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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 30-08-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Fala Viageiros!!!!! Voltei de uma viagem sensacional para a Patagônia e vou compartilhar aqui com vocês um pouco dessa experiência! Mas antes, quem puder, segue a conta do meu blog no Instagram: @profissaoviageiro E vai lá no www.profissaoviageiro.com que tem mais detalhes e fotos desse rolê! Segue lá no blog que sempre tem coisa nova por lá!!!! Bom, hoje além de passar minhas impressões de Torres del Paine, vou tentar deixar algumas informações básicas para quem quer ir e ainda está cheio de dúvida, como eu estava quando ainda planejava a viagem. Tem coisa que parece óbvia quando se conta de uma viagem para as outras pessoas, mas que no fundo se você não sabe o funcionamento das coisas no lugar, fica impossível saber se seu roteiro vai dar certo ou não… E foi nisso que eu esbarrei na montagem do roteiro. Como sempre em meus roteiros, eu tenho pouquíssima margem de erro e isso me fez perder um bom tempo na pesquisa. Vou tentar deixar algumas informações aqui para quem quer visitar esse lugar maravilhoso! Vamos lá! O que é? O Parque Nacional de Torres del Paine foi criado em Maio de 1959 e está localizado na Pataônia Chilena, na região de Magallanes. As suas torres principais dão nome ao parque, que são imensas torres de granito modeladas pelo gelo glacial. Mas as belezas do parque não se resumem a suas torres. O lugar inteiro é sensacional! Como chegar? Existem dois aeroportos próximos de Torres del Paine: – Um fica em Puerto Natales, que é a cidade base para a maioria das pessoas que visitam Torres del Paine. A cidade está localizada a 80km do Parque. O problema é que só existem voos para Puerto Natales no verão, e mesmo assim não é todo dia. Isso faz com que contar com um voo para lá seja praticamente descartado logo de cara. – A melhor opção então é voar para Punta Arenas. Existem voos regulares de Santiago para Punta Arenas. Inclusive, se não me engano, lá é destino mais barato para se chegar na Patagônia (Argentina ou Chilena) Eu fiz isso. Saí de São Paulo em um voo com conexão em Santigo e chegada em Punta Arenas. Tudo bem tranquilo! -Para quem não for utilizar avião, tenha Puerto Natales como sua referencia de destino. Onde ficar? – Punta Arenas: A porta de entrada da maioria das pessoas que vão para TdP via o próprio Chile (Muitas outras pessoas vão para TdP via El Calafate, na Argentina) Cidade grande, com vida própria. Possui muitas atrações turísticas, shoppings, hotéis, hostels, restaurantes e tudo mais. Fica a 3 horas de ônibus de Puerto Natales. – Puerto Natales: Cidade pequena que gira em torno do turismo de TdP. Muitos turistas o ano inteiro por lá, consequentemente muitos restaurantes e vendinhas para as compras da galera que vai fazer os trekings. Como já falei é a base para a maioria das pessoas, pela sua proximidade e preços acessíveis. Comparado às hospedagens dentro ou ao lado do parque é muito mais barato ficar em Puerto Natales. – Hospedagens dentro do Parque: Existem muitas opções de hospedagem dentro do Parque, desde áreas de camping onde você é responsável por ter com você absolutamente tudo que vai usar e comer, até luxuosos hotéis com vistas deslumbrantes. Tudo dentro do parque é caro. Transporte, hospedagem, comida… Tudo! São três “empresas” que possuem hospedagens dentro do parque, e para dormir lá dentro você precisa ter reservado antes de chegar (mesmo que esteja levando todo equipamento com você e queira apenas reservar um espaço de camping), pois não se pode entrar sem reserva prévia. As empresas são: CONAF; Fantástico Sur; e Vertice. Quando ir? Torres del Paine pode ser visitado o ano inteiro, mas a alta temporada é no verão, quando as temperaturas estão mais agradáveis e as paisagens mais coloridas. Eu fui na primavera. Dei muita sorte com o tempo e achei que valeu muito a pena. Não estava lotado e não passei nenhum perrengue de frio ou vento a ponto de transformar algum rolê em algo penoso. Se tem alguma coisa que eu mudaria no meu rolê para deixar ele ainda mais perfeito, é que eu preferia ter visto o lago no Mirador Base de Torres del Paine descongelado. Quando eu fui ainda estava congelado. Não que eu ache isso um problema, mas acho que descongelado seria muito lindo também. Quanto custa? Caro! Não é um passeio barato. Mesmo fugindo o máximo que pude das hospedagens dentro do parque, é um passeio caro. Mas não é nada que não se possa dar um jeito. Aqui alguns exemplos de preços aproximados: – Entrada no Parque, válida por 3 dias de entrada: US$ 35,00 (se já estiver dentro do parque, não tem problema, pode ficar mais que 3 dias) – Aluguel de barraca completa no parque: US$ 70 – para 2 pessoas, por noite – Catamarã para Paine Grande: US$ 35,00 por pessoa, por trecho (Comprando ida e volta junto fica um pouquinho mais barato). IMPORTANTE: Não aceita cartão! Só dinheiro. – Ônibus interno do Parque: US$ 10,00 ida e volta – Ônibus Puerto Natales – Torress del Paine: US$ 25,00 ida e volta E por aí, vai… O que fazer??? Bate e volta, Circuito W, ou Circuito O? Eu escolhi o W! – No circuito W estão as principais atrações do parque na minha opinião. Claro que quem faz o Circuito O vê muito mais coisa, mas para isso é necessário muito mais tempo e preparo, pois as partes do parque que estão fora do W, são bem menos estruturadas, então depende muito mais de você e do equipamento e mantimento que você carrega. – No bate e volta de Puerto Natales, você consegue fazer o Mirador Base, que é a vista mais famosa de lá, mas depois que se faz o W, você vê que aquilo é só um pequeno pedaço das belezas daquele lugar. Também dá para fazer o lado do Glaciar Grey, ou até um trecho da trilha beirando o lindíssimo Lago Nordenskjold. IMPORTANTE! Nesses casos de bate e volta, você sempre vai ter seu tempo limitado ao horário dos transportes internos do parque, seja do ônibus ou do catamarã. Então controlar o tempo e seus objetivos no dia será algo muito importante. Os horários são fixos e limitados, não deixando margem para erros. – Uma outra opção, que eu jamais faria, é um bate e volta de El Calafate, como muitas agências de lá oferecem… Me parece um grande programa de índio. – Fazer um mix disso tudo aí também é possível! É só estudar direitinho o roteiro e partir para cima!!!! Bom, esse é o básico. Vou contando agora como foi o meu rolê e tentando explicar como tudo funcionou para mim! Vamos lá!!!!!!!! Dia 1: Bom, eu decidi fazer o W da seguinte forma… Fazer as 2 pernas externas no esquema de bate e volta, e a parte central do W dormindo uma noite no camping Francês. Dessa forma faria o rolê em 4 dias, que é bem puxado. A maioria das pessoas faz em 5 dias o W, que depois eu entendi o por quê! Como a entrada do parque vale por 3 dias, eu fiz as 2 pontas primeiro, e depois a parte interna, que daria certinho os 3 dias de entrada no parque. Para mim não fazia diferença por onde começar, então deixei o dia que a previsão do tempo estava melhor para fazer o Mirador Base e fui no primeiro dia, que o tempo estava pior, na perna do Glaciar Grey. E a parte interna eu fiz saindo de Las Torres e chegando no outro dia em Paine Grande. No final, deu tudo certo!!!! Como comentei, eu cheguei em Puerto Natales vindo de Punta Arenas. Como não sabia da estrutura da cidade, acabei fazendo compras do que iria comer no parque no dia seguinte em Punta Arenas mesmo. A viagem de ônibus entre Punta Arenas e Puerto Natales demora 3 horas. A passagem é bem fácil comprar. Os ônibus que fazem esse trajeto têm seus terminais no centro da cidade e todo mundo lá sabe indicar onde ficam esses terminais. Existem diversos horários de saída, então não precisa de stress quanto a reserva antecipada ou qualquer coisa. Em Puerto Natales as coisas são perto da rodoviária. A maioria dos lugares nem precisa de taxi… Dá para chegar andando. Já aproveitei que estava na rodoviária na chegada e comprei a passagem de ônibus para o dia seguinte de ida e volta para o parque. São algumas empresas que fazem o trajeto e todas fazem mais ou menos no mesmo horário, pois os transportes internos no parque são sincronizados com as chegadas dos ônibus de Puerto Natales. O horário de saída é por volta das 7 da manhã e o retorno por volta das 7:30 da noite saindo da Laguna Amarga (entrada do parque). São quase 3 horas de trajeto entre o parque e Puerto Natales. No dia seguinte estava lá bem cedinho na rodoviária aguardando meu ônibus sair. Chegando em Torres del Paine, a primeira coisa a se fazer é comprar o ticket de entrada. Havia uma pequena fila mas não demorou muito todo o tramite. Eles aceitam Pesos Chilenos e Dólares. Talvez aceitem Euros também, mas não tenho certeza. Depois é aguardar o ônibus interno que vai te levar para o Refúgio Las Torres (De onde sai a trilha para o Mirador Base e também a trilha em direção ao Refúgio Francês) e depois segue para Pudeto, de onde sai o Catamarã para Paine Grande (Onde começa a trilha para o Glaciar Grey). Como fui em direção ao Glaciar Grey nesse primeiro dia, segui no ônibus até Pudeto. Cheguei lá por volta das 10:30 e o catamarã só sai as 11hs. Assim aproveitei e tomei um reforço do café da manhã por lá enquanto aguardava a saída para Paine Grande. O catamarã é espaçoso e possui um deck em cima para quem quer ver a paisagem e tirar umas fotos. Duro é aguentar o frio, mas vale a pena! O trajeto é curto e em pouco mais de 20 minutos já estava em Paine Grande Muitas pessoas se hospedam no refugio, então já entram para seu check in. Eu não ia ficar lá, então só me arrumei, usei o banheiro e saí. Primeiro grande desafio da viagem: Aprender a usar os sticks de caminhada! Eu sei que parece ridículo, mas no começo é difícil coordenar! Mas depois de alguns minutos, vai que vai! Não sei como eu consegui voltar a andar sem eles quando voltei de viagem! Esse treco é bom demais!!!!! Bom, foi nesse primeiro dia que eu entendi por que a maioria das pessoas faz o W em 5 dias e não em 4… É porque o refúgio Grey é longe que dói! Eu tinha o meu tempo de trekking limitado pelo horário do catamarã. Não podia estar de volta depois das 18:30hs, que é o último horário de saída do catamarã no dia. As pessoas normalmente dormem no refúgio Grey e depois voltam no dia seguinte. Ou também vão até o refugio Grey e voltam para dormir em Paine Grande, sem grandes compromissos com o horário. Aí tudo faz mais sentido. No meu caso eu tive que ir até onde o relógio permitiu, e não consegui chegar até o refugio. Mas isso não tem muita importância… Pude apreciar a beleza do glaciar durante minha trilha sem nenhum problema! A trilha desse trecho não foi das piores do W. Existem outras partes com muito mais subidas e descidas. Isso foi bom, pois