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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 06-09-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Uma viagem de 5.470 km de carro para conhecer a Cordilheira dos Andes. Mendoza, Ruta 52, Cristo Redentor de Los Andes. PARTIDA PARA A GRANDE AVENTURA https://www.youtube.com/watch?v=uVHc7Qqjovw&t=24s “Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir. (Amyr Klink)” Dia 23 de dezembro de 2018, um domingo, foi o dia escolhido para o inicio da grande aventura, malas prontas, mapas impressos, veículo revisado, bike fixa no transbike e a ansiedade toma conta de nós. Primeiro dia percorremos quase 900 km, a parte mais longa de toda viagem, com estradas sinuosas, subidas e muito calor. Minha esposa Elizete, preparou os lanches e bebidas para passarmos o dia na estrada, e logo ao clarear do dia partimos de Blumenau rumo a São Borja no Rio Grande do Sul. Optamos em fazer pequenas paradas aproximadamente entre 200 e 250 quilômetros percorridos, para ir ao banheiro, abastecer e fazer nossos lanches. Cada quilômetro percorrido é possível ver a mudança de hábitos e costumes nos locais que vamos passando. Primeiro vem a subida para a região serrana com suas Araucárias exuberantes por toda parte. Quando paramos em Lagoa Vermelha já no Rio Grande do Sul, o sotaque gaúcho fica evidente, e apesar do muito calor, é comum ver os gaúchos com o tradicional chimarrão. Encontramos uma linda e sombrosa árvore na cidade de Lagoa Vermelha e nesta sombra paramos para fazer um lanche caprichado. Hora de conferir se a bike continua firme no transbike, ela vai ser essencial para eu conhecer lugares míticos na Argentina. Conforme vamos avançando em território gaúcho, muitas fazendas com plantações de um verde marcante vão surgindo, o vento faz um balançar nessas plantações parecendo pequenas ondas no mar. Muitas borboletas voam tranquilamente desafiando o trânsito, e infelizmente muitas acabam se chocando contra os veículos. A viagem segue tranqüila pela RS 285, pois muitos já estão no litoral nesse dia e o transito é abaixo do esperado. Chegamos fim da tarde em São Borja, local escolhido para nossa parada de pernoite. Hospedamos-nos na Pousada Hotel Imigrantes, bem na entrada da cidade, local singelo, mas tranqüilo e aconchegante. São Borja é uma das cidades mais importantes da histórica política brasileira. É onde nasceram os ex-presidentes da República, Getúlio Vargas e João Goulart. Fundado em 1682 pelos padres jesuítas, o município faz fronteira com a cidade de Santo Tomé, na província de Corrientes, Argentina. Ao cair da tarde o som das cigarras é estridente e o pôr do sol mais parece uma pintura, e majestoso o sol vai saindo dando lugar a uma noite estrelada. Para tirar o cansaço da viagem e esticar um pouco as pernas, pego minha mountain bike e dou uma pequena volta pela simpática cidade. A noite vamos de carro a procura de uma lanchonete, e logo em seguida voltamos ao hotel para descansar, pois o próximo dia promete, vamos entrar na Argentina. Partimos antes das oito horas, mas o céu azul e o sol raiando indica que teremos mais um dia de muito calor. Eu e minha esposa já saímos de casa com resfriado, causando um pouco de mal estar, mas não impedindo de desfrutar o lindo trajeto e descobrir nomes não comuns de algumas cidades que vamos passando, como a cidade de Não-Me-Toque no RS. Saindo de São Borja ficamos na dúvida se atravessamos pela ponte internacional e já adentramos em Santo Tomé na Argentina ou se continuamos em terras brasileiras até Uruguaiana, a distância é a mesma, mas com algumas informações colhidas na internet, decidimos ir por Uruguaiana. Os motivos que nos fez decidir por este caminho de 180 km foi os seguintes: * Por Uruguaiana não tem pedágio (na ponte Internacional em São Borja ouvimos dizer que o pedágio é de R$50,00) *Dizem que a policia no lado Argentino nessa região é tendenciosa a cobrar propina. Infelizmente a estrada de São Borja até Uruguaiana está em péssimas condições, muitos buracos e mal conservada, e se não bastasse isso, sobre o rio Ibicuí na divisa da cidade de Itaqui com Uruguaiana existe uma ponte que antigamente era ferroviária (imagina a idade dela) e foi transformada em mão única sua travessia, com controle de sinaleira nas cabeceiras para não dar problema de encontros inesperados. A espera para passar por ela foi pouca, o que nos deixou com medo foi verificar a deterioração desta ponte. Inclusive somente após passar por ela e que fomos pesquisar sobre a mesma, pois ficamos indignados com seu mau estado. Olha que encontrei em nota oficial no site da AMFRO. Ponte Ferroviária adaptada à rodovia BR 472, existente sobre o Rio Ibicuí, na divisa dos Municípios de ITAQUI e URUGUAIANA”, por unanimidade, decidiram encaminhar a V. Ex.ª o presente ofício, expondo e vindicando o que segue: 1 – Dado ao entendimento que é elevado o grau de degradação em que se encontram as partes de alvenaria e algumas peças metálicas que compõem a antiga Ponte, em especial, quanto a resistência dos materiais frente à demanda pelo tráfego de cargas pesadas. 2 – Temerosas com a deterioração, desgastes e ondulações (hoje observados a olho nu, inclusive por leigos), muitas pessoas entendem que é forte a possibilidade d’a Ponte repentinamente ruir, pela falência estrutural e de materiais. Olhando por este lado o pedágio de R$50,00 seria mais indicado...mas é um tanto duvidoso este valor, será que não estão explorando sabendo que por segurança a maioria dos veículos acabam passando pela ponte internacional de São Borja??? Já sobre a policia corrupta não temos mais informações, fomos parados muitas vezes até chegar em Mendoza, mas próximo a fronteira somente uma vez, e sem exceção sempre fomos abordados com educação pela policia. Na maioria das paradas era solicitado somente documento de identidade e documento do veículo. Em uma parada tive que fazer bafômetro, em outras pediam um dos itens de segurança, alguns ficavam curiosos com a bike em cima do teto, queriam saber por onde andaria, quantas marchas tem a bike, etc...Realmente não tivemos nenhum incomodo com a tal policia corrupta, que por sinal também tem no Brasil. ENTRANDO EM TERRITÓRIO ARGENTINO Após percorrer os caóticos quilômetros até Uruguaiana, finalmente chegamos a Aduana, iríamos cruzar a fronteira, para nós era tudo novidade. Uma fiscal da Receita Federal da Argentina que veio conferir os documentos do veículo me mandou encostar ao lado e solicitou uma declaração da bike que estava levando, lá fui eu atrás da sala da Receita Federal do Brasil, que ficava bem próxima solicitar a tal declaração. Chegando lá expliquei o que me pediram, levei a nota fiscal da minha bike, e a chefe do setor brasileiro disse que não faria, pois a nota não ultrapassava dois mil dólares na conversão da moeda, e abaixo deste valor não é necessário a tal declaração. Entendi como uma picuinha entre eles, mas não queria ser alvo desse desafeto. Pedi educadamente que ela explicasse isso para a fiscal argentina, e ela se levantou e foi mesmo lá explicar, e ficou entendido entre elas que poderia passar sem fazer a declaração, se por acaso a policia me questionasse era para mostrar a nota fiscal, mas em nenhuma situação precisei mostrar a nota fiscal. Fizemos a migração, guardamos os comprovantes para mostrar na saída do país, e finalmente percorremos os primeiros quilômetros em terras argentinas. A qualidade das estradas mudou rapidamente, melhorando consideravelmente na Argentina. Muitas vias de concreto, autopistas bem sinalizadas, com limites de velocidade bem diferente do Brasil, algumas com limite de 140 km. Começava as infinitas retas, muitos quilômetros de retas, planícies intermináveis, nem de binóculo você conseguiria enxergar algum morro mais distante. Trechos de até 100 km sem ter posto de combustível, por isso é muito importante não deixar baixar de meio tanque. O que nos deixou impressionado foi o pouquíssimo movimento de veículos, em certa parte da viagem, em uma pista simples que o acostamento era de gramado, paramos e fizemos algumas fotos e uma rápida filmagem bem no meio da pista, e durante estes minutos nenhum carro passou por nós. Muito interessante você num instante está falando com pessoas em português, passa uma fronteira, e muda a língua e costumes em questão de metros percorridos. Nosso objetivo nesse segundo dia de viagem era chegar até a pequena cidade de Saturnino M Laspiur, município de Córdoba. Mas antes de chegar lá passamos por alguns lugares interessantes. O Túnel Subfluvial Raúl Uranga, anteriormente conhecido como Túnel Subfluvial Hernandarias, é um túnel rodoviário submerso que liga as províncias de Entre Ríos e Santa Fé na Argentina, cruzando o rio Paraná entre a capital de Entre Ríos, Paraná, foi inaugurado em 1969. Em Santa Fé o GPS nos orientou pelo caminho mais curto, e nos levou a cruzar o centro da cidade até chegar na Ruta 158. Observamos muitos pedintes nas sinaleiras, inclusive muitos jovens, alguns mal encarados e duvidosos nas suas atitudes. Sem chances de parar, pelo menos na região que passamos. Diferente da região gaucha onde tinha muitas borboletas, começamos a encontrar muitas libélulas, a frente do carro e a bike ficaram com muito desses insetos grudados no fim do dia. Mais próximo do fim da tarde, começamos a observar muitos pássaros em revoada, saindo do meio das infinitas plantações ao lado da rodovia. Também é comum ver uma espécie grande de gavião que fica na beira das estradas. No fim da tarde chegamos na cidade de Saturnino, um pequena cidade agrícola, muito simpática e com uma bonita praça central. Ficamos na hospedaje Quique, que encontrei por acaso no Google maps. Eles não possuem site, consegui contato através do Facebook e tem uma boa recomendação, e realmente surpreendeu o aconchego desse lugar, com camas confortáveis e um bom ar condicionado, e claro um bom preço. O Sr. Quique é uma pessoa simples, querido e receptivo, e o mascote dele foi um show a parte, um cachorro que foi nos recepciona no carro com uma pinha na boca, é lógico que queria brincar, a Nadine jogou a pinha mais adiante e o cachorro foi buscar de imediato e voltou e largou a pinha nos pés dela pedindo mais....ele não cansava da brincadeira, mas nós estávamos exaustos. Para relaxar as pernas fui dar uma pequena volta de bike pelas ruas da cidade, que em poucos minutos foi possível percorrer toda cidade. Claro que não poderia deixar da fazer uma foto bacana na praça da cidade, ao lado de um antigo canhão de guerra com a bandeira da Argentina ao lado, meus primeiros quilômetros de bike pela Argentina. A Elizete e a Nadine também aproveitaram para caminhar na praça e fazer algumas fotos. O Natal mais diferente de nossas vidas, dia 25 de dezembro acordamos revigorados e prontos para pegar a estrada por mais 720 km até Mendoza, mas um pequeno imprevisto logo cedo. Ficamos esperando o Sr. Quique abrir a sala de refeição para o desayuno (café da manhã) e ele preocupado veio nos informar que somente durante dois dias do ano não é servido o café da manhã, sendo dia 25 de dezembro e 01 de janeiro, justo os dias que pernoitamos ali....que coisa!!! Mas isso não nos desanimou, apesar de não termos nada para comer seguimos viagem até encontrar um posto com conveniência. Algo que chamou nossa atenção é os lanches nas conveniências, que tem de vários formatos (quadrados, retangulares, duplos, triplos) mas sempre os mesmos sabores, queso y ramon crudo ou cozido (queijo e presunto cru ou cozido) Simplesmente não encontramos outros tipos de lanches. Outra coisa que presenciamos muito é cachorro por toda parte, comum ter dentro dos postos, da conveniência, no banheiro, nas praças. Seguindo nosso caminho, neste dia já na ruta 7 passamos pelo Arco del Desaguadero (Entrada San Luis - Mendoza) também conhecida como Tierra del Sol y del Buen Vino, e nos dias que estivemos em Mendoza pudemos presenciar o sol com todo seu esplendor, e claro que fomos conhecer uma Bodega (vinícola) e tomar o bom vinho. Após tantos quilometros de reta, a emoção foi tomando conta quando começamos a avistar uma silhueta de montanha, a Cordilheira dos Andes. Muitas vinículas foram surgindo pelo caminho, Mendoza estava próximo! Foi emocionante entrar na cidade, passando pela avenida San Martin, toda arborizada num contraste de construções antigas com outras mais novas, belas e bem cuidadas praças. Chegamos com facilidade no hostel e tratamos de descarregar o carro e fomos as compras no mercado bem em frente ao hostel. Optei por um quarto que tinha sua própria cozinha e banheiro, o hostel Departamentos Avenida San Martim nos agradou bastante. Ja a noite quando estávamos nos preparando para dormir, próximo das 22:00 horas começamos a ouvir galhos batendo contra o telhado e barulho de vento, e quando saio do quarto para verificar o que esta acontecendo, levo um susto com o tanto de vento e logo em seguida uma forte chuva desaba, e para deixar mais dramático, muito granizo acompanha a chuva. Nosso carro está estacionado na rua, e fico muito preocupado com o tanto de granizo que cai incessante. Saio catando os tapetes da entrada do hostel para por em cima carro, mas claro que não resolve muita coisa. Em uma cidade em que a quantidade de chuvas de um ano é pouco mais do que a de um mês no Rio Grande do Sul, Mendoza vive praticamente da água que vem do degelo da Cordilheira dos Andes. Por toda cidade se veem canais na calçada por onde circula água para hidratar as árvores e jardins, e a chuvarada que presenciamos acaba inundando alguns canais, e tenho que sair debaixo do granizo para muda o carro de lugar. Interessante que apesar do caos causado por tanta chuva, os mendocinos continuam circulando de carro e ônibus normalmente, como se nada estivesse acontecendo. Ao amanhecer levanto e curioso saio para dar uma volta de bike ao redor, e o que vejo é as estradas cobertas de folhas, que de certa forma protegeram um pouco o carro. O céu se pronuncia num azul de brigadeiro. Em toda a zona central da cidade existem árvores gigantes fechando as ruas por cima e criando um ambiente muito agradável de sombra, numa terra em