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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 06-06-2019 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Infelizmente, tinha uma pessoa fazendo brincadeirinhas pesadas no grupo, postando tópicos sexuais. Meu whatsapp (92) 99123-4083, vou criar outro grupo, somente com pessoas que pedirem para entrar.
  2. 3 pontos
    oie, tentei entrar e falou: "Você não pode entrar neste grupo porque este link de convite foi revogado"😥
  3. 2 pontos
  4. 1 ponto
    Olá pessoal, busco companhia (de preferência meninas) para uma viagem de 10 dias ao Peru. Estarei de férias entre 21/10 e 21/11.
  5. 1 ponto
    Daeee Pessoal, Estarei de ferias em setembro e estou me programando para ficar 1 semana no RJ. Primeira vez e sozinha, estou interessada em curtir muita praia, balada, alguns pontos turísticos e voo de parapente. Hospedagem será em um hostel na Barra da Tijuca. Se houver alguém interessado so chamar.
  6. 1 ponto
    Escrevendo esse post como forma de devolver o tanto que esse grupo me ajudou pra preparar essa viagem. Li muitos relatos aqui e no grupo no Facebook, que me fizeram decidir pelo destino e quais passeios combinavam mais comigo. Decidi ir direto pra cusco por uma questão pratica e financeira. Tinha apenas 9 dias pra viajar (o ultimo seria todo em aeroporto/avião), parar em Lima por 2 ou 3 dias ia encarecer minha viagem em mais de 30%, e quando eu botei no papel todos os lugares q eu queria ir, quase todos envolviam passeios saindo de Cusco. Então comprei uma passagem SalvadorXCusco pela LATAM, que custou R$ 1650. 15hrs de ida e 19hrs de volta rs. Dia 1 - 04 de maio Sai de salvador as 4 da manhã. Fiz escala em São Paulo e em Lima. Nessas escalas acho importante prestar atenção se vc vai precisar pegar sua mala ou não. Quando eu sai de Salvador me falaram que eu so pegaria a mala em Cusco. Mas em Lima me mandaram tirar e despachar ela de novo. Na volta aconteceu a mesma coisa, cada funcionario do aeroporto da uma informação diferente... Cheguei em Cusco as 15hrs (horario local, duas hrs a menos q Brasil), tinha pedido um transfer na pousada q eu ia ficar nos primeiros dias, 20 soles. Em Cusco todo restaurante, cafe, bar, q voce entrar vai ter WiFi, entao recomendo usar o app EasyTaxi pra pedir taxi, pq no Peru não existe taximetro, e tem muito taxi ilegal. Com o app vc ganha um pouco de segurança. Normalmente as corridas dentro da cidade nao custam mais de 5 soles. Estava hospedada em San Blas. Me acomodei e fui na Plaza de Armas de noite fazer cambio e marcar tours para os dias seguintes. Marquei o CityTour por S/20 e Vale Sagrado com almoço por S/40. Voces ja devem ter lido que tem MUITAS agencias de viagem em cusco, na plaza de armas. Então negocie, chore o preço. Fiz cambio de USD 1 = S/ 3,25 e R$ 1 = S/ 0,86. Em relação a aclimatação por causa da altitude, realmente é necessario. Tome muito chá de coca, coma leve (voce vai encontrar muitos restaurante com sopas deliciosas), e ande devagar nas primeiras 24hrs. Ou tome a sorote pills (sorote é como eles chamam o mal de altura), que custa 50 soles. Eu fiz o processo natural, funcionou mais ou menos hahaha. Dia 2 - 05 de maio Tomei cafe e fui andando pra a Plaza de Armas, tinha a manhã livre e ia fazer um citytour de tarde. Comprei o boleto turístico general (130 soles), que da direito a 16 atrações por 10 dias seguidos. Rodei sem rumo no centro e fui parar no mercado de San Pedro, que tava em reforma, mas mesmo assim foi interessante. Bem tipico, muitos locais e turistas, muita comida local (comi churros e tomei uma chicha morada, mas n tive coragem de almoçar). Almocei num dos 30000 restaurantes ao redor da plaza por 14 soles, com entrada, prato principal e bebida. Aqui vai uma coisa interessante sobre cusco: é uma cidade de 400.000 habitantes, ou seja, uma cidade pequena. Mas por receber tanta gente do mundo todo, você encontra uma variedade muito grande do que comer, a vários preços. em geral a comida la é bem servida, e pra os preços brasileiros, barata (até os restaurantes caros, são baratos comparados com os restaurantes caros daqui). Depois do almoço fui encontrar meu grupo pra sair para o city tour. O tempo fechou e começou a chover forte (mesmo estando em periodo de seca) comprei uma capa de chuva na rua, pq tinha deixado a minha na mala (ande sempre com a sua na mochila). O city tour iria nos seguinte lugares: Qoriqancha, Q’enqo, Pukapukara, Tambomachay, Sacsayhuaman. Não vou ficar discorrendo sobre cada lugar, porque ja tem bastante info sobre na internet... O que eu achei desse tour foi: Muito corrido, e com lugares dispensaveis (Q’enqo, Pukapukara, Tambomachay). Acho que vale mais a pena ir so em Qoriqancha e Sacsayhuaman. Ambos são lindos e vale muito a pena conhecer. Para Qoriqancha da pra ir a pé, e pra Sacsayhuaman marcar c algum taxista para te levar e esperar por voce la (a ruina é enorme e tem muito a ser explorado), me cobraram S/20 pra fazer isso. Acabei me molhando na chuva, e ventou bastante nos lugares que visitamos. Alem de termos ido em lugares mais altos do que cusco (alguns dos sítios visitados ficavam a 3900 de altitude, segundo a guia). Porque ainda estava no meu primeiro dia de aclimatação, o sorote me pegou, tive uma leve febre, começo de gripe, muita falta de ar, passei a noite no quarto passando mal, depois de tomar alguns remédios conseguir dormir. Dia 3 - 06 de maio Sai da pousada as 07, para encontrar meu grupo do vale sagrado as 08. Estava me sentindo bem melhor, a base de muitos chás, própolis e xarope guaco. O tour do vale sagrado foi bem legal, apesar de corrido em alguns lugares, eu adorei viajar de ônibus por estradas nos Andes, vendo muitas montanhas nevadas e vilarejos de beira de estrada. O Peru é muito lindo. As ruinas que visitamos foram: Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero e parada pra almoço em Urubamba. Eu gostei muito desse passeio, o ponto alto pra mim foi Ollantaytambo. Vale a pena ir la em cima e explorar a ruina. A igreja de Chinchero tambem é muito bonita. Visitamos no por do sol, e foi um espetáculo ver o sol se por naquelas montanhas. Inesquecivel. Recomendo fazer esse passeio antes de Macchu Picchu. Considere uma preparação. Pra quem for viajar sozinho, fique tranquilo, porque o que não falta é brasileiros nesses tour pra te fazer companhia. Dia 4 e 5 - 07 & 08 de maio Tinha me programado pra ir para Puno nesses dias, mas desisti por dois motivos: 1 - Estava apaixonada por cusco e queria curtir mais a cidade. 2 - Em cusco estava muito frio (eu moro em Salvador, aqui a minima no inverno é 18°), la tava 6° a noite e de manhã. Eu não estou acostumada, nem estava preparada no sentido de roupas. E em Puno faz mais frio e é mais alto do que cusco. O passeio do Lago Titicaca venta bastante, entao fiquei receosa de ter problemas. Então se você quer ir em Puno/Lago titicaca, se prepara pra o frio. Essa decisão foi muito boa pra mim, ja que eu tirei esses dias pra acordar tarde (afinal, estava de ferias), visitar museus e igrejas sem pressa (la tem muitos bons museus, mas se voce não ta com muito tempo va no Museu Historico Nacional, foi o meu preferido), comer em bons restaurantes. Se quer comer um bom ceviche, não deixe de ir no Ceviche Seafood Kitchen (bem na plaza de armas), pedi um trio c ceviche, arroz de mariscos e frutos do mar fritos, que custou S/55 e valeu cada centavo. Dia 6 - 09 de maio Maras & Moray (salineiras e laboratorio agricola inca) Fechei esse passeio por S/20 e foi bem legal, tive sorte com o guia, que explicou tudo muito bem. O passeio dura uma tarde, e eu acho que vale a pena se voce tem o tempo. Dia 7 - 10 de maio Tinha o trem saindo de Ollantaytambo para Aguas Calientes as 12hrs, sai de cusco as 09 (1:40 de viagem), paguei 15 soles num carro q dividi com mais 3 pessoas (uma carioca que eu conheci através de um post aqui desse grupo, e me acompanhou pelo resto da viagem, alô Camila! E um casal de argentinos q conhecemos na hora). Mas a van custa S/10. Ambos saem da Calle Pavitos. Tem toda hora, não precisa marcar. Aqui vai uma grande dica. Pra comprar o ingresso de macchu picchu você precisa de um cartão de credito visa, e o meu é master. Ja tinha decidido que ia deixar pra comprar o ingresso em cusco, porque não queria pagar 50% a mais para uma agencia comprar pra mim. Ia comprar apenas o trem, e torcer pra dar tudo certo e achar ingresso quando chegasse a cusco. Estava acompanhando o preço do trem, e no dia q fui comprar a Inca Rail estava com uma oferta com tudo incluido (trem, ingresso MP e onibus ida e volta do parque) por 80 dolares. Normalmente esse seria o preço normal so para o trem. Pra quem não sabe, pra chegar em MP você pode fazer uma subida/descida caminhando por 2hrs ou pegar um onibus q custa 12 dolares cada trecho... Então foi realmente um bom preço. Mas pelos os meus cálculos, mesmo que não tivesse em promoção, comprar o pacote completo da Inca Rail é vantagem pra quem não tem Visa e vai subir e descer de onibus de qualquer jeito. A viagem de trem é belíssima, você vê a vegetação mudar, do clima andino ao tropical. Achei aguas calientes bem bonitinha, alem de ser mais quente e a altitude menor, o que foi muito bom. Fiquei no ecopackers, excelente hostel, a cama é maravilhosa, o bar tambem. O café é fraco, mas da pra gasto. Nesse dia jantei leve (la é mais caro que cusco, mas a comida é boa tb). Comprei agua, banana, e uma empanada pra levar para MP. Ah, tinha marcado um tour em MP, custou S/20, o guia vai te encontrar onde voce tiver hospedado em Aguas Clientes (a cidade é bem pequena) no dia anterior, pra marcar a hora e local de encontro do grupo no dia seguinte. Recomendo que você pegue o numero de Wpp da agencia q voce reservar. Meu guia se atrasou mais de 1:30 pra ir no hostel na noite antes de MP, eu falei c a agencia e n tive estresses, sabia que ele tava vindo. Vi gente q não tinha o contato da agencia e o guia atrasou se descabelando achando q tinha sido esquecido. Dia 8 - 11 de maio O GRANDE DIA hahahaha Dia de subir pra MP. Eu estava SUPER ansiosa desde o dia anterior. Choveu nas primeiras horas da manhã, la tem muita neblina. Mas dps melhorou. Encontrei o grupo no ponto de encontro, fomos p a fila do onibus as 6:15, que ja estava grande, mas anda muito rapido. Meia hora subindo ate chegar no portão do parque. Vá no banheiro antes de entrar, pq não tem banheiro dentro, e voce so vai poder entrar mais uma vez caso saia, em no maximo 4hrs e antes de terminar o seu turno (se você comprar o ingresso pra o turno da manhã, não vão te tirar de la quando começar o turno da tarde). Entramos no parque e o tour durou 2:30. Foi incrivel, não deixe de ir com um guia pra que voce entenda o maximo possivel da riqueza que é aquele lugar. É muita informação. E alem disso, o parque é lindo, a vista, as montanhas, ate a neblina. Não tem foto que te faça entender o que é aquilo ali, entao não vou ficar tentando descrever. VÁ. Não é uma das 7 maravilhas do mundo atoa. Vá de tenis ou bota de trilha, ja que la é muita subida e descida, força o joelho. Passe protetor solar mesmo se tiver chovendo e repelente. Oculos escuros tambem é fundamental. Quando o tour termina, obrigatoriamente vc tem que sair do parque, ja que o tour é feito num circuito que termina na saida. Aproveite pra lanchar e sentar por uns minutos antes de voltar. Foi o que eu fiz, ajudou muito. Voltei e passei mais 1:30 andando por la e tentando gravar na memoria cada pedacinho. Voltei pra Aguas Calientes. Quando chegamos la (estava acompanhada de + 3 brasileiros) fomos almoçar, tomar uns drinks e aguardar a hora do trem. Meu trem so saia as 21:30, pra antecipar eu precisaria pagar a mais, não quis. Na chegada em Ollantaytambo as 23hrs tinha varias vans esperando os trem que chegam pra ir pra cusco. Mas acho que o melhor (e mais seguro) é dormir em Ollan. O motorista da minha van tava com sono, a estrada é escura e cheia de curvas em precipícios. Foi assustador. Fui pra o hostel em cusco, Milhouse, MUITO bom, melhor cafe da manha de hostel q ja vi. Muita frutas, sucos, cereais, ovos... Alem de super limpo e grande, com varias areas pra ficar de boa socializando, o bar tb é barato... Dia 9 - 12 de maio Depois do café fiz um Free Walking Tour organizado pelo hostel, e foi maravilhoso, o guia foi otimo, ele trabalha no hostel e é super simpatico, alem de saber muita coisa. Nos levou no mercado de San Pedro, e explicou coisas q voce não fica sabendo se esta sozinho. Passamos por algumas plazas, e terminamos o tour num lugar para compras muito barato perto da pedra de 12 angulos. Esse tour valeu muito a pena, e não é so o hostel que faz não. Quando for fechar os tours pagos na agencia, pergunte sobre o free walking tour que eles te indicam um (não sei se tao bom quanto o meu). Aproveitei o ultimo dia para fazer compras com os soles que sobraram rs, fazer um bom jantar e me preparar para a volta, que foi as 5 da manha do dia seguinte. Ficou grande hahaha espero que o relato ajude...