estava ainda aquecendo os motores! Eu que já tenho dois joelhos completamente destruídos, que me impedem de fazer algumas coisas, estava, para piorar, vindo de uma lesão no ligamento. Consequentemente minha condição física não era das melhores, vindo de um período de um mês sem poder exercitar minhas pernas. Bora caminhar!!!! A primeira parada, já para o almoço, foi na Laguna Los Patos. Uma lagoa bonita, que apesar do nome, não tinha tantos patos assim quando passei por lá! Sigo então em direção ao glaciar, tentando aproveitar o máximo essa paisagem linda! Daí a recompensa… O Glaciar Grey!!! Encontro um lugar para parar e apreciar essa vista! Depois de um tempo por lá o relógio me lembra que era preciso voltar, sem grandes possibilidades de paradas. A volta foi bem tranquila e cheguei a tempo inclusive de fazer um lanche e tirar umas fotos antes de embarcar Na fila do embarque percebo esse cara indo para um mergulho bem tranquilo nesse lago de degelo!!! Um mergulho com uma vista dessa não é nada mal!!!! Daí foram só mais uns 30 minutos de catamarã até Pudeto e já o imediato embarque no ônibus para Laguna Amarga. Dalí peguei o ônibus de volta para Puerto Natales. Chegando em Puerto Natales, foi só o tempo de passar em uma vendinha para comprar os mantimentos para o dia seguinte e correr para tomar banho, comer e dormir, pois sobram poucas horas de sono para quem tem que pegar o ônibus no outro dia as 7 da manhã!!! Dia 2 E lá vamos nós!!!! Acorda de madrugada, toma banho, toma café, corre para a rodoviária e tenta descansar um pouco no ônibus no caminho… No parque foi só mostrar que já tinha o ingresso e aguardar pela saída do ônibus para Las Torres. Lá em Las Torres se faz um breve registro de entrada para controle e já pode sair para a caminhada. Esse dia era o primeiro grande desafio. São 20km ida e volta, com muita montanha, incluindo um trecho matador no último quilômetro que faz você pensar seriamente que não vai conseguir! Mas consegue!!!! A caminhada começa com 2km bem tranquilos e planos ainda em uma área dentro do complexo de Las Torres. Depois…… Bom, depois é bom estar com a saúde em dia, porque não é fácil a brincadeira. O que sempre te dá forças em um lugar como esse são as paisagens… Elas vão nos lembrando por que estamos lá!!!! Vale cada gota de suor! E vai subindo… Subindo… Subindo mais… Até que chega no Km 9 e eu já estou esgotado, com muita dor e cansaço. E aí o negócio começa a ficar sério. A subida é bem no limite entre caminhar e escalar, inclusive passando pelo espaço onde a água do degelo desce, para ajudar ainda! Pelo menos quando dava sede era só abaixar e beber água! Eu acho que eu bobeei… Acho que tem um lugar para deixar o peso extra ali no km 9 antes de começar a subida. Eu não fui atrás disso e acabei subindo com tudo nas costas… Foi treta! Como eu não tinha forças nem para tirar foto, tenho poucos registros desse dia. Uma pena, porque o lugar é maravilhoso. Essa subida é terrível, e quando se acha que acabou você descobre que ainda falta um tanto! Todos os lugares por lá são assim… Você acha que chegou no final, mas não chegou!!!! Para de reclamar e continua andando!!!!! Realmente nem acreditei quando cheguei lá!!!! Mas o visual vale qualquer esforço!!! Infelizmente cheguei lá 15 minutos depois do horário que tinha que iniciar a descida! Isso limitou muito o quanto eu pude aproveitar lá em cima. Foi o tempo de comer alguma coisa, tirar meia dúzia de fotos e sair desesperado para baixo, quase com a certeza que não daria tempo. Isso foi a pior parte do rolê… Não consegui aproveitar quase nada a descida, forcei meus joelhos de um jeito que não poderia ter forçado e fiquei horas no stress de não ter ideia do que iria fazer se perdesse o transporte. Não sei explicar como, arrumei forças não sei da onde para sair em uma disparada nos últimos 2 quilómetros para tentar chegar no ônibus… E não é que consegui!!!!!!! O pessoal já estava quase todo embarcado! Aí pedi para o motorista para esperar uns 2 minutos até a Tati chegar e ele falou que beleza! Nossa, foi por pouco! Eu sentia tanta dor no meu corpo depois disso que nem sei explicar… Doía pé, tornozelo e principalmente meus joelhos… Achei que tinha comprometido todo o rolê… Chegando em Puerto Natales foi só a correria para deitar logo, depois do mercadinho, banho e janta. Dia 3 Esse dia tinha a ideia que seria mais tranquilo, pois além da distancia a se caminhar ser menor, não precisava me preocupar com horário, pois poderia chegar a qualquer hora no Camping Francês. Mas eu me enganei… Foi mais um dia puxado que no final minhas pernas já estavam esgotadas. Já no refugio Las Torres, comecei a caminhar para o Acampamento Francês. O inicio é tranquilo e ainda estava com a sensação que seria um dia de recuperação, e não de grandes esforços. Começo a encontrar alguns morros, mas nada de mais… A caminhada ainda está sob controle. Passados alguns quilômetros eu encontro um novo caso de amor!!!!! Se trata do Lago Nordenskjöld! Que visual maravilhoso! Andar com esse lago ao seu lado o dia inteiro foi lindo demais! As paradas para comer sempre eram em pontos estratégicos para comer apreciando aquele azul espetacular! O problema é que esse trecho tem muita montanha, subindo e descendo toda hora… Eu fui me cansando e já ficava perguntando pra galera que cruzava no caminho se estava muito longe ainda! Isso é claramente sinal de desespero!!!! E então já no final do dia chego no Acampamento Francês! O acampamento é bem bacana. O banheiro é bom e a água para tomar banho bem quente! Isso foi maravilhoso! Lá eles também têm um pequeno restaurante e uma “vendinha” que você pode comprar um refrigerante, por exemplo. Na recepção do camping eles tinham ovos para vender. Não estava tão caro. O problema é que eu não tinha onde cozinhar os ovos, pois não estava carregando um fogareiro comigo. A menina que estava lá foi bem gente boa e ofereceu de cozinhar os ovos para nós no fogareiro dela! Então já fechei negócio e consegui comer algo quente nessa noite, que estava programado apenas comida fria. Então depois de um ótimo banho já fui jantar meu sanduíche, ovos e um vinho que estava carregando para saborear na noite! A barraca estava montada. Não tive trabalho nenhum. É chegar, pular para dentro do saco de dormir e até amanhã!!!!! Dia 4 Depois de uma boa noite de sono que não passei nenhum tipo de problema na barraca, me preparei para partir. Nesse dia os objetivos eram Mirador Francês, Mirador Britânico e a chegada em Paine Grande para tomar o catamarã de volta no final da tarde. Então tomei meu ziriguidum e pé na estrada! Até o acampamento Italiano o caminho é curto mas já com algumas subidas chatinhas. No acampamento Italiano você pode deixar seu equipamento para fazer a subida para o Mirador Francês e Britânico só com o necessário. A subida até o Mirador Francês é de um nível médio… Dá para ir na boa. Acabei me perdendo um pouco no caminho… Ainda bem que olhei para trás e vi umas pessoas passando por outro lugar. Percebi que o errado era eu e voltei para a trilha certa! Lá é um lugar bem interessante. Existe uma geleira com pequenas avalanches a cada 10, 15 minutos… É muito legal ficar um tempo por lá vendo as avalanches e principalmente escutando os estrondos do gelo se rompendo. É um barulho de trovão bem alto! Muito bacana! Fiquei lá um tempo, fiz meu lanche e olhei para o caminho do mirador Britânico………… Que caminho???? O tempo fechou e não dava para ver nada lá para cima….. Então após algumas considerações decidi desistir de ir até o mirador Britânico. Ainda faltava uma boa pernada até lá e eu não queria gastar esse tempo e essa energia para ir até um mirador de onde não haveria nada para “mirar”. Bom, com isso pude desfrutar mais algum tempo no mirador Francês e fazer meu caminho de volta sem stress por conta do horário do catamarã. De volta ao acampamento Italiano não estava muito bem… Não sei bem o que era, mas preferi ficar por lá um tempo até me recuperar. Daí peguei minhas coisas e segui… O caminho a partir de lá é bem mais tranquilo. Não me lembro de ter nenhuma montanha bizarra para subir e descer depois de lá. Isso foi ótimo… Já estava cansado! (Calafate) Um dos pontos altos desse trecho da caminhada é o Lago Skottsberg! O mirador do lago tem uma vista que chega a ser indecente! Depois dessa parada, já estamos quase lá! É um trecho cheio de emoções boas! De que consegui cumprir o objetivo… De que vou completar o W! Isso parecia tão longe na minha vida há 6 meses atrás…. Pensar em cada pedra, cada montanha, cada arbusto, cada pássaro, cada lago, cada pessoa que cruzei, cada parte do meu corpo que doía, cada gole de água de cachoeiras de degelo, e cada sentimento delicioso de conquista com o visual que se abria na minha frente por tantas e tantas vezes nesses dias…….. Foi bom demais! Então a última parada antes da chegada triunfante! Dessa vez para admirar o Lago Pehoé, a poucos metros de chegar em Paine Grande. Não tem lugar melhor para comemorar a vitória!!!!!! E então a chegada! Exausto; Com dor; Realizado!!! Consegui, po**a!!!!!! Daí foi o roteiro já conhecido… Catamarã de Paine Grande para Pudeto, ônibus interno de Pudeto para Laguna Amarga (com parada em Las Torres), ônibus para Puerto Natales, pousada e cama! Hora de descansar, mas não muito, porque no dia seguinte embarcaria para El Chaltén pela manhã. Mas essa história fica para depois! É isso!!!! Quem quiser qualquer ajuda, pode escrever aqui que vou ajudar com todo prazer no que for possível! Críticas e elogios também são bem vindos!!!!! Não esqueçam de seguir lá no Instagram! @profissaoviageiro Valeu!!!!!!!!!!!!! Abraço, Felipe
  2. 1 ponto
    Oi gente, acabei de criar um blog sobre viagens. Já fui a 59 países mas comecei os relatos de viagem sobre a última viagem, Itália! Espero que aproveitem https://elizabethwerneck.com/2019/08/27/16-dias-pela-italia-com-bate-e-volta-para-san-marino-roteiro-completo/
  3. 1 ponto
