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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 10-08-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    INFORMAÇÕES BÁSICAS: Olá pessoal. Estou feliz em estar de volta com um relato, que tem o intuito de contribuir para essa comunidade fantástica. Neste relato disponibilizarei todas as informações de forma detalhada sobre cada detalhe da viagem de lua de mel minha e da minha Mônica. Tentarei narrar da melhor forma possível cada momento dessa nossa viagem inesquecível. NOSSA HISTÓRIA: Segue um breve resumo: A Mônica e eu nos conhecemos por volta de maio/junho de 2017. Ela era recém admitida na empresa em que trabalho, e eu tive que, por acaso, procurá-la para resolver uma pendência de compra de uns equipamentos que estava precisando. Não sabia quem ela era... Só sei que quando a vi pela primeira vez eu fiquei num estado de estupor; fiquei absolutamente encantado com ela e imediatamente, trocando as primeiras palavras com ela, já pensei "é ela!". hehehe Mas foi somente no final daquele ano que finalmente tomei coragem de abordá-la e a chamei para jantar. Menos de uma semana depois a pedi em namoro! kkkk Hoje eu sei o quanto isso tudo a deixou assustada. Mas graças a Deus ela aceitou e resolveu nos dar uma chance. Ela ainda ficou receosa por uns bons meses... se questionando se deveria ou não se relacionar novamente com alguém (devido a experiências anteriores). Porém, ela finalmente "relaxou" por volta de junho de 2018, e realmente se permitiu. Tivemos excelentes momentos juntos ao longo daquele ano, até que fomos para Tiradentes em Outubro, ocasião em que a pedi em casamento (no dia 12/10/18): CASAR OU VIAJAR? Eis a questão... No início de 2019 começamos a cogitar a possibilidade de nos casarmos oficialmente, com direito a tudo. Então começamos a elaborar uma lista de convidados: deu mais de 200!!! 😮 E antes de realmente começarmos a fazer orçamentos de buffet, etc, colocamos na balança e vimos que gastaríamos uma grana absurda com alguel do espaço para cerimônia e festa, buffet, ornamentação, banda, etc... Milhares de reais que seriam esgotados em poucas horas, numa ocasião em que nós mesmos não iríamos usufruir da festa em si. Ou seja, já não estávamos muito animados com isso tudo. Até que a Mônica, ao conversar a respeito de tudo com sua "migles" Karine, ouviu o seguinte comentário: "não mexa com casamento, amiga. Vocês são muito modernos para isso." 😁 Foi a deixa para resolvermos realizar o nosso sonho do nosso jeito, fazendo tudo com a nossa cara: vamos nos casar apenas no civil e viajar pela Europa?! Bora!!! Ainda a "migles" Karine me deu uma ideia fantástica: bolar um casamento com a Mônica lá na viagem. Só nós dois. Nem que fosse uma simples troca de aliança, fazendo uma surpresa. Nessa altura ainda nem tinha ideia do roteiro, para onde ir, quanto tempo etc (tanto que criei um post aqui perguntando a respeito). Mas descobri algo fantástico sobre "casamento a dois": existem empresas e prestadores de serviços especializados nisso!!! Até que num blog sobre viagens, pesquisando sobre elopement wedding ... descobri o http://lajolietta.com/pt/ (uma empresa cuja equipe é de brasileiros que moram em Paris e realizam todo e qualquer tipo de evento relacionado a casamento em Paris e redondezas). Entrei em contato por e-mail, me responderam rapidamente, me deram atenção e aí iniciou a conversa com a Josi (que é quem organiza tudo daqui do Brasil). Fechei um pacote com produção da noiva (maquiagem e cabelo), cerimônia, violino, fotos e vídeo. Pronto! Um destino já estava definido: Paris. Pouco tempo depois já decidi por Amsterdam e Londres (minha cidade favorita!). Detalhe: a Mônica sabia apenas que iríamos para a Europa, e que faríamos o elopement. Ela não sabia de nenhum dos destinos que eu estava programando, não sabia de nenhum passeio. Ela só iria descobrir os destinos justamente quando chegasse lá. E uma das coisas que mais curtimos um no outro é que adoramos surpresas, e nos respeitamos para que as surpresas não sejam estragadas. Ou seja, eu podia planejar tudo em paz, tranquilo, sabendo que ela jamais iria bisbilhotar para descobrir algum destino. Assim, pude planejar cada detalhe da viagem. Cada mini-surpresa que iria surgir... 😃 Nos casamos no dia 05/07/19... Família completa. Obs.: essa é a nossa Isa (presente que veio junto com a minha Mônica) E no dia 12/07 iniciamos a nossa tão sonhada lua-de-mel, cujos detalhes virão nos posts abaixo. Observação: a nossa Isa foi para Curitiba com sua madrinha, e teve a viagem de seus sonhos na casa de seus tios. Literalmente, ela nem fazia questão de conversar com a gente, pois estava sempre se divertindo muuuuito! hehehhe
  2. 2 pontos
    Olá pessoal, Esse ano realizei um sonho de conhecer Fernando de Noronha e de quebra praia de Carneiros e Maragogi. Resolvi fazer deste relato mais fotográfico. Acho que as fotos vão dar a ideia do paraiso que é aquilo lá! Meu roteiro foi de 2 dias em Carneiros, 1 dia em Maragogi (bate volta desde Carneiros) e 5 dias em Noronha. Em Carneiros fiquei hospedado no Bungalôs do Gameleiros. Lugar incrivel, comida maravilhosa (a cocada mole com sorvete... afff) e de frente pra praia. Só nao tem piscina. Diaria cara! Ambiente romântico. Site: http://www.praiadoscarneiros.com.br/ A praia de Carneiros e basicamente de resorts e hospedagens de valor elevado. A praia pertence ao municipio de Tamandaré. Lá vc consegue hospedagem mais barata. Como todos já sabem Noronha é um destino muito caro! Fiquem na vila dos Remedios que é onde fica os melhores restaurantes e hospedagens. - Chegando na ilha vc paga uma taxa diaria de aproximadamente 70 reais por dia (dá pra pagar antes pela internet) - Para visitar algumas praias paga-se uma taxa de 100 reais que vale por aguns dias (se nao me engano 10 dias). - Self service é aproximadamente R$80/quilo. Mas dá pra achar quentinha de 20 e poucos reais. - Aluguel de bugy é o olho da cara! Final do ano pode chegar a R$400 a diaria. Usei o onibus local que roda a ilha e te deixa na beira da estrada e depois vc vai a pé até as praias (época de chuva é ruim pq tem barro) - Procure por hospedagens que tenha cozinha coletiva. Dá pra cozinha e fazer cafe da manhã e economizar bastante. Foi o que eu fiz! Se optar por cozinhar, leve alguma coisa da mala. Lá tudo é muito caro no mercado! Fiquei hospedado no Hotel Vila Mar. Simples, mas ótimo. Do lado de um mercado/padaria, perto do ponto de onibus, restaurantes. Site: https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g616328-d12339784-Reviews-Vila_Mar-Fernando_de_Noronha_State_of_Pernambuco.html Meu equipamento fotografico: Camera Nikon D5100 com as lentes 55-200mm e Tokina 11-20mm f/2.8 e uma GoPro Hero 4 Silver. Qualquer dúvida estou a disposição. Abraços
  3. 2 pontos
    DIA 11 - 16 DE JULHO, TERÇA: O dia das melhores Lagunas! Laguna Tuyatjo, Lagunas Altiplanicas, Piedras Rojas! 328km Acorda, café em casa, se enche de roupa, hj o dia vai ser daqueles! Faríamos sozinhos o que as agências chamam de “Lagunas Altiplânicas”, praticamente o cartão postal de SPA. Como tb íamos subir bastante, o chá de coca foi reforçado no café da manhã! Pegamos então a Ruta 23 e fomos no caminho oposto ao que fizemos quando chegamos, como se estivéssemos voltando a Paso de Jama. A primeira lindeza: Laguna Tuyatjo, a mais distante de SPA (160km). No caminho (já tínhamos passado outras vezes mas tava cheio de gente) paramos na placa do trópico de capricórnio! Trópico que por acaso tb passa a poucos km aqui na minha cidade, que tb tem placa e que eu nunca parei pra tirar foto, hahahauaha! Clááááássica! rs Conforme vamos subindo o carro perde potência, é engraçado, mas o consumo, apesar de aumentar na subida, não alterou a média de 19km/L. A Laguna Tuyatjo se vê da estrada, tem um mirante e estacionamento. Vc para por ali e fica o tempo que quiser, que linda! Ela está a 4200msnm, então a caminhada para vê-la mais de pertinho foi naquela sofrência, kkkkk... e o vento fazia o frio ainda mais frio! Laguna Tuyaito, que assim como a Tebenquinche, cada hora tá escrito de um jeito, rs! LindAAAA Começando a voltar, o mirante “Piedras Rojas” tb fica na estrada e é grátis. Na ida tínhamos reparado que tem muitos guardas da comunidade andina fiscalizando toda a extensão do Salar de Talar, onde ficam as famosas pedras vermelhas... e chegando ao mirante, a vista era linda, mas se vê muito de longe... estávamos praticamente sozinhos, mas logo começaram a chegar muitas vãs de agências e partimos. Andamos mais um pouco e vimos uns carros parados no acostamento mesmo, num recuo maior, paramos tb, kkkkk, tipo safari na áfrica – quando um pára, pare tb pq tem bichin! Tinha uma guarita, um guarda e umas pessoas por ali, vimos que o guarda estava orientando algumas e nos aproximamos! Dali sim a vista era sensacional! O guarda tb nos explicou onde não podíamos ir e ficamos obviamente somente na área permitida. WOW, que vista manos! Foto desde o Mirante Foto desde o Mirante Foto de quando paramos na estrada! Quantas cores e bactérias extremófilas, rs! Seguimos, com toda aquela beleza da estrada, aquele paraíso gelado! Eu estava no modo “radiante” por poder estar vendo todas estas coisas!!! Que estrada feia né? rs Rapozinha linda, vimos muitas. Tb tem branca, mas a branca não vimos! E por fim, a última e magnífica atração do dia: as altíssimas (4200msnm tb) e lindíssimas Lagunas Altiplânicas, Miscanti e Miniques! Cada uma tem o nome do vulcão ao lado! E nestas se paga pra entrar, para nós ficou 8.500,00 pesos pq João teve algum desconto que já não me lembro exatamente de quanto. MEO. Que foda esse lugar! As fotos falam por si! Mas não vou colocar muitas, tem que ir lá! Miscanti! Miniques! Será que tava frio? rs Bora voltar! Ainda era cedo mas a gente não tinha almoçado (íamos almoçar em Socaire mas desistimos, só demos uma voltinha) e eu tinha planos que envolviam fazer câmbio de peso chileno para bolivianos, rs. Faltando uns 60km pra chegar em SPA o carro faz um barulhão... eitaaaa... pneu no chão! Um calor da poooorrrraaa e a gente ali naquela descidona trocando pneu! E que bom que foi perto né... neste dia fomos longe e a porcaria do step é daqueles pequenos que tem que andar devagar e por no máximo 80km (recomendação). Partiu trocar pneu! Chegando em SPA fomos direto pra casa pra casa tirar 70% das roupas que estávamos vestindo, hahahauah, e depois até o posto de combustível abastecer (30.000,00 pesos) e perguntar onde tinha uma gomeria, pois todas as minhas buscas no google foram infrutíferas. O frentista disse que era feriado (meo, quanto feriado, rs) e que as gomerias estariam fechadas (pânico mode on, meus planos do dia seguinte estariam arruinados) mas que a gente deveria ir na rua que ele estava indicando (ele pegou meu celular e me mostrou no maps) ver se tinha alguma aberta, lá ficavam TODAS as gomerias de SPA segundo ele, rs. Bora. A tal rua era perto do posto e logo de cara achamos uma aberta. Parecia coisa de filme, claro. O cara catou nosso pneu e foi pro interior do cafofo enquanto um senhorzinho falador se aproximou da gente e ficou fazendo mil perguntas. Demorou tanto que achei que o cara tinha ido buscar látex na floresta amazônica pra fazer meu reparo, mas ele veio enfim e colocou de volta nosso pneu. Era um parafuso que tinha furado... com tanta pedra, pegamos logo um fucking parafuso! Mas ok... precio??? 7.000,00 pesos colegas! Quase 50 reais! Mas ter seu pneu restaurado num deserto em dia de feriado não tem preço não é? No centro compramos empanadas (3.600,00), compramos algumas coisas pro dia seguinte no mercado (11.100,00 pesos) e uns regalos (11.250,00) hahahaha, pq eu tento mas ainda não me livrei plenamente do hábito de comprar bobeiras. E aí, por fim, casa de câmbio, mas antes... QUE C* FOMOS FAZER NA BOLÍVIA DE VERSA? Explico! Dia 17 (amanhã) estava livre no nosso roteiro. Dia 17 era meu aniversário afinal! Eu tinha planos de subir um morrinho, tipo o Cerro Toco, mas João não podia então logo desisti. Tb tinha as Termas de Puritama... ia ser o Ó de chique passar o aniversário numa água quentinha de vulcão... mas a maluca aqui queria algo diferente, como se viajar quase 7000km de carro não fosse diferente o suficiente! E desde que chegamos em SPA, quando passamos pela placa na Ruta 23 que indicava que a fronteira com a Bolívia estava a 700m daquele ponto (a uns 40km de SPA) a ideia de dar uma voltinha em terras bolivianas tinha se aninhado na minha mente! Ali do outro lado estava a Reserva Nacional da Fauna Andina com suas magníficas lagunas (Blanca, Verde e Colorada) e mais kilos de bonitezas. É por onde entram tb o pessoal que vai pro Uyuni! Eu não cogitei o Uyuni pra esta viagem por causa do tempo que seria necessário, e que eu não tinha, e tb pq não sabia como íamos ficar em altitude... não ia arriscar logo de cara com meu bb de 11 aninhos neah! Mas as Lagunas estavam tão pertinho... Da fronteira até a Laguna Colorada eram menos de 100km... eu já tinha achado um blog na internet que tinha feito um passeio de um dia... Fui passando então em algumas agências mas ninguém fazia. Me indicaram perguntar na Colque Tours, uma agência boliviana... onde o moço, brazuka, super gente fina, me disse que eles não tb faziam este passeio de um dia (só para as Lagunas)... mas conversa vai conversa vem ele me disse que era possível sim fazer de carro, desde que nós entrássemos bem cedo (a fronteira abre às 8h) e estivéssemos de volta na fronteira lá pelas 17h (ela fecha as 18h no inverno). ANIMEI MUITO. Baixei os mapas da Bolívia, dei uma olhada nos roteiros e o google falava que tinha estrada no parque... mentiroso, kk. Mas ainda tava com medo. Li de novo o blog e vi que eles pagaram 60.000,00 neste passeio que eu queria com uma agência chamada Atacama Mística... fui lá ver outro dia. Ela é bem mística mesmo, kkkkkk... não tinha ninguém dentro, só aquele cheio de incenso com marijuana... mas logo apareceu lá de dentro um cara com cara engraçada, tipo Jack Black, e perguntamos se ele fazia o passeio. Ele perguntou em quantos estávamos e pra quando queríamos... falei com eles dia 15. Ele disse que levaria a gente sim dia 17, explicou como seria, mas seriam 100 dólares por cabeça mais a entrada do parque, que não era barata! PORRAAANNN, 300 dólares! 1200 reais! Eu até tinha este dinheiro, mas o projeto África me soprou no ouvido “vai de carro mesmo, guarda esse dinheiro pra Botsuana” kkkkkk e eu fiquei de voltar mais tarde caso decidisse ir. Afinal, estava achando que dava pra ir de carro. Pra entrar na Reserva Nacional da Fauna Andina são 150 bolivianos, pra nós 3 seria 450... vi que banheiros são pagos (o banheiro né, um) e poderia ter algo a venda num sei mais onde, resolvi trocar 480 bolivianos que me custaram 52.800,00 pesos chilenos! Mais ou menos 330 reais. Tomamos esta decisão depois de fazer contas e ver que estava “sobrando” dinheiro de tão muquirana que a gente tava sendo, kk! Então depois de toda esta lenga lenga... amanhã vamos pra Bolíviaaaaaaaa! Vamos? Veremos, rs! Gastos do dia (em pesos chilenos) Comida: 14.700,00 Entradas: 8.500,00 Compras: 19.250,00 (incluindo o reparo do pneu, rs) Gasolina: 30.000,00 Câmbio: 52.800,00 (480 bolivianos) CONTINUA
