Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Mais curtidos da Semana


Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 09-08-2019 em todas áreas

  1. 4 pontos
    Relato de uma viagem feita sozinho durante 58 dias no México entre os dias 02/05 e 28/06/2019. Muitas das informações aqui apresentadas já foram em parte compartilhadas no meu Instagram de viagens criado há pouco tempo: https://instagram.com/viajadon_/ Obs.: os preços informados são em peso mexicano. PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS: Cidade do México, Teotihuacan, Tepotzotlan, El Tajín, Papantla, Huasca de Ocampo, Mineral del Monte, Bernal, Querétaro, Jalpan, Huasteca Potosina, San Luis de Potosí, Real de Catorce (local mais ao norte), Guanajuato, San Miguel de Allende, Puebla, Atlixco, Cholula, Zacatlán, Chignahuapan, Cuetzalan, Orizaba, Oaxaca, Chiapa de Corzo, San Cristóbal de las Casas, Comitán de Dominguez, Laguna Miramar, Toniná, Palenque, Bacalar, Tulum, Cobá, Isla Mujeres, Holbox, Valladolid, Ek Balam, Las Coloradas/Río Lagartos, Chichén Itzá/Pisté, Mérida, Uxmal/Ruta Puuc. MAPA GERAL COM PONTOS DE REFERÊNCIA: - Local mais ao norte: Real de Catorce - Local mais ao "sul" (próximo da Guatemala): Lagos Montebello (em passeio partindo da cidade de Comitán Dominguez) Mapas interativos: https://drive.google.com/open?id=1fd9QocEx5PbMuHYldzdv9zf3LNjCAXjF&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=1XZ6l1GJdttfU1UDeC8xXpW1izBhMntlK&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=18fij8kYrSgXfXdRvMRBA5e3Jdq3ADbYQ&usp=sharing Arquivos Kmz: México - Estados de Hidalgo, Querétaro, San Luís Potosí, Guanajuato e cidades de interesse em Michoacan.kmz México - Estado do México, Veracruz, Puebla e Oaxaca.kmz México - Estados de Chiapas, Yucatan e Quintana Roo (sulleste).kmz ITINERÁRIO RESUMIDO: Planilha editável: Tabela de deslocamentos - realizado (espaçado).docx INFORMAÇÕES BÁSICAS POVO - Os mexicanos são muito acolhedores, honestos e simpáticos com o turista brasileiro de forma geral. - No país encontrará pessoas falando outras línguas, além do espanhol, como nahuatle (em El Tajín e em pueblos do estado de Puebla) e tsotsil (San Cristóbal de las Casas) e outras línguas da família maia. CÂMBIO - Não leve reais e muito menos leve pesos mexicanos comprados aqui no Brasil! - Apesar de ter lido em um relato que o euro era mais vantajoso do que o dólar na conversão para pesos mexicanos, não verifiquei isso em nenhuma casa de câmbio. Sendo assim, o conselho é levar dólares. - Melhores cotações ao longo de toda a viagem nas casas de câmbio do Terminal 1 do Aeroporto. Atenção que o seu voo chegará no Terminal 2, onde as casa de câmbio oferecem cotações menos favoráveis. Para ir ao 1 procure pelo Aerotrem (trem de conexão entre os terminais). Ao chegar no túnel de acesso ao Aerotrem, te pedirão a sua passagem. Informe que você acabou de chegar de viagem e que quer ir às casas de câmbio (deu certo comigo e acho que geralmente dá com qualquer um). - Nos mercados da rede Soriana (há em várias cidades do México) é possível pagar em dólar e receber troco em pesos por uma excelente taxa de conversão (troco a $18,80 enquanto em casa de câmbio estava a $18,25). PREÇOS - O México em geral é mais barato do que o Brasil. O preço de artesanato é absurdamente barato e os de transporte, hospedagem, alimentação e transporte serão discutidos nos tópicos a seguir. TRANSPORTE - O México é muito bem atendido por linhas de transporte. Mesmo entre cidades pequenas no interior costuma haver transporte regular (geralmente kombis) e entre várias cidades, há opções de ônibus executivos confortáveis do grupo de empresas da ADO, da Futura ou do grupo da Estrella Blanca, com preços mais ou menos correspondentes aos praticados no Brasil. - Para se locomover entre cidades do circuito turístico nos estados ao norte da Cidade do México (até San Luis de Potosí) ou entre a Cidade do México e Puebla ou Oaxaca, encontrará opções mais econômicas no Bla Bla Car (app de compartilhamento de carona). No app, muitas vezes a viagem sai por um terço do preço dos ônibus regulares e além disso, vc ainda pode conhecer pessoas massa, como aconteceu na viagem até Querétaro, em que conheci dois mexicanos e um belga super "chidos", que depois ainda tomaram uma cerveja comigo. - Para viajar para alguns pueblos, muitas vezes haverá apenas opção de colectivo (kombi ou van) ou em caso extremos haverá apenas opção de caminhão (pau de arara), como entre Laguna Miramar e Ocosingo. Às vezes a única opção de transporte regular (nos dois sentidos da palavra) pode ser também a carroceria de uma camionete, como para visitar Toniná partindo de Ocosingo. - Uma forma bastante popular de se viajar, especialmente em ou entre cidades pequenas é o táxi coletivo. São basicamente táxis que circulam meio que como vans ou ônibus pegando mais de um passageiro. Em algumas situações colocam até 5 passageiros, sendo dois na frente (sim, há um banco adaptado em cima do freio de mão 😂). - O transporte dentro das cidades costuma ser muito barato (ex. metrô a $5 na Cidade do México). Dicas para economizar: a) cheque o Bla Bla Car antes de comprar passagens de ônibus; b) nos estados de Chiapas, Campeche, Quintana Roo e Yucatán, verifique sempre se há opção de colectivo, além do ônibus (é mais desconfortável, mas às vezes muito mais em conta e com saídas mais frequentes); c) sempre quando for comprar passagem de alguma empresa do grupo ADO (OCC, AU e a própria ADO), cheque o site com 2-3 dias de antecedência, pois geralmente há cotas promocionais que reduzem o preço em até 40-50%; e c) ao comprar passagem em terminal rodoviário, cheque sempre se não outra empresa que faz o percurso, pois geralmente o atendente te informará apenas a com horário de saída mais próximo. Geralmente há outra empresas com ônibus simples, sem banheiros, porém com poltrona confortável, que fazem o mesmo trajeto das empresas mais caras. HOSPEDAGENS - O México é um país barato para se viajar. Peguei alguns hostels de boa qualidade com preços absurdamente baratos, como $85 com café da manhã no Torantelo em San Cristóbal de las Casas ou $30 no Lucky Traveller em Tulum. 🎉 De forma geral, encontrará bons hostels entre $120 e $240 na maior parte das cidades. - Em alguns pueblos e cidades menos turísticas pode ser que não encontre hostels. Neste caso, confira o Airbnb se quiser reservar com antecedência. - Dica importante: caso esteja viajando em baixa temporada, sem muita preocupação com disponibilidade de hospedagens, deixe para pagar a diária do hostel a cada novo dia, sempre conferindo o preço no Booking. Direto aparecem promoções de diária para o local onde vc já está hospedado. Essa é a regra, porém quando o valor já está absurdamente barato ao se reservar inicialmente, pode ser melhor reservar logo por vários dias, com atenção a alterações nos valores das diárias por este maior período. p.s.: Ao final do relato, encontrará a lista de todas as minhas hospedagens. COMIDAS E BEBIDAS - É bom ter um glossário de comidas mexicanas! Muitas coisas são bem parecidas. Às vezes só de acrescentar um item em alguma coisa, esta já recebe outro nome. - Ser vegetariano no México às vezes é um pouquinho complicado se você não está na pilha de fazer sua própria comida. - Comidas de rua e refeições em mercados (tipo os nossos mercados municipais) são bem econômicas e em geral os restaurantes chiques custam menos do que muitos restaurantes razoáveis do Brasil. - Um outro atrativo do México para mim são suas simpáticas padarias. Muitas delas vendem apenas opções de pães doces com preços geralmente super em conta! Em Orizaba, por exemplo, paguei $5 (!) por três tipos diferentes de pães doces. - Pimenta! 🌶️ Sim, os mexicanos realmente amam pimenta. Tudo o que você pede pode levar pimenta no seu preparo, até mesmo uma raspadinha de gelo ou frutas no copo. É comum também ter à disposição molhos de pimenta verde ou vermelho de preparo próprio. Caso vc não curta pimenta, relaxa que geralmente as comidas não vêm apimentadas da cozinha (exceto o "mole" ou alguns pratos típicos que são feitos à base de pimenta), mas é sempre bom perguntar. - Outra coisa interessante é que nos menus (combos de comidas), o arroz às vezes pode vir como opção de segundo prato, após a entrada (geralmente uma sopa ou caldo) e antes do prato principal. - Ah, e esqueça o tradicional arroz nos pratos. Os mexicanos muitas vezes usam as tortillas como base dos seus pratos. Às vezes quando o prato vem com arroz, eles inclusive misturam o arroz com o acompanhamento e colocam na tortilla. hahaha - Há diversos tipos de antojitos (classe do comidas dos tacos e quesadillas). Tive dificuldade para diferenciar um de outro algumas vezes, mas tranquilo, já que os próprios mexicanos quando questionados sobre as diferenças fazem confusão. hahahaha - Em relação à bebida, o preço da cerveja é mais ou menos o mesmo do Brasil (aqui é um pouco mais barato). Uma garrafa de 1,5 L de água custa geralmente entre $9 e $14. Refrigerante eu não lembro, mas dado o alto consumo mexicano (mais do que 6x a média mundial), acho que é bem barato. - Os mexicanos também são doidos por suco! Nas ruas geralmente há várias banquinhas de suco. Na verdade, o suco lá geralmente é feito com fruta em infusão durante um bom tempo e se chama "agua (de sabor)". Já os sucos de pura fruta, sem adição de água, que são chamados de "jugo". - Outra coisa que os mexicanos amam é tamarindo. Há inclusive um preparo tipo uma calda muito popular à base de tamarindo e pimenta, chamado "chamoy", que eles usam em diversos alimentos. Os doces feitos com a fruta, especialmente os picantes, são deliciosos! 🤤 - Paleta! Sim, o termo "paleta" não é invenção de empreendedor brasileiro. Os picolés mexicanos realmente se chamam "paletas". Os de fruta são deliciosos! Mesmo aqueles baratinhos de carrinhos de rua são super saborosos. Eu costumava curtir mais as paletas de fruta (especialmente as com pimenta) do que os sorvetes ("helado" se for à base de leite ou "nieve" se for à base de água). Bem acho que é isso... segue aí uma listinha de coisas que comi ou bebi com um breve comentário: - Camote - doce de batata doce vendido em Puebla - Cemita - pão tipo "brioche" (desses com gergelim usados para sanduíches). Também é o nome do sanduíche em si, muito popular em Puebla, o qual leva carne de porco, queijo, abacate e pode levar pimenta. É bom, mas é só um sanduíche em torno do qual o povo local cria todo um "hype". - Chalupas: massa de milho frita recoberta depois com um molho e ingredientes a gosto. Parece com salbute. - Chamoyada - raspadinha de gelo com pimenta - Chapulines - grilos - Chicatanas: formigas - Elotes e esquites - milho com limão, pimenta, maionese e queijo. Esquites é a versão com o milho no copo. Uma delícia! - Flor de calabaza - flor de abóbora refogada. É bem gostosa e geralmente é servida em tortillas. - Gordita - tem a versão de nata, que é tipo um pãozinho doce feito à base de nata e que pode ser recheado com geleias, doce de leite ou nutella. Tem a versão salgada que é massa de milho frita e recheada. Ambos eu achei bem gostosos. - Habas - favas grandes salgadas, vende-se em lugares que tbm vendem amendoim - Huaraches e sopes: para mim são iguais, mas têm um formato diferente. Tortilla de milho, com feijão, alface e queijo. - Huazontle - empanado recheado com queijo feito com uma folha fibrosa (o próprio huazontle) que se parece brócolis . Não curti muito! - Huitlacoches - fungo que dá no agave. Uma delícia nas tortillas. - Memela: massa de milho frita coberta com feijão e molho verde ou vermelho. O que eu comi perto do Balneario Axocopan em Atlixco foi o antojito mais gostoso de toda a viagem. - Molletes - pão com queijo, tomate, alface, que lembra uma bruschetta. - Molote - tipo de antojito frito parecido com quesadilla. Gostoso! - Nopales - folha de palma mto negligenciada aqui no Brasil, mas super populares no México. São servidas em antojitos ou em pratos. Eu adoro! - Palanqueta - parecem barrinhas de cereais feitas com semente de amaranto. Eu acho gostosas. - Pan de espelon: tamal com feijão preto e lomitos (carne assada). Muitooo bom! Popular em Yucatan. - Panucho: taco com feijão colado frito em óleo de banha de porco. Leva em cima alface, tomate e abacate no caso do pedido sem carne de porco. Bem gostoso! Popular em Yucatan. - Papadzules: parecem panquecas recheadas com ovo duro e com molho de tomate por cima. Não curti muito! Popular em Yucatan. - Pipián - molho a base de semente de abóbora. Popular em Cuetzalan. - Polcanes: espécies de bolinhos de milho fritos recheados com carne de porco desfiada. Não curti! Popular em Yucatan. - Relleno negro: parece um caldo feito com carne de perú, com tomate, feijão adocicado, salsa e queijo. Sabor forte. Muito gostoso! Popular em Yucatan. - Salbute: parece o panucho, mas não se coloca o feijão na hora de fritar - Sopa de lima: sopa rala de frango, com tomate, cheiro verde e lima - Tamal chachacua: tamal feito enterrado em chão com pedras quentes, geralmente recheado com carne de porco e frango. Muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal de macalun: com hoja santa, semente de abóbora. Muitooo, muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal vaporcito: feito no vapor. Gostoso.Popular em Yucatan. - Tlacoyos de requesón - um dos antojitos mais gostosos que comi. São encontrados na Cidade do México. - Tlayuda - massa de milho verde frita com cobertura de feijão e outras coisas que são vendidas nas ruas de Cidade do México. Essa eu achei ruim. Já a tlayuda de Oaxaca são gostosas, parecem tortillas grandes dobradas e recheadas com feijão, alface, abacate, tomate e queijo (e carne). Frutas: - Huaya: frutinha verde que parece pitomba, também conhecida como mamomcillo - Mamey: fruta grande cujo sabor lembra um pouquinho o de mamão. Achei deliciosa - Nanche: murici - Tuna: fruta do cactus que eu não curti Bebidas: - Atole - bebida feita a base de milho; a de cacahuate (amendoim) é uma delícia - Pozol: é uma bebida de milho com cacao parecida com o tascalate. É gostosa, mas é enjoativa. Há também a versão branca, com coco, que não achei gostosa. Popular nos estados de Chiapas e encontrada também em Quintana Roo e Yucatan. - Pulque: bebida alcoolica meio azeda feita a partir da fermentação do agave. Eu gostei da versão com fruta. - Rusas: bebida de água gaseificada ou refri de limão ou sangria com limão, pimenta e sal. É uma delícia! - Tascalate é uma bebida de chocolate feita a partir de uma mistura de milho torrado, chocolate, pinhão moído, achiote, baunilha e açúcar. Bem gostosa, mas o gosto é forte e enjoativo. Popular em Chiapas. - Tepache: bebida fermentada geralmente de abacaxi - Yolixpa: bebida alcoólica indígena a base de 23 ervas vendida em Cuetzalan. Achei gostosa. ROTEIRO DIA 1) BRASÍLIA - CIDADE DO MÉXICO De antemão, já deixo registrado que a Cidade do México é incrível, com diversas atrações interessantes. Se possível reserve ao menos uma semana para curtir a cidade. Ah, e se liga em duas coisas importantes: a) muito atrativos da Cidade do México (e de outras cidades) são fechados na segunda-feira; e b) a entrada em muitos museus é gratuita aos domingos. Bem, agora vamos ao relato. Comecei bem a viagem: sendo parado na imigração. Deve ter sido pq a atendente na triagem inicial me fez uma pergunta em espanhol rapidamente e eu não entendi, para não dizer que tenho cara de gringo querendo migrar para os EUA ou de narcotraficante árabe (e olha que minha barba tava curta). Fiquei um tempo aguardando e depois o funcionário que me atendeu fez uma chuva de perguntas: quanto tempo ia ficar, quanto dinheiro tinha, se já tinha viajado para outros países, qual meu emprego e salário, se tinha outro passaporte (estava com um novinho), se tinha visto pros EUA (perguntou duas vezes), quais minhas intenções no México, se conhecia alguém no país. Uma penca de perguntas. Acho que consegui me desvencilhar da encheção principalmente depois de mostrar o meu roteiro e a passagem de volta de Mérida a Cidade do México e depois para Brasília. Dicas para se dar bem na imigração: tenha seu passaporte antigo em mãos, passagem de volta impressa, tenha uma quantia considerável de dinheiro e se for empregado, leve o seu contracheque. Depois de uma hora e meia na migração, peguei minha mochila, fui ao terminal 1, troquei os meus dólares e euros (ver tópico câmbio mais acima) e peguei o metrô rumo ao hostel (relação das hospedagens ao final do relato). O metrô fica praticamente contíguo ao terminal 1, basta sair na porta mais à esquerda (olhando para a rua) e andar uns 200 m. Esse foi um dia basicamente de uma volta no Zócalo e conhecer a grandiosa catedral e de fazer o reconhecimento do centro histórico, caminhando meio que sem propósito até chegar na Plaza Garibaldi (praça que reúne vários barzinho e onde se concentram vários grupos de mariachis). O Zocálo citado por si só já é uma grande atração. É comum ver apresentações de grupos de dança mexica, jogo de pelota e nos finais de semana há uma movimentação louca de gente com vários vendedores e pessoas com trajes indígenas benzendo e defumando quem tiver interesse. DIA 2) CIDADE DO MÉXICO Dia de caminhar para caramba (bem uns 17 km)! Primeiro fui de metrô até a Universidade Nacional do México - UNAM, onde visitei primeiramente o Museo Universitário de Arte Contemporáneo. Lá estava rolando uma exposição do Ai Weiwei, que fazia um paralelo entre a destruição de patrimônio histórico chinês e o assassinato em massa de estudantes mexicanos em Iguala em 2014 promovido por cartéis em parceria com forças paramilitares e polícias. Pesado! Em seguida peguei um ônibus gratuito interno no campus com destino à Reitoria e à Biblioteca (com direito a pulinho no MUCA - Museo Universitario de Ciencia y Arte...vale a pena se tiver com tempo sobrando). Depois segui caminhando até o Museo Soumaya Plaza Loreto. Após a visita segui até o Museo El Carmen, passando no caminho pelo Mercado Melchor Musquiz (recomendo demais todo esse trajeto a pé). Depois iniciei o que seria um trajeto super agradável pela região de Coyoacán, com belas ruas e praças. Primeiro fui ao parque Viveros (dispensável no roteiro), passando pela charmosa Fonoteca Nacional, e segui até a movimentada e agradável praça da Igreja San Juan Baptista (adorei o clima desta parte da Cidade do México e recomendo demais ir no final da tarde!). Por fim, fui no ótimo Museu Nacional de Culturas Populares e dei um rolê no bairro caminhando até a entrada do Museu da Frida. Nesta última parte do trajeto, há várias barraquinhas de comida para matar a fome. - Museu Universitário de Arte Contemporáneo: museu com excelente estrutura com exposições temporárias interessante (como a do Ai Weiwei). Entrada $40 - quinta-feira a sábado e $20 quarta e domingo. Segunda e terça não abre. - Reitoria e Biblioteca da UNAM: possuem lindos e grandiosos painéis dedicados à cultura mexicana. São tantas informações nestes painéis que há algumas visitas guiadas para apresentá-los. - Museo Soumaya Plaza Loreto: (atenção que já mais de um Soumaya!) o museu está inserido em um complexo com diversos restaurantes e em que frequentemente há apresentações de música e feiras temáticas. O museu em si têm uma coleção de peças artísticas de calendário, exposição sobre 100 anos da Constituição mexicana, pinturas do séc XVII e XIX e alguns artefatos da história da fotografia no país. Particularmente, achei legalzinho, mas acho que é dispensável. Entrada gratuita. - Museo El Carmen: antigo convento que abriga algumas múmias. Visita interessante! Entrada $60. - Fonoteca Nacional: local charmoso e agradável para quem está de bobeira, com tempo de sobra. Entrada gratuita. - Museu Nacional de Culturas Populares: grande museu com boa coleção e ótimas exposições temporárias. Curti demais! DIA 3) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê por atrações no Centro Histórico. - Templo Mayor: o coração da sociedade mexica (erroneamente chamada de "asteca") de Tenochtitlan, que continha em seu centro uma grande pirâmide de mais de 40 m de altura dedicada às cerimônias com sacrifícios humanos. A visita ao Templo Mayor contempla um museu incrível com diversos artefatos mexicas. Entrada $75. - Palácio Nacional: com belo interior e 10 painéis de Diego Rivera. Vale a pena fazer a visita guiada passando pelos painéis. Entrada gratuita - Museu Nacional de Arte do México: belo prédio com uma grande coleção de artistas dos séculos XVIII e XIV (para mim, é o tipo de arte que depois de uma tempo cansa, mas vale a pena a visita). Entrada $60. - - Torre Latinoamericana: na década de 50 esteve entre um dos 50 prédios mais altos do mundo. Tem uma incrível vista panorâmica e um museu legalzinho com a história de algumas estátuas espalhadas na cidade. Entrada $110 (cara demais!) DIA 4) CIDADE DO MÉXICO Mais um dia de rolê na parte central da Cidade do México. Segue abaixo a relação dos locais visitados e como não teria mais tempo depois para conhecer outros atrativos nessa parte central, fica o registro de ainda faltou conhecer a Secretaria de Educação, que tem vários painéis de Diego Rivera; o grandioso Museo Memoria y Tolerância; Museu de la Ciudad de Mexico, Museo de Las Culturas e vários outros museus na região. - Palácio Postal: do ladinho do Museu de Bellas Artes. Acaba passando batido na visita de muita gente, mas é um prédio com um interior maravilhoso. - Museu de Bellas Artes: incrível tanto por fora pela sua grandiosidade arquitetônica quanto por dentro, com exposições temporárias maravilhosas e os painéis de Diego Rivera, Rufino Tamayo, David Alfaro Siqueiros, e José Clemente Orozco. Entrada $70. - Museu Painel Diego Rivera: abriga um grande painel do artista, com placas informativas sobre o que representa cada figura exposta. Entrada $35. VID_20190505_135126.mp4 - Teatro de la Ciudad Esperanza Iris: teatro lindo em que eu pude ver uma bela apresentação de marimbas do Mario Nadayapa Quartet e convidados (a quarta postagem no Instagram é sobre este rolê especial). DIA 5) CIDADE DO MÉXICO/TEOTIHUACÁN Dia longo iniciado dividido em três partes: 1) visita a Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas e em seguida caminhada pelo interessante bairro onde se situa o sítio até a estação de metrô Tlatelolco; 2) deslocamento até Teotihuacán e visita de todo o sítio arqueológico; e 3) retorno à Cidade do México com visita à Biblioteca Vasconcelos, Kiosko Morisco e uma cervejinha artesanal boa no barzinho Estanquillo El 32. Parte 1) Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas: Tlatelolco foi um importante centro da civilização mexica, onde se desenvolveu um rico comércio e relações de intercâmbio com Tenochtitlan. Atualmente assim como o Templo Mayor, possui apenas vestígios, como corredores e bases das pirâmides, que testemunharam a destruição espanhola, aqui representada pelo convento franciscano (erguido em 1537) e Templo de Santiago Apostol (1609). A terceira cultura representada seria a do México contemporâneo, com construções como a da Secretaria de Relações Exteriores, que atualmente abriga um museu em memória aos estudantes que foram massacrados pelo Estado mexicano na praça durante uma manifestação em 1968 (até hoje não se sabe o número exato de mortos, girando entre 300 e 400). Parte 2) Teotihuacán: destino básico em qualquer viagem à Cidade do México. Fica a aproximadamente 1h30 de ônibus da Cidade do México, mais exatamente da estação de ônibus Autobuses del Norte. Não há a menor necessidade de ir em tour para esse sítio arqueológico. Basta pegar um metrô até a referida estação e depois comprar a passagem na loja da empresa Teotihuacán, que fica no final do lado esquerdo . A passagem custa $104 pesos ida e volta e ônibus sai a cada meia hora mais ou menos. Teotihuacán começou a ser desenvolvida aproximadamente a 200 a.C. Teve o seu apogeu entre os séculos II e VI, chegando a ter aproximadamente 175 mil habitantes. Depois entrou em declínio e por volta de 750, a sua estrutura social já havia sido extinta. O nome Teotihuacán na verdade foi dado pelos mexicas, séculos depois do seu declínio. Ainda não se sabe qual o nome original da civilização, que construiu o complexo de pirâmides, entre as quais se destacam a enorme Piramide del Sol, com 65 m de altura, e a Piramide de la Luna, geralmente visitadas por todas as pessoas. Porém o Templo Quetzacoatl, situado no sentido oposto da Piramide de la Luna na desembocadura na Calzada de los Muertos, também é uma visita fundamental pela sua riqueza arquitetônica (foto abaixo com esculturas nas pirâmides). Dica para conhecer bem o sítio: recomendo ir com pelo menos 3h livres para fazer todo o trajeto. Leve muita água, chapéu e não economize no protetor solar porque o sol lá é de rachar. E por último: as lojinhas de lá vendem coisas mais ou menos pelo mesmo preço de mercados da Cidade do México. Parte 3) - Biblioteca Vasconcelos, uma biblioteca pública em que qualquer pessoa, inclusive estrangeiros, pode pegar livros emprestados para consulta local e pessoas registradas podem fazer empréstimos por 21 dias. A biblioteca é enorme e sua arquitetura é arrojada. Foi criada em 2006, conta com mais de 575 mil livros e é uma das mais frequentadas da América Latina. - Kiosko Morisco, que fica no agradável e charmoso bairro de Santa Maria de la Ribera. É uma construção bem bonita em ferro e madeira desmontável, que foi criada em 1884 para uma exposição internacional em New Orleans. O Kiosko fica bastante cheio no final da tarde, quando muitas pessoas o frequentam para dançar, praticar atividade física ou relaxar. O caminho da estação de metrô até a biblioteca pela rua Mosqueta é um atrativo à parte com os seus prédios grafitados. E quem curte cerveja artesanal, recomendo ir num barzinho que se chama Estanquillo El 32, que fica perto do Kiosko. Super recomendo pelo atendimento (troquei várias ideias com o dono), pelo ambiente acolhedor e pela diversidade de cervejas! DIA 6) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê em Chapultepec. A região é meio que um grande parque e reúne algumas das melhores atrações da Cidade do México, entre elas a mais incrível para mim: o Museu de Antropologia. Se vc estiver hospedado perto do Zócalo, vale a pena ir caminhando pelo Paseo de la Reforma até a região, curtindo os prédios modernos ao longo da avenida. Seguem os atrativos visitados: - Museu de Antropologia: puta que pariu que museu sinistro! O museu mais incrível que já visitei na vida. Logo na entrada, vc dá de cara com um guarda-chuva lindo (foto 4),mas, apesar da arquitetura imponente, o grande destaque está na sua coleção distribuída ao longo de 53 salas. Diversos artefatos de diferentes culturas pré-hispânicas com destaque para o calendário asteca, que na verdade não é um calendário e é melhor chamar aquele povo de "mexica". Toda essa coleção se encontra no térreo e nas salas no subsolo. Há ainda um primeiro andar dedicado aos povos indígenas atuais. Eu cheguei às 16h30, peguei a explicação da guia do museu e acabou que tive só 1h30 para percorrer tudo por conta própria. Claro que faltou um monte de coisas e o primeiro andar eu basicamente ignorei por falta de tempo. Dá para ficar um dia todo facilmente no museu. Entrada 10h às 19h, $75. - Castelo/Museu Nacional de História: um belo castelo, construído entre os anos 1778 a 1788. Tem uma coleção sobre a história da Nova Espanha e muitos quartos abertos para visitação, além de um belo jardim e uma vista incrível do Paseo de la Reforma. Entrada 9h às 17h, $75. - Museu de Arte Moderna: ótimo museu com esculturas na parte externa e três alas internas, uma dedicada a uma exposição temporária, outro para artistas modernos e a última dedicada aos grandes nomes da arte do México, como María Izquierdo, Orozco, Diego