Ir para conteúdo

Mais curtidos da Semana


Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 15-07-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Olá Pessoal, encontrei esse vídeo na internet e achei que seria muito bom compartilhar com vocês:
  2. 2 pontos
    Vou bancar o Cristo e defender Bruxelas... Não acho uma cidade sem graça como muitos dizem. Inclusive posso lhe citar um roteiro que em 3 dias você não esgota, a menos que seja do perfil que não curte museus. Tem as feiras de antiguidades, a região de Ixeles, a região do Sablon, Atomio, parque das nações... Amanhã vou colocar um link aqui no post. Entretanto, eu me hospedaria em Guent por ser uma cidade linda, universitária e com vida noturna pulsante. Bruges morre a noite! Além do que Ghent fica no centro do país, facilitando seus days trips para Bruges, Bruxelas e Antuérpia. Ademais, por ser cidade universitária é possível encontrar comida e bebida mais baratas... A Bélgica é um país caro. Entretanto me encantei com a educação e gentileza das pessoas, foram dias muito aprazíveis e pretendo voltar novamente... Inclusive em Bruxelas. Sobre Paris... Louvre é um dia inteiro para ver o básico! Montmartre você pode deixar p fazer do meio da tarde entrando pela noite (pega um taxi para voltar... Ou até Republique pelo menos... O morro em si é tranquilo, o problema é descer para chegar nas estações lá pelas 22:00). Eu incluiria 4 horas no D'orsay... Cezane, Renoir, Monet, Manet, Van Gogh, Degas... Não dá para perder. Não vi a Eiffel no roteiro, Champ de Mars, Quartier Latin, Saint German des pres... Sulpice (onde passa o meridiano)... A região de Saint Michel. Saint Chapelle... Bastille... Saint Martin... Pompidou... Paris é inesgotável.
  3. 1 ponto
    Olá ! Este grupo se destina a gays e simpatizantes que procuram companhia para as suas viagens. Deixem aqui seu recado, e não esqueçam do seu Whatsapp ou e-mail.
  4. 1 ponto
    Prezados, boa tarde! Eu e minha esposa estamos organizando uma expedição de carro até Ushuaia entre dezembro de 2019 até início de janeiro de 2020. Estamos organizando o roteiro e planejando a viagem. Vamos partir de Campinas/SP. Caso alguém tenha interesse em partir de carro tbm... Abraços. Pedro
  5. 1 ponto
    Foram 15 dias, voo em pleno natal, fim do ano no México, ruínas arqueológicas e praia. Em 24 de dezembro de 2018 peguei voo com destino a capital mexicana. Viagem planejada e desejada há muito tempo. Promoção - lógico - pelo voo decolar 23h 15min. de Santiago, onde fizemos escala. Ceia de natal com salada, salmão e vinho branco servidos pela tripulação da Latam. Aproximadaente 7h sobre o oceano pacífico. Seguimos: Desembarque: depois de 12h entre voo e escala desembarco as 5h30min do dia 25/12 para passar pelos trâmites da lei... brasileiros não precisam de visto. Taxi pago dentro do aeroporto e a empresa te leva no local combinado. Cidade imensa, pobreza lembrando as cidades brasileiras e até um pouco menos (números oficiais comprovam). Mas, longe de ser uma cidade amigável, feito as grandes cidades do mundo mesmo. Hospedagem: apartamento, aluguel bem barato pelo serviço prestado. Normalmente os hotéis já são em conta, apart por fora fica ainda melhor. Consegue-se achar em Roma/Colônia, próximo Paseo la Reforma por 120 até 240 reais (já convertendo) um excelente lugar pra ficar, com todas comodidades (melhor que Ibis hehe). Passeios: o que fazer na Cidade do México? Ah é muita, muita coisa! A capital é o centro da cultura mexica e tem referências estéticas e culinárias dos povos originários por toda parte. Vale demais fazer das refeições um programa à parte. Milho (de todos estilos), massas feita dos mesmos, frijoles e seus caldos, temperos e carnitas, os TACOS 😲😲, fajitas, burritos, e suas centenas de combinações e molhos apimentados... tudo é surpreendentemente fantástico. Melhor experiência de sabor da vida!!! Castillo de Chapultepec é um parque grande e que exalta o estilo miscigenado da cultura mexica e espanhola. Museo Antropologia: muito, muito sobre vários povos pré-colombianos, principalmente os Astecas. Que cultura vigorosa! Um dia inteiro e não é possível apreciar tudo! Muita coisa! Tour's padrõezinhos nos buses, aqueles com a figura do rosto da Frida, podem valer. Não fazem meu estilo (gasto sola de sapato, passagem de metrô e bus) lá tem muitas bikes e patinetes alugáveis por aplicativo. Tráfego bem regulado, sem susto algum. Muito policiamento na zona central, muitos shoppings e zonas comerciais. Restaurantes são o forte. Arte: o México é a capital artística da América Latina. A pintura dos muralistas e a própria Frida é uma imersão à parte. Todo amante da arte e conhecedor da política do século XX se encanta com elas. O Poliforum Siqueiros (que estava em reforma) parece ser bem grande, e fica numa das áreas afastadinhas do centro. Fui à pé, deram 3km de sola gasta. Pode ser observado suas monumentais figuras de fora. O museo Frida esgota 1 mês antes, se compra pela internet, é apertadinho, fim do ano é impossível, lota! Fica pra próxima. Os murais de Diego Rivera, Orozco e Siqueiros estão espalhados pela capital. O Teatro Municipal expõe alguns murais logo na parte interior. São monumentais! Em geral pode-se caminhar pelas ruas da área central sem problemas, tem muito policiamento. Na parte histórica, como toda capital na América Latina tem que se tomar precauções. Mas, vale ir até lá, é muito bonito, espaçoso e cheio de história. Vulcões: o mais próximo vulcão da capital e bem alto (quase 6mil altitude) é o Popocatepl. Ativo ele cuspiu fogo em 2019. O barulho é assustador, pelos vídeos e relatos temos uma noção. Para se ver o Popo se sobe o vizinho inativo chamado Iztaccihuatl. Tentei fazer esse rolê, TODOS os problemas aconteceram no dia de pegar o trajeto até o parque. São dois dias de subida. Também zicou e ficou pra próxima. Pra quem ama esse "ser", olhar o Popo de longe já é inesquecível. Não é como olhar um prédio, uma torre ou uma ponte, é olhar algo vivo que dorme e não reconhece nem se afeta pela existência dos homens. E, ainda são as maiores alturas que coisas no planeta têm. Noite: a noite da capital é bem agitada. Muito gastronômica, muitos bares, algumas casas noturnas. Não é como Brasil, que os bares viram points e acabam tornando-se baladas. Tem uma parte grande de estrangeiros na noite mexica. Em geral estão na parte central, próximas ao paseo la reforma. Vale muito, mas são bem mais tranquilas que as noites brasileiras. Teotihuacan: maravilhoso o lugar. Fui de metrô até o final da estação, depois ônibus até a portaria do lugar, gasta-se por volta de 20 reais pra isso. Muito mais barato que o tour, mas bem mais arriscado e louco (o que pode ser uma vantagem). Lá a entrada não é cara e pode ficar o dia inteiro. Subir a pirâmide do Sol é muito custoso, uma duas horas na fila embaixo depois um caracol no meio da pirâmide. Vale a pena a experiência. Considerando que estive lá dia 28/12 quando muitos turistas e os próprios mexicanos vão, pode ser que a fila esteja bem menor em outras datas. Segue as fotos do lugar. É isso aí, esse foi o rolê. Dia 02/01/2019 peguei o voo em direção à Cancún. Essa experiência conto no próximo post. Abraço
  6. 1 ponto
    Ola´, sou novata por aqui. Dentro de alguns meses me aposentarei e pretendo me dar de presente o grande sonho da minha vida: fazer uma viagem à Europa. Foram muitos anos de trabalho e dedicação à família. Agora não tenho mais coragem de fazer um verdadeiro "mochilão" pois a saúde já não está 100%] mas energia e vontade há de sobra. Gostaria que me dessem sua opinião sobre a ideia de visitar capitais do Leste Europeu e ficar em hostels para economizar nas hospedagens ( porém com o conforto de ter uma cozinha a dispoisção ) e aproveitar passeios culturais. Agradeço o suporte recebido.
  7. 1 ponto
    Olá, Pessoal. Pra quem não sabe eu trabalho em uma agência de turismo em Cusco e recebo muitos brasileiros e estou criando este post aqui para relatar um grave e desconhecido problema que um dos meus clientes viveu aqui na última semana. Vou resumir bem para que fique registrada esta dica que é muito importante a todos que pretendem viajar a Cusco ou a qualquer outra cidade que está muito acima do mar. Peço para a moderação que mova o tópico para outra seção caso seja mais adequada. No segundo dia após a chegada o grupo (uma família) cancelou o tour que tinham agendado porque um deles sentia dores muito fortes na "barriga". Como foi piorando ao longo do dia eles buscaram uma clínica conveniada com o seguro que eles tinham. No dia seguinte, cancelaram o outro tour e o líder do grupo me comunicou que seu irmão estava com uma suspeita de complicações no baço e os médicos recomendavam uma cirurgia de emergência. Este cliente é médico, e apesar do problema sugerido pelos médicos locais não ter nada a ver com a área de especialização dele, ele começou a pesquisar e entrar em contato com seus colegas no Brasil e chegou até a uma complicação que é conhecida como "sequestro esplênico" (alguns chamam de "infarto no baço"). É uma complicação muito séria e que requer uma cirurgia de emergência bem delicada. Como Cusco não oferecia estrutura (confiável) eles precisaram levar o paciente em avião até Lima onde o rapaz passou pela cirurgia e deverá receber alta amanhã (dia 12/julho) para poder voltar ao Brasil. Causas desta complicação: o meu cliente, por ser médico, buscou diversos artigos e publicações nestes últimos dias e me disse que a altitude foi a causa de tudo. Descobriram ainda que seu irmão sofre de alterações sanguineas (não entrarei em detalhes pra não falar do que não conheço) e que não afetam a vida de ninguém que vive a nível do mar, mas que na altitude pode causar este problema no baço e aí sim se tornar algo realmente grave. Vou copiar e colar abaixo o que o cliente me enviou como sugestão para todos que vão viajar para altitude que nada mais é do que um exame simples de sangue que pode detectar estas alterações e a partir daí buscar um médico e decidir se quer viajar ou não. Há ainda alguns artigos (em inglês e espanhol) sobre esta complicação em altitudes (inclusive em Huaraz, no Perú). Sugestão para todas as empresas de turismo: sugerir que todos os visitantes de Cusco façam o exame de ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA antes da visita. Se tiver alguma alteração, procurar um hematologista antes da viagem. Isto evitará possíveis problemas de saúde sérios que podem se manifestar na altitude de Cusco Esta alteração no exame é o TRAÇO FALCIFORME (ou rasgo falciforme, em espanhol) Meu irmão passou por uma situação muito crítica aí em Cusco, que poderiam ter sido evitada, caso soubéssemos desta alteração antes. Felizmente, agora está bem em Lima, receberá alta amanhã para voltar ao Brasil. Mas isto só ocorreu pq sou médico e contei com a ajuda de vários amigos médicos no Brasil e em Lima. Artigo sobre o caso que aconteceu em Huaraz http://www.scielo.org.pe/pdf/rgp/v29n2/a11v29n2
  8. 1 ponto
    Venho contribuir com meu relato de como fiz para conhecer o Valle Sagrado indo na contra mãos dos tours de massa, encontrando templos praticamente vazios e assim aproveitei tudo o que a região tem a oferecer da melhor forma possível. Primeira Consideração: Altitude: Todos falam para primeiro " aclimar" em Cusco e depois subir para Machu Picchu. Na minha opinião essa dica é furadíssima e até perigosa, visto que Cusco está a 3500 m e Machu Picchu a 2400 m. Como alguém pode aclimatar em uma altitude elevada para depois ir para uma 1000 metros mais baixa?? Não faz o menor sentido. Sendo assim, resolvi que conheceria Machu Picchu antes do Vale Sagrado. Segunda consideração: Fugir da multidão de turistas e dos tours de agências Após muitas viagens pelo mundo, aprendi que os tours de agências ,daqueles que lotam um ônibus inteiro nunca é a melhor opção para explorar um local, normalmente o turista fica com o tempo controlado e depois o ônibus parte para o próximo local e não se aproveita nada ( sem contar as trocentas lojas de tranqueiras que geralmente param). Sabendo disso peguei a indicação de um taxista que tb é guia em um grupo do whatsapp e foi o dinheiro mais bem gasto nessa viagem, pois ele tem muito conhecimento cultural de todo valle sagrado, dando explicações valorosas e pude andar por todas as ruínas ( Ollantaytambo, Pisac, Maras,Moray, Chincheiro,Sacsayhuaman, Qenqo, Puca Pucara e Tambomachay) sem pressa. Meu guia/taxista montou um roteiro para visitarmos os lugares indo na contra mão das agências. Exemplo: Os tours do Valle Sagrado saem de Cusco e vão primeiro a Pisac que fica lotado na parte da manhã e depois seguem para Ollantaytambo que fica lotada à tarde. Nós fizemos Ollantaytambo na parte da manhã e Pisac à tarde, pegamos as ruínas vazias o que para mim foi muito bom. Terceira Consideração: Machu Picchu ao nascer do sol é bom mesmo?? Todos falam para madrugar e assim ver o nascer do sol em Machu Picchu, que é lindo, que tem uma magia,etc. Mas ao ler relatos e principalmente após ver videos e fotos da multidão que madruga na fila a partir das 4 horas da madrugada e da bagunça que é mesmo com horário marcado, decidi que essa não seria a melhor opção e optei pela tarde para ver o por do sol e foi a decisão mais acertada possível, pois conheci Machu Picchu relativamente vazia e isso no mês de Julho pegando o penúltimo horário de entrada ( 13 horas). Entrei em contato com o Sr Camilo via whatsapp, muito atencioso, falei que fui indicada por um ex cliente dele e desde o início da nossa conversa foi muito receptivo, combinamos valores, datas e ele foi me buscar no aeroporto de Cusco. Abaixo o Roteiro 1º Dia: Cheguei em Cusco por volta das 17:30, Camilo foi nos buscar no aeroporto , antes deu uma volta de carro pela plaza de armas e seguimos para nosso hotel. Descansamos, fomos jantar e compramos chocolates, sucos,bolachas e água e voltamos para o hotel para não abusar da altitude. 