  4. 1 ponto
    Bom amigos não sou rico estou passando por uns problemas ai resolvi realizar meu maior sonho cicloviajar pelo Brasil em duas rodas modo perrengue mesmo já fiz mochilão de carona amei e depois que vc viajar assim não quer mais para então vou começar essa cicloviagem saindo de Porto Alegre rumo ao Nordeste passando por onde de conhecendo cada lugar e suas maravilhas vou usar cousurfing e sendo voluntários em algumas ongrs vou acampar muito pq amo isso quero pode dividir com vcs essa aventura e pode achar amigos pelo caminho e quem sabe alguém que queira participar dessa aventura que será meu what para dicas ou até mesmo uma hospedagem quem sabe neh kkk abraços á todos
  5. 1 ponto
    Saudações, pessoal viajante, admiradores e curiosos! Venho aqui deixar o meu primeiro relato no Mochileiros sobre o mochilão de carona na estrada que acabei de realizar com meu namorado, Manuh, para o Sul do Brasil e Uruguai. Ao todo, foram 21 dias na estrada, 25 caronas e 28 cidades, entre as quais vivemos experiências imprevisíveis, conhecemos pessoas maravilhosas e, claro, passamos pelos perrengues imprescindíveis de uma boa aventura, hehe. Nesse relato, contarei resumidamente nossa experiência com cada carona, dando dicas sobre como gastar pouco, sobre as diferenças que sentimos entre viajar assim dentro do Brasil e dentro do Uruguai e algumas considerações finais sobre o que funcionou e o que não funcionou. Viajar de carona é tudo de bom! Vamos lá! Desde o início, a ideia era fazer uma viagem extremamente baixo custo, pedindo carona na estrada o máximo possível e levando equipamento de camping (barraca, saco de dormir, fogareiro portátil com mini cartucho de gás para cozinhar, 1 pacote de arroz, 1 pacote de lentilha). Quanto a estadia, além de contarmos com a possibilidade de acampar nos lugares, utilizamos o aplicativo Couchsurfing (que, para quem não conhece, é uma rede de hospedagem solidária e de trocas culturais) e nos prontificamos a pedir abrigo previamente para conhecidos das cidades que faziam parte do nosso esboço de roteiro. Dessa forma, o objetivo foi destinar nossas economias unicamente para alimentação, transporte público dentro das cidades e, apenas em caso extraordinário, estadia. Ao todo, gastamos cerca de 650 reais cada um, sendo que, se estivéssemos com um espírito totalmente roots e se evitássemos alguns perrengues e confortos (confira a seguir), ainda seria possível reduzir bem esse número (até porque, sempre tem quem se aventure por aí zerado, não é?). Tentei incluir, ao longo do relato, anotações dos gastos que ainda me lembro. Então, decidimos ir rumo ao Sul e, como sempre flertamos com nosso querido vizinho Uruguai, quando começamos a planejar o mochilão, mais ou menos um mês antes de sairmos, fizemos um rascunho do roteiro, que foi: São Paulo-SP > Curitiba-PR > Florianópolis-SC > Porto Alegre - RS, Pelotas-RS, Chuy na fronteira, litoral do Uruguai e Montevideo como destino final. Agora, por que eu chamo o roteiro de "rascunho"? Quem escolhe viajar de carona sabe que não dá para criar um roteiro engessado e nem se apegar muito a uma idealização de rota, afinal, nunca se sabe o que exatamente vem pela frente em termos de opções de destino. Tendo isso em mente, guardamos esse plano de caminho principalmente para conhecermos os pontos de referência e um pouco das rodoviais no Sul do país e no Uruguai, mas nos mantivemos sempre abertos a alterações (que, diga-se de passagem, aconteceram mesmo). Quem nunca viajou de carona ou nunca leu relatos sobre esse jeito de viajar, acaba pensando que é coisa de maluco. "Arriscar a vida assim?! Você não tem medo?" Que nada! A verdade é que quem dá a carona tem o mesmo medo que quem pede a carona, por isso, construímos relações de confiança mútua e isso é super legal! Sempre digo que viajar pegando carona é muito, mas muito mais tranquilo do que parece, desde que tomemos algumas precauções básicas (tanto para a nossa segurança, quanto para facilitar a nossa vida no caminho). Esse foi o meu segundo mochilão pegando carona e muito do que aprendi sobre viajar assim está resumido nesse post aqui do Mochileiros e em outros blogs de viajantes aventureiros por aí, então, não entrarei em detalhes sobre o método em si, mas sim, sobre o que aconteceu no caminho. Basicamente, acrescento que evitamos sempre pegar carona de noite e a maioria delas foi com caminhoneiros muito gente fina! VID_20190718_090353.mp4 Por fim, o passo a passo da viagem: (dia 1) começamos no dia 11 de julho. Como somos de Campinas-SP, para chegar ao nosso ponto de partida oficial ainda pela manhã (para aumentar as chances de carona longa), a maneira mais prática foi pegar um Blablacar para São Paulo-SP saindo da rodoviária às 5h40 (20 reais). Chegando em São Paulo-SP, depois de um metrô para a rodoviária (4,30 reais), chegamos no Terminal Rodoviário Tietê (onde compramos um item muito importante do mochileiro caroneiro: canetão/pincel atômico). De lá, para sair da zona metropolitana, que inviabiliza conseguir carona, pegamos um ônibus para Juquitiba-SP (12 reais) e pedimos para descer no Posto 68, na BR 116, antes de Juquitiba. Postos de gasolina grandes, na rodovia, são sempre uma ótima pedida para pedir carona. Chegamos lá quase 11h, comemos alguma coisinha que levamos e pedimos papelão na conveniência para fazer uma plaquinha com o nome do próximo destino. (Carona 1, com seu Wanderlei) Carona 1: de Juquitiba-SP até Curitiba-PR - com seu Vanderlei, caminhoneiro. Pouco tempo depois de irmos até a saída do posto com nossa plaquinha, parou um caminhão para nós, o do seu Vanderlei. Seu Vanderlei é natural de Gaspar-SC e estava voltando para casa depois de ficar 35 dias na estrada, o máximo que já passou fora. O caminhoneiro, que estava cheio de saudade de casa e da família, nos falou sobre a distância e a solidão serem a parte difícil da profissão de caminhoneiro. Seu Vanderlei, que já viajou o país todo e gosta muito de viajar, nunca havia dado carona na estrada antes (e, coincidentemente, foi a primeira carona do Manuh também!). Nos deixou na saída de Curitiba, em São José dos Pinhais, onde pegamos 2 ônibus (5 reais + 4,50 reais) para o centro de Curitiba para chegarmos até a casa de um amigo que topou nos dar abrigo por duas noites! (em frente ao prédio histórico da UFPR, em Curitiba) (dia 3) Carona 2: de São José dos Pinhais-PR para Joinville-SC - com casal da Kombi. Depois de pernoitar duas noites em Curitiba-PR, cidade que amamos demais e onde a comida é muito barata, pegamos de manhãzinha um ônibus intermunicipal sentido São José dos Pinhais-PR para pararmos no Posto Tio Zico II, na BR 376, que o seu Vanderlei havia nos indicado de antemão para seguirmos pegando carona. No posto Tio Zico, nem tivemos tempo de pedir carona: enquanto eu estava no banheiro, um casal de idosos logo abordou o Manuh para nos oferecer carona em sua Kombi "motor home". Dona Iva e seu Luís, que estão aos poucos customizando sua kombi para viajar com mais conforto, se dirigiam para São Francisco do Sul-SC para procurar o filho hippie que parou de dar notícias havia uma semana. O casal, muito simpático, nos deixou em um posto grande na BR 101, onde seguimos viagem. (Dona Iva e seu Luís com a gente em frente a kombi) Carona 3: de Joinville-SC para Itajaí-SC - com ônibus do Grupo Explosão. Depois de almoçarmos petiscos que trouxemos de cada (castanhas e polenguinho), fizemos uma plaquinha para "Floripa" e fomos para a saída do posto pedir carona. Poucos minutos depois, parou para nós o ônibus da banda "Grupo Explosão" que, seguindo sentido Brusque-SC, poderiam nos deixar em Itajaí-SC. Aceitamos a carona e, por mais curioso que tenha sido pegar carona com a banda em turnê, fica o aviso para o caroneiro inexperiente que quer chegar à Floripa: parar em Itajaí vai te deixar i-lha-do! hahah A dificuldade é que, além de sermos deixados em um posto pequeno meio dentro da cidade, definitivamente, Itajaí não é um ponto de parada para quem está descendo para Floripa: outros caminhoneiros, com quem conversamos depois, disseram que, inclusive, evitam parar ali e perto de Floripa para evitar o trânsito da rodovia na região. Felizmente, conversando com um caminhoneiro de cada vez no posto em que paramos (e depois de um baita nervosismo vendo a noite chegar sem conseguirmos carona), achamos uma alma abençoada que aceitou nos dar carona para Balneário Camboriú-SC. Carona 4: de Itajaí-SC para Balneário Camboriú-SC - seu Paulo, caminhoneiro de mudanças. Já no fim da tarde, o seu. Paulo, que havia acabado de encontrar o irmão por coincidência no mesmo posto, topou nos levar a Camboriú. Nos contou que sempre faz o possível para ajudar os outros e já deu carona para outros viajantes. Nos contou que, certa vez, quando deu carona para uma moça chilena que viajava sozinha, ela havia lhe contado que os 3 últimos motoristas com os quais ela havia pego carona tentaram se engraçar com ela de alguma maneira e ele, ouvindo o relato da moça, fez de tudo para dizer que ela poderia ficar tranquila porque ele nunca faria nada a ela e, assim, rumo ao Rio de Janeiro, acabaram até pernoitando os dois na boleia do caminhão em uma relação de total confiança. Seu Paulo nos contou de sua noiva, com a qual namora a distância, e nos disse sobre o quão triste é o estereótipo que fazem dos caminhoneiros como homens que "tem várias mulheres", "que só querem saber de mulher" ou que "não se importam com família" e que não percebem o quanto esses trabalhadores, na verdade, tem uma vida sofrida. Carona 5: Balneário Camboriú-SC para Florianópolis-SC - Blablacar com Eloir. Chegamos no centro de Balneário Camboriú já muito no fim da tarde e, sem esperança de conseguir chegar a um posto de gasolina antes do anoitecer, avaliamos que o melhor custo benefício seria pegar um Blablacar para Florianópolis (20 reais), onde já tínhamos conhecidos esperando para nos receberem. Eloir é natural de Cascavel-PR e mora em Florianópolis, cidade que, segundo ele, não troca por nenhuma outra. Chegando na rodoviária de Floripa, pegamos dois ônibus para chegar a casa de nossos amigos (2x 4,40), no Campeche, onde pernoitamos por três noites para descansarmos da saga de caronas e conhecermos melhor o lugar, cheio de praias e belezas naturais. Ficamos chocados com o preço absurdo de todas as coisas e, ainda por cima, fora de temporada (ex: 1 pastel de queijo = 10 reais?!), mas, felizmente, estávamos bem equipados com nossos próprios alimentos. (fotos na praia do Campeche, Florianópolis) (dia 7) Carona 6: Palhoça-SC para pedágio na BR 101 - Gui, ex ator e diretor de teatro. Chegamos ao Posto Cambirela, na BR101, saída de Palhoça, depois de pegarmos dois ônibus saindo de Florianópolis (4,40 + 6,65 reais). No posto, fizemos nossa plaquinha de "Porto Alegre", quando Gui parou para nos oferecer carona. Gui estava indo ao seu sítio próximo a Paulo Lopes e contou que já viajou de carona pelo Brasil com sua antiga trupe de teatro - um de seus amigos, inclusive, ficou no Espírito Santo e nunca mais voltou. Contou que deixou o ofício para se "desurbanizar" e agora trabalha com a produção de brinquedos de madeira. Gui nos deixou em um pedágio, onde logo desistimos de ficar ao observarmos a ausência de acostamento para os carros/caminhões conseguirem parar em segurança. Assim, caminhamos um pouco mais de 2km e chegamos a um pequeno restaurante de beira de estrada. Carona 7: BR 101 (restaurante Três Barras) para Tubarão-SC - com Sandro, caminhoneiro. Sandro salvou a nossa pele no restaurante, de onde pensamos que seria quase impossível sairmos. Por sorte, ainda era hora do almoço e, apesar da plaquinha de "Porto Alegre", ficamos super gratos com a carona para Tubarão-SC. Sandro parou os estudos cedo e, por necessidade da família, trabalhou desde a infância com o seu pai na plantação de pinus. Os anos de trabalho pesado e precoce deixaram muitas marcas nos músculos de seu corpo. Sandro seguiria para Braço do Norte-SC e, apesar de nos ter dado a opção de seguirmos para a Serra Catarinense, decidimos continuar indo ao Sul e, assim, paramos em Tubarão-SC. (Carona 8, com Evandro) Carona 8: Tubarão-SC para Três Cachoeiras-RS - com seu Evandro, caminhoneiro. Paramos em Tubarão em um posto não muito grande na marginal da BR. Aparentemente, quanto mais ao Sul do país, menores são os postos de gasolina e é muito comum se localizarem na marginal da pista. Isso dificulta um pouco o processo de pedir carona, já que o fluxo do posto acaba sendo menor ou de moradores da própria cidade. Ficamos um tempo considerável tentando sair de Tubarão, falando com cada caminhoneiro que chegava, até que, já perto do fim da tarde, seu Evandro topa nos levar até Três Cachoeiras-RS. Lá, pernoitamos pela primeira vez em nossa barraca em um posto de gasolina bem grande e cheio de caminhoneiros, onde todos os frentistas foram extremamente solícitos e simpáticos. (dia 8 ) Carona 9: Três Cachoeiras-RS para Cachoeira do Sul-RS, com seu Roberto. Completando uma semana de viagem, chegou o momento de abandonarmos a plaquinha "Porto Alegre" e, enfim, alterarmos a rota planejada (como eu disse antes, era só o rascunho). Foi aí, também, que o universo começou a mostrar suas conexões cósmicas (os viajantes aventureiros entenderão do que se trata aqui). Acordamos bem cedo em Três Cachoeiras e logo partimos para a saída do posto, ainda com a antiga plaquinha. Momentos depois, um caminhão com um casal parou perto de nós: contaram que já haviam nos visto cerca de três vezes em outros pontos da estrada e que, portanto, decidiram finalmente parar para nos perguntarem o nosso destino. O casal seguia para oeste de porto alegre e, embora não tenham conseguido ajudar com a carona, pois não teriam como nos deixar em um ponto bom e seguro para seguirmos na estrada, nos ajudaram comentando sobre outras possíveis cidades de fronteira para entrar no Uruguai, como Santana do Livramento. Pouco depois, um outro caminhoneiro para e nos chama até seu caminhão, o seu Roberto. Seu Roberto passaria por Porto Alegre, no entanto, seguiria para Rosário do Sul, a cidade mais próxima da fronteira em Santana do Livramento, que nos havia sido apresentada pouquíssimo antes. Topamos, então, deixar PoA de lado e seguir para o destino final do seu Roberto, que tomou chimarrão conosco o trajeto todo