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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 25-07-2019 em

  1. 2 pontos
    Olá a todos! Primeiramente, eu gostaria de deixar claro a minha imensa gratidão a todos que deixaram seus relatos de viagem aqui presentes, porque se não fosse por isso, organizar a minha viagem seria muito mais difícil. Bem, essa viagem foi realizada no período de 02/05/19 a 18/05/19. Passamos 16 dias na Europa e pudemos conhecer várias cidades. Dia 01 (02/05-03/05) Lisboa Oceanário de Lisboa Nosso vôo estava marcado para as 22:10 saindo de Fortaleza-Ceará e com previsão de chegada às 19:35 em Roma. Voamos pela companhia Tap Portugal e diferente do que li em vários comentários sobre a empresa, a viagem foi simplesmente maravilhosa! Claro que há o cansaço, mas os atendentes, o jantar, o conforto foram excelentes. Teríamos uma conexão em Lisboa que duraria 6 horas. E aproveitamos para fazer um pequeno passeio. Primeiramente, a imigração não é um bicho de sete cabeças. Como o primeiro país europeu em que chegamos foi Portugal, foi tudo muito tranquilo e não houve problema nenhum em relação a língua. Só nos fizeram algumas perguntas referentes a quantos dias passaríamos, o motivo da viagem e comprovação de onde ficaríamos, no caso, mostrei as impressões do booking. Feito isso, estávamos livres para passear por Portugal. Já havia sido feita uma pesquisa em que descobrimos que o bairro Parque das Nações, onde se encontra o Oceanário, ficava a 10 minutos de metrô do aeroporto. Resolvemos gastar 3 horas passeando e deixar 3 horas livres no aeroporto porque o medo de dar algo errado no vôo para Itália foi grande. O metrô era praticamente ao lado de uma das saídas do aeroporto. Apesar de ser a primeira vez comprando bilhetes de metrô em uma máquina, não tivemos nenhum problema. No metrô, prestamos bastante atenção ao nome da estação em que deveríamos descer e em 10 minutos saímos em frente a um shopping. Passando por ele rapidamente e já demos de cara com o Parque das Nações. E depois de algumas perguntas nos encaminhamos para o Oceanário. Como não tínhamos certeza se o vôo chegaria na hora, não compramos o ingresso com antecedência, mas ficamos apenas uns 10 minutos na fila para entrar e apreciar um dos maiores oceanários da Europa. E valeu muito a pena! O lugar é simplesmente lindo! E gigantesco! Você se sente realmente em baixo d'água. São muitos espécimes que podem ser vistos e é tudo simplesmente encantador! Passamos cerca de um pouco mais de 2 horas lá dentro e nem vimos o tempo passar. Tubarão bem de pertinho Retornamos pelo mesmo caminho, e ficamos temerosas de ir ao teleférico que ficava próximo ao oceanário por conta do tempo. Mas quem puder, façam o passeio, deve valer muito a pena! Voltamos por dentro do shopping Vasco da Gama rapidamente e ao entrar na estação, paramos para degustar o primeiro lanche na Europa. De volta ao aeroporto, as 3 horas até o vôo sair foram bem demoradas e me arrependi de não ter ido passear no teleférico. Fica pra próxima! O vôo chegou pontualmente e algumas horas depois, pudemos do alto, visualizar o solo italiano. Do aeroporto Fiumicino, pegamos as malas e com meu italiano básico fomos perguntando onde poderíamos pegar o Leonard Express, um trem que saia do aeroporto e ia diretamente a Roma Termini, a estação principal de Roma. Em 30 minutos, chegamos a estação simplesmente encantadas e um pouco incrédulas de estar na Itália. A hospedagem escolhida ficava a apenas duas ruas de distância da estação e lá fomos nós... Deixarei aqui o nome do lugar em que ficamos " Rome Termini Guest House" que consiste em um apartamento em que os três quartos são alugados. Tem sala, banheiro compartilhado e uma cozinha muito bem equipada. Fica apenas a uns 3 minutos a pé da estação Termini e o dono é simplesmente muito simpático e solícito. Recomendo demais! Chegamos cansadas da longa viagem mas muito felizes. E fomos nos organizar para o dia seguinte. *Valores: -Bilhetes ida e volta do Parque das Nações: 7 euros -Bilhete de entrada do oceanário: 19 euros - Bilhete do Leonard Express: 15 euros - Comida: 15,50 euros Total: 56,50 Dia 02 04/05 Capri Acordamos cedo e fomos a estação Roma Termini onde tomamos café. O trem sairia as 07:29 com previsão de chegada as 09:29 em Nápoles. A estação é grande e bem organizada. Não tivemos problema nenhum, mas preste bastante atenção a plataforma em que o seu trem está... e também atenção ao nome da estação em que você vai descer. Nós compramos os bilhetes de trem ainda aqui no Brasil pelo site da Trenitalia. Então, no nosso caso, bastava mostrar o bilhete impresso ou no celular para a pessoa da plataforma e dentro do trem. Chegando em Nápoles, estava chovendo muito. Saímos da estação para pegar um táxi que nos levasse ao porto. E havia fila! Fila para pegar o táxi. Quando um taxista aparecia, a primeira pessoa da fila ia até ele. E ninguém furou a fila! Esperamos alguns minutos até que conseguimos um táxi que nos levou ao porto de Nápoles, de onde saíam barcos até a ilha de Capri. O motorista, simpático, conversava conosco falando bem devagar para que entendessemos. Chegando no porto, a chuva havia dobrado. Corremos até o guichê e compramos o bilhete de um barco que sairia em três minutos! Corremos como loucas pelo porto debaixo de chuva para conseguirmos pegar o barco e... Não conseguimos! Voltamos ao guichê, explicamos a situação e nos informaram que o bilhete valia também para o próximo barco. Esperamos, e não demorou nada até que outro viesse. O barco era grande, tinha dois andares e apesar da viagem levar 45 minutos mais ou menos e estar chovendo, a viagem foi muito tranquila. Chegando a Marina Grande (o porto da ilha de Capri), fomos procurar o guichê para comprar o bilhete do funicolar, que nos levaria a uma parte mais alta da ilha, que era de fato, Capri. Descobrimos, ainda no porto, que por conta do tempo, os passeios a famosa gruta azul estavam cancelados. 😢 Fica para uma próxima. Funicolar e vista de Capri Subindo no funicolar, dá para perceber o quanto Capri é linda! Com a neblina por causa da chuva, ela ficava com um aspecto quase mágico. No centro de Capri haviam muitas lojas e restaurantes administrados por famílias italianas e em um desses lugares que resolvemos almoçar: comi a primeira pizza italiana. E constatei que ela é de fato, sem igual!!! Experimentei também a primeira bebida alcoólica européia: Limoncello, uma bebida feita a base de limão. Muito boa! Pizza e limoncello Com a barriga cheia, fomos andar pela ilha. E o segredo é andar sem rumo.As ruazinhas são bem estreitas tanto que os meios de transporte que vimos foram bicicletas... e caminhando a esmo, fomos apreciando a vista da ilha. Como estava chovendo, desistimos de subir a parte mais alta da ilha: Anacapri. Depois de descermos até a Marina Grande, experimentei o primeiro sorvete italiano. Vista de Capri Ruazinhas de Capri Detalhe para a cor da água Gelato na Marina Grande Marina Grande E realmente é de pedir bis! Retornamos no fim da tarde ao porto de Nápoles e pegamos novamente um táxi até a estação, onde experimentamos o famoso atraso dos trens da região. O trem atrasou um pouco (dava pra ver pelo painel) e acabamos encontrando uma lojinha com muitas guloisemas baratinhas... de volta a Roma por volta das 20, compramos sanduíches e sucos para comermos no hotel. Sanduíche da estação Termini *Valores - Táxi ida e volta: 35 euros - Barco ida e volta: 43,50 euros - Funicolar: 4 euros - Comida: 30 euros - Comprinhas: 21 euros Total: 133 euros Dia 03 05/05 Roma Pudemos acordar um pouco mais tarde porque nesse dia iríamos passear por Roma. Havia feito uma pesquisa de coisas que gostaríamos de ver e fiz um roteiro com os lugares a se visitar. Por conta das ruas de Roma não serem um quadrado ou retângulo perfeito, como estávamos acostumadas, era muito fácil nos perdermos mesmo com mapa. Não conseguimos visitar uns dois lugares porque simplesmente não os encontramos. Listarei os lugares que visitamos nesse dia: • Santa Maria Maggiore É, segundo dizem, a Igreja mais antiga de Roma. É belíssima! Na verdade, todas as igrejas de Roma são lindas, com tantos detalhes que você não sabe se olha para o chão, paredes ou teto. Vale a visita! • Basílica São João de Latrão Infelizmente não conseguimos encontrá-la, mas eu gostaria de conhece-la pelo fato dela ser a basílica oficial do Papa. Sim, a basílica oficial não é a de São Pedro no Vaticano. • Termas de Caracalla Também não conseguimos encontra-la. Eram banhos públicos. Era um importante lugar de encontro entre a sociedade romana. Enquanto procurávamos o Circo Massimo, eis que somos arrebatadas por essa visão: O "pequeno " Coliseu Nosso passeio por um dos cartões postais da Itália será em outro dia. Portanto, deixemos ele de lado por enquanto. • Circo Massimo Era um antigo circo romano, onde aconteciam corridas de cavalo. Um dos conhecidos "pão e circo". Ele não parece grande coisa, mas se você soltar sua imaginação, pode até imaginar esse lugar durante a Roma Antiga e tenho certeza que você terá ao menos um arrepio. • Boca della Veritá Era um dos pontos altos do dia. A boca da verdade, em português, é uma máscara de mármore com as feições de Poseidon que fica dentro da Igreja Santa Maria in Cosmedian (que é belíssima e vale a visita). A Boca della Veritá é um dos mais curiosos objetos que podemos ver em Roma e existe uma lenda por trás dela: dizem que se um mentiroso colocar sua mão dentro da boca, ela será arrancada! Foi um dos lugares em que tivemos que esperar na fila, por conta da quantidade de pessoas a fim de tirar uma foto. E claro que eu tirei também: • Basílica de Santa Sabina É uma basílica bem simples em comparação as outras. Ela foi construída em homenagem a Sabina, uma mulher de família nobre que se converteu ao cristianismo. Essa basílica também foi sede de um conclave. • Porta Portese É simplesmente a feira de rua mais famosa de Roma.Esse lugar é incrível se você estiver procurando variedade e preços baixos em questão de souvenirs. Foi lá onde eu comprei meus dois casacos de frio, que usei durante toda a viagem, por uma bagatela de 10 euros! Só não tirei foto! Mas se for possível, visitem! Dica: ela só funciona dia de domingo. •Isola Tiberina Nem imaginei que isso pudesse acontecer: uma ilha em forma de barco que se formou no meio do rio Tibre! E no meio da cidade! A ilha é minúscula e abriga um dos mais antigos hospitais da cidade! • Santa Maria in Trastevere É a igreja mais importante de um dos bairros considerados mais antigos e tipicamente italiano: o Trastevere. E de fato, o bairro é simplesmente muito aconchegante, sendo escolhido por muitos como local de hospedagem. • Gianicolo É um jardim natural que fica em um nivel mais alto da cidade, e tem uma belíssima vista. Nesse momento, queria comentar sobre um fato interessante: enquanto procurávamos pelo Gianicolo, perguntamos a uma senhora no meio da rua onde ficava o jardim e ela simplesmente disse que nos acompanharia até lá. Esse exemplo serve para ilustrar um fato que gostaria de frisar: os italianos são muuuuuuito gentis! Em toda a nossa estadia no país, lembro apenas de uma situação em que uma mulher nos ignorou no meio da rua, mas de resto? Sempre fomos muito bem atendidas principalmente no meio da rua ao pedir uma informação. Outra coisa muito interessante também é a questão de a maioria dos italianos falarem inglês. Eles falam e falam muito bem! Eu tentava manter a conversa em italiano, já que estudo a língua, mas realmente não tinha jeito. • Campo di Fiori Esse foi um momento tenso. Depois de sair do Gianicolo, fomos em busca do Campo das flores, em português. E aí nos perdemos! Andamos, andamos, andamos e não chegávamos a lugar nenhum. Mesmo com o mapa, não adiantou. Nesse momento, percebemos a falta que a internet móvel fazia. (Decidimos não comprar o chip internacional, já que tínhamos mapa e internet na hospedagem). Depois de encontrarmos uma alma bondosa que ficou altamente surpresa, pelo fato de estarmos bem longe do nosso destino, voltamos a andar e quase 1 hora depois, finalmente, debaixo de chuva (sim, pra piorar, começou a chover) chegamos ao Campo di Fiori! Que se mostrou uma tremenda decepção! Porque apesar de Maio ser primavera na Europa, quem deu a cara foi a chuva, ou seja, nada de flores e nada de fotos. • Piazza Navona Agora sim!!! Um dos lugares mais esperados por mim! Além de ser uma das praças mais conhecidas de Roma, ela também guarda uma das mais famosas fontes: A fontana dei quattro fiumi ou fonte dos quatro rios. Essa fonte foi construída a fim de representar os 4 rios mais importantes da época: Nilo, Ganges, Danúbio e o Prata. Para quem é fã de Dan Brown (como eu!) não pode deixar de visitar essa fonte que é palco de uma das principais cenas do livro/filme "Anjos e Demônios". E se não tá bom, a praça ainda guarda a embaixada brasileira. Acho que depois disso tudo, a visita vale muito a pena! Piazza Navona com a fonte dos quatro rios ao fundo A outra fonte da praça: Poseidon Detalhe da base da fonte dos quatro rios • Panteão Esse foi o primeiro lugar da viagem que me arrancou lágrimas! Estávamos caminhando, enquanto tomávamos um sorvete, dobramos a direita e pá, eis que o Panteão surge imenso e bem na sua cara! O susto foi tanto que o sorvete quase caiu. O Panteão é simplesmente fabuloso! Em toda a minha vida, não esquecerei o sentimento de pequenez diante dele. Ficamos um tempo paradas até termos a atitude de tirar foto por fora e finalmente entrar. O Panteão era uma das construções que mais me deixavam curiosa: como seria entrar em um templo pagão, onde antes se cultuavam vários deuses romanos, e que hoje era uma igreja católica??? Sério! É fantástico esse sincretismo, essa junção de culturas. E se eu achava que já estava impressionada o suficiente, errei. Porque não tive palavras para descrever quando entrei no Panteão, olhei pra cima e vi o óculo. Eu fiquei paralisada por uns bons minutos! Se você pensa em riscar o Panteão da sua lista de lugares em visitar em Roma, não faça isso! Porque eu voltaria a Roma somente para ve-lo! Esse nem precisa de apresentações! O óculo • Monumento a Vittorio Emmanuelle É um monumento criado em homenagem ao primeiro rei da Itália. E simplesmente não passa desapercebido! • Fontana di Trevi Se você acha que fontes não tem graça, tenho certeza que você mudaria de opinião ao ver essa fonte. De longe, já conseguíamos escutar o barulho da água. E assim como no Panteão, a fonte pega você de surpresa ... você vem andando e pá, ela surge gigantesca e esplendorosa! Perdemos a fala durante uns bons minutos contemplando a estátua de Poseidon e seus cavalos... depois de sair do transe,tiramos várias fotos uma da outra, até que uma turista tirou foto de nós duas. E claro, realizamos o ritual tão famoso ligado a Fontana di Trevi: jogar uma moedinha de costas para a fonte! Isso se você quiser retornar a Roma, porque diz a lenda que funciona! E depois de mais de 12 horas andando, chegamos na hospedagem... Não sem antes, sermos agraciadas com isso: Coliseu durante o pôr do sol E isso: Típico jantar italiano * Valores Comida: 30 euros Total: 30 euros Esse foi o gasto desse dia pois fizemos tudo a pé! Dia 04 06/05 Pompeia Acordando cedo para mais um dia de passeio, voltamos a estação de Nápoles para de lá, irmos a Pompéia. Chegando na estação, você deve procurar as placas que indicam a ferrovia regional e comprar no guichê o bilhete "Nápoles - Sorrento", lembrando de validar seu bilhete na máquina. Sempre bom ter em mente que o trem e o bilhete mostram a primeira estação e a última. Então a dica é ficar perto da porta que é onde tem a sinalização de cada estação e ficar atento. E para Pompéia, a atenção é dobrada, porque tem duas estações com o nome Pompeia... desça na estação " Pompei Scavi - Villa dei Misteri". A viagem leva entre 30 a 45 minutos de Nápoles. Ao chegar, você já estará na porta de entrada e passará por uma espécie de feirinha com vários itens para comprar... e é uma boa dar uma olhada nos preços para se ter uma noção, porque existe uma lojinha de souvenirs dentro de Pompéia, e dessa forma você compara e decide se compra dentro da lojinha ou na feira ao sair. Lá dentro, apresentei os bilhetes, que comprei antecipadamente, pelo celular e recebemos outro bilhetes para serem apresentados na portaria. Ao entrar, lá fomos nós desvendar os encantos dessa famosa cidade. Incrível perceber como uma boa parte da cidade está intacta. As ruas, os templos, algumas casas... Pegue o mapa e decida quais lugares você quer ver, porque sinceramente, não dá pra ver tudo! Mapa de Pompéia Pelo mapa já dá pra perceber que percorrer todas ou maior parte das áreas de Pompéia não é tarefa fácil! Entramos decididas a nos perder pela cidade e aproveitar, mas havia um objetivo: a área VI, a área aristocrática. Era lá onde estava a Vila dos Mistérios e uma das mais famosas casas de Pompéia: a casa do Fauno. Andamos e andamos acreditando que em algum momento encontrariamos a área VI. Não foi bem isso que aconteceu... depois de mais de três horas caminhando, ainda não tinha nem sinal da área aristocrática. Lógico que durante esse tempo encontramos, muitas vezes, sem querer, grandes pontos de destaque como o templo de Apolo, o anfiteatro, a casa do poeta trágico, a área onde estavam objetos e corpos encontrados após a tragédia e o templo de Isis (uma deusa egípcia sendo cultuada na Itália! Olha aí o sincretismo de novo!) Entrada do santuário Detalhe do santuário de Apolo Detalhe do Templo de Ísis Objetos e um corpo encontrado durante as escavações Anfiteatro Não deu para ver o Vesúvio (vulcão que dizimou a cidade de Pompéia) por causa das nuvens Depois de quase desistir de andar à procura da área VI, encontramos um senhor que trabalhava lá e nos informou o caminho. E então, finalmente, conseguimos conhecer a Vila dos Mistérios, que é uma mansão que ficou muito bem conservada com seus afrescos que mostram o culto a um deus; e a Casa do Fauno, uma das casas mais ricas e mais conservadas de Pompéia que recebeu esse nome pela estátua de um fauno na entrada da casa. Pausa para uma foto espirituosa Depois de várias horas caminhando, terminamos nosso passeio, não sem antes passar pela lojinha de souvernirs e comprarmos umas coisinhas... Trouxe essa borracha de Pompéia porque fiquei louca por ela e ela está maravilhosa como enfeite na minha estante! Na saída de Pompéia Após sair, fizemos todo o caminho de volta, pegando o trem regional de volta a estação Napoli Centrale. A idéia era conhecer um pouco de Nápoles mas estávamos simplesmente exaustas e resolvemos voltar para Roma. O passeio pela Da Michele (pizzaria que aparece no filme Comer, Rezar, Amar) ficaria para uma próxima vez. E como de praxe, o trem atrasou. E nesse dia, houve um problema com o trem e tivemos que descer e esperar por outro trem. Foi uma confusão só! 😓 Apesar de que, ganhamos um lanche da companhia por causa do transtorno. Lanche que serviu como nosso jantar! Por isso, nas estações fiquem atentos sempre! Como conclusão e dica do dia de hoje: vá com sapatos confortáveis! Eu estava de tênis e mesmo assim meus pés sofreram bastante! *Valores - Passagem de trem Nápoles/Sorrento ida e volta: 6 euros - Comida: 20 euros - Lembrancinhas: 15 euros Total: 41 euros Dia 5 07/05 Roma e Vaticano Esse era o dia da visita mais requisitada por quem vai a Roma: Coliseu e Fórum Romano/Palatino. Tenho que dizer que apesar de ver a grandiosidade do Coliseu por fora, eu não tinha um enorme interesse em vê-lo por dentro. Entramos direto no monumento pois os bilhetes já haviam sido comprados antecipadamente pelo site. Quando vi o tamanho da fila para comprar o ingresso na hora, percebi que valeu a pena pagar um pouquinho mais caro comprando pela internet. Passamos pelo fabuloso Arco de Constantino e entramos no Coliseu. Apesar de não esperar tanto, não posso negar que prendi a respiração ao entrar. Entramos e passeamos primeiramente por uma exposição que estava acontecendo no momento, só depois, de fato, adentramos no monumento. A amiga que estava comigo, Annya, ficava repetindo "Cris,que lindo!" Ela foi fisgada 100% pela magia do Coliseu. Enquanto eu fiquei surpresa pela grandiosidade, mas só. Acabei recordando de todo sofrimento que aquele lugar carregava: todas as mortes que serviram apenas de diversão para os espectadores. Esse fato acabou tirando praticamente todo o encanto que eu poderia ter. Mas em relação a arquitetura, realmente é de cair o queixo! Andamos por toda a parte, para de fato, tentarmos conhecer o máximo possivel. A visita durou bem menos do que eu imaginava e creio que 1 hora depois ou menos, já estavamos indo visitar o Fórum Romano e o Palatino. ( com 1 ingresso, você visita as três atrações: Coliseu, Fórum Romano e o Palatino). Coliseu por dentro Fotinha de comprovação: "Eu fui, eu tava" Annya, a minha companheira de aventuras Coliseu, Arco de Constantino e eu Passamos pelo Arco de Tito e entramos no Palatino, que é na verdade um conjunto de obras públicas com grande importância cultural, já que foi aqui, em uma das sete colunas que circundam Roma, que a cidade nasceu. Em outras palavras, Palatino é a colina da lenda da loba e de Rômulo e Remo. Esses dois lugares me deixaram mais impressionada! Caminhar por essas ruínas, imaginando a quantidade de imperadores que também caminharam por aqui, é de arrepiar todos os cabelos da cabeça. O lugar é enorme e a dica é pesquisar antes o que se quer ver... no nosso caso, só queríamos passear a ermo. Encontramos as ruínas de casas pertencentes a diversos imperadores e templos. Encontramos até um jardim bem conservado e bonito. Mapa da área (dá pra perceber que não é nada pequeno) Arco de Tito Pausa para encher a garrafinha de água Sim! As fontes espalhadas por Roma são potáveis! Uma excelente economia porque não precisávamos comprar garrafas e garrafas de água todo dia. E pode confiar, bebi água das fontes e estou aqui vivinha para contar a história. Palatino Domus Flavia: uma parte do que compunha os aposentos do imperador Domiciano Uma visão do Fórum Romano de cima Após perambular pelo Monte Palatino, descemos ao Fórum Romano que tem várias construções. Entre elas: • Templo de Rômulo Detalhe do teto do templo de Rômulo • Templo de Castor e Pólux (e o primeiro templo do Fórum) O que restou do templo foram três colunas • Templo de Saturno • Casa e templo das virgens vestais Esse era o lugar que eu mais queria ver! Aqui eram onde seis virgens tinham o dever de nunca deixar o fogo sagrado dentro do templo se apagar. E essa tarefa durava praticamente a vida toda! Casa das virgens vestais Pátio do que foi o templo das virgens vestais Estátua representando uma das virgens (só faltou a cabeça da coitada) E dessa forma, terminamos a visita da manhã! E a tarde: Vaticano! A tarde estava reservada aos Museus do Vaticano. E sem dúvidas, era um dos passeios mais esperados! Depois do combo Coliseu/Palatino/Fórum Romano que fizemos pela manhã, paramos em um restaurante para almoçarmos. Pedi uma pizza de frango e minha amiga resolveu seguir meu exemplo. Porém, o que não imaginávamos era que uma pizza serviria muito bem a nós duas. Para deixar claro: as pizzas italianas são menores que as nossas mas em compensação são bem mais recheadas! Nós duas juntas comemos uma e ficamos empanturradas e tivemos a ideia de deixar a segunda pizza na hospedagem para jantarmos a noite. Eis que surge um problema: a visita aos museus tinham hora marcada e pensamos se daria tempo ir até a hospedagem e voltar a estação Roma Termini. Decidimos pela questão da comodidade, ir deixar a pizza. Na volta viemos super apressadas, compramos o bilhete para o Vaticano e na estação... nos perdemos!!! Sério! Foi desesperador! Porque eu não podia acreditar na possibilidade de perder essa visita. Depois de procurar e procurar finalmente achamos a escada que levava a plataforma certa. Entramos no trem e em poucos minutos saímos na estação. O desespero deu lugar a admiração quando avistamos os muros do Vaticano. Creio que foi um dos momentos mais impactantes da viagem. Entretanto, ver a praça e a Basílica de São Pedro ficaria pra depois. Achamos a fila para entrar com os ingressos e ufa! Deu tudo certo! Apesar do atraso conseguimos entrar sem problema nenhum. Lá dentro, foi meio bagunçado! Muita gente falando muitas línguas diferentes. Muito barulho, muita confusão! Depois de um tempo, finalmente encontramos onde trocava o ingresso comprado no site e partimos para desbravar um dos maiores museus do mundo! Estava muito lotado!!! Resolvi segui uma dica que havia lido em algum lugar: passar rapidamente pelas primeiras galerias e ir direto a Capela Sistina.E aqui deixo uma dica preciosa: NÃO FAÇAM ISSO! Porque eu me arrependi amargamente. Na dica que li, dizia que dava para retornar e ver tudo com calma. E não é bem assim. Depois que você entra na Capela Sistina, você não pode retornar pelo caminho que veio. Me senti altamente triste em não contemplar uma boa parte do que estava exposto. Chegando na Capela Sistina tive um sobressalto, porque assim que olhei para o teto, não vi a famosa pintura de Michelangelo, onde Deus quase toca o dedo do homem. O que vi foram pequenas pinturas espalhadas ao longo de todo o teto. Confesso que até pensei estar no lugar errado! " Como assim? Cadê a pintura?" Depois de um tempo olhando para cima, finalmente a achamos! E eis que descobri que meu pensamento estava errado! Acreditava que essa pintura ocupava todo o espaço do teto da Capela e não é isso. Ela, na verdade, é bem pequena e faz parte do emaranhado de pinturas que decoram o teto. Vivendo e aprendendo! Depois de contemplar o teto (sem fotos! Pq é probido tirar fotos ou gravar vídeos), tentamos voltar por onde viemos e foi aqui que tive a decepção descrita mais acima. A sorte é que o museu é gigantesco e após sairmos da capela, ainda tinha muito pra se ver. Passamos umas 4 horas dentro do museu e creio que não chegamos nem perto de ver a totalidade de suas obras. Percebi então, que por mais disposição e tempo que você tenha, não dá pra ver tudo! Dentro do museu, encontrei uma lojinha e comprei alguns souvenirs. Terço Imã de geladeira da pintura de Michelangelo na Capela Sistina Medalhinha do Papa João Paulo II E agora segue algumas fotos do museu: Zeus dando o ar da graça As escadas que dão para a saída Saindo dos museus, fomos até a praça. Entrando na Praça de São Pedro e ficando de frente para a Basílica foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida! Quando fiquei de frente para a Basílica uma emoção inexplicável tomou conta de mim e chorei por vários minutos. Depois de um tempo, fomos para a fila para entrar na Basílica de São Pedro. A entrada é gratuita, porém, por causa da quantidade de pessoas, uma fila é necessária. Entrando na Basílica, demos logo de cara com a Pietà, famosa escultura de Michelangelo, que retrata Jesus morto nos braços de sua mãe. A basílica é lindíssima! E como em muitas igrejas, você não sabe se olha para o chão, teto ou paredes... parece quem em cada canto, há algo para se ver. Pietà Local onde está sepultado o Papa João Paulo II dentro da Basílica de São Pedro Dentro da Basílica de São Pedro Ao sairmos da Basílica, outra atração surge: A Guarda Suíça, que é a guarda de segurança pessoal do Papa e as forças armadas do Vaticano. Não se enganem pela vestimenta, a guarda suíça é uma das forças de segurança mais treinadas do mundo. Guarda Suíça Após voltarmos a Roma, depois de conhecer o menor país do mundo, fomos em busca da Igreja Santa Maria della Vittoria, que ficava perto da hospedagem. Essa igreja é bem pequena em relação as outras, mas é bem famosa por conta da obra de um famoso escultor chamado Bernini, “O êxtase de Santa Teresa”. Essa obra até hoje é tema de discussões, pois há quem diga que as expressões de Santa Teresa são meio, bem, eróticas. Fica aí essa curiosidade. Igreja Santa Maria della Vittoria O êxtase de Santa Teresa Depois de um dia de tantas emoções, só nos restou voltar a hospedagem, jantar e descansar para aproveitar o que seria o nosso último dia em Roma. *Valores - bilhete ida e volta Vaticano: 5 euros - comida: 23 euros - souvenirs: 20 euros Total: 49 euros Dia 06 08/05 Vaticano e Roma Acordamos cedo porque dia de quarta no Vaticano, ocorre a audiência papal. Enquanto lia sobre a viagem, acabei encontrando informações esse evento semanal. Toda quarta, se o Papa não tiver compromisso, ele sai a Praça de São Pedro e lê uma oração em italiano que é traduzida em várias línguas inclusive em português, por padres diversos. No final de tudo isso, ele convida as pessoas presentes a rezar um pai nosso e uma ave maria e na maioria das vezes passeia pela praça em seu veículo, conhecido carinhosamente por papa móvel. Qualquer pessoa que entra na praça, pode participar do evento. Mas em pé. Já algumas pessoas conseguem sentar em cadeiras colocadas justamente para esse evento e conseguem apreciar a cerimônia mais confortáveis. Para conseguir sua cadeira, você precisa mandar um email com meses de antecedência ao escritório do Papa, dando algumas informações como nome e quantidade das pessoas que irão participar etc. E nós conseguimos o convite! Que deveria ser trocado no próprio Vaticano. Infelizmente, não conseguimos realizar a troca pois quando chegamos, encontramos o portão onde se realiza a troca, fechado. 😥 Todavia, não teve problema nenhum porque o sentimento que tivemos em estar naquele lugar, naquele momento é tão bom que não ligamos de ficar em pé. Annya, minha amiga que estava comigo, não é católica mas ficou emocionada tanto quanto eu. Quando a oração foi traduzida para o português, descobrimos que tinham bem mais brasileiros ali do que imaginávamos. Muitos gritos e várias bandeiras brasileiras foram levantadas! Uma festa só! Depois de algumas horas, a cerimônia foi encerrada e o Papa Francisco deu uma voltinha no papa móvel. Mas infelizmente estávamos bem longe, mas ainda conseguimos ter o gostinho de poder vislumbrar o santo padre. Brasileiras turistando na Praça de São Pedro Praça lotada durante a audiência papal Um pontinho branco, a esquerda: é o Papa, minha gente! Última foto da Basílica de São Pedro Depois que a multidão se dispersou, fomos almoçar. E ficamos perambulando até achar a porta de entrada para um dos passeios mais magníficos que fizemos nessa viagem: descemos até a Necrópole. Necrópole significa cidade dos mortos e a Necrópole Vaticana fica a vários metros abaixo da Basílica de São Pedro. Sendo bem prática, é um cemitério que foi soterrado ainda na época do então imperador Constantino. Ele o aterrou para construir o que viria a ser a primeira basílica de São Pedro. Esse desejo do imperador, consistia em uma homenagem: construir a Basílica em cima dos ossos de São Pedro, já que existia e ainda existe a forte suposição de que o apóstolo que foi escolhido para ser a base da igreja católica, estaria enterrado nesse cemitério. Após muitos anos, o Papa Pio XI, desejando ser enterrado próximo aos ossos de São Pedro, deu início a uma série de escavações que culminaram na descoberta do cemitério praticamente intacto e do lugar que segundo relatos históricos se encontram os ossos de São Pedro. Estava muito animada com esse passeio! E nossa guia era brasileira! Dentro da necrópole não se pode tirar fotos ou gravar vídeos, por isso não tenho nada disponível nesse sentido, mas creio que na internet existam fotos. Éramos um grupo de 10 pessoas, todos brasileiros. Fomos informados também de usar a mochila ou bolsa na frente, a fim de evitar raspar nas paredes, porque o espaço era bem apertado. Lá fomos nós, penetrando por baixo da Basílica de São Pedro, e ouvindo as explicações da guia. Ela deixou bem claro, que não se tem 100% de certeza, mas acredita-se que os ossos são sim, de São Pedro. Foram feitos vários testes que comprovaram que a idade, causa da morte (se não me engano), sexo e idade batiam com a de São Pedro. Outra coisa que permite ter mais certeza é o local em que foi encontrado. Segundo relatos datados, os ossos de São Pedro estariam dentro de uma pequena caixa chamada “Troféu de Gaio", santuário localizado perto de uma parede com grafitos escritos em latim. Tudo isso foi repassado pela nossa guia. O passeio dura entre 1 hora e 1 hora e meia. Passamos por várias tumbas, de cristãos e pagãos, praticamente intactas ... o espaço, como eu falei, é apertado a ponto de precisarmos em vários pontos, andar em fila indiana. Por conta disso, o passeio não é recomendado para pessoas claustrofóbicas. Estar ali, naquele lugar, é ser transportado no tempo e na história. A guia nos explicava que quase tudo que víamos era de fato, da época do Imperador Constantino, ou seja de mais de 2.000 mil anos atrás! Depois de passearmos entre várias tumbas , chegamos de fato, ao lugar onde ao que tudo indica está os ossos de São Pedro. Foi um momento único! Tanto histórico quanto religioso! Finalizamos o passeio, estupefatas por tamanha experiência! Então, se puderem, façam esse passeio! Vale muito a pena! Necrópole Vaticana(foto da internet) O troféu de Gaio (foto retirada da internet) Capela onde se reza diante dos ossos de São Pedro (foto retirada da internet) Após o magnífico passeio a Necrópole, fomos conhecer o famoso Castel St Ângelo, ou castelo do anjo. Esse monumento já foi mausoléu, já foi prisão e hoje é um museu. Uma curiosidade em relação ao porque desse nome: durante a Peste Negra que assolou a Europa, o Papa teve um sonho em que o Arcanjo Miguel brandia sua espada em cima do castelo e aquilo foi um sinal de que estava chegando ao fim essa tão temida epidemia. Por causa disso, uma estátua do Arcanjo Miguel foi posta exatamente no lugar onde teria aparecido em sonho. A construção é magnífica! Infelizmente, não havíamos comprado ingresso antecipado e por isso se quiséssemos entrar, teríamos que enfrentar uma fila. Mas ao avistarmos o tamanho da fila, desistimos. Mas só a vista, tanto do castelo, quanto da ponte que leva até ele, com os anjos esculpidos do artista Bernini, vale super a pena! E ah! Outro detalhe é o chamado Il Passeto, um corredor que liga o castelo a Basílica de São Pedro. Castel St' Angelo e a ponte com os anjos Já era noite e aproveitamos o resto da luz (em Roma, só escurece por volta das 20) para visitar uma igreja que queria muito ver: Santa Maria del Popolo. Andando um pouco e pedindo algumas informações, a encontramos. Infelizmente ela estava em reforma e por isso não pudemos apreciar sua fachada natural. Adentrando na igreja, percebemos que ela é formada por várias capelas, e uma das mais conhecidas é a Capela Chigi, que tem um óculo no chão e contém uma famosa escultura de Bernini “Habacuc e o Anjo". Depois do livro Anjos e Demônios de Dan Brown, o número de turistas triplicou. E fiquei super feliz de cumprir meu roteiro de conhecer todos os lugares citados nesse livro de Dan Brown! Santa Maria del Popolo, a esquerda da foto Capela Chigi e " Habacuc e o anjo" E aqui retornamos a hospedagem passando antes pela Piazza da Spagna e conhecendo a Fontana della Barcacia. Fontana della Barcacia Famosa escadaria da Piazza da Spagna Voltando a Roma Termini, fomos ao Mercado Centrale, o mais famoso de Roma e que fica dentro da estação. Lá provei uma das iguarias culinárias de Roma: Trapizzino Retornamos para a hospedagem para nossa última noite de sono em Roma, já que bem cedo, na manhã seguinte, partiríamos para Florença. •*Valores - trem ida: 2,50 euro - comida: 25 euros Total: 27,50 euros E aqui, termina a primeira parte dessa viagem! Dia 07 09/05 Florença Acordamos bem cedo para pegarmos um dos primeiros trens para Florença. A viagem dura poucas horas e então, chegamos a uma das cidades mais lindas que já vi na minha vida! Primeiramente, tivemos uma pequena chateação. A hospedagem só nos receberia por volta das 14 e não eram nem 8 da manhã. Resolvemos deixar nossas coisas no depósito de bagagem da estação Santa Maria Novella. Só que não sabíamos onde ficava! Perguntei a uma pessoa que nos deu uma direção, sendo que logo em seguida outra pessoa nos deu outra. Foram longos 10 minutos até achar o bendito depósito. Depois de deixarmos as malas e levar conosco dinheiro, passaporte e umas coisinhas mais, fomos desbravar a capital da Toscana! Primeira observação: Florença é um ovo!!! Muito pequena! Principalmente em comparação a Roma. E além de ser pequena, ela tem charme! Sim, Firenze (seu nome italiano) é altamente charmosa e encantadora! Uma das minhas cidades favoritas em toda a viagem! Eis os pontos em que passamos: • Basílica de Santa Maria Novella Ela fica praticamente em frente a estação. Então não tem como não vê-la. Mas estava em reforma, por isso não entramos. • Santa Maria del Fiore ou Duomo Pra variar, nos perdemos kkkkkkk mas sugiro que você faça isso! Se perca pelas ruas de Florença, porque em algum momento você passa por todos ao lugares mais famosos. Tentando achar o Mercato Centrale, deparamos com o Duomo. E que construção fantástica!!!! Gigantesca a ponto de me fazer soltar uma longa exclamação e fitar o monumento de boca aberta durante uns bons minutos! Santa Maria del Fiore se encontra em uma praça, onde também se encontra o Batistério de San Giovani. A fila para entrar no Duomo era enorme. A praça estava realmente lotada! Decidimos não entrar. Nem no Batistério e essa foi uma decisão que me arrependo amargamente! Pois gostaria der ter visto por dentro e ter tido a oportunidade de ver de perto a máscara mortuária de Dante Alighieri. Fica para uma próxima vez, se houver! Fiquem então com as fotos! Duomo e o Batistério • Palazzo Vecchio E para não perder o costume: nos perdemos de novo! De repente, passando por uma rua, ouvimos um jeito de falar meio característico... e perguntamos a um casal que vendia coisas em uma tenda “ brasileiros?” e a resposta” brasileiros não, baianos!!!” kkkkkk Foi um dos melhores encontros que tivemos! Esse senhor nos ensinou a andar em Firenze inteira, praticamente. Seguindo as instruções dele, achamos a piazza della Signoria, não antes sem passarmos pelo Museu Casa de Dante (aliás, você verá Dante Alighieri em cada canto de Florença, e se você não recorda quem era esse rapaz, ele era o autor de “ A Divina Comédia “ e tinha Firenze como sua terra natal). Ao chegarmos a piazza, perdi novamente o fôlego ao avistar o Palazzo Vecchio! Hoje é sede da prefeitura e guarda um museu de arte. Entramos e pudemos visitar apenas o primeiro andar, já que não tínhamos o ingresso. Sua estrutura é bem antiga e só pelo fato de ser um palácio de verdade, já justifica o motivo da visita. Ainda na praça tem outros elementos que chamam a atenção: a fonte de Netuno, uma praça com esculturas que funcionam como um museu a céu aberto e uma das esculturas mais famosas: Davi, de Michelangelo. Não o de verdade, é claro! O verdadeiro se encontra na Galeria dell’ Academia, porém, não compramos o ingresso para essa galeria e sim para a Galeria degli Ufizzi, que falarei mais a frente. Apesar de não ter visto o verdadeiro, a réplica nos satisfez e muito! Davi é simplesmente perfeito!!! Dá para ver até os músculos definidos da escultura! Simplesmente espetacular! Estátua de Netuno Palazzo Vecchio Palazzo Vecchio, uma pequena amostra de esculturas a direita e Davi, a esquerda • Ponte Vecchio e Palazzo Pitti Em Florença, tudo me deixava encantada! Até o simples caminhar pelas ruas... passamos pela Ponte Vecchio, uma ponte de pedra suspensa sobre o rio Arno. Famosa por ter várias joalherias. Atravessando-a, seguindo em linha reta, em poucos minutos, nos deparamos com o Palazzo Pitti. Uma construção renascentista que serviu de morada para umas das mais conhecidas e ricas famílias: os Médici, famosos por serem os principais mecenas de sua época. Hoje, o Palazzo funciona como museu e está atrelado a um imenso jardim que é como um museu ao ar livre, o qual visitaremos em outro dia. Palazzo Pitti • Fontana del Porcellino Encontramos próximo ao Palazzo Vecchio, o Mercado Novo, que é uma das feiras no coração de Firenze. Porém, essa feira tem um personagem bem peculiar: Porcellino, uma estátua de um javali que é um dos cartões postais da cidade. Dizem que se você quiser voltar a Florença, deverá esfregar o focinho desse animalzinho! Quase não o avistamos, tamanha a quantidade de pessoas ao seu redor. Mas apesar disso, lá fomos nós esfregar o bichinho! Porcellino ❤ • Mercato Centrale Passamos rapidamente por outra feira da cidade: Mercado de São Lorenzo. E logo ao lado, está o principal mercado de Firenze! O Mercado é muito grande e com muita variedade de comidas! Fomos lá que por volta das 13 horas, saciamos nossa fome! Voltamos a estação, pagamos o depósito, recolhemos a nossa bagagem e lá fomos nós para a hospedagem! Mesmo com o mapa em mãos, nos perdemos! É, isso, está virando costume. Chegou em um ponto em que não aguentavamos mais andar e parei em posto da polícia para pedir ajuda, só para descobrir que a rua que procurávamos era a rua ao lado! Chegando a Allegro House, nos encontramos com nossa anfitriã e finalmente pudemos descansar! Estávamos muito cansadas porque nesse dia acordamos as 5 da manhã, andamos sem parar e ainda tinha todo o cansaço acumulado da passagem por Roma. Não saímos mais esse dia, jantamos pizza que trouxemos do Mercado, organizamos nossas coisas e descansamos para o dia seguinte! • *Valores: - Comida: 30 euros - Lembrancinhas: 15 euros Total: 45 euros 8° dia 10/05/19 Florença O objetivo principal desse dia era a Galeria Uffizi, a mais famosa de Florença. Acordamos por volta das 7 da manhã. Tomamos café em um local bem típico e partimos. O nosso horário seria as 8:30 da manhã. Chegando lá, troca-se os ingressos impressos no site por outros e adentramos na galeria. A fila para quem não havia comprado antes estava bem grandinha, então valeu muito a pena a compra antecipada de ingresso. E o que dizer da Galeria Uffizi? Fabulosa! Mas enorme! Nossa, lembro detalhadamente da dor que senti nos pés de tanto caminhar. A galeria tem dois andares e corredores gigantescos que também servem como espaço artístico: paredes e tetos são cheios de pinturas, além de muitas esculturas estarem presentes. Os corredores tem salas que se ligam uma a outra... então foi meio difícil organizar esse passeio, mas decidi olhar as salas e em determinado momento voltar e ver todas as obras nos corredores. E eis um aviso: cansa muito! Parece que a galeria tem infinitas salas e obras para se ver. Tenha o pensamento que não da para ver tudo. Encantada com as obras, eu tentava tirar fotos de tudo, mas em um determinado momento, não consegui mais. Uma sugestão é pesquisar