  7. 1 ponto
    Oi pessoal! Pretendo fazer a travessia Petro-Tere entre os dias 29 a 31/7/2019. E aí quem anima???
  8. 1 ponto
    Argentina 29 de Junho ao dia 8 de Julho, quem anima?
  9. 1 ponto
    Em novembro de 2017 tive a oportunidade visitar a Europa (Portugal, Espanha e França), decidi que em novembro de 2018 retornaria à Europa e assim o fiz, passando por Portugal, Itália e Grécia. A minha primeira parada seria Roma, na Itália. Teria na cidade apenas três dias, mas foram suficientes para conhecer a parte histórica desta cidade incrível. Eu cheguei em Roma pelo aeroporto FCO (Fiumicino), este aeroporto fica bem afastado da cidade e a melhor opção para chegar ou sair dele é de trem. Ao sair do desembarque siga as placas que vão te direcionar para a estação de trem que fica dentro do terminal, é muito simples. Ao chegar na estação você poderá compra o bilhete de primeira ou segunda classe, o que difere um do outro é o preço e também o tempo de viagem. Os trens de segunda classe fazem várias paradas intermediárias e, em alguns casos, você precisa fazer conexões com o metrô, não é uma opção muito viável pois pode demorar muito e ele custa cerca de 8 Euros. O trem direto para estacãoo Termini é o Leonardo Express, ele custa 14 Euros e sai do terminal FCO e vai direto para estação Termini, no centro de Roma. Ao chegar na estação termini eu peguei o metrô, que também para na estação e fui para o hostel. Na verdade andei apenas uma estação, mas como estava cansado e ainda não conhecia a cidade optei por pegar o metrô. Eu me hospedei no hostel des artistes, que na verdade é um hotel mas disponibiliza alguns quartos compartilhados. O hotel é muito bom, bem localizado pois é perto da estação Castro Pretório do metrô e da pra ir a pé para a Estação Termini, em frente ao hotel há um PUB administrado por Brasileiros, eles são sensacionais e sempre nos dão dicas de passeios. Além de ter uma comida e bebida muito boa. No primeiro dia eu fui visitar o ponto mais importante e famoso de Roma, o Coliseu e o Fórum Romano. Para chegar é bem simples, você pega o Metrô e desce na estação Colosseo, você estará em frente ao Coliseu. O metrô de roma é fácil de andar mas não atende todas as regiões da cidade, mas para os principais pontos turísticos da pra ir com ele, ainda que você tenha que andar um pouco a pé. Ao chegar no Coliseu você vai encontrar muitos vendedores e agências de turismo vendendo ingressos para entrada, não aceite! Aprecie a vista de fora do coliseu que é linda e entre somente depois. As agências cobram, em média, 30 euros para entrada, mas você pode ir direto na bilheteria e comprar ingressos por 11 euros, portanto, espere na fila um pouquinho e economize alguns euros. Este ingresso é válido para entrada no coliseu e fórum romano, que fica ao lado. Este local é bem próximo a saída da estação do metrô Colosseo Depois de dar uma volta completa no Coliseu fui para a bilheteria para comprar os ingressos, como eu disse no início a fila é grande e demorada, mas vale à pena para economizar alguns euros. Foto dentro do Coliseu. Uma sensação mágica estar neste lugar e poder imaginar quantas coisas aconteceram aqui. Após dar uma volta completa dentro do Coliseu fui para o Forum Romano, que fica ao lago e você tem acesso com o mesmo ingresso que compra para entrar no Coliseu. O lugar é fantástico e pra quem curte história é uma oportunidade e tanto de voltar no tempo: Após a visita ao Coliseu e Forum Romano andei pelas ruas da região que é muito linda. Para este passeio é interessante reservar um dia inteiro, você perde algum tempo nas filas mas pode apreciar com calma a paisagem e as estruturas do lugar. No segundo dia eu me programei para ir ao Vaticano. Apesar de não ser católico a visita é obrigatória, o lugar é lindo e é uma verdadeira emoção estar ali. Para chegar ao Vaticano você pode pegar o Metrô e descer na estação Otaviano ´´San Pietro´´, esta é a mais próxima e você vai precisar andar um pouquinho. Para entrar no Vaticano você precisa passar por uma inspeção de segurança, como nos aeroportos. Este processo é super comum nos principais pontos turísticos da Europa, mas é bem tranquilo. Ao entrar no Vaticano estava tendo uma celebração e o Papa Francisco estava falando, inclusive mandou uma mensagem aos brasileiros que estavam no local. É bem interessante a visita ao local, tudo é muito grande e muito bonito! Visão da Praça São Pedro: Próximo ao local está o Museu do Vaticano, que dizem ser um dos mais incríveis do mundo. Fui até a porta mas estava impossível de entrar, as filas eram quilométricas e eu perderia muito tempo para conhecê-lo. Decidi almoçar no Vaticano e depois seguir explorando as ruas de roma. Decidi ir até a Fontana Di Trevi, local muito famoso e muito lindo. Para chegar até lá você deve pegar o metrô e descer na estação Barberini, mas esta estação de metrô não é tão próxima, você precisa andar uns 10 ou 15 minutos para chegar no local e ele fica bem escondido. Apesar de compreender um pouco do que os Italianos falam podemos confundir um pouco por causa do falso cognato, neste momento foi o que senti mais dificuldade pois não encontrei ninguém que pudesse me ajudar em inglês. Ninguém falava! Fui andando até chegar ao local. A visão da fontana de trevi é linda, mas muito difícil de tirar uma foto legal pois o local fica lotado! Muitos turistas! Mesmo assim consegui apreciar o lugar e tirar algumas fotos. Após conhecer a região fui comer algo e descansar, no dia seguinte eu decidi que iria para Pisa. Pisa é uma cidade muito agradável, entretanto não tem muita coisa pra se ver no lugar, apenas a famosa torre inclinada. Para chegar na cidade a melhor opção é o trem. Os trens de Roma para Pisa saem durante todo o dia, você pode pegar os trens de alta velocidade e chegar na cidade em aproximadamente 3h. As passagens custam cerca de 60 Euros ida e volta, comprando com antecedência no site da trenitalia você pode conseguir preços melhores. O trajeto é lindo e a paisagem encanta! Para chegar até a torre de pisa você vai precisar andar um pouco, mas é uma caminhada muito agradável por uma cidade bem tranquila. Siga direto a rua da estação, atravesse a ponte, vire à esquerda e depois a segunda à direita, siga em frente e você chegará a torre. O local é lindo, muito agradável a visão da torre é mágica. Ela é realmente muito inclinada. O mais difícil é você consegui um ângulo legal para tirar a famosa foto segurando a torre, mas eu consegui! Passei a tarde toda na cidade, andando, conhecendo e curtindo a tranquilidade do lugar. No mesmo dia eu voltei para Roma, também de trem. No dia seguinte acordei bem cedo pois teria que dar continuidade na minha viagem, precisaria chegar cedo ao aeroporto pois iria pra Grécia no dia seguinte. O trajeto até o aeroporto é o mesmo que informei no início do relato, seguindo para a estação Termini e lá pegando o trem Leonardo Express para o aeroporto. Peguei um voo da Alitália e a viagem entre Roma e Atenas dura aproximadamente 1h40min, é bem pertinho. A Grécia encanta! A paisagem é espetacular e o povo é um dos mais gentis que tive a oportunidade de conhecer, eles são incríveis. Como o Grego é um idioma muito diferente e falado somente na Grécia e no Chipre, praticamente todas as pessoas que conheci ou conversei falavam Inglês, alguns falavam até o espanhol muito bem. Portanto, a comunicação é fácil. O aeroporto de Atenas é relativamente pequeno se comparado aos demais aeroportos da Europa, mas ele é bem estruturado e tem fácil acesso. Apesar de ficar afastado da cidade o metrô atende o aeroporto e o ticket para quem chega ou sai do aeroporto custa 10 euros. Peguei o metrô e fui até a estação Monastiraki, no centro de Atenas, o trajeto dura uns 40 minutos. Fiquei hospedado no Bedbox hostel, que fica a dois quarteirões da estação Monastiraki, muito fácil de chegar. A região é a melhor pra você se hospedar, você consegue ir à pé a todos os pontos turísticos. Após chegar no hostel deixei as minhas coisas e fui comer algo. Com o mapa que peguei no aeroporto ficou fácil desbravar a cidade, minha primeira parada foi o Templo de Zeus Olímpico. Na bilheteria você pode comprar o ingresso somente para aquela atração por 8 euros, ou um ingresso de 30 euros que te da direito a entrar em todo o sítio arqueológico da cidade durante cinco dias, obviamente comprei este último pois tinha interesse em conhecer tudo. Fui a pé mesmo para as ruínas do templo de Zeus Olímpico, e a vista realmente encanta pois as ruínas são imponentes. Outro local interessante e de visita obrigatória na cidade é a Praça Syntagma, é uma das principais praças da cidade e fica ao lado do templo de Zeus. Na praça fica o palácio do governo e lá acontece a troca da guarda helênica de hora em hora, a troca é um dos rituais mais legais que já vi e enquanto eu estive na cidade devo ter ido à praça umas cinco vezes ver a troca. Vale muito à pena acompanhar: No segundo dia pela cidade eu fui visitar a Acrópole. Lá você pode ver ruínas incríveis e ter a oportunidade de mergulhar na história e em tudo o que aconteceu na região a mais de dois mil anos. Do hostel onde eu me hospedei dava pra ir à pé. Com o mesmo ingresso que eu comprei no dia anterior eu pude entrar nas ruínas da biblioteca de Adriano, que fica um pouco abaixo da Acrópole