que o calor é considerável. Refrescam o verão e, ao perderem suas folhas no inverno, deixam o fraco sol de inverno entrar pelas ruas largas, aquecendo os ânimos. Os mendocinos curtem a vida, um bom lugar para comprovar isso é a rua Sarmiento tomada por um mar de guarda-sóis coloridos e mesinhas nas calçadas, onde eles gostam de se reunir, seja para saborear uma empanada assada em forno a lenha com uma taça de vinho, ou para um almoço completo, ou ainda para tomar algo, como dizem por lá. No dia 26 decidimos não andar de carro, ficamos o dia todo caminhando pela cidade, assim conhecendo com mais detalhes esta linda cidade. Deliciamos-nos com muitos sorvetes, que são excelentes!!! Depois de experimentar muitos sabores, elegemos o de limon granizado como o mais interessante. Almoçamos na rua Peatonal Sarmiento, que tem muitas opções de restaurante. No transito de Mendoza encontramos alguns veículos bem antigos, alguns citroen 3CV, o pequeno motor bicilíndrico refrigerado a ar de 602 cm3 e pouco mais de 30 cv, também encontramos alguns Fiat 600 (igual o carro usado nos filmes do Mr.Bean) inclusive fiz uma foto ao lado de um, me senti um gigante perto do carro. Mendoza tem regras próprias, como a siesta e o horário do jantar, bem tarde, Em Mendoza existe a tradicional "siesta” que é das 13h00 às 17h00 onde todo o comércio da cidade se encontra fechando, retornando às suas atividades após as 17h00. Nesse horário a cidade parece abandonada, pode-se atravessar as ruas de olho fechado, ninguém circula durante a siesta. Achei bem tranqüilo pedalar por Mendoza, mesmo com trânsito, se mostrou mais seguro que na minha cidade de Blumenau. Também fizemos boa parte do cambio do Real para o Peso Argentino em Mendoza, bem próximo a Peatonal Sarmiento. O trecho de três quadras que liga a Plaza Independência à Avenida San Martín é um dos mais belos passeios de Mendoza. Ao longo de três quadras, com circulação apenas para pedestres, você poderá caminhar em meio ao verde das grandes árvores, sentar-se em gazebos aconchegantes ou simplesmente ver a vida mendocina passar. A rua é repleta de bares e restaurantes, com mesas ao ar livre, para todos os gostos. Lá o movimento vai do início da manhã ao final da noite. É difícil escolher onde sentar-se. Com sorte, você poderá ver um bom show de rua, sempre com boa música, que acontecem por lá, e nós paramos para apreciar uma linda apresentação de um violinista, que encantou nossa filha Nadine, que estuda música e toca violino. Voltamos ao hostel para fazer nossa janta, tomar a popular cerveja Quilmes e o delicioso refrigerante Pritty limón. Hora de dormir e aguardar o próximo dia, dia de explorar a cordilheira dos Andes. RUTA 52 – CORDILHEIRA DOS ANDES A Ruta Provincial 52 é uma continuação da Av. General San Martín, uma longa avenida que atravessa a cidade de Mendoza. Ao sair da área urbana a paisagem se torna desértica, com vegetação típica de climas áridos, e a estrada possui uma reta imensa, com cerca de 15 km de extensão. As únicas construções existentes neste longo trecho sem curvas são uma fábrica de cimento e a unidade engarrafadora da água mineral Villavicencio, uma das águas mais conhecidas na Argentina, cuja fonte se encontra na Reserva Natural que originou o seu nome. No meio do caminho há uma espécie de portal com pedras pintadas de branco, que são ruínas do Monumento Histórico de Canota, construído em 1935 em homenagem ao General San Martín, pois foi neste local que ele, em 1817, tomou a decisão de separar em duas partes seu exército de 5 mil homens para cruzar os Andes rumo ao território chileno. Pouco depois deste monumento termina a grande reta e a estrada, que se torna mais estreita e com um pavimento um pouco mais precário, começa seu caminho sinuoso rumo às montanhas da pré-Cordilheira. Este caminho, que antigamente era a única ligação entre Mendoza e Santiago, é popularmente conhecido como estrada das 365 curvas ou Camino de Las 365 Curvas. A Cordilheira dos Andes é uma vasta cadeia montanhosa, formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul. A Cordilheira dos Andes protege o continente Sul americano de todas as correntes marítimas, por isso influencia tanto em nosso clima. Seu relevo é abrupto, planalto e, na maior parte coberto de gelo. Há vulcões em atividades, é a maior cadeia de montanhas do mundo (em comprimento), e em seus trechos mais largos chega a 160 km do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4000 m e seu https://www.youtube.com/watch?v=uVHc7Qqjovw&t=24s ponto culminante é o monte Aconcágua, com 6 962 m de altitude. A cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até a Patagônia, atravessando todo o continente sul-americano. A expectativa era grande por esse dia, um dos principais pontos turísticos que estava em nosso roteiro. Saímos cedo para percorrer aproximadamente 40 km de carro até reserva natural Villavicencio, ponto onde eu continuei de bike até Uspallata, pedalando mais 57 km com 1.880 metros de elevação, e alcançando a altitude máxima de 3.000 metros, subindo ininterruptamente 25 km, a subida mais longa que já fiz na minha vida. Só para ter uma idéia, a serra do Rio do Rastro tem aproximados 16 km de subida. A medida que ganhava altitude, a vegetação ia diminuindo, a cada curva um suspiro de admiração, uma paisagem ímpar e maravilhosa, aos poucos a imponente Cordilheira dos Andes se mostrava mais. Elizete e a Nadine estavam encantadas com a beleza do lugar, e assim fomos avançando montanha acima, elas indo de carro e acompanhado minha saga de subir essa longa montanha de bike. Boa parte do trajeto é seguro e fácil de passar de carro, somente tem que ficar atento a alguma pedra que pode rolar montanha abaixo. Paramos várias vezes para contemplar a paisagem, muitas fotos para ficar registrado. Como diz o popular ditado, uma fotografia pode valer por mil palavras, assim pode-se definir as fotos desse lugar mágico. Mais ou menos na metade da subida surge um imprevisto, avisto de longe o carro parado e elas olhando para o pneu, uma pedra causa um rasgo no pneu traseiro. Mas isso não é motivo para reclamar ou desanimar, tivemos que tirar toda bagagem do porta molas para poder trocar com o pneu de reserva, mas fizemos a tarefa nos divertindo e rindo da situação, sabendo que seria um causo para contar posteriormente. Feito a troca seguimos viagem, e logo a frente avistamos os primeiro Guanacos. “O guanaco, assim como a lhama, é um mamífero ruminante da América do Sul. Ao contrário das outras espécies de camelídeos, este animal tem pelagem mais curta, podendo passar quatro dias sem água. Vive em grandes alturas, próximas aos 4 000 metros.” A medida que nos aproximamos dos 3.000 de altitude, á paisagem muda rapidamente, parecendo mais uma região de deserto, praticamente nenhuma espécie de vegetais. Paramos mais uma vez num local com uma vista espetacular da cadeia de montanhas, e ali fizemos um agradecimento a Deus por poder estar nesse lugar, ficamos escutando o som da montanha com o vento batendo, e a impressão que temos é que estamos mais próximos de Deus. A Nadine aproveita o momento para tocar seu ukulele e juntos cantamos a música Ousado Amor. “ ...Traz luz para as sombras, escala montanhas pra me encontrar, derruba muralhas destrói as mentiras pra me encontrar...” O cume da ruta 52 está a 3.000 de altitude, e nesse ponto apesar de estarmos em pleno verão a temperatura já é bem baixa e com a presença de um vento muito gelado. Ao redor a magnífica imagem de montanhas congeladas. Bem no topo tem um monumento denominado Cruz Del Paramillos, onde fizemos algumas fotos e iniciamos a longa decida até Uspallata. As meninas sentem com a altitude, a Nadine chega a pegar no sono sem perceber, e a Elizete também tem momentos de sonolência e um pouco de dor de cabeça. Nesse ponto a bike atinge facilmente 60 km e avança muito mais rápido que os carros, e diferente da subida que tinha 365 curvas a descida tem longas retas e curvas leves, o freio é usado somente para aliviar a velocidade e esperar que as meninas não fiquem muito distante, pois fico preocupado com o sintoma delas. Chegando na pitoresca e simpática cidade de Uspallata, vamos almoçar no restaurante El Rancho, comida deliciosa mas bem mais caro do que vínhamos pagando. A preocupação era arrumar o pneu do carro que furou no caminho, e por coincidência tinha uma borracharia bem ao lado do restaurante. Desse ponto em diante a bike volta para o transbike (mas deu uma vontade enorme de continuar de bike, quem sabe numa próxima...) e seguimos rumo a Las Cuevas, última cidade antes da fronteira com Chile. O caminho até Las Cuevas segue pela ruta 7 e com 84 km a serem percorridos, saindo de 1800 metros até alcançar 3200 de altitude. A paisagem é de tirar o fôlego, é impossível não nos sentirmos pequenos frente a tamanha magnitude da Cordilheira dos Andes. Impressionante a mudança de cores que se seguem em cada montanha, tons de verde, outros cinza, marrom claro e muitas outras tonalidades. O trajeto em si não é de extremo perigo, o trânsito é tranqüilo nessa época, mas exige muita atenção. Há alguns trechos em que um deslizamento de terra ou pedra perece iminente. No inverno por causa das nevascas é obrigatório ter correntes para passar nessa região. Atravessamos alguns túneis estreitos, e enfrentamos bastante vento, teve momentos que fiquei preocupado se o rack do teto iria suportar, ficava dando uns estalos fortes. Passamos por alguns cicloturistas com seus alforjes carregados, numa velocidade baixíssima, lutando contra o vento e as longas subidas. Para alguns isso pode parecer loucura, mas a sensação de liberdade e de conquista parece como estampado em suas faces, uma odisséia de respeito. Chegamos quase fim da tarde em Las Cuevas, o céu com um intenso azul, sombra em quase toda cidade que é encravada entre os Cerros Tolosa (5.432 m) e Navarro (4.547 m), o sol batendo nos picos das montanhas, muito gelo por toda parte, uma paisagem surreal. CRISTO REDENTOR DE LOS ANDES A poucos quilômetros da fronteira com a República do Chile, Las Cuevas é uma alternativa diferente, em uma paisagem imponente. Lugar ideal para ambientação de quem vai escalar o Aconcagua. Las Cuevas é um pitoresco povoado de alta montanha. Entre seus atrativos se destacam suas casas de estilo nórdico e escandinavo, feitas com troncos e pedras. Uma de suas construções mais características é um edifício com um grande portal que era caminho obrigatório para o Chile. Nós escolhemos ficar no hostel Portezuelo Del Viento, onde o Juan Pablo nos atendeu muitíssimo bem. Foi o local que mais gostamos de ter ficado hospedado, o atendimento nota dez, ambiente rústico mas acolhedor, fica de frente para a entrada do caminho ao Cristo Redentor de Los Andes. Assim que chegamos e descarregamos as malas, Pablo nos alertou que a temperatura cairia rapidamente ao anoitecer, e após tudo arrumado no quarto resolvemos ir para fora tirar umas fotos, e realmente já estava muito frio, um vento cortante que gelou o corpo rapidamente. O hostel é muito bem equipado com aquecedores, deixando super agradável o ambiente, sem falar as histórias que Pablo contava com muita empolgação, relatando algumas aventuras de escalada ao Aconcágua, no qual ficamos sabendo que ele é um conhecido e renomado guia de escalada. Arrependi-me de não ter ficado mais um dia nesse local e explorar um pouco as trilhas ao redor, mas mesmo assim conseguimos visitar o que tinha planejado. De manhã após o café subimos de carro ao Cristo Redentor de Los Andes. Este trajeto é fechado durante o inverno, pois acumula muito gelo, e tivemos sorte que a estrada estava transitável a veículos pequenos. È uma subida de 9 km bem íngreme, que precisa bastante atenção na direção. Nosso carro 1.0 sofreu um pouco, nessa altura é comum a perca de potência, mas isso não impediu que nosso valente chegasse aos 4.000 de altitude. Chegar ao topo dessa montanha foi surreal, foi o ponto mais alto que atingimos. Inacreditável poder chegar até a placa que limita a Argentina com o Chile. Durante a subida passamos por vários pontos com gelo, e quase chegando ao topo passamos por um corredor de quase 2 metros de gelo. “O Cristo Redentor dos Andes é um monumento na Cordilheira Principal dos Andes, a 3.832 metros acima do nível médio do mar, na fronteira entre a Argentina e o Chile. Foi revelado em 13 de março de 1904 como uma celebração da resolução pacífica da disputa de fronteira entre os dois países.” Junto ao monumento tem um alojamento militar de adestramento operacional brigada de montanha. Mesmo sendo pleno verão o frio é intenso nesse lugar, o vento chega a ser perturbador. Eu vi que era possível subir um pouco mais a pé, uma pequena trilha leva a um ponto mais alto, eu não resisti e encarei essa trilha pedregosa, e nesse momento foi possível sentir um pouco o ar mais rarefeito. O visual é estonteante, é possível visualizar uma parte do antigo caminho que levava ao Chile. Voltamos boquiabertos com tanta beleza natural, as montanhas me fascina. Chegando ao hostel a Elizete e a Nadine já sentiam os efeitos da montanha, com enjôo, tonturas e dor de cabeça. Eu então comecei a me arrumar para subir a segunda vez ao Cristo, desta vez de bike. Minha esposa me questionou se tinha certeza que faria isso, e sem hesitar um segundo respondi que não perderia esse momento por nada. Um motociclista que tinha pernoitado no hostel veio verificar minha bike, me questionou sobre minha relação de 36 dentes, duvidando que conseguisse subir a montanha sem parar. Isso de certa forma me instigou a tentar subir os 9 km sem parada, e claro que consegui, pena que ao voltar ele já tinha partido kkkk. Foi difícil no começo, pois não consegui me aquecer, e minha ansiedade era grande, mas assim que subi o primeiro quilometro fui ajustando o ritmo e curtindo o visual, passando a centímetros do peral e superando a difícil subida. Foi uma sensação indescritível chegar ao topo pedalando, uma turista americana veio me parabenizar e quis saber o tempo que levei para subir, mostrei no celular a marca de 1:16 hora. Claro que subindo esquentou bastante o corpo, mas em poucos minutos o corpo