Rivera, Frida e outros. Tem visita guiada às 12h e 13h. Vale muito a pena! Entrada de 10h às 17h, $75. Muitas coisas?! Pois é, ainda faltou conhecer na área: Museu de História Natural, Museu Tamayo e quatro centro culturais. E depois de tudo isso ainda curti uma luta-livre à noite no Arena México. A arena tem uma putaaa estrutura e eu achei massa a experiência de assistir à luta. Para mim é basicamente mim é uma dança acrobática, muito bem ensaiada de caras fortes (espero que os fãs do esporte não leiam isso hahaha). Os mexicanos deliram com as lutas, tanto que são até transmitidas na TV para o grande público. Confira os ingressos em site de venda, pois eu acho que sai mais em conta do que pagar na hora. A cadeira que peguei custou $140 na hora (era a segunda categoria mais barata). DIA 7) CIDADE DO MÉXICO/TEPOTZOTLAN A cidade é um pueblo mágico com várias construções antigas em cor ocre e vermelho. Fica a quase 40 km da estação de metrô Autobuses del Norte na Cidade do México. Para chegar lá é fácil: pegue um metrô até a referida estação e depois pegue um ônibus (camion) da empresa Autora na plataforma (andén) D lado norte. Acho que saí a cada 30 min . Apesar da cidade ser próxima, as condições de trânsito fazem com que a viagem dure mais de 1h. Passagem: $20 O ônibus vai te deixar bem no centro da cidade. Ali está a sua maior atração: o Museu del Virreinato. Logo mais eu falarei dele. Antes vou explicar o que é um pueblo mágico, já que isso aparecerá várias vezes por aqui. Pueblo mágico é uma cidade credenciada pela Secretaria de Turismo, que oferece aos visitantes uma experiência mágica, devido ao seu folclore, culinária, patrimônio arquitetônico e artístico, relevância histórica e hospitalidade. Atualmente são 83 pueblos mágicos registrados no país. Dito isso, vamos às atrações: - Arcos del Sítio (Acuedutos de Xalpa): a 30 km do centro da cidade fica o incrível aqueduto formado por um conjunto de arcos 43 arcos, 61 m de altura e 438 m de comprimento que teve sua construção iniciada no séc XVII e finalizado apenas em 1854. Foi considerada a maior obra do tipo na época. É possível ir de táxi ($150 a 250) ou ônibus ($16). Optei por esta opção. Vi em fóruns que só havia uma opção de ônibus até lá, o com destino a San José Piedra Gorda, com apenas 3 horários de saída ( 8h, 12h, 16h). Lá descobri que havia outra opção com destino a Cabanas Dolores, mas com parada mais longe (20 min de caminhada). Acabou que eu peguei o San José já às 13h. Demorou 1h para chegar lá por conta da estrada. Chegando perguntei ao motorista quando haveria um para voltar e ele me disse que em 40 min. Me programei para voltar neste tempo, para não correr riscos. - Museu del Virreinato: caramba, que museu em um dos complexos religiosos mais incríveis que já visitei na minha vida. Abrange o antigo Colégio Franciscano San Francisco Javier, com construção iniciada em 1580, e a incrível igreja anexa. Considere 2h pelo menos para a visita porque são várias salas com esculturas, pinturas e fachadas de tirar o folego. Por fim, recomendo almoço no mercado perto da praça central. DIA EL TAJÍN E PAPANTLA Esse foi um dia de rolezão enorme. Primeiro acordar cedinho para estar no metrô às 5h e tentar pegar o ônibus com destino a Poza Rica de 6h para uma viagenzinha de 5h de duração. Depois pegar outro ônibus até El Tajín (40 min). El Tajín é um sítio arqueológico que tem como pirâmide de maior destaque a Pirâmide dos Nichos. Acredita-se que começou a ser construída no século I e que foi ocupada até o século XIII, tendo seu apogeu entre os anos 800 e 1100. Foi a capital do povo totonaca. Possui um grande número de campos para o jogo da pelota, 17 no total. Acredita-se que tinham importante função na estabilidade social. A entrada custa $75 e o passeio completo pelo complexo Duran entre 1h30 e 2h. Na frente do sítio tem uma apresentação da Danza de los Voladores (vídeo), que surgiu na região como uma cerimônia relacionada no início da primavera para garantir uma boa colheita. Consiste em uma marcha dos dançarinos até o mastro, depois uma série de movimentos em torno dele ao som de flauta e tambor e depois sobem e fazem mais uns movimentos antes de se arremessaram para executar 13 voltas em torno do mastro. Eu peguei só um pedacinho da apresentação, que tem cerca de 25 min de duração total, mas não liguei muito para isso, pois depois veria a apresentação em Papantla, onde se localiza o maior mastro para a dança do México (37m de altura). Fui para Papantla em um táxi coletivo ($20). A cidade tem um centro movimentado no qual se destaca a sua igreja e ao fundo o Momento al Volador. Acabou que eu não consegui assistir à dança porque aconteceria apenas às 17h e eu tinha que pegar um táxi coletivo a Poza Rica e em seguida um ônibus às 18h com destino a Pachuca, onde me hospedaria para visitar Huasca de Ocampo e Mineral del Monte. Nesta viagem a Pachuca, tive uma grata surpresa com a bela paisagem montanhosa ao longo do caminho. DIA 9) HUASCA DE OCAMPO E MINERAL DEL MONTE Huasca de Ocampo e Real del Monte (ou Mineral del Monte) são dois charmosos pueblos mágicos próximos de Pachuca, uma cidade de porte médio no estado de Hidalgo a aproximadamente 90 km da cidade do México. Para chegar em ambas as cidades, basta pegar uma van em Pachuca no mercado Benito Juarez. Fui primeiro a Huasca (50 min de viagem e passagem a $29). Ao chegar na última parada (Hacienda San Miguel Regla), eu e outras duas passageiras negociamos com o motorista para nos deixar nas Prismas Basalticas por $20 a mais. As Primas são consideradas uma das 13 maravilhas naturais do México. É um conjunto de colunas de basalto com até 40 m formadas pelo resfriamento da lava vulcânica em contato com a água. Realmente a formação em si é fantástica, mas PQP quantas intervenções artificiais no local! Restaurante na beira do leito do rio, leito pavimentado até a cascata e o pior: a própria cascata é formada por água canalizada! Difícil de saber como ela era no passado. Tudo isso acaba tirando em muito a sua beleza. Beta para não pagar absurdos $100 de entrada nas Prismas: caminhe pela calçada na rua lateral aos Prismas. Uma hora o muro vai ficar mais baixo e vai ter uma janela onde se pode observar as cachoeiras. O único problema é que assim vc não terá a vista da Hacienda Santa Maria Regla de cima como na foto abaixo. A 600 m das Primas, está a Hacienda Santa María Regla, para mim o ponto alto de Huasca. A Hacienda, que atualmente é um hotel, no século XVIII foi dedicada ao beneficiamento de ouro e prata e foi um das haciendas mais imponentes do mundo. É um lugar incrível, com um bela capela e uma série de túneis, salões e quartos que serviram para diferentes propósitos no passado. Conta ainda com uma bela cachoeira formada pela desembocadura do mesmo rio que forma as Prismas Basálticas. Reserve pelo menos 2h para percorrer todos os seus túneis e ir até a cachoeira. Entrada $85. Acho que vale a pena contratar um guia (não fiz isso e fiquei muito perdido). Outro local destaque é a Hacienda San Miguel Regla. Assim como a anterior, hoje tbm é um hotel. Já está bastante descaracterizada, mas a visita ainda vale pela bela estrutura na orla do lago. Entrada $50, passeio de 50 min. Depois de conhecer esses locais, fui curtir o centro de Huasca. Em seguida peguei uma van até Real del Monte. Real del Monte é uma cidadezinha simpática, muito visitada por turistas mexicanos. Tem um centrinho legal e muitas lanchonetes de pastes (espécie de pastel de forno delicioso). Recomendo não deixar de comê-los na visita à cidade. Recomendo também conhecer a Cerveceria La Viscaina e tomar um dos seus chopps artesanais e trocar uma boa ideia com o seu dono super gente boa. Pude conferir que há van de volta de Mineral a Pachuca pelo menos até 21h (passagem a $11,50). DIA 10) BERNAL E QUERÉTARO Cheguei na rodoviária de Querétaro e já fui direto a Bernal. Para ir ao pueblo, basta pegar ônibus da Coordenados no edifício B da rodoviária (preço $49) com saída a toda hora. Na volta, o ônibus sai de hora em hora com último às 18h ($51). O pueblo mágico de Bernal é bem bonitinho e tem como sua maior atração a Peña de Bernal, um monolito de 433 m de altura, um dos mais altos do mundo, considerado uma das 13 maravilhas naturais do México (mais uma!). É possível subir até próximo do topo da Peña, sem equipamentos de escalada. A subida é um pouco cansativa e inclinada em algumas partes, tendo uma duração de 40 min a 1 hora. Depois de conhecer Bernal, retornei a Querétaro (detalhes da cidade no próximo tópico). DIA 11) QUERÉTARO Querétaro (Santiago de Querétaro) é a capital do estado de mesmo nome. É uma cidade de médio porte (mais de 700 mil habitantes), localizada a 180 km da Cidade do México. Possui um centro histórico lindo e vibrante (pelo menos nos finais de semana), que foi decretado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1996. Os melhores rolês na cidade são: a) andar pelas suas ruas, algumas delas exclusivas para pedestres, apreciando as fachadas dos edifícios e as belas praças; b) entrar em cada uma das suas igrejas, com destaque para o templo de Santa Rosa de Viterbo e Templo de la Merced, o qual se destaca pelo seu belo interior; e c) ir até o mirador do aqueduto para apreciar essa grande obra arquitetônica. Fui tbm em três museus na cidade. O primeiro deles, o MACØ (Museu de Arte Contemporânea), tem uma coleção legal que eu curti bastante (entrada gratuita). O segundo foi a Casa de la Zacatecana, que é simples, mas é legal para ver como eram as casas da elite do século XVIII (entrada $45). O terceiro foi o Museo Regional de Querétaro, que eu esperava mais da sua coleção, mas é interessante pela sua arquitetura, com pátios com fontes e chafarizes, e pelo seu histórico de ocupações com diferentes propósitos (entrada $60). DIA 12) JALPAN E XILITLA Dia de sair de Querétaro e ir até Ciudad Valles, passando por Jalpan e Xilita. Primeiro peguei um ônibus econômico da empresa Vencedor até Jalpan ($270, enquanto nas outras empresas era $400). O caminho é feito por estradas sinuosas, passando por barrancos profundos e paisagens da Sierra Gorda de tirar o fôlego. Jalpan, seria a princípio apenas um local de passagem, mas depois de ver uma bela reprodução da fachada da sua igreja, Misión de Jalpan, no Museu Regional de Querétaro, me deu uma grande vontade de conhecê-la. A igreja, construída por franciscanos entre os anos 1751 e 1758, realmente tem uma fachada barroca linda em que está representada a busca pela fé. O seu interior ao contrário é bastante simples. Para conhecê-la, desça do ônibus na parada perto do centro. Depois da igreja, peguei um táxi colectivo até o terminal, onde peguei um ônibus da Vencedor até Xilitla (2h de viagem). A cidade marca o início das minhas andanças pela Huasteca Potosina, uma região com várias cachoeiras lindas, dolinas profundas e cavernas. O meu interesse na cidade era apenas conhecer o Castelo Surrealista de Edward James (Las Pozas), um lugar com umas esculturas surreais (óbvio!) imersas na mata, escadas sem fim e ainda uma cachoeira lindíssima. Edward era poeta, artista plástico e foi mecenas de Salvador Dali e René Magritte. Conheceu Xilitla em 1945 e a partir de 1947 começou a criar orquídeas na propriedade que adquiriu. Depois de uma forte geada, em que perdeu toda sua plantação, decidiu começar a construir o castelo em 1962. Em 1984, ele faleceu, deixando a obra inconclusa. O Castelo é interessante, mas vou ser sincero que não correspondeu às minhas expectativas. Fiquei muito incomodado com as faixas coloridas bloqueando acesso, com os funcionários de colete no meio das esculturas e também fiquei um pouco frustrado com muitas das esculturas em si e com o excesso de pavimentação na parte mais natural. Acabei gostando mais da cachoeira do que das esculturas em si. O valor de entrada é $100 e o passeio dura pelo menos 1h40. Por fim, peguei um ônibus até Ciudad Valles ($143, 2h de viagem), a cidade que serviria de base para os meus passeio pela Huasteca Potosina. DIA 13) HUASTECA POTOSINA A Huasteca Potosina é a parte da região da Huasteca no estado de San Luis Potosí. Abrange 20 municípios. Já citei ela aqui quando falei do Castelo Surrealista. É uma região cheia de cachoeiras, cavernas, nascentes de rios de águas cristalinas e sótanos (dolinas - buracos profundos formados com o colapso da parte superficial do relevo). A melhor forma de conhecer a Huasteca Potosina é com carro próprio, pulando de cidade em cidade. Caso não possa alugar um, o melhor é se hospedar em Ciudad Valles e usar a cidade como base de apoio para os passeios. Muitos deles podem ser feitos sem agência. Como é o caso de todos abaixo, exceto Minas Viejas. No primeiro dia fui para o município de Tamasopo de ônibus ($128 ida e volta com a empresa Vencedor, 1h30 de viagem), onde conheci Puente de Dios e Cascadas de Tamasopo. Puente de Dios tem um poço lindo no qual desembocam cachoeiras e uma pequena gruta de água azul-turquesa. Para chegar lá, o táxi cobra $70 ou pode-se tentar uma carona. Já as Cascadas Tamasopo são duas cachoeiras: uma com uma grande parede e várias quedas d'água e outra mais simples, mas com um belo poço onde rola de fazer pêndulo ou saltar de trampolins. São bem bonitas e de fácil acesso a partir da cidade, mas tem uma intervenção humana pesada, com muita pavimentação, barragens e piscinas artificiais. VID_20190514_174348.mp4 DIA 14) HUASTECA POTOSINA Dia de conhecer conhecer Minas Viejas e Cascada El Meco de carona com amigos que fiz no hostel. Minas Viejas é bem afastada e não sei como seria o acesso por conta própria. É um complexo lindão de cachoeiras com bons poços para tomar banho. Já El Meco é uma cachoeira enorme, maravilhosa (!!!), em cidade (El Naranjo) acessível por transporte coletivo. No local há três opções de passeio: um de lancha até a base da cachoeira, outro que envolve saltar as cachoeiras acima do El Meco e outra que é um trekking até El Salto (um conjunto de poços acima no rio). Acabei optando pelos saltos de cachoeira, que foi bem legal e bonito, mas talvez eu recomendaria mais o passeio de lancha. Atenção: o último ônibus da cidade volta às 19h para Ciudad Valles. Acabei o perdendo, mas por sorte encontrei com duas amigas que conheci no dia anterior em Tamasopo e pude aproveitar uma carona de volta. DIA 15) HUASTECA POTOSINA E LAGUNA DE LA MEDIA LUNA No período da manhã, fui na Cascada de Los Micos, que fica pertinho de Ciudad Valles e é possível ir de táxi coletivo até lá ($30). Tem uma entrada paga, mas não é preciso desembolsar nada para conhecê-la. Basta descer por umas escadas que ficam no estacionamento onde o táxi te deixará e que cruzar a pista por baixo. Ao descer, vc verá a sequência de cachoeiras a partir de baixo. Depois volte pra pista e ande cerca de 700m até uma pequena central hidrelétrica. Logo depois da sua entrada de acesso, há umas escadas em que vc poderá descer e curtir a paisagem lindona mostrada em fotos abaixo. Foi um lugar que eu curti demais por ser mais natural e sem muitas intervenções como nos demais. Depois de curtir a Huasteca, peguei um ônibus até Rio Verde. O meu objetivo era conhecer a Laguna de la Media Luna, a cerca de 14 km da cidade. Para chegar lá, peguei um táxi colectivo até El Refugio ($14) e depois fui caminhando pela estrada rumo ao atrativo, pedindo caronas. Acabei andando bastante, mas consegui caronas em dois trechos, que me auxiliaram bastante a chegar no destino antes do anoitecer. A Laguna é bonita e tem uma série de canais onde se pode tomar banho em uma água de temperatura agradável. Porém a ocupação é muito intensa. Fui numa quinta e tinham muitas famílias acampando e fazendo churrasco lá, o que por um lado é legal pq mostra que os mexicanos curtem esses programas, mas por outro lado é ruim, pois significa lugares cheios. Passei a noite lá, acampado em uma barraca que aluguei no local ($170 com colchão). A infraestrutura de banheiros não é das melhores, com apenas uma pia, e vi apenas um local para lavar louça (disponibilidade de água potável e para este tipo de atividade é um ponto negativo no México de forma geral). DIA 16) ESTACIÓN DE CATORCE Curti parte da manhã no laguna e depois fui para estrada para tentar um carona com destino a estação de ônibus de Rio Verde para seguir até os meus próximos destinos: San Luis de Potosí e Real de Catorce. Acabou que consegui uma carona super rápido e ainda com direito a ganhar de presente uma garrafa de mezcal...os mexicanos são hospitaleiros demais! Chegando no terminal de Rio Verde, comprei a primeira passagem a San Luis de Potosí. Depois de de 2 h de viagem, ao chegar na rodoviária de San Luis, verifiquei se ainda era possível comprar passagem de ônibus para Matehuala, chegando a tempo para um conexão a Real de Catorce, mas não era mais possível. Com isso, comprei uma passagem a Estación de Catorce, cidade mais próxima de Real de Catorce, na esperança de ainda conseguir transporte até este destino nesse dia. Porém, chegando a Estación, descobri que há transporte regular - feito em Jeep Willys - entre as duas cidades apenas cedo pela manhã, a depender de demanda. Estación de Catorce é um pueblo no meio do deserto e assim como Real de Catorce, fazia parte da lucrativa rota de extração de prata que floresceu na região no séc XVIII. A cidade tem uma cara de "parada no tempo" e é uma interessante base de apoio para depois de se conhecer Real de Catorce. DIA 17) REAL DE CATORCE Real de Catorce é um pueblo mágico no meio do deserto a 250 km ao norte da cidade de San Luis Potosí. Tem aproximadamente 1000 habitantes regulares e tem atraído turistas pelas suas construções de pedras, por uma certa áurea e mística e pela disponibilidade nos arredores de peyote (cactus com substâncias psicoativas, ou melhor dizendo, alucinógenas hehehe). Conforme citei no tópico anterior, para chegar ao pueblo em transporte coletivo há 2 opções: uma indo por Matehuala (aprox. $410 no total) e outra indo para cidade de Estación 14 ($270) e depois seguindo em um Jeep Willys até Real de Catorce ($50-80). Eu acabei não tendo que usar o Jeep, pois consegui carona com uma galera muito massaaa que estava de passagem por Estación Catorce, indo comemorar o aniversário de um deles em Real. Eu curti demais toda a experiência de conhecer Real de Catorce. Primeiro porque a ida de Estación até lá passa por paisagens desérticas lindas. Segundo porque a experiência de entrar na cidade por si só já é massa, pois envolve a passagem por um túnel antigo por onde passava o trem que escorria a prata da região. Terceiro porque a cidade tem meio que um clima de cidade fantasma. DIA 18) SAN LUIS POTOSÍ Depois de conhecer Real de Catorce, voltei a San Luis Potosí. A cidade é legalzinha, mas não tem muitos atrativos. Tem uma praça bonita onde está a Catedral; o Museu das Máscaras, que é legal, mas não tem nada de mais; e tem uma atração que por si só já vale a ida a cidade: o incrível Centro de las Artes com o Museo Leonora Carrington. O centro parece um castelo. No passado foi uma penitenciária, onde foram aprisionados inclusive alguns ilustres presos políticos. Hoje o lugar é um espaço cultural que, além de abrigar o Museo Leonora Carrington, também abriga teatro, espaço de dança e outras exposições artísticas. Leonora foi uma importante artista surrealista e se relacionou com importantes nomes do movimento, como Max Ernst, Remedios Varo, André Breton e Luis Buñuel. Ela pintou muitos quadros e escreveu livros. Apenas nos anos 2000, nos seus últimos 10 anos de vida que se dedicou às esculturas. DIA 19) GUANAJUATO Guanajuato é uma cidade a 195 km San Luis Potosí e 360 km da Cidade do México. É uma cidade linda, colorida, construída ao longo de uma serra. O melhor a se fazer na cidade é percorrer o seu centro histórico, meio que sem preocupações, apreciando os seus edifícios e cada detalhe das suas vívidas ruas estreitas. A cidade possui belas igrejas, de arquitetura impactante, como a Iglesia de San Diego e o Templo de la Compañia de Jesus. Possui ainda alguns museus que devem ser interessantes, mas eu infelizmente estava na cidade na segunda-feira,o "Dia Nacional dos Museus Fechados no México", e só pude conhecer o Museo de las Momias e as exposições da Universidade de Guanajuato. Não recomendo ir no Museo de las Momias. O preço de entrada é caro ($100), a coleção não é lá das mais interessantes (as múmias são do século XX!) e há poucas informações disponíveis para os visitantes. O maior atrativo no local é a múmia de um recém-nascido, que morreu junto com a mãe durante uma cesária (macabro!). O museu da universidade é gratuito e tinha uma exposição linda de uma fotógrafa chamada Florecen Leyret. Valeu muito a visita! Um outro lugar interessante na cidade é o Funicular, de onde se tem a vista da primeira foto. E uma curiosidade: embaixo da cidade tem um sistema de túneis sinistro 🦇, onde há estacionamentos pagos e por onde circulam inclusive ônibus de linhas regulares. Eu e meu amigo Luca, que estava dirigindo a van em que fui de carona, nos perdemos algumas vezes nesses túneis. DIA 20) SAN MIGUEL DE ALLENDE San Miguel de Allende é uma bela cidade no estado de Guanajuato, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, com casas de cor ocre, vermelho e amarelo (as cores lembram bastante as de Tepotzotlan). A cidade possui a maravilhosa Parroquia de San Miguel Arcángel, que teve a sua construção nos moldes atuais iniciada no ano de 1685, e algumas outras belas igrejas dos séculos XVII e XVIII, como o Templo del Oratorio de San Felipe Neri e Templo de la Purísima Concepción. Uma outra atração interessante na cidade é o Museo La Esquina (del Juguete Popular Mexicano) (entrada $50). É um museu de brinquedos que se iniciou a partir de uma coleção particular. Atualmente o museu realiza um concurso anual de brinquedos artesanais. Os premiados são gratificados e depois passam a compor a coleção em exposição. Vou ser sincero que não tinha muitas expectativas para este museu (caretismo puro meu!), mas fui surpreendido. Muitos brinquedos são verdadeiras obras de arte! Também fui no Museu Casa de Allende (entrada $55), que foi a casa de Ignácio de Allende, um dos primeiros revolucionários da independência mexicana. Foi bom para saber um pouco da história mexicana, mas vou falar que o museu é bem simples e a visita não vale a pena para nós gringos. Nos arredores de San Miguel há também algumas atrações interessantes, como a Galeria Jimmy Ray, a Galeria Atotonilco e a Zona Arqueológica Cañada de la Virgen. Infelizmente não tive tempo para conhecê-las. DIA 21 E 22) PUEBLA Depois de curtir Guanajuato e San Miguel de Allende, o meu destino estava em outro estado, o primeiro ao sul da Cidade do México: Puebla, no estado de mesmo nome. Para chegar na cidade, eu peguei dois Bla Bla Car. O primeiro de San Miguel Allende a Querétaro em carro ($50) e o segundo de Querétaro a Puebla ($250) em ônibus. Puebla em si não é uma cidade muito bonita, comparada com outras por onde passei no México. Porém tem um atrativo super curioso - Cuexcomate, o menor vulcão do mundo (detalhe: é possível descer em seu interior por $12,50) (foto 1 e 2) - e tem ainda outros quatro atrativos incríveis sobre os quais falarei abaixo. - Catedral de Puebla: um pouco parecida com a catedral da Cidade do México, porém achei o seu interior ainda mais bonito - Capilla del Rosario: construída entre 1650 e 1690, é um anexo do Templo de San Domingo e é um dos maiores marcos do barroco novo-hispânico. Maravilhosa demais! - Museo Amparo: grande museu com uma boa coleção de artes pré-hispânicas, com ambientes virrenais bem decorados e uma exposição de arte contemporânea muito boa! - Museu Internacional del Barroco. Um museu enorme com uma arquitetura super moderna, com muitos recursos multimídias e com uma boa coleção artística. Ainda dei sorte de ter duas coleções temporárias ótimas em exposição: uma de obras do Rembrandt e outra de bordados de Carlos Arias. Esse museu é demais! Fui ainda em várias igrejas, no Paseo de los Gigantes (parque com miniaturas de prédios icônicos do mundo) e andei nas ruas das Artes, dos Doces e aleatoriamente por várias outras ruas da cidade. Conheci muitos lugares, mas ainda faltou conhecer o parque em que está inserido o Forte Loreto, que parece ser uma região bem bacana da cidade. Para comer, recomendo ir no Mercado de Sabores, onde há várias opções de bancas com comida regional, incluindo o famoso sanduíche "cemita". DIA 23) CHOLULA Cholula é um pueblo mágico, que fica coladinho em Puebla, 10 km de distância. É um pueblo com um belo centro, onde se destaca o grande convento de San Gabriel Arcángel. Porém os destaques de Cholula não estão bem no centro da cidade. Dois deles estão bem próximos - Pirâmide de Tepanapa e Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios - e outros dois - Templo San Francisco Acatepec e Templo de Santa María Tonantzintla - um pouco mais afastados. Vou começar falando destes dois últimos porque muita gente os desconsidera na passagem pela cidade. O Templo San Francisco Acatepec começou a ser construído em 1560 e foi finalizado em 1760. É uma igreja barroca com ornamentações em folha de ouro. Maravilhosa! O Templo de Santa María Tonantzintla é menor do que o anterior e possui uma fachada externa mais simples, porém em sua parte interior é ainda mais ornamentada. É diferente de todas as igrejas que já vi, pois foi construída pelos indígenas com várias referências a Tonantzin, divindade ligada ao milho, e com anjos morenos e muitas ornamentações muito coloridas. Incrível! (infelizmente não é permitido tirar fotos no interior). Vamos agora às atrações mais populares. A Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios teve construção iniciada no ano de 1594 e se encontra sobre um templo da Pirâmide de Tepanapa. Foi destruída por um terremoto em 1864 e em seguida foi reconstruída. A pirâmide de Tepanapa é a maior pirâmide em largura e volume do mundo. Teve construção iniciada a em aproximadamente 300 a.c e finalizada entre 200 a 700 d.C. Tem um grande sistema de túneis que podem em parte ser percorridos pelos turistas. DIA 24) ATLIXCO Na verdade, Atlixco consta aqui no dia 23 apenas por uma questão de organização, pois na verdade cheguei na cidade na noite do dia 21 e ela foi a base de saída para Cholula. É mais um pueblo mágico pertinho (1h15 aprox.) da cidade de Puebla. A cidade por ser uma grande produtora de flores é conhecida como Atlixco de las Flores. Possui uma praça central bem bonita da qual se irradiam ruas com vários vasos de flores, bares e lojinhas de artesanato. Atlixco possui ainda um belo morro ("cerro") bem próximo de seu centro, no qual está uma pequena igreja. Segundo os mitos populares, o morro é uma pirâmide que foi enterrada no passado para evitar os saques de espanhóis. Dele é possível avistar bem a cidade, vários pequenos pueblos próximos, um belo conjunto de morros e vulcões, incluindo o grande e belo Popocatépetl, o qual consegui ver com nitidez, sem nuvens encobrindo-o, apenas no meu último dia na cidade. Ah, tem que subir cedinho para conseguir ter uma boa vista do horizonte. Eu subi para ver o nascer do sol de lá e foi um espetáculo! Na cidade conheci ainda a área dos viveiros, o nacimiento (olho d'água) perto do Balneario Axocopan e a Cascada Altimeyaya. A cidade foi uma ótima surpresa, que não estava no meu roteiro inicialmente. Um lugar que ficará no coração, especialmente pelo acolhimento do amigo Maho e de sua família, que me receberam de braços abertos em seu lar. p.s.: Caso queira se hospedar pagando pouco na cidade, há um hostel na rua Hidalgo chamado Hostal San Martin. DIA 25) ZACATLÁN Zacatlán de las Manzanas se situa a aprox. 