antecipadamente quais obras fazem parte da galeria e procura-las, o restante do tempo, pode-se passear a esmo. Assim, você sente que não perdeu nada, mesmo sem percorrer todos os espaços. Após percorrer todo o corredor, em uma faz janelas temos uma obra a parte: uma outra visão da Ponte Vecchio. Já no segundo corredor, eu estava tão cansada que parei e sentei em um dos bancos dispostos no corredor. Fui caminhando e tirando fotos daquilo que realmente me interessavam muito. Depois de quase quatro horas, saímos da galeria, encantadas com a arte contida lá dentro. Tenho, pois, que chamar a atenção para obras que eu mais queria ver... O Nascimento de Vênus é deslumbrante! Eu dobrava um corredor para entrar em outra sala quando o quadro praticamente surge na sua frente... soltei um “oh!” de surpresa. Fui até a minha amiga, sinalizei que me seguisse e apontei para o quadro, e ela soltou o mesmo “oh!” kkkkkkk creio que tanto pela surpresa em que o quadro parece se materializar na nossa frente ou pela beleza artística da peça ou pelo fato de se ver ao vivo um quadro que víamos apenas em fotos ou todas as alternativas citadas acima. Segue fotos de algumas obras: Escudo com o rosto da Medusa, Caravaggio O Nascimento de Vênus, de Boticelli Vista da Ponte Vecchio de dentro da galeria A tarde, resolvemos passear pelos jardins de Boboli, um imenso jardim que se encontra as costas do Palazzo Pitti. Caminhando para lá, encontrei um lugar que oferecia algo que eu queria muito provar em Florença: tábua de frios e Aperol Spritz. A tábua geralmente era prato a ser pedido a noite depois do horário de trabalho e consistia em literalmente uma tábua com vários pedaços de frios: queijos, presuntos, salames etc e a bebida era alcoólica a base de laranja. Tenho que dizer que foi uma excelente experiência gastronômica! E o gelato não pode faltar! Depois de caminhar um pouco, encontramos ao Jardins de Boboli que é um belíssimo e grandioso jardim que contém várias esculturas. O jardim é enorme e por isso assim que vimos uma placa com os principais pontos, fomos lá para escolher o que mais nós iríamos querer ver. Destaco a fonte com a estátua de Poseidon no centro e a Estátua de Atena em cima de uma colina. Pela grandiosidade do jardim e pelo cansaço, não vimos tudo mas o que foi visto foi o suficiente. Vale muito a visita! Annya e eu nos Jardins de Boboli Retornando para casa, paramos no Mercado Central para jantar e de lá seguimos para a hospedagem. *Valores: -Comida: 28 euros -Ingresso Jardins de Boboli: 10 euros - Lembrancinhas: 4 euros Total: 42 euros 9° dia 11/05/2019 Florença Acordamos cedo também neste dia... afinal, estar na Europa e ficar dormindo até tarde não teria graça nenhuma! Apesar de voltar pra casa cedo pra descansar ao pés é bem natural em um determinado ponto da viagem. Tomamos café perto da estação. Perto das 8 da manhã, pegamos o trem na estação Santa Maria Novella em direção a Pisa Rossere. Nosso destino do dia: a Torre de Pisa ou a Torre Pendente, como chamam os italianos. A viagem de trem leva um pouco mais de 1 hora. A estação não fica perto da estação... na verdade, era necessário uma boa caminhada de uns 30 minutos. Como não estávamos com pressa e gostaríamos de dar uma volta na cidade, preferimos ir a pé mesmo ao invés de ir de ônibus, como sugeriu uma policial italiana. Pisa é uma graça de cidade! Pequena e muito arborizada! Turisticamente falando o que há pra ver em Pisa de mais famoso é o que se encontra na Piazza Dei Miracoli: a torre e a Catedral. Durante a caminhada, paramos e perguntamos a um senhor se estávamos no caminho certo, ele confirmou e nos deu uma dica, que repasso agora: cuidado com ao furtos! Em um lugar com uma grande quantidade de pessoas pode acontecer furtos, então atenção! Não tivemos nenhum problema quanto a isso, mas é importante ficar atento! Visualizamos a praça de longe e antes de entrar nela, entramos em uma lojinha com diversos souvernirs e comprei um copinho que era inclinado! Finalmente na praça, surge aquele momento de admiração em ver ao vivo um lugar que você viu diversas vezes em fotos. Após o deslumbramento inicial, fomos dar uma volta pela praça e claro procurar o melhor lugar para tirar fotos bem inusitadas! E não éramos as únicas... era cada pose! Almoçamos por lá mesmo e após a refeição voltamos a estação para retornar a Florença. Praticamente nesse ponto da viagem, percebi que ainda tínhamos um dia e meio e já tínhamos visto tudo!!! Nesse momento, me arrependi de não ter deixado mais dias para Roma. Mas esse tipo de coisa acontece. Mas mesmo com esse fator , tenho que deixar claro que passear por Florença é uma delícia! Após dar uma volta novamente pelo Palazzo Vecchio, Ponte Vecchio, dar uma nova olhada no Porcellino, passamos pelo Mercado Central e voltamos antes de anoitecer para a hospedagem. *Valores: - comida: 19 euros - lembrancinhas: 11 Total: 30 euros 10° dia 12/05/19 Florença Esse dia foi basicamente livre... sem roteiro pré definido. Até porque repito o que disse antes: Florença é pequena e muito dá para ser visto em pouco tempo. Resolvemos então só andar por ai... passamos novamente pela Piazza della Signoria para admirar a estátua de Poseidon, a cópia de Davi, o Palazzo Vecchio e a praça em si. Brincadeiras na Piazza della Signoria Andando a esmo, encontramos um parque um pouco mais afastado do centro onde pessoas faziam piqueniques, caminhavam ou só conversavam. No centro do parque havia uma fonte que jorrava água enquanto patos se divertiam ao redor dela. Depois de passar a manhã ali, almoçamos e nos perdemos por Firenze... cidade que me encantou demais e por isso mesmo foi triste me despedir dela. Andamos sem rumo pelas ruazinhas da cidade, notando as inscrições nas paredes da Divina Comédia, obra de Dante Alighieri. Ah, Dante, agora entendo a sua mágoa por ter sido exilado dessa maravilhosa cidade. Passamos a tarde assim, sem rumo certo. E ainda falando de Dante, me lamentei muito do fato de não poder ter conhecido a igreja de Santa Marguerita, na qual dizem que foi onde Dante viu Beatriz pela primeira vez e se apaixonou. Essa igreja só abria em momentos bem específicos, ela não poderia ser visitada em qualquer dia e hora e infelizmente os horários não bateram. Retornamos para a hospedagem para arrumar tudo e deixar tudo pronto porque na manhã seguinte partiríamos para Veneza! *Valores: - Comida: 30 euros 11 ° dia Segunda-feira 13/05 Veneza Mestre O trem para Veneza Mestre só sairia as 09:30 da manhã, por isso, não foi necessário acordar tão cedo. Minha amiga estava muito animada, porque para ela, um dos pontos altos da viagem seria Veneza. Pegamos as malas já arrumadas e fomos até a estação, parando no caminho para tomar café. Após isso, lá fomos nós, carregando as malas nos degraus... eis uma dica: NÃO leve mais de uma mala e de preferência mala pequena ou média. Nem sempre ajudam você! Depois de encontrar a plataforma, entramos no trem. CUIDADO! Fique sempre atento a plataforma e ao trem que você vai pegar. Presenciamos mais de uma vez, pessoas subindo no trem errado. A viagem levou umas duas horas e enfim, estávamos em Veneza Mestre. Aqui vai uma explicação: não ficamos em Veneza, a turística, e sim em uma cidade antes dela. O motivo foi o valor da hospedagem. Veneza é uma cidade bem cara! E Veneza Mestre fica a apenas 1 ou 2 paradas de trem de distância, uns 10 minutos apenas. Chegamos por volta de 11:30 e já estávamos sendo esperadas. Um simpático chinês era um dos proprietários do ligar que ficaríamos Ele mostrou toda a estrutura e nos deixou a sós. Reorganizamos nossas malas, nos arrumamos e descemos para almoçar, pois havia um restaurante exatamente abaixo de nós. E outro detalhe: a hospedagem fica praticamente na frente da estação. Após o almoço, compramos o bilhete e partimos para Veneza! Descemos em Veneza Santa Lucia e assim que saímos da estação, o Grande Canal surgiu imponente. Foi difícil minha amiga segurar a emoção! Foi surpreendente ver tanta água ao redor de uma cidade. Nossa primeira parada foram barraquinhas que vendiam souvenirs... uma das coisas que eu não sairia da Itália sem levar na mala, são as famosas máscaras venezianas... comprei algumas e também imãs de geladeira. Daí, ao passarmos por um supermercado, resolvemos refazer nosso estoque de lanches. Percebemos novamente, que Veneza era mais cara do que as outras cidades em que passamos. Com sacolas na mão, fomos passear pela cidade. Agora deixo aqui um pouco da chateação que tive: por conta dos canais, as ruas são como em zigue zague e para você chegar em um ponto, tem que ziguizaguear bastante! Depois de muito andar, chegamos a uma das pontes mais famosas de Veneza: a ponte Rialto. Lá ficam várias lojinhas que muitas coisas bonitas para vender e comprei uma pulseira feita com vidro colorido de Murano. Continuamos a caminhada e depois de ver as famosas gôndolas e seus barqueiros (um dos pontos altos do dia, apesar de não termos tido a coragem de dar 80 euros para um passeio), chegamos ao lugar que acredito ser o mais famoso de Veneza: a praça de São Marcos. Como em vários lugares na Itália, a praça estava passando por reformas mas isso não tirava a beleza da mesma. Nessa praça, encontrava-se a Basílica de São Marcos e seus famosos cavalos. A vista de fora, já valia muito a pensa. Fiquei muito encantada com a beleza e riqueza de detalhes que a Basílica possuía. Ao lado dela, se encontrava o Palácio Ducale, ou, Palácio dos Doges, que serve de moradia para o governante de Veneza. Também deu para avistar da praça, a Ponte dos Suspiros, famosa por ser local de lamentos para ao prisioneiros que estavam a caminho da morte. Vista do Grande Canal Na praça de São Marcos, com a Basílica de São Marcos ao fundo Ponte Rialto As famosas gôndolas Eu gostaria muito de ter entrado na Basílica mas nesse dia específico, eu infelizmente fiz uma má escolha de sapato: fui de bota de cano curto e fino. Meus pés não aguentavam mais ficar muito tempo caminhando ou em pé. Fomos sentar perto do cais e descobrimos que do outro lado estava a Basílica de Nossa Senhora da Saúde. Desistimos de ir até lá, porque o barco que faria a travessia custava 15 euros! Dessa forma, ficamos a observar a beleza arquitetônica da igreja de longe. Estava aflita em pensar em caminhar todo o caminho de volta... então resolvemos pegar um ônibus aquático que nos deixaria na porta da estação . Compramos o bilhete, fomos para o cais e ficamos atentas a qual embarcação pegar. Fiz uma pergunta a um rapaz que parecia italiano, quando uma surpresa: um brasileiro! Subimos na embarcação e durante os 15 minutos seguintes, entramos em uma animada conversa, trocando figurinhas sobre a passagem pela Itália. Depois desse inesperado encontro, saltamos em frente a estação e voltamos para a hospedagem, antes passando pelo restaurante e jantando. Foi realmente uma péssima escolha de sapato, mas sendo bem sincera e talvez com medo de receber represálias, tenho que dizer que para mim, Veneza não foi tudo isso que eu esperava. A cidade não causou em mim tanto impacto. Ela é bonita e quase mágica, pelo fato de ser rodeada por água, mas de fato, foi uma das que menos gostei. *Valores: - passagem de trem ida e volta: 2,70 euros - comida: 26 - lembrancinhas: 13 euros - traghetto (ônibus aquático): 7,50 Total: 49,20 12° dia Terça feira 14/05/19 Verona Esse seria um dos melhores dias da viagem e essa cidade veio a ser a minha favorita. Famosa por ser a cidade que guardou a história de Romeu e Julieta. Estava muito animada para conhecer essa cidade. E lá vamos nós! Da estação de Verona até a parte histórica era um pouco longe mas a cidade era tão linda que isso não importou. E na estação, compramos o Verona Card, que consiste em um cartão que dava descontos e entrada gratuitas em vários monumentos. Passamos primeiro pela Arena, um mini coliseu...era pequeno mas bem melhor conservado. Usamos o cartão e passeamos por esse lugar fantástico! Depois fomos a casa de Julieta. O pátio é aberto e lá fica a estátua da Julieta. O local estava lotado e os turistas se dividiam em tirar fotos com a estátua e com as paredes com cartas dos enamorados e os cadeados com as iniciais dos namorados. Entramos na casa que hoje funciona um museu e claro que não poderia faltar a foto na sacada. Minha amiga resolveu ir ao teatro Romano, onde tem um museu com vários objetos datados da época da Roma antiga. E depois de caminhar muito, chegamos ao Castelvecchio. Um castelo de pedra belíssimo as margens de um rio. Só caminhar pelo areas do castelo já é uma experiência única mas entrar no museu é mais incrível ainda! Foi um dos melhores passeios que fizemos! Depois de conhecer essa cidade maravilhosa, voltamos a Veneza Mestre. *Valores: - comida: 20 euros - verona card: 18 euros - lembrancinhas: 10 euros Total: 48 euros 13° dia 15/05/19 Veneza Mestre Como Veneza não havia deixado uma grande marca em nós, resolvemos passear pela cidade de Veneza Mestre. Acordamos e pouco tempo depois, o rapaz da hospedagem chegou para nos servir o café da manhã. E que café da manhã! Pães, queijos, geleia, café, leite e etc e ainda tivemos o prazer de conversar com uma família argentina que também estava hospedada ali. Perguntamos ao dono da hospedagem se podíamos deixar as malas ali até a noite, porque o nosso trem só saia por volta das 19... e que bom que fomos atendidas... Depois do café, saiamos para caminhar a esmo por Veneza Mestre. Acabamos passando por algumas lojas e comprando algumas lembrancinhas... a manhã passou voando e achamos um lugar para almoçar... um lugar tão acolhedor que ficamos por lá cerca de duas horas. Após o almoço, continuamos a passear e voltamos no fim da tarde a hospedagem, onde subimos para pegar as malas e deixar a chave da hospedagem. Descemos com as malas para o restaurante e jantamos por lá. Nos despedimos das simpáticas donas do estabelecimento e partimos para a estação a fim de esperar o trem noturno para Paris. E que momento animador! Sempre quis viajar em um trem noturno. As passagens foram compradas pela empresa pela Rail Europe, com uma cabine para 3 mulheres. O trem era enorme! E no começo, houve um pequeno desentendimento em relação ao número de cabines, mas deu certo depois e acabamos dividindo uma cabine com uma simpática canadense. Recebemos de cortesia, champanhe, frutas etc. A cabine tinha 3 poltronas e um lavabo, apesar de pequena era muito confortável. Nossa amiga canadense foi a cabine de seu marido, enquanto minha amiga e eu resolvemos ver Bird Box. Após o filme, chamamos o atendente para organizar as camas. Dormir no trem foi bem mais confortável do que eu imaginava! Dormi como um bebê. “Amanhã estaríamos em Paris”, esse foi meu pensamento antes de dormir. *Valores: - comida: 30 euros - lembrancinhas: 10,50 Total: 40,50 euros 14° dia Paris 16/05 Dormi realmente muito bem no trem... pela manhã, tomamos café no vagão restaurante. Um tempo depois, saltamos na estação. O nosso destino era ir da Gare di Lyon a Gare du Nord. E eis que surgiu o pior momento da viagem. Eu já tinha ouvido falar que os franceses, em sua maioria, não falavam outra língua... portanto, aprendi algumas expressões em francês para não chegar falando logo em inglês. Mas não adiantou nada! Na estação os funcionários ou não falavam inglês ou falavam com um sotaque muito grande que não dava pra entender nada! Foi muito complicado descobri onde se pegava o metrô para podermos ir até a estação. Apesar do esforço e da simpatia, os franceses não foram nada solícitos. Após chegar a Gare du Nord, outro problema! Só poderíamos entrar na hospedagem as 14, e era bem mais cedo, portanto iríamos precisar guardar as malas no guarda volumes da estação. A questão foi que as pessoas nos deram informações contrárias e ficamos perambulando naquela estação enorme com as malas... uns 15 minutos depois finalmente achamos. Mas, os funcionários do guarda volumes também não eram nada simpáticos. Para guardar a mala, precisávamos de uma senha e tal... perguntamos como funcionava detalhadamente e a funcionária simplesmente nos ignorou! Depois descobrimos se precisávamos de moedas para colocar no cofre que seria nosso guarda volume e nós não tínhamos! Minha amiga teve que subir, comprar algo pra poder ter moedas... um sufoco!!! Finalmente quando trancamos as malas, fomos almoçar e resolvemos ao invés de passear, procurar logo a hospedagem, que não era tão perto da estação, para não ter que ficar perambulando com as malas. Lá fomos nós! Nesse momento, percebemos que nem todos os franceses são nojentos ... alguns deles foram muito gentis... quando achamos a hospedagem constatamos que ficava perto de um supermercado e compramos alguns lanches! Fomos a Igreja Sacré Coeur (ou igreja do sagrado coração). Que igreja espetacular! Ela fica acima de uma colina e como estávamos cansadas, decidimos apreciar apenas pelo lado de fora, já que ainda tínhamos um ligar a se visitar: Moulin Rouge! O cabaret mais famoso da história! E ele é lindo!!! Fiquei bastante contente, apesar de só poder vê-lo por fora... Já que para entrar, só pagando... e não era lá muito barato! Moulin Rouge Sacré Coeur Já era praticamente a hora de voltar a estação para pegar as malas... voltamos a estação, pegamos as malas e voltamos para a hospedagem. O quarto era ótimo! Espaçoso e ventilado. Uma curiosidade: me deu vontade de ir ao banheiro fazer o número 2. Depois de fazer, percebi que não tinha cesto pra jogar o papel e acabei jogando no vaso. Depois descobri que é exatamente assim que eles fazem na França ! Se coloca o papel no vaso. Essa fica como curiosidade meio nojenta... Depois dessa manhã muito movimentada, estávamos exaustas! Depois de tomar banho e nos deitar, fomos pensar no que faríamos da vida... Decidimos pedir um uber e ir até a torre Eiffel e vir voltando, vendo outras atrações a pé até voltar ao hotel. Eis que faço aqui uma sugestão: fiquem em um lugar próximo da área onde tem mais atrações mesmo que seja um pouco mais caro. Não foi o que fizemos. 😅 No carro, passamos na lateral do Louvre, não deu pra ver quase nada mas fiquei muito animada!!!!! Até porque a razão de eu ir a França era o museu. Mas a visita ficaria para o dia seguinte. Avistamos a torre de longe! E tenho que dizer que ela era surpreendente!!! Chegando lá fomos tirar várias fotos ao pé da torre e passeamos pelo Campo de Marte... não tínhamos a intenção de subir, portanto depois disso fomos ver outras atrações parisienses. Com o mapa em mãos, encontramos a mais famosa avenida de Paris: Champs Elyseé. Famosa por ser a via das mais famosas lojas do mundo! Mas para nós, o que importava era o que nos aguardava em umas de suas pontas: o Arco do Triunfo. Famoso monumento erguido por Napoleão. Chegando a outra ponta, nos deparamos com a Praça da Concórdia e os portões dos jardins das Tuilleries, que fica em frente ao Museu do Louvre. Passamos apenas na rua paralela. Fomos voltando a pé para o hotel e passamos também pela Praça Vendome, a praça mais luxuosa de Paris... nela se encontram várias lojas famosas e o Ritz: um dos hotéis mais conceituados e caros do mundo! Arco do Triunfo Já um pouco cansadas, voltamos caminhando por Paris, e entramos no restaurante perto da hospedagem a fim de comprar algo para jantar. Foi ai que de repente, percebi algumas meninas falando em português. Brasileiras em Paris!!! Encontramos um grupo de 3 amigas, onde 1 delas estava hospedada no mesmo local que nós! Foi uma festa só! Ficamos até bem tarde conversando sobre as viagens feitas até que o dono teve que nos avisar que ia fechar a parte do refeitório! 😅 Subimos e fomos organizar nossas coisas para o penúltimo dia na Europa. • Valores: - bilhete do trem: 9 euros - comida: 30 euros Total: 39 euros 15° dia Paris 17/05 Hoje tínhamos ganho uma nova companheira de viagem: uma das moças que estavam na mesma hospedagem que nós. Pegamos um uber e fomos a Igreja de Saint Sulpice. Fonte e uma das torres de Saint Sulpice Linha dourada que leva ao gnomon Há uma grande curiosidade em relação a essa igreja...a Terra é dividida por linhas imaginárias que a dividem, uma dessas linhas chama- se meridiano. E seu ponto central se chama Meridiano de Greenwich. Porém, o que muitas pessoas não sabem é que houve outro meridiano anterior: o de Paris. E este passava exatamente dentro da Saint Sulpice... e esse marco está assinalado com uma linha dourada no chão da igreja. Seguimos para lá e a primeira vista, a Igreja é impressionante pelo seu formato. Saint Sulpice tem duas torres ao invés de uma só. Quando entramos, percebemos que era bem maior do que imaginávamos. Alguns destaques da igreja: - suas torres - seu órgão gigantesco - a linha do meridiano - gnomon Fiquei tão encantada com o ambiente que o lugar me arrancou lágrimas... a atmosfera que Saint Sulpice tem é algo fora do comum! Não deixem de ir visita- la se passarem por Paris. Depois dessa incrível visita fomos passear por Paris... no meio do caminho, paramos para almoçar e foi então que provei algo que queria muito: macarron! Um doce típico. E é muito gostoso!!! Voltamos a caminhar para ir ao encontro da igreja de Notre Dame. Infelizmente, fomos na época em que houve um incêndio e a construção não poderia ser visitada. Paramos algumas ruas próximas e tiramos fotos com ela ao fundo. Foi realmente uma pena o acontecido. Foto com a torre da Notre Dame Na rua da igreja, achamos uma das sorveterias mais famosas da cidade luz: Amorino. O sorvete vem enfeitado com macarrons!! E sem falar que é muito gostoso! Um dos melhores sorvetes que já provei Nos despedimos da nossa nova amiga, depois de tirarmos belíssimas fotos pelas ruas de Paris e nos dirigimos para a maior atração de todas: o Louvre. Há muito, esse museu me encanta... e não só pela famosa Monalisa. Eu estava muito animada!!! Tão animada e feliz pela possibilidade de entrar no Louvre que assim que entramos e nos deparamos com as pirâmides de vidro, comecei a chorar! Foi indescritível a sensação! Depois do choro, me tornei a alegria em pessoa Entramos na fila e entramos no museu. Conseguimos um mapa e tentamos nos orientar entre as diversas alas e salas que compõem o museu. Procuramos em primeiro lugar, pela grande galeria, que é onde se encontra a Monalisa. Fiquei impressionada ao ver o tamanho do quadro... é bem pequeno! Apesar de já saber desse fato, fiquei um pouco surpresa. A grande galeria guarda outras obras como: A Madona das Rochas, A Liberdade guiando o povo e A coroação de Napoleão... O Louvre é enorme, então nem pense que dá pra ver tudo! Após ver os quadros que queria ver, sentamos para descansar em banco dentro da sala que representava uma sala do rei Luiz XIV. A Madona das Rochas A liberdade guiando o povo Depois de um merecido descanso fomos procurar a galeria que mais queríamos ver: a egípcia. Qual grande foi a nossa decepção ao descobrir que naquele dia , a galeria egípcia estava fechada. 😢 Após passar a tarde inteira no Louvre (uma das melhores tardes da minha vida) voltamos a hospedagem para jantar e organizar todas as nossas coisas pois o dia seguinte seria o dia de nossa volta. *Valores - comida: 30 euros 16° dia Paris 18/05 Nosso último dia na Europa... acordamos por volta das 7. E fomos rapidinho comprar mais algumas lembrancinhas... nos despedimos das meninas, pedimos um uber e partimos para o aeroporto. Despachamos as malas, almoçamos e em pouco tempo depois pegamos o avião e algumas horas depois, estávamos em terras brasileiras. Cheguei ao país, sem acreditar na sorte que tive de realizar a viagem dos meus sonhos. Agradeço de coração a todos que leram o relato! Muito obrigada!
  2. 2 pontos
    BOA PRA NOIS! Galera, eu mais o camarada Danilo, estaremos indo para Palmas, alugar um carro e partir sentido Jalapão, sem agência, por conta mesmo. Seja pra dividir os custos ou pela companhia, só vamos.
  3. 1 ponto
    Sempre começo dizendo pq desta viagem, deste destino, já que o mundo inteiro me interessa! Então vai lá: pq meus planos eram “Islândia” mas não deu ($$ - segundo ano consecutivo mudando o destino por falta de grana, rs). Pq eu li sem querer querendo um relato e depois mais um e depois mais dois, e depois todos, sobre “este destino” (compilei os relatos mais recentes neste tópico). Pq eu já queria ir. E agora estava apaixonada. Pq eu andei negligenciando a América do Sul. Pq AMAMOS natureza e paisagens. E estamos cada vez mais curtindo viagens de carro! Então por tudo isso, e pq passagens de avião estão caras demais e pq sim, decidimos partir de Londrina-PR com destino ao Atacama, no Chile, com lenta passagem pela Argentina! E rolou até Bolívia! “Noooooossa, mas que loucura, vcs vão de carro??? E ainda vão levar o filho???? Vão fazer o que num deserto??” 🤨 “[email protected], loucura pra mim é pagar 3 mil reais num celular!”🤦‍♀️ Apesar de ter bons relatos de carro pelo roteiro que me propus fazer, sempre muda alguma coisa, e tb é interessante atualizar valores e trazer informações mais recentes... e escrevo tb como forma de memória minha... o meu “livro de viagens” é aqui, rs! E em tempo, obrigada a todos que compartilharam aqui suas histórias e me fizeram sonhar além e rir muito! Roteiro Londrina > Foz do Iguaçu > Corrientes > San Salvador de Jujuy (e arredores) > San Pedro de Atacama (e arredores incluindo Bolívia, rs) > SSJ > Corrientes > Iguazu > Londrina. Em 17 dias, 6300km! Com esse tempo tem gente que vai mais longe, que vai pra Santiago, Mendoza e afins, mas gosto assim, com calma! E o mundo estará sempre lá pra gente voltar. Quem foi Até convidei um casal de amigos, mas as datas não bateram. Então fomos naquela formação original básica: Guilherme: marido e piloto; Juliana (eu): esposa, navegadora e co-pilota; e João Gui: filho (11 anos), comissário de bordo! Como De Nissan Versa 1.6 manual ano/modelo 2018/2018! Mandei pra revisão na concessionária antes de viajarmos apesar dele estar recém revisado. Como a gente sempre faz o que não deve com ele um monte de parafuso e proteção na parte debaixo do carro tinha quebrado/soltado. Tb me disseram que eu não precisava colocar nenhum fluido em nenhum lugar pra evitar congelamento, que o que estava lá era o correto, e assim fiz, mas verifique esta questão pq com o seu carro pode ser diferente. Equipamentos obrigatórios: 2 triângulos e extintor de incêndio. SÓ! (Além de cinto de segurança e estas coisas normais). Não tem cambão, mortalha e o carai... Por favor, leiam este tópico! Daqueles que dão orgulho do mochileiros.com!! Seguros obrigatórios: Carta Verde (Argentina) e Soapex (Chile). Mais detalhes abaixo. Documentos Passaportes: é bem mais prático do que levar o RG e a gente já tinha; PID: a gente já tinha, mas ninguém pediu; Carta verde: seguro argentino no nome do dono do veículo, que tem que estar dentro do carro, foi emitido gratuitamente pelo meu corretor de seguro do carro pq já estava incluído no seguro do meu carro (tem que ser impresso em papel verde, rs). Se vc não é o dono do carro tem que ter uma autorização do dono (seja da locadora ou do parente) pra dirigir o carro fora do Brasil. CARRO FINANCIADO está no seu nome e não precisa de autorização nenhuma; Soapex: seguro chileno para estrangeiros, comprado dias antes pelo site da HDI por 10,77 dólares. Na hora de comprar vc vai ter que informar o número do motor do carro, rs. Nem sabia que isso existia. Não é o chassi, é o motor. Procurei na internet onde tava o número do motor do Versa e fica no motor mesmo, kkkk. Foi só bater uma lanterninha lá e anotar! Extensão do seguro pela América do Sul (fale com seu corretor): incluso no seguro do meu carro; Seguro viagem: tive dificuldade em contratar, até pedi ajuda aqui. Eu nunca compro seguro pq uso o do cartão, mas desta vez como não compramos passagens, o cartão não oferecia. Quando comecei a cotar percebi que seguros “terrestres” quase não existiam, ou quando achava, eram super caros e se aplicavam apenas para viagens de ônibus. Depois de dar uma estudada e até falar com corretores, acabei contratando um aéreo mesmo, afinal, minha preocupação era ter algum problema de saúde em alguma cidade, tipo uma dor de dente ou cólica de rim, sei lá. Nestes casos não faria diferença eu estar de carro ou de avião. Compramos pela Mondial/Alianz por 235,00 para nós 3, para Argentina e Chile, por 17 dias. Estava com um cupom de 50% de desconto; Receitas dos meus medicamentos (#diabetica): como assisto muito “Fronteiras Perigosas da América Latina” kkkkk fiquei encanada de alguém cismar com meus medicamentos! Money Trocamos reais por pesos argentinos na fronteira (Foz do Iguaçu) e em Salta, e dólares por pesos chilenos em SPA. No relato aprofundo mais sobre as tarifas. Mas assim, câmbio é uma coisa que flutua tanto que vc tem que pesquisar exatamente na data da sua viagem. Via de regra compensa levar dólar pro Atacama pq lá não tem demanda por real, ao contrário de Santiago, em que a troca direta real x peso pode compensar ou empatar. Na Argentina costuma ser viável trocar direto... mas reparou no “costuma”? Pesquise na data da sua viagem! Internet Baixamos todos os mapas do google off-line e não compramos chip nem no Chile nem na Argentina! Usamos somente a internet dos bares/restaurantes e hospedagens e deu tudo certo! Na mala Calçado quente, confortável e impermeável, eu de botas vento titã (muito amor), os meninos de Quechua. Roupas em camada, pegamos de -10oC a 30oC. Soro de nariz, protetor labial (bepantol), protetor solar e óculos de sol são itens de SOBREVIVÊNCIA, a umidade relativa é zero e a neve cega. Medicamentos: eu já tinha abandonado a ideia de ficar levando remédio a toa, mas preferi levar alguns desta vez. Pra dor, anti-alérgico e Diamox. Falo mais sobre o mal de altitude no durante o relato. Hospedagens Airbnb do começo ao fim! Sou muito fã de Airbnb e mais uma vez tivemos muita sorte! Me sinto em casa, me sinto parte do lugar quando posso cozinhar, ir no mercado e interagir eventualmente! Sei que na maioria dos hostels tb é assim, mas no Airbnb sempre acho mais conforto, privacidade e preços melhores! Tivemos excelentes experiências e preços muito, mas MUITO, acessíveis, vou abordar melhor abaixo. As hospedagens escolhidas, bem como preços e qualidade foram as seguintes: Foz do Iguaçu (1 noite): Eu já tinha me hospedado duas vezes em Foz do Iguaçu pelo Airbnb, na casa da Adriana. A casa dela se aluga inteira e é enorme, super confortável, linda, show! Legal pra ir com mais gente! (Se alguém quiser indicação me manda MP). Mas desta vez era só uma noite, resolvi pegar uma casa menor, onde mora uma senhora, pertinho da Argentina! Sabe quanto? 68 reais pra nós 3, e com café da manhã! 21 reais por pessoa! Amo Airbnb! A Léo, nossa anfitriã, foi muito fofa, amamos! Casa simples e confortável, perfeita para uma noite! https://www.airbnb.com.br/rooms/29173885?guests=1&adults=1 Corrientes (1 noite): Mais uma experiência de ficar em um quarto na casa de alguém. Na verdade é uma dependência no fundo da casa do Cesar. Desta vez pagamos 93 reais pra nós 3, 31 reais para cada! O César foi super querido com a gente, tivemos uma ótima estadia! https://www.airbnb.com.br/rooms/14149168?guests=1&adults=1 San Salvador de Jujuy (5 noites): Eu tinha 200 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 321 reais para 5 noites para nós 3, incríveis 20 reais por dia por pessoa, não é bom demais? Lugar super legal, a anfitriã mora nos fundos e dá muitas dicas, não poderia ter escolhido lugar melhor! Quem vai passar um tempo na região costuma hospedar em Salta, mas fiquem de olho, lá é bem mais caro! SSJ, Tilcara e Purmamarca além de serem puro charme tem opções bem mais em conta! AMEI. https://www.airbnb.com.br/rooms/26893928?guests=1&adults=1 San Pedro de Atacama (6 noites): Eu tinha 169 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 970 reais para 6 noites para nós 3! Cerca de 55 reais por noite por pessoa! Apesar de ter ficado mais caro que a média, todo mundo sabe que em SPA as hospedagens são mais carinhas mesmo, ainda mais na alta temporada! Esta hospedagem consiste num quarto triplo com banheiro privativo e acesso a cozinha coletiva! Tinha mais um quarto semelhante nos fundos. Os anfitriões foram bem prestativos! Eles moram lá em SPA e alugam estes dois quartos nos fundos de uma casa, que me pareceu ser de parentes deles. Esta foi meio parecido com um hostel. https://www.airbnb.com.br/rooms/24290251?guests=1&adults=1 SSJ (1 noite): a ideia era hospedar em General Guemes e ficar mais na mão de voltar, ou em Salta... eu tinha uma reserva com cancelamento grátis pelo Booking em Salta, mas resolvemos retornar pra mesma casa onde ficamos na ida pq tinha umas plantas lá que eu queria muda, hahahahauaha! Desta vez pagamos 105 reais pra nós 3, 35 reais por pessoa! Corrientes (1 noite): eu queria ter pernoitado em Resistencia só pra ser uma cidade diferente, rs, mas faltando 2 meses para a viagem eu solicitei reserva no mesmo lugar que iria me hospedar na ida, só que estava indisponível. Achei um outro lugar do mesmo dono, mas no mesmo endereço... Achei estranho mas solicitei reserva. Me custaria míseros 73 reais para nós 3 por uma noite. Mas sabe quanto eu paguei? ZERO reais, pois tinha crédito de viagem! Esta segunda reserva aparentemente é de um outro cômodo dentro da casa dele, mais barato, mas acabamos ficando na mesma dependência do fundo e deu tudo certo, o cara é um gentleman! Vou deixar o link desta hospedagem abaixo apenas pq parece diferente da que ficamos na ida, mas foi o mesmo lugar, rs. https://www.airbnb.com.br/rooms/18043226?guests=1&adults=1 Puerto Iguazu (1 noite): última hospedagem da viagem! Quis ficar em Iguazu pra ser diferente da ida, rs, e pq antes de ir embora queria comprar cereja em conserva (pq todo o resto é caro e pega turista em Iguazu). Pra não ter que atravessar a fronteira de novo, resolvemos ficar do lado argentino mesmo. Quarto em casa compartilhada, MUITO simples e com problemas de higiene. Me custaria 52 reais a pernoite pra nós três, mas não paguei NADA pq tinha crédito de viagem! A anfitriã era gente boa mas não recomendo esta casa... poderia ter comprado a minha cereja e atravessado na mesma noite pro Brasil e dormido de novo na Léo que tava mais esquema! https://www.airbnb.com.br/rooms/26877281?guests=1&adults=1 TOTAL: 1557,00 reais, mais ou menos 33 reais por dia por pessoa, já que foram 16 noites! Achei MUITO bom! Se depois de tudo que vc leu, resolver experimentar o Airbnb, faça cadastro com o meu link que eu e vc ganhamos descontos! https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL IMPORTANTE: neste tópico, para quem interessar, há uma discussão bem legal que rolou aqui sobre os malefícios do Airbnb, principalmente para as pessoas que moram em cidades muito turísticas. Muito do que foi colocado neste tópico é BEM importante quando vc tem alguma preocupação com o impacto que causa em qualquer ocasião da sua vida, incluindo viajar. Tente escolher bem seus anfitriões de forma a minimizar os impactos negativos do Airbnb! Casas compartilhadas com o morador, anfitriões que só tem uma casa e idosos são uma boa. Clima Esta é uma viagem que pode ser feita a qualquer tempo, mas o cenário muda muito e há períodos em que certos passeios ficam fechados! As duas principais temporadas para nós, brasileiros, são inverno e verão, por conta de férias escolares e tals. E fomos no inverno, a mais ALTA temporada do Atacama! Pq... tem o João, rs! Ele está no sexto ano e ano passado não quis ir conosco pra África do Sul pra não perder aula e provas! Apoiei a responsa dele mas não queria deixa-lo de fora de novo... e já convenci ele que ano que vem a viagem vai ter que ser durante as aulas mesmo, rs. Mas qual é a do inverno e a do verão? Falando especificamente do Atacama... no verão é MUITO calor durante o dia e pode chover. Em janeiro, e principalmente fevereiro, o inverno altiplânico (chuvas intensas) podem estragar seus planos. Este ano várias rotas foram interrompidas por chuvas intensas e muitos passeios foram cancelados, dava pra ver marcas de alagamento em algumas partes de SPA ainda. Mas sabe quem ama o verão? Os flamingos! É nesta estação que vc corre o risco de vê-los fazendo aquela dancinha de corte sensacional! Só tenham atenção com FEVEREIRO. E o inverno?? O céu é maravilhosamente azul, é alta temporada (férias na Europa e América do Norte), não chove nem a pau, mas pra quem não curte, cuidado: a temperatura fica abaixo de zero a noite! Tudo bem pq a noite vc tá debaixo das cobertas quentinho certo? Errado! Tem tour que sai as 5h da manhã, nos Geyseres del Tatio o frio é extremo. Extremo mesmo, -15oC pra menos. O vento faz a sensação térmica te colocar no topo do Everest, rs! E hospedagem de mochileiro em SPA não tem calefação neah... FRIACA! Outros pontos negativos são: os flamingos se mandam pra bandas mais quentinhas e as nevascas podem interromper temporariamente os passeios de altitude e a ascensão aos vulcões (Lascar, Cerro Toco, Licancabur e etc). Mas pra quem, como eu, é apaixonada pelos topo de morro branquinhos e se amarra numa bochecha rosa queimada de vento, o inverno é a sua estação! ATENÇÃO para AGOSTO. Eles dizem que fim de julho, agosto e comecinho de setembro é o período da “última invernada”... neva muito e é a mais baixa temporada do Atacama, frio extremo e muitos passeios fechados! Se quiser curtir a primavera, melhor deixar pra segunda quinzena de setembro pra frente! Obs. Estas informações me foram contadas por moradores locais. Com certeza há quem tenha ido em fevereiro e agosto e tenha dado sorte, mas se vc puder evitar, fica a dica! E na véspera... Machuquei o pé. Sim, forte! No dia antes de viajar a marmota aqui cutucou uma unha! Fui parar na podóloga e não desejo pra ninguém a dor de cortar nacos de carne e unha sem anestesia, fiz força pra não fazer xixi! Por este motivo acabei levando antibióticos caso infeccionasse, antisséptico para curativo e antibiótico pomada para os primeiros dias! No fim... #spoiler super sarei e não tive maiores problemas, rs! Finalmente... Vou relatar tudinho, com muitas fotos e todos os custos. Por dia, eles serão divididos nas seguintes categorias: combustível, pedágio, alimentação (que inclui mercado, refeições diversas, bebidas), compras (que inclui coisas úteis e inúteis, vulgo "souvenires e regalos", assim como eventuais estacionamentos e uso de sanitários), diversão/entrada (inclui entradas em atrações e eventuais taxas de turismo) e câmbio. No fim farei um resumão de custos, e gente... esta viagem divide com a África do Sul a primeira posição de “minha viagem favorita no mundo”... mesmo que nem tudo tenha sido... FLORES. Prometo começar o relato em si, no próximo post! 😃
  4. 1 ponto