esfriou, bateu uma rajada de vento que tive que me segurar para não cair. Resolvi descer logo para não travar a musculatura, e pelo incrível que pareça a descida foi um pouco tensa, em certo momento precisei parar devido a força do vento, mas cheguei em segurança ao hostel, com a felicidade estampada na face. Lembrei de um dizer que li em uma garrafa térmica logo cedo...” Hoy vas a conquistar el cielo sin mirar lo alto que queda del suelo. (De la canción "Ella", de la cantante española Bebe) Terminamos de arrumar a bagagem e começamos a volta para Mendoza, agora eu também me sentia um pouco tonto, parecia que não tinha controle da altura da minha própria voz. Nossa intenção era parar em alguns pontos turísticos entre Las Cuevas e Uspallata, mas as meninas estavam bem enjoadas e sem ânimo para mais paradas. Fizemos somente uma parada, na entrada do parque provincial Aconcágua, a imponente montanha com 6.961 metros de altitude, o ponto mais alto da América. Por ser a montanha mais alta da América desafia todos os anos montanhistas de todo mundo a escalá-la Mais uma vez ficamos admirados com a beleza das cores da montanha, e a medida que vamos descendo o calor vai aumentando e o enjôo vai diminuindo. Fizemos uma parada no dique Potrerillos, que é uma barragem localizada no Rio Mendoza, com um grande lago verde-turquesa. A barragem foi construída entre 1999 e 2003 por um consórcio formado pelas Industrias Metalúrgicas Pescarmona e Cartellone para fornecer controle de inundações, hidroeletricidade e água de irrigação. ULTIMAS VISITAS E VOLTA PARA CASA De volta a Mendoza ficamos hospedados no hostel Restó del Teatro, um antigo casarão muito bem localizado para quem quer ficar próximo ao centro, e ao lado da Plaza Indepencia. O quarto deixou a desejar, já sabíamos que não teria ar condicionado (eu pensava que não faria falta) mas devido ao grande calor que fez nesses dias o ar condicionado fez muita falta, e o ventilador de teto funcionava precariamente, parecia que a qualquer momento cairia. Mas isso não nos desanimou, até porque o café da manhã servido foi o melhor de toda viagem. Aproveitamos para conhecer um pouco mais a cidade, e claro experimentar mais sorvetes. Uma sorveteria muito boa que conhecemos foi a da Famiglia Perin, com grande variedade e sabores deliciosos. Como é conhecido Mendoza, a terra do sol e do bom vinho, não poderíamos deixar de conhecer uma Bodega (vinícola), e a escolhida está localizada em Luján de Cuyo, a bodega Renacer. A visitação é possível somente com hora marcada, isso fizemos ainda no Brasil. Optamos por uma visita acompanhado de almoço, algo comum na maioria das bodegas. Uma refeição diferenciada com o chef Sebastián, com pratos deliciosos, montados de uma forma criativa, e claro servido com um bom vinho. Escolhemos no menu o prato de 03 passos com destaque para tiradito de novillo a la piedra e ao ojo de bife, foi de lamber os beiços. Muitos vinhos malbec argentinos são premiados internacionalmente, e realmente fica difícil escolher o melhor. Tivemos mais um dia livre em Mendoza, e nesse dia aproveitei para fazer mais um pedal. Pesquisando descobri um local muito freqüentado por esportistas, o Cerro Arco. Para chegar nesse local passei pela charmosa Avenida Del Libertador, adentrando por portões enormes ao parque General San Martin. “O Parque General San Martín é o mais antigo parque de Mendoza, fica próximo à Cordilheira dos Andes e é um dos maiores parques da Argentina. Foram plantadas árvores e plantas numa área de aproximadamente 307 hectares e o que era um deserto se tornou um enorme oásis, um verdadeiro jardim botânico. Feitos com ferro fundido, os portões do parque foram comprados em Paris em 1908. Um condor e um escudo de Mendoza tornam a estrutura ainda mais imponente. É um ótimo passeio para caminhadas e para apreciar o jardim que, por sinal, é muito bem cuidado. Os destaques do espaço são as praças, os lugares para piqueniques e churrascos, a bela Fonte dos Continentes, um Monumento ao Exército dos Andes em homenagem ao General San Martin, bem no topo do Cerro da Glória. Pela pista que circunda o grande lago artificial do lugar transitam ciclistas, corredores, patinadores e skatistas. Vários eventos gratuitos são realizados no parque, incluindo concertos públicos de orquestra, apresentações de bandas e grupos de danças folclóricas.Dentro do parque estão localizados, além do zoológico, o Museu de Ciências Naturais e Antropológicas, o anfiteatro do Teatro Grego Frank Romero Day, onde acontece a Festa da Vendímia, o Estádio Provincial Malvinas Argentina, a Universidade Nacional de Cuyo e até um clube de golfe!” Na parte alta da cidade tem vários condomínios luxuosos e logo a frente já era possível avistar o imponente Cerro Arco. Foi uma subida muito sinuosa e com muitas pedras soltas em 4,5 km. Fiquei espantado com a quantidade de pessoas treinando ou simplesmente praticando uma caminhada. Algo que nunca vi no Brasil, e olha que já tive o privilégio de subir várias serras e morros conhecidos em Santa Catarina. Pelo incrível que pareça, esse dia amanheceu gelado, isso que no dia anterior fez 38 graus. Acredito que a mudança de direção do vento trouxe o ar gelado da cordilheira dos Andes, mudando radicalmente a temperatura, mas o céu continuava azul sem nuvens. Voltando ao hostel com aquela sensação de ter conhecido mais um lugar espetacular, fui logo convocando as meninas para irmos ao parque General San Martin de carro. O parque é muito grande, e passamos um bom tempo nele. O Cerro da la Glória é visita indispensável, com um incrível monumento, uma merecida homenagem ao exército. A história de Mendoza vibra e se faz presente neste morro e em seu monumento. Ficamos muito satisfeito com o que conhecemos em Mendoza, procuramos sempre que possível conversar com as pessoas e aprender mais sobre a cultura deles. A conversa se deu desde com atendentes das lojas, dos hostels, outros turistas e até morador de rua. Claro que é visível a insatisfação da população com a política argentina, uma nação em crise econômica e política. Espero um dia voltar a Argentina e conhecer mais lugares, pois a Argentina tem um potencial turístico enorme, principalmente para quem gosta de aventura e paisagens singulares. Dia 31 de dezembro iniciamos a volta para casa, 03 dias de viagem. Optamos em voltar pelo mesmo caminho, inclusive paramos na mesma hospedagem do Sr.Quique em Saturnino Laspiur para passar a virada do ano. Algo muito diferente, uma cidade com aproximadamente 2496 habitantes a festa é bem singela comparando com nossas festas de virada. Ao anoitecer os moradores foram montando suas mesas e cadeiras na frente de suas casas em plena ruta 158 esperando para festejar o novo ano. Tentamos ficar acordados para participar com eles da virada, mas o cansaço nos dominou e cabamos dormindo. Graças a Deus todo nosso retorno foi sem percalços, mesmo pegando uma tempestade no segundo dia de viagem, causando um pouco de tensão. Ao passarmos na alfândega para fazer a migração, encontramos o pátio alagado de tanta chuva que caiu minutos antes. Assim que passamos para o lado brasileiro bateu uma certa nostalgia por tudo que vivemos na Argentina, um sentimento de satisfação por ter decidido realizar essa viagem. Tudo começou com um sonho, parecia distante, difícil de conquistar, mas com perseverança, economia, e muita vontade de experimentar algo novo, conquistamos nosso sonho. Lindolf Bell: Menor que meu sonho não posso ser LIVRO PRONTO mochileiros.docx
  2. 1 ponto
    A nossa viagem ao Peru foi em junho de 2019, um dos melhores meses para ir, pois não chove. O clima nesta época é bem frio pela manhã e à noite fazendo com que a gente se vista em camadas, vá tirando à medida que esquenta e colocando novamente ao final do dia (famoso efeito cebola). Este país é bem rico em atrações e precisaria pelo menos uns 30 dias para fazer um roteiro mais completo. O país tem muito mais do que Machu Pichu e é muito valorizado por turistas de todo o mundo, vê-se mochileiros e esportistas de aventura, como montanhistas, aos bandos. Em todas as cidades no atendimento aos turistas é mais comum a língua inglesa do que o espanhol. É comum encontrarmos turistas falando idiomas que não se consegue definir. Os povos antigos não foram só os incas, existiram outros que conviveram na mesma época e os pré-incas. Há ruínas por todo o país. Coloco o roteiro dia a dia, para ajudar no planejamento. Não fiz descrições dos lugares porque creio que quem planeja uma viagem além de Machu Pichu já terá lido bastante sobre outras opções. A natureza do local onde foi construído Machu Pichu por si só já valeria a ida até lá. Quanto às hospedagens, cito para ajudar quanto à localização, já que foram todas (com uma exceção) muito boas. Não foi para fazer propaganda. Em Lima a escolha dos Ibis foi por nossa exigência de ar-condicionado, mas não tinha o café da manhã, o que foi um problema porque nas redondezas foi super caro. Compramos todas as passagens aéreas e de ônibus on-line, além do ticket para Machu Pichu e as passagens de trem. É importante checar se há vagas para ingressar à Machu Pichu para a data prevista, e então começar por aí o planejamento comprando antes mesmo das passagens aéreas. É bom comprar previamente também as passagens de trem, se for o seu modo de transporte escolhido (abaixo, nas observações, explico porque escolhemos). Escolhemos ir de Arequipa a Lima via aérea pela distância (1000 km), além do que os preços são bons e tem vários horários. Voamos pela Sky. Cidades em nosso roteiro: Cusco, Ollantaytambo, Águas Calientes (Machu Pichu), Puno, Arequipa, Lima e Huaraz. 05/06 - São Paulo - Cusco – pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast Cusco e Machu Pichu -Em Cusco táxi do aeroporto combinado com o hotel 20 soles. O motorista vai esperar. -Câmbio: trocar $50 no aeroporto para o táxi. Depois na av. el Sol, tem várias casas de câmbio. Em todos os hotéis que ficamos a cotação para pagamento em dólares era mais favorável do que nas casas de câmbio. -Compre o seu Boleto Turístico na COSITUC fica na Avenida do Sol, 103, próximo à Plaza de Armas. Valor 70 soles 2 dias e 150 soles 3 ou mais dias. Nas atrações também tem, mas pode ser mais caro. -Contrate uma agência para o chamado “city tour”. Eles vão percorrer os principais pontos turísticos da cidade e da periferia de Cusco. É um passeio fundamental ao contrário de outros city tours pelo mundo. -1º dia (06/06): – –City Tour (20 soles). pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast -2º dia (07/06): -Tour Maras e Moray (25 soles) pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast -3º dia (08/06): -Tour Valle Sagrado 45 soles com almoço incluído. pernoite em Ollantaytambo: Hotel Munay Tika -4º dia (09/06): -Valle Sagrado pela manhã. Ida de Trem p/ Aguas Calientes embarque 13 horas saída 13h27m e ao chegar compramos passagem do ônibus para Machu Pichu. Compramos só a subida $ 12 por pessoa (é caro mesmo para 25 min.) descemos a pé, é bem tranquilo. Ao descer percebemos que não é tão caro assim. Pernoite em Aguas Calientes: Llaqta MachuPicchu Pueblo -5º dia (10/06): -Machu Pichu pela manhã e retorno à tarde de trem: embarque às 14h25m, saída 14h55m. pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast Puno -6º dia (11/06): viagem de Cusco à Puno pela manhã. Quando chegamos fomos procurar as agências para o passeio ilhas Uros e Taquile. Atenção, porque tem dois tipos de barcos o normal que é lento (o que fomos) e uma lancha rápida por 90 soles. pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas -7º dia (12/06): - Passeio no lago Titicaca Ilhas flutuantes Uros e Taquile. Saí às 6h45, volta às 17h e custou 25 soles. O almoço na ilha foi 15 soles. Pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas Arequipa -8º dia (13/06): - viajar durante o dia de Puno para Arequipa (6h) – Pernoite em Arequipa: Hotel Las Torres de Ugarte -9º dia (14/06): - O planejado era o Tour 2 dias Valle del Colca – hotel em Chivay (ver com o tour, mas não for possível devido a uma infecção intestinal. -10º dia (15/06): - hotel em Arequipa: Las Torres de Ugarte -11º dia (16/06): - Plaza de Armas; Monastério de Santa Catalina; Plaza San Francisco; Tour Campina Ariquipeña, que vale muito a pena. Viajar à noite 21 horas. - hotel em Lima: Ibis Larco Miraflores Lima 12ºdia (17/06): Dicas -No aeroporto guichê Green Táxi tem preço fixo: sendo até Miraflores 50 soles -Usar Uber - No Shopping Larcomar, aluguel de bicicletas empresa Mirabici. - Em Lima quase tudo abre depois das 10h30 -- não perca tempo saindo muito cedo do hotel; -Preços dos táxis 20 sole até o centro histórico -Explorar O bairro Miraflores, Barranco, Malecón de la Reserva até Parque Salazar, Parque do Amor - ruínas Huaca Pucllana, Miraflores. Das 9 às 17 horas – 15 soles -Plaza de Armas com Catedral de Lima, o Palácio do Governo (residência do presidente), o Palácio do Arcebispo e o Club de la Unión. A Igreja de Santo Domingo e a Igreja de São Francisco, uma de cada lado da Plaza de Armas. -viagem para Huaraz (8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel) Huaraz -13º dia (18/06): - Aclimatação, compra de passeios - pernoite em Huaraz Mirador Andino -14º dia (19/06): Laguna Parón. – pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino -15º dia (20/06): Glaciar Pastoururi, - pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino -16º dia (21/06): Descanso devido à torção no pé - pernoite hostal em Huaraz -17º dia (22/06): Lagunas Llanganuco –pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino -18º dia (23/06): Descanso - à noite retorno para Lima de ônibus (tempo de viagem de 8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel) Lima Como estava muito gripado não foi possível fazer a programação. -19º dia (24/06): – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores -20º dia (25/06): - dia livre – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores (Este hotel não era bem localizado em função das atrações) Retorno Lima – São Paulo -21º dia (26/06): – Check-out hotel em Lima gffgdgsdf Nossas observações e outras generalidades - Aeroporto de Lima. A parte internacional é tudo caríssimo (9 soles uma água) e não tem nem bebedouros. Então se tiver de comer ou beber algo, faça antes ainda no setor doméstico que tem os preços semelhantes ao do Brasil (caros). - O tráfego em Lima é constantemente congestionado, então pergunte aos motoristas o tempo de retorno do seu hotel até o aeroporto no seu horário programado, em alguns horários pode levar mais de uma hora. - Lima apesar de não chover nunca, é isso mesmo, tem altíssima umidade do ar. Por oito meses não se vê o sol, nem mesmo se sabe a sua posição. Eu pessoalmente achei que bastante depressivo. Apesar de a cidade ser linda e ter vários atrativos, nós não gostamos por esse motivo. Então, avalie se for o seu caso. - O bairro Miraflores onde está a maioria dos hotéis e também vários atrativos, é muito caro para comer. Parece que ali tudo é em dólares (e muitos). Então se estiver só de passagem e não for ficar é melhor ver algo mais perto do aeroporto ou no centro histórico. - Sobre a folha de coca para diminuir o mal da altitude (soroche). Distribuem desde o aeroporto em Cusco e em todos os hotéis em Cusco, Puno, Arequipa e Huaraz. Colocam em um pratinho e todo mundo enfia os dedos (humm), até provei em chás (sachês) e folhas. Então soube que quem toma chimarrão não sofre muito (no caso argentinos) e como eu tomo, não tive problemas. Acontece que é um estimulante então café e guaraná, também funcionam. Tem até um remédio chamado Alti vital (coca, muña, guaraná e gengibre) que é só a base de estimulantes naturais. O principal é aclimatar, não fazer movimentos rápidos. Ah, e o sabor da coca não é horrível, mas não é bom, lembra o chá de carqueja. - Em Cusco, especialmente na Plaza de Armas e na Avenida El Sol verão umas bandeirolas que parecem muito com a LGBT, mas é o estandarte da cidade. - Chá de muña realmente é bom para dor de cabeça e pode ser tomado junto com chá de coca. -Para aliviar o soroche. Um perfume qualquer, ou mesmo desodorante. Basta colocar um pouco nas mãos, esfregá-las e cheirá-las. Vai ajudar muito a respirar. - Lavanderias em Cusco: as lavanderias que estão nas ruas Meloq e Santa Ana são as mais econômicas: custam 2 soles o quilo. Lavamos as roupas no hotel mesmo por 4,5 soles -Chip Claro + 3GB = 35 soles, na loja da Claro. Endereço: Av. Ayacucho, 227 (meio quarteirão da Av El Sol), mas não compramos. - A comida é barata, mas nem tanto. Os lugares “super” baratos tem higiene duvidosa. - Hospedagem barata, mas tem o que se paga. Então, hotéis ou hostels com custo-benefício similar aos do Brasil tem os preços maiores. Como fomos em junho queriamos ar condicionado ou aquecedor no quarto. Esta exigência custou-me bem mais caro, por ser incomum, mas valeu a pena. No caso do verão um simples ventilador já é luxo. Li que até água quente não é comum em hostels e hotéis mais em conta. - Todos os passeios em Huaraz gastam muito tempo. Para a laguna Parón saímos nove da manhã e voltamos as seis, ficando uma hora lá. A laguna Llanganuco saímos as 7:30 e voltamos as 8:00, também ficando uma hora lá. Desistimos da Laguna 69 devido a minha esposa ter torcido um pé, não fosse isso sairíamos as 3:30 da madrugada e voltaríamos as 9:00 da noite, não é à toa que tem gente passando mal, além da altitude tem o cansaço. Para piorar os motoristas em todos os passeios e em todos os lugares insistem em não ligar o ar-condicionado, é que mesmo no inverno à tarde um ônibus completamente fechado vira uma estufa. Se voltasse faria apenas o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites, que se gasta tempo apenas para a ida e a volta. - Puno é muito longe de Cusco, são seis horas e meia. Viajamos de dia para não chegar de madrugada e também para ver a paisagem que é bonita, porem monótona. Tivemos que dormir duas noites (uma antes e outra depois) para um dia de passeio. - Arequipa é muito bonita, realmente é encantadora e também é longe. Levamos outras seis horas de Puno. Se for apenas para fazer o passeio de um dia ao Valle del Colca (procure ler mais sobre este) creio ser uma loucura ir até lá, porque vai cansar-se excessivamente. Ficamos todos nossos dias só na cidade e foi muito satisfatório. Avalie. - Quanto às agências para os passeios, em qualquer cidade tanto faz a escolha, porque todas vendem e juntam as pessoas para lotar um micro-ônibus cujo motorista e guia, são terceirizados e por sorteio vão para um destino ou outro. O se que tem é sorte ou azar nestes casos. Os preços são similares e bem baratos. - Em Cusco procure ficar não muito longe da Plaza de Armas e em área plana, leia nos relatos de outros viajantes no Booking, para poupar esforço enquanto aclimatiza. A área plana é mais ou menos seguindo os pontinhos neste mapa: https://goo.gl/maps/pTeW2ZXj8wjn5WGAA - Se for viajar de ônibus à noite, prefira embaixo não muito atrás (devido ao ruído do ar- condicionado) São poucos lugares e a escuridão é total. De dia, é claro, viaje em cima e desfrute da paisagem. Se tiver medo de altura, não vá bem na frente junto ao para-brisa, porque ali é assustador em alguns trechos. - A opção de ir de trem para Machu Pichu não é uma escolha sobre o meio de transporte, mas uma experiência fascinante. Escolhemos ir com a Peru Rail no trem Vista Dome, então fomos surpreendidos com a paisagem maravilhosa passando por picos nevados e a mudança repentina da vegetação para a floresta amazônica exuberante. É caro sim, mas vale cada centavo além das vantagens óbvias de não ser cansativo e de ser seguro. Pelas fotos este trem até parece com os outros modelos, mas a janela se estende mais para o teto e tem serviço de bordo, com um bom lanche. Custou 77 dólares cada trecho por pessoa. - Sugiro ao final do tour pelo Valle Sagrado pernoitar em Ollantaytambo aproveitar da única (e charmosíssima) cidadezinha da era Inca e ainda habitada. Caminhar sem rumo por suas ruelas, ver os primeiros raios de sol nas ruínas e montanhas em volta é único. Procure fotos no Google imagens e já ficará bem impressionado, ao vivo então... - Viajamos em nossos deslocamentos com a empresa Cruz del Sur que é a queridinha dos viajantes estrangeiros, mas não é a única boa. Relatado por quem conheceu tem a Oltursa, a Reyna, a Power, a Tepsa e várias outras destinadas a turistas que se diferenciam pelos serviços e preços daquelas para os peruanos. As empresas tem serviço de bordo e servem um lanche ou mesmo uma refeição maior como jantar, mas na dúvida coma o suficiente antes e só “complete”. - Barras de quinua, como as barrinhas de cereais, são uma ótima opção de lanchinho entre as refeições. Vai encontra-las facilmente, até em farmácias. - A referência turística nas cidades, com exceção de Lima, é a Plaza de Armas. Então procure hospedar-se não muito longe. Em Huaraz, ficamos a 700 metros, em Arequipa a 500 metros, em Cusco também a 500 metros e em Puno ficamos junto a Plaza. - A cerveja Cusqueña é ótima, não deixe de tomar a de trigo e a negra. Mas beba com moderação porque o álcool acentua os problemas com altitude. Outra coisa a ser evitada é o leite que leva ao enjoo. -Leve em consideração a época para visitar Machu Pichu, pois de outubro a fevereiro chove muito, o período realmente seco vai de maio a setembro. Só que em junho após o dia 20 tem a Festa do Sol, que são várias celebrações e é uma multidão. Em julho são as férias escolares na América Latina e em agosto são férias na Europa. Se quiser evitar gente demasiada e preços também fuja destas épocas. Escolhemos o início do mês de junho e foi perfeito. - Se você é daqueles que necessita de cafeína, leve café solúvel ou sachês de café (feitos com filtro de papel) porque o café de lá parece ter pouca cafeína e da forma que é feito você vai toma-lo frio. - Na maior parte do Peru na estação seca (maio a setembro) a umidade do ar é muito baixa e a gente passa com o nariz entupido e sangra fácilmente. Então Sorine ou similar é muito importante. - Nos hotéis aceitam pagamentos com dólar e tem uma taxa de conversão melhor do que as casas de câmbio. Porém cobram 3 a 5% de comissão. - Alguns restaurantes tem “Menu del día” à noite também. Dá para comer bem e pagando pouco. - Não existe a opção de adoçante, se quiser leve do Brasil. É melhor levar, pois só nos chás vai um montão. Visto que o açúcar local é pouco doce e tem que colocar pelo menos o dobro. - Quanto a cozinhar no hostel, não creio ser boa opção, pois os produtos nos supermercados não são baratos. Os preços são até um pouco maiores do que no Brasil. - O Glaciar Pastoruri está derretendo muito rápido. Até o fim de 2020 creio ser um bom passeio ainda, depois terá pouco gelo para ver. Uma pena porque que já foi um lugar que dava até para esquiar. Há várias fotos em um mural no local. - É bom certificar se a Laguna Parón está aberta para visitação, pois fecharam 1 dia após visitarmos. Várias explicações diferentes, mas não tinham previsão de quando e se seria aberta. - Se pode comer bem entre 15 e 25 soles. Comida típica peruana e em restaurantes bem bonitinhos. - Em Huaraz para não desperdiçar o tempo com deslocamentos demorados creio que a melhor opção é fazer o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites. Informei-me e dão toda a estrutura, é tipo tudo incluído, não carrega peso, apenas uma mochila de ataque e não é caro. Além do que visitar a Laguna Llanganuco (belíssima) que é no caminho. - Ficaria mais em Cusco e conheceria a Laguna Huamantay ou a trilha Inca até Machu Pichu, que passa por ela. - Quanto aos passeios em Cusco não é preciso gravar um monte de nomes e criar uma confusão mental e de planejamento. Os “best-sellers” são: - o city tour vai no Templo Qorikancha e o Convento de Santo Domingo (cidade) e passa em vários sítios na periferia da cidade (1 tarde). - Maras y Morai e Salineras (sai pela manhã e volta no meio da tarde) é bom levar lanche, pois não tem parada para almoço. - Valle Sagrado. Passeio de 1 dia inteiro que finaliza em Ollantaytambo depois volta para Cusco. É uma opção para quem vai de trem para Machu Pichu porque ali tem uma estação. Nós optamos por dormir ali, desfrutar da encantadora cidadezinha e pegar o trem à tarde. - Tem outras atrações, é claro, como: museus, a Rainbow Mountain (ou Vinicunca ou Montanha Colorida – 1 dia). A trilha Inca, ou a Laguna Huamantay. Abaixo as fotos. Coloquei na ordem das cidades que visitamos. Há também um vídeo do trem para dar uma ideia, não é para ostentação. 20190609_133509.mp4
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    Olá, pessoal! Quem aí vai pra Caraíva no final de setembro, avisa aqui nos comentários! Outra coisa, queria saber se nos arredores tem alguma trilha pra fazer? Abraços!
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    Mochilão de Mel Sou mochileira há alguns anos, já fiz algumas viagens sozinha que foram muito legais e me proporcionaram um aprendizado enorme. Desde que aprendi que posso ser minha própria agência de viagens e elaborar um roteiro totalmente personalizado ganhei muita liberdade no meu modo de viajar. Enfim... quando chegou a minha hora de juntar as escovas de dentes, não tive dúvidas: queria um mochilão na lua de mel. De fato as pessoas acharam a ideia um tanto bizarra, como assim vocês não vão fazer uma viagem tranquila e romântica na lua de mel? Mas sonho é sonho e meu marido concordou plenamente em executarmos isso. Então não estou aqui nem para dar minúcias de roteiro já que o nosso roteiro é bem popular e com um pouco de pesquisa é possível encontrar várias informações. Vim aqui conversar sobre a ideia do mochilão de mel e dar um estímulo às pessoas que sentem vontade de fazer algo do tipo: só vai! Eu nunca sonhei com um casamento tradicional. Nunca gostei de festa, sempre achei extremamente cansativo e o custo é exorbitante. Mas sonho é sonho, então recomendo que quem sonha com uma big festa que invista nisso. E não recomendo nossa ideia para quem tá atrás de muito conforto. O negócio aqui é economia. Meu pai quase pulou pra trás quando o comuniquei da decisão de não fazer uma festa... Mas o convenci de que endividá-lo e nos endividar com isso seria uma péssima ideia. Como eu queria a cerimônia religiosa, investimos nisso e contratamos todos os serviços só para a igreja (fotos, cerimonial, música...). Depois a ideia era entregar uma lembrancinha e se despedir de todo mundo ali. Maaaasss algumas pessoas acabaram sugerindo uma confraternização em uma pizzaria onde cada um pagaria o seu. Consegui um desconto e coloquei um papel a parte no convite onde dizia que quem quisesse e pudesse poderia ir até lá. A adesão foi bem maior do que a gente imaginava. Fora isso, as coisas foram acontecendo. Ganhei bolo, ganhei docinhos, ganhei mesa decorada na pizzaria. Estava disposta a não decorar a igreja, mas uma pessoa foi lá e decorou. Estava disposta em ir ao mercado e comprar algumas flores para fazer um buquê simples, ganhei dois buquês. Como já tinha uma casa montada, ganhamos muitos presentes em dinheiro (eu nem imaginava que ia ganhar tantos presentes!). Como o euro estava nas alturas, resolvemos fazer um roteiro mais modesto e ficar pela América do Sul mesmo. Eu já conhecia a maioria dos lugares onde fomos, mas meu marido não. Então seria uma boa oportunidade para revisitar alguns lugares. Nosso casamento foi em fevereiro/2019. Comecei o planejamento e decidimos. Que tal atravessarmos do Atlântico ao Pacífico? Compramos uma passagem multidestinos, com chegada em Montevidéu e retorno por Santiago. Pagamos cerca de R$800,00 cada (saindo de Guarulhos), sem despacho de bagagem (fomos de mochila mesmo e levamos as roupas sujas para a lavanderia algumas vezes). Fiquei com a missão de planejar 23 dias de viagem com o compromisso de estar no aeroporto de Santiago no fim de tudo isso, gastando o mínimo possível. Nosso roteiro: Montevideo – Punta del Este – Colônia do Sacramento – Buenos Aires – Mendoza – Santiago – Puerto Varas (Ficamos muito na dúvida entre Puerto Varas e Pucon) – Viña del Mar – Santiago Nosso combinado: Reservar quartos privativos. Em alguns lugares precisamos usar banheiros compartilhados por motivo de verba mesmo kkkk mas não comprometeu a viagem.
