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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 07-08-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Acabei de simular uma compra aqui, e aparentemente foi tudo normal, chegou na parte onde pede os dados do cartão de crédito sem problema nenhum. Você deve ter selecionado alguma opção errada, ou então tente acessar no computador, no celular as vezes dá uns erros estranhos.
  2. 1 ponto
    Olá pessoal! Estarei de férias entre novembro e dezembro deste ano e gostaria muito de fazer um roteiro pelo Egito, Jordânia, Marrocos e até mesmo Israel, entretanto com exceção do último, acho que deve ser bem complicado para uma mulher viajando pelos demais países sozinha. Sendo assim procuro companhia de pessoas interessadas neste roteiro e com disponibilidade no mesmo período em que estarei de férias. Ainda não tenho nada decidido, estando em aberto tanto as datas como o próprio roteiro. Abraços Elke
  3. 1 ponto
    Faz um bom tempo que desejava ir ao Jalapão, mas me faltavam informações e também certo preconceito que tenho sobre destinos ecológicos ou de aventura, que é sobre explorarem o turista e não ter certeza de que iria realmente gostar. O fato de que é um destino fantástico e que deixou aquela sensação de quero mais. Só não é para quem tem frescura. E o que vi em todas as atrações eram adultos eufóricos, como crianças e adolescentes. Esta viagem aconteceu no início de agosto de 2018. Foram quatro dias no destino. Não contei o tempo em Palmas, mas creio que cinco seria melhor. Observei que poucas pessoas fazem por conta própria. Descrevo como nós fizemos e outras opões para quem não se atrever dirigir. Fizemos com uma pick-up 4x4, Nissan Frontier, alugada em Palmas e fomos entre quatro pessoas. Vejam que o motorista nunca tinha dirigido uma camionete, muito menos 4x4, que é necessário, pois as estradas são muito ruins mesmo e provavelmente as piores em que já andei e tenho longa experiência em estradas de terra. Não experimentem fazer com um veículo menor como Jeep Renegade ou Fiat Toro mesmo 4x4 porque vai danificar alguma coisa muito menos com 4x2 que até vi, porém não tem como acessar todas as atrações. Tem que ser um veículo mais robusto. Outro ponto positivo do veículo foi o controle de tração e de estabilidade. As estradas são brutas. Lá vendem camisetas com uma frase bastante original: “Jalapão terra bruta”. Como o aluguel de uma camionete é bastante caro fica mais em conta se dividir em mais pessoas. Devido à disponibilidade da pick-up só a pegamos no final da tarde e tivemos que fazer o primeiro percurso até Ponte Alta do Tocantins à noite. Evitem isso, pode ter animais na pista. O percurso do Jalapão é feito em semicírculo o que torna bastante prático. Fizemos em sentido anti-horário. Hospedagens Ponte Alta do Tocantins – Águas do Jalapão (R$ 170 casal por noite) – duas noites. Esta tem restaurante (R$ 35, mas tem que reservar a refeição). Mateiros – Pousada Monte Videl (R$ 150) – uma noite. Jantamos no restaurante do Bob ou Tempero Nosso (R$ 30), é só perguntar que é bem conhecido e o melhor, dizem. O Bob é o mesmo da operadora Jalabob (abaixo). São Félix do Tocantins – Pousada Cachoeiras do Jalapão (R$ 170) – uma noite. Também tem restaurante (R$ 35). Pode encomendar quando chegar ao final da tarde. A comida é simples mas farta e gostosa tipo self-service. Estas pousadas tinham um excelente café da manhã. Os valores das hospedagens foram negociados. Eles pediam um pouco mais. Primeiro dia Saindo de Ponte Alta do Tocantins em torno de 8 da manhã. - Lagoa do Japonês. As águas são cristalinas com pedras no fundo, refletem cores lindíssimas. Ótima para mergulho. Para segurança use sapatilhas de mergulho (tem para alugar no local). Almoço as 13:30h no restaurante da dona Minervina (falaram que era melhor), que é um pouco antes à direita é em sua própria casa muito simples. Tem que deixar reservado inclusive o horário e ela é precisa. A comida é bem gostosa e tudo bem limpinho. Lá na lagoa também tem refeições. -Pedra furada. A maioria fica para o por do sol. Vi até araras azuis (azul escuro, mais raras) lá. Retorno para Ponte Alta. Segundo dia Saindo de Ponte Alta em torno de 8 da manhã, levamos toda a bagagem (embalada) a hospedagem foi em Mateiros. Coma bastante no café da manhã, porque este dia vai ser bem pesado. Também leve o que comer porque provavelmente não irá almoçar. Também foram muitas horas andando de carro. -Canion Sussuapara -Cachoeira da Velha. Não deixe de ir. Alguns guias dizem que não vale a pena que é só para tirar foto. O fato é que eles evitam a estrada que é bem ruim e longa (29 km para ir 29 para voltar) mas é realmente impressionante. Depois vá para a praia que se forma rio abaixo e se refresque um pouco. Também tem um rafting bem emocionante. -Dunas. Todos vão para assistir o por do sol. Lembre-se que tem que chegar lá até as 17:00 horas, depois não entra. Cuidado com as abelhas. Para prevenir evite usar perfumes, roupas amarela, laranja e branca estas cores são atrativo. Terceiro dia Saímos de Mateiros às 8 da manhã. -Fervedouro do Ceiça -Fervedouro do Rio Sono -Fervedouro Buritis -Comunidade Mumbuca. Não achamos interessante. É mais fácil encontrar souvenires em Ponte Alta. -Cachoeira da Formiga. É muito bela. Pernoite em São Félix do Tocantins. Quarto dia Saímos em torno das 8 horas para os fervedouros. Se não forem os primeiros no Bela Vista corra para o Alecrim para não esperar. -Fervedouro Bela Vista -Fervedouro Alecrim Veja o vídeo no YouTube: Os fervedouros são tão impressionantes que parecem falsos, como em filme de fantasia da sessão da tarde. As cores são fantásticas. Nós fomos em cinco fervedouros, mas tem muito mais. E as águas em todas as atrações são de uma transparência incrível. -Cachoeira das Araras onde tem restaurante. A cachoeira achamos que não vale a pena. Encomendar o almoço ainda na pousada. -Serra da Catedral só uma parada para fotos. Saímos rumo a Palmas onde será o pernoite. Lembre-se que o tempo de viagem até Palmas (da cachoeira) são em torno de 5 horas. Cuidado o Google Maps errou na distância e tempo para menos. Dicas -Se alugar uma pick-up, embale toda bagagem em sacos de lixo daqueles bem fortes. Pois tem uma poeira e ficam rolando na caçamba. -Baixar mapas no Google Mapas para uso off-line. Já que tem internet somente dentro das cidades. Usei também o Here. -Levar máscara de mergulho ou óculos de natação. -Levar lanches, frutas, barra de cereais,etc e água. Em Ponte Alta dá para comprar alguma coisa para comer. -Levar uma boa quantidade de dinheiro em espécie pois são poucos lugares que aceitam cartão. -Para calcular as diárias de locação lembre-se do tempo de viagem até Ponte Alta do Tocantins que é em torno de duas horas e o retorno a partir da cachoeira das Araras em São Félix é em torno de 5 a 5 horas e meia. -Deixe pelo menos um dia inteiro para conhecer Palmas. E quando usar o navegador digite uma referência como o seu hotel ou Palácio Araguaia é bem mais fácil do que os endereço que são semelhantes aos de Brasília. Ou seja, digite onde quer ir e não o endereço. Para quem não quer dirigir Canela de ema Ecoturismo - (63) 99976-1968; email: [email protected] 40º no Cerrado - https://www.40grausnocerrado.com.br Deserto do Jalapão - http://www.desertodojalapao.com.br/home Jalabob Turismo - https://www.jalabobturismo.com/ Recomendo estes acima porque conheci as pessoas que foram com eles, todos muito contentes, e os guias que inclusive nos ajudaram com sugestões no roteiro e até permitiram que os seguíssemos. A Jalabob também tem a opção de camping e na ocasião ele levava um grupo assim. Todos eram bem flexíveis nos horários e nas atrações. A seguir as fotos: -Mapa -Lagoa do Japonês -Dunas -Pedra furada
  4. 1 ponto
    Boa noite mochileiros segue roteiro para Índia, Sri Lanka e Nepal, serão 20 dias a partir de 14/11/2019. estamos em 2 mochileiras (mulheres) aqui do mochileiros.com 14/11 São Paulo-Delhi 15/11 Delhi 16/11 Jaipur 17/11 Rajastao 18/11 Rajastao 19/11 Rajastao 20/11 Agra 21/11 Khajuraho 22/11 Varanasi 23/11 Varanasi 24/11 Mumbai 25/11 Colombo 26/11 Gale 27/11 Dambulla 28/11 Kandy 29/11 Colombo- Katmandu 30/11 Katmandu (arredores) 01/12 Katmandu (arredores) 02/12 Katmandu (arredores) 03/12 Katmandu (arredores) 04/12 Katmandu -São Paulo -sistema econômico total, transporte interno de trem e carro, podemos otimizar o roteiro conforme disponibilidade e interesse dos mesmos. * Nao será aceito mochileiros sem experiência em viagens (mínimo de 10 países visitados) segue whats 14 99715-3050 Bora Mochilar
  5. 1 ponto
    Boa tarde meu povo! Quem estará em setembro por lá? Pretendo ficar 10 dias , alternando em as tres cidades base.
