar fosse um hospital, limpar a máscara seria o equivalente a tirar sangue. você fica tenso antes, durante tem vontade de desistir e depois parece que voltou pra antes. os 5 minutos que sucedem a "limpeza" são uma merda maravilha, porque você não consegue nadar direito e enxerga tudo embaçado por causa do resto de água salgada. 🔞🔞🔞 cenas fortes 🔞🔞🔞 almoçamos no la casita, um dos poucos restaurantes que não cobra serviço e, por ironia, o que tem os funcionários mais simpáticos e rápidos. fomos umas 3 ou 4 vezes enquanto estávamos em utila. começamos com drogas mais fracas, tipo baleada de frango (50 lemp) e cheguei até o super camarão com batata assada (200 lemp). orgia gastronômica raiz, sem frescura nenhuma, preparado na sua frente com sorriso no rosto e um "o proximo é o seu" pra aquietar as lombrigas. a parte da tarde de exercícios foi puxada, mas nada é mais dificil que vestir o wetsuit todo molhado nas canelas secas. pra ajudar, chegou uma divemaster em treinamento, a ella. nessa parte da aula você só aprende coisas que se precisar usar, saiba que está na merda. coisas do tipo precisar trocar seu equipamento inteiro debaixo da água e subir até a superfície gritando (é sério) porque acabou seu ar do tanque. espero não passar por isso na vida real porque eu tive que repetir o exercício da falta de ar 2x pq não consegui de primeira ¯\_(ツ)_/¯ MISSION FAILED no fim da aula lavamos os equipamentos, guardamos e vimos um princípio de por do sol no deck. seria uma mensagem do universo? a manhã seguinte seria de mergulhos e tínhamos que acordar cedo mas o thomas era um viciado grande apreciador de game of thrones spoiler depois do fim da temporada: não é mais então fomos direto do udc pra bando beach, porque descobrimos que o bar de lá passaria o episódio. única coisa que valeu a pena nesse dia foi essa pratada aí, oh gloriaaaa a galera levava bem a serio o negócio e tinha até um bolão raiz rolando: 200 lempiras (quase $10) pra entrar e o vencedor levava tudo sozinho. o bom é que o ganhador levou por wo porque não aconteceu absolutamente nada no episódio. a maior emoção foi quando eu pensei que a maionese da asinha de frango tinha acabado e plot twist: tinha mais uma cheia. voltamos a pé de lá pro mango inn. tem uma parte bem deserta e escura que é melhor não contar pra sua mãe que passou, fora isso capotamos exaustos nessa noite com todos os orgãos no lugar preparativos pra decepção DIA 5 - 22/04 - Dia 3 PADI Open Water - Utila Dive Center - Prova Física + Mergulhos Treinamento finalmente o dia de mergulhar de verdade tinha chegado. pera aí. não se empolga tão rápido assim não, parceiro. quem me conhece sabe que, assim, eu tenho a resistência física pra exercícios de um lulu da pomerânia. o dia estava maravilhoso, o sol rachando, a água quentinha e todo mundo correu pra pular no mar. eu fui a ultima a entrar por motivo de medo da prova de nadar 200m porque eu não sei nadar, sempre passava vexame e fingia caibra quando era criança e ia na piscina com meus amigos e chegava a famigerada competição de quem chegava mais rápido do outro lado. a galera já tinha terminado e eu tava ali ainda, sentada no deck pensando se seria um bom momento pra fingir desmaio. o cali, nosso instrutor que, ao contrário de mim, parecia um pinguim nadando, repetiu o percurso que já tinha feito com os outros comigo, só pra me ajudar a terminar. foi duro. pra cada ar que eu puxava na superfície, vinham junto mais 3 de água. consegui terminar mas imagino que num exame de imagem, dos 70% de água do meu corpo, 30 era salgada. pensei, nesse momento, que escolhi o esporte certo: se eu quisesse adrenalina e engulição de água, tinha me inscrito na natação. eu queria era deboísmo e lei do mínimo esforço, e o mergulho é isso: cansar menos pra durar mais. bom, se você chegou até aqui, a segunda prova é só leite com pera e ovomaltino. são 10 min boiando, que você deseja que sejam 50 e a água é tão salgada que até quem não sabia boiar se saiu bem nessa. almoçamos mais uma vez nossas baleadas e partiu pro que interessa. é bem emocionante fazer toda montagem do equipamento no barco pela primeira vez, ouvir seu nome na chamada e dar o seu primeiro passo rumo ao mar aberto. parece filme de treinamento pra guerra. apesar de toda agitação e nervoso da superfície, no segundo que sua cabeça é coberta por água, tudo é silêncio, é calma, passa em câmera lenta. os primeiros momentos do mergulho foram quase mágicos, parecia que estávamos pisando na lua. tivemos que fazer alguns exercicios (logico que o de tirar a mascara é padrão em todos 🙄) mas não podíamos ir muito longe, nem nadar de um lugar pro outro. no segundo mergulho, me empolguei e desci rápido demais. senti uma pressão na cabeça que nunca tinha sentido na vida, subi um pouco pra aliviar, mas não passava. o constantin, instrutor em treinamento da nossa turma tentou 3 vezes comigo. mas um ouvido meu persistia. na quarta, ele falou pra voltar pro barco. estava frustrada e pedi pra tentar só mais uma vez. desci bem devagar e mesmo assim o bendito do ouvido não limpava completamente. menti pro constantin dizendo que estava ok porque fiquei com medo de não ganhar o certificado por conta disso. fui idiota igual adolescente idiota. minutos depois fomos levados pro lugar secreto daquele mergulho: um paredão de 18m que um lado era vida, do outro, só água e escuridão. foi uma das cenas mais bonitas e marcantes que eu me lembro, e também uma das mais traumáticas. fui descendo bem devagar, mas teve uma hora que eu senti que minha cabeça ia sangrar pelos ouvidos. parei. subi um pouco. não passava, fiquei desesperada. eu não consigo colocar em palavras como é a dor da pressão, mas você sente que vai morrer, literalmente seu crânio vai explodir. comecei a chorar, de soluçar (descoberta: pode chorar e tossir a vontade que ninguém te escuta e o regulador continua na sua boca, melhor lugar do mundo pra curtir uma fossa kkk) e fui voltando aos poucos pra superficie com o constantin. o caos se instala no minuto que sua cabeça rompe a barreira da água, mas confesso que dessa vez o caos foi reconfortante e estava aliviada por voltar a pressão 1 atm. voltamos pro barco e a galera estava gritando, pulando e repassando cada segundo do mergulho mais foda que eles já tinham feito, e eu só fingindo demência e concordando. chegando no udc, comprei remédio pra ouvido, pinguei água oxigenada, e por fim tomei um ibuprofeno. o por do sol levou todos os problemas embora, apesar de continuar com a dor e com a incerteza se conseguiria mergulhar no dia seguinte, todo mundo me falava pra ter calma que ia dar certo. calma. é isso mesmo. o mergulho não é um esporte de ansiedade, pressa. é de paciência, curtir o momento... ...e QUE momento!
  7. 2 pontos
    Já fui 4 vezes na altitude, 2 no Peru e 2 na Bolivia, porém em todas essas vezes, tomei o máximo de cuidado. Nas duas primeiras vezes, fui pela CVC, eles deram os chá e as folhas, nas 2 últimas, já fui por conta própria, também tomei todos os cuidados de tomar chá e mascar folhas, nunca tive nada, porém, a minha esposa, na primeira vez, se recusou a tomas cha e mascar folhas, deu no que deu, o soroche a pegou bem forte. perdemos alguns passeios e tivemos que retornar outra época.
  8. 2 pontos
    Em Sucre, você vai encontrar no mercado, foi onde encontrei. O Soroche incomoda e muito, é diarreia, dor de cabeça, um mal estar terrível, segundo a minha esposa. Eu nunca senti, pois logo na chegada, parto pra cima das folhas, coloco na boca, é um pouco amarga, porém, o pior mesmo é o soroche. Tomo chá constantemente, é só colocar as folhas em água quente e pronto, já pode começar a tomar, quente mesmo. Vais ficar com o estômago super limpo. Essa folha faz milagres.
  9. 2 pontos
    Olá, tenhonum medo danado desse mal da altitude. Programei de ficar 1 dia inteiro em Sucre pra me acostumar, mas queria também já comprar os chás e folhas, o que você recomenda comprar? Eu consigo achar isso tudo já em Sucre? Devo chegar em sucre no dia 3 a tarde e ir pra Uyuni no dia 4 a noite (chegando dia 5). Espero que seja suficiente 😅
  10. 1 ponto
    ATUALIZAÇÃO - O custo total da viagem está separado por hospedagem, passagens aéreas, aluguel de carro, alimentação, passeios etc; e se encontra no final do relato. Depois de passados exatos 1 mês e 10 dias de nossa última viagem (relatada aqui: http://www.mochileiros.com/patagonia-dez-jan-de-2015-17-dias-chalten-el-calafate-torres-de-paine-w-punta-arenas-muitas-fotos-t108136), já estávamos novamente no avião, ansiosos pela viagem que estava começando. Em 17 de fevereiro de 2015 saímos de uma das cidades mais quentes do Brasil (Sousa-PB), em direção ao norte da escandinávia, uma das principais áreas do círculo polar ártico. Percebi que aqui no mochileiros existem poucos relatos sobre aurora boreal, e praticamente todas as "caçadas" são feitas com intermédio de agências de turismo, que na Noruega, sabemos, custam uma fortuna. Também não há quase nada sobre a Islândia (principalmente no período do inverno), um país de pessoas acolhedoras, que não deixam você morrer congelado do lado de fora das casas, e de paisagens tão fantásticas que não parecem ser desse mundo. Espero que este relato seja útil para aqueles que querem realizar o sonho de ver a aurora boreal, sem que para isso precisem vender a casa, o carro, os filhos etc. Mesmo com pouco tempo para planejar a viagem e apesar da carência de relatos de viajantes brasileiros, coletamos informações de blogs, sites oficiais de turismo e até mesmo de empresas locais de aluguel de carros, por email. Não tínhamos nenhuma experiência em dirigir na neve, mas apesar de todos os riscos envolvidos, o medo sofrer um acidente e morrer congelado perdidos no meio do nada foi superado pela expectativa de ver a aurora boreal. Já antecipo que não houve acidente e que conseguimos, inclusive mais de uma vez, e em todos os países visitados, ver a aurora. O roteiro: DIA 1 - 17/02/2015 – Sousa - João Pessoa – São Paulo – Frankfurt (Alemanha) DIA 2 - 18/02/2015 – Frankfurt (Alemanha) – Oslo (Noruega) DIA 3 - 19/02/2015 – Oslo (Noruega) – Reykjavík (Islândia) DIA 4 - 20/02/2015 – Islândia (Ring Road) DIA 5 - 21/02/2015 – Islândia (Ring Road) DIA 6 - 22/02/2015 – Islândia (Ring Road) DIA 7 - 23/02/2015 – Islândia (Ring Road) DIA 8 - 24/02/2015 – Islândia (Ring Road) DIA 9 - 25/02/2015 – Islândia (Ring Road) DIA 10 - 26/02/2015 – Islândia (Ring Road) DIA 11 - 27/02/2015 – Reykjavík (Islândia) – Tromso (Noruega) – Lyngen (Noruega) DIA 12 - 28/02/2015 – Lyngen (Noruega) – Kilpisjarvi (Finlândia) DIA 13 - 1/03/2015 – Kilpisjarvi (Finlândia) DIA 14 - 2/03/2015 – Kilpisjarvi (Finlândia) DIA 15 - 3/03/2015 – Kilpisjarvi (Finlândia) – Tromso (Noruega) – Ilha Svalbard (Noruega) DIA 16 - 4/03/2015 – Ilha Svalbard (Noruega) DIA 17 - 5/03/2015 – Ilha Svalbard (Noruega) DIA 18 - 6/03/2015 – Ilha Svalbard (Noruega) - Greve de pilotos DIA 19 - 7/03/2015 – Ilha Svalbard (Noruega) - Greve de pilotos DIA 20 - 8/03/2015 – Ilha Svalbard (Noruega) - Greve de pilotos DIA 21 - 9/03/2015 – Ilha Svalbard (Noruega) - Greve de pilotos DIA 22 - 10/03/2015 – Ilha Svalbard (Noruega) - Greve de pilotos DIA 23 - 11/03/2015 – Ilha Svalbard (Noruega) - Oslo DIA 24 - 12/03/2015 – Oslo DIA 25 - 13/03/2015 – Oslo (Noruega) – Fortaleza (Brasil) Esse roteiro maluco do gugu é um clássico caso em que se pretende conhecer tudo em pouco tempo. Embora o planejamento tenha dado certo, ficou muito corrido. Islândia: Ficamos por apenas 8 noites. O ideal seria de 11 a 13 noites, no mínimo. Finlândia: Ficamos por apenas 3 noites. O ideal seria de 5 a 6. Noruega (Oslo): Foram 3 noites, uma no começo da viagem e duas no final. O ideal seria 1. Noruega (Ilha Svalbard): Ficamos por 8 noites!! Mas nesse caso não tivemos escolha (mais pra frente será relatado). O ideal seria 3 noites. Aurora boreal: Dicas gerais Quanto tempo ficar? Não é difícil viajar para a Noruega esperando ver a aurora boreal e voltar sem ter visto no céu nada além de nuvens, principalmente quando as ‘caçadas’ são feitas por conta própria, sem guia. Exemplos de situações frustrantes e bastante recorrentes: 1) Climas ruins (chuva e neve) durante toda sua estadia 2) Clima ótimo com céu limpo, mas sem atividade ou com índices muito baixos de aurora boreal (Kp 0 ou 1) 3) Clima bom, mas com nuvens cobrindo o céu e barrando a aurora 4) Clima bom, céu limpo, com aurora boreal, mas é o dia de pegar o vôo pra casa , A única maneira de se preparar para essas situações é, obviamente, aumentando sua estadia. Se você tem apenas 3 ou 4 dias, a menos que você saiba o que está fazendo, não faz sentido alugar um carro e sair por conta própria. Um período mínimo que eu consideraria seguro para aumentar em quase 100% suas chances de ver a aurora é o de 1 semana. Se eu tivesse 1 semana de viagem, iria para o norte da Noruega, e, ao invés de alugar hospedagem em Tromso e pagar os caça-a-aurora como todo mundo faz, reservaria um chalé em uma região afastada da cidade e dentro da "Northern Lights route". Índice KP: Mede a intensidade da Aurora Boreal de 0 a 9. Quanto maior, mais visível e intenso será o fenômeno. Intensidade 1 é muito fraca, as luzes só sairão verdes em fotos (a olho nu a cor fica meio acinzentado). O nível 2 foi o que apareceu com mais frequência durante a viagem. Nesse nível a cor varia entre tons fracos e médios de verde. Do nível 3 pra frente, aí sim, você pode afirmar que realizou seu sonho. Cobertura de nuvens: Além do nível mínimo de atividade, é preciso que o céu esteja limpo ou com poucas nuvens, para que você possa ver o fenômeno. Para maximizar as chances de você ver a aurora e até evitar que você precise dirigir à noite para “caçá-la”, minha sugestão é que você se hospede na região de Kilpisjarvi, que tem a fama de oferecer céus limpos com frequência. Esse região fica na Finlândia, perto da fronteira com a Noruega. Aurora Forecasts (previsão de aurora boreal): http://www.aurora-service.eu/aurora-forecast/ (Bastante confiável. Dá para saber a intensidade com 1 hora de antecedência) http://www.swpc.noaa.gov/products/30-minute-aurora-forecast (Também é ótimo. Dá pra saber em quais áreas as luzes ficarão mais visíveis) Na Islândia: http://en.vedur.is/weather/forecasts/aurora É um site muito confiável, mas não a longo prazo. Tenha em mente que o clima e as nuvens mudam a todo o tempo, então nada garante que a previsão irá se manter para os próximos dias. Esse site é ótimo porque vem com o mapa de cobertura de nuvens. Se você não tiver acesso internet no carro, pare nas cidades e procure algum estabelecimento com WiFi e consulte novamente as previsões ou pergunte a algum local. Postos de gasolina são bons locais para perguntar. DICA: Consulte a previsão de cobertura de nuvens antes de reservar hospedagem e com base nele escolha ficar em lugar dentro ou próximo de uma região com céu limpo. Priorize hospedagens que oferecem cancelamento gratuito, mesmo que sejam um pouco mais caras, pois isso te dará mais liberdade para melhorar o roteiro. Se você quer saber em que região o céu abrirá a partir das 21:00, consulte o site 4 a 6 horas antes, ou seja, a partir das 15:00. Consulte os sites que menciono nesse relato várias vezes por dia, não apenas de manhã antes de sair para a estrada. Equipamento fotográfico: Não entendo muito de fotografia, mas depois de muita pesquisa optei pelos seguintes equipamentos: - Câmera de entrada Nikon d5300 (fotografa muito bem com ISO alto. Ótima câmera!) - Lente grande angular Tokina 11-16mm f/2.8 (Desempenho profissional. Comprei usada, mas foi de longe a melhor aquisição!) - Cabo disparador automático (Muito simples de usar. É só encaixar no USB da câmera e apertar o botão redondo do disparador. É essencial para a foto não sair tremida e pra tirar foto com luva e evitar que sua mão congele. - Tripé WT3770 (no começo ele funcionou bem, mas no meio da viagem quebrou uma das pernas. Recomendo algum mais resistente) Se você pretende ficar mais de 2 horas fotografando a aurora, recomendo levar 1 ou mais baterias de reserva, pois no frio elas descarregam mais rápido. Como fotografar: Primeiro coloque a câmera na função manual. Depois: Ajuste a Abertura da lente: Quanto menor o número, maior a abertura. Exemplo: Abertura grande = f2,8; abertura pequena = f14. Coloque o máximo de abertura que a sua lente permitir, pois quanto maior a abertura, mais sensível à luz a sua lente ficará. Lembre-se que você irá fotografar em completa escuridão. Ajuste o ISO: controla a sensibilidade do sensor da câmera à luz. Usei de 400 a 3200. Ajuste o tempo de exposição:vai depender do ISO que você escolheu. Quanto maior o ISO, menor deverá ser o tempo de exposição. Alguns exemplos: Essa tabela foi tirada do livro: How to photograph the Northern Lights, de Patrick J. Endres. Esse ebook explica tudo sobre aurora boreal, desde como o fenômeno se forma até como fotografá-lo. O único problema é que é pago e é em inglês. Foco no infinito: Essa deveria ser a parte mais difícil. Porém com essa lente Tokina você consegue focar no infinito sem complicações, é só colocar a lente na função manual e arrastar o tracinho até o símbolo de infinito. Saindo na foto: Depois de ajustados o ISO, o tempo de exposição e o foco infinito, bata a foto e peça para alguém te iluminar rapidamente (1 segundo, no máximo, senão você irá sair muito branco) com uma lanterna. Clima: Sentimos mais frio na Islândia do que a Noruega e Finlândia. Talvez esteja exagerando, mas creio ter sentido menos frio dirigindo uma moto de neve a 60km por hora no extremo norte da Noruega, do que fora do carro, à noite, na Islândia. Pegamos temperaturas entre -6C e -16C, mas o vento islandês aumentava muito, mas MUITO, a sensação térmica. Na Noruega, com exceção da ilha Svalbard, não senti o clima tão extremo. Finlândia idem. Roupas: O tradicional sistema de 3 camadas (segunda pele, fleece e anorak) não segurou o frio. Em Reykjavik precisamos comprar casacos de penas de gansos (down). São essas as principais lojas onde você encontra casacos apropriados para o clima da Islândia: http://zo-on.is (É a loja mais barata. Comprei um bom casaco com quase 50% de desconto.) http://66north.com (A marca mais cara. Dizem que é muito boa, mas se você não viaja com muita freqüência para lugares frios, não vale a pena comprar aqui) http://cintamani.is (Marca boa que compete com a anterior e oferece preços mais em conta) http://icewear.is (É a segunda mais barata, não olhei muito porque não havia muitos casacos em promoção) No centro de Reykjavík você encontra todas essas lojas na mesma rua. Dá para pesquisar em todas antes de comprar alguma coisa. Embaixo do casaco de pluma, foi suficiente apenas uma segunda pele mais grossa e quente. Levei também um casaco fleece para usar por cima da segunda pele, mas fiquei com calor; o casaco de pluma esquenta muito! Para roupa de baixo, comprei uma segunda pele normal e outra de merino. Por cima delas uma calça de trekking impermeável. Senti um pouco de frio nas pernas. O ideal seria uma segunda pele de merino + calça de neve impermeável. Para as mãos, usei 2 luvas: uma fina e outra grossa por cima. É importante que a luva (bem como todas as outras roupas/equipamentos) seja impermeável. Quando a neve derrete e molha sua luva/meia, o frio é insuportável. Para os pés, meias de lã. Em qualquer loja de conveniência ou supermercado você encontra. Levei também um tênis cano alto para trilha que não tinha uma boa impermeabilidade e sofri por causa disso. Várias vezes enfiava o pé na neve e ficava com a maldita sensação de dormência nos pés. O ideal seria levar uma bota para neve, impermeável e quente. Comprei, por burrice, uma galocha que, apesar de impermeável, não esquentava nada de tão fina. Acabei perdendo dinheiro e espaço na mochila. Para a cabeça, comprei uma balaclava na Cintamani que cobria os cabelos, orelha, pescoço, nariz e boca. Se ficasse muito frio, era só vestir o capuz do casaco. Comida: Sabendo que para cada conta em um restaurante da Noruega seria necessário 1 ano de trabalho, compramos toda a comida em supermercado e priorizamos hospedagens que ofereciam cozinha. Gastamos menos da metade do dinheiro que reservamos para comida. Na Islândia lugar mais em conta para se comprar comida é na rede de supermercado Bônus (a logomarca é um porquinho com cara de drogado). A variedade de comida é muito grande. Compramos pão, queijo, salame, peito de peru, folhas para salada, macarrão, molho etc. Os mercados somente vendem cerveja de baixo teor alcoólico. Se quiser comprar bebida mais forte só em lojas estatais especializadas. Na Noruega o supermercado é caro, mas é bem mais barato do que comer em restaurante, onde um prato individual, por exemplo, custa entre R$ 60,00 a 100,00. Transporte: Resolvemos alugar carro tanto na Islândia quanto na Noruega, pois o transporte público é mais restrito no inverno e encontrei poucas informações sobre isso na internet. O carro te dá mais independência, liberdade de parar quantas vezes quiser para tirar fotos, espaço na mala pra levar os equipamentos etc. Na Islândia alugamos um Suzuki Jimmy 4x4. É o modelo com tração mais econômico que encontrei. Alugamos pela “vikingcarrental”, depois de pesquisar o preço pela internet em 12 empresas. Preço de 8 diárias: 502 euros, com GPS. Nome de algumas empresas (na Islândia) que pesquisei: reykjavikrentacar, sadcars, goiceland, reykjavikcars, easyterra, rentalcars, greenmotion, iceland4x4carrental, adventurerentals, redcar, bluecarrental. Já na Noruega, alugamos pela empresa internacional “Sixt”, que foi quem ofereceu melhor custo benefício. Aqui já não é necessário alugar carro com tração, mas ajuda muito. Pagamos por um 4x4 porque tava o mesmo preço de um carro normal, mas sem GPS. O carro fica no estacionamento bem próximo do saguão do aeroporto. Pegamos a chave do carro no guichê da SixT com o funcionário, que riu da nossa falta de informação e de mapa para chegar à hospedagem que havíamos reservado lá na caixa prego, perto da baixa da égua, a quase 2 horas de distância do aeroporto . Depois de fingir que entendemos os rabiscos que ele havia desenhado em seu mapa, fomos pegar o carro e pensar no que fazer. Dentro do carro, descobrimos que havia GPS integrado. Dirigindo no inverno na Islândia: A Rodovia 1, normalmente referida como Ring Road (rodovia do anel), possui 1.328 km e dá a volta completa na ilha. Fizemos a volta completa em 8 dias e 7 noites, começando de Reykjavík e terminando no aeroporto. É importante consultar a condição das estradas antes de começar a dirigir, pois no inverno as estradas, principalmente do norte, são constantemente bloqueadas por causa do clima e da neve. http://www.vegagerdin.is/english/road-conditions-and-weather/the-entire-country/island1e.html Esse site é constantemente atualizado. Pouco antes de partir pro próximo destino, consulte-o. Se a linha estiver vermelha, não vá. Espere desbloquearem a estrada. Linha verde é tranqüilo de dirigir. Linha amarela exige mais atenção, pois tem trechos com um pouco de neve acumulada, que podem facilmente fazer você perder o controle do carro se estiver muito rápido. A linha azul clara pegamos com muita freqüência, principalmente no norte e nordeste. Quando chove, a água forma uma camada fina e bem escorregadia de gelo. Recomendo que não ultrapassem a velocidade de 60km quando estiverem dirigindo na linha azul. Mesmo com o 4x4 ligado deslizamos algumas vezes e em uma derrapamos para a outra pista e quase perdemos o controle do carro. Não lembro se pegamos a linha azul escura, mas nem precisa falar sobre ela Talvez a estrada estivesse azul escura em um trecho onde dirigimos a 30 km/h durante mais de 1 hora, mas não tenho certeza. A linha branca achei tranqüila, desde que não ultrapasse 60km/h. Não me recordo de ter tido experiência com a linha rosa. A preta também não vi. Previsão dos ventos: http://en.vedur.is/weather/forecasts/elements Pegamos ventos tão fortes que balançaram nosso jipinho. SEMPRE, antes de sair de casa, veja a previsão dos ventos para as próximas horas. Com base nessa previsão, aliada à condição da estrada, elabore seu roteiro. Dá pra dirigir tranqüilo até o número 12 da cor azul. A partir do 14 (azul escuro), a menos que seu nome seja Dorothy e você esteja procurando pelo reino de Oz, não vá para a estrada.
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    Estou programando um mochilao para esta data. Quem tiver interesse, deixa o número pra montagem do grupo de viagem.