2º Dia: Tomamos café e fizemos check out e deixamos nossas malas guardadas no locker do hotel e fomos com uma mochila de 50 litros para 3 pessoas. Camilo veio nos buscar às 8 horas da manhã para um passeio por Chinchero, Maras e Moray e depois seguir para a estação de Ollantaytambo A primeira parada foi em Chinchero que estava completamente vazia ( o local fica lotado no fim da tarde), compramos nosso boleto turístico na entrada e exploramos todo o sítio arqueológico de Chinchero. Camilo explicou como o terreno era preparado para a produção agrícola, andamos por todo terraço inca , eleu nos mostrou a precisão que os incas tinham para aproveitamento da luz solar e como otimizavam a irrigação natural para o melhor aproveitamento da área de plantio. Depois fomos até a Igreja que foi erguida pelos espanhóis em cima de uma construção inca e vimos as maravilhosas pinturas que tem por dentro. Seguimos para o sítio arqueológico de Moray ,o caminho é um espetáculo e Camilo sempre parava o carro quando pedíamos para tirar fotos. Ao chegarmos ao local ficamos encantados com os terraços circulares e ouvimos a explicação da função do complexo que poderia tanto ser agrícola como poderia ser um anfiteatro ( pela acústica) ou até mesmo um centro de devoção . Andamos por todo o complexo por cerca de 2 horas e completamente vazio ( os tours tinham acabado de ir embora quando chegamos). Em seguida fomos para as Salineiras de Maras, o caminho cheio de curvas é de dar medo e ao mesmo tempo um encanto ( Camilo disse que a estrada de acesso a Maras fica fechada no verão por causa das chuvas). Maras não tem nenhuma relação com a cultura inca, é um local usado pelos peruanos para obter sal de qualidade, é utilizado o sistema de terraços para amortecer a água da chuva que vem da montanha que fica alojada em tanques e após a evaporação da água é obtido o sal. Foi um dos lugares que mais gostei de conhecer, tanto pela técnica quanto pela paisagem,algo totalmente diferente do que já vi. Seguimos para a cidade de Ollantaytambo e embarcamos no trem da Inca Rail que partiria às 16:30 com destino a Águas Calientes . A paisagem é muito linda, de um lado o rio, do outro os picos nevados. Ao chegarmos a estação de Águas Calientes o funcionário do nosso hotel foi nos buscar na estação, nos acompanhou até o hotel. Ofereceram serviço de guia em grupo e recusamos ( mais a frente explico o motivo) e saímos para comprar nossos tickets de ônibus. A fila estava LOTADA, a perder de vista, ficamos cerca de 1:15 hs até conseguimos comprar nossos bilhetes. Saímos para jantar e achei o preço dos restaurantes absurdamente caros se comparados aos restaurantes de Cusco e de Ollantaytambo, mas enfim é a cidade base para Machu Picchu o que mais podemos querer? Voltamos para o hotel, estávamos muito cansados, foi um dia intenso cheio de passeios e viagens e não sofremos absolutamente nada com o mal de altitude, apesar de termos passado o dia em altitudes elevadas, Àguas calientes fica a 2040 metros. A regra para aclimatação é simples: passar o dia em altitude elevada e dormir em altitude baixa. Sendo assim apesar de cansados estávamos bem fisicamente. 3º dia: 5 horas da manhã e o nosso hotel está com um barulho ensurdecedor, todos loucos se dirigindo a fila do ônibus, da janela do nosso quarto avisto a fila do ônibus muito maior que a fila da compra do ticket do dia anterior. É muito perrengue!! Voltei para a cama e dormi tranquilamente até às 9 horas. Tomamos café, demos uma volta pela cidadezinha e fomos para a fila do ônibus às 12:15 ,tinha apenas 2 pessoas, entramos no primeiro ônibus e fomos para Machu, em 30 minutos chegamos. Comemos nosso lanche antes de entrar, fomos ao banheiro e partimos para explorar a cidade perdida dos incas. Antes recusamos todos os guias que nos abordaram na entrada do parque, queríamos aproveitar com calma e tranquilidade e um guia com um grupo de 10 pessoas não era o que desejávamos. Se fez falta? Nenhuma, mas antes fizemos a lição de casa, lemos muito sobre Machu Picchu antes de irmos para o Peru, assistimos vários documentários no Youtube e assim foi muito mais fácil entender cada construção ( sem isso vc vê somente um amontado de pedras sem sentido). Machu Picchu tinha gente mas não estava lotada e foi muito acertada a nossa decisão em deixar para conhecer à tarde, percorremos as ruínas tranquilamente ,agora preciso fazer uma observação: muitos turistas mal educados, não possuem nenhum respeito pelo local , jogam papéis e garrafas de água no chão, um absurdo total. Outra observação a fazer é sobre os guias, eles apressam a turma, repreendem quem se afasta do grupo para tirar fotos e ficam bravos quando alguém do grupo demorava para tirar fotos. Não gostei de ver isso e ao mesmo tempo demos graças a Deus em termos recusado todas as ofertas de guias. Quando foi 16 horas, os guardas começaram apressar os turistas para sair, nós querendo mais fotos com o templo vazio em vez de descermos nós subimos e encontramos um guarda que permitiu a nossa subida para tirar fotos, voltamos para o topo e ali fizemos lindas fotos, com um céu lindo e vimos o por do sol. Missão cumprida e andamos rápido pelo complexo até a saída. Foi um dia para a vida toda, inesquecível, fizemos tudo no nosso tempo, sem pressa e calmamente. Ao chegar em Águas Calientes estávamos mortos de fome e ali fomos a um dos restaurantes e depois fomos dormir. 4ª dia: Nosso trem saiu às 8:30 com destino a Ollantaytambo, ao chegarmos na estação Camilo estava nos esperando, deixamos nossa mochila no porta malas do carro e fomos explorar as ruínas de Ollantaytambo. Para mim só perdem em beleza para Machu Picchu, eu AMEI , uma visão linda do vale sagrado , subimos todas as escadarias, percorremos todos os setores e mais uma vez Camilo arrasava nas explicações, nem preciso dizer que estavam vazias e assim pudemos explorar sem pressa . Seguimos em direção a Pisac e no meio do caminho Camilo parou em um típico restaurante peruano (onde comemos Cuy a 20 soles), de barriga cheia fomos explorar as ruínas de Pisac, subimos toda escadaria e chegamos a 3500 metros de altitude onde tivemos uma visão panorâmica de todo vale sagrado, ficamos cerca de 2:40 explorando as ruínas e totalmente vazia !!! Voltamos para Cusco mortos de tanto subir e descer, fizemos nosso check in no hotel e depois de um banho fomos jantar. 5º dia: Dia livre em Cusco, fomos conhecer a cidade e fizemos o free walk tour do José Martinez. Gostamos muito, pq tivemos uma visão geral da cidade. O free walk tour passou pelo Qoricancha( templo do sol), Catedral, pedra dos 12 ângulos, Casa das Virgens do Sol e termina no bairro de San Blas, andamos por lugares que eu jamais teria descoberto sozinha. No final demos uma gorjeta decente. Cusco é uma cidade delícia de caminhar, se for bom observador vc consegue identificar as construções espanholas construídas na base das antigas construções incas, comemos muito bem em Cusco e barato. Nos perdemos pelas ruas e a cada perdida uma descoberta diferente, fomos ao museu Inka e ao Museu de História Regional. Foi um dia para relaxar depois de tantos dias intensos. 6º dia: Camilo nos levou para fazer o City tour por Cusco que na verdade é um passeio aos arredores de Cusco para conhecer os sítios arqueológicos de Sacsayhuaman, Qenqo, PukaPukara e Tambomachay. Saimos às 8:30 h de Cusco e mais uma vez na contramão dos tours que lotam o local na parte da tarde, pegamos esses lugares quase vazios, nosso passeio terminou por volta das 15 horas e Camilo nos deixou no centro da cidade e fomos almoçar, depois seguimos ao Museu do sítio Qorikancha e ao Museu da Coca. O dia terminou com um jantar delicioso e regado a Pisco. 7º dia: Dia de deixar Cusco e pegar nosso voo de volta para o Brasil. Camilo nos buscou em nosso hotel e nos levou para o aeroporto, ali me despedi não de um guia mas sim de um grande amigo que fizemos em Cusco, com ele nossa viagem foi rica em detalhes que provavelmente com as pressas dos tours de agências não teríamos a oportunidade de conhecer. Considerações: Foi uma viagem incrível no tempo, Machu Picchu foi um sonho e a experiência de ver o local sem muito tumulto foi o ponto alto da viagem, o free wak tour do José Martinez é maravilhoso para vc explorar a cidade e o nosso guia Camilo, virou "meu amigo de Cusco", se vc assim como nós quer fugir do cartel das agências com programação apressada e pouco conteúdo ou conteúdo corrido, indico fazer os passeios pelo Vale Sagrado com o Camilo. O Vale sagrado vale muito mais que fotos batidas para postar nas redes sociais, o Vale Sagrado requer conteúdo e conhecimento para entender. Quanto gastei ? O Free wak tour cada uma de nós deixamos 30 soles de gorjeta, o serviço é bom e acho que valeu o valor. O Camilo trabalha pelo valor do carro de acordo com o Km corrido, no carro cabe até 4 pessoas, então o valor da corrida pode ser dividido pelo número de ocupantes do veículo, assim ficou: Transfer do aeroporto até o hotel e do hotel para o Aeroporto: 40 soles Tour por Chincero,Maras,Moray e levar até a estação de trem de de Ollantaytambo: 220 soles Tour por Ollantaytambo,Pisac e volta para Cusco: 200 soles City tour por Sacsayhuaman, Qenqo, Puca Pucara e Tambomachay: 100 soles Total :560 soles, como eramos 3 ficou 186 soles por pessoa, não achei caro levando em conta todo o conhecimento que obtivemos e por ser privado. Para quem tiver interesse em contratar os serviços do Camilo deixo o whatsapp dele, pode falar que foi indicado pela Carla de São Paulo : Camilo: +51984338602 https://www.freewalkingtourcusco.com/
  9. 1 ponto
    Querido Uruguai.... Um fato que não encontrei foi que, agora não precisa de carimbo se chegar pelo aeroporto, mas se for sair pelo rio da prata, terão que carimbar, mas não tem problema não ter o da entrada, só precisam devido a travessia que eu fiz para Argentina (mais rigorosa). No aeroporto pegamos uma van coletiva 70,00 (35 por pessoa), passava cartão, vieram nos oferecer, eu estava sem cabeça - Tivemos problema no vôo (azul), quebraram a rodinha da minha mala e não tinham nada a fazer, só quando voltasse ao Brasil. Após nos acomodar fomos na plaza independência; Pegamos o mapa de Montevideo e saímos caminhar... Muito seguro e movimentada essa região, tem wifii nas ruas, funciona bem. Caminhamos na Av 18 de julho, passamos a plaza Juan Pedro Fabini, plaza da cagancha, mas época eleitoral, algumas espécies de manifestações, o que não deixa de ser muito bonita - nela tem combo de comida em conta (tipo quiosque). Fuente de los candados, em frente ao café tradicional Facal, ali não é das opções mais baratas, mas atendimento ótimo, deu um total de 90 reais (dentre esse valor, está um chivito, não foi como eu esperava), nesse local o desconto IVA era apenas para quem tivesse VISA. Toda cidade vai ter anúncios de descontos desse imposto, parece que se assemelha ao nosso ISS, mas cheio de regrinhas (diz q volta automaticamente no cartão- estou esperando!), achei qie fosse uniforme, igual em todos estabelecimentos, mas não.... A noite fomos dar uma volta no cassino, conhecer, pois jogar não rola muito não, tenho amor ao meu dinheirinho. No dia seguinte passeamos o outro lado da plaza independência, via Sarandi, as coisas demoram a abrir, não adianta ir super cedo. Nessa rua tem várias pessoas vendendo objetos, artesanatos, de tudo um pouco, alguns lugares ñ aceitam certas bandeiras de cartão (ficar de olho!); Passamos pelas praças, tudo organizado, bonito, me senti muito segura (só ñ é recomendado esse lado após as 16, horário que fecha o mercado del puerto - segundo o recepcionista), mas toda área cheia de câmeras e monitorada. Mercado do Porto, muito legal - amei, Bem interessante, acolhedor, tentei praticar meu portunhol, mas falavam bem português, em todo canto!!! Se ñ me engano, compramos lembrancinha na rua yacaré (diagonal do mercado), mais barato. Comi no mercado do Porto e tomamos o Clericot (só tem em jarra), uma delícia!!! Dentro do mercado, muitos conversam com você, oferecem degustação de medyo e medyo (muito bom por sinal). Meu Resumo de Montevideo: NÃO DEVERIA TER FICADO TÃO POUCO. AMEI! Achri realmente o oposto do que recomendam, mas é questão de gosto, estilo. Não senti falta de internet, wifii funciona bem até; Uber bem tranquilo utilizar; Adoram brasileiros, te tratam bem, se esforçam para te entender, embora não seja nada difícil a comunicação; Fiquei em um local seguro e bem localizado (importante isso); Não oferecem sacolas no mercado, leve uma bolsa; Sou muito insegura e me senti super segura na cidade; Todo canto tem os descontos anunciados, vale verificar e se informar melhor!! Todos os locais dá gosto de pagar os 10%, atendimentos excelentes!!!!! Com certeza quero voltar!!! Ps. A foto de desconto, tirei só uma. Fora dos meus padrões 🤣🤣🤣 mas tem de todos tipos e bolsos, bandeiras, etc.
  10. 1 ponto
  11. 1 ponto
    Que lugar bacana, fiquei até com vontade de conhecer agora rsrs
  12. 1 ponto
    Mesmo eu gostando muito de museu, e já ter ido duas vezes ao Louvre, pessoalmente eu acho muito cansativo ficar o dia inteiro dentro de um museu. Depois de umas 3 ou 4 horas lá dentro, você nem presta mais atenção nas coisas, vai passando pelas salas no automático, só por passar, sem apreciar nada Então eu fico no máximo umas 3 ou 4 horas num museu, ou seja, uma manhã ou uma tarde, e se eu achar que não consegui ver tudo e precisaria voltar, eu volto num outro dia se tiver tempo para isto.
  13. 1 ponto
    Estive em Paris e visite o Louvre pela segunda vez. Recomendo colocar os programas que você colocou no dia do Louvre em outro dia.
  14. 1 ponto
    Modo didático para montar sua IGLU ou Tubular sem crise, você nunca mais esquecerá, assim como decorar a tabela periódica! De quebra um review dessa barraquinha de marca esquecida por nós brasileiros!