    Recentemente estive em Alter do Chão. Localizado no município de Santarém e às margens do Rio Tapajós, no Pará, o verde da Amazônia se encontra com praias de areia branca e água azul, dando a Alter o título de o “Caribe Amazônico”. De frente com a vila de Alter do Chão você encontra a Ilha do Amor, um banco de areia exposto apenas na baixa do rio e onde, durante a estação seca, são instaladas barracas para venda de comes e bebes. Lá, há uma trilha de uns 30 minutos que morre no Morro da Pira Óca, um mirante com vista para a vila e para o Rio Tapajós. Pra quem procura um pouco mais de tranquilidade, seguindo à direita pela orla de Alter é possível repousar sob a sombra de cajueiros em uma das praias tranquilas do Lago Azul. Cansou de praia? Te recomendo visitar a Floresta Nacional do Tapajós (FLONA). Distante coisa de uma hora de Alter, lá é possível realizar uma trilha de 10 km pelo meio da floresta amazônica. No percurso da trilha, passando por uma samaúma centenária e um mirante com vista para o Rio Tapajós, os guias vão contando um pouco da cultura indígena e ribeirinha e mostrando, por exemplo, como as folhas de palmeiras são traçadas para fazer a cobertura de casas e como é feita a extração de látex das seringueiras. Os mais corajosos têm a possibilidade de colocar a mão sobre formigueiros de formigas que borrifam ácido fórmico (!!!), um repelente natural. Ao final da trilha, te esperam um almoço servido com tambaqui ou pirarucu e um passeio de canoa por um igarapé de águas transparentes. Voltando pra Alter, dê um tempo na praça central da vila e reponha a energia perdida na trilha tomando um tacacá, enquanto ouve e assiste o carimbó, uma das mais tradicionais expressões culturais do Estado do Pará e patrimônio cultural brasileiro. Ah, e guarde folego porque ainda falta conhecer a Floresta Encantada, a Praia do Pindobal, a Ponta do Cururú, a Ponta de Pedras, o Rio Arapiuns...Ufa! Bom, dá pra ver que Alter do Chão tem um baita potencial turístico. E conversando com o pessoal local, eles me disseram que o fluxo de turistas em Alter teve um boom após a praia ter sido escolhida pelo periódico inglês The Guardian como a mais bela do Brasil. Isso colocou a vila no mapa mundial e atraiu turistas de todo canto do país e do mundo. Passei a virada de ano lá e a vila estava lotada! Com tudo isso, é normal aquela sensação de “turismo de massa”. Era muita gente em quase todo canto. Na FLONA, por exemplo, havia pontos da trilha em que nosso grupo tinha que parar para esperar o grupo que ia na frente se deslocar até a próxima estação. De forma nenhuma estou falando que essa grande quantidade de turistas é prejudicial. Na verdade, é ela que sustenta uma comunidade inteira e prova que com o ecoturismo não é preciso desmatar a Amazônia para que ocorra geração de renda para as pessoas que ali residem. No entanto, pra mim isso tira um pouco o encanto e deixa a sensação de “chegou, fez self, vamo embora”. Na FLONA, eu tive que me distanciar do grupo por alguns minutos para conseguir apreciar e registrar o canto do capitão-do-mato. Quando viajo, gosto de sentir o local, conversar com moradores, experimentar a realidade de lá: realizar o chamado “turismo de experiência”. Em Alter, quem me proporcionou isso foram Seu Deco e Dona Juci. Durante minha estadia em Alter do Chão, fiquei hospedado no redário Surara. De propriedade de Dona Juci e Seu Deco, com telhado de palha e vista para a praia o redário foi dica da Catarina, uma colega que estava em viagem pelo Pará: “Tô num redário bem legal. Os donos são incríveis!”. Numa manhã, estávamos eu, Dona Juci, Tomaz e Gi, um casal que conheci no redário, conversando no café da manhã. Contava para eles que havia visto nos dias anteriores grupos de botos cor-de-rosa pescando muito próximo à praia, coisa de um metro e meio distante da margem. Das três ocasiões em que vi o animal, em duas fiquei coisa de meia hora sentado na praia, besta, observando o grupo caçar cardumes de peixes, com o por-do-sol do Tapajós ao fundo, diga-se de passagem um dos mais bonitos que já vi. Desde guri sou apaixonado por vida selvagem. Medindo até dois metros e meio e pesando quase 200 kg, o maior golfinho de água doce do mundo, inspira o folclore amazônico, sendo figura frequente nas praias ao redor de Alter. Após meu relato sobre os avistamentos dos grupos de botos, Dona Juci nos disse: “Você quer ver boto, é só ir pescar de malhadeira na praia. Eles vem tudo pra roubar peixe. Vou ligar pro Deco pra gente combinar de ir pescar no final da tarde.” Quinze minutos depois, Seu Deco estava de volta ao redário para combinar a hora que sairíamos para a pescaria: quatro e meia da tarde. Na hora marcada lá fomos eu, Tomaz e Gi, de canoa movida à rabeta, sob o comando de Dona Juci e Seu Deco. Atracamos uns vinte minutos depois, numa praia tranquila, na mesma enseada onde fica a Ilha do Amor. Lá, Seu Deco armou a malhadeira, uma rede de uns 50 metros de comprimento e um metro e meio de largura. De canoa e remando, o casal de ribeirinhos esticou a rede no rio, perpendicularmente à praia. Na margem, ela é amarrada à uma vara e, na outra ponta, a uma boia e a uma pedra. A primeira garantindo que a malhadeira não afundasse e a segunda permitindo que a rede permanecesse esticada. A pesca de malhadeira, como em quase toda pescaria, é a arte da espera. Na margem, Seu Deco, com a mão na rede, estava atento à pequenas vibrações e movimentos provocados pelos peixes presos na rede. Vocês se lembram que a ideia da pescaria surgiu depois da conversa sobre os botos cor de rosa? Pois bem, é justamente por conta do boto que o pescador tem que ficar atento se os peixes estão presos na rede e recolhe-los o quanto antes. Se os peixes ficarem muito tempo na malhadeira, segundo Dona Juci nos explicou, a agitação deles acaba denunciando a pescaria aos botos, que vêm para saquear a rede, e ao roubar os peixes, o boto também danifica a malhadeira. Isso havia acontecido com um dos filhos do casal alguns dias atrás. Assim, para evitar o saque dos botos, a cada dez minutos mais ou menos, ao sentir que alguns peixes já estavam presos na armadilha, o casal saia a retirar o pescado da rede, com Dona Juci remando na popa da canoa e Seu Deco recolhendo os peixes na proa. Era poético ver o casal trabalhando juntos. A pescaria se estendeu durante o final de tarde, ao mesmo tempo que o Sol aos poucos se escondia no horizonte da Amazônia. Seu Deco e Dona Juci seguiam nos explicando sobre a vida ribeirinha, sobre a fauna e a flora local, a diferença entre os peixes do rio, o jeito de pescar e cozinhar cada um deles. Esporadicamente um ou outro peixe saltava pra fora do rio, fugindo dos tucunarés, mas nada do boto aparecer. Já com o sol escondido atrás do horizonte, Dona Juci e Seu Deco recolheram a rede. O saldo da pescaria foi de 47 peixes e, infelizmente pra mim, nenhum boto. Sem dúvida essa foi o melhor passeio que realizei em Alter do Chão. Poder participar da pescaria e passar a tarde proseando na beira da praia com dois moradores da vila foi uma experiência única. Nossa pescaria ainda rendeu um jantar preparado pelo casal, com direito a uma noite inteira de conversa ao redor da mesa, um almoço de despedida, no domingo em que eu, Tomaz e Gi deixamos Alter, e uma vontade tremenda de voltar e explorar mais o Tapajós.
  4. 1 ponto
    Fala, pessoal Alguém vai estar por lá entre 15 e 18 de Novembro? Abraços!
  5. 1 ponto
    Fiz uma viagem sozinha, por conta própria às Cinque Terre italianas, vilazinhas cravadas no penhasco com vista pro mar. Reuni informações pelo mundo (virtual e dicas italianas) e aqui deixo um relato com informações úteis A viagem foi em abril/2019, e o clima estava perfeito; um pouco friozinho, mas lindos dias de sol. Bastantes turistas por ser a semana da Páscoa, mas ainda assim muito menos que no verão. Saí desde Florença, no esquema day-trip, o que foi um pouco cansativo, mas era o que dava. A cidade base pra explorar as Cinque Terre é La Spezia, cidade um pouco maior que tem trens de Pisa e Florença, entre outros. Talvez uma opção interessante seria ir pra lá na noite anterior, dormir e começar os passeios cedinho. (Existem hostels a preços bacanas) Paguei €13,80 no trem de Florença até La Spezia, que demorou umas 2:30h. Comprei o bilhete nos totens da Trenitalia (Estação S.M. Novella em Firenze) mas é possível comprar online também. Acredito que, exceto em alta temporada, não seja necessário comprar com antecedência (comprei no dia anterior). Uma dica interessante: você compra o bilhete com o seu origem-destino, e dentro da mesma tarifa, pode pegar qualquer horário. (O meu trecho tinha aproximadamente de hora em hora, desde umas 5 da manhã até pra voltar umas 21 da noite) -Só não esquecer de validar o bilhete antes de entrar nos trens! Saí de Florença às 6am e pouco e cheguei antes das 9 em La Spezia, justo que as 9h abre o escritório de informações e vendas de Cinque Terre. Paguei €16 no Cinque Terre card, que dá direito a fazer as trilhas e andar nos trens entre as Terre durante o dia todo. Existem muitos trens entre todas as cidades o tempo todo, e os trechos são bem rápidos (são praticamente viagens de metrô rs) O card também dá direito a usar os banheiros e wi-fi de todas as estações de trem das Terre. Junto com o card é dado um guia com os horários de trens e mapinha das cidades. Existem algumas trilhas entre uma e outra cidade, mas aparentemente elas fecham de vez em quando para reparos etc. Verificar no centro de informações qual é a situação de cada trecho. Uma das estações de trem nas terre Vernazza vista do começo da trilha Comecei minha caminhada de Vernazza aproximadamente umas 10h e não vi muito da cidade. Quando fui, o único trecho aberto de trilha era entre Monterosso-Vernazza, um caminho subindo e descendo penhasco, que fiz em umas 2:30h os 4,5km. É uma trilha com muitos, muitos degraus e trechos estreitos e cheios de pedras, então não é muito simples de andar. Ainda assim, várias velhinhas européias estavam encarando a caminhada com seus walking pole rs. Achei chatinho que, por ser muito estreito, vários momentos tem que ficar parando pra dar passagem pras pessoas que vem no caminho contrário. As partes com vista bonita são principalmente o começo e o final, então fica a questão se vale a pena o esforço rs. Vista da trilha, e a cidade de Vernazza ao fundo A cidade de Monterosso é a maior delas e com melhor estrutura, com uma prainha, um centrinho com varias lojas e restaurantes etc. A propósito, achei bem caro pra comer em todas as Terre. Chegada à cidade de Monterosso, vindo da trilha Minha Terre favorite foi Manarola; os caminhos são bem fáceis e curtos e a vista é mais bonita. São as fotos mais famosas das Terre. Riomaggiore achei um pouco confusa de andar; não consegui achar um caminho específico pra algum mirador. Tem um castelo em cima de alguma viela perdida rs. Existe uma trilha muito curta beirando o mar entre Manarola-Riomaggiore, chamada Via Dell'amore, mas estava fechada para reparos quando fui. Fico devendo informações sobre Corniglia, que não passei Voltei pra Florença umas 18:30h, tive que fazer uma baldeação de trem na cidade de Pisa. Em geral, foi um bate-volta bem cansativo, por causa da viagem de trem desde cedinho, e o dia inteiro de sobe-desce montanha, mas valeu a pena conhecer esse lugar tão lindo e diferente. Manarola, vista de algum dos vários miradores (Mapa retirado da internet; todas as fotos foram feitas com meu celular Galaxy S8 e são #nofilter)
  6. 1 ponto
    Parabéns aventureiros! Ótimo relato, bem completo. Irei utilizar como base para uma futura travessia.