100 km de Puebla. É conhecida por esse nome não à toa. Em vários lugares da cidade há lojinhas com produtos feitos de maçã: suco, licor, refresco, vinho, cerveja e a deliciosa Manzana rellena (maçã cozida coberta com pão doce e recheada com queijo, noz e passas). Que trem gostoso da gota! A cidade possui um centro bem bonito com o Templo Parroquial San Pedro e um jardim com o Reloj Floral, um relógio elaborado com elementos florais. Por sinal, Zacatlán é também a cidade dos relógios por conta da empresa Centenário, responsável pela construção de relógios monumentais que foram exportados para diversos países, inclusive o Brasil. Na fábrica da empresa há um museu bacaninha e barato (só $10), onde é possível ver o processo de fabricação dos relógios e vários modelos antigos e atuais expostos. Além disso, a cidade possui uma vista maravilhosa para a Barranca de Los Jilgueros, um grande vale verde onde é possível avistar duas cachoeiras, e um belo mural com mosaicos de ícones culturais da cidade. Um pueblo bem bonito! DIA 26) ZACATLÁN/CHIGNAHUAPAN Comecei o dia conhecendo o incrível complexo de cachoeiras Cascadas Tuliman, que fica entre as cidades de Zacatlán e Chignahuapan (entrada a $100). Para me deslocar até próximo da entrada do local, peguei uma kombi na esquina do Museu Regional del Vino "La Primavera" (passagem $9). Dica: pague mais $35 pelo transporte dentro do complexo, já que as estradas internas são bem íngremes (não paguei na ida, mas paguei na volta). Depois outro coletivo até Chignahuapan (passagem $9), pueblo a 14 km de Zacatlánn conhecido como a cidade das esferas (bolas de árvore de Natal), já que se encontra esse objeto à venda durante todo o ano em várias lojinhas. A cidade também tem um centro bem bonito, com destaque para a Parroquia de Santiago Apóstol e para o Belo Kiosko Mudéjar, que me lembrou o Kiosko Morisco de Cidade do México. Vale a pena ainda ir até a Casa Esmeralda, espaço que reúne a Casa del Axolote, dedicada a exibição de axolotes (grupo de salamandras criticamente ameaçados), e outros espaços, como a oficina de artesanato de barro e outro oficina em que é possível ver o processo de fabricação da esfera (entrada $50). E por último recomendo, conhecer a Basílica de Imaculada Concepción com sua enorme escultura em madeira, considerada a maior escultura da América Latina no interior de um ambiente fechado. DIA 27) CUETZALAN Dia de uma viagem com muitas baldeações. Achei que duraria um total de 2h30, mas acabou durando mais de 5h. Primeiro peguei uma kombi até a cidade de Zapotitlán ($50). Depois peguei uma outra ($35) até uma espécie de entroncamento de rodovias (La Cumbre). Por fim, peguei minha última kombi até o destino final ($18). Detalhe importante: em La Cumbre não deixe de apreciar o visual do vale, onde verá uma bela cachoeira. Cuetzalan é bem charmosa e tem bastante cara de cidade histórica pequena. Algumas ruas me lembraram um pouco Diamantina/MG. Primeiro pelas casa históricas e segundo pela inclinação do relevo. Tem um centrinho bem bacana, com a bela Iglesia de San Francisco, grandes casas históricas, um jardim grande e muita gente sentada conversando e curtindo o desenrolar da vida naquele ritmo pacato de uma cidade do interior. Do centro parte uma ruazinha com alguns restaurantes familiares bem econômicos. Isso é meio que raridade por aqui, já que os centros daqui são muito bem cuidada e neles costumam estar os restaurantes mais caros. Próximo de Cuetzalan, está o povoado de Yohualichan, onde há um sítio arqueológico com características parecidas com as do sítio de El Tajín (para chegar no povoado pegue um coletivo na esquina da Coppel- $10). O sítio foi fundado em 400 d.C pelos totonacas até o ano 800. Depois foi ocupado pelo toltecas até 1200 e em seguida pelos chichimecas. É interessante que o sítio está totalmente imerso no pueblo atual, onde muitas das suas atuais casas residenciais foram assentadas sobre construções que faziam parte dessa civilização no passado. Dicas de comida e de goró, experimente alguma comida com molho pipián rojo, feito a partir de chiles secos, tomate e sementes de abóbora, e bebida tradicional indígena Yolixpa, feita a partir de 23 ervas (santo remédio!). Uma curiosidade: Cuetzalan tem aproximadamente 60% da sua população composta por indígenas. É comum ouvir o idioma náhuatl nas ruas. Curti demais esse pueblito. Valeu a pena todo o rolê para chegar e depois a contramão para ir até o meu próximo destino: Orizaba. DIAS 28 e 29) ORIZABA Mais um pueblo mágico na viagem. Inclui no roteiro muitos dos pueblos a partir de listas como "10 pueblos más bonitos", "Top 10 de los pueblos mágicos" e "Los 16 pueblos mágicos favoritos". Este último coloca Orizaba como favorito. Definitivamente não foi o meu favorito, porém Orizaba tem um lugar especial nas minhas memórias de viagens por uma série de motivos. A cidade é rodeada por vários morros, é muito limpa, sendo considerada a mais limpa do México, e é super bem organizada, com placas voltadas ao pedestre, praças lindas com wi-fi livre e ruas com prioridade ao pedestre. Os seus atrativos principais do meu ponto de vista são: 1) Ex-convento de San Juan de la Cruz: último convento construído por jesuítas espanhóis no México no século XIX (1803-1828), que pouco depois teve que ser abandonado por conta das reformas da independência da independência. A partir de 1860, passou a ser a ser um Conic da vida (brasilienses entenderão), sendo abrigo de prostitutas, loja maçônica, escola protestante, entre outras, até 1993. Hoje poderia ser facilmente uma locação de filmes de terror trash envolvendo freiras malignas 🤣. Entrada $50. 2) Palácio de Hierro + Catedral: um do ladinho do outro, ambos com praças com belos jardins e belas construções . 3) Palácio Municipal: atualmente um edifício com diversos órgãos do governo municipal e com o primeiro painel de Orozco, que enfoca a luta pela independência. Vale a ida também pela rua com preferência ao pedestre em frente ao palácio. 4) Teleférico: acima do Cerro del Bodego é possível ter uma visão maravilhosa da cidade. Pena que o tempo estava um pouco nublado e nesta época está pairando no céu meio que uma neblina ou smog. Entrada $30. 5) Museu de Arte de Veracruz: fica em um belo prédio, com uma boa coleção virreinal e uma ótima coleção de obras de Diego Rivera mostrando diferentes fases do artista. Entrada gratuita 6) Poliforum Mier y Pesado: um prédio da segunda metade do séc XX, porém com cara de palácio do século XIX. 7) Paseo del Río: este vale um tópico especial logo abaixo. Dica de restaurante: recomendo demais o restaurante Pozolazo (próximo do Museu de Arte de Veracruz). É bem econômico e tem uma comida gostosa, bem temperada Paseo del Rio O Paseo são calçadas nas duas margens do rio Orizaba, que cruzam a cidade de norte a sul e que passa ao longo de pracinhas charmosas, casas, quiosques de comida, paredes com grafites e do teleférico (já citado aqui). Há pontes suspensas cruzando o rio, tirolesa e é comum ver gente correndo ou caminhando para ir de um lugar a outro da cidade ou apenas namorando e curtindo o ambiente. Até aí tudo bem, né?! Seria super interessante do ponto de vista da mobilidade urbana, do direito à cidade e do ponto de vista ambiental, de construção de cidades mais verdes e integradas com o meio ambiente. Mas aí vem mais um detalhe: ao longo do Paseo tbm há uma reserva animal, uma espécie de zoológico urbano, com cativeiros, serpentários e aviários abrigando cerca de 300 espécies. Por um lado a reserva tem um grande efeito na educação ambiental. Imagina só toda uma população com um zoológico super acessível em que se pode encontrar informações sobre as espécies e sobre conservação ambiental. Por outro lado fiquei pensando nos animais ali abrigados. Muitos estão em espaços super pequenos, com pouca sombra e recursos (carentes de um bom enriquecimento ambiental), e sem contar que estão completamente imersos no espaço urbano, com trânsito e poluição sonora muito próxima. Sem contar que a proximidade com as pessoas é muito grande. Uma criança pode facilmente esticar o braço e alcançar a grade das onças, por exemplo. O nível de stress dos bichos deve ser muito alto. Vi o urso e outros animais realizando pacing (movimento estereotipado de um lado ao outro), comportamento que costuma ser indicativo de stress. O Paseo é um lugar super interessante sob diversos pontos de vista e me deixou com vários questionamentos e reflexões. DIA 30) OAXACA Cheguei cedo e depois de deixar as coisas no hostel, fui a Monte Albán, um sítio arqueológico bastante próximo da cidade de Oaxaca, facilmente acessível por coletivos de transporte. Começou a ser construído em 500 a.C e foi capital dos zapotecas até aprox 800 d.C, sendo depois ocupado pelos mixtecos. Foi construído em cima de um dos morros do vale de Oaxaca e em seu ápice chegou a ter cerca de 35.000 habitantes. Monte Albán é um lugar incrível, com muita história, lindas vistas do vale de Oaxaca e um museu com uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos. Entrada $75 e transporte $60 (ida e volta). A cidade de Oaxaca por sua vez pode ser dividida em duas partes: uma abaixo da sua Catedral e outra acima. A primeira parte é caótica e feia, com muita movimentação de pessoas e barracas por todos os lados. Já a segunda parte é o lindo centro histórico, que foi tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, juntamente com o Monte Albán, em 1987. Os grandes destaques do centro histórico são o Templo de Santo Domingo de Guzmán e o seu anexo, o Museo de las Culturas. O templo começou a ser construído em 1551. Possui uma linda fachada e muitas ornamentações em estilo barroco. Já o Museo de las Culturas faz parte do ex-convento de Santo Domingo de Guzmán e possui diversas salas, com um incrível acervo pré-hispânico, no qual se destaca a coleção da Tumba 7. A Tumba 7 foi encontrada em Monte Albán em 1932. Com diversos artefatos de ouro e outros metais preciosos,é considerada um dos maiores achados do México. O museu ainda tem salas dedicadas ao Virreinato, aos povos indígenas e à modernidade do México. DIA 31) OAXACA Dia de passeio em tour. Eu costumo ter um pouco de preguiça com tours. Primeiro pela falta de autonomia para tudo (local de comida, tempo nos atrativos, rotas etc); segundo, porque pode ser uma furada dependendo do seu grupo e do guia; e terceiro, pq geralmente saem mais caros do que se vc fizer o passeio por conta própria. Porém, resolvi fazer um tour com a empresa Lascas, partindo de Oaxaca, considerando o excelente preço que tinha ($200) e o número de atrativos a serem conhecidos (em ordem): Árbol de Tule, destilaria de mezcal (com degustação 🤤), casa de produção artesanal de tapetes em Teotitlán del Valle, sítio arqueológico de Mitla e Hierve el Agua (cascadas petrificadas). Árbol de Tule é uma árvore da espécie ahuehuete, que tem 2000 anos de idade e é considerada a mais larga do mundo com 58 metros de circunferência. É impressionante (entrada $10)! Mitla, por sua vez, é um sítio arqueológico de origem zapoteca muito interessante por seu formato trapezoidal e por suas ornamentações nas paredes (18 padrões geométricos diferentes) (entrada $65). Já Hierve el Agua é um balneário com uma formação natural muito diferente que emergiu a partir de escorrimento de água carbonatada. Parece uma formação de caverna, porém a céu aberto (entrada $25). Interessante também que no local há uns pequenos canais de irrigação que foram feitos pelos zapotecas há mais de 2000 anos. Além desses atrativos maravilhosos, o ateliê de tapetes de Teotitlán é incrível e foi bem legal conhecer o processo de produção de mezcal (e é claro o melhor: degustar muitos tipos diferentes da bebida hehehe). No final, valeu muito a pena fazer o passeio, mesmo com o tempo corrido especialmente em Mitla e Hierve. DIA 32) TUXTLA GUTIERREZ E CHIAPA DE CORZO Dia de passeio maravilhoso no incrível Canon del Sumidero. O passeio parte da cidade de Chiapa de Corzo de dois embacaderos. Ambos oferecem o mesmo preço para o passeio ($250). Se estiver hospedado em algum hotel na cidade, é possível encontrar mais barato. O Canion é uma falha geológica com altura máxima de pouco mais de 1000 m e com profundidade de rio de mais de 250m. No passado o rio Grijalva não era navegável, porém se tornou depois da construção de um hidrelétrica. Ao longo do passeio é possível avistar animais como macaco-aranha e crocodilos. A cidade de partida do passeio, Chiapa de Corzo, foi a primeira construída no estado de Chiapas e no passado foi a capital deste estado. Tem um centro bem bonitinho, com destaque para a fonte em estilo mudéjar construída no séc XVII. A cidade ainda foi o berço do fundador do grupo Mario Nadayapa Quartet (citado no dia 4) e tem um museu dedicado a marimbas, que acabei não visitando. Depois de conhecer o Canion e Chiapa de Corzo, peguei uma kombi na praça central com letreiro "Soriana" ($15) e depois uma outra kombi ($55) para chegar ao meu próximo destino: San Cristóbal de las Casas. DIA 33) SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS San Cristóbal é um pueblo mágico do estado de Chiapas, que tem um centro bem charmoso com bastantes casas históricas e uma rua para pedestres com muitos bares e restaurantes (caros de forma geral), incluindo muitas opções vegetarianas (raridade no México). Infelizmente como podem perceber pelas fotos, o tempo estava bastante ruim no dia que cheguei, com muita neblina e chuva. Uma experiência super interessante na cidade foi conhecer o mercado de Santo Domingo, com muitas roupas e artesanatos bonitos a preços bastante acessíveis, e logo ao lado conhecer o Mercado Viejo, com várias frutas, legumes e comidas de vários tipos. Nas proximidades do Mercado Viejo saem kombis com destino ao pueblo San Juan Cholula, uma comunidade pequena com população predominantemente de choluluas: indígenas da etnia tzotzil, de família Maya. Na segunda-feira que fui, estava havendo uma procissão religiosa, com pessoas em trajes típicos tocando instrumentos, cantando como em ritmo de lamúrias e soltando muitos fogos de artifício que alguns deles mesmo confeccionavam na hora. Ao adentrarem na igreja (da foto 8), fizeram uma cerimônia de troca de roupas de um dos vários santos ricamente ornamentados, expostos nas laterais da igreja. Ao entrar na igreja parece que se é transportado a outra realidade. No seu interior há um forte cheiro de incenso natural no ar. Não há luz artificial, sendo iluminada apenas por velas e não há cadeiras. As pessoas se sentam no chão sobre um tapete de folhas de Pinus, acendem muitas velas, colocam garrafas de Coca Cola e outras bebidas no chão, como se fossem oferendas, e fazem orações geralmente com o corpo curvado como se estivessem murmurando. Após o ritual tomam as bebidas. É um sincretismo religioso muito diferente que mescla o misticismo indígena com o catolicismo. Uma experiência incrível que recomendo fortemente. . Mais infos: a entrada na igreja custa $25. Não é permitido tirar fotos ou fazer vídeos no seu interior. Por sinal, os choluluas não gostam desses registros por acreditarem que roubam a alma ou trazem azar. DIA 34) COMITÁN DE DOMINGUEZ Comitán é uma cidade situada a pouco mais de 90 km de San Cristobal. Possui um belo centro com uma bela igreja e algumas opções de restaurantes e de comida de rua (infelizmente não o visitei apenas à noite. A cidade foi a minha base para conhecer a famosa cachoeira El Chiflón e os Lagos Montebello. Pela manhã antes a El Chiflón (entrada $50 + $70 de kombi ida e volta, que peguei na Av. Boulevard). Um conjunto de cascatas e cachoeiras, sendo que a principal tem 70m de altura. Na época de seca, as cascatas e cachoeiras tem uma cor azul-turquesa/verde lindona, como podem ver na foto abaixo tirada na internet. Infelizmente fui no dia seguinte a uma forte chuva e o rio estava super caudaloso com cor marrom. Segundo um funcionário do local, já fazia 5 dias que a água estava com aquela coloração por conta das chuvas. Triste, mas pelo lado positivo fica um motivo para querer voltar a esta região em viagens futuras. Depois de conhecer El Chiflón, voltei para a cidade para pegar um kombi na Av. Guadaloupe, 30020 (passagem a $60) até os Lagos Montebello (ou Lagunas de Montebello). O atrativo é um parque nacional com mais de 50 lagos situado a cerca de 1h30 da cidade de Comitán de Domínguez (entrada $25). Os lagos são cenotes (cavidades naturais ou dolinas...vcs ainda vão ver esse nome algumas outras vezes por aqui) que se comunicam através do lençol freático. Alguns tem mais de 50m de profundidade.Como os lagos ficam relativamente longe um do outro se recomenda fazer o passeio em carro próprio ou com algum dos motoristas locais que ficam na entrada do parque. Eu paguei $250 em um passeio que segundo o motorista custa $700 ou $800 na alta temporada. No passeio de cerca de 2h, o motorista me levou ao Lago Caracol, 5 Lagos (o único onde as empresas de turismo de San Cristóbal costumam levar), Lago Pojoj, Lago Tziscao e Lago Internacional. Este último tem esse nome por estar na fronteira entre México e Guatemala. Passeio maravilhoso demais, que incluiu ainda uma parada em um quiosque para almoçar queso fundido (queijo na chapa com cogumelo, acompanhado de feijão, salada e tortilhas). Depois de conhecer os lagos, fui à estrada e consegui uma carona com caminhoneiros de volta a Comitán. 🥳 Faltou apenas conhecer o sítio de Tenam Puente, que estava programado para este dia. DIAS 35, 36 e 37) LAGUNA MIRAMAR Já antecipo dizendo que este é lugar mais maravilhoso que conheci no México e certamente também um dos mais lindos em que já estive em toda a minha vida. E o lugar foi ainda mais especial para mim, porque foi onde comemorei o meu aniversário.🥳🎉 A Laguna Miramar é uma lagoa com muitos estromatólitos em suas margens, cercada por morros, vegetação nativa preservada e com água com coloração azulada e esverdeada em diferentes tonalidades. Vc, por exemplo, sai de um local com água verde cristalina e em poucas remadas chega em um local com água azul-turquesa, que forma um espelho do céu e da vegetação. O local fica no leste do estado de Chiapas, relativamente próximo da fronteira com a Guatemala. Para chegar há duas opções: a) pegar uma van ($100) em Margaritas (próximo da cidade de Comitán Domínguez) com destino a Emiliano Zapata e fazer uma viagem de 5h30, sendo 3h30 em estrada de chão em más condições de conservação e com muitas curvas, ou b) pegar um caminhão em Ocosingo e fazer uma viagem de 4h em estradas em melhor estado de conservação, porém com muito menor conforto na carroceria do caminhão, com bancos de madeira duros. Para pegar a Kombi a Margaritas ($18, primeira saída às 6h, com tempo de viagem de 40 min), se deslocar até a Praça Central de Ocosingo, descer duas quadras pela Primeira Avenida Sur e depois virar a esquerda e andar duas quadras e meia pela 3a Sur. Já pagar pegar a kombi até Emiliano, caminhar 2 ou 3 quadras depois da praça de Margaritas até as kombis a San Quintín/Emiliano Zapata. Saídas teoricamente às 6h30, 8h, 10h, 12h e 13h, porém não seguem a risca esses horários. Em Emiliano Zapata, descerá em um centro de visitantes onde será muito bem recebido e onde poderá deixar algumas coisas que não precisará na laguna. Aí realizará o pagamento pela entrada ($50) e por tempo de hospedagem ($50 por dia). No local também poderá alugar botas em caso de chuva ($40), barraca para acampar ($130 para uma pessoa ou $250 para duas), rede para dormir ($40), cobertor entre outras coisas. Tenha em conta que as duas únicas opções de estadia na laguna são rede ou barraca. Depois dos pagamentos, há uma caminhada até a laguna de aprox. 4,5 km. O caminho é plano e será feito em aprox. 1h45 em período de seca ou em até umas 3h em período de chuva, por tempo do lamaçal que vira a trilha. No local há duas opções de passeio em barco para explorar aos arredores. O primeiro envolve conhecer duas estátuas maias e ainda ir a ilhas de vegetação no lago. O segundo envolve conhecer pinturas rupestres em paredões e busca de tartarugas em caverna (importante levar lantrena). Ambos passeios são legais, mas recomendo mais fortemente o passeio às ilhas (imperdível!). Custam $400 para grupo de 4 pessoas (grupos maiores têm um preço individual mais em conta). Leve comida! Há panelas disponíveis e geralmente há água potável na torneira. Porém dei um certo azar e no meu segundo dia no local houve problema no encanamento e assim tive que ferver água da lago para beber. Transporte de retorno: kombis a Las Margatiras a 0h, 2h, 7h, 9h30, 11h e 13h; caminhões a Ocosingo às 0h, 1h, 2h, 3h e 4h (da madruga mesmo...tenso!). DIA 38) TONINÁ E CASCADAS DE AGUA AZUL Depois de conhecer a maravilhosa Laguna Miramar o meu próximo era Palenque, mas antes, no mesmo dia, havia uma viagem longa e desconfortável em caminhão de madrugada e em seguida a primeira ruína maia do roteiro - Tonina - e as belas Cascadas de Agua Azul. O transporte da base de recepção da Laguna Miramar a Ocosingo pode ser resumido em uma palavra: TENSO! Foram 4 horas de estrada ruim na carroceria de um caminhão, sentado em uma banco de madeira duro, que estava meio solto; passando frio com o vento; e ainda estava apertado ao lado de uma mina que desmaiou e que o tempo todo vinha com a cabeça no meu ombro. Ela era baixa e magra, mas tinha a capacidade de se transformar em um peso de 30kg sobre meu ombro. VID_20190608_040931.mp4 Cheguei em Ocosingo 5h da manhã no meio de uma feira. Às 6h30 peguei uma camionete ($15, mais uma carroceria no dia e, sim, este é o transporte regular) com destino a Tonina. Passagem a $15. Tonina é uma bela e pouco visitada cidade maia. Foi construída ao longo de um morro e se considerar toda a sua extensão é bastante alta (260 degraus para subir!). Teve construção iniciada em 300 d.C e apogeu em 900. Em seguida voltei a Ocosingo e paguei mais $25 pro motorista da camionete me deixar no terminal de Ocosingo. Do terminal, peguei uma van ($50) até um entrocamento na estrada e aí peguei um táxi coletivo até às Cascadas de Agua Azul ($25). As Cascadas são uma sequência linda de cachoeiras com várias piscinas boas para banho. Evite ir em fds! O lugar fica mto cheio. As Cascadas são lindas, mas sofrem de um problema como outros locais naturais do México: ocupação bastante intensa, que no caso acontece com várias barraquinhas de artesanato e de comida. Depois de curtir esse atrativo segui rumo a Palenque em outra van colectivo ($50) DIA 39) PALENQUE Pense num lugar quente! Cêtádoido! Derreti em um suor em Palenque! Agora sobre o destino: a cidade em si não tem nenhuma atração relevante. Na verdade nem achei a cidade bonita. Porém a poucos quilômetros do centro da cidade estão as maravilhosas ruínas de Palenque e um pouquinho mais afastado, mas acessível em tour estão os incríveis sítios de Yaxchilán e Bonampak. O tour dura o dia todo e sai cedinho. Paguei $800, com almoço incluso. Yaxchilán fica a mais de 160 km de Palenque no lado mexicano da fronteira com a Guatemala. Para chegar, é preciso se deslocar por cerca de 20 min em canoa pelo rio Usumacinta, o qual é muitas vezes atravessado por guatemaltecos em busca de uma vida melhor no norte, e depois caminhar através da floresta. O sítio era um importante ponto de controle de comércio no rio Usumacinta e é muito conhecido pelos seus edifícios com painéis superiores (cresteria) super bem preservados. Bonampak por sua vez significa "Muros Pintados" e é conhecido exatamente pelas paredes pintadas ainda super bem conservadas em que se retratam guerras, sacrifícios humanos e festividades maiais. É uma experiência incrível ver os painéis com mais de 1000 anos de idade (estima-se que foram pintados entre 580 e 800 d.C) super bem preservados. DIA 40) PALENQUE Dia de conhecer o sítio arqueológico de Palenque. O sítio é é bem grande, com várias ruínas imersas na paisagem florestal. Destaca-se pela sua arquitetura e por suas esculturas ainda em parte bem preservadas. Acredita-se que a cidade começou a ser construída em 100 a.C, tendo o seu apogeu nos 600 e declínio no final dos anos 800. Uma coisa que achei interessante em Palenque foi percorrer um caminho através da floresta, passando por cachoeiras e casa de banho maias. Infelizmente fui em uma segunda (dia nacional dos museus fechados) e assim não pude conhecer o acervo no seu museu, mas acho que é bem bacana. Entrada: $75 + $36 (taxa do Parque Nacional) Depois de conhecer o sítio, retornei à cidade para almoçar e matar tempo até a saída do meu ônibus a Chetumal. Recomendo o restaurante El Oasis na praça central. Tem muitas opções de comida, inclusive vegetarianas, por um bom preço. DIA 41) BACALAR Depois de conhecer Palenque e seus atrativos próximos, o meu próximo destino - Bacalar - estava um pouquinho longe: 8h de viagem em ônibus até Chetumal e depois mais 40 min até Bacalar. Bacalar é um pueblo mágico conhecido pela sua laguna. É realmente maravilhosa! De uma coloração esverdeada incrível. Infelizmente Bacalar sofre de um problema comum no México: a restrição de acesso a um local público por conta da ocupação privada de seu entorno. Porém é possível acessar a laguna por algumas passarelas/decks de madeira e curtir a água deliciosa. Eu fiquei em uma barraca em um hostel chamado Magic Bacalar e minha experiência foi muito boa! Conheci uma galera massa, com a qual ainda tenho contato, e tomei muita cerveja e joguei conversa "dentro" no deck do hostel. Também conheci o centrinho da cidade, com o belo forte San Felipe Bacalar (não conheci por dentro porque achei a entrada de $108 cara e porque li que havia poucas coisas no interior), e dei uma boa caminhada durante o dia do hostel até o Cenote Azul. Caminhei ao longo da laguna, curtindo os grafites nos muros da cidade e refletindo sobre a falta de acessibilidade e observando as variações na cor da laguna quando abria uma brechinha entre os muros. O Cenote Azul é legal, mas eu não recomendo fortemente, já que é basicamente uma lagoa com um entorno de vegetação florestal. Enfim, amei Bacalar! Foi um dos meus lugares favoritos no México. p.s1: Para economizar no rango (caro de forma geral na cidade) e ainda se divertir, recomendo o restaurante da Alberta (do lado do Galeón Pirata), uma senhora figuraça, que faz uma comidinha gostosa. p.s2: Rolam uns passeios de lancha ($200), que levam até dois cenotes dentro da lagoa e para o Canal de los Piratas. Acho que é legal, mas acabei não fazendo. DIA 42) TULUM As pessoas costumam falar super bem de Tulum. Eu particularmente não achei a cidade lá grandes coisas. Achei meio gourmetizada e cara. Os grandes atrativos de Tulum são cenotes, praias e obviamente o seu sítio arqueológico à beira-mar. Nas fotos que circulam na internet, as ruínas resplandecem sobre uma falésia, com um fundo de mar azul-turquesa. Lindo demais! Bem, até uns anos atrás (seis anos talvez), era exatamente assim o ano todo, mas de alguns anos para isso mudou. Agora, em boa parte do ano, o sargaço está tomando conta das praias caribenhas desde Belize até Cancún. Esse fenômeno tem acontecido com maior intensidade entre os meses de abril a setembro, mas com as mudanças climáticas e com o lançamento de fertilizantes no mar, nunca se sabe como será o ano seguinte. Tenha isso em consideração quando planejar a sua viagem pro Caribe. Eu mesmo alterei muita coisa no meu roteiro por conta da grande quantidade de sargaço nas praias. DIA 43) TULUM/COBÁ Dia de ir a Cobá em um dos ônibus da empresa Mayab, que partem frequentemente da estação da ADO ou do Palácio Municipal da cidade ($100 ida e volta). O sítio de Cobá se encontra a cerca de 50 km de Tulum e teve o seu início de construção entre 100 a.C e 300 d.C, atingindo o período de auge construtivo entre os anos 800 e 1000. Agrupou diversas construções ligadas através de caminhos de pedra e que se conectavam a outros sítios maiais, como Yaxuná a 100 km de distância. A parte