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    Olá amigos mochileiros, Estou fazendo este post para agradecer pelos relatos que dos colegas que muito me ajudaram na programação de meu roteiro e, quem sabe, orientar quem vai visitar a capital dos Incas nos próximos meses com algumas informações úteis (e outras nem tanto). Como apaixonado por história que sou, meses antes da viagem comecei a ler alguns livros sobre civilizações pré-colombianas e sobre os incas em específico, dos quais recomendo "O segredo dos Incas", de Siegfried Huber e "História de Tahuantisuyu" de María Rostworowski de Diez Canseco. Ambos excelentes. Pois bem, comprei as passagens com bastante antecedência via Decolar.com, de Porto Alegre a Cusco (Empresa LATAM), pelo valor de R$ 1.672,00, bem como as hospedagens no Loki Hostel (em Cusco) por S/ 160,00 e Machu Picchu Land B&B, em Aguas Calientes (cidade base de Machu Picchu, também chamada de Machu Picchu Pueblo) por S/40,00. Posteriormente, garanti ainda o ingresso a Machu Picchu por 70 $ USD pelo site Machu Picchu Terra. Dia 07/05, saí de Porto Alegre ao fim da noite e após conexões em Guarulhos e Lima, cheguei ao aeroporto de Cusco na manhã do dia seguinte, já com o transfer para o hostel me esperando com a placa com meu nome na saída. No caminho, o motorista já me propôs de ir à agência de alguns familiares dele para ver pacotes turísticos (não perdem a oportunidade), e como eu havia tirado o primeiro dia para andar pela cidade e lidar com o temido soroche (mal de altura, que no fim das contas nem cheguei a sentir), aceitei a oferta. No fim, após consultar a agência do motorista e algumas outras (agência de turismo e casa de câmbio é o que não falta na cidade), optei pela agência Qorianka para comprar o transporte a Machu Picchu + serviço de guia (obrigatório para entrar em MP), o City Tour e o Vale Sagrado por S/ 400,00, pois foi o mais barato que encontrei. No dia seguinte, 7h da manhã, passaram no hostel pra me levar de van até a hidrelétrica e de lá seguir a pé até águas calientes (vale ressaltar que são vários os modos de chegar a Machu Picchu – trilha salkantay; trem, bastando vender um rim para pagar a passagem; Machu Picchu by car, o escolhido). O caminho até determinado ponto é bem tranquilo, com estrada asfaltada e vilarejos bucólicos, mas o problema começa quando passa Santa Teresa e entra na estrada de chão. Aí, como diz conhecido narrador desportivo: haja coração, amigo, pois é cada penhasco que dá vontade descer e seguir a pé. No fim, depois de 6h de van, chegamos à hidrelétrica, almoçamos (almoço incluso no pacote) e seguimos o trilho do trem até Machu Picchu Pueblo (aproximadamente 2h30min de caminhada). Cabe salientar aqui o clima de Águas Calientes, que é realmente aconchegante, e o ótimo custo benefício do hostel escolhido na cidade (quarto com cama de casal, banheiro exclusivo e TV a cabo + café da manhã por 40 soles). Na manhã seguinte, acordei às 5h da manhã e fui à parada pegar o ônibus para subir a montanha (S/ 24,00, ida e volta), pois minha entrada era no primeiro horário (6h) e a subida leva aproximadamente 30min. Chegando lá, no meio daquele monte de gente, identifiquei meu guia pela bandeira levantada (cada um deles tem a sua), apresentei ingresso (tem que levar impresso para carimbarem) e passaporte e segui rumo a uma das 7 maravilhas do mundo moderno. Simplesmente, faltam as palavras para definir o que é Machu Picchu. É inacreditável e ao mesmo tempo reconfortante saber que a cidade escapou da ganância e do desrespeito dos espanhóis para com a cultura dos povos conquistados, pois se de modo diverso tivesse corrido a história, hoje Machu Picchu seria um amontoado de igrejas e no topo de Wayna Picchu haveria uma grande cruz simbolizando a submissão dos incas à cristandade. Depois de todo o deslumbramento com a cidade e da aula de história inca promovida pelo guia, fiz alguns amigos dentro do grupo e resolvemos voltar direto até a hidrelétrica, sem passar por Águas Calientes (Aqui, deixou uma dica a quem for fazer o mesmo percurso: leve o mínimo possível de coisas na mochila, pois andar mais de 12km com peso nas costas, sobre um caminho cheio de pedras e depois de caminhar a manhã toda em Machu Picchu não é fácil). Enfim, era hora de encarar as longas horas de van até Cusco, exausto mas feliz. Próximo dia, saio cedo novamente para seguir o rumo do rio Wilcamayo (Urubamba) e conhecer as ruínas históricas de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero (vale sagrado dos incas). Dentre essas, destaque para Ollantaytambo, a única cidade inca continuamente habitada, que tem um complexo arquitetônico absolutamente espetacular, encravado em meio às montanhas, e para o laboratório agrícola de Písac, de onde se pode avistar as tumbas dos imperadores incas, saqueadas pelos espanhóis pela grande quantidade de ouro que continham. No domingo, reservo o dia para fazer o city tour, o qual abrange as ruínas de Sacsaywaman (de onde se tem uma vista esplendorosa da cidade),Qenko, PukaPukara, Tambomachay e a cereja do bolo: visita ao Qorikancha, o templo do sol (entrada por S/ 15,00, paga por fora), que fica a poucas quadras da Plaza de Armas e era simplesmente o centro religioso da capital dos Incas, com suas paredes cobertas de ouro e que, adivinhem, foi completamente saqueado e destruído, sendo construído sobre suas bases o convento de São Domingo. Por fim, tirei a segunda-feira (13/05), dia do retorno, para visitar o mercado central de San Pedro, o bairro dos artistas de San Blas, e provar as especiarias locais (recomendo provar o cuy al horno com chicha morada) bem como encher a mochila de livros e claro, souvenirs, como todo bom turista. Infelizmente, o pouco tempo disponível (uma semana) me impossibilitou de visitar o lago Titicaca e o sítio arqueológico de Tiahuanaco, o berço da civilização Inca, mas fiz as longas 24 horas de retorno para casa (Cusco – Lima – Santiago – Guarulhos – Porto Alegre) com a sensação de que, por mais tempo que tivesse, seria impossível visitar tudo que há pra ver na região (ainda que restrita ao lado histórico) e de que não há nada melhor para ampliar os horizontes do que viajar e conhecer pessoas de outras culturas.
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    Vou fazer esses15 dias pela Bahia, sendo 5 dias na Chapada Diamantina e os demais entre Salvador/Itacaré e outras praias. Escolhi ter como base Itacaré e de la conhecer Camamu, Taipu de Fora, Maraú e Morro de São Paulo. Quem vai estar por lá por esses dias?
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    Eu tb to nessa @casal100... to namorando uma Vento tb, rs! To esperando o @fabiomon me responder lá no outro tópico pra fechar, se eu conseguir um descontinho com a Josiane do SAC, kkkkkkkk
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    Discordo. Cada viajante tem seu jeito de se virar, com mais ou menos dinheiro. Pode ser que seja uma quantia insuficiente para alguns e boa para outros. Não dá pra generalizar. O que recomendo é ter em mente o orçamento disponível pra não ficar sem grana no fim da viagem, mas já viajei para destinos carésimos gastando pouco, me diziam que era impossível, mas enfim, deu certo.
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    Oi Kelly! Obrigado pela atenção, vou te add no Instagram tb. Confesso que não estou querendo passar muito tempo no Egito, quero apenas conhecer as pirâmides, etc. Quero dedicar mais tempo a Israel. Enfim, vai ser ótimo receber suas dicas. Vamos nos falando pelo insta. Abraços!
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    @Juliana Champi mochileiros sem noção têm em todo lugar mesmo. Certa vez, perguntei a uma aeromoça duma empresa brasileira, num vôo que vínhamos de Buenos Aires para São Paulo, quem dava mais trabalho, Argentino ou brasileiros. Eu aqui esperando que ela ia falar: OS ARGENTINOS. ..ela disse: claro que são os BRASILEIROS. KKKK Perguntei a razão: Ela foi bem enfática, os brasileiros e reclamam de tudo, pagam pouco e querem mordomia, e não são educados iguais aos argentinos. Coloquei os fones de ouvido, e fingi que nem ouvi isso.....kkkkk
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    Salve galera, beleza? Estou querendo fazer minha ID Jovem e estou com uma dúvida. É possível fazer a carteirinha comprovando apenas minha renda de estagiário? E o comprovante de residência pode ser a conta do cartão de crédito? Outra dúvida é sobre minha primeira viagem sozinho, vocês recomendam antes de fazer uma viagem maior (mochilão pela América do Sul), fazer alguma viagem solo pelo Brasil? Tanto pra adquirir experiência, como também pra perder o medo de se aventurar assim. Obrigado
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    @luizh91 Na minha primeira viagem ao Chile, foi no inverno, pensei ir neste local, mas pesquisei antes e percebi que o risco não compensava e não fui . E olhe que eu já fiz várias aventuras na vida, mas sempre penso se o risco compensa.
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    @casal100 Concordo totalmente! Quando estive no Embalse el Yeso em abril, o guia nos explicou que quando começa a temporada de neve, os carros e vans ficam parados em determinado local e as pessoas vão caminhando por 2 km até a represa. Foi justamente nesse percurso de caminhada que ocorreu o acidente. O lugar é lindo realmente, mas não acho que valha o risco nesta época, ali é bem perigoso por vários motivos: lugar afastado da cidade, estrada estreita, circulação pesada de caminhões. As agências deveriam suspender o passeio entre maio - outubro para evitar acidentes dos mais diversos tipos.
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    Incrível e inspirador esse relato. Parabéns!!!
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    Adorei demais, Kelly! É meu próximo rolê e, de fato, tem pouca informação rolando com detalhes por aí. Quanto custou toda a viagem?
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    Li também que o acesso ao local está fechado por tempo indeterminado. A infra-estrutura por ali é bem precária mesmo, a estrada é de ripio e na beirada de várias pirambeiras, tanto que não é indicado para fazer no inverno por causa da neve...e mesmo assim as agências continuam vendendo o passeio nesta época. Bem complicado.
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    Alguém pretende ir para Ushuaia + el calafaste em Setembro desde ano? Alguém que já foi pode me passar dicas, de passeios, do que levar, como economizar, quanto dinheiro devo levar, etc. Obrigada
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    Estarei indo passar o ano novo lá e fazer intercambio em Jan de 04 semanas! Qualquer coisa avise!
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    Belo relato... me fez lembrar minha última viagem ao Egito/Jordânia/Israel/Palestina, que por sinal está entre as que mais gostei!! Pelo Egito passei (por terra) por todos estes lugares que você passou (de Alexandria a Aswan) e realmente é fantástico!! Adorei as fotos!!! Se for voltar um dia me convida! kkkkkkkkkk..
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    Oi pessoal, tudo bem? Minha primeira contribuição aqui. Fico sempre querendo escrever depois de alguma viagem, mas acabo deixando passar o tempo e nunca faço. Como utilizo e muito da ajuda de vocês através dos relatos, achei que estava na hora de colaborar também na esperança de ajudar outro viajante . Minha viagem foi em abril/2019, bem recente ainda. Minha rota foi a seguinte: Dia 01 - Vinã e Valparaíso; Dia 02 - Deslocamento até a Isla de Chiloé; Dia 03 - Isla; Dia 04 - Isla e retorno até Puerto Varas; Dia 05 - Puerto Varas; Dia 06 - Região Puerto Varas e deslocamento até Pucon; Dia 07 - Pucón; Dia 08 - Pucón; Dia 09 - Pucón e deslocamento para Concepción; Dia 10 - Concepcion e deslocamento para Santiago; Dia 11 - Santiago; Dia 12 - Santiago e retorno Brasil. Dia 01 - Chegada em Santiago, Viña del Mar e Valparaíso: Cheguei em Santiago as 2:30 da madrugada. Eu já havia pesquisado sobre transfers do aeroporto e sabia que existiam duas empresas de ônibus que fazem o percurso aeroporto x centro da cidade 24hs. Bem, no site das empresas (Turbus e Centropuerto) há todas as estações de parada que fazem. Escolhi um hostel que ficava próximo de uma das estações. Fiquei no Happy House Hostel, perto do Metrô, estação Los Heroes, paguei 28.000 pesos em quarto misto de 12 camas. Tem piscina e bar (que não estava funcionando ). Achei muito barulhento, todas as camas faziam ruídos e o próprio piso de madeira acordava todo mundo no quarto. Cada trecho no transfer de ônibus está por 1.900 pesos, ou 3.500 ida e volta. Vi operadoras de turismo cobrando 7.000 cada trecho e os executivos do aeroporto cobram 10.000, então acho que já foi uma economia e tanto. Depois do café da manhã, incluso no hostel, fui procurar lugar para fazer câmbio. Era sábado, não tinha lojas abertas e a recepcionista me indicou onde haviam bancos, só que esqueceu de me dizer que os caixas eletrônicos não funcionam. Depois de tentar 3 bancos, nenhum com caixa aberto, pedi ajuda para um gari, e ele me disse que tinha caixa eletrônico dentro da estação do Metrô. Saquei uma graninha e ali mesmo já comprei o cartão do metrô e uma carga, o valor foi de 1.550 pesos pelo cartão (tarjeta bip) e 4.000 pesos para passagens. De metrô, fui até a estação Pajaritos. Eu já tinha comprado on line passagens para Viña del Mar pela Turbus, por 2.300 pesos. Baratíssimo (12 reais com IOF). O problema é que perdi tempo procurando os tais bancos e perdi o ônibus. Precisei comprar nova passagem e esta no balcão, saiu por 6.300 pesos. Chegando em Viña, fiz tudo caminhando, em uma manhã. Fui do terminal rodoviário até o Teatro Municipal, depois ao Palacio Rioja (vale uma volta pelos jardins e pelo casarão), tudo grátis. Continuei até chegar ao Cassino (na praia) e fui caminhando pela orla ate o Castillo Wulff (também gratis e vale a pena entrar). De lá fui ao famoso Relógio das Flores e voltei para o parque Quinta Vergara, onde há jardins, um palácio e ao lado fica a estação de metrô Viña del Mar. Paguei 2.100 pelo cartão + tarifa da viagem. Desta estação, fui de metrô até a última estação em Valparaíso, a estación Puerto. Como o nome diz, é do lado do Porto. Caminhei até o ascensor Artilleria, uma espécie de elevador que leva até a parte mais alta da cidade (existem vários por lá). Alguns são gratuitos, neste, paguei 300 pesos. Lá de cima tem um mirante bonito, onde se pode ver toda a área portuária, inclusive o carregamento de navios. O mirante fica ao lado do Museu Naval, mas não entrei nele. Desci para o centro da cidade a pé, por umas casinhas e ruazinhas pequenas, com diversos grafites interessantes. Chegando no nível baixo, almocei na rua Bustamente, tem varios restaurantes não muito bonitos, mas com pratos apetitosos e muito baratos (paguei 4.500 num prato com entrada, principal e sobremesa). De lá peguei um micro onibus daqueles antigos, o 612, que me levou até a La sebastiana (casa do Pablo Neruda) por apenas 370 pesos. A casa tem um mirante na frente e para entrar nas dependências tem um custo de 7.000 pesos. Depois dessa visita, desci novamente através do Museo a Cielo Abierto, região onde há mais grafites. Fui até a Catedral, parei num barzinho pra beber uma cerveja aproveitando o pôr do sol e, quando meus pés não aguentavam mais, fui para o terminal de ônibus. Assim como a ida, tinha comprado a passagem pela internet por 2.300 pesos, porém comprei para mais tarde, achando que ficaria mais tempo por lá. Comprei uma nova para o horário mais próximo e paguei a diferença 3.300 pesos. A moça que me atendeu, muito simpática, me mostrou a tela do sistema dela, onde os preços variavam e conforme mais próximo do horário de saída, mais caros. Fica o aviso... Chegando em Santiago voltei ao hostel por metrô, com a passagem inclusa no cartão comprado pela manhã. Entre água e alguns biscoitos, gastei mais uns 3500 pesos nesse dia. Dia 02 - Deslocamento à Isla de Chiloé (região dos lagos, sul do Chile): Meu voo era as 10 da manhã, fui até o aeroporto com o transfer que já estava pago (só apresentar o canhoto). Para ir à Ilha, o aeroporto mais próximo é o de Puerto Montt. O voo com a JetSmart (lowcost chilena) custou 25 dólares, somente ida, mas com bagagem despachada. Lembre-se que lá não há bagagem de mão gratuita, você só pode carregar um item de 35x25cm, ou seja, minúsculo. A bagagem de mão deve ter as mesmas medidas que aqui do BR e pesar até 8kg. Como o preço da bagagem de mão e da despachada é o mesmo, achei melhor despachar, pelo peso. Chegando em Puerto Montt, tem transfer na porta do aeroporto indo direto para o terminal de ônibus, custa apenas 2.500 pesos. Transfer de carro estava por 15.000. Lá no terminal de ônibus comprei minha passagem para Castro, capital da Isla Chiloé, por 6.500 pesos na Cruz del Sur. Deixei minha mochila no guarda equipaje e fui caminhar pela orla, simpática, da cidade. Fui até o mercado do peixe, onde tem alguns restaurantes, e almocei lá por 4.100 pesos, com bebida. Voltei ao terminal, entrei no ônibus e curti (só que não) a viagem interminável de 6horas. Para chegar na ilha tem que usar uma balsa, já inclusa no preço da passagem. Durante a travessia é possível descer do ônibus e curtir o visual do mar do alto da balsa. Mais tarde descobri, o ônibus que peguei não era o melhor, já que parava em todos os povoados ou pra qualquer um que fizesse sinal na estrada. Ou seja, não era direto, por isso a demora. Enfim, cheguei a Castro 🏼. A Isla de Chiloé, além das paisagens naturais é conhecida também pelas Igrejas, construídas pelos jesuítas a partir de 1600 em madeira. Hoje já existem 16 delas tombadas pela UNESCO. Já na chegada vc encontra a Catedral de Castro, toda em amarelo (uma cor diferente para igrejas católicas) e encantadora. Castro também é conhecida pelos palafitos, casas de madeira à beira da água, em palafitas, pintadas em cores vibrantes, totalmente coloridas. Depois de umas comprinhas no mercado (Jantar, café e lanche - 11.500 pesos) fui para o hostel. Lá, fiquei no Hospedaje Costanera. Pequeno, aconchegante e o dono super atencioso, custou 16.000 duas noites em quarto compartilhado (triplo), porém só havia eu e mais um casa no hostel, assim, fiquei com o quarto somente para mim. Aliás, descobri que essa época na ilha é super baixa temporada, então, quase nada de turistas. DIA 03 - Muelle de las Almas: Aqui tenho uma confissão, escolhi Chiloé por causa do muelle. Adoro locais da natureza e tinha visto algumas fotos, queria muito conhecer esse local. Este Muelle é na realidade um Pier, construído por um artista chileno, que transformou em arte (um pedaço de madeira) uma lenda indígena local. Diz a lenda, que as almas que morriam, deviam chegar até aquela parte elevada da montanha esperar pelo barco que levava-os para o outro lado, pagando com uma pedra o transporte. Assim, o artista construiu um pier com algumas pedras cravadas, mas estas infelizmente já foram arrancadas por arruaceiros (não podem ser turistas 🤨). Pra chegar lá, não é muito fácil, mas é bem mais fácil do que dizem em muitos blogs. Primeiro, eu só achava recomendações pra ir de carro ou com excursões. Tentei comprar por lá, mas por ser baixa temporada, não haviam tours. Um guia muito gente boa me respondeu no whats e me indicou como ir de ônibus. Pela manhã, cheguei no terminal de buses da cidade (minúsculo por sinal) e la achei a empresa que faz o Muelle (tem cartaz bem grande). Começando as 9:15, tem microonibus saindo de hora em hora. Este micro, leva apenas até a entrada do Parque Nacional Chiloé, lá, precisa pegar outro micro. Mas não precisa se preocupar, os horários são coincidentes para que haja tempo hábil da sua chegada na entrada do parque até a saída do ônibus que vai até o Muelle. Aqui, uma dica : a espera entre os ônibus é de 30 minutos. Eu que sentei na frente do micro, ao lado do motorista, fiz amizade com ele, e, ao chegar na porta do parque, me avisou que o micro iria até um ponto mais a frente e retornaria. Deste ponto eu poderia visitar a praia, antes dele retornar. Tudo isso nos exatos 30 minutos de espera do próximo. Fui, claro. Aproveitei e vi uma praia deserta no Pacifico. Muita areia, muito vento. Adorei a oportunidade. Foi corrido, pq o tempo só tinha 10 minutos na praia, mas valeu cada segundo, ainda mais sabendo que eu era a única com aquela experiência, pelo menos naquele momento. Voltei para o micro, meu amigo me deixou na porta do Parque, que aliás tem um restaurante e banheiros, que eu recomendo usar aí... Quando o outro micro chegou, eu e os demais 5 turistas fomos levados até o outro lado do parque, pagamos a entrada 1.000 pesos (preço de baixa temporada) e seguimos mais um pouco no micro. Ele nos deixa bem na entrada da trilha. A trilha é bem fácil, linda por todo o caminho. Parando para tirar muitas fotos e admirar tudo, levei 40 minutos. Quando cheguei haviam no máximo 15 pessoas pelo local. Vi fotos e relatos na internet que na alta temporada chegam a levar 2 horas de fila para uma foto no pier. Então não recomendo essa época. Porém, em abril, chove a qualquer hora, de um minuto para o outro, é frio e venta pra carambaaaa. Agradeci muito por estar com minha corta vento 🥶. Um calçado mais apropriado para trilha também é indicado, apesar de não ser essencial. Parei por lá, apreciando o visual incrível de montanha e Oceano Pacífico e fiz um piquenique por ali mesmo. Foi sensacional. Na volta, fiz o mesmo, peguei o micro, que me deixou na entrada do parque, em frente ao restaurante, onde experimentei uma sopaipilla (parece um bolinho de chuva) com chocolate quente, tudo por 3.000 pesos. O outro micro chegou e 1hr depois estava de volta a Castro \o/. Tudo isso e o gasto em transporte foi de apenas 7.000 pesos. Nessa noite fui experimentar o curanto. Prato típico de Chiloé. Gente, que comida MARAVILHOSA. Trata-se de um ensopado de ostras, com outras carnes (frango, porco, carneiro), que fica fervendo por horas, junto com muitos vegetais. Sério, descrevendo não parece tão gostoso, mas é. Vai por mim . Eu nunca tinha comido ostras na minha vida e sou meio fiasquenta com legumes. Mas era tipico né, então tinha que provar. Ainda bem que fiz. Bom, como não sabia como comer, quando o prato gigante veio parar na minha frente, perguntei para o garçom, um senhor, chamado Alberto me mostrou como abrir as ostras, comer, lavar os dedinhos com limão e água do bowl da mesa. Tudo isso, mais um vinho indicado por ele, sairam por 11.200 pesos. Achei justos por tudo que comi, aliás, não consegui comer tudo . Quando terminei, o Alberto, super simpático, perguntou de onde eu era, e, assim começou uma conversa de mais de uma hora (o restaurante estava vazio, baixa temporada, lembra?). Ele me contou sua paixão pelo Rio de Janeiro, que havia trabalhado quando jovem no Copacabana Palace (será verdade???), perguntou sobre varias ruas do bairro e outros locais que frequentava quando morou no BR e tals. Me deu o telefone dele e pediu para avisar quando chegasse no hostel, afinal, "a cidade é segura, mas alguém de fora andar por aí, sozinha a noite, pode ser perigoso". Achei bem simpático da parte dele. Como não liguei, veio mensagem no meu telefone, "chegou bem? Estou preocupado." Desde então, vira e mexe tem uma mensagem de, como foi sua viagem, por onde você está passeando hoje? Acho que fiz mais uma amigo pelo mundão 🤩. O restaurante se chama Octávio. Fica na orla, como um palafito mais chiquetoso (da rua não da para ver a palafita). DIA 04 - Um pouco mais da Ilha e deslocamento até Puerto Varas Neste dia, levantei cedinho e fui fazer um tour para conhecer algumas das demais igrejas tombadas pela Unesco. No terminal de buses comprei a passagem para voltar a Puerto Montt e aí mesmo peguei um micro até Achao. Nos micros você paga direto para o motorista, diz onde vai, ele informa o preço. Dei uma volta pela cidade de Achao (literalmente, volta de 15 minutos e acabou) depois fui para Curaco, mesma coisa, outro micro para Dalcahue. Nessa última, além da praça com a igreja, tem também uma feirinha com artesanato local, numa edificação bem peculiar. Infelizmente todas as igrejas estavam fechadas . Tirei fotos das fachadas apenas. Comprei uma lembrancinha e voltei para Castro. Todos estes percursos em micros, custaram 4.200 pesos. Almocei num restaurante excelente, o Q'ili Restobar, por 4.000 pesos o conjunto entrada, principal e sobremesa. Lá em Castro a igreja estava aberta (aleluias) e entrei. Muito lindo e tão diferente daquela visão que estamos acostumados. A madeira brilhando tem um efeito sensacional. Chegando a hora do ônibus peguei minha mochila no hostel e embarquei para Puerto Montt. Essa outra empresa, a buses ETM foi com onibus bem mais confortável e viagem direta, sem paradas. O valor foi de 6.500 pesos, o mesmo da outra, entao vale mais a pena. A barca onde esse onibus faz a travessia também é diferente. A Cruz del Sur possui a frota de ônibus e barca, portanto é propria. Já a ETM viaja na barca do governo. Maior, um café na parte de dentro e mais legal para fotos 🤩. Do terminal de Puerto Montt peguei mais um micro (saem a todo minuto) para Puerto Varas. Foram 900 pesos, desembarquei na quadra do hostel que fiquei. Fiquei no MaPatagonia Hostel, super, hiper, mega recomendado. Excelente. Aconchegante, recepcionistas atenciosos. Limpo, já falei aconchegante??? Enfim, gostaria que todos os hostels do mundo fossem como esse. Foram 16.800 pesos para duas noites em quarto quadruplo misto com banheiro compartilhado. Conheci outra brasileira e um colombiano que estavam no mesmo quarto e fomos jantar num restaurante que nós tres recebemos recomendações para ir: Mesa Tropera. Pizzaria, restaurante italiano, vinho e cervejas de fabricação própria. Excelente ambiente, e localização ótima. Dividimos nossos gastos e a conta fechou em 5.500 pesos para mim (pizza excelente e a cerveja tb, rsrs). DIA 05 - Saltos del Petrohue e Volcán Osorno A brasileira que conheci já tinha fechado dois dias de tour pela região com uma empresa, então, eu e o Colombiano colamos nela, negociamos um precinho melhor com a agência aproveitamos o dia. Foi meu primeiro tour particular da viagem. Confesso que foi um alívio não precisar pensar em tudo . Como de costume, nos pegaram no hostel, por volta das 10hs. O dia tava totalmente nublado (nada animador em viagem pra apreciar natureza, mas é o que temos, nós vamos né). Uns 30 minutos depois, nossa primeira parada, um local com vista para o vulcão. Só que não víamos nada por conta do tempo nublado. Tinha que adivinhar para que lado ele estava . Mais uns quilômetros e paramos nos saltos do Petrohue. Entrada 4.500 pesos. Os saltos na verdade são caminhos feitos pela lava vulcânica que escorreu em erupções anteriores, fazendo com que algumas crateras ficassem aparecendo. A cor da água, as rochas e estas crateras fazem um efeito maravilhoso, tudo muito lindo. Mais ainda com os raios do sol, que estavam começando a aparecer, batendo na água. Perfeição. Uma hora depois e já conseguíamos ver a ponta do vulcão, êêê 🏼. Depois, o guia perguntou quem queria dar uma volta de barco pelo lago. Segundo ele, até chegarmos lá, o tempo estaria aberto. Todos toparam e não é que ele acertou? 