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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 11-08-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    INFORMAÇÕES BÁSICAS: Olá pessoal. Estou feliz em estar de volta com um relato, que tem o intuito de contribuir para essa comunidade fantástica. Neste relato disponibilizarei todas as informações de forma detalhada sobre cada detalhe da viagem de lua de mel minha e da minha Mônica. Tentarei narrar da melhor forma possível cada momento dessa nossa viagem inesquecível. NOSSA HISTÓRIA: Segue um breve resumo: A Mônica e eu nos conhecemos por volta de maio/junho de 2017. Ela era recém admitida na empresa em que trabalho, e eu tive que, por acaso, procurá-la para resolver uma pendência de compra de uns equipamentos que estava precisando. Não sabia quem ela era... Só sei que quando a vi pela primeira vez eu fiquei num estado de estupor; fiquei absolutamente encantado com ela e imediatamente, trocando as primeiras palavras com ela, já pensei "é ela!". hehehe Mas foi somente no final daquele ano que finalmente tomei coragem de abordá-la e a chamei para jantar. Menos de uma semana depois a pedi em namoro! kkkk Hoje eu sei o quanto isso tudo a deixou assustada. Mas graças a Deus ela aceitou e resolveu nos dar uma chance. Ela ainda ficou receosa por uns bons meses... se questionando se deveria ou não se relacionar novamente com alguém (devido a experiências anteriores). Porém, ela finalmente "relaxou" por volta de junho de 2018, e realmente se permitiu. Tivemos excelentes momentos juntos ao longo daquele ano, até que fomos para Tiradentes em Outubro, ocasião em que a pedi em casamento (no dia 12/10/18): CASAR OU VIAJAR? Eis a questão... No início de 2019 começamos a cogitar a possibilidade de nos casarmos oficialmente, com direito a tudo. Então começamos a elaborar uma lista de convidados: deu mais de 200!!! 😮 E antes de realmente começarmos a fazer orçamentos de buffet, etc, colocamos na balança e vimos que gastaríamos uma grana absurda com alguel do espaço para cerimônia e festa, buffet, ornamentação, banda, etc... Milhares de reais que seriam esgotados em poucas horas, numa ocasião em que nós mesmos não iríamos usufruir da festa em si. Ou seja, já não estávamos muito animados com isso tudo. Até que a Mônica, ao conversar a respeito de tudo com sua "migles" Karine, ouviu o seguinte comentário: "não mexa com casamento, amiga. Vocês são muito modernos para isso." 😁 Foi a deixa para resolvermos realizar o nosso sonho do nosso jeito, fazendo tudo com a nossa cara: vamos nos casar apenas no civil e viajar pela Europa?! Bora!!! Ainda a "migles" Karine me deu uma ideia fantástica: bolar um casamento com a Mônica lá na viagem. Só nós dois. Nem que fosse uma simples troca de aliança, fazendo uma surpresa. Nessa altura ainda nem tinha ideia do roteiro, para onde ir, quanto tempo etc (tanto que criei um post aqui perguntando a respeito). Mas descobri algo fantástico sobre "casamento a dois": existem empresas e prestadores de serviços especializados nisso!!! Até que num blog sobre viagens, pesquisando sobre elopement wedding ... descobri o http://lajolietta.com/pt/ (uma empresa cuja equipe é de brasileiros que moram em Paris e realizam todo e qualquer tipo de evento relacionado a casamento em Paris e redondezas). Entrei em contato por e-mail, me responderam rapidamente, me deram atenção e aí iniciou a conversa com a Josi (que é quem organiza tudo daqui do Brasil). Fechei um pacote com produção da noiva (maquiagem e cabelo), cerimônia, violino, fotos e vídeo. Pronto! Um destino já estava definido: Paris. Pouco tempo depois já decidi por Amsterdam e Londres (minha cidade favorita!). Detalhe: a Mônica sabia apenas que iríamos para a Europa, e que faríamos o elopement. Ela não sabia de nenhum dos destinos que eu estava programando, não sabia de nenhum passeio. Ela só iria descobrir os destinos justamente quando chegasse lá. E uma das coisas que mais curtimos um no outro é que adoramos surpresas, e nos respeitamos para que as surpresas não sejam estragadas. Ou seja, eu podia planejar tudo em paz, tranquilo, sabendo que ela jamais iria bisbilhotar para descobrir algum destino. Assim, pude planejar cada detalhe da viagem. Cada mini-surpresa que iria surgir... 😃 Nos casamos no dia 05/07/19... Família completa. Obs.: essa é a nossa Isa (presente que veio junto com a minha Mônica) E no dia 12/07 iniciamos a nossa tão sonhada lua-de-mel, cujos detalhes virão nos posts abaixo. Observação: a nossa Isa foi para Curitiba com sua madrinha, e teve a viagem de seus sonhos na casa de seus tios. Literalmente, ela nem fazia questão de conversar com a gente, pois estava sempre se divertindo muuuuito! hehehhe
  2. 1 ponto
    Oi pessoal, Estou querendo ir para a Chapada dos Veadeiros na primeira semana de Setembro! Alguém está planejando o mesmo e quer dividir os custos de carro e guia? Bjs
  3. 1 ponto
    Oie que pena chego dia 6 em Roma
  4. 1 ponto
    Sempre começo dizendo pq desta viagem, deste destino, já que o mundo inteiro me interessa! Então vai lá: pq meus planos eram “Islândia” mas não deu ($$ - segundo ano consecutivo mudando o destino por falta de grana, rs). Pq eu li sem querer querendo um relato e depois mais um e depois mais dois, e depois todos, sobre “este destino” (compilei os relatos mais recentes neste tópico). Pq eu já queria ir. E agora estava apaixonada. Pq eu andei negligenciando a América do Sul. Pq AMAMOS natureza e paisagens. E estamos cada vez mais curtindo viagens de carro! Então por tudo isso, e pq passagens de avião estão caras demais e pq sim, decidimos partir de Londrina-PR com destino ao Atacama, no Chile, com lenta passagem pela Argentina! E rolou até Bolívia! “Noooooossa, mas que loucura, vcs vão de carro??? E ainda vão levar o filho???? Vão fazer o que num deserto??” 🤨 “[email protected], loucura pra mim é pagar 3 mil reais num celular!”🤦‍♀️ Apesar de ter bons relatos de carro pelo roteiro que me propus fazer, sempre muda alguma coisa, e tb é interessante atualizar valores e trazer informações mais recentes... e escrevo tb como forma de memória minha... o meu “livro de viagens” é aqui, rs! E em tempo, obrigada a todos que compartilharam aqui suas histórias e me fizeram sonhar além e rir muito! Roteiro Londrina > Foz do Iguaçu > Corrientes > San Salvador de Jujuy (e arredores) > San Pedro de Atacama (e arredores incluindo Bolívia, rs) > SSJ > Corrientes > Iguazu > Londrina. Em 17 dias, 6300km! Com esse tempo tem gente que vai mais longe, que vai pra Santiago, Mendoza e afins, mas gosto assim, com calma! E o mundo estará sempre lá pra gente voltar. Quem foi Até convidei um casal de amigos, mas as datas não bateram. Então fomos naquela formação original básica: Guilherme: marido e piloto; Juliana (eu): esposa, navegadora e co-pilota; e João Gui: filho (11 anos), comissário de bordo! Como De Nissan Versa 1.6 manual ano/modelo 2018/2018! Mandei pra revisão na concessionária antes de viajarmos apesar dele estar recém revisado. Como a gente sempre faz o que não deve com ele um monte de parafuso e proteção na parte debaixo do carro tinha quebrado/soltado. Tb me disseram que eu não precisava colocar nenhum fluido em nenhum lugar pra evitar congelamento, que o que estava lá era o correto, e assim fiz, mas verifique esta questão pq com o seu carro pode ser diferente. Equipamentos obrigatórios: 2 triângulos e extintor de incêndio. SÓ! (Além de cinto de segurança e estas coisas normais). Não tem cambão, mortalha e o carai... Por favor, leiam este tópico! Daqueles que dão orgulho do mochileiros.com!! Seguros obrigatórios: Carta Verde (Argentina) e Soapex (Chile). Mais detalhes abaixo. Documentos Passaportes: é bem mais prático do que levar o RG e a gente já tinha; PID: a gente já tinha, mas ninguém pediu; Carta verde: seguro argentino no nome do dono do veículo, que tem que estar dentro do carro, foi emitido gratuitamente pelo meu corretor de seguro do carro pq já estava incluído no seguro do meu carro (tem que ser impresso em papel verde, rs). Se vc não é o dono do carro tem que ter uma autorização do dono (seja da locadora ou do parente) pra dirigir o carro fora do Brasil. CARRO FINANCIADO está no seu nome e não precisa de autorização nenhuma; Soapex: seguro chileno para estrangeiros, comprado dias antes pelo site da HDI por 10,77 dólares. Na hora de comprar vc vai ter que informar o número do motor do carro, rs. Nem sabia que isso existia. Não é o chassi, é o motor. Procurei na internet onde tava o número do motor do Versa e fica no motor mesmo, kkkk. Foi só bater uma lanterninha lá e anotar! Extensão do seguro pela América do Sul (fale com seu corretor): incluso no seguro do meu carro; Seguro viagem: tive dificuldade em contratar, até pedi ajuda aqui. Eu nunca compro seguro pq uso o do cartão, mas desta vez como não compramos passagens, o cartão não oferecia. Quando comecei a cotar percebi que seguros “terrestres” quase não existiam, ou quando achava, eram super caros e se aplicavam apenas para viagens de ônibus. Depois de dar uma estudada e até falar com corretores, acabei contratando um aéreo mesmo, afinal, minha preocupação era ter algum problema de saúde em alguma cidade, tipo uma dor de dente ou cólica de rim, sei lá. Nestes casos não faria diferença eu estar de carro ou de avião. Compramos pela Mondial/Alianz por 235,00 para nós 3, para Argentina e Chile, por 17 dias. Estava com um cupom de 50% de desconto; Receitas dos meus medicamentos (#diabetica): como assisto muito “Fronteiras Perigosas da América Latina” kkkkk fiquei encanada de alguém cismar com meus medicamentos! Money Trocamos reais por pesos argentinos na fronteira (Foz do Iguaçu) e em Salta, e dólares por pesos chilenos em SPA. No relato aprofundo mais sobre as tarifas. Mas assim, câmbio é uma coisa que flutua tanto que vc tem que pesquisar exatamente na data da sua viagem. Via de regra compensa levar dólar pro Atacama pq lá não tem demanda por real, ao contrário de Santiago, em que a troca direta real x peso pode compensar ou empatar. Na Argentina costuma ser viável trocar direto... mas reparou no “costuma”? Pesquise na data da sua viagem! Internet Baixamos todos os mapas do google off-line e não compramos chip nem no Chile nem na Argentina! Usamos somente a internet dos bares/restaurantes e hospedagens e deu tudo certo! Na mala Calçado quente, confortável e impermeável, eu de botas vento titã (muito amor), os meninos de Quechua. Roupas em camada, pegamos de -10oC a 30oC. Soro de nariz, protetor labial (bepantol), protetor solar e óculos de sol são itens de SOBREVIVÊNCIA, a umidade relativa é zero e a neve cega. Medicamentos: eu já tinha abandonado a ideia de ficar levando remédio a toa, mas preferi levar alguns desta vez. Pra dor, anti-alérgico e Diamox. Falo mais sobre o mal de altitude no durante o relato. Hospedagens Airbnb do começo ao fim! Sou muito fã de Airbnb e mais uma vez tivemos muita sorte! Me sinto em casa, me sinto parte do lugar quando posso cozinhar, ir no mercado e interagir eventualmente! Sei que na maioria dos hostels tb é assim, mas no Airbnb sempre acho mais conforto, privacidade e preços melhores! Tivemos excelentes experiências e preços muito, mas MUITO, acessíveis, vou abordar melhor abaixo. As hospedagens escolhidas, bem como preços e qualidade foram as seguintes: Foz do Iguaçu (1 noite): Eu já tinha me hospedado duas vezes em Foz do Iguaçu pelo Airbnb, na casa da Adriana. A casa dela se aluga inteira e é enorme, super confortável, linda, show! Legal pra ir com mais gente! (Se alguém quiser indicação me manda MP). Mas desta vez era só uma noite, resolvi pegar uma casa menor, onde mora uma senhora, pertinho da Argentina! Sabe quanto? 68 reais pra nós 3, e com café da manhã! 21 reais por pessoa! Amo Airbnb! A Léo, nossa anfitriã, foi muito fofa, amamos! Casa simples e confortável, perfeita para uma noite! https://www.airbnb.com.br/rooms/29173885?guests=1&adults=1 Corrientes (1 noite): Mais uma experiência de ficar em um quarto na casa de alguém. Na verdade é uma dependência no fundo da casa do Cesar. Desta vez pagamos 93 reais pra nós 3, 31 reais para cada! O César foi super querido com a gente, tivemos uma ótima estadia! https://www.airbnb.com.br/rooms/14149168?guests=1&adults=1 San Salvador de Jujuy (5 noites): Eu tinha 200 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 321 reais para 5 noites para nós 3, incríveis 20 reais por dia por pessoa, não é bom demais? Lugar super legal, a anfitriã mora nos fundos e dá muitas dicas, não poderia ter escolhido lugar melhor! Quem vai passar um tempo na região costuma hospedar em Salta, mas fiquem de olho, lá é bem mais caro! SSJ, Tilcara e Purmamarca além de serem puro charme tem opções bem mais em conta! AMEI. https://www.airbnb.com.br/rooms/26893928?guests=1&adults=1 San Pedro de Atacama (6 noites): Eu tinha 169 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 970 reais para 6 noites para nós 3! Cerca de 55 reais por noite por pessoa! Apesar de ter ficado mais caro que a média, todo mundo sabe que em SPA as hospedagens são mais carinhas mesmo, ainda mais na alta temporada! Esta hospedagem consiste num quarto triplo com banheiro privativo e acesso a cozinha coletiva! Tinha mais um quarto semelhante nos fundos. Os anfitriões foram bem prestativos! Eles moram lá em SPA e alugam estes dois quartos nos fundos de uma casa, que me pareceu ser de parentes deles. Esta foi meio parecido com um hostel. https://www.airbnb.com.br/rooms/24290251?guests=1&adults=1 SSJ (1 noite): a ideia era hospedar em General Guemes e ficar mais na mão de voltar, ou em Salta... eu tinha uma reserva com cancelamento grátis pelo Booking em Salta, mas resolvemos retornar pra mesma casa onde ficamos na ida pq tinha umas plantas lá que eu queria muda, hahahahauaha! Desta vez pagamos 105 reais pra nós 3, 35 reais por pessoa! Corrientes (1 noite): eu queria ter pernoitado em Resistencia só pra ser uma cidade diferente, rs, mas faltando 2 meses para a viagem eu solicitei reserva no mesmo lugar que iria me hospedar na ida, só que estava indisponível. Achei um outro lugar do mesmo dono, mas no mesmo endereço... Achei estranho mas solicitei reserva. Me custaria míseros 73 reais para nós 3 por uma noite. Mas sabe quanto eu paguei? ZERO reais, pois tinha crédito de viagem! Esta segunda reserva aparentemente é de um outro cômodo dentro da casa dele, mais barato, mas acabamos ficando na mesma dependência do fundo e deu tudo certo, o cara é um gentleman! Vou deixar o link desta hospedagem abaixo apenas pq parece diferente da que ficamos na ida, mas foi o mesmo lugar, rs. https://www.airbnb.com.br/rooms/18043226?guests=1&adults=1 Puerto Iguazu (1 noite): última hospedagem da viagem! Quis ficar em Iguazu pra ser diferente da ida, rs, e pq antes de ir embora queria comprar cereja em conserva (pq todo o resto é caro e pega turista em Iguazu). Pra não ter que atravessar a fronteira de novo, resolvemos ficar do lado argentino mesmo. Quarto em casa compartilhada, MUITO simples e com problemas de higiene. Me custaria 52 reais a pernoite pra nós três, mas não paguei NADA pq tinha crédito de viagem! A anfitriã era gente boa mas não recomendo esta casa... poderia ter comprado a minha cereja e atravessado na mesma noite pro Brasil e dormido de novo na Léo que tava mais esquema! https://www.airbnb.com.br/rooms/26877281?guests=1&adults=1 TOTAL: 1557,00 reais, mais ou menos 33 reais por dia por pessoa, já que foram 16 noites! Achei MUITO bom! Se depois de tudo que vc leu, resolver experimentar o Airbnb, faça cadastro com o meu link que eu e vc ganhamos descontos! https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL IMPORTANTE: neste tópico, para quem interessar, há uma discussão bem legal que rolou aqui sobre os malefícios do Airbnb, principalmente para as pessoas que moram em cidades muito turísticas. Muito do que foi colocado neste tópico é BEM importante quando vc tem alguma preocupação com o impacto que causa em qualquer ocasião da sua vida, incluindo viajar. Tente escolher bem seus anfitriões de forma a minimizar os impactos negativos do Airbnb! Casas compartilhadas com o morador, anfitriões que só tem uma casa e idosos são uma boa. Clima Esta é uma viagem que pode ser feita a qualquer tempo, mas o cenário muda muito e há períodos em que certos passeios ficam fechados! As duas principais temporadas para nós, brasileiros, são inverno e verão, por conta de férias escolares e tals. E fomos no inverno, a mais ALTA temporada do Atacama! Pq... tem o João, rs! Ele está no sexto ano e ano passado não quis ir conosco pra África do Sul pra não perder aula e provas! Apoiei a responsa dele mas não queria deixa-lo de fora de novo... e já convenci ele que ano que vem a viagem vai ter que ser durante as aulas mesmo, rs. Mas qual é a do inverno e a do verão? Falando especificamente do Atacama... no verão é MUITO calor durante o dia e pode chover. Em janeiro, e principalmente fevereiro, o inverno altiplânico (chuvas intensas) podem estragar seus planos. Este ano várias rotas foram interrompidas por chuvas intensas e muitos passeios foram cancelados, dava pra ver marcas de alagamento em algumas partes de SPA ainda. Mas sabe quem ama o verão? Os flamingos! É nesta estação que vc corre o risco de vê-los fazendo aquela dancinha de corte sensacional! Só tenham atenção com FEVEREIRO. E o inverno?? O céu é maravilhosamente azul, é alta temporada (férias na Europa e América do Norte), não chove nem a pau, mas pra quem não curte, cuidado: a temperatura fica abaixo de zero a noite! Tudo bem pq a noite vc tá debaixo das cobertas quentinho certo? Errado! Tem tour que sai as 5h da manhã, nos Geyseres del Tatio o frio é extremo. Extremo mesmo, -15oC pra menos. O vento faz a sensação térmica te colocar no topo do Everest, rs! E hospedagem de mochileiro em SPA não tem calefação neah... FRIACA! Outros pontos negativos são: os flamingos se mandam pra bandas mais quentinhas e as nevascas podem interromper temporariamente os passeios de altitude e a ascensão aos vulcões (Lascar, Cerro Toco, Licancabur e etc). Mas pra quem, como eu, é apaixonada pelos topo de morro branquinhos e se amarra numa bochecha rosa queimada de vento, o inverno é a sua estação! ATENÇÃO para AGOSTO. Eles dizem que fim de julho, agosto e comecinho de setembro é o período da “última invernada”... neva muito e é a mais baixa temporada do Atacama, frio extremo e muitos passeios fechados! Se quiser curtir a primavera, melhor deixar pra segunda quinzena de setembro pra frente! Obs. Estas informações me foram contadas por moradores locais. Com certeza há quem tenha ido em fevereiro e agosto e tenha dado sorte, mas se vc puder evitar, fica a dica! E na véspera... Machuquei o pé. Sim, forte! No dia antes de viajar a marmota aqui cutucou uma unha! Fui parar na podóloga e não desejo pra ninguém a dor de cortar nacos de carne e unha sem anestesia, fiz força pra não fazer xixi! Por este motivo acabei levando antibióticos caso infeccionasse, antisséptico para curativo e antibiótico pomada para os primeiros dias! No fim... #spoiler super sarei e não tive maiores problemas, rs! Finalmente... Vou relatar tudinho, com muitas fotos e todos os custos. Por dia, eles serão divididos nas seguintes categorias: combustível, pedágio, alimentação (que inclui mercado, refeições diversas, bebidas), compras (que inclui coisas úteis e inúteis, vulgo "souvenires e regalos", assim como eventuais estacionamentos e uso de sanitários), diversão/entrada (inclui entradas em atrações e eventuais taxas de turismo) e câmbio. No fim farei um resumão de custos, e gente... esta viagem divide com a África do Sul a primeira posição de “minha viagem favorita no mundo”... mesmo que nem tudo tenha sido... FLORES. Prometo começar o relato em si, no próximo post! 😃
  5. 1 ponto
    Oi Anna... Tudo começa com o primeiro passo. A gente, mesmo sem dinheiro, consegue viver momentos tão fantásticos como se tivéssemos milhões. O mundo está ao alcance de nossas mãos. Comecei assim, ralando e enfrentando dificuldades financeiras, restrito de bons hotéis, alimentação farta, de transporte e de praticamente tudo.... Já dormi em rodoviárias, praças e depois fui melhorando e passei a dormir em aeroportos kkkk ... Já comi comida barata, marmita, lanche em boteco de esquina e no exterior cheguei até a passar o dia com um pãozinho puro. Andei léguas de sonhos. À pé, de bike alugada, de busão (moooiitttooo), de trem, metrô e depois que aprendi que existem promoções aéreas incríveis, juntei umas moedinhas e comecei a voar mais longe. Comecei assim como a amiga relata... com o sonho de transpor fronteiras. Sair de minha cidade, do meu estado, sair do Brasil, sair do meu conforto e dessa nossa bolha, que infelizmente as dificuldades da vida nos condiciona. Mas depois de tudo isso, posso lhe dizer com todas as letras. Tudo valeu a pena e continuo nessa luta até hoje!! Gostei bastante de seu ânimo aventureiro e da maneira como expressa sua vontade de pegar a estrada, enfrentar desafios e de conhecer o país. Já tive oportunidade de viajar com amigos que tinham grana aos montes e que no fim acabaram estragando a minha viagem. Gosto do roots, da simplicidade, da não exigência de luxo e de facilidades. Vencer lutando contra dificuldades é extremamente mais gratificante que qualquer troféu que possa chegar nadando em facilidades e sem marcas de muito sofrimento e espinhos... Vai fundo, amiga. Espero um dia ter a oportunidade de te encontrar por esse mundão afora, sorrindo muito e dizendo: eu consegui!!!