de visita geral agrupa ruínas imersas na floresta, com três centros principais e a pirâmide mais alta da península de Yucatán que ainda pode ser escalada. Muitas pessoas recomendam alugar bicicleta para percorrer o sítio. Porém o aluguel é caro ($100) e do meu ponto de vista, dispensável para uma pessoa com saúde plena e sem problemas de locomoção. Percorremos todo o sítio em 2h30 de caminhada. Depois de conhecer o sítio arqueológico, aluguei bicicleta ($50) em uma mercadinho antes do sítio de Cobá, para conhecer dois cenotes a cerca de 6,5 km do sítio: Tamcach-Ha e Multun-Ha. Ambos os cenotes são cavernas fechadas com amplos salões e algumas estalactites. Estão próximos um do outro (3 km) e cada um tem o preço de entrada de $100. Achei os dois bastante parecidos. Acho que pelo valor não compensa visitar ambos. Se for visitar apenas um, acho que Tamcach-Ha é mais divertido por ter duas plataformas de salto (5m e 11m). Iuhuuu! Nas proximidades há também o cenote Choo-Ha, mais raso e menos amplo e pelas fotos na internet parece ter água mais clara. Bizú: os cenotes ficam cheios à tarde com a chegada de grupos em tours. Tente ir o mais cedo possível. DIA 44) TULUM Era um dia que eu pretendia conhecer o cenote Gran Cenote e depois ir até a praia Xcacel, mas acabou que choveu bastante no dia e eu me enrolei, tendo tempo de conhecer apenas o cenote. Tulum tem vários cenotes ao seu redor. Gran Cenote, Carwash, Calavera, Nicte-Ha, Sac Actun e Dos Ojos são alguns deles. Porém, como a cidade é super turística, os preços de entrada nesses atrativos não são lá muito atraentes. Hehehe Como eu já iria conhecer muitos cenotes nas proximidades de Valladolid e como eu não queria gastar tanto - para ter ideia o preço de entrada no Dos Ojos é $340 e no Sac Actun é mais de $600 -, acabei optando por conhecer apenas o Gran Cenote cujo preço de entrada é de $180. E que escolha boa! O cenote a pouco mais de 5 km de Tulum (na estrada sentido Cobá) possui a água bem clara e duas ilhas conectadas por um túnel com formação parecida com a de uma caverna. Na água transparente é possível ver peixinhos e cágados (não confundir com tartarugas), que parecem não se incomodar com a grande quantidade de visitantes. Pena que tive problemas com a GoPro que levei e não tenho fotos boas para mostrá-los. DIA 45) ISLA MUJERES Saí de Tulum e cheguei a Cancún: o destino sonho de muitos brasileiros, com resorts all-inclusive na beira da praia, hotéis luxuosos, cassinos, baladas animadas e restaurantes xiques. O lugar que tenho menos vontade de conhecer na vida hahaha . Não é tipo de turismo que me atrai nem um pouco. Sendo assim, não fui na parte dos hotéis e na praia que a galera frequenta. Passei longe. Fui só até o centro (sem graça), peguei um ônibus (ruta 6 - $10) em frente ao mercado Soriana (ótimo lugar para comprar em dólares e conseguir troco em peso em cotação muito melhor do que a de qualquer casa de câmbio...leia o tópico "câmbio") e segui até o Puerto Juárez, para pegar o ferry mais barato ($275 ida e volta) para Isla Mujeres. A ilha não estava sofrendo com o sargaço e li vários relatos dizendo que a sua Playa Norte é uma das mais lindas do México. Fui com alguma expectativa, mas sem tanta assim porque imaginava que era muito cheia. Percorrendo as ruas da ilha, fui surpreendido pela tranquilidade, mas ao mesmo tempo confirmei que a ilha é bastante cara e mesmo com algumas lojinhas e ruas agradáveis, tem meio que uma cara de cidade turística padrão, meio estéril. Ao chegar à Playa Norte, que decepção da porra! Praia lotada, muitos barcos, ocupação desenfreada da estreita faixa de areia e muitas barricadas, acredito eu que feitas para evitar a retração da praia. Sim, a água é azulzinha e gostosa. Mas para mim, não é só a cor da água que faz a praia. Enfim, depois das decepção, resolvi alugar uma bicicleta ($70 a hora) e dar uma volta na ilha, que tem cerca de 8 km de extensão. Aí sim, conheci uns cantinhos bonitos e agradáveis, como a parte do Parque Garrafón, onde a galera faz snorkelings (caros pácaceta) com tartarugas e onde é possível avistar golfinhos de vez em quando; a Punta Sur, onde há um templo maia ($30 para andar poucos metros e conhecê-lo); e o lado voltado pro oceano com praias tranquilas e gostosas. Valeu muito a pena o rolê ! Pena que fiz mto rápido pq queria pagar só 1h de aluguel. DIAS 46 e 47) HOLBOX Saí de uma ilha e fui à outra: de Isla Mujeres a Holbox. De uma ilha que não curti muito para outra que amei. Fui pra Holbox meio com o pé atrás depois de ler uma matéria sobre os impactos do turismo na ilha. Em suma: há pouco mais de 5 anos não havia ferry boat até a ilha e ela era um povoado de 20 quadras e cerca de 1500 habitantes, entre os quais muitos pescadores. Com a chegada dos ferries, o turismo cresceu de forma acelerada. Hoje são cerca de 20.000 pessoas na ilha na temporada alta. Os resultados são degradação desenfreada dos mangues, crescimento desordenado da vila e da rede hoteleira, problemas hídricos, grande quantidade de resíduos que não tem disposição adequada e impactos na fauna. Os tubarões que chegavam próximo da praia agora passam longe. A pesca foi reduzida. Vôos de helicóptero estão destruindo áreas de nidificação. E por aí vai a lista de problemas. Porém apesar disso tudo a ilha continua linda. A água, que não estava com sua usual coloração esverdeada, ainda estava bem clarinha, livre de sargaço e em uma temperatura deliciosa. A verdade é os problemas não chegam aos olhos do turista que vão apenas à praia. Para percebê-los, é necessário uma caminhada pela rua por trás da faixa de hotéis e uma conversa com os moradores tradicionais. Na ilha ainda é possível avistar flamingos, ver o fenômeno da bioluminescência (fora da lua cheia) e fazer passeios até às 3 Islas e snorkelings com tubarão-baleia. Eu fiz esse passeio com tubarão-baleia e que experiência incrível! Foi cara ($2.200), mas valeu cada centavo investido. O passeio sai às 7h e tem uma duração de aprox. 8h. É possível chegar bem pertinho dos animais. Além disso o passeio inclui a passagem pelas maravilhosas 3 Islas e ainda um snorkeling em um ponto onde se pode avistar arraias e outros peixes de diferentes espécies, além de ter almoço de ceviche com peixe fresco, lanchinhos e água à disposição. p.s.: A balsa tanto de Chiquila quanto de Holbox sai a cada meia hora e tem custo de $150 (cada trecho). DIA 48) VALLADOLID Valladolid é um pueblo mágico fundado em 1543, que possui diversos edifícios coloniais. Um dos grandes destaques na cidade é o grande ex-convento San Bernardino de Siena, onde diariamente às 21h acontece um video mapping mostrando a história da cidade. No interior do ex-convento há um antigo acesso, atualmente fechado, para um cenote, no qual foram achados diversos artefatos dos espanhóis. Outros destaques são a bela rua Calzada de Los Frailes com muitas casas históricas preservadas e o agradável centro onde se encontra a catedral, o bazar municipal e muitos restaurantes. Eu curti demais o eixo histórico da cidade e o clima de tranquilidade que permeia toda a cidade Valladolid ainda possui um belo cenote - Cenote Zaci - praticamente no seu centro e nas suas redondezas há diversos outros cenotes. A cidade ainda funciona bem como base para conhecer as ruínas de Ek Balam e de Chichen Itza. No primeiro dia peguei uma bicicleta no hostel e conheci o ex-convento San Bernardino de Siena e três cenotes: Xkeken, Samula e San Lorenzo Oxman. Xkeken e Samula fazem parte do complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid. Cada um tem preço individual de $80 individual ou ambos podem ser visitados por $125. Eu recomendo fortemente o ingresso para ambos. Fui primeiro no Xkeken. É um cenote fechado, com uma abertura no teto.. No horário que visitei, entre 10 e 11h, um feixe de luz entra por essa abertura e ilumina o local parcialmente. A outra parte é iluminada por luz artificial. Xkeken é incrível pelo seu conjunto da obra. Há uma boa diversidade de formações espeleológicas, raízes que se projetam do teto rumo à água e a água tem coloração azul-turquesa. Foi o meu cenote favorito de toda a viagem. Samula, por sua vez, é um cenote também fechado, porém com com um salão mais amplo e muito mais alto e com uma abertura maior no teto por onde penetra mais luz e andorinhas que fazem um belo espetáculo à parte no interior do cenote. Lindão também! E fechando o dia de cenotes com chave de ouro: fui ao cenote San Lorenzo Oxman. O cenote fica em uma hacienda ("fazenda" em tradução literal, mas que no caso aqui parece mais uma chácara) e tem custo de $80 (ou $150 convertidos em consumação e com direito a uso de uma piscina no local). É um cenote do tipo aberto, sendo meio que um poço profundo no solo circundado por paredes rochosas sobre ás quais há árvores que projetam suas raízes em direção à água. É lindão também e é super divertido por ter um pêndulo para se lançar na água. VID_20190618_145529.mp4 p.s.: Os meios de transporte para os cenotes são táxi ou bicicleta, sendo que este foi o que eu usei por ter disponível no hostel. DIA 49) VALLADOLID/EK BALAM O sítio Ek Balam fica a aproximadamente 30km do centro de Valladolid. Como não tem transporte público até o local, fui até lá de bicicleta. O caminho é bastante plano, mas o calor de 36°, a bicicleta pesada e sem marchas e o sedentarismo não contribuíram muito com o desempenho. Ek Balam foi um dos últimos sítios descobertos na região, com escavações iniciadas em 1998. O sítio maia começou a ser construído entre 100 a.C. e 300d.C e teve seu apogeu entre 700 e 900 d.C. O seu grande destaque é a sua pirâmide principal super larga e com cerca de 32 m de altura, na qual se encontra uma tumba que era acessível por uma entrada, atualmente restaurada, ornamentada por uma boca de jaguar e figuras como a de guerreiros com asas. Por sinal, Ek Balam é muito conhecida por sua arte bastante refinada em comparação com outros sítios maias. Do alto da pirâmide, após uma subida de 106 degraus, se tem uma boa visão da floresta e de outras estruturas que compõem o sítio. O sítio tem um custo absurdo de $413 ($75 do Instituto Nacional de Antropologia e História e o restante cobrado pelo governo estadual). Foi a primeira vez que paguei mais de $75 para visitar um sítio arqueológico. Colado nas ruínas está o Cenote de Xcanche (entrada a $80). Bom para se refrescar no calor danado. O cenote tem uma formação parecida com a de San Lorenzo Oxman, sendo um pouco mais largo do que este. Após conhecer o sítio arqueológico e Xcanche, segui de volta pela estrada rumo a Valladolid. A cerca de 15 km da cidade, fiz um desvio para conhecer o cenote Hubiku. O cenote possui um salão enorme e tem um bom poço para tomar banho se vc gosta de água fria. hehehe Porém o local tem poucas formações espeleológicas e tem boa parte de sua beleza sequestrada pelo excesso de pavimentação, além de ser bastante caro ($100). Imagino que pela estrutura de estacionamento, loja e restaurante gigante na entrada, o cenote seja ponto de parada de vários tours. Felizmente no horário que cheguei, às 16h30, estava bem vazio. DIA 50) VALLADOLID/PISTÉ (CHICHÉN ITZÁ) A capital dos maias em Yucatán e uma das sete maravilhas do mundo, Chichén Itzá, é realmente fantástica. Para chegar, há ônibus com saídas regulares do terminal da ADO em Valladolid (passagem $35). O sítio começou a ser construído em 525 e teve alguns ciclos de ocupação, sendo que o mais importante foi o que ocorreu entre 900 e 1200, encabeçado pela liga de Mayapán (esse nome aparecerá de novo em outra postagem à frente). Chichén Itzá é famosa pela sua pirâmide de Kukulcán (Serpente Emplumada), que durante os equinócios da primavera e outono projeta a imagem da deusa-serpente maia sobre o chão, indicando o grande conhecimento astronômico dos maias. Porém, Chichén Itzá guarda outros grandes tesouros, como o Caracol, um observatório em uma construção circular e La Casa de las Monjas, uma pirâmide com diversos quartos (cuidado para não deixar esses dois locais passar batido, como eu deixei hahaha); a enorme quadra de jogo de pelota; Templo de Los Guerreros, com suas mil colunas; e diversas esculturas e artes entalhadas nas rochas do sítio. A entrada custa absurdos $481 (se lascar governo de Yucatán) e a dica do Don é chegar o mais cedo possível, pois às 10h30, 11h chegam em peso os ônibus de tour vindos de Cancún. Depois de conhecer o sítio arqueológico, fui até o cenote Il-Kil a 4 km de Chichén Itzá (entrada $80). Há coletivos frequentes na rodovia ($15) com destino ao local. O cenote é do tipo aberto e lembra em partes Oxman, porém é mais fundo e tem uma vegetação diferente que se projeta sobre a água. Por ser próximo de Chichén Itzá, está incluído no pacote de tours que saem de Cancún. O cenote é bonito e vale a visita, apesar da grande quantidade de pessoas. Depois de conhecer esse cenote, fui até a cidade de Pisté ($20 em táxi coletivo), onde caminhei até o restaurante Zac Seh, a cerca de 5 quadras do centro. De frente ao restaurante saem táxis coletivos com destino a Yaxunah (passagem a $30), povoado a cerca de 20 km de Pisté. Este cenote é bem bonito tbm! É do tipo aberto, assim como Il Kil, porém é bastante vazio e tem uma boa vegetação em seu entorno. A água é de um tom azul escuro e é muito boa para tomar banho. Eu e meu amigo finlandês Kristoffer ficamos lá cerca de 1h30 e não chegou ninguém. Entrada a $50. Há estrutura de banheiro ao lado. Yaxunah ainda tem um sítio arqueológico simples nas proximidades, porém acabamos optando por não conhecê-lo. Depois de curtir o cenote, voltamos a Pisté, onde almoçamos numa espécie de mercado com alguns restaurantes, na beira da rua principal. Comi um Papadzule (não recomendo!). Em seguida, pegamos um ônibus em Pisté de volta a Valladolid ($35). Dica: como Yaxunah é bem pequeninha, combine com o motorista um horário de volta. Sugiro ficar ao menos uma hora no cenote. DIA 51) VALLADOLID/LAS COLORADAS Na internet circulam fotos de lugares que te fisgam e imediatamente vão parar naquela wishlist de destinos a conhecer. Este foi o caso de Las Coloradas. Vi algumas fotos do local e logo pensei "que lugar incrível! Preciso conhecer!". Quando sou capturado assim, nem procuro pesquisar muito a respeito do local para não criar muitas expectativas e atrapalhar a minha vivência pessoal. Porém não posso negar que fui até o destino com uma certa expectativa, a qual infelizmente foi um pouco frustrada. Primeiro porque achava que no local havia uma lagoa natural com água rosa e na verdade havia apenas uma salina (piscina artificial para extração de sal). Segundo porque queriam cobrar $50 para chegar um pouquinho mais perto da salina. Claro que não pagamos! No final, curtimos mais a bela praia (de águas muito salgadas) que aparece na foto abaixo. O passeio incluiu ainda uma ida até um rio com mina de água na cidadezinha de Rio Lagartos, que foi ótimo para tirar o sal do corpo. Na região há também a opção de se fazer um passeio de lancha para avistar flamingos e áreas de mangue, mas a galera não estava muito na pilha de desembolsar $150, $200 pelo passeio. Se quiser fazê-lo, vá até Rio Lagartos, espere a galera abordar e negocie. Las Coloradas é acessível por tours que partem da cidade de Valladolid ou por meio de taxis, que partem da cidade próxima de Rio Lagartos ou de Tizimín (um pouco mais distante, a 50 min de ônibus de Valladolid - passagem a $31). Acabei escolhendo ir por meio desta última opção com dois amigos que conheci no hostel, já que o valor de $600 pelo táxi saindo Tizimín (passeio completo) não seria caro, dividido por nós três. DIAS 52 e 53) VALLADOLID E MÉRIDA No período da manhã em Valladolid, ainda curti o cenote Zaci. Um grande cenote localizado praticamente no centro da cidade. Tem um paredão rochoso, com algumas formas espeleológicas (poderia considerar assim, geólogos? hehehe), que forma meio que uma concha sobre o grande poço de água margeado imediatamente também por algumas árvores. Depois de uma horinha, curtindo o cenote, segui ao meu próximo destino: Mérida. A cidade fundada em 1542 é uma das mais antigas do México e possui o segundo maior centro histórico do país, com diversos casarões e edifícios coloniais bem conservados. No centro, agradável de se percorrer a pé (desconsiderando o calor de 40º que enfrentei), destaca-se a praça central, onde se encontra a catedral, que é bastante movimentada e é palco de apresentações de dança, de partidas de jogo de pelota e no domingo recebe várias barraquinhas de comidas típicas. Por sinal, no domingo também se fecham algumas ruas da cidade aos automóveis para a alegria de pedestres, ciclistas e vendedores ambulantes (amo ruas vivas!). Na praça, vale ainda destacar o pequenininho, mas bonito Museo Casa Montejo e o museu de arte moderna e contemporânea Museo Fernando Garcia Ponce Macay. Ainda na parte histórica, um pouquinho afastada dessa parte mais central, encontra-se o Paseo de Montejo, com belos casarões. Um dos grandes destaques do Paseo é o Palacio Cantón. Construído entre 1904 e 1911 o palácio foi moradia do então governador de Yucatán e desde 1966 é um museu (entrada $60), que atualmente abriga uma boa coleção de esculturas maias e faz um bom apanhado da história das pirâmides mexicanas (ótima revisão de informações no final da viagem). Falando em acervo maia, na cidade encontra-se também o monumental Gran Museo del Mundo Maya. O moderno museu possui uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos, possui muitas informações sobre a cultura maia em diferentes formatos multimídia e é massa também que traz diversos dados sobre a organização e cultura dos atuais descendentes maias. Nos arredores de Mérida, estão o pueblo mágico de Izamal - que infelizmente não visistei, mas que parece ser maravilhoso -, povoados com vários cenotes e ainda diversas zonas arqueológicas, com destaque para Dzibilchaltún (não visitei), Mayapán, Uxmal e a Ruta Puuc (temas dos próximos tópicos). DIA 54) MÉRIDA/UXMAL E RUTA PUUC Antecipo já dizendo que Uxmal foi a minha zona arqueológica favorita em toda a viagem! 💚 Explico os motivos: 1) A cidade maia construída entre os anos 600 e 1000 e que chegou a ter uma população de 25000 habitantes, abriga a Piramide del Adivino, uma grande pirâmide diferentona, com bordas ovaladas;. 2) Possui muitos edifícios com ricas ornamentações, como o Palacio del Gobernador e suas ornamentações do Deus Chaac (associado à água e chuva) e os edifícios do Cuadrangulo de las Monjas e suas variações ornamentações envolvendo serpentes, aves, macacos, humanos e formas geométricas; 3) Possui a Gran Piramide, talvez tão alta quanto a Piramide del Adivino, onde ainda é permitida a subida até o topo, do qual se tem uma boa vista da zona; 4) Possui exemplos de edifícios com cresteria conservada (elemento da arquitetura maia construído sobre o teto dos edifícios e que os projetam ao céu); 5) Há muitas andorinhas, que fazem um belo espetáculo; 6) E por último, não tem vendedores ambulantes te assediando constantemente e não é visitado por muitas pessoas. O único problema é o custo de acesso - absurdos $413 (mesmo valor de Ek Balam) - e não haver muitas linhas de ônibus para retorno (cheque no terminal os horários de retorno). Para ida, há ônibus regular da Sur ($76), que sai do terminal da ADO em Mérida às 8h, 9h05, 10h40, 12h05, 14h e 14h30. Se estiver de carro, recomendo tirar o dia para conhecer também as outas atrações da Ruta Puuc, todas mais simples que Uxmal. Eu não estava de carro, mas mesmo assim contando com a sorte, acabei conseguindo uma carona na estrada e pude conhecer a Ruta. RUTA PUUC) "Puuc" no idioma maia significa "morro" e se refere a pequenos morros na plana Península de Yucatán, sobre os quais foram construídos os sítios arqueológicos que no passados eram conectados por sacbés (calçadas maias). Em uma concepção ampla, a Ruta abrange os seguintes sítios: Uxmal, Kabáh, Sayil, Xlapak, Labná e Grutas de Loltún (esta por ser mais distante, não foi visitada). 1) Kabáh é o mais impressionante entre os quatro, especialmente pelas grande dimensão de seus edifícios e pela riqueza de detalhes nas esculturas que ornamentam as suasconstruções. Vale também conhecer o Arco Triunfal, que marca o começo do sacbé até Uxmal; 2) Sayil é um sítio mais extenso em que se destacam o Palácio, um dos edifícios mais notáveis da ruta, com seus ao menos três andares com formas geométricas e colunas circulares; e a escultura do Deus da Fertilidade; 3) Xlapak possui um conjunto de edifícios, entre os quais se destaca o Palácio, com uma fachada recheada de formas geométricas e esculturas de Chaak (Deus da Chuva); e 4) Labná é um sítio simples com duas construções que chamam bastante atenção: El Mirador, uma construção bem elevada, e o Arco, com bela arquitetura maia. DIA 55) MAYAPÁN Cidade a 45 km de Mérida construída à semelhança de Chichén Itzá. Alcançou seu esplendor entre os anos 1200 e 1450, quando foi capital política e cultural do povo maia. Chegou a ter uma população de aproximadamente 12 mil pessoas, as quais contribuíram com a construção de cerca de 4000 estruturas em uma área de pouco mais de 4 km quadrados. A cidade teve seu declínio com a revolta de grupos sociais que opunham aos Cocom, à família nobre governadora. Como resultado, os líderes Cocom foram mortos e a cidade foi saqueada, queimada e abandonada. Além de sua importância histórica, uma coisa bacana em Mayapán é a diversidade de edifícios representativos da cultura maia em uma área compacta e ainda a existência de painéis com pintura bem conservados. Cheguei ao sítio de ônibus ($27 partindo do terminal Noreste com rumo a Telchaquillo). A ideia era conhecer o local e depois seguir rumo aos cenotes Kankirixche e Yaal-Utzil a cerca de 20 km de distância. Infelizmente não há transporte regular nesta rota. Teria que pegar um táxi coletivo e depois um táxi normal para chegar até os cenotes. Como ficaria muito caro, acabei desistindo da ideia. 😞 DIA 56) CIDADE DO MÉXICO Dia de retorno à Cidade do México em voo low-cost da Viva Aerobus. Na cidade fiz compras no Mercado de la Ciudadela, um ótimo local para comprar artesanatos e depois fui ao museu Soumaya do bairro chique e moderno de Polanco (fiquei com medo de pela minha aparência, ser abordado pela polícia no caminho do metrô até o museu hahaha 🤣). O Museu Soumaya é um museu com arquitetura arrojada com fachada revestida por 16.000 pastilhas de alumínio. São seis andares que reúne obras de grandes mestres mexicanos, arte em marfim chinês, muitas pinturas renascentistas e de grandes mestres europeus dos séc XIX e XX e o seu sexto (e último) andar agrupa várias esculturas de importantes artistas, especialmente de Rodin. Um museu incrível que exige ao menos duas horas para uma boa visita (o Wikipedia em português tem boas informações do museu para atiçar ainda mais a sua curiosidade). Ao seu lado fica o Museo Jumex, que também tem exposições incríveis. Acabei não o conhecendo, pois ia encontrar com uma amiga. À noite, a minha amiga me levou no Monumento a la Revolución, considerado o arco triunfal mais alto do mundo, localizado na Plaza de la Republica. Acho que vale super a pena uma visita durante o dia para apreciar melhor a construção. DIA 57) CIDADE DO MÉXICO Último dia da minha viagem. 😕 Acabei fazendo passeios em direções opostas da Cidade do México. O primeiro deles foi conhecer o Santuário da Basílica de Guadalupe. que é a segundo santuário católico mais visitado do mundo, perdendo apenas a Basílica de São Pedro no Vaticano. O Santuário agrupa a moderna basílica e outras igrejas, entre elas a antiga Basílica, que foi a primeira igreja do México dedicada à Virgem de Guadalupe. (espaço que seria dedicado a fotos, mas acho que perdi minhas fotos da Basílica 😥) Depois desse rolê, fui fazer o percurso de barco nos canais de Xochimilco. O melhor ponto para o contratá-lo é o Porto de Nativitas, pois é onde há mais opções de embarcações e onde há maior fluxo de gente. Assim vc pode se juntar a um grupo para baratear os custos. Foi o que fiz e acabei me juntando a uma simpática família colombiana, que me acolheu super bem, inclusive me dando alguns copos de cerveja. O passeio de 2h, dessa maneira, saiu por $150. O passeio é feito em trajineras, pequenos barcos muito coloridos e geralmente com nomes de mulheres (esposas dos donos), que são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Os seu condutores usam bastões de madeira para empurrar o leito e projetá-los pelos canais. As origens de Xochimilco remontam aos tempos pré-coloniais, quando os mexicas construíram canais e chinampas, ilhas artificiais onde se desenvolvia a agricultura. Ainda hoje há várias hortas e floriculturas na região. É comum os mexicanos realizarem comemorações de aniversário e de formatura nos passeios. Há muitas traineiras com estudantes bebaços, curtindo som alto. Muitos mariachis aproveitam também para tocar nas trajineras e animar ainda mais os passeios. O passeio passa por uma ilha onde há uma reprodução da Ilha das Bonecas (original), onde um senhor solitário juntava bonecas e as pendurava para, segundo as diferentes versões, espantar os maus espíritos ou para entreter o espírito de uma criança que foi encontrada afogada. O passeio para essa ilha é caro ($2000) e mais longo, 8h no total. Valeu super a pena como uma curiosidade cultural! DIA 58) RETORNO Fim da viagem! 