e virou um grande amigo nosso! Ao pararmos para almoçar em Pantano Grande-RS, encontramos duas ciganas vendendo jaquetas de couro: umas delas, insistentemente, até mesmo ficou falando em ler o futuro do Manuh e, após esse encontro breve, o Manuh ficou meio atordoado com a forte presença das moças. Minutos depois, seu Roberto nos chamou para continuar viagem e nos comunicou que havia acabado de ser comunicado de uma alteração na sua rota e precisou nos deixar em Cachoeira do Sul-RS, no Posto Laranjeiras. Por um breve momento, o Manuh ficou encanadíssimo de ser mal olhado da cigana por ele não ter comprado a jaqueta, mas mal sabíamos o que aconteceria a seguir. (Carona 9, com seu Roberto) (Almoçando no caminhão do seu Roberto) Carona 10: Cachoeira do Sul-RS para Rosário do Sul-RS, com seu F, caminhoneiro medium. Por alguma razão, achei melhor ocultar o nome desse figura, que é realmente uma pessoa diferenciada em muitos sentidos. Poucos minutos depois de chegarmos ao Posto Laranjeiras, conversamos com seu F, que estava indo justamente para Rosário e topou nos levar, se não nos incomodássemos com a boleia um pouco apertada. Conversa vai, conversa vem, seu F. pergunta nossa religião e começamos a falar de espiritualidade quando ele diz ser espírita. Seu F. nos contou que é filho de pai indígena feiticeiro e cresceu junto de uma comunidade cigana da vizinhança, da qual conheceu a hierarquia. Seu F. nos explicou que é médium e é como um "receptor universal", que sente e percebe coisas quando olha nos olhos das pessoas. Além de nos contar histórias de coisas que já pressentiu, acabou nos dizendo uma série de coisas bastante pontuais e emocionantes sobre mim e sobre o Manuh, as quais, apesar de não revelar aqui, afirmo serem de uma precisão que deixa meu lado mais cético impressionado. Nos tornamos amigos e trocamos contato ao final da viagem, que, na verdade, sentimos como se fosse uma espécie de viagem astral. Seu F. disse que nos chamou até ele, o que é ainda mais curioso depois da série de combinações imprevistas que nos levaram a nos encontrarmos naquela tarde. Pernoitamos no posto em Rosário do Sul. (dia 9) Carona 11: Rosário do Sul-RS para Santana do Livramento-RS/Rivera-Uy, como sra. Janice e seu Jairo. Depois de um dia exaustivo, nos permitimos sair do modo roots e ter mais conforto, portanto, jantamos e tomamos café da manhã no posto (cerca de 40 reais para cada). Seguimos pela manhã de carona com um casal de Santa Maria-RS que ia até Santana. Disseram que pararam para nós não porque pensaram racionalmente, mas porque sentiram que precisavam ajudar. Nos deram a dica de não comprar comida do lado Uruguaio da fronteira porque é bem mais caro e logo isso ficou ba$tante evidente. Passamos o dia em Santana resolvendo questões mais "técnicas", como dar a entrada no Uruguai na aduana (nunca se esqueçam dessa parte), trocar o dinheiro por pesos e comprar chips uruguaios para o celular (um roubo no total de 40 reais cada, um gasto que eu preferiria ter evitado). Troquei 200 reais para pesos e a cotação estava 1 real = 9 pesos: você tem a falsa sensação de que seu dinheiro vale bastante mas, logo em seguida, descobre que tudo o que já te disseram sobre o Uruguai ser um país caríssimo era verdade. Passeamos em Santana/Rivera até o começo da noite, enquanto procurávamos lugar para ficar por ali: não encontramos hostels baratos, o albergue de Santana não estava aberto quando passamos por ele e ninguém nos respondia no Couchsurfing. Esse foi, talvez, o primeiro momento real de perrengue. Nossa próxima tentativa seria caminhar até o maior posto 24h na entrada da cidade, onde pediríamos para montar a barraca. Deixo aqui outra dica: sempre é uma opção, também, se apresentar e pedir abrigo para moradores locais - principalmente nas áreas mais periféricas da cidade -, no entanto, já havia anoitecido e não nos pareceu uma boa ideia naquela circunstância. Por sorte, quando estávamos já exaustos de andar sem rumo com as mochilas pesadas, uma alma bondosa aceitou nossa solicitação no Couchsurfing e, assim, ganhamos um abrigo e ótimos amigos: Emerson e Rodrigo, um casal incrível de Santana que usava o aplicativo pela primeira vez e pretende mochilar pela Europa em breve. (dia 10) Carona 12: Rivera-Uruguai para Tacuarembó-Uruguai, com Luís do grupo de rally de Tacuarembó. Depois de uma noite maravilhosa na casa dos anfitriões em Santana, pela manhã, Emerson nos deu carona até a saída de Rivera, onde paramos após uma grande rotatória para pedir carona com a plaquinha "Montevideo" na entrada da Ruta 5. Foi aí que, passados alguns minutos, conseguimos a carona mais amedrontadora da viagem: ao nosso lado, para uma caminhonete e o motorista diz que pode nos dar carona até Tacuarembó, mas que só tem lugar na caçamba. Lá fomos nós: nos segurando com as mochilas enormes na caçamba da caminhonete, tomando um vento desgraçado, enquanto o doido dirigia a uns 120km/h e ultrapassava todo mundo na pista. Acreditem ou não, meu maior medo na viagem toda foi sair voando daquela caçamba e me espatifar na estrada, o que, obviamente, não aconteceu. Na verdade, a sensação depois dessa carona foi uma adrenalina muito gostosa. Acontece que, em Tacuarembó, não tivemos a mesma sorte com caronas e, no início, não entendíamos o porque. A partir daqui, você saberá o que descobrimos, na prática, sobre como funciona viajar de carona no Uruguai. Em Tacuarembó, nos posicionamos em um posto de gasolina na saída da cidade para a continuação da Ruta 5 e esperamos alguém parar. Como todo caroneiro está sempre caçando pontos de redução de velocidade na rodovia, vale o comentário de que algo que ajuda a pedir carona nas Rutas uruguaias, por elas cortarem as cidades/pueblos no meio, é a existência de semáforos na própria rodovia, principalmente em rotatórias da entrada e saída, funcionando como pontos bons para pedir carona quando há acostamento. Esperamos alguma carona. Uma hora depois: nada. Começamos a nos questionar e lembramos que era sábado. Fica a dica para os caroneiros iniciantes: pedir carona é sempre mais fácil e rápido em dia de semana, pois o movimento das vias cai aos fins de semana e a maioria dos caminhoneiros fica parado para descarregar e carregar, só saindo novamente a partir de domingo de noite ou segunda-feira. Não é que não funcione viajar de carona nos fins de semana, apenas, pode ser mais demorado. Até aí, nada específico do Uruguai. Seguindo o conselho de dois moços uruguaios, decidimos caminhar até o próximo posto da Ruta 5, de onde costumam sair mais caminhões. Nos posicionamos nesse posto e, novamente, nada de carona. Não havia caminhoneiros saindo do posto e os carros que passavam indicavam estar entrando na própria cidade ou na próxima há poucos quilômetros. Caminhamos até um posto da Polícia Federal um pouco mais a frente. Conversando com os policiais - que foram extremamente hospitaleiros dizendo que poderíamos montar acampamento do lado do posto em segurança e, inclusive, usar o banheiro de lá - descobrimos que, apesar do movimento da Ruta estar baixo, não é muito maior nos dias de semana. Disseram, também, que não valeria a pena pegarmos carona para parar no meio da estrada nas próximas cidades já que, na verdade, elas são tão pequenas que não passam de "vilas" (e, aparentemente, a maioria das cidades do país se encaixa nessa descrição). Percebendo o quanto estávamos ilhados enquanto começava a anoitecer, achamos que seria inviável pedir carona de pueblo em pueblo (até por uma questão de tempo hábil para retornarmos ao Brasil) e, assim, julgamos que o mais prudente seria caminhar até a Rodoviária de Tacuarembó (cerca de 1h) e usar boa parte dos pesos que trocamos para pegar um ônibus da madrugada direto para Montevideo (448 pesos cada passagem + taxa por pessoa, algo como R$49,70). Assim fizemos e, partindo 00h15, chegamos as 5h em Montevideo. (dia 11) Ônibus Tacuarembó-Uruguai para Montevideo-Uruguai. Chegando em Montevideo, ainda antes de amanhecer, logo fomos informados de que não se pode passar muito tempo na rodoviária porque passam para conferir seu bilhete (se você não está de passagem, cai fora). Sendo assim, fomos ainda no escuro (literalmente) procurar um lugar barato para tomar café da manhã. Paramos em um local na praça em frente a rodoviária. Pedi duas empanadas, que nada mais são do que salgados assados de tamanho convencional (2x60 pesos, mais ou menos R$6,70 cada), e o Manuh pediu uma promoção de medialuna com café (100 pesos, aproximadamente R$11,10). Apesar de imaginarmos que não era um estabelecimento barato, por conta de sua localização, notamos depois que esses preços são a média da cidade. Agora já deu para ter uma noção do custo de vida, não? Mesmo preço de café da manhã em estabelecimento chique de São Paulo. Depois de comermos, saímos para explorar a cidade. Conhecemos várias praças, a feira de antiguidades da Ciudad Vieja (que indico fortemente) e quase toda Ciudad Vieja em si. Não tendo recebido respostas no Couchsurfing, decidimos procurar um Hostel mais em conta. Ficamos no Punto Berro Hostel, fechando a pernoite, depois de uma choradinha, por 300 pesos por pessoa no quarto compartilhado (algo como R$33,30). Compramos um vinho Faisan no mercado (150 pesos = R$16,70) e um pacote de lentilhas pequeno (200g por 37 pesos = R$4,10, mais do que pagamos por um de 500g no Brasil). Na manhã do dia seguinte, compramos duas medialunas (60 pesos cada = 2xR$6,70) e seguimos viagem. (dia 12) Pegamos um ônibus para um posto de gasolina grande na saída de Montevideo, na Ruta 8, e paramos lá com nossa plaquinha mais que otimista "Acegua o Chuy". Ainda não havíamos aprendido a lição sobre como pedir carona aos uruguaios. Uma hora depois: nada ainda. Todos os carros pareciam estar ficando pelas proximidades de Montevideo e não havia um ponto próximo mais a frente para pedirmos carona. "Será que pegar carona no Uruguai é tão difícil assim?" Lembrava-me de ter lido antes, em outros relatos de viagem, que pegar carona no Uruguai era fácil e que essa cultura era mais forte por lá do que no Brasil, no entanto, não somente não confirmamos isso, como percebemos, a medida que pedíamos informação para vários moradores locais e frentistas, que muitos deles são extremamente descrentes na viagem de carona e não parecem acostumados a ver mochileiros fazendo isso, diferente do que experimentamos no Brasil. É claro que muitas pessoas estranham a viagem de carona e sabemos disso, no entanto, enquanto no Brasil recebíamos incentivo de frentistas e de pessoas no caminho, no Uruguai, mesmo quando ajudavam com alguma informação, era comum acrescentarem algo como "creio que vai ser muito difícil, as pessoas tem medo de dar carona, mas podem até tentar, vai que...", opinião que não representa a realidade, mas sim, uma mentalidade. Continuamos esperando no posto, até que um moço veio até nós para avisar-nos que aquele ponto seria muito ruim para chegar até Montevideo porque, justo ali, fizeram um desvio de caminhões para reduzir o trânsito na Ruta. Nos contou que, em sua juventude, também precisou se locomover muito pedindo carona e que, por isso, sabia que depois da cidade de Pando, ainda na Ruta 8, conseguiríamos uma carona com muito mais facilidade. Sendo assim, pegamos ali mesmo um ônibus para Pando e, depois de atravessar essa cidade a pé, chegamos a uma rotatória na saída para a Ruta 8. Carona 13: Pando-Uruguai para mais a frente na Ruta 8 - com Hector, caminhoneiro. Depois de toda a dificuldade, aprendemos algo muito importante: parece muito mais fácil pegar carona no Uruguai com plaquinhas para destinos próximos, ainda que muito pequenos, porque não é comum que as pessoas viagem "longas" distâncias. Além de o combustível ser extremamente caro no país, nosso referencial de distâncias longas/pequenas é totalmente diferente do deles. Então, o que no início nos parecia perfeitamente factível e razoável, como tentar carona direto para Montevideo, para eles significa cruzar o país todo. Quando, por exemplo, eles falam de "150km" a frente, estão falando de um local distante e, para nós, soa o contrário. Não que seja impossível, afinal, há caminhões e empresas que fazem esses longos trajetos até a capital, mas é bem mais improvável do que ir pingando de cidade em cidade. Sendo assim, decidimos mudar nossa plaquinha para destinos mais realistas: "Minas o Treinta y Tres". Cinco minutos depois, Hector parou para nós, nos deixando alguns quilômetros adiante na rotatória de entroncamento para Atlântida. Dali caminhamos aproximadamente 3 km até chegar a um pedágio na Ruta. Paramos com nossa plaquinha no acostamento após o pedágio e, em poucos minutos, conseguimos nossa nova carona. (Carona 13, com Santiago) Carona 14: Pedágio Ruta 8 para rotatória na Ruta 8 - com Santiago, professor de dança. Um carro parou para nós: era Santiago, um moço muito animado que logo foi movendo os instrumentos de percussão que carregava consigo para o porta-malas, a fim de liberar espaço para nós no banco traseiro. Santiago nos ofereceu um pote cheio de flores de maconha, que plantou em sua casa, para o restante da viagem. Achamos a insistência do moço muito engraçada e até pensamos em aceitar, mas sabíamos que cruzaríamos a fronteira bem em breve. Além disso, ao contrário do que pensamos no início da viagem, nos mantivemos em estado de alerta o tempo todo e sequer nos sentimos a vontade para fumar no Uruguai. Santiago estava indo a Migues e nos deixou na rotatória para aquela saída da Ruta. Carona 15: rotatória na Ruta 8 para Minas-Uruguai - com Carlos, caminhoneiro. Logo que Santiago nos deixou na rotatória -que, aparentemente, não era um lugar tão bom assim para pedir carona, visto que os veículos não estavam reduzindo a velocidade -, avistamos, poucos metros adiante, um caminhoneiro parado no acostamento com seu caminhão. Antes mesmo de nos posicionarmos com nossa placa para continuar, o caminhoneiro nos chamou até ele. O Manuh correu para verificar o que era e, para nossa felicidade, ele nos ofereceu carona. Carlos estava indo a Minas e nos deixaria na entrada da cidade. Carlos havia parado no acostamento apenas para atender uma ligação, o que convergiu perfeitamente com o tempo em que chegamos lá com Santiago: viajar assim, de maneira imprevista, tem seus acontecimentos cósmicos mágicos. Carlos nos deixou em Minas, onde logo fomos procurar lugar para ficar. Como nem eu e nem o Manuh temos perfis verificados no Couchsurfing (o que é bem limitante, já que o aplicativo te dá somente direito de usar 10 solicitações de hospedagem por semana), não possuíamos mais solicitações para usar. Precisaríamos acampar e, assim, começamos a perguntar aos moradores locais onde havia um lugar relativamente seguro para armar nossa barraca. Nos indicaram um parque