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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 28-06-2019 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Olá, colegas mochileiros! Segue o resumo de minha viagem pela Oceania. Caso queiram mais conteúdo, não deixem de conferir o meu blog Rediscovering the World Preparativos Estava no meio de uma viagem em Seicheles, quando o site Melhores Destinos anunciou a promoção que eu estava aguardando a tempos. Por 2,4 mil reais consegui que um amigo comprasse meu voo do Brasil para Austrália pela Qantas, com antecedência de meio ano. Tive muita sorte da data coincidir com o término do intercâmbio de minha prima Amanda na Austrália, o que fez com que ela pudesse me acompanhar por toda a jornada. Logo decidi que o trajeto iria incluir também Nova Zelândia, Tonga e Fiji. Então, fui atrás dos voos nas companhias de baixo custo. O que não tive sorte foi na hora de solicitar o visto australiano, o único que precisa ser feito antecipadamente, ainda que seja online. Estava já em outra viagem, num vilarejo do Gabão, quando uns 45 dias depois do pedido, recebi o temível email da negação do visto! Foi um baque, pois eu já havia comprado um monte de passagens não reembolsáveis com a certeza de que não teria problema na solicitação, já que nunca tinha passado por isso. Parece que eles não acreditaram na minha história de nômade... De volta ao Brasil e faltando um mês e meio pro embarque, juntei todos esforços numa segunda tentativa, já que desistir iria sair caro. Tive que pagar novamente os 140 dólares australianos (~379 reais), mas dessa vez escrevi uma baita carta e anexei uma montoeira de documentos, incluindo as páginas de todos os passaportes que já tive, comprovando as inúmeras viagens que venho realizando. Felizmente, uns 5 dias depois tive o visto aprovado! Dessa forma, continuamos a elaborar o roteiro, reservando hospedagens e os veículos onde dormiríamos em parte desse tempo. Dias antes do embarque preparamos as mochilas, que com certo desapego conseguiram praticamente atingir os míseros 7 kg permitidos pelas companhias de baixo custo oceânicas! Enquanto minha prima já estava em Melbourne, eu tomei um voo turbulento de Floripa até São Paulo pela Gol (160 reais). Dia 1 Tive que passar a noite no aeroporto, já que a partida para a Austrália seria apenas às 8 da manhã, não havendo tempo viável para um voo anterior até Guarulhos. Depois de cochilar sentado, embarquei no voo operado pela LATAM até Santiago. Só que houve um imprevisto: o voo atrasou mais de uma hora. Isso fez com que eu e mais umas 20 pessoas que estavam no avião perdêssemos a conexão seguinte a Melbourne. Dá pra acreditar que eles preferiram não esperar uns 20 minutos para isso não acontecer? O resultado foi que tivemos que aguardar da tarde até a madrugada pro voo seguinte. Pelo menos nos enviaram a um hotel (Manquehue em meu caso) com direito às refeições. Conheci um pessoal brasileiro bacana nessa situação. Com um deles, saí pra dar uma caminhada nos arredores. Mas tirando as montanhas nevadas ao fundo, não havia mais o que ver próximo ao aeroporto. À noite quase que perdi outro dia no Chile, pois houve overbooking no voo e a companhia ofereceu uma grana boa pra quem quisesse ficar; pena que quando me voluntariei já era tarde. Então, embarquei no aviãozão moderno da LATAM por longas horas, sendo o trecho inteiro na escuridão. Ao menos o entretenimento e as refeições estavam boas, podendo até escolher entre algumas opções. Dia 2 Por fim, eu e a cambada de brazucas aguardamos o voo final no aeroporto de Auckland para Melbourne pela Qantas, com um bom serviço de bordo. Desembarcamos às 9 e pouco da manhã. Passada a imigração, encontrei minha prima. Juntos, retiramos o carro alugado na Aucar um dia antes (por causa da mudança no voo), por 20 dólares australianos a cada dia. Conduzi o veículo diretamente à Great Ocean Road, estrada bastante cênica que passa pelo litoral sul do país, de Melbourne a Adelaide. Depois de comprarmos a comida num supermercado da rede Coles, paramos num dos muitos mirantes costeiros para fotografarmos um farol e a Eagle Rock, uma das rochas que sobressaem-se no mar. Vários chineses também faziam o mesmo. Almoçamos sanduíches e continuamos na rota, que estava passando por muitos reparos. Mais além, a próxima parada foi em Kenneth River. Lá vimos os fofos coalas no alto de eucaliptos, que são muitos na Great Ocean Road. Junto também havia uma porção de papagaios e cacatuas, que pousavam na gente mesmo sem termos comida, como o colorido periquito-rei-australiano (Alisterus scapularis). Também havia outras aves terrestres. Depois, subimos o mirante da longa cachoeira Carisbrook. Com o sol já se pondo, entramos na floresta morro acima do Parque Nacional Great Otway, caracterizado por muitos eucaliptos e samambaias. Até chegar no Lago Elizabeth, um pouco distante, um bocado de cangurus atravessaram nosso caminho. Na completa escuridão, caminhamos com nossas lanternas de cabeça pela trilha até o lago. Foi meio assustador, porque não havia ninguém acampando no parque, e no meio do caminho vimos uma fogueira distante e algo que parecia pessoas se mexendo. Receosos, continuamos até o lago propriamente dito. Não conseguimos ver os famosos habitantes ornitorrincos, mas de perto flagrei um tipo de marsupial noturno chamado de “possum” (Pseudocheirus peregrinus), semelhante ao nosso gambá, que ficou imóvel perante as lanternas. Ainda encontramos 3 ciclistas nesse trecho. Seguindo o conselho deles, descemos até o vilarejo mais próximo (Forrest) para dormirmos no carro, em frente a um parque de caravanas, onde havia um banheiro público. Dia 3 Fez um frio desgraçado à noite; se não fosse pelo saco de dormir que levei eu passaria frio. Depois do café da manhã improvisado, seguimos a rota por uma estrada bem florestada, onde vi um roedor, um passarinho rosa e um “wallaby” (parente menor do canguru), até chegarmos a uma das duas trilhas que fizemos no dia. A primeira foi a da cachoeira Triplet Falls. Bonita, com algumas descrições. Entre a primeira e a segunda, muitas fazendas, sendo algumas com cenas inusitadas, incluindo lhamas e cavalos vestindo roupas! Melba Gully, a segunda trilha, fica numa floresta num penhasco. De dia não é tão interessante, mas à noite dá para se ver os “glow worms” - vermes brilhantes. Chegamos novamente à Great Ocean Road. Junto com um monte de chineses, admiramos as maravilhas geológicas do litoral, principalmente os 12 Apóstolos, que é uma coleção de Torres de calcário, e o Loch and Gorge, uma baía protegida e com estalactites. Além desses, há outras feições, mas não tivemos tempo de conhecer, pois tivemos que retornar ao aeroporto. Três horas depois, devolvemos o carro e pegamos o voo da JetStar para a Tasmânia (46 dólares cada trecho por cabeça). Lá, retiramos um mini carro na AVIS, por 23 dólares australianos por dia - 30 dólares americanos com um cupom de desconto na EasyRentCars. Meia hora depois, chegamos no centro de Hobart, capital do estado, onde fica o albergue The Pickled Frog, nosso sagrado banho, cama e estacionamento. Dia 4 O albergue é bacana, tem jogos, TV e livros, além do básico. Mas no dormitório coletivo também tem gente que ronca. Isso por 21 dólares australianos a diária sem café. Andamos pelo centro de Hobart nessa manhã. Meu desjejum foi um pacote grande de KitKat que comprei na The Reject Shop, uma loja de descontos. Entramos brevemente no interessante Salamanca Fresh, mercado de comida natural na Salamanca Place, local onde ocorre nos sábados uma importante feira. Na área da marina, não tão bela quanto se esperaria, demos uma checada no centro de estudos antárticos da Universidade de Hobart. Lá conheci uma pesquisadora cujo trabalho de campo foi nada menos que ir à base Concordia no meio do continente gelado, sob -50 graus Celsius e nada além de gelo! À continuação, ingressamos no gratuito museu e galeria de arte da Tasmânia. São 3 andares, sendo que o museu conta com informações úteis e materiais sobre a natureza e a história do estado. Almoçamos no restaurante japonês Niji. Por 20 dólares tivemos direito a sushi ilimitado, além de sopa miso e uma bandeja com umas preparações de frango. Estava bastante bom, por isso saímos de lá estufados. De carro, seguimos ao jardim botânico. Também gratuito, contempla diversas espécies australianas, tasmanianas, subantárticas, entre outros. É bonito, mas achei o espaço subutilizado. Já que o Monte Wellington estava com uma névoa cobrindo seu mirante, depois das compras decidimos ir para o noroeste, enquanto o sol se punha. Com o National Parks Pass em mãos (comprado pela internet por 60 dólares australianos), acompanhando o mar que virou o Rio Tyenna, entramos no Parque Nacional Mount Field. Como já era noite, usei a lanterna de cabeça para focar vários animais que estavam nas árvores e brejo próximos à portaria. A maioria deles, na casa das dezenas, eram “pademelon”, saltador marsupial menor que o “wallaby”, mas havia outros, como o pequeno “bandicoot”, estrela da série de jogos Crash Bandicoot. O céu também estava especialmente iluminado com a Via Láctea, apesar de não termos visto uma aurora austral. Subimos de carro por quase 1 km até o ápice do monte que nomeia o parque. Ao chegarmos, do carro presenciamos uma cena inusitada: um helicóptero da polícia surgiu, e depois de muito procurar algo com um facho de luz, largou uma pessoa lá no topo, que sumiu instantes depois. Mistério no ar… Lá em cima estava tudo coberto de neve e gelo, dado que a temperatura chegou a -5 graus. Até o Lago Dobson, no qual fizemos uma trilha por conta própria nessa noite, estava parcialmente congelado. De vegetação só vi pinheiros e pândanos. Quanto aos animais, um que não sei qual é, pegadas estranhas e fezes. Descemos até a portaria para dormirmos no carro em temperatura levemente abaixo de zero. Dia 5 Ao amanhecer, tentamos novamente sem sucesso achar um ornitorrinco nos lagos e rios do parque. Depois, percorremos o caminho pedestre para a cachoeira Russell Falls, uma beleza só. A trilha margeada por vegetação coberta de musgo, onde vimos dois “wallaby”, continua por eucaliptos enormes de até 80 metros na Tall Trees Walk. Voltamos ao centro de visitantes conversando com uma australiana que recém havia se mudado para a Tasmânia. À tarde, fomos em direção norte. Muitas fazendas, lagos e florestas no caminho. Almoçamos na área de piquenique das hidroelétricas Tarraleah. Como as demais, possui mesas e bancos, churrasqueiras grátis e banheiros limpos e completos. Um pouco além, ao passar algumas charnecas, entramos na área do Parque Nacional Cradle Mountain - Lake Saint Clair. A parte sul do parque fica ao redor do lago de mesmo nome. Começamos as trilhas já com o céu escurecendo. Percorremos a Platypus Bay, que atravessa um rio e passa pela margem do lago, outra que trata da etnografia aborígine, e a Watersmeet, onde vimos a maioria dos animais noturnos em meio a manchas grossas de neve e árvores de floresta temperada. Nas árvores, encontramos duas espécies de “possum”, o mais comum Trichosurus vulpecula e o Pseudocheirus peregrinus, ambos se alimentando. Próximo ao centro de visitantes, alguns “wallaby”. O mais inesperado e raro, todavia, foi uma equidna! Assim como o ornitorrinco, ela é um monotremado, grupo primitivo de mamíferos que põe ovos, além dela ter um pênis quádruplo! Ela até permitiu nossa aproximação, ainda que ao pressentir perigo armasse suas lanças como um porco-espinho (chegou a encostar em mim a certa hora). Fiquei muito satisfeito com esse encontro, retornando ao carro para guiar até alguns quilômetros adiante, onde dormimos no meio do nada. Tão nada que se passou várias horas até um carro cruzar com o nosso. Dia 6 Somente na manhã que vimos que essa área era a trilha do Rio Franklin, que pertence ao Parque Nacional Franklin-Gordon Wild Rivers. Um pouco além, encaramos um pedaço de uma segunda trilha do parque, até a ponte pênsil Frenchman's Cap. A terceira trilha curta foi uma subida até a colina Donaghys. A vista do topo é muito bacana, mostrando a vastidão selvagem da Tasmânia. Próximo à única cidade da região (Queenstown), paramos na cachoeira Nelson Falls. Outra baita queda, mas com um mirante não tão bom. Almoçamos macarrão e feijão enlatados à beira do reservatório do Lago Burbury, dividindo a mesa com corvos destemidos. Num morro diante de Queenstown, fica um caminho por um paredão rosado com cachoeira e um mirante por cima da minha de cobre que desenvolveu a cidade no século 19 e 20, mas que deixou um rastro de destruição ambiental até hoje. A chuva apertou enquanto seguimos até o lado norte do Parque Nacional Cradle Mountain - Lake Saint Clair. Essa parte da unidade de conservação é mais desenvolvida, com uma dezena de estabelecimentos comerciais. Apesar de já ser quase a hora do pôr do sol quando finalmente chegamos, ao longo dos tablados que percorrem o Ronny Creek havia uma dezena de vombates (Vombatus ursinus)! Mais um marsupial fofo pra coleção. Enquanto os gordinhos pastavam no brejo, nem se preocuparam com nossa presença. Tanto foi que consegui até fazer carinho em um que se aproximou da trilha. Quando escureceu avistamos uma mãe e filhote de “wallaby”. Seguindo de carro até o Lago Dove, ouvimos um monte de sapos mas não vimos nenhum, então deixamos o parque. Na estrada escura e nebulosa, muitos “wallaby” cruzaram o asfalto, quase atingindo o veículo. Ao chegarmos em Devonport, cidade portuária no norte, tivemos certa dificuldade em localizar uma hospedagem em conta, pois um dos albergues estava fechado no inverno e no outro a recepção recém havia encerrado, apesar de ainda ser 9 e pouco da noite. Nos sobrou o Formby Hotel, que estava mais para bar e cassino. Pagamos 35 dólares por cabeça no quarto com banheiro e cozinha compartilhados, wi-fi e estacionamento. Foi meio caro, mas tomar um banho quente e dormir num colchão novamente foi bom demais. Dia 7 Tivemos que abastecer o carro, mas aqui estava mais caro e tabelado: 1,57 o litro. Depois, tentamos ver uns pinguins na praia de Lilico. Lá, há plataformas e casas artificiais para os pinguins da menor espécie do mundo que ocorrem nesse litoral. Infelizmente, eles só aparecem em terra após o pôr do sol, então não vimos nenhum. Em seguida, guiei o carro para o interior, para visitarmos o Tasmanian Arboretum, mais um local com possibilidade de ver o ornitorrinco. A entrada custa 5 dólares mas é voluntária. Há alguns jardins temáticos, sem flores no inverno, e um lago central. Ao redor do corpo hídrico, uma espécie de passarinho azul e mais várias outras aves; na água, cisne negro e… finalmente ornitorrincos! Pequeninos, nadavam por alguns segundos com as costas e o bico acima do nível do lago, para depois deixarem apenas ondas e bolhas na água enquanto mergulhavam e voltavam pras suas tocas na vegetação das margens. Esses animais bizarros põe ovos, possuem bico e patas de pato, garras venenosas, mas são mamíferos! Levemente emocionado com a descoberta dos bichos, a próxima parada foi no Parque Nacional Mole Creek Karst. O maior interesse da área protegida está nos relevos cársticos, ou seja, cavernas. As duas principais (King Solomon e Marakoopa) possuem muito o que proteger da ação de invasores, por isso só é possível entrar nelas com um passeio guiado de 1 hora por 19 dólares. Eu e mais uns australianos fizemos o tour. O guia bacana explicou muito sobre as formações espeleológicas dessa caverna, que incluem incríveis estalactites, estalagmites, colunas, cortinas, canudos, escorrimentos, etc. Vimos alguns dos salões, o rio subterrâneo e, por fim, os “glow worms”, larvas de inseto que produzem bioluminescência e mais parecem um céu estrelado no teto da cavidade sem iluminação. Atravessamos o estado em seguida. Somente à noite chegamos no Parque Nacional Freycinet. Para não perder o pique das trilhas noturnas, deixei o carro no fim de Cape Tourville e demos uma caminhada em torno do farol estrelado, mas não vimos nenhum ser vivo, então retornamos ao centro de visitantes do parque e dormimos no carro no estacionamento. Dia 8 Breve passada no centro de visitantes para obter umas informações. Em sequência, estacionamos no começo da trilha para Wineglass Bay, onde fomos caminhar um bocado, em companhia de algumas outras pessoas. Logo de cara há uma subida considerável, com mirantes pras baías de Coles e Wineglass, essa segunda uma beleza só. A trilha vai até essa praia, mas escolhemos continuar pelo istmo até Hazards Beach. É impressionante a quantidade de conchas grandes e algas kelps. Por fim, continuamos margeando o costão na vegetação de “heathland” até o ponto inicial, percorrendo o circuito em 4 horas e meia com as paradas. No estacionamento, três “wallaby” com seus filhotes na bolsa (marsúpio) fizeram a alegria da galera. Achei que as mães seriam agressivas nessa situação, mas elas no máximo fugiam lentamente. Voltamos ao centro de visitantes para tomar banho. Nos custou 1 moeda de 2 dólares para cada, para podermos tomar banho quente de 4 minutos, meio corrido. Ao escurecer dirigi até as praias amigáveis (Friendly Beaches), onde passamos a noite. Lá há um camping gratuito com estacionamento, banheiro seco e bastante espaço em meio às natureza com animais saltitantes pra lá e pra cá. Mas nada de diabos-da-Tasmânia. Dia 9 Começamos o dia averiguando a bonita praia. À continuação, mudança de plano de última hora: em lugar do Parque Nacional Tasman, reservamos a balsa para o parque da Ilha Maria (45 ida e volta por pessoa). Chegamos ao píer de Triabunna a tempo de embarcar no barco do meio-dia, com apenas outro casal no barco. A duração é de meia hora até a ilha. Fomos recebidos com um bocado de aves marinhas e algumas das 11 espécies endêmicas da Tasmânia que ocorrem ali. Esse lugar foi uma penitenciária no passado, começando a operar em 1825. Parte das construções originais ainda estão de pé, o que dá uma ambientação legal. Fora essas, há bem pouca estrutura na ilha: apenas banheiros, quartos e cozinha; nada de comércio. Trilhamos a rota que passa por ruínas e floresta esclerófila seca até os “painted cliffs”, paredões de arenito alaranjado escavado sobre o mar. Bem cênico. Posteriormente, seguimos o caminho até os “fossil cliffs”, penhascos deslumbrantes com um gramado que parece de um campo de golfe. Nesses penhascos de calcário e siltito há uma quantidade quase infinita de conchas fósseis do período Terciário. Deixamos essa parte durante o pôr do sol, indescritível. Ao fundo, a coloração que passava de laranja pra roxo, ao meio, o mar e uma ilhota com farol, acima, as grandes aves marinhas, atrás desfiladeiros e montes, ao lado, floresta de eucaliptos e, à frente, pastando as ervas rasteiras, nada menos que vombates, gansos, “wallaby” e uma centena de cangurus! Essa cena não vai sair tão cedo da minha memória. De fato, o ponto forte dessa ilha é a quantidade de bichos selvagens soltos e que permitem certa aproximação e ótimas fotos. Depois de nossa janta de sanduíches, andamos por tudo quanto é lado com as lanternas atrás dos diabos-da-Tasmânia. Apesar do esforço, vimos apenas as mesmas criaturas de antes. Como último esforço na última noite da Tasmânia, armei uma armadilha com nosso lixo orgânico e fiquei ao relento à espera de algum intrometido. Infelizmente, o único que apareceu atrás de uma casca de banana foi o “possum”. Dia 10 Durante a manhã andamos por outra trilha, a do reservatório. Não havia nada de muito interessante nela, exceto por umas ruínas. Tomamos o barco de volta na hora do almoço, e seguimos ao aeroporto de carro. No caminho vimos as únicas viaturas policiais desde Hobart. Ainda assim, a criminalidade da Tasmânia é baixíssima. Pegamos o voo para Melbourne pela JetStar. Por pouco escapamos de exceder o limite da pesagem da mochila. Do aeroporto, usamos o ônibus nº 901 até uma das estações de trem que seguem para Melbourne, onde chegamos um tempão depois. Por último, subimos num bonde até St. Kilda. Ao menos essa longa jornada de mais de 3 horas custou apenas 4,3 dólares, o preço de um trecho qualquer. Mas é obrigatório comprar o cartão “myki” que custa 6 dólares. Saint Kilda é uma bairro atrativo na baía de Melbourne, com vários bares e restaurantes, além de edifícios estilosos e um longo píer. Jantamos na rede Lentils as Anything, restaurante vegetariano indiano que se diferencia por utilizar mão de obra voluntária e não cobrar um valor fixo pela refeição, ou seja, você paga o que quiser. Entre as opções que incluem hambúrguer de tofu, como estava faminto pedi dois pratos com curry levemente apimentados. O primeiro estava bom, o segundo razoável. Posteriormente, fomos ao píer. Construído no meio do século passado, acabou involuntariamente se tornando uma colônia dos menores pinguins do mundo, os pinguins-azuis (Eudyptula minor). Hoje há mais de 1400 deles se abrigando entre as rochas durante à noite. Bem bacana vê-los bem de perto. Dormimos no apê do Bruno, um amigo da minha prima. Dia 11 Com o SkyBus (18 dólares), seguimos nós 2 e mais Rafael, amigo de Amanda, ao aeroporto. Lá, voamos novamente com a low cost JetStar (138 dólares por trecho por pessoa), dessa vez para Ayers Rock, no meio do quente e seco deserto australiano. Três horas após, desembarcamos no vilarejo de Yulara. Retiramos o carro alugado, nada barato (250 dólares para 3 dias) e com a inevitável restrição de quilometragem (100 por dia). Como estávamos em 3, compensou mais do que pagar por tours. Próximo do aeroporto fica o Ayers Rock Resort, a base para exploração do Parque Nacional Uluru-Kata-Tjuta, e praticamente o único estabelecimento para se comer, dormir ou abastecer o carro num raio de 200 km. Ficamos hospedados no dormitório compartilhado menor (46 dólares por pessoa), chamado de Outback Pioneer Lodge. Também há um grande camping um pouco mais barato e hotéis luxuosos bem mais caros. No complexo há múltiplas opções de entretenimento, inclusive gratuitas, com horário marcado. Passamos a primeira tarde desfrutando delas: Mani Mani Indigenous Cultural Theatre (projeção em 3d misturada com atores aborígines que contam uma lenda), Ecology & Museum Tour (história natural do parque), Garden Walk (mostra das plantas do parque e seus usos). No pôr do sol, dirigimos até o ponto de observação dentro do Parque Nacional Uluru-Kata-Tjuta, com vista para o monólito. O que não sabíamos é que só era necessário um bilhete (25 dólares para até 5 dias) por carro, e não por pessoa. O belo e imponente Uluru mudava de tonalidade acompanhado por dezenas de turistas em seus veículos alugados num ponto, e dos ônibus dos tours em outro. De volta à hospedagem, compramos as comidas no supermercado IGA. Caro como esperado, mas seria a única opção fora os restaurantes. Depois do jantar auxiliado pelos utensílios fornecidos pela cozinha dos hóspedes, demos uma volta de carro para ver o belo céu estrelado com a Via Láctea e eu fui procurar animais. Pena que não achei nada que não fosse invertebrado - causa possível é a hibernação de vertebrados no inverno. Dia 12 Tomamos calmamente o clássico café da manhã de iogurte com granola e fruta. À continuação, dirigi o carro para o grupamento de rochas de conglomerado conhecidas como Kata-Tjuta ou The Olgas. Esse fica a 50 km de Yulara. De um mirante tem-se a vista bacana das rochas. Um pouco adiante, fica o começo da trilha de 7,4 km chamada “Valley of the winds”, percorrida a pé. Era meio-dia quando iniciamos, o pior horário possível. Ao menos, naquele dia a temperatura máxima foi de 26 graus, bem abaixo do dia anterior. O pior não foi o sol, mas as moscas, que não deixavam o rosto de ninguém em paz! Em 3 horas circundamos algumas das rochas, numa vegetação adaptada à seca para resistir à insolação e capturar a água do lençol freático, que também fornece água aos visitantes. As principais espécies vegetais são a gramínea Spinifex, o arbusto acácia e a árvore carvalho. De animais, só vimos algumas espécies de aves. Depois batemos um rango na área de piquenique e atravessamos a trilha Walpa Gorge em pouco tempo. Ela é um caminho entre o desfiladeiro formado por 2 dos grandes montes. Vimos o sol se pôr em outro mirante e voltamos pro resort. Jantamos a comida do supermercado. Como não tínhamos que acordar cedo, fomos tomar umas cervejas (8 dólares por 425 ml, vish!) enquanto um cantor tocava ao vivo e uns jovens dançavam animados. Logo eu e Amanda nos juntamos a eles e ficamos curtindo até o toque de recolher da meia-noite... Dia 13 Depois de uma boa noite de sono, com o mesmo guia de sempre fizemos outra atividade gratuita, que explicava sobre a manufatura e uso das armas tradicionais, como o bumerangue. O almoço foi à base dos restos de alimentos deixados pelos outros hóspedes na cozinha. Havia uma porção de comidas disponíveis. A atividade seguinte foi a explicação dos alimentos aborígines. Fomos em seguida ao Uluru, o principal atrativo da região. Muitos escalaminhavam o monte (proibido a partir de outubro por motivos culturais), enquanto nós 3 caminhamos pela trilha ao redor do monólito arenítico. O esforço físico dessa trilha não é tão grande, pois ela é plana, então há pessoas que percorrem de bicicleta ou Segway. Só que é mais longa que a dos montes Kata-Tjuta, e o sol não ajuda nada. As feições são diferentes; há muitas cavidades na parte de trás, mas é tão seco quanto. Também há algumas pinturas rupestres. Depois da caminhada, fiz uma breve visita ao centro cultural, que apresenta informações sobre o parque e seus moradores aborígines. Mais um pôr do sol pra conta, desse não dá pra cansar. Nessa noite a festa não foi tão animada, infelizmente. Então, antes do toque de recolher voltamos aos dormitórios. Dia 14 Comemos até explodir para não desperdiçar nossa comida antes de embarcar na JetStar de volta a Melbourne. Antes disso, fomos obrigados a abastecer no monopolista posto de combustíveis do resort, com a absurda tarifa de 2,12 (~5,65 reais) por litro. A volta do aeroporto dessa vez foi menos demorada. Descemos em Docklands e caminhamos até Southbank no final do dia. Essa zona nas margens da água é bastante agradável para se passear, com um porção de implementos urbanos, prédios com arquitetura moderna, bares e tal. Passamos a noite no apê do Bruno, onde provamos carne de canguru, que é uma delícia. Dia 15 Amanda me guiou pelo interessante centro de Melbourne o dia todo. Primeiro pegamos o bonde até a Bourke Street, onde vimos a loja de câmeras Michaels, que opera desde a década de 20 e possui um museu gratuito desses aparelhos ópticos dentro. Aproveitei pra comprar um cartão de memória. Em seguida, a State Library of Victoria, de edifício neoclássico e com salões de leitura internos impressionantes e ainda algumas exposições. Almoçamos com Bruno e João Paulo no restaurante italiano Universal, que oferece um prato com um colossal bife à parmegiana, batatas-fritas e salada por 14 pratas. À continuação, passamos pelo jardim Carlton Gardens, que inclui os edifícios da Royal Exhibition e do Melbourne Museum. Como teríamos pouco tempo para visitar o museu, não pagamos os 15 dólares de entrada. Com isso, seguimos de bonde até o outro lado do Rio Yarra, onde fica o teatro Arte Centre Melbourne e a galeria de arte National Gallery of Victoria, também pagos. Atravessamos a rua para entrar no memorial das guerras Stone of Remembrance. Além das informações sobre as guerras em que os australianos se meteram, há um mirante da cidade. Gratuito. Ao lado fica o também grátis Royal Botanic Gardens. Há vários jardins temáticos numa área verde de tamanho considerável. Por fim, ao escurecer nos preparamos para a partida do país. No aeroporto ao virar do dia, subimos no avião da JetStar para Christchurch (180 dólares australianos por pessoa), na Ilha Sul da Nova Zelândia. Dia 16 Com o voo da madrugada e diferença de fuso horário, dormimos só umas 2 horas nessa noite. Desembarcamos, passamos a imigração e caminhamos num frio de 4 graus até a SpaceShips, empresa na qual havíamos reservado uma nave terrestre. Pagamos a bagatela de 19 dólares neozelandeses (cerca de 52 reais) na diária da campervan, que é uma van modificada pra conter cama, fogão, água e utensílios de cozinha. O veículo já estava bem rodado, mas foi um baita upgrade em relação a dormir e comer num carro. Fizemos o rancho pra semana no hipermercado Pak 'n Save, gastando um total de 220 dólares divididos por 2. Depois, enchemos o tanque de gasolina a 2,32 dólares neozelandeses (cotação menor que na Austrália) o litro. Dali em diante a direção ficou nas mãos da Amanda, já que minha parte eu havia feito na Austrália. Ela pegou o jeito do veículo comprido rapidamente, só que a perigosa falta de repouso nos obrigou a algumas paradas a mais. Em direção ao interior, passamos por um monte de fazendas de gado e ovinos. As cidades, todas bem pequenas. As coisas ficaram mais interessantes quando a cordilheira central da Ilha Sul se fez presente no fundo da paisagem, com seus picos brancos de neve. Junto a isso, as lagoas glaciais onde transbordam as águas de cor incrível das geleiras. Nós e um bocado de outros turistas em campervans e motorhomes, paramos nos lagos Tekapo e Pukaki. A muito custo cozinhamos nosso almoço tardio na traseira da van, devido ao vento forte que soprava. Com a luz diminuindo aos poucos nesse dia nublado, adentramos o Parque Nacional Mount Cook, Patrimônio Mundial da Humanidade. O último resto de dia nos foi visto no mirante que dá para pequenos lagos verdes e pros icebergs da geleira no Tasman Lake. Na tentativa de ver algum bicho à noite que não fosse um coelho, achei o weta alpino (Hemideina maori), espécie endêmica daqui. É um inseto preto parente dos grilos. A busca de um lugar para encostar a campervan para dormir foi uma luta. Todos os locais possíveis dentro do parque estavam sinalizados como proibidos para acampar, as hospedagens tradicionais são caras e o camping oficial do governo cobra 13 dólares por pessoa e não dá praticamente nada em retorno. Quase desistindo, achamos um lugar no aeroporto que opera voos de teco-teco e helicóptero e desligamos. Dia 17 Acordamos ao som dos primeiros voos. O céu estava limpo, o que nos rendeu lindas paisagens nesse dia. Primeiro caminhamos até o mirante do Lago Mueller. Ali se vê os picos brancos das montanhas, incluindo o Monte Cook, despejando água turquesa na corredeira que atravessa uma ponte e segue adiante. Retornamos ao camping para percorrer uma segunda trilha curta, a do Kea Point. Infelizmente não vimos o papagaio alpino, mas a vista também é bela, com um paredão de detritos deixados pela retração da geleira. Pegamos a estrada, parando novamente só para reabastecer a van num posto sem atendentes e preparamos almoço de frango com arroz e salada num parque. Parada em Clay Cliffs, um terreno particular em Omarama, composto de picos cênicos de argila. Em Duntroon fica o Vanished World, uma série de paradas relacionadas a coisas antigas espalhadas por dezenas de km. Vimos 3 delas, sendo um sítio de arte rupestre Maori meio depredado, um sítio fossilífero com um crânio de baleia exposto, e um afloramento de rochas com formatos diferentes. Todos gratuitos. Já era escuro quando chegamos a Oamaru, cidade com arquitetura antiga. Tentei achar algum pinguim de olho amarelo na colônia deles, mas só consegui ver dois lobos-marinhos repousando na praia. Já no outro local, ficam os pequeninos pinguins azuis, mesma espécie que vi em St Kilda. O centro de visitantes acabara de fechar, mas tivemos sorte de encontrar uns indivíduos de pinguim gritando e caminhando pela rua. Com o wi-fi liberado no centro da cidade, procuramos um lugar para dormir. Não encontramos nada gratuito próximo, então escolhemos