  6. 1 ponto
    Roteiro Islândia - 15 dias Paula Melo e Guilherme Mesquita Março 2018 Durante 15 dias demos a volta na ilha de carro pela Ring Road, estrada que contorna toda a Islândia. Dirigimos 2.560 km e passamos por cenários incríveis em meio a geleiras, vulcões, gêiseres, cachoeiras, cânions, piscinas naturais e praias de areia preta! Tivemos a sorte de ver a Aurora Boreal, um dos fenômenos mais fantásticos da natureza! Roteiro simplificado: Data Roteiro Onde dormimos 9/3 Voo da British Airways às 16h25 para Londres Avião 10/3 Chegada em Londres às 7h30. Voo da British Airways às 14h35. Chegada em Keflavik às 17h55. Alugar o carro na Budget. Keflavik Keflavík Airport Hotel 11/3 Golden Circle: Snorkel em Silfra no Parque Nacional Thingvellir às 13h30 / Strokkur e Geysir / Gullfoss no pôr do sol e à noite Tungufell (Gullfoss) Hotel Gullfoss 12/3 Piscina quente natural Hrunalaug / Seljalandsfoss Eyvindarholar (Skógafoss) Guesthouse Edinborg 13/3 Skógafoss / Kvernufoss / Praia Solheimasandur Plane Wreck Eyvindarholar (Skógafoss) Guesthouse Edinborg 14/3 Dyrhólaey / Praia Reynisfjara / Cidade Vík í Mýrdal / Campo de lava Eldhraun / Canyon Fjaðrárgljúfur. Kálfafell (Svartifoss) Fosshotel Núpar 15/3 Skeiðara Bridge Monument / Trilha de Svartifoss no Parque Skaftafell / Glaciar Svínafellsjökull / Diamond Beach / Jökulsárlón. Höfn Seljavellir Guesthouse 16/3 Montanha Vesturhorn / Aurora Boreal em Egilsstaðir Egilsstaðir Birta Guesthouse 17/3 Dettifoss e Selfoss / Goðafoss no pôr do sol e à noite Mývatn Hotel Laxá 18/3 Dimmuborgir Lava Fields / Região Geothermal Námafjall Hverir / Vulcão Krafla / Pseudo Crateras Skútustaðagígar e Lago Mývatn Mývatn Hotel Laxá 19/3 Aldeyjarfoss / Akureyri Akureyri Torg Guesthouse 20/3 Pedra Hvitserkur / Ólafsvík Ólafsvík North Star Hotel 21/3 Parque Nacional Snæfellsjökull (Vulcão Saxhóll - Praia Djúpalónssandur - Lóndrangar – Búðakirkja) / Kirkjufell e Kirkjufellsfoss Ólafsvík North Star Hotel 22/3 Baerjafoss – Ólafsvík / Arnarstapi Ólafsvík North Star Hotel 23/3 Reykjavík: Catedral Hallgrímskirkja / Escultura Solfar / Centro de Convenções Harpa / Lago / Cachorro quente Reykjavík 4th Floor Hotel 24/3 Blue Lagoon / Reykjavík Reykjavík 4th Floor Hotel 25/3 Voo às 10h35 de Reykjavik para Londres. Chegada às 14h50. Voo às 21h50 para GRU. Avião 26/3 Chegada em GRU às 5h45 Casa Curiosidades da Islândia: - Número de habitantes: 320 mil - Aproximadamente 80% dos habitantes descendem de noruegueses. - Tem o Parlamento mais velho do mundo, criado em 930. - Só se tornou uma República em 1944, quando se separou do Reino da Dinamarca. - É o segundo lugar com mais atividade vulcânica do planeta, só fica atrás do Havaí. - Está localizada sobre a junção de duas placas tectônicas: norte americana e euroasiática. - O impronunciável vulcão Eyjafjallajökull entrou em erupção em 2010 e provocou o cancelamento de mais de 100 mil voos na Europa. - Em todo o país tem água potável saindo das torneiras (não precisa comprar água na Islândia). - 100% da eletricidade no país vêm de fontes renováveis. - Tem a capital mais ao norte do mundo. - Foi set de filmagem da série "Game of Thrones". Vídeo da Viagem: Link: https://goo.gl/m2A5tC Relatos dia-a-dia: 1º Dia - 10/03/2018 Onde dormimos: Bed and Breakfast Keflavik Airport Hotel Locadora do carro: Budget Relato: Pousamos no aeroporto de Keflavik às 17h45. A fila da imigração estava enorme! Não nos perguntaram nada, apenas carimbaram o passaporte e entramos oficialmente na Islândia! Pegamos as malas, trocamos dinheiro em uma casa de câmbio do lado de fora da área de desembarque e fomos ao balcão da Budget, empresa onde alugamos nosso carro, um Duster 4x4. Custamos a encontrá-lo no estacionamento do aeroporto, olhamos todos os carros do corredor D, que foi onde o atendente informou que o carro estaria. O problema foi que a placa que estava escrita no chaveiro estava errada. Só encontramos o carro quando tivemos a ideia de ativar o alarme. Olhamos o papel onde registraram os “defeitos” que o carro já possuía e a placa que estava lá batia com a do carro. Então guardamos as malas e entramos correndo, as mãos já estavam congeladas! Estava -2 graus e já havia escurecido. O plano inicial era ir ao supermercado, mas já estava fechado. Os trâmites de chegada demoraram mais do que o esperado, então fomos direto para o hotel. As ruas próximas dele estavam com bastante neve e gelo, o carro derrapou várias vezes. Ficamos preocupados, pois se tão próximo ao principal aeroporto do país as ruas estavam daquele jeito, imaginamos como seria no norte, onde é menos povoado e menos turístico! Mas, para nossa surpresa, esse foi um dos piores trechos de toda a viagem. No geral, as condições das estradas nos surpreenderam positivamente, muito bem cuidadas pela “snow patrol”, não tivemos nenhum problema. Fizemos check-in no hotel, jantamos, reforçamos as roupas e saímos a pé para tentar ver a Aurora Boreal. Não quisemos sair de carro, pois as ruas estavam com bastante gelo e o estacionamento do hotel estava lotado, pegamos a última vaga. Além disso, a previsão de ter Aurora não era animadora. Baixamos o aplicativo “My Aurora Forecast & Alerts” que mostra a intensidade do KP e qual a probabilidade de vê-la, caso o céu esteja limpo. Caminhamos um pouco e conseguimos fotografar uma Aurora bem fraquinha, que praticamente não era visível a olho nu. Voltamos para o hotel tristes, pois mesmo com o céu limpo, não tivemos sorte com a intensidade, o KP estava baixo. Vista do voo da British Airways Carro que alugamos estacionado no hotel em Keflavik 2º Dia - 11/03/2018 Onde dormimos: Hotel Gullfoss em Tungufell Passeio: Snorkel em Silfra – empresa: www.adventures.is Relato: Saímos da cidade de Keflavik em direção ao Parque Nacional Thingvellir, local onde foi proclamada a independência islandesa em 1944. A ilha pertencia à Dinamarca até então. O lugar é muito bonito e em 2004 foi declarado Patrimônio da Humanidade. Além do valor histórico do parque, é o único lugar do mundo onde um movimento de placas tectônicas pode ser visto acima do nível do mar. O encontro das duas placas (América do Norte e Eurásia) formam fissuras na terra, que estão aumentando cerca de quatro centímetros por ano. As fissuras são preenchidas com a água derretida dos glaciares que vem sendo filtrada ao longo dos anos e por isso é tão transparente! Lá fizemos snorkel e pudemos ver com perfeição as placas tectônicas e as fissuras que chegam a 42 metros de profundidade! Usamos roupa seca para mergulhar, pois a temperatura da água estava 2 graus! Apenas as mãos e a cabeça tem contato com a água, pois as luvas e a touca são de neoprene. Mas é bem tranquilo, foi um passeio muito interessante e diferente! No final serviram cookies com chocolate quente para nos aquecermos. De lá fomos a uma região geotérmica onde está o famoso gêiser Strokkur, que entra em erupção a cada 7 minutos. Perto dele está o gêiser chamado Geyser, que foi o que deu nome a todos os outros do mundo! Porém, ele está adormecido desde 1915. Existem cerca de mil gêiseres no planeta, e metade deles está nos EUA! Os outros estão na Islândia, Nova Zelândia, Chile e Rússia. Vimos várias erupções do Strokkur, algumas são bem mais fortes que as outras. O mais interessante é observar a bolha meio azulada que forma segundos antes da água jorrar. O jato d’água pode chegar a 40 metros de altura, com temperatura entre 80 e 100º C. Depois seguimos para a terceira atração do dia, a cachoeira Gullfoss. Vimos o pôr do sol de lá, uma paisagem maravilhosa! O céu estava rosado e boa parte da cachoeira estava congelada e cercada de neve! Gullfoss quase se tornou uma hidrelétrica no século XX, mas graças aos protestos da filha do proprietário, os investidores internacionais não tiveram sucesso. Fomos ao hotel, jantamos e retornamos à cachoeira para tentar ver a Aurora Boreal. Ela apareceu, um pouco mais forte do que no dia anterior, mas ainda assim fraca. Ficamos lá sozinhos, curtindo o céu estrelado, o friozinho, a aurora e o barulho da cachoeira... perfeito! Onde foi criado o Parlamento mais velho do mundo – Thingvellir Indo fazer o passeio de snorkel Snorkel entre as placas tectônicas Roupa seca que usamos para mergulhar Estradas rodeadas de neve Bolha que forma segundos antes da água jorrar Gêiser Strokkur em erupção Gullfoss Aurora Boreal em Gullfoss 3º Dia - 12/03/2018 Onde dormimos: Welcome Guesthouse Edinborg Relato: Fizemos check-out no hotel e fomos em direção ao posto de gasolina mais próximo, que era na cidade chamada Flúðir. Aqui na Islândia não há frentistas e algumas vezes nem loja de conveniência. Há uma máquina na qual você escolhe o valor que deseja abastecer e o pagamento só pode ser feito com cartão de crédito. É bom levar mais de um como garantia, pois alguns postos só aceitavam cartões com senha de quatro dígitos. O nosso Bradesco tem seis e não conseguimos usá-lo em alguns postos. Uma dica que seguimos foi não escolher a opção “completar o tanque”, pois lemos relatos contando que cobraram uma quantia muito maior como garantia, como se fosse uma pré-autorização e que só devolveram o dinheiro algumas faturas depois. Não sabemos se isso ocorre sempre, mas para evitar dor de cabeça, optamos por escolher o valor exato antes de abastecer. E por causa disso, duas vezes aconteceu de colocarmos um valor e o tanque encher sem ter alcançado o valor total. Aí é só colocar o cartão de crédito novamente na máquina e um recibo será impresso com o valor que você realmente abasteceu. Na primeira vez que abastecemos tivemos um contratempo grave. Compramos o equivalente a 10 litros de diesel, mas quando fomos abastecer percebemos que a bomba não entrava direito no buraco do carro. Pensamos que estava com defeito, mas mesmo assim insistimos e conseguimos colocar bem devagarzinho. A bomba chegou a desarmar algumas vezes, achamos muito estranho. Tínhamos certeza que o atendente da locadora nos disse que o carro era a diesel e confirmamos isso no contrato. Estávamos olhando o manual do carro quando na bomba ao lado parou um Duster idêntico ao nosso. Pedimos ajuda ao motorista que rapidamente disse que o combustível do carro era gasolina e por isso a mangueira não encaixava! 😲 Pesquisamos no Google as consequências de colocar um combustível errado e, para nosso azar, falava que o carro poderia até andar alguns quilômetros, mas que pararia de funcionar em pouco tempo! Então ligamos para a locadora via Skype, relatamos o acontecido, enviamos o contrato por e-mail provando o tipo de combustível informado por eles e em menos de 10 minutos enviaram um mecânico onde estávamos. Ele nos pediu para segui-lo até a oficina e lá tiveram que retirar o combustível através do motor e filtrá-lo. No total perdemos 3 horas do nosso dia e ¼ do tanque. Depois do imprevisto seguimos para o próximo destino: uma piscina natural de água maravilhosamente quente, com uma vista incrível, cercada de montanhas e neve. Fizemos uma trilha de 5 minutos do estacionamento até a casinha rústica, onde trocamos de roupa. A temperatura fora d’água estava negativa, mas não sentimos frio, pois a água é muito quente, é até difícil entrar de uma vez! Queríamos ter ficado mais tempo curtindo o lugar, mas como nosso roteiro estava apertado devido ao problema com o carro, seguimos para a cachoeira Seljalandsfoss. No verão é possível caminhar atrás da queda d’água, mas no inverno o acesso fica fechado por causa da neve. Uma pena! O lugar é muito bonito, ao lado tem um paredão com várias outras pequenas cascatas. Estava bem cheio, muitos ônibus de excursão e vários asiáticos com suas máquinas e tripés profissionais! Fomos para o hotel, jantamos e ficamos monitorando a Aurora Boreal, mas ela não apareceu! 😔 Nosso carro na oficina na cidade de Flúðir Hrunalaug – piscina natural maravilhosamente quente Casinha rústica onde troca-se de roupa No verão é possível caminhar atrás da queda d’água Seljalandsfoss 4º Dia - 13/03/2018 Onde dormimos: Welcome Guesthouse Edinborg Relato: Na noite do dia anterior recebemos um alerta do aplicativo Veður, que monitora o clima e as estradas do país. Uma tempestade de vento estava prevista até às 12h do dia seguinte. Ventos fortes e rajadas que poderiam atingir até 144 km por hora!!! 😳 Acordamos várias vezes durante a noite com o barulho do vento! Às 8 horas da manhã despertamos, olhamos pela janela e vimos que o vento estava tão forte que chegava a balançar os carros que estavam estacionados. Decidimos então aguardar um pouco mais no hotel. Só saímos às 11 horas, mas o vento continuava forte. Dirigimos bem devagar (30 km/h) até a linda cachoeira Skógafoss! Tem 60 metros de queda d’água e, quando o sol saiu, um lindo arco-íris se formou, deixando a paisagem ainda mais bonita! Há uma escada que dá acesso à parte de cima da cachoeira. Subimos com dificuldade, quanto mais alto, mais o vento soprava! Chegava a nos empurrar! De lá fomos a outra cachoeira, Kvernufoss, que por ter acesso mais difícil, não costuma entrar no roteiro da maioria dos turistas. Estacionamos o carro em frente ao armazém que fica ao lado do museu Skógar. Para acessar a trilha é preciso passar por uma cerca que fica atrás do armazém. Há uma escadinha de ferro para ajudar a pular a cerca. Depois dela caminhamos cerca de 800 metros até a cachoeira. A trilha vai beirando o rio e em alguns pontos é preciso escalar umas pedras. Fomos bem devagar, por causa do vento. Do alto do morro avistamos a cachoeira, um visual lindo e estávamos sozinhos! Se não tivesse com tanta neve era possível caminhar por trás da queda d’água. Voltamos para o carro e dirigimos até o início da trilha que dá acesso à praia Sólheimasandur, onde estão os destroços do avião americano DC-3 que teve um pouso forçado em 1973. Todos os tripulantes sobreviveram. A trilha é longa, foram 8 km de caminhada, ida e volta! Há uns anos era possível ir de carro, mas o dono do terreno fechou o acesso. Vale a pena ir, a fuselagem do avião contrastando com a praia de areia negra cria um cenário muito bonito e único, além de ser bem interessante entrar no avião e imaginar como deve ter sido o acidente! A chuva e o vento forte deixaram a caminhada de volta ainda mais desafiadora, chegamos no carro ensopados! Seguimos para o hotel, tomamos um banho quente, jantamos e fomos dormir! Lindo arco íris em Skógafoss Na plataforma de observação em Skógafoss Pulando a cerca Na trilha Kvernufoss Destroços do avião americano DC-3 5º Dia - 14/03/2018 Onde dormimos: Fosshotel Núpar Relato: O dia amanheceu chuvoso e com muito vento. Nosso primeiro destino foi Dyrhólaey, que é um rochedo de 120 metros de altura com um grande arco esculpido pelo mar. Somente carros 4x4 tem acesso ao mirante. Vimos vários carros normais estacionados no início da estrada e o pessoal subindo a pé. A chuva atrapalhou bastante o visual e o vento estava quase nos carregando. Do lado direito do farol está uma praia de areia preta muito bonita, com vários pássaros voando perto dos paredões. De lá fomos à praia Reynisfjara, sua areia é bem preta e as formações rochosas pontudas que emergem do mar deixam a paisagem ainda mais incrível! Há também uma caverna em frente à praia, onde nos abrigamos da chuva forte que caiu enquanto estávamos fotografando. Tinham muitos turistas, custamos a conseguir tirar uma foto com as colunas de basalto, que são tão retinhas que parecem que foram feitas pelo homem. Mas são totalmente naturais, formadas pelo resfriamento do magma. Ficamos um bom tempo por lá curtindo o visual e depois fomos abastecer o carro e almoçar no vilarejo de Vík Í Mýrdal, que tem apenas 300 habitantes. Logo depois paramos no acostamento da estrada para ver de perto o campo de lava chamado Eldhraun. É uma área gigantesca que foi coberta de lava durante a erupção de um vulcão em 1783. Com o tempo as rochas arredondadas foram cobertas de musgos criando um cenário diferente e muito bonito. Como ele é enorme, há várias paradas no acostamento ao longo da estrada onde é possível estacionar e caminhar pelo campo. De lá fomos ao Canyon Fjadrárgljúfur que foi criado pela erosão das águas dos glaciares, formando um grande vale entre as rochas, por onde passa o rio Fjaðrá. Há uma trilha central e algumas ramificações com acesso a diferentes pontos de observação. No final da trilha há uma cachoeira e duas plataformas de observação. Fizemos a pequena trilha de volta até o estacionamento, onde comemos um skyr, espécie de iogurte tradicional islandês. Depois fomos para o hotel! Dyrhólaey em um dia chuvoso Praia ao lado de Dyrhólaey Praia Reynisfjara Praia Reynisfjara Colunas de basalto na praia Reynisfjara Caverna onde nos abrigamos da chuva Canyon Fjadrárgljúfur / Campo de lava Eldhraun / Almoço em Vík Í Mýrdal / Skyr, espécie de iogurte tradicional islandês. 6º Dia - 15/03/2018 Onde dormimos: Seljavellir Guesthouse (Höfn) Relato: Saímos do hotel em direção ao Parque Nacional Skaftafell. No caminho fizemos uma rápida parada no destroço de uma ponte que foi derrubada devido a uma enorme enchente que aconteceu anos atrás, por causa da erupção de um vulcão. Suas lavas derreteram boa parte de uma geleira, o que causou a enchente devastadora. O local, chamado Skeiðara Bridge Monument, não tem nenhuma estrutura, apenas algumas placas informativas. Seguimos para Skaftafell, estacionamos o carro no estacionamento do Parque (600 ISK) e fizemos uma trilha de 1,5 km até a cachoeira Svartifoss. O caminho até lá é bem bonito, vai margeando o rio e passa por algumas quedas d’água. Seu nome significa “cachoeira negra”. Ela serviu de inspiração para a construção da catedral Hallgrímskirkja, que é cartão postal da capital do país. A inspiração veio das colunas de basalto de origem vulcânica que estão ao redor da cachoeira. Elas são resultado da lava quente que passou por ali e que foi rapidamente resfriada quando entrou em contato com o ar super gelado do país. A queda d’água tem apenas 12 metros e não é muito volumosa. O que dá charme e beleza ao lugar são as suas colunas! Fizemos a trilha de volta e fomos ao Glaciar Svínafellsjökull. Não estava no nosso roteiro e foi uma ótima surpresa! Vimos alguns carros virando na estrada e decidimos ver o que era. Algo bem interessante é que a maioria das atrações do país, além de serem gratuitas, não são vigiadas. Os turistas têm bastante liberdade para caminhar e ir aonde quiserem. E, para nossa surpresa, foi possível caminhar bem pertinho da geleira por muito tempo. Só paramos de avançar porque o penhasco foi ficando cada vez mais íngreme e perigoso. Foi incrível poder admirar a imensidão de gelo e sua cor azulada, mesmo com o dia nublado. Sentamos em umas pedras e ficamos ouvindo o barulho estrondoso do gelo se quebrando e o som da água que corre por baixo da geleira. Seguimos para a praia “Diamond Beach”, que tem a areia bem preta e vários icebergs que desgrudaram das geleiras. É lindo o contraste do gelo com a areia escura! Do outro lado da estrada está a lago Jökulsárlón, que é bem grande e também tem areia negra e alguns icebergs. Onze por cento do país é coberto por glaciares! Ficamos decepcionados com o lago Jökulsárlón. Era um dos locais mais elogiados nos relatos que lemos, mas tivemos azar, quase não havia icebergs por lá, apenas um lago normal. Decidimos então sair do ponto principal, onde há a placa e o estacionamento oficial, e voltamos até um pequeno estacionamento logo após a ponte. De lá fizemos uma trilha não muito demarcada que ia margeando o lago e aí sim vimos muitos icebergs, de vários tamanhos! De lá dirigimos uns bons quilômetros até o nosso hotel, que ficava em uma região muito bonita, cercado de montanhas nevadas. Pena que estava bem nublado e chuvoso! Por isso, nada de Aurora Boreal. 😔 Skeiðara Bridge Monument / Diamond Beach / Svartifoss Glaciar Svínafellsjökull Jökulsárlón 7º Dia - 16/03/2018 Onde dormimos: Birta Guesthouse (Egilsstaðir) Relato: Após o café da manhã fomos até Vesturhorn, uma montanha muito grande e bonita que fica em frente a uma praia de areia preta. Para chegar até a praia, de onde se tem a melhor vista da montanha, é preciso passar por uma propriedade particular. O dono cobra a entrada por pessoa (800 ISK), que deve ser paga na lanchonete, onde tem wifi e banheiro. Dentro da propriedade há uma vila Viking que foi construída para ser cenário de um filme. Fomos até lá caminhando, mas não vale muito a pena. Voltamos para o estacionamento em frente à lanchonete e seguimos de carro até a praia, passando por uma cancela que é aberta com o cartão fornecido no pagamento da entrada. Estacionamos em frente a uma zona militar e seguimos a pé até a praia, passando por dunas e pedras. A vista da praia realmente é linda, mesmo com o tempo fechado! De lá continuamos dirigindo rumo ao leste do país. Essa região tem estradas sinuosas entre montanhas rochosas, praias de areia preta e paisagens lindas! Pena estar tão nublado. Chegamos à cidade de Egilsstadir, que tem cerca de 2.200 habitantes, abastecemos o carro e fizemos check-in no hotel. O clima estava melhorando, o que nos deu esperança de ver a Aurora Boreal. Conversamos com o dono do hotel que nos indicou um bom local para tentarmos vê-la. Ele nos contou que quando era criança pensava que todas as pessoas no mundo podiam ver as luzes do norte, até entender que aquele era um privilégio de poucos! Comemos uma pizza, esperamos anoitecer e fomos até o ponto indicado, no alto de uma montanha com vista para a cidade. Esperamos um pouco e as nuvens foram sumindo e dando lugar a um céu estrelado. E de repente lá estava a Aurora, veio fraquinha e tímida, e aos poucos foi ficando cada vez mais forte! Foi surreal ver novamente um dos fenômenos mais lindos da natureza! É mágico!!! Ficamos imensamente felizes e aliviados de ter conseguido ver algo que queríamos muito! 💚 Montanha Vesturhorn Pelas estradas do leste do país / Uma parada para ver de pertinho os típicos cavalos islandeses Aurora Boreal na cidade de Egilsstadir, norte da Islândia. 8º Dia - 17/03/2018 Onde dormimos: Hotel Laxá (Mývatn) Relato: Saímos da região leste da Islândia em direção ao norte do país. A Islândia é conhecida como a “terra do gelo”, mas poderia facilmente ser a “terra das cachoeiras”! Há dezenas delas pelo país e hoje fomos conhecer mais três! A primeira foi a Dettifoss, que tem 45 metros de altura, 100 de largura e uma quantidade de água enorme! É a maior cachoeira em volume d’água de toda a Europa! A segunda foi a Selfoss, que fica bem pertinho de Dettifoss. É preciso percorrer uma trilha de 1 km entre uma e outra. Selfoss é bem menor, mas também muito bonita. Fizemos um pequeno lanche por lá e seguimos para Goðafoss. Inicialmente só iríamos nela no dia seguinte, mas como o clima estava bom, decidimos alterar o roteiro e assistir o pôr do sol de lá! As cores do fim do dia deram uma tonalidade maravilhosa ao céu! Goðafoss é a cachoeira mais famosa do norte do país. Diz a lenda que o líder da Islândia, por volta do ano 1000, precisava decidir se o povo continuaria sendo pagão ou se seria convertido ao cristianismo. Ao decidir pelo cristianismo, foi até a cachoeira e jogou todas as imagens e artefatos pagãos por lá. Por isso ela foi nomeada “cachoeira dos deuses”. Como o céu estava limpo, decidimos aguardar o anoitecer para tentarmos ver a Aurora Boreal. Jantamos e aguardamos o céu ficar totalmente escuro. Esperamos no estacionamento, dentro do carro para nos abrigarmos do frio. Fomos ao mirante do lado esquerdo da cachoeira e de lá assistimos mais uma vez um lindo espetáculo da natureza! Além da cor verde, vimos uma tonalidade roxa, que é mais rara e muito linda! Foi incrível ver as luzes dançando ao som da cachoeira. Fizemos a trilha de volta até o estacionamento parando a cada minuto para observar cada novo formato que ia surgindo da Aurora. Dirigimos até o hotel muito felizes e agradecidos! Ter tido a oportunidade de ver a Aurora Boreal em um cenário como este é algo para nunca mais esquecer! Dettifoss Selfoss Goðafoss Na trilha da cachoeira, noite inesquecível 9º Dia - 18/03/2018 Onde dormimos: Hotel Laxá (Mývatn) Relato: O Hotel Laxá foi o nosso preferido da viagem, fica em frente ao lago Myvatn, em uma das regiões vulcânicas mais ativas do país e tem uma vista maravilhosa! O lago é enorme, tem 37 Km² e, por ser inverno, boa parte da sua água estava congelada! Foi nessa região que os astronautas fizeram treinamento antes de irem à Lua, entre 1965 e 1967, incluindo o famoso Neil Armstrong. A região é uma das mais parecidas com a superfície da Lua. O primeiro passeio do dia foi em “Dimmuborgir”, que é um campo de rochas vulcânicas provenientes da erupção de um vulcão que aconteceu há 2.300 anos. Não curtimos muito, fizemos uma trilha curta de uns 15 minutos, subimos em um mirante próximo ao estacionamento e seguimos para a região geothermal de “Námafjall Hverir”. Lá há várias saídas de vapor que exalam um cheiro fortíssimo de enxofre! Também há pequenos buracos de lama borbulhantes, que chegam a uma temperatura de 100 graus. Não pudemos chegar pertinho de alguns buracos, pois havia um canal de TV gravando reportagem no local. Essa região é muito interessante, vale a pena a visita! De lá seguimos para o vulcão “Krafla”. Um trecho da estrada estava com bastante neve, o carro deslizou um pouco, mas deu conta. O vulcão tem 813 metros e a última vez que entrou em erupção foi em 1727. Caminhamos um pouco ao seu redor (é possível dar a volta completa nele) e descemos a cratera no estilo tobogã, escorregando na neve até o lago que tem no centro, que estava completamente congelado! Foi bem divertido! O difícil foi subir depois, pois a cratera é enorme! Não tivemos coragem de caminhar no meio do lago, ficamos com medo do gelo não estar suficientemente duro, rs! Depois fomos visitar as “Pseudo Crateras”, que podem ser vistas em torno do lago Myvatn. Fomos na parte sul, chamada “Skútustaðagígar”. Fizemos uma trilha circular que passa por algumas crateras e vai rodeando o lago. É possível subir em algumas delas. As pseudo crateras foram criadas quando seguidas explosões de lava fundida entraram em contato com a água. Assistimos o pôr do sol de lá, com uma vista maravilhosa para o lago. Fomos ao hotel e antes mesmo do céu ficar completamente escuro já foi possível ver a Aurora Boreal de dentro do quarto! Ou seja, ela estava bem forte! Colocamos uma roupa bem quentinha e fomos correndo para a parte de trás do hotel. Outros hóspedes também estavam lá bastante eufóricos e maravilhados com o show de luzes que estávamos presenciando! Apesar de já termos visto a Aurora Boreal na Noruega e nos outros dias dessa viagem, ficamos muito impressionados com a intensidade e magnitude do que vimos! As luzes chegaram a preencher completamente o céu e dançaram para todos os lados sobre as nossas cabeças. Foi difícil decidir para onde olhar, um momento único que levaremos para toda a vida! Surreal! E foi a nossa despedida das luzes do norte, tivemos mais seis dias de viagem, mas em nenhum deles conseguimos vê-las novamente. Campo de rochas vulcânicas Dimmuborgir Região geothermal Námafjall Hverir Vulcão Krafla (Guilherme está na cratera, no lado esquerdo) / Lago Myvatn / Pseudo Cratera / Igreja na cidade de Myvatn Aurora Boreal vista da janela do quarto e do lado de fora do hotel! 