atrás da Praça Monastiraki. Vale à pena a visita por ser um local histórico, mas o ponto alto é a acrópole. Ao entrar na Acrópole o primeiro ponto que você irá encontrar é o Teatro de Dionísio, este foi o mais importante teatro da Grécia antiga e é incrível imaginar tudo o que se passou por aqui. Existem muitas ruínas e muitas histórias pra contar e viver na Acrópole de Atenas, é impossível descrever a sensação de estar no lugar e de colocar todas as fotos aqui. Andei muito pela região que, apesar de grande, estava lotada de turistas. Descendo do alto da acrópole você encontrará a Ágora de Atenas, outro local incrível e é a única que ainda está com todas as colunas intactas. Observando ela da pra imaginar a magnitude de outras ruínas, que hoje estão bem mais deterioradas do que a Ágora. No meu terceiro dia pela cidade choveu durante toda a manhã e eu aproveitei para descansar, eu tinha andado muito nos últimos dias e estava realmente muito cansado. À noite eu andei pela cidade, mas o dia foi basicamente de descanso. No meu quarto e último dia eu decidi ir até o Estádio Panatenaico, ele é enorme e foi todos construído em mármore branco, a visita custa 5 euros e você tem a oportunidade de conhecer o estádio onde ocorreram os primeiros jogos olímpicos da era moderna. Dentro do estádio também há um museu com objetos e fotos de tudo o que aconteceu no local. Após a visita ao estádio fui até a parte litorânea da cidade, no meu último dia foi o único que teve um pouquinho de sol e aproveitei para conhecer o mar mediterrâneo. Para chegar até a parte litorânea é só pegar o metrô e descer na estação Piraeus, que fica próximo a zona portuária da cidade. Próximo a estação terá alguns bondes elétricos, tipo VLT, que complementam o trajeto. É necessário pedir informações a alguém pois os letreiros dos bondes estão todos em Grego, não há informações em inglês e isso dificulta um pouco. Foi uma oportunidade e tanto conhecer a região litorânea da cidade, pude aproveitar pra ficar um tempo olhando para o mar, refletindo e agradecendo a Deus pela oportunidade de estar ali. A vista é linda, mas a maior parte das praias são particulares e, apesar do sol, estava um pouco frio. Não arriscaria entrar no mar que devia estar gelado! Este foi meu ultimo dia na cidade e eu voltei para o hostel após almoçar, decidi descansar um pouco pois de madrugada iria para Portugal. Eu já havia passado por Portugal no ano anterior, mas decidi passar de novo pois gostei muito e não conheci tudo da região. Chegando em Lisboa eu me hospedei no hostel NCL Hostel, fica em frente a estação Avenida do metrô. Sair do aeroporto de Lisboa é fácil, o metrô para dentro do terminal e te leva a praticamente todos os locais. No meu primeiro dia em Lisboa eu decidi ir a Cascais, a cidade fica a cerca de 30 minutos de Lisboa e você tem que pegar um Comboio que te levará direto a cidade. O bilhete de ida e volta custa 5,50 euros. A cidade encanta pois é muito tranquila, mas o mar é muito agitado e perigoso, é lindo para observar, mas não arriscaria entrar. Até porque estava muito frio. Passei o dia na cidade e almocei por lá, no retorno o comboio passou em frente a torre de Belém e eu desci para conhecer a região e tirar algumas fotos. É um ponto bem conhecido da região e vale muito à pena a visita. No dia seguinte fui visitar Évora. A cidade fica a cerca de duas horas de Lisboa e você pode ir de trem, eles saem da estação Oriente e o bilhete custa cerca de 22 Euros ida e volta. Évora é uma cidade bem pacata, lá existe a famosa capela dos ossos. As paredes são revestidas com ossos de pessoas que foram enterradas ali, é um pouco assustador o lugar mas a visita vale à pena. Retornei para Lisboa e no dia seguinte resolvi andar pela cidade. Lisboa é uma das cidades mais lindas que conheço, é muito limpa e organizada e infinitamente mais barata do que muitas outras cidades que conheço pela Europa como Paris e Roma. Não há dificuldades com o idioma e a comida é muito parecida com a nossa, o que é um alívio para pessoas que, assim como eu, não gostam de se aventurar na gastronomia local. Fiz um passeio de barco pelo Rio Tejo, um passeio de 30 minutos em um barco que parecia uma caravela antiga, é bem legal pois da pra se ter uma panorama geral da cidade. Enfim, visitar a Europa é certeza de muita história e cultura. Mesmo com o câmbio não muito favorável é possível conhecer vários países sem gastar muito dinheiro. Afinal, como dizem por ai, viajar é a única coisa que gastamos dinheiro e nos deixa mais rico. Espero ter contribuído para esclarecer dúvidas e inspirar pessoas a fazer o mesmo: colocar a mochila nas costas e sair pelo mundo, um pouco sem rumo, com desejo de se encontrar, se perder e se aventurar em lugares desconhecidos. Boa viagem à todos!
  10. 1 ponto
    Estarei em bariloche a partir do dia 03/07
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  12. 1 ponto
    @Juliana Champi eu iria de Finis, Titã, Cronos ou Gaia.
  13. 1 ponto
    kkkkkkkk, livro é coisa para letrados, eu sou apenas uns aventureiro tupiniquim que gosta de explorar caminhos selvagens, abraços meu amigo .
  14. 1 ponto
  15. 1 ponto
    se precisar de mais alguma informação, fique à vontade para perguntar!
  16. 1 ponto
    Concordo plenamente com a @Juliana Champi .... eu por exemplo sou um recordista em 'mãodevaquice". Quando passo por um país como a Suíça, por exemplo, passo o dia com poucos euros, nem que seja comendo pãozinho com frios. Com 600 Euros eu passo um mês e ainda sobraria
  17. 1 ponto
    Eu tb to nessa @casal100... to namorando uma Vento tb, rs! To esperando o @fabiomon me responder lá no outro tópico pra fechar, se eu conseguir um descontinho com a Josiane do SAC, kkkkkkkk
  18. 1 ponto
    Henrique, acho que a data da minha viagem não bate com a sua, mas estarei neste trajeto (Jujuy > SPA) de carro dia 13 de julho (eu, marido e filho), se quiser carona, rs!
  19. 1 ponto
    @StanlleySantos Que isso, toda crítica construtiva é bem vinda! Não tinha pensando mesmo nas outras áreas que são lindas! Irei fazer sim, conheço algumas cidades citadas, pesquisarei mais e vou fazendo os posts. Muito obrigada por sua opinião 😊
  20. 1 ponto
    @fabiomon uma bota como esta da Paula é adequada para terrenos úmidos e frios correto? Eu tenho uma da Decathlon (não lembro a marca) que é bem quentinha, mas não é impermeável... e tá só o pó, já rodou muito. E tb o mínimo que peguei com ela foi -3º ou perto disso. Preciso de uma impermeável, com boa estabilidade e quente. Preciso de uma pensando nas próximas aventuras: Atacama no inverno, Islândia no outono, Glaciar perito moreno no verão! Vc recomenda a Jackal? Qual a diferença a Jackal, Finisterre e Titã? Vi que tem a tabela de comparação no site, mas pensando em temperatura... qual seria a melhor? Obrigada!
  21. 1 ponto
    Dia 10 estarei em New Orleans...
  22. 1 ponto
    Sucre irei deixar para comentar depois, falta editar e tratar as fotos. Vamos passar para a Cidade e passeios em Uyuni Uyuni: Falei acima o valor da hospedagem, tem preços mais em conta. Fiquei nesse hotel, pois quando vi o apartamento quentinho e lembrei do frio lá fora, resolvi ficar nele mesmo, pois me agradou muito. Centrinho de Uyuni, é lindo, vale a pena dar um rolé, como também no mercado. Lembrando que a tangerina na Bolívia, é muito barato, não sei se é época de safra. o valor de 25 unidades por U$ 0,72. Até agora estou com o gostinho delas .... kkkkkkkkkkk Logo cedo da manhã, fomos recebidos pela atenciosa senhora Noni, que nos levou até o café da manhã de sua propriedade, super recomendo, tratamento de primeiríssima qualidade e os produtos oferecidos, são maravilhosos. Fiz a reserva pelo BOOKING, saiu um excelente preço. Recomendo esse hotel em Uyuni
  23. 1 ponto
    Oi Poliana! estarei de férias de 21/10 à 21/11.. A princípio pensei em ir ao Peru, uma viagem de uns 10 dias. Você já tem algo definido?
  24. 1 ponto
    muito bacana o relato! não consegui ler tudo, mas como quero descer de carro ( entre novembro 2019 e abril de 2020) e fazer uma trip bem parecida com a sua, vou lendo aos poucos e com calma, penso em descer pela ruta 12 ate BsAs desvia totalmente a possível estrada dos policiais enchedores de saco hehe
  25. 1 ponto
    Verdade, de Granada para Faro só tem ônibus noturno, na verdade você sai de Granada as 20:00 da noite e chega em Faro num horário horrível as 2:00 da madrugada. Você já vai ter passado por Sevilha? Minha sugestão seria ir de Granada para Sevilha, leva 3 horas e tem ônibus praticamente a cada duas horas e depois um ônibus direto para Lisboa, mas tem que ver se os horários encaixam... Se for passar em mais outros lugares da Andaluzia, tente reordenar o seu roteiro para terminar a parte a Andaluzia em Sevilha, de onde é mais fácil ir a Lisboa. Ou então, avalie reordenar toda a parte espanhola do seu roteiro, para terminar a parte espanhola em Madrid, de onde você pega um voo low-cost para Lisboa pagando metade ou um terço de uma passagem de ônibus. Na primeira vez que fui a Andaluzia eu peguei um voo low-cost de PAris até Málaga, depois fui para Granada de ônibus, de lá para Sevilha de ônibus, e de Sevilha para Madrid de trem, e em Madrid peguei um voo low-cost para Lisboa, foi bem mais barato menos cansativo do que ir de ônibus até Lisboa.
