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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 03-08-2019 em

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    Interessados entrar em contato, local de partida será o RJ
  2. 1 ponto
    Hoje ao acordar notei que tudo estava mais lindo, mais colorido, podia enxergar a alegria estampada em pequenos detalhes e afazeres. Não tinha como ser diferente afinal, não são todos os dias que fazemos aniversario, hoje dia 07/02/2018 faz exatamente 1 ano desde que sai do comodismo, do comum, da rotina estafante que vivemos, e continuamos, sabe por que ? por que temos a sensação de estar tudo bem, esta confortável, por que mudar algo que pensamos ser o melhor, afinal é seguro. Mas eu não, eu pensava diferente, não estava legal, não me completava, apenas me absorvia mais e mais, até que em certo ponto cansei de toda essa vida monótoma, e aqui estou completando 1 ano de viagem. Já contei minha historia aqui no grupo uma vez, mas vou contar uma segunda, pois sei que muitas pessoas mudaram sua forma de pensar e ver o mundo a partir do post que fiz. Sou christopher hoje com 23 anos, estou na cidade de Balneário Camboriú. Bom eu era normal como todos somos, o tipico jovem brasileiro, trabalho, casa, carro, relacionamento, amigos, festas etc. Mas certo dia algo mudou, não tinha mais aquela animação pra ir trabalhar, não tinha animação pra sair com os amigos, não tinha animação pra sair nem da cama se quer, apenas olhava tudo esvair de mim aos poucos, mais e mais, e cada vez mais era pisado pelo black dog, e me afundado em depressão, foi então que acabei saindo do emprego, pois não tinha animação pra ir, com o passar dos dias veio o termino do meu noivado, isso foi uma marretada para a angustia de um depressivo, logo as contas de fim de mês começaram a chegar, acabei vendendo meu carro para pagar-las e liquidar toda e qualquer divida que tinha. Então ali estava eu fechado em meu mundinho obscuro, cercado de pensamentos suicidas. Mas, surge aquela luzinha ao fim do túnel, então resolvo que eu tinha que sair dessa, minha vida não podia acabar ali naquela casa, sozinho, eu era mais que tudo aquilo, não era possível que vim ao mundo pra viver até os 22 anos e ser lembrado por amigos e familiares como o depressivo que se suicidou. Fui ao meu computador e resolvi terminar com tudo de uma vez, consultei o santo google ''Como sair de uma depressão'' eis que apareceu varias e varias coisas, abrangendo uma gama de assuntos sobre, mas algo me chamou muita atenção, ''viajar é o melhor anti-depressivo'' estava ali, era só absorver essa informação, mas poxa ''sou pobre, como vou viajar e conhecer o mundo ?'' consultei o google mas uma vez ''como viajar sem dinheiro'' advinha onde fui parar ? ''mochileiros.com'' me encantei com os relatos de viagens, pessoas que saíram meteram a cara com pouco e as vezes nada, então estava ali, era o que eu queria pra mim naquele momento, depois de me aprofundar nas teorias de viajeros, e aprender o ''básico'' sobre sobreviver na estrada, estava focado em sair, logo arrumei a bolsa que carregava meu antigo notebook, coloquei umas roupas, peguei minha carteira que tinha 170 reais e sai no outro dia logo cedo, as 7 horas da manhã do dia 7 de fevereiro peguei minha primeira carona de Cafelândia do Oeste para o mundo. e assim segui, conhecendo lugares incríveis, um mais lindo que o outro, conhecendo pessoas, pessoas essas que são como anjos para quem vive pela estrada, escuto muito dizerem que existe muita maldade no mundo que vivemos, mas acredite é minoria, a bondade é imensa quando você se permite mais. Bom, conheci o mar pela primeira vez no ano passado, quando sai de Cafelândia, sai com proposito único de realizar meus sonhos, e conhecer o mar era um deles, então fui ao litoral Catarinense, passei por lugares no Parana, São Paulo, uma beiradinha do Rio de Janeiro, Minas Gerais (estado que eu era encantado desde pequeno) Espirito Santo, e em cada lugar que ia, aprendia algo diferente que sempre me moldou a tornar-se um ser melhor, mais feliz, foi onde vi, que tudo de mal que vivi antes de meu renascimento, serviu apenas para mostrar que eu estava vivendo errado, e era necessário mudar minha forma de viver. para quem leu até aqui, muito obrigado, desculpa tomar tanto tempo, deixo para você uma frase para refletir ''Permita-se mais, não deixe para depois, o que pode ser feito agora, o depois pode não vir a existir''
  3. 1 ponto
    Faaaaaaaaala, [email protected]! Mais uma trip na veia! Dessa vez, uma viagem de 15 dias na companhia de minha querida esposa, em JUNHO de 2019, ao "Umbigo do Mundo", a região de Cusco, no Peru. Segue o relato: 14/06 - Chegada à Cusco Desembarcamos às 11h em Cusco e nos guichês turísticos já tinham disponíveis folhas de coca. Fazia 16°, de boa. Táxi saiu por 10 soles até o centro histórico(negocie que eles baixam o preço). Comemos em um restaurante chamado Mamajama, comida muito boa, mas cara. Precisávamos comer bem, mas tinha que ser uma comida leve para evitar o sorote, então fomos de sopas de quinua regionais. Foram 2 sopas e 2 capuccinos, total de 66 soles. Umas 13h, fizemos o check-in na Mallku Guest House, onde Odwaldo nos recebeu muito bem e nos acomodou no quarto. Foi um quarto duplo, com duas camas de solteiro, pois não havia nesta data cama de casal disponível. Vi muito relato reclamando de água fria ou pouca nos hostals em Cusco. Lá a água era quente e maravilhosa. Foi uma benção depois de uma loooonga viagem. As camas super confortáveis, com edredons bem potentes. Também tinha TV, armário e chá de coca. Recomendo demais, principalmente para casais que não querem dividir quarto em hostel. A diária saiu por 28 dólares com café da manhã. Claro, tinha opções um pouco mais em conta. Mas essa época do ano, a segunda quinzena de junho, é a mais cara. Descansamos muuuuito… Sorote começou a bater. Uma dorzinha de cabeça chata em mim, uma enxaqueca na minha esposa. Quem tiver enxaqueca, leve seu remédio! Tinha uma farmácia bem do lado do hostel e ajudou muito essa localização da nossa hospedagem, perto de tudo, pontos de ônibus, centro histórico, mercadinhos, padaria. Sobre o SOROTE ou MAL DA ALTITUDE: devido à altitude elevada, a quantidade de oxigênio disponível no ar é menor. Isso ocasiona reações no corpo: dor de cabeça, falta de ar, cansaço, peso nas pernas, enjoos ou vômito. Varia muito de pessoa pra pessoa. Tem gente que não sente nada. Mas é comum sentir algo. Por isso, nos primeiros dias, é importante não fazer esforço físico extremo, nem fumar ou consumir álcool ou comida pesada. Também é importante ter algumas medicinas para diminuir o efeito do sorote: folha de coca (sempre), água florida (para inalar) e pílula para dor de cabeça/enjoo. Depois de alguns dias o corpo se acostuma. 15/06 - Rolê pela cidade No dia seguinte fomos trocar os dólares e comprar o boleto turístico na CONSETUR, por 130 soles cada. Passeamos pela Avenida El Sol, a principal do centro turístico, vimos o ensaio do Festival Inti Raymi, no jardim de Qorikancha, que aconteceria no dia 24/06. Aproveitamos e conhecemos o primeiro ponto do boleto, o Museu de Qorikancha. Depois fomos conhecer a Plaza de Armas, onde se concentram os principais pontos turísticos. Ali perto almoçamos, dessa vez achamos um "combo turistico" que valeu a pena, 28soles com entrada, prato principal, bebida e sobremesa.Vimos o Festival de Artes de Rua, compramos alguns lanches e regressamos ao hostel. A noite fomos a Plaza de Armas, onde havia um festival de música. Muita gente, música, frio, fogos de artifícios, foi muito massa! 16/06 - City tour Pela manhã, fomos à Plaza de armas, onde estava tendo um Desfile de Alegorias. A tarde saímos para o City Tour. Primeiro ponto: Qorikancha, que fica quase do lado do hostel. Encontramos nosso grupo e conhecemos a história inca naquele templo sagrado. É impressionante! Contudo, a visita foi bem rápida na nossa opinião, dava pra explorar muito mais, mas o tour ainda havia outros 4 lugares naquela tarde. Seguimos para a van e fomos a Sacsayhuaman. Um local muuuuito foda! Um dos mais incríveis! De lá se tem a vista de Cusco. Novamente, também não foi tempo suficiente para explorar tudo. Seguimos a Quenko, local de mumificação inca. É bem pequeno e logo seguimos a Puka Pukara, onde se tem uma vista sensacional, e muito frio. Por último fomos para Tambomachay, local de purificação dos sacerdotes incas com água. Muuuuito frio. Retornamos a Cusco por volta de 18:30. Sorote bateu pesado na minha esposa. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada de 15 soles de Qorikancha). Não curtimos esse city tour por ser muito rápido e não ter a liberdade de ficar mais onde achamos mais interessante. Esse passeio era para durar o dia todo, mas todas as agências iniciam pela tarde. Então a dica é ir sem agência. Todos os locais tem guia na entrada, que é opcional. E sinceramente, se fôssemos de novo, apesar de todos os locais serem interessantes, iríamos apenas para dois: de manhã a pé para Qorikancha, e de tarde de bus (2 soles) para Sacsayhuaman e ainda iríamos ao monumento Cristo Blanco que fica no complexo de Sacsayhuaman. 17/06 - Valle Sagrado Saímos por volta de 9h na van em direção ao primeiro ponto: Pisac. Antes de chegar ao sítio arqueológico, paramos numas tendas que vendem artesanatos e roupas. Depois seguimos ao sítio. Simplesmente incrível aquele lugar encravado nas montanhas peruanas. Aqui tivemos tempo livre para explorar o local após as explicações do guia. Muitas escadarias. Depois seguimos para uma fábrica de prata, onde produzem a prata pura 950 e pedras semi preciosas da região. A grama da prata aqui custa cerca de 17 soles. Depois seguimos para o almoço em Urubamba. Buffet completo muito bom! Seguimos ao sitio arqueológico de Ollantaytambo. Que lugar sensional!!!! De lá seguimos para Chinchero, mas antes paramos num centro de tecelagem onde é demonstrado como é feito o tingimento da lã com plantas naturais e os significados dos desenhos! Finalmente, a noite, chegamos no sítio de Chinchero. Não deu pra ver muita coisa, estava um pouco escuro e frio. Ficamos uns 20 minutos e regressamos a Cusco às 19h. O passeio custou 50 soles cada pessoa. Esse passeio indicamos fazer com agência. Contudo, uma dica: o passeio original do Valle Sagrado vai primeiro pra Pisac, depois Ollantaytambo e depois Chinchero (esse a maioria das vezes se chega à noite). Então, se você for conhecer Moray e as Salineras de Maras, é melhor incluir Chincero nesse passeio, ao invés do Valle Sagrado, pois fica na mesma estrada. Com isso você conseguirá conhecer Chincero de dia, e no passeio do Valle Sagrado terá mais tempo pra conhecer as maravilhas do sítio de Ollantaytambo, pernoitando lá para ir para Machu Picchu no outro dia (de trem direto para águas calientes ou van para a hidrelétrica). Já é meio caminho andado. Muita gente faz isso. 18/06 - Moray e Salineras de Maras Saímos na van às 09h e pegamos a mesma estrada do Valle Sagrado. Paramos na mesma tenda onde se demonstra o tingimento de lã. Nós já tínhamos decorado até as brincadeiras que elas falavam. De lá partimos a Moray, sítio arqueológico inca de experimentação agrícola para evolução de sementes. Muito bonito e interessante! E muito sol! Fazia era calor por isso vá com roupas bem leves por baixo dos casacos! Depois fomos as Salineras de Maras, custa 10 soles, pois não está incluído no boleto. Muito sol e sal. Bem massa! Mas a estrada foi sinistra! Quem enjoar fácil, tome Dramin. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada das Salineras). Descemos no meio do caminho, em Chinchero, para visitar o sítio de dia, mas com aquele sol na cabeça e muito cansaço, decidimos partir logo para Ollantaytambo. Poderíamos pegar um bus ou van (cerca de 15 soles pros dois), mas decidimos pegar um táxi, que saiu 30 soles. Chegamos umas 16h em Ollantaytambo e fomos ao Inti Wassi Hostal. Fica bem perto da praça e do mercado. É barato, café simples, cama mais ou menos, chuveiro quente não funcionou uma das noites. Saiu 42 soles a diária. Ollantaytambo é uma cidadezinha muito charmosa, bem pequenina, praticamente uma praça e várias ruazinhas. Adoramos o ar da cidade. Tudo é perto, inclusive o sítio arqueológico. Lá é mais baixo e um pouco menos frio que Cusco, mas venta mais. Acertamos em ficar duas noites lá! 19/06 - Ollantaytambo Amanhecemos nesse lugar abençoado e fomos para as ruínas de Pinkuylluna, que fica de frente ao sítio arqueológico. Muuuuito massa! Que visão se tem de lá! Dá pra ver todo o sítio arqueológico de Ollantaytambo, com uma montanha nevada ao fundo. Perfeito pra fotos e meditação. É grátis e é uma subida de 20 a 30 minutos em escadarias. Devagarinho se chega lá. Vale muito a pena. Descemos e almoçamos no restaurante Ausangate, delícia, recomendo. A ideia era de tarde ir a cascata Peronyalc, mas era preciso pegar um transporte até Pacha, depois outro até o povoado de Somaq, depois subir uma montanha. Estávamos cansados e desistimos. Então criamos nosso roteiro: na entrada da cidade tem um caminho que leva à uma ponte inca. Não está no roteiro turístico. Fomos até essa ponte sobre o Rio Urubamba e tiramos várias fotos lá e seguimos caminhando pela rua paralela ao Rio Urubamba e aos trilhos do trem. Que visual!!!!!! Muitos pássaros e montanhas, e poeira, hehehe. Seguimos andando até chegarmos na estação de trem de Ollantaytambo. Sentamos numa mureta em frente e aguardamos o pôr do sol. Não preciso nem comentar né. Depois saímos pela estação e fomos perambular pelas ruas da cidade. Pessoal, Ollantaytambo é muito hermosa. A maioria das pessoas só conhece o sítio arqueológico, no passeio do Vale Sagrado, e vai embora. Mas vale muuuuuito a pena ficar um outro dia inteiro nessa cidade. E é mais barato que Cusco e Águas Calientes. 20/06 - Ida para Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo) No outro dia, partimos às 09:30 para a Águas Calientes. Para isso, tomamos a van que vem de Cusco, passa em Ollantaytambo e segue para a Hidrelétrica. Custou 35 soles cada. São 4h30 de muita estrada sinuosa. Bom, era isso ou o trem caríssimo. Recomendável se prevenir do enjôo com remédio e folha de coca. Vistas deslumbrantes e vertiginosas. Chegamos na hidrelétrica por volta de 14h e seguimos caminho a pé pelo trilho. O caminho é praticamente plano, quase todo dentro da floresta seguindo o trilho. O dia estava nublado e muito gostoso para caminhar, mas depois de 1h andando começou a cair uma garoa fina. Capa de chuva! Na trilha é possível tirar muitas fotos, da pra descer no rio, e tem algumas barracas de comida. Tem até camping. Depois de muita caminhada (12km), chegamos na entrada de Águas Calientes (também chamada de Machu Picchu Pueblo). Andamos mais um pouco até o Hostel Killa Sumaq (U$25/dia). Chegamos beeeeeem cansados, sonhando com um chuveiro quente. Essa caminhada vale a pena pela aventura, fotos e economia, vá o mais leve possível com uma mochilinha pequena com o básico, roupas leves pois lá é ameno não necessita de casaco pesado nem muitas camadas de roupa. O hostel é perto da estação de trem, é bem simples, quartos novos, cama confortável, limpo, chuveiro quente, café da manhã simples. Único problema era o barulho dos hóspedes de outros quartos, da cozinha e da escada. Uma dica: quando chegar em Águas Calientes, compre logo seu ticket do bus (caso vc não queira chegar a Machu Picchu subindo por 2h escadarias até lá). O bus é beeeem caro (U$12/trecho), o ônibus mais caro do mundo. Mas pra gente valeu a pena, pois iríamos subir a Montanha Machu Picchu também. Para comprar os tickets do bus, é preciso apresentar passaporte ou RG. Sobre Águas Calientes: nos relatos que lemos, só havia observações de que é numa cidade apenas para dormir e ir embora, pois não tem o que fazer e tudo é mais caro. Pois nós achamos a cidadezinha muito massa!!! TUDO na cidade é detalhadamente decorada com simbologias incas: estátuas, bancos de praça, placas, pontes. Tem muita coisa legal pra ver. Vale a pena um rolê de pelo menos um turno, antes de pegar o trem. Como chegar em Águas Callientes - existem 4 maneiras: caminhando alguns dias pela Trilha Salkantay; caminhando alguns dias pela Trilha Inca; pegando um trem em Poroy ou Ollantaytambo; pegando a van até a hidrelétrica em Santa Teresa e caminhar 12km. 21/06 - Machu Picchu Chegou o grande dia: Machu Picchu! 21 de junho, Solstício, o ano novo andino. Um dia muito especial na nossa vida. O dia começou bem cedo. Às 4:30 acordamos e já fomos para a parada do bus para subir a Machu Picchu. E já tinha bastante gente. Estava frio. Mas depois que o sol aparece, esquenta. O hostel prepara no dia anterior uma sacolinha com lanches para você comer no caminho. O trajeto demorou uns 25 min até a entrada. Lá tem vários guias que você pode contratar (20 soles/pessoa) mas pode entrar sem guia. Abre as 6am e você entra de acordo com o seu ingresso (compre com no mínimo 3 meses de antecedência no site do governo!). Entramos e já nos encantamos com o local. Tiramos algumas fotos e já seguimos o trajeto para a Montanha Machu Picchu, a imponente montanha que batiza o local. Abre às 7am. É uma subida de muuuuuuuitos degraus, haja fôlego! São mais ou menos 2h de subida até os 3.061m de altitude. Se você pensa em subir a montanha, se prepare antes da viagem. Exige bom preparo físico. E muito joelho! Mas chegar lá em cima compensa todo o esforço. Não tem como descrever a vista de todo o sitio em 360°. Pode ficar lá em cima até às 12h. Descemos devagarinho, por 1h, e chegamos bem cansados lá embaixo. Agora era a hora de visitar a cidade de Machu Picchu. Saímos do parque (para comprar água e ir no banheiro, pois não tem lá dentro) e entramos novamente. Quem tem os tickets das montanhas pode sair e entrar novamente no parque uma vez. Entramos e pegamos um guia e seguimos pelas ruínas. Que história massa! Vale a pena o guia! O passeio guiado acabou umas 15:30, e aí se pode ficar de boa no parque até às 17h. Sobre os horários: quem vai pras montanhas (ou Montanha Machu Picchu ou Montanha Waynna Picchu) pode entrar bem cedo e sair às 17h. Quem tem boleto só para conhecer a cidade, ou fica pela manhã ou pela tarde. Não pode ficar o dia todo. Porém, nós não vimos nenhum controle sobre isso. Pegamos o bus de volta às 16h, comemos umas besteiras e dormimos (capotamos) até o outro dia. 22/06 - Retorno à Cusco. Às 10h da matina seguimos para a estação de trem que fica bem próxima ao hostel. Compramos as passagens 2 dias antes no site da IncaRail, numa "promoção" do vagão 360°, até a estação de Ollantaytambo. Saiu por U$68 cada. É beeeem caro! A nossa ideia era voltar de novo pela hidrelétrica e pegar a van de 6h de viagem até Cusco, mas estávamos bem cansados e ainda tínhamos 1 semana pela frente. Digo: valeu muito a pena! Não só pela comodidade e rapidez, mas pela experiência. O caminho do trem vai seguindo o rio Urubamba, um cenário de filme. Ainda mais nesse vagão 360°, que tem vista sensacional. Chegando em Ollantaytambo, já pegamos uma van (10 soles) até Cusco, pouco menos de 2h de viagem. Almoçamos assistindo ao jogo do Brasil x Peru (5x0!) pela Copa América. Curtimos um pouco mais do movimento da cidade. Nossa! São muitos desfiles e manifestações culturais. Cusco não pára em junho! A noite fomos ao bairro San Blas, conhecido por sua igreja e pela boemia noturna. Conhecemos um bar chamado ECO180, que tem uma vista de 180° de cima da cidade de Cusco, com música ao vivo e cerva gelada! Recomendamos demais! 23/06 - Dia de compras Fomos ao Mercado Artesanal de Cusco, que fica no final da Av. El Sol. Lá é um dos locais mais baratos para comprar artesanatos, presentes, etc. Almoçamos por lá e deixamos as coisas no hostel e fomos a uma loja com peças de designers locais (Isa Luna). Fim de tarde voltamos para o hostel. 24/06 - Inti Raymi Festival do Sol. O dia mais esperado do ano em Cusco. Muuuuuuuuuuuita gente na cidade! O festival começa às 09h no jardim de Qorikancha. Depois as pessoas todas seguem para a Plaza de Armas, e às 10:30 começa lá. Depois todos seguem para Sacsayauman, iniciando às 13h. Lá é o único local que tem que pagar ingressos (caríssimos), mas dá pra ver de grátis de cima do sítio. Nós não fomos. Em Qorikancha e na Plaza de Armas foi bem difícil de ver as encenações, pois havia muita gente. Os nativos alugam banquinhos (5 soles) para vc subir para (tentar) ver melhor. Estava muuuuuito lotado! Ficamos um pouco decepcionados com a falta de estrutura para acomodar a multidão. Mas se você for cedo para um dos dois locais e guardar um lugar legal, dá pra ver de boa, leve água, chapéu, protetor solar. Almoçamos e fomos visitar o Museu de Arte Popular e o Museu de Arte Regional (inclusos no boleto). Voltamos, pedimos uma pizza e descansamos para o outro dia: Montanha Colorida (Rainbow Montain). 25/06 - Montanha Colorida (Montana 7 Colores ou Rainbow Mountain) Às 04:45 a van passou no hostel. Nesse dia minha esposa não foi porque ficou bem gripada, e sabíamos que a Montanha era o lugar mais punk de todos. Assim, ela decidiu ficar para não perder os outros dias. A van pegou os outros passageiros e partimos em direção a um vilarejo para tomar café da manhã (incluso no pacote). Demorou 1h30 até lá. Então sugiro comer algo antes de pegar a estrada para não ir em jejum. Após o café, seguimos por mais 1h até o ponto de subida. Essa parte da estrada é de terra e bem sinuosa, estilo a estrada da hidrelétrica. Por volta de 9h chegamos no local para subida, a uma altitude de 4.200m. O guia fornece bastão para ajudar na subida e tem folhas de coca, água florida e oxigênio (para casos graves). A subida começa quase plana, mas já dá pra sentir um peso no corpo e o cansaço. Na metade do caminho começam as subidas íngremes. Essa parte é bem cansativa, começa a bater o sorote (é normal). Uma leve dor de cabeça, cansaço, pernas pesadas. A cada 10 passos uma parada. Tem que ir devagar, no seu ritmo. Muita gente fica pelo caminho, outros utilizam os cavalos para subir e/ou descer. Custa 50 soles o trecho ou 80 soles subir e descer até certo ponto. O cavalo não sobe até lá em cima. Na subida tem banheiros (1 soles), gente vendendo lanches/água. Depois de 1h subindo, cheguei no ponto onde a maioria das pessoas que conseguem subir ficam e tiram as famosas fotos. Ali são 5.000m!!! Um sentimento de superação! Mas dá pra subir mais! Quem quiser chega aos 5.036m! Parece pouca a diferença, mas nessas condições 1cm é muito, acredite. Ao chegar lá em cima a recompensa é a visão de 360° do Valle Rojo. Muitas montanhas coloridas, montanhas nevadas, águias, riachos, que visual!!! E que frio!!!! No topo venta muito, sensação de zero grau! Então vá preparado pro frio extremo: segunda pele, fleece, casaco corta-vento, gorro, luvas, cachecol, óculos. Esse é o passeio mais frio de todos. Fiquei cerca de meia hora lá em cima. Depois começamos a descer, que é muito mais fácil. Por volta de 13h partimos pro mesmo lugar do café da manhã para comermos um farto almoço (incluído no pacote). Após um breve descanso, regressamos à Cusco. Nesse retorno, a van deu problema no motor e tivemos que pegar um transporte de linha urbana, que parava em toda parada e estava lotado. Foi foda! Já estava bem cansado. Pelo menos a parada final da Topic era perto do meu hostel. Cheguei já de noite, beeeem cansado. O passeio completo custou 80 soles (transporte, guia, entrada, café da manhã e almoço). 26/06 - Rolê pela cidade Pela manhã fomos ao museu que ainda restava do boleto: Museu de Arte Contemporânea. Almoçamos muito bem no restaurante Chia (recomendo aos veganos!). Depois conhecemos a Catedral por dentro, pois havia uma missa acontecendo, a visita na catedral tem tours guiados pagos, mas quando está havendo missa pode entrar gratuitamente. Demos mais um rolê pela cidade, entramos em algumas lojinhas e retornamos ao hostel. Foi um dia light. Amanhã teria outro passeio puxado: Laguna Humantay. 27/06 - Laguna Humantay A van passou às 4:30 e seguimos para buscar os outros passageiros. 5h pegamos a estrada em um longo caminho até chegar em Mollepata, onde tomamos café da manhã às 8h. Fica a dica para comer algo antes ou levar pra comer no carro. As 08:30 saímos em direção a Soraypampa, início da caminhada. Lá tem vários acampamentos onde o pessoal que faz a trilha Salkantay fica. Iniciamos a subida por volta de 9h, a uma altitude de 3.900 metros. Começa plana e vai ficando íngreme, parecida com a da Montanha Colorida. Mas como a altitude é um pouco mais baixa, não é tão cansativo e nem frio quanto. Mas é puxado. Sobe e pára, sobe e pára. 1h de subida e a montanha Humantay vai se mostrando. A recompensa vem com a vista mais linda de toda a viagem: a Laguna Humantay. Que cenário de filme aquele. Valeu todo o esforço chegar aos 4.300m! Ficamos até 13h e voltamos pro mesmo ponto para almoçar. Às 14h partimos de regresso a Cusco. O passeio custou 95 soles por pessoa (incluído café da manhã, almoço, guia, transporte e entrada). 28/06 - Adios Cusco Nosso vôo era às 18h, então caféaproveitamos a última manhã para ir no Mercado San Pedro. Típico mercado popular, onde os nativos frequentam, tem muita opção de comida, artesanato, roupas, etc, aquela confusão massa, hehehe. Vale muito a pena comprar por lá e ver os costumes do povo local. Voltamos ao centro histórico e almoçamos no restaurante Avocado (especialista em Abacate, delícia!) e voltamos ao hostel, depois aeroporto. Bom, de acordo com nossa experiência nessa viagem, esse seria um roteiro que faríamos para otimizar tempo/dinheiro/esforço físico: Sugestão de roteiro de 14 dias: (PRINCIPALMENTE NA SEGUNDA QUINZENA DE JUNHO) Dia 1 - Aclimatação Dia 2 - Comprar boleto turístico, trocar dólares, rolê pela cidade (museus, praças, igrejas, lojas, mercado). Dia 3 - Qorikancha e Sacsayauman Dia 4 - Moray, Salineras de Maras e Chinchero Dia 5 - Valle Sagrado: Pisac e Ollantaytambo (pernoita lá) Dia 6 - Ollantaytambo Dia 7 - Ida de Ollantaytambo para Águas calientes de van pela Hidrelétrica Dia 8 - Machu Picchu Dia 9 - Águas Calientes e retorno de tarde de trem a Ollantaytambo ou Poroy, depois ida a Cusco. Dia 10 - Inti Raymi Dia 11 - Laguna Humantay Dia 12 - Rolê (museus, praças, igrejas, lojas, mercado etc) Dia 13 - Montanha Colorida Dia 14 – Rolê/Adios Cusco Frio/Altitude: Cusco > Ollantaytambo > Águas Calientes Nível de dificuldade: Montanha colorida > Montanha Machu Picchu > Laguna Humantay > Outros Locais inclusos no Boleto Turístico: Sacsayhuaman Q’enqo Puca Pucara Tambomachay Museu de Arte Contemporânea Museu Histórico Regional Museu de Arte Popular Museu de site Qoricancha Centro Qosqo de Arte Nativo Monumento ao Inca Pachacuteq Pikillaqta Tipon Pisac Ollantaytambo Chinchero Moray O que levar para os passeios: Roupa de frio, roupa de caminhar, bota ou tênis, chapéu ou boné, filtro solar, batom de cacau, óculos escuros, folha de coca, capa de chuva, mochila pequena com lanche e água. Sugestão de restaurantes (o TripAdvisor não falha!): Cusco: Yaku, Avocado, Chia. Ollantaytambo: Ausengate Dica para economizar comendo fora: muitos restaurantes têm o "menu do dia" ou o combo (entrada + prato principal + bebida + sobremesa), por volta de 25 soles. Onde comprar mais barato: Mercado San Pedro e Mercado Artesanal de Cusco. Site oficial Machu Picchu: https://www.machupicchu.gob.pe/ Sites das companhias de trem: https://incarail.com/ https://www.perurail.com Aplicativo Fiestas de Cusco 2019: Disponível na Playstore e App Store Documentos necessários para entrar no Peru: Passaporte ou RG (com data máx. de 10 anos de emissão). Não vale CNH ou CPF ou certidão de nascimento. Sobre cartões de crédito: nem todo lugar aceita todas as bandeiras. Muitos não aceitam Mastercard. O mais aceito é VISA. Então leve ao menos um dessa bandeira. Bom galera, essa foi nossa maravilhosa viagem à região de Cusco, no Peru. Foi uma trip banhada pela cultura peruana (pré-inca, inca e pós-inca) com muita história, arqueologia, arquitetura, dança, arte, misticismo, gastronomia e natureza. Depois enviaremos fotos e mapas! Hasta Luego! Sergio e Sabrina.