público aberto às margens de um rio, cortado por uma ponte. Ali, encontramos em seu lado mais arborizado um local aparentemente seguro para acampar, exceto pela placa em uma das árvores com os dizeres "prohibido acampar". Ficamos com medo de cometer uma infração e precisarmos pagar algum tipo de multa, por isso, antes de montar acampamento, ainda fomos caminhando até a delegacia no centro da cidade para pedir autorização à polícia. Explicamos a situação a um dos policiais, que foi muito bacana em nos compreender e dizer que fariam vista grossa. Compramos 10 alfajores de Minas por 110 pesos (mais ou menos R$1,20 cada). (Carona 16, com Javier) (dia 13) Carona 16: Minas-Uruguai para Aceguá (Uy/RS) - com Javier, caminhoneiro. Desmontamos acampamento ainda antes do dia amanhecer e consideramos que a melhor ideia para continuar com as caronas seria atravessar a cidade a pé para chegar em sua saída para a Ruta 8. Caminhamos por cerca de 1h30 e, quando finalmente chegamos a saída, nos deparamos com uma grande insegurança por causa do baixo movimento da Ruta. Além disso, estávamos congelando com o vento frio cortante daquela manhã. Mal conseguíamos ficar um momento sem luvas para olhar o mapa no celular. Estávamos já praticamente sem pesos para cogitar pegar algum ônibus dali para qualquer lugar. A saída era continuar pedindo carona e usar o que aprendemos sobre caronas no Uruguai ao longo do caminho. Fizemos uma nova plaquinha com as cidades próximas, "Treinta y Tres o Melo" e, mesmo desesperançosos, decidimos continuar ali por um tempo. Tentando nos fortalecer naquele momento, Manuh repetiu em voz alta o nosso mantra de caroneiros: "A carona certa virá na hora certa para o lugar certo". Eu, já com um tom de humor impaciente, retruquei que a hora certa era aquela mesma. Como num passe de mágica, nem um minuto depois, um caminhão encostou para nós. Era Javier, indo diretamente para o nosso sonhado destino "Acegua", na fronteira. Entramos as pressas no caminhão, eternamente gratos por sermos salvos por ele e, mais uma vez, por essas conexões do universo. Chegamos em Aceguá por volta das 17h, onde fizemos a saída do Uruguai na imigração e gastamos os últimos pesos em um mercadinho uruguaio antes de ir montar acampamento em um posto de gasolina na saída da cidade. Acontece que, em Aceguá, se iniciou o nosso momento de maior perrengue da viagem toda: enquanto montávamos nossa barraca no posto SIM, começou a chover cada vez mais forte, molhando todas as nossas coisas. O borracheiro do posto, que nos ajudou quando chegamos, sugeriu que dormíssemos em uma Ipanema abandonada ao invés de nos molharmos mais e passarmos mais frio na barraca. Assim fizemos. A Ipanema estava com os bancos abaixados, então, nos organizamos como possível com nossos sacos de dormir e mochilas lá dentro. Ao menos, tínhamos refrigerante e alfajores para amenizar o mau humor pós chuva. A pior coisa é passar frio estando molhado. (dormindo dentro da Ipanema abandonada, no Posto SIM de Aceguá-RS) (dia 14) Carona 17: Aceguá-RS para Bagé-RS - com seu Luís, caminhoneiro. Acordamos em Aceguá, com muito frio, ainda úmidos e ainda estava garoando. Não sabíamos como fazer para pegar carona com aquele tempo. Conversamos com os frentistas do posto, super hospitaleiros, que nos aconselharam a tentar pegar um ônibus para Bagé. O problema é que, como não parava de chover, mal conseguiríamos chegar ao ponto de ônibus a apenas alguns metros dali. Decidimos esperar no posto para ver se a chuva pararia. A decisão foi a mais acertada porque, pouco depois, um frentista nos avisou que um dos caminhoneiros que havia acabado de abastecer estava seguindo para Bagé. Nos prontificamos a falar com o caminhoneiro, seu Luís, que topou nos dar carona para lá numa boa. Pensamos que nossos pesadelos acabariam por aí, no entanto, também estava chovendo e muito frio em Bagé, por volta de 10ºC e uma sensação térmica de menos. A chuva não parava por nada. Paramos em mercadinho, de atendimento péssimo, para comprar uns pães franceses e frios de café da manhã/almoço/lanche da tarde. Pegamos um ônibus para o centro de Bagé e, de lá, também não conseguimos fazer muita coisa. Ainda não tínhamos solicitações disponíveis no Couchsurfing e não encontrávamos hostels na cidade olhando e ligando nos telefones do google. Caminhamos até um hotel próximo, que nos deu a indicação do hostel de preço mais acessível. Não havia carros do Uber disponíveis na cidade e, portanto, tivemos que comprar um guarda chuva (uma sombrinha pequena por 12 reais e os outros eram caríssimos) e ir caminhando para esse tal hostel por cerca de 40 minutos. Chegamos no Hostel da Campanha ensopados. Nossos casacos molhados, sapatos molhados e mochilas molhadas (inclusive, as roupas de dentro). Pegamos a acomodação mais barata, R$50 por pessoa, em um quarto com beliche para duas pessoas. Apesar do preço ainda meio salgado, pagar aquela estadia foi absolutamente necessária, caso contrário, precisaríamos bater de porta em porta ou morreríamos de hipotermia. Além disso, o Hostel da Campanha é de longe o melhor hostel que já fiquei na vida: além de incluir um café da manhã muito bom e com várias opções, é extremamente limpo, extremamente novo e confortável, fora o atendimento impecável de todos da recepção (estou reforçando essa parte porque quem viaja gastante pouco sabe como pode ser o frustrante pagar estadia para se deparar com um lugar precário). Como eu havia levado um rolo de fio de nylon, improvisamos varais por todo quarto e penduramos nossas coisas. (Varais no quarto do Hostel, em Bagé) (dia 15) Escolhemos, para a infelicidade do nosso bolso e para a alegria de nossos pertences pessoais, ficar mais uma noite no hostel. Isso porque não seria possível seguir viagem com as coisas todas molhadas, ainda mais com o tempo tão frio e chuvoso. De dia, pedimos indicação de uma lavanderia na recepção, para onde mandamos todas as nossas roupas. Aproveitamos um breve momento sem chuva durante a tarde para passear e, a noite, deixamos nossos sapatos secando em frente a lareira da sala. O gasto com a estadia no hostel poderia ter sido evitado, mas consideramos que existem situações emergenciais em que é realmente muito difícil não abrir mão de algumas economias para garantir nossa segurança e bem estar. Acabou sendo uma parada extremamente estratégica para nos recompormos e repararmos os danos do tempo chuvoso. (dia 16) Carona 18: do meio da cidade em Bagé-RS para saída de Bagé-RS, com Fabrício. Enquanto caminhávamos para a saída da cidade, Fabrício nos avistou e ofereceu carona para o posto de gasolina ao qual nos dirigíamos. Essa foi a carona mais curta de todas, menos de 4km, e a única que pegamos em zona urbana. Carona 19: Bagé-RS para Hulha Negra-RS, com Hosana. Desistimos de tentar carona no posto de gasolina, que não parecia ainda tão "na saída" para a rodovia. Caminhamos cerca de 1h até chegarmos, de fato, a BR 293, em uma rotatória. Estávamos com a plaquinha "São Gabriel", contudo, ao observarmos o movimento da rotatória, sentimos uma forte intuição de que teríamos mais êxito se pedíssemos no sentido contrário, para "Pelotas ou Porto Alegre" - e essa foi nossa nova plaquinha. Em menos de 10 minutos, Hosana parou para nós. Disse que não está acostumada a dar carona para mochileiros, mas que sempre ajuda os policiais que pedem carona. Hosana nos deixou na entrada de Hulha Negra, quilômetros a frente. (Carona 19, com Hosana) Carona 20: Hulha Negra-RS para Pinheiro Machado-RS, com sr. Paulo. Novamente, menos de 10 minutos depois, sr. Paulo, natural de Candiota-RS, nos salvou de passar frio na estrada e nos levou até a entrada de Pinheiro Machado. Viajamos juntos ao som de clássicos da música caipira enquanto observávamos as paisagens de campos. (Carona 20, com sr. Paulo) Carona 21: Pinheiro Machado-RS para Pelotas-RS, com Rose e Wal. Poucos minutos depois de esperarmos novamente no frio congelante, Rose e Wal nos ofereceram carona. Fomos tomando chimarrão e conversando sobre o que achamos das cidades que conhecemos ao longo da viagem. Conversamos bastante sobre como as cidades no sul e no Uruguai são, de modo geral, mais seguras que em São Paulo. Rose nos falou sobre a praça do Mercado Municipal de Pelotas e topamos parar por ali mesmo. Chegamos em Pelotas por volta das 15h e decidimos pernoitar por lá. Mais uma vez, começou a saga de procurar lugar para pousar, enquanto conhecíamos o mercado e prédios históricos dos arredores. Na praça em frente ao mercado, abordamos um moço com um violão nas costas para perguntar se poderia nos indicar um lugar barato para comer. O moço, chamado Marcelo, foi h extremamente hospitaleiro e nos acompanhou por um tempo em nossa busca e trocamos contato antes de nos despedirmos. Naquela noite, conseguimos abrigo na casa de uma amiga do Manuh, no bairro Porto. Por termos gostado muito da cidade, decidimos passar mais um dia em Pelotas. Convidamos Marcelo para uma volta pelo centro da cidade e acabamos, no fim das contas, pedindo abrigo para ele na casa de sua família. Depois de uma tour por Pelotas, guiados por Marcelo, almoçamos com sua família e fomos recebidos com carinho. Não deixamos de experimentar os doces de Pelotas e conhecer a bancada de discos do James na feira em frente ao Mercado Municipal. (Carona 21, com Rose e Wal) (dia 18) Carona 22: Blablacar de Pelotas-RS para Eldorado do Sul-RS, com Ezequiel. A escolha de pegar um Blablacar, a essa altura da viagem, foi bastante estratégica. O objetivo era chegar até o Posto SIM, na saída de Eldorado do Sul, para encontrarmos lá o nosso amigo caminhoneiro seu Roberto, o mesmo que conhecemos na carona de número 9. Combinamos com seu Roberto que nos encontraríamos lá por volta da hora do almoço, para que pudéssemos, então, seguir com ele até Jaraguá do Sul-SC. Carona 23: Eldorado do Sul-RS para Jaraguá do Sul-SC, com seu Roberto. De fato, conseguimos encontrar nosso amigo seu Roberto no posto e seguimos viajando juntos até por volta das 22h. Paramos em um posto de gasolina próximo a Florianópolis para pernoitarmos e partimos novamente por volta das 3h. Chegamos a entrada para Jaraguá por volta das 5h e esperamos em um posto de gasolina até o dia amanhecer. (dia 19) Carona 24:Jaraguá do Sul-SC para Curitiba-PR, com seu Alberí, caminhoneiro. No mesmo posto em que ficamos em Jaraguá, fizemos uma plaquinha para "Curitiba" e, coisa de meia hora depois, seu Alberí parou para nós. Seu Alberí, um caminhoneiro com 35 anos de estrada, nos contou vários histórias sobre subornos policiais no Rio de Janeiro, sobre o problema com bloqueios eletrônicos dos caminhões - que "só servem pra deixar caminhoneiro estressado e matar caminhoneiro", sobre seguradoras que querem traçar rotas para os caminhoneiros sem, ao menos, conhecerem o dia a dia deles nas rodovias. Seu Alberí nos deixou na entrada para São José dos Pinhais-PR, mesmo local onde paramos no início da viagem e, assim, pegamos os mesmos ônibus novamente para o centro de Curitiba. Almoçamos no buffet livre (R$11,50) e pernoitamos novamente na casa de nosso conhecido. No dia seguinte, preferimos continuar descansando em Curitiba, onde almoçamos novamente em outro buffet livre (R$7,50) e aproveitamos a companhia do pessoal da república. (dia 20) Carona 25: de São José dos Pinhais-PR para Taboão da Serra-SP, com seu Edimilson. Para sairmos de Curitiba, pegamos um ônibus intermunicipal de volta para São José. Fomos pedir carona em um posto grande recomendado pelo seu Alberí, "Posto Aldo Locatelli". No posto, tentamos carona na saída com a plaquinha "São Paulo ou Campinas", não obtendo sucesso por cerca de 1h. Fizemos uma pausa para comer na conveniência e usar o wifi. Na saída da conveniência, fomos abordados pelo seu Edimilson, que perguntou nosso destino e nos ofereceu carona até sua cidade, Taboão da Serra, limítrofe de São Paulo capital. Edimilson nos contou sobre várias viagens que fez pelo globo motivado pelo seu hobby: o mergulho. Nos contou sobre as melhores experiências e perrengues mergulhando, assim como sobre vários outros pontos turísticos, como as pirâmides no Egito. Em Taboão da Serra-SP, encerramos a viagem pegando um ônibus e um metrô para o nosso marco zero, São Paulo-SP. Lá, jantamos na rodoviária e pegamos um blablacar para nossa casa em Campinas-SP. No fim das contas, depois de contar um pouco dessa maravilhosa odisseia, deixo algumas considerações para quem se sente inspirado a procurar o mesmo tipo de aventura. Já ouvi dizer por aí que "pressa não combina com viajar de carona" e isso é verdade! É possível, sim, viajar durante poucos dias de carona - até mesmo para fazer só um bate-volta em um fim de semana-, porém, a verdade é que, se você tem dia prazo para "estar de volta", você acaba se sentindo mais pressionado pelas circunstâncias imprevisíveis da aventura. Hoje tenho a percepção de que viajar pedindo carona é mais confortável quando se tem tempo de sobra, ou indeterminado, para ficar na estrada e poder aproveitar mais dias nos lugares em que, de fato, se quer parar. Outra consideração é que viajar de carona e de maneira econômica te proporciona uma visão muito menos idealizada do que aquela adotada em uma viagem convencional: não se conhece os lugares pelo olhar de turista - até porque, é muito comum acabar desviando de rotas turísticas -, mas sim, pelo olhar das pessoas que vivem diariamente a realidade dos lugares e das rotas que os cercam. Antes de viajar de carona, leia sobre o passo a passo a se seguir e o memorize bem. Procure os melhores pontos do trajeto para pedir carona e mantenha o pensamento sempre positivo. Se atente, também, aos dias da semana. Algumas rotas, como rodovias com postos de gasolina grandes, facilitam mais do que outras, como pistas estreitas e pouco movimentas, contudo, sempre dá pra conseguir uma condução! Cada lugar tem uma cultura diferente e isso também afeta no processo de pedir/conseguir carona, como comentamos sobre a experiência no Uruguai, mas essa questão se resume apenas em entender as particularidades do ambiente. No caso de quem vai pedir carona no Uruguai, principalmente no interior do país, meu conselho é o de fazer plaquinhas com destinos próximos, ainda que pareçam distâncias pequenas, ou, mais prático ainda, se valer apenas do número da Ruta desejada (ex: Ruta 8). O movimento das vias é muito menor do que no Brasil, mas, como dito antes, isso não é sinônimo de não conseguir carona. Se estiver indo para o Sul, dê atenção especial aos postos de gasolina da rede SIM, que tem boa estrutura e costumam ser maiores e frequentados pelos caminhoneiros. Dito tudo isso, desejo boa viagem aos que se inspiraram! Aos que não se inspiraram, espero que tenham feito boa viagem, ao menos, durante a leitura. Até breve, mochileiros e curiosos!