  26. 1 ponto
    Oi, Não sei se você tem tempo. Mas eu fiz Andaluzia de ônibus, saindo de Granada a Málaga, depois Sevilha, depois Faro; De Sevilha a Faro existem ônibus com vários horários e leva 3 horas. Esse roteiro só vale a pena se for para visitar essas cidades. Se tiver de ir de Granada a Faro, acho que só tem um ônibus e à noite.
  27. 1 ponto
    Estou indo para o Beach Park em Fortaleza dias 7,8 e 9, além de ir para as praias de 05 a 14 de julho. Whatzapp: 31999011232
  28. 1 ponto
    @alesilva00000 Certo! Se resolver estarei por lá nesses dias.
  29. 1 ponto
    também estou quase indo sozinho dessa vez. entrei aqui pra ver se acho alguém pra ir, mas também animo de ir sozinho, por isso ainda não comprei. passagem para BA sempre tem bons preços. será minha primeira viagem sozinho. ainda estou sondando aqui para animar de vez rs
  30. 1 ponto
    @Victor Dos Santos, ainda falta completar a postagem, tem ainda, a interação com os botos, Almoço em um restaurante flutuante, Ponte sobre as árvores, com vários animais no caminho, lago das Vitórias Régias, e o encontro das águas. Como o tempo esta cruto, estou postando aos poucos e selecionando as fotos.
  31. 1 ponto
    Muito legal seu relato e suas informações!! Uma das regiões mais lindas do nosso Brasil. gostaria muito de ir nas minhas férias, conhecer um pouco a região, se você tiver algumas dicas, sugestões de roteiro pra me dar, ficaria muito agradecido!!
  32. 1 ponto
    Final de maio, estarei no Peru, ali por Arequipa e Puno
  33. 1 ponto
    Resolvi fazer esse relato pra contar sobre a minha viagem para a Itália entre dezembro/2018 e janeiro/2019, desde os preparativos até o retorno. PASSAGENS Comprei minhas passagens meio que no susto, no mês de novembro para datas em dezembro. Como só consigo pegar férias a partir do dia 20 de dezembro, fico sempre dependendo de promoções, porque mesmo comprando com antecedência, os valores estão lá no alto. Comprei as passagens no site da Latam, sendo que o valor de ida e volta, já com as taxas ficou em R$ 2.080,48. Na ida, eu sairia de Guarulhos no dia 24/12, às 23h15 (sim, para economizar, nem Natal a gente comemora), fazendo escala em Madrid e chegando em Milão - Malpensa no dia 25/12, às 17h45. Na volta, o voo seria direto, saindo de Milão – Malpensa, no dia 11/12, às 19h05 e chegando em Guarulhos às 04h50. Ocorre que o meu voo de ida foi cancelado. Belo início de viagem, mas isso é assunto para processinho hahahaha... A cia aérea me realocou em um voo para Frankfurt no dia seguinte (25/12), às 23h00. Como no dia 26/12 eu já tinha viagem de Milão para Veneza, conseguiram que eu pegasse um voo de Frankfurt direto pra lá, pela Lufthansa. O resultado é que perdi um dia em Veneza. Sorte de pobre soberbo. Comprada a passagem, fui para os preparativos e entre eles, estava descobrir o que era necessário para que não fosse extraditada ainda no aeroporto. Basicamente, era necessário passaporte com validade superior a 3 meses, passagem de retorno ao Brasil, reserva dos locais em que ficaria hospedada, o seguro saúde e comprovação de recursos financeiros para me manter lá durante a viagem. Passaporte e passagens em ordem, precisava arrumar os demais. SEGURO SAÚDE Para o seguro saúde, é necessário dar mais uma pesquisada por conta das coberturas necessárias. Também chamado de Seguro Schengen, por conta do Tratado de mesmo nome que visa dar livre circulação de visitantes entre os países signatários (entre eles a Itália), o seguro saúde para a Europa precisa de ter uma cobertura de no mínimo 30.000 euros, além de cobrir traslado de corpo e outras coisas. Para encontrar o que se encaixava nas minhas necessidades, eu usei um dos buscadores de seguro que tem na internet (não lembro o nome) e acabei optando pelo AC 35 Europa, da Assist Card, que custou R$ 179,85, do dia 24/12/2018 à 12/01/2019. Lembro que antes pesquisei pra ver e muitas pessoas que precisaram de usar o seguro, tinham falado bem da agilidade e atendimento deste, sem qualquer tipo de problemas. COMPROVAÇÃO DE RENDA A comprovação de renda você pode fazer de várias formas. Pode levar um travel card (cartão pré-pago) carregado, com o extrato de quanto tem nele, ou então um cartão de crédito, com comprovante do limite. Apesar de essas opções trazerem um pouco mais de segurança por não ficar andando com um monte de grana por aí, tem que ter em mente que a cotação diferenciada do travel card e o IOF do cartão de crédito podem pesar do bolso. Por exemplo, quando fui atrás disso, a diferença de cotação para dinheiro vivo e para carregar o cartão pré-pago era de quase 20 centavos por euro. Por conta disso, preferi levar tudo em dinheiro mesmo (cotação de R$ 4,59) e não tive nenhum problema com isso. Na maioria das vezes eu levava tudo comigo quando saía, em uma doleira (as várias camadas de roupas escondiam o volume da minha pequena fortuna). Nas poucas vezes que deixei nos armários dos hostels, não senti falta de nada. Ao todo, levei 900 euros e voltei com 164,64 euros, o que deu quase 40 euros por dia de alimentação, transporte dentro das cidades, lembrancinhas, algum passeio que resolvia fazer no dia e as diárias de Bolonha e de Florença, que paguei na hora. Feitos alguns dos preparativos, era hora de decidir o roteiro, para poder fechar as acomodações e os deslocamentos dentro da Itália. ROTEIRO Tive que levar em consideração que parte da viagem eu faria junto com um amigo que já estaria na Itália e parte faria sozinha, mas isso em nenhum momento foi problema, tanto que fechamos os mesmos destinos, só que em ordem inversa. Como eu chegaria e voltaria para o Brasil por Milão, Ficou assim o meu roteiro: 25/12 à 26/12 – Milão 26/12 à 28/12 – Veneza 28/12 à 30/12 – Bolonha 30/12 à 03/01 – Roma 03/01 à 06/01 – Florença 06/01 – Pisa 06/01 à 09/01 – Turim 09/01 à 11/01 – Milão ACOMODAÇÕES Decididos os locais e datas, passei a pesquisar as acomodações, optando por hostels que ficassem próximos ao transporte público e de restaurantes e bares, pois apesar de querer algo econômico, não queria cozinhar, já que um dos motivos para eu estar indo para Itália era pra comer bem. Todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking. Como perdi minha diária em Milão por conta do cancelamento do meu voo, nem vou comentar sobre o mesmo. Veneza - Generator Venice – 2 diárias = 37,40 euros para quarto misto, com 16 camas, banheiro compartilhado e sem café da manhã. Mesmo tendo muitas camas, achei o espaço muito bom, sendo que cada cama tinha seu gaveteiro, além de ser super quentinho. O banheiro pelo que eu vi tem um por cada andar. Ele era BEM pequeno no geral e mais ainda nos dois boxes para banho, mas nada que fosse extremo e a limpeza dele era ok. O mais legal é que esse hostel tem um bar no térreo, frequentado tanto por hospedes quanto por pessoas de fora. Lá eles servem algumas coisas no café, além de massas, pizzas e drinks. Um ambiente muito legal, com mesa de sinuca, cadeiras, sofás e música. A localização também é ótima, porque apesar de não ficar em Veneza e sim na Ilha de Giudecca, ele fica de cara para a Praça de São Marcos, tendo dois pontos de barco muito próximos, com travessia de no máximo 5min. até Veneza. Bolonha – Dopa Hostel – 2 diárias = 60 euros para dormitório feminino, com 6 camas, banheiros compartilhados e café da manhã incluso. Esse foi o meu hostel favorito na viagem toda. As camas eram no estilo capsula, só que no tamanho GG, tanto que dava pra ficar sentado lá dentro, além de ter uma cortininha para maior privacidade. Uma das hostess era maravilhosa, na minha primeira noite ela fez risoto ao funghi pra mim e uma galera que estava conversando na cozinha, sem cobrar nada, além de conversar com todos e ter belas recomendações da cidade. Tinham 3 banheiros, mas daquele tipo de banheiro de casa mesmo e sempre limpos. Aqui foi o único lugar que encontrei café da manhã com comida salgada, como pão, torrada, queijo parmegiano reggiano, salame, além de ter geleias e nuttela. Eles também tinham café, leite e chá. Uma delícia. Além disso, as recomendações de lugares para comer deles foram as melhores. Melhor lasanha que comi na minha vida foi de um restaurante que eles nos passaram. A localização em Bolonha eu acho que não tem muito segredo. Andamos a pé para todos os cantos. Roma – Roma Scout Center – 4 diárias = 104,76 euros para dormitório feminino, com 4 camas, banheiro compartilhado e café da manhã incluso. Esse hostel foi escolhido porque não tínhamos mais tantas opções, já que estava muito próximo da viagem e englobava o réveillon. Apesar disso, foi um bom hostel. O quarto dava para uma varanda e tinha armário. O aquecedor que era meio desregulado, ou você estava com frio, ou com calor. O banheiro era ok, estilo de colégio e a limpeza também não tenho do que reclamar. O café da manhã só tinha uma torradinha pra quebrar o açúcar de geleias, pastéis de massa folhada com recheio doce, cereal, entre outras coisas. Apesar disso, era muito bom e tinha até água com gás. Ponto negativo é que não tinha área comum, sendo que você acabava conversando apenas com o pessoal que estava no seu quarto. A localização era boa, apesar de não estar próxima às principais atrações da cidade. Esse hostel fica próximo a várias estações de metrô e da estação de trem de Tiburtina. Florença – Emerald Palace – 3 diárias = 69 euros para quarto misto, com 4 camas, banheiro privativo e café da manhã. Hostel limpo e confortável. Pelo que eu entendi, quem cuida do hostel é uma senhora e o filho. Essa senhora era a simpatia em pessoa. Apesar de falar pouquíssimas coisas em inglês, ela tentava entender a todo custo. No café ela prepara torrada e cappuccino para todo mundo. Esse hostel fica MUITO bem localizado. Em frente à Basílica de San Lorenzo, pouquíssimas quadras da Duomo, dos principais Museus e tem diversos restaurantes e bares à sua volta, mas também não tinha lugar para interação entre os hóspedes. Turim – Bamboo Eco Hostel – 3 diárias = 72 euros para quarto misto, com 6 camas, banheiro compartilhado e café da manhã. Hostel ok, não tenho maiores reclamações. Fica longe da estação de trem e dos principais pontos da cidade, mas fica super próximo de ponto do TRAM e tem restaurantes por lá, inclusive em frente, tem um boteco brasileiro que estava fechado justamente no período em que estava na cidade. O café da manhã também era ok, com vários tipos diferentes de leite e tinha a cozinha e uma sala de área comum. Milão – Milano Ostello – 2 diárias = 44 euros para quarto feminino, com 6 camas, banheiro privativo e sem café da manhã. Apesar de não ter acontecido nada, achei esse um hostel meio estranho. Sei lá, mas não gostei muito. Para ir na área comum, tinha que descer as escadas e quando fui lá, só tinham funcionários do hostel. Fica longe dos principais pontos da cidade, mas a poucos metros de uma estação de metrô. Também está próximo de mercado e vários restaurantes. Gostei muito da localização. *Uma coisa importante é que existe