  6. 1 ponto
    Fico feliz em saber que vocês foram ao Parque e conheceram alguns pontos interessantes, que pena que não fizeram a travessia, mas oportunidades não irão faltar, poderiam ter locado os equipamentos! Mas em fim, espero ver algumas das fotos que vcs tiram por lá, infelizmente Pedra do Sino é realmente um fator sorte chegar lá e ver tudo aberto!! Grande abraço no casal.
  7. 1 ponto
    Olá Bruno, cara atualmente eles andam fazendo sim alguma comidinhas por lá pra quem desejar, mas na maioria das vezes tem que avisa-los com antecedência, vou ver se tenho algum contato deles com alguns amigos e ai te passo por aqui! Abraços.
  8. 1 ponto
    Ali no documento de identificación eu selecionei Passaporte, informei o numero do meu passaporte e continuei. Também testei selecionando o DNI e preenchendo com o meu RG ou CPF e também foi de boa.
  9. 1 ponto
    Saudações gente de espirito livre! Eu sou Ewerton Araújo Carvalho Natural de MG (Uai Sô) rs, já viajei dentro do meu estado, morei e viajei dentro de estados também, porem foram só viagens curtas de fim de semana ou férias. Mas agora separei um tempo pra uma jornada de auto conhecimento e superações. Seguinte galera, estou a sair em meu primeiro mochilão de verdade dentro do país, em busca de conhecimento, auto conhecimento e experiências. Saio de MG agora no final deste mês, vai ser algo bem roots mesmo, pois tempos difíceis e grana curta ta presente em toda parte. Sou pessoa de hábitos simples e humilde, somente com a vontade de ir onde a natureza me chama e o coração pede. O Trabalho dignifica o homem e Gratidão preenche e acalma a alma. Tenho o essencial pra camping e trekking, e resolvi começar a viagem pelo Sul do brasil em SC, Chego em Floripa dia 27, e quero conhecer alguém ou uma galera que possa me orientar e apresentar os picos, praias, trekkings e cachoeiras, não tenho previsão de conseguir hostels, pois até o momento não consegui nenhum anfitrião pelo worldpackers, então busco um camping seguro e de uma Vibe Up ou algo bem próximo que caiba no bolso no momento, dependendo das condições posso fazer uns freelas na minha área para alcançar o próximo destino, ou permanecer por mais tempo, vai ser o que o coração pedir. Venho até vocês que já tem um cadinho ou muito mais de experiência, pedir um auxilio. Desde já agradeço a atenção e colaboração de todos. Jah Bless 🍃
  10. 1 ponto
    Paris é dividida em bairros, que são chamados de Arrondissements, e eles são numerados 1 até 20 em forma circular a partir do centro, o Arrondissement 1, onde fica o Louvre e NotreDame é o mais central e quanto maior o número do Arrondissement, mais afastado do centro. Em resumo qualquer local dentro dos Arrondissements 1 a 11 é bom. Mas tem algumas observações: A região da Gare du Nord e Montmartre (Arrondissements 9, 10 e 18) é bem popular como local de hospedagem, mas também é uma região que concentra muitos moradores de rua e pedintes, e algumas pessoas podem se sentir intimidadas em circular sozinhas por algumas partes desta região. A região do Quartier Latin ou Place d´Italie, apesar de ficar no 13º Arrondissement, é um local bem popular para as pessoas se hospedarem por seus inúmeros bares e restaurantes, e costuma ser mais seguro do que Montmartre, que é outra região que concentra bastante vida noturna. A região de Grenelle, na divisão entre o 15º Arrondissement e o 7º Arrondissement, apesar de ficar no 15º Arrondissement, é uma região ótima, mas também é uma região meio cara, precisa de um pouco de sorte para achar hospedagem que não seja cara demais. Outra região que está popular para hospedagem nos últimos anos é a região da Bastille, Republique e Canal de Saint- Martin, mas eu tentaria ficar mais ao sul, pois quanto mais ao norte, em direção a Gare du Nord, pior a região, com muito morador de rua e pedinte. Pessoalmente, quando eu vou a Paris eu primeiro procuro hospedagem na região de Grenelle, se estiver muito caro, eu procuro no região do Quartier Latin/Place d´Italie, se ainda não conseguir achar nada com preço aceitável, eu começo a procurar na região da Bastille e Republique. Montmarte e região da Gare du Nord eu deixo para depois destas 3 anteriores, para o caso de não conseguir nada com preço aceitável nestas outras regiões.
  11. 1 ponto
    ...ou as 5 coisas mais estúpidas que eu fiz em 5 dias na Nicaragua. porque dica do que fazer todo mundo dá. tudo é lindo nas fotos, nos textão. quero ver compartilhar as cagadas. só vou relembrar porque eu me prometo e tá escrito: NUNCA mais fazer umas cagadas dessas. (((até a proxima viagem))) 1. Naufragar de Kayak i love the smell of vai dar ruim in the morning. na minha última manhã em granada acordei cedo com siricutico e fui pro centro da cidade procurar um passeio pra ser o gran finale da estadia. já não bastava ter nadado em cratera de vulcão e cheirado enxofre do outro cuspindo lava, não. tinha que ter mais emoção, isso, tinha que ter mais aventura. tinha mesmo é que ter ficado quieta no meu canto mas... cheguei no centrinho e tava tudo fechado, a cidade só acorda 8h30. povo esperto esse povo da nicaragua, temos muito a aprender com eles. tudo aquilo que o sol toca, simba, é menos trouxa que você e só acorda as 8h30 da manhã bom, não vou esperar 1h sentada aqui no banco da praça né? volto pro hostel e arrumo as coisas, afinal, tenho que pegar um ônibus meio dia pra outra cidade. o universo sempre se comunica comigo. e eu devo falar aramaico. aproveitei o tempo ocioso pra conversar com a familia e tirar fotos da cidade vazia. tava tão vazia que rolou até um pau de selfie sem walk of shame. fechei um passeio de kayak pelas isletas e, como eu não sabia que ia andar de kayak quando acordei, tava com a minha sandalia que ocupa + espaço na mala, aquelas de gladiador romano. vocês acharem cafona é problema de vocês. na nicaragua faz sucesso. o motorista se ofereceu pra passar no meu hostel pra trocar. mas eu não queria fazer as outras 4 pessoas me esperarem. fora que minha malinha é organizada com o método tetris, se abrir tem que chamar esquadrão anti bomba pq pula roupa pelo quarto inteiro. então recusei. já que ia ficar dentro do kayak, não tinha pq me preocupar com sapato. (((nessa hora consigo mentalizar o universo, lá de longe, acenando negativamente em um facepalm))) o briefing antes de sairmos pro mar incluiu uma pergunta importantíssima de um alemão: "pq colete salva vidas? algum kayak já virou?" a resposta ficou marcada pra sempre em mim "apenas procedimento padrão de segurança pra não sermos multados. olha, posso te garantir, fizemos cerca de 600 tours e nunca aconteceu nada" tinhamos duas opções de kayak: duplo e individual. obviamente os 4 pegaram os duplos e eu sobrei ¯\_(ツ)_/¯ o kayak individual é bem mais punk que o duplo, ele é pesado e ruim de jogo, além de ser todo fechado. enquanto o duplo é aberto e de plastico (olha eu tentando dar desculpinha pra tentar justificar a cena rrrrrrridicula que vai se passar comigo alguns paragrafos abaixo) kayak nutella. duplo. molezinha. pra americano no spring break kayak raiz. individual. senhor com 35 anos de experiencia em alpinismo e sobrevivente de ataque de tubarão em moçambique além disso, começávamos o percurso na areia e pra chegar nas isletas, precisava passar a rebentação. isso ninguém te avisa antes de pegar seus dolares suadinhos. estava ventando. bastante. isso quer dizer que as ondas tavam boas. não pra nós,claramente. mas tinha gente surfando no lago. eu podia ter desistido nessa hora. mas não. a certeza que ia dar ruim eu já tinha, agora eu ia atrás da humilação REAL. e fui. o programa que acontece todos os dias nos mais de 600 tours é mais ou menos o seguinte: 9h - chegada na marina e briefing 9h15 - todo mundo com o kayak na areia rumo as isletas 9h50 - chegada as isletas 10h40 - visita ao forte 11h - retorno pra marina 11h30 - fim e agora uma imagem aérea de onde eu estava as 10:00 eu não conseguia, de jeito nenhum, quebrar as ondas e tava sendo jogada pras pedras. a cada estourada, entrava mais água no kayak (lembra que era fechadão? pois é). eu já tava com os braços e as pernas doloridas e o sol tava ardendo. tinha esquecido capa a prova dágua e meu celular tava em um ziplock de pão, agarrado no meu colete sendo submerso. olhei pro céu. alguém devia tá rindo de mim. lembrei dos mais de 3 mil kayaks que já tinham passado por ali e nunca tinham afundado, enquanto ia sentindo o meu ficando cada vez mais pesado, no nivel da água.tava a poucos minutos de virar estatística, podia sentir. eu ia mudar o curso da resposta pra pergunta do colete. parece triste, mas o pessoal do meu grupo que já tava no rio calmo, ria com respeito de mim e tentava gritar alguma coisa pra me ajudar. o guia, um nicaraguense de 19 anos, só falava frases de motivação tipo treinador de crossfit. as ondas vinham rasgando pra cima de mim. até que eu vi ela, e ela me viu. a onda veio e eu nem tentei lutar. o kayak virou, e eu, em câmera lenta com as duas perninhas arreganhadas pra cima, tentando segurar o celular com a boca tomei um caldo épico. se tivesse trilha sonora, seria a nona de beethoven (6:46 do video, mais precisamente), mas como não tinha, foi um grunhido sem graça e um "fuck i think i sank". o guia explodiu de rir. boiei até chegar o resgate. me trouxeram um novo kayak. um de criança. se fosse poesia terminaria com a foto do inicio do post como não é, termina com uma queimadura de sol de primeiro grau nas canelas com a silhueta da danada da sandalia de gladiador que eu não quis trocar amaldiçoados sejam os romanos. 