40 minutos de volta no lago, 5.000 pesos, e um visual lindo. Depois disso, fomos almoçar. Dica, leve seu lanche se estiver na base econômica. Não tem opções na estrada, é onde o guia resolve parar e provavelmente onde ele tenha convênio com o restaurante pra levar os turistas. Eu, desavisada, tava com uma fome do tamanho do Maracanã, acabei almoçando. Simples, nada de mais, sem bebida, um Salmão com purê de batatas: 11.000 pesos . Metade do rim cortado pra pagar a conta, partimos para a atração principal do roteiro, o vulcão Osorno . Ainda não é época de neve, então ele só está branquinho na ponta, bem em cima. Mas nem por isso menos impressionante. Para subir no teleférico do vulcão, há duas opções. Um percurso, 12.000 pesos, ou dois percursos por 16.000 pesos. Compramos o percurso completo. A primeira parte vai até 1.450 metros e a segunda até 1.700 metros. Meu conselho: comprar os dois percursos. A parte da primeira parada não tem nem muito espaço para caminhar ao redor. Já a segunda é bem melhor. Se vc vai em época de neve, não esquece de óculos escuros. Depois de centenas de milhares de fotos, voltamos apreciando o visual do vale enquanto descíamos no teleférico, aproveitando para agradecer essa chance de vermos algo assim, tão perfeito . Todo esse passeio pela agência foi a um custo de 25.000 pesos. Depois de todo esse gasto, fomos ao mercado, garantir a janta e o café da manhã seguinte. Total de 4.900 pesos. DIA 06 – Região de Puerto Varas e deslocamento a Pucón O dia começou com despedidas do trio formado duas noites antes. Eu decidi adiantar em um dia a viagem a Pucon, já que a previsão era de chuva para os outros dias. Carol, minha xará, iria para Chiloé no dia seguinte e Jorge iria para Santiago, depois Atacama. Assim, os dois foram fazer mais um tour na região de Puerto Varas e eu fui comprar a passagem, que custou 9.500 pesos na Jac Buses. Como tinha a manhã e parte da tarde livres, aproveitei para ir até outras cidades da região na beira do lago. Peguei um micro em frente ao terminal onde comprei a passagem para Pucón e de lá fui para Llanquihue. A cidade tem uma linda orla, a costanera é bem conservada, com várias esculturas feitas em madeira. Passear por lá deixa você com uma paz indescritível. Na praça da cidade, peguei outro micro até Frutillar. Também na beira do lago, a cidade possui influências alemãs e é toda charmosa. Nessa cidade também está o Teatro del Lago. Um teatro construído parte sobre o lago. Nele é realizado o maior festival de música do Chile e, por isso, existem diversas obras de arte em forma de símbolos e órgãos musicais. A costaneira também é um encanto e bem legal ficar um tempo no píer apreciando a vista do lago e vulcão. Lá também há o famoso Kuchen, traduzido como a cuca. Lembra bem a cuca alemã que minha família faz no Rio Grande do Sul. Do sul ou não, vale a pena experimentar. Um lembrete, o pedaço vendido na cidade é enormeeee. Pode pedir para dividir. Depois de voltar a Puerto Varas e pegar a mochila, fui embarcar para Pucón. A viagem durou algumas horas. No caminho entrei em contato com algumas agências que encontrei no instagram e facebook para fazer a subida no vulcão Villarrica. A maioria dizia que não teria passeio, pois havia previsão de mudança no tempo. Entre as que fariam a subida, os preços variavam bastante. Fechei com uma por 75.000 pesos. Acertamos o preço e os horários, por mensagens. Cheguei em Pucon e fui correndo no mercado mais próximo, comprar agua e lanches para a aventura. DIA 07 – Subida no vulcão Villarrica Pra quem ainda não sabe este é o vulcão mais ativo do Chile. Sua última erupção foi em março de 2015. Porém, em setembro de 2018 (07 meses antes da viagem) a região estava em alerta de risco de erupção. Sim, eles controlam muito bem as possibilidades e elas continuam podendo ocorrer qualquer dia destes. Bem, imagina minha expectativa. A ansiedade era tanta que tive dificuldade até de dormir. Chegada a tão esperada hora, as 05 da manhã o guia Waldo foi me buscar no hostel, me levou até o local da agência para experimentar as botas e roupas que eu usaria. No valor do tour, estão inclusos todos os equipamentos necessários, calçados próprios e até casacos corta vento. Descobri que eu era a única turista que o Waldo acompanharia. De início fiquei meio desconfiada, mas ele foi explicando tudo e me deixando bem tranquila. No caminho até o vulcão, fui perguntada se preferia fazer todo o percurso a pé, ou poderia subir a primeira parte em teleférico. Escolhi poupar um pouquinho das pernas e usar o teleférico. Lá se foram mais 10.000 pesos. Enquanto esperávamos o teleférico abrir, outros grupos foram chegando. Grupos grandes, grupos pequenos. Cada um com seu guia acompanhando. O teleférico nos deixa na altura de 2.400 mts. A cratera do vulcão fica a 2.800 mts. Apenas 400 metros Carol... Só que não... com a inclinação da montanha, o terreno arenoso e o ar um pouco mais rarefeito, a subida precisa ser em zigue zague, em passos precisos e pequenos. Não vou mentir aqui, foi tenso, muito. Não sei quantas vezes pensei em desistir. Depois de alguns passos, a bota parecia pesar uns 40 quilos em cada pé. Deu pra perceber que meu preparo físico estava em igual ou menor que zero, né? Acho que tive muita sorte de ser apenas eu e o guia, pois ele me ajudou e muito nessa jornada. Na parte inicial do vulcão, como já falei o terreno é bem arenoso, parece uma enorme duna de cor cinza, então a cada pisada, precisava cravar a ponta da bota para não escorregar. Muitos metros acima, tem a parada para colocar os grampos na bota, pois viria a parte para andar no gelo. Então passos menores ainda, usando estaca em uma das mãos para a cada passo travar o pé e a mão. Nesse momento, bateu o arrependimento de porque não desisti antes. Toda vez que eu ia falar, ou dar uma paradinha para respirar o Waldo dizia, vamos continuar, pensa que você vai conseguir e assim eu seguia um pouco mais. Vou lembrar aqui novamente, a previsão era de chuva para a tarde, e a subida com pessoas em forma leva em torno de 5 hs. Então, tinha que ser tudo muito bem cronometrado e o Waldo não me deixava parar nem por 2 minutos, apenas nas definidas para todos (3 no total). Se ele via que eu ficava um pouco para trás, voltava e me puxava Depois de tudo isso, nossa última parada antes da cratera, para retirar os grampos, pois o terreno era o do vulcão novamente, achei que a pior parte tinha passado. Ah, quanta ingenuidade. Era escalada pura na rocha, fazendo força nos braços e pernas para achar um local onde segurar e colocar os pés. Mas o pior mesmo, era o vento, tão frio e tão forte que não conseguia respirar, faziam desequilibrar quando tava segurando com tudo, cortava a visão... nessa parte tive foi medo, achei mesmo que ia cair e já era. Mas não \o/, passei por esta parte também e finalmente chegamos na cratera. Gente, não há descrição para isso. O sentimento, a mistura de satisfação, alegria, superação. Façam, só digo isso. Vai ser difícil, vai. Se você achar que chegou no limite não precisa continuar, mas chegar lá em cima.... é surreal não tem outra palavra para descrever. Além de toda superação, você tem um visual incrível da cordilheira, do vale e, do vulcão em si. Ficamos uns minutos la, o cheiro de enxofre é fortíssimo. Algumas pessoas usam máscara, mas eu consegui suportar bem. Enquanto estava observando a fumaça saindo pelo buraco, vi umas faíscas de magma saindo. Foi SENSACIONAL. Segundo o Waldo, tinham uns 3 meses que a cratera estava naquela formação, uma pequena abertura e era raro ver o magma daquele jeito. Então, foi outro presente que recebi. Bom, a descida teve uma parte bem legal, fizemos de esquibunda, teve mais umas partes apavorantes, pois morro de medo de altura e no escorrega natural de gelo, algumas partes ficavam só precipício, tipo montanha russa antes da primeira descida. Mas depois de uns minutos o medo passa e fica só a adrenalina de escorregar no gelo em velocidade. Me senti quase os caras do Jamaica abaixo de zero (eu vi na sessão da tarde, tá) ;). Usei o app Relive que me informou que fiz a subida e descida em um total de 5hs e 53 minutos e andei 7.3km (o zigue zague, lembram?). Uma cerveja chilena depois, me despedi do guia e voltei para o hostel. Encontrei os dois ex companheiros de quarto de Puerto Varas me aguardando, pois tinham resolvido ir até Pucon J Agora novamente companheiros de quarto. Estávamos no hostel Pucontours Hostal. 3 noites em quarto quádruplo com banheiro privativo saíram por 28.400 pesos. Achei o hostel Ok. Muito boa localização, mas um pouco frio, sem ambientes propícios para conhecer outras pessoas, as áreas comuns não eram confortáveis e convidativas para sentar e conversar. Enfim, fomos almoçar/jantar por 10.800 pesos e, começou a chover L No centro da cidade há um local para informações turísticas. Nos atenderam muitíssimo bem, ofereceram até alguém em português e nos explicaram tudo que poderíamos fazer sem necessitar de excursões. Passadinha no mercado e voltamos para o hostel (eu para tomar muito dorflex e fazer curativo nos calos que a bota tinha me dado). DIA 08 – Ojos del Caburgua e Caburgua Com as dicas do escritório de informações turísticas, pegamos um micro até a parte mais próxima dos Ojos del Caburgua. Trata-se de um parque no rio Caburgua, com algumas cachoeiras, que formam os “ojos”. Para chegar lá, existem duas entradas, segundo nos informaram, a melhor seria a entrada do Cristo, pois essa daria na parte de baixo das cachoeiras. A outra somente visualiza a parte de cima delas, e estas entradas são separadas em 7km uma da outra. Assim, se você vai de micro como a gente (600 pesos), pede para o motorista, para descer nos ojos, na entrada do Cristo. Assim que descer do micro você vai entender, no lado da estrada tem um crucifixo. Desta estrada, tem sinalização do sentido a seguir. São 2km até a entrada do parque, que custa 1.000 pesos em baixa temporada. O parque é bem bonito e conservado. Tem área para piquenique, os caminhos para os mirantes são em deques de madeira bem mantidos. A cor da água é sensacional. Uma surpresa quando você vê as cachoeiras. Vale a pena. O dia nem estava muito lindo, meio nublado, e mesmo assim, valeu e muito a ida. Voltamos para a estrada e, como não sabíamos ao certo o horário dos micros, íamos continuar caminhando pela estrada mesmo até o Lago Caburgua, onde desagua o rio do mesmo nome. Porém, 5 minutos de caminhada e dois amigos pararam o carro e nos ofereceram carona. São apenas 4km, então em 5 minutos chegamos lá, agradecemos e fomos explorar as praias do lago. É difícil entender como a areia de uma praia para a outra muda de cor, estando lado a lado. Assim, mudam também os nomes: Playa Negra e Playa Blanca, rsrs. Criativos J Esse local é de uma paz fenomenal. A calmaria do lago, as areias extensas, as montanhas ao redor. Vale a pena uma caminhada por lá. Para voltar foi só esperar o micro para Pucon (1.000) e em 40 minutos estávamos na cidade. Tínhamos planejado ir a uma terma, já que a região também é famosa pelas suas aguas termais e existem diversas opções. Porém, depois de gastar um rim para subir o vulcão, eu achei melhor não ir. Assim, fomos passar na cidade mesmo. Lá tem o lago Villarrica, com vista para o vulcão. Também fomos no Monastério Santa Clara, construído no alto de um morro, onde se pode ver toda a cidade e o lago. O frio pedia um cafezinho e assim escolhemos uma das cafeterias mais famosas para conhecer. A café Cassis. Chegamos lá e a fome chegou também então tornou-se um jantar da tarde com café. Comemos pizza, sopa, tabua de carnes, doces e chocolate quente pra terminar com chave de ouro. Tudo maravilhoso e totalizou em 13.900 pesos para cada L. DIA 09 – Deslocamento para Concepción Esse sim foi o dia das despedidas finais. Cada um escolheu um roteiro diferente. Eu iria para Concepcion fazer uma visita muitíssimo rápida a um casal de chilenos que conheci aqui no Rio através do Couchsurfing. Para chegar até lá, paguei a passagem mais cara de ônibus (12.000), mas isso porque a cidade não é tão turística, então saindo de Pucon só tinha uma opção de ônibus. Cheguei a noite, então não vi muito da cidade. Fui apresentada a milhões de snacks típicos chilenos. Gente, não consigo parar de sonhar com as “Ramitas Evercrisp” melhor salgadinho da minha vida. Vocês precisam experimentar. Comprei um pacote de 750 gr que fiz durar um mês depois que voltei, mas a vontade era comer de uma vez só. Se tiver uma cerveja acompanhando, ficam perfeitas. DIA 10 – Concepción e retorno a Santiago Fui conhecer um pouco de Concepción. É bem jovial, foi a sede da primeira universidade federal fora de uma capital de província. O campus universitário é bonito, bem limpo e conservado. Foi lá que iniciaram os primeiros protestos denunciando a ditadura de Pinochet, entre os estudantes e, assim, muitas perseguições e mortes. No campus há diversos monumentos lembrando essa história Chilena. A comida, maravilhosa e a mais barata do Chile. Paguei o almoço de todos, ou seja, 3 pratos, por apenas 4.800 pesos. Depois disso, fui para o aeroporto embarcar de volta para Santiago. Este treche paguei 79,00 reais, com IOF e bagagem despachada. Chegando em Santiago, fui para o Hostel Boutique Merced 88. Paguei 28.000 em um quarto feminino quádruplo para duas noites, mas fiquei sozinha o tempo todo. Gostei muito do hostel, bem limpo, organizado. Café da manhã excelente. Com opção de ovos cozidos já prontos ou você pode pegar os ovos crus e prepara-los como preferir. Melhor localização impossível. Apenas 1 quadra e meia da estação Baquedano, em frente à praza de mesmo nome. Neste dia, fiquei no terraço do hostel conversando com alguns hospedes e jantei as ramitas DIA 11 – Um pouco de Santiago Conferi o calendário e fui até o Palacio La Moneda, onde acontece a troca de guarda. Todo mês muda, é bom checar no calendário. Em abril era nos dias pares e tive sorte de estar por lá. A troca de guarda dura um tempão. Cansei nos 30 minutos. De lá, fui a pé até a Plaza de armas, local onde se vê lado a lado construções modernas e antigas. De lá, fui para o Museu de artes modernas e saí no museu de Belas artes (os prédios são interligados). Saindo, fui direto para o Cerro Santa Lucia. Este, definitivamente vale a subidinha. É um oásis no meio da cidade, além de ser no alto, então no mirante você pode ver os prédios e a cordilheira ao fundo. Ao lado do cerro, fica a heladeria Emporio La Rosa, dizem que é o melhor sorvete de Santiago, não sei, pq não experimentei todos os outros, mas o de lá é muito bom mesmo. Continuando pela famosa calle Lastarria, cheia de restaurantes caros, voltei para a rua do hostel e, um pouco antes de chegar, avistei outra heladeria la Rosa. Fui conferir se lá havia um prato chamado Porotos Granados, recomendado pelo meu amigo chileno. E não é que la eles faziam? Fiz meu pedido e recebi um bowl com um ensopado de grãos delicioso. Vale a pena experimentar. Lá custou 8.900 com bebida. Chegando no hostel descansei um pouco e mais tarde fui em direção ao cerro San Cristobal. Apenas algumas quadras de onde eu tava. Subi no cerro de funicular e desci com teleférico, no outro lado, os tickets custaram 3.550. Há opções de descer a pé, descer no funicular, ir de teleférico só até uma parte... enfim, várias formas de subir e descer. Como voltaria no entardecer, achei que seria legal ver o pôr do sol do teleférico. Foi lindo J DIA 12 – Retorno Transfer para o aeroporto e volta para o BR L Acho que algumas partes ficaram muito detalhadas, tenho dificuldades em ser objetiva, mas espero que ajude quem está indo para lá, de alguma forma . Abraços e qualquer dúvida estou por aqui, ou tb no insta: @Carol.Ribeir0_
  29. 1 ponto
    Informações gerais: Sobre este relato de viagem: demorei muito tempo para terminar de escrever esse relato. Acho que demorei a digerir a viagem. Mas eu amo escrever relatos, porque é uma maneira de ajudar outras pessoas e serve como um diário pessoal. Olhando para trás, vejo que a viagem foi inesquecível. Longe de ter sido um mar de rosas, mas a experiência foi riquíssima. Se você tem curiosidade de conhecer a China, vá! Nada do que você ler aqui vai estar à altura de uma cultura tão rica e uma experiência singular que é se perder nesse país. O relato está todo dividido em tópicos, o que facilita a leitura dos pontos de interesse. Período da Viagem: 29/12/2018 à 21/01/2019 Vale a pena viajar no inverno? Amo o frio e sempre tento não ficar janeiro no calorão do Rio de Janeiro. Adoro a paisagem de inverno, gosto das roupas de inverno e acho bem romântico (na China nem tanto...). Mas, além disso, há algumas vantagens de ir para a China nessa época. Os locais estão menos cheios, é baixa temporada. As coisas são mais baratas, como hotéis e entradas. Entretanto, cuidado! O ano novo chinês ocorre entre janeiro e fevereiro, e nesse período de 1 semana fica tudo caro e cheio porque eles têm folga e tal. O frio estava tranquilo, Pequim é mais gelado, e tinha mínima de uns 3 graus negativos. Durante o dia, apesar do frio, céu azul. Hong Kong é quente, fazia uns 22 graus durante o dia. Por que viajar para a China: sou geógrafa e amo cultura, adoro sair da minha zona de conforto, amo sentir sabores diferentes, paisagens, sons, espaço construído, tudo isso. Então, a China com a sua cultura milenar sempre foi um local que me despertou curiosidade. Por acaso, vi na TV uma série de reportagens sobre o Rio Yangtsé. Esse é o maior rio da Ásia, cruza diversos locais importantes e desagua em Shanghai. Fiquei encantada com a contradição da China, o milenar dividindo espaço com tanta modernidade. Teve uma questão de Geografia do Vestibular da UERJ que mostrava o avanço do metrô em Shanghai: em 1993 simplesmente não existia metrô, hoje possui umas 15 linhas de metrô, mais o trem, mais o trem de levitação magnética, o mais rápido do mundo, que anda a mais de 400 km/h. Nos anos 1990, a China não era nada e teve esse avanço tão rápido. Essas coisas foram me despertando muita curiosidade. E como é a China: É um local para abrir a mente. É um choque cultural muito pesado. É engraçado, porque a paisagem dos prédios gigantes e toda aquela modernidade nos ilude. Por esse ângulo, parece que a China está muito ocidentalizada, está como nós. Mas, na verdade, somos muito diferentes. Gostei muito do país, é muito bonito, paisagens naturais absurdas de lindas, locais históricos incríveis, mas o “way of life” deles é bem diferente do nosso. Acho que eu teria muita dificuldade de morar na China, de se adaptar. Mas para quem gosta de conhecer cultura, de se defrontar com o diferente, é um ótimo lugar. Curiosidades / Informações importantes da China (MINHAS impressões): governo socialista: quando cheguei em Shanghai fiquei muito impressionada. Nunca tinha visto uma densidade tão grande de lojas caras juntas. Nas ruas, em qualquer shopping, qualquer lugar, tem uma loja da Michael Kors, Rolex, Gucci, Louis Vuiton, Dolce e Gabana, e por aí. Coisa que aqui no Rio, pelo menos, não tem essas lojas na rua (apesar de que tudo fugiu para os shoppings), mas mesmo em Shopping você só vai achar em um único shopping (pesquisei aqui, para ver se eu não tava exagerando e só tem no Village Mall mesmo). Eu sei que eles têm uma economia aberta, mas eu não sabia que eles estavam tão inseridos no capitalismo consumista / financeiro. Somado à isso, toda aquela tecnologia, modernidade, foi me questionando: “qual a diferença daqui para os Estados Unidos?”, “onde está esse socialismo, ou o tal lado “perverso” da implantação do socialismo?”. Mas, toda essa modernidade é só uma faceta de uma sociedade muito complexa que está se abrindo ao mercado, mas no âmbito cultural / ideológico está muito distante de nós. Em alguns lugares vi grupos tirando fotos com a bandeira vermelha, com a foice e o martelo. E pelas ruas se vê muito dessa bandeira, tão importante e respeitada quanto a própria bandeira do país. Nenhum problema das pessoas manifestarem seu apreço pelo comunismo, se elas também pudessem expressar o seu repúdio, ou se pudessem se manifestar a favor de outras ideias políticas. Não, não pode, é proibido. Aos poucos você vai vendo um país muito homogêneo. Gente, não é possível que 1,3 bilhões de pessoas pensem igual! Há uma massificação de ideias, onde não se pode contestar. câmera por todos os lados: por todos os lados mesmo. Acho que nada passa sem ser gravado. Deve ser um dos motivos para não ter problemas de violência. Reparei que no Banco não tem guarda armado, e nem porta com detector de metais. Eles não têm medo de assalto. Se a pessoa assalta, ela é rastreada e encontrada muito facilmente e tem pena de morte. não falam inglês: mesmo em hotéis, poucos falam inglês. Mas acho que isso deve mudar. Inglês é uma das disciplinas obrigatórias e mais importantes da escola. Eles estão investindo muito nisso para as próximas gerações. Inclusive, várias vezes que cruzamos um grupo de estudantes mais novinhos, eles sempre falavam “hello!” de forma muito simpática. Na muralha da China, uma menininha parou a gente e falou “ Hello! My name is Mandy, I have 7 years old” com um sorrisão, e prosseguimos num pequeno diálogo. Pode parecer bobagem estar lembrando disso, mas é que a gente levava tanto fora, que esses momentos eram marcantes. Teve uns momentos fofos desses com crianças chinesas tentando falar inglês com a gente. Motos: tem muita moto e elas não respeitam absolutamente nada; andam pelas calçadas, na contra mão, avançam o sinal, não usam capacete, colocam crianças sem segurança, colocam mais pessoas do que deveriam. Acredito que nem precisem tirar habilitação para ter uma moto. É muito poluído mesmo? Não senti diferença em respirar ou coisa assim em nenhum momento, em nenhuma cidade. Shanghai ficou todo os dias encobertos, não vi o céu em nenhum momento. Mas Pequim estava com céu azul todos os dias, céu totalmente limpo e azul. Como eu disse, a China tem muita moto, e uma coisa interessante é que a maioria delas é elétrica, é bom porque são bem silenciosas, mas não se enganem que elas são ecologicamente corretas. A maior parte da energia elétrica vem de termelétricas movidas à queima de carvão. Entretanto, eu vi muita área com geração de energia eólica, tanto no mar, quanto em terra. Parece que eles estão tentando poluir menos. 7 dias úteis por semana: Sim, tudo funciona normalmente todos os dias. E tudo fecha bem tarde. Até às 22h, tudo aberto. A gente precisou trocar dinheiro, a taxa de câmbio do hotel era bem ruim, a única opção era trocar no Bank of China (pelo o que entendi, um dos poucos lugares que pode trocar além do hotel). E… fomos em pleno domingo no banco. O banco funciona todos os dias, todos os bancos, tudo normal. Fiquei muito curiosa em saber se as pessoas trabalham todos os dias, como é o esquema de folga. Mas é muito difícil encontrar algum chinês que abra uma brecha para fazer perguntas. Som alto em todos os lugares. Não importa, avião, trem, ônibus. As pessoas usam o celular em volume alto, sem fone de ouvido. Beber água quente, quente mesmo, temperatura de chá. É muito normal chegar no restaurante e eles encherem seu copo com água quente. Às vezes, enchem com chá quente também. Na maioria dos lugares tem "bebedouro" de água com duas temperaturas: quente ou fervendo. A quente é para beber, e a fervendo para fazer cup noodles. Eles comem cup noodles em todos os lugares que você possa imaginar. Quando chegamos no aeroporto, fomos sedentos ao bebedouro. Bebedouro moderno, com a temperatura da água digital, as duas temperaturas eram 40 ou 90 graus. Sério. Cerveja quente. Até a cerveja é quente. Eu fui num Pub em Guilin e pedi para ser gelada, o cara trouxe um balde de gelo e estava prestes a colocar umas pedrinhas no meu copo. Eu coloquei a lata dentro do balde e esperei um pouquinho. Coca-Cola também é quente. Comer andando ou fazendo alguma coisa. Muito normal chegar em alguma loja e o vendedor estar comendo, e te atender com uma vasilha na mão e a boca cheia de arroz. Eles não têm esse “momento” de fazer uma refeição, de degustar a comida. Sei lá, eu amo comida. Comida une as pessoas, criam momentos de confraternização. Acho isso estranho. Nos restaurantes é normal dividir a mesa com alguém. Isso não seria nenhum problema se as pessoas não comessem de boca aberta. Eu não tô acostumada a ficar vendo a comida pulando da boca dos outros, mas depois você se acostuma. O Fabio disse que na outra vez que ele foi na China e ia jantar só com chineses, vinham as porções grandes de comida e cada pessoa ganhava seu pratinho. Sendo que para tirar a comida do prato grande, eles usam a sua própria colher que colocou na boca. Entenderam a logística? Você come junto com a saliva dos amiguinhos. Ele disse que depois se acostumou também. Macau e Hong Kong fazem só figuração na China. É China pero no mucho. Cada um tem a sua moeda própria, e um processo de imigração diferente. Os carros andam na mão inglesa. Fila não significa absolutamente nada. Vão furar fila na maior cara de pau sempre. Estão nem aí. Privadas no chão ainda são muito comuns, até no aeroporto. Ninguém se esforça para te ajudar. Ok, às vezes surge uma boa alma, mas, no geral, eles não estão muito afim, fogem de você. Barganhar preços - Que coisa chata! Nas lojas dos centros, os preços estão afixados. Mas em áreas mais do povão tem que barganhar! Não é um Aliexpress gigantesco, como a gente acha que vai encontrar. Inclusive, muitas coisas são bem mais caras que no Brasil. Muito produto importado. Engraçado, a gente vê tanta coisa made in China, e logo no China o que mais tem são coisas importadas. E é tudo que você possa imaginar, sucos, chocolates, shampoos. We chat - eles nem conhecem WhatsApp. A China está conectada pelo We Chat. Ele é mais do que um aplicativo de conversas. Ele tem função de cartão de crédito também, e você vai pagando as coisas com ele. Pagam tudo pelo celular. Nosso cartão de crédito é obsoleto aqui. Sério, em muitos lugares não é aceito. Só aceitam pagamento por qr code. Metrô e Ônibus também são pagos pelo celular, mas os turistas podem adquirir ticket para entrar. Detector de metais e segurança reforçada na entrada de todos os meios de transportes. Todas as estações de metrô tem raio x, você não consegue entrar com nada sem passar no raio x. No aeroporto você passa por umas 3 barreiras de raio x. KFC - tem em todas as esquinas. Uma febre pela China. Comer frango. Tem que ter cuidado ao pedir frango porque pode vir uma parte inusitada, tipo o pescoço ou o pé. Peito de frango é a parte mais barata e que eles mais desprezam. Iguaria é a parte com bastante pele, gordura. Juro! Tudo bem limpo. Você não vê um papelzinho no chão. Segurança - Bem seguro. Acho que nem existe assalto, tiroteio. Quase não se vê policiais armados. Na verdade, quase não se vê policiais. E os chineses? São difíceis de lidar, o jeito deles se comportarem é muito diferente do que estamos acostumados. É claro que estou levando em conta o nosso padrão ocidental de “educação”. Eles arrotam e escarram à todo o momento, em todos os lugares. Eles falam gritando, de maneira grosseira, impositiva. Mas o pior de tudo é a dificuldade de diferenciar o público X privado. Eles não têm essa noção de respeito ao próximo. Todas as viagens que fizemos, de trem, avião, ônibus, sempre tinham pessoas ouvindo música ou assistindo vídeo sem fone de ouvido, com som super alto. A criança vai batendo com o pé atrás da sua poltrona e é isso aí. Fila é algo que não existe. Eles entram na sua frente descaradamente. No trânsito é a lei do mais forte. A China se abrindo ao consumismo... rs Comprando a passagem aérea: sempre pesquiso no site do Kayak (www.kayak.com). Na minha opinião, o melhor buscador. Voando para a China: A gente escolhe o que tá mais barato. Fomos de Iberia, sendo que 2 voos foram operados pela British Airways. A British comprou a Iberia, e, com certeza, a Iberia deu uma melhorada. Mas o serviço de bordo da British