o camping Herbert Forest. São 12,5 dólares por pessoa, com direito a chuveiro quente, cozinha e o resto que os campings básicos fornecem. Tudo limpinho. Dia 18 O exercício do dia foi uma trilha meio íngreme na floresta Herbert, a Swallows Track. Nada de mais nela. A praia de Moeraki, por sua vez, é bem interessante. Aqui jazem concreções rochosas redondas formadas há milhões de anos pela deposição de minerais em torno de restos orgânicos e a pressão da lama do fundo do mar. Com a erosão e diminuição do nível, elas estão sendo expostas. São dezenas delas, algumas rachadas e formando até aquários naturais. Na reserva histórica de Katiki Point, onde fica um farol numa pequena península, há uma abundância de vida selvagem que me interessou muito. Bandos de gaivotas vermelhas e cormorões voavam e nidificavam, lobos-marinhos neozelandeses pegavam um bronze, e algas gigantes se agitavam com as ondas. Almoçamos numa área de piquenique mais ao sul, com um vento frio soprando e gaivotas preguiçosas tentando abocanhar uns restos. No Shag Point, outro mirante costeiro, vimos outra espécie de cormorão, mas nada dos pinguins neste quase fim de tarde. Com isso, nos dirigimos através de Dunedin para a Península de Otago. A estrada que costeia os morros é bem bonita. Chegamos no Royal Albatross Centre no pôr do sol. É um centro de visitantes com bastante informações sobre os albatrozes e demais animais da região, mas para ver de perto essas aves de até 3 metros de envergadura é preciso pagar por um tour de 50 dólares. A espécie albatroz-real fez desse local seu único ponto de nidificação em terra firme no mundo. Não tivemos sorte de ver de longe, apenas uma infinidade impressionante de gaivotas e cormorões nos penhascos. Durante a noite caminhamos na agradável Dunedin. Fundada no século 18 por escoceses, é uma das mais importantes cidades do país, além de ter sua parcela de atrações. Começa pela arquitetura antiga vitoriana e seus edifícios históricos, como a prefeitura, igrejas, estação de trem, entre outros. E o centro ainda possui wi-fi grátis. Dormimos na última vaga restante do camping de veículos gratuito de Brighton, a uma curta distância da cidade. Aqui há água potável, lixeiras, mesa de piquenique e banheiros. Dia 19 Esse foi o dia das cascatas. Fomos na Purakaunui Falls, seguido pela Horseshoe Falls e Matai Falls. Achei essas 3 cachoeiras meio fracas, em comparação com as da Tasmânia. Do mirante de Florence Hill, vimos a baita praia de Tautuku Bay, pra onde fomos em seguida. Há uma faixa de areia enorme e deserta, bem como falésias e costões rochosos de formas diferentes, que a certa altura formam uma cova. Com nossa comida quase estragando por falta de refrigeração, tivemos que cozinhar e misturar tudo nas refeições. Mais além, abastecemos o carro e eu andei pela bela trilha da McLean Falls enquanto a Amanda tirava uma sesta. Azar o dela, perdeu a melhor cachoeira do dia. Em Curio Bay fica uma floresta de troncos fossilizados por cinzas vulcânicas no Jurássico. A praia é acessível gratuitamente, assim como as outras atrações do dia. Rodamos por muitos campos de criação de ovinos e gado até chegarmos bem na hora do pôr do sol na cidade mais ao sul da Nova Zelândia. Da colina de Bluff, que também é o primeiro povoado do país de 1840 e poucos, tivemos aquela vista privilegiada espetacular. Paramos rapidamente no Pak 'n Save de Invercargill para comprar uns mantimentos e usar o wi-fi, antes de seguirmos para o acampamento de Monkey Island. A poucos metros do mar, mas sem água potável, luz ou sabão, além de ter um exército de insetos voadores só esperando que você deixe uma fresta em seu veículo para que eles possam fazer a festa. Tomei uma bira neozelandesa, que é mais barata que as australianas, e fui dormir. Dia 20 Acordamos ao lado de senhores de idade neozelandeses em seu motorhome. Depois de um papo rápido, aproveitamos a maré baixa para acessar a Monkey Island, promontório da grande praia onde dormimos. Amanda guiou a campervan até Clifden Caves, onde fica uma longa caverna abertas ao público, sem taxa e sem necessidade de guia. Apesar de ser sinalizada por dentro, acho que deveria ter mais controle, pois é meio perigosa. Há diversos trechos estreitos e baixos, escorregadios e alagados. Mas foi uma aventura e tanto explorar os corredores com estalactites e outros poucos espeleotemas, aranhas e até mesmo as bioluminescentes “glow worms”. No começo da tarde, almoçamos macarrão à beira do sereno Lago Manapouri, no vilarejo de mesmo nome. Em seguida, vimos dois locais de gravação de Senhor dos Anéis, o Rio Anduin e os Dead Marshes. Não se paga nada nesses lugares, que estão atualmente abandonados. Logo após fica a cidadezinha de Te Anau, a base para exploração do Parque Nacional Fiordland. Buscamos umas informações no centro de visitantes, vimos o “takahe” (grande ave terrestre endêmica da espécie Porphyrio hochstetteri) no aviário grátis e seguimos pela Milford Road. Essa rodovia é uma das estradas mais cênicas do país, que é quase todo cênico. Tivemos que correr um pouco porque já estava no meio da tarde, mas vale a pena passar um dia todo nela. São grandes vales escavados por ação glacial e eólica, rios quase congelados, lagos pristinos, florestas de abetos e faias, picos nevados e várias trilhas. Conforme se sobe em altitude aparece o “kea", único papagaio alpino do mundo, bem como um montão de cachoeiras e zonas de deslizamento de pedras e avalanches. Essa também é a parte mais bonita. Com o sol recém posto e o céu rosado chegamos ao final, Milford Sound. A baía com os fiores ao fundo é definitivamente um cartão postal, inclusive é a principal beleza natural do país. Dá pra se notar, com a quantidade de veículos que circulavam por lá durante a tarde. Com a escuridão, só nos restou tirar umas fotos de longa exposição e retornar. Tentamos tomar um banho pago e seguir pra um camping gratuito a uma hora de Te Anau, mas como não fomos bem-sucedidos na primeira tarefa, tivemos que ficar numa hospedagem nessa cidade. O Holiday Park Lakeside Resort é um complexo de acomodações e algumas atrações. Ficamos com a mais barata (18 dólares), para estacionar nosso veículo, usar o banheiro e cozinha. Dia 21 Tomamos o café enquanto aproveitávamos a cozinha equipada pra cozinhar nosso almoço. Chegando no fim da reserva do combustível, abastecemos em Mossburn, com um preço bom. O Lago Wakatipu foi o primeiro de alguns lagos impressionantes que atravessamos nesse dia. Quase chegando em Queenstown, subimos a morreba até a estação de esqui Remarkables. A vista do meio do caminho foi bem bacana, assim como ver as pessoas se divertindo nas pistas de neve, mas não passamos disto, porque o mínimo que teríamos que pagar pra desfrutar seria de 150 dólares cada. Passamos rapidamente por Queenstown, famosa por seus esportes de aventura. A cidade em si fica espremida entre o lago e o morro, mas é bonita. Almoçamos num parque onde ciclistas passeavam em suas mountain bikes. Pegamos uma rota paisagística nos morros de Crown Range até a cidade seguinte. No meio da serra, nos chamou a atenção as sobras de um povoado de 1830, na época da febre do ouro neozelandês, que não durou muito. O que sobrou foi um hotel e restaurante com exterior e interior todo de época. O nome da vila é Cardrona. Em seguida, Wanaka e seu lago. Por fim, o Lago Hawea, enquanto o sol se punha. Tivemos que abrir mão de algumas vistas interessantes como cachoeiras, para ganhar terreno à noite. Como a Amanda já estava com sono e eu havia bebido, tivemos que parar. Dormimos num lugar meio sinistro junto a uma praia de seixos, com umas casas meio abandonadas. Ao menos não gastamos dinheiro com hospedagem, e sobrevivemos à noite. Dia 22 Entramos no Parque Nacional Westland, caracterizado por florestas pluviais temperadas e geleiras. Conhecemos duas delas, sendo a primeira a Fox Glacier, nomeada em referência ao primeiro-ministro da Nova Zelândia que foi o 1° turista a visitá-la. Antes de chegar a sua trilha, o que chama a atenção é o quanto ela retrocedeu nos últimos séculos devido ao aquecimento global. Foram quilômetros, que atualmente são preenchidos pelos restos de rocha carregados pela geleira e pelo rio de degelo. A trilha é aberta sobre cascalho com umas subidas. Só que ao chegar ao observatório da geleira ficamos meio decepcionados, pois só se vê um pedaço pequeno dela, e que deve ficar ainda menor nos próximos anos. Não deixa de ser bonita, no entanto. Antes da seguinte, caminhei ao redor do Lago Matheson. A floresta é agradável, e o corpo hídrico abriga patos e uma espécie de enguia que vive 100 anos e viaja 5 mil km no oceano para desovar! A atração principal é o reflexo perfeito das montanhas ao fundo, mas que foi interrompido por uma chuva que começou a cair. Com o tempo desse jeito, tivemos que comer a refeição fria dentro do carro. Depois, passamos do povoado de Fox Glacier pro de Franz Josef, voltados exclusivamente ao turismo nessas geleiras, oferecendo passeios de helicóptero e caminhadas sobre as mesmas. A geleira de Franz Josef também retrocedeu um monte e só se vê de longe, mas o formato dela é diferente, então se tiver tempo vale a pena ir até ambas. No final da tarde, fui sozinho até o túneis de Tatare, escavados no século 19 para levar água do rio a outro lugar e, posteriormente, pra hidroeletricidade. Hoje são 330 metros de rochas com o chão inundado e “glow worms” da espécie Arachnocampa luminosa no outro lado dele. Eram tantos que parecia um céu estrelado. Consegui ver até seus filamentos, onde as presas ficam grudadas. Retornei com os tênis ensopados e seguimos viagem. Mais de 3 horas à noite, na serra e sob chuva. Dormimos num camping gratuito rústico na cia de motorhomes e até uma barraca. Dia 23 Sob chuva leve, paramos em 2 mirantes de Arthur's Pass. Num deles, finalmente vimos um “kea” (Nestor notabilis), único no mundo por ser um papagaio alpino. Apesar da fama de destruidor de veículos, ele é bem manso e curioso. Depois do encontro, descemos a serra, parando em Castle Hill, uma colina cheia de grandes rochas, ideal para a escalada sem equipamentos (bouldering). Pegamos um trânsito leve na entrada de Christchurch. Almoçamos no parque Hagley, que fica bem no centro, com estacionamento gratuito. Estávamos bem no meio do cozimento do rango quando acabou nosso gás. Por sorte, havia uma chapa quente de churrasqueira próxima à mesa de piquenique, onde pudemos colocar a panela sem pagar nada. Para a digestão, conhecemos o Museu Canterbury. Apesar de ser grátis, possui um material riquíssimo sobre os maoris, os animais e ambientes neozelandeses, bem como a história da região de Canterbury, além de outras exposições. Apreciei bastante. Em sequência, passeamos pelo jardim botânico, mais uma atração gratuita situada no mesmo local. Não é tão grande, mas é bem cuidado, e mesmo no fim do inverno apresenta várias espécies floridas. Devolvemos a campervan e fomos a pé até o albergue Jucy Snooze, pertinho do aeroporto. O lugar é bem descolado, limpo, tem uma baita área comum e você dorme em uma cápsula. Não é dos mais baratos, no entanto (29 dólares). Adendo: acreditam que na estante de comidas grátis do albergue alguém deixou um pacote de KitKat quase inteiro? Surreal! Dia 24 Nosso último voo pela JetStar, para Auckland (48 dólares neozelandeses por pessoa), atrasou. Chegando lá, uma coisa que nos chamou a atenção foi a distinção da população que é de etnia maori, que não reconhecemos na Ilha Sul, pois como descobrimos posteriormente eles se misturaram com os brancos lá. Nos dirigimos de ônibus e trem até a sede da SpaceShips, na periferia de Auckland. Retiramos o mesmo tipo de veículo da outra ilha e, depois de fazer o rancho na mesma rede de supermercados e abastecer o carro lá usando o cupom de desconto das compras, seguimos para Rotorua. Perdemos um tempo precioso no trânsito da região metropolitana de Auckland e Hamilton, então só conseguimos chegar em Rotorua ao anoitecer. O cheiro de enxofre e as nuvens de gás brotando do nada anunciaram a chegada na região geotermal. A cidade fica na margem sul do lago de mesmo nome que na verdade é uma cratera vulcânica. Como estava chovendo, não tivemos o que fazer além de passar pelas construções maoris e aproveitar o tempo pra cozinhar os alimentos e usar o wi-fi liberado do centro de visitantes. Dormimos num estacionamento aberto em frente ao lago e próximo a um banheiro, mesmo sem saber se era permitido ou não. Dia 25 Acordamos cedo e nos encaminhamos pra vila maori Ohinemutu. Vimos por fora algumas construções no estilo tribal polinésio, como a igreja, cemitério e centro comunal, bem como totens espalhados. Entre as construções, muita fumaça saindo do lago. Dois senhores indígenas passaram pela gente e nos contaram um pouco dos costumes e história dos maoris dessa região. No centro da cidade, entramos em algumas das várias lojas de souvenires. Numa delas, comprei uma estátua por 10 dólares. O museu da cidade estava fechado para reformas, mas nem por isso deixamos de admirar a bela construção histórica dele e os jardins do governador que se situam ao redor, nos quais idosos jogavam cróquete. Em seguida, conhecemos a floresta Whakarewarewa, ou The Redwoods, pois é um plantio de sequoias californianas datado de 1901. Fizemos uma trilha curta agradável entre as gigantes, que estavam acompanhadas de samambaias arbóreas que mais pareciam coqueiros, de tão grandes que eram. Almoçamos lá mesmo e partimos pros outros lagos cênicos. Há um mirante no meio dos lagos azul (Tikitapu) e verde (Rotokakahi), mas a diferença entre eles é sutil e eles não são tão interessantes assim. O Tarawera é maior, mas dispensável. Muitas das áreas geotermais bacanas são pagas, mas deixamos essas de fora. Abastecemos o carro com a gasolina mais barata até então (2,07) e descemos até a montanha Rainbow. Lá vimos dois lagos menores mas verdadeiramente verdes esfumaçando. Mais a frente fica a Kerosene Falls. É um rio termal com pequenas quedas onde as pessoas vão para tomar um banho quente sem pagar nada. Fomos também. Quando caímos na água, por coincidência lá estava um casal de Brasília (Lorena e Italo), com quem ficamos conversando. Ao anoitecer, pegamos a estrada para a região do parque Tongariro. Dormimos no Waikoko, um dos 3 campings gratuitos. Dia 26 Acordamos cedinho na tentativa de uma carona paga ou gratuita do ponto final pro inicial da trilha que faríamos, mas não havia nem uma mosca no local, então fomos até o estacionamento de Mangatepopo, onde aos poucos os turistas iam surgindo. No caminho até lá tivemos a primeira vista do impressionante trio vulcânico congelado do Parque Nacional Tongariro. Começamos a travessia alpina às 9 e meia, com os trajes e suplementos para encarar o desafio. Acontece que não fez o frio esperado, e logo eu já estava sem camisa de tanto calor que passava enquanto atravessava as plataformas sobre a vegetação rasteira e um riacho glacial. Alguns km depois, o tempo ficou nublado e tivemos que subir as escadarias do diabo, íngremes e com chance de avalanche. Passado o desafio, ficamos entre o belo cone regular do vulcão Ngauruoe (Monte Doom no Senhor dos Anéis), de 2291 m, e o não tão regular e nem tão alto Tongariro, que injustamente nomeia o parque. Nessa hora, a complicação foi outra, um campo de neve compacta para ser atravessado. Coloquei os grampos no meu tênis; ajudou um pouco na caminhada desengonçada, mas as pisadas eram tão fundas que entrou um bocado de gelo nos calçados, deixando os pés ensopados. O caminho ficou ainda pior quando o caminho de neve se tornou bastante íngreme. Essa hora o avanço foi lento e cauteloso, para não escorregar e despencar de uma altura considerável. Já havia uma meia dúzia de duplas no caminho a essa altura, além de um grupo orientado. Passamos mais essa etapa, chegando à metade do percurso e ao ponto mais alto atingido, a cratera vermelha (1868 m). Do alto de lá, vimos lagos verde-azulados e outras tantas montanhas. Eis que começou a chover de leve e uma neblina cobriu a bela paisagem longínqua, ficando frio a ponto de usarmos todas as roupas que levamos. Infelizmente todos os que chegavam ali retornavam ao mesmo estacionamento que iniciamos, então para não correr o risco de ficar sem carona e ter que caminhar os 21 km que separam os 2 estacionamentos, tivemos que retornar também. A descida pela neve inclinada foi mais difícil que a ascensão, pois foi bem difícil ficar em pé e não deslizar morro abaixo. Com trabalho e uns escorregões, passamos pro resto do caminho. Continuamos por muitos quilômetros mais, até chegarmos ao fim/início às 16h. Nos alongamos e partimos. No caminho até o sol se pôr, nada de muito excitante. Ao procurar um lugar pra tomar banho, descobri em Whanganui um clube aquático público que cobrava 5 dólares a diária para usar piscinas aquecidas, chuveiro, musculação e outras frescuras como a banheira de hidromassagem em que relaxamos. Foi um baita investimento. Jantamos no carro e continuamos até o camping gratuito Waikawa, mais ao sul. Dia 27 Usamos a única facilidade disponível, o vaso, e seguimos o caminho. Em Porirua, parada rápida no museu e galeria de arte Pataka. Pouco tempo após, chegamos na capital Wellington. A Amanda foi resolver uma questão na embaixada brasileira, enquanto eu fui conhecer a orla revitalizada da cidade, com museus, parques e obras de arte. Só que pra isso tivemos que pagar o estacionamento público de rua, de mais de 4 dólares a hora. Depois da visita ao Museu Wellington, que conta a história da capital, fomos ao mirante do Monte Victoria, com bonita vista 360° para a Baía de Wellington. Lá almoçamos no carro. A próxima parada foi a Weta Cave, sede do estúdio de animação cuja principal obra foi a série Senhor dos Anéis, e que depois disso produziu a arte de dezenas de filmes de Hollywood. Não fizemos o tour pelas oficinas porque era caro, mas ainda assim pudemos assistir um vídeo com a história da empresa, folhear livros sobre os filmes, bem como admirar diversos itens em miniatura ou tamanho real das armas e seres fictícios criados pela Weta. Pelas 2 horas seguintes, conhecemos o Museu Nacional Te Papa Tongarewa. Como o museu anterior, não se paga entrada. Só que esse é de porte maior, e com exposições interativas e muito bem apresentadas. Destaque para a parte que conta sobre a história dos soldados neozelandeses na Primeira Guerra Mundial. Já no final da tarde, enfrentamos um pouco de trânsito para deixar o município. Passando um morro preservado, paramos em Featherston. Nesse ponto, encostamos nossa campervan num camping ao longo de um lago. Foi duro cozinhar com o vento que fazia. Tomamos uma e, por fim, descansamos. Dia 28 Tomamos o café na mesa de piquenique tranquilos sem imaginar o que viria em seguida. Acreditam que deixar a ventilação e o som ligados acabaram com a bateria? Por sorte, nosso vizinho de camping tinha o mesmo carro que o nosso e um cabo para fazer a chupeta, então o casal francês acabou com nosso problema num instante. Retornamos a Porirua para encarar outro desafio. Dessa vez, praticamos arvorismo no Adventure Park Wellington. O ingresso não é barato (44 dólares), mas foi bem aproveitado durante as 3 horas permitidas. Quando chegamos havia uma montoeira de crianças, mas tinha espaço para todos nós nos diferentes níveis e circuitos. Depois das instruções, começamos pelo mais fácil. Conforme progredíamos, as passagens iam ficando mais altas, difíceis e cansativas. O nível 4, o último, testou nossos limites. A Amanda precisou ser resgatada no meio, mas eu segui até o final, mesmo que morrendo de medo da altura e com os músculos já esgotados. Almoçamos num parque ao lago, e depois viajamos a boa distância até uma das praias de areia negra da costa oeste. Foi em Waverley que vimos o sol se pôr no mar. Continuando, estacionamos o veículo no vilarejo de Kaponga para usar a internet, o banheiro e o estacionamento gratuito para dormir. Eis que quando me direciono ao banheiro, um grupo de adolescentes que estava numa festa ao lado vêm falar comigo, e um deles era brasileiro! Que coincidência, hein? Fiquei conversando com eles por um tempo e depois jantei e apaguei. Dia 29 Seguimos ao vulcão Taranaki, no Parque Nacional Egmont, pela manhã. Coberto de neve e com um cone parasita, bastante impressionante. Paramos no centro de visitantes de Dawson Falls e caminhamos por uma pequena trilha para ver a cachoeira de 18 metros. Dirigimos ao redor do vulcão para vislumbrar sua paisagem. Almoçamos à beira do mar em New Plymouth. Era um domingo, e diversas famílias pararam no mesmo lugar e ficaram comendo BigMac’s e outras porcarias do mesmo gênero de dentro de seus carros. No caminho para o norte, mais adiante, vimos uma formação geológica interessante e paramos. As Three Little Sisters são monólitos de lamito e arenito que se desprenderam das falésias costeiras e aparecem atualmente isoladas entre o mar e um rio, sobre a areia mais escura que já vi. Ao final da tarde chegamos em Hamilton, uma das cidades mais populosas do país. Ali encontramos Luana, uma velha amiga minha brasileira, que já mora na Nova Zelândia há alguns anos. Ela e seu cônjuge pagaram uma saborosa janta num restaurante indiano e nos hospedaram em seu flat. Foi bem bacana o encontro. Dia 30 Partimos, conhecendo durante a manhã o Hamilton Gardens. A princípio não parecia tão interessante, mas quando fomos a fundo, nos admiramos com os diversos pequenos jardins temáticos, como o japonês, indiano, sustentável, renascentista, entre outros. Dali partimos para o norte, na rodovia que liga Hamilton e Auckland. Não achamos nada de diferente, então retornamos o carro mais cedo que o previsto. Com isso, pude dar uma volta pelo centro de Auckland naquele final de tarde semi-chuvoso. O centro é bem movimentado, com prédios altos, diversas opções de compras e comidas, mas também conta com um número considerável de pedintes e as ruas não são tão limpas. Passamos a noite no Nomads Backpackers, um albergue bem localizado que nos custou 21 dólares cada pelo quarto de 12 camas. O lugar é tumultuado, o elevador não dá conta do público, a internet funciona razoavelmente e os quartos e banheiros não são muito limpos e organizados. E não se pode beber álcool dentro dele. Dia 31 Acordei com roncos, barulhos da cidade e do secador de mãos no banheiro. Depois do café da manhã, segui para outra caminhada solo. Estava a caminhar aleatoriamente, quando uma passeata cruzou o meu caminho. Era a comemoração da formatura dos alunos da Universidade de Auckland, que contava com uma banda escocesa. Até me emocionei, lembrando da minha. Almoçamos os restos de comida (cogumelos, arroz, tomate e ovos) e pegamos os transportes até o aeroporto. No meio da tarde, decolamos com a Air New Zealand para Tonga, num avião de grande porte e com entretenimento de bordo. Custou 232 dólares neozelandeses por indivíduo. Junto da gente estava a seleção juvenil de rúgbi, que teve uma baita recepção no desembarque. Quanto ao visto, não foi preciso nem abrir a boca para recebê-lo gratuitamente. O transporte incluído para nosso alojamento Heilala Lodge estava a nossa espera; depois que trocamos o dinheiro no lado de fora do aeroporto (que tem a cotação melhor), ele nos levou até a hospedagem no noroeste da ilha principal, Tongatapu. Pagamos 98 pa’angas (177 reais) pelo quarto por noite. Como não tínhamos nada para comer, a van parou num dos vários pequenos comércios. Só que eles possuem apenas comida industrializada, então tivemos que nos contentar com pacotes de bolacha. Tomamos um banho morno e dormimos em nosso quarto arejado com o som das ondas do mar… Dia 32 ...E das vacas, que começaram a mugir bem cedo. Às 8 levantamos pro café incluso, mas bem magro, de fruta, pão e embutido. Duas horas depois pegamos as bicicletas que a hospedagem disponibiliza sem custo, para darmos uma volta na ilha. Quando estávamos para sair, uma hóspede que iria deixar Tonga nos deu um chip de celular com 3 GB restantes de internet! A primeira parada do passeio na bicicleta que freava pelo pedal foi na Tsunami Rock, uma rocha enorme de coral atirada em terra firme por um evento desse há muito tempo… Tanto que já há até árvores em cima dela. Alguns km além, estacionamos no Mapu 'A Vaea Blowholes. São rochas no litoral onde a força das ondas faz com que orifícios soltem jatos de água de até quase 30 m de altura, um espetáculo só. Como é um lugar turístico, há umas barraquinhas com souvenires. Comprei 2 colares e 1 pulseira por 20 pa’angas. O caminho até a atração seguinte começou a ficar bem ruim, passando somente por plantações, que sempre era cultivadas entre coqueiros infinitos. Como a Amanda não estava conseguindo seguir num ritmo legal e já estava cansada, retornou. Azar o dela, pois logo depois encontrei a linda praia coralina de Vaitongo. Tirei umas fotos e segui adiante na estrada semi-esburacada. Do penhasco de Hufangalupe tive um cenário ainda mais belo da praia abaixo quase deserta. Dali em diante entrei numa porção mais urbana, começando a me acostumar com os cumprimentos de “Bye” (em vez de “Hi”) de quase todos que cruzavam meu caminho a pé. Estava faminto, mas até o momento não tinha localizado um lugar sequer para comer. Somente ao passar pelo aeroporto, encontrei o Airport Diner, um container que me serviu peixe com fritas por 12 dinheiros. Nem deu tempo de fazer a digestão, pois o dia estava passando rápido. Pedalei até uma das cavernas, mas ela fica fechada durante o dia, abrindo para uma encenação. Com isso, tive que seguir até a outra, a 'Anahulu. Particular, custa 15 pa’angas e tem iluminação interna. Apresenta estalactites e estalagmites, mas o principal é um poço azulado de água pluvial. Queria ter ido até o sítio arqueológico de Ha’amonga, mas o tempo tardio me fez parar de me afastar quando cheguei nos túmulos reais de Lapaha, a antiga capital do reino de origem dos polinésios. Aqui vai uma menção aos cemitérios de Tonga: em sua maioria são privados para uma família, com montes de areia sobre os túmulos precários. Regressei passando pelo local de desembarque do capitão Cook em 1777. Ainda comprei bananas a 1 real cada numa banca de rua. Por fim, acelerei o que pude no trecho final durante o pôr do sol. Somente às 19h que conclui o trajeto de 95 km na bicicleta retrógrada. Foi só o tempo de tomar banho para ir até o hotel Vakaloa, onde havíamos reservado um jantar musical. Quando chegamos o lugar estava cheio. Se ainda não estava claro que a grande maioria da população adulta de Tonga é obesa, depois desse jantar não teve como dizer que não. Nos servimos no buffet livre com deliciosas comidas típicas, enquanto ouvíamos uma banda tocar músicas animadas. Em seguida, teve uma apresentação de dança típica com os personagens fantasiados. Curtimos, regressamos e capotamos, eu mesmo bem cansado da longa pedalada de 95 km. Dia 33 De manhã demos uma mergulhada na praia Ha’atafu, a que fica em frente ao hotel. Com o sol a água estava com uma boa visibilidade, mas um pouco fria. Ficamos o quanto aguentamos, vendo as maravilhas subaquáticas. Até que achei um número bom de espécies, mas pouca coisa nova. Já a Amanda amou, pois foi seu primeiro snorkeling na vida. Como na maioria dos recifes tropicais, há muitos corais mortos. Não deu pra seguir até o fim da barreira porque havia fortes ondas lá e estava muito raso. Depois de procurarmos em vão nas demais hospedagens vizinhas por um almoço, tivemos que nos contentar com o relativamente caro Vakaloa. Pedimos dois pratos com peixe, batata, salada e arroz por 25 pa'angas cada. Enquanto terminava, vi uma baleia longe ao fundo, como a Amanda já tinha visto na tarde anterior. Saquei umas fotos e depois que vi outra mais tarde, caí no mar com o caiaque da hospedagem para tentar ir até ela. Só que isso não deu muito certo, pois a maré estava baixíssima e as ondas viraram o barco que ficou preso, me lançando em cima dos recifes. Além de me cortar, perdi meu óculos de sol. A baleia se foi e o céu ficou nublado, desfavorecendo o snorkeling no raso. Com isso, pegamos as bicicletas para uma voltinha. Paramos no final da ilha, onde o navegador Abel Tasman aportou no século 17. Em seguida, compramos a janta enlatada num mercadinho. Quando regressávamos, vimos uma das famosas raposas voadoras (morcegos) de Kolovai. À noite, tomamos uma cerveja tranquilamente na beira do mar... Dia 34 Passamos quase o dia todo pra ir de uma hospedagem a outra. Em primeiro lugar, o ônibus que deveria passar na avenida a cada 20 minutos no máximo, levou pelo menos 40. Mesmo tomando o café e deixando o Heilala Lodge cedo, chegamos na estação de ônibus sem tempo de conhecer o centro de Nucualofa, pois a balsa das 11 horas para a ilha de 'Eua já estava quase partindo. Caminhamos até o porto, pagamos 20 pa'angas cada e entramos na balsa velha. Não tínhamos tido tempo pra comprar comida, e a única à venda na embarcação era um desagradável “cup noodles” da Indonésia por 2,5 dinheiros. Enquanto olhamos para o mar na viagem de quase 3 horas, tivemos a sorte de cruzar o caminho de pelo menos 6 baleias, que deram um espetáculo. Na chegada a 'Eua, tentamos achar um lugar próximo para almoçar ou comprar comida - sem sucesso. Também não deu certo sacar dinheiro no único caixa eletrônico da ilha, pois estava quebrado. Só nos restou trocar os últimos dólares neozelandeses para não passarmos fome. Em seguida, pedimos auxílio na Ovava Tree Lodge, uma hospedagem e centro de mergulho, pois nossa carona não veio. Ao telefonar para lá, descobrimos que nossa reserva feita um mês antes havia desaparecido. Foi preciso insistir para que não virássemos sem-tetos por 3 noites, já que as outras hospedagens também estavam lotadas (Na verdade, eu também havia tentado reservar para o Ovava, mas nunca responderam meus emails). Não seria tão ruim assim, pois o Taina’s Place não é bem o que esperávamos. No meio do nada, por 30 pa'angas cada tivemos direito a um quarto, cozinha e banheiro compartilhado, chuveiro frio, barulho, bagunça, cheiro de cigarro e nada mais. A última hora de dia foi usada caminhando no meio do mato até o sumidouro de Matalanga a Maui, um buracão no meio da floresta. Quanto à comida para os próximos dias, nós a compramos num mercadinho no meio do caminho, mas não havia nada de natural por lá. Então nossa janta foi macarrão enlatado e atum enlatado. Conversamos um pouco com o outro casal hospedado no mesmo local e fomos dormir cedo por falta do que fazer. Dia 35 Comemos biscoitos e goiabas, que abundam na ilha, caindo na estrada logo cedo. Na avenida, pedimos a primeira de várias caronas do dia, já que ficamos sabendo que essa era uma prática comum por aqui. Descemos na praia de Ha’aluma. A princípio não parecia muito interessante, apenas rochas num mar não tão calmo, mas investigando a fundo descobrimos que as rochas que se elevam acima do nível do mar são na verdade amontoados de fósseis de coral, das mais variadas espécies! Depois de um tempo investigando, caminhamos alguns km até a ponta sul da ilha. Nesse trecho de plantações e gado, vimos algumas das belas espécies nativas de aves. Destaque para um pombo com asas verdes e testa rosa (Ptilinopus perousii), e um papagaio de peito e cabeça vermelho e asas verdes e azuis (Prosopeia tabuensis). Ao chegar no jardim de rochas, nos deparamos com penhasco impressionantes. Além da vista, havia uma colônia de atobás-pardos (Sula leucogaster) nele, bem como trinta-réis e aves tropicais voando ao redor. Quando um grupo que estava fazendo um tour guiado apareceu junto, vislumbramos uma baleia-jubarte com seu filhote na água embaixo, numa exibição sensacional! Comi meus sanduíches apressado, pois conseguimos uma carona com o guia Kiko para