2. Descer um vulcão a 75km/h... e quase morrer por isso Na lista das coisas que eu deixei nesse país, além de um pedaço do meu coração e da dignidade pós naufrágio de kayak, está um estão alguns tecos da minha perna e, surpreendentemente, nada além disso. A CNN colocou a descida do Cerro Negro na lista das 50 Coisas Mais Desafiadoras Que Você Pode Fazer Viajando. Está em segundo lugar, atrás apenas de pilotar um avião caça. Só pra entender, muito atrás, lá em oitavo lugar está pular de paraquedas no Everest.Achei bonito pra por no currículo. Fui. Depois de sobreviver a um rola que a minha cabeça quicou 7 vezes a 75km/h, olhando pro céu com medo de me mexer, ter fraturado alguma coisa (provavelmente tudo) e na tentativa de levantar, simplesmente me desmontar, decidi ficar afundadinha ali nas cinzas do vulcão por algum tempo agradecendo por estar viva. Será que eu tava viva mesmo??? Dos meus últimos momentos, lembrava de ter descido sem afobação, ganhando velocidade aos poucos até que sim, drummond, porra, tinha um caralho de uma pedra no meio do caminho. Que fez meu board voar. Interrompendo meu devaneio, surgiu uma cabeça entre o meu rosto e o sol: era o médico da cruz vermelha querendo falar comigo. Com aquela cara coberta de guerrilheiro, definitivamente não era São Pedro. Já que não tava no céu, resolvi levantar. O homem ficou assustado, como se tivesse vendo defunto ressuscitando. Queria saber se eu queria ajuda, falei que não uuuu ariana forte independente e logo me arrependi. Vi meu board a uns 5m ladeira acima e lembrei da regra suprema que o guia tinha frisado: "não importa o que aconteça, seu board é sua responsabilidade". No topo do vulcão é tranquilo andar, mas ali no meio a parada fica sinistra, a cada passo, a perna afunda até o joelho de pedra e cinza QUENTE. Num sol de 35º com um macacão de sarja de manga comprida do pescoço até o pé. tá feito o cozido de Mari al Bafo. no tutorial de make de hoje vamo ensinar a nunca arrastar a cara em cinza de vulcão Nessas horas lembrei da minha mãe falando pra eu não me meter em roubada que o seguro saúde não cobria. PQP mãe, eu sei que você avisou. Pra não dar o braço a torcer, apesar da vontade de ligar pra mamai e chorar, me prometi que só ia contar a história depois de ter ido embora de Leon. Quando cheguei no pé do vulcão tava geral incrédulo me cumprimentando, querendo saber se eu tava bem. Eu falava que sim, fingindo costume de aventureira, mas por dentro tava toda estrupiada. vocês tem apenas uma tentativa pra localizar o irlandês marrento Tinha um irlandês marrentinho que tava enchendo o saco desde o início do krl do tour que seria o mais rápido. O tempo dele tinha sido 72 km/h. Eu tava tão zureta que nem perguntei o meu. Na verdade, eu sentia que nem tinha ido tão rápido assim. Me falaram que fizeram um bolão porque acharam que eu tinha sido mais rápida. Hm, interessante... Perguntei. O cara com o velocímetro "You?" com o zoião e um sorrisão no rosto "Look - apontou pro tempo - 75, mas rapida" Senti aquele orgulho alheio. Só que era eu mesma. Krl como assim, tudo isso? E o pessoal que tava em volta ainda adicionou que os 75km foram graças a esse rola que me impediu de acelerar mais, porque ia passar de 80km/h tranquilo. imagina a merda que ia dar. #semfreio #quasesemfreio #cabeçaABS agora, papo sério: adrenalina é muito maneiro. me amarro, mas ser inconsequente não é legal. nós não somos intocáveis. não acontece só com os outros. E se serviu de alguma coisa essa história? Além de ter virado lenda na cidade por um dia e bio do tinder (é de cair o c da bunda o tanto de homem que prefere uma boa história no lugar de umas boas fotos) eu que antes não tinha medo de nada, comecei a ser mais consciente dos piriiigos que a gente se mete sem pensar duas vezes, o "só se vive uma vez". Agora até pra pular trampolim fico calculando onde que minha cabeça pode bater e dar ruim. Traumatico, não recomendo. cheia de bolha do remo do dia anterior, imagina como não ficou inflamadinho cheio de cinzas 😇 Apesar de tudo, a frase que encerra o artigo da CNN sobre o Cerro Negro consegue me levar de volta praquela boleia do caminhão na estrada rumo a Leon, a 5 mil km de casa, na selva, bebendo cerveja, cantando a todo pulmão as musicas do rádio com 30 estranhos que já tinham virado meus melhores amigos. sangrando, toda suja de terra e cinzas, eu só tinha a agradecer. "On the ride back to Leon I give silent thanks to the inspired people of the world: the ones whose minds run off on all manner of daring tangents, like the flanks of Cerro Negro. The ones who admire not just the aesthetics of the wilds, but the possibilities too. And most of all the ones who stare up at active volcanoes and think: "I wonder if I could ride my fridge down that?" e dá pra reclamar? 3. Fazer happy hour de rum... ...e conhecer a famigerada invalidez. na sexta, cheguei no hostel depois do vulcão e fui pesquisar sintomas de traumatismo craniano. Tinha que ir pra outra cidade no dia seguinte - san juan del sur - mais ""rústica"" fodida ainda, mas enjoada e com dor de cabeça, boa coisa essa viagem não ia dar. achei um artigo médico que descrevia o seguinte: Se a resposta for "sim" para alguma dessa questões, é necessário levar a vítima da batida ao pronto-atendimento. a minha era positiva pras perguntas 2 e 3. a 4 já veio de nascença. o pessoal tava preocupado, mas a real é que eu tinha duas opções: - passar a noite num hospital duvidoso na nicaragua e muito provavelmente voltar pra casa com diagnostico de virose. - aproveitar o happy hour e encher a a cara de cachaça pra esquecer a dor de cabeça. quantas doses de rum o corpo humano consegue aguentar? multiplica por 2. resumindo, ia rolar uma festa na praia las peñitas que foi cancelada, o gerente ficou maluco e resolveu compensar em león mesmo. 2 copos de rum com coca pelo preço de um. as vezes três copos, dependendo do humor do bar. (recomendações: fique o mais longe possivel de drinks que contenham as letras R U M, especialmente se do lado você encontrar essa formula matemática 2 X 1) como você tem que pegar todos os copos de uma vez, pra socializar pra não esquentar, muita gente te oferece o segundo. acabei ganhando alguns da carmelita*, minha amiga de quarto, outros muitos dos irlandeses malucos, algum por sobreviver ao capote, outro on the bar........... qualquer motivo era motivo. mas, se ainda faltava alguma desculpa: TOMA. lá pra algumas muitas da noite começou a final de rugby entre lions (da irlanda) e all blacks. É A FINAL DA COPA DO MUNDO ENTRE BRASIL E ARGENTINA. o hostel foi abaixo. eram cerca de 40 irlandeses. muitos litros de cerveja e rum foram misturados nesse intervalo de tempo e você não precisa ser professor de química pra saber que essa mistura heterogênea é mais danosa pro fígado e pra cabeça que ingerir ácido. não sei quem ganhou, mas lembro que nas comemorações, tinha uma menina pelada dançando em cima do balcão do bar. nada mais fazia sentido. resolvi deitar pra dormir. tava muito difícil sair da cadeira do balcão. era daquelas altas, sabe? nesse momento da noite, olhando pra baixo, parecia que eu tava a uns 2 metros do chão. blackout. evidências da noite anterior no rolo da câmera acordei 2 da tarde no dia seguinte, hora que o pessoal que foi descer o cerro negro no sábado tava voltando e fazendo festa. mal imaginam o que vai acontecer daqui umas horas. brace yourselves kids. tradição depois do vulcão é tomar um shot de pimenta. acordei no sábado com uma situação parecida com essa. pelo menos eu tava sem dor de cabeça, o que não fazia sentido nenhum. olhei pro lado e vi a carmelita na outra cama em estado de putrefação também. depois que eu fui dormir, ela emendou uma balada. evidências da noite anterior no instagram lembrando dos arrependimentos acontecimentos da noite com a carmelita, ela me fez reviver meus últimos momentos acordada da madrugada de sexta pra sábado.começava comigo tentando sair da cadeira. na primeira tentativa de levantar, o juan* um anjo que deus o abençoe e o tenha por me aguentar perguntou se eu precisava de ajuda. respondi queclaramente pfvr mim ajude não, conseguia me virar sozinha. na segunda, o gerente do hostel, o pablo*, pediu pro juan me acompanhar, porque eu já não sabia o que tava falando. pablo já tinha tomado pelo menos uns 20 copos de rum e tava se achando com moral. pablito ensinando irlandês beber na terceira eu decidi que ia, era meu momento, ia provar que tava certa caminhando sobriamente pra ir pro quarto. já tinha até ensaiado a cara de turn down for what. apoiei as duas palmas da mão nos cantos redondos do banco e fiz pressão pra dar equilíbrio pra tomar o impulso e sair. a pressão foi tanta que acabei fazendo peso na parte da frente do banco. se eu tivesse numa sala de primeira série, tinham gritado madeeeeeira. caí que nem bosta, de cara no chão. segurando os lados do banquinho com força. apaguei. a pancada deve ter sido exatamente do lado contrário da batida do vulcão pra equilibrar os chakras da cabeça. por isso que eu tava sem dor. pablo, juan e carmelita me ajudaram a ir pro quarto. ainda bem que eu não vou ver ninguém nunca mais. volta pra 2 da tarde de sábado porque eu e carmelita estamos famintas e precisamos procurar comida. primeira pessoa que encontro saindo do quarto, sentado lendo: juaniiito. "e aí bela adormecida, pensei que ia pra san juan hoje" EU TINHA ESQUECIDO DO KRL DA VIAGEM trajeto que eu tinha que fazer perguntei se eu ainda conseguia pegar um chicken bus a tempo. "esquece, 6h de até lá e vai ter que fazer baldeação sozinha a noite" bugou tudo. não sei direito o que aconteceu mas começamos a caminhar sem rumo pra achar comida e, por inércia, entramos na principal atração turística da cidade: A Catedral de Leon. eu tava sem celular. saí só com a roupa do corpo. tava num estado parecia que tinha tomado chá de fita cassete. triste, vendo scar matar mufasa num looping eterno. escorando em qualquer canto e pensando q q to