foi bem melhor. Os trechos foram assim: Rio X Madrid (29/01 - 11h de voo - Iberia) Madrid X Shanghai (30/01 - 13h de voo - Iberia) Pequim X Londres (22/01 - 13h de voo - British) Londres X Madrid (22/01 - 2h de voo - British) Madrid X Rio (25/01 -11h de voo - Iberia) Como podem ver, além do stopover, a cidade de chegada e de saída da China são diferentes. Às vezes, o valor sai muito caro quando fazemos isso. Mas, isso não é sempre. É só pesquisar bem que acha por um preço bem. A China é um país muito grande, seria muita perda de tempo voltar para Shanghai. Viajar dentro da China: A China tem a maior rede de trem bala do mundo. Então, é possível ir para praticamente qualquer lugar de trem. Mas, o país é imenso. Dependendo da distância, vale mais a pena pegar um voo. Todo mundo reclama muito que os voos atrasam. Fizemos dois voos. O primeiro foi Shanghai X Hong Kong e foi super pontual, não sei se foi porque o destino era Hong Kong. O segundo foi Guilin X Pequim e atrasou 2h, e chegamos umas 1h30 da manhã. Fomos no guichê da Air China pedir um taxi gratuito para o nosso hotel, já que nessa hora não tem mais transporte público e foram eles que atrasaram. Primeiro, o pessoal da Air China mandou a gente para 50 guichês diferentes. Segundo, ninguém entendia nada muito bem de inglês. No fim, das contas, quando o cara entendeu a nossa reclamação ele RIU da nossa cara. Achou um absurdo a gente reivindicar isso. Na cabeça deles, acho que o cidadão tem apenas deveres, ter “direitos” é algo muito abstrato para eles, sabe? O cara da Air China expulsou a gente e ficou por isso mesmo. Vai reclamar com quem? Onde comprar passagem de trem: existem alguns sites que revendem as passagens. Os preços são todos os mesmos. Eles cobram uma comissão por cada passagem emitida, mas vale a pena pois é um país muito grande, e as passagens podem se esgotar. Ah! depois que compra a passagem, eles vão pedir para você enviar cópia do passaporte. E quando você chega na China, precisa ir na estação para retirar os tickets. A retirada dos tickets deve ocorrer até 1 hora antes do embarque, entretanto, talvez seja bom ir antes por causa da reserva de assentos. Tivemos que ir em assentos separados por causa disso. E, quando fomos fazer um bate e volta em Suzhou, deixamos para comprar a passagem na hora. O resultado foi que só tinha mais um assento, o Fabio teve que ir em pé! Sim, existe passagem do tipo “standing”, que você vai em pé. Era um trecho de 30 minutos só, então foi tranquilo. Site que compramos: https://www.chinaticketonline.com/ Fazer Stopover: se você não tem grana para viajar de executiva, como nós, recomendo fortemente fazer uma parada pelo menos na volta. Amo a Ásia, mas é muito longe do Brasil. Sempre serão 2 voos de umas 12h cada. Já viajei para o Japão via EUA (Houston) indo pelo pacífico, e já viajei via Europa/Oriente Médio. Das duas formas é bem cansativo, principalmente na volta, em que você já está cansadérrimo da viagem. Eu não consigo dormir no avião, então é muito cansativo. Interessante é que normalmente acrescentando essa parada o valor final sai o mesmo. Eu faço a pesquisa no site do Kayak com a opção “múltiplos destinos” e vou colocando as datas de partida voo por voo. Nessa viagem, fizemos uma parada em Madrid na volta. Ficamos 4 noites em Madrid e foi maravilhoso. O impacto de ficar 3 semanas na China foi grande. Voltar ao mundo ocidental, e num lugar tão bacana como Madrid foi revigorante. Passamos esses dias tomando vinho, comendo queijo e tapas, e relembrando das histórias da China. Internet na china: a internet é bloqueada. Não funciona Whatsapp, Facebook, Instagram, Google. Precisa baixar um VPN, e é melhor baixar quando estiver no Brasil. Eu fiz um plano de celular na Claro que libera chamadas e internet no exterior. Isso foi fundamental para facilitar tudo. Seria muito difícil o dia a dia sem internet no celular para ajudar. Como eles não falam inglês, o Google Tradutor ajudou muito. Cuidado com o Google Maps! Ele não funciona direito na China e me levou para lugar errado várias vezes. Então, por exemplo, para chegar no hotel não jogue apenas o nome do hotel no mapa, coloque o endereço que consta. Ainda assim, há riscos de ir para o lugar errado. Golpe da casa de chá, muito cuidado! O Fabio esteve na China em 2009 e passou por isso em Pequim. Nós quase fomos pegos nesse golpe em Shanghai. Com o Fabio foi assim, ele estava andando perto de um ponto turístico e uma chinesa perguntou se ele queria que ela tirasse foto. Ele aceitou e ela começou a puxar conversa, disse que queria treinar o inglês. Depois disso, ela perguntou se ele já tinha ouvido falar na cerimônia do chá, e que eles poderiam ir juntos em uma casa de chá. Ele aceitou, tomaram o chá, e quando veio a conta, veio um valor surreal, papo de mais de mil reais! Ele nem tinha esse valor na carteira, deu parte do valor e foi embora. Em Shanghai, uma garota e um garoto perguntaram se queriam tirar foto nossa, nós aceitamos. A partir daí começaram a puxar assunto. Ela disse que morava em outra cidade da China e estava trazendo seu amigo para conhecer Shanghai, e disse que eles estavam indo para uma casa de chá, se a gente não queria acompanhá-los. Eu já estava aceitando! Ela era tão fofa, tão simpática. Num local em que ninguém nos dá atenção, a gente fica animado em fazer amizade com um local. Mas o Fabio apertou meu braço e fomos embora. Fazer compras na China: acho que todo mundo fica na expectativa de ter tipo um “Aliexpress” gigante. Mas não é isso mesmo. Garimpando muito, achei uma coisa ou outra que valia a pena. No geral, é tudo do mesmo preço ou mais caro que no Brasil. Compras no Fake Market: Esse é o lugar para comprar coisas baratas. Tem muita marca falsificada, mas tem coisas legais, de boa qualidade também, é só saber garimpar. Nós fomos no Fake Market de Pequim e de Shanghai. O de Pequim é bem mais organizadinho, bonito, limpo e as pessoas mais educadas. Inclusive, compramos coisas mais baratas em Pequim. Mas, se tiver tempo, acho que vale a pena conhecer os dois. O de Shanghai tinha coisas diferentes do de Pequim. Nós passamos pouco tempo neles, fomos bem objetivos, acho que passamos apenas umas 2h dentro. Comprando celular na China: Se você comprar de uma marca chinesa, vale a pena sim. Eu comprei um celular da Xiaomi. Comprei o Mi 8 Lite por cerca de 900 reais (seria uns 2500 no Brasil). Os celulares da Mi são ótimos! Mas tem um problema, ele vem com a Rom Chinesa! Isso significa que ele vem totalmente bloqueado. Mesmo quando você chega no Brasil, não adianta, não dá para mexer em nada. Mas, e tiver paciência, isso é contornável. O primeiro passo é fazer uma solicitação pela internet para a Xiaomi para desbloquear o aparelho. Eles demoram cerca de 16 dias para autorizar (acho que é burocracia do governo chinês). Daí, você precisa deletar tudo e baixar uma rom internacional, com o auxílio de um notebook. Tem que baixar um tutorial e ter paciência. Mas dá certo. O celular tá funcionando perfeitamente. Tabela com o roteiro/hospedagem Overnight stay Daytime Date Day City Hotel City Activities 31/12 1 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai - 01/01 2 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai Shanghai 02/01 3 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai Shanghai 03/01 4 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai Suzhou Train: Shanghai X Suzhou X Shanghai 04/01 5 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai Shanghai 05/01 6 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai Shanghai 06/01 7 Hong Kong Airbnb Shanghai Flight: Shanghai X Hong Kong 18:30 - 21:25 - U$130 07/01 8 Hong Kong Airbnb Hong Kong 08/01 9 Hong Kong Airbnb Hong Kong 09/01 10 Hong Kong Airbnb Macau 10/01 11 Hong Kong Airbnb Hong Kong 11/01 12 Hong Kong Airbnb Hong Kong 12/01 13 Guilin Aroma Tea House Hong Kong Train: Hong Kong X Guangzhou (17:35) X Guilin (19:53) 13/01 14 Guilin Aroma Tea House Guilin 14/01 15 Guilin Aroma Tea House Yangshuo 15/01 16 Beijing Park Plaza Beijing Guilin Flight: Guilin X Beijing 21:40 - 00:30 16/01 17 Beijing Park Plaza Beijing Beijing 17/01 18 Beijing Park Plaza Beijing Beijing 18/01 19 Beijing Park Plaza Beijing Beijing 19/01 20 Beijing Park Plaza Beijing Beijing 20/01 21 Beijing Park Plaza Beijing Beijing 21/01 22 Madrid Hostal Met Madrid Madrid Flight: Beijing X Madrid 22/01 23 Madrid Hostal Met Madrid Madrid 23/01 24 Madrid Hostal Met Madrid Madrid 24/01 25 Madrid Hostal Met Madrid Madrid GASTOS POR PESSOA R$ USD Voo Rio X Shanghai / Pequim X Madrid / Madrid X Rio (Iberia) 5000 Visto 320 Voo: Shanghai X Hong Kong (Hong Kong Airlines) 568 142 Trem: Hong Kong X Guangzhou 128 32 Trem: Guangzhou X Guilin 64 16 Voo: Guilin X Beijing (Air China) 128 32 HOSPEDAGEM (para 2 pessoas) Cidade Hotel R$ USD Diárias Shanghai Guxiang Hotel Shanghai 2288 572 6 Hong Kong Airbnb 1804 6 Guilin Aroma Tea House 569 3 Beijing Park Plaza Beijing 2100 6 Total hospedagem para 2 pessoas 6761 Total hospedagem para 1 pessoa 3380,5 TOTALZÃO POR PESSOA 9588,5 Shanghai Quantos dias em Shanghai: Nós ficamos praticamente 6 dias inteiros em Shanghai e foi um exagero. É claro que isso é de cada um, pode ser que você chegue na cidade, ache incrível e queira passar 2 semanas lá, mas não foi o nosso caso. Acho que 2 dias são suficientes. Se for explorar museus, acrescente mais um dia, se for fazer bate e volta em cidades próximas, acrescente mais um dia para cada cidade. Se for na Disney de Shanghai, também acrescente mais um dia. O que achei de Shanghai: A cidade é linda, muito moderna, tudo funciona bem, tudo limpo e organizado, mas, sei lá, parece que falta alguma coisa. Teve coisa que senti falta em toda a China: lugares de socialização. Talvez esteja mal acostumada, aqui no Rio não importa a hora que eu saia na rua, vai ter botequim, bar, restaurante aberto, prostituta, evangélico, gente andando, vai ter vida. Sentia falta de cadeiras ao ar livre, na rua, para tomar uma cerveja ou um chá quente. E não dá para colocar culpa no frio, porque em diversos lugares frios isso é normal. Mas mesmo lugares fechados, indoor, não eram frequentes. Vou dar um exemplo: sair para jantar. Sobretudo quando estamos viajando (não todo dia porque não há grana para isso), acho legal sentar em um restaurante, beber algo antes, pedir uma entrada. Cara, isso não existe. O objetivo de um restaurante chinês é cumprir uma necessidade fisiológica de ingerir alimentos, não tem essa de “curtir o momento”, fazer as coisas devagar, conversar com calma. Tinha alguns restaurantes estrangeiros, pubs, mas muito caros. Fazíamos uma pausa às vezes no Starbucks, que é aquele ambiente de sempre, aconchegante mas muito caro, né. Hospedagem: a região do The Bund é a melhor para se hospedar. Tente ficar próximo da Nanjing road. Dinheiro: Trocar dinheiro no aeroporto porque o metrô não aceita cartão de crédito. A cotação do aeroporto era bem parecida com a da cidade. Traslado do aeroporto ao Centro: Shanghai tem mais de um aeroporto, mas os voos internacionais normalmente saem do “aeroporto internacional de Shanghai Pudong”. O outro aeroporto é o “aeroporto internacional de Shanghai Hongqiao”. Nós usamos o Hongqiao para voar para Hong Kong, ele é bem simples de sair/chegar, é só descer na estação que tem o nome do aeroporto. Para sair do Aeroporto de Pudong tem algumas combinações de transporte público. A gente ia descer na estação “people square” que fica bem central. Basicamente, tínhamos as duas opções abaixo: Opção 1) trem Maglev de levitação magnética até a estação Longyang - 8 min - $50 metrô: Longyang X People Square, linha 2 - 18 min - $3 à $9 Opção 2) metrô até Guanglan Road , (Subway Line 2 East Extension Line) - 43 min metrô Guanglan X People Square, linha 2 - 30 min Como podem ver o Maglev é o mais rápido, porém é caro e não vai até o Centro. Quando chegamos, estávamos muito cansados e queríamos chegar logo, então, optamos pelo Maglev. Fora isso, foi super legal a experiência de andar nesse trem. Dentro do aeroporto é tudo muito intuitivo para chegar no trem/metrô, tem bastante placas. No guichê para comprar o ticket do Maglev, tinha a combinação de maglev + metrô, e foi este que compramos. Primeiro dia / Reveillon na China: Chegamos na véspera do reveillon. Exploramos um pouco as cercanias do hotel, andamos pela Nanjing Road (andamos nessa rua todos os dias porque era praticamente na mesma rua que o hotel, da janela do quarto eu via se as lojas já tínham aberto e etc.). Descansamos um pouco no hotel porque queríamos guardar energia para a “noitada de reveillón”. Depois de muita pesquisa, de enviar e-mail para TODOS os restaurantes que têm vista para o Pudong (queria passar o reveillón vendo aquela vista maravilhosa), reservamos um restaurante italiano chamado Atto Primo. Todos os restaurantes eram bem caros, esse saia um pouco menos caro. Não tinha preço especial para aquela data, era o menu normal deles. Um drink custa uns 80 yuans, os pratos variavam de 150/300 yuans. Conseguimos uma mesa bem na janela com a vista do Pudong. A comida era boa, mas com muito pouco queijo. E quando deu 23:30, eles perguntaram se desejávamos alguma coisa a mais porque a cozinha estava fechando. Quando deu 00:00 foi meio sem graça, porque os prédios já estavam iluminados, eles só colocaram uns “happy new year”. O the bund estava abarrotado de gente, mas eles não festejaram, tudo bem normal. E o mais bizarro foi, quando deu 00:15 todas as luzes da cidade se apagaram. Acho que era um aviso “galera, vai pra casa!”. E assim, o the Bund se esvaziou, nós pedimos a conta e fomos embora. Óbvio que curtimos a noite, tomamos duas garrafas de champagne, e estávamos muito felizes de estarmos na China, uma viagem tão sonhada. Só estou contando os detalhes para ninguém ir passar revéillon em Shanghai achando que vai virar a madrugada na rua, que vai se juntar à uma multidão de pessoas festejando, porque não é assim. Reveillon no The Bund Mapa com os pontos turísticos: https://drive.google.com/open?id=1KPCWXcGxWqF51tqFebGLas3wmSnNnkrj&usp=sharing Sugestão de roteiro para Shanghai: Como disse, ficamos tempo de sobra, então fizemos as coisas com mais calma. Acordamos tarde, o que é um pecado em uma viagem, né. Você gasta uma grana para viajar, eu acho que tem que aproveitar o máximo, acordar cedo e aproveitar bem o dia. Então, vou colocar abaixo alguns locais interessantes de serem visitados. Região de Pudong -> Neste lado, há 3 construções famosas, altas, que você pode subir e curtir a vista da cidade. Não fui em nenhum dos 3, apesar de amar ver cidades do alto. Não fui porque em todo o tempo que estive em Shanghai a visibilidade estava baixíssima. Achei muito caro para não poder ver nada. As construções são: - Torre de Pérola: (Altura 468m, valor da entrada: ¥175) É o que mais me encanta. Adora essas torres, essa de Shanghai sempre foi um sonho conhecer. Mas, a partir dela é o único lugar onde você não a vê. Então, curti vê-la por fora. - Shanghai Tower: (Altura 632m, valor da entrada:¥160) É o segundo maior prédio do planeta. Ele é meio em espiral, é lindo e muito imponente. - Shanghai World Financial Center: (Altura 492m, valor da entrada: ¥140) É aquele prédio que parece um abridor de latas. Com certeza, esse é o que tem design mais diferente. Fake Market -> aproveite quando for ao Pudong para dar uma passada no Fake Market que fica na mesma direção. Nanjing road -> Andar nela de ponta a ponta, entrar nas dezenas de shoppings que têm, um mais chique que o outro. Essa rua é muito viva, é muito bom andar por ela. The Bund -> É a orla que fica do lado oposto do rio, onde você vê todos aqueles arranha-céus do Pudong. Tem que visitar de dia e de noite. Ver os prédios iluminados é uma experiência muito legal. A arquitetura dos prédios do The Bund é super diferente da outra margem do rio, é maravilhoso ver esses contrastes. Templo do buda de jade -> Olha, eu esperava mais desse templo. Não que ele não seja interessante, mas comparado à outros tempos budistas ele não é tão imponente. Ele fica pertinho de uma estação de metrô, se tiver tempo, inclua ele no roteiro. Templo Jing’an -> esse templo é bem bacana. Vale muito a pena ir. Talvez pegue um pouco de fila, mas vale a pena a espera. Parque Jing’an -> em frente ao templo de mesmo nome, tem um parque que vale a pena dar uma voltinha. French Concession -> são as áreas com resquícios da colonização europeia. Interessante de caminhar pelas ruas, ver a arquitetura. Sugiro ler esse artigo que explica bem direitinho: https://www.chinahighlights.com/shanghai/attraction/french-concession.htm Baker & Spice -> é uma rede de cafeteria estilo francesa bem aconchegante. Tem em vários lugares, fomos nela em Pequim também. People’s square ou Praça do Povo-> uma enorme área pública onde estão a Prefeitura da cidade, o Grande Teatro, um prédio de exibições e o Museu de Xangai. O parque nos domingos abriga a famosa “feira casamenteira” onde pais levam cartazes anunciando os filhos e tentando casá-los com alguém. Eu achei sensacional! Sério, era muita gente. Eu pensava que isso era zoação ou teria uma meia dúzia de pessoas, mas o negócio fica lotado. Eles colocam fotos e descrição das características dos filhos. É o tipo de coisa que só se vê na China (eu acho, rs). Nanjing road-> É uma rua apenas para pedestres que vai da People Square até o The bund. A rua tem muita loja de grife, você se sente pobre vendo aquelas coisa caríssimas. Mas também tem algumas lojas chinesas com produtos interessantes. Não comprei nada além de comida nessa rua, mas adorava ficar passeando por ela para ver as pessoas, o modo como elas andam apressado e etc. Fiquei hospedada em hotel em frente à Century Square, nessa praça, bem cedinho, tem uma galera fazendo Tai Chi Chuan na rua, muito legal. The Bund-> Ah! Que lugar maravilhoso! Meu lugar preferido na cidade. O contraste entre o moderno e o antigo é maravilhoso. Tem que visitar de dia e de noite. O the Bund fica nas margens do Rio e possui todos aqueles prédios de arquitetura europeia, e é a partir dele que você tem aquela vista espetacular de Shanghai. Waibadu Bridge-> É uma ponte de ferro que eu não fui, mas dizem que é legal. Cidade Velha de Xangai -> desça na estação de metrô Yuyuan Station, na volta fomos a pé pelo The Bund, uns 50 minutos. A cidade velha é super legal de sair andando, provar comida estranhas, entrar em lojinhas. Mas, além disso, tem duas atrações muito legais o Yu Garden, que é um jardim maravilhoso e o City God, que é um templo. Ambos são pagos. Pessoal fazer Tai Chi Chuan na Najing Road às 7h da manhã Feira dos filhos encalhados Suzhou Suzhou é uma cidade ótima para fazer um bate e volta a partir de Shanghai. Não compramos as passagens antecipadamente, mas super recomendo!!! Fomos para a estação de trem, e depois de muita gente empurrando, furando fila (fila não significa absolutamente nada), vimos que não tinha duas passagens sentadas. Na hora, a gente entendeu que não tinha duas passagens em assentos juntos, mas depois vimos que que uma passagem era sentada e a outra era para ir em pé. Muito difícil a comunicação, absolutamente tudo no ticket escrito em Mandarim. Não sei como, achamos o trem e o vagão, pelo menos. Trem super sofisticado, mas eles desconhecem a diferença do público/privado. Todos assistindo vídeos no celular com som altíssimo (a vontade era colocar Anitta no último volume do celular), comendo e arrotando (super normal). Tinha um assento vago na fileira atrás da minha, mas o cara do lado colocou uma bolsa em cima SÓ PARA NINGUÉM SENTAR! Depois, de um tempo, meu marido pediu na cara de pau, e sentou. Chegamos em Suzhou. Estação de trem gigante, super moderna, bonita, mas….Tudo escrito em Mandarim! Saímos da estação na esperança de ter alguma placa, alguma luz, mas nada. Fomos pedir informação em um hotel perto da estação. A funcionária não falava nada além de Mandarim, mas era esperta e nos ajudou com o tradutor do celular, assim conseguimos nos localizar. Eu já tinha visto que havia um ônibus meio que de turismo, que deixava nos pontos turísticos, tipo esses hop on hop off (que eu acho um sonífero, mas em uma situação dessas é conveniente), então consegui localizar onde pegá-lo. Site do ônibus que faz esse tour: http://www.0512hx.com/ É assim esquisito mesmo! está tudo em Mandarim, mas você pode pedir para o Google traduzir. Eu tenho o panfletinho, mas está todo em Mandarim também. O que dá para entender é que o ônibus sai de 30 em 30 minutos. Suzhou não é uma cidade grande para os padrões chineses mas tem uma infra-estrutura muito boa. A sensação é de que o governo colocou tudo abaixo e construiu tudo novinho há pouco tempo. Só a estação deve ser maior que o Galeão com trem-bala para toda a china, e se conecta com as 4 linhas de metrô novíssimas. Essas linhas passam meio longe dos pontos turísticos. A gente acabou pegando na volta (depois que entendemos onde ficava) mas tivemos que andar bastante. Ah! A cidade é linda. É patrimônio histórico e cultural da Unesco. Ela é famosa por ser cortada por muitos canais e por isso é chamada de "Veneza" da Ásia. Não concordo com o apelido, mas valeu a pena a viagem. Locais interessantes: Lion Grove Garden- Tiger Hill- Beisi Ta Pagoda Humble Administrator’s Garden Panmen Gate Guanqian Jie (uma rua de comércio) Lindos canais de Suzhou Tiger Hill (o prédio tá inclinadinho) Beisi Ta Pagoda Hong Kong Entrada em Hong Kong: se você estiver vindo do Brasil, sem passar pela China, não precisa de visto. Mas, quando você vem da China, tem uma fila específica, mas você passa pelo controle de passaporte na entrada e na saída. Muito importante! Se você for visitar China e Hong Kong tem que pedir o visto de dupla entrada na China. Como Hong Kong ficou no meio do roteiro, a gente levou dois carimbos de entrada na China. Hospedagem: sugiro se hospedar perto da Nathan Road. Ficamos próximos da estação ‘Tsim Sha Tsui” e foi perfeito. Fizemos praticamente tudo a pé. Mas, preparem os bolsos. Hospedagem em Hong Kong é um absurdo. Ficamos em um Airbnb, e mesmo assim não foi nada baratinho. Gente, o prédio do Airbnb era assustador, se eu não estivesse em um país que todos dizem que é mega seguro, eu não teria conseguido dormir lá. Era um prédio com lojas comerciais embaixo e “apartamentos” em cima. na verdade, são quartinhos. Mas depois descobri que no meio daquelas portinhas que levam à quartinhos tinha até vários hostels naquele prédio. Ou seja, o padrão de prédio é assim mesmo. Tudo muito apertado, muito cheio de gente. Os corredores eram muito feios também. O nosso quartinho não tinha nem janela, mas era limpinho. No fim, deu tudo certo. Traslado Aeroporto X Centro: tem a opção de ir de metrô ou de ônibus. Quando chegamos, já tinha um ônibus prestes a sair e a passagem era mais barata. Fomos de ônibus, aqueles ônibus estilo inglês, de dois andares, com wi-fi. Foi super tranquilo. Impressão de Hong Kong: é China, pero no mucho. Tirando a aparência das pessoas, não tem nenhuma semelhança com o resto da China. Isso foi muito curioso, não imaginava que o comportamento deles fosse tão diferente. Curiosidades: Mão inglesa Moeda: dólar de Hong Kong Internet boa e desbloqueada Ônibus de dois andares, estilo Londres Chocolate é muito barato. Compre Lindt! A densidade demográfica é absurda, os prédios são muuuuito altos. Eles aproveitam todos os espacinhos. Por exemplo, o shopping Elements está localizado nos 3 primeiros andares de um condomínio (8 torres, com uns 60 andares de apartamentos cada um), abaixo do shopping tem uma rodoviária, no subsolo uma estação de metrô, e no outro subsolo uma estação de trem-bala com trens para todo o país (não sei bem se é nessa ordem exata, mas é tudo isso no mesmo lugar) Ah, e nesse shopping fica a entrada para o sky 100, aquele prédio com observatório. Bom para comprar eletrônico (foi um erro meu comprar meu celular Xiaomi em Pequim, se tivesse comprado em Hong Kong teria vindo desbloqueado, o que facilita as coisas) Essa foto de cima é do Shopping Elements, com os edíficios, e têm o metrô, rodoviária, trem bala... Disneyland Hong Kong: podem me julgar, gastei um dia indo na disney siiiiimmmm!!!! : -) Eu sempre acho que isso é errado: ir para a Ásia, um lugar tão longe e caro, e gastar um dia em um parque que tem nos Estados Unidos, que é mais perto e acessível. Mas, não foi bem planejado. A gente andava meio estressado com os percalços da viagem e vimos que tínhamos um diazinho de sobra. Pensamos em ir na Disney de Shanghai, que foi inaugurada a menos tempo, mas parece que ela fica bem mais lotada. Fora que Hong Kong é mais quente, então achamos que daria para aproveitar mais. Compramos os tickets na bilheteria, lá no mesmo dia, fomos dia de semana, acho que isso contribuiu para estar bem vazia. Foi muito legal, quase não tinha filas, deu para aproveitar muito os brinquedos. E é muito tranquilo de ir, tem uma linha de metrô que leva para o parque. Macau: fazer um bate e volta em Macau é super conveniente. Demora cerca de 50 min de ferry até Macau. Sugiro ir bem cedinho para aproveitar bem Macau. Lembrando que Macau tem uma moeda própria! Tem que trocar algum dinheiro no terminal. Adorei conhecer Macau. Os rastros da colonização portuguesa são muito fortes: placas escritas em português, avisos sonoros dos ônibus em português, pedras portuguesas nas ruas, pastel de nata. A gente se sentiu em casa, foi uma delícia. Mas não vai pensando que o povo fala português, porque ninguém fala! Na verdade, não entendi porque TODAS as placas têm tradução para a língua portuguesa se as pessoas não falam. Mas, de qualquer forma, é muito legal. Atividades legais em Hong Kong: Orla de Tsin Sha Tsui para ver o lindo pôr do sol e para ver o Symphony of lights , um espetáculo de luzes que ocorre todos os dias às 20h. The Peak - subir pelo funicular ( the peak tram) ver a cidade do alto. É legal de noite também. Andar pela Nathan Road - um monte de lojinha legal Hong Kong Park - fazer uma caminhada Shopping Elements - é o shopping todo integrado que falei sobre nas curiosidades Sky100 Observatory (o 4o prédio mais alto do mundo) - eles te dizem qual a visibilidade do dia. Infelizmente, estava muito baixa e decidimos não subir. Se der sorte de estar com boa visibilidade, deve ser legal. Garden of stars Parque Kowloon Canton Road Mercado Noturno da Temple Street Ilha de Lantau - é uma atividade de dia inteiro. Foi o passeio que mais curti em Hong Kong. Você tem que pegar um teleférico gigante para chegar lá. A pior parte foi a fila do teleférico que estava gigante. A dica é: compre antecipadamente! Outra coisa, se quiser economizar, leve um lanche porque comida na Ilha é bem cara! Uma parada maneira é ir de trilha, vi muita gente indo e acho que deve ser irado. Lá na ilha em o Buda sentado gigante, maravilhoso e o monastério Po Lin que é incrível Templo dos 10 mil Budas de Hong Kong - Não fui, mas parece ser muito interessante. Ilha de Lantau - O Grande buda sentado Vista da orla de Tsi Sha Tsum. O tempo ficou feio assim direto.... : -( Visto do The Peak - também tudo encoberto Guilin Gente, eu amei Guilin! Que cidadezinha maravilhosa! Vale muito a pena mesmo ficar uns dias em Guilin. Atrações de Guilin: Pagodas gêmeas (sun and moon): tem que ver de dia e de noite Montanha do elefante: é lindo, é legal ver de longe e ir até lá pertinho Bate e volta para Yangshuo - algumas pessoas pernoitam em Yangshuo, mas eu acho que um passeio bate e volta já é o suficiente. Fiz as contas para ver o quanto dava para ir por conta própria, mas conclui que valia mais a pena fechar com agência mesmo. Fechamos o passeio no hotel, acredito que todos os hoteis