10º Dia - 19/03/2018 Onde dormimos: Torg Guesthouse (Akureyri) Relato: Após o café da manhã seguimos em direção à cachoeira Aldeyjarfoss, que tem 20 metros de altura e várias colunas de basalto ao seu redor. O acesso final é por meio de estrada de terra (F-Road - F26) e apenas carros 4x4 podem passar. Porém, no inverno, essa estrada fica fechada devido à grande quantidade de neve e gelo. Estacionamos o carro em frente à placa turística com informações da cachoeira e caminhamos cerca de 2,5 km. Lemos alguns relatos com recomendações para estacionarmos o carro antes da ponte, mas, por sorte ou por estar no final do inverno, pudemos passar da ponte e dirigir um pouco mais. A estrada depois da placa turística estava com bastante gelo e não quisemos arriscar a ficar atolados em um lugar longe de tudo! O caminho que fizemos a pé (usamos crampons nas botas) é bem bonito, vai subindo e descendo a montanha com o rio ao lado. Levamos 45 minutos para chegar e valeu muito a pena, o dia estava lindo e ensolarado! Por estar fora do roteiro turístico comum e pelo acesso ser mais complicado, pouquíssimos turistas vão até lá, o que é muito bom! Ficamos um bom tempo sozinhos admirando a beleza do lugar, a força da água caindo e as lindas colunas de basalto. Era a cachoeira que mais queríamos ir, estávamos com a expectativa lá em cima e, com certeza, foi uma das mais impressionantes que vimos! Quando estávamos quase indo embora chegou um casal alemão. Conversamos um pouco, tiramos algumas fotos e até fomos convidados a nos hospedar na casa deles quando formos visitar a Alemanha. Iniciamos a trilha de volta e lanchamos no alto da montanha, com uma vista linda para o rio. Terminamos a trilha e seguimos para a cidade de Akureyri, onde passamos a noite. Ela é a quarta maior cidade do país, tem 17 mil habitantes e é considerada a capital do norte. O comércio fecha super cedo e quase não se vê pessoas caminhando nas ruas, talvez seja por causa do frio. Os semáforos vermelhos em Akureyri tem o formato de coração, muito fofo! Depois da forte crise econômica que a Islândia passou em 2008, criaram um projeto chamado “sorria com o coração”. O objetivo era fazer com que as pessoas tivessem motivos para sorrir, por menores que fossem. O tempo virou e o céu ficou completamente nublado, sem chances de ver a Aurora Boreal novamente. Onde estacionamos o carro Estrada para a cachoeira Aldeyjarfoss crampons Aldeyjarfoss Pracinha em frente ao nosso hotel em Akureyri Semáforos com formato de coração 11º Dia - 20/03/2018 Onde dormimos: North Star Hotel (Ólafsvík) Relato: Foi um dia de bastante estrada, dirigimos mais de 400 km até o vilarejo de Ólafsvík, que tem cerca de mil habitantes. Fica em uma região portuária e sua principal atividade econômica é a pesca. No caminho paramos para ver uma igreja típica da Islândia construída de pedra e coberta de palha, chamada “Víðimýrarkirkja”. Não pudemos entrar na propriedade, pois estava fechada. De lá fomos a “Hvítserkur”, uma formação vulcânica que parece um rinoceronte bebendo água. Há um mirante no local e também é possível descer o penhasco e caminhar na praia, que estava repleta de pássaros. Descemos e vimos algumas focas nadando e pulando no mar. De lá seguimos para Ólafsvík. Algumas partes do trajeto estavam com gelo e ventando bastante, por isso, é fundamental ter pneus próprios para neve. A velocidade máxima do país é de 90 km/h, mas em condições adversas, todos dirigem com mais cautela e bem mais lentos. As estradas são estreitas e na maioria das pontes só passa um carro por vez! Passamos por várias estradas de terra ao longo da viagem e quase todas estavam em ótimo estado. Sempre checávamos o site www.road.is que informa a condição de cada estrada e se ela está aberta ou fechada. No inverno é bem comum fecharem alguns acessos secundários, devido à neve. A principal estrada do país é a número 1, que dá a volta completa na ilha e tem 1.339 km de extensão. Até o momento nós já passamos dos dois mil km rodados! Por ser uma roadtrip e muitas vezes termos que dirigir em lugares ermos, é recomendável comprar um chip de internet para poder chamar ajuda, caso seja necessário, além de facilitar as pesquisas durante o trajeto. Nós compramos o chip da EasySim4u, uma empresa americana que fornece planos de internet para mais de 140 países. A internet é ilimitada, mas é um pouco lenta para carregar fotos e sites. Para whatsapp e ligação do Skype funcionou perfeitamente! Recomendamos, mas não espere nada muito rápido, custou 54 dólares. Formação rochosa Hvítserkur / Cavalos típicos islandeses / Estrada coberta de neve / Carro em um mirante / Pneu especial 12º Dia - 21/03/2018 Onde dormimos: North Star Hotel (Ólafsvík) Relato: O primeiro destino do dia foi o Parque Nacional Snæfellsjökull, que fica no oeste da Islândia e tem muitas paisagens lindas. Subimos na cratera do vulcão Saxhóll, que tem 109 metros de altura. Lá de cima dá para ver outras crateras e o oceano Atlântico. A Islândia tem mais de 200 vulcões! De lá seguimos para a praia Djúpalónssandur que, como todas as outras que fomos, tem a areia bem preta. Para chegar até a praia fizemos uma pequena trilha passando por pedras vulcânicas e um lago cheio de icebergs. Vários destroços de um navio britânico que naufragou em 1948 estavam espalhados na areia. Dos 19 tripulantes, apenas cinco sobreviveram. O mar estava bem agitado, batia nas pedras com força, espalhando água para todos os lados. Pena que estava bem nublado e garoando. Nossa última parada no Parque foi na região de Lóndrangar, situada na costa sul da península de Snæfellsnes. O que atrai muitos turistas até lá são as duas torres de pedra vulcânica que estão próximas ao desfiladeiro. Uma tem 75 metros e a outra 61, e juntas formam uma paisagem única e um visual incrível! Mesmo embaixo de chuva e forte vento, ficamos por lá cerca de uma hora. Se já estava bonito com o clima ruim, imagine com o dia ensolarado! Como estávamos muito molhados, decidimos voltar ao hotel, trocar de roupa e almoçar. No caminho passamos por uma igreja típica islandesa chamada Búðakirkja. Ela é pequena e charmosa, toda preta com as portas e janelas pintadas de branco. Ao lado dela tem apenas um hotel. À tarde fomos ao Kirkjufell, uma montanha cónica que é um dos símbolos da Islândia. Ficamos no carro mais de uma hora esperando o clima melhorar! Quando deu uma trégua saímos e fizemos uma pequena trilha até a cachoeira Kirkjufellfoss. É de lá que se tem uma vista perfeita da montanha. E apareceu um arco-íris para deixar a paisagem ainda mais interessante! Retornamos para o carro quando a chuva apertou, o frio estava intenso! Fomos embora às oito horas da noite e ainda estava um pouco claro! O plano inicial era tentar ver a Aurora de lá, mas o clima não ajudou, o céu estava completamente nublado! Desde que chegamos à Islândia o tempo de luz do dia aumentou quase uma hora, em 12 dias! No verão o sol chega a estar presente quase 24 horas por dia, esse fenômeno é conhecido como o “sol da meia noite”. Nessa época é impossível ver a Aurora Boreal! Praia Djúpalónssandur Destroços do navio britânico Lóndrangar Kirkjufellfoss 13º Dia - 22/03/2018 Onde dormimos: North Star Hotel (Ólafsvík) Relato: Acordamos tarde, tomamos café da manhã e saímos para dar uma volta na pequena cidade litorânea de Ólafsvík. Passamos pela igreja e pela escola, no caminho vimos várias crianças pequenas indo sozinhas para a aula. Depois subimos até a cachoeira Baerjafoss, cercada de montanhas nevadas que rodeiam o vilarejo. De lá seguimos para Arnarstapi, que também está localizada na península de Snæfellsnes. Lá fizemos uma trilha pela costa, entre a estátua de Bárður Snæfellsás, protetor da península e o pequeno porto de Stapi. O lugar é maravilhoso, cercado de penhascos enormes e repletos de gaivotas! A cada curva um cenário mais bonito que o outro! Ficamos horas passeando por lá! Pegamos chuva, vento, sol e neve! O clima na Islândia muda muito rápido, é impressionante! O arco de lava Gatklettur é a formação rochosa mais famosa da região. Atrás dele está o lindo monte Stapafell, com seu topo nevado em formato de pirâmide. Voltamos para Ólafsvík, abastecemos o carro (como bebe, rs!), comemos, tomamos banho e fomos dar uma volta em busca da Aurora Boreal, mas novamente o clima não ajudou, estava começando a nevar! Vilarejo de Ólafsvík Baerjafoss Arnarstapi e seus belos penhascos Gatklettur Monte Stapafell 14º Dia - 23/03/2018 Onde dormimos: 4th Floor Hotel (Reykjavík) Relato: Saímos da cidade de Ólafsvík rumo à capital do país. No caminho pegamos muita neve e alguns trechos da estrada estavam completamente brancos, muito bonito! Chegamos na hora do almoço e, por sorte, nosso quarto já estava liberado para check in! Deixamos as coisas lá, almoçamos e fomos conhecer a cidade a pé! Ela não é muito grande, tem apenas 126 mil habitantes (a Islândia tem 320 mil). Seu cartão postal mais famoso é a Catedral Hallgrímskirkja, que foi inaugurada em 1986 e levou 41 anos para ficar pronta. Sua arquitetura foi inspirada nas colunas de basalto presentes ao redor da cachoeira Svartifoss. De lá fomos até a orla, passando pelas casas coloridas e ruas estreitas repleta de lojas, restaurantes e barzinhos. Vimos a escultura “Solfar” que representa a história do povo islandês. Logo ao lado está o centro de convenções “Harpa”, com a fachada toda de vidro, muito bonito e moderno. Passeamos pelo lago da cidade que estava cheio de patos e gansos sendo alimentados por algumas criancinhas! De lá fomos comer o famoso cachorro quente da Islândia, que dizem ser o melhor do mundo! O trailer ficou famoso após o ex-presidente Bill Clinton comer um durante sua visita ao país. Os ingredientes são: cebola crua, cebola frita, ketchup, mostarda e salsicha de cordeiro. Não sei dizer se é o melhor do mundo, mas é delicioso e muito saboroso, até repetimos! Fomos a algumas lojinhas e ao supermercado Bônus, o mais tradicional do país. Depois voltamos para o hotel. Catedral Hallgrímskirkja O famoso cachorro quente da Islândia Centro de convenções Harpa Escultura Solfar 15º Dia - 24/03/2018 Onde dormimos: 4th Floor Hotel (Reykjavík) Relato: Fomos a uma das atrações mais famosas da Islândia, a “Blue Lagoon”, que é um spa geotermal com água aquecida naturalmente. Ele fica em um campo de lava a 45 minutos da capital, Reykjavik. A lagoa é enorme, tem 8.700 m², nove milhões de litros de água e temperatura média de 38°C. Ao lado tem uma usina elétrica chamada Svartsengí, que utiliza a atividade geotermal da região para gerar energia. Antigamente a água que sobrava dessa usina era depositada ao lado e como ela era rica em minerais, sílica e algas, algumas pessoas começaram a se banhar ali com o objetivo de curar doenças de pele, como psoríase. Com o tempo, várias outras pessoas passaram a frequentar o local para lazer. Daí, em 1987 criaram o Spa e desde então ele vem sendo constantemente ampliado e renovado. Possui restaurante, bar, área de massagem e até um hotel de luxo. Em 2012 foi considerado pela National Geographic uma das “25 maravilhas do mundo”! Na recepção todos recebem uma pulseira eletrônica que serve para abrir e fechar o armário e para a compra de bebidas. É obrigatório tomar banho antes de entrar na lagoa e tem que ser sem roupa de banho! Guardamos nossas coisas no armário e finalmente entramos naquela água maravilhosamente quente! O ambiente fica todo esfumaçado, o que dá um charme a mais ao cenário! Exploramos cada cantinho e tomamos o drink cortesia para comemorar a viagem incrível! Passei máscara de sílica no rosto que fica disponível em um quiosque no meio da lagoa. Tem que deixar de 5 a 10 minutos, até ficar dura e seca. Faz uma limpeza profunda na pele, dá para sentir a diferença na hora, a pele fica bem macia! Já o cabelo fica muito ressecado, a sílica o deixa duro, tive que ir algumas vezes ao vestiário passar condicionador, que fica disponível para todos. Ficamos um pouco mais de 4 horas por lá e não dá vontade de sair, de tão gostoso! Pegamos sol e neve, o clima na Islândia é realmente maluco! Foi lindo ver a lagoa azulada, a fumaça esbranquiçada e a neve caindo! E não sentimos frio, impressionante! Voltamos para Reykjavík, deixamos o carro no hotel e caminhamos sem rumo pela cidade. Adoramos fazer isso! Depois do jantar arrumamos as malas, pois nosso voo sairia cedo no dia seguinte! Triste partir de um lugar que gostamos tanto! Foi uma viagem incrível, dirigimos 2.560 km, vimos muitas paisagem maravilhosas e aprendemos muito! A Islândia com certeza vai deixar saudade! Blue Lagoon Gastos da viagem para o casal: Gastos Valores: Hotéis* R$5.401,25 Passagem - British Airways (112.000 milhas + taxas) R$883,00 Aluguel do carro - Budget R$6.270,10 Dinheiro R$1.405,45 Cartão de crédito (gasolina e estacionamentos) R$1.977,86 Passeio: Blue Lagoon R$718,61 Passeio: Snorkel Silfra R$1.021,50 Chip celular Easysim4u R$199,11 Seguro viagem Mondial** R$337,98 TOTAL = R$18.214,86 *Todos os hotéis foram reservados no site: www.hoteis.com **Sempre viajamos usando o seguro do cartão de crédito, mas quando a passagem é emitida com milhas, a Mastercard não disponibiliza mais o seguro gratuito.
  7. 1 ponto
    Olá, mochileiros!!! Venho informar que estou preparando o relato de nossa viagem. Em breve começarei as postagens. \o/
  8. 1 ponto
    @Breves como voce nunca pegou carona, a primeira coisa a se fazer é consegui-la, para isso escreva em letras GRANDES numa cartolina o seu destino preterido, isso facilitará para os motoristas saber qual a sua intençao. Evite ficar em locais em que os carros passam em alta velocidade como baixadas e/ou lugares perigosos como em curvas. Lugares assim dificilmente alguem vai parar. Ficar em locais na saída da cidade, posto de combustível, lombada eletronica pode aumentar suas chances. E apos conseguir a carona nao tem como definir um roteiro de conversa, tudo tem que ser no improviso. Provavelmente vao ti perguntar do porque está indo para a cidade informada, o que vai fazer la, de onde voce é, pra onde vai depois, o que faz da vida, etc..
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    DIA 11 - 16 DE JULHO, TERÇA: O dia das melhores Lagunas! Laguna Tuyatjo, Lagunas Altiplanicas, Piedras Rojas! 328km Acorda, café em casa, se enche de roupa, hj o dia vai ser daqueles! Faríamos sozinhos o que as agências chamam de “Lagunas Altiplânicas”, praticamente o cartão postal de SPA. Como tb íamos subir bastante, o chá de coca foi reforçado no café da manhã! Pegamos então a Ruta 23 e fomos no caminho oposto ao que fizemos quando chegamos, como se estivéssemos voltando a Paso de Jama. A primeira lindeza: Laguna Tuyatjo, a mais distante de SPA (160km). No caminho (já tínhamos passado outras vezes mas tava cheio de gente) paramos na placa do trópico de capricórnio! Trópico que por acaso tb passa a poucos km aqui na minha cidade, que tb tem placa e que eu nunca parei pra tirar foto, hahahauaha! Clááááássica! rs Conforme vamos subindo o carro perde potência, é engraçado, mas o consumo, apesar de aumentar na subida, não alterou a média de 19km/L. A Laguna Tuyatjo se vê da estrada, tem um mirante e estacionamento. Vc para por ali e fica o tempo que quiser, que linda! Ela está a 4200msnm, então a caminhada para vê-la mais de pertinho foi naquela sofrência, kkkkk... e o vento fazia o frio ainda mais frio! Laguna Tuyaito, que assim como a Tebenquinche, cada hora tá escrito de um jeito, rs! LindAAAA Começando a voltar, o mirante “Piedras Rojas” tb fica na estrada e é grátis. Na ida tínhamos reparado que tem muitos guardas da comunidade andina fiscalizando toda a extensão do Salar de Talar, onde ficam as famosas pedras vermelhas... e chegando ao mirante, a vista era linda, mas se vê muito de longe... estávamos praticamente sozinhos, mas logo começaram a chegar muitas vãs de agências e partimos. Andamos mais um pouco e vimos uns carros parados no acostamento mesmo, num recuo maior, paramos tb, kkkkk, tipo safari na áfrica – quando um pára, pare tb pq tem bichin! Tinha uma guarita, um guarda e umas pessoas por ali, vimos que o guarda estava orientando algumas e nos aproximamos! Dali sim a vista era sensacional! O guarda tb nos explicou onde não podíamos ir e ficamos obviamente somente na área permitida. WOW, que vista manos! Foto desde o Mirante Foto desde o Mirante Foto de quando paramos na estrada! Quantas cores e bactérias extremófilas, rs! Seguimos, com toda aquela beleza da estrada, aquele paraíso gelado! Eu estava no modo “radiante” por poder estar vendo todas estas coisas!!! Que estrada feia né? rs Rapozinha linda, vimos muitas. Tb tem branca, mas a branca não vimos! E por fim, a última e magnífica atração do dia: as altíssimas (4200msnm tb) e lindíssimas Lagunas Altiplânicas, Miscanti e Miniques! Cada uma tem o nome do vulcão ao lado! E nestas se paga pra entrar, para nós ficou 8.500,00 pesos pq João teve algum desconto que já não me lembro exatamente de quanto. MEO. Que foda esse lugar! As fotos falam por si! Mas não vou colocar muitas, tem que ir lá! Miscanti! Miniques! Será que tava frio? rs Bora voltar! Ainda era cedo mas a gente não tinha almoçado (íamos almoçar em Socaire mas desistimos, só demos uma voltinha) e eu tinha planos que envolviam fazer câmbio de peso chileno para bolivianos, rs. Faltando uns 60km pra chegar em SPA o carro faz um barulhão... eitaaaa... pneu no chão! Um calor da poooorrrraaa e a gente ali naquela descidona trocando pneu! E que bom que foi perto né... neste dia fomos longe e a porcaria do step é daqueles pequenos que tem que andar devagar e por no máximo 80km (recomendação). Partiu trocar pneu! Chegando em SPA fomos direto pra casa pra casa tirar 70% das roupas que estávamos vestindo, hahahauah, e depois até o posto de combustível abastecer (30.000,00 pesos) e perguntar onde tinha uma gomeria, pois todas as minhas buscas no google foram infrutíferas. O frentista disse que era feriado (meo, quanto feriado, rs) e que as gomerias estariam fechadas (pânico mode on, meus planos do dia seguinte estariam arruinados) mas que a gente deveria ir na rua que ele estava indicando (ele pegou meu celular e me mostrou no maps) ver se tinha alguma aberta, lá ficavam TODAS as gomerias de SPA segundo ele, rs. Bora. A tal rua era perto do posto e logo de cara achamos uma aberta. Parecia coisa de filme, claro. O cara catou nosso pneu e foi pro interior do cafofo enquanto um senhorzinho falador se aproximou da gente e ficou fazendo mil perguntas. Demorou tanto que achei que o cara tinha ido buscar látex na floresta amazônica pra fazer meu reparo, mas ele veio enfim e colocou de volta nosso pneu. Era um parafuso que tinha furado... com tanta pedra, pegamos logo um fucking parafuso! Mas ok... precio??? 7.000,00 pesos colegas! Quase 50 reais! Mas ter seu pneu restaurado num deserto em dia de feriado não tem preço não é? No centro compramos empanadas (3.600,00), compramos algumas coisas pro dia seguinte no mercado (11.100,00 pesos) e uns regalos (11.250,00) hahahaha, pq eu tento mas ainda não me livrei plenamente do hábito de comprar bobeiras. E aí, por fim, casa de câmbio, mas antes... QUE C* FOMOS FAZER NA BOLÍVIA DE VERSA? Explico! Dia 17 (amanhã) estava livre no nosso roteiro. Dia 17 era meu aniversário afinal! Eu tinha planos de subir um morrinho, tipo o Cerro Toco, mas João não podia então logo desisti. Tb tinha as Termas de Puritama... ia ser o Ó de chique passar o aniversário numa água quentinha de vulcão... mas a maluca aqui queria algo diferente, como se viajar quase 7000km de carro não fosse diferente o suficiente! E desde que chegamos em SPA, quando passamos pela placa na Ruta 23 que indicava que a fronteira com a Bolívia estava a 700m daquele ponto (a uns 40km de SPA) a ideia de dar uma voltinha em terras bolivianas tinha se aninhado na minha mente! Ali do outro lado estava a Reserva Nacional da Fauna Andina com suas magníficas lagunas (Blanca, Verde e Colorada) e mais kilos de bonitezas. É por onde entram tb o pessoal que vai pro Uyuni! Eu não cogitei o Uyuni pra esta viagem por causa do tempo que seria necessário, e que eu não tinha, e tb pq não sabia como íamos ficar em altitude... não ia arriscar logo de cara com meu bb de 11 aninhos neah! Mas as Lagunas estavam tão pertinho... Da fronteira até a Laguna Colorada eram menos de 100km... eu já tinha achado um blog na internet que tinha feito um passeio de um dia... Fui passando então em algumas agências mas ninguém fazia. Me indicaram perguntar na Colque Tours, uma agência boliviana... onde o moço, brazuka, super gente fina, me disse que eles não tb faziam este passeio de um dia (só para as Lagunas)... mas conversa vai conversa vem ele me disse que era possível sim fazer de carro, desde que nós entrássemos bem cedo (a fronteira abre às 8h) e estivéssemos de volta na fronteira lá pelas 17h (ela fecha as 18h no inverno). ANIMEI MUITO. Baixei os mapas da Bolívia, dei uma olhada nos roteiros e o google falava que tinha estrada no parque... mentiroso, kk. Mas ainda tava com medo. Li de novo o blog e vi que eles pagaram 60.000,00 neste passeio que eu queria com uma agência chamada Atacama Mística... fui lá ver outro dia. Ela é bem mística mesmo, kkkkkk... não tinha ninguém dentro, só aquele cheio de incenso com marijuana... mas logo apareceu lá de dentro um cara com cara engraçada, tipo Jack Black, e perguntamos se ele fazia o passeio. Ele perguntou em quantos estávamos e pra quando queríamos... falei com eles dia 15. Ele disse que levaria a gente sim dia 17, explicou como seria, mas seriam 100 dólares por cabeça mais a entrada do parque, que não era barata! PORRAAANNN, 300 dólares! 1200 reais! Eu até tinha este dinheiro, mas o projeto África me soprou no ouvido “vai de carro mesmo, guarda esse dinheiro pra Botsuana” kkkkkk e eu fiquei de voltar mais tarde caso decidisse ir. Afinal, estava achando que dava pra ir de carro. Pra entrar na Reserva Nacional da Fauna Andina são 150 bolivianos, pra nós 3 seria 450... vi que banheiros são pagos (o banheiro né, um) e poderia ter algo a venda num sei mais onde, resolvi trocar 480 bolivianos que me custaram 52.800,00 pesos chilenos! Mais ou menos 330 reais. Tomamos esta decisão depois de fazer contas e ver que estava “sobrando” dinheiro de tão muquirana que a gente tava sendo, kk! Então depois de toda esta lenga lenga... amanhã vamos pra Bolíviaaaaaaaa! Vamos? Veremos, rs! Gastos do dia (em pesos chilenos) Comida: 14.700,00 Entradas: 8.500,00 Compras: 19.250,00 (incluindo o reparo do pneu, rs) Gasolina: 30.000,00 Câmbio: 52.800,00 (480 bolivianos) CONTINUA
  10. 1 ponto
    Pretendo fazer Península de Maraú, Porto Seguro, Arraial, Trancoso e Caraíva, saindo de Salvador em 05/11 e retornando 17/11. Alguém se interessa? @Claudinha_Lu @Raiza Marques
  11. 1 ponto
    DIA 10 - 15 DE JULHO, SEGUNDA: O dia das primeiras Lagunas! Laguna Chaxa, Tebinquinche, Ojos del Salar! 254km Acordamos com o frio padrão 1 grau e já doloridos de dormir a noite toda sem se mexer... mesmo com kilos de coberta de lhama eu tava passando bastante frio. Os meninos estavam ok, mas eu tava dolorida, resolvi que colocaria mais roupas nas próximas noites. Tomamos café em casa e seguimos pela Ruta 23 em direção a Toconao. Nossa primeira aventura do dia seria a Laguna Chaxa. O google maps, por culpa minha, nos mandou por um caminho besta e errado, rs... era como se fosse uma “entrada dos fundos”. Tudo isso pq todos os pontos corretos do mapa estavam marcados na minha conta google, e neste dia resolvemos navegar pelo celular do Gui... Andamos pra caramba e chegou num ponto que a estrada não ia mais. Que merda. Achei que a Laguna Chaxa estaria fechada. Tinha outros manés perdidos como a gente, kk. Estudando melhor e abrindo o meu mapa vi que tínhamos navegado até “Laguna Chaxa” no mapa do Gui, e o correto seria “Parque Laguna Chaxa”. ER Volta tudo e agora sim, Laguna Chaxa! Entrada 2.500,00 por adulto, João (de 5 a 12) pagou 800,00. O cenário é bem diferente, interessante, bonito. Tinha flamingos para minha alegria, mas eles estavam todos distantes. Eu tava com câmera, tripé e o escambau então consegui algumas fotinhas! O calor é que tava de matar. Sério, a gente tava fritando! Será que tá quente? rs Espelho! Trilha de sal! Flamingos passeando! Flamingos tomando solzinho! Bichinho fofo! Outro bichinho fofo tomando água padrão deserto! Depois do passeio que durou cerca de 1h30 partimos para nossos próximos pontos: Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebenquinche. Mas antes paramos em Toconao. Cidadinha bonitinha até. Compramos uma água de 6L e 1 ímã de geladeira por 4.000,00 (assalto, rs), e um doce horrendo de pomelo que joguei fora, hahahauaha, por 1.000,00. Saindo da cidade ainda compramos uma batata e sorvetes por 2.650,00 e desistimos de almoçar, iríamos nos virar com tranqueiras hj. Toconao Símbolo de Toconao! Em direção a Laguna Cejar fui dizendo pro Gui que era uma Laguna salgadona, gelada e cara, que poderíamos nadar se quiséssemos, mas que eu não achava que valia a pena pelo que li e vi. Seriam 15.000 pesos pra cada um genteeee, João pagando inteira... eram quase 100 reais por pessoa pra ver uma Laguna... e advinhem? Desistimos. Toca pra Tebenquinche. A caminho da Tebenquinche estão os “Ojos del Salar”, um de cada lado da estrada, bem legal. Meus meninos e os olhos do salar! E por fim, a Tebinquinche. Foram 5.000,00 de entrada para nós 3, não lembro se João pagou, se pagou metade ou não pagou nada. A ideia era ver o por do sol aqui, mas chegamos muito cedo e o sol... adivinhem... tava RETARDADO de quente, rs. Até que o Gui teve a ideia que salvou a tarde: “vamos usar os guarda-chuvas que estão no carro”! MEO, CLARO QUE VAMOS. A gente levou guarda chuvas pro deserto mais seco do mundo e isso foi muito bom! Kkkk Salvaguardados pelo amado guarda-chuvas conseguimos andar bastante pela Laguna e tirar fotos... ela é bem bonita. Mas não tirei muitas fotos, e as poucas que tirei não ficaram boas. Pense que ela se parece com a Chaxa, rs! Guarda-chuvas em Tebinquinche! Depois da andança resolvemos voltar. Passeamos por SPA, compramos 2 imãs (2.000,00 pesos) e caramelos de coca (2.400,00 pesos), 1 maçã e 1 pomelo (980,00 pesos) e gastamos 15.800,00 pesos no jantar em um restaurante vegano que não lembro o nome, mas a comida tava boa. A maçã tava divina, comprem maçã! Kk E gente, cachorros em SPA. Os maiores, os mais fofos, os melhores! Kk Querendo escapar! Finalizando os gastos do dia passamos na farmácia e pagamos 8.070,00 pesos em uma pasta de dentes, uma cartela de aspirina e uma de tylenol sinus, eu tava com dor de cabeça de sinusite. Já tínhamos passeado 2 dias por SPA, cancelado ou deixado de fazer alguns passeios (Vale da Lua, Pukará de Quitor e Laguna Cejar), estava ainda assustada com os preços e tinha uma pontinha de “SPA não é tudo que falam” no meu coração. Não que não estivéssemos gostando... mas já tínhamos passado por tantas paisagens surreais que tínhamos acostumado com a sensação de UAAAAUUUU... então ficava na minha cabeça, e na do Gui tb, eu sabia... essa sensação de “não tá tão legal como eu imaginava” rs Felizmente os próximos dias nos mostraram que estávamos errados sobre SPA. Que era mais legal do que imaginávamos sim! 😍 Gastos do dia (em pesos chilenos): Comida: 25.830,00 Entradas: 10.800,00 Compras: 11.070,00 CONTINUA
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    @lqueiroz Acabei de voltar da região com minha esposa. Fomos do Brasil para Puerto Varas, ficamos um dia, alugamos um carro e seguimos para pucon, onde ficamos 4 dias, daí cruzamos a fronteira para a Argentina pelo paso Mamuil Malal e fomos para San Martin de Los Andes, no dia seguinte fomos para Bariloche, e depois de 3 dias cruzamos a fronteira para o Chile pelo paso Samoré Cardenal, e ficamos mais 2 dias em Puerto Varas. Devolvemos o carro e fomos para Santiago de avião e ficamos mais 3 dias. Recomendo muito esse roteiro, a viagem foi excelente. E tivemos uma percepção que eu não tinha visto em lugar nenhum: os lugares mais bonitos que vimos foram na travessia de pucón para San Martin de Los Andes. Vale muito a pena. Se você comprar com antecedência, o aluguel do carro por dois dias para ida e volta de Santiago + gasolina + pedágio sai o mesmo preço de pegar um voo de Santiago para Puerto Varas. Acho que não vale a pena descer de Santiago para a região dos lagos de carro, além do que você perde um dia inteiro na ida e outro na volta. Se você quiser mais informações estou a disposição.