😥 HOSPEDAGENS - Cidade do México: Mexico City Hostel (booking) - excelente hostel, muito bem localizado com boa estrutura e bom café da manhã! Meu único porém é o excesso de controle no uso da cozinha. - Pachuca de Soto: Airbnb Happy place (anfitrião Ignacio) - cama confortável, quarto espaçoso, anfitrião super gente boa, porém não há água quente no chuveiro, sendo preciso esquentar água em cuia usando uma resistência. - Ciudad Valles (Huasteca Potosina): Hostal Casa Huasteca (booking) - excelente hostel, com cama confortável, quarto espaçoso, ótimo café da manhã e atendimento super atencioso. O único e grande problema do meu ponto de vista é a cobrança por água potável do filtro. - Querétaro: Jirafa Roja (booking) - hostel bem localizado, porém achei o quarto sujo e tive problemas para fazer o check-out por não haver ninguém na recepção cedo. - Estacion de Catorce: Hotel San Jose (no local) - hotel simples com cama grande e confortável e consegui um ótimo preço depois de conversar com a dona - San Luis de Potosi: Sukha Hostel (booking) - hostel super em conta, com uma boa área para interação e banheiros limpos. - Guanajuato: Hostal Seis 7 (booking) - hostel muito simples, bem localizado. Porém não há cozinha, o banheiro é apertado e o do meu andar estava com um cheiro péssimo. - San Miguel de Allende: Black and White (conferir no Google) - eu acabei parando nesta hospedagem porque o que eu havia reservado pelo Booking estava em reformas e sua dona era irmã da dona destre outro. Não é bem um hostel, é mais um esquema Airbnb, com quarto com beliches. Gostei do local e especialmente da atenção da proprietária. O único problema é que é um pouquinho mais distante do centro. - Puebla: Gente de Más (booking) - excelente hostel. Quarto espaçoso, banheiro limpo e boa cozinha. - Atlixco: casa de uma pessoa que conheci aleatoriamente - Zacatlán de las Manzanas: Airbnb Hostal Zacatlán - o proprietário é super gente boa. Porém tive problemas por a localização informada no Airbnb ser diferente da localização real, por ter imaginado que era um hostel com recepção e ser apenas uma casa e no período em que fiquei o chuveiro elétrico não estava esquentando a água. Tirando isso, o quarto era bom e a cozinha era ótima. - Cuetzalan: Posada los Abuelos (no local) - pousada super simples, com quarto espaçoso e cama confortável, porém com um cheiro forte de parede de cimento. - Orizaba: Airbnb - Hostal Tlachichilco - na verdade não é um hostel. É um quarto anexo à casa da proprietária, que é bastante atenciosa. Cama ótima e banheiro dentro do quarto. Os únicos problemas são o sinal do wi-fi é fraco e não haver cozinha disponível (e logo não haver filtro de fácil acesso). - Oaxaca: Hostal de las Americas (booking) - excelente hostel! Quarto confortável, bem localizado e com staff atencioso. - San Cristobál: Torantelo B&B (booking) - hostel super barato, com cama confortável e com excelente café da manhã. - Comitán de Dominguez: Airbnb Casa Calli - quarto privado com cama meio desconfortável e janela sem cortina. O dono é super gente boa. - Palenque: Casa Janaab (booking) - excelente hostel, com estrutura maravilhosa! - Bacalar: Magic Bacalar (booking) - fiquei na barraca deles no camping. Achei ótima com uma cama super confortável. O hostel tem também um ótimo café da manhã e fica na beira do lago com um deck bom para se fazer amizades (tomei muita cerveja ali com os amigos que fiz no local). - Tulum: Lucky Traveller Hostel (booking) - hostel gigantesco, que já foi um hotel all-inclusive. Super econômico, com excelentes quartos e com algumas bicicletas disponíveis para empréstimo gratuito. Problemas: a cozinha é usada apenas por eles para fazer as refeições que são vendidas no hostel e distância grande do centro. - Isla Mujeres: Hostel Azucar (booking) - hostel bem simples com staff super atencioso e cama confortável, porém o quarto é meio apertado. - Holbox: Be Holbox (booking) - hostel bom, com quartos bastante ventilados e banheiros limpos. - Valladolid: a) Hostal Casa Chauac ha (booking) - excelente hostel com quarto amplo, banheiros limpos, bom café da manhã e com bicicletas gratuitas à disposição (só é um pouquinho caro); b) Hostal Casa Don Alfonso (booking) - ótimo hostel com dono super gente boa e com ovos no café da manhã. Único problema é que desligam o ar-condicionado após 3h e o quarto acaba ficando um pouco quente. - Mérida: Hostel Le Luj (booking) - excelente hostel com bom café da manhã incluso e com uma ótima cozinha! Único problema foi a grande quantidade de muriçoca na área de convivência e na cozinha. TOP, TOP CENOTES (todos que conheci) 1ª) Cenote Xkeken - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid ($80 individual ou $125 com o cenote Samula) 2º) Gran Cenote - a uns 6 km de Tulum na pista com sentido a Cobá ($180) 3º) Cenote San Lorenzo Oxman - a uns 3 km de Valladolid, no mesmo sentido do complexo Dzitnup ($80) 4º) Cenote Samula - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid 5º) Cenote Lol - Ha - no povoado de Yaxunah a 20 km de Pisté ($50) 6º) Cenote Il Kil - a 4 km de Chichen Itza ($80) 7º) Cenote Xcanche - no sítio arqueológico de Ek Balam a uns 28 km de Valladolid ($70) 8º) Cenote Zaci - dentro da cidade de Valladolid ($30) 9º) Cenote Hubiku - na pista no sentido de Ek Balam a 16 km de Valladolid ($100) 10º) Cenote Tamkach Ha - a 6,5 km de Cobá ($100) 11º) Cenote Multum Ha - a 1,5 km do anterior ($100) TOP, TOP ATRAÇÕES RELIGIOSAS 1º) Templo de Santa María Tonantzintla - Cholula 2º) Museu del Virreinato - Tepotzotlan 3º) Templo San Francisco Acatepec - Cholula 4º) Capilla del Rosario (Templo de San Domingo) - Puebla 5º) Templo de Santo Domingo de Guzmán - Oaxaca 6º) Iglesia de San Juan Bautista - San Juan Cholula 7º) Parroquia de San Miguel Arcángel - San Migue de Allende 8º) Catedral de Puebla - Puebla 9º) Santuário da Basílica de Guadalupe - Cidade do México 10º) Catedral da Cidade do México - Cidade do México TOP, TOP MUSEUS 1º) Museu de Antropologia - Cidade do México 2º) Templo Mayor - Cidade do México 3º) Museo de las Culturas - Oaxaca 4º) Museu Amparo - Puebla 5º) Museu de Bellas Artes - Cidade do México 6º) Gran Museo del Mundo Maya - Mérida 7º) Museo Internacional del Barroco - Puebla 8º) Centro de las Artes - San Luis Potosí 9º) Museo de Arte Moderna - Cidade do México 10º) Museo de la Esquina (del Juguete) - San Miguel de Allende TOP, TOP SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS 1º) Uxmal 2º) Teotihuacan 3º) Chichén Itzá 4º) Palenque 5º) Bonampak 6º) Monte Álban 7º) El Tajín 8º) Toniná 9º) Ek Balam 10º) Mitla TOP, TOP PUEBLOS MÁGICOS 1º) Real de Catorce 2º) Bacalar 3º) Cuetzalán 4º) Orizaba 5º) Tepotzotlán 6º) Bernal 7º) Zacatlán 8º) San Miguel de Allende 9º) San Cristobál de las Casas 10º) Valladolid
  2. 1 ponto
    Olá pessoal! Como o site me ajudou muito na elaboração da minha viagem, resolvi contribuir escrevendo como foi minha estada no Chile. Viajamos eu, meu marido e minha filha de 10 anos. A ideia era fazer uma viagem reduzindo gastos, pois resolvemos presentear nossa filha de ultima hora (com 30 dias de antecedência) e acabamos comprando as passagens com um preço mais elevado (pagamos aprox. R$4.000,00 de todas juntas). Pensamos em ficar em hostel, por ser uma experiência nova e estar em contato com várias pessoas com culturas diferentes. Quase fechamos com o hostel PROVIDENCIA, me pareceu bem bacana e com preço muito bom!! Mas por fim a privacidade falou mais alto e acabamos por alugar um apartamento no site AIRBNB. Bingo!! O apartamento foi impecável, muito bem localizado, limpo e confortável, pagamos R$R$1184,74 no total (bairro Lastarria - recomendo!!). Chegamos por volta da 1 da manhã na cidade de Santiago, trocamos dinheiro no aeroporto, somente o necessário para o transporte. Pegamos o transfer da TRANSVIP (pagamos aprox. 7.000 pesos por pessoa). Achamos mais seguro porque li muitos relatos sobre taxistas que se aproveitam dos turistas, ficamos com receio. Nosso roteiro foi: PRIMEIRO DIA: Acordamos cedinho, esperamos abrir as casas de cambio para efetuar a troca de dinheiro (melhor local que encontramos foi na rua ALGUSTINAS - trocamos com a cotação de 165 pesos). Fechamos os passeios com a empresa TRANSMILLENIUM - a gente já havia pesquisado preços e reputação, gostei muito, super recomento. Nosso agente foi o Tairon, quem quiser o contato é só me pedir!! Fizemos city tour gratuito, que acontece todas as manhãs às 10 horas na frente da Plaza de Armas (COMPENSA!). Tem a duração de duas horas aproximadamente... O guia fala bem rapidamente, é difícil de entender, mas valeu a pena pois passamos em vários pontos bacanas como: Palácio de La Moneda (vimos um pouquinho da troca da guarda - não percam!! É muito legal!!), Cerro de Santa Lúcia, bairro Lastarria, Bairro Paris - Londres.... entre outros... encerrando na casa de Pablo Neruda. De lá seguimos por conta até o Cerro San Cristóbal, subimos tudo a pé (sim, acreditem!! Subimos com uma criança de 10 anos após o city tour), chegando lá provamos o sorvete DELICATTO (que é maravilhoso!) e descemos de teleférico (pagamos 4.460 pesos no total). De lá seguimos até o shopping Costanera (também a pé) e voltamos de metrô (recomendo, é super prático e bem mais barato!) SEGUNDO DIA: Fomos para Portillo, o local é maravilhoso!! Porém não tem o que fazer lá (apenas fotos, claro)! O acesso estava muito restrito, não foi possível chegar próximo da lagoa Inca, estava permito somente aos hospedes do hotel... Fiquei decepcionada, pois para conseguir tirar uma foto ali foi bem difícil. O que fez o passeio realmente valer a pena foi nosso guia, pois ele parou em vários lugares lindos durante a ida e pudemos fazer várias fotos bacanas da paisagem, sem falar que ele foi bem divertido com o grupo deixando o passeio muito mais prazeroso!! Obs: Não é necessário alugar roupas!! Coloque o que você tiver de mais quentinho que dá certo!! TERCEIRO DIA: Fomos para Farellones, o MELHOR passeio!! Minha filha ficou realizada!! Pagamos 30.000 pesos por pessoa + a agencia (os valores não incluem os ingressos). Atenção, vale muito a pena levar lanchinhos na mochila (principalmente para quem vai com crianças), pois a alimentação no Chile é bem cara. Remédio para enjoo também é importante, pois a estrada possui muitas curvas, eu realmente passei muito mal!! Quanto as roupas, alugamos no bairro providencia, pagamos 10.000 pesos do kite completo (calça / blusa / óculos - NÃO INCLUIA LUVAS!) - Mas atenção meninas, o macacão é muito lindo e estiloso, mas dá muito trabalho para ir ao banheiro... Pensem bem! Ah, eu acabei não alugando as botas... fizemos um bem bolado pois comprei uma ótima injetada aqui no Brasil, usei a mesma todos os dias... Não molha!! E o preço dela COMPENSA!! Quem quiser saber a marca é só me perguntar)!! Obs: Para os passeios na neve, SEMPRE fique de olho na previsão do tempo!! Tem que ir quando tiver neve né!! QUARTO DIA: Na parte da manhã fomos para o Safari Rancagua (por conta) fizemos o Safari Grandes Felinos e Herbívoros (Pagamos 13.000 pesos por pessoa). Gostamos, mas demos um pouquinho de azar, os leões estavam com preguiça, não queriam saber de nada... rs! Já nos Herbívoros, é muito fofo, as crianças podem ter contato com os bichinhos e alimentá-los!! Na parte da tarde fomos para a Vinícola CONCHA Y TORO: (por conta também) pagamos 18.000 pesos por adulto - criança não paga, escolhemos o tour tradicional PLUS. Gostei muito, o local é lindo... QUINTO DIA: Fomos para Valparaíso e Vina del Mar com a agência. Valeu a conhecer. Valparaíso é bem bonita, colorida e alegre!! Encerramos o passeio apreciando o Oceano Pacífico em Vina del Mar!! Maravilhoso!! Atenção mamães, coloquem muitas roupas nas crianças para ir nesse passeio, pois o litoral é realmente frio!! Ah, não esqueçam do lanchinho! É muito útil!! SEXTO DIA: Acordamos cedinho, fomos ao mercado municipal, compramos presentes para os familiares, passeamos mais um pouquinho pelo centro para nos despedir de SANTIAGO, que com certeza deixará saudades!! Ao meio dia partimos para o aeroporto para retornarmos ao Brasil e à realidade felizes da vida!! Espero ter ajudado!! Um beijo, até a próxima!!
  3. 1 ponto
    Saudações galera! Meu nome é Gabriel, ano passado dei uma reviravolta na vida "normal" e aqui estou, com planos de explorar o mundão! Tô querendo partir em Setembro pra Bolívia, onde será dada a largada até o México, quero muito fazer cicloviagem, pois o respeito alheio das pessoas é em dobro, mas mochilão a dedo não deixa de ser uma alternativa, porém, sempre focando em fazer voluntariados em projetos sustentáveis, já que já trabalho com bioconstrução e permacultura. Tenho um amigo uruguaio que acabou de iniciar a rota em Buenos Aires, pretendemos se encontrar no Equador! Porém, toda alma é bem vinda, pois a nossa união é a força, assim, deixo aberto à alguém que se interessar, de se juntar nessa trip! Desde já, posso adiantar que vou querer muito percorrer uma boa parte do litoral, pois, amo surfar! Mas as montanhas me agradam devido á escalada e também seria massa praticar montanhismo! Meu Instagram pra contato, @gbolvr_ Vamo pra cimaaaaa, fuga desse desgoverno maluco!
  4. 1 ponto
    Sempre começo dizendo pq desta viagem, deste destino, já que o mundo inteiro me interessa! Então vai lá: pq meus planos eram “Islândia” mas não deu ($$ - segundo ano consecutivo mudando o destino por falta de grana, rs). Pq eu li sem querer querendo um relato e depois mais um e depois mais dois, e depois todos, sobre “este destino” (compilei os relatos mais recentes neste tópico). Pq eu já queria ir. E agora estava apaixonada. Pq eu andei negligenciando a América do Sul. Pq AMAMOS natureza e paisagens. E estamos cada vez mais curtindo viagens de carro! Então por tudo isso, e pq passagens de avião estão caras demais e pq sim, decidimos partir de Londrina-PR com destino ao Atacama, no Chile, com lenta passagem pela Argentina! E rolou até Bolívia! “Noooooossa, mas que loucura, vcs vão de carro??? E ainda vão levar o filho???? Vão fazer o que num deserto??” 🤨 “[email protected], loucura pra mim é pagar 3 mil reais num celular!”🤦‍♀️ Apesar de ter bons relatos de carro pelo roteiro que me propus fazer, sempre muda alguma coisa, e tb é interessante atualizar valores e trazer informações mais recentes... e escrevo tb como forma de memória minha... o meu “livro de viagens” é aqui, rs! E em tempo, obrigada a todos que compartilharam aqui suas histórias e me fizeram sonhar além e rir muito! Roteiro Londrina > Foz do Iguaçu > Corrientes > San Salvador de Jujuy (e arredores) > San Pedro de Atacama (e arredores incluindo Bolívia, rs) > SSJ > Corrientes > Iguazu > Londrina. Em 17 dias, 6300km! Com esse tempo tem gente que vai mais longe, que vai pra Santiago, Mendoza e afins, mas gosto assim, com calma! E o mundo estará sempre lá pra gente voltar. Quem foi Até convidei um casal de amigos, mas as datas não bateram. Então fomos naquela formação original básica: Guilherme: marido e piloto; Juliana (eu): esposa, navegadora e co-pilota; e João Gui: filho (11 anos), comissário de bordo! Como De Nissan Versa 1.6 manual ano/modelo 2018/2018! Mandei pra revisão na concessionária antes de viajarmos apesar dele estar recém revisado. Como a gente sempre faz o que não deve com ele um monte de parafuso e proteção na parte debaixo do carro tinha quebrado/soltado. Tb me disseram que eu não precisava colocar nenhum fluido em nenhum lugar pra evitar congelamento, que o que estava lá era o correto, e assim fiz, mas verifique esta questão pq com o seu carro pode ser diferente. Equipamentos obrigatórios: 2 triângulos e extintor de incêndio. SÓ! (Além de cinto de segurança e estas coisas normais). Não tem cambão, mortalha e o carai... Por favor, leiam este tópico! Daqueles que dão orgulho do mochileiros.com!! Seguros obrigatórios: Carta Verde (Argentina) e Soapex (Chile). Mais detalhes abaixo. Documentos Passaportes: é bem mais prático do que levar o RG e a gente já tinha; PID: a gente já tinha, mas ninguém pediu; Carta verde: seguro argentino no nome do dono do veículo, que tem que estar dentro do carro, foi emitido gratuitamente pelo meu corretor de seguro do carro pq já estava incluído no seguro do meu carro (tem que ser impresso em papel verde, rs). Se vc não é o dono do carro tem que ter uma autorização do dono (seja da locadora ou do parente) pra dirigir o carro fora do Brasil. CARRO FINANCIADO está no seu nome e não precisa de autorização nenhuma; Soapex: seguro chileno para estrangeiros, comprado dias antes pelo site da HDI por 10,77 dólares. Na hora de comprar vc vai ter que informar o número do motor do carro, rs. Nem sabia que isso existia. Não é o chassi, é o motor. Procurei na internet onde tava o número do motor do Versa e fica no motor mesmo, kkkk. Foi só bater uma lanterninha lá e anotar! Extensão do seguro pela América do Sul (fale com seu corretor): incluso no seguro do meu carro; Seguro viagem: tive dificuldade em contratar, até pedi ajuda aqui. Eu nunca compro seguro pq uso o do cartão, mas desta vez como não compramos passagens, o cartão não oferecia. Quando comecei a cotar percebi que seguros “terrestres” quase não existiam, ou quando achava, eram super caros e se aplicavam apenas para viagens de ônibus. Depois de dar uma estudada e até falar com corretores, acabei contratando um aéreo mesmo, afinal, minha preocupação era ter algum problema de saúde em alguma cidade, tipo uma dor de dente ou cólica de rim, sei lá. Nestes casos não faria diferença eu estar de carro ou de avião. Compramos pela Mondial/Alianz por 235,00 para nós 3, para Argentina e Chile, por 17 dias. Estava com um cupom de 50% de desconto; Receitas dos meus medicamentos (#diabetica): como assisto muito “Fronteiras Perigosas da América Latina” kkkkk fiquei encanada de alguém cismar com meus medicamentos! Money Trocamos reais por pesos argentinos na fronteira (Foz do Iguaçu) e em Salta, e dólares por pesos chilenos em SPA. No relato aprofundo mais sobre as tarifas. Mas assim, câmbio é uma coisa que flutua tanto que vc tem que pesquisar exatamente na data da sua viagem. Via de regra compensa levar dólar pro Atacama pq lá não tem demanda por real, ao contrário de Santiago, em que a troca direta real x peso pode compensar ou empatar. Na Argentina costuma ser viável trocar direto... mas reparou no “costuma”? Pesquise na data da sua viagem! Internet Baixamos todos os mapas do google off-line e não compramos chip nem no Chile nem na Argentina! Usamos somente a internet dos bares/restaurantes e hospedagens e deu tudo certo! Na mala Calçado quente, confortável e impermeável, eu de botas vento titã (muito amor), os meninos de Quechua. Roupas em camada, pegamos de -10oC a 30oC. Soro de nariz, protetor labial (bepantol), protetor solar e óculos de sol são itens de SOBREVIVÊNCIA, a umidade relativa é zero e a neve cega. Medicamentos: eu já tinha abandonado a ideia de ficar levando remédio a toa, mas preferi levar alguns desta vez. Pra dor, anti-alérgico e Diamox. Falo mais sobre o mal de altitude no durante o relato. Hospedagens Airbnb do começo ao fim! Sou muito fã de Airbnb e mais uma vez tivemos muita sorte! Me sinto em casa, me sinto parte do lugar quando posso cozinhar, ir no mercado e interagir eventualmente! Sei que na maioria dos hostels tb é assim, mas no Airbnb sempre acho mais conforto, privacidade e preços melhores! Tivemos excelentes experiências e preços muito, mas MUITO, acessíveis, vou abordar melhor abaixo. As hospedagens escolhidas, bem como preços e qualidade foram as seguintes: Foz do Iguaçu (1 noite): Eu já tinha me hospedado duas vezes em Foz do Iguaçu pelo Airbnb, na casa da Adriana. A casa dela se aluga inteira e é enorme, super confortável, linda, show! Legal pra ir com mais gente! (Se alguém quiser indicação me manda MP). Mas desta vez era só uma noite, resolvi pegar uma casa menor, onde mora uma senhora, pertinho da Argentina! Sabe quanto? 68 reais pra nós 3, e com café da manhã! 21 reais por pessoa! Amo Airbnb! A Léo, nossa anfitriã, foi muito fofa, amamos! Casa simples e confortável, perfeita para uma noite! https://www.airbnb.com.br/rooms/29173885?guests=1&adults=1 Corrientes (1 noite): Mais uma experiência de ficar em um quarto na casa de alguém. Na verdade é uma dependência no fundo da casa do Cesar. Desta vez pagamos 93 reais pra nós 3, 31 reais para cada! O César foi super querido com a gente, tivemos uma ótima estadia! https://www.airbnb.com.br/rooms/14149168?guests=1&adults=1 San Salvador de Jujuy (5 noites): Eu tinha 200 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 321 reais para 5 noites para nós 3, incríveis 20 reais por dia por pessoa, não é bom demais? Lugar super legal, a anfitriã mora nos fundos e dá muitas dicas, não poderia ter escolhido lugar melhor! Quem vai passar um tempo na região costuma hospedar em Salta, mas fiquem de olho, lá é bem mais caro! SSJ, Tilcara e Purmamarca além de serem puro charme tem opções bem mais em conta! AMEI. https://www.airbnb.com.br/rooms/26893928?guests=1&adults=1 San Pedro de Atacama (6 noites): Eu tinha 169 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 970 reais para 6 noites para nós 3! Cerca de 55 reais por noite por pessoa! Apesar de ter ficado mais caro que a média, todo mundo sabe que em SPA as hospedagens são mais carinhas mesmo, ainda mais na alta temporada! Esta hospedagem consiste num quarto triplo com banheiro privativo e acesso a cozinha coletiva! Tinha mais um quarto semelhante nos fundos. Os anfitriões foram bem prestativos! Eles moram lá em SPA e alugam estes dois quartos nos fundos de uma casa, que me pareceu ser de parentes deles. Esta foi meio parecido com um hostel. https://www.airbnb.com.br/rooms/24290251?guests=1&adults=1 SSJ (1 noite): a ideia era hospedar em General Guemes e ficar mais na mão de voltar, ou em Salta... eu tinha uma reserva com cancelamento grátis pelo Booking em Salta, mas resolvemos retornar pra mesma casa onde ficamos na ida pq tinha umas plantas lá que eu queria muda, hahahahauaha! Desta vez pagamos 105 reais pra nós 3, 35 reais por pessoa! Corrientes (1 noite): eu queria ter pernoitado em Resistencia só pra ser uma cidade diferente, rs, mas faltando 2 meses para a viagem eu solicitei reserva no mesmo lugar que iria me hospedar na ida, só que estava indisponível. Achei um outro lugar do mesmo dono, mas no mesmo endereço... Achei estranho mas solicitei reserva. Me custaria míseros 73 reais para nós 3 por uma noite. Mas sabe quanto eu paguei? ZERO reais, pois tinha crédito de viagem! Esta segunda reserva aparentemente é de um outro cômodo dentro da casa dele, mais barato, mas acabamos ficando na mesma dependência do fundo e deu tudo certo, o cara é um gentleman! Vou deixar o link desta hospedagem abaixo apenas pq parece diferente da que ficamos na ida, mas foi o mesmo lugar, rs. https://www.airbnb.com.br/rooms/18043226?guests=1&adults=1 Puerto Iguazu (1 noite): última hospedagem da viagem! Quis ficar em Iguazu pra ser diferente da ida, rs, e pq antes de ir embora queria comprar cereja em conserva (pq todo o resto é caro e pega turista em Iguazu). Pra não ter que atravessar a fronteira de novo, resolvemos ficar do lado argentino mesmo. Quarto em casa compartilhada, MUITO simples e com problemas de higiene. Me custaria 52 reais a pernoite pra nós três, mas não paguei NADA pq tinha crédito de viagem! A anfitriã era gente boa mas não recomendo esta casa... poderia ter comprado a minha cereja e atravessado na mesma noite pro Brasil e dormido de novo na Léo que tava mais esquema! https://www.airbnb.com.br/rooms/26877281?guests=1&adults=1 TOTAL: 1557,00 reais, mais ou menos 33 reais por dia por pessoa, já que foram 16 noites! Achei MUITO bom! Se depois de tudo que vc leu, resolver experimentar o Airbnb, faça cadastro com o meu link que eu e vc ganhamos descontos! https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL IMPORTANTE: neste tópico, para quem interessar, há uma discussão bem legal que rolou aqui sobre os malefícios do Airbnb, principalmente para as pessoas que moram em cidades muito turísticas. Muito do que foi colocado neste tópico é BEM importante quando vc tem alguma preocupação com o impacto que causa em qualquer ocasião da sua vida, incluindo viajar. Tente escolher bem seus anfitriões de forma a minimizar os impactos negativos do Airbnb! Casas compartilhadas com o morador, anfitriões que só tem uma casa e idosos são uma boa. Clima Esta é uma viagem que pode ser feita a qualquer tempo, mas o cenário muda muito e há períodos em que certos passeios ficam fechados! As duas principais temporadas para nós, brasileiros, são inverno e verão, por conta de férias escolares e tals. E fomos no inverno, a mais ALTA temporada do Atacama! Pq... tem o João, rs! Ele está no sexto ano e ano passado não quis ir conosco pra África do Sul pra não perder aula e provas! Apoiei a responsa dele mas não queria deixa-lo de fora de novo... e já convenci ele que ano que vem a viagem vai ter que ser durante as aulas mesmo, rs. Mas qual é a do inverno e a do verão? Falando especificamente do Atacama... no verão é MUITO calor durante o dia e pode chover. Em janeiro, e principalmente fevereiro, o inverno altiplânico (chuvas intensas) podem estragar seus planos. Este ano várias rotas foram interrompidas por chuvas intensas e muitos passeios foram cancelados, dava pra ver marcas de alagamento em algumas partes de SPA ainda. Mas sabe quem ama o verão? Os flamingos! É nesta estação que vc corre o risco de vê-los fazendo aquela dancinha de corte sensacional! Só tenham atenção com FEVEREIRO. E o inverno?? O céu é maravilhosamente azul, é alta temporada (férias na Europa e América do Norte), não chove nem a pau, mas pra quem não curte, cuidado: a temperatura fica abaixo de zero a noite! Tudo bem pq a noite vc tá debaixo das cobertas quentinho certo? Errado! Tem tour que sai as 5h da manhã, nos Geyseres del Tatio o frio é extremo. Extremo mesmo, -15oC pra menos. O vento faz a sensação térmica te colocar no topo do Everest, rs! E hospedagem de mochileiro em SPA não tem calefação neah... FRIACA! Outros pontos negativos são: os flamingos se mandam pra bandas mais quentinhas e as nevascas podem interromper temporariamente os passeios de altitude e a ascensão aos vulcões (Lascar, Cerro Toco, Licancabur e etc). Mas pra quem, como eu, é apaixonada pelos topo de morro branquinhos e se amarra numa bochecha rosa queimada de vento, o inverno é a sua estação! ATENÇÃO para AGOSTO. Eles dizem que fim de julho, agosto e comecinho de setembro é o período da “última invernada”... neva muito e é a mais baixa temporada do Atacama, frio extremo e muitos passeios fechados! Se quiser curtir a primavera, melhor deixar pra segunda quinzena de setembro pra frente! Obs. Estas informações me foram contadas por moradores locais. Com certeza há quem tenha ido em fevereiro e agosto e tenha dado sorte, mas se vc puder evitar, fica a dica! E na véspera... Machuquei o pé. Sim, forte! No dia antes de viajar a marmota aqui cutucou uma unha! Fui parar na podóloga e não desejo pra ninguém a dor de cortar nacos de carne e unha sem anestesia, fiz força pra não fazer xixi! Por este motivo acabei levando antibióticos caso infeccionasse, antisséptico para curativo e antibiótico pomada para os primeiros dias! No fim... #spoiler super sarei e não tive maiores problemas, rs! Finalmente... Vou relatar tudinho, com muitas fotos e todos os custos. Por dia, eles serão divididos nas seguintes categorias: combustível, pedágio, alimentação (que inclui mercado, refeições diversas, bebidas), compras (que inclui coisas úteis e inúteis, vulgo "souvenires e regalos", assim como eventuais estacionamentos e uso de sanitários), diversão/entrada (inclui entradas em atrações e eventuais taxas de turismo) e câmbio. No fim farei um resumão de custos, e gente... esta viagem divide com a África do Sul a primeira posição de “minha viagem favorita no mundo”... mesmo que nem tudo tenha sido... FLORES. Prometo começar o relato em si, no próximo post! 😃
  5. 1 ponto
    Olá pessoal, Esse ano realizei um sonho de conhecer Fernando de Noronha e de quebra praia de Carneiros e Maragogi. Resolvi fazer deste relato mais fotográfico. Acho que as fotos vão dar a ideia do paraiso que é aquilo lá! Meu roteiro foi de 2 dias em Carneiros, 1 dia em Maragogi (bate volta desde Carneiros) e 5 dias em Noronha. Em Carneiros fiquei hospedado no Bungalôs do Gameleiros. Lugar incrivel, comida maravilhosa (a cocada mole com sorvete... afff) e de frente pra praia. Só nao tem piscina. Diaria cara! Ambiente romântico. Site: http://www.praiadoscarneiros.com.br/ A praia de Carneiros e basicamente de resorts e hospedagens de valor elevado. A praia pertence ao municipio de Tamandaré. Lá vc consegue hospedagem mais barata. Como todos já sabem Noronha é um destino muito caro! Fiquem na vila dos Remedios que é onde fica os melhores restaurantes e hospedagens. - Chegando na ilha vc paga uma taxa diaria de aproximadamente 70 reais por dia (dá pra pagar antes pela internet) - Para visitar algumas praias paga-se uma taxa de 100 reais que vale por aguns dias (se nao me engano 10 dias). - Self service é aproximadamente R$80/quilo. Mas dá pra achar quentinha de 20 e poucos reais. - Aluguel de bugy é o olho da cara! Final do ano pode chegar a R$400 a diaria. Usei o onibus local que roda a ilha e te deixa na beira da estrada e depois vc vai a pé até as praias (época de chuva é ruim pq tem barro) - Procure por hospedagens que tenha cozinha coletiva. Dá pra cozinha e fazer cafe da manhã e economizar bastante. Foi o que eu fiz! Se optar por cozinhar, leve alguma coisa da mala. Lá tudo é muito caro no mercado! Fiquei hospedado no Hotel Vila Mar. Simples, mas ótimo. Do lado de um mercado/padaria, perto do ponto de onibus, restaurantes. Site: https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g616328-d12339784-Reviews-Vila_Mar-Fernando_de_Noronha_State_of_Pernambuco.html Meu equipamento fotografico: Camera Nikon D5100 com as lentes 55-200mm e Tokina 11-20mm f/2.8 e uma GoPro Hero 4 Silver. Qualquer dúvida estou a disposição. Abraços
  6. 1 ponto
    Olá galera! Estou saindo no final de setembro. Mochilão roots, sem data para voltar. Percorrer todo liroral. Meu whatsapp (28)981165886. Alguém afim?