fazendo com a minha vida na volta, experimentei a sensação de falência múltipla em vida: corpo, mente e bolso em estado irrecuperável. deitei no sofá e encarei o teto por tanto tempo, mas não vi passar. sabe quando a gente se irrita porque quer descansar e a cabeça não para de pensar? nesse momento eu não. eu só existia. eu o teto e mais nada. agora sei como vivem as amebas. a diferença é dentro do protoplasma delas você consegue encontrar o núcleo, dentro de mim, o cérebro tava boiando no rum. morri mas passo bem mal a pessoa que tá de ressaca, descalça, sem pentear o cabelo há 10 dias não quer guerra com ninguém * o nomes na história foram trocados pra preservar a integridade e dignidade de todos os envolvidos kkk menos a minha 4. Chegar em San Juan no domingo direto pro Sunday Funday... ...e quase perder a festa. por causa da lástima do item anterior, resolvi que ia pra san juan no domingo no shuttle do hostel - pra não ter nenhum problema com chicken bus e chegar a tempo. chicken bus são esses ônibus iradíssimos com tecnologia de primeira classe que garante que cinco corpos ocupem o mesmo lugar. sempre custam alguns centavos de dolar, e pelo que oferecem, posso te garantir que ainda tá caro minha ideia inicial era ficar no pachamama em san juan, onde começa o sunday funday ou no naked tiger, onde termina, mas obviamente eles tavam esgotados. os amigo do bigfoot, hostel que eu tava em leon, ficaram tudo compadecido com a minha situação e ligaram pro casa de olas, que é do lado do naked tiger, onde eles tinham ficado por duas semanas e acharam 10 x melhor. pelo menos lugar pra dormir e como chegar eu tinha agora. atualização: é mesmo 10 x melhor. tinha só um porém: o shuttle estava programado pra chegar as 3:30 em sjds.exatamente o mesmo horário que sai o ultimo carro pro sunday funday. já que o shuttle deixa na porta do hostel, é fazível né? antes de entrar no shuttle, o motorista pergunta a cidade e o hostel de destino de cada um. finalmente podia descansar antes do furacão em san juan. a viagem foi tranquila, fui vegetando. ressaca de 2 dias, já teve? já ouviu falar? paramos em todos esses lugares que fala aí no mapa de cima e eu não lembro de nada. só lembro do motorista encostando no meio da estrada e "NAKED TIGER, CASA DE OLAS" olhei pros lados, só mato. o motorista deve ter se confundido. continuei deitada fingindo que não era comigo. ele abriu a porta da van. "você! chegou! tem mala?" antes de achar que é tranquilo, lembre-se jove, olhe o tamaninho do ponto brancoque podia ser meu carro, pra comparação. depois entenda que o google maps da nicaragua tá em 2d ainda, essa estradinha que liga onde eu tava e o lugar que eu tinha que tá sobe uns 458 mil metros acima do mar. é um morrão, que no estado que eu tava, parecia o kilimanjaro pois é... tá vendo aquele asterisco ali embaixo de san juan del sur no roteiro do shuttle?"AT ANY HOSTEL*" eu era o asterisco. o motorista me explicou que como esses dois hostels estão fora de san juan e em cima de uma montanha com uma estradinha de terra, a van não passava. aquele era o lugar mais perto que ele conseguiria me deixar. já que não tinha alternativa, catei minha mochila e comecei a peregrinação morro acima. no pasa nada. literalmente nada passa nessa estrada. Deus me proteja. dava pra ouvir os grilinhos na mata. espero eu que sejam os grilos. depois de uns 10 min começo a ouvir um barulho de carro vindo. gelo. o barulho vai se aproximando e ficando muito mais alto. o carro para do meu lado. uma caminhonete com dois caras no banco da frente me oferece carona. já vi filmes de terror o suficiente pra saber onde isso ia acabar. recuso, fico em pânico e eles arrancam. um alívio. continuo subindo. nem sei quanto tempo se passa, e em alguns momentos da subida eu começo a duvidar que to no caminho certo. quando eu chego no meu limite do cansaço com a mochila nas costas, vejo o naked tiger. ALELUIA. procurando imagens da estradinha de terra pra escrever esse monte de bobagem, achei essa recomendação no site oficial do naked tiger. DO NOT WALK UP THE ROAD. kkkkk -rindo de nervoso cheguei finalmente no casa. estava estranhamente silencioso e só tinham três pessoas em volta da piscina. três hippies chapados. com cara de quem vai te dar um golpinho. a menina levanta e pergunta se eu quero fazer check in. ela explica que é voluntária no hostel. acho suspeito. falo que sim e que to atrasada pro sunday funday. ela muda de expressão na hora e começa a dizer pra eu deixar meu passaporte, meus cartões e minha mochila com ela e CORRER pro naked tiger porque eu não tenho mais tempo. eu entro num estado de pânico e não sei se devo confiar todas as minhas coisas nessa mina chapada. começo a tatear meus cartões e coloco na minha doleira pra levar comigo. ela se irrita a cada coisa que eu tento pegar e fica repetindo pra eu deixar com ela que ela vai cuidar. "YOU WONT NEED IT, GO". a tentação de não ir pro sunday funday e ficar no casa é grande apesar das suspeitas, deixei meu passaporte válido com ela, mas levei meu antigo comigo e todo meu dinheiro. fui pro naked tiger pagar o ticket. um dos donos do sunday funday tava lá, já travado. e aposto bastante que não tinha nem bebido ainda. ele falou que eu tinha muita sorte porque todos os carros já tinham saído, mas um voltou pra buscar uns israelenses e tava só me esperando agora. saí da recepção e vi a caminhonete que tinha passado por mim na estrada, com os dois caras no banco da frete. e os israelenses na caçamba. andei meia hora com peso nas costas a toa. agora eu precisava dos caras que poucos minutos antes me apavoraram sem intenção na estrada. eles só queriam ajudar. olhei pro céu. ri de nervoso. eles acabaram de salvar meu dia. irônica a vida. 5. Ficar sem dinheiro... ...e quase não conseguir voltar pra casa. precisei de um dia inteiro pra me recuperar do sunday funday. piscina do casa: dependendo do ângulo parece que você tá num barco em alto mar. não é exatamente o que o homem de ressaca procura, então fiquei nesse ângulo seguro aqui até que no casa, não é muito difícil a missão de caminhar de volta pro seu estado humano. o dono do lugar, um australiano que vive na nicaragua há uns 7 anos, parece o pai de todos. fred acorda cedo tomando umas pra ficar rindo da cara dos marmanjo jogado pelos cantos. conversa com todo mundo. todo mundo quer falar com ele. o cara tem muita história. e de quebra coleciona histórias de outros que passaram por lá. alguns highlander acordam 7 da manhã pra beber na piscina. na verdade, não sei nem se dormem. fui conferir minhas finanças na doleira. um susto. só sobraram 20 dolares e o hostel não aceita cartão. preciso ir pra cidade sacar dinheiro e comer. casa de olas, segunda, 7am. esse sujeito na piscina é um dos que passaram super bonder na mão e grudaram na latinha de cerveja. enquanto to me arrumando, alguém gira a roleta e ganha um drink. o fred avisa que vai fazer almoço pra todo mundo por conta da casa. SERIA UM SONHO??????? o café da manhã eu já tinha garantido, agora o almoço. Deus realmente abençoa os mochileiros depois de me entupir de comida, lá pras 3 da tarde desci pra cidade. parecia outra. o furacão insano de lotado do dia anterior, agora era uma silenciosa vila de pescador. ainda tem um ou outro gringo bêbado nas sarjetas. fico pensando no mal que o sunday funday causa pra quem mora lá. todo domingo a mesma história. vejo as lojinhas na rua e penso que talvez, no fim, seja bom. talvez eu esteja me enganando pra justificar. tem 3 caixas eletrônicos na cidade. vou que nem barata tonta de um pro outro. tão sem dinheiro. chamo um policial que tá sentado numa cadeira de plástico cochilando perto do banco. ele explica que é normal, as pessoas sacam muito dinheiro no domingo e geralmente segunda as máquinas ficam sem. memes brasileiro: maior produto de exportação. enzo já chegou na nicaragua me fodi. meu voo pro brasil é as 14h do dia seguinte saindo de managua e não apresento nenhuma condição de pegar chicken bus pra lá. alguns lugares oferecem shuttle por $25 pro aeroporto mas nenhum aceita cartão. fico desnorteada entrando de vendinha em vendinha perguntando, até que eu acho um surfshop de um francês, que cobra 10% pra passar cartão. a shuttle sai as 9:30 de san juan e a previsão de chegada é 13:00 no aeroporto internacional de managua. com a graça de Deus espero que dê tempo. não tenho outra opção. surfshop do francês amor que aceita cartão volto pro casa cabisbaixa e conto pro fred sobre os caixas eletrônicos. faltam $10 em dinheiro pra eu conseguir pagar minhas diárias. digo que posso transferir na hora via paypal, com juros. história do casa: and a lot of times a lot of guidance 😂 ele não quer. diz que eu sou a primeira brasileira que passa no casa e que eu era uma "menina boa" - vulgo não corri pelada em volta da piscina no dia anterior com as australianas - e me pede um favor em troca dos 10 dólares: que eu volte pra lá outra vez e traga mais amigos do brasil pra "pagar minha dívida". quando eu cheguei não entendi o social media free zone depois das 5:30. depois que vi o bicho pegando quando o sol baixa, fiz um ATA quase choro. agora que já passei por tanto nervoso pra conseguir o bendito do shuttle,não quero mais ir embora. outra regra que esqueceram de escrever nesse quadro é não se apegar. tem gente que vai passar 2 dias no casa, como eu, e fica dois meses. mas a maior regra de todas: não depender do krl do capitalismo eletrônico nas segundas. marx tava certo: ele vai te decepcionar. ---- é isso pessoal. se você tiver um pouquinho de noção que seja, não faça essas coisas todas aí quando chegar na nicaragua. se fizer, escreve uns post bem grandão pra gente dar risada de você... ...antes de ir pra lá e querer repetir mais uma vez as mesmas cagadas.