  15. 1 ponto
    PEDRA DA BORACÉIA É na escuridão de uma noite fria de inverno que avançamos lentamente rumo a lugar nenhum. Nossa referência não passa de um ponto distante que miramos para fora da floresta, que nos faz esgueirar entre moitas e moitas de bambuzinhos espinhudos, onde provavelmente jararacuçus nos espreitam assustadas com tal ousadia. Não são nossas pernas que nos carregam, mas nossa vontade de escapar inteiros de uma das maiores aventuras dos últimos tempos e a maioria de nós apenas se arrasta, deixando que a resiliência comande nossos passos e que a luz das nossas lanternas e o céu qualhado de estrelas nos leve à civilização. ( Rafael, Júlio , Vagner , Luciano , Potenza , Régis , Trovo e Divanei . ) A PEDRA DA BORACÉIA talvez seja dentre as montanhas da Serra do Mar de São Paulo, uma das mais isoladas, não só por estar em uma área de acesso restrito, mas também por se situar em uma parte em que a serra acaba se distanciando do mar, sendo guardada por terras indígenas em meio a florestas quase que intransponíveis com paredões abruptos de centenas de metros. Na carta topográfica consta como PEDRA QUEIMADA e independente de qual seja o verdadeiro nome, alcançar seu cume é estar mais de 100 metros acima do Corcovado de Ubatuba, outro ícone do litoral paulista. Por mais de uma década sonhávamos em conquista-la, mas conseguir as tais autorizações junto à SABESP (Companhia de Águas Paulista) ficava cada vez mais impossível e seria mesmo uma mão na roda porque era a oportunidade de avançar até a pedra por barco, navegando pela Represa do Ribeirão do Campo até a tal Cachoeira da Escada e de lá partir varando mato por umas cinco horas até o cume. Até tentamos por intermédio do Luciano Carvalho, que por lá esteve, perguntando sobre essa tal autorização, mas recebeu um não na fuça e a alegação era que o grande reservatório estava agora infestado de jacarés do papo amarelo. Diante da situação apresentada, nos restava apenas tentar angariar informações de alguns raros aventureiros que conseguiram ascender a pedra por trilhas e picadas de mateiros, palmiteiros e caçadores, portanto, ao invés de ir por água, ir tudo por terra. Alguns desses antigos exploradores nem se deram ao trabalho de nos responder, outros responderam com desdenho, alguns até que foram prestativos, mas suas informações foram tão genéricas que era impossível absorver algo. Na verdade, o que queríamos mesmo era um traklog, já que sabíamos que alguns detinham o caminho marcado no GPS, mas esses caras nos enrolaram, como a nos dizer: “ Querem conquistar aquela montanha, se virem, deem seus pulos “. Cansamos de esperar pela boa vontade de alguém, mandamos todo mundo a merda e decidimos que se fosse para conquistar a Boracéia, faríamos isso com nossos proprios esforços, iríamos traçar um novo caminho, uma rota inédita até o cume, nem que essa rota gastasse o dobro do tempo. Eu e o Vagner nos debruçamos sobre mapas de satélite e cartas topográficas, buscando informações que nos levasse a um ponto de partida. Encontramos a pouco mais de 5 km em linha reta a leste da Barragem da SABESP, um atrativo turístico conhecido por POÇO BONITO, localizado no Rio Claro, sendo que uma trilha de uns 6 km poderia facilmente nos levar até ele no meio da densa floresta. Acima do Poço Bonito, uma cachoeira marcaria a nossa despedida do Rio Claro. Esmiuçando a carta topográfica vimos que um grande corredor plano, como se fosse um vale subindo levemente, poderia nos conduzir ao sul até uma grande linha de transmissão de energia e de lá faríamos a curva para oeste novamente, seguindo até perto da base da Boracéia, na teoria poderia dar certo, um plano estava traçado. Traçado o plano, o roteiro e a estratégia, faltava formar o grupo, alguém que comprasse o projeto, mesmo sabendo que poderia ser a maior furada dos infernos. No início praticamente todo mundo fez cara de paisagem, os convites foram sendo negado e alguns exploradores, parceiros nossos das antigas, apenas se mantiveram em silêncio, outros estavam as voltas com compromissos familiares, trabalho e até mudanças e acabamos ficando com 3 integrantes confirmados, além de mim e do Vagner, o Rafael era o outro que desde o começo garantiu seu rabo na expedição. O certo é que joguei uns 10 nomes no grupo de WhatsApp e quando jogamos as cartas sobre a mesa, a maioria da galera tomou ciência da ousadia da Expedição, sabiam eles que seria uma oportunidade única e um a um foram saindo do armário, aniversário de parente, mudança de casa, trabalho, mudança de sexo, tudo foi se perdendo pelo caminho e a Expedição à Pedra da Boracéia ganhou força e corpo. No mapa estava tudo pronto, faltava agora ir lá nos cafundós de Salesópolis investigar essa tal trilha até o poço Bonito. O Vagner, o Trovo e o Rafa se prontificaram e coube a eles esse trabalho importante de investigação, aliás, para uma expedição sair do papel é preciso que pessoas se comprometam, botem a mão na massa e o pé na trilha. E os caras fizeram um trabalho lindo, acharam uma trilha de conexão da área rural que nos levaria até o poço e a Cachoeira Bonita, a primeira parte estava pronta, agora era montar a logística e reunir os expedicionários em torno do projeto. Agora com todo mundo motivado, escolhemos um feriado de junho para a expedição e seria a primeira vez que a gente se jogaria na Serra do Mar em pleno inverno e só fizemos isso justamente porque o nosso motivo maior seria uma montanha e não a exploração de rios selvagens, mas o tempo nos mostraria que não era bem assim como pensávamos. No horário marcado, nos encontramos todos (menos o safado do Rafa que chegou com uma hora de atraso) na Estação Estudantes, em Mogi das Cruzes, onde uma van nos esperava para nos desovar lá na área rural de Salesópolis. O motorista sentou o cacete e quando chegou no município citado, passou batido até interceptar a Estrada da Petrobras e transitou por ela cerca de uns 8 km, entrou à direita e uns 5 km depois saltamos no escuro, sei lá onde, num tal de Bairro dos Pintos e por mais uma meia hora nos pusemos a caminhar até que o Vagner localizou a tal trilha que passa ao lado de um sítio e embrenha na mata, vai descendo em nível, passa pelo Rio Clarinho, onde o Trovo e o Potenza resolveram cair de uma pontinha de madeira, segue sempre no aberto e uma hora e meia depois de iniciarmos na estrada, desembocamos na bucólica prainha do Poço Bonito do Rio Claro. ( Prainha do Poço Bonito) A madrugada já ia alta, mas surpreendentemente não fazia frio e decidimos montar um grande bivac sobre a areia da prainha. Sacamos uma corda, enfincamos um grande galho na areia e amarramos a corda no galho e em uma árvore nas margens do rio, jogamos a lona por cima e outra por baixo e jogamo-nos para debaixo com nossos sacos de dormir. Foi uma noite de cão para alguns que quase congelaram de frio, mas eu dessa vez não economizei nos agasalhos e dormi feito pedra até pouco depois das 6 da manhã. O dia amanheceu ensolarado, o que ajudou a animar a galera, que a partir de agora sabia que o passeio havia terminado e pela frente havíamos de enfrentar 4 longos de dias de aventuras selvagens. O Poço Bonito é um lugar lindo, um espelho d’água ótimo para um banho demorado em suas piscinas naturais, mas não no inverno. Então abandonamos ele pela esquerda, interceptando uma trilha que em alguns minutos nos levou até a CACHOEIRA DO POÇO BONITO, uma queda d’água não muito alta, mas muito cênica, muito parecida com a Cachoeira do Diabo, mas em menores proporções, provando que esse Rio Claro é realmente impressionante, mas o melhor ainda estava para ser descoberto. Depois de alguns clics da cachu , já fomos nos encaminhado para abandoná-la pela direita, mas antes disso uma chuvinha fina despencou sobre nossas cabeças antes das nove da manhã , mas isso não foi o suficiente para nos tirar o bom humor, porque a previsão do tempo já havia nos dito que haveria uma possibilidade pequena de precipitação. (Cachoeira do poço Bonito) Um a um fomos nos enfiando na mata e rasgando a floresta no peito, agora tendo como referência o traklog desenhado por mim e pelo Vagner no mapa de satélite que iria de encontro a um possível vale, um corredor que pudesse nos conduzir direto para o sul até que alcançássemos a tal rede de Alta Tensão, nosso próximo objetivo. O Trovo seguiu à frente porque já havia avançado por aquele terreno na semana passada, mas logo resolveu mudar de rumo para se livrar de umas moitas de bambu. Fomos ziguezagueando meio que para sudeste, fazendo uma diagonal até que pudéssemos interceptar de vez o caminho traçado para o gps e não demora muito, coisa de 20 minutos, tropeçamos em um rancho de palmiteiros/caçadores, incrivelmente bem preservado e sendo usado constantemente, provando que fiscalização ali não existe ou é totalmente ineficiente, a ponto dessa gente deitar e rolar, devastando florestas e florestas de palmeira Jussara. Concertamos o rumo e logo nos apareceu um rabo de trilha e alguém cantou que poderia nos levar para o rumo desejado, mas sem que percebêssemos, acabou nos fazendo rodar em círculos, perdendo tempo precioso. Andar com gps, principalmente um instalado no celular, parece fácil, parece que é só ir seguindo a bolinha, a setinha, sempre corrigindo o rumo, mas só parece. Algumas vez acontece um pequeno deley, um atraso que acaba confundindo o navegador, muito porque não é possível e nem viável ficar o tempo todo com os olhos grudados no aparelho, então qualquer desvio acaba fazendo a gente tomar o rumo errado e tendo que gastar energia preciosa para voltar para o rumo certo. Entre acertos e erros, uma picada nos fez voltar para o sul e nos deixou bem perto da linha que havíamos marcado no mapa e quando encontramos um córrego, na verdade um rio até que caudaloso, pensamos ter encontrado o nosso caminho definitivo, mas uma burrada monstro nos fez descer o rio ao invés de subir e de uma hora para outra , perdemos a direção , o bom senso e a nossas faculdades mentais, estávamos perdidos em algum lugar que até então estava difícil sabermos qual foi o erro cometido, principalmente quando avistamos um outro rio muito maior do que o que havíamos descido e de onde despencava uma cachoeira gigante que nunca imaginávamos existir. Tudo estava confuso, de onde brotou aquele rio enorme? Que cachoeira seria aquela já que não constava em lugar nenhum, em mapa nenhum? Houve um momento de estresse, cada um dava um palpite diferente, cada um queria seguir por um caminho diferente para nos recolocar na rota, mas antes que a gente nos pegássemos na porrada para saber quem tinha razão, deixamos aquela discussão estéril de lado e fomos nos deslumbrar com aquela cachoeira perdida. A diversão e o encantamento fizeram com que colocássemos nossa cabeça para funcionar e a partir daí o Luciano sacou seu gps com bussola embutida, azimutou a direção e disse: “ Caralho, cometemos um erro tosco, ao invés de subirmos o rio, acabamos descendo “. Bingo! Isso mesmo, nossa rota para o sul era surpreendentemente subindo o rio, que depois descobri chamar-se RIO DO ALEGRE, um grande afluente do Rio Claro. Claro mesmo era que viramos tanto para sudeste que acabamos voltando de novo para o rio principal, só que muito mais acima dele. O erro foi dantesco, mas acabou nos dando de presente uma paisagem incrível, até então não relatada na literatura “internética”, conhecida somente por algum mateiro local e revelada ao mundo agora por nós, que sem conhecermos o nome, resolvemos chama-la de CACHOEIRA PADRE DÓRIA, até que alguém nos sopre o nome verdadeiro. (Cachoiera Padre Dória) Abandonamos, portanto, a grande queda d’água e voltamos a subir esse tributário do Rio Claro e quanto chegamos a um girau de caça o rio deu uma curvada e se abriu numa sequência de cachoeirinhas e degraus. Até então não sabíamos se esse rio realmente iria continuar seguindo para sul,mas enquanto ele nos favorecesse, seria o nosso guia, mesmo que fizesse muitas curvas porque ter um caminho livre de mato, bambu e cipó seria ouro no meio daquela floresta fechada. Os degraus foram aumentando e as cachoeiras se multiplicando até que o rio se estabilizou de vez e começou a subir suavemente, com a água hora pela canela, hora pela cintura, mas como a temperatura havia caído e o sol havia deixado de dar as caras desde as onze da manhã, a água gelada começava e incomodar e quando podíamos, fugíamos pela margem para evitar a friaca. Apesar de estarmos subindo o rio e a tendência era de que ele fosse ficando cada vez com menos água, porque iria perder afluentes ao longo do caminho, isso não se confirmou e ele acabou ganhando foi piscinas naturais conforme ia se aproximando do planalto e era inevitável que de vez enquanto molhássemos acima da cintura e isso começou a fazer estragos e não demorou para surgirem as primeiras vítimas: Rafael foi o primeiro a sucumbir e foi preciso que o Luciano intervisse já que o menino tem os dotes de massagista e logo deu um jeito , mas não demorou muito e lá estava o Vagner estirado no chão se contorcendo por causa das câimbras também . Engraçado que sempre a pessoa que mais sofre com as baixas temperaturas sou eu, mas dessa vez os novinhos começaram a cair um a um e para variar a outra perna do Vagner travou também e lá foi novamente o Luciano fazer um carinho no menino. O tempo foi passando, o rio curvando para todo lado, mas sempre se mantendo para o sul. A temperatura caindo vertiginosamente conforme a tarde foi se aproximando e a sensação de que nunca chegávamos a tal Linha de Transmissão foi aumentando. Eu mesmo com uma camisa de neopremo sofria e gastava energia preciosa para fugir dos poços mais fundo porque a margem do rio era feita de bambus entrelaçados que dificultava o avanço. As vezes fazíamos algumas paradas para mordiscar alguma coisa, mas a retomada da caminhada era lenta e sofrível por causa do esfriamento dos músculos. O moral do grupo estava baixo, ninguém conversava mais, era nítido o sofrimento estampado no rosto de cada um e finalmente quando o Rio do Alegre cruzou a tal LINHA DE ALTA-TENSÃO e o nosso gps marcou a hora de virar para OESTE, o que estava ruim se transformou em pesadelo. Ainda sem encontrar um lugar descente para acampar e passando das cinco da tarde a chuva que ameaçou desabar durante as últimas horas, caiu toda de uma vez e a gente que já vinha sofrendo com a temperatura da água, agora nos encontrávamos em semi- hipotermia. Subimos o barranco à direita e tentamos nos abrigar na floresta, agora com terreno um pouco mais plano. Cada qual corre para tentar achar duas árvores descentes para montar sua rede e seu toldo, mas por sermos em oito foi difícil conciliar espaço para todo mundo. Não é possível narrar o sentimento alheio por completo, mas eu estava verdadeiramente na lona. O frio era tanto que não conseguia parar de tremer e muito menos conseguia pensar em uma solução. Árvores que pudessem me atender, eu não encontrava e quanto mais eu ficava exposto as intemperes do tempo, mais eu ia definhando, murchando e aquele aguaceiro dos infernos que não cessava ia fazendo com que a temperatura do meu corpo caísse de uma forma preocupante. Precisa fazer algo por mim, sair da