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    Fala Viageiros!!!!! Voltei de uma viagem sensacional para a Patagônia e vou compartilhar aqui com vocês um pouco dessa experiência! Mas antes, quem puder, segue a conta do meu blog no Instagram: @profissaoviageiro E vai lá no www.profissaoviageiro.com que tem mais detalhes e fotos desse rolê! Segue lá no blog que sempre tem coisa nova por lá!!!! Bom, hoje além de passar minhas impressões de Torres del Paine, vou tentar deixar algumas informações básicas para quem quer ir e ainda está cheio de dúvida, como eu estava quando ainda planejava a viagem. Tem coisa que parece óbvia quando se conta de uma viagem para as outras pessoas, mas que no fundo se você não sabe o funcionamento das coisas no lugar, fica impossível saber se seu roteiro vai dar certo ou não… E foi nisso que eu esbarrei na montagem do roteiro. Como sempre em meus roteiros, eu tenho pouquíssima margem de erro e isso me fez perder um bom tempo na pesquisa. Vou tentar deixar algumas informações aqui para quem quer visitar esse lugar maravilhoso! Vamos lá! O que é? O Parque Nacional de Torres del Paine foi criado em Maio de 1959 e está localizado na Pataônia Chilena, na região de Magallanes. As suas torres principais dão nome ao parque, que são imensas torres de granito modeladas pelo gelo glacial. Mas as belezas do parque não se resumem a suas torres. O lugar inteiro é sensacional! Como chegar? Existem dois aeroportos próximos de Torres del Paine: – Um fica em Puerto Natales, que é a cidade base para a maioria das pessoas que visitam Torres del Paine. A cidade está localizada a 80km do Parque. O problema é que só existem voos para Puerto Natales no verão, e mesmo assim não é todo dia. Isso faz com que contar com um voo para lá seja praticamente descartado logo de cara. – A melhor opção então é voar para Punta Arenas. Existem voos regulares de Santiago para Punta Arenas. Inclusive, se não me engano, lá é destino mais barato para se chegar na Patagônia (Argentina ou Chilena) Eu fiz isso. Saí de São Paulo em um voo com conexão em Santigo e chegada em Punta Arenas. Tudo bem tranquilo! -Para quem não for utilizar avião, tenha Puerto Natales como sua referencia de destino. Onde ficar? – Punta Arenas: A porta de entrada da maioria das pessoas que vão para TdP via o próprio Chile (Muitas outras pessoas vão para TdP via El Calafate, na Argentina) Cidade grande, com vida própria. Possui muitas atrações turísticas, shoppings, hotéis, hostels, restaurantes e tudo mais. Fica a 3 horas de ônibus de Puerto Natales. – Puerto Natales: Cidade pequena que gira em torno do turismo de TdP. Muitos turistas o ano inteiro por lá, consequentemente muitos restaurantes e vendinhas para as compras da galera que vai fazer os trekings. Como já falei é a base para a maioria das pessoas, pela sua proximidade e preços acessíveis. Comparado às hospedagens dentro ou ao lado do parque é muito mais barato ficar em Puerto Natales. – Hospedagens dentro do Parque: Existem muitas opções de hospedagem dentro do Parque, desde áreas de camping onde você é responsável por ter com você absolutamente tudo que vai usar e comer, até luxuosos hotéis com vistas deslumbrantes. Tudo dentro do parque é caro. Transporte, hospedagem, comida… Tudo! São três “empresas” que possuem hospedagens dentro do parque, e para dormir lá dentro você precisa ter reservado antes de chegar (mesmo que esteja levando todo equipamento com você e queira apenas reservar um espaço de camping), pois não se pode entrar sem reserva prévia. As empresas são: CONAF; Fantástico Sur; e Vertice. Quando ir? Torres del Paine pode ser visitado o ano inteiro, mas a alta temporada é no verão, quando as temperaturas estão mais agradáveis e as paisagens mais coloridas. Eu fui na primavera. Dei muita sorte com o tempo e achei que valeu muito a pena. Não estava lotado e não passei nenhum perrengue de frio ou vento a ponto de transformar algum rolê em algo penoso. Se tem alguma coisa que eu mudaria no meu rolê para deixar ele ainda mais perfeito, é que eu preferia ter visto o lago no Mirador Base de Torres del Paine descongelado. Quando eu fui ainda estava congelado. Não que eu ache isso um problema, mas acho que descongelado seria muito lindo também. Quanto custa? Caro! Não é um passeio barato. Mesmo fugindo o máximo que pude das hospedagens dentro do parque, é um passeio caro. Mas não é nada que não se possa dar um jeito. Aqui alguns exemplos de preços aproximados: – Entrada no Parque, válida por 3 dias de entrada: US$ 35,00 (se já estiver dentro do parque, não tem problema, pode ficar mais que 3 dias) – Aluguel de barraca completa no parque: US$ 70 – para 2 pessoas, por noite – Catamarã para Paine Grande: US$ 35,00 por pessoa, por trecho (Comprando ida e volta junto fica um pouquinho mais barato). IMPORTANTE: Não aceita cartão! Só dinheiro. – Ônibus interno do Parque: US$ 10,00 ida e volta – Ônibus Puerto Natales – Torress del Paine: US$ 25,00 ida e volta E por aí, vai… O que fazer??? Bate e volta, Circuito W, ou Circuito O? Eu escolhi o W! – No circuito W estão as principais atrações do parque na minha opinião. Claro que quem faz o Circuito O vê muito mais coisa, mas para isso é necessário muito mais tempo e preparo, pois as partes do parque que estão fora do W, são bem menos estruturadas, então depende muito mais de você e do equipamento e mantimento que você carrega. – No bate e volta de Puerto Natales, você consegue fazer o Mirador Base, que é a vista mais famosa de lá, mas depois que se faz o W, você vê que aquilo é só um pequeno pedaço das belezas daquele lugar. Também dá para fazer o lado do Glaciar Grey, ou até um trecho da trilha beirando o lindíssimo Lago Nordenskjold. IMPORTANTE! Nesses casos de bate e volta, você sempre vai ter seu tempo limitado ao horário dos transportes internos do parque, seja do ônibus ou do catamarã. Então controlar o tempo e seus objetivos no dia será algo muito importante. Os horários são fixos e limitados, não deixando margem para erros. – Uma outra opção, que eu jamais faria, é um bate e volta de El Calafate, como muitas agências de lá oferecem… Me parece um grande programa de índio. – Fazer um mix disso tudo aí também é possível! É só estudar direitinho o roteiro e partir para cima!!!! Bom, esse é o básico. Vou contando agora como foi o meu rolê e tentando explicar como tudo funcionou para mim! Vamos lá!!!!!!!! Dia 1: Bom, eu decidi fazer o W da seguinte forma… Fazer as 2 pernas externas no esquema de bate e volta, e a parte central do W dormindo uma noite no camping Francês. Dessa forma faria o rolê em 4 dias, que é bem puxado. A maioria das pessoas faz em 5 dias o W, que depois eu entendi o por quê! Como a entrada do parque vale por 3 dias, eu fiz as 2 pontas primeiro, e depois a parte interna, que daria certinho os 3 dias de entrada no parque. Para mim não fazia diferença por onde começar, então deixei o dia que a previsão do tempo estava melhor para fazer o Mirador Base e fui no primeiro dia, que o tempo estava pior, na perna do Glaciar Grey. E a parte interna eu fiz saindo de Las Torres e chegando no outro dia em Paine Grande. No final, deu tudo certo!!!! Como comentei, eu cheguei em Puerto Natales vindo de Punta Arenas. Como não sabia da estrutura da cidade, acabei fazendo compras do que iria comer no parque no dia seguinte em Punta Arenas mesmo. A viagem de ônibus entre Punta Arenas e Puerto Natales demora 3 horas. A passagem é bem fácil comprar. Os ônibus que fazem esse trajeto têm seus terminais no centro da cidade e todo mundo lá sabe indicar onde ficam esses terminais. Existem diversos horários de saída, então não precisa de stress quanto a reserva antecipada ou qualquer coisa. Em Puerto Natales as coisas são perto da rodoviária. A maioria dos lugares nem precisa de taxi… Dá para chegar andando. Já aproveitei que estava na rodoviária na chegada e comprei a passagem de ônibus para o dia seguinte de ida e volta para o parque. São algumas empresas que fazem o trajeto e todas fazem mais ou menos no mesmo horário, pois os transportes internos no parque são sincronizados com as chegadas dos ônibus de Puerto Natales. O horário de saída é por volta das 7 da manhã e o retorno por volta das 7:30 da noite saindo da Laguna Amarga (entrada do parque). São quase 3 horas de trajeto entre o parque e Puerto Natales. No dia seguinte estava lá bem cedinho na rodoviária aguardando meu ônibus sair. Chegando em Torres del Paine, a primeira coisa a se fazer é comprar o ticket de entrada. Havia uma pequena fila mas não demorou muito todo o tramite. Eles aceitam Pesos Chilenos e Dólares. Talvez aceitem Euros também, mas não tenho certeza. Depois é aguardar o ônibus interno que vai te levar para o Refúgio Las Torres (De onde sai a trilha para o Mirador Base e também a trilha em direção ao Refúgio Francês) e depois segue para Pudeto, de onde sai o Catamarã para Paine Grande (Onde começa a trilha para o Glaciar Grey). Como fui em direção ao Glaciar Grey nesse primeiro dia, segui no ônibus até Pudeto. Cheguei lá por volta das 10:30 e o catamarã só sai as 11hs. Assim aproveitei e tomei um reforço do café da manhã por lá enquanto aguardava a saída para Paine Grande. O catamarã é espaçoso e possui um deck em cima para quem quer ver a paisagem e tirar umas fotos. Duro é aguentar o frio, mas vale a pena! O trajeto é curto e em pouco mais de 20 minutos já estava em Paine Grande Muitas pessoas se hospedam no refugio, então já entram para seu check in. Eu não ia ficar lá, então só me arrumei, usei o banheiro e saí. Primeiro grande desafio da viagem: Aprender a usar os sticks de caminhada! Eu sei que parece ridículo, mas no começo é difícil coordenar! Mas depois de alguns minutos, vai que vai! Não sei como eu consegui voltar a andar sem eles quando voltei de viagem! Esse treco é bom demais!!!!! Bom, foi nesse primeiro dia que eu entendi por que a maioria das pessoas faz o W em 5 dias e não em 4… É porque o refúgio Grey é longe que dói! Eu tinha o meu tempo de trekking limitado pelo horário do catamarã. Não podia estar de volta depois das 18:30hs, que é o último horário de saída do catamarã no dia. As pessoas normalmente dormem no refúgio Grey e depois voltam no dia seguinte. Ou também vão até o refugio Grey e voltam para dormir em Paine Grande, sem grandes compromissos com o horário. Aí tudo faz mais sentido. No meu caso eu tive que ir até onde o relógio permitiu, e não consegui chegar até o refugio. Mas isso não tem muita importância… Pude apreciar a beleza do glaciar durante minha trilha sem nenhum problema! A trilha desse trecho não foi das piores do W. Existem outras partes com muito mais subidas e descidas. Isso foi bom, pois estava ainda aquecendo os motores! Eu que já tenho dois joelhos completamente destruídos, que me impedem de fazer algumas coisas, estava, para piorar, vindo de uma lesão no ligamento. Consequentemente minha condição física não era das melhores, vindo de um período de um mês sem poder exercitar minhas pernas. Bora caminhar!!!! A primeira parada, já para o almoço, foi na Laguna Los Patos. Uma lagoa bonita, que apesar do nome, não tinha tantos patos assim quando passei por lá! Sigo então em direção ao glaciar, tentando aproveitar o máximo essa paisagem linda! Daí a recompensa… O Glaciar Grey!!! Encontro um lugar para parar e apreciar essa vista! Depois de um tempo por lá o relógio me lembra que era preciso voltar, sem grandes possibilidades de paradas. A volta foi bem tranquila e cheguei a tempo inclusive de fazer um lanche e tirar umas fotos antes de embarcar Na fila do embarque percebo esse cara indo para um mergulho bem tranquilo nesse lago de degelo!!! Um mergulho com uma vista dessa não é nada mal!!!! Daí foram só mais uns 30 minutos de catamarã até Pudeto e já o imediato embarque no ônibus para Laguna Amarga. Dalí peguei o ônibus de volta para Puerto Natales. Chegando em Puerto Natales, foi só o tempo de passar em uma vendinha para comprar os mantimentos para o dia seguinte e correr para tomar banho, comer e dormir, pois sobram poucas horas de sono para quem tem que pegar o ônibus no outro dia as 7 da manhã!!! Dia 2 E lá vamos nós!!!! Acorda de madrugada, toma banho, toma café, corre para a rodoviária e tenta descansar um pouco no ônibus no caminho… No parque foi só mostrar que já tinha o ingresso e aguardar pela saída do ônibus para Las Torres. Lá em Las Torres se faz um breve registro de entrada para controle e já pode sair para a caminhada. Esse dia era o primeiro grande desafio. São 20km ida e volta, com muita montanha, incluindo um trecho matador no último quilômetro que faz você pensar seriamente que não vai conseguir! Mas consegue!!!! A caminhada começa com 2km bem tranquilos e planos ainda em uma área dentro do complexo de Las Torres. Depois…… Bom, depois é bom estar com a saúde em dia, porque não é fácil a brincadeira. O que sempre te dá forças em um lugar como esse são as paisagens… Elas vão nos lembrando por que estamos lá!!!! Vale cada gota de suor! E vai subindo… Subindo… Subindo mais… Até que chega no Km 9 e eu já estou esgotado, com muita dor e cansaço. E aí o negócio começa a ficar sério. A subida é bem no limite entre caminhar e escalar, inclusive passando pelo espaço onde a água do degelo desce, para ajudar ainda! Pelo menos quando dava sede era só abaixar e beber água! Eu acho que eu bobeei… Acho que tem um lugar para deixar o peso extra ali no km 9 antes de começar a subida. Eu não fui atrás disso e acabei subindo com tudo nas costas… Foi treta! Como eu não tinha forças nem para tirar foto, tenho poucos registros desse dia. Uma pena, porque o lugar é maravilhoso. Essa subida é terrível, e quando se acha que acabou você descobre que ainda falta um tanto! Todos os lugares por lá são assim… Você acha que chegou no final, mas não chegou!!!! Para de reclamar e continua andando!!!!! Realmente nem acreditei quando cheguei lá!!!! Mas o visual vale qualquer esforço!!! Infelizmente cheguei lá 15 minutos depois do horário que tinha que iniciar a descida! Isso limitou muito o quanto eu pude aproveitar lá em cima. Foi o tempo de comer alguma coisa, tirar meia dúzia de fotos e sair desesperado para baixo, quase com a certeza que não daria tempo. Isso foi a pior parte do rolê… Não consegui aproveitar quase nada a descida, forcei meus joelhos de um jeito que não poderia ter forçado e fiquei horas no stress de