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    @felipe.araujo me passa seu contato , pra gente combinar Felipe , to pensando ir pra barreirinhas e de la tem os passeios para tins e santo amaro
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    @Humbertodown Muito obrigado pelas dicas. Mas dessa vez resolvemos fazer bate/volta no mesmo dia, pois não temos sacos de dormir, barraca..e as beliches já tinham sido alugadas. Valeu muito a pena conhecer esse parque, tudo muito bonito. No primeiro dia saímos de Petropolis deixamos o carro num estacionamento privado (aqui não tem público ) pagamos $10 e fomos até o morro da luva e retornamos, que visual do mar....lindíssimo!! No segundo dia saímos de Teresopolis deixamos o carro no estacionamento do parque, subimos até a pedra do sino e retornamos. Devido a neblina não vimos praticamente nada. Mas valeu muito a pena. Em julho de 2020 vamos investir em equipamentos e focaremos em travessias.
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    @felipe.araujo bom dia , qual seu roteiro por la e qual a data pretende ir ?
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    Me chamo Rodrigo, tenho 26 anos e sou de São Paulo - Capital. Queria ter feito esse roteiro em 2018 mas acabei indo para Los Angeles, Las Vegas e São Francisco, mas esse ano pretendo retomar o projeto inicial. Montei um roteiro inicial como forma de me planejar: Alguém fazendo algo nessas datas ou se anima nesse roteiro? Passagem Aérea 14-nov São Paulo 16:45 Paris Orly 10:15 R$ 1.937,00 Tap 3hr Lsboa 19-nov Paris Nord 8:43 Londres St Pancras 10:00 R$ 252,00 EuroStar 23-nov Londres St Pancras 7:16 Amsterdam 12:16 R$ 180,00 EuroStar 26-nov Amsterdam 7:00 São Paulo 17:55 Incluso na ida Tap 1:30 Lisboa Hoteis Data Cidade Hotel Tipo de Quarto Valor 15-nov Paris 10 Generator Hostel Paris Quarto com 4 camas R$ 165,00 16-nov Paris 10 Generator Hostel Paris Quarto com 4 camas R$ 165,00 17-nov Paris 10 Generator Hostel Paris Quarto com 4 camas R$ 165,00 18-nov Paris 10 Generator Hostel Paris Quarto com 4 camas R$ 165,00 19-nov Londres Camden Generator Hostel Londres Quarto com 4 camas R$ 124,00 20-nov Londres Camden Generator Hostel Londres Quarto com 4 camas R$ 124,00 21-nov Londres Camden Generator Hostel Londres Quarto com 4 camas R$ 124,00 22-nov Londres Camden Generator Hostel Londres Quarto com 4 camas R$ 124,00 23-nov Amasterdan Centro ST Christophers inn at The Winston Quarto com 4 camas R$ 202,00 24-nov Amasterdan Centro ST Christophers inn at The Winston Quarto com 4 camas R$ 202,00 25-nov Amasterdan Centro ST Christophers inn at The Winston Quarto com 4 camas R$ 202,00 Passeios 15-nov Paris SaCre Coeur R$ - 16-nov Paris Catedral de Notredame / Pont des Arts / Museu do Louvre / jardins de Tuileries / Praça da Concórdia / Champs-Élysées / Arco do Triunfo R$ - 17-nov Paris Torre Eiffel (17 euros) / Jardins do Trocadeiro / Campo de Marte / Musée Rodin R$ 68,00 18-nov Paris Museu do Louvre tour (10 euros) / Jardins de Luxemburgo / Rue Mouffetard / Phantéon R$ 40,00 19-nov Londres BRITISH MUSEUM(gratuito) / HARRODS / Hyde Park / King's Cross (Potter) R$ - 20-nov Londres Palácio de Buckingham / St Jame´s Park / Rua The Mall / Admiralty arch / Trafalgar square e a The National Gallery / Abadia de Westminster / Parlamento / Big Ben / London eye(20 libras) R$ 100,00 21-nov Londres London Bridge / ao longo do Rio Tâmisa até Tower Bridge / Hays Galleria / The Horniman at Hay’s / Piccadilly Circus / M&M’s World / REGENT STREET / Loja Hamleys / Loja Liberty / OXFORD STREET R$ - 22-nov Londres Warner Bross Studios 41 libras) 23-nov Amsterdam Praça Leidseplein / VolderPark / Madame Tussauds(16 euros Após 15:00) / Red Light District R$ 72,00 24-nov Amsterdam Museu Van Gogh(18 euros) / Rijksmuseum / Museu Stedelijk / Dam Square / Palácio Real R$ 81,00 25-nov Amsterdam Canal Singel,Jordan(9 ruas) , Casa Anne Frank(9 euros) , Skinny Bridge R$ 40,00
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    @Humbertodown, tudo bem? Amigo, sabe dizer se vendem comida nos abrigos? Ouvi dizer em alguns posts... Estou indo solo e se isso for verdade aliviaria um bom peso. A propósito, excelente post!
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    Olá. Tenho uma Forclaz 70+10 e te garanto que é uma excelente mochila, parruda e aguenta o tranco. Claro que se estiver a fim de gastar a North está aí, tem as Deuter também que são bem caras. Eu usaria o R$ 770,00 em outra coisa, quem sabe mais uma viagem por aí.
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    Olá. Voltei de lá há 15 dias, fiz a travessia completa. Não exigiram guia, mas que assina o termo se compromete em saber se orientar em montanha e ter responsabilidade na trilha. Se vc já fez trilhas autoguiadas, e conhece de montanha, sem problemas. Do contrário melhor contratar um guia ou ir com quem já conhece. Inclusive vi dois grupos perdidos nas trilhas, menos mal que naquele dia o tempo estava perfeito, e eles se reencontraram.