chuva. Estiquei a lona em duas árvores esparsas e me enfiei embaixo e por lá fiquei, parado, inerte, pensado se ainda tinha idade para passar tamanho perrengue, pensando se já não estava na hora de parar de me enfiar nessas furadas. Poderia estar em casa, comendo bem e dormindo lindamente numa cama quentinha e macia, mas não, estava ali todo molhado, enfiado a um dia de caminhada do lugar habitado mais próximo, dentro de uma floresta fechada com uma chuva de inverno castigando sem dó e nem piedade a meio caminho de lugar nenhum. Era preciso agir. Saí do estado de inércia em que me encontrava, larguei minha mochila ao chão e fui esticar as beiradas da lona plástica. Retirei minha rede seca da mochila e amarrei nas duas árvores que por sorte deram espaço suficiente entre uma e outra. Tirei a roupa molhada, vesti uma seca e me enfiei dentro do saco de dormir, muito bem agasalhado. Aos poucos fui me aquecendo, a tremedeira passando e quando me dei conta já estava no mundo de Nárnia, num sono profundo, em estado de hibernação. Uma hora depois, já recuperado, levantei-me e fui cuidar do jantar que fiz juntamente com o Régis e embaixo da lona dele, ficamos até mais tarde jogando conversa fora até que definitivamente apanhei minhas coisas e fui morrer na escuridão da noite num canto isolado do grupo, mas ainda assim a ponto de ouvir o Júlio fazer um discurso na alta madrugada, porque não basta ser maluco, tem que ser sonambulo e incorporar espíritos. O dia amanhece sem chuvas, mas ainda com muitas nuvens. Desarmar o acampamento é uma coisa lenta e vagarosa, ninguém parece querer sair da rede quentinha e só lá pelas nove da manhã é que nos animamos a partir. A primeira coisa a fazer é localizar uma grande torre de Alta Tensão que pelos nossos cálculos não estava muito longe, já que agora bem visível sobre nossas cabeças passavam os fios de eletricidade, bem altos, mas mesmo assim ainda visíveis por entre as grandes árvores. Bastou um vara-mato despretensioso e logo a tal torre nos saltou aos olhos, reinando sobre uma pequena colina verdejante e desprovida de árvores e foi para lá que seguimos, agora no aberto e enfim com um pouco de horizonte e sol para nos alegrar a alma. Chegar a TORRE foi um marco, uma virada no ânimo da equipe. Subimos alguns metros, mas nem era preciso, do chão mesmo agora era possível avistar toda a imponência da cadeia de montanhas de onde a Pedra da Boracéia reinava absoluta ainda com seu topo sendo varrido por nuvens de algodão. Outra coisa logo de cara nos chamou atenção: Toda a extensão do terreno onde as torres passavam e que no satélite parecia capim alto, na verdade tratava-se de um emaranhado de pequenos arbustos e uma vegetação de passagem complicada, onde uma quiçaça entrelaçada não parecia dar passagem tão facilmente como imaginávamos, mas a simples segurança de poder nos guiar quase pelo resto do dia pelos fios de energia, já nos deixava feliz e se fosse preciso iríamos arrastar aquela vegetação espinhuda no peito até o tão desejado cume. Agora nos valendo da direção oeste, vamos galgando o terreno ondulado até a próxima torre, uns 300 ou 500 metros à frente. Trovo vai abrindo caminho e a gente segue atrás, cada um ajudando o companheiro da frente a se livrar dos cipós que vão enroscando nas mochilas. As vezes o terreno acaba nos levado um pouco para fora da linha das torres, mas é só uma estratégia a fim de trilhar por melhores caminhos e uns 40 minutos depois atingimos a segunda torre e a cada torre conquistada é motivo para uma parada mais demorada a fim de comer algo, beber uma água e jogar conversa fora admirando a paisagem ao redor. Pelo resto do dia essa foi a toada, conquistar torres! Foram 2 km varando mato e vales entre uma e outra até que aportamos na quinta torre, a uns 300 metros da base rochosa da Boracéia. Eram umas três da tarde e poderíamos tentar alcançar mais uma torre e de lá virar novamente para o sul varando mato até o pé da Pedra, mas estamos ansiosos demais e entramos em consenso para traçarmos um caminho direto para a face pedregosa da montanha, nossos pés estavam ávidos por pisar naquelas rochas lendárias. Juntamos o grupo e traçamos o caminho mentalmente. Fizemos uma diagonal para sudoeste e despencamos no buraco, quase um abismo no mato, descendo um barranco, escorregando para o fundo do vale até interceptarmos um riacho, cruzá-lo para o outro lado e pegar a direção da Pedra, subindo. Mais no alto conseguimos achar uma picada e seguimos por ela sempre na ascendência até que uma meia hora acima do córrego ela acabou no capim, mas aí já estávamos sentindo o cheiro da rocha exposta, varamos uma língua de vegetação alta e ganhamos a face exposta da Pedra da Boracéia, agora não tinha erro, o caminho era escalaminhado a parede rochosa até o cume, mas antes uma parada para juntar a equipe, tomar um gole de água e mordiscar alguma coisa. Diante de nós uma rampa gigantesca se apresentava. Os mais ousados subiram pelo meio, se agarrando ao pouco de aderência que a pedra nos proporcionava, caminhando no limite da força da gravidade, um vacilo e o rola montanha abaixo seria certo. Os mais tímidos se encaminharam para as laterais onde alguma vegetação conseguia dar uma maior segurança, mesmo que apenas psicológica. O grupo acabou se dividindo em várias frentes, cada qual no seu ritmo, cada um tentando buscar sua própria força, física e mental. A caminhada é lenta, o avanço é moroso, a ansiedade vai servindo de combustível para a conquista. De repente o Luciano e o Rafael ficaram muito para trás se arrastando nos seus sofrimentos individuais, mas como o caminho é óbvio, os grupos vão seguindo, sempre para o alto, galgando cada lombada do terreno. Enquanto o cume não é conquistado nos restam as paisagens ao Norte, onde a Represa do Ribeirão do Campo nos alegra a alma, um mundo de água perdido em meio a uma das florestas mais exuberantes do mundo. Com o cume da montanha ainda sendo visitado esporadicamente por nuvens, que dançavam ao sabor do vento, resolvemos nos deter em uma área abrigada, junto a alguns pequenos arbustos para esperar que todo o grupo se unisse e quando os retardatários chegaram, nos juntamos em uma só equipe e partimos para a conquista final. Não há um caminho definido que nos leve direto para lá, então vamos abrindo a vegetação no peito mesmo até que, sem percebermos, o mundo acaba sob os nossos pés e outro mundo, o mundo dos abismos, o mundo das largas vistas, um mundo feito de águas oceânicas e areias prateadas se descortina, enfim no topo da PEDRA DA BORAÇEIA (1270 m), o gigante perdido, a lenda da Serra do Mar Paulista, onde poucos tiveram o prazer de colocar os pés, estava definitivamente conquistada. Como era finalzinho de tarde e o tempo ainda estava meia boca, com muitas plumas, resolvemos deixar o dia seguinte para maiores contemplações e nos voltamos para assistir ao pôr do sol que já ia se jogando para oeste e também para planejarmos a nossa estadia no cume. Em meio as caratuvas e pequenos arbustos que compõem o cume propriamente dito, não encontramos nada que nos servisse, talvez uma ou outra arvorezinha aguentasse uma rede, mas a exposição seria um preço muito alta a pagar, então decidimos que desceríamos uns 100 metros e tentaríamos um bivac coletivo junto a uma área mais abrigada do vento. Enquanto o grupo se unia para conseguir um lugar abrigado e descente para todos, eis que que surgem 2 desertores, traidores do movimento montanhista e travessias selvagens na serra do Mar Paulista. Daniel Trovo e Rafael Araújo, abandonaram o grupo e mancomunados um com o outro, resolveram que montariam suas redes individuais, se valendo de um ou outro arbusto perdido na vegetação rasteira. Enquanto o alto comando (que não existe) assistia perplexo a traição sorrateira e covarde, voltamos a nos concentrar no abrigo. Em meio a um canto quase que beirando o abismo voltado para a face leste, nos concentramos na limpeza de uma área, retirando pequenas raízes no intuito de deixar o chão com possibilidade de podermos ter uma noite de sono razoável. Feito o trabalho, jogamos as lonas por cima dos arbustos e as amarramos, formando assim uma grande tenda para abrigar 06 exploradores. Jogamos uma grande lona no chão para isolar do frio e cada um escolheu seu canto e ali montou sua cama se utilizando de sacos de dormir. Estávamos todos embaixo do nosso abrigo, nossa casa de montanha, felizes a contar causos de aventuras passadas, enquanto nossos fogareiros ronronavam exalando o puro perfume da boa comida, foi quando ouvimos um estrondo que ecoou em todo o cume daquela montanha isolada do mundo: Corremos a tempo de ver os traidores estatelados no chão, depois que o arbusto que haviam se pendurado com as redes veio a baixo e como usavam em parceria, lá ficaram as duas bestas, caídas na relva molhada de uma noite fria, no cume da Pedra da Boracéia. Imediatamente NÃO corremos para socorrê-los, apenas nos cagamos todos de tanto dar risada. ( kkkkkkk). Depois desse episódio, os desertores pediram clemência e se humilharam para se abrigarem junto com a gente, inclusive um deles teve que se deitar aos nossos pés e lá ficou, quase como um cão de guarda, rsrsrsrsrsrs. Oito almas viventes se espremeram naquele fim de mundo e na madrugada fria o vento varreu o cume e ameaçou jogar nosso abrigo lá para os abismos do litoral. Eu me encolhi o quanto pude, virei quase um tatu bola dentro do meu saco de dormir e não sei em que hora comecei a ouvir um zum zum, mas pensei ser novamente o Júlio recebendo o espírito do Dr. Fritz, então não ousei a colocar a cabeça para fora e depois fiquei sabendo que a nossa lona havia se rompido e a galera teve que se virar para deixar nosso abrigo novamente de pé, mas não foi só eu não. Daniel Trovo também se fingiu de morto e não levantou para ajudar. Eu era um safado, mas esse Trovo já estava passando dos limites, (rsrsrsrsrsrs). O dia que amanhe é lindo. Nenhuma nuvem no céu, nenhum vento, temperatura fria, mas agradável. Todo o grupo se levantou para ver o sol nascer e depois que a bola de fogo se estabilizou, corremos para o cume a fim de nos encantarmos definitivamente com a paisagem. Verdade mesmo que o melhor lugar para esses deslumbramentos não é no cume, mas alguns metros mais abaixo, onde uma pedra exposta é capaz de acomodar todo o grupo. Estar no cume da Boracéia ou PEDRA QUEIMADAcomo alguns preferem chamar e como consta em alguns mapas, é ter a honra de entrar para a galeria de meia dúzia de aventureiros e melhor ainda, é pensar que chegamos ali pelos nossos próprios méritos, uma rota nova criada por nós, uma verdadeira expedição até o cume. O espetáculo ao longe, numa visão de 360 graus ao nosso redor. Praias, ilhas, montanhas, abismos, florestas, um oceano incrivelmente belo. Do cume verdadeiro se abre ainda mais um horizonte extenso, onde é possível ver desde a baixada Santista até muito mais ao norte, passando pela famosa Ilha Bela e seus contornos gigantes. Bem aos nossos pés a praia da Boracéia e a Reserva Indígena da Tribo Silveiras, uma planície litorânea lindíssima forrada de florestas, onde rios quase que intocados desfilam como cobras a serpentear até o mar. Falando em reserva indígena, num primeiro momento pensávamos em estabelecer uma rota para o litoral, descendo em direção as terras dos índios, mas como o tempo se encurtou e alguns ainda estavam receosos de não conseguirmos finalizar essa expedição em 4 dias, resolvemos que não desceríamos até o mar, voltaríamos para o norte, voltando novamente por Salesópolis. Haviam dois ou três que ainda tentaram persuadir o grupo a seguir o plano original, mas como fomos vencidos, batemos o pé para voltar por outro caminho, quem sabe o caminho tradicional, voltando pela Represa do Ribeirão do Campo, mas havia um porém; não tínhamos informação de como fazer isso, apenas sabíamos que deveríamos chegar até a tal CACHOEIRA DA ESCADA, que nada mais era do que o local onde o próprio ribeirão do Campo se jogava para formar o grande reservatório, ou seja, seria mais uma expedição de volta pra casa e que Deus tenha piedade das nossas almas . Antes das onde horas da manhã abandonamos o cume, deixando aquela pedra selvagem entregue à sua própria solidão e partimos novamente para o norte, descendo aquela encosta íngreme e escorregadia, cada um tentando se manter em pé ou, como fizeram alguns, escorregando com a bunda, sem cerimônia. E é mesmo um grande barato tentar ludibriar a força da gravidade tentando fazer o equilíbrio perfeito com as mochilas às costas enquanto vamos testando os limites da aderência da rocha. A descida por isso mesmo é lenta e vamos perdendo altitude aos poucos até que desembocamos no início da floresta onde localizamos por dentro da mata um canal rochoso que acaba nos conduzindo sem que tenhamos que abrir mato no peito. Mas como ali, a inclinação ao invés de diminuir só fez aumentar e por causa do excesso de umidade não teve jeito, tivemos todos que descer sentados, escorregando no enorme tobogã natural até que ele nos levasse bem abaixo, para dentro de um riacho. Uma olhada no GPS e constatamos que aquele acanhado riacho poderia ser um dos afluentes do Ribeirão do Campo e como ele se dirigia para as coordenadas que nos interessava, não tivemos dúvidas, nos agarramos a ele e fomos descendo por dentro d’água até que ele se estabilizou e foi ganhando novos pequenos afluente, formando poços translúcidos em algumas curvas. A caminhada foi avançando e só saímos do rio quando queríamos escapar de alguma parte um pouco mais funda. Uma hora, em uma curva, ele ganhou um afluente bem mais encorpado e acabou crescendo de vez e umas 3 horas depois de partirmos da Boracéia, interceptamos o grande RIBEIRÃO DO CAMPO, que nem era tão maior do que seu afluente principal. Ali no encontro dos dois rios a paisagem começa a mudar e começa a aparecer o leito pedregoso e por vezes encachoeirados. Ao fundo é possível ver a magnitude da PEDRA DA BORACÉIA dominando o horizonte. Alguns corajosos, movidos pela novidade da paisagem, resolveram se jogar nos poços, mas outros queriam mesmo era distância da água fria. Seguimos, mas agora com o grupo dividido entre os que se aventuravam pela água e os que comiam capim, tentando escapar do rio emparedado até que todos se juntaram em um grande poço, um espetáculo formado de água represada que de tão bonito, os meninos o compararam aos rios da Serra da Canastra e por isso vou chamar aqui de POÇO CANASTRApara marcar território. Ficamos ali, diante daquele lugar incrível, batendo papo e nos aquecendo ao sol e aproveitando para dar uma forrada no estômago, enquanto assistíamos alguns se jogarem na água e quando resolvemos partir, dividimos novamente o grupo, mas sempre nos mantendo visíveis e quando o rio voltou a ficar raso , voltamos todos a nos encontrar onde finalmente o Ribeirão do Campo se joga de vez de cima de um cachoeira e vai morrer suavemente no GRANDE LAGO que domina aquelas paragens, com quilômetros de tamanho, um gigante no meio da selva. ( Poço Canastra) A tarde já ia pela metade quando resolvemos abandonar de vez a Cachoeira da Escada. Havíamos gasto 4 horas do cume da Boracéia até ali, mas foi uma caminhada até que