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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 13-08-2019 em todas áreas

  1. 9 pontos
    Quem nunca ouviu o ditado, ‘quem vê cara não vê coração’. Essa frase é excelente para traduzir as lutas, dores e dificuldades de uma conquista. Para o amor, não existe montanha alta o bastante, não existe caminho difícil demais, não existe desafio impossível, não existe um horizonte que não possa ser alcançado. Muitas vezes retratada e imortalizada diante um click de uma câmera, a alta montanha se assemelha ao amor. Não vou neste modesto texto desfocar o que disse o consagrado George Mallory que, ao ser indagado por qual motivo ele buscava o cume das montanhas, respondeu de forma simples e clara: “Porque ele está lá”, mas produzir uma metáfora com o tão buscado e verdadeiro amor. É tudo muito lindo quando fotos são postadas nos bastidores do Facebook, muitas delas nas alturas, a dezenas de graus célsius abaixo de zero, quilômetros acima das nuvens. Um difícil click que, muitas vezes, foram necessárias semanas de preparo, dias de aclimatação e uma caminhada árdua e que colocou a própria vida do protagonista em risco. Pelo caminho, muito além de flores, cenários deslumbrantes e pássaros, foram encontrados precipícios, temperaturas extremas, e as gretas traiçoeiras, que são as fendas no gelo, que podem ter dezenas de metros e que ficam encobertas por uma camada fina de neve, ocultas como um alçapão à espera do montanhista descuidado. É pisar, cair e morrer. Sim, muitas fotos trazem consigo o renascimento e a oferta de uma nova vida. O frio também cobra seu preço. Mesmo ‘mumificado’ com roupas especiais, temperaturas que podem chegar a 70 graus negativos costumam acometer as extremidades do corpo, sendo pontos vulneráveis os dedos e o nariz. Da mesma forma exemplifico o amor. Existem pessoas que nunca ousaram subir alto, admiram fotos e reportagens sobre a alta montanha e jamais se imaginam enfrentar tamanho desafio. Existem também os persistentes, insistentes e desafiadores, que enfrentam desafios para trazer para casa suas conquistas. Existem também aqueles que se contentam apenas em observar de camarim e aqueles que estendem uma toalha aos pés das altas montanhas, sem pretensão alguma de escalar. Seja lá a forma que você se enquadra, todas as opções refletem a busca pelo amor. Cada um em uma forma específica. Mas é aí que paramos para pensar, será que nos esforçamos de forma suficiente para encontrar o amor? Até onde preciso subir para que esse encontro se efetive? Por vezes, estamos no pé de uma montanha e lá estacionamos. Estagnados, permanecemos à espera do amor que pode estar poucos metros acima. Nos iludimos e nos conformamos com o fácil, acreditando que já estamos alto suficiente para encontrar o amor. O caminho do amor não se apresenta de forma fácil, muito pelo contrário, é árduo, perigoso e tal encontro não acontece por acaso, sem que você pare de sentir suas extremidades ou que sua respiração esteja beirando o impossível, diante o ar rarefeito e o despreparo para ver o que realmente o amor tem a lhe mostrar. Caminhos para o cume são vários e é você quem escolhe o que mais lhe convém, porém, visão do alto você não muda, existe apenas uma. Eu já estive lá em cima. Mas o que poucos, ou que quase ninguém sabe, é que por vezes quase não voltei. A neve faz o caminho desaparecer e, sem uma orientação eficiente, o seu retorno pode jamais acontecer. E lá está você, no alto da montanha, à espera do momento único de encontrar o seu amor. Sorriso no rosto ao perceber que superou adversidades e obstáculos que pareciam intransponíveis e, de repente, do nada, quando tudo parecia lindo, uma avalanche te surpreende. Você fica praticamente sem chão e seus pés tremem em uma base instável e sem sustentação. Todo seu esforço parece ruir, sua luta em busca do amor parece que de nada valeu. E em minutos você desce desgovernado sem entender o motivo que está te levando para baixo. Ao abrir os olhos, você percebe que está novamente aos pés da montanha e que só lhe resta juntar os destroços e, quem sabe, fazer uma nova tentativa, talvez, em uma outra montanha, sem ignorar as condições geográficas, climáticas, os perigos mortais e desafios muitas vezes ocultos. Ironia do destino, por mais bonito que pareça ser, ninguém pode viver no cume, que é um lugar para escalar, contemplar, deixar registrado uma marca e marcar sua história, e então descer e se preparar para arriscar montanhas mais altas e ter novas histórias para contar. Sim, eu já estive lá em cima. Por algum tempo, mas estive. Talvez não na mais alta montanha da minha vida, mas já estive lá. Tenha a consciência que você pode até mover montanhas e para isso precisa começar carregando pedras pequenas. Não espere a perfeição de imediato, pois essa é uma montanha que muitas vezes levará toda uma vida para ser escalada, um pouco a cada dia. Siga seu caminho, para o alto e avante. Lembre-se, nós não tropeçamos nas grandes montanhas, mas nas pequenas pedras. O amor realmente é uma montanha, e eu perdi o medo de altura. E por mais que saibamos que o cume é apenas um lugar de visitação, em uma destas aventuras podemos encontrar o amor bem lá no alto, em um lugar lindo e quente, e contra toda a regra da vida façamos desse lugar um lar eterno. Leve com você o ensinamento do provérbio chinês: não importa o tamanho da montanha, ela nunca poderá esconder o sol de sua vida. Bons Ventos!!! Luka Izzo
  2. 2 pontos
    Preparativos A maioria dos brasileiros que escolhem a Colômbia como destino o faz devido as fotos incríveis de Cartagena ou de San Andres, que encontramos na internet. Talvez mais um ingrediente se adicione na motivação, devido ao sucesso das séries da Netflix sobre Pablo Escobar e El Chapo. No meu caso foi devido eu resolver fazer outra faculdade. Desta vez, Arquitetura e Urbanismo. Logo me veio a cabeça visitar Medellín, referência mundial em urbanismo. Viajar, principalmente para outro país é tão caro, que eu não poderia deixar de conhecer outras cidades. Sentei diante do computador e comecei a pesquisar. Certeza eram Medellín e Cartagena. San Andres nem fazia parte dos planos iniciais. Fontes de pesquisa foram o google e este site, além das comunidades no face. Encontrei também alguns grupos no WhatsApp que foram muito úteis. Comecei a monitorar os preços da passagem para Bogotá, que me pareceu a opção mais econômica, no começo de 2018. Finalmente comprei a passagem em meados de março pela Latam por 1400,00 mais 5mil pontos multiplus. A viagem seria dia 6 de junho com retorno dia 27. O roteiro ficou definido assim: Bogotá (bate e volta para Zipaquirá), Medellín, (bate e volta para Guatapé), Cartagena, San Andres, Santa Marta (bate e volta para Minca) e Tayrona. Grana: Reservei 2400 dólares em espécie, mais 3mil reais transferidos pela WU. Sobraram 1700 dólares. Outras despesas eu tive ainda no Brasil com reserva de alguns hostels e passagens aéreas pela low cost Colombiana. Brasil - Bogotá Saí da minha cidade, na noite do dia 05, rumo ao Rio de Janeiro de ônibus - 250km. Cheguei ao Rio na manhã do dia 06 e peguei o frescão (ônibus com ar) para o Galeão. O Voo partiu do Rio às 11h da manhã. A partida de São Paulo foi às 14:50h e a chegada em Bogotá às 19:10h - considerando as duas horas a menos do fuso horário. Fiz câmbio no aeroporto onde troquei 100 dólares. Peguei um táxi no aeroporto por 35 mil até a candelária (bairro histórico). Fiz reserva pela internet no Tip Top Backpackers, na carrera 1, com calle 12c. Preço 20 mil por noite. Como eu estava sozinho em quarto com banheiro, pude escolher a melhor cama. Lá conheci um brasileiro que estava viajando no esquema de 10 dólares por dia kkkk. Foto: Bogotá dia 07/06/2018. La candelária é o bairro histórico de Bogotá, mas todos dizem não ser muito seguro à noite. Não tive problemas, mas as ruas a noite são realmente escuras e é preciso ficar esperto. Dia 07/06: Bate e volta para Zipaquirá (Catedral de Sal) Saí bem cedo rumo ao Terminal Salitre Norte. Peguei um Bimodal (ônibus articulado) e me informei sobre o melhor local para descer, o mais próximo do terminal. Precisei caminhar uns 20 minutos até lá. Dica: Baixei todos os mapas do google, para acessar offline. Vacilo: Não levei câmera fotográfica. Pensei que o celular seria suficiente. Mas esqueci que seria necessário consultar o mapa toda hora e a bateria não daria conta de, além disso, fazer as fotos da viagem. No terminal, basta se informar sobre empresas que oferecem translado para Zipaquirá. Paguei 10mil. No caminho o ônibus vai pegando outros passageiros, mas ele mal para para o embarque. O trocador vai dependurado na porta, que fica aberta, gritando o destino sempre que vê alguém parado no caminho. Em Zipa desci na chegada da cidade. Avise ao trocador que pretende visitar a catedral que ele te indicará o melhor local para desembarcar, mas o ônibus nem para direito. Prepare-se para saltar, kkkkkk. Caminhei uns 15 minutos até o parque. Acho que foram 25 mil para entrar. Você recebe um aparelho com áudio gravado, no idioma que preferir, para que possa compreender o que significa cada local da visitação. A catedral foi esculpida em uma antiga mina subterrânea de sal. A via Crucis é representada por altares esculpidos pelo caminho, a medida que se adentra a mina. Foto: Via crucis - Catedaral de Sal - Zipaquirá Algumas surpresas visuais se apresentam diante de seus olhos e o que mais surpreende é a imensa nave com 16 metros de altura bem no fundo da mina. Também chama a atenção o comércio lá embaixo. Há de lanchonetes a lojas de artesanato e outras que até vendem esmeraldas. Foto: Nave da Catedaral de Sal - Zipaquirá Foto: Escultura de sal - Catedaral de Sal - Zipaquirá Lá dentro não se percebe o tempo passar e quando me dei conta já passava da hora de voltar para Bogotá, pois queria evitar de chegar a noite. Peguei um táxi que me deixou numa esquina da cidade por onde passava o ônibus para Bogotá. Não foi difícil identificar o ônibus, pois o trocador veio pendurado na porta e gritando o destino. Quando sinalizei, ele saltou do ônibus, e praticamente me empurrou lá pra dentro com o mesmo ainda em movimento kkkkk. Cheguei em Bogotá no final da tarde e parti para o ponto de ônibus, que fica a 20 minutos de caminhada do Terminal. Foi preciso consultar o mapa no celular que estava quase descarregado. peguei o bimodal e saltei na estação do museu. Eu deveria ter saltado uma estação adiante. Me guiei pela torre do edifício da primeira foto que postei, pois através dele eu conseguia me localizar. Caminhei de volta ao hostel e o celular estava sem carga. Estava escuro, e fiquei atento, sempre de olho em alguma rota de fuga kkkk. Passei em frente ao meu hostel mas nem percebi. Continuei caminhando até encontrar um guarda que segurava um pastor alemão. Pedi ajuda e ele me levou até o hostel. Bastou dar meia volta e caminhar uns 200 metros kkkkkk. Dia 08/06: Museus Acordei cedo e fomos para o museu nacional, eu e o brasileiro que estava neste hostel. Para o alívio dele a entrada foi barata, 2 mil, afinal ele não podia começar o dia causando um rombo no seu orçamento de 10 dólares/dia. Do museu nacional fomos para o museu Botero. A entrada é gratuita, outro alívio para o cara. Este museu é incrível e é quase impossível não sorrir a cada pintura ou escultura do artista. Foto: Museu Botero - Bogotá, Colômbia Ficamos neste museu até a hora do almoço. Há um restaurante lá dentro que me pareceu uma boa opção, mas pelo preço, não era a melhor opção para o meu amigo. Descemos a rua e ele escolheu um restaurante que servia Bandeja Paisa - o prato mais tradicional do país. Só que ele esqueceu de perguntar o preço e ri muito quando veio a conta. 25 mil kkkkk. Foto: Bandeja Paisa Depois do almoço, perambulei pela Candelária para conhecer o bairro. Fui até uma loja da Western Union e saquei metade da grana que havia enviado do Brasil. Por volta das 17h peguei um táxi (7 mil) e fui para o funicular. Dica: Táxi na Colômbia é barato, conforme relatarei mais adiante. Mas procure por taxistas com taxímetro (táxis amarelos). Esta carrera (corrida) de 7 mil custaria bem menos pela tabela. Meu destino era o Montserrate. Naquele horário, só havia a opção de subir pelo metrocable - 20mil. Vale a pena ver o por do sol lá de cima. Visual insano. Foto: Vista do alto do Monserrate - Bogotá Colômbia. Quando voltei, no dia anterior de Zipaquirá, no Terminal Salitre Norte, comprei passagem de ônibus para Medellín. Paguei 70 mil. A viagem seria às 23h, portanto era hora de voltar para o hostel e preparar tudo para partir. Foram só dois dias em Bogotá. Só me arrependi de não ter tido tempo de visitar o museu do ouro e o Andres Carne de Res (www.andrescarnederes.com/andres-dc) Partindo para Medellín: Programei viajar a noite para chegar em Medellín pela manhã do dia 9. Desse modo economizei na hospedagem, pois dormi no ônibus. A companhia foi a Brasilia. O ônibus era bom e foram 10h de viagem. Dia 09: A incrível Medellín Pesquisei o mapa offline que baixei para descobrir como deslocar do Terminal Norte (terminal rodoviário) até o bairro Poblado (bairro nobre de Medellín onde ficam os principais hostels e baladas). O terminal é interligado à estação de metrô Caribe. Me informei sobre qual lado da estação deveria esperar pelo trem para a estação Poblado. O metrô de superfície é super funcional e barato. Não se aguarda nem 5 minutos e o trem já aparece. Parti para a estação Poblado e de lá caminhei bairro a dentro subindo a calle 10. Não havia reservado hostel e pensei em ficar no Happy Buddah na Carrera 35, mas estava tão cansado, e com uma cargueira nas costas, que entrei no primeiro hostel que encontrei - Casa 10 na Calle 10 no Poblado. É um hostel mais tranquilo para quem não quer escutar a barulheira do bairro. Diária foi 35 mil. Lancei uma mensagem no grupo de brasileiros em Medellín no WhatsApp, dizendo que estava na área. Duas pessoas responderam e combinamos o encontro ali na muvuca do bairro. Encostei minhas coisas num canto do quarto (estava sozinho) e fui conhecer o bairro. Dica: El Poblado é o melhor lugar para se hospedar em Medellín. O bairro mistura boemia, hostels e edifícios da classe alta. Visite o supermercado Éxito, próximo a Samart Fit, na calle 10. Ali fiz compras de frutas, biscoitos e sucos que deixei na cozinha do hostel. Lá é possível até fazer câmbio, ou mesmo comprar roupas da Levis. Anoiteceu e parti para rua. São quarteirões de muita gente. Bares com baladinhas, um diferente do outro e muita gente circulando entre eles. Aguardei no ponto marcado pelos novos amigos: Juliana, uma brasileira que mora lá e o Fábio, que estava de turista assim como eu. Foto: Eu, Juliana e Fábio, no Poblado em Medellín. Noite em Poblado. O primeiro a chegar foi o Fábio, gente finíssima. O cara tinha quase dois metros de altura. Fomos encontrar a Juliana em um bar próximo ao Burger King. Ali tinha a cerveja mais barata que encontramos, 5 mil cops a longneck. Como boa cicerone a Juliana começou a nos apresentar alguns bares. Impossível conhecer todos, a não ser que reserve uma semana para um tour etílico. Todos os bares tinham muitas luzes e cores, e vários deles com Djs e turistas misturados com os locais. Nada por ali é barato. Mas dá pra curtir de boa, pois na maioria deles a entrada é gratuita, apesar de ter segurança controlando a entrada de pessoas, se tiver cara de turista o passe é livre, mesmo que o lugar já esteja com a lotação máxima. Você pode escolher se sentar em alguns bares, curtir as baladinhas de outros, ficar circulando pelas ruas ou descansar em algum bar tipo lounge. Tem para todos os gostos. Preferimos circular. Entramos em um bar que mais parecia uma casa velha adaptada. Controle na entrada mas passamos de boa. Estava cheio e a Juliana apontou para os fundos, então seguimos em frente. Nos deparamos com uma escada que levava ao porão da casa. Descemos e encontramos isso: Foto: Bar com baladinha na piscina de bolinhas, Poblado em Medellín. O Dj tocava regaton no talo, o povo pulava na piscina de bolinhas e só saia para encher o copo. Tinha umas mesinhas, mas o espaço era apertado para tanta gente. Dalí fomos para outro bar super lotado. Na TV rolava UFC ao vivo. Seguimos em frente e outro bar balada, lotado também. Vez ou outra voltávamos para o bar próximo ao Burger King para aproveitar a cerveja de 5 contos kkkkk. Bateu o cansaço e subimos para um bar lounge com tema de caverna. A escadas já pareciam a entrada de uma caverna. No terraço fiquei de cara com a decoração insana. Galhos de árvores com musgos, cascata de gelo, fogueiras etc. Foto: Bar lounge no terraço, Poblado em Medellín. Este é um bar mais para casal ou para bater papo com os amigos, pois na rua o som ensurdeci qualquer um. Os bares ficam competindo quem toca o regaton mais alto, então para nós três foi ótimo. Pedimos cerveja da BBQ, fabricada por uma cervejaria artesanal. A minha cerveja estava quente, então pedi para trocar, mas a moça trouxe gelo kkkkk. Dia 10: Medellin vista de cima Acordei cedo. Estava cheio de planos. Pretendia visitar o parque Arví pela manha, o parque Explorer e o Jardim Botânico a tarde. Fui a pé para a estação de metrô Poblado e segui até a estação Acevedo. Dali peguei o metro cable para estação Santo Domingo onde conheci mais um bando de brasileiros que eu viria a reencontrar em San Andres dias depois. A melhor vista de Medellin se tem nesse trajeto. Imperdível. Foto: Metrocalbe da estação Santo Domingo, Medellín. Na estação Santo Domingo é preciso pegar outro metrocable rumo a parque Arví. Fazendo uma comparação é como se pegasse um bondinho na Tijuca, no Rio de Janeiro até o meio do Parque Nacional da Tijuca. No parque Arví tem várias trilhas e vc pode alugar uma bicicleta. Na entrada do parque tem uma feira com artesanato, comidas típicas e café colombiano. Segui para um lugar que eles chamam de Piedras Brancas. Foram 3 km de caminhada, passando por uma pequena trilha no meio da mata, mas a maior parte da caminhada foi pela carrera 42, uma estrada asfaltado que atravessa a mata. Em Piedras Brancas não vi nada demais. Há belos jardins, algumas trilhas e uma grande lagoa. Me pareceu um lugar para famílias fazerem piquenique. Foto: Piedras Blancas no parque Arvi, em Medellín. Percebi que se não saísse logo dali não conseguiria visitar o parque explora e o jardim botânico, então caminhei de volta até a portaria e peguei o metrocable de volta a estação Santo Domingo. Deu ruim quando cheguei na estação pois dali pra frente o bondinho estava parado para manutenção. Já era meio da tarde e percebi que o resto da minha programação havia furado. Então resolvi conhecer a biblioteca Santo domingo que fica perto da estação. São três prédios em forma de monolito cravados na beira do morro, mas estava fechado para reforma 😪. Voltei, e em uma rua próxima à estação, vi duas gringas e mais um cara esperando um táxi. Havíamos descido juntos o bondinho vindo do parque Arvi, então perguntei para onde iam. Poblado responderam, e me ofereci para dividirmos o táxi. Andar de táxi em Medellín é por sua conta e risco. Quando o cara acelerou descendo as ladeiras, atropelando os quebra molas e ignorando os semáforos, percebi as gringas apertando firme qualquer coisa em que pudessem se segurar. Começamos a rir pela maneira insana que o cara dirigia. Parecia que ia tirar a mãe da forca kkkkk, e nessa hora dei valor ao meu seguro viagem kkkk. Acho que foram mais de 10km até o Poblado só que em poucos minutos. Chegamos vivos, mas já era tarde e não foi possível visitar o Explora e o Jardim Botânico. Voltei ao hostel, anoiteceu e repeti a noitada no bairro. Dia 11/06: Guatapé. Você precisa conhecer Quando cheguei em Medellín, ainda no terminal Salitre, pesquisei por empresas que ofereciam passagem para Guatapé. Há vários horários de duas empresas, mas a viagem é longa (mais ou menos 70km), cerca de duas horas, então como eu pretendia fazer um bate e volta optei por ir cedo. Peguei o ônibus das 8 por 10 mil a passagem. Pedi para descer na começo da estrada que leva à pedra do penol. Alí há vários tucs, tucs que te levam até o pé da montanha ou para a cidadezinha de Guatapé, mas cobram caro - 13 mil por pessoa para a cidadezinha e 5 mil até a pedra. Resolvi ir a pé. São apenas 400 metros de caminhada até o pé da montanha subindo uma ladeira. Depois você paga 20 mil para pagar seus pecados subindo os 700 degraus até o topo. A escada é apertada e como eu estava num ritmo mais acelerado ficava complicado passar pelas pessoas mais lentas. Pelo menos a descida é por outra escada ainda mais incrustada na fenda da pedra. Após dois terços de subida há um mirante onde pode-se descansar um pouco, mas eu o ignorei e segui em frente. Finalmente alcancei o topo. Lá em cima há lanchonetes, banheiros e vários mirantes com vista para a represa. Dizem que são centenas de ilhas e realmente a vista da represa impressiona, mas não chega a ser a vista mais bonita do mundo como eles dizem. Será que já foram ao pão de açúcar? Foto: Pedra do Penol, em Guatapé. Foto: Vista da represa do alto da pedra, em Guatapé. No pé da montanha há um forte comércio de quinquilharias, souvenirs, artesanato e restaurantes. Deste ponto você tem duas opções. Voltar para Medellín ou ir para a cidadezinha de Guatapé. Se preferir voltar para Medellín tem uma budega por ali que vende passagem, ou simplesmente retorne pelo mesmo caminho até a estrada. Daí basta aguardar o primeiro ônibus que passar. Mas a melhor opção é ir conhecer Guatapé. Do alto da montanha avistei a cidade e no olhômetro medi uns 3 a 4 km. Então no espírito mochileiro, resolvi meter o pé na estrada e economizar uns trocados. Caminhei a passos largos. Vez ou outra era preciso caminhar pela estrada, pois não havia canteiro para passar. Ignorei aqueles tucs tucs que me ofereciam carona ($$$) e rapidinho cheguei na pequena cidade. Foto: Guatape Guatapé parece uma cidade de boneca. As ruas são estreitas, as casas são coloridas, os postes são baixinhos e quase não há transito. Pelo menos nessa parte mais histórica da cidade. Parece uma cidade cenográfica. As casinhas possuem um barrado com mosaicos em relevo que parecem ter algum significado muito além de simples desenhos. São chamado de zócalos. A cidade renasceu após a primeira ter sido alagada pela represa, então foi possível desenhá-la de modo tão encantador, que atrai turistas do mundo inteiro. Foto: Guatape Outra característica são as floreiras penduradas nas fachadas, ruas de pedra e barraquinhas de artesanato. Aliás é um bom lugar para comprar aquelas bolsas coloridas da Colômbia. Eu não poderia voltar para o Brasil sem pelo duas delas, pois duas amigas minhas se juntariam para me esgoelar se retornasse sem os presentes.. kkkk. Foto: Guatapee As margens do lago são oferecidas várias atividades aquáticas e em algum lugar ouvi dizer que há uma tirolesa. O centrinho da cidade é onde os ambulantes se concentram. Há restaurantes, hostels e muita gente circulando. O prédio da prefeitura chama a atenção por ser tão singelo. Foto: Prefeitura de Guatape. Foto: Centrinho de Guatape. Vale a pena passar o dia, ou até um final de semana em Guatapé. Não sei se há o que fazer a noite, mas durante o dia ninguém ficará entediado. Foto: Guatape. Almocei e paguei só 10 mil com direito a suco. Comida simples, mas há opções para todos os bolsos. Para se Hospedar há dezenas de hostels ou hotéis. Os melhores hotéis ficam as margens da represa. Arrependimento foi de não ter passado a noite por lá para aproveitar melhor o dia e explorar todas as opções que a cidadezinha oferece. Como optei por um bate e volta, fui até terminal local comprar minha passagem de volta para Medellin. O terminal funciona improvisado em um bar na calle 32, às margens do lago. É facinho encontrar. Basta seguir à esquerda da igreja, na foto acima. Segue pela rua à esquerda até chegar na calle 32. São só alguns metros de caminhada. Se não me engano o bar se chama terminal, fica bem na esquina desta rua que citei com a calle 32. Voltando para Medellin, suspirei fundo e subi no micro ônibus. A vontade era de ficar, porém eu ainda tinha coisas pra fazer em Medellin e mesmo lá, os três dias eram pouco pro tanto que tinha pra conhecer. Cheguei no terminal de Medellin por volta das 16:30h. Peguei o metrô e parti para o terminal Universidad, mas cheguei tarde . Tanto o parque Explora quanto o Orquidário já não permitiam a entrada de mais ninguém. Então foto só pelo lado de fora. Foto: Parque Explora, Medellin Dica: Quem for a Medellin tente programar um dia para conhecer o parque Explora e o Orquidário. O parque Explora é repleto de atrações onde você pode passar horas aprendendo e se divertindo ao mesmo tempo. Uma mistura de brinquedos que mexem com a lei da física, tecnologias e experimentos científicos interativos. São quatro blocos recheados de diversão, além de contar com um viveiro e com o o maior aquário de água doce da América do Sul. Há também um planetário administrado pelo parque, mas este fica em outra praça em frente, o parque de Los Deseos. A entrada no parque é por volta de 27 mil. O orquidário também é imperdível, fica logo ao lado do Parque Explora. Perambulei pela região e aproveitei a muvuca que rola no calçadão do lado de fora do Parque. Ali tem muitas barraquinhas com comidas típicas e muita gente circulando. Parei para assistir uma roda de capoeira ao som de paranauê, paranauê paraná. kkkkk De volta ao hostel preparei as coisas para partir na manhã seguinte. Comprei passagem aérea pela Viva Colômbia direto para Cartagena, afinal a low cost colombiana é bem barata e vale a pena. Comprei ainda no Brasil através do edreams passagem aérea para Cartagena, San Andres e depois de Santa Marta para Bogotá. Nesta noite fiquei no hostel mesmo, apesar do Tinder ser tentador, pois nunca dei tanto like na vida quanto lá. kkkkk. Dica dois: Essa para os cuecas de plantão: Apesar de muitas meninas colombianas postarem fotos de lingerie, são todas conservadoras. São criadas para casar cedo, ter filhos e cuidar da casa, bem ao estilo brasileiro de décadas atrás. Então não pense que é festa. Logo abaixo da foto de lingerie vem a legenda... quero casar! kkkkk Dia 12/06 - Bye Bye Medellin, Cartagena me aguarda. Acordei cedo, peguei o metro rumo a estação Exposiciones. Desci da estação e subi a Calle 36 até a esquina com a Avenida El Poblado. Bem ali na esquina tem um ponto de ônibus para o Aeroporto da empresa Combuses. A passagem custa cerca de 10 mil. Chegando lá basta entrar no micro ônibus e aguardar a partida. A passagem será cobrada durante a viagem. A viagem dura cerca de 1h pois o aeroporto José María Córdova fica a mais de 40 km da cidade. Tem desses ônibus o dia todo partindo de Medellin para e aeroporto e vice e versa. Mais informações visite a página da empresa no facebook: www.facebook.com/Aeropuerto-combuses-712819882145813/ Meu voo foi por volta das 11h e a viagem durou cerca de 2h até Cartagena. Foto: Ponto de ônibus para o aeroporto perto do centro comercial San Diego, em Medellin. Em Cartagena deixei o aeroporto e resolvi, bem ao estilo mochileiro, caminhar 4km até a cidade amuralhada. Resolvi ir pela orla para ver o mar. As praias em Cartagena são completamente sem graça e a cor da água está longe de ser aquela que nos aguarda em San Andres. Além do uber e dos táxis há também os moto taxis que podem te levar do aeroporto até a cidade amuralhada. Cheguei na muralha, chequei o mapa no celular e localizei o meu hostel. El Viajero na Calle 38. Não confundir com o Hotel de mesmo nome em outra rua. No hostel fiquei em um quarto com 6 camas e banheiro privado. O staff é bem simpático e esse hostel tem uma vibe muito boa. Fui logo conhecendo duas brasileiras e mais tarde outro brasileiro que trabalhava no bar.Botei o pé na rua e logo descobri um supermercado Éxito ali perto...kkkkkk Foto: Cartagena A minha primeira impressão da cidade amuralhada é que ela é quente e abafada. Mais tarde pude perceber que a muralha barra o vento que passa por cima, portanto roupas leves e garrafinha de água são indispensáveis. A segunda impressão foi reparar na arquitetura espanhola colonial bem preservada, com as floreiras que escalam as fachadas das casas. Esta assinatura está presente em vários centros históricos de algumas cidades colombinas. Cenário para boas fotos para o Instagram não vão faltar. Mas sinceramente, quem já viu Guatapé, não se impressiona tanto com Cartagena. Foto: Cartagena Um ponto negativo, na minha opinião são os veículos transitando dentro da muralha. Devia ser proibido, embora os táxis sejam úteis depois de uma noite etílica. Pelo WhatsApp recebi uma mensagem do Fábio. O brasileiro que conheci em Medellin. Ele estava com outros dois brasileiros no Café del mar. Parti pra lá. Basta subir a calle 36 ou 35, rumo oeste. O cafe fica no forte da muralha. Chegando lá senti o vento, um alívio para o forno atrás dos muros. Foto: Café del mar - Cartagena. Conheci os outros dois caras, ambos do interior de São Paulo e com aquele sotaque típico. Os caras eram primos e muito comédia. Um, dono de um posto de gasolina e o outro, engenheiro agrônomo e fanho. Os caras costumam viajar juntos pra todo lado, sem falar inglês ou espanhol, só na cara de pau. Numa lanchonete um deles chegou a pedir pão de queijo para a atendente kkkkk. Como ela não entendeu, ele mandou um portunhol: pan de quêço. kkkkkkk. No final das contas ele apontou o dedo pra algo que mais era parecido com pão de queijo, e foi servido. Acho que era um puñoelo..kkkk. O Café del mar é o melhor lugar para passar o final da tarde e tomar umas brejas. Anoiteceu e voltei para o hostel. O Fábio passaria por lá mais tarde partiríamos para a Eivissa. A melhor balada de Cartagena que arrasta centenas de turistas para os 3 andares de festa. O point é o terraço. Foto: Cartagena No happy hour do bar do hostel teve música ao vivo. Entradas para a Eivissa, com direito a uma cerveja de cortesia estavam espalhadas pelas mesas para os hóspedes. Cortesia do hostel, na verdade cortesia da Eivissa. O Fábio apareceu fomos para o bar e depois a galera do hostel saiu junto para a balada. Foto: Terraço da Eivissa. A balada rola em um prédio com 3 andares de festa e um terraço com vista da cidade. Fica ao lado da praça do relógio perto do pub the clock. Estava lotado de gente do mundo todo. Duas meninas chamaram nossa atenção e chegamos gastando nosso portunhol... ? Hola como están; responderam em um bom e sonoro português. Duas brasileiras, nenhuma surpresa. Estava como umas cantadas em espanhol armadas, mas quebrou minhas pernas pois não tinha nada ensaiado em português kkkkk. Mais tarde as duas foram trocar selinho em um poste de poli dance para delírio dos gringos. Nem me lembro que horas sai de lá. Borracho (bêbado) atravessei a praça do relógio e fui abordado por algumas garotas de programa. Situação triste e engraçada por ali, como relatarei mais tarde. no final das contas, acho que encontrei o caminho do hostel, pois no dia seguinte acordei por lá. kkkk Dia 13/06 - Cartagena tem praia? Dia de praia. Como disse anteriormente Cartagena não possui nenhuma praia que valha muito a pena. Porém eu, o Fábio e os dois paulistas não queríamos ir em playa blanca - a praia mais próxima de Cartagena banhada pelo mar que mais se aproxima daquele de águas claras. A viagem dura mais de 1h e meia de carro. Há excursões todos os dias partindo da cidade amuralhada e várias agências espalhadas pelas ruas oferecem translado ida e volta. Então resolvemos arriscar uma praia mais próxima. Antes, passamos no supermercado Éxito - compramos cervejas, petiscos etc. Arrumamos uma sacola térmica que fornecem lá e compramos gelo. Partimos para a Playa Castilo grande no bairro Bocagrande. Dali alugamos um barco para nos levar a uma praia atrás da isla de tierra bomba. Porém como o mar estava um pouco agitado e com ventos fortes, mudamos de plano no meio da viagem e seguimos para uma praia mais próximo, na própria ilha, próxima ao hotel Tropica Inn. Alugamos um espaço com bancos de madeira e mesa, pedimos uma fritada de peixe e passamos a tarde ali. O Fábio alugou um jet para dar umas voltas por 125 mil. No final da tarde voltamos, comemos alguma coisa em bocagrande e pegamos um táxi. Os paulistas estavam hospedados em um hotel caro em bocagrande. Eles nunca haviam ouvido falar em hostel na vida kkkk. Quando contei como era o esquema, o cara, dono de um posto de gasolina, apontou o dedo para o primo e disse: Viu primo, "cê" me faz pagar caro em hotel cheio de "frufru" em vez de fazer reserva pra gente nesse tal de hostel. kkkkk. Então convidei os caras para irem ao El Viajero mais tarde para o happy hour. O Fábio desceu em Getsemani onde estava hospedado e eu segui para meu hostel. Foto: Praia na ilha A noite chegaram o Fábio e os dois paulistas. Fomos para o bar do hostel. Os caras ficaram admirados com as meninas bonitas, a galera interagindo e prometeram que dali em diante nada mais de hotel. Os caras até tentaram remarcar a viagem de volta, pois iriam embora no dia seguinte, e assim se hospedariam num hostel para curtir a experiência. Porém o prejuízo seria grande demais e desistiram. Foto: Na cidade amuralhada, durante a noite, algumas ruas não transmitem sensação de segurança. Partimos para rua depois de um tempo. Apesar de uma infinidade de baladas que poderíamos curtir naquela noite resolvemos ficar de boa com um programa mais light. Decidimos ir para o pub the clock. Foto: The clock pub - Eu, o Fábio, o paulista dono do posto e o agrônomo fanho. Bebemos chopp e pedimos uma porção de frango frito. As porções lá são gigantes. Foto: The Clock pub Saímos dali e paramos na praça do relógio. Sobre essa praça eu preciso falar. Ali é o principal ponto de prostituição de Cartagena. Muitas meninas, a maioria muito bonita e jovem, vindas de toda Colômbia marcam ponto ali. Era possível até perceber uma certa hierarquia, onde as mais antigas ficam sempre nos melhores lugares enquanto as novatas ficam atrás, nos cantos. O dono do posto, diabos, esqueci o nome dele, foi conversar com algumas meninas. Ele disse que tinha experiência com aquilo porque já foi cafetão kkkkkkkk. Foto: O paulista confraternizando com as garotas de programa kkkkk O cara é mesmo uma comédia. Deu selinho em um monte de garotas e segundo ele era amostra grátis kkkkk. Depois ele voltou e perguntou ao primo se ele havia feito fotos dele beijando geral. Fiz não primo. "Cê" num falou nada! - Seu jumento, agora como que eu vou provar pros amigos que eu peguei todas na Colômbia? kkkkk Dava dó de ver. Acho que é culpa do iphone. Muitas meninas tem fascínio por iphones. Lá na Colômbia, o jeito mais fácil delas conseguirem alcançar alguns sonhos de consumo é se prostituindo. Passaram duas garotas apressadas e olharam pra gente. O Fábio ficou maluco e partiu atrás delas. Fui no rastro. Os paulistas também vieram. Começamos a conversar. Muito simpáticas as garotas. Não dava pra entender como elas poderiam estar ali naquele lugar. Poderiam ser confundias com garotas de programa. Subimos para um bar num terraço; o papo vai papo e vem, eu de papo com uma e o Fábio de papo com outra, enquanto os primos ficavam só olhando. De repente o Fábio chega pra mim e fala na lata que descobriu que elas também eram garotas de programa, e nós ali inocentes kkkkkkkkkkkk. Saímos rápido do bar, decepcionados. Chegamos na praça e olhamos para a sacada. Os paulistas ocuparam nosso lugar e estavam de papo com as meninas kkkkkk. Passamos uma mensagem avisando da descoberta, mas acho que só foram ler quando chegaram no Brasil. Foto: Praça do relógio Dia 14/06 - Despedida de Cartagena No dia seguinte, enquanto os paulistas voavam de volta para o Brasil, o Fábio partiu para um passeio que ele havia comprado, para uma das dezenas de ilhas em torno de Cartagena. Eu fui bater perna pelas ruas da cidade amuralhada. Precisava fazer câmbio e sacar a última parcela da grana que havia enviado do Brasil pela Western Union. Fui na Giros y finanzas na Calle 35. Ali encontrei a melhor taxa. Foto: Câmbio e western union em Cartagena. Saquei cerca de 1,2 milhões de pesos colombianos e troquei uns 400 dólares. No resto do dia circulei pela cidade amuralhada fazendo fotos, visitei um museu com entrada franca e parei no Juan Valdez para um café. Foto: Cartagena Anoiteceu. O Fábio passou uma mensagem e combinamos de ir ao Hard Rock Café. Teria um showzinho de rock lá em comemoração ao aniversário da casa e a banda era realmente muito boa. Começou com uma versão rock de Take on me do A-ha e emendou uma do Jorney - Don't stop believin. Foto: Hard Rock Cafe O Fábio partiria para Barranquila no dia seguinte. Eu avisei que provavelmente ele não iria encontrar a Shakira, então que diabos ele faria lá? Por que não partir para San Andres? Ele respondeu que pesquisou a respeito e que Barranquila é muito bom para fazer compras e San Andres é um esquema mais para casal. kkkkkkkkkkkkkkk Depois eu conto o quanto ele estava equivocado. Dica: Cartagena é preciso apenas dois dias para conhecer toda cidade amuralhada. Ou um dia inteiro se dedicar seu tempo apenas pra isso. Cenário para fotos não irão faltar. Quem quiser conhecer o verdadeiro café colombiano esqueça a Juan Valdez que mais parece um mc donalds. Procure uma boa cafeteria com barista especializado. Uma pesquisa rápida na internet traz a experiência de vários viajantes a respeito. Outra opção durante o dia e partir para as belas ilhas ao redor de Cartagena. Basta procurar uma das várias agências de turismo espalhadas pela cidade amuralhada, ou no próprio hostel ou mesmo o hotel em que se hospedar, eles também costumam oferecer estes passeios. O Fábio que foi num desses, não curtiu tanto, porque o grupo do passeio que ele contratou, eram de pessoas idosas e ele ficou meio deslocado. Mas é a noite que o bicho pega. São infinitas opções e algumas até inusitadas como um ônibus balada. São oferecidos cuba com gelo enquanto músicos locais tocam ao vivo ritmos típicos colombiano. Tem o Mister Babila que é um restaurante com balada. Rola muito reggaeton e salsa e se der fome você vai estar no lugar certo. Outra boa opção é o O Café Havana onde rola muita salsa com músicos incríveis. Dia 15/06 - Partiu San Andres. Fiz checkout no hostel e eles chamaram um táxi pra mim. Não demorou muito e parti para o aeroporto. A carrera (corrida) custou uns 7mil. Era copa do mundo e de aeroporto em aeroporto fui assistindo alguns jogos. Nesse dia acho que o Uruguai estava jogando. As duas brasileiras que estavam no hostel iriam no mesmo voo. Cheguei em San Andres por volta das 14:00h. Paguei a taxa de entrada, uns 45 dollares, e fui a pé para o hostel. Fiz o mesmo esquema de Cartagena. Reservei pelo booking ainda no Brasil. Em San Andres o El Viajero é mais caro, paguei 60 mil por noite. Fui a pé do aeroporto até o hostel. Caminhei uns 800 metros no máximo. Cheguei no hostel praticamente ao mesmo tempo que as meninas que foram de táxi. Durante o checkin, as meninas foram abordadas por um cara que oferecia alguns passeios. Mais tarde descobri que ele era chileno e trabalhava ali no bar do hostel. Minha primeira impressão dele não foi boa e minha impressão só piorou com o passar dos dias. Fui para o quarto. Reservei um quarto misto com 8 camas e banheiro. Cheguei no quarto e não havia ninguém. Deixei minhas coisas lá e fui conhecer o centrinho da ilha. Foto: Cento de San Andres Antes de sair voltei a recepção e pedi para usar o cofre. Não há cofre individual neste hostel. O El Viajero de Cartagena tinha cofre individual dentro dos quartos, o que é muito útil. Porém prefiro quando há cofres individuais na recepção, pois além de câmeras, sempre há algum funcionário por ali oferecendo ainda mais segurança. No hostel Wild Rover em La Paz, o cofre individual fica na recepção e dentro dele há tomada para carregar celular - muito útil. No El Viajero em San Andres, sua grana fica num cofre único na recepção, onde apenas os funcionários tem acesso. Suas coisas vão dentro de um envelope identificado e conferem na hora quanta grana você está guardando. Te dão um recibo que você precisa apresentar toda vez que quer acessar o cofre. Se retirar alguma grana, eles te dão um novo recibo atualizado. Ainda sobre o quarto, as bicamas são de aço e possuem um ganchinho para pendurar roupas ou toalha. Há um compartimento em baixo das camas para colocar suas coisas e trancar com cadeado. Havia ar condicionado também. Abri o maps no celular e me localizei a partir do hostel. Escolhi a melhor rota e parti para o centro rumo a praia. Chegando no calçadão comecei a escutar sotaques do Brasil e minha impressão se confirmou ao chegar à praia. Parecia que eu estava no Brasil. Tinha brasileiros pra todos os lados. A praia Spratt Bight, além de ser a mais acessível na ilha, é também a mais bonita. Foto: Orla da praia Spratt Bight Depois de um tempo, voltei ao hostel e já tinha gente no quarto. Aos poucos foi chegando todo mundo que estava hospedado e outros novos que chegaram no mesmo dia que eu. O quarto era o 31 ou como dizem, habitacion 31. Éramos 7 brasileiros e uma colombiana. Duas meninas e um cara de São Paulo, um cara do Rio e outro de Búzios, um cara de fortaleza, eu de minas e uma menina de Medellin. Claro que ao longo dos dias, alguns foram embora mais cedo, outros chegaram, mas foi essa galera ai que fechou e nos tornamos amigos. Foto: amigos no quarto 31 e mais algumas pessoas do hostel. Faltam duas meninas que estavam no quarto. Começa o happy hour no bar do hostel. O Bar fica no terraço e o espaço não é tão grande, o que acaba favorecendo para conhecer mais gente. Reencontrei os brasucas que conheci no estação Santo Domingo em Medellin. No bar é ainda mais perceptível o domínios dos brasileiros na ilha. Gente de toda parte do país. Nesta noite o programa era encher a cara no bar do hostel e partir para a Cocoloco. Foto: Happy hour do hostel Partimos para a boate. Não me lembro quanta gente andava junto, mas no meio do grupo haviam um argentino e um chileno. O Argentino disse que conhecia o caminho, mas acredito que caminhamos o dobro até chegar lá. O chileno discordava das decisões do argentino e toda hora paravam para novamente discutir a rota. Se já era difícil entender o que o chileno falava, entender o sotaque porteño era impossível. Então quando recomeçavam a andar, todos seguíamos na mesma direção. Pausa para reabastecer. O chileno começou a tirar garrafas de tudo que é bebida de todo lugar, da sacola, do bolso, da cintura, apareceu até uma caixinha de suco pra fazer mistura...kkkkkkk Foto: O chileno e o argentino Segunda pausa para reabastecer. Passamos em frente uma casa onde rolava uma festa de aniversário. Perguntamos na "zueira" se vendiam bebidas e não demorou vieram com umas latas de cerveja. 