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    Conhecer Israel (Terra Santa) já era um sonho antigo, que eu acreditava um dia poder realizar através de algum pacote de viagens ou com uma daquelas peregrinações realizadas por igrejas. Porém, os altos preços (em torno de R$ 12.000,00) me deixavam bastante desanimado. Ao me deparar com alguns relatos aqui no Mochileiros percebi que era possível fazer essa viagem por conta própria, inclusive sozinho. No final de 2016 fiz algumas pesquisas e reuni valores, chegando à conclusão de que seria possível realizar esta viagem ainda em 2017. Comprei as passagens em janeiro para viajar em 26 de maio. Portanto, teria quatro meses para planejar um roteiro em que seria possível conhecer os principais lugares, principalmente religiosos. Aproveitei esse tempo também para estudar inglês, tentando me preparar principalmente para a “temida” imigração israelense, da qual li diversas histórias, muitas delas assustadoras. O roteiro de viagem ficou assim: 25/05/2017: Saída de Fortaleza (15:26) 26/05/2017: Saída de Guarulhos (01:00), escala em Lomé (Togo) e conexão em Addis Abeba (Etiópia) 27/05/2017: Chegada em Tel Aviv (04:20). Passeio por Old Jafa e descanso. 28/05/2017: Tel Aviv – Jerusalém (ônibus). Passeio pela cidade antiga de Jerusalém, Monte das Oliveiras, Via Dolorosa, Santo Sepulcro. 29/05/2017: Jerusalém – Belém – Jerusalém. Igreja da Natividade, Muro das Lamentações, Via Dolorosa. 30/05/2017: Jerusalém – Masada – Mar Morto – Jerusalém. 31/05/2017: Jerusalém – Nazareth (transfer do Hostel). Passeio por Nazareth. 01/06/2017: Mar da Galileia, Cafarnaum, Colinas de Golan. 02/06/2017: Nazareth – Tel Aviv. 03/06/2017: Volta para o Brasil (01:00) Sobre a compra da passagem: tive que usar uma artimanha para conseguir um preço bom. Ao simular um voo Fortaleza - Tel Aviv a passagem saía por mais de 4 mil reais. Se eu comprasse os trechos separados FOR-GRU-FOR / GRU-TLV-GRU, o valor total saía por menos de 3 mil. Pra melhorar ainda mais, comprei o trecho FOR-GRU-FOR com milhas (tive que comprar algumas pra completar). No final acabei pagando R$ 2.700,00 pelos 2 trechos. O voo de Guarulhos para Tel Aviv tem conexão na Etiópia e nessa primeira parte voamos no moderno B787 Dreamliner da Ethiopian Airlines. O voo é excelente e a empresa muito boa, não tive o que reclamar. 1º DIA - TEL AVIV Após 31 horas de voo, o corpo está bem cansado e a mente começa a ter dificuldade para processar informações. Junte-se a isso uma diferença de 6 horas de fuso horário e as coisas começam a ficar complicadas. Tive bastante dificuldade na imigração e cheguei a pensar que seria deportado. Primeiramente, ao chegar no primeiro agente da imigração ele só me fez duas perguntas: Você está viajando sozinho? Tem bagagem despachada? Acho que pelo fato de eu estar sozinho e com apenas uma mochila fui tomado como suspeito e encaminhado para outro agente. Fiquei quase 1 hora esperando para ser interrogado, onde rolou todo tipo de pergunta: Qual o motivo da sua viagem? Quanto dias vai passar aqui? Quanto dinheiro você tem? Com o que você trabalha? Qual o motivo da sua viagem? Você conhece alguém em Israel? Tem alguém lhe esperando lá fora? Qual o motivo da sua viagem? Sim! Ele repetiu a mesma pergunta Qual o motivo da sua viagem? diversas vezes!!! Tentei explicar que era turismo, que eu queria conhecer Israel, os lugares bíblicos, que eu era apenas um mochileiro, mostrei passagens de ida e volta, comprovantes de reservas... mas não adiantava. Ele foi bem claro "Esses motivos não são suficientes". Em certo momento ele pediu meu celular e fez uma varredura em tudo, principalmente WhatsApp (ali meu medo era ele clicar no gemidão ). Após quase 1 hora de interrogatório, ele não satisfeito me levou para uma outra agente, que fez as mesmas perguntas e ainda acrescentou: Você tem drogas na mochila? Você usa drogas? Você já usou drogas? Por fim, ela me deu o passaporte o visto, olhou bem fundo nos meus olhos e disse: Vá! Mas, saiba que estarei de olho em você nos próximos 8 dias! Depois de toda essa tensão, consegui sair da imigração e entrar oficialmente no país. Ao sair no desembarque procurei adquirir logo um Sim Card com acesso a internet para utilizar durante minha passagem por Israel e consegui encontrar numa lojinha à direita da saída. Achei muuito caro (aproximadamente 150 reais), mas valeu a pena no sentido de que me serviu não só para comunicação, mas para armazenamento das fotos e vídeos na nuvem e orientação pelo Google Maps em diversas situações. Agora era a hora de tentar chegar ao hostel, o que seria complicado pelo fato de eu ter chegado em pleno Shabbat e o transporte público não funcionar. Acabei pegando um táxi por 120 shekels. Cheguei ao Hostel ainda muito cedo, por volta de 6h30, não sendo possível fazer o check-in. Mas pude trocar de roupa, carregar o celular, deixar a mochila e ainda tomar o café da manhã (grátis). Depois de tudo isso, fui dar uma volta pela cidade, indo até Old Jafa que é uma cidade de importância histórica e local de alguns acontecimentos bíblicos. O passeio por Jafa é muito agradável, dá pra fazer tranquilamente a pé. Ela é uma antiga cidade portuária de Israel, tida como uma das mais antigas do mundo. A partir de 1950, Jaffa foi incorporada a Tel Aviv, formando uma única municipalidade e, por esta razão, a cidade israelense leva o nome oficial de Tel Aviv-Yafo. (Fonte: Wikipédia) Após esse passeio, devido ao cansaço ainda da viagem e muuuito sono, resolvi voltar ao Hostel e tentar fazer check-in para descansar. Não teve jeito! Os caras só ia liberar o quarto após as 15h00. Então o jeito foi tirar alguns cochilos na área de convivência, que por sinal era muito boa! A noite fiquei pelo hostel mesmo, tomando umas cervejas e experimentando uns pães que eles tinham lá... (EM CONSTRUÇÃO)
  6. 1 ponto
    Bom dia/tarde/noite aos aventureiros e aventureiras. Apesar de existirem dezenas de relatos sobre a Travessia da Serra Fina, creio que, independente de todos compartilharem do mesmo objetivo (completar o roteiro), também possuímos experiências e perspectivas diferentes das situações que planejamos e encontramos, portanto, como os relatos nos ajudaram muito, retribuirei com minha parte, para quem sabe ajudar próximos aventureiros também. Não tem como escapar, a rotina de trabalho dificulta muito os planejamentos para realizar estes desafios. Juntando a temporada ideal + 4 dias de folga seguidos = feriado prolongado. É grupo em cima de grupo. Você sobe em uma árvore e tem gente sentado no galho que você iria sentar, cava um buraco e sai três trilheiros, pega fila para abraçar a árvore, saem 15 pessoas de Robert na selfie (fica parecendo entrevista de político com os papagaios de piratas atrás) e por aí vai. É lotado mesmo e ponto final. Isso é um problema? Não se você for já sabendo isso. É possível curtir e apreciar tudo sim, afinal é melhor uma Serra lotada do que o metrô de Sampa. Eu e minha companheira Mi ingressamos nas trilhas há alguns anos. Como paulistanos, fomos conhecendo as trilhas mais próximas. Subimos aqui, ali e logo começamos a sentir falta de algo mais imersivo. Descobrimos as inúmeras travessias que podem ser realizadas próximo a SP, principalmente nas divisas de MG e RJ. Já que é o desafio que nos motiva, nos preparamos para a Serra Fina, a travessia mais difícil do Brasil, segundo algumas reportagens. Se é verdade, ou não, explicarei ao longo do relato. Feriado prolongado de 9 de julho, no meio do inverno, em alta temporada, nas férias de julho de muitos trilheiros, previsão de maior frente fria já registrada... Pensamos igual no filme missão impossível: altas chances de fracasso, certeza de explosão, é isso, vamos. Chega de introdução, vamos para o relato. Nosso grupo se define em: Rafael, Miriam, Luan e Charles (guia). Roteiro previsto: 1º dia: saída da Toca do lobo - Pernoite no Pico do Capim amarelo ou Maracanã (01h30m depois) - Aprox. 7 km; 2º dia: saída Pico do Capim Amarelo ou Maracanã – Pernoite Pedra da Mina - Aprox. 7 km; 3º dia: saída Pedra da Mina – Pernoite Pico dos 3 estados - Aprox. 7 km; 4º dia: saída Pico dos 3 estados – Pernoite Sampa City Summit - Aprox. 11 km. Total aprox. 33km. Na prática: 1º dia: Saída do Hostel as 07h com o transfer. Chegada no início da subida de barro as 07h30m aproximadamente. Dependendo do transfer, ele te leva uns 500 metros mais para cima, bom negócio se for possível. Começamos a subir e as 08h estávamos no point inicial. A toca do lobo. Todos se abasteceram de água no nível máximo (4L cada), pois precisaríamos de água para o dia e para a janta, já que o próximo ponto de água seria 01h:30m após o Pico do Capim Amarelo, no maracanã. Tivemos uma breve conversa com o guia Charlinho, no qual explicou o roteiro, dicas, perigos, etc. Partimos para a aventura. 🧗‍♂️ Como previsto, você sobe, daí sobe um pouco, sobe ali, escalaminhada aqui, subiu um trecho, subiu outro, daí tem uma subida e você chega onde? No ¼ da subida do dia. Num trecho famoso, o quartzito. Muita nuvem, mas já bonito e animador. Que tal subir agora? Subiu, subiu e continuamos subindo, até que apareceu um dos cartões postais da travessia. O passo dos anjos. Emblemático trecho que mostra toda crista da serra que vinha pela frente no primeiro dia. Só que aconteceu o que previmos, estava com neblina devido a chuva do dia anterior. Não vimos no ângulo tão sonhado, mas conseguimos uma imagem semiaberta depois que passamos. Paramos algumas vezes para petiscar e adivinha? Subimos mais. Daí aconteceu algo que abalou a todos. Estávamos na trilha quando passamos por uma senhora que estava desacordada. Isso quando já estávamos há mais de 2 mil metros de altitude. Ficamos sabendo depois que ela teve um AVC e inclusive saiu no G1 uma notícia sobre isso. Esperamos que ela esteja bem. Um helicóptero dos bombeiros fez um trabalho espetacular junto dos guias que estavam na montanha. Fizeram uma tremenda força tarefa e conseguiram levar a senhora até o helicóptero, que conseguiram pousar NA MONTANHA. Foi um trabalho de extrema competência. Todos ficaram baqueados, mas seguimos em frente. Fica como um adendo para todos. A montanha deve ser levada a sério. Muito importante estar com exames em dia e se preparar, pois imprevistos podem acontecer, infelizmente. Após este ocorrido, fizemos um lanche em uma área coberta por bambus e já fomos recebidos pelos proprietários da montanha, . Os ratinhos. Chegam a ser bonitinhos, pois são pequenos, como hamsters, mas não deixa de ser um rato, eita bicho medonho e travesso. Já notamos que eles estariam presentes na viagem. Também ficamos chocados com trechos congelados que encontrávamos já na subida. Imagine o frio que estava por vir. Chegamos no capim amarelo as 13h. Um local incrível. Já sentimos muito orgulho de ter iniciado essa aventura. Conversamos sobre o planejamento e decidimos ir para o Maracanã, pois seria mais próximo da água e também do próximo destino do dia seguinte. Ao descer o capim amarelo, o joelho do nosso amigo Luan deu uma esperneada, afinal o dia da ascensão exige muito. Decidimos parar em um bambuzal bastante abrigado, chamam de "avançado". Por volta das 15h já estávamos com as barracar montadas e prontos para um por do sol próximo dali. No fim ficamos sabendo que fizemos boa escolha, perceberá o porquê. Pendure suas comidas e lixos em árvores, pois os ratos causam nesse lugar, como em qualquer outro. Tivemos visitas na madrugada que incomodaram um pouco. Inclusive a barrigueira da Mi foi roída , pois havia o sachê do gel (que é doce) usado, então deve ter vazado um pouco. Tivemos de colocar as cargueiras para dentro da barraca. Deixar no avance deu receio. Aproveitamos e usamos as mochilas para colocar a perna em cima nos locais onde dormimos inclinados. Importante nivelar para não ter dores na madrugada. 2º dia: Sair da barraca já foi o primeiro desafio, pois o frio estava insano. Arrumamos as coisas, tomamos o café e iniciamos o dia. Não adianta, a roupa para o dia depende de cada um. Alguns saem igual esquimó e ficam no efeito cebola o dia inteiro, outros já saem com pouca roupa para fazer menos pausa para tirar. Todas as vezes que coloquei blusa a mais eu me arrependi. Assim que o sol aparece você já começa a sentir calor. Protetor solar eu já passo antes mesmo do sol aparecer, pois nessa altitude o sol judia. 40 minutos após o início da caminhada e avistamos o Maracanã. Os grupos que dormiram ali já estavam saindo também. Para surpresa nossa, todos reclamaram do frio. Congelaram todas as águas que eles tinham nas garrafas. Fez -8º no maracanã, surreal. No bambuzal pegamos uns 0º, tivemos “sorte”. ❄️ Reabastecemos em um ponto de água logo após o maracanã. Fizemos um isotônico do Popeye e deixamos 2 litros de água na camelbak para cada um caminhar, visto que antes do ataque ao cume da Mina haviam 2 pontos de água para reabastecer completo. Desde a primeira subida do dia já podíamos avistar nosso objetivo: a Pedra da Mina. Eita negócio alto. Quando você acha que ela é pequena, você se surpreende ao ver o pessoal mais atleta já subindo com as mochilas fluorescentes. Pareciam 1 grão de areia na montanha. Dia mais agradável de percurso, pois são constantes sobe e desce, diferenciando bem do primeiro dia do Everest amarelo . Logo após o primeiro "mini" cume que passamos já tínhamos uma linda vista do Capim Amarelo atrás. E também conseguíamos ver Marins / Itaguaré no fundo. Que show! Quase chegando na base da Mina, fomos para o ponto de água chamado cachoeira vermelha. Incrível o lugar. Água com muito ferro, por isso dos tons avermelhados. Reabastecemos com água para a janta, pois o próximo ponto de água só aconteceria no dia seguinte após descermos a Pedra. Ao chegar na base da Pedra, passamos por cima da mini ponte do rio que cai 🌁. Ali havia um bom acampamento no qual vimos um grupo já instalado para pernoitar. Era um grupo com roteiro diferente. Eles não dormiam nos cumes, fizeram um outro planejamento. Ali tinha o rio com pessoas abastecendo para a subida, mas eu não acho uma fonte muito confiável. O guia inclusive comentou que pode estar contaminado. É ao lado do acampamento, consequentemente os banheiros também devem ser. Se for pegar esta água, ferva e jogue o clorin como precaução, pois dor de barriga ninguém merece . Iniciamos o ataque. Estávamos pesados com a água, mas suportável. Como todas outras subidas da travessia, esta era mais uma bem estruturada. Sempre com degraus “curtos” formados pelas pessoas. Quase não esticamos as pernas na travessia inteira, pois as ascensões eram todas em pequenas “escadinhas” já formadas. Um agravante seria o barro, muito presente na serra inteira, mas como a temperatura estava hiper baixa, os barros estavam congelados, evitando possíveis deslizes dos pés ao subir. Uma boa perspectiva para ver o tamanho da encrenca com as formigas atômicas fluorescentes subindo. Pausa na subida da Pedra com a vista para o Capim Amarelo a esquerda da foto (ponto onde iniciamos o dia). Chegamos no incrível no cume, que lugar sensacional! Sem dúvidas o pico mais legal de toda a viagem. Bem cheio de barraca, pois haviam os grupos da travessia completa, meia travessia e bate a volta pelo Paiolinho, uma opção bem legal de chegar na Pedra da Mina também. O bom é que há espaço para todos, pois mesmo sem ficar no cume, você consegue ficar logo abaixo dele, 5 minutos de caminhada. O Agulhas Negras já aparecia imponente no parque Itatiaia. Que vista! Pegamos um baita pôr do sol, jantamos e fomos dormir. Nessa noite conseguimos uns goles de cachaça e dormimos mais quentes. Já virou um item indispensável para as próximas travessias. O cobertor de litro salva sua noite.🍹 3º dia: Meio congelado, meio vivo. Era mais ou menos nossa situação. Com certeza fez menos que -5º esta noite. Serra fina do gelo!!! Após o ritual sagrado de desmontar, arrumar e seguir, iniciamos a descida pelo lado de trás da montanha, num visual muito show! O vale do Ruah já se destacava no nascer do sol. Os primeiros raios de sol no Vale refletiam o rio de uma maneira diferente, achamos estranho. Quando chegamos perto que entendemos, o rio inteiro estava congelado. Imagine como foi a noite num dos locais mais frios do Brasil. Há quem diga que bateu -15º. E que lugar muito doido, achamos legal demais. Capim Elefante para todo o lado, barro, labirinto, rio congelado... Parecia um filme! Bom momento para se despedir da bota semi limpa. Ali não tem jeito, você vai usar todas funções da sua bota impermeável. Os grupos seguiram e abasteceram a água em umas cachoeiras mais a frente, mas nós abastecemos antes em uma correnteza que passava no meio do vale. Parecia bem limpa e cristalina, afinal é dali que surge a fonte do Rio Verde. Nome fácil de entender, pensa em uma água transparente e limpa! Atenção!!! É aqui o último ponto de água da trilha, basicamente. Coloque água nas garrafinhas, camelbaks, meias, bonés, toucas, etc. 🌊. Saímos com 4 litros e pouco cada um (para caminhada do dia, jantar e caminhada da volta). Foi o suficiente, mesmo fazendo macarrão a noite. Também passamos por mais cristas, muito lindas por sinal, em direção ao cupim de boi. Da pra entender o porquê do cupim de boi. É esta montanha menor que está um pouco abaixo do Agulhas Negras. A montanha a direita é a cabeça de touro. Bem alta e imponente, mas é um passeio a parte. Do cupim, partimos pelas cristas até a montanha mais alta a esquerda, que já é o Pico dos 3 estados. Pedra da Mina ficou para trás... A caminho do cupim do boi a esquerda. Chegando no topo do cupim, fizemos um almoço com vista para o Pico dos 3 estados de um lado e todo o parque do Itatiaia do outro. Vista incrível!!! O Agulhas Negras estava nítido, mesmo há bons km’s de distância. Dica: Levem filtros de lente UV e Polarizados para a câmera. Eu esqueci a minha câmera no transfer, sorte que a Mi tem uma super potente com um zoom sinistro, mas as fotos ficaram azuladas com a luminosidade da altitude. Energias renovadas, partiu 3 estados. Trilha nota 10. Escalaminhadas só próximo ao cume. Nenhuma pernada longa, escalaminhamos porque no final estava mais íngreme e escorregadio, mas não havia exposição. Mais uma montanha top 10 Brasil na listinha pessoal!!! Rolou aquela vida “chata” de bater papo sentado nas pedras do cume, vendo o pôr do sol, tomando um refresco, se preparando para o jantar e rindo dos perrengues da trilha. Depois disso caímos no sono. Noite bem tranquila, local abrigado por capim, então rolou pouco vento, foi bom o descanso. Não esquecendo nunca daquela boa olhada no céu MUITO estrelado e das cidades brilhando bem longe. Que cenário show! 4º dia: Já acordamos naquele ar de: Será que tô feliz por conseguir chegar até aqui? Triste por ir embora? Feliz por chegar perto de um banho? Triste por pensar na rotina de SP voltando? Não tem segredo, o jeito é curtir o momento. E esses momentos são incríveis todos os dias da travessia. Todos têm suas particularidades e belezas diferentes. Nascer do sol de praxe... Despedida da montanha e partiu dia mais longo (11 km). Como diz a Mi, subir é sempre mais difícil, em tudo na vida, mas na serra fina não tem nada fácil. Até o descer é difícil, pois os joelhos já estão cansados dos 21 kms já percorridos e o esforço da constante descida é ainda mais doloroso para os joelhos do que a subida. Mesmo já não estando tão pesado. Tínhamos quase 1,8L cada em média para o dia até a última fonte, que já é próxima do fim. Sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce até que avistamos a última subida da viagem. Até comemoramos quando subimos, pois para quem tem joelho meio abalado, subir é melhor que descer. Chegamos no Pico dos Ivos, mais um dos muitos picos de 2400+ que passamos. Paramos para o lanche, fizemos a selfie da equipe e voltamos para a descida. Se tivesse uma tirolesa do pico dos 3 estados até a fazenda pierre, seriam 2 horas na corda de aço eita descida interminável! Aos poucos a vegetação foi mudando, brigamos com os bambuzinhos (use capa nas mochilas e proteja seu isolante, pois a treta é brava) e a mata mais fechada surgiu. Incríveis bons km’s no meio da mata, show de bola! Nossa água deu na medida. Acabou a hidratação minutos antes da última fonte de água antes da saída. Já batia um sentimento de saudade da montanha. Andamos, andamos, andamos, andamos, andamos, chegamos na mansão do Pierre. Olha só, chegamos! Não, não chegamos. Ainda tinham uns 2 km, eita! Meu joelho, que vinha tão bem, já começou a me questionar o pq eu estava fazendo isso com ele e decidiu resmungar, mas isso ficou de lado e foi só comemorações e orgulho do corpitcho que, apesar de um pouco acima do peso, conseguiu aguentar essa travessia incrível. Chegada... Óbbbbvvviiioo que brindamos com a cervejinha na casa e fomos para o transfer. Pensa numa cerveja merecida! Fim... Vou deixar informações abaixo sobre o que utilizamos. Minha companheira Mi, que a todo momento ficou ao meu lado, foi um exemplo de força, determinação e comprometimento. E claro representando as mulheres, que já são mais fortes e corajosas 💪 por natureza. Senti muito orgulho de poder participar de momentos como esse. Certos ensinamentos e pensamentos só são apreciados de verdade na montanha, quando estamos na hora da dificuldade, na hora da esperança e também na hora da vitória! Luan, um parceiro que surgiu do boteco e com certeza perdurará muitos anos, tanto nas trilhas, como nos botecos também, óbvio. Sempre agradável e solicito, um rapaz de futuro! Charles joelhos de aço, nosso guia atleta, que nos ajudou a todo o momento e deu o suporte que precisávamos. Além de cada dia tirar uma surpresa da mochila para comemorar. Nosso muito obrigado! Um exemplo de que todos nós podemos realizar nossos desejos e enfrentar nossos medos. Menino, menina, homem, mulher, idoso e idosa. Vimos todos juntos nas trilhas, se unindo e se incentivando. Bonito de se ver o respeito, educação e limpeza que os guias pregam para todos, proporcionando uma montanha agradável, limpa e o menos impactada possível. Se você tá em dúvida se aguenta, se é bonito o lugar, se vale a pena... pode parar por aí. Se prepare, se equipe com materiais de qualidade e partiu! A Serra Fina é possível para todos! Equipamentos necessários /// utilizados: · Mochilas cargueiras 70L ou mais. Item primordial, pois temos escassez de água e trajetos relativamente longos. A capacidade e ergonomia precisam ser consideradas com seriedade. Invista na sua cargueira /// Cargueira Deuter Aircontact Lite; · Sacos de dormir conforto 0º ou -5º /// Deuter Orbit -5. Foi mais do que o suficiente. Deu conta dos -9º que passamos. Não vacile com o saco de dormir, pois hipotermia é perigoso de verdade; XXX · Isolante Térmico. /// Naturehike modelo inflável Nylon TPU. Ótimo custo benefício. Isolantes tapetes também são ótimos. Ideal os de 1 cm de espessura, pois o chão é muito frio e úmido; · Bastões de caminhada. Joelhos agradecem! Acho primordial. /// Bastão de Trilha Arpenaz 200 Quechua. Modelo ok, até que aguentou, mas possuem bem superiores no mercado; · Travesseiro. Fica ao critério de cada um. O ideal é inflável para ocupar menos espaço e peso. /// Naturehike dobrável; · Barraca 2 ou 3 pessoas. Quanto mais leve e bem projetada para ventos, melhor. /// Naturehike Cloud 2p. As vezes sentimos falta de espaço, pois eu e a Mi somos relativamente altos (1,83 e 1,70), mas no frio isso não é um problema. XXX · Lanternas de cabeça e de punho. Tem que ter ou vc só funciona até o por do sol. Item obrigatório. XXX / Importei da china, nem sei o modelo, mas vale dar uma investida. · Kits cozinha: fogareiro, gás, panelas, talheres, papel toalha, álcool em gel, pratos, etc. · Botas. Impermeáveis, confortáveis e com ótima aderência (para as escalaminhadas cheias de barros e pedras). Se for nova, amaciar antes da viagem! /// Salomon Mid GTX; · CamelBak ou Garrafinhas. Vai do gosto de cada um. Gosto da praticidade da camelbak, pois você se hidrata sem parar. /// Modelo chinês, 2L. Paguei barato e deu problema na torneirinha. Aconselho investir um pouco, pois perder água por vazamento numa travessia com escassez de fontes não é nada agradável. · Cobertor de alumínio para emergências; · Roupas: Corta-vento, Jaqueta e calça impermeável, camisetas de manga comprida com proteção UV, meias para trilha, luvas (ajudam a escalar também), touca e boné, Buff (proteção UV para nariz, boca e nuca); Tudo de secagem rápida e o mais leve possível. · Protetor solar para rosto e boca. Refeições: Tudo sempre prático, que utilize pouca água de preferência e que tenha alto valor nutritivo. Na próxima viagem levarei ovos para o café da manhã. Desta vez não levei e fez bastante falta. Não fizemos almoço, apenas parávamos e comíamos os petiscos em maior quantidade e hidratávamos com isotônico em pó diluído na água (excelente negócio!!!). Uma boa dica é variar o máximo possível. Fizemos os lanches com queijo e mortadela. O ideal é fazer no mínimo 2 sabores para não enjoar. Também não tomávamos um café muito elaborado, pois acordávamos muito cedo para caminhar e nessa hora o apetite não é dos maiores. Sempre se hidratando o máximo possível. Carregávamos 4 litros de água por dia para cada um. Também ingeríamos algo a cada 1 hora, para sempre manter energia. · Primeiro dia: o Café da manhã no hostel: Bolo de queijo, diversas frutas, sucos e café (caprichado, pois estávamos com o carro ainda); o “Almoço”: lanche; o Jantar: Risoto de queijo, frango em pedaços e legumes. Tudo pré-cozido. o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Segundo dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Jantar: macarrão, molho vermelho, calabresa e bacon; o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Terceiro dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Jantar: macarrão alho e óleo, calabresa e bacon; o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Quarto dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Petiscar: 2 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 1 Carb-Up em gel. o Jantar na humilde residência XXX. Guia: Charles Llosa. Muito experiente na montanha, nota 10! - 35 9917 9001 Transfer: Leleco, gente boa, carro 4x4 (necessário) e pontual. - 35 9747 6203 Hospedagem: Hostel e Pizzaria Serra Fina. Falar com Felipe. - 35 99720 3939 Dúvidas só perguntar que respondo. Abraços.
  7. 1 ponto
    Olá!! A partir de agora começo planejamento pra um ano sabático que será iniciado em novembro de 2020. Sei que falta bastante tempo, mas, tenho que começar agora por conta dos meus trabalhos. Ainda não desenvolvi roteiro, entretanto, já sei que durante o período quero passar uns 3 meses na Índia. Procuro alguém disposto (a) a fazer um percurso juntos. Vamos abrir mão das nossas rotinas chatas e zonas de conforto e cair no mundo. Entrem em contato pra gente trocar ideia!
  8. 1 ponto
    Olá pessoal! Como o site me ajudou muito na elaboração da minha viagem, resolvi contribuir escrevendo como foi minha estada no Chile. Viajamos eu, meu marido e minha filha de 10 anos. A ideia era fazer uma viagem reduzindo gastos, pois resolvemos presentear nossa filha de ultima hora (com 30 dias de antecedência) e acabamos comprando as passagens com um preço mais elevado (pagamos aprox. R$4.000,00 de todas juntas). Pensamos em ficar em hostel, por ser uma experiência nova e estar em contato com várias pessoas com culturas diferentes. Quase fechamos com o hostel PROVIDENCIA, me pareceu bem bacana e com preço muito bom!! Mas por fim a privacidade falou mais alto e acabamos por alugar um apartamento no site AIRBNB. Bingo!! O apartamento foi impecável, muito bem localizado, limpo e confortável, pagamos R$R$1184,74 no total (bairro Lastarria - recomendo!!). Chegamos por volta da 1 da manhã na cidade de Santiago, trocamos dinheiro no aeroporto, somente o necessário para o transporte. Pegamos o transfer da TRANSVIP (pagamos aprox. 7.000 pesos por pessoa). Achamos mais seguro porque li muitos relatos sobre taxistas que se aproveitam dos turistas, ficamos com receio. Nosso roteiro foi: PRIMEIRO DIA: Acordamos cedinho, esperamos abrir as casas de cambio para efetuar a troca de dinheiro (melhor local que encontramos foi na rua ALGUSTINAS - trocamos com a cotação de 165 pesos). Fechamos os passeios com a empresa TRANSMILLENIUM - a gente já havia pesquisado preços e reputação, gostei muito, super recomento. Nosso agente foi o Tairon, quem quiser o contato é só me pedir!! Fizemos city tour gratuito, que acontece todas as manhãs às 10 horas na frente da Plaza de Armas (COMPENSA!). Tem a duração de duas horas aproximadamente... O guia fala bem rapidamente, é difícil de entender, mas valeu a pena pois passamos em vários pontos bacanas como: Palácio de La Moneda (vimos um pouquinho da troca da guarda - não percam!! É muito legal!!), Cerro de Santa Lúcia, bairro Lastarria, Bairro Paris - Londres.... entre outros... encerrando na casa de Pablo Neruda. De lá seguimos por conta até o Cerro San Cristóbal, subimos tudo a pé (sim, acreditem!! Subimos com uma criança de 10 anos após o city tour), chegando lá provamos o sorvete DELICATTO (que é maravilhoso!) e descemos de teleférico (pagamos 4.460 pesos no total). De lá seguimos até o shopping Costanera (também a pé) e voltamos de metrô (recomendo, é super prático e bem mais barato!) SEGUNDO DIA: Fomos para Portillo, o local é maravilhoso!! Porém não tem o que fazer lá (apenas fotos, claro)! O acesso estava muito restrito, não foi possível chegar próximo da lagoa Inca, estava permito somente aos hospedes do hotel... Fiquei decepcionada, pois para conseguir tirar uma foto ali foi bem difícil. O que fez o passeio realmente valer a pena foi nosso guia, pois ele parou em vários lugares lindos durante a ida e pudemos fazer várias fotos bacanas da paisagem, sem falar que ele foi bem divertido com o grupo deixando o passeio muito mais prazeroso!! Obs: Não é necessário alugar roupas!! Coloque o que você tiver de mais quentinho que dá certo!! TERCEIRO DIA: Fomos para Farellones, o MELHOR passeio!! Minha filha ficou realizada!! Pagamos 30.000 pesos por pessoa + a agencia (os valores não incluem os ingressos). Atenção, vale muito a pena levar lanchinhos na mochila (principalmente para quem vai com crianças), pois a alimentação no Chile é bem cara. Remédio para enjoo também é importante, pois a estrada possui muitas curvas, eu realmente passei muito mal!! Quanto as roupas, alugamos no bairro providencia, pagamos 10.000 pesos do kite completo (calça / blusa / óculos - NÃO INCLUIA LUVAS!) - Mas atenção meninas, o macacão é muito lindo e estiloso, mas dá muito trabalho para ir ao banheiro... Pensem bem! Ah, eu acabei não alugando as botas... fizemos um bem bolado pois comprei uma ótima injetada aqui no Brasil, usei a mesma todos os dias... Não molha!! E o preço dela COMPENSA!! Quem quiser saber a marca é só me perguntar)!! Obs: Para os passeios na neve, SEMPRE fique de olho na previsão do tempo!! Tem que ir quando tiver neve né!! QUARTO DIA: Na parte da manhã fomos para o Safari Rancagua (por conta) fizemos o Safari Grandes Felinos e Herbívoros (Pagamos 13.000 pesos por pessoa). Gostamos, mas demos um pouquinho de azar, os leões estavam com preguiça, não queriam saber de nada... rs! Já nos Herbívoros, é muito fofo, as crianças podem ter contato com os bichinhos e alimentá-los!! Na parte da tarde fomos para a Vinícola CONCHA Y TORO: (por conta também) pagamos 18.000 pesos por adulto - criança não paga, escolhemos o tour tradicional PLUS. Gostei muito, o local é lindo... QUINTO DIA: Fomos para Valparaíso e Vina del Mar com a agência. Valeu a conhecer. Valparaíso é bem bonita, colorida e alegre!! Encerramos o passeio apreciando o Oceano Pacífico em Vina del Mar!! Maravilhoso!! Atenção mamães, coloquem muitas roupas nas crianças para ir nesse passeio, pois o litoral é realmente frio!! Ah, não esqueçam do lanchinho! É muito útil!! SEXTO DIA: Acordamos cedinho, fomos ao mercado municipal, compramos presentes para os familiares, passeamos mais um pouquinho pelo centro para nos despedir de SANTIAGO, que com certeza deixará saudades!! Ao meio dia partimos para o aeroporto para retornarmos ao Brasil e à realidade felizes da vida!! Espero ter ajudado!! Um beijo, até a próxima!!
  9. 1 ponto
    Saudações! Esse pequeno relato é pra contar e sugerir que conheçam um lugar fantástico! Fica em Palhoça /SC, cidade próxima a Florianópolis... Sabe que falar em praia pra montanhista as vezes é estranho, porque é outra vibe. E esse negócio de um monte de gente sentada da areia o dia todo bebendo cerveja não é bem o que podemos considerar aventura... Mas enfim, isso é de cada pessoa. O fato é que eu gosto do mar, e depois que conheci a Praia do Rosa (já fiz um relato aqui), descobri o que é um bom lugar pra aproveitar o mar e suas maravilhas. Então nesse final de ano fui com meu irmão, mais o @darlyn E @Dionathan Biazus para Palhoça, em um lugar chamado Guarda do Embau. É uma vilazinha muito charmosa, tem um centrinho onde pode comer algo bom e comprar algumas coisas. Na Guarda, ficamos em um camping suuper recomendado, Beira Rio, muito bem estruturado, com chuveiros a gás, vom espaço e tem até um barzinho que comidas bem gostosas. Tem umas duchas no meia dos bambus também, água gelada pra refrescar. Da pra ir a pé do camping para a cidade e praias. No final do ano pagamos 45 pilas por cabeça. Pra chegar no mar, você precisa atravessar um lago enorme, mas bate no máximo no pescoço é uma delícia, dá pra atravessar de barco também. Chegando do outro lado tem o mar, água bem transparente, lindo. Dali, você pode seguir uma trilha de uns 40 minutos e chegar na prainha. Lá tem menos pessoas, e da pra aproveitar muito bem o visu do verde ao redor. Depois dali se você seguir mais uns 30 minutos você entra em alguns vales. Chamam de Vale da Utopia, e tem vários caminhos pra fazer as trilhas e pode-se chegar a outra Praia também. Nesses lugares tem muito verde com montanhas e o mar ao fundo. É lindo. Tem pessoas que acampam por aqui também.. E o outro lugar que vale a pena conhecer é a Pedra do Urubu. Num ritmo normal, 30 minutos de trilha. Mas dá pra fazer em 10 haha ( experiencia própria). Porque fomos ver o nascer no sol lá no dia 01 de janeiro, valeu o esforço de fazer a trilha correndo pra conseguir pegar o sol chegando rsrs. Enfim, com certeza é um lugar que quero voltar!! Se vc ficar uns 4 dias, consegue coisas pra preencher, da pra conhecer toda a região. Ah, nessa cidade também tem a montanha Cambirela, é a maior de SC, mas essa fica pro próximo relato hehe. Abraços, e bons ventos e aventuras!