    Um relato de Guilherme e Thais, com nossos amigos de viagens e do interiorrrr de SP, Daniel e Dayane. Realizamos uma viagem de 03 dias completos para Chapada dos Veadeiros entre 19/06 e 23/06, durante feriado prolongado. Origem: São Paulo. Avião com destino Brasília e aluguel de veículo (Duster) no próprio aeroporto. Optamos pela Duster pra evitar problemas com buracos, maior espaço interno e em eventuais travessias de rios, apesar de que em época seca (junho) o nível é baixo. Hospedagem e Clima: Camping Pachamama. Durante a noite faz frio (+/- 13ºC), utilizamos sacos de dormir (10ºC) + Isolante Térmico, foi o suficiente. Objetivo do Relato: Apresentar um conteúdo que facilite uma viagem ao local, com as nossas impressões, planejamento, custos e dicas. Aplicativo para Trilhas e Locomoção: aplicativo Avenza Maps. Mesmo na ausência de sinal ou internet, com mapas georreferenciados, é possível se guiar em trilhas e rodovias, com a sua posição aparecendo no mapa. Os mapas georreferenciados estão disponíveis para download ao final do relato. Nem todos os mapas foram utilizados na viagem, creio que o mais útil seja referente à trilha para Cachoeira do Segredo, nas proximidades da vila de São Jorge. Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros contém parte dos atrativos da região, e é localizado cerca de 3 horas distantes de Brasília (244 km). A entrada para visitantes é localizada na vila de São Jorge, pertencente ao município de Alto Paraíso de Goiás. Outra cidade integrada à região é Cavalcante, onde é situado o quilombo Kalunga, que contempla boa parte de outras cachoeiras de interesse. Dessa forma, a vila de São Jorge, Alto Paraíso e Cavalcante constituem-se nos principais destinos turísticos da região, e opções de hospedagens. Uma vez que o nosso grupo (de dois casais) prefere a hospedagem em camping, distante de cidades, optamos por nos hospedarmos no Camping Pachamama, localizado entre a vila de São Jorge e Alto Paraíso. Roteiro: O roteiro foi baseado na distância entre os locais, sendo que os agrupamos conforme a distância entre eles e o Camping. Consideramos o período de 03 dias para realização dos mesmos. Sendo assim, nos baseamos em mapas com a localização dos atrativos (disponíveis na internet e outros, que criamos para um melhor planejamento) e informações sobre acesso e interesse. O resumo do roteiro está abaixo: Quinta-Feira: Cachoeira Candaru e Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga, município de Cavalcante) Sexta-Feira: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas (vila de São Jorge) Sábado: Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra e Jardim da Maytrea (Entre Alto Paraíso e vila de São Jorge) Quarta-Feira (19/06): Brasília - Chapada dos Veadeiros (Camping Pachamama) Chegada à Brasília (18:00) e trajeto (244 km) para o Camping Pachamama. Trata-se de uma estrada de boa qualidade e boa sinalização, realizamos o trecho em menos de 3 horas. Estradas: GO-030, GO-010, GO-239. A rodovia GO-10 é seguida até a cidade de Alto Paraíso, posteriormente é tomada à esquerda a GO-239, que liga Alto Paraíso à vila de São Jorge. O Camping Pachamama é localizado à beira da rodovia em questão. Caso o destino seja a cidade de Cavalcante, basta permanecer na GO-010. O Check in no Camping Pachamama ocorre até as 22:00, onde a recepção, assim como durante comunicação prévia via e-mail, fornece uma série de informações sobre as acomodações do Camping, orientações de convivência e dicas sobre as atrações da região. O Camping fornece espaços de convivência, como a fogueira, oferece churrasqueira, armários para acondicionamento de alimentos, cozinha, banheiros com chuveiro quente. As acomodações são todas bem equipadas, limpas e bonitas. No Camping, o silêncio é preservado e são realizadas atividades como observação dos astros, através de telescópios. A área de Camping é gramada e com ótima vista para os planaltos (Figura 1 e Figura 2), que representam principalmente a porção central do Parque Nacional, ilustrado, no caso do Camping, pelo Morro da Baleia. Figura 1: Área de Camping (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) Figura 2: Nós e o friozin de manhã cedo (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) Quinta-Feira (20/06): Cavalcante (Quilombo Kalunga) -> Cachoeira Santa Bárbara e Cachoeira Candaru Uma vez que se tratava de feriado prolongado, a estratégia para visitar a Cachoeira Santa Bárbara (a mais disputada da região), localizada no quilombo Kalunga, Município de Cavalcante, foi realizar esse passeio no primeiro dia, uma vez que parte dos visitantes ainda não estariam instalados na região. A estratégia deu certo, saímos às 06:30 do Camping em direção a Cavalcante. Por volta das 08:00 chegamos no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Cavalcante, onde acompanhados da Guia Ivana nos dirigimos ao Quilombo Kalunga. Quando a procura é grande, no Quilombo Kalunga são distribuídas senhas para acesso à Cach. Santa Bárbara (Figura 3), sendo que o local comporta 300 visitantes por dia (fomos a senha 257). Enquanto nossa vez não chegava, visitamos a Cachoeira Candaru (Figura 4). Para contextualizar o local, o Quilombo Kalunga contém 03 principais cachoeiras: Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira Candaru e Cachoeira Capivara. Ao menos em relação às duas primeiras, o acesso é feito através de uma carona em pau de arara, e que com certeza agrega ao passeio. Uma vez que o acesso é feito através dessa carona, o trecho de caminhada é curto. Alimentação: Tanto no CAT, na cidade de Cavalcante, quanto no Quilombo Kalunga é possível comprar lanches para um café da manhã. No Quilombo ainda é possível almoçar, por 30,00 R$, coma a vontade. Valores: Diária da Guia é cerca de 150,00 R$ por grupo. Carona sede do Quilombo - Cach. Candaru é 20,00 R$ ida e volta por pessoa. Carona sede do Quilombo - Cach. Santa Bárbara é 10,00 R$ ida e volta por pessoa. Janta: Ao retornar para região de Alto Paraíso, resolvemos fazer um churrasco no Camping. A estrutura do Camping é ótima, compramos gelo para a cerveja e nos foi gentilmente fornecido um isopor pela responsável do Camping. Utilizamos as mesas do Camping para jantar. Figura 3: Nós e a Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO) Figura 4: Dani e a Cachoeira Candaru (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO) Sexta-Feira (21/06): Vila de São Jorge -> Parque Nacional - Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros possui entrada de visitantes na Vila de São Jorge. São 04 opções de trilhas (http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html), e os caminhos são devidamente sinalizados durante todo o trajeto. A dificuldade é variável, sendo que é possível (com agendamento prévio) realizar a travessia do parque, com acampamento durante o percurso, ou mesmo trilhas simples, de poucos metros. Por conciliar cachoeiras favoráveis ao banho e paisagens bonitas, optamos pela Trilha dos Cânions (Figura 5) e Cachoeira Cariocas (Figura 6). Trata-se de 06 km de ida, e 06 km de volta, o desnível é baixo se comparado à Trilha dos Saltos, Carrossel e Corredeiras. A Geologia do PARNA Chapada dos Veadeiros se refere ao Grupo Araí (Mesoproterozoico, 1770 Ma.), formado em ambiente de rift (semelhante ao que se passa atualmente próximo à Etiópia, através da separação de duas porções da África) caracterizado por marés e ações de ondas (Figura 7), e predominam na trilha visitadas quartzitos com estratificações cruzadas que... traduzindo, indicam o sentido e direção do transporte de sedimentos à época. Alimentação: Na recepção do Parque é possível tomar café da manhã e lanches. Valores: A entrada do Parque é gratuita (junho/2019). Foram gastos 15,00 R$ de estacionamento, à frente do Parque. Janta: Ao sair do Parque fomos ao restaurante Rústico, ainda na Vila de São Jorge. O local apresenta cardápio variado (carnes, massa, hamburgeres), o hamburger realmente muito bom. Também tomamos uma Cerveja Local da Chapada dos Veadeiros (32,00 R$). O preço do local é salgado. Figura 5: Nós e o Canyon ❤️ Figura 6: Cachoeira Cariocas Figura 7: Marcas de Ondas nos quartzitos do Grupo Araí... Sábado (22/06): GO-239 (ligação Alto Paraíso - Vila de São Jorge) -> Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra (Cachoeira do Cordovil e Poço das Esmeraldas) e Mirante do Jardim de Maytrea Contextualização: O Vale da Lua e a Fazenda Volta da Serra são próximos entre si, e do Camping Pachamama. O Vale da Lua (Figura 8) apresenta grande beleza cênica e ao final do percurso há a possibilidade de nadar, inclusive entre as fendas na rocha. A caminhada é curta, poucos metros.Tem como atração as rochas conglomeráticas (Figura 9) de matriz carbonática (Conglomerado São Miguel, base do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica... traduzindo, de 1 a 1,6 bilhões de anos). A matriz carbonática é solúvel, assim como ocorre em cavernas de rochas carbonáticas, e apresenta feições cársticas. A alta solubilidade desse conglomerado faz com que o Ribeirão São Miguel escave a superfície rochosa, crie marcas que demonstrem o fluxo de água, e as chamadas "Panelas". Mais informações sobre a história geológica do Vale da Lua: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf Alimentação: É possível comprar lanches na recepção do local. Valores: A entrada no Vale da Lua é 20,00 R$ por pessoa. A Fazenda Volta da Serra tem como principais atrações a Cachoeira Cordovil (Figura 11) e Poço das Esmeraldas, optamos por iniciar o passeio pela Cachoeira Cordovil, e ao retornarmos fizemos pequeno desvio que nos levou ao Poço das Esmeraldas. O percurso é 4 km ida, 4 km volta até a Cach. do Cordovil, sendo que o caminho é por si só uma atração (Figura 10), onde a paisagem do das serras, de campos limpos e do cerrado com árvores retorcidas toma conta. A dificuldade de uma trilha varia conforme o relato, sendo que ouvi amigos que fizeram o passeio anteriormente afirmarem que o trecho final é extremamente difícil, com pedras escorregadias; realizamos a trilha com bota, em época seca, e a dificuldade da trilha foi baixa. O Poço das Esmeraldas possui águas cristalinas, esverdeadas. As camadas pelíticas (sedimentos finos) da Formação São Miguel parecem aflorar (no linguajar geológico... quando uma rocha aparece por aí), onde são claras as gretas de contração... traduzindo: sabem aquelas imagens famosas do nordeste, onde o fundo de lagos, rios secos ficam todos craquelados? isso é uma greta de contração! e no registro geológico, isso também permanece. Vemos, portanto, gretas de contração bem antigas (Figura 12). Alimentação: É possível comprar lanches e brindes na recepção do local. O Café da Fazenda Volta da Serra e o Mel, também produzido no local, são bem gostosos. Valores: 25,00 R$ por pessoa. Após sairmos da Fazenda Volta da Serra, e antes de ir a vila de São Jorge, nos dirigimos ao mirante do Jardim de Maytrea (Figura 13). Localizada na própria GO-239, que liga Alto Paraíso a vila de São Jorge. Trata-se de uma vista super famosa da Chapada dos Veadeiros, é um passeio rápido mas que vale a pena, ainda mais ao final da tarde. Janta: Provavelmente no melhor restaurante da Vila de São Jorge, o Restaurante Buritis. Há a opção de comer massas, ao estilo Spoleto, com diversos ingredientes e podendo repetir o prato. Ou pedir pratos individuais, fartos, com arroz, feijão, e carnes. O preço é camarada, a comida é muito boa. Nota 10. Figura 8: Nós <3, Aia, do Conto de Aia, e o Vale da Lua Figura 9: Clastos em Paraconglomerado São Miguel, pronto a ser retrabalhado (novamente solto e carregado) pelo rio atual Figura 10: Trilha na Faz. Volta da Serra, sede da fazenda - Cachoeira do Cordovil Figura 11: Cachoeira do Cordovil, Fazenda Volta da Serra Figura 12: À esquerda gretas de contração em rochas do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica (1 a 1,6 bilhões de anos) que margeiam o Poço das Esmeraldas na Faz. Volta da Serra. À direita, apenas para exemplificação, gretas de contração atuais, em algum outro lugar do Brasil rsrsrs Figura 13: Jardim da Maytrea... não me pergunte o porquê do nome Informações Geológicas: Mapa Geológico (Folha Cavalcante), ao norte do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: http://www.cprm.gov.br/publique/media/geologia_basica/pgb/mapa_cavalcante.pdf Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Sítio SIGEP 096): http://sigep.cprm.gov.br/sitio096/sitio096.htm (clique em ver Capítulo Impresso) Vale da Lua (Sítio SIGEP 077), informações geológicas: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf Mapas Georreferenciados (Abrir no app Avenza Maps): -São Jorge-Alto Paraíso - Trilha Cach. Segredo - Avenza Maps -Alto Paraíso - Trilha Couros e Muralha - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1x2q2qU7a2QSbn_5dj8L-4UswVcQZDuGN/view?usp=sharing -São Jorge - Trilhas Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1coEOgUTiXCTxjkwilzZcSzdEXHyKu16w/view?usp=sharing -São Jorge-Alto Paraíso (Trilhas na região de vila de São Jorge e Alto Paraíso) - Fotos Aéreas - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1dJ_KsofUVhLlGA0AQmvnkNz_-6Lvag2M/view?usp=sharing -São Jorge-Alto Paraíso - Topografico - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1kGxgt1PY9Xf1aP-RA2udc1kAAgfTfIPR/view?usp=sharing -São Jorge-Alto Paraíso - Ruas - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/19LslnGKD5ncxiFxWQJkCLAlcA9lcbiMp/view?usp=sharing -Cavalcante (Trilhas na região de Cavalcante) - Ruas - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1yZYagn1-lUD4Yuu3-Gjh8WtdwZtMKfhW/view?usp=sharing
  5. 1 ponto
    Fala mochileiros desse mundão maravilhoso! Inicialmente, gostaria de agradecer a diversos relatos que li e aos grupos de whatsapp que estou, todos vocês ajudaram demais para essa viagem foda! Agora aqui estou eu, tentando passar um pouco da minha experiência para quem ainda vai, e posso dizer uma coisa: PESSOAL, SÓ VAI! Foram 23 dias viajando entre Bolívia, Chile e Peru, dias de muita aventura, emoções, perrengues e fome, muita fomeeee hahahahahah Conheci pessoas incríveis, culturas novas e sem dúvidas, voltei uma pessoa melhor de todos lugares que passei. Só de lembrar abro um sorriso largo, foi louco demais hahaha Já antecipo que gastei no total da viagem R$ 5350,00. Sendo U$ 500,00 + R$ 2000,00 + R$ 1100,00 (Avião SP x SCLS (Gol)) + R$ 250,00 (SCLS x Sucre (Amaszonas)) Preparativo: 8 - camisetas 1 - camiseta manga longa 1 - segunda pele 1 - jaqueta 1 - calça jeans (era bem de boa o tecido, por isso foi sussa) 1 - calça de trekking 1 - calça segunda pele 2 - shorts 5 - pares de meias 1- perfume 1 - luva 2 - toucas 1 - pacote de lenço umidecido 1 - protetor 1 - protetor labial 1 - sabonete 1 - shampoo 1 - escova de dente + pasta 1 - manteiga de cacau 1 - bota de trekking 1 - tênis mais confortável 9 - cuecas 1 - óculos de sol 1 - mochila de ataque 1 - caixa de barra de cereal 1 - doleira 1 - power bank 1 - adaptador universal (https://www.americanas.com.br/produto/9548884/adaptador-universal-de-tomada-padrao-internacional-eua-europa?opn=YSMESP&loja=30806668000191&epar=bp_pl_00_go_pla_casaeconst_geral_gmv&WT.srch=1&acc=e789ea56094489dffd798f86ff51c7a9&i=5b5bdd50eec3dfb1f8f3adeb&o=564f4ada6ed24cafb56419e2&gclid=EAIaIQobChMI58K9q_O54wIVCAaRCh0U7gcNEAQYAyABEgK9UPD_BwE) 1 - seguro viagem (isso é super necessário, não deixem de levar, paguei R$ 114,00 Allianz Travel, peguei uma promoção na Black Friday) 1 - carteirinha internacional de vacinação (não foi pedido em nenhum momento, mas é bom levar também, assim evitamos dores de cabeça) 1 - cartão de crédito internacional 1 - Mochilão 50L (https://www.decathlon.com.br/mochila-de-trekking-forclaz-50-litros-quechua/p?idsku=10178&utm_source=google&utm_medium=roi-smart&utm_campaign=20190528-roi-calda_longa-ecommerce-brasil-all_ages-fem_masc&gclid=EAIaIQobChMI1r3Xv66w4wIVgQyRCh0YjgFmEAQYAiABEgL8H_D_BwE) Adicionais: 1 - Câmera de ação (eu gostei bastante do resultado, perguntei para as pessoas antes, olhei vídeos no youtube, valeu a pena!) https://www.submarino.com.br/produto/31603267/camera-de-acao-sjcam-sj6-legend-touch-screen-4k-16mp-wifi-cor-preta?pfm_carac=sjcam sj6 legend&pfm_index=0&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page &sellerId Infos: 1 - Qual moeda levar? Eu sinceramente acho que depende do valor do dolar, de um tempo para cá, estamos passando por cotações muito altas, então acho que vale sim levar real. 2 - Altitude > Não cheguei a passar mal em nenhum lugar, mas realmente as vezes dá uma dor de cabeça, nada que a folha de coca não ajude, o único lugar que mais senti, que mesmo parado era difícil, foi em La Paz, não sei o que tem naquele lugar hahaha, já havia passado por lugares mais alto durante a viagem, mas lá eu percebi bem diferente, mas foi de boas. 3 - Frio > Meuuuu Deeeeus, peguei bastante na Bolívia, nos demais lugares até que era suportável (como boas roupas haha), mas na Bolívia foi tenso rs, perguntei para o motorista que estava conosco em Uyuni, ele disse que nos próximos 2 meses, a temperatura cairia para uns -20ºC ..sem condições hahahahha, não tem Brasileiro que aguente hahahahahaha 4 - Internet > Eu não fiz questão de comprar chip nenhum, mas um Brasileiro que esteve comigo comprou e muitas vezes tinha sinal bom. Eu usava apenas wifi em hostel e restaurantes, as vezes é bom ficar sem esse tipo de coisa, te faz lembrar que não precisa disso, penso assim haha Roteiro (23 dias) 04/05 - SP - Santa Cruz - Sucre 05/05 - Sucre / Uyuni 06/05 - Uyuni 07/05 - Uyuni / Atacama 08/05 - Atacama / Arica (viagem noturna) 09/05 - Tacna / Arequipa / Ica (viajando) 10/05 - Ica (Huacachina) - Lima 11/05 - Lima / Huaraz (durante o dia) 12/05 - Huaraz 13/05 - Huaraz (descanso) x Lima 14/05 - Lima / Cusco (24h viajando) 15/05 - Cusco 16/05 - Montanha sete cores 17/05 - Hidrelétrica (Águas Calientes) 18/05 - Machu Picchu / Hidrelétrica 19/05 - Descanso / Puno 20/05 - Puno / Copacabana 21/05 - Copacabana / La Paz 22/05 - La Paz 23/05 - Downhill (La Paz) 24/05 - Chacaltaya / Valle de La Luna 25/05 - La Paz / Santa Cruz 26/05 - De volta pra minha terra 1º dia (04/05) - SP - Santa Cruz - Sucre Já passavam da 1h quando fui dormir, estava nervoso que só haha, pouco fechei os olhos, coloquei o cel pra despertar umas 4x pra não ter perigo kkkkkk Levantei às 03h30, tomei café já pra evitar gastos logo cedo, fui para Congonhas e depois para Guarulhos (bus gratuito). Chegando lá já estava naquele clima né, nervoso, mas super feliz. Gosto de aeroportos, nunca vi ninguém triste naquele lugar, pessoas viajando, as vezes a trabalho, férias, curtição, é muito bom! Olhem ai minhas companhias nos próximos dias. Pessoal, eu estava de FÉÉÉÉRIAS!!! Só eu sei o quanto esperei por aquele momento. Eu iria fazer essa trip em Março, já estava tudo certo, passagens compradas, tudo certo mesmo, só faltavam 10 dias para o famoso e espero 'até logo Brasil', mas pessoal do trabalho veio pedir para eu tirar férias depois, e a essa altura quebraram minha animação, não fui obrigado a nada, mas falei para eles que teriam que pagar as despesas de remarcação, eles aceitaram, então fui em Maio. O bom de ter ido em Maio, é que não peguei chuva, no entanto, sabia que não iria pegar o Uyuni alagado, ok né, estava com o pensamento de: São coisas para o bem, tudo tem seu motivo. Voltando a Maio rs Meu voo estava marcado para 10h15, com previsão de chegada às 12h15 (Na Bolívia, e lembrando que é 1h a menos que o Brasil). Eu não sei vocês, mas amo voar, é uma sensação de liberdade e isso me fascina. Durante o voo o pessoal do serviço de bordo entregam o papel para entrada no país, o preenchimento é tranquilo. E ao passar pela imigração foi tranquilo também. Dica importante: Guardem todos os papéis que receberem nos aeroportos! Chegando em Santa Cruz, fui procurar uma casa de câmbio pois no aeroporto de Sucre não tem, e tinha que pegar o táxi até a rodoviária. O voo estava marcado para 17h15, então fiquei andando pra lá e pra cá hahah, até que conheci um Brasileiro que estava no mesmo voo que eu, mas pouco falamos, foi coisa rápida mesmo. Ok, hora de embarcar para Sucre, o avião parece um teco teco, acho que tem uns 30 lugares hehe. Duração do voo 1h, super de boas. Ao chegar em Sucre, nota-se a queda de temperatura assim que deixa o avião, fui pegar o táxi e naquele momento já tinha encontrar o Brasileiro de novo (Rafael), dividimos o valor 30bols para cada. Mas até 3 pessoas podiam ir, então vale para compensar ainda mais o valor. Olhem ai o teco teco haha Chegando na rodoviária de Sucre, você já encontra aqueles mochileiros do mundo todo, geral roots haha, fui comprar a passagem de bus, pois o Rafael já havia comprado. Paguei 70bols, com saída do bus às 20h30. Tudo até então, eu tinha água que trouxe no mochilão haha, e barras de cereais, partiu Uyuni. Ao entrar no bus, até um cachorro foi de baixo do pé de uma mulher, isso, um cachorro kkkkkkkkkk e eu estava achando aquilo demais, por que o cachorro era grande hahaha A noite foi fria, o motorista parou no meio do caminho para irmos ao banheiro, era umas 00h00, minha nossa sra. que frioooo hahaha, mas valeu a pena sair, pois a noite estava toda estrelada, coisa linda demais! Gastos do dia: Cotação no aeroporto de Santa Cruz de dólar para Bols $ 6,68 (bem bosta, mas ok rs) Gastei U$ 20,00 Pessoal, logo tento continuar, abraços.
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    Resolvi escrever este relato pois não vi muitos parecidos. A minha viagem foi sozinho, sem alugar carro (mas alugando bicicleta e pegando caronas) e sem fechar nada com agências antes de ir, em abril de 2019. Essa parte é importante: não precisa fechar nada com agência antes. Pois bem, antes de ir, pedi orçamentos para várias agências que achara na internet e o que eles me mandaram me espantou, era tudo extremamente caro! Coisas como: Circuito das Cachoeiras por R$220 + R$180 do transporte; R$320 o trecho Cuiabá-Chapada (sendo que o ônibus urbano custa R$18), queriam cobrar até por passeio no parque que é de graça! Não tive coragem de reservar nada antes, até viajei desanimado para resolver tudo na cidade. Felizmente, tudo deu certo e saiu bem mais barato do que se tivesse fechado com agência. Chegando ao aeroporto, que fica em Várzea Grande, peguei Uber até a rodoviária de Cuiabá, R$25. Na rodo, peguei um bus urbano da CMT (tem da Rubi tbm) por R$18 até a Chapada dos Guimarães (este é o nome do município, não é só do parque ou da região). Os ônibus saem a cada 1:30h. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães fica antes da cidade com mesmo nome e desci lá, onde conheci três cachoeiras sem precisar de guia e sem pagar: Véu da Noiva (só mirante), dos Namorados e Cachoeirinha. A água estava barrenta, mas o poço era bom para banho e as quedas eram altas. Anda-se bem pouco para cada uma delas. Minha intenção era ir para cachoeira da Salgadeira, dali são 6km, mas achei arriscado andar pela estrada sem acostamento. Fiquei esperando o ônibus, pedi algumas caronas e quem acabou parando foi uma família que parou sem eu pedir, eles também estavam saindo do parque e haviam me visto lá. Pelo que percebi, pedir carona é comum lá, pois o parque fica a 12km da cidade. Fui pro hostel, onde me indicaram a guia Camila (65-996110587), entrei em contato com ela e com outras dos sites: http://www.chapadamt.com.br/guiasdeturismo.asp http://www.ecobooking.com.br/Relacao_guias_autorizados.php?XXtrE=v3vbnqw03mgj17ydlzef Isso foi bom, os preços direto com os guias eram MUITO mais baratos, inclusive se precisasse de transporte. Fiquei no Hostel Chapada, R$50 por noite, bem localizado, perto da praça. No dia seguinte, resolvi alugar uma bike na Bike e Cia, por R$30 o dia, para ir a cachoeira do Marimbondo e da Geladeira, que ficam próximas uma da outra e cerca de 15km, ida e volta, do centro. Pra ir foi tranquilo. Na cachoeira do Marimbondo, paga-se R$10 para entrar e anda bem pouco, uns 300 metros. Cachoeira larga, com um poço raso, mas gostosa. Fiquei 1h e fui pra da Geladeira, 1km dali, paga-se mais R$10 e anda uns 600m. É a cachoeira mais bonita que fui na chapada: água verde, queda gostosa, poço bom para banho. Fiquei um tempo. Pensei em ir até a Cachoeira Rica, mas descobri que, apesar do nome, não tem cachoeira! É só um vilarejo! Ainda bem que não fui, são uns 30km de lá. A volta foi um pouco cansativa mesmo nos pontos que não pareciam subida íngreme. Depois, ainda fui ao mirante Morro dos Ventos, tem uma bonita vista de campos e até uma cachoeira na lateral, entrada R$5. Rodei cerca de 20km de bike no total. Comi massa no Pomodori, muito boa (um pouco caro)! No 3º dia, peguei carona com um cara do hostel que havia alugado carro, aí baixou quinze reais no preço do passeio Circuito das Cachoeiras, no final, paguei R$85. Tinha agência cobrando R$220 pelo passeio mais R$180 pelo transporte! Transporte que era de apenas 12km! Este passeio, Circuito das Cachoeiras, ocorre no Parque Nacional (cuja entrada não é paga), mas só pode ser feita com guia. Consiste em 8km passando por várias cachoeiras (eles falam 7, mas acho que não...). A melhor é a última: das Andorinhas, super alta e bom poço pra banho. Vale a pena! Depois, ainda deu tempo de ir até a Salgadeira (R$15 por carro) de carona, esse lugar passou por uma demorada reforma e manipularam até a cachoeira concretando a parede dela. Comi pizza na Marguerita, muito boa, mas um pouco cara. Dia 4: no dia do Circuito das Cachoeiras, conheci um cara gente boa que também tinha alugado carro em Cuiabá. Aproveitei e fui junto com ele para a cachoeira da Martinha (R$10 o estacionamento). Neste caso, se não tivesse ido de carona, teria ido de ônibus urbano (o mesmo que sai de Cuiabá em direção a Campo Verde). Disseram que essa cachoeira é tipo um "piscinão de Ramos", farofada e tal, no dia que eu fui, sábado de manhã, estava bem vazio, mas parece quem muita gente faz churrasco lá, até porque é de graça. Cachoeira muito boa, grande, larga e super forte! Correnteza boa para boia-cross e para nadar. De lá, fomos para a cachoeira Jamacá (R$20 por pessoa), que no Glooglemaps aparece como Quilombo do Alemão. Esse alemão é o Mário, um naturalista que lutou pela demarcação do parque. A cachoeira é alta e forte com poço muito raso para nadar. Lugar bacana. Almoçamos, por volta das 14h, no restaurante Maná, comida bem simples, parece que o local nem abriu oficialmente. Esse dia terminou cedo. Jantei sozinho no Cavii, comi um ótimo hambúrguer com coalhada seca e pesto, entre outros. Domingo, último dia, fui até a bicicletaria e estava fechada. Resolvi ir a pé até a cachoeira gratuita do Nonhô (acho que é isso, se não, é Nhonhô), 5km, localizada próxima ao supermercado Pelé e a pastelaria Lhufas, entre a placa azul de "Bem-vindo" e um outdoor, a cerca está caída e tem uma trilha. Fui perguntando, perguntando e cheguei a trilha, desci até a cachoeira. É pequena e não muito alta, mas gostosa para se refrescar. Fiquei pouco tempo, pois queria ir até a cachoeira da Tartaruga. Na estrada, pedi carona e o segundo carro que passou parou prontamente. Ele passou pela bicicletaria, estava aberta (no domingo, ele abre quando liga pra ele), então resolvi descer. Mais R$30 pelo aluguel, andei 3,5km até a porteira do sítio (tem no Googlemaps), tive que passar a bike por cima e andar mais uns 3km. Obs: muitos guias me falaram que tem cachoeira em propriedade particular, mas pode pular a porteira, a cerca e ir tranquilamente, esta era uma delas. A cachoeira da Tartaruga fica quase no final da estrada de terra, quando começa o gramado, à direita. A cachoeira é alta, com pouco volume de água, poço bom para banho. Ainda deu tempo de comer no Trapiche Regionalíssimo, por kg, cerca de R$54, comida muito gostosa. Peguei bus para Cuiabá. De lá, peguei Uber para o aeroporto. A região tem muitas cachoeiras e muitas nem podem ser visitadas. Acredito também que algumas sejam pequenas e simples. Algumas que não precisam de guia e fiquei sem conhecer: do Segredo, da Bailarina, do Índio, Águas do Cerrados (trekking). Outros passeios que precisam de guia (mas não feche com agências antes, fale direto com os guias): São Jerônimo, Vale do Rio Claro, Cidade de Pedras, Águas do Cerrado, caverna Aroe-Jari. Se quiser ir para Nobres (bate e volta), aí tem que fechar com alguma agência, parece que custa R$250, ou se informar com guias.
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    Olá Mochileiros! Irei em agosto para o Chile e uma das minhas tantas dúvidas era quanto me custaria estar por lá durante uma semana. Para tanto fiz um esboço de roteiro que irá contemplar uma diversidade de atividades, que serão alteradas ainda devido à proximidade da viagem, clima na semana e disponibilização do calendário do Campeonato Chileno de Futebol (pois quero ver um jogo). Todavia, segue o esboço de forma que outros viajantes tenham uma noção de preços, e o que fazer. Fico à disposição para discutir possibilidades, sanar dúvidas e ouvir sugestões. CRONOGRAMA CHILE-1.pdf
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    Preparativos A maioria dos brasileiros que escolhem a Colômbia como destino o faz devido as fotos incríveis de Cartagena ou de San Andres, que encontramos na internet. Talvez mais um ingrediente se adicione na motivação, devido ao sucesso das séries da Netflix sobre Pablo Escobar e El Chapo. No meu caso foi devido eu resolver fazer outra faculdade. Desta vez, Arquitetura e Urbanismo. Logo me veio a cabeça visitar Medellín, referência mundial em urbanismo. Viajar, principalmente para outro país é tão caro, que eu não poderia deixar de conhecer outras cidades. Sentei diante do computador e comecei a pesquisar. Certeza eram Medellín e Cartagena. San Andres nem fazia parte dos planos iniciais. Fontes de pesquisa foram o google e este site, além das comunidades no face. Encontrei também alguns grupos no WhatsApp que foram muito úteis. Comecei a monitorar os preços da passagem para Bogotá, que me pareceu a opção mais econômica, no começo de 2018. Finalmente comprei a passagem em meados de março pela Latam por 1400,00 mais 5mil pontos multiplus. A viagem seria dia 6 de junho com retorno dia 27. O roteiro ficou definido assim: Bogotá (bate e volta para Zipaquirá), Medellín, (bate e volta para Guatapé), Cartagena, San Andres, Santa Marta (bate e volta para Minca) e Tayrona. Grana: Reservei 2400 dólares em espécie, mais 3mil reais transferidos pela WU. Sobraram 1700 dólares. Outras despesas eu tive ainda no Brasil com reserva de alguns hostels e passagens aéreas pela low cost Colombiana. Brasil - Bogotá Saí da minha cidade, na noite do dia 05, rumo ao Rio de Janeiro de ônibus - 250km. Cheguei ao Rio na manhã do dia 06 e peguei o frescão (ônibus com ar) para o Galeão. O Voo partiu do Rio às 11h da manhã. A partida de São Paulo foi às 14:50h e a chegada em Bogotá às 19:10h - considerando as duas horas a menos do fuso horário. Fiz câmbio no aeroporto onde troquei 100 dólares. Peguei um táxi no aeroporto por 35 mil até a candelária (bairro histórico). Fiz reserva pela internet no Tip Top Backpackers, na carrera 1, com calle 12c. Preço 20 mil por noite. Como eu estava sozinho em quarto com banheiro, pude escolher a melhor cama. Lá conheci um brasileiro que estava viajando no esquema de 10 dólares por dia kkkk. Foto: Bogotá dia 07/06/2018. La candelária é o bairro histórico de Bogotá, mas todos dizem não ser muito seguro à noite. Não tive problemas, mas as ruas a noite são realmente escuras e é preciso ficar esperto. Dia 07/06: Bate e volta para Zipaquirá (Catedral de Sal) Saí bem cedo rumo ao Terminal Salitre Norte. Peguei um Bimodal (ônibus articulado) e me informei sobre o melhor local para descer, o mais próximo do terminal. Precisei caminhar uns 20 minutos até lá. Dica: Baixei todos os mapas do google, para acessar offline. Vacilo: Não levei câmera fotográfica. Pensei que o celular seria suficiente. Mas esqueci que seria necessário consultar o mapa toda hora e a bateria não daria conta de, além disso, fazer as fotos da viagem. No terminal, basta se informar sobre empresas que oferecem translado para Zipaquirá. Paguei 10mil. No caminho o ônibus vai pegando outros passageiros, mas ele mal para para o embarque. O trocador vai dependurado na porta, que fica aberta, gritando o destino sempre que vê alguém parado no caminho. Em Zipa desci na chegada da cidade. Avise ao trocador que pretende visitar a catedral que ele te indicará o melhor local para desembarcar, mas o ônibus nem para direito. Prepare-se para saltar, kkkkkk. Caminhei uns 15 minutos até o parque. Acho que foram 25 mil para entrar. Você recebe um aparelho com áudio gravado, no idioma que preferir, para que possa compreender o que significa cada local da visitação. A catedral foi esculpida em uma antiga mina subterrânea de sal. A via Crucis é representada por altares esculpidos pelo caminho, a medida que se adentra a mina. Foto: Via crucis - Catedaral de Sal - Zipaquirá Algumas surpresas visuais se apresentam diante de seus olhos e o que mais surpreende é a imensa nave com 16 metros de altura bem no fundo da mina. Também chama a atenção o comércio lá embaixo. Há de lanchonetes a lojas de artesanato e outras que até vendem esmeraldas. Foto: Nave da Catedaral de Sal - Zipaquirá Foto: Escultura de sal - Catedaral de Sal - Zipaquirá Lá dentro não se percebe o tempo passar e quando me dei conta já passava da hora de voltar para Bogotá, pois queria evitar de chegar a noite. Peguei um táxi que me deixou numa esquina da cidade por onde passava o ônibus para Bogotá. Não foi difícil identificar o ônibus, pois o trocador veio pendurado na porta e gritando o destino. Quando sinalizei, ele saltou do ônibus, e praticamente me empurrou lá pra dentro com o mesmo ainda em movimento kkkkk. Cheguei em Bogotá no final da tarde e parti para o ponto de ônibus, que fica a 20 minutos de caminhada do Terminal. Foi preciso consultar o mapa no celular que estava quase descarregado. peguei o bimodal e saltei na estação do museu. Eu deveria ter saltado uma estação adiante. Me guiei pela torre do edifício da primeira foto que postei, pois através dele eu conseguia me localizar. Caminhei de volta ao hostel e o celular estava sem carga. Estava escuro, e fiquei atento, sempre de olho em alguma rota de fuga kkkk. Passei em frente ao meu hostel mas nem percebi. Continuei caminhando até encontrar um guarda que segurava um pastor alemão. Pedi ajuda e ele me levou até o hostel. Bastou dar meia volta e caminhar uns 200 metros kkkkkk. Dia 08/06: Museus Acordei cedo e fomos para o museu nacional, eu e o brasileiro que estava neste hostel. Para o alívio dele a entrada foi barata, 2 mil, afinal ele não podia começar o dia causando um rombo no seu orçamento de 10 dólares/dia. Do museu nacional fomos para o museu Botero. A entrada é gratuita, outro alívio para o cara. Este museu é incrível e é quase impossível não sorrir a cada pintura ou escultura do artista. Foto: Museu Botero - Bogotá, Colômbia Ficamos neste museu até a hora do almoço. Há um restaurante lá dentro que me pareceu uma boa opção, mas pelo preço, não era a melhor opção para o meu amigo. Descemos a rua e ele escolheu um restaurante que servia Bandeja Paisa - o prato mais tradicional do país. Só que ele esqueceu de perguntar o preço e ri muito quando veio a conta. 25 mil kkkkk. Foto: Bandeja Paisa Depois do almoço, perambulei pela Candelária para conhecer o bairro. Fui até uma loja da Western Union e saquei metade da grana que havia enviado do Brasil. Por volta das 17h peguei um táxi (7 mil) e fui para o funicular. Dica: Táxi na Colômbia é barato, conforme relatarei mais adiante. Mas procure por taxistas com taxímetro (táxis amarelos). Esta carrera (corrida) de 7 mil custaria bem menos pela tabela. Meu destino era o Montserrate. Naquele horário, só havia a opção de subir pelo metrocable - 20mil. Vale a pena ver o por do sol lá de cima. Visual insano. Foto: Vista do alto do Monserrate - Bogotá Colômbia. Quando voltei, no dia anterior de Zipaquirá, no Terminal Salitre Norte, comprei passagem de ônibus para Medellín. Paguei 70 mil. A viagem seria às 23h, portanto era hora de voltar para o hostel e preparar tudo para partir. Foram só dois dias em Bogotá. Só me arrependi de não ter tido tempo de visitar o museu do ouro e o Andres Carne de Res (www.andrescarnederes.com/andres-dc) Partindo para Medellín: Programei viajar a noite para chegar em Medellín pela manhã do dia 9. Desse modo economizei na hospedagem, pois dormi no ônibus. A companhia foi a Brasilia. O ônibus era bom e foram 10h de viagem. Dia 09: A incrível Medellín Pesquisei o mapa offline que baixei para descobrir como deslocar do Terminal Norte (terminal rodoviário) até o bairro Poblado (bairro nobre de Medellín onde ficam os principais hostels e baladas). O terminal é interligado à estação de metrô Caribe. Me informei sobre qual lado da estação deveria esperar pelo trem para a estação Poblado. O metrô de superfície é super funcional e barato. Não se aguarda nem 5 minutos e o trem já aparece. Parti para a estação Poblado e de lá caminhei bairro a dentro subindo a calle 10. Não havia reservado hostel e pensei em ficar no Happy Buddah na Carrera 35, mas estava tão cansado, e com uma cargueira nas costas, que entrei no primeiro hostel que encontrei - Casa 10 na Calle 10 no Poblado. É um hostel mais tranquilo para quem não quer escutar a barulheira do bairro. Diária foi 35 mil. Lancei uma mensagem no grupo de brasileiros em Medellín no WhatsApp, dizendo que estava na área. Duas pessoas responderam e combinamos o encontro ali na muvuca do bairro. Encostei minhas coisas num canto do quarto (estava sozinho) e fui conhecer o bairro. Dica: El Poblado é o melhor lugar para se hospedar em Medellín. O bairro mistura boemia, hostels e edifícios da classe alta. Visite o supermercado Éxito, próximo a Samart Fit, na calle 10. Ali fiz compras de frutas, biscoitos e sucos que deixei na cozinha do hostel. Lá é possível até fazer câmbio, ou mesmo comprar roupas da Levis. Anoiteceu e parti para rua. São quarteirões de muita gente. Bares com baladinhas, um diferente do outro e muita gente circulando entre eles. Aguardei no ponto marcado pelos novos amigos: Juliana, uma brasileira que mora lá e o Fábio, que estava de turista assim como eu. Foto: Eu, Juliana e Fábio, no Poblado em Medellín. Noite em Poblado. O primeiro a chegar foi o Fábio, gente finíssima. O cara tinha quase dois metros de altura. Fomos encontrar a Juliana em um bar próximo ao Burger King. Ali tinha a cerveja mais barata que encontramos, 5 mil cops a longneck. Como boa cicerone a Juliana começou a nos apresentar alguns bares. Impossível conhecer todos, a não ser que reserve uma semana para um tour etílico. Todos os bares tinham muitas luzes e cores, e vários deles com Djs e turistas misturados com os locais. Nada por ali é barato. Mas dá pra curtir de boa, pois na maioria deles a entrada é gratuita, apesar de ter segurança controlando a entrada de pessoas, se tiver cara de turista o passe é livre, mesmo que o lugar já esteja com a lotação máxima. Você pode escolher se sentar em alguns bares, curtir as baladinhas de outros, ficar circulando pelas ruas ou descansar em algum bar tipo lounge. Tem para todos os gostos. Preferimos circular. Entramos em um bar que mais parecia uma casa velha adaptada. Controle na entrada mas passamos de boa. Estava cheio e a Juliana apontou para os fundos, então seguimos em frente. Nos deparamos com uma escada que levava ao porão da casa. Descemos e encontramos isso: Foto: Bar com baladinha na piscina de bolinhas, Poblado em Medellín. O Dj tocava regaton no talo, o povo pulava na piscina de bolinhas e só saia para encher o copo. Tinha umas mesinhas, mas o espaço era apertado para tanta gente. Dalí fomos para outro bar super lotado. Na TV rolava UFC ao vivo. Seguimos em frente e outro bar balada, lotado também. Vez ou outra voltávamos para o bar próximo ao Burger King para aproveitar a cerveja de 5 contos kkkkk. Bateu o cansaço e subimos para um bar lounge com tema de caverna. A escadas já pareciam a entrada de uma caverna. No terraço fiquei de cara com a decoração insana. Galhos de árvores com musgos, cascata de gelo, fogueiras etc. Foto: Bar lounge no terraço, Poblado em Medellín. Este é um bar mais para casal ou para bater papo com os amigos, pois na rua o som ensurdeci qualquer um. Os bares ficam competindo quem toca o regaton mais alto, então para nós três foi ótimo. Pedimos cerveja da BBQ, fabricada por uma cervejaria artesanal. A minha cerveja estava quente, então pedi para trocar, mas a moça trouxe gelo kkkkk. Dia 10: Medellin vista de cima Acordei cedo. Estava cheio de planos. Pretendia visitar o parque Arví pela manha, o parque Explorer e o Jardim Botânico a tarde. Fui a pé para a estação de metrô Poblado e segui até a estação Acevedo. Dali peguei o metro cable para estação Santo Domingo onde conheci mais um bando de brasileiros que eu viria a reencontrar em San Andres dias depois. A melhor vista de Medellin se tem nesse trajeto. Imperdível. Foto: Metrocalbe da estação Santo Domingo, Medellín. Na estação Santo Domingo é preciso pegar outro metrocable rumo a parque Arví. Fazendo uma comparação é como se pegasse um bondinho na Tijuca, no Rio de Janeiro até o meio do Parque Nacional da Tijuca. No parque Arví tem várias trilhas e vc pode alugar uma bicicleta. Na entrada do parque tem uma feira com artesanato, comidas típicas e café colombiano. Segui para um lugar que eles chamam de Piedras Brancas. Foram 3 km de caminhada, passando por uma pequena trilha no meio da mata, mas a maior parte da caminhada foi pela carrera 42, uma estrada asfaltado que atravessa a mata. Em Piedras Brancas não vi nada demais. Há belos jardins, algumas trilhas e uma grande lagoa. Me pareceu um lugar para famílias fazerem piquenique. Foto: Piedras Blancas no parque Arvi, em Medellín. Percebi que se não saísse logo dali não conseguiria visitar o parque explora e o jardim botânico, então caminhei de volta até a portaria e peguei o metrocable de volta a estação Santo Domingo. Deu ruim quando cheguei na estação pois dali pra frente o bondinho estava parado para manutenção. Já era meio da tarde e percebi que o resto da minha programação havia furado. Então resolvi conhecer a biblioteca Santo domingo que fica perto da estação. São três prédios em forma de monolito cravados na beira do morro, mas estava fechado para reforma 😪. Voltei, e em uma rua próxima à estação, vi duas gringas e mais um cara esperando um táxi. Havíamos descido juntos o bondinho vindo do parque Arvi, então perguntei para onde iam. Poblado responderam, e me ofereci para dividirmos o táxi. Andar de táxi em Medellín é por sua conta e risco. Quando o cara acelerou descendo as ladeiras, atropelando os quebra molas e ignorando os semáforos, percebi as gringas apertando firme qualquer coisa em que pudessem se segurar. Começamos a rir pela maneira insana que o cara dirigia. Parecia que ia tirar a mãe da forca kkkkk, e nessa hora dei valor ao meu seguro viagem kkkk. Acho que foram mais de 10km até o Poblado só que em poucos minutos. Chegamos vivos, mas já era tarde e não foi possível visitar o Explora e o Jardim Botânico. Voltei ao hostel, anoiteceu e repeti a noitada no bairro. Dia 11/06: Guatapé. Você precisa conhecer Quando cheguei em Medellín, ainda no terminal Salitre, pesquisei por empresas que ofereciam passagem para Guatapé. Há vários horários de duas empresas, mas a viagem é longa (mais ou menos 70km), cerca de duas horas, então como eu pretendia fazer um bate e volta optei por ir cedo. Peguei o ônibus das 8 por 10 mil a passagem. Pedi para descer na começo da estrada que leva à pedra do penol. Alí há vários tucs, tucs que te levam até o pé da montanha ou para a cidadezinha de Guatapé, mas cobram caro - 13 mil por pessoa para a cidadezinha e 5 mil até a pedra. Resolvi ir a pé. São apenas 400 metros de caminhada até o pé da montanha subindo uma ladeira. Depois você paga 20 mil para pagar seus pecados subindo os 700 degraus até o topo. A escada é apertada e como eu estava num ritmo mais acelerado ficava complicado passar pelas pessoas mais lentas. Pelo menos a descida é por outra escada ainda mais incrustada na fenda da pedra. Após dois terços de subida há um mirante onde pode-se descansar um pouco, mas eu o ignorei e segui em frente. Finalmente alcancei o topo. Lá em cima há lanchonetes, banheiros e vários mirantes com vista para a represa. Dizem que são centenas de ilhas e realmente a vista da represa impressiona, mas não chega a ser a vista mais bonita do mundo como eles dizem. Será que já foram ao pão de açúcar? Foto: Pedra do Penol, em Guatapé. Foto: Vista da represa do alto da pedra, em Guatapé. No pé da montanha há um forte comércio de quinquilharias, souvenirs, artesanato e restaurantes. Deste ponto você tem duas opções. Voltar para Medellín ou ir para a cidadezinha de Guatapé. Se preferir voltar para Medellín tem uma budega por ali que vende passagem, ou simplesmente retorne pelo mesmo caminho até a estrada. Daí basta aguardar o primeiro ônibus que passar. Mas a melhor opção é ir conhecer Guatapé. Do alto da montanha avistei a cidade e no olhômetro medi uns 3 a 4 km. Então no espírito mochileiro, resolvi meter o pé na estrada e economizar uns trocados. Caminhei a passos largos. Vez ou outra era preciso caminhar pela estrada, pois não havia canteiro para passar. Ignorei aqueles tucs tucs que me ofereciam carona ($$$) e rapidinho cheguei na pequena cidade. Foto: Guatape Guatapé parece uma cidade de boneca. As ruas são estreitas, as casas são coloridas, os postes são baixinhos e quase não há transito. Pelo menos nessa parte mais histórica da cidade. Parece uma cidade cenográfica. As casinhas possuem um barrado com mosaicos em relevo que parecem ter algum significado muito além de simples desenhos. São chamado de zócalos. A cidade renasceu após a primeira ter sido alagada pela represa, então foi possível desenhá-la de modo tão encantador, que atrai turistas do mundo inteiro. Foto: Guatape Outra característica são as floreiras penduradas nas fachadas, ruas de pedra e barraquinhas de artesanato. Aliás é um bom lugar para comprar aquelas bolsas coloridas da Colômbia. Eu não poderia voltar para o Brasil sem pelo duas delas, pois duas amigas minhas se juntariam para me esgoelar se retornasse sem os presentes.. kkkk. Foto: Guatapee As margens do lago são oferecidas várias atividades aquáticas e em algum lugar ouvi dizer que há uma tirolesa. O centrinho da cidade é onde os ambulantes se concentram. Há restaurantes, hostels e muita gente circulando. O prédio