já possuam esses convênios com agência de turismo. O passeio dura o dia inteiro e funciona assim. Você vai de ônibus até um terminal de barco. Lá, pega um barco que vai passeando pelo rio Li. O rio Li é maravilhoso, a paisagem é muito linda mesmo. É nesse passeio de barco que você vai ver a paisagem que ilustra as notas de 20 yuans. É realmente um cenário único. No passeio, está incluso um almoço no barco. Eu não curti nada o sabor da comida, nem consegui comer tudo. Aí, chegamos em Yangshuo, e temos algumas horinhas para andar pela cidade. Depois, voltamos para Guilin de ônibus. A cidade de Yangshuo é bem bonita, eu imaginava algo mais rural, fiquei chocada quando vi Mc Donalds, KFC, Starbucks… rs Mas, o passeio é imperdível! Reed flute cave - fizemos por agência de turismo. Fizemos as contas, e não valia a pena pegar taxi e ir por conta própria. Não fica muito longe do Centro, e o tour dentro da caverna demora uns 40 minutos. Mas é maravilhoso! Eles têm um jogo de luzes dentro da caverna que com o reflexo da água, cria uma paisagem incrível. Eu amei esse passeio. Vai tomar umas 2 horinhas do seu dia apenas. Longji Rice Terraces - não fomos nos terraços de arroz pois não estava na época, mas dizem que é lindíssimo. Caverna - Reed Flute Cave Passeio de barco em Yangshuo Pequim Hospedagem: Na prática, qualquer lugar com um metrô perto pode ser interessante. Fiquei hospedada e gostei muita da região nos arredores da Cidade Proibida. Por ali, você consegue fazer muita coisa andando, tem metrô e muitas opções para comer. Indo para a Muralha da China: É a cereja do bolo, né? Como queria conhecer essa muralha! Não existe uma localização específica da muralha. Juntando todos os trechos, todas as ruínas, parece que tem a extensão da metade da circunferência da Terra. Impressionante. Em Pequim, existem dois trechos mais famosos Mutianyu e Badaling. Os dois possuem teleférico para subir. Fomos por Badaling, porque dava para ir por conta própria, de trem. Indo de por conta própria para Badaling / Muralha da China: além de ser absurdamente mais barato (economizamos uns 350 yuans cada, em relação ao preço que é cobrado pelas empresas de turismo), prefiro andar de metrô/trem do que de ônibus. Passo mal em ônibus, me dá enjoo. Fora o risco de pegar engarrafamento. E é bom fazer as coisas no nosso tempo. Se achamos legal, ficamos mais tempo, se não gostamos vamos embora. Como chegar na muralha de transporte público. - pegar o metrô e descer na estação Huoying da linha 13 (passagem 5 yuans). Do Centro de Pequim até esta estação demora uns 45 minutos. - na estação Huoying, procurar a saída G4 que vai para a estação de trem Hu da linha S2. (Passagem 6 yuans) Dica: quando sair da estação Huoying e chegar na rua, vire para a direita. Não prestamos atenção e viramos para a esquerda. Logo vieram muitas pessoas querendo nos oferecer taxi, ônibus para Badaling. Eles mentem, dizem que não tem mais trens, e te informam a direção errada da estação para te deixar perdido. Horário de saída dos trens: tente ajustar seu horário para coincidir com o horário de saída dos trens. No dia que fui (quinta) se eu perdesse o trem das 09:09, teria que esperar o próximo até 11:32. Ou seja, não saem trens a toda hora. Dica: comprar o "smart card" do metrô. Ele custa 40 yuans, mas vem com crédito de 20 yuans. Parece que se devolver, você ganha os 20 yuans de volta. Ele é um cartão recarregável e serve para o metrô e para esse trem para Badaling. Vale muito a pena para não ter que ficar na fila enorme para comprar os tickets. Obs: isso foi em janeiro de 2019. Parece que os trens para Badaling saem da estação Beijing North. Não entendi se mudou definitivamente para a estação Huoying ou se está fazendo obras na estação Beijing North. Informe-se no hotel antes. Eu peguei informações nesse site aqui: https://www.tour-beijing.com/blog/beijing-travel/how-to-visit-great-wall-by-train Outros locais imperdíveis: Museu de História da China: Entrada gratuita! Gente, o museu é sinistro! Assim, é meio que para mostrar o quão “maravilhosos” eles são, e realmente conseguem nos deixar boquiabertos. Vale a pena a visita Praça da paz celestial Mausoléu do Mao Tse Tung Cidade Proibida - é gigante, lotado e muito interessante. Vá com calma. Parque Jingshan Parque Beihai Templo do céu. Palácio de verão Rua Wangfujing Pequim é linda e esse céu azul foi um presente! Repare que as últimas fotos foram com o celular chinês adquirido na viagem... rs
  30. 1 ponto
    Olaa 👋 Mochileiros(as), Me Chamo Baju sou um dos Colaboradores do grupo CARONEIROS & MOCHILEIROS Seguem Links dos nosso Contatos. Link 1 https://m.youtube.com/watch?v=khWYWu9_N_0 Link 2 FACEBOOK https://web.facebook.com/groups/324590701536875/ Link 3 WhatsApp https://chat.whatsapp.com/HweVbOmYxcz4Tv1NTuxuOc
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    Olá pessoal. Acabei de voltar de um mochilão no nordeste, de ônibus e sozinha. Como há poucas informações sobre transportes e rolês sem sem agência, vou me ater às informações técnicas. Além disso, como ninguém fala sobre as vilas, falarei um pouco delas. Infos gerais _Data: 27/11/2018 a 28/12/2018 (32 dias e 31 noites) _Início: Salvador - BA _Fim: Natal - RN _Gastos com hospedagem (hostels, pousadinhas baratas ou airbnb): R$1624 (em média 52,5/noite) _Gastos com transporte intermunicipal: R$478 _Gastos gerais (sem passeios): R$1507 (em média 47/dia) Comentários gerais _Foi super tranquilo chegar nos lugares e fazer passeios por conta, embora as informações te direcionem pro contrário. _Só tive que pegar uma lotação entre Itanhi e Pontal (caminho para Mangue Seco). O resto tudo de ônibus ou van. _Alagoas foi o melhor lugar para viajar, pois eles possuem sistema de transporte complementar (vans) regulamentado. Os horários podem ser verificados no site: http://www.arsal.al.gov.br/servicos/transporte/quadro-de-horarios _Não peguei carona (só de barco em Mangue Seco). _Em relação a abusos, sofri apenas 1 explícito, em Mangue Seco. Tive mais 2 casos em que tive que ficar alerta, em Maragogi e em Tambaba. Explicarei depois. Dicas gerais _Se for pegar lotação (carros que param no meio da estrada para oferecer transporte/uber/carona): anote/fotografe a placa, na frente do motorista. Mande para alguém ou pelo menos finja que está combinando de encontrar alguém. Não passei nenhum perrengue em relação a isso, mas melhor se prevenir! _Se for viajar sozinho e não quiser gastar muito com comida: carregue uns 2 tapewares médios. Os PFs são muito grandes, e as vezes caros, então eu sempre pedia, comia um pouco e guardava o resto para os outros dias. Ou também quando fazia comida no hostel, fazia a mais e guardava pra depois. _Se sofrer algum tipo de assédio, fale que sua família está esperando logo ali. Não deixe claro que está sozinha. _Preferi usar calças e camisetas largas e confortáveis nos trajetos, tanto para não chamar a atenção, quanto para não grudar a perna no banco e para não machucar o ombro com a mochila. Linha Verde - BA (Praia do Forte e Imbassaí) _Transporte Salvador - Praia do Forte há ônibus da Linha Verde (LIS) saindo da rodoviária de Salvador, e passando pelo aeroporto. No aeroporto um passa 9h40 (mas não passa sempre) e outro às 13h40. Esses ônibus fazem sentido Sauípe, e param na maioria das entradas das cidades do caminho (mas não entram em todas). Acho que custa uns R$10 (não tenho certeza). há também vans da Linha Branca, que passam toda hora na frente do Shopping Salvador Norte. Custa R$8,40. Demora ~1h até a praia. (Para chegar ao ponto, é necessário pegar um ônibus convencional no aeroporto, por R$3,70, descer na frente do Shopping e atravessar a passarela. Nesse ponto também passam ônibus da LIS, em mais horários). os ônibus e as vans entram na Praia do Forte e param bem pertinho da rua principal. _Transporte Praia do Forte - Imbassaí pegar as mesmas vans ou ônibus que saem de Salvador e passam perto da rua principal de Praia do Forte quase toda hora. A van custa R$3 e demora ~0h30. eles não entram na cidade, param na estrada perto de um ponto de mototáxi, que custa R$5 até a vila. Eu acharia longe para ir a pé de mochila, mas é possível. _Transporte Imbassaí - Sauípe ou Conde (não fui) as vans que saem de Salvador em geral tem destino final em Sauípe, com as quais é possível fazer quase toda a Linha Verde. há apenas um ônibus (LIS) que vai para Itanhi, e passa na estrada de Imbassaí às 12h45. Entra em Sauípe e em Conde (o que peguei não foi até a praia de Conde, apenas até a vila, mas quando pedem ele vai até a praia). No restante das cidades só para na estrada. _Infos Praia do Forte Hostel Praia do Forte (Hi hostel) muito bom, com café ótimo, e dá entrada grátis ao Projeto Tamar. R$72/noite. vilazinha bem charmosa. Rua principal com muitas lojas chiques, mas também tem vida local, e algumas coisas não caras. Na rua ao lado já tem botecos e coisas mais simples. Dá pra passar horas caminhando ou sentando na rua, e super seguro. Há uns condomínios e hotel toscos que impedem o acesso a praia, mas pelo menos não são visualmente ofensivos. é possível fazer todas as praias a pé. para ir ao castelo, compensa alugar uma bike na vila (R$5/ 30 min). Tem ciclovia em todo o trajeto. _Infos Imbassaí Eco Hostel Imbassaí é legal, mas achei longe da cidade. Tem que passar por estrada de terra escura, com cobras e sapos, e por uma estrada meio erma, cheia de muros. Não dá pra ficar indo e voltando da cidade toda hora. Mas é perto de uma prainha do rio bem gostosinha. R$50/noite. vilazinha meio capenga de dia. A noite tem um pouco mais de vida na pracinha e na orla, mas não foi minha vila favorita. não gostei da praia, pois mar é bravo, não tem sombra e precisa ficar em bares. Mas orla do rio é bem bonita. restaurante Zôião, na beira do rio, é mara. Mangue Seco - BA e Pontal - SE _Transporte Imbassaí - Mangue Seco Imbassaí - Itanhi: ônibus LIS passa na estrada de Imbassaí às 12h45. Custa R$28,30. Demora 3h30. Itanhi - Indiaroba: van Coobase passa na estrada de Itanhi às 16h20. Custa R$5 (não peguei). Indiaroba - Pontal: há algumas vans, mas dizem que não passa aos domingos, e é necessário pegar táxi. (não peguei) quando eu estava na estrada de Itanhi passou uma lotação (carro particular) para Indiaroba por R$5. Peguei e comentei que estava indo para Pontal, e ele acabou me levando até lá por R$30. Demorou uns 0h30. Pontal - Mangue seco: há infinitos tipos e valores de barco. Aparentemente tem um de linha que custa uns R$15, mas não sei os horários. Sempre vão tentar te vender as lanchas caras (até R$130). Maaas tem várias famílias que fazem o trajeto todo dia (para trabalhar nos restaurantes) e dão carona de canoa R$0. _Transporte Mangue Seco - Aracaju Opção 1 - Mangue Seco - Pontal - Aracaju: há vans da Cooperbase que saem de Pontal e vão direto para Aracaju, pelo litoral, entrando em todas as cidades. Passam na Igreja de Pontal às 13h25 (parece que tem um às 5h30. e parece que as voltas de Aju - Pontal são às 9h e 17h. não tenho certeza!). Custa R$17. Tem opções para as 2 rodoviárias de Aju. Opção 2 - Mangue Seco - Ponta do Saco - Aracaju: é possível pegar a mesma van saindo da Ponta do Saco (deve passar umas 14h). Mas de Mangue para Pontal é necessário pegar lancha particular, e deve ser caro. Pelo que vi no caminho, não tem nada de interessante em Ponta do Saco, então acho que não vale a pena. (não fui) Opção 3 - Mangue Seco - Coqueirinho - Estância: há uma van para Estância que sai do vilarejo de Coqueirinho às 5h30. Para chegar em coqueirinhos é possível pegar o trator dos trabalhadores, que sai de Mangue no fim da tarde. Aparentemente há uma pousada em Coqueirinhos, mas ninguém soube informar. De Estância devem ter vários horários para Aju. (não fui) Opção 4 - Mangue Seco - Pontal - Estância: há vans da Cooperbase saindo de Pontal em alguns horários pela manhã. O último é 12h30. De Estância devem ter vários horários para Aju. (não fui) _Infos Pontal só tem a Pousada do Givaldo. Estava bem largada, e ele me cobrou R$60 sem café. Ele vai te dizer que só tem ônibus para Aracaju as 5h (pois assim vc terá que passar a noite lá), mas não é verdade! cheguei a noite em Pontal e não quis arriscar achar um barco para Mangue Seco, acabei pernoitando na cidade, mas se tiver como atravessar, não compensa ficar lá. vila é simplizinha e tem seu charme. Se resume em uma rua com vista linda para o rio e Mangue Seco, uma mercearia e uma igreja; e outra rua de casas. Pouca gente na rua. Na 'ponte' (cais) tem uns botecos e restaurantes, mas em geral só homens. Não tem caixa eletrônico. _Infos Mangue Seco Pousada Chão de Areia, na frente do rio, moças fofíssimas, super limpa, café ótimo. R$70/noite. vila muito charmosa, bem simples, com chão de areia e calçadão na frente do rio com golfinhos. eles vão tentar te vender passeio de buggy, mas é super tranquilo atravessar as dunas a pé. Com chapéu e protetor, claro. as infos dizem que não vale a pena pernoitar lá, mas eu adorei, e tem várias pousadinhas e hostel (estava fechado quando fui). Os restaurantes não são baratos, mas tem algumas opções de tapioca e pastel. Não tem caixa eletrônico e não vendem frutas no mercado. CUIDADO COM ASSÉDIO: fui bater perna pro lado do mangue, segui uma estradinha depois do Hotel Village Mangue Seco, com umas casinhas autoconstruídas, depois não tinha mais nada (era a estrada pra onde ficavam os quiosques antigamente). Quando percebi, um moleque que morava numa das casas (+-15 anos) começou a me seguir e a dizer coisas, eu não dei bola, e ele começou a gritar e se masturbar. Voltei rápido e falei que meus pais estavam me esperando. Aracaju - SE _Infos Aracaju: Aju Hostel (Hi hostel) muito bom, café sucessudo, quartos confortáveis e piscina. Perto da orla de atalaia e do terminal de ônibus. R$55/noite. Hóspedes do hostel tem acesso gratuito ao Projeto Tamar. possível fazer tudo de ônibus, tem bastante infos pelo App Moovit. tem um 'ônibus do forró' que sai às sextas (acho que 14h) da frente do Projeto Tamar, e faz o roteiro turístico, com paradas, e por R$0. Volta para o ponto de saída. (não peguei) tem 2 rodoviárias, uma no centro (antiga) e outra já na saída (nova). Em geral a nova tem mais opções para quem quer ir para São Cristóvão, Laranjeiras, e outros. (não fui) Penedo - AL e Piaçabuçu - SE (foz do Rio São Francisco) _Transporte Aracaju - Penedo: Opção 1 - Aracaju - Neópolis - Penedo: tem vans da Coopertalse para Neópolis saindo da Rodoviária Nova quase de hora em hora. Custa R$19, demora 3h. A van para no cais de onde saem barcos para Penedo R$3,5, demora 0h30. Ps: Se estiver com horário apertado e for de ônibus para a rodoviária, pode parar no ponto logo antes da rodo (fica do outro lado da pista, antes de ele fazer o retorno), pois a van passa lá também. Opção 2 - Aracaju - Penedo: tem ônibus da Águia Branca às 14h50, saindo da Rod. Nova. Não sei quanto custa e demora bem mais. _Transporte Penedo - Piaçabuçu: saem muitas vans ('transporte complementar') para Piaçabuçu. Em geral entram nas vilazinhas do caminho, bem simpáticas. Em Penedo as vans saem da rodoviária, mas param em alguns pontos do centro e da via principal (acho que Av. Getúlio Vargas).Custa R$4, demora 1h. _Transporte Penedo - Maceió: vans saem quase de hora em hora da rodoviária, entre 5h e 16h15. É possível pega-la de outros pontos da cidade, mas pode não conseguir ir sentado. O trajeto é pelo litoral, mas entra apenas em Piaçabuçu. Custa R$30, demora 3h30. _Transporte Penedo - Piranhas: meu plano inicial era ir margeando o rio São Francisco, mas não tem caminho direto. Teria que pegar uma van de Penedo para Arapiraca (tem muitos horários), e de lá outra para Piranhas. Como não tinha certeza dos horários de Arapiraca para Piranhas, preferi não arriscar, e fui via Maceió (com passadinha em Maragogi). _Infos Penedo Pousada do Lucena foi a mais barata que encontrei. É ainda no centro histórico, mas achei longinho dos principais pontos (pois a rua era meio vazia), então não dava pra ficar indo e voltando toda hora. A pousada é bem simples, não muito limpa, mas o cara é muito simpático e muito disposto a ajudar, fazendo várias comidas no café, disponibilizando frutas, sucos e pães ao longo do dia. Também usei a cozinha, como se estivesse num hostel, ele me deu inclusive ingredientes para usar. R$50/noite. a parte histórica é muito bem conservada, mas meio vazia durante o dia, e a prainha bem agitada. A noite fica bastante gente nas praças. Tem opções baratas de comida (R$12/kg). Depois do centro histórico a cidade é grande e normal. Não me empolguei de ficar lá. _Infos Piaçabuçu embora as fontes turísticas digam que não há hospedagem na cidade, eu vi uma na beira do rio, Pousada Santiago, mas não sei quanto custa. a orla é bonitinha, com restaurantes e botecos. Mas fora isso a cidade não tem nenhum charme, e não tive vontade de passar nenhum tempo lá. Não tinha nenhum movimento turístico na segunda-feira. Ruas asfaltadas, cheias e sem sombra. o passeio para a Foz custa entre R$70 e R$100. Eu não ia fazer, e nesse dia também não vi nenhum barco saindo. é possível pegar barco local até Brejo Grande - SE. O caminho é bem bonito (mas não tem nada de dunas, nada a vez com o passeio da Foz), e para em 3 cais, 2 deles bem bucólicos, e outro num restaurante, mas com uma micro prainha sombreada. O barco sai se tiver no mínimo 2 passageiros. Custa R$5 cada perna. Maragogi - AL _Transporte Maceió - Maragogi Opção 1 - Maceió - Maragogi: há vans saindo da rodoviária de Maceió às 5h30, 7h40, 11h20, 13h25, 16h30, 18h20. Custa R$22 e demora 3h30. Essa van vai pelo litoral só até certo ponto, e de lá sobe para Porto Calvo. Para a volta há vans saindo de Maragogi às 4h50, 5h50, 9h20, 12h, 14h40, 17h. Opção 2 - Maceió - Porto Calvo - Maragogi: há vans toda hora de Maceió para Porto Calvo e de lá para Maragogi. Custaria R$17 + R$7, mas se conversar eles fazem R$22 e te embarcam em Porto Calvo já na próxima van para Maragogi. Custa R$24 e demora 3h30. _Infos Maragogi Hostel da Praia bem simples, mas muito barato, pessoal muitíssimo simpático, café bom e à beira mar. R$35/noite. a vila é meio bagunçada fora da orla, e não tem charme, mas é super tranquilo caminhar por lá, tem comércios baratos, feiras, etc. Na orla estão todas as pousadas, lojas, restaurantes turísticos, mas também tem coisas bem baratas (self service por R$12). falam que não é possível ir da cidade para Antunes a pé, mas achei super viável. Demorou um pouco, mas o caminho é lindo. Necessário estar com maré baixa, pois tem uns pontos que não tem passagem, e tem um rio no caminho. tem várias vans saindo do centro que vão para as praias (Antunes, Xaréu...), custa R$3 e passa sempre. CUIDADO COM ASSEDIO, meninas: estava indo pra estrada, pela saída de Xaréu, pegar a van, não tinha mais ninguém por perto. Um cara de bike tinha acabado de passar de bike, e quando me viu sozinha, começou a voltar. Por sorte a van surgiu e ele 'desvoltou'. Então acho melhor pegar a van saindo de Antunes, que é mais movimentado, e não a noite. Piranhas - AL e Canindé - SE (Cânions do Xingó) _Transporte Maceió - Piranhas as informações dizem que há vans da rodoviária de Maceió para Piranhas às 11h30 e 12h40. Achei estranho, e no dia que fui (sábado) disseram que só tem o horário das 12h, e que de domingo não tem. É necessário, portanto, ligar para o Ricardo para combinar (82) 99986-6262. Custa R$49 e demora 5h30. Ela sai com destino 'Xingó'. em Piranhas a van deixa na porta do lugar em que você for ficar!!!! a van vai até Canindé - SE também, de onde saem os passeios para os Cânions. é possível também pegar a van para Delmiro Gouveia, descer no posto da entrada de Piranhas, e de lá pegar outra van ou mototaxi. _Transporte Aracaju - Canindé tem vans da Coopertalse de Aju para Canindé, mas não sei quanto custa e se vai para Piranhas também. _Transporte Piranhas - Recife Piranhas - Delmiro Gouveia: van sai de hora em hora, a partir das 6h até as 17h. Custa R$10 e demora 1h30. A van sai da rodoviária umas 6h30, mas ela passa de porta em porta buscando antes, necessário ligar para agendar (não tenho o número, pedir na hospedagem). Tem que pedir para entrar na rodoviária de Delmiro, que é bem na entrada da cidade. Delmiro Couveia - Recife: tem ônibus da viação Progresso às 7h50, 22h e 22h30 (leito). Custa R$99 e demora 7h. Esses ônibus saem de Paulo Afonso 1h antes, mas é mais longe de Piranhas. Eu fui de manhã, achando que a estrada seria mara, toda cheio de sertão, mas na verdade não tinha nada demais, então acho que compensa ir no da madrugada. _Infos Piranhas o hostel que vi era meio longe do centro, e bem caro (R$105/noite). preferi ficar num Airbnb (Aconchego Ramon e Alê), melhor lugar! Também longe do centro, mas perto dos mirantes, com quintal fofo, pessoas fofas, que estavam de férias e me levaram pros passeios, me mostraram coisas (pois além dos passeios turisticos, é bem dificil arranjar coisa pra fazer, necessário tem pessoas locais junto). R$65/noite, sem café. o centro histórico é muito bonito, mas não tem movimento nem serviço nenhum durante o dia, porque todo mundo sai para passeio. A prainha do centro é bem cheia de locais no fim de semana, e tem alguns restaurantes. não dá pra chegar na cidade histórica a pé (eu adoro andar a pé, mas é uma estrada sem acostamento e sem calçada). Então é necessário pegar mototáxi R$4. Tem sempre e dá pra chamar também. só tem caixa eletrônico na parte alta, e da caixa econômica. _Infos Canindé/ Cânions os passeios para os cânions saem de Canindé. Tem um que sai do Karranca's (R$110) e outro mais barato (R$90), mas este sai da praia da Dulce, e o táxi ia cobrar R$80 até lá. Para o Karrankas também é necessário pegar mototaxi, mas não sei quanto dá pois fui de carona. dei uma volta por Canindé (de carro com o pessoal da casa), mas não tinha nenhum charme. Tem serviços (bancos, lotéricas, etc), prainhas e botecos. vale tbm passar pelo mirante da hidrelétrica. possível também fazer visitas guiadas. um morador disse que é possível ir até a beira dos cânions de carro, mas não tenho certeza. João Pessoa e Conde/Jacumã - PB (Praias de Tambaba e Coqueiro) _Jacumã é um distrito do município de Conde. É onde ficam as praias. A sede de Conde não é no litoral. _Transporte Recife - Jacumã Recife-Conde: necessário pegar e pagar o ônibus até João Pessoa, que sai sempre, e custa R$44 e demora 2h30. Conde-Jacumã: dá para pedir para descer na entrada de Conde, mas é no meio da rodovia, e de lá entrar na outra estrada e pegar um ônibus (que sai de JP e vai para Jacumã). Os onibus de JP-Jacumã passam de hora em hora, já era noite, e preferi não arriscar, então dei uma passada em JP. Durante o dia ou acompanhado acho que é tranquilo. _Transporte João Pessoa - Jacumã tem um ônibus metropolitano 5301 que sai de trás da rodoviária de JP. Ele também passa pela lagoa e pela praça Evandro Neiva. Custa R$7,50 e dura 1h30. Desce no centro de Jacumã (perto da Praia do Amor). tem também um ônibus que sai do shopping Mangabeira. Este vai pela orla, mas eu só soube depois, e não peguei. para voltar para JP, no ponto do ônibus de Jacumã tem umas lotações, mas preferi não pegar. _Infos Jacumã/Tambaba Hostel Ruanda's bem simples, mas simpático e barato (pois todo o resto que vi era bem caro). Donos muito simpáticos. Achei longinho do centro, pois a rua é escura e deserta, mas é perto do maceiózinho. R$40/noite, sem café. Tem um tal de Pousada do Inglês, que é hostel, perto da praia do amor, mas não sei como é. o centrinho da cidade é fofo, mas o resto se resume a uma rodovia com pouco iluminada e meio erma. a praia do amor fica no centro, tem também uma prainha fofa com um maceiózinho, perto da cidade. O resto é tudo longe e necessário pegar mototáxi. é possível ir para Tambaba a pé, é bem longe e quente, mas o caminho é lindo. No dia que fui não tinha ninguém no caminho. Chegando na beira de tambaba parece que não tem saída, mas é só achar uma entradinha para uma micro trilha! voltei de Tambaba de mototáxi. O ideal é combinar antes, pois lá não tem sinal e eles não fazem ponto lá, mas consegui achar um. Cobram R$12. é possível ir e voltar de Tambaba também com um ônibus que vai as 6h e volta as 17h. CUIDADO COM ASSEDIO, meninas: em Tambaba, na praia de nudismo, a galera é bem tranquila, mas tem um funcionário do restaurante que ficou me cercando, me espiando e forçando para falar comigo. Me deu bebida, mas não convém aceitar, e fui embora antes de esvaziar e escurecer. _Infos João Pessoa fiquei aleatoreamente no Hostel Parahyba, numa casa muito linda, no Bessa. É perto da praia, mas muito ruim de serviços a noite (as 20h só consegui uma barraquinha de cachorro quente). Tem a praça do caju, com feira, mas não consegui chegar lá. Ruas desertas residenciais. R$40/noite. o ônibus 513 (e acho que o 510 também) é a alegria dos viajantes. Passa pelo Bessa e por Manaíra (onde ficam os hostels), pela parte turística (tambau, mercados), pela lagoa, pelo centro e pela rodoviária! Custa R$3,55. tentei descer do ônibus na lagoa e visitar o centro histórico de mochilão, mas as coisas são longe e tumultuadas, não consegui chegar. Tibau do Sul/Pipa - RN _Pipa é um distrito do município de Tibau do Sul. _Transporte João Pessoa - Pipa JP - Goianinha: necessário pegar e pagar ônibus da Viação Progresso para Natal. Custa R$35 e demora 2h até Goianinha. Outras empresas fazem também. São poucos horários. Goianinha - Pipa: descer em Goianinha, no meio da estrada. De lá, andar um tanto até a igreja (tem que ir pedindo informações sobre a van). Pegar a van para Pipa. Custa R$4,50 e demora 0h40. _Transporte Pipa - Natal Opção 1: Transfer Pipa - PontaNegra/Aeroporto: normalmente custa R$70, mas peguei promoção por R$35. Necessário agendar. São poucos horários (8h, 12h,18h e 22h). Demorou 2h30 até Ponta Negra e 3h30 até aeroporto. Pega na porta da hospedagem e deixa na porta da hospedagem ou do aeroporto. Pra quem não conhece Natal e vai pro aeroporto, a van é legal pois passa por toda a Ponta Negra, pelas dunas e por toda a orla! Opção 2: Pipa - Rodoviária de Natal: Tem alguns horários de vans de Pipa para a rodoviária de Natal, mas de lá tem que pegar outros ônibus para ir pra Ponta Negra ou para o Aeroporto. Deve custar uns R$15, não tenho certeza. Opção 3: Pipa - Goianinha - Natal: tem vans toda hora para Goianinha. Lá tem que andar até a estrada e pegar algum ônibus que esteja indo para Natal, ou alguma lotação. (não peguei) _Infos Pipa, Sibaúma e Tibau Hostel do Céu, muito bom, café maravilhoso, perto de tudo, piscina e lindo jardim. R$45/noite. a vila de Pipa é bem simpática, mas bem turística. Muitos comércios, vários preços de restaurantes (self service por R$16). Da pra ficar sassaricando com celular na mão, sem medo. aluguei uma bike (R$40) e fui para Sibaúma. Lá tem um rio, mas pouco charme nas construções, mas o caminho é lindo, dá pra ir pela praia (na maré baixa) e voltar pelas falésias. aconselho ir ao Santuário Ecológico. Ninguém fala dele, mas são trilhas muito bem cuidadas, com vistas maravilhosas para as praias e golfinhos, bem tranquilo, sem muvuca. Entrada custa R$15. Dá pra ir a pé ou de van (R$3). o parapente é maravilhoso, passa pelas falésias. É caro (R$200), mas vale a pena. A tenda fica perto do mirante de Cacimbinhas. vale a pena pegar van (R$3) para ir para Tibau. Vilazinha charmosinha e bem calma, com praia calma, sombra e piscinas naturais (à direita), rio e bares à esquerda, com por do sol maravilhoso. peguei uma balsa da praia do giz para o outro lado (dunas e caminho para Natal), mas não tinha nada, só vale pelo micro passeio no rio (R$8 cada trecho). Foi isso. Boas viagens.