5 mil cada kkkkkkk. Finalmente chegamos na Cocoloco - pelo caminho mais longo claro - bem em frente tem um boteco que é tão animado quanto a boate. Naquela noite mulheres não pagavam nada. Não me lembro quanto custou a entrada mas acho que era uns 20 mil e a cerveja - 13 mil uma corona. Por isso é importante já chegar chapado. A danceteria em si não é nada demais, paredes pretas que tira a noção de tamanho do espaço, acho que tinha um mezanino, uma pista lotada e um bar grande. A música predominante é o regaton. Como não sou muito chegado em baladinhas, durante minha estadia na ilha não voltei à Cocoloco, mas é praticamente a única coisa que se tem pra fazer durante as noites na ilha. Foto: Cocoloco - San Andres Foto: Gaúchas que conheci na Cocoloco - San Andres Dia 16/06 - Conhecer San Andres. Na véspera de partir para San Andres, contactei o Kramelo, um agente de passeios, cuja recomendação encontrei no grupo San Andres para Brasileiros no face. Esqueci de citar, mas por volta das 18h, no dia que cheguei, combinei com ele de passar no meu hostel para comprar alguns pacotes. Fechei apenas 3. Acuario e Johnny Cay por 40 mil, Parasail por 150 mil e snorkel por 60 mil. Acho que rolou um desconto, não me lembro mas paguei um pouco menos por tudo. Eu também queria Cayo bolivar, mas estava fechada para visitação e se bobear continua fechada até hoje. Ainda em Medellin eu havia contactado o David Guggenheim (super recomendo) para contratar um mergulho com cilindro. A principio, eu faria somente esses passeios, pois queria pelo menos um ou dois dias livres. Amanheceu, subi para o bar do hostel para o desayuno. O Café da manhã no hostel é muito bom. Sucos, café, leite, granola, iogurte, frios, frutas e pães. O primeiro passeio seria Acuario e Johnny Cay. Por volta das 9h eu deveria chegar ao ponto de partida, o porto dos pescadores na Avenida Colombia, próximo ao restaurante La Regata. Ali na areia há dezenas de comerciantes vendendo de tudo. Comprei uma capinha plástica para proteger o celular. ela permite mergulhar com o aparelho para fazer fotos, mas confesso que não tive coragem de testar. Usei apenas para proteger de respingos - 10 mil. Comprei também uma botinha, que é indicada para não se machucar nos corais - acho que uns 15 mil - usei só uma vez. Outra compra foi de um snorkel de plástico para fazer flutuação no acuario - 20 mil. Aguardei no local marcado, junto com outros turistas pela partida da lancha. Conheci mais um casal de brasileiros que eu viria reencontrar no passeio do Parasail. A lancha é perrengue total. Feita de fibra de vidro, desconfortável, muita gente e o desembarque pode ser tenso principalmente para idosos e crianças. Porém cumpre o objetivo de levar até as ilhas. Há outras opções para este passeio, me foi oferecido por 90 mil. Circula a ilha com paradas extras como West View e com buffet incluso, mas acho que a lancha é praticamente a mesma. A primeira parada foi em Johnny Cay, a bela ilha que dá pra ver da praia Spratt Bight. Lar de centenas de iguanas. Foto: Jhonny Cay Foto: Recepção na ilha pelas inofensivas iguanas Foto: Praia em Johnny Cay As iguanas são inofensivas e curiosas. Estão tão acostumadas com tanta gente que se você ficar parado elas costumam se aproximar, mas como qualquer animal, não se deve tocar nem alimentar. A praia é linda e a água incrivelmente transparente. A ilha é pequena e dá pra caminhar em volta em pouco tempo. Há algumas cabanas que servem petiscos, bebidas e almoço. Paguei 35mil por uma almoço honesto, mas nada demais. Em San Andres se come melhor pelo mesmo preço. Recomendo levar água, frutas e biscoitos para emergência, pois o passeio leva o dia todo. Por volta das 14h a lancha aguardava no porto improvisado para partirmos para o acuario. A viagem é rápida. O acuario, trata-se de um pequeno monte de areia, onde há um bar. Ali você pode alugar um armário para guardar suas coisas, mas havia uma alternativa mais barata. Um cara alugava uns sacos, que podiam ser compartilhados com outras pessoas. Você coloca suas coisas lá dentro do saco e o cara fica tomando conta..kkkk Compartilhei com outra turista e acho que ficou por uns 7 mil para cada. O Armário acho que era uns 20 mil. Peguei o snorkel e fui mergulhar em volta do areião. A profundidade varia de 1 a 3 metros no entorno e com sorte você vê algumas arraias por ali. Há uns caras que ficam jogando comida na água e acabam atraindo os peixes e arraias para os turistas, mas acho que deve rolar um troco pros caras. Do acuario dá pra ir caminhando até uma ilha próxima, mas não há nada demais lá além de um restaurante. Foto: Acuario com vista de outra ilha próximo. Partimos dali por volta das 16h. Quando se contrata o passeio há a opção de contratar junto o Mantarraya, algo que eu não queria, pois não acredito que as arraias se deixam pegar espontaneamente para os turistas fotografarem. Li um relato de turistas que dizem ter visto um dos guias esguicharem discretamente, algum liquido próximo delas enquanto eram atraídas com comida. Isso poderia deixá-las desnorteadas e dóceis. Mas fui surpreendido quando os caras da lancha resolveram oferecer esta opção durante a volta. Ofereceram como bônus, mediante uma gorjeta espontânea que nem todo mundo pagou, mas dei 5 mil, nem sei porque. A lancha parou em algum lugar onde o mar era raso e o guia mergulhou e logo voltou com uma arraia nas mãos. Duas ou três pessoas se animaram e pularam na água para fotografar. Deixei claro meu desinteresse não dando atenção ao show. Partimos dali para mais ao sul da ilha, para a região dos mangues. Isso também não estava previsto, mas neste caso tudo bem. Demos uma volta nos mangues (local que acho valer a pena conhecer a pé. Há trilhas com passarelas de madeira pelo meio da mangue. Não sei se a entrada é franca e nem se precisa de guia, mas vale a pena tentar ir por conta própria.) Voltamos ao porto, oportunidade para os caras pedirem mais uma gorjeta, desta vez ignorei e passei direto. Em frente ao hostel há um supermercado, onde comprei algumas coisas. Na cozinha do hostel você deve etiquetar com seu nome, as coisas que pretende armazenar na geladeira. A cozinha é completa e dá pra cozinhar lá, mas dependendo do horário ela é disputada e é preciso aguardar sua vez, caso não seja possível compartilhar o espaço. Preferi sair para comer. Descobri um monte de bares legais no entorno do Hotel Sunrise, apenas há 500m do hostel. Paguei uns 13 mil em um sanduíche em um boteco que escolhi. Depois de um tempo voltei para o hostel e fui curtir o happy hour com a galera. Dia 17/06 - Dia de Parasail e noite de festa O Parasail é um dos passeios mais caros, esperados e superestimados na minha opinião. Cheguei ao porto e reencontrei o casal de brasileiros do passeio do dia anterior. Conheci também uma brasileira que estava morando na Colômbia, em Bogotá, e resolvemos fazer o passeio juntos já que indicado fazê-lo em dupla. Naquele dia teria jogo da seleção e pelas minhas contas, daria tempo. Partimos na lancha, cerca de 10 pessoas, até o local apropriado. O céu estava limpo e propício para o parasail. Você veste um colete, que depois será atrelado a pipa que é conectada ao cabo de aço que fica enrolado em uma carretilha na traseira da lancha. A lancha então acelera e o vento contrário faz o trabalho de içar a pipa. Você sobe não mais do que uns 60m, altura suficiente para ver a barreira de corais e todo o mar de 7 cores da ilha. Então a lancha desacelera e você desce até tocar a água. Daí a lancha acelera novamente e você sobe outra vez. Essa brincadeira dura cerca de 10 minutos até você ser puxado de volta para a lancha. Na minha opinião é muito pouca adrenalina para 150 mil. Não recomendo. Voltamos ao porto a tempo de assistir ao jogo da seleção, mas caiu a ficha de que era dia de lei seca devido as eleições presidenciais da Colômbia. Então desistimos do jogo e eu e a brasileira resolvemos conhecer a Rocky Cay, uma ilha que dá pra ir caminhando até lá. Mas antes almoçamos em um restaurante frequentado mais por locais, 25 mil o rango e partimos rumo ao sul de busão - 2500 a passagem. Chegamos a praia e começamos a caminhada de cerca de 200m até a ilha. Há uma corda guia na água para ajudar. Foto: Rocky Cay, Google Não há nada demais na Rocky Cay. Uma pequena ilhota e o mais interessante é a ruína de um velho navio encalhado. Há regras e você não pode nadar em qualquer lugar. O lado leste, é proibido e nadar até o navio, nem pensar. Só pode ficar nesta área mais rasa que dá pra ver na imagem acima. Tem uma pequena cabana no meio dos coqueiros e em cima dela fica um sujeito com cara de adolescente gritando com todo mundo que desobedece as regras. Em vez de orientar, ele ameaça de expulsá-lo. Parecia o reizinho da ilhota. Era cômico de tão ridículo. Passamos a tarde ali. Parece que a lei seca não é tão levada a sério na ilha, pois descobri depois, que haviam bares no centro que venderam bebidas normalmente durante o jogo. De volta ao hostel a galera estava planejando uma room party. Já que não poderia beber na rua, fomos ao supermercado e compramos uma garrafa de 2 litros de whisky por 35mil kkkk. Outras bebidas, além de cerveja, gelo e snacks. Anoiteceu, subimos para o happy hour, oportunidade para divulgar a festa. Duas meninas que estavam no mesmo quarto, não botaram fé em nossa festa e resolveram ir para a Cocoloco. Após o esquenta no bar do hostel, voltamos para o quarto. Colocamos o celular dentro da lixeira para servir de amplificador. Regaton começou a rolar. Apagamos as luzes. Ligaram a lanterna intermitente do celular que fez a iluminação da festa. Começou a chegar gente, acho que foram umas 20 pessoas no total. Tinha uma gringa lá mas a maioria era de brasileiros. Até o chileno do bar apareceu e na cara de pau levou um isopor para vender cerveja (não vendeu nada, pois nossa festa era all inclusive kkkkkk). A medida que a galera foi ficando bêbada a festa foi ficando mais insana. Por volta das 2 da manhã. As duas meninas do quarto chegaram e não acreditaram na festa que estava rolando. Uma delas então, pegou a caixa de som e o regaton tocou ainda mais alto para desespero dos hóspedes do quartos vizinhos. Fiquei sabendo que esmurraram a parede a noite toda, pedindo em vão por silencio. kkkkkk. A festa só acabou quando metade da galera se foi e só sobraram apenas o pessoal do quarto e uma turminha de salvador que se recusava a sair. Nossa festa ficou famosa e "La habitacion 31" do El Viajero nunca mais será a mesma. 20180617_014632.mp4 Video: Room Party - Habitacion 31 Dia 18/06 - Dia de treino para o mergulho. Dia de Snorkel. Depois do desayuno fui para o porto encontrar com o Kramelo, ele me acompanhou até o Decameron hotel aquario para me apresentar ao cara que me guiaria neste passeio. O equipamento é fornecido, inclusive a máscara e respirador, pois aquele que comprei no porto era de plástico e não indicado para um mergulho de qualidade. Subi em uma espécime de jangada onde o cara ia manipulando a vela para se afastar do porto rumo ao leste. Chegamos no local do mergulho. Cerca de 400 a 500m do hotel. Foto: Local de partida para o Snorkel, no porto do hotel Decameron Aquario Foto:Vista da janguada, rumo ao ponto de megulho para o Snorkel Infelizmente não tenho mais fotos deste passeio, pois não tive coragem de colocar o celular na água..kkkkk. O cara mergulha e você o segue. É preciso ter um pouco de preparo físico, mas nada demais. A profundidade média no local do mergulho é de 3 a 4 m. Acho que é possível fazer esse passeio com um colete salva-vidas, assim, mesmo quem não tem preparo pode ir de boa, mas sem a possibilidade de mergulho neste caso, apenas flutuação. A ideia aqui é ficar com a cara dentro d'água para ver o fundo do mar, os corais e peixes. Se tiver segurança e fôlego basta prender a respiração e mergulhar, daí volta para a superfície e continua flutuando. Vez ou outra pode ser que entre água na máscara e tem de fazer um pouco de ginástica para tirar. O local do mergulho possui muitos peixes, arraias e neste dia, acho que foi sorte, havia um tubarão nos corais. Completamente inofensivo, segundo me disseram. Recomendo este passeio. É barato e divertido. Neste dia almocei no El Corral - bons sandubas por 20 mil em média. Passei o dia no centrinho e comprei um perfume La cost 175ml por uns 140 mil e voltei ao hostel. No quarto começaram as despedidas, pois algumas pessoas iriam embora. Troquei uma grana para o Pablo de Buzios, que estava arrumando as malas e precisaria de reais para quando chegasse ao Rio. Tomei banho e sai novamente. Tive a ideia de promover um beer pong no bar do hostel, então precisa comprar umas bolinhas de tenis de mesa e copos. Perto da praia me encontrei com um dos caras que estava no mesmo quarto que eu e resolvemos tomar umas cervejas. Foram duas coronas em dois bares diferentes na orla da Spratt Bight - 7 pilas cada. Depois das cervejas fomos procurar as bolinhas nas lojinhas do centro. Depois de muita procura encontramos. Ainda no centro dei falta do meu celular. Fiquei na dúvida se eu havia saído com ele ou se havia deixado no quarto. Voltei para o hostel com a pulga atrás da orelha. Cadê meu celular? No quarto constatei que o celular não estava lá. Também não vi a grana que eu havia trocado para o Pablo. Nessa hora fiquei ainda mais em dúvida se eu havia sido furtado, pois uma coisa é perder o celular na rua, outra coisa é a grana que tinha certeza ter deixado no quarto sumir. Um dos caras do quarto ligou para o meu número e nada. Nessa hora voltei ao centro. Fui em todas as lojas que eu havia passado procurando as bolinhas para comprar. Em cada um delas a resposta foi a mesma, nada de celular. Pensei em ir aos dois bares que eu havia comprado cerveja, mas já não me lembrava quais eram. Voltei ao hostel e fui direto à recepção. Pedi acesso às imagens da câmera que havia no corredor do meu quarto para me certificar se eu havia deixado o quarto com o celular na mão. Só para constar, com relação ao pessoal que estava hospedado no mesmo quarto eu tinha total confiança. A atendente disse que passaria minha demanda para a gerente que não estaria lá naquele momento, mas só poderia permitir meu acesso às imagens se eu fizesse uma denúncia à polícia. Na hora eu pensei que não haveria necessidade disso, pois eu só queria ter certeza. Mas como não permitiram eu ver as imagens, segui as instruções e fui atrás da polícia. Me informei com um guardinha no centro e ele disse que no meu caso eu precisaria procurar o pessoal que atende a queixas dos turistas. O prédio fica bem em frente ao restaurante La Regata na Avenida Colômbia. Fui muito bem atendido por um funcionário que ouviu meu relato. Daí ele ligou para o hostel e falou com a gerente, descobri então que ela estava no hostel o tempo todo. Poderia ter resolvido meu caso sem toda essa burocracia. A gerente disse que iria até lá para conversar. Levou mais de meia hora até ela aparecer com uma assistente e foi logo mostrando o termo que assinei no checkin onde constava que o hostel não se responsabilizava pelo sumiço de nada deixado no quarto. Daí o cara situou a gerente, dizendo que o hostel tinha sim responsabilidade. Eu fiquei ali só pensando que não precisava daquele constrangimento todo. Eu só queria ver as imagens e em nenhum momento até então, eu pensei em responsabilizar o hostel pelo sumiço do celular ou do dinheiro. Depois de muita conversa a gerente concordou em mostrar as imagens. Marcamos para o dia seguinte por volta das 14h. Anoiteceu e fui curtir o happy hour no bar do hostel. Foto: Galera no bar do hostel. Antes de continuar queria registrar uma situação engraçada numa noite que saímos e acabamos conhecendo um grupo de colombianos de Cali. Foto: Interagindo com alguns Colombianos O Johnny acabou saindo com a menina de short preto com bolinhas brancas ai na foto, e descobriu que existe motel na ilha (fica a dica). Só que o taxista cobrou 50mil pela corrida mais a dica. kkkkkk. Então pergunte a algum local onde é e na hora de pegar um táxi, você poderá negociar o preço. a Foto: Pessoal invadindo um busão no meio da noite. No meio da cachaçada (ainda vigorava a lei seca) e se aproveitando das ruas desertas na noite da ilha, o pessoal acabou invadino um busão que estava estacionado na rua... Só comédia. Acho que ninguém tranca os veículos, afinal se roubar vai levar pra onde? Dia 19/06 - Dia de mergulho e de resolver a questão do sumiço do celular. Conforme relatei, eu já havia contactado o David Guggenheim quando eu ainda estava em Medellin. Ele oferece mergulhos com cilindro em San Andres por um preço super acessível. Convenci outras duas pessoas a fazerem o mergulho comigo, Johnny e a Cila (foto abaixo). O David nos buscaria no hostel por volta das 16h. Pela manhã fui passear no centro, dei uma volta na praia e almocei no El Corral mais uma vez. Depois voltei ao hostel, pois estava marcado às 14h o pessoal da assistência ao turista comparecerem ao hostel para vermos juntos as imagens da câmera de segurança, só que neste horário eles não apareceram. Fiquei esperando até por volta das 16h quando finalmente chegaram, só que o David já estava nos aguardando na rua. Então conversei com os caras e disse que depois faria contato para saber do resultado da perícia. Saímos, eu o Johnny e a Cila. O David nos pediu para levar toalhas. A filmagem e as fotos, havia a opção de contratar com o próprio David por um adicional no orçamento. O mergulho custaria 140mil para cada um e com as fotos sairia por uns 160mil se não engano. Super barato. Durante o trajeto até o ponto de mergulho, do lado oeste da ilha, o David que fala português, foi dando algumas instruções de como se comunicar por sinais em baixo d'água. Chegamos ao local onde ele guardava o equipamento. Foto: Preparativos para o mergulho de cilindro Antes de entrarmos na água ele deu mais instruções. O equipamento seria operado por ele e por seu assistente que mergulharia com a gente. Em seu pulso ele tem um equipamento que mede a quantidade de oxigênio nos cilindros, assim ele tem controle total do tempo de mergulho. Durante as instruções, ele passava muita segurança e todos os temores vão sumindo. A Cila estava um pouco nervosa e até pensando em desistir, mas o David a tranquilizou e disse que não largaria sua mão durante o mergulho. Se ainda havia algum receio, eles sumiram quando entramos na água. Foto: Treinamento final, dentro d´água. Na água fizemos alguns exercícios para aprender, por exemplo, como tirar a água da máscara e controlar a pressão nos ouvidos. Finalmente submergimos. Aos poucos fomos mais fundo, devagar e sem movimentos bruscos, para que o oxigênio no cilindro fosse poupado. Através de sinais o David foi nos mostrando o que havia de mais interessante embaixo d'água. Foto: Mergulho em San Andres A visibilidade era incrível, sem explicação. Atingimos 11 ou 12 metros de profundidade. Este ponto do mergulho é próximo a margem, portanto não foi preciso uma lancha para deslocamento. Passamos embaixo de umas rochas e corais com muitos peixes. Foto: Mergulho em San Andres A medida que você se sente seguro e com total domínio das técnicas de descompressão de como se livrar da água que entra na máscara o Davi permite que você nade sozinho, sem se afastar é claro. Eu particularmente não tive nenhuma dificuldade ou medo. A Cila ficou o tempo todo de mão dadas com o David e estava calma curtindo o mergulho. O Jhonny chegou a ter um problema, não sei exatamente o que foi, mas o David e o seu assistente deram suporte e tudo correu tranquilamente. GH01314.mp4 Video: Mergulho em San Andres No video acima eu reduzi a qualidade HD para não ter problemas em carregá-lo, mas dá pra ter uma noção do espetáculo que é embaixo d'água. Dica: Em San Andres há uma vida em cima e outra embaixo d'água. Ir a ilha e não fazer este mergulho é um grande desperdício. Custa praticamente o mesmo que o Parasail e é infinitamente melhor. Não há motivos para temer ou achar que não vai conseguir respirar direito, ou sei lá, ter pânico embaixo d'água e se desesperar - nada disso vai acontecer. O David é super profissional e está preparado para qualquer emergência. O treinamento e as instruções vão dar a qualquer um a tranquilidade para mergulhar com confiança e segurança. O tempo do mergulho depende do tempo do oxigênio. Quanto menos ofegante e menos esforço fizer, menos irá consumir o oxigênio do cilindro e como consequência o mergulho irá durar mais tempo. O nosso durou cerca de 45 minutos. O David mergulha com no máximo 2 pessoas ou 4 quando o assistente o acompanha. Você precisa de pelo menos 24 horas de tempo antes de pegar um avião, portanto o mergulho não poderá ser feito em seu último dia na ilha. Aconselho a quem se interessar, contactar o David antes mesmo de desembarcar na ilha para agendar o melhor dia. Foto: Mergulho em San Andres. Saímos da água e nos secamos com as tolhas. O David nos levou de volta ao hostel. Devido a experiência incrível que eu acabara de ter vivido, me esqueci completamente dos meus problemas. Porém, durante o caminho de volta para o hostel o pessoal de Salvador (duas meninas e um cara) que acabaram se tornando parte da nossa galera na ilha, enviaram uma mensagem para o celular do Johnny que me avisou que haviam encontrado o meu celular. Ele estaria em um bar na orla (não me lembro o nome agora). Bingo! Só poderia ser um dos bares que eu havia frequentado no dia anterior para tomar uma corona. Assim que chegamos ao hostel eu meti o pé para o centro. Pesquisei pelo nome da bodega no maps e achei estranho o resultado da busca, pois apontava para algum lugar próximo a orla, mas não na orla. Porém o local me parecia familiar. Chegando lá, era uma loja. Eu me lembrei de ter passado naquela loja procurando por bolinhas de ping pong, então abordei uma vendedora e perguntei se alguém havia perdido um celular naquele local no dia anterior. Ela estranhou a pergunta, mas durante a explicação ela disse que havia outro comércio com o mesmo nome, que ficaria na orla próximo dali. Agora sim. Segui as instruções e cheguei em um bar, meio bar, meio armazém e fui logo perguntando sobre o tal celular. O cara me olhou e perguntou como seria o tal aparelho. Após a descrição, ele o tirou da gaveta e disse que se eu conseguisse o desbloquear estaria provado que era meu. Foi assim que finalmente encontrei o aparelho, então o cara me explicou o que aconteceu. Quando comprei a cerveja, fui tirar o dinheiro da carteira e coloquei o celular em cima do balcão. Paguei, peguei a cerveja e fui embora. Quando o cara percebeu que eu o havia esquecido já era tarde. Mas como me encontraram? No dia seguinte a turminha de Salvador estava bem em frente a essa bodega, quando o cara reconheceu a pulseira cor laranja do hostel El Viajero - a mesma que todos usamos enquanto estamos hospedados lá. Então ele perguntou pra eles, se conheciam alguém do hostel que havia perdido um celular kkkkkk. Parece incrível mas foi exatamente assim, uma sorte danada. O cara disse pra mim que até tentou ligar para o numero de emergência que aparecia em meu display, mas que não funcionava (numero residencial no Brasil). Desde esse dia, em vez de um numero eu deixo registrado no display o meu email. Agradeci muito o cara, principalmente pela honestidade e voltei feliz para o hostel. Cheguei em meu quarto e comecei a arrumar a bagunça quando vejo uma nota no chão, perto de uma botinhas (aquelas que a gente compra em SA para não se machucar nos corais), vou conferir e acabo descobrindo as outras por ali. Era o dinheiro que havia sumido. Provavelmente no dia que fiz a troca para o Pablo eu deixei o dinheiro em cima da cama ou algo parecido e o vento o arrastou para o canto do quarto. Foi assim que todo mistério foi resolvido de uma vez só. Apesar de feliz que a solução de todo mistério era um dia triste, pois a maioria da galera da habitacion 31 tinha ido embora, ou iria ainda naquela noite. Então fomos afogar a tristeza no bar do hostel. Dia 20/06 - Último chance para curtir a ilha. Minha despedida da ilha seria no dia 21. Sobramos eu e o Johnny, além de uma ou outra pessoa do hostel que se tornaram amigos. Novos hospedes chegaram ao quarto, mas não era a mesma coisa. Logo cedo voltei ao prédio da assistência ao turista e agradeci o apoio. Comuniquei que eu havia encontrado o aparelho e o cara confirmou que nas imagens eu havia deixado o quarto com o aparelho na mão. Ali perto resolvi alugar uma bike para contornar a ilha - 30 km pelas minhas estimativas - paguei 20 mil pela tarde toda. Afinal, eu ainda não conhecia o outro lado da ilha. Foto: Explorando a ilha de bike Resolvi partir rumo leste, sul. Assim meu retorno seria pela Spratt Bight. No meio do caminho choveu, mas nada que atrapalhasse. Foto: Pausa para uma cerveja A ilha é plana então a pedalada é suave. Parei em uma barraca qualquer, longe da muvuca do centro e tomei duas cervejas. Peguei a bike e continuei o passeio. Quando cheguei na ponta sul da ilha, vi a placa para o Hoyo soplador. Acho que não se paga para entrar, mas a galera, pelo pesquisei, bota pressão para você consumir. Li também sobre furtos, então resolvi ignorar e continuei em frente. Foto: Lado oeste da ilha. Do lado oeste nas praias não vi ninguém. Talvez devido as chuvas, mas não havia nenhuma ou muito pouco estrutura para os turistas. Havia muitas rochas em alguns lugares e somente em frente a alguns hotéis havia alguma estrutura para acessar o mar. Foto: lado oeste da ilha Podia-se mergulhar, mas teria de escalar de volta. Essas pedras são afiadas, então só pode pisar ou tocar, onde elas são desgastadas. Foto: lado oeste da ilha Passei por um local conhecido como La Piscinita - lugar ótimo para mergulhar, mas como o tempo não estava convidativo, segui adiante. Pedalei um pouco mais e cheguei em West View. Local do Aquanautas - onde você pode mergulhar com escafandro. Ali também tem um tubo água que te joga dentro do mar, além de um trampolim. Ótimo local para fazer flutuação, pois é riquíssimo em peixes. Do outro lado do asfalto tem um restaurante onde paguei uns 25 mil pelo almoço. Foto: Lado oeste da ilha O clima chuvoso emoldurou a paisagem de tal maneira que achei tão belo e pensei ter tido sorte por chover neste dia. Foto: Lado oeste da ilha Para se locomover pela ilha você pode usar o busão ou locar um daqueles veículos tipo carrinho de golfe. Alguns comportam até 6 pessoas. o preço varia, mas o preço começa em 150 mil, 200 mil. As motos a partir de 60, 80 mil. Para mim a opção melhor foi mesmo a bike. Paguei só 20 mil. Finalmente avistei a cabeceira da pista do aeroporto - o passeio estava terminando. Passei em frente ao clube las vegas, acho que era um prostíbulo. kkkkkk Uma das últimas fotos deste passeio foi quando vi um pescador solitário no mar. Foto: Pescador solitário Me senti como ele, e de repente eu estava triste. Respirei, continuei em frente e cheguei no centro. Percorri toda orla e devolvi a bike. Não me lembro o que fiz na última noite. Acho que fui comer algo e voltei para o hostel para arrumar as coisas para a partida no dia seguinte. Dicas: Acredito que o mínimo de dias para aproveitar a ilha seja de pelo menos 5. Há várias opções de hospedagem em hotéis com ou sem all inclusive, hostels e pousadas, mas o ideal é reservar antes da viagem através do booking ou similares, para aproveitar os melhores preços. Há casa de câmbio na ilha, mas considere enviar a grana pela Western Union e sacar na moeda local na ilha. Se preferir levar dólar, fará câmbio duas vezes, pois irá comprar caro aqui no Brasil e descontar na ilha num câmbio também desfavorável. Os passeios poderão ser contratados diretamente na ilha, mas se preferir tem o Kramelo, que fala português e é de confiança: 57 (315) 521-6236. Não deixe de fazer mergulho com o Davi: +57 3183706544 ou por aqui: https://www.facebook.com/david.s.guggenheim?hc_location=ufi .O comércio fecha pra almoço e abre depois das 15:30 h e fecha às 20:00 ou 21:00. Preços bons para perfumes, bebidas, relógios e óculos, então aproveite, mas cuidado com as falsificações. Procure por lojas de confiança como La Riviera. Compre um chip da Claro ou Movistar para ter internet de mais qualidade pois o da ilha e pelo menos a do hosetel que eu fiquei, não prestavam. Gastronomia - Pesquisando, alguns restaurantes a média de refeição era 25 a 40 pesos; - Tem uns na rua do el viajero de comida simples por 12/14 mil pesos; - Tem o Lá Corral que é bem parecido com Mac Donald's e o Beer Station logo ao lado; - La regatta: o lugar é bem diferente e bonito, mas o Peru work parece ser melhor. - La pizzeta florio: a melhor pizza!!!! Fica ao lado da Western Union; - Cafe café: não tem tantas opções. Mas a comida é boa; - Da vanni trattoria: a pizza é gostosa, e tem outras comidas italianas; - Capitan Mandy: comida bem em conta; - Bar 80s intersate: lugar legal! Vintage, com vários desenhos e coisas de época; - Cervejas em bares/restaur. entre 5mil e 8mil pesos , mas nos mercados, custam 2000/2500 mil. Muita gente leva bolsa térmica e gelo. Dia 21/06 - Adeus San Andres. Amanheceu e fui para o último desayuno no hostel. O Johnny também estava de malas prontas. Chegamos no mesmo dia e partiríamos também no mesmo dia e horário só que em voos diferentes. Fomos a pé para o aeroporto a cerca de 800m do hostel. Voei pela Viva Colômbia, e como dito antes, tudo comprado com antecedência no Brasil. Eu já havia impresso o bilhete para fugir daquela taxa abusiva que pegam os turistas de surpresa no balcão de embarque. Cheguei em Cartagena por volta das 14h. Eu já havia contactado o pessoal da Juan Ballena (https://pt.juanballena.com/products/cartagena-to-santa-marta-and-tayrona-shuttle-transfer) Custou 23 dólares de vã com um ar condicionado tão gelado que sugiro levar um moleton. Tocou roberto Carlos ao longo das 4h de viagem, então sugiro também levar um fone kkkk. No meio do caminho passamos por Barranquila e me lembrei do Fábio, o cara que conheci em Medellin e trocou San Andres por Barranquila kkkkkk. Passei o dia todo viajando e cheguei em Santa Marta bem no final da tarde, já estava escurecendo. Peguei um táxi e paguei 5 mil até Taganga - um bairro de pescadores. Fiz reserva pelo Booking no Hostal Casa Horizonte que fica no alto de um morro na chegada do bairro. Tive dificuldade para encontrar a estrada que dá acesso ao hostel, pois já estava escuro e não deu para ver a placa que fica pendurada em uma árvore. Uma consulta rápida ao maps do google ajudou nessa hora. A estradinha fica à esquerda da pista, pouco antes de chegar à Taganga e não possui calçamento e nem é iluminada direito. Há umas casas de ambos os lados da ladeira e você caminha uns 200m até o hostel que é praticamente a última edificação da viela. Mas valeu a pena chegar lá. Foto: Hostal Casa Horizonte em Taganga - Santa Marta Santa Marta é mais uma passagem para quem quer conhecer o Tayrona, uma reserva com praias selvagens. Paguei só 28 mil para me hospedar ai na parte de cima. Fiquei sozinho então eu revesava as camas e rede kkkkk. Foto: Piscina do hostel com vista para o mar. A dona do hostel e sua filha eram uma simpatia. O lugar é super tranquilo, não tinha muita gente durante minha estadia. No bar do hostel a proprietária prepara hambúgueres ou alguns pratos simples e o frezer fica a disposição para você beber a vontade. Paga tudo depois. Se precisar, oferecem serviço de lavanderia. No dia seguinte eu pretendia ir para Tayrona e minhas coisas ficariam no hostel. Meus planos seriam de voltar depois de 2 dias. Dia 22/06 - Tayrona a reserva com praias selvagens. Acordei cedo e fui até a praia, essa que aparece na foto acima. Dali partem os barcos para as diversas praias da reserva. Os caras quando veem um turista não largam do seu pé. Por esse motivo o primeiro que te aborda, faz de tudo para você fechar com ele, não dando espaço para outro cara chegar para fazer uma proposta. O primeiro que me abordou pediu 60 mil. Eu pretendia ir até Cabo San Juan que é a praia mais bonita. Pra me livrar dele e pesquisar com outros barcos, eu disse que iria comprar uma toalha e depois voltava, mas o cara me seguiu e foi logo apontando um lugar para comprar toalhas. Então eu disse que iria comprar uns biscoitos e água, daí precisei sair da praia e voltar à rua de cima para as compras. Só assim o cara largou do meu pé. Na volta me certifiquei de desviar do cara e fui ver com outro barco o preço. Pediram 45 mil. Nessa hora me lembrei que precisava ir à farmácia para comprar uma pomada a base de aloe vera. Na saída da farmácia o primeiro cara estava me aguardando kkkk. Disse que já iram partir e só faltava eu. Então renegociei o preço e fechei por 40 mil. Partimos. Acho que além de mim eram 3 gringas e uma colombiana. A viagem levou quase 1h e meia pois o mar estava agitado e o barco pulava muito. Foto: Praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. A principal praia de Cabo de San Juan, são duas praias separadas por uma faixa de areia. Na ponta da faixa de areia há um rocha com um quiosque no topo. Foto: Praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Logo no desembarque, embaixo de um coqueiro há uma mesa com um cara onde você precisa comprar um passe. A entrada é 30mil por dia, então paguei 60 mil. Você recebe uma pulseira com a cor do dia. No dia seguinte você precisa solicitar uma nova pulseira que será de outra cor. Assim eles mantém o controle da arrecadação. Depois disso você precisa ir até uma Tenda, do outro lado, para alugar uma barraca já montada, ou uma rede para passar a noite, ambos por 30mil. Não há outra opção nesta praia. Foto: Área de Camping em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Na foto acima dá pra ver as barracas e a cabana onde ficam as redes. Há redes também no quiosque que fica no topo da rocha que dividi a praia e o visual de lá é incrível. Foto: Vista do quiosque em cima da rocha em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Fiquei com receio de passar frio a noite, então aluguei uma barraca. Grande erro. Passei muito calor. A melhor opção são as redes, de preferência no quiosque da rocha. Foto: Praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Neste paraíso não haviam brasileiros. A maioria eram europeus. Vi um cara com uma toalha do brasil, mas não era brasileiro. Na praia além da área de camping, há banheiros e um restaurante. A comida é descente e os preços variam de 17 mil a 35 mil. A ceveja custava 5 mil a Aguila e 6 mil a viva colombia. Deixei minhas coisas na barraca e fui explorar o lugar. Resolvi pegar uma tilha à esquerda. Essa da foto acima. Descobri outras duas praias. Foto: Outra praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Encontrei uma praia para chamar só de minha. Foto: Outra praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. O mar de Tayrona não é tão azul quanto o de San Andres, mas quem procura uma avnetura estilo mochileiro e praias selvagnes sem badalação e muita gente, este é o lugar. Passei a tarde sozinho nesta praia. Não almocei neste dia então estava louco de fome. Voltei à praia principal e fui tomar cerveja enquanto esperava o jantar ficar pronto. O jantar é servido a partir das 18h e o menu é o mesmo do almoço. Usei de boa a internet no celular. Eu havia comprado o chip da claro em San Andres e ainda tinha muito crédito. A noite não há o que fazer no local, então fui dormir cedo. Foto: Praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Dia 23/06 - Dia de explorar novas praias. Acordei cedo, peguei a mochila de ataque, abasteci a garrafa de água e desta vez peguei a trilha da direita. A caminhada é por uma trilha na mata. Quem quiser pode contratar uma montaria, mas a trilha é de boa. Foto: Trilha para mais uma das praias de Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Trata-se de uma caminhada de cerca de 1 km até a Playa La Piscina e para mim, uma das melhores para mergulhar e fazer flutuação. Sabe aquele snorkel de San Andres? Traga com você pois a locação aqui no parque é muito caro. Esta praia é toda cercada por uma barreira de arrecifes o que deixa as águas mais calmas. Foto: Playa La Piscina em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Esta praia também não é tão disputada quanto a praia principal na área de acampamento, além de ser bem maior. Então vai ser fácil encontrar um canto qualquer para se isolar. Foto: Playa La Piscina em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Há um boteco por ali próximo da trilha. Tirei umas fotos e segui em frente. Queria descobrir novas praias. São pouco mais de 300 metros caminhando pela mata até a próxima praia, sem contar pequenos oásis que você encontrará pelo caminho como no caso da foto abaixo. Foto: Pequena praia em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. A praia seguinte possui uma faixa de areia mais larga, Há também umas barraquinas que moradores locais exoplram tomei um suco de laranja bem gelado e percebi umas meninas sem o top. Daí me lembrei que praticam nudismo por ali. Não fi nessa praia que vi meninas sem o top, mas parece que essa é a famosa pria nudista da reserva. Foto: Praia dos nudistas em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Segui em frente e escalei as pedras da foto acima. Foto: Praia dos nudistas em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Não arrisquei de chegar na pequena ilha desta foto acima. Apesar da faixa de areia chegar próximo a corrente por ali parecia forte. Logo à direita desta foto acima está a praia dos Arrecífes onde é proíbido entrar na água. Foto: Praia dos Arrecifes em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Esta é a praia com a maior faixa de areia e apesar do nome não é protegida pela barreira de arrecifes. Já ocorreram vários afogamentos nesta praia e por este motivo é proibido entrar na água. Foto: Mar de vegetação rasteira em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. A natureza nos reserva algumas surpresas como este mar de vegetação rasteira. Deste ponto resovli voltar para almoçar no restaurante do acampamento. Foto: Sombra improvisada na Playa La Piscina em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. Depois do almoço votei a a Playa La Piscina e resolvi ficar por lá. Então montei minha barraca (foto acima). Foto: Playa La Piscina em Cabo San Juan, Reserva Tayrona. No final da tarde voltei para o acampamento, fui tomar umas cervejas e aguardei servirem o jantar. Passei mais uma noite de muito calor dentro da barraca. No dia seguinte eu partiria então tentei dormir um pouco. Dia 24/06 - De volta a Santa Marta, Férias terminando. Acordei cedo, arrumei minhas coisas e parti. A volta para Santa Marta poderia ser de barco. São os mesmos barcos que trazem o pessoal de Taganga, mas eu estava disposto a atravessar a mata até a via do parque que leva à portaria na rodovia 90. Comecei a caminhada pela mesma trilha que leva à praia dos nudistas. Pelo caminho, sempre que encontrava algum morador local eu me informava sobre a direção correta. Não tem erro, pois basta seguir a trilha. Em alguns locais ela é estreita, há algumas subidas pelas pedras, pequenas passarelas, o que pode causar dúvidas se o caminho está correto. Mas não há muitos desvios ao longo do caminho e há também rastros de cavalos, o que te dá segurança de estar no caminho certo. Qualquer dúvida também basta consultar o maps e ver sua localização pelo gps. Minha companhia eram o macacos, pássaros e pequenos roedores que se tentavam se esconder quando me avistavam. Acho que foram uns 7km de caminhada pela mata em cerca de 2 horas. Quando cheguei à via, haviam alguns mototáxis por ali, então contratei um deles para me levar até a portaria. Valeu a pena pois são mais 4 km até lá. Na portaria do parque não demora muito aparecem os ônibus para Santa Marta. Acho que paguei uns 11 mil no total (mototáxi mais o ônibus para voltar). Em Santa Marta, peguei um busão para Taganga. Passei o resto do dia no hostal e assisti alguns jogos da copa na companhia da simpática proprietária. Jantei no hostel, rango bom e barato. Dia 25/06 - Explorando Santa Marta Nada demais nesta cidade portuária. A calle 19 é cheia de barzinhos e hostels mas não fui a noite para conferir. Santa Marta é mais uma passagem para quem quer conhecer o Tayrona. Foto: Ruas com arquitetura histórica em Santa Marta. Foto: Calle 11 onde rolam aguns agitos na noite de Santa Marta. Em alguma rua do centro encontrei as bolsas made in Colômbia que duas amigas aguardavam como presente. Paguei 110 mil nas duas. Foto: Bolsa made in Colômbia para presente. Pelas ruas do centro, encontrei um museu. A entrada era gratuita então fui conhecer. Pensei em visitar o Rodadero Sea Aquarium, mas ficava em Rodadero, um bairro, que assim como Taganga fica afastado da cidade, então desisti da ideia. Preferir caminhar pelas ruas da cidade e acabei econtrando mais um supermercado Éxito kkkk. Então comprei umas coisas para levar para o hostel. Foto: Catedral de Santa Marta Foto: Centro histórico de Santa Marta. Foto: Santa Marta No final da Tarde Voltei ao hostel. Eu havia deixado algumas roupas para lavar, paguei baratinho, não me lembro quanto. Tomei algumas cervejas e fui assistir TV no longe, enquanto aguardava o rango. Combinei com a dona do Hostel e ela me ajudou a contratar um passeio bate e volta para Minca por 120 mil. O transporte seria de táxi, ida e volta com direito a guia para explorar o lugar. Então precisava acordar cedo. Dia 25/06 - Conhecendo Minca. Na estrada de Taganga o táxi me aguardava. Nele, além do motorista haviam um inglês e um argentino. Partimos para Minca. São pouco mais de 20km. Minca é um vilarejo roots, bem ao estilo de mochileiros, com restaurantes e hostels. Um vilarejo que vem crescendo em função do turismo ecológico. O lugar é cercado pela floresta que rodeia o parque Nacional de Sierra Nevada. Foto: Minca Na chegada fomos apresentados a um Cara e sua filha. Ela nos acompanharia até a uma caheira próxima. Minca é uma regiçao úmida e no dia da visita não estava fazendo calor. Apesar disso, não perderímaos a chance de mergulhar em uma cachoeira. Foto: Minca Um pouco adiante havia um escorregador natural Foto: Minca A caminhada até a cachoeira foi curta e dali fomos conhecer uma propriedade onde foi servido o legítimo café colombiano. Nesta propriedade fomos apresentados a planta da coca Foto: Planta da coca Depois de um tempo fomos caminhando até a propriedade do nosso anfitrião, o pai da nossa guia. Essa caminhada foi um pouco mais longa. Foto: Chegada à propiedade do nosso Anfitrião Ali aguardamos o preparo do almoço que seria servido logo. Tudo incluso no pacote. Foto: Deck onde foi servido o almoço A propriedade está sendo ampliada para hospedar turistas. Muita da estrutura é feita de bambo. A casa principal também. Foto: O orgulhoso anfitrião contando histórias da Colômbia, seu povo e seus costumes Foto: Minca A foto acima é a vista do quintal da propriedade kkkkkkk. Nosso anfitrião, depois de servir o almoço e contar histórias, nos convidou a experimentar um chocolate orgânico. Voltamos ao deck onde nos serviu as sementes de um cacau. Deveríamos comer a goma que a envolve e depois depositar a castanha em um prato, que ficaria ali no tempo por alguns dias. Segundo ele as vespas fariam o resto da limpeza e o tempo amadureceria as castanhas. Ele pegou algumas castanhas maduras e as moeu em um moedor manual. O pó de cacau foi servido com água quente e um tipo de açucar orgânico. Tudo junto parecia nescau kkkkk. Já era volta de terminar nossa visita e a guia nos levou de volta ao vilarejo. A chuva vinha chegando, então apertamos o passo. A última parada foi em uma loja que vendia produtos orgânicos e artesanato. O Taxista já aguardava e voltamos para Santa Marta. Dia 26/06 - Último dia em Santa Marta Eu havia marcado minha volta para o Brasil justamente para dia 26, mas ainda no Brasil comecei a receber emails da Latam avisando que o voo da volta deveria ser remarcado pois o do dia 26 foi cancelado. Demorei para entrar em contato, mas fiz isso antes de viajar. Então remarquei para o dia 27 com partida de Bogotá para São Paulo por volta das 21h. Meu voo de Santa Marta para Bogotá, pela Viva Colômbia seria às 10h da manhã do dia 27. Então no dia 26 voltei ao centro de Santa Marta para conhecer um pouco mais da cidade. Foto: Monumento do fundador de Santa Marta Voltei para o hostel na parte da tarde e comi alguma coisa por lá mesmo. Tomei umas cervejas e fui assistir a copa. Dia 27/06 - Correria em Bogotá e quase perco o voo. Acordei cedo e imprimi a passagem de avião no hostel. Minha cargueira já estava arrumada desde a noite anterior e só peguei o resto das coisas. Eu já havia pesquisado sobre como chegar ao aeroporto e dá pra ir de ônibus urbano, apesar dele ficar a cerca de 20 km do centro. Pesquisei na internet e descobri dicas de onde pegar o ônibus. Cheguei em Bogotá por volta das 2 da tarde. Deixei minhas coisas em um bagageiro - acho que custou uns 15 mil e peguei um ônibus expresso direto para a candelária pela Av; Eldorado - decorei o número do bus, para pegá-lo na volta. Meu plano era visitar o museu do ouro, o que não deu tempo de fazer quando passei por lá no começo desta viagem. A entrada foi super barata acho que uns 2 mil apenas, não tenho certeza. Foto: Museu do ouro em Bogotá. O museu é muito interessante para quem gosta deste tipo de programa. Porém é preciso tempo para conhecer tudo e eu só tinha uma hora. Cheguei por volta das 15h e planejei sair dali por volta das 16h. Assim sobraria tempo para comer algo e voltar ao aeroporto. Meu voo para São Paulo seria por volta das 21h. Saí do museu e caminhei em direção a estação mais próxima. Alagumas estações de ôninbus expresso são subterrâneas, mas antes de chegar lá parei para comer alguma coisa. Foto: Museu do ouro em Bogotá. Finalmente cheguei a estação, pesquisei nos paineis de informações e caminhei até a plataforma onde passaria o meu ônibus. Ele demorou um pouco e já eram 5 da tarde quando finalmente apareceu. Entrei e observei as informações que aparecem no painel digital dentro do ônibus, que informava a próxima parada. Havia também informações sonoras avisando qual seria o destino final: estacion el dorado, que fica em frente ao aeroporto. Porém, enquanto o aeroporto ficava à noroeste, o bus seguia no sentido norte. O tempo passava e o bus não mudava de direção. Comecei a me preocupar. Quando o relógio marcou 18h resolvi descer e pegar um táxi. Nem sabia direito onde eu estava, mas estava longe do aeroporto. Bogotá é a cidade com maior número de taxis no mundo, mas justo naquela hora nenhum parava para mim. Percebi que o local onde eu desci era um cruzamento e o transito estava intenso - hora do rush. Para piorar começou a chuviscar. Percebi também que os carros iam na direção contrária para onde eu queria ir, mas não havia muito o que fazer. Devo ter aguardado mais de 20 minutos até conseguir um táxi. Como eu temia, o taxista teve ainda que dar uma volta para fazer o retorno e seguir para o aeroporto. Depois de meia hora dentro do taxi eu já estava pilhado pensando que seria apertado. O trânsito não evoluia. Olhei a tabela de preços da corrida. Os números iam de 2 em dois até 200 e poucos e cada número correspondia a uma tarifa. Depois de uma hora e 40 minutos finalmente chegamos. A tabela já tinha zerado e começado a contabilizar de novo kkkk. Apesar disso só custou 27 mil e se fosse no Brasil eu perderia o salário do mês. Tive de correr até a outra ponta do aeroporto para retirar a bagagem e eu não encontrava o ticket para retirada. Custou mas achei e corri com minha cargueira para o checkin. A moça da latam acelerou pra mim e corri para a área de embarque. Eu ainda precisava me livrar de 150 mil pesos colombianos então parei no freeshop e comprei um Carolina Herrera e um Lacost Blanc - precisei completar com alguns dolares. Só aliviei o estresse quando entrei dentro do avião. Dia 28/06 - A Saga para chegar em casa e mais perrengue no aeroporto Cheguei em São Paulo depois de 6 horas de viagem. Seria uma noite longa pois meu voo para o Rio seria às 9h da manhã. Fiquei caminhando pelo terminal aguardando a hora passar. Sentei em um canto qualquer para carregar o celular e o relógio ainda marcava 6 e meia. Então pensei em fazer o checkin de uma vez, foi quando a moça da Latam disse que eu estava atrasado, pensei, como? Olhei para algum relógio no terminal e me dei conta que esqueci de adiantar o relógio em duas horas. Eu ainda estava com o fuso horário da Colômbia em meu relógio. Precisei correr. A fila no portal de embarque estava enorme, então tive de pedir licença para cada um que estava na minha frente. Corri até o portão de embarque, cheguei ofegante e a moça foi logo dizendo que precisava embarcar logo pois o avião já ia decolar. Pediu os documentos e me disse, mas você não é o Carlos. Carlos? Que Carlos? Meu nome é Willian e estou indo para o Rio pelo voo nº tal. Desculpe senhor, estou aguardando um passageiro que se chama Carlos, o seu voo passou para o portão nº X, putz! Corri novamente e cheguei bem na hora que iam encerrar o embarque. Cheguei ao Rio de Janeiro. Peguei o frescão e parti para a Rodoviária. Minha cidade fica a 250km do Rio. Fui ao balcão da Unida e o próximo ônibus para minha cidade só no final da tarde. Então pensei em ir para Juiz de Fora, pois era caminho de casa e de lá partem vários ônibus que passam em minha cidade. Bingo! O próximo sairia em 45 minutos, por volta das 13h. Ainda dava tempo para comer alguma coisa. Depois do lanche fui para o embarque e vi um ônibus da "Unida" partindo para uma cidade que fica logo após a minha. Provavelmente não iria parar lá e eu precisaria pagar até o destino final, mas sem problema. Vacilo eu não ter perguntado se havia ônibus para algum destino que passasse por minha cidade. Fui de Util. Na altura de Três Rios - RJ, estava tudo parado na rodovia devido a um acidente com caminhão. Déjà vu! Pois é. De repente parece que voltei no tempo, pois em meu último Mochilão para a América do Sul aconteceu a mesma coisa e ficamos parados na estrada quase duas horas para liberarem a pista. Desta vez foram 90 minutos aproximadamente. Eu já estava viajando desde às 10h da manhã do dia anterior. Será que eu bateria meu recorde de 50h viajando, quando voltei de La Paz? Cheguei em JF depois das 19h e já estava saindo um ônbius para minha cidade, então corri e deu tempo de subir. Cheguei em casa por volta das 21:30h - mais de 35h viajando. Considerações finais A Colômbia é muito mais do que San Andres e muito mais do que Cartagena. Vale a pena conhecer outros lugares e cidades. Povo gentil, simpático e adoram receber turistas. Esqueça a violência retratada nas séries e filmes. Medellin por exemplo, é um sossego enorme e o mais importante, passa a sensação de segurança. Embora o tráfego de drogas hoje seja ainda maior do que nos tempos de Escobar, o povo conquistou a paz a duras penas, e valorizam isso. Não senti insegurança em nenhum lugar, mas claro é sempre bom estar atento e evitar se expor. Táxi em Medellin - praticamente a única cidade com taxímetro, não vale a pena. O metro dá conta de te levar em qualquer lugar, muito rápido e barato. Já em Bogotá, compensa procurar um com taxímetro, pois é bem mais barato do que combinar uma corrida de boca. Uber e táxi, praticamente o mesmo valor por aplicativo. Se possível, inclua Medellin e Guatapé em seu roteiro. Tente passar uma noite em Guatapé, pois lá não irão faltar cenários para belas fotos. Experimente voar pelo país pela low cost colombiana. Mas não se esqueça de sempre imprimir as passagens, pois cobram uma fortuna no balcão de embarque. Para finalizar vou deixar um videozinho de 2 minutos com um resumão das Férias, ao som de Bella - Maluma. Ferias 2018.mp4 Video: Resumão Colômbia Quem quiser ver mais fotos da viagem > insta: wriopomba. Quem quiser tirar dúvidas, basta perguntar.