da prefeitura chama a atenção por ser tão singelo. Foto: Prefeitura de Guatape. Foto: Centrinho de Guatape. Vale a pena passar o dia, ou até um final de semana em Guatapé. Não sei se há o que fazer a noite, mas durante o dia ninguém ficará entediado. Foto: Guatape. Almocei e paguei só 10 mil com direito a suco. Comida simples, mas há opções para todos os bolsos. Para se Hospedar há dezenas de hostels ou hotéis. Os melhores hotéis ficam as margens da represa. Arrependimento foi de não ter passado a noite por lá para aproveitar melhor o dia e explorar todas as opções que a cidadezinha oferece. Como optei por um bate e volta, fui até terminal local comprar minha passagem de volta para Medellin. O terminal funciona improvisado em um bar na calle 32, às margens do lago. É facinho encontrar. Basta seguir à esquerda da igreja, na foto acima. Segue pela rua à esquerda até chegar na calle 32. São só alguns metros de caminhada. Se não me engano o bar se chama terminal, fica bem na esquina desta rua que citei com a calle 32. Voltando para Medellin, suspirei fundo e subi no micro ônibus. A vontade era de ficar, porém eu ainda tinha coisas pra fazer em Medellin e mesmo lá, os três dias eram pouco pro tanto que tinha pra conhecer. Cheguei no terminal de Medellin por volta das 16:30h. Peguei o metrô e parti para o terminal Universidad, mas cheguei tarde . Tanto o parque Explora quanto o Orquidário já não permitiam a entrada de mais ninguém. Então foto só pelo lado de fora. Foto: Parque Explora, Medellin Dica: Quem for a Medellin tente programar um dia para conhecer o parque Explora e o Orquidário. O parque Explora é repleto de atrações onde você pode passar horas aprendendo e se divertindo ao mesmo tempo. Uma mistura de brinquedos que mexem com a lei da física, tecnologias e experimentos científicos interativos. São quatro blocos recheados de diversão, além de contar com um viveiro e com o o maior aquário de água doce da América do Sul. Há também um planetário administrado pelo parque, mas este fica em outra praça em frente, o parque de Los Deseos. A entrada no parque é por volta de 27 mil. O orquidário também é imperdível, fica logo ao lado do Parque Explora. Perambulei pela região e aproveitei a muvuca que rola no calçadão do lado de fora do Parque. Ali tem muitas barraquinhas com comidas típicas e muita gente circulando. Parei para assistir uma roda de capoeira ao som de paranauê, paranauê paraná. kkkkk De volta ao hostel preparei as coisas para partir na manhã seguinte. Comprei passagem aérea pela Viva Colômbia direto para Cartagena, afinal a low cost colombiana é bem barata e vale a pena. Comprei ainda no Brasil através do edreams passagem aérea para Cartagena, San Andres e depois de Santa Marta para Bogotá. Nesta noite fiquei no hostel mesmo, apesar do Tinder ser tentador, pois nunca dei tanto like na vida quanto lá. kkkkk. Dica dois: Essa para os cuecas de plantão: Apesar de muitas meninas colombianas postarem fotos de lingerie, são todas conservadoras. São criadas para casar cedo, ter filhos e cuidar da casa, bem ao estilo brasileiro de décadas atrás. Então não pense que é festa. Logo abaixo da foto de lingerie vem a legenda... quero casar! kkkkk Dia 12/06 - Bye Bye Medellin, Cartagena me aguarda. Acordei cedo, peguei o metro rumo a estação Exposiciones. Desci da estação e subi a Calle 36 até a esquina com a Avenida El Poblado. Bem ali na esquina tem um ponto de ônibus para o Aeroporto da empresa Combuses. A passagem custa cerca de 10 mil. Chegando lá basta entrar no micro ônibus e aguardar a partida. A passagem será cobrada durante a viagem. A viagem dura cerca de 1h pois o aeroporto José María Córdova fica a mais de 40 km da cidade. Tem desses ônibus o dia todo partindo de Medellin para e aeroporto e vice e versa. Mais informações visite a página da empresa no facebook: www.facebook.com/Aeropuerto-combuses-712819882145813/ Meu voo foi por volta das 11h e a viagem durou cerca de 2h até Cartagena. Foto: Ponto de ônibus para o aeroporto perto do centro comercial San Diego, em Medellin. Em Cartagena deixei o aeroporto e resolvi, bem ao estilo mochileiro, caminhar 4km até a cidade amuralhada. Resolvi ir pela orla para ver o mar. As praias em Cartagena são completamente sem graça e a cor da água está longe de ser aquela que nos aguarda em San Andres. Além do uber e dos táxis há também os moto taxis que podem te levar do aeroporto até a cidade amuralhada. Cheguei na muralha, chequei o mapa no celular e localizei o meu hostel. El Viajero na Calle 38. Não confundir com o Hotel de mesmo nome em outra rua. No hostel fiquei em um quarto com 6 camas e banheiro privado. O staff é bem simpático e esse hostel tem uma vibe muito boa. Fui logo conhecendo duas brasileiras e mais tarde outro brasileiro que trabalhava no bar.Botei o pé na rua e logo descobri um supermercado Éxito ali perto...kkkkkk Foto: Cartagena A minha primeira impressão da cidade amuralhada é que ela é quente e abafada. Mais tarde pude perceber que a muralha barra o vento que passa por cima, portanto roupas leves e garrafinha de água são indispensáveis. A segunda impressão foi reparar na arquitetura espanhola colonial bem preservada, com as floreiras que escalam as fachadas das casas. Esta assinatura está presente em vários centros históricos de algumas cidades colombinas. Cenário para boas fotos para o Instagram não vão faltar. Mas sinceramente, quem já viu Guatapé, não se impressiona tanto com Cartagena. Foto: Cartagena Um ponto negativo, na minha opinião são os veículos transitando dentro da muralha. Devia ser proibido, embora os táxis sejam úteis depois de uma noite etílica. Pelo WhatsApp recebi uma mensagem do Fábio. O brasileiro que conheci em Medellin. Ele estava com outros dois brasileiros no Café del mar. Parti pra lá. Basta subir a calle 36 ou 35, rumo oeste. O cafe fica no forte da muralha. Chegando lá senti o vento, um alívio para o forno atrás dos muros. Foto: Café del mar - Cartagena. Conheci os outros dois caras, ambos do interior de São Paulo e com aquele sotaque típico. Os caras eram primos e muito comédia. Um, dono de um posto de gasolina e o outro, engenheiro agrônomo e fanho. Os caras costumam viajar juntos pra todo lado, sem falar inglês ou espanhol, só na cara de pau. Numa lanchonete um deles chegou a pedir pão de queijo para a atendente kkkkk. Como ela não entendeu, ele mandou um portunhol: pan de quêço. kkkkkkk. No final das contas ele apontou o dedo pra algo que mais era parecido com pão de queijo, e foi servido. Acho que era um puñoelo..kkkk. O Café del mar é o melhor lugar para passar o final da tarde e tomar umas brejas. Anoiteceu e voltei para o hostel. O Fábio passaria por lá mais tarde partiríamos para a Eivissa. A melhor balada de Cartagena que arrasta centenas de turistas para os 3 andares de festa. O point é o terraço. Foto: Cartagena No happy hour do bar do hostel teve música ao vivo. Entradas para a Eivissa, com direito a uma cerveja de cortesia estavam espalhadas pelas mesas para os hóspedes. Cortesia do hostel, na verdade cortesia da Eivissa. O Fábio apareceu fomos para o bar e depois a galera do hostel saiu junto para a balada. Foto: Terraço da Eivissa. A balada rola em um prédio com 3 andares de festa e um terraço com vista da cidade. Fica ao lado da praça do relógio perto do pub the clock. Estava lotado de gente do mundo todo. Duas meninas chamaram nossa atenção e chegamos gastando nosso portunhol... ? Hola como están; responderam em um bom e sonoro português. Duas brasileiras, nenhuma surpresa. Estava como umas cantadas em espanhol armadas, mas quebrou minhas pernas pois não tinha nada ensaiado em português kkkkk. Mais tarde as duas foram trocar selinho em um poste de poli dance para delírio dos gringos. Nem me lembro que horas sai de lá. Borracho (bêbado) atravessei a praça do relógio e fui abordado por algumas garotas de programa. Situação triste e engraçada por ali, como relatarei mais tarde. no final das contas, acho que encontrei o caminho do hostel, pois no dia seguinte acordei por lá. kkkk Dia 13/06 - Cartagena tem praia? Dia de praia. Como disse anteriormente Cartagena não possui nenhuma praia que valha muito a pena. Porém eu, o Fábio e os dois paulistas não queríamos ir em playa blanca - a praia mais próxima de Cartagena banhada pelo mar que mais se aproxima daquele de águas claras. A viagem dura mais de 1h e meia de carro. Há excursões todos os dias partindo da cidade amuralhada e várias agências espalhadas pelas ruas oferecem translado ida e volta. Então resolvemos arriscar uma praia mais próxima. Antes, passamos no supermercado Éxito - compramos cervejas, petiscos etc. Arrumamos uma sacola térmica que fornecem lá e compramos gelo. Partimos para a Playa Castilo grande no bairro Bocagrande. Dali alugamos um barco para nos levar a uma praia atrás da isla de tierra bomba. Porém como o mar estava um pouco agitado e com ventos fortes, mudamos de plano no meio da viagem e seguimos para uma praia mais próximo, na própria ilha, próxima ao hotel Tropica Inn. Alugamos um espaço com bancos de madeira e mesa, pedimos uma fritada de peixe e passamos a tarde ali. O Fábio alugou um jet para dar umas voltas por 125 mil. No final da tarde voltamos, comemos alguma coisa em bocagrande e pegamos um táxi. Os paulistas estavam hospedados em um hotel caro em bocagrande. Eles nunca haviam ouvido falar em hostel na vida kkkk. Quando contei como era o esquema, o cara, dono de um posto de gasolina, apontou o dedo para o primo e disse: Viu primo, "cê" me faz pagar caro em hotel cheio de "frufru" em vez de fazer reserva pra gente nesse tal de hostel. kkkkk. Então convidei os caras para irem ao El Viajero mais tarde para o happy hour. O Fábio desceu em Getsemani onde estava hospedado e eu segui para meu hostel. Foto: Praia na ilha A noite chegaram o Fábio e os dois paulistas. Fomos para o bar do hostel. Os caras ficaram admirados com as meninas bonitas, a galera interagindo e prometeram que dali em diante nada mais de hotel. Os caras até tentaram remarcar a viagem de volta, pois iriam embora no dia seguinte, e assim se hospedariam num hostel para curtir a experiência. Porém o prejuízo seria grande demais e desistiram. Foto: Na cidade amuralhada, durante a noite, algumas ruas não transmitem sensação de segurança. Partimos para rua depois de um tempo. Apesar de uma infinidade de baladas que poderíamos curtir naquela noite resolvemos ficar de boa com um programa mais light. Decidimos ir para o pub the clock. Foto: The clock pub - Eu, o Fábio, o paulista dono do posto e o agrônomo fanho. Bebemos chopp e pedimos uma porção de frango frito. As porções lá são gigantes. Foto: The Clock pub Saímos dali e paramos na praça do relógio. Sobre essa praça eu preciso falar. Ali é o principal ponto de prostituição de Cartagena. Muitas meninas, a maioria muito bonita e jovem, vindas de toda Colômbia marcam ponto ali. Era possível até perceber uma certa hierarquia, onde as mais antigas ficam sempre nos melhores lugares enquanto as novatas ficam atrás, nos cantos. O dono do posto, diabos, esqueci o nome dele, foi conversar com algumas meninas. Ele disse que tinha experiência com aquilo porque já foi cafetão kkkkkkkk. Foto: O paulista confraternizando com as garotas de programa kkkkk O cara é mesmo uma comédia. Deu selinho em um monte de garotas e segundo ele era amostra grátis kkkkk. Depois ele voltou e perguntou ao primo se ele havia feito fotos dele beijando geral. Fiz não primo. "Cê" num falou nada! - Seu jumento, agora como que eu vou provar pros amigos que eu peguei todas na Colômbia? kkkkk Dava dó de ver. Acho que é culpa do iphone. Muitas meninas tem fascínio por iphones. Lá na Colômbia, o jeito mais fácil delas conseguirem alcançar alguns sonhos de consumo é se prostituindo. Passaram duas garotas apressadas e olharam pra gente. O Fábio ficou maluco e partiu atrás delas. Fui no rastro. Os paulistas também vieram. Começamos a conversar. Muito simpáticas as garotas. Não dava pra entender como elas poderiam estar ali naquele lugar. Poderiam ser confundias com garotas de programa. Subimos para um bar num terraço; o papo vai papo e vem, eu de papo com uma e o Fábio de papo com outra, enquanto os primos ficavam só olhando. De repente o Fábio chega pra mim e fala na lata que descobriu que elas também eram garotas de programa, e nós ali inocentes kkkkkkkkkkkk. Saímos rápido do bar, decepcionados. Chegamos na praça e olhamos para a sacada. Os paulistas ocuparam nosso lugar e estavam de papo com as meninas kkkkkk. Passamos uma mensagem avisando da descoberta, mas acho que só foram ler quando chegaram no Brasil. Foto: Praça do relógio Dia 14/06 - Despedida de Cartagena No dia seguinte, enquanto os paulistas voavam de volta para o Brasil, o Fábio partiu para um passeio que ele havia comprado, para uma das dezenas de ilhas em torno de Cartagena. Eu fui bater perna pelas ruas da cidade amuralhada. Precisava fazer câmbio e sacar a última parcela da grana que havia enviado do Brasil pela Western Union. Fui na Giros y finanzas na Calle 35. Ali encontrei a melhor taxa. Foto: Câmbio e western union em Cartagena. Saquei cerca de 1,2 milhões de pesos colombianos e troquei uns 400 dólares. No resto do dia circulei pela cidade amuralhada fazendo fotos, visitei um museu com entrada franca e parei no Juan Valdez para um café. Foto: Cartagena Anoiteceu. O Fábio passou uma mensagem e combinamos de ir ao Hard Rock Café. Teria um showzinho de rock lá em comemoração ao aniversário da casa e a banda era realmente muito boa. Começou com uma versão rock de Take on me do A-ha e emendou uma do Jorney - Don't stop believin. Foto: Hard Rock Cafe O Fábio partiria para Barranquila no dia seguinte. Eu avisei que provavelmente ele não iria encontrar a Shakira, então que diabos ele faria lá? Por que não partir para San Andres? Ele respondeu que pesquisou a respeito e que Barranquila é muito bom para fazer compras e San Andres é um esquema mais para casal. kkkkkkkkkkkkkkk Depois eu conto o quanto ele estava equivocado. Dica: Cartagena é preciso apenas dois dias para conhecer toda cidade amuralhada. Ou um dia inteiro se dedicar seu tempo apenas pra isso. Cenário para fotos não irão faltar. Quem quiser conhecer o verdadeiro café colombiano esqueça a Juan Valdez que mais parece um mc donalds. Procure uma boa cafeteria com barista especializado. Uma pesquisa rápida na internet traz a experiência de vários viajantes a respeito. Outra opção durante o dia e partir para as belas ilhas ao redor de Cartagena. Basta procurar uma das várias agências de turismo espalhadas pela cidade amuralhada, ou no próprio hostel ou mesmo o hotel em que se hospedar, eles também costumam oferecer estes passeios. O Fábio que foi num desses, não curtiu tanto, porque o grupo do passeio que ele contratou, eram de pessoas idosas e ele ficou meio deslocado. Mas é a noite que o bicho pega. São infinitas opções e algumas até inusitadas como um ônibus balada. São oferecidos cuba com gelo enquanto músicos locais tocam ao vivo ritmos típicos colombiano. Tem o Mister Babila que é um restaurante com balada. Rola muito reggaeton e salsa e se der fome você vai estar no lugar certo. Outra boa opção é o O Café Havana onde rola muita salsa com músicos incríveis. Dia 15/06 - Partiu San Andres. Fiz checkout no hostel e eles chamaram um táxi pra mim. Não demorou muito e parti para o aeroporto. A carrera (corrida) custou uns 7mil. Era copa do mundo e de aeroporto em aeroporto fui assistindo alguns jogos. Nesse dia acho que o Uruguai estava jogando. As duas brasileiras que estavam no hostel iriam no mesmo voo. Cheguei em San Andres por volta das 14:00h. Paguei a taxa de entrada, uns 45 dollares, e fui a pé para o hostel. Fiz o mesmo esquema de Cartagena. Reservei pelo booking ainda no Brasil. Em San Andres o El Viajero é mais caro, paguei 60 mil por noite. Fui a pé do aeroporto até o hostel. Caminhei uns 800 metros no máximo. Cheguei no hostel praticamente ao mesmo tempo que as meninas que foram de táxi. Durante o checkin, as meninas foram abordadas por um cara que oferecia alguns passeios. Mais tarde descobri que ele era chileno e trabalhava ali no bar do hostel. Minha primeira impressão dele não foi boa e minha impressão só piorou com o passar dos dias. Fui para o quarto. Reservei um quarto misto com 8 camas e banheiro. Cheguei no quarto e não havia ninguém. Deixei minhas coisas lá e fui conhecer o centrinho da ilha. Foto: Cento de San Andres Antes de sair voltei a recepção e pedi para usar o cofre. Não há cofre individual neste hostel. O El Viajero de Cartagena tinha cofre individual dentro dos quartos, o que é muito útil. Porém prefiro quando há cofres individuais na recepção, pois além de câmeras, sempre há algum funcionário por ali oferecendo ainda mais segurança. No hostel Wild Rover em La Paz, o cofre individual fica na recepção e dentro dele há tomada para carregar celular - muito útil. No El Viajero em San Andres, sua grana fica num cofre único na recepção, onde apenas os funcionários tem acesso. Suas coisas vão dentro de um envelope identificado e conferem na hora quanta grana você está guardando. Te dão um recibo que você precisa apresentar toda vez que quer acessar o cofre. Se retirar alguma grana, eles te dão um novo recibo atualizado. Ainda sobre o quarto, as bicamas são de aço e possuem um ganchinho para pendurar roupas ou toalha. Há um compartimento em baixo das camas para colocar suas coisas e trancar com cadeado. Havia ar condicionado também. Abri o maps no celular e me localizei a partir do hostel. Escolhi a melhor rota e parti para o centro rumo a praia. Chegando no calçadão comecei a escutar sotaques do Brasil e minha impressão se confirmou ao chegar à praia. Parecia que eu estava no Brasil. Tinha brasileiros pra todos os lados. A praia Spratt Bight, além de ser a mais acessível na ilha, é também a mais bonita. Foto: Orla da praia Spratt Bight Depois de um tempo, voltei ao hostel e já tinha gente no quarto. Aos poucos foi chegando todo mundo que estava hospedado e outros novos que chegaram no mesmo dia que eu. O quarto era o 31 ou como dizem, habitacion 31. Éramos 7 brasileiros e uma colombiana. Duas meninas e um cara de São Paulo, um cara do Rio e outro de Búzios, um cara de fortaleza, eu de minas e uma menina de Medellin. Claro que ao longo dos dias, alguns foram embora mais cedo, outros chegaram, mas foi essa galera ai que fechou e nos tornamos amigos. Foto: amigos no quarto 31 e mais algumas pessoas do hostel. Faltam duas meninas que estavam no quarto. Começa o happy hour no bar do hostel. O Bar fica no terraço e o espaço não é tão grande, o que acaba favorecendo para conhecer mais gente. Reencontrei os brasucas que conheci no estação Santo Domingo em Medellin. No bar é ainda mais perceptível o domínios dos brasileiros na ilha. Gente de toda parte do país. Nesta noite o programa era encher a cara no bar do hostel e partir para a Cocoloco. Foto: Happy hour do hostel Partimos para a boate. Não me lembro quanta gente andava junto, mas no meio do grupo haviam um argentino e um chileno. O Argentino disse que conhecia o caminho, mas acredito que caminhamos o dobro até chegar lá. O chileno discordava das decisões do argentino e toda hora paravam para novamente discutir a rota. Se já era difícil entender o que o chileno falava, entender o sotaque porteño era impossível. Então quando recomeçavam a andar, todos seguíamos na mesma direção. Pausa para reabastecer. O chileno começou a tirar garrafas de tudo que é bebida de todo lugar, da sacola, do bolso, da cintura, apareceu até uma caixinha de suco pra fazer mistura...kkkkkkk Foto: O chileno e o argentino Segunda pausa para reabastecer. Passamos em frente uma casa onde rolava uma festa de aniversário. Perguntamos na "zueira" se vendiam bebidas e não demorou vieram com umas latas de cerveja. 5 mil cada kkkkkkk. Finalmente chegamos na Cocoloco - pelo caminho mais longo claro - bem em frente tem um boteco que é tão animado quanto a boate. Naquela noite mulheres não pagavam nada. Não me lembro quanto custou a entrada mas acho que era uns 20 mil e a cerveja - 13 mil uma corona. Por isso é importante já chegar chapado. A danceteria em si não é nada demais, paredes pretas que tira a noção de tamanho do espaço, acho que tinha um mezanino, uma pista lotada e um bar grande. A música predominante é o regaton. Como não sou muito chegado em baladinhas, durante minha estadia na ilha não voltei à Cocoloco, mas é praticamente a única coisa que se tem pra fazer durante as noites na ilha. Foto: Cocoloco - San Andres Foto: Gaúchas que conheci na Cocoloco - San Andres Dia 16/06 - Conhecer San Andres. Na véspera de partir para San Andres, contactei o Kramelo, um agente de passeios, cuja recomendação encontrei no grupo San Andres para Brasileiros no face. Esqueci de citar, mas por volta das 18h, no dia que cheguei, combinei com ele de passar no meu hostel para comprar alguns pacotes. Fechei apenas 3. Acuario e Johnny Cay por 40 mil, Parasail por 150 mil e snorkel por 60 mil. Acho que rolou um desconto, não me lembro mas paguei um pouco menos por tudo. Eu também queria Cayo bolivar, mas estava fechada para visitação e se bobear continua fechada até hoje. Ainda em Medellin eu havia contactado o David Guggenheim (super recomendo) para contratar um mergulho com cilindro. A principio, eu faria somente esses passeios, pois queria pelo menos um ou dois dias livres. Amanheceu, subi para o bar do hostel para o desayuno. O Café da manhã no hostel é muito bom. Sucos, café, leite, granola, iogurte, frios, frutas e pães. O primeiro passeio seria Acuario e Johnny Cay. Por volta das 9h eu deveria chegar ao ponto de partida, o porto dos pescadores na Avenida Colombia, próximo ao restaurante La Regata. Ali na areia há dezenas de comerciantes vendendo de tudo. Comprei uma capinha plástica para proteger o celular. ela permite mergulhar com o aparelho para fazer fotos, mas confesso que não tive coragem de testar. Usei apenas para proteger de respingos - 10 mil. Comprei também uma botinha, que é indicada para não se machucar nos corais - acho que uns 15 mil - usei só uma vez. Outra compra foi de um snorkel de plástico para fazer flutuação no acuario - 20 mil. Aguardei no local marcado, junto com outros turistas pela partida da lancha. Conheci mais um casal de brasileiros que eu viria reencontrar no passeio do Parasail. A lancha é perrengue total. Feita de fibra de vidro, desconfortável, muita gente e o desembarque pode ser tenso principalmente para idosos e crianças. Porém cumpre o objetivo de levar até as ilhas. Há outras opções para este passeio, me foi oferecido por 90 mil. Circula a ilha com paradas extras como West View e com buffet incluso, mas acho que a lancha é praticamente a mesma. A primeira parada foi em Johnny Cay, a bela ilha que dá pra ver da praia Spratt Bight. Lar de centenas de iguanas. Foto: Jhonny Cay Foto: Recepção na ilha pelas inofensivas iguanas Foto: Praia em Johnny Cay As iguanas são inofensivas e curiosas. Estão tão acostumadas com tanta gente que se você ficar parado elas costumam se aproximar, mas como qualquer animal, não se deve tocar nem alimentar. A praia é linda e a água incrivelmente transparente. A ilha é pequena e dá pra caminhar em volta em pouco tempo. Há algumas cabanas que servem petiscos, bebidas e almoço. Paguei 35mil por uma almoço honesto, mas nada demais. Em San Andres se come melhor pelo mesmo preço. Recomendo levar água, frutas e biscoitos para emergência, pois o passeio leva o dia todo. Por volta das 14h a lancha aguardava no porto improvisado para partirmos para o acuario. A viagem é rápida. O acuario, trata-se de um pequeno monte de areia, onde há um bar. Ali você pode alugar um armário para guardar suas coisas, mas havia uma alternativa mais barata. Um cara alugava uns sacos, que podiam ser compartilhados com outras pessoas. Você coloca suas coisas lá dentro do saco e o cara fica tomando conta..kkkk Compartilhei com outra turista e acho que ficou por uns 7 mil para cada. O Armário acho que era uns 20 mil. Peguei o snorkel e fui mergulhar em volta do areião. A profundidade varia de 1 a 3 metros no entorno e com sorte você vê algumas arraias por ali. Há uns caras que ficam jogando comida na água e acabam atraindo os peixes e arraias para os turistas, mas acho que deve rolar um troco pros caras. Do acuario dá pra ir caminhando até uma ilha próxima, mas não há nada demais lá além de um restaurante. Foto: Acuario com vista de outra ilha próximo. Partimos dali por volta das 16h. Quando se contrata o passeio há a opção de contratar junto o Mantarraya, algo que eu não queria, pois não acredito que as arraias se deixam pegar espontaneamente para os turistas fotografarem. Li um relato de turistas que dizem ter visto um dos guias esguicharem discretamente, algum liquido próximo delas enquanto eram atraídas com comida. Isso poderia deixá-las desnorteadas e dóceis. Mas fui surpreendido quando os caras da lancha resolveram oferecer esta opção durante a volta. Ofereceram como bônus, mediante uma gorjeta espontânea que nem todo mundo pagou, mas dei 5 mil, nem sei porque. A lancha parou em algum lugar onde o mar era raso e o guia mergulhou e logo voltou com uma arraia nas mãos. Duas ou três pessoas se animaram e pularam na água para fotografar. Deixei claro meu desinteresse não dando atenção ao show. Partimos dali para mais ao sul da ilha, para a região dos mangues. Isso também não estava previsto, mas neste caso tudo bem. Demos uma volta nos mangues (local que acho valer a pena conhecer a pé. Há trilhas com passarelas de madeira pelo meio da mangue. Não sei se a entrada é franca e nem se precisa de guia, mas vale a pena tentar ir por conta própria.) Voltamos ao porto, oportunidade para os caras pedirem mais uma gorjeta, desta vez ignorei e passei direto. Em frente ao hostel há um supermercado, onde comprei algumas coisas. Na cozinha do hostel você deve etiquetar com seu nome, as coisas que pretende armazenar na geladeira. A cozinha é completa e dá pra cozinhar lá, mas dependendo do horário ela é disputada e é preciso aguardar sua vez, caso não seja possível compartilhar o espaço. Preferi sair para comer. Descobri um monte de bares legais no entorno do Hotel Sunrise, apenas há 500m do hostel. Paguei uns 13 mil em um sanduíche em um boteco que escolhi. Depois de um tempo voltei para o hostel e fui curtir o happy hour com a galera. Dia 17/06 - Dia de Parasail e noite de festa O Parasail é um dos passeios mais caros, esperados e superestimados na minha opinião. Cheguei ao porto e reencontrei o casal de brasileiros do passeio do dia anterior. Conheci também uma brasileira que estava morando na Colômbia, em Bogotá, e resolvemos fazer o passeio juntos já que indicado fazê-lo em dupla. Naquele dia teria jogo da seleção e pelas minhas contas, daria tempo. Partimos na lancha, cerca de 10 pessoas, até o local apropriado. O céu estava limpo e propício para o parasail. Você veste um colete, que depois será atrelado a pipa que é conectada ao cabo de aço que fica enrolado em uma carretilha na traseira da lancha. A lancha então acelera e o vento contrário faz o trabalho de içar a pipa. Você sobe não mais do que uns 60m, altura suficiente para ver a barreira de corais e todo o mar de 7 cores da ilha. Então a lancha desacelera e você desce até tocar a água. Daí a lancha acelera novamente e você sobe outra vez. Essa brincadeira dura cerca de 10 minutos até você ser puxado de volta para a lancha. Na minha opinião é muito pouca adrenalina para 150 mil. Não recomendo. Voltamos ao porto a tempo de assistir ao jogo da seleção, mas caiu a ficha de que era dia de lei seca devido as eleições presidenciais da Colômbia. Então desistimos do jogo e eu e a brasileira resolvemos conhecer a Rocky Cay, uma ilha que dá pra ir caminhando até lá. Mas antes almoçamos em um restaurante frequentado mais por locais, 25 mil o rango e partimos rumo ao sul de busão - 2500 a passagem. Chegamos a praia e começamos a caminhada de cerca de 200m até a ilha. Há uma corda guia na água para ajudar. Foto: Rocky Cay, Google Não há nada demais na Rocky Cay. Uma pequena ilhota e o mais interessante é a ruína de um velho navio encalhado. Há regras e você não pode nadar em qualquer lugar. O lado leste, é proibido e nadar até o navio, nem pensar. Só pode ficar nesta área mais rasa que dá pra ver na imagem acima. Tem uma pequena cabana no meio dos coqueiros e em cima dela fica um sujeito com cara de adolescente gritando com todo mundo que desobedece as regras. Em vez de orientar, ele ameaça de expulsá-lo. Parecia o reizinho da ilhota. Era cômico de tão ridículo. Passamos a tarde ali. Parece que a lei seca não é tão levada a sério na ilha, pois descobri depois, que haviam bares no centro que venderam bebidas normalmente durante o jogo. De volta ao hostel a galera estava planejando uma room party. Já que não poderia beber na rua, fomos ao supermercado e compramos uma garrafa de 2 litros de whisky por 35mil kkkk. Outras bebidas, além de cerveja, gelo e snacks. Anoiteceu, subimos para o happy hour, oportunidade para divulgar a festa. Duas meninas que estavam no mesmo quarto, não botaram fé em nossa festa e resolveram ir para a Cocoloco. Após o esquenta no bar do hostel, voltamos para o quarto. Colocamos o celular dentro da lixeira para servir de amplificador. Regaton começou a rolar. Apagamos as luzes. Ligaram a lanterna intermitente do celular que fez a iluminação da festa. Começou a chegar gente, acho que foram umas 20 pessoas no total. Tinha uma gringa lá mas a maioria era de brasileiros. Até o chileno do bar apareceu e na cara de pau levou um isopor para vender cerveja (não vendeu nada, pois nossa festa era all inclusive kkkkkk). A medida que a galera foi ficando bêbada a festa foi ficando mais insana. Por volta das 2 da manhã. As duas meninas do quarto chegaram e não acreditaram na festa que estava rolando. Uma delas então, pegou a caixa de som e o regaton tocou ainda mais alto para desespero dos hóspedes do quartos vizinhos. Fiquei sabendo que esmurraram a parede a noite toda, pedindo em vão por silencio. kkkkkk. A festa só acabou quando metade da galera se foi e só sobraram apenas o pessoal do quarto e uma turminha de salvador que se recusava a sair. Nossa festa ficou famosa e "La habitacion 31" do El Viajero nunca mais será a mesma. 20180617_014632.mp4 Video: Room Party - Habitacion 31 Dia 18/06 - Dia de treino para o mergulho. Dia de Snorkel. Depois do desayuno fui para o porto encontrar com o Kramelo, ele me acompanhou até o Decameron hotel aquario para me apresentar ao cara que me guiaria neste passeio. O equipamento é fornecido, inclusive a máscara e respirador, pois aquele que comprei no porto era de plástico e não indicado para um mergulho de qualidade. Subi em uma espécime de jangada onde o cara ia manipulando a vela para se afastar do porto rumo ao leste. Chegamos no local do mergulho. Cerca de 400 a 500m do hotel. Foto: Local de partida para o Snorkel, no porto do hotel Decameron Aquario Foto:Vista da janguada, rumo ao ponto de megulho para o Snorkel Infelizmente não tenho mais fotos deste passeio, pois não tive coragem de colocar o celular na água..kkkkk. O cara mergulha e você o segue. É preciso ter um pouco de preparo físico, mas nada demais. A profundidade média no local do mergulho é de 3 a 4 m. Acho que é possível fazer esse passeio com um colete salva-vidas, assim, mesmo quem não tem preparo pode ir de boa, mas sem a possibilidade de mergulho neste caso, apenas flutuação. A ideia aqui é ficar com a cara dentro d'água para ver o fundo do mar, os corais e peixes. Se tiver segurança e fôlego basta prender a respiração e mergulhar, daí volta para a superfície e continua flutuando. Vez ou outra pode ser que entre água na máscara e tem de fazer um pouco de ginástica para tirar. O local do mergulho possui muitos peixes, arraias e neste dia, acho que foi sorte, havia um tubarão nos corais. Completamente inofensivo, segundo me disseram. Recomendo este passeio. É barato e divertido. Neste dia almocei no El Corral - bons sandubas por 20 mil em média. Passei o dia no centrinho e comprei um perfume La cost 175ml por uns 140 mil e voltei ao hostel. No quarto começaram as despedidas, pois algumas pessoas iriam embora. Troquei uma grana para o Pablo de Buzios, que estava arrumando as malas e precisaria de reais para quando chegasse ao Rio. Tomei banho e sai novamente. Tive a ideia de promover um beer pong no bar do hostel, então precisa comprar umas bolinhas de tenis de mesa e copos. Perto da praia me encontrei com um dos caras que estava no mesmo quarto que eu e resolvemos tomar umas cervejas. Foram duas coronas em dois bares diferentes na orla da Spratt Bight - 7 pilas cada. Depois das cervejas fomos procurar as bolinhas nas lojinhas do centro. Depois de muita procura encontramos. Ainda no centro dei falta do meu celular. Fiquei na dúvida se eu havia saído com ele ou se havia deixado no quarto. Voltei para o hostel com a pulga atrás da orelha. Cadê meu celular? No quarto constatei que o celular não estava lá. Também não vi a grana que eu havia trocado para o Pablo. Nessa hora fiquei ainda mais em dúvida se eu havia sido furtado, pois uma coisa é perder o celular na rua, outra coisa é a grana que tinha certeza ter deixado no quarto sumir. Um dos caras do quarto ligou para o meu número e nada. Nessa hora voltei ao centro. Fui em todas as lojas que eu havia passado procurando as bolinhas para comprar. Em cada um delas a resposta foi a mesma, nada de celular. Pensei em ir aos dois bares que eu havia comprado cerveja, mas já não me lembrava quais eram. Voltei ao hostel e fui direto à recepção. Pedi acesso às imagens da câmera que havia no corredor do meu quarto para me certificar se eu havia deixado o quarto com o celular na mão. Só para constar, com relação ao pessoal que estava hospedado no mesmo quarto eu tinha total confiança. A atendente disse que passaria minha demanda para a gerente que não estaria lá naquele momento, mas só poderia permitir meu acesso às imagens se eu fizesse uma denúncia à polícia. Na hora eu pensei que não haveria necessidade disso, pois eu só queria ter certeza. Mas como não permitiram eu ver as imagens, segui as instruções e fui atrás da polícia. Me informei com um guardinha no centro e ele disse que no meu caso eu precisaria procurar o pessoal que atende a queixas dos turistas. O prédio fica bem em frente ao restaurante La Regata na Avenida Colômbia. Fui muito bem atendido por um funcionário que ouviu meu relato. Daí ele ligou para o hostel e falou com a gerente, descobri então que ela estava no hostel o tempo todo. Poderia ter resolvido meu caso sem toda essa burocracia. A gerente disse que iria até lá para conversar. Levou mais de meia hora até ela aparecer com uma assistente e foi logo mostrando o termo que assinei no checkin onde constava que o hostel não se responsabilizava pelo sumiço de nada deixado no quarto. Daí o cara situou a gerente, dizendo que o hostel tinha sim responsabilidade. Eu fiquei ali só pensando que não precisava daquele constrangimento todo. Eu só queria ver as imagens e em nenhum momento até então, eu pensei em responsabilizar o hostel pelo sumiço do celular ou do dinheiro. Depois de muita conversa a gerente concordou em mostrar as imagens. Marcamos para o dia seguinte por volta das 14h. Anoiteceu e fui curtir o happy hour no bar do hostel. Foto: Galera no bar do hostel. Antes de continuar queria registrar uma situação engraçada numa noite que saímos e acabamos conhecendo um grupo de colombianos de Cali. Foto: Interagindo com alguns Colombianos O Johnny acabou saindo com a menina de short preto com bolinhas brancas ai na foto, e descobriu que existe motel na ilha (fica a dica). Só que o taxista cobrou 50mil pela corrida mais a dica. kkkkkk. Então pergunte a algum local onde é e na hora de pegar um táxi, você poderá negociar o preço. a Foto: Pessoal invadindo um busão no meio da noite. No meio da cachaçada (ainda vigorava a lei seca) e se aproveitando das ruas desertas na noite da ilha, o pessoal acabou invadino um busão que estava estacionado na rua... Só comédia. Acho que ninguém tranca os veículos, afinal se roubar vai levar pra onde? Dia 19/06 - Dia de mergulho e de resolver a questão do sumiço do celular. Conforme relatei, eu já havia contactado o David Guggenheim quando eu ainda estava em Medellin. Ele oferece mergulhos com cilindro em San Andres por um preço super acessível. Convenci outras duas pessoas a fazerem o mergulho comigo, Johnny e a Cila (foto abaixo). O David nos buscaria no hostel por volta das 16h. Pela manhã fui passear no centro, dei uma volta na praia e almocei no El Corral mais uma vez. Depois voltei ao hostel, pois estava marcado às 14h o pessoal da assistência ao turista comparecerem ao hostel para vermos juntos as imagens da câmera de segurança, só que neste horário eles não apareceram. Fiquei esperando até por volta das 16h quando finalmente chegaram, só que o David já estava nos aguardando na rua. Então conversei com os caras e disse que depois faria contato para saber do resultado da perícia. Saímos, eu o Johnny e a Cila. O David nos pediu para levar toalhas. A filmagem e as fotos, havia a opção de contratar com o próprio David por um adicional no orçamento. O mergulho custaria 140mil para cada um e com as fotos sairia por uns 160mil se não engano. Super barato. Durante o trajeto até o ponto de mergulho, do lado oeste da ilha, o David que fala português, foi dando algumas instruções de como se comunicar por sinais em baixo d'água. Chegamos ao local onde ele guardava o equipamento. Foto: Preparativos para o mergulho de cilindro Antes de entrarmos na água ele deu mais instruções. O equipamento seria operado por ele e por seu assistente que mergulharia com a gente. Em seu pulso ele tem um equipamento que mede a quantidade de oxigênio nos cilindros, assim ele tem controle total do tempo de mergulho. Durante as instruções, ele passava muita segurança e todos os temores vão sumindo. A Cila estava um pouco nervosa e até pensando em desistir, mas o David a tranquilizou e disse que não largaria sua mão durante o mergulho. Se ainda havia algum receio, eles sumiram quando entramos na água. Foto: Treinamento final, dentro d´água. Na água fizemos alguns exercícios para aprender, por exemplo, como tirar a água da máscara e controlar a pressão nos ouvidos. Finalmente submergimos. Aos poucos fomos mais fundo, devagar e sem movimentos bruscos, para que o oxigênio no cilindro fosse poupado. Através de sinais o David foi nos mostrando o que havia de mais interessante embaixo d'água. Foto: Mergulho em San Andres A visibilidade era incrível, sem explicação. Atingimos 11 ou 12 metros de profundidade. Este ponto do mergulho é próximo a margem, portanto não foi preciso uma lancha para deslocamento. Passamos embaixo de umas rochas e corais com muitos peixes. Foto: Mergulho em San Andres A medida que você se sente seguro e com total domínio das técnicas de descompressão de como se livrar da água que entra na máscara o Davi permite que você nade sozinho, sem se afastar é claro. Eu particularmente não tive nenhuma dificuldade ou medo. A Cila ficou o tempo todo de mão dadas com o David e estava calma curtindo o mergulho. O Jhonny chegou a ter um problema, não sei exatamente o que foi, mas o David e o seu assistente deram suporte e tudo correu tranquilamente. GH01314.mp4 Video: Mergulho em San Andres No video acima eu reduzi a qualidade HD para não ter problemas em carregá-lo, mas dá pra ter uma noção do espetáculo que é embaixo d'água. Dica: Em San Andres há uma vida em cima e outra embaixo d'água. Ir a ilha e não fazer este mergulho é um grande desperdício. Custa praticamente o mesmo que o Parasail e é infinitamente melhor. Não há motivos para temer ou achar que não vai conseguir respirar direito, ou sei lá, ter pânico embaixo d'água e se desesperar - nada disso vai acontecer. O David é super profissional e está preparado para qualquer emergência. O treinamento e as instruções vão dar a qualquer um a tranquilidade para mergulhar com confiança e segurança. O tempo do mergulho depende do tempo do oxigênio. Quanto menos ofegante e menos esforço fizer, menos irá consumir o oxigênio do cilindro e como consequência o mergulho irá durar mais tempo. O nosso durou cerca de 45 minutos. O David mergulha com no máximo 2 pessoas ou 4 quando o assistente o acompanha. Você precisa de pelo menos 24 horas de tempo antes de pegar um avião, portanto o mergulho não poderá ser feito em seu último dia na ilha. Aconselho a quem se interessar, contactar o David antes mesmo de desembarcar na ilha para agendar o melhor dia. Foto: Mergulho em San Andres. Saímos da água e nos secamos com as tolhas. O David nos levou de volta ao hostel. Devido a experiência incrível que eu acabara de ter vivido, me esqueci completamente dos meus problemas. Porém, durante o caminho de volta para o hostel o pessoal de Salvador (duas meninas e um cara) que acabaram se tornando parte da nossa galera na ilha, enviaram uma mensagem para o celular do Johnny que me avisou que haviam encontrado o meu celular. Ele estaria em um bar na orla (não me lembro o nome agora). Bingo! Só poderia ser um dos bares que eu havia frequentado no dia anterior para tomar uma corona. Assim que chegamos ao hostel eu meti o pé para o centro. Pesquisei pelo nome da bodega no maps e achei estranho o resultado da busca, pois apontava para algum lugar próximo a orla, mas não na orla. Porém o local me parecia familiar. Chegando lá, era uma loja. Eu me lembrei de ter passado naquela loja procurando por bolinhas de ping pong, então abordei uma vendedora e perguntei se alguém havia perdido um celular naquele local no dia anterior. Ela estranhou a pergunta, mas durante a explicação ela disse que havia outro comércio com o mesmo nome, que ficaria na orla próximo dali. Agora sim. Segui as instruções e cheguei em um bar, meio bar, meio armazém e fui logo perguntando sobre o tal celular. O cara me olhou e perguntou como seria o tal aparelho. Após a descrição, ele o tirou da gaveta e disse que se eu conseguisse o desbloquear estaria provado que era meu. Foi assim que finalmente encontrei o aparelho, então o cara me explicou o que aconteceu. Quando comprei a cerveja, fui tirar o dinheiro da carteira e coloquei o celular em cima do balcão. Paguei, peguei a cerveja e fui embora. Quando o cara percebeu que eu o havia esquecido já era tarde. Mas como me encontraram? No dia seguinte a turminha de Salvador estava bem em frente a essa bodega, quando o cara reconheceu a pulseira cor laranja do hostel El Viajero - a mesma que todos usamos enquanto estamos