retornar, logo após ver a outra atração natural do lugar, um arco de rocha sobre o oceano. Mal deixamos um carro e já embarcamos noutro até o aeroporto, pois havíamos tentado comprar passagens pela internet mas não tivemos confirmação. Lá ficamos sabendo que precisaríamos sacar dinheiro no caixa automático da cidade, que havia sido consertado há algumas horas. Meus dois cartões de crédito não funcionaram, mas o de débito sim, então fomos salvos de última hora, quando o menor aeroporto que já vi na vida estava para fechar. Pagamos 107 pa'angas cada. Depois disso, nos enfiamos no mato de novo para conhecer as Hafu Pools, que não são nada mais que fontes canalizadas de água doce do morro. Como já estávamos por aquelas bandas, entramos num dos pouco comércios chineses para comprar mais comida industrializada. Nosso jantar foi à base de “vermicelli”, um troço oriental que parece macarrão transparente, mas quase não tem gosto, pois é feito de broto de feijão. Assim terminou nosso dia com 20 km de caminhada. Dia 36 Achamos que não andaríamos tanto quanto no dia anterior, mas acabamos indo mais além. Depois do café, começamos a subir o morro em direção ao leste. A primeira atração é uma figueira enorme de mais de 800 anos na beira de um buraco. Perto dali, fica outro sumidouro onde flui uma cascata e é produzida uma nuvem de vapor (ambas fracas quando fomos) que dá o nome do lugar de 'Ana 'Ahu (Smoking Cave). Mais acima, entramos no Parque Nacional de 'Eua. As trilhas que seguimos são sobre rastros de veículos 4x4, mas há muitos caminhos, e nem sempre os mais marcados são os corretos. Por isso, um guia ou bom GPS são fundamentais. Alguns quilômetros após, chegamos ao extremo leste da ilha, no mirante Lokupo. Fica do alto de um penhasco, com vista para o mar azul, outros penhascos, a floresta e a praia com um baita recife de corais abaixo. Entre esse mirante e o seguinte, há uma cavidade apertada chamada de 'Ana Kuma (Rat's Cave), mas nada especial. Algumas centenas de metros ao norte fica Funga Te’emoa, o pico mais alto da ilha, com apenas 312 m. Almoçamos nesse ponto. A ideia era regressar a partir dali, mas como ainda havia muito tempo restante no dia, prosseguimos rumo ao norte de 'Eua. A única porção realmente preservada com mata nativa foi a que fica entre os penhascos e o mar, pois o resto está parcialmente desmatado para retirada de madeira, agricultura e pecuária. Algumas horas depois, tivemos outro vislumbre no mirante Anokula. Em seguida, trilhamos o resto do caminho até o norte, descendo no vilarejo mais boreal, Houma. Não vimos um ser humano sequer durante o caminho, apenas animais domésticos, os dois cães que nos seguiram e aves. Tivemos que caminhar um pouco mais até conseguimos uma carona milagrosa que nos levou pelos 9 km finais até nossa hospedagem sem cobrar nada! O total caminhado no dia foi de 26 km! Como esperado, me cortei um bocado na trilha ao usar roupas curtas, e um dedo do pé criou uma bolha quase do tamanho dele. Dia 37 Descansamos o suficiente à noite. Deixamos Taina's Place cedo para caminhar (no meu caso, mancar) até o aeroporto. Fizemos o procedimento de check-in e ficamos torcendo pro voo não atrasar. Antes da hora o avião minúsculo de 7 passageiros decolou. Chacoalhando um monte, passamos um dos voos mais curtos do mundo (7 minutos no ar!) num medo só. Felizmente, nada aconteceu. Com a chance de perdermos o check-in do voo seguinte, pagamos 10 granas pra um táxi nos levar até o terminal internacional, que fica a 2,1 km dali. Pegamos alguma comida e aguardamos o voo atrasado da Fiji Airways, onde seguimos num turboélice sobre ilhas paradisíacas até Nadi (Fiji). O voo de mais de 2 horas contou somente com um lanchinho e uma revista. Contando com o trecho seguinte até Sydney, pois a parada em Fiji é só uma longa conexão, esses voos custaram 554 pa’angas para mim. Tudo certo com a imigração (brasileiros não precisam de visto), compramos no terminal os cartões para usar nos ônibus, alguns salgados e doces indianos (que são quase metade da população) por 50 centavos de dólar fijiano (1 dólar de lá é equivalente a 1,75 reais), e partimos no ônibus que vai do aeroporto de Nadi até Suva, a capital que fica do outro lado da ilha. O valor até nossa parada (Coral Coast) foi de menos de 9 dólares (doravante fijianos) por pessoa, levando umas 2 horas e 20 para chegar em nosso ponto de descida. Nesse trecho deu pra notar que o país não é tão subdesenvolvido como Tonga. Saltamos na Beachouse, um quase resort maneiro na praia que conta com uma diversidade de atrações e hospedagens diferentes, sendo que ficamos num dormitório novo só pra gente, com um exótico banheiro ao ar livre. Com wi-fi liberado, é um pouco melhor que o “resort” de Tonga; mesmo assim, com um preço levemente menor de 40 dólares. Curtimos um aprazível pôr do sol no mar, deitados em redes e bebericando bebidas locais (750 ml de cerva custa a partir de 10 dólares). Depois, trocamos umas ideias com uns gringos, como o belga Nicolas. Por fim, jantamos um prato típico mas meio pequeno de peixe em coco e batata por 23 dólares. Dia 38 O único ponto negativo foi os mosquitos que nos devoraram à noite, entrando por buracos na tela. Essa questão eu resolvi no dia seguinte, preenchendo as falhas com papel higiênico. Já o café da manhã foi um pouco melhor que os anteriores, e se podia repetir. Depois da digestão feita numa das redes na beira do mar, eu, Amanda e duas europeias subimos num barco. Por 20 dólares fomos levados até um recife de corais no vilarejo de Naboutini. O caminho já foi uma aventura. Chegando lá, ficamos submersos por umas duas horas, nos maravilhando com a diversidade dos corais e peixes. Vi até uma moreia gigante (Gymnothorax javanicus), um tubarão-de-pontas-brancas-de-recife (Triaenodon obesus) e uma serpente-marinha (Laticauda colubrina), um dos animais mais venenosos do mundo! Ao retornar, pedimos o almoço. Eu fiquei com curry. Como havia uma feirinha de artesanato aqui mesmo e com preço acessível, aproveitei pra comprar uma máscara de souvenir por 10 dólares. Às 3 rolou um lanchinho gratuito. Já às 4, aula de ioga. Só havia feito uma vez antes, mas não deixei de aproveitar já que não se pagava. Foi duro, mas curti os 100 minutos de ioga. Em sequência, pôr do sol, happy hour, jantar e cama. Dia 39 Acordamos cedo novamente com a claridade, mesmo sem querer. Após o café da manhã em marcha lenta, enquanto conversávamos com dois australianos, pegamos os caiaques gratuitos para dar uma volta. A água é bem tranquila por ali, então a Amanda, que nunca tinha remado antes, pegou a manha. Eu fiquei um pouco mais tempo, indo pra lá e pra cá, ainda que tivesse um pouco dolorido da ioga. Almoçamos hambúrgueres (16 dólares no meu vegetariano e 20 no carnívoro dela). De sobremesa, milkshakes (7,5 cada). Logo em seguida, participamos duma oficina de artesanato com folha de coqueiro, apenas para descobrirmos que somos um fracasso nessa arte. Pelo menos pudemos levar uma lembrança pra casa. Comemos o último lanche, acertamos as contas, nos despedimos e pegamos o ônibus de volta ao aeroporto. Dentro do busão refrigerado estava passando o filme Megalodon. No terminal do aeroporto, jantamos na lanchonete indiana. Um prato de comida custa 8 dólares. Caminhamos os 1,5 km até a Westfield Homestay, hospedaria familiar onde dormimos num quarto privado duplo por 64 dólares no total. Dia 40 Finalmente me despedi da minha companheira de viagem, que seguiu para Auckland enquanto eu fui até Sydney, ambos pela Fiji Airways. Para embarcar eu precisei esconder meus mini-frascos de higiene pessoal no corpo, pois as várias revistas não deixavam passar nada líquido que não estivesse dentro de um Ziploc. Ao menos o voo de mais de 4 horas correu bem. Comi e vi dois filmes. Passei pela imigração sem nem abrir a boca. No terminal do aeroporto, me dirigi à estação de metrô (cujos vagões são de 2 andares) e peguei o cartão Opal, usado nos meios de transporte público da região metropolitana. Com ele, fiz uma outra viagem: um trajeto curto até a estação central, seguido por mais 2 horas até Katoomba, ao custo de 20 dólares australianos, já que há uma taxa para entrar ou sair do aeroporto. O tempo chuvoso e nebuloso não facilitou a visita, mas depois do check-in no Blue Mountains Backpackers Hostel (20 doletas a noite), dei uma caminhada pela pequena e antiga cidade. De arquitetura interessante, possui diversas lojas de equipamentos de aventura. Comprei uns acessórios, antes de entrar no supermercado mais barato, da rede alemã Aldi. Ali peguei meu rango. Passei a noite no albergue, relaxando na agradável área comum, jogando sinuca e pebolim com um canadense. Dia 41 Acordei, comi uns bolinhos com mirtilo e saí. Em frente ao Carrington Hotel, inaugurado em 1883, peguei o ônibus nº 686 até o Scenic World, por uns 2 dólares. O tempo não estava nada bom: chuva, frio e muito nevoeiro. O empreendimento Scenic World oferece meios de transporte alternativos entre o topo das montanhas e o vale abaixo, como teleféricos e o funicular mais inclinado do mundo. Desci as escadarias Furber Steps nos penhascos e cachoeiras (destaque para Katoomba Falls) para não precisar pagar, e dei uma passeada na única atração que é aberta ao público, a Scenic Walkway. Em meio a um enxame de chineses, caminhei na área de uma antiga mina de carvão e floresta pluvial temperada. Essa passagem é bem informativa e bem mantida. Me livrei dos chineses quando peguei a trilha Federal Pass em sentido leste. Tive uma breve chance de ver as montanhas azuis (por causa da emissão do óleo dos eucaliptos) e os picos das Three Sisters, antes do tempo fechar de novo. Sozinho, trilhei a rota na borda dos penhascos de arenito por um lado, e eucaliptos do outro. Vi e ouvi uns pássaros, como o papagaio vermelho rosela. Quilômetros depois, voltei pra floresta cheia de samambaias e quedas d'água, no trecho em que começa uma subida bem íngreme. A mais bonita das cascatas é a Leura Falls, acessada por uma trilha meio oculta. Já passava do meio da tarde quando deixei a trilha pelo Fern Bower. Ainda sem uma vista boa, passei rapidamente no centro da cidade e regressei ao albergue, onde fiquei o resto da noite. Dia 42 Que bom que decidi não ir embora pra Sydney ao amanhecer, pois ao caminhar até Echo Point, o centro turístico das Blue Mountains, finalmente pude contemplar a paisagem tão almejada das montanhas azuis. Sem o nevoeiro, deu para ver de longe todo o ambiente selvagem das montanhas e florestas em frente, incluindo a formação geológica Three Sisters. Achei que isso seria tudo, mas a vista ficou ainda melhor quando segui pela trilha Prince Henry Cliff Walk, na borda superior dos penhascos. No cenário, as quedas da Katoomba Falls, os veículos do Scenic World e um bando de cacatuas. Retornei à cidade, almocei a comida do Aldi, peguei minhas coisas e parti pra Sydney. Ao chegar, já era do meio pro final da tarde, então só deu para conhecer o belo Royal Botanic Gardens, que se estende até Macquaries Point, de onde vislumbrei o sol se pôr por trás da Baía de Sydney, acompanhado da Opera House e Harbour Bridge. Fiquei impressionado com o que vi. À noite, só jantei e vi um filme na sala de estar do apertado albergue Ady's Place Backpackers. Dormi num quartinho de 4 beliches por 23 dólares australianos. Dia 43 Além do café da manhã fraco incluído, no domingo também são servidas panquecas. Peguei quantas couberam na minha barriga, enchi de Nutella e saí para conhecer o resto do centro. Entrei por uns instantes na galeria de arte de Nova Gales do Sul, bem como no museu The Rocks e na Customs House, todos gratuitos. Também parei para fotografar o patrimônio arquitetônico da UNESCO Opera House, ainda que estivesse chovendo. Outras atrações fotografáveis que vi foram as catedrais de St Mary e St Andrews, a prefeitura e a Queen Victoria Building, que contrastam com modernos arranha-céus. Peguei uns sanduíches quase vencidos em promoção num mercado Woolworths Metro e segui até o aeroporto. Foi então que a encrenca começou… Meu voo pela Tigerair e quase todos os seguintes para Melbourne haviam sido cancelados devido ao mau tempo. Com isso, eu não conseguiria chegar a tempo de fazer o check-in e embarcar nos voos da Qantas até o Brasil! Durante 4 horas eu tentei de tudo: voos em outras cias, mudar minha reserva na Qantas, ir de trem, ônibus, carona ou até alugar um carro e dirigir por 8 horas até Melbourne. Até então era a opção menos pior, já que as outras não estavam disponíveis ou a má vontade das cias aéreas não me ajudava em nada. Tentei uma última vez tentar convencer a Tigerair que era imprescindível que eu embarcasse no último voo da noite, que não tinha sido cancelado. Por um milagre, me passaram na frente da lista de espera de 11 passageiros! O voo atrasou e foi um terror de turbulência, mas cheguei com sucesso no aeroporto de Melbourne, a tempo de pegar as malas da minha prima e aguardar a madrugada passar para fazer o check-in. Dia 44 Como um zumbi, passei pelas poucas horas de Melbourne até Auckland pela Qantas. Serviço e avião muito bons, bem como no longo trecho seguinte algumas horas depois pela LATAM até Santiago. Em seguida, novamente LATAM, dessa vez até Guarulhos, mas nem tela de vídeo o avião tinha. Ao desembarcar, tive que correr bastante pra chegar no check-in no exato instante que o despacho de bagagens pra Floripa estava encerrando. Assim pude pegar o último dessa maratona de voos. Devido ao fuso horário, cheguei em Floripa no mesmo dia em que saí de Melbourne. E enfim cheguei em meu lar, doce lar, cheio de histórias pra contar! Quer mais histórias? Chega mais: http://rediscoveringtheworld.com/
  2. 1 ponto
    Olá pessoal, gostaria de compartilhar a experiência que tive durante a Travessia da Cordilheira Huayhuash no Peru. O ponto de partida pra nossa aventura foi a cidade de Lima, lá reunimos alguns integrantes do grupo e seguimos para a cidade base da Cordilheira, chamada Huaraz. Em Huaraz ficamos hospedados em um hostel próximo ao centro e lá tratamos dos detalhes para o trekking. A 1º dia de aclimatação - Glaciar Pastoruri e Hatun Machay - ( 5.100 mts de altitude ). Antes de partimos pro trekking, seria necessário fazer algumas atividades de aclimatação. No 1º dia seguimos pro Glaciar Pastoruri, já chegando aos 5.100 mts de altitude, é importante ir com passos curtos e sem esforçar muito. Depois de lá seguimos pra Hatun Machay, uma FLORESTA PETRIFICADA!!! Um lugar SURREAL, dava impressão daqueles lugares de filmes fantasmas....kkkk e o clima ajudou pra deixar com um jeitão bem TENEBROSO. 2º dia de aclimatação!!! Mais um dia EXTREMAMENTE surreal!!! - Laguna 69 - ( 4.600 mts de altitude ) Não foi fácil chegar até a Laguna 69, trekking curto, porém a altitude e subida forte cansou bastante a galera, mas a recompensa foi essa..., no final começou chover bem leve e esfriou pra caramba. 3° e último dia de aclimatação. Laguna Churup - ( 4.800 mts de altitude ) É simplesmente incrível!!! Inacreditável!!! "COICE DE MULA"!!! Expressão usada por praticantes de trekking para expressar trekkings curtos mas com extrema dificuldade e inclinação. Mas o prêmio é um mais lindo que o outro. Após os exercícios de aclimatação seguimos para o Grande Circuito Huayhuash, já no primeiro dia enfrentamos chuva, granizo, neve, muito frio e 5 mil mts de altitude. Mas todo esforço foi válido e recompensador, ver os Condores voando sobre o topo das montanhas foi de brilhar os olhos. Um dos milhares de cartões postais existente dentro do Circuito Huayhuash, a Laguna Carhuacocha. Eu sonhei e rezei por muitas noites pra que nós tivéssemos um dia lindo assim. Foi de encher meus olhos de lágrimas. Parecia um sonho sem fim, a cada amanhecer era algo EXTRAORDINÁRIAMENTE surpreendente. Outro "cartão postal" dentro do Circuito Huayhuash são as 3 Lagunas ( Paso Siula ). Saindo cedinho pela manhã, contornamos a grande Laguna de Carhuacocha, no início a trilha estava bem fácil e agradável, mas talvez meu pior momento na Travessia estava prestes a vir. De muito longe já avistava o Paso Siula, e a medida que eu ia me aproximando a montanha ia cada vez mais crescendo diante de mim. Após avistar a primeira Laguna iniciou-se uma subida muito tensa, a altitude já começava me deixar bastante fadigado, dores cabeça surgiram, quando cheguei ao ponto onde puder avistar as 3 Lagunas, achei que era o final da subida. ENGANO MEU!!! Tinha muito mais subida pela frente, minhas pernas "queimavam" de dor e isso afetou também meu psicológico, entre uma oração e outra, passos curtos, exercícios respiratórios, fui subindo e consegui chegar ao topo!!! E TAVA BEEEEMMMM FRIO LÁ EM CIMA...., tiramos algumas fotos, fizemos um lanche e seguimos em direção á Huayhuash. A subida até o Mirador da Cordilheira também não foi muito fácil, mas o clima estava nos favorecendo bastante após os dois primeiros dias de chuva. O Rafa disse que Condores são indícios de bom presságio, foi dito e feito, depois que avistamos uns 4 ou 5 os dias ficaram mais perfeitos ainda. Como esquecer Viconga? Tinha sido um dia de longa caminhada, um sobe e desce montanha que deixou o pessoal um pouco cansado. Já quase no final, passamos pela grande Laguna Viconga ( que na verdade é uma represa ), ao passo que íamos descendo, cachoeiras e lindas corredeiras começaram á surgir. Quando chegamos no acampamento avistamos os tanques de água termal ( água quente ). Não demorou muito pra gente cair na água pra relaxar e o clima de descontração tomou conta da galera. Um dos dias que mais me marcaram durante a Travessia. Estávamos animados e contentes em chegar em Huayllapa, pois seria a única noite que teríamos banho quente, cama pra dormir e também poderíamos comprar cerveja e vinho. Huayllapa é um vilarejo bem humilde e com mil habitantes no máximo ou nem isso. Assim que chegamos nos instalamos no albergue e compramos cerveja pro almoço, teve pastel de queijo. Depois do almoço sai com dois amigos pra dar uma volta pelo vilarejo. Descendo uma das ruas vi quatro crianças sentadas, parei e perguntei se queriam tirar uma foto, eles disseram que sim e que queriam chocolate. Tirei uma foto e corri na bodega pra comprar os chocolates, mas o dono disse que não tinha, porém ele tinha "chupitos coloridos" ( doce que as crianças de lá adoram ). O pacote com 50 chupitos custava 6,50 Soles...coisa de R$ 10,00. Quando cheguei no local onde estava as quatro crianças dei 2 chupitos pra cada uma, nisso começou aparecer crianças por todos os lados e em segundos eu me vi cercado por dezenas delas, algumas "espertinhas", ganhavam chupitos e escondiam no gorro ou no boné e depois pediam mais alegando não terem ganhado...rsrsrs. Eu fiquei em estado de ecstasy com tantas crianças em minha volta. Sai andando pelo vilarejo e um monte de crianças iam me seguindo por onde eu ia, todas já sabendo que eu levava um pacote de doces e todas com os rostinhos queimados pelo Sol. Muitas sentiam-se envergonhadas com a nossa presença, o mesmo acontecia com os adultos, fato que achei estranho. Assim distribui todos os doces que tinha. Chegando no quarto do albergue eu pensava como tão pouco poderia ter feito tantas crianças felizes. Assim que iniciamos o último dia da Travessia os meus sentimentos se misturaram, eu me sentia realizado, agradecido, forte, em paz, com saudade de casa e do meu cachorro "maluko"....rsrsrs. Chegamos em Llamac, cumprimentei os amigos e comemoramos a conquista. Eu e alguns deles seguimos pra uma igreja, lá agradeci pela força, proteção, pelos grandes amigos que fiz e pela oportunidade de estar realizando algo que talvez tenha mudado minha vida. Espero poder de alguma forma ter contribuindo com minha experiência para que outras pessoas possam se "encorajar" e ingressar nessa mesma aventura. O relato não está muito detalhado, mas quem quiser mais informações é só me chamar. Valeu!!!
  3. 1 ponto
    Trilha das Sete Praias - Ubatuba - SP Praias: Lagoinha, Oeste, Peres, Bonete, Grande do Bonete, Deserta, Cedro, Fortaleza. Dificuldade: Fácil Distância: 8,9 km Salve salve mochileiros! Segue o relato desta trilha fantástica situada na região de Ubatuba, litoral Norte de São Paulo onde iniciamos na Praia da Lagoinha que fica a aproximadamente 29 Km do centro da cidade e finalizamos na praia da Fortaleza 27 Km do centro de Ubatuba. A trilha é de nível fácil com poucos lugares de subida e com belas paisagens. Todas as praias contém água potável em nascentes que ficam no início das praias e existem alguns bares nas praias porém como fomos em baixa temporadas a maioria estava fechada. Partida - 06/06/19 - Ida 12:30pm - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$38,00 - Caraguatatuba x Praia da Lagoinha-> Ônibus R$3,80 Partimos do terminal rodoviário do Tietê em São Paulo Capital de onde combinamos com o motorista do aplicativo BlablaCar para sairmos ao 12:30pm. Saímos no horário marcado e fomos em 5 pessoas no carro, pois já havia uma pessoa fazendo o trajeto também. Viagem tranquila e segura de duas horas e meia de duração até chegarmos a Caraguatatuba já no litoral onde descemos na rodoviária e lá mesmo pegamos um ônibus do transporte público com sentido a Ubatuba e depois de aproximadamente 35 minutos descemos no ponto próximo ao supermercado Garotão. O ponto de ônibus fica na praia da Lagoinha e é onde se inicia a trilha das sete praias. Após descer no ponto é só caminhar poucos metros até a entrada do condomínio mais a frente e se informar com algum dos seguranças da entrada do condomínio onde fica a entrada da trilha que eles já estão acostumados a informar as pessoas que querem fazer a trilha. A trilha fica do lado esquerdo da praia da Lagoinha logo após um rio que corta a praia desaguando no mar, mas como chegamos com a maré já alta não conseguimos caminhar pela praia e atravessar o rio para começar a trilha. Com ajuda de um haitiano que encontramos na praia, o simpático Jean Pierre, nos informou onde seria o começo da trilha dando a volta para iniciar na entrada de um condomínio. Nos informou também onde teria um mercado mais próximo, o Mercado Garotão. Como entramos na praia não sabíamos da situação da maré cheia impossibilitando a travessia, então com a ajuda do haitiano conseguimos voltar e passar no mercado para comprarmos algumas coisas para passar a primeira noite e começar a trilha. Iniciamos a trilha já quase anoitecendo por volta de umas 17:00pm. Saímos do mercado e bem de frente atravessando a rodovia já se vê a entrada do condomínio Recanto da Lagoinha onde caminhamos poucos metros e logo após a guarita da entrada viramos na primeira rua a direita, a Rua Sabiá e caminhamos até uma outra guarita onde se inicia a trilha em uma entrada a esquerda que contém uma placa de área de preservação ambiental ao lado de uma cerca do próprio condomínio. Como a claridade estava ficando cada vez menor, passamos pela Praia do Oeste no escuro e caminhamos até a segunda praia, a Praia do Peres onde foi o nosso primeiro camping. Armamos acampamento já no escuro em um pier de pescadores que contém um gramado e um grande barracão de frente para o mar. Conversando com alguns pescadores que ali estavam fomos informados que logo de manhã um senhor que cuidava do local iria nos expulsar dali. Pensamos em caminhar mais adiante na terceira praia mas decidimos ficar e acampar por ali mesmo e apostar que o senhor não nos dê uma bronca muito grande de manhã por termos acampado ali rs. Acordamos por volta das 8:00am e quando estava saindo da barraca para lavar o rosto em uma queda de água doce próximo dali lá estava o senhorzinho que nos informaram que iria ficar zangado por causa das nossas barracas. Resolvi dar bom dia pra quebrar o gelo mas não obtive sucesso. Então acordamos fizemos um café rápido no fogareiro a gás desmontamos nossas barracas e seguimos para a próxima praia da trilha, a Praia do Bonete ou Bonetinho como é chamada pelos locais. Ficamos um dia na Praia do Bonete, havia uma bica com água potável geladinha localizada no começo da praia. A praia do Bonete tem areias claras e águas cristalinas muito convidativa a um belo banho de mar. Armamos nossas barracas bem no meio da praia em um banco de areia mais alta debaixo de algumas árvores. Nesta praia havia algumas placas proibindo a entrada e camping pois a área seria propriedade particular. Decidimos acampar na praia mesmo e não entramos mais a dentro da mata. Acordamos por volta das 8:00am e desmontamos rápido as barracas, tomamos um belo café da manhã a beira mar e ficamos um tempo contemplando a praia até partirmos para a próxima praia, a Praia Grande do Bonete. Caminhamos até a ponta da praia onde existe uma placa amarela com informações aos turistas. Iniciamos a trilha e alguns minutos depois já tínhamos um lindo visual da Praia Grande do Bonete. A trilha levou uns 15 a 20 minutos e logo estávamos na Praia Grande do Bonete. Chegamos e logo vimos que bem no começo da praia havia uma bica de água potável geladinha. Caminhamos um pouco e decidimos acampar quase que no começo da praia mesmo, do lado que não tem casas na beira da praia. Armamos nossas barracas na praia debaixo de algumas árvores e de frente para o mar. Fizemos uma fogueira para o almoço e janta e ficamos neste local por três dias. No primeiro dia conseguimos finalmente entrar no mar, conseguimos também tomar banho em um bolsão de água doce que tem atrás das pedras no começo da trilha e fizemos um belo jantar vegano pra fechar o dia com chave de ouro. No segunda dia acordamos um pouco mais tarde, colocamos as barracas pra tomar um pouco de sol, tomamos um belo café e fomos caminhar até a outra ponta da praia que olhando de longe parecia que tinha um movimento de pessoas por la. Caminhamos até lá e descobrimos que havia alguns bares abertos onde tomamos uma bela de uma gelada e carregamos nossos telefones. Retornamos ao camping e pegamos duas mochilas vazias e dois de nós retornamos a trilha até o Mercado Garotão para comprar umas geladas e alguns petiscos. Fomos e voltamos em menos de duas horas e passamos o dia neste paraíso. No terceiro dia na Praia Grande do Bonete acordamos por volta das 9:00am, tomamos café, entramos nas águas geladas daquele mar lindo de águas cristalinas iluminado por um lindo sol que contrastava com o céu inteiramente azul. Logo depois, dois de nós como combinado anteriormente, retornaram a trilha até o ponto de ônibus para aguardar mais um integrante da nossa trupe. E como iríamos passar perto do mercado já aproveitamos e compramos algumas bebidinhas, petiscos, um bom repelente, que foi para não faltar mais nada até o final da trilha. Recomendo o repelente de creme, pois o de spray não faz efeito nenhum para os mosquitos de lá hahahaha. Compramos um óleo ou essência de citronela que seria de colocar em lampiões para espantar o mosquito, mas ao invés de colocarmos em lampiões nós colocamos no nosso próprio corpo e deu muito certo ahuahauha! Este dia foi um dos mais divertidos, com mais um integrante fizemos um grande rango, bebemos algumas cervejas, bebemos algumas biritas e tomamos também o único, o verdadeiro, o legítimo, o melhor de todos, the best, o Drink do Gato. Um drink elaborado por um dos integrantes da trupe e que se tornou o sucesso durante toda trilha ahahuahuauah inclusive para alguns caiçaras. Mais informações só chamar que posso passar os ingredientes e a forma secreta de se fazer. Poucos conseguem tomar! Drink do gato! Pra vocÊ aprender! kkkkkkkkkkkkkkkkkk Não conseguimos imagens do drink pois as condições não eram favoráveis no momento após a ingestão do mesmo kkkkkkk. Ha alguns rumores de que alguns dos integrantes corriam loucamente na noite em direção do mar tentando loucamente se banhar nas águas "quentes" da praia hahauahuahua iluminado por uma lua fantástica. O integrante ainda tentava persuadir os outros a entrarem no mar com dizeres: "Gente vemmmm, ta quentinha, a água ta quentinha! Vemmmm gente! Uhuuuullll!" Hauhauhuhuah Foi sensacional! --> Drink do gato! Pra você aprender! kkkk Acordamos e mantemos o protocolo. Barracas ao sol, acender a fogueira, café forte pra acordar, ficamos algumas horas por ali aproveitando o lindo sol que fazia no dia, tomamos um belo banho de mar e logo partimos para próxima praia. A trilha fica no final da praia em um muro de pedras com algumas placas indicando o lado correto. Foi umas das partes um pouco pesadas desta trilha, talvez por causa do peso que estávamos levando, em alguns lugares a trilha se tornava um pouco ingrime dificultando um pouco nosso ritmo. Em alguns trechos também se abriam clareiras mostrando um lindo visual. A próxima praia que nos aguardava na verdade seriam duas em uma. A Praia Deserta fica junto com a Praia do Cedro e são divididas por algumas pedras, mas muito fácil de se atravessar por elas. Ou pra quem não gosta de se aventurar em pedras, existe uma trilha que passa por de trás delas muito rápida e segura também. Armamos nossas barracas na primeira praia, a Praia Deserta. Ficamos bem de frente para o mar do lado da placa da trilha das sete praias. O lugar é cheio de árvores e tem ótimas áreas para camping selvagem e proibido, como diz nas placas que encontramos novamente na praia. Acredito que não tivemos problemas com isso por causa da baixa temporada, pois a trilha é muito movimentada na alta temporada e a fiscalização talvez seja mais rigorosa. Ficamos por dois dias nestas praias, a segunda praia, a Praia do Cedro contém uma área de camping e um bar que ambos estavam fechados por causa da baixa temporada. Existe também uma bica d'água encanada bastante gelada que tanto usamos para tomar banho quanto para beber. A praia é pequena mas encantadora pela beleza. Após dois dias fantásticos nessas praias infelizmente com muita tristeza que caminhamos para a última praia da trilha. Desmontamos nossas barracas, retiramos todo o lixo, fizemos um café forte, arrumamos as mochilas e partimos para Praia da Fortaleza. Mas antes ainda tinha mais um lugar muito lindo pra conhecer, o Pontão da Fortaleza. Um lugar surreal e único que fica um pouco antes de chegar na praia da Fortaleza virando a esquerda na própria trilha. Chegamos por volta das 16:00am no Pontão da Fortaleza com um tempo de trilha de aproximadamente uma hora por causa do peso das mochilas, pois em alguns trechos da trilha o caminho se torna um pouco mais ingrime dificultando um pouco a trilha. Ficamos no Pontão por quase duas horas contemplando a beleza do lugar. Até cogitamos acampar por la mesmo, mas acabamos decidindo retornar a trilha e finalizar a Trilha das Sete Praias na Praia da Fortaleza. Andamos por alguns minutos nas areias da praia até entrarmos em umas das ruas onde se vê uma igreja. Caminhamos nesta rua e na bifurcação viramos a esquerda e caminhamos até o bar do Zé Mineiro onde fechamos nossa trilha e nosso dia com uma bela cerveja gelada. Retorno - 12/06/19 - Retorno 13:30pm - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$40,00 - Praia da Fortaleza x Praia da Sununga-> Ônibus R$3,80 Na própria praia da Fortaleza existe um ponto de ônibus indo tanto para Ubatuba quanto para Caraguatatuba. Aguardamos por alguns minutos e pegamos um ônibus sentido Ubatuba pelo valor de R$3,80 e descemos no ponto dos postos de gasolina. Este é o ponto mais próximo da praia da Sununga e da Praia do Lázaro. Ficamos por lá mais quatro dias no Camping Sununga e depois encontramos um BlablaCar por R$40,00 pra cada que nos levou até São Paulo e finalizamos assim mais um Mochilão pelo litoral norte de São Paulo. Vlw Mochileiros! Gratidão. ❤️ Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  4. 1 ponto
    Estou programando um mochilao para esta data. Quem tiver interesse, deixa o número pra montagem do grupo de viagem.