  7. 1 ponto
    Bom dia/tarde/noite aos aventureiros e aventureiras. Apesar de existirem dezenas de relatos sobre a Travessia da Serra Fina, creio que, independente de todos compartilharem do mesmo objetivo (completar o roteiro), também possuímos experiências e perspectivas diferentes das situações que planejamos e encontramos, portanto, como os relatos nos ajudaram muito, retribuirei com minha parte, para quem sabe ajudar próximos aventureiros também. Não tem como escapar, a rotina de trabalho dificulta muito os planejamentos para realizar estes desafios. Juntando a temporada ideal + 4 dias de folga seguidos = feriado prolongado. É grupo em cima de grupo. Você sobe em uma árvore e tem gente sentado no galho que você iria sentar, cava um buraco e sai três trilheiros, pega fila para abraçar a árvore, saem 15 pessoas de Robert na selfie (fica parecendo entrevista de político com os papagaios de piratas atrás) e por aí vai. É lotado mesmo e ponto final. Isso é um problema? Não se você for já sabendo isso. É possível curtir e apreciar tudo sim, afinal é melhor uma Serra lotada do que o metrô de Sampa. Eu e minha companheira Mi ingressamos nas trilhas há alguns anos. Como paulistanos, fomos conhecendo as trilhas mais próximas. Subimos aqui, ali e logo começamos a sentir falta de algo mais imersivo. Descobrimos as inúmeras travessias que podem ser realizadas próximo a SP, principalmente nas divisas de MG e RJ. Já que é o desafio que nos motiva, nos preparamos para a Serra Fina, a travessia mais difícil do Brasil, segundo algumas reportagens. Se é verdade, ou não, explicarei ao longo do relato. Feriado prolongado de 9 de julho, no meio do inverno, em alta temporada, nas férias de julho de muitos trilheiros, previsão de maior frente fria já registrada... Pensamos igual no filme missão impossível: altas chances de fracasso, certeza de explosão, é isso, vamos. Chega de introdução, vamos para o relato. Nosso grupo se define em: Rafael, Miriam, Luan e Charles (guia). Roteiro previsto: 1º dia: saída da Toca do lobo - Pernoite no Pico do Capim amarelo ou Maracanã (01h30m depois) - Aprox. 7 km; 2º dia: saída Pico do Capim Amarelo ou Maracanã – Pernoite Pedra da Mina - Aprox. 7 km; 3º dia: saída Pedra da Mina – Pernoite Pico dos 3 estados - Aprox. 7 km; 4º dia: saída Pico dos 3 estados – Pernoite Sampa City Summit - Aprox. 11 km. Total aprox. 33km. Na prática: 1º dia: Saída do Hostel as 07h com o transfer. Chegada no início da subida de barro as 07h30m aproximadamente. Dependendo do transfer, ele te leva uns 500 metros mais para cima, bom negócio se for possível. Começamos a subir e as 08h estávamos no point inicial. A toca do lobo. Todos se abasteceram de água no nível máximo (4L cada), pois precisaríamos de água para o dia e para a janta, já que o próximo ponto de água seria 01h:30m após o Pico do Capim Amarelo, no maracanã. Tivemos uma breve conversa com o guia Charlinho, no qual explicou o roteiro, dicas, perigos, etc. Partimos para a aventura. 🧗‍♂️ Como previsto, você sobe, daí sobe um pouco, sobe ali, escalaminhada aqui, subiu um trecho, subiu outro, daí tem uma subida e você chega onde? No ¼ da subida do dia. Num trecho famoso, o quartzito. Muita nuvem, mas já bonito e animador. Que tal subir agora? Subiu, subiu e continuamos subindo, até que apareceu um dos cartões postais da travessia. O passo dos anjos. Emblemático trecho que mostra toda crista da serra que vinha pela frente no primeiro dia. Só que aconteceu o que previmos, estava com neblina devido a chuva do dia anterior. Não vimos no ângulo tão sonhado, mas conseguimos uma imagem semiaberta depois que passamos. Paramos algumas vezes para petiscar e adivinha? Subimos mais. Daí aconteceu algo que abalou a todos. Estávamos na trilha quando passamos por uma senhora que estava desacordada. Isso quando já estávamos há mais de 2 mil metros de altitude. Ficamos sabendo depois que ela teve um AVC e inclusive saiu no G1 uma notícia sobre isso. Esperamos que ela esteja bem. Um helicóptero dos bombeiros fez um trabalho espetacular junto dos guias que estavam na montanha. Fizeram uma tremenda força tarefa e conseguiram levar a senhora até o helicóptero, que conseguiram pousar NA MONTANHA. Foi um trabalho de extrema competência. Todos ficaram baqueados, mas seguimos em frente. Fica como um adendo para todos. A montanha deve ser levada a sério. Muito importante estar com exames em dia e se preparar, pois imprevistos podem acontecer, infelizmente. Após este ocorrido, fizemos um lanche em uma área coberta por bambus e já fomos recebidos pelos proprietários da montanha, . Os ratinhos. Chegam a ser bonitinhos, pois são pequenos, como hamsters, mas não deixa de ser um rato, eita bicho medonho e travesso. Já notamos que eles estariam presentes na viagem. Também ficamos chocados com trechos congelados que encontrávamos já na subida. Imagine o frio que estava por vir. Chegamos no capim amarelo as 13h. Um local incrível. Já sentimos muito orgulho de ter iniciado essa aventura. Conversamos sobre o planejamento e decidimos ir para o Maracanã, pois seria mais próximo da água e também do próximo destino do dia seguinte. Ao descer o capim amarelo, o joelho do nosso amigo Luan deu uma esperneada, afinal o dia da ascensão exige muito. Decidimos parar em um bambuzal bastante abrigado, chamam de "avançado". Por volta das 15h já estávamos com as barracar montadas e prontos para um por do sol próximo dali. No fim ficamos sabendo que fizemos boa escolha, perceberá o porquê. Pendure suas comidas e lixos em árvores, pois os ratos causam nesse lugar, como em qualquer outro. Tivemos visitas na madrugada que incomodaram um pouco. Inclusive a barrigueira da Mi foi roída , pois havia o sachê do gel (que é doce) usado, então deve ter vazado um pouco. Tivemos de colocar as cargueiras para dentro da barraca. Deixar no avance deu receio. Aproveitamos e usamos as mochilas para colocar a perna em cima nos locais onde dormimos inclinados. Importante nivelar para não ter dores na madrugada. 2º dia: Sair da barraca já foi o primeiro desafio, pois o frio estava insano. Arrumamos as coisas, tomamos o café e iniciamos o dia. Não adianta, a roupa para o dia depende de cada um. Alguns saem igual esquimó e ficam no efeito cebola o dia inteiro, outros já saem com pouca roupa para fazer menos pausa para tirar. Todas as vezes que coloquei blusa a mais eu me arrependi. Assim que o sol aparece você já começa a sentir calor. Protetor solar eu já passo antes mesmo do sol aparecer, pois nessa altitude o sol judia. 40 minutos após o início da caminhada e avistamos o Maracanã. Os grupos que dormiram ali já estavam saindo também. Para surpresa nossa, todos reclamaram do frio. Congelaram todas as águas que eles tinham nas garrafas. Fez -8º no maracanã, surreal. No bambuzal pegamos uns 0º, tivemos “sorte”. ❄️ Reabastecemos em um ponto de água logo após o maracanã. Fizemos um isotônico do Popeye e deixamos 2 litros de água na camelbak para cada um caminhar, visto que antes do ataque ao cume da Mina haviam 2 pontos de água para reabastecer completo. Desde a primeira subida do dia já podíamos avistar nosso objetivo: a Pedra da Mina. Eita negócio alto. Quando você acha que ela é pequena, você se surpreende ao ver o pessoal mais atleta já subindo com as mochilas fluorescentes. Pareciam 1 grão de areia na montanha. Dia mais agradável de percurso, pois são constantes sobe e desce, diferenciando bem do primeiro dia do Everest amarelo . Logo após o primeiro "mini" cume que passamos já tínhamos uma linda vista do Capim Amarelo atrás. E também conseguíamos ver Marins / Itaguaré no fundo. Que show! Quase chegando na base da Mina, fomos para o ponto de água chamado cachoeira vermelha. Incrível o lugar. Água com muito ferro, por isso dos tons avermelhados. Reabastecemos com água para a janta, pois o próximo ponto de água só aconteceria no dia seguinte após descermos a Pedra. Ao chegar na base da Pedra, passamos por cima da mini ponte do rio que cai 🌁. Ali havia um bom acampamento no qual vimos um grupo já instalado para pernoitar. Era um grupo com roteiro diferente. Eles não dormiam nos cumes, fizeram um outro planejamento. Ali tinha o rio com pessoas abastecendo para a subida, mas eu não acho uma fonte muito confiável. O guia inclusive comentou que pode estar contaminado. É ao lado do acampamento, consequentemente os banheiros também devem ser. Se for pegar esta água, ferva e jogue o clorin como precaução, pois dor de barriga ninguém merece . Iniciamos o ataque. Estávamos pesados com a água, mas suportável. Como todas outras subidas da travessia, esta era mais uma bem estruturada. Sempre com degraus “curtos” formados pelas pessoas. Quase não esticamos as pernas na travessia inteira, pois as ascensões eram todas em pequenas “escadinhas” já formadas. Um agravante seria o barro, muito presente na serra inteira, mas como a temperatura estava hiper baixa, os barros estavam congelados, evitando possíveis deslizes dos pés ao subir. Uma boa perspectiva para ver o tamanho da encrenca com as formigas atômicas fluorescentes subindo. Pausa na subida da Pedra com a vista para o Capim Amarelo a esquerda da foto (ponto onde iniciamos o dia). Chegamos no incrível no cume, que lugar sensacional! Sem dúvidas o pico mais legal de toda a viagem. Bem cheio de barraca, pois haviam os grupos da travessia completa, meia travessia e bate a volta pelo Paiolinho, uma opção bem legal de chegar na Pedra da Mina também. O bom é que há espaço para todos, pois mesmo sem ficar no cume, você consegue ficar logo abaixo dele, 5 minutos de caminhada. O Agulhas Negras já aparecia imponente no parque Itatiaia. Que vista! Pegamos um baita pôr do sol, jantamos e fomos dormir. Nessa noite conseguimos uns goles de cachaça e dormimos mais quentes. Já virou um item indispensável para as próximas travessias. O cobertor de litro salva sua noite.