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    @Fran tucci Oi Fran... Nós saímos de Guarulhos (São Paulo) x Madrid (Espanha) (3hrs) X Benjing (China) (3hrs) x Banguecoque (Tailândia) e a volta foi da mesma forma, saímos de Banguecoque x Benjing x Madrid x Guarulhos. Geralmente a passagem fica sim mais barata retornando da mesma forma da ida, mas isso não é uma regra, terão retornos que serão feitos por outras cidades com o mesmo valor. Mas se vc comprar a ida e depois comprar a volta, eu acredito que ficará mais caro sim. Da uma pesquisada e faça as simulações pra ver se compensa. blza.
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    @Tadeu Pereira me diz uma coisa: vocês saíram do GRU >>Bangkok certo? E na volta, foi de Bangkok para GRU? Tipo, fixaram a mesma cidade pra chegar e sair?... Porque como ainda não consegui trilhar certo os planos de onde conhecerei por lá, só pra me dar uma luz ...E outra, se não tô enganada a compra passagem ida/volta para mesma cidade no geral fica mais em conta talvez ?! Confusa, confusa... rs
  13. 1 ponto
    @casal100 então... o camboja e o myanmar eu ficaria 3 4 dias... já daria pra ver quase tudo... ja a Tailândia, Nepal e Índia precisam de um pouco mais de tempo pela complexidade dos lugares.
  14. 1 ponto
    Dia 03 (27/12/2019): Acordei no dia seguinte, tomei café com Danirka e conversamos + uma vez sobre as questões em Cuba. Eles estavam prestes a deliberar uma novva constituição para o país e a principal polêmica era em torno do casamento gay. Conversamos um pouco sobre isso e depois do café fui para Cayo Jutias. Infelizmente não estava sol como no dia anterior, o tempo estava fechado. Mas já tinha combinado então fui mesmo assim, na esperança de o tempo abrir. O transporte era um caminhão adaptado, Rs, O compartimento mais parecia uma gaiola, mas é aquilo, tava na guerra. Chega um momento na viagem que a estrada é só buraco, quase impraticável de passar. Por esse motivo a viagem dura + ou - 1:30 hora. Mesmo com o tempo nublado deu pra perceber a beleza da praia, totalmente natural. Tem um restaurante do Estado e também uma empresa estatal que oferece serviço de mergulho. A comida no restaurante deixa muito a desejar e é uma porção bem pequena, mas ao menos não era o olho da cara. Paguei 5,65 cuc com arroz, vegetais e camarão grelhado. Depois tomei uma água de coco e o famoso coco loco, bebida típica do caribe que em Cuba é feita com Rum, água de coco e limão. Paguei 5 cuc na bebida, mas foi bom pq a essa altura estava chovendo e o coco loco espanta o frio. Rs. O sol só abriu bonito às 15:00 horas, mas o horário de retorno era Às 16:00. Ao menos deu pra entrar no mar e curtir um pouco aquela praia maravilhosa. Na volta, desci no centro de Viñales e comprei um gorro por 4 cuc. Voltei pra casa e fui recebido por Carlos, esposo de Danirka, que me convidou para tomar uns drinks e jantar. Conversamos muito sobre várias coisas com eles e com um casal de franceses que havia acabado de chegar e ficariam em outro quarto. Foi muito legal! Depois da conversa já era tarde eu fui dormir. Gastos totais 54,65 cuc. Obs: Danirka e Carlos não me cobraram pelo jantar e nem pelos Drinks e ainda me fizeram um desconto por eu ter ficado no quarto sozinho. Achavam que eu iria acompanhado. Foram pessoas ótimas que fizeram da minha estadia em Cuba maravilhosa. Se você pretende conhecer o local, conversar com as pessoas, entender o processo revolucionário cubano, como funcionam os comitês de defesa da revolução e a democracia em Cuba, além de entender um pouco da economia do país, indico ir a Viñales e se hospedar na casa desse casal. Foi uma experiência incrível e não me senti, em momento algum, um "turista". Me senti como um deles.
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    Segue abaixo relato da maravilhosa viagem que fiz a Cuba, na virada de 2018 para 2019. Primeiro dia - 25/12/2018 Peguei o voo no Rio de Janeiro em direção ao Panamá, saindo às 02:25 da manhã, pela Copa Airlines. Não tive nenhum problema com a empresa nem na ida e na volta no que tange as bagagens. O sistema deles realmente funciona. E olha que na ida a minha baldeação foi rápida. Apenas 02:00 horas no Panamá, mas não tive nenhum problema com as malas. O serviço dentro do avião também foi ok. Na espera do voo para Cuba, já no Panamá, alguns cubanos me viram lendo o Granma, jornal de Cuba que tiv acesso graças a uma amiga que tinha ido no meio do ano. Estranharam e me perguntaram se eu havia comprado no Panamá. Expliquei a situação pra eles e eles brincaram comigo, disseram que já estava chegando a Cuba bem informado. Rs. Além disso, me fizeram um pedido inusitado: que eu passasse com algumas mercadorias que eles compraram no Panamá, eram presentes de natal para crianças, brinquedos em sua maior parte. Eu os atendi e entreguei dentro do avião. Não entendi o porque, se havia alguma fiscalização no voo em relação a quantidade de produtos importados. Não me pareceu haver ali nada que justificasse o pedido, mas não me neguei a fazer. Entreguei os presentes dentro do avião. Cheguei em Cuba após 10 horas de viagem (Rio - Cidade do Panamá + Cidade do Panamá - Cuba). O aeroporto é simples, mas bem decorado, todo vermelho. Vi em uma sala de funcionários cuja porta estava aberta um retrato de Fidel pendurado na parede. Na entrada, preenchi dois formulários: o de vigilância sanitária e o da aduaneira. Na imigração a fila estava enorme, mas foi de boa. Encontrei com o motorista que ia me levar e troquei Euros por Cucs já no aeroporto. Fui conversando com o motorista. Perguntei sobre o que ele achava do sistema e do governo. Ele disse que Cuba tem saúde e educação, que não havia violência. Mas que os salários da população eram muito baixos. Algo em torno de 20 cuc mensais (90 a 100 reais). Além disso, um cubano só pode montar um negócio próprio se for pequeno. Por exemplo, um restaurante gerido por um cubano só poderia ter, no máximo, 50 mesas. Empresas grandes eram majoritariamente controladas pelo Estado. Chegamos até um município próximo de Havana conhecido como Playa, onde ficaria hospedado na casa de Dna. Mercedes e Irina. Irina é uma ótima pessoa, me recebeu muito bem. Conversamos um pouco e ela me contou que já havia morado na Russia, depois da queda da URSS. Essa experiência a fez contrastar o capitalismo com o socialismo cubano e que, entre ter muita riqueza, mas também muita pobreza, e ter saúde e educação garantidos, ela preferia a segunda opção. Falamos um pouco do Brasil e do governo Bolsonaro também (os cubanos o odeiam! Rs). Irina me indicou ir até o centro de Havana, tomei um ônibus perto a casa dela e lá fui eu. Muitos cubanos nas ruas, a Copelia (famosa sorveteria local) estava lotada, as ruas cheias. Dous cubanos tentaram me dar o golpe dos charutos. Irina já havia me passado todas as informações e as questões de malandragem. Sim, malandragem existe em qualquer lugar. Ambos tentaram me vender charutos falsos, mas quando rejeitei também não ficaram em cima. Achei de boa. Cada um na sua batalha cotidiana. Tomei algumas cervejas (Bocanero), cervejinha gostosa, e depois fui em um quiosque. Comprei 10 croquetes pequenos de carne que custaram 1 cuc (algo em torno de R$ 4,65). Na ida, como peguei um microônibus de uma cooperativa de trabalhadores, paguei 5 cup (pesos cubanos). Paguei 15 cuc pelo quarto + 5 cuc por um almoço e um café da manhã no dia seguinte. 6 cuc em mojitos + 10 cuc que dei aos músicos (sim, dei mole e paguei caro, depois fiquei mais esperto na hora de dar gorjetas), 3 cucs em 2 cervejas e 1 água + 2 cucs em um cartão para usar a internet e falar com a família que cheguei. A volta, no ônibus do Estado, foi apenas 1 cup (algo em torno de R$ 0,25). Total: 72 Cucs + 6 cup = R$313,00 Dia 02 (26/12/2018): Acordei por volta das 07:00 e tomei café com Dna. Mercedez. Conversamos bastante e ela revelou que estudou na União Soviética e foi para lá no mesmo voo que Che Guevara. Fiquei emocionado com a forma que ela falou do Che. Havia brilho nos olhos daquela senhora de + de 80 anos. Ela defende o regime cubano e me explicou várias nuances do regime. Exemplos: a libreta (cesta básica a qual todo cubano tem direito), o direito de toda criança até os 7 anos de ter leite (o Estado entrega em casa) e das crianças de 07 a 13 anos de ter um pacote de Iogurte. As mulheres grávidas ganham todas as vitaminas e alimentos necessários para o desenvolvimento do feto no período da gestação, etc. Tudo gratuito. Mas, como todos os cubanos ao longo da viagem fizeram, ela reclamou muito do baixo nível salarial no país. Às 09:30, tomei um táxi coletivo (25 cuc) rumo a Viñales. Ao chegar na província de Pinar del Rio paramos em uma plantação de Tabaco para ver como se realiza o processo de plantio e fabricação do tabaco. São 3 meses no campo + 3 meses secando em umas casas que são específicas para a realização do processo de retirada das impurezas e + algum tempo para enrolar e formar o charuto. Esse último período depende da fábrica (Sim, existem várias, mas são todas controladas pelo Estado). Os camponeses ganham a terra do Estado e em contrapartida tem que vender 90% da produção para o Estado. Os outros 10% ficam para eles pra fazerem o que quiser, como vender para os viajantes que passam ali no povoado. Comprei um "puro" como se chama lá, por 4 Cuc, uma delícia, cheiroso como nunca. Fumei no ano novo. Cheguei em Viñales e me surpreendi com a estrutura do vilarejo. Muitas casas bonitas e bem arrumadas. O quarto no qual me hospedei tinha uma estrutura excelente. Fui recebido pela cunhada da dona da casa com um suco de manga (cortesia da casa). Pegaram meu passaporte para registrar a minha entreada e ainda me arrumaram um guia local para me levar ao Parque Nacional de Viñales. Tomei um banho e fui logo. Não havia tempo a perder e já eram por volta de 13:30. Tava morrendo de fome e tive que almoçar dentro do Parque. Quiseram me cobrar 10 cuc, falei que não. Abaixaram pra 8 cuc. Disse que não também. Aí me propuseram 6 cuc. Aí eu aceitei. Tipo, tem que ir pro crime e mostrar que você é latino-americano. Conosco o tratamento é diferenciado do que com os Europeus porque os cubanos têm uma noção de pertencimento e fraternidade muito grande. Quando disse que era brasileiro e que não tinha muito dinheiro os camaradas começaram a me tratar de outra forma. Percebi porque estava com um casal de canadenses e o guia fechou muito comigo, conversamos muito a viagem toda e ele me passou muitas dicas. Joel, el Chino, super indico, grande companheiro. A ele, meu muito obrigado. O dono do restaurante tem a licença da UNESCO para ter um negócio dentro do parque. Ele também é o guia que explica como se planta e fabrica o mel, café e rum naquelas terras. O rum de Viñales é distinto dos outros runs cubanos porque é produzio com goiaba e mel. eu provei e é muito bom. Mas, estavam vendendo a 20 cuc e como estava apenas no segundo dia da viagem, arreguei de comprar. Depois, em outras locais vi vendendo a 10 cuc, mas dei mole, acabei não comprando. Dali, fomos conhecer as características das plantações em Viñales. O clima, a umidade e as terras da província são as mais propícias do mundo para o plantio do tabaco. Como em Cuba houve após a revolução a reforma agrária, o Estado repassa a terra aos campesinos que, me troca têm que vender um quota da produção obrigatoriamente ao Estado. Para o tabaco é 90%, mas pra outros produtos a quota varia (70%, 60%). Fui para a casa onde estava hospedado e conheci a dona. Sra Danirka me recebeu de braços abertos e topou conversar comigo. Ela me idsse que iria viajar para o Uruguai dia 07 de Janeiro. Reclamou um pouco da burocracia pra sair o país, mas disse que o povo cubano tem viajado mais e que agora pode fazer a diferença entre Cuba e o capitalismo. Segundo ela, ela comprou a sua casa por apenas 400 cucs (R$ 2.400), que não paga por saúde, por educação, para praticas esportes, etc. Que sua filha vai as festas a noite e volta sozinha sem correr nenhum risco. Que as contas de luz e água são simbólicas. Tudo isso, na visão dela, compensa os baixos salários. Disse ainda que ter internet é bom, mas é um luxo, supérfluo. Que para eles, o fundamental é ter saúde e educação. Pra entender esse pensamento, só mergulhando na cultura local e foi isso que eu fiz. Posso afirmar sem sobra de dúvidas que Viñales foi o lugar mais especial da viagem porque lá eu vi o que é um outro tipo de sociedade, e confesso que gostei. Depois da conversa, tomei um banho e fui ao centro de Viñales. Comi um prato com arroz, banana, tomate, pepino, repolho, pimentão, vagem, atum, lagosta e um outro tipo de pescado. Tudo isso em porções pequenas, é claro, mas o prato como um todo era grande. Tudo por 6 cuc. Dali fui para um bar estatal que tinha visto que tava vendendo mojito a 0,90 cuc. O mojito + barato que encontrei em Cuba e não deve muito aos outros (a não ser ao da Bodeguita del Medio, que é de outro mundo). Tomei uns 2 e dali fui para o Pollo Montañez, local onde os Cubanos vão para dançar salsa e se divertir. A entrada para viajantes era 1,5 cuc. Fiquei um pouco, mas estava muito cansado, logo depois resolvi voltar pra dormir. Gastos totais 75,10 Cuc
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    R$ 10.000 não da para conhecer 7 países da Europa, principalmente com Holanda, Bélgica e França no roteiro. E também 22 dd não da para conhecer nem a metade disso ai... Se quiser rasgar dinheiro e postar no facebook foto dos cartões postais, mantenha (rs)... Se quiser realmente conhecer outros países, cultura, aproveitar a viagem, agregar conhecimento.... escolha 03 cidades para passar 15 dias... depois escolha 1-2 cidades próximas as três primeiras cidades para fazer day trip (bate-e-volta), faça uma viagem com conforto, sem passar privações, experimentes sabores que n sabe que existem, veja cores que nunca viu, saia na noite e beba sua cerveja, interaja com pessoas de culturas diferentes... sem correria. Relaxe que essa não sera sua ultima ida a Europa (rs). Encontrará meios para voltar! Não se abraça o mundo em uma única vez. Com perdão da sinceridade amigo... seu roteiro esta ruim. Principalmente para o orçamento e tempo disponível que possui. Tem muito deslocamento aéreo ai... muito deslocamento no geral... pouco tempo na maioria das cidades... Vamos aqui tratando o minimo para ver o básico... 05 dias livres em Paris + 05 dias livres em Roma + 04 em Amsterdam + 04 em Barcelona.... já se vão 18... onde entra o resto? Outra coisa, 60 € / dia em Paris e Amsterdam vai passar fome ou não vai entrar em atração quase nenhuma. A menos que vá comer fast food ou cozinhar em hostel.... Bélgica vai no mesmo padrão de custo... a noite de Barcelona é cara, durante o dia se vira. Não adianta pegar um hostel abaixo de 20 € porque vai gastar com transporte publico (um ticket em AMS ou Belgica, não sai por menos de 3€) 60 € / dia é uma media aceitável para algumas cidades de Portugal. Se for para região do Algarve, por exemplo, já não da. Berlin também acho possível... mas os hosteis lá são caros. Talvez na Espanha, de para se virar...
  17. 1 ponto
    Tambem concordo com o João, se os deslocamentos entre cidades estivessem em dias a parte, estaria bom, mas se ainda tiver que descontar o tempo perdido nos deslocamentos, em muitos locais pode acabar não sobrar quase nada de tempo livre. Sobre gastos, depende muito do que você for escolher, mas ficando em hostel, economizando, mas também não passando 30 dias comendo miojo, e tambem sem passar vontade de fazer os passeios legais que custem 10 ou 15 euros, em média o pessoal gasta 60 ou 70 euros por dia com hostel, comida, passeios, etc... 25 dias X 60 Euros = 1.500 Euros. Convertendo, 1.500 x R$ 4.60 = R$ 7.000 Passagens Brasil x Europa x Brasil = R$ 2.500 Passagens locais para este tanto de cidades: 300 euros x 4.60 = R$ 1.300 Seguro obrigatorio = R$ 200 Somando tudo = R$ 11.000 Mas mesmo assim seria um orçamento sem folga nenhuma para imprevistos.
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    Olá, seja bem vinda. Esta época é uma grande incógnita, pois como é mudança de estação, do inverno para primavera, o clima é bem imprevisível, você pode pegar temperaturas entre 10ºC e 20ºC, mas também pode pegar temperaturas próximo de 0ºC se tiver o azar de pegar uma frente-fria atrasada. Milão é um local meio sem graça, principalmente depois de você já ter passado por Roma, Florença e Veneza, então já que você mesma falou que não tem muito interesse em Milão, corte de vez do roteiro, ir a Milão só vai servir para você perder tempo e dinheiro. Veneza é relativamente compacta, em 1 dia dá para ver quase tudo com certa calma, mas mesmo assim eu alocaria 2 dias em Veneza, o primeiro dia para visitar a cidade, e o segundo para ser usado como deslocamento até Portugal. Quanto que você vai gastar depende muito das escolhas que você fará lá na hora, como por exemplo onde e o que vai comer, quais passeios vai fazer, onde vai ficar hospedada, etc.. Mas o pessoal aqui costuma planejar as viagens considerando uma média de gastos de uns 60 a 70 euros por dia, incluindo neste valor hospedagem em hostel, ao menos uma refeição decente por dia, metrô dentro da cidade, e 1 ou 2 passeios pagos por dia. Baladas e vida noturna, são fora deste valor de 60 euros por dia. Multiplicando 60 euros por 15 dias, daria em torno de 900 Euros, o que convertendo pela cotação de hoje do euro que está em R$ 4.60 depois de impostos e taxas, daria em torno de R$ 4.200 Passagens locais entre as cidades lá na Europa devem he custar uns 120 a 150 euros, ou R$ 700 arredondando para cima. Alem disto tem seguro obrigatório, passaporte, comprar mala/mochila se você não tiver, comprar roupas para o frio caso não tenha, comprar alguma outra coisa que você precise, etc... Nestas outras coisinhas vai facilmente uns R$ 1.000 se tiver que comprar muitas coisas. Então somando tudo, 15 dias na Itália e Portugal devem lhe custar algo próximo de R$ 6.000, fora as passagens Brasil x Europa x Brasil, que devem lhe custar algo entre R$ 2.000 e R$ 3.000. Ou seja, eu veria uma viagem de 15 dias entre Portugal e Italia custando algo na faixa de 8 a 9 mil reais no total com as passagens. Não esqueça que imprevistos acontecem, como por exemplo você pegar um resfriado e ter que gastar um monte de dinheiro na farmácia, se distrair e acabar perdendo e trem que você reservou antecipadamente por 20 euros, e ter que comprar uma nova passagem de 60 euros lá na hora, etc... Pessoalmente eu sempre recomendo reservar uns R$ 1.000 para estes imprevistos. O que em teoria, partindo que o limite máximo seria 15 mil reais, lhe deixaria uma folga de uns R$ 5.000 ou 1.000 euros para gastar na Espanha. Considerando uma média de gastos de 60 ou 70 euros por dia, 3 ou 4 dias em Barcelona, 3 dias em Madrid, 7 dias na Espanha lhe custariam uns 420 euros, e mais uns 80 euros de passagens, fechado em 500 Euros. Ou seja, na minha opinião é sim possível incluir 7 dias na Espanha sem que o orçamento fique muito apertado. Claro, 60 euros por dia não é um orçamento folgado, onde dê para sair gastando sem pensar, mas se for consciente na escolha de onde gastar o seu dinheiro, dá sim para passar relativamente bem sem passar aperto com 60 euros na Itália, Espanha e Portugal. Ai está um erro que a maioria das pessoas comete, acham que comprar todos os ingressos antecipadamente sempre vai ser um bom negócio, por que vai evitar filas, mas as pessoas esquecem que o clima pode não colaborar com os seus planos. E se você engessar demais o seu roteiro com muitos ingresso comprados antecipadamente, você pode acabar tendo que encarrar a visita ao Coliseu e Fórum ou Pisa debaixo de chuva e frio, se molhar todo, e acabar pegando uma pneumonia e estragar todo o resto da viagem. E no único dia de sol da sua viagem, você pode acabar nem vendo o sol, por que comprou ingresso para o Museu Capitolini, Galeria Uffizi, Vaticano, etc, e passou o dia inteiro enfurnado lá dentro de um museu. Ou seja, comprando muitos ingressos antecipadamente, você pode acabar evitando algumas filas, mas a sua viagem pode literalmente ser uma merda se o clima resolver não colaborar. No verão não tem tanto problema comprar antecipado, pois quando chove, é uma chuva rápida e 1h depois tem sol, mas no inverno, inclusive Abril, é comum chover 1 ou 2 dias seguidos praticamente sem parar, não é uma chuva forte, mas sim uma chuva fina e intermitente, que lhe deixa todo molhado e congelado até os ossos do mesmo jeito. Então viajando nesta época do ano, pessoalmente eu evitaria comprar muitos ingressos antecipadamente, compraria antecipado somente aqueles onde realmente fosse necessário, afinal de contas eu ainda acho melhor perder meia-hora numa fila, do que ter uma viagem horrível por que o clima resolveu não colaborar comigo. As únicas atrações em que realmente precisa comprar ingresso antecipado nestas cidades seriam para ver a Last Supper (A Última Ceia) em Milão e para a Galleria Borghese em Roma. Atrações onde talvez eu comprasse antecipado seriam a Galleria Uffizi em Florença, e o Museu do Vaticano em Roma, por que as filas as vezes levam 45 minutos. Mas viajando em abril, na baixa temporada, acho que eu acabaria deixando para comprar lá na hora, para ajustar a programação de acordo com clima do dia, mesmo que custe algum tempo numa fila.
  19. 1 ponto
    Você vai fazer só a base? Saindo do Nepal? Qual percurso? Estou na China devo ficar aqui mais umas 2 semana e depois fico rodando a Ásia, queria muito fazer a região do Nepal , Índia e Bangladesh mas não acho legal mulher ir sozinha nessa área
  20. 1 ponto
    Olá! Eu vou em Março de 2020!!
  21. 1 ponto
    Eu tenho interesse
  22. 1 ponto
  23. 1 ponto
    Tenho interesse em participar!!!
  24. 1 ponto
    Então, acredito que o fato de ir em grupo e fazer as atrações mais turísticas, diminuiu muito o contato com os locais. Vimos muitas pessoas falando em diversas línguas, mas não me surpreendi, pois de longe foi a cidade em que mais vi turista na rua, guias tentando vender pacotes, e muuito brasileiro, então era até português pra todo lado, mas as poucas experiências que tivemos com os próprios locais, foram só em inglês mesmo, nem me ocorreu arriscar outro idioma hehe.
  25. 1 ponto
    Olá pessoal! Mais uma viagem que faço (segunda por enquanto) e chegou a hora de mais um relato aqui pro site. A viagem ainda está acontecendo, e Roma foi a primeira parada, então se tiverem dúvidas, é só avisar que respondo o que puder e souber. Preços e Links no fim do post - Preparativos Planejamento e Orçamento começaram 9 meses antes, compras principais feitas na Black Friday de 2018 para viajar em Abril 2019. 4 trocas de dinheiro feitas, com a média de 4,50 pelo euro e 5,00 pela libra. Todas as passagens foram compradas separadamente, internas pesquisadas pelo Skyscanner, ida e volta compradas no MaxMilhas. AirBnb Caio Mario ao lado do Vaticano, super recomendo!! - Dia 9/4 Dia 1 começou com voo Florianopolis - Guarulhos, parada para comer Subway no aeroporto e depois 12 horas até Fiumicino (apenas 12 horinhas - que sufoco rs). Voo tranquilo, jantar servido 1 hora depois da decolagem e cafe servido 1 hora antes do pouso. Razoável, mas né, comida de avião. - Dia 10/4 Chegando no aeroporto em Roma, seguimos as placas, pegamos um trem até o proximo terminal, e chegamos na imigração. Fomos os 3 para o guichê, entreguei todos os passaportes juntos, já tirei a pastinha com os documentos da bolsa, e ai.. Ele carimbou todos os passaportes sem nem nos olhar. Fiquei super aliviada, mas devo admitir que levemente frustrada.. Tanto medo e estudo pra nada rs. Ia comprar passagens para o trem Leonardo da Vinci até o centro, mas quando fui comprar (no centro de turistas, na área de trens) a atendente recomendou uma van, que deixava na porta de casa e iria sair mais barato. Adquirimos o serviço e foi bem rápido, recomendo. Inclusive voltamos ao aeroporto usando o mesmo serviço. Primeiro almoço foi no Tommi’s Burger Joint, Pareceu pequeno mas foi bem satisfatório. Depois caminhamos até Castelo St Angelo, Lindo, porém cheio de vendedores, então fique esperto com os pertences. Na volta, passamos na sorveteria Old Bridge, Delicioso!! Recomendo os sabores Bacio, Zabaione e Pistache. Já a janta do primeiro dia foi no Restaurante Spaghetti, não poderia recomendar mais! Parecia pequeno, mas encheu muito! Nao vou mentir, depois de um tempo o sal começou a pegar, mas estava tão, mas tão gostoso, que nem nos importamos. Isso sem falar no atendimento maravilhoso! [Refri 3 euros, Coqueteis 7 euros, Spaghetti 10 euros, Tiramisu 5 euros] Passamos no mercado - Carrefour e Simply Market, pegamos algumas coisas pros próximos dias [Pão 1,19 ; Cerveja 1,80 ; Agua 0,55 ; Iogurte 0,69 ; Pratos Prontos 2,50] - Dia 11/4 Metrô até a estação Manzoni e de lá andamos até o Coliseu. Maravilhoso, como podem imaginar. Esse dia foi bem cheio, vimos muitas coisas, todas muito próximas, então segue a lista, com as favoritas marcadas (não que alguma tenha sido ruim): Piazza Venezia, Almoço no Scholars Louge, Panteão, Piazza Navona, Templo de Adriano, Fontana di Trevi, Piazza di Spagna, Piazza del Popolo. Voltamos pra casa de metrô, parando para um gelato no Fatamorgana Prati, e foi bom, mas não ótimo. [Copo ou Cone 3 sabores, 3,50] - Dia 12/04 Finalmente dia de explorar o Vaticano e seus arredores. Compramos o ingresso para o museu com antecedência, pelo site Get your Guide, com direito a pular a fila, que estava insana. Museu maravilhoso, grande e diverso, terminando na Capela Sistina. Linda, como dá pra imaginar. Fomos almoçar no Trattoria Massa, na rua do lado. Comida gostosa e atendimento bem legal. [Pizza Prosciutto 9, Spaghetti Carbonara 9, Batatas Assadas 7] Esse não tinha Televisão em casa Como me senti dentro do museu! Fim do Passeio terminando em Basilica de São Pedro. Exploramos a praça antes de decidir encarar a fila para entrar na Basilica. Muitos vendedores tentando nos empurrar tours, colocando medo e avisando que a fila era de 3 horas. 40 minutos depois, estavamos lá dentro. Lindo, lindo, lindo! Não podiamos deixar de comprar mais um gelato, e de lá fomos pra casa. Assim fechamos o dia, descansando e arrumando as malas pro próximo voo no dia seguinte. Até mais, nos vemos em Santorini!! - Links http://www.airportshuttlexpress.com https://www.airbnb.com.br/rooms/24530095 - Preços para 3 dias, 3 pessoas Ida - 3300 reais AirBnb - 1058 reais Almoço Aeroporto - 70 reais Van de Transfer - 40 euros Almoço Tommi - 36 euros Sorvete Old Bridge - 9 euros Carrefour - 50 euros Jantar Spaghetti - 60 euros com gorjeta 6 passagens de metrô - 9 euros Almoço Scholars Lounge - 50 euros Sorvete Fatamorgana - 8 euros Trattoria Massa - 48 euros Sorvete Old Bridge - 9 euros Passeio Vaticano - 63 euros Transfer Aeroporto - 40 euros - Impressoes e Sentimentos Amamos nosso airbnb, bem localizado, limpinho e cheiroso. Muitos vendedores tentando nos empurrar ingressos e tours nas ruas. Muuitos turistas! Não sei como os locais conseguem viver o dia a dia. Especialmente asiáticos e brasileiros. As pessoas fumam muito, em todo lugar. O transito é meio doido e perigoso, pessoas atravessam as ruas sem cuidado nenhum. O centro é uma maravilha de explorar a pé, tudo perto e a cada esquina um novo monumento que nem estava na lista.
  26. 1 ponto
    Eu achei uma das melhores ideias que já vi postadas aqui, eu faria parte tranqüilamente se isso fosse permanente.