  3. 2 pontos
    INFORMAÇÕES BÁSICAS: Olá pessoal. Estou feliz em estar de volta com um relato, que tem o intuito de contribuir para essa comunidade fantástica. Neste relato disponibilizarei todas as informações de forma detalhada sobre cada detalhe da viagem de lua de mel minha e da minha Mônica. Tentarei narrar da melhor forma possível cada momento dessa nossa viagem inesquecível. NOSSA HISTÓRIA: Segue um breve resumo: A Mônica e eu nos conhecemos por volta de maio/junho de 2017. Ela era recém admitida na empresa em que trabalho, e eu tive que, por acaso, procurá-la para resolver uma pendência de compra de uns equipamentos que estava precisando. Não sabia quem ela era... Só sei que quando a vi pela primeira vez eu fiquei num estado de estupor; fiquei absolutamente encantado com ela e imediatamente, trocando as primeiras palavras com ela, já pensei "é ela!". hehehe Mas foi somente no final daquele ano que finalmente tomei coragem de abordá-la e a chamei para jantar. Menos de uma semana depois a pedi em namoro! kkkk Hoje eu sei o quanto isso tudo a deixou assustada. Mas graças a Deus ela aceitou e resolveu nos dar uma chance. Ela ainda ficou receosa por uns bons meses... se questionando se deveria ou não se relacionar novamente com alguém (devido a experiências anteriores). Porém, ela finalmente "relaxou" por volta de junho de 2018, e realmente se permitiu. Tivemos excelentes momentos juntos ao longo daquele ano, até que fomos para Tiradentes em Outubro, ocasião em que a pedi em casamento (no dia 12/10/18): CASAR OU VIAJAR? Eis a questão... No início de 2019 começamos a cogitar a possibilidade de nos casarmos oficialmente, com direito a tudo. Então começamos a elaborar uma lista de convidados: deu mais de 200!!! 😮 E antes de realmente começarmos a fazer orçamentos de buffet, etc, colocamos na balança e vimos que gastaríamos uma grana absurda com alguel do espaço para cerimônia e festa, buffet, ornamentação, banda, etc... Milhares de reais que seriam esgotados em poucas horas, numa ocasião em que nós mesmos não iríamos usufruir da festa em si. Ou seja, já não estávamos muito animados com isso tudo. Até que a Mônica, ao conversar a respeito de tudo com sua "migles" Karine, ouviu o seguinte comentário: "não mexa com casamento, amiga. Vocês são muito modernos para isso." 😁 Foi a deixa para resolvermos realizar o nosso sonho do nosso jeito, fazendo tudo com a nossa cara: vamos nos casar apenas no civil e viajar pela Europa?! Bora!!! Ainda a "migles" Karine me deu uma ideia fantástica: bolar um casamento com a Mônica lá na viagem. Só nós dois. Nem que fosse uma simples troca de aliança, fazendo uma surpresa. Nessa altura ainda nem tinha ideia do roteiro, para onde ir, quanto tempo etc (tanto que criei um post aqui perguntando a respeito). Mas descobri algo fantástico sobre "casamento a dois": existem empresas e prestadores de serviços especializados nisso!!! Até que num blog sobre viagens, pesquisando sobre elopement wedding ... descobri o http://lajolietta.com/pt/ (uma empresa cuja equipe é de brasileiros que moram em Paris e realizam todo e qualquer tipo de evento relacionado a casamento em Paris e redondezas). Entrei em contato por e-mail, me responderam rapidamente, me deram atenção e aí iniciou a conversa com a Josi (que é quem organiza tudo daqui do Brasil). Fechei um pacote com produção da noiva (maquiagem e cabelo), cerimônia, violino, fotos e vídeo. Pronto! Um destino já estava definido: Paris. Pouco tempo depois já decidi por Amsterdam e Londres (minha cidade favorita!). Detalhe: a Mônica sabia apenas que iríamos para a Europa, e que faríamos o elopement. Ela não sabia de nenhum dos destinos que eu estava programando, não sabia de nenhum passeio. Ela só iria descobrir os destinos justamente quando chegasse lá. E uma das coisas que mais curtimos um no outro é que adoramos surpresas, e nos respeitamos para que as surpresas não sejam estragadas. Ou seja, eu podia planejar tudo em paz, tranquilo, sabendo que ela jamais iria bisbilhotar para descobrir algum destino. Assim, pude planejar cada detalhe da viagem. Cada mini-surpresa que iria surgir... 😃 Nos casamos no dia 05/07/19... Família completa. Obs.: essa é a nossa Isa (presente que veio junto com a minha Mônica) E no dia 12/07 iniciamos a nossa tão sonhada lua-de-mel, cujos detalhes virão nos posts abaixo. Observação: a nossa Isa foi para Curitiba com sua madrinha, e teve a viagem de seus sonhos na casa de seus tios. Literalmente, ela nem fazia questão de conversar com a gente, pois estava sempre se divertindo muuuuito! hehehhe
  4. 2 pontos
    Relato de nossa viagem de Kombi para a ARGENTINA: www.marditinha.com.br marditinhanova.mp4
  5. 2 pontos
    Essa é uma das poucas trilhas que já fiz, porém foi a mais linda e mística para mim. Feita no início de 2018 um tempo após o Réveillon. Foi feita com meu ex companheiro na época, que já tinha feito outras vezes e possui bastante experiência em trekking. Para quem não conhece, essa trilha era uma passagem feita antigamente pelos tropeiros com seus animais levando alimentos e outras coisas ao povo das comunidades próximas. Cheguei cedo em Lençóis por volta das 5:40, e então comecei a fazer a trilha seguindo pelo Hotel Portal de Lençóis onde se inicia uma subida para a trilha, distanciando do barulho da cidade já se notava o silêncio e o som dos pássaros. O início da trilha você ainda vai passar por umas casas até ver apenas a natureza e mais nada. É uma trilha de muita subida no início e em sua maioria por Lençóis ficar em nível abaixo do Vale do Capão. Levem bastante água pois essa parte da trilha é cansativa. Nessa primeira foto mostra a primeira subida e Lençóis ao fundo, uma paisagem sensacional. Essa trilha é composta por muitos paredões, o que deixa um pouco cansativa no início pelas subidas. O lindo é que no meio dessas rochas podemos contemplar a beleza da vegetação nativa, com bromélias brotando entre as pedras, cactos exóticos com total exuberância, lindos de ver. Após um tempo de subida vem um córrego onde fizemos o primeiro cafezinho e nos abastecemos com água. E foi um café com um lanchinho espetacular, no meio do nada, distante de toda forma de barulho e stresse, podendo contemplar apenas o barulhinho da água e som dos pássaros. Tem coisa melhor que isso? Após mais um bom tempo de caminhada avistamos uma pequenina queda d'água onde pude me banhar e relaxar um pouco.(não cito os nomes do locais pois não gravei nada). Por mais um pouco de andança já entramos em mata fechada e úmida (Rain Forest) onde tem várias nascentes e córregos, com pedras e limo e plantinhas bonitinhas parecendo aqueles filmes místicos onde se tem duendes, fadas, druidas, elfos. E foi nesse local que decidimos montar acampamento pois o dia já estava se fechando, o cansaço já tomava conta dos nossos corpos e já caia a tarde, era por volta das 15h se não me engano. Montamos a barraca de frente a um dos vários córregos existentes, e ficamos explorando um pouco a área ao redor. Era muito encantador aquela floresta lindinha. Fomos pegar algumas palhas secas para acender uma fogueira, já que a noite seria fria. A noite cai e podemos ouvir sapinhos cantando muito próximo a nós. Noite melhor não teve, som de água caindo e vários frogs. Pela manhã após o café levantamos nossa barraca e seguimos adiante, quase nos perdemos em um momento da trilha pois estávamos seguindo pelo Wikiloc e nossos celulares acabaram as baterias. Tivemos que seguir pelo mapa de bolso e por percepção de trilhas batidas. Nessa parte já contava com muitas descidas e paredões onde se passava um rio muito bonito. Lembro-me muito bem de ver o lindo morro Branco. Após essas descidas passamos pelo Morrão e Conceição dos Gatos e a trilha fica bem batida e já avistamos muitas pessoas. Andando um pouco mais já se chega às casas do Vale.
  6. 1 ponto
    Oi pessoal, to planejando meu mochilao e estou com datas flexíveis, caso alguém esteja interessado nesse roteiro, borá planejarmos juntos. Estou procurando companhia para essa aventura.
  7. 1 ponto
    Olá! Meu primeiro relato de viagem vai ser sobre Jerusalém, cidade onde morei por alguns meses. Como não sou uma pessoa religiosa, antes de ir, e até mesmo lá, fiquei caçando dicas do que fazer na cidade, e vi que a maioria era de turismo religioso. Acredito que muita gente também não tenha essa prioridade no roteiro, então resolvi fazer algo com um foco novo. Então, como dizemos em hebraico: YALLA! Como estava no bairro de Ramot, o meu ponto de partida basicamente era a Tachaná HaMerkazit, literalmente Estação Central. Nela, você pode comprar chip de celular na loja Bug (o símbolo é uma joaninha), comer, fazer seu Rav Kav (o RioCard da cia de ônibus Egged) e viajar para várias cidades dentro do país. Site da Egged: http://www.egged.co.il/HomePage.aspx No lado de fora da estação, no outro lado da rua, tem um prático VLT, que viaja para dois sentidos: Har Herzl (Mount Herzl) ou Heil HaVir. Dividi os pontos de interesse de acordo com cada um deles. . Mount Herzl: São dois os principais pontos turísticos: o cemitério homônimo e o Yad VaShem, o Museu do Holocausto. Um fica literalmente ao lado do outro e dá para visitar gratuitamente os dois no mesmo dia. O cemitério do Mount Herzl é o cemitério nacional de Israel. Nele, estão enterrados personalidades como a maioria dos chefes de Estado e governo do país, o pai fundador do sionismo - o próprio Herzl -, vítimas do terrorismo, soldados mortos durante as guerras e até os que perderam suas vidas lutando pelos exércitos britânico e soviético durante a Segunda Guerra Mundial. O lugar é lindo, silencioso, calmo e cheio de monumentos. Túmulo de Theodor Herzl. O Yad VaShem dispensa explicações. Apesar de pesado, acredito que deve ser uma visita obrigatória. O complexo é bem grande, contendo não apenas o "museu principal", mas o lindo e triste memorial das crianças, a avenida dos Justos Entre as Nações, monumentos às comunidades judaicas europeias, à resistência e o hall onde fica a chama eterna, cercada pelos nomes dos campos de extermínio cravados no chão em hebraico e em inglês. Heil HaVir: são muitos rsrsrs Se quiser andar mais um pouco e explorar a cidade, desça na Machané Yehuda, o shuk. É simplesmente incrível a quantidade de produtos frescos, restaurantes, aromas e cores. Quinta e sexta ela fica LOTADA e fica fechada durante o shabat. Doces árabes no Machané Yehuda. Siga andando pela Reehov Yaffo, ou a Jaffa Street. Há várias lojas, pedestres e ruas interessantes. Uma das mais famosas é a clássica Ben Yehuda. Aproveite para almoçar na rua de cima, a King George. No outro lado da calçada, tem um podrão chamado HaMelech Falafel ve Schawarma, literalmente O Rei do Falafel e do Schwarma. É barato e gostoso. Se quiser uma opção mais turística - e cara - coma no Moshiko que fica bem na Ben Yehuda. Continue pela Yaffo e passe pela prefeitura, atravesse a rua e pronto: você chegou no portão de Jaffa. Ele dá acesso aos bairros muçulmano (siga em frente) e ao armênio (à direita) e você de quebra dá de cara com a Torre de David (de preferência vá a noite nela! Tem um show de luzes lindo que conta a história da cidade https://www.tod.org.il/en/the-night-spectacular/). Ambos os bairros são incríveis, mas a calmaria e o artesanato dos armênios me conquistou de primeira. O muçulmano é mais caótico e você se torna mais passível de assédio comercial por parte dos vendedores das lojas de artefatos e souvenirs, algo que enche mais o saco. Ele é consideravelmente mais movimentado também. Siga as placas - ou o fluxo - e chegue ou no Muro das Lamentações, acessível pelos dois bairros mencionados, ou ao Santo Sepulcro. A entrada de ambos é gratuita e os dois são lotados, mas lindos e obrigatórios. Ainda sobre os bairros, há o católico e o judaico, que também são bons para bater perna e admirar. Mapa da Cidade Velha Esplanada das Mesquitas: só consegui ir uma vez, e de forma rápida. Sugiro que vá vestidx adequadamente (mulheres cobrindo os ombros, a cabeça e as pernas - e isso vale para o Muro das Lamentações tb) e verifique os horários (cuidado com o Ramadã e as preces). Outro lugar interessante é a Ir/Cidade de David: fica no lado de fora da cidade velha murada e onde tem cisternas subterrâneas acessíveis para o público. Recomendo bastante! Menos para os claustrofóbicos. Também do lado de fora da cidade murada é Mamila: fica no lado de fora do portão de Jaffa. É um shopping com marcas de grife a céu aberto, bem lindo. Há lugares acessíveis de ônibus que são incríveis também: o Museu de Israel, o Knesset (Parlamento) - precisa agendar horário para visitas internas - e até o zoológico bíblico. Desses, eu acho o Museu de Israel o mais incrível. O acervo é gigante, principalmente se tratando das comunidades judaicas ao redor do mundo: do Suriname à Índia há até sinagogas replicadas. site: https://www.imj.org.il/en verifique nele os dias de gratuidade. Se não me engano, é as quintas. Sobre comidas: Israel é um país CARO, mas há opções mais em conta. COFIX, OU COFIZZ: qualquer uma das duas vende quase tudo por 6 NIS. A comida é boa, é servida rápida e take off. Ou seja, um café da manhã com um ice (o tradicional e febre é o ice coffee, mas tem de morango, chocolate, maracujá, baunilha…) e uma focaccia sai por 12 NIS. É barato, bom e alimenta. Lá vende também refeições prontas. Falafel & Shawarma: não passa dos 30 NIS e a maioria vem com um refrigerante. Vende por todo o país, principalmente nos shuks. É literalmente a marca registrada de Israel. Um clássico shawarma Outros lugares bons, mas nem tão baratos: as sorveterias Aldo e Ketsefet (essa fica na Ben Yehuda e vende outros doces, como crepe), o Aroma, a hamburgueria Burgers Bar e a padaria sensacional com uma inconfundível fachada vinho Maafe Neeman (מאפה נאמן). Sobre casa de câmbio: ou eu sacava nos vários ATM disponíveis na Machané Yehuda, ou trocava os euros (sempre dou preferência aos euros por causa das escalas na Europa) nas casas de câmbio perto da Ben Yehuda.
  8. 1 ponto
    Olá pessoal! Como o site me ajudou muito na elaboração da minha viagem, resolvi contribuir escrevendo como foi minha estada no Chile. Viajamos eu, meu marido e minha filha de 10 anos. A ideia era fazer uma viagem reduzindo gastos, pois resolvemos presentear nossa filha de ultima hora (com 30 dias de antecedência) e acabamos comprando as passagens com um preço mais elevado (pagamos aprox. R$4.000,00 de todas juntas). Pensamos em ficar em hostel, por ser uma experiência nova e estar em contato com várias pessoas com culturas diferentes. Quase fechamos com o hostel PROVIDENCIA, me pareceu bem bacana e com preço muito bom!! Mas por fim a privacidade falou mais alto e acabamos por alugar um apartamento no site AIRBNB. Bingo!! O apartamento foi impecável, muito bem localizado, limpo e confortável, pagamos R$R$1184,74 no total (bairro Lastarria - recomendo!!). Chegamos por volta da 1 da manhã na cidade de Santiago, trocamos dinheiro no aeroporto, somente o necessário para o transporte. Pegamos o transfer da TRANSVIP (pagamos aprox. 7.000 pesos por pessoa). Achamos mais seguro porque li muitos relatos sobre taxistas que se aproveitam dos turistas, ficamos com receio. Nosso roteiro foi: PRIMEIRO DIA: Acordamos cedinho, esperamos abrir as casas de cambio para efetuar a troca de dinheiro (melhor local que encontramos foi na rua ALGUSTINAS - trocamos com a cotação de 165 pesos). Fechamos os passeios com a empresa TRANSMILLENIUM - a gente já havia pesquisado preços e reputação, gostei muito, super recomento. Nosso agente foi o Tairon, quem quiser o contato é só me pedir!! Fizemos city tour gratuito, que acontece todas as manhãs às 10 horas na frente da Plaza de Armas (COMPENSA!). Tem a duração de duas horas aproximadamente... O guia fala bem rapidamente, é difícil de entender, mas valeu a pena pois passamos em vários pontos bacanas como: Palácio de La Moneda (vimos um pouquinho da troca da guarda - não percam!! É muito legal!!), Cerro de Santa Lúcia, bairro Lastarria, Bairro Paris - Londres.... entre outros... encerrando na casa de Pablo Neruda. De lá seguimos por conta até o Cerro San Cristóbal, subimos tudo a pé (sim, acreditem!! Subimos com uma criança de 10 anos após o city tour), chegando lá provamos o sorvete DELICATTO (que é maravilhoso!) e descemos de teleférico (pagamos 4.460 pesos no total). De lá seguimos até o shopping Costanera (também a pé) e voltamos de metrô (recomendo, é super prático e bem mais barato!) SEGUNDO DIA: Fomos para Portillo, o local é maravilhoso!! Porém não tem o que fazer lá (apenas fotos, claro)! O acesso estava muito restrito, não foi possível chegar próximo da lagoa Inca, estava permito somente aos hospedes do hotel... Fiquei decepcionada, pois para conseguir tirar uma foto ali foi bem difícil. O que fez o passeio realmente valer a pena foi nosso guia, pois ele parou em vários lugares lindos durante a ida e pudemos fazer várias fotos bacanas da paisagem, sem falar que ele foi bem divertido com o grupo deixando o passeio muito mais prazeroso!! Obs: Não é necessário alugar roupas!! Coloque o que você tiver de mais quentinho que dá certo!! TERCEIRO DIA: Fomos para Farellones, o MELHOR passeio!! Minha filha ficou realizada!! Pagamos 30.000 pesos por pessoa + a agencia (os valores não incluem os ingressos). Atenção, vale muito a pena levar lanchinhos na mochila (principalmente para quem vai com crianças), pois a alimentação no Chile é bem cara. Remédio para enjoo também é importante, pois a estrada possui muitas curvas, eu realmente passei muito mal!! Quanto as roupas, alugamos no bairro providencia, pagamos 10.000 pesos do kite completo (calça / blusa / óculos - NÃO INCLUIA LUVAS!) - Mas atenção meninas, o macacão é muito lindo e estiloso, mas dá muito trabalho para ir ao banheiro... Pensem bem! Ah, eu acabei não alugando as botas... fizemos um bem bolado pois comprei uma ótima injetada aqui no Brasil, usei a mesma todos os dias... Não molha!! E o preço dela COMPENSA!! Quem quiser saber a marca é só me perguntar)!! Obs: Para os passeios na neve, SEMPRE fique de olho na previsão do tempo!! Tem que ir quando tiver neve né!! QUARTO DIA: Na parte da manhã fomos para o Safari Rancagua (por conta) fizemos o Safari Grandes Felinos e Herbívoros (Pagamos 13.000 pesos por pessoa). Gostamos, mas demos um pouquinho de azar, os leões estavam com preguiça, não queriam saber de nada... rs! Já nos Herbívoros, é muito fofo, as crianças podem ter contato com os bichinhos e alimentá-los!! Na parte da tarde fomos para a Vinícola CONCHA Y TORO: (por conta também) pagamos 18.000 pesos por adulto - criança não paga, escolhemos o tour tradicional PLUS. Gostei muito, o local é lindo... QUINTO DIA: Fomos para Valparaíso e Vina del Mar com a agência. Valeu a conhecer. Valparaíso é bem bonita, colorida e alegre!! Encerramos o passeio apreciando o Oceano Pacífico em Vina del Mar!! Maravilhoso!! Atenção mamães, coloquem muitas roupas nas crianças para ir nesse passeio, pois o litoral é realmente frio!! Ah, não esqueçam do lanchinho! É muito útil!! SEXTO DIA: Acordamos cedinho, fomos ao mercado municipal, compramos presentes para os familiares, passeamos mais um pouquinho pelo centro para nos despedir de SANTIAGO, que com certeza deixará saudades!! Ao meio dia partimos para o aeroporto para retornarmos ao Brasil e à realidade felizes da vida!! Espero ter ajudado!! Um beijo, até a próxima!!
  9. 1 ponto
    @fabiomon eu ainda não fiz trilhas com a Gaia, mas usei na cidade mesmo, ela é extremamente confortável. Nem parece que estou usando bota. Tenho uma da Quechua que acho bastante confortável, mas a sensação é uma bota. A Gaia realmente passa a sensação de que os pés sentem melhor o terreno pisado.
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    Putz @Rafael_Salvador legal esse ponto que vc esta colocando, estou no começo dos preparativos para a minha viagem e estou refletindo muito sobre o que eu quero ver e aonde quero gastar minha grana. Atualmente minha viagem esta dando 200 dias isso sem visitar museus, beber todos os dias, comer em restaurantes, pegar taxi, etc. Acho que esta mais ligado ao auto conhecimento sacas, não tanto religioso...pq se fosse religioso (eu) estaria focado em constituir família e coisas do tipo. Isso faz sentido para mim, porque estou indo viajar para viver algo diferente dos meus moldes atuais, estou indo vivenciar o mundo como ele é e não pela visão de um turista, mas é aquilo, o importante é fazer sentido para a pessoa É difícil tentar explicar cara, mas eu não vejo a hora de colocar a mochila nas costas começar a viver essa aventura de low cost rs. Abraços
  11. 1 ponto
    Você viu o motivo de o Eurail Global Pass ser furada para 99% dos mochileiros? Atualmente o Eurail Global Pass só dá direito a viajar sem pagar um adicional nos trens regionais dentro do mesmo país para cidade próximas, a 100 ou 200 Km de distância Em todos os trens internacionais você obrigatoriamente pagará uma taxa de reserva adicional, que muitas vezes é mais cara do que uma passagem de ônibus. Ou seja, alem de pagar carro no Global Pass, você ainda terá um gasto bem significativo com as taxas de reservas adicionais obrigatórias. Mais detalhes: https://www.eurail.com/en/plan-your-trip/about-reservations/reservation-fees/international-train-reservation-fees Se você quer economizar dinheiro com passagens e otimizar a sua viagem, não existe uma solução única que resolve todos os seus problemas. O melhor custo/benefício costuma ser uma combinação de avião, trem e ônibus, alguns trechos será mais barato e rápido fazer de avião, em outros será melhor ir de trem, e por fim haverá alguns trechos onde vale a pena ir de ônibus. Então para economizar e otimizar ao máximo a sua viagem, para não perder um terço das duas duas semanas de férias dentro de um ônibus, você tem que pesquisar e definir o melhor meio de transporte trecho por trecho, pois cada trecho pode ter uma opção que seja melhor que a outra. 17 ou 18 dias dias é pouco tempo para tanto lugar assim! Mesmo que você fique só nas capitais, para que a sua viagem não seja uma correria só do começo ao fim, sem que você consiga aproveitar nada direito, pessoalmente eu recomendaria pelo menos 4 dia em Paris, 4 dias em Londres, 3 dias em Amsterdam, 4 dias em Roma, 3 dias em Viena 4 dias em Berlin. E ainda tem que levar em conta o tempo perdido nos deslocamentos entre cidades. Por exemplo, ir de ônibus de Viena até Roma pode lhe consumir um dia inteiro, então neste trecho é recomendável ir de avião, para conseguir salvar ao menos metade do dia. Mas mesmo indo de avião, nem sempre isto significa que você não vai perder o dia de deslocamento. Por exemplo, se tiver que comprar um voo as 13:00, você terá que pegar o rumo do aeroporto lá pelas 10:00 da manhã, e até chegar no destino, desembarcar, ir até o centro, achar o seu hotel, fazer check-in, etc, facilmente é 16:00 ou 17 horas e praticamente o dia inteiro foi perdido...
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    Já foi o tempo em que compensava contratar estes guias da associação. Já fui duas vezes a Chapada, na ultima vez estavam cobrando 180,00 por dia, fora as outras despesas como transportes, alimentação. Se você estiver sozinho, melhor ir a alguma agencia, nas duas vezes em que estive lá, usei serviços da Chapada Adventure Daniel e Zentur, a Zentur tem os preços mais em conta.
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    Em Lençois há um associação de guias (ou havia quando eu fui - há 10 anos) bem no centro da cidade. Sempre tem guias disponíveis lá. Dava até para combinar desconto por mais dias. Seria interessante ter alguma referência/indicação, pois tem guias bons e ruins.
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    @felimoura por mais .que voce queira viajar barato, pra passar 1 ano na Europa voce vai precisar de muita grana. Essa história de sair de casa com pouca grana e arrumar um trampo pelo caminho pode ser furada, as coisas nao sao simples assim, sem um visto que ti permita isso, qualquer coisa que vc arrumar, se arrumar, será um subemprego no qual voce vai ganhar pouco, sem falar do risco de ser pego e ser deportado. Sugiro nao sair de casa ja com esses planos, junte a grana que irá precisar para to tempo de estrada e se pelo caminho voce conseguir algum trampo, é lucro. Chegar na Europa com a passagem de volta para o Brasil para uma data futura bem distante voce corre um serio risco do policial da imigraçao pedir os comprovantes que voce tem pra se manter por la pelo periodo da viagem. Se voce pensar em mencionar alguma coisa relacionado a trabalho 99% de certeza que poderá voltar no primeiro voo para o Brasil. Se nao tiver grana suficiente, uns 60 euros mais ou menos por dia, tambem corre o mesmo risco. Entao pense bem no que fazer antes de sair de casa, se aventurar pelo mundo e voltar pra casa mais rapido que vc imaginava e ainda por cima frustrado.
  15. 1 ponto
    Acho que é bom dar uma pesquisada, até para saber se o guia/agência tem boas referências.
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    Eu tenho interesse! E disponibilidade pra sair agora pois não estou trabalhando hehe Meu whatsapp é (48) 9847 61231
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    Fala Pessoal irei tentar mais uma escrever um post sobre uma viagem que fiz recentemente para Asia durante 27 dias acho com dicas e lugares para se hospedarem. marco foi minha ultima visita para Asia e a 4 visita que fiz para essa parte do mundo que eu acho tao interessante, misterioso e tds outros adjetivos que possam imaginar, espero que curtam e o principal objetivo aqui e ajudar e dirigir outros viajantes para la e mostrar para vocês que realmente vale a pena entrar nessa aventura. nesta aventura comecou no sul do vietam ate norte passando por varias cidades durante o caminho por 14 dias se nao estou enganado. esta viagem foi mais interessante por eu ter convencido um amigo meu que nao fala ingles ir comigo e com minha esposa porem ele saiu do Brasil em uma viagem de quase 40 hrs e me encontrou em Saigon no vietnam pois eu tinha chego um dia antes lá. ele realmente foi sem ingles nenhum e encontrou brasileiros na imigracao do vietam onde algumas pessoas o ajudaram a preencher todos os documntos necessarios para adentrar ao pais ja que ele viajou sem o visto de turista ja que eu apliquei nosso visto pela internet. foi mais barato para ele e mais facil irei explicar como fiz isso abaixo COMO PEGAR O SEU VISTO fiz na verdade uma carta convite para entrar no vietam e na imigracao do pais paguei 50 U$ DOLARS por multiplas entradas para entrar e sair no vietnam durante um mes por qtas vezes eu quisesse. o site que fiz isso foi http://vietnamvisapro.com/ paguei 12U$ dolars por esta carta. ao receber esta carta fiz a impressao dela com minhas informacoes pessoais e ao chegar na imigracao vc apresenta esta carta e paga 50 dolars, de preferencia tirar uma foto nos padroes informados no site, pois se nao levar esta foto eles vao te cobrar por esta foto la e o valor e de 5 U$ dolars. Vietnam Ho Chi Minh City (Saigon) Primeiras impressoes Chegamos em Saigon em torno de 5pm depois de passarmos pela imigracao sem problemas comprei um Chip que para meu celular descendo as escadas rolantes paguei em torno de 10 U$ dolars pelo chip e fomos pegar o onibus para o centro da cidade que nos levava perto do nosso hostel. a ideia de pegar o onibus eu sempre prefiro pois nos aeroportos da asia o que mais tem sao taxistas tentando acabar com a felicidade logo no primeiro dia. O onibus que leva ate o centro da cidade custou apenas 1,50 U$ dolars e demorou em torno de 25 minutos o que para mim foi tranquilo vendo todo o transito e caos das motos por todo lado em uma sincronia perfeita e barulhenta. Sobre o onibus e muito facil achar ele fora do aeroporto o numero e 109 ele te leva ate o district 1 onde e a area com mais hostels, pubs e restaurantes o onibus parte a cada 15, 20 minutos e para voltar para o aeroporto vc pode usar ele de novo.para irmos ao nosso hostels paramos no ponto final desta linha que leva vc muito proximo ao district 1. a distancia e de 1km ou menos ate a backpacker street onde nos hospedamos backpackers st continuam
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    FERNANDO DE NORONHA/PE Prezados(as), estarei PARTINDO DE BOA VISTA/RR passando por MANAUS/AM desembarcandono RECIFE/PE dia 25/09/2019 para dar início a um tour, onde inicio minha passagem porFERNANDO DE NORONHA/PE desembarcando no dia 29/09 e partindo no dia 05/10 com destino ao RIO DE JANEIRO/RJ para dar continuidade ao roteiro, estas datas ainda podem ser flexibilizadas a depender da viabilidade. Caso haja interessados, criei um grupo no whatsapp com o intuito de reunir todos os interessados, traçar roteiros (tenho um pronto, podendo ser flexibilizado), fechar hospedagens, campings ou qualquer lugar para pernoitar (sou sem frescura), rachar alimentação e locação de transporte (carro) para agilizar, facilitar, maximizar o tempo, e principalmente economizar na viagem, e etc. Deixe seu contato ou envie uma solicitação para: Whatsapp: (95) 99115.8608 Facebook: germanofh Instagram: hgermano_ Segue anexo cronograma inicial, podendo ser [email protected]
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    Complementando em relação ao seguro saúde: Você conhece o atendimento do SUS no Brasil? Na maioria dos casos deixa bastante a desejar, agora imagine isto no interior da Bolívia, Paraguai, Argentina, etc, você vai achar o nosso SUS coisa de primeiro mundo. No Brasil o atendimento no SUS é gratuito e universal para todo mundo, independente de ser brasileiro ou não, mas na maioria dos outros países, o atendimento no sistema de saúde público só é gratuito para os cidadãos do país e para quem contribui para a previdência local. Nestes países, estrangeiros e quem não contribui com a previdência só tem direto a atendimento de emergência, e para o resto, dependem de caridade se não puderem pagar. Não pense que só problemas graves vão fazer você precisar procurar um atendimento médico, uma gripe forte que dure vários dias, uma febre forte que dure vários dias podem fazer você ter que procurar atendimento médico. E quando viajamos, estamos em um ambiente diferente todo dia, entramos em contato com virus e bactérias novos que o nosso organismo não tem resistência, não nos alimentamos direto e nosso organismo fica com imunidade baixa, então a chance de ficar doente é muito maio do que quando estamos em casa. E também tem a questão dos acidentes, já pensou na possibilidade de você ser atropelado por um patinete elétrico pilotado por algum doido, cair e quebrar o braço? Acabei de ver uma cena assim aqui na frente casa, sorte que a pessoa não se machucou! Uma vez durante uma viagem, eu estava andando na rua, fui descer ma calçada, pisei numa lajota solta, escorreguei e torci o tornozelo, ficou tão inchado e dolorido que fiquei com medo de ser algo mais grave e precisei ir no médico tirar raio-x, acionei o seguro e eles pagaram tudo, se tivesse que pagar no particular, teria custado um rim! Então o seguro-saúde serve basicamente para cobrir custos de atendimentos e tratamentos médicos durante a sua viagem, para que você não precise depender dos serviços de saúde pública do país que esteja visitando ou depender de caridade. Agora se você vai fazer o seguro ou não, isto é com você, algumas pessoas não fazem e vão na sorte torcendo para não acontecer nada, mas como o colega acima comentou, seguro é aquela coisa que você fica achando que é um gasto desnecessário, mas que dá graças a Deus ter feito um caso venha a precisar.
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    @Denis Fernando Aqui no Brasil voce ira usar seu proprio chip de dados. Ao entrar em outro país a forma mais economica de ter um chip de dados é comprando de um chip local. Na internet voce encontra empresas que vendem o chip de dados para ser usado em qualquer canto do mundo, mas isso vai lhe custar uns bons dolares. Sobre o seguro de viagem, nos países aqui do Mercosul normalmente nao se é cobrado, mas em varios outros países do mundo é obrigatorio possuir. O seguro de viagem é algo que normalmente as pessoas relutam em contratar mas dão graças a Deus que possuem caso seja preciso aciona-lo. Os principais motivos que podem ti levar a acionar o seguro sao: bagagem extraviada, alguma doença (gripe, febre, casos cirurgicos como um apêndice, etc), dentro outros motivos, cada seguradora tem detalhado todos os itens da cobertura. Voce pode ate viajar aqui pela America do Sul sem o seguro, mas se voce precisar de ir a alguma hospital pode preparar o bolso. Muito provavelmente sairá mais caro do que o valor do seguro. Pense bem.
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    @lourencobj acompanhando esse relato, e parabéns pela escolha rs!
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    Olá pessoal, Esse ano realizei um sonho de conhecer Fernando de Noronha e de quebra praia de Carneiros e Maragogi. Resolvi fazer deste relato mais fotográfico. Acho que as fotos vão dar a ideia do paraiso que é aquilo lá! Meu roteiro foi de 2 dias em Carneiros, 1 dia em Maragogi (bate volta desde Carneiros) e 5 dias em Noronha. Em Carneiros fiquei hospedado no Bungalôs do Gameleiros. Lugar incrivel, comida maravilhosa (a cocada mole com sorvete... afff) e de frente pra praia. Só nao tem piscina. Diaria cara! Ambiente romântico. Site: http://www.praiadoscarneiros.com.br/ A praia de Carneiros e basicamente de resorts e hospedagens de valor elevado. A praia pertence ao municipio de Tamandaré. Lá vc consegue hospedagem mais barata. Como todos já sabem Noronha é um destino muito caro! Fiquem na vila dos Remedios que é onde fica os melhores restaurantes e hospedagens. - Chegando na ilha vc paga uma taxa diaria de aproximadamente 70 reais por dia (dá pra pagar antes pela internet) - Para visitar algumas praias paga-se uma taxa de 100 reais que vale por aguns dias (se nao me engano 10 dias). - Self service é aproximadamente R$80/quilo. Mas dá pra achar quentinha de 20 e poucos reais. - Aluguel de bugy é o olho da cara! Final do ano pode chegar a R$400 a diaria. Usei o onibus local que roda a ilha e te deixa na beira da estrada e depois vc vai a pé até as praias (época de chuva é ruim pq tem barro) - Procure por hospedagens que tenha cozinha coletiva. Dá pra cozinha e fazer cafe da manhã e economizar bastante. Foi o que eu fiz! Se optar por cozinhar, leve alguma coisa da mala. Lá tudo é muito caro no mercado! Fiquei hospedado no Hotel Vila Mar. Simples, mas ótimo. Do lado de um mercado/padaria, perto do ponto de onibus, restaurantes. Site: https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g616328-d12339784-Reviews-Vila_Mar-Fernando_de_Noronha_State_of_Pernambuco.html Meu equipamento fotografico: Camera Nikon D5100 com as lentes 55-200mm e Tokina 11-20mm f/2.8 e uma GoPro Hero 4 Silver. Qualquer dúvida estou a disposição. Abraços
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    @Breves como voce nunca pegou carona, a primeira coisa a se fazer é consegui-la, para isso escreva em letras GRANDES numa cartolina o seu destino preterido, isso facilitará para os motoristas saber qual a sua intençao. Evite ficar em locais em que os carros passam em alta velocidade como baixadas e/ou lugares perigosos como em curvas. Lugares assim dificilmente alguem vai parar. Ficar em locais na saída da cidade, posto de combustível, lombada eletronica pode aumentar suas chances. E apos conseguir a carona nao tem como definir um roteiro de conversa, tudo tem que ser no improviso. Provavelmente vao ti perguntar do porque está indo para a cidade informada, o que vai fazer la, de onde voce é, pra onde vai depois, o que faz da vida, etc..
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    Entre Maio e Junho de 2019 viajei para o Canadá e Estados Unidos. Meu roteiro foi esse: São Paulo - Toronto - Ottawa - Montreal - Quebec - Chicago - Washington DC - Filadelfia - Nova Iorque - São Paulo ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de TORONTO. LEGENDA USD - Dólar Americano CAD - Dólar Canadense 1º dia de viagem: SP ->Toronto, 18 de Maio de 2019 (sábado) Consegui um lugar para dormir pelo Couchsurfing, mas como iria chegar muito tarde em Toronto resolvi a primeira noite ficar em um hostel. Deixei SP às 10h30. Meu vôo fez escala em Miami e fui chegar em Toronto por volta das 23h30. Comprei em uma máquina automática (aceita cartão e dinheiro) um bilhete do UP (trem que liga o aeroporto ao centro da cidade) por CAD 12,35. Cheguei à UNION STATION 0h40 e fui caminhando para o hostel. No caminho passei em um mercado 24h e comprei 1 batata Lay’s e 1 coca (CAD 4). Cheguei ao Hostelling International Hostel por volta da 1h. Fiz meu check in (CAD 33) e fui dormir. Distância percorrida no dia: 6,5km Dinheiro gasto no dia: CAD 49,35 2º dia de viagem: Toronto, 19 de Maio de 2019 (domingo) Acordei 8h, tomei banho e fui tomar café no hostel. O café da manhã é OK: comi 1 fatia de pão de forma, 4 fatias de queijo, 2 fatias de presunto, salada e 1 café com leite. Fui caminhando até o apto da Reneé, couchsurfer que iria me hospedar. A localização era incrível: bem no centro da cidade! Conversei um pouco com ela deixei o apto às 10h10 para pegar o FREE WALKING TOUR das 10h30 que saía da Union Station. Enquanto esperava o Free Walking Tour fiquei conversando com o Fred, um simpático voluntário que ficava no balcão de informações. Deu 11h10 e não apareceu ninguém do tour. Não sei o que pode ter acontecido, mas resolvi ir embora. Caminhei até a STEAM WHISTLE BREWERY, uma cervejaria que fica em frente à CN Tower. Comprei o tour das 12h (CAD 12) e 1 pint de cerveja (CAD7). Pint na Steam Whistle Bebi a pint esperando o tour que começou pontualmente às 12h. Dei um azar pq peguei um guia que falava MUITO rápido. Consegui entender uns 50% do que ele explicava (isso que eu tenho inglês fluente…). Logo no começo do tour vc toma ½ pint. Depois é dado uma garrafa de 341ml para vc ir bebendo durante o passeio pela fábrica. Passamos por alguns setores de produção e também por alguns escritórios. O tour levou uns 40 minutos e gostei muito. Altamente recomendável pra quem curte cerveja! CHEERS! DENTRO DA FÁBRICA Depois fui à CN TOWER. Como já tinha comprado o TORONTO CITY PASS não peguei fila pra comprar o ingresso. ***DICA: Pra quem vai ficar ao menos 3 dias em Toronto, vale a pena comprar o CITY PASS. Vc tem desconto nas principais atrações da cidade e evita algumas filas. Para mais informações: https://pt.citypass.com/toronto A vista da CN Tower é incrível e é melhor visitá-la em dias claros e com poucas nuvens para ter uma visibilidade melhor. VISTA DA CN TOWER CN TOWER Desci e voltei pra tomar mais uma cerveja no Steam Whistle (CAD 7). Segui caminhando até o FERRY BOAT (CAD 8,20) que leva até a TORONTO ISLANDS. Cheguei lá 15h50 e fiquei caminhando sem rumo. Comi uma fatia de pizza de pepperoni (CAD 5,30) e segui andando. O complexo de ilhas é um parque gigante. Lugar perfeito para andar de bicicleta (havia algumas para alugar) e fazer um picnic. ***DICA: Havia muitas filas para tudo (inclusive para alugar bicicletas). Isso pq eu cheguei tarde lá. Para evitar filas, chegue bem cedo. E deixe para visitar as ilhas em dias ensolarados e quentes. Lá é tudo aberto e não perca seu tempo lá em dias frios e chuvosos. Peguei o Ferry boat pra voltar e notei a bela “skyline” da cidade. TORONTO ISLANDS TORONTO ISLANDS Passei em um supermercado e comprei coisas para o café da manhã e algumas cervejas (CAD 29). Cheguei de volta ao apto e fiquei conversando com a Reneé até umas 22h quando ela foi dormir. Tomei banho e fui dormir 23h30. Distância percorrida no dia: 17,5km Dinheiro gasto no dia: CAD 69 3º dia de viagem: Toronto -> Niagara Falls -> Toronto, 20 de Maio de 2019 (segunda-feira) Acordei às 7h, tomei café da manhã e fui para o ponto de encontro do tour para NIAGARA FALLS. Já havia comprado o tour antes de sair do Brasil, pelo site Get Your Guide e a empresa foi a Niagara & Toronto Tours. Assim que minha compra foi confirmada me enviaram um email para marcar o local que iriam me pegar. Nossa van chegou às 8h e pegamos outras pessoas no caminho. Nosso motorista e guia foi o Scott, que foi muito atencioso e divertidíssimo. No caminho paramos em 2 vinícolas: PILLITERI e REIF STATE. Nas 2 vinícolas teve degustação gratuita e experimentamos os vinhos branco e ice wine. Passamos por um condomínio de mansões e disseram que o ator Tom Selleck tem uma lá. Chegamos às cataratas por volta do meio-dia. O guia nos entregou os tickets para o passeio de barco e nos deixou livre para conhecer o lugar, marcando o retorno às 15h30. Descemos por um funicular até a embarcação que nos esperava para levar até próximo às cataratas. Ganhamos uma capa de chuva mas mesmo assim me molhei muito, principalmente nos pés. O passeio é bem legal mas prepare-se pra ficar ensopado. Depois do passeio vc tem o resto da tarde livre para caminhar pela cidade. A rua principal me lembrou Las Vegas, tamanho a quantidade de luzes, restaurantes de franquia e lugares de entretenimento (parques, fliperamas, etc). Comi um lanche no Wendy’s (CAD 13) e depois comi um FUDGE (doce típico de lá) de chocolate walnut (CAD 7,20). Caminhei mais um pouco e 15h30 estávamos retornando à Toronto. CATARATAS DO NIÁGARA CATARATAS DO NIÁGARA "LITTLE" VEGAS Por volta das 17h30 estávamos de volta. Fui até o pub FOX & FIDDLE e tomei 1 cerveja (Corrs Light, CAD8). Voltei ao apto e fiquei conversando com a Reneé e a Mahsa (sua colega de apto). Por volta das 20h resolvi sair pra dar uma volta. Parei no pub SHOELESS JOE e tomei 2 cervejas (Malson Canadian, CAD 5,95 cada). Por volta das 21h30 voltei. Tomei banho e fui dormir. Distância percorrida no dia: 10km Dinheiro gasto no dia: CAD 42 4º dia de viagem: Toronto, 21 de Maio de 2019 (terça-feira) Acordei 7h40, tomei café, me arrumei e sai às 8h30. Às 9h em ponto estava entrando no RIPLEY’S AQUARIUM (o Toronto City Pass dá acesso à essa atração). ***DICA: Final de Maio e começo de Junho é uma época excelente pra viajar pro Canadá e EUA. Só que coincide com o final do ano escolar. Muitas escolas usam esse período para fazer excursões com os alunos pelas atrações da cidade. Portanto, se viajar nessa época do ano procure chegar bem cedo nos lugares pq quanto mais tarde, mais cheio de crianças fica. O Ripley's Aquarium merece ser visitado sem dúvida nenhuma! Além de muita informação sobre uma grande parte da vida marinha (de peixes, mamíferos, crustáceos, etc) em alguns pontos é possível tocar em algumas espécies. Há um tanque com pequenos camarões escarlates e ao colocar sua mão eles vêm comer a pele morta. Também é possível tocar no tubarão bambu, caranguejo ferradura e raias! Incrível! LIMPEZA DE PELE SHARK! ÁGUA VIVA Fui deixar o aquário por volta das 11h30 e passei no Steam Whistle pra tomar 1 cerveja (CAD 7). Caminhei por uns 30 minutos até o DISTILLERY DISTRICT. O Distillery Historic District é um complexo industrial onde funcionava uma fábrica de whisky. Ele foi completamente revitalizado e hoje conta com bares, restaurantes e até galerias de arte. Há também algumas "street arts" como grafitti, fotos e cartazes bem interessantes. As galerias de arte são gratuitas mas o preço das cervejas é um pouco acima do normal. Tomei uma cerveja amber ale (CAD 11) no Mill St. Brewpub que, apesar de cara, estava uma delícia! Voltei caminhando até o ST. LAWRENCE MARKET. É um mercado fechado de 2 andares com muita coisa pra comer (comidas de diversos países) e peixarias. O lugar não é grande e dá pra ver tudo em 15 minutos. Segui caminhando até o BROOKFIELD PLACE, uma galeria com um arquitetura interna bem interessante. Passei pela Union Station e confirmei que meu ônibus no dia seguinte para Ottawa não saía de lá, mas de uma rodoviária não muito longe dalí. BROOKFIELD PLACE Peguei o STREETCAR número 510 (bonde) na Union Station (CAD 3,25) e em 30 minutos desci no ponto da NASSAU ST, onde fica o KENSINGTON MARKET. Trata-se de um mercado de rua com vários restaurantes e lojas “descoladas”. Me lembrou um pouco o Camden Market de Londres. Parei num bar chamado RONNIE’S e tomei 1 Stratford Pilsner (CAD 7,50). GRAFITTI NO KENSINGTON MARKET Voltei ao Steam Whistle para encontrar com o Guilherme, uma amigo de infância que mora no Canadá há muitos anos. Tomamos uma cerveja e fomos ver um jogo de beisebol do Toronto Blue Jays x Boston Red Sox no ROGERS CENTRE . Antes de entrar no estádio (que fica ao lado da cervejaria, CN Tower e Ripley’s Aquarium) comemos um hotdog (CAD 5). O Rogers Centre é um moderno estádio que fica bem no centro de Toronto. Há tours para conhecê-lo, mas preferir ir ver um jogo. A experiência de conhecer um esporte completamente novo pra mim foi legal, mas o jogo em si não me agradou não. Beisebol é MUITO parado e as regras podem parecer um pouco confusas no início. Tomamos 2 Budweiser (CAD 5 cada) vendo o jogo e fomos embora antes do fim. O Blue Jays já vencia por 5x0 e resolvemos ir a um pub ver um dos jogos das finais da NBA entre o Toronto Raptors x Golden State Warriors. BEISEBOL Todos os pubs da região estavam lotados de torcedores. Conseguimos achar um “menos” cheio e paramos pra ver o jogo. Tomei uma Stella Artois (CAD 12) e no final do 3º quarto fomos embora. Cheguei em casa umas 23h, tomei banho e fui dormir. Distância percorrida no dia: 18km Dinheiro gasto no dia: CAD 67 5º dia de viagem: Toronto -> Ottawa, 22 de Maio de 2019 (quarta-feira) Acordei 7h40, tomei café, respondi umas mensagens no celular e deixei o apto 8h30. Fui até a Spadina Ave. e peguei o streetcar 510 (CAD 3,25). Desci no ponto final e caminhei por uns 20min até a CASA LOMA. Cheguei lá às 9h20 e esperei até as 9h30 quando a atração abre. A Casa Loma é uma mansão com arquitetura de castelo e foi construída pelo milionário Henry Pellat que no final da sua vida morreu miserável, sem dinheiro algum. O ingresso dá direito a um áudio guia que explica cada detalhe interno e externo. A mansão tem quartos enormes, salas e salões, orquidário, torre de observação e muitas escadas. Vários quadros ornamentam as paredes. Há um túnel que liga a casa ao outro lado da propriedade. Lá se encontram um estábulo, estufa e uma coleção com 6 ou 7 carros antigos. CASA LOMA Deixei o local por volta das 12h e voltei caminhando até KOREATOWN. Parei pra almoçar no YUMMY KOREAN FOOD e pedi um bibimbap com bulgogi no pote de pedra (CAD12) e tomei uma cerveja Molson Canadian (CAD 2,95). A comida estava excelente e o kimchi (acelga temperada) que veio no acompanhamento estava muito bom! De lá caminhei por 20min até o ROYAL ONTARIO MUSEUM. Entrei usando o City Pass, mas tive que pagar CAD 3 para deixar minha mochila no guarda volumes. O Royal Ontario Museum é enorme e bem diversificado. Tem uma ala dos dinossauros, mamíferos e outros animais. Uma ala de arte oriental, mais especificamente Japão, China e Coreia. Depois uma sessão com arte da Europa e África (com uma ala exclusiva para o Egito) Havia também várias atrações interativas para crianças. ROYAL ONTARIO MUSEUM ARTE COREANA Deixei o museu e peguei e peguei o streetcar (CAD 3,25) de volta ao centro. Tinha combinado de encontrar minhas anfitriãs num pub perto do apto. Tomei uma Stella Artois (CAD 6,50) e ficamos conversando até umas 20h30. Voltamos pro apto, dei uma descansada e umas 23h chamei um UBER para a rodoviária (CAD 11,50). A rodoviária de Toronto é pequena e bem acanhada. Pra falar a verdade nem parece um terminal de transporte de uma cidade grande. Comprei um suco de maçã (CAD 3) e às 0h30 estava pegando meu ônibus para Ottawa. Distância percorrida no dia: 14km Dinheiro gasto no dia: CAD 53 Fim de Toronto. Próximo relato: OTTAWA.