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    Primeiramente, baita roteiro.. só vai haha Eu uso o rome2rio pra pesquisar os ônibus e valores: https://www.rome2rio.com/pt/ Creio que de Mendoza tenha que ir para Santiago e de lá seguir para Val Paraíso! De Copacabana você consegue ir pra Puno ou até mesmo direto pra Cusco. Depois disso eu não sei, pq cheguei só até Huaraz rs Mas pesquisando ai no rome2rio a rota do bus seria Caraz x Chimbote x Guayaquil https://www.rome2rio.com/pt/map/Caraz/Guaiaquil
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    DIA 10 - 15 DE JULHO, SEGUNDA: O dia das primeiras Lagunas! Laguna Chaxa, Tebinquinche, Ojos del Salar! 254km Acordamos com o frio padrão 1 grau e já doloridos de dormir a noite toda sem se mexer... mesmo com kilos de coberta de lhama eu tava passando bastante frio. Os meninos estavam ok, mas eu tava dolorida, resolvi que colocaria mais roupas nas próximas noites. Tomamos café em casa e seguimos pela Ruta 23 em direção a Toconao. Nossa primeira aventura do dia seria a Laguna Chaxa. O google maps, por culpa minha, nos mandou por um caminho besta e errado, rs... era como se fosse uma “entrada dos fundos”. Tudo isso pq todos os pontos corretos do mapa estavam marcados na minha conta google, e neste dia resolvemos navegar pelo celular do Gui... Andamos pra caramba e chegou num ponto que a estrada não ia mais. Que merda. Achei que a Laguna Chaxa estaria fechada. Tinha outros manés perdidos como a gente, kk. Estudando melhor e abrindo o meu mapa vi que tínhamos navegado até “Laguna Chaxa” no mapa do Gui, e o correto seria “Parque Laguna Chaxa”. ER Volta tudo e agora sim, Laguna Chaxa! Entrada 2.500,00 por adulto, João (de 5 a 12) pagou 800,00. O cenário é bem diferente, interessante, bonito. Tinha flamingos para minha alegria, mas eles estavam todos distantes. Eu tava com câmera, tripé e o escambau então consegui algumas fotinhas! O calor é que tava de matar. Sério, a gente tava fritando! Será que tá quente? rs Espelho! Trilha de sal! Flamingos passeando! Flamingos tomando solzinho! Bichinho fofo! Outro bichinho fofo tomando água padrão deserto! Depois do passeio que durou cerca de 1h30 partimos para nossos próximos pontos: Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebenquinche. Mas antes paramos em Toconao. Cidadinha bonitinha até. Compramos uma água de 6L e 1 ímã de geladeira por 4.000,00 (assalto, rs), e um doce horrendo de pomelo que joguei fora, hahahauaha, por 1.000,00. Saindo da cidade ainda compramos uma batata e sorvetes por 2.650,00 e desistimos de almoçar, iríamos nos virar com tranqueiras hj. Toconao Símbolo de Toconao! Em direção a Laguna Cejar fui dizendo pro Gui que era uma Laguna salgadona, gelada e cara, que poderíamos nadar se quiséssemos, mas que eu não achava que valia a pena pelo que li e vi. Seriam 15.000 pesos pra cada um genteeee, João pagando inteira... eram quase 100 reais por pessoa pra ver uma Laguna... e advinhem? Desistimos. Toca pra Tebenquinche. A caminho da Tebenquinche estão os “Ojos del Salar”, um de cada lado da estrada, bem legal. Meus meninos e os olhos do salar! E por fim, a Tebinquinche. Foram 5.000,00 de entrada para nós 3, não lembro se João pagou, se pagou metade ou não pagou nada. A ideia era ver o por do sol aqui, mas chegamos muito cedo e o sol... adivinhem... tava RETARDADO de quente, rs. Até que o Gui teve a ideia que salvou a tarde: “vamos usar os guarda-chuvas que estão no carro”! MEO, CLARO QUE VAMOS. A gente levou guarda chuvas pro deserto mais seco do mundo e isso foi muito bom! Kkkk Salvaguardados pelo amado guarda-chuvas conseguimos andar bastante pela Laguna e tirar fotos... ela é bem bonita. Mas não tirei muitas fotos, e as poucas que tirei não ficaram boas. Pense que ela se parece com a Chaxa, rs! Guarda-chuvas em Tebinquinche! Depois da andança resolvemos voltar. Passeamos por SPA, compramos 2 imãs (2.000,00 pesos) e caramelos de coca (2.400,00 pesos), 1 maçã e 1 pomelo (980,00 pesos) e gastamos 15.800,00 pesos no jantar em um restaurante vegano que não lembro o nome, mas a comida tava boa. A maçã tava divina, comprem maçã! Kk E gente, cachorros em SPA. Os maiores, os mais fofos, os melhores! Kk Querendo escapar! Finalizando os gastos do dia passamos na farmácia e pagamos 8.070,00 pesos em uma pasta de dentes, uma cartela de aspirina e uma de tylenol sinus, eu tava com dor de cabeça de sinusite. Já tínhamos passeado 2 dias por SPA, cancelado ou deixado de fazer alguns passeios (Vale da Lua, Pukará de Quitor e Laguna Cejar), estava ainda assustada com os preços e tinha uma pontinha de “SPA não é tudo que falam” no meu coração. Não que não estivéssemos gostando... mas já tínhamos passado por tantas paisagens surreais que tínhamos acostumado com a sensação de UAAAAUUUU... então ficava na minha cabeça, e na do Gui tb, eu sabia... essa sensação de “não tá tão legal como eu imaginava” rs Felizmente os próximos dias nos mostraram que estávamos errados sobre SPA. Que era mais legal do que imaginávamos sim! 😍 Gastos do dia (em pesos chilenos): Comida: 25.830,00 Entradas: 10.800,00 Compras: 11.070,00 CONTINUA
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    @[email protected] Fiz bate e volta no mesmo dia (teresopolis x pedra do sino e petropolis x Açu), não exigiram guia para nos acompanhar.
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    A diária fica em torno R$ 250, por dia na Localiza que foi onde alugamos. Experimente ligar para o Hotel Estrela que é um hotel simples e barato mas muito bem situado no centro de Palmas junto a vários restaurantes e do centro administrativo (veja fotos no Booking). Lá estão acostumados com o turismo e tenho certeza que podem te dar outras opções para locação. Diga que pretende hospedar-se lá, é claro. Veja no site da Localiza. Dirigir é bem tranquilo, eu não o fiz mas a pessoa que dirigiu também nunca tinha andado em estrada de terra. Na locadora eles te explicam o acionamento de 4x4, reduzida e o que for necessário, não se preocupe. Eu tive que me preocupar foi com este motorista se empolgando demais. Algumas camionetes são como um carro. Junte umas pessoas e divida que vai sair bem em conta. Se estiver sozinho coloque neste site o convite que não vão faltar companhias. Quanto à hospedagem pode ir sem reservar e em todas cidades vai encontrar uma hospedagem econômica. Tem até campings. Vá sem medo. Qualquer dúvida me escreva. Vivo no Tocantins.
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    Olá, @aclivino ! Então, eu fiz um mochilão de 9 meses pela Europa, Ásia e Oceania e tive a mesma dúvida que você sobre a passagem, porque não fui com todas compradas. Fiquei bem assustada porque logo quando fui sair do Brasil a companhia aérea quase não me deixou embarcar por conta disso. Eu comecei pela Europa e tinha passagem comprada de lá para a China e depois para o Japão e a Malásia (como o visto pro Japão é bem chatinho, já tive que deixar tudo isso bem amarradinho logo no começo). Mas era só. Não tinha passagem para os outros países que iria visitar na sequência, muito menos a de volta pro Brasil. Aí o atendente disse que eu não ia poder embarcar. Bati o pé, disse que já tinha lido muito a respeito e que o que importava era ter a passagem de saída do país no qual eu estava entrando. No fim ele chamou um supervisor e eu fui liberada pra embarcar, com o aviso de que estava me arriscando. Claro que com tudo isso fiquei bem receosa, mas no fim deu tudo certo. Entrei em todos os países (exceto o último da trip, claro) sem passagem de volta para o Brasil. Mas sempre tinha a passagem de saída daquele país comprada, e sempre respeitando o prazo legal. Algumas vezes já tinha a passagem de saída dos países seguintes também, mas nunca me pediram. Só queriam a data de saída do país deles mesmo. O que recomendo só é que você tenha cautela com países que são mais exigentes com visto e prazo de estadia, como foi o meu caso com o Japão. No mais, pode ficar tranquilo. Boa viagem
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    Oi Vitoria, valeu por compartilhar. Ele faz parte de uma agencia? É confiável? Estou pesquisando locais, valores e agencias... Importante saber ao chegar lá e procura-lo talvez...
  25. 1 ponto
    Estou planejando fazer uma trip pela europa em 2020, entre Abril/Maio e procuro companhia interessada em ir nesta mesma data afim de dividir os custos e porque viajar sozinho é meio chato, pretendo ir para Londres, Amsterdam, Bruxelas, Paris, talvez Zurique e terminar em algum lugar da Itália.
  26. 1 ponto
    Estive no Peru 2x, porém, não fiz a Salkantay. Então não tenho ideia de valores.. Mas é como a Míria falou.. o que mais tem é agência e lá você consegue pesquisar melhor. Porém, se mesmo assim quiser já da uma olhada em valores, eu indico essa agência aqui: https://www.madretierratravel.com.br/br/tours/peru/cuzco/salkantay-trek-go-to-machu-picchu-5d-4n O dono é o Ariel, troca uma ideia com ele.. tem os dados dele no site.
  27. 1 ponto
    Olá Damarens! Parabéns pelo relato! Tenho certeza que foi uma experiência incrível. Mas fiquei com uma dúvida. Vi que nos gastos no Peru, você colocou os valores em Nuevo Sol e os valores em Real. Os valores em Real não deveriam ser maiores que os em Nuevo Sol?