um tal de imposto municipal em pelo menos todas as cidades em que passei, que deve ser pago em dinheiro, na hora do check-in. Portanto, o valor desse imposto não está incluído no da diária e vai de 1 à 3 euros no total, para cada uma das acomodações. PASSAGENS PARA DESLOCAMENTOS NA ITÁLIA Já os valores com deslocamentos não teve pra onde correr, ficaram bem mais pesados, pois as passagens mais baratas já estavam esgotadas. Optei em fazer todas as viagens internas de trem, mas sei que em alguns trechos, principalmente os mais longos, as passagens de ônibus ficariam bem mais em conta. O ponto negativo é que de ônibus demora bem mais tempo. Também decidi por fazer essas viagens no período da manhã, o que acredito ter sido um erro. Como esse período é de inverno na Europa, amanhecia tarde e escurecia super cedo, no ponto de 17h00 parecer noite e às 20h00 eu já estar pensando em dormir. Acho que se fizesse os deslocamentos no fim do dia, teria aproveitado bem mais os curtos períodos de sol. Para passagens de trem pela Itália, existem duas cias, a Trenitalia e a Italo. Pelo que eu vi, a Italo opera poucos trechos, mais próximos de Milão, então a maioria dos meus deslocamentos foram todos pela Trenitalia. Importante observar que existem categorias diferentes. As que eu comprei foram da Regionale e da Regionale Veloce, que não tem assento marcado e você pode pegar qualquer trem dentro das 4 horas a partir do horário para o qual você comprou a passagem, desde que seja para o mesmo trecho. Também comprei da Frecciarossa, FrecciaBianca e Intercity que não sei a diferença, mas acho que seriam os assentos marcados. Na real eu nem fiquei olhando essas categorias, apenas escolhi as passagens mais baratas para os horários que eu queria. Os custos com trem foram os seguintes: Veneza – Bolonha = 12,60 euros (Trenitalia – Regionale Veloce 2ª classe) Bolonha – Roma = 65,80 euros (Trenitalia – Intercity 1ª classe) Roma – Florença = 24,90 euros (Trenitalia – Frecciarossa 2ª classe) Florença – Pisa = 8,60 euros (Trenitalia – Regionale 2ª classe) Pisa – Genova = 9,90 euros (Trenitalia – FrecciaBianca 2ª classe) Genova – Turim = 12,40 euros (Trenitalia – Regionale Veloce 2ª classe) Turim – Milão = 9,90 euros (Italo – Smart) PASSAGENS NAS CIDADES, CITY PASS E ATRAÇÕES Alguns city pass e atrações comprei adiantado ou para garantir, ou para agilizar as visitações. Outros ingressos deixei para comprar na hora porque sabia que não eram tão concorridos. Veneza VeneziaUnica = 30 euros - https://www.veneziaunica.it/en Adquirido no site ou em postos de vendas, esse city pass tinha a validade de 2 dias e valia para ônibus e vaporetto, que é o “barco ônibus”, menos para os mais luxuosos e para o ônibus que sai do aeroporto e vai para Veneza. Esse passe pode ser utilizado no período de um ano desde a sua compra. Achei necessário esse city pass, primeiro porque ficaria hospedada em outra ilha, precisando de pegar barco ao menos na chegada e na saída, segundo, queria fazer o passeio para as ilhas de Murano, Burano e Torcello, terceiro, como ficar hospedada de frente para a Praça de São Pedro e não querer dar um pulinho lá? E por último, as passagens de vaporetto estavam 7,50 euros, se eu não me engano. No site do VeneziaUnica é possível encontrar combos em que você escolhe o que quer, dá pra colocar mais ou menos dias de transporte, visitação à museus e igrejas e muitas outras coisas. Eu comprei pelo site e tentei fazer a retirada do passe (que é um cartão) nas máquinas que ficam na Piazzale Roma, mas não consegui. Sorte que o ponto de venda que fica no mesmo local ainda estava aberto e a atendente me entregou. Ônibus Aeroporto Marco Polo – Piazzale Roma = 8 euros Comprei em um guichê dentro do aeroporto e param nos pontos de ônibus logo em frente à saída. Pelo que eu vi eles também vendem lá no ônibus, antes da partida. Bolonha Não gastamos nada com atrações e passagens de ônibus. Roma Roma Pass = 38,50 euros - http://www.romapass.it/ Passe com validade de 72 horas que você pode usar para o transporte público (ônibus e metrô) e também dá direito à entrada gratuita em duas atrações e à desconto em outras. No site você pode optar pelo passe de menos tempo também e ver quais são as atrações disponíveis pra você visitar com esse passe. Nós optamos por ir no Coliseu, Palatino e Fórum Romano (que valem por uma entrada), que não precisam de agendar visita, só enfrentar numa fila enorme. Também fomos ao Museu Borghese, que necessita de agendamento prévio, feito por telefone. No momento da compra, você deve escolher o local de retirada dos passes. Eu achei melhor retirar na estação central, sendo que o guichê fica na zona de atendimento aos turistas. Para retirar, você deve levar o número de ordem da compra (preferencialmente a confirmação enviada pelo e-mail) e o passaporte da pessoa que comprou. Museu do Vaticano = 21 euros - https://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/do?weblang=en&do Também tem que ter agendamento prévio de data e horário, feito no próprio site, na hora da compra. Florença Como fiz tudo a pé, não gastei com transporte. Bilhete único para Galeria Uffizi, Palácio Pitti e Jardins de Boboli = 18 euros Esse bilhete tem validade para 3 dias, sendo que você só deve agendar a data (no próprio site) para visita à Galeria Uffizi, que necessariamente será a primeira das 3 atrações a ser visitada. Bilhete para Galleria dell’Accademia = 16 euros Também deve ter agendamento prévio da visita, feita pelo site. Os bilhetes de todas, ou ao menos as principais atrações de Florença estão disponíveis para compra no site https://webshop.b-ticket.com/webshop/webticket/eventlist Retirei ambos os ingressos na bilheteria que fica do lado de fora da Galeri Uffizi. Turim Passagem avulsa de TRAM = 2,50 euro Você pode comprar nas máquinas, dentro do TRAM. Não lembro ao certo, mas acho que paguei 12 euros na passagem de 2 dias de validade. Comprei em uma lojinha que ficava ao lado do hostel. Museu Egipcio = 13 euros + 1 euro para o guarda-volume Comprei na bilheteria do próprio museu. Museu do cinema + elevador panorâmico = 11 euros. Foi o único museu em que eu consegui o desconto por ter 26 anos (pessoas com até 26 anos tem direito à entrada reduzida em museus e outras atrações). Comprei na bilheteria do próprio museu. Milão Transporte metrô por 2 dias = 8,50 euros Comprei na estação central, assim que cheguei, em uma loja lá dentro. Não fui em atrações pagas em Milão, então não tive gastos com isso. Esses foram os principais gastos que tive com a viagem, sem considerar a conversão e o IOF das compras feitas pelos sites. Feitas essas considerações, passo a falar do que mais gostei de cada cidade e quais as minhas considerações sobre elas. VENEZA Como só tive um dia em Veneza, saindo cedo para fazer os passeios em outras ilhas, acabei só conhecendo a cidade à noite. Então não tenho muito o que comentar. Devo dizer que amei ficar em Giudecca e passear por ela à noite. Além de ser bem mais barato do que ficar hospedado em Veneza, dá a impressão que você está em uma ilha abandonada, com aqueles casarões antigos dando um ar ainda mais misterioso. Murano É uma ilha bem simpática e os vidros ali fabricados são mesmo muito lindos (e caros). Não visitei nenhuma fábrica, mas parece que o valor pra essa atividade fica entre 3 e 5 euros. Burano Toda colorida, é a ilha perfeita pra tirar fotos. Foi nessa ilha que almoçamos, em um restaurante que tinha o menu completo por 20 euros, sendo que você podia escolher o primeiro prato, o segundo e a sobremesa (melhor panna cotta de café). Torcello É uma ilha minúscula que não tem muita coisa, mas que eu achei maravilhosa e queria ter passado uma noite. Tinha um restaurante lotadíssimo por lá, com cheiro muito bom e valor ok. Só não paramos pra almoçar porque estava cheio de pombas (problema da Itália, que tem milhares de pombas em todos os lugares). BOLONHA A minha recomendação lá é diminuir o passo, visitar a Piazza Maggiore, almoçar uma lasagne ala bolognese (10 euros) na Trattoria del Rosso, a melhor que já comi na vida e pra gastar as calorias, subir a pé para o Santuário de Nossa Senhora de São Lucas, que estava cerca de 6km do nosso hostel e que é quase todo feito sob pórticos. Lá existem alguns museus e outras atrações pagas pra visitar, mas preferimos ir com calma e aproveitar o bom tempo que encontramos depois das temperaturas amenas de Veneza. ROMA Reserve um dia para visitar o Coliseu, Palatino e Fórum Romano. Essas atrações estão coladas umas nas outras, sendo que o Palatino e o Fórum estão no mesmo “parque”. Coliseu é um clássico e deve ser visitado, mas se fosse pra eu eleger o meu predileto, com certeza seria o Palatino e Fórum Romano. Reserve ao menos umas 4 horas pra passear tranquilamente por essas maravilhas. Sem falar que na minha opinião, lá fica a melhor e menos concorrida vista para o Coliseu. Outro passeio que eu amei foi a Vila Borghese e a Galeria que fica lá e que tem obras mundialmente conhecidas de Bernini, Caravaggio, da Vinci, entre outros. O parque é sensacional e enorme, eu também reservaria um dia pra visitar ele e a Galeria. O Museu do Vaticano tem um acervo fantástico, desde artefatos egípcios, esculturas gregas e pinturas de valor inestimável (Capela Sistina que o diga). Mas como a maioria dos lugares em que fui, estava quase intransitável de tanta gente. É bom se programar pra passar ao menos meio dia pra visitar o museu todo, mas acho que o ideal seria um dia todo, pra você descansar, porque o negócio é realmente MUITO GRANDE. Também visitei a Piazza di Spagna (lotadíssima), Fontana di Trevi (bufando de gente), Piazza del Popolo e Pantheon que são relativamente próximos. Também fui no Altare dela Patria, que achei o monumento mais bonito da cidade. Uma dica é deixar pra comprar as lembrancinhas da viagem em Roma, porque foi o lugar mais barato em que vi. Tem uma banca do outro lado da rua da entrada do metrô da estação central que tinha muita coisa mais em conta e o dono é um etíope muito gente boa. As miniaturas estavam por 1 euro, enquanto 3 chaveiros estavam por 5 euros. Outra dica, por experiência própria, é que caso você vá passar o fim de ano em Roma e quer ver os fogos, a praça em frente ao Coliseu não é muito recomendável, pois a queima de fogos ocorre no Circo Maximus, sendo que o coliseu encobre tudo. Decepção hahahahaha FLORENÇA A cidade mais gostosinha pra você caminhar e admirar absolutamente tudo. Vá à Galeria Uffizi (enorme e sensacional), à Galleria dell’Academia (David), mas principalmente, vá até o Palácio Pitti, que é um combo entre grandes obras de arte, coleções de porcelana e gemas de pedras preciosas, arquitetura, vista da cidade e a natureza dos Jardins de Boboli. Minha atração favorita. Para uma bela vista da cidade, também vá até a Piazzale Michelangelo, principalmente no fim da tarde. Uma dica é para que você aproveite para ir no mesmo dia em que visitar o Palácio Pitti, pois as duas atrações são relativamente