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    Busco alguém para me fazer companhia para mochilar pelo mundo Moro em Belém do Pará Sou iniciante
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    VIAGEM JUNHO/219!!! OLÁ PESSOAL, VOU RESUMIR UMA VIAGEM QUE FIZ DE CAXIAS DO SUL A BARILOCHE E MENDOZA (total 7.500km) FOI EU E MINHA ESPOSA NUMA CAMIONETE FRONTIER DIESEL 4x4. HOTEIS EM BARILOCHE e MENDOZA FIZ DIRETAMENTE PELO SITE DO HOTEL, QUE ESTÃO MAIS EM CONTA QUE RESERVAR PELO BOOKING. O RESTANTE DO PERCUSSO IRIA PARANDO CONFORME CONSEGUIA PERCORRER ANTES DE ANOITECER. NESSA EPOCA O DIA AMANHECE POR VOLTA DAS 9hrs E COMEÇA ESCURECER AS 18hrs. CARTA VERDE C/PORTO SEGURO R$ 124,82 (15 DIAS) SOAPEX QUE FIZ DIRETAMENTE NA ADUANA ARG./CHI R$ 50,00 (10 DIAS QUE É O MINIMO) O RESTANTE DA DOCUMENTAÇÃO SÃO SEMPRE AS MESMAS CNH, CARTEIRA DE MOTORISTA, IDENTIDADE ATUALIZADA (EM NENHUM MOMENTO DA VIAGEM NOS PARARAM OU PEDIRAM A CARTA VERDE E A SOAPEX) MAS VAMOS AO RELATO! 01/06/19 – Caxias a Paso de Los Libres - 749km Saímos as 8:30 e chegamos as 17:30h Diesel S10 Shell/Alegrete R$ 3,80l Pedágio Boa Vista do Sul R$ 7,00 Pedágio Cruzeiro do Sul R$ 7,00 Pedágio Venâncio Aires R$ 7,00 Libres Cambio R$ 1,00 = AR$ 10,00 (único da cidade) Kit Viagem AR$ 1000,00 (extintor, triangulo, cambão, kit 1º socorros e adesivo 110) Hotel Casino Rio Uruguay AR$ 2.500,00 (muito bom!!!) 02/06/19 – Paso de Los Libres a Nueve de Julio - 861km Saímos as 9:00 e chegamos as 19:00h Diesel Infinia 10 YPF/Concepción del Uruguay AR$ 52,72l Pedágio Piedritas AR$ 80,00 Pedágio Yeruá AR$ 80,00 Pedágio Colônia Elía AR$ 80,00 Pedágio Zarate AR$ 100,00 Pedágio Solis AR$ 15,00 Pedágio 9 de Julio AR$ 45,00 Hotel Cla Lauquen AR$ 2.350,00 (bom!!) 03/06/19 – Nueve de Julio a Neuquén - 912km Saímos as 9:00 e chegamos as 20:00h Diesel Infinia 10 YPF/Nueve de Julio AR$ 51,77l Pedágio Trenque Launquen AR$ 70,00 Diesel V-Power Nitro Shell/Chacharramendi AR$ 47,39l Hotel Del Rio Cipolleti AR$ 3.100,00 (Ótimo!!!!) 04/06/19 – Neuquén a Bariloche - 436km Saímos as 9:00 e chegamos as 15:00h Diesel Infinia 10 YPF/Piedra del Águila AR$ 50,21l Hotel Tirol AR$ 14.900,00 p/5 dias (Muito Bom!!!) 05/06/19 – Passeio Circuito de Chico e Cerro Otto - 79km Saímos as 10:00 e chegamos as 15:00 Teleférico Otto (fechado, muito vento) Teleférico La Campiña (fechado, muito vento) Caminhar pela cidade Erni Cambio R$ 1,00 = AR$ 10,30 (melhor cotação que encontrei) 06/06/19 – Passeio Cerro Catedral - 40km (o melhor de todos!!!!) Saímos as 10:00 e chegamos as 18:00 Teleférico p/2 pessoas AR$ 1.250,00 (neve e temperatura 2°) Aluguel de Roupas p/2 pessoas AR$ 1.500,00 (calça, casaco, luvas e botas impermeáveis) 07/06/19 – Passeio 7 lagos/San Martin de Los Andes - 384km Saímos as 10:00 e chegamos as 19:00 Villa La Angostura (muito parecido com Gramado/RS) San Martin de Los Andes (1200 de altitude, neve e temperatura 0°) Diesel Infinia 10 YPF/San Martin de Los Andes AR$ 50,21l 08/06/19 – Passeio Cerro Tronador - 305km Saímos as 10:00 e chegamos as 18:00 Ingresso para o parque p/2 pessoas AR$ 800,00 (40km estrada de chão horrível) 09/06/19 – Bariloche a Buta Ranquil - 665km Saímos as 10:00 e chegamos as 19:30h Diesel Infinia 10 YPF/Bariloche AR$ 50,21l Ruta 40 (paisagens muito bonitas, começa a se ver as cordilheiras com muita neve!!!) Diesel Infinia 10 YPF/Las Lajas AR$ 43,00l Vulcão Tromen Hotel El Porton AR$ 2.000,00 (Razoável!!) 10/06/19 – Buta Ranquil a Mendoza - 648km Saímos as 9:30 e chegamos as 17:00h Ruta 40 de Ranquil del Norte a Bardas Blancas (78km estrada de chão boa, mas muita poeira) Diesel Infinia 10 YPF/Malargüe AR$ 44,45l Hotel Fuente Mayor AR$ 15.000,00 p/5 dias (Muito Bom!!!) 11/06/19 – Passeio Vinícolas (www.busvitivinicola.com) Saímos as 14:15 e chegamos as 19:00 (pelos comentários do pessoal do hotel o dia inteiro é cansativo) Passeio pela cidade de manhã Cambio Express R$ 1,00 = AR$ 10,80 (melhor cotação que encontrei) Ônibus p/2 pessoas AR$ 1.800,00 Bodega Norton p/2 pessoas AR$ 660,00 (visita/degustação, 3 provas) Bodega Renacer p/2 pessoas AR$ 700,00 (visita/degustação, 3 provas) 12/06/19 – Passeio Aconcágua e Caracoles Los Andes - 562km Saímos as 9:00 e chegamos as 20:00 Diesel Infinia 10 YPF/USPALLATA AR$ 48,18l Parque Aconcágua p/2 pessoas AR$ 400,00 (não conseguimos fazer o tour de 2km até o vale, estava nevando muito) Cristo Redentor de Los Andes (10km de estrada de chão, só abre no verão) Túnel das Cordilheiras (5km extensão) Cambio Aduana R$ 1,00 = CH$ 150,00 Ski Portillo (começa a descida de 25km, espetacular!!!) Los Andes (começa o retorno para Mendoza, nessa época a aduana fecha as 19:30h) 13/06/19 – Passeio Vinícolas Saímos as 14:15 e chegamos as 19:00 Passeio pela cidade de manhã Ônibus p/2 pessoas AR$ 1.800,00 Bodega Trapiche p/2 pessoas AR$ 770,00 (visita/degustação, 3 provas) Bodega La Rural p/2 pessoas AR$ 580,00 (visita/degustação, 3 provas) 14/06/19 – Passeio Vinícolas Saímos as 14:15 e chegamos as 19:00 Passeio pela cidade de manhã Ônibus p/2 pessoas AR$ 1.800,00 Bodega Chandon p/2 pessoas AR$ 640,00 (visita/degustação, 3 provas) Bodega Casarena p/2 pessoas AR$ 600,00 (visita/degustação, 4 provas) 15/06/19 – Mendoza a Pozo del Molle - 716km Saímos as 9:30 e chegamos as 18:00h Diesel Infinia 10 YPF/Las Catitas AR$ 46,16l Pedágio La Paz AR$ 80,00 Pedágio Desaguadero AR$ 115,00 Pedágio La Cumbre AR$ 50,00 Pedágio Sampacho AR$ 80,00 Diesel V-Power Nitro Shell/Pozo del Molle AR$ 52,09l Hotel Del Centro AR$ 1.500,00 (Bom!!) 16/06/19 – Mendoza a Paso de Los Libres - 686km Saímos as 9:30 e chegamos as 16:30h Diesel Infinia 10 YPF/El Pingo AR$ 52,72l Pedágio Franck AR$ 80,00 Hotel Casino Rio Uruguay AR$ 2.500,00 (muito bom!!!) 17/06/19 – PASO DE LOS LIBRES a CAXIAS - 748km Saímos as 10:30 e chegamos as 20:00h Diesel S10 Ipiranga/Alegrete R$ 3,50l Pedágio Venâncio Aires R$ 7,00 Pedágio Cruzeiro do Sul R$ 7,00 Pedágio Boa Vista do Sul R$ 7,00 Espero ter ajudado, qualquer dúvida estou à disposição.
  7. 1 ponto
    Nunca é tarde p tentar, da vida só levamos a morte! Não sou apegado ao dinheiro, mais entendo sua necessidade. Procuro pessoa do bem, disposta a dividir um rolê de 2 anos ou mais dentro de um Fusca até o Uruguai, vivendo de música circo e artesanato. Pessoas dispostas em busca da felicidade!se quiser entender a ideia 037984015728
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    Olá, tenho muita vontade de viajar pelo Brasil, conhecer lugares novos e enfrentar desafios, mais viajar sem dinheiro até porque não estou trabalhando gostaria deseguir um rumo aventureiro e diferente, porém está difícil achar alguma companhia, se alguém se interessar me chama..
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    Olá! me nome é Dominique (insta @domizila) e gostaria de compartilhar como foi nossa expedição ao Ushuaia! Uma vez que se faz uma expedição de carro, viagens de avião sempre deixam um gosto de quero mais! Essa é uma experiência que desejo a todos a oportunidade de vive-la um dia. Abrir um mapa, fazer as malas, entrar no carro e sentir uma emoção diferente a cada dia. Planejamento é preciso, porém nesse tipo de viagem o que mais temos são imprevistos, precisamos ficar atentos a eles, prever os acontecimentos. A partir do momento em que você decide fazer uma expedição, é preciso estudar muito os destinos, as regras, ter alternativas de caminho, ter um plano B, não contar com a sorte (por mais que usamos dela por muitas vezes nessa viagem) e sempre manter as pessoas informadas de onde você está. Aqui você vai encontrar dicas preciosas, com base em nossa experiência de uma expedição de carro de São Paulo para o Ushuaia – Tierra del Fuego. Porque fazer uma expedição de carro? Gostaria de começar por essa pergunta frequente! Já escutei muito... - “Mas, de avião você chega muito mais rápido” - “Você não tem medo de sofrer um acidente?” - “Da para chegar de carro tão longe?” - “Nossa, deve ser muito desconfortável” Pois é, nenhuma dessas perguntas é absurda! Acredito que a partir do momento em que você decide passar dias e mais dias dentro de um carro indo para lugares tão tão distantes, você tenha que ter a consciência de que essas perguntas tem fundamento. De todas as viagens que já fiz na vida, nenhuma bate a expedição, mas nem tudo são flores! Tivemos momentos de dificuldades, um pequeno acidente, enfrentamos alguns momentos de desconforto. Então, se você está querendo fazer essa viagem, acredito que essas são algumas das perguntas fundamentais para engatar a primeira e cair na estrada: - Eu sei que haverão dias desconfortáveis, estou disposta a passar por eles com positividade? - Barreiras da língua! Estou disposta a aprender um pouco mais sobre os lugares que estou indo? - Ao menos que você esteja disposto a investir muito dinheiro, não terei luxo, talvez não possa ir naquele restaurante, naquele bar, naquela balada, comprar aquela lembrancinha. Estou disposta a abrir mão de certas facilidades para viver a viagem em si? - Sei que será estressante, se for acompanhada, farei o máximo para não despejar as inseguranças no meu parceiro(a)? - Estou pronto para a aventura dos meus sonhos? *-* Claro que existem muitas outras perguntas, mas eu sou uma pessoa racional até demais rsrsr quero deixar claro que a viagem é MARAVILHOSAMENTE INACREDITÁVEL, mas mais uma vez, nem tudo são flores, saiba que dificuldades irão acontecer e você tem que estar de coração aberto para enfrenta-las. Quanto tempo levo para chegar até o destino e voltar? Nós concluímos a viagem em 42 dias, mas sabemos que é possível fazer em menos tempo. De acordo com alguns relatos, vi pessoas que fizeram o trajeto com uma média de 25 dias. Como foi um ano que tínhamos disponibilidade, acabamos estendendo. Ida e Volta aproximadamente 16.000 km (considerando tudo o que fizemos, não apenas o caminho de ir e voltar) Onde dormir? Nós decidimos ir no Outono, como foi nossa primeira experiência desse tipo preferimos não acampar. Tanto por medo do frio como falta de experiência. Pelo o que leio dos relatos a grande maioria viaja com as barracas da Camping World, param em acampamentos pelo caminho ou vão de motor home. É muito fácil encontrar acampamentos pela viagem toda. Em nosso caso, todo dia na noite anterior fazíamos uma reserva em algum hostel bem baratinho para a próxima noite. Não tivemos nenhum problema fazendo isso. Utilizamos sempre o booking... mas, em tempos atuais temos a trivago tb rs Quando ir? Nossa viagem aconteceu em Junho para Julho, pois era o período que tínhamos disponibilidade. Tivemos que tomar alguns cuidados a mais por conta de neve e vento. Acredito que a melhor época para essa viagem seja o verão. Preciso de um GPS? Nós fomos com um GPS Garmin, todo atualizado nos paranaue, mas mesmo assim precisamos usar o mapa. Aquele de papel rs. Inclusive, foi bem legal se guiar pelo mapa. Aconteceu que em alguns pontos, principalmente na Carreteira Austral, o GPS nos deixou na mão. Como passar nas fronteiras com o carro? O procedimento é simples e até que rápido. Somente nas fronteiras entre grandes cidades que demorou um pouco mais. Para você não ter problemas para entrar no país: - O carro precisa ter o seguro “Carta Verde” – É o seguro obrigatório para carros andarem pelo Mercosul - Documento do carro em dia - Caso seu carro esteja financiado ou em nome de terceiros, precisa de uma autorização para tráfego do veículo fora do território nacional (O pessoal que aluga tem que estudar um pouco como fazer tudo certinho) - Carteira de motorista + RG ou passaporte - Toda vez que você entra no Chile/Argentina a própria aduana faz um documento de entrada de veículo, ao sair você PRECISA apresentar esse documento e refazer o processo para a próxima fronteira - Não pode cruzar fronteira com comidas perecíveis, grãos e frutas O que preciso saber para não levar multas nas estradas? Nós fomos de caminhonete... lemos muito sobre as possíveis chances de sermos parados por policiais corruptos e tudo mais... não tivemos esse problema, talvez por ser inverno e o fluxo ser menos intenso... De qualquer forma, as principais regras para evitar multas e ser parado pela polícia são: - Respeitar sempre o limite de velocidade e regras básicas do transito - Cambão ou cabo de aço: Como parte da legislação da Argentina, o motorista precisa ter disponível esses itens para caso necessite um reboque - Triângulo adicional: Não basta um triângulo, precisa de dois - Kit de primeiros socorros: Sim, precisa - Adesivo de velocidade máxima: Para veículos de grande porte como caminhonete, motor home, trailers... - Faróis baixos acesos sempre - Colete refletor - Lençol branco: Diz a lenda que pedem um lençol branco para caso ocorra algum acidente fatal, poder cobrir o corpo...algo assim. Não há nada oficial, mas os boatos dizem que policiais já fizeram a requisição e se o motorista não tinha, cobraram uma multa... levamos por desencargo Onde comer? Nós levamos todo o equipo de cozinha, para economizar. Bujãozinho de gás, panelas, talheres, tuppware. Claro que tentávamos ao máximo economizar, mas também fomos para curtir férias... as vezes comíamos em restaurantes, bares, tomavamos um vinho, uma cerveja... isso aumentou um pouco os gastos nesse quesito. É importante projetar bem o quanto de comida você precisa dentro do período em que você está no mesmo país. Como disse a cima, existe uma série de alimentos que não se pode levar de um país ao outro. Como é necessário cruzar muitas vezes a fronteira Chile/Argentina, se você fizer muitas compras em um país e em poucos dias tiver que entrar no outro, vai ter que jogar fora. Carretera Austral, como é? Muitas pessoas que decidem por fazer a expedição, querem e vão passar pela Carretera Austral! Vale muito a pena, a estrada é linda, as cidades próximas a Carretera são lindas. Mas, não é uma das mais seguras. Foi na Carretera que tivemos um pequeno acidente e por muita sorte resolvemos rápido. Acontece que toda a estrada é de Rípio, são aquelas pedrinhas em solo batido de terra que acaba tirando um pouco da estabilidade do carro. A Carretera tem elevação e muitas curvas sem Guard Rail, em nosso caso, muita neve também. Mesmo com as correntes nas rodas derrapamos, batemos e atolamos. O nosso problema foi que no Outono/Inverno a estrada não é muito utilizada, havíamos visto somente 2 carros em quase 6 horas de direção. No ponto em que batemos estávamos a 80km da cidade mais próxima e já estava escurecendo. Tínhamos comida e água para alguns dias, mas bateu o desepero kkk. Por um milagre do destino, 10 minutos depois de atolarmos, um caminhão do exército Chileno passou e nos rebocou. Amem rs Videozinho que fizemos da Carretera (TGI era o nome antigo do blog) Dicas Gerais Viaje sempre com pelo menos água e comida para 2/3 dias Se houver espaço em seu carro, leve um galão a mais de gasolina Ande com papel moeda na carteira Cheque sempre os pneus Programe sempre o dia seguinte, o que vai comer, qual o caminho vai pegar Avise seus amigos e parentes onde você esta Tente ir o mais leve o possível, pois isso reflete em quanto seu carro vai fazer por km Nunca esqueça de abastecer. Roteiro Bem, aqui segue o roteiro que fizemos! Optamos por descer pela Carretera Austral e subir pela Ruta 3 Vou colocar a rota, porém houveram várias cidades que passamos mais de 2 dias para conhecer e passear Ida São Paulo – Foz do Iguaçu Foz do Iguaçu – Resistencia Resistencia – San Carlos Paz San Carlos Paz – Mendoza Mendoza – Santiago Santiago – Pucon Pucon – Bariloche Bariloche – Coinhaque Coinhaque – Puerto Tranquilo Puerto Tranquilo – Calafate Calafate – Puerto Natales Puerto Natales – Rio Gallegos Travessia de Ferry pelo Magalhães Ushuaia Volta Na volta nós decidimos subir rápido, então houveram trechos que dirigimos muito tempo sem parar, foi relativamente rápido Ushuaia – Comodoro Rivadavia Comodoro Rivadavia – Puerto Madryn Puerto Madryn – Buenos Aires (Foram quase 20horas no carro, um dormia e o outro tocava) Buenos Aires – Entramos no Brasil pelo o Rio grande do Sul e seguimos até onde aguentamos Não me lembro o nome da cidade em que paramos, foi uma bem pequena e dela voltamos para SP Valor Muito bem, chegamos na parte que interessa a muitos rs Com base em nossa viagem: - Fomos com nosso próprio carro (Gasolina) - Não acampamos, ficamos em hostels - Comemos fora em alguns dias Nosso foco foi ir econômico, mas com certas regalias. Sim, tem como gastar menos do que gastamos, principalmente no quesito acomodação e tempo de viagem. Nossa intenção era uma viagem de aventura, mas queríamos curtir como uma viagem a passeio também e isso custou um pouco mais. Carro e Gasolina São aproximadamente 16.0000 km ida e volta. Leve em conta que existem coisas que você faz durante a viagem que aumentam essa km, como visitar pontos turísticos e tudo mais. Durante a viagem também é necessário trocar o óleo do carro, dependendo o estado que o seu pneu começa a viagem, pode ser necessário trocá-lo durante o trajeto. Em nosso caso tivemos que comprar as correntes e os itens obrigatórios mencionados. Rodamos um total de 16.000 km levando em consideração a média de R$ 4,50 o litro da gasolina em nossa caminhonete que fazia 8km por litro = R$ 9.560,00 Itens obrigatórios, troca de óleo: Média de R$ 300,00 Comida Íamos ao mercado com a lista pronta, tentávamos evitar ao máximo entrar nas conveniências dos postos de gasolina e definimos as principais cidades que gostaríamos de curtir um jantarzinho fora como Pucon, Bariloche, Santiago, Mendoza e Ushuaia. Somando tudo, o que gastamos no dia a dia mais essas saídas pontuais, vinhos, cerveja... deu uma média de 55 reais por dia = R$ 2.310,00 (2 pessoas, 42 dias) Acomodação Nossa meta era se hospedar em locais que não passavam de 110,00 por noite, dentro disso o gasto geral ficou em torno de R$ 4.620,00 (2 pessoas, 42 dias) Total: R$ 16.790,00 para duas pessoas em 42 dias de viagem Ficarei feliz em tirar dúvidas que alguém possa ter, dar dicas e falar mais um pouco da viagem, vou deixar aqui algumas fotos da expedição! SMLXL SMLXL SMLXL SMLXL
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    Entre em contato com o Guia Gammino 24-992120254. Na ocasião fizemos um contato prévio e combinamos $100 por pessoa.