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    DIA 9 - 14 DE JULHO, DOMINGO: O dia da astronomia! ALMA e Vale de Marte! Acordamos às 7h30 com adoráveis 1oC - sempre né! Tomamos nosso café em casa e partimos pra ver se ia dar certo nosso primeiro rolê: visita ao observatório ALMA. Vamos às explicações: O ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) de forma bem resumida é o maior radiotelescópio do mundo. São 66 antenas (cooperação entre Japão, EUA e EU, além do Chile, claro – 23 países) que juntas equivalem a uma antena de 100km de diâmetro. Não espere chegar lá e olhar num telescópio, rs. É um radiotelescópio, capta ondas de rádio, transforma em números (sistema binário) e depois em imagem. 💗 A visita é técnica e MUITO interessante, pelo menos eu achei. Sou chegada no assunto. Mas não se chega até as antenas, que estão a mais de 5.000msnm, a visita ocorre na base que está a 2.900msnm. Tivemos a sorte de ver uma que estava lá para manutenção (100 toneladas cada uma!). Não vou me alongar nas explicações, mas se estiver por SPA num sábado ou domingo se esforce pra ir, é algo que vc só pode fazer e aprender lá. As visitas ocorrem apenas aos sábados e domingos e é necessário agendar pelo site. São gratuitas. Fiz nossa reserva com 4 meses de antecedência e já estava esgotada, ficamos na lista de espera. https://www.almaobservatory.org/en/home/ Chegando ao ponto de encontro, às 8h45, eles embarcam primeiro os confirmados, depois os na lista de espera e depois os que chegaram lá sem reserva e foram dando nomes. No nosso caso todo mundo foi (as 3 categorias que estavam lá esperando), mas procure estar inscrito com antecedência. No busão, vermelhos, indo pro ALMA. Meu jovem mochileiro curioso! Anteninha americana em manutenção! De volta a SPA, cerca de 12h45, nos deixaram no ponto de encontro, que é ao lado do terminal de ônibus e ao lado tb do restaurante mais barato que tínhamos encontrado em SPA: La Picá del Perron, onde almoçamos por 11.700,00 pesos (sandubas). E falando em restaurantes, eu tinha indicação de vários, falam muito do “Las Delicias de Carmen” e do “La Picada del Indio”, mas eles estavam caros pro meu bolso. Aquele lance de PF a 3-4 mil pesos não existe mais, pelo menos na alta temporada, rs. A tal da Heladeria Babalu então, jesuissss... sorvete caro e pro meu gosto, sem graça, rs. Outro recomendado, o Agua Loca, estava interditado, rs! Ao longo do relato vou colocando os demais que visitei. Voltamos pra casa, pegamos o carro e fomos abastecer. A gasolina 93 (a 95 é mais cara) estava 833 pesos o L (incríveis 5,20... hahahahau) e só tem um posto mesmo na cidade então fazer o que! Seguimos para o Vale de La Luna! ATENÇÃO, como eu já tinha lido por aqui, as visitas particulares, seja de bike, a pé ou de carro, estão FECHADAS no período da tarde (das 13 em diante). Só pode com agência. Explicaram que os particulares andam fora das trilhas e estão detonando o lugar... com a proibição de visita à tarde eles praticamente proibiram o acesso sem agência pq de manhã, sem o sol batendo, não tem graça nenhuma. Claro que o lugar é lindo, mas formações rochosas é o que eu mais tinha visto na Argentina e veria muitas ali tb. E dá pra ver panorâmicas do Vale da Lua da estrada, então a gente não ia pagar pra ir com agência não! Seguimos então para um sitio arqueológico chamado “Pukará de Quitor” onde se encontram ruínas de povos antigos da região, mas mais uma vez avistamos da estrada e o que vimos não nos chamou muito a atenção... e tb tava um sol ARDENTEEE e custava 3.000,00 a entrada para cada um. Bota mais este na conta do “não fomos”. Digno de nota: gato guerreiro atravessou seu primeiro rio. Gato guerreiro aprende a nadar! Cara, pra quem curte mais a questão histórica dos lugares é um lugar que não deve ser deixado pra trás, e a gente curte história sim, mas não a ponto de fritar no sol, rs. Então booora pro “Vale de Marte” ou “de la Muerte”. O GPS nos mandou por uma entrada secundária, kkkkk, que não era uma entrada de verdade... mas encostamos o carro na tal entrada, subimos por lá mesmo, no mirante, e pagamos pro guarda que fica ali num posto de fiscalização 3.000,00 cada um. Portanto não fizemos todo o percurso do vale a pé, mas o que vimos e considerando que o sol já estava ameaçando partir, foi legal e o suficiente para nós. Entrando pela porta dos fundos, rs Vale de Marte! Lindão. Quem entrou pelo lado certo chega aqui a pé pela estrada que se vê na parte de baixo. Mais dele! Pessoa triste pq quase não gosta de "pedra"! rs De lá fomos no famoso Mirador “Piedra del Coyote”, onde vc paga 1.500,00 pesos para assistir o pôr do sol dando cores diferentes ao Vale... dispensável na minha opinião. Depois vimos que um monte de gente para mais pra frente na estrada e assiste a mesma coisa sem pagar, hahahaha! Bonito... Pedra del Coyote Tb tinha um grupo de americaninhos em seu aninho sabático fazendo merda por lá e isso me irritou um pouco... vai ver eu tô velha demais pra ver adolescente fazendo babaquice, kkkk! Durante a tarde e depois que voltamos gastamos entre comida e bebida no mercado mais 12.250 pesos. Eu comprava coisas em locais variados, bebidas na única loja de bebidas, e comidas onde já tinha visto o que era mais barato... vale entrar em tudo e ir olhando. Jantamos qualquer coisa em casa mesmo! Gastos do dia (em pesos chilenos): Combustível: 11.000,00 Comida: 23.950,00 Entradas: 13.500,00 Foto despedida do dia: Licancabur rosa! CONTINUA
  14. 1 ponto
    DIA 8 - 13 DE JULHO, SÁBADO: O dia das estradas mais lindas! SSJ > SPA, 473km, 7h Ansiosíssimos, saímos às 7h40 de casa rumo ao Atacama! Pegamos uma garoa leve e uma forte neblina no começo da nossa viagem (Ruta 9), que logo foi dissipando. Chuva e neblina pra começar! Já tínhamos passado outras vezes por este trecho. O caminho era Ruta 9 até Purmamarca e depois Ruta 52 até a fronteira. Até Purmamarca já conhecíamos, depois disso foi surpresa atrás de surpresa! E não tem mais polícia. Nem sinal de celular, nem gente, nem civilização, rs. Já esperávamos pelas Salinas Grandes e Cuesta Lipan, mas a beleza da estrada vai muito além! Talvez pela minha formação acadêmica e amor profundo pela geologia, todos aqueles paredões coloridos, vegetações e animais me contavam histórias que eu só estudei em teoria, então eu era puro fascínio. Em minha opinião, a estrada mais bonita que já tive o privilégio de cruzar! Eu não canso nunca de tanta beleza! Nem queria mesmo! Cuesta Lipan! SEN-SA-CI-O-NAL Em um ponto da estrada, atravessando as Salinas Grandes, tem uma estrutura permanente de turismo. Não paramos pq queríamos chegar em SPA mais cedo, deixamos pra volta! E a estrada segue magnífica cheia de Lhamas e Vicunhas! Ainda na Argentina, Salinas Grandes! Grandes mesmo! Vicunhaaaa! Milhões de lhamas nas estradas! Uma forma fácil para diferenciar estes bichinhos: a vicunha e o guanaco são animais selvagens e bem parecidos entre si, bem esguios, mas é mais comum encontrar as vicunhas, que é a menor das 4 espécies. A Lhama e a alpaca são domesticadas, e vc vai ver kilos de lhamas com aquela sua carinha típica! A Alpaca não vi por lá, elas são muito comuns (criadas) no Peru e Bolívia por causa do seu pelo maravilhoso! Ela parece um urso de tão peluda, rs. E falando em bichinhos, tb tem muito burro e outros animais perambulando pelas estradas. Além do puta estrago e perigo que oferecem a vc e seu carro, a casa é deles... devagar gentes! Depois de muita maravilha (eu já não lembro a ordem), além de um monolito indicando a altitude local, vc vai passar por Susques, uma cidadinha tb parada no tempo. Tem um único posto de combustível, o Pastos Chicos, que parece coisa de cinema, rs! Pegamos pouquíssimo movimento na estrada, então a sensação de estarmos sozinhos no mundo era bem doida! Para o alto e além! Como disse o Gui: foi pra abastecer num posto desses que eu virei uma máquina de dirigir, kk! Esta é sua última oportunidade de abastecer antes da fronteira, e como a gente não sabia bem se na fronteira teria combustível, completamos (1000 pesos, 53,80 por L – a mais cara da viagem). A gente chegou a entrar no restaurante que tinha lá. Pagamos pra usar o banheiro (10 pesos cada) e tínhamos a ilusão de que poderíamos comer alguma coisa, hahahauaha, mas não tinha nada além de gatos, cheiro estranho, muitas bitucas de cigarro e uma senhora combinando com tudo isso! Seguimos comendo as porcarias do carro, kk! E finalmente: FRONTEIRA! Paso de Jama! Paso de Jama! Estava com pouca gente, mas foi meio confuso achar onde ir. Depois tudo certo, vc vai passando por uma sequência de guichês que vão te tirando da Argentina e te colocando no Chile, rs. Carimba saída da Argentina, entrada no Chile, cadastra o carro e o condutor, te dão uma autorização pra dirigir, papeizinhos de entrada, vc preenche formulários dizendo o que tá levando, o carro é revistado, enfim! Foi uns 40 minutos até podermos seguir. Vale a pena destacar: a) Mesmo com passaporte te dão uns recibos de entrada. GUARDE, pq sem eles vc não sai. b) Essa autorização que te dão pra dirigir GUARDE, sem ela vc não sai. c) Formulário e revista fitossanitária: já ouviu falar que são chatos né? São mesmo. O país deles é um tripa entre mar e montanha e qualquer pequeno bichinho/plantinha pode destruir a economia deles. Já evite levar qualquer coisa que possa te complicar: qualquer coisa in natura, derivados de mel, leite e carne e por aí vai. E caso tenha dúvida, preencha no formulário que leva algo que não pode, aí eles vão vistoriar e retirar sem risco de multa. Se vc declarar que não tem e tiver leva bronca e multa. Conversando com a moça enquanto eu preenchia o papel eu disse que tinha comida no carro, mas tinha dúvida se alguma era proibida. Disse que tinha chá de coca industrializado, caramelo de coca e amendoim (além de bolachas e outras coisas que sabia que não seriam problema), que era o que me gerava dúvida. Ela mesma me orientou a preencher que tinha “orgânico” e no fim das contas não confiscou nada. Na fronteira tb tem banheiro e atendimento médico, afinal a gente passa por 4.800msnm e a fronteira está em 4.200 mais ou menos. Mas estávamos bem tranquilos. ADELANTE, estávamos no Chile, a Ruta 27 nos levaria até SPA. "Você coleciona alguma coisa?" Sim, placas! MUITO gelo na estrada, muito rio congelado, cenário lindo! A Ruta 27 cruza a Reserva Nacional dos Flamingos e diversos salares, entre eles o famoso Salar de Tara, Monges La Pacana entre outros, então a estrada já faz parte do passeio! Rio congelado! Muita neve na beira da pista! Amado Salar e Laguna de Tara! Salar e Laguna de Tara! Salar e Laguna de Tara! Verdinho aqui! Passado um tempinho, tudo que vc subiu agora vc vai descer. VERTIGINOSAMENTE, rs. Tem um escape de brita pra veículo sem freio a cada 700m. CUIDADO pra não fritar seus freios. O carro embala em terceira! E da série “coisas curiosas sobre a altitude” (a gente já tinha flagrado tudo isso na Argentina): 1 – Refri ruim: em altitudes elevadas os refrigerantes ficam com um gosto mega estranho e o gás sai todo de uma vez. Tenho teorias sobre o assunto mas não tenho certeza então melhor ficar quieta. kk 2 – As garrafas pet: vc vai tomando água loucamente, LOUCAMENTE e então, na volta pra casa (quando a altitude está diminuindo), suas garrafas (vazias) começam a se retorcer dentro do carro como se alguém as tivesse apertando. Parecia pedra batendo na lataria e até descobrirmos que as garrafas estavam tendo um infarto a gente achou que tinha duende jogando pedra no carro. Essa tá fácil. A garrafa se encheu de “ar rarefeito” lá no alto, que cria pressão negativa quando descemos... a pressão atmosférica maior fora do que dentro da garrafa amassa ela inteira. Garrafa 4.500msnm x garrafa 2.500msnm 3 – Os sacos de chips inflam e estouram: eles já tinham inchado antes, mas o primeiro que estourou quase nos fez bater o carro, hahahaha! Vc sai com ele “do baixo” e dentro dele o ar está compatível com a pressão em que foi envazado. Conforme vc sobe ele vai inflando, pois a pressão atmosférica de fora do chips está bem menor que a interna! O ar quer sair... BOOOM! Chips pré-estouro (o amarelo de baixo estourou na Bolívia dias depois). 4 – Digestão lenta: esta é mais difícil de perceber talvez, mas reparem que sentimos menos fome em altitude. O que vc comeu no café da manhã vai ficar na sua barriga por bastante tempo... reparei isso logo de cara pq sou diabética e a digestão quase inexistente pela manhã me levada a hipoglicemias severas no início do dia (queda de açúcar no sangue), pois eu tomava insulina mas não tinha glicose no sangue... aí eu tomava kilos de líquidos ricos em açúcar e no fim do dia tinha o efeito contrário... quando tudo fazia digestão de uma vez a taxa de açúcar aumentava um monte (hiperglicemia). Percebi isso bem rápido e ajustei meu tratamento. Passado o momento ciência, hahahauaha, chegamos! Chegamos em SPA! O Atacama não é só o deserto mais árido e alto do mundo, é de outro mundo. SPA: uma cidade perdida na areia cheia de gente do mundo todo atrás de aventura! Era bom estar ali. Mas não vou colocar fotos de SPA pq já abusei de fotos neste post, rs! O programa do dia, além da lenta passagem já relatada acima, era chegar, largar malas e reconhecer a vizinhança, vulgo comer, trocar dinheiro e ajeitar o que ainda estava pendente, então vamos por partes: Largando malas: encontramos nossa anfitrião (gente fina) que nos explicou o funcionamento das coisas (internet etc) e só deixamos as malas mesmo. Como já disse lá no começo, foi um quarto triplo bem simples e banheiro privativo com acesso a cozinha compartilhada com mais um quarto. Reconhecer a vizinhança: saímos a pé rumo ao “centro”, que são as imediações das Calles Toconao, Tocopilla e Caracoles. Algumas ruas têm pavimentação em um tipo de paver, mas a maioria é de areia. Trocando dinheiros: eu tinha 670 dólares comprados a 3,85 e 700 dólares comprados a 4,23, portanto média cada dólar meu valia 4,05. A melhor cotação de SPA (que encontrei, não procurei todas, rs) estava pagando 680 pesos chilenos no dólar e 160 pesos no real. Eu ia trocar apenas 570 dólares pra começar (#projetoafrica kkk) então a conta foi: 570 dólares x 680 pesos: 387.600,00 pesos chilenos. Esta quantidade de dólares me custou 2.308,5 reais. Se fosse comprar pesos com reais, 2.308 reais compraria apenas 369.280,00, portanto tava super valendo a pena, para mim, considerando os preços que paguei no dólar, comprar peso com dólar. É quase sempre assim no deserto, mas verifique na data da sua viagem. E para efeito prático de conversão eu dividia os preços em peso chileno por 160 pra saber os valores em reais. E tenha em mente: ATACAMA É CARO PRA CARALHO! Agências: Os tours guiados, mesmo nas agências mais baratas, são caros! Mas tem pra todo bolso, gosto e tipo. Nós decidimos antecipadamente que queríamos fazer 2 tours guiados (Geiseres e Lagunas Escondidas de Baltinache), no último dia, para descansar do volante, para ter a experiência dos guiados, pq eu queria obter mais explicações nos Geiseres e pq me disseram que estrada até as Lagunas Escondidas estava péssima. E eu tinha um dia livre pra decidir o que fazer ainda! Acabei recebendo muita indicação da agência FlaviaBia, mas fala sério, não era pra mim. Pode ser o Ó de boa, mas os preços chegavam a ser o dobro das outras, bem distantes do meu orçamento mochileiro. Depois de muita peneira fiquei entre 3 pra fazer os guiados: Araya, a mais cara (das minhas) e super bem recomendada, 123 Andes, muito bem avaliada, famosa aqui no mochileiros e intermediária com relação a preços, e Atacama Trips, a mais barata, e que segui de perto pelo Insta e achei bacana pelas trocas de mensagens e e-mails. Faltando um mês pra nossa trip a 123 Andes fez uma promoção (eu tb seguia eles no insta), concedendo 30% de desconto para reservas com no mínimo 90 dias de antecedência, mas acabaram fechando pra mim faltando só uns 30 dias (acho que fecham pra qualquer data na verdade, rs). Apesar dos kilos de conselhos, que endosso, de não fechar os passeios antecipadamente, paguei pra ir com eles antecipadamente pela facilidade de pagar em real por transferência bancária sem ter que ficar me preocupando com câmbio. Em peso os dois passeios ficaram 50.000,00 por pessoa, fazendo todas aquelas contas de câmbio mencionadas acima. Na prática paguei 932,00 reais para nós 3. PORTANTO, embora eu tenha visto muita propaganda de agência por lá, com várias oferecendo “pacotes” de 2-3 passeios por 40.000 pesos, não vou saber indicar preços exatos, pois pesquisei só estes 2. Então especialmente se vc vai fazer vários passeios, deixe pra fechar lá! Os preços tabelados que eles divulgam em sites e e-mails são facilmente negociados! Ainda mais em grupo ou contratando vários tours. Voilá, passei na agência só pra dizer que tinha chegado e conformar meus passeios dia 18 de julho. Tudo certo, bora bater perna! E começa o espanto: gastamos 2.250,00 pesos (~14 reais) em meia dúzia de porcaria na padaria, 3.800,00 (~23 reais) em uma garrafa de vinho e uma cerveja, 4.450 (~28 reais) num mercado comprando coisas pro café da manhã do dia seguinte, e 10.800,00 em 3 sanduíches de janta e incríveis 6.000,00 em 3 sorvetes na famosa (e meia boca na minha opinião) Heladeria Babalu. Pedimos antes de ver o preço, hahahauaha! Quem converte não se diverte mas olhe... QUE FODA! Partiu dormir né? Hahaha Gastos do dia Em pesos argentinos: Combustível: 1000,00 Compras: 30,00 Em pesos chilenos: Alimentação: 27.300,00 Câmbio: 570 dólares x 680 pesos: 387.600,00 pesos chilenos Mas vou finalizar este post com uma foto que faz tudo tudo tudo valer a pena quando vc pega a estrada! Licancabur, SEU LINDO. CONTINUA
  15. 1 ponto
    Uma outra opção, que já usei do aeroporto para Miraflores, foi a van do Quickllama: https://www.quickllama.com/en/home/ S/. 15,00 até a garagem deles em Miraflores, ou S/. 20,00 até o seu hostel em Miraflores.
  16. 1 ponto
    Ainda se não for em Miraflores (San Isidrio, Barranco, etc, que são outros lugares que os turistas se hospedam) recomendo pegar o transfer do aeroporto e descer em Miraflores e de lá pegar um táxi. Pra mim o melhor aplicativo de táxi em Lima é o BEAT. Tem a maior oferta de motoristas e melhores preços. Só uso este app lá.
  17. 1 ponto
    @Lily Farias Quando viajo de avião, tento conversar com outros passageiros, já dividi táxi várias vezes. Se sua mala não for grande, tem ponto de ônibus próximo do aeroporto, quando fui pegamos uma lotação até para já entrar no clima da cidade. Como vai sozinha e se tiver mala grande, siga a sugestão [email protected] @poiuy é muito mais seguro. Boa viagem!
  18. 1 ponto
    Não há metrô em Lima, somente ônibus. Se você ficar hospedada em Miraflores, em um local próximo ao um dos pontos onde o ônibus para, dá para usar o ônibus expresso do aeroporto que o Henrique recomendou. Quando eu fui a Lima usei este ônibus expresso e achei bem seguro e confortável, mas se você não for ficar em Miraflores ou se for ficar num lugar distante de um dos pontos do ônibus expresso, ou se estiver com mala grande, é melhor ir de táxi/uber mesmo. Aeroporto é o local perfeito para taxistas desonestos aplicarem golpes, então na hora de pegar um táxi no aeroporto, se você não conhece bem a cidade para saber que está sendo enganado, sempre contrate o táxi nos guichês que ficam dentro do aeroporto, evite pegar táxi do lado de fora do aeroporto ou do pessoal que lhe aborda na saída da sala de desembarque. Sempre vá na fila do guichê da empresa de táxi, informe o destino e eles já lhe falam o preço aproximado que vai ficar, e geralmente eles tem a opção de contratar a viagem por preço fechada, o que dificulta os golpes.
  19. 1 ponto
    Metrô não tem em Lima. Eu já tive experiência com Uber, mas no sentido contrário, de Miraflores pro Aeroporto, e foi bem positiva. A corrida do Uber até o aeroporto saiu por 45 reais em out/18, percurso de quase 1 hora
  20. 1 ponto
    Pega o Airport Express que é mais seguro e muito mais barato. https://www.airportexpresslima.com/es/
  21. 1 ponto
    É fácil o deslocamento. Fica perto, aproximadamente 8km. Sempre tem ônibus, vans, caronas e tal. Se vc vai ficar em Tibau por uma questão de economia dê uma olhada no booking que tem vários hostels com um preço super acessível, muito perto de todos os points da localidade. Agora se sua opção de Ficar em Tibau for rodar o máximo, acho super de boa, pq tem uma balsa que da acesso a outras praias. Ficando em Pipa vc economiza o transporte, pq la vc faz tudo a pé, é tudo muito perto.
  22. 1 ponto
    @Tasciana, em Caraíva tem o forró do Pelé e o do ouriço que são massa, vale a pena ir curtir a noite e no final do forró ir à praia pra ver o sol nascer. Vou pra lá entre o dia 12 e 13/09.
  23. 1 ponto
    Descrevi nos outros posts como foi essa aventura de 9 dias mas nesse último, pretendo colocar as informações cruciais para quem vai montar um roteiro para conhecer esse local maravilhoso. Notei muitas pessoas fazendo o estagio para serem guias no local. A contratação de um guia é muito interessante por esses terem um papel muito importante na preservação e em orientações de segurança. Nos passeios de São Jorge e Alto Paraíso o FELIPE RASTAFARE 061 9169-5632 nos deu muitas orientações e nos ensinou coisas que pelo simples fato de andar na trilha ou pesquisar bastante não saberíamos porque grande parte do conhecimento é passado de forma oral. Ele nos mostrou onde podíamos mergulhar e levava equipamentos de segurança. Cobrou um preço camarada e foi possível a divisão desse valor pelo grupo. Além de ter transportado uma galera no carro dele e cobrar um preço muito bacana. Em Cavalcante, os guias ZEZINHO 062 9689-4358 e TOTA 062 9673-0765 me conduziu e orientou no território Kalunga e Complexo do Prata. Todos os 3 reforçaram a importância de levarmos nosso lixo de volta e o cuidado necessário para que aqueles locais sensacionais não acabem. A presença do homem causa um impacto mas a nossa missão é preservar e minimizar o máximo possível esse dano. Grande parte dos atrativos são acessados após uma certa caminhada, então é interessante levar um chapéu ou boné, protetor solar e bastante água para as trilhas e com certeza, a caminhada vale e muito a pena. Eu observei a vegetação aparentemente seca, o chão pedregoso e arenoso em alguns pontos e me perguntava como um local daquele havia tanta água. O cerrado é a caixa d'água do Brasil e esses rios levam vida e esperança para diversos municípios e estados. Tive o prazer de conhecer uma galera Sensacional e o grupo se deu super bem, então aproveito o espaço para externar essa alegria e agradecer a LILIAN, MARINA, BERNARDO, PEDRO, ALINE, SALOMÃO, CAMILA, GRINGO, LYU, ANGEL (fez o mirante da janela e cachoeira do segredo conosco, menina raiz), FELIPE RASTAFARE, CHINA, COLECI, LUAN, BETO, TOTA, ZEZINHO E MUITO OUTROS QUE NÃO LEMBRO MAS ME AJUDARAM DE ALGUMA FORMA. Me hospedei 3 dias em Cavalcante na Pousada SOL e paguei 40,00 por dia sem café, quarto privativo. 062 9634-6132 3 dias em Alto Paraíso no Hostel Aventura e paguei 45,00 por dia com um café excelente e quarto coletivo 062 3446-1645 4 dias em São Jorge no Hostel Kxueira e paguei 50,00 por dia, quarto privativo e s/ café 061 8185-1050 Locais excelentes e estar no hostel proporcionou a experiência de conhecer muita gente. Gasto Total de viagem Transporte (ônibus em todo os percursos e ajuda no combustível no carro do Bernardo) 910,00 Estadia 455,00 (10 dias) Alimentação 565,00 Passeios 210,00 em atrativos + 675,00 em guiagem ( sendo que em cavalcante foi 530,00 e estava sem carro e sem grupo, o guia me levou em seu veículo e esses locais têm a exigência do acompanhamento do guia - valeu a pena) 885,00 outros 90,00 em artesanatos e presentes. TOTAL DA VIAGEM 2905,00, SE EU ESTIVESSE EM GRUPO E COM CARRO DURANTE TODO O PASSEIO SAIRIA MAIS EM CONTA mas não abriria mão da guiagem porque foi o fator que mais me fez aprender.
  24. 1 ponto
    Terça-feira e último dia de passeio ( pelo menos para mim). Fizemos uma trilha mais light e fomos ao Vale da Lua. O local me impressionou demais e se mostrou muito diferente daquilo que tinhamos visto até aquele momento. Mergulhamos e tiramos bastante fotos para aproveitar aquele "solo lunar" que era uma novidade extraordinária para todos nós. A água que corre nesse local é muito cristalina e agradável. Não fomos com guia porque a trilha é muito curta e bem definida mas a presença do guia enriquesse o passeio com a explicação da formação daquele local surpreendente. Pagamos 20,00. É possível conhecer mais um atrativo na chapada no mesmo dia, por ser rápido o deslocamento nesse local. Saímos de lá às 14:20 e seguimos para o Rancho do Waldomiro para comermos a Matula ( parece um feijão com ervilha e carne). A comida é boa demais e valeu a pena pois pagamos cerca de 40 reais por pessoa e comemos a vontade. Além da matula, vem aipim frito, arroz, salada, carne e abóbora. Após o almoço, a galera me deixou em Alto Paraíso e voltei para o Hostel pois no dia seguinte iria embora.
  25. 1 ponto
    Na segunda-feira (10/6) nos despedimos do amigo Bernardo que precisou voltar para SP e fomos para a trilha dos Cânions e Carioquinhas no Parque Nacional (obs: esse dia o parque fecha e só é possível fazer a trilha com a companhia de um Guia credenciado). O Felipe nos conduziu e nessse dia 3 meninas se juntaram ao nosso grupo. Seguimos para os cânios e após apreciarmos o local, pulamos e tomamos banho. Em seguida, fomos para a Cachoeira das Carioquinhas. Nosso guia disse que na década de 90 duas cariocas acamparam por uma semana naquele local e a família, sem notícias imaginou que as mesmas estavam perdidas. Os turistas que visitavam o local diziam que queriam conhecer a cachoeira das cariocas e assim ficou conhecida como Carioquinhas. Nosso guia nos mostrou um local chamado rodoviarinha onde as pessoas se encontravam para partir ou serem conduzidas para diversos pontos da chapada, na época dos bandeirantes. Conhecemos um bioindicador de ouro ( uma árvore) e outras diversas plantas com suas opções de uso. Na cachoeira carioquinhas o visual é sensacional e existe diversos pontos de banho, um desses,parece um buraco numa pedra e é muito convidativo para um pulo. Curtimos e muito a tarde nesse local.