🍹 3º dia: Meio congelado, meio vivo. Era mais ou menos nossa situação. Com certeza fez menos que -5º esta noite. Serra fina do gelo!!! Após o ritual sagrado de desmontar, arrumar e seguir, iniciamos a descida pelo lado de trás da montanha, num visual muito show! O vale do Ruah já se destacava no nascer do sol. Os primeiros raios de sol no Vale refletiam o rio de uma maneira diferente, achamos estranho. Quando chegamos perto que entendemos, o rio inteiro estava congelado. Imagine como foi a noite num dos locais mais frios do Brasil. Há quem diga que bateu -15º. E que lugar muito doido, achamos legal demais. Capim Elefante para todo o lado, barro, labirinto, rio congelado... Parecia um filme! Bom momento para se despedir da bota semi limpa. Ali não tem jeito, você vai usar todas funções da sua bota impermeável. Os grupos seguiram e abasteceram a água em umas cachoeiras mais a frente, mas nós abastecemos antes em uma correnteza que passava no meio do vale. Parecia bem limpa e cristalina, afinal é dali que surge a fonte do Rio Verde. Nome fácil de entender, pensa em uma água transparente e limpa! Atenção!!! É aqui o último ponto de água da trilha, basicamente. Coloque água nas garrafinhas, camelbaks, meias, bonés, toucas, etc. 🌊. Saímos com 4 litros e pouco cada um (para caminhada do dia, jantar e caminhada da volta). Foi o suficiente, mesmo fazendo macarrão a noite. Também passamos por mais cristas, muito lindas por sinal, em direção ao cupim de boi. Da pra entender o porquê do cupim de boi. É esta montanha menor que está um pouco abaixo do Agulhas Negras. A montanha a direita é a cabeça de touro. Bem alta e imponente, mas é um passeio a parte. Do cupim, partimos pelas cristas até a montanha mais alta a esquerda, que já é o Pico dos 3 estados. Pedra da Mina ficou para trás... A caminho do cupim do boi a esquerda. Chegando no topo do cupim, fizemos um almoço com vista para o Pico dos 3 estados de um lado e todo o parque do Itatiaia do outro. Vista incrível!!! O Agulhas Negras estava nítido, mesmo há bons km’s de distância. Dica: Levem filtros de lente UV e Polarizados para a câmera. Eu esqueci a minha câmera no transfer, sorte que a Mi tem uma super potente com um zoom sinistro, mas as fotos ficaram azuladas com a luminosidade da altitude. Energias renovadas, partiu 3 estados. Trilha nota 10. Escalaminhadas só próximo ao cume. Nenhuma pernada longa, escalaminhamos porque no final estava mais íngreme e escorregadio, mas não havia exposição. Mais uma montanha top 10 Brasil na listinha pessoal!!! Rolou aquela vida “chata” de bater papo sentado nas pedras do cume, vendo o pôr do sol, tomando um refresco, se preparando para o jantar e rindo dos perrengues da trilha. Depois disso caímos no sono. Noite bem tranquila, local abrigado por capim, então rolou pouco vento, foi bom o descanso. Não esquecendo nunca daquela boa olhada no céu MUITO estrelado e das cidades brilhando bem longe. Que cenário show! 4º dia: Já acordamos naquele ar de: Será que tô feliz por conseguir chegar até aqui? Triste por ir embora? Feliz por chegar perto de um banho? Triste por pensar na rotina de SP voltando? Não tem segredo, o jeito é curtir o momento. E esses momentos são incríveis todos os dias da travessia. Todos têm suas particularidades e belezas diferentes. Nascer do sol de praxe... Despedida da montanha e partiu dia mais longo (11 km). Como diz a Mi, subir é sempre mais difícil, em tudo na vida, mas na serra fina não tem nada fácil. Até o descer é difícil, pois os joelhos já estão cansados dos 21 kms já percorridos e o esforço da constante descida é ainda mais doloroso para os joelhos do que a subida. Mesmo já não estando tão pesado. Tínhamos quase 1,8L cada em média para o dia até a última fonte, que já é próxima do fim. Sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce até que avistamos a última subida da viagem. Até comemoramos quando subimos, pois para quem tem joelho meio abalado, subir é melhor que descer. Chegamos no Pico dos Ivos, mais um dos muitos picos de 2400+ que passamos. Paramos para o lanche, fizemos a selfie da equipe e voltamos para a descida. Se tivesse uma tirolesa do pico dos 3 estados até a fazenda pierre, seriam 2 horas na corda de aço eita descida interminável! Aos poucos a vegetação foi mudando, brigamos com os bambuzinhos (use capa nas mochilas e proteja seu isolante, pois a treta é brava) e a mata mais fechada surgiu. Incríveis bons km’s no meio da mata, show de bola! Nossa água deu na medida. Acabou a hidratação minutos antes da última fonte de água antes da saída. Já batia um sentimento de saudade da montanha. Andamos, andamos, andamos, andamos, andamos, chegamos na mansão do Pierre. Olha só, chegamos! Não, não chegamos. Ainda tinham uns 2 km, eita! Meu joelho, que vinha tão bem, já começou a me questionar o pq eu estava fazendo isso com ele e decidiu resmungar, mas isso ficou de lado e foi só comemorações e orgulho do corpitcho que, apesar de um pouco acima do peso, conseguiu aguentar essa travessia incrível. Chegada... Óbbbbvvviiioo que brindamos com a cervejinha na casa e fomos para o transfer. Pensa numa cerveja merecida! Fim... Vou deixar informações abaixo sobre o que utilizamos. Minha companheira Mi, que a todo momento ficou ao meu lado, foi um exemplo de força, determinação e comprometimento. E claro representando as mulheres, que já são mais fortes e corajosas 💪 por natureza. Senti muito orgulho de poder participar de momentos como esse. Certos ensinamentos e pensamentos só são apreciados de verdade na montanha, quando estamos na hora da dificuldade, na hora da esperança e também na hora da vitória! Luan, um parceiro que surgiu do boteco e com certeza perdurará muitos anos, tanto nas trilhas, como nos botecos também, óbvio. Sempre agradável e solicito, um rapaz de futuro! Charles joelhos de aço, nosso guia atleta, que nos ajudou a todo o momento e deu o suporte que precisávamos. Além de cada dia tirar uma surpresa da mochila para comemorar. Nosso muito obrigado! Um exemplo de que todos nós podemos realizar nossos desejos e enfrentar nossos medos. Menino, menina, homem, mulher, idoso e idosa. Vimos todos juntos nas trilhas, se unindo e se incentivando. Bonito de se ver o respeito, educação e limpeza que os guias pregam para todos, proporcionando uma montanha agradável, limpa e o menos impactada possível. Se você tá em dúvida se aguenta, se é bonito o lugar, se vale a pena... pode parar por aí. Se prepare, se equipe com materiais de qualidade e partiu! A Serra Fina é possível para todos! Equipamentos necessários /// utilizados: · Mochilas cargueiras 70L ou mais. Item primordial, pois temos escassez de água e trajetos relativamente longos. A capacidade e ergonomia precisam ser consideradas com seriedade. Invista na sua cargueira /// Cargueira Deuter Aircontact Lite; · Sacos de dormir conforto 0º ou -5º /// Deuter Orbit -5. Foi mais do que o suficiente. Deu conta dos -9º que passamos. Não vacile com o saco de dormir, pois hipotermia é perigoso de verdade; XXX · Isolante Térmico. /// Naturehike modelo inflável Nylon TPU. Ótimo custo benefício. Isolantes tapetes também são ótimos. Ideal os de 1 cm de espessura, pois o chão é muito frio e úmido; · Bastões de caminhada. Joelhos agradecem! Acho primordial. /// Bastão de Trilha Arpenaz 200 Quechua. Modelo ok, até que aguentou, mas possuem bem superiores no mercado; · Travesseiro. Fica ao critério de cada um. O ideal é inflável para ocupar menos espaço e peso. /// Naturehike dobrável; · Barraca 2 ou 3 pessoas. Quanto mais leve e bem projetada para ventos, melhor. /// Naturehike Cloud 2p. As vezes sentimos falta de espaço, pois eu e a Mi somos relativamente altos (1,83 e 1,70), mas no frio isso não é um problema. XXX · Lanternas de cabeça e de punho. Tem que ter ou vc só funciona até o por do sol. Item obrigatório. XXX / Importei da china, nem sei o modelo, mas vale dar uma investida. · Kits cozinha: fogareiro, gás, panelas, talheres, papel toalha, álcool em gel, pratos, etc. · Botas. Impermeáveis, confortáveis e com ótima aderência (para as escalaminhadas cheias de barros e pedras). Se for nova, amaciar antes da viagem! /// Salomon Mid GTX; · CamelBak ou Garrafinhas. Vai do gosto de cada um. Gosto da praticidade da camelbak, pois você se hidrata sem parar. /// Modelo chinês, 2L. Paguei barato e deu problema na torneirinha. Aconselho investir um pouco, pois perder água por vazamento numa travessia com escassez de fontes não é nada agradável. · Cobertor de alumínio para emergências; · Roupas: Corta-vento, Jaqueta e calça impermeável, camisetas de manga comprida com proteção UV, meias para trilha, luvas (ajudam a escalar também), touca e boné, Buff (proteção UV para nariz, boca e nuca); Tudo de secagem rápida e o mais leve possível. · Protetor solar para rosto e boca. Refeições: Tudo sempre prático, que utilize pouca água de preferência e que tenha alto valor nutritivo. Na próxima viagem levarei ovos para o café da manhã. Desta vez não levei e fez bastante falta. Não fizemos almoço, apenas parávamos e comíamos os petiscos em maior quantidade e hidratávamos com isotônico em pó diluído na água (excelente negócio!!!). Uma boa dica é variar o máximo possível. Fizemos os lanches com queijo e mortadela. O ideal é fazer no mínimo 2 sabores para não enjoar. Também não tomávamos um café muito elaborado, pois acordávamos muito cedo para caminhar e nessa hora o apetite não é dos maiores. Sempre se hidratando o máximo possível. Carregávamos 4 litros de água por dia para cada um. Também ingeríamos algo a cada 1 hora, para sempre manter energia. · Primeiro dia: o Café da manhã no hostel: Bolo de queijo, diversas frutas, sucos e café (caprichado, pois estávamos com o carro ainda); o “Almoço”: lanche; o Jantar: Risoto de queijo, frango em pedaços e legumes. Tudo pré-cozido. o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Segundo dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Jantar: macarrão, molho vermelho, calabresa e bacon; o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Terceiro dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Jantar: macarrão alho e óleo, calabresa e bacon; o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Quarto dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Petiscar: 2 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 1 Carb-Up em gel. o Jantar na humilde residência XXX. Guia: Charles Llosa. Muito experiente na montanha, nota 10! - 35 9917 9001 Transfer: Leleco, gente boa, carro 4x4 (necessário) e pontual. - 35 9747 6203 Hospedagem: Hostel e Pizzaria Serra Fina. Falar com Felipe. - 35 99720 3939 Dúvidas só perguntar que respondo. Abraços.