hospedados lá. Então ele perguntou pra eles, se conheciam alguém do hostel que havia perdido um celular kkkkkk. Parece incrível mas foi exatamente assim, uma sorte danada. O cara disse pra mim que até tentou ligar para o numero de emergência que aparecia em meu display, mas que não funcionava (numero residencial no Brasil). Desde esse dia, em vez de um numero eu deixo registrado no display o meu email. Agradeci muito o cara, principalmente pela honestidade e voltei feliz para o hostel. Cheguei em meu quarto e comecei a arrumar a bagunça quando vejo uma nota no chão, perto de uma botinhas (aquelas que a gente compra em SA para não se machucar nos corais), vou conferir e acabo descobrindo as outras por ali. Era o dinheiro que havia sumido. Provavelmente no dia que fiz a troca para o Pablo eu deixei o dinheiro em cima da cama ou algo parecido e o vento o arrastou para o canto do quarto. Foi assim que todo mistério foi resolvido de uma vez só. Apesar de feliz que a solução de todo mistério era um dia triste, pois a maioria da galera da habitacion 31 tinha ido embora, ou iria ainda naquela noite. Então fomos afogar a tristeza no bar do hostel. Dia 20/06 - Último chance para curtir a ilha. Minha despedida da ilha seria no dia 21. Sobramos eu e o Johnny, além de uma ou outra pessoa do hostel que se tornaram amigos. Novos hospedes chegaram ao quarto, mas não era a mesma coisa. Logo cedo voltei ao prédio da assistência ao turista e agradeci o apoio. Comuniquei que eu havia encontrado o aparelho e o cara confirmou que nas imagens eu havia deixado o quarto com o aparelho na mão. Ali perto resolvi alugar uma bike para contornar a ilha - 30 km pelas minhas estimativas - paguei 20 mil pela tarde toda. Afinal, eu ainda não conhecia o outro lado da ilha. Foto: Explorando a ilha de bike Resolvi partir rumo leste, sul. Assim meu retorno seria pela Spratt Bight. No meio do caminho choveu, mas nada que atrapalhasse. Foto: Pausa para uma cerveja A ilha é plana então a pedalada é suave. Parei em uma barraca qualquer, longe da muvuca do centro e tomei duas cervejas. Peguei a bike e continuei o passeio. Quando cheguei na ponta sul da ilha, vi a placa para o Hoyo soplador. Acho que não se paga para entrar, mas a galera, pelo pesquisei, bota pressão para você consumir. Li também sobre furtos, então resolvi ignorar e continuei em frente. Foto: Lado oeste da ilha. Do lado oeste nas praias não vi ninguém. Talvez devido as chuvas, mas não havia nenhuma ou muito pouco estrutura para os turistas. Havia muitas rochas em alguns lugares e somente em frente a alguns hotéis havia alguma estrutura para acessar o mar. Foto: lado oeste da ilha Podia-se mergulhar, mas teria de escalar de volta. Essas pedras são afiadas, então só pode pisar ou tocar, onde elas são desgastadas. Foto: lado oeste da ilha Passei por um local conhecido como La Piscinita - lugar ótimo para mergulhar, mas como o tempo não estava convidativo, segui adiante. Pedalei um pouco mais e cheguei em West View. Local do Aquanautas - onde você pode mergulhar com escafandro. Ali também tem um tubo água que te joga dentro do mar, além de um trampolim. Ótimo local para fazer flutuação, pois é riquíssimo em peixes. Do outro lado do asfalto tem um restaurante onde paguei uns 25 mil pelo almoço. Foto: Lado oeste da ilha O clima chuvoso emoldurou a paisagem de tal maneira que achei tão belo e pensei ter tido sorte por chover neste dia. Foto: Lado oeste da ilha Para se locomover pela ilha você pode usar o busão ou locar um daqueles veículos tipo carrinho de golfe. Alguns comportam até 6 pessoas. o preço varia, mas o preço começa em 150 mil, 200 mil. As motos a partir de 60, 80 mil. Para mim a opção melhor foi mesmo a bike. Paguei só 20 mil. Finalmente avistei a cabeceira da pista do aeroporto - o passeio estava terminando. Passei em frente ao clube las vegas, acho que era um prostíbulo. kkkkkk Uma das últimas fotos deste passeio foi quando vi um pescador solitário no mar. Foto: Pescador solitário Me senti como ele, e de repente eu estava triste. Respirei, continuei em frente e cheguei no centro. Percorri toda orla e devolvi a bike. Não me lembro o que fiz na última noite. Acho que fui comer algo e voltei para o hostel para arrumar as coisas para a partida no dia seguinte. Dicas: Acredito que o mínimo de dias para aproveitar a ilha seja de pelo menos 5. Há várias opções de hospedagem em hotéis com ou sem all inclusive, hostels e pousadas, mas o ideal é reservar antes da viagem através do booking ou similares, para aproveitar os melhores preços. Há casa de câmbio na ilha, mas considere enviar a grana pela Western Union e sacar na moeda local na ilha. Se preferir levar dólar, fará câmbio duas vezes, pois irá comprar caro aqui no Brasil e descontar na ilha num câmbio também desfavorável. Os passeios poderão ser contratados diretamente na ilha, mas se preferir tem o Kramelo, que fala português e é de confiança: 57 (315) 521-6236. Não deixe de fazer mergulho com o Davi: +57 3183706544 ou por aqui: https://www.facebook.com/david.s.guggenheim?hc_location=ufi .O comércio fecha pra almoço e abre depois das 15:30 h e fecha às 20:00 ou 21:00. Preços bons para perfumes, bebidas, relógios e óculos, então aproveite, mas cuidado com as falsificações. Procure por lojas de confiança como La Riviera. Compre um chip da Claro ou Movistar para ter internet de mais qualidade pois o da ilha e pelo menos a do hosetel que eu fiquei, não prestavam. Gastronomia - Pesquisando, alguns restaurantes a média de refeição era 25 a 40 pesos; - Tem uns na rua do el viajero de comida simples por 12/14 mil pesos; - Tem o Lá Corral que é bem parecido com Mac Donald's e o Beer Station logo ao lado; - La regatta: o lugar é bem diferente e bonito, mas o Peru work parece ser melhor. - La pizzeta florio: a melhor pizza!!!! Fica ao lado da Western Union; - Cafe café: não tem tantas opções. Mas a comida é boa; - Da vanni trattoria: a pizza é gostosa, e tem outras comidas italianas; - Capitan Mandy: comida bem em conta; - Bar 80s intersate: lugar legal! Vintage, com vários desenhos e coisas de época; - Cervejas em bares/restaur. entre 5mil e 8mil pesos , mas nos mercados, custam 2000/2500 mil. Muita gente leva bolsa térmica e gelo. Dia 21/06 - Adeus San Andres. Amanheceu e fui para o último desayuno no hostel. O Johnny também estava de malas prontas. Chegamos no mesmo dia e partiríamos também no mesmo dia e horário só que em voos diferentes. Fomos a pé para o aeroporto a cerca de 800m do hostel. Voei pela Viva Colômbia, e como dito antes, tudo comprado com antecedência no Brasil. Eu já havia impresso o bilhete para fugir daquela taxa abusiva que pegam os turistas de surpresa no balcão de embarque. Cheguei em Cartagena por volta das 14h. Eu já havia contactado o pessoal da Juan Ballena (https://pt.juanballena.com/products/cartagena-to-santa-marta-and-tayrona-shuttle-transfer) Custou 23 dólares de vã com um ar condicionado tão gelado que sugiro levar um moleton. Tocou roberto Carlos ao longo das 4h de viagem, então sugiro também levar um fone kkkk. No meio do caminho passamos por Barranquila e me lembrei do Fábio, o cara que conheci em Medellin e trocou San Andres por Barranquila kkkkkk. Passei o dia todo viajando e cheguei em Santa Marta bem no final da tarde, já estava escurecendo. Peguei um táxi e paguei 5 mil até Taganga - um bairro de pescadores. Fiz reserva pelo Booking no Hostal Casa Horizonte que fica no alto de um morro na chegada do bairro. Tive dificuldade para encontrar a estrada que dá acesso ao hostel, pois já estava escuro e não deu para ver a placa que fica pendurada em uma árvore. Uma consulta rápida ao maps do google ajudou nessa hora. A estradinha fica à esquerda da pista, pouco antes de chegar à Taganga e não possui calçamento e nem é iluminada direito. Há umas casas de ambos os lados da ladeira e você caminha uns 200m até o hostel que é praticamente a última edificação da viela. Mas valeu a pena chegar lá. Foto: Hostal Casa Horizonte em Taganga - Santa Marta Santa Marta é mais uma passagem para quem quer conhecer o Tayrona, uma reserva com praias selvagens. Paguei só 28 mil para me hospedar ai na parte de cima. Fiquei sozinho então eu revesava as camas e rede kkkkk. Foto: Piscina do hostel com vista para o mar. A dona do hostel e sua filha eram uma simpatia. O lugar é super tranquilo, não tinha muita gente durante minha estadia. No bar do hostel a proprietária prepara hambúgueres ou alguns pratos simples e o frezer fica a disposição para você beber a vontade. Paga tudo depois. Se precisar, oferecem serviço de lavanderia. No dia seguinte eu pretendia ir para Tayrona e minhas coisas ficariam no hostel. Meus planos seriam de voltar depois de 2 dias. Dia 22/06 - Tayrona a reserva com praias selvagens. Acordei cedo e fui até a praia, essa que aparece na foto acima. Dali partem os barcos para as diversas praias da reserva. Os caras quando veem um turista não largam do seu pé. Por esse motivo o primeiro que te aborda, faz de tudo para você fechar com ele, não dando espaço para outro cara chegar para fazer uma proposta. O primeiro que me abordou pediu 60 mil. Eu pretendia ir até Cabo San Juan que é a praia mais bonita. Pra me livrar dele e pesquisar com outros barcos, eu disse que iria comprar uma toalha e depois voltava, mas o cara me seguiu e foi logo apontando um lugar para comprar toalhas. Então eu disse que iria comprar uns biscoitos e água, daí precisei sair da praia e voltar à rua de cima para as compras. Só assim o cara largou do meu pé. Na volta me certifiquei de desviar do cara e fui ver com outro barco o preço. Pediram 45 mil. Nessa hora me lembrei que precisava ir à farmácia para comprar uma pomada a base de aloe vera. Na saída da farmácia o primeiro cara estava me aguardando kkkk. Disse que já iram partir e só faltava eu. Então renegociei o preço e fechei por 40 mil. Partimos. Acho que além de mim eram 3 gringas e uma colombiana. A viagem levou quase 1h e meia pois o mar estava agitado e o barco pulava muito. Foto: Praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. A principal praia de Cabo de San Juan, são duas praias separadas por uma faixa de areia. Na ponta da faixa de areia há um rocha com um quiosque no topo. Foto: Praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Logo no desembarque, embaixo de um coqueiro há uma mesa com um cara onde você precisa comprar um passe. A entrada é 30mil por dia, então paguei 60 mil. Você recebe uma pulseira com a cor do dia. No dia seguinte você precisa solicitar uma nova pulseira que será de outra cor. Assim eles mantém o controle da arrecadação. Depois disso você precisa ir até uma Tenda, do outro lado, para alugar uma barraca já montada, ou uma rede para passar a noite, ambos por 30mil. Não há outra opção nesta praia. Foto: Área de Camping em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Na foto acima dá pra ver as barracas e a cabana onde ficam as redes. Há redes também no quiosque que fica no topo da rocha que dividi a praia e o visual de lá é incrível. Foto: Vista do quiosque em cima da rocha em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Fiquei com receio de passar frio a noite, então aluguei uma barraca. Grande erro. Passei muito calor. A melhor opção são as redes, de preferência no quiosque da rocha. Foto: Praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Neste paraíso não haviam brasileiros. A maioria eram europeus. Vi um cara com uma toalha do brasil, mas não era brasileiro. Na praia além da área de camping, há banheiros e um restaurante. A comida é descente e os preços variam de 17 mil a 35 mil. A ceveja custava 5 mil a Aguila e 6 mil a viva colombia. Deixei minhas coisas na barraca e fui explorar o lugar. Resolvi pegar uma tilha à esquerda. Essa da foto acima. Descobri outras duas praias. Foto: Outra praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Encontrei uma praia para chamar só de minha. Foto: Outra praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. O mar de Tayrona não é tão azul quanto o de San Andres, mas quem procura uma avnetura estilo mochileiro e praias selvagnes sem badalação e muita gente, este é o lugar. Passei a tarde sozinho nesta praia. Não almocei neste dia então estava louco de fome. Voltei à praia principal e fui tomar cerveja enquanto esperava o jantar ficar pronto. O jantar é servido a partir das 18h e o menu é o mesmo do almoço. Usei de boa a internet no celular. Eu havia comprado o chip da claro em San Andres e ainda tinha muito crédito. A noite não há o que fazer no local, então fui dormir cedo. Foto: Praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Dia 23/06 - Dia de explorar novas praias. Acordei cedo, peguei a mochila de ataque, abasteci a garrafa de água e desta vez peguei a trilha da direita. A caminhada é por uma trilha na mata. Quem quiser pode contratar uma montaria, mas a trilha é de boa. Foto: Trilha para mais uma das praias de Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Trata-se de uma caminhada de cerca de 1 km até a Playa La Piscina e para mim, uma das melhores para mergulhar e fazer flutuação. Sabe aquele snorkel de San Andres? Traga com você pois a locação aqui no parque é muito caro. Esta praia é toda cercada por uma barreira de arrecifes o que deixa as águas mais calmas. Foto: Playa La Piscina em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Esta praia também não é tão disputada quanto a praia principal na área de acampamento, além de ser bem maior. Então vai ser fácil encontrar um canto qualquer para se isolar. Foto: Playa La Piscina em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Há um boteco por ali próximo da trilha. Tirei umas fotos e segui em frente. Queria descobrir novas praias. São pouco mais de 300 metros caminhando pela mata até a próxima praia, sem contar pequenos oásis que você encontrará pelo caminho como no caso da foto abaixo. Foto: Pequena praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. A praia seguinte possui uma faixa de areia mais larga, Há também umas barraquinas que moradores locais exoplram tomei um suco de laranja bem gelado e percebi umas meninas sem o top. Daí me lembrei que praticam nudismo por ali. Não fi nessa praia que vi meninas sem o top, mas parece que essa é a famosa pria nudista da reserva. Foto: Praia dos nudistas em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Segui em frente e escalei as pedras da foto acima. Foto: Praia dos nudistas em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Não arrisquei de chegar na pequena ilha desta foto acima. Apesar da faixa de areia chegar próximo a corrente por ali parecia forte. Logo à direita desta foto acima está a praia dos Arrecífes onde é proíbido entrar na água. Foto: Praia dos Arrecifes em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Esta é a praia com a maior faixa de areia e apesar do nome não é protegida pela barreira de arrecifes. Já ocorreram vários afogamentos nesta praia e por este motivo é proibido entrar na água. Foto: Mar de vegetação rasteira em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. A natureza nos reserva algumas surpresas como este mar de vegetação rasteira. Deste ponto resovli voltar para almoçar no restaurante do acampamento. Foto: Sombra improvisada na Playa La Piscina em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Depois do almoço votei a a Playa La Piscina e resolvi ficar por lá. Então montei minha barraca (foto acima). Foto: Playa La Piscina em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. No final da tarde voltei para o acampamento, fui tomar umas cervejas e aguardei servirem o jantar. Passei mais uma noite de muito calor dentro da barraca. No dia seguinte eu partiria então tentei dormir um pouco. Dia 24/06 - De volta a Santa Marta, Férias terminando. Acordei cedo, arrumei minhas coisas e parti. A volta para Santa Marta poderia ser de barco. São os mesmos barcos que trazem o pessoal de Taganga, mas eu estava disposto a atravessar a mata até a via do parque que leva à portaria na rodovia 90. Comecei a caminhada pela mesma trilha que leva à praia dos nudistas. Pelo caminho, sempre que encontrava algum morador local eu me informava sobre a direção correta. Não tem erro, pois basta seguir a trilha. Em alguns locais ela é estreita, há algumas subidas pelas pedras, pequenas passarelas, o que pode causar dúvidas se o caminho está correto. Mas não há muitos desvios ao longo do caminho e há também rastros de cavalos, o que te dá segurança de estar no caminho certo. Qualquer dúvida também basta consultar o maps e ver sua localização pelo gps. Minha companhia eram o macacos, pássaros e pequenos roedores que se tentavam se esconder quando me avistavam. Acho que foram uns 7km de caminhada pela mata em cerca de 2 horas. Quando cheguei à via, haviam alguns mototáxis por ali, então contratei um deles para me levar até a portaria. Valeu a pena pois são mais 4 km até lá. Na portaria do parque não demora muito aparecem os ônibus para Santa Marta. Acho que paguei uns 11 mil no total (mototáxi mais o ônibus para voltar). Em Santa Marta, peguei um busão para Taganga. Passei o resto do dia no hostal e assisti alguns jogos da copa na companhia da simpática proprietária. Jantei no hostel, rango bom e barato. Dia 25/06 - Explorando Santa Marta Nada demais nesta cidade portuária. A calle 19 é cheia de barzinhos e hostels mas não fui a noite para conferir. Santa Marta é mais uma passagem para quem quer conhecer o Tayrona. Foto: Ruas com arquitetura histórica em Santa Marta. Foto: Calle 11 onde rolam aguns agitos na noite de Santa Marta. Em alguma rua do centro encontrei as bolsas made in Colômbia que duas amigas aguardavam como presente. Paguei 110 mil nas duas. Foto: Bolsa made in Colômbia para presente. Pelas ruas do centro, encontrei um museu. A entrada era gratuita então fui conhecer. Pensei em visitar o Rodadero Sea Aquarium, mas ficava em Rodadero, um bairro, que assim como Taganga fica afastado da cidade, então desisti da ideia. Preferir caminhar pelas ruas da cidade e acabei econtrando mais um supermercado Éxito kkkk. Então comprei umas coisas para levar para o hostel. Foto: Catedral de Santa Marta Foto: Centro histórico de Santa Marta. Foto: Santa Marta No final da Tarde Voltei ao hostel. Eu havia deixado algumas roupas para lavar, paguei baratinho, não me lembro quanto. Tomei algumas cervejas e fui assistir TV no longe, enquanto aguardava o rango. Combinei com a dona do Hostel e ela me ajudou a contratar um passeio bate e volta para Minca por 120 mil. O transporte seria de táxi, ida e volta com direito a guia para explorar o lugar. Então precisava acordar cedo. Dia 25/06 - Conhecendo Minca. Na estrada de Taganga o táxi me aguardava. Nele, além do motorista haviam um inglês e um argentino. Partimos para Minca. São pouco mais de 20km. Minca é um vilarejo roots, bem ao estilo de mochileiros, com restaurantes e hostels. Um vilarejo que vem crescendo em função do turismo ecológico. O lugar é cercado pela floresta que rodeia o parque Nacional de Sierra Nevada. Foto: Minca Na chegada fomos apresentados a um Cara e sua filha. Ela nos acompanharia até a uma caheira próxima. Minca é uma regiçao úmida e no dia da visita não estava fazendo calor. Apesar disso, não perderímaos a chance de mergulhar em uma cachoeira. Foto: Minca Um pouco adiante havia um escorregador natural Foto: Minca A caminhada até a cachoeira foi curta e dali fomos conhecer uma propriedade onde foi servido o legítimo café colombiano. Nesta propriedade fomos apresentados a planta da coca Foto: Planta da coca Depois de um tempo fomos caminhando até a propriedade do nosso anfitrião, o pai da nossa guia. Essa caminhada foi um pouco mais longa. Foto: Chegada à propiedade do nosso Anfitrião Ali aguardamos o preparo do almoço que seria servido logo. Tudo incluso no pacote. Foto: Deck onde foi servido o almoço A propriedade está sendo ampliada para hospedar turistas. Muita da estrutura é feita de bambo. A casa principal também. Foto: O orgulhoso anfitrião contando histórias da Colômbia, seu povo e seus costumes Foto: Minca A foto acima é a vista do quintal da propriedade kkkkkkk. Nosso anfitrião, depois de servir o almoço e contar histórias, nos convidou a experimentar um chocolate orgânico. Voltamos ao deck onde nos serviu as sementes de um cacau. Deveríamos comer a goma que a envolve e depois depositar a castanha em um prato, que ficaria ali no tempo por alguns dias. Segundo ele as vespas fariam o resto da limpeza e o tempo amadureceria as castanhas. Ele pegou algumas castanhas maduras e as moeu em um moedor manual. O pó de cacau foi servido com água quente e um tipo de açucar orgânico. Tudo junto parecia nescau kkkkk. Já era volta de terminar nossa visita e a guia nos levou de volta ao vilarejo. A chuva vinha chegando, então apertamos o passo. A última parada foi em uma loja que vendia produtos orgânicos e artesanato. O Taxista já aguardava e voltamos para Santa Marta. Dia 26/06 - Último dia em Santa Marta Eu havia marcado minha volta para o Brasil justamente para dia 26, mas ainda no Brasil comecei a receber emails da Latam avisando que o voo da volta deveria ser remarcado pois o do dia 26 foi cancelado. Demorei para entrar em contato, mas fiz isso antes de viajar. Então remarquei para o dia 27 com partida de Bogotá para São Paulo por volta das 21h. Meu voo de Santa Marta para Bogotá, pela Viva Colômbia seria às 10h da manhã do dia 27. Então no dia 26 voltei ao centro de Santa Marta para conhecer um pouco mais da cidade. Foto: Monumento do fundador de Santa Marta Voltei para o hostel na parte da tarde e comi alguma coisa por lá mesmo. Tomei umas cervejas e fui assistir a copa. Dia 27/06 - Correria em Bogotá e quase perco o voo. Acordei cedo e imprimi a passagem de avião no hostel. Minha cargueira já estava arrumada desde a noite anterior e só peguei o resto das coisas. Eu já havia pesquisado sobre como chegar ao aeroporto e dá pra ir de ônibus urbano, apesar dele ficar a cerca de 20 km do centro. Pesquisei na internet e descobri dicas de onde pegar o ônibus. Cheguei em Bogotá por volta das 2 da tarde. Deixei minhas coisas em um bagageiro - acho que custou uns 15 mil e peguei um ônibus expresso direto para a candelária pela Av; Eldorado - decorei o número do bus, para pegá-lo na volta. Meu plano era visitar o museu do ouro, o que não deu tempo de fazer quando passei por lá no começo desta viagem. A entrada foi super barata acho que uns 2 mil apenas, não tenho certeza. Foto: Museu do ouro em Bogotá. O museu é muito interessante para quem gosta deste tipo de programa. Porém é preciso tempo para conhecer tudo e eu só tinha uma hora. Cheguei por volta das 15h e planejei sair dali por volta das 16h. Assim sobraria tempo para comer algo e voltar ao aeroporto. Meu voo para São Paulo seria por volta das 21h. Saí do museu e caminhei em direção a estação mais próxima. Alagumas estações de ôninbus expresso são subterrâneas, mas antes de chegar lá parei para comer alguma coisa. Foto: Museu do ouro em Bogotá. Finalmente cheguei a estação, pesquisei nos paineis de informações e caminhei até a plataforma onde passaria o meu ônibus. Ele demorou um pouco e já eram 5 da tarde quando finalmente apareceu. Entrei e observei as informações que aparecem no painel digital dentro do ônibus, que informava a próxima parada. Havia também informações sonoras avisando qual seria o destino final: estacion el dorado, que fica em frente ao aeroporto. Porém, enquanto o aeroporto ficava à noroeste, o bus seguia no sentido norte. O tempo passava e o bus não mudava de direção. Comecei a me preocupar. Quando o relógio marcou 18h resolvi descer e pegar um táxi. Nem sabia direito onde eu estava, mas estava longe do aeroporto. Bogotá é a cidade com maior número de taxis no mundo, mas justo naquela hora nenhum parava para mim. Percebi que o local onde eu desci era um cruzamento e o transito estava intenso - hora do rush. Para piorar começou a chuviscar. Percebi também que os carros iam na direção contrária para onde eu queria ir, mas não havia muito o que fazer. Devo ter aguardado mais de 20 minutos até conseguir um táxi. Como eu temia, o taxista teve ainda que dar uma volta para fazer o retorno e seguir para o aeroporto. Depois de meia hora dentro do taxi eu já estava pilhado pensando que seria apertado. O trânsito não evoluia. Olhei a tabela de preços da corrida. Os números iam de 2 em dois até 200 e poucos e cada número correspondia a uma tarifa. Depois de uma hora e 40 minutos finalmente chegamos. A tabela já tinha zerado e começado a contabilizar de novo kkkk. Apesar disso só custou 27 mil e se fosse no Brasil eu perderia o salário do mês. Tive de correr até a outra ponta do aeroporto para retirar a bagagem e eu não encontrava o ticket para retirada. Custou mas achei e corri com minha cargueira para o checkin. A moça da latam acelerou pra mim e corri para a área de embarque. Eu ainda precisava me livrar de 150 mil pesos colombianos então parei no freeshop e comprei um Carolina Herrera e um Lacost Blanc - precisei completar com alguns dolares. Só aliviei o estresse quando entrei dentro do avião. Dia 28/06 - A Saga para chegar em casa e mais perrengue no aeroporto Cheguei em São Paulo depois de 6 horas de viagem. Seria uma noite longa pois meu voo para o Rio seria às 9h da manhã. Fiquei caminhando pelo terminal aguardando a hora passar. Sentei em um canto qualquer para carregar o celular e o relógio ainda marcava 6 e meia. Então pensei em fazer o checkin de uma vez, foi quando a moça da Latam disse que eu estava atrasado, pensei, como? Olhei para algum relógio no terminal e me dei conta que esqueci de adiantar o relógio em duas horas. Eu ainda estava com o fuso horário da Colômbia em meu relógio. Precisei correr. A fila no portal de embarque estava enorme, então tive de pedir licença para cada um que estava na minha frente. Corri até o portão de embarque, cheguei ofegante e a moça foi logo dizendo que precisava embarcar logo pois o avião já ia decolar. Pediu os documentos e me disse, mas você não é o Carlos. Carlos? Que Carlos? Meu nome é Willian e estou indo para o Rio pelo voo nº tal. Desculpe senhor, estou aguardando um passageiro que se chama Carlos, o seu voo passou para o portão nº X, putz! Corri novamente e cheguei bem na hora que iam encerrar o embarque. Cheguei ao Rio de Janeiro. Peguei o frescão e parti para a Rodoviária. Minha cidade fica a 250km do Rio. Fui ao balcão da Unida e o próximo ônibus para minha cidade só no final da tarde. Então pensei em ir para Juiz de Fora, pois era caminho de casa e de lá partem vários ônibus que passam em minha cidade. Bingo! O próximo sairia em 45 minutos, por volta das 13h. Ainda dava tempo para comer alguma coisa. Depois do lanche fui para o embarque e vi um ônibus da "Unida" partindo para uma cidade que fica logo após a minha. Provavelmente não iria parar lá e eu precisaria pagar até o destino final, mas sem problema. Vacilo eu não ter perguntado se havia ônibus para algum destino que passasse por minha cidade. Fui de Util. Na altura de Três Rios - RJ, estava tudo parado na rodovia devido a um acidente com caminhão. Déjà vu! Pois é. De repente parece que voltei no tempo, pois em meu último Mochilão para a América do Sul aconteceu a mesma coisa e ficamos parados na estrada quase duas horas para liberarem a pista. Desta vez foram 90 minutos aproximadamente. Eu já estava viajando desde às 10h da manhã do dia anterior. Será que eu bateria meu recorde de 50h viajando, quando voltei de La Paz? Cheguei em JF depois das 19h e já estava saindo um ônbius para minha cidade, então corri e deu tempo de subir. Cheguei em casa por volta das 21:30h - mais de 35h viajando. Considerações finais A Colômbia é muito mais do que San Andres e muito mais do que Cartagena. Vale a pena conhecer outros lugares e cidades. Povo gentil, simpático e adoram receber turistas. Esqueça a violência retratada nas séries e filmes. Medellin por exemplo, é um sossego enorme e o mais importante, passa a sensação de segurança. Embora o tráfego de drogas hoje seja ainda maior do que nos tempos de Escobar, o povo conquistou a paz a duras penas, e valorizam isso. Não senti insegurança em nenhum lugar, mas claro é sempre bom estar atento e evitar se expor. Táxi em Medellin - praticamente a única cidade com taxímetro, não vale a pena. O metro dá conta de te levar em qualquer lugar, muito rápido e barato. Já em Bogotá, compensa procurar um com taxímetro, pois é bem mais barato do que combinar uma corrida de boca. Uber e táxi, praticamente o mesmo valor por aplicativo. Se possível, inclua Medellin e Guatapé em seu roteiro. Tente passar uma noite em Guatapé, pois lá não irão faltar cenários para belas fotos. Experimente voar pelo país pela low cost colombiana. Mas não se esqueça de sempre imprimir as passagens, pois cobram uma fortuna no balcão de embarque. Para finalizar vou deixar um videozinho de 2 minutos com um resumão das Férias, ao som de Bella - Maluma. Ferias 2018.mp4 Video: Resumão Colômbia Quem quiser ver mais fotos da viagem > insta: wriopomba. Quem quiser tirar dúvidas, basta perguntar.
  9. 1 ponto
    Trilha das Sete Praias - Ubatuba - SP Praias: Lagoinha, Oeste, Peres, Bonete, Grande do Bonete, Deserta, Cedro, Fortaleza. Dificuldade: Fácil Distância: 8,9 km Salve salve mochileiros! Segue o relato desta trilha fantástica situada na região de Ubatuba, litoral Norte de São Paulo onde iniciamos na Praia da Lagoinha que fica a aproximadamente 29 Km do centro da cidade e finalizamos na praia da Fortaleza 27 Km do centro de Ubatuba. A trilha é de nível fácil com poucos lugares de subida e com belas paisagens. Todas as praias contém água potável em nascentes que ficam no início das praias e existem alguns bares nas praias porém como fomos em baixa temporadas a maioria estava fechada. Partida - 06/06/19 - Ida 12:30pm - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$38,00 - Caraguatatuba x Praia da Lagoinha-> Ônibus R$3,80 Partimos do terminal rodoviário do Tietê em São Paulo Capital de onde combinamos com o motorista do aplicativo BlablaCar para sairmos ao 12:30pm. Saímos no horário marcado e fomos em 5 pessoas no carro, pois já havia uma pessoa fazendo o trajeto também. Viagem tranquila e segura de duas horas e meia de duração até chegarmos a Caraguatatuba já no litoral onde descemos na rodoviária e lá mesmo pegamos um ônibus do transporte público com sentido a Ubatuba e depois de aproximadamente 35 minutos descemos no ponto próximo ao supermercado Garotão. O ponto de ônibus fica na praia da Lagoinha e é onde se inicia a trilha das sete praias. Após descer no ponto é só caminhar poucos metros até a entrada do condomínio mais a frente e se informar com algum dos seguranças da entrada do condomínio onde fica a entrada da trilha que eles já estão acostumados a informar as pessoas que querem fazer a trilha. A trilha fica do lado esquerdo da praia da Lagoinha logo após um rio que corta a praia desaguando no mar, mas como chegamos com a maré já alta não conseguimos caminhar pela praia e atravessar o rio para começar a trilha. Com ajuda de um haitiano que encontramos na praia, o simpático Jean Pierre, nos informou onde seria o começo da trilha dando a volta para iniciar na entrada de um condomínio. Nos informou também onde teria um mercado mais próximo, o Mercado Garotão. Como entramos na praia não sabíamos da situação da maré cheia impossibilitando a travessia, então com a ajuda do haitiano conseguimos voltar e passar no mercado para comprarmos algumas coisas para passar a primeira noite e começar a trilha. Iniciamos a trilha já quase anoitecendo por volta de umas 17:00pm. Saímos do mercado e bem de frente atravessando a rodovia já se vê a entrada do condomínio Recanto da Lagoinha onde caminhamos poucos metros e logo após a guarita da entrada viramos na primeira rua a direita, a Rua Sabiá e caminhamos até uma outra guarita onde se inicia a trilha em uma entrada a esquerda que contém uma placa de área de preservação ambiental ao lado de uma cerca do próprio condomínio. Como a claridade estava ficando cada vez menor, passamos pela Praia do Oeste no escuro e caminhamos até a segunda praia, a Praia do Peres onde foi o nosso primeiro camping. Armamos acampamento já no escuro em um pier de pescadores que contém um gramado e um grande barracão de frente para o mar. Conversando com alguns pescadores que ali estavam fomos informados que logo de manhã um senhor que cuidava do local iria nos expulsar dali. Pensamos em caminhar mais adiante na terceira praia mas decidimos ficar e acampar por ali mesmo e apostar que o senhor não nos dê uma bronca muito grande de manhã por termos acampado ali rs. Acordamos por volta das 8:00am e quando estava saindo da barraca para lavar o rosto em uma queda de água doce próximo dali lá estava o senhorzinho que nos informaram que iria ficar zangado por causa das nossas barracas. Resolvi dar bom dia pra quebrar o gelo mas não obtive sucesso. Então acordamos fizemos um café rápido no fogareiro a gás desmontamos nossas barracas e seguimos para a próxima praia da trilha, a Praia do Bonete ou Bonetinho como é chamada pelos locais. Ficamos um dia na Praia do Bonete, havia uma bica com água potável geladinha localizada no começo da praia. A praia do Bonete tem areias claras e águas cristalinas muito convidativa a um belo banho de mar. Armamos nossas barracas bem no meio da praia em um banco de areia mais alta debaixo de algumas árvores. Nesta praia havia algumas placas proibindo a entrada e camping pois a área seria propriedade particular. Decidimos acampar na praia mesmo e não entramos mais a dentro da mata. Acordamos por volta das 8:00am e desmontamos rápido as barracas, tomamos um belo café da manhã a beira mar e ficamos um tempo contemplando a praia até partirmos para a próxima praia, a Praia Grande do Bonete. Caminhamos até a ponta da praia onde existe uma placa amarela com informações aos turistas. Iniciamos a trilha e alguns minutos depois já tínhamos um lindo visual da Praia Grande do Bonete. A trilha levou uns 15 a 20 minutos e logo estávamos na Praia Grande do Bonete. Chegamos e logo vimos que bem no começo da praia havia uma bica de água potável geladinha. Caminhamos um pouco e decidimos acampar quase que no começo da praia mesmo, do lado que não tem casas na beira da praia. Armamos nossas barracas na praia debaixo de algumas árvores e de frente para o mar. Fizemos uma fogueira para o almoço e janta e ficamos neste local por três dias. No primeiro dia conseguimos finalmente entrar no mar, conseguimos também tomar banho em um bolsão de água doce que tem atrás das pedras no começo da trilha e fizemos um belo jantar vegano pra fechar o dia com chave de ouro. No segunda dia acordamos um pouco mais tarde, colocamos as barracas pra tomar um pouco de sol, tomamos um belo café e fomos caminhar até a outra ponta da praia que olhando de longe parecia que tinha um movimento de pessoas por la. Caminhamos até lá e descobrimos que havia alguns bares abertos onde tomamos uma bela de uma gelada e carregamos nossos telefones. Retornamos ao camping e pegamos duas mochilas vazias e dois de nós retornamos a trilha até o Mercado Garotão para comprar umas geladas e alguns petiscos. Fomos e voltamos em menos de duas horas e passamos o dia neste paraíso. No terceiro dia na Praia Grande do Bonete acordamos por volta das 9:00am, tomamos café, entramos nas águas geladas daquele mar lindo de águas cristalinas iluminado por um lindo sol que contrastava com o céu inteiramente azul. Logo depois, dois de nós como combinado anteriormente, retornaram a trilha até o ponto de ônibus para aguardar mais um integrante da nossa trupe. E como iríamos passar perto do mercado já aproveitamos e compramos algumas bebidinhas, petiscos, um bom repelente, que foi para não faltar mais nada até o final da trilha. Recomendo o repelente de creme, pois o de spray não faz efeito nenhum para os mosquitos de lá hahahaha. Compramos um óleo ou essência de citronela que seria de colocar em lampiões para espantar o mosquito, mas ao invés de colocarmos em lampiões nós colocamos no nosso próprio corpo e deu muito certo ahuahauha! Este dia foi um dos mais divertidos, com mais um integrante fizemos um grande rango, bebemos algumas cervejas, bebemos algumas biritas e tomamos também o único, o verdadeiro, o legítimo, o melhor de todos, the best, o Drink do Gato. Um drink elaborado por um dos integrantes da trupe e que se tornou o sucesso durante toda trilha ahahuahuauah inclusive para alguns caiçaras. Mais informações só chamar que posso passar os ingredientes e a forma secreta de se fazer. Poucos conseguem tomar! Drink do gato! Pra vocÊ aprender! kkkkkkkkkkkkkkkkkk Não conseguimos imagens do drink pois as condições não eram favoráveis no momento após a ingestão do mesmo kkkkkkk. Ha alguns rumores de que alguns dos integrantes corriam loucamente na noite em direção do mar tentando loucamente se banhar nas águas "quentes" da praia hahauahuahua iluminado por uma lua fantástica. O integrante ainda tentava persuadir os outros a entrarem no mar com dizeres: "Gente vemmmm, ta quentinha, a água ta quentinha! Vemmmm gente! Uhuuuullll!" Hauhauhuhuah Foi sensacional! --> Drink do gato! Pra você aprender! kkkk Acordamos e mantemos o protocolo. Barracas ao sol, acender a fogueira, café forte pra acordar, ficamos algumas horas por ali aproveitando o lindo sol que fazia no dia, tomamos um belo banho de mar e logo partimos para próxima praia. A trilha fica no final da praia em um muro de pedras com algumas placas indicando o lado correto. Foi umas das partes um pouco pesadas desta trilha, talvez por causa do peso que estávamos levando, em alguns lugares a trilha se tornava um pouco ingrime dificultando um pouco nosso ritmo. Em alguns trechos também se abriam clareiras mostrando um lindo visual. A próxima praia que nos aguardava na verdade seriam duas em uma. A Praia Deserta fica junto com a Praia do Cedro e são divididas por algumas pedras, mas muito fácil de se atravessar por elas. Ou pra quem não gosta de se aventurar em pedras, existe uma trilha que passa por de trás delas muito rápida e segura também. Armamos nossas barracas na primeira praia, a Praia Deserta. Ficamos bem de frente para o mar do lado da placa da trilha das sete praias. O lugar é cheio de árvores e tem ótimas áreas para camping selvagem e proibido, como diz nas placas que encontramos novamente na praia. Acredito que não tivemos problemas com isso por causa da baixa temporada, pois a trilha é muito movimentada na alta temporada e a fiscalização talvez seja mais rigorosa. Ficamos por dois dias nestas praias, a segunda praia, a Praia do Cedro contém uma área de camping e um bar que ambos estavam fechados por causa da baixa temporada. Existe também uma bica d'água encanada bastante gelada que tanto usamos para tomar banho quanto para beber. A praia é pequena mas encantadora pela beleza. Após dois dias fantásticos nessas praias infelizmente com muita tristeza que caminhamos para a última praia da trilha. Desmontamos nossas barracas, retiramos todo o lixo, fizemos um café forte, arrumamos as mochilas e partimos para Praia da Fortaleza. Mas antes ainda tinha mais um lugar muito lindo pra conhecer, o Pontão da Fortaleza. Um lugar surreal e único que fica um pouco antes de chegar na praia da Fortaleza virando a esquerda na própria trilha. Chegamos por volta das 16:00am no Pontão da Fortaleza com um tempo de trilha de aproximadamente uma hora por causa do peso das mochilas, pois em alguns trechos da trilha o caminho se torna um pouco mais ingrime dificultando um pouco a trilha. Ficamos no Pontão por quase duas horas contemplando a beleza do lugar. Até cogitamos acampar por la mesmo, mas acabamos decidindo retornar a trilha e finalizar a Trilha das Sete Praias na Praia da Fortaleza. Andamos por alguns minutos nas areias da praia até entrarmos em umas das ruas onde se vê uma igreja. Caminhamos nesta rua e na bifurcação viramos a esquerda e caminhamos até o bar do Zé Mineiro onde fechamos nossa trilha e nosso dia com uma bela cerveja gelada. Retorno - 12/06/19 - Retorno 13:30pm - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$40,00 - Praia da Fortaleza x Praia da Sununga-> Ônibus R$3,80 Na própria praia da Fortaleza existe um ponto de ônibus indo tanto para Ubatuba quanto para Caraguatatuba. Aguardamos por alguns minutos e pegamos um ônibus sentido Ubatuba pelo valor de R$3,80 e descemos no ponto dos postos de gasolina. Este é o ponto mais próximo da praia da Sununga e da Praia do Lázaro. Ficamos por lá mais quatro dias no Camping Sununga e depois encontramos um BlablaCar por R$40,00 pra cada que nos levou até São Paulo e finalizamos assim mais um Mochilão pelo litoral norte de São Paulo. Vlw Mochileiros! Gratidão. ❤️ Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  10. 1 ponto
    Oi gente, me chamo Bruno, tenho 22 anos e sou do signo de gêmeos. Eu estou me organizando para meu primeiro mochilão, a princípio quero conhecer o nosso país e logo ir conhecer os países vizinhos (sem pressa nós chegamos longe né non ? Kkkkk) estou levantando uma grana para poder ir de boas mas pretendo ficar voluntariando em Hostels, conhecendo pessoas novas pelo Couchsurfing e quem sabe até acampar, eu to planejando um rolê meio que roots, enquanto estiver viajando quero fazer grana também, fazendo doces, lanches para vender, eu quero o prazer de novas histórias, momentos, culturas, e de viver como realmente eu quero. Estou a procura de companhia, pretendo sair de Porto Alegre em dezembro, vou deixar meu email aqui em baixo caso queiram entrar em contato para trocar umas ideias. É nós, e obrigado pela atenção. Email: [email protected] https://www.instagram.com/en_viado/
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    @João Rosenthal é a minha preocupação maior é o valor que eu tenho para gastar. A partir de março de 2020 estarei desempregado e com muito tempo para viajar. Boa dica essa do aeroporto vou ficar contemplar isso no roteiro. Vlw
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    @lobo_solitário Obrigado pelas dicas, estou pensando em colocar um gasto de 35 euros por dia mesmo não achando que gastarei isso....assim terei uma margem para imprevistos/oportunidades que possam aparecer na viagem. Eu estava pensando nisso, em não deixar o meu roteiro fechado e conforme for aparecendo oportunidades eu vou me adequando. Uma pergunta, vocês acham que é melhor eu definir todos os continentes que eu irei visitar e tentar comprar as passagens com antecedência ou deixar a vida me levar e comprar uma passagem mais cara mas que na hora tenha valido a pena?