  26. 1 ponto
    No domingo a galera foi para Cavalcante e eu fiquei em São Jorge. Separei esse dia para conhecer a trilha dos saltos de 120 metros do parque nacional e foi um momento de caminhar na trilha sozinho e refletir sobre diversas coisas da vida. Notei muitas coisa que o nosso guia Felipe Rastafare 061 9169-5632 nos ensinou e fiquei surpreso com a diferença desse bioma (cerrado) e o do local onde vivo (mata atlântica). Segui na trilha e por orientação no dia anterior do felipe, fui primeiro para as corredeiras do Rio Preto para dar um mergulho e depois seguir para o Mirante do Carrossel onde existe um cânion gigante. Cada local tem sua particularidade e a experiência de conhecer esses locais é indescritível. Segui para a Cachoeira do Garimpão com sua queda dágua de 80 m e fiquei extasiado pelo tamanho daquele poço que parecia mais um lago. Existe uma corda delimitando a área de banho, creio que seja assim pelo poço ser muito fundo mas é uma baita contemplação. Depois de muitas fotos e mergulhos, segui para o salto de 120m, o mesmo observado do mirante da Janela. Fiquei surpreso pela imponência daquele lugar onde as pessoas não tem acesso para o banho e lá de cima da para observar o caminho que o rio segue. A área do parque nacional era um local explorado por garimpeiros pois nessa região existe muitos cristais e após a instalação do parque, esses garimpeiros foram convidados a abandonarem as atividades e se tornarem condutores de turismo na região, para ocorrer a preservação. É possível notar em diversos pontos do parque os locais onde eles faziam a extração desses cristais. (tudo ensinado pelo FELIPE RASTAFARE). Cabe ressaltar, que durante o passeio vi estagio de algumas pessoas que estavam se tornando para serem guias e preservar toda aquela beleza contemplada por todos nós.
  27. 1 ponto
    No sábado resolvemos inovar e levantamos as 04:30 para começarmos a trilha as 5:00 com destino ao Mirante da Janela. Cada Chapada tem seu mirante e esse não fica para trás em beleza. Caminhamos entre as pedras e tivemos mais uma instrução de qualidade. Nosso guia, o Felipe Rastafare nos mostrou a cachoeira do abismo que ja estava quase sem água e nos apresentou os niquens (fungo que habita em algumas rochas e ele só se desenvolve em locais onde o ar é puro em pelo menos 99%), ou seja, bio indicador de ar puro. Enquanto caminhavamos, precisavamos de lanternas pois o sol não havia saído mas o alaranjado da Aurora já surgia no céu. No fim da trilha chegamos a uma estrutura de madeira e notamos o tão comentado Mirante da Janela. Lá tiramos bastante fotos e tivemos mais uma explicação sobre a geologia do local. as pedras que tinham marcas arredondadas, provando que tudo aquilo já tinha sido o fundo do mar nos foram apresentadas, além das marcas que seriam os corais. Durante o deslocamento notamos uma jararaca e o felipe orientou ao grupo sobre o cuidado com o animal e o respeito, deixando que a mesma seguisse o caminho dela pois nós estavamos em seu habitat. Além da trilha em si, o passeio foi muito agregador por conta desse apelo a preservação da vida animal e do Cerrado num todo. Voltamos para a vila de São Jorge para tomarmos café e em seguida fomos para a Cachoeira do Segredo( possui um poço grande com águas verde esmeralda e uma queda dágua de 110 metros de altura, segundo nosso guia). O local é dentro de um cânion e em todo momento que estivemos la, o sol não batia por conta da altura desse cânion. A galera achou a água muito gelada mas estava ótima e o segredo é não ficar parado. obs: o guia informou que apenas em setembro a posição do sol possibilitava que seus raios incidissem sobre o poço por completo. Para chegar a esse local atravessamos o rio algumas vezes e andamos cerca de uns 3kms mas valeu muito a pena. Tomamos banho num poço do caminho que apesar de ter a mesma água do segredo, tinha sol e a sensação térmica estava mais agradável. Nosso guia nos explicou porque esse local é chamado de segredo e não vou dar spoiler kkkk, la quem for saberá o porquê. Para fechar o passeio fomos para um local de águas termais, senão me engano, águas termais do morro vermelho. A água estava excelente e ficamos umas 2 horas nesse local, o sofrimento é sair a noite dessa água mas valeu e muito a pena. Assim, se encerra o passeio de sábado.
  28. 1 ponto
    Na 6° feira, foi o dia que marcamos de fazer a CATARATA DOS COUROS e indico guia para o local porque é muito pouco sinalizado. Nesse momento aproveito para falar de um cara que nos guiou, se mostrou um amigo e nos ensinou muito mas muito mesmo sobre o CERRADO. Felipe 061 9169-5632, conhecido como Rastafare. Ele nos apresentou diversas plantas, a formação geológica do cerrado, a importância do fogo para o cerrado, as árvores antigas, o candombá, a canela de ema, a mandioca brava e diversas outras plantas. Desde o primeiro momento nos recebeu muito bem e nos conduziu em segurança porque isso é essencial. Nesse dia acolhemos uma galera e o Felipe se pôs a disposição de busca-los em alto paraíso e conduzi-los (SALOMÃO, LILIAN, CAMILA), o gringo rs e Marina tbm somaram com o nosso grupo. Galera nota 10000000000. Visitamos a Cachoeira da Muralha, as Corredeiras do rio dos couros, a Almécegas 1000 e outros que não lembro nome. O volume de água é absurdo e a paisagem é sensacional. Aprendemos que aquele local era o cortiço dos Bandeirantes que tanto andavam pela região e la preparavam a pele do veado caçado naquele local. Ouvimos diversos porques dessa região ser conhecida como Chapada dos Veadeiros ( felipe nos disse por conta da quantidade de veado que habita naquele local e os cães utilizados na caça, conhecidos como veadeiros).
  29. 1 ponto
    Na 5° feira eu encontrei um cara muito gente boa, chamado Bernardo. Ele alugou um carro em Brasília e marcamos através do facebook para fazermos alguns passeios juntos ( aline e pedro também estavam nesse grupo mas chegariam apenas mais tarde), nos encontramos em alto paraíso e seguimos para a fazenda Volta da serra para conhecermos a Cachoeira Cordovil e o poço das Esmeraldas. Vale lembrar que uma opção para conseguir agrupar para passeios seria a ida ao CAT de Alto Paraíso ou entrar em contato com os guias locais pois as vezes eles ja possuem um grupo agendado e daí fica mais fácil de somar com a galera ou procurar o pessoal que programou passeios pela comunidade do face (Conexão Chapada carona solidaria). Seguimos 27 km em direção a São jorge e entramos na fazenda volta da serra. Pagamos 25,00 cada um e seguimos para o estacionamento. De lá fomos a pé cerca de 4km até a Cachoeira Cordovil e digo sem medo de errar que é uma da mais tops da chapada. La encontrei o COLECI, guia que me ajudou e muito com as dicas ( foi a partir do que ele falou que eu montei meu planejamento e comecei por cavalcante) 061 9809-3603. Agradeci e muito a ele pois me indicou bons lugares e não tinha ideia de como me ajudou. Super indico tbm os serviços dele. Saímos do Cordovil e fomos a cachoeira do encontro, cachu pequena, mais para foto. depois fomos para o poço das esmeraldas e que lugar maneiro. Água muito Cristalina e poço bem fundo, bom para quem gosta de pular na água. Nadei bastante e pratiquei snorkeling nesse local. Seguimos para a cachoeira do Rodeador e apenas observamos o local pois estavamos com fome e resolvemos ir almoçar em São jorge. Mais tarde, cerca de 17:00 encontramos a Aline e o Pedro e fomos para o JARDIM DE MAYTREA para usufruirmos de um belo por do sol.
  30. 1 ponto
    Na manhã da 4° feira peguei a lotação novamente as 05:40 e fui para Alto Paraíso (Capital da Chapada dos Veadeiros) e me hospedei no Hostel Aventura que é um dos mais conceituados. fui muito bem recebido e orientado sobre os atrativos. Separei esse dia para conhecer Loquinhas, então deixei minha bagagem e segui para esse local. Andei cerca de 4km e ao chegar pude observar a estrutura para facilitar o acesso ao publico de todas as idades. a trilha é suspensa, feita de madeira e conduz até os poços formado por esse rio. na beirada do poço ainda há uma escada de madeira para que a pessoa possa entrar na água, é um local para ninguém colocar defeito. Paguei 35,00 para conhecer esse atrativo e a minha intenção era seguir na parte da tarde para a Cachoeira dos Cristais porém gostei tanto de Loquinhas que la permaneci o dia inteiro e depois voltei para o Hostel. existe oro circuito chamado de violeta e o local é para contemplação de banho, mas preferi o circuito Loquinhas. Galera, super indico o HOSTEL AVENTURA 062 3446164, beto é muito gente boa e o café da manhã do local é sensacional. O PREÇO era 49,00 mas me deram 10% de desconto por pagar em dinheiro. saiu a 44 reais a diaria.
  31. 1 ponto
    Conversei com o TOTA 062 96730765 e acertamos para na terça-feira (4/6) irmos ao Complexo do Prata. Não consegui grupo e ele fez um preço camarada (350,00) com lanche, o translado de carro - cerca de 64 km de cavalcante, quase Tocantins - e guiagem. Saímos as 6:00 e foi muito sacrificante para o carro dele, um chevrolet corsa pois a estrada estava ruim. Chegamos as 07:45 no local e fiquei surpreso pela água cristalina. Visitamos os poços da parte alta : Cachoeira Pratinha, Vale de Marte, 3 marias e Cachoeira da cortina. Em seguida fomos para a parte baixa e fizemos uma trilha de 14 km(7 de ida e 7 de volta) passando pelo Quinto poço, poço da perereca, rio dourado e a Cachoeira mais bonita, O REI DO PRATA. Em Seguida fomos ao mirante, o local é SENSACONAL. Paguei 20,00 para conhecer esse complexo e esqueci de comentar mas os preços das cachoeiras na comunidade Kalunga foi 20,00 Sta barbara, 10,00 CANDARU E 10,00 CAPIVARA. La tem um translado de veículo até o início da trilha por um preço de 5,00 ida e 5,00 a volta (Comunidade do Engenho 2). Muitas pessoas que moram em Cavalcante nunca foram no Complexo do Prata e esses não tem noção do que estão perdendo pois o local é demais. Viajei 1500km para conhecer essse local e não poderia perder a oportunidade de conhece-lo. Em Cavalcante, jantei no Restaurante Baru e paguei 15,00 na refeição. a comida é muito boa. Obs: Um guia me disse que esse rio é conhecido como rio da prata por suas águas serem tão cristalinas que os peixes parecem moedas de prata.
  32. 1 ponto
    Oi Thiago. Islândia, Canadá, Alaska (EUA) e todos os países da Escandinávia são os lugares viáveis. Eu ainda não fui mas será a minha aventura do ano que vem. Vou tentar na Islândia pq tenho outros interesses por lá, mas minha segunda opção seria Noruega. Sei que todos estes países tem custos altos, é por isso que estou me planejando com antecedência. Escolhi a Europa pq não tenho visto americano nem canadense e não tô afim por hora, mas se vc já tem, ao menos o americano, o canadense dá pra tirar pela internet, eu ajudei uma amiga estes dias. Imagino que na América do Norte seja mais barato que na Escandinávia. Aqui no fórum tem vários relatos com custos e tals, lembro que tem um ótimo no Canadá, dá uma procurada!
  33. 1 ponto
    ***RESUMO DOS GASTOS*** Moeda: Pagamos R$1 = 0,32 rands (trocamos R$4000) Cotei no site melhorcambio, fiz oferta e a casa de câmbio que aceitou fez tudo por whatsapp e entregou o dinheiro na minha casa. Custos (pagos antes da viagem): Passagens: R$4254 pela Taag Angola (não gostamos do atendimento, das aeronaves e do aeroporto em Luanda) Aluguel do carro + seguro: R$832 (+R$53 de IOF) pelo site Rentalcars com a locadora First. AirBNB e hostel: R$2094 (+R$14 de IOF) TOTAL: R$7247 Combustível (como "regra" tentamos abastecer sempre que chegava a meio-tanque): Bredasdorp: R310 Plettenberg Bay: R358 Addo: R417 Oudtshoorn: R417 Stellenbosh: R357 Aeroporto: R315 TOTAL: R2174 (aproximadamente R$600) por 2800km rodados com o carro. Pedágios: Chapmans Peak Drive: R47 Tsitsikamma toll plaza: R53 Tunnel toll plaza: R39,50 TOTAL: R139,50 (aproxidamente R$44) Clima: nos primeiros dias fez 16ºC durante o dia. Como no outono em São Paulo, de manhã e à noite esfria, tendo feito uns 11/12ºC, chegando a 30ºC durante o dia. Se você também for em março, prepara-se para grandes variações de temperatura. Dia 11 - Chegada Saímos de SP no dia 10/03, depois de 8h+- de vôo fizemos escala em Angola (não recomendo - aeroporto pior que rodoviária, sem wifi que funcione, sem nenhuma rede de fast-food "conhecido", não aceita cartão de crédito em lugar nenhum, só dólar ou euro se você quiser comer algo e embarque extremamente bagunçado [a nível de conhecimento, não deixaram o pessoal que ia entrar na sala de embarque destino SP porque ainda estava cedo, mesmo sendo o horário que constava no nosso cartão de embarque, mas chamaram todos que iam para Joannesburgo e vejam só... entramos no avião e a galera pra Joannesburgo ainda estava lá na sala de embarque esperando o avião que não tinha pousado!]). Chegamos em Cape Town no dia 11/03 no início da tarde e no aeroporto mesmo compramos um cartão do Myciti de viagem única até nosso destino final por 100ZAR cada (que no final saiu mais caro que pegar um táxi e dividir por 2 o valor). Disseram que estavam sem sistema e por isso não conseguimos comprar o cartão recarregável, apenas quando desembarcamos na estação Civic Centre para conexão é compramos por 35ZAR cada cartão e carregados com 300ZAR cada um (um exagero, descobrimos depois que não usamos nem 80ZAR cada um). Aluguei um AirBNB no centro da cidade (11 a 18/03 por R$961 https://www.airbnb.com.br/rooms/5301821) e descemos na estação Adderley, bem pertinho. O custo-benefício foi incrível! Era muito perto de tudo, há uns 20min de caminhada de Waterfront, barato para pegar Uber e fácil para o transporte público. O único ponto negativo é que por ser centro, à noite fica bem deserto e nos recomendaram muito não andar por ali a pé, sempre pedir Uber para ida e volta por questões de segurança. Nesse dia, apenas andamos ali perto do apartamento e jantamos no KFC (que tem milhares de lojas espalhadas pela África do Sul, nunca vi tanto!) e não recomendo! Fomos no que conhecíamos achando que seria menos erro e acabamos nos arrependendo. Dia 12 - Walking tour Nossa prioridade era o hiking para a Table Mountain, mas como conseguia visualizá-la do apartamento e a previsão do tempo era de dia nublado, decidimos fazer o walking tour que funciona com gorjetas ao final de cada tour e tem saída de frente ao Motherland Coffe Company, que era bem perto do nosso apartamento. O primeiro tour que fizemos foi o Historic City Tour que sai às 11h e termina no Green Market Square, um lugar onde você pode comprar suas lembrancinhas e artesanatos, mas precisa pechinchar MUITO! Nas lojas ao arredor dessa praça e mesmo ao lado do Motherland Coffe Company você encontra os mesmos produtos e por preços mais em conta, então não caia na lábia dos vendedores e pesquise antes de comprar o que você quer. Bem ao lado da praça temos o Food Lovers Market, super recomendado no tripadvisor e que tem uma variedade muito boa de lanches e buffet self-service. Almoço para 2 + 1 Coca saiu por menos de ZAR100 e a comida é bem boa (tirando o arroz deles que parece ser cozido só em água, sem tempero algum). Esse foi nosso tour preferido e fica mais fácil enxergar o país com outros olhos quando você conhece um pouco de tudo o que aconteceu. Aproveitando a vibe da caminhada e a proximidade, resolvemos sair no tour das 14h com a mesma empresa para conhecer o bairro Boo Kaap. Gostamos menos desse tour apesar de toda a história, mas é um bairro bem famoso pelas casinhas coloridas e valeu o passeio. Continuando na empolgação, decidimos esticar até Waterfront e paramos no V&A food market, mercado com muitas opções e preço justo e depois fomos até o prédio African Trade Port que têm lojas de lembrancinhas e artesanatos, e acredite, pagamos mais barato aqui do que na feira de rua que tínhamos ido na hora do almoço. Perambular pelo Waterfront e ver o sol se pôr por ali é uma delícia! São muitos artistas de rua fazendo apresentações, muita gente de todo lugar do mundo e uma vista linda da Table Mountain. Dia 13 - Aquário, Waterfront e Robben Island Como a previsão era de tempo nublado novamente, caminhamos até Waterfront para comprar os tickets de Robben Island e só tinha ida para às 15h (chegamos era umas 9h na bilheteria) e pagamos 360ZAR cada um. Aproveitando o tempo livre, fomos para o Aquário (175ZAR cada ticket), gastamos umas 2h30min lá e gostamos demais! Almoçamos no shopping Waterfront mas não lembro o que comemos além do Cinnabon e se você não sabe o que é isso, você precisa conhecer! Partimos para Robben Island numa viagem que demora uns 30min. Lá fomos recebidos em ônibus que fazem pequenos tours na ilha enquanto um guia explica e ao final desse mini tour somos deixados com o guia que nos mostra a prisão por dentro. A maioria dos guias são ex-detentos de Robben Island, como foi conosco. Entretanto, nos foi dito que estão treinando novas pessoas, já que os guias são pessoas de mais idade, para no futuro ter quem continue passando a história adiante. E que história! Além da visão linda de Cape Town que se tem até chegar na ilha, a história é tão viva, tão recente e tão triste que eu não tenho nem como descrever. Em determinados momentos do relato do nosso guia eu só tive vontade de chorar pensando que o Apartheid terminou depois que eu já tinha nascido e que os negros, principalmente, ainda sofrem as consequências de tudo isso. Vale cada dinheiro que pagamos para ir conhecer! Dia 14 - Kirstenboch Botanical Garden e Table Mountain Finalmente o dia de subir a montanha! Decidi fazer a trilha que inicia no Jardim Botânico porque 1-a ida seria diferente da volta e 2-gosto de jardins botânicos! rs Pedimos um Uber até lá (R$30) porque o Myciti não tem ônibus até lá. No site ele mostra outras formas de chegar, mas preferi evitar a fadiga. A entrada para o Jardim custou ZAR70 cada e como lá é grande demais, escolhemos ir na parte das Proteas, flores típicas e lindas da África do Sul e conhecer o Tree Canopy Walkway, as famosas passarelas acima do nível das árvores (linda visão, mas bem menor do que eu imaginava). De lá, iniciamos a trilha Skeleton Gorge rumo à Table Mountain. O único relato que eu li sobre essa trilha foi no blog http://www.adreamoverland.com/blog/table-mountain-via-trilha-skeleton-gorge-cape-town/ e confesso que achei bem pior do que ela relatou. P.S.: Nós fizemos de tênis todas as trilhas, mas me arrependi horrores de não ter levado bota e recomendo que você não faça como eu! Vá com botas de trekking que elas facilitam muito! Ponto positivo: a trilha é auto-guiada, fácil de localizar (pelo menos no início) e tem no Google Maps, então qualquer dúvida, é só abrir no celular e ver se você está no tracejado da trilha por lá (fizemos isso algumas vezes, principalmente quando estávamos chegando no topo, quando a trilha estava mais difícil de enxergar e a vegetação um pouco alta). Só não esqueça de fazer o download da área no Google Maps para conseguir usar offline caso não compre chip de internet. A trilha começa no meio da mata o que é ótimo para proteger do sol e não tão ótimo quando pensamos em animais! rs O início é basicamente percorrendo o lado de uma pequena cachoeira, mas o negócio vai ficando íngreme e mais íngreme e o solo vai molhando por causa dessa pequena cachoeira que às vezes cruza a trilha e em determinado momento você precisa de uma pequena escalaminhada nas pedras dessa cachoeira para prosseguir, além de alguns trechos terem umas escadas de madeira enormes para subida. Até o final da "Skeleton Gorge" nós levamos 1h30. Lá tem uma plaquinha sinalizando as outras trilhas e rumos que você pode ir (inclusive uma que passa por um lago) e seguimos a subida em direção ao Maclears Beacon. Até esse ponto, encontramos pouquíssimas pessoas (contei apenas 10 que nós ultrapassamos ou que passaram por nós) e o que parecia uma subida interminável, acabou com mais 1h+- de caminhada e 5,5km até esse ponto (segundo smartwatch da MiBand) e não se engane, são 5,5km de lindas vistas, porém foram possivelmente os piores da minha vida. Chegamos no Maclears Beacon e paramos lá uns 30min para almoçar, tirar fotos e apreciar a vista. Mas... Ainda falta um tanto para chegar no bondinho ou no café que tem lá perto. Gastamos mais 1h (~2,6km) até o café, onde paramos para usar o banheiro e comprar bebidas porque a subida praticamente acabou com toda nossa água. Mais um tanto de fotos e vistas bonitas por lá e iniciamos a descida pela trilha Platteklip Gorge, a mais conhecida e também recomendada lá (algumas trilhas necessitam de equipamentos de escalada/segurança) e meu Deus, que bom que nós só descemos essa trilha, porque subir por ela deve ser ainda pior do que pelo jardim botânico! Várias pessoas que subiam nos pararam para perguntar se faltava muito para chegar ao topo e uma moça estava quase desistindo, até que meu marido disse que lá tinha um café e que ela poderia descansar tomando alguma bebida/comendo e ela se animou. Essa trilha é basicamente uma subida/descida íngreme, com terreno extremamente pedregoso (nunca senti tanta falta da minha bota de trekking) e por isso bem perigoso e fácil de escorregar, além de ter poucos lugares com sombra. Gastamos 1h30min só descendo (+-7km segundo MiBand) e resumindo: só suba por essa trilha se seu condicionamento físico estiver em dia e vá preparado com muita água e cedinho, já que são poucos lugares com sombra. De lá, ainda caminhamos na estrada até chegar no Lower Cable Station, onde um shuttle gratuito do Myciti passa e te deixa na parada Kloof Neck onde você pode pegar as linhas de ônibus que vão até o centro de Cape Town. Paramos numa Debonairs Pizza (duas pizzas grandes por 129ZAR) próxima ao nosso apartamento, pegamos para viagem e levamos para comer por lá e descansar. Resumo 2 - se você tiver dinheiro sobrando, recomendo que suba e desça de bondinho. Você pode caminhar lá em cima e pegar alguma trilha menor por lá para apreciar diferentes visões da cidade. Dia 15 - Lion's Head e praias Tempo bom e mais um trekking! Pegamos a linha 107 do Myciti na Longmarket Street, descemos na parada Kloof Neck (a mesma que leva à Table Mountain) e seguimos para a Lion's Head. O início da trilha é bem no começo da estrada (também possível de ver no Google Maps) e boa parte da trilha não tem sombra. Ela foi relativamente fácil, gastamos 1h30min para subir e 1h para descer num percurso de ~7km ao todo. Entretanto, apesar de "fácil", achamos um tanto perigosa, porque em vários trechos você fica basicamente à beira de precipícios e não há corrimão ou qualquer corrente de segurança no caminho. Em um determinado momento, você pode escolher pelo caminho fácil (por pedras) ou subir com emoção um paredão com cordas e grampos presos para auxílio. Decidimos pelo caminho fácil (e recomendado segundo as plaquinhas), mas na volta perdemos esse caminho e tivemos que descer essa parte pelas cordas e grampos. Gostaríamos de ter ido na Wally's Cave, mas vi no Google que ela foi fechada permanentemente e que existia fiscalização e multa, então nem arriscamos. A subida da trilha é um 360º pela montanha, então antes mesmo de chegar no topo já é possível ver todo o arredor. A vista das praias e dos 12 apóstolos foi a minha preferida. No mesmo ponto de ônibus que descemos, pegamos a linha 107 e descemos em Camps Bay. Que praia gostosa! Andamos até o canto direito dela, onde você tem uma vista melhor dos 12 apóstolos e se tiver sorte, consegue uma sombra entre as pedras (o sol estava ardido demais!) A água dessa praia faz jus à fama que tem e eu não consegui nem andar na beira da água porque meus pés ficaram dormentes super rápido de tão gelada que é! Vimos poucos corajosos entrarem e o calor nesse dia beirava 30ºC. De lá, pegamos a linha 108 e descemos em Clifton 3trd, que nada mais é do que uma praia dividida por grandes pedras e por isso eles chamam de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª. Água igualmente gelada e praias lindíssimas! Amamos! Voltamos com a linha 108 até Adderley, próxima ao nosso apartamento. Dia 16 - Walking around Esse dia era destinado à Devils Peak e Woodstock Caves, mas como tivemos que mudar a ordem do roteiro nos primeiros dias por conta do tempo nublado, todos os trekkings ficaram nos últimos dias e resolvemos pegar leve e deixar esse de lado (tinha lido relatos de que devils peak era o menos impressionante dos 3) já que as dores musculares se intensificaram depois da Lion's Head. De manhã, nós saímos andando pelo centro da cidade sem destino certo. Almoçamos no Eastern Food Bazaar, bem famoso pelo excelente custo-benefício e as porções ofertadas são gigantescas! Nós não demos conta dos pratos que pedimos e acabou sobrando muita comida. Como não tínhamos muito o que fazer, pegamos o ônibus e fomos até Waterfront, onde descemos e fomos ver o estádio que sediou alguns jogos da Copa do Mundo. Continuamos a caminhada até o Green Point Park, um parque muito bonito e agradável, com campo de golfe e uma linda visão para o estádio. Saímos em frente ao Greenpoint Lighthouse, um farol super fotogênico e voltamos para Waterfront beira-mar por See Point Promenade. Jantamos no V&A e ficamos por lá curtindo os artistas de rua e a visão da Table Mountain. Dia 17 - Cape of good hope, Boulder beach, Muizenberg beach Andamos cedinho até a First, locadora de carros onde já tinha reservado e pago um categoria mini. Não pediram habilitação internacional, apesar do meu marido ter tirado para essa viagem. Fizemos a inspeção do carro, explicaram algumas coisas e hora de dirigir! Meu marido ficou como motorista principal porque li muito a respeito da polícia da África do Sul e ele foi o único que tirou a PID, então preferimos não arriscar. Foi bem díficil dirigir em mão inglesa, uma tensão constante se estava no lado certo da pista, as conversões, a seta do lado contrário... mas depois de um tempo fica menos ruim! rs Para essa viagem, baixamos os mapas offline do Google Maps e usamos como GPS. Não tivemos problemas quanto à isso. Nossa ideia era pegar a Chapmans Peak Drive, uma rota com lindas vistas da praia (joga no google e veja por si só), mas o tempo estava super nublado e acabamos não vendo nada. Pagamos R47 se não me engano de pedágio para trafegar nessa rodovia e paramos antes na Hout Bay, que é uma praia muitíssimo bonita (os ônibus Myciti chegam até ela), mas como estava frio, acabamos só olhando e indo embora. Seguimos viagem a Boulders Beach, onde pagamos R304 a entrada para os dois. Essa é a famosa praia dos pinguins e apesar de não tirado nenhuma foto pertinho deles, vimos até um casal copulando! Andamos com calma por lá e pegamos a estrada para o Cabo da Boa Esperança e que estrada bonita! Têm alguns mirantes no caminho que valem a parada. Pagamos R606 de entrada (para os 2). Recebemos um mapa do parque e dirigimos até Cape Point onde subimos até o farol pelas escadas mesmo (não acho que vale a pena subir de funicular, a subida é rápida e tranquila pelas escadas) e de lá continuamos por uma trilha que leva ao antigo farol. Retornamos para Cape Point e lá pegamos a trilha para Cape of Good Hope que passava por Dias Beach, na minha opinião, a praia mais bonita do parque. Acredito que levamos menos de 1h, mas não encaramos a descida até a praia de águas tão agitadas porque ainda tínhamos dores musculares. Pegamos nosso carro e dirigimos até o Cabo da Boa Esperança, apenas para tirar foto com a placa, já que tínhamos visto o Cabo de cima, pela trilha que fizemos antes. Vale lembrar que esse parque é conhecido por babuínos. Vimos poucos na estrada, mas vale tomar cuidado quando for comer e sempre tranque seu carro! Dentro do parque existem lojinhas, com bons preços de souvenirs e um restaurante com uma vista muito bonita. Não comemos por lá, então não sei dizer sobre os custos. Partimos para Muizenberg Beach, mas antes paramos para comer em um Pick'n Pay que encontramos no caminho. Muizenberg Beach é famosa pelas casinhas coloridas que servem como vestiário para os surfistas. Apesar disso, não achamos nada demais, mas gostamos da cidadezinha de Simon's Town. É possível chegar até lá de trem - a praia fica bem ao lado da estação - no entanto, não achamos que valeria a visita à Muizenberg só por isso. Como já estava em nosso roteiro e no nosso caminho de volta para CT, paramos, mas se decidir ir até lá, tire um tempo para andar também pela cidade. Dia 18 - Cape Town -> Cape Agulhas -> Mossel Bay Nos despedimos de Cape Town e seguimos para Cape Agulhas, o local onde o Oceano Atlântico encontra-se com o Pacífico. Tinha visto relatos dizendo que não valeria o deslocamento até lá para tirar foto com uma placa, mas discordo completamente. Agulhas é um parque nacional com entrada gratuita e conta com o Cape Agulhas Lighthouse que funciona como museu e por um valor simbólico (que eu não me lembro quanto foi), você pode subir no farol e ter uma visão 360º, além de ver de perto o tamanho da luz/farol de verdade. Paramos na cidadezinha de Bredasdorp na