tranquila e sem sobressaltos e ficamos até contentes em termos descobertos esse novo caminho sem ter que varar nenhum mato mais substancial ou ficarmos rodando feito barata tonta, então achamos que dali para frente conseguiríamos localizar uma trilha ou uma picada mais consolidada que pudesse nos levar ainda hoje para civilização, achamos errado. Logo perto da cachoeira, um largo e aberto caminho nos fez acreditar que sair dali seria mole, mas não deu 2 minutos de caminhada e a tal trilha se perdeu no nada. Rodamos para cima e para abaixo, um pente fino ao redor e para todas as direções até chegarmos à conclusão mais do que óbvia: Já fazia muito tempo que ninguém botava os pés naquele lugar vindo por terra e se alguém chegou ali, foi navegando pelo grande lago. Na verdade, mesmo dentro de mim já cresceu um sentimento, não tinha como esconder o que estava por vir e uma frase na minha cabeça resumia a situação naquele momento:PUTA QUE O PARIU, A GENTE SE FUDEU BONITO! Começamos então a varar mato e como primeiro objetivo elegemos tentar chegar no início de um braço grande do lago, onde tentaríamos acampar em alguma prainha, mas acontece que acabou ocorrendo um fato nesse trajeto: A partir daquele momento acabamos por deixar a navegação a cargo do Luciano, porque além de nos mostrar que tinha competência, ainda era o cara com um celular mais moderno contendo bussola, o que facilitaria muito aquele vara-mato dos infernos. Combinamos então que tentaríamos naquele dia no mínimo chegar até aquele braço, mas nós falávamos de um braço e o Luciano falava de outro. O tempo foi passando e a gente enfiado na floresta, as vezes achávamos algo que nos parecia ser uma picada, mas como todos os caminhos que encontrávamos, não dava em nada e ainda tínhamos que ouvir o Trovo dizer: “Também, isso não era trilha, era só o caminho de anta”. Claro que ouvir isso do Trovo não nos era novidade, já que para ele tudo que existe no mundo em matéria de caminho foi feito por elas (hehehehehe), mas ali parece que ele tinha razão. A noite chegou, caímos no fundo de um riacho e logo notamos que estávamos novamente perto do lago e quando o Luciano dizia que estávamos perto do nosso objetivo, ficávamos felizes, mas quando pedimos para ver o gps e descobrimos que ainda estávamos longe de onde pensávamos que poderíamos estar, ficamos extremante desapontados. Mesmo assim, não sendo o braço do rio que pretendíamos acampar, resolvemos ao menos tentar acampar nesse fundo de vale, que era nada mais nada menos que o próprio braço menor do lago, mas quando lá chegamos não existia um só palmo de areia, na verdade era uma margem alagada invadindo uma quiçaça, sem conter nenhuma árvore descente para tentar montar uma rede. Estava tão escuro que pouco enxergávamos, então foi preciso ligar as lanternas de cabeça e decidimos pegar água do lago e partir varando mato, ganhando altura até uma área mais espaçada, mais plana que pudesse comportar um acampamento, mesmo que improvisado, meio nas coxas. Então tocamos para cima, nos agarrando onde desse, na tentativa de vencer os grandes barrancos, meio que uma caminhada suicida, correndo o risco de enfiarmos as mãos em alguma cobra ou outro animal peçonhento. Essa é aquela hora que não queríamos estar ali, a noite já estava fria, a fome já consumia nosso estômago, as energias já eram tiradas de onde já não tínhamos. Foi quando alguém mais sensato resolveu dar um basta naquele sofrimento inútil e gritou lá atrás que poderíamos acampar por ali mesmo, um lugar mequetrefe, com poucas árvores descentes, cheio de bromélias espinhudas e cipós entrelaçados. Alguns protestaram, outros resmungaram, mas logo cada qual foi tratar de encontrar 2 árvores que comportasse sua rede e no fim , acabamos por ajeitar todo mundo e aquilo que seria mais um acampamento no inferno, acabou se tornando nosso lar doce lar por mais uma noite. A noite foi fria, alguns reclamaram, mas eu como estava bem agasalho, dormi muito bem, mas é sempre um drama levantar da “cama” quentinha e voltar a vestir a roupa úmida ou molhada, mas como tecnicamente seria o último dia, resolvi ficar com a roupa seca mesmo. A equipe pareceria estar bem-humorada, mas o Luciano acabou me preocupando. Ele era um dos “novatos” com a gente, não que fosse sem experiência, longe disso, mas era a primeira vez que se metera nessas expedições incertas e por isso mesmo apresentou um comportamento estranho, tremendo, mesmo bem agasalhado e com uma temperatura agradável. Entendi o que acontecia: o nervosismo não tinha nada a ver com medo, mas vinha da sensação de não dar conta de escapar ainda naquele dia e perder compromissos inadiáveis, é um sentimento estranho de não conseguir controlar o tempo e nem o destino do jeito que queremos, mas o cara frágil da manhã, se transformaria num monstro no final da tarde. Desmontamos tudo, tomamos café e partimos. Já que estávamos a meio caminho do topo do morrote, resolvemos ir até o cume e foi entre grandes árvores que acabamos por localizar um vestígio de trilha, um caminho mais aberto dentro de uma floresta de bambuzinhos, que acabou nos levando para nordeste por quase 1 km, mas surpreendentemente fez uma curva e começou a voltar para noroeste, justamente de volta para as margens do lago, onde localizamos um RANCHO. Aí fica aquela sensação de que seria melhor, abandonar essa trilha de vez e seguir varando mato reto até o destino que vislumbramos ou nos apegarmos àquele rasgo na floresta com caminho desimpedido? Optamos por continuar pela trilha na esperança de ganharmos tempo e escaparmos o mais rápido possível dali. Por mais uns 600 metros tivemos caminho fácil e quando desembocamos novamente no lago e começamos a margeá-lo, pensamos que estaríamos com a vida ganha e até paramos em uma grande clareira de acampamento e por lá ficamos descansando e comendo algo. Saindo dessa clareira, novamente localizamos a trilha, que suavemente foi contornando o grande braço do lago, passamos por cima de um grande tronco que nos serviu de ponte e sem nem percebermos, começamos a seguir para nordeste novamente, voltamos a virar para oeste e finalmente para norte, a direção que nos favorecia. Trilhas apareciam, trilhas sumiam, uma hora estávamos caminhando desimpedidamente, outra hora rasgando mato no peito até que na descida de mais um vale ouvimos barulho de gente. Nos apressamos para tentar angariar alguma informação, mas o “ morador provisório” do rancho clandestino picou a mula para o mato, caiu na capoeira, escafedeu-se no mundo, fugiu apressado pensando que fossemos algum tipo de fiscalização. Tentamos localizar alguma trilha clandestino por onde esse “ curupira” poderia ter chegado ao rancho, mas nada encontramos. O dia ia passando e a gente rodando entre picadas clandestina que sumiam do nada e varação de mato. Aquilo já estava dando nos nervos e houve uma hora que os espíritos da floresta se apossaram da gente e ninguém mais se entendia quanto a localização, opiniões diversas começaram a surgir, cada qual queria ir para um lado e foi preciso parar e repensar a estratégia e por fim elegemos o Luciano como navegador oficial da Expedição, caberia a ele nos levar de volta para casa, seria melhor mesmo que um só, com equipamento mais preciso assumisse a navegação. Entramos em acordo para onde seguiríamos, decidimos que nosso objetivo seria uma cachoeira perdida no Rio Claro, aquela seria nossa tábua de salvação e era para lá que o Luciano deveria nos conduzir a partir de agora. – DEIXA COM O PAI! (Carvalho, Luciano) Pai Luciano ficou encarregado de nos fazer chegar até o vale de um rio, um afluente do Rio Claro que nos levaria direto para o grande rio e realmente não demorou muito, o encontramos e começamos a descer, o que nos deixava bem tranquilos quanto a navegação, mas era um riozinho de planalto entupido de árvores caída, curvas que não acabavam mais, atoleiros e por vezes era melhor tentar varar mato pela margem do que andar por dentro desse riacho. A tarde já apontou sua cara e nós ainda estávamos ali sem avançar, perdidos dentro daquela floresta e correndo o risco de termos que acampar mais uma noite, sem comida. Mais uma vez não aguentamos, paramos para rever a estratégia e tentar bater no navegador, que sem ter culpa de nada, mandou a gente a merda e resolveu abandonar o rio, traçando uma vara-mato direto para a tal cachoeirinha do Rio Claro. Subimos e descemos morro, comemos mato de tudo quanto é jeito, de tudo quanto é qualidade e nos alegramos quando ouvimos ao longe o barulho do rio e a felicidade foi geral ao interceptarmos o GRANDE RIO CLARO e suas cachoeirinhas bucólicas por onde passamos usando o leito raso das suas cabeceiras e ali nos prostramos para um descanso demorado e para comemorar mais essa vitória. Enquanto a galera papeava no alto do POÇO REDONDO, saí à procura de alguma trilha que pudesse nos tirar dali e nos levar para o norte. Encontrei uma trilha se dirigindo para oeste, mas não serviria para a gente, muito provavelmente iria voltar para a Barragem do lago, muitos quilômetros longe do nosso destino. Na entrada para o poço redondo encontrei uma picada discreta subindo para o norte e foi por ela que seguimos, mas o dia já estava nas últimas e não demoraria para a escuridão nos apanhar. Seguir para o norte era a certeza de encontrarmos alguma estrada, algum vestígio de civilização, ainda mais por termos observado plantações de eucalipto no mapa, então decidimos que seria para aquela direção que o Luciano deveria apontar a bussola do GPS. A distância não parecia ser muita, mas aí que está o engano, 3 km varando mato morro acima já é algo gigante, mas fazer essa mesma quilometragem a noite já é algo quase que inimaginável para quem já vem se arrastando a 4 dias. Vamos seguindo, em fila indiana, alguns se revezam na dianteira, mas logo o Júlio, que parece ter um pawer bank no rabo, assumi a ponta de vez e vai lutando bravamente com o mato, o bambu, o capim, o cipó e como a noite já é nossa companheira, é a luz de lanternas que seguimos e os vultos vão nos parecendo monstros a serem vencidos como se participássemos de uma aventura Quixotesca. Não há mais conversa, só sussurros e gemidos ecoando no silencio da noite. Somos agora um bando que se arrasta, quase sem perceber e sem sentir as pernas. Somos fantasmas que deslizam na escuridão de uma noite fria de inverno, com um céu qualhado de estrelas e já perdemos faz tempo a capacidade de reclamar, apenas somos oito almas que resiste e não se entrega, resilientes de que em algum momento todo aquele sofrimento vai chegar ao fim. Quando o mato acabou e já sentíamos o cheiro de eucaliptos, nos deparamos com um rancho abandonado e ali encontramos uma picada que foi crescendo e logo se transformou numa estradinha cheia de mato que mais à frente se consolidou, se abriu de vez e meia hora depois desembocamos definitivamente numa estrada de verdade e desabamos ali mesmo, cansados, exaustos, mas com a certeza que a nossa missão acabara de ser cumprida. A estrada segue para leste e mais à frente interceptamos uma casa e ali imploramos por algo para comer e quando apareceram 2 grandes pacotes de bolacha e uma penca de banana, alguns ficaram emocionados e para mostrar que tinha uma educação de lorde, o Júlio que não queria jogar as cascas de banana no mato, pergunta: - Aí, passa lixeiro por aqui? ( kkkkkkk) Eu e o Régis que estávamos num canto já fora da visão do morador, não nos aguentamos e caímos na risada, aquilo ali era um fim de mundo, uma espécie de fiofó de Salesópolis, estava na cara que não passava lixeiro ali e o simplório morador apenas pediu para que ele jogasse no mato mesmo, porque as galinhas se encarregariam de dar conta do lixo orgânico. Estávamos a salvo do mato, éramos agora seres pertencentes a civilização, mas ainda teríamos que arrumar um jeito de voltar para Salesópolis que distava uns 15 km dali e não tínhamos a menor ideia de como faríamos isso naquela hora da noite,mas eis que na escuridão surge um motoqueiro visivelmente mamado, com a cara cheia de pinga e quando fizemos sinal, ele parou imediatamente. Não falava nada com nada, dizia coisas sem nexo, palavras desencontradas, jogadas ao vento, mas disse para a gente não se preocupar que ele daria um jeito de nos tirar dali, iria fazer “um corre” com uns conhecidos e se perdeu na escuridão. Claro, não levamos fé no locutor do Silvio Santos e nem nos apegamos àquela possibilidade, mas quando nos aproximamos um tempo depois do centro do amontoado de casas do Bairro dos Pintos, lá veio o motoqueiro nos chamando para um abrigo e dizendo que em pouco tempo nossa carona chegaria para nos tirar dali e nos levar para cidade. Havíamos desacreditado do morador local e agora teríamos que engolir nosso “pré-conceito” e mais uma vez acabamos por nos deslumbrar com a generosidade humana. Não demora muito, um taxi encosta e leva metade do grupo até um ponto de ônibus e volta para buscar a outra metade e foi assim que cada qual foi se perdendo para uma direção, alguns na região metropolitana de São Paulo e outros como eu, em direção ao interior do Estado. Ir para o interior selvagem da Serra do Mar Paulista é se jogar de cabeça na mais autêntica aventura que se possa imaginar, é onde a palavra Expedição pode ser usada sem que se caia no ridículo, mas para isso é preciso aceitar os riscos, é preciso compreender que não há garantias de nada, vai estar sempre andando sobre o fio da navalha, vai ter que encarar desafios, saber que sua vida corre perigos constantemente, seja imaginário ou real. Mais uma vez conseguimos juntar um grupo, uma equipe em torno de um projeto que nem nós mesmos poderíamos saber se daria certo ou não e tão difícil quanto executar um projeto, é fazer ele sair do papel, dar vida e agregar pessoas disposta a colocá-lo em pratica. Foram oito homens dispostos a conquistar uma montanha selvagem estabelecendo uma nova rota, um novo caminho e hoje posso dizer que esse novo trajeto para o Cume da Pedra da Boracéia é sem dúvida o melhor de todos, pelo menos por terra. Foi sem dúvida uma das maiores aventuras nossas dos últimos tempos, agregamos novos amigos e fortalecemos velhas amizades, sofremos muito, é verdade, mas nos divertimos como nunca, vivemos a vida com uma intensidade poucas vezes vista e voltamos para casa satisfeitos com nós mesmos, sabendo que fizemos história mais uma vez, se não foi história para montanhismo nacional, foi a nossa história, para contar para os filhos, para os netos sobre o dia em que desafiamos uma montanha e vencemos, não a montanha, mas a inércia da vida. Divanei Goes de Paula Publicado em 12/07/2019 16:33 Realizada de 20/06/2013 até 25/06/2013 Visualizações 2
  16. 1 ponto
    Cara, esse tema é um eterno deja vu aqui no Mochileiros 😂 Fulano fala mal de Bruxelas, ciclano responde comentando que "não é tão ruim assim, e se explorar bem descobre um cidade incrível". De fato eu não curti a cidade, mas muitos gostam e acham que vale a pena. De toda forma, concordamos em uma coisa: Ghent é demais!! Foi a maior surpresa da minha viagem, fui sem saber o que encontrar e só porque ficaria fácil encaixar na minha logística, e saí de lá triste porque não queria ir embora.