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    Leste da Europa? É mais barato sim, mas não chega a ser padrão Ásia. Diria que 30 euros é o limite para países como Romênia ou Hungria.
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    Se for sem contar passagens, dá fácil. Lá é tudo muito barato, você encontra hostel a 8 euros e refeição a 3.
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    @j.leandrosilva por mais que voce tenha planos de arrumar um trampo pelo caminho, mesmo nao sendo legalizado, na minha opiniao nao seria uma boa escolha ja sair de casa contando com isso, que ira conseguir um trampo e o couchsurfing. Faça planos com a grana que irá ter, e se pelo caminho voce conseguir de alguma forma meios para economizar a grana, ótimo! com isso voce vai planejando postergar a volta a medida que o dinheiro for rendendo. De certa forma os países escolhidos na Europa nao têm um custo de vida alto, e na Asia nossa grana rende bem. Entao pode ser uma boa tambem ficar alguns meses na Europa e a partir de lá pegar um voo para a Asia. Pesquise bem, existem várias opçoes de partida e numa dessas voce pode achar um bom preço da Europa para algum hub com boas opçoes de voo na Asia.
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    Eu fiz agora em abril/maio um mochilão de 27 dias na Austrália e Nova Zelândia. Sendo 16 dias na Austrália e 11 na Nova Zelãndia. Em breve vou dar uma melhorada com fotos, form,atação preciso selecionar ainda, mas já estou postando uma versão inicial. O Voo foi São Paulo/Santiago/Sydney e Auckland/Santiago/São Paulo - Comprado na Tam por R$ 3100 ida/volta. O trecho São Paulo/Santiago foi pela Tam e trecho Santiago/Sydney foi pela Qantas. Recomendo fazer essa rota, mesmo que seja mais caro, pois atualmente é a rota mais curta, além do fato que Qantas é muito boa, pode pegar bebida alcoílica quase à vontade (tem umas cervejas autralianas bem boas), o avião é 747, extremamente estável, não teve quase nenhum aviso de atar cintos em todo voo, o avião quase não treme. Na volta de auckland, o avião da Lan já é mais velho, um Airbus A340 um pouco menos confortável, mais no padrão TAM, não é ruim, mas Qantas é bem melhor. O jeito que resolvi fazer a viagem foi com uma mala com uns 20 kg, para levar bastante roupa e ter que lavar pouco as roupas, além disso estava com casaco pesado por conta do frio da Nova Zelândia. Se comparar com mochilão com menos roupa, e o custo para despachar não muda tanto pelo peso nas companhias da Austrália e Zelândia. Para lavar roupa nos hostels da Austrália e Nova Zelandia não é tão barato. Sai até uns 10 dólares para lavar/secar. Além desse benefício, com mala vc pode comprar quase tudo que der na telha. Eu digo quase pq eu queria comprar um PS4 que tava barato na australia comparando com Brasil, mas daí ia ter que ficar levando o trambolho pela viagem inteira, acabei desistindo. Não tive muito transtorno pelo fato de ter levado mala ao invés de mochilão nos hostels, pois amarrava a mala no beliche com cadeado de bicicleta. Boa parte dos hostels tem locker, o que ajuda. Para organização e achar as coisas, acho muito melhor que mochilão, mas vai de cada um. Um ou outro hostel tinha um pouco de escada, mas nada demais. Quanto ao cambio, eu tinha comprado VTM de AUD e USD antes do aumento do IOF e em espécie na cambiobr de SP, que faz entregas grátis para São Paulo . Para australia, recomendo comprar dolar australiano em espécie no Brasil. Para Nova Zelândia, eu levei dolar americano e troquei na casa de câmbio Travelex do aeroporto em Queenstown. Na verdade, pela conta que eu fiz no final dava quase na mesma comprar dolar neozelandes aqui no Brasil ou trocar dolar americano lá em termos de custo. Para quem for entrar primeiro por Auckland acho que já mais vantagem levar dolar americano e trocar nas casas de câmbio do centro, pois no centro tem casa de câmbio em tudo quanto é lado, o que não ocorreu na cidade que eu entrei na NZ, em Queenstown vc fica dependendo mais dos bancos em horário bancário. Uma dica importante não fique dependendo apenas de um cartão, sempre dá lei de murphy de não funcionar. Leve cartão de débito, de crédito separado, enfim quanto mais opções de pagamento melhor. No hostel de auckland nenhum cartão queria passar, sorte que estava com $$ vivo. Recomendo fortemente comprar chip de celular para Australia e nova zelandia. Nem todos os hostels tem internet gratis (uma parcela significativa cobra pelo uso de internet) e os que tem internet paga são bem caras. Alguns chega a ser 3 AUD por hora ou 15-25 aud por semana. Para não ser um criterio de escolha de Hostel a internet ser grátis, recomendo chip, que vai gerar economia, além de ser uma mão na roda para descobrir as rotas no transporte público, que na Australia e NZ não é tão simples. Se vc tiver um chip e celular com GPS fica ridiculamente fácil usar o transporte público. Mesmo que for poucos dias, acho que vale o investimento. Além de eu não ter que levar guia de turismo, pois consultava tudo no celular no aplicativo do tripadvisor, por exemplo. Na Australia, o chip foi comprado no aeroporto de Sydney na Optus, peguei o plano que era 2 AUD por dia, como ia ficar 16 noites/17 dias, paguei 40 AUD. Na Nova Zelandia (aeroporto de Queenstown), peguei um chip da Vodafone por 30 NZD que dava direito a 1 GB de internet. Quase no final da viagem, a internet acabou e eu comprei mais 500 MB por 20 NZD, só que daí me deram mais 500 MB de bonus. Para quem acha que torrei muita internet, quando vc fica fazendo backup online das fotos vai uma banda violenta, usei muito skype também que gasta banda. Enfim, quando vc está viajando e usar muito a internet é isso, rsrs. De companhias aéreas na Australia, eu fiz tudo por jetstar (low cost da Qantas), pois estava com melhor preço. Como dica, muita gente achou meu itinerário maluco na Austrália, o que aconteceu é que a combinação de voos era mais barata e adicionava só uma hora no voo. A Jetstar é uma Ryanair da europa melhorada, vc pode fazer check-in online dois dias antes e escolher o lugar para sentar, mas eles vendem tudo a bordo. A única coisa chata que ocorreu é que eles canceleram o voo de hobart para brisbane (só tem 1 voo diário) cerca 1 mês antes da viagem e deram várias opções de mudança, mas como já estava com os dias tudo certinho e o roteiro também, acabei aceitando fazer um voo com escala em Melbourne, o que adicionou umas 2h30 no voo. O preço das coisas à bordo não é absurdamente caro comparado com a média das coisas da austrália, acho parecido com o que vc encontra numa loja de conveniência. Em todos os voos eu comprei Byron Bay cookies que são muito bons e um refri por 5 AUD o combo, muito bom esses cookies. Existem outras companhias como virgin, tiger e Qantas, que fazem os voos internos na nova zelândia. Em termos de pontualidade, o máximo que atrasaram voo foi 10 ou 15 minutos e eles ficavam pedindo desculpas e avisando toda hora que o voo estava atrasado. Para quem for para a Nova Zelândia, o melhor jeito é ir para lá de Melbourne pela Jetstar para Queenstown, pois vc vai para o extremo sul. Mas esse voo é só 3 vezes por semana se não me engano, caso contrário só voo com conexão. Outra opção é ir para Christchurch/wellington ou auckland, mas como quase todo mundo vai querer descer ao sul para Queenstown, vai gerar uma perda grande de tempo ir para o norte e voltar para o sul, a não ser que faça de avião. Na nova zelandia, pelo que eu vi tem voos da Qantas/Jetstar e Air New Zealand. Mas a companhia que mais tem voos internos é a Air New Zealand, que tem voo para tudo quanto é lado. A Air New Zealand já não é uma companhia low cost, eles servem no avião, água, café, balas e biscoito de manuka honey (muito bom). Eu recomendo para qualquer pessoa que for para NZ para ilha sul que tente fazer um voo com avião pequeno (turbo-hélice) pela Air NZ, vc tem uma vista espetacular durante seu voo inteiro. Para quem já foi para santiago do chile, é mais ou menos como ter a cordilheira dos andes durante o seu voo inteiro na sua vista. Como os aviões são pequenos (para umas 50 pessoas), são turbo-hélice da ATR. Eu fiquei com medo de andar de turbo-hélice, mas por tudo que li é tão seguro quanto avião à jato, o que muda é que ele é mais destinado para aeroportos pequenos (ele tem muito mais tração e consegue decolar numa pista pequena) e é mais lento, uma viagem dura mais. Por tudo que li, da questão de segurança falam que depende muito mais da companhia aérea do que do avião utilizado, então muita companhia da áfrica já teve acidente com esses aviões menores, mas falam que é principalmente por falta de manutenção. Na Nova Zelândia, há um cuidado muito grande com segurança e a air new zealand é uma das companhias mais seguras do mundo. Muita gente fala que os voos com turbo-hélice são mais sujeitos à turbulência pq eles voam mais baixo (3000 m de altura). Eu achei muito tranquilo os voos, foi como qualquer avião à jato, não teve qualquer turbulência. Na ilha norte já não achei tão interessante fazer voo pela paisagem, pois não é tão montanhosa, mas de qualquer jeito é uma bela economia de tempo dependendo do itinerário comparando com ônibus ou carro. Na austrália e Nova Zelândia, por todos os seis voos que eu fiz, achei tudo muito rápido, chegar nos aeroportos (vc precisa despachar mala 30 minutos antes), passar pela segurança, retirada de bagagem. Em um voos internos na australia e NZ, em geral dá para sair sem muito medo 1h30 antes do voo, pois muitos aeroportos ficam a 15/30 minutos do centro e precisa despachar bagagem até 30 minutos antes do voo. As bagagens chegam muito rápido, para mim demorou uns 15 minutos no máximo. Acho que esperei mais minha mala em guarulhos (1h30) do que somando todos os tempos de todos os 7 voos que fiz na australia e NZ. Quanto à fazer o mochilão sozinho, achei tranquilo, não tive grandes problemas. O único problema é o custo, pois muitos passeios que poderiam ser feitos de carro se tiverem vários motoristas, eu fiz de excursão. Em geral gostei, pois durante os longos trajetos eu podia descansar e muitas vezes dormir nos ônibus. Gostei de todos os guias também, são locais muito conhecedores e ajuda você a entender a cultura local. Por sinal, quase todos os hostels tem inúmeros panfletos de excursões e fazem as reservas dos passeios se você solicitar. Eu preferi fazer isso por minha conta, pois nem sempre eles te mandam para o lugar mais barato, as vezes eles tem desconto também. As vezes pela internet dá para achar uns cupons de desconto. Em geral eu preferia deixar tudo marcado, porque mesmo em baixa temporada tem passeios que esgotam, daí vc pode deixar de fazer se não se planejar. Muita gente quando for para Austrália e Nova Zelândia vai perceber que não existe forma de vc fazer boa parte dos passeios por transporte público. Mesmo os mochileiros acabam fazendo boa parte dos passeios por excursão. A outra opção é alugar um carro e dividir com outros. A dica em geral é não ser muito mão-de-vaca, escolha os melhores hostels e não decida pelo preço. Vi muita gente que falou que escolheu hostel na hora e depois não gostou. Os passeios são caros e pronto, você não vai atravessar o mundo de novo tão cedo na maioria dos casos. Então, se planeje para fazer os passeios que se interessa. Outra dica muito importante planeje todos os passeios que vc vai fazer antes, nas cidades pequenas da australia e NZ tudo fecha muito cedo. Exemplo, se vc chegar 7 da noite em queenstown e resolver fazer um passeio no dia seguinte para milford sound é bem provável que não ache aonde reservar. Em geral para quem decidir marcar antes um passeio e tiver medo do tempo, em geral é tranquilo mudar o dia com as empresas de turismo. É só questão de eles terem disponibilidade no dia que vc quer. Estava com previsão de chuva no dia que eu ia para blue mountains, daí adiantei 2 dias o passeio e me dei bem porque choveu bastante. O roteiro que fiz foi o seguinte: 6 noites Sydney - chegada em voo da Tam/Qantas vindo de GRU/SCL 4 noites Hobart (Tasmania) - chegada em voo pela Jetstar 2 noites Brisbane - chegada em voo da Jetstar 4 noites Melbourne - chegada em voo da Jetstar 3 noites Queenstown - chegada em voo da Jetstar 3 noites Wellington - chegada em voo da Air New Zealand 3 noites Rotorua - Chegada em voo da Air New Zealand 2 noites Auckland - chegada em ônibus da Intercity e saída em voo da LAN/TAM para SCL/GRU O preço das passagens internas foi na média uns 100 AUD por trecho. O trecho da australia para nova zelandia foi por volta de 200 AUD. Os trechos na nova zelandia foram por volta de 100 NZD por trecho. Agora a descrição dia à dia 20/04/14 - Chegada por volta das 16h00. Fiquei hospedado no hostel Bounce em Sydney, próximo à estação central. É considerado pelo hostelworld o melhor hostel da Australia. Achei bastante limpo, limpezas frequentes no banheiro. Realmente é bem legal e localizado do lado da estação central (eu acho a melhor localização de sydney em termos de ser realmente central, perto de tudo). É um hostel ótimo para socializar se vc vai sozinho. Eu reservei diretamente no site por 44 AUD a diária em quarto quadruplo. Recomendo reservar com antecedência, mesmo em baixa temporada, pois esgota rápido e quem chega sem reservar pode até conseguir quarto, mas pode ter que ficar mudando de quarto e os quartos pequenos esgotam rápido. 21/04/14 - Walking Tour "gratuito" da http://www.imfree.com.au/ . Esse tour é de umas 3 horas (o da manhã e da tarde) e é baseado em gorjetas, o pessoal dá em geral 10 AUD e foi o que eu dei, cada dá o que quer. É bastante interessante, dá uma boa noção da cidade. Nesse mesmo dia, fui de tarde para o Jardim botânico e NSW art gallery. Recomendo fazer esses dois juntos, pois a entrada da galeria é pelo jardim botânico, ambos são grátis e muito legais. A NSW é uma galeria no nível das da europa (não é um louvre ou british museum, mas é excepcional). No fim da tarde, fui à Sydney Tower (entrada era uns 25 Aud), entrei pouco antes do por do sol (por volta das 5 da tarde e por do sol era um pouco antes das seis). Acho a melhor hora para ir, pois pega o dia antes do por do sol, o por do sol e a noite. As fotos ficam bacanas, acho que o dinheiro vale. 22/04/14 - Ida às praias bondi e Manly. Como não sou fã de ficar tomando banho de sol e nessa época do ano a água já está fria (na praia vc vê mais surfistas do que banhistas), resolvi conhecer as duas praias no mesmo dia . Comprei um passe ilimitado diário (dá direito a todos onibus/trens/ferrys por 1 dia) e peguei o trem para bondi junction e um onibus para bondi beach. Demora +- 1 hora para chegar lá. As rotas vi pelo google maps. é bem preciso. Acordei bem cedo (umas 6 da manhã), pois estava com jet lag e fui para Bondi e cheguei umas 8 da manhã. No fim da manhã fui para Manly de onibus + ferry (de watsons bay). Eu cheguei um pouco depois que o ferry direto tinha saído, daí acabei pegando dois ferrys (watsons-cirtular quay-manly). COmo a viagem de ferry é bem bonita, não é de todo mal gastar tempo assim. No começo da tarde parti para o museu maritimo (ferry + onibus) e cheguei umas 15h30. Comprei a entrada completa (uns 25 AUD), que dá acesso à todos os navios, é bem bacana, entrei em submarino e navios antigos, só devia ter deixado para ir com mais calma, pois fecha 17h00 e precisa de mais tempo. Esse é um dos melhores museus de sydney, recomendo, nunca tinha entrado dentro de um submarino antes. 23/04/14 - Tour para Blue Mountains. Resolvi ir com excursão, pois estava com medo de ter que fazer trilhas sozinho e achei vantagem em termos de economia de tempo, pois já estava incluso ida ao zoo feathersdale. Na verdade, o mais barato para quem quer economizar é ir de trem e se não quiser ficar andando muitos quilômetros, é pegar um onibus hop-on hop-off nas blue mountains (que é uns 30 aud). Para quem for fazer esse passeio desse jeito, o ideal é pegar um passe semanal de transporte de sydney que inclui o trem para blue mountains por cerca de 65 AUD. O tour que peguei foi da http://www.activitytours.com.au/ . Eu reservei pelo viator, pois tinha um cupom, que dava desconto. Na verdade para blue mountains tem mais de uma dezena de empresas que fazem esse passeio. O preço foi por volta de 100 aud. O interessante desse passeio comparando com outros mais baratos é que incluia entrada para Featherdale Wildlife Park, que é um zoologico bem interessante de sydney (não fui no Taronga, que é mais caro e também é longe), a entrada desse zoologico estava inclusa, mas quem for pagar é por volta de 30 AUD. Além do valor do tour, eu paguei para ir no funicular/teleferico das blue mountains que era uns 35 AUD. É bem bacana, além disso tem umas trilhas exclusivas, mas não é extremamente necessário para ter uma boa vista das blue mountains. De qualquer jeito se não estiver super apertado de dinheiro, recomendo fazer, complementa a experiência. De noite, fui numa balada chamada Sidebar, que era perto do hostel e por conta de parceria do hostel ganhava uma cerveja grátis. A balada era boa, mas não fiquei muito tempo, pois tinha um tour no dia seguinte logo cedo. 24/04/14 - Tour para Hunter Valley, fiz um tour pela mesma activity tours (foi por volta de 100 aud tambem) e achei bem bacana, fomos à 3 viniculas, com direito à desgutação de cerca de 8 tipos de vinho em cada (são doses bem pequenas, não fica bêbado). Como os vinhos dessa região são muito bons, é um passeio que vale a pena. Para os que estiverem pensando se vale a pena, os vinhos australianos estão entre os melhores do mundo junto com frança/itália/espanha/chile e pelo que vi de alguns rankings, apontam hunter valley ou yarra valley como uma das dez melhores regiões do mundo para degustar vinhos. De noite, fui numa balada chamada Ivy, era bacana, mas como era feriado no dia seguinte, ela estava insuportavelmente cheia, de qualquer jeito falam que é uma das melhores baladas de Sydney. 25/04/14 - Esse dia estava bastante chuvoso e era feriado, o Anzac Day. Tinha o desfile dos veteranos da guerra e passavam diversos músicos tocando gaita de foles, era muito longo, assisti apenas uma meia hora, pois começou a chover bem forte. O interessante é que a Austrália não tem muito uma cultura própria, os músicos de gaita-de-foles estavam vestidos como escoceses. Eu queria ir para um museu, mas as ruas estavam interditadas pela parada e não sabia como desviar á pé, daí decidi ir para o shopping almoçar, dar uma olhada nas lojas e assisti um filme (20 aud o ingresso). Para compras, achei muita vantagem em cosméticos/perfumes, eletrônicos vale a pena também comparando com o Brasil. Roupa não vi muita vantagem, mas não cheguei a pesquisar muito. De noite, fui com um brasileiro que estava no meu quarto num restaurante italiano no "The rocks", que tinha uma boa pizza. Esse "the rocks" tem um monte de restaurante bacana e algumas casas noturnas também, é bem bacana, tipo uma vila madalena de São Paulo. 26/04/14 - Para ir para o aeroporto de Sydney, rachei taxi com um cara do meu hostel que estava indo para o aeroporto.Para 2 pessoas, o preço de taxi é igual de trem. Se não for em horário de pico do transito, taxi é mais confortável que o trem. Peguei voo cedo para Hobart, na Tasmania pela jetstar. Em hobart peguei o transfer tasredline http://www.tasredline.com.au/ que custa 30 aud para ir e voltar ao aeroporto da cidade. Fiquei hospedado no Hobart Hostel. Esse hostel foi o menos confortável de toda trajetória (acho que foi uns 90 AUD por 4 dias). Na verdade, pelas avaliações é o melhor hostel de Hobart. Ele é limpo, mas a falta de tomadas é bastante ruim, o quarto não tem quase lugar nenhum para apoiar as coisas, não tem locker no quarto, apenas pago e pequeno perto da recepção. Os ponto positivo é a localização e foi o mais barato entre todos os hostels que fiquei na Australia e Nova Zelândia. O dono é português, o que pode ajudar para os brasileiros que não falam bem inglês. De tarde, visitei o museu da Tasmania, é grátis e tem uma boa coleção. 27/04/14 - excursão para Port Arthur pela Grayline. O preço foi por volta de 100 AUD. Eu reservei pelo viator com cupom de desconto. É um passeio bem bacana, é uma linda construção histórica, uma antiga prisão. A natureza em volta é bem bonita. É um passeio super recomendado que não pode faltar. 28/04/14 - De manhã, eu peguei um onibus de excursão (acho que era uns 30 AUD) e fui para o Mount Wellington, que tem uma vista lindíssima de Hobart. Nesse lugar é bom levar roupa para muito frio, estava ventando uns 70 Kmh, nunca tinha visto tanto vento e estava com neve descongelando, devia estar uns 4 ou 5 graus lá encima. De tarde eu peguei o ferry e fui para o museu Mona, é um museu de arte moderna muito interessante. Só o passeio no ferry já rende lindas fotos. Eu li que falam que é um dos principais museus do mundo em cidades pequenas, comparável ao Guggenheim em Bilbao na espanha. O ferry custa 20 AUD e a entrada mais 20 AUD. 29/04/14 - excursão para Bruny Island pela Bruny Island Safaris. O preço foi por volta de 130 AUD. A bruny island proporciona lindas paisagens. Para chegar lá é necessário colocar o veículo num ferry. Recomendo bastante o passeio. 30/04/14 - Voo para Brisbane. Esse dia foi meio perdido, pois a Jetstar tinha cancelado o voo +- 1 mês antes e eu tive que fazer o voo com escala em Melbourne. A outra opção que eu tinha era pedir o dinheiro de volta, mas o único outro voo direto disponível era da Virgin e estava o olho da cara. A outra opção era cancelar minha ida para Brisbane e ir direto para Melbourne, mas também não quis fazer isso. Eu fui de trem para o aeroporto, que é uns 30 aud ida/volta. Eu fiquei hospedado no YHA de Brisbane, é um bom hostel, o bom é que existem quartos com suíte para 4 pessoas, o que ajuda no conforto. A diária foi 42 AUD por dia. De chato, a única coisa é que passam trens até as 11 da noite e a partir das 5 da manhã. De qualquer jeito, até que dormi bem. Eles organizam alguns eventos noturnos de integração, tem um bar anexo. Tem uma piscina na cobertura, até parece mais hotel que hostel. Na primeira noite participei de um torneiozinho de poker que dava direito a um JUG para o ganhador. JUG para quem não sabe é uma jarra de cerveja para dividir. Normalmente o jeito mais barato de tomar cerveja em grupo é comprando JUG. Individualmente vc não vai comprar jug porque a cerveja fica quente. 01/05/14 - Eu não poderia deixar de conhecer a Gold Coast ainda que eu não seja um fã de ficar tomando banho de sol na praia. Eu peguei trem e ônibus e fui para Surfers Paradise. O preço dessa viagem é por volta de 25 AUD ida e volta. Eu acordei bem cedo e cheguei lá umas 9 da manhã e fiquei até umas 11 da manhã. É uma região bonita, bem turistica, com muitos prédios no entorno. De tarde voltei para Brisbane, eu visitei o zoológico Lone Pine Koala Sanctuary. É um zoologico excepcional, é muito divertido, os cangurus ficam numa reserva separada soltos, vc pode alimentar eles, tirar fotos com eles, não ficam em jaulas. É possível tirar fotos alimentando os coalas, mas é necessário pagar um extra. O ingresso foi por volta de 30 AUD; Você pode ver os demônios da Tasmania sendo alimentados. Eu achei melhor que o Featherdale de Sydney, foi um dos lugares que mais gostei na Austrália. 2/5/14 - voo para melbourne pela manhã. Bem na hora que eu ia do hostel de brisbane para a estação, começou a chover forte. Fui obrigado a pegar um taxi e paguei 10 aud para um trajeto que era uns 10 minutos a pé. Daí fui de trem para o aeroporto a partir da roma station. Em melbourne peguei o transfer skybus ( http://www.skybus.com.au/) que te deixa quase na porta do hostel, era uns 30 aud ida e volta. De tarde, fui à National Gallery of Victoria, que é um ótimo museu gratuito. De noite, eu fui assistir um jogo de Aussie Rules (futebol Australiano), que é um jogo parecido com Rugby, eu achei meio chato o jogo, mas é interessante para conhecer a cultura australiana, é o esporte mais popular em Melbourne e em geral da Australia. Pelo que me falaram mais ao norte da australia, o Rugby é popular e ao sul o futebol australiano domina. O ingresso do jogo foi 25 AUD para o lugar mais alto do estádio. 3/5/14 - Fiz um walking tour gratuito pela manhã da Im free Walking Tours (o mesmo de sydney), é muito legal ouvir a história da cidade. Você começa a entender como que surgiu uma cidade tão recente, que é tão rica. De tarde, o tempo mudou (tradicional de ocorrer em Melbourne) e choveu bastante. Falam que melbourne tem 4 estações num dia é verdade. Chove forte com sol, sem sol, fica nublado, volta a chover. Depois fui num churrasco de brasileiros universitários que conheci na Tasmania que moravam em Melbourne. Deu para a matar a saudade de carne, porque carne em restaurante em geral é muito caro e a carne eu achei média, então não estava comendo o nosso tipo de carne. 4/5/14 - Ida para Phillip Island. Essa Phillip Island é uma ilha em que os Pinguins aparecem na costa após o por-do-sol. É interessante, um espetáculo da natureza, mas é um tanto decepcionante, pois você não pode tirar fotos. Eu até tirei umas fotos clandestinas sem flash, mas como é de noite não aparece quase nada. É uma viagem muito longa. Visitamos também uma vinícula na Phillip Island. Sinceramente se pudesse escolher, acho que teria ido ao yarra valley fazer um outro tour se vinhos ou andaria mais pelas atrações locais de Melbourne. 5/5/14 - Daytrip para Great Ocean Road (doze apóstolos). Esse foi meu momento favorito na Australia. É uma longa viagem de Melbourne, mas vale a pena. As paisagens das formações rochosas no meio do oceano são lindas. Também passamos no caminho por um parque de coalas (nessa altura eu já não aguentava mais ver coala) e em melbourne é pior, pois não pode haver contato próximo com os animais. Realmente os coalas não me interessaram muito. 6/5/14 - ida para queenstown na Nova zelandia. Com a diferenca de fuso, o dia de chegada foi quase perdido, pois perdi tempo com a diferenca de fuso, 3 horas de voo, casa de cambio. Cheguei no hostel depois das 4 da tarde com um tempo mega chuvoso. Queenstown foi um pouco a decepcao da viagem. Muita gente fala que o tempo de la eh temperamental. Comeca a chover e fica dias assim. Não costuma chover muito forte, mas quando chove fica chovendo por muito tempo. E vc não consegue apreciar direito as paisagens com névoa. Eu praticamente nao consegui ver as remarcables, pois tinha neblina qse o tempo todo. Queenstown nao eh muito interessante com tempo ruim, nao tem quase nada para fazer. Nem o jetboat deu para fazer, pois o rio estava muito cheio. Bunge jump eu não quis fazer, pois é muito emocionante para o meu gosto, assim como skydive, que também não quis fazer. Apesar que eu acredito que com tempo ruim também não tinha skydive pq os aviões pequenos não voam com tempo ruim e nem vale a pena, pois o legal é fazer com vista limpa. De madrugada nessa época estava fazendo 0 graus e no começo da manhã estava uns 4 graus. Durante o dia esquentava e na máxima ia para uns 9 graus. Recomendo um casaco bem pesado com capuz e segunda pele para proteger as pernas. O casaco eu já tinha, mas a segunda pele eu tinha comprado no brasil na http://www.decathlon.com.br/ . Eu fiquei hospedado no adventures queenstown (35 nzd por dia). Esse hostel eh excepcional, expecialmente se pegar um quarto suite para 4 pessoas que ajuda no conforto. Te tratam super bem como se fosse da casa. Tem várias atividades no hostel. Tem que reservar com muita antecedencia. Todos os dias vi gente chegando e indo embora sem quarto. Eh o melhor hostel de queenstown e jah ganhou varias vezes como o melhor da nova zelandia. 7/5/14 Pela manha fiz um tour de senhor dos aneis pela nomad safaris. Eh uma empresa especializada em passeios em carros 4x4. O meu tour foi para glenorchy. Eh uma linda regiao. Como disse anteriormente o tempo nao ajudou. O passeio eh bem aventureiro, o carro passa no meio do rio. Pode ficar tranquilo que eles tem radio com a base se atolar. Como tinha chovido muito o guia sofreu para guiar. De tarde nao consegui fazer nada. Ia andar de jetboat e cancelaram o passeio pq o rio tava muito cheio. Tentei fazer um cruzeiro normal pelo rio e foi cancelado pq ninguem quis fazer e eles pediam 2 passageiros. Fui no casino e queria jogar poker, mas nao tinha mesa de poker na hora que eu fui. Enfim, foi bem decepcionante. Fiquei assistindo filme no hostel. De noite fui ao fergburger. Essa casa de hamburgueres é mundialmente famosa depois que a CNN apontou como a melhor casa de hamburgueres do planeta. Eu gostei bastante, não achei o melhor que comi, mas é um ótimo hamburguer, é um tanto apimentado como a maioria das comidas da Austrália e NZ. 8/5 Esse dia foi um dos grandes momento da NZ. Fui para milford sound de onibus bate-volta pela Jucy (foi uns 110 nzd). O passeio eh basicamente umas 4 horas de viagem para ir e 4 horas para voltar e um cruzeiro de uma hora e meia para ver os fiordes. Eh magnifico. A viagem de ida eh fabulosa, com excesso das estradas muito sinuosas, que dao um certo enjoo em pessoas como eu. Os fiordes em milford sound sao lindissimos. Cachoeiras mil. O passeio foi lindo, adorei. 9/5/14 estava em queenstown logo cedo. Queria ir na skyline, mas o tempo estava horroroso. Fiquei vendo tv pela manha. Parti para wellington de tarde em aviao turbohelice bimotor da air new zealand e a essa altura o tempo tinha melhorado um pouco. Recomendo essa viagem. O voo inteiro eh maravilhoso, com lindas oportunidades para fotos. Tem que ser aviao pequeno para a viagem ser bonita, pq turbohelice voa a 3000m de altura e ele voa mais devagar. Eu paguei uns 110 nzd com bagagem pelo voo. Um scenic flight custa uns 300 nzd. Ou seja, esse voo eh bem mais barato. Wellington eh sempre meio renegada pelos turistas. Se alguém for fã de senhor dos anéis eh o lugar numero dois a ir. O primeiro eh hobbiton, que falarei depois. Wellington é o lugar que tem mais locações de senhor dos anéis em toda nova Zelândia, pois é onde o Peter Jackson mora e o estúdio é lá. Eu fiquei hospedado no YHA de wellington em quarto quadruplo com suíte. É um bom hostel. O conforto é bom e a localização também. Eles organizam algumas atividades. Não é o melhor hostel para socializar, mas tá valendo. Foi 35 NZD por dia. No primeiro dia fui ao museu Te Papa, confesso que esperava mais, é um museu interessante, possivelmente um dos melhores da Nova Zelândia e é grátis. Tem arte maori, algumas coisas interessantes. Vale gastar umas horinhas nele. 10/5/14 - Fiz um tour de Senhor dos Anéis pela Rover Tours. Na verdade esse foi o motivo que me fez ir para wellington. Esse tour é fabuloso. Li algumas avaliações de que era o melhor tour de senhor dos anéis da nova Zelândia e entre os que fiz é excepcional. Você conhece weta caves (estúdio de senhor dos anéis, tem chance de tirar foto com o Galdalf) e vários lugares que foram filmados senhor dos anéis, incluindo o Kaitoke regional park, que foi filmado rivendell. O almoço é com pratos com nome dos senhor dos anéis.Tipo o salmão era o prato do Gollum. Esse tour foi 190 NZD e eu achei que valeu cada centavo. O guia foi excelente, eles tem acessórios de senhor dos anéis para tirar fotos, mostra fotos das locações, conta histórias. Esse tour com certeza é muito melhor que o de queenstown. http://www.wellingtonrover.co.nz/index.php/lord-of-the-rings-full-day-tour 11/5/14 Fiquei andando pela cidade de Wellington. Fui no cable car que leva para o mirante, museu do cable car (é bem pequeno, vc gasta uns 15 minutos dentro) e jardim botânico pela manha. Na hora do almoço fiz um tour grátis de uma hora pelo parlamento, é muito interessante, eles mostram um vídeo do parlamento de como ele foi feito para ser à prova de terremotos, eu descobri que a rainha da inglaterra é a mesma deles. Eles explicam a estrutura do governo. Como eu nunca tinha entrado num parlamento foi interessante. Depois fui museu marítimo e do mar de Wellington, é um museu grátis e é interessante, apesar que para quem já tinha ido no museu de Sydney, o de Sydney era muito melhor. Mais tarde já não tinha mais muito que eu tivesse interesse, daí fui ao cinema. 12/05/14 - peguei um voo logo cedo da AIR NZ e em um hora já estava rotorua. Essa viagem de avião não é tão interessante. Para quem quiser economizar e tiver tempo, pode fazer de ônibus. È um dos poucos aeroportos que o transporte público ao centro é barato, foi só 2,5 NZD pelo que lembro. Fiquei no crash palace backpackers. É um bom hostel, bem localizado. Tem algumas atividades noturnas, tipo torneio de poker, sinuca, filmes, etc. Esse daí eu resolvi pegar quarto individual com banheiro compartilhado, pois não era tão caro (paguei cerca de 35 NZD) e a essa altura do campeonato eu já estava querendo um pouco de privacidade, após dormir mais de 20 dias seguidos em hostel. A única coisa chata do hostel é que eles não deixam consumir bebida alcoolica de fora do hostel dentro do hostel. No dia da chegada fui à Hobbiton, que é a cidade dos Hobbits de Senhor dos Anéis. É muito legal, é um passeio imperdível, vc vai andando pelas vilas dos hobbits e tira lindas fotos. No final vc ganha uma cerveja no PUB com decoração Hobbit. 13/05/14 Fui aos parques dos geysers Wai-O-Tapo e Waimangu. Os dois são imperdíveis. O primeiro parque tem um geiser (lady knox) que explode todos os dias de manhã (às 10h15). É muito bonito. Depois no parque tem várias trilhas que vc passa pelos lugares com atividade vulcânica, as cores do enxofre junto com a água são lindas. Tem várias opções de trilha dentro, mais longas e curtas. Eu fiz a trilha mais curta, pois ia embora 12h00. O cheiro é ruim, mas não insuportável, lembra o do rio tietê de São Paulo. De tarde fui ao Waimangu, tem uma trilha que vc demora pelo menos umas 2 horas para fazer à pé por uma descida e depois vc pode voltar de ônibus ou à pé.Achei mais bonito o waimangu, mas por outro lado ele não tem um geyser ativo. Como já estava cansado e o motorista do ônibus passava às 15h00, voltei de õnibus. Esses parques termais não tem muito jeito, tem quer ir de excursão (geyserlink). O passeio foi por volta de 110 NZD e já incluia a entrada dos parques. http://travelheadfirst.com/local-legends/geyser-link-shuttle/ O wai-o-tapo cobrava por volta de 30 NZD para entrar. O Waimango era por volta de 35 NZD a entrada. No fim tarde fui ao Tamaki Maori Village, que é vila Maori mais famosa de Rororua, é bem interessante, você tem a chance de experimentar o modo de preparo maori da comida, eles explicam tudo da cultura, fazem apresentações, danças. Foi por de 100 NZD o passeio com jantar incluso, bem carinho por sinal, mas achei que valeu a experiência. 14/05/14 Fiz um bate-volta para Waitomo Caves. Na verdade dava para ter ido depois para auckland, mas opções que vi de transporte público eram muito demoradas. Em waitomo tem várias opções mais radicais. O que eu escolhi foi fazer 3 cavernas (Aranui, rukuari e Glowworm). A glowworm é a caverna mais famosa que fica um mar verde no teto, lindíssimo, é a caverna mais famosa, a desvantagem é que não pode tirar quase nenhuma foto. As outras cavernas são tão legais quanto, só que não tem os glowworms ou tem pouco. A vantagem é que nas outras cavernas dá para tirar umas fotos bem bacanas. Esse passeio foi 176 NZD e incluia a entrada de todas as cavernas. Se fosse pagar avulsa as cavernas seria 96 NZD. Ou seja, o custo do transporte foi 80 NZD. Eu tinha olhado onibus normal e não era muito mais barato que isso e era bem pior em termos de horário. http://travelheadfirst.com/local-legends/waitomo-wanderer/ A única coisa que talvez valesse mais a pena era pegar o onibus que terminasse direto em Auckland, mas como eu já tava com hospedagem paga e esse passeio não tem todo dia não me adiantava, daí acabei voltando para rotorua de noite. Além disso, já tinha pago um ônibus com antecedência rotorua/auckland por 1 NZD + 4 NZD de taxa de reserva. 15/05/14 Fui logo cedo para o museu de rotorua, é interessante, tem uma visão bonita da cidade na cobertura, tem um filme interessante mostrando a história de rotorua. A entrada é meio salgada pelo tamanho do museu, 20 NZD. Na verdade meu objetivo era ir ao skyline, mas daí descobri que não era perto do meu hostel e daí ficou meio apertado o tempo. Eu também queria ter ido às piscinas termais, mas não deu tempo. De tarde peguei o bus da intercity para auckland. Foi tranquilo, a única coisa é que pelo transito, atrasou a chegada uns 50 minutos. Sim o transito de Auckland lembra o de São Paulo, é melhor, mas não deixa de ser muito ruim. Eu cheguei de noite e fiquei no hostel Attic Backpackers. No geral é um bom hostel. Eu fiquei em quarto individual com banheiro compartilhado novamente, tem uma área legal de integração com o pessoal. Achei bacana. Eu paguei 50 NZD por diaria. 16/05/14 De manhã fui para a Sky tower e depois fiquei passeando pela queen street que é a principal rua de auckland,fiz umas comprinhas, mas confesso que não achei que valia muito a pena as coisas lá não, talvez em outlet, lojas específicas, mas no geral as coisas em loja são caras. De tarde fiz um city tour. Não achei nada de especial em auckland. Que valia a pena achei só o Michael Joseph Savage Memorial Park, é bem bonito e a sky tower vale a pena. Queria ter uma noção de auckland pelo pouco tempo que eu tinha, mas acabei achando meio desnecessário o city tour. Quase todo mundo tem que passar em Auckland por causa de voo, mas fora isso 1 ou 2 dias tá ótimo. 17/05/14 Eu queria ir de manhã no auckland museum, mas acabei desistindo, fiquei com medo de demorar por conta do meu voo, o ingresso era caro e eu já tinha visto mais de um museu com arte maori, acho que não ia ter muita novidade. Peguei no fim da manhã um onibus para o aeroporto de auckland. Fiz escala no chile. Foi tudo tranquilo, com exceção que a TAM demorou 1h30 para aparecer com minha mala em guarulhos. Na volta o grande inconveniente foi o jetlag, sofri por uns 3 dias acordando 2 da manhã. A diferença de fuso de 15 horas para SP é bem pesada. Para quem quiser fazer umas comprinhas de última hora vindo da NZ, faça-as no Chile, que o duty free é bem mais barato. EU comprei um chocolate lá no chile que eu vi que era metade do preço que custava no duty free do GRU.