  27. 1 ponto
    Bom dia a todos! Após um vasto tempo de preguiça em postar, devido ao monte de coisas que aconteceram na minha viagem, resolvi, neste domingo de carnaval, postar o meu relato a fim de tentar ajudar os irmãos mochileiros a fazer uma viagem excepcional e gastando pouco (vide o meu relato de Buenos Aires, o qual eu nunca mais acessei pq esqueci a senha do site e o login era um email que não mais existe. Logo, tive que me recadastrar no site). Vamos deixar de enrolação. Espero que o relato a seguir seja de muita valia àqueles que pretendem ir a este país tão incrível, terra do Nosso Senhor Jesus Cristo. 1 - COMPRA DAS PASSAGENS: As mesmas foram compradas no site da decolar.com. Observem que quando os vôos são feitos por mais de uma empresa aérea, tendem a ser mais baratos se comparados ao preço das empresas aéreas separados. No meu caso eu fui de LATAM e ELAL (Israel Airlines), com paradas longas em Milão, as quais aproveitei. Paguei cerca de R$2.600,00 na ida e volta. Só para os prezados terem uma breve idéia, meu percurso foi de GIG-TLV (com escalas em GRU e MXP) e só o percurso de GRU-MXP (São Paulo a Milão), tava dando pouco mais de R$4.000,00. 2 - MUITA ATENÇÃO NA IMIGRAÇÃO ISRAELENSE: Como é de conhecimento de todos, Israel é uma nação cercada de inimigos e uma coisa que eles prezam é a tal da segurança. Especialmente se você for pegar um vôo da ElAl. Os agentes da imigração não te deixam em paz. A entrada é infinitamente mais rigorosa do que nos EUA, uma vez que Israel não exige visto de viajantes brasileiros, mas seria melhor que exigisse só pra não passar o perrengue que eu passei. O que me pesou contra foi o fato de o meu passaporte ser novo. Se fosse o anterior, eles teriam visto alguns vistos e carimbos e saberiam que eu sou apenas um viajante mesmo. Recomendo um razoável conhecimento do idioma inglês. Eles ficaram me fazendo perguntas por mais de 30min e ainda por cima eu assinei um termo no qual eles seriam autorizados a abrir a minha mala. Como não devo nada a ninguém, sem problemas (até pq se eu não tivesse assinado, não teria entrado no país). Antes de ir para a aeronave, ainda me chamaram para verificar minha bagagem de mão e passaram detector de bombas (nesse momento eu comecei a pensar na minha árvore genealógica pra saber se alguma gota de sangue meu remetia a Saddam ou Bin Laden, pois nunca havia tido uma experiência tão grande dessa com segurança). No "final" do processo, o agente se desculpou comigo e disse que fazia isso para a minha própria segurança, no que respondi que eu nunca me sentira tão seguro em toda minha vida. Ele riu demais, mas não recomendo falar gracinhas para qq agente de imigração . Isso tudo em Milão. Ah! uma coisa curiosa foi o fato de quando o avião israelense foi taxiar, havia um carro da carabinieri italiana ao lado do mesmo, abandonando somente quando este chegou à pista de decolagem. Pensam que acabou? observem que no parágrafo abaixo escrevi a palavra final entre aspas. Bem, eram cerca de 03:40h em Tel Aviv, eu estava morto de cansado e quando fui passar pela imigração, o agente da imigração me disse que eu deveria me dirigir pra sala verde do Ben Gurion. Segundo ele, seu chefe queria trocar umas palavras comigo. Aí, de novo eu pensei em Milão e comecei a ficar traumatizado...rsrsrsrr. Já na sala verde, haviam muitos viajantes, de tudo quanto era nacionalidade. Europeus, pessoal do Oriente Médio, Australianos (e eu de brasileiro)etc. De repente, para o meu pavor total e quase um colapso, me aparece um funcionário judeu com uma caixa de sanduíches, chamando o pessoal da sala e entregando. Ele se posicionou na minha frente e quando li as folhas nas mãos dele, para cada um estava escrito "Deportados/Entrada não permitida em Israel". Pensei que eu fosse ser o próximo. Mas de repente, apareceu um funcionário da polícia deles (similar a nossa PF), que se identificou pra mim, em fez umas poucas perguntas e me disse "enjoy Israel". Ali foi a minha alforria. Sou militar do Exército e eles viram que eu falava a verdade (os bastidores descobri depois, muito longo pra contar aqui, mas eles apenas queriam confirmar se eu sou realmente aquilo que eu disse ser ainda em Milão). 3 - JERUSALÉM: CHEGADA E PASSEIOS - Após a liberação no Ben Gurion, eu não me aguentava mais de cansado e traumatizado (sério mesmo) e fui direto pegar uma van até Jerusalém, a qual me custou U$35,00. Existem meios mais baratos, mas como eu estava morto, não queria mais pegar os dois ônibus e depois um taxi até o hotel. Essa van me deixou no hotel mesmo. Não recomendo fazer negócios em dólar, pois as contas sempre serão favoráveis aos comerciantes locais. O recomendável é trocar em casas de câmbio longe do aeroporto. A única vez que utilizei o dólar foi exatamente para pegar essa Van, por razões que os prezados já sabem. Numa próxima viagem eu, com certeza, alugarei um carro. O GPS funciona muito bem lá (antes de pegar a VAN, comprei um chip de lá, ainda no aeroporto). Em Jerusalém tem locais para estacionar o carro e tinha um pertinho do meu hotel. Só que recomendo o carro apenas quando forem sair de Jerusalém, pois lá dentro dá pra se fazer quase tudo a pé (pelo menos eu fui). Minha viagem não foi de balada e sim com o intuito de conhecer os caminhos mencionados na Bíblia. Uma viagem religiosa mesmo. Fiquei no Zion Hotel. Simples, bom café da manhã (muito diferente do nosso) e tinha o que eu precisava, ou seja, cama, ar condicionado (que não usei, pois tava meio frio), free wifi e ducha com água quente. Pra quê muito conforto se eu vou passar a maior parte do tempo na rua??? nem podendo eu pagaria um hotel 5 estrelas. Conforto eu tenho em casa . O hotel eu reservei pela decolar.com e pedi check in antecipado, devido ao horário que cheguei. Fui atendido, mas cuidado, pois nesses casos, os quartos costumam não ser tão confortáveis. Com um mapa na mão e em três dias, explorei muita coisa na cidade antiga. Como eu disse, dá pra fazer tudo a pé. Passei pela Via Dolorosa, pela Igreja do Santo Sepulcro, pela prisão onde ficou Jesus e Barrabás, fui nos bairros Judeu, Armênio, Muçulmano e Cristão... fiz tudo o que se pode fazer mesmo. Fui na Torre do Reu David, Muro das Lamentações (pra entrar precisa-se se um quipá, que pode ser pego gratuitamente na rampa de descida e depois, devolvido)... foi simplesmente emocionante. Ah! eu almoçava num lugar bem barato chamado MOSHIKO, o qual achei no TripAdvisor. Gente, o sanduíche não é caro e é simplesmente MARAVILHOSO! Em Israel o café da manhã é o almoço, pois é forte. Eu vivi à base do café da manha, do MOSHIKO (raramente eu variava e não valia muito a pena) e de noite, ou era de novo o MOSHIKO, ou era um hambúrguer mesmo (muito caro, diga-se de passagem). Às vezes eu comprava coisas no mercado. Ah! cuidado com o SHABAT, pois eu cheguei numa quinta... na sexta, quando fui procurar um local pra comer após ter andado o dia todo, quase morri de fome, pois tava tudo fechado. Jerusalém parecia uma cidade fantasma. O que me salvou foi uma burguesia, que me custou quase os olhos da cara, mas preservou o meu estômago. Tive que andar pra procurar, viu?! a maior parte do comércio é de judeus. E todos fecham, sem exceção. O Shabat vai do por do sol de sexta até o do sábado. No sábado eu voltei pro Moshiko . 4 - BETHLEHEM E JERICHO - Bem, no dia do Shabat eu fui pra Bethlehem (Belém) e tava doido pra ir em Jericho. Partindo do Damascus Gate, fui até a rodoviária, que é pertinho e peguei o ônibus até Bethlehem (me perdoem, mas esqueci o número do mesmo). A passagem de ida e volta custa cerca de 7 Shekels. Muito barato. E o ônibus te deixa em Bethlehem. Não fui de carro pq se trata de território palestino e em caso de atos de vandalismo, por ser carro com placa israelense, o seguro não cobre. Pela dúvida, optei o ônibus e não me arrependi. Segui até o ponto final do ônibus e descendo do mesmo, apareceram um monte de prestadores de serviço. Não dei ouvidos e subi a rua, pois todos os turistas estavam subindo ( eu eu havia perguntado aos comerciantes locais onde focava a Igreja da Natividade, e eles, muito prestativos, me informaram sem problemas. Cheguei numa boa). Sou desconfiado com muita gente oferecendo coisas (vide o meu relato de Pequim). No meio do caminho conheci um palestino que falava português e pediu até pra tirar foto comigo no celular dele. O povo se amarra no Brasil, acreditem (talvez pq tenha uma embaixada nossa em Ramallah). Cheguei na Igreja da Natividade, vi o local para entrar na Manjedoura, Foi uma luta chegar até lá, pois é muita gente. Depois da Igreja, eu inventei de ir em Jericho. Não sabia como, mas queria. Perguntei a um guia quanto custava ir de carro, no qual obtive a resposta de 300 shekéis. Logicamente não aceitei. Até que, de repente mesmo, eu vi um homem na Van almoçando e algo me mandava ir nele (cada um com a sua crença, mas pra mim foi coisa de Deus mesmo). Falando com ele, que era guia turístico, o mesmo me informou o que eu deveria fazer. Agora conto a vocês, caros leitores, como se faz pra ir até Jericho por um preço mais do que camarada. Prestem atenção: Saiam da Igreja da Natividade, como se tivessem indo na praça em frente, virem à direita, sigam para a única rua onde passa carro, virem à esquerda e desçam a rua. Descendo uns 300 a 400m, vocês verão um terminal rodoviário. Entrem, sigam reto e quando virem as placas indicadoras de onde fica o elevador, virem à esquerda. Cheguem ao elevador e desçam uns três andares e pronto ! vocês verão um ponto de vans amarelas. Simples. Eles cobram apenas 20 Shekéis para te levar até Jericho. No caminho comprei um galeto, pão, hummus e coca cola. Olha, não era o tempero da fome não, mas foi o galeto mais saboroso que comi. Os palestinos sabem cozinhar mesmo. O hummus, idem. Eu e o meu companheiro de viagem (Pastor Edmilson), nos amarramos de montão. Na volta, pegamos a van até um ponto, onde pra nos adiantar, o motorista me informou que passava um ônibus que me deixava direto no Damascus Gate. Fui e realmente cheguei lá, pois estava desanimado de chegar em Bethlehem e andar mais de 2Km até o ponto do ônibus. Na volta me cobraram 14 Shekeis e usei mais 5 para o ônibus. A viagem pra Jericho é muito longa. Muito cansativa. Chegando lá, comemos o galeto com pão... a fome tava grande... e demos um passeio rápido. 5 - TIBERIAS, CAFARNAUM E MAR DA GALILÉIA - Conforme eu havia dito, é válido alugar um carro quando se sai de Jerusalém. Eu aluguei no site http://www.rentcars.com . Foi tudo tranquilo e no dia e hora estava tudo engrenado. Optei por um carro automático (em Israel achar carro manual é quase uma caça ao tesouro mesmo) e o mais simples. Me deram um Nissan Micra (o nosso March no Brasil). O carro foi uma maravilha. Dirigir em Israel é uma maravilha. Primeiro pq o waze te leva em tudo quanto é lugar (pra quem não sabe, o waze é israelense mesmo) e segundo pq as estradas israelenses são um verdadeiro tapete. Chega a ser uma experiência prazerosa. Ah! custou uns 400 reais 3 dias com o carro. Sendo que eu optei pelo seguro completo, ou seja, em caso de perda total, eu não desembolsaria um real sequer. Ah! a gasolina em Israel é muito cara, mas milagrosamente rende muito mais que no Brasil (infinitamente mais). De Jerusalém até Tiberias são cerca de 200 Km em média. Chegando lá, após mais de duas horas dirigindo, estacionei o carro e fui direto pro Mar da Galiléia. Andei um pouco pela cidade e quando retornei, levei uma multa. Motivo: realmente esqueci do parquímetro. Mas as multas em Israel são pagas nas agências dos correios e paguei no dia seguinte em Jerusalém. A senhora dos correios, simpática que só, chegou a rir, pois eu contei a história da multa. Mas voltando, achei a cidade muito bonita. A vista do Mar da Galiléia é simplesmente espetacular. Na verdade o Mar é um lago. Logo após ter chegado do passeio e ter levado a multa, peguei o carro e fui em Cafarnaum, uma cidade citada na Bíblia, onde tinham os pescadores discípulos de Jesus. Cafarnaum é uma cidade (se é que pode ser chamada de cidade, pois pelo que vi é um vilarejo), bem pequena. Paga-se uma irrisória taxa para entrar. Entrei, explorei, tirei fotos e comecei a lembrar das histórias bíblicas sobre aquela cidade. Muito legal, bonito e emocionante. Logo após, peguei o carro, já no final do dia e me dirigi de volta a Jerusalém, onde estava hospedado. 6 - NAZARÉ E HAIFA No dia seguinte foi a vez de ir a Nazaré. Haifa não estava nos planos. O dia estava muito chuvoso. Nazaré fica antes de Tiberias...cerca de 30 Km. Mas deixamos pro dia seguinte senão não iríamos aproveitar bem Tiberias e Cafarnaum. Chegando em Nazaré , estava bem frio. Fui na Basílica da Anunciação, onde o Anjo Gabriel anunciou à Maria que esta daria a luz a um menino, mesmo sendo virgem. É uma igreja muito bonita e imponente. Embora o tempo não tivesse ajudando muito, haviam muitos turistas no local. Ficamos somente três horas em Nazaré, cidade onde Jesus cresceu e o tempo nos desanimou de explorar mais. Então iríamos retornar a Jerusalém. Só que eu não queria chegar tão cedo e ficar sem fazer nada. Logo de repente, parei no acostamento, mudei a rota do GPS e me dirigi a Haifa. Chegando lá, me deparei com uma LINDA cidade. Haifa fica ao norte de Israel. Tem uma vista de cima que não cansa os olhos, pois é simplesmente fantástica. Chegando lá, tratei logo de pagar o parquímetro e como o tempo era bem curto, fui apenas no Patamares. Logo após, demos um longo rolé pela cidade e voltamos para Jerusalém. 7 - MAR MORTO No dia seguinte a Haifa, fomos ao Mar Morto. Queríamos ir também em Massada, mas devido à forte chuva no dia anterior, o pessoal da segurança informou que a estrada estava bloqueada até Massada, sendo possível somente ir até Ein Gedi. Lá ficamos num Spa, cuja entrada não é das mais baratas, porém tinha toda estrutura, com banheiros bem limpos, almoço (optei por) e transporte até o Mar Morto, pois fica ainda a uns 500m em estrada de pedra. Aviso: LEVEM CHINELO. Mas voltando, eu até então achava que aquelas fotos de flutuação no Mar Morto eram meio que exageradas. O solo é apenas sal. Sal por toda parte. Muito incrível. Quando segui as instruções de como se boia, comecei a rir sozinho, pois parecia mágica. A pessoa junta as pernas, agacha, deita e a água joga para cima. Parecia pegadinha. Realmente as fotos que eu via não eram exageradas. Era realmente a realidade do Mar Morto. Muito cuidado com a água nos olhos e na boca. Não existe qq possibilidade de alguém se afogar naquelas águas. Dentro do SPA ainda tinha uma água escura, também do Mar Morto, misturada com a lama terapêutica, bem aquecida, que dá pra flutuar e relaxar. Ainda no SPA tinha uma loja que vendia produtos do Mar Morto, com um preço que também é de matar. Logicamente nada comprei. O Mar Morto fica entre Israel, Palestina e Jordânia. Assim como na Galiléia, o Mar é, na verdade, um lago. 8 - FINAL Após o Mar Morto, finalmente pegamos o carro no dia seguinte, após o café da manha, e seguimos pra Tel Aviv, onde pegamos o avião para Milão e depois, para o Brasil. Optamos por apenas um dia em Tel Aviv e mal tiramos fotos. Até pq o tempo estava muito nublado. Mas isso não foi empecilho para que deixássemos de passear. Só que as fotos quase não tivemos devido a um acidente que tive no Mar Morto, ou seja, meu telefone caiu dentro da água e LITERALMENTE, morreu. Logo, nem o telefone sobrevive àquelas águas... . A volta foi menos chata que na ida, mas mesmo assim, me fizeram novamente um monte de perguntas e depois houve um fato curioso... após 10 dias passei pela imigração e, curiosamente, quando estava me dirigindo para o guichê, o mesmo judeu que distribuiu sanduíches pros deportados por ocasião da minha chegada, falou o seguinte: "Hey, Brazilian, that side", apontando o dedo para a máquina que me liberava, pois eu não precisaria mais de outra sabatinada que levei quando cheguei. O que me deixou mais intrigado foi ele ter se lembrado de mim e saber a minha nacionalidade, uma vez que sequer tive contato com ele. 9 - CONSIDERAÇÕES FINAIS: Israel é um país fantástico, com muito valor histórico e, principalmente, religioso, os quais se completam. É um país cujo custo de vida não é barato, mas pesquisando, dá pra fazer muitas coisas em conta. É um país muito seguro, embora a mídia mostre outra coisa. Até na Palestina a sensação de segurança é grande. Garanto que é exponencialmente mais seguro do que o Rio de Janeiro, cidade da qual sou natural. A única sensação de medo que realmente tive foi que quando em território palestino, eu tivesse avistado caças israelenses... aí ferrou...é engraçado, mas passou isso pela minha cabeça. . Fiz essa viagem com pouco menos de 10 mil reais. E nisso inclui-se passagens, aluguel de carro, combustível, alimentação, hospedagem, entrada no SPA (140 Shekéis), enfim, TODA A VIAGEM. E ainda me sobraram 400 dólares. Olha que ainda comprei chocolates e perfume no Free Shopping de GRU. Enfim, numa viagem só, em dupla ou em trio, podemos economizar bastante e fazer o próprio roteiro. Existem caravanas que fazem isso. Mas se a pessoa tiver um espírito aventureiro e um razoável conhecimento do idioma inglês, é bem melhor e evita o gasto de rios de dinheiro em caravanas, as quais prefiro não tecer comentários para polemizar. Se a pessoa for bem idosa, nada souber de inglês e realmente quiser conhecer essa Terra Santa, realmente recomendo as caravanas, embora tenha visto idosos de mochila e "pernas pra que te quero". Alugar um carro além de confortável, é uma economia absurda. Por exemplo, só o passeio pra Tiberias e Cafarnaum, custavam 125 dólares americanos por pessoa. Eu paguei apenas 70 Shekéis de gasolina e dividi a viagem com o Pastor Edmilson. Ou seja, seriam 250 dólares para os dous.. mais de 750 reais. Lembram que os três dias de carro custaram 400 reais? A economia é muito absurda. Se for em três ou quatro pessoas, economiza-se mais ainda. Basta uma carteira de habilitação válida no Brasil e um cartão de crédito internacional. Valeu muito a pena. Eu planejei a viagem em fevereiro de 2016, quando comprei as passagens. Viajei em dezembro do mesmo ano (logicamente). Durante o ano aluguei o carro, E paguei hotel. O seguro de saúde ficou por conta do cartão platinum, uma vez que as passagens foram compradas com o mesmo. Enfim, eu faria quase que a mesma coisa, sendo que apenas evitaria vôos pela ElAl devido ao trauma da imigração ((mas como já fui uma vez, creio que na segunda vez, será (ia) mais tranquilo)). Eu teria ficado também mais dias e juntaria mais dinheiro só pra explorar Jordânia e Líbano (cujos vistos são meio caros). Bem, nada resiste a um bom planejamento. Caso precisem, podem tirar dúvidas pelo meu email. Espero que tenham gostado do relato. E cuidado com vendedores. Na hora de comprar lembranças, pesquisem bastante. Eu fui comprar uma estola sacerdotal e o cara veio me oferecendo 70 Shékeis. Como sou macaco muito do velho em viagens (visto relato Buenos Aires), não aceitei. E quando fui em outra loja, perto do Jaffa Gate, o cara me vendeu três estolas por 40 Shékeis. Logo, procurem e não caiam nas lábias de vendedores. O pouco contato que tive com os muçulmanos, comercialmente, foi bom, pois pelo menos mostraram ser pessoas bem honestas (falo por mim e pela minha experiência apenas). Eles não inflacionaram os preços por verem que eu era estrangeiro. Ao contrário, mantinham os mesmos preços para todos. Na dúvida, comprem lembranças fora da cidade velha. Infelizmente não tirei foto da loja para mostrar aos caros leitores. Procurem restaurantes através do Trip Advisor. Lembrem-se que comida em Israel é caro. God bless you!
  28. 1 ponto
    Resolvi fazer esse relato pra contar sobre a minha viagem para a Itália entre dezembro/2018 e janeiro/2019, desde os preparativos até o retorno. PASSAGENS Comprei minhas passagens meio que no susto, no mês de novembro para datas em dezembro. Como só consigo pegar férias a partir do dia 20 de dezembro, fico sempre dependendo de promoções, porque mesmo comprando com antecedência, os valores estão lá no alto. Comprei as passagens no site da Latam, sendo que o valor de ida e volta, já com as taxas ficou em R$ 2.080,48. Na ida, eu sairia de Guarulhos no dia 24/12, às 23h15 (sim, para economizar, nem Natal a gente comemora), fazendo escala em Madrid e chegando em Milão - Malpensa no dia 25/12, às 17h45. Na volta, o voo seria direto, saindo de Milão – Malpensa, no dia 11/12, às 19h05 e chegando em Guarulhos às 04h50. Ocorre que o meu voo de ida foi cancelado. Belo início de viagem, mas isso é assunto para processinho hahahaha... A cia aérea me realocou em um voo para Frankfurt no dia seguinte (25/12), às 23h00. Como no dia 26/12 eu já tinha viagem de Milão para Veneza, conseguiram que eu pegasse um voo de Frankfurt direto pra lá, pela Lufthansa. O resultado é que perdi um dia em Veneza. Sorte de pobre soberbo. Comprada a passagem, fui para os preparativos e entre eles, estava descobrir o que era necessário para que não fosse extraditada ainda no aeroporto. Basicamente, era necessário passaporte com validade superior a 3 meses, passagem de retorno ao Brasil, reserva dos locais em que ficaria hospedada, o seguro saúde e comprovação de recursos financeiros para me manter lá durante a viagem. Passaporte e passagens em ordem, precisava arrumar os demais. SEGURO SAÚDE Para o seguro saúde, é necessário dar mais uma pesquisada por conta das coberturas necessárias. Também chamado de Seguro Schengen, por conta do Tratado de mesmo nome que visa dar livre circulação de visitantes entre os países signatários (entre eles a Itália), o seguro saúde para a Europa precisa de ter uma cobertura de no mínimo 30.000 euros, além de cobrir traslado de corpo e outras coisas. Para encontrar o que se encaixava nas minhas necessidades, eu usei um dos buscadores de seguro que tem na internet (não lembro o nome) e acabei optando pelo AC 35 Europa, da Assist Card, que custou R$ 179,85, do dia 24/12/2018 à 12/01/2019. Lembro que antes pesquisei pra ver e muitas pessoas que precisaram de usar o seguro, tinham falado bem da agilidade e atendimento deste, sem qualquer tipo de problemas. COMPROVAÇÃO DE RENDA A comprovação de renda você pode fazer de várias formas. Pode levar um travel card (cartão pré-pago) carregado, com o extrato de quanto tem nele, ou então um cartão de crédito, com comprovante do limite. Apesar de essas opções trazerem um pouco mais de segurança por não ficar andando com um monte de grana por aí, tem que ter em mente que a cotação diferenciada do travel card e o IOF do cartão de crédito podem pesar do bolso. Por exemplo, quando fui atrás disso, a diferença de cotação para dinheiro vivo e para carregar o cartão pré-pago era de quase 20 centavos por euro. Por conta disso, preferi levar tudo em dinheiro mesmo (cotação de R$ 4,59) e não tive nenhum problema com isso. Na maioria das vezes eu levava tudo comigo quando saía, em uma doleira (as várias camadas de roupas escondiam o volume da minha pequena fortuna). Nas poucas vezes que deixei nos armários dos hostels, não senti falta de nada. Ao todo, levei 900 euros e voltei com 164,64 euros, o que deu quase 40 euros por dia de alimentação, transporte dentro das cidades, lembrancinhas, algum passeio que resolvia fazer no dia e as diárias de Bolonha e de Florença, que paguei na hora. Feitos alguns dos preparativos, era hora de decidir o roteiro, para poder fechar as acomodações e os deslocamentos dentro da Itália. ROTEIRO Tive que levar em consideração que parte da viagem eu faria junto com um amigo que já estaria na Itália e parte faria sozinha, mas isso em nenhum momento foi problema, tanto que fechamos os mesmos destinos, só que em ordem inversa. Como eu chegaria e voltaria para o Brasil por Milão, Ficou assim o meu roteiro: 25/12 à 26/12 – Milão 26/12 à 28/12 – Veneza 28/12 à 30/12 – Bolonha 30/12 à 03/01 – Roma 03/01 à 06/01 – Florença 06/01 – Pisa 06/01 à 09/01 – Turim 09/01 à 11/01 – Milão ACOMODAÇÕES Decididos os locais e datas, passei a pesquisar as acomodações, optando por hostels que ficassem próximos ao transporte público e de restaurantes e bares, pois apesar de querer algo econômico, não queria cozinhar, já que um dos motivos para eu estar indo para Itália era pra comer bem. Todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking. Como perdi minha diária em Milão por conta do cancelamento do meu voo, nem vou comentar sobre o mesmo. Veneza - Generator Venice – 2 diárias = 37,40 euros para quarto misto, com 16 camas, banheiro compartilhado e sem café da manhã. Mesmo tendo muitas camas, achei o espaço muito bom, sendo que cada cama tinha seu gaveteiro, além de ser super quentinho. O banheiro pelo que eu vi tem um por cada andar. Ele era BEM pequeno no geral e mais ainda nos dois boxes para banho, mas nada que fosse extremo e a limpeza dele era ok. O mais legal é que esse hostel tem um bar no térreo, frequentado tanto por hospedes quanto por pessoas de fora. Lá eles servem algumas coisas no café, além de massas, pizzas e drinks. Um ambiente muito legal, com mesa de sinuca, cadeiras, sofás e música. A localização também é ótima, porque apesar de não ficar em Veneza e sim na Ilha de Giudecca, ele fica de cara para a Praça de São Marcos, tendo dois pontos de barco muito próximos, com travessia de no máximo 5min. até Veneza. Bolonha – Dopa Hostel – 2 diárias = 60 euros para dormitório feminino, com 6 camas, banheiros compartilhados e café da manhã incluso. Esse foi o meu hostel favorito na viagem toda. As camas eram no estilo capsula, só que no tamanho GG, tanto que dava pra ficar sentado lá dentro, além de ter uma cortininha para maior privacidade. Uma das hostess era maravilhosa, na minha primeira noite ela fez risoto ao funghi pra mim e uma galera que estava conversando na cozinha, sem cobrar nada, além de conversar com todos e ter belas recomendações da cidade. Tinham 3 banheiros, mas daquele tipo de banheiro de casa mesmo e sempre limpos. Aqui foi o único lugar que encontrei café da manhã com comida salgada, como pão, torrada, queijo parmegiano reggiano, salame, além de ter geleias e nuttela. Eles também tinham café, leite e chá. Uma delícia. Além disso, as recomendações de lugares para comer deles foram as melhores. Melhor lasanha que comi na minha vida foi de um restaurante que eles nos passaram. A localização em Bolonha eu acho que não tem muito segredo. Andamos a pé para todos os cantos. Roma – Roma Scout Center – 4 diárias = 104,76 euros para dormitório feminino, com 4 camas, banheiro compartilhado e café da manhã incluso. Esse hostel foi escolhido porque não tínhamos mais tantas opções, já que estava muito próximo da viagem e englobava o réveillon. Apesar disso, foi um bom hostel. O quarto dava para uma varanda e tinha armário. O aquecedor que era meio desregulado, ou você estava com frio, ou com calor. O banheiro era ok, estilo de colégio e a limpeza também não tenho do que reclamar. O café da manhã só tinha uma torradinha pra quebrar o açúcar de geleias, pastéis de massa folhada com recheio doce, cereal, entre outras coisas. Apesar disso, era muito bom e tinha até água com gás. Ponto negativo é que não tinha área comum, sendo que você acabava conversando apenas com o pessoal que estava no seu quarto. A localização era boa, apesar de não estar próxima às principais atrações da cidade. Esse hostel fica próximo a várias estações de metrô e da estação de trem de Tiburtina. Florença – Emerald Palace – 3 diárias = 69 euros para quarto misto, com 4 camas, banheiro privativo e café da manhã. Hostel limpo e confortável. Pelo que eu entendi, quem cuida do hostel é uma senhora e o filho. Essa senhora era a simpatia em pessoa. Apesar de falar pouquíssimas coisas em inglês, ela tentava entender a todo custo. No café ela prepara torrada e cappuccino para todo mundo. Esse hostel fica MUITO bem localizado. Em frente à Basílica de San Lorenzo, pouquíssimas quadras da Duomo, dos principais Museus e tem diversos restaurantes e bares à sua volta, mas também não tinha lugar para interação entre os hóspedes. Turim – Bamboo Eco Hostel – 3 diárias = 72 euros para quarto misto, com 6 camas, banheiro compartilhado e café da manhã. Hostel ok, não tenho maiores reclamações. Fica longe da estação de trem e dos principais pontos da cidade, mas fica super próximo de ponto do TRAM e tem restaurantes por lá, inclusive em frente, tem um boteco brasileiro que estava fechado justamente no período em que estava na cidade. O café da manhã também era ok, com vários tipos diferentes de leite e tinha a cozinha e uma sala de área comum. Milão – Milano Ostello – 2 diárias = 44 euros para quarto feminino, com 6 camas, banheiro privativo e sem café da manhã. Apesar de não ter acontecido nada, achei esse um hostel meio estranho. Sei lá, mas não gostei muito. Para ir na área comum, tinha que descer as escadas e quando fui lá, só tinham funcionários do hostel. Fica longe dos principais pontos da cidade, mas a poucos metros de uma estação de metrô. Também está próximo de mercado e vários restaurantes. Gostei muito da localização. *Uma coisa importante é que existe um tal de imposto municipal em pelo menos todas as cidades em que passei, que deve ser pago em dinheiro, na hora do check-in. Portanto, o valor desse imposto não está incluído no da diária e vai de 1 à 3 euros no total, para cada uma das acomodações. PASSAGENS PARA DESLOCAMENTOS NA ITÁLIA Já os valores com deslocamentos não teve pra onde correr, ficaram bem mais pesados, pois as passagens mais baratas já estavam esgotadas. Optei em fazer todas as viagens internas de trem, mas sei que em alguns trechos, principalmente os mais longos, as passagens de ônibus ficariam bem mais em conta. O ponto negativo é que de ônibus demora bem mais tempo. Também decidi por fazer essas viagens no período da manhã, o que acredito ter sido um erro. Como esse período é de inverno na Europa, amanhecia tarde e escurecia super cedo, no ponto de 17h00 parecer noite e às 20h00 eu já estar pensando em dormir. Acho que se fizesse os deslocamentos no fim do dia, teria aproveitado bem mais os curtos períodos de sol. Para passagens de trem pela Itália, existem duas cias, a Trenitalia e a Italo. Pelo que eu vi, a Italo opera poucos trechos, mais próximos de Milão, então a maioria dos meus deslocamentos foram todos pela Trenitalia. Importante observar que existem categorias diferentes. As que eu comprei foram da Regionale e da Regionale Veloce, que não tem assento marcado e você pode pegar qualquer trem dentro das 4 horas a partir do horário para o qual você comprou a passagem, desde que seja para o mesmo trecho. Também comprei da Frecciarossa, FrecciaBianca e Intercity que não sei a diferença, mas acho que seriam os assentos marcados. Na real eu nem fiquei olhando essas categorias, apenas escolhi as passagens mais baratas para os horários que eu queria. Os custos com trem foram os seguintes: Veneza – Bolonha = 12,60 euros (Trenitalia – Regionale Veloce 2ª classe) Bolonha – Roma = 65,80 euros (Trenitalia – Intercity 1ª classe) Roma – Florença = 24,90 euros (Trenitalia – Frecciarossa 2ª classe) Florença – Pisa = 8,60 euros (Trenitalia – Regionale 2ª classe) Pisa – Genova = 9,90 euros (Trenitalia – FrecciaBianca 2ª classe) Genova – Turim = 12,40 euros (Trenitalia – Regionale Veloce 2ª classe) Turim – Milão = 9,90 euros (Italo – Smart) PASSAGENS NAS CIDADES, CITY PASS E ATRAÇÕES Alguns city pass e atrações comprei adiantado ou para garantir, ou para agilizar as visitações. Outros ingressos deixei para comprar na hora porque sabia que não eram tão concorridos. Veneza VeneziaUnica = 30 euros - https://www.veneziaunica.it/en Adquirido no site ou em postos de vendas, esse city pass tinha a validade de 2 dias e valia para ônibus e vaporetto, que é o “barco ônibus”, menos para os mais luxuosos e para o ônibus que sai do aeroporto e vai para Veneza. Esse passe pode ser utilizado no período de um ano desde a sua compra. Achei necessário esse city pass, primeiro porque ficaria hospedada em outra ilha, precisando de pegar barco ao menos na chegada e na saída, segundo, queria fazer o passeio para as ilhas de Murano, Burano e Torcello, terceiro, como ficar hospedada de frente para a Praça de São Pedro e não querer dar um pulinho lá? E por último, as passagens de vaporetto estavam 7,50 euros, se eu não me engano. No site do VeneziaUnica é possível encontrar combos em que você escolhe o que quer, dá pra colocar mais ou menos dias de transporte, visitação à museus e igrejas e muitas outras coisas. Eu comprei pelo site e tentei fazer a retirada do passe (que é um cartão) nas máquinas que ficam na Piazzale Roma, mas não consegui. Sorte que o ponto de venda que fica no mesmo local ainda estava aberto e a atendente me entregou. Ônibus Aeroporto Marco Polo – Piazzale Roma = 8 euros Comprei em um guichê dentro do aeroporto e param nos pontos de ônibus logo em frente à saída. Pelo que eu vi eles também vendem lá no ônibus, antes da partida. Bolonha Não gastamos nada com atrações e passagens de ônibus. Roma Roma Pass = 38,50 euros - http://www.romapass.it/ Passe com validade de 72 horas que você pode usar para o transporte público (ônibus e metrô) e também dá direito à entrada gratuita em duas atrações e à desconto em outras. No site você pode optar pelo passe de menos tempo também e ver quais são as atrações disponíveis pra você visitar com esse passe. Nós optamos por ir no Coliseu, Palatino e Fórum Romano (que valem por uma entrada), que não precisam de agendar visita, só enfrentar numa fila enorme. Também fomos ao Museu Borghese, que necessita de agendamento prévio, feito por telefone. No momento da compra, você deve escolher o local de retirada dos passes. Eu achei melhor retirar na estação central, sendo que o guichê fica na zona de atendimento aos turistas. Para retirar, você deve levar o número de ordem da compra (preferencialmente a confirmação enviada pelo e-mail) e o passaporte da pessoa que comprou. Museu do Vaticano = 21 euros - https://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/do?weblang=en&do Também tem que ter agendamento prévio de data e horário, feito no próprio site, na hora da compra. Florença Como fiz tudo a pé, não gastei com transporte. Bilhete único para Galeria Uffizi, Palácio Pitti e Jardins de Boboli = 18 euros Esse bilhete tem validade para 3 dias, sendo que você só deve agendar a data (no próprio site) para visita à Galeria Uffizi, que necessariamente será a primeira das 3 atrações a ser visitada. Bilhete para Galleria dell’Accademia = 16 euros Também deve ter agendamento prévio da visita, feita pelo site. Os bilhetes de todas, ou ao menos as principais atrações de Florença estão disponíveis para compra no site https://webshop.b-ticket.com/webshop/webticket/eventlist Retirei ambos os ingressos na bilheteria que fica do lado de fora da Galeri Uffizi. Turim Passagem avulsa de TRAM = 2,50 euro Você pode comprar nas máquinas, dentro do TRAM. Não lembro ao certo, mas acho que paguei 12 euros na passagem de 2 dias de validade. Comprei em uma lojinha que ficava ao lado do hostel. Museu Egipcio = 13 euros + 1 euro para o guarda-volume Comprei na bilheteria do próprio museu. Museu do cinema + elevador panorâmico = 11 euros. Foi o único museu em que eu consegui o desconto por ter 26 anos (pessoas com até 26 anos tem direito à entrada reduzida em museus e outras atrações). Comprei na bilheteria do próprio museu. Milão Transporte metrô por 2 dias = 8,50 euros Comprei na estação central, assim que cheguei, em uma loja lá dentro. Não fui em atrações pagas em Milão, então não tive gastos com isso. Esses foram os principais gastos que tive com a viagem, sem considerar a conversão e o IOF das compras feitas pelos sites. Feitas essas considerações, passo a falar do que mais gostei de cada cidade e quais as minhas considerações sobre elas. VENEZA Como só tive um dia em Veneza, saindo cedo para fazer os passeios em outras ilhas, acabei só conhecendo a cidade à noite. Então não tenho muito o que comentar. Devo dizer que amei ficar em Giudecca e passear por ela à noite. Além de ser bem mais barato do que ficar hospedado em Veneza, dá a impressão que você está em uma ilha abandonada, com aqueles casarões antigos dando um ar ainda mais misterioso. Murano É uma ilha bem simpática e os vidros ali fabricados são mesmo muito lindos (e caros). Não visitei nenhuma fábrica, mas parece que o valor pra essa atividade fica entre 3 e 5 euros. Burano Toda colorida, é a ilha perfeita pra tirar fotos. Foi nessa ilha que almoçamos, em um restaurante que tinha o menu completo por 20 euros, sendo que você podia escolher o primeiro prato, o segundo e a sobremesa (melhor panna cotta de café). Torcello É uma ilha minúscula que não tem muita coisa, mas que eu achei maravilhosa e queria ter passado uma noite. Tinha um restaurante lotadíssimo por lá, com cheiro muito bom e valor ok. Só não paramos pra almoçar porque estava cheio de pombas (problema da Itália, que tem milhares de pombas em todos os lugares). BOLONHA A minha recomendação lá é diminuir o passo, visitar a Piazza Maggiore, almoçar uma lasagne ala bolognese (10 euros) na Trattoria del Rosso, a melhor que já comi na vida e pra gastar as calorias, subir a pé para o Santuário de Nossa Senhora de São Lucas, que estava cerca de 6km do nosso hostel e que é quase todo feito sob pórticos. Lá existem alguns museus e outras atrações pagas pra visitar, mas preferimos ir com calma e aproveitar o bom tempo que encontramos depois das temperaturas amenas de Veneza. ROMA Reserve um dia para visitar o Coliseu, Palatino e Fórum Romano. Essas atrações estão coladas umas nas outras, sendo que o Palatino e o Fórum estão no mesmo “parque”. Coliseu é um clássico e deve ser visitado, mas se fosse pra eu eleger o meu predileto, com certeza seria o Palatino e Fórum Romano. Reserve ao menos umas 4 horas pra passear tranquilamente por essas maravilhas. Sem falar que na minha opinião, lá fica a melhor e menos concorrida vista para o Coliseu. Outro passeio que eu amei foi a Vila Borghese e a Galeria que fica lá e que tem obras mundialmente conhecidas de Bernini, Caravaggio, da Vinci, entre outros. O parque é sensacional e enorme, eu também reservaria um dia pra visitar ele e a Galeria. O Museu do Vaticano tem um acervo fantástico, desde artefatos egípcios, esculturas gregas e pinturas de valor inestimável (Capela Sistina que o diga). Mas como a maioria dos lugares em que fui, estava quase intransitável de tanta gente. É bom se programar pra passar ao menos meio dia pra visitar o museu todo, mas acho que o ideal seria um dia todo, pra você descansar, porque o negócio é realmente MUITO GRANDE. Também visitei a Piazza di Spagna (lotadíssima), Fontana di Trevi (bufando de gente), Piazza del Popolo e Pantheon que são relativamente próximos. Também fui no Altare dela Patria, que achei o monumento mais bonito da cidade. Uma dica é deixar pra comprar as lembrancinhas da viagem em Roma, porque foi o lugar mais barato em que vi. Tem uma banca do outro lado da rua da entrada do metrô da estação central que tinha muita coisa mais em conta e o dono é um etíope muito gente boa. As miniaturas estavam por 1 euro, enquanto 3 chaveiros estavam por 5 euros. Outra dica, por experiência própria, é que caso você vá passar o fim de ano em Roma e quer ver os fogos, a praça em frente ao Coliseu não é muito recomendável, pois a queima de fogos ocorre no Circo Maximus, sendo que o coliseu encobre tudo. Decepção hahahahaha FLORENÇA A cidade mais gostosinha pra você caminhar e admirar absolutamente tudo. Vá à Galeria Uffizi (enorme e sensacional), à Galleria dell’Academia (David), mas principalmente, vá até o Palácio Pitti, que é um combo entre grandes obras de arte, coleções de porcelana e gemas de pedras preciosas, arquitetura, vista da cidade e a natureza dos Jardins de Boboli. Minha atração favorita. Para uma bela vista da cidade, também vá até a Piazzale Michelangelo, principalmente no fim da tarde. Uma dica é para que você aproveite para ir no mesmo dia em que visitar o Palácio Pitti, pois as duas atrações são relativamente próximas. Fora isso, bata perna por toda a cidade, visite a Duomo, tire várias fotos por lá e pela Ponte Vecchio e admire essa cidade que parece que realmente foi feita pra abrigar arte. PISA Cheguei em Pisa lá pelas 9h00 e saí de lá às 14h30. Queria ter passado uma noite por ali também. Amei tudo na cidade que vai muito além da torre. Foi aqui que comi a melhor pizza da viagem, na Pizzeria l’Arancio, que encontrei por acaso no meio do caminho, voltando da Piazza dei Miracoli pra estação. TURIM Praticamente ninguém de fora da Itália vai pra Turim, a não ser por conta do futebol. Foi um choque, porque a Itália inteira estava lotada de brasileiros, menos Turim. Aqui tem o segundo maior museu egípcio do mundo e um dos melhores e mais completos de cinema. Inclusive, o Museu de Cinema de Turim, que fica no Mole Antonelliana, é sem dúvidas o meu predileto de todos que já visitei (o segundo é o Minas Vale e o terceiro é o Nacional de Cuba). Você precisa tomar a bebida mais conhecida da cidade, o Bicerin, que é deliciosa, apesar de cara (5 euros no Caffe Regio). Também recomendo visitar o Parco Valentino, que é lindinho, principalmente no início ou no fim do dia. MILÃO Sem dúvidas, a Duomo merece ser o principal cartão postal, porque aquilo é lindo e incrível. E parece que as pombas acham o mesmo. Por ali fica a Galeria Vittorio Emanuele que eu não vi muita graça (sou pobre) e a Rinascente, loja de departamentos gigante e que na cobertura tem um bar e uma bela vista pra catedral (de graça). Outro ponto que amei foi o Parque Sempione, que fica atrás do Castello Sforzesco. Dá pra entrar no Castelo, mas eu já estava farta de museu nesse ponto da viagem hahaha De lá eu fui a pé para conhecer o Bosco Verticale, passando pelo Bairro de Brera que é maravilhoso, cheio de restaurantes, cafés, prédios modernos e capelas antigas. Acho que é isso. Gostei muito da viagem, mas não tanto quanto eu esperava. Não comi tão bem quanto imaginei (senti MUITA FALTA de arroz, feijão e carne mesmo), mas comi a melhor pizza e a melhor lasanha da minha vida por lá. Acho que se algum dia eu me recuperar do rombo financeiro dessa viagem, a Itália não estrará tão cedo na minha lista de destinos. Ps1: na maioria das cidades eu não tive problemas em falar inglês com o pessoal do comércio ou mesmo com transeuntes. Ps2: em todas as maiores ou mais movimentadas cidades por que passei tinha uma loja da Venchi, onde tomei os melhores gelatos. Ps3: o gelato da Amorino, na Galeria Vittorio Emanuele é bonito (e caro), mas não tão bom. Ps4: o trecho de viagem de trem entre Pisa e Genova é todo feito pela Costa. Tome cuidado para pegar passagens durante o dia, pra poder ver essa maravilha.