não ter ideia do que iria fazer se perdesse o transporte. Não sei explicar como, arrumei forças não sei da onde para sair em uma disparada nos últimos 2 quilómetros para tentar chegar no ônibus… E não é que consegui!!!!!!! O pessoal já estava quase todo embarcado! Aí pedi para o motorista para esperar uns 2 minutos até a Tati chegar e ele falou que beleza! Nossa, foi por pouco! Eu sentia tanta dor no meu corpo depois disso que nem sei explicar… Doía pé, tornozelo e principalmente meus joelhos… Achei que tinha comprometido todo o rolê… Chegando em Puerto Natales foi só a correria para deitar logo, depois do mercadinho, banho e janta. Dia 3 Esse dia tinha a ideia que seria mais tranquilo, pois além da distancia a se caminhar ser menor, não precisava me preocupar com horário, pois poderia chegar a qualquer hora no Camping Francês. Mas eu me enganei… Foi mais um dia puxado que no final minhas pernas já estavam esgotadas. Já no refugio Las Torres, comecei a caminhar para o Acampamento Francês. O inicio é tranquilo e ainda estava com a sensação que seria um dia de recuperação, e não de grandes esforços. Começo a encontrar alguns morros, mas nada de mais… A caminhada ainda está sob controle. Passados alguns quilômetros eu encontro um novo caso de amor!!!!! Se trata do Lago Nordenskjöld! Que visual maravilhoso! Andar com esse lago ao seu lado o dia inteiro foi lindo demais! As paradas para comer sempre eram em pontos estratégicos para comer apreciando aquele azul espetacular! O problema é que esse trecho tem muita montanha, subindo e descendo toda hora… Eu fui me cansando e já ficava perguntando pra galera que cruzava no caminho se estava muito longe ainda! Isso é claramente sinal de desespero!!!! E então já no final do dia chego no Acampamento Francês! O acampamento é bem bacana. O banheiro é bom e a água para tomar banho bem quente! Isso foi maravilhoso! Lá eles também têm um pequeno restaurante e uma “vendinha” que você pode comprar um refrigerante, por exemplo. Na recepção do camping eles tinham ovos para vender. Não estava tão caro. O problema é que eu não tinha onde cozinhar os ovos, pois não estava carregando um fogareiro comigo. A menina que estava lá foi bem gente boa e ofereceu de cozinhar os ovos para nós no fogareiro dela! Então já fechei negócio e consegui comer algo quente nessa noite, que estava programado apenas comida fria. Então depois de um ótimo banho já fui jantar meu sanduíche, ovos e um vinho que estava carregando para saborear na noite! A barraca estava montada. Não tive trabalho nenhum. É chegar, pular para dentro do saco de dormir e até amanhã!!!!! Dia 4 Depois de uma boa noite de sono que não passei nenhum tipo de problema na barraca, me preparei para partir. Nesse dia os objetivos eram Mirador Francês, Mirador Britânico e a chegada em Paine Grande para tomar o catamarã de volta no final da tarde. Então tomei meu ziriguidum e pé na estrada! Até o acampamento Italiano o caminho é curto mas já com algumas subidas chatinhas. No acampamento Italiano você pode deixar seu equipamento para fazer a subida para o Mirador Francês e Britânico só com o necessário. A subida até o Mirador Francês é de um nível médio… Dá para ir na boa. Acabei me perdendo um pouco no caminho… Ainda bem que olhei para trás e vi umas pessoas passando por outro lugar. Percebi que o errado era eu e voltei para a trilha certa! Lá é um lugar bem interessante. Existe uma geleira com pequenas avalanches a cada 10, 15 minutos… É muito legal ficar um tempo por lá vendo as avalanches e principalmente escutando os estrondos do gelo se rompendo. É um barulho de trovão bem alto! Muito bacana! Fiquei lá um tempo, fiz meu lanche e olhei para o caminho do mirador Britânico………… Que caminho???? O tempo fechou e não dava para ver nada lá para cima….. Então após algumas considerações decidi desistir de ir até o mirador Britânico. Ainda faltava uma boa pernada até lá e eu não queria gastar esse tempo e essa energia para ir até um mirador de onde não haveria nada para “mirar”. Bom, com isso pude desfrutar mais algum tempo no mirador Francês e fazer meu caminho de volta sem stress por conta do horário do catamarã. De volta ao acampamento Italiano não estava muito bem… Não sei bem o que era, mas preferi ficar por lá um tempo até me recuperar. Daí peguei minhas coisas e segui… O caminho a partir de lá é bem mais tranquilo. Não me lembro de ter nenhuma montanha bizarra para subir e descer depois de lá. Isso foi ótimo… Já estava cansado! (Calafate) Um dos pontos altos desse trecho da caminhada é o Lago Skottsberg! O mirador do lago tem uma vista que chega a ser indecente! Depois dessa parada, já estamos quase lá! É um trecho cheio de emoções boas! De que consegui cumprir o objetivo… De que vou completar o W! Isso parecia tão longe na minha vida há 6 meses atrás…. Pensar em cada pedra, cada montanha, cada arbusto, cada pássaro, cada lago, cada pessoa que cruzei, cada parte do meu corpo que doía, cada gole de água de cachoeiras de degelo, e cada sentimento delicioso de conquista com o visual que se abria na minha frente por tantas e tantas vezes nesses dias…….. Foi bom demais! Então a última parada antes da chegada triunfante! Dessa vez para admirar o Lago Pehoé, a poucos metros de chegar em Paine Grande. Não tem lugar melhor para comemorar a vitória!!!!!! E então a chegada! Exausto; Com dor; Realizado!!! Consegui, po**a!!!!!! Daí foi o roteiro já conhecido… Catamarã de Paine Grande para Pudeto, ônibus interno de Pudeto para Laguna Amarga (com parada em Las Torres), ônibus para Puerto Natales, pousada e cama! Hora de descansar, mas não muito, porque no dia seguinte embarcaria para El Chaltén pela manhã. Mas essa história fica para depois! É isso!!!! Quem quiser qualquer ajuda, pode escrever aqui que vou ajudar com todo prazer no que for possível! Críticas e elogios também são bem vindos!!!!! Não esqueçam de seguir lá no Instagram! @profissaoviageiro Valeu!!!!!!!!!!!!! Abraço, Felipe
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    Boa tarde, Pessoal. Sou de BH e estou a procura de pessoas que queiram conhecer Natal/RN. Bora?
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    Quero visitar tb, se for mesmo dá o toque!
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    Ola , tenho a Quechua Forclaz 50l a 5 anos e sempre levo em viagens , a mesmo indicada pela colega acima , comprei na Decathlon , melhor custo beneficio !!! boa sorte e boa viagem
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    Dá uma olhada na marca Quechua, vende nas lojas Decathlon. Tenho a Forclaz 50 há 4 anos e gosto muito.
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    A trilhas & rumos tem um custo benefício muito bom. A conquista é um pouco mais cara, mas acho ela melhor. Eu tenho uma daari de 45 kg que é excelente. Em relação ao modelo, vai depender do que vc vai levar e da capacidade em litragem da mochila.
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    Desde a minha adolescencia sempre quis conhecer dois lugares: Machu Pichu e Camboja. Mês passado consegui realizar um desses sonhos! Um dia antes de viajar, fiquei sabendo através de um grande amigo meu piloto que vários vôos estavam sendo cancelados por causa do tufão que passava pelo local justamente onde eu iria fazer conexão. Eu estava super nervosa com medo do meu vôo ser cancelado e com isso arruinar o meu planejamento. Cheguei no aeroporto, suando de nervosa, olhei para a atendente e estava tudo certo para minha viagem! Pra chegar ao meu destino dos sonhos passei por uma conexão em Taipei, no meio do tufão, mas nem por isso deixei de explorar a cidade e conhecer a linda Praça da Liberdade. De volta ao aeroporto, meu proximo destino seria Bangkok! 4 dias não foram suficientes para conhecer essa cidade incrível. Comida maravilhosa, rooftops de tirar o fôlego, tuk tuks pra todos os lados, templos incríveis e bares super animados. Aproveitei a oportunidade e com a ajuda de um grande amigo meu da minha terra natal consegui cantar em um live house. Com isso tive a oportunidade de conhecer excelentes músicos numa jam incrível com gente de vários países. Obrigada Caio pela noite maravilhosa (na verdade pelas duas noites!!!). Apesar de me despedir de Bangkok com desejo de ficar mais, eu também estava super ansiosa para chegar no meu proximo destino: Camboja. O Camboja é um país que sofreu muito com a guerra Khmer Vermelho, um dos maiores genocídios da história recente, matando grande parte da população e até hoje é possível ver as marcas deixadas dessa terrível catástrofe humana. Quando o avião pousou (graças a deus! Por que era um mini avião com hélice #medo), o calor estava de matar! Passei pela imigração e finalmente estava pisando em terras cambojanas. O motorista do hotel, seu Barang, estava lá me esperando e, apesar da dificuldade de comunicação, esbanjava simpatia. O carro deu partida e comecei a ver a cidade de Siem Riep através da janela. A cada quilômetro rodado, o cenário era o mesmo, muita pobreza. Cheguei no hotel e fui recebida com um delicioso chá e doces típicos do Camboja. Joguei minha mochila no quarto e fui rumo a Vila flutuante de pescadores que ficava a uma hora do centro. Na chegada à vila, a canoa passava pelas principais “ruas” onde é possível ver casas, igrejas e até uma escola suspensa. Pausa para o almoço num restaurante flutuante no meio de um enorme e importante lago para os pescadores. É ali que eles pescam e vendem para outros restaurantes no centro da cidade. Sentei à mesa e pedi o famoso Amok: um curry de peixe com toque de capim limão, prato típico do Camboja. Enquanto eu almoçava, uma criança linda dos olhos brilhantes não parava de me observar até que fui em direção a ela e começamos a nos comunicar através de sorrisos e olhares curiosos. Aprendi algumas frases em cambojano num pôr do sol lindo enquanto eu estava sentada à beira do lago com uma menina cheia de vida. Nesse momento, percebi a beleza do cenário e tirei uma das fotos mais lindas da vida! Dia seguinte, dia de visitar os templos do complexo Angkor, Patrimônio da Humanidade pela Unesco, com a ajuda de um super querido guia, Sohkom. Eu queria saber mais sobre a história do Camboja e sobre os detalhes dos templos. Fiquei horas caminhando na imensidão desse lugar abandonado no meio da selva. No meio do passeio, fui indo em direção a uma música e me deparo com uns homens tocando instrumentos típicos da região. Quando eu percebi estava no meio deles tocando percussão. Todos os músicos eram sobreviventes da guerra, mutilados, vítimas das minas terrestres. Foram horas de aprendizado e informações sobre essas ruínas do império Khmer. À noite, tive tempo pra beber uma cerveja local, fazer massagem por 1 dólar, curtir um pouco da Pub Street e cantar com uma banda de rock no Hard Rock Café. No dia seguinte, levantei as 6 horas da manha, aluguei um quadriciclo e fui desbravar Siem Riep. Eu acho que foi o passeio que mais me comoveu. Foram mais de 4 horas explorando a cidade. Parei num mercado e comprei algumas caixas de macarrão pra doar aos alunos de uma escola construida pelos japoneses❤️. Excelente trabalho dos professores, todos voluntários. De volta a minha moto, coloquei meu capacete e máscara pois havia muita poeira (as ruas não são asfaltadas) e comecei a distribuir comida pras crianças. O mais impressionante é que todas vinham com um baita sorriso no rosto e falavam obrigado. Até mesmo algumas que não falavam por timidez, os pais agradeciam por elas. Hora de voltar pro hotel, pegar uma piscina e esperar o pôr do sol. À noite, me deliciei com o meu ultimo jantar no estilo cambojano e depois fui a um bar de musica ao vivo onde conheci uma cantora de voz linda e serena cantando músicas típicas da região. Fiz questão de falar com ela que ficou encantada quando a elogiei. Muito linda! Vim embora com um aperto no coração de quem precisa voltar. Apesar da pobreza, dos conflitos civis, das atrocidades de um general que aniquilou grande parte da população no passado e de tantos outros problemas em que esse país ainda se encontra, o Camboja e seu povo vão ficar guardados pra sempre no meu coração! Instagram: Yumi_oficial ou Yumiaroundtheworld C581EB70-143E-4458-8CA0-93B5353330A3.MOV 5DEA23CB-8A9F-4EDD-88F6-D85B33E9D4B1.MOV 918A37ED-6D9D-4DD5-AAD2-58A752B49A6B.MOV
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    Pretendo ir na mesma época. Dá pra visitar a aldeia Para, índios Pataxos. Todo ano faço essa visita. Experiência agradável
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    Não tenho muita experiencia de trekking, mas a primeira barraca foi (e é) uma Naturehike Taga 2 É uma p* de uma barraca, pesa 1250g, para 2 pessoas, fácil de montar, PU4000mm, de silicone nylon 20D Na época comprei por menos R$ 400,00 naquelas "blackfriday" do aliexpress. Mesmo eu não tendo muito experiencia, pela especificações digo que é difícil encontrar uma melhor em custo-benefício Cabe saber se ela realmente entrega o que promete em situações extremas... Mas até então, em situações normais (já usei em chuva forte, sem vento), ela é excelente Na verdade da naturehike tenho barraca, colchão inflável, travesseiro inflável, toalha de absorção, saco de dormir.... São produtos de extrema qualidade
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    @Yumi Rock Estas árvores são muito doidas! hahaha Parabéns pelo relato!
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    @RudsonCardoso muito obrigado cara, curti a dica do Flixbus... já dei uma pesquisada e acredito que vai compensar muito! 😉
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    Sai bem mais caro o molho que o peixe, principalmente porque além do gasto com o ônibus você tem que contabilizar alimentação durante todo esse tempão perdido (6 mil km) banheiro/banho, entre outros gastos que certamente surgem durante esse tempão todo, que poderia ser muito melhor aproveitado em uma viagem de poucas horas de avião a preço promocional. Levando em conta os recentes preços promocionais divulgados para Lima (ida e volta na faixa de R$ 1.100 reais) com alimentação incluída no avião e ainda economizando 5 dias com gastos diversos, esse busão aí é uma tremenda de uma furada!! Mas para quem quer ficar quase uma semana sentado em um ônibus para curtir a aventura tá valendo mesmo! Gosto não se discute!!! Bon Voyage!!