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    Relato de uma viagem feita sozinho durante 58 dias no México entre os dias 02/05 e 28/06/2019. Muitas das informações aqui apresentadas já foram em parte compartilhadas no meu Instagram de viagens criado há pouco tempo: https://instagram.com/viajadon_/ Obs.: os preços informados são em peso mexicano. PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS: Cidade do México, Teotihuacan, Tepotzotlan, El Tajín, Papantla, Huasca de Ocampo, Mineral del Monte, Bernal, Querétaro, Jalpan, Huasteca Potosina, San Luis de Potosí, Real de Catorce (local mais ao norte), Guanajuato, San Miguel de Allende, Puebla, Atlixco, Cholula, Zacatlán, Chignahuapan, Cuetzalan, Orizaba, Oaxaca, Chiapa de Corzo, San Cristóbal de las Casas, Comitán de Dominguez, Laguna Miramar, Toniná, Palenque, Bacalar, Tulum, Cobá, Isla Mujeres, Holbox, Valladolid, Ek Balam, Las Coloradas/Río Lagartos, Chichén Itzá/Pisté, Mérida, Uxmal/Ruta Puuc. MAPA GERAL COM PONTOS DE REFERÊNCIA: - Local mais ao norte: Real de Catorce - Local mais ao "sul" (próximo da Guatemala): Lagos Montebello (em passeio partindo da cidade de Comitán Dominguez) Mapas interativos: https://drive.google.com/open?id=1fd9QocEx5PbMuHYldzdv9zf3LNjCAXjF&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=1XZ6l1GJdttfU1UDeC8xXpW1izBhMntlK&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=18fij8kYrSgXfXdRvMRBA5e3Jdq3ADbYQ&usp=sharing Arquivos Kmz: México - Estados de Hidalgo, Querétaro, San Luís Potosí, Guanajuato e cidades de interesse em Michoacan.kmz México - Estado do México, Veracruz, Puebla e Oaxaca.kmz México - Estados de Chiapas, Yucatan e Quintana Roo (sulleste).kmz ITINERÁRIO RESUMIDO: Planilha editável: Tabela de deslocamentos - realizado (espaçado).docx INFORMAÇÕES BÁSICAS POVO - Os mexicanos são muito acolhedores, honestos e simpáticos com o turista brasileiro de forma geral. - No país encontrará pessoas falando outras línguas, além do espanhol, como nahuatle (em El Tajín e em pueblos do estado de Puebla) e tsotsil (San Cristóbal de las Casas) e outras línguas da família maia. CÂMBIO - Não leve reais e muito menos leve pesos mexicanos comprados aqui no Brasil! - Apesar de ter lido em um relato que o euro era mais vantajoso do que o dólar na conversão para pesos mexicanos, não verifiquei isso em nenhuma casa de câmbio. Sendo assim, o conselho é levar dólares. - Melhores cotações ao longo de toda a viagem nas casas de câmbio do Terminal 1 do Aeroporto. Atenção que o seu voo chegará no Terminal 2, onde as casa de câmbio oferecem cotações menos favoráveis. Para ir ao 1 procure pelo Aerotrem (trem de conexão entre os terminais). Ao chegar no túnel de acesso ao Aerotrem, te pedirão a sua passagem. Informe que você acabou de chegar de viagem e que quer ir às casas de câmbio (deu certo comigo e acho que geralmente dá com qualquer um). - Nos mercados da rede Soriana (há em várias cidades do México) é possível pagar em dólar e receber troco em pesos por uma excelente taxa de conversão (troco a $18,80 enquanto em casa de câmbio estava a $18,25). PREÇOS - O México em geral é mais barato do que o Brasil. O preço de artesanato é absurdamente barato e os de transporte, hospedagem, alimentação e transporte serão discutidos nos tópicos a seguir. TRANSPORTE - O México é muito bem atendido por linhas de transporte. Mesmo entre cidades pequenas no interior costuma haver transporte regular (geralmente kombis) e entre várias cidades, há opções de ônibus executivos confortáveis do grupo de empresas da ADO, da Futura ou do grupo da Estrella Blanca, com preços mais ou menos correspondentes aos praticados no Brasil. - Para se locomover entre cidades do circuito turístico nos estados ao norte da Cidade do México (até San Luis de Potosí) ou entre a Cidade do México e Puebla ou Oaxaca, encontrará opções mais econômicas no Bla Bla Car (app de compartilhamento de carona). No app, muitas vezes a viagem sai por um terço do preço dos ônibus regulares e além disso, vc ainda pode conhecer pessoas massa, como aconteceu na viagem até Querétaro, em que conheci dois mexicanos e um belga super "chidos", que depois ainda tomaram uma cerveja comigo. - Para viajar para alguns pueblos, muitas vezes haverá apenas opção de colectivo (kombi ou van) ou em caso extremos haverá apenas opção de caminhão (pau de arara), como entre Laguna Miramar e Ocosingo. Às vezes a única opção de transporte regular (nos dois sentidos da palavra) pode ser também a carroceria de uma camionete, como para visitar Toniná partindo de Ocosingo. - Uma forma bastante popular de se viajar, especialmente em ou entre cidades pequenas é o táxi coletivo. São basicamente táxis que circulam meio que como vans ou ônibus pegando mais de um passageiro. Em algumas situações colocam até 5 passageiros, sendo dois na frente (sim, há um banco adaptado em cima do freio de mão 😂). - O transporte dentro das cidades costuma ser muito barato (ex. metrô a $5 na Cidade do México). Dicas para economizar: a) cheque o Bla Bla Car antes de comprar passagens de ônibus; b) nos estados de Chiapas, Campeche, Quintana Roo e Yucatán, verifique sempre se há opção de colectivo, além do ônibus (é mais desconfortável, mas às vezes muito mais em conta e com saídas mais frequentes); c) sempre quando for comprar passagem de alguma empresa do grupo ADO (OCC, AU e a própria ADO), cheque o site com 2-3 dias de antecedência, pois geralmente há cotas promocionais que reduzem o preço em até 40-50%; e c) ao comprar passagem em terminal rodoviário, cheque sempre se não outra empresa que faz o percurso, pois geralmente o atendente te informará apenas a com horário de saída mais próximo. Geralmente há outra empresas com ônibus simples, sem banheiros, porém com poltrona confortável, que fazem o mesmo trajeto das empresas mais caras. HOSPEDAGENS - O México é um país barato para se viajar. Peguei alguns hostels de boa qualidade com preços absurdamente baratos, como $85 com café da manhã no Torantelo em San Cristóbal de las Casas ou $30 no Lucky Traveller em Tulum. 🎉 De forma geral, encontrará bons hostels entre $120 e $240 na maior parte das cidades. - Em alguns pueblos e cidades menos turísticas pode ser que não encontre hostels. Neste caso, confira o Airbnb se quiser reservar com antecedência. ***Para fazer a sua primeira reserva pelo Airbnb, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄) https://abnb.me/e/lJ7ccVuYnZ - Dica importante: caso esteja viajando em baixa temporada, sem muita preocupação com disponibilidade de hospedagens, deixe para pagar a diária do hostel a cada novo dia, sempre conferindo o preço no Booking. Direto aparecem promoções de diária para o local onde vc já está hospedado. Essa é a regra, porém quando o valor já está absurdamente barato ao se reservar inicialmente, pode ser melhor reservar logo por vários dias, com atenção a alterações nos valores das diárias por este maior período. ***Para fazer a sua reserva pelo Booking, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄) https://booking.com/s/67_6/andes019 p.s.: Ao final do relato, encontrará a lista de todas as minhas hospedagens. COMIDAS E BEBIDAS - É bom ter um glossário de comidas mexicanas! Muitas coisas são bem parecidas. Às vezes só de acrescentar um item em alguma coisa, esta já recebe outro nome. - Ser vegetariano no México às vezes é um pouquinho complicado se você não está na pilha de fazer sua própria comida. - Comidas de rua e refeições em mercados (tipo os nossos mercados municipais) são bem econômicas e em geral os restaurantes chiques custam menos do que muitos restaurantes razoáveis do Brasil. - Um outro atrativo do México para mim são suas simpáticas padarias. Muitas delas vendem apenas opções de pães doces com preços geralmente super em conta! Em Orizaba, por exemplo, paguei $5 (!) por três tipos diferentes de pães doces. - Pimenta! 🌶️ Sim, os mexicanos realmente amam pimenta. Tudo o que você pede pode levar pimenta no seu preparo, até mesmo uma raspadinha de gelo ou frutas no copo. É comum também ter à disposição molhos de pimenta verde ou vermelho de preparo próprio. Caso vc não curta pimenta, relaxa que geralmente as comidas não vêm apimentadas da cozinha (exceto o "mole" ou alguns pratos típicos que são feitos à base de pimenta), mas é sempre bom perguntar. - Outra coisa interessante é que nos menus (combos de comidas), o arroz às vezes pode vir como opção de segundo prato, após a entrada (geralmente uma sopa ou caldo) e antes do prato principal. - Ah, e esqueça o tradicional arroz nos pratos. Os mexicanos muitas vezes usam as tortillas como base dos seus pratos. Às vezes quando o prato vem com arroz, eles inclusive misturam o arroz com o acompanhamento e colocam na tortilla. hahaha - Há diversos tipos de antojitos (classe do comidas dos tacos e quesadillas). Tive dificuldade para diferenciar um de outro algumas vezes, mas tranquilo, já que os próprios mexicanos quando questionados sobre as diferenças fazem confusão. hahahaha - Em relação à bebida, o preço da cerveja é mais ou menos o mesmo do Brasil (aqui é um pouco mais barato). Uma garrafa de 1,5 L de água custa geralmente entre $9 e $14. Refrigerante eu não lembro, mas dado o alto consumo mexicano (mais do que 6x a média mundial), acho que é bem barato. - Os mexicanos também são doidos por suco! Nas ruas geralmente há várias banquinhas de suco. Na verdade, o suco lá geralmente é feito com fruta em infusão durante um bom tempo e se chama "agua (de sabor)". Já os sucos de pura fruta, sem adição de água, que são chamados de "jugo". - Outra coisa que os mexicanos amam é tamarindo. Há inclusive um preparo tipo uma calda muito popular à base de tamarindo e pimenta, chamado "chamoy", que eles usam em diversos alimentos. Os doces feitos com a fruta, especialmente os picantes, são deliciosos! 🤤 - Paleta! Sim, o termo "paleta" não é invenção de empreendedor brasileiro. Os picolés mexicanos realmente se chamam "paletas". Os de fruta são deliciosos! Mesmo aqueles baratinhos de carrinhos de rua são super saborosos. Eu costumava curtir mais as paletas de fruta (especialmente as com pimenta) do que os sorvetes ("helado" se for à base de leite ou "nieve" se for à base de água). Bem acho que é isso... segue aí uma listinha de coisas que comi ou bebi com um breve comentário: - Camote - doce de batata doce vendido em Puebla - Cemita - pão tipo "brioche" (desses com gergelim usados para sanduíches). Também é o nome do sanduíche em si, muito popular em Puebla, o qual leva carne de porco, queijo, abacate e pode levar pimenta. É bom, mas é só um sanduíche em torno do qual o povo local cria todo um "hype". - Chalupas: massa de milho frita recoberta depois com um molho e ingredientes a gosto. Parece com salbute. - Chamoyada - raspadinha de gelo com pimenta - Chapulines - grilos - Chicatanas: formigas - Elotes e esquites - milho com limão, pimenta, maionese e queijo. Esquites é a versão com o milho no copo. Uma delícia! - Flor de calabaza - flor de abóbora refogada. É bem gostosa e geralmente é servida em tortillas. - Gordita - tem a versão de nata, que é tipo um pãozinho doce feito à base de nata e que pode ser recheado com geleias, doce de leite ou nutella. Tem a versão salgada que é massa de milho frita e recheada. Ambos eu achei bem gostosos. - Habas - favas grandes salgadas, vende-se em lugares que tbm vendem amendoim - Huaraches e sopes: para mim são iguais, mas têm um formato diferente. Tortilla de milho, com feijão, alface e queijo. - Huazontle - empanado recheado com queijo feito com uma folha fibrosa (o próprio huazontle) que se parece brócolis . Não curti muito! - Huitlacoches - fungo que dá no agave. Uma delícia nas tortillas. - Memela: massa de milho frita coberta com feijão e molho verde ou vermelho. O que eu comi perto do Balneario Axocopan em Atlixco foi o antojito mais gostoso de toda a viagem. - Molletes - pão com queijo, tomate, alface, que lembra uma bruschetta. - Molote - tipo de antojito frito parecido com quesadilla. Gostoso! - Nopales - folha de palma mto negligenciada aqui no Brasil, mas super populares no México. São servidas em antojitos ou em pratos. Eu adoro! - Palanqueta - parecem barrinhas de cereais feitas com semente de amaranto. Eu acho gostosas. - Pan de espelon: tamal com feijão preto e lomitos (carne assada). Muitooo bom! Popular em Yucatan. - Panucho: taco com feijão colado frito em óleo de banha de porco. Leva em cima alface, tomate e abacate no caso do pedido sem carne de porco. Bem gostoso! Popular em Yucatan. - Papadzules: parecem panquecas recheadas com ovo duro e com molho de tomate por cima. Não curti muito! Popular em Yucatan. - Pipián - molho a base de semente de abóbora. Popular em Cuetzalan. - Polcanes: espécies de bolinhos de milho fritos recheados com carne de porco desfiada. Não curti! Popular em Yucatan. - Relleno negro: parece um caldo feito com carne de perú, com tomate, feijão adocicado, salsa e queijo. Sabor forte. Muito gostoso! Popular em Yucatan. - Salbute: parece o panucho, mas não se coloca o feijão na hora de fritar - Sopa de lima: sopa rala de frango, com tomate, cheiro verde e lima - Tamal chachacua: tamal feito enterrado em chão com pedras quentes, geralmente recheado com carne de porco e frango. Muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal de macalun: com hoja santa, semente de abóbora. Muitooo, muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal vaporcito: feito no vapor. Gostoso.Popular em Yucatan. - Tlacoyos de requesón - um dos antojitos mais gostosos que comi. São encontrados na Cidade do México. - Tlayuda - massa de milho verde frita com cobertura de feijão e outras coisas que são vendidas nas ruas de Cidade do México. Essa eu achei ruim. Já a tlayuda de Oaxaca são gostosas, parecem tortillas grandes dobradas e recheadas com feijão, alface, abacate, tomate e queijo (e carne). Frutas: - Huaya: frutinha verde que parece pitomba, também conhecida como mamomcillo - Mamey: fruta grande cujo sabor lembra um pouquinho o de mamão. Achei deliciosa - Nanche: murici - Tuna: fruta do cactus que eu não curti Bebidas: - Atole - bebida feita a base de milho; a de cacahuate (amendoim) é uma delícia - Pozol: é uma bebida de milho com cacao parecida com o tascalate. É gostosa, mas é enjoativa. Há também a versão branca, com coco, que não achei gostosa. Popular nos estados de Chiapas e encontrada também em Quintana Roo e Yucatan. - Pulque: bebida alcoolica meio azeda feita a partir da fermentação do agave. Eu gostei da versão com fruta. - Rusas: bebida de água gaseificada ou refri de limão ou sangria com limão, pimenta e sal. É uma delícia! - Tascalate é uma bebida de chocolate feita a partir de uma mistura de milho torrado, chocolate, pinhão moído, achiote, baunilha e açúcar. Bem gostosa, mas o gosto é forte e enjoativo. Popular em Chiapas. - Tepache: bebida fermentada geralmente de abacaxi - Yolixpa: bebida alcoólica indígena a base de 23 ervas vendida em Cuetzalan. Achei gostosa. ROTEIRO DIA 1) BRASÍLIA - CIDADE DO MÉXICO De antemão, já deixo registrado que a Cidade do México é incrível, com diversas atrações interessantes. Se possível reserve ao menos uma semana para curtir a cidade. Ah, e se liga em duas coisas importantes: a) muito atrativos da Cidade do México (e de outras cidades) são fechados na segunda-feira; e b) a entrada em muitos museus é gratuita aos domingos. Bem, agora vamos ao relato. Comecei bem a viagem: sendo parado na imigração. Deve ter sido pq a atendente na triagem inicial me fez uma pergunta em espanhol rapidamente e eu não entendi, para não dizer que tenho cara de gringo querendo migrar para os EUA ou de narcotraficante árabe (e olha que minha barba tava curta). Fiquei um tempo aguardando e depois o funcionário que me atendeu fez uma chuva de perguntas: quanto tempo ia ficar, quanto dinheiro tinha, se já tinha viajado para outros países, qual meu emprego e salário, se tinha outro passaporte (estava com um novinho), se tinha visto pros EUA (perguntou duas vezes), quais minhas intenções no México, se conhecia alguém no país. Uma penca de perguntas. Acho que consegui me desvencilhar da encheção principalmente depois de mostrar o meu roteiro e a passagem de volta de Mérida a Cidade do México e depois para Brasília. Dicas para se dar bem na imigração: tenha seu passaporte antigo em mãos, passagem de volta impressa, tenha uma quantia considerável de dinheiro e se for empregado, leve o seu contracheque. Depois de uma hora e meia na migração, peguei minha mochila, fui ao terminal 1, troquei os meus dólares e euros (ver tópico câmbio mais acima) e peguei o metrô rumo ao hostel (relação das hospedagens ao final do relato). O metrô fica praticamente contíguo ao terminal 1, basta sair na porta mais à esquerda (olhando para a rua) e andar uns 200 m. Esse foi um dia basicamente de uma volta no Zócalo e conhecer a grandiosa catedral e de fazer o reconhecimento do centro histórico, caminhando meio que sem propósito até chegar na Plaza Garibaldi (praça que reúne vários barzinho e onde se concentram vários grupos de mariachis). O Zocálo citado por si só já é uma grande atração. É comum ver apresentações de grupos de dança mexica, jogo de pelota e nos finais de semana há uma movimentação louca de gente com vários vendedores e pessoas com trajes indígenas benzendo e defumando quem tiver interesse. DIA 2) CIDADE DO MÉXICO Dia de caminhar para caramba (bem uns 17 km)! Primeiro fui de metrô até a Universidade Nacional do México - UNAM, onde visitei primeiramente o Museo Universitário de Arte Contemporáneo. Lá estava rolando uma exposição do Ai Weiwei, que fazia um paralelo entre a destruição de patrimônio histórico chinês e o assassinato em massa de estudantes mexicanos em Iguala em 2014 promovido por cartéis em parceria com forças paramilitares e polícias. Pesado! Em seguida peguei um ônibus gratuito interno no campus com destino à Reitoria e à Biblioteca (com direito a pulinho no MUCA - Museo Universitario de Ciencia y Arte...vale a pena se tiver com tempo sobrando). Depois segui caminhando até o Museo Soumaya Plaza Loreto. Após a visita segui até o Museo El Carmen, passando no caminho pelo Mercado Melchor Musquiz (recomendo demais todo esse trajeto a pé). Depois iniciei o que seria um trajeto super agradável pela região de Coyoacán, com belas ruas e praças. Primeiro fui ao parque Viveros (dispensável no roteiro), passando pela charmosa Fonoteca Nacional, e segui até a movimentada e agradável praça da Igreja San Juan Baptista (adorei o clima desta parte da Cidade do México e recomendo demais ir no final da tarde!). Por fim, fui no ótimo Museu Nacional de Culturas Populares e dei um rolê no bairro caminhando até a entrada do Museu da Frida. Nesta última parte do trajeto, há várias barraquinhas de comida para matar a fome. - Museu Universitário de Arte Contemporáneo: museu com excelente estrutura com exposições temporárias interessante (como a do Ai Weiwei). Entrada $40 - quinta-feira a sábado e $20 quarta e domingo. Segunda e terça não abre. - Reitoria e Biblioteca da UNAM: possuem lindos e grandiosos painéis dedicados à cultura mexicana. São tantas informações nestes painéis que há algumas visitas guiadas para apresentá-los. - Museo Soumaya Plaza Loreto: (atenção que já mais de um Soumaya!) o museu está inserido em um complexo com diversos restaurantes e em que frequentemente há apresentações de música e feiras temáticas. O museu em si têm uma coleção de peças artísticas de calendário, exposição sobre 100 anos da Constituição mexicana, pinturas do séc XVII e XIX e alguns artefatos da história da fotografia no país. Particularmente, achei legalzinho, mas acho que é dispensável. Entrada gratuita. - Museo El Carmen: antigo convento que abriga algumas múmias. Visita interessante! Entrada $60. - Fonoteca Nacional: local charmoso e agradável para quem está de bobeira, com tempo de sobra. Entrada gratuita. - Museu Nacional de Culturas Populares: grande museu com boa coleção e ótimas exposições temporárias. Curti demais! DIA 3) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê por atrações no Centro Histórico. - Templo Mayor: o coração da sociedade mexica (erroneamente chamada de "asteca") de Tenochtitlan, que continha em seu centro uma grande pirâmide de mais de 40 m de altura dedicada às cerimônias com sacrifícios humanos. A visita ao Templo Mayor contempla um museu incrível com diversos artefatos mexicas. Entrada $75. - Palácio Nacional: com belo interior e 10 painéis de Diego Rivera. Vale a pena fazer a visita guiada passando pelos painéis. Entrada gratuita - Museu Nacional de Arte do México: belo prédio com uma grande coleção de artistas dos séculos XVIII e XIV (para mim, é o tipo de arte que depois de uma tempo cansa, mas vale a pena a visita). Entrada $60. - - Torre Latinoamericana: na década de 50 esteve entre um dos 50 prédios mais altos do mundo. Tem uma incrível vista panorâmica e um museu legalzinho com a história de algumas estátuas espalhadas na cidade. Entrada $110 (cara demais!) DIA 4) CIDADE DO MÉXICO Mais um dia de rolê na parte central da Cidade do México. Segue abaixo a relação dos locais visitados e como não teria mais tempo depois para conhecer outros atrativos nessa parte central, fica o registro de ainda faltou conhecer a Secretaria de Educação, que tem vários painéis de Diego Rivera; o grandioso Museo Memoria y Tolerância; Museu de la Ciudad de Mexico, Museo de Las Culturas e vários outros museus na região. - Palácio Postal: do ladinho do Museu de Bellas Artes. Acaba passando batido na visita de muita gente, mas é um prédio com um interior maravilhoso. - Museu de Bellas Artes: incrível tanto por fora pela sua grandiosidade arquitetônica quanto por dentro, com exposições temporárias maravilhosas e os painéis de Diego Rivera, Rufino Tamayo, David Alfaro Siqueiros, e José Clemente Orozco. Entrada $70. - Museu Painel Diego Rivera: abriga um grande painel do artista, com placas informativas sobre o que representa cada figura exposta. Entrada $35. VID_20190505_135126.mp4 - Teatro de la Ciudad Esperanza Iris: teatro lindo em que eu pude ver uma bela apresentação de marimbas do Mario Nadayapa Quartet e convidados (a quarta postagem no Instagram é sobre este rolê especial). DIA 5) CIDADE DO MÉXICO/TEOTIHUACÁN Dia longo iniciado dividido em três partes: 1) visita a Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas e em seguida caminhada pelo interessante bairro onde se situa o sítio até a estação de metrô Tlatelolco; 2) deslocamento até Teotihuacán e visita de todo o sítio arqueológico; e 3) retorno à Cidade do México com visita à Biblioteca Vasconcelos, Kiosko Morisco e uma cervejinha artesanal boa no barzinho Estanquillo El 32. Parte 1) Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas: Tlatelolco foi um importante centro da civilização mexica, onde se desenvolveu um rico comércio e relações de intercâmbio com Tenochtitlan. Atualmente assim como o Templo Mayor, possui apenas vestígios, como corredores e bases das pirâmides, que testemunharam a destruição espanhola, aqui representada pelo convento franciscano (erguido em 1537) e Templo de Santiago Apostol (1609). A terceira cultura representada seria a do México contemporâneo, com construções como a da Secretaria de Relações Exteriores, que atualmente abriga um museu em memória aos estudantes que foram massacrados pelo Estado mexicano na praça durante uma manifestação em 1968 (até hoje não se sabe o número exato de mortos, girando entre 300 e 400). Parte 2) Teotihuacán: destino básico em qualquer viagem à Cidade do México. Fica a aproximadamente 1h30 de ônibus da Cidade do México, mais exatamente da estação de ônibus Autobuses del Norte. Não há a menor necessidade de ir em tour para esse sítio arqueológico. Basta pegar um metrô até a referida estação e depois comprar a passagem na loja da empresa Teotihuacán, que fica no final do lado esquerdo . A passagem custa $104 pesos ida e volta e ônibus sai a cada meia hora mais ou menos. Teotihuacán começou a ser desenvolvida aproximadamente a 200 a.C. Teve o seu apogeu entre os séculos II e VI, chegando a ter aproximadamente 175 mil habitantes. Depois entrou em declínio e por volta de 750, a sua estrutura social já havia sido extinta. O nome Teotihuacán na verdade foi dado pelos mexicas, séculos depois do seu declínio. Ainda não se sabe qual o nome original da civilização, que construiu o complexo de pirâmides, entre as quais se destacam a enorme Piramide del Sol, com 65 m de altura, e a Piramide de la Luna, geralmente visitadas por todas as pessoas. Porém o Templo Quetzacoatl, situado no sentido oposto da Piramide de la Luna na desembocadura na Calzada de los Muertos, também é uma visita fundamental pela sua riqueza arquitetônica (foto abaixo com esculturas nas pirâmides). Dica para conhecer bem o sítio: recomendo ir com pelo menos 3h livres para fazer todo o trajeto. Leve muita água, chapéu e não economize no protetor solar porque o sol lá é de rachar. E por último: as lojinhas de lá vendem coisas mais ou menos pelo mesmo preço de mercados da Cidade do México. Parte 3) - Biblioteca Vasconcelos, uma biblioteca pública em que qualquer pessoa, inclusive estrangeiros, pode pegar livros emprestados para consulta local e pessoas registradas podem fazer empréstimos por 21 dias. A biblioteca é enorme e sua arquitetura é arrojada. Foi criada em 2006, conta com mais de 575 mil livros e é uma das mais frequentadas da América Latina. - Kiosko Morisco, que fica no agradável e charmoso bairro de Santa Maria de la Ribera. É uma construção bem bonita em ferro e madeira desmontável, que foi criada em 1884 para uma exposição internacional em New Orleans. O Kiosko fica bastante cheio no final da tarde, quando muitas pessoas o frequentam para dançar, praticar atividade física ou relaxar. O caminho da estação de metrô até a biblioteca pela rua Mosqueta é um atrativo à parte com os seus prédios grafitados. E quem curte cerveja artesanal, recomendo ir num barzinho que se chama Estanquillo El 32, que fica perto do Kiosko. Super recomendo pelo atendimento (troquei várias ideias com o dono), pelo ambiente acolhedor e pela diversidade de cervejas! DIA 6) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê em Chapultepec. A região é meio que um grande parque e reúne algumas das melhores atrações da Cidade do México, entre elas a mais incrível para mim: o Museu de Antropologia. Se vc estiver hospedado perto do Zócalo, vale a pena ir caminhando pelo Paseo de la Reforma até a região, curtindo os prédios modernos ao longo da avenida. Seguem os atrativos visitados: - Museu de Antropologia: puta que pariu que museu sinistro! O museu mais incrível que já visitei na vida. Logo na entrada, vc dá de cara com um guarda-chuva lindo (foto 4),mas, apesar da arquitetura imponente, o grande destaque está na sua coleção distribuída ao longo de 53 salas. Diversos artefatos de diferentes culturas pré-hispânicas com destaque para o calendário asteca, que na verdade não é um calendário e é melhor chamar aquele povo de "mexica". Toda essa coleção se encontra no térreo e nas salas no subsolo. Há ainda um primeiro andar dedicado aos povos indígenas atuais. Eu cheguei às 16h30, peguei a explicação da guia do museu e acabou que tive só 1h30 para percorrer tudo por conta própria. Claro que faltou um monte de coisas e o primeiro andar eu basicamente ignorei por falta de tempo. Dá para ficar um dia todo facilmente no museu. Entrada 10h às 19h, $75. - Castelo/Museu Nacional de História: um belo castelo, construído entre os anos 1778 a 1788. Tem uma coleção sobre a história da Nova Espanha e muitos quartos abertos para visitação, além de um belo jardim e uma vista incrível do Paseo de la Reforma. Entrada 9h às 17h, $75. - Museu de Arte Moderna: ótimo museu com esculturas na parte externa e três alas internas, uma dedicada a uma exposição temporária, outro para artistas modernos e a última dedicada aos grandes nomes da arte do México, como María Izquierdo, Orozco, Diego Rivera, Frida e outros. Tem visita guiada às 12h e 13h. Vale muito a pena! Entrada de 10h às 17h, $75. Muitas coisas?! Pois é, ainda faltou conhecer na área: Museu de História Natural, Museu Tamayo e quatro centro culturais. E depois de tudo isso ainda curti uma luta-livre à noite no Arena México. A arena tem uma putaaa estrutura e eu achei massa a experiência de assistir à luta. Para mim é basicamente mim é uma dança acrobática, muito bem ensaiada de caras fortes (espero que os fãs do esporte não leiam isso hahaha). Os mexicanos deliram com as lutas, tanto que são até transmitidas na TV para o grande público. Confira os ingressos em site de venda, pois eu acho que sai mais em conta do que pagar na hora. A cadeira que peguei custou $140 na hora (era a segunda categoria mais barata). DIA 7) CIDADE DO MÉXICO/TEPOTZOTLAN A cidade é um pueblo mágico com várias construções antigas em cor ocre e vermelho. Fica a quase 40 km da estação de metrô Autobuses del Norte na Cidade do México. Para chegar lá é fácil: pegue um metrô até a referida estação e depois pegue um ônibus (camion) da empresa Autora na plataforma (andén) D lado norte. Acho que saí a cada 30 min . Apesar da cidade ser próxima, as condições de trânsito fazem com que a viagem dure mais de 1h. Passagem: $20 O ônibus vai te deixar bem no centro da cidade. Ali está a sua maior atração: o Museu del Virreinato. Logo mais eu falarei dele. Antes vou explicar o que é um pueblo mágico, já que isso aparecerá várias vezes por aqui. Pueblo mágico é uma cidade credenciada pela Secretaria de Turismo, que oferece aos visitantes uma experiência mágica, devido ao seu folclore, culinária, patrimônio arquitetônico e artístico, relevância histórica e hospitalidade. Atualmente são 83 pueblos mágicos registrados no país. Dito isso, vamos às atrações: - Arcos del Sítio (Acuedutos de Xalpa): a 30 km do centro da cidade fica o incrível aqueduto formado por um conjunto de arcos 43 arcos, 61 m de altura e 438 m de comprimento que teve sua construção iniciada no séc XVII e finalizado apenas em 1854. Foi considerada a maior obra do tipo na época. É possível ir de táxi ($150 a 250) ou ônibus ($16). Optei por esta opção. Vi em fóruns que só havia uma opção de ônibus até lá, o com destino a San José Piedra Gorda, com apenas 3 horários de saída ( 8h, 12h, 16h). Lá descobri que havia outra opção com destino a Cabanas Dolores, mas com parada mais longe (20 min de caminhada). Acabou que eu peguei o San José já às 13h. Demorou 1h para chegar lá por conta da estrada. Chegando perguntei ao motorista quando haveria um para voltar e ele me disse que em 40 min. Me programei para voltar neste tempo, para não correr riscos. - Museu del Virreinato: caramba, que museu em um dos complexos religiosos mais incríveis que já visitei na minha vida. Abrange o antigo Colégio Franciscano San Francisco Javier, com construção iniciada em 1580, e a incrível igreja anexa. Considere 2h pelo menos para a visita porque são várias salas com esculturas, pinturas e fachadas de tirar o folego. Por fim, recomendo almoço no mercado perto da praça central. DIA EL TAJÍN E PAPANTLA Esse foi um dia de rolezão enorme. Primeiro acordar cedinho para estar no metrô às 5h e tentar pegar o ônibus com destino a Poza Rica de 6h para uma viagenzinha de 5h de duração. Depois pegar outro ônibus até El Tajín (40 min). El Tajín é um sítio arqueológico que tem como pirâmide de maior destaque a Pirâmide dos Nichos. Acredita-se que começou a ser construída no século I e que foi ocupada até o século XIII, tendo seu apogeu entre os anos 800 e 1100. Foi a capital do povo totonaca. Possui um grande número de campos para o jogo da pelota, 17 no total. Acredita-se que tinham importante função na estabilidade social. A entrada custa $75 e o passeio completo pelo complexo Duran entre 1h30 e 2h. Na frente do sítio tem uma apresentação da Danza de los Voladores (vídeo), que surgiu na região como uma cerimônia relacionada no início da primavera para garantir uma boa colheita. Consiste em uma marcha dos dançarinos até o mastro, depois uma série de movimentos em torno dele ao som de flauta e tambor e depois sobem e fazem mais uns movimentos antes de se arremessaram para executar 13 voltas em torno do mastro. Eu peguei só um pedacinho da apresentação, que tem cerca de 25 min de duração total, mas não liguei muito para isso, pois depois veria a apresentação em Papantla, onde se localiza o maior mastro para a dança do México (37m de altura). Fui para Papantla em um táxi coletivo ($20). A cidade tem um centro movimentado no qual se destaca a sua igreja e ao fundo o Momento al Volador. Acabou que eu não consegui assistir à dança porque aconteceria apenas às 17h e eu tinha que pegar um táxi coletivo a Poza Rica e em seguida um ônibus às 18h com destino a Pachuca, onde me hospedaria para visitar Huasca de Ocampo e Mineral del Monte. Nesta viagem a Pachuca, tive uma grata surpresa com a bela paisagem montanhosa ao longo do caminho. DIA 9) HUASCA DE OCAMPO E MINERAL DEL MONTE Huasca de Ocampo e Real del Monte (ou Mineral del Monte) são dois charmosos pueblos mágicos próximos de Pachuca, uma cidade de porte médio no estado de Hidalgo a aproximadamente 90 km da cidade do México. Para chegar em ambas as cidades, basta pegar uma van em Pachuca no mercado Benito Juarez. Fui primeiro a Huasca (50 min de viagem e passagem a $29). Ao chegar na última parada (Hacienda San Miguel Regla), eu e outras duas passageiras negociamos com o motorista para nos deixar nas Prismas Basalticas por $20 a mais. As Primas são consideradas uma das 13 maravilhas naturais do México. É um conjunto de colunas de basalto com até 40 m formadas pelo resfriamento da lava vulcânica em contato com a água. Realmente a formação em si é fantástica, mas PQP quantas intervenções artificiais no local! Restaurante na beira do leito do rio, leito pavimentado até a cascata e o pior: a própria cascata é formada por água canalizada! Difícil de saber como ela era no passado. Tudo isso acaba tirando em muito a sua beleza. Beta para não pagar absurdos $100 de entrada nas Prismas: caminhe pela calçada na rua lateral aos Prismas. Uma hora o muro vai ficar mais baixo e vai ter uma janela onde se pode observar as cachoeiras. O único problema é que assim vc não terá a vista da Hacienda Santa Maria Regla de cima como na foto abaixo. A 600 m das Primas, está a Hacienda Santa María Regla, para mim o ponto alto de Huasca. A Hacienda, que atualmente é um hotel, no século XVIII foi dedicada ao beneficiamento de ouro e prata e foi um das haciendas mais imponentes do mundo. É um lugar incrível, com um bela capela e uma série de túneis, salões e quartos que serviram para diferentes propósitos no passado. Conta ainda com uma bela cachoeira formada pela desembocadura do mesmo rio que forma as Prismas Basálticas. Reserve pelo menos 2h para percorrer todos os seus túneis e ir até a cachoeira. Entrada $85. Acho que vale a pena contratar um guia (não fiz isso e fiquei muito perdido). Outro local destaque é a Hacienda San Miguel Regla. Assim como a anterior, hoje tbm é um hotel. Já está bastante descaracterizada, mas a visita ainda vale pela bela estrutura na orla do lago. Entrada $50, passeio de 50 min. Depois de conhecer esses locais, fui curtir o centro de Huasca. Em seguida peguei uma van até Real del Monte. Real del Monte é uma cidadezinha simpática, muito visitada por turistas mexicanos. Tem um centrinho legal e muitas lanchonetes de pastes (espécie de pastel de forno delicioso). Recomendo não deixar de comê-los na visita à cidade. Recomendo também conhecer a Cerveceria La Viscaina e tomar um dos seus chopps artesanais e trocar uma boa ideia com o seu dono super gente boa. Pude conferir que há van de volta de Mineral a Pachuca pelo menos até 21h (passagem a $11,50). DIA 10) BERNAL E QUERÉTARO Cheguei na rodoviária de Querétaro e já fui direto a Bernal. Para ir ao pueblo, basta pegar ônibus da Coordenados no edifício B da rodoviária (preço $49) com saída a toda hora. Na volta, o ônibus sai de hora em hora com último às 18h ($51). O pueblo mágico de Bernal é bem bonitinho e tem como sua maior atração a Peña de Bernal, um monolito de 433 m de altura, um dos mais altos do mundo, considerado uma das 13 maravilhas naturais do México (mais uma!). É possível subir até próximo do topo da Peña, sem equipamentos de escalada. A subida é um pouco cansativa e inclinada em algumas partes, tendo uma duração de 40 min a 1 hora. Depois de conhecer Bernal, retornei a Querétaro (detalhes da cidade no próximo tópico). DIA 11) QUERÉTARO Querétaro (Santiago de Querétaro) é a capital do estado de mesmo nome. É uma cidade de médio porte (mais de 700 mil habitantes), localizada a 180 km da Cidade do México. Possui um centro histórico lindo e vibrante (pelo menos nos finais de semana), que foi decretado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1996. Os melhores rolês na cidade são: a) andar pelas suas ruas, algumas delas exclusivas para pedestres, apreciando as fachadas dos edifícios e as belas praças; b) entrar em cada uma das suas igrejas, com destaque para o templo de Santa Rosa de Viterbo e Templo de la Merced, o qual se destaca pelo seu belo interior; e c) ir até o mirador do aqueduto para apreciar essa grande obra arquitetônica. Fui tbm em três museus na cidade. O primeiro deles, o MACØ (Museu de Arte Contemporânea), tem uma coleção legal que eu curti bastante (entrada gratuita). O segundo foi a Casa de la Zacatecana, que é simples, mas é legal para ver como eram as casas da elite do século XVIII (entrada $45). O terceiro foi o Museo Regional de Querétaro, que eu esperava mais da sua coleção, mas é interessante pela sua arquitetura, com pátios com fontes e chafarizes, e pelo seu histórico de ocupações com diferentes propósitos (entrada $60). DIA 12) JALPAN E XILITLA Dia de sair de Querétaro e ir até Ciudad Valles, passando por Jalpan e Xilita. Primeiro peguei um ônibus econômico da empresa Vencedor até Jalpan ($270, enquanto nas outras empresas era $400). O caminho é feito por estradas sinuosas, passando por barrancos profundos e paisagens da Sierra Gorda de tirar o fôlego. Jalpan, seria a princípio apenas um local de passagem, mas depois de ver uma bela reprodução da fachada da sua igreja, Misión de Jalpan, no Museu Regional de Querétaro, me deu uma grande vontade de conhecê-la. A igreja, construída por franciscanos entre os anos 1751 e 1758, realmente tem uma fachada barroca linda em que está representada a busca pela fé. O seu interior ao contrário é bastante simples. Para conhecê-la, desça do ônibus na parada perto do centro. Depois da igreja, peguei um táxi colectivo até o terminal, onde peguei um ônibus da Vencedor até Xilitla (2h de viagem). A cidade marca o início das minhas andanças pela Huasteca Potosina, uma região com várias cachoeiras lindas, dolinas profundas e cavernas. O meu interesse na cidade era apenas conhecer o Castelo Surrealista de Edward James (Las Pozas), um lugar com umas esculturas surreais (óbvio!) imersas na mata, escadas sem fim e ainda uma cachoeira lindíssima. Edward era poeta, artista plástico e foi mecenas de Salvador Dali e René Magritte. Conheceu Xilitla em 1945 e a partir de 1947 começou a criar orquídeas na propriedade que adquiriu. Depois de uma forte geada, em que perdeu toda sua plantação, decidiu começar a construir o castelo em 1962. Em 1984, ele faleceu, deixando a obra inconclusa. O Castelo é interessante, mas vou ser sincero que não correspondeu às minhas expectativas. Fiquei muito incomodado com as faixas coloridas bloqueando acesso, com os funcionários de colete no meio das esculturas e também fiquei um pouco frustrado com muitas das esculturas em si e com o excesso de pavimentação na parte mais natural. Acabei gostando mais da cachoeira do que das esculturas em si. O valor de entrada é $100 e o passeio dura pelo menos 1h40. Por fim, peguei um ônibus até Ciudad Valles ($143, 2h de viagem), a cidade que serviria de base para os meus passeio pela Huasteca Potosina. DIA 13) HUASTECA POTOSINA A Huasteca Potosina é a parte da região da Huasteca no estado de San Luis Potosí. Abrange 20 municípios. Já citei ela aqui quando falei do Castelo Surrealista. É uma região cheia de cachoeiras, cavernas, nascentes de rios de águas cristalinas e sótanos (dolinas - buracos profundos formados com o colapso da parte superficial do relevo). A melhor forma de conhecer a Huasteca Potosina é com carro próprio, pulando de cidade em cidade. Caso não possa alugar um, o melhor é se hospedar em Ciudad Valles e usar a cidade como base de apoio para os passeios. Muitos deles podem ser feitos sem agência. Como é o caso de todos abaixo, exceto Minas Viejas. No primeiro dia fui para o município de Tamasopo de ônibus ($128 ida e volta com a empresa Vencedor, 1h30 de viagem), onde conheci Puente de Dios e Cascadas de Tamasopo. Puente de Dios tem um poço lindo no qual desembocam cachoeiras e uma pequena gruta de água azul-turquesa. Para chegar lá, o táxi cobra $70 ou pode-se tentar uma carona. Já as Cascadas Tamasopo são duas cachoeiras: uma com uma grande parede e várias quedas d'água e outra mais simples, mas com um belo poço onde rola de fazer pêndulo ou saltar de trampolins. São bem bonitas e de fácil acesso a partir da cidade, mas tem uma intervenção humana pesada, com muita pavimentação, barragens e piscinas artificiais. VID_20190514_174348.mp4 DIA 14) HUASTECA POTOSINA Dia de conhecer conhecer Minas Viejas e Cascada El Meco de carona com amigos que fiz no hostel. Minas Viejas é bem afastada e não sei como seria o acesso por conta própria. É um complexo lindão de cachoeiras com bons poços para tomar banho. Já El Meco é uma cachoeira enorme, maravilhosa (!!!), em cidade (El Naranjo) acessível por transporte coletivo. No local há três opções de passeio: um de lancha até a base da cachoeira, outro que envolve saltar as cachoeiras acima do El Meco e outra que é um trekking até El Salto (um conjunto de poços acima no rio). Acabei optando pelos saltos de cachoeira, que foi bem legal e bonito, mas talvez eu recomendaria mais o passeio de lancha. Atenção: o último ônibus da cidade volta às 19h para Ciudad Valles. Acabei o perdendo, mas por sorte encontrei com duas amigas que conheci no dia anterior em Tamasopo e pude aproveitar uma carona de volta. DIA 15) HUASTECA POTOSINA E LAGUNA DE LA MEDIA LUNA No período da manhã, fui na Cascada de Los Micos, que fica pertinho de Ciudad Valles e é possível ir de táxi coletivo até lá ($30). Tem uma entrada paga, mas não é preciso desembolsar nada para conhecê-la. Basta descer por umas escadas que ficam no estacionamento onde o táxi te deixará e que cruzar a pista por baixo. Ao descer, vc verá a sequência de cachoeiras a partir de baixo. Depois volte pra pista e ande cerca de 700m até uma pequena central hidrelétrica. Logo depois da sua entrada de acesso, há umas escadas em que vc poderá descer e curtir a paisagem lindona mostrada em fotos abaixo. Foi um lugar que eu curti demais por ser mais natural e sem muitas intervenções como nos demais. Depois de curtir a Huasteca, peguei um ônibus até Rio Verde. O meu objetivo era conhecer a Laguna de la Media Luna, a cerca de 14 km da cidade. Para chegar lá, peguei um táxi colectivo até El Refugio ($14) e depois fui caminhando pela estrada rumo ao atrativo, pedindo caronas. Acabei andando bastante, mas consegui caronas em dois trechos, que me auxiliaram bastante a chegar no destino antes do anoitecer. A Laguna é bonita e tem uma série de canais onde se pode tomar banho em uma água de temperatura agradável. Porém a ocupação é muito intensa. Fui numa quinta e tinham muitas famílias acampando e fazendo churrasco lá, o que por um lado é legal pq mostra que os mexicanos curtem esses programas, mas por outro lado é ruim, pois significa lugares cheios. Passei a noite lá, acampado em uma barraca que aluguei no local ($170 com colchão). A infraestrutura de banheiros não é das melhores, com apenas uma pia, e vi apenas um local para lavar louça (disponibilidade de água potável e para este tipo de atividade é um ponto negativo no México de forma geral). DIA 16) ESTACIÓN DE CATORCE Curti parte da manhã no laguna e depois fui para estrada para tentar um carona com destino a estação de ônibus de Rio Verde para seguir até os meus próximos destinos: San Luis de Potosí e Real de Catorce. Acabou que consegui uma carona super rápido e ainda com direito a ganhar de presente uma garrafa de mezcal...os mexicanos são hospitaleiros demais! Chegando no terminal de Rio Verde, comprei a primeira passagem a San Luis de Potosí. Depois de de 2 h de viagem, ao chegar na rodoviária de San Luis, verifiquei se ainda era possível comprar passagem de ônibus para Matehuala, chegando a tempo para um conexão a Real de Catorce, mas não era mais possível. Com isso, comprei uma passagem a Estación de Catorce, cidade mais próxima de Real de Catorce, na esperança de ainda conseguir transporte até este destino nesse dia. Porém, chegando a Estación, descobri que há transporte regular - feito em Jeep Willys - entre as duas cidades apenas cedo pela manhã, a depender de demanda. Estación de Catorce é um pueblo no meio do deserto e assim como Real de Catorce, fazia parte da lucrativa rota de extração de prata que floresceu na região no séc XVIII. A cidade tem uma cara de "parada no tempo" e é uma interessante base de apoio para depois de se conhecer Real de Catorce. DIA 17) REAL DE CATORCE Real de Catorce é um pueblo mágico no meio do deserto a 250 km ao norte da cidade de San Luis Potosí. Tem aproximadamente 1000 habitantes regulares e tem atraído turistas pelas suas construções de pedras, por uma certa áurea e mística e pela disponibilidade nos arredores de peyote (cactus com substâncias psicoativas, ou melhor dizendo, alucinógenas hehehe). Conforme citei no tópico anterior, para chegar ao pueblo em transporte coletivo há 2 opções: uma indo por Matehuala (aprox. $410 no total) e outra indo para cidade de Estación 14 ($270) e depois seguindo em um Jeep Willys até Real de Catorce ($50-80). Eu acabei não tendo que usar o Jeep, pois consegui carona com uma galera muito massaaa que estava de passagem por Estación Catorce, indo comemorar o aniversário de um deles em Real. Eu curti demais toda a experiência de conhecer Real de Catorce. Primeiro porque a ida de Estación até lá passa por paisagens desérticas lindas. Segundo porque a experiência de entrar na cidade por si só já é massa, pois envolve a passagem por um túnel antigo por onde passava o trem que escorria a prata da região. Terceiro porque a cidade tem meio que um clima de cidade fantasma. DIA 18) SAN LUIS POTOSÍ Depois de conhecer Real de Catorce, voltei a San Luis Potosí. A cidade é legalzinha, mas não tem muitos atrativos. Tem uma praça bonita onde está a Catedral; o Museu das Máscaras, que é legal, mas não tem nada de mais; e tem uma atração que por si só já vale a ida a cidade: o incrível Centro de las Artes com o Museo Leonora Carrington. O centro parece um castelo. No passado foi uma penitenciária, onde foram aprisionados inclusive alguns ilustres presos políticos. Hoje o lugar é um espaço cultural que, além de abrigar o Museo Leonora Carrington, também abriga teatro, espaço de dança e outras exposições artísticas. Leonora foi uma importante artista surrealista e