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    Travessia do Parque Nacional do Itatiaia - junho/2019 Foram aproximadamente 70 km m 5 dias de caminhada passando pelos seguintes pontos: Dia 1- Travessia Rui Braga subindo - Maromba (parte baixa PNI) – Abrigo Massena Dia 2- Travessia Couto Prateleiras – camping Rebouças Dia 3 – Agulhas Negras – Pedra do Altar – Camping Rebouças Dia 4 – Travessia Rancho Caído – Cachoeira do Aiuruoca – Ovos da Galinha – Pedra do Sino de Itatiaia – Rancho Caído Dia 5 – descida do Rancho caído até a cachoeira do escorrega do Maromba Nossa aventura começa na rodoviária Tiete com destino a Itatiaia. Saímos as 11h45 e por volta das 16h chegamos em Itatiaia. No caminho vim observando os contornos da serra do Itaguaré, Serra Fina e já imaginando a próxima aventura. Na rodoviária nosso anfitrião já nos esperava, passamos pela portaria do parque para o check in e pagamento de ingresso, porem já tinham fechado e falaram para que fizessemos todo o pagamento e check in no posto do Marcão. Fomos nos hospedar no quarto Gaia já dentro do PNI da parte baixa, uma casa dos anos 40 que hoje os moradores alugam os quartos para hospedagem. Um lugar muito aconchegante e bacana em total contraste com os próximos dias de trilha, uma noite bem dormida e corpo descansado. Inclusive a trilha começa ali mesmo, começamos as 7h30 e pegamos já um caminho por entre a mata passando pelas ruinas de uma imponente casa de outrora, seguindo pela rua de terra até o posto do Maromba onde chegamos as 8h e haviam nos informado que ali teria um guarda para checar a autorização da travessia Rui Braga. O homem não estava lá. Tinha um pessoal de colete amarelo do ICMBIO que estavam roçando a trilha e nos disseram para seguir adiante. Quarto Gaia Posto Maromba Começo da Ruy Braga E assim fomos, por uma trilha bem aberta no começo e recém roçada, em pouco tempo a trilha foi estreitando, mas ainda assim muito limpa, chamou a atenção alguns “guard rails” de concreto que encontramos no caminho, ali passou uma estrada antigamente, muito provavelmente para descer madeira que viraria carvão para os trens do Barão de Visconde de Mauá. Era um sigue zague de pouco aclive e fomos contornando as curvas de nível por entre a mata e passando por diversos riachos nas veredas que desciam. Ao meio dia em ponto chegamos no abrigo Macieiras, vários pinheiros europeus e araucárias o circundavam, uma casa de madeira bem antiga porem mal conservada, ainda assim se mantinha em pé, dava para imaginar que lugarzinho bucólico foi antigamente, com montanhistas e aventureiros se hospedando na casa. Ali fizemos nosso lanche do almoço e um breve descanso. As 12h45 seguimos adiante e logo mais alcançamos os campos de altitude e a primeira visão do Pico das Agulhas Negras e da serra das Prateleiras e para o outro lado do vale do Paraíba e da cidade de Resende. Abrigo Macieiras Mais um pouco de caminhada chegamos no Abrigo Massena as 14h45. Uma subida muito leve e tranquila. Imaginava que fosse mais pesada. O abrigo é imponente todo feito de pedra e muito deteriorado, sobrando somente as paredes de pedra maciça e uma parte do telhado do que deveria ser a sala principal do chalé, pois ali havia uma grande lareira em perfeitas condições. Tratamos de montar a barraca em frente e explorar a casa. Logo atrás subimos uma trilha até uma outra casa também abandonada no topo do morro que parecia ter tido uma antena pois havia uma base de ferro cortada e muito entulho de ferro em um buraco por ali. Atrás dela tinha uma linda vista do vale, da represa, da Serra do Mar e da Serra FIna. Eu havia lido em um relato aqui no mochileiros.com que tinha ainda uma terceira ruina em um morro aqui perto e por ali também seria a fonte de água próxima do Massena. Seguimos a trilha adiante e uns minutos depois achamos um fio de água que cruzava a trilha. Fomos em busca das ruinas seguindo a trilha mas não encontramos, quando resolvemos voltar vejo a ruina logo acima de um morro com uma araucária solitária visto de quem desce a Rui Braga. E para lá seguimos. Toda de pedra e tijolo maciço sem o telhado e todas as paredes em pé, havia ainda uma pia e parte do fogão a lenha. Estava aos pés das Prateleiras. Massena outras ruina com as prateleiras ao fundo Serra Fina Depois da exploração retornamos ao acampamento. Preparamos nossas coisas para jantar e com alguns galhos fizemos uma pequena fogueira na lareira. A fome apertava e fizemos a nossa janta. Com a noite veio o frio e as estrelas que brilhavam além de uma lua cheia intensa no céu. Tinha algumas nuvens, mas nada que incomodasse. Deitamos cedo. No dia seguinte acordamos as 5h a barraca estava coberta por uma fina camada de gelo, na hora de desmontar chegou a doer as mãos de frio para enrolar a lona. Café tomado e mochila pronta saímos as 6h30 subindo ainda mais um pouco até alcançar o vale do Rio Campo Belo tendo sempre as Agulhas Negras nos acompanhando, essa na realidade foi uma constante, pois a imponência deste Pico era vista de todo o parque em todas as trilhas que fizemos. Nessa altura do vale nos encontramos com talvez a continuação da estrada, isso se elas se encontrassem no passado, ali havia até alguns trechos com asfalto e diziam ser a BR mais alta do Brasil mandada construir por Getulio Vargas. Passamos pela placa que marcava o inicio/fim da Rui Braga (seriam 21km entre este ponto e o posto do Maromba) e o acesso a base das Prateleiras, logo adiante a cachoeira das Flores e enfim o camping Rebouças onde chegamos as 9h, aproveitamos e já escolhemos um bom lugar para montar nossa barraca e deixar nossas coisas. Fomos conhecer o abrigo e os arredores do camping. Abrigo Rebouças camping Rebouças E logo partimos em direção ao posto do Marcão, passamos pela nascente do Rio Campo Belo. Ali na entrada fizemos os procedimentos de check in, o pessoal do PNI falou que havia abaixado de zero a noite anterior, e também pediu para guardarmos bem a comida pois havia um Logo Guará que estava rondando o camping durante a noite. Feito o pagamento de ingresso, fomos comunicar as trilhas que iriamos fazer, já passava das 11h e o pessoal do ICMBIO não autorizou fazermos a travessia do Couto-Prateleiras, somente o Morro do Couto, ficamos um pouco decepcionados. Ainda pela posto do Marcão tentamos fazer umas ligações para avisar a família que pela aquela área era a única que pegava celular. Falamos com a família para dizer que tudo estava bem e que ainda teríamos 3 dias sem celular pela frente. Lá pelo meio dia começamos nossa subida ao Morro do Couto, levamos mais ou menos 1h, chegando lá fizemos nosso lanche com a companhia dos tico tico sempre rodeando por uma migalha de pão. Ali decidimos seguir para as Prateleiras, mesmo sem autorização. Fizemos a travessia em 1h30min passando pelo Mirante, toca do índio, até a base do Prateleiras a 2450m, curtimos o visual por ali, apesar da neblina que vinha e ia. Depois uma esticada até a pedra da maça e da tartaruga próximo a pedra assentada. Depois retornamos e descemos a trilha para o camping Rebouças. Essa mesma trilha que tínhamos cruzado hoje cedo pela manhã. Passamos novamente pela cachoeira das Flores, mas agora descemos até ao poço e o Bernard arriscou um mergulho. Tava muito friiiio!! Eu me contentei com um banho de gato na quedinha de água. Morro do Couto Toca do Indio Base das Prateleiras Pedra Assentada e da Maça Cachoeira das Flores De volta ao acampamento nos preparamos para o jantar e de nos aquecer com algumas camadas de roupa. Fomos ate o quiosque e começamos a fritar o bacon e preparar um delicioso arroz com curry, cogumelos, tomate seco e claro BACON. Junto no quiosque conhecemos três caras muito bacanas de Passa Quatro – MG o Igor, Natanael e a esposa dele. Eles trabalhavam como guia de montanha no Itatiaia, Itaguaré e Serra Fina. Estavam fazendo um verdadeiro banquete, e junto bebemos uma pinga com mel para esquentar. O papo tava bom e ficamos um bom tempo contando os causos de montanha. Depois fui dormir, pois o dia seguinte estava reservado para o Agulhas Negras. A noite foi fria beirando os zero grau. De manha cedo acordamos e tomamos nosso café tínhamos combinado com o Guia Willian Gammino as 8h, ele iria nos levar para o Pico das Agulhas Negras já que não tínhamos equipamento e não conhecíamos a via. Logo que ele chegou partimos rumo ao 5° maior pico do Brasil. Uma trilha leve e bem bonita, passamos pela famosa ponte pênsil, logo depois a trilha bifurcava sendo a esquerda o caminho para a Travessia do Rancho caído que passava pela Pedra do Altar e Asa de Hermes, a direita seguia nosso caminho, logo em seguida um riacho para abastecer nossos cantis e mais adiante já começava a subida. Primeiro uma rampa de laje inclinado onde ia seguindo pelas “agulhas” canaletas de água, passamos por um degrau grande onde os guias colocavam uma corda para subir, outra rampa íngreme e depois passamos por uma fenda de uns 3 metros de largura com muitas pedras caídas e fomos escalaminhando até uma pequena gruta e subimos no topo desta. Ali os guias armaram uma corda guia para ir subindo, apesar de bem fácil havia uma certa exposição. Prateleiras visto das Agulhas Primeiro ponto de corda E logo acima já estávamos no topo das Agulhas Negras, uma visão de 360° de toda a região sendo possível avistar o vale do Paraiba, as cidades lá embaixo, a serra do mar, as Prateleiras, Pedra do Sino a nascente do Airuoca, vale dos Dinossauros, Rancho Caido, Serra Negra... porem ali ainda não era o ponto culminante, para chegar lá tinha que descer um rapel de uns 8 metros numa fenda se apoiar numa pedra e escalar outro monólito de pedra até o cume do Itatiaçu com seus 2791,50m de altitude, ali estava o livro cume. Levamos menos de 3h no total para subir. No topo fizemos nosso lanche, como era sábado tinha muita gente, nós fomos uns dos primeiros a subir, isso é uma vantagem muito grande, pois quando começamos a descer de volta havia uma fila enorme esperando para subir, nosso guia foi bem esperto e bacana e montou um rapel para desviarmos a galera e ir descendo ate a fenda que formava o corredor de acesso. Depois só descida livre chegamos no córrego devia ser umas 13h30min, como tínhamos a tarde toda, resolvemos ir até a pedra do Altar que estava ali a uns 30 min, um visual e tanto lá de cima e sua posição estratégica era possível avistar longe, inclusive o caminho do Rancho Caido que iriamos fazer no dia seguinte, e a Pedra do Sino de Itatiaia. Ficamos pensando se não teria como fazer a travessia pela crista, demos uma olhada, aparentemente sim daria para fazer, mas isso vai ficar para uma próxima tentativa. Subida do Itatiaçu Cume das Agulhas Negras Retornamos para o acampamento e o mesmo já estava lotado, bem diferente da noite anterior. Naquele momento vimos um resgate vindo das prateleiras, uma menina parece que havia quebrado o pé e estava sendo descida de maca da montanha. Nesse dia o banho foi de chuveiro do camping, mas pensa numa água fria, meu Deus!!! Foi aquele banho de gato, só para tirar o grosso mesmo. E em seguida vesti todas as roupas que tinha. O frio pegou neste dia. Nos reunimos novamente com os amigos de Passa Quatro, tudo que ofereciam e não oferecesse o Bernard aceitava, virou o tico-tico só rodeando e beliscando um pouco de cada um. Tomamos uma pinga com mel e neste dia saiu uma macarronada a carbonara. Neste dia não nos demoramos muito pois estávamos cansados e o dia seguinte prometia muita caminhada. Já na barraca fomos dormir, estava muito frio. Lá pela meia noite tive que ir regar uma moita, quando sai da barraca quase congelei, a lua brilhava no alto. Enquanto estava ali na moita escutei um barulho de panela em uma barraca próxima, percebi que não havia ninguém e vi um rastro de lixo espalhado, pensei, será que o tal do Lobo? Não deu outra vi um vulto saindo dos vassourões e mexendo de novo na tralha de cozinha, dei a volta para tentar interceptar o “gatuno” ou seria o canino? Não o vi, fui pelo outro lado e me abaixei e assim vi na contra luz da lua umas pernas indo e vindo, derrepente ele parou a uns 3m do outro lado da moita de vassouras, pensei se eu estiver abaixado e o bixo vir e der um bote, então levantei e dei de cara com o Lobo Guara, ficamos nos encarando, ele era enorme quase do meu tamanho, umas orelhas grandes, arredondas e apontadas para cima, permanecemos uns minutos assim até que ele rosnou para mim, ai pensei: “pode crê mano, vou te deixar em paz...” kkkkkkkk e voltei para minha barraca para dormir. Passado mais uns 30 minutos o Lobo começa a uivar, na realidade parecia um latido engasgado e lá de longe se ouvia outro responder, nisso acordou o acampamento inteiro, levantei novamente e o cara da barraca do lado havia sido “assaltado” e ficou preocupado, começou a conversar, fez fogo, ficou fazendo barulho... e eu voltei ao meu leito. Havia um casal com 2 crianças pequenas e os meninos começaram a chorar, pensa num choro. E assim foi nosso restante de noite.... uivos, choros, conversas... Acordamos cedo com todo o acampamento, havia uma fina camada de gelo nas barracas, tinha feito 1 grau negativo. Desmontamos a barraca com dificuldade pois ela estava congelada e gelava os dedos da mão. Logo depois fizemos uns pães de queijo de frigideira, um café nos arrumamos e as 8h com certo atraso do previsto começamos nossa trilha, na mesma direção das agulhas depois viramos a esquerda no rumo da Pedra do Altar e depois mantivemos a esquerda para o Aiuruoca. Ainda pegamos gelo na trilha e lá pelas 9h30 passamos num pequeno riacho e as 10h30 chegamos na cachoeira do Aiuruoca, tiramos umas fotos e já saímos 11h15 já estávamos nos Ovos de Galinha uma formação rochosa muito curiosa e interessante, exploramos o complexo de pedra, tiramos umas fotos e deixamos nossas cargueiras por ali e partimos rumo a Pedra do Sino de Itatiaia. Fomos subindo suas rampas de pedra seguindo os vários totens pelo caminho em menos de 1h alcançamos o topo. Tiramos as fotos de praxe, fizemos um lanche e já iniciamos nossa descida até a base para resgatar nossas mochilas e seguir rumo ao Rancho caído. Airuoca Ovos da Galinha Pedra do Sino de Itatiaia Logo subimos uma crista e no topo estava todo queimado, percebi que era um acero, fogo controlado, pois dava para ver que se estendia por toda a crista com uma largura de uns 20m e as laterais estavam roçadas. Logo abaixo estava o vale dos dinossauros, o pico do Maromba a frente as Agulhas a nossa direita. Fizemos uma curva em direção a Serra Negra e fomos descendo e contornando o grande vale abaixo, pois parecia um grande banhado. Passamos por uns charcos e encontramos um formoção rochosa muito curiosa que emoldurava o Pico das Agulhas Negras e parecia uma miniatura dela. Mais uma pequena subida e uma descida por entre bambus e uma matinha nebular, havia uma trilha bem erodida pela agua. Logo abaixo a nascente do Rio Preto, e logo ali o Rancho Caido, pensamos em pegar agua, mas ouvimos mais adiante mais barulho de água e decidimos ir até o acampamento. Lá procuramos por um bom lugar para acampar. Era 15h30 achei que estávamos bem adiantados do previsto. Barraca montada, saímos atrás do barulho de água e encontramos uma pequena gruta onde o riacho passava por baixo. Cantil cheio, decidimos explorar o local e ir um pouco adiante na trilha. O Rancho caído esta num pequeno morro numa área de mata com algumas araucárias perdidas naquela área. Logo acima do morro havia algumas grandes pedras e fomos até lá. Quando voltamos para a barraca, fizemos uma pequena fogueira, preparamos nossa janta. Logo depois o Bernard foi dormir, fiquei ainda um tempo por ali curtindo o fogo e a lua cheia. Logo fui dormir. Acordamos as 5h e 6h30 com café tomado e acampamento desmontado iniciamos nossa trilha, ainda caminhamos por uma mata na lateral abaixo da crista do Maromba e Marombinha até a crista conhecida como mata cavalo e de lá vimos o vale abaixo do Rio Preto e a Serra Negra. Começamos a descer, depois já alcançamos uma mata nebular e por fim uma mata mais densa com grandes árvores, passamos algumas vezes por um rio até que a trilha foi alargando como uma estrada e achamos uma casa. Mais uns minutos pela estrada chegamos na cachoeira do escorrega do maromba as 10h e ali terminava nossa travessia oficial. O ônibus saia as 11h da Vila da Maromba, perguntamos aos hippies que estavam ali vendendo seu artesanato e disseram que tinha mais 30min de caminhada até a vila. Não pensei duas vezes e resolvi tomar uma banho de cachoeira antes de continuar. Pensa num banho delicioso, agua gelada, mas foi ótimos para relaxar e se lavar bem antes de enfrentar o ônibus para são Paulo e Posteriormente para Itajai, ainda mais depois de 5 dias de banhos de gato. Enfim aqui termina nossa jornada. Foram 5 dias incríveis que superaram minhas expectativas em relação ao Itatiaia. Tive uma parceria muito bacana do Bernard, altos papos durante a trilha e um ótimo companheiro. Escalamos várias montanhas, sendo que algumas delas estão entre as 10 maiores do Brasil. Pegamos muito frio a noite e calor de dia, muito sol. Encontro com Lobo e conhecemos pessoas bacanas no caminho. Agora já estou planejando voltar e fazer os picos secundários e curtir um pouco mais deste lugar.
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    @Marlon Escoteiro Show de relato! Quanto pagaram por pessoa ao guia pra subir o Pico das agulhas Negras?
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    Games of Thrones foi gravada la... a melhor opção seria ir voando... Porque de Budapeste para lá de bus dá umas 15 horas (rs).... Zagreb em 03 dias você não terá muito o que fazer... poderia ver Split e Zadar se algo lhe interessa. Nessa época a Croácia não tem muita opção, o forte lá são as praias e baladas no verão. Uma opinião final. Ou você mantem seu roteiro ou substitui Viena por Polônia se for uma questão de custos. Ate porque 15 dd para quatro cidades já esta muito apertado... 4 dias Berlin (chegada + 3)... mais que suficiente. 1 dia, deslocamento de Berlin para Praga ou Bratislava (Eu particularmente sairia cedo de Berlin, passaria o dia em Dresden e no inicio da noite seguiria em frente). 4 dias em Praga + 4 dias em Budapeste + 3 dias Viena ou Bratislava. + 1 Dia de retorno p o Brasil = 17 dd no total.
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    @CarlosVO Além das opções já citadas pela Juliana, você pode ir também de Calama até Arica com ônibus, e depois pegar outro lá direto para La Paz 😀 O trajeto é bem longo, mas possível.
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    Vc pode ver se tem voo desde Calama para Lapaz ou ir por terra, rumo a Oruro... não vai ter nada direto e são mais de 1000km! Vai ter que procurar trecho a trecho! Outra coisa é contratar um passeio desde o Atacama para Uyuni e ficar lá no fim, de lá vc consegue chegar mais fácil em La Paz.
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    OI gente, estarei em Santiago sozinho de 14 a 19/08 85-996385009 me adicionem nos grupos !
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    Olá. Ficarei em Santiago dia 13 até dia 21 Agosto. Caso tenham algum grupo WhattsApp, me adc por gentileza! (38)99154-7980 Obrigado
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    @brunacth Recomendo a empresa Norte Tur, fiz o Jalapão com eles e foi tudo ótimo, no site eles tem as saídas
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    Galera, como a internet está meio falha de reviews vou falar rapido sobre o AZTEQ ZION ( pela Nautika: -4 conforto/-10 limite, por mim: +5 Conforto / 0 Limite) Esse saco de dormir sai por +-400 pelas promos na internet. as especificacoes tecnicas tem no site da Nautika ( https://www.nautikalazer.com.br/saco-de-dormir-zion-azteq-742310/p) , entao vou para a experiencia. Bom, primeiro ele nao vem com saco compressor, mas apertando ele, fica com 60-70% do tamanho que tem no saco... entao arrumando um saco compressor ele fica bem pequeno... e leve (1.1kg)! compramos ele, e fui para o Pico do Papagaio (dia 22/junho). Pegamos algo entre +2C e +5C de minima no pico, com vento e um chuvisco, e pegamos +5C minima no camping base (O Panoramico). Estava com uma barraca Naturehike cloud up 3 , e um isolante M50 (quechua, 0.5cm). Nas duas noites, dormi com uma calça de moletom, meia (normal mesmo), camiseta, fleece e gorro. Fechei todo o Saco de Dormir, e coloquei o capuz dele. Dormi bem em ambas as noites. Mas senti que estava ja no limite do conforto... se fosse para 0C teria bastante desconforto. Na minha avaliacao está mais para 5C conforto / 0C Limite. Vou comprar um Liner e segunda pele. Com isso acho que daria para aguentar temperaturas ligeiramente negativas. Ele me pareceu muito bem construido, apesar do enchimento nao vir muito bem distribuido entre as regioes do saco de dormir. Dentre os sacos de dormir nessa faixa de preco, parece que é o que tem o menor peso e menor volume. um otimo CxB. Outros que eu considerei sao, ou mais pesados e maiores (Catskill) ou mais caros (Orbit e outros de pluma)
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    Bom dia, pessoal!! Pretendo ir ao Chile em agosto, assim como a maioria deste post. Vocês já criaram algum grupo no Whatsapp!? Se sim, favor me adicionar, pois estou sozinho e sou "marinheiro de primeira viagem" rssss. Muito obrigado. Abraços.
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    Veja os preços no site do ferry: https://www.interislander.co.nz/
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    Fotos tiradas no verão, com quedas de barreiras em alguns lugares, para os medrosos será um teste passar por ali de van... Por sorte nosso veículo não foi atingido pelas pedras. Neste dia tivemos que retornar até umas casas e pernoitar dentro do carro, a noite desbloquearam esse trecho Outro trecho complicado Um outro ângulo Pegamos essa enchenteem águas Calientes
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    Apresento uma amostra da "estrada" entre Santa Maria x Santa Teresa Peru. Esse trecho é bem complicado, abismo e estrada estreita em curva..tive que dirigir bem devagar e buzinando nas curvas fechadas...tenso Essa parte da estrada foi danificada pelas chuvas. Parte boa um pouco antes da hidreelétrica
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    E aí, Mochileiros! Vou viajar de moto com destino principal a Buenos Aires, Santiago, Bariloche e Valparaíso, e o que aparecer de massa pela frente. O objetivo principal da viagem é curtir, esquiar e admirar o inverno. Previsão de saída de 10 a 15 de Julho e sem previsão de retorno, mas será antes do dia 1 dia agosto. Só pra constar, pretendo ir com moto de baixa cilindrada pra economizar no combustível e curtir mais no trajeto. Gostaria de companhia(s) para a viagem se tornar mais divertida e para registrarmos melhor nossos momentos pelas paisagens. Desde já, obrigado. E meu contato, se alguém se interessar >> 14 99815-2658.
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    Quero ir em agosto... tem algum grupo de wpp ?
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    Boa noite pessoal vi que muita gente esta indo em Agosto eu tbm sou marinheiro de primeira Viagem seria legal montarmos um grupo já foi montado? Poderíamos nos encontrar lá seria bem legal. Se já tiverem grupo me adiciona aí 11 98422-5141
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    SALVADOR + ITAPARICA + MORRO DE SÃO PAULO EM 1 SEMANA CHEGADA: Chegamos a Salvador numa Segunda à noite e ficamos hospedados na POUSADA ESTRELA DO MAR, na Barra. A localização da pousada é ótima, perto de bares, restaurantes, bancos, farmácias, etc. Da pousada até o famoso FAROL DA BARRA eram menos de 3 minutos a pé. Como chegamos bem tarde, a salvação para jantar foi um Bob’s que fica 24h aberto, bem pertinho da pousada. :'> DIA 1: No dia seguinte, acordamos cedo já que estávamos perto do Farol da Barra, tornou-se a primeira parada. Vale a pena entrar no Farol, conhecer o Museu Náutico que fica dentro (R$ 5,00 para entrar) e subir até o topo para tirar algumas fotos. Depois, andamos até a Rua Marques de Caravelas e pegamos um ônibus em direção à RIBEIRA (Lá eles não costumam dizer o número do ônibus, apenas o nome). Fomos até o ponto final (que eles chamam de “fim de linha”). A Ribeira é um bairro bem simples, mas tem uma orla bonitinha. Andando pela orla uns 40 minutos você chega à Igreja do Bonfim. Se não quiser ir até o ponto final, nesse mesmo ônibus você pode descer uns pontos antes e ir direto para a igreja. Essa linha passa por vários bairros da cidade. É interessante, pois acabamos conhecendo. Mas perdemos cerca 1 h nesse percurso. Chegando à Igreja o Bonfim, não deixe de fazer seus pedidos, amarrar as fitinhas na grade e conhecer a Sala De Milagres. Descendo a pracinha onde fica a igreja, pegamos um ônibus para o COMÉRCIO e descemos em frente ao MERCADO MODELO. Almoçamos no restaurante Camafeu de Oxossi. A comida é uma delícia! Pedimos Carne de Sol com pimenta doce branca que é simplesmente bárbara! Após o almoço, vale percorrer os corredores do Mercado e fazer algumas comprinhas (lá vende de tudo: lembrancinhas, pimentas, doces, etc). Atrás do Mercado Modelo existe um terminal de ônibus. Basta pegar qualquer ônibus que vá para a Barra (mas fique atento, tem que ser a linha que passa pelo Farol, pois tem outras que só vão até o Shopping e não fica perto). Já era noite e aproveitamos para dar uma volta pela Orla do Farol. Dia 2: No segundo dia fizemos um TOUR COMPLETO pelo ESTÁDIO ARENA FONTE NOVA. O tour com guia custa R$ 20 (estudante para meia-entrada) e é feito por um guia que também fala Inglês e Espanhol. Esse tour tem que ser agendado com antecedência pelo e-mail: [email protected] No site do Arena é possível encontrar mais informações: http://www.itaipavaarenafontenova.com.br/tour-100/ Para chegar ao Arena, também usamos ônibus que pegamos na parada quase em frente à Pousada (Rua Afonso Celso). Chegando lá, basta se identificar e aproveitar. Conhecemos toda parte externa e interna do Estádio, incluindo vestiários, camarotes, sala de imprensa, gramado, banco dos jogadores reservas e muito mais. É um passeio bem legal! Saindo do Estádio, você vai estar em frente ao DIQUE DO TORORÓ, famoso lago onde se encontram as oito esculturas dos orixás. Vale dar uma parada e tirar algumas fotos. Na avenida, em frente ao Dique, pegamos outro ônibus, novamente em direção ao COMÉRCIO; descemos em frente ao Elevador Lacerda e subimos rumo ao PELOURINHO. A dica aqui é primeiramente se desviar das pessoas que vão te oferecer mil passeios e guias. Dá pra fazer tudo sozinho, de boa. Saindo de Elevador, aproveite a vista lá de cima para tirar algumas fotos e depois vá caminhando para o lado Esquerdo. Logo adiante tem uma praça, onde se encontra a Basílica (para entrar precisa pagar R$ 3). Seguindo em frente à Praça você não pode deixar de ir à Igreja de São Francisco – toda construída em ouro, umas das mais belas que já vi! Ainda nesta praça existem boas opções de restaurantes para o almoço. Terminamos o passeio, descendo a ladeira Gregório de Matos onde é possível ver várias lojinhas, passamos pela Associação Filhos de Gandhy e ao final chegamos à Casa de Jorge Amado (vale a visitação; as quartas-feiras a entrada é grátis). Na volta, como ainda tinha sol, foi possível um banho de mar na Praia do Farol para repor as energias. Ali perto da praia rola uma sorveteria chamada Os Paleteros com aqueles sorvetes mexicanos deliciosos. Antes do pôr do sol, vale uma caminhada subindo a orla até o MONTE CRISTO DA BARRA, um monumento alto de onde é possível ter umas das mais belas vistas de Salvador. À noite, demos uma passada no Botequim São Jorge, no Rio Vermelho. Fica, cerca de 15 minutos de táxi a partir do Farol. O Rio Vermelho é um bar boêmio, com muitas opções de bares e boates. Vale a pena a visita, principalmente se você estiver por lá entre sexta e sábado, quando o movimento é maior e as ruas ficam mais agitadas. ITAPARICA Estando em Salvador, vale a pena aproveitar um dia para conhecer a ilha de Itaparica. Para ir, basta pegar uma lancha que sai a cada 30 minutos do Terminal Marítimo que fica em frente ao Mercado Modelo. Para quem estiver na barra, qualquer ônibus que vá para o COMÉRCIO, passa perto do terminal. A viagem é tranquila já que não é mar aberto. Porém, são 40 minutos e, dependendo da maré, o balanço pode enjoar. Então, para os mais sensíveis sugiro tomar um remedinho antes. A lancha vai te deixar em Mar Grande, onde você será abordado por vários guias. Você pode fechar com eles ou combinar com algum taxista para te levar até Itaparica (foi o que fizemos e saiu bem baratinho R$ 20 a corrida). O taxista nos deixou na PRAIA PONTA DE AREIA, umas das principais da Ilha. Lá você aproveita o mar calmo de águas quentes e ainda pode se deliciar com os quitutes das barracas que servem peixes, moquecas e diversos outros petiscos. Combinamos um horário com o mesmo taxista e ele passou lá para nos buscar. A última lancha sai da ilha às 18h. Então, fiquem atentos ao horário. MORRO DE SÃO PAULO Existem duas formas de ir para Morro: marítimo e semi-terreste. Conheço algumas pessoas que não tiveram sorte com o marítimo, pois pegaram dias de mar agitado ou chuva e aí a viagem não foi nada confortável devido ao balanço do barco. Como são 2h de viagem, quem enjoa muito fica mal. Eu sou do tipo de fica enjoada, mas decidi arriscar. Felizmente minhas preces para os orixás deram certo e foi uma viagem beeemm tranquila. Até dormi em alguns trechos. Pegamos o catamarã da BioTur no Terminal Marítimo (que fica em frente ao Mercado Modelo). Eu havia comprado as passagens pelo site da BioTur com alguns dias de antecedência, mas rola de comprar lá na hora também. Ainda no barco, já é possível ter uma pequena visão do paraíso. Sem dúvida, um dos lugares mais lindos que já vi. Ao desembarcar, alguns locais vão te abordar para levar suas malas, o que eu aconselho que você aceite, pois as subidas e descidas na ilha são cansativas. Antes de entrar na ilha, você passa no Guichê para pagar a Taxa de Conservação Ambiental de R$ 15,00. A ilha é pequena e tem uma pracinha principal onde você acessa tudo (praias, mirantes, lojas, restaurantes). Não tem como se perder por lá. Então, para ser objetiva, segue abaixo o que não se pode deixar de fazer: 1 - Passeio em volta da ilha – as pousadas oferecem e algumas agências locais também. Esse passeio é feito de lancha (muita emoção) e dura o dia todo. Você vai conhecer as praias, a famosa ilha de Boipeba e fará o mergulho nas Piscinas Naturais. Esse é o tipo de passeio que tem que fazer. É bom demais. 2 - Mirante do Farol – Assistir o pôr do sol no mirante também é obrigatório. A subida é cansativa, mas vale a pena, pois o visual é deslubrante. 3 - Toca do Morcego – também dá pra assistir o pôr do sol da Toca (um bar que fica no caminho da subida para o Mirante). A entrada é R$ 5 mas o ambiente é gostoso que só vendo! Visual lindo, música legal, bons drinks e comidinhas e gente bonita. Vale a pena ir pelo menos uma vez. À noite, após as 23h rolam as baladas na Toca, que também são bem legais. Tocam muito eletrônico mas o clima é bom (não sei se é pela época que fui que era baixa temporada, talvez perto do Carnaval role mais Axé). Gente bonita, paquera e curtição. Para os solteiros acho que é uma boa pedida... 4 - Tirolesa – Em morro existe uma tirolesa de 70 m. Dá um medinho, pois é bem alto, mas vale a pena. O visual mais a adrenalina no salto são de tirar o fôlego. Custa R$ 40 por pessoa. 5 - Praia da Gamboa – Para chegar à Gamboa é necessário pegar uma trilha por dentro do Portão da Fonte (uns 40 minutos andando). No caminho existem outras praias também, como a Ponta de Cima, que é deserta e bonita. Infelizmente a maré estava alta e não conseguimos chegar à Gamboa, por isso, vale a pena ir quando a maré estiver bem baixa por volta das 14h, 15h... 6 - Restaurantes – Existem ótimas opções, mas os que eu mais gostei foram: Chex Max (Pizzaria), Balanço (Crepes), Marilyn (Comidas regionais). Eu fiquei 4 dias em morro e achei pouco, pois o lugar é tão lindo e tem uma energia tão gostosa que dá vontade pra ficar mais tempo. Consegui fazer todos os principais passeios e conhecer os pontos mais legais, mas fiquei com gostinho de quero-mais.