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    Tem doido pra tudo, mas por que diabo você iria querer se enfiar numa fria destas? rsss Acho que este é o único relato de toda internet falando bem deste ônibus, a maioria acha horrível!! Dê uma olhada nos relatos do pessoal: https://www.mochileiros.com/topic/47518-onde-comprar-passagens-da-ormeno-no-brasil/page/2 A menos que você seja meio masoquista e goste de sofrer num busão, ou morra de medo de avião, não tem muito sentido pegar um ônibus destes, se programe com alguma antecedência e compre uma passagem de avião, é até mais barato e você está lá no Peru em 6 horas vendo e fazendo algo legal, e não desperdiçando 5 dias entediado num ônibus, com a mesma paisagem se repetindo dia após dias na sua janela.
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    O Camboja é um país mágico mesmo, conheci ele em 2017 e foi um dos locais que mais gostei em toda a minha vida. Angkor dispensa comentários, e Phnom Pehn é uma cidade que mostra bem a vida real khmer, além das marcas vivas do Khmer Rouge. Fora que os locais são super simpáticos e muito solícitos. Parabéns pelo relato!
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    ÚLTIMO CAPÍTULO: Correndo contra a noite! Saída do topo da Pedra da Mina, retorno à fazenda Serra Fina, ida de carro a uns 4 kms na casa do Zé (onde pernoitamos) ...no topo da Pedra da Mina, comemos bastante castanhas/nozes, frutas secas e doce de amendoim com rapadura, nossa reserva energética estava baixa, isso deu um up enorme. Achávamos que faríamos em menos de 04:30 até a fazenda Serra Fina(a idéia era chegar durante o dia), mas o desgaste de termos subido rápido(para nós) mais as descidas fortes por pedras soltas, aliadas ao sol forte, quase gastamos mais tempo na descida do que na subida. .. Na descida não encontramos ninguém na trilha, era somente nós, se desse alguma coisa errada, ia complicar a nossa vida, mas correu tudo bem. Minha parceira arrumou um galho de árvore para auxiliar na descida. Nosso tempo na descida foi de 05:08hrs, muito próximo do tempo da subida. Conseguimos chegar na fazenda Serra Fina por volta das 19 horas, cansados mas felizes por, apesar de tudo, conseguir fazer esse dificílimo trekking. Pegamos nosso carro, e depois de alguns minutos chegamos na casa do Zé, onde pernoitamos(foi muito importante dormir na casa do Zé). A família do Zé, num ato gentil, esperaram nós para jantarmos juntos(era domingo), explicamos que estávamos tão cansados que não dava para ir até a casa deles jantar. Gentilmente eles levaram a comida para nós, jantamos e dormimos que nem uma pedra. UM AGRADECIMENTO A ESSA FAMÍLIA ESPECIAL, QUE NOS ACOLHEU IGUAIS MEMBROS DA FAMÍLIA. Super recomendo ficar aqui! TUDO MUITO BOM MESMO! RESUMO: A trilha têm muitas subidas/descidas fortíssimas, fortes mesmo, algumas regiões de charcos/valas/pedras pequenas, médias e grandes/capim alto/bosques/expostas ao sol e vento. portanto é uma trilha para todos os gostos. Ela exige muito de quem faz o bate/volta no mesmo dia. Apesar de termos levado mochilas de +-9 kgs cada um, o esforço foi muito grande. Ela realmente nos maltratou muito kk MARCOS E SINALIZAÇÃO: essa trilha tem marcos reflexivos nas árvores, mas durante o dia não tem marcos/setas. .. , mas ela é bem óbvia (só no início que complicou mesmo), isso pq uma parte não tinha esses marcos reflexivos. A trilha tem somente 3 pontos complicados: Depois de 1 km da fazenda Serra Fina, é o mais complicado. É que no final se não virar à esquerda no local certo, entrará num imenso LABIRINTO de trilhas para todo lado, segundo o pessoal essas trilhas não levam a lugar algum (MUITA GENTE SE PERDEU AQUI, alguns tiveram que ser resgatados), acontece que a sinalização reflexiva antes da virada à esquerda foi retirada. Então, depois de +- 1 km é VIRAR À ESQUERDA, só vire à DIREITA depois do rio. OBS.: ENTATIZANDO BEM PARA NÃO SE PERDER: DEPOIS DE 800 A 1000 METROS DE CAMINHADA DESDE A FAZENDA SERRA FINA, SE PORVENTURA PASSAR RETO DA "VIRADA À ESQUERDA", ENTRARÁ NUM LABIRINTO DE TRILHAS, SINAL QUE ESTÁ ERRADO. VOLTE E SIGA À ESQUERDA. PARA NÃO TER ERRO: Logo depois da "virada à esquerda" uns poucos metros à esquerda tem uma bifurcação (à esquerda vc volta), o certo é seguir reto. Qualquer coisa volte a fazenda Serra Fina e peça ajuda. CUIDADO MESMO, MUITA GENTE JÁ SE PERDEU AQUI. Depois da subida da "misericórdia" tem algumas trilhas, mas é só seguir rumo ao pico (morro mais alto). Antes do ataque final, tem uma região com algumas trilhas siga sempre em direção ao pico. No ataque final ao pico da mina a subida é em laje de pedra, aqui a sinalização é feita com totens. O outro problema é depois da descida do MISERICÓRDIA(na volta), no topo de um dos morros tem uma trilha à esquerda descendo. NÃO É ESSA, a certa é a que segue reto passando no topo, depois vc entra num capim alto e logo à frente tem outra subida. Obs.: o que eu faço: Sempre olho para trás tentando memorizar o caminho de volta. Outra coisa que funciona bem é ir tirando foto do retorno (ficou em dúvida, é só ver a foto). Como faço o meu relato no trekking, na dúvida recorro a ele para tirar a dúvida. PONTOS DE ÁGUA: tem alguns, pra quem faz bate/volta, suba com no minimo 3 litros de água para cada pessoa, principalmente se tiver calor, pois exige muita água na subida e ainda tem que sobrar, pois no retorno têm várias subidas também e o ponto de coleta de água fica distante(uns 1600 metros do topo da pedra da mina) e o sol na volta é muito forte, se o tempo estiver aberto. Valeu? Se valeu! Faria de novo? Claro Ué, mas a volta tem subida também? Claro! E muitas. ..descidas também aí aí Que visual Tínhamos que chegar lá embaixo Subidas e descidas, até parece o misericórdia Descendo na laje de pedra num calor infernal, apesar do inverno Piso escorregadio, descidas fortes em valas e o sol se pondo. Mas no final deu tudo certo! AGRADECIMENTOS: .Ao Odair, filho da dona Maria da fazenda Serra Fina, que largou seu trabalho naquele dia, para nos ensinar o caminho certo. NOSSA ETERNA GRATIDÃO .Ao Zé e toda a sua família, que nos acolheu como membros da sua família. NOSSA ETERNA GRATIDÃO. .A todos montanhistas que encontramos pelo caminho que nos incentivavam e davam um novo ânimo a nós, naquele terrível trekking. NOSSA ETERNA GRATIDÃO .💖💗💚💜💓❤💟❣💞💝💛💛
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    @Yumi Hirose Parabéns pelo relato, ficou muito bom!!
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    Realmente foi uma decisão difícil a ser tomada, tínhamos "gastado" boas calorias na "perdida". O sol tinha dado as caras, sinalizando que, apesar de ser inverno, ele seria muito forte, o que diminui o ritmo de caminhada. Troquei idéia com minha parceira, ela assegurou que dava para fazer, então de comum acordo, decidimos que iamos fazer. Respiramos um pouco e partimos num ritmo acelerado, apesar de levarmos comida pra 2 dias e muita roupa de frio extremo, NÃO QUERÍAMOS DORMIR NA MONTANHA, pois não tínhamos barraca e nem saco de dormir, pois a previsão do tempo para aquele período era de temperaturas negativas. Obs.: é super importante esse tipo de decisão ser tomada pelo casal ou grupo, não pode ser tomada unilateralmente, pois se der algo errado as responsabilidades serão divididas. Tivemos que acelerar o ritmo na subida, o que cobrou seu preço na descida, pois chegamos cansadissimos no final (sem sombra dúvida, foi o trekking mais difícil que fizemos até hoje). Esse bate/volta mostrou que tomamos a decisão acertada de deixar ele para o final da viagem, se tivéssemos feito no início da viagem, teríamos sérios problemas. CAPÍTULO 4: Na ida, só alegria! .....Depois de virarmos à esquerda, seguimos descendo no meio de uma mata, após poucos minutos(OLHA COMO ESTÁVAMOS PERTO, mas no resumo não tinha um rio) atravessamos pequeno riacho, mais 2 minutos atravessamos riacho mais largo, e chegamos num descampado (pequeno ) e viramos à direita (panela velha) 00:50hrs - 1685msnm.(aqui na panela velha tem um caminho seguindo mais à esquerda(inclusive colocaram galhos de árvores bloqueando essa trilha), cuidado, mas o caminho à direita e mais óbvio)). Começamos a subir em lugares com pedras soltas, até mirante do lado direito 01:20hrs - 1 895msnm +- 4km Sempre subindo, sem refresco até ponto de água do lado esquerdo, antes do "Deus me livre"(aqui tem uma pequena cachoeira com água bem gelada, PARECE QUE ÉO ÚLTIMO PONTO DE ÁGUA) 01:43hrs - 2030msnm - +- 4,43km Começa subida fortes em pedras e logo a seguir entra numa área de capim alto com pedras e charco. Depois começa a parte mais forte, o famoso "Deus me livre", subimos muitas pedras até o topo: 02:55hrs - 2455msnm Depois do "Deus me livre" entramos numa região de subidas e descidas em alguns morros e, depois de uma descida chegamos num bambuzal (parece que é área de camping). Começamos a forte subida do famoso "misericórdia", até que conseguimos subir sem grandes problemas, na verdade esperava que era muito pior essas duas subidas famosas (mas estávamos mais bem preparados do que pensávamos, mas a descida...) Até topo misericordia: 04:19hrs - 2645msnm Aí pensamos : "acabaram as subidas/descidas fortes" UFA, só alegria! , mas não, ainda tinha umas rebarbas, e o ataque ao cume da pedra da Mina. Até aqui foi "até" tranquilo". Mas a descida..... Até o topo da pedra da mina (no caderno) 05:12hrs - 2760msnm - 7,85 kms (segundo um relato) Tiramos algumas fotos, curtimos excepcional visual proporcionado(serra fina, pn do Itatiaia, MUITO SHOW), mas o vento forte/frio nos expulsaram do topo, sem contar que teríamos que retornar tudo de novo.....como foi doído viu... Na ida, após um certo tempo, encontramos muita gente voltando, isso amenizava um pouco, pois parávamos um pouco para conversar e divertir, obs.: como as pessoas na montanha são divertidas e procuram ajudar uns aos outros! Obs.: como era domingo, encontramos com muita gente durante o trekking(eles voltando e nós indo), tinha muitos paulistas, mineiros, cariocas, paranaenses e um paraibano (que encontrei novamente quando fizemos o pico o Capim Amarelo uns dias depois, como esse mundo é pequeno). Continua.... Início da trilha depois das "perdidas", notem que o sol já se fazia presente Algumas valas e pedras soltas que foi complicado, principalmente na descida Aqui começa as subidas fortes depois do último ponto de água, observem que o céu não tinha nenhuma nuvem. Esse é uma parte da subida "Deus me livre", não encontramos tantas dificuldades na subida, estávamos esperando coisa muito pior...mas a descida É aí mesmo, tem que desbravar o capim alto e encarar a subida Aqui começou subida em pedras Lindo visual do topo do "Deus me livre" Te apresento a subida "misericórdia" Agora era só subir a pedra da mina, mas não é "logo ali" Outro visual estonteante. . Mais outra subida Mais outra subida, já no ataque final Ainda falta um "cadinho" que visual viu Sem comentários Pico da mina, ao fundo pn do itatiaia parte alta - Mg No topo da PEDRA DA MINA, que pode ser chamada de pica da mina Outra singela homenagem ao MOCHILEIROS.COM Mais outra foto minha, mas a alegria era muita mesmo!
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    Opa. Tudo bem amigão? Eu vou em novembro e vou andar bastante de ônibus. 1. Você falou que comprou tudo antecipado. Mas eu consigo comprar na hora no dia no terminal? Eu fui pra Bolívia e tentei comprar antecipado. Mas eles não vendiam. Somente na hora. No peru e assim também? Para os ônibus tops também? * eu tento imaginar como você se programou e não se atrasou para pegar todos esses ônibus já pré comprados. 2. Sabe o nome de agências que posso fazer esse trekking em Huaraz? Para não ficar perdendo tempo igual você nos deu essa valiosa dica de fazer o trekking ao invés de fazer os bate e voltar. 3. Quais são esses lugares que você mencionou não ir no panorâmico no ônibus? Por causa dos desfiladeiros? Eu queria uma aventurazinha então queria saber desses caminhos de ônibus mais emocionantes kkk
  24. 1 ponto
    Algumas fotos da subida/descida do Pico das Agulhas Negras - parte alta PN do Itatiaia - MG Início da subida As prateleiras ao fundo, no detalhe uma pedra em forma de uma bota Subindo O guia nos colocou cadeirinha na cintura e puxava lá de cima Trepa pedra Alguns lugares era um pouco complicado Depois de passar por baixo de umas pedras, atravessamos um abismo com ajuda do guia e já bem próximo do topo Chegando no falso cume Lindíssimo visual 360° de toda região. O cume verdadeiro fica em frente (no detalhe o recipiente com o caderno dentro) onde assina os nomes. Para chegar lá tem que descer e subir através de cordas e na volta a mesma coisa. ..tensó! Subida final ao topo verdadeiro Uma simples homenagem ao site mochileiros.com Visual de toda região Descendo com ajuda do guia Aqui foi onde fizemos rapel.