  17. 1 ponto
  18. 1 ponto
    @Davi D. Castro Olá, chego em Cuiabá no dia 17/07 e fico até sexta feira de manhã de lá vou pra Nobres e depois Chapada dos Guimarães e retorno pra Cuiabá. Se tiver interesse em cia ou quiser se juntar a trip me chama no zap 61 98423-1976.
  19. 1 ponto
    @Gyslane Nayara Nao sei se sua duvida quanto à agencia seria sobre a contrataçao pra ser feita aqui pra ja ir com a viagem toda programada ou se seria durante a viagem para contratar algum tur. Se fo a primeira opçao, 99,9% das pessoas aqui fazem viagem por contra própria, sem agencias. Se for a segunda opçao, na cidade onde voce fará o passeio contratar alguma agencias. se o seu tempo for curto e voce tiver interesse apenas no Peru e/ou Chile, poderá pegar um voo direto pra lá. Comprando uma passagem multi-destinos pode ser uma melhor escolha, pois assim inciará a viagem por um local e voltará para o Brasil por outro, com isso economiza tempo e dinheiro nao tendo que voltar pra cidade de origem. Caso voce queria conhecer a Bolivia tambem, poderá sim chegar até Santa Cruz pegando o trem da morte e depois se deslocando para outro país. Muitas pessoas fazem a trip passando por dois ou tres paises (Bolivia e Peru / Bolivia - Peru - Chile) e tudo vai depender do tempo que vc terá disponivel. No topico abaixo voce poderá dar uma lida nos relatos de viagem. https://www.mochileiros.com/forum/623-américa-do-sul/
  20. 1 ponto
    Os seus pontos prediletos são todos no Peru (Machu Picchu e Montanha Arco-Íris). Então talvez, dependendo do orçamento e do tempo disponível para a viagem, seria melhor focar só nesse país. Você pode pegar um avião de Guarulhos até Lima e depois Lima até Cusco. De Cusco faz os passeios até Machu Pichu e as Montanhas.
  21. 1 ponto
    EU interesso mi watsap 54 9 11 27296261
  22. 1 ponto
    Concordo com o Davi, Bruxelas é a parte mais sem graça da Bélgica. Não conheci Brugges, mas fui a Ghent e achei sensacional, me arrependi de ficar só uma noite lá. Quanto a Paris, um local incrível e pouco visitado por turistas é o Canal Saint-Martin, um local com uma vibe incrível e que vale demais. Os parisienses amam aquele lugar, mas por algum motivo os visitantes ainda vão pouco.
  23. 1 ponto
    cara eu conheço bem a regiao, tanto arraial qto cabo frio tem mtaaaa coisa pra fazer, entao eu recomendo vc ficar uma parte do tempo em cada lugar, a passagem de busao de arraial x cabo frio eh 5,60 por pessoa ida e 5,60 por pessoa volta, ou seja busao la eh caro, vc ver em quantas pessoas vcs estao pra poder ver se vale a pena. Pra ver TUDO que tem pra ver nas duas cidades vc vai levar no minimo 4 dias em cada, isso se vc nao for em buzios. Arraial eh mais bonito, mas cabo frio tem mais estrutura de restaurantes, mercados e barzinhos. Tem uma pousadinha do lado do banco do brasil em arraial ali no centro mesmo que tava 75 reais o casal por noite, limpinha... nao se iluda, cabo frio pode sair muito mais caro doq arraial. Boa sorte brow
  24. 1 ponto
    Olá Itamar! vc já tem um mapa que pretende seguir na America do Sul? Cidades? Previsão de custos com combustível? dormir em que locais: barraca, hotel, hostel?
  25. 1 ponto
    @Táàuan Moura também pretendo ir nessa data, como está o seu planejamento?
  26. 1 ponto
    Alguma novidade? Também tô querendo ir nessa data
  27. 1 ponto
    Acabo de chegar de uma viagem de dois meses pelo México. Vistei alguns cenotes, que em breve vou apresentar no Instagram (@viajadon_) que criei para dar dicas sobre o México e outros destinos. Na minha ordem de preferência: 1ª) Cenote Xkeken - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid ($80 individual ou $125 com o cenote Samula) 2º) Gran Cenote - a uns 6 km de Tulum na pista com sentido a Cobá ($180) 3º) Cenote San Lorenzo Oxman - a uns 3 km de Valladolid, no mesmo sentido do complexo Dzitnup ($80) 4º) Cenote Samula - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid 5º) Cenote Lol - Ha - no povoado de Yaxunah a 20 km de Pisté ($50) 6º) Cenote Il Kil - a 4 km de Chichen Itza ($80) 7º) Cenote Xcanche - no sítio arqueológico de Ek Balam a uns 28 km de Valladolid ($70) 8º) Cenote Zaci - dentro da cidade de Valladolid ($30) 9º) Cenote Hubiku - na pista no sentido de Ek Balam a 16 km de Valladolid ($100) 10º) Cenote Tamkach Ha - a 6,5 km de Cobá ($100) 11º) Cenote Multum Ha - a 1,5 km do anterior ($100)
  28. 1 ponto
    @Jucinovaera Nve, acabei de voltar da minha primeira viagem à europa e passei por cidades que talvez sejam de seu interesse: munique, liubliana, budapeste, cracóvia, praga, dresden e berlim. como disse o @poiuy é importante escolher hostels que tenham o seu perfil.. não sou muito de balada (prefiro acordar cedo para passear e finalizar o dia com uma cerveja ou vinho tranquilamente) e qdo escolhi os hostels tive esta preocupação.. reservei todos pelo booking e sempre lia os comentários, se alguém comentava sobre muito barulho eu já ficava um pouco alerta... uma coisa que evitei também foi escolher local com bar dentro do hostel, pq acho que provavelmente já atrai um público mais festeiro.. e digo que não tive problema em nenhum lugar que fiquei.. leve um protetor auricular e seja feliz! tanto no booking quanto no hostelworld é fácil também ver se o local possui cozinha equipada.. se quiser sugestões de hospedagem em alguma dessas cidade (exceto berlim que fiquei na casa de um amigo) é só falar!
  29. 1 ponto
    Jucinovaera Nve...boa tarde colega!!! Vá sem " medos"...e conte sempre com o bom senso inerente a nossa idade!kkk A felicidade é imprevisível!!! Mochila nas costas..."viajar è preciso...viver também preciso"... Abraços e nos encontraremos pelos caminhos.
  30. 1 ponto
    eu quase comprei passagem p setembro numa promo boa q apareceu, mas aí eu dei uma enrolada e perdi a promo.. mas a pretensão é ir esse ano sim, se aparecer promo de novo.
  31. 1 ponto
    Vamos lá, decidi descrever minha experiência na Chapada do Veadeiros. Primeiramente gostaria de deixar bem claro, a cultura desse lugar é utilizar-se de C A R O N A para todos os lados então é melhor deixar o medo no despache da companhia aérea e aproveitar a experiência 🌄 Dia 23/05 Cheguei de BSB para Alto paraíso de carona R$ 55,00 o valor foi porque o motorista foi me buscar no aeroporto, geralmente cobra apenas $35. Consegui o contato da carona pelo um grupo do facebook destinado para tal, o nome Chapada do veadeiros carona solidária. São cerca de 4hr de viagem o carro estava cheio de moradores de Alto o que se tornou mais confiável para mim. Tem busão para Alto Paraíso, porém só tem 3 horários e o custo é maior. Fiquei no camping Consertamos disco voador diária R$20/ o anfitrião Clayton é muito gente fina, tem boas dicas e história do local, o camping é bem simples mas se o intuito é economizar aqui é o lugar certo. Dia 24/05 fui conhecer a cachoeira loquinhas é a mais próxima do camping cerca de 4km, fui a pé e sem guia. No meio do caminho já cansada, acenei e consegui a primeira carona sozinha 😬 foi tranquilo demais, porém não podia me deixar na entrada, e tive que caminhar mais, no trajeto solicitei carona e não tive, no finalzinho um grupo parou e ofereceu. Lição: quem tem menos, é o que mais ajuda. A entrada custa R$ 35,00, o que vale muito a pena, pois dentro é cheio de poços e várias cachoeiras para visitar, além do mais a trilha é tablada o que torna mais agradável. Nesse mesmo dia visitei o espaço GOTA, nossa que energia esse lugar transmite, fui andando é muito pertinho da avenida principal. Não deixe de conhecer a estrutura e o serviço deles. Dia 25/05 conheci um amigo no camping e combinamos de visitar aFazenda São Bento, fomos de táxi R$ 20,00 cada, depois percebemos que não havia necessidade, afinal era só acenar na estrada e esperar porque muitos visitava esse destino. Enfim, a entrada para São Bento custa R$ 15,00, dentro dessa fazenda também tem Almécegas I e Almécegas II, o custo da visitação dessas é R$ 25,00. Chegamos já as 13hr, então aproveitamos São Bento bem no inicio e partimos para a trilha Almécegas I, perdemos uma carona na estrada e por ser tarde não encontramos outras, então caminhamos 3km uma trilha íngreme, mas a vista e o banho é sensacional. Ao voltar conseguimos carona rapidinho. Dia 26/05 fomos para a Cachoeira dos cristais, conseguimos carona e chegamos por volta de 13h. A entrada custa R$ 20,00, é uma trilha cheia de poços e pequenas queda d'água. Onde fica localizada o Véu da noiva, muito lindo e rasinho. Ao retornar conseguimos carona 😝 Dia 27/05 decidi descansar, fiquei o dia inteiro no camping, até como forma de economizar! E deu certo. Dia 28/05 meu último dia nesse paraíso, fiz um bate e volta para São Jorge onde fica a entrada do Parque. Consegui carona e encontrei o amigo dos passeios anteriores, fizemos o cânion I e cariocas, não houve cobrança para entrar no parque. Ficamos o dia inteiro ali, cerca de 11km. Voltei para a estrada e consegui a carona de volta. Dia 29/05 Voltei para BSB consegui a carona por R$ 40,00. Total camping R$ 120,00 Total entradas R$ 90,00 ( em uma entrada me deram o desconto de R$ 5,00) 😆 Total carona R$ 95,00 Total dos três acima R$ 305,00 E com R$ 45,00 comprei alimentos, frutas e águas. Meu consumo geral R$ 350,00 em 7 dias. Isso mesmo, só gastei 350,00 por isso não fui nos demais locais. Mas terá uma próxima, aproveite o que a simplicidade tem de melhor, sua essência. O M E L H O R D A VIDA É D E G R A Ç A Sobre as caronas gostaria de agradecer e repassar sobre seus negócios: Estevão - Guia de Alto Paraíso, no CAT é possível encontra-lo ( meus passeios não necessitava guia, mas outros que não realizei é obrigatório!) Porque indico ele? O cara estava acompanhando um casal nas cariocas, e era aniversário da cliente e ela ama café, ele simplesmente levou todos os utensílios e preparou um café a beira da cachoeira para a cliente. Ela nunca mais vai esquecer esse ato, nem eu. Roberto - gerente e proprietário dos chalés alto da estância, um charme de lugar e o atendimento oferecido por ele é nota 10, pude vê de perto sua preocupação com seus clientes.
  32. 1 ponto
    Olhando assim tá de boa.. porém tem que contar com os deslocamentos... p. ex, teu dia de ida pra Krabi.. se for no 2o dia de Chiang Mai você vai perder tempo de estadia de uma cidade que é bem legal! De mais, não tem muito o que mudar.. eu tiraria Phuket, mas é gosto pessoal.. não sei o que veem naquela ilha 😅
  33. 1 ponto
    Nunca é tarde para viajar, tem um tio da minha mãe que rodou meio mundo depois de se aposentar, ele começou a viajar aos 65 só parou aos 85, por que realmente não conseguia mais andar sozinho. Quanto aos hotéis, eu já passei dos 30, e sendo sincero, hoje não me vejo com muita paciência para encarrar aqueles hosteis onde tem festa toda noite, prefiro locais um pouco mais calmos. A uns 2 anos atras fiquei num hostel bem calmo em Berna, apesar de dividir quarto foi super tranquilo, mas em compensação, fiquei num hostel que eu tive que reservar de última hora em Split, e não preguei o olho, festa até as 3 da manhã e gente chegando e saindo a madrugada toda fazendo barulho. Então o conselho que eu lhe daria é você escolher bem um hostel que seja mais o o seu perfil, para não ter uma experiência ruim.
  34. 1 ponto
    @Jucinovaera Nve Simplesmente vá, sem medo. Compra uma mochila, tem modelo feminina, vai curtir a sua sonhada viagem à europa. Pesquise bastante, aqui tem vários relatos de lá, leia todos, veja as cidades que quer conhecer, tem vários sites de hospedagem econômica. Veja a questão do transporte dentro da Europa. Eu ainda não fui para lá, mas se puder te ajudar, estamos por aqui
  35. 1 ponto
    @Jucinovaera Nve encorajo a sua atitude! nunca é tarde demais para viajar! Indico pesquisar hostels pelo hostelworld.com . Nunca tive problema com o site, ficando em hostels que tem nota 8 pra cima. No Leste Europeu é fácil achar hostels por 15 euros ou menos, e todos que fiquei eram bem equipados (geladeira, cozinha) e possuíam café da manhã. Assim dá pra economizar um pouco nas refeições, fazendo alguns lanches no hostel.
  36. 1 ponto
    Eu e minha namorada queremos participar. Queremos fazer mochilão. Já estamos decididas, na verdade!