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    Bom pessoal, depois de deixar de relatar diversos mochilões porque demorava a escrever e esquecia muuuuitas informações, resolvi começar logo o relato dessa trip que eu e meu amigo (Diego) fizemos para esse lugar absolutamente incrível que possuímos aqui do ladinho de nossas casas!!! O objetivo desse relato não é apenas o de passar as informações, mas de tentar MOTIVAR o maior número de pessoas a irem a esse local que é FANTÁSTICO e que AINDA (mas em processo de) não é sugado pelas empresas. Fiquem a vontade para tirar QUAISQUER dúvidas. Se algo ficou meio difícil de entender, só falar que tento explicar de outra forma EDIT 1 (28/07/18): ADICIONADO MAPA DA TOPOGRAFIA E DISTÂNCIAS Nesse mapa abaixo, as estrelas vermelhas são os possíveis locais de entrada no parque. Exceto a seta que está escrito "Camp Fracês", que é um acampamento que não estava plotado no mapa! O QUE LEVAR? Pra dar um norte a alguns que não tem ideia do que levar, aqui vai a lista do que levei e do que poderia ter deixado para trás ou levado a mais: - Mochila Quechua de 75L; - Mochila de ataque levada no peito (não façam isso de levar uma mochila na frente, por favor kkkkk. Foi a pior burrice por um lado, mas por outro a câmera estava a todo momento protegida e de fácil acesso. Todavia, se eu voltasse lá, não faria isso kkkk); - 2 bastões de caminhada (ajudam ABSURDO, ainda mais para passar em determinados locais inundados ou com barro); - Comida liofilizada Moutain House (MUITO boa, mas não é fundamental), salame, chocolate, frutas secas + amendoim; - Barraca Azteq Nepal 2 (frente a outras que vimos por lá, aguentou ABSURDAMENTE bem); - Isolante inflável Thermarest; - Saco de dormir North Face Aleutian (Conforto: -3ºC, Limite: -9ºC e extremo: -28ºC. Um bom saco de dormir faz sua noite ser absurdamente agradável. O Diego usou um que não era para temperaturas tão baixas e passou algumas noites de desconforto); - Capa protetora da mochila (que se foi com o vento e é desnecessária. Como já tive vários estresses despachando mochilão, resolvi colocá-la para despachar e passei um rolo de papel filme – aqueles de comida mesmo – em volta, mas não adiantou. A proteção já chegou com alguns furos no destino); - Fogareiro JetBoil (muito bom pra economia de gás, praticidade, fazer um chá/café de forma bem rápida (e na “potência” mínima do gás), levando de 2 a 3 minutos para ferver 400ml de água com temperatura entre 0 e 5ºC); - Corta vento (superior e inferior); - Máscara facial + touca (grazadeus o Diego tinha um sobrando, pois esqueci o meu rsrs) - Luvas (nos salvou de voltar para casa com todos os dedos, mesmo que ainda não estejam 100%); - 2 Fleece (um eu nem usei e sumiu L. Ou seja, 1 dá conta do recado) - 15 cuecas (-.- ... isso se deve a um aperto que passei em uma viagem, mas TOTALMENTE desnecessário essa quantidade. Umas 5 ou 6 já está ótimo); - Calça térmica (te permite usar uma bermuda por cima, daí nos locais que começa a esquentar demais – dentro de florestas –, fica bom, não aquece muito); - Duas bermudas (aquelas de academia – uma seria o suficiente); - 6 Camisetas (3 ou 4 seriam suficientes); - Botas de caminhada (ajudou MUITO. Não faria de forma diferente); - Chinelos (ao chegar ao acampamento, ajudam a deixar o pé “respirar”); - Óculos de sol - Kit Emergência (diversos remédios, agulha e linha “cirúrgica”, tesoura, pinça, etc); - Kit Banho + creme hidratante (Isso ajuda MUITO a noite antes de dormir. A pele fica absurdamente seca devido ao vento incessante) - Protetor Solar (Não usamos muito, mas dependendo do dia pode ajudar bastante); - Chapéu pra proteger do sol (nem encostei nele, kkkk. Era o tempo todo de touca e máscara); - Lanterna de cabeça (Foi totalmente desnecessária, mas numa emergência pode ajudar. Lá temos em torno de 16h de luz, então 22:30h ainda está relativamente claro); - Kit de fotografia (T5i, 18-55mm, 70-200mm, limpa lentes – importante -, duas baterias – não foi nem metade de uma –, carregador, adaptador, 2 SD card de 16 gb cada e 1 de 32 gb. No total foram umas 1300 fotos em .RAW) - Sugiro colocar separadamente as coisas de dentro do mochilão em SACOS DE GELO, isso mesmo. Tudo ficará impermeabilizado e você não terá que se preocupar com isso pelo resto da viagem (lógico que eu não fiz isso – vacilei –, mas o Diego fez e teve uma tranquilidade absurda com relação à chuva durante todo o circuito). A MOTIVAÇÃO: Essa vontade de conhecer Torres del Paine veio depois de fazer um mochilão pela Patagônia (chilena e argentina) há 4 anos atrás. Eu e minha esposa fizemos algumas trilhas em El Chaltén, visitamos El Calafate, etc. Durante as pesquisas, me interessei por TdP, mas como estávamos com pouco tempo para esse mochilão, resolvemos deixar para outra vez, mas JUREI que iria voltar e fazer o circuito O um dia. AS EMPRESAS: Vocês não podem deixar de saber que antes de ir pra lá, vocês precisam de antecipação, planejamento e muita, mas MUITA paciência. Lá existem 3 empresas para se reservar as áreas de camping ou os “lodges”. São elas: Fantástico Sur, Vértice Patagonia e CONAF, sendo esta última governamental e responsável pela gestão de vários parques nacionais, incluindo TdP. Definidas as datas dos voos de ida e volta, começamos a correr atrás das reservas dos campings. Nesse ponto, vale um adendo: · O Circuito O só pode ser feito no sentido Anti-horário. Logo, deve-se fazer as reservas dos campings nesse mesmo sentido. Conseguimos fazer as reservas com a Fantastico Sur sem problema algum. Não havíamos decidido por nenhum acampamento da CONAF (que são de graça, todos). As reservas que faltavam eram apenas as da VERTICE PATAGONIA e é aí que começa a dor de cabeça. Um a dois meses antes da viagem, começamos a fazer as reservas. Inicialmente a Vertice estava com a página em manutenção. Ao voltar, possuía um sistema de reservas pelo próprio site, mas que desde o primeiro dia (literalmente), não funcionava. Então, a outra forma seria enviando um e-mail com o número de pessoas, data e locais que gostaria de reservar e, se eles lessem o seu e-mail, te responderiam com o passo-a-passo para realizar o pagamento. Bom, enviávamos o e-mail e nada. Como foi chegando o dia do voo de ida, começamos a procurar informações no Tripadvisor e lá uma pessoa havia informado que eles possuíam mais 7 e-mails. Começamos a bombardeá-los com e-mails, mas não obtivemos nenhuma resposta (havia a confirmação de leitura, mas não nos respondiam). Apesar de vermos várias pessoas mudando as datas da viagem ou até cancelando o voo, decidimos ir e lá procuraríamos a agência física da empresa (nem o telefone eles atendiam). Caso não conseguíssemos fazer a reserva pela Vertice, faríamos apenas o circuito W (que já estava reservado pela Fantastico Sur) e iríamos para El chaltén, uma cidadezinha argentina bem pequena e aconchegante que fica a 400km de Puerto Natales e que tem vários trekkings de dificuldade variada e de vários dias, ou seja, tem para todos os gostos! Dia 1 – Porto Alegre – Punta Arenas – Puerto Natales Embarcamos em POA para a conexão em Buenos Aires e Santiago com a ideia firmada que iríamos tentar chegar à cidade e ir à agência física da Vértice (o Google informava que estava permanentemente fechada e não atendiam o telefone. MAS, não confiem nesse tipo de informação do Google!!!). Bom, como desgraça pouca é bobagem, o voo de POA para Buenos Aires atrasou e perdemos a conexão para Santiago!!! Maravilha, que mais podia dar errado?! Maaas há males que vem para o bem! Nesse meio tempo de espera no aeroporto de Buenos Aires enviamos mais um e-mail para essa maldita empresa e embarcamos para Santiago. Eis que, ao pousar em terras chilenas, abrimos o e-mail e vimos uma resposta dizendo que nossas reservas estavam feitas mas para garanti-las teríamos que pagar em 48h. Como chegaríamos em Puerto Natales no dia seguinte, deixamos para efetuar o pagamento in loco e não ter mais nenhum estresse. Aqui vale ressaltar sobre a aduana chilena que são bem chatos com comidas e/ou qualquer coisa de origem vegetal ou animal (eu já havia sentido na pele isso alguns anos atrás). Sabendo disso, resolvemos declarar o que trazíamos e deixar que eles decidissem. Foi nessa que o Diego perdeu 5 salames que estava trazendo para o circuito. Segundo o fiscal, o salame era defumado e só poderia entrar se fosse COZIDO. Comigo ele perguntou o que eram as comidas liofilizadas e eu disse que eram como o macarrão instantâneo (vulgo miojo ahaha). Mesmo fazendo uma cara de desconfiado, deixou passar. Passamos a noite no aeroporto de Santiago e embarcamos pela SkyAirline para Punta Arenas. · Sugiro, quando forem pegar voos domésticos no Chile, procurar por esta empresa. Apesar de não darem nenhum lanchinho (kkkk), pagamos US$120,00 Santiago-Punta Arenas (ida e volta/pessoa). Ao chegar no aeroporto de Punta Arenas, havia um ônibus indo para Torres del Paine direto do aeroporto, mas não tínhamos pesos chilenos suficientes (deixamos de trocar no aeroporto de Santiago e no de Punta Arenas não tem casa de câmbio. Aquela famosa economia porca, pois poderíamos ter trocado o suficiente para o ônibus e, em Puerto Natales, trocaríamos o resto). Então, saímos perguntando o preço para ir para o centro da cidade e ouvimos dois israelenses pechinchando com um taxista. O Taxista pedia 10.000CLP. Sugerimos que dividíssemos o valor em 4 pessoas e todos aceitaram. · Em Punta Arenas não existe uma rodoviária única a todas as empresas. Cada uma possui a sua “estação”, a sua garagem e você precisa ir naquela que irá pegar o ônibus. Ao chegar à cidade, trocamos R$900,00 a 190CLP/real, uma boa cotação e que não acharíamos mais. Todavia, a cotação do dólar pouco variou de Punta Arenas para Puerto Natales (algo em torno de 5 a 10 pesos/dólar). Trocamos o dinheiro e saímos correndo para a Buses Fernandez. Por sorte, o ônibus ainda não havia saído. Acabara de fechar as portas, apenas. Pedimos pelo amor de deus para que abrissem e nos deixassem entrar kkkkk. Com cara de bravo, deixaram. Durante o trajeto havia wi-fi no ônibus, mas era pago. E caro. Nos cobraram 8.000 CLP/pessoa o trecho. Todas as empresas giram em torno disso, não tem muita diferença não. Chegamos em Puerto Natales 3 horas depois, numa viagem LINDA. Sugerimos que se mantenham acordados hehehehe. Deixamos nossas coisas no hostal Vaiora, que já estava reservado (US$20/pessoa). Um hostal bem simples, mas limpinho e aconchegante. Erramos o caminho ao chegar. Começo do treinamento. Andamos 1km para o lado errado, mais 1km para voltar, mas pelo menos vimos esse fucking Dog fotogênico hahaha · Vale lembrar que ao pagar em dólar, não existe a necessidade de pagamento de 19% do IVA (desde que mostre o papel que recebeu na entrada ao país), um imposto que eles deixam passar para incentivar o turismo e para aumentar a quantidade de dólar americano no mercado chileno. Na sequência fomos direto à Vertice fazer o pagamento da reserva (fica na Calle Manuel Bulnes, 100. Há duas, mas a certa é essa). Ao chegarmos, os atendentes estavam lá tranquilões, como se nada estivesse acontecendo. Milhares (literalmente) de pessoas desesperadas e eles super de boa, mas ok. Dissemos que queríamos fazer o pagamento da nossa reserva para o circuito O. Inicialmente a atendente não levou a sério (não acreditou que tínhamos a “autorização” daquela reserva), então mostramos o e-mail deles próprios. Pagamos e fomos fazer as compras de equipamentos que nos faltavam. Compramos um bastão, caneca com mosquetão (super indico. A caneca era FODA. Não sabemos dizer como, mas as bebidas quentes que fazíamos nela simplesmente NÃO PERDIAM CALOR hahahaha. Também pela facilidade de deixa-la pendurada e a qualquer água corrente que víamos no circuito, parávamos para beber), poncho da NTK (pelo amor de deus, não comprem isso!!! Material de péssima qualidade. Rasgou inteiro nos 20 primeiros minutos de trekking) e gás. Aproveitamos para passar no supermercado e na loja de frutas secas para comprar as guloseimas que faltavam. · A loja de frutas secas é excelente! Tem muitas variedades e num preço bem acessível. A loja chama Itahue e fica na Rua Esmeralda, 455B. Voltamos para o hostal, deixamos tudo, tomamos um banho e saímos para jantar. Mandamos uma pizza, mas cabiam duas kkkkk. Voltamos para arrumar as mochilas e dormir. Dia 2 – P. Natales – Torres Del Paine (1ª noite: Camping Serón) Pegamos o ônibus na rodoviária por volta das 07:30 e chegamos na entrada da Laguna Amarga umas 9:20. Ao chegar, todos devem desembarcar do ônibus e fazer a entrada no parque. Nessa etapa, pega-se uma fila enorme (todos os ônibus chegam juntos). Se der sorte de ser dos primeiros ônibus, ótimo, caso contrário vai esperar um pouquinho. Caminho para TdP: Após todos fazerem a entrada e o pagamento (21000CLP ou uns US$35 – aceitam os dois), todos devem assistir a um vídeo de 2 minutos aproximadamente, falando tudo o que pode e o que não pode fazer no parque, inclusive o valor e pena das transgressões. Após isso, todos voltam para os ônibus. Os que vão ficar na Laguna Amarga já podem pegar suas mochilas e iniciar o trekking ou então pagar 3000CLP para pegar outro ônibus que andará por 15 minutos (7,5km) até a área do Camping Central/Las Torres. Fora isso, o ônibus que estava lá parado espera os que vão para as outras duas entradas (Pudeto ou Sede Administrativa) voltarem para seguir viagem. Chegando à entrada da LasTorres tem uma lojinha com alguns artefatos de trekking, para aqueles que esqueceram de algo ou para os que tem muito dinheiro. Desde esse momento percebemos como as coisas seriam absurdamente caras em qualquer lugar dentro do parque!!! Por exemplo, uma coca-cola de lata de 350ml custa 2000CLP, algo em torno de 11 reais. Uma bolacha menor que Trakinas também tem o mesmo valor. A única coisa que eu vi que era RAZOÁVEL de se pagar (mas não era barato), foi no Camping Grey, que tinha um chocolate Prestígio por 500 CLP, algo em torno de 3 reais. Não comprei, me arrependi, pois não haveria outra oportunidade desse tipo kkkkk. Bom, começamos então em direção ao Camping Serón. É meio complicado de achar o caminho inicial. Não tem NENHUMA placa indicando a direção (algo que constatamos depois, foi que o Circuito O por ser menos procurado/turístico, não tem a mesma infraestrutura do W, mas essa foi a melhor coisa que poderíamos ter! J). Ficamos esperando ver se haveria algum fluxo de pessoas para algum lugar e em alguns minutos achamos o caminho. Começou uma leve subida e, nossa fiel e inseparável CHUVA. Como ainda estávamos sem experiência no que se trata de patagônia, desesperamos e começamos a colocar os anoraks e o bendito poncho (aquele que indiquei para não comprarem). Mas por que comprei essa droga? Para proteger a mochila com material fotográfico que estava no meu peito. Foi só eu colocá-lo e puxar a cordinha do capuz que começou o rasga rasga. Então peguei o que sobrou desta droga e só embrulhei a mochila (6300CLP jogados fora). No final do dia iríamos perceber que não precisa desse desespero. A chuva que cai, juntamente com o clima seco e o vento forte, não é o suficiente para molhar. O que molha já seca em segundos/minutos. E todo o resto da viagem foi usando esse aprendizado, ou seja, não colocávamos mais o anorak para proteger da chuva ou neve, mas sim do vento. O caminho do Central para o Serón é bem tranquilo. Em alguns momentos tivemos que atravancar pelo mato porque estava impossível de passar pela trilha. Muito barro! Uma das coisas que ajuda a ficar assim é que muitos cavalos vão até o Serón e isso piora absurdamente a trilha, mas nada que impeça de continuar. O tempo previsto era de 4h, mas fizemos em umas 5h, fomos bem tranquilos nesse primeiro dia. Chegando no camping, largamos as mochilas num canto, definimos onde iríamos montar a barraca, a montamos e fomos comer. Nesse camping existem algumas plataformas para se montar a barraca, mas não sabemos se era para todos ou teria algum preço diferenciado (eu particularmente não gosto. Como é em campo aberto – diferente do camping Francês que só tem plataformas mas é dentro da floresta –, facilita que o vento destrua a barraca se der uma rajada muito forte e entrar por baixo da plataforma, pois ela é como se fosse um estrado de cama). Após comermos e descansarmos um pouco, demos uma andada pela área. Há um local abrigado para cozinhar, algo que ajuda bastante!!! Os campings que não possuíam isso, juntando-se ao fato de o vento não parar um segundo, faziam com que preparar a comida se tornasse algo trabalhoso e chato, já que é um momento de socializar e descansar. Após jantarmos, fomos dormir e, algumas horas depois, começou uma chuva constante que seria nossa companheira até acordarmos. Pontos negativos desse lugar: Havia UM banheiro e UM chuveiro para mais de 20 pessoas. O banheiro estava em estado deplorável... o chuveiro não sei se era quente. Não tomamos banho esse dia. 3º Dia – Camp Serón – Camp Dickson Bom, deveríamos acordar 06:00h (depois percebemos que era desnecessário), mas ficou uma chuvinha tão boa desde a meia-noite que não conseguimos acordar. Acordamos umas 07:30h e ficamos enrolando dentro da barraca até as 08h. Esse dia andaríamos bastante, cerca de 19km (~6h), mas o nível de dificuldade era tranquilo, uma vez que a maior parte seria com pouca variação de altitude (mínimo de 170m e máximo de 330m). Levantamos, arrumamos todas as coisas e deixamos só a barraca por desmontar, torcendo pela chuva parar de cair (o que mais baixava o moral era guardar a barraca com chuva, pqp! Kkkk). Enquanto comíamos, a chuva parou! Como a barraca estava molhada da chuva e de manhã é sempre bem frio, foi difícil enrolá-la, as mãos doíam de tanto frio! Mas vamos que vamooos. Nessa parte do circuito o rio Paine nos acompanha a todo o momento pela direita e também tem umas belas montanhas no começo, mas com o tempo nublado pouco conseguimos ver. Rio Paine: É nessa trilha que fica a Guarderia Coirón que vai verificar se você possui reserva no Dickson para poder prosseguir no Circuito O. Não possuindo, o guarda parque te mandará voltar. Paramos diversas vezes para comer, descansar, observar. Como sempre, chega uma hora que o vento cansa, porque não para... então ele te obriga a pegar a trilha novamente hehehe. Esse dia foi o primeiro dia que sentimos o peso da mochila. O trapézio já estava pedindo um intervalo. Como só faltavam uns 4km fizemos uma longa parada pra descansar e tirar algumas fotos! Valeu muito a pena... O Camp dickson dá pra ver de longe. Fica num lugar bem plano, circundado pelo Rio Dickson. Quase no final da trilha tem um “mirador” que se consegue ver as construções do camping, o lago e o glaciar ao fundo, mas pra chegar lá ainda tem uma subidinha bem tranquila, mas uma descida íngreme. O bonito desse lago é que diversos icebergs se desprendem do glaciar e vem parar pertinho do camping. Com uma boa luz do sol dá pra tirar ótimas fotos! Pensamos em brincar um pouco e entrar no lago, mas nessa área o vento é bem mais forte do que havíamos pego até então e como todos sabem, o problema não é NA água, é depois de sair dela kkkkk. Assim que chegamos fomos ver se tinha água quente e... TINHA! Um lugar bem apertado, mas sem problema algum. Não batia vento!! Kkkk Tomei um banho rápido, montamos a barraca e saímos bater umas fotos e conhecer os arredores. No Camp Serón não lembro de ter nada a venda; já no Dickson tinha alguns biscoitos, chocolates, etc, coisa bem básica mesmo. Nada de refeições. Voltando das fotos fomos jantar. Era mais ou menos assim as refeições: eu fazia um pacote liofilizado pela manhã, comia metade no café e guardava a outra metade para a trilha (tem um sistema ziploc na própria embalagem). Durante a trilha comia a outra metade e algumas guloseimas. A noite fazia um outro pacote para a janta e um chá bem quente antes de dormir, elevava o moral ABSURDAMENTE! fikdik heheheh. Após isso, fomos dormir e já concluímos que a medida que íamos para traz das montanhas (pensando no sentido da chegada), a temperatura diminuía e o vento aumentava. Essa noite o vento castigou, pois é uma região com árvores num dos lados, mas de onde vem o vento não tem nenhuma barreira. Dormimos mal pra caramba, mas logo logo acostumaríamos com o vento. Detalhe: No Camping Dickson, não há local abrigado para se fazer a refeição. Existem várias mesas espalhadas, mas nenhuma construção para se abrigar do vento. 4º Dia – Camp Dickson – Camp Los Perros Bom, esse dia acordamos com uma tranquilidade absurda. Teríamos que andar apenas 9km, cerca de 4h. Começamos a rotina de arrumar tudo e guardar a barraca. Aproveitamos a manhã de sol para tirar umas fotos do lago Dickson e da geleira ao seu fundo, mas as nuvens como sempre impediam a luz do sol de deixar o lugar mais bonito. Café da manhã no Dickson: Não faz maaaaal!!! O lugar já era maravilhoso por natureza! Essa caminhada foi excelente. Só o comecinho que pega bastante, pois é uma subida relativamente íngreme e parece que não acaba nunca! 90% da trilha é dentro de bosques, ou seja, algumas horinhas sem o vento de arrancar o couro da gente! A paisagem se alterna entre muitas árvores e as montanhas nevadas ao fundo e quando as copas dão uma brechinha...fica mais ou menos assim: Quase chegando ao Camp Los Perros, começa novamente uma subida, mas o problema dessa subida é que é SÓ PEDRA!! Isso acabava cansando um pouco e forçava as articulações. A dica nesse trajeto é fazer com bastante calma e tranquilidade. Fazer algumas paradas ajuda a descansar e a aproveitar a vista! J Esse trajeto é sem vento, mas quando se chega na parte mais alta, aí segurem seus gorros, óculos ou o que tiver solto: ao subir sobre a colina para observar o glaciar Los Perros ao fundo do lago, virá uma rajada de vento que desce da ravina e passa por sobre o lago, atingindo essa colina! Já na parte mais alta e pouco antes de chegar ao acampamento, tem uma geleira ao fundo. Pequena, mas com sua beleza. Uma seta dizia que o caminho estava fechado. Fomos ao acampamento deixar as mochilas e fazer o “check-in” e foi nesse momento que o guarda-parque daquele camping falou que o Paso John Gardner estava fechado e não deveria nos deixar passar, mas como já havíamos chegado até ali, seria a mesma distância de voltar e, por fim, acabou nos deixando seguir o circuito. Glaciar: Como chegamos muito cedo no acampamento e não tinha mais o que fazer, veio o ócio e, todos sabem, “mente vazia, oficina do capiroto”. Resolvemos desconsiderar o aviso e fomos até o mirador que fica em frente ao glaciar. Perigo, na real, só tem se você der mole. Basicamente é um terreno íngreme com muitas pedras soltas, à beira de uma grande queda. Se for sempre jogando o corpo para dentro do terreno e “sentindo” o chão antes de jogar o peso todo, sem problemas. Fomos, voltamos e ficou tudo bem. Seguimos para o acampamento. Esse camping é excelente! Não bate um vento, pois fica no meio das árvores. Durante a noite você ouve o vento chegando pelo barulho das copas e espera a hora de atingir a barra (como era em qualquer outro camping), mas a melhor parte é que ele nunca chegava! Hahahah. E você pode dormir tranquilamente. A partir desse dia comecei a me “acostumar” com o vento na hora de dormir, mas mesmo assim o sono não melhorou muito. Essa era a noite que teríamos que dormir o máximo possível e com mais qualidade, pois no dia seguinte seguiríamos até o Camp Grey, que daria um total de 24km (11h de caminhada, pelo mapa), incluindo a transposição do famoso e temido Paso John Gardner. 5º dia – Camp Los Perros – Camp Grey (o dia da emoção) Acordamos depois de uma noite relativamente bem dormida. Estava bem frio e chovendo, mas as árvores seguravam um pouco a água. Arrumamos as mochilas e fomos tomar café. Nós já sabíamos que esse seria o dia mais difícil (só não sabíamos que teríamos uma surpresa: uma nevasca) de todo o circuito, então comemos bastante no café da manhã e já deixamos tudo preparado para o meio da trilha. Assim que fomos tomar o café, percebemos, em cima de uma das mesas, um verdadeiro BANQUETE, com direito a tudo que imaginarem, TUDO. Naquele momento algo chamou nossa atenção: Meu deus, como alguém resolve trazer tanta comida assim para esse circuito?!?!?!? Nós estávamos contando cada grama de comida e equipamento e eles trazem tudo isso? Bom, foi nesse momento que observamos o seguinte: · Existe uma forma de contratar uma EQUIPE para fazer esse circuito O com você (ou com um grupo). Sempre vai, junto ao grupo, um guia e um ajudante. Além disso, existem mais 3 “sherpas” (sim, o mesmo nome daqueles que carregam os equipamentos dos que querem escalar o Everest) que só são responsáveis por carregar o geralzão. Como assim? Quando o grupo sai, eles ficam para trás desmontando as barracas, sacos de dormir, etc. Quando terminam, começam a correr (LITERALMENTE) até o próximo camping, para chegarem antes do grupo e montar tudo que tiver que montar. Eles levam quilos e quilos de comida e equipamento, cozinham e preparam lanches para o dia seguinte (separados em sacos ziploc) para cada integrante do grupo. Não temos ideia do quanto se paga por isso, nem perguntamos, mas não deve ser barato... Após tomarmos café, vimos vários desses guias desmontando as barracas e as levando para dentro do refeitório para que secassem e posteriormente dobrassem. Resolvemos fazer o mesmo. Já na saída do camping começam as subidas. Estas, que seriam nossas fiéis escudeiras ao longo de todo esse dia de caminhada kkkkk. Esse comecinho é totalmente dentro de um bosque, então estava bem tranquilo. Foi aí que começamos a ver granizo no chão. Já começamos a imaginar que logo logo veríamos neve. Não deu uns 20 minutos e começou a nevar sobre a gente! Maior felicidade kkkk À medida que subíamos começamos a ver maior acúmulo de neve, o que começava a dificultar a trilha. Continuamos na trilha que estava bem sinalizada, mas em um determinado momento acabamos pulando uma estaca laranja e chegamos num lugar que passava um rio por baixo do gelo! Já viu né? Frio, água e pé não combinam NADA! Paramos e começamos a olhar em volta... a estaca que então havia sido deixada para trás, estava mais para baixo e fomos até lá para evitar esse rio. Após alguns minutos de caminhada, começamos a nos dar conta do quão difícil seria o trajeto: um vento absurdo (ainda algo em torno de 60 a 70 km/h) já dificultava o nosso progresso mesmo sobre pedras e uns 30 cm de neve. E o que acontece quando se junta neve caindo e vento forte? Você não consegue olhar para a frente! O que acabávamos fazendo era seguir a trilha do grupo que estava à nossa frente (cerca de 300m), olhando para baixo, no máximo procurando a próxima marca laranja que indicava o caminho a seguir. Continuamos subindo e subindo... Não acabava nunca!!! Víamos o grupo com o guia no topo de uma montanha. Imaginávamos que aquele local seria o Paso ou estaria muito próximo dele, mas não. E pior, toda aquela neve batendo no nosso rosto, aquele vento baixando a sensação térmica e a neve acumulada aumentando, iam deixando o trajeto mais difícil ainda! Foi a partir de uma das placas que informa a distância e a elevação daquele local que a “brincadeira” começou a ficar séria... Já não víamos mais o grupo (com guia) que estava na nossa frente. As pegadas que deixavam na neve? Já haviam sumido! As estacas alaranjadas estavam começando a ficar encobertos pela neve acumulada. O vento? Só aumentava! Foi nessa hora que a CALMA falou mais alto. Paramos atrás de uma pedra, respiramos, pensamos e comemos. Retomamos a trilha... À medida que subíamos o vento aumentava numa proporção astronômica! Só conseguíamos olhar para baixo. Ao chegar numa estaca laranja, olhávamos para o horizonte, achávamos a próxima, baixávamos o rosto e íamos olhando para baixo. Lembram da subida? Ainda estava lá!!! Kkkkkk o peso das mochilas deixava TUDO mais difícil. À medida que pisávamos na neve, afundávamos. Na maior parte do tempo eram necessários dois passos no mesmo lugar para conseguir progredir. A neve estava na altura dos joelhos já. Num determinado momento o Diego, que estava na frente, parou e me falou que estava preocupado com suas mãos. Nesse momento, me dei conta que eu também tinha mãos! Kkkkkk a partir daí, também percebi que já não sentia a ponta de todos os dedos, mesmo com a luva. Primeiramente tentei achar o problema, pensando que a luva estivesse molhada, mas não! Era a neve acumulada, juntamente com o vento, que estava baixando a temperatura. Tirei a neve, coloquei as duas mão atrás da mochila que estava no meu peito e comecei abrir e fechar as mãos. Em alguns minutos havia voltado ao normal e falei para o Diego fazer o mesmo. Entretanto, à medida que usávamos os bastões para nos ajudar na neve (e acreditem, eles fazem uma diferença ABSURDA nessa situação), as pontas dos dedos voltavam a doer absurdamente. Mantivemos o ritmo. Mais pra cima? Mais TUDO! Mais vento, mais neve... e vocês já sabem. Devido à nevasca não conseguíamos ver além de 15m e aqui deixo a minha crítica ao parque: as estacas que indicam o caminho nesse trecho (O MAIS CRÍTICO DO PARQUE) são escassas. Em alguns momentos você tem que chutar uma direção e ir. O que nos ajudou numa das situações mais críticas desse trecho foi que a neve encobria as pegadas do grupo, mas os buracos dos bastões ficavam visíveis! Seguimos os buracos e logo em seguida achamos o caminho novamente. Chegando próximo do Paso, a preocupação com as mãos aumentava, mas outra coisa estava nos tomando mais a atenção: O vento. Simplesmente não conseguíamos avançar!!! Dávamos 3 passos para a frente e o vento nos empurrava 5 para trás ou nos derrubava! Vendo que não conseguiríamos competir com ele, começamos a engatinhar até chegar próximo de uma encosta rochosa onde o vento diminuiu e conseguimos chegar ao outro lado da montanha, aonde vimos o IMENSO Glaciar Grey, em toda sua infinita extensão. Após passar pelo topo o vento diminuiu consideravelmente. Sabíamos que a partir daquele ponto seria apenas descida. A partir de então foi o inverso. Era descida que não acabava mais! Em determinado momento, não era mais possível descer caminhando, de tão escorregadio que estava. Acabamos descendo de esquibunda kkkkkk. Nesse momento, juntamos a alegria de ter sobrevivido com as brincadeiras na neve. Enquanto descansávamos, um dos sherpas estava descendo (também de esquibunda kkkk), parou e nos ofereceu um chá quentinho. Aceitamos e conversamos um pouco. Ele disse que nunca havia visto essa parte do circuito, dessa forma. Era novidade para ele, mesmo já trabalhando nisso há alguns anos. Chegamos ao Camp Paso. Tinha uma infraestrutura bem básica. Fizemos um café, dividimos uma caixinha de leite condensado inteiro e recuperamos as energias. Energia recuperada, retomamos a descida. Nesse dia meu joelho começou a gritar!! Era descida que não acabava mais... Depois de algumas horas de caminhada, chegamos às pontes que são bem conhecidas (as pessoas que fazem o W pernoitam no Grey só para poder subir até essas 3 pontes que tem entre o Camp Paso e o Camp grey). O dono do hostel que viríamos a ficar em P. Arenas trabalhou para a Vértice e disse que antigamente no lugar dessas pontes, haviam escadas. Com o derretimento do gelo, a água descia e levava a escada embora. Assim, os guarda-parques iam lá e colocavam CORDAS temporariamente. Imaginem a dificuldade de subir, através de cordas, com uns 20kg a mais de equipamento, um barranco de uns 6m. Felizmente não são mais escadas, mas 3 pontes que balançam MUITO! Como estávamos cansados da travessia, a neve não parava de cair e o vento também não parava de soprar, acabamos passando meio que batido, sem ter apreciado muito bem essa parte. Depois de algumas horas de descida chegamos ao Camp Grey. Com uma boa infraestrutura, o Grey tinha uma cozinha bem espaçosa e fechada. O banheiro masculino eram duas privadas e duas duchas (chuto que o feminino era a mesma coisa). Bem pouco, pensando que esse Camping faz parte de uma das pernas do W e fica lotado de turistas. Mirador no Camp Grey: Não saiam daí! To be continued... hahahahah
  30. 1 ponto
    Meu relato da minha visita ao Castelo. Tem mais fotos no meu blog, e vocês podem conferir em : http://cadacontodomundo.blogspot.com.br/ Se você for a Munique e tiver um tempinho, vá ao Castelo de Neuschwanstein, que fica a duas horas de trem da cidade. O castelo é tão incrível que até serviu de inspiração para o Castelo da Bela Adormecida, dos estúdios da Disney. Sua construção foi iniciada na segunda metade do século XIX, por Luís II da Baviera, ou como eu gosto de chamá-lo “Lulu muitcho doido”. Parece que o cara era locão, idealizou o castelo e gastou até as cuecas reais neste projeto. Diz a lenda que apenas para se fazer o seu quarto de dormir foram necessários 14 carpinteiros que demoraram 04 anos para terminar. Ele também desistiu de um casamento com uma duquesa, decidindo que jamais se casaria e foi deposto com um diagnóstico de insanidade. Morreu antes do castelo ficar totalmente pronto, de forma inexplicada, pois ele e seu médico foram encontrados mortos em um lago raso, sem água nos pulmões e nenhum ferimento. Mistérios da meia noite! Eu pirei nessa história e recomendo, quem estiver a fim, a pesquisar mais. Vamos ao passeio! É possível chegar ao castelo por conta própria, mas eu decidi ir através da agência SANDEMANs (http://www.newmunichtours.com/). Eu comprei o passeio pelo site, já com data agendada. Reserve um dia todo, ok. No dia, peguei o metrô e desci na Estação Central de trem, a Hauptbahnhof e encontrei com o pessoal na frente da Starbucks e bastou apresentar o voucher da reserva. De lá pegamos um trem até a cidade de Füssen. Que delícia de paisagem, com muitas casinhas linduxas, vaquinhas e lenhadores. E chegando na cidade, eu me apaixonei! Fofuxíssima! De Füssen, pegamos um ônibus que já estava reservado pra o grupo até a vila de Hohenschwangau, ao pé da colina do castelo. O ticket para entrar dentro do Castelo deve ser comprado logo na entrada da vila e atenção: se você não comprar lá, não será possível adquirí-lo quando você chegar na porta do Castelo. Advinha se não foi exatamente o que aconteceu comigo? Dei bobeira e não comprei. Depois de 30 minutos de caminhada quando cheguei lá em cima descobri que não vendia lá e não daria tempo de descer pra comprar e subir pra visitação junto com o grupo. Sim, tomei na tarraqueta! Não repitam minha tontice. Lado bom que agora eu tenho uma desculpa para voltar lá! Ainda lá embaixo tem algumas lojinhas e lugares para comer lanches. Eu comprei um dogão show, com uma salsicha gigante saindo pra fora do pão, ketchup e mostarda, e uma porção de fritas. Depois de estar entupida de salsichão alemão, comecei a caminhada até o topo do cume. (Frase de efeito duvidoso haha) É possível subir de van ou se quiser de charrete, like a boss. Mas a caminhada foi gostosa, pois a trilha é bem estruturada no meio da floresta local, e pelo caminho o guia contou vários causos de Neuschwanstein e do “rei louco da Bavária”, e na metade do percurso tinha outro castelo, o Schloss Hohenschwangau, bem do bonito também. Chegando ao Castelo, enquanto eu, cabeçuda, esperava a visitação da galera, fiquei olhando umas lojinhas de badulaques, tomei chocolate quente, brinquei com uns cachorros que estavam por lá e fiquei boba admirando esta paisagem. Terminada a visita, andamos um pouquinho e chegamos em uma ponte onde é possível ver a magnitude do castelo de longe. De tirar o fôlego! De longe ele é mais perfeito ainda, ele é tudo, ele é a vida da Bavária! Hahaha Tá, me empolguei!Aí só foi ter forças nas perninhas para descer e voltar até o ônibus. Na volta, peguei o trem e voltei conversando com um francês que era a cara do Harry Potter, que me ofereceu um pacote de salgadinhos que eu comi quase que inteiro. Coitado! Encerrei meu último dia em Munique, no Hard Rock Café com um hambúrguer gigante e depois fiquei sentada um tempo na Marienplatz, praça no centro de Munique, fundada no ano de 1158, admirando a beleza do povo alemão (Ô lá em casa).