volta para abastecer o carro e comer alguma coisa. Não almoçamos, fomos direto para Mossel Bay, onde inicia a Garden Route. Lá, vimos as piscinas naturais, o farol, a caverna e fomos até o comecinho da trilha St. Blaize. Dia 19 - Mossel Bay -> Buffels Bay -> Knysna -> Plettenberg Bay Eu tinha colocado no roteiro duas opções de parques para ver nesse dia: Witfontein Nature Reserve ou Wilderness National Park. Entretanto, não fomos para nenhum dos dois, seguimos para Buffels Bay e meu Deus, uma das praias mais bonitas da minha vida eu conheci nesse dia. Ela não tem nome, fica antes de chegar em Buffels Bay propriamente dito, mas é impossível não vê-la da estrada (só tem uma para ir e voltar). Essa área é uma reserva natural chamada Goukamma, onde ostras negras se reproduzem e é possível ver centenas delas nas pedras por ali. Lagartixamos ali no sol até não aguentarmos mais e fomos até Buffels Bay, um pequeno e charmoso distrito, com uma praia até "cheia" no dia em que visitamos. O curioso aqui é que muitos falaram conosco em Afrikans ou Dutch mesmo, e ouvimos muitos "Danke". A maioria das pessoas que vimos por ali eram claramente descendentes de holandeses e os negros, minoria. Partimos para Knysna, mas antes paramos no Margaret's view point e fomos para Brenton on sea, onde é possível avistar baleias na temporada. Não era temporada e o tempo também não colaborou e chegou um nevoeiro daqueles de filme que não nos deixou ver absolutamente nada. Chegamos no Waterfront de Knysna, bem pequenininho, com muitas lojas de souvenirs e restaurantes. Comemos numa pequena lanchonete que claramente faz muito sucesso ali porque estava sempre com fila e não nos arrependemos. Custo-benefício excelente. Sei que Knysna tem muito a oferecer, como passeios de barco/escuna, mas nosso foco era chegar em Plettenberg Bay então lá fomos nós. Curtimos um pouco a praia de Sanctuary Beach, fomos ao AirBNB fazer o check-in e saímos para jantar. Fomos conhecer a Central Beach e o Beacon Island e jantamos numa pizzaria chamada Full Circle. Gastamos R68 apenas! (Pizza de margerita por R50 e uma coca de 300ml R18) e fomos dormir. Essa noite não foi muito fácil para mim porque como todo viajante que se preze, tive um desarranjo intestinal rsrs. Dia 20 - Robberg Nature Reserve O dia amanheceu com uma garoa fina, mas aceitando a sugestão da nossa host de que não continuaria assim o tempo todo, fomos fazer a trilha em Robberg. Pagamos R100 na entrada para os dois. A dica é chegar bem cedo, porque o estacionamento é pequeno e mesmo nesse dia que não estava sol, ficou super cheio e muitos tiveram que estacionar próximo da entrada do parque e não do início da trilha. Levamos 3h45 para fazer o maior percurso do parque (9km), no sentido proposto por eles (anti-horario). Não havia muita sombra durante a trilha, apenas nos primeiros minutos de caminhada. Apesar de termos demorado bastante, fizemos em ritmo bem lento, parando para muitas fotos e vídeos e para comer (lembrando que eu não estava 100% por causa do desarranjo da madrugada). Não achamos a trilha pesada ou difícil. É necessário um certo cuidado e condicionamento físico próximo ao "the point" quando a trilha vira cheia de pedras e fica um pouco complicado. Toda a trilha é sinalizada com plaquinhas com focas. Apesar de ter sido altamente recomendada no tripadvisor, não achamos tuuuudo isso que as pessoas falaram mas valeu a experiência. Pegamos o carro e partimos para Stormsrivier. Almojanta foi no Marilyn's 60's Dinner, onde pedimos filé de frango empanado acompanhado por arroz (sem tempero nenhum), milho e ervilhas. Não existem muitas opções por lá e os restaurantes fecham cedo. Gostamos do ambiente e do preço (~R200 os 2 pratos + 1 Coca). Dia 21 - Stormsrivier e Tsitsikamma A ideia era ir para Tsitsikamma, acredito que o parque mais famoso da Garden Route, mas o dia amanheceu super fechado e com garoa, por isso decidimos fazer a trilha gratuita no próprio vilarejo chamada Fynbos Walks (2km circular) e minha dica é: não faça! rs A segunda parte da trilha estava com mato praticamente fechado e trata-se apenas de uma caminhada em meio aos finbos, sem nada "demais" para olhar. Depois de perder um tempo nisso, decidimos ir para o Tsitsikamma com chuva mesmo e não é que depois o tempo melhorou? A entrada do parque é bem salgada (R470 para os dois), mas valeu muito a pena! Fizemos duas trilhas por lá: 1 - Mouth Trail - A mais famosa, é uma trilha fácil, de aproximadamente 900m (levamos menos de 15min ida) praticamente todo o caminho de madeira. No final encontramos as 3 pontes suspensas e o encontro do rio com o mar, um visual lindo! 2 - Waterfall trail - Trilha de ida fácil, com 2,9km (marcamos com smartwatch) e 1h para completar. No final somos recompensados com uma cachoeira enorme e lindíssima, com um poço bem grande (e fundo!) para refrescar. É necessário saber nadar. Não há locais rasos para se apoiar e não há salva vidas. Boa parte da trilha é feita na sombra, e o terreno é de grandes pedras. Não é difícil, mas é necessário certa flexibilidade e condicionamento físico. Recomendo uso de botas de trilha porque o terreno é escorregadio. Em todo percurso há pegadas e setas amarelas indicando o caminho. Existem algumas entradas de outras trilhas, então é preciso ter cuidado para não ir para outro lugar, entretanto, você pode acompanhar a trilha demarcada pelo Google Maps (só fazer download do mapa para usar offline). Não é recomendado iniciar essa trilha após às 15h. A maré sobe e uma parte da trilha com grandes pedras começa a ficar "inundada". Ficamos impressionados porque na ida estava tudo seco e o mar bem longe e quando voltamos parecia outra trilha! De volta ao vilarejo, jantamos novamente no Marilyn's 60's Dinner, só que dessa vez pedimos um hambúrguer para cada + porção de batatas fritas (não sabíamos que o lanche já vinha acompanhado de batata frita) e 1 Coca, o que foi demais para nós dois mesmo após as trilhas. A conta deu ~R200. Dia 22 - Stormsrivier e Port Elizabeth A programação era a trilha Plaatbos Walks, gratuita e que fica no próprio vilarejo. Deixamos o carro no escritório do SanParks, pedimos informação e para nossa surpresa, nem o pessoal que trabalhava lá sabia informar direito onde era o início da trilha! Tinha visto na internet que eram 3 rotas diferentes (amarela, vermelha e verde) e queríamos ter feito a amarela, que era a maior com 8km, mas não encontramos a entrada da trilha em lugar nenhum. As poucas pessoas que passaram por nós (correndo) estavam em treinamento para bombeiros e não souberam informar nada também. Desistimos e pegamos estrada para Port Elizabeth. No caminho, paramos na Storms River Bridge para apreciar a vista. Também pegamos um pequeno desvio para conhecer uma praia chamada Paradise Beach em Jeffreys Bay, entretanto, não curtimos. Achamos uma praia bem comum, nada parecida com as demais que nos conquistaram nessa viagem. Dia 23 - Addo Elephant Park Entramos no Addo pelo portão Matyholweni (o mais próximo de Port Elizabeth) às 7h da manhã, horário de abertura do parque e pagamos R614 a entrada para os 2. Já na entrada do parque vimos muitos macacos e em menos de 5min andando encontramos javalis. Fomos seguindo os "loops" conforme eles apareciam no mapa e foi onde encontramos mais bichos. Nos demoramos umas 4h30 no parque e passamos por quase tudo de sul ao norte. Saímos pelo portão principal, bem ao norte, para não precisar voltar todo o caminho por estrada de terra. O parque não é tão grande e como o nome sugere, tem muiiiitos elefantes. Encontramos a maior parte deles nos loops da parte norte e vários passaram tão próximo do nosso carro que achamos que eles encostariam! Para nós, valeu muito a pena a experiência do self drive. Após o parque fomos conhecer a orla de Porth Elizabeth e jantar. Dia 24 - Kragga Kamma Game Park Esse é um parque bem pertinho de Porth Elizabeth que tem boas avaliações no tripadvisor. A entrada custa R100 por pessoa e trata-se de um parque bem pequeno, onde os predadores ficam isolados/presos. A única vantagem que vimos nesse parque é que é mais fácil ver os animais e que eles têm girafas (o Addo não tem). Gastamos ~1h30 para fazer todo o percurso e mesmo estando num ambiente isolado, não vimos a cheetah, o grande atrativo desse game parque, mas vimos leão, que segundo a internet são animais resgatados. Fomos no Shark Pier conhecer a praia e almoçamos no restaurante Angelo's, que tem um preço super justo por tratar-se de um restaurante a beira-mar. Dia 25 - Cango Caves Esse era um dia basicamente de estrada. Saímos de Port Elizabeth e nosso destino era Stellenbosch, mas adicionei Cango Caves "no meio" e fizemos esse desvio. Apesar de termos chego antes do meio-dia, só conseguimos comprar o Heritage Tour das 13h, por isso, almoçamos no restaurante que tem lá mesmo (comida e atendimento bem mais ou menos, trouxeram o pedido errado do meu marido). O tour teve 1h de duração e valeu super a pena! A caverna é imensa e as explicações são bem detalhadas. Também existe o adventure tour, mas pelo que nossa guia disse, consiste em passar perrengue, então não nos arrependemos de ter feito o regular (no adventure você passa por câmaras beeem estreitas e ela disse que já houve casos em que pessoas ficaram entaladas e o socorro demorou quase 12h). Seguimos para Stellenbosch pela R62, que descobrimos ser uma rota turística e muitíssimo bonita! A estrada segue em meio à montanhas, com alguns pontos panorâmicos para parada um total de zero pedágios (fiquei impressionada porque se fosse no Brasil teríamos falido de tantos pedágios que temos). Dia 26 - Stellenbosch Stellenbosch é uma cidadezinha histórica encantadora que faz parte das Winelands, cercada por lindas montanhas, e possui mais de 200 vinícolas. Nos perdemos pelo centro histórico, sem roteiro definido, e entramos no jardim botânico da Universidade de Stellenbosch, pequeno, mas muito bonito e bem conservado (cobram R20 pela entrada, se não me engano). Depois do almoço fomos conhecer a vinícola Neethlingshof. Não marcamos horário, só chegamos e pedimos a degustação mais simples que eles tinham (5 vinhos diferentes) e pagamos R75 por pessoa, se não me engano. Adoramos o atendimento e os vinhos e os preços da lojinha deles estavam excelentes! O mais caro que compramos saiu por R70. Dia 27 - Jonkershoek Nature Reserve Entrada por R50 por pessoa. Fui convencida pelas fotos na internet e decidida a fazer o Panorama Circuit, uma trilha circular de 17km. Acontece que esse foi o pior parque que encontramos na África do Sul. Ele é administrado pelo Cape Nature, que não tinha mapa disponível na recepção e as sinalizações da trilha eram praticamente inexistentes. Tivemos que cruzar um córrego pequeno sem sinalização nenhuma, seguindo apenas a trilha traçada pelo Google Maps e dessa forma, perdemos muito tempo tentando achar o caminho olhando no celular, já que a trilha não tinha placas ou marcações. Depois de uns 5km, entramos em mata mais fechada e aí ficou ainda pior para nos localizarmos. Como tínhamos que chegar em outra cidade nesse mesmo dia, decidimos abandonar a trilha e voltar. As trilhas da primeira e segunda cachoeiras também achamos que não valia a pena 1: a primeira cachoeira é bem pequena e decepcionante; 2: a segunda cachoeira tem uma descida sinistra e bem perigosa, por isso só vimos de longe e mesmo ela não é tão grande. O parque é lindíssimo com as montanhas ao redor e as Proteas no caminho e tudo mais... infelizmente não está bem sinalizado e não tínhamos tempo para tentar uma trilha tão longa só com a ajuda do celular. Duas horas dirigindo e chegamos na nossa última cidade: Langebaan, um caribe perdido na África do Sul, a 100km de Cape Town. Nesse dia, visitamos a Langebaan Lagoon e as fotos falam por si! Dia 28 - West Cost National Park Entrada R174 para os dois. Não é um parque muito grande, mas é possível pescar, fazer observação de pássaros, andar de barco e fazer trilhas. Dispensamos a trilha (bem longa e em dunas) e só fomos apreciar a beleza desse lugar mesmo. Visual super lindo, valeu a pena! Dia 29 - Saímos de Langebaan cedo para ir no V&A Waterfront gastar nossos últimos rands, partimos para o aeroporto onde devolvemos o carro pegamos nosso vôo de volta. Resumindo: Recomendo muito a África do Sul! Povo simpático, natureza exuberante, trilhas em abundância, moeda que vale menos que a nossa... vale muito a pena!
  34. 1 ponto
    Trilha feita em 30/08/2013. Álbum com todas as fotos: https://picasaweb.google.com/110430413978813571480/PicoPedraDaMina2797MetrosDeAltitude?authuser=0&feat=directlink Sem nenhuma trip marcada para o último fds de agosto e com a previsão meteorológica indicando sol e tempo seco, resolvo buscar no google earth e outras anotações pessoais, as trilhas, cachus e picos que deixei pendentes para explorar. Aproveitando ainda a temporada de montanha e já tendo pisado em vários outros picos na Serra da Mantiqueira, mais uma vez me vejo retornando a região, dessa vez para subir e conhecer o pico mais alto da Mantiqueira: A famosa Pedra da mina. Ao contrário do Marins, onde fui com um grupo, nesse eu resolvi que iria solo mesmo, já que por ter decidido muito em cima da hora, não haveria tempo habil para chamar alguém para ir comigo na empreitada. Então, comecei a buscar infos, como relatos, fotos, localização, etc. O percurso inicial pela rodovia, é a mesma para o pico do Itaguaré...segue-se até passa quatro, depois estrada de terra até o inicio da trilha. Coinscidência ou não, ambos os percursos possuem praticamente a mesma distancia: 14 a 15km de estrada de terra. O mesmo para quem vai para o Marins via fazenda saiqui. Com tudo em mãos, e já tendo lido outros relatos sobre a travessia da Serra fina e as opções de acesso ao Pico da Pedra da Mina, es que pelas infos coletadas, fico sabendo que há 3 caminhos de se chegar na Pedra da Mina: Uma pela travessia tradicional, com entrada pela Fazenda toca do Lobo por Passa Quatro; do outro lado por Itamonte; ou pelo tradicional bairro do Paiolinho também em Passa Quatro, via fazenda serra fina, caminho mais curto e para quem deseja a principio, apenas conhecer o Pico, em um trajeto que requer um batevolta com 1 pernoite. Obviamente que gostaria mesmo é de chegar lá pela travessia da Serra fina, mas sozinho e lendo relatos que sem equipamentos básicos e bons conhecimentos em navegação, as chances de se perder por ali é muito alta, então a principio, deixei para voltar lá com um grupo em uma outra ocasião. Roteiro decidido, no dia seguinte, salto da cama as 2 da manhã e após um rápido e mirrado café da manhã, as 3:40 me vejo ganhando a Dutra em direção a cidade de Cruzeiro, distante cerca de 217 km de SP, cidade que já estive outras 2 vezes, na investida ao Pico do Itaguaré. A rodovia, como era de se esperar, estava vazia e a lua minguante foi a minha compania durante boa parte da viagem até dar lugar ao astro-rei, na altura de Guaratinguetá, onde fiz uma parada em uma lanchonete e restaurante as margens da Dutra para um café da manhã reforçado. Após pegar a saída 34 para a cidade de Cruzeiro, segui direto até Passa Quatro, onde cheguei pontualmente as 8:00. Com as infos na mãos, segui por mais alguns quilômetros em busca do acesso para o IBAMA num trevo a direita, trecho inclusive asfaltado. Encontrado o acesso, entrei nele e segui por cerca de 1,6km. Após passar uma ponte, uma estradinha a esquerda com uma placa indicando "Paiolinho 12km" e Serra fina (pedra da mina) sugeria que o caminho a seguir era por ali. Após entrar a direita para o IBAMA, pouco antes de chegar a uma porteira, passará por aqui. Então, abandonei o asfalto em favor da estrada de terra a esquerda, por onde segui chacoalhando por cerca de 14 km até a fazenda Serra fina. Até o bairro Paiolinho, são 12 km. Nos 3 primeiros quilômetros, só sobe....a estrada de terra é boa e vou seguindo sem nenhuma dificuldade, cruzando com alguns carros no sentido contrário que me fizeram comer poeira. Depois de uma longa subida até atingir o vale no topo da serra, ela nivela e passa a contornar os morros a direita, num sobe e desce discretos. Nesse ponto, a estrada parecia asfalto de terra de tão bem batida que tava, o que permitiu seguir até de 3º e 4º marchas em alguns trechos retos. Estrada via paiolinho Ao fundo, Pico dos 3 Estados Algumas bifurcações aparecem pelo caminho, mas o sentido é obvio: Sempre pela principal e mais batida (a grande maioria das bifurcações levam somente a entrada dos sitios/fazendas). Após os 12 km, chego no acanhado bairro do paiolinho que tem algumas casas em volta da estrada. Após passar pelas casas, chega-se a uma bifurcação onde a estrada se dividia em 2 lados que não estava nas infos e relatos que trazia comigo. Então, perguntando para alguns moradores, me indicaram para seguir a direita. Após pegar a bifurcação a direita, segui por mais 2,5km em uma estrada de terra secundária, um pouco precária, mas tb bem batida, o que minha motoca de baixa cilindrada (XLR de 125 cc) venceu sem nenhuma dificuldade as subidas mais íngremes, que são curtas e a estrada, mesmo secundária, está bem batida. Creio que em dias de chuva carros com tração dianteira possam ter dificuldades para subir no trecho final. Mas em dias secos, sobe numa boa. Enfim, após quase 1 hora cachoalhando, es que as 8:48 finalmente cheguei a fazenda serra fina, após 15km desde a rodovia. Só para comparar, a distancia até o acampamento base Itaguaré é de 14km, e eu levei mais de 1 hora para chegar lá, por conta da estrada de terra não ser tão boa qto a da Serra fina. E segundo relatos, estava indo preparado para encontrar uma estrada de terra toda detonada e acessivel somente para motos de trilha ou veiculos 4x4. Que nada, na fazenda havia pelo menos uns 3 carros baixos estacionados. Na fazenda serra fina Após tirar a cargueira do bagageiro, uma senhora da fazenda veio me dar as boas vindas, me perguntou se eu ia subir a Pedra da mina e tão logo disse que sim, foi buscar o livro de presença para eu assinar, para fins estatísticos e também para saber quem estava na trilha. Após assinar o livro e pagar R$ 10 a ela para deixar a motoca em sua propriedade, es que finalmente as 9:20, adentro a trilha, onde uma placa logo no inicio me dá as boas-vindas com algumas recomendações e indicativos das altitudes tempo de caminhada e pontos d´agua. Incluindo o trecho da travessia da Serra fina. A placa Mapa ilustrativo da placa.... Iniciei a trilha que logo mergulha no frescor da mata e segue em nível. Passei por 2 porteiras e uma plantação a direita. A trilha nesse trecho inicial, segue dando voltas na serra enquanto nas frestas da mata, se avistava os picos da serra fina que de tão altos, pareciam estar espetando os céus. Cruzei com algumas bifurcações, mas o sentido é óbvio.....seguir sempre pela trilha mais batida. Minutos depois, cheguei em uma trifurcação, com birfurcação em ambos os lados sendo menores e menos batidas que a principal. Optei por seguir reto pela do meio, que era a que estava mais batida. Na dúvida, antes de iniciar a trilha, pergunte para os moradores da fazenda sobre as tais bifurcações do trecho inicial. Trecho inicial da trilha As 9:45, cruzei com um riachinho pequeno, que segundo infos, seria o 1º ponto de água da trilha. Sabendo que haveria outros mais a frente, optei por pegar água somente mais a frente, afim de economizar no peso na cargueira. Cerca de 8 minutos depois, cruzei com o 2º ponto de água, essa bem maior, de um rio pequeno e com alguns poções de água de cor azul cristal que me impressionou pela coloração diferenciada. Como nem tudo é perfeito, antes de cruzar o rio, um cidadão nada consciente fez suas necessidades fisiológicas numa das pedras bem no meio da trilha, ao lado do rio. Então, por precaução (e p/ evitar qualquer risco de contaminação por "coliformes fecais (merda))", é só pegar água alguns metros acima da trilha. Um dos 4 pontos de água, esse é o 2º ponto, fica a cerca de 30 minutos após o inicio da trilha. Sabendo que haveria mais 2 pontos de água até a metade do caminho, não me preocupo e me limitei a encher apenas parte do cantil, mas no geral, pegue somente o necessário para beber naquele momento, pois os 3 primeiros pontos de água são bem próximos uns dos outros. Então, a 1º hora de caminhada, da para andar só com 500ml, no máximo 1 litro de água, caso não esteja trazendo nada de SP. Eu vinha com 1 litro de gatorade, então só enchi metade do cantil que é de 2 litros com água. As 10:17, cheguei ao terceiro ponto d´agua, onde aproveitei para lavar o rosto e me refrescar, pois sabia que a partir dali, a coisa começaria a complicar. 3º ponto de água. Depois que passa o 3º ponto de água, a trilha que seguia tranquilamente, como reles passeio de bosque, leve e em nível, começa sua longa subida serra acima, mas o trecho inicial da subida não dura muito e es que as 10:25, chego ao primeiro ponto de acampamento com a famosa panela vermelha pendurada nas árvores. Nesse ponto, cabem umas 2 ou 3 barracas do tipo "Iglu". A continuação da trilha segue a direita, onde uma fita vermelha amarrada nas árvores sugere que o caminho a seguir era por ali. 1º ponto de camping A tal panela vermelha Aproveitei para fazer um pit stop nesse ponto para forrar o estomago e molhar a goela seca com um belo gatorade geladão, afim de reduzir o peso da cargueira até chegar ao 4º e último ponto de água, onde de fato iria me abastecer para o final do dia e o seguinte. Lembrei de um relato que li que nesse ponto, uma outra bifurcação a esquerda (que estava mais fechada), seguiria até uma cachoeira e para o Pico dos 3 estados, mas não fui nela pra conferir. Após o lanche, retomei a pernada e após alguns minutos, a trilha começou a ficar mais íngreme, o que me deixou mais lento. Mais 30 minutos e passo por alguns trechos abertos, onde pude ter as primeiras visões do trecho percorrido e também do enorme paredão do "Deus que me livre" bem a frente, já próximo. A subida aperta mais um pouco e a trilha fica mais erodita, com muito cascalho, o que me obriga a redobrar a atenção....o sol já começa a castigar e percebo que vai ser bem complicado encarar o grande subidona do "Deus que me livre"com o sol a pino.... As primeiras vistas durante a subida Trecho erodito da trilha...subida apertando cada vez mais.... As 11:32 cheguei a um dos pontos do mapa, o acampamento base na cota dos 2.100 metros de altitude, onde resolvo parar para descançar um pouco. Ponto esse que segundo infos, seria a metade do caminho. Haviam 2 mochileiros descançando qdo cheguei lá, na qual trocamos algumas ideias e aproveitei para perguntar das condições da trilha a frente. Eles tinham subido no dia anterior, estavam descendo e me disseram que na minha frente havia um grupo grande de pelo menos 10 pessoas. Qto a trilha, e me disseram que o pior trecho estava logo a frente, mas tirando a pirambeira dos infernos, achei tranquilo até até o topo do pico da ASA por conta da trilha estar bem demarcada em todo o trecho. Só a partir do topo da ASA que complica um pouco, pois a trilha dá lugar a enormes costões rochosos e como é de praxe em campos de altitude a navegação passaria a ser pelos totens. Acampamento base. Clareira próxima ao acampamento base, ambas próximas do 4º ponto de agua. Próximo dali, há um ponto d´agua, o 4º e último até o topo. Para economizar no peso, deixe para abastecer toda a água que precisar a partir desse ponto. Leve pelo menos 2 a 3 litros de água, principalmente se for daqueles que costuma consumir muito líquido. Mas não extrapole no peso, senão terá uma dificuldade ainda maior para vencer os 2 trechos de subida extremos a frente. Não se preocupe qto a isso, pois embora seja o último ponto de água da subida, próximo a base da Pedra da Mina, há água no vale do Ruah, a cerca de 20 minutos de caminhada de um dos acampamentos na base. O Vale fica do sentido leste e é possível avistar o pequeno rio no meio dele. Me despedi dos 2 mochileiros e após caminhar pelos últimos minutos pelo frescor da mata fechada, passo por mais um descampado a direita onde cabe umas 2 ou 3 barracas, mas tem o problema de ser exposto ao ventos. Se for acampar, fique na base no meio da mata fechada, que é protegida e livre dos ventos. Após passar pelo descampado, alcanço o 4º e último ponto de água a esquerda, depois a trilha vira a direita e adentra de vez no meio de enormes tufos de capim elefante. Embora a trilha continue bem marcada, muita atenção aqui, pois ela se bifurca em algumas ramificações menores que podem enganar. Siga sempre pela mais batida. Uma boa referência é um trecho ruim que está bem enlameado e com várias pedras em cima (provavelmente colocadas por outros para facilitar a passagem pelo lamaçal). Nesse ponto, já é possivel ver o que me espera logo a frente: a enorme subida pirambeira do "Deus que me livre". Trecho de capim elefante Subidona pirambeira do "Deus que me livre" logo a frente Ao olhar para cima, vi o grupo mencionado pelos 2 mochileiros terminando a subida, já no topo, o que me deu um certo desânimo na hora.... As 12:00h comecei a subida e senti que agora sim, o bicho iria pegar de verdade. A mesma é puxada e muito íngreme, o que me fez parar várias vezes para recuperar o fôlego e descançar. O sol castiga e durante a subida pela trilha quase não há sombras, o que aumentou ainda mais o desgaste. Nesse ponto, se sobe pelo menos 400 metros de uma só vez numa subidona que parece interminável. Durante a escalaminhada, olhava para cima e não via o final dela. Não é a toa que é conhecida como "Deus que me livre". É pernas para que te quero! Vista que lembra a subida do Castelo do Açu na Serra dos Orgãos. Em destaque, Pico dos 3 Estados a direita A trilha seguia bem aberta e o auxílio das mãos para impulso nos troncos, rochas entre outros nunca foram tão exigidos qto antes. Estava ganhando altitude rapidamente e meu consolo é que embora o sol estivesse castigando, pelo menos a medida que ia subindo, mais fresco ia ficando o ar, principalmente nas poucos trechos de sombra que ia encontrando pelo caminho. Iniciando o subidão pirambeiro do "Deus que me livre" 1 hora e 10 minutos desde o descampado lá embaixo, chego no primeiro topo dela, onde havia uma clareira e nela aproveitei para descançar e relaxar os músculos das pernas. Mas ao olhar para frente, vejo que era só um colo serrano, não o topo propriamente dito, pois ainda havia mais um paredão a ser vencido. Pelo menos desse ponto, já era possível avistar o topo. Vista da fazenda e das plantações da fazenda serra fina, onde começa a trilha A clareira vista do topo do Deus que me livre (foto com zoom) Pequena clareira no primeiro colo serrano, onde da para descançar Trecho de trepa-pedra Mais 20 minutos de escalaminhada árdua e finalmente as 13:30, alcanço o topo do "Deus que me livre" já na cota dos 2.400 metros de altitude. E Logo encontrei uma pequena clareira para um merecido descanço. Do alto, pude me presentear com a visão de todo o trecho percorrido, com a fazenda e as plantações lá embaixo, a clareira onde fica o último ponto d´agua, a estradinha de terra, a pequena cidade de Passa quatro e o trecho que ainda iria percorrer. Nesse ponto, o grupo que havia visto lá embaixão estava no topo do terceiro cocuruto de altura semelhante a que eu estava, já descendo para um vale. A trilha vira a direita e passa a seguir pela crista dos 2 topos, com 2 pequenos trechos de subidas e descidas. Do topo do "Deus que me livre", a trilha segue pela crista dos cocurutos logo a frente A vista dava uma boa animada e um fôlego extra.... Subidão da misericórdia logo a frente.... Dos cocurutos, passei por algumas clareiras protegidas e outras expostas que podem ser usadas em caso de emergência, mas não há água próxima. Logo a frente se avistava a 2º grande subida, que segundo infos, seria a subidão da "misericórdia" até o topo do pico da ASA. Só de olhar cansava até a vista. Após passar pela crista do 3º morro, ainda iria descer até um pequeno vale na base do Pico da ASA, para então começar a subir. Nesse vale, há várias clareiras planas, protegidas do sol e do vento, mas assim como as pequenas clareiras do topo dos morrinhos, não há água próxima. Caminhada pela crista Ponto de acampamento no vale entre os cocurutos e o pico da ASA, na base. Após descer o trecho do pequeno vale, na base do pico da ASA, aproveitei a sombra e o frescor da mata ali para descançar e preparar os músculos para a subida da misericórdia. Misericórdia que faz juz ao nome, pois após vencer a árdua subida do "Deus que me livre", vc passa por ali já bem cansado, e ver que ainda tem um novo subidão pirambeiro logo a frente não é brinquedo não. Esses 2 trechos faz a temivel subida do ISABELOCA da Travessia Petro-Terê parecer uma subidinha de morro qualquer. Paguei todas as minhas promessas ali, literalmente! O Grupo que iria alcançar durante a subidona.... Durante a subida, alcanço o grupo com cerca de 10 pessoas que havia visto lá