  7. 1 ponto
    Olá, me chamo Bruna, em novembro saio de férias, e irei fazer minha primeira viajem sozinha. Estou a procura de companhia pra viajar, a princípio quero ir para Itália, França e Inglaterra, mas aceito sugestões de roteiro, e estou adepta a mudanças.
  8. 1 ponto
    Coisas práticas: Ø Deslocamento: O táxi do aeroporto para o hotel é muito caro. Paguei R$ 95. Mais vale alugar logo um carro no aeroporto. Na Movida me saiu somente R$ 74 a diária do carro mais simples (geralmente o Mobi), com seguro contra terceiros, ar e quilometragem livre. Acabei alugando na cidade, na Movida de Ponta Negra. Fui com a carteira vencida, mas um amigo alugou pra mim e fiquei como responsável financeiro. Saí da locadora dirigindo o carro sem que ninguém objetasse nada. Também não dei o azar de ser parado pela polícia. Aliás, não vi nenhuma blitz, nem na cidade nem na estrada (pega-se a BR 101 para tudo). As distâncias são grandes dentro da cidade e também para ir para Pipa, Genipabu etc., se não se tem um carro. A melhor coisa é alugar. Só tome cuidado para não atolar na areia. É furada entrar na areia com carro comum. Melhor deixar isso pros buggys. Ø Hospedagem: Fiquei num “flat” em Ponta Negra, que parece ser o melhor bairro para se ficar. No Dany Brasil Aparthotel. Atalho pro booking.com: https://www.booking.com/hotel/br/dany-brasil-aparthotel.pt-br.html?aid=304142;label=gen173nr-1FCAEoggI46AdIM1gEaCCIAQGYAS24AQbIAQzYAQHoAQH4AQuoAgM;sid=b160821bdd63237c6729ef6016c0c626#tab-main Esta foi a avaliação que fiz no site: Pontos positivos: O dono é muito atencioso e simpático. Cheguei de madrugada e ele estava a postos para me receber. O lugar é silencioso. Frigobar, ar-condicionado, chuveiro, sanduicheira; tudo funcionando bem. O fogão não usei. Preço barato. Ótimo custo-benefício. Pontos negativos: A cama poderia ser um pouco mais confortável. Havia algumas falhas na pintura, dando um ar um pouco sujo nesses locais específicos. O box é pequeno, o que para mim não é problema, mas pode ser para outros. Programas: Ø Pipa: Tem que ir e dormir. Mesmo em agosto, baixa temporada, estava cheio. Melhor escolher uma hospedagem fora da rua principal, porque fica um furdúncio. Mesmo numa rua transversal tive problema com barulho pra dormir. As ruas internas são de paralelepípedo, sem calçada e estreitas. O melhor é parar o carro num dos estacionamentos que tem do lado de fora do burburinho. Na minha opinião a parte de paralelepípedo deveria ser restrita ao trânsito de pessoas. Ø Praia do Madeiro: Saindo de Pipa parei nessa praia. Fui evitando todos os que, na beira da estrada, ficavam chamando pro estacionamento e pra barraca respectiva. Quando passei por todos e achei que teria que retornar pra escolher um deles, encontrei um lugar que não tinha gente enchendo o saco e parei ali. Desci e fiquei longe da turistada. E mesmo assim num lugar que tinha restaurante e se podia tomar água de coco e comer mal e caro (julguei sem comer), como acontece nos restaurantes de praia. Madeiro é linda, com falésias. Pra quem for escalador, dá pra brincar de escalar a falésia. Só brincar, sem equipamento, baixinho, porque as agarras vão se desmanchando na mão. Como em todas as praias em que fui, tem espaço pra andar a perder de vista. Ø Praia de Genipabu: Tem que ir. Dali saem os passeios de buggy. Pode-se escolher a modalidade: coca-cola, guaraná ou fanta, conforme o grau de emoção. Escolhi não gastar dinheiro com um passeio tão caro. Andei nas dunas, corri nas dunas e gostei mais de me mover com o meu próprio corpo, enquanto tenho saúde. Quando ficar velho ando de buggy. Também tem o passeio de dromedário, que consiste em subir na corcova de um pobre animal tirado do seu habitat, em cima duma cadeirinha, e ir meio troncho, balangando pra lá e pra cá, com um turbante à moda árabe, suado dos quinhentos turistas que fizeram isso antes de você naquele dia. Depois tira-se a foto regulamentar, originalíssima, para ser posta no Instagram ou no Tinder, junto com as ultrabatidas da Pedra do Telégrafo e da Janela do Céu. Pulei tudo isso. Andei e nadei na linda praia. Ø Lagoa do Carcará: As fotos eram lindas. Mas cheguei no fim da tarde de um dia chuvoso e não pude atestar se a lagoa era tão bonita mesmo. Apesar de se chamar lagoa é de água doce. Ø Maior cajueiro do mundo: Fica em Pirangi. Muito legal. Melhor ainda ouvindo as explicações do funcionário. Pensei que fosse encontrar um tronco monumental, de altura incomensurável, mas não. É uma árvore com um tronco comum, que parece ser várias, que ocupa não-sei-quantos mil metros quadrados e produz não-sei-quantos mil cajus na temporada, e por isso está no Guiness. Não dei sorte de ir na temporada. A pobre árvore é doente, sofre da teratologia do gigantismo. Fiquei um pouco decepcionado por não ser uma árvore de altura e tronco gigantescos, que produzisse cajus do tamanho de melancias, mas gostei mesmo assim. Claro: tem castanhas pra comprar, muito barato. Ø Rodízio de camarão: Em Ponta Negra, comi num restaurante do lado direito da praia. Fraquíssimo. Uns camarões miúdos, sempre atolados em alguma massa ou farinha, pra ocupar espaço. Ø Restaurante Macoco: Em Pipa, comi um sanduíche de camarão maravilhoso, pra tirar o ranço do famigerado rodízio. Ø Restaurante Camarões: Comi no Camarões Potiguar, em Ponta Negra. Tem outros da mesma rede, alguns em shoppings, que naturalmente não devem ser tão bons. Mas não é um fastfood. É uma rede com alguns poucos restaurantes. Mais uma vez matei a vontade que não tinha matado no rodízio. O cardápio tem o preço dos pratos que dão pra três pessoas, em torno de R$ 120. Mas se você pede o executivo do mesmo prato, a cerca de R$ 90 reais, vem uma quantidade que dá pra duas pessoas. Etiqueta (especialmente para meus concidadãos cariocas): Ø Os natalenses e os potiguares em geral são incrivelmente simpáticos. Se você não vem de um sonho feliz de cidade, mas de uma metrópole embrutecida, como o Rio de Janeiro, seja educado, tente corresponder à altura e aproveite para se tornar uma pessoa melhor. Depois traga esse espírito de volta para a nossa metrópole embrutecida. Ø Se você for carioca ou fluminense e perguntarem de onde você é, não diga simplesmente Rio, mas Rio de Janeiro, porque existe o Rio Grande do Sul, o próprio Rio Grande do Norte, e outras cidades do Interior que também são Rios. Ø Agora vem a parte boa. Sim, elas ainda adoram nossos erres e esses chiados.
  9. 1 ponto
    Olá! Venho por meio deste post compartilhar meu mochilão de dez dias em Portugal e Espanha. Espero que este relato possa ajudar alguém, do mesmo modo que os relatos que li aqui no blog me ajudaram enquanto eu estava levantando informações para a minha viagem. Nesses dez dias, viajando à noite, de ônibus e trem, consegui conhecer os destinos que desejava: Lisboa, Sintra, Coimbra, Madrid, Barcelona, Braga e Porto. (Por questão de tempo, terei que dividir o post em algumas partes). Bom, sem grandes delongas, a viagem foi assim: Lisboa: Embarquei em um avião da TAP pouco antes das 22h, no Aeroporto de Guarulhos, e cheguei ao Aeroporto de Lisboa aproximadamente às 10h. Após fazer todos os trâmites, fui à área do metrô, dentro do aeroporto, estudei rapidamente as linhas da cidade, e comprei minhas passagens. Peguei a linha vermelha, desci na parada que faz cruzamento com a linha azul, entrei no metrô dessa linha, e desci na Avenida dos Restauradores, onde ficava minha acomodação, e, a uns poucos metros, o centro histórico da cidade. Às 13h, aproximadamente, iniciei meu roteiro: comecei no centro e fui até o Castelo de S. Jorge. Nessa área, vale destacar a proximidade entre uma atração e outra: pelo menos no centro histórico, dá para conhecer as principais atrações, a pé! No dia seguinte, fui de autocarro (ônibus) à região de Belém. Lá, também é possível conhecer as principais atrações, a pé. Abaixo seguem algumas fotos: Praça do comércio; em foco: Estátua equestre de D. José I e Arco Triunfal da Rua Augusta Castelo de São Jorge Mosteiro dos Jeronimos Mosteiro dos Jeronimos Torre de Belém Monumento aos Descobridores Elevador da Gloria Sintra: No terceiro dia fui a Sintra: Comecei o dia cedo, fui até a Estação do Restauradores e comprei minha passagem de ida e volta. A viagem durou aproximadamente 40 minutos. Em Sintra, conheci seu Palácio Nacional e a Quinta da Regaleira. Tentei conhecer o Palácio da Pena, mas o tempo não me permitiu, pois só na Quinta da Regaleira, gastei umas boas horas. Uma dica: Assim que descer em Sintra e sair da estação de metro da região, haverá vários guias oferecendo passeios, planos etc. Caso preferir explorar a região por conta própria, saiba que é possível e prático: Procure as linhas de ônibus 434 e 435 (estão espalhadas pela região): elas levam às atrações da cidade; mas, atenção: cada ônibus vai a uma área; assim, para ir a Quinta, é preciso pegar o ônibus 435; para ir ao Palácio da pena, o 434. Na compra da passagem, os motoristas, que são bem prestativos, irão detalhar tudo. E, após a compra, o passageiro ganha um mini guia da região para se orientar. É tudo bem tranquilo. Obs.: Ao escolher o ônibus e pagar a sua passagem, ela será valida por um tempo determinado. Assim, é possível descer em uma atração, passar um tempo nela, e, depois, ir novamente à linha de seu ônibus, para pegá-lo sem pagar de novo a sua entrada. Dica: As atrações de Sintra também não são muitos distantes uma das outras (ex.: da estação da região, à Quinta, a pé, faz-se em aprox. 15 min.). Portanto, ao optar pelo ônibus 434, que segundo o motorista que me orientou lá, faz a maioria das atrações, é possível ir nas atrações que somente o 435 atende, a pé. Em suma, passei apenas uma manhã e uma tarde em Sintra, e a experiência foi maravilhosa. Obs.: Não deixem de provar os famosos doces da região, são divinos! Abaixo seguem algumas fotos: Estação dos Restauradores Quinta da Regaleira Quinta da Regaleira Quinta da Regaleira Palácio Nacional de Sintra Quinta da Regaleira Quinta da Regaleira No centro de Sintra. (Ao lado desse café, há alguns restaurantes, e um em particular, de esquina, vende travesseiros e queijadas DELICIOSAS! Recomendo. Continua...
  10. 1 ponto
    Murilo, Eu comprei semana passada a uma Quechua Symbium 70+10, ela estava em uma ótima promoção na Decathlon porque estão tirando de linha ao parecer! O preço normal era R$799...estava por R$549...eu chorei e deixaram por R$499!! É uma mochila ótima! Quem sabe pode encontrar alguma ainda com esse desconto!!
  11. 1 ponto
    Estou planejando ir para a Ilha da Madeira em Janeiro, mas eh dificil encontrar informações. Alguem ja foi? Como foi? Da para fazer uma viajem economica por la? Custa caro ir para la? Enfim, qq ajuda q quem ja tenha ido ou saiba de alguma coisa sera valido. Obrigado.
  12. 1 ponto
    Muito obrigado, equipe do Mochileiros! Fico muito feliz com o retorno. É muito bom participar desta comunidade e ajudar outros viajantes. Deu um trabalhinho mesmo. hehehe Mas é um trabalho prazeroso. 😃 Grande abraço!
  13. 1 ponto
    Boa noite! Estou de viagem marcada para Buenos Aires no mês de Julho com duração de 22 dias, sem muito recurso financeiro, pretendia ir para Cordova, queria muito conhecer a região mas minha companhia de viagem não acha viável, e agora não sei se vale a pena ou se seria melhor visitar lugares mais perto de Buenos Aires, e nesse caso quais cidades seriam as melhores.
  14. 1 ponto
    Muito obrigada pelo suporte!!! 😘
  15. 1 ponto
    Blz @Adam Guedes!! Existem muitas agências lá, acho melhor vc chegar em Uyuni e pesquisar, que foi o que eu fiz. Se quiser indicação posso te falar apenas da empresa que eu contratei que foi a Betto Tours. Não tenho nada a reclamar, serviço bom. Tem uma cafeteria que abre cedo lá (geralmente o pessoal vai abordar já na porta do ônibus qdo vc chega em Uyuni) que é a Snack Nonis e a Betto Tours funciona junto lá. Achei no recibo deles um telefone de WhatsApp e um e-mail +(591) 72376733 [email protected] Eu paguei 750 com transfer pro Atacama Se quiser dar uma lida no meu relato vou deixar nesse link aki Qq coisa pergunta ae e conta a viagem pra gente depois!! Abração
  16. 1 ponto
    Ei pessoal, dia 24 de agosto estou indo com meu primo para a Bolívia e Peru, depois volto para a Bolivia e irei para o Chile sozinha, se alguém tiver indo nesta data de 24 /08 a 11/09, busco companhia.
  17. 1 ponto
    Certeza que você que ama viajar vai gostar desse programa! Essa semana dia 5 de agosto estreou o novo programa de viagens Roaming no canal de televisão Woohoo com apoio do Mochileiros.com! O programa é a continuação do The Routineproof Project, onde dois amigos brasileiros decidem viajar o Canadá de ponta a ponta e a ideia é de viajar o mundo com o Programa! O programa de TV Roaming nasceu de um road trip entre os amigos Vander Amaral e Ray Andrade no Canadá há alguns anos atrás, ambos com conhecimento em produção de documentários e experiência na televisão Canadense e Brasileira. Aventureiros, eles queriam mostrar mais do que apenas paisagens exuberantes, eles decidiram então botar o pé na estrada para capturar em vídeo o espírito de cada lugar por onde passarem, a cultura, o esporte, as pessoas e a vida selvagem. O programa conta com dicas de viagens pelo Canadá e EUA. As viagens contam com uma pitada de esportes radicais como Hiking, trekking, Escalada, Via-ferrata, Snowboard, Surf, Skate e muito mais! O que já tem no primeiro Episódio? O primeiro episódio do programa já começa com uma viagem de surf de trem pelo Canadá! Onde os meninos saem de Montreal para Halifax numa viagem de trem de 20 horas, durante a viagem eles mostram os quartos, o restaurante do trem e o vagão panorâmico, que da vista para a paisagem! O primeiro episódio está disponível também no Canal do Youtube do programa Roaming: Clicando aqui! Não tenho como assistir na TV tem canal Youtube? Pra quem quiser assistir o programa no Youtube segue o canal Clicando aqui, No canal youtube você encontra também uma playlist com todos os episódios da primeira temporada do programa The Routineproof Project. Para os inscritos no canal vamos fazer um vlog das viagens para contar cada detalhe que não conseguimos colocar na TV. Quais canais na TV e horários? Pra quem quiser assistir na TV segue os horários no Canal Woohoo para o próximo mês: Segunda-feira: 05h15 10h30 15h15 21h30 23h15 Terça-feira: 9h15 Quarta-feira: 19h00 Quinta-feira: 20h30 Sexta-feira: 09h30 14h15 21h45 Sábado: 07h15 O Canal Woohoo está disponível nas principais TVs a cabo do Brasil. NET, SKY, Oi TV, VIVO, Claro HDTV e GVT. O horário do programa na TV pode mudar no futuro de acordo com a grade do Canal! Curtiu o programa na TV ou no Youtube, ou tem alguma idéia de viagem para o programa , deixe seu comentário! Fotos: The Routineproof Project
  18. 1 ponto
    Oi pessoal! Meu nome é Rafaela, tenho 16 anos atualmente e sou de Belo Horizonte. Sempre gostei muito de viajar. Quando meus pais começaram a ganhar mais dinheiro já comecei a planejar várias viagens e eles sempre confiaram em mim. Enfim, até meu aniversário de 15 anos só tinha conhecido Orlando e alguns estados brasileiros. Quando ele foi chegando perto, pedi minha mãe para ir pra Ásia como presente e ela deixou, apesar de não ter vontade. Meu irmão e meu pai não foram porque meu pai tinha acabado de esgotar nosso dinheiro investindo e também não tinham vontade de ir. Então fomos eu e minha mãe passar 20 dias por Tailândia e Camboja em dezembro de 2017 (um ano e meio de viagem, por isso esse relato não vai ser rico em detalhes e em tópicos, mas não queria deixar de publicar) PASSAGEM AÉREA Por causa do tal investimento a viagem sempre ia sendo adiada (não a data, mas o dia de comprar passagem), o que acabou aumentando muito os custos da passagem aérea. Compramos a passagem dia 18 de novembro para viajar dia 8 de dezembro. Resultado: 4564 reais por pessoa sem parcelamento (pela LATAM). Ida SP - Londres - Bangkok. Volta no dia 28 Bangkok - Paris - SP. Teve ainda o vôo BH - SP comprado uma semana antes por 700 reais por pessoa. Os vôos internos foram pela Bangkok Airways. Não achei o email com os valores, mas foi cerca de 1200 reais por pessoa 3 vôos. Olhando 3 meses antes vi passagens saindo de BH por 3.000 reais. Resultado: PLANEJEM AS COISAS E COMPREM COM ANTECEDÊNCIA HOTÉIS|ROTEIRO Aproveite os hotéis do sudeste asiático: os preços são ótimos e são charmosos. Mesmo com pequena antecedência foi fácil reservar, apenas em Phi Phi que foi meio complicado - e um pouco mais caro. Breve descrição e preços da época de onde ficamos: 8 - 10: Viagem de BH à SP. Conexão de 6 horas. SP à Londres com conexão de 8 horas. Londres à Bangkok. 10 - 15: Hotel Royal Bangkok Chinatown em Bangkok - R$?? - Lindo, café da manhã legal com opções locais e internacionais, muitos chineses fazendo compras, localização boa bem na bagunça de BKK, piscina gostosa. 15 - 17: EMAN-SIM BOUTIQUE HOTEL em Phnom Penh - R$358 - Lindinho, ótima localização, piscina de borda infinita no topo, funcionários gentis 17 - 21: River Bay Villa em Siem Reap - R$362 - Localização fora do centro mas confortável 21 - 22: Lada Krabi Express em Krabi - R$115 - Apenas para passar a noite. Normal, limpo, localização boa e tinha que tirar os sapatos para entrar rs 22 - 24: (não achei nos registros do Booking) em Phi Phi - Bem localizado e limpo. Mas apertado e... dava para ouvir Karaokê em chinês a noite toda. Estávamos de bom humor e não nos incomodou. 24 - 27: iRest Ao Nang Krabi em Praia de Aonang - R$670 - Quarto enorme, sem piscina e relativamente mal localizado. 27 - 28: Viagem de Krabi à Bangkok. Conexão de 6 horas. Bangkok à Paris com conexão de 8 horas. Paris à São Paulo. São Paulo à BH. Ufa! CONSIDERAÇÕES|FOTOS Geral - Amamos - Tínhamos franquia para despachar mas levamos somente 2 malas de mão e 2 mochilas - Se atente as exigências das roupas dos templos - Roteiro sem correria. Ideal era ter tirado um dia de Siem Riep e por em Phi Phi - Estava bem quente. Em Bangkok chuviscava o tempo todo e nas praias o sol não abriu nenhum dia Mas estavam lindas mesmo assim... - Lembre-se que janeiro é uma boa época na Ásia mas inverno na Europa. 2 mochilas inteiras foram ocupadas com roupas de inverno. - Tudo é muito barato - Oficiais da imigração nem respondiam meu bom dia, só carimbavam meu passaporte e conversavam com os colegas na língua deles - Pessoal do hotel, restaurantes e lugares turísticos falavam inglês perfeito - Não comi comida tailandesa (!!). Sou bem enjoada então ia em restaurantes internacionais - Me tornei vegetariana depois de ver pato assado em BKK - Muitas comidas de rua, principalmente porco e frutos do mar. Tinha também muitos vendedores de frutas. Tomei suco de romã in natura todos os dias (MUITO bom) - Sempre que saíamos levávamos o cartão do hotel com o endereço em língua local e também do lugar que queríamos ir - Taxi e tuc tuc são baratos e assim nos locomovemos. Era bem divertido! O ideal era combinar o preço antes. Tivemos problema apenas uma vez, quando o taxista insistia em ligar o taxímetro. Ele começou a xingar em tailandes. Saímos do carro - Não sofremos com o jet leg. Dormimos e acordamos no horário normal - Vimos vários monges, nos lugares turísticos, templos e aeroportos (em ala reservada junto com deficientes e grávidas) - Em 20 dias vimos 2 amigos brasileiros em Bangkok e 2 casais em Phi Phi - Moeda tailandesa é o baht. Cotação era 10 baht = 1 real - Compramos um Iphone para meu irmão 1000 reais mais barato e uma GoPro mais barata também Europa - Aproveitamos as conexões. Saímos pelo centro das cidades e comemos por lá. Gostamos mais de Paris, tudo é muito lindo, artístico. Londres parecia abandonada. Bangkok - O aeroporto de Bangkok é enorme, mas o que mais chamou atenção foi a poluição (provavelmente é). Pousamos e decolamos lá 6 vezes e em todas sentimos o "estrondo" do avião passando por ela, também não dava para ver nada lá em baixo - Realmente pediram o certificado de vacinação da febre amarela - Bangkok é enorme (8 milhões) e incrível. As pessoas, os cheiros, as comidas, a bagunça, os templos com os prédios: fantástica - BKK é lotada de chineses de excursão. Chega a ser engraçado - Muuuuuitas motos e um trânsito muito bagunçado - Visitamos alguns templos - Fizemos massagem (muito boa e barata) - Fomos no MBK shopping para jantar e voltamos com uma mala recheada de compras 😅 . Parece um Brás ou Feira Shop (de BH) mais organizado. Bem barato - O melhor passeio na cidade e da viagem foi voltando do Grande Palácio. Tentamos achar uma entrada para o rio da cidade, mas estava difícil. Acabamos escolhendo um bequinho qualquer (beco mesmo! sem iluminação, estreito e sujo). Aconteceu o maior serendipity da vida ao chegar no restaurante Eat Sight Story Deck. As fotos falam melhor: (queria colocar o vídeo, mas não consegui colocar aqui. para quem quiser ver, está no meu Instagram @faelamart) Phnom Penh - Quase perdemos o vôo porque esquecemos que era internacional e tinha imigração para sair (muito demorada aliás). Além do aeroporto ser muito grande... - Não sabia dizer o nome da cidade e não sei até hoje - O visto é feito na horas e foi cerca de 30 dolares. Não precisou de foto e nem perguntas - Fomos no museu que fala do triste genocídio cambojano - Vimos muitas crianças saindo da escola com seus uniformes lindos - É uma cidade pequena em expansão, muitas obras para todos os lados - Complicado andar na rua porque tem poucas calçadas - O pessoal de lá tem menos $$$ mas mesmo assim são bem mais acolhedores que a vizinha Tailândia - Se o trânsito de BKK é doido, aqui as pessoas são. Muitas crianças dirigindo moto, sem capacete e com 2,3,4 pessoas na garupa (!!!) - Compramos no dia uma passagem para Siem Reap pelo bookmebus.com - Fomos por uma companhia de correios chamada Post VIP Van e durou umas 4 ou 5 horas. Tinham cerca de 12 assentos e tinham 7 pessoas com o motorista. Na estrada vimos muitas pessoas vendendo gasolina na garrafa pet e mato. Na parada para o banheiro *atenção para o banheiro* vimos pela única vez insetos para comer Siem Reap - Bem mais turistas que a capital - Centrinho gostoso, muitas opções de restaurante - Visitamos Angkor Wat por um dia e foi incrível. Segundo ponto alto da viagem (para mim, porque minha mãe detestou ficar vendo "coisa velha"). Atenção de novo para fotos: Krabi - Foi apenas de passagem para pegar o barco para Phi Phi (compramos pelo hotel no dia mesmo) - Essa região é de maioria muçulmana Koh Phi Phi - A ilha mais famosa do país - Parece bastante com a Vila de Jericoacoara - O tempo não ajudou muito e nem o tempo curto. Aproveitamos pouco mas amamos - Conversamos muito com o capitão do passeio de barco. Foi um dia maravilhoso pelas ilhas Maya Bay, Bamboo e outras Ao Nang - Preferimos Phi Phi - Fomos apenas em algumas praias CONSIDERAÇÕES FINAIS Minha mãe se apaixonou pelo sudeste asiático e eu mais ainda. Queremos voltar e recomendo à todos que vão conhecer essa região incrível!!! Obrigada por ler meu primeiro relato e que venham os próximos IMG_1327.MOV IMG_1455.MOV IMG_1485.MOV IMG_1549.MOV IMG_1593.MOV WCGN4715.MP4
  19. 1 ponto
    DIA 10 - 15 DE JULHO, SEGUNDA: O dia das primeiras Lagunas! Laguna Chaxa, Tebinquinche, Ojos del Salar! 254km Acordamos com o frio padrão 1 grau e já doloridos de dormir a noite toda sem se mexer... mesmo com kilos de coberta de lhama eu tava passando bastante frio. Os meninos estavam ok, mas eu tava dolorida, resolvi que colocaria mais roupas nas próximas noites. Tomamos café em casa e seguimos pela Ruta 23 em direção a Toconao. Nossa primeira aventura do dia seria a Laguna Chaxa. O google maps, por culpa minha, nos mandou por um caminho besta e errado, rs... era como se fosse uma “entrada dos fundos”. Tudo isso pq todos os pontos corretos do mapa estavam marcados na minha conta google, e neste dia resolvemos navegar pelo celular do Gui... Andamos pra caramba e chegou num ponto que a estrada não ia mais. Que merda. Achei que a Laguna Chaxa estaria fechada. Tinha outros manés perdidos como a gente, kk. Estudando melhor e abrindo o meu mapa vi que tínhamos navegado até “Laguna Chaxa” no mapa do Gui, e o correto seria “Parque Laguna Chaxa”. ER Volta tudo e agora sim, Laguna Chaxa! Entrada 2.500,00 por adulto, João (de 5 a 12) pagou 800,00. O cenário é bem diferente, interessante, bonito. Tinha flamingos para minha alegria, mas eles estavam todos distantes. Eu tava com câmera, tripé e o escambau então consegui algumas fotinhas! O calor é que tava de matar. Sério, a gente tava fritando! Será que tá quente? rs Espelho! Trilha de sal! Flamingos passeando! Flamingos tomando solzinho! Bichinho fofo! Outro bichinho fofo tomando água padrão deserto! Depois do passeio que durou cerca de 1h30 partimos para nossos próximos pontos: Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebenquinche. Mas antes paramos em Toconao. Cidadinha bonitinha até. Compramos uma água de 6L e 1 ímã de geladeira por 4.000,00 (assalto, rs), e um doce horrendo de pomelo que joguei fora, hahahauaha, por 1.000,00. Saindo da cidade ainda compramos uma batata e sorvetes por 2.650,00 e desistimos de almoçar, iríamos nos virar com tranqueiras hj. Toconao Símbolo de Toconao! Em direção a Laguna Cejar fui dizendo pro Gui que era uma Laguna salgadona, gelada e cara, que poderíamos nadar se quiséssemos, mas que eu não achava que valia a pena pelo que li e vi. Seriam 15.000 pesos pra cada um genteeee, João pagando inteira... eram quase 100 reais por pessoa pra ver uma Laguna... e advinhem? Desistimos. Toca pra Tebenquinche. A caminho da Tebenquinche estão os “Ojos del Salar”, um de cada lado da estrada, bem legal. Meus meninos e os olhos do salar! E por fim, a Tebinquinche. Foram 5.000,00 de entrada para nós 3, não lembro se João pagou, se pagou metade ou não pagou nada. A ideia era ver o por do sol aqui, mas chegamos muito cedo e o sol... adivinhem... tava RETARDADO de quente, rs. Até que o Gui teve a ideia que salvou a tarde: “vamos usar os guarda-chuvas que estão no carro”! MEO, CLARO QUE VAMOS. A gente levou guarda chuvas pro deserto mais seco do mundo e isso foi muito bom! Kkkk Salvaguardados pelo amado guarda-chuvas conseguimos andar bastante pela Laguna e tirar fotos... ela é bem bonita. Mas não tirei muitas fotos, e as poucas que tirei não ficaram boas. Pense que ela se parece com a Chaxa, rs! Guarda-chuvas em Tebinquinche! Depois da andança resolvemos voltar. Passeamos por SPA, compramos 2 imãs (2.000,00 pesos) e caramelos de coca (2.400,00 pesos), 1 maçã e 1 pomelo (980,00 pesos) e gastamos 15.800,00 pesos no jantar em um restaurante vegano que não lembro o nome, mas a comida tava boa. A maçã tava divina, comprem maçã! Kk E gente, cachorros em SPA. Os maiores, os mais fofos, os melhores! Kk Querendo escapar! Finalizando os gastos do dia passamos na farmácia e pagamos 8.070,00 pesos em uma pasta de dentes, uma cartela de aspirina e uma de tylenol sinus, eu tava com dor de cabeça de sinusite. Já tínhamos passeado 2 dias por SPA, cancelado ou deixado de fazer alguns passeios (Vale da Lua, Pukará de Quitor e Laguna Cejar), estava ainda assustada com os preços e tinha uma pontinha de “SPA não é tudo que falam” no meu coração. Não que não estivéssemos gostando... mas já tínhamos passado por tantas paisagens surreais que tínhamos acostumado com a sensação de UAAAAUUUU... então ficava na minha cabeça, e na do Gui tb, eu sabia... essa sensação de “não tá tão legal como eu imaginava” rs Felizmente os próximos dias nos mostraram que estávamos errados sobre SPA. Que era mais legal do que imaginávamos sim! 😍 Gastos do dia (em pesos chilenos): Comida: 25.830,00 Entradas: 10.800,00 Compras: 11.070,00 CONTINUA