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    Saudações! Há pouco compartilhei um relato sobre como foi viajar e viver na BR nos últimos dois anos e meio conhecendo um pouquinho de cada uma das cinco regiões do Brasil de carona, a pé e de bike. O relato não aborda roteiros, preços ou dicas mas busca compartilhar outras dimensões e aprendizados que tive (e você pode entender ao que me refiro aqui: https://www.mochileiros.com/topic/66973-sobre-a-coragem/ ). Como venho assimilando as informações vividas nesse intervalo entre ciclos que se encerram e se iniciam - e como todos sabemos que "happyness is only real when shared" -, percebi que outros dois assuntos são recorrentes no curioso imaginário da arte de viajar ~por aí e resolvi compartilhá-los também buscando somar. No outro post, os aprendizados foram compartilhados a partir da óptica da coragem necessária para seguir o coração a despeito de quaisquer garantias ou certezas que um mochileiro enfrenta no início, e automaticamente me lembrei das muitas mentiras que também temos que encarar. Acredito que a maior mentira que a humanidade perpetua a si e ao coletivo - de maneira quase socialmente institucionalizada - é o "não tenho/deu tempo", que é a maneira politizada de dizermos que não-queremos-tanto-assim-fazer-algo-como-dizemos-que-queremos. Mas, uma vez tendo vencido este autoengano, me deparei com aquela que considero a segunda maior mentira do universo das viagens: "para viajar precisa de dinheiro". Criada num contexto de classe média baixa onde as viagens feitas não ultrapassaram os dedos de uma mão (e envolveram exclusivamente a visita a algum parente distante ou um bate e volta à praia mais próxima) cresci com a crença de que viagem é luxo e que precisa de dinheiro para isso. Ao me dispor a encarar esta máxima e colocar a sua veracidade em cheque, descobri que é balela: para viajar precisa ter vontade - e disposição, claro! Não estou pregando que o "certo" ou "errado" é viajar com dinheiro ou sem, até porque ele é apenas uma ferramenta. O que busco salientar é que ele não é obrigatório como cresci acreditando que era. Ao escolher viajar sem dinheiro precisamos das mesmas coisas que ao viajar com dinheiro (ou até mesmo se ficarmos parados!): precisamos comer, tomar banho, dormir em um lugar minimamente seguro, etc, a única diferença é que se faz necessário encontrar maneiras alternativas de suprir tais necessidades, e daí vai da disposição e criatividade de cada um. Como diz o ditado "quem quer arranja um jeito, quem não quer uma desculpa". Outra mentira na qual tropecei antes mesmo de colocar a mochila nas costas foi "é perigoso mulheres viajarem sozinhas". Tantas são as fobias e "-ismos" fortemente enraizados em nossa cultura que reproduzimos sem nem ao menos questionarmos as origens que eu mesma muito me admirei ao notar o sutil machismo que me habitava por acreditar nessa idéia. No entanto, após pensar um pouco, concluí que uma mulher viajar sozinha não é mais perigoso que uma mulher ir comprar pão, andar no transporte público ou ir para o trabalho. A sociedade é patriarcal e o assédio, infelizmente, encontra-se em todas as esferas sociais, logo é uma mentira acreditar que uma mulher viajando está mais susceptível à riscos do que qualquer outra mulher em qualquer outro lugar fazendo qualquer outra coisa. Outra ideia que tinha como verdadeira, e que descobri ser mentira muito rapidamente, é a de que "todo maluco de BR é paz e amor". Fui muito ingênua por acreditar nisso? Fui! Romantizava a vida na BR? Sim! Mas não levou muito tempo para que compreendesse que essa é uma inverdade por motivos lógicos! Hoje dou risada da magnitude de minha inocência por acreditar nesse estereótipo romantizado e assumo que compreender isso foi como levar um balde de água fria - necessário. Roubos, drogas, disputas e desonestidade são apenas alguns exemplos da realidade que não esperava conhecer entre os mais variados malucos de BR. Antes achava que todos eram "hippies saídos do Hair" ou "Cheech & Chong", embora estes existam em processo de avançada extinção... Rsrsrs sabe de nada, inocente... Mas de todas as mentiras, a que mais me pegou foi "só dá para viajar com equipamentos ~adequados (lê-se, caros)". Sonho em ter uma mochila da Deuter? Sonho. No entanto, consegui muito bem me virar, entre remendos e adaptações alternativas de baixo custo (a.k.a. gambiarra) com uma comprada na loja do chinês por R$80. É claro que poder ter um equipamento de qualidade implica diretamente na relação entre conforto e rendimento, mas nada que não possamos nos adaptar. Digo que foi um ponto que me pegou pois também passei pela situação inversa: investi em um equipamento de marca e me ferrei! Por muito tempo, após ter passado por uma experiência de chuva muito intensa com uma barraquinha dessas de supermercado sem ter nem ao menos uma lona (amadora, rsrs), juntei dinheiro decidida a investir na minipak. Como passaria a viajar de bicicleta, ela era leve e apresentava uma excelente coluna d'água pelo que a julguei perfeita. Porém, ao adquirí-la e usá-la realizei que não era funcional para mim pois sentia falta de ser autoportante, é muito chata de guardar, o teto é muito baixo para o cocoruto, é pequena para visitas (ou sou muito espaçosa...), o alumínio entorta fácil e a vareta com 3 meses de uso quebrou! Passei um bom tempo pensando em como uma simples lona custando 10x menos já resolveria meus problemas... Rsrsrs Dessa forma, aprendi que equipamento bom é o que temos pois atende às nossas necessidades e temos intimidade com ele. Mas ainda hei de comprar uma mochila da Deuter! Rsrs Outro tema recorrente aos mochileiros são os tais dos perrengues! Ouso até dizer que, aos que ainda sucumbem ao medo, eles interessam mais do que as viagens em si! Rsrsrs Os perrengues e dificuldades são tão relativos quanto possíveis, variando de viajante para viajante assim como em intensidade. Para alguns o maior pesadelo pode ser perder a reserva de hotel, para outros pode ser um pernilongo. Dentro do que me propus a viver, por saber e confiar que nada que realmente precisasse faltaria, também carregava a consciência de que assim como recebo posso ter tirado de mim, afinal o conceito de posse já não mais me acompanha. Dessa forma, por não carregar eletrônicos, documentos ou ítens de valor comercial reconheço que fica mais fácil não se preocupar com perrengues. Ou não. Ao menos era nisso que acreditava até tomar A MAIOR CHUVA dessa vida numa passagem pela Chapada Diamantina. Pelo meu característico amadorismo e excessivo despreocupar no começo da vida mochileira, nem lona carregava, logo, a barraquinha de R$50 do mercadinho só serviu para canalizar o fluxo d'água numa cachoeira central que molhou a.b.s.o.l.u.t.a.m.e.n.t.e. TUDO. Compreendo que qualquer adversidade que surja é passível de adaptação, no entanto ficar completamente molhado nos traz a pior sensação de impotência possível já que não se tem o que fazer... O perrengue de tomar uma chuva e ficar completamente molhado ainda se agrava pois a questão não é solucionada com o fim da chuva! Mochila, barraca, roupas e pertences permanecem molhados por dias e isso significa que também ficam mais pesados, fedorentos e com grande possibilidade de embolorarem, além do risco momentâneo de hipotermia. Certamente, nunca passei por perrengue tão intenso quanto ficar completamente molhada pela chuva. Por dias. Embora menos intensa quanto aos desdobramentos porém potencialmente problemática é a situação no outro extremo: ficar sem água. Houveram períodos em que levei bem a sério o Alex Supertramp e fui morar um tempo com minha barraquinha no meio do mato. O desafio principal está no fato de que não só o ser humano busca água como toda a natureza. Dessa forma, dividir a fonte com outros animais, fofos ou peçonhentos, é inevitável e saber a sua hora de usar a fonte e a hora deles é uma urgente sabedoria. Mas também houveram situações em que não havia uma fonte de água próxima e esse também se torna um desafio de captação, transporte, armazenamento e racionamento dessa água. Momentos como este reforçaram a consciência ecológica do desperdício-nosso-de-todo-dia com algo tão sagrado. Mas o perrengue mesmo é quando a água de beber acaba no meio do nada! A desidratação é um perigo silencioso e intenso pois o corpo buscará compensar a perda hídrica envolvendo todas as funções biológicas e então atividades simples como andar, falar e pensar se transformam em desafios homéricos. Saber calcular e administrar a relação distância x peso x sede é fundamental para evitar este perrengue. Além de ficar hipotérmica ou desidratada, os únicos perrengues que considero ter enfrentado derivam de um único fator: cansaço. Não me refiro ao cansaço físico pois este se resolve com uma ciesta, me refiro ao cansaço mental. Ter que retornar por caminhos já conhecidos, e que envolviam grandes centros urbanos, ou estar acompanhada de alguém com prioridades diferentes ou que só fazia reclamar são exemplos do que me causava o cansaço emocional. Então, mais de uma vez, a pressa por sair logo de uma dessas situações fez com que me colocasse no que chamo de vulnerabilidade desnecessária. Viajar exige uma pré disposição em se expor mas existem situações em que aceitamos nos submeter a uma exposição de alto risco sem real necessidade. Posso citar aquela carona que se aceita próximo do anoitecer pela pressa de chegar logo ou atravessar algum lugar, ou quando por preguiça de darmos uma volta maior mas que apresente menos riscos cruzamos trechos perigosos (estradas sem acostamento em trechos de serra, túneis ou viadutos), ou quando escolhemos parar em lugares sabidamente arriscados (como um leito de Rio ou cachoeira em época de chuvas, na praia aberta durante uma tempestade, sobre folhas secas ou chão batido certamente território de cupins ou formigas noturnas) ou quando aceitamos aquela carona cujo motorista apresenta nitidamente ao menos um pé na psicopatia - é raro, mas a energia que emanamos atraímos de volta). Felizmente aprendi rápido que o único remédio para o cansaço é descansar! Estes são exemplos da vulnerabilidade desnecessária que o cansaço mental atrai e transforma em verdadeiros perrengues. Sinto que as balelas e perrengues são intrínsecos a todos viajantes e, embora não pertençam ao lado glamouroso da viagem, são parte do alicerce. Que este compartilhar possa minimamente suprir a curiosidade dos que ainda buscam apoio na literatura assim como me confortam ao externizá-las, validando de certa forma as experiências que tive. Mas mais do que isso, que estas palavras sirvam de fermento ao questionamento. Não acredite no que falo. Duvide. Busque ter sua própria experiência. Dedico este compartilhar a todas e todos que têm ao menos um perrengue para contar pois acredito que este seja, no mais profundo, o seu propósito: transformar a história em estória... PRABHU AAP JAGO
  29. 1 ponto
    Salve mochileiros 😀 Fiz um passeio de final de semana para a cidade de Barra do Turvo, bem na divisa do estado de São Paulo com Paraná. Lugar fantástico e pouco frequentado. Acesso pela rodovia Régis Bitencourt. Barra do Turvo é um municípo brasileiro do estado de São Paulo. Do lado do PETAR, com um roteiro pouco explorado. Cheio de aventuras em belas cachoeiras com direito a rapel e tirolesa! Algumas das atrações: - Cachoeira do Dito Salu - 82 metros de altura e muita beleza, perfeita para a prática do rapel. - Trilha do fria - mais de 10 cachoeiras subindo por dentro das quedas (aquatrekking). - Tirolesa de 600 metros, atravessa São Paulo ao Paraná, por cima do Rio Pardo (300 metros de ida e 300 de volta). Nós passeios ainda da pra fazer rafting, voos panorâmicos de parapente, nessa optei apenas pelas trilhas do fria, rapel na cachoeira de 82 metros, tirolesa que atravessa de um estado para o outro, sem conta que da pra tomar aquela cervejinha gelada na praça da pacata e bucólica cidade. Passeio fantástico pra ir em grupos e de carro, fácil acesso tanto pra quem são de São Paulo, quanto pra quem sai de Curitiba. Sem contar que em um feriado prolongado ainda da pra curtir o PETAR ou o parque caverna do diabo devido a proximidade que de 40 kms em media. Vale conferir.