se relacionou com importantes nomes do movimento, como Max Ernst, Remedios Varo, André Breton e Luis Buñuel. Ela pintou muitos quadros e escreveu livros. Apenas nos anos 2000, nos seus últimos 10 anos de vida que se dedicou às esculturas. DIA 19) GUANAJUATO Guanajuato é uma cidade a 195 km San Luis Potosí e 360 km da Cidade do México. É uma cidade linda, colorida, construída ao longo de uma serra. O melhor a se fazer na cidade é percorrer o seu centro histórico, meio que sem preocupações, apreciando os seus edifícios e cada detalhe das suas vívidas ruas estreitas. A cidade possui belas igrejas, de arquitetura impactante, como a Iglesia de San Diego e o Templo de la Compañia de Jesus. Possui ainda alguns museus que devem ser interessantes, mas eu infelizmente estava na cidade na segunda-feira,o "Dia Nacional dos Museus Fechados no México", e só pude conhecer o Museo de las Momias e as exposições da Universidade de Guanajuato. Não recomendo ir no Museo de las Momias. O preço de entrada é caro ($100), a coleção não é lá das mais interessantes (as múmias são do século XX!) e há poucas informações disponíveis para os visitantes. O maior atrativo no local é a múmia de um recém-nascido, que morreu junto com a mãe durante uma cesária (macabro!). O museu da universidade é gratuito e tinha uma exposição linda de uma fotógrafa chamada Florecen Leyret. Valeu muito a visita! Um outro lugar interessante na cidade é o Funicular, de onde se tem a vista da primeira foto. E uma curiosidade: embaixo da cidade tem um sistema de túneis sinistro 🦇, onde há estacionamentos pagos e por onde circulam inclusive ônibus de linhas regulares. Eu e meu amigo Luca, que estava dirigindo a van em que fui de carona, nos perdemos algumas vezes nesses túneis. DIA 20) SAN MIGUEL DE ALLENDE San Miguel de Allende é uma bela cidade no estado de Guanajuato, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, com casas de cor ocre, vermelho e amarelo (as cores lembram bastante as de Tepotzotlan). A cidade possui a maravilhosa Parroquia de San Miguel Arcángel, que teve a sua construção nos moldes atuais iniciada no ano de 1685, e algumas outras belas igrejas dos séculos XVII e XVIII, como o Templo del Oratorio de San Felipe Neri e Templo de la Purísima Concepción. Uma outra atração interessante na cidade é o Museo La Esquina (del Juguete Popular Mexicano) (entrada $50). É um museu de brinquedos que se iniciou a partir de uma coleção particular. Atualmente o museu realiza um concurso anual de brinquedos artesanais. Os premiados são gratificados e depois passam a compor a coleção em exposição. Vou ser sincero que não tinha muitas expectativas para este museu (caretismo puro meu!), mas fui surpreendido. Muitos brinquedos são verdadeiras obras de arte! Também fui no Museu Casa de Allende (entrada $55), que foi a casa de Ignácio de Allende, um dos primeiros revolucionários da independência mexicana. Foi bom para saber um pouco da história mexicana, mas vou falar que o museu é bem simples e a visita não vale a pena para nós gringos. Nos arredores de San Miguel há também algumas atrações interessantes, como a Galeria Jimmy Ray, a Galeria Atotonilco e a Zona Arqueológica Cañada de la Virgen. Infelizmente não tive tempo para conhecê-las. DIA 21 E 22) PUEBLA Depois de curtir Guanajuato e San Miguel de Allende, o meu destino estava em outro estado, o primeiro ao sul da Cidade do México: Puebla, no estado de mesmo nome. Para chegar na cidade, eu peguei dois Bla Bla Car. O primeiro de San Miguel Allende a Querétaro em carro ($50) e o segundo de Querétaro a Puebla ($250) em ônibus. Puebla em si não é uma cidade muito bonita, comparada com outras por onde passei no México. Porém tem um atrativo super curioso - Cuexcomate, o menor vulcão do mundo (detalhe: é possível descer em seu interior por $12,50) (foto 1 e 2) - e tem ainda outros quatro atrativos incríveis sobre os quais falarei abaixo. - Catedral de Puebla: um pouco parecida com a catedral da Cidade do México, porém achei o seu interior ainda mais bonito - Capilla del Rosario: construída entre 1650 e 1690, é um anexo do Templo de San Domingo e é um dos maiores marcos do barroco novo-hispânico. Maravilhosa demais! - Museo Amparo: grande museu com uma boa coleção de artes pré-hispânicas, com ambientes virrenais bem decorados e uma exposição de arte contemporânea muito boa! - Museu Internacional del Barroco. Um museu enorme com uma arquitetura super moderna, com muitos recursos multimídias e com uma boa coleção artística. Ainda dei sorte de ter duas coleções temporárias ótimas em exposição: uma de obras do Rembrandt e outra de bordados de Carlos Arias. Esse museu é demais! Fui ainda em várias igrejas, no Paseo de los Gigantes (parque com miniaturas de prédios icônicos do mundo) e andei nas ruas das Artes, dos Doces e aleatoriamente por várias outras ruas da cidade. Conheci muitos lugares, mas ainda faltou conhecer o parque em que está inserido o Forte Loreto, que parece ser uma região bem bacana da cidade. Para comer, recomendo ir no Mercado de Sabores, onde há várias opções de bancas com comida regional, incluindo o famoso sanduíche "cemita". DIA 23) CHOLULA Cholula é um pueblo mágico, que fica coladinho em Puebla, 10 km de distância. É um pueblo com um belo centro, onde se destaca o grande convento de San Gabriel Arcángel. Porém os destaques de Cholula não estão bem no centro da cidade. Dois deles estão bem próximos - Pirâmide de Tepanapa e Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios - e outros dois - Templo San Francisco Acatepec e Templo de Santa María Tonantzintla - um pouco mais afastados. Vou começar falando destes dois últimos porque muita gente os desconsidera na passagem pela cidade. O Templo San Francisco Acatepec começou a ser construído em 1560 e foi finalizado em 1760. É uma igreja barroca com ornamentações em folha de ouro. Maravilhosa! O Templo de Santa María Tonantzintla é menor do que o anterior e possui uma fachada externa mais simples, porém em sua parte interior é ainda mais ornamentada. É diferente de todas as igrejas que já vi, pois foi construída pelos indígenas com várias referências a Tonantzin, divindade ligada ao milho, e com anjos morenos e muitas ornamentações muito coloridas. Incrível! (infelizmente não é permitido tirar fotos no interior). Vamos agora às atrações mais populares. A Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios teve construção iniciada no ano de 1594 e se encontra sobre um templo da Pirâmide de Tepanapa. Foi destruída por um terremoto em 1864 e em seguida foi reconstruída. A pirâmide de Tepanapa é a maior pirâmide em largura e volume do mundo. Teve construção iniciada a em aproximadamente 300 a.c e finalizada entre 200 a 700 d.C. Tem um grande sistema de túneis que podem em parte ser percorridos pelos turistas. DIA 24) ATLIXCO Na verdade, Atlixco consta aqui no dia 23 apenas por uma questão de organização, pois na verdade cheguei na cidade na noite do dia 21 e ela foi a base de saída para Cholula. É mais um pueblo mágico pertinho (1h15 aprox.) da cidade de Puebla. A cidade por ser uma grande produtora de flores é conhecida como Atlixco de las Flores. Possui uma praça central bem bonita da qual se irradiam ruas com vários vasos de flores, bares e lojinhas de artesanato. Atlixco possui ainda um belo morro ("cerro") bem próximo de seu centro, no qual está uma pequena igreja. Segundo os mitos populares, o morro é uma pirâmide que foi enterrada no passado para evitar os saques de espanhóis. Dele é possível avistar bem a cidade, vários pequenos pueblos próximos, um belo conjunto de morros e vulcões, incluindo o grande e belo Popocatépetl, o qual consegui ver com nitidez, sem nuvens encobrindo-o, apenas no meu último dia na cidade. Ah, tem que subir cedinho para conseguir ter uma boa vista do horizonte. Eu subi para ver o nascer do sol de lá e foi um espetáculo! Na cidade conheci ainda a área dos viveiros, o nacimiento (olho d'água) perto do Balneario Axocopan e a Cascada Altimeyaya. A cidade foi uma ótima surpresa, que não estava no meu roteiro inicialmente. Um lugar que ficará no coração, especialmente pelo acolhimento do amigo Maho e de sua família, que me receberam de braços abertos em seu lar. p.s.: Caso queira se hospedar pagando pouco na cidade, há um hostel na rua Hidalgo chamado Hostal San Martin. DIA 25) ZACATLÁN Zacatlán de las Manzanas se situa a aprox. 100 km de Puebla. É conhecida por esse nome não à toa. Em vários lugares da cidade há lojinhas com produtos feitos de maçã: suco, licor, refresco, vinho, cerveja e a deliciosa Manzana rellena (maçã cozida coberta com pão doce e recheada com queijo, noz e passas). Que trem gostoso da gota! A cidade possui um centro bem bonito com o Templo Parroquial San Pedro e um jardim com o Reloj Floral, um relógio elaborado com elementos florais. Por sinal, Zacatlán é também a cidade dos relógios por conta da empresa Centenário, responsável pela construção de relógios monumentais que foram exportados para diversos países, inclusive o Brasil. Na fábrica da empresa há um museu bacaninha e barato (só $10), onde é possível ver o processo de fabricação dos relógios e vários modelos antigos e atuais expostos. Além disso, a cidade possui uma vista maravilhosa para a Barranca de Los Jilgueros, um grande vale verde onde é possível avistar duas cachoeiras, e um belo mural com mosaicos de ícones culturais da cidade. Um pueblo bem bonito! DIA 26) ZACATLÁN/CHIGNAHUAPAN Comecei o dia conhecendo o incrível complexo de cachoeiras Cascadas Tuliman, que fica entre as cidades de Zacatlán e Chignahuapan (entrada a $100). Para me deslocar até próximo da entrada do local, peguei uma kombi na esquina do Museu Regional del Vino "La Primavera" (passagem $9). Dica: pague mais $35 pelo transporte dentro do complexo, já que as estradas internas são bem íngremes (não paguei na ida, mas paguei na volta). Depois outro coletivo até Chignahuapan (passagem $9), pueblo a 14 km de Zacatlánn conhecido como a cidade das esferas (bolas de árvore de Natal), já que se encontra esse objeto à venda durante todo o ano em várias lojinhas. A cidade também tem um centro bem bonito, com destaque para a Parroquia de Santiago Apóstol e para o Belo Kiosko Mudéjar, que me lembrou o Kiosko Morisco de Cidade do México. Vale a pena ainda ir até a Casa Esmeralda, espaço que reúne a Casa del Axolote, dedicada a exibição de axolotes (grupo de salamandras criticamente ameaçados), e outros espaços, como a oficina de artesanato de barro e outro oficina em que é possível ver o processo de fabricação da esfera (entrada $50). E por último recomendo, conhecer a Basílica de Imaculada Concepción com sua enorme escultura em madeira, considerada a maior escultura da América Latina no interior de um ambiente fechado. DIA 27) CUETZALAN Dia de uma viagem com muitas baldeações. Achei que duraria um total de 2h30, mas acabou durando mais de 5h. Primeiro peguei uma kombi até a cidade de Zapotitlán ($50). Depois peguei uma outra ($35) até uma espécie de entroncamento de rodovias (La Cumbre). Por fim, peguei minha última kombi até o destino final ($18). Detalhe importante: em La Cumbre não deixe de apreciar o visual do vale, onde verá uma bela cachoeira. Cuetzalan é bem charmosa e tem bastante cara de cidade histórica pequena. Algumas ruas me lembraram um pouco Diamantina/MG. Primeiro pelas casa históricas e segundo pela inclinação do relevo. Tem um centrinho bem bacana, com a bela Iglesia de San Francisco, grandes casas históricas, um jardim grande e muita gente sentada conversando e curtindo o desenrolar da vida naquele ritmo pacato de uma cidade do interior. Do centro parte uma ruazinha com alguns restaurantes familiares bem econômicos. Isso é meio que raridade por aqui, já que os centros daqui são muito bem cuidada e neles costumam estar os restaurantes mais caros. Próximo de Cuetzalan, está o povoado de Yohualichan, onde há um sítio arqueológico com características parecidas com as do sítio de El Tajín (para chegar no povoado pegue um coletivo na esquina da Coppel- $10). O sítio foi fundado em 400 d.C pelos totonacas até o ano 800. Depois foi ocupado pelo toltecas até 1200 e em seguida pelos chichimecas. É interessante que o sítio está totalmente imerso no pueblo atual, onde muitas das suas atuais casas residenciais foram assentadas sobre construções que faziam parte dessa civilização no passado. Dicas de comida e de goró, experimente alguma comida com molho pipián rojo, feito a partir de chiles secos, tomate e sementes de abóbora, e bebida tradicional indígena Yolixpa, feita a partir de 23 ervas (santo remédio!). Uma curiosidade: Cuetzalan tem aproximadamente 60% da sua população composta por indígenas. É comum ouvir o idioma náhuatl nas ruas. Curti demais esse pueblito. Valeu a pena todo o rolê para chegar e depois a contramão para ir até o meu próximo destino: Orizaba. DIAS 28 e 29) ORIZABA Mais um pueblo mágico na viagem. Inclui no roteiro muitos dos pueblos a partir de listas como "10 pueblos más bonitos", "Top 10 de los pueblos mágicos" e "Los 16 pueblos mágicos favoritos". Este último coloca Orizaba como favorito. Definitivamente não foi o meu favorito, porém Orizaba tem um lugar especial nas minhas memórias de viagens por uma série de motivos. A cidade é rodeada por vários morros, é muito limpa, sendo considerada a mais limpa do México, e é super bem organizada, com placas voltadas ao pedestre, praças lindas com wi-fi livre e ruas com prioridade ao pedestre. Os seus atrativos principais do meu ponto de vista são: 1) Ex-convento de San Juan de la Cruz: último convento construído por jesuítas espanhóis no México no século XIX (1803-1828), que pouco depois teve que ser abandonado por conta das reformas da independência da independência. A partir de 1860, passou a ser a ser um Conic da vida (brasilienses entenderão), sendo abrigo de prostitutas, loja maçônica, escola protestante, entre outras, até 1993. Hoje poderia ser facilmente uma locação de filmes de terror trash envolvendo freiras malignas 🤣. Entrada $50. 2) Palácio de Hierro + Catedral: um do ladinho do outro, ambos com praças com belos jardins e belas construções . 3) Palácio Municipal: atualmente um edifício com diversos órgãos do governo municipal e com o primeiro painel de Orozco, que enfoca a luta pela independência. Vale a ida também pela rua com preferência ao pedestre em frente ao palácio. 4) Teleférico: acima do Cerro del Bodego é possível ter uma visão maravilhosa da cidade. Pena que o tempo estava um pouco nublado e nesta época está pairando no céu meio que uma neblina ou smog. Entrada $30. 5) Museu de Arte de Veracruz: fica em um belo prédio, com uma boa coleção virreinal e uma ótima coleção de obras de Diego Rivera mostrando diferentes fases do artista. Entrada gratuita 6) Poliforum Mier y Pesado: um prédio da segunda metade do séc XX, porém com cara de palácio do século XIX. 7) Paseo del Río: este vale um tópico especial logo abaixo. Dica de restaurante: recomendo demais o restaurante Pozolazo (próximo do Museu de Arte de Veracruz). É bem econômico e tem uma comida gostosa, bem temperada Paseo del Rio O Paseo são calçadas nas duas margens do rio Orizaba, que cruzam a cidade de norte a sul e que passa ao longo de pracinhas charmosas, casas, quiosques de comida, paredes com grafites e do teleférico (já citado aqui). Há pontes suspensas cruzando o rio, tirolesa e é comum ver gente correndo ou caminhando para ir de um lugar a outro da cidade ou apenas namorando e curtindo o ambiente. Até aí tudo bem, né?! Seria super interessante do ponto de vista da mobilidade urbana, do direito à cidade e do ponto de vista ambiental, de construção de cidades mais verdes e integradas com o meio ambiente. Mas aí vem mais um detalhe: ao longo do Paseo tbm há uma reserva animal, uma espécie de zoológico urbano, com cativeiros, serpentários e aviários abrigando cerca de 300 espécies. Por um lado a reserva tem um grande efeito na educação ambiental. Imagina só toda uma população com um zoológico super acessível em que se pode encontrar informações sobre as espécies e sobre conservação ambiental. Por outro lado fiquei pensando nos animais ali abrigados. Muitos estão em espaços super pequenos, com pouca sombra e recursos (carentes de um bom enriquecimento ambiental), e sem contar que estão completamente imersos no espaço urbano, com trânsito e poluição sonora muito próxima. Sem contar que a proximidade com as pessoas é muito grande. Uma criança pode facilmente esticar o braço e alcançar a grade das onças, por exemplo. O nível de stress dos bichos deve ser muito alto. Vi o urso e outros animais realizando pacing (movimento estereotipado de um lado ao outro), comportamento que costuma ser indicativo de stress. O Paseo é um lugar super interessante sob diversos pontos de vista e me deixou com vários questionamentos e reflexões. DIA 30) OAXACA Cheguei cedo e depois de deixar as coisas no hostel, fui a Monte Albán, um sítio arqueológico bastante próximo da cidade de Oaxaca, facilmente acessível por coletivos de transporte. Começou a ser construído em 500 a.C e foi capital dos zapotecas até aprox 800 d.C, sendo depois ocupado pelos mixtecos. Foi construído em cima de um dos morros do vale de Oaxaca e em seu ápice chegou a ter cerca de 35.000 habitantes. Monte Albán é um lugar incrível, com muita história, lindas vistas do vale de Oaxaca e um museu com uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos. Entrada $75 e transporte $60 (ida e volta). A cidade de Oaxaca por sua vez pode ser dividida em duas partes: uma abaixo da sua Catedral e outra acima. A primeira parte é caótica e feia, com muita movimentação de pessoas e barracas por todos os lados. Já a segunda parte é o lindo centro histórico, que foi tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, juntamente com o Monte Albán, em 1987. Os grandes destaques do centro histórico são o Templo de Santo Domingo de Guzmán e o seu anexo, o Museo de las Culturas. O templo começou a ser construído em 1551. Possui uma linda fachada e muitas ornamentações em estilo barroco. Já o Museo de las Culturas faz parte do ex-convento de Santo Domingo de Guzmán e possui diversas salas, com um incrível acervo pré-hispânico, no qual se destaca a coleção da Tumba 7. A Tumba 7 foi encontrada em Monte Albán em 1932. Com diversos artefatos de ouro e outros metais preciosos,é considerada um dos maiores achados do México. O museu ainda tem salas dedicadas ao Virreinato, aos povos indígenas e à modernidade do México. DIA 31) OAXACA Dia de passeio em tour. Eu costumo ter um pouco de preguiça com tours. Primeiro pela falta de autonomia para tudo (local de comida, tempo nos atrativos, rotas etc); segundo, porque pode ser uma furada dependendo do seu grupo e do guia; e terceiro, pq geralmente saem mais caros do que se vc fizer o passeio por conta própria. Porém, resolvi fazer um tour com a empresa Lascas, partindo de Oaxaca, considerando o excelente preço que tinha ($200) e o número de atrativos a serem conhecidos (em ordem): Árbol de Tule, destilaria de mezcal (com degustação 🤤), casa de produção artesanal de tapetes em Teotitlán del Valle, sítio arqueológico de Mitla e Hierve el Agua (cascadas petrificadas). Árbol de Tule é uma árvore da espécie ahuehuete, que tem 2000 anos de idade e é considerada a mais larga do mundo com 58 metros de circunferência. É impressionante (entrada $10)! Mitla, por sua vez, é um sítio arqueológico de origem zapoteca muito interessante por seu formato trapezoidal e por suas ornamentações nas paredes (18 padrões geométricos diferentes) (entrada $65). Já Hierve el Agua é um balneário com uma formação natural muito diferente que emergiu a partir de escorrimento de água carbonatada. Parece uma formação de caverna, porém a céu aberto (entrada $25). Interessante também que no local há uns pequenos canais de irrigação que foram feitos pelos zapotecas há mais de 2000 anos. Além desses atrativos maravilhosos, o ateliê de tapetes de Teotitlán é incrível e foi bem legal conhecer o processo de produção de mezcal (e é claro o melhor: degustar muitos tipos diferentes da bebida hehehe). No final, valeu muito a pena fazer o passeio, mesmo com o tempo corrido especialmente em Mitla e Hierve. DIA 32) TUXTLA GUTIERREZ E CHIAPA DE CORZO Dia de passeio maravilhoso no incrível Canon del Sumidero. O passeio parte da cidade de Chiapa de Corzo de dois embacaderos. Ambos oferecem o mesmo preço para o passeio ($250). Se estiver hospedado em algum hotel na cidade, é possível encontrar mais barato. O Canion é uma falha geológica com altura máxima de pouco mais de 1000 m e com profundidade de rio de mais de 250m. No passado o rio Grijalva não era navegável, porém se tornou depois da construção de um hidrelétrica. Ao longo do passeio é possível avistar animais como macaco-aranha e crocodilos. A cidade de partida do passeio, Chiapa de Corzo, foi a primeira construída no estado de Chiapas e no passado foi a capital deste estado. Tem um centro bem bonitinho, com destaque para a fonte em estilo mudéjar construída no séc XVII. A cidade ainda foi o berço do fundador do grupo Mario Nadayapa Quartet (citado no dia 4) e tem um museu dedicado a marimbas, que acabei não visitando. Depois de conhecer o Canion e Chiapa de Corzo, peguei uma kombi na praça central com letreiro "Soriana" ($15) e depois uma outra kombi ($55) para chegar ao meu próximo destino: San Cristóbal de las Casas. DIA 33) SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS San Cristóbal é um pueblo mágico do estado de Chiapas, que tem um centro bem charmoso com bastantes casas históricas e uma rua para pedestres com muitos bares e restaurantes (caros de forma geral), incluindo muitas opções vegetarianas (raridade no México). Infelizmente como podem perceber pelas fotos, o tempo estava bastante ruim no dia que cheguei, com muita neblina e chuva. Uma experiência super interessante na cidade foi conhecer o mercado de Santo Domingo, com muitas roupas e artesanatos bonitos a preços bastante acessíveis, e logo ao lado conhecer o Mercado Viejo, com várias frutas, legumes e comidas de vários tipos. Nas proximidades do Mercado Viejo saem kombis com destino ao pueblo San Juan Chamula, uma comunidade pequena com população predominantemente de chamulaa: indígenas da etnia tzotzil, de família Maya. Na segunda-feira que fui, estava havendo uma procissão religiosa, com pessoas em trajes típicos tocando instrumentos, cantando como em ritmo de lamúrias e soltando muitos fogos de artifício que alguns deles mesmo confeccionavam na hora. Ao adentrarem na igreja (da foto 8), fizeram uma cerimônia de troca de roupas de um dos vários santos ricamente ornamentados, expostos nas laterais da igreja. Ao entrar na igreja parece que se é transportado a outra realidade. No seu interior há um forte cheiro de incenso natural no ar. Não há luz artificial, sendo iluminada apenas por velas e não há cadeiras. As pessoas se sentam no chão sobre um tapete de folhas de Pinus, acendem muitas velas, colocam garrafas de Coca Cola e outras bebidas no chão, como se fossem oferendas, e fazem orações geralmente com o corpo curvado como se estivessem murmurando. Após o ritual tomam as bebidas. É um sincretismo religioso muito diferente que mescla o misticismo indígena com o catolicismo. Uma experiência incrível que recomendo fortemente. . Mais infos: a entrada na igreja custa $25. Não é permitido tirar fotos ou fazer vídeos no seu interior. Por sinal, os chamulas não gostam desses registros por acreditarem que roubam a alma ou trazem azar. DIA 34) COMITÁN DE DOMINGUEZ Comitán é uma cidade situada a pouco mais de 90 km de San Cristobal. Possui um belo centro com uma bela igreja e algumas opções de restaurantes e de comida de rua (infelizmente não o visitei apenas à noite. A cidade foi a minha base para conhecer a famosa cachoeira El Chiflón e os Lagos Montebello. Pela manhã antes a El Chiflón (entrada $50 + $70 de kombi ida e volta, que peguei na Av. Boulevard). Um conjunto de cascatas e cachoeiras, sendo que a principal tem 70m de altura. Na época de seca, as cascatas e cachoeiras tem uma cor azul-turquesa/verde lindona, como podem ver na foto abaixo tirada na internet. Infelizmente fui no dia seguinte a uma forte chuva e o rio estava super caudaloso com cor marrom. Segundo um funcionário do local, já fazia 5 dias que a água estava com aquela coloração por conta das chuvas. Triste, mas pelo lado positivo fica um motivo para querer voltar a esta região em viagens futuras. Depois de conhecer El Chiflón, voltei para a cidade para pegar um kombi na Av. Guadaloupe, 30020 (passagem a $60) até os Lagos Montebello (ou Lagunas de Montebello). O atrativo é um parque nacional com mais de 50 lagos situado a cerca de 1h30 da cidade de Comitán de Domínguez (entrada $25). Os lagos são cenotes (cavidades naturais ou dolinas...vcs ainda vão ver esse nome algumas outras vezes por aqui) que se comunicam através do lençol freático. Alguns tem mais de 50m de profundidade.Como os lagos ficam relativamente longe um do outro se recomenda fazer o passeio em carro próprio ou com algum dos motoristas locais que ficam na entrada do parque. Eu paguei $250 em um passeio que segundo o motorista custa $700 ou $800 na alta temporada. No passeio de cerca de 2h, o motorista me levou ao Lago Caracol, 5 Lagos (o único onde as empresas de turismo de San Cristóbal costumam levar), Lago Pojoj, Lago Tziscao e Lago Internacional. Este último tem esse nome por estar na fronteira entre México e Guatemala. Passeio maravilhoso demais, que incluiu ainda uma parada em um quiosque para almoçar queso fundido (queijo na chapa com cogumelo, acompanhado de feijão, salada e tortilhas). Depois de conhecer os lagos, fui à estrada e consegui uma carona com caminhoneiros de volta a Comitán. 🥳 Faltou apenas conhecer o sítio de Tenam Puente, que estava programado para este dia. DIAS 35, 36 e 37) LAGUNA MIRAMAR Já antecipo dizendo que este é lugar mais maravilhoso que conheci no México e certamente também um dos mais lindos em que já estive em toda a minha vida. E o lugar foi ainda mais especial para mim, porque foi onde comemorei o meu aniversário.🥳🎉 A Laguna Miramar é uma lagoa com muitos estromatólitos em suas margens, cercada por morros, vegetação nativa preservada e com água com coloração azulada e esverdeada em diferentes tonalidades. Vc, por exemplo, sai de um local com água verde cristalina e em poucas remadas chega em um local com água azul-turquesa, que forma um espelho do céu e da vegetação. O local fica no leste do estado de Chiapas, relativamente próximo da fronteira com a Guatemala. Para chegar há duas opções: a) pegar uma van ($100) em Margaritas (próximo da cidade de Comitán Domínguez) com destino a Emiliano Zapata e fazer uma viagem de 5h30, sendo 3h30 em estrada de chão em más condições de conservação e com muitas curvas, ou b) pegar um caminhão em Ocosingo e fazer uma viagem de 4h em estradas em melhor estado de conservação, porém com muito menor conforto na carroceria do caminhão, com bancos de madeira duros. Para pegar a Kombi a Margaritas ($18, primeira saída às 6h, com tempo de viagem de 40 min), se deslocar até a Praça Central de Ocosingo, descer duas quadras pela Primeira Avenida Sur e depois virar a esquerda e andar duas quadras e meia pela 3a Sur. Já pagar pegar a kombi até Emiliano, caminhar 2 ou 3 quadras depois da praça de Margaritas até as kombis a San Quintín/Emiliano Zapata. Saídas teoricamente às 6h30, 8h, 10h, 12h e 13h, porém não seguem a risca esses horários. Em Emiliano Zapata, descerá em um centro de visitantes onde será muito bem recebido e onde poderá deixar algumas coisas que não precisará na laguna. Aí realizará o pagamento pela entrada ($50) e por tempo de hospedagem ($50 por dia). No local também poderá alugar botas em caso de chuva ($40), barraca para acampar ($130 para uma pessoa ou $250 para duas), rede para dormir ($40), cobertor entre outras coisas. Tenha em conta que as duas únicas opções de estadia na laguna são rede ou barraca. Depois dos pagamentos, há uma caminhada até a laguna de aprox. 4,5 km. O caminho é plano e será feito em aprox. 1h45 em período de seca ou em até umas 3h em período de chuva, por tempo do lamaçal que vira a trilha. No local há duas opções de passeio em barco para explorar aos arredores. O primeiro envolve conhecer duas estátuas maias e ainda ir a ilhas de vegetação no lago. O segundo envolve conhecer pinturas rupestres em paredões e busca de tartarugas em caverna (importante levar lantrena). Ambos passeios são legais, mas recomendo mais fortemente o passeio às ilhas (imperdível!). Custam $400 para grupo de 4 pessoas (grupos maiores têm um preço individual mais em conta). Leve comida! Há panelas disponíveis e geralmente há água potável na torneira. Porém dei um certo azar e no meu segundo dia no local houve problema no encanamento e assim tive que ferver água da lago para beber. Transporte de retorno: kombis a Las Margatiras a 0h, 2h, 7h, 9h30, 11h e 13h; caminhões a Ocosingo às 0h, 1h, 2h, 3h e 4h (da madruga mesmo...tenso!). DIA 38) TONINÁ E CASCADAS DE AGUA AZUL Depois de conhecer a maravilhosa Laguna Miramar o meu próximo era Palenque, mas antes, no mesmo dia, havia uma viagem longa e desconfortável em caminhão de madrugada e em seguida a primeira ruína maia do roteiro - Tonina - e as belas Cascadas de Agua Azul. O transporte da base de recepção da Laguna Miramar a Ocosingo pode ser resumido em uma palavra: TENSO! Foram 4 horas de estrada ruim na carroceria de um caminhão, sentado em uma banco de madeira duro, que estava meio solto; passando frio com o vento; e ainda estava apertado ao lado de uma mina que desmaiou e que o tempo todo vinha com a cabeça no meu ombro. Ela era baixa e magra, mas tinha a capacidade de se transformar em um peso de 30kg sobre meu ombro. VID_20190608_040931.mp4 Cheguei em Ocosingo 5h da manhã no meio de uma feira. Às 6h30 peguei uma camionete ($15, mais uma carroceria no dia e, sim, este é o transporte regular) com destino a Tonina. Passagem a $15. Tonina é uma bela e pouco visitada cidade maia. Foi construída ao longo de um morro e se considerar toda a sua extensão é bastante alta (260 degraus para subir!). Teve construção iniciada em 300 d.C e apogeu em 900. Em seguida voltei a Ocosingo e paguei mais $25 pro motorista da camionete me deixar no terminal de Ocosingo. Do terminal, peguei uma van ($50) até um entrocamento na estrada e aí peguei um táxi coletivo até às Cascadas de Agua Azul ($25). As Cascadas são uma sequência linda de cachoeiras com várias piscinas boas para banho. Evite ir em fds! O lugar fica mto cheio. As Cascadas são lindas, mas sofrem de um problema como outros locais naturais do México: ocupação bastante intensa, que no caso acontece com várias barraquinhas de artesanato e de comida. Depois de curtir esse atrativo segui rumo a Palenque em outra van colectivo ($50) DIA 39) PALENQUE Pense num lugar quente! Cêtádoido! Derreti em um suor em Palenque! Agora sobre o destino: a cidade em si não tem nenhuma atração relevante. Na verdade nem achei a cidade bonita. Porém a poucos quilômetros do centro da cidade estão as maravilhosas ruínas de Palenque e um pouquinho mais afastado, mas acessível em tour estão os incríveis sítios de Yaxchilán e Bonampak. O tour dura o dia todo e sai cedinho. Paguei $800, com almoço incluso. Yaxchilán fica a mais de 160 km de Palenque no lado mexicano da fronteira com a Guatemala. Para chegar, é preciso se deslocar por cerca de 20 min em canoa pelo rio Usumacinta, o qual é muitas vezes atravessado por guatemaltecos em busca de uma vida melhor no norte, e depois caminhar através da floresta. O sítio era um importante ponto de controle de comércio no rio Usumacinta e é muito conhecido pelos seus edifícios com painéis superiores (cresteria) super bem preservados. Bonampak por sua vez significa "Muros Pintados" e é conhecido exatamente pelas paredes pintadas ainda super bem conservadas em que se retratam guerras, sacrifícios humanos e festividades maiais. É uma experiência incrível ver os painéis com mais de 1000 anos de idade (estima-se que foram pintados entre 580 e 800 d.C) super bem preservados. DIA 40) PALENQUE Dia de conhecer o sítio arqueológico de Palenque. O sítio é é bem grande, com várias ruínas imersas na paisagem florestal. Destaca-se pela sua arquitetura e por suas esculturas ainda em parte bem preservadas. Acredita-se que a cidade começou a ser construída em 100 a.C, tendo o seu apogeu nos 600 e declínio no final dos anos 800. Uma coisa que achei interessante em Palenque foi percorrer um caminho através da floresta, passando por cachoeiras e casa de banho maias. Infelizmente fui em uma segunda (dia nacional dos museus fechados) e assim não pude conhecer o acervo no seu museu, mas acho que é bem bacana. Entrada: $75 + $36 (taxa do Parque Nacional) Depois de conhecer o sítio, retornei à cidade para almoçar e matar tempo até a saída do meu ônibus a Chetumal. Recomendo o restaurante El Oasis na praça central. Tem muitas opções de comida, inclusive vegetarianas, por um bom preço. DIA 41) BACALAR Depois de conhecer Palenque e seus atrativos próximos, o meu próximo destino - Bacalar - estava um pouquinho longe: 8h de viagem em ônibus até Chetumal e depois mais 40 min até Bacalar. Bacalar é um pueblo mágico conhecido pela sua laguna. É realmente maravilhosa! De uma coloração esverdeada incrível. Infelizmente Bacalar sofre de um problema comum no México: a restrição de acesso a um local público por conta da ocupação privada de seu entorno. Porém é possível acessar a laguna por algumas passarelas/decks de madeira e curtir a água deliciosa. Eu fiquei em uma barraca em um hostel chamado Magic Bacalar e minha experiência foi muito boa! Conheci uma galera massa, com a qual ainda tenho contato, e tomei muita cerveja e joguei conversa "dentro" no deck do hostel. Também conheci o centrinho da cidade, com o belo forte San Felipe Bacalar (não conheci por dentro porque achei a entrada de $108 cara e porque li que havia poucas coisas no interior), e dei uma boa caminhada durante o dia do hostel até o Cenote Azul. Caminhei ao longo da laguna, curtindo os grafites nos muros da cidade e refletindo sobre a falta de acessibilidade e observando as variações na cor da laguna quando abria uma brechinha entre os muros. O Cenote Azul é legal, mas eu não recomendo fortemente, já que é basicamente uma lagoa com um entorno de vegetação florestal. Enfim, amei Bacalar! Foi um dos meus lugares favoritos no México. p.s1: Para economizar no rango (caro de forma geral na cidade) e ainda se divertir, recomendo o restaurante da Alberta (do lado do Galeón Pirata), uma senhora figuraça, que faz uma comidinha gostosa. p.s2: Rolam uns passeios de lancha ($200), que levam até dois cenotes dentro da lagoa e para o Canal de los Piratas. Acho que é legal, mas acabei não fazendo. DIA 42) TULUM As pessoas costumam falar super bem de Tulum. Eu particularmente não achei a cidade lá grandes coisas. Achei meio gourmetizada e cara. Os grandes atrativos de Tulum são cenotes, praias e obviamente o seu sítio arqueológico à beira-mar. Nas fotos que circulam na internet, as ruínas resplandecem sobre uma falésia, com um fundo de mar azul-turquesa. Lindo demais! Bem, até uns anos atrás (seis anos talvez), era exatamente assim o ano todo, mas de alguns anos para isso mudou. Agora, em boa parte do ano, o sargaço está tomando conta das praias caribenhas desde Belize até Cancún. Esse fenômeno tem acontecido com maior intensidade entre os meses de abril a setembro, mas com as mudanças climáticas e com o lançamento de fertilizantes no mar, nunca se sabe como será o ano seguinte. Tenha isso em consideração quando planejar a sua viagem pro Caribe. Eu mesmo alterei muita coisa no meu roteiro por conta da grande quantidade de sargaço nas praias. DIA 43) TULUM/COBÁ Dia de ir a Cobá em um dos ônibus da empresa Mayab, que partem frequentemente da estação da ADO ou do Palácio Municipal da cidade ($100 ida e volta). O sítio de Cobá se encontra a cerca de 50 km de Tulum e teve o seu início de construção entre 100 a.C e 300 d.C, atingindo o período de auge construtivo entre os anos 800 e 1000. Agrupou diversas construções ligadas através de caminhos de pedra e que se conectavam a outros sítios maiais, como Yaxuná a 100 km de distância. A parte de visita geral agrupa ruínas imersas na floresta, com três centros principais e a pirâmide mais alta da península de Yucatán que ainda pode ser escalada. Muitas pessoas recomendam alugar bicicleta para percorrer o sítio. Porém o aluguel é caro ($100) e do meu ponto de vista, dispensável para uma pessoa com saúde plena e sem problemas de locomoção. Percorremos todo o sítio em 2h30 de caminhada. Depois de conhecer o sítio arqueológico, aluguei bicicleta ($50) em uma mercadinho antes do sítio de Cobá, para conhecer dois cenotes a cerca de 6,5 km do sítio: Tamcach-Ha e Multun-Ha. Ambos os cenotes são cavernas fechadas com amplos salões e algumas estalactites. Estão próximos um do outro (3 km) e cada um tem o preço de entrada de $100. Achei os dois bastante parecidos. Acho que pelo valor não compensa visitar ambos. Se for visitar apenas um, acho que Tamcach-Ha é mais divertido por ter duas plataformas de salto (5m e 11m). Iuhuuu! Nas proximidades há também o cenote Choo-Ha, mais raso e menos amplo e pelas fotos na internet parece ter água mais clara. Bizú: os cenotes ficam cheios à tarde com a chegada de grupos em tours. Tente ir o mais cedo possível. DIA 44) TULUM Era um dia que eu pretendia conhecer o cenote Gran Cenote e depois ir até a praia Xcacel, mas acabou que choveu bastante no dia e eu me enrolei, tendo tempo de conhecer apenas o cenote. Tulum tem vários cenotes ao seu redor. Gran Cenote, Carwash, Calavera, Nicte-Ha, Sac Actun e Dos Ojos são alguns deles. Porém, como a cidade é super turística, os preços de entrada nesses atrativos não são lá muito atraentes. Hehehe Como eu já iria conhecer muitos cenotes nas proximidades de Valladolid e como eu não queria gastar tanto - para ter ideia o preço de entrada no Dos Ojos é $340 e no Sac Actun é mais de $600 -, acabei optando por conhecer apenas o Gran Cenote cujo preço de entrada é de $180. E que escolha boa! O cenote a pouco mais de 5 km de Tulum (na estrada sentido Cobá) possui a água bem clara e duas ilhas conectadas por um túnel com formação parecida com a de uma caverna. Na água transparente é possível ver peixinhos e cágados (não confundir com tartarugas), que parecem não se incomodar com a grande quantidade de visitantes. Pena que tive problemas com a GoPro que levei e não tenho fotos boas para mostrá-los. DIA 45) ISLA MUJERES Saí de Tulum e cheguei a Cancún: o destino sonho de muitos brasileiros, com resorts all-inclusive na beira da praia, hotéis luxuosos, cassinos, baladas animadas e restaurantes xiques. O lugar que tenho menos vontade de conhecer na vida hahaha . Não é tipo de turismo que me atrai nem um pouco. Sendo assim, não fui na parte dos hotéis e na praia que a galera frequenta. Passei longe. Fui só até o centro (sem graça), peguei um ônibus (ruta 6 - $10) em frente ao mercado Soriana (ótimo lugar para comprar em dólares e conseguir troco em peso em cotação muito melhor do que a de qualquer casa de câmbio...leia o tópico "câmbio") e segui até o Puerto Juárez, para pegar o ferry mais barato ($275 ida e volta) para Isla Mujeres. A ilha não estava sofrendo com o sargaço e li vários relatos dizendo que a sua Playa Norte é uma das mais lindas do México. Fui com alguma expectativa, mas sem tanta assim porque imaginava que era muito cheia. Percorrendo as ruas da ilha, fui surpreendido pela tranquilidade, mas ao mesmo tempo confirmei que a ilha é bastante cara e mesmo com algumas lojinhas e ruas agradáveis, tem meio que uma cara de cidade turística padrão, meio estéril. Ao chegar à Playa Norte, que decepção da porra! Praia lotada, muitos barcos, ocupação desenfreada da estreita faixa de areia e muitas barricadas, acredito eu que feitas para evitar a retração da praia. Sim, a água é azulzinha e gostosa. Mas para mim, não é só a cor da água que faz a praia. Enfim, depois das decepção, resolvi alugar uma bicicleta ($70 a hora) e dar uma volta na ilha, que tem cerca de 8 km de extensão. Aí sim, conheci uns cantinhos bonitos e agradáveis, como a parte do Parque Garrafón, onde a galera faz snorkelings (caros pácaceta) com tartarugas e onde é possível avistar golfinhos de vez em quando; a Punta Sur, onde há um templo maia ($30 para andar poucos metros e conhecê-lo); e o lado voltado pro oceano com praias tranquilas e gostosas. Valeu muito a pena o rolê ! Pena que fiz mto rápido pq queria pagar só 1h de aluguel. DIAS 46 e 47) HOLBOX Saí de uma ilha e fui à outra: de Isla Mujeres a Holbox. De uma ilha que não curti muito para outra que amei. Fui pra Holbox meio com o pé atrás depois de ler uma matéria sobre os impactos do turismo na ilha. Em suma: há pouco mais de 5 anos não havia ferry boat até a ilha e ela era um povoado de 20 quadras e cerca de 1500 habitantes, entre os quais muitos pescadores. Com a chegada dos ferries, o turismo cresceu de forma acelerada. Hoje são cerca de 20.000 pessoas na ilha na temporada alta. Os resultados são degradação desenfreada dos mangues, crescimento desordenado da vila e da rede hoteleira, problemas hídricos, grande quantidade de resíduos que não tem disposição adequada e impactos na fauna. Os tubarões que chegavam próximo da praia agora passam longe. A pesca foi reduzida. Vôos de helicóptero estão destruindo áreas de nidificação. E por aí vai a lista de problemas. Porém apesar disso tudo a ilha continua linda. A água, que não estava com sua usual coloração esverdeada, ainda estava bem clarinha, livre de sargaço e em uma temperatura deliciosa. A verdade é os problemas não chegam aos olhos do turista que vão apenas à praia. Para percebê-los, é necessário uma caminhada pela rua por trás da faixa de hotéis e uma conversa com os moradores tradicionais. Na ilha ainda é possível avistar flamingos, ver o fenômeno da bioluminescência (fora da lua cheia) e fazer passeios até às 3 Islas e snorkelings com tubarão-baleia. Eu fiz esse passeio com tubarão-baleia e que experiência incrível! Foi cara ($2.200), mas valeu cada centavo investido. O passeio sai às 7h e tem uma duração de aprox. 