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    @Barbara Semann enviei a solicitação de amizade!
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    https://chat.whatsapp.com/D3PmvzXNlO0BeOblhv0e4x
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    tenho bastante amigos no Norte, povo lindo e hospitaleiro @joshilton me ajudou muito Breve to por ai
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    Vai ser mochilão msm, vou ir de bicicleta!! pegar ônibus só em alguns lugares!!
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    Já estou com as passagens em mãos 05 a 18 de agosto. Sem roteiros, porém tenho interesse em estação de esqui, torre dela Paine Canon dela Maipo .... Precisando d uma turma! Tô indo sozinho! Zap 98 98825-6018
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    02/04 – UYUNI Capitulo 2 - A primeira paixão de viagem a gente nunca esquece. Enfim cheguei a Uyuni e olha a cara de felicidade: Chegamos em Uyuni as 4h00 da madrugada e o que todo mundo diz é verdade, assim que você desce do ônibus é um frio do caramba , de congelar a alma, não importa a época, no inverno não quero nem pensar o frio que deve fazer, estava tão frio que nem tive coragem de pegar o celular para tirar uma foto, mas segue uma foto de dia do local que a gente desceu e quase morreu congelado: Assim que eu desci do ônibus fui abordado por umas três senhoras, oferecendo um local para tomar um café e lógico fechar os tour, perguntavam se eu já tinha fechado com alguma agencia e lógico que eu dizia que sim e a agencia que eu tinha fechado era a esmeralda tours (mentira ainda não tinha fechado nada) até que uma dessas senhoras disse que era da empresa Esmeralda, então seguimos até o restaurante, boteco, sei lá que era dela, chegamos lá fomos recebidos com wi-fi, café e um lugar quentinho. Assim que terminamos o café ela veio com um panfleto para explicar sobre o tour, disse varias coisas que nem me lembro mais, porem uma das coisas que eu me recordo e que me deixou meio desconfiado, foi quando ela disse: - Retornamos no Salar a noite para ver as estrelas. Quando ela disse isso eu desconfiei, porque nunca tinha visto nenhuma agencia que fazia esse tipo de tour e também porque eu tinha perguntado para uma amiga boliviana antes o motivo de as agencias não fazerem isso, o que essa minha amiga me explicou foi que quando o salar está alagado e quando está de noite o sal se cristaliza e é ruim para o pneu do jeep(confirmem nos comentários essa informação), continuou explicando sobre o tour, falou sobre o valor, muito abaixo do eu esperava, estava cobrando 610 BOL com o transfer já incluso. Eu dei uma olhada no panfleto onde eu reparei que tinha uma coisa estranha, era o nome da agencia, ela disse que era da esmeralda porem no panfleto estava como Juliana tours (alguma coisa assim), dei uma pesquisada na Net sobre as referencia dessa empresa e só via gente falando mal até que eu resolvi perguntar: - Você não me disse que era da esmeralda? Porque aqui está como empresa Juliana? Ela disse: -A esmeralda e Juliana são parceiras, como se fosse e mesma empresa! Foi ai que eu respondi: - Vamos fazer o seguinte, eu vou até a agencia da esmeralda e vou confirmar se vocês realmente trabalham juntos, se eles me confirmarem eu volto e fecho com vocês, combinado? Ela disse - tudo bem! Ela foi embora e depois de uns 15 minutos eu vi um papel na bancada da recepção escrito à mão de caneta bic o nome da empresa “ESMERALDA” foi ai que saquei, não é nem ferrando a esmeralda😅😆. Segue minha cara de desconfiado na hora: Assim que deu umas 7h00 da manhã resolvemos sair e ir à esmeralda para fechar e confirmar a informação passada por aquela senhora. Assim que chegamos a agencia uma senhora muito simpática nos recebeu com aquele sorriso que eu me apaixonei (relaxem essa não foi à primeira paixão) ela começou a explicar sobre o tour de três dias, disse que a ilha Del Pescado a gente não iria visitar, pois estava alagada (70 BOL a menos). Teve uma discussão entre nosso grupo, pois ela disse que tinha duas opções que era a gente veria o por do sol no salar mas voltaria para uyuni ou não veríamos o por do sol e seguiríamos viagem para o hotel de sal, eu queria muito mesmo ver o por do sol porem todos os meus amigos que iriam me acompanhar nesse tour não queriam, no final a democracia venceu e eu não vi o por do sol no salar. Enfim fechamos o tour com a esmeralda, chorando muito, ameaçando ir embora, falando que realmente a gente não tinha muito dinheiro, ela percebeu que a gente era pobre e fechou o tour já com o transfer incluso por 770 BOL. Resolvemos confirmar se a Juliana realmente fazia parte da esmeralda foi ai que ela me disse que não, nem conhecia essa tal de Juliana Tours, no final escapamos de um problemão e agora só restava esperar pois nosso tour começava naquele mesmo dia as 10h00 da manhã. Nesse período de tempo eu nem acreditei o que aconteceu, reencontramos um amigo, o Klebão um cara super foda que conheci aqui no mochileiros a gente estava conversando sempre por whatsapp e enquanto estávamos viajando, ele estava a um dia na frente da gente, ele fez todo o percurso de ônibus de alagoas até Uyuni mas por uma coincidências nos encontramos por um curto tempo 15 minutos e eu nem sabia que seria a ultima vez que o veria. Te amo Klebão Faltando 10 minutos para iniciar o tour deu uma vontade de ir ao banheiro fui rápido e quando cheguei e olhei aquilo surgiu uma duvida a água da privada serve para lavar a mão? Não resolvi arriscar usei um lenço umedecido. Segue a imagem do banheiro: Mas enfim cheguei super atrasado e acho que perdemos um dos jeep que ia levar a gente, acabamos indo em outro onde agradeci muito, porque o outro tinha uns brasileiro muito chato, só tinha duas pessoas muito foda naquele jeep que era um casal onde era uma argentina e um francês eles estavam viajando um bom tempo a America do sul. O nosso jeep só tinha gente foda que fez esse tour, esse mochilão valer a pena, passei uns dos melhores momentos da minha vida com essas pessoas eram uma portuguesa aaaaaaah😍 o nome dela era tereza💕, Romano(frances) Sofia (argentina) que virou um dos meus melhores amigos a gente tinha até marcado de se encontrar em Cusco mas nem deu certo muito triste mas a gente ainda vai se encontrar nessas andanças. vocês nem vão acreditar quem era o Guia, O Emílio, puta guia foda o mesmo do rodrigovix Segue a imagem das pessoas mais fodas que conheci em toda essa viagem: E agora partiu entrei no jeep e quando eu vi a Tereza aaaaaaah☺️ 💕Tereza...mas enfim seguimos com o tour pois a primeira parada seria no cemitério de trens. Aaaah💕☺️ Tereza.... Depois do cemitério de trens seguimos para a parte foda do role que foi o Salar primeira parada no monumento do Dakar Depois fomos para a parte das bandeiras. Fomos almoçar e seguimos para a parte do Salar alagado e que lugar foda! Confessar uma coisa, quase choro, que lugar incrível, como nosso mundo é magnífico, eu ainda não acredito que consegui chega até ali com aquela vista de tirar o fôlego, todo o céu refletido naquele chão de sal, que experiência incrível, esse lugar ficou marcado em minha vida, pois foi ali que decidi e confirmei o que quero fazer da minha vida que é viajar o mundo. Depois disso fomos fazer as fotos em perspectiva que foi bem divertido. Seguimos viagem para o hotel de sal, foi um dia de muitas risadas, muitas paisagens fodas, naquele momento era o dia mais feliz da minha vida. Naquele momento eu estava apaixonado pela vida💕 e pela Tereza também😂😂 Não teve o por no sol no Salar mas teve dentro do jeep com direito a trilha sonora, estava tocando Queen “ Don´t Stop Me Now” Nesse momento todos estavam em uma vibe boa sabe, começando a jogar indireta para o Emílio tipo “como seria bom tomar uma cerveja agora a noite” e o Emílio “ então vamos tomar uma cerveja agora noite” e seguimos para tomar uma para finalizar o dia com estilo e finalizamos porque alem da cerveja tomamos até vinho na janta 😎. Todo mundo meio borracho e seguimos viagem para o hotel de sal. Chegando nesse hotel era meio que um hostel aonde cada quarto tinha duas camas de solteiro, foi nessa que o Emílio tentou me ajudar, ele me levou ate o quarto onde a Tereza estava até que o Emílio falou para a Tereza: - Quer dormir sozinha? Ai ela disse( eu cheio de esperança, pensando.. diga que não, diga que não🤞😞 - Sim, eu prefiro. Como tinha muitos quartos sobrando, fui eu dormir sozinho, meio borracho, coração partido, mas com uma puta ansiedade do que me aguardava para o dia seguinte. encerro esse capitulo mostrando como estava o meu estado😂: Próximo capitulo será: Capitulo 3 - O primeiro perrengue de muitos. Obs: Qualquer duvida me chamem no instagram: igormarque12
  38. 1 ponto
    Há um mês atrás comecei a pesquisar algum parque estadual que fosse próximo de São Paulo e que ao mesmo tempo fosse tranquilo, com trilhas e cachoeiras para serem conhecidas, assim cheguei na cidade de São Miguel Arcanjo, entrada para o Parque Estadual Carlos Botelho, localizado a 220 km da capital Paulista e 25 km da cidade de São Miguel Arcanjo. O Parque Estadual "Carlos Botelho" foi criado em 1982 e esta situado nos municípios de São Miguel Arcanjo e Capão Bonito, o parque é um dos mais importantes refúgios de vida selvagem da região sudeste do Estado de São Paulo, fazendo parte do contínuo ecológico de Paranapiacaba (incluindo o Intervales, PETAR e a Estação Ecológica de Xitué), constituindo um dos mais significativos corredores ecológicos conectores de remanescente da Mata Atlântica do Brasil, devido a essa importância, recebeu da UNESCO o título de "Sitio do Patrimônio Mundial da Humanidade". Assim, além de toda beleza natural, há toda uma importância para a preservação da região, hoje o local é considerado uma Unidade de Conservação protegida pelo Poder Público, que consiste em cuidar, manter e proteger toda a fauna e flora daquela região, ali abriga a maior população de muriquis, um dos maiores primatas das Américas, dos 1.200 monos-carvoeiros, mais da metade habita nas matas do Parque, ao lado de outras espécies, como a onça pintada. Meu cantinho no feriado. - Hospedagem Existem muitas opções na região, você pode ficar hospedado em São Miguel Arcanjo, ou ficar no núcleo Carlos Botelho, que fica bem na entrada do parque, porém só tem a opção de ficar em chalés e precisa marcar com alguma antecedência, a opção que eu escolhi foi ficar no Parque da Onça Parda, um camping com uma estrutura muito boa que fica dentro do parque, então o contato com a natureza se da a todo momento. O Camping conta um vestiário com 03 chuveiros com água quente, cozinha completa, a iluminação do camping é através de energia solar e ainda há espaços cobertos para locação, onde cabem de 02 a 04 barracas. O Camping também ajuda com a contratação de guias turísticos, já que existem três trilhas que só são feitas com um guia, ate que gostaria de fazer sozinho, mas depois de ir com o guia, seria praticamente impossível acertar o caminho, fora que com o guia você aprende muito sobre a fauna e flora do lugar. A diária no feriado foi de 50 reais por pessoa e em final de semana normal cai para 45 reais. as reservas podem ser feitas no telefone (15) 99728- 1752 (Diego) ou pelas redes sociais do Parque (Marcel), os dois são os proprietários do Camping, super solícitos e estão sempre dispostos a ajudar durante sua estadia. **** Aos amigos do blog que vão viajar e reservar sua hospedagem, peço para usarem minha caixa de pesquisa na página inicial do site, assim o Booking repassa uma parte da comissão para mim, ajudando eu a seguir com o trabalho aqui no blog, isso não gera nenhum custo adicional para você. Valeu =] **** - Transporte O Parque da Onça Parda fica em torno de 220 km da cidade de São Paulo e para chegar lá somente com carro, pois a viabilidade de se chegar indo de ónibus ate São Miguel Arcanjo e por lá arranjar transporte até o Parque Carlos Botelho, pode ser um pouco complicado, ainda mais aos finais de semana, acredito que de carro seja a melhor saída, já que ele te da uma maior mobilidade. O camping fica a 2 km da entrada principal do parque, entrando em uma estrada de terra logo após a ponte sobre o Rio Taquaral, a estrada comporta qualquer tipo de carro. - Alimentação Já que acampei no Parque da Onça Parda, usei a cozinha para fazer minha própria comida, já que o camping fornece toda a estrutura necessária, mas para aqueles que querem comer fora, na entrada do parque tem um restaurante chamado Mata Atlântica, que oferece comida no forno a lenha. Porém, recomendo comer o tradicional bolinho de frango na Casa da Rose, fica a 19 km da entrada do Parque em direção a São Miguel Arcanjo, quem for lá, é parada obrigatória. - Atrativos O Parque da Onça Parda está inserido no entorno do Parque Estadual “Carlos Botelho”, uma das áreas mais bem preservadas de Mata Atlântica do Brasil e considerado Patrimônio Natural pela UNESCO. Trilha da Cachoeira das Pedras do Ribeiro Bonito: Trilha de nível fácil para quem já esta acostumado com o esporte, duração de 02-03 horas, percorrendo em torno de 05-06 km, a trilha precisa de guia, pois no caminho será necessário atravessar o rio algumas vezes e as entradas são difíceis de identificar, sou acostumado a fazer sozinho as trilhas, mas nesse caso não tinha como, pude perceber isso no caminho rs. Os guias da região costumam cobrar em torno de 25 reais por pessoa e podem ser adquiridos no Parque da Onça Parda. Trilha dos Monos: A trilha da Cachoeira é a principal do parque e praticamente obrigatória, a segunda é a dos Monos, que também é de nível fácil, com duração de 02-03 horas de caminhada, percorrendo em torno de 05km, e também é necessário o serviço de um guia, já que a trilha também atravessa o rio e tem alguns pontos que há bifurcações que podem confundir. Ela tem uma subida bem íngreme, em torno de 30 minutos de subida, e tem uma corda para auxiliar o viajante. de resto é uma trilha normal, tranquila, e o serviço pode ser contratado no Parque no valor de 25 reais. Essas duas trilhas cruzam por diversas vezes o rio, então se prepare, porque você ira molhar o tênis, não tem escapatória. Trilha da Onça: Não tive tempo de realizar essa trilha, que é mais curta que a Trilha da Cachoeira e dos Monos e necessita de guia. Além dessas 03 trilhas, existem outras que são auto guiadas, ou seja, você pode realizá-las sozinhas, como também praticar o boia-cross no rio que corta o parque. Todos esses atrativos citados saem do Parque da Onça Parda, porém a região conta com outras atividades como a ida ao Parque Taquaral, existem Vinícolas que podem ser visitadas , outras trilhas que saem do núcleo Carlos Botelho (que fica na entrada do Parque), além de outros esportes de aventura. A região, por ser próxima a São Paulo, é uma ótima dica para quem quer descansar um pouco e ter esse contato com a natureza, as trilhas são leves, a estrutura é boa, a cidade de São Miguel Arcanjo é muito bonita, com alguns bares e restaurantes, enfim.... fica a minha dica de passeio. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. Follow me
  39. 1 ponto
    Olá pessoal, estou organizando um mochilão pelo nordeste brasileiro, e quero companhias para desfrutar dessa experiência. Moro em joão pessoa/PB . OBS: É um mochilão tradicional, vamos com pouco ou sem nada de grana , fazendo a grana no dia-a-dia para se manter. quem tiver interesse e mais informações me manda uma mensagem via direct no Instagram @D_Rathgebjj Até breve...
  40. 1 ponto
    Voce nao precisa necessariamente comprovar que retornará para o Brasil. Voce entrando na area do tratado de schengen voce precisa comprovar (se solicitado) que sairá da área dentro do periodo do visto. Ao entrar na Inglaterra a mesma coisa. Ao se dirigir para a India voce tambem poderá ser solicitado comprovante de retorno para o Brasil ou para outro país. Em resumo, é ter meios de comprovar que sairá para outro país dentro do periodo do visto concedido.
  41. 1 ponto
    Pesquise na Net como são fabricadas porque tudo tem vida útil. Tenho uma Mondeo Evo Dry durou cinco anos, eu mesmo, filho de sapateiro fabricante, dei uma recauchutada nela. Agora vai durar mais cinco anos.
  42. 1 ponto
    Olá, gostaria que alguém me ajudasse a sanar esta dúvida sobre o visto de trânsito para a China. Vou fazer uma conexão de 9h lá para ir para a Tailândia, porém as informações da internet estão mto confusas. Em alguns sites diz que eu tenho que aplicar junto a companhia aérea, outros dizem que se aplica na chegada do aeroporo de Beijin, outros dizem que tenho que preencher um formulário. Alguém fez recentemente conexão por lá e pode me ajudar nessa questão? Agradeço imensamente.
  43. 1 ponto
    @Paula F Zanini boa noite, tudo bem com voce? Segue a resposta do seu caso: Qualquer coisa, é so me chamar, blz? Abraços!
  44. 1 ponto
    Acabei de voltar de viagem da Suíca. FIquei hospedado 7 noites (8 dias) em Thun (perto de Berna). Comprei o Swiss Pass de 8 dias por 398 francos e foi a melhor coisa que fiz. Por vários motivos: Flexibilidade: é difícil saber quanto tempo vai durar os passeios (existem filas enormes em alguns passeios à la parques da Disneyland), alguns passeios na altitude você não vai ficar muito bem e pode querer mudar seus planos e o tempo é extremamente imprevisível. Com o passe, você pode se deslocar para o lugar na suiça onde o tempo for estar melhor e varia muito ao redor do país. Há 50% de desconto na maioria dos teleféricos. A parte não inclusa pelo Swiss Pass, o Jungfrau teve 25% de desconto, ou equivalente a cerca de 40 francos de desconto. Quase todos os museus e castelos são gratuitos. O castelo de Chillon custa 29 francos a entrada avulsa, por exemplo. Transporte público local não é barato. Um passe de tram avulso as vezes é coisa de 5 francos suiços. O Jungfrau eu tive que esperar até o último dia viável para ir quando o tempo estava parcialmente nublado. O meu roteiro resumido foi o seguinte: Dia 1: Voo para Genebra, trem para Lausanne e bate-volta em Evian na França (de barco com 30 minutos de duração) --> esse dia estava super ensolarado, bem bonito. Dia 2: Lucerne (era o lugar na Suiça que tempo ia estar melhor) e monte Pilatus. --> tempo estava bom só nessa parte do país Dia 3: Klein Matterhorn --> tempo ótimo nesse parte do país, mas na maioria do país estava ruim Dia 4: Cataratas do Reno e Zurich (Uetliberg) --> tempo feio no país todo, melhorou um pouco no final da tarde. dia 5: Vaduz, liechtenstein --> tempo feio em todo país. Esse era meu plano de backup para um dia de tempo ruim para adicionar mais um país na lista dos que conheci. Dia 6: Castelo de Chillon e Castelo de Oberhafen --> tempo bem feio em todo país. Dia 7: Região de Jungfraujoch --> tempo estava ruim na maioria do país e relativamente bom nessa região pela parte da manhã. Altitude me deu certo mal estar (muita sonolência e enjoo) e por isso não deu para fazer mais nada durante o resto do dia. Dia 8: Passeio por Basel e voo pelo aeroporto de Basel --> tempo estava ótimo Em resumo, se meu roteiro fosse fixo por cidade eu teria passado muita raiva de pagar caro nos teleféricos por só ver nuvens. Mas com a flexibilidade do roteiro deu para adaptar. E quando o tempo estava médio, dava para escolher montanhas mais baixas (monte pilatus, por exemplo). Em princípio, gostaria de ter feito mais passeios para montanhas / teleféricos. Mas não deu por conta das condições de tempo. O conselho principal é: olhe a previsão do tempo em: http://meteonews.ch/en/Weather_Map/CCH/Switzerland e Olhe as webcams do lugar que você vai em tempo real. E claro que o tempo pode mudar em poucos minutos. Um fator importante no planejamento é que montanha costuma ter tempo bom na parte manhã e tarde nublada. Quanto mais alta a montanha, mais arriscado de ter baixa visibilidade.
  45. 1 ponto
    Hospede-se em Cabo Frio. Ano passado me hospedei em Arraial, foi ótimo.. mas na próxima vez que eu for para a região, vou ficar em Cabo Frio. Achei melhor posicionado, fica entre Arraial e Búzios. Se o orçamento permitir, eu recomendo alugar um carro. Você estará com duas pessoas de mais idade e isso ajudará muito na comodidade delas. Não sei qual o condicionamento da sua mãe e sua tia, mas em Arraial o acesso para as duas praias que eu achei mais bonitas (Forno e Pontal do Atalaia) vão exigir um pouco mais. A opção mais simples para ir até elas sem se cansar é pegando um Taxi Boat. Quanto ao passeio de barco em Arraial... o que eu peguei (Barco Shangri-lá) não curti muito. Gostei de ter ido até a Praia do Farol, que é um espetáculo, mas durante o passeio no barco eu achei muita bagunça. Som alto, pessoal bebendo (inclusive alguns dos tripulantes), todo mundo amontoado... talvez se eu estivesse em uma vibe de curtição teria tido outra perspectiva.. mas com meus pais e minha esposa junto, eu queria um passeio para relaxar e curtir o mar.