próximas. Fora isso, bata perna por toda a cidade, visite a Duomo, tire várias fotos por lá e pela Ponte Vecchio e admire essa cidade que parece que realmente foi feita pra abrigar arte. PISA Cheguei em Pisa lá pelas 9h00 e saí de lá às 14h30. Queria ter passado uma noite por ali também. Amei tudo na cidade que vai muito além da torre. Foi aqui que comi a melhor pizza da viagem, na Pizzeria l’Arancio, que encontrei por acaso no meio do caminho, voltando da Piazza dei Miracoli pra estação. TURIM Praticamente ninguém de fora da Itália vai pra Turim, a não ser por conta do futebol. Foi um choque, porque a Itália inteira estava lotada de brasileiros, menos Turim. Aqui tem o segundo maior museu egípcio do mundo e um dos melhores e mais completos de cinema. Inclusive, o Museu de Cinema de Turim, que fica no Mole Antonelliana, é sem dúvidas o meu predileto de todos que já visitei (o segundo é o Minas Vale e o terceiro é o Nacional de Cuba). Você precisa tomar a bebida mais conhecida da cidade, o Bicerin, que é deliciosa, apesar de cara (5 euros no Caffe Regio). Também recomendo visitar o Parco Valentino, que é lindinho, principalmente no início ou no fim do dia. MILÃO Sem dúvidas, a Duomo merece ser o principal cartão postal, porque aquilo é lindo e incrível. E parece que as pombas acham o mesmo. Por ali fica a Galeria Vittorio Emanuele que eu não vi muita graça (sou pobre) e a Rinascente, loja de departamentos gigante e que na cobertura tem um bar e uma bela vista pra catedral (de graça). Outro ponto que amei foi o Parque Sempione, que fica atrás do Castello Sforzesco. Dá pra entrar no Castelo, mas eu já estava farta de museu nesse ponto da viagem hahaha De lá eu fui a pé para conhecer o Bosco Verticale, passando pelo Bairro de Brera que é maravilhoso, cheio de restaurantes, cafés, prédios modernos e capelas antigas. Acho que é isso. Gostei muito da viagem, mas não tanto quanto eu esperava. Não comi tão bem quanto imaginei (senti MUITA FALTA de arroz, feijão e carne mesmo), mas comi a melhor pizza e a melhor lasanha da minha vida por lá. Acho que se algum dia eu me recuperar do rombo financeiro dessa viagem, a Itália não estrará tão cedo na minha lista de destinos. Ps1: na maioria das cidades eu não tive problemas em falar inglês com o pessoal do comércio ou mesmo com transeuntes. Ps2: em todas as maiores ou mais movimentadas cidades por que passei tinha uma loja da Venchi, onde tomei os melhores gelatos. Ps3: o gelato da Amorino, na Galeria Vittorio Emanuele é bonito (e caro), mas não tão bom. Ps4: o trecho de viagem de trem entre Pisa e Genova é todo feito pela Costa. Tome cuidado para pegar passagens durante o dia, pra poder ver essa maravilha.
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    03/11 - El Chalten Acordamos, reservei o outro hotel, tomamos café e saímos para dar uma volta na cidade enquanto não dava o horário do check-in. Passamos por um mecânico, parei só por desencargo de consciência para ver se tinha acontecido alguma coisa a mais no carro. Ele olhou e diagnosticou o que eu já havia previsto. Aproveitei pra encher o tanque do carro no único posto que tem em El Chaltén. Nesse meio tempo já tinha dado o tempo para entrar no outro hotel. Fizemos o check-in e já saímos. Passamos no centro de informações turísticas e pegamos um mapa das trilhas da cidade. Resolvemos ir até a Laguna Capri, que fica há 4 km pela trilha do Fitz Roy. No primeiro km eu já pensei em desistir. Uma subida íngreme com muito vento e frio. Continuamos andando, andando, chegamos a laguna muito rápido, então pensamos: vamos mais um pouco. Continuamos... Quando chegou a placa 8 de 10km, estávamos avistando uma geleira muito perto, mas nessa hora eu já estava muito cansado. Ainda assim, resolvemos seguir adiante para alcançar o objetivo do final. No último km, a placa dizia: 1h de subida e trilha deteriorada. Olhei adiante seguindo a trilha, olhei pro relógio, já marcavam 17:30. Meu bom senso disse pra eu voltar. Fiquei bem frustrado, mesmo que não fosse o objetivo inicial. Mas tinha chegado até ali, faltava só mais 1h. Se eu tivesse chegado mais cedo, daria. Voltamos. Quanto mais andávamos, mais ansioso eu ficava com as placas marcando as distâncias. Lembro quando faltava 4 km, eu já estava muito cansado, quase não conseguindo andar. Mas não tinha outro jeito a não ser continuar andando. Chegamos na cidade já era 21:30, bem no finalzinho da luz do dia. Fomos para o hotel, mal conseguia chegar no quarto. Tomei um banho para relaxar e logo em seguida saímos para comer uma Parilla no Come Vaca, muito bem servido e num valor ok. Combustível: $700 ($32.24/L) Hospedagem: USD 32 (Hotel Lago del Desierto) Posto de combustível na entrada da cidade. Sendero Al Fitz Roy Primeira vista panorâmica da trilha Banheiro no meio da trilha Primeiro camping da trilha Fitz Roy coberto de névoa Parrilha pra reabastecer as energias
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    02/11 - Perito Moreno - El Chalten Saímos de Perito Moreno por volta das 10:30, depois de um café da manhã bem gostoso, feito pelos próprios proprietários do hotel. Tínhamos visto um folheto da Cueva de Las Manos e como era a caminho, resolvemos dar uma passada por lá. Andamos por volta de 90km e chegou a entrada, indicava 27km de ripio. Algumas partes da estrada estavam bem ruins, com aquelas costeletas que tive que andar a 20km/h pra não desmontar o carro. Chegamos as 13:00 em ponto e pagamos 200 pesos por pessoa para uma visita guiada. Considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, a Cueva de Las Manos abriga pinturas de 9 mil anos atrás feitas por ancestrais do povo Tehuelche. Bem bonito de se ver e indica alguns costumes que esse povo tinha antigamente. No final da visita perguntei pra guia: quanto tempo estamos de El Chaltén? Ela disse: umas 8 horas. Eu fiquei assustado, pois eu não esperava tanto tempo assim e já eram 14:30, chegaríamos muito tarde na cidade. Seguimos adiante e começa os 70 km de ripio da Ruta 40. Na maior parte do percurso estava tranquilo, mas num determinado ponto eu tava um pouco rápido, apareceu um coelho na frente e um carro na mão contrária, o único lugar que eu pude desviar foi uma pedra, que pegou no meio do carro e amassou o escapamento. O ronco do carro ficou diferente, mas eu já sabia o que tinha acontecido porque já não era a primeira vez. Asfalto novamente, que alívio! As placas já indicavam "poucos" km para El Chaltén. Chegamos na cidade por volta das 22h. Logo na entrada, um caixa eletrônico e sacamos dinheiro. Só faltava o sinal de internet para procurar algum hotel. Achamos mais fácil ir jantar em algum lugar que tivesse wi-fi. Fomos na hamburgueria Monte Rojo. Comemos bem e conseguimos achar um hotel de ultima hora, achei bem caro por ser um quarto com banheiro compartilhado, mas foi a única opção que nos restou. Fizemos o check-in quase meia noite. Nessa volta que fizemos na cidade, achamos que valeria gastar mais uma diária lá. Aproveitando o Wi-Fi do hotel, consegui fazer o seguro SOAPEX para o Chile. Fiz o pagamento online com cartão de crédito e deixei salvo no computador para uma oportunidade de imprimir. KM rodados: 753 Duração da viagem: 11:00 Combustível: $900 ($33.85/L) + $850.65 ($32.24/L) Hospedagem: USD 54.45 (Nothofagus Bed & Breakfast)
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    01/11 - Bariloche - Perito Moreno Saímos às 11:20 de Bariloche. Ruta 40, na maior parte da rota em boas condições, economizamos 30 minutos de trajeto. Passamos pela Germanderia que apenas perguntou onde íamos e perguntaram se éramos palmeirenses, pois o Palmeiras tinha perdido pro Boca Juniors no dia anterior. Muitos animais pela estrada, mas quase não paramos para fotografar porque precisávamos adiantar o trajeto. Atenção aos postos de combustível, há poucos no trajeto. Paramos em um YPF que estava sem combustível, mas nosso carro tava com uma boa autonomia, então conseguimos chegar no próximo posto ainda com meio tanque. Ficamos na estância turística La Serena, que reservamos na noite anterior. Estávamos na dúvida pois aqui não havia wifi e como estamos decidindo nosso roteiro sempre 1 dia antes, isso iria dificultar. Procuramos por alternativas, mas era a única viável em questão de valores. Para nossa surpresa, o lugar é excelente e também servem jantar (entrada + prato + sobremesa + garrafa de vinho = 450 pesos por pessoa), o café da manhã está incluso no valor de 1200 pesos. Os proprietários são ótimos anfitriões. Na falta do wi-fi para nos programarmos, nada que uma boa conversa não resolva. Decidimos então ir para El Chaltén e no dia seguinte para El Calafate, a caminho de Torres del Paine no Chile. A noite, saí do quarto para fumar um cigarro (eu sei, péssimo hábito) e vi o céu extremamente estrelado! Da última vez que vi isso foi no Deserto do Atacama. Saquei a câmera e tentei fazer algumas fotos. KM rodados: 821 Duração da viagem: 09:07 Combustível: $1000 ($32/L) Hospedagem: $1200 (Estancia La Serena)
  37. 1 ponto
    30/10 - Neuquen - Bariloche Acordamos e já seguimos viagem. Na estrada, paramos algumas vezes para tirar fotos. Passamos novamente por um posto de vigilância Zoofitosanitária, mas ninguém nos parou. Chegando em Bariloche, paramos mais vezes para tirar fotos na estrada, era o primeiro contato com a paisagem de montanhas e neve dessa viagem, o que já começou a dar uma empolgada a mais. Já na cidade, resolvi procurar por um caixa eletrônico para poder sacar dinheiro. Saquei mais alguns trocados e fomos até o Camping El Cohiues, onde fomos muito bem recebidos pelo proprietário Sebastian. A área de camping é um pouco pequena em comparação aos que ficamos anteriormente, mas eles possuem quartos num hostel e quartos individuais também. Além de uma cozinha coletiva totalmente equipada e com calefação. KM rodados: 426 Duração da viagem: 06:00 Combustível: $900 ($32.50/L) Hospedagem: $500 (Camping El Coihues - 2 diárias) 31/10 - Bariloche Íamos para o Cerro Serrano, porém, estava um tempo feio e resolvemos não ir, já que não ia aproveitarmos a vista panorâmica. Ficamos andando pelo centro e aproveitamos para fazer algumas compras de acessórios de frio (luva, cachecol, gorro). Almoçamos em um restaurante e em seguida fomos até Villa Angostura, uma cidadezinha bem simpática. Era Halloween e tinha muitas crianças fantasiadas pedindo doces nas lojas do centrinho. Passamos no Centro de Informações Turísticas, pegamos um mapa e fomos para a Ruta dos 7 lagos. Fomos até o primeiro lago e voltamos para o camping. Nesse dia comecei a ouvir um barulho da roda, comecei a desconfiar que algum rolamento tinha começado a aparecer sinais de desgaste. A fez tanto frio que a grama do camping ficou toda branca congelada. Mas ainda assim, conseguimos dormir bem dentro da barraca. Combustível: $750 ($31.54/L)
  38. 1 ponto
    Fui roubado em 100 pila por causa deste jaleco na 14 antes de Chajarí, legal seu relato e acompanhando aqui. Estou começando o meu agora.