8h. É possível chegar bem pertinho dos animais. Além disso o passeio inclui a passagem pelas maravilhosas 3 Islas e ainda um snorkeling em um ponto onde se pode avistar arraias e outros peixes de diferentes espécies, além de ter almoço de ceviche com peixe fresco, lanchinhos e água à disposição. p.s.: A balsa tanto de Chiquila quanto de Holbox sai a cada meia hora e tem custo de $150 (cada trecho). DIA 48) VALLADOLID Valladolid é um pueblo mágico fundado em 1543, que possui diversos edifícios coloniais. Um dos grandes destaques na cidade é o grande ex-convento San Bernardino de Siena, onde diariamente às 21h acontece um video mapping mostrando a história da cidade. No interior do ex-convento há um antigo acesso, atualmente fechado, para um cenote, no qual foram achados diversos artefatos dos espanhóis. Outros destaques são a bela rua Calzada de Los Frailes com muitas casas históricas preservadas e o agradável centro onde se encontra a catedral, o bazar municipal e muitos restaurantes. Eu curti demais o eixo histórico da cidade e o clima de tranquilidade que permeia toda a cidade Valladolid ainda possui um belo cenote - Cenote Zaci - praticamente no seu centro e nas suas redondezas há diversos outros cenotes. A cidade ainda funciona bem como base para conhecer as ruínas de Ek Balam e de Chichen Itza. No primeiro dia peguei uma bicicleta no hostel e conheci o ex-convento San Bernardino de Siena e três cenotes: Xkeken, Samula e San Lorenzo Oxman. Xkeken e Samula fazem parte do complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid. Cada um tem preço individual de $80 individual ou ambos podem ser visitados por $125. Eu recomendo fortemente o ingresso para ambos. Fui primeiro no Xkeken. É um cenote fechado, com uma abertura no teto.. No horário que visitei, entre 10 e 11h, um feixe de luz entra por essa abertura e ilumina o local parcialmente. A outra parte é iluminada por luz artificial. Xkeken é incrível pelo seu conjunto da obra. Há uma boa diversidade de formações espeleológicas, raízes que se projetam do teto rumo à água e a água tem coloração azul-turquesa. Foi o meu cenote favorito de toda a viagem. Samula, por sua vez, é um cenote também fechado, porém com com um salão mais amplo e muito mais alto e com uma abertura maior no teto por onde penetra mais luz e andorinhas que fazem um belo espetáculo à parte no interior do cenote. Lindão também! E fechando o dia de cenotes com chave de ouro: fui ao cenote San Lorenzo Oxman. O cenote fica em uma hacienda ("fazenda" em tradução literal, mas que no caso aqui parece mais uma chácara) e tem custo de $80 (ou $150 convertidos em consumação e com direito a uso de uma piscina no local). É um cenote do tipo aberto, sendo meio que um poço profundo no solo circundado por paredes rochosas sobre ás quais há árvores que projetam suas raízes em direção à água. É lindão também e é super divertido por ter um pêndulo para se lançar na água. VID_20190618_145529.mp4 p.s.: Os meios de transporte para os cenotes são táxi ou bicicleta, sendo que este foi o que eu usei por ter disponível no hostel. DIA 49) VALLADOLID/EK BALAM O sítio Ek Balam fica a aproximadamente 30km do centro de Valladolid. Como não tem transporte público até o local, fui até lá de bicicleta. O caminho é bastante plano, mas o calor de 36°, a bicicleta pesada e sem marchas e o sedentarismo não contribuíram muito com o desempenho. Ek Balam foi um dos últimos sítios descobertos na região, com escavações iniciadas em 1998. O sítio maia começou a ser construído entre 100 a.C. e 300d.C e teve seu apogeu entre 700 e 900 d.C. O seu grande destaque é a sua pirâmide principal super larga e com cerca de 32 m de altura, na qual se encontra uma tumba que era acessível por uma entrada, atualmente restaurada, ornamentada por uma boca de jaguar e figuras como a de guerreiros com asas. Por sinal, Ek Balam é muito conhecida por sua arte bastante refinada em comparação com outros sítios maias. Do alto da pirâmide, após uma subida de 106 degraus, se tem uma boa visão da floresta e de outras estruturas que compõem o sítio. O sítio tem um custo absurdo de $413 ($75 do Instituto Nacional de Antropologia e História e o restante cobrado pelo governo estadual). Foi a primeira vez que paguei mais de $75 para visitar um sítio arqueológico. Colado nas ruínas está o Cenote de Xcanche (entrada a $80). Bom para se refrescar no calor danado. O cenote tem uma formação parecida com a de San Lorenzo Oxman, sendo um pouco mais largo do que este. Após conhecer o sítio arqueológico e Xcanche, segui de volta pela estrada rumo a Valladolid. A cerca de 15 km da cidade, fiz um desvio para conhecer o cenote Hubiku. O cenote possui um salão enorme e tem um bom poço para tomar banho se vc gosta de água fria. hehehe Porém o local tem poucas formações espeleológicas e tem boa parte de sua beleza sequestrada pelo excesso de pavimentação, além de ser bastante caro ($100). Imagino que pela estrutura de estacionamento, loja e restaurante gigante na entrada, o cenote seja ponto de parada de vários tours. Felizmente no horário que cheguei, às 16h30, estava bem vazio. DIA 50) VALLADOLID/PISTÉ (CHICHÉN ITZÁ) A capital dos maias em Yucatán e uma das sete maravilhas do mundo, Chichén Itzá, é realmente fantástica. Para chegar, há ônibus com saídas regulares do terminal da ADO em Valladolid (passagem $35). O sítio começou a ser construído em 525 e teve alguns ciclos de ocupação, sendo que o mais importante foi o que ocorreu entre 900 e 1200, encabeçado pela liga de Mayapán (esse nome aparecerá de novo em outra postagem à frente). Chichén Itzá é famosa pela sua pirâmide de Kukulcán (Serpente Emplumada), que durante os equinócios da primavera e outono projeta a imagem da deusa-serpente maia sobre o chão, indicando o grande conhecimento astronômico dos maias. Porém, Chichén Itzá guarda outros grandes tesouros, como o Caracol, um observatório em uma construção circular e La Casa de las Monjas, uma pirâmide com diversos quartos (cuidado para não deixar esses dois locais passar batido, como eu deixei hahaha); a enorme quadra de jogo de pelota; Templo de Los Guerreros, com suas mil colunas; e diversas esculturas e artes entalhadas nas rochas do sítio. A entrada custa absurdos $481 (se lascar governo de Yucatán) e a dica do Don é chegar o mais cedo possível, pois às 10h30, 11h chegam em peso os ônibus de tour vindos de Cancún. Depois de conhecer o sítio arqueológico, fui até o cenote Il-Kil a 4 km de Chichén Itzá (entrada $80). Há coletivos frequentes na rodovia ($15) com destino ao local. O cenote é do tipo aberto e lembra em partes Oxman, porém é mais fundo e tem uma vegetação diferente que se projeta sobre a água. Por ser próximo de Chichén Itzá, está incluído no pacote de tours que saem de Cancún. O cenote é bonito e vale a visita, apesar da grande quantidade de pessoas. Depois de conhecer esse cenote, fui até a cidade de Pisté ($20 em táxi coletivo), onde caminhei até o restaurante Zac Seh, a cerca de 5 quadras do centro. De frente ao restaurante saem táxis coletivos com destino a Yaxunah (passagem a $30), povoado a cerca de 20 km de Pisté. Este cenote é bem bonito tbm! É do tipo aberto, assim como Il Kil, porém é bastante vazio e tem uma boa vegetação em seu entorno. A água é de um tom azul escuro e é muito boa para tomar banho. Eu e meu amigo finlandês Kristoffer ficamos lá cerca de 1h30 e não chegou ninguém. Entrada a $50. Há estrutura de banheiro ao lado. Yaxunah ainda tem um sítio arqueológico simples nas proximidades, porém acabamos optando por não conhecê-lo. Depois de curtir o cenote, voltamos a Pisté, onde almoçamos numa espécie de mercado com alguns restaurantes, na beira da rua principal. Comi um Papadzule (não recomendo!). Em seguida, pegamos um ônibus em Pisté de volta a Valladolid ($35). Dica: como Yaxunah é bem pequeninha, combine com o motorista um horário de volta. Sugiro ficar ao menos uma hora no cenote. DIA 51) VALLADOLID/LAS COLORADAS Na internet circulam fotos de lugares que te fisgam e imediatamente vão parar naquela wishlist de destinos a conhecer. Este foi o caso de Las Coloradas. Vi algumas fotos do local e logo pensei "que lugar incrível! Preciso conhecer!". Quando sou capturado assim, nem procuro pesquisar muito a respeito do local para não criar muitas expectativas e atrapalhar a minha vivência pessoal. Porém não posso negar que fui até o destino com uma certa expectativa, a qual infelizmente foi um pouco frustrada. Primeiro porque achava que no local havia uma lagoa natural com água rosa e na verdade havia apenas uma salina (piscina artificial para extração de sal). Segundo porque queriam cobrar $50 para chegar um pouquinho mais perto da salina. Claro que não pagamos! No final, curtimos mais a bela praia (de águas muito salgadas) que aparece na foto abaixo. O passeio incluiu ainda uma ida até um rio com mina de água na cidadezinha de Rio Lagartos, que foi ótimo para tirar o sal do corpo. Na região há também a opção de se fazer um passeio de lancha para avistar flamingos e áreas de mangue, mas a galera não estava muito na pilha de desembolsar $150, $200 pelo passeio. Se quiser fazê-lo, vá até Rio Lagartos, espere a galera abordar e negocie. Las Coloradas é acessível por tours que partem da cidade de Valladolid ou por meio de taxis, que partem da cidade próxima de Rio Lagartos ou de Tizimín (um pouco mais distante, a 50 min de ônibus de Valladolid - passagem a $31). Acabei escolhendo ir por meio desta última opção com dois amigos que conheci no hostel, já que o valor de $600 pelo táxi saindo Tizimín (passeio completo) não seria caro, dividido por nós três. DIAS 52 e 53) VALLADOLID E MÉRIDA No período da manhã em Valladolid, ainda curti o cenote Zaci. Um grande cenote localizado praticamente no centro da cidade. Tem um paredão rochoso, com algumas formas espeleológicas (poderia considerar assim, geólogos? hehehe), que forma meio que uma concha sobre o grande poço de água margeado imediatamente também por algumas árvores. Depois de uma horinha, curtindo o cenote, segui ao meu próximo destino: Mérida. A cidade fundada em 1542 é uma das mais antigas do México e possui o segundo maior centro histórico do país, com diversos casarões e edifícios coloniais bem conservados. No centro, agradável de se percorrer a pé (desconsiderando o calor de 40º que enfrentei), destaca-se a praça central, onde se encontra a catedral, que é bastante movimentada e é palco de apresentações de dança, de partidas de jogo de pelota e no domingo recebe várias barraquinhas de comidas típicas. Por sinal, no domingo também se fecham algumas ruas da cidade aos automóveis para a alegria de pedestres, ciclistas e vendedores ambulantes (amo ruas vivas!). Na praça, vale ainda destacar o pequenininho, mas bonito Museo Casa Montejo e o museu de arte moderna e contemporânea Museo Fernando Garcia Ponce Macay. Ainda na parte histórica, um pouquinho afastada dessa parte mais central, encontra-se o Paseo de Montejo, com belos casarões. Um dos grandes destaques do Paseo é o Palacio Cantón. Construído entre 1904 e 1911 o palácio foi moradia do então governador de Yucatán e desde 1966 é um museu (entrada $60), que atualmente abriga uma boa coleção de esculturas maias e faz um bom apanhado da história das pirâmides mexicanas (ótima revisão de informações no final da viagem). Falando em acervo maia, na cidade encontra-se também o monumental Gran Museo del Mundo Maya. O moderno museu possui uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos, possui muitas informações sobre a cultura maia em diferentes formatos multimídia e é massa também que traz diversos dados sobre a organização e cultura dos atuais descendentes maias. Nos arredores de Mérida, estão o pueblo mágico de Izamal - que infelizmente não visistei, mas que parece ser maravilhoso -, povoados com vários cenotes e ainda diversas zonas arqueológicas, com destaque para Dzibilchaltún (não visitei), Mayapán, Uxmal e a Ruta Puuc (temas dos próximos tópicos). DIA 54) MÉRIDA/UXMAL E RUTA PUUC Antecipo já dizendo que Uxmal foi a minha zona arqueológica favorita em toda a viagem! 💚 Explico os motivos: 1) A cidade maia construída entre os anos 600 e 1000 e que chegou a ter uma população de 25000 habitantes, abriga a Piramide del Adivino, uma grande pirâmide diferentona, com bordas ovaladas;. 2) Possui muitos edifícios com ricas ornamentações, como o Palacio del Gobernador e suas ornamentações do Deus Chaac (associado à água e chuva) e os edifícios do Cuadrangulo de las Monjas e suas variações ornamentações envolvendo serpentes, aves, macacos, humanos e formas geométricas; 3) Possui a Gran Piramide, talvez tão alta quanto a Piramide del Adivino, onde ainda é permitida a subida até o topo, do qual se tem uma boa vista da zona; 4) Possui exemplos de edifícios com cresteria conservada (elemento da arquitetura maia construído sobre o teto dos edifícios e que os projetam ao céu); 5) Há muitas andorinhas, que fazem um belo espetáculo; 6) E por último, não tem vendedores ambulantes te assediando constantemente e não é visitado por muitas pessoas. O único problema é o custo de acesso - absurdos $413 (mesmo valor de Ek Balam) - e não haver muitas linhas de ônibus para retorno (cheque no terminal os horários de retorno). Para ida, há ônibus regular da Sur ($76), que sai do terminal da ADO em Mérida às 8h, 9h05, 10h40, 12h05, 14h e 14h30. Se estiver de carro, recomendo tirar o dia para conhecer também as outas atrações da Ruta Puuc, todas mais simples que Uxmal. Eu não estava de carro, mas mesmo assim contando com a sorte, acabei conseguindo uma carona na estrada e pude conhecer a Ruta. RUTA PUUC) "Puuc" no idioma maia significa "morro" e se refere a pequenos morros na plana Península de Yucatán, sobre os quais foram construídos os sítios arqueológicos que no passados eram conectados por sacbés (calçadas maias). Em uma concepção ampla, a Ruta abrange os seguintes sítios: Uxmal, Kabáh, Sayil, Xlapak, Labná e Grutas de Loltún (esta por ser mais distante, não foi visitada). 1) Kabáh é o mais impressionante entre os quatro, especialmente pelas grande dimensão de seus edifícios e pela riqueza de detalhes nas esculturas que ornamentam as suasconstruções. Vale também conhecer o Arco Triunfal, que marca o começo do sacbé até Uxmal; 2) Sayil é um sítio mais extenso em que se destacam o Palácio, um dos edifícios mais notáveis da ruta, com seus ao menos três andares com formas geométricas e colunas circulares; e a escultura do Deus da Fertilidade; 3) Xlapak possui um conjunto de edifícios, entre os quais se destaca o Palácio, com uma fachada recheada de formas geométricas e esculturas de Chaak (Deus da Chuva); e 4) Labná é um sítio simples com duas construções que chamam bastante atenção: El Mirador, uma construção bem elevada, e o Arco, com bela arquitetura maia. DIA 55) MAYAPÁN Cidade a 45 km de Mérida construída à semelhança de Chichén Itzá. Alcançou seu esplendor entre os anos 1200 e 1450, quando foi capital política e cultural do povo maia. Chegou a ter uma população de aproximadamente 12 mil pessoas, as quais contribuíram com a construção de cerca de 4000 estruturas em uma área de pouco mais de 4 km quadrados. A cidade teve seu declínio com a revolta de grupos sociais que opunham aos Cocom, à família nobre governadora. Como resultado, os líderes Cocom foram mortos e a cidade foi saqueada, queimada e abandonada. Além de sua importância histórica, uma coisa bacana em Mayapán é a diversidade de edifícios representativos da cultura maia em uma área compacta e ainda a existência de painéis com pintura bem conservados. Cheguei ao sítio de ônibus ($27 partindo do terminal Noreste com rumo a Telchaquillo). A ideia era conhecer o local e depois seguir rumo aos cenotes Kankirixche e Yaal-Utzil a cerca de 20 km de distância. Infelizmente não há transporte regular nesta rota. Teria que pegar um táxi coletivo e depois um táxi normal para chegar até os cenotes. Como ficaria muito caro, acabei desistindo da ideia. 😞 DIA 56) CIDADE DO MÉXICO Dia de retorno à Cidade do México em voo low-cost da Viva Aerobus. Na cidade fiz compras no Mercado de la Ciudadela, um ótimo local para comprar artesanatos e depois fui ao museu Soumaya do bairro chique e moderno de Polanco (fiquei com medo de pela minha aparência, ser abordado pela polícia no caminho do metrô até o museu hahaha 🤣). O Museu Soumaya é um museu com arquitetura arrojada com fachada revestida por 16.000 pastilhas de alumínio. São seis andares que reúne obras de grandes mestres mexicanos, arte em marfim chinês, muitas pinturas renascentistas e de grandes mestres europeus dos séc XIX e XX e o seu sexto (e último) andar agrupa várias esculturas de importantes artistas, especialmente de Rodin. Um museu incrível que exige ao menos duas horas para uma boa visita (o Wikipedia em português tem boas informações do museu para atiçar ainda mais a sua curiosidade). Ao seu lado fica o Museo Jumex, que também tem exposições incríveis. Acabei não o conhecendo, pois ia encontrar com uma amiga. À noite, a minha amiga me levou no Monumento a la Revolución, considerado o arco triunfal mais alto do mundo, localizado na Plaza de la Republica. Acho que vale super a pena uma visita durante o dia para apreciar melhor a construção. DIA 57) CIDADE DO MÉXICO Último dia da minha viagem. 😕 Acabei fazendo passeios em direções opostas da Cidade do México. O primeiro deles foi conhecer o Santuário da Basílica de Guadalupe. que é a segundo santuário católico mais visitado do mundo, perdendo apenas a Basílica de São Pedro no Vaticano. O Santuário agrupa a moderna basílica e outras igrejas, entre elas a antiga Basílica, que foi a primeira igreja do México dedicada à Virgem de Guadalupe. (espaço que seria dedicado a fotos, mas acho que perdi minhas fotos da Basílica 😥) Depois desse rolê, fui fazer o percurso de barco nos canais de Xochimilco. O melhor ponto para o contratá-lo é o Porto de Nativitas, pois é onde há mais opções de embarcações e onde há maior fluxo de gente. Assim vc pode se juntar a um grupo para baratear os custos. Foi o que fiz e acabei me juntando a uma simpática família colombiana, que me acolheu super bem, inclusive me dando alguns copos de cerveja. O passeio de 2h, dessa maneira, saiu por $150. O passeio é feito em trajineras, pequenos barcos muito coloridos e geralmente com nomes de mulheres (esposas dos donos), que são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Os seu condutores usam bastões de madeira para empurrar o leito e projetá-los pelos canais. As origens de Xochimilco remontam aos tempos pré-coloniais, quando os mexicas construíram canais e chinampas, ilhas artificiais onde se desenvolvia a agricultura. Ainda hoje há várias hortas e floriculturas na região. É comum os mexicanos realizarem comemorações de aniversário e de formatura nos passeios. Há muitas traineiras com estudantes bebaços, curtindo som alto. Muitos mariachis aproveitam também para tocar nas trajineras e animar ainda mais os passeios. O passeio passa por uma ilha onde há uma reprodução da Ilha das Bonecas (original), onde um senhor solitário juntava bonecas e as pendurava para, segundo as diferentes versões, espantar os maus espíritos ou para entreter o espírito de uma criança que foi encontrada afogada. O passeio para essa ilha é caro ($2000) e mais longo, 8h no total. Valeu super a pena como uma curiosidade cultural! DIA 58) RETORNO Fim da viagem! 😥 HOSPEDAGENS - Cidade do México: Mexico City Hostel (booking) - excelente hostel, muito bem localizado com boa estrutura e bom café da manhã! Meu único porém é o excesso de controle no uso da cozinha. - Pachuca de Soto: Airbnb Happy place (anfitrião Ignacio) - cama confortável, quarto espaçoso, anfitrião super gente boa, porém não há água quente no chuveiro, sendo preciso esquentar água em cuia usando uma resistência. - Ciudad Valles (Huasteca Potosina): Hostal Casa Huasteca (booking) - excelente hostel, com cama confortável, quarto espaçoso, ótimo café da manhã e atendimento super atencioso. O único e grande problema do meu ponto de vista é a cobrança por água potável do filtro. - Querétaro: Jirafa Roja (booking) - hostel bem localizado, porém achei o quarto sujo e tive problemas para fazer o check-out por não haver ninguém na recepção cedo. - Estacion de Catorce: Hotel San Jose (no local) - hotel simples com cama grande e confortável e consegui um ótimo preço depois de conversar com a dona - San Luis de Potosi: Sukha Hostel (booking) - hostel super em conta, com uma boa área para interação e banheiros limpos. - Guanajuato: Hostal Seis 7 (booking) - hostel muito simples, bem localizado. Porém não há cozinha, o banheiro é apertado e o do meu andar estava com um cheiro péssimo. - San Miguel de Allende: Black and White (conferir no Google) - eu acabei parando nesta hospedagem porque o que eu havia reservado pelo Booking estava em reformas e sua dona era irmã da dona destre outro. Não é bem um hostel, é mais um esquema Airbnb, com quarto com beliches. Gostei do local e especialmente da atenção da proprietária. O único problema é que é um pouquinho mais distante do centro. - Puebla: Gente de Más (booking) - excelente hostel. Quarto espaçoso, banheiro limpo e boa cozinha. - Atlixco: casa de uma pessoa que conheci aleatoriamente - Zacatlán de las Manzanas: Airbnb Hostal Zacatlán - o proprietário é super gente boa. Porém tive problemas por a localização informada no Airbnb ser diferente da localização real, por ter imaginado que era um hostel com recepção e ser apenas uma casa e no período em que fiquei o chuveiro elétrico não estava esquentando a água. Tirando isso, o quarto era bom e a cozinha era ótima. - Cuetzalan: Posada los Abuelos (no local) - pousada super simples, com quarto espaçoso e cama confortável, porém com um cheiro forte de parede de cimento. - Orizaba: Airbnb - Hostal Tlachichilco - na verdade não é um hostel. É um quarto anexo à casa da proprietária, que é bastante atenciosa. Cama ótima e banheiro dentro do quarto. Os únicos problemas são o sinal do wi-fi é fraco e não haver cozinha disponível (e logo não haver filtro de fácil acesso). - Oaxaca: Hostal de las Americas (booking) - excelente hostel! Quarto confortável, bem localizado e com staff atencioso. - San Cristobál: Torantelo B&B (booking) - hostel super barato, com cama confortável e com excelente café da manhã. - Comitán de Dominguez: Airbnb Casa Calli - quarto privado com cama meio desconfortável e janela sem cortina. O dono é super gente boa. - Palenque: Casa Janaab (booking) - excelente hostel, com estrutura maravilhosa! - Bacalar: Magic Bacalar (booking) - fiquei na barraca deles no camping. Achei ótima com uma cama super confortável. O hostel tem também um ótimo café da manhã e fica na beira do lago com um deck bom para se fazer amizades (tomei muita cerveja ali com os amigos que fiz no local). - Tulum: Lucky Traveller Hostel (booking) - hostel gigantesco, que já foi um hotel all-inclusive. Super econômico, com excelentes quartos e com algumas bicicletas disponíveis para empréstimo gratuito. Problemas: a cozinha é usada apenas por eles para fazer as refeições que são vendidas no hostel e distância grande do centro. - Isla Mujeres: Hostel Azucar (booking) - hostel bem simples com staff super atencioso e cama confortável, porém o quarto é meio apertado. - Holbox: Be Holbox (booking) - hostel bom, com quartos bastante ventilados e banheiros limpos. - Valladolid: a) Hostal Casa Chauac ha (booking) - excelente hostel com quarto amplo, banheiros limpos, bom café da manhã e com bicicletas gratuitas à disposição (só é um pouquinho caro); b) Hostal Casa Don Alfonso (booking) - ótimo hostel com dono super gente boa e com ovos no café da manhã. Único problema é que desligam o ar-condicionado após 3h e o quarto acaba ficando um pouco quente. - Mérida: Hostel Le Luj (booking) - excelente hostel com bom café da manhã incluso e com uma ótima cozinha! Único problema foi a grande quantidade de muriçoca na área de convivência e na cozinha. TOP, TOP CENOTES (todos que conheci) 1ª) Cenote Xkeken - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid ($80 individual ou $125 com o cenote Samula) 2º) Gran Cenote - a uns 6 km de Tulum na pista com sentido a Cobá ($180) 3º) Cenote San Lorenzo Oxman - a uns 3 km de Valladolid, no mesmo sentido do complexo Dzitnup ($80) 4º) Cenote Samula - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid 5º) Cenote Lol - Ha - no povoado de Yaxunah a 20 km de Pisté ($50) 6º) Cenote Il Kil - a 4 km de Chichen Itza ($80) 7º) Cenote Xcanche - no sítio arqueológico de Ek Balam a uns 28 km de Valladolid ($70) 8º) Cenote Zaci - dentro da cidade de Valladolid ($30) 9º) Cenote Hubiku - na pista no sentido de Ek Balam a 16 km de Valladolid ($100) 10º) Cenote Tamkach Ha - a 6,5 km de Cobá ($100) 11º) Cenote Multum Ha - a 1,5 km do anterior ($100) TOP, TOP ATRAÇÕES RELIGIOSAS 1º) Templo de Santa María Tonantzintla - Cholula 2º) Museu del Virreinato - Tepotzotlan 3º) Templo San Francisco Acatepec - Cholula 4º) Capilla del Rosario (Templo de San Domingo) - Puebla 5º) Templo de Santo Domingo de Guzmán - Oaxaca 6º) Iglesia de San Juan Bautista - San Juan Chamula 7º) Parroquia de San Miguel Arcángel - San Migue de Allende 8º) Catedral de Puebla - Puebla 9º) Santuário da Basílica de Guadalupe - Cidade do México 10º) Catedral da Cidade do México - Cidade do México TOP, TOP MUSEUS 1º) Museu de Antropologia - Cidade do México 2º) Templo Mayor - Cidade do México 3º) Museo de las Culturas - Oaxaca 4º) Museu Amparo - Puebla 5º) Museu de Bellas Artes - Cidade do México 6º) Gran Museo del Mundo Maya - Mérida 7º) Museo Internacional del Barroco - Puebla 8º) Museo Soumaya de Polanco - Cidade do México 9º) Centro de las Artes - San Luis Potosí 10º) Museo de Arte Moderna - Cidade do México TOP, TOP SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS 1º) Uxmal 2º) Teotihuacan 3º) Chichén Itzá 4º) Palenque 5º) Bonampak 6º) Monte Álban 7º) Toniná 8º) El Tajín 9º) Ek Balam 10º) Mitla TOP, TOP PUEBLOS MÁGICOS 1º) Real de Catorce 2º) Bacalar 3º) Cuetzalán 4º) Orizaba 5º) Tepotzotlán 6º) Bernal 7º) Zacatlán 8º) San Miguel de Allende 9º) San Cristobál de las Casas 10º) Valladolid
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    1. Pode ser impressa, precisa do carimbo da prefeitura da cidade, como cada país e prefeitura tem seus métodos, precisa ver como funciona na Holanda. 2. Provavelmente em inglês e holandês 3. Modelo acho que também se baseia por país, procurando 'carta convite' em holandês deve achar alguns.
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    Olá galera do Mochileiros ! Após ler muitos relatos que me ajudaram a viajar pelo mundo sem sair de casa, chegou minha vez de relatar minha primeira viagem sozinha, e ajudar quem está querendo curtir um pouquinho do Leste Europeu. Fiz essa viagem entre os dias 27/07 e 04/08/2019, o que significa que estou fazendo o relato durante a viagem 🥰 Meu roteiro Atualmente eu moro na Dinamarca, então meu vôo de ida e volta foram por Copenhagen. Meu roteiro ficou assim : 27/07 - Copenhagen X Praga 28/07 - Praga 29/07 - Praga e partida para Budapeste (as 23h) 30/07 - Budapeste 31/07 - Budapeste 01/08 - Budapeste 02/08 - Budapeste e volta para Praga (as 23h) 03/08 - Praga 04/08 - Praga X Copenhagen Câmbio: Por morar na Dinamarca, eu converto tudo para Coroas Dinamarquesas no fim das contas, mas para ficar mais fácil vou relatar os gastos na moeda local e no final fazer a conversão para Euros. A cotação do Euro agora em Julho de 2019 , pelo Xe.com era : 1€= R$4,22 1€ = Kc 25,65 1€ = 327,87 Muitos lugares em Praga aceitam Euros, mas acho que você perde alguns centavos nisso, e de centavos em centavos... Eu usei meu cartão 90% do tempo, mas tive que sacar dinheiro no ATM uma vez em Praga, e duas em Budapeste, e achei a cotacao bem ruim comparando com valor que eu pagava no debito. Nas compras que passei no debito a cotação estava bem fiel ao que acompanhei no app Xe Currency, recomendo baixar. Internet Eu não precisei comprar chip, porque o meu da Dinamarca funciona em outros países também, mas você consegue Wi-Fi na maior parte dos estabelecimentos. Passagens (Comprei com 40 dias de antecedência) Vôo CPH X Praga (Ryanair) : 513,80 DKK Onibus Praga X Budapeste (Eurolines) : 260 DKK *ida e volta Total das passagens em Euros : 104€ Hospedagem Nos meus 3 primeiros dias em Praga, fiquei no Luxury Hostel by Refal Group, e o nome nao mente, o lugar é realmente luxuoso para um Hostel ! http://www.booking.com/Share-hrnjw3 Na verdade, esse Hostel fica numa área residencial em Praga 3, mas com facil acesso ao centro, cerca de 12 minutos de tram. São varios apartamentos, e o Hostel fica no último andar de um desses prédios. Extremamente confortável e limpo, as instalações são novas e paguei um preço ótimo pelo que foi oferecido (tinha até toalha e shampoo). Lá nao tem muito clima de hostel, nao toca nem uma musiquinha, se vc quer só relaxar, pode ser otimo. Mas eu recomendo altamente que escolham um hostel na zona 1, pois da pra fazer quase tudo a pé. Farei isso numa proxima vez 🙂 Em Budapeste fiquei no Flow Hostel e simplesmente amei ! Bem localizando e dá pra fazer muitas atracoes a pé, achei limpo e o staff é muito prestativo. Super recomendo http://www.booking.com/Share-uc6gso E para meu ultimo dia em Praga eu peguei apenas um hostel mais barato no centro, mas nao sei como vai ser. Depois faco o Update ! O nome é New Hostel in Prague http://www.booking.com/Share-WH95N Em todos os hostels fiquei em quarto feminino de 6 camas e banheiro privativo, e os valores foram : 3 diárias Luxury Hostel Praga : 27€ 3 diárias Flow Budapeste : €56,48 1 diária New Hostel Prague : €12,96 Total Hospedagem : €96,44 Dadas as devidas explicações, vamos ao relato 😎
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    Oi pessoal ! Sou Beto, moro em Salvador e gostaria de compartilhar com vocês a experiência maravilhosa que tive agora nas minhas férias. Do dia 12/072019 até 30/07/2019, fiz um mochilão, sozinho, pelo pulmão do mundo. A nossa Amazônia brasileira , que nunca teve tão ameaçada como agora. Enfim... como estamos aqui pra compartilhar boas experiências, abaixo segue o meu relato. Mochilando 19 dias pela selva amazônica , desde Manaus , passando por Presidente Figueredo no estado de Amazonas, a cidade das cachoeiras , com mais de 100 dentro do referido munícipio, depois seguindo para o estado do Pará nas cidades de Santarém, Alter do Chão, Belém e Algodoal. Além de fotos ao final do relato tem algumas anotações dos preços de passagens, deslocamentos, Alimentação, hospedagem e de despesas básicas da viagem. Espero ajudar vocês montarem seus roteiros para as suas futuras viagens. Aaah...antecipadamente, peço desculpas por qualquer erro ortográfico, mas fiquei cheguei recentemente da viagem e já estou relatando pra vocês aqui, se deixasse pra depois eu sei q não ia fazer. Além do mais bateu a maior preguiça de reler. Então me desculpem por qualquer coisa. Primeiro dia da trip, sexta-feira dia 12/07/2019 Salvador ->Fortaleza ->Manaus, meu voo decolou às 16h40min cheguei às 22h 20min( no horário de bsb 23h20min). Comi ,tomei um litão e fui dormir. Sábado dia 13/07: Fui fazer um passeio urbano, conhecer o teatro Amazonas(R$ 20,00), Palácio da Justiça e o museu "Casa do Governador Eduardo Ribeiro. Tudo isso até meio dia. Nesse dia tive sorte, pois a visita guiada no teatro Amazonas foi grátis, graças a um projeto do Governo do Estado do Amazonas. Ao Meio dia fui pra região do Porto de Manaus conhecer o mercadão, onde almocei um tambaqui frito acompanhado com baião de dois, farofa e salada vinagrete R$ 15,00 + 1 coca cola de 600ml por R$ 4,00. À tarde fui na praia de ponta negra e depois seguir para um local chamado flutuantes, onde tem bares com DJs que flutuam no Rio Negro, aqui os preços são mais salgados que em outros lugares. Por exemplo, um balde com 5 cervejas long necks custou R$ 50,00 + entrada por R$ 15,00. Fiquei por aí até as 19horas. À noite fui comer um sanduíche com refrigerante. Total de 18 reais. Dormir cedo, pois no outro dia tinha de acordar cedo para um passeio. Domimgo, dia 14/07: acordei cedo, às 8h30 min o pessoal que organiza esse passeio foi me pegar no hostel, me juntei com o restante do grupo no Porto de Manaus, onde pegamos um barco em direção ao encontro das águas entre o Rio Negro e Solimões que daí vira o Rio Amazonas, depois seguimos para visitar um criatório de pirarucu (peixe q representa o Rio Amazonas). Por volta de meio dia almoçamos perto do local onde fomos visitar as vitórias régias. Comida boa, farta e todo tipo de peixe amazônico. No turno da tarde fomos tomar banho com os botos , sensação incrível. Após isso seguimos em direção a uma tribo indígena, onde eles fizeram um pouco de seus rituais de boas vindas , dança e além disso tem lembranças para quem quiser comprar. A noite estava muito cansado . Comi, tomei banho e dormi. Segunda-feira, dia 15: Ao acordar neste dia fiz o check out no hostel, fui almoçar, depois fui até a rodoviária comprei uma passagem para a Cidade de Presidente Figueiredo, conhecida como a cidade das cachoeiras, dizem q são mais de 100. O preço da passagem foi R$ 30,50. São duas horas de viagem. Como cheguei no meio da tarde, por volta das 16horas, não teria tempo para conhecer as cachieiras mais afastadas, então a moça do hostel onde pernoitei na cidade me indicou que eu fosse até a corredeira do Uburuí, fica perto e poderia ficar até a noite. Assim fiz. Valeu muito a pena, pois essa corredeira do Uburui é um rio lindo que corta a cidade onde tem alguns bares e funciona como área de lazer dos locais. Não é um lugar bagunçado que além de lindo encontra-se bem conservado. Voltei pra o hostel à noite, quando acertei meu passeio para as cachoeiras no outro dia com uma garota chamada Sofia, ela é de Florianolpolis e também estava viajando só. Nos juntamos em um grupo de 5, contribuímos com a gasolina do carro Para conhecer as cachoeiras. Das 100 só conseguimos ir em 1 cachoeira(risos):a da iracema, beleza era tanta q ficamos o dia todo lá. Na terça feira, dia 16/07 às 9 horas da manhã fomos conhecer a cachoeira da Neblina. Para chegar nessa cachoeira rodamos 17 km pela Br em direção a Roraima, no quilometro 51 entramos em uma pequena estrada onde deixamos o carro, cada um pagou R$ 10,00 para entrar e depois andamos por uma trilha, na maior parte plana, por quase 7 km. Trilha um pouco longa, porém muito fácil de fazer. Não precisa guia. Chegamos na cachoeira da Neblina depois de 1 hora andando , ficamos por lá curtindo um bom tempo. Lugar realmente lindo, cercado pela floresta amazônica e se foi sorte eu não sei, mas além de nós 5 o lugar do tinha mais 1 casal que também logo foram embora. Depois de desfrutar desse paraíso retornamos(mais 7 km) para o carro E seguimos para cachoeira da porteira. Lugar massa também, as quedas d'água são bem menores, porém no lugar é passível fazer algumas brincadeiras aquáticas como pular de corda na água, atravessar a corredeira segurando a corda, por exemplo. Ficamos aqui até depois do pôr do sol. Ao retornar para p hostel, tomei um rápido banho e seguir em direção a rodoviária de Presidente Figueiredo comprei a passagem pra Manaus no ônibus das 20h. Cheguei na capital as 22h. Chamei um uber, que custou R$11,00 até o centro onde pernoite mais uma noite no hostel que eu estava antes. Fui logo dormir no outro dia , pois tinhas de resolver a minha ida até Alter do Chão. Quarta- feira, dia 17: depois de tomar meu café da manhã, fiz p check out do hostel é segui andando até o Porto de Manaus onde comprei minha rede por R$25,00 e minha passagem até Santarém por R$120,00. La eles falaram que o navio iria sair as 11 horas, porém só saiu ao meio dia. Leve lanche ou já vá com a barriga cheia, pois nesse primeiro dia eles só disponibilizam a janta. Como já fui preparado para enfrentar as 36 horas de viagem entre Manaus e Santarém, eu só armei minha rede e seguir viagem. Quinta-feira, dia 18/07: Após uma madrugada mal dormida, pois tinha q ficar atento na minha mochila e também devido ao entra e sai de passageiros , nas paradas que faz em Parintins e Juriti , acordei de uma vez por todas as 7 horas da manhã, tomei meu banho e comprei meu café da manhã no barco por R$ 8,00( pão com ovo, um misto e um café com leite). Daí só foi rio abaixo até Santarém, onde chegamos às 15h 30min. Para a minha surpresa e a de muitos no barco a viagem durou 28 horas, 8 horas a menos que o normal. Em Santarém vc pode pegar um ônibus coletivo em direção a Alter, eu ia fazer isso até que quando eu estava indo em direção ao ponto de ônibus fui abordado por uma garota de São Paulo que veio na mesma embarcação de Manaus comigo me chamando pra rachar um táxi, estava ela mais duas mexicanas. Concordei em ir e cada um pagou 15 reais ao motorista que nos deixou na porta de nosso hostel em alter , o Hostel Pousada Tapajós( muito bom, indico). À noite jantei , tomei um banho e fui em um catimbó que acontece no centro da Vila todas as quintas. Muito bom. Mas como eu estava muito cansado voltei pra casa meia noite para dormir. Sexta-feira, dia 19/07/2019: Acordei as 8:30 tomei um café reforçado com beiju de tapioca, misto quente , suco , Nescau, café com leite , frutas e bolo de milho( perceberam q como bem né? rsrsrs...) Depois fui conhecer os arredores. Primeiro atravesse o rio ( travessia R$5,00, podendo diminuir caso atravesse mais pessoas se divide o valor pela quantidade de passageiros) e fui conhecer a serra da PIROCA ( KKKKKKK...) Isso msm. Quem for em Alter e se sentir a vontade de subir na piroca, fiquem a vontade, pois de lá tem a paisagem mais completa e bonita da cidade de onde se ver toda a Vila rodeada pela selva amazônica e o Rio Tapajós. Recomendo. Uma trilha fácil, fiz em menos de 1 hora. Em seguida fui para a praia do cajueiro onde almocei um PF de tambaqui por 20 bozos. Essa praia fica aos pés da trilha onde passei a tarde inteira e só sai dali para apreciar o por do sol no CAT, o mais lindo de toda viagem, rende muitas fotos belíssimas. À noite me reunir com o pessoal do hostel, saímos pra uma aula grátis de catimbó no mesmo local da festa do dia anterior e volte pra o hostel. Sábado, dia 20/07/2019: Nos reunimos em um grupo e fomos fazer um passeio chamado de Jari, saímos as 9h e só voltamos depois do pôr do sol, consiste em visitar uma reserva florestal onde podemos ver os animais selvagens como preguiça, iguana e macacos em seu habitat, depois fomos visitar as vitórias régias( essas estavam mais bonitas do que as q visitei em manaus) , na sequência fomos pra praia da pedra onde ficamos por mais tempo e almoçamos, depois lagoa negra e praia do cururu onde apreciamos o pôr do sol. À noite estava rolando uma festa bacana na Vila, que é a festa do Boto Tucuxi, na cidade a disputa de festa entre dois botos o rosa e o tucuxi. Nesse dia foi a festa do Tucuxi. Noite muita animada e rica culturalmente. Por volta das 3 da manhã fui dormir. Domingo, dia 21/07/2019: O dia amanheceu chuvoso, por isso passei a maior parte do tempo no hostel dormindo , é claro, devido a noite anterior. No meio da tarde o tempo melhorou , foi quando aluguei um caiaque pra remar pelo rio. Durante a noite jantei e dormir cedo. Segunda- feira, dia 22/07/2019: acordei, tomei café da manhã e fiz o check out. Partir para Santarém pra conhecer um pouco da cidade, já q o ponto alto de toda essa região é Alter do Chão e eu não queria deixar Santarém de lado. Como só tinha uma tarde,além de buscar informações sobre o meu deslocamento de barco entre Santarém e Belém, fui conhecer o parque, o museu... e à noite fui ao cinema, que fica no shopping paraíso, assistir O Rei Leão.( RS.. ). Uma informação importante é que o trajeto de barco Santarém-Belem , não existe lancha(um modo mais rápido de deslocamento que o barco). Portanto vai preparado pra passar 48 horas navegando pelo Rio Amazonas. Eu adorei a experiência. Terça- feira, dia 23/07/2019: lembram que eu contei que um dos motivos de passar 1 dia em Santarém era pra buscar informações sobre meu deslocamento? Pois então... não adiantou nada. Pq parece q estavam estruturando o Porto de Santarém e de onde partiam os barcos já não estava mais sendo ali e ninguém sabia me informar nada. Nem mesmo por meio de telefonemas que conseguir fazer para os portos . Então, como a maioria das pessoas que busquei a informação me disseram que a compra e a saída dos barcas se davam nas Docas( um dos portos da cidade) fui pra lá. Chegando me disseram que as partidas de barcos a partir daquele momento eram do outro Porto chamado Martim Pena, mas q eu poderia comprar a passagem ali nas Docas. Minha sorte que sair cedo do hotel que eu estava, já prevendo uma certa confusão nesse sentido , e acabou dando tudo certo. Comprei a passagem nas Docas, por R$200,00, peguei um mototaxi às 10h e 30min e fui pro outro Porto de onde o barco saiu ao meio dia. Informação importante: Não existe Uber nem 99 em Santarém, o único aplicativo de transporte que tem lá é um chamado "Urbano Norte". Feito a observação, voltemos ao meu deslicamento rumo a capital Paraense. O barco saiu no horário, não estava muito cheio então montei a minha rede e segui rumo as minha 48horas de viagem até Belém. Quarta - feira, dia 24/07/2019: Depois de uma noite inteira de entra e sai , acordei as 8h. O barco até Belém, pelo menos o q peguei, tem muito mais paradas do que o de Manaus a Santarém. Paradas longas. Nesse dia não teve nada demais , além da viagem. Portanto uma dica - leve livros, jogos, baixe seus filmes no celular ... Se muna de qualquer coisa q vai ajudar passar o tempo mais rápido. Eu levei um livro , mas passei a maior parte do meu tempo dormindo e quando acordado ficava rodando pelo barco apreciando a paisagem da floresta e das comunidades ribeirinhas por onde passávamos. Uma coisa bem interessante neste dia, foi que do nada um monte de crianças saíram de barco das suas casas dentro da floresta em direção ao navio. Depois percebi os passageiros do navio jogando sacolas plásticas com objetos ou alimentos dentro pra essas crianças pegarem. Quinta - feira, dia 25/07/2019: dia de chegada em Belém. Por volta das 10h é 30 min avistamos Belém, o navio agradou no Porto por volta das 11h 30 min. Descemos e fui até o ponto se ônibus pegar o transporte para o centro da cidade onde estar localizado o hostel que reservei , o Belém hostel, diária 45 reais com café da manhã simples. Como estava morto de sono, fiz o check in e fui dormir. Acordei por volta das 17 horas , fui em um super mercado compra e uma pizza pra comer a noite. À noite fui até um outro hostel , onde estava rolando um festa e alguns amigos q conheci em Alter estavam lá. Fiquei neste lugar até meia noite. Sexta- feira, dia 26/07/2019: acordei cedo, pois tinha que ir conhecer um vilarejo chamado Algodoal, fica a 3 horas a norte de Belém. Ao contrário de todas as outras praias que eu visitei pela região amazônica, que eram praias de rio portanto de água doce, em Algodoal é praia de água salgada, pois fica localizada no litoral do Pará, banhado pelo oceano Atlântico. Nesse dia após o café da manhã, fiz o check out e fui em direção a rodoviária, onde peguei uma van por R$40,00 (tem a opção de ir de ônibus também, por 37 bozos) o transporte te deixa na cidade de Marudá, de onde atravessa de barco pra algodoal pagando por isso mais R$10,00. Me hospedei na casa de uma moça simpática chamada Dani, estar tentando implantar um hostel em sua casa, que fica logo no começo da praia onde os barquinhos atracam. Pela hospedagem em um quarto com ventilador paguei R$ 50,00, inclui um simples café da manhã( café, leite e pão com manteiga). Deixei minhas coisas na hospedagem e fui logo pra praia , de cara percebi que o local não era uma vilazinha pacata no interior do Pará, mas sim uma ilha bem badalada onde a população de Belém vai passar as férias e feriados. Com barracas de praia enormes que promovem festas para seus clientes . Eu adorei ! Hahahaha... Cheguei na praia as 16 horas da tarde pra um simples mergulho no mar e retornei para o hostel quase 1 hora da manhã. Um pouco embriagado.rs... Dormi pra me preparar pro dia seguinte. Sábado,dia 27/07/2019: Acordei por volta das 11 horas da manhã, tomei café, vesti a sunga e fui pra praia. Nesse dia fiquei em umas das barracas onde almocei peixe e acompanhamentos (R$20,00) e fiquei tomando cerveja de 600 ml( R$10,00). Além da cerveja de 600 ml, em frente das barracas que tem festas, ficam ambulantes vendendo cerveja em lata 3por R$10,00. Bem voltando ao almoço, isso ocorreu logo na primeira praia que não me recordo nome, fiquei aí até as 15 horas quando fui pra Praia da princesa , que é uma das praias de Algodoal. Anda pra caramba pra chegar lá, mas tem a opção de ir de charrete. No caminho tem um riacho que quando estar cheio, atravessa de barco pagando 2 reais. Por volta das 16 horas cheguei nas barracas da festa localizadas na praia da princesa e ali fiquei curtindo, bebendo, dançando, tomando banho de mar e ouvindo música boa até as 23 horas. Depois disso voltei andando até a praia onde almocei onde estava tendo mais festa , em uma barraca festa de catimbó e em outra regge. Continuei a noite e pela madrugada. Domingo, dia 28/07/2019: Depois de um dia e noite bem aproveitados acordei meio dia, fui almoçar na praia , dei um mergulho no mar e retornei pra pegar minhas coisas no hostel e retornar pra Belém. O retorno Paga-se o mesmo preço pra chegar Na ilha. Estrada eengarrafada, pois era o último dia de férias do meio do ano no estado do Pará. Então o retorno foi mais lento. Cheguei em Belém por volta das 20 horas, fui pro hostel, pedi uma pizza , como, tomei banho e cama. Segunda, dia 29/07/2019: Nesse dia tirei pra conhecer de fato a capital do Pará, porém não pude ir aos museus pq estavam fechados , então passei o dia batendo perna pela cidade, fui ao mercado ver o peso comprar lembranças, nas Docas. Belém é uma cidade que você consegue conhecer tudo em um dia. Então, consegui fazer tudo e voltei para o hostel. Terça- feira, dia 30/07/2019: dia de retornar pra casa, mas como meu voo era só às 18h 15min, deu tempo de fazer algumas coisas , tipo ir aos museus que estavam fechados como o da casa das 11 janelas, museu náutico, forte e o parque MANOEL DAS garças que é um parque ambiental urbano com borboletário. Tudo perto um do outro. Voltei pro hostel, fiz check in do meu voo de volta pra casa , tomei um banho, fiz o check out do hostel e fui pro aeroporto de uber, que custou do centro R$17,00. Assim finalizei uma das viagens mais lindas que fiz pela região amazônica. Dessa forma , aconselho a todos a economizar uma grana assim além disso vc tendo a vontade de viajar, vá! Espero ter ajudado com o relato. Grande abraço SEGUEM OS CUSTOS QUE ME LEMBREI DE ANOTAR. Passagem pela Gol de ida: Salvador - Manaus com conexão de 1 hora em Fortaleza R$409,98 Passagem pela Latam retorno: Belém-Salvador com uma escala de 6horas em Fortaleza R$282,95. Passagem de barco Manaus - Santarém R$100,00 Passeio(tribo, boto, reserva...com almoço e agua) R$160,00. Hospedagem c/ ar e café manhã no Hostel Manaus R$55,00 Ônibus urbano R$ 3,80 Uber aeroporto centro de Manaus R$ 30,00 Cerveja em lata na praia de Ponta Negra R$ 4,00 Almoço tambaqui no mercadão de Manaus R$ 15,00(PODE ACHAR POR R$10,00) Em Santarém/alter Hostel Tapajós R$50,00( CAFÉ da manhã incluso e farto) Ida de Santarém para Alter de táxi dividido por 4 R$20,00 pra cada. Uma Diária de hotel simples em Santarém R$70,00 Barco Santarém para Belém R$200,00 Hospedagem em Algodoal R$50,00 Passagem de ônibus Algodoal R$37,00 e de van R$40,00. Depois se paga mais R$ 10,00 da travessia de barco até a ilha de Algodoal. Almoço em Algodoal a partir de R$20,00 nas barracas de praia e a partir de R$10,00 nas ruazinhas da Vila Fotos: 01 - Casa de Ribeirinho na Floresta 02- Parte da Tribo Indígena Dessana 03 - Crianças Indígenas 04 - Rio Uburui em Presidente Figueiredo 05 - Cachoeira da Neblina em Presidente Figueiredo 06 - Pôr do sol no Rio Tapajós em Alter do Chão 07 - Navegação no Rio Tapajós em Alter do Chão 08 - Vista para as vitorias regias em Alter 09 - Boas amizades que fiz em Alter do Chão. Estavamos comendo peixe filhote, que apesar do nome é bem grande. 10 - Algodoal, norte do Pará 11 - Centro antigo de Belém 12 - Mirante do Parque Mangal das Garças em Belém Quem quiser ver mais fotos dessa trip, pode conferir no meu Instagram. 13 - Festa do Boto Tucuxi em Alter do Chão ( o rapaz de branco é o boto)
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    3º dia (06/05) Acordamos às 07h00, tomamos café (pão, manteiga, geleia, chá e café), escovei os dentes, me troquei e partimos às 07h30. Como ainda era cedo o frio era presente, mas no decorrer do dia, a sensação é bem melhor rs Iniciamos o tour pelo deserto de tiguana, mas só passamos por ele, mas as imagens são lindas, em seguida paramos para tirar umas fotos na linha do trem, inclusive é a imagem de capa do relato Foto da câmera da Fran, a mulher tira fotos bem viu rs O motorista informou que estava subindo cada vez mais, cerca de 3.800 mts, e realmente a pressão na cabeça era maior, mas sem problemas. Passamos por um vulcão (não me lembro o nome), mas era show. E seguimos para laguna cañapa, onde tinham alguns flamingos, muito bonito, tiramos algumas fotos e seguimos viagem. Fotos da SJCAM: Chegamos até a laguna hedionda, é ali do lado rs, o cheiro não era tão agradável, mas a visão era, e muito! E ali com aquela visão nós paramos para almoçar, e voltei a não acreditar que estava na Bolívia, almoçamos com gringos, tendo em vista uma laguna daquelas. Almoço: Frango, cenoura, batata, macarrão, maça, água e coca. Foto da SJCAM: Foto da câmera da Fran: Após o almoço, ficamos sabendo que o pai do Jamie, não estava muito bem, estava no hospital e tudo. Essas coisas são bem complicadas, tristes de todas formas, eu havia conhecido aquelas pessoas não faziam nem 48hs, mas ao saber daquela notícia, o sentimento é de tristeza, a empatia novamente é colocada em prática, são amigos de viagens, queremos o bem de todos, a alegria das pessoas. Ali o Jamie não podia fazer muito, mas tomou cuidados para retornar mais cedo pra casa. Continuamos a viagem Saimos às 13h08 e chegamos no deserto de Siloli, onde tem umas pedras bem legais, uma inclusive que parece uma árvore. De lá, fomos para a esperada Laguna Colorada, lá o ingresso é a parte, e para quem curte tem carimbo para o passaporte A Laguna é bem bonita, os gringos não quiseram ficar muito, Jamie ainda estava bem triste, então foram para o hostel, mas eu Fran e Rafael, ficamos curtindo a vista, tirando umas fotos, e eu passando frio kkkkkkkkkkkkkkkk que frio dos diabos hahahahahahah eu só estava com uma camiseta e uma blusa, e a tarde caindo, e o frio aumentando hahahahah mas o lugar é muito show mesmo! O hostel ficava perto, então voltamos andando no maior barato, afinal, mochileiro é assim, não pode ver uma trilha que já quer andar hehehehe Fotos da SJCAM: Chegamos no hostel às 17h00, tomamos chá com bolachas, e mais tarde, às 20h jantamos (sopa + pão + macarrão e ainda ganhamos uma garrafa de vinho). Então tomei aquele banho de lenço umidecido, por causa do frio rsrs, e já coloquei a roupa do dia seguinte para dormir, as cobertas resistiram bem, mas o que sobra pra fora tipo a cabeça, haha fica gelada rs. Gastos do dia: $ 150,00 bols
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    Dia 3: Paris Saímos do hotel e antes de pegar o metrô procuramos uma "padaria" para o petit dejeneur. Encontramos uma bem próximo do hotel mesmo, a poucas quadras de caminhada. Tomamos um suco de laranja natural, café expresso e comemos um croissant. Não lembro o preço, mas achei caro pelo tamanho das porções, mas estava uma delícia. Pegamos o metrô e fomos em direção à Sacré-Coeur. Não tenho certeza, mas olhando no mapa acho que descemos na estação Barbès - Rochechouart, meio que sem querer, porque fiquei meio perdido em saber qual era a estação mais próxima. Pelo menos aproveitamos para dar uma caminhada de leve pelo bairro. Não tem nada de mais, mas por ser o segundo dia em Paris cada esquina era um encanto, com as construções, os letreiros e vitrines de lojas etc., todos esses encantos quando estamos em um país pela primeira vez...