  46. 1 ponto
    ILHA Nº 7 - M I L O S (atualizado em dezembro/2017) Charmosa; Romântica Casinhas brancas e azuis Calma e menos explorada Praias drasticamente Perfeitas e Únicas RESUMO: DESTINO BARATO, VOCÊ VAI PRECISAR DE UM CARRO OU QUAD, PELO MENOS 3 DIAS. MAS POR QUE MILOS? Babada do Hadouken: mesmo que você não vá a Kimolos, vizinha de Milos, vale a pena saber que ela existe. Eu não fui, então não tenho nada a declarar. Tomei vergonha na cara e em 2017 decidi ir finalmente conhecer Milos. O plano era NÃO chegar sequer perto de Mykonos (onde eu já tinha ido 4 anos seguidos) e conhecer Milos, Folegandros e Ios (a viagem acabaria em Santorini, onde eu também não queria voltar, porque meu voo saia de lá). Cheguei a Milos em um voo vindo de Belgrado (pela Air Serbia) para Atenas, onde pernoitei no aeroporto pegando meu voo para Milos. Para Milos ou é voo de Atenas ou então ferry de Pireaus (Atenas). Ferry de outras ilhas também é possível. Mas os planos mudaram drasticamente no meu segundo dia de Milos. O lugar era drasticamente romântico e eu não estava preparado para isso. Mais para frente eu explico no que que deu. 1- Vilarejos de Plaka, Adamas e Pollonia 2- Keftliko 3- Sarakiniko 4- Tsigrado 5- Firiplaka 6- Paliochori 7- Achivadolimni 8- Papafragas 9- Firopotamos 10- Plathiena 11- Pôr do Sol de Milos visto de Kastro Ah, Milos é estratégica, assim como todas as outras ! Ou seja, custa nada dar uma passadinha e conhecer essas belezinha e se deleitar nas praias mais lindas do Mediterrâneo (não tenho dúvidas). A ilha é pequena mas é a ilha que tem MAIS praias para conhecer. TODAS são imperdíveis. Devido a quantidade de lugares para conhecer, acaba que nenhum fica abarrotado. “Reza à lenda (a verdadeira história é um mistério) que um camponês grego encontrou a estátua da Vênus de Milos durante uma escavação. Rapidamente toda ilha ficou sabendo do achado, inclusive um cadete francês. Como um rastilho de pólvora a história chegou à embaixada francesa e depois a França propriamente dita e não tardou para que o marinha daquele país enviasse um navio com ordens expressas para levar a estátua à Paris. Durante uma briga com os gregos pela posse do novo tesouro os braços da estátua teriam sido quebrados e ela permanece assim até hoje exposta no museu do Louvre. Mas em compensação as obras de arte naturais continuam lá para todo mundo se maravilhar inclusive os próprios franceses. Praias de águas intensamente azuis, formações rochosas monstruosas dentro do mar e suas casinhas brancas e azuis fazem deste um Lugar Único no Mundo.” (e eu sou testemunha fiel disso). Fonte: https://quatrocantosdomundo.wordpress.com/2015/05/24/lugares-unicos-no-mundo-milos-grecia/ As três principais aldeias de Milos são Plaka, sua capital, Adamas, onde tem o porto e Pollonia que fica mais a nordeste da Ilha. De modo especial, Plaka, a capital da ilha, concentra lojas, restaurantes, cafeterias em ruelas que lembram Mykonos e Paros, mas em menor (bem menor) proporção. E SÓ tem casais (chega a irritar). É o ponto mais alto da ilha e de onde você vai ver o pôr do sol (um dos mais bonitos da sua vida). O vilarejo de Pollonia eu só passei para um almoço, mas dizem que é interessante para quem curte comer coisas do mar. Estrategicamente falando, não considero uma boa se hospedar aqui. Patada do Hadouken: A ilha de Milos é durante castigada pelos ventos. Quando cheguei, minha anfitriã me disse que tinha parado de ventar no dia que cheguei, depois de 2 meses seguidos (e eu sabia disso, estava acompanhando). O vento praticamente te impede de fazer programas e causa uma certa raiva por vezes. As praias do norte são mais atingidas pelo vento. Assim, consulte sempre a meteorologia para decidir quando fazer cada coisa por lá. Ah, e eu explico sobre esses ventos na parte que falo sobre a Ilha de Paros. Acho bem válida a leitura dessa parte. Das Ilhas Ciclades, Milos não é uma ilha grande (definitivamente). Você atravessa facilmente a ilha sem muita delonga. Ainda assim eu optei, obviamente, por alugar um Quad (e recomendo). E fiquei no Katerina Apartments em Triovasalos (que fica entre Adamas e Plaka), onde também tem um hipermercado. Fui muito bem tratado, sempre recebia quitutes no quarto. Contudo, ela se esqueceu de me buscar no aeroporto e eu não achei isso muito legal. Sem contar que achei a acomodação extremamente simples. Mas, tá valendo, não voltaria mas recomendo pelo custo benefício. Chega de história... mentira, deixa eu continuar minha história... Verdade. Na hora que ela foi me buscar no aeroporto atrasada (depois da minha ligação), meu humor já não estava dos melhores. Mas pensei, poxa... Tá muito cedo. Ainda teoricamente nem era hora do check in, mas mesmo assim ela me acomodou em um quarto super de boa e eu dormi por umas duas horas para tentar relaxar daquela noite no aeroporto de Atenas. Antes da dormidinha, recebi uma carona até o lugar onde tinha reservado meu quad o qual eu recomendo muito. Ficava ali do lado mesmo, em Triovasalos... um local muito simpático chamado MOTO CHRISTOS (aluguei pela internet o equivalente a 4 diárias por 25 euros por dia. Quem fez a minha reserva foi a Ioanna. Ao chegar lá, falei com o dono, que não a encontrou. Mas na mesma hora ele me deu não apenas um Quad bem melhor do que o contratado como também um excelente tratamento. Tinha a opção de devolver no porto, mas eu devolvi lá mesmo, um dia antes do previsto (e ele não me cobrou a última diária). Combinando com antecedência, sempre rola um free pick up e um free drop off (tanto da hospedagem como da galera que aluga os ATVs). Atenção: nem toda ilha é asfaltada. Eles te dão um mapa e deixam claro que se você se meter a besta a chegar perto das áreas proibidas, o risco é seu e você não estará coberto. SITE MOTO CHRISTOS - http://www.motochristos.com Como já disse, a ilha é pequena (em comparação a seus pares, mas obviamente ela não é andável, diga-se de passagem), romântica, mas tem algumas fábricas. O visual dela não é dos mais bonitos quando se está dirigindo. Mas quando você vai as praias, SENHOR DA GLÓRIA, as praias mais bonitas dentre todas as praias daquela região grega, deixando as outras no chinelo. Uma noite eu optei por explorar a região de Adamas.No porto de Adamas, todas as noites, os barcos que fazem passeios (inclusive para Keflitko) ficam ancorados, vendendo para os próximos dias. Além disso, como já disse, há algumas lojinhas e restaurantes.... Vi muito grego fazendo turismo por lá. A outra noite eu fui a charmosa Plaka, depois daquele pôr do sol MARAVILHOSO também em Plaka (volto a falar dele mais para frente). Comecei a explorar as ruelas, igrejinhas, e todo aquele branco e azul... Mas volto a dizer que fiquei um pouco revoltado com a quantidade de casais. Até que entrei em uma loja que tinha duas entradas/saídas (uma para cada ruela). Adoro apreciar o artesanato grego. Quando sai do outro lado da loja e notei que estava numa rua que não me interessou, voltei para a loja para sair do lado do qual tinha vindo. A velhinha dona da “boutique” (que estava proseando com uma madame de mesma idade) perguntou se eu pensava que aquilo dali era passagem. Ah, mas eu fiquei MUITO puto. Se ela fosse mais jovem eu já teria a resposta pronta: “Estou te fazendo um favor por criar movimento na sua loja, zero movimentada”. Mas, pela idade avançada, optei apenas por dizer que o trabalho dela era lindo e fui (ouvindo ela resmungar ao fundo). Aquilo para mim tinha sido um basta, eu tinha amado Milos. Milos é LINDA, mas eu precisava sair dali. Eu não queria mais ir para quietíssima Folegandros e nem para Ios (onde parecia ser mais agitadinho mas só tem “teens”). Foi onde eu corri pro hotel e comprei meu ferry para Mykonos e cancelei o que dava para cancelar. O engraçado foi arrumar a hospedagem... 2 dias num lugar, 2 em outro e mais 2 em outro, sempre reservados na véspera. Hahaha !!! O trajeto de barco durou o dia INTEIRO. Sorte que não balançou muito porque não estava ventando. Mas o barco passou por Folegandros, Santorini, Amorgos e umas 3 outras ilhas antes de chegar a Mykonos para o meu quinto ano seguido lá. Vamos Agora ao que interessa: Principais praias/passeios de Milos: Kléftiko – um dos passeios mais famosos da Grécia. O nome significa “Esconderijo” (kléftis = ladrão) e, lá, só se chega de barco. Trata-se de uma piscina natural escondida atrás de rochas, onde os piratas se escondiam e escondiam também o que roubavam, pois quando se passa pela frente do lugar não é possível saber o que existe por trás das pedras. Que LUGAR. Longe de ser meu preferido, mas acho que estava apenas um pouco revoltz por estar no meio de tantos casais (e que sabiam nadar). Apenas da minha natação eu ainda não era capaz de me jogar (embora não tenha usado colete, apenas cai na água com algo que eu pudesse segurar e que flutuasse. Espirro do Hadouken sobre Kléftiko: Já disse para ficar de olho no tempo/vento né? Então tá. O principal aqui é o que eu vou recomendar: Esse passeio é praticamente só vendido como um passeio de um dia inteiro. Acho completamente desnecessário. A única agência que eu achei (graças a ajuda da futura ansiosa viajante Marcilene) foi a Zephyros. Reservei na véspera (pelo facebook mesmo, que responderam mais rápido que por email). O ponto de encontro foi na praia de Agia Kiriaki (que muda de acordo com o dia) as 9:30 (o passeio parte as 10) e, teoricamente, estaríamos de volta as 14. Contudo, a volta ocorreu as 14:30. Às vezes, eles também tem o passeio da tarde. O preço foi 27 euros. 100% recomendado. Tinham snorkels a vontade, são excelentes guias providenciando muita informação e atenção (já que o grupo não era tão grande) e pra mim a duração do passeio foi perfeita. Iria ficar nauseado e irritado de ter que fazer um passeio de um dia inteiro para lá e ainda perder mais atrações da ilha. Anotou a dica de ouro? Sarakiniko Formada por rocha vulcânica branca, oferece uma paisagem única. Você parece que está na Lua ou em outro planeta! E deu no que deu, é uma das praias mais fotografadas da Grécia! Além disso, assim como a praia de Papafragas, as rochas invadem o mar, mas aqui a coloração branca das pedras, que mais parece gesso, dá um contraste todo especial com o azul das águas. E seguindo o que li, ainda existe um gigantesco navio encalhado em suas águas cujo mastro principal parece pedir ajuda para ser resgatado. Vou ser bem sincero, nem vi esse tal navio tamanha era minha admiração por esse lugar. Bafo do Hadouken sobre Sarakiniko: Por parecer outro planeta, o lugar pode ser quente aos extremos. Vá cedo ou bem no final do dia. Dentre essas duas opções, acredito que ir cedo seja melhor pela posição do sol nas fendas. Fique atento aos ventos porque essa praia está no norte. A praia é do JFSPPFKDKF !!! Tsigrado “não tem acesso fácil, mas quem quer se aventurar na descida, vale muito a pena! Os turistas normalmente chegam até lá descendo uma escada vertical de madeira com ajuda de uma corda – pra você ter uma ideia, há um aviso que a descida é por sua conta e risco! Se você chegar até lá e não se encorajar a descer, vá pelo menos até o estacionamento e aprecie a bela vista – o estacionamento ali é gratuito, aliás.” Fonte: http://viajandobemebarato.com.br/2016/11/dicas-para-conhecer-milos.html Indignação do Hadouken sobre Tsigrado: Um verdadeiro ABSURDO se você ficar com medo das fendas e não descer a corda e a escada de madeira !!! Essa foi a minha favorita. Embora não tenha estrutura. Firiplaka – Essa charmosa praia tem cadeiras e guarda sois e possui acesso fácil de carro, sendo bem perto de Tsigrado. Ela tem duas partes, sendo a primeira mais movimentada e também com espreguiçadeiras e uma pequena cantina de apoio. Quem prefere mais tranquilidade, é só caminhar pela praia e passar por uma grande pedra (à direita de quem olha para o mar), e vai encontrar uma praia tranquila e com águas transparentes. É realmente muito bonita, guardada por falésias multicoloridas devido à sua formação geológica. Paliochori - Outra praia perto de Tsigrados. Tem alguns restaurantes e espreguiçadeiras. Foi a primeira praia que eu fui quando cheguei e já dei de cara com um interessante restaurante Sirocco, que tem comida preparada com o calor vulcânico. Eu pedi apenas uma comida simples com um suco de laranja mesmo. Por favor, não me peça detalhes sobre o fato de terem comidas preparadas com “calor vulcânico”. Hahaahah. A praia é gostosinha e tem várias pedras bonitas no final dela, e uma larga faixa de areia. É praia nudista lá no final, bem a esquerda. Achivadolimni – Essa é outra praia ali nas imediações de Tsigrados/Firiplaka. Não tem estrutura nenhuma, mas é de muito fácil acesso. Bem a direita é naturista e bem a direita é mais familiar. Bem no meio dela, tem umas grutas/buracos que valem umas fotos. Não li nem ouvi recomendações dela... Mas prefiro sempre falar com fotos, não é mesmo ? Papafragas – Essa belezinha fica perto de Sarakiniko e no caminho para o vilarejo de Pollonia. Curti a vista de cima (acho que a vista com certeza é melhor pela manhã por causa do sol). Mas nem me animei de ficar lá. Só tiver mesmo umas fotos bem de cima. “...Uma das formações rochosas bizarras que invadem o mar que banha a ilha. Parece uma ponte natural que liga a ilha ao alto mar. Você pode caminhar sobre ela e também nadar nas águas que ficam sob a ponte natural...” “...onde a praia está entre dois paredões rochosos, formado há anos por uma lava de vulcão. A água, pra variar, é muito azul e transparente... ” Fonte: https://viagememfamilia.net/2015/05/22/ilha-de-milos-grecia/ e http://misturaurbana.com/2014/09/milos-na-grecia-a-ilha-de-afrodite-e-das-praias-azuis-turquesas/ Firopotamos – Uma das minhas PREFERIDAS. Que bela surpresa viu.... Antes de descer a estrada para a praia, avance um pouco e tire fotos de cima ou com o sol da tarde ou preferencialmente com o sol da manhã. Definitivamente o sol da manhã calha muito bem para todas as praias do norte. Sarakiniko, Papagrafas e essa também. Mas o vento pode ser um problema. Depois de tirar várias fotos desse visu mara, desça a estradinha para a praia. No fundo, há uma igrejinha branca e azul e por trás dela, uma mini trilha que vale a pena ser explorada. É bem mini mesmo. Tem umas formações rochosas LINDAS lá atrás. A praia é super de boa e tem umas casinhas fofas e lugar para comprar algo para comer. Não deixe para o fim do dia, porque eu deixei e tive que voltar lá mais cedo no dia seguinte. Plathiena – Ao lado de Firopotamos, uma praia bem gostosinha também. Dei um mergulho lá e tirei umas fotos. Pôr do sol, onde ver? A resposta é simples e fácil, EM PLAKA ! Mais precisamente em Kastro. Ao entrar em Plaka (provavelmente você estacionará seu veículo na parte de fora), vá subindo e andando sempre para a esquerda. Siga as placas para Kastro. Não tem mistério.... Você vai notar quando chegar na parte mais alta.... Que pode ser ou em cima de uma igreja ou literalmente num castelo meio medieval. Particularmente eu levei vários esporros por estar em cima da igreja praticamente em um vão que tem lá. As pessoas que estavam mais atrás queriam tirar fotos do sol por esse buraco (e eu no meio) hahaahah !!!!! Outras fotos de MILOS para vocês babarem um pouco Outras dicas: -Ouvi boas recomendações do restaurante Medousa na praia de Mandrakia. - Kimolo: é a ilha vizinha a Milos. Aqui encontra-se as mesmas casinhas brancas, mas com janelas pintadas de vermelho ao invés de azul. Não fui e não tenho mais informações. - Estrategicamente, resolvi NÃO colocar as atrações nem em ordem de preferência e nem em uma ordem lógica, justamente para fazer vocês lerem tudo.... Mas não se esqueça... Estou dando as boas e ainda, de quebra, coloquei um mapa no início do relato. Você pode montar seu próprio roteirinho no dia que chegar, lembrando sempre de conferir a previsão do tempo/ventos e de deixar agendado previamente o passeio para Keftliko. Dicas Básicas de Atenas !!! Meu foco neste tópico não é falar de Atenas (que para mim é um lugar MUITO fácil de se locomover). Então vou dar uma pincelada rápida ! Recomendo pelo menos 2 dias lá e SIM, Atenas é uma cidade obrigatória ! Do aeroporto de Atenas até o centro é bem fácil. Ou de metrô ou de ônibus. Tem um metrô que liga o aeroporto ao centro da cidade. Tem que fazer baldeação dependendo do lugar que tenha que ir, mas não tem erro. O centrão mesmo fica na Syntagma Square. Caso você esteja já indo pro porto de Piraeus (não confundir com o outro porto), também tem ônibus funcionando a noite inteira. É mais ou menos 1 hora de distância. Tem alguns hotéis em conta por lá. Bairro de Plaka: É onde eu recomendo ficar e é super charmoso, e fica vizinho a outro bairro bem maneiro, Monastiraki !!! Quem for a Atenas, vale perder uns momentos lá. Comer e se sentir um local, ouvindo aquela música e aquelas danças. Imperdível. Anote, PLAKA é o lugar. E não deixe de ir a um restaurante legitimamente grego hein, por favor !!! Syntagma Square: para ver o Parlamento, os pombos e a famosa troca de guarda (cuidado para não perder a hora). E lá na frente fica a Rua Ermou ! (rua das lojas). O que mais fazer em Atenas? Acrópole (onde fica o Parthenon, alguns museus e etc), Estádio do Panatinaiko (Panathenaic Stadium), Templo de Zeus, Tumba do Soldado Desconhecido, Adrianou Street (o oposto da Ermou, é para souvenirs), dentre outros ! Dicas essenciais para qualquer viajante (e se eu fosse vc eu leria tudo, JÁ QUE não serve só para Grécia) :'> ATENÇÃO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! A dica da bagagem gratuita na Aegean acabou (Atualizado em 2019) Seja esperto e NÃO pague para despachar bagagem. As cias aéreas NÃO pesam sua mala. Eu viajei 24 dias com uma mala de mão (lembrando que bolsas e mochilas são consideradas “malas” e devem, portanto, entrar no avião DENTRO da mala principal. Assim sendo, organize suas sungas, biquínis, regatas, cangas dentro da sua mala. Separe potinhos de menos de 100ml, desodorante pequeno, espuma de barbear menor e por aí vai. Os frascos NÃO podem ter mais que 100ml mesmo que estejam vazios. Sinceramente, só paga para despachar mala quem quer. É pratico, fácil e coisa de gente que pensa e não viaja com um milhão de coisas que não vai usar. Se você vai ficar 10 dias, não precisa levar 10 cuecas ou 10 calcinhas. Aprenda a lavar. É prático e você pode economizar muito. E dê preferência a fazer o check in online (importante). Assim você passa LONGE do guichê da cia ! Isso sem contar que facilita e muito a entrada e saída dos ferries, por exemplo. Eu peguei 5 voos internos nesse esquema. Minha mala tinha 16kg (o limite de algumas é 8kg e outras 10kg) mas a aparência dela era hiper tranquila, não estava estufada nem nada. Em um dos voos, já dentro do avião, eu vi que não conseguia colocar a mala porque era um avião extremamente pequeno. Assim, pensei que fossem colocar gratuitamente no porão. Que nada, ela foi no meu pé !!! E em outro voo foi atrás do carrinho de bebidas do avião (acredite se quiser) ! Estude muito os preços em sites como skyscanner e principalmente googleflights. Existem trechos entre ilhas minúsculas e cidades enormes na Europa a preços bem convidativos. Assim, você pode eleger uma cidade para voar para alguma ilha específica e dessa ilha você parte para as outras de barco. Na ilha final você também pode estrategicamente pegar um voo econômico para qualquer outro lugar da Europa a um preço acessível (claro que depende da sua sorte)! Os trechos de navio você pode comprar no Brasil. Contudo, uns você tem que trocar o voucher no guichê e isso gera um tempinho. Apenas tome cuidado para não perder o barco. Empresas como Seajets, Bluestar e Hellenic Seaways são boas pedidas. Por favor, se você reservou um hotel ou pousada que tem cancelamento gratuito, se os planos mudarem, CANCELE. Não tem nada pior que ficar esperando um hóspede que não vai vir e ainda está ocupando o espaço que poderia ser alugado. Quem vos fala é alguém que aluga um apartamento para 9 pessoas no RJ e vive passando por esse problema. Saiba o básico do grego. É mais fácil do que você pode imaginar. Enquanto eu não aprendo o grego (já disse que ainda em 2017 eu pretendo iniciar um curso, mesmo que online), compartilho com vocês algumas noções que demonstra bons costumes. Acho feio chegar num lugar sem saber espirrar na língua local. Gostaria de agradecer a usuária GotChibi que aqui no mochileiros.com postou, através desse link, uma lição básica do grego). (vocabulario-basico-para-viagem-grego-t57018.html) ~ Introdução ~ A língua grega (em grego Ελληνική γλώσσα, transl. Elinikí glóssa) é um idioma indo-europeu que conta com mais de três mil anos de história documentada. Língua dos poemas homéricos, o grego antigo em suas várias formas, foi usado na Antiguidade clássica, no início da doutrinação cristã e em muitas regiões do Império Romano, seguindo a expansão da cultura helênica promovida pelas conquistas de Alexandre, o Grande. Devido à grande influência no latim, o grego é origem de muitas palavras e afixos do português e de outras línguas latinas. O alfabeto grego, que teve origem no alfabeto fenício, deu origem ao alfabeto latino e ao alfabeto cirílico. O grego moderno, língua oficial da Grécia, difere de muitas formas do grego antigo e é falado por cerca de 13,1 milhões de pessoas. Na Grécia é falado por quase toda a população. Também é, juntamente com o turco, a língua oficial de Chipre, embora o uso oficial do turco tem sido limitado pela República de Chipre desde a invasão turca de 1974. ~ Alfabeto ~ A língua grega foi uma das primeiras línguas escritas em todo o mundo. Tinha uma forma específica de escrever, onde não entravam os sons das vogais. Este alfabeto foi evoluindo, através do contato com outras culturas e pela simples ação do tempo, até se tornar o que é hoje. Ao longo do alfabeto grego encontramos algumas (ou muitas) semelhanças com o alfabeto romano (ou latino). O alfabeto usado pelo grego moderno tem 24 letras, das quais 7 são vogais e 17 consoantes. Além do alfabeto de 24 letras, existe ainda um acento ( ΄ ) e um trema ( ¨ ). ~ Gramática ~ ● Ao contrário do que acontece em português, em grego há três gêneros, e não dois: masculino, feminino e neutro. Vale lembrar que nem todas as palavras que se referem a homens são masculinas, o mesmo acontece com palavras referentes a mulheres. A palavra αγόρι, rapaz, é neutra e não masculina, como seria de esperar. Outros exemplos de palavras neutras são: → παιδί (criança); → κεφάλι (cabeça); → σκύλο (cão). ~ Pronúncia ~ Os sons do Grego são sons leves. Por regra, cada letra tem apenas um som associado, embora isto não seja válido para todas as letras. As letras Γγ, Θθ, e Χχ são as mais difíceis de pronunciar para um falante nativo do português. → O som do gama (Γγ) é como um h mais forte, deixando que as cordas vocais no fundo da garganta vibrem; → O som do theta (Θθ) é igual ao Th inglês na palavra thing; → O som do qui (Χχ) é como o gama, embora não haja vibração das cordas vocais. ~ Frases básicas ~ ( editado por mim, mudei várias coisas e coloquei acentos para facilitar a pronúncia. Além disso tirei os que eu acho que são dispensáveis e coloquei outros ). — Bom dia (até 13:00) - Káliméra — Boa tarde - Kálispéra — Boa noite - Kálinírta — Oi - Yassou (YAH-su) para uso informal ou Olá: Yassas (YAH-sas) para uso formal — Até logo – usar o mesmo do oi – Yassou/yassas — Sim - Né — Não – Óhi (órri) — Por favor - Parakalô — Tudo bem? - Ti-kânis? — Bem – Kalá ou Pôli Kalá (muito bem) -Saída – Êxodos (έξοδος) -Entrada – Êisodos (είσοδος) -Praia – Paralía -Me espera – Pêrimenê -Entende? – Katalavês ? — Não entendo - Den katalaveno — Não falo grego - Den milao eliniká — Por favor, pode falar mais devagar? - Parakalô, milate pio argha? Por sinal nas estradas vocês vão ver escrito muito arga ! Αργα (ou seja, ande devagar) !!!! — Desculpa - Singnômi — Obrigado - Efharisto (nos restaurantes ou cafeterias se diz: Efharistoomay). Depois que você ouvir um Êfêrráristô você pode responder Êgô Êfêrráristô (algo do tipo: obrigado digo eu) — Fala inglês? - Milate anglika? (Fala espanhol? - Milate hispanika?) — Pode me ajudar? - Boris na me voithissis? — Onde fica o banheiro? - Pu inê i tualetes? — Quanto custa? - Posso kani? -Como se chama? Posso Lênê (ai você pode responder: Mê Lênê Felipe(xxxx). Imê apô tin Vrásilía. Me chamo xxx e sou do Brasil. — Que horas são? - Ti óra inê? Apesar de ter aprendido a responder as horas em grego. É bem difícil. Prefiro não difundir essa dificuldade. — Com licença, onde fica ...? - Singnomi, poo eenay ...? - Uma cerveja por favor – Mia bira parakalo - Um pita giro por favor(sanduíche grego) -Êna pita guiro párákalô - 01-ena 02-dío 03-tria 04-téssêra 05-pêndê 06-éksi 07-eftá 08-óktó -9-énéa 10-déka Resumindo o principal (feito por mim): B – V mp(μπ) – B P – r ou rr H ou n / Y ou u – i (cuidado que o u pode ser f algumas vezes) Enfim, essas 4 letras podem significar i !!! Na dúvida aposte no i ! HAHAAHHA v – n (a não ser que o N seja maiúsculo, ai é “n” mesmo, porque se for minúsculo você já aprendeu que é “i”, não é mesmo ?!) Não confundir o gama (maiúsculo e minúsculo) Γγ com o y ! Gama é o nosso "G" e y é y!!!!! !!!! Ω ω o - o vt juntas – d, assim como Δ δ (maiúsculo e minúsculo) !!! Bem, é basicamente isso... Agora você já pode ler algumas palavras gregas. É ISSO GENTE !!!!! não se esqueça... estou disponível aqui, em meu facebook (Felipe Zervelis) e no meu novo xodó, http://www.facebook.com/milhasgregas. Não poderia achar nome mais apropriado não é mesmo ? Aqui você pode cotar comigo sua viagem para qualquer lugar do Brasil e do mundo. Ao curtir (curtaaaaa) e mandar sua mensagem, mencione o código "mochileiro" na mensagem para eu saber de onde você veio para eu te tratar com todo o do mundo. Deixe seu feedback (ah, vai, não custa nada. Fazer isso deu um trabalho do CÃO... Hadouken que o diga) e suas dúvidas AQUI no relato, não se esqueça que poderá assim ajudar outras pessoas. Irei responder a todos.
  47. 1 ponto
    ILHA Nº 6 - S A N T O R I N I RESUMO: DESTINO MÉDIO $, VOCÊ VAI PRECISAR DE UM CARRO OU QUAD, PELO MENOS 2 ou 3 DIAS. MAS POR QUE SANTORINI? 1- Thira (Fira) 2- Óia 3- Perissa e Perivolos Beach (Black sand Beach) 4- Red Beach 5- Vulcão dentre outros ...... Resolvi fazer o guia de Santorini o mais sucinto de todos... Básico e só ! Não tem muito mais o que falar, apenas viver,... Viver azul e branco, viver essa vista e esse pôr do sol que é patrimônio do universo ! Santorini foi outra bela surpresa. Você pode chegar de ferry ou de avião mesmo (voos para Thira/Fira) !!! Em comparação a Mykonos, conseguiu superar e muito no quesito beleza!!! Mas é uma cidade, digamos, bem mais romântica !!! O lugar é extremamente romântico, feito para casais !!! Mas nem por isso perde seu encanto para quem está sozinho. Olha, primeiramente mil perdões pela minha cara de baby ! Fui tem um tempinho então as fotos não são atuais, diga-se de passagem .... Não vou te dar uma dica de onde se hospedar particularmente falando porque fui em 2012 e acredito que devem ter opções melhores, mas posso destacar duas localizações e você vai ter que escolher uma delas. Ok, ai vão as dicas.... ÓIA se for rico, FIRA se for eu !!! Santorini na verdade é o nome do complexo todo, a ilha toda e outras ilhotas ao lado, incluindo um Vulcão. O distrito principal (como se fosse o bairro) em que todas as pessoas geralmente ficam chama-se Thira (Fira)!!!! Se você está em Fira, você está bem localizado. E a meu ver é a MELHOR opção sem dúvidas.... Outra opção, fora Fira, seria ao norte da Ilha, numa região chamada Óia. Em grego, Oi tem som de “iiii”. Ou seja, não fale que vai para Oia, e sim para Iaaaa... (o agudo é no i) !!! Óia é uma cidadezinha como Fira só que mais chique, $e é que você me entende. Eu, particularmente, acho que Óia é ótimo para visitar, ver o por do sol, mas se hospedar apenas se for sua lua de mel. Baba do Hadouken Se está sozinho ou então quer economizar, fique em FIRA. Fira é o grande centrão de Santorini. Tudo e absolutamente tudo está lá. Agora se você está numa profunda lua de mel e quer mais privacidade e gastar MAIS, opte por Óia (repetir nunca é d+). Assim como em muitas Ilhas, aluguei um QUAD. Contudo, Santorini é uma ilha mais feita para carros !!! Mas quer saber, faça o que te der na telha. Tem muitas opções uma ao lado da outra, mas vale a pena conferir pela internet se for em alta temporada Ao chegar em Santorini de barco, você chega num lugar que não tem nada. Só uns quiosques com gente tentando te empurrar coisas e uns ônibus. Não pense duas vezes e corra para o ônibus escrito FIRA (THIRA). É bom e barato e te deixará no centro de Fira (que é LONGE) !!! Preste atenção na ladeira em S absurda que ele vai subir e não se desespere. O motorista sabe o que está fazendo. Uma outra opção é pegar o avião para a ilha. Sigla: JTR ! O que fazer aqui? Achei bem maior e melhor estruturada que Mykonos. Aqui, todas as placas fazem sentido e o caminho é mais óbvio. Lembre-se que você estará no topo da ilha, e para chegar às praias você tem que descer. Contudo, diferente de Mykonos, não há muitas opções. As ruas no centro de Fira são lindíssimas. Todas de pedra, com aquelas casinhas lindas e muitas lojinhas, boutiques bares e restaurante que contam com uma vista de perder o fôlego (a preços medianos)! Opção é o que não falta pra todo tipo de gente, gosto e bolso Passeio para o Vulcão: recomendo !!! Fechei no hotel mesmo e tem que descer a ladeira principal para chegar lá embaixo e pegar o barco. Não se esqueça que tudo fica no topo da ilha ! Você tem 3 opções para descer o caminho dos burros (literalmente) !!! Ou de burrinho (donkey), ou de cable car (teleférico) ou a pé !!!! Fiz a pé e subi de teleférico na volta (que não é barato),... Só usei os burrinhos para tirar fotos !!! Tadinhos !!!! Só quando você começa a descer que você vê como o lugar é lindo e como a parada é alta... 580 degraus e você desce em S !!!! achei fenomenal mas não subiria a pé !!!! Voltando ao vulcão. Não espere ver lavas... Deu pra ver uma fumaçinha tímida, mas o local é lindo. Que puta vista do caraio !!! Vale com toda a certeza. São uns momentos de caminhada, tem umas ladeiras, mas você vai tirar de letra !!! No final do passeio, o barco ainda para numa parte do Mar Egeu (que chiqueeee) que é mais quentinho por causa do Vulcão. O pessoal aproveita para nadar meia horinha. Ande pelo centrinho de Fira, perto do caminho dos burros, e se perca nas ruelas, lojinhas e SEMPRE DE OLHO na vista... Quando você menos espera, ela está lá... Não deixe de almoçar e jantar observando aquela beleza !!!! A iluminação a noite ainda dá um charme às casinhas brancas. Um must see !!!! POR DO SOL MAIS FAMOSO DO MUNDO (UM DOS): OIA Muito bem sinalizado. Mas a estrada não é tão vazia como em outras ilhas. Eram carros, ônibus e precipícios. Em Óia, estacione e ande sempre para a direita. Chegue umas 2 hrs antes do pôr do sol para pegar um lugar maneiro !!! A disputa vai ser a TAPA porque esse é um dos mais famosos do mundo !!!!!!!!!! Welcome to Santorini !!!!!!!!!!!!!!!!!!! Como já disso, tem gente até que fica hospedada em Óia, mas é caríssimo !!! Eu sinceramente não gostaria. Você provavelmente vai ver pessoas pedindo a mão de outras pessoas em casamento durante o pôr do sol ! AFF ! Enfim, fica a dica pra vc... É, PRA VC MESMO ! Praias: São longe pra caraio.... E o esquema é mais ou menos o mesmo de Mykonos. Você está na parte alta da cidade e tem que descer em estradas individuais para chegar em cada praia. Tenha um mapa na mão apenas para ter noção. Contudo, aqui é tudo MUITO bem sinalizado !!! Nota 10 ! Red Beach em Akrotiri – muito bonita a praia (ou pedras)... Mas só para umas fotos lá da praia vermelha. Depois siga pra próxima. Perissa Beach e Perivolos – essa eu adorei !!! black sand -areia preta ? Sim, são pedrinhas bem pequenininhas,... Ou mesmo areia e preta! O lugar é chique, os quiosques, até os tapetinhos que colocam na areia. Simplesmente achei divina essa praia. Boa para Relaxar. Kamari Beach – ok, tem essa também. se não me engano almocei por lá....