  6. 1 ponto
    Sempre começo dizendo pq desta viagem, deste destino, já que o mundo inteiro me interessa! Então vai lá: pq meus planos eram “Islândia” mas não deu ($$ - segundo ano consecutivo mudando o destino por falta de grana, rs). Pq eu li sem querer querendo um relato e depois mais um e depois mais dois, e depois todos, sobre “este destino” (compilei os relatos mais recentes neste tópico). Pq eu já queria ir. E agora estava apaixonada. Pq eu andei negligenciando a América do Sul. Pq AMAMOS natureza e paisagens. E estamos cada vez mais curtindo viagens de carro! Então por tudo isso, e pq passagens de avião estão caras demais e pq sim, decidimos partir de Londrina-PR com destino ao Atacama, no Chile, com lenta passagem pela Argentina! E rolou até Bolívia! “Noooooossa, mas que loucura, vcs vão de carro??? E ainda vão levar o filho???? Vão fazer o que num deserto??” 🤨 “[email protected], loucura pra mim é pagar 3 mil reais num celular!”🤦‍♀️ Apesar de ter bons relatos de carro pelo roteiro que me propus fazer, sempre muda alguma coisa, e tb é interessante atualizar valores e trazer informações mais recentes... e escrevo tb como forma de memória minha... o meu “livro de viagens” é aqui, rs! E em tempo, obrigada a todos que compartilharam aqui suas histórias e me fizeram sonhar além e rir muito! Roteiro Londrina > Foz do Iguaçu > Corrientes > San Salvador de Jujuy (e arredores) > San Pedro de Atacama (e arredores incluindo Bolívia, rs) > SSJ > Corrientes > Iguazu > Londrina. Em 17 dias, 6300km! Com esse tempo tem gente que vai mais longe, que vai pra Santiago, Mendoza e afins, mas gosto assim, com calma! E o mundo estará sempre lá pra gente voltar. Quem foi Até convidei um casal de amigos, mas as datas não bateram. Então fomos naquela formação original básica: Guilherme: marido e piloto; Juliana (eu): esposa, navegadora e co-pilota; e João Gui: filho (11 anos), comissário de bordo! Como De Nissan Versa 1.6 manual ano/modelo 2018/2018! Mandei pra revisão na concessionária antes de viajarmos apesar dele estar recém revisado. Como a gente sempre faz o que não deve com ele um monte de parafuso e proteção na parte debaixo do carro tinha quebrado/soltado. Tb me disseram que eu não precisava colocar nenhum fluido em nenhum lugar pra evitar congelamento, que o que estava lá era o correto, e assim fiz, mas verifique esta questão pq com o seu carro pode ser diferente. Equipamentos obrigatórios: 2 triângulos e extintor de incêndio. SÓ! (Além de cinto de segurança e estas coisas normais). Não tem cambão, mortalha e o carai... Por favor, leiam este tópico! Daqueles que dão orgulho do mochileiros.com!! Seguros obrigatórios: Carta Verde (Argentina) e Soapex (Chile). Mais detalhes abaixo. Documentos Passaportes: é bem mais prático do que levar o RG e a gente já tinha; PID: a gente já tinha, mas ninguém pediu; Carta verde: seguro argentino no nome do dono do veículo, que tem que estar dentro do carro, foi emitido gratuitamente pelo meu corretor de seguro do carro pq já estava incluído no seguro do meu carro (tem que ser impresso em papel verde, rs). Se vc não é o dono do carro tem que ter uma autorização do dono (seja da locadora ou do parente) pra dirigir o carro fora do Brasil. CARRO FINANCIADO está no seu nome e não precisa de autorização nenhuma; Soapex: seguro chileno para estrangeiros, comprado dias antes pelo site da HDI por 10,77 dólares. Na hora de comprar vc vai ter que informar o número do motor do carro, rs. Nem sabia que isso existia. Não é o chassi, é o motor. Procurei na internet onde tava o número do motor do Versa e fica no motor mesmo, kkkk. Foi só bater uma lanterninha lá e anotar! Extensão do seguro pela América do Sul (fale com seu corretor): incluso no seguro do meu carro; Seguro viagem: tive dificuldade em contratar, até pedi ajuda aqui. Eu nunca compro seguro pq uso o do cartão, mas desta vez como não compramos passagens, o cartão não oferecia. Quando comecei a cotar percebi que seguros “terrestres” quase não existiam, ou quando achava, eram super caros e se aplicavam apenas para viagens de ônibus. Depois de dar uma estudada e até falar com corretores, acabei contratando um aéreo mesmo, afinal, minha preocupação era ter algum problema de saúde em alguma cidade, tipo uma dor de dente ou cólica de rim, sei lá. Nestes casos não faria diferença eu estar de carro ou de avião. Compramos pela Mondial/Alianz por 235,00 para nós 3, para Argentina e Chile, por 17 dias. Estava com um cupom de 50% de desconto; Receitas dos meus medicamentos (#diabetica): como assisto muito “Fronteiras Perigosas da América Latina” kkkkk fiquei encanada de alguém cismar com meus medicamentos! Money Trocamos reais por pesos argentinos na fronteira (Foz do Iguaçu) e em Salta, e dólares por pesos chilenos em SPA. No relato aprofundo mais sobre as tarifas. Mas assim, câmbio é uma coisa que flutua tanto que vc tem que pesquisar exatamente na data da sua viagem. Via de regra compensa levar dólar pro Atacama pq lá não tem demanda por real, ao contrário de Santiago, em que a troca direta real x peso pode compensar ou empatar. Na Argentina costuma ser viável trocar direto... mas reparou no “costuma”? Pesquise na data da sua viagem! Internet Baixamos todos os mapas do google off-line e não compramos chip nem no Chile nem na Argentina! Usamos somente a internet dos bares/restaurantes e hospedagens e deu tudo certo! Na mala Calçado quente, confortável e impermeável, eu de botas vento titã (muito amor), os meninos de Quechua. Roupas em camada, pegamos de -10oC a 30oC. Soro de nariz, protetor labial (bepantol), protetor solar e óculos de sol são itens de SOBREVIVÊNCIA, a umidade relativa é zero e a neve cega. Medicamentos: eu já tinha abandonado a ideia de ficar levando remédio a toa, mas preferi levar alguns desta vez. Pra dor, anti-alérgico e Diamox. Falo mais sobre o mal de altitude no durante o relato. Hospedagens Airbnb do começo ao fim! Sou muito fã de Airbnb e mais uma vez tivemos muita sorte! Me sinto em casa, me sinto parte do lugar quando posso cozinhar, ir no mercado e interagir eventualmente! Sei que na maioria dos hostels tb é assim, mas no Airbnb sempre acho mais conforto, privacidade e preços melhores! Tivemos excelentes experiências e preços muito, mas MUITO, acessíveis, vou abordar melhor abaixo. As hospedagens escolhidas, bem como preços e qualidade foram as seguintes: Foz do Iguaçu (1 noite): Eu já tinha me hospedado duas vezes em Foz do Iguaçu pelo Airbnb, na casa da Adriana. A casa dela se aluga inteira e é enorme, super confortável, linda, show! Legal pra ir com mais gente! (Se alguém quiser indicação me manda MP). Mas desta vez era só uma noite, resolvi pegar uma casa menor, onde mora uma senhora, pertinho da Argentina! Sabe quanto? 68 reais pra nós 3, e com café da manhã! 21 reais por pessoa! Amo Airbnb! A Léo, nossa anfitriã, foi muito fofa, amamos! Casa simples e confortável, perfeita para uma noite! https://www.airbnb.com.br/rooms/29173885?guests=1&adults=1 Corrientes (1 noite): Mais uma experiência de ficar em um quarto na casa de alguém. Na verdade é uma dependência no fundo da casa do Cesar. Desta vez pagamos 93 reais pra nós 3, 31 reais para cada! O César foi super querido com a gente, tivemos uma ótima estadia! https://www.airbnb.com.br/rooms/14149168?guests=1&adults=1 San Salvador de Jujuy (5 noites): Eu tinha 200 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 321 reais para 5 noites para nós 3, incríveis 20 reais por dia por pessoa, não é bom demais? Lugar super legal, a anfitriã mora nos fundos e dá muitas dicas, não poderia ter escolhido lugar melhor! Quem vai passar um tempo na região costuma hospedar em Salta, mas fiquem de olho, lá é bem mais caro! SSJ, Tilcara e Purmamarca além de serem puro charme tem opções bem mais em conta! AMEI. https://www.airbnb.com.br/rooms/26893928?guests=1&adults=1 San Pedro de Atacama (6 noites): Eu tinha 169 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 970 reais para 6 noites para nós 3! Cerca de 55 reais por noite por pessoa! Apesar de ter ficado mais caro que a média, todo mundo sabe que em SPA as hospedagens são mais carinhas mesmo, ainda mais na alta temporada! Esta hospedagem consiste num quarto triplo com banheiro privativo e acesso a cozinha coletiva! Tinha mais um quarto semelhante nos fundos. Os anfitriões foram bem prestativos! Eles moram lá em SPA e alugam estes dois quartos nos fundos de uma casa, que me pareceu ser de parentes deles. Esta foi meio parecido com um hostel. https://www.airbnb.com.br/rooms/24290251?guests=1&adults=1 SSJ (1 noite): a ideia era hospedar em General Guemes e ficar mais na mão de voltar, ou em Salta... eu tinha uma reserva com cancelamento grátis pelo Booking em Salta, mas resolvemos retornar pra mesma casa onde ficamos na ida pq tinha umas plantas lá que eu queria muda, hahahahauaha! Desta vez pagamos 105 reais pra nós 3, 35 reais por pessoa! Corrientes (1 noite): eu queria ter pernoitado em Resistencia só pra ser uma cidade diferente, rs, mas faltando 2 meses para a viagem eu solicitei reserva no mesmo lugar que iria me hospedar na ida, só que estava indisponível. Achei um outro lugar do mesmo dono, mas no mesmo endereço... Achei estranho mas solicitei reserva. Me custaria míseros 73 reais para nós 3 por uma noite. Mas sabe quanto eu paguei? ZERO reais, pois tinha crédito de viagem! Esta segunda reserva aparentemente é de um outro cômodo dentro da casa dele, mais barato, mas acabamos ficando na mesma dependência do fundo e deu tudo certo, o cara é um gentleman! Vou deixar o link desta hospedagem abaixo apenas pq parece diferente da que ficamos na ida, mas foi o mesmo lugar, rs. https://www.airbnb.com.br/rooms/18043226?guests=1&adults=1 Puerto Iguazu (1 noite): última hospedagem da viagem! Quis ficar em Iguazu pra ser diferente da ida, rs, e pq antes de ir embora queria comprar cereja em conserva (pq todo o resto é caro e pega turista em Iguazu). Pra não ter que atravessar a fronteira de novo, resolvemos ficar do lado argentino mesmo. Quarto em casa compartilhada, MUITO simples e com problemas de higiene. Me custaria 52 reais a pernoite pra nós três, mas não paguei NADA pq tinha crédito de viagem! A anfitriã era gente boa mas não recomendo esta casa... poderia ter comprado a minha cereja e atravessado na mesma noite pro Brasil e dormido de novo na Léo que tava mais esquema! https://www.airbnb.com.br/rooms/26877281?guests=1&adults=1 TOTAL: 1557,00 reais, mais ou menos 33 reais por dia por pessoa, já que foram 16 noites! Achei MUITO bom! Se depois de tudo que vc leu, resolver experimentar o Airbnb, faça cadastro com o meu link que eu e vc ganhamos descontos! https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL IMPORTANTE: neste tópico, para quem interessar, há uma discussão bem legal que rolou aqui sobre os malefícios do Airbnb, principalmente para as pessoas que moram em cidades muito turísticas. Muito do que foi colocado neste tópico é BEM importante quando vc tem alguma preocupação com o impacto que causa em qualquer ocasião da sua vida, incluindo viajar. Tente escolher bem seus anfitriões de forma a minimizar os impactos negativos do Airbnb! Casas compartilhadas com o morador, anfitriões que só tem uma casa e idosos são uma boa. Clima Esta é uma viagem que pode ser feita a qualquer tempo, mas o cenário muda muito e há períodos em que certos passeios ficam fechados! As duas principais temporadas para nós, brasileiros, são inverno e verão, por conta de férias escolares e tals. E fomos no inverno, a mais ALTA temporada do Atacama! Pq... tem o João, rs! Ele está no sexto ano e ano passado não quis ir conosco pra África do Sul pra não perder aula e provas! Apoiei a responsa dele mas não queria deixa-lo de fora de novo... e já convenci ele que ano que vem a viagem vai ter que ser durante as aulas mesmo, rs. Mas qual é a do inverno e a do verão? Falando especificamente do Atacama... no verão é MUITO calor durante o dia e pode chover. Em janeiro, e principalmente fevereiro, o inverno altiplânico (chuvas intensas) podem estragar seus planos. Este ano várias rotas foram interrompidas por chuvas intensas e muitos passeios foram cancelados, dava pra ver marcas de alagamento em algumas partes de SPA ainda. Mas sabe quem ama o verão? Os flamingos! É nesta estação que vc corre o risco de vê-los fazendo aquela dancinha de corte sensacional! Só tenham atenção com FEVEREIRO. E o inverno?? O céu é maravilhosamente azul, é alta temporada (férias na Europa e América do Norte), não chove nem a pau, mas pra quem não curte, cuidado: a temperatura fica abaixo de zero a noite! Tudo bem pq a noite vc tá debaixo das cobertas quentinho certo? Errado! Tem tour que sai as 5h da manhã, nos Geyseres del Tatio o frio é extremo. Extremo mesmo, -15oC pra menos. O vento faz a sensação térmica te colocar no topo do Everest, rs! E hospedagem de mochileiro em SPA não tem calefação neah... FRIACA! Outros pontos negativos são: os flamingos se mandam pra bandas mais quentinhas e as nevascas podem interromper temporariamente os passeios de altitude e a ascensão aos vulcões (Lascar, Cerro Toco, Licancabur e etc). Mas pra quem, como eu, é apaixonada pelos topo de morro branquinhos e se amarra numa bochecha rosa queimada de vento, o inverno é a sua estação! ATENÇÃO para AGOSTO. Eles dizem que fim de julho, agosto e comecinho de setembro é o período da “última invernada”... neva muito e é a mais baixa temporada do Atacama, frio extremo e muitos passeios fechados! Se quiser curtir a primavera, melhor deixar pra segunda quinzena de setembro pra frente! Obs. Estas informações me foram contadas por moradores locais. Com certeza há quem tenha ido em fevereiro e agosto e tenha dado sorte, mas se vc puder evitar, fica a dica! E na véspera... Machuquei o pé. Sim, forte! No dia antes de viajar a marmota aqui cutucou uma unha! Fui parar na podóloga e não desejo pra ninguém a dor de cortar nacos de carne e unha sem anestesia, fiz força pra não fazer xixi! Por este motivo acabei levando antibióticos caso infeccionasse, antisséptico para curativo e antibiótico pomada para os primeiros dias! No fim... #spoiler super sarei e não tive maiores problemas, rs! Finalmente... Vou relatar tudinho, com muitas fotos e todos os custos. Por dia, eles serão divididos nas seguintes categorias: combustível, pedágio, alimentação (que inclui mercado, refeições diversas, bebidas), compras (que inclui coisas úteis e inúteis, vulgo "souvenires e regalos", assim como eventuais estacionamentos e uso de sanitários), diversão/entrada (inclui entradas em atrações e eventuais taxas de turismo) e câmbio. No fim farei um resumão de custos, e gente... esta viagem divide com a África do Sul a primeira posição de “minha viagem favorita no mundo”... mesmo que nem tudo tenha sido... FLORES. Prometo começar o relato em si, no próximo post! 😃
  7. 1 ponto
    @ajsoliveira olá! A Providência é uma localização melhor. A vantagem do centro é estar perto dos pontos turísticos, mas Santiago é muito bem servida de metrô e é fácil se locomover. Para os passeios, reserve um dia para o centro de Santiago, um para conhecer alguma vinícola (recomendo a Undurraga) e ir ao cerro San Cristobal, outro para ir ao litoral conhecer Valparaíso/Viña. Recomendo algum passeio na cordilheira também, mas vá acompanhando as agências e blogs do Chile até lá, pois o Embalse el Yeso que era a principal atração por lá fora do inverno encontra-se interditado.
  8. 1 ponto
    Olá, No geral esta bom, mas tem alguns pontos de atenção onde você terá que planejar muito bem e conseguir encaixar tudo perfeitamente para que dê certo. Como por exemplo, 2 dias na Bélgica e Amsterdam. Para que dê certo, você teria que sair de Paris na noite do dia anterior, para já dormir em Bruxelas e poder acordar cedo no dia seguinte e ter 1 dia inteiro livre em Bruxelas. No segundo dia você acorda cedo, deixa as malas do guarda volumes da estação de trem em Bruxelas, vai a Bruxelas, e no final da tarde volta a Bruxelas, retira a bagagem e pega o trem para Amsterdam, para ainda dormir em Amsterdam. No terceiro dia você acorda cedo para ter o dia inteiro livre em Amsterdam, e no quarto dia, pega um voo no final do dia para a Itália. O problema disto, é você conseguir achar um voo no final do dia que não lhe custe um rim. 3 dias em Roma com Vaticano, é possível, mas é um tempo meio apertado. Se alem da basílica, você quiser visitar a Capela Sistina, que você só visita como parte do museu do Vaticano, você gasta praticamente um dia inteiro só com Vaticano. Fórum, Coliseu, Altere de la Pátria e Basilica de Laterano consomem outro dia inteiro. Sobra o terceiro dia para todo o resto, Fontana de Trevi, Piazza Navona, Panteão, Piazza di Spagna, Castelo Sant'Angelo, Trastevere, Termas de Caracala, Basílica de Santa Maria Maggiore, Museu Capitolini, Villa Medici, Piazza del Popolo, etc... Ou seja, tem bastante coisa para você ver no terceiro dia em Roma, então não pode perder muito tempo neste dia...
  9. 1 ponto
    Se vc gostar de curtir a noite, Providencia é muito melhor, o centro à noite é bem parado. Se ambas ficarem perto do metrô tanto faz pra deslocamento pela cidade. Não conheço os hostels, tô falando só com base na localização. Eu fiquei em Providencia e recomendo, acho melhor ficar lá que no centro
  10. 1 ponto
    Quanto tempo em cada local depende do seu perfil e interesses pessoais, mas se eu fosse fazer um roteiro baseado no meu perfil, eu faria algo parecido com isto: Lisboa: 4 dias, com 1 bate-volta a Sintra Porto: 2 ou 3 dias Madrid: 3 dias Barcelona: 3 ou 4 dias Valência (ou Alicante): 2 dias Granada: 2 dias Sevilha: 2 dias Algarve: 2 ou 3 dias Mas tem que descontar o dia da chegada, que muitas vezes é um dia perdido, e também tem que descontar o dia da volta, que muitas vezes também é um dia perdido. Alguns deslocamentos entre estas cidades são simples e rápidos, onde você pode sair as 08:00 da manhã e ja estar livre na hora do almoço, mas tem alguns que podem ser meio chatos e complicados, onde você pode acabar perdendo praticamente um dia inteiro. Então é bom colocar este tempo perdido nos deslocamentos na sua conta.
  11. 1 ponto
    Existe sim . Me manda seu número que te add!
  12. 1 ponto
    e ai Renan, me chama no whatsapp que a gente combina melhor (73)991306591 Não achei lugar para ficar em barreirinhas, então inicialmente vou para santo amaro. Mas tenho flexibilidade no roteiro, se achar hospedagem cancelo as reservas que fiz .
  13. 1 ponto
    @Renato Cunha eu fiquei 23 dias lá percorri 10 cidades,calculei 100 euros dia,para duas pessoas,com hospedagem, alimentação e transporte,voltei com 100 euros 😂. Quanto ao oriente,fui a Santiago de Cuba, realmente é outro mundo, assédio na saída da rodoviária é pesado,tem de ter paciência,as pessoas lá não são tão solicitas como em outras cidades que passei,mas gostei muito da cidade.