  31. 1 ponto
    Fala ai cara, sei que vc perguntou a Natalia, mas acho que posso te dar umas dicas... Todo ano também viajo sozinho, acho muito valido e enriquecedor... Em Paris te recomendo o St Christophers ( local sensacional e otimo atendimento) e em Amsterdam tem o Flying pig ( bem animado e boa localização - escolha um bom quarto )
  32. 1 ponto
    04/06/2017 - Selva Dia de fazer o passeio na selva. Como já falei anteriormente fiz toda a negociação por e-mail, a equipe da empresa é super amigável, fornece todas as informações necessárias, pergunta se há alguma restrição alimentar como vegetarianismo, por exemplo. O pacote para 3 dias e 2 noites saiu por R$ 510,00 (acomodação em dormitório coletivo. Acomodação individual sai por R$ 600,00. Pode parecer caro, mas colocando na ponta da caneta e levando em consideração que café da manhã, almoço e jantar estão inclusos, e que na selva não há muito com o que gastar (minto, na pousada tem caipirinha que quebra os gringos kkk) o custo-benefício é excelente. Depois de ter passado pela experiência posso dizer com propriedade que cada centavo desse dinheiro foi muito bem aplicado numa experiência INCRÍVEL. Pois bem, era domingo de manhã e como a agência fica muito perto do hostel combinei que iria pra lá para seguir viagem. Lá conheci Mateus, que foi nosso guia e um grupo de pessoas muito gente fina de BH. Embarcamos em uma kombi até um porto um pouco mais afastado do centro. Lá embarcamos em uma lancha de onde tivemos a oportunidade de ver o encontro das águas. Depois desembarcamos em um povoado, pegamos outra kombi até o rio. De lá fomos de barco até a pousada. Todo esse trajeto durou a manhã toda. Chegando na pousada almoçamos (e o almoço de lá é maravilhosamente surreal de bom), tomamos banho de rio, arrumamos nossas coisas e por volta das 16h fomos rumo à selva, onde passaríamos a noite. Nesse lindo caminho tivemos a oportunidade de apreciar árvores encantadoras, diversos tons de verde, botos, garças, macacos e bicho-preguiça. No fim da tarde chegamos ao nosso local de “hospedagem”. O acampamento consiste em uma cobertura onde são instaladas as redes, uma fogueira, uma mesa e um banco de tronco de árvores. Coletamos gravetos para fazer o fogo, instalamos as redes e os mosqueteiros, alguns colegas tomaram um banho no rio antes do jacaré chegar. Nosso guia fez o jantar que foi frango assado com arroz. Enquanto não ficava pronto ouvimos as muitas histórias contadas por ele e sobre a vida dele… … O Mateus é um índio que veio de uma tribo localizada na fronteira do Amazonas com a Venezuela e com a Colômbia. Estudou agronomia, teve a oportunidade de estudar nos EUA e morou no México. Durante um ritual indígena no exterior, sob efeito de alguma coisa que eu não entendi muito bem o que era, teve uma revelação e teve que optar entre a carreira ou a família. Optou pela família. É um guia super qualificado, sabe muito da região, da floresta, da cultura… Com o anoitecer e a falta do que fazer fomos para as redes bem cedo. Eu tive dificuldade de dormir mais pela conversa do pessoal e pela falta de costume de dormir em rede do que pelo ambiente em que estava. Confesso que quando houve silêncio foi surreal ouvir os sons da floresta. Parece uma orquestra sinfônica muito bem regida. É lindo e dá uma paz! No meio da madrugada choveu, mas como a cobertura do abrigo é muito boa não nos molhou nada. No meio da madrugada também senti vontade de fazer xixi… Recorri o matinho com uma boa revista com uma lanterna. Sou considerada por muitos uma pessoa extremamente corajosa, então não sei se sirvo como parâmetro. Mas não senti medo em momento algum, mesmo sabendo que havia jacarés no rio bem pertinho de nós (e ouvindo o barulho deles, vendo o reflexo dos olhos deles). A experiência foi bem interessante e eu recomendo desde que haja um mínimo de coragem possível, já que chegando lá não tem volta e talvez seja traumático para os mais sensíveis. Naquelas condições eu voltaria e passaria uma semana ali… O único porém são os mosquitos que são insaciáveis, não respeitam roupa ou repelente.
  33. 1 ponto
    E chegamos ao último dia de viagem... Dia que teve até uma surpresa pra nós! Acordamos, bastante desanimados e cansados do corre-corre nessa viagem ãã2::'> (tentamos não correr tanto, mas é impossível quando os lugares que visitamos tem tantas coisas legais pra se conhecer!) e ficamos pensando em não fazer nada "pesado". Falei com o Rodrigo que poderíamos conhecer o Deutsches Museum, que li na internet as pessoas falarem bem, nem que fosse só pra dar uma passada de leve, mas a ideia não nos animou de pronto. Acordamos, tomamos café e arrumamos as malas. Tivemos que fazer o check out no hotel às 11h e ainda ganhamos um presentinho do hotel! (guardamos as malas em um espaço reservado pra isso), mas o nosso vôo era só à noite... Saímos para caminhar e refizemos todo o trajeto turístico da cidade, da Karlstor até a Viktualienmarkt, acho que esperando para ver algo diferente... e ficamos sentados nos banquinhos das árvores da praça pensando o que poderíamos fazer. Uma amiga sugeiru que procurássemos lojas de trabalhos manuais para comprar linhas e tudo mais (que eu gosto), mas procuramos no Google e não encontramos nada perto, só longe... ficamos desanimados e desistimos... e fomos almoçar. Retornamos para a Trattoria Luigi al Mercato, já que não queríamos comer nada com tempero forte no dia de pegar o avião e almoçamos lá novamente. Ficamos pesquisando o que fazer para preencher o tempo até à noite e nos rendemos a ideia de procurar o museu, finalmente. Rodrigo pesquisou como chegar lá (esse museu também fica em uma ilha, assim como os de Berlim!) e seguimos via tram. Chegando lá, descobrimos que estava tendo um encontro de cientistas, com palestras e tudo mais (não sei dizer o que era) e pela manhã o museu não estava aberto e à tarde a entrada era gratuita. Que sorte! Fomos até a parte de informações para perguntar e confirmamos a informação, deixamos as bolsas no locker e entramos! E achamos tudo muito legal! O museu é realmente show! Nós ficaríamos o dia inteiro lá se possível, muita informação bacana, muita coisa que a Alemanha inovou na tecnologia (como o primeiro submarino, que foi alemão e estava lá, pra gente ver como era por dentro), informações sobre barcos (em tamanho real, dentro do museu!), aviões, máquinas a vapor, geração de energia, astronomia, instrumentos musicais diferentes... tudo muito legal! Quase que eu ia esquecendo de falar que o museu em toda parte tem algo interativo, então é ótimo para crianças! E lá no último andar, dá pra ver a cidade toda e tirar boas fotos também. Nesse momento, quando subimos, o tempo que ficou bom durante toda a nossa viagem (Graças aos Céus!) estava mudando e com cara de que ia chover... Vimos o que deu pra ver no tempo que tivemos disponível e saímos de lá na hora que precisávamos para voltar de tram ( e ainda vimos o Isartor meio de longe, pena que eu não tinha visto sobre ele antes de visitar Munique, como indicação de lugar legal, para incluir no nosso roteiro) e voltamos para o hotel, pegamos as malas e rumamos para a estação de trem, a hauptbahnhof. Chegamos lá, mas o Rodrigo viu pelo Google algumas informações desencontradas sobre trem e metrô que teríamos que pegar (com as malas), fazendo baldeações, ficamos meio confusos... e vimos ao longe, o ônibus da Lufthansa, que nos levaria direto para o aeroporto ao pagarmos em torno de 11 Euros. Rodrigo ficou chateado por pagar tanto pelo ônibus, mas o convenci que seria mais prático, menos estressante (acabamos não ficando com muito tempo livre e fiquei com medo de nos enrolarmos com as baldeações e atrasarmos para chegar no aeroporto), mais confortável e o que economizamos no museu, gastaríamos no ônibus (era exatamente o mesmo preço!). E fomos. Confesso que até dormimos no ônibus, pois estávamos confortáveis e tranquilos, indo direto ao aeroporto e chegamos bem. Fizemos conexão em Frankfurt, que foi meio estressante, pois depois que o avião aterrissou, ainda ficou esperando (não entendi se foi a escada para descer do avião ou se ficamos esperando algum problema com a parte de descarregar bagagens) e depois tivemos que correr muuuito para chegar ao nosso avião para o Rio. Mas conseguimos chegar a tempo e fomos tranquilos, porque tinha bastante lugar vago no voo, muito bom! Considerações finais: Fiz bastante pesquisas antes da viajar, mas mesmo assim fiquei surpresa por ter visto tanta coisa bonita e legal e pelo acolhimento que tivemos! Berlim é uma cidade vibrante, cheia de história, mas tentando aprender com a história e seguir em frente! Munique tem um ar ainda mais acolhedor e é muito lindinha! Praga tem construções maravilhosas, pra todo lugar onde se olha, tem prédios lindos, mas é muito cheia de turistas, o que me deixou pouco à vontade... mas gostei de ter conhecido mesmo assim! Cuidado com as casas de câmbio de Praga, pois algumas anunciam um preço mais baixo, mas quando se vai trocar o dinheiro, eles põem uma taxa que acaba aumentando o valor e a gente fica tiririca no final de tudo! Andando mais um pouco, acabamos por encontrar casas de câmbio com preços mais justos e sem taxas. Gastamos em torno de 70 Euros por dia em Berlim e de 90 Euros por dia em Munique, sem levar em conta as diárias dos hotéis, só levando em conta gastos com alimentação, transporte, ingressos e souvenirs (que também não somos de comprar muito). Acabamos usando o cartão de crédito mais do que o esperado, mas tudo bem, faz parte! É possível beber água da torneira em todas as cidades pelas quais passamos, o que nos ajudou a economizar um pouco na água (eu bebo bastante água! Hehehe) Bem, acho que foram só essas as considerações. Se alguém tiver alguma dúvida, é só perguntar! Espero que eu tenha animado mais gente a viajar por essas cidades tão encantadoras também! E até a próxima, pessoal!
  34. 1 ponto
    No dia seguinte, era dia de conhecer o Castelo de Neuschwanstein. Acordamos cedo, nos dirigimos a estação de Hauptbahnhof e fomos onde o pessoal do hotel nos indicou: Uma parte que tem uns guichês, um do lado do outro. No meio do caminho avistamos um guichê de informações que tinha uma fila enoooorrrrmmme de turistas de mochilas e tudo mais. Vencemos a tentação de entrar nessa fila (até porque não tínhamos muito tempo disponível para aquela fila) e fomos procurando onde tinha os guichês um do lado do outro. Entramos em uma pequena fila e aguardamos nossa vez. Pedimos o Bayern Ticket, mas não sei se o senhor que estava do outro lado entendeu e perguntou para qual cidade e dissemos “Füssen” e ele imprimiu o ticket, deu o valor, o Rodrigo pagou e saímos dali para fazer hora para o nosso trem. Foi quando o Rodrigo foi conferir o ticket e viu que o senhor nos tinha vendido outro ticket, para o horário de 8:53, com uma conexão no meio do caminho... ei, peraí, o Bayern Ticket era só a partir de 9h e para aquele horário, não tinha conexão... voltamos para o guichê e entramos no que estava mais vazio, mas a moça que estava do outro lado falou que só quem podia trocar era quem nos tinha vendido. Entramos na fila que tínhamos entrado na primeira vez, com um pouco mais de gente, e fiquei um pouco tensa se o horário passasse e não desse mais tempo de trocar... Mas a fila andou relativamente rápida e deu tempo. Explicamos para o senhor o que aconteceu (e ele ficou meio irritado, pois ficamos floreando e não falamos diretamente o que queríamos! Como eu já comentei, os alemães gostam que sejamos diretos no que queremos falar! ), mas trocou o bilhete sem problemas e ficou repetindo que achou que queríamos o bilhete para aquele horário e não para mais tarde e ainda deu uma moedinha de troco (o Bayern Ticket era um pouco mais barato que o outro). Com o ticket certo, dessa vez, nos dirigimos para onde é a plataforma dos trens (achei que era meio escondida, depois da última que se avista no salão principal, ainda andamos mais um pouco e descobrimos mais algumas para a direita). E ficamos por ali esperando o nosso trem. Depois acabamos indo bisbilhotar algumas lojinhas da estação e quando voltamos, o trem já estava lá no lugar (faltando 30 min para partir!). Conferimos com uma funcionária se aquele era o nosso trem mesmo e subimos e escolhemos os lugares e esperamos partir. O trem saiu exatamente no horário e uns 15 min depois que saiu apareceu uma funcionária verificando todos os tickets. Lembro que o Rodrigo usou o Google tradutor para ver algum texto que estava escrito e pelo que estava escrito, teve que escrever o nome dele no ticket. A viagem durou um pouquinho mais de 2h, mas não consegui dormir porque quando estava pegando no sono, essa funcionária que conferia os tickets entrou falando alto e depois, também, por causa de uma chinesa brigando com um chinês e que emitia alguns sons estranhos, que me davam sobressaltos, quando eu estava quase cochilando... Decidi, por bem, ir apreciando a paisagem, enquanto o Rodrigo cochilava. A paisagem é lindinha e as casinhas parecem muito com as que vi no Sul do Brasil. Chegando em Füssen, na estação de trem, todos os turistas rumaram tipo peregrinação, para o ponto de ônibus (não tem erro, é só seguir a multidão ). Ao chegar no ponto onde os ônibus ficam, tinham alguns 73 e 78 parados (os dois sinalizavam que iam para Hohenschwangau). Subimos em um, apresentando o Bayern Ticket, mas já estava cheio e fomos em pé. A cidade de Füssen me pareceu muito fofinha, mas nesse primeiro momento só vimos a cidade pela janela do ônibus. O ônibus seguiu até um ponto em Hohenschwangau em frente a uns banheiros públicos e algumas pessoas (inclusive brasileiros, que falavam português), assim que abriu a porta, saíram correndo para o banheiro. ãã2::'> Nós, como estávamos preocupados com o horário do ticket, fomos procurar a bilheteria primeiro. Dali já dava pra ver o castelo, majestoso, em cima da montanha! Subimos uma pequena ladeira (as ruas lá são um tanto inclinadas) e encontramos a bilheteria. Como tínhamos reservado o ingresso pela internet, pegamos uma fila especial, que só tinha umas 3 pessoas, enquanto a fila para comprar estava imensa e um visor mostrava que só tinham ingressos disponíveis para depois de 14h (e era perto de meio-dia). Nosso ingresso era pra 13:50. Após trocar a reserva pelos ingressos, seguimos para o banheiro (que custava 50 centavos de Euro para usar - e o mais interessante é que perto tinha uma máquina que transformava 1 ou 2 euros em 0,50 e usamos e deu certo!). Depois paramos em uma vendinha no meio do caminho que vendia currywurst para fazer uma boquinha. E ainda ajudamos um casal de brasileiros procurando onde tinha banheiro. Após terminar o lanchinho, fomos procurar onde tinha o ônibus que subia para o castelo, mas tinham muitos ônibus de turismo parados por ali e fiquei confusa achando que podia ser um daqueles, já que não tinha nada escrito... Mas então o Rodrigo avistou mais à frente uma construção de madeira (uma bilheteria para o ônibus) e um ônibuszinho já lotado saindo e deixando algumas pessoas na fila e fomos para lá. Compramos o bilhete para o ônibus (3 Euros para subir e 1 para descer) e eu não sei o porquê, achei que poderíamos descer à pé e só compramos a subida! Em frente à bilheteria dá pra ver o castelo de Hohenschwangau, lindinho também! Fomos para a fila e ficamos esperando bastante tempo (e a fila só crescendo) e eu fiquei preocupada pois só nos restava em torno de 30 min para chegar lá em cima! Se não chegássemos à tempo, poderíamos perder nossos ingressos! Mas graças a Deus o ônibus chegou (não só 1, como 2) e partiram cheios, ainda deixando gente na fila e subiu uma subida tão grande e sinuosa que me deu arrependimento por ter optado por descer à pé... Ainda mais quando chegamos lá em cima e não vi nenhuma bilheteria de ônibus lá na chegada... Mas isso a gente via depois. Ao ônibus parar, ainda tivemos que subir uma ladeira à pé (que cansou bastante) e de forma rápida, pra não perder o horário. Passamos por toda a lateral do castelo, vimos a paisagem linda ao redor dele, mas passamos batido e chegamos na entrada faltando poucos minutos e esbaforidos! Ufa! Mas chegamos a tempo! Na entrada existe um visor mostrando o número do bilhete e o horário. Ao dar nossos horários (e mais de uma porção de gente que estava lá esperando), um funcionário liberou as catracas e as pessoas passavam o código de barras do ticket no leitor da catraca e passava adiante. Andamos em fila e nos agrupamos em um salão com uma vista maravilhosa da cidade lá embaixo e um guia veio nos falar, em inglês, a história do castelo e nos advertir para não tocar em nada e não tirar fotos. A visita do castelo é guiada e é só um grupo sair de um salão que outro entra. E é um sobe sobe de escada no começo, e desce muita escada no final! O castelo é lindo, achei todas as pinturas das paredes e a ornamentação dos cômodos divina! Pena que não se pode tirar fotos... E o guia explicou todos os cômodos e todas as histórias do lugar... muito bacana! Porém a visita dura pouco (em torno de uns 40 min) e logo estávamos liberados para passar por dentro da loja do castelo, passar pelo lugar onde tem a cafeteria (e banheiros) e em seguida, sair dele (descendo todas as escadas e passando por um túnel frio e úmido, até achei que fossemos parar nas masmorras, mas achamos a saída para a lateral mesmo! ) Ao sair do castelo, fomos tirar fotos dele e da paisagem (linda!). Depois rumamos para a ponte Marienbrucke (mais ladeira, mais subida! ) e tiramos várias fotos de lá também (só que o lugar dá um pouquinho de medo... Muita gente acumulada, chão de madeira e muito vento!) O que eu achei mais incrível é que tem um funcionário para ficar ali na ponte, tomando conta! Mas a vista é deslumbrante! Descemos para o ponto do ônibus e ficamos na fila esperando por ele, para tentar descer mesmo sem ter comprado o ticket antes. Ficamos tentando descobrir por onde se descia, para descer à pé, se era pelo mesmo caminho que o ônibus subia, mas achei muito estreito! Atrás de nós, alguns brasileiros falando português. Como tinha brasileiro nessa visita desse castelo! Atenção que o último ônibus para a descida é às 18h. Ao chegar o ônibus, o Rodrigo falou com o motorista e ele aceitava pagamento na hora e subimos. Graças a Deus não precisaríamos descer aquilo tudo à pé! E ao o ônibus descer aquelas curvas todas, vimos alguns adolescentes se espremendo na montanha, para o ônibus passar, que estava subindo à pé... Ou seja, o caminho era por ali mesmo! Mesmo estreito! E era tão estreito que quando um ônibus subia, outro não podia descer ao mesmo tempo! ãã2::'> Chegando lá embaixo, logo pegamos o ônibus que descia de Hohenschwangau para Füssen. Chegamos em Fussen e faltavam 10 minutos para as 17h e fomos passear um pouquinho pela cidade. Achei a cidade muito fofa! Uma graça! Tiramos algumas fotos e compramos sorvete. E rumamos para a estação de trem pois faltava pouco para as 18h e não queríamos voltar tarde. Chegando a estação de trem, vimos que o último trem para Munique era às 18h... err... ahn... não nos atentamos para isso... mas graças a Deus deu tudo certo e estávamos antes das 18h na estação... e esta foi só enchendo de turistas (e ficamos com medo de não ter lugar para todos e termos que viajar 2h em pé!). Assim que o trem chegou e abriu as portas, foi um corre-corre só! ãã2::'> E consegui pegar lugares para mim e para o Rodrigo! Mas depois vimos que próximo a nós tinha até sobrado alguns lugares! O trem partiu e consegui ir dormindo (acho que desmaiei de tão cansada!). Quando acordei, vi que tinha um grupo de brasileiros conversando com um mexicano atrás de nós... mais brasileiros! O trem foi direto a Munique (passando por várias estações no meio do caminho) e ao chegar lá, depois das 20h, fomos procurar algum lugar pra comer... como a estação de trem de Munique fica perto do hotel, resolvemos comer em um restaurante italiano na esquina perto do hotel também que no primeiro dia a funcionária do hotel nos indicou chamado Ottantanove. Tinha um grupo grande de indianos comemorando algo lá também. O ambiente é agradável e o preço não é tão caro como pensávamos que poderia ser... e a comida era gostosa.. aprovamos! E voltamos para o hotel para descansar... amanhã seria o último dia da viagem... triste...
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    Frauenkirche Em frente a Frauenkirche Encontramos no meio do caminho Odeonsplatz Theatinerkirche (Igreja de São Cateano) Vista da Odeonsplatz Templo de Diana ao centro do Hofgarten Pianista dentro do Templo do Diana Rio Eisbach Englischer Garten Surf no Rio Eisbach, Englischer Garten Residenz Museum Mais do Residenz E mais do Residenz Siegestor
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    No dia seguinte acordamos e fomos procurar uma banca de jornal para comprar algumas revistas (umas que eram encomendas de amigos e outras para nós mesmos). Perguntamos no hotel e a funcionária disse que por ali não havia nenhuma perto, somente na estação de trem (a Hauptbahnhof) que era relativamente perto do hotel. Fomos até lá, mas na primeira loja de revistas e jornais que achamos (a que era mais visível), não achamos nada do que queríamos... Por sorte, logo em seguida achamos uma mais escondida que tinha tudo... Pelo menos foi bom para conhecermos melhor a estação. Mas nisso nós perdemos algum tempo... Seguimos para Marienplatz novamente (fomos de tram até perto da rua que dá na lateral da prefeitura, o que facilitou) e visitamos a Frauenkirche, que eu achei que estava fechada, mas vi no instagram, no dia anterior, que tinha gente a visitando. Pena que não dá para tirar fotos por dentro e a famosa “pegada do diabo” estava coberta, não sei o porquê, com a grade em frente fechada. Seguimos e tiramos fotos da Marienplatz que ontem não conseguimos tirar, pois a máquina fotográfica tinha dado problema. Dali seguimos para a Odeonsplatz, tiramos algumas fotos e imaginamos aquela praça através dos anos... Pena que a igreja ao lado (Theatinerkirche) estava totalmente coberta, em obras, e não vi ninguém entrando naquele momento lá, estava totalmente em obras, com guindaste e tudo. Fomos dali até o Hofgarten, o jardim nos fundos do Residenz (ficamos um pouco na dúvida se estávamos no caminho certo para chegar ali, mas nos achamos direitinho ), e tinha um pianista tocando no templo de Diana... um pianista!!! Estava lindo! E eu nunca iria imaginar que uma pessoa pudesse levar um piano até um local público e tentar divulgar seu trabalho. Contemplamos ele só um pouco, pois as vespas nos perturbaram bastante... Como já estava na hora do almoço, resolvemos almoçar, para depois visitar o Residenz (na verdade na verdade, minha ideia era visitar o Residenz logo pela manhã e deixar as coisas ao ar livre para a tarde, mas já que perdemos algum tempo na banca de revistas, pela manhã, resolvi inverter o roteiro). Dali fomos procurar um lugar para almoçar, mas só encontramos locais caros... Então resolvemos visitar outro lugar que ficou pendente de ontem, ou seja, procurar o lugar do Englischer Garten onde tinha o surf (procuramos na internet ontem com mais afinco e descobrimos que era perto da entrada do parque que é perto do Residenz e... bingo! Lá mesmo!). Ficamos observando por alguns poucos minutos os surfistas (e estava cheio de espectadores e de locais aproveitando o momento de calor ao lado do rio) e de lá fomos procurar finalmente algum lugar para almoçar... E o jeito foi voltar ao Viktualienmarkt, já que ali por perto definitivamente não encontrávamos nada barato. Voltamos ao mercado e assim que chegamos nele, sem querer paramos bem em frente a um restaurante chamado Kleiner Ochs'nbrater, com mesinhas do lado de fora e um sistema de escolhas de pratos um tanto diferente... Na verdade, não entendemos como funcionava, mas vimos as pessoas apontando para as comidas que tinham como opção e os balconistas servindo os pratos (não tinha muita coisa, eram basicamente salsichas, repolho, batata e pão) e depois as pessoas pagavam de acordo com o que escolhiam. O Rodrigo pesquisou no trip advisor e estavam falando bem, então fomos experimentar. Fiquei “segurando” nossos lugares nas mesas do lado de fora e o Rodrigo foi “escolher” nossos pratos, que acabaram sendo salsicha, batata e pãozinho (e eu fiquei com um pretzel). Comemos, ficamos satisfeitos, ainda comemos sorvete em uma barraca próxima, ajudamos um casal de turistas espanhóis a tirarem dúvida sobre o preço de alguns artigos em uma barraca próxima também (fiquei bastante orgulhosa de nós mesmos! Hahaha ) e rumamos novamente, de metrô (que foi mais rápido do que o tram), para o Residenz. Chegando lá (a entrada fica na praça em que de frente está o Teatro Nacional), fomos comprar o ingresso e compramos o ticket combinado Museu + Sala do tesouro real. Não compramos para o Teatro Cuvilliés, pois fomos avisados que não teríamos tempo para ir vê-lo (e se nos demorássemos muito, não conseguiríamos nem ver o que compramos, então não poderíamos dormir no ponto! ). Fizemos um circuito pequeno no museu (e existe um grande!!! Eu já achei o pequeno bem grande, o grande deve ser enorme! ), mas conseguimos ver tudo e admirar a grandeza e a exuberância do lugar! Saindo do museu + visita aos tesouros, após passada rápida no banheiro (perto da bilheteria tem banheiro, é um pouco do lado de fora do museu, mas não do lado de fora do prédio, não fiquem desesperados), e como ainda tinha sol iluminando tudo, rumamos via metrô, para a Ludwigstrasse e fomos tirar fotos do Siegestor (o arco do triunfo de Munique). Bem bonito, mas me pareceu não tão bem cuidado... Ficamos pouco por ali, é um local mais para estudantes, tem universidade ali perto e uma via larga, com muitos carros passando. Depois voltamos para a Viktualienmarkt via metrô também. Se o turista tiver disposição, acho que dá pra fazer esse percurso (Marienplatz - Viktualienmarkt - Odeonsplatz - Ludwigstrasse) à pé... Mas nós estávamos um pouco cansados e com pressa para dar tempo de ver tudo e usamos e abusamos do transporte! De volta na Viktualienmarkt, sentamos nas cadeirinhas em volta das árvores para resolver onde iríamos comer e vimos uma movimentação da população com relação a um jogo de futebol. Muita gente de camisa de time e muita gente já bêbada e gritando e cantando (na verdade já tínhamos visto as pessoas com camisas de time no metrô, mas as bêbadas, só ali mesmo)... Como não gostamos muito desses ambientes confusos, resolvemos comer por ali pela praça mesmo e depois nos afastar da confusão... Comemos em um restaurante NordSee (porém não tinha lugar para sentar e comemos de pé mesmo, em mesa alta, estilo Espanha! Hehehe ). Lembrando que já tínhamos comido nesse restaurante antes, de peixes, em Praga, e gostamos bastante. Dali rumamos para o hotel, descansar. No dia seguinte iríamos cedo para visitar o castelo de Neuschwanstein. Ao voltar para o hotel, perguntamos ao funcionário se teríamos que comprar a passagem do trem (o Bayern ticket) com antecedência (por exemplo, naquele momento, para o dia seguinte... como estávamos perto da estação de trem, poderíamos ir lá rapidinho e comprar), mas ele explicou onde dentro da estação que teríamos que ir para comprar e falou que era tranquilo, dava pra comprar no mesmo dia, um pouco antes, e até imprimiu a lista com os horários dos trens e nos explicou tudo, quais tinham baldeação e quais era diretos. E fomos dormir aliviados.
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    Nós e Karlstor Neuhauser Strasse Igreja de São Miguel Frauenkirche Coluna de Maria Glockenspiel Neues Rathaus Adorei essa fonte na Marienplatz Biergarten Viktualienmarkt Viktualienmarkt Englischer Garten - Chinesischer Turm Em algum lugar do Englischer Garten. Em algum outro lugar do Englischer Garten.