  37. 1 ponto
    Boa tarde pessoal, Eu e e minha esposa vamos viajar ano que vem (ou primavera ou outono) e gostaríamos de conhecer Portugal e Espanha. Acontece que não gostamos muito de visitar museus e igrejas/catedrais (já fizemos muito isso eu outros países), nós gostamos mais de belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia. Então pensei em pedir essa ajuda a vocês, que tanto já me ajudaram com dicas. Sei que esse é um pedido já batido aqui no site mas, gostaria de ter uma ideia pra poder montar um roteiro não convencional (Lisboa, porto, Madrid, Barcelona...) Gostaria de dicas de cidades e lugares que se enquadre nas características que citei acima: belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia... Muito obrigado!!!😀
  38. 1 ponto
    Estou programando mochilar de Ushuaia até o Uiuny partindo 27 de outubro para Ushuaia e retornando 7 de dezembro de Santa Cruz de La Sierra. O percurso prévio será esse: SP - Ushuaia - Puerto Natales - Torres del Paine - Circuito W - El Chalten - El Calafate - Bariloche - Pucon - San Pedro de Atacama Bolívia - Uyuni Estou procurando quem tenha principalmente interesse e informações sobre o circuito W de Torres del Paine, pois pretendo fazer da forma mais econômica porém não tenho muita habilidade em acampar, penso em talvez contratar um guia que possa agilizar o mais complicado de acampamento, e alugar por lá os itens, barraca, fogareiro, pois como vou fazer uma viagem longa, em torno de 40 dias e pretendo ficar em albergue na maioria dos lugares não vale a pena levar barraca e fogareiro, gostaria de dicas, se consigo alugar por lá esses itens e se acho facilmente grupos para fazer o trekking em agências, se vale a pena com guia ou faço facilmente sozinho. Obrigado!!! 😁😉
  39. 1 ponto
    Oi, obrigado pelas dicas, eu estava pensando em fazer o circuito W aí no caso eu me comunico com eles uns 2,3 meses antes da viagem e faço essa reserva dos dias que estarei lá e do circuito que irei fazer e quando eu chegar lá eu vou na agência e pego as últimas informaçoes...? Eu acredito que alugaria a barraca e o fogareiro talvez adicionasse alguma alimentação a janta talvez...
  40. 1 ponto
    Olá! Sobre a Espanha não posso ajudar porque nunca estive lá, mas Portugal algumas sugestões onde já estive para você poder pesquisar: - Cascais é próximo de Lisboa e tem paisagens muito legais - Sintra também é bem próximo e tem parques e lugares mais antigos, como a Quinta da Regaleira, Castelo dos Mouros, Palácio da Pena, Convento dos Capuchos - Cabo da Roca, fica entre Cascais e Sintra - Serra da Estrela, reservaria uns 3 dias pelo menos para essa região... pesquise sobre ela, tem MUITA coisa para fazer e conhecer... - Nazaré, cidade com as praias das ondas gigantes.. - Óbidos, cidade cercada por uma muralha medieval, se for de carro para Nazaré, dá para conhecer na volta para Lisboa - Coimbra, a cidade é muito legal, com parques, conventos e a universidade - Região do Algarve, fica ao sul de Portugal e tem praias com paisagens fantásticas Espero poder ter ajudado
  41. 1 ponto
    Não foi falado nos posts anteriores sobre o Douro em Portugal que muda de nome na España,mas continua lindo,com muitas viñas as suas margens. Também tem as Rias altas e as Rias baixas perto de Vigo e Compostela,na Galicia,muita natureza para vocês.
  42. 1 ponto
    Alguém me invocou? Desde Mérida pode visitar o cenote Xlacah, que fica no sítio arqueológico de Dzibilchaltún, também pode visitar os cenotes de Cuzamá; desde Valladolid pode visitar os cenotes Xkekén, Zaci, Xcanché e Ik'kil(ao lado de Chichén Itzá) e desde Tulum pode visitar o cenote Dos Ojos. Eu recomendo muito os cenotes Xlacah, Cuzamá, Zaci e Dos Ojos.
  43. 1 ponto
  44. 1 ponto
    oi,Boa noite, Eu fiz Madri a Granada de ônibus (existe trem, mas o preço da passagem era mais barato de ônibus e o tempo de viagem quase igual, e que de trem ainda tem que fazer um transbordo em Antequera e pegar um ônibus. O ramal de Antequera até Granada está em reforma ). De Granada até Malaga fui de ônibus (em torno de 1:50 h - empresa ALSA). De Málaga fiz bate/volta até Ronda (1:50h - empresa Avanza). De Malága até Sevilha tb fiz de ônibus 2:45h empresa ALSA, (mais barato que trem que leva de 2h a 3:22h, dependendo do preço). De Sevilha a Faro, fiz de ônibus (dependendo do horário de 2:30 a 3:15h, empresa ALSA). Não existe ligação ferroviária de Sevilha para o Algarve. Fiz todo o trajeto em transporte público, pq estava viajando sozinho e assim gastava menos. Mas de carro seria muito mais interessante, pq vc pode, inclusive, fazer a rota dos Pueblos Blancos. No site viajenaviagem.com (coloque na busca "andaluzia") vc vai encontrar todas as informações possíveis sobre a região, com viagem de carro e transporte público. O período que vc pretende viajar é muito bom para estar na região, pois no verão a temperatura é muito alta na Andaluzia (acho que aí que inventaram a famosa siesta).
  45. 1 ponto
    Que relato incrível! Fiquei animada por também estou acima do peso, sou sedentária e irei passar 20 dias na Patagônia com meu filho, em dez/jan. Será uma aventura e tanto para nós dois mas, tenho certeza que será um passeio inesquecível. Bacana ver que com fé e força a gente consegue realizar nossos sonhos. Bj
  46. 1 ponto
    Temos relatos lindos, interessantes e extremamente úteis como dicas para viajantes. Porém, o objetivo deste relato é mostrar que pessoas comuns, sem histórico de aventuras, sem preparo físico, sem muito dinheiro e sem estar com o peso ideal, podem viver e se apaixonar por esse mundo fantástico de trips em contato pleno com a natureza. Essa aventura foi realizada em outubro de 2016. Quando recebi o convite para essa viagem, nunca tinha feito nenhuma trilha, nunca tinha feito uma viagem internacional, minha atividade física era quase zero, estava acima do peso e não tinha ideia do que me esperava nessa viagem. Minha parceira de viagem e irmã de coração planejou tudo, li alguns relatos, mas de fato, a única coisa que eu sabia era que iríamos conhecer a Patagônia e que o nosso maior objetivo era fazer o Circuito W no Parque Nacional de Torres Del Paine. Então, farei um breve relato dessa aventura para provar a todos que é possível para qualquer pessoa viver essa experiência fantástica e se apaixonar por essa conexão com a natureza. 1ª Etapa – Ushuaia No início dessa trip, pegamos um voo Recife – São Paulo – Buenos Aires – Ushuaia. Ao chegar em Ushuaia, estávamos extremamente cansadas da viagem, porém antes de descer do avião já podíamos contemplar a beleza que nos esperava. Fomos recebidas por um nascer do sol avermelhado e um mar de montanhas cobertas de neve. Era tão lindo que finalmente tivemos a sensação de que a nossa viagem havia de fato começado. Chegamos ao Hostel Antarctica, porém ainda eram 9:00h da manhã e o check-in só era realizado as 13:00h. O hostel tem uma energia incrível. O recepcionista super simpático nos deixou guardar a bagagem no locker e nos convidou a tomar café da manhã. Durante o café da manhã conhecemos um casal de irmãos mexicanos que estavam indo fazer um passeio no Parque Nacional Tierra Del Fuego que fica a 20 km da cidade. Como ainda não podíamos fazer o check-in, resolvemos aproveitar a oportunidade e ir com eles. O Parque Nacional Tierra Del Fuego é maravilhoso e pôde nos dar um gostinho do que nos esperava em Torres Del Paine (Pelo menos era o que eu pensava). Caminhamos por cerca de duas horas e meia no parque. Paisagens incríveis, muito frio, poeira e o registro das primeiras fotos. Ao retornar, nossos amigos mexicanos optaram por ficar e fazer uma outra trilha e nós decidimos retornar pois ainda precisávamos comprar as passagens para Porto Natales em busca do nosso principal objetivo – Torres Del Paine. Eu apaguei na volta de ônibus e só acordei com o susto quando percebi que todos estavam descendo na cidade. Conseguimos depois de andar bastante, comprar nossa passagem de ônibus para Porto Natales e voltamos para o hostel, onde após quase 48 horas sem dormir e sem tomar banho, conseguimos finalmente descansar. No dia seguinte, com as energias renovadas, fomos conhecer melhor Ushuaia com os nossos amigos mexicanos. Caminhamos cerca de três horas, conhecendo a cidade de ponta a ponta, tiramos muitas fotos e sentimos as primeiras rajadas de vento da Patagonia, mas ainda não era nem de longe as rajadas que iríamos ver. O tempo em Ushuaia fechou e existia previsão de chuva com possibilidade de nevar. E eu, como boa brasileira, estava louca para ver a neve caindo, mas ainda não foi naquele dia. Deitamos cedo nesse dia, pois no dia seguinte iríamos ao nosso destino em Porto Natales. Acordamos cedo, descemos a pé até o ponto de ônibus e pegamos o chamado “ônibus semi cama” com destino a Punta Arenas / Porto Natales. Ao entrar no ônibus percebi que o semi-cama era mais apertado que os ônibus de linha urbanos do Brasil e fiquei preocupada, afinal, eram 13 horas de viagem pela frente. Como costumo enjoar em viagens de ônibus, tomei um remédio e acabei dormindo a maior parte da viagem. Mesmo assim, tive a oportunidade de viver algumas experiências como: atravessar a fronteira entre dois países via terrestre, fazer a travessia de balsa pelo Estreito de Magalhães e observar o comportamento de pessoas de diversas partes do mundo que se encontravam naquele ônibus. 2ª Etapa – Torres Del Paine Acordamos cedo, tomamos café e nos encontramos com um Português que estava no mesmo Hostel que o nosso em Ushuaia, veio no mesmo ônibus e por coincidência ficou hospedado novamente no mesmo Hostel que o nosso em Porto Natales. Ele também estava indo sozinho para Torres Del Paine. Então combinamos de ir juntos buscar informações e alugar equipamentos. Fizemos um pequeno planejamento de como faríamos o Circuito W e andamos pela cidade cerca de 10 horas fazendo as reservas nos campings, alugando equipamento, comprando comida, cambiando moeda, e buscando todas as dicas e orientações necessárias para nossa próxima aventura. A noite organizamos as mochilas para levar somente o necessário e deixamos o restante no locker do Hostel The Singing Lamb onde estávamos hospedados. Acordamos bem cedo, encontramos com nosso amigo português e seguimos para a rodoviária. Enquanto esperávamos pelo ônibus, finalmente começou a nevar e eu fiquei maravilhada com aquele espetáculo da natureza. Seguimos em direção ao Parque Nacional Torres Del Paine e nevou durante toda a viagem que durou cerca de 2 horas. Ao chegar no Parque fomos recebidos pela guarda-parque que nos orientou a começar pela entrada do Lago Grey, o que estava totalmente ao contrário do nosso planejamento. No entanto, seguimos a orientação dela, uma vez que devido as más condições do tempo a base das Torres estava fechada e não adiantaria iniciarmos por lá. Então, após registrarmos nossa entrada no Parque, voltamos para o ônibus até o Pudeto, onde pegaríamos uma balsa para o Acampamento Paine Grande. Ao esperar pela Balsa, sentimos as primeiras rajadas de vento verdadeiras da Patagônia. A sensação era que o vento iria nos derrubar e todos tentaram se proteger encostados em uma parede até a chegada da balsa. Após 30 minutos, chegamos ao Acampamento Paine Grande, foi tudo muito confuso e muito corrido. Deixamos nossas barracas e mochilas, colocamos nossos ponchos e mochila de ataque e seguimos em direção ao Lago Grey. O início da trilha para o Lago Grey era aparentemente tranquilo, porém, aos poucos começou a chover um pouco e as rajadas de vento eram muito fortes, a ponto de rasgar os nossos ponchos e nos deixar desprotegidas quanto a chuva e a neve, mesmo estando com os casacos impermeáveis. Lembrando que eu nunca tinha feito uma trilha na vida, e que não tinha praticamente nenhum preparo físico, comecei a ficar nervosa nas subidas pois o Português que estava conosco era muito rápido. Tinha muita chuva, muita neve, muito vento e confesso que pensei em desistir já nos primeiros 500 metros. Mas tomei fôlego, minha irmã do coração se mostrou tão parceira que resolvi tentar. Chegamos ao primeiro mirador. Era difícil até conseguir tirar foto pois os dedos congelavam sem a luva. Mesmo assim, valeu a trilha por ter conseguido tirar da minha irmã a melhor foto da viagem. Continuamos a trilha até o segundo mirador. As subidas e a trilha em si não são tão difíceis, a dificuldade realmente era o vento, a chuva e a neve que estavam intensos. Ao chegar no segundo mirador, minha irmã foi iluminada quando tomou a decisão de deixar o Português seguir e nós voltarmos, uma vez que, provavelmente não iríamos conseguir ver muita coisa com o tempo fechado, além do risco de escurecer e ficarmos no meio da trilha. Voltamos desse ponto, estávamos mais tranquilas em voltar, comemos, tiramos algumas fotos e percebemos o quanto já havia nevado em relação a ida, pois o chão estava completamente branco de neve. Já próximo ao Acampamento Paine Grande percebemos o quanto nossas roupas e botas estava encharcados e bateu um desespero de que pudéssemos perder nossos documentos, dinheiros, etc. Finalmente, após um total de quase seis horas de caminhada, chegamos ao acampamento, trocamos nossas roupas e observamos o caos que estava no local. Segundo um dos funcionários do Refúgio, aquela situação de tempo não era normal naquele período. Todos estavam disputando os aquecedores, tentando além de se aquecer, também secar as roupas que estavam todas molhadas, mesmo de alguns estrangeiros que víamos que eram experts nesse tipo de aventura. O frio era incontrolável, pois mesmo trocando de roupa ainda tinha algumas partes molhadas. A princípio tínhamos nos programado de montar nossa barraca, mas devido as más condições de tempo decidimos alugar uma barraca já montada do refúgio, pois assim iríamos nos sentir mais seguras. O alojamento do refúgio era muito caro, e estava fora da nossa programação financeira. Ficamos um pouco mais no refúgio e minha irmã decidiu nesse momento desistir de fazer o circuito W, voltaríamos no dia seguinte para Porto Natales, pois as previsões do tempo eram instáveis e não estávamos preparadas para seguir o circuito. Naquele ponto era possível retornar pela balsa, se arriscássemos seguir, teríamos que ir até o final, não tinha como retornar sem ser pela trilha a pé. Ficamos o máximo de tempo que podíamos no refúgio tentando nos aquecer, conhecemos alguns brasileiros e vimos várias pessoas tomando a mesma decisão que a nossa de não seguir adiante, com exceção do nosso amigo Português que optou por seguir. Finalmente fomos para nossa barraca, o frio continuava insuportável, mesmo no saco de dormir, com colcha, casacos, meias, etc... Passamos a noite praticamente em claro, com frio e com medo, pois o barulho do vento era assustador. Ao amanhecer o dia estava claro, sem chuva, sem vento, sem neve. Mesmo assim, continuamos com a decisão de retornar. Tomamos café, organizamos as mochilas, tiramos algumas fotos ao redor e pegamos a balsa/ônibus de volta a Porto Natales. Meu sentimento nesse momento era de frustração e profunda tristeza, principalmente pela minha irmã que tinha o sonho de ver as Torres. Estava me sentido culpada, pois pensei que ela só tinha tomado a decisão de retornar por estar preocupada comigo. Depois entendi, que ela ouviu o coração e teve a certeza de que ainda não era do nosso merecimento conhecer Torres Del Paine. Mesmo assim, o sentimento de frustração ainda persistia, pois aquele era o principal objetivo de nossa viagem. Retornamos a Porto Natales e nos organizamos para antecipar nossa ida para El Calafate. 