  20. 1 ponto
    DIA 9 - 14 DE JULHO, DOMINGO: O dia da astronomia! ALMA e Vale de Marte! Acordamos às 7h30 com adoráveis 1oC - sempre né! Tomamos nosso café em casa e partimos pra ver se ia dar certo nosso primeiro rolê: visita ao observatório ALMA. Vamos às explicações: O ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) de forma bem resumida é o maior radiotelescópio do mundo. São 66 antenas (cooperação entre Japão, EUA e EU, além do Chile, claro – 23 países) que juntas equivalem a uma antena de 100km de diâmetro. Não espere chegar lá e olhar num telescópio, rs. É um radiotelescópio, capta ondas de rádio, transforma em números (sistema binário) e depois em imagem. 💗 A visita é técnica e MUITO interessante, pelo menos eu achei. Sou chegada no assunto. Mas não se chega até as antenas, que estão a mais de 5.000msnm, a visita ocorre na base que está a 2.900msnm. Tivemos a sorte de ver uma que estava lá para manutenção (100 toneladas cada uma!). Não vou me alongar nas explicações, mas se estiver por SPA num sábado ou domingo se esforce pra ir, é algo que vc só pode fazer e aprender lá. As visitas ocorrem apenas aos sábados e domingos e é necessário agendar pelo site. São gratuitas. Fiz nossa reserva com 4 meses de antecedência e já estava esgotada, ficamos na lista de espera. https://www.almaobservatory.org/en/home/ Chegando ao ponto de encontro, às 8h45, eles embarcam primeiro os confirmados, depois os na lista de espera e depois os que chegaram lá sem reserva e foram dando nomes. No nosso caso todo mundo foi (as 3 categorias que estavam lá esperando), mas procure estar inscrito com antecedência. No busão, vermelhos, indo pro ALMA. Meu jovem mochileiro curioso! Anteninha americana em manutenção! De volta a SPA, cerca de 12h45, nos deixaram no ponto de encontro, que é ao lado do terminal de ônibus e ao lado tb do restaurante mais barato que tínhamos encontrado em SPA: La Picá del Perron, onde almoçamos por 11.700,00 pesos (sandubas). E falando em restaurantes, eu tinha indicação de vários, falam muito do “Las Delicias de Carmen” e do “La Picada del Indio”, mas eles estavam caros pro meu bolso. Aquele lance de PF a 3-4 mil pesos não existe mais, pelo menos na alta temporada, rs. A tal da Heladeria Babalu então, jesuissss... sorvete caro e pro meu gosto, sem graça, rs. Outro recomendado, o Agua Loca, estava interditado, rs! Ao longo do relato vou colocando os demais que visitei. Voltamos pra casa, pegamos o carro e fomos abastecer. A gasolina 93 (a 95 é mais cara) estava 833 pesos o L (incríveis 5,20... hahahahau) e só tem um posto mesmo na cidade então fazer o que! Seguimos para o Vale de La Luna! ATENÇÃO, como eu já tinha lido por aqui, as visitas particulares, seja de bike, a pé ou de carro, estão FECHADAS no período da tarde (das 13 em diante). Só pode com agência. Explicaram que os particulares andam fora das trilhas e estão detonando o lugar... com a proibição de visita à tarde eles praticamente proibiram o acesso sem agência pq de manhã, sem o sol batendo, não tem graça nenhuma. Claro que o lugar é lindo, mas formações rochosas é o que eu mais tinha visto na Argentina e veria muitas ali tb. E dá pra ver panorâmicas do Vale da Lua da estrada, então a gente não ia pagar pra ir com agência não! Seguimos então para um sitio arqueológico chamado “Pukará de Quitor” onde se encontram ruínas de povos antigos da região, mas mais uma vez avistamos da estrada e o que vimos não nos chamou muito a atenção... e tb tava um sol ARDENTEEE e custava 3.000,00 a entrada para cada um. Bota mais este na conta do “não fomos”. Digno de nota: gato guerreiro atravessou seu primeiro rio. Gato guerreiro aprende a nadar! Cara, pra quem curte mais a questão histórica dos lugares é um lugar que não deve ser deixado pra trás, e a gente curte história sim, mas não a ponto de fritar no sol, rs. Então booora pro “Vale de Marte” ou “de la Muerte”. O GPS nos mandou por uma entrada secundária, kkkkk, que não era uma entrada de verdade... mas encostamos o carro na tal entrada, subimos por lá mesmo, no mirante, e pagamos pro guarda que fica ali num posto de fiscalização 3.000,00 cada um. Portanto não fizemos todo o percurso do vale a pé, mas o que vimos e considerando que o sol já estava ameaçando partir, foi legal e o suficiente para nós. Entrando pela porta dos fundos, rs Vale de Marte! Lindão. Quem entrou pelo lado certo chega aqui a pé pela estrada que se vê na parte de baixo. Mais dele! Pessoa triste pq quase não gosta de "pedra"! rs De lá fomos no famoso Mirador “Piedra del Coyote”, onde vc paga 1.500,00 pesos para assistir o pôr do sol dando cores diferentes ao Vale... dispensável na minha opinião. Depois vimos que um monte de gente para mais pra frente na estrada e assiste a mesma coisa sem pagar, hahahaha! Bonito... Pedra del Coyote Tb tinha um grupo de americaninhos em seu aninho sabático fazendo merda por lá e isso me irritou um pouco... vai ver eu tô velha demais pra ver adolescente fazendo babaquice, kkkk! Durante a tarde e depois que voltamos gastamos entre comida e bebida no mercado mais 12.250 pesos. Eu comprava coisas em locais variados, bebidas na única loja de bebidas, e comidas onde já tinha visto o que era mais barato... vale entrar em tudo e ir olhando. Jantamos qualquer coisa em casa mesmo! Gastos do dia (em pesos chilenos): Combustível: 11.000,00 Comida: 23.950,00 Entradas: 13.500,00 Foto despedida do dia: Licancabur rosa! CONTINUA
  21. 1 ponto
    DIA 8 - 13 DE JULHO, SÁBADO: O dia das estradas mais lindas! SSJ > SPA, 473km, 7h Ansiosíssimos, saímos às 7h40 de casa rumo ao Atacama! Pegamos uma garoa leve e uma forte neblina no começo da nossa viagem (Ruta 9), que logo foi dissipando. Chuva e neblina pra começar! Já tínhamos passado outras vezes por este trecho. O caminho era Ruta 9 até Purmamarca e depois Ruta 52 até a fronteira. Até Purmamarca já conhecíamos, depois disso foi surpresa atrás de surpresa! E não tem mais polícia. Nem sinal de celular, nem gente, nem civilização, rs. Já esperávamos pelas Salinas Grandes e Cuesta Lipan, mas a beleza da estrada vai muito além! Talvez pela minha formação acadêmica e amor profundo pela geologia, todos aqueles paredões coloridos, vegetações e animais me contavam histórias que eu só estudei em teoria, então eu era puro fascínio. Em minha opinião, a estrada mais bonita que já tive o privilégio de cruzar! Eu não canso nunca de tanta beleza! Nem queria mesmo! Cuesta Lipan! SEN-SA-CI-O-NAL Em um ponto da estrada, atravessando as Salinas Grandes, tem uma estrutura permanente de turismo. Não paramos pq queríamos chegar em SPA mais cedo, deixamos pra volta! E a estrada segue magnífica cheia de Lhamas e Vicunhas! Ainda na Argentina, Salinas Grandes! Grandes mesmo! Vicunhaaaa! Milhões de lhamas nas estradas! Uma forma fácil para diferenciar estes bichinhos: a vicunha e o guanaco são animais selvagens e bem parecidos entre si, bem esguios, mas é mais comum encontrar as vicunhas, que é a menor das 4 espécies. A Lhama e a alpaca são domesticadas, e vc vai ver kilos de lhamas com aquela sua carinha típica! A Alpaca não vi por lá, elas são muito comuns (criadas) no Peru e Bolívia por causa do seu pelo maravilhoso! Ela parece um urso de tão peluda, rs. E falando em bichinhos, tb tem muito burro e outros animais perambulando pelas estradas. Além do puta estrago e perigo que oferecem a vc e seu carro, a casa é deles... devagar gentes! Depois de muita maravilha (eu já não lembro a ordem), além de um monolito indicando a altitude local, vc vai passar por Susques, uma cidadinha tb parada no tempo. Tem um único posto de combustível, o Pastos Chicos, que parece coisa de cinema, rs! Pegamos pouquíssimo movimento na estrada, então a sensação de estarmos sozinhos no mundo era bem doida! Para o alto e além! Como disse o Gui: foi pra abastecer num posto desses que eu virei uma máquina de dirigir, kk! Esta é sua última oportunidade de abastecer antes da fronteira, e como a gente não sabia bem se na fronteira teria combustível, completamos (1000 pesos, 53,80 por L – a mais cara da viagem). A gente chegou a entrar no restaurante que tinha lá. Pagamos pra usar o banheiro (10 pesos cada) e tínhamos a ilusão de que poderíamos comer alguma coisa, hahahauaha, mas não tinha nada além de gatos, cheiro estranho, muitas bitucas de cigarro e uma senhora combinando com tudo isso! Seguimos comendo as porcarias do carro, kk! E finalmente: FRONTEIRA! Paso de Jama! Paso de Jama! Estava com pouca gente, mas foi meio confuso achar onde ir. Depois tudo certo, vc vai passando por uma sequência de guichês que vão te tirando da Argentina e te colocando no Chile, rs. Carimba saída da Argentina, entrada no Chile, cadastra o carro e o condutor, te dão uma autorização pra dirigir, papeizinhos de entrada, vc preenche formulários dizendo o que tá levando, o carro é revistado, enfim! Foi uns 40 minutos até podermos seguir. Vale a pena destacar: a) Mesmo com passaporte te dão uns recibos de entrada. GUARDE, pq sem eles vc não sai. b) Essa autorização que te dão pra dirigir GUARDE, sem ela vc não sai. c) Formulário e revista fitossanitária: já ouviu falar que são chatos né? São mesmo. O país deles é um tripa entre mar e montanha e qualquer pequeno bichinho/plantinha pode destruir a economia deles. Já evite levar qualquer coisa que possa te complicar: qualquer coisa in natura, derivados de mel, leite e carne e por aí vai. E caso tenha dúvida, preencha no formulário que leva algo que não pode, aí eles vão vistoriar e retirar sem risco de multa. Se vc declarar que não tem e tiver leva bronca e multa. Conversando com a moça enquanto eu preenchia o papel eu disse que tinha comida no carro, mas tinha dúvida se alguma era proibida. Disse que tinha chá de coca industrializado, caramelo de coca e amendoim (além de bolachas e outras coisas que sabia que não seriam problema), que era o que me gerava dúvida. Ela mesma me orientou a preencher que tinha “orgânico” e no fim das contas não confiscou nada. Na fronteira tb tem banheiro e atendimento médico, afinal a gente passa por 4.800msnm e a fronteira está em 4.200 mais ou menos. Mas estávamos bem tranquilos. ADELANTE, estávamos no Chile, a Ruta 27 nos levaria até SPA. "Você coleciona alguma coisa?" Sim, placas! MUITO gelo na estrada, muito rio congelado, cenário lindo! A Ruta 27 cruza a Reserva Nacional dos Flamingos e diversos salares, entre eles o famoso Salar de Tara, Monges La Pacana entre outros, então a estrada já faz parte do passeio! Rio congelado! Muita neve na beira da pista! Amado Salar e Laguna de Tara! Salar e Laguna de Tara! Salar e Laguna de Tara! Verdinho aqui! Passado um tempinho, tudo que vc subiu agora vc vai descer. VERTIGINOSAMENTE, rs. Tem um escape de brita pra veículo sem freio a cada 700m. CUIDADO pra não fritar seus freios. O carro embala em terceira! E da série “coisas curiosas sobre a altitude” (a gente já tinha flagrado tudo isso na Argentina): 1 – Refri ruim: em altitudes elevadas os refrigerantes ficam com um gosto mega estranho e o gás sai todo de uma vez. Tenho teorias sobre o assunto mas não tenho certeza então melhor ficar quieta. kk 2 – As garrafas pet: vc vai tomando água loucamente, LOUCAMENTE e então, na volta pra casa (quando a altitude está diminuindo), suas garrafas (vazias) começam a se retorcer dentro do carro como se alguém as tivesse apertando. Parecia pedra batendo na lataria e até descobrirmos que as garrafas estavam tendo um infarto a gente achou que tinha duende jogando pedra no carro. Essa tá fácil. A garrafa se encheu de “ar rarefeito” lá no alto, que cria pressão negativa quando descemos... a pressão atmosférica maior fora do que dentro da garrafa amassa ela inteira. Garrafa 4.500msnm x garrafa 2.500msnm 3 – Os sacos de chips inflam e estouram: eles já tinham inchado antes, mas o primeiro que estourou quase nos fez bater o carro, hahahaha! Vc sai com ele “do baixo” e dentro dele o ar está compatível com a pressão em que foi envazado. Conforme vc sobe ele vai inflando, pois a pressão atmosférica de fora do chips está bem menor que a interna! O ar quer sair... BOOOM! Chips pré-estouro (o amarelo de baixo estourou na Bolívia dias depois). 4 – Digestão lenta: esta é mais difícil de perceber talvez, mas reparem que sentimos menos fome em altitude. O que vc comeu no café da manhã vai ficar na sua barriga por bastante tempo... reparei isso logo de cara pq sou diabética e a digestão quase inexistente pela manhã me levada a hipoglicemias severas no início do dia (queda de açúcar no sangue), pois eu tomava insulina mas não tinha glicose no sangue... aí eu tomava kilos de líquidos ricos em açúcar e no fim do dia tinha o efeito contrário... quando tudo fazia digestão de uma vez a taxa de açúcar aumentava um monte (hiperglicemia). Percebi isso bem rápido e ajustei meu tratamento. Passado o momento ciência, hahahauaha, chegamos! Chegamos em SPA! O Atacama não é só o deserto mais árido e alto do mundo, é de outro mundo. SPA: uma cidade perdida na areia cheia de gente do mundo todo atrás de aventura! Era bom estar ali. Mas não vou colocar fotos de SPA pq já abusei de fotos neste post, rs! O programa do dia, além da lenta passagem já relatada acima, era chegar, largar malas e reconhecer a vizinhança, vulgo comer, trocar dinheiro e ajeitar o que ainda estava pendente, então vamos por partes: Largando malas: encontramos nossa anfitrião (gente fina) que nos explicou o funcionamento das coisas (internet etc) e só deixamos as malas mesmo. Como já disse lá no começo, foi um quarto triplo bem simples e banheiro privativo com acesso a cozinha compartilhada com mais um quarto. Reconhecer a vizinhança: saímos a pé rumo ao “centro”, que são as imediações das Calles Toconao, Tocopilla e Caracoles. Algumas ruas têm pavimentação em um tipo de paver, mas a maioria é de areia. Trocando dinheiros: eu tinha 670 dólares comprados a 3,85 e 700 dólares comprados a 4,23, portanto média cada dólar meu valia 4,05. A melhor cotação de SPA (que encontrei, não procurei todas, rs) estava pagando 680 pesos chilenos no dólar e 160 pesos no real. Eu ia trocar apenas 570 dólares pra começar (#projetoafrica kkk) então a conta foi: 570 dólares x 680 pesos: 387.600,00 pesos chilenos. Esta quantidade de dólares me custou 2.308,5 reais. Se fosse comprar pesos com reais, 2.308 reais compraria apenas 369.280,00, portanto tava super valendo a pena, para mim, considerando os preços que paguei no dólar, comprar peso com dólar. É quase sempre assim no deserto, mas verifique na data da sua viagem. E para efeito prático de conversão eu dividia os preços em peso chileno por 160 pra saber os valores em reais. E tenha em mente: ATACAMA É CARO PRA CARALHO! Agências: Os tours guiados, mesmo nas agências mais baratas, são caros! Mas tem pra todo bolso, gosto e tipo. Nós decidimos antecipadamente que queríamos fazer 2 tours guiados (Geiseres e Lagunas Escondidas de Baltinache), no último dia, para descansar do volante, para ter a experiência dos guiados, pq eu queria obter mais explicações nos Geiseres e pq me disseram que estrada até as Lagunas Escondidas estava péssima. E eu tinha um dia livre pra decidir o que fazer ainda! Acabei recebendo muita indicação da agência FlaviaBia, mas fala sério, não era pra mim. Pode ser o Ó de boa, mas os preços chegavam a ser o dobro das outras, bem distantes do meu orçamento mochileiro. Depois de muita peneira fiquei entre 3 pra fazer os guiados: Araya, a mais cara (das minhas) e super bem recomendada, 123 Andes, muito bem avaliada, famosa aqui no mochileiros e intermediária com relação a preços, e Atacama Trips, a mais barata, e que segui de perto pelo Insta e achei bacana pelas trocas de mensagens e e-mails. Faltando um mês pra nossa trip a 123 Andes fez uma promoção (eu tb seguia eles no insta), concedendo 30% de desconto para reservas com no mínimo 90 dias de antecedência, mas acabaram fechando pra mim faltando só uns 30 dias (acho que fecham pra qualquer data na verdade, rs). Apesar dos kilos de conselhos, que endosso, de não fechar os passeios antecipadamente, paguei pra ir com eles antecipadamente pela facilidade de pagar em real por transferência bancária sem ter que ficar me preocupando com câmbio. Em peso os dois passeios ficaram 50.000,00 por pessoa, fazendo todas aquelas contas de câmbio mencionadas acima. Na prática paguei 932,00 reais para nós 3. PORTANTO, embora eu tenha visto muita propaganda de agência por lá, com várias oferecendo “pacotes” de 2-3 passeios por 40.000 pesos, não vou saber indicar preços exatos, pois pesquisei só estes 2. Então especialmente se vc vai fazer vários passeios, deixe pra fechar lá! Os preços tabelados que eles divulgam em sites e e-mails são facilmente negociados! Ainda mais em grupo ou contratando vários tours. Voilá, passei na agência só pra dizer que tinha chegado e conformar meus passeios dia 18 de julho. Tudo certo, bora bater perna! E começa o espanto: gastamos 2.250,00 pesos (~14 reais) em meia dúzia de porcaria na padaria, 3.800,00 (~23 reais) em uma garrafa de vinho e uma cerveja, 4.450 (~28 reais) num mercado comprando coisas pro café da manhã do dia seguinte, e 10.800,00 em 3 sanduíches de janta e incríveis 6.000,00 em 3 sorvetes na famosa (e meia boca na minha opinião) Heladeria Babalu. Pedimos antes de ver o preço, hahahauaha! Quem converte não se diverte mas olhe... QUE FODA! Partiu dormir né? Hahaha Gastos do dia Em pesos argentinos: Combustível: 1000,00 Compras: 30,00 Em pesos chilenos: Alimentação: 27.300,00 Câmbio: 570 dólares x 680 pesos: 387.600,00 pesos chilenos Mas vou finalizar este post com uma foto que faz tudo tudo tudo valer a pena quando vc pega a estrada! Licancabur, SEU LINDO. CONTINUA
  22. 1 ponto
    PATI SELVAGEM: uma travessia de tirar o chapéu e deixar marcas Como toda banda de Rock a vida nos bastidores nem sempre é um mar de rosas. É que a convivência em grupo por vezes desponta em desentendimentos que destoam do objetivo principal. É nesse contexto que o Projeto Rota das Travessias iniciado em 2016 com cinco integrantes perde alguns de seus talentos que, por hora, seguem “carreira solo” (rsrsr). Mas como o “show tem que continuar” aqui teremos uma aventura com participação de três integrantes da antiga “banda”: Eu (Djair), João e Wilson. Assim como na experiência anterior em 2017, escalamos o experiente Marquinhos Soledade (@expedicao_chapada) para ser nosso guia. Dessa vez, iremos realizar a Travessia do Vale do Pati, lá no coração da Chapada Diamantina, na Bahia. Entretanto fugindo um pouco do convencional optamos por deixar esse trekking mais radical fazendo um trajeto mais selvagem. A ideia é começá-lo em Andaraí subindo o curso do Rio Paraguaçu e seu Cânion. É uma opção que cobra maiores cuidados tanto pelo terreno como pelo isolamento. É percurso pouco testado. Muitos evitam. É um trecho do Pati esquecido, uma rota praticada por garimpeiro. A trilha exige subir muitas pedras e paredões, bem como experimentar cruzar dezenas de vezes o lado do rio de modo a encontrar melhor caminho. Sem falar da possibilidade de ocorrência de fenômenos naturais como as temíveis cabeças d’água dentro do cânion. Os primeiros dois dias se passa numa região onde possivelmente não cruzaremos com outros caminhantes. Partimos de Recife numa sexta-feira (28 de junho) num voo da Azul Linhas Aéreas com destino a Salvador. Às 23h30 já estávamos na rodoviária para pegar o confortável ônibus da empresa Rápido Federal com destino à belíssima Lençóis. Rodamos a madrugada inteira. Às 6h da manhã desembarcamos e seguimos para a Pousada Bons Lençóis, ali mesmo na parte central da cidade. À tarde tomamos umas cervejas para celebrar aquele reencontro e também meu aniversario: 29 de junho, dia do santo São Pedro, estou ficando mais velho, presenteie-me com essa travessia: vamos brindar!!! À noite entre outras coisas e fizemos a feira coletiva que irá nos alimentar durante os cinco dias do trekking. Compramos, pesamos e separamos os pacotes dos alimentos em quatro partes. Agora cada um pode enfim fechar suas cargueiras para a pesagem final: 23 Kg (Djair), 20 kg (Wilson) e 17 kg (João). Guardamos a fração de alimento que cabia a Marquinhos para entregá-lo em Andaraí (distante 100 quilômetros da cidade de Lençóis) na manhã seguinte onde começaremos nossa travessia. 30 de Junho – 1º DIA (domingo) O domingo chega. Fretamos um taxi para nos levar à Andaraí. Encontramos nosso guia no pátio da igreja católica naquela cidade e de lá seguimos no veículo até a estrada onde tem início nossa jornada. Donana é como os moradores conhecem aquela área, uma referência a uma antiga moradora da localidade: Dona Ana. Vamos seguir a velha trilha usada por garimpeiros. Uma vegetação arbustiva é o que encontramos nos primeiros metros. Seguindo um pouco e ela vai mudando. Agora temos uma área mais preservada. Árvores maiores vão ocupando os espaços. Uma ponte de madeira marca o inicio dos limites do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Daqui pra frente à aventura começa pra valer. A trilha segue paralela ao Rio Paraguaçu. O terreno é de subida, sentimos o peso nas costas. Enfileirados seguimos pela trilha dentro da mata. O lado esquerdo fica o leito pedregoso do rio Paraguaçu de onde se ouve o som forte de suas águas. A certeza de que estamos optando por um trecho selvagem nos obriga a muitos cuidados. Aliás, pela primeira vez iremos realizar uma expedição utilizando equipamentos de GPS: Eu com um relógio Garmin Fênix 3 HR, enquanto Wilson carregava o indispensável SPOT G3. Esse é o instrumento mais importante, pois é capaz de acionar socorro e enviar nossa localização precisa em caso de acidentes. Era apenas o início de nossa travessia. Mal tínhamos completados 2 km e tivemos um susto: Wilson acabou batendo a cabeça contra uma ponta de um galho ao passar por baixo dele e o resultado foi um corte na parte superior do couro cabeludo que causou um sangramento. O kit de primeiros socorros levado por Marquinhos foi logo usado e minutos depois pudemos continuar. Ufa! Descemos. Seguimos agora pela margem pedregosa do Rio Paraguaçu. Esse é o tipo de terreno que iríamos enfrentar nas próximas 48 horas. A visão das pedras que formam todo o conjunto é muito bonita. Nossa caminhada exige muito equilíbrio porque temos que pular pedras imensas e andar sobre elas e descer outras tantas. Executar um pulo entre pedras com 20 kg nas costas é algo que exige bastante. É preciso jeito e sorte! No quarto quilômetro fizemos uma pequena pausa para um descanso. Nosso guia buscou se refrescar nas águas geladas do rio eu a fazer as primeiras filmagens pra não perder nada da aventura que estava apenas começando. 