  39. 1 ponto
    @Elder Walker Então, pior que nesse kit que vi vendendo no Carrefour tinha o tal do jaleco. Na verdade eu nem tinha entendido quando o policial me perguntou, mas respondi que sim. De qualquer forma, a única coisa que ele pediu pra eu tirar do carro pra ver foi o extintor. E já me antecipei mostrando o local onde ficava a data de validade e já logo pediu pra eu guardar. Lembro que comentei contigo que eu ia por os pneus maiores pra essa viagem (aproveitando que já estava na hora de eu trocar). Senti muita diferença em conforto. Antes eu tava usando o 205/45, agora o 215/45. Não tem nem comparação! Antes eu sentia qualquer irregularidade que tinha na pista, agora passa em cima e nem vê. O camping é bem bonito mesmo, alias a paisagem dessa região é peculiar. Parece um bosque de dinossauros. No caminho vi alguns outdoors falando sobre os dinossauros de Neuquén, nessa região era bem habitada por esses animais extintos. Doidera! hahahahaha
  40. 1 ponto
    Voltando a falar da polícia caminera... essa do colete refletivo eu ouvi falar como requisito no Chile e arrumei um aqui emprestado com um amigo que trabalha em empresa de logística, mas certamente foi uma tentativa de ver se você caía na dele para tentar pedir algo, que chato isso, heim? Porque todos os documentos do consulado são bem explícitos que esse tipo de coisa, junto com outras lendas como uma "mortalha" (lençol branco para cobrir eventuais vítimas) são mito. O kit primeiro socrros, parece listado como opcional, mas nós mesmos montamos num estojinho branco e aproveitamos para colocar os remédios que queríamos levar na viagem, ou seja, unir o útil ao agradável. Em geral, é bem isso que você relatou: eles dão uma rondada, olham, perguntam... e se não tiver nada errado, não tentam inventar muita coisa. Mas, novamente, que bom que passou sem maiores problemas. Bonito o local deste camping em Neuquen! E que lindo o 208 com essas rodas e o aerofólio! Vou continuar acompanhando o relato...
  41. 1 ponto
    27/10 - Uruguaiana - Gualeguaychu Acordei, fizemos um café e acabei encontrando o dono do hostel. Fiquei um bom tempo conversando com ele, já que ele já fez bastante esse trajeto pelo Uruguai e Argentina. Pela conversa, ele me tranquilizou a respeito dos policiais, ele disse que faz tempo que não ouve falar de casos em que a polícia pede dinheiro. Saímos meio-dia e resolvemos voltar para a Argentina pode onde entramos e seguir adiante pela Ruta 14 até Gualeguaychu. Fomos parados pela polícia cabinera ainda na província de Entre Rios. O policial ficou rodeando muito, perguntando para onde íamos, pediu documento do carro e carta verde, perguntou se tínhamos os equipamentos de segurança exigidos que eram: kit primeiros socorros, jaleco, dois triângulos e cambão. Respondi que sim, mas os dois primeiros eu não tinha. Fez uma pausa dramática… nessa hora pensei que ele tava procurando um jeito de me pedir dinheiro. Mas nos desejou uma boa viagem e seguimos. Chegamos no camping em Gualeguaychu ainda de dia, por volta das 18h. O camping é grande, do lado de um rio/lago que você também pode pescar. Só tinha a gente acampando, mas quando chegamos tinham algumas pessoas passando o dia por lá. O wifi é excelente, tem uma antena grande na recepção. Os banheiros eram bem mais ou menos, privada sem assento. Mas enfim, estávamos bem acolhidos por lá. Armamos a barraca, arrumamos tudo e saímos para fazer compras no Carrefour.Eu nunca tinha ouvido falar desse jaleco como item de segurança que o policial perguntou quando nos parou. É uma espécie de colete refletivo, para te enxergarem melhor na pista. Mas no Carrefour tinha um kit pronto com todos esses itens mencionados, inclusive o tal jaleco. Compramos uma carne e assamos em uma das churrasqueiras que tinham no camping. KM rodados: 456 Duração da viagem: 06:00 Combustível: $1700 ($41.49/L) Hospedagem: $ 500 (Complejo Punta Sur)
  42. 1 ponto
    24/10 - São Paulo/SP - Foz do Iguaçu/PR Acordamos cedo nesse dia, por volta de umas 05:30 começamos a colocar as coisas no carro, de baixo de muita chuva. Porta-malas e banco traseiro lotado de coisa, fechei as portas do carro e quando olhei pra roda traseira tomei um susto, achei que o carro não ia sair do lugar de tão baixo que tava. Mas na verdade quando soltei o freio de mão, o amortecedor aliviou a pressão e não tava tão baixo assim. Saímos às 06:30 de casa e pegamos a Castelo Branco sentido Londrina/Maringá, até aí tudo bem. Próximo à Campo Mourão começou o pesadelo de estrada, muito buraco e com a chuva diminuindo a visibilidade era mais difícil ainda. Quando estávamos chegando próximo a Cascavel, comecei a procurar hotéis, pois não sabia se o destino seria Cascavel ou Foz, dependia da disposição. Até chegamos a perguntar o preço num hotel de beira da estrada mas achei caro. Fiz uma pesquisa no Booking e achei um hotel por R$ 54 a diária e pelo mapa, era bem próximo ao Parque Nacional. Apesar de começar a apresentar sinais de cansaço, preferi esticar mais nesse primeiro dia, pois não sabia ainda o que vinha pela frente, então quanto mais eu economizasse, melhor. Reservei o hotel e seguimos viagem. Chegamos na cidade de Foz e fomos direto pro mercado comprar algumas coisas a mais. Do mercado até o hotel, o Google nos colocou numa rota muito ruim para cortar caminho, achei que tinha caído em algum golpe, não tinha nada do lado e tudo muito escuro, mas no final deu tudo certo e chegamos ao hotel às 21:30. Como estávamos com nosso fogareiro de camping, conseguimos cozinhar na área da churrasqueira, o que fez a gente economizar alguns trocados. O hotel é bem simples, porém, com ótimo custo benefício. A limpeza do quarto deixou a desejar, mesmo quando entramos. Mas possui uma grande área comum com piscina e churrasqueira e realmente fica bem próximo ao parque nacional. KM rodados: 1060 Duração da viagem: 15:00 Pedágios: R$ 187,70 Combustível: R$ 329,07 Hospedagem: R$ 54,00 (Hotel Naipi) 25/10 - Parque Nacional do Iguaçu Como o dia amanheceu sem chuva pelo menos, resolvemos estender a hospedagem para mais 1 dia para irmos ao Parque Nacional do Iguaçu. Tomamos café da manhã no hotel que era bem simples, entramos no carro e fomos ver as Cataratas. Eu já tinha ido uma vez, mas era uma época de seca e as Cataratas estavam bem fraquinhas. Dessa vez foi bem diferente, tinha tanta água que mal dava pra distinguir as cataratas no meio da fumaça de água que subia com as quedas. Saímos do parque e fui fazer a carta verde, um pouco antes da fronteira com a Argentina e comprei o cambão no mesmo lugar (R$ 80). Ia aproveitar para fazer o câmbio também, mas só aceitavam em efetivo. Tentei sacar dinheiro em um shopping próximo, mas o caixa eletrônico estava sem dinheiro disponível, daí deixei para fazer isso quando eu saísse do Brasil. Como já estávamos com a carta verde em mãos e do lado da fronteira, resolvi dar um pulo em Puerto Iguazú. Demos uma volta, compramos uma garrafa de vinho por equivalente a R$ 10 e voltamos ao hotel. Hospedagem: R$ 54,00 Ingresso Parque: R$ 69 (por pessoa) 26/10 - Foz do Iguaçu/PR - Uruguaiana/RS Saímos do hotel por volta das 09:30. Passei no shopping para tirar dinheiro e não consegui novamente. Perguntei ao segurança do shopping onde eu conseguiria sacar dinheiro ali por perto e ele não indicou um mercado numa vilinha próxima. Saquei o dinheiro e finalmente fiz o câmbio com um valor bom: 1 ARS = R$ 0,12. Comprei apenas R$ 800,00 porque eu não gosto de ficar carregando dinheiro nas viagens, prefiro sacar nos caixas eletrônicos. Fizemos o processo de imigração sem descer do carro, mas na aduana pediram pra eu abrir o porta-malas, revistaram bem rapidamente e nos deixaram passar. Logo entrando na Ruta 12, fomos parados pela Germanderia. Bem educados, nos pediram pra revistar o carro. Revistaram TUDO! Até os maços de cigarro abriram, cheiraram. Perguntaram o que era item por item, mesmo que fosse óbvio. Tudo certo e seguimos viagem. E aí pegamos a Ruta 14, famosa pelos seus policiais corruptos, por onde iríamos até Santo Tomé para atravessar para São Borja. Porém, estava tão tranquila que resolvemos continuar por ela até atravessar para Uruguaiana. No meio do caminho consegui reservar um quarto num hostel pelo Booking. Chegamos por volta das 21:30, a proprietária nos apresentou o hostel (uma casa enorme de 3 andares e um terraço na cobertura onde se tem a vista do Rio Uruguai. Fizemos um jantar rápido na cozinha do hostel e dormimos. KM rodados: 647 Duração da viagem: 12:00 Combustível: $ 900.58 ($ 43.44/L) Hospedagem: R$ 120 (Solar dos Tchuccos)
  43. 1 ponto
    TUTORIAL SOBRE COMO VESTIR-SE EM LOCAIS FRIOS Para as atividades de montanha e esportes ao ar livre, o ideal é vestir-se de maneira correta e mais versátil possível. Em climas frios, necessitamos proteger o corpo contra o frio, vento, umidade e outras intemperes. A melhor maneira de se vestir para atividades ao ar livre é o sistema de camadas. A arte é o de encontrar uma boa mistura entre as diferentes camadas que compõem este tipo conjunto protetor. Basicamente, existem três principais camadas, mas poderá aumentar para cinco ou até seis, dependendo do tipo de atividade e ou clima de onde será utilizada. Com o grande avanço tecnológico dos tecidos, existe no mercado uma grande gama de produtos, mas tentaremos simplificar ao máximo as possíveis combinações. 1ª CAMADA - ROUPA INTERIOR (SEGUNDA PELE) - UNDERWEAR E BASE LAYER É a camada que estará em contato com a pele, cuja função é transferir a umidade do suor pra fora, mantendo o corpo o mais seco possível. Esta capa deve ser de tecido de rápida secagem. Os materiais mais utilizados são o polipropileno e poliéster. Os mais avançados utilizam o sistema e Power Dry® (Polartec). Muitas pessoas confunde Underwear Polar com Base Layer. Existe uma grande diferença: • Base Layer - Tem a função principal de drenar o suor pra longe, deixando a pele o mais seca possível. Seu maior diferencial é que ele não é feito pra aquecer, e sim pra regular e manter a temperatura corporal. Um bom exemplo seria um tecido em poliéster com sistema Coolmax® e o Power Dry® da Polartec . • Underwear Polar - Tem a mesma função de drenar o suor pra longe do corpo, mas diferente do Base Layer, ele possui características térmicas e ajuda a aquecer o corpo. Um bom exemplo seria o Power Stretch® da Polartec. 