3ª Etapa – Perito Moreno Chegamos pela manhã em El Calafate. A cidade é um charme, muito romântica, aconchegante e simpática. Deixamos nossas mochilas no Hostel e partimos para explorar a cidade. Compramos nossas passagens para Perito Moreno e fomos para o mirante ver o pôr do sol. A vista do mirante era linda, mas o pôr do sol ficou aquém das nossas expectativas, mas entendemos que cada lugar tem as suas belezas. No dia seguinte, seguimos para conhecer o Glaciar Perito Moreno. Um dos mais famosos do mundo. Ao chegar lá não consigo descrever para vocês tamanha beleza. O glaciar é cercado por passarelas gigantes, com muitas escadas e muitos turistas. Não existe nenhum lugar para onde se olhe que não seja incrivelmente lindo. As paisagens são fantásticas, o lugar é de uma energia incrível. Finalmente eu estava me sentindo confortável e maravilhada! O glacial é imenso, mas infelizmente podemos ver com nossos próprios olhos a ação do aquecimento global e a urgência de nós, seres humanos, nos preocuparmos com a preservação do meio ambiente. Tiramos muitas fotos, fizemos alguns vídeos, contemplamos imensamente aquele lugar com toda a sua magia e energia. O Glaciar é esplêndido, o barulho do gelo quebrando, o azul que avistamos nas frechas do gelo, tudo é incrivelmente magnífico!! Votamos para o hostel maravilhadas e dormimos com aquelas imagens lindas. Ao acordar, fomos comprar nossas passagens para El Chalten e explorar um pouco mais a cidade. Encontramos um parque das aves e resolvemos fazer o percurso de uma hora nele, onde era possível contemplar diversas aves da região, em um contato com a natureza de extrema contemplação. Voltamos para o Hostel e dividimos quarto com uma Alemã que tinha acabado de chegar de El Chalten e nos deu várias dicas de como eram as trilhas. Ela estava encantada e falou que nós iríamos amar. Tudo isso em uma tentativa de falar inglês já que ela não falava espanhol. Ah... nós também não falávamos espanhol, apenas Português e eu o básico de inglês. Mesmo assim, isso não nos impediu de curtir a nossa trip e de fazer novas amizades. 4 ª Etapa – El Chalten De El Calafate até El Chalten foram 03 horas de viagem. Ônibus super confortável, dois andares, leito e uma vista privilegiada. Mesmo antes de chegar na cidade, já conseguimos avistar o Fitz Roy, imponente e majestoso. As primeiras fotos começaram dentro do ônibus mesmo, e minha irmã estava emocionada por estar naquele lugar. Fizemos uma parada na entrada da cidade, na Administração do Parque Los Glaciares, para receber as devidas orientações sobre as trilhas e cuidados que devíamos tomar. O guarda-parque falou da dificuldade da trilha do Fitz Roy e eu fiquei mais uma vez bastante preocupada e angustiada. Mas nem de longe imaginava que o nosso merecimento estava ali naquele lugar. Descemos a pé da rodoviária até o hostel. A cidade é bem pequena e tudo é muito próximo. Almoçamos, fomos ao mercado, exploramos um pouco a cidade e fomos descansar pois no dia seguinte a primeira trilha seria exatamente a mais difícil: A Trilha da Laguna Los Três que fica na base do Fitz Roy. Eu estava muito angustiada, com medo de não conseguir, pensando nas dificuldades que podia encontrar na trilha. Entrei na internet, li vários relatos, e pedi para minha irmã prometer que se eu não conseguisse ela iria sozinha, pois não queria atrapalhar esse sonho dela. Ela me tranquilizou e disse que estávamos juntas e que tudo iria dar certo. Fomos dormir, mas eu continuava com receio da trilha. Afinal, eram 10 horas de caminhada, isso para quem era acostumado em fazer trekking, o que não era o meu caso. Iniciamos a trilha as 7:00h da manhã. O dia estava apenas amanhecendo. Na entrada da trilha rezamos, pedimos permissão a espiritualidade e proteção para nossa travessia. A primeira hora é de subida e se a pessoa não estiver na sintonia desiste ali mesmo. É uma subida cansativa, mas relativamente fácil, pois foram colocados troncos que formam uma escada e dão apoio. Fomos recepcionadas por dois Pica-Pau que faziam barulho bicando a madeira e eram lindos. A trilha é toda sinalizada, com indicativos de direção e quilometragem. Nos primeiros quilômetros encontramos meia dúzia de pessoas no sentido contrário. A partir daí até o acampamento Poicenot não encontramos mais ninguém. Nos 700 metros avistamos o 1º mirante que dá para o rio Los Curves. A trilha começou a ficar plana, andamos na mata fechada, ouvindo apenas o som do vento e dos pássaros. A trilha é linda e de uma energia indescritível. Passamos por vários portais, pontes feitas com tronco, caminhos estreitos dentro do bosque e chegamos no Mirador do Fitz Roy. A trilha vai ficando mais aberta, uma clareira, várias fontes de água até chegar em um bosque onde fica o Acampamento Paicenot. Esse camping não tem nenhuma estrutura, apenas um banheiro seco. Vimos algumas pessoas se alimentando e seguimos. A partir desse ponto a trilha passa a ficar mais pesada, mas no meu coração estava um sentimento de que mesmo assim eu conseguiria. Seguimos em frente, passamos por um rio que ficava no meio de uma pedreira. Senti uma energia tão forte que fiquei toda arrepiada. Chegamos na placa indicativa do último quilômetro. A placa era bem objetiva e dizia que era uma subida de alta complexidade apenas para pessoas com bom preparo físico. Mesmo sem preparo, o nosso desejo de chegar lá era tão grande que decidimos subir. No início parece apenas uma ladeira comum, depois vai ficando cada vez mais íngreme. A subida é muito difícil, mas eu me sentia segura, mesmo parando a cada cinco passos para respirar e retomar a força nas pernas que já estavam se esgotando. Estava todo tempo em oração, pedindo forças a espiritualidade para que me ajudassem a chegar até o pico. Nessa subida, de repente e do nada rsrsrs começou a aparecer um monte de gente subindo também, mas todos respeitando o tempo de cada um. Deixamos todo mundo passar na nossa frente e fomos subindo no nosso ritmo. Foi muito difícil e cansativo, mas finalmente chegamos ao cume. Lá vimos várias pessoas lanchando e tirando fotos. A paisagem era simplesmente espetacular. A Laguna Los Três estava completamente congelada e ao fundo, bem pertinho, víamos as torres imponentes do Fitz Roy. Tiramos várias fotos, encontramos por acaso com nosso amigo Português de Torres Del Paine, vimos uma raposa e após contemplar tanta beleza decidimos iniciar a descida que eu não fazia ideia de que seria milhões de vezes mais difícil do que a subida. O início da descida foi muito ruim, pois era uma descida com cascalho solto e ao tentar descer de lado acabei dando um jeito no joelho. Começamos a descer a parte das pedras, mas a dor no meu joelho já era insuportável. Minha expressão era de dor, angustia e desespero, mas não tinha o que fazer, tinha que suportar a dor e prosseguir, pois não tinha outra forma de retornar. Faltavam mais 5 ou 6 horas de caminhada. Na metade da descida paramos embaixo de uma árvore para beber água e nesse momento as lágrimas desceram de tanta dor. Continuamos a descida e conseguimos chegar ao final desse quilômetro que era o mais difícil. Lavei o joelho com água gelada do rio, comi um chocolate e continuamos. A dor tinha melhorado 50% e o caminho agora era mais fácil. Seguimos no nosso ritmo e na nossa contemplação, afinal de contas, fazer essa trilha correndo sem sentir e contemplar a natureza, para mim não fazia nenhum sentido. De vez em quando olhava para trás e via as torres nevadas e lindas. Sempre que tinha uma descida ou pisava de mau jeito meu joelho doía muito, eu fazia careta, gritava e me espremia para tentar suportar. Mesmo assim, estava o tempo todo em oração e agradecimento por ter conseguido chegar até lá. A energia do bosque na volta era ainda mais forte, senti a proteção de Deus e de toda espiritualidade de luz, e aquilo me deu forças para seguir adiante. A subida da primeira hora da ida, seria a descida da última hora da volta, e eu já estava usando os bastões praticamente como muletas, aliás, sem eles, provavelmente eu não teria conseguido. Minha amiga-irmã foi super carinhosa e paciente, conversava para me distrair e escondia que o joelho dela também estava doendo bastante. Fiz o último quilômetro praticamente arrastada pelos bastões e após quase doze horas de caminhada no total, chegamos a placa de início da trilha. Nesse momento, a emoção tomou conta de mim, as lágrimas desceram compulsivamente em gratidão por tamanha beleza, por tamanha superação. Me senti uma guerreira vitoriosa! Agora, já conseguia sorrir e achar engraçado o meu desespero anterior. Foram quase 12 horas de caminhada! A maior lição que tirei dessa trilha foi que o poder da mente e a força da natureza são inexplicáveis. Que o nosso merecimento não tinha sido em Torres Del Paine, e sim no Fitz Roy. E que, qualquer pessoa que tenha fé e disposição consegue fazer essa trilha, assim como eu fiz!!!! Ao chegar no Hostel não sentia meu corpo, só a dor no joelho. Mas a sensação era de vitória, superação e missão cumprida. Afinal de contas, eu que nunca tinha feito uma trilha na vida, consegui concluir uma trilha internacional com nível de alta complexidade. No dia seguinte, após muito analgésico, massagem e uma tala de proteção para o joelho, fizemos uma trilha bem leve. Apenas uma hora de caminhada para a Cachoeira Chorrilo Del Salto. Apesar de ser uma trilha leve, a recompensa e a beleza são igualmente incríveis. Contato com a natureza, sensação de paz e agradecimento por momentos tão incríveis. Voltamos e descansamos o resto do dia para recuperar as nossas forças, pois no dia seguinte faríamos a última trilha dessa viagem incrível. Novamente acordamos cedo e seguimos dessa vez para a Trilha do Cerro Torres. Uma trilha de média complexidade, com duração de mais ou menos seis horas. A trilha tinha umas subidas difíceis, mas depois do que passei no Fitz Roy, tudo era mais fácil. Cada trilha com sua beleza, durante o trajeto vimos paisagens incríveis, rios, cachoeiras, pássaros, tudo em perfeita harmonia. Ao chegar na Laguna Torres o encantamento foi imediato! A Laguna estava em degelo, com várias pedras de gelo boiando em sua superfície. O espelho d’água refletia as montanhas nevadas. Um verdadeiro espetáculo da natureza para fechar com chave de ouro essa viagem que marcou e transformou para sempre a minha vida. Com certeza não voltei para o Brasil a mesma pessoa que fui. Aprendi novos valores, mudei conceitos, aprendi a amar, aprendi a ter humildade, aprendi a ter respeito pela natureza, aprendi a contemplar, aprendi que o poder da mente é capaz de transformar o mundo. Aprendi que viajar renova todas as energias e nos transforma em pessoas melhores. Por isso, escrevi esse relato para encorajar as pessoas que como eu não são aventureiras de carteirinha, mas merecem a oportunidade de contemplar a natureza em sua mais sublime abundância!!! Se eu consegui, qualquer um consegue!!!!
  47. 1 ponto
    Olá, bom dia a todos! Estou indo para Hyannis em junho/2016 e estou pesquisando escolas que tenham curso de inglês para brasileiros na região, porém não encontro nenhuma informação. Caso alguém tenha essa informação poderiam ajudar ? Grato. Ricardo
  48. 1 ponto
    tou com essa duvida tanbem vou ver qual sai mais barato mais queria começar por el calafate pois assim vo acostumando quanto mais pro sul mais frio
  49. 1 ponto
    E ai pessoal, acabei de voltar do Peru e dei uma passada no Ausangate! Comprei um livro chamado "trekking in the central andes" esse: http://www.amazon.com/Lonely-Planet-Trekking-Central-Walking/dp/1740594312 e fiquei muito animada com a descrição do trekking!! O problema é que eu só tinha vontade, faltava tempo (5 ou 6 dias), equipamento e dinheiro pra contratar o trekking em alguma agencia =P Então fizemos um "mini-trekking" de dois dias até a face norte da montanha! Foi MUITO massa, o visual é incrivel! E deve ser ainda mais lindo pra quem faz a volta completa! Pagamos 125 Soles por pessoa na agencia Eco Wayky's (falamos com a Laura). Fomos de Cusco a Tinki de ônibus, lá encontramos o Silverio que mora na metade de caminho entre Tinki e Upis. Subimos até a casa dele (umas 2:40h de caminhada) e dormimos lá. Vale lembrar que é uma casa de um campesino andino, portanto muito humilde! Jantamos com eles (boiando na conversa pois na familia só o Silverio falava espanhol, o resto só falava em Quechua) e no dia seguinte saimos as 6:30h da manhã para ir até a face norte. Nesse dia camelamos muito, já estavamos aclimatados mas foi muito cansativo! Chegamos nas águas termais do primeiro (ou ultimo, dependendo do circuito escolhido) acampamento as 10h e as 11h chegamos na lagoa de degelo da face norte!! Dali demos meia volta, passamos na casa pegar as mochilas e descemos direto pra Tinki aonde pegamos o onibus de volta pra Cusco no final da tarde! Nesse preço estava tudo incluido exceto o aluguel de um saco de dormir que foi 10 dolares pros dois dias. Eu achei esse passeio uma ótima alternativa pra quem não tem 5 dias e quer conhecer o lugar, só não pode ter muita nenhuma frescura em relação ao lugar aonde se dorme ou ao que se come na casa dos nativos. É um choque cultural bem grande mesmo pra quem já foi várias vezes pros andes! O site da agência é esse: http://www.ecowaykis.com/ausangate.htm Se alguém quiser mais informações algumas paginas do livro me manda uma mensagem! tem a descrição completa do trekking pra quem pretende fazer sozinho!
  50. 1 ponto
    Vinicius, eu recomendaria um roteiro assim : Porto Alegre, Uruguaiana,Paso de Los Libres, Rosario, Mendoza, Santiago, Valparaíso, Santiago, Buenos Aires, Colonia del Sacramento, Montevideo e Porto Alegre. Dá prá fazer de ônibus numa boa e curtir paisagens muito lindas especialmente a travessia dos Andes entre Mendoza e Santiago. Eu acho que 100 dólares por dia é um bom orçamento, com viagens e hospedagem incluídos. Abraços e uma boa viagem.
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


×
×
  • Criar Novo...