  18. 1 ponto
    Legalmente não pode, porque é considerado trabalho, mesmo que não receba. Uma opinião, acho que seria melhor depois dos 3 meses ir a outro continente, porque muita coisa na Europa é igual, no final já vai estar um pouco de saco cheio do mesmo estilo de cidade, que sempre será aquele formato de uma igreja antiga, uma praça grande, um castelo por perto, etc. Na Ásia dá pra fazer 30 euros ao dia, o único custo alto é a viagem, já que é do outro lado do mundo.
  19. 1 ponto
    Acho que se passar 30 dias só nas praias de Ubatuba, mesmo assim, não se conhece todas.
  20. 1 ponto
    Oi Rogério, na vila do Abraão tem diversas empresas que vendem serviços, com certeza existem guias. Porém, para ser honesto, nunca contratei guia, primeiro porque as trilhas são bem fáceis de serem feitas. Segundo porque nunca fiz volta inteira, sempre que queria ir para o outro lado pegava uma lancha, na época pagava 30 reais e eles me levaram para lá. A lancha eu contratei na vila do abraão. Espero ter ajudado, esse lugar é muito bom!
  21. 1 ponto
    Em julho do ano que vem irei à Paris fazer um curso. Gostaria de aproveitar e tirar uma semana de férias na praia e estou pensando em ir ou em um road trip pela Provença e Côte d'Azur ou para a Costa Amalfitana, sobretudo Capri. Qual destino vocês sugerem? Pensando em preços, atrações, melhores praias e etc. Ainda não conheço a Itália, então essa seria a primeira vez no país.
  22. 1 ponto
    O conceito de "muito frio" varia um pouco de acordo com a origem da pessoa, para alguém de Fortaleza ou Salvador, 15ºC é super frio, mas para alguém de Curitiba ou Porto Alegre, é uma temperatura até razoável. Diferente do verão, quando dá aquela pancada de chuva torrencial e 1 hora depois já tem sol, no inverno europeu é comum chover por 2 ou 3 seguidos praticamente sem parar, não é uma forte, mas sim uma chuva fina e intermitente, que é horrível do mesmo jeito, pois lhe deixa igualmente todo molhado e ficar molhado com temperaturas de 10ºC é horrível, a sensação é de muito mais frio. Então viajando no inverno, eu gosto de focar mais em cidades grandes, onde tenha bastante atividade indoor, como museus, castelos, igrejas, palácios, galerias de arte, etc para você visitar e conhecer. Assim se você tiver o azar de pegar 1 ou 2 dias destes dias "chatos" onde chove praticamente o dia inteiro, você tem bastante opções de coisas para visitar sem precisar se molhar todo e congelar até os ossos. Algumas cidades que na minha opinião oferecem bastante opções de atividades adequadas para qualquer época do ano, inclusive no inverno, seriam: Lisboa, Madrid, Barcelona, Paris, Londres, Amsterdam, Roma, Florença, Veneza, Viena, Praga, Budapeste, Munich e Berlin. Locais que pessoalmente eu evitaria no inverno seriam: Irlanda, Escócia, por que o clima que já ruim no verão, fica pior ainda no inverno, dificilmente pega um dia de sol. Eu também evitaria destinos de praia ou natureza, como por exemplo Grécia, Croácia, Eslovênia, etc, onde vcoê fica muito dependente do clima para fazer qualquer coisa ao ar livre. Eu também evitaria roteiros com muitas cidades pequenas do interior, pois geralmente o interessante nestes locais é a cidade em si, ou seja, ficar passeando na rua, curtindo a paisagem e arquitetura, o que pode ficar um pouco prejudicado quando está fazendo 5ºC, ventando ou quando está chovendo. Escandinávia e Leste Europeu (Polônia, lituânia, Estônia, Ucrânia, Russia, Bulgária, Romênia, etc) eu evitaria por que é frio demais. E Suíça eu evitaria numa primeira viagem, por que é caro demais!
  23. 1 ponto
    Rapaz, aí tu mexe com as emoções. Minha primeira viagem pela Patagônia (fui até Ushuaia e depois subi até Santiago) em 2011 foi num Symbol 1.6 16v. Nem pneu furado eu tive!
  24. 1 ponto
    Xexelo, boa noite! Existe a possibilidade de vc sair antes de 26 de dezembro?
  25. 1 ponto
    DIA 1 – 6 DE JULHO, SÁBADO: O dia em que tudo começou! Londrina > Foz do Iguaçu, 510km, 7h de viagem (Estado do Paraná) Saímos pela manhã de Londrina-PR (com uma temperatura agradável de 1oC) rumo a Foz do Iguaçu. Acabamos dormindo na minha mãe pra facilitar a saída e café da manhã, pq qualquer par de dias longe do neto dela ela se despede como se ele estivesse partindo pra um intercâmbio. Na volta é aquela choradeira, falta correr pra abraçar o João... se a Astrid encontra a gente no “Chegadas e Partidas” vai achar que faz 10 anos que a gente não se vê, kk! #filmanoisastrid Partimos às 8h30 e seguimos com uma viagem tranquila cujo caminho já era nosso velho conhecido, os pedágios (6 no total) mais caros do Brasil e do mundo estão nesta rota. Como já fomos diversas vezes para Foz nossa estada na cidade foi só quebra de trecho mesmo. Mas quem tiver tempo, fique! A cidade está linda e bem cuidada nos últimos anos! Recomendo fortemente os passeios pela ITAIPÚ, as cataratas (do nosso lado e do lado argentino), marco das 3 fronteiras, entre tantos outros. Adoro Foz do Iguaçu. Mas voltando ao relato, chegamos em Foz numa friaca desgraçada, depois de muito pão de queijo e coquinha a bordo (e nossa garrafa inteirinha de café), conhecemos nossa anfitriã (a Léo) e fomos fazer uma trilha numa mata perto da casa dela em que quase congelamos (pq a gente já chega se enfiando no mato). Trilha perto da casa da Léo! De volta em casa e já a noite fomos ao Catuaí Shopping (londrinense não resiste né...), perto da casa da Léo tb, pra comer! Lá o João quis ir num parque que confesso, até eu queria ter ido. O Gui comprou uma camiseta, o João quis jantar Subway mas a gente não embalou não. Acabamos indo depois em um mercado (Super Muffato, pq londrinense não se aguenta parte 2, kkkk) onde jantamos (eu e Gui) e compramos umas bobeiras. No shopping também fizemos câmbio em um estabelecimento que ficava na saída de uma das garagens, a tarifa estava melhor (1 real x 10 pesos) que uma loja do saguão (1 real x 9,80 pesos). Trocamos pouco, só pro começo, pois estávamos na esperança de conseguir melhores taxas na Argentina. De volta pra casa fomos tomar um vinho comprado no mercado. A nossa anfitriã tinha ido num casamento, coitada, tava quase nevando! Logo adormecemos e nem vimos ela chegar! Detalhe que quebramos o abridor de vinho dela pra abrir nossa garrafa, eee laiá! Vinho na caneca, que claaasse! Gastos do dia (em reais) Combustível (ainda álcool): 128,80 Pedágio: 81,50 Alimentação: 75,58 Compras: 39,90 Diversão/Entradas: 37,00 Câmbio: 500,00 (5000,00 pesos argentinos) DIA 2 – 7 DE JULHO, DOMINGO: O dia em que tudo começou de verdade! Foz do Iguaçu > Corrientes, 602km, 9h30 de viagem (Províncias de Missiones e Corrientes) Acordamos bem cedinho, temperatura negativa e morri de dó da nossa anfitriã que levantou junto pra preparar um café da manhã bem regado. Cara, eu vi tudo que ela gastou naquele café, ela encomendou pães e bolos da vizinha... me pergunto se ela não hospeda gente só por diversão... Tb fizemos nosso café pra viagem (a gente toma muito café, rs) e logo partimos! Deixei 30 reais pra Léo comprar um abridor de garrafas novo. Depois de descongelar o carro (sério), saímos às 8h15 com aquele friozin na barriga (e no resto do corpo tb pq tava o carai de frio)... íamos cruzar uma fronteira por terra, de carro, assim, pra ir longe, pela primeira vez. Das outras foi só um “tô indo ali almoçar”. Foi difícil descongelar, tivemos que ir jogando água aos poucos pra não engrossar a crosta de gelo! Celular no modo avião... VALENDO! Na imigração argentina informamos que estávamos indo pro norte do país, o que não era mentira, mas não quis ficar dizendo que tb ia pra outros países. Rapaaaiz, rolou uma imigração de aeroporto europeu! O moço perguntou pra onde exatamente íamos (falei o nome das cidades) e na seguida pediu pra ver hospedagens (entreguei os recibos airbnb impressos). Além dos passaportes pediu o documento do carro, mas não solicitou carteira de motorista nem seguro. E poxa, ninguém me deu parabéns pela aventura que eu tinha planejado, hahahauaha, só carimbaram os passaportes e adelante! Pois bem, assim o fizemos. Adelante. Seguimos pela rota traçada nos mapas baixados do google e logo que pegamos a Ruta Nacional 12 (sentido Posadas) tinha lá um posto da Polícia Caminera, mas estava inativo. Ruta 12! Vamos fazer uma pausa pra apresentar a polícia argentina? Vamos! Nas estradas a gente encontra fiscalização da Polícia Caminera, que é local, daquela província ou cidade onde se está passando, e tb da Gendarmeria Nacional, equivalente à nossa PF. Se vc conversar com gente que transitou pelas estradas argentinas com certeza vai ouvir relatos de corrupção... aqui mesmo no fórum tem algumas histórias. Trata-se da Polícia Caminera! Principalmente na Província de Missiones, que é esta que faz fronteira com a gente. A Gendarmeria via de regra não tem esta prática. Mas atenção às datas das coisas que lêem... se repararem bem, os relatos de corrupção são um pouco antigos (de 3 anos atrás ou mais) e recentemente ouvi ou li quase nada sobre este tipo de problema! Prevenida que sou, e bem pouco propensa a participar desse abuso chamado corrupção (se estou certa não vou pagar propina, e se estou errada prefiro pagar a multa), segui à risca as dicas do @mateusmaps no tópico que indiquei no início do relato: li com atenção o código de trânsito argentino e imprimi partes importantes, imprimi o formulário para relatar abuso policial e procurei seguir todas as normas da estrada, além dos equipamentos obrigatórios. Passamos por inúmeros, acho que centenas, postos de fiscalizações e posso adiantar: polícia não foi problema em nenhum momento da viagem! No começo eu fui anotando cada posto de polícia do caminho, ativo ou inativo, se pararam a gente ou não, mas depois desisti, são MUITOS. TODOS os postos pelos quais passamos, sejam eles fixos ou móveis (com radares) estavam sinalizados. Todos, sem exceção! Tanto Caminera quanto Gendarmeria! Sempre que avistávamos atividade diminuíamos a velocidade, ligávamos o pisca alerta e baixávamos os vidros do motorista e traseiro, para verem quem estava dentro do carro. ISSO ME PARECEU MUITO IMPORTANTE, se o vidro está fechado eles mandam parar. Além de demonstrar respeito pelo trabalho de fiscalização deles. Em raríssimas ocasiões pararam o nosso carro (acho que umas 3 ou 4), mas sem mandar encostar nem nada, na fila de carro mesmo (nunca fomos parados sozinhos num posto, sempre tinha muito carro) e perguntavam de forma neutra ou até bastante educada onde estávamos indo! No que sempre respondíamos: ao norte, Salta e Jujuy! As vezes perguntavam de onde estávamos vindo, respondíamos a cidade em que tínhamos pernoitado na noite anterior! NINGUÉM revistou nosso carro, NINGUÉM foi grosseiro, não houve nenhuma ameaça ou suspeita de comportamento duvidoso. E novamente adianto: finalizando a viagem, já quase em Iguazu, neste mesmo posto policial Caminero que relatei estar inativo no início da viagem, um policial pediu que encostássemos (o carro estava num estado que realmente gerava curiosidade), pediu carta de motorista do Gui, documentos do carro e carta verde. Ao ver que estava tudo no meu nome pediu minha identificação, no que entreguei o passaporte. Perguntou de ontem estávamos vindo (respondemos que fomos ao norte e ao Chile) e para onde estávamos indo (Iguazu para dormir e retornar pro Brasil amanhã). Agradeceu e adelante. ÚNICO que solicitou documentos. Ou a gente tem cara de gente boa (o que é verdade, kkk) ou as coisas mudaram na Argentina (o que tb penso ser verdade)! Continuando! Mais alguns radares sinalizados e logo depois que passamos por este primeiro posto inativo da Caminera tinha um ativo da Gendarmeria. A policial nos parou, olhou e só pediu pro João Gui ajustar o cinto atrás (ele passa o cinto do meio e tira o braço da parte de cima pra conseguir dormir, ficamos mais atentos com isso pra ninguém pegar no pé). Até San Inácio Mini, nossa primeira parada, passamos por um pedágio de 70 pesos! Já era quase hora do almoço e fomos conhecer as famosas ruínas jesuíticas! Eu não vou aqui ficar me alongando na história, mas a visita foi BEM legal! A entrada custou 250 pesos por pessoa! Estas ruínas foram restauradas e abertas à visitação na década de 40 e estão entre as mais conservadas das 30 missões ou reduções do tipo, encontradas no Brasil, Paraguai e Argentina. E tem toda aquela história da “catequização” dos indígenas e tals. Acho que por ser domingo estava bem movimentado, mas focamos nas ruínas mesmo (tb tinha um museu que visitamos rapidamente) e depois fomos almoçar por perto. Ruínas de San Inácio Mini (missões jesuíticas) O almoço ficou em 400 pesos, uns sanduíches e um PF. Tb abastecemos por perto (1200 pesos, 49,98 por L) num posto Axion e seguimos viagem. A Gendarmeria nos abordou mais uma vez e perguntou onde estávamos indo... respostas de sempre. Pegamos mais 2 pedágios de 70 pesos cada e fomos acompanhando a diminuição do tamanho da floresta, que de mata atlântica nas proximidades da fronteira (Iguazu) foi ficando parecida com cerrado e entrando na água... os famosos “chacos” ou campos alagadiços! Campos alagadiços! Adoro! Tb fomos acompanhando a peculiaridade do "trânsito" de motocicletas... não existem regras! Qualquer um pode pilotar, em qualquer condição. Capacete não existe! Mas vamos lá! Chegamos sem problemas na casa do nosso anfitrião, que mais parecia um palácio. Um senhor elegantérrimo mora no local, bem central! Como já mencionei antes, nos acomodamos na dependência dos fundos da casa dele (César) a tempo de ver o segundo tempo do Jogo do Brasil que acabou campeão da Copa América sobre o Perú. Foi hilário ver o narrador argentino NÃO comemorando nossos gols, rs. Logo depois saímos pra comer e dar uma andadinha! Seguindo uma dica do anfitrião, fomos jantar num restaurante anexo a um posto SHELL bem próximo da casa dele (520 pesos), bem legal. A andadinha foi breve, não fomos pro lado certo da “praia” (Rio Paraná) e estava bem frio. Passamos no mercado (660,85 pesos) e fomos tomar nosso vinho sagrado de cada dia em casa! Gastos do dia (em peso argentino*) Combustível (nafta super): 1200 Pedágio: 210 Alimentação: 1580,85 Diversão/Entradas: 750 Léo: 30 reais (deixado de manhã pra ajudar no café) *embora a cotação tenha variado ligeiramente nos 3 câmbios que fiz, adotar 1x10 facilita bastante a conversão para reais! CONTINUA
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    Junho é o melhor mês do ano em Lisboa. Há a Feira do Livro, começa o verão e é o mês dos Santos Populares, dos arraiais e dos casamentos de santo António. Se milhares de turistas visitam a cidade todo o ano, muitos portugueses vêm a Lisboa neste mês para as festas da cidade. A capital portuguesa veste-se de todas as cores, de música, de sardinhas, caldo verde, cerveja, arroz doce e manjericos. Quem conhece a cidade das 7 colinas sabe que há bairros ainda muito tradicionais, em que a boa vizinhança é lei e onde (ainda) “toda” a gente se conhece. Falamos em “ainda” e em “toda”, porque o espírito bairrista acabou por conquistar estrangeiros que se têm mudado para prédios reabilitados ou para alojamentos locais estrategicamente localizados. Se, por um lado, temos turistas e novos residentes apaixonados pela cidade, por outro, temos alguns antigos moradores indignados com a exploração da sua cidade amada e com o elevar dos preços. Nós achamos que gente nova a circular pela cidade é sempre bom. Então, o que acontece em junho na capital portuguesa? Geralmente, já se anda de roupa de verão, bronzeado a surgir com as primeiras idas à praia, noites mais longas e amenas. 2018 não foi bem assim, mas o português adora reclamar e discutir meteorologia, não deixando nunca de aproveitar as festas. 2019 foi mais tradicional. O feriado municipal é a 13 de junho, com a noite de Santo António a ser comemorada de 12 para 13. Mas a cidade achou que uma noite era pouco e adotou a festa para todo o mês. Afinal, falamos do santo casamenteiro, com um role de histórias românticas de sucesso. Durante o mês há arraiais espalhados pela capital portuguesa. É muito fácil identificar um arraial pelas fitas de cores penduradas entre prédios e postes de luz, os palcos e barraquinhas de comes e bebes. Vários bairros têm festa todo o mês, alguns só aos fins de semana e no feriado. Também encontram uma programação recheada de concertos, com fado no castelo de S. Jorge – podem encontrar a programação aqui. Bares e restaurantes decoram-se para a temática e organizam também eles festas de santos populares. Os bairros que participam nas marchas acabam por ser os mais famosos, ou não fossem as marchas transmitidas na TV. E o que são as marchas? Cada bairro marcha na Avenida da Liberdade (e nos dias anteriores no Altice Arena) com uma música, coreografia original e as suas roupas cheias de brilho. Se querem mais pormenor façam uma pesquisa, vejam videos, a nossa explicação não lhes faria jus, mas é uma espécie de desfile de carnaval sem ser ao ritmo do samba, mas de música tradicional portuguesa. É habitual escolher-se padrinhos famosos, desde cantores, actores, modelos ou apresentadores de televisão. Nos bairros mais tradicionais é um privilégio participar nas marchas e vários moradores dedicam muito tempo precioso a este evento, seja com ensaios, seja a preparar o figurino, seja na organização da própria festa do bairro. Em 2018 participaram 23 marchas, e todas desceram a Avenida da Liberdade desde a rotunda do Marquês de Pombal até à Praça dos Restauradores. Para quem não conhece, é nesta praça o ponto alto do desfile, pois é aqui que se pára para atuar perante o júri. A bem da verdade, vê-se melhor pela televisão, mas o ambiente só se pode sentir estando presente. Acaba por haver letras que ficam no ouvido (Ié ié ié, Alfama é que é) e quase toda a gente fica a saber que ganhou Alfama, mais uma vez. A derradeira noite de Santo António começa num qualquer bairro da baixa lisboeta, onde se deve jantar sardinha ou bifanas. A melhor hora para chegar é o mais cedo possível, para fugir ao trânsito. Aliás, nesta noite/final de dia, os transportes públicos ou as motas são as únicas escolhas viáveis. Se querem comer sardinha, esta deve ser servida em cima de broa e comida à mão. No fim, come-se a fatia de broa embebida no molho da sardinha grelhada. Seja sardinha ou carne, a bebida é “sempre” cerveja, a grande patrocinadora da festa. Recomendamos que façam uma subida a pé até até ao Castelo, passando pela Sé, pelo menos uma vez na vida. Ou podem ir para a Bica, que, tal como Alfama, está sempre a abarrotar, mas não é uma verdadeira noite de Santo António se durante o trajeto não perderem parte do grupo, reencontrarem outros amigos/conhecidos ou fizerem novos. Para quem acha que a noite de 12 para 13 é demasiado confusa, podem sempre aproveitar os fins de semana ou as outras vésperas de feriados do mês. Nestas alturas a festa acaba por ser mais nacional e menos turística. Nós, o ano passado, andámos pelos Santos até fartar. Fomos comer sardinhas ao Pateo 13 no fim de semana anterior, para o Tiago ser introduzido com calma e sem grandes confusões, passeámos no domingo à tarde de máquina fotográfica na mão para assistir à preparação e regatear imperiais (ou finos), e passámos a noite de 12 para 13 numa festa de bairro bem organizada que, lamentamos, mas não vamos publicitar, para não estragar, porque queremos repetir. E fomos no fim de semana seguinte à famosa Vila Berta, vibrar no meio da confusão, num dos espaços mais típicos. Também assistimos ao concerto do Camané no Castelo, com os pais da Raquel, e jantámos na Morgadinha de Alfama. Um mês em cheio! Este ano não fomos à Vila Berta, mas andámos em S. Vicente, na Lapa e fomos à Bica. É uma festa de rua, com muita música, comida e cerveja. Temos de falar no evento de fado que decorre nesta altura no castelo de São Jorge. O Fado no Castelo é uma série de concertos gratuitos, que começam às 22h, com lugares limitados e sentados. Em 2018 aconteceu de 14 a 16 de junho e todos os dias esgotou rápido. Os bilhetes são levantados presencialmente a partir das 20h, no castelo ou no Museu do Fado, até dois por pessoa. Recomendamos porquê? Porque os fadistas são sempre grandes nomes nacionais (este ano, 2019, vai, por exemplo, Ana Moura) e a vista é fenomenal. Lisboa tem vários miradouros, mas poucos terão uma vista tão privilegiada como o castelo. Falámos acima dos casamentos de santo António, acontecem anualmente no dia 12 de junho, desde 1958, organizados pela CM Lisboa. As inscrições decorrem no início do ano e servem para permitir que noivos que desejam casar pela igreja, mas que não têm as condições certas, o possam fazer. Já foi um evento maior, tem perdido um pouco da grandeza porque cada vez é mais comum não casar. Os casamentos de Santo António fazem parte das festas de Lisboa e dão o pontapé de saída para a festa principal. Estava (Raquel) à espera de uma festa já algo alterada para agradar a turistas, afinal os meus últimos santos foram em 2012, ano em que me mudei para Luanda, intencionalmente só após os Santos. Muita gente diz que sim, que está diferente. Eu não achei, ainda vi uma festa muito bairrista, tradicional, à portuguesa e barata (calma, também acho uma sardinha a 2,5€ cara, mas conseguimos beber uma imperial a 1€). Adoro aquela festa de bairro de vizinhos, de partilha de quadras e de comida, de invadir a casa do vizinho para poder ir à casa de banho, de dançar com desconhecidos, de fazer o muito tuga comboio… e isso ainda existe! Ainda se escrevem as tradicionais quadras a Santo António, o santo casamenteiro, para pedir que faça das suas e arranje um par a quem escrever. Nos últimos anos tem sido uma tradição já levada para o lado cómico, afinal, no tempo dos millennials, quem quer admitir que precisa de um santo para casar? Santo António, Santo António És o santo casamenteiro Arranja-me um homem para casar Mas que tenha dinheiro Há várias músicas que ficaram famosas por celebrarem a cidade, como: Olha o castelo velhinho, que é coroa Desta Lisboa sem par! Abram, rapazes, caminho, Que passar vai a Lisboa! (Lá vai Lisboa, imortalizada nas vozes de Amália Rodrigues e Beatriz Costa, mas escrito por Norberto de Araújo). Como podem perceber, nós aconselhamos toda a gente a vir pelo menos uma vez na vida a Lisboa em época de Santos Populares. https://365diasnomundo.com/2019/06/08/vai-lisboa-portugal/
  27. 1 ponto
    Entre novembro e dezembro de 2018 tiramos 10 dias percorrendo o litoral catarinense, 3 foram em Bombinhas e Floripa; cartas marcadas. A parte mais interessante/surpreendente da viagem começa depois da Praia do Luz, mas é impossível não falar nada de Garopaba, Embaú e o Rosa. No total foram mais de 20 praias além Rosa Sul, da quais pelo menos 7 foram memoráveis surpresas. Como Garopaba e o Rosa já são nossos velhos conhecidos, se é que isso é possível, cada vez que volto lá descubro um cantinho novo. Dessa vez foi a Igreja Matriz de São Joaquim, e os sinais indígenas que consegui achar. GUARDA DO EMBAÚ O primeiro dia paramos às 8:00 na Guarda do Embaú, dia perfeito, lá tudo é perfeito. Conseguimos estacionar tranquilo na rua, e partimos a nado cruzei o Rio da Madre, estava uma temperatura agradável. Fomos à Prainha da Guarda e a Lagoinha, depois uma árdua subida até a Pedra do Urubu, a vista lá de cima é sensacional. Inclusive conhecemos um médico que subiu logo após, não acreditei quando ele começou a me contar que tinha medo de andar na trilha e ser atacado por um animal selvagem, rimos bastante. Afinal ele é um profissional que trabalha encarando a morte todos os dias. Descemos, esfomeados. Foi difícil encontrar um restaurante legal para almoçar, só haviam dois abertos: um na margem do Rio da Madre com comidas de turista e um mais no meio da vila com uma comida mais simples no estilo buffet, nossa escolha afinal. Pegamos a estrada, uma longa estrada para chegar a uma praia que fica só uns 4 km da Guarda, a Praia da Gamboa. PRAIA DA GAMBOA A primeira impressão não é muito impactante. Neste dia estava bem deserta, a areia é meio grossa, tem uma água que escorre dos pântanos do entorno, dá um certo nojinho. Mas é sim uma bela praia e que vale a parada, a areia apesar de grossa é bem limpa, e tem umas sombras mais pro meio da praia que me renderam boa hora de cochilo. Saímos de lá umas 16:00 para ir até o Siriú onde seria nosso acampamento. A estrada de terra que liga as duas é uma miragem, vale muito a pena, até porque se for dar a volta pelo asfalto são uns 30 km a mais. EXPLORANDO GAROPABA Chegamos no Siriú e fomos direto para a praia tomar um banho novamente, e procurar um SUP para o dia seguinte. Achei o Clodoaldo, um simpático senhor e fechamos por um precinho camarada na manhã seguinte duas pranchas. Acampamos, num camping muito aconchegante, e bem estruturado. No dia seguinte às 7:00 já estávamos rumando para a Lagoa do Siriú, onde fizemos um passeio longo até às 10:00 remando, tá certo que a última meia hora foi um caos, o vento nos castigou em contrário. Ainda fomos nas dunas fazer uma esfolação. Dessa vez fiz sandboard, cai tombos de todos os jeitos mas aprendi, kkkkk. O negócio difícil! no começo. Como se não bastasse fomos para o Rosa Sul e trilhamos pela Trilha do Luz sob os últimos raios do Sol. Um espetáculo. Para voltar pedimos informação e entramos num túnel de árvores que leva até o Rosa, o tal do Caminho do Rei. Não foi nada fácil, com pouca luz, o tamanho da subida, e o cansaço acumulado, precisamos fazer algumas pausas inclusive. Mas no final achamos uma viela que cortava, depois de terminar o caminho do rei, cerca de 1 km pela estrada comum. Um pouco de medo de entrar em local privativo? Tivemos, mas o cansaço era mais forte que o medo, kkk. No dia seguinte, fizemos 16 km entre Praia da Ferrugem e Praia do Rosa uma trilha sensacional, na verdade a junção de 3 trilhas (Trilha da Caranha, Trilha do Ouvidor, Trilha da Praia Vermelha). Pela areias e costões foi sensacional.Após uma bela anchova triturada na vila da Ferrugem e um cochilo para repor as energias, nada como um banho refrescante na Praia da Vigia, apesar dos ardido da areia esfolada, para relaxar. Antes da noite fomos ver o Sol se pôr do Morro das Antenas, conheci um morador muito simpático, ficamos conversando até a noite cair por completo. Durante uma passeio na Vila, que começou a chover, aproveitamos para visitar a Igreja de São Joaquim - obra prima, e a convite de um simpático capelão ficamos para acompanhar a missa. ALÉM DO COMUM No dia seguinte, saímos cedinho novamente. Conhecemos a Lagoa de Ibiraquera, e sua praia agradável. Curioso que a partir daqui a paisagem muda drasticamente, de montanhas cobertas de verde, passamos a uma vastidão de areia fina, coberta por pequena ilhas de arbustos e esparsar árvores características do litoral catarinense. Sempre a beira Mar, sejam as estrada pavimentadas ou extensas costeletas (estradas não pavimentadas de areia) que parecem desgrudar os órgãos internos de que se aventura por elas. Chegamos na Praia da Ribanceira, também muito bela, e já quase deserta, mas o que mais impressionou foram alguns metros de areia depois de um trilha de 500 m, numa ponta de Mar que já destruiu uma edificação de suporte aos pescadores fica a, de nome não menos apropriado, Praia dos Amores: fácil se apaixonar. Ademais conhecemos um morador, muito simpático que nos indicou outra preciosidade do lugar acessível apenas por trilha, a Praia da Água. Lá fomos nós cruzar a elevação. Por ela, vários mirantes colocados pelos pescadores que em junho esperam ansiosos os cardumes de tainhas e a Baleia Francas, e que a nós só mostraram tartarugas sofrendo contra a fúria de Poseidon que com as ondas lançava-as na encosta pedregosa. Depois ainda passamos pelas praias de Imbituba, fizemos a trilha do Farol de Imbituba, saindo da Praia da Vila pelo costão e retornando pela trilha comum. Poderia ser chamado de Praia dos Lagartos, tamanha era a quantidade desses répteis que vimos por lá. Ainda seríamos surpreendidos nesse dia pela paixão de um holandês que nos surpreendeu com seu acervo de conchas, inexplicável. Antes de nos escondermos na noite, fomos fazer mais uma trilha, curta, ao menos era o que esperávamos. Minha nossa, foram 2 h intermináveis de sobe e desce rochas, até que saímos na Praia de Itapirubá Sul. Bom, que valeu a pena o rochoso é a melhor experiência de Itapirubá, depois do Museu das Conchas. Cansados, e esfomeados partimos por mais algumas praias, poderíamos dizer mais uma, só não dizemos porque é uma longa extensão de areia com alguns balneários. Acabamos chegando quase à noite já na Ponta do Gi, mais especificamente na Praia do Sol, a tempo apenas de entrar para o camping. O dono logo saiu e ficamos só nos, naquele deserto. Confesso que passei algum medo, lá na Ribanceira o morador tinha falado de alguns saqueamentos que haviam ocorrido recentemente naquela região, simples assim o bando chegava e levava tudo, deixando os campista sem nada, o que me confortava um pouco era o fato de o pátio ao menos ter muro. Seguirei contando, daqui a pouco...
  28. 1 ponto
    Bom conforme prometi segue um link sobre Bruxelas... se você conseguir dar conta de tudo isso em um dia, me ensina como você fez depois kkkk. Somente na Grand Place se você chegar de manha e der um giro admirando a arquitetura para fazer umas fotos, entrar no Hotel de Vile, na Maison do Roi e em uma das Guildas, almoçar por ali mesmo.... da 15:00 hrs fácil... da uma olhada no guia e vê a diversidade de opções... E olha que não falo de Saint Josse ten Nood (durante O DIA E COM CUIDADO NESSA REGIÃO)... não falo da noite em Avenue Louise, Flagey e Chatelain... Se liga que Bruxelas tem lugares perigosos... ja de antemão fija de hospedagem na região de Brussels MIDI ( a estação dos trens internacionais). No Molembeek tem ruas que nem a policia entra... evite também a região de Anderlech https://naviagemdeviajar.com.br/o-que-fazer-em-bruxelas/ Como está pensando na Bélgica, segue também um guia para Ghent: https://naviagemdeviajar.com.br/gent-belgica/#Curtindo_a_noite_em_Gent Sobre Amsterdam, pode ver alguns bate-e-voltas muito legais aqui: https://naviagemdeviajar.com.br/category/um-dia-pelo-mundo/holanda-pais-baixo/ Segue também dois guias muito completos de hospedagem em Amsterdam e Paris... além de um link para nosso canal no youtube onde estou com uma serie sobre hospedagem na Europa! Nesse mesmo canal tenho um vídeo explicando direitinho o deslocamento de trem nessa região que quer visitar!! https://naviagemdeviajar.com.br/category/dicas-de-viagem/hospedagem-na-europa/ https://www.youtube.com/watch?v=MRD8vGWIkSw&list=PL_4zMlUQkR5dHhkdQqm2y1y2_BePIa5YQ
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    Pessoal, a coisa tem se desenhado assim: ida dia 10/10 para Buenos Aires.
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    Oi Zah! Entendo o que você está passando, mas gostaria de reforçar um pouco o que o colega acima falou Na internet todo mundo é feliz, não entra nessa onda da galera do instagram de que viver viajando é só felicidade, porque não é. A vida não é fácil pra ninguém, mas no Instagram só vai a parte boa, e aí você fica com a impressão de que eles que estão certos e você está fazendo tudo errado da sua vida, quando na verdade não é bem assim. Também não estou dizendo que a galera que vive viajando está errada não, minha intenção é só reforçar que não é fácil pra eles também não. Todo mundo passa por seus momentos de incertezas e de dificuldades, alguns dedicam sua vida a viajar, outros a construir uma família, outros a uma carreira bem sucedida... Todos vão ter as suas felicidades e infelicidades, não tem escolha garantida pra você nem para ninguém. Conclusão, se você quiser largar tudo e ir viajar vá, mas não vá com a ilusão de que isso será a solução de todos os seus problemas, porque assim você só vai se decepcionar. Encare como uma experiência de vida, que como qualquer outra vai ter seus prós e seus contras. E boa sorte na sua decisão!
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    Abandonei legal aqui, ein?! Pelo menos terminei 1 país kkkk. Tá foda.