  29. 1 ponto
    Quer uma dica? Escolha 1 país deles para viajar, é tipo completamente sem sentido querer viajar Turquia, Índia e Sudeste Asiático na mesma viagem. Fiquei 34 na Turquia, 37 na Tailândia, os demais não conheço mas posso garantir que exige precisa tranquilo mais de 1 mês.
  30. 1 ponto
    A oportunidade de viajar para a Itália veio com a “promoção” da Ibéria no final de junho, com a qual pagamos R$1.250,00 na passagem ida-volta com as taxas, com saída de Foz do Iguaçu e destino a Roma. Tivemos pouco mais de um mês para programar tudo. Os hotéis foram reservados ainda do Brasil, pelo Booking.com, depois de muita pesquisa aqui e no tripadvisor. O Roma Pass, ingresso para o Museu do Vaticano e os bilhetes de trem para viagens longas (entre cidades) também foram comprados do Brasil, pois viajamos em alta temporada e tínhamos receio do preço subir. Li aqui no fórum que agosto não é um bom mês para viajar para a Itália pois é o mês em que os italianos saem de férias e as cidades ficam desertas. Mas constatamos isso em poucos momentos, como em Verona num domingo de manhã, e em alguns momentos em outras cidades, mas no geral tudo funcionava normalmente. Para quem ficar receoso de viajar em agosto para a Itália, para nós isso não foi um empecilho, o que incomodou mesmo foi o clima, pois estava muito quente. Ah, nunca esqueçam de validar os bilhetes de trem antes da viagem, seja dentro da cidade seja para fora. Nos trens entre cidades eles conferiram nossas passagens, e quem não validou tem que pagar multa. E quem não se importar, dá para andar com garrafinha de água porque em todas cidades tem fonte com água potável. Assim dá para economizar uma graninha com água e abastecer as garrafas na rua. Aqui segue o relato dos nossos 15 dias na Itália, com informações sobre os passeios, pontos turísticos, hotéis e gastos diários. Espero que ajude na programação da viagem de vocês! Preparem-se para comer muito bem e ver lugares maravilhosos! DIA 1 – Roma Chegamos no aeroporto Fiumicino às 14 horas e, após pegar as bagagens, fomos até a loja do Roma Pass para validar nosso passe, pois já tínhamos comprado pela internet e depois compramos os bilhetes de ônibus no guichê da empresa Terravision para irmos do aeroporto até a estação Termini. O serviço do ônibus é bastante desorganizado, tinham muitas pessoas aglomeradas e nenhuma fila e não tinha ninguém para colocar sua mala no bagageiro. Foi um empurra-empurra, mas colocamos e subimos no ônibus e em 40 minutos estávamos na Termini. Reservamos o Hotel Ferrarese, que fica à 3 quadras da Termini. É um hotel bem simples, o banheiro estava um pouco sujo, mas o sinal da wifi era bom e gostamos bastante da localização, porque facilitava muito pegar trem/metrô a parti dali, além de terem vários restaurantes e lojinhas de souvenir na região. Após um banho, saímos para comer nosso primeiro prato de massa italiana e conhecer a Igreja Santa Maria Maggiore e a Piazza Vittorio Emanuelle. A praça é bem simples, nada demais! Gastos do dia (individual): - 1 água 750ml: 2,10 euros. - 1 bilhete de ônibus terravision: 5,00 euros. - Roma Pass 3 dias: 34,00 euros. - mapa da cidade: 3,00 euros. - frutas, água e suco: 5,50 euros (para os dois). - jantar (massa muito boa - restaurante elettra, ao lado do hotel Ferrarese): 10,00 euros. DIA 2 – Vaticano Pegamos o metrô na Termini e fomos até a estação Otaviano e de lá caminhamos até o Museu. A fila para quem não tinha ingresso era imeeeeensa, todos embaixo do sol numa fila interminável! Por sorte havíamos nos programado e comprado no Brasil os ingressos para o Museu do Vaticano para às 09h (primeiro horário de visita). Começamos nossa visita pelo caminho mais curto, porque queríamos aproveitar para entrar na Capela Sistina quando ainda não estivesse lotada, então fomos direto até lá e deixamos para olhar as obras que estavam no caminho depois de visitar a Capela Sistina (ou seja, saímos da Capela e refizemos o caminho, mas agora olhando e tirando fotos). Quando chegamos na Capela Sistina já tinham algumas pessoas, mas estava praticamente vazio perto do que ficou depois. Conseguimos sentar e ficar admirando a obra, muito encantador! Depois fizemos o caminho completo pelo Museu. Em seguida fomos à Praça de São Pedro, almoçamos e aguardamos nosso passeio à Necrópole do Vaticano (reservas feitas com antecedência através do email: [email protected]; enviar email com nome, nacionalidade, número de participantes, dia de disponibilidade e idioma do tour – esse passeio evita a fila para entrar na Basílica). Foi muito legal esse passeio, com dados históricos interessantíssimos, e o término dele é dentro da Basílica de São Pedro. Optamos por não subir e apreciar a vista devido ao calor escaldante e ao cansaço que já nos consumia (estava insuportavelmente quente neste dia). Após visitar a Basílica fomos até o Castel Sant’ Agnello. De tardezinha (só escurece mesmo às 21h) fomos ao Coliseu ver o pôr do sol, foi muito bonito! Gastos do dia (individual): - Ingresso Museu do Vaticano: 20,00 euros. - Internet e impressão do ingresso Necrópole do Vaticano: 0,75 euros. - Ingresso Necrópole do Vaticano: 13,00 euros. - Jantar: 9,00 euros. DIA 3 – Roma Outro dia com muito calor, no qual foi indispensável carregar uma sombrinha para se proteger do sol. Visitamos o Coliseu logo cedo, depois o Palatino e o Fórum Romano. Para esses três pontos turísticos o Roma Passa valeu a pena demais! As filas eram muito longas e ficar esperando com aquele sol não deve ter sido fácil.. Nós chegávamos e já entrávamos no local. Passamos bem rápido pelo Palatino, estávamos exaustos por causa do calor e os locais que queríamos conhecer com mais atenção estavam fechadas para reforma! Após o almoço fomos até a Igreja Santa Maria in Cosmedin onde fica a Boca della Veritá (conta a lenda que a boca mordia a mão dos mentirosos) e depois fomos para as Termas de Caracalla, onde me decepcionei muito! É preciso muita imaginação para recriar o que foram as Termas com as poucas ruínas que sobraram lá. No final do dia fomos para a Fontana di Trevi e tinha muuuita gente! Ficamos um tempão lá apreciando e tirando fotos! Eu me surpreendi, achei que a Fontana fosse bem menor, é enorme e linda! E conforme foi anoitecendo as luzes da fonte foram ligando e deixando o monumento ainda mais bonito! Ali perto tem a sorveteria que aparece no filme Comer, Rezar e Amar: Il Gelato di San Crispino. Para fechar a noite fomos até a Piazza Spagna, que tinha um clima bem gostoso com música ao ar livre. Na volta (22H) passamos na Fontana Di Trevi novamente, que continuava lotada. Gastos do dia (individual): - Almoço: 10,00 euros. - Jantar: 7,00 euros. DIA 4 – Roma -> Veneza No final da tarde iríamos para Veneza, então levantamos, tomamos café e arrumamos nossas malas. Fomos novamente à Fontana di Trevi, que estava menos lotada de manhã mas também estava menos encantadora (gostei bastante do efeito das luzes). Em seguida fomos para a Piazza Veneza conhecer o enorme monumento Vittorio Emanuele, depois fomos para o Pantheon, que tem entrada gratuita, e para a Piazza Navonna, bem lindinha com exposição de telas e restaurantes bonitos. Almoçamos em um dos muitos restaurantes espalhados pelas ruas, que tinha promoção de massas. Seguimos caminhando pela Via del Corso, onde estão várias lojas bacanas (Zara, Ferrari, GAP, Nike, Adidas, H&M..), e depois fomos até a Piazza Giuseppe Garibaldi. Não lembro até onde pegamos o metrô, sei que descemos na região do Vaticano e caminhamos rápido por uns 40 minutos até chegar na praça! Como a praça fica num lugar bem alto, a vista de lá é muito bonita, é um lugar gostoso para relaxar, mas nós tínhamos que pegar o trem para Veneza e não pudemos ficar muito. Na volta pegamos o ônibus 64 até a Termini. Fomos ao hotel buscar as malas e de lá pegar o trem para Veneza-Mestre. A viagem durou cerca de 3 horas e foi bem confortável, tinha restaurante e wifi no trem. Para ficar tranquila, levei uma corrente tipo de bicicleta para prender as malas, pois li relato de pessoas que tiveram as malas furtadas. Gastos do dia (individual): - Hotel Ferrarese (3 noites com café da manhã + 12 de imposto + 15 de ar condicionado): 207,00 euros para os dois (quarto duplo). - Almoço: 5,00 euros. - Sorvete: 2,50 euros. - Frutas e água no trem: 5,60 euros. DIA 5 – Veneza Ficamos em Mestre, nosso hotel era mais uma pousadinha, chamado Vila Teresa. Fica à 3-4 quadras da estação de trem e a recepcionista foi bem atenciosa. Avisamos por email que iríamos chegar após o horário do check-in e a recepcionista foi até o hotel no horário combinado. Comi dois croissants de chocolates muito gostosos em uma padaria perto do hotel e depois pegamos o metrô para Veneza. Veneza é linda! Achei muito encantadora! Caminhamos muito por lá, fomos até a Piazza San Marco, subimos no Campanário e vacilamos por não termos entrado na Basílica de San Marco e no Palácio Ducale! Ficamos pensando e o tempo passou, mas todos falaram que a Basílica é incrível por dentro! Fomos até a Ponte Rialto, Ponte dos Suspiros, a Academia e fizemos o passeio de gôndola completo de 50 minutos com um casal e duas crianças russas, estávamos negociando com o gondoleiro um passeio de 30 minutos mas eles chegaram e resolvemos ir juntos e fazer o passeio mais longo. Depois fomos atrás de souvenirs legais (comprei uma máscara pequena, mas linda) e voltamos para Mestre. Gastos do dia (individual): - Café da manhã: 3,00 euros. - 2 bilhetes de metrô: 2,80 euros. - Hotel Vila Teresa (2 noites sem café da manhã + imposto): 123,60 para os dois (quarto duplo). - Ingresso Campanário (torre): 8,00 euros. - Almoço: 6,00. - Passeio de gôndola: 30,00 euros (130 no total). - Souvenirs: 15,00 euros. - Mercado (jantar): 4,20 euros. DIA 6 – Veneza -> Verona -> Florença Enquanto meu irmão foi para Modena conhecer o Museu e Fábrica da Ferrari, eu fui para Verona. Já tínhamos as passagens de trem, e saímos bem cedo de Veneza. Eu cheguei em Verona +- uma hora depois. Era um domingo e estava deserto, tudo fechado. Comecei a visita pelo Castelvechio e ponte do castelo, depois visitei a Arena, que achei meio decepcionante para quem já entrou no Coliseu, a casa de Julieta, onde coloquei o cadeado com a minha inicial e do meu namorado no mural dos cadeados. Também visitei a Piazza Bra, Piazza Erbe, andei uns 30 minutos procurando o jardim e não encontrei (e não tinha ninguém na rua para dar informação) e desisti de entrar no local para ver a tumba da Julieta porque custava 7 ou 8 euros e não achei que valesse a pena. Meu trem para Florença era às 19h e eu tinha deixado a mala na estação de trem. O depósito de bagagem é grande e espaçoso, coube minha mala de rodinha nada pequena tranquilamente. Cheguei em Florença já era noite e fui a pé da estação Santa Maria Novella até nosso hotel, chamado Novella House. Gastos do dia (individual): - Café da manhã: 1,80 euros. - Almoço: 3,40 euros. - Ingresso Arena: 6,00 euros. - Tortelete de morango: 3,00 euros. - Souvenirs: 2,00 euros. - Mix de frutas: 2,70 euros. - Depósito de bagagem: 8,50 euros. - Banheiro estação do trem: 0,80 euros. DIA 7 – Florença + Pisa O Hotel Novella House é muito bom! Quarto bem espaçoso e com afresco no teto, a localização é ótima (perto da estação SM Novella), só o café da manhã que é fraquinho: um croissant e uma bebida, servido num bar perto do hotel. Nosso primeiro dia em Florença foi uma segunda-feira, em que os museus e outros atrativos estão fechados. Começamos o dia com visita à Ponte Vecchio e queríamos visitar o Palácio Pitti, que estava fechado. De lá fomos para a fila gigantesca da Duomo (na qual ficamos por 2 horas, no solzão) e aqui vai um conselho: só entre se não tiver claustrofobia e bom condicionamento físico; são quase 500 degraus em escadaria circular. Eu achei a cúpula muito bonita, mas as 2 horas na fila tinham me animado para ver mais! Quase em frente da entrada para a cúpula fica a loja da Lindt! Experimentem o sorvete, é bom demais! Não entramos no Batistério, já ficamos satisfeitos com a cúpula e a catedral, e não subimos no Campanário porque vimos Florença do alto da cúpula. O cansaço era tanto que almoçamos ali na praça da Duomo – onde não era tão barato, mas achei Florença mais cara que Roma para alimentação – e depois compramos uma passagem de trem e fomos para Pisa. Caminhamos meia hora até a Torre de Pisa. Eu adorei, acho que de perto parece mais inclinada! É legal ver o desnível na base da torre. Depois de muitas fotos, aproveitamos para comprar uns souvenirs e voltamos para a estação para voltar para Florença, e chegamos lá bem de noite e fomos procurar um lugar para comer. Ah, o Firenze Card custa 72 euros, não compramos porque não valera a pena para nós, mas para aqueles que pretendem visitar várias e várias atrações e que vão em alta temporada pode ser uma boa ideia por causa das filas! Gastos do dia (individual): - Hotel Novella House (4 noites + café da manhã + imposto): 292,00 para os dois (quarto duplo). - complemento do café da manhã: 2,00 euros. - ingresso para a Duomo: 8,00 euros. - chocolate Lindt: 2,00 euros. - almoço + suco: 10,00 euros. - sorvete Lindt: 2,50 euros. - passagem de trem para Pisa: 8,00 euros. - passagem de trem para Florença: 7,90 euros. - souvenirs: 3,00 euros. - jantar: 11,00 euros. DIA 8 – Florença Neste dia o objetivo era visitar a Academia e a Uffizi, mas as filas eram imensas! Então meu irmão comprou ingresso para visitá-las no dia seguinte e nós fomos conhecer a Santa Croce, que abriga o túmulo do Galileu, Maquiavel, Michelangelo, dentre outros. Fomos à Piazza San Marco pois a bilheteria da Academia fica bem pertinho, Piazza do Palácio Vecchio e no final do dia fomos caminhando (mas para quem quiser visitar a longa escadaria recomendo ir de ônibus – nº12 ou 13 do ponto de ônibus na estação de trem) até a Piazza Michelangelo para ver o pôr do sol. Vale muito ir até lá! A vista é linda demais, a mais bonita de Florença na minha opinião. Para jantar fomos ao Restaurante Zázá, recomendado por uma brasileira que vive em Florença. Gostamos muito!! Fica próximo à Capela Médici, tem um ambiente super agradável e comida deliciosa. 1kg de bisteca fiorentina custa 38,00 euros. Gastos do dia (individual): - Croissant (café): 1,00 euro. - Ingresso Santa Croce: 6,00 euros. - Capa para cobrir as pernas na Santa Croce: 1,00 euro (estava de shorts). - Almoço: 10,00 euros. - Sorvete: 3,00 euros. - Souvenirs: 27,50 euros. - Frutas: 2,00 euros. DIA 9 – San Gimignano + Siena Como meu irão tinha agendado os ingressos para a Academia e Uffizi para o dia 15/08, aproveitamos para fazer um passeio pela Toscana. Para ir à San Gimignano é preciso pegar um ônibus ou trem até Pogibonsi e de lá outro ônibus para San Gimignano. Optamos por fazer tudo de ônibus e compramos as passagens na hora, o terminal de ônibus fica ao lado da estação de trem, mas como a estação é gigantesca é bom pedir informações lá, pois é difícil explicar. San Gimignano é uma gracinha! Um clima apaixonante percorre aquela cidadezinha. Chegamos perto da hora do almoço e sentamos em um restaurante na Piazza Cisterna. De sobremesa tomamos sorvete na Gelateria Dondoli, em que foi eleito o melhor sorvete do mundo (tem mais de uma sorveteria que anuncia ter o melhor do mundo, mas a correta é essa que eu indiquei; na entrada da sorveteria está escrito os anos em que ganharam o prêmio de melhor sorvete; é muito bom, tomei um de nutella incrível!). Passeamos mais um pouco pelas ruelas, passamos pela Piazza Duomo e fomos até o jardim da cidade para apreciar uma vista muito bonita da paisagem da Toscana. Compramos as passagens de ônibus para ir a Siena em uma padaria logo na entrada da cidade. Não é difícil achar a rua pois San Gimignano é toda murada e a entrada à cidade é por uma única rua. Chegamos em Siena e fomos direto para a Piazza del Campo, em seguida fomos conhecer a Duomo e lá aconteceu algo muito legal: começou um desfile com trajes medievais e bandeiras e de repente percebemos que era um dos eventos que antecede o Palio de Siena (nós estávamos em Siena numa quarta e a corrida ocorreria no domingo). Seguimos o desfile até a Piazza del Campo, onde já se aglomeravam muitas e muitas pessoas, e resolvemos ficar por ali para ver o que ia acontecer. Todas as sacadas estavam lotadas, assim como as praça e as arquibancadas. As contradas também estavam espalhadas pela praça, vestindo as cores da respectiva contrada, com bandeiras e gritando hinos. Depois chegaram os cavalos e teve uma espécie de corrida. Esperamos mais de uma hora e durou 60 segundos, mas eu amei participar dessa tradição tão importante! Não sei explicar muito bem o que foi esse evento, mas foi emocionante! Já era bem tarde quando terminou e fomos a pé (cerca de 30min) até a estação de trem e compramos nossas passagens. O trem pára em Empoli e é preciso trocar de trem lá para chegar em Florença. Gastos do dia (individual): - Ônibus para San Gimignano: 6,80 euros. - Almoço: 8,00 euros. - Sorvete: 3,00 euros. - Vinho de San Gimignano: 16,00 euros. - Ônibus para Siena: 6,00 euros. - Trem de Siena para Florença: 8,60 euros. - Jantar: 7,50 euros. DIA 10 – Florença -> Napoli -> Sant’Agnello Acordei sem hora para levantar, primeira vez nos últimos 10 dias, arrumei as malas e dei uma última volta pela cidade enquanto meu irmão foi conhecer a Uffizi e a Academia. De tardezinha partimos, de trem, para Napoli. Ao desembarcar, seguimos as placas que indicavam a linha “Circumvesuviana” e compramos nossas passagens para Sant’Agnello. Como bem alertado, é um choque andar com esses trens (sujos, velhos, pixados e sem ar-condicionado), depois das viagens com a Trenitalia, mas 2 horas de viagem não matam! Hehe Em Sant’Agnello, fomos caminhando até nosso hostel, que ficava a 15 minutos de caminhada da estação. Sorrento é a última parada da linha, mas escolhemos Sant’ Agnello como nossa base para visitar Capri e a Costa Amalfitana, principalmente porque não encontramos hotéis dentro do nosso orçamento em Sorrento. Ficamos no Hostel Seven Rooms e eu recomendo! Estávamos em um quarto para 6 pessoas e era bem organizado. O Hostel é muito bonito e decorado, no último andar tem um terraço onde fica o bar e “restaurante” que proporciona uma vista linda. É um lugar bem gostoso para fazer uma refeição no final do dia. Também adorei o café da manhã, o melhor dentre os que tivemos nos outros hotéis. Gastos do dia (individual): - Hostel Seven Rooms (3 noites + café da manhã + imposto): 192,00 euros para os dois (dormitório para 6 pessoas com banheiro dentro do quarto). - Almoço: 9,50 euros. - Sorvete: 3,50 euros. - Chocolates Lindt: 3,00 euros. - Lanche mc donalds: 4,35 euros. - Passagem Napoli-> Sant’Agnello: não anotei. DIA 11 – Costa Amalfitana Após um café da manhã com muito croissant e nutella, pegamos o trem até Sorrento e logo na saída, do outro lado da rua, vimos uma fila para aguardar o ônibus que faz uma espécie de tour pela Costa Amalfitana: pára em várias cidades ao longo da Costa Amalfitana, assim é possível descer em uma e conhecer e depois pegar o ônibus para a próxima. Dica: sentar do lado direito na ida e esquerdo na volta para apreciar a vista. Compramos as passagens que nos davam direito a circular pela Costa o dia todo e nossa primeira parada foi Positano. Foi a cidade que eu mais gostei, onde aproveitamos para tomar banho de mar mediterrâneo (é lindo demais)! Em seguida fomos para Amalfi, que eu achei menos charmosa. A praia estava lotadíssima, assim passeamos um pouco e seguimos para Ravello. Demos uma volta bem grande em Ravello, tanto que visualizamos Amalfi de dois sentidos opostos e depois disso pegamos o ônibus para voltar para Positano, mas a viagem foi tão cansativa (ficamos de pé uma boa parte do percurso e o ar condicionado não funcionava) que acabamos indo direto para Sorrento, só que tinha muito congestionamento (estávamos lá no feriadão de Ferragosto – 15/08) e acabamos chegando no hostel bem mais tarde do que o previsto. Ah, em Amalfi me informei sobre o passeio à Gruta Esmeralda, que fica um pouco antes de Amalfi. O passeio de barco até lá 10,00 euros + 5,00 euros para entrar na Gruta. Gastos do dia (individual): - Passagem de trem Sant’Agnello-Sorrento: 1,30 euros. - Água: 2,00 euros. - Almoço: 7,00 euros. - Jantar: 6,00 euros. DIA 12 – Capri Outro passeio para o qual estava animadíssima: conhecer Capri. Pegamos um trem até Sorrento e de lá fomos caminhando até o porto, é perto, uns 10 minutos de caminhada, a parte ruim é subir a escadaria que dá acesso ao porto na volta! Compramos na hora as passagens do ferry para Capri e 40-60minutos depois estávamos lá. Logo que você desembarca tem uma banquinha vendendo o tour em Capri por 17,00 euros. Li recomendações para comprar ali mesmo e foi ótimo! A dica que dou é para sentar no fundo do barco, nas laterais, posição estratégica para tirar fotos. O passeio começou pela gruta azul e quem quisesse entrar era só trocar para um barquinho menor, além de pagar a taxa de entrada na gruta. Nós fomos e foi lindo! A cor do mar é incrível, parece que tem um canhão de led no fundo do mar. E os barqueiros ficam cantando músicas, é muito legal. Quem não quer fazer o passeio de parco pode ir até a gruta de ônibus (não lembro qual) e descer uma escadaria que dá até na gruta e dali você pega um barquinho. Em seguida passamos pela gruta branca e gruta verde e o barco ia bem pertinho para tirar fotos. Eles indicaram outras atrações menos importantes que esqueci de anotar.. Depois passamos pelos faragliones e voltamos para o porto. O passeio durou em torno de 1 hora. Depois de almoçar ficamos um pouco na praia pública, ao lado do local em que compra as passagens de funicular e depois pegamos o funicular (o trenzinho vertical) para subir em Capri (a cidade mesmo) e de lá um ônibus para anacapri. A dica é ir até o Monte Solaro, a vista é alta mas muito bonita. Depois pegamos um ônibus para marina picola, tem uma praia privativa lá, mas fomos para apreciar a vista dos faragliones. Enquanto em Anacapri a vista é beeem do alto, da marina picola é como se fosse no “térreo” e as rochas estão bem a vista, relativamente perto. Rodamos mais um pouco e já era hora de voltar para Sorrento.. Gastos do dia (individual): - Passagem de trem Sant’Agnello-Sorrento: 1,30 euros. - Ferry ida/volta Capri-Sorrento: 27,90 euros. - Tour de barco em Capri: 17,00 euros. - Taxa de entrada na gruta azul: 12,50 euros. - Gorjeta para o barqueiro: 2,00 euros. - Almoço: 11,00 euros. - Funicular: 3,60 euros. - Ônibus: 5,40 euros. - Sorvete: 2,50 euros. - Salada + iogurte (foi o jantar): 4,20 euros. DIA 13 – Pompeia e Napoli Chegamos em Pompeia era quase meio dia e fazia muuuito calor. Nossa ideia era de visitar as ruínas em 2 horas, mas acabou passando de 4. Indispensável levar sombrinha ou boné para quem vai no verão. É tudo aberto e muito calor. Até a água que saía da fonte vinha fervendo. Apesar disso eu adorei o passeio. É uma história muito triste, mas foi a tragédia que nos permite conhecer e recriar na nossa imaginação o que era aquele lugar antes do Vesúvio derramar suas cinzas por ali.. Para organizar nossa visita pegamos um mapa que eles dão na entrada e circulamos o que achávamos mais importante (e foram várias coisas) e depois é caminhar! Chegamos no local e pegávamos o guia para saber exatamente o que era aquilo, para poder entender melhor. Para quem não vai alugar um áudio-guia, acho bem interessante ter um guia completinho em mãos. Para almoçar tem um restaurante para cima do Fórum, preços normais, nada de exorbitante. Em seguida fomos para Napoli e me assustei ao chegar lá! A cidade é muito feia, fiquei com bastante medo. Nosso hotel ficava bem perto da estação, pq só paramos lá para dormir, no outro dia iríamos cedinho para Roma. Gastos do dia (individual): - Passagem de trem Sant’Agnello-Pompeia: 2,20 euros. - Depósito de bagagem em Pompeia: 3,00 euros. - Ingresso Pompeia: 11,00 euros. - Almoço + água: 5,50 euros. - Trem para Napoli: 2,90 euros. - Jantar: 10,00 euros. - Hotel Ideal Napoli (1 noite com café da manhã + imposto): 41,00 euros. DIA 14 – Roma Tiramos esse dia para comprar souvenirs, passar mais uma vez pelo Coliseu e aproveitamos para visitar o Campidólio (mas o Museu Capitolino estava fechado – era segunda), fomos conhecer o Fórum de César, de Augusto e o Mercado Trajano. Queríamos ir para o outlet Castel Romano, li várias indicações de que tem várias marcas legais com preços bons, chegamos a comprar a passagem de ônibus para ir e voltar (compra em frente ao terminal Termini, na mesma rua em que ficam os ônibus da Terravision, mas do outro lado da rua), mas desistimos depois que o ônibus chegou e as pessoas estavam brigando para conseguir entrar! O ônibus já estava lotado e só deixou uns 3 passageiros subirem. A desorganização me desanimou e passamos o dia caminhando sem rumo e comprando suvenirs. Gastos do dia (individual): - Hotel Ferrarese (1 noite com café da manhã + imposto): 69,00 euros para os dois. - Almoço: 9,50 euros. - Trem: 2,50 euros. - Jantar: 12,00 euros. - Sorvete: 2,00 euros. DIA 15 Era hora de voltar para casa! Adeus massas e sorvetes deliciosos! Como nosso voo era de tarde, passeamos na região ao redor do hotel para comprar mais umas coisinhas, comemos uma bela massa na hora do almoço e fomos para o aeroporto Fiumicino de ônibus, pegamos ali na Termini mesmo. Tinham ônibus de 2-3 empresas ofertando o transporte até lá por 4-5 euros, muito acessível. Com isso encerramos nossos 15 dias muito bem aproveitados na Itália! Espero que o relato ajude vocês a se programar, e qualquer dúvida é só perguntar! Tive o cuidado de anotar tudo durante a viagem para passar para vocês. Gastos do dia (individual): - Almoço: 10,00 euros. - Ônibus para o aeroporto: 4,00 euros. - Jantar aeroporto em Madrid: 6,00 euros. - Café da manhã em São Paulo: 12,00 reais.