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  15. 1 ponto
    DIA 10 - 15 DE JULHO, SEGUNDA: O dia das primeiras Lagunas! Laguna Chaxa, Tebinquinche, Ojos del Salar! 254km Acordamos com o frio padrão 1 grau e já doloridos de dormir a noite toda sem se mexer... mesmo com kilos de coberta de lhama eu tava passando bastante frio. Os meninos estavam ok, mas eu tava dolorida, resolvi que colocaria mais roupas nas próximas noites. Tomamos café em casa e seguimos pela Ruta 23 em direção a Toconao. Nossa primeira aventura do dia seria a Laguna Chaxa. O google maps, por culpa minha, nos mandou por um caminho besta e errado, rs... era como se fosse uma “entrada dos fundos”. Tudo isso pq todos os pontos corretos do mapa estavam marcados na minha conta google, e neste dia resolvemos navegar pelo celular do Gui... Andamos pra caramba e chegou num ponto que a estrada não ia mais. Que merda. Achei que a Laguna Chaxa estaria fechada. Tinha outros manés perdidos como a gente, kk. Estudando melhor e abrindo o meu mapa vi que tínhamos navegado até “Laguna Chaxa” no mapa do Gui, e o correto seria “Parque Laguna Chaxa”. ER Volta tudo e agora sim, Laguna Chaxa! Entrada 2.500,00 por adulto, João (de 5 a 12) pagou 800,00. O cenário é bem diferente, interessante, bonito. Tinha flamingos para minha alegria, mas eles estavam todos distantes. Eu tava com câmera, tripé e o escambau então consegui algumas fotinhas! O calor é que tava de matar. Sério, a gente tava fritando! Será que tá quente? rs Espelho! Trilha de sal! Flamingos passeando! Flamingos tomando solzinho! Bichinho fofo! Outro bichinho fofo tomando água padrão deserto! Depois do passeio que durou cerca de 1h30 partimos para nossos próximos pontos: Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebenquinche. Mas antes paramos em Toconao. Cidadinha bonitinha até. Compramos uma água de 6L e 1 ímã de geladeira por 4.000,00 (assalto, rs), e um doce horrendo de pomelo que joguei fora, hahahauaha, por 1.000,00. Saindo da cidade ainda compramos uma batata e sorvetes por 2.650,00 e desistimos de almoçar, iríamos nos virar com tranqueiras hj. Toconao Símbolo de Toconao! Em direção a Laguna Cejar fui dizendo pro Gui que era uma Laguna salgadona, gelada e cara, que poderíamos nadar se quiséssemos, mas que eu não achava que valia a pena pelo que li e vi. Seriam 15.000 pesos pra cada um genteeee, João pagando inteira... eram quase 100 reais por pessoa pra ver uma Laguna... e advinhem? Desistimos. Toca pra Tebenquinche. A caminho da Tebenquinche estão os “Ojos del Salar”, um de cada lado da estrada, bem legal. Meus meninos e os olhos do salar! E por fim, a Tebinquinche. Foram 5.000,00 de entrada para nós 3, não lembro se João pagou, se pagou metade ou não pagou nada. A ideia era ver o por do sol aqui, mas chegamos muito cedo e o sol... adivinhem... tava RETARDADO de quente, rs. Até que o Gui teve a ideia que salvou a tarde: “vamos usar os guarda-chuvas que estão no carro”! MEO, CLARO QUE VAMOS. A gente levou guarda chuvas pro deserto mais seco do mundo e isso foi muito bom! Kkkk Salvaguardados pelo amado guarda-chuvas conseguimos andar bastante pela Laguna e tirar fotos... ela é bem bonita. Mas não tirei muitas fotos, e as poucas que tirei não ficaram boas. Pense que ela se parece com a Chaxa, rs! Guarda-chuvas em Tebinquinche! Depois da andança resolvemos voltar. Passeamos por SPA, compramos 2 imãs (2.000,00 pesos) e caramelos de coca (2.400,00 pesos), 1 maçã e 1 pomelo (980,00 pesos) e gastamos 15.800,00 pesos no jantar em um restaurante vegano que não lembro o nome, mas a comida tava boa. A maçã tava divina, comprem maçã! Kk E gente, cachorros em SPA. Os maiores, os mais fofos, os melhores! Kk Querendo escapar! Finalizando os gastos do dia passamos na farmácia e pagamos 8.070,00 pesos em uma pasta de dentes, uma cartela de aspirina e uma de tylenol sinus, eu tava com dor de cabeça de sinusite. Já tínhamos passeado 2 dias por SPA, cancelado ou deixado de fazer alguns passeios (Vale da Lua, Pukará de Quitor e Laguna Cejar), estava ainda assustada com os preços e tinha uma pontinha de “SPA não é tudo que falam” no meu coração. Não que não estivéssemos gostando... mas já tínhamos passado por tantas paisagens surreais que tínhamos acostumado com a sensação de UAAAAUUUU... então ficava na minha cabeça, e na do Gui tb, eu sabia... essa sensação de “não tá tão legal como eu imaginava” rs Felizmente os próximos dias nos mostraram que estávamos errados sobre SPA. Que era mais legal do que imaginávamos sim! 😍 Gastos do dia (em pesos chilenos): Comida: 25.830,00 Entradas: 10.800,00 Compras: 11.070,00 CONTINUA
  16. 1 ponto
    DIA 9 - 14 DE JULHO, DOMINGO: O dia da astronomia! ALMA e Vale de Marte! Acordamos às 7h30 com adoráveis 1oC - sempre né! Tomamos nosso café em casa e partimos pra ver se ia dar certo nosso primeiro rolê: visita ao observatório ALMA. Vamos às explicações: O ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) de forma bem resumida é o maior radiotelescópio do mundo. São 66 antenas (cooperação entre Japão, EUA e EU, além do Chile, claro – 23 países) que juntas equivalem a uma antena de 100km de diâmetro. Não espere chegar lá e olhar num telescópio, rs. É um radiotelescópio, capta ondas de rádio, transforma em números (sistema binário) e depois em imagem. 💗 A visita é técnica e MUITO interessante, pelo menos eu achei. Sou chegada no assunto. Mas não se chega até as antenas, que estão a mais de 5.000msnm, a visita ocorre na base que está a 2.900msnm. Tivemos a sorte de ver uma que estava lá para manutenção (100 toneladas cada uma!). Não vou me alongar nas explicações, mas se estiver por SPA num sábado ou domingo se esforce pra ir, é algo que vc só pode fazer e aprender lá. As visitas ocorrem apenas aos sábados e domingos e é necessário agendar pelo site. São gratuitas. Fiz nossa reserva com 4 meses de antecedência e já estava esgotada, ficamos na lista de espera. https://www.almaobservatory.org/en/home/ Chegando ao ponto de encontro, às 8h45, eles embarcam primeiro os confirmados, depois os na lista de espera e depois os que chegaram lá sem reserva e foram dando nomes. No nosso caso todo mundo foi (as 3 categorias que estavam lá esperando), mas procure estar inscrito com antecedência. No busão, vermelhos, indo pro ALMA. Meu jovem mochileiro curioso! Anteninha americana em manutenção! De volta a SPA, cerca de 12h45, nos deixaram no ponto de encontro, que é ao lado do terminal de ônibus e ao lado tb do restaurante mais barato que tínhamos encontrado em SPA: La Picá del Perron, onde almoçamos por 11.700,00 pesos (sandubas). E falando em restaurantes, eu tinha indicação de vários, falam muito do “Las Delicias de Carmen” e do “La Picada del Indio”, mas eles estavam caros pro meu bolso. Aquele lance de PF a 3-4 mil pesos não existe mais, pelo menos na alta temporada, rs. A tal da Heladeria Babalu então, jesuissss... sorvete caro e pro meu gosto, sem graça, rs. Outro recomendado, o Agua Loca, estava interditado, rs! Ao longo do relato vou colocando os demais que visitei. Voltamos pra casa, pegamos o carro e fomos abastecer. A gasolina 93 (a 95 é mais cara) estava 833 pesos o L (incríveis 5,20... hahahahau) e só tem um posto mesmo na cidade então fazer o que! Seguimos para o Vale de La Luna! ATENÇÃO, como eu já tinha lido por aqui, as visitas particulares, seja de bike, a pé ou de carro, estão FECHADAS no período da tarde (das 13 em diante). Só pode com agência. Explicaram que os particulares andam fora das trilhas e estão detonando o lugar... com a proibição de visita à tarde eles praticamente proibiram o acesso sem agência pq de manhã, sem o sol batendo, não tem graça nenhuma. Claro que o lugar é lindo, mas formações rochosas é o que eu mais tinha visto na Argentina e veria muitas ali tb. E dá pra ver panorâmicas do Vale da Lua da estrada, então a gente não ia pagar pra ir com agência não! Seguimos então para um sitio arqueológico chamado “Pukará de Quitor” onde se encontram ruínas de povos antigos da região, mas mais uma vez avistamos da estrada e o que vimos não nos chamou muito a atenção... e tb tava um sol ARDENTEEE e custava 3.000,00 a entrada para cada um. Bota mais este na conta do “não fomos”. Digno de nota: gato guerreiro atravessou seu primeiro rio. Gato guerreiro aprende a nadar! Cara, pra quem curte mais a questão histórica dos lugares é um lugar que não deve ser deixado pra trás, e a gente curte história sim, mas não a ponto de fritar no sol, rs. Então booora pro “Vale de Marte” ou “de la Muerte”. O GPS nos mandou por uma entrada secundária, kkkkk, que não era uma entrada de verdade... mas encostamos o carro na tal entrada, subimos por lá mesmo, no mirante, e pagamos pro guarda que fica ali num posto de fiscalização 3.000,00 cada um. Portanto não fizemos todo o percurso do vale a pé, mas o que vimos e considerando que o sol já estava ameaçando partir, foi legal e o suficiente para nós. Entrando pela porta dos fundos, rs Vale de Marte! Lindão. Quem entrou pelo lado certo chega aqui a pé pela estrada que se vê na parte de baixo. Mais dele! Pessoa triste pq quase não gosta de "pedra"! rs De lá fomos no famoso Mirador “Piedra del Coyote”, onde vc paga 1.500,00 pesos para assistir o pôr do sol dando cores diferentes ao Vale... dispensável na minha opinião. Depois vimos que um monte de gente para mais pra frente na estrada e assiste a mesma coisa sem pagar, hahahaha! Bonito... Pedra del Coyote Tb tinha um grupo de americaninhos em seu aninho sabático fazendo merda por lá e isso me irritou um pouco... vai ver eu tô velha demais pra ver adolescente fazendo babaquice, kkkk! Durante a tarde e depois que voltamos gastamos entre comida e bebida no mercado mais 12.250 pesos. Eu comprava coisas em locais variados, bebidas na única loja de bebidas, e comidas onde já tinha visto o que era mais barato... vale entrar em tudo e ir olhando. Jantamos qualquer coisa em casa mesmo! Gastos do dia (em pesos chilenos): Combustível: 11.000,00 Comida: 23.950,00 Entradas: 13.500,00 Foto despedida do dia: Licancabur rosa! CONTINUA
  17. 1 ponto
    DIA 8 - 13 DE JULHO, SÁBADO: O dia das estradas mais lindas! SSJ > SPA, 473km, 7h Ansiosíssimos, saímos às 7h40 de casa rumo ao Atacama! Pegamos uma garoa leve e uma forte neblina no começo da nossa viagem (Ruta 9), que logo foi dissipando. Chuva e neblina pra começar! Já tínhamos passado outras vezes por este trecho. O caminho era Ruta 9 até Purmamarca e depois Ruta 52 até a fronteira. Até Purmamarca já conhecíamos, depois disso foi surpresa atrás de surpresa! E não tem mais polícia. Nem sinal de celular, nem gente, nem civilização, rs. Já esperávamos pelas Salinas Grandes e Cuesta Lipan, mas a beleza da estrada vai muito além! Talvez pela minha formação acadêmica e amor profundo pela geologia, todos aqueles paredões coloridos, vegetações e animais me contavam histórias que eu só estudei em teoria, então eu era puro fascínio. Em minha opinião, a estrada mais bonita que já tive o privilégio de cruzar! Eu não canso nunca de tanta beleza! Nem queria mesmo! Cuesta Lipan! SEN-SA-CI-O-NAL Em um ponto da estrada, atravessando as Salinas Grandes, tem uma estrutura permanente de turismo. Não paramos pq queríamos chegar em SPA mais cedo, deixamos pra volta! E a estrada segue magnífica cheia de Lhamas e Vicunhas! Ainda na Argentina, Salinas Grandes! Grandes mesmo! Vicunhaaaa! Milhões de lhamas nas estradas! Uma forma fácil para diferenciar estes bichinhos: a vicunha e o guanaco são animais selvagens e bem parecidos entre si, bem esguios, mas é mais comum encontrar as vicunhas, que é a menor das 4 espécies. A Lhama e a alpaca são domesticadas, e vc vai ver kilos de lhamas com aquela sua carinha típica! A Alpaca não vi por lá, elas são muito comuns (criadas) no Peru e Bolívia por causa do seu pelo maravilhoso! Ela parece um urso de tão peluda, rs. E falando em bichinhos, tb tem muito burro e outros animais perambulando pelas estradas. Além do puta estrago e perigo que oferecem a vc e seu carro, a casa é deles... devagar gentes! Depois de muita maravilha (eu já não lembro a ordem), além de um monolito indicando a altitude local, vc vai passar por Susques, uma cidadinha tb parada no tempo. Tem um único posto de combustível, o Pastos Chicos, que parece coisa de cinema, rs! Pegamos pouquíssimo movimento na estrada, então a sensação de estarmos sozinhos no mundo era bem doida! Para o alto e além! Como disse o Gui: foi pra abastecer num posto desses que eu virei uma máquina de dirigir, kk! Esta é sua última oportunidade de abastecer antes da fronteira, e como a gente não sabia bem se na fronteira teria combustível, completamos (1000 pesos, 53,80 por L – a mais cara da viagem). A gente chegou a entrar no restaurante que tinha lá. Pagamos pra usar o banheiro (10 pesos cada) e tínhamos a ilusão de que poderíamos comer alguma coisa, hahahauaha, mas não tinha nada além de gatos, cheiro estranho, muitas bitucas de cigarro e uma senhora combinando com tudo isso! Seguimos comendo as porcarias do carro, kk! E finalmente: FRONTEIRA! Paso de Jama! Paso de Jama! Estava com pouca gente, mas foi meio confuso achar onde ir. Depois tudo certo, vc vai passando por uma sequência de guichês que vão te tirando da Argentina e te colocando no Chile, rs. Carimba saída da Argentina, entrada no Chile, cadastra o carro e o condutor, te dão uma autorização pra dirigir, papeizinhos de entrada, vc preenche formulários dizendo o que tá levando, o carro é revistado, enfim! Foi uns 40 minutos até podermos seguir. Vale a pena destacar: a) Mesmo com passaporte te dão uns recibos de entrada. GUARDE, pq sem eles vc não sai. b) Essa autorização que te dão pra dirigir GUARDE, sem ela vc não sai. c) Formulário e revista fitossanitária: já ouviu falar que são chatos né? São mesmo. O país deles é um tripa entre mar e montanha e qualquer pequeno bichinho/plantinha pode destruir a economia deles. Já evite levar qualquer coisa que possa te complicar: qualquer coisa in natura, derivados de mel, leite e carne e por aí vai. E caso tenha dúvida, preencha no formulário que leva algo que não pode, aí eles vão vistoriar e retirar sem risco de multa. Se vc declarar que não tem e tiver leva bronca e multa. Conversando com a moça enquanto eu preenchia o papel eu disse que tinha comida no carro, mas tinha dúvida se alguma era proibida. Disse que tinha chá de coca industrializado, caramelo de coca e amendoim (além de bolachas e outras coisas que sabia que não seriam problema), que era o que me gerava dúvida. Ela mesma me orientou a preencher que tinha “orgânico” e no fim das contas não confiscou nada. Na fronteira tb tem banheiro e atendimento médico, afinal a gente passa por 4.800msnm e a fronteira está em 4.200 mais ou menos. Mas estávamos bem tranquilos. ADELANTE, estávamos no Chile, a Ruta 27 nos levaria até SPA. "Você coleciona alguma coisa?" Sim, placas! MUITO gelo na estrada, muito rio congelado, cenário lindo! A Ruta 27 cruza a Reserva Nacional dos Flamingos e diversos salares, entre eles o famoso Salar de Tara, Monges La Pacana entre outros, então a estrada já faz parte do passeio! Rio congelado! Muita neve na beira da pista! Amado Salar e Laguna de Tara! Salar e Laguna de Tara! Salar e Laguna de Tara! Verdinho aqui! Passado um tempinho, tudo que vc subiu agora vc vai descer. VERTIGINOSAMENTE, rs. Tem um escape de brita pra veículo sem freio a cada 700m. CUIDADO pra não fritar seus freios. O carro embala em terceira! E da série “coisas curiosas sobre a altitude” (a gente já tinha flagrado tudo isso na Argentina): 1 – Refri ruim: em altitudes elevadas os refrigerantes ficam com um gosto mega estranho e o gás sai todo de uma vez. Tenho teorias sobre o assunto mas não tenho certeza então melhor ficar quieta. kk 2 – As garrafas pet: vc vai tomando água loucamente, LOUCAMENTE e então, na volta pra casa (quando a altitude está diminuindo), suas garrafas (vazias) começam a se retorcer dentro do carro como se alguém as tivesse apertando. Parecia pedra batendo na lataria e até descobrirmos que as garrafas estavam tendo um infarto a gente achou que tinha duende jogando pedra no carro. Essa tá fácil. A garrafa se encheu de “ar rarefeito” lá no alto, que cria pressão negativa quando descemos... a pressão atmosférica maior fora do que dentro da garrafa amassa ela inteira. Garrafa 4.500msnm x garrafa 2.500msnm 3 – Os sacos de chips inflam e estouram: eles já tinham inchado antes, mas o primeiro que estourou quase nos fez bater o carro, hahahaha! Vc sai com ele “do baixo” e dentro dele o ar está compatível com a pressão em que foi envazado. Conforme vc sobe ele vai inflando, pois a pressão atmosférica de fora do chips está bem menor que a interna! O ar quer sair... BOOOM! Chips pré-estouro (o amarelo de baixo estourou na Bolívia dias depois). 