embaixão, qdo ia iniciar o trecho do "Deus que me livre". Como eles estavam mais lentos e a trilha era um pouco estreita, acabei tendo que ir no ritmo deles até chegar no topo, pois não consegui ultrapassar todos afim de continuar em frente. E eles estavam parando mais vezes do que eu. Então aproveitei para trocar idéia com alguns deles e fiquei sabendo que era de uma turma vindo por agencia de ecoturismo, sendo que estavam acompanhados de 2 guias. Alguns ficaram surpresos qdo eu disse que estava subindo sozinho, rs Topo do Pico da ASA e fim do subidão da misericórdia Enfim, após muita escalaminhada, trepa-pedra e até tendo que subir de costas em alguns trechos, finalmente depois de quase 3 horas (desde o último ponto d´agua), termino as 2 terríveis subidas e chego ao topo do Pico da ASA, na cota dos 2.600 metros de altitude, onde pude ter a primeira visão da imponente Pedra da mina bem a minha frente. Pausa para cliques e apreciação dos vários picos da cadeia montanhosa da serra fina, é claro. Do topo, a trilha vira a esquerda e passa a descer pela crista do pico da ASA até chegar em um vale, onde passo por lages de pedras. Nisso começam a aparecer vários totens que sugeriam que o caminho a seguir era em frente, sentido Leste. Ao fundão, Marins e Itaguaré. Um pouco abaixo, Pico do Capim Amarelo Pico do Tartarugão Os cocorutos por onde a trilha passa A Paisagem a partir daqui já é exclusivamente de campos de altitude. Estando próximo, resolvo fazer uma parada mais longa para relaxar os músculos e apreciar a paisagem, já que havia vencido um desnível muito grande em pouco tempo, o que deu certo e pude prosseguir direto até as areas de camping na base da Pedra da mina.. Seguindo os totens pela crista enfim, a imponente Pedra da Mina logo a frente Do topo do pico da ASA até a 1º grande area de acampamento, dá em torno de 20 minutos, seguindo os totens pelo alto das cristas a sua esquerda. Alguns trechos de trilha eram vistas entre os tufos de capim elefante nos pequenos vales, e nos trechos de rochas, me guiei pelos totens. Algumas bifurcações a direita surgem, mas o sentido correto a seguir é pela trilha a esquerda, que sobe um pequeno colo serrano e vai seguindo pela crista dos morrinhos a esquerda. Descendo o Pico da ASA Tive alguns perdidos nesse trecho por ser minha 1ºvez ali, mas fui seguindo os totens e logo encontrei o caminho. Minha maior surpresa foi saber que os guias que estavam levando o grupo não sabiam o caminho ou então estavam testando o grupo, depois fiquei sabendo que estavam dando é um curso de montanhismo aos seus integrantes....será? De qualquer forma, já havia passado na frente deles, então apertei o passo afim de chegar nas areas de acampamento antes e ter tempo de escolher o melhor lugar, para não ficar com o pior ou ter que procurar outras clareiras. Cheguei a uma grande area de acampamento na base da Pedra as 15:45h, seguido do grupo que chegou minutos depois. Qdo cheguei, não havia ninguém ali e logo encontrei um local bem protegido, onde armei a barraca. Mas qdo eles chegaram, vi que iria me arrepender de ter montado minha barraca ali. Estava cansado da exaustiva subida, com sede e só pensava em preparar um bom almoço e ficar de boa ali, já que ainda havia mais de 2 horas de claridade ainda. Montada a barraca, preparei meu almoço, bebi quase 1 litro de gatorade e após forrar o estomago, entrei na barraca e fiquei relaxando. enfim, após 6 horas de caminhada, na area de acampamento, na base-1 da Pedra da Mina. O grupo que chegou logo depois tb já haviam montado suas barracas e seus integrantes estavam reunidos com o guia. A area de camping onde eu estava, cabe pelo menos umas 7 a 8 barracas de pequeno/médio porte com folga. Ou 5 a 6 das grandes. Livro do cume Area de camping na base-1, vista do topo A leste das clareiras, se avista o belíssimo vale do Ruah e o rio verde no meio dele. Caso esteja com pouca água, ali é um dos pontos de água da travessia, mas precisa descer até o vale para alcançar o rio, coisa de uns 20 a 30 minutos de caminhada em média, bastando seguir os totens e vestígios de trilha. Após o breve cochilo e mais descançado, com menos de 1 hora de claridade ainda, subi ao topo para ver o por-do-sol e deixar minha contribuição no livro do cume. A visão do alto dos 2.797 metros de altitude da Pedra da mina é de arrancar o folego de qualquer um. De um lado, se avista os picos das Agulhas negras e prateleiras a leste, do outro, os picos do Marins, Marinzinho e Itaguaré, várias cidades do vale do paraíba, e as cidades do sul de MG, como Itamonte, Passa Quatro e outras. Subindo para o topo, seguindo os totens O Belíssimo vale do Ruah, o vale mais alto do Brasil Mega totem no topo da Pedra da mina. Simboliza o fim do 2º dia de caminhada para quem chega ali vindo da travessia da Serra fina. Dá para ver esse totem de longe A travessia da Serra fina continua por ali, virando a esquerda, seguindo o Rio verde. Durante a subida ao cume, que não leva nem 20 minutos, passa-se por uma outra "base" em um valezinho, em formado de cratera, onde existem outros descampados para 2 ou 3 barracas pequenas. No cume, só havia uma barraca de um casal de Itamonte que haviam chegado as 11 da manhã no topo. Curiosamente, os 2 rapazes que encontrei no acampamento base, haviam encontrado com esse casal de madrugada, e me disseram que eles começaram a subir as 4 da manhã. Ao fundo, (no centro) Pico das agulhas negras e Prateleiras a direita Por-do-sol no cume Após contemplar o astro-rei repousando no horizonte, deixei meu nome no livro do cume e fiquei conversando com o casal até que escureceu completamente e pude ver todas as cidades iluminadas lá no topo. O inicio da noite foi tranquila, sem ventos, só com um leve sereno, raridade em se tratanto de picos. Eles eram os unicos acampados no topo. Na "cratera" havia outras 2 barracas e o grupo maior ficou justamente onde eu estava, infelizmente. Topo da Pedra da Mina Vista que vale qualquer esforço Belíssima vista das cidades iluminadas a noite lá do topo As 20:00h, retornei para a barraca e como já havia jantado a tarde, belisquei uns doces com suco e fiquei fazendo mais um pouco de hora. O termômetro marcava em torno de 04ºC, a noite foi tranquila e sem vento algum. Porém, só fui consegui dormir mesmo depois das 22:00hs, qdo a galera do grupo com os guias finalmente fecharam a matraca...rsrs A noite fez muito frio. As 5:30, acordei com o dia começando a clarear, e subi novamente ao cume para ver o sol nascer por trás das prateleiras do Parque nacional do Itatiaia. Dei uma volta no entorno, fiquei observando o trajeto inicial de quem vem da travessia pela Toca do Lobo e o belíssimo vale do Ruah. 1 hora depois desci e fiquei fazendo um pouco de hora na barraca, antes de iniciar a descida de volta. Nascer do sol A cratera na base-2 da Pedra da Mina As 9h50, barraca desmontada e mochila pronta, iniciei a descida de volta para a fazenda serra fina, onde cheguei por volta das 13:30. Mesmo descendo, tive que redobrar a atenção nos trechos da misericórdia e deus que me livre, fui descendo e tendo que me segurar em galhos, troncos,rochas e toda vegetação disponivel várias vezes para não escorregar ou cair durante a descida....Nesse ponto, quem tem problema de joelho sofre um bocado, o que não é meu caso, felizmente. Mesmo assim, é bom fazer uns alongamentos para joelho e coxas, afim de mante-los relaxados durante o enorme esforço que será exigido deles na descida. Trecho de caminhada pela crista Trecho da travessia para quem vem da Toca do Lobo e Pico do Capim amarelo Já na fazenda, após ajeitar tudo no bagageiro da motoca, inicio a viagem de volta a SP, onde chego por volta das 19h30. ------------------------- Como chegar a Pedra da Mina: Para quem vem de SP ou RJ, pegue a saida 34 na rodovia Dutra para Cruzeiro e siga reto em direção a Passa Quatro / Itanhandu. Após a subida da serra, passar por uma placa de divisa de estados e um posto BR a esquerda, siga até passa quatro e entre na estrada do IBAMA a direita, cujo acesso fica em um trevo asfaltado. Siga por 1,5km e prestando atenção em uma estrada de terra onde há uma placa indicando: Paiolinho 12 km - Serra fina (pedra da mina). Entre nela e siga em frente até chegar ao bairro do Paiolinho. Lá, a estrada passará no meio de algumas casas do bairro e ao chegar ao fim, ela se dividirá em 2. Pegue a da direita e siga-a até o fim por mais 2,5km. Não tem erro. Vai cair na fazenda serra fina e o inicio da trilha é logo do lado de uma placa verde com algumas recomendações básicas,e um mapa dos locais de acampamentos, picos, pontos d´agua e outros. Na duvida, é só perguntar para moradores locais. É isso.
  35. 1 ponto
    Dia 10 - 15/10/18 No dia anterior eu tinha combinado com o barqueiro que faríamos o passeio da flona e 8:30 estaria na orla pra sairmos. Na verdade, o Rafael estava na dúvida se faria ou não pois ele estava cansado, mas eu estava certa de fazer. Acordamos e tomamos café e o Rafael mesmo não querendo ir no passeio desceu até alter do chão comigo pra me fazer companhia. Fomos andando para o centro e ele decidiu ficar na ilha do amor descansando, enquanto eu fui para o passeio da Flona (100 reais - é o passeio mais caro que tem, acho que eles fazem por 100 com o mínimo de 4 pessoas, pq é um lugar longe, menos que isso é mais que 100 reais). Enquanto estávamos caminhando para alter (não pegamos táxi) erramos o caminho e vimos um HOSTEL, sim um hostel! Ficamos tristes que não descobrimos antes, mas fica a dica: Dom preguiça (48 a diária), bem pertinho da orla/ praça, super bem localizado, só não sei se é bom. Cheguei um pouco atrasada e o barqueiro que iria fazer o passeio comigo (o nome dele é Magnata, procurem ele na orla, super gente boa e animado, além de te passar a real dos passeios) acabou achando que eu não ia e dispensou algumas pessoas e me jogou pra outro barqueiro, gente boa, porém uma pessoa mais reservada. Fomos para a flona. Chegando lá a gente reserva nosso almoço (35 reais), escolhe o tipo de peixe e contrata o guia (100 reais um grupo de até 5 pessoas). O guia faz uma caminha com o grupo por 8,2km contando sobre as coisas da mata. Como eu já tinha feito esse tipo de passeio na Amazônia não foi taaaão interessante pra mim, acabei vendo tudo de novo. Porém eu vi algo que eu sempre quis ver: UMA SUMAÚMA! No meio da trilha a gente para nessa árvore pra tirar fotos, descansar, comer, conversar, etc. Dica: leve água pra essa trilha, pq faz muito calor. Essa trilha passa na mata primária que tem chão de areia, por isso é muito quente! Nós passamos pela mata secundária também, que é mais fresca, mas ainda sim calor! Perto da sumaúma passamos em um mirante também, onde é possível ver tooooda uma vegetação. Na saída da trilha tinha um banheiro com chuveiro, fomos pra debaixo do chuveirão pra refrescar e podermos almoçar limpinhos. São aproximadamente 3horas de trilha, tem uma parte mais puxadinha que é subida, fuja do grupo de pessoas mais idosas, pq seu tempo de caminhada pode ser de 5 ou mais horas. Tem a opção de ir pra Flona sem essa caminhada, aí não sei como funciona e nem sei se vale a pena. Almoçamos e ali do lado tinha uma casa que vendia bijus de látex e semente, não comprei nada. Pegamos nosso barquinho e fomos embora. Na Flona tem um passeio de canoa pelos igarapés que eu estava doida pra fazer, mas como estava na seca, não tinha esse passeio. Tem a opção de dormir na Flona também, mas não vi necessidade. Já no fim da tarde nosso barqueiro parou em algumas praias no meio do caminho e perto do horário do pôr do sol ele parou no muretá e assistimos a mais um por do sol lindo! Alter tem cada pôr do sol incrível! Depois voltamos para a orla da ilha do amor e encontrei o Rafael umas 19h, conforme combinado. Todos os passeios de Alter saem umas 9h e retornam depois do pôr do sol. O rafael passou o dia na ilha do amor descansando. No fim de semana eu tinha comido um sorvete num lugar próximo a orla que se chama alter nas nuvens, lá vende sorvete com algodão doce😍 o sorvete é sensacional, mas dia de semana não abre e eu fiquei na vontade. Comprei um doce na praça e fomos atrás de taxi pra levar a gente pro Terramor (na praça tem um ponto de taxi). Joguei uma conversa pro motorista falando que eu queria ir pra casa do Saulo (um restaurante badaladinho pra turista) e depois pro aeroporto, mas estavam cobrando muito caro e tal, ele disse que cobraria 150 pra gente. O esquema foi o seguinte: A casa do Saulo fica no caminho do aeroporto e pra não precisarmos voltar pro terramor, nós fizemos check out de manhã e deixamos nossos mochilões na mala do taxi enquanto ficamos na casa do Saulo, depois marcaríamos uma hora com o motorista e ele pegaria a gente. Nosso voo era de madrugada, dormiríamos no aeroporto. Tudo armado pro dia seguinte. Dormimos.
  36. 1 ponto
    Dia 8 - 13/10/18 Qual o problema do TerrAmor? Ele é longe do centro de alter do chão ou qualquer civilização (20 ou 10 reais o taxi até alter, não lembro ). Por esse motivo resolvemos nos hospedar no centro de alter e deixar o terramor, como já tínhamos pago uma diária passamos essa primeira noite do dia 12 lá. No dia 13 conversamos com o dono e ele disse que não teria problema e se quiséssemos retornar ainda tínhamos um crédito (pois tínhamos pago um valor x, que não lembro, antecipado) e ficaria a nosso critério. Tomamos café (o rapaz que trabalha com ele faz uma tapioca maravilhosa!), fizemos o check out e pegamos nossos mochilões para irmos ao centro de alter. Fomos a pé: força, foco, fé, calor, sede, arrependimento! Hahah nossa a gente não aguentava mais andar com peso e no calor. Previamente eu tinha visto umas pousadas que fazem serviços de hostel no centro e sabia alguns nomes (a internet não funciona em alter, só a vivo pega e muuuuito mal, no H+ quase - rs). Fomos vendo plaquinhas e nos informando e fomos direto a pousada coração verde, pois os comentários de lá eram muito bons. Chegando a pousada coração verde fomos atendidos pela filha do casal, uma simpática! Ela nos mostrou as instalações e era uma beleza, tinha ar condicionado (Terramor não tinha, mas a noite foi fresca) e tudo. Na hora de falar a diária quase caímos pra trás, 80 reais! UKEEE?!?! Pedimos um desconto maior e ela fez por 70 - eu acho- só lembro que ela diminuiu um pouco o valor e a gente saiu aceitando pq estávamos cansados e queríamos aproveitar o dia. Lá foi o mesmo esquema do terramor. De fato, é uma pousada, mas eles tem uns quartos com banheiros compartilhados que tratam como hostel. Ela disse que teria só a gente naquele quarto e evitaria colocar outras pessoas, só se fosse necessário. Nos acomodamos e nos arrumamos pra conhecer a famosa ilha do amor. Chegando na orla a travessia para a ilha custava 5 reais, a travessia e não por pessoa e podem ir até 4 pessoas no barquinho. Barato! Passamos o dia lá. Vimos um rapaz que estava no barco do dia anterior e sentamos ali com eles, até pq eles já estavam de saída e não tinha mesa vaga pra gente ficar. Eles foram embora, nós ficamos e comemos um bolinho de piracuí (farinha de peixe) gostoso. Quando ficou mais tarde resolvemos ir pra um lugar mais reservado da praia, longe da muvuca que fica logo no início. Andamos um pouco pra esquerda e ficamos por ali na sombra das árvores. Quando eram umas 16h fomos procurar a trilha do morro da pira-oca ou piroca, como chamam, pra ver o por do sol. Encontramos a trilha e por volta de 40 minutos chegamos no topo. Ficamos lá para a contemplação. Leve repelente, pois tem uma área de mata mais fechada. Logo após o pôr do sol não nos demoramos muito pra descer, pois a trilha fica escura no caminho. Andamos correndo. Chegamos a salvo lá na praia e continuamos correndo pq o barquinho que faz a travessia para de passar umas 19h se eu não me engano. Conseguimos chegar a tempo e voltamos pra pousada. Tomamos banho, nos arrumamos e fomos pra praça comer. Tem restaurantes chiques e restaurantes simples. Escolhemos um churrasquinho de rua completo, barato e delícia (12 reais). Queríamos conhecer o carimbó, dança típica, e foi recomendado que fossemos a casa do carimbó. Lá é tipo um boate/restaurante chique pra turista, bem bonitinho/diferente. Depois de 22h horas paga 20 reais pra entrar (antes disso que acho que não paga nada). Paguei e pedi logo uma caipirinha com catuaba de maracujá deliciosa. Ficamos por lá até que começou a musica ao vivo e os dançarinos do carimbo. Apresentação bonita. Logo depois de um tempo fomos embora, pq estávamos mortos com farofa. Obs.: Fim de semana também tem apresentação de carimbó na praça de graça.
  37. 1 ponto
    Dia 4 - passeios Valle Sur e City Tour Retomando a questão dos passeios contratados: a grande diferença, no fim das contas, é relativa ao preço, pois as agências trabalham juntas - isto é: eles se organizam para encher ônibus e vans e otimizar os passeios, independente de qual agência você contratou. Com isso, é certo que há pessoas na mesma van que pagaram preços bem diferentes. Mais uma vez: a Mapis, se não é a mais barata, está bem perto disso. Vista da janela de nosso quarto no hotel Casona Quera. O solzinho engana: tava 3 graus nessa hora. Mas durante o dia esquenta Para o primeiro dia em Cusco, fizemos dois passeios combinados: o do Valle Sur e o chamado "City Tour". Foi um pouco cansativo e corrido (recomendei a amigos que têm um filho pequeno que não fizessem o mesmo, por exemplo), mas valeu a pena. Pessoas com menos mobilidade devem dividir em dois dias. No total, pagamos 40 soles por pessoa (25 pelo Valle Sur, 15 pelo city tour). Além disso, pagamos 130 soles por pessoa para comprar o Boleto Turístico, que é o ingresso para a maior parte das atrações que você vai visitar em Cusco, e ainda permite a entrada em vários museus (que não visitamos por falta de tempo). O boleto é vendido num prédio da prefeitura perto da Praça de Armas (recomendo comprar antes) ou nas entradas de todas as atrações. Ele tem uma validade de 10 dias a partir da compra. Na hora combinada encontramos o Ronald na Praça de Armas (ele nos buscaria no hotel, mas saímos antes para tirar umas fotos e esbarramos com ele na rua, e combinamos esse encontro na praça) e caminhamos alguns metros para outro local por onde passou o microônibus que fez o passeio. A primeira parada do passeio do Valle Sur é Tipón, um sítio arqueológico cujo grande destaque são terraços que eram usados para agricultura. Pikillacta tem as ruínas de uma pequena cidade do período inca. Ambos interessantíssimos. A parada seguinte é Andahuaylillas, uma cidadezinha que não tem ruínas, mas sim uma igreja com afrescos (cuja entrada custa 15 soles) e um "museu" mantido por uma família com uma múmia bizarra e coisas bacanas sobre o cultivo do milho e a preparação da chicha (5 soles). O guia convenceu todo mundo a visitar o museu em vez da igreja e não nos arrependemos, foi bem divertido. Estruturas para agricultura no sítio arqueológico de Tipón Ruínas do sítio arqueológico de Pikillacta Múmia bizarra em Andahuaylillas, eles juram que é de um ET 👽 Voltamos a Cusco e encontramos um grupo que já tinha iniciado o city tour por Qoricancha, um templo que fica bem perto do centro de Cusco. Ele não está incluído no Boleto Turístico e pode ser visitado em outro dia, em uma caminhada rápida a pé. É bem perto da Praça de Armas (não fizemos, também, por falta de tempo). O grupo saiu e nós e outras pessoas nos juntamos a eles e pegamos o ônibus que fazia o city tour. Durante a tarde visitamos quatro ruínas incas: Qenqo, Sacsayhuaman, Pucapucara e Tambomachay. Sem dúvidas, Sacsayhuaman é a mais incrível delas. As demais também são bacanas, porém. Vale muito a pena. A foto tá uma bosta, mas essa pedra fica gelada a qualquer hora do dia. Era usada como mesa para mumificação de corpos de nobres no período Inca. Está em Qenqo Tambomachay, que foi criado no período Inca para homenagear a água Jantamos num restaurante chamado Chalca, na rua 7 Cuartones, bem perto do centro. Comida muito honesta e preço ótimo (entrada fria, sopa, prato principal e copo de suco por 10 soles). Voltamos a comer lá em outro dia, inclusive. Dia 5 - passeio do Valle Sagrado até Ollantaytambo; noite em Machu Picchu Pueblo Antes de sair, juntamos nossas coisas, separamos só o essencial para a viagem a Machu Picchu e deixamos o grosso da bagagem no hotel Hatun Quilla, para onde iríamos quando voltássemos de MP. O pessoal foi muito gente boa, guardou nossa bagagem sem nenhum problema. Peruaninho simpático numa parada para usar o banheiro, a caminho do Valle Sagrado O passeio desta vez foi o do Valle Sagrado. A primeira parada é em Pisac, que é um sítio arqueológico bem grande. De lá, partimos rumo a Urubamba onde acontece a parada para o almoço. As agências vendem com a opção de almoço incluído por 25 soles, que não pegamos. Queríamos tentar encontrar um lugar mais barato para comer. Mas a parada é em um lugar com poucas opções. Demos umas voltas e desistimos, pois um funcionário do restaurante tinha nos oferecido por 20 soles. Fiquei com a impressão, depois, de que se tivéssemos chorado mais teríamos conseguido por menos que isso, mas não pude comprovar. Se quiserem fazer o mesmo, o cara que nos deu esse desconto fica numa lojinha na saída do restaurante, ele aborda as pessoas. A comida era bem sem graça, esquema bandejão. Não é bom, mas parece não haver muita alternativa. Parte do grupo foi almoçar em outro restaurante, chamado Pukapunko, que parece melhor. Talvez valha verificar essa opção com a agência. Deve ser mais caro. Sítio arqueológico de Pisaq, sensacional Na sequência, fomos a Ollantaytambo. Para mim, o sítio arqueológico mais impressionante antes de Machu Picchu. Chegando lá, a guia disse que quem ficaria por ali para pegar o trem deveria descer com tudo no ônibus e deixar as mochilas em um café que fica junto da entrada. Eles cobram 3 soles por pessoa para deixar as bagagens. Acompanhamos a explicação da guia depois de subir as escadarias e ficamos com tempo para andar por lá com calma e tirar mais fotos. Muita gente faz isso: encerra o passeio ali e pega o trem para dormir em Machu Picchu Pueblo (a estação é perto do sítio arqueológico). Fomos à estação, demos um tempo comendo milho e tomando sorvete e então pegamos o trem. Ollantaytambo, nossa última parada antes de Machu Picchu Sobre o trem: é caro pra caralho! A ida foi 65 dólares e a volta 75 (a volta incluía um ônibus de Ollantaytambo até Cusco). E foi "barato". No dia que viajamos a opção mais barata tava mais de 80 dólares sem o ônibus, e vários por mais de 100. Fomos de Inca Rail, também há opção de ir pela Peru Rail. Os serviços parecem ser muito semelhantes, a escolha deve ser feita por causa de preço e horário. O trem é confortável, servem um lanchinho leve e a viagem é rápida. Chegando a Machu Picchu Pueblo, caminhamos até o hotel (o pueblo é tão pequeno que acredito que todos os hotéis fiquem a uma caminhada rápida da estação). O guia contratado junto ao Ronald, da Mapis, foi até o hotel para combinar os detalhes. Ele nos cobrou 20 soles por pessoa (pagamos ao Ronald). Dia 6 - Machu Picchu Chegamos à praça de Machu Picchu Pueblo no horário combinado (5h50 da manhã) para pegar um dos primeiros ônibus. Não tinha o ticket do ônibus, compramos na hora, o ponto de venda fica perto da praça e funciona das 5h às 21h. O ônibus é caríssimo (12 dólares cada trecho). Como tínhamos tempo, decidimos subir de ônibus e descer a trilha a pé. Para comprar os tickets é preciso ter passaporte. Chegamos ao local dos ônibus e a fila já estava bem grande. Mas foi rápido, acredito que nem 10 minutos de espera. Os ônibus vão saindo rapidamente. A subida leva uns 20 ou 25 minutos. Chegando lá, o guia voltou a reunir o grupo e recomendou que quem quisesse ir ao banheiro fosse de uma vez, pois dentro do parque não tem. Praticamente todo mundo conhece essa vista por foto. Mas ainda assim é emocionante quando chegamos lá Sobre a visita, não tem muito o que falar. É essencial ter um guia (se não contratar antes, tem vários que oferecem os serviços junto à entrada) para entender em detalhes. A foto clássica é logo no começo do circuito. O passeio guiado dura cerca de 2 horas. Ficamos mais uma hora ou pouco mais depois disso. Descemos as escadas a pé, como tinha falado. Não é uma descida fácil. Os degraus são irregulares e escorregadios. Levamos pouco mais de uma hora. Não é nem um pouco recomendável para quem está muito cansado, sente dores nas pernas ou está com criança. Almoçamos em um restaurante qualquer numa das duas ruas principais de Machu Picchu Pueblo (tem vários que oferecem menus a 15 soles, todos parecem a mesma coisa). Não lembro o nome desse que comemos, mas eles queriam cobrar uma "taxa de mesa" de 10 soles. Não tinham falado nada disso antes. Reclamei e a moça disse que tudo bem, que isso era opcional. Demos mais uma volta pela cidadezinha, que não tem muita coisa a fazer. Visitamos uma feirinha de "artesanato" (todas as barracas vendem os mesmos produtos) e sentamos em outro restaurante próximo ao que tínhamos almoçado para umas cervejas e pisco com petiscos até dar o horário do trem. Quem vai subir pra Machu Picchu de manhã, recomendo tentar comprar um trem mais cedo, pois não vale a pena ficar em Machu Picchu Pueblo. O trem atrasou cerca de meia hora pra sair. Quando chegamos a Ollantaytambo, embarcamos no ônibus e partimos logo para Cusco, são cerca de 2 horas de viagem. O ônibus para junto ao hotel Costa del Sol, no centro histórico. De lá fomos direto para nosso hotel, que fica a umas duas quadras. A "recepção" já estava fechada mas batemos à campainha e o pessoal veio abrir rapidamente. Pegamos nossas malas e fomos pro quarto. A própria pessoa que atendeu disse que não precisávamos pagar ou preencher as fichas naquela hora, que o fizéssemos no dia seguinte. Dia 7 - Laguna Humantay Esse é de longe o passeio mais cansativo que fizemos. Nos buscaram no hotel às 5 da manhã, um frio desgraçado, e fomos em um carro até outro ponto onde pegamos a van para o passeio. São 3 horas de viagem de Cusco até o local onde começa a subida. Eles distribuíram mantas e foi todo mundo dormindo, na medida do possível (não foi fácil pois o banco era bem apertado). Depois de 2 horas é preciso pagar a entrada (10 soles), e a última hora é por uma estrada bem sinistra, em vários momentos parece que a van vai cair da pirambeira. A vista porém, é maravilhosa. Depois de descer do carro, fazemos uma caminhada de 15-20 minutos até o ponto onde tomamos o café da manhã. Pão fresco, manteiga, geleia, café solúvel, chá. E então começa a subida. O guia fez algum terrorismo, dizendo que seriam 2 horas montanha acima. Esse parece ser o tempo para quem sobe mais lentamente. Todos de nosso grupo subiram com menos de 1h40. A primeira metade do caminho é com uma inclinação de 40 graus. A segunda é bem mais inclinada: 70 graus. Eles disponibilizam umas bengalas (cabos de vassoura) pra auxiliar na subida. Há ainda a possibilidade de subir a cavalo por 70 soles (o pessoal do nosso grupo que fez isso não recomenda, disseram ter ficado com medo de cair em vários momentos). A subida é cansativa, mas não é um terror. Não somos atletas, praticamos exercícios físicos de maneira moderada e subimos sem grandes problemas. A altitude é um fator que dificulta, mas nada impossível. Não é nem um pouco recomendável, porém, para quem está com criança e para quem tem problemas de mobilidade. A subida, além de íngreme, é escorregadia. Várias pessoas que subiam junto conosco escorregaram, especialmente na descida. Dá pra ter uma ideia de como é a subida. Mas só uma ideia A vista lá de cima, porém, é impagável. Um dos lugares mais bonitos que já visitei. A água com múltiplos tons de azul e verde, e essas cores mudam de acordo com o local onde você está, com os reflexos e incidências de luz. É possível subir em vários locais para admirar e tirar fotos de diferentes ângulos. O guia dá uma explicação sobre as formações geológicas e também sobre a rotina da época dos incas. Ficamos cerca de 2 horas lá em cima antes de iniciar a descida. Quase uma hora fazendo o caminho de volta e chegamos ao local onde tomamos o café para o almoço. Estava bom, e tinha algumas opções (arroz chaufa, massa com verduras, um prato de frango que lembrava estrogonofe, saladas, pastel de queijo - bem parecido com o nosso, mandioca frita). Almoçamos, voltamos ao carro e partimos para o caminho de volta. Mais 3 horas de estrada até a volta a Cusco. Laguna Humantay: a vista que compensa todo o esforço da subida Chegamos ao hotel, tomamos um banho e saímos para comer no Chalca e demos uma volta pelo Centro para comprar algumas lembranças antes de voltar ao Brasil. No dia seguinte, tomamos café e pegamos o táxi combinado com o Ronald da Mapis até o aeroporto (15 soles. Ele foi até nosso hotel junto com o motorista). Tudo tranquilo no check in e nos dois voos (Cusco-Lima, Lima-São Paulo). É isso. Qualquer dúvida é só mandar mensagem!