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    Então, depois de tirar muitas informações do Mochileiros, achei que era hora de contribuir um pouco. Percebi que há poucas informações sobre Israel/Jordânia aqui e muitas encontram-se desatualizadas. O objetivo do post é passar informações que eu não achei na internet (e descobri lá) e dar um ideia dos valores gastos e mostrar que, apesar de muitas pessoas acharem esta uma viagem complicada de ser feita, na verdade foi tudo bem tranquilo. Câmbio para outubro/2017 US$1 = NIS 3,50 (shekel) e US$ 1 = 0,70 JOD (dinar jordaniano), sim, a Jordânia usa uma moeda louca que vale mais que libra (não me pergunte como ) Passagem aérea: conseguimos emitir o trecho BR-Frankfurt com milhas pela Latam, que eu achei boa para vôos internacionais. O aperto na classe econômica é o de sempre, mas o serviço de um modo geral é bom. Só tem um porém: o vôo GRU-Frankfurt dura 12 horas e só são servidas duas refeições um jantar após uma hora de vôo aproximadamente e o café da manhã umas duas horas antes de chegar ao destino, então se você não consegue dormir no avião (como eu), é bom se precaver e levar água e lanche ou vai morrer de fome na madrugada. De Frankfurt para Tel Aviv, fomos de Turkish Airlines com escala em Istambul. Aqui tem outro problema: no Aeroporto de Istambul (Ataturk), para acessar o wi-fi, é necessário fazer um cadastro e receber um SMS com um código de autorização que estou esperando até agora. Então, caso aconteça o mesmo e vc não receba o SMS, como aconteceu comigo (normal), é bom ter um plano B para passar um tempo, um livro, músicas baixadas offline, etc. Achei a Turkish muito boa, boas refeições (mesmo em vôos de 2 ou 3 horas), bom espaço para as pernas (peguei um avião com 2, 3 e 2 lugares), sistema de entretenimento em todos os trechos (exceto TLV-IST na volta). Roteiro e hospedagem: 4 noites em Tel Aviv (Abraham Hostel), 2 noites em Eilat (HI Hostel), 2 noites em Petra (Peace Way Hotel), 1 noite no deserto Wadi Rum e 5 noites em Jerusalém (Abraham Hostel). A hospedagem, como quase tudo em Israel, é bem cara, beira R$ 100/cama/dia em Tel Aviv e Eilat e R$ 90 em Jerusalém, mas todos os hostels são muito bons, quartos espaçosos, camas confortáveis, bom café da manhã e boa localização. Tem uma questão positiva e, de certo modo, surpreendente, em todos tem água de graça. Apesar de ser tranquilo beber água da torneira em Israel, os hostels tinham bebedouro com água filtrada e gelada, o que dá um boa economia depois de alguns dias. Em Petra, duas noites de hospedagem em quarto saíram por JOD44 (JOD11 por pessoa por dia). O hotel era razoável, no centro de Wasi Musa (cidade base de Petra) e tinha bom café da manhã, mas a internet era ruim, fica caindo toda hora, mas, tirando isso, era bem justo pelo preço. Visto/imigração/certificado de vacinação: Para Israel, não é necessário certificado de vacinação nem visto para brasileiros e a permanência máxima autorizada é de 90 dias. A imigração foi surpreendentemente fácil, não me perguntaram NADA, absolutamente nada. Suspeito que foi pelo fato do último carimbo no passaporte ser de Frankfurt. Foi muito mais difícil entrar na Alemanha do que em Israel, me perguntaram onde eu ia, o que eu ia fazer, e o agente tava com uma cara de poucos amigos pro meu passaporte em branco (renovei no meio do ano para essa viagem). Minha vida só melhorou quando mostrei o passaporte antigo com carimbo de entrada na Europa, então, caso o passaporte seja recente, recomendo levar o antigo (imigração em Lisboa não é referência pro resto da Europa). Em Israel, o passaporte não é carimbado para evitar problemas em viagens futuras para países árabes, eles emitem um tíquete à parte com o nome, número do passaporte e sua foto. Sugiro colocar o tíquete com um clipe dentro do passaporte, ESSE TÍQUETE É SUA VIDA EM ISRAEL .. Meu amigo teve que fazer imigração na Turquia e eles fizeram as perguntas de praxe para ele, nada demais. Surpresa boa. O problema é, por incrível que pareça, é sair de Israel. Antes de fazer o check-in no aeroporto, você tem que passar por uma "checagem de segurança" dependendo do destino. Eles perguntam onde vc esteve, o que foi fazer em Israel e na Jordânia, se tem parentes ou conhecidos na Jordânia, quem estava com vc, se era possível confirmar essas informações, nome e dados do meu amigo (falei que estava com ele na viagem)...Aprovado na checagem de segurança, você segue para despachar a bagagem, mas não pode trancar a mala, caso alguém suspeite de alguma coisa e necessite abrir sua mala . Ok, aceitar, despachar a mala destrancada e rezar para tudo aparecer intacto no destino. Em seguida, passa-se pelos procedimentos de segurança, onde há mais perguntas, tirar casaco, cinto, sapato, ... abrir mochila, mostrar o que tem lá dentro, etc... É tensa a coisa toda, mas é mais cansativo que tenso, pq demora muito para fazer todo o procedimento e, depois de tudo, fui "autorizado" a deixar Israel, momento em que devolvem o passaporte ( o passaporte fica com os agentes enquanto vc, suas roupas e pertences passam pelo procedimento de segurança). Continua...
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    3º DIA: BELÉM & JERUSALÉM Este dia foi dedicado a visitar Belém, onde está o suposto local do nascimento de Jesus. A cidade de Belém fica a poucos quilômetros de Jerusalém, mas fica no lado Palestino, o que tornou a viagem ainda mais interessante e em alguns momentos TENSA! Peguei um ônibus próximo ao Portão de Damasco e em poucos minutos de viagem já era possível ver o muro que separa judeus e palestinos. Passamos por uma espécie de fronteira, com muitos soldados israelenses, mas sem nenhuma burocracia, apenas passamos. Porém na volta 2 soldados entraram no ônibus e pediram os passaportes dos passageiros. Portanto, SEMPRE andem com passaporte e o visto (que é um papel impresso, pois eles não carimbam passaporte). Chegando em Belém, basta descer do ônibus, caminhar até o próximo cruzamento e dobrar à esquerda. Se não tiver google maps ou algum mapa, evite pedir informações a qualquer pessoa na rua. Peça ajuda ao motorista ou a outros passageiros do ônibus. Logos após descer do ônibus fui abordado por 2 palestinos que estavam em um carro. Um deles desceu com um mostruário na mão, com vários passeios e lugares que ele poderia me levar. Não adiantava quantas eu dissesse "No, thaks". O cara parecia não desistir. Fui "perseguido" por ele por vários metros e comecei a ficar preocupado. Dois italianos estavam comigo e com eu estava com o Maps, ajudeis os italianos a achar o caminho para a Basílica da Natividade. Nesse momento o palestino ficou furioso, pois achava que eu estava roubando os clientes deles e fez uma ameaça: "I saw you on the bus. I'll wait for you there". Confesso que nesse momento fiquei muito preocupado e até pensei em falar com a polícia, mas acabei deixando pra lá. Apesar desse clima estranho logo na chegada, fiquei fascinando ao ter contato pela primeira vez um o "mundo árabe". Alguns metros adiante já é possível chegar à Basílica da Natividade. Como eu cheguei cedo, o acesso ao local do nascimento de Jesus ainda estava fechado, pois estava tendo uma Missa grego-ortodoxa lá. Fui um dos primeiros e fiquei lá esperando a Missa terminar. Ao liberarem o acesso, o local já estava lotado! Centenas de turistas de vários lugares já tinham chegado. Então, para evitar filas extensas, chegue cedo e seja um dos primeiros... [CONTINUA...]
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    2º DIA - JERUSALÉM O plano era seguir logo para Jerusalém e o meio de transporte mais viável seria o ônibus. A rodoviária fica a poucos minutos caminhando do Hostel (Abraham) e assim fui... Comprei o bilhete na hora (custo 16 NIS) e foi "tranquilo". O mais interessante é que sempre tem soldados do exército israelense para todos os lados, inclusive nos ônibus e trens. Era um misto de sensações (segurança x temor). A viagem de Tel Aviv a Jerusalém dura pouco mais de 1 hora e é super tranquila, com estradas excelentes. Chegando em Jerusalém, fui a pé da Rodoviária até o Hostel (Abraham) para deixar a mochila e já sair conhecendo a cidade. Era tudo muito fascinante pra mim, uma sensação indescritível por estar num lugar que eu sempre sonhei estar. Dava até um arrepio! Resolvi ir direto para o Monte das Oliveiras e depois descer conhecendo uma parte da cidade antiga (que obviamente não dá pra conhecer em um dia). A caminho do Monte, acabei passando por dentro da cidade antiga. Simplesmente uma viagem no tempo e um mergulho em culturas totalmente novas. Havia lá uma grande variedade de nacionalidades, religiões, trajes, idiomas, arquiteturas... Uma experiência única! Dentro da Jerusalém Antiga é possível se perder, no melhor sentido da palavra e ir percorrendo à vontade cada rua e percebendo a grande variedade de línguas, trajes, costumes e religiões. Há soldados por todos os lados e isso, de certo modo, aumenta a sensação de segurança. No início é estranho, mas com o tempo a gente se acostuma e nem percebe mais. Percorri o caminho que Jesus teria feito, carregando sua cruz até o local onde seria crucificado (Via Dolorosa), que é muito bem sinalizada. Lá pude também experimentar pela primeira vez um prato muito popular deles: Falafel... FALAFEL
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    Valeu, @vitor.chaves, o visto para a Jordânia você tira e paga no momento em que é feita a imigração, por isso tem que comprar os dinares em Israel ou na emigração de Israel com um câmbio muito ruim. Se você vai passar por Jerusalém antes de ir à Jordânia, sugiro trocar o dinheiro lá.
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    12/11/17 – Dia 17 – Veneza Nos despedimos após o café da manhã de Florença e chegamos no início da tarde em Veneza. Mais uma vez apreciando essa maravilha chamada trem de alta velocidade (será que teremos isso aqui no Brasil algum dia?) Após deixar as malas no apê arrumamos um restaurante para almoçar e fomos andando pelas ruas e canais até a Praça São Marcos. Já observamos de cara que os preços em Veneza são ainda mais caros do que o restante da Itália. Isso estava evidente nos restaurantes e nos souvenirs. Tivemos azar em nossa estadia em Veneza: o tempo, além de muito frio, estava muito chuvoso, dificultando muito sair de casa para qualquer coisa. Fizemos um reconhecimento da praça e visitamos a Basílica de São Marcos (também muito bonita). Passamos também pela ponte Rialto, Grande Canal e Mercado Rialto (estava no finzinho já quando chegamos). Nessa noite fizemos uma refeição no apartamento mesmo. 13/11/17 – Dia 18 – Veneza A chuva que já caia no dia anterior piorou, juntamente com o frio. Só saímos de casa para almoçar e jantar, infelizmente. Ficamos o resto do dia no apartamento atualizando nossas séries, rs. 14/11/17 – Dia 19 – Veneza O frio estava intenso mas finalmente a chuva parou e o sol saiu! Aproveitamos então para pegar o Vaporetto (7,50 euros cada viagem) no terminal próximo à estação Santa Lucia em direção a Murano. Murano é uma cidadezinha próxima caracterizada pela produção de vidro. Suas lojas vendem pelos preços mais absurdos possíveis diversos tipos de itens de decoração, casa e cozinha feita em vidro. Visitamos o Museu do Vidro (ingresso 10 euros), que conta um pouco da história da produção na cidade bem como a evolução ao longo do tempo. Achamos bem interessante. De lá pegamos novamente o vaporetto até Burano, que é outra cidadezinha turística próxima caracterizada pelas casinhas coloridas, ou seja: uma Lavras Novas italiana (eheheh). É um passeio gostoso pela cidade mas não tem muito o que fazer a não ser admirar as casinhas. O legal é admirar pelo caminho os Alpes cobertos de neve lá ao longe! Voltando à Veneza aproveitamos para andar mais pela cidade e ver quanto custaria o famoso passeio de gôndola: 80 euros o casal. Passei batido, sem chance! Já achei bem legal o Vaporetto mesmo, hehehe. À noite saímos para jantar e já nos preparamos para a última parada na nossa viagem: Mião! Considerações finais de Veneza: foi a cidade que menos gostamos. Alguns fatores podem ter contribuído para isso: a hospedagem não foi tão boa como as outras; o tempo não ajudou: o frio estava intenso e além disso chuvoso; perdemos um dia inteiro da viagem devido a isso; os preços são muito mais caros do que nos demais locais que visitamos! Além disso, não gostamos de nenhum restaurante que visitamos, comidas sempre mais caras e não tão saborosas. Enfim, é uma cidade legal, diferente, tem seu charme, mas não nos agradou tanto. 15/11/17 – Dia 18 – Milão Já com aquele sentimento de nostalgia pelo final da viagem se aproximando saímos de Veneza ao final da manhã com destino a Milão. Cerca de 2 horas depois chegamos na Estação Central de Milão. Sabíamos que a nossa hospedagem ficava perto mas precisaríamos pegar um metrô e baldeação então acabamos optando por um taxi, que deu em torno de 9 euros. Já estávamos sentindo o cansaço da viagem e minha esposa um pouco mal devido a todo o refluxo que sentia. Nesse dia não tinha nada programado, então resolvemos ir ao supermercado e fazer algumas compras para cozinhar à noite no apê. Aproveitamos também para ver o que se passa na TV italiana (as mesmas porcarias que a TV brasileira, tem um programa estilo faustão, um programa estilo silvio santos, hehehe). À noite demos uma volta próximo à nossa hospedagem para ver o movimento e já notamos como Mião é uma cidade diferente, muito mais próxima de uma grande cidade em outros locais no mundo. 16/11/17 – Dia 19 – Milao Após o café da manhã rumamos para o principal ponto turístico de Mião: o Duomo! Sua beleza de fato é indescritível, totalmente diferente das outras igrejas italianas mas ainda assim belo e único! Também muito mais belo por fora do que por dentro. Compramos um Duomo Pass A (16 euros) que dá direito a visitar: a Catedral; o terraço da catedral (subindo pelo elevaror), o museu do Duomo, a área arqueológica (no subsolo da catedral). Valeu muito a pena e não gasta-se muito tempo. A visita ao terraço do Duomo é muito bacana e tem uma vista bem legal da praça do Duomo! Saindo do Duomo fomos à Galeria Vittorio Emanuele, muito bonita, com os preços mais caros que você verá na sua viagem inteira pela Itália, heheheh. Em seguida fomos ao Teatro Alla Scala (ingresso 9 euros). Eu sou um apaixonado por teatros antigos e óperas e tinha altas expectativas de conhece-lo por dentro. Por muitas décadas foi o teatro principal do mundo, junto ao Garnier de Paris, em apresentação de óperas, recebendo a primeira apresentação de O Guarani de Carlos Gomes. Infelizmente estava acontecendo um ensaio no momento da visita, então só pudemos espiar por uma janelinha de vidro. Uma pena...Visitamos o museu que tem lá dentro, mas não é a mesma coisa. Para quem curte, vale a pena comprar ingresso para assistir alguma apresentação no dia. Eu até pesquisei, mas é bem caro, acabei não animando (não achei nenhum ingresso por menos de 60 euros). Finalizamos o dia passeando pelas lojas de roupas, tem muita coisa boa e barata por lá! À noite saímos para jantar no Ristorante Maruzella, bem cheio, bom e barato! Muito bom o macarrão com frutos do mar! 17/11/17 – Dia 20 – Milão Penúltimo dia de viagem, mas ainda com uma incrível experiência a curtir. Madrugamos pois às 08:15hs da manhã (o primeiro horário do dia) estávamos na porta do Cenacolo Vinciano já apreciando a incrível Ultima Ceia, de Leonardo da Vinci. Gente, é algo indescritível, a sensação de estar diante de uma obra mundialmente famosa que até então só tinha visto em livros ou filmes. É uma obra tão importante que montaram todo um esquema de segurança, o que permite a visita por apenas 15 minutos: um grupo sai, outro grupo entra e por aí vai ao longo do dia. A gente fica perdido entre admirar, tirar foto, estudar a pintura. Da Vinci era um gênio! Como disse no início do relato, os ingressos são muito difíceis de se conseguir, deve comprar com cerca de 2 meses de antecedência somente pelo site. Não existe venda no local. Apesar de ser no fim da viagem, esse com certeza foi um dos ápices! De lá seguimos para o Castelo Sforzesco que é um espaço cultural na cidade bem bonito para tirar umas fotos e ao fundo o Parco Sempione, um gigantesco parque da cidade onde as pessoas fazem caminhada, piquenique, etc. No final dele fica o Arco da Paz! 18/11/17 - Dia 21 - Milao Último dia dessa viagem, já que na madrugada seguinte já iríamos embarcar de volta ao Brasil. Já tendo conhecido os pontos mais importantes de milão, aproveitamos esse último dia para fazer um bate-volta a Lago de Como. Fomos de trem partindo da estação Milano Centrale (ticket 4,80 euros) cerca de 1 hora já estávamos lá. É uma cidade balneário muito charmosa, famosa também porque o George Clonney tem uma casa por lá, hehehe. O lugar é lindo e o mais legal é pegar o funicular e ter uma visão de cima, bem bacana. Tinha um pessoal tirando fotos de casamento por lá, galera bem descolada, achei maneiro. Almoçamos lá em cima, apreciamos a vista, descemos e voltamos pra Milão. Deixamos nossas coisas arrumadas e fomos curtir nossa última noite na Itália com uma típica macarronada no Ristorante da Oscar, no mesmo esquema de bom, tradicional e barato. Foi uma das melhores refeições da Itália para fecharmos com chave de ouro. De madrugada pegamos um taxi até a estação Milano Centrale (cerca de 8 euros). Como era ainda em torno de 3 horas da manhã não tinha trem para o aeroporto de Malpensa então tomamos um ônibus que sai ao lado da estação (8 euros o ticket) e gasta uns 50 minutos até o aeroporto. Fizemos uma conexão rápida em Lisboa e rumamos para casa. Considerações de Milão: uma cidade italiana diferente, por ser mais contemporânea, mas ainda com muita coisa legal para se conhecer. Para quem curte compras, lá deve ser o lugar na Itália. Nosso foco é outro, mas mesmos assim gostamos bastante. O ponto alto com certeza foi ver de perto a Última Ceia de Leonardo da Vinci. Isso já valeu a viagem para lá. Mas gostamos também dos outros locais visitados e dos restaurantes que fomos à noite. O lago di Como é belíssimo e vale a pena conhecer, apesar de não ser algo imperdível. Para quem me aguentou até aqui, parabéns ! O meu jeito de escrever não é muito atraente, tento ser talvez um pouco mais técnico e resumido nos relatos, mas uma viagem como essa que era um sonho de infância precisava de alguns detalhes a mais. A Itália é de fato um país incrível e um belo início para quem deseja percorrer o Velho Mundo. Os italianos são muito simpáticos, acostumados aos turistas (e tem muitos lá, rs) e muito orgulhosos de sua terra. Quem for não irá se arrepender! Tentei na medida do possível colocar um pouco da minha impressão de cada lugar e incluir os preços das atrações à medida que iam aparecendo no relato. Se tiver esquecido de algo, por favor, fiquem à vontade. Grazie e Arrivederci!
  36. 1 ponto
    06/11/17 – Dia 09 – Roma a Florença Dia de sair de Roma em direção a Florença. Normalmente é um dia muito perdido pelo deslocamento, mas era uma das grandes atrações da viagem pra mim: pela primeira vez andar em um trem de alta velocidade. Além de história, sou apaixonado por trens e fico muito decepcionado por não termos muitas opções desse tipo de transporte no Brasil. Nos despedimos do simpático Sr. Franco e fomos caminhando até a estação Roma Termini. Lá pegamos o FrecciaRossa e em cerca de 1h30 minutos já estávamos desembarcando em Florença. Viagem maravilhosa, o trem chegou a 300km/h por 2 vezes, eu até baixei um aplicativo no celular pra acompanhar a velocidade porque não estava acreditando naquilo! Incrível, como estamos atrasados nisso. É um choque de realidade. Nosso Bed and Breakfast ficava a cerca de 5 minutos a pé da estação, após deixar as malas saímos para andar pela cidade, mas antes almoçamos em um restaurante self service não muito bom mas bem barato, algo em torno de 5 euros (Ristorante Self Service Leonardo). Andamos pela praça do Duomo, entramos na Igreja (muito mais bonita por fora do que por dentro) mas não fomos nem ao batistério nem à torre do Campanário. Começou a chover então voltamos pra casa, dando uma passada rápida no Mercado Centrale de Florença (a mesma marca do Mercado Centrale de Roma, que fica na estação Roma Termini). Em Florença foi onde a minha esposa se adaptou melhor à comida, talvez por ter mais carne no cardápio. Ficamos 5 noites lá, comemos sempre em dois restaurantes: Il Brincello (3x) e Trattoria Guelfa (2x): todos os dois excelentes, baratos e com ótimos cardápios. Ficam próximos à estação Santa Maria Novella. 07/11/17 – Dia 10 – Florença Às 09:00hs da manhã esta´vamos na porta da Galeria Uffizi conforme nosso ingresso comprado antecipadamente. A galeria é imensa e gasta-se a manhã inteira por lá. Ficamos admirados com a coleção de arte que existe lá. Extremamente emocionante ver ao vivo, do seu lado, algo que até então você só via em livros e nos blogs. Destaco principalmente as obras de Da Vinci e Botticelli e a linda vista da Ponte Vecchio. Caminhamos até a Galleria Della Academia passando pela Piazza Della Signoria e Palazzo Vecchio (só fotos externas). Na galeria Della Academia esperamos o nosso horário (14:00hs) e percorremos rapidamente, pois ela é bem pequena. O grande destaque é o magnifico Davi de Michelangelo que, sério, só vendo pessoalmente mesmo. Parece que a qualquer momento ela vai descer dali e caminhar pelo salão: impressionante! Terminamos esse dia mais cedo pois minha esposa não estava passando muito bem com muito refluxo e voltamos logo para o apartamento. Nem saímos à noite. 08/11/17 – Dia 11 – Florença Após o café andamos alguns minutinhos até a Basílica Santa Maria Novella (entrada 7,50 euros). Igreja bem bacana, possui um lado anexo com convento e vários afrescos interessantes. Valeu a pena. De lá fizemos a famosa parada na Ponte Vecchio para fotos e admiração. Que lugar lindo! A próxima parada era no Museo Galileu, ao lado da Ponte, mas vimos uma turma saindo de uma rua com um sanduíche tão cheiroso na mão, várias pessoas, aí fomos seguindo até descobrir onde era: um lugar pequeninho que vendia um sanduíche muito saboroso, feito na hora. O sanduba era tão grande que acabou sendo o nosso almoço! (Lanchonete All´Antico Vinaio). Depois desse almoço fomos ao Museo Galileu (9 euros a entrada). Bem legal também, tem vários instrumentos científicos utilizados no passado. E tem também o dedo do Galileu, rs! Finalizamos o dia subindo até a Piazzale Michelangelo, que é um ponto alto da cidade. Ficamos lá apreciando a vista, o por do sol e curtindo o lugar. Florença é linda! Dia 09/11/17 – Dia 12 – Pisa e Luca Os próximos 3 dias fizemos alguns bate-voltas na região da Toscana iniciando com o mais clássico: Pisa e Luca. Bem tranquilo de se fazer, todo o trajeto faz de trem mesmo, em menos de 40 minutos já estávamos apreciando a torre de Pisa. E não é que é torta mesmo??! Bem torta por sinal! Também visitamos o Duomo ao lado e ficamos lá fazendo fotos dos outros fazendo fotos segurando a torre, hehehe. De lá seguimos para Luca (20 minutinhos de trem pra frente). Que linda cidade, toda murada, com as cores de outono escancaradas na nossa cara. Junto com San Gimignano as duas cidades mais charmosas da nossa viagem! 10/11/17 – Dia 13 – Bate e Volta a Siena e San Giminano Esse é outro famoso bate volta de Florença para quem não está com carro. O esquema básico é: 1-Ir para Siena (pegar o ônibus no terminal rodoviário ao lado da estação S.M.N – o terminal fica escondido dentro de um prédio, mas é tranquilo de achar); A passagem custa 7 euros, se não me engano, e a viagem dura 1 hora e meia. 2 –De Siena para San Gimignano: pegar o ônibus 130 na Piazza Antonio Gramsci em Siena (no mesmo lugar que desceu para chegar a Siena). 3-De San Gimignano para Florença: pegar o mesmo ônibus 130 em direção a Poggibosi e de lá tomar o trem de volta a Florença. Parece complicado, mas é bem tranquilo o trajeto, se tiver dúvidas, todos são muito solícitos para informar. Nas cidades o legal é andar mesmo, curtir as ruelas das típicas cidades medievais. Em Siena os pontos básicos são o Duomo de Siena (belíssimo, tanto por dentro como por fora. Uma das igrejas mais bonitas de toda a Italia) e a praça principal onde acontece o Palio. Mas ficamos realmente encantados com San Gimignano. Aquela cidade no alto de um morro toda murada, com várias torres. Uma típica cidade medieval que sobreviveu ao tempo. Extremamente fotogênica. E tem o melhor gelato do mundo (Se os chineses deixarem você comprar, porque são tantos que nunca saem da fila!). 11/11/17 – Dia 14 – Arezzo Esse último dia em Florença tinha ficado aberto no roteiro. Como optamos por não alugar carro para explorar a Toscana por questão de tempo, escolhemos bate-voltas fáceis de fazer de ônibus e trem. Por conta disso, nesse último dia fomos a Arezzo, que era bem acessível de trem, cerca de 1 hora de viagem de Florença (ticket a 8 euros, se não me engano). Arezzo não é das mais bonitas da região toscana, até por isso não recebe tantos turistas, mas tem o seu charme. Andamos pela cidade morro acima e ficamos admirando o movimento. Visitamos o Duomo e curtimos um festival de chocolate que tava rolando. NA praça principal da cidade foram gravadas algumas cenas do filme “A vida é bela”. Foi legal para ver como funciona uma cidade italiana sem todo o fervor de turistas. Esse foi o último dia em Florença, no próximo dia: Veneza! Considerações finais de Florença: em aspecto de arte e historia, Florença realmente é inigualável. É charmosa, aconchegante. Foi a melhor hospedagem da nossa viagem. No entanto, eu ainda preferi Roma. A comida em Florença é excelente, nas trattorias que fomos comemos muito bem e pagamos bem barato. No último dia, experimentamos o famoso bife a fiorentina, que é simplesmente indecente (a gente sempre esquece de tirar foto da comida, rs). Indico fortemente as duas trattorias que revezamos lá: Il Brincello (nessa uma das atendentes fala um pouco de português) e Trattoria da Guelfa. Ficamos com muita vontade de voltar para descobrir as vinícolas pelos caminhos da Toscana, que rende com certeza uma viagem por si só.