2ª CAMADA - ROUPA INTERMEDIÁRIA - POLAR Esta segunda camada é a responsável de manter o calor corporal. Existem vários tipos de tecido. O mais comum é o fleece, que também é chamado de pile. Atualmente é possível encontrar uma grande variedade de tecidos e composições, que entre si, são altamente diferentes no quesito aquecimento e resistência a vento. Os melhores são: • POLARTEC® Classic - Composição em 100% poliéster que cria bolsões de armadilha para o ar e conserva assim o calor do corpo. Ao contrário do fleece comum, os produtos POLARTEC® Classic mantêm a sua capacidade isolante e Anti-Bolis (não cria bolinhas na parte externa do tecido) após múltiplas lavagens. Esses tecidos são disponíveis em diferentes pesos, para proporcionar o bom nível de isolamento na maior parte das atividades ao ar livre. POLARTEC® Classic 100 - Tecido leve e excelente para o primeiro casaco ou agasalho quente. POLARTEC® Classic 300 - Tecido mais pesado e proporciona uma calorosa camada térmica para qualquer atividade ao ar livre em temperaturas muito baixas. Meio caminho entre os dois são os POLARTEC® Classic 200, o que proporciona uma excepcional versatilidade e calor. • POLARTEC® Thermal Pro® - Tecido altamente tecnológico, que proporciona avançada capacidade de isolamento térmico. Mas, sua capacidade de transpiração é bem reduzida, se comparado ao Classic. O tratamento hidrorepelente DWR aplicado na superfície externa, faz com que a chuva e a neve deslizem antes de serem absorvidas. Sistema Hidrorepelente DWR (Não é Impermeável): OBS: Existem outras variações de tecidos Polartec®, como: Wind Pro®, Windbloc®, Windbloc-ACT e Power Shield®, mas não entraremos no mérito deles, pois eles são mais utilizados como última camada (corta-vento). Como estamos estudando o sistema de camadas, melhor deixarmos essas variações de fora, para não complicar muito. • GORE® - WINDSTOPPER® O tecido WINDSTOPPER® oferece uma ótima proteção contra vento e frio e seu tecido é extremamente versátil e durável. Graças à sua resistência ao vento e total transpirabilidade, esse vestuário dará conforto para um vasto leque de atividades e as condições meteorológicas. Muitos montanhistas e atletas estão dando preferencia a esse tecido ao Polartec. O Windstopper não é fabricado em camada única de tecido como o Palartec, sua composição é composta de três camadas, dando assim o grande diferencial de qualidade. Além de ter tratamento hidrorepelente, ele possui membrana resistente a água também. Essa membrana (não existente no Polartec), dá ao Windstopper uma melhor proteção contra neve e água, mas não o torna realmente impermeável. Composição de Camadas do Windstopper: Sistema Hidrorepelente com Membrana (Não é Impermeável): 3ª CAMADA - CAPA EXTERNA IMPERMEÁVEL - ANORAK A terceira camada impermeável ou camada externa, serve para proteger contra o vento e água. Exitem vários tipos de materiais, composições e tipos de shell (composição da camada externa de tecido do conjunto do anorak). A composição dessa tão importante peça, é bem parecida com o sistema de camadas do Windstopper mostrado acima. O anorak é a peça chave de todo conjunto. Não adianta economizar na compra. É muito importante ficar atento a qual tipo de membrana é utilizado no modelo escolhido. As mais conhecidas membranas são: Gore-Tex®, Triplepiont®, Hyvent™, Simpatex®, Conduit®, Ultrex® e outros... Devido a gigante variações de membranas, somente iremos abordar a mais conhecida. O Gore-Tex®. Para entendermos mais sobre o funcionamento dessa membrana, vamos visualizar o gráfico abaixo: Cada centímetro quadrado dela contém bilhões de microporos, cada um deles é 20 mil vezes menor que uma gotícula de água e 700 vezes maior que uma molécula de vapor. Ou seja, a membrana fornece total impermeabilidade, ao mesmo tempo que permite que o excesso de calor e o vapor da transpiração saiam com facilidade. Funcionamento do GORE-TEX®: TIPOS DE GORE-TEX: • GORE-TEX® Performance Shell Principais benefícios: Proporciona una proteção comoda e transpirável, e uma proteção impermeável e cortavento. Vantagens: - Comodidade, permite a transpiração e proporciona uma proteção impermeável duradoura - Suficientemente versátil para uma ampla variedade de atividades ao ar livre • GORE-TEX® Paclite® Shell Principais benefícios: Combina uma capacidade de transpiração extrema, uma grande resistência ao vento e impermeabilidade com um peso e volume mínimos. Vantagens: - Como não necessita nenhum forro complementar, as roupas em GORE-TEX® PACLITE® são mais leves e menos volumosas que qualquer outra em GORE-TEX® - Impermeabilidade duradoura e extremadamente transpirável - Roupas leves, pouco volumosas e versáteis OBS: Particularmente, não gosto nem um pouco do Paclite, pois é muito frágil e fino, possibilitando rasgos com muita facilidade. • GORE-TEX® Soft Shell Principais benefícios: Combina uma proteção ótima contra as intempéries do tempo, com a máxima comodidade. Impermeabilidade duradoura, cortavento e transpirável. Vantagens: - Menos capas, mais finas, que permitem uma maior liberdade de movimento - Proteção duradoura, muito transpirável e impermeável - Mantem o calor em condições frias e úmidas • GORE-TEX® Pro Shell Principais benefícios: Foi concebido com os tecidos mais resistentes, transpiráveis, duradouros, impermeáveis e cortavento. Vantagens: - Satisfaz as necessidades dos profissionais e amantes das atividades ao ar livre - Desenhada para condições extremas prolongadas - Oferece uma proteção muito duradoura, resistente, impermeável, transpirável e cortavento OBS: Existem outras variações de GORE-TEX®, como o GORE-TEX® XCR®, GORE-TEX® GORE™ 2 in 1 e GORE-TEX® X-TRAFIT™, mas não vamos abordar todos deles, pois são mais utilizados em luvas. Iremos focar somente no XCR®, que é o mais utilizado nessa categoria. O GORE-TEX® XCR®, que é muito utilizado em luvas e calçados, pois sua capacidade de transpirabilidade é muito superior as outras variações. Comprando luvas ou botas, de preferencia ao XCR®. Funcionamento do GORE-TEX® XCR® em luvas: • GORE-TEX® XCR® Principais benefícios: As luvas e botas com tecnologia XCR®, proporcionam uma comodidade máxima para um gama maior de temperaturas e níveis de atividades, graças a sua transpirabilidade melhorada. Vantagens: - Perfeitos para um maior nível de atividades em condições de frio - Proporcionam uma proteção cortavento e impermeável, e una transpirabilidade extrema - Optimizam a comodidade e mantem as mãos secas e quentes durante mais tempo EM CASOS DE FRIO EXTREMO Em casos excepcionais de frio extremo (-10ºc pra baixo) pode-se utilizar um casaco com isolamento de fibra ou pluma de ganso. • PLUMA DE GANSO - É o melhor isolamento conhecido, mais leve e compressível que se pode encontrar no mercado. É ideal para todo tipo de atividades de inverno com baixa umidade ambiental, já que ao existir demasiada umidade, a pluma perde sua capacidade de isolamento térmico, como por exemplo em travessias sobre lagos ou oceanos congelados, onde a umidade é muito alta. Vantagens: - Muito compressível - Leve - Pouco volume - Muita capacidade de retenção de calor Desvantagens: - Molhado perde sua capacidade de isolamento térmico. - Quando molhado custa muito a secar - É necessário lavar com produtos especiais - Custa bem mais caro • FIBRA SINTÉTICA - Necessita de mais volume que a pluma para conseguir um bom isolamento, sua espessura irá variar segundo o fabricante da fibra utilizada no enchimento. É um isolante de fácil cuidado e uso. A fibra sintética se diferencia da pluma por não perder suas propriedades de isolamento em condições de alta umidade e possuir secagem bem mais rápida. As fibras mais utilizadas são: Polarward 3D®, Hollowfill®, Thinsulate®, PrimaLoft®, ThermaTek®, IT Synthetic® etc. Vantagens: - Seca mais rápido que a pluma - Não necessitam maiores cuidados ao lavar - Menor preço - Não perder sua capacidade de isolamento térmico em condições de alta umidade Desvantagens: - Volume consideravelmente maior que a pluma - Maior peso - Menor capacidade de isolamento térmico Destaque ao PrimaLoft® que é a fibra que mais retém calor de todas e sendo assim, não é preciso utilizar largas camadas para criar um ótimo isolamento, conseguindo assim, fabricar uma peça muito mais leve e compacta. Em general pode-se dizer que um casaco de pluma é mais conveniente para expedições de inverno a locais muito frios e secos, mas para uso geral, é mais recomendável um casaco de fibra sintética. OBS: As vantagens e desvantagens da pluma e da fibra sintética, podem ser plenamente utilizadas na escolha de sacos de dormir. Considerações finais: • As peças acima citadas, não são somente para a parte superior do corpo (tórax), o sistema de combinação de camadas para as pernas é o mesmo sistema utilizado no tórax. • Em atividade física, o indivíduo poderá alternar e retirar ou não alguma das camadas, pois quando estamos em atividade, o corpo pode sobreaquecer e será preciso maior eliminação de vapor de suor. Então... Se começar a suar muito, melhor ir retirando as camadas superiores até regular melhor a temperatura corporal. • A tecnologia dos tecidos deve ser levada em conta pra escolha de gorros, cachecóis e luvas, mas não necessariamente será preciso a combinação de camadas para essas peças, tendo em vista que muitos desses equipamentos, são vendidos completamente prontos para uso solo (sem necessidade de complementos). ATENÇÃO: O SISTEMA DE TRÊS CAMADAS, RARAMENTE SERÁ UTILIZADO NO BRASIL, TENDO EM VISTA QUE ELE É IDEAL PARA CLIMAS DE 5ºC PRA BAIXO. NADA IMPEDE A UTILIZAÇÃO INDIVIDUAL DAS PEÇAS EM OCASIÕES OPORTUNAS. OBS: Não vale a pena onerar ou diminuir sua viagem, para investir em equipamentos caros, a não ser que sejam realmente indispensáveis. Espero que esse tutorial ajude na escolha correta dos equipamentos. Abraço a todos, Leo
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