30 minutinhos nessa parada e já tomamos uma subida forte à direita pelo paredão do Cânion do Paraguaçu: uma trilha dura pela encosta recoberta de arbustos. Agora já estávamos a quase 400 metros de altura em relação ao ponto inicial do trekking. Já era quase 2h horas da tarde. Estávamos outra vez dentro do leito do Rio Paraguaçu. Havíamos cruzado apenas de 6,5 km e fizemos a parada para o almoço. Visual deslumbrante. Comentava com o João de como tudo aquilo era admirável e do privilegio de se estar ali. A imagem das paredes do Cânion recoberta de vegetação verde em contraste com a água avermelhada, com as pedras no leito, as nuvens e o céu azulado trazia mais beleza ao cenário. Marquinhos assumiu a cozinha e sobre um enorme pedra fez uma mistura que seria nosso almoço: grão de bico e atum sólido. Foi bem breve nossa parada. Seguimos a caminhada e agora já estávamos diante de uma bifurcação de cânions. Majestoso recorte de rochas que marca o encontro de dois rios: do lado esquerdo as águas do Rio Paraguaçu e do direito as do Rio Pati. É um marco geológico de dois grandes cânions. Pela primeira vez avistamos a boca do Cânion Pati. Às três da tarde havíamos percorridos 7,7 quilômetros quando chegamos à prainha formada do lado das águas do rio Pati onde levantamos o acampamento. Aproveitamos a área de terra, sem vegetação, para fazer uma fogueira distante uns 3 metros das portas das barracas. Depois disso foi momento de aproveitando os raios do sol cair e naquelas águas de dupla identidade. O tempo passou rápido e a noite se aproximava. Marquinhos como de costume assumiu a cozinha preparando macarrão, linguiça defumada, tomates, cebola: o cheiro e o sabor estavam perfeitos! Depois da janta seguimos com nossas lanternas para o meio do rio. Aproveitamos uma das imensas pedras para sentar e experimentar a imagem contemplativa do céu estrelado e o som das águas naquele lugar inóspito. Às nove da noite estávamos em nossas barracas. Marquinhos “homem bruto” resolveu lançar seu saco de dormir próximo à fogueira para passar a noite. Cabra de coragem (rsrsrs). A temperatura estava agradável. O termômetro marcava 21 graus. Foi fácil pegar no sono dessa vez. 01 de Julho – 2º DIA (segunda-feira) Acordei por volta das seis e meia da manhã imaginando como seria nossa caminhada. Vamos preparar o café e começar mais um capítulo de nossa história. O dia era bonito, eu estava tranquilo e até mesmo meio lerdo (rsrsrs), por isso me atrasei um pouco retardando a partida. Somente às 9h30 iniciamos a trilha. Há uma estimativa de que o percurso possua 9 km e que os mesmos serão bem pesados. O Cânion do Paraguaçu ficou ali. Nosso movimento agora é à direita, dentro do Cânion do Rio Pati. Por ele iriamos saber a razão pelo qual muitos aventureiros evitam aquela rota. O nível de dificuldade do trekking aumentou bastante já nos primeiros metros. O pula-pedra passou a ser uma constante e tirar a bota para não encharcá-la logo se mostrou ilusão e perda de tempo. Avançar sobre rochas escorregadias é uma maluquice, mas não ha outra maneira de seguir. Os joelhos sofrem demais com o peso nas costas somados ao impacto dos saltos entre as pedras que tem que ser precisos. É força, equilíbrio e principalmente sorte: levamos 1h42 minutos para percorrer 2 km tamanha dificuldade que o terreno apresentava. Ora estávamos de um lado do leito, ora do outro. E quando nos aproximávamos do terceiro quilômetro executando umas dessas passagens entre pedras escorregadias o companheiro João tomou uma queda. Ele escorregou batendo com a canela em numa pedra dentro do rio. Um hematoma imenso se formou no centro de sua canela. E isso nos deixou assustados uma vez que ele poderia ter fraturado a perna. Tirá-lo dali aquela altura seria impossível salvo por helicóptero. Levamos alguns minutos cuidando do amigo e graças a Deus tudo ficou bem: uma atadura foi colocada em volta da lesão, e seguimos ainda mais cautelosos com a certeza de que não podemos errar! O terreno continuou duro. Percorremos mais 2,5 km e de trilha. Dessa vez fizemos uma subida violenta a direita, uma trilha dentro da mata que margeia a parede do cânion Pati. Às 12h30 curta parada, dessa vez para recobrar o fôlego. O trajeto em ziguezague pelo rio, atravessando, pulando pedras é um exercício para o corpo e mente. A beleza do cânion em sua forma esbranquiçada emoldura o cenário. Outros 20 minutos de descanso. Passamos à margem esquerda desafiando pedras e vegetação da encosta. Agora temos um “tronco” fixado junto o paredão que serve como ponte evitando o caminho por uma parte escorregadia sob nossos pés. É preciso segurar na parede. Saindo da parede do cânion entramos na mata outra vez. Aqui é necessário muito empenho, forca, determinação. Tivemos que transpor um emaranhado de pedras e arvores: uma combinação que exige do corpo. O esforço ofusca a beleza daquele trecho. A única coisa que queremos é sair daquilo para um lugar amplo e sem obstáculo. Às 13h30 paramos dentro do Cânion para almoçar: grão de bico, atum cebola e tomate foi nosso almoço. Até ali tínhamos percorridos 7 km em 5 horas de muito esforço. Não temos a certeza da distancia exata do ponto de acampamento. Os 9 km que mencionei é uma mera especulação! Retomamos a trilha e ela continuou da mesma forma: dura e técnica. Quando completamos os 10 km já estávamos bem cansados e frustrados: percebemos que nossa ideia de quilometragem tinha ido por agua a baixo. 1 km depois se fez outra parada, estava bem claro que nosso moral estava baixo: expectativa e realidade se conflitavam. Somente após percorrer mais 3 km chegamos ao nosso destino: a Toca do Guariba. Já passava das 17h30 minutos. Foi preciso correr para montar as barracas sob a luz da tarde, afinal dentro do Cânion escurece mais rápido. Foram exatos 14 km percorridos naquele dia. A Toca do Guariba é nossa morada! Aliás, esse nome é dado pelo fato de que há um corte no Cânion que forma uma cavidade onde em geral os aventureiros buscam abrigo. É uma área protegida. O nome Toca do Guariba deriva pelo fato de que é comum avistar o macaco Bugio naquela área, eles também são conhecidos pelos nomes de Macaco Barbado ou Macaco Guariba. Não avistamos nenhum, tampouco os seus sons. Aliás, nesses quase dois dias ainda não cruzamos com ninguém na trilha. De fato estamos em local isolado. A noite chegou muito depressa. Não deu pra estar no rio e tomar banho. Dessa vez a higiene foi com lenços umedecidos. Estávamos exaustos, quebrados! Jantamos às 19h: frango, macarrão, linguiça defumada e bolo de rolo! Depois disso alguns instantes de conversa e música e às 21h já estava recolhido. O dia foi pesado! 02 de Julho – 3º DIA (terça-feira) Não consegui uma boa noite de sono. Só com o amanhecer do dia foi possível apreciar a beleza do lugar. O Rio Guariba é afluente do Rio Pati. Estamos exatamente no encontro dos Cânions. Tomamos nosso café e levantamos acabamento. Às 8h30 Deixamos as cargueiras em um ponto e fomos fazer uma breve visita dentro ao Cânion do Guariba. É um cânion estreito e belo. Passamos não mais que 1 hora. E infelizmente não tivemos a sorte de ver nem ouvir nenhum Bugio na local. Voltamos, pegamos as mochilas e fizemos uma subida pela mata. Uma acentuada inclinação nos lançava mata acima. As pernas sofridas pelos 14 km do dia anterior reclamavam a todo instante. A ideia é chegar à casa de seu Eduardo onde vamos dormir. Agora nosso caminho é por uma linda mata. Ela reveste a encosta do cânion dando beleza única a nossa caminhada. Estamos no alto do cânion encoberto onde é possível ouvir o som das águas do Pati. Seguimos firmes e confiantes por 1 hora onde fizemos breve parada para um rápido lanche. A nossa direita estava a majestosamente Serra do Império. Continuamos. Ainda estamos na mata. No quilômetro 3,5 nos desviamos erroneamente numa bifurcação à esquerda que nos levou a um curral, ops! Logo achamos a trilha certa e seguimos. Após 5 km de trilha, às 11h da manhã estávamos diante da primeira residência nesses três dias de trekking: a casa de seu Joia e dona Leu. E pra celebrar aquele encontro nada mais épico do que uma cerveja gelada. Sim, é possível tomar cervejas geladas no Vale do Pati. Comemos pão caseiro feito por Dona Leu e tomamos cerveja. Pagamos 12 reais por uma long neck (eu pagaria ate 50 reais rsrsrs). Passamos alguns minutos naquela casa humilde e acolhedora. Lavamos os rostos, enchemos nossos depósitos de água e seguimos. O terreno de seu Joia tem um visual incrível. Curiosidade daquele lugar são os avistamentos de felinos como as onças que causam receios a nativos e aventureiros que cruzam a região. Graças a Deus não tivemos nenhum susto. Mas há muita gente que já viu, ouviu seus sons ou seus rastros. Percorremos 8.20 e às 12h40 estávamos na residência de Seu Eduardo atualmente sob os cuidados do Domingos, seu neto. A casa fica aos pés do Morro do Sobradinho, a beira da Boca do Cânion Cachoeirão. Ela fica exatos três quilômetros daquela de seu Joia. Compramos refrigerantes e cervejas geladas. Isso e resultado das geladeiras alimentadas a gás butano e da energia solar que abastece a casa. O cansaço dos dois dias nos fez desistir do planejamento inicial que era visitar o Cachoeirão por Baixo. Resolvemos conter o dia conversando, tomando refringentes e cervejas e uns petiscos vendidos naquela casa. A decisão se deu pela perspectiva que tínhamos daquele trekking. Queríamos devolver o prazer da caminhada, buscar prazer efetivo. Na nossa visão acumular a visita ao Cachoeirão fazendo o bate-volta iria nos desgastar e o que precisávamos mesmo era de um tempo pra ficar à toa entre amigos. Acertamos também em comprar a janta ali oferecida e manter o acampamento com as barracas nas dependências da propriedade. Tivemos a oportunidade de conhecer um bom sujeito Catalão: Joan, ele estava de passagem em visita ao amigo Domingos. Ali contou sua vida e sua relação com o Pati. Joan mora no Capão junto com sua esposa, de nacionalidade brasileira. Ele relatou suas experiências com a natureza e de suas habilidades como especialista em agricultura sustentável e de sua colaboração em algumas comunidades na Chapada Diamantina. No meio da tarde fomos tomar banho no rio Cachoeirão, ele passa nos limites da casa. Uma pequena descida te leva às margens, grande poço e corredeiras te convidam a cair na água. Ao fundo temos uma visão incrível das paredes dos morros que formam o vale. A noite chegou e o jantar oferecido foi sensacional: carne de sol, estrogonofe de frango, arroz, feijão, macarrão, farofa de cenouras, abóbora, e suco. Perfeito! Comemos divinamente e continuamos até umas 21h conversando em grupo. A noite estava estrelada. Eu, Wilson e João fizemos uma pequena fogueira próxima à barraca e às 21h30 já estávamos recolhidos. 03 de Julho – 4º DIA (quarta-feira) Às 6h despertamos. Dessa vez procurei me apressar pra não atrasar o grupo. O café da manha foi preparado ali bem próximo às barracas: cuscuz e ovos. 8h15 já estávamos de saída. Tomamos o caminho a esquerda no sentido da casa de Seu Tonho. Atravessamos o leito do rio Pati sobre as pedras para seguir à margem esquerda do rio. Do lado direito margeando todo o leito uma belíssima mata acompanha o curso do rio. Essa caminhada ainda cedo ganhava muita beleza. A quantidade de sons dos pássaros trazia um encantamento fenomenal. O lado esquerdo nos acompanha o Morro Sobradinho, tocado pelos raios do sol. Tudo é maravilhoso! Agora temos forte subida. Logo estamos a 178 metros de altitude em relação à casa de Domingo. O visual belíssimo já nos revela ao longe o Morro do Castelo. 2 horas depois e 5.6 quilômetros fizemos a parada de descanso naquela área conhecida como “prefeitura” que na verdade é um antigo entreposto dos antigos comerciantes e produtores de café do Vale do Pati. A imagem que temos é perfeita, uma pintura que cabe em qualquer quadro.   Nossa próxima parada será na casa de seu Aguinaldo. Deixamos a prefeitura, atravessamos o Rio Lapinha e seguimos a trilha tendo a nossa direita o imponente Morro do Castelo. Seguimos a trilha dentro da mata. No caminho Marquinhos à dianteira nos indica com cuidado a presença de uma cobra Jararaca ali bem no meio da trilha... Imóvel e bem camuflada ela parecia buscar os raios do sol que atravessava os altos dos galhos e folhas daquele lugar. Olhar para o chão sempre, essa e a dica! Um pouco adiante tivemos a oportunidade de cruzar na trilha com Seu Antônio, Seu Tonho. Havíamos passado em frente a sua casinha, logo que saímos da casa de Seu Eduardo, lembra? Seu Tonho surgiu vindo atrás da gente, dentro da mata, na trilha estreita. Montava um burro e puxava outro que levava uma cela de carga (cangalha), seguia vocalizando comandos ao animal. Uma imagem bonita. Retrato de uma historia vida. É um som bonito que ecoava por entre a mata. De perto assistimos como são transportados todos os suprimentos dos nativos dali. O burro é o motor, o transporte. Enfim, depois de três horas de relógio, 8.4 km de distância e 426 metros de ganho de elevação chegamos à casa verde onde mora o casal. Estamos agora no Pati de Cima a 932metros acima do nível do mar. Ali fomos recebidos por dona Patrícia que nos ofereceu seus deliciosos pães caseiros e latinhas de Coca-Cola geladíssimas. Podemos apreciar os sabores ofertados diante de um visual belíssimo: estamos aos pés do Morro do Castelo. Alguns minutos de descanso e seguimos às 13h com nossas mochilas de ataque rumo ao alto. São 400 metros de subidas em meia a mata atlântica preservada, uma trilha íngreme que exige muito mesmo dos joelhos e muita atenção para evitar quedas. Levamos 1h20 minutos para completar os mais de 3 km de trilhas subindo até chegar ate o Morro do Castelo no alto dos seus mais de 1.400 metros. Numa subida tão vertical, não adiantar negar: vai doer. O Morro do Castelo é colossalmente bonito. O fato de existir uma gruta que atravessa todo maciço de quartzito no local faz o morro ganhar ares ainda mais mágicos. É espetacular o conjunto da obra. Adentrar na gruta mexe com a imaginação. Ela possui aproximadamente 800 metros de extensão e para cruza-la se faz necessário o uso de lanternas: a escuridão é total. Não esqueçam as lanternas e muito, muito cuidado ao caminhar, pois há Pedras soltas e pontiagudas por todo percurso. Ao cruzar a extensão da gruta temos do outro lado um visual incrível do Vale do Calixto, ele está no lado oposto ao Vale do Pati. É magico, é incrível! Estamos a mais de 1.400 metros do nível do mar e para onde se olha é um mar de beleza que agrada aos olhos e ouvidos. É o som dos ventos soprando forte que impressiona. Diante de tanta beleza muitos e muitos clicks, mas já é hora de retornar para Casa de Seu Aguinaldo que está 400 metros abaixo. É hora de descer aproveitando a luz do sol. Temos uma trilha dentro da mata e é bom não vacilar. Levamos 1h pra refazer o caminho de volta. Ao chegar corri, junto com o João, para armar nossas barracas na área de frente à residência. Wilson preferiu contratar um pernoite num dos quartos da casa. Nesse momento a temperatura começava baixar um pouco. O sol estava refletindo sem força nas bordas das paredes do Vale. Já estava imaginando a temperatura da água que iriamos tomar banho. Apelei por um aperitivo. Eu e João provamos umas doses de cachaça para ver se a coragem aparecia. Nem sei se isso ajuda. Fomos ao banho: água gelada da mísera! Contratamos o jantar e não nos arrependemos. Dona Patrícia caprichou: carne de sol, macarrão, arroz, salada crua e suco de maracujá. João que não come carne foi contemplado com uma omelete preparada com exclusividade. Todos felizes e de barriga cheia. Ao termino do jantar, enfim seu Aguinaldo apareceu e conversamos bastante. Ele falou de sua vida, da rotina naquele lugar e os desafios de se viver ali. O clima era úmido e a temperatura na casa dos 18 graus. Não tardamos buscar o aconchego de nossas barracas, Wilson se recolheu ao conforto do quarto. É nossa ultima noite dentro do Vale do Pati. 04 de Julho – 5º DIA (quinta-feira) Último dia. Acordei às 6h30. O termômetro marcava 14 graus. O som das águas do Rio Lapinha correndo, dos pássaros cantando e voando pertinho da barraca e a imagem do Morro do Castelo diante de nós marcavam o inicio daquele nosso derradeiro dia no Vale do Pati. Eu já sentia saudades de cada momento. Por outro lado, nosso amigo e guia estava com dores estomacais e apresentava também quadro de diarreia. Ficamos preocupados com a condição física dele. Ninguém merece ficar doente na trilha. Retardamos um pouco a saída. Marquinhos sinalizava que já estava tudo ok, então tínhamos que partir.   Às 9h010 saímos da casa de seu Aguinaldo. Subimos a trilha e seguimos pulando pedras no curso do Rio Lapinha e após caminhar 1.7 km a gente chegava à Cachoeira das Bananeiras. Seguindo o curso daquele rio e 1h 15 depois de nossa partida (2,5 km) estávamos na Cachoeira do Funil que se apresenta belíssima. Cruzamos o leito para pegar a trilha que fica na parte de cima da encosta, próxima a queda d´água. Minutos depois chegamos a Cachoeira da Altina. Ali havia um pequeno grupo de turistas. É uma cachoeira um pouco menor que a do Funil. Deixamos a Cachoeira da Altinha (nome que faz referencia a uma antiga moradora que ali lavava as roupas da família) e tomamos o caminho novamente à esquerda, atravessando o rio e subimos uma trilha íngreme pela mata. Chegamos à igrejinha. Percorremos 4 km contados a partir da casa de Seu Aguinaldo. Ali é a Casa de Seu João. Ela está próxima da Ladeira da Rampa que dá acesso ao Mirante do Pati e os Gerais do Rio Preto. Ali é uma casa que também oferece serviços de recepção aos aventureiros com comida e hospedagem. Lavamos os rostos e tomamos nossas ultimas latinhas de refrigerante dentro do Vale. O sol do meio dia castigava forte. São os testes finais de resistência depois de cinco dias de trekking. Doente, Marquinhos sentia bastante cada passo. Tive pena do nosso Leão da Montanha. Ao meio dia e meio estávamos no Mirante da Rampa. 6 km separam a casa de seu Aguinaldo do Mirante do Pati. E o visual a 1.337 metros é de tirar o fôlego. Ali enxergamos toda extensão do Vale do Pat: é o lugar perfeito para fazer aquelas fotos clássicas. Mas não podemos demorar. Temos horário marcado para nosso resgate lá no Beco, em Guine. O motorista Ari nos aguarda! As 13h10 seguimos nossa jornada pelo magnifica planície que forma as Gerais do Rio Preto. O terreno é um platô de campo rupestre, não há arvores naquele trecho, o lugar é belíssimo. A partir do Mirante, depois de 1,3 km cruzamos o riozinho que dá nome aquele local, o Rio Preto. Seguindo por mais 3.27 km estávamos enfim diante da descida de Aleixo. Eu diria que A Rampa e a Descida do Aleixo são tecnicamente iguais. A diferença e a ordem das coisas. Assim iniciamos nossa descida sob o calor das às 14h em direção ao ponto de encontro. Percorridos mais 2.1 km de trilhas chegamos ao final de um dos trekking mais bonitos desse pais. Foi sensacional! Agora vamos voltar pra Lençóis! Pati_Selvagem_-_Uma_Aventura__-_31_-08.docx
  23. 1 ponto
    Olá pessoal! Estou com intenção de fazer uma viagem para o nordeste sozinha em março/2020 e estou em duvida do roteiro. Pretendo tirar 10 a 12 dias e ficar 2 a 3 dias em cada lugar, ou seja, conhecer vários locais. Tirando esses pontos famosos (Noronha, Maragogi e Jeri), o que vocês podem com ideias de locais ? Já agradeço !
  24. 1 ponto
    @DaniAdao Estive em Bangkok e Pattaya no mes de maio. Foi maravilhoso! mesmo com o meu ingles "Joel Moreira" tudo correu bem e não tive nenhum problema. Pena que fiquei poucos dias, pois vinha de uma viagem da europa. pretendo voltar e curtir mais esse país que é diferente de tudo que você já viu na vida. pode acreditar!
  25. 1 ponto
    é tranquilo... apesar que salvador é bem grande... mas os roteiros basicos sao pelourinho, mercado modelo e Farol da Barra.... Eu fiquei hospedado na regiao boemia da cidade que fica em Rio vermelho que nao fica muito longe do farol da barra. Outra opcao eh tambem ir ate Praia do Forte um tipo de vilarejo a 70km de salvador, o onibus parte da rodoviaria. La tem o projeto Tamar de tartarugas como fiquei hopedado no hostel o ingresso foi gratis. A hospedagem em salvador foi no hostel chamado The Hostel que achei otima... ja o hostel do farol da barra achei caro 80reais. Perto de salvador tb tem a opcao de Morro de sao paulo, mas sao 100reais de catamarã para chegar a ilha e sao 2 horas de travessia. O lugar é bem bacana, vale a pena conhecer. La ja fiquei hopedado no hostel escorregue no regae, no black & white este ultimo fica em frente a segunda praia.
  26. 1 ponto
    Olá pessoal!! Vou me arriscar pelas ruas de Buenos Aires sozinha no próximo mês (2ª quinzena de maio). Tem apenas duas coisas que quero muito fazer: ir a um tango (obrigatório) e um bate e volta à Colônia do Sacramento. Ficarei 6 dias na cidade e o bairro escolhido foi o Palermo Soho. Gostaria de saber se tem algum lugar que eu não posso deixar de ir, tipo bares, baladas... E dicas de forma geral, mais para complementar mesmo todas as pesquisas que fiz. Caso alguém vá no mesmo período e anime se arriscar comigo, vão bora!!
  27. 1 ponto
    @Orbitals claro que há, tenho absoluta certeza que seus pais te amam. Eles, apesar se não terem condição financeira e experiência em lidar com essa sua fase, lhe darão amor. O serviço público tem a sua disposição o CAPS, é um centro voltado para casos iguais ao que você está passando. O Brasil está tentando sair da pior crise econômica da sua história, o desemprego está alto no Brasil inteiro, mas algumas regiões /cidades ele é bem controlado. Na minha opinião: procure ajuda profissional, pode ser depressão já passei por uma, e quase fui), resolvendo isso você terá lucidez para procurar definir melhor o sei futuro. Não desista, a vida é bela!
  28. 1 ponto
    @nicolesuet apenas complementando o que foi falado acima, após definir seu roteiro tente comprar uma passagem multi-destinos, fazendo isso vc poderá chegar na Europa por um aeroporto e voltar para o Brasil por outro. Mesmo que essa passagem custe um pouco mais caro vai ti economizar em tempo e dinheiro no deslocamento até o aeroporto de origem. Faça pesquisas de passagem na madrugada, após 00:30 - 1hr os valores normalmente diminuem em relaçao aos valores exibidos durante o dia. Por experiencia própria já namorei os preços na madrugada por vários meses até fazer a compra quando fui para a Nova Zelandia. Quando fiz a compra deu uma diferença de uns 2.5k entre o valor exibido de dia e o valor da compra. Voce tambem pode cadastrar seu email em sites como kayak, skyscanner para receber um alerta quando o valor da passagem tiver alguma alteraçao. Nao tem uma regra exata sobre o dia da compra da passagem, voce tem que monitorar diariamente (1x - 2x por dia) pra saber se os valores estao aumentando ou diminuindo. É normal os preços oscilarem pra cima e pra baixo, cabe a voce decidir a hora de comprar. Comprar muito antecipado nao é uma boa escolha pois os preços estarão "cheios" e nao tem pq a cia fazer alguma promoçao, e comprar em cima da hora também nao é bom pois restarão poucas passagens e a cia entende que quem dia fato precisa viajar naquele voo estará disposto a pagar pelo preço imposto. Entao teoricamente um meio termo entre 180 dias a 90 dias antes. Depois que comprar nao fique pesquisando pra nao sofrer caso encontre um preço menor (isso pode realmente acontecer rs).
  29. 1 ponto
  30. 1 ponto
  31. 1 ponto
    Olá, também estou querendo fazer uma trip pelo nordeste. Sou do RJ. Você quer conhecer quais cidades? 25 dias dá para conhecer todo o litoral do Nordeste. rsrsrs Eu pretendo ir em Novembro 20 dias. Tenho algumas ideias! Posso te ajudar.
  32. 1 ponto
    E aí galera!!! Acompanho o fórum já há muito tempo, desde que eu tinha uns 14 anos e descobri que queria viajar o mundo. Naquela época comecei a desenvolver um pensamento diferente do pessoal ao meu redor. Percebi que não ia ficar em um trabalho fixo a vida toda, das 8 até às 17 para comprar uma casa e um carro. Fiz muita pesquisa, que continua até hoje e a partir daquele momento minha vida teve uma grande mudança. Da cadeira da sala jogando GTA o dia inteiro por uns 3/4 anos, comecei a dar umas escapadas de casa para conhecer a minha cidade, Rio de Janeiro, fiz trilhas, fui em praias que nunca tinha visitado e até vendi sanduíche natural para passar três dias em Paraty. Bom, agora tenho 20 e vou começar a dar os primeiros passos por aí. Sou carioca, mas moro em Portugal desde meus 17 anos. Antes de começar a desbravar esse mundo eu tive a ideia de primeiro desbravar o nosso país - que convenhamos, é muito lindo!! Dificilmente outras regiões ao redor do mundo se comparam às belezas que temos no Brasil, pelo menos de acordo com meu gosto que é mais voltado para a natureza do que cidades. Comecei a traçar o roteiro em setembro, que desde então já sofreu um monte de modificações. No início, queria começar em Belém do Pará, e posteriormente mudei para Manaus. Depois decidi fazer pela Venezuela, e agora vou começar em São Paulo. Deixo o link para o mapa com o roteiro completo para quem estiver interessado em dar uma olhada e me ajudar com dicas, alterações, ou até mesmo um lugar para dormir nas cidades em que vou passar! Legenda do mapa: Ícones azuis - lugares em que tenho onde dormir (amigos, CS, família) Ícones vermelhos - Cidades grandes e/ou de grande relevância. Ícones verdes - Aldeias, cidades pequenas, locais mais voltados para a natureza. Ícones marrons - lugares que gostaria de conhecer mas não são obrigatórios, somente serão incluídos se couber no orçamento. https://drive.google.com/open?id=1FSXodUODqErtxw0f2qyGXIuP9TY&usp=sharing Alguns pontos que devem ser levados em consideração: Transporte - Em princípio vou fazer tudo isso pegando ônibus em curtas distâncias, barco quando for necessário e carona sempre que possível! Claro, a velha e boa viação canela vai atuar em grande. Hospedagem - Principalmente Couchsurfing. Camping quando em áreas mais remotas, e hostels em cidades grandes. Alimentação - Restaurantes baratos, cozinhar no CS ou hostel. Atrações turísticas - Grande parte do orçamento é reservado para as atrações turísticas como Monte Roraima, Chapada das Mesas, Jalapão, Chapada Diamantina e Chapada dos Veadeiros. Vou sempre tentar conseguir um desconto, nem que seja ajudando com algum serviço. Em lugares em que o serviço de guia não seja obrigatório, posso estudar a possibilidade de fazer solo, a pé ou de bicicleta. Eu estudei um pouco qual equipamento levar para essa aventura, e cheguei na conclusão que vou com um par de tênis de trilha, botas impermeáveis, sandália, rede para acampar, uma mochila de 55L (além de todo o básico que já se sabe, chinelo, toalha, duas mudas de roupa e tal). Finalmente, peço então a ajuda de vocês, mochileiros experientes com muita bagagem para me ajudarem nessa empreitada com suas dicas e conselhos. Um abraço e muito obrigado!!!!
  33. 1 ponto
    Você não foi assaltada, você foi furtada. Entendo sua revolta mas em qualquer lugar do mundo você precisa ficar esperto, até nos países europeus que são considerados os mais seguros do mundo também ocorrem furtos (na holanda o que mais acontece são furtos de bicicleta). Mas fica de ensinamento pra você, na próxima tome mais cuidado com sua bagagem
  34. 1 ponto
    O Furto é comum se der vacilo, na bolivia, peru, argentina .. chile e uruguai não seria diferente! Mundo todo ) sinto muito, mochila de ataque nunca desgrudeeeeeeeeee .. andar c doleira c documento e dinheiro!
  35. 1 ponto
    Galera, seguinte, faz algum tempo que venho planejando esse mochilão/semestre sabático em uma expedição pelo Brasil, mesclando trabalho voluntário em troca de hospedagem/alimentação, e também um pouco de redescobrimento das belezas do Brasil. A viagem deve começar aqui de São Paulo, e ir subindo em direção ao Norte/Nordeste, buscando ONG's ou grupo de pessoas que precisem de ajuda em diversas áreas relacionadas a cultura e educação. E é nesse pedaço que vocês entram. Estou buscando informações de ONGs, instituições, pessoas, hostels e etc. que tenham interesse de me ter lá ajudando, fazendo serviços, em troca de hospedagem e alimentação. Vocês, desse brasilzão bonito que só vendo, conseguem me ajudar com informações preciosas? A idéia é começar em Agosto, com um mini roteiro só previamente traçado. É isso galera, Vamos tentar ajudar o amigo aqui. Bj
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


×
×
  • Criar Novo...