  37. 1 ponto
    02/11/17 – Dia 5 – Roma Comecamos o dia visitando a Piazza Del Campidoglio já emendando com os Museus Capitolinos (15 euros). A praça é bem bonita, com uma bela escadaria e os museus mais bacanas ainda, porém tinha uma expectativa de que era pequeno e nada, ficamos a manhã inteira lá dentro. Todos os prédios ao redor da praça fazem parte do museu, lá dentro é um labirinto, mas é bem legal. Muitas peças e obras de arte que de alguma forma falam sobre a história de Roma, desde a sua fundação até pelo menos a idade média. E tinha uma modelo lá fazendo sessao de fotos, hehe. Após o almoço fomos até a Galeria Borguese, tínhamos visita agendada às 15:00hs; Importante: todas as visitas devem ser agendadas com antecedência, você precisa ligar e agendar (eu fiz isso com 2 dias de antecedência). As atendentes falam inglês. Na hora marcada você informa seu código de reserva e paga a entrada (15 euros). Em termos de valor artístico acho que foi a melhor que visitamos em Roma e junto com a galeria Uffizi em Florença as melhores da Itália. Você encontra diversas obras excelentes e históricas, tanto esculturas quanto pinturas. Várias pinturas de Caravaggio lá, pintor espetacular! A visita é mais rápida, menos de 2 horas consegue visitar tudo com calma. A galeria fica localizada em uma grande área verde, passeamos por lá um pouco e pegamos um ônibus até a Piazza del Popolo. Lá visitamos a Basilica Santa Maria Del Popolo que é mais simples que as outras já visitadas mas tem 2 obras de Caravaggio muito bacanas! Ainda deu tempo de voltar ao centro histórico para visitar o panteão (que ainda não tínhamos visto por dentro) e apreciar as ruas romanas à noite, cheias de gente, turistas e muitos vendedores ambulantes (a maioria indianos). 03/11/17 – Dia 6 – Roma Dia do Vaticano. Entradas compradas com antecedência para as 10:00hs (17 euros). A fila estava quilométrica para quem iria comprar na hora, mais uma vez, não façam isso! Uma vez lá dentro, percebemos que tinha um percurso longo e curto, fomos no longo mesmo. Mas antes descemos para uma parte onde ficam os carros papais. Gente, o vaticano é algo imenso, ficamos umas 6 horas lá dentro, tranquilamente. É muita coisa pra ver e realmente não dá pra absorver tudo da mesma forma. No final já estávamos exaustos. O que mais gostamos foi: a parte do museu egípcio, as salas cartográficas, as salas de Rafael, e óbvio, a Capela Sistina. Na Capela Sistina é uma chatice só porque os guardas não param de falar 1 minuto “No Picture, no photo, no vídeo!” e você não consegue se concentrar pra apreciar as imagens. Ah, e na saída ainda esbarramos com o Edson Celulari, heheh. Após o Vaticano fomos conhecer a famosa praça do Papa e a Basílica de São Pedro. Pegamos uma fila quilométrica para entrar e quase não deu tempo de subir até a cúpula da basílica. Minha esposa não quis subir e então fui sozinho de elevador (se não engano 8 euros pra subir). A vista da cúpula é sensacional, dá pra ver bem a praça do papa e roma por inteiro! Descemos e entramos na Basílica. Que Igreja! Que construção. Tudo muito grandioso! A pietá de Michelangelo estava lá nos aguardando ansiosamente! 04/11/17 – Dia 7 - Roma – Bate e Volta a Ostia Antica Os próximos 2 dias ficaram reservados para bate volta. A princípio iriamos fazer o tradicional bate volta a Nápoles e Pompeia, mas achamos que ficaria um roteiro muito pesado, ainda mais com uma gestante. Dentro de uma temática semelhante resolvemor ir a Ostia Antica, que também era uma cidade da época do império romano e mais perto de Roma, basta pegar um metrô e trem urbano, cerca de 40 minutos já chegamos lá (8 euros a entrada). É uma visita muito interessante até porque está bem preservada. Dá pra se ter uma ideia de como era uma vila romana. Achei que valeu muito a pena. Na volta, já no fim da tarde, descemos até o Tratesvere para uma volta e descobrir algum lugar para jantar. O bairro é bem charmoso, cheio de vários restaurantes, bem bacaninha. Descobrimos um por lá e comemos uma pizza boa, mas agora não lembro o nome. O legal foi depois, fomos para uma pracinha e estava uma moça tocando muito bem, ficamos lá curtindo o som e observando o movimento. 05/11/17 – Roma – Bate e Volta a TivoliÚltima dia em Roma, fomos a Tivoli, uma cidade próxima com algumas atrações bacanas. Lá conhecemos Villa D´Este e (tentamos) conhecer Villa Adriana. Nós fomos de ônibus: pegue o Metrô linha B – direção Rebibbia, vá até a estação Ponte Mammolo. Lá você vai pegar o ônibus da empresa Cotral ( Roma – Tivoli ), que custa 2,20 euros e sai a cada 15 minutos. Compre o bilhete na lojinha que vende jornais, dentro da própria estação do metrô. Chegando lá fomos conhecer a Villa D´Este, nesse dia era gratuito pois era o primeiro domingo do mês, yes! Realmente o lugar é espetacular, muito bacana. Nunca tinha visto um jardim desses antes, e olha que já fui em Inhotim algumas vezes, mas é realmente deslumbrante. O ponto alto é escutar o “som da água”. Uma das fontes tem um órgão associado e em alguns momentos do dia quando a agua passa faz uma melodia bacana. Ficamos a manhã inteira passeando e conhecendo cada cantinho desse lugar incrível e depois fomos em um restaurante almoçar. Não tinha quase nenhum aberto, acabamos almoçando em um caro, ruim e que demorou demais para servir. Não lembro agora o nome. Depois perguntamos numa lojinha qual ônibus pegar para a Villa Adriana, tem um ônibus interno da cidade que lhe deixa na porta, mas acabamos errando e pegando o ônibus que volta pra Roma, que nos deixou a cerca de 1km. O problema foi que, quando estávamos chegando, caiu uma chuva torrencial na cidade!! Ficando um tempão esperando na recepção para ver se a chuva diminuía. Quando parou um pouco entramos (ingresso também foi gratuito). Mas acabamos vendo só um pouco do lugar porque logo voltou a chover de novo! Uma pena, porque parecia ser um lugar muito bacana. Voltamos para a rua principal da cidade e pegamos o ônibus de volta a roma. À noite jantamos no Cantina e Cucina já em clima de despedida da cidade. Essa noite foi muito legal porque na fila conhecemos uma moça do Canadá muito simpática que já foi 14 vezes a Roma. Ficamos conversando sobre a cidade, foi bem bacana. Ela é realmente apaixonada por Roma. Considerações de Roma: acabou sendo a cidade que mais gostamos, conforme minha expectativa. Sou uma apaixonado por história e Roma nos proporcionou isso e muito mais na nossa estadia. Fomos muito bem atendidos em todos os lugares. Nosso anfitrião do AirBnB foi muito bacana e nos deixou bem à vontade. Depois de conhecer vários lugares obrigatórios, o legal realmente é andar à ermo, observando o movimento e os romanos. Aspecto negativo: como em toda a Itália, eles fumam muito, principalmente os mais jovens. Fiquei surpreso ao perceber isso. Mas a sensação de estar no Coliseu, no Vaticano, em locais onde a história aconteceu é incrível.
  38. 1 ponto
    Valeu, Juliete. Que bom que o relato foi útil. Infelizmente, em Israel quase tudo é bem caro, mas acredito que comendo na rua ou fazendo comida dá pra economizar uma boa grana. Em Jerusalém, havia uns restaurantes que davam desconto para que estava no Abraham e serviam porções bem grandes que dava para dividir para duas pessoas, aí ficava um preço razoável. É bom dar uma olhada nesses.
  39. 1 ponto
    Dia 14 (24/10) Último dia em Jerusalém. A ideia era deixar o dia todo para conhecer a parte "nova" da cidade, mas como não tínhamos conseguido ao Domo da Rocha nos dias anteriores, tínhamos que ir de qualquer jeito nesse dia. A esplanada onde fica a mesquita Al-Aqsa e o Domo da Rocha é um dos lugares mais sagrados do islamismo e só abre para não-muçulmanos das 07 às 10h30, se não me engano, e durante uma hora na hora do almoço, mas a fila é tão grande que nem vale a pena. Chegamos um pouco antes das 9 e tivemos que ficar na fila por cerca de uma hora, pois há um rigoroso esquema de segurança para se acessar a esplanada como detector de metais e revista de mochilas e pertences. Também há regras quanto às roupas, homens tem que estar de calça e mulheres com roupas "comportadas" pros padrões muçulmanos, nada de roupas curtas e blusas decotadas. (Para acessar o muro das lamentações, também é necessário passar por uma revista de segurança, mas fica aberta durante todo o dia e as regras para roupas são mais flexíveis. É possível ir de bermuda, por exemplo). O Domo da Rocha é muito impressionante de perto, a cúpula dourada e riqueza de detalhes da parte externa formam um conjunto muito bonito. Achei o lugar mais bonito de Jerusalém. Depois do Domo, almoçamos e pegamos o tram até o ponto final (Mount Herzl) para irmos no Yad Vashem, o museu do Holocausto de Jerusalém. Do ponto final, tem voltar um pouco e descer por cerca de 10 minutos até a entrada do museu. A entrada é de graça e o aluguel do áudio-guia custa NIS25 (tem em inglês e espanhol). O museu é bem impactante, completo e tem muita informação, mas muita mesmo, principalmente com o áudio-guia. A ideia é mostrar a existência do antissemitismo na Europa desde antes do regime nazista até os campos de concentração e o extermínio dos judeus. Passamos cerca de duas horas no museu, mesmo pulando alguns áudios no áudio-guia, por causa do tempo. O "trajeto" do museu termina com uma bela vista da floresta de Jerusalém. Voltamos do museu de tram, fiz meu check-out e fui pegar o ônibus pro aeroporto Ben Gurion. O ônibus é o 485, passa toda hora exata e custa NIS 16. O percurso dura cerca de uma hora até o aeroporto, contando o tempo da revista que é feita nas proximidades do aeroporto. O ponto do ônibus fica quase em frente à estação central de ônibus, na rua em frente. Vindo da cidade antiga, é só saltar na estação central e voltar uns dois minutos. É isso, fim de viagem, fim de festa. Minhas impressões tanto de Israel quanto da Jordânia foram muito positivas, lugares incríveis, culturas muito diferentes do que estamos acostumados e fomos muito bem recebidos e tratados em ambos os países. Qualquer pergunta ou dúvida, é só me perguntar, estou à disposição.
  40. 1 ponto
    Dia 13 (23/10) Reservamos o tour Masada Sunrise com a Abraham Tours (empresa da rede Abraham de hostels) por NIS252. O tour sai às 4hs da manhã de Jerusalém com destino ao Masada, montanha onde havia uma fortaleza e foi cenário de uma batalha entre judeus e romanos cerca de 2000 anos atrás. O local é um dos símbolos do nacionalismo judaico (o juramento de quem entra no exército israelense é "Masada não cairá nunca mais", em referência ao povo e ao Estado de Israel. Para entrar em Masada, paga-se uma taxa de NIS28 e a trilha dura cerca de 1hora de subida. A trilha é pesada, com muitos degraus, mas como é rápida, não precisa ter um condicionamento físico muito bom para chegar no topo. Há a opção do teleférico para subir ao topo, mas ele só abre às 8 horas. A reserva natural de Masada abre entre 5h30 e 6hs, dá tempo tranquilo de chegar no topo antes do nascer do sol. A vista lá de cima é muito bonita e o cansaço é recompensado. No topo, ainda existem ruínas das construções da época da fortaleza de Masada. Depois de Masada, o tour segue para a reserva natural de Ein Gedi (NIS 28 para entrar) e depois pro Mar morto. Ficamos um tempo num dos resorts que existem à beira do mar morto e uma estrutura completa, com piscina, bar, etc. mas pelo tempo que podemos ficar só lá pelo tour só dá pra aproveitar o mar morto. Realmente, a experiência de flutuar no mar morto é única. O Mar Morto é a mais profunda depressão da Terra e tem uma altitude de aproximadamente -400 metros e possui um grau de salinidade cerca de 10 vezes maior que a dos demais mares e oceanos. Os peixes que chegam do Rio Jordão morrem imediatamente ao cair no Mar Morto Depois do Mar morto, voltamos para Jerusalém e chegamos na cidade por volta de 14hs da tarde.
  41. 1 ponto
    Dia 12 (22/10) - Neste dia, fomos novamente à cidade antiga para visitar e ver os lugares pelos quais passamos no walking tour com mais calma. Fomos à via dolorosa, igreja do santo sepulcro, muro das lamentações e no monte das oliveiras, que fica fora e atrás da cidade antiga.
  42. 1 ponto
    Dia 10 (20/10) - após o café, voltamos para o vilarejo, pegamos o tx para fronteira (JOD25) e, depois de entrarmos novamente em Israel, pegamos um tx para a rodoviária (Nis35-40). Existem muitos horários de ônibus de Eilat para Tel Aviv, mas não há tantos para Jerusalém, então minha sugestão é comprar a passagem antes de ir para a Jordânia, especialmente se a viagem para Jerusalém for na sexta-feira igual a nossa (último ônibus sai por volta de 14h30 e só volta às 19hs do sábado). A viagem dura cerca de 4 horas e custa NIS70. Chegando em Jerusalém, shabbat, muitos judeus ortodoxos na rua, sem transporte público. Caminhamos por cerca de 15 minutos até o hostel (3 estações do tram). Há uma estação do Tram (central bus station - CBS) bem em frente à rodoviária. Dia 11 (21/10) - Após o café, saímos para fazer o free walking tour do hostel que começa em frente o Jaffa Gate (um dos portões de acesso à cidade antiga) às 11hs. O tour passa pelos 4 quarteirões da cidade antiga (cristão, muçulmano, judaico e armênio) e dura cerca de duas horas e é tip-based (há uma sugestão de NIS 50 de gorjeta, mas isso é muito dinheiro. Pode dar menos sem problema nenhum). É bem completo e tem bastante informação, mas com a quantidade absurda de história que há em Jerusalém, nós só passamos pelos lugares. Não dá tempo de entrar. Sugiro fazer o tour em um dia e reservar mais um ou meio dia para entrar e ver os lugares com calma, fizemos assim e achei que ficou bom. Depois do almoço, pegamos o ônibus 231 em frente ao Damascus Gate e fomos para Belém, que fica na Palestina (eles também chamam de West Bank [A Palestina e Israel ficam à esquerda do Rio Jordão, daí o nome]). Os ônibus que vão para a Palestina funcionam normalmente durante o shabbat, então é bem recomendável deixar para conhecer a Palestina no sábado, já que muitas coisas fecham em Jerusalém. Descemos no ponto final e achamos que seria perto da Igreja da Natividade, mas descobrimos que teria que andar uns 2km. Como estávamos sem mapa de Belém e sem muita noção da distância, barganhamos com um taxista que nos abordou para nos levar na igreja, num prédio com vista da região toda e no muro da Palestina por NIS100. Belém é uma cidade com população metade cristã e metade muçulmana e se parece com uma cidade do interior do Brasil, não é feia, bagunçada nem aparenta pobreza. Nos falaram que é uma das melhores cidades da Palestina, é uma cidade "normal", até toparmos com o muro, que é uma coisa grotesca de uns 9/10 metros de altura. É mais impactante que o Muro de Berlim, por ser construído recentemente e ser muito mais alto. Na parte do muro que fica Belém, há vários grafites e mensagens pela independência da Palestina. A Igreja da Natividade, como esperado, tinha uma fila enorme para visitar o local onde esteve a manjedoura de Cristo e também estava em obras, com uns andaimes por dentro, o que atrapalhou um pouco a visitação. Há muitas lojas de souvenirs nas proximidades da igreja da Natividade e os preços são muito bons. Vale a pena comprar as lembranças por lá. Terminado o passeio, voltamos pro ponto final (que também é o inicial) do ônibus 231 e voltamos para Jerusalém. Na volta para Jerusalém, um momento daqueles em que você é lembrado que está em Israel. O ônibus é parado na estrada e militares pedem para mostrarmos os passaportes e os palestinos todos desceram do ônibus para serem "checados" no lado de fora. À noite, fomos no pub crawl do hostel (NIS50). O Pub crawl passa por lugares mais alternativos que em Tel Aviv, um mercado de frutas que é uma mistura de bares/baladas à noite, um bar russo underground com vodca artesanal, e por aí vai.
  43. 1 ponto
    Dia 9 (19/10) - Tomamos café, fizemos check-out no hotel e partimos pro deserto do Wadi Rum (tx JOD 35). Para entrar na reservar do Wadi Rum, tem que pagar uma taxa de JOD5. Já tínhamos reservado o jeep tour + noite no acampamento com a agência Wadi Rum Nomads por email. info: https://www.wadirumnomads.com/ . Achei a agência muito boa, o passeio é simplesmente imperdível, os guias e funcionários são educados e prestativos. O tour sai por JOD50 (inclui jeep tour, noite no acampamento, almoço, jantar e café da manhã). Andar de camelo é opcional e custa JOD20 (na manhã seguinte, vc salta do jeep um pouco antes do vilarejo e completa o trajeto de camelo). Quando chegamos no vilarejo do Wadi Rum, deixamos as malas com o pessoal da agência e só levamos uma mochila com o que íamos precisar pro passeio e pra passar a noite. No jipe, cabem 6 pessoas, então não dá pra levar mala grande. No dia seguinte, pegamos as malas de volta. Para mim, o passeio no Wadi Rum foi uma das melhores coisas da viagem, o deserto é muito bonito, tem variações de cor: vermelho, amarelado, tem dunas, há vários lugares para escalar com vistas fantásticas do deserto (o filme "Perdido em Marte" foi filmado no Wadi Rum). No fim do passeio, voltamos ao acampamento para jantar e dormir. No acampamento, tem banheiro e chuveiro (água fria), uma tenda grande de convivência (onde são servidas as refeições), tendas para famílias (4 ou 5 pessoas) e tendas para duas pessoas. A cama é normal e tem cobertores, pq fez muito frio à noite. No manhã seguinte, após o café, retornamos pra vila do Wadi Rum pra pegar o tx pra fronteira Aqaba-Eilat (JOD25). Todas as refeições estavam boas e fartas. Considero o passeio de jipe e a noite no acampamento imperdíveis para quem vai na Jordânia.
  44. 1 ponto
    Dia 5 - trânsito para Eilat - a viagem de ônibs dura 4h30 e custa NIS70 (não tem opção de trem). site da empresa de ônibus Egged: http://www.egged.co.il/HomePage.aspx . O ônibus tem wifi, entrada USB e ar condicionado, mas não tem banheiro, então é bom fazer um planejamento . Dia 6 - Passamos o dia na praia, na Coral Beach Reserve, tem que pagar NIS 35 para entrar e o snorkel é alugado por NIS23. Tem uma barreira de corais e dá pra ver muitos peixes, é bem bonito, mas nada de muito diferente do que temos no BR. Fomos de ônibus (passa em frente ao shopping) e voltamos de carona (depois de tentar por 30 segundos) hahaha carona mais rápida da vida toda. Dia 7 (17/10) - Rumo à Jordânia - Tx para fronteira Eilat-Aqaba NIS35-40 - cruzamos a fronteira - assim que sai da imigração, tem vários táxis esperando e o valor aproximado é JOD45 para Wadi Musa e JOD25 para Wadi Rum. Tem que barganhar, pq eles sempre jogam o preço para cima. Tenho contato de taxistas de lá que eu andei e são bons motoristas, daí dá pra combinar horário e preço. Jantamos e tomamos um refrigerante por JOD5 (que diferença pra Israel ) Dia 8 (18/10) - Petra! Esse dia foi dedicado para conhecer Petra e lá realmente impressionante, as "construções" são muito bonitas e imponentes, é muito louco pensar que tudo foi esculpido em pedra cerca de 2000 anos atrás. Para variar, falhamos miseravelmente em acordar cedo e quando chegamos lá já estava bem cheio. A entrada para um dia para quem fica pelo menos uma noite na Jordânia custa JOD50. informações aqui: http://visitpetra.jo/Pages/viewpage.aspx?pageID=138 . Do centro de Wadi Musa até a entrada de Petra, é uma descida de 1,5km aproximadamente. O tx sai entre JOD1,50-2 o trecho (tem que barganhar tb). Petra é uma "trilha" de 4km ida e 4 volta, as construções ficam espalhadas durantes este caminho e há trilhas secundárias (de níveis fácil a difícil) que levam a outras construções. O Treasury (o templo da foto clássica de Petra) fica no meio desse caminho, o Monastério fica no topo de um morro de 800 degraus que começam no fim da trilha principal de 4km. É possível alugar burros para subir a escadaria do monastério. Apesar de nos terem alertado para não comprarmos souvenirs dentro de Petra pq iria ser muito caro, eu achei os preços bem razoáveis e não achei quase nada para comprar em Wadi Musa. Então, caso queria uma lembrança de Petra, melhor comprar lá dentro mesmo (nas barracas que existem na trilha e não próximo ao centro de visitantes).
  45. 1 ponto
    Dia 3 (13/10) - ainda assimilando o cansaço e o jet lag, fomos novamente para a praia, dessa vez em Gordon Beach (ônibus 4, 104 ou 204) saindo de próximo ao Abraham. A praia é em Tel Aviv é muito boa, bonita, orla bacana e o mar tem uma temperatura agradável (no Rio é mais frio normalmente, para servir de referência). Na volta da praia, almoçamos no Shakshukia, que é lá perto e, apesar de estar na categoria popular do tripadvisor, não tem nada de popular. Almoço e cerveja custaram cerca de NIS 70. À noite, compramos o combo do hostel (shabbat dinner + pub crawl por NIS100), só o pub crawl é NIS80. Aí vem a maior tristeza da viagem: cervejas e bebidas alcoólicas em geral SÃO MUITO CARAS. Nunca vi nada parecido. Uma cerveja, long neck ou de 500ml, varia entre NIS 25-30 nos bares Em Tel Aviv, tudo é um pouco mais caro, mas o resto do país não foge muito disso não. Esse dia era uma sexta-feira e o shabbat começa no fim da tarde e vai até o por do sol do sábado. Os ônibus e trens rodam até Às 15hs da sexta e só voltam Às 19hs do sábado, então é bom se programar pra não perder tempo à toa nem ir pra algum lugar e não ter como voltar . Dentro de Tel Aviv, tem umas vans (sheruts) que fazem o mesmo trajeto e tem os mesmos números dos ônibus, então é mais tranquilo. O ônibus custa NIS6 e a van NIS8. Dia 4 (14/10) - acordamos cedo destruídos do pub crawl e fomos à pé até rodoviária, pois a ideia era fazer uma day trip para Haifa e Acre (Akko), no norte de Israel. Mesmo não tendo ônibus, tem van para as principais cidades saindo da rodoviária. Fomos no jardins da fé Ba´hai em Haifa, os jardins são bonitos, tem um templo imponente no meio e uma vista legal da cidade de Haifa e do mar. Depois rachamos um tx pro Acre (sim, ele existe ) por NIS120 (30 pra cada - juntamos com um polonês e um guatemalteco que estavam no nosso hostel em TLV). O Acre foi uma dica de última hora e foi uma boa surpresa, é uma cidade pequena de maioria árabe, no litoral, quase no Líbano. Ela existe desde a idade média e já houve diversas tentativas de invasão, tem muralhas, canhões, um árabes loucos pulando da muralha no mar, mesquitas, mercado árabe, cavernas da época dos cavaleiros templários, achei bem legal. No fim da tarde, fomos para a estação de trem do Acre pegar o trem para TLV (NIS 35).
  46. 1 ponto
    Continuando.. Na Jordânia, (quase) tudo é festa. Primeiramente, para deixar Israel por via terrestre (fizemos a emigração em Eilat), tem que pagar NIS 100 na imigração israelense. Para entrar na Jordânia, teoricamente, se vc ficar até 3 noites tem que pagar a taxa rídicula de JOD60 pelo visto (caso fique mais de três noites, é dispensado o pagamento pelo visto) e todos (teoricamente) tem que pagar JOD10 para sair do país. Como iriamos ficar exatamente três noites na Jordânia, ninguém em Israel sabia falar com certeza se precisávamos pagar a taxa de JOD60 ou não. Na dúvida, trocamos o dinheiro que dava pra pagar a taxa, só que não precisou, acho que eles foram com a nossa cara e falaram que não precisava pagar. Quando descobriram que eramos brasileiros, ficaram perguntando de futebol e Neymar e rindo, aquela beleza (até fingi que gosto do Neymar só pra ser legal com eles ). Então, é bom confirmar no consulado aqui no BR se precisa pagar ou não pra não ter que contar com a boa vontade dos agentes da imigração. Eles nos deram uma cópia de uma folha com nossos nomes e números de passaporte com um carimbo "3" que deveria ser apresentada na saída da Jordânia (só descobri quando estávamos saindo, abri a mochila e a mala e não consegui achar o papel de jeito nenhum, mas mais uma vez o agente da imigração foi legal e falou que não precisava mostrar). No lado israelense da fronteira, tem casa de câmbio onde é possível comprar dinares para pagar a taxa de imigração da Jordânia, mas o câmbio é muito ruim, então sugiro comprar dinares para pagar a taxa (se for necessário) e o táxi para Petra ou Wadi Rum em Tel Aviv ou Jerusalém, pq não consegui achar câmbio para dinares na cidade de Eilat. Para entrar na Jordânia, é exigido certificado de vacinação de febre amarela, mas ninguém pediu para mostrar. A lista atualizada dos países que exigem certificado está nesse link: http://www.who.int/ith/en/ . Tem versão em inglês e espanhol. Também não poderia entrar na Jordânia com água e alimentos, mas também liberaram (já gostei da Jordânia logo de cara ). Na volta para Israel, (TEORICAMENTE) todos tem que pagar JOD10 de taxa de saída, mas, depois da confusão do papel, eu perguntei "And the tax?", eles responderam "it´s ok, you may go" e não precisamos pagar. Ok, peguei minhas coisas e voltei para Israel antes que alguém mudasse de ideia ). Voltando para Israel, deu para perceber que o tratamento é bem diferente de quando chegamos pelo aeroporto: muitas perguntas, o que fomos fazer na Jordânia, se conhecemos ou temos parentes lá, se alguém pediu para trazer alguma coisa para Israel, etc. Me pediram para abrir a mala e ela foi revistada, só a minha, eu estava com uns livros de direito e a moça pegou e levou pra dentro para conferir o que era, quase que eu falei que ela podia ficar . Mesmo procedimento do aeroporto, sem carimbo no passaporte, tíquete à parte. Segurança: Tanto Israel quanto a Jordânia são muito seguros, tanto em questão de terrorismo quanto de violência urbana. Cansei de escutar que ia morrer, que era louco, que ia ter um atentado, mas nada aconteceu. Os caixas eletrônicos ficam na rua, muita gente anda a pé de madrugada e não ouvimos relatos de problemas nem recomendações especiais quanto à segurança. Nas praias, deixávamos as coisas na areia e íamos nadar sem problema algum. Só achei bom ficar mais atento no shabbat, pq as ruas ficam mais vazias e no entorno da rodoviária de Tel Aviv. Fomos lá no shabbat e tinha umas pessoas mal encaradas e uns caras brigando numa praça próxima. Temperaturas aproximadas : Tel Aviv 20-27º, Eilat 19-32º, Jerusalém 14-26º, Petra/Wadi Rum máximo 27º. Fez bastante frio no deserto à noite, não sei precisar a temperatura. Dia 1 (11/10) - chegamos no Aeroporto Ben Gurion à noite, o aeroporto é bem novo, moderno e bonito. Tem wifi de graça, rápido, sem precisar fazer cadastro e sem limite de tempo. No saguão de entrada, tem uma casa de câmbio, que, como em todo aeroporto, é horrível, mas só trocar dinheiro do tx/trem dá pra encarar. Detalhe: eles fazem câmbio para real, então acredito que seja mais vantajoso levar real e trocar diretamente por shekel só pro dinheiro do transporte pra cidade que, assim, só uma conversão. A minha sugestão para evitar a primeira das várias facadas que Israel vai te dar é pegar um vôo que chegue não chegue muito tarde no Ben Gurion, pois o último trem para Tel Aviv sai às perto de 23:30, leva menos de 15 minutos pro centro de Tel Aviv e custa módicos NIS 13,50. informações nesse link: https://www.rail.co.il/en . O táxi é no esquema de preço fechado e custa a bagatela de NIS 148 para Tel Aviv . Os trens são novos, confortáveis e rápidos, então é melhor olhar qual a estação de trem mais próxima do seu destino e completar o resto do trajeto de tx, vai economizar uma boa grana. A estação de trem fica à esquerda da saída principal do aeroporto. Tem máquinas para comprar a passagem na estação e só passar o cartão de crédito que compra direto, sem digitar senha nem nada. As estações tem catraca. Dia 2 (12/10) - tentamos ir free walking tour do hostel, mas o cansaço e o jet lag bateram forte e perdemos o horário. Fomos dar uma volta em Jaffa (antigo porto árabe localizado no fim da orla de Tel Aviv), almoçamos por lá (olha a facada NIS 65 almoço e cerveja) e depois fomos para a praia ali perto mesmo. Ir à praia em Tel Aviv é como ir no Rio, inclusive Tel Aviv me lembrou bastante o Rio, sem a violência é claro, tem muita gente de sunga e de biquíni bem pequeno, então é possível usar as mesmas roupas que usamos no BR sem parecer um alien. Aí começam as cenas-que-só-se-vê-em-Israel, em Jaffa tem uma mesquita e perto de 17hs eles chamam os muçulmanos para rezar, enquanto isso o pessoal ta na praia ali do lado, nadando, brincando com cachorro (o fim da praia próximo à Jaffa é a parte da praia indicada pros cachorros), etc., é engraçado ver isso tudo junto.
  47. 1 ponto
    Não. Se fosse calcular por pessoa, seria um pouco menos. Aprox (uns para mais, outros para menos) R$5.300,00 (passagens para os dois); R$2.100 de hotel; R$400,00 de aluguel de carro; R$1.500,00 de comida (este valor está muito pra cima mesmo...e comemos bem, tendo em vista que o café era um almoço e fazíamos lanches depois, conforme o relato. Mas foram lanches decentes mesmo); R$2.500,00 de gastos diversos (serviço de correios, gasolina, lembranças, passagens de ônibus, carro para Jericho, Spa no Mar Morto etc). Levemos em conta que não fizemos extravagância alguma. Foi uma viagem com tudo o que precisávamos com bastante conforto. E gastamos com perfumes e chocolates (esposas e filhas) no free shopping. Ainda me sobraram 400 dólares (eu) e 100 dólares (Pr. Edmilson). Somando tudo, o gasto foi de aproximadamente R$11.800,00. Mas meu amigo, vale a dica... nada resiste a um bom planejamento. As passagens foram oportunidades únicas, pois era comprar ou comprar naquele momento. Leia o meu relato de Buenos Aires e verás que procurando bem, a gente consegue achar tudo muito em conta, sem precisarmos de intermediários (lembre que os comerciantes nos vê como "galinhas dos ovos de ouro"). Por isso essa viagem saiu assim. Se optássemos por ir ao Líbano ou Jordânia, acrescenta aí mais uns R$3.000,00 para os dois em ambos países (visto, alimentação, transporte e hospedagem 2/3 estrelas). Mesmo assim ainda saiu muito menos que os R$10.000,00 por pessoa. Convém lembrar que só utilizei o meu cartão de crédito uma única vez para comprar sanduíches (baratos), apenas pra me certificar que estava liberado o gasto no exterior para caso de emergência. Espero tê-lo ajudado. Forte abç.
  48. 1 ponto
    Bom dia Fred! Obrigado pelo comentário. Olha, em média eu gastei uns 130 NIS. O NIS é páreo com o real, sendo que a nossa moeda vale apenas uns pouquíssimos centavos a mais. Evite comer hambúrguer. Lanche no Mc Donald's, nem pensar (conselho apenas). Ao redor de Jerusalém, por exemplo, fora da cidade velha, vc vai ver uns lanches bons e mais em conta. Tem um restaurante, o qual eu esqueci de mencionar no relatório, que é de um brasileiro. Dá pra comer de boa lá. Lá vc encontra um arroz, feijão, peixe frito, almôndegas etc. Preço bom. Mas só fui descobrir perto de ir embora. Na rua principal, onde passa o bonde, no sentido cidade velha (ele vira antes, pois não pass lá. Só o sentido mesmo). Enfim, nessa rua, vc pode encontrar bastante opções para comida. Tem uma loja que eu comprei um monte de pães doces e por preços irrisórios. Tinham biscoitos muito bons também. O segredo é dar uma andada pelas ruas, se "perder" em outra e encontrarás coisas boas. Foi assim que eu achei uma casa de azeites e trouxe alguns pro Brasil. Quanto ao inglês, escrevi aquilo no relato tendo em vista que em Israel falam muito bem o idioma. Como não falo a língua deles, consegui interagir numa boa. Mas o básico te salva em qualquer lugar do mundo. Em relação ao chip. existem duas lojas no aeroporto. Uma verde, que fica quase que de frente, saindo pelo portão que leva ao saguão do Ben Gurion (fuja dela, pois vão te cobrar os olhos da cara) e tem uma, LITERALMENTE, no lado direito do mesmo saguão, numa livraria. Lá é mais barato, paguei 70 NIS pelo pacote de 6G. Eu apenas quis o pacote de internet pra poder usar o GPS. Era muito mais do que eu precisava, acredite. Devido a isso, não vi o preço fora do aeroporto, o qual creio ser mais barato. Mas se vc for pegar carro logo em Tel Aviv, aconselho a ir nessa livraria. Espero tê-lo ajudado. Abç.