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    Eu peguei saindo de Tarifa na Espanha, foi 1 hora de ferry até Tanger, viagem bem tranquila
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    Eae cara, tranquilo? Por volta do começo de janeiro irei fazer o mochilão e irei pegar estrada.Vou começar na chapada BA,em seguida irei subir pelo litoral do nordeste pela br, eu e um companheiro, espero te encontrar nessa caminhada.
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    Orra tá linda hein boa sorte. Pegou bom preço. Boa Viagem!
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    De forma bem resumida, e esta é a opinião de muita gente na Alemanha também, Berlin nunca foi um destino turístico popular, e nunca teve muita vocação para turismo. E os berlinenses também não estão sabendo lidar muito bem com a fama e popularidade repentina que a cidade a cidade recebeu nos últimos anos. Fama e popularidade esta propagada aos quatro cantos do mundo pelos blogueiros, principalmente os mais hipsters, nada contra os hipsters, mas eles exageram um pouco, e o pessoal vai na onda deles, e um lugar que não é lá grande coisa, de uma hora para a outra se vê no centro das atenções, e muitas pessoas se decepcionam quando veem a realidade sem os exageros e visão romantizada dos blogueiros da internet...
  12. 1 ponto
    Moro aqui do ladinho (Aamazonas) e meu sonho é ir em Alter do Chão, pelas fotos vejo que é lindo, sei que o AM e PA tem muito em comum, mas também tem suas singularidades. Amei o relato.
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    Criei esse roteiro a partir de um outro que encontrei com algumas informações a mais. Espero ajudar Para ir do aeroporto a placa da Catalunha pode-se pegar o ônibus por 5,6 e demora meia hora com Wi-Fi ou o metrô por 4,20, demora uma hora e tem que fazer baldeação Melhor ticket de transporte é o T10 que dá direito a 10 viagens por 10,20 euros, com direito a integração metro e ônibus Uma coisa, compra com antecedência por internet o ingresso da Sagrada Família, Park Guell, Casa Battlo e Casa Milla Comprei um chip com 2GB por 15 euros Domingo Plaça de Catalunya: Uma simpática praça muito importante pra Barcelona, ela é super central e liga importantes partes da cidade como a Ciutat Vella (parte antiga), Eixample (parte nova), Las Ramblas e Passeig de Gracia. A praça esta rodeada de comércios, são muitas lojas bacanas (varias grifes famosas) e restaurantes. La Rambla: Uma das avenidas mais famosas de Barcelona oferece um passeio super agradável.. lindas árvores seguindo pela avenida sempre movimentada ! A avenida começa na Plaça de Catalunya e termina no Mirador de Colom, lá você vai encontrar de tudo um pouco, lojas, restaurantes, cafés, mercados, floriculturas e etc. Lá esta localizada a Font de Canaletes, que é o ponto de encontro dos torcedores do Barça antes dos jogos. O belo prédio Gran Teatre del Liceu, e também é onde esta localizado o famoso Mercat de la Boqueria ou também conhecido como Mercat de Sant Josep Eu fui num restaurante bom que tinha paella+2 tapas por uns 11,90 euros por pessoa, mínimo de duas pessoas. Se chamava Colom. End: carrer dels escudellers Castell de Montjuic De 1 de abril até 30 de setembro fica aberto de 10h às 20h. O ingresso custa 5 euros e aos domingos após as 15h o ingresso é gratuito. O caminho de subida é muito bonito e demora Pavilhão de Barcelona Font Mágica: Umas águas dançantes das 21:30 as 22:30 Poble Espanyol Uma pequena praça com alguns lugares legais para se divertir. paga-se para entrar e fica aberta até meia noite. Segunda Free walking tour: Sai da plaça de catalunya Time: 10am, 11am and 15:00 Duration: 2.5hrs - Free Tour of Barcelona We'll discover: Las Ramblas Plaça De Catalunya Santa Maria Del Pi The Gothic Quarter Plaça De Sant Felip Neri The Jewish Quarter The Cathedral Roman Ruins Plaça Del Reí Picasso Murals The Spanish Inquisition Mercat de Sant Josep: Ideal para fazer uma refeição ou comer umas guloseimas, o mercado mais famoso de Barcelona é repleto de cores ! Quem quiser experimentar frutas exóticas, frutas secas, sucos, muitos doces e embutidos, esta no lugar certo ! Eu particularmente adoro esse tipo de passeio, e claro adorei o mercado !! Fica localizado em La Rambla e abre de segunda a sábado, de 8:00h a 20:30h. Sagrada Família abril a setembro de 9h a 20h. O ingresso custa 27 euros com guia e direito a subir em uma torre e audioguia. recomendo Barri Gótico: Gastar 3h. Atrações: -Portal de l’Angel -Fonte de la Portaferrisa, ou La “Porta Ferriça” (porta de ferro) -Plaça del Pi com a igreja de Santa Maria del Pi -Plaça Sant Jaume, centro político de Barcelona onde se encontram a prefeitura de Barcelona e o Palau de la Generalitat (palácio do governo da Catalunha) -Plaça Nova -Catedral de Barcelona -Plaça Sant Felip Neri é uma pracinha bem escondida e de uma paz inexplicável !Li que o famoso Gaudí gostava de assistir missa na igreja Sant Felip e que estava justamente indo pra missa quando foi atropelado por um bonde e faleceu.. Além disso, as paredes da praça estão até hoje marcadas por um bombardeio sofrido na cidade em tempos antigos ! Pra quem gosta de sentir a historia do país durante a viagem, a praça é ponto certo e que vale a pena ! Plaza Real La antiga sinagoga Terça Arc de Triomf: Da pra ir a pé a partir da praça da catalunha Parque de La Ciudadela: Abre as 10h e fica perto do arco do triunfo La Barceloneta Quarta Casa Milà: Horário de funcionamento: de segunda a domingo, de 9:00 as 22:00 e custa 20,50 euros. Endereço: Provença, 261 - 265 Casa Batlló: Horário de funcionamento: de segunda adomingo, de 9:00 as 21:00 e custa 21,50 euros. Endereço: Passeig de Gràcia, 43 Ciutat comdal: restaurante muito bom Park Guell: Horário de funcionamento:todos os dias do ano, porém de 24 de março até o 19 de outubro abre de 8:00h a 21:30h El bunker de Carmelo: antigo bunker de onde o por do sol é lindo -Els Quatre Gats, um restaurante super típico e com uma fachada maravilhosa !! Além de estar num ponto lindo do bairro, bem ao lado do restaurante tem um portão de ferro maravilhoso que vale a pena uma foto ! Endereço: Carrer de Montsió, 3 Quinta Monte Tibidado: um dos pontos mais altos de barcelona. o melhor jeito de ir é trem, depois andar Palau Güell: Eu fiz o tour pra conhecer, e gostei ! Custa 12 euros e o áudio guia esta incluso. Fica aberto de terça-feira a domingo, 10-20h. Endereço: Carrer. Nou de la Rambla, 3-5. Comprar com antecedência Bar el bosque de las hadas: bar com boa cerveja e tematico. surpreenda-se Sexta Palau de la Música Catalana Com certeza um dos prédios mais bonitos que já vi, a fachada é incrível e com uma decoração tão detalhada que a vontade é lá ficar olhando por horas.. não fiz a visitação (dei mole), mas quem quiser conhecer o lugar existem as visitas com guia, é só consultar o site do Palau e se atualizar dos horários e preço MACBA: museu de arte contemporanea de barcelona MNAC: Museu Nacional de Arte da Catalunha (em catalão: Museu Nacional d'Art de Catalunya) é um museu situado no Palácio Nacional, na colina de Montjuïc com obras de grandes pintores como Velasquez, Picasso e Munch Sábado Taragona: cidade romana de mais de 2000 anos. Fica a aprox. 1h e meia de trem de barcelona. Bonita e agradavel, não levei mais de 5h para conhecer a cidade (fiz as pressas). Ver a regularidade e preço do trem com antecedencia Domingo Museu do Picasso: PRICE adult/concession/under 16yr all collections €14/7.50/free, permanent collection €11/7/free, temporary exhibitions varies, 6-9.30pm Thu & 1st Sun of month free HOURS 9am-7pm Tue-Sun, to 9.30pm Thu LOCATION Carrer de Montcada 15-23 Barcelona, Spain Agora a melhor dica. A famosa Xampañeria, Can Paixano que fica na rua Reina Cristina, 7 (Barceloneta). O lugar é pequeno e vive lotado, mas vale a pena, pois a garrafa de famosa cava custa mais ou menos 4 euros. E as tapas também são bem gostosas Comer: -La vaca paca - http://www.lavacapaca.com Endereço: Passeig de Gràcia, 21 -Fres Co - http://www.frescco.com Endereços: Ronda Universitat, 29 Carrer Valencia, 263 Avenida Diagonal, 449 Carrer Carme, 16 Plaça del Duc de Medinaceli, 2 Area Poble Nou Carrer Llacuna, 140 Esses dois são esquemas coma quanto quiser. Com refrigerante e sobremesa incluídos. Não me lembro qual dos dois. Sei que em um deles também é incluído vinho. Tem também os 100 montaditos. Sanduíches por 1€ perto da praça catalunha. ideal para estudantes
  15. 1 ponto
    Só para levantar o questionamento, se você não tem tanta vontade de conhecer Milão e Veneza, porque colocou no roteiro? Não se sinta na obrigação de ir só porque a maioria das pessoas vai. Você vai perder tempo de deslocamento e gastar dinheiro, em vez de investir em outro lugar que te interesse mais...