  48. 1 ponto
    ILHA Nº 2 - Z A K Y N T H O S (também chamada de Zante) Ao contrário de Mikonos e Santorini, ilhas Cíclades que ficam no mar Egeu, Zakynthos não é formada por casinhas brancas com janelas e portas pintadas de azul (as cores da bandeira grega, em uma nítida manifestação contra os turcos). Zante tem influências italianas por sua proximidade, mas também porque foi a Itália que protegeu a ilha do domínio Otomano. RESUMO: DESTINO BARATO, VOCÊ VAI PRECISAR DE UM CARRO OU QUAD, PELO MENOS 2 DIAS. MAS POR QUE ZAKYNTHOS? 1- Praia de Navagio 2- Shipwreck (vista de cima da praia de Navagio) 3- Blue Caves 4- Porto Limnionas 5- Kalamaki Beach 6- Marathonissi (Turtle Island) (Infelizmente não tive tempo de ir) dentre outros paraísos que não conheci...... Patada do Hadouken: Aos interessados também existe aeroporto em Zakynthos (Zante). Os voos mais comuns são da Aegean (cia grega que geralmente parte ou faz conexão em Atenas), mas também tem voos diretos de vários lugares da Europa, Amsterdam por exemplo, diretamente para cada uma das ilhas... Xá eu continuar.... Por sinal fuja da capital da ilha que se chama Zante/Town (ou simplesmente Zakynthos). Lembra cidade grande. Dei um pulo lá e achei super sem graça. Até sinais de trânsito tem. Mordida do Hadouken: Onde alugar seu veículo? Meu ferry para Zakynthos (saindo do porto de Pessada em Kefalonia para o porto de Ag. Nikolaos) partiu as 18hrs. Comprei no próprio local porque essa época do ano (setembro) já não tinha perigo de esgotar. O trajeto demorou 1hr e 15 minutos. Quando cheguei lá já tinha um rapaz me esperando da agência BEST CHOICE RENTALS https://www.facebook.com/profile.php?id=100011981025559 http://www.alykes.com/rentals/best-choice/ [email protected] Quem quiser pode citar meu nome Felipe Zervelis (the brazilian guy) porque eu os alertei que mandaria muita gente para eles. Super gente boa. Conversamos muito no trajeto de 25 minutos do porto até Alykes, onde fica a agência e onde eu iria pegar o Quad. Aqui o Quad saiu mais caro, a bagatela de 40 euros por dia mas era um mais potente de 200cc e com um porta bagagem incrivelmente grande. Como disse, a melhor coisa é realmente ter consciência que um veículo é necessário para andar nas ilhas gregas. Quer seja carro quer seja quad ou moto. Nesta ilha optei pelo Quad mas fica o aviso: a ilha é muito grande. TALVEZ um carro seja uma melhor opção, até por causa do vento gelado da noite. Não conte com a possibilidade de pegar taxi no trajeto porto – pousada porque o taxi pode ser 35 euros ou mais. Combine SEMPRE antes para te pegarem no porto ou no aeroporto (com o pessoal da pousada ou com o da locadora) e que te deixem lá ou no aeroporto na volta. Esses trajetos costumam ser bem caros... Para vocês terem ideia, eu ia pegar um voo.... Larguei meu carro (porque no último dia foram me dar um carro e depois iriam voltar a pousada para pegar meu quad) no aeroporto e a chave embaixo da roda, conforme a mim solicitado ahahahahha Lambida do Hadouken: Onde Ficar? Ali perto fica a pousada que fiquei, no vilarejo de Amoudi. Chama-se JULIA STUDIOS e fica aberto apenas de junho a setembro pela queridíssima Anastasia. https://www.facebook.com/profile.php?id=100011981025559 http://www.booking.com/hotel/gr/julia.pt-br.html Mas espera galera.... QUER DESCONTO ?! CONTINUE LENDO ..... já já eu explico como Anastasia é uma mulher sensacional. Muito atenciosa, sorridente e alegre. Ela que arrumou o aluguel do quad para mim e não me cobrou uma noite que acabei não ficando (já que fiquei um dia a mais em Kefalônia). Julia Studios é uma pousada simples. O quarto tem uma pequena cozinha e a nota no booking é das melhores possíveis (acredito que pela simpatia do lugar e da pessoa). Me custou perto dos 30 euros uma noite. Julia é o nome da mãe da Anastasia que antes administrava a pousada, ela resolveu seguir com ela embora não seja seu principal trabalho. A recepção conta com um pedacinho de cada hóspede que vai lá e deixa uma lembrança. O lugar tem uma energia muito boa. Fui muito bem cuidado aqui e recomendo. Azunhada do Hadouken: DESCONTO no JULIA STUDIOS - MÊS DOS BRASILEIROS EM JUNHO/2017 Por sinal a Anastasia já declarou o mês de junho de 2017 como o mês brasileiro na pousada dela... Veja só: “Because of the first guests for summer 2016 João Felipe Claudio Amaral and Menfecy Amaral I will give 20% discount to all the Brazilians for June 2017 for the bookings from my official page http://www.juliastudios.gr. June 2017 is the Brazilian month for Juliastudios! You can write it on your guide.” Você vai ficar de fora? Duvido !!! Ah e o desconto só é válido para quem reservar diretamente na página dela. A região de Amoudi (do Julia Studios) é deserta. Você TEM que ter veículo, então tenha isso em mente antes de fazer a reserva. Alykes foi a região onde aluguei o quad e fica a mais ou menos 4 minutos de distância. Lá tem uma rua com várias opções para comer, comprar lembrancinhas e etc. O importante é evitar ficar nas pontas da ilha simplesmente para facilitar o deslocamento. A região central é melhor. Evite a capital Zakynthos, de mesmo nome da ilha. Achei feia e muito urbana. Embora a ilha de Zakynthos não tenha o charme e a beleza da ilha de Cefalônia (vou começar a escrever com C agora tá?), tem uma das principais praias do mundo (e merecidamente famosa): Navagio. A famosa ilha com um navio encalhado no meio. Quando eu falo que não tem a beleza eu quero dizer da ILHA especificamente como um todo e não dos pontos máximos como Navagio, Shipwreck, Porto Limnomas, Blue Caves… Impossível não comparar as ilhas pela distância, Zakynthos apesar de ser uma ilha bem grande, é bem menor e mais baixa que Cefalônia (embora você também dirija sempre no alto). O visual das estradas perde feio para o de Cefalônia onde você sempre dá de cara com um penhasco e uma vista perfeita. Em Zakynthos ,você só vê oliveiras, oliveiras e oliveiras na maior parte do tempo. O que eu quero dizer é: NÃO torne de Zakynthos a sua base, para isso escolha Cefalônia (a não ser que seu foco seja vida noturna, ouvi falar que Zakynthos seja uma excelente escolha para isso). PRAIA DE NAVAGIO, BLUE CAVES E SHIPWRECK Vamos falar agora sobre o principal de Navagio: Zakynthos. NÃO,.... o principal de ZAKYNTHOS: NAVAGIO.... É confuso porque cada um diz uma coisa diferente, mas a verdade é que é muito fácil. SIGA minhas dicas para não se meter em furada já que vi MUITA gente se dar mal! Para começar: você tem que ir tanto a praia COMO também ao mirante e são em dois lugares completamente diferentes !!!! ãã2::'> Bocejo do Hadouken: Existem duas formas de você ir à praia de Navagio: saindo de Porto Vromi (a maior parte sai daqui) OU saindo de Agios Nikolaos (lá de onde o ferry que me trouxe de Kefalonia me deixou) ! Me recomendaram a segunda opção (e pelo que me parece a menos conhecida), pegar um passeio de Agios Nikolaos e para dar preferência a barcos pequenos. Os últimos relatos que li de brasileiros que foram para Navagio se deram mal. Ou por causa da maré, ou porque sairam de Porto Vromi e pegaram barcos grandes, viram a praia de longe, praticamente não passaram pelas Blue Caves. Cuidado redobrado na hora de fechar seu passeio. Eu fechei na hora ali pertíssimo do porto de Agios Nikolaos, vi o barco que iria pegar e foi um passeio longo, barato e muito bom Ah, e as Blue Caves, já tinha me esquecido. São cavernas azuis (dãããã) que circundam a área. Em muitas dá para você entrar. É um encanto de beleza. Nem preciso dizer que se o barco for grande você não entra né?! O meu entrou.... Na verdade as Blue Caves ficam perto de Agios Nikolaos, mas o nosso barco foi até Navagio e na volta fez uma parada para mergulho nas Blue Caves e inclusive entramos literalmente em uma das cavernas. Lindo !!! E outra, o barco tinham 20 pessoas apenas e foi bem barato para o tamanho do passeio, algo entre 10 ou 15 euros. Voltando a Navagio... O passeio completo foi maior do que eu pensava, não é pertinho, mas é maravilhoso! O azul do mar é surpreendente e as pedrinhas brancas estão por toda a parte. A vista é de matar... Parece que jogaram na água alguma espécie de corante, não é possível! A praia de Navagio é cercada por falésias bem altas e bem no meio dela existe um barco que se encontra encalhado desde 1980, que vinha da Turquia. Ele transportava tabaco e devido a uma perseguição acabou encalhando lá. Isso foi o que li, mas o que eu ouvi é que as correntes lá são fortes e o mar hiper traiçoeiro, por isso li relatos de pessoas que se decepcionaram por não conseguir ir à praia em dias de maré alta já que os donos dos barcos não queriam arriscar seus “bebês” naquele mar. Ficamos 1 hora em Navagio explorando a praia e o navio encalhado. Me estabeleci logo no lado esquerdo da praia de onde o sol começou a aparecer (ainda era muito cedo e o lugar é cercado de montanhas). Contudo, a hora foi muito bem escolhida, antes de ir embora o sol já estava praticamente na altura do barco encalhado. Ah, quase ia esquecendo de falar.... Você pode explorar o navio encalhado a vontade. Subir e entrar onde você quiser. Mas a carcaça é toda enferrujada, cheia de buracos... TODO CUIDADO ainda é pouco hein !!! Mas vale o desafio ! Nessa volta de Navagio, dei graças a Deus por ter pego um barco pequeno, era hora das BLUE CAVES.. Ele literalmente passou por debaixo de umas grutas e parou em uns locais que dava para a gente nadar até algumas e entrar nos buracos. Lindo e mágico. Num barco grande você nunca teria essa oportunidade. As Blue Caves são cavernas e arcos esculpidos pela erosão que resultam em uma paisagem única. Fotografias são super bem-vindas e não se esqueça de apreciar o visual, se jogar na água e relaxar. Eu assumo que pedi um colete e não me deram. Então, peguei uma boia dura, aquelas que ficam nas laterais do barco. Fiz 2 anos de natação, mas foi em piscina rasa Espreguiçada do Hadouken E como fazer para ver Navagio lá de cima? Aquele mirante maravilhoso? Fácil... Se tiver seguido minhas dicas, sua volta (do passeio da praia de navagio+blue caves) será em Agios Nikolaos... Pegue seu carro/quad/moto e siga para Shipwreck (tradução livre: navio encalhado). Fica perto de Volimenes. Não tem erro. Na verdade, é muito fácil dirigir lá. Apesar da ilha ser grande, ela é alta.... Eu sabia que eu estava no lado direito dela e precisava chegar no esquerdo, sabia que Kefalonia (imensa) estava bem a minha frente. Sendo assim, você consegue ao menos se manter no sentido correto usando o mar e Kefalonia como direção, seguindo placas para Volimenes e de lá para Shipwreck! O ar estava bem frio quando o sol não está presente. Como já disse, diferente das Ilhas Ciclades como Mykonos e Santorini, tem muita vegetação nas Ilhas do Mar Jônico e chove constantemente. Ao chegar em Shipwreck, estacione e ignore o primeiro mirante com uma fila idiota e VÁ necessariamente para a direita. Ande no meio das pedras e daqueles arbustos porque é de lá que você disputara com as outras pessoas a melhor vista. Uma das vistas mais lindas da vida. Lá por sinal tem um túmulo muito lindo com um recado de uma mãe para seu filho. O menino morreu jovem e esse era o lugar que ele mais gostava, assim foi uma forma de homenageá-lo. Perca pelo menos uma hora lá tirando fotos e apreciando….. Passado isso vamos ao próximo ponto. Um dos lugares mais lindos da ilha: PORTO LIMNIONAS Uma de minhas maiores surpresas... É aqui que entra justamente o que eu quero falar. Esse lugar foi OUTRO que me deixou bobo: PORTO LIMNIONAS. Estando lá no mirante do navio (Shipwreck) e fui seguindo o litoral (bem no alto, no meio das oliveiras). Apesar da sinalização não ser das melhores e você efetivamente não conseguir ver o litoral, sempre é bom olhar no mapa o nome da próxima cidade que fica daquele lado e seguir as placas para lá... Todos os lugares parecem ficar a pelo menos uns 20km um do outro em estradas com OLIVEIRAS !!!!!!. Vamos ao guia do uol que até agora foi o que mais representa o que eu vi: “No caminho de volta, pare para almoçar. Uma dica é a Taverna Porto Limnionas, em Agios Leon, que fica em uma montanha debruçada no mar. A vista da varanda é uma imensidão azul. O cardápio é formado principalmente por frutos do mar e comida grega, é claro, sempre com preços que não alcançam 15 euros por pessoa. E, antes de ir embora, faça um passeio a pé pelo local, desça a montanha e verá que muitos visitantes ainda dão um mergulho de despedida. Depois de comer como um verdadeiro deus grego, só a contemplação já é uma recompensa.” Apesar da ótima aparência do restaurante eu optei por não comer lá porque não tinha tempo. Eu só tinha um dia para Zakynthos (recomendo no mínimo 2). Que restaurante, que vista e que praia ! Ok que não era uma praia de areia, nem de pedrinhas e sim uma praia de morros, montanhas digamos assim ahahahahah !!!! É funda, cadeiras e toalhas espalhadas e muita gente fazendo snorkel. Que vista. QUE ÁGUA ! QUE AZUL, QUE VERDE. Como diria a Narcisa, ai QUE LOUCURA ! KALAMAKI BEACH Conforme dito anteriormente, só tinha aquele dia em Zakynthos então nada de perder tempo: Próxima parada (onde fiquei e relaxei) Kalamaki Beach para fechar o dia. Uma praia de AREIA, água deliciosa. Apesar de bem comum em comparação as outras, era justamente o que eu queria. (A esquerda o povo fica nu, eu fiquei à direita, óbvio!) Zakynthos não é só isso que eu falei não...Por isso recomendo passar pelo menos 2 dias :'> Tem Keri Caves, em Limni Keri (que parece lembrar muito as Blue Caves que eu fui), Marathonissi (Turtle Island) – hiper famosa que eu gostaria de ter ido, Xygia Sulphur Beach e também agito noturno... Mas essa dica não sou eu quem vai dar não, vamos ao guia do Uol: “Quem procura agito noturno, o destino é Laganas. Na rua principal, adolescentes (a maioria de origem britânica) disputam espaço nas dezenas de boates e bares com música ao vivo e show de dança. Se fosse no Brasil, lembraria Porto Seguro em época de formatura do Ensino Médio. No entanto, se você busca sossego, Zakynthos também oferece. Na praia de Planos, há restaurantes e pubs servindo diversos tipos de cerveja, inclusive a grega Mythos. O Ouzo, bebida a base de anis (e muito, muito forte), também é bastante consumido” “http://viagem.uol.com.br/guia/grecia/zakynthos/roteiros/no-mar-jonico-ilha-grega-zakynthos-revela-paisagens-deslumbrantes/” Como já disse antes, a ilha tem um voo direto para Amsterdam. Fica a dica !
  49. 1 ponto
    Olá amigos, Faço aqui mais um relato com intuito de ajudar meus nobres amigos mochileiros. Dessa vez fui para o Líbano, conhecer esse pequeno país que tem tanta história. Infelizmente não só o Líbano, mas grande parte dos países do oriente médio são visto com descaso pelas pessoas. Quando anunciei para alguns poucos amigos o meu destino, todos disseram. "Vai lá pra levar bomba", "vai lá pra ver mulher de burca", "Vai lá tomar tiro". E comentários infelizes do tipo. Mal eles sabem que o Líbano e grande parte dos demais países do oriente médio não são perigosos, ou que a cada esquina encontrarei um terrorista ou homem bomba. O país tem sim os seus problemas internos, e uma rixa com o vizinho Israel. Mas está muito longe de ser aquilo que as pessoas pensam. Antes de mais nada já alerto aos interessados em conhecer esse país, que caso você tenha o carimbo de Israel em seu passaporte, você está terminantemente proibido de ingressar no país. Dada as considerações iniciais, vamos iniciar o relato: 1º dia - Longa viagem e parada em Dubai A viagem era bem longa até a capital libanesa Beirute. Iniciando por um voo: Bh - São Paulo (com escala de 5 horas) São Paulo - Dubai (com escala de 9 horas) Dubai - Beirute Viajei pela excelente Emirates. De SP até Dubai são 14h de viagem. Cheguei em Dubai. Me utilizei do Dubai connect, para os que não conhecem se trata de uma gentileza da Emirates que dá para os passageiros que ficam por mais de 8 h em escala no aeroporto de Dubai: visto para 1 dia no país, hospedagem, alimentação e transporte. Repetindo tudo de graça. Procurem saber, vale a pena se você fizer uma parada em Dubai. 2º dia - Chegada em Beirute / problemas no aeroporto Cheguei na capital libanesa por volta das 9:00, em um dia bonito e ensolarado, nessa época do ano faz calor por lá. Brasileiros não necessitam de visto para ingressar no país, apenas o passaporte basta. Não tive problemas na imigração, apenas uma revista minuciosa por parte da policia imigratória nos carimbos do passaporte, além de perguntas básicas. Peguei minha bagagem sem maiores problemas e me encaminhava para fora do aeroporto, quando fui parado para fazer a revisão de bagagem. Aí meus problemas começaram. Antes de mais nada, o homem que me parou para a revista não falava nada de inglês, e bem, eu não falo árabe, ai foi uma beleza , ele falando árabe e eu não entendendo merda nenhuma. Até que chegou um funcionário do aeroporto que começou a traduzir o que o homem me solicitava. A revista foi extremamente exagerada. A minha bagagem pequena, com pouquíssima coisa, foi virada e revirada, chegaram até a folhear páginas de livro, olhar dentro de meias, cheirar minha bagagem e tudo mais de estranho que os senhores imaginarem. Não satisfeitos me levaram para uma salinha que tinham dois policias (julgando pelo tipo), que começaram a me fazer inúmeras perguntas, do tipo, se eu portava drogas, se eu era usuário, por qual razão eu escolhi o Líbano para visitar. Por fim resolveram ligar para o meu hotel para saber se minha hospedagem era "verdadeira" , por sorte o pessoal do hotel atendeu e confirmou que eu estava com reserva por lá. Imaginem se por qualquer motivo a policia não conseguisse entrar em contato com o hotel ? Eu estaria numa situação bem complicada. Resolvido o problema, me pediram desculpas disseram "Welcome do Lebanon" e me liberaram, essa bagunça toda me custo 1:30 dentro do aeroporto. Já tive o prazer de conhecer inúmeros países e aeroportos, nunca passei uma situação parecida com isso em nenhum local. Saí de lá e peguei um taxi rumo ao aeroporto, era 12:00 e o transito já estava caótico, pequena amostra do que seria o trafego de Beirute. Motoristas agressivos, direção perigosa, desrespeito a sinalização. Era uma maluquice só. Cheguei vivo ao meu hotel. Fui tapeado no preço da corrida pelo taxista, mas no momento só queria me deitar um pouco. Fiquei num hotel chamado Port View, apesar da boa localização na Gemmayzeh street eu não recomendo o mesmo. Custo beneficio não muito bom, e dividindo parede com ele fica um pub que funciona todo dia até de madrugada , eu estava no quinto andar e era incomodado pelo barulho. Descansado, fui conhecer o centro histórico de Beirute, Old Town como chamam. Bastante agradável, bonito o local, com construções bem trabalhadas, bons bares e restaurantes. Passei o dia e a noite por lá. Observação importante: Não fotografe em hipótese alguma, policiais e militares. Você só vai arranjar problemas se fizer isso. E eles estão por todos os lados com armamentos pesados. Me senti um pouco incomodado com isso. 2º dia - Conhecendo Beirute e programando a visita as cidades vizinhas Acordei cedo e fui conhecer mais um pouco da capital libanesa. E meus amigos, acreditem se quiserem. Beirute tem uma população de 1,8 milhões, e não existe transporte publico na cidade. Nem metro, nem ônibus, nem bonde, nem nada. Infelizmente tive que me utilizar dos taxis ou gran taxis. A diferença entre eles é a seguinte. O taxi, é o normal mesmo. O gran taxi você divide o taxi com as pessoas. Ele não é muito bom não por que o motorista não leva os passageiros em ordem, ele leva de acordo com a vontade dele. A única vantagem é que ele é mais barato mesmo. Fui na rodoviaria que era próxima ao meu hotel para saber sobre transportes para as outras cidades Libanesas: Byblos, Jounieh, Tiro e etc. Não sei ao certo se estava tendo algum protesto ou greve, mas era o mais absoluto caos que eu já vi na vida, desisti de tentar algo alí, pela primera vez na vida em uma viagem eu desisti de algo. Procurei a saída que não faz muito o meu perfil, mas alí era o que me restava: Tours com empresas de turismo. Não sou fã disso, por que normalmente essas empresas te limitam a fazer um roteiro pré determinado. Mas não me restou alternativas. Fechei os pacotes com a empresa Nakhal,(http://www.nakhal.com/lebanon.aspx?pageid=119#&panel1-1) que é a maior e mais bem indicada do Líbano. Os mesmos possuíam tours por todas as cidades famosas do Líbano, escolhi aqueles me agradavam mais, e no terceiro dia iniciaria minha jornada fora de Beirute. Não gostei muito da capital, admito aqui. Achei muito caótica, não achei os locais muito simpáticos, e a dificuldade para conseguir fazer as coisas é muito grande. Mesmo tendo locais bonitos, não foi uma cidade que me encantou tanto. 3º dia - Beiteddine e Deir El Kamar A vantagem dos tours é a comodidade. Fui pego na porta do meu hotel e parti juntamente com outras pessoas em uma van rumo ao palácio de Beiteddine. Muito bonito o local, extremamente conservado e com muita história. De lá seguimos para Deir El Kamar, que nada mais é que uma típica vila libanesa, com coisas locais, como mercados e afins, porém é um local extremamente agradável e bonito. Eu gostei muito apesar da simplicidade. Voltei a tarde p/ Beirute e rodei mais um pouco a cidade. Quando olhei no mapa, vi que já tinha visto tudo que podia ver de interessante no local. 4º dia - Baalbeck, Anjar e Ksara Esse seria o ponto alto da viagem, Baalbeck patrimônio da humanidade, conta com as maiores colunas romanas ainda de pé, um sitio histórico reconhecido pela Unesco como um dos patrimônios romanos mais importantes existentes. Além dele conheceríamos a bela Anjar que também é um sitio arqueológico. Inicialmente fomos para Anjar, bonito o local, com uma historia interessante e ruínas muito bem preservadas. Tanto Anjar quanto Baalbeck, ficam no vale de Beka. Vale a pena a visita. Não explicarei aqui o cunho histórico de cada local, para não deixar o relato muito longo, basta que cada um dê uma pesquisada antes. porém abaixo colocarei as fotos para vocês terem a dimensão de cada local. De lá partimos para Baalbeck, realmente é difícil explicar a beleza do local, e sua preservação. Fantastico é a palavra que define esse posto, as 6 colunas romanas e o teatro são indescritíveis. Para quem for visitar o Líbano, local mais que obrigatório. Ksara se trata de uma vinícola que produz o melhor vinho libanês. Bonito o local, porém não foi muito do meu interesse pois não gosto de vinhos. Faz-se uma visita ao local e depois tem uma degustação com diferentes tipos de vinhos. Observação importante: Se for viajar na época de julho/agosto, leve protetor solar, chapéu, boné e coisas do tipo. O calor por lá é muito forte. 5º dia - Floresta dos cedros de Deus, Becharet e Kozhaya Conhece a bandeira do Líbano? Aquela arvore no meio da bandeira que é o cedro, símbolo do país. Arvores que costumam viver por muito tempo, tem uma madeira de extrema qualidade e estão em extinção. Nesse parque tem uma que já tem mais de 3.000 anos de vida. Fica um pouco longe de Beirute, umas 3 horas de viagem. E se resume a um parque com os cedros que ainda não foram derrubados. O parque é agradável porém esperava que ele fosse maior, ele é relativamente pequeno. Cedros de todos os tipos e tamanhos estão por lá. De lá fomos para a casa/museu do maior poeta do Líbano Gibran Khalil Gibran, honestamente? Nada de legal(na minha opinião). Por fim fomos pra Kozhaya, que é onde tem um monastério da época otomana, muito bonito o local, fica a uns 2000 m de altitude. Valeu a pena a visita. Conhecido os locais voltamos a Beirute 6º dia - Byblos e volta pra casa Cidade turística mais famosa do Líbano. Existe a mais de 7.000 anos, indestrutível segundo os locais, lá preservam umas das ruínas arqueologia mais belas e conservadas do mundo. Para lá eu não fui com a Nakhal, eu combinei um valor com um motorista para que me levasse, aguardasse, e me deixasse de volta em meu hotel, por um um preço amigo. Sendo assim segui para a cidade histórica as 5:30 da matina pois de tarde ia embora para o Brasil. Isso era um domingo. Eu tive um privilegio que pouca ou nenhuma pessoa do mundo vai ter. Eu conheci as ruinas de Byblos sozinho, sem nenhuma alma viva no local. Apenas eu a a história do local e sua belezas. Como eu cheguei lá muito cedo o sitio ainda não estava aberto, o bilheteiro do local extremamente simpático, e amante do Brasil me deixou entrar de graça no local, com a condição que eu teria que sair de lá antes do posto abrir (a abertura se dava as 8:00), eu tinha em torno de 2 horas pra conhecer o local, que costuma ser sempre muito cheio e concorrido. Bem, nem sei o que dizer, foi maravilhoso, o local transborda história, e sua conservação é fantástica. Visita mais que obrigatória. Voltei para Beirute, descansei um pouco e fui para o aeroporto. Quanta burocracia por lá, para resumir minha volta. Considerações finais Antes de mais nada, fica aqui o parebens para a culinaria libanesa. Comida de qualidade, muito bem preparada, pronta para agradar todos os tipos de paladares, sensacional. Finalizada minha viagem. Voltei vivo da terra do Hezbollah, não fui atingido por nenhuma bomba, vi pouquíssimas mulheres de burca da cabeça aos pés. Preconceito e ideias erradas fazem pessoas desistirem de viajar, pesquisem antes sobre o local de seu interesse e viajem sem medo amigos mochileiros. O mundo é o nosso quintal. Por fim, tamanho não é documento, um país minúsculo que mal podemos ver no mapa tem inúmeras atrações, cidades históricas, e bonitos locais para nos mostrar. Mesmo não apreciando muito a capital e tenho alguns problemas, eu gostei da viagem e conheci muitos locais maravilhosos e pessoas bacanas, foi uma viagem proveitosa. Espero ter ajudado todos que tenham interesse de conhecer esse local, e me coloco a disposição para ajudar com qualquer duvida. Então é isso meus amigos mochileiros, nos vemos pelo mundo. Obs: Amanhã faço upload das fotos
  50. 1 ponto
    Cara Se conselho fosse bom...a gente não dava..vendia...heheeh! Quando eu era mais jovem, cheguei a cogitar algo do tipo, mas nunca tive coragem... Não me arrependo do rumo que tomei, e não tem como saber como seria do outro modo. Tenho amigos que ficaram trancados trabalhando, se deram bem e hoje podem viajar na boa curtindo! Tenho amigos que sairam pra curtir e hoje estão na pior... Tenho uma amiga que foi pra Europa com menos de U$ 1.000,00, passou 2 anos lá curtindo e trabalhando e voltou com grana para comprar um Ap. Tudo pode acontecer... Mas eu diria, se realmente está com muuuuita vontade, vá em frente! 15 mil é pouca grana, mas se estiver disposto pode fazer render! É melhor se arrepender de ter feito uma burrada do passar o resto da vida se arrependendo de não ter feito nada! Boa Sorte!
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