4 – Digestão lenta: esta é mais difícil de perceber talvez, mas reparem que sentimos menos fome em altitude. O que vc comeu no café da manhã vai ficar na sua barriga por bastante tempo... reparei isso logo de cara pq sou diabética e a digestão quase inexistente pela manhã me levada a hipoglicemias severas no início do dia (queda de açúcar no sangue), pois eu tomava insulina mas não tinha glicose no sangue... aí eu tomava kilos de líquidos ricos em açúcar e no fim do dia tinha o efeito contrário... quando tudo fazia digestão de uma vez a taxa de açúcar aumentava um monte (hiperglicemia). Percebi isso bem rápido e ajustei meu tratamento. Passado o momento ciência, hahahauaha, chegamos! Chegamos em SPA! O Atacama não é só o deserto mais árido e alto do mundo, é de outro mundo. SPA: uma cidade perdida na areia cheia de gente do mundo todo atrás de aventura! Era bom estar ali. Mas não vou colocar fotos de SPA pq já abusei de fotos neste post, rs! O programa do dia, além da lenta passagem já relatada acima, era chegar, largar malas e reconhecer a vizinhança, vulgo comer, trocar dinheiro e ajeitar o que ainda estava pendente, então vamos por partes: Largando malas: encontramos nossa anfitrião (gente fina) que nos explicou o funcionamento das coisas (internet etc) e só deixamos as malas mesmo. Como já disse lá no começo, foi um quarto triplo bem simples e banheiro privativo com acesso a cozinha compartilhada com mais um quarto. Reconhecer a vizinhança: saímos a pé rumo ao “centro”, que são as imediações das Calles Toconao, Tocopilla e Caracoles. Algumas ruas têm pavimentação em um tipo de paver, mas a maioria é de areia. Trocando dinheiros: eu tinha 670 dólares comprados a 3,85 e 700 dólares comprados a 4,23, portanto média cada dólar meu valia 4,05. A melhor cotação de SPA (que encontrei, não procurei todas, rs) estava pagando 680 pesos chilenos no dólar e 160 pesos no real. Eu ia trocar apenas 570 dólares pra começar (#projetoafrica kkk) então a conta foi: 570 dólares x 680 pesos: 387.600,00 pesos chilenos. Esta quantidade de dólares me custou 2.308,5 reais. Se fosse comprar pesos com reais, 2.308 reais compraria apenas 369.280,00, portanto tava super valendo a pena, para mim, considerando os preços que paguei no dólar, comprar peso com dólar. É quase sempre assim no deserto, mas verifique na data da sua viagem. E para efeito prático de conversão eu dividia os preços em peso chileno por 160 pra saber os valores em reais. E tenha em mente: ATACAMA É CARO PRA CARALHO! Agências: Os tours guiados, mesmo nas agências mais baratas, são caros! Mas tem pra todo bolso, gosto e tipo. Nós decidimos antecipadamente que queríamos fazer 2 tours guiados (Geiseres e Lagunas Escondidas de Baltinache), no último dia, para descansar do volante, para ter a experiência dos guiados, pq eu queria obter mais explicações nos Geiseres e pq me disseram que estrada até as Lagunas Escondidas estava péssima. E eu tinha um dia livre pra decidir o que fazer ainda! Acabei recebendo muita indicação da agência FlaviaBia, mas fala sério, não era pra mim. Pode ser o Ó de boa, mas os preços chegavam a ser o dobro das outras, bem distantes do meu orçamento mochileiro. Depois de muita peneira fiquei entre 3 pra fazer os guiados: Araya, a mais cara (das minhas) e super bem recomendada, 123 Andes, muito bem avaliada, famosa aqui no mochileiros e intermediária com relação a preços, e Atacama Trips, a mais barata, e que segui de perto pelo Insta e achei bacana pelas trocas de mensagens e e-mails. Faltando um mês pra nossa trip a 123 Andes fez uma promoção (eu tb seguia eles no insta), concedendo 30% de desconto para reservas com no mínimo 90 dias de antecedência, mas acabaram fechando pra mim faltando só uns 30 dias (acho que fecham pra qualquer data na verdade, rs). Apesar dos kilos de conselhos, que endosso, de não fechar os passeios antecipadamente, paguei pra ir com eles antecipadamente pela facilidade de pagar em real por transferência bancária sem ter que ficar me preocupando com câmbio. Em peso os dois passeios ficaram 50.000,00 por pessoa, fazendo todas aquelas contas de câmbio mencionadas acima. Na prática paguei 932,00 reais para nós 3. PORTANTO, embora eu tenha visto muita propaganda de agência por lá, com várias oferecendo “pacotes” de 2-3 passeios por 40.000 pesos, não vou saber indicar preços exatos, pois pesquisei só estes 2. Então especialmente se vc vai fazer vários passeios, deixe pra fechar lá! Os preços tabelados que eles divulgam em sites e e-mails são facilmente negociados! Ainda mais em grupo ou contratando vários tours. Voilá, passei na agência só pra dizer que tinha chegado e conformar meus passeios dia 18 de julho. Tudo certo, bora bater perna! E começa o espanto: gastamos 2.250,00 pesos (~14 reais) em meia dúzia de porcaria na padaria, 3.800,00 (~23 reais) em uma garrafa de vinho e uma cerveja, 4.450 (~28 reais) num mercado comprando coisas pro café da manhã do dia seguinte, e 10.800,00 em 3 sanduíches de janta e incríveis 6.000,00 em 3 sorvetes na famosa (e meia boca na minha opinião) Heladeria Babalu. Pedimos antes de ver o preço, hahahauaha! Quem converte não se diverte mas olhe... QUE FODA! Partiu dormir né? Hahaha Gastos do dia Em pesos argentinos: Combustível: 1000,00 Compras: 30,00 Em pesos chilenos: Alimentação: 27.300,00 Câmbio: 570 dólares x 680 pesos: 387.600,00 pesos chilenos Mas vou finalizar este post com uma foto que faz tudo tudo tudo valer a pena quando vc pega a estrada! Licancabur, SEU LINDO. CONTINUA
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    E outro detalhe, você tem que ter um cartão de crédito com um limite bem generoso, pois toda vez que você aluga um carro, a locadora bloqueia uns 1.300 euros (R$ 6.000) de caução, como garantia pelo carro. Se você devolver ele sem danos, eles liberam o valor bloqueado sem cobrar nada, mas se tiver algum dano, eles descontam desta caução. O problema, é que as vezes leva até 10 ou 30 dias para o valor ser liberado no limite do cartão, e se o seu cartão não tiver um limite generoso, ou se você já ter gasto um monte de coisas no cartão, pode acontecer de quando for alugar o segundo ou terceiro carro, não tenha mais limite disponível para a caução, e a locação seja negada. A caução é a parte do custo da locação, seguro, cadeirinha, etc, então ao pegar o carro, alem dos custos normais (aluguel, taxas, seguros, cadeirinha, etc) tem este valor da caução, que podem comer facilmente todo o limite do seu cartão de crédito. Então sempre tem que ficar atento a este detalhe quando você vai alugar dois ou mais carros numa mesma viagem, se o limite do cartão for baixo, você pode ter problemas no pagamento da caução do segundo ou terceiro carro e não conseguir alugar, pois a caução é paga somente com cartão de crédito.
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    Mesmo que acabe desistindo de Rothenburg ob der Tauber por causa de toda a complicação ou por faltar tempo, eu pensaria seriamente fazer uma parada em Nürnberg na ida de Berlin para Munich. Algo como pegar o trem das 07:30 em Berlin, chegar em Nürnberg lá pelas 11:00, deixar a bagagem no guarda-volumes, sair para passear pela cidade, e lá pelas 19:00, ou quando você estiver cansado, voltar a estação de trem, retirar a bagagem e pegar um regional para Munich, chegando em Munich lá pelas 21:00
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    Bom Dia Turma Estou querendo formar uma viagem para Argentina em Setembro ou Outubro de 2019. Estou sozinho nessa, gostaria de companhia. Quem tiver interesse, chama. WhatsApp (87) 98844-5442
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    3º dia (06/05) Acordamos às 07h00, tomamos café (pão, manteiga, geleia, chá e café), escovei os dentes, me troquei e partimos às 07h30. Como ainda era cedo o frio era presente, mas no decorrer do dia, a sensação é bem melhor rs Iniciamos o tour pelo deserto de tiguana, mas só passamos por ele, mas as imagens são lindas, em seguida paramos para tirar umas fotos na linha do trem, inclusive é a imagem de capa do relato Foto da câmera da Fran, a mulher tira fotos bem viu rs O motorista informou que estava subindo cada vez mais, cerca de 3.800 mts, e realmente a pressão na cabeça era maior, mas sem problemas. Passamos por um vulcão (não me lembro o nome), mas era show. E seguimos para laguna cañapa, onde tinham alguns flamingos, muito bonito, tiramos algumas fotos e seguimos viagem. Fotos da SJCAM: Chegamos até a laguna hedionda, é ali do lado rs, o cheiro não era tão agradável, mas a visão era, e muito! E ali com aquela visão nós paramos para almoçar, e voltei a não acreditar que estava na Bolívia, almoçamos com gringos, tendo em vista uma laguna daquelas. Almoço: Frango, cenoura, batata, macarrão, maça, água e coca. Foto da SJCAM: Foto da câmera da Fran: Após o almoço, ficamos sabendo que o pai do Jamie, não estava muito bem, estava no hospital e tudo. Essas coisas são bem complicadas, tristes de todas formas, eu havia conhecido aquelas pessoas não faziam nem 48hs, mas ao saber daquela notícia, o sentimento é de tristeza, a empatia novamente é colocada em prática, são amigos de viagens, queremos o bem de todos, a alegria das pessoas. Ali o Jamie não podia fazer muito, mas tomou cuidados para retornar mais cedo pra casa. Continuamos a viagem Saimos às 13h08 e chegamos no deserto de Siloli, onde tem umas pedras bem legais, uma inclusive que parece uma árvore. De lá, fomos para a esperada Laguna Colorada, lá o ingresso é a parte, e para quem curte tem carimbo para o passaporte A Laguna é bem bonita, os gringos não quiseram ficar muito, Jamie ainda estava bem triste, então foram para o hostel, mas eu Fran e Rafael, ficamos curtindo a vista, tirando umas fotos, e eu passando frio kkkkkkkkkkkkkkkk que frio dos diabos hahahahahahah eu só estava com uma camiseta e uma blusa, e a tarde caindo, e o frio aumentando hahahahah mas o lugar é muito show mesmo! O hostel ficava perto, então voltamos andando no maior barato, afinal, mochileiro é assim, não pode ver uma trilha que já quer andar hehehehe Fotos da SJCAM: Chegamos no hostel às 17h00, tomamos chá com bolachas, e mais tarde, às 20h jantamos (sopa + pão + macarrão e ainda ganhamos uma garrafa de vinho). Então tomei aquele banho de lenço umidecido, por causa do frio rsrs, e já coloquei a roupa do dia seguinte para dormir, as cobertas resistiram bem, mas o que sobra pra fora tipo a cabeça, haha fica gelada rs. Gastos do dia: $ 150,00 bols
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    A empresa pode até 'existir' na rede, mas desconfie.... Você pode até arriscar, mas eu jamais confiaria em uma empresa que figura com várias reclamações no "Reclame Aqui" e o pior.. não responde a nenhuma das reclamações. Outro ponto muito importante a ser levado em consideração..... as reclamações são todas recentes, ou seja, como bem sinalizou o Lobo Solitário, sintoma claro de cilada, heim Bino! rsss
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    Trekking realizado em junho de 2019, em 08 dias, percorrendo aproximadamente 170 km de distância e desnível de 8.000 m. O Tour du Mont Blanc ou TMB é uma das caminhadas de longa distância mais populares da Europa. Ele circunda o maciço do Mont Blanc e passa por Suíça, Itália e França. Devido ao período, final da primavera, ainda havia muita neve nos trechos de alta montanha. Roteiro: Dia 1: Les Houches até Les Contamines Dia 2: Les Contamines até Les Chapieux Dia 3: Les Chapieux até Courmayeur Dia 4: Courmayeur até Refúgio Elena Dia 5: Refúgio Elena até La Fouly Dia 6: La Fouly até Trient Dia 7: Trient até Argentiére Dia 8: Argentiére até Chamonix Album com as Fotos: https://photos.app.goo.gl/1pWUjkrqeEefXvit6 Vídeo Resumo: https://photos.app.goo.gl/a6sU7QruScaged5W9 Custo do TMB: Chamonix - Chamonix (8 dias) Hospedagem: 112 euros Alimentação: 80 euros Diversos: 40 euros (chocolates, bebidas, algum item de higiene, etc.) Total: 232 euros Média: 29 euros/dia (detalhamento no texto do relato) Entrada na Europa por Portugal, Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A partir de Lisboa, vôo direto para Milão, na Itália. De Milão, ônibus para Chamonix-Mont Blanc, charmosa cidadezinha de 10 mil habitantes, localizada nos Alpes Franceses, perto da tríplice fronteira com a Itália e a Suíça, e ponto de partida e chegada do TMB. As refeições durante o trekking consistiram, basicamente, de comida de acampamento, práticas e com cardápio enxuto, como massas, arroz pré-cozido, salsichas e linguiças curadas, sopas, queijo regionais, entre outras. Não poderia faltar a torta de mirtilo selvagem, típica da região. No trajeto, há algumas feiras e propriedades que vendem produtos típicos, como queijos, embutidos e doces. As cidades de reabastecimento são Chamonix, Courmayeur e Argéntère, que possuem comércio mais estruturado, dispondo de supermecados com variedade de produtos. Nos dias de trekking, o pernoite foi em barraca, quando havia camping disponível, refúgio de montanha ou alojamento em vilas e aldeias, priorizando as instalações públicas, que eram bem estruturadas. O primeiro dia do TMB iniciou-se em Les Houches, pequena vila localizada próxima a Chamonix, e teve como destino Les Contamines-Montjoie, outra charmosa vila, com 1.100 habitantes, cuja origem remonta à época medieval. Com aproximadamente 3.500 habitantes, Les Houches é conhecida por ser uma importante estância alpina, centro de esqui e base de montanhismo no Maciço do Mont Blanc, pois dispõe de um teleférico que transporta os alpinistas até próximo do acampamento base, para escalada do Mont Blanc e outro picos próximos. Neste dia o trajeto segue por pequenas vilas e aldeias, como Le Ouy (foto ao lado) e Les Maisons (foto página anterior), até a cidade de Les Contamines (foto acima). O destaque são as várias perspectivas das montanhas e o bucolismo dos pequenos povoados. No segundo dia, o caminho teve como destino a pacata aldeia de Les Chapieux, seguindo por uma subida até o Col de La Croix du Bonhomme (2.500m) que, no final da primavera, ainda estava tomado pela neve. No Col há um abrigo de emergência para alpinistas. Les Chapieux é uma pequena aldeia rodeada por colinas íngremes e habitada por criadores de cabras, ovelhas e vacas. No inverno, é cortado pela neve, mas na primavera torna-se um destino para os turistas de esqui. No verão é uma parada essencial no Tour du Mont Blanc, pois está localizada na parte mais remota do trajeto. Obs: Col é um passo de montanha, ou seja, local de transposição entre duas montanhas. A partir do campingo estágio seis do TMB, que segue do Refúgio Elena até a Vila de La Fouly. Um percurso relativamente pequeno de 15km, mas as condições do clima e a travessia de campos de neve tornaram o trecho difícil. A etapa marca a passagem para