  16. 1 ponto
    Olá, seja bem vinda. Esta época é uma grande incógnita, pois como é mudança de estação, do inverno para primavera, o clima é bem imprevisível, você pode pegar temperaturas entre 10ºC e 20ºC, mas também pode pegar temperaturas próximo de 0ºC se tiver o azar de pegar uma frente-fria atrasada. Milão é um local meio sem graça, principalmente depois de você já ter passado por Roma, Florença e Veneza, então já que você mesma falou que não tem muito interesse em Milão, corte de vez do roteiro, ir a Milão só vai servir para você perder tempo e dinheiro. Veneza é relativamente compacta, em 1 dia dá para ver quase tudo com certa calma, mas mesmo assim eu alocaria 2 dias em Veneza, o primeiro dia para visitar a cidade, e o segundo para ser usado como deslocamento até Portugal. Quanto que você vai gastar depende muito das escolhas que você fará lá na hora, como por exemplo onde e o que vai comer, quais passeios vai fazer, onde vai ficar hospedada, etc.. Mas o pessoal aqui costuma planejar as viagens considerando uma média de gastos de uns 60 a 70 euros por dia, incluindo neste valor hospedagem em hostel, ao menos uma refeição decente por dia, metrô dentro da cidade, e 1 ou 2 passeios pagos por dia. Baladas e vida noturna, são fora deste valor de 60 euros por dia. Multiplicando 60 euros por 15 dias, daria em torno de 900 Euros, o que convertendo pela cotação de hoje do euro que está em R$ 4.60 depois de impostos e taxas, daria em torno de R$ 4.200 Passagens locais entre as cidades lá na Europa devem he custar uns 120 a 150 euros, ou R$ 700 arredondando para cima. Alem disto tem seguro obrigatório, passaporte, comprar mala/mochila se você não tiver, comprar roupas para o frio caso não tenha, comprar alguma outra coisa que você precise, etc... Nestas outras coisinhas vai facilmente uns R$ 1.000 se tiver que comprar muitas coisas. Então somando tudo, 15 dias na Itália e Portugal devem lhe custar algo próximo de R$ 6.000, fora as passagens Brasil x Europa x Brasil, que devem lhe custar algo entre R$ 2.000 e R$ 3.000. Ou seja, eu veria uma viagem de 15 dias entre Portugal e Italia custando algo na faixa de 8 a 9 mil reais no total com as passagens. Não esqueça que imprevistos acontecem, como por exemplo você pegar um resfriado e ter que gastar um monte de dinheiro na farmácia, se distrair e acabar perdendo e trem que você reservou antecipadamente por 20 euros, e ter que comprar uma nova passagem de 60 euros lá na hora, etc... Pessoalmente eu sempre recomendo reservar uns R$ 1.000 para estes imprevistos. O que em teoria, partindo que o limite máximo seria 15 mil reais, lhe deixaria uma folga de uns R$ 5.000 ou 1.000 euros para gastar na Espanha. Considerando uma média de gastos de 60 ou 70 euros por dia, 3 ou 4 dias em Barcelona, 3 dias em Madrid, 7 dias na Espanha lhe custariam uns 420 euros, e mais uns 80 euros de passagens, fechado em 500 Euros. Ou seja, na minha opinião é sim possível incluir 7 dias na Espanha sem que o orçamento fique muito apertado. Claro, 60 euros por dia não é um orçamento folgado, onde dê para sair gastando sem pensar, mas se for consciente na escolha de onde gastar o seu dinheiro, dá sim para passar relativamente bem sem passar aperto com 60 euros na Itália, Espanha e Portugal. Ai está um erro que a maioria das pessoas comete, acham que comprar todos os ingressos antecipadamente sempre vai ser um bom negócio, por que vai evitar filas, mas as pessoas esquecem que o clima pode não colaborar com os seus planos. E se você engessar demais o seu roteiro com muitos ingresso comprados antecipadamente, você pode acabar tendo que encarrar a visita ao Coliseu e Fórum ou Pisa debaixo de chuva e frio, se molhar todo, e acabar pegando uma pneumonia e estragar todo o resto da viagem. E no único dia de sol da sua viagem, você pode acabar nem vendo o sol, por que comprou ingresso para o Museu Capitolini, Galeria Uffizi, Vaticano, etc, e passou o dia inteiro enfurnado lá dentro de um museu. Ou seja, comprando muitos ingressos antecipadamente, você pode acabar evitando algumas filas, mas a sua viagem pode literalmente ser uma merda se o clima resolver não colaborar. No verão não tem tanto problema comprar antecipado, pois quando chove, é uma chuva rápida e 1h depois tem sol, mas no inverno, inclusive Abril, é comum chover 1 ou 2 dias seguidos praticamente sem parar, não é uma chuva forte, mas sim uma chuva fina e intermitente, que lhe deixa todo molhado e congelado até os ossos do mesmo jeito. Então viajando nesta época do ano, pessoalmente eu evitaria comprar muitos ingressos antecipadamente, compraria antecipado somente aqueles onde realmente fosse necessário, afinal de contas eu ainda acho melhor perder meia-hora numa fila, do que ter uma viagem horrível por que o clima resolveu não colaborar comigo. As únicas atrações em que realmente precisa comprar ingresso antecipado nestas cidades seriam para ver a Last Supper (A Última Ceia) em Milão e para a Galleria Borghese em Roma. Atrações onde talvez eu comprasse antecipado seriam a Galleria Uffizi em Florença, e o Museu do Vaticano em Roma, por que as filas as vezes levam 45 minutos. Mas viajando em abril, na baixa temporada, acho que eu acabaria deixando para comprar lá na hora, para ajustar a programação de acordo com clima do dia, mesmo que custe algum tempo numa fila.
  17. 1 ponto
    Atua Atualmente não sei os preços em Los Roques, mas tenha em mente que vc não terá nenhuma vantagem cambial. O destino já está mais caro que muitos lugares do Caribe, devido às dificuldade de acesso. Quando eu fui, aproveitei que estava no Departamento de Santander na Colômbia e, pela relativa proximidade da fronteira, viajei por 5 horas até Cúcuta. Até então era uma rota bem segura para mulher. Mas fazer viagem rodoviária pelo Brasil não recomendo, a menos que contrate um tour para Margarita diretamente de Manaus. Ainda assim o melhor roteiro é saindo de Manaus de Aéreo. O voo para Los Roques custa em torno de 300 dólares. Mas eu consegui por 125, pois embarquei durante a semana.
  18. 1 ponto
    @Rodollpho Já tem programação desse tempo lá? Estou ainda montando o meu e pudesse trocar idéias.
  19. 1 ponto
    @Arthur R. Ferro Os meus gastos pré-viagem foram os seguintes:
  20. 1 ponto
    @Tito Bosco SSA Para reserva dos passeios, eu entrei nas páginas das agências na internet, enviei mensagem informando data de interesse, hospedagem ou alguma informação relevante. Depois disso, a negociação ocorre basicamente por email. As agências mandam mensagem com as informações e detalhes para pagamento, que é feito por um link que eles enviam do Mercado Pago. Efetuado o pagamento, eu respondia o email, solicitando o voucher. Esse processo aconteceu com quase todos os passeios, com exceção da navegação nas ilhas Marta e Magdalena, em Punta Arenas, porque eles pediram para o pagamento ser feito no dia do passeio. As passagens dos trajetos de ônibus eu fiz direto no site das empresas, com pagamento no cartão internacional. Essa parte foi tranquila e fácil, sem que precisasse ficar trocando emails. Minha viagem durou 20 dias (está no título). Você pergunta sobre o passeio ao Fitz Roy (agência e guia), no entanto este é um passeio independente para quem se hospeda em El Chaltén, não sendo necessário contratar guia. O que fiz foi comprar com antecedência (um dia antes) o transporte no terminal de ônibus para a Hosteria El Pilar e começar a trilha a partir desse ponto. Os valores dos passeios que mencionou foram os seguintes (valores aproximados em reais): - Perito Moreno - Quando fiz a reserva do passeio, já deixei incluído o traslado do hostel para o parque. Minitrekking R$ 460 (https://hieloyaventura.com/pt/inicial/) Entrada do parque R$ 70 - Navegação rios de gelo R$ 402 (https://www.patagoniachic.com/) - Torres del Paine full day R$ 196 (https://www.apatagonia.com/es/) - Base Torres del Paine R$ 232 (https://www.apatagonia.com/es/) - Isla Marta & Magdalena R$ 365 (em pesos chilenos ficou 63.000) - Este foi o passeio que teve o pagamento feito no local. (https://www.soloexpediciones.com/inicio) Em Punta Arenas, fiquei no Hostal Chalet Las Violetas. A localização é muito boa, bem próximo da Plaza de Armas. Minha recomendação é ficar hospedado nessas imediações.
  21. 1 ponto
    Estas excursões pela Toscana costumam sair de Florença e levar 1 dia inteiro, tipo você sai de manhã cedo e volta a noite para Florença. Eu nunca fiz, mas conheço algumas pessoas que fizeram este passeio. Algumas gostaram muito, outras falaram que foi meio "mais ou menos", então depende muito do interesse da pessoa neste tipo de passeio. Se você quiser visitar Florença, que eu recomendo muito, você precisaria passar pelo menos 2 dias em Florença com pelo menos 1 pernoite lá, já a excursão pelo interior da Toscana consome um dia inteiro, e visitar Florença consome outro dia inteiro. Haja lanchinho para você passar 2 dias, vai lotar metade da sua bagagem com lanchinho para 2 dias, melhor fazer as coisas com mais calma, ai você pode tirar um tempinho para procurar um lugar barato em Florença para comer. Ai se você for descontar o tempo gasto para ir de Roma a Florença, o tempo gasto para voltar de Florença a Roma, o tempo gasto para ir de Frankfurt a Roma, o tempo gasto para voltar a Frankfurt, vai sobrar quase nada de tempo livre em Roma. Na minha opinião Roma precisa de pelo 3 dias inteiros, 1 dia inteiro para Vaticano e afins, outro dia para Coliseu, Fórum, Basílica de Laterano e Monumento a Vítor Emanuel II, e o terceiro dia para o resto, Fontana de Trevi, Piazza Navona, Panteão, Piazza di Spagna, Mausoléu de Adriano, Castelo Sant'Angelo, Trastevere, Museu Capitolini, etc, etc... Ou seja, para não virar uma correria só, precisaria de pelo menos uns 6 dias na Itália para fazer as coisas com calma.