  49. 1 ponto
    Desde quando fomos para a Chapada dos Guimarães, no ano passado, que me bateu a ideia de percorrer a Rodovia Transpantaneira num fim de semana. Não sei exatamente como me veio a ideia, mas vi que cabia num fim de semana. Inicialmente eu achava que seria necessário um guia com carro e tal. Depois, pesquisando, vi que dava para encarar de carro comum na época seca (meio de ano), por conta própria. Então ficou acertado: assim que houvesse alguma promoção, voltaríamos para lá! E rolou promoção, como quase sempre rola. Não com os incríveis R$ 99 por perna que pagamos no ano passado, mas a também muito convidativos R$ 129. Claro, para tanto é necessário comprar com meses de antecedência. Compramos em abril para a viagem em agosto. Lá atrás eu tinha bolado um plano inicial que, hoje, me parece meio louco: passar dois dias rodando a transpantaneira até o fim, fazendo base em alguma pousada guerreira de Poconé. Seria chão demais, já que a Transpantaneira tem 145 km de extensão. Felizmente mudei de ideia e acabamos optando por uma hospedagem no meio da Transpantaneira, aproveitando uma promoção do Pantanal Mato Grosso Hotel. Esquema-patrão, ainda que na Transpantaneira sejam poucas as opções que escapam desse esquema. Somente lá que pude identificar lugares possivelmente mais econômicos para pernoitar. De qualquer forma mantivemos a meta de conhecer o final da estrada, o luar onde a Transpantaneira simplesmente parou: Porto Jofre. Chegamos na madrugada de sexta para sábado em Cuiabá e partimos logo para nosso primeiro pernoite. Tinha reservado o Âncora Hotel pelo booking. Lamentável, não recomendo. Tinha um banheiro inacreditável: sem box, sem cortina, mas com um rodo (!!) para você recolher a água que alagava o banheiro. Surreal. Se ainda fosse um hotel barato, ok, mas custou 140 pratas. Eu deveria ter pedido pra trocar de quarto, mas às 1:30 da matina eu queria um banho e sono, porque o dia seguinte era para acordar cedo e se mandar. E assim fizemos. Sábado de manhã cedo direto para Poconé, a 100 km de distância. Abastecemos no posto que tem logo antes da Transpantaneira e adentramos a clássica estrada. Começava a aventura, e ainda era de manhã cedo. Chegando a Poconé Pracinha de Poconé São 145 km de terra. Era começo de agosto, a estrada estava bem seca. Pura terra. Nada de lama, somente em alguns desvios das pontes (caso você quisesse desviar). Mas nos arredores havia muita água, e muitos representantes da fauna local. Nome oficial Acabou o asfalto! Uns 15 km de começar a estrada de terra, você chega no famoso portal da Transpantaneira. Ali já tem um jacaré solitário, o Zico. Depois das fotos, seguimos em frente. O portal Um dos melhores pontos para observação da fauna que encontramos é logo no começo da estrada, pouco tempo depois do portal, entre a primeira e a segunda ponte. Uma enormidade de quantidade de garças, tuiuiús e jacarés. Para quem não quer percorrer a estrada toda, acho que ali estaria de bom tamanho para conhecer um pouco da fauna local. Galera unida Depois de longa pausa para admirar toda aquela beleza, um verdadeiro zoo a céu aberto (é clichê dizer isso, mas é verdade), seguimos adiante. Ainda paramos em várias outros pontos para ver a bicharada, geralmente nas partes onde há pontes. Você chega perto, se quiser Pontes: são mais de 120 pontes ao longo da estrada. Chegamos a contar na ida. Mas, claro, volta e meia havia dúvidas se não estávamos repetindo ou pulando algum número. Duas das pontes são de cimento – inclusive elas ficam perto uma da outra e era onde ficava nosso hotel (na área do rio Pixaim) --, todas as outras são de madeira. Outras duas estavam interditadas. Dezenas em bom estado, outras dezenas meio sinistras. Passamos por todas elas (exceto as interditadas, claro). Em algumas delas há desvios para quem não quer passar por elas. Acho que os desvios devem ser intransitáveis fora da época seca e, além disso, há de se tomar muito cuidado porque são áreas onde os bichos ficam e nem sempre são transitáveis, mesmo na seca. Em algumas das pontes é maneiro parar e curtir a galera que fica lá embaixo. Fizemos isso muitas vezes. A primeira de dezenas de pontes Algumas pontes apresentam problemas Uma das pontes com acesso interditado Chegamos ao nosso hotel ainda no final da manhã. Foi apenas para dar uma olhada e dizer oi, logo seguimos adiante para seguir percorrendo a Transpantaneira. Com a refeição na boca Carcará na estrada Em área de risco O visual vai ficando mais amplo conforme se aproxima de Porto Jofre Depois de várias paradas e percorridos mais 90 km, chegamos a Porto Jofre. Rio Cuiabá. Onde a Transpantaneira simplesmente termina. Fim da Transpantaneira; Rio Cuiabá Do lado direito (de quem chega) há um hotel para pescadores abastados, de diária na casa das muitas centenas. Havia aviões parados do lado de fora!! À frente, no rio Cuiabá, alguns barcos. Certamente rolam passeios por ali. Um deles estava escrito Barco-Hotel. Deve ser maneiro. Estacionamento de aviões particulares! Do lado esquerdo, entrada para a pousada e camping Porto Jofre, que foi um achado. Lugar simples e econômico (mas a área de camping não é muito limpa...), de atendimento caloroso. Ficamos conversando com a dona por um bom tempo e ela nos disse que cobra 210 reais pela pousada com pensão completa (ou terá sido por pessoa? Depois rolou a dúvida, o que desfaria a caracterização como “econômico”). Bom preço para a região -- se for para o casal. Depois de curtir o momento, o visual do rio e a conquista (estávamos no Pantanal e no final da Transpantaneira!), iniciamos o retorno. Ainda paramos várias vezes pelo caminho. Fazendo pose? Galera unida II Sai da estrada, amigo! Os veados são mais arredios Aves em revoada Esse aqui virou notícia na região -- aconteceu naquele dia mesmo Chegamos ao hotel ainda no fim da tarde, a tempo de curtir o entardecer. Tinha piscina (falei que era esquema-patrão!), o que foi relaxante. E, assim que a noite caiu, os mosquitos partiram para o ataque! Impressionante a voracidade, mas um simples Off resolveu a parada. Acho que fora da época seca a coisa é mais grave. Capivaras passeando pelo hotel Fim de tarde De noite, depois do jantar, fomos fazer um passeio de focagem noturna. Fomos num caminhão com uma lanterna de longo alcance (ou coisa parecida). Vimos alguns jacarés e capivaras, que são relativamente comuns na área. Um veado bem ao longe talvez tenha sido o lance mais atraente. E também um lobeto (que, na minha ignorância, nunca havia ouvido falar), que mal pudemos ver, porque ele se mandou. E o mais belo: um minuto de motor desligado e silêncio geral, admirando o céu estrelado, daqueles que você só vê quando se distancia dos grandes centros. No fim das contas aquele dia de focagem noturna não revelou muita coisa -- mas a natureza é assim mesmo. Rolou uma viola (o hotel é tão esquema-patrão que tinha recreadores! Os recreadores, na verdade, são também os guias dos passeios) de noite, mas fomos dormir cedo. Nosso objetivo para domingo de manhã era fazer um passeio de barco para ver o sol nascer, mas infelizmente não rolou quórum. Somente nós dois nos inscrevemos! O jeito foi fazer o passeio das 9 da manhã. Ainda assim, acordei às 6 da manhã pra ver o dia clareando. O sol nascia um pouco antes disso, mas deu para curtir. Sol nascendo Onde construir o seu lar? O passeio de barco pelo rio Pixaim, depois do café da manhã, foi bem legal. Pássaros voando ao nosso lado, jacarés em todos os cantos, capivaras, tuiuiús... Tinha de tudo. E nosso barqueiro-guia andou ensinando alguns truques aos pássaros para voos rasantes. Em pleno voo Convivência harmônica (?) Tuiuiu, Todo imponente Num determinado momento o barqueiro parou numa área de jacarés, desceu e foi lá trocar ideia com um deles. Ahahahah, festa das câmeras. "E aí, tudo bem?" O barco chega, eles saem Curtimos o resto da manhã no hotel, almoçamos e começamos nosso retorno. Com muita calma e tranquilidade. Galera toma conta Araçati Carcarás são de casa Na volta, mesmo abaixo da velocidade, eis que uma cobra – a única que vimos – que estava do outro lado na estrada resolve correr rapidamente para o mato, passando na frente do carro. Freei, o carro deslizou na terra e... felizmente ela tinha se retirado para o mato a tempo. Ufa. Foi na volta também que vimos um tamanduá cruzando tranquilamente a estrada. Mal houve tempo para máquinas fotográficas em ambos os casos, somente pudemos admirar o tamanduá e torcer para a cobra ter se livrado dos pneus. Aquilo ali na frente era um tamanduá Aquele domingo estava MUITO quente. Depois li que foi o dia mais quente do inverno. Paramos em alguns pontos para mais contemplação de toda aquela beleza do Pantanal. Trilha sonora: Sempre enchemos um pendrive para ouvir nas viagens, mas programei uma coisa radical para essa viagem. Somente Almir Satter e trilha sonora da novela Pantanal. Quem nasceu nos anos 70 ou 80 deve ter curtido a novela, ou ao menos sabe o furor que ela representou (um raríssimo momento em que a Globo foi derrotada sucessivamente no horário nobre). Posso dizer que foi muito maneiro, para mim, ouvir aquela trilha sonora estando no Pantanal. De volta a Várzea Grande (dessa vez nem entramos em Cuiabá), fizemos check-in no Hotel Express (uma boa opção, hotel colado no aeroporto), tomamos uns chopes num bar nos arredores e fomos dormir bem cedo. Acordaríamos no meio da madrugada para pegar o voo de volta. E a Localiza (outro esquema-patrão da viagem, ainda que com o esquema de desconto/upgrade da Gol) ainda me cobrou taxa de lavagem. Em dezenas de locações que fiz pelo país, é a terceira vez que me cobram isso. As outras duas tinham sido locadoras pequenas locais. Queimou o filme, eu achava que a Localiza era maior que isso. A Avis, onde eu tinha alugado no ano passado, não cobra. E assim foi mais um fim de semana desbravando o Brasil. Espero retornar outras muitas vezes ao Pantanal.
  50. 1 ponto
    Amigos, Em forma de agradecimento de todas as vezes que sempre acho respostas às minhas dúvidas por aqui, montei um simples relato sobre minha viagem que aconteceu em Outubro/2010. Eu e mais uma amiga nesta trip fantática que durou no total 26 dias. Espero que as informações possam ajudar... e se puder ajudar com outras dúvidas, farei com certeza (Neste caso, por favor, envie via MP... pois, às vezes passo muitos dias sem entrar no site e via MP receberei um alerta no meu e-mail ) Diferente do tópico, a ordem da viagem foi: EGITO - JORDANIA - ISRAEL (finalizando em Amsterdam com mais 2 dias). EGITO Cairo Cidade louca, barulhenta, por muitas vezes suja.. porém encantadora. Voltaria ao Cairo dezenas de vezes. Mulheres Sozinhas: Tranquilo desde que vestidas com decoro. Usei muito bata de manga longa e calças pantalona (tipo indiana). Isso não evitou o assédio, mas com certeza reduziu, e muito! Em meu caso, não estava sozinha, pois, uma outra amiga viaja comigo, mas sempre somente nós duas. Metrô: Meninas, não pensem duas vezes... Usem! Porém utilizem o vagão dedicado especialmente para mulheres. Super tranqüilo, sem perturbação alguma. Hostel: A entrada do hostel, bem como o elevador, assustam (e muito!), mas ao chegar ao hostel a surpresa é ótima. Ambiente aconchegante, limpo e staff super atencioso. Ficamos em quarto privado e valeu muito a pena. (Meramees Hostel - 32 Sabri Abou Alam Street, Cairo, Egypt ) http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Meramees-Hostel/Cairo/2332 Ponto Negativo do Hostel: Ao lado de uma mesquita, portanto, prepare-se para despertar por volta das 5:00 da manhã com o primeiro chamado do dia. Aproveite para fechar o passeio às pirâmides no hostel mesmo. Se possível, com o taxista Mohamed. O cara é 10! Super gente boa e nos respeitou o tempo todo. Museu do Cairo: Parada obrigatória. Não pode entrar com câmera.. Nem perca o seu tempo tentando, pois, você vai passar por Raio X. Tem que deixar a câmera em uma espécie de guarda-volume do lado de fora. O assédio de guias dentro e fora do museu é grande. Tenha em conta que: é impossível conhecer o museu em um só dia. Como eu dispunha só de ½ dia, acabei contratando um senhorzinho que falava espanhol. Ele tinha pilha Duracell..rsrs.. Por Deus! Era difícil acompanhá-lo. No começo achei meio furada, mas depois achei que valeu, pois, ele levou nos principais pontos e nos alertou para pontos que eu jamais prestaria atenção se tivesse andando sozinha. Geralmente você contrata o serviço por 2 horas ou mais. Algo em torno de EGP 200. Dentro do museu, para visitar a sala das múmias é necessário pagar uma taxa à parte (EGP 100). Recomendadíssimo!!!! Não deixe de ir. Tem uma coleção enorme de múmias. A sala de tesouros do Tutankamon é um deslumbre aos olhos. Gostei muito. Comida: Muita atenção para comida. Evitem peixe, pois, é um lugar muito quente e as condições de higiene são péssimas. Minha amiga pegou uma mega infecção intestinal e tivemos que fazer uma consulta por fone aqui com o Brasil. Depois de uns 3 dias ela melhorou, mas foi bem punk! Eu não voltaria ao Egito sem um bom antibiótico para esse tipo de infecção. O médico daqui disse que é muito comum em viajantes, pela mudança de clima, comida, água,etc. Sendo assim, cautela no quesito comida. Tive muita sorte, pois, não tive nada,masssss.. melhor não vacilar. Sufi Dancing: Esta foi a melhor surpresa que tive no Cairo. Uma apresentação gratuita acontece às Segundas, quartas e sábados (confirme no albergue se continuam esses dias). A apresentação é por volta das 20:00h, mas chegue as 18:00h, caso contrário não encontrará vaga. Foi a apresentação local mais surpreendente e emocionante que já vi até hoje. Acontece no Wikalet al-Ghouri pertinho do Mercado de Khan-el-Khalili. Mercado de Khan el-Khalili: Imperdível! Fui simplesmente todos os dias neste mercado... quer seja durante ou dia, ou à noite. Adorei. São dezenas de quarteirões e ruelas que formam verdadeiros labirintos. Pechinche muito (sempre!). Aproveite para conhecer o restaurante Khan Khalili Restaurant/Naguib Mahfouz Café (recomendado no Lonely Planet e perfeito!) http://www.nileguide.com/destination/cairo/restaurants/naguib-mahfouz-cafe/509830 Visita às mesquitas: Mohamed Ali, King Hassan..etc... Fomos por conta própria ao bairro Cristão e depois às mesquitas. Sinceramente, acho que seria melhor ter pago uma espécie de tour. Sei que sairia infinitamente mais caro, mas ainda assim, barato, já que para nós daqui do Brasil o custo do Egito é baixo. Caminhamos muito em um sol a pino e muitas vezes, por estarmos sozinhas, preferimos pegar um táxi. Então, acredito que o melhor seria de fato ter fechado lá no albergue um taxista para “rodar”com a gente pela cidade. De Cairo a Aswan Trem (sleeping train - http://www.sleepingtrains.com ) Cerca de USD 60 em cabine dupla ou USD 80 sozinho. Viaja a noite toda e chega lá pela hora do almoço. Detalhe: Se estiver com fome ao embarcar, nem conte com a janta do trem porque é péssima. Recomendo levar algo para comer. O café da manhã é até que razoável. Reserve sua passagem assim que chegar, pois, nem sempre tem vaga para última hora. Levando-se em consideração a quantidade de horas no trem, pagar a cabine em minha opinião é a melhor opção, pois, poderá ir dormindo durante o caminho e a cabine (dentro do possível) é confortável. Cruzeiro: Para aqueles que podem incluir o cruzeiro no orçamento eu recomendo. Contratei uma agência chamada ATB Holidays (http://www.atbholidays.com) para fazer o cruzeiro e o passeio para Abu Simbel. Foi o dinheiro mais bem gasto na viagem. O cruzeiro inclui além de todas as refeições os passeios a todos os principais pontos entre Aswan e Luxor. Existe a opção de Aswan a Luxor e o inverso. Escolhi partindo de Aswan porque depois de Luxor eu continuaria a viagem para Dahab. Com relação à ATB: Encontrei essa agencia no Google e comecei a manter contato com eles questionando o passeio, preços, etc. O atendimento era muito bom. Sempre respondiam aos meus e-mails muito rapidamente. O pagamento foi efetuado por Cartão de crédito via Internet (site seguro). Sem problema algum. Aswan Fiquei no hostel Hathor. Gostei. Piscina no terraço com umas cadeiras para ficar simplesmente assando naquele sol absurdo! A localização do hostel é boa e a limpeza também. Staff super simpático. Tem um micro gratuito para os hóspedes que usei para baixar fotos para meu pen drive. Aswan, ao contrário do que eu pensava é uma cidadezinha super agradável. http://www.hathorhotel.com/requests.aspx Às margens do Nilo, o fim de tarde nas felucas é um passeio obrigatório. Como minha amiga não estava bem (lembram que falei que ela teve infecção??), fui passear sozinha pela cidade e almocei no MC Donalds. (e viva o Fast Food!!!). Ali mesmo, perto do MC contratei um senhorzinho para passear comigo de feluca.... Fui sozinha bem no finzinho de tarde para ver o pôr-do-sol. Doce lembrança! Como eu já havia informado a agência do cruzeiro onde eu estaria hospedada, eles ligaram na recepção avisando sobre o horário que nos pegariam no Hostel para irmos para Abu Simbel. Como meu tempo estava muito apertado, contratei a mesma agência (ATB) para fazer o passeio para Abu Simbel. Não achava uma boa fazer com eles, pois, era muito caro (USD 135), porém, como eu tinha que fazer o check-in no navio naquele mesmo dia depois de Abu Simbel, acabei optando pela agência, pois, se chegasse após o check-in com eles eu não teria problemas...diferentemente se estivesse por minha conta. Enfim, nos pegaram no hostel as 02:45h da madruga para iniciarmos o passeio. Chegamos a Abu Simbel as 06:00h e as 08:00h já estávamos finalizando o tour a caminho do ônibus. A esta altura comecei a entender melhor o motivo de ir tão cedo... não é só pela distancia, mas também pelo calor que é quase insuportável. Neste dia o termômetro do ônibus bateu os 42 graus por volta das 12:00h, mas a sensação térmica era muito pior que isso. Lembre que Abu Simbel é a 40 km do Sudão.... sendo assim, muito mais calor! Após retorno de Abu Simbel, fizemos o check-in no navio, almoçamos e depois partimos para o passeio da tarde em Aswan. O cruzeiro no Nilo é algo fabuloso. O navio não balança praticamente nada.. muito calmo. O navio que ficamos era o MISS EGYPT e minha nota para ele é 10! Padrão 5 estrelas. Já fiz alguns cruzeiros e posso afirmar que o padrão deles é de Transatlântico, sem dúvida. Os passeios a todos os pontos era com serviço de guia e carro com ar condicionado. Detalhe: serviço VIP. Sim!!! Um guia somente para nós... sem o esquema CVC que estamos acostumados a ver. O guia falava um espanhol muito bom e era um arqueólogo formado pela Universidade do Cairo. Um crânio em história! O difícil era guardar tudo o que ele falava..rsrs. Para os interessados, o cruzeiro custou USD 345 (preço final com todos os passeios + traslados hotel/cruzeiro/hotel ). Além disso, você vai gastar com bebidas (assim como na maioria dos cruzeiros) e é claro com as gorjetas que é uma praxe em cruzeiros. Achei que tudo o que economizei em Hostels valeu gastar no cruzeiro, pois, uns diazinhos de conforto foram muito bem-vindos. Terminar um dia, após fritar o cérebro no calor escaldante de Luxor, na Jacuzzi do terraço olhando o pôr-do-sol, foi algo inesquecível. Portanto, caso seu Budget permita uma regalia como essa, eu recomendo. Terminando o cruzeiro em Luxor, pudemos fazer um late check-out, saindo da cabine somente às 13:00h e deixando o navio somente as 15:00h. Como o pacote inclui tranfers, um guia chegou para nos levar até a estação rodoviária para pegar o ônibus da East Delta para Dahab. De Luxor a Dahab O caos! Pois é, saí da mordomia do cruzeiro para enfrentar o caos nesta travessia. Mas essa é a graça de se viajar por conta própria de mochilão! rs. Bom, pesquisei muuuuito em como ir de Luxor a Dahab... Lonely, fóruns, aqui no Mochileiros.com.. enfim, acabei chegando à conclusão de que de ônibus direto era a melhor opção ...e de fato seria!!! (Seria se o busão não tivesse quebrado e se não tivesse parado uma centena de vezes). Em nenhum momento fomos importunadas... talvez porque nossas caras não eram de “boas amigas”... rsrs... Enfim, resumindo... enfrentamos centenas de check points, a quebra do busão no Deserto (ficamos parados por 2 horas até um filho de Deus parar e conseguir ajudar). Depois de umas 12 horas trocamos de busão em uma estação rodoviária que nem lembro mais onde era. Enfim... Dahab... 25 horas depois. SIM! 25 horas. O estimado por todos os guias era de 14 a 16h.... acho que foi castigo pela mordomia no cruzeiro...kkkkkkk... Portanto, NÃO RECOMENDO IR DE BUSÃO. Não economize e vá de avião mesmo. DAHAB Paraíso para os mochileiros. Fiquei somente 2 noites, mas adoraria ficar um mês naquele lugar. Hospegadem: O Penguim Village é fantástico. A área do Restaurante é fantástica... extremamente confortável, comida boa e barata. A vilinha tem algumas lojas e um pequeno agito à noite. (Penguin Village -Mashraba Street, Dahab Sinai, Dahab, Egypt ) http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Penguin-Village/Dahab/15355 Se gosta de mergulho ou quer experimentar um mergulho inicial faça sem hesitar! Na média de USD 38. Já mergulhei em outros pontos, mas nada se compara ao Mar Vermelho! Um encanto. Travessia DAHAB – JORDANIA Pesquisei muito em como fazer essa travessia e acredito que minha escolha foi a melhor, ainda que não fosse a mais econômica. A maioria do pessoal vai por Nuweiba para Aqaba, que é uma tragédia pelo que amigos falaram. Tudo atrasa (e muito!) e o tratamento é péssimo. No meu caso eu fiz: Dahab – Eilat – Aqaba – Wadi Rum No Penguim contratei um carro para nos levar até a fronteira com Eilat (EGP 300). O valor é pelo carro, portanto, se tiver mais gente para dividir, esse valor sai uma pechincha. Fechei no próprio Penguim que arrumou o carro (no caso foi uma VAN!). No caminho para Eilat fizemos umas 2 paradas para fotos em uma paisagem incrível. Existe uma Van mais econômica (coletiva) que vai para Eilat, porem só saia as 10:00h e eu queria sair mais cedo, para ver se pegava as coisas mais tranqüilas nas fronteiras. E Bingo! Acertei. Eilat- Aqaba: Claro que rola muita pergunta em Israel.. Aquele stress que todo mundo comenta que geralmente passa... No meu caso, pegaram no meu pé, revistaram tudo, tudinho, abriram mala, bolsa, tudo.. enfim... aquele questionário.. mas em 1 hora já tinha finalizado tudo. Detalhe: Cheguei cedo em Eilat... acredito que por 9:00h da manhã. Atravessando a fronteira, logo na saída peguei um táxi para ir até Aqaba. Paguei USD 20 pelo taxi, mas tem ônibus que vai até Aqaba para quem quiser economizar um pouco mais. Lembre que para sair de Israel, ainda que em trânsito para a Jordânia, tem que pagar a taxa de saída que foi de NIS 98, que pode ser pago no cartão de crédito. Aqaba-Wadi Rum: Taxi novamente. Paguei USD 35 para nos levar até Wadi Rum, onde o beduíno já nos esperava para levar para o acampamento. Resumindo: Sei que saímos as 08:00h de Dahab e as 15:00h já estava no vilarejo de Wadi Rum. Como ouvi muita gente falando de atrasos de até 5/ 7horas só em Nuweiba, achei que valeu a pena. JORDANIA Iniciei por Wadi Rum, que confesso, não esperava tanto e foi para minha surpresa um dos lugares que mais gostei de toda a trip. Acho imperdível. A experiência de passar uma noite em acapamento beduíno é inigualável. Ficamos com o AYESH (http://www.wadirumdiscovery.com/site/About%20Us.html ), que foi um achado na Jordânia. Extremamente educado e atencioso, ele nos respondeu a todos os e-mails sempre muito rápido e fechamos tudo por e-mail, pagando lá na hora quando chegamos. O acampamento dele é ótimo, bem estruturado com um banheiro decente bem no meio do deserto (e eu imaginando que teria que ir atrás da moita...rsrs). Perfeito! O pacote dele inclui tudo... transfer, noite em acampamento, refeições, água, passeio de 4x4 e passeio de camelo. Tenho o contato dele e terei o maior prazer em compartilhar com quem queira. Wadi Rum – Petra: O próprio Ayesh nos arrumou um taxista para levar até Petra. JOD 35 para o trajeto, porém sei que tem ônibus que sai de Wadi Rum para Wadi Musa. Vale se tiver tempo, pois, vai economizar bem. Petra: Fiquei no Cleopetra. Muito bom! O dono, Mosleh, é mega atencioso, responde a todos os e-mails e o hostel é muito limpo e confortável. Parece um hotelzinho mesmo. O único incoveniente é que não é muito perto de onde ficam os restaurantes, lojinhas, etc.. para sair à noite, mas nada que JOD 6 (ida/volta) não resolvam para pegar um táxi e economizar as pernas para andar em Petra. http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Cleopetra-Hostel/Petra/16194 Petra: Minhas dicas aqui são: 1) Vá cedo 2) Vá até o mosteiro 3) Suba a montanha para ver a Treasury por cima 4) Leve Lanchinho Justifico: 1)Vá cedo. Tem uma quantidade infinita de turistas lá. Os portões abrem as 06:00h. As 06:15 eu estava no portão. Petra foi a razão da minha viagem para aquela região, portanto, eu não queria ter que apreciar aquele lugar com centenas de pessoas. Não num primeiro impacto. Enfim, foi muito bom, e muito emocionante andar pelo SIQ sem ninguém muito perto da gente.. no silencio.. só ounvindo nossos passos e respiração... e foi muito mais emocionante, ao terminar o Siq ver a Treasury com uma meia dúzia de pessoas somente. Foi um momento Mastercad... “Não tem preço”.rs 2)Vá até o mosteiro A subida até o mosteiro não é tão hard, mas para quem está sedentário vai cansar bem.. imagina isso com o sol a pino. Por isso, chegando cedo, poderá subir enquanto o sol não está escaldante. Chegando aqui, pode ter certeza que o lanchinho cairá bem! RS PS: Vi várias pessoas reclamando da contratação dos burricos como táxi, pois, eles não vão até o topo... deixam em determinado ponto. 3)Suba a montanha para ver a Treasury por cima Outro momento “impagável”. É bem cansativo e leva cerca de 45min a 1hora para subir os mais de 600 degraus. Mas vale cada esforço ver a Treasury lá de cima no silencio absurdo da montanha. Os meninos com os Táxis “burricos”, ficarão insistindo para contratá-los, mas acho furada. 4) Leve Lanchinho Bem melhor do que ficar comendo por lá, embora eu tenha almoçado no restaurante self-service mais econômico que tem lá... (se não me engano tem dois). A comida não é lá essas coisas, mas é "comível" e confesso que com a fome que estava até achei boa! Recomendo mais 03 lugares em Petra: - The Cave Bar – bacana para tomar algo, mas bem carinho. Vale para conhecer - Pizzaria Oriental Restaurant: fica na mesma calcada do hotel Movenpic – Excelente pizza e barata. - Hostel Petra Gate – A refeição servida por eles é bem simples, mas é muuuito boa. Jantei por JOD 5 e valeu muito a pena. Mesmo não sendo hospede vc pode ir jantar lá.. fica a poucos metros do Cleopetra (que tb serve janta a preço similar). Travessia Jordânia – Jerusalém Contratei um taxi, pois, queria passar por alguns lugares na King’s Highway. O Taxi ficou em JOD 90 (o carro) e nos pegou no hostel e depois parou em: Shobak Castle, Mount Nebo, Mar Morto, um outro lugar que não lembro o nome, rsrs.. e enfim na fronteira com Israel. O táxi foi organizado pelo próprio Mosleh do Cleopetra. Fronteira – Lado Jordaniano: A demora aqui acontece porque eles esperam lotar um ônibus para levar todo mundo para a fronteira de Israel (acho que é cerca de uns 2km no máximo, mas pelo que entendi só pode ser com o ônibus deles). Detalhe: eles cobram pelas bagagens aqui... portanto, deixem alguns JOD para pagar o busão. Se não me engano foi algo em torno de JOD 1,25 por peça. Fronteira – Lado Israel: Bem... como muitos já relataram aqui é o CAOS! Muita pergunta, muita desconfiança e se der azar, chá de cadeira. No meu caso, entre chegada na Jordania e saída definitiva da imigração israelense demorou 5 horas. Um absurdo para um trajeto tão curto.. Mas enfim, faz parte! A dica IMPORTANTÍSSIMA daqui é a seguinte: Quando desembarcar do ônibus, terá que passar por um guichê e depois pelo Raio-X. Pois bem, na ocasião era necessário deixar toda a bagagem (exceto a de mão) para retirá-la depois que passar por toda a imigração. O sistema para deixar a mala é a de colar um ticket numerado na sua mala e te dar a outra parte. Com isso, pensei que quando fosse retirar a mala teria alguém checando se a numeração batia. Náo tinha um “infeliz” checando isso e pior... a criatura iluminada que pegou nossa bagagem, colou uma numeração na mala diferente do comprovante que nos deu, ou seja, trocou com a mochila de outra pessoa. Por sorte, ninguém havia levado a nossa mala, mas foi um belo susto quando chegamos ao pátio onde as malas estavam e vimos que faltava uma delas. Fiquei uma fera na hora e esbravejei todos os palavrões que eu conhecia . O cara responsável por colocar as malas veio perguntando se podia me ajudar (o único filho de Deus que em Israel se propôs a ajudar! Acho que foi porque viu que eu estava a ponto de matar alguém...rsrsrs!). Explicamos o caso e ele foi buscar lá dentro. Minutos depois, voltou com a mala. Ufaaa.. foi um alívio. Outro ponto importante é: Independente de qual fronteira você irá cruzar, tenha em mente que deverá checar os horários de funcionamento de cada uma delas, levando-se em consideração os dias da semana também. ISRAEL Fronteira Israel – Old City (Jerusalém)Faça o câmbio antes de sair pelo menos para a passagem e compre o ticket para o microônibus que leva até a cidade velha. Em torno de NIS 38. A viagem dura cerca de 45 minutos a 1 hora e deixa em um dos portões da cidade velha. Como achei que estava longe do portão onde eu ficaria, acabei rachando um táxi com um casal, mas 2 meninas que foram a pé, chegaram poucos minutos depois da gente, por conta do trânsito local. Old-City: Acho que o tour gratuito vale à pena se tiver um tempinho na cidade. Como eu não tinha, paguei o Holy City (NIS 70 por pessoa) e achei que valeu, pois, foi um passeio um pouco mais completo visitando diversos lugares inclusive entrando em grande parte deles. (http://www.newjerusalemtours.com/ ) (http://www.indie-travelers.com/ ). O segredo em Jerusalém (assim como outros lugares) é caminhar e muito. Pegue um mapa e veja que grande parte das atrações fará sozinho, seguindo o mapa. Santo Sepulcro, Monte das Oliveiras e outros, são facilmente visitados com a ajuda de um mapinha para não se perder nas ruelas. Hospedagem: Hostel Citadel. Perto do Jaffa Gate, que por sinal é a melhor localização na minha opinião. O hostel é péssimo em questões de higiene. Achei bem sujo, mas porque peguei a parte ruim dele. A parte superior, perto do telhado parece ser melhor. O staff era ótimo e tem uma rotatividade absurda de hóspedes. Reserve antes, pois, vi que muita gente que chegava tentando na hora não conseguia vaga. http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Citadel-Youth-Hostel/Jerusalem/13019 Belém, Nazareth, Cafarnaum, Rio Jordão, Massada e Mar Morto: Fiz com a mesma agência que oferece o tour gratuito e com a United Tours (http://www.unitedtours.co.il/ ). Achei que valeu a pena, pois, não compensava alugar um carro para poucos dias. Ficaria mais caro do que pagar os tours. Gostei de todos os passeios e achei que todos valeram muito a pena. Com atenção especial à Massada que foi meu preferido. Abraço!!!
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