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    Olá, antes de uma apresentação minha, dos motivos que viajei, do relato, dos porquês, eu vou fazer um breve introdução. Aqui eu não vou dizer só e detalhado tudo do que fiz na viagem, vou contar mais um relato pessoal, tudo que senti, pensei e passei. Uma aventura muita mais interna/pessoal do que para tirar fotos, carimbar passaporte. Vou contar tudo o que vivenciei, descobri e aprendi, não medirei palavras e contarei de sexo, drogas, hitchhiking, calote em hostel, ônibus, quando tomei banho no meio de um parque ou até dormi na estação de trem. A cada lugar que parava eu ficava de 5 dias até semanas. Procurava saber de tudo, prato típico, custo de vida, renda normal das pessoas, como elas vivam lá, o que achavam, procurava saber até de coisas de mulher, como tratamento de cabelo, maquiagem, manicure, tudo. Mais uma vez, esse relato não é dica de viagem, até pode ser, mas é algo mais pessoal. Por isso não há muitas fotos, minhas fotos foram mais de momentos do que 'turísticas'. Eu poderia fazer crônicas sobre cada dia e aqui vou tentar fazer o mais resumido possível. Escrevo direto e dificilmente volto atrás (no texto) para mudar alguma coisa. ------------------------------------ Era início de tarde, a ligação dela foi repentina enquanto me preparava para sair com meus colegas de quarto. Me disse para ir à sua casa e eu obviamente não hesitei. Avisei que me encontraria com eles em umas 2 horas e saí do hostel ao encontro dela. Era meu último dia em Praga, como eu estava eu fui, de chinelo e bermuda. Como não tinha internet na rua, consegui um wifi num hostel próximo e avisei que estava do lado da casa dela. Ela desceu também usando chinelos, com roupa básica, cabelo bagunçado e um sorriso no rosto. Cabelo quase ruivo, longo e encaracolado, olhos castanhos claros e pele branca, sem maquiagem. Me convidou para entrar. A casa estava consideravelmente bagunçada, mesa suja, coisas espalhadas. Fomos ao quarto dela e conversamos. Não muito depois nos beijamos. Quando tirei sua roupa percebi que as pernas, como outras partes, estavam recém feitas, como fosse só para mim. Transamos. E após quase exaustas uma hora e meia, terminamos rindo e conversamos um pouco sobre tudo, ainda na cama, como bons amigos, quando comentei que tinha que sair, ela se lembrou que também tinha que encontrar alguns conhecidos. Nos despedimos e disse que eu esperava reencontrá-la em algum lugar, um dia, quem sabe. Ela concordou rindo, mesmo sabendo que aquela talvez seria a última vez que nos veríamos. Me deu um beijo na bochecha e foi nas pontas dos pés para o banho. Ela era livre! --------------------------------------- Eu comecei a trabalhar cedo, com 16 anos, já na minha área, e vinha trabalhando até então, hoje com 24. Tinha uma posição importante na empresa, bom salário, bolsa na faculdade, carro. Mas eu estava frustrado, não queria aquilo para mim, eu estava muito novo para aquilo. Eu estou novo. Quando meu pai se casou aqui no Brasil com uma alemã, ela me disse que tinha uma casa vazia na Alemanha e eu poderia ir quando quiser. Foi então, em que em poucos meses decidi largar tudo e ir para Alemanha! Tranquei faculdade, comprei minha passagem, pedi demissão e após dois meses (de aviso prévio) estava saindo do Brasil em direção à Alemanha. Meu objetivo na época era encontrar algo para ficar lá, um trabalho, uma faculdade. Saí do Brasil com 13 mil reais ao todo. Não falava inglês direito, o que sabia, "aprendi" em duas semanas ouvindo aúdio-aula no meu carro enquanto ia para o trabalho. Em dois meses na Alemanha, vi neve pela primeira vez, tive um relacionamento difícil depois de um tempo com a família da esposa do meu pai porque segundo eles, "eles eram alemães" e eu tinha que viver como eles. Coisas como nossos 15 minutos de tolerância ou coisas banais eram suficientes para um problema. O mesmo aconteceu na Suécia, onde também passei dois meses, mas ainda chegarei lá. Morava numa pequena cidade chamada Kaufbeuren, tinha alguns bares, três boates e uns sete mercados (grandes/pequenos). O primeiro mês na cidade e nos lugares que fui foram impressionantes, a surpresa que causava nas pessoas era ainda mais. Como eram cidades consideravelmente pequenas, as pessoas sabiam que eu não era de lá, por causa da minha cor principalmente. Eu não sou negro, não sou branco, eu sou queimado de sol (sim, eles notam. Para mim eu só sou moreno). Crianças me encaravam como se eu fosse de outro mundo porque elas nunca tinham visto ninguém da minha cor. Quando eu entrava no bar, todo mundo parava e me encarava! Os homens e mulheres. Na primeira semana eu já fiquei famoso na minha cidade, primeiro porque eu bebia muito, então estava sempre frequentando os lugares, segundo eu era bronzeado, terceiro eu era brasileiro (fator principal até). Afinal, que um brasileiro fazia lá?! Legal citar também do susto que eu causava nas pessoas ao sair na rua de havaianas, principalmente calça jeans e havaianas - sou carioca. Entre esses dois meses e pouco, um mês eu estudei alemão para estender meu visto. Paguei aproximadamente 500 euros - me arrependo hoje me dia - e consegui mais sete meses de visto estudando apenas um. Foi um mega "jeitinho" que eu nem estava procurando, mas o diretor da escola ofereceu para mim. Na minha cabeça, de lá eu ia já conseguir me fixar na Alemanha, então 2~3 semanas antes decidi viajar um pouco. Viajei entre Budapest e Praga. Quis chegar em Budapest numa quinta-feira para pode pegar o final de semana e saí direto de Munique para lá. Foi incrível, muita coisa para fazer, as pessoas são 'easy going', mas o preconceito é forte por alguns. Ouvi dizer também que é muito comum alemãs viajarem para Budapest só para para fazer o cabelo, unha, etc. Pois saí mais barato pagar a passagem e fazer por lá que fazer na Alemanha. O mesmo acontece na Bulgária e outros países. Já que na Alemanha, uma manicure cobra a partir de 40eur (pelo menos na Bavaria) e o corte de cabelo masculino não saí por menos de 12eur. Dos três dias que reservei o hostel, dois eu nem dormi lá. Eu ouvia muita coisa tipo "Lucas, eu não sou essas meninas de 'one night stand’ ", mas eu não estava lá para isso. Realmente não. Daí continuava conversando e no final sempre rolava. Eu continuo falando com muita gente, aliás. No último dia como deixei para comprar em cima da hora, eu perdi menu ônibus para Praga. Era domingo, voltei para o hostel, paguei mais uma diária e fui dar uma volta na cidade. Domingo, de noite, caminhando aleatoriamente na rua, eu começo a ouvir uma música que parecia que conhecia. Segui o som. Chegando no lugar eu me deparo com uns 200 brasileiros, cantando pagode, parecia um carnaval!! Eu não acreditava no que via. Obviamente me juntei, cantei com eles, muitos me estranhavam porque eu era "um br novo". E foi incrível!! Assim que terminou o pagode nós nos juntamos para limpar a praça (bem legal) e fomos para uma boate, cantando "baile de favela" na rua. Eu quase não dormi no hostel de novo e esses mesmos brasileiros eu viria a encontrar meses depois quando voltaria à Budapest e Munique. Dia seguinte foi em paz, caminhei por um mercado popular, peguei uma chuva terrível que acabou com meu tênis e terça-Feira de madrugada chegava em Praga. Eram 4h da manhã, em Praga na rodoviária. Aguardei um tempo lá e depois de 1h caminhava para o hostel. Em plenas 5h da manhã de uma terça-feira via pessoas super bêbadas pela rua, bares e boates ainda cheios e com música rolando, pessoas vendendo/comprando drogas. Ao chegar no hostel, o checkin era apenas 12h, deixei minha mochila e fui dar uma volta. Entre 7-8h ainda havia gente saindo de festa e todos que viam falar comigo assim que soubessem que era brasileiro me perguntavam se eu estava com drogas. (?!) Quando voltei ao hostel 10h, eles me liberaram para ir ao quarto - eu estava bem cansado. Era misto, hotel/hostel. O quarto do hostel era no final de um corredor no terceiro andar, era como uma casa, com cozinha, dois banheiros e dois quartos com doze pessoas cada. Éramos muitos, mas quem se juntou foram eu, um australiano, duas americanas, uma norueguesa, uma italiana e uma chinesa. Fiquei em Praga 5-6 dias, sendo que o último eu dormi de graça no hostel. Como o controle era apenas uma chave magnética, o pessoal abriu para mim e eu dormi na cama com a americana. Entre todos os lugares em Praga, o melhor foi um chamado "Naplavka". É como um cais, à beira do rio, com pessoas locais e longe dos idiotas norte-americanos, vários bares e música. Quando fui tinha muita gente estudando e bebendo vinho na beira do Rio. Eu viria a encontrar todo o pessoal aleatoriamente lá, pois quando eles foram eu não estava junto. De Praga planejava ir para Póznan, encontrar uma amiga polonesa que eu tive um 'rolo' em um dia na Alemanha - eu só viria encontrar com ela de novo em Portugal oito meses depois - mas tive que voltar para Alemanha para estudar. Eu estudei com 22 refugiados, de todas as idades, 18 aos 50, todos homens, e foi muito legal compartilhar conversas com eles ainda que poucos falavam bem inglês. Alguns ali realmente não queriam nada e estavam só para ganhar dinheiro do governo, mas outros falavam "Lucas, eu quero aprender o idioma, trabalhar e trazer minha família". Eles colocaram a família no Skype, me mostraram e explicaram que todos estavam vivendo na casa de uma tia porque a casa dele tinha sido destruída. Aos que tem 50 anos é complicado também, pois eles estão recomeçando tudo. Me sinto até privilegiado de tido uma chance de ter tido reais conversas com eles. Importante citar que eu sofri MUITO racismo e preconceito por não ser e falar alemão, seguranças me proibindo de entrar em bar/boate, pessoas tentando arrumar briga comigo (me dando ombrada), me tratando mal por não falar alemão. Aliás, eu parei de perguntar para as pessoas se elas falavam inglês, simplesmente saía falando até ganhar a atenção dela. O racismo principal é dos homens, as mulheres por outro lado me davam muita atenção, em outras palavras 'mole'. Também é perceptível a diferença das gerações a cada 10 anos. Se você tem 30 anos ou mais, provavelmente não fala inglês, só os mais jovens. Essa geração mediana é super orientada à resultados e a mais velha não é racista - os mais velhos são os menos racistas (sim!). As mulheres são muito auto-suficientes e orgulhosas, algo que talvez venha de todo movimento histórico alemão. Na geração do meio para nova você pode ver a diferença de mentalidade também, em termos de tolerância e expectativa de vida mas ainda são parecidas porque são jovens – não tiveram tempo ainda de amadurecer. Nessa geração mediana muitos estão saindo da Alemanha por lá ser muito "chato". Eles estão indo para países que consideramos “ruins”, como o México, Colômbia, até Brasil. Reclamações de transporte não funcionar, cancelamento repentino de ônibus/trem ou até a não solução de problemas recorrentes (atenção em como eu disse isso) são tão comuns lá como aqui e, arrisco dizer, na mesma proporção. Por todos esses motivos que é muito comum na Europa os brasileiros se juntarem. Espanhol vêm junto porque eles são iguais à gente. Muita gente me perguntava se eu gostava de encontrar brasileiro enquanto viaja, porque geralmente eles não gostam de encontrar a mesma nacionalidade, e eu sempre falava que era óbvio. Amo Brasil, amo minha gente, "Brasil é longe para caralho, o que você está fazendo aqui?"... Inclusive, a grande maioria das minhas amizades na Alemanha foram com espanhóis e brasileiros que conheci aleatoriamente. Um, aliás, virou ‘brother’ e mora no Rio também! Mais engraçado é que eu conheci ele aleatoriamente em Munique dando um lugar para a namorada dele e a gente conversou um pouco até percebemos que ambos éramos brasileiros e cariocas, e pior, a gente morava próximo um do outro na Alemanha. Tempos depois também, decidimos ir para Munique de bike (100km), e teve o tiroteio do cara no McDonald's, foi uma merda, a gente voltou, acampou no meio mato e na Alemanha é proibido, fizemos comida no meio da praça... A gente pedalou uns 92km em um dia. (essa era minha bike) Também cheguei a fazer uma “viagem” de 4 dias para Fussen. Uma cidade há 30km da minha, onde fiz acampando e cheguei até subir o Tegelberg, 1881m. Chegando ao topo, eu com uma mochila pesada, cheguei a deixar ela de lado e subir só nos braços porque estava muito cansado. Uma coisa legal na Alemanha é que durante o verão os parques ficam lotados, o dia é mais longo, é muito comum você ver gente nua no parque pegando sol, homem e mulher. Eles são muito mais mente aberta com isso. A famosa Eisbach Wave que não tive a oportunidade de surfar por que meu wetsuit não era suficiente (3.5), e o mínimo recomendado era 5.5. Um dia estava com 2 amigas espanholas quando chegou um cara do nada, amigo de alguém, que acho que era DJ. Havia uma festa em Zurich de graça, o cara falou que tinha uma casa lá e em 30 minutos resolvemos tudo e estávamos saindo de Munique até Zurich. O DJ ficou com a gente, pagou cerveja para todo mundo, o crystal (metafetamina) rolou também para todos e 7h da manhã íamos para casa do dono da boate. A casa era irada, na beira de um riacho, enorme, um cara me mostrou que estava fazendo uma pousada aqui no Rio, teve aquela garrafa 5L de Chandon, uma maconha top e até rolou o bandejão do pó. Mas não usei, era demais já. Uma amiga ficou, e era hora de eu e a outra voltarmos. O tal DJ ficou em um hotel em Zurich. Nós andamos um pouco pela cidade, tentamos blablacar, e fomos para o ônibus. O Itáu bloqueou meu cartão de crédito porque eu havia mudado de páis em 3h e por "razões de segurança e tal"... Como era domingo, tudo fechado, tivemos que pagar em dinheiro e era o DOBRO do preço na hora. Mas, a gente tava morto, então fomos lá, 40 euros. Quando chegamos em Munique só comemos e fomos dormir. Depois das aulas, decidi sair da Alemanha pois foi quando percebi que era quase impossível de arrumar emprego sem passaporte, e para você conseguir um visto você precisa ganhar pelo menos 48k euros / ano. Ou seja, você precisa ser no mínimo muito estudado. Então fui aproveitar o verão na Grécia! Em 4 dias, arrumei minha mochila, comprei passagem e aterrissava em Zakynthos. Sem passagem de volta ou lugar para ficar. O visual era estonteante, pois o avião beirou toda a costa da Croácia e eu podia ver o mar e os milhares de barcos. Cada ilha, pequena ou grande, pouco habitada ou muito, ou até mesmo deserta. Chegando em Zakynthos tentei negociar com as pessoas que saíam para rachar um táxi pois iria até uma parte meio longe para tentar acampar (16km). Desisti e resolvi ir andando com a mão esticada pedindo carona. Minha mochila estava pesada, com uns 22kg. Como tinha roupa, comida, gás, água, barraca, etc, ficava mais pesada um pouco, mas também acho que estava um pouco demais. Alguns km depois encontrei um mercado, cheio, muita gente comprando álcool, parecia carnaval. Tentei negociar com eles, mas o carro sempre estava cheio (era verdade porque eu via) ou eles iam na direção contrária. Voltei a andar! Um carro parou, o italiano mal inglês falava - italianos não falam inglês - tentei falar com ele, ele negou e foi embora. Alguns minutos depois ele volta, falou que ia me levar e conhecia o camping. Tentamos conversar um pouco, ele disse que tinha casa na ilha, que gostava de "brazilians boys" e que eu podia ir qualquer dia. Hm... Algo bem comum que ouvi pela Europa... Agradeci, desci do carro e fui para o camping. O camping era gigante, até cheio, os donos eram alemães que não falavam inglês (?!), tinha mesas e a parte para acampar era como uma grande ladeira em zig-zag até a praia. O visual da minha barraca era o mar, onde eu via o nascer do sol impecavelmente. Também sempre acordava 7h da manhã com muito calor por causa disso. Citar também, que o fiscal no aeroporto confiscou meu protetor solar. Eu acabei esquecendo ele na mochila pequena. Falei para ele que o protetor era brasileiro e que valia ouro, mas não adiantou, sem desenrolo. Com o protetor custando 20 euros na ilha, eu fique toda a viagem sem. Nos dois primeiros dias eu fui até a avenida principal, onde rolavam as festas. Eram 6km de caminhada, 50min, às vezes conseguia uma carona, às vezes fazia tudo a pé. De madrugada era incrível por que eu via 3-4 estrelas cadentes por noite, mas muitas das vezes foram a pé. Laganas era lotada de bares e boates, geralmente de graça para entrar, o álcool é barato e é muita loucura. Eu curti... Por 2 dias! Depois era só gente idiota. Eu quebrei um osso pequeno do meu pé porque pulei de um bar, aliás está quebrado até hoje, haha. A manjada pergunta "where're you from?" é clássica, e quando falava que era brasileiro, do Rio, em meio aos jogos olímpicos, era loucura. Se eu chegasse num bar, falasse que era brasileiro, carioca e era meu aniversário, eu pegava o bar inteiro. É comum você ver angolanos (ou gente da região da áfrica) vendendo pulseiras na praia por 1eur. Como estava sozinho, muitos vinham falar comigo e acabava explicando todos os motivos de estar lá. Eu ganhei pelo menos umas 4 pulseiras de graça por que eles gostaram da minha história, cada uma com um significado diferente, como exemplo "hakuna matata". Após esses dois dias resolvi explorar a ilha e tentei alugar um ATV. Foi muito engraçado quando eu chegava no local e mostrava minha carteira de habilitação: um pedaço de papel (br). Uns 3 não aceitaram, foi foda. Na última tentativa eu consegui, por 25eur/dia (o mais caro). Peguei por um dia e fui, sem mapa, dar a volta na ilha. Foi... sem palavras! O mar azul de um lado, uma montanha do outro, uma reta que parecia terminar no céu e mar, alguns momentos eu abria os braços. O meu sorriso estava de orelha à orelha, e escrevo esse parágrafo já sorrindo só de lembrar... Quando cheguei na Shipwreck Beach fiquei horas sentado à beira do penhasco e não acreditava que estava ali. No horizonte, o mar se misturava com o céu e os gritos abafados das pessoas na praia pareciam suspiros do vento. Quando voltava, já procurando um posto, a gasolina acabou (o marcardor não funcionava, mas eu já estava esperando). Eu tive que empurrar o troço por uns 2km até achar um posto, mas foi até de boa. Ainda ajudei um casal de italianos, meio velhos já, que estavam com uma moto quebrada no meio do nada... Ao todo fiquei sete dias em Zakynthos e meu último dia decidi ir à Atenas para ver minha volta para Alemanha, mas lá iria mudar de planos de novo. Último dia, eu desci o camping de mochila e ficaria na rua até 7h da manhã aguardando meu ônibus para cidade e pegar a balsa. A polícia me parou uma hora me perguntando porque eu estava de mochilão àquela hora andando para lá e para cá. Ainda de madruga vi um cara suspeito mexendo numa bolsa na praia mas não fiz nada. Poucos minutos depois veio um casal que estava na água me perguntar se eu havia visto alguma bolsa. Eu me liguei na hora... Quando eles me perguntaram o cara que roubou veio logo em seguida e eu disse que havia sido ele. Ele disse que tinha sido eu. A gente discutiu, eu estava fora de mim e até peguei uma faca... Falei para o casal que se ele estava lá era porque a bolsa dela também estava, e para ela procurar debaixo de carro, lata de lixo, etc. Eu sou brasileiro, carioca, sei disso. Mas no final, não deu em nada!! Quando peguei a balsa até Pargas era incontável o número de gente bêbada ou de ressaca, muitos reencontros de gente que eu não tenho ideia do nome e provavelmente nunca vou ver de novo, parecia um carnaval². Na viagem de 6h de Pargas até Atenas, o visual é indescritível. Atenas já me pareceu estranha de cara. Esperava homens bonitos (tem que dizer que homem grego é 'boa pinta') e mulheres feias. Mas em geral todo mundo é bem feio. No hostel eu já encontrei brasileiro e no meu quarto haviam duas pessoas. Will e Sarah, inglês e australiana, respectivamente. A gente conversou 20 min e combinamos de irmos comer algo juntos. Eu antes fui direto ver minha volta para Alemanha, mas estava caro. Dos quatro dias que fiquei, um foi de graça. Porque um cara pagou uma diária, mas foi embora para uma das ilhas. Tudo em Atenas é pago e caro. É muito comum ver gente tentando tirar dinheiro de você e até te sequestrar (segundo o que me disseram). Fiz tudo a pé e me recusei a pagar 20eur para ir na Akrópolis. Desci pelo outro lado e procurei o lugar que servia de ponto de vista para foto da mesma. Andei, andei, andei. Em certa parte, eu vi uma pequena montanha com uma igreja no topo e fiz o pequeno hiking de chinelo que durou uns 20~30 min. Não era o ponto de vista que procurava mas valeu a subida. De volta ao hostel, conversando, todo mundo lá fez a mesma coisa. Acho que o melhor de Atenas foi o hostel, pois todos viam de diferentes ilhas e lugares, cada um com uma história diferente. E a noite fomos ver o jogo do Brasil e Alemanha juntos. Também foi muito legal ver todo mundo planejando espontaneamente a próxima parada, usando os mesmos sites que usava e da mesma forma. O dia que todo o pessoal saiu a noite, fomos em busca de algum lugar legal. Vimos boates, com pessoas dançando, sem música nenhuma, tanto quanto estranho, ruas desertas e mais gente feia. Eu estava mancando muito porque causava do meu pé e sempre andava mais atrás. Quando achamos um bar, subimos uns 4 andares e descobrimos o lugar que servia de ponto de vista para a foto a Akrópolis. O bar era legal mas a cerveja custava 6eur, pedimos uma só para irmos embora. Final da noite passamos horas sentados na calçada, na rua, conversando sobre tudo. No penúltimo dia 2 meninas francesas me chamaram para ir à Mykonos com elas. Elas não tinham nem onde ia ficar, porque iam de improviso, eu tinha barraca e tal, elas eram bem gente boa. Mas como o barco estava um pouco puxado não fui e resolvi ir até Sófia, na Bulgária. Quem foi com elas foi o cara que pagou a diária e foi embora, por isso fiquei no lugar dele. Dia seguinte de noite estava indo para Sófia. O ônibus era meio acabado, ninguém falava inglês, mas não via problema. O maior foi que na segunda parada para o ônibus pegar passageiro, tinha uma família com um cachorro filhote na caixa para transporte. O motorista fez a família colocar ele na bagagem!! Eu fui falar com eles, eles não me entendiam, em seguida uma mulher fez um escândalo porque tinha uma criança dormindo e ela estava pegando o espaço de dois bancos, mas tinha espaço para todo mundo, o que não fez menor sentido. Desisti de discutir e deixei para lá. Eu conseguia ouvir o cachorro latindo no bagageiro e toda vez que ele parava já achava que o bicho tinha morrido. Não consegui dormir mais e tentei até trocar de lugar para parar de escutar. Eram 16h de viagem. De manhã, chegava em Sófia, na Bulgária. O cachorro estava vivo. Andei até o hostel, e estava bem cedo. Cheguei cerca de 7h da manhã e perguntei se podia tirar um cochilo no sofá até a hora do check-in. A menina deixou e fiz isso. Acordei 13h novo para fazer o check-in e percebi que fazer isso poderia ser uma tática para economizar diárias em hostel, o que viria a fazer logo em seguida. O hostel tinha as paredes desenhas por mochileiros e eu até gostei. Também fiz alguns desenhos. Quando cheguei tentei fazer amizades com todos, mas eles estavam meio fechados. Alguns, já de saída, disseram que o meu varal era genial. Eu carrego uma corda (de metal) de 5m para fazer de varal, invés de ficar pendurando toalha na cabeceira da cama. Então, sim, eu esticava roupas as vezes no meio do quarto. Também carregava em 2 garrafas pet de 600ml de detergente e sabão em pó. Aceito dicas para isso, caso tenham. Sófia é uma cidade muito barata. Tudo é bem barato, comida e bebida. Supermercado também. Fiquei 2 dias no hostel e andei a cidade quase inteira. Conheci alguns locais e logo no segundo dia uma menina local tinha me chamado para viajar para Plodiv com ela. Eu já estava me preparando quando ela me disse que não ia dar porque o pai dela ia busca-la mais cedo. Pena! Fiquei no mesmo hostel mais um dia e conheci pessoas que estavam em outro andar. A menina, alemã, cantava muito e os caras, canadenses, sabiam tocar guitarra, baixo, etc. No dia seguinte nós fomos à uma loja de instrumentos musicais e eu só dei a ideia deles fazerem um som. Eles tocaram Seven Nation Army com a menina cantando e até os funcionários vieram para ver. Foi muito irado. Detalhe, eles tinham mais ou menos 20 anos. Todos nós estávamos saindo do hostel no mesmo dia e eu coloquei um outro hostel, ainda em Sófia, para o dia seguinte. Naquele dia eu não teria lugar para ficar. Com gente local fui à um parque chamado “Градска градина”, em outras palavras City Garden. Me explicaram que a polícia que tomo conta do parque é a do Teatro e por isso a polícia normal não está autorizada à exercer lei lá. O parque é lotado de gente de todas as idades, bebendo, fumando, apenas juntas conversando, é bem legal. Do parque fomos para o Studentski Grad. É como um cidade universitário e é mais irado ainda. Cheguei à ir nos alojamentos e conversar com as pessoas, o mercado perto é 24h e ainda mais barato que o da cidade. Compramos um monte de álcool e ficamos até 5h num parque conversando, onde então chegava no hostel e perguntava se podia tirar um chocilo no sofá. Economizava uma diária. O hostel é chamado Hostel Mostel. É bem grande, o pessoal super mente aberta e se não tivesse lotado, ficaria todos os dias lá, porque a vibe é muito boa. Conheci pessoas que viria a encontrar de novo em outras cidades ou até um americano que estava indo para a China para passar dois meses. Fiquei dois dias no hostel pagando um, porque no último acabei dormindo no sofá. O sofá era enorme, em quadrado, como uma grande cama, final do dia éramos 5 pessoas conversando, até que todo mundo dormiu por lá mesmo. Eu só acordei bem cedo, antes de mudar o turno dos funcionários para eles não perceberem, peguei minha mochila e saí. Fui então de volta ao meu primeiro hostel. Havia dormido só umas 3h. Chegando lá pouco havia mudado, algumas pessoas novas, todos quietos. Tirei um cochilo porque estava cansado e eu já estava há mais de uma semana naquela cidade. Quando acordei havia apenas uma menina alemã no quarto e começamos a conversar. Ela me disse que estava indo no dia seguinte para uma cidade chamada Veliko Tarnovo. Eu perguntei o horário e companhia do ônibus, pedi 30min e fui para estação de ônibus ver a passagem. Nas meia hora que pedi resolvi tudo, comprei a passagem, reservei o hostel, voltei para o quarto e falei “bom, estamos viajando juntos amanhã”. Dia seguinte estávamos em Veliko Tarnovo. Andamos bastante da estação até o hostel. Lá vinha encontrar novamente algumas pessoas que estavam em Sófia. Veliko Tarnovo, apesar de ser bonita, é uma cidade pequena. Bem pequena. Andamos um pouco em volta e nosso objetivo era ir para o Buzludzha, um antigo observatório de UFO abandonado. Era um pouco distante e o passeio pelo hostel era 30eur. Me recusei a pagar e a minha amiga disse que então iria sozinha, porque ela só foi lá para isso. Sem problema. Conversei com algumas pessoas do hostel e um cara ia alugar um carro para ir até outra cidade e voltar, perguntei se ele podia me deixar no meio do caminho ou até no observatório se eu desse 5eur para ele, afinal era no caminho. Ele disse que não tinha problema algum e acabou que até a alemã veio comigo. O lugar era irado, e ainda estava com uma forte neblina que fez o lugar mais interessante ainda. Para a volta, descemos a pé e conseguimos uma carona já na porta do observatório. Era um local e um inglês que eram amigos há muito tempo e estavam se visitando. O motorista deu para a gente experimentar Rakia, uma tradicional bebida alcóolica lá, mas essa tinha o teor de 60%. E... não parecia que era bem doce. Ele nos deixou na beira da estrada em direção a Veliko Tarnovo, era fácil, afinal era só uma estrada. Começou a chuviscar um pouco e eu consegui um papelão no lixo, pedi uma caneta numa lojinha e escrevi a cidade. Conseguimos uma carona até a próxima cidade, ainda no meio do caminho. A segunda carona que conseguimos era um Audi, só a aliança do dono devia valer o carro. Ele não falava inglês e ligou para o filho dele falar com a gente e traduzir para ele... Foi muito legal da parte dele e em 2h, sendo que só de viagem eram umas 1h20, chegamos de volta à Veliko Tarnovo. No mesmo dia, fomos para outro hostel que estava uma amiga da menina que estava viajando comigo. Chegamos lá e tinha cinco pessoas no hostel: eu, minha amiga, a amiga dela, um funcionário e... uma brasileira. Muito super aleatório, eu coloquei Charlie Brown para tocar e ela saiu da cozinha tipo “?!”... haha. Conversamos um pouco, ele disse que estava marcando um tempo fora da zona Schengen, do quão ruim é viajar tendo que aprender inglês ainda e mais bizarro que parecia que ela gastava menos dinheiro viajando que só vivendo no Brasil, tudo o que pensava. Eu até espero que ela leia esse relato porque eu não lembro nem o nome dela, haha. Ficamos um tempo, bebemos umas cervejas e eu e minha voltamos para o hostel. Dia seguinte íamos ver nossa ida para Bucharest. Arrumamos nossas coisas, tomamos café da manhã, e fomos esperar a amiga dela. Ela demorou eternidades e estávamos quase desistindo quando ele finalmente aparece. Na estação de trem, super deserta, tivemos que comprar uma passagem até outra cidade para lá procurar a passagem para Bucharest. A viagem para lá cortava todos os campos de girassóis, e você via quilômetros de girassóis por toda a extensão do trilho, fantástico. O único problema era que o ar-condicionado do trem não funcionava e as janelas não abriam, então estava MUITO quente. Mesmo dia, na parte da tarde, chegávamos à Bucharest. *Continua....
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    Olá pessoal, Vou deixar meu relato sobre uma viagem que fiz agora no mês de Junho/2019 para Malta, um local muito bacana e que não há tantas informações aqui no fórum. Irei fazer uma apanhado em linhas gerais sem detalhar totalmente o que fiz em cada dia pois foram 10 dias lá e em alguns dias fiz bastante coisas e em outros tirei o dia pra ficar de bobeira sem fazer quase nada. Passagens Eu já cogitava ir para Malta desde o ano passado entao sempre pesquisava os preços e tinha noção dos valores que giram em torno de R$2500 a cima. Não há vôos direto do Brasil pra lá, então sempre será preciso fazer uma escala em algum país. Em meados de Abril eu vi uma promoçao saindo do Rio de Janeiro pela Swiss por R$1640 já com as taxas. Fiquei tentado a comprar porém pela Swiss não é possivel fazer o parcelamento da compra, entao aguardei mais uns dias e encontrei pelo mesmo valor saindo de Sao Paulo pela Lufthansa. Pela cia alemã foi possível fazer o parcelamento em até 5x, para isso foi preciso realizar a compra pelo site e logo em seguida ligar na central de atendimento solicitando o parcelamento. A atendente confirma as datas dos trechos, os nomes dos passeiros, a quantidade de vezes a ser parcelado, pega os dados do cartao e informa que em até 24hs eu receberia a confirmação se a compra havia sido aprovada ou não. Porém em 3hs já havia recebido a conformação da compra. O itinerário havia ficado assim: IDA: São Paulo – Zurique / Zurique – Malta, ambos os voos pela Swiss, e a VOLTA: Malta – Frankfurt / Frankfurt – Rio de Janeiro, ambos os voos pela Lufthansa. Fique super satisfeito por pagar um valor relativamente barato (R$1640 já com as taxas) e ainda por poder voar com boas cias. Dois dias antes do meu voo acordo com um email informando que meu voo de ida havia sido cancelado. Pouco tempo depois recebo um outro email informando que o voo havia sido remarcado para 4 dias depois da data inicial. Eu tinha duas opçoes, primeira, deixar da forma como estava e depois entrar na justiça pra tentar receber alguma indenização da cia pelo fato do voo ter sido cancelado em menos de 72hs, além do prejuízo com reservas de hotel, etc.., ou a segunda opção, ligar na central de atendimento e tentar uma realocação em outra cia. Optei pela segunda opçao, nao queria ter meus dias comprometidos lá, tendo que abrir mao de varias coisas por ter que ficar menos tempo. A atendente foi bem solícita e em poucos minutos remarcou meu voo para a data inicial indo com a Alitalia ao invés da Swiss. Vôo Como eu já havia feito o checkin pela internet, cheguei ao aeroporto apenas para despachar a bagagem da minha mulher pois eu viajei apenas com uma bagagem de mao, uma mochila de 30L. Com mais de 3hs de antecedência o checkin ja estava aberto e tinha uma fila muito pequena. Me livrei da bagagem, fui bater perna no aeroporto e comer algo antes do voo. O embarque iniciou na hora marcada e nao houve nenhum atraso na saída do voo. Antes da mudança de cia aerea eu iria para Zurique e teria uma janela de 7hs até o segundo voo, com a mudança eu fui direto para Roma, com o segundo voo saindo poucas horas após a minha chegada. Foi minha primeira vez que voei com a Alitalia e pra falar verdade nao gostei muito, a classe economica tinha os assentos na configuraçao 3-4-3, as poltronas tinham pouco espaço entre uma fileira e outra, tinha uma caixa de metal fixa em baixo da poltrona a minha frente e isso acabou atrapalhando esticar as pernas, (depois percebi que essa tal "caixa de metal" existia em outras fileiras tambem), o serviço de entreterimento deixou muito a desejar com poucas opçoes de filmes, alem da grande maioria serem filmes antigos. A maior parte dos filmes tinha legenda em ingles, alguns em portugues e a boa parte em italiano. O serviço de bordo achei bem simples tambem, antes da refeiçao quente foi servido somente uns snacks e antes do pouso, o cafe da manha. O voo chegou 20 minutos antes do previsto em Roma. Os procedimentos na imigração demoraram cerca de 40 minutos, tinha bastante gente na fila. O oficial só me perguntou o motivo da minha viagem e nao me pediu mais nada. O segundo voo até Malta tambem saiu na hora, e por incrivel que parece o aviao era menor e mais confortavel que o outro vindo do Brasil. MALTA O desembarque se deu de forma rápida assim como a restituição de bagagem. Como não foi preciso passar pelo controle de imigração novamente a saída do aeroporto tambem foi rápida e tranquila. Eu estava de planos de pegar um transporte público para chegar ao meu hotel porem minha mulher estava com bastante dor de cabeça sem falar da mala pesada, entao acabei sedendo a um taxi. Dentro do aeroporto tem um guichê onde voce paga antecipadamente a corrida e já existe o valor pre-determinado para canto da ilha. Eu fiquei hospedado em Sliema e o valor até lá custou 20€. Fiquei hospedado no Park Hotel, o mesmo tinha uma nota intermediária, as diárias tinham café da manha incluso e a localizaçao era muito boa, praticamente em frente ao mar. Porém o sinal de wifi no quarto era muito ruim, o cafe da manhã tinha poucas variedades e nenhuma fruta. O elevador é pequeno e antigo. Há uma piscina na cobertura e outra no subsolo, alem de academia. Obs.: As diárias em hostel nessa época do ano em quarto compartilhado giram à partir de 90 - 100 reais. Minha mulher trabalha na Azul cia aérea, entao ela tem bons descontos em vários hoteis, entao só por isso optei por ficar em hotel, porque o valor que pagaríamos numa cama em quarto compartilhado, juntamos e pagamos num quarto só nosso em um hotel. Nesse primeiro dia nao fiz quase nada, o jetlag tava matando, afinal lá são 5hs à frente do nosso horario. Juntando isso mais a noite mal dormida no voo a gente nao tem muito ânimo de fazer as coisas. Depois de dar uma descansada bati perna nas proximidades do hotel para ver o que tinha por perto (supermercado, locais pra comer) e bati perna no calçadão a beira mar. Num primeiro contato foi possível perceber o quanto a cidade é extremamente limpa. Na avenida beira mar há vários quiosques que oferecem variados tipos de ambiente, musica ou até mesmo piscina. Mesmo se tratando de uma praia no "centro" da cidade não há nenhum esgoto, nao ha nenhum lixo na agua. Há inumeros pontos de banho e em todos os lugares a agua é cristalina. Em Sliema há uns locais chamados de piscinas romanas, que sao piscinas construidas nas rochas a beira mar. piscinas romanas No dia seguinte levantei cedo pra bater perna e fui para Valleta, que é considerado a capital do país. Para se chegar lá é possível ir de onibus ou de barco. Eu optei pelo barco pois além de ser mais rápido (uns 7 min no máximo), já aproveitava e fazia o passeio em si pelas aguas. O barco parte de Sliema a cada 30 min e o valor do ticket custa 1.50€ cada perna, ou entao se comprar antecipado ida/volta o valor cai para 2.80€. Valetta É um local muito bonito, com construçoes bem antigas e com várias coisas pra se visitar. É aconselhável ir com calçado bem confortável pois a cidade é cheio de subidas, descidas, escadarias e cansa bastante a caminhada. Dentre as coisas pra se ver em Valetta podemos destacar: - Parlamento na Av da republica - Upper Barrakka Gardens - St Jhon's Co-Cathedral - Triq Merchants Nessa cidade foi onde percebi muitos turistas, muita coisa voltada exatamente pra tirar dinheiro do povo (bares, cafés, lojas de souvenir, passeios em carrinhos de golf, passeios de charrete, etc.) Vele muito a pena conhecer a cidade, com uma manhã é possivel ver praticamente tudo. Mas pra quem gosta de andar bem devagar, sentar e tomar um café, entrar em igrejas, museus, etc.. pode tirar o dia pra ficar por lá. ---> Continuarei o relato no próximo post..
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    A cidade de Quito, capital do Equador, está situada no planalto andino, em um vale rodeado por montanhas e vulcões. A 2.850 metros sobre o nível do mar, é a segunda capital mais alta do mundo (na verdade, é a primeira considerando que La Paz não é a capital da Bolívia, apenas a sede do governo). Quando fiquei sabendo que havia um vulcão na capital que apresentava um lindo panorama da cidade e de muitos vulcões do Equador, eu quis subi-lo imediatamente. Este vulcão é o Pichincha, o qual é dividido em dois cumes principais: o Guagua e o Rucu. O Guagua Pichincha é a cratera principal, porém coloquei o Rucu Pichincha como meu objetivo. Isto porque, o Rucu pode ser alcançado em apenas 1 dia e eu não tinha os dois que são necessários para fazer o Guagua. Segue abaixo mapa mostrando ambos os cumes e as trilhas para chegar neles, bem como o Teleférico e a cidade de Quito. Este relato apresentará os detalhes para você atingir o cume do Rucu Pichincha (trilha amarela do mapa acima), mas se você quiser se aventurar ao Guagua, há duas opções: · Realizar a Integral Pichinha, uma trilha bem extensa para alcançar ambos os cumes e aí o recomendado é acampar no refúgio que está na beira da cratera do Guagua. Total: 11 km e 1500 metros de ascensão por trilha (trilhas verde e amarela do mapa). · Subir de carro a estrada que sai do povoado de Lloa, bem próximo de Quito. Total: 16 km e 1900 metros de ascensão por estrada de terra (trilha azul do mapa acima). O meu tracklog do Rucu Pichincha foi postado na página do Wikiloc e pode ser encontrado neste link aqui. Se você quiser realizar a Integral Pichincha, recomendo que siga a descrição do Santiago González, a qual se encontra neste link. PROGRAMAÇÃO Como Chegar Antes de iniciar a trilha para o topo do Rucu, é preciso ir ao Teleférico de Quito, que fica no Bairro La Mariscal. Fui de taxi e paguei 4 dólares até o teleférico. Os táxis no Equador, no geral, são baratos e compensam muito se você estiver viajando em grupo. Além disso, a Uber também funciona muito bem nas ruas de Quito. O horário de funcionamento do teleférico é de segunda a quinta das 09:00 às 20:00 e de sexta a domingo das 8:00 às 20:00. O trajeto até o Mirador Los Volcanes dura 20 minutos. Este mirante, além de apresentar uma maravilhosa vista de Quito e seus arredores, também coincide com o ponto de início do trekking. Neste link você poderá ver informações detalhadas sobre o Telefériqo de Quito. Para retornar ao meu hostel após descer do pico, paguei 1 dólar de van até a Calle Mariscal Sucre, que é a avenida que atravessa a cidade de norte a sul. Daqui procurei táxis que me cobrassem os mesmos 4 dólares da ida, porém estavam me pedindo 10 dólares ☹. Me disseram que era por causa do trânsito, mas provavelmente foi por minha cara de gringão mesmo. Lembrando que a distância até minha hospedagem era de apenas 3 km. Pra minha sorte havia um ônibus que passava a 100 metros dali e que ia até a Avenida Cristóbal Cólon, a qual estava próxima da minha hospedagem. Tomei o bus de número 67 e paguei somente 25 centavos de dólar. Bem melhor que os 10 dólares do amigo taxista. Quando Ir A época de seca nos Andes equatorianos vai de junho a novembro. Fiz a trilha para o Rucu Pichincha em setembro e o tempo estava excelente. É recomendável fazer a trilha bem cedo, já que pela tarde é comum que as montanhas ao redor de Quito sejam encobertas por nuvens. O Que Levar · Calça de trekking · Camiseta · Bota ou tênis de trilha · Jaqueta corta vento · Leve segunda pele e blusa de fleece para o caso de fazer frio · Mochila pequena (< 30L) · Boné/chapéu · 3 L de água · Snacks para trilha · Protetor solar · Câmera fotográfica RESUMO DE GASTOS (2017) · Água e comidas para a trilha = US$ 7,00 · Táxi ao teleférico = US$ 4,00 · Valor de subida e descida do teleférico = US$ 8,50 · Van do teleférico até a Avenida Calle Mariscal Sucre = US$ 1,00 · Ônibus até Cristóbal Cólon com Amazonas = US$ 0,25 GASTOS TOTAIS = US$ 20,75 O RELATO Numa quarta-feira de setembro, acordei às 7:00, tomei café e peguei um táxi do Bairro La Mariscal até o Telefériqo de Quito. Ele é o meio de acesso para o Mirador Los Volcanes, ponto inicial do trekking para o cume do Rucu Pichincha. Cheguei no Teleférico às 8:40 e, pra minha surpresa, ainda não estava funcionando. Como já disse, de segunda a quinta funciona das 09:00 às 20:00 e de sexta a domingo das 8:00 às 20:00 e só descobri isso ao chegar lá. Mas foi bom porque nessa espera conheci o Gal, um israelense extremamente simpático que queria fazer a mesma trilha. Pensei em perguntar da Mulher Maravilha, mas não tive coragem. Ele só me disse que é um nome comum no país (a atriz que interpreta a personagem no universo da DC é uma israelense chamada Gal Gadot. Nunca pensei que fosse falar da Mulher Maravilha num relato de viagens). Voltando pro que interessa... Ele me disse que não estava seguro em como seria seu desempenho em altitude, já que como o Brasil, Israel não possui altas montanhas. Então ele resolveu aproveitar o meu embalo e disposição para me acompanhar nesta empreitada. Compramos os bilhetes do teleférico por 8,50 dólares, que servem para subida e descida da montanha. Não perca o bilhete que você receberá, pois o mesmo também serve como comprovante de descida. Caso perca, terá que pagar mais 8,50 para descer. O trecho dura cerca de 20 minutos até o Mirador Los Volcanes, um mirante na cota 3.950 m que apresenta lindas vistas de Quito e dos principais vulcões do Equador. O céu estava completamente azul e a visibilidade era tremenda. De lá se podia ver lindamente os vulcões Cotopaxi, Cayambe, Antisana, Rumiñahui e Illinizas. Inclusive, é possível enxergar o topo do Chimborazo, a montanha mais alta do país, com 6.268 m de altura, e que está a 140 km de Quito!! Para que você possa contemplar este visual, recomendo que comece a trilha o mais cedo que puder. Explicarei o porquê mais adiante. Gal e eu tiramos algumas fotos do cenário e partimos para iniciar a trilha. Em poucos minutos de caminhada, pode-se contemplar o belo cume proeminente do Rucu Pichincha. Os primeiros 3,7 km são de aproximação à montanha e possuem um grau menor de dificuldade, já que a inclinação da subida não é tão acentuada. Porém, enquanto caminhávamos nos questionávamos por onde subiríamos até o topo, já que não era possível visualizar uma possível rota de subida. Isto porque a face que se vê do começo da trilha é de pura rocha. Assim que nos aproximamos da montanha, notamos que a trilha a contorna pela sua direita, por trás daquela face rochosa que vimos de longe. A partir deste ponto, a trilha está menos marcada, mas não há como se perder. Seguimos caminhando por detrás do pico por um terreno com uma inclinação um pouco mais elevada. Após cerca de 500 metros de distância, há um ponto que parece que a trilha acaba, mas é um lance em que é preciso subir uns 2 metros pela rocha mesmo. É um trecho um pouco delicado, mas não se preocupe, pois não é escalada. Mas a parte tensa do trekking só ia começar 500 metros mais pra frente. Neste ponto, a altitude já é um fator determinante (4.500 msnm) e é bem quando o terreno fica bem inclinado e bem arenoso, dificultando o rendimento da caminhada. Aqui, Gal e eu fizemos várias paradas para controlar os batimentos cardíacos e o ritmo respiratório. O visual era ainda mais espetacular, com a cidade de Quito lá embaixo e aquele cenário vulcânico bem característico por todos os lados. Deste ponto em diante, tem que tomar mais cuidado com a orientação, já que por vezes ela não é tão óbvia. E iniciamos a investida final para o cume. Caminhamos por meia hora por trilha bem inclinada até chegar numa placa. Daqui é preciso tornar para a esquerda para a investida final. Agora, percorre-se a última meia hora para o cume num terreno rochoso um pouco exposto e não muito marcado. É preciso tomar cuidado. Finalmente, após mais de 800 metros de desnível acumulado e 5,7 km percorridos em 3 horas, atingimos o cume do famigerado Rucu Pichincha. O cume do Rucu está na cota 4.784 msnm e é bem pequeno, o que proporciona um lindo visual 360º do panorama da região. A vista era deslumbrante. Pode-se ver todo o visual da cidade de Quito e do vale em que a cidade está situada. Também se vê todos aqueles famosos vulcões equatorianos acima citados, só que daquela perspectiva que só topos de morros podem proporcionar. Do cume, também se pode ver o imenso vulcão Guagua Pichincha, que fica a 4 km do Rucu. Como explicado na INTRO, o Guagua é a cratera principal e o Rucu é a cratera velha do mesmo vulcão, o Pichincha. Aqui no topo podem aparecer carcarás sociáveis. Acredito que os turistas devem alimentá-los. Eles são selvagens, porém é impressionante ver o quão perto eles podem chegar. Ficamos por uma hora contemplando o incrível cenário e iniciamos a descida. Se para subir foram 3 horas, a descida se deu em apenas 1h30min. Chegamos de volta ao teleférico próximo das 14h. Neste momento o dia já tinha mudado completamente. Se de manhã o céu estava completamente limpo, agora havia muitas nuvens no Rucu Pichincha e nem era possível ver a montanha. Ao longe também havia uma névoa que impossibilitava contemplar os vulcões dos arredores de Quito. E, claro, bem nesta hora tinham mais turistas, porque não são todos que preferem acordar de manhãzinha. Mas garanto que recompensa muito mais levantar cedo, mesmo se você não for subir o vulcão. Este é um padrão que se repete frequentemente em Quito: manhã de céu azul e tarde com muitas nuvens. Aqui, Gal se despediu de mim e desceu de teleférico primeiro, enquanto fui tirar mais algumas fotos. Peguei uma filinha de uns 20 minutos para tomar o teleférico da volta. Imagino que aos finais de semana deva ser bem caótico. E foi isso. Foi um dia delicioso, muito recompensador e bem barato. Espero que tenham desfrutado. Seguem abaixo algumas fotos deste dia. Rucu Pichincha visto da trilha Lindo vale a a cidade de Quito lá embaixo Vista do Vulcão Cotopaxi do Mirados Los Volcanes Próximo ao cume do Rucu Vulcão Guagua Pichincha visto do cume do Rucu Vista de Quito do topo do Rucu Postei este relato no meu blog. Você pode acompanhá-lo no link http://trekmundi.com/rucu-pichincha/ Beijos e abraços!
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    Em Porto você só precisa usar transporte público para ir do aeroporto até o centro, ou da estação de trem até o centro, o resto é tudo muito próximo, não precisa usar transporte. Ou seja, com 2 tickets de metrô 1.20 € você resolve os seus problemas de transporte em Porto, não precisa pagar um monte de dinheiro num "Porto Card" por causa disto. Em relação as atrações free, cada pessoa tem os seus interesses pessoais, mas pessoalmente eu acho que não vale a pena. Eu já fui 2 vezes a Porto, e dos locais onde este tal "Porto card" é aceito, o único local que interessou em entrar foi na Igreja e Torre Clérigos que custa 5€ lá na hora , nos demais locais nunca tive muita vontade de entrar. E o tal "Porto pass" nem dá acesso free a Torre Clérigos, dá só 50% de desconto.
  37. 1 ponto
    Eu estou indo à Porto+Lisboa em julho, 3 dias em cada e também estou querendo ver isso! Vi que tem um Porto Card que inclui algumas atrações free ou descontos + transportes, mas tô tentando descobrir se vale a pena. Também vou ficar num hostel bem localizado então acho que pelo menos em um dos dias de Porto eu não vou precisar me preocupar mto com transporte... https://visitportoandnorth.ecwid.com/Porto-Card-Official-City-Pass-c10283728 https://www.portocard.city/en/test-experiences/portocard-benefits_discounts/
  38. 1 ponto
    Fiquei em um hotel bem simples, porém, limpinho e extremamente bem localizado. Fica na Via Emanuele Filiberto, 189 - Vila Mazoni - bem em frente a estação A Mazoni do metrô. Para se ter uma ideia, o Coliseu fica a uns 5 minutos de caminhada e você só precisa pegar o metrô se for para algum lugar mais afastado, como o Vaticano por exemplo, o resto é tudo a pé. (Se você dobrar a esquina já é a avenida principal do Coliseu, muito bem localizado). E por ser bem simples o preço é bem acessível. Na época acredito que foram 30 euros/diária, mas como já faz tempo não leve em consideração esse valor, pois pode ter alterado. Faz tempo que fiz eu fiz essa viagem e infelizmente não me lembro o nome do hotel, mas fica bem em frente do Cinema Royal (nº 189) no lado oposto da avenida. Vou tentar ver se consigo as informações no meu HD antigo e se conseguir eu posto aqui para o amigo. Segue a foto do local, que não tem inscrição é fica em um prédio grande antigo. Abraços...
  39. 1 ponto
    Eu fui pra lá no ano passado, fiquei num bairro muito bom chamado San Giovanni, dava pra ir a pé até o Coliseu (10min) e do lado de estação de metrô e trem. Sugiro que fique em qualquer lugar perto de uma estação de metrô, mas na margem direita do Rio Tibre, onde estão a maioria das atrações da cidade...a única exceção talvez seria a região de Termini, pois embora seja muito bem localizada é um pouco mal encarada à noite.