  38. 1 ponto
    Pessoal. Agora em Janeiro estive na Chapada dos Guimarães exclusivamente para pedalar. Mas não levei a bike. Aluguei uma Bicicleta apropriada para a Trilha lá na cidade e tive excelentes dicas de passeios com a galera de Lá. Segue o primeiro vídeo desta aventura. Logo postarei o segundo vídeo, que trata do Pedal no Alto do Céu. Espero que curtam.
  39. 1 ponto
    Pessoal, segue o segundo vídeo que relata o pedal no mirante Alto do Céu. Lugar sensacional, de beleza indescritível. E de bike ficou melhor ainda. Confiram.
  40. 1 ponto
    Viagem de 27/ Fev à 12/Mar de 2017 Primeira viagem sozinha e primeira vez que sai do país. EDIT: Consegui colocar fotoss Depois de tantos relatos que me ajudaram com a viagem, resolvi postar tambem. Comprei minhas passagens direto do site da Aerolineas e todas as passagens saíram por R$1500,00. Desculpa.. mas eu não anotei todos meus custos e acabei esquecendo , portanto os valores que citei abaixo são aproximados... Mas no total, com as passagens gastei por volta de R$6.000,00 Cambio: Fiz todo o cambio de Reais para Dolar em SP e troquei 1/3 por pesos no aeroporto de Buenos Aires e o restante no hotel Antartida(?) em Ushuaia, pelas recomendações aqui do site. ( chegando no hotel vc fala na recepção que quer fazer o cambio e eles te levam pra cozinha pra fazera troca) Roteiro: 27/02 - SPO/ Buenos Aires / Ushuaia 03/03 - Ushuaia/ El Calafate 06/03 - El Calafate/ El Chalten 12/03 - El Chalten/ El Calafate/ Buenos Aires/ SPO Não precisei trocar de aeroporto em Buenos Aires na ida, sobre a volta conto depois. Ushuaia - 27/02 Hostel Antarctica (super recomendado aqui no Mochileiros): Gostei do hostel, quarto grande com 3 beliches, tem bastante tomada, porem não perto da cama. Banheiro tem secador. Cafe da manhã tinha ovos (crus), paes, geleias, doce de leite e um suco que de maçã industrializado que tem em todo lugar. E o pessoal da recepção super simpaticos e prestativos. 4 diarias ficou por volta de 1500 pesos. O ruim realmente é a distancia entre o quarto e o banheiro que tem que passar pela area externa, cozinha e lobby.. Chegando em Ushuaia, peguei um taxi do aeroporto para o Hostel. Como ja era tarde, passei no mercado pertinho do hostel pra comprar umas comidinhas. (obs: atum em lata, maçã e nuts são super baratos) 28/02 - Tour Beagle Channel À pe, fui no pier onde tem varias "casinhas" que são as agencias que vendem o passeio de barco no canal Beagle, contratei o passeio em um barco menor que o catamarã, pra ter uma turma reduzida, ficou mais ou menos 900 pesos. Os passeios tem o horario da manhã e da tarde, dizem que à tarde se o dia não estiver nublado voce pega o por do sol. Fiz o passeio de manhã, são mais ou menos 4 ou 5 horas de passeio de barco onde vemos leoes marinhos, focas, o "farol do fim do mundo" e fazemos uma curta caminhada em uma ilha. Lembrar de levar um corta vento à prova d'agua, pois na parte de fora do barco faz um vento da desgrama e pode chover/ chuviscar no caminho. Na volta eles servem um cafezinho com bolachas dentro do barco. Conheci um brasileiro que disse que fez o passeio em um veleiro, que foi mais barato do que eu paguei, são menos pessoas no barco e chega mais perto da ilhas pra ver os animais. Então parece que vale apena dar uma pesquisada antes. Ah! o carimbo de Ushuaia pro passaporte fica no centro de informações turisticas do lado do pier onde vendem os passeios do canal Beagle, e é de graça! De volta ao hostel, peguei informações sobre transfer para o Paque Nacional Tierra del Fuego, e marquei para o dia seguinte às 09hrs (primeiro horario). Passei em um lojinha de esquina no centro que parecia uma conveniência de posto (sem o posto) pra comprar um chip de celular da Movistar, que funciona como um pre pago daqui. 01/03 - Parque Nacional Tierra del Fuego O transfer (300 pesos ida e volta) sai em varios horarios, mas pra fazer as trilhas tem que sair cedinho, pois ela sao extensas. Levei umas comidinhas pra passar o dia. Chegando no parque, tem que pagar a entrada de 100 pesos (Mercosul, levar passaporte) e eles te dão o mapinha do parque, então voce tem que decidir onde vai descer, pois dentro do parque tem varios pontos de onibus, e para voltar, voce aguarda em um desses pontos antes dos horarios que o motorista informar. ( Eu me perdi no parque e quase perdi o ultimo onibus que saia às 18hrs ) Desembarquei no ponto do "correio do fim do mundo" queria ter mandado um cartão postal, mas estava fechado . De la, comecei a "Senda Costera" pela Bahia Lapataia, que tem uma vista linda do lago mesmo em dias nublados. Passei pela "Passeo pela Isla", "Laguna Negra", a Castorera, " Mirador Lapataia", "Del turbal" que ficam todas no mesmo lado. Dizem que em dias de ceu aberto, as trilhas que sobem as montanhas como " Hito XXIV" e "Cerro Guanaco" são lindas, mas exige mais esforço fisico. Depois de passar pelas trilhas, andei em circulos umas 4 vezes e nao achava de jeito nenhum os pontos de onibus.. sou bem ruim em senso de direção e ja estava quase chorando achando que teria que passar a noite no frio de matar no Parque.. kkkk Finalmente achei o ponto e aguardei o bus de volta pro hostel, mortissima. Se tivesse mais tempo, com certeza voltaria mais dias no Parque pra fazer os outros senderos. O parque é lindo, pra quem nunca viu as paisagens da patagonia. Mas a melhor coisa é começar por Ushuaia e ir subindo pois a paisagens so vão ficando melhor!! À noite, achei que merecia ir jantar em lugar especial pelos perrengues que passei de dia rs, e fui comer a centolla em um restaurante que esqueci o nome que o hostel indicou. Perguntei à garçonete qual prato de centolla ela recomendava e ela me trouxe como se fosse um "escondidinho". Se voltasse, gostaria de comer a centolla por si só, aquelas que vêm inteira no prato pra sentir melhor o sabor. Lembro que o prato saiu caro.. por volta de R$80/ 70 o prato quando fiz a conversão na hora. 02/03 - Calvalgada/ Museo do Presidio Gosto muito de andar à cavalo, e ja tinha essa ideia fixa que o faria em Ushuaia, contratei o passeio no hostel tambem, e fui pela manhã. Tambem não me lembro do nome do lugar.. se nao me engano se chama estancia alguma coisa.... e o passeio passa no Monte Olivia, e em uma pequena praia e ourtas paisagens incriveis... Me senti em filme.. tudo muito lindo.. e com um grupo de 5 pessoas mais 2 guias. O valor foi por volta de 800 pesos.. À tarde, fui visitar o Museo do Presidio que fica do lado do hostel, lembro que tinha que pagar pra entrar, mas nada muito caro.. O lugar é interessante, pricipalmente uma ala que não foi reformada, então mostra direitinho como era antigamente, da ate uma melancolia. Tem tambem uma pequena galeria de arte, lojinha ( onde comprei um fleece que mem salvou do frio! Estava na promoção por uns 70 pesos e achei de otima qualidade!) e uma pequena parte com alguns aminais empalhados da região. Nesse ultimo dia tambem fui jantar a merluza negra, que parece que so tem la em Ushuaia, fui no rest. Tia Elvira que é "famoso" e tem aquele aquario na frente dos restaurantes com as Centollas vivas. 03/03 - Voo para El Calafate Tiveram varios lugares que nao consegui visitar em Ushuaia, como o Glacial Martial e Laguna Esmeralda. Mas mesmo assim fui embora contente, com o que consegui conhecer. Pedi pro Hostel chamar um taxi e fui pro aeroporto de Ushuaia para embarvar para El Calafate. Hostel America del Sur, que tinha fotos maravilhosas no Booking, e realmente a area de convivencia do Hostel era muito bonita e nova. (3 diarias +/- 800 pesos). O cafe da manhã mais completo dos hostels que fiquei, com ovos, pães, bolos, cereais e iogurt. Para o jantar eles tambem tinham um restaurante com preços ok. Talvez um pouco caro pro meu budget. Achei os quartos um pouco apertados, secador de cabelo no banheiro, tem que pagar para alugar toalha e tambem com 3 beliches e um banheiro dentro do quarto, outro ponto ruim é que ele é um pouco afastado do centrinho, talvez uns 15 min de caminhada pro mercado mais proximo que ficava no começo da av principal. Assim que cheguei, deixei a mochila no quarto e fui no mercado. Nessa viagem vivi de macarrão com atum, maçã e sopa Vono rs. Ja tinha reservado o Big Ice (caminhada mais longa) no Glaciar Perito Moreno com o hostel meses antes da viagem pra garantir o lugar, foi bom porque garanti o preço antigo antes da atualização da tebela de preços para 2017. (3100 pesos), eu paguei tambem um Kit de lanche do hostel para levar no passeio (sanduiche, agua, maça e um alfajor) mas nada que voce mesmo não possa preparar para levar. Até vi outros passeios que pareciam interessantes no Hostel, como kayak em que diziam que passariamos entre icebergs; mas o preço dos passeios em El Calafate são muito caros, então fiz só o Big Ice mesmo. 04/03 - Big Ice Perito Moreno Logo de manhã, umas 6 ou 7 hrs o transfer me buscou no hostel. Tinha lido em varios realtos que pra fazer o Big Ice precisaria de muito preparo fisico e tal. Fui morrendo de medo de não aguentar, mas no final acabei achando bem tranquilo. A parte mais dificil é a trilha antes de chegar no Glacial, por que é so subida. O onibus te leva pro Parque, onde vc tem que descer na "portaria" e pagar uma taxa pra entrar, não lembro exato o valor.. mas nao passava de 100 pesos. Entao te levam pras passarelas, onde voce pode ficar por uns 40min observando o Perito Moreno. Realmente é uma coisa que voce não acredita. Eu achei impressionante aquela parede enooorme de gelo, eu me imaginei na muralha "the wall" de GoT kk. Peguei um dia de ceu limpo e ensolarado, e estava achando que estava com super sorte, mas dizem que quanto mais nublado o dia, mais conseguimos ver os tons de azul do Glaciar. Mais legal ainda é ver e escutar os pedaços de gelo caindo no lago. E então voce sobe de novo no onibus que te leva no pier de onde saem os catamarãs. Ele atravessa o rio e te deixa no refugio de onde os guias passam as primeiras instruçoes. Apos alguns minutos da trilha dificil, vc chega na divisa do solo de terra e o gelo, lá eles colocam os "grampones" no tenis e dividem o grupo em ingles e espanhol. Cada grupo sai com dois guias. Achei legal que não existe um caminho demarcado para seguir no glaciar, a guia foi achando os pontos seguro de passagem e vamos adentrando no glaciar. Passamos por formações de cavernas, lagos, e uns buracos formados pelo vento. Alguns momentos precisavamso saltar uns "riozinhos" ou ate fendas, e mesmo eu com minhas pernas curtas conseguia pular com ajuda dos guias e dos pessoal do grupo. Como meu primeiro contato com esse tipo de ambiente, eu achei tudo maravilhoso rs. Na volta, eles servem whiskey com gelo do Perito Moreno "pescado" no lago, um alfajor e um chaveirinho de lembrança. 05/03 - Descanço e passear no centro Neste dia aproveitei para descarregar os fotos da camera, e passear na cidade. Tomei o sorvete de Calafate, que parece um blueberry, mas mal sabia que mais pra frente ia encontrar essas frutinhas in natura em El Chalten. Fui procurar lojas de roupas tipo Columbia e North Face achando que talvez seria mais barato. E realmente, convertendo, tinha alguma diferença de preço, mas nada que valesse muito a pena.. Passei no bar/ restaurente Pub Borges Y Alvarez Librobar que é famosinho pela decoração e pelas lojinhas de souvenirs e comi umas empanadas. Usei o google maps pra achar a rodoviaria de El Calafate pra comprar a passagem de bus para El Chalten, depois de me perder um pouco como de costume, comprei o bilhete (+/- 900 pesos ida e volta) e voltei para o hostel. 06/03 - El Calafate/ El Chalten Fui pra rodoviaria e peguei o bus, +/- 3hrs de viagem, ate chegarmos no centro de informações de el Chalten, em que temos que descer para ouvir algumas instruçoes sobre as trilhas e tal. Subimos novamente no bus para ir pra rodoviaria. Chegando perto de El Chalten, do onibus, se tem aquela vista do Fitz Roy no final da estrada que aparece em varias fotos na internet. Da rodoviaria, peguei um taxi para me levar ate o hostel. Hostel Rancho Grande: +/- 1800 pesos para 6 diarias. Quartos espaçosos com duas beliches, não tem secador no banheiro, e tem um restaurante 24hrs dentro do hostel. Ah! neste, não tem cafe da manhã incluso. Planejei em ficar mais tempo possivel em El Chaten por ter as "atrações gratis" tentei me informar sobre o clima pra planejar minha ida ao Fitz Roy. E parece que um dia antes de eu ir, o clima estava perfeito e a vista pro fitz roy totalmente descoberta... e que o restante dos dias seriam de chuva.. Então ja me planejei pro dia seguinte encarar a trilha de 20km rezando para que o tempo abrisse.. 07/03 - Sendero Fitz Roy (Laguna de los tres) Acordei às 5:30hrs pra sair ate ás 6hrs. A trilha fica bem perto do Hostel Rancho Grande., e ja no começo tem umas subidas que olha... kkk no meio, a trilha fica mais plana, o que ajuda bastante, e então chegamos à area de acampamento point cenot que ja indica que vc esta proximo da reta final. E no final... aquela subida super ingreme, que tem partes que vc tem que ir se apoiando com as mãos. Não me lembro exatamente, mas se não me engano são 2 a 3 Km essa parte da ultima subida... que levei umas 2 hrs pra terminar... Conheci uma argentina muuito simpatica que estava acampando em El Chalten há alguns dias com alguns amigos brasileiros. Ela me levou por um caminho onde tinham varios arbustinhos de calafate para comermos. Ela ja tinha subido pra ver o Fitz Roy no dia anterior e tinha fotos incriveis! E mesmo assim me acompanhou novamente naquela subida horrivel kkk E chegando lá! nadaaaaaa as nuvens e a neblina estava tao densos que nao conseguia enxergar nada a 1m de distancia... até tentei aguardar um pouco la em cima pra ver se as nuvem se dissipavam, mas nada.... e o frio cortante tambem me fez ir embora.. Na volta, passei pela Laguna Capri, que é bonita, mas nada muuito espetacular. Mas essa era a vista que esperava há 1 ano.. então ja voltava a trilha pensando que nao poderia ir embora sem ver o Fitz Roy.. Minha primeira "vista" do Fitz Roy.. Laguna Capri 08/03 - Salto del Chorrillo Como a preisão do clima estava ruim para os proximos dias, fui fazer as trilhas menores das redondezas. Conheci dois americanos no hostel e fomos visitar a cachoeira Salto del Chorrillo que ficava relativamente perto do hostel tambem. Talvez 5 Km de distancia. A cachoeira é bonita sim, mas nada espetacular.. No resto do dia não fiz nada de muito interessante... 09/03 - Mirador de los Condores Neste dia, resolvi ir ao Mirador de los Condores, trilha mais curta que fica perto da entrada da cidade. Nesta entrada tem a opçao de fazer outras trilhas mais longas que tem outros angulos do Fitz Roy, porem por causa do tempo, resolvi fazer o Mirador qua da uma vista panoramica da cidade de El Chalten. Do lado oposto da vista da cidade, se tem uma vista do lago argentino (não tenho certeza se é esse o nome do lago..) Mas a vista é impressionante! è um lago enoooorme que eu não conseguia nem ver o fim dele. Na volta parei pra tirar uma foto na placa de madeira da entrada da cidade, bem bonitinha com arbustos de lavanda em volta. 10/03 - Descanso Deveria ter aproveitado o dia pra fazer outras trilhas.. como o Loma del Pliegue Tumbado ou Laguna Torre/ Cerro Torre.. mas estava me guardando para o dia seguinte em que tentaria de novo fazer o Fitz Roy. E tambem ja estava meio desanimada por causa do clima chuvoso/ nublado.. Resolvi que faria a outra trilha para o fitz Roy, onde pegamos um transfer até a a hosteria Pilar, e de la fazemos a trilha para a Laguna de los 3 (Fitz Roy). Contratei o transfer no Hostel (+/- 300 pesos) para o dia seguinte às 7hrs que era o primeiro horario. 11/03 - Fitz Roy de novo! Ultimo dia em el Chalten, e eu PRECISAVA ver o Fitz Roy... se nao, nao ia embora daquele lugar!! kkkk O transfer veio me buscar no hostel, onde conheci duas veneluelanas super simpaticas! Eu achava que a hosteria Pilar ficasse mais proxima.. mas demoramos um pouco pra chegar. A hosteria é muito bonitinha e escondida no meio do mato! Fiquei pensando que seria legal ficar hospedado la por uma noite.. Olha... eu achei o caminho pela Hosteria Pilar muito mais bonita e até mais rapida (não sei se era psicologico, passa ate por um Glacial!) Mas não consigo te afirmar qual dos dois caminhos fazer, pois tanto a trilha tradicional quanto a da Hosteria são bem diferentes. E depois de mais uma vez subir (se não escalar) aquela subida torturante.. tenho a vista MARAVILHOSA e com o ceu totalmente limpo do Fitz Roy. Mas parece que todos viram na previsão sobre a melhora do tempo, o que acabou lotando a Laguna de Los 3.. Desci a trilha ate a laguna, e se da laguna, voce ir pra esquerda e subir um morrinho, voce tem a vista de uma segunda laguna com um glaciar entre as montanhas. Não é todo mundo que vai pra esse ponto, e acaba nao sabendo da existencia dessa segunda vista. Ai sim fui embora com o sentimento de satisfação daquele lugar.. O Glaciar que tem no caminho: 12/03 - El Chalten/ Aeroporto El Calafate/ Buenos Aires/ São Paulo Dia de ir embora Fui ate a rodoviaria a pé (pois agora sabia que era uma distancia andavel) e peguei o bus de El Chalten direto pro aeroporto de El Calafate que fica no meio do caminho. A passaegem ja tinha comprado junto com a ida em El Calafate. Voei ate Buenos Aires (AEP) e tive que ir ate o outro aeroporto (EZE) para pegar o voo pra SP. Contratei o transfer (+/- 50 pesos) em uns guiches logo depois da area de desembarque. E enfim cheguei em SP Espero ter ajudado alguem com esse relato meia boca kkk Qualquer duvida, fico feliz em ajudar!!
  41. 1 ponto
    A Forclaz 700 é a melhor, só que está fora de linha, não sei se acha na loja. A Arpenaz 500 não é para caminhada em trilhas, é para uso urbano. Dependendo do que for fazer dá pra usar...A Vento é a mais fria de todas. E não esqueça das meias, muito importante, são elas que irão esquentar seus pés. Meias de lã merino são as melhores. É bom experimentar a bota já com as meias que irá usar (veja que falei no plural, muito comum usar dois pares junto). Se for comprar na Decathlon eles tem boas meias para inverno. Lembre que meia quente é mais grossa, então a bota não pode ser justa.
  42. 1 ponto
    Irei para o Deserto do Atacama em Julho e estou em uma duvida cruel. Pegarei frio extremo, possivel ate -20C e tambem farei passeios em terrenos bastante acidentados. Botas vento finesterre - me sinto segura quanto a qualidade em trilha, conforto e seguranca no pe. Medo: que nao aqueca o pe. Vi que eh mais usada em clima tropical e nada fala sobre frio extremo. Botas Quechua Forclaz 700 ou Apenaz 500 - me sinto segura quanto ao aquecimento do pe. Medo: seguranca do pe em nao torcer em trilha, aderencia a solo acidentado e nao ter o amortecimento ideal. Alguem me ajuda?
  43. 1 ponto
    Ola, Nicholas! Entendo a preocupação de vocês - eu também planejo uma viagem para a Europa neste ano e sigo acompanhando o cambio diariamente para não ter qualquer surpresa. De qualquer maneira, eu não vejo uma forma de prever o que pode acontecer no próximo ano - ou até nos próximos meses. Se você caçar previsões sobre o cambio feitas há um ano, verá que o dolar nem chegaria a 4....=/ Independente de qualquer especulação ou discussão política por aqui, acho que temos de ser pragmáticos. Eu costumo seguir uma "formulinha" que até hoje funcionou. - Definir o roteiro e pensar em todas as possibilidades de entradas/saídas dos países. - Começar a ficar alerta com valores de passagens (SEMPRE EM DOLARES ou EUROS) com uns 8 meses - Comprar passagens com cerca de 6 meses de antecedência. A essa altura, você já tem o roteiro mais ou menos montado e o mais importante: você sabe avaliar o que é uma passagem barats ou não. Outra coisa: os vôos podem sofrer mudanças de horários que, em roteiros mais apertados podem ser prejudicados. Por isso, pra mim, uma super-antecedência em comprar passagens acaba virando um problema. - Com a passagem comprada, começar a comprar dinheiro em espécie/cartão - Definir as hospedagens pelo Booking com uns 120 dias, época que ninguém tá procurando nada e você consegue os melhores quartos com os melhores preços. Além disso, se você cancelar, não há cobrança - Reservar trens com 90 dias de antecedência, pois é quando as companhias de trem europeias abrem as passagens - Decidir maiores detalhes dentro destes dias.
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