  38. 1 ponto
    Continuando o relato, no dia seguinte, em Munique, era dia de bater perna pela cidade! Acordamos, compramos um ticket de transporte na recepção do hotel (eu já tinha lido que lá os hotéis também vendem os tickets e para a gente foi muito bom, pois não precisaríamos procurar uma máquina de vender tickets em local mais distante, para depois ir passear pela cidade, já que tinha um ponto de tram quase em frente ao hotel) para os dias que iríamos transitar em Munique (e o mais interessante é que um ticket para grupo de 5 pessoas saía mais barato que um ticket para duas e eles mostraram isso pra gente), pegamos um tram quase na porta do hotel e fomos até o ponto que tinha a praça (Karlsplatz) que na frente tinha a Karlstor. O Palácio da justiça (Justizpalast) e a Kaufhof (primeira loja de departamentos do pós-guerra de Munique) ficam ali próximos também, mas só olhamos tudo por fora. E fomos tirar fotos na Karlstor e andar pela Neuhauser Strasse (principal rua de compras da cidade) e ir até a Marienplatz tirar mais fotos também. E qual não foi nossa tristeza quando a máquina fotográfica começou a dar problemas para tirar as fotos e o Rodrigo ficou algum tempo tentando consertar, sentado nas cadeirinhas da Neuhauser Strasse, enquanto eu andava pra lá e pra cá e entrava em algumas igrejas e via algumas vitrines. Bem, deve ser muito bom comprar em Munique, mas como o nosso orçamento era limitado, nós somente olhamos vitrines! ãã2::'> Achei legal que até lojas como C&A estavam vendendo versões das roupinhas típicas de lá! Vimos muitas lojas que vendem essas roupas também, mas tudo muuuuito caro! O que compramos foi somente souvenirs e blusa (tínhamos encomenda de blusa pra levar também!) Naquele momento, de manhã, tinham poucos turistas transitando. Com o problema da máquina parcialmente resolvido, continuamos andando até a Marienplatz, passamos pela St Michael kirche, mas estava fechada. Passamos pela Frauenkirche,mas estava com uma das torres cobertas, em obras e eu achei que também estava fechada e passamos direto. Vimos a Marienplatz com a Neues Rathaus (com o Glockenspiel – o relógio que os personagens dançam), a Coluna de Maria e a Altes Rathaus. A Marienplatz também tinha vários pontos com tapumes de obras, não atrapalhava transitar, mas dava um ar mais confuso à praça. Como chegamos em frente ao relógio próximo das 11h, ficamos esperando o evento. Juntaram-se vários turistas pra assistir também. O relógio deu as badaladas e tocou musiquinha e depois de alguns minutos que o show começou. Os personagens encenam uma luta entre cavaleiros e dança também! É muito interessante se a gente pensar também na questão que quando foi construído, não existiam recursos como nós temos agora e eles são tão bem elaborados! Muito legal... mas um tanto demorado para quem fica com o pescoço apontado pra cima! Acho que ficamos por volta de 15 min olhando tudo! Terminado o show (que é sempre às 11h, às 12h e às 17h), seguimos em frente e avistamos a entrada do Museu de brinquedos antigos no prédio da antiga prefeitura (fica meio escondidinho). Não ficamos muito animados em visitar não, quem sabe quando tivermos nossos filhos e voltarmos lá com eles... Também vimos, em frente, uma outra igreja que achamos que era a Peterskirche, entramos, mas não era... Saímos e demos de cara com essa igreja (que era no mesmo lado da calçada onde a gente estava). Não achamos porta de entrada aberta, somente um guichê vendendo entradas (não sei se era pra subir em alguma torre da igreja ou se era pra entrar na própria igreja), mas confesso que fiquei um pouco desanimada e só a vimos por fora. .. ali próximo também se encontra uma estátua de Julieta (de Romeu e Julieta, vimos um guia falando para um grupo de turistas) e até agora não entendemos o porquê de ela estar ali, mas todo mundo faz como em Verona, passa a mão na coitada da Julieta, pra dar sorte! Seguimos em frente e achamos a Viktualienmarket (a princípio demorei pra entender se era ali mesmo ou se era apenas uma feira comum ), mas logo avistamos o Biergarten, que já estava muuuito cheio e vimos que era ali mesmo! Tentamos conseguir um espaço para nos sentar no Biergarten, para almoçar, mas não somos muito bons em disputas corporais (hehehe, brincadeirinha) e fomos procurar algum restaurante bem avaliado no TripAdvisor. Vimos que próximo tinha uma galeria com mercado e restaurantes da Eataly, bem bacana, mas achamos os restaurantes com preços caros. Do lado de fora, vimos alguns restaurantes e um era bem avaliado, chamado Trattoria Luigi Al Mercato. Fomos conferir. A garçonete (que também parecia ser a dona do local) disse que não falava inglês, mas ensaiou falar alguns dos igredientes (de resto como o italiano é parecido com o português e estamos acostumados a ler esses nomes de pratos italianos, foi fácil). Escolhemos nossos pratos, os preços realmente não eram ruins e o sabor era ótimo! Depois de almoçarmos e pit stop no banheiro, voltamos para o hotel para tentar recarregar as baterias da máquina fotográfica para ver se ela melhorava (ainda estava problemática) e voltamos pelo mesmo caminho. Aí, à tarde, a Neuhauser Strasse já estava muito cheia de Turistas! Ficamos surpresos com a diferença com relação à manhã! Ah! E a igreja de São Miguel já estava aberta e fomos lá ver como era por dentro (bonita e clara por dentro) Após pit stop no hotel, seguimos para o Englischer Garten, de tram. Novamente o Rodrigo pesquisou no Google e ele nos deu as dicas. Já chegando próximo, já víamos jovens de trajes de banho, todos molhados, como se estivessem acabado de sair do rio circulando pelas ruas. O Gloogle nos deu a dica e saltamos em um ponto bem próximo a chinesischer turm. Entramos por um lado do parque e percebemos que o lado era errado. Atravessamos a rua e fomos para o outro lado, e demos de cara com a torre chinesa que é bem bonita, e o Biergarten, bem grandinho, algumas pessoas bebendo, mas muitas mesas vazias (mas era próximo de 16h ou 17h, não me lembro... talvez mais próximo ao horário do almoço ou mais tarde ficasse mais cheio!). Fomos atrás do local onde as pessoas fazem surf no rio Eisbach, mas eu não sei o porquê (fiz a pesquisa errada em casa, antes da viagem) eu achei que era próximo à torre chinesa, mas não era... Andamos bastante pelo parque sem achar o local do surf... Saímos do parque com medo de que escurecesse e fica mais difícil andar por lá (já que o parque é enorme e não vi poste de luz em alguns locais!). Só teve uma coisa boa disso tudo: vimos um esquilinho! Mas não deu pra tirar foto, ele foi mais rápido que nós! Também vimos locais bem legais do parque, as pessoas de lá são privilegiadas por terem e cuidarem bem desse parque tão bacana! Saímos em algum lugar que não sei dizer qual era e pegamos um tram de volta. Na volta foi engraçado, porque entraram alguns jovens molhados de banho de rio no tram e molharam o chão todo, e estavam só de roupa de banho... Onde eles guardavam os tickets deles?! Mistéééério... Voltamos para a Marienplatz e ficamos sentados nas cadeirinhas, decidindo onde iríamos lanchar. Bateu vontade de conhecer algum lugar com hambúrguers (sem ser de rede conhecida de fast food) e o Rodrigo viu no TripAdvisor novamente um lugar relativamente próximo chamado Hans im Glück e nos colocamos a caminho, à pé. Só que procuramos e não achamos o local... andamos para lá e para cá e nada... parecia que aquele número não existia! Já estávamos quase desistindo, quando percebemos que era do outro lado da rua (o número devia estar errado na internet), um local que mais parecia um prédio de museu ou algo do tipo. Sentamos nas mesinhas do lado de fora, achei meio mal iluminado, e a garçonete, apesar de ter nos dado todas as informações que perguntávamos, era meio sem paciência... mas os hambúrgueres eram muuuuito bons! Tem alguns que são bem diferentes, mas são gostosos, mesmo! Aprovados! Voltamos caminhando para o hotel, mas resolvemos, no meio do caminho, procurar algum lugar que vendesse um docinho... Fomos caminhando, passamos pela Karlstor, quando percebemos que os lugares já estavam fechando e tinha uma movimentação de policiais entrando pela escadinha do metrô... ficamos com receio de ser alguma coisa ligada a terrorismo e tratamos de ir para o ponto do tram andando bem rapidinho (do outro lado da Karlstor, graças a Deus, bem afastado da movimentação da polícia), para voltar para o hotel. Observação: Quando pegávamos o tram para voltar para o hotel, o ponto de desembarque não era colado à calçada ( como no ponto da ida) e vimos isso se repetir em alguns outros lugares que pegamos tram também. Mas lá as pessoas são educadas e os motoristas dos carros que estão próximos (já que muitas das vezes os carros e os trams partilham a mesma via) esperam as pessoas embarcarem e desembarcarem dos trams e não as atropelam, como eu acho que aconteceria aqui no Brasil, se tivesse um sistema parecido. Dentro dos trams existem máquinas de vender tickets, que são diferentes das de validação. Também é obrigatório validar os tickets. Voltamos para o hotel e fomos descansar, no dia seguinte, iríamos ao Münchner Residenz e eu queria muito conhecer esse palácio de Munique!
  39. 1 ponto
    Estação central de Munique Biergarten Nós e a comida típica!
  40. 1 ponto
    No dia seguinte, teríamos que fazer check out até às 11h e o ônibus para Munique era às 14h. Como estávamos muito cansados, resolvemos tentar não ir ao Castelo de Praga novamente e ver se poderíamos ver mais alguma coisa (também corríamos o risco de perder a hora do ônibus) Tomamos café da manhã, arrumamos as coisas com calma, fizemos o check out e pedimos se era possível guardar as malas em algum lugar do hotel para que pudéssemos almoçar mais livre e nos mostraram uma sala onde as malas poderiam ficar (e já tinha mais um monte de malas lá também!). Como era domingo, resolvemos não ficar rodando procurando por algum lugar que estivesse aberto e fomos até o shopping e ficamos procurando onde comer... Até que decidimos por comer em uma lanchonete de peixes, chamada Nordsee. Achei bem gostosa e mais saudável do que as de hambúrguer que estamos acostumados! Por aqui pelo Rio de Janeiro também existem algumas parecidas, mas a especialidade delas acaba sendo o camarão e quem não come camarão, como eu, acaba não tendo opção (já tiraram até o salmão do cardápio, me deu uma dor no coração quando eu soube!) Após almoçarmos, o Rodrigo finalmente achou um quiosque de vender sorvete dentro do shopping e matou sua vontade do dia anterior. Voltamos para o hotel, pegamos as malas, as levamos até a rodoviária novamente e procuramos onde estava o ônibus da Flixbus indo pra Munique. Deixamos as malas no bagageiro, apresentamos o passaporte para o motorista, entramos no ônibus e só tinha mais alguns lugares bem perto do motorista. Ou outros lugares perto do motorista foram ocupados por cinco crianças, filhos de uma mulçumana, que estava viajando no mesmo ônibus e que estavam fazendo a maior bagunça, interrompendo o silêncio de nossa viagem. Dessa vez o motorista do ônibus falava em alemão e tcheco (Nos ônibus anteriores, só ouvimos alemão), mas como ninguém queria falar inglês, ficamos sem saber do que se tratava (mas devia ser algo do tipo como estava o trânsito e o clima na cidade destino). A viagem ocorreu sem nenhum problema, dormimos tranquilos nela (tirando a parte da bagunça das crianças ãã2::'> ) e chegamos por volta de 19h em Munique. Ao chegar na Rodoviária (que fica em anexo a estação de trem e de metrô), ficamos procurando por onde sair dali para chegar ao hotel (o Rodrigo tinha visto que o hotel era perto dessa estação central). Agora já tínhamos celular com internet novamente (não passaríamos mais o sufoco que passamos em Praga), por causa do chip alemão que o Rodrigo comprou assim que chegamos em Berlim! No caminho entre a estação central e a rua do hotel, avistamos uma outra ratazana enorme correndo, atravessando a rua e constatamos que definitivamente, existem várias ratazanas enormes na Alemanha! Não era um problema só de Berlim! Achamos o hotel facilmente. Ficamos no Hotel Jedermann e definitivamente, esse foi o melhor hotel que ficamos. Quarto espaçoso e confortável, café da manhã gostoso, parecendo uma casa de avó, tão lindinho por dentro! As construções em Munique me lembraram muito as casinhas no Sul do Brasil e realmente, temos a quem puxar! Perguntamos na recepção do hotel onde poderíamos comer e nos indicaram 2 lugares: Um restaurante italiano na esquina, e um Biergarten de um restaurante próximo, o Augustiner Keller. Rumamos para esse restaurante local e não estava tão cheio. Garçons vestidos com a roupa local, local agradável, tudo bem animado. Escolhemos uma mesinha, pedimos nosso salsichão alemão (aqui em Munique tem aquela salsicha branca! Amei!) e comemos satisfeitos. Pena que o prato que tinha chucrute, era muito mais caro (em média, o prato sem chucrute, era em torno de 8 ou 9 Euros e o prato com chucrute, 14 Euros. O chucrute foi facilmente dispensado, ainda mais que não sabíamos como nosso sistema gastrointestinal iria reagir a ele!) Um único porém é que nosso prato veio com raiz forte e eu achei que era queijo ralado e me dei mal, juntando ele com a batata. Mas graças a Deus meu sistema gastrointestinal não reagiu tão mal em Munique quanto em Berlim e minha barriga pôde ir à forra! Após jantar, ficamos passeando perto do hotel para conhecer melhor o local, mas como era domingo, de noite, o movimento era muito pouco, estávamos cansados e resolvemos ir dormir logo. No dia seguinte, conheceríamos o que Munique tem a oferecer!
  41. 1 ponto
    Ponte Carlos Ponte Carlos - Quase chegando! Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa Mais da Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa Menino Jesus de Praga John Lennon Wall Pensei que era a entrada do Castelo, só que não... Aqui dá pra ter uma noção que do lado do castelo tem uma vista muito bonita! Catedral de São Vito A caminho da Golden Lane Golden Lane Museu com as armaduras Casa dançante Voltando para o hotel, vista do castelo de Praga Praga à noite
  42. 1 ponto
    Gente, se alguém estiver lendo o relato e puder me dar um feedback, se está legal, eu agradeço! Abraços a todos!
  43. 1 ponto
    Saudações viajeiros, somos André e Serena do projeto Cultura Panamericana. Nesse tópico vamos postar nossas experiências do trajeto que vamos fazer desde Ouro Preto, Minas Gerias, Brasil, até os EUA, de Kombi. Eu sou musico e ela é VJ e chef de cozinha. Nossa ideia é , além da viagem em si, realizar shows, apresentações de projeções mapeadas e experiências culinárias. Nosso roteiro básico é sair do Brasil pelo Acre, entrar no Peru passando por Cuzco até chegar a rodovia Panamericana. Ela será nossa rodovia padrão para passar pelo Peru, Colombia, Panama, Costa Rica, Nicaragua, Honduras, Guatemala, Mexico até chegar nos EUA. Lá vamos fazer o roteiro de cruzar o paìs de Oeste a Leste. Não vou entrar muito nos detalhes de tudo, qualquer coisa me pergunte aqui que vou respondendo. Se alguém tiver alguma informação importante, pode comentar aqui, até Janeiro de 2017 estarei na estrada. KOMBI - A Escolha do carro Na verdade sempre tive receio de ter uma Kombi. Lembro uma vez que fui no mecânico trocar o oléo do meu carro perguntei pra ele sobre o que ele achava da Kombi. Ele me perguntou: "Você tem muitos problemas na vida?". Eu não entendi bem a pergunta e falei que normal, todos temos problemas. A resposta dele foi muito engraçado: " Então não arrume mais!!" Bem , passei anos com isso na minha cabeça até recentemente mudar de ideia. Quando começamos a planejar essa viagem, em 2013, pensei em mil alternativas, até viajar mesmo no meu CLASSIC 1.0 e somente em 2016 que tomei a decisão. Pensava em comprar a prazo ( bastante prazo) uma Hilux ano +- 2003 mas era muito difícil achar um custo X beneficio atraente. Foi somente em Maio de 2016, poucos meses antes da viagem, que durante uma conversa no Skype com casal de amigos ( Viajando Mundos) que estão na estrada fazendo o roteiro do Brasil até o Alaska de Hilux 2005, me falou: - Meu irmão, se eu fosse você comprava uma Kombi. Além do espaço, o preço pra manutenção é barata e ,como artistas, vocês vão ter uma viagem muito mais carismática. Além disso, ele ainda disse que com a Hilux, mesmo que antiga, qualquer lugar que você chega o tratamento é tipo de Barão, ou seja, visto como muito rico pela maioria das pessoas. Ao final, consegui trocar equipamentos de som ( no valor de R$ 8.000,00) por uma Kombi 1994. Pra deixar ela preparada, troquei caixa de marcha, fiz retifica do motor e mais uma porção de coisas. Ao todo, foi gasto em torno de R$ 12.000,00 pra deixar ela preparada motor e parte interna. Lembrando que ela tem banheiro quimico, chuveiro, cama e "otras cositas mas". Burocracia Visto - Atualmente, o único pais ,do nosso roteiro, que exige visto, é os EUA. Eu já tinha, quando fui tocar com minha banda 7 Estrelo, e a minha esposa tem mais facilidade pois tem cidadania Espanhola e só precisa de um aviso de viagem que deve ser feito no site da embaixada. Seguro Obrigatório - Todos os países do roteiro exigem que seja feito um seguro do carro. No meu caso é o SOAT para todos os países. Procurei saber com meu corretor de seguro e ele me indicou fazer diretamente nas fronteiras ao cruzar o pais. Quem vai pra países do Mercosul, geralmente é pedido o Carta Verde. Carro: É bem aconselhável viajar com veiculo no próprio nome, caso contrario é necessário fazer alguns tramites burocráticos pra viajar. Carteira de Motorista: Além da CNH eu fiz a PID ( Permissão Internacional de Dirigir). Sei que muitas pessoas não fazem e viajam tranquilo, mas pelo valor ( cento e poucos reais) decidi fazer pra evitar problemas com as autoridades ( ainda mais as mal intencionadas). Paises: Brasil, Peru, Equador, Colombia, Panama, Costa Rica, Nicaragua, Honduras, Guatemala, Mexico e EUA.
  44. 1 ponto
    18º dia do nosso mochilão que durou 70 dias pela America do Sul. Originalmente postado em 23/05/2015 no nosso blog: http://umaviagemlouca.blogspot.com.br/2015/05/cordoba.html Aos que quiserem ver o post geral do mochilão com os preparativos e o dia-a-dia tudo no mesmo post, veja aqui: mochilao-de-70-dias-pela-america-do-sul-5-paises-preparativos-gastos-relatos-e-dicas-t116062-15.html Post: Hoje chegamos em Cordoba, segunda maior cidade da Argentina. Foi uma viagem confortável de Rosario até aqui. Um total de 7 horas de estrada com o onibus parando em cidades pequenas. Como chegamos na cidade umas 8:30, pensamos em esperar até umas 11 para fazer o check-in e já poder utilizar as instalações do hostel, visto que o horario de check in da grande maioria é entre 1 e 2 da tarde. Mas não aguentamos! Era 9:30 e já fomos em direção a um hostel próximo à rodoviaria. Acabamos ficando no Dom Backpakers, sendo 110 pesos a diária. Como estavamos com aquelas mochilas pesadas nas costas, ficamos por lá mesmo. Fomos, então, em busca de um café da manhã. Encontramos na terceira esquina um local que o desayuno com café com leite e 1 media luna saia por 12 pesos. Comemos lá e fomos atras de algum outro hostel mais barato para irmos amanhã. Tinhamos 5 hostels nas anotações, visitamos todos eles. O mais barato era 70 pesos a diária mas era um moquifo! Fizemos reserva, então, no Aldea Hostel! Muito legal e otimamente localizado. Perto de tudo!! Passamos no mercado, compramos uma polenta em pó supostamente boa e voltamos ao Dom para preparar. Preparamos e gente: HORRÍVEL! Demos algumas colheradas e quase gorfamos. Mas deu para enganar o estomago! Dormimos e umas 21h acordamos!! Tudo é cobrado nesse hostel: toalha, máquina de lavar... Tudo! Então não usamos nada deles! Mais tarde, depois de tomar banho, saímos novamente rapidinho. Bem legal Cordoba de noite! Fomos dormir 2 da manhã enqt ocorria uma festa em nosso hostel mas não conseguimos nos enturmar com a galera já absolutamente bebada (suíços, belgas, americanos... Tudo menos brasileiros!). Gasto de hoje: 470 pesos argentinos (cotação de 3,9). Aprox. 120 reais - incluindo passagens diluídas em 5 dias Dia anterior: ultimo-dia-em-rosario-t116984.html Resumão da Argentina em meu blog: http://umaviagemlouca.blogspot.com.br/2015/07/resumo-da-argentina.html
  45. 1 ponto
    Passei uma semana em Novembro de 2014 e aqui relato minha experiência: Os taxis são seguros e baratos, mesmo os do aeroporto. Não tem golpe de nota de dinheiro falso como em Buenos Aires. O melhor lugar para se hospedar é na região do Paseo Del Buen Pastor, ali há Shopping Center, restaurantes, lojas, calçadão com comércio de todo tipo, reunião de moçada por todo lado. Ah e fica próximo do centro histórico, imperdível, onde estão as construções coloniais jesuítas, sem dúvida a maior atração da cidade. Pela localização o ON APARTS é uma excelente opção, mas nem sempre tem preço vantajoso. E o Irigoyen 111 é a melhor hospedagem pra quem não tem problema de dinheiro. O passeio de onibus que sai da Plaza San Martin, onibus vermelho tipo londrino, é meio mico, mas dá pra ter uma idéia geral da cidade, inclusive a cidade universitária, que é um parque urbano. Mico total ficou por conta do passeio nos arredores de Córdoba, uma excursão para La Cumbrecita, nada a ver vezes mil!! Fora que dura o dia todo. Mas soube que há locais interessantes no entorno da cidade, nas sierras, com certeza outro roteiro (há vários) teria sido mais interessante. Levei dólares como sempre faço nas viagens à Argentina e trocamos cada dólar por 12,70 pesos. Havia 2 locais, o primeiro fica aberto sabado, domingo e feriados até 22h, uma pequena loja de conveniência e doces que fica na Plaza San Martin, bem ao lado de uma antiga Confiteria. Se vc estiver em frente à catedral e de costas pra ela, fica do lado esquerdo da praça. Um outro local mais seguro me pareceu um outro minúsculo quiosque de doces dentro da Galeria San Martin, na Calle Rivadávia. Entrando na galeria pela entrada da Rivadávia (tbm há entrada pela Plaza San Martin) siga direto pelo corredor que termina bem em frente ao quiosque. Fica ao lado de uma lojinha que vende cuecas rsrs (só fachada) pq o negócio deles tbm é trocar o dolar no blue. Mas achei o quiosque mais confiável, pela cara a atitude do proprietário. O maior movimento a noite, onde fica a moçada e os turistas é o Paseo del Buen Pastor, o local de melhor astral da cidade. Vale a pena ver o show de luzes e aguas dançantes, ali na frente, gratuito e lotado de jovens. Bem próximo, dentro do Shopping Center Olmos, achei um churrasco delicioso e barato. Na praça de alimentação, no andar superior, um balcão de fast food tipo McDonalds só que com grill e todo tipo de carne argentina, um fast grill. Sempre com pequenas filas, mas vale a pena, fui várias vêzes. O bistrô que fica ao lado com mesinhas e garçons e garçonetes de chapéu tbm gostei, grelhados e saladas com preço bom. Fora o atendimento excelente, os cordobeses são muito simpáticos e comunicativos, nada a ver com los hermanos portenhos!
  46. 1 ponto
    Salve Salve a Bom dia Bom, finalmente depois de anos de espera, realizarei meu primeiro mochilão. Embora já tenha acampado várias vezes, nunca passei de 3 dias "mochilando". Como primeiro destino, escolhi algo mais econômico e de poucos dias. Juntando "trabalho" à "Lazer"! Farei com minha namorada. Vamos ao roteiro: Partida de SP: Quinta-feira, 21 Ago 2014 - Aerolíneas Argentinas Sai de São Paulo às 02:00hs. Aeroporto Internacional Guarulhos Chega a Córdoba às 10:03hs. Aeroporto Pajas Blancas Partida de Bariloche: Quarta-feira, 3 Set 2014 Aerolíneas Argentinas Sai de San Carlos de Bariloche às 14:55hs. Aeroporto Internacional San Carlos de Bariloche Chega a São Paulo às 22:15hs. Aeroporto Internacional Guarulhos Corridas da K21Series que participarei, e obrigatoriamente tenho que estar na cidade 1 dia antes (única coisa que trava o roteiro): Sábado 23 de Agosto em La Cumbrecita, Córdoba, Argentina: (Portanto, tenho que chegar em La Cumbrecita por volta do dia 22/08, pelo menos as 18:00) Domingo 31 de Agosto em Villa Pehuenia, Neuquén, Argentina: (Portanto, tenho que chegar em Villa Pehuenia por volta do dia 30/08, pelo menos as 18:00) Fiz o roteiro mais ou menos assim: 21/08 e 22/08 - Córdoba - http://www.cordobaturismo.gov.ar/prestadores Chegada a Córdoba. • Casa Museu Ernesto Che Guevara • Manzana Jesuítica • Plaza San Martín • Balada a noite. • Salto Del Tigre • Salto Del Chispeadero • Champaqui • Villa Carlos Paz http://www.guiasdemerlo.com.ar/ www.champaquiadventure.com no final da tarde para La Cumbrecita 23/08 - k21series - La Cumbrecita Correr a K21 pela manhã e no final da tarde partir para Mendoza 24/08 e 25/08 - Mendoza Conhecer Mendonza. Vi que lá tem MUITO de Esportes Radicais e Vinho. Penso em ficar um ou 2 dias lá para quem sabe Escalar, Fazer a tirolesa, Esquiar, Caniôn del Atuel (Rafting). No final do dia 25 partirei para Santiago/Chile http://www.trekking-travel.com.ar/ - Tel: +54-261-4210450 Cel: (+549) 2613068707 26/08 - Santiago/Chile • Cerro San Cristóbal – Visita = vista panorâmica da Cordilheira dos Andes.” • Plaza de Armas; • Catedral de Santiago • Museu Chilene de Arte Pré Colombiano = Bandera, 361. Estação Plaza de Armas. Aberto de 3ª a Domingo de 10h às 18h. O museu exibe objetos e utensílios das civilizações pré-colombianas dos Andes e da América Central. • Alguma Viña • Pueblito de los Graneros del Alba – Comprar Artesanato • El Almacén Campesino – Comprar Artesanato (rua Purísima, 303) • Sorveteria Bravissimo, shopping Parque Arauco – Tomar Sorvete. Cerro San Cristobal e suba até o topo de funicular e desça de teleférico, Plaza de Armas, Catedral de Santiago, museo Precolonial, Mercado Central, Cerro Santa Lucia, Casa de La Moneda, La Chasconda (casa de Pablo Neruda) e a alguma Viña. No final da tarde partir para Valparaíso/Chile. Os ônibus para Valparaíso e Viña del Mar saem da estação de metrô Pajaritos, 27/08 - Valparaíso / Viña del Mar/Chile Percorreremos a margem costeira visitando o porto de Valparaiso, cidade declarada Patrimônio da Humanidade. Conhecer a Plaza Sotomayor e porto No final da tarde partir para Concepcíon/Chile 28/08 - Concepcíon/Chile Conhecer a praia No final da tarde partir para Pucón /Chile (Pelo que eu li, poderia colocar excluir "Concepcíon do roteiro" e acrescentar um dia em Pucón??) 29/08 e 30/08 - Pucón/Chile expedição e escalada pelo vulcão Villarrica (Trekking e Escalada) No final do dia 30/08 partirei para Villa Pehuenia, Neuquén, Argentina 31/08 - Correr a k21 series Villa Pehuenia, Neuquén, Argentina Correr a K21 pela manhã e no final da tarde partir para Bariloche 01/08 a 03/08 - Bariloche/Argentina Conhecer Bariloche. Fora esquiar... o que mais posso fazer lá? 3/08 - Volta para SP Sai de San Carlos de Bariloche às 14:55hs. Aeroporto Internacional San Carlos de Bariloche Não sei ainda QUANTO gastarei nisso, quero que seja o mais econômico possível... Tb não pesquisei quais hostel ficar... Nem como vai de uma cidade para outra! Meio perdido ainda Vocês mudariam algo? Acrescentariam? Deixariam algo de lado? Estou perdendo alguma coisa? Mapa do "roteiro" Valeu !
  47. 1 ponto
    Então gente... sabe quando você tá com aquelas milhas pra vencer e precisa usar para não perder? Pois então... achamos que seria legal se fossemos para um lugar diferente, que não fosse super mega turístico. Córdoba foi o destino escolhido!! Achei a cidade muito interessante, com uma cultura interessante e vários lugares bacanas para conhecer. Vamos ao roteiros e às dicas: Córdoba é uma cidade que você consegue vistar em 2 dias, então, num final de semana dá pra resolver sua vida. Saímos daqui na sexta à noite e chegamos lá de madrugada. Achei os hotéis de lá meio caros, viu gente? Mas... ossos do ofício! O lugar mais barato que achei disponível foi um hotel chamado NH Urbano. Super bem localizado! Reservei pelo Hotel.com. Táxi: os táxis são baratos por lá. Só usei para ir do aeroporto para o hotel e do hotel para o aeroporto. O primeiro trecho custou $45 (pesos) e o segundo $32. [t3]Sábado - O Primeiro Dia[/t3] Como chegamos tarde, o dia começou lá por 9h30 da manhã. Depois do café, fomos visitar a parte central da cidade. É encantadora! A cidade estava fervilhando, todo o comércio aberto e o povo na rua. Sabe o que eu mais adorei? Quase não tinha turista! Então a gente realmente estava literalmente enfiado na cultura argentina sem interferências do povo tirando foto, falando outra língua, coisa e tal... A cidade pode ser visitada à pé... você vai andando e vai encontrando coisas interessantes. A parada seguinte foi na Plaza San Martín, que é a praça central com a catedral. Essa parte da cidade recebeu uma reforma esse ano (2010) e recebeu o título de patrimônio histórico da UNESCO. Catedral de Córdoba, na Plaza San Martin Andando mais um pouquinho, chegamos às ruas de comércio da cidade. São vários calçadões cheios de lojinhas e de gente! http://1.bp.blogspot.com/_sw_iU5pfEk8/TC107IZFM9I/AAAAAAAAADw/V_4xl5EW4mo/s1600/Cordoba+024.jpgo comércio de Córdoba que tal um pomelo desidratado? igreja Santa Catalina Depois de muita caminhada, era hora de encher a barriguinha. A escolha foi um prato típico argentino, e porque não dizer, latino: a Parrillada! Preparem-se! Lá vem carne! A sequência da Parrillada! O dia não tinha acabado! Ainda queríamos ver mais. Então voltamos para Plaza San Martin, pois sabíamos que uma nova iluminação tinho sido inaugurada por lá. E surpresa! A iluminação realmente estava linda, mas o que foi bacana mesmo foi ver o povo dançando tango na rua. E não eram profissionais não! Eram uns tiozinhos "populares" que pegavam seus pares e iam pra lá dar uma bailadinha! Adorei!! a bela praça iluminada e o pessoal dançando tango ao fundo. [t3]Domingo - O Último Dia[/t3] Copa do mundo, dia de jogo da Argentina. O adversário era México e o jogo estava marcado para as 15h30. Estámos por lá, então o negócio era visitar a cidade pela manhã porque à tarde o acontecimento era o jogo na praça. Acordamos por volta das 9h, e saímos em direção à Plaza de España. A cidade estava parada... descobrimos que domingo tudo fecha por lá! o telão já estava montado para o jogo da tarde! no caminho cruzamos o museu da cidade A Plaza de España O objetivo da manhã era chegar no Parque Sarmiento. O começo dele não me impressionou, achei que ia ser só um monte de grama... Mas, eis que surge a Isla de los Patos. Belíssima! a ponte que dá acesso a ilha dentro do parque o que você acha? Ficamos bastante tempo por lá! A manhã passou rapidinho. Então, já era hora do almoço. Nos recomendaram um restanrante chamado Beto's, que servia parrillada e carnes a la carte. Gostei bastante do restaurante e especialmente do chorizo. Vale experimentar! as tábuas de madeira para o almoço no Beto's E aí, era hora do jogo! O povo se aglomerou na praça e eu que não sou boba nem nada estava torcendo ferrenhamente pela Argentina! Foi uma experiência ímpar estar no meio dos argentinos num jogo de copa do mundo! O povo ficou por lá festejando até altas horas da noite. Depois do jogo, fomos até o Passeio Bom Pastor com suas "águas dançantes". Foi bacaninha o show! Passeo Bom Pastor Ao lado do Passeo Bom Pastor, há uma igreja maravilhosa! É a igreja do Sagrado Coração de Jesus. Sagrado Coração de Jesus E por volta das 22h30 voltamos para o hotel já que nosso voo sairia na segunda às 5h da manhã, portanto, às 3h30 saímos do hotel para o aeroporto e por aí acabada nossa visita a essa interessante cidade argentina. Quer mais fotos? Visite meu orkut Dúvidas sobre Córdoba? Deixe um comentário! Roubadas e Barbadas? Um novo post em breve.
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