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    Esse era o vento no Valle de La Luna por volta das 16hrs. Na tour das Piedras Rojas estava mais ou menos assim, porém MUITO gelado. Então quem for, vá preparado! 20190426163132_MVI_1016.MP4 20190426163132_MVI_1016.MP
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    A ideia de fazer o relato do meu mochilão pelo chile é partilhar com os outros um pouco da experiência de viajar e servir de incentivo e orientação do que fazer (ou não fazer). Vamos lá! Diário de bordo 1 Sai de Londrina no domingo dia 18/12 às 7:45. Nunca pensei que uma simples viagem de Londrina para ctba pudesse demorar tanto. O ônibus entrou em tudo quanto é cidade, distrito e vila. Mas tbm fez uma parada na famosa "soledade". A máquina de suco natural de laranja é a melhor. Bem, depois de ser "assaltado" com os preços da Parada Soledade, foi hora de seguir viagem. Cheguei em ctba as 17:30. Quase 9 horas de viagem pra percorrer 400 km. O ônibus para Santiago estava previsto de saída às 20:00, mas só chegou as 22:00. A única opção que tive de ônibus foi a Chilebus. Deu trabalho pra compra a passagem, mas tudo funcionou bem. O que me tranquilizou foi que tinha algumas irmãs/freiras, da ordem trapista, que iriam embarcar no mesmo ônibus que eu e já haviam viajado outras vezes neste ônibus e disseram que ele costuma mesmo atrasar. Detalhe, uma das irmãs veio me perguntar se eu estava com bagagens e se eu não poderia assumir uma de suas bagagens. Infelizmente não dava neh. Não dá pra confiar nem em uma trapista hehe. Bem... As 22:00 o ônibus chegou. Embarquei e seguiu viagem. Logo que entrei, de tão cansado que estava eu dormi fácil. Não era nem 1:30 já passamos em Floripa em Porto Alegre as 6:40. Diário de bordo 2 Esse foi um dia de estrada. Saímos de porto alegre as 7:00, rumo ao interior do RS. O motorista não tinha dó de pisar no acelerador hehe Tbm não tinha dó de nós, só foi parar em Uruguaiana, última cidade do Brasil. Paramos para tomar banho e comer. Ahn banho... Como me fez bem! O guia disse que seria uma parada de 1:30. Ficamos um pouco mais de 2 horas parados. Foi bom pq arrumei uma tomada e deu para completar a carga do cel. Depois, mais duas horas parados nas alfândegas do Brasil e Argentina. Engraçado como é uma burocracia burra. Fiscalizam tanto para não fiscalizar nada. Seguimos viagem, agora do lado argentino. No começo pegamos umas estradas ruins, o ônibus andava muito devagar. Foi possível observar um belo por do sol. Depois de servido um lanche logo dormi. Acordei em uma parada lanche e banheiro, mas acho que demorei acordar e so deu tempo de ir ao banheiro rsrs e logo já voltamos para a estrada e dormi dnovo. Diário de bordo 3 Já acordei bem mais no interior argentino. Estava em Rio Coarto, a 465 km de Mendonza. Fizemos uma rápida parada em um posto de gasolina para uma ida no banheiro. Tentei comprar algo de comer, me informaram que não aceitavam reais e nem dólar. Depois, já dentro do ônibus me falaram que conseguiram comprar com reais. Uma pena, estava faminto heheh Agora já é possível perceber alguma mudança na paisagem, já não tão tradicional. Quando chega em Mendonza, aí sim vc percebe que está em outro país. De longe vc começa a avistar os Andes com seu topo ainda coberto de gelo. A sensação de passar pelos Andrés e incrível. Impressiona a grandeza. Depois de muito subir, atravessamos para o lado chileno, e depois de uma via Crucis na alfândega chilena, voltamos a rodar. Se a subida do lado argentino já é lindo, a descida do lado chileno é de tirar o fôlego. A chegada em Santiago foi tranquila. Uma rodoviária apertada, lotada, lembra o camelo de Londrina ou até mesmo a região da 25 de março. Logo que desembarquei, fui atrás de comprar um chip local e trocar alguns pesos chilenos, o que pude fazer na rodoviária mesmo. Na rodoviária tbm tinha mc donalds. Pensei que seria a solução pra minha fome infinita. Pqp, pior Mc q já comi na minha vida! Lanche, suco(sem gelo), batata... Tudo parecia ser do dia anterior. Mas, enfim, eu tava com fome... E mesmo comendo um pouco, continuei com fome kkkkk Chamar um uber não foi tão prático como é no Brasil, mas deu certo. Cheguei no hostel. Hostel Chic. Muito bom! Limpo, organizado, confortável. Tomei um banho e fui dormir, estava exausto. Diário de bordo 4 Acordei antes do cel despertar. Acho q é a vontade de viajar heheh Meu ônibus para San Pedro saia as 9:30, então coloquei o cel para despertar as 7:45 pra ter um tempo de ajeitar as coisas, utilizar do banheiro, tomar café e voltar para a rodoviária. Eu já tinha comprado a passagem no dia anterior. Levantei, arrumei as coisas, tomei café e fui...rodoviária. Comprei passagem pela Turbus. Saiu o equivalente a R$ 250,00. Um tanto barato pelo tanto que vou percorrer. A previsão é de 22 horas de estrada. Tinham me recomendado não pegar o Turbus, mas acho que estavam enganados. O bus e muito confortável e o melhor de tudo é que da pra carregar o cel é o carregador funciona de vdd, ao contrário de muito ônibus que conheço no brasil. Obs. Perdi um carregador portátil de cel no hostel. Inexplicavelmente ele sumiu. Ainda bem que tenho outro. Agora é só esperar chegar em algum lugar descente para comer. Hunnn Quase 10 horas na estrada e o lugar descente para comer não chegou. Não é que não chegou o lugar descente, é que não chegou lugar algum para comer. Graças a Deus que sou o mínimo prevenido e do Brasil eu trouxe algumas porcarias, tipo, bolacha passatempo e pingo de ouro, foi o que salvou. A paisagem, desde que saí de Santiago não mudou muito. Muita montanha e um lugar bastante árido, com pouquíssima vegetação. Cidades uma distantes das outras, com uns 100 km ou mais. Ahn, no meio do trajeto foi possível avistar o oceano pacífico (eu nunca tinha visto outro oceano além do atlântico). Emocionante. Por um bom tempo viajamos com ele a esquerda. O sinal de celular/internet funciona muito bem aqui (pelo menos com o chip q comprei). Funciona até atravessando túnel. Fiz um amigo. Um australiano que sentou ao meu lado depois de algumas cidades. Por sorte ele fala um pouco de espanhol e português. Pq meu inglês é muito amador hahah. Aproveitei uma entrada em uma cidade para comprar algo de comer. Não foi uma parada. Foi só embarque e desembarque, mas o australiano, vendo meu desespero por comida, segurou (pq senão o bus tinha me deixado) o bus enquanto eu comprava um salgadinho da Elma chips. Horrível e caro, diga-se de passagem kkkkk No bus serviram uma bolacha, tipo walfer e um suco (doce que nunca vi igual) Deu pra dar uma enganada na fome. Obs. O cenário muda quando chegamos em alguma cidade. Embora de ruas estreitas, elas parecem bem organizadas, mesmo entre tantas montanha, pedras e areia. Apesar de longa e cansativa, a noite dentro do bus foi tranquila. Agora é só chegar no Atacama. Diário de bordo 5 Primeiro dia no Atacama. Depois de mais de 20 horas de viagem, chegou. Meu hostel ficava bem perto da rodoviária. Cheguei às 9, mas meu check in era só às 14. Victor, que toma conta do hostel deixou eu ingressar, tomar um banho e deixar as coisas mesmo antes do check in. Banho tomado, fui atrás de agências para fazer os tours. Pesquisei algumas, mas a que melhor se encaixou no que eu queria foi a Ayllu, uma agência praticamente brasileira. Fechei com eles ao meio dia e o primeiro tour foi às 14. Só o tempo de almoçar e já ir. Almocei em um restaurante bom. Tortilhas acompanhada de guacamole. Mui bueno! Passei no hostel, peguei a mochila e foi para o tour. Termas de Puritana. Foi quase um tour vip, uma vez que estava só eu e mais um casal de SP. Eduardo e sua namo (não lembro o nome, então pode ser Mônica rsrs). Termas é top demais. Um oásis que corre no deserto. Uns 3000 m de altitude e a temperatura média da água é de 25 a 32 graus. São 7 piscinas, todas próprias para banho. Uma água muito cristalina. É possível ver o fundo em qq lugar q vc estiver. Tentei tirar fotos debaixo da água, mas sem muito sucesso hehe Depois de experimentar das 7 piscinas, foi a hora do lanche da tarde (oferecido pela agência), com prato principal cevichi, muuuuito bom, acompanhado de vinho branco e mais um monte de coisas que nem me lembro. Foi um tour sensacional. Voltei para o hostel já quase de noite. Achei que em San Pedro do Atacama demora muito escurecer. Até 9 ainda está claro. Cheguei exausto no hostel. E ao invés de tomar uma banho e descansar, não... Tomei um banho e fui atrás de uma agência que faz o tour astronômico. Consegui pegar a última vaga do ano, porém, o tour saia a meia noite. Contratei mesmo assim, queria muito fazer. Tem duas horas e meia de duração, ou seja, voltaria as 2:30 da madrugada. Detalhe, as 5:30 a van do tour do dia seguinte passaria no hostel me pegar. Apesar da canseira foi muito bom ter feito o astronômico. A vista do céu aqui do Atacama não tem igual. Uma guia, Alessandra, dava explicações sensacionais, cativante. Faz vc se apaixonar por astronomia. Depois de mais de uma hora de aula a céu aberto, somente com os astros iluminando e um frio de zero grau, foi a hora de observar os astros nos telescópios. Outra experiência única. E para finalizar o tour, tivemos uma espécie de bate papo com um e astrônomo, Alan. Algo sensacional tbm. Acompanhado de chocolate quente. Ônibus me deixou no hostel. Só apaguei. Já dormi com a roupa de acordar no dia seguinte. Ou melhor, dali 3 horas hehehe. Diário de bordo 6 Dia de conhecer as Lagunas Altiplânicas, Vale de la luna e Vale de la muerte. Acordei cedo, muuuuito cedo. Me confundi com o fuso horário kkkkk Mas graças a Deus que foi mais cedo e não mais tarde. Sem contar que já tinha ido dormir bem tarde na noite anterior. Bem... A van passou me buscar no hostel com algum atraso (isso se repetiu outras vezes ). Logo quando saímos em direção as altiplânicas o guia avisa q teremos duas horas de viagem e seria bom que a gente dormisse para chegar bem descansado. Dormir era uma coisa que eu precisava muito. Mas, pera... Cade o encosto de cabeça no banco da van?? Simplesmente não tinha kkkkk (conforto nessas vans tbm nao era o forte da agência) Tentei de várias formas. De varias mesmo, e depois de bastante malabarismo ajeitei um jeito desajeitado para tentar dormir. A canseira era tanta q consegui. Quando estava para chegar nas lagunas, acordei com os sacolejos da van. Chegamos em Piedras Ojas primeiro. Onde tbm tem lagunas. Fazia tanto frio que quase não foi suficiente a roupa que estava vestindo. Somente com o rosto de fora e isso com alguma proteção de óculos de sol, ainda sentia frio. Uma delícia! Piedra Ojas é perfeito. Suas pedras avermelhadas, com contraste do sal das lagunas, as lagunas que mais parece um espelho de tanto que refletem perfeitamente as montanhas que a cercam. Depois de curtir essa paisagem espetacular e poder tirar algumas fotos, a agência preparou um delicioso café da manhã. Eles montaram o café neste cenário. Ainda que fosse meu costumeiro pãozinho com manteiga e café já seria muito bom. Depois dessa etapa, fomos para as Lagunas Altiplânicas, tem os nomes mas não me recordo agora. São perfeitas tbm. Com um azul vivo que parece filtro de foto. Nessas lagunas vc não pode chegar tão perto. Mas tem uma trilha entre uma e outra, com um caminho desenhado por pedras, que vc pode percorrer, um trecho de uns 2 km. Lógico que eu quis fazer. O cenário vai ficando mais espetacular conforme vc vai percorrendo a trilha. Mas, detalhe, estava a mais de 4000 m de altitude, era meu primeiro tour com tanta altitude, então, 2 km se tornam 20 hehehe No final da trilha eu estava quase morrendo. Alguns tinham andado mais rápido do que eu, outros ficaram pelo caminho, e estava só eu e minha garrafa de água de 1,6 que já estava bem menos da metade. Quase desisti, mas era uma questão de honra. Finalmente cheguei na segunda laguna. Recompensador. E a van estava lá esperando. Na volta passamos pelo linha do trópico de capricórnio, o que para mim não é grande coisa rsrs(moro bem perto deste trópico), mas foi bom saber que estava no mesmo grau que em casa. Voltamos para a agência. Serviram almoço pra nós e seguimos para o segundo tour do dia: vale de la luna e vale de la muerte. Tour este onde faz muito sol e muito calor. Entao... Ja comprei mais uma garrafa de 1,6 l de água. E lá fomos. Primeiro no vale de la luna. Sebastian foi o nosso guia neste tour. Primeiro atravessamos uma caverna formada com o trabalho da água do oceano sobre os tantos minerais dessa região, principalmente o sal. Vc pode ver e tocar nos cristais de sal ao longo de toda a caverna. Quando começamos a entrar na caverna, confesso que fiquei com medo. Sei lá... Va que dá um terremoto bem na hora q estou dentro heheh vai saber! Mas não, foi dboa. Alguns trecho da caverna ela se torna bem apertada, por isso o guia recomendou q não levasse nada além do celular, até pq precisaria da luz do cel em algumas partes, mas eu, com medo de dar um terremoto e acabar preso dentro da caverna, levei minha garrafa de água rsrs A experiência na caverna foi além de minhas expectativas. Quando saímos da caverna, subimos um bom trecho a pé, na beira de uma duna enorme de areia. Ao chegar no topo é possível ter uma vista que 360° do vale de la luna. O vale tem este nome pelo fato de todo o seu terreno é muito similar com o terreno lunar. Todo acidentado, cheio de crateras. Parecido com o que vemos nos filmes daquilo que deve ser a lua ou marte. A sensação é indescritível. Uma pergunta não sai da cabeça: como tudo aquilo se formou? Quando ocorreu? Foi somente a força da natureza? Parece impossível! A impressão que fico é que foi tudo cuidadosamente desenhado. Depois do mirante foi a vez de percorremos aquilo que chamam de anfiteatro. Um paredão imenso de rocha avermelhada que lembra muito uma arena do tipo romana. Passamos tbm pelas três marias. Tres, ou melhor, apenas duas rochas em pé, solitárias. Digo duas pq originalmente eram três, mas a algum tempo um turista subiu em uma para tirar uma foto e ela se quebrou. Diz a lenda que foi um brasileiro, porém, eu e meus companheiros de tour resolvemos mudar a lenda e dizer que foi um turista argentino rsrs. Saindo dali fomos para o Vale del la muerte e Pedra do Koiote. Cenário que lembra bastante o do desenho do Papa-léguas. Ali foi nos serviram um lanche da tarde, sempre acompanhado de um bom vinho e apreciamos o por do sol. Retornamos para a cidade e embora estivesse quase morto de canseira, precisei sair para trocar dinheiro. Faz parte da vida de um viajante. Diário de bordo 7 Hj a van até q não atrasou tanto (taaaanto). Era para passar as 5:30 e passou quase as 6. O problema é q a agência colocou 11 pessoas em uma van com 10 lugares e por isso tivemos que passar em um outro local para por um banco a mais. Isso sim ajudou a atrasar ainda mais. Saímos às 6:30. Isso foi ruim. Pq o tour da manhã era nós Gêiseres del Tatio e o fenômeno dos gêiseres são mais intensos na madrugada. Por isso é importante sair o mais cedo possível. As outras agências iniciam o tour dos gêiseres as 4:30 da madrugada. Deixo aqui minha indignação com a Agência Aylu, e sinceramente, se hj fosse escolher uma agência, com certeza não seria ela. Por causa do atraso, nosso guia subiu os 4500 metros de altitude muito rápido, o que acredito que ajudou no mal estar que senti ao chegar no local dos gêiseres. A princípio eu pensei que não conseguiria sair da van. Mas bem capaz... Não tinha como não conhecer este fenômeno. A água sai da terra a uma temperatura média de 80°, o que nessa altitude é mais q suficiente para ferver. O cheiro de enxofre é forte. Um cheiro que parece com o cheiro de ovo cosido. O nosso guia foi muito rico nas informações que passou. Acrescentou muito ao tour. Vapores por toda parte. Águas saindo da terra como se fosse um chafariz. Por todo o parque existem áreas delimitadas para evitar acidentes. Há relatos de turistas que sofreram graves danos com acidentes e outros que até mesmo morreram, tendo em vista que facilitaram e abusaram do espaço. Apesar de algum temor de acidentes, quando respeitado os limites, o tour é tranquilo. Em vários pontos é possível tocar na águas fervendo. Claro que fiz isso por várias vezes. Até pq ajudava a descongelar a mão que estava congelada do frio. Nos gêiseres tem tbm uma piscina térmica que os turistas podem banhar-se. Entrei só um pouco, pois não é recomendável a permanência de mais do que dez minutos, devido a presença de alguns minerais que pode ser prejudicial a saúde. Eu tbm nem queria ficar muito. Tava frio e a água não é taaao quente assim na piscina. Ao sair da piscina tomamos um excelente café da manhã ali nos gêiseres mesmo. A altitude me fez muito mal. Senti mal do estômago, muita fadiga, um mal estar e tontura. Ao contrário dos outros dias, não tive dor de cabeça, mas a sensação não é nada legal. Ao descermos dos gêiseres, passamos por um vale belíssimo. Cheio de verde, vida animal e vegetal. Geralmente os turistas param ali para apreciação da paisagem e claro, tirar umas fotos, mas a nossa van não parou, somente passou bem de vagar, parando em alguns pontos, mas não descemos. Por um lado, eu estava tão mal e até achei bom não ter que descer. Ao retornar para San Pedro, fui imediatamente em uma farmácia q tinha perto da agência e comprei um "sal de frutas". Foi tomar e a mal estar passou imediatamente. Graças a Deus! Pq dali a pouco já tinha o tour da tarde para fazer e não queria perder de jeito nenhum. Algum tempo de espera e já sentindo fome (claro rsrs), partimos em direção as Lagunas Escondidas. Não ficam tão longe de San Pedro. As duas vans lotaram e por isso eu é uma outra turista, Nathalia, tivemos que ir de Hilux, VIPs kkkkk Foi legal que o tivemos um guia só para nós dois. Mas, mesmo tendo um guia só para nós dois, ele não nos alertou de algo muito importante sobre as lagunas escondidas. Bem... As Lagunas Escondidas é um complexo de 7 lagoas formadas por águas subterrâneas e que por estar em uma área rica em sal, elas são praticamente conhecidas como lagoas salgadas. A coloração delas são perfeitas. Contrastam com o branco do sal e variam entre um verde bem claro e vários tons de azuis. Em duas dessas lagoas é possível entrar e o mais interessante, além da beleza, é que a concentração de sal é tão grande que por mais que vc queira ou tente, não consegue afundar. As lagoas aptas para o banho e a primeira é a última. Então, como logo a primeira já era apta para banho, já providenciei minha sunga e cai na água. Como sabia q não afundava, entrei com aquele típico salto meio que abraçando os joelhos. Pqp kkkkkkkk Foi isso que o meu guia vip não me alertou. Não deveria molhar o rosto (claro). É tanto, mas tanto sal que fica insuportável ele no rosto, lábios, olhos e nariz. Logo que mergulhei de cabeça e todas as outras pessoas fizeram um coro de NAAAAO, um colega me arrumou uma garrafinha de água doce que limpei minha mão e depois limpei o rosto. Com isso fiquei zero km. Deu pra curtir a lagoa sossegado. O que me conforta é que outro colega fez o mesmo que eu heheh A sensação de não afundar é muito boa. Estranha no começo, mas assim q vc pega o jeito da coisa fica muuuuito bom. A água é fria e tinha bastante vento, mas, dois min que vc está na água já está acostumado e não quer mais sair. Mas o almoço nos esperava. Um delicioso frango acompanhado de uma especie de pure de batata. Sempre regado com vinho. Comi muuuuito e depois de alimentado fomos percorrer as outras lagunas. O terreno é lindíssimo e é ajuda na beleza das lagunas, como relatei acima. Ao chegar na última (apta para banho), o sol já estava mais baixo e o vento aumentava. Confesso que estava com medo do frio, mas mesmo assim entrei e foi show. A última é muito melhor q a primeira. Maior, mas funda, mais espaço, mais beleza. Se é que isso é possível. Retornamos para a agência. Ao voltar para o hostel, acompanhei algumas meninas que estavam no tour e se hospedavam para o mesmo lado. Paramos em um sorveteria e tomamos sorvetes com alguns sabores exóticos. Delicioso1 Passei na rodoviária para tentar comprar passagem para Santiago. Já estava fechada. Véspera de natal é complicado. Cheguei no hostel, arrumei um pouco da minha bagunça, preparei as tralhas do dia seguinte. Estava quase que sozinho no hostel. só havia mais um casal, mas em acomodação bem longe. Banho tomado, sai para trocar dinheiro e comer com um casal de amigos que conheci no tour. Por ser véspera de natal, os poucos restaurantes que estavam abertos estavam lotados. Encontrei o Felippe e a Rebeca no restaurante combinado, porém, muito mais tarde que o combinado. mas, deu bom! Como eles já tinha jantado, participei só dá sobremesa. Muito boa por sinal. Voltei para o hostel e dormi. Pq amanhã tem mais. Último dia. Diário de bordo 8 Último dia em San Pedro. O dia não começou tão cedo, até pq hj é só um tour. Preferi ir até a agência do que esperar a van passar no hostel me buscar. Até pq quis passar na rodoviária tentar comprar passagem. Não consegui comprar pela internet. Dei azar, rodoviária fechada. Normal, dia de natal neh. Fui para a agência. Não deu tempo de tomar café e já saímos. Dia de visitar o tão esperado Salar de Tara. A caminho de lá passamos pertinho do vulcão Licancabur. Ver de perto é sensacional. Parte do tour foi tbm o famoso Protetor do deserto do Atacama Depois, mais estrada. Mas a estrada não é algo fixo. É no meio do nada. O guia é que vai fazendo em meio as pedras. O caminho é longo, mas todo o trajeto é belíssimo. Ao chegar no Salar de Tara o espetáculo é ainda maior. Imenso, parece que que não tem fim. Um paredão de pedras em meio a penhascos e vales. A vontade é ficar admirando a paisagem por horas. São pedra e rochas de vários formatos, cores e tamanhos. Ainda passamos por outros penhascos de cores diferentes e formas perfeitas q contrastam com o céu azul. Perfeito. A última etapa do tour foi na Lagoa dos Flamingos. A van nos deixou em uma parte bem ao alto, perto do paredão de pedras e descemos por uma trilha. Perfeito! Curti cada momento. Afinal era meus últimos momentos neste paraíso. No fim da trilha, um delicioso almoço nos aguardava. Salmão com mais um monte de coisa. Dessa vez, como já tinha acompanha as outras refeições, fiquei por último para me servir. Sabia q não ficaria sem. E por isso pude pegar bem mais que o normal hahahah Na hora que cheguei na mesa a galera me chamou de pedreiro kkkkkkkk Foda-se, comi muito bem A volta foi bem rápida, até pq não aguentei o sono e dormi uma parte do caminho. Quando cheguei em San Pedro, nem fui para o hostel. Pedi para me deixarem na rodoviária. Graças a Deus deu tempo de comprar a passagem ainda para o dia 25. Era 4 da tarde e o bus saia as 18:45 para Santiago. Comprei uma das últimas passagens. Corri para o hostel. Do qual já tinha feito o chek out, mas o Victor autorizou eu deixar minha mochila lá. Então, tomei banho bem tranquilo, separei o q precisava levar comigo dentro do bus. Carreguei o cel é o carregador portátil e pronto, partiu Santiago com alguns dias de antecedência uhul Que venha Santiago! 20 horas de viagem. Entrei no bus e tomei um dramim. Nem precisava, mas foi só para garantir que dormiria e apaguei geral. Diário de bordo 9 Dormi tanto que fui acordar já era umas 10 da manhã. Já estava até bem perto de santiago. Por isso, esse fim de viagem foi dboa. Lendo, comendo, dormindo, contemplando o Pacífico. Chegando em Santiago a paisagem muda. Fica muito mais verde. Desembarquei em Santiago peguei o metrô e fui para o hostel que eu teria reserva para dali dois dias. O jeito era arriscar. Quando cheguei no hostel, o cara foi taxativo: só se tiver reserva; estamos lotados. Ele me indicou outros vários ali na região mesmo. Fui em um vem perto, em uma rua paralela. Nada, lotado. Bateu uma preocupação hahah Fui para o próximo do mapa, hostel Kombi. Nesse tinha vaga. Ufaaa. E era bem barato. Precisava de 3 noites em Santiago, mas como já tinha a reserva da última noite, contratei por duas. Tomei um banho e sai explorar um pouco da região onde estava. Muito legal por sinal. Deu tempo de conhecer um parque e um pouco do comércio da região, já que nessa época do ano o sol se põe em Santiago quase as 9 da noite. Comi tbm, estava faminto. Passei no mercado e comprei mais umas porcarias pra comer. Sempre gosto de ir em mercados em outras cidades. Minha mãe tbm ama hahaha Eu acho q é como participar um pouco da vida local. Voltando no hostel, coloquei um miojo pra fazer, mas daí fui comunicado que rolaria uma pizza no hostel. Resolvi pagar e participar. Seria uma forma de interagir. Só que não. No hostel haviam vários gringos. Até aí tudo normal. Foda é quando eles falam outra língua q não o espanhol. Mas vários falavam espanhol, mas eram argentinos e chatos (não acho que todos os argentinos sejam chatos pfv). Tentei interagir, mas sem chance. Só conversavam entre eles. E olha q sou fácil fácil de fazer amigos. Mas com esses argentinos, sem chance hhahah Comi a porcaria da pizza. Não passava de uma massa ruim d pão com molho de tomate barato. Recheio quase não tinha. Ou seja, não valeu de quase nada rsrs Sem problema, valeu a experiência de conhecer estes argentinos mal humorados kkkkkk e fiz amizades com algumas chilenas e chilenos (estes sim bem legais). Deitei e apaguei. Diário de bordo 10 Acordei às 9 para tomar o café que era servido até as 10. Depois tomei um banho e era dia de explorar a Santiago. No meu quarto tinha um chileno. Pensa num mlk bom de papo. O que os argentinos não eram de conversar, esse chinelo era. Depois de conversar sobre várias coisas, fui tomar um banho e sai para o tour. Sempre de metrô, que Santiago é muito bem servida. Te leva por onde precisar. Primeira parada foi no Museu da História Natural, o Museu Nacional, que fica dentro de um parque com muito verde. Só o parque já valeria a pena. Mas o museu é muito top. Fiz bem em escolher ele como destino. Depois dali fui para o museu dos Direitos Humanos, um museu da ditadura militar do Chile. É muito interessante e importante o museu, mas confesso que deveria ter ido primeiro nele e depois no da História Natural. Pelo simples motivo que vc sai de lá um tanto deprimido. Mas valeu, foi bom! Percorri um trecho da cidade a pé mas estava longe do meu próximo destino, então resolvi pegar o metrô em direção a outro parque. Parei para comer (claro haha) e depois só curti a natureza. Voltei para o hostel caminhando. Não cheguei tarde no hostel. O chileno estava la. Conversamos um pouco. Ele saiu Eu tomei banho e sai tbm. Como a região que eu estava era de muitos bares, sai dar uma passeada. Resolvi entrar em um e tomar uma cerveja. Neste bar tinha tipo um standard. E como eu era o único brasileiro ali, logo tornei parte do show. Foi muito engraçado. Diário de bordo 11 Último dia em Santiago. Acordei cedo para aproveitar o café do hostel. Tomei um banho. Arrumei minhas coisas. Fiz o check out. Deixei a mochila no hostel e fui em direção ao edifício mais alto da América latina, Gran Torre Costenera. E possível subir nele e apreciar toda Santiago em 360°. O elevador sobe muito rápido. O ouvido chega a tampar. Lá de cima e show. Um edifício novo. Muito bem cuidado e dizem ser resistente a terremotos. Eu e um grupo de turistas tivemos o acompanhamento de uma guia que falava português, ajudando bastante a entender a história de Santiago e seus principais pontos. O edifício fica agregado a um grande shopping. Tinha ouvido falar que tinha nesse shopping lojas de departamentos com ótimos preços. Não sei o que é ótimos preços pra esse povo. Pra mim tava tudo muito caro. Só comprei uns vinhos e chocolate. Ou seja, quase tudo q uma pessoa precisa na vida kkkkkk Passei no meu novo hostel, fiz o check in e fui deixar a mochila no quarto. Este hostel tbm era muito bom. Praticamente um hotel, mas vc fica no quarto com várias pessoas. De cara já encontrei com um brasileiro. Trocamos algumas informações e ali, na hora já combinamos de pegar uma balada. Afinal, está era minha última noite no Chile. Votei para o antigo hostel pegar minha mochila e o brasileiro já tinha comunicado com outros dois brasileiros do novo hostel sobre a balada, ou seja, iríamos os 4. A balada começava as 23 mas quem chegasse até a meia noite não pagava a entrada. Era tudo o que 4 brasileiros em fim de viagem precisavam kkkk Descansei um pouco, fui ao mercado comprar porcarias pra comer durante a viagem do dia seguinte, tomei um banho. Comi um MC (claaro) e fomos pra balada. Eu tinha olhado no mapa e visto q não era longe, por isso resolvemos ir andando. Pelo menos na região em que estávamos a cidade de Santiago é bem tranquila Chegamos dentro do horário free. A balada não era das melhores, mas isso se compararmos ao Brasil. Pq acho que de Santiago deve ser uma das boas. Tava bem lotado e a música era boa. Valeu a pena para encerrar a viagem ao Chile. Acho q não gostamos muito. Só fechamos, literalmente, a balada kkkkk Fomos os últimos a sair. Chegamos no hostel às 5:00. Valeu, valeu, valeu! Diário de bordo 12 Acordei às 6:30. Precisava pegar o metrô e chegar no terminal rodoviário umas 7 para embarcar as 8. Foi tranquilo. Gastei meus últimos pesos chilenos no rodoviária e partiu Brasil. Apesar de estar com sono, quis curtir um pouco mais das paisagens do Chile e dos andes. Como demorou na fronteira Chile/ Argentina, aproveitei e puxei um ronco. Depois, mais de andes e aí sim, depois de ter descido eu dormi. Apaguei. Acordei já muito dnoite. Paramos em um posto e gastei o q tinha de pesos argentinos. Pra que voltar com dinheiro neh?!. Comi e voltei a dormir. Diário de bordo 13 Amanheceu o dia, ainda era Argentina. Ta louco, é estrada que não acaba mais. Na verdade, eu que escolhi andar tanto por estrada. Preferia até mesmo fazer todo esse trajeto dirigindo, mas, como não era possível, optei em fazer de bus mesmo. Também poderia ter optado em ir de avião. O preço não era muito diferente e tenho ciência de que todo esse tempo de estrada eu poderia ter aproveitado por lá. Afinal, foram mais de 10.000 km rodados de bus. Mas, a intenção era essa mesmo. Rodar de bus. Passar por lugares que um voo de pouco mais de duas horas não me proporcionaria. Conhecer lugares que o buzão passou. Conhecer pessoas que esse tempo no bus oportunizou Enfim... Perto do meio dia chegamos na fronteira Argentina/Brasil. Trâmite dos dois lados. Saímos de lá quase as 2 da tarde. Paramos em um restaurante. Parada de duas Horas para banho e almoço. Saímos umas 4 horas. Estrada e um pouco de chuva. Passamos por porto Alegre quase meia noite e dormi pra passar logo a viagem. Diário de bordo 14 As 5:30 da manhã passamos por Floripa. Em ctba chegamos as 10. Deu tempo de comprar a passagem do bus q sai às 11:00. Porém, esse bus demora pra caramba pra chegar em Ldna, pois ele vai parando em tudo quanto é lugar (parecido com o da ida). Chegada em Londrina ás 20:00. Mas graças a Deus a viagem foi toda tranquila, sem nenhum incidente, superou minhas expectativas. Obrigado Senhor!
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    Oláá! 😛 Voltei pra contar dos meus primeiros dias em El Chaltén. Demorou um pouco, mas consegui escrever mais algumas coisas sobre a viagem. Se você for pra patagônia com o objetivo de fazer trilhas, não deixem de incluir El Chaltén no seu roteiro. ❤️ Essa cidade é fantástica, parece um vilarejo, com uma energia boa demais e trilhas pra todos os gostos. Lugar que mais me encantou e surpreendeu. Ali todo mundo quer a mesma coisa: Trilhar. Na rua se você não estiver com uma mochila nas costas, bastão de trekking, cheio de casacos e coberto de pó, vai se sentir um alienígena. 😂 31/12 – EL CHALTÉN – CERRO TORRE Primeiro dia na capital argentina do trekking. Reservei 5 dias pra conhecer essa pequena vila que tanto me falaram bem. Fui sem nada planejado, a única certeza era que iria subir o Fitz Roy em algum desses dias. Acordei no meu tempo, tomei café da manhã com calma, peguei um mapa da cidade para ver qual trilha iria fazer. Em quanto isso lá fora era chuva, vento e mais vento, até estava com medo de sair, pois a estrutura do hostel de madeira fazia barulho de tanto vento que fazia. Por fim decidi fazer o Cerro Torre, não sabia muito como era a trilha, apenas a quilometragem indicada no mapa, 18 km ao total. Confesso que estava cansada e pouco empolgada por conta do tempo, mas fui mais forte que a minha preguiça, pedi indicação pro Staff do hostel para qual direção deveria seguir e dei inicio a mais uma caminhada. Algumas quadras depois do hostel peguei uma rua que levava até o inicio da trilha. Andei mais um pouco por uma estrada de barro e dei de cara com uma subida já no começo. O vento estava cada vez mais forte, a chuva estava doendo ao bater no pouco do meu rosto que estava exposto, minha única vontade nesse momento era de correr para o hostel e me esconder embaixo das cobertas. Kkkkk Para minha alegria a subida não era extensa, logo comecei a descer e depois percorrer um caminho plano no meio das árvores. No meio da trilha encontrei os irmãos ingleses que estavam no mesmo quarto que eu e seguimos caminho juntos. O restante da trilha foi bem tranquila de fazer, não possui muitas fontes de água no começo, inicie essa trilha com a sua garrafinha cheia. A pequena El Chalten vista da primeira subida da trilha. O tempo virou milhares de vezes nesse dia, eu já nem sabia mais o que fazer com as minhas roupas. Tira e bota jaqueta, se deixava só o corta vento ficava frio, se colocava só o fleece e começava a chover, colocava os dois e ficava muito quente. Kkkkkk No dilema das roupas 😂 Pouca antes de chegar até o Cerro Torre, a esquerda está o Camping de Agostini, tem um “banheiro” caso precise usar. Seguimos a direita até encontrar o Lago Torre, e tempo estava fechado e não vi o Cerro Torre de jeito algum, quando você chega até o Lago, ainda há uma trilha de 2km que leva até um mirador para o Glaciar, como a visibilidade estava bem ruim, não avançamos. O tal do banheiro Esse é a trilha que segue para o próximo mirador Antes de descer até o Lago, procuramos um abrigo do vento entre as pedras para descansar e comer alguma coisa. A área aberta favorecia para o vento ser mais forte e às vezes até nos desequilibrar. Apesar de não conseguir ver o Cerro Torre, valeu a visita. O Lago Torre tem uma tonalidade marrom e nele havia alguns blocos de gelo bem azuis boiando, ao fundo conseguia ver um pouco do Glacial. A trilha em si também é bonita, passamos por bosques de lengas, pontes e um mirador. O bosque de lengas Laguna Torre e o Glacial ao fundo. Após contemplar a paisagem, tirar algumas fotos e curtir o lugar, iniciamos o nosso caminho de volta. Não sei dizer qual foi o tempo total da trilha, não marquei a hora que comecei e nem quando terminei, fizemos com calma, conversando bastante e várias paradas para tirar fotos. Chegamos no hostel, tomamos um banho e fomos para o restaurante que fica no próprio hostel. Como era dia 31/12 o lugar estava bem cheio, iria ter uma festinha ali. Na mesa ao lado havia um grupo de brasileiros, nos juntamos a eles, comemoramos a chegada de 2019, dançamos, bebemos e depois achamos outra festa para ir. Não esperava tudo isso para virada do ano, ainda mais em uma cidade pequena como El Chaltén, sinceramente achei que passaria dormindo. Foi divertido e uma experiência bem diferente passar o ano novo longe de casa, dos amigos, família e com pessoas que havia acabado de conhecer, mas a sintonia e energia daquele lugar tornou tudo especial e inesquecível. 01/01 – EL CHALTEN – CHORRILLO DEL SALTO Depois da virada, claro que dormi um pouquinho mais. O cansaço também estava aumentando conforme se aproximava o final da viagem. Conversei com as meninas que tinha conhecido na noite anterior e decidimos ir até o Chorrillo Del Salto. Uma caminhada mais tranquila, curtinha e sem elevação. Para ir até o Chorrillo del Salto basta seguir a rua principal até o final, você vai passar pelo inicio da trilha do Fitz Roy, é só seguir a estrada de barro e as placas indicativas, sem mistérios. Parte da caminhada é feita pela mesma estrada aonde passam os carros A caminhada até a cachoeira é de apenas 3 km. A primeira queda d’água é alta, com águas transparentes e verdinhas. Grande parte das pessoas para por ali mesmo e acaba ficando cheio. Eu sempre costumo explorar mais os lugares, então comecei a procurar se existia alguma trilha que daria acesso à parte de cima da cachoeira. A primeira cachoeira Vista de cima. Cuidado! Eu estava deitada nas pedras essa hora para olhá-la. Vista de quando começamos a subir as cachoeiras E tem! Não havia ninguém, tivemos uma visão da cachoeira de cima e depois fomos margeando o rio até encontrar um lugar para descer até as pedras e ficar ao lado do rio. Nessa parte tem outra queda d’água maravilhosa. Segunda cachoeira Achamos um lugar para comer, tomar um vinho e curtir a paz que esse lugar transmitia. Erámos só nos ali, barulho da água e muita conversa gostosa. Passamos o dia ali e voltamos quando começou a escurecer. Chegando na rua principal, procuramos um bar para jantar e beber um pouco hahah a quantidade de bares em El Chalten é proporcional à quantidade de trilhas. Adorava que todo mundo saia das trilhas, sujo, cheio de pó e ia beber alguma coisa. Lugarzinho escolhido para o nosso almoço/lanche da tarde Vista voltando da cachoeira. Parece um quadro 😍
  35. 1 ponto
    Atualmente eu só viajo sozinha. Custa mais caro, mas essa é a única pequena dor de cabeça. Entre os meus amigos sou a única que tem emprego estável, ganha uma grana legal e que gosta de se enfiar nos fins de mundo da vida, total sem frescura. Eu não deixo de ir ou fazer qualquer coisa por falta de companhia, porque vc SEMPRE acaba conhecendo muita gente no caminho. Mesmo em lugares inóspitos vc encontra outros viajantes. Mas realmente não é pra qualquer um. Tem que GOSTAR de ficar sozinho, porque em muitos momentos, principalmente nos lugares menos visitados por outros viajentes, é como se existisse só vc e o planeta. E pra quem sabe aproveitar isso é maravilhoso!!
  36. 1 ponto
    Eu tenho a Finisterra e gosto dela. Mas se vc comprar uma de couro simples e impermeabiliza-la com parafina também é uma solução barata e funciona razoavelmente.
  37. 1 ponto
    também gostaria de saber se conseguiu passar, pois estou com o mesmo problema.
  38. 1 ponto
    Bom, já passaram 2 anos, mas ficou a dúvida. Você conseguiu passar pela imigração em Madri mesmo com o carimbo no passaporte ou conseguiu passar tranquilamente??
  39. 1 ponto
    Enviei um email e liguei para o consulado da Suiça, falaram que não tinha nada registrado no meu nome, o que achei estranho. Avisei eles sobre essa carta e falaram que poderia pagar em qualquer lugar. Fui em todos os bancos aqui no Brasil e simplesmente não sabem como posso pagar. A carta está em alemão e eu não entendi nada, uma amiga suiça traduziu para mim. Bom, falaram que eu posso ir para europa, mas de todo jeito vou procurar pagar essa multa pois o errado fui eu. Dou um retorno aqui quando conseguir
  40. 1 ponto
    Sim, você foi mal educado. Mas vou responder. Não sou um mal viajante, muito pelo contrário, já fui para mais de 70 países e esse é o unico problema que tive em minha vida, tudo por erro de calculo, e não má vontade. Era minha primeira vez na Europa e achei que poderia ficar 3 meses, fiz os calculos errado. Paciencia, fiquei 2 dias a mais.
  41. 1 ponto
    Dia 9 – 23/07/2011 – Quebrada Quilcayhuanca TERCEIRO DIA dia de trekking Acordamos as 8h da manhã, depois de uma noite bem dormida... Começamos a arrumar nossas coisas e como estava ventando muito os meninos levaram nosso café da manhã na barraca. Tinha iogurte com granola, chá, pão, geléia e manteiga. Depois de tudo arrumado saímos caminhando retornando a entrada do parque. Os meninos iriam sair depois de desarmarem as barracas e arrumarem tudo. A caminhada de retorno demorou 3h e ao chegarmos na entrada do parque o motorista de taxi já estava a nossa espera. Retornamos a Huaraz e nos deixaram no Albergue Churup. Fizemos novo check in e saímos para almoçarno Encuentro de novo. Demos uma volta pelo centro de Huaraz e voltamos ao hostel. As 19h Rut e Ivan estavam lá no hostel para combinarmos o dia seguinte. Cansados fomos dormir em nossa cama quentinha e confortável... Dia 10 - 24/07/11 – Laguna Wilcacocha Após tomarmos café da manhã no Albergue Churup, o nosso guia Ivan e o motorista Jerônimo nos levaram até a parte sul de Huaraz e entraram em uma quebrada no lado da Cordillera Negra. Subimos de carro dos 3100m de altitude até 3700m. A Laguna Wilcacocha em si não é tão bela, mas a vista da Cordillera Blanca lá de cima é linda! Muitos tours levam você até lá, ficam uns 10 minutos e retornam a cidade, mas a gente retornou a cidade via 'trekking', muito mais radical! A cada encosta que descíamos ou que andávamos em nível formavam as vistas mais lindas da Cordillera Blanca e do Nevado de Huascaran, imponente e majestoso! Levamos cerca de 5 horas para descer até Huaraz e a trilha não é bem demarcada, passa por áreas de pastos e propriedades privadas, mas nosso guia sempre tomava o cuidado para não invadirmos qualquer uma delas. Descemos umas encostas bem íngremes, de dar medo, mas com paisagens ímpares! A Cordillera Negra tem essa nomeação não só porque não possui neve e sim por causa de suas rochas de formação. São de origem vulcânica, basáltica com a coloração mais escura que a Cordillera Blanca que possui mais em sua formação granitos, feldspatos, quartzos de coloração mais clara. Outra coisa que dá para notar diferença é que as rochas da Cordillera Blanca possuem em sua maioria um brilho oriundo das partículas de mica, que tornam as rochas brilhantes ao toque do sol. Nesse trecho vimos de tudo: animais pastando, flores ainda não conhecidas pelas nossas lentes, penhascos, lama, casas humildes, camponeses batendo o trigo, trigais amarelos de doer a vista e crianças nos pedindo caramelos... Já bem no final da trilha, ao passar por um povoado, uma moça nos ofereceu sua filha para levarmos em troca de dinheiro... Pensei que fosse brincadeira, mas era verdade! Fiquei chocada! Depois de 5 horas de caminhada chegamos a estrada de acesso a Huaraz, pegamos um taxi e voltamos ao Albergue Churup. Ao sair do taxi nos despedimos do nosso grande amigo (guia) Ivan, pois no passeio de amanhã será um tour e ele não nos acompanhará. Agradeci de coração pela paciência que ele teve conosco (mais comigo) e pelo ótimo profissional que ele é. Sua retribuição de elogios foi uma emocionante frase: "Obrigado por escolherem HUARAZ como a primeira cidade a visitarem no Peru e por terem deixado direta e indiretamente alguns Soles para o nosso povo..." Achei lindo essa demonstração de carinho e orgulho por sua cidade, coisa que muitas vezes a gente não cultiva por aqui... Saímos para fazer nossa refeição no Encuentro (viramos amigos dos garçons!) e de volta ao hostel fomos nos preparar para o nosso último dia dessa aventura... Dia 11 - 25/07/2011 – Nevado Pastoruri Depois do café fizemos o check-out do Albergue Churup, mas pedimos para nossas mochilas ficarem no guarda volumes deles para pegarmos a noite, pois nosso ônibus saía as 23h. O pessoal do albergue é 10, até liberaram uma ducha no retorno caso necessitássemos. O Elio passou mal a noite inteira, com problemas intestinais e não entendemos o que foi que aconteceu, pois nós dois comemos tudo igual e eu não estava mal. Mesmo assim, as 9h fomos para o último tour em Huaraz. No ônibus conhecemos um casal de Curitiba (Francine e Luiz) super gente boa e trocamos muitas informações. O Elio estava mal mesmo e quase nem falava com niguém. Nem conseguia tirar fotos... Não gostei do tour, também, depois de 7 dias de trekking fazer um passeiozinho de ônibus de 3 horas é estressante... Já dentro do Parque passamos pela Laguna de 7 cores (que só tem uma cor), conhecemos a Puya Raymondi (planta que só tem naquele região e com um histórico muito interessante: ela cresce quanto mais tempo a semente ficar latente e cresce milimetros por ano...) e uma fonte de água gaseificada naturalmente (que me neguei a tomar, uma vez que já tínhamos um membro com alguma infecção intestinal...). Para subir até o ponto mais alto do Nevado Pastoruri deve-se caminhar uns 2 km, mas na altitude de 4800m até os 5000m. Fiz sozinha esse trajeto, pois o Elio estava muito mal e ia no banheiro de hora em hora. Não passei mal com a altitude, apenas muito cansaço... Infelizmente o Glaciar está regredindo e não se tem nada para ver lá em cima, a não ser um pouco de gelo... E imaginar que a 10 anos atrás havia uma estação de esqui ali... Regressei ao ônibus e o Elio ainda estava mal. Comprei refrigerantes para ele se hidratar e muita água. No retorno a Huaraz o ônibus para em um restaurante e não comemos lá. Comprei umas frutas e comemos elas mesmo. Chegando a Huaraz fomos almoçar/jantar no Encuentro. O casal de Curitiba foi junto. Passei em uma farmácia, comprei soro e alguns remédios para estômago e intestino e voltamos para o Albergue Churup as 19h. O Elio ainda estava mal e as 20h a Rut da Artizon Adventure chegou lá para nos acompanhar até o terminal da Movil Tours. Ela viu que o Elio estava mal e saímos com ela para comprar um antibiótico para ele. Ela nos levou numa farmácia grande no centro de Huaraz e a farmacêutica receitou um antibiótico maravilhoso pro Elio, para ele não passar mal na viagem de volta a Lima. Depois fomos ao Terminal e as 22h chegou o Scheler da Artizon Adventure com um grupo que estava com ele por 11 dias no trekking Cedros. Vimos algumas fotos e amei. Com certeza voltaremos para fazê-lo! Às 23h nosso ônibus saiu e o Elio não passou mais mal, ainda bem... Dia 12 - 26/07/11 - Lima Amanheceu e já estávamos em Lima. A viagem de volta é muito mais rápida, pois descemos de 3.800m de altitude até o nível do mar, em 6 horas (na ida a viagem do mesmo trecho ficou em 8 horas). E de volta a altitude 'normal' pensei que não fosse mais ter problemas... O Elio melhorou do intestino e precisava só se hidratar bastante. Fizemos uma hora no Terminal da Movil Tours até as 9 da manhã, quando a área de guarda volumes abriu. Pedimos para guardarem nossas mochilas até as 14h e eles gentilmente fizeram isso, mesmo sabendo que não iríamos viajar com a Movil Tours depois. Fomos de taxi até o Shopping Larcomar em Miraflores (por S$10,00) e lá compramos um passeio de 3 horas pela Turibus até a Catedral+Centro Histórico que saía às 10h do Shopping Larcomar (por S$55,00). O passeio é bem CVC, mas para quem tem pouco tempo em Lima é ideal, pois passa pelos pontos mais turísticos da cidade, inclusive ao meio-dia pode-se ver a troca de guarda no Palácio do Governo. Lá pelas 13h o passeio terminou e fomos de taxi ao terminal da Movil Tour pegar nossa mochilas e com o mesmo taxi fomos até o aeroporto. A corrida toda deu S$65,00. No aeroporto fomos direto na fila da LAN (eu com meu coração na mão, com medo de outro overbooking ou de algum outro erro por termos trocado o dia de retorno ao Brasil), mas deu tudo certinho... Almoçamos no Aeroporto e as 18h já estávamos embarcados no avião de retorno ao Brasil. Chegamos em São Paulo a meia-noite e depois de pegarmos nosso carro no estacionamento (Airport Park) chegamos em casa (Iguape) as 4h da manhã... Ao acordar no dia seguinte me deparei com uma estranha no espelho! O mal da altitude me pegou no retorno ao Brasil! Deixa eu explicar melhor! Eu não sabia, mas descer da altitude 5.039m até o nível do mar em menos de 15 horas também pode causar edemas de altitude nas pessoas... E como eu não estava preparada para isso (tinha já parado de tomar o Diamox) sofri por três dias... Os sintomas que apareceram em mim foram: - inchaço matinal no rosto (principalmente nas pálpebras e lábios) - inchaço nas pernas e pés pelo dia inteiro - hematomas vermelhos e arroxeados nas pernas e peito - fadiga excessiva - pouca urina No segundo dia a altitude ao nível do mar, já aqui em Iguape, fui ao médico e ele acreditava que era alergia a alguma coisa. É difícil confessar, mas infelizmente nossos médicos não sabem lidar com o mal de altitude ou edema de altitude, pois são raros os casos por aqui. Em um site na net encontrei que: A doença da altitude elevada aguda manifesta-se em muitas pessoas que vivem ao nível do mar quando elas ascendem a uma altitude moderada (2.400 metros) em 1 ou 2 dias. Elas apresentam falta de ar, aumento da freqüência cardíaca e cansaço fácil. Aproximadamente 20% delas também apresentam cefaléia (dor de cabeça), náusea ou vômito e distúrbios do sono. A maioria melhora em poucos dias. Este distúrbio benigno, que raramente não passa de uma sensação desagradável, é mais comum em pessoas jovens que entre as mais velhas. O edema da altitude (inchaço das mãos e pés e, ao despertar, da face) freqüentemente ocorre em excursionistas, alpinistas e esquiadores. Em parte, o edema da altitude é causado pela alteração da distribuição dos sais que ocorre no organismo em altitudes elevadas, mas o esforço extenuante produz alterações na distribuição dos sais e água mesmo ao nível do mar. No fórum SOROCHE, MAL DE ALTURA OU MAL DE ALTITUDE no mochileiros.com algumas pessoas acostumadas com viagens de montanha me deram algumas dicas do que poderia ser, mas mesmo assim nada definidamente conclusivo. Então, conclui que errei! Deveria permanecer mais um dia depois que retornei da altitude de 5.039m em Huaraz (3.100m) e no dia seguinte retornar a Lima (nível do mar). Mas planejei errado o passeio do último dia e retornei em menos de 15 horas a altitude zero. Mas gradativamente fui melhorando no passar dos dias e depois de três dias já estava bem melhor... A gente precisa aprender a respeitar nosso corpo e a respeitar os efeitos da natureza nele! Sempre procurar médicos antes de viajar para altitude para ver como anda nosso coração e se prevenir. Ninguém será privado a ir a lugar algum se tomar os devidos cuidados e precauções! Eu vacilei no meu retorno, espero que depois de você ler isso respeite seus limites ao subir nessas altitudes! Cada um é cada um, mas todos somos reféns da boa saúde!
  42. 1 ponto
    Olá Pessoal!!! Sempre viajo sozinho, pra qualquer lugar q seja, nunca tive problemas... O bom de tudo isso é q eu posso escolher o destino q eu quiser, parar onde quiser, mudar de idéia sem q ninguém me repreenda... e muito mais... Agora, o melhor de tudo e q eu sempre faço é depois de uma bela caminhada ou escalada pra subir numa montanha, eu sento, olho para o horizonte e falo (peço perdão da palavra q irei utilizar): "puta q pariu!!! isso tudo é demais". Abraços
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