  22. 1 ponto
    Acho que isto não existe, a menos que lancem uma nova rota de trem noturno até 2020, hoje não existe trem noturno entre Barcelona e Paris. Existem somente trens diurnos, que lhe consomem quase um dia inteiro, ou então avião, que permitem que você salve ao menos a a manhã e metade da tarde, se você escolher bem os horários do voo.
  23. 1 ponto
    Só queria agradecer pelo relato! Foi ótimo viajar junto contigo e o Matheus lendo o relato. Se vc gosta de ajudar os outros, tenha certeza que ajudou e ainda vai ajudar muita gente com esse relato. Mais uma vez, obrigado, e segue na paz!
  24. 1 ponto
    Maravilha de trip report! Gostaria de saber os preços dos passeios ou de forma geral, quanto vc gastou, tirando as passagens. Ah e quantos dias no total ficou nessa trip. Separei por tópico para facilitar: Minitrekking P.M Entrada do Parque Perito Moreno Transfer hotel x parque Navegação rio de gelo + link da agencia. As compras vc fez pela internet mesmo com cartão internacional? Compras de passagens de ônibus e passeios? Transporte para Fitz Roy + guia (qual agencia) Valor do passeio Full Day TDP com a Patagonia Advt bem como o Trekking Mirador das bases TDP Passeio em Islas Marta e Magd pela Solo Expediciones. Qual o valor em Pesos Chilenos? E o hostel? Qual indica
  25. 1 ponto
    @Diego Minatel Poxa, emocionante o seu relato. Muito obrigado por ter disponibilizado tão belo relato para todos nós, me fez recordar de forma prazerosa os momentos felizes que passei nos lugares que você esteve e relatou. Voltei no tempo contigo! Tudo que você recebeu nesta viagem foi resultante do que fez lá atrás. Colhemos o que plantamos. Muita sorte!
  26. 1 ponto
    Parte 16 - Reflexões "Assovia o vento dentro de mim. Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara." Livro dos Abraços, Eduardo Galeano Nessa última parte do relato quero deixar algumas reflexões, pensamentos, partes desconexas desta viagem e os últimos agradecimentos. Bora terminar este relato. * * * Quando iniciei este relato comentei sobre as coisas que haviam acontecido comigo antes desta viagem iniciar-se. Não quis de forma alguma me vitimizar, poderia ter ocultado essa parte, mas quase todos os acontecimentos desta viagem, de certa forma, foram influenciados por estes acontecimentos. Então, quis ser o mais honesto possível e mostrar, de maneira natural, como desenrola uma viagem deste tipo. Enfim, nem tudo são flores. Para mim foi uma novidade viajar com meu estado de espírito debilitado. Em todos meus outros mochilões, sempre iniciei-os com um tesão imenso por tudo o que haveria de vir. No início foi complicado, mas a estrada é sempre uma boa companheira. Na verdade a vida na estrada é tão maluca, que ela nem te deixa pensar direito, se você não se jogar por completo ela te engole. Por isso, ter escolhido um ponto de chegada tão longe, como Ushuaia, foi mais do que um acerto. Deu tempo de começar em um ritmo mais lento e depois ir acelerando, conforme as coisas iam se desenrolando. No fim, deu tudo certo. A única coisa a mais que vale comentar sobre esse assunto, é que você viaja e deixa os problemas para depois, quando voltar eles continuarão no mesmo lugar. Comigo não foi diferente, ao voltar pra casa parecia que eu estava vivendo o dia depois da minha partida, parecia que nada tinha mudado. * * * Sempre fui muito orgulhoso, pois sempre achei que não precisava de ajuda para nada. Por um lado eu odiava ser ajudado, do outro lado a coisa que eu mais adorava fazer era ajudar o próximo. Como poderia existir tal contradição? Não sei ao certo. Agora você deve estar se perguntando: Mas que porra isso tem haver com as viagens? No meu caso tem tudo haver. Quando sai em meu primeiro mochilão, eu só pensava em explorar e conhecer novos lugares, e me divertir. Tudo foi planejado nos mínimos detalhes: o dinheiro, cada lugar a visitar, os dias em cada lugar, os equipamentos necessários. Confesso que foi um bom plano e quase tudo saiu conforme o planejado. Porém, os melhores acontecimentos foram frutos do que não estava idealizado previamente. Portanto, no meu segundo mochilão decidi não ter planos, queria viajar como um barco a deriva e ir aonde o vento me levasse, isso com pouco dinheiro. A ideia era caminhar por todo o Brasil e conhecê-lo de forma mais autêntica e verdadeira, tinha em mente alguns lugares que tinha vontade de conhecer, mas como conectaria esse lugares, quantos dias ficaria ou até mesmo o que faria em cada lugar, não tinha ideia de como seria. Apenas fui, mas sabia que desse jeito eu me colocaria em diversas situações de desconforto, onde, invariavelmente, eu necessitaria de todo o tipo de ajuda possível. Era eu contra o meu orgulho. Foram meses e meses caminhando pelo nosso país, e quanto mais eu caminhava mais eu me aproximava do que eu queria ser. Nesse momento, eu me fiz uma pergunta que mudou para sempre minha forma de pensar, a pergunta foi a seguinte: Se ajudar o próximo me faz bem, então se uma pessoa se dispõe a me ajudar, tal pessoa estará fazendo um bem pra si também, consequentemente, ao aceitar essa ajuda eu também estarei ajudando-a? (Só para deixar claro, quando falo de ajuda me refiro aquela ajuda espontânea.) A princípio pode soar egoísta fazer essa pergunta, mas não vejo dessa forma, e falando pelas minhas experiências a resposta para essa pergunta: é sim, você estará ajudando essa pessoa de certa forma. Esse é o ponto principal para mim, o ponto de inflexão nas minhas viagens. A partir daí, ficou mais natural para mim viajar dessa forma. Não mais me sentia um estorvo quando estava hospedado pelo couchsurfing ou quando acampava no quintal de alguém ou mesmo quando recebia caronas, apenas aceitava que tudo aquilo era recíproco, como eu queria estar ali a pessoa também queria que eu estivesse por ali também. Assim, fui acumulando as melhores experiências possíveis. Consegui aliar o meu interesse social, o de vivenciar realmente o lugar através dos nativos, de sua cultura, de aprender com aquela experiência e de alguma forma somar, com o prazer de viajar. * * * Viajar sem muita grana envolve a abdicação de muitas coisas. No nosso caso, deixamos de experimentar os principais pratos de cada lugar, cozinhamos a maior parte do tempo e sempre comprando o que havia de mais barato no mercado. Assim, comemos bastante carne processada e afins, tive que interromper uma dieta vegetariana que há algum tempo tentava manter. Outra coisa, é que deixamos de fazer alguns dos principais rolês por causa dos custos, então, numa viagem dessas não se pode pensar muito no que se deixou para trás, mas sim agradecer o que foi possível conhecer. * * * Sobre a Patagônia, tenho duas palavras para dizer: só vai. * * * Hoje, depois de dois meses do meu retorno, ainda não consegui processar tudo o que me aconteceu nesses quase dois meses de viagem. Nem tenho pressa disso acontecer, pra falar a verdade ainda não digeri tudo que me ocorreu no mochilão que fiz pelo Brasil a três anos atrás. Acho que esse tipo de coisa vai ocorrendo com calma, te transformando aos pouquinhos. A única coisa que eu tenho certeza é da gratidão que eu sinto por cada pessoa que cruzou o meu caminho nesses dias. Nesse sentido, reescrever a viagem, através de palavras, me fez reviver cada momento, lembrar de todas essas pessoas e verificar por outro ângulo os acontecimentos. É trabalhoso fazer o relato, mas é prazeroso ao mesmo tempo. Quando iniciava a escrita de uma nova parte do relato, todas as pessoas que fizeram parte daqueles momentos me faziam companhia, dava para matar um tiquinho da saudade, e quando eu terminava era como se fosse uma segunda despedida. Enfim, foi animal poder ter tido essa oportunidade de conhecer um pouco mais do nosso Brasil e de nossa América do Sul, me sinto honrado em poder vivenciar e compartilhar esses dias nas estrada com meu irmão Matheus. Aos ventos agradeço por ter colocado em meu caminho somente as melhores pessoas de cada lugar. Não sei se merecia tanto, mas valeu por mais essa. * * * Por fim, queria agradecer uma última vez a todas as pessoas que cruzaram o meu caminho e do Matheus nessa viagem, sem vocês nada disso teria acontecido. Também quero agradecer a você que teve paciência de ler este longo relato, espero que eu tenha contribuído contigo de alguma forma. Caso tiver alguma dúvida sobre qualquer coisa deste relato ou quiser conversar sobre viagens e afins, é só entrar em contato comigo. A todos vocês agradeço de coração, muito obrigado! Espero que tenham muita vida nessa vida. Forte abraço e nos vemos pela estrada! Com carinho, Diego Minatel
  27. 1 ponto
    Fui há um bom tempo atrás para o Marrocos, então não lembro dos valores. Fiz o passeio até Merzouga saindo de Marrakech através de um tour em grupo e lembro que não foi caro. Foram 3 dias e 2 noites, uma noite dormindo em uma pousada simples e a outra nas tendas no deserto. Passei nesses lugares que vc citou. As estradas eram boas, mas as distâncias eram grandes. Incluir mais um dia seria o ideal. Não sei como é o trajeto de Fez até Merzouga, mas de Marrakech até Merzouga o carro não precisa ser 4x4. Quando chega em Merzouga, se faz o passeio de camelo nas dunas para passar a noite nas tendas.
  28. 1 ponto
    Pessoal, já fui duas vezes, uma saindo de Rondonópolis, MT e indo até Puerto Montt, fazendo Santiago para baixo e região de Bariloche e voltando, rodando 12 mil km. Outra mes passado agora indo até ushuaia, torres del paine, etc, totalizando 15 mil km. Nas duas fui de DUSTER. Revisões em dia, levando barraca e cozinha a bordo. Nenhum problema com o carro. Rodamos rípio muitas vezes. Claro que não andamos a 100 km por hora nos buracos né? Mas se mostrou muito bom. Como por lá não se usa alcool era só gasolina mesmo mas o consumo melhora muito sem a mistura que tem aqui e na estrada fazia médias de 14km/l. Agora pretendo ir em junho para região de Atacama e noroeste argentino. Na Argentina tem muita DUSTER rodando. Eu aprovei.
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