  40. 1 ponto
    Visitei a Chapada Diamantina recentemente com mais 2 amigos e conseguimos fazer todos os passeios que queríamos. Contratamos um guia apenas na cachoeira do Buracão, onde dizem que o guia é obrigatório. Pra ir sem guia, todos nós tínhamos um bom preparo físico e alguma experiência em trilhas. Além disso, baixei a versão completa do app Wikiloc. Se não me engano, custou R$7,50. Frente à economia que você fará com os guias, tá de graça. Dá pra comprar um bom powerbank pra carregar o celular na viagem que você ainda sai no lucro (recomendo o zenpower da asus). Dito isso, com exceção da trilha da cachoeira da fumacinha todas as trilhas foram feitas tranquilamente seguindo o tracklog no celular (tracklog é o caminho que você segue com o GPS). São trilhas bem marcadas, muita gente passa por lá. Vez ou outra há uma bifurcação e você tira a dúvida com o app. Não vou detalhar todos os passeios que fizemos pois há uma infinidade de relatos que já fizeram isso melhor do que eu poderia fazer. Deixo apenas algumas observações: - Em Ibicoara conseguimos ‘sacar’ dinheiro numa loja de reparo de motos. O dono passa no seu cartão uma compra no valor que você quer sacar e te dá o valor em dinheiro. Pode ser uma boa alternativa, já que são poucos caixas eletrônicos e o correio fica cheio. Pegamos a dica no hostel ibicoara. - A trilha da cachoeira da fumacinha é bem pesada, mas vale a pena. Além do tracklog, baixe esse relato (http://www.oscacadoresdecachoeiras.com.br/2015/09/cachoeira-fumacinha-por-baixo-chapada.html?m=1) e siga-o. Alguns pontos parecem impossíveis, mas lendo o relato dá pra passar. - Se for fazer fumacinha e buracão, compensa dormir na vila do Baixão. Fale com o Luciano (https://www.facebook.com/luciano.guiabicho?fref=ts) ele é guia e recepciona pessoas na casa dele ou indica a casa de alguém da vila. Ficamos na casa da Biazinha, pagamos 100 reais por pessoa, com direito a janta e café da manhã, cada um de nós ficou em um quarto separado. Você economiza alguns km de estrada de terra e tem uma experiência bem legal. - Visite a cachoeira do buracão. Ibicoara fica um pouco afastada das outras cidades da chapada, mas vale muito a pena. A trilha é tranquila, a queda é enorme, o volume de água é bom, dá pra observar por cima e por baixo, há estacionamento, banheiros e colete salva vidas. Lemos em todos os lugares que é preciso de guia para fazê-la, mas vimos um casal sem guia na trilha e suspeitamos que essa história talvez seja apenas um boato muito bem difundido. -Passe uma noite em Andaraí. No hostel donanna. Melhor custo benefício da viagem, hostel limpo, banheiros bons, ar condicionado, ótimo café da manhã, donos super simpáticos. Fica perto da sorveteria Apollo, que é sensacional e tem um bom preço e também do bistrô da cidade, que parece ser a melhor opção para comer lá a noite. Tínhamos planejado passar só uma noite lá, mas gostamos tanto que resolvemos entrar e sair do Vale do Pati por Andaraí, ficando 3 noites no hostel. Andaraí fica próxima dos poços Azul e Encantado e também tem algumas cachoeiras. - Em Andaraí a única operadora que tem sinal é a Claro. Não perguntei nas outras cidades, mas acredito que seja mais ou menos assim no restante da região. - Se tivesse que cortar um dos poços do passeio, eu cortaria o Azul. É nele que se mergulha, mas o Encantado é bem maior e mais bonito, achei uma experiência mais interessante. É possível ir de um poço ao outro por estrada de terra, diferentemente do que recomenda o Google Maps. Pegamos essa dica com um guia no Poço Encantado. O trajeto aparece no Waze. Saindo do poço encantado, volte até a entrada pra fazenda chapadão, à sua direita. Siga por ela até uma bifurcação que indica poço azul à direita e borracharia à esquerda. Pela esquerda também se chega ao poço azul, mas é preciso pagar 10 reais para atravessar uma ponte dentro de uma fazenda. - O poço azul fica cheio e há fila para mergulhar nele. É bom chegar cedo, nós tivemos que esperar 2h na fila. -Em lençóis ficamos na pousada São José 2. 60 reais por pessoa, ar condicionado, café da manhã, boa localização. Recomendo. - O poço do Diabo é de fácil acesso mas não é imperdível. Eu deixaria como plano B. - Praticamente não existem placas indicando o caminho pra nenhuma atração turística de lá. Nem mesmo pro Morro do Pai Inácio que é um dos pontos mais conhecidos. Saindo de lençóis será a primeira entrada à direita depois da Pousada do Pai Inácio, numa estrada de terra. Sem placa alguma. A presença do guia em passeios como Morro do Pai Inácio, Pratinha, Poços Azul, Encantado e do Diabo é completamente dispensável. Ele meramente vai te indicar o caminho e fazer companhia durante os passeios. No Wikiloc você acha os tracklogs para chegar de carro até todos os pontos turísticos da chapada. - Fomos pra chapada em janeiro de 2017 e infelizmente havia pouca água em praticamente todas as cachoeiras. Vale a pena tentar conferir se os rios estão cheios antes de partir pra lá. - É verdade que qualquer carro enfrenta a chapada, mas ele vai sofrer um pouco. As estradas de terra são muitas, são ruins e com muito pó. Vimos alguns donos de Corolla receosos com seus carros por lá. Alugar é uma boa. -Na chapada há uma certa confusão com maracujá. O maracujá amarelo que vendem nos supermercados é chamado de maracujina, e o que chamam de maracujá é um maracujá do mato, de casca roxa e interior verde. Se você pedir um suco de maracujá e ele vier verde, já sabe o que aconteceu. - A cidade de Lençóis realmente possui a maior estrutura turística da chapada, com ótimas opções de bares e restaurantes, mas não recomendo passar todas as noites lá. A chapada é muito grande e as cidades menores também têm seus atrativos, além de serem mais baratas. SOBRE O VALE DO PATI -Têm-se acesso ao vale do Pati por 3 caminhos: Saindo do Capão, de Guiné e de Andaraí. Saindo de Guiné é o menor caminho, do Capão o mais longo, mas dizem ser o mais bonito. Fomos e voltamos por Andaraí, onde deixamos o carro. Encaramos a ladeira do Império, um caminho todo calçado por pedras. Gastamos cerca de 5h desde Andaraí até a casa de Seu Eduardo e umas 7h da casa de Dona Raquel até Andaraí. Recomendo fazer pela manhã, evitando o sol. - Não recomendo levar barraca pro Pati. A menos que você queira fazer camping selvagem (há algumas clareiras na trilha) e abrir mão de mordomias como chuveiro, banheiros e acesso às cozinhas comunitárias, não compensa financeiramente. As casas de apoio praticam os mesmos preços (20 camping, 25 pra dormir com saco de dormir e 35 pra dormir em camas, 110 a diária com janta e café da manhã). Ao meu ver, não vale a pena carregar o peso da barraca por essa economia. - As casas de apoio têm vendinhas com alguns alimentos, também vendem água, cerveja e Coca Cola. No Seu Eduardo a Coca era R$7,00 e geladíssima, na Dona Raquel era R$8,00, não tão gelada. - Não suba o morro do castelo sem lanterna. Há uma gruta lá em cima. Ao sair da gruta, ande para os dois lados. Indo pra esquerda há um mirante nas pedras e para a direita você encontra outra saída da gruta. Entre nela que você retorna ao ponto inicial - Alguns tracklogs para a cachoeira do funil têm um longo trecho andando pelo leito do rio, que é pegando uma bifurcação na trilha pro morro do castelo. Esse é o caminho difícil. Há como chegar até bem perto das cachoeiras por trilha, informe-se com os nativos. - Também existem dois caminhos entre a prefeitura e a casa de Dona Raquel, um em cada margem do rio. O caminho mais suave é o que fica à direita do rio, pra quem está indo pra Dona Raquel. Também fiz uma planilha com os passeios da Chapada, acho que pode ser bem útil. Vou deixar a edição livre, pra adicionarem ou atualizarem as informações https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_4-nOWQOdKMwG-fntIXCsLC3i_HlP8i9YeBz5Z_9VpQ/edit?usp=sharing Os relatos em que me baseei pra viagem foram esses: http://www.nathalyporai.com.br/2016/12/chapada-diamantina-raio-x-dos-gastos.html http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-vale-do-pati-t134101.html http://www.mochileiros.com/descomplicando-o-vale-do-pati-com-ou-sem-guia-fotos-t89310.html http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-guia-de-informacoes-t29075.html http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-em-07-dias-gastando-pouco-no-carnaval-2015-t109690.html Espero que as informações sejam úteis, aproveitem a Chapada.
  41. 1 ponto
    Amigo sempre é aconselhável fechar todos os passeio por la mesmo, muitas vezes conseguimos preços bem mas em conta, mas por outro lado pesquisado e lendo em vários tópicos, vi que os preços nao mudam tanto assim, e as vezes fazemos economia de palito em economizar um valor muitas vezes irrisório para quem viaja, vou te passar uns contato de um cara que eu inclusive peguei o numero de um dos membros daqui do Fórum, que fez alguns passeios com ele, ja fiz algumas pesquisas e ele ate agora foi o mas em conta, estou fechando praticamente todos os passeios com ele, nome da Agencia Peru Si, fala com o Edwin Soccno Escobar , +51984800117
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    TOKYO A última cidade!! Os últimos dias de viagem! 10 de dezembro (sábado): chegada, Asakusa e Dom Quixote Partimos de manhã de Kyoto rumo a Tokyo no verdadeiro shinkansen, o expresso Nozomi. Esta opção de trem não está incluída aos que optam pela compra do JR Pass. O trem é muito rápido e confortável, mas não sei a que velocidade chegou uma vez que no nosso vagão não tinha mostrador. Compramos as passagens sem marcação de assento, pois era bem mais caro. Aí tem vagões específicos pra isso, mas não tivemos nenhum problema. João até dormiu, rs. FOTOS 125 e 126. FOTOS 125 E 126: Shinkansen e soninho Chegando em Tokyo foi aquela doidera até descobrir mais ou menos como funcionavam trens, metros e etc... milhões de pessoas por toda parte... mas já tínhamos verificado com a anfitriã quais as linhas que tínhamos que pegar e fomos indo, no rumo, e tudo deu certo. Como em toda cidade, logo vc aprende como funcionam as máquinas e transportes. Tokyo é um pouco mais complexa pelo tamanho, mas não é impossível. Uma das principais linhas é a Yamanote, que dá uma volta na cidade inteira e passa por vários pontos de interesse. Tb se liga a todas as outras linhas, como Asakusa Line, Ueno Line e etc, são milhões, rs. Chegamos em casa, seguimos as orientações da anfitriã para entrar no apartamento (self-check in) e só largamos as coisas... ainda era tempo de curtir o nosso bairro, Asakusa! Recomendo muito ficar hospedado neste bairro, acesso fácil a tudo. Fomos andar pelo bairro, comer na rua e conhecer algumas das famosas lojas como a Dom Quijote. Meodeos, 12 andares de tudo que vc pode imaginar... já começamos cedo comprando tranqueiras e ainda voltei nela depois para comprar mais uma mala, kk Em Asakusa tem muitas lojas, feiras e o SensoJi Temple, um dos principais de Tokyo e muito lindo! FOTOS 127-129 FOTO 127: Don Quixote de Asakusa! FOTO 128: Senso-Ji Temple... será que tinha gente? FOTO 129: Pelas ruas e feiras de Asakusa Continuamos a andar e andar e como tínhamos comido na rua no almoço, procuramos um lugar quentinho pra jantar a noite. As opções são muitas e vários restaurantes expõe seus cardápios na vitrine em modelos de biscuit, é demais. Neste dia escolhemos um restaurante-bar onde tomamos chop, drinks e comemos porções. Algumas porções é a gente que faz, no esquema de fundue... eles trazem os peixes e vegetais crus e vc os assa numa mini churrasqueira. Por isso o lugar é BEM quente, rs. Tinha um casal perto da gente assando coisas do mar, não sei nem falar o que era... mas era uma arte. Kkkk FOTOS 130-133. FOTOS 130 e 131: A procura de comida e vitrine com o cardápio FOTOS 132 e 133: Restaurante-bar e o moço cozinhando! De volta em casa, banho e descanso! 11 de dezembro (domingo): Ueno e Akihabara A gente faz planos e depois muda eles todos, kk! No meu roteiro original a ordem e sequência dos bairros não era essa que estou contando agora... mas do jeito que acabamos fazendo foi excelente. E começamos o dia em Ueno, um bairro que chama atenção pelo seu parque. É gigante, LINDO, ficamos bastante lá pq de fato o outono foi a estação escolhida a dedo para visitar o Japão... as cores são sensacionais! Fizemos guerra de folhas de Ginko, rolamos no chão de folhas coloridas, enfim, muito divertido! FOTOS 134-139 FOTOS 134-139: Parque Ueno Depois seguimos para o bairro de Akihabara, ou eletric town – o bairro nerd! Kkkk... sim, aqui tem tudo de jogos e animes que vc imagina, os nerd pira. Andamos bastante pelo bairro tb, entramos em kilos de lojas de eletrônicos, incluindo a SEGA e perdemos muito tempo em uma Yodoyabashi, especialmente no sexto andar, em que só tinha brinquedos. João quase teve um treco! FOTOS 140-142 FOTOS 140 e 141: Akihabara e Loja SEGA FOTO 142: Sexto andar da Yodoyabashi de Akihabara Neste dia fomos comer no restaurante da vitrine bonita que no dia anterior já estava fechando quando chegamos! Bem bom! 12 de dezembro (segunda-feira): Tokyo Cruize, Odaiba e Shibuya Dia de conhecer Odaiba, uma ilha artificial e bem futurista de Tokyo. Fomos pra lá de cruzeiro e voltamos de trem suspenso, gostamos das duas opções. Partimos pra lá do terminal aquático de Asakusa, que era perto de casa, e do trem suspenso baldeamos até chegar em Shibuya. Odaiba é bem interessante, parece outro Japão. Tem clubes, shoppings e uma arquitetura bem moderna. É lá que tem a imensa estátua do famoso Gundan... ele se mexe em horários específicos. Vc tb pode tirar fotos de um ângulo privilegiado, que pode ser comprada depois, por 1500 ienes! Fala sério, 50 reais uma foto! O bom é que eles tiram a mesma foto com seu celular tb, então ótimo! FOTOS 143-150 FOTO 143: Ainda em Asakusa, próximo ao terminal aquático. FOTO 144: O barco! FOTO 145: Tokyo Cruize FOTOS 146-150: Andando por Odaiba, Gundan e retorno por monotrilho. Em Odaiba tem um super recomendado Onsen, que são aqueles banhos de japonês. A gente tinha se programado pra ir no Oedo-alguma coisa (esqueci o nome, rs) mas ficamos com preguiça de tirar e por aquele monte de roupas! Seguimos para Shibuya! Shibuya é a cara de Tokyo, é aquele Japão que vc imagina... frenética, entupida de gente, cheia de luzes, uma doidera! Na saída da estação de Shibuya vc já dá de cara com o tem a estátua do Hachiko, o cachorro que ficou famoso no filme “Pra sempre ao seu lado”. Um parto conseguir chegar perto dele. Ali tb está o famoso cruzamento de Shibuya, com milhares de pessoas passando por todo lado que mais parece um formigueiro. Muito se fala em avistar este cruzamento da sacada do Starbucks ali na esquina, mas da própria estação de metrô/trem tb se tem uma visão incrível e com bem menos gente! Ficamos andando aleatório pelo bairro e atravessamos várias vezes o cruzamento... inclusive correndo e gritando espartaaaaaa. Fomos a uma loja gigante de trocentos andares chamada Tower Records, muito aguardada pelo Gui, muito amante de música. Está é uma loja totalmente dedicada a música, então pensa num homi pirado. FOTOS 151-155 4 FOTO 151: Hachiko FOTO 156: Cruzamento de Shibuya, o maior do mundo! FOTOS 154 e 155: A gente no cruzamento e a Tower Records Despedimos de Shibuya e voltamos a Asakusa, onde tínhamos visto um restaurante de sushi de esteira que queríamos ir, logo na beira da água, perto da estação aquática. Eu não como sushi, rs, então fiquei só vendo os meninos comerem, eles gostaram. Eu passei num mercadinho e peguei marmita pra comer em casa depois, rs. FOTO 156 FOTO 156: Sushi de esteira! Vimos alguns destes restaurantes em Asakusa, então vc inevitavelmente vai topar com algum no caminho. 13 de dezembro (terça-feira): Shinjuku e Harajuku Começamos nosso dia em Shinjuku, que é o centro administrativo e de negócios e de inúmeros arranha-céus. Aqui tb está a mais movimentada estação de trem do mundo, por onde circulam mais de 2 milhões de passageiros por DIA. Andamos pelo bairro que impressiona, e visitamos o Metropolitan Government Building, que tem um observatório da cidade e é gratuito. Não é tão alto e não tem vista 360º, mas vale a pena. Deu trabalho pra achar a entrada, mas achamos! FOTOS 157-160 FOTOS 157=160: os arranha-céus de Shinjuku, Joaninhas fofas aleatórias e vista do Metropolitan. De Shinjuku seguimos para Harajuko, o bairro dos adolescentes exóticos, hahahauaha. Especificamente a Takeshita Dori, que concentra lojas de roupas, maquiagens, comidas e etc! Gostamos bastante, comemos comidas lindas e boas e compramos meias de gatinho, rímel roxo, óculos ciclope e mais um monte de coisa inútil que a gente precisava urgente! As fotos contam um pouco, mas curtimos MUITO. FOTOS 161-165. FOTOS 161-165: Takeshita Dori, algodão doce mais lindo do mundo, crepe mais gostoso do mundo, óculos radical e perdendo a noção na Daiso! Seguimos pros lados de casa e fomos parar num restaurante chinês, rs. O Tiger Gyoza Hall. Adoramos a comida, o atendimento e o saquê! Tanto que saímos de lá bem alegres e no dia seguinte tivemos que nos esforçar pra lembrar quanto deu a conta e quem pagou. Kkkkk... eles vendem uns copinhos de saquê de pandas que são muito fofos, não vi em nenhum outro lugar, bom pra dar de presente. FOTOS 166 e 167 FOTOS 166 e 167: Tiger Gyoza Hall, dahora! 14 de dezembro (quarta-feira): Ginza, compras e tchau! Era nosso último dia. Nosso vou sairia de Hanneda à 00:30 e nos programamos para estar às 22h00 no aeroporto. Não programei nada antecipadamente para este dia, deixei mais folgado pra ver o que desse na telha, e este lugar foi Ginza, o bairro chique e caro de Tokyo. Eu não sou fã de roupas e bolsas caras, mas o que me fez ir pra Ginza foi descobrir que lá tinha uma padaria da Lindt, hahahauaha, esse sim é um luxo que eu valorizo. Andamos por Ginza e tb foi bem legal. A Loja-café da Lindt foi de enlouquecer... queria tudo! Os preços eram semelhantes aos do Brasil, mas lá tinha muito mais coisa do que eu acho aqui na minha cidade, rs FOTOS 168-173 FOTOS 168-171: Lindt, sua LINDA! FOTO 172: bolinhas lindas pelas vitrines de Ginza. FOTO 173: a entrada de uma das 1000 Uniqlos que tanto amei! Eu não falo tanto de compras pq tenho até vergonha, a gente perdeu muito a mão em Tokyo, pq Tokyo é puro consumo! Deixar Tokyo por último foi uma estratégia para não ferrar com o orçamento da viagem e ter que arrastar malas de cidade em cidade, mas a gente foi possuído pelo consumo, kkkkk... Dia a dia já nos enchíamos de tranqueiras e este dia foi o grand finale! Fui de novo numa Daiso e pelamordedeus... comprei kilos de papel de Origami e nem sei fazer, mas eram lindos, kkkkk... Tb arrebentamos mais uma vez na Uniqlo... pijama, pantufa, blusa, presente, enfim. Mas estes foram bons gastos pq é tudo muito bom e preço bom tb! Passeamos mais um pouco e compramos mais besteiras em Asakusa, incluindo malas, e enfim fomos pra casa tentar arrumar tudo. É claro que não foi uma tarefa fácil, rs. FOTO 174 Mas conseguimos. FOTO 174: Arrumando malas, hahahauaha Voltamos jantar no chinês de novo pq a gente curtiu memo a comida... voltamos pra casa, enfiamos as últimas baboseiras nas malas e partimos para Hanneda! Fomos de metrô, super tranquilo. FOTO 175 FOTO 175: Com 6 malas no metrô (saímos do Brasil com 3, 2 nossas e 1 do Lio, voltamos com 4, Lio com 2). O aeroporto de Hanneda é incrível e tivemos tempo de passear por ele depois de despachar malas! Tb comemos mais alguma coisa antes de embarcar e ainda compramos mais doces e bobeiras, kkkk, tinha que torrar todos os ienes! Mais da volta logo abaixo! FOTOS 176-178 FOTOS 176-178: Hanneda Airport! RESUMO TOKYO SENSACIONAL. Tokyo é o que a gente imagina do Japão. Tudo muito tecnológico e maluco. Preços mais caros que as outras cidades, mas muita opção de Hakuen, como a Daiso, que são as lojas de 100 ienes. Espaços amplos, muita coisa diferente... bairros calmos, bairros insanos, mas tudo parece funcionar de maneira harmônica. O povo segue sendo gentil, cortez, cidadão, mas numa cidade maior, nem tudo são flores. Em Tokyo nem tudo é perfeito como em Osaka por exemplo... vimos vários mendigos, japonês jogando lixo onde não podia, japonês mal educado atropelando gente nos metrôs e etc. De maneira alguma falo isso para ofender alguém, o povo japonês tem um senso de cidadania e pertencimento que é mágico, mas muita gente que nunca saiu de casa faz comparações absurdas e sem sentido entre povos e culturas diferentes. Não estou comparando, estou dizendo o que vi apenas. Vou sentir falta das maquininhas de tranqueiras, das milhares de bicicletas (embora elas sejam uma ameaça a sua integridade física), dos pães dos mercadinhos, dos doces, do ramen! FOTOS 179-181 FOTO 179: muitas e muitas bicicletas por toda parte, equipadas pra carregar de bebês a cachorros!! FOTO 180: Pães delícia do Family Mart FOTO 181: Infinitos Gashapons! Estes em Hanneda, mas tomavam seu dinheiro em toda parte, rs VOLTANDO PRA CASA A volta pra casa foi sofrida... foram 48 horas de trânsito! Um voo de 13h de Tokyo a Dubai, com um cara sinistro do nosso lado!! A conexão em Dubai que era pra ser de 1h40 mas foi de 30 minutos! Tem um programa que costumava passar, não lembro se no Multishow, que chamava (não sei se passa mais) Ultimate Airport Dubai. Tb tem versões Colômbia e Peru acho... um programa que ficava mostrando o cotidiano daquele aeroporto GIGANTE que é o de Dubai. Como nosso voo saiu 1h atrasado de Tokyo, nossa conexão, assim como a de outros passageiros com outros destinos, estava apertadíssima! Quando descemos do avião em Dubai tinha umas cinco funcionárias chamando para variadas conexões quase perdidas. Entre elas tinha uma gritando “SÃO PAULO, ROMA”, era a nossa guia, rs. Depois de juntar uns 15 São Paulo-Roma essa doida fofa com lencinho e salto alto começou a correr... e correu hein! Corremos muito atrás dela... pegamos metrô... pegamos elevadores gigantescos... e corremos por esteiras e passarelas. Com 20 minutos ela embarcou os “roma” e nos deixou no portão ao lado, que piscava “last call” para São Paulo. Entramos correndo e decolamos no A380 mais uma vez, sem nem respirar! Que sufoco! O voo de Dubai a Guarulhos durou 15 horas... e como o único voo noturno que saia de São Paulo e ia pra Londrina foi cancelado, cancelei as passagens e viemos de busão, leito cama! Mais 7h! Os voos foram bem cansativos mas consegui dormir um pouco. No de Dubai pra São Paulo apaguei por 6 horas, obrigada ao vinho australiano a bordo! No busão tb dormi, mas nós estávamos muito cansados, zuados, suados, enfim. Vc tem que tá bem afim de ir pro Japão, é loooonge! RESUMO FINANCEIRO Infelizmente já se passou algum tempo e eu me perdi nos detalhes. Mas o custo total da viagem foi cerca de 34 pila pra nós 3. Só de passagens foi um pouco mais de 10.000 afinal. Bem caro se vc pensar em gastar de uma vez. Mas a gente vai aos poucos, com muita dedicação, e como acho que só tenho esta vida pra viver, eu vivo. Simples assim. E olha, dá pra gastar bem menos. No começo do Japão apertamos bastante pensando em Tokyo e sobrou dinheiro, é que quisemos gastar mesmo. Mas podia ter sobrado. ATÉ A PRÓXIMA Mais uma aventura incrível pro meu livro de memórias. Como viajar é foda! Mas nada seria tão divertido sem meus amores (Gui e João) e amigo (Lio)! Eu tenho o privilégio de ser casada com meu melhor amigo e parceiro e de ter o filho mais ponta firme da galáxia! Que ok... tá crescendo e ficando meio marrento mas ainda assim é o melhor filho do mundo! O Lio é um irmão e é sempre muito legal viajarmos juntos! Obrigada pra quem leu tudo, pra todos que postam aqui seus diários de bordo imensos e cheios de detalhes... não vamos deixar os insistentes “cia de viagem” dominarem nosso mochileiros.com! hahauah Até a próxima! Que já começa semana que vem, no Ceará!
  43. 1 ponto
    Refiz a travessia com um amigo em dezembro de 2017 e só vim trazer algumas atualizações e fotos. PLANEJAMENTO O conhecimento prévio adquirido durante a primeira vez nessa travessia me permitiu modificar algumas coisas que fizeram a dificuldade do trecho diminuir ainda mais: -Já sabia que não precisaria dormir no trecho, então não levei mochila com comida e barraca, por exemplo. Dessa vez, consegui levar tudo em uma pochete (protetor solar, 1 garrafa de água, barra de cereal, celular, etc.). Isso implica em muito menos peso pra carregar e, assim, maior mobilidade no trecho do costão rochoso, por exemplo, assim como menos esforço e desgaste na parte de areia fofa. Faz muita diferença! hahaha -Por estar sem mochila e, consequentemente, com menos peso, dispensei bastões de caminhada. -Dessa vez fomos de carro até o Pé de Serra e deixamos estacionado lá. Tem um espaço amplo, cercado e de graça. Ainda conseguimos uma sombra pra deixar o carro. CAMINHADA Nesse dia, a maré seca seria em torno de 12h45. Me apeguei menos ao horário dessa vez, mas lembro de termos saído em torno de 11h, então tínhamos uma boa folga em relação à maré. Após o trecho do costão rochoso, tínhamos planejado parar na lagoa pra tomar um banho, mas um pouco antes de chegar, vimos um coqueiro baixo com alguns cocos chamando muita atenção. Não deu pra resistir haha foram 4 cocos pra cada um. Depois, uma parada na lagoa e um banho pra refrescar! Seguindo a caminhada, a areia estava muito mais inclinada do que da outra vez, e nossa única alternativa era andar na parte mais acima da faixa de areia, onde ela é mais fofa. Daí pra frente, sem muitas novidades. Estava só na curiosidade de como estaria a travessia do rio. O RIO Chegando lá, me surpreendi bastante: dava pra atravessar com água pouco acima dos joelhos e o rio estava bem calmo, com pouca profundidade em toda a área que tinha água. Claro que o banho foi indispensável. O visual junto com a tranquilidade que estava ali nos fez passar mais de uma hora só curtindo o rio, meditando, observando tudo aquilo que estava ali, extasiados com tanta beleza e calmaria. Uma experiência transcendente! O perfil do local havia se alterado totalmente. A saído do Rio se deslocou cerca de 400m a norte e vinha meandrando desde o local que vi da vez anterior até esse novo local, onde saía com um fluxo bem menos intenso. No trecho seguinte também não tinha muitas novidades, praia extensa, menos inclinada e com areia bem branca o tempo todo. Paramos pra pegar mais cocos, mas dessa vez contamos com ajuda de um menino que surgiu de uma casa que inicialmente pensamos estar vazia. Com muita humildade e sem pedir nada em troca, ele subiu no coqueiro, tirou os cocos e ainda abriu com um facão. Tripé improvisado. TARTARUGAS Seguimos em direção a Itacarezinho. Cerca de 100m após o resort Txai, tivemos uma surpresa imensa quando, durante nossa conversa, só percebemos a cerca de 4m um monte de filhotes de tartaruga que tinham acabado de nascer e estavam fazendo sua caminhada até a água. Ficamos surpresos, impressionados e, claro, passamos um bom tempo ali observando e registrando cada uma delas indo pra água com toda falta de jeito de quem acabou de nascer e nunca caminhou antes . Vídeo das tartarugas: Seguimos pra Itacarezinho, e fomos direto pra trilha pra terminar a caminhada, sem passar na Engenhoca. Conseguimos uma carona até o Pé de Serra, onde estava o carro, e finalizamos o dia. Por mais que já tivesse feito o trecho antes, o deslumbramento não foi menor. As praias são muito bonitas, oferecem visuais incríveis e são sempre desertas. EQUIPAMENTOS USADOS: -Deuter Pulse Four EXP -CamelBak Chute 750ml
  44. 1 ponto
    Fala pessoal, trazendo mais um relato pelo litoral baiano, dessa vez um pouco mais ao sul. O trecho que fiz saindo de Itacaré em direção a Barra Grande me motivou a fazer outro logo! hehehe (http://www.mochileiros.com/itacare-algodoes-a-pe-t141705.html) Idealizei essa travessia desde o carnaval, para realizar em abril, coincidindo com as férias, e fazendo um planejamento simples, por se tratar de um trecho curto. Serra Grande fica situada entre Ilhéus e Itacaré, e é uma pequena cidade que tem se desenvolvido mais atualmente, com surgimento de empreendimentos e inciativas com uma abordagem mais ecológica. Assim como toda a região, tem muitas opções de aventura, atividades ao ar livre e em contato com a natureza, oferecendo paisagens paradisíacas de rios, cachoeiras, costões rochosos e praias desertas. PLANEJAMENTO Idealizei fazer esse trecho saindo do pé da serra e contornando o costão rochoso pra então seguir pela areia até a praia da Engenhoca ou Jeribucaçu, isso tudo me baseando em muita pesquisa, vendo alguns vídeos do local no YouTube, imagens de satélite no Google Maps e fotos que procurava pela internet. Morei em Ilhéus minha vida quase toda e frequentava muito Itacaré, sempre de passagem por Serra Grande, mas nunca atento aos detalhes que eu precisava saber pra fazer esse trecho, principalmente do costão, (grau de declividade, distância "caminhável" entre a encosta e a água durante a maré seca, regularidade do solo nas rochas, entre outros) e, por esse motivo, o contorno do costão foi na completa aventura, já que essas pesquisas não me davam noção exata desses detalhes e não conheço ninguém que pudesse me dizer, me precavendo apenas com um tênis, que foi essencial! Entretanto, caso não fosse possível fazer esse trecho, subiria Serra Grande e desceria a trilha pro início da praia, local que inclusive já fui há um tempo. Pelo Google Maps/Earth, o trecho do pé de serra até Jeribucaçu deu um total de 16,3Km. Tinha observado um rio pequeno desaguando no trecho (Barra do rio Tijuípe) e, assim como qualquer caminhada de praia, é imprescindível que saiba a maré ideal pra o local que vai, que nesse caso seria seca. Isso pode evitar perrengues ou complicações (que vou citar a seguir! hahaha). Apesar de o trecho ser relativamente curto, não tenho costume de fazer grandes caminhadas e não sabia se dormiria no caminho ou se daria pra terminar em um dia, então levei a barraca. Como sempre tem muuuito coqueiro, acredito que fazer um trecho desse com rede e cobertura (lona, tarp...) deve ser uma boa, já que reduz o peso e volume da mochila. Além disso tudo, como já conhecia o início da praia, sabia que teria pelo menos um trecho de praia com declividade grande e areia grossa fofa (praia predominantemente refletiva), sabendo que seria hard caminhar nessa condição! ORGANIZAÇÃO De férias em Ilhéus, já tinha visto com muita antecedência o dia bom com maré seca pela manhã, para ter mais área de areia pra caminhar e um amigo iria comigo, mas cancelou na noite anterior ao dia combinado. Fiquei no impasse de ir sozinho ou cancelar de vez, mas a vontade era muita e me organizei pra ir sozinho no dia seguinte ao combinado. Consegui carona com outro amigo e tudo foi dando certo pra fazer nesse dia mesmo. Estava com uma cargueira de 35L. (Não levei minha câmera dessa vez, e a GoPro afogou uma semana antes, num acidente enquanto surfava . As fotos ficaram por conta do celular mesmo). CAMINHAR! A minha carona avisou que sairíamos de Ilhéus às 7h, me animei porque saindo essa hora a programação com o horário da maré ia encaixar tranquilo, entretanto acabamos saindo mais tarde, aproximadamente às 8h30. Chegando no pé de serra, me preparei e saí: camisa de manga comprida, óculos escuro e tênis! Do jeito que era acidentado, se caminhasse no costão descalço, chegaria sem pé . Saí às 9h50. O costão é acidentado em praticamente todo o contorno, mas em alguns trechos tem trilhas mais acima, que ficam na parte com grama, no pé dos coqueiros, inclusive já mostrando que passa gente por ali com certa regularidade, porque a trilha é bem marcada, provavelmente pelos pescadores que vi. Em algumas partes, caminha-se em parede quase vertical, e o "bastão de caminhada" (cajado de madeira hehehe) que achei no início me ajudou muito no apoio. A maré já estava cheia a um ponto considerável e cheguei a tomar alguns "sprays" das ondas em trechos mais estreitos, mas nada que pusesse a caminhada em risco, é sempre bom prezar pela segurança, ainda mais sozinho! Depois de andar mais um pouco sobre as rochas, surge um caminho bem fechado entre palmeiras baixas, que seguia até uma pequena praia onde vi algumas pessoas chegando e que aparentemente não tem acesso difícil, seguida por um grande gramado liso com coqueiros espaçados (gramado perfeito pra um camping! haha). Mais à frente, algumas piscinas naturais se formam entre as rochas, o visual é sempre convidativo e é tentador parar em cada lugar pra curtir um pouco. Depois, mais uma pequena (essa é beem pequena, com uns 10m de extensão!) praia paradisíaca com cara de cenário de filme/série, onde tinha uma família (4 pessoas), aparentemente da comunidade de Serra Grande, pescando. Dali pra frente, só mais um pequena parte e acabou o costão rochoso. O contorno do costão foi um trecho curto, mas bem puxado! Havia um pescador no início da praia, e era visível também muitos pontos de desova de tartaruga. Caminhei uns 100m até um lugar bom pra parar, me hidratar e comer algo pra então sair e iniciar a grande caminhada pela areia. Alguns metros depois, uma lagoa espelhada se destacou mais pra trás, muito bonita e parece ser um bom lugar pra acampar. Daí pra frente, o trecho segue praticamente o mesmo, com algumas casas bem grandes, mas vazias, dunas pequenas sempre beiram a praia e segue assim praticamente até chegar ao rio. Em cima das dunas se vê muitos mandacarus, e alguns tinham frutos que eu, com certeza, peguei pra comer! Quem conhece sabe como é bom e deve imaginar como foi bom esse achado! hahaha (importante não comer nenhum fruto se não conhecer! É melhor morrer de fome do que de envenenamento ). O RIO! Quando cheguei no rio tomei um susto! Tinha chovido um pouco nos dias anteriores, mas não imaginei que tivesse aquela intensidade de fluxo...pra dentro do rio! A maré estava enchendo e as ondas quebravam e entravam com força. A travessia era bem curta,15 a 20m. Dois pescadores estavam jogando tarrafa no rio e ainda de longe vi que um deles estava atravessando com água quase no pescoço e dava algumas braçadas pra conseguir andar e vencer a correnteza. Do lado de cá, chamei eles e gesticulei com a mão, perguntando em que altura estava a água, quando um deles fez o nível acima da cabeça. Nessa hora, tive uma breve certeza de que acamparia do lado de cá do rio, pra na manhã seguinte, na maré seca, atravessar e continuar. Larguei a mochila na beira e resolvi checar por conta própria, dando uma analisada visualmente antes, pra ver onde parecia estar mais raso. A correnteza estava forte, a areia era fofa e afundava o pé até um pouco acima do tornozelo e as ondas não paravam de entrar, andei até a metade e atravessei o resto com ajuda de braçadas, assim como o pescador. Do outro lado, dei uma olhada melhor, fui mais pra frente, voltei, fui de novo, olhei, olhei e atravessei traçando uma diagonal até o outro lado, dessa vez com a água no peito, chegando ao ombro. Dei uma pensada e confesso que quaase fiquei por ali mas, além de ter achado um local mais raso pra atravessar (mas ainda assim arriscado), ainda era cedo, 12:10! Única coisa que estragaria realmente se acontecesse de molhar a mochila acidentalmente, seria o celular, pois o resto era "recuperável" (claro que seria terrível molhar a barraca, mas é mais fácil de enxugar e recuperar). "Embrulhei" o celular em duas sacolas plásticas, pensei mais um pouco e resolvi atravessar segurando a mochila acima da cabeça pelo caminho que tinha traçado. Sim, deu tudo certo, mas foi bem hard hahaha, a mochila estava com um peso considerável, e todos os outros fatores dificultaram bastante também. Atravessei e deitei na água na "lagoa" que se formava do outro lado, muuuito boa pra tomar banho e além dos pescadores na beira do rio, só estavam duas meninas com uma mulher tratando uns peixes, à qual pedi pra tirar uma foto minha . (link com um vídeo curto que fiz do rio, depois de atravessar: ) -Observação 1: muito importante analisar as condições do rio, bem como do local e o seu preparo e conhecimento de corrente, maré e etc., PRINCIPALMENTE ESTANDO SOZINHO. O risco de se afogar existe até para os mais experientes mesmo nas condições mais desprezíveis e a análise dos riscos podem livrar de um perrengue. Além da correnteza jogando para dentro da lagoa do rio, a profundidade era pouca, tenho boa natação, não atravessei preso à mochila (poderia largar para nadar) e haviam pessoas ali. Na dúvida, é melhor não arriscar! -Observação 2: por mais que tenha visto a desembocadura do rio pelas imagens do Google Earth, esse ambiente tem um perfil que está constantemente sujeito a mudanças causadas pelas forçantes locais como: ondas, maré, fluxo do rio, entre outras. O perfil que encontrei lá pessoalmente, já estava BEM diferente do que observei pelas imagens então, é bom estar preparado para isso (olhando as imagens históricas do Google Earth, vi que nas imagens de 2010 a desembocadura chegou a ter aproximadamente 100m de uma margem à outra, aparentemente com uma profundidade considerável, condição praticamente impossível de atravessar sem ajuda de um barco ou algo do tipo!). Dessa parte em diante, a praia já fica menos inclinada e em vez de dunas, uma mata fechada com muitas palmeiras e coqueiros beirava a praia, e seguiu assim até chegar num "morro" pequeno que debruçava na água, com um riacho na lateral (um pouco antes disso, vi um esqueleto de baleia realmente grande!). Comecei a subir o morro por uma trilha, que tinha uma cerca com uma passagem, mas na dúvida se também teria passagem do outro lado, resolvi voltar e contornar por baixo. Depois de contornar o morro, um coqueiro baixo com um cacho de cocos chamou minha atenção e não resisti em subir e tirar: bebi muita água de coco e segui. Nessa parte depois do morro, tinha também uma cerca com uma propriedade imensa com uma casa e até alguns cavalos pastando! A partir daí, algumas casas de alto nível, depois o resort Txai e a praia de Itacarezinho, onde vi que não tinha possibilidade de contornar o costão rochoso para a Engenhoca, porque tem uma declividade muuito acentuada. Me informei da trilha que sai dali para a Engenhoca, tomei um banho gelado na bica e segui. Nunca havia feito essa trilha de Itacarezinho pra Engenhoca, e é uma trilha bem fácil e bonita. Antes da Engenhoca, ainda se passa por duas praias, a primeira (pelas pesquisas, o nome parece ser Camboinha) estava deserta, e a segunda é a Havaizinho, conhecida, que tem estrutura bem simples de barraca de praia, dali pra Engenhoca é um pulo, mais dez minutos e finalizei o percurso na Engenhoca mesmo, às 15h15, totalizando 5h25 de percurso. Já era fim de tarde e cheguei à conclusão que não valeria a pena dormir ali para no outro dia só fazer o trecho até Jeribucaçu. Atualização: fiz uma estimativa do tempo parado, me baseando em fotos que havia feito na hora de cada parada longa e quando voltava a caminhar. Como além das paradas longas parei algumas vezes rapidamente pra tirar fotos e não contei o tempo, estimei um tempo somando cada foto. A soma das paradas longas totalizou 1h10min, mais uma estimativa de 20min das paradas curtas, resultando aproximadamente 1h30min de tempo parado. Dessa forma, o tempo efetivo de caminhada estimado foi de 3h50min. Considerando a distância do percurso como 15Km, a velocidade média foi de 3,9Km/h. Espero conseguir comprar meu GPS logo pra ter essas informações de forma mais prática e exata! O QUE APRENDI NESSA TRAVESSIA: -Nunca tinha usado "bastão de caminhada" e foi muito útil não só no costão rochoso mas também na praia; -Em casos como esse, trocar a barraca por uma rede e cobertura talvez seja ideal; -Acondicionar as coisas em sacos estanques dentro da mochila é realmente importante, ficaria menos preocupado no caso do rio, por exemplo; EQUIPAMENTOS USADOS: -Curtlo Highlander 35+5L -Azteq Nepal 2 (não usei)
  45. 1 ponto
    Acordamos com alguém batendo na janela. O trem estava completamente vazio e a gente se perguntava se era Belgrado. Saímos do trem e nada dizia que era Belgrado, a internet não funcionava, a gente estava preocupado do trem ter seguido viagem com a gente dentro e a gente estivesse numa cidade aleatória. Perguntei alguém e ela confirmou, estávamos em Belgrado. A cidade era uma bagunça, difícil de achar wifi na rua, eu tive que andar até a estação de ônibus para conseguir um wifi e pegar um hostel. Eles conseguiram um Couchsurfing. Chegando no hostel, a menina me ofereceu Rakia de cara, 8h da manhã e percebo que só tinha eu lá. Só e somente. Eu estava cansado, então foi até bom. De noite, os funcionários me convidaram para jantar e ficamos horas conversando. É perceptível os reflexos da Guerra da Iugoslávia, você ainda consegue ver até prédios totalmente destruídos. Belgrado também é famosa pela “nightlife”, mas eu não tive muito por dentro de bares ou boates, apesar de muita gente ter insistido para eu ir. As famosas festas no barco são festas normais, só que em um barco (parado aliás). No primeiro dia, eu dei a minha volta na cidade e assisti ao pôr do sol de uma ladeira. Tinha uma galera lá também. A lua, por sinal, também é maneiríssima lá todos os dias. Segundo dia, eu troquei de hostel. De tarde, andando, eu passei por um flash mob de estudantes dos bombeiros. Esses mesmos estudantes mais tarde eu viria a encontrar num parque, todos bebendo álcool. Lá, eu comecei a conversar com um grupo. Tudo aconteceu porque um menina estava cantando Lambada em português (?!). Aconteceu também de um cara cantar “ai se eu te pego” na Romênia num karaokê. A galera foi embora e ficou só eu a menina, a gente bebeu muito. Chegando 19h, a garota ia embora e me convidou para ir com ela. Nós estávamos no ônibus e ela explicava o que ia acontecer. “Lucas, eu sei, nós vamos para mim casa, você vai ficar lá, a gente vai transar. Mas eu não quero que você fique bolado, por que a gente tem que entrar de ‘fininho’, meus pais não podem te ver. E olha, eu divido o quarto com a minha irmã, ela vai estar lá o tempo todo, mas é tudo bem” Eu ria!! Mas no meio do caminho a irmã dela ligou de volta e falou que não ia dar por causa de alguns problemas. Enfim, desci do ônibus e voltei para o hostel. No novo hostel eu conheci 2 coreanos, um alemão e um britânico. A gente foi para um parque, o coreano tinha uma guitarra e o mlk britânico tocava MUITO. Não muito depois a gente se juntou com um pessoal local e ficamos conversando. A gente conversou por horas, eles explicaram o estilo de vida lá, que eles são muito mais “relaxados” e muita gente diz que é o Brasil sem praia da Europa. Eu comecei a ver lucro com os caras e falei com o alemão para gente puxar eles para a principal e fazer um dinheiro para comprar cerveja, enquanto eles tocavam. Foi bem engraçado, eu falava “vamos para principal conhecer gente, ganhar dinheiro para comprar cerveja”. Quase deu certo, mas faríamos isso em outro dia. No dia seguinte eu conheci duas alemãs e nós conversamos bastante. Chegamos a dar uma volta na cidade e à noite um britânico que também viaja sozinho se juntou com a gente. Eu me dei muito bem com uma das meninas, a Anna, e estava até para reencontrá-la na Alemanha, mas não consegui. (detalhe de quão bronzeado eu estava) Eu continuava conversando com Zack e Kim e a gente marcou de se encontrar. Eles estavam num couch muito longe, fora de Belgrado. Disseram que tinha um rio perto e me disseram como chegar lá. Na rodoviária não faz sentido nenhum, eu fui na bilheteria e comprei um ticket. Quando eu cheguei no ônibus, eles me diziam alguma coisa que eu não entendia. Procurei alguém que falava inglês e ninguém falava. Até então uma menina passageira apareceu e falou que meu ônibus era outro e eu tinha que esperar. O ônibus estava cheio depois e eu mostrei para o piloto onde eu queria saltar e ele, como outras pessoa do lado, me ajudaram. Eles falavam um inglês muito fraco, mas funcionou. Várias perguntas sobre eu ser brasileiro e porque estava andando por lá. Quando a menina veio checar os tickets, eu mostrei para ela. Mas ela disse que o ticket que eu tinha era só para entrar na rodoviária (?????????). Não tinha fiscal, não tinha porta, tinha nada. Eu paguei e entrei pela entrada de carro na rodoviária e só. Ai eu fui no motorista para pagar, expliquei à ele, ele deixou eu seguir viagem sem pagar. Chegando no meu ponto, eu desci e lá estavam Zack e Kim. Não tinha nada em volta, eu desci praticamente na estrada, não era ponto. De lá a gente foi andando até o rio. Tinha várias pessoas que morava em casa flutuantes e até restaurantes. Inclusive almoçamos lá e foi consideravelmente barato. Numa espécie de cais nós ficamos conversando e acabou que nós 3 caímos no sono. Tentamos roubar um barco também, mas não funcionou. Acordamos com uma dupla de velhinhos vindo, um com 79 anos e outro com 80. O de 79 estava bem inteiro e eles estavam indo nadar. Nenhum falava inglês e eu tentei falar com o mais novo em espanhol. Ele me contou que já esteve no Rio e que tem alguns amigos aqui, e até falou o nome de alguns bairros. Ele contou também que ele e o outro eram amigos há 70 anos e haviam se conhecido exatamente ali. Na volta, eu voltei sozinho para a cidade e nem paguei. Tive andar muito até a cidade mais próxima e espera o ônibus. Como fiz antes, eu ia ficar perto do motorista fugindo do fiscal. Deu certo, voltava à Belgrado. Depois viria à encontrar eles novamente e ir até o Fortress, etc. Os brasileiros de Budapest me ligaram e falaram que estavam indo para Oktoberfest em uma semana. Então eu tinha uns 7-9 dias para sair da Sérvia até Munique, acho que era o suficiente. Resolvi sair e fui tentar hitchhiking. Peguei um ônibus sem pagar e tive que trocar 2x para fugir do fiscal. Estava muito longe e no papelão eu podia ir para Croácia ou Sarajevo. Eu queria muito ir para Bósnia, mas acabou que não deu. Eu consegui umas 3 caronas e estava quase na fronteira da Croácia. Um cara me deixou na auto-estrada e me avisou de um pedágio. Eu andei até depois e fiquei esperando alguém parar. Pessoas passavam andando aleatoriamente (na auto-estrada?!) e sempre perguntavam se eu era refugiado! Ninguém parava, eu com um pouco de fome, começou a chuviscar. A polícia veio, tentou me expulsar, a gente discutiu. Eles só falavam sérvio e eu só inglês. Fiquei puto e comecei a falar português mesmo, virei as costas e fui andando para o outro lado. Eles seguraram meu braço e queriam me carregar até uma delegacia. Eu ri na cara deles, falei (em português) “amigão, sou brasileiro de cria, eu não entro nessa delegacia nem à caralho”. A gente discutiu de novo e eu tive que ir embora por um buraco na cerca, andei no meio do mato, saí numa estrada e mudei meu papelão para "Belgrado". Em 5 min estava em um carro indo de volta. Fiquei em outro hostel e conversei muito com o pessoal. No dia seguinte a gente fez um monte de chá para mendigo/refugiado e fomos ajudar! Foi muito legal e até pude ajudar algumas crianças com idioma, tipo inglês, alemão... A noite eu consegui uma carona do hostel até Zagreb, na Croácia. **Continua...
  46. 1 ponto
    Olá! Fui agora em Julho e pretendo ir pro festival de jazz também, fico no camping Sempre Viva. Da outra vez acampei e foi R$10 a diária, estava lotado e tal. Dessa vez tinha menos movimento e paguei R$25 a diária no quarto, ele fica bem próximo ao centro da vila. O tel de lá é 75 3344-1081 (nunca liguei mas acho que ainda é esse, chego sempre em cima da hora...rsrs) Abraços!
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