os dois dias na Suíça. O Col da fronteira é o Grand Col Ferret (2.537m). Depois de cruzar o Col, o caminho segue pelo vale percorrendo aldeias e vilas, até finalizar no pequena aldeia de La Fouly, localizada no vale de Ferret suíço, com paisagens alpinas e cercada por picos. O sexto dia também foi uma etapa dupla, abrangendo os estágios 7 e 8 do TMB. A trilha inicia em La Fouly, passa por Champex-Lac, finalizando em Trient, vila suíça próxima à fronteira com a França. A distância percorrida é de 33 km e ganho de altitude de 1.200m. A aldeia de Champex, destino de férias, está à beira de um lago de montanha e é ponto de partida para muitas caminhadas alpinas. Trient é uma pequena vila suíça com uma população inferior a 500 pessoas, localizada no extremo norte do maciço do Mont Blanc. Cercado por locais de escalada, é um ponto de iniciação até os níveis mais altos de dificuldade. O Estágio 9 do TMB, correspondente ao sétimo dia de trekking, retorna à França. Começa no camping público de Le Peuty, aldeia localizada próxima a Trient, ainda na Suíça, e segue até a vila de Argentière, já na França. O percurso percorre 15 km, com 1.100m de ganho de altitude, cruzando o Col de Balme que divide dos dois países. Argentière é uma vila a 8 km ao norte de Chamonix, a uma altitude de cerca de 1.250 metros. Possui arquitectura tradicional, igreja barroca e capela do século 19, e uma incrível no sopé da impressionante Geleira Argentière e picos importantes, como o Aiguille Verte. O trajeto segue por paisagens alpinas, e passa por aldeias e refúgios de montanha, e foi marcado por muita neve nas encostas. O dia contemplo o estágio 10 do TMB, que se inicia em Argentière e leva à encosta acima do vale de Chamonix, através da reserva natural de Arquilles Rouges. Há uma seção de escadas (via ferrata) em terreno rochoso e bem íngreme. A trilha passa pelo Lac Blanc (2.352m), lago encravado no meio das montanhas que, ao final da primavera, ainda estava parcialmente congelado. Próximo ao lago, localiza-se o Refúgio La Blanc, alternativa para pernoite. Depois de Lac Blanc, o caminho desce serpenteando a encosta da montanha até a estação de ski La Flégère, e depois seguindo pela floresta até a cidade de Chamonix. Esse estágio apresenta trechos íngremes na encosta da montanha, ao mesmo tempo que permite vistas sensacionais do maciço do Mont Blanc, especialmente do Glaciar Mar de Glace. Complemento 1 Complemento do relato com algumas informações práticas sobre transporte, hospedagem e alimentação, com dicas e valores da viagem que fiz pela europa entre 31/05/2019 e 23/06/2019. Obs: Foram 22 dias na europa, fora os dias de chegada e partida. Na região de Vêneto, na Itália, foram 7 dias. Em Chamonix, foram 15 dias, onde tive oportunidade de realizar dois trekkings: O Tour do Mont Blanc (8 dias), tratado neste relato, e a Travessia dos Alpes (4 dias), que, ainda pretendo relatar, pois foi um trekking sensacional (Para se ter uma ideia, no TMB, o trekking é realizado em volta do maciço do Mont Blanc. Já na Travessia dos Alpes, o trekking é sobre o Maciço, em altitudes de 2.000 a 4.000 metros. Uma viagem à europa pode ser cara ou de baixo custo, econômica ou super econômica. Geralmente opto pela última. Durante o TMB, o custo médio diário incluindo tudo, até extras, ficou em 29 euros. Então, pode ser uma viagem acessível a muitos. O essencial é conseguir uma boa emissão dos bilhetes internacionais e administrar bem os gastos durante a viagem. Seguem algumas informações. Transporte: Vôo internacional: há algumas promoções de passagens para europa, mas geralmente custam entre 450 a 600 euros. Minhas emissões para europas foram sempre com milhas/pontos, então já tenho de partida uma economia boa. A Alitalia tem boas emissões pelo Smiles e costuma ter uma tarifa paga também com preços bons. A dica é não se restringir ao site das empresas, procurar em agências e em vários aplicativos, especialmente aqueles internacionais. Muitas vezes, as companhias têm campanhas específicas para uma agência ou aplicativo específicos. Já tive experiência de comprar por aplicativo em valor muito menor que no site da empresa. Transporte na Europa Entrei por Lisboa e consegui uma ótima tarifa pela Ryanair para Milão (na verdade foi para Bergamo, onde fica um dos aeroporto que atende Milão), em torno de 40 euros. De Bergamo, ônibus para Mestre, cidade próxima a Veneza, onde estabeleci base em um dos vários hostels, e conheci bem a região durante uma semana (Veneza, Trento, Pádova, etc.). A parte terrestre foi de ônibus e trem. Na Itália, os trens funcionam muito bem é é bem fácil comprar passagem, seja pela internet, APP ou diretamente nas estações (máquina de auto-atendimento ou guichê). O preço que costuma não ser muito em conta. A conclusão que cheguei é que para deslocamentos curtos, de até uma hora, o preço do trem é praticamente o mesmo do ônibus. Pára descolamento superiores a duas horas, o ônibus costuma ser mais em conta, principalmente se a compra for com antecedência. Para deslocamento em ônibus, usei exclusivamente a FlixBus, pois tem preços muito bons para compras com antecedência, permite cancelar a passagem a qualquer momento, retornando o crédito, e possui um APP muito prático. Bérgamo - Veneza (Mestre), 5 euros (percurso de 3 horas) e Veneza (Mestre) - Chamonix, 11 euros com percurso de 6,5h. Em Chamonix o transporte público funciona bem. Há mapa disponível e horários dos ônibus em todas as paradas. O transporte no centro é gratuito, que dizer, já está incluído na taxa de turismo que é paga junto com a hospedagem. O transporte que abrange o vale de Chamonix custa 3 euros e vale para o dia todos, ou seja, pode pegar o ônibus quantas vezes precisar. O pagamento é feito ao próprio motorista, que fornece um cartãozinho verde. Pronto vale para o dia todo, basta apresentar no próximo ônibus. Hospedagem: Em Veneza/Mestre, fiquei no Hostel AO Hotel Venezia Mestre 2, uma rede alemã, com preços bem competitivos. Paguei aproximadamente 10 euros a noite em quarto quádruplo com banheiro dentro do quarto. Um dos melhores que já fiquei, limpeza excelente, perto de tudo em Mestre, instalações novas e modernas, tomadas e iluminação na cama, suportes, etc. Os únicos pontos negativos e que é sempre lotado e não possui cozinha para preparar refeições, mas tem um ampla área com mesas e sofás, interna e externa. Sempre há espaço para sentar, comer ou ficar. Em Chamonix não há muitos hostels e os preços dos hotéis não são baratos. Fiquei em dois hostels (não sei se há outros): Chamonix Lodge: Hostel muito bom, área externa com mesas, rede e almofadas. Possui cozinha bem equipada para preparação de refeições e fornece café da manhã básico, ficando os itens disponíveis durante o dia (pão, manteiga, geléia, leite, café e chá). Quarto quádruplo. Os banheiros não muito bons (pequenos e com pouca ventilação). São de uso coletivo fora do quarto. O ponto forte é a equipe, sempre atenciosa e a vista das montanhas próximas. Muito concorrido! Paguei 22 euros a diária, mas é difícil achar disponibilidade com esse valor. Geralmente, está entre 30 e 40 euros. Fleur des Neiges: Hostel com pegada mais de hotel. São somente 2 quartos mistos coletivos com dez camas cada. Os quartos são grandes e arejados, e as camas ficam sempre dispostas na parede, o que facilita muito a circulação. Tem um também um quarto feminino com 6 camas, mas bem apertado. O café da manhã é cobrado a parte e não compensa os 10 euros pelo que oferece. A limpeza é boa, o proprietário é atencioso, as vistas também são ótimas. Possui sala de refeição com mesas e cadeiras. Área externa e banheiros deixam a desejar. Não possui cozinha para uso coletivo. Preparei as refeições em algumas mesas que há na área externa. O valor da diária foi de 20 euros. Hospedagem durante o TMB: Dia 1: Les Contamines - Camping le Pontet, localizado no Leisure Park Patrice Dominguez, 30 min de caminhada na direção da rota. Estrutura muito boa, com banheiros, lavanderia, restaurante e lanchonete, mas sem internet. Valor: 12 euros. Dia 2: Les Chapeaux - Aire Naturelle de camping, espaço público de camping dispondo somente de sanitários e lavatório, bastante conservados e limpos. As vistas das montanhas são excelentes. Valor: Gratuito. Dia 3: Courmayeur - Pousada Venezia, que dispõe de quartos individuais ou duplos e banheiro externo (muito conservado e limpo). Instalações antigas mas conservadas e limpas. Embora seja reconhecidamente o alojamento mais econômico de Courmayeur, foi o mais caro da viagem toda. Inclui café da manhã bem simples. Valor: 40 euros (Chorados, era 44). Dia 4: Refúgio Elena: O pernoite foi na sala invernal do refúgio, que dispõe somente de colchões, algumas cobertas e uma mesa com cadeiras. Não há banheiros ou lavatório. Como fui na pré-temporada, o refúgio ainda estava fechado. Funcionava somente a sala invernal, que é de uso público enquanto o refúgio não abre (inverno e primavera). Valor: Gratuito. Dica de trekking: Na frança e Itália existem muitos refúgios de montanha e a maioria conta com sala invernal, que é geralmente gratuita e funciona fora da temporada de verão. Portanto, fazer trekking na primavera pode ser bem econômico. No site da Fédération Française des Clubs Alpins et de Montagne tem informações sobre todos os refúgios e se conta com sala invernal. Dia 5: La Fouly: Camping Glaciers, localizado bem próximo à vila. Estrutura muito boa e conservada, com banheiros, lavanderia, pias de cozinha, etc. Água quente em todas as torneiras e internet disponível em todo o camping. As vistas do glaciar são simplesmente espetaculares. Valor: 18 euros. Dia 6: Trient: Camping público localizado na aldeia Le Peuty, próxima da Trient, na direção da rota. Área de camping muito boa, com espaço coberto para cozinhar e comer e banheiros conservados e limpos. As vistas também são ótimas. Valor: Gratuito. Dia 7: Argentière: Chamonix Lodge (já descrito acima), localizado em Chamonix, que fica 8 km de Argentière. Há transporte público fácil. Valor: 22 euros. Dia 8: Chamonix: Fleur des Neiges (já descrito acima). Valor 20 euros. Alimentação: Fiquei 22 dias na europa. Fui em restaurante somente uma única vez, pois havia um menu com preço muito bom (9 euros, uma deliciosa massa em Pádova, acompanhada de salada e sobremesa). Outra vez fui ao Mcdonald's, quando cheguei em Chamonix. Foi de noite e não havia supermercado aberto. Fui no combo mais barato - 6 euros. Como havia levado equipamento de camping (incluindo kit cozinha), praticamente cozinhei em todos os dias, com exceção do período que passei em Mestre, onde pegava comida em um ótimo supermercado localizado próximo ao hostel - Super Interspar. Geralmente ficava em 5 a 7 euros, por refeição + bebida. A rotina em Chamonix era ir aos supermercado, escolher os mantimentos, geralmente uma massa, molho, uma carne na forma de hamburguer, linguiça ou outra proteína. Gostei muito do arroz pré-cozido que tem por lá.. Era só aquecer com três colheres de água (no microondas ou panela), que ficava muito bom. Geralmente gastava 8 a 10 euros por dia com as compras (comida + bebida) Alimentação durante o TMB: Cozinhei em todos os dias. Como há cidades e vilas no caminho, não há dificuldade para o abastecimento. Na suíça os preços são maiores que na Itália e França. Agora, se quiser chocolate suíço, os melhores preços são mesmo na suíça. Por exemplo, o mesmo chocolate em Chamonix custava quase o dobro que na Suíça (Durante o TMB, supermercado em La Fouly). Em Les Contamines, Courmayeur, La Fouly, Argentière e Chamonix há supermercados disponíveis. Obviamente, que em Chamonix e Courmayeur são vários. Nos demais lugares, somente um ou dois. Atenção para o horário de funcionamento. Por exemplo, em La Fouly fecha às 18h. Em Les Chapeaux, existe somente um comércio com poucos produtos, mas com vários tipos de queijos e embutidos da região. Os preços são bons e compensa experimentar. Comprei 3 euros de queijo e foi um pedaço bem grande, que deu para dois dias. Tem também dois restaurantes na vila. No refúgio Elena e Le Peut, não há comércio estruturado. Portanto, deve-se levar os mantimentos. Em Le Peut há um restaurante. Custo do TMB: Chamonix - Chamonix (8 dias) Hospedagem: 112 euros Alimentação: 80 euros Diversos: 40 euros (chocolates, bebidas, algum item de higiene, etc.) Total: 232 euros Média: 29 euros
  24. 1 ponto
    https://rotasetrips.blogspot.com/2019/07/taim-o-pantanal-rio-grandense-praia-da.html A reserva do Taim ou Estação Ecológica do Taim, é uma das maravilhas naturais do Rio Grande do Sul, uma região repleta de banhados e alagados, que abriga uma rica variedade de especieis animais, como jacarés, capivaras e pássaros diversos, com uma área de mais de 100 km quadrados, localizada parte na cidade de Rio Grande e outra parte em Sana Vitória do Palmar. Mas não vá se animando muito, pois a visitação é proibida, o que da pra ver são os animais da estrada, principalmente no mirante na BR 471, mas existem trilhas, que podem ser feitas através de agendamento. As trilhas são a Trilha da Figueira, Trilha da Capilha, Trilha da Nicola, Trilha do Tigre Preto e Trilha das Flores, e a sede fica no km 537 da BR-471, 100 km (Instituto Chico Mendes, 3503-3151, 2ª/6ª 8h30/12h e 13h30/18h). Enfim... voltemos a nossa experiência no Taim, saímos de Pelotas as 8 horas de um domingo ensolarado, 23.06.2019, rumo ao Taim, mais ou menos uns 100 km de estradas boas, mas pedágio caro pegamos uns 2 a R$ 12,30 cada. 1ª Parada: Praia da Capilha: A uns 2 km da rodovia, chegamos a praia. Lugar deserto as 09 horas da manhã, com um vasto areal, e a lagoa Mirim, um cenário um tanto insólito. Lindo e isolado, excelente para fotos. Me aventurei a percorrer de automóvel suas areias, louco de medo que o carro atolasse, mas a recompensa foi fotografar alguns barquinhos que lá estavam ancorados. Logo avistei a "Capilha", as ruínas da capela que da nome ao lugar, construída em 1785, sendo chamada pelos espanhóis "Capela de São Pedro". A capelinha é um cenário excelente para belas fotos. Depois mais uma caminhada por aquele lindo lugar, com o vento no rosto, admirando aquela imensidão, com apenas algumas aves a nos acompanhar. Realmente vale a pena a trilha, para uma gostosa caminhada e ótimos registros fotográficos. 2ª Parada: Reserva do Taim: Saindo da Capilha, seguimos rumo a sede da reserva para informações, mas estava fechada. ok...ok... Segue o jogo, fomos percorrendo a estrada, presenciando o triste espetáculo, de ver inúmeras capivaras mortas no acostamento, pois, é frequente o atropelamento dos pobres animais pelos veículos que ali passam. Apesar disso deu para admirar de longe, algumas famílias de capivaras se banhando ao sol, e até um que outro jacaré. E quantidade de capivaras no local impressiona, são muitas. O lugar é muito interessante, mas ainda restrito ao acesso do grande publico, até por ser uma reserva ambiental. Então se for visitar você tem duas opções, admirar os animais da estrada mesmo, ou se programar para fazer as tilhas. Para nos foi de bom tamanho conhecer um pouco desse tesouro gaúcho, e quem sabe um dia voltar com mais tempo para percorrer as outras trilhas. Mais Fotos: Onde Fica: BR-471, 39a - Zona Rural - Zona Rural, Rio Grande - RS
  25. 1 ponto
    Olá! Estarei dia 25/08 fico até 18/09 entre França e Itália ..como anda seus roteiros!? Se houver interesse me chama ok !
  26. 1 ponto
    Vou para a Expo-Canabis de 2019 no Uruguay e gostaria de juntar a galera. Quem quiser ajudar a organizar e juntar informações sobre o evento pode me adicionar no Whatsapp, (011) 9 7237-0100 O evento está programado para ocorrer nas datas de 06/12/2019 a 09/12/2019
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


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