  30. 1 ponto
    Fiz mais ou menos esse roteiro, acabei tirando 3 ilhas, o que acham? Adicionariam mais dias em algum dos destinos???
  31. 1 ponto
    Bora aí, se tiver alguém na disposição pra fazer esse rolê me chama no zap (44)999417566. Decidi de última hora, seguindo roteiros na internet e ajuda de outros mochileiros, mas vai dar tudo certo. Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize e México. Ou alguém q estará por essas localidades nesse período, manda um alô ai pra juntarmos os brazuca [emoji109][emoji109]
  32. 1 ponto
    De volta ao início: 25.06.2018 - Segunda-feira Saída de ônibus de Goiás-Go e chegada ao início do caminho (Corumbá de Goiás - Go). Acordamos antes das 06 da manhã, fomos a padaria comprar biscoito sem Glutén e lactose. Retornei ao hotel e arrumamos as mochilas, as 07 horas tomamos rapidamente o café da manhã do hotel. Saímos à pé e pegamos uma rua e depois de uns 20 minutos chegamos na rodoviária. Compramos passagem($36 por pessoa pela Empresa Moreira) para Goiânia para 07:50hrs. Depois de umas 3 horas de viagem chegamos em Goiânia. Compramos passagem para Anapolis ($8,60 por pessoa, neste trecho é ônibus coletivo, mesmo sabendo que tem ônibus até Corumbá de Goiás, só que bem mais caro e parece que demora mais e tem poucos horários), chegando em +- 1 hora de viagem. Na rodoviária de Anápolis comprei passagem para Corumbá de Goiás ($14,75 por pessoa pela empresa São José do Tocantins), depois de pouco mais de 2 horas chegamos na rodoviária da cidade, atravessamos a rua e já demos entrada na mesma pousada do início desta travessia. Liguei o carro para ver se estava tudo ok, e estava. Demos umas voltas na cidade, comemos uma jantinha(churrasquinho com arroz, mandioca, vinagrete e feijão tropeiro) por $10 cada. Hospedagem: a mesma pousada do primeiro dia. Obs.: Horários de Ônibus entre Goiás x Goiânia($36,00 cada): Alguns horários: 06:00 07:50 08:30 09:00 10:00 11:00 13:00 1430 1615 1630 19:00 Horários de Ônibus entre Goiânia x Anápolis($8,60 cada): nos ônibus coletivos é de 20 em 20 minutos. Esses ônibus tem catraca e não tem maleiro. Neste trecho parece que tem ônibus intermunicipal, mas deve ser bem mais caro. Horários de ônibus entre Anápolis x Corumbá de Goiás: Coletivos($7,50 cada): 08, 10, 13, 17 e 18 horas Intermunicipal (14,75 cada): 13:30 15:00 e 20:00 horas Tem ônibus entre Goiânia x Corumbá de Goiás pela Empresa São José com 2 horários 1230 e 19 horas. Não peguei o preço, mas deve ser bem mais caro e demorado, pois passa em várias cidades no caminho.
  33. 1 ponto
    Meu primeiro relato de viagem é sobre Nobres, ou melhor, sobre Bom Jardim, distrito de Nobres onde estão os Balneários e Cachoeiras. Fui em Junho de 2015 e passamos 4 dias. 1º dia (quinta-feira) : Chegamos em Cuiabá as 17h (e para nossa surpresa estava frio), alugamos um carro e partimos para Bom Jardim, o trajeto durou em torno de 1h30mim. Escolhemos a Pousada Lagoa Azul/Anaconda turismo, que além de pousada tem um restaurante e também funciona como uma agência de turismo. Bom... fizemos chekin, jantamos no restaurante da pousada e fomos dormir (não há muito para se fazer a noite em Bom Jardim). 2º dia (sexta-feira): O dia amanheceu super nublado, mas estávamos animados. Tomamos café e lá pelas 10h fomos para o nosso primeiro passeio, a Cachoeira Serra Azul. A cachoeira fica localizada dentro de uma propriedade do SESC, o nosso guia nos levou para fazermos chekin e logo em seguida fomos para a cachoeira. Para chegarmos no local tivermos que subir vários degraus (mais de 200), foi bastante cansativo, porém como estava um pouco frio deu pra esquentar o corpo rsrsrs. Quando avistamos a cachoeira, percebemos que valeu a pena o esforço, ela é linda e quando bate o sol fica um azul piscina. Ficamos em torno de 1h:30min, e sim é cronometrado. No trajeto da cachoeira também tem uma tirolesa, porém, não estava funcionando quando fomos. Almoçamos e fomos para o nosso próximo passeio, Balneário Estivado. É um córrego de águas super límpidas com vários peixinhos. O local é bem rústico, mas valeu a pena. Nosso terceiro passeio foi no Boia Cross Duto do Quebó, é um córrego cheio de corredeiras (razoavelmente raso), mas o que mais nos chamou a atenção é a caverna de uns 200m em que o córrego passa, dá um certo "medinho", pois tem morcegos e é super escuro rsrsrs mas é bem tranquilo. Voltamos para a pousada, jantamos e nos recolhemos, pois como disse anteriormente, não há muito o que se fazer a noite em Bom Jardim. 3º dia (sábado): Tomamos café e fomos para mais um passeio, dessa vez uma tirolesa (não me lembro o nome), foi bem tranquilo e rápido. Almoçamos e fomos para o passeio mais aguardado, Aquário encantado. Chegamos na fazenda, fizemos chekin, alugamos uma câmera de ação e fomos para local. É surpreendente a cor da água, ficamos encantados, porém é como se fosse um poço pequeno, por isso também o tempo é cronometrado, pois há muitos turistas. Depois fomos fazer flutuação no Rio Triste, achamos até uma pequena arraia no local e a água é muito límpida. Voltamos para Bom Jardim e no entardecer fomos para Lagoa das Araras , nesse horário elas saem do ninho e ficam voando e gritando rsrsr bem legal de ver. Jantamos numa pizzaria perto da pousada e nos recolhemos. 4º dia (domingo): Tomamos café da manhã, fizemos chekout na pousada e retornamos para Cuiabá para pegarmos o nosso voo. Bom Jardim é um lugar super rústico, ruas sem alfalto, muita poeira, e pouca infraestrutura, é um lugar ideal para desestressar e apreciar a natureza. Não coloquei valores, pois fui há três anos. Todos os passeios que fizemos teve acompanhamento de guia. A maioria dos passeios são distante do distrito (Cachoeira Serra Azul - 25 km, Balneario Estivado - Bom Jardim, Aquario Encantado - 8km, Duto do quebo - 30 km, Lagoa das Araras - Bom Jardim). Bom...fica o relato e garanto que vale a pena conhecer.
  34. 1 ponto
    Hoje faz 12 dias que botei o pé na estrada. Gostei demais do post! Tomei uma chuva logo no primeiro dia. Que chuva! Sem barraca, sem lona, sem nada. Quase me fez desistir e voltar pra casa. Tenho que juntar dinheiro pra comprar uma lona, vai demorar um pouco, partindo dos meus 45 centavos de saldo atual kkkkkkkkkkk também percebi que devia ter uma caneca, uma lanterna, uma garrafa maior pra levar água, uma espécie de marmita ou algo assim, que é sempre bom carregar um pacote de macarrão, ou umas batatas, etc, etc, etc. Mas é vivendo que se aprende! E, vou te contar, vivi mais nesses 12 dias do que em 20 anos... Nada se compara!
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