  25. 1 ponto
    Olá Galera, Primeiramente falarei sobre o que buscamos, queremos alguém ou algumas pessoas que topem viajar e conhecer nossa linda América do sul ao norte, partindo do marco zero em recife, iremos sair por volta do final do mês de setembro, uma aventura onde iremos lento, fazendo voluntariado, carona, acampando e por ai vai. E também criando conteúdo para youtube e blog! Buscamos pessoas extrovertidas e animadas! Lembrando que estamos partindo do zero financeiramente falando. Abaixo esta nosso canal no youtube, perdoe a edição mas estamos aprendendo a trabalhar com este modelo e nosso instagram, estou postando para os interessados ver todo objetivo nosso, lembrando que a rota pré-definida por nós pode alterar com a ideia de todos afinal iremos ser uma grande família de caminhada! Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCt2k-nZqhRcrXSZjZZ-oi8Q?view_as=subscriber Instagram: https://www.instagram.com/ecoaventurabr/ Ah e o mais importante, vamos nos apresentar! Um dos aventureiros é o PEDRO LOUREÇO, Cientista da Computação e Biólogo, ele trabalha com pesquisas de conservação do meio ambiente alinhado a inteligência artificial, ele tem facilidade de encontrar empregos como nômade digital. Extremamente comunicativo e animado. Outra é a RAFAELA SOUZA, Radiologista e Socióloga, ama culturas e etc, e uma boa escritora. Quem tiver interesse chama no direct do instagram ou comenta ai! E também queremos dicar de rotas, ajudem ai nós! Obrigado a todos e tomara que encontramos mais apaixonados pela natureza e viagem como nós!
  26. 1 ponto
    Oi pessoal ! Sou Beto, moro em Salvador e gostaria de compartilhar com vocês a experiência maravilhosa que tive agora nas minhas férias. Do dia 12/072019 até 30/07/2019, fiz um mochilão, sozinho, pelo pulmão do mundo. A nossa Amazônia brasileira , que nunca teve tão ameaçada como agora. Enfim... como estamos aqui pra compartilhar boas experiências, abaixo segue o meu relato. Mochilando 19 dias pela selva amazônica , desde Manaus , passando por Presidente Figueredo no estado de Amazonas, a cidade das cachoeiras , com mais de 100 dentro do referido munícipio, depois seguindo para o estado do Pará nas cidades de Santarém, Alter do Chão, Belém e Algodoal. Além de fotos ao final do relato tem algumas anotações dos preços de passagens, deslocamentos, Alimentação, hospedagem e de despesas básicas da viagem. Espero ajudar vocês montarem seus roteiros para as suas futuras viagens. Aaah...antecipadamente, peço desculpas por qualquer erro ortográfico, mas fiquei cheguei recentemente da viagem e já estou relatando pra vocês aqui, se deixasse pra depois eu sei q não ia fazer. Além do mais bateu a maior preguiça de reler. Então me desculpem por qualquer coisa. Primeiro dia da trip, sexta-feira dia 12/07/2019 Salvador ->Fortaleza ->Manaus, meu voo decolou às 16h40min cheguei às 22h 20min( no horário de bsb 23h20min). Comi ,tomei um litão e fui dormir. Sábado dia 13/07: Fui fazer um passeio urbano, conhecer o teatro Amazonas(R$ 20,00), Palácio da Justiça e o museu "Casa do Governador Eduardo Ribeiro. Tudo isso até meio dia. Nesse dia tive sorte, pois a visita guiada no teatro Amazonas foi grátis, graças a um projeto do Governo do Estado do Amazonas. Ao Meio dia fui pra região do Porto de Manaus conhecer o mercadão, onde almocei um tambaqui frito acompanhado com baião de dois, farofa e salada vinagrete R$ 15,00 + 1 coca cola de 600ml por R$ 4,00. À tarde fui na praia de ponta negra e depois seguir para um local chamado flutuantes, onde tem bares com DJs que flutuam no Rio Negro, aqui os preços são mais salgados que em outros lugares. Por exemplo, um balde com 5 cervejas long necks custou R$ 50,00 + entrada por R$ 15,00. Fiquei por aí até as 19horas. À noite fui comer um sanduíche com refrigerante. Total de 18 reais. Dormir cedo, pois no outro dia tinha de acordar cedo para um passeio. Domimgo, dia 14/07: acordei cedo, às 8h30 min o pessoal que organiza esse passeio foi me pegar no hostel, me juntei com o restante do grupo no Porto de Manaus, onde pegamos um barco em direção ao encontro das águas entre o Rio Negro e Solimões que daí vira o Rio Amazonas, depois seguimos para visitar um criatório de pirarucu (peixe q representa o Rio Amazonas). Por volta de meio dia almoçamos perto do local onde fomos visitar as vitórias régias. Comida boa, farta e todo tipo de peixe amazônico. No turno da tarde fomos tomar banho com os botos , sensação incrível. Após isso seguimos em direção a uma tribo indígena, onde eles fizeram um pouco de seus rituais de boas vindas , dança e além disso tem lembranças para quem quiser comprar. A noite estava muito cansado . Comi, tomei banho e dormi. Segunda-feira, dia 15: Ao acordar neste dia fiz o check out no hostel, fui almoçar, depois fui até a rodoviária comprei uma passagem para a Cidade de Presidente Figueiredo, conhecida como a cidade das cachoeiras, dizem q são mais de 100. O preço da passagem foi R$ 30,50. São duas horas de viagem. Como cheguei no meio da tarde, por volta das 16horas, não teria tempo para conhecer as cachieiras mais afastadas, então a moça do hostel onde pernoitei na cidade me indicou que eu fosse até a corredeira do Uburuí, fica perto e poderia ficar até a noite. Assim fiz. Valeu muito a pena, pois essa corredeira do Uburui é um rio lindo que corta a cidade onde tem alguns bares e funciona como área de lazer dos locais. Não é um lugar bagunçado que além de lindo encontra-se bem conservado. Voltei pra o hostel à noite, quando acertei meu passeio para as cachoeiras no outro dia com uma garota chamada Sofia, ela é de Florianolpolis e também estava viajando só. Nos juntamos em um grupo de 5, contribuímos com a gasolina do carro Para conhecer as cachoeiras. Das 100 só conseguimos ir em 1 cachoeira(risos):a da iracema, beleza era tanta q ficamos o dia todo lá. Na terça feira, dia 16/07 às 9 horas da manhã fomos conhecer a cachoeira da Neblina. Para chegar nessa cachoeira rodamos 17 km pela Br em direção a Roraima, no quilometro 51 entramos em uma pequena estrada onde deixamos o carro, cada um pagou R$ 10,00 para entrar e depois andamos por uma trilha, na maior parte plana, por quase 7 km. Trilha um pouco longa, porém muito fácil de fazer. Não precisa guia. Chegamos na cachoeira da Neblina depois de 1 hora andando , ficamos por lá curtindo um bom tempo. Lugar realmente lindo, cercado pela floresta amazônica e se foi sorte eu não sei, mas além de nós 5 o lugar do tinha mais 1 casal que também logo foram embora. Depois de desfrutar desse paraíso retornamos(mais 7 km) para o carro E seguimos para cachoeira da porteira. Lugar massa também, as quedas d'água são bem menores, porém no lugar é passível fazer algumas brincadeiras aquáticas como pular de corda na água, atravessar a corredeira segurando a corda, por exemplo. Ficamos aqui até depois do pôr do sol. Ao retornar para p hostel, tomei um rápido banho e seguir em direção a rodoviária de Presidente Figueiredo comprei a passagem pra Manaus no ônibus das 20h. Cheguei na capital as 22h. Chamei um uber, que custou R$11,00 até o centro onde pernoite mais uma noite no hostel que eu estava antes. Fui logo dormir no outro dia , pois tinhas de resolver a minha ida até Alter do Chão. Quarta- feira, dia 17: depois de tomar meu café da manhã, fiz p check out do hostel é segui andando até o Porto de Manaus onde comprei minha rede por R$25,00 e minha passagem até Santarém por R$120,00. La eles falaram que o navio iria sair as 11 horas, porém só saiu ao meio dia. Leve lanche ou já vá com a barriga cheia, pois nesse primeiro dia eles só disponibilizam a janta. Como já fui preparado para enfrentar as 36 horas de viagem entre Manaus e Santarém, eu só armei minha rede e seguir viagem. Quinta-feira, dia 18/07: Após uma madrugada mal dormida, pois tinha q ficar atento na minha mochila e também devido ao entra e sai de passageiros , nas paradas que faz em Parintins e Juriti , acordei de uma vez por todas as 7 horas da manhã, tomei meu banho e comprei meu café da manhã no barco por R$ 8,00( pão com ovo, um misto e um café com leite). Daí só foi rio abaixo até Santarém, onde chegamos às 15h 30min. Para a minha surpresa e a de muitos no barco a viagem durou 28 horas, 8 horas a menos que o normal. Em Santarém vc pode pegar um ônibus coletivo em direção a Alter, eu ia fazer isso até que quando eu estava indo em direção ao ponto de ônibus fui abordado por uma garota de São Paulo que veio na mesma embarcação de Manaus comigo me chamando pra rachar um táxi, estava ela mais duas mexicanas. Concordei em ir e cada um pagou 15 reais ao motorista que nos deixou na porta de nosso hostel em alter , o Hostel Pousada Tapajós( muito bom, indico). À noite jantei , tomei um banho e fui em um catimbó que acontece no centro da Vila todas as quintas. Muito bom. Mas como eu estava muito cansado voltei pra casa meia noite para dormir. Sexta-feira, dia 19/07/2019: Acordei as 8:30 tomei um café reforçado com beiju de tapioca, misto quente , suco , Nescau, café com leite , frutas e bolo de milho( perceberam q como bem né? rsrsrs...) Depois fui conhecer os arredores. Primeiro atravesse o rio ( travessia R$5,00, podendo diminuir caso atravesse mais pessoas se divide o valor pela quantidade de passageiros) e fui conhecer a serra da PIROCA ( KKKKKKK...) Isso msm. Quem for em Alter e se sentir a vontade de subir na piroca, fiquem a vontade, pois de lá tem a paisagem mais completa e bonita da cidade de onde se ver toda a Vila rodeada pela selva amazônica e o Rio Tapajós. Recomendo. Uma trilha fácil, fiz em menos de 1 hora. Em seguida fui para a praia do cajueiro onde almocei um PF de tambaqui por 20 bozos. Essa praia fica aos pés da trilha onde passei a tarde inteira e só sai dali para apreciar o por do sol no CAT, o mais lindo de toda viagem, rende muitas fotos belíssimas. À noite me reunir com o pessoal do hostel, saímos pra uma aula grátis de catimbó no mesmo local da festa do dia anterior e volte pra o hostel. Sábado, dia 20/07/2019: Nos reunimos em um grupo e fomos fazer um passeio chamado de Jari, saímos as 9h e só voltamos depois do pôr do sol, consiste em visitar uma reserva florestal onde podemos ver os animais selvagens como preguiça, iguana e macacos em seu habitat, depois fomos visitar as vitórias régias( essas estavam mais bonitas do que as q visitei em manaus) , na sequência fomos pra praia da pedra onde ficamos por mais tempo e almoçamos, depois lagoa negra e praia do cururu onde apreciamos o pôr do sol. À noite estava rolando uma festa bacana na Vila, que é a festa do Boto Tucuxi, na cidade a disputa de festa entre dois botos o rosa e o tucuxi. Nesse dia foi a festa do Tucuxi. Noite muita animada e rica culturalmente. Por volta das 3 da manhã fui dormir. Domingo, dia 21/07/2019: O dia amanheceu chuvoso, por isso passei a maior parte do tempo no hostel dormindo , é claro, devido a noite anterior. No meio da tarde o tempo melhorou , foi quando aluguei um caiaque pra remar pelo rio. Durante a noite jantei e dormir cedo. Segunda- feira, dia 22/07/2019: acordei, tomei café da manhã e fiz o check out. Partir para Santarém pra conhecer um pouco da cidade, já q o ponto alto de toda essa região é Alter do Chão e eu não queria deixar Santarém de lado. Como só tinha uma tarde,além de buscar informações sobre o meu deslocamento de barco entre Santarém e Belém, fui conhecer o parque, o museu... e à noite fui ao cinema, que fica no shopping paraíso, assistir O Rei Leão.( RS.. ). Uma informação importante é que o trajeto de barco Santarém-Belem , não existe lancha(um modo mais rápido de deslocamento que o barco). Portanto vai preparado pra passar 48 horas navegando pelo Rio Amazonas. Eu adorei a experiência. Terça- feira, dia 23/07/2019: lembram que eu contei que um dos motivos de passar 1 dia em Santarém era pra buscar informações sobre meu deslocamento? Pois então... não adiantou nada. Pq parece q estavam estruturando o Porto de Santarém e de onde partiam os barcos já não estava mais sendo ali e ninguém sabia me informar nada. Nem mesmo por meio de telefonemas que conseguir fazer para os portos . Então, como a maioria das pessoas que busquei a informação me disseram que a compra e a saída dos barcas se davam nas Docas( um dos portos da cidade) fui pra lá. Chegando me disseram que as partidas de barcos a partir daquele momento eram do outro Porto chamado Martim Pena, mas q eu poderia comprar a passagem ali nas Docas. Minha sorte que sair cedo do hotel que eu estava, já prevendo uma certa confusão nesse sentido , e acabou dando tudo certo. Comprei a passagem nas Docas, por R$200,00, peguei um mototaxi às 10h e 30min e fui pro outro Porto de onde o barco saiu ao meio dia. Informação importante: Não existe Uber nem 99 em Santarém, o único aplicativo de transporte que tem lá é um chamado "Urbano Norte". Feito a observação, voltemos ao meu deslicamento rumo a capital Paraense. O barco saiu no horário, não estava muito cheio então montei a minha rede e segui rumo as minha 48horas de viagem até Belém. Quarta - feira, dia 24/07/2019: Depois de uma noite inteira de entra e sai , acordei as 8h. O barco até Belém, pelo menos o q peguei, tem muito mais paradas do que o de Manaus a Santarém. Paradas longas. Nesse dia não teve nada demais , além da viagem. Portanto uma dica - leve livros, jogos, baixe seus filmes no celular ... Se muna de qualquer coisa q vai ajudar passar o tempo mais rápido. Eu levei um livro , mas passei a maior parte do meu tempo dormindo e quando acordado ficava rodando pelo barco apreciando a paisagem da floresta e das comunidades ribeirinhas por onde passávamos. Uma coisa bem interessante neste dia, foi que do nada um monte de crianças saíram de barco das suas casas dentro da floresta em direção ao navio. Depois percebi os passageiros do navio jogando sacolas plásticas com objetos ou alimentos dentro pra essas crianças pegarem. Quinta - feira, dia 25/07/2019: dia de chegada em Belém. Por volta das 10h é 30 min avistamos Belém, o navio agradou no Porto por volta das 11h 30 min. Descemos e fui até o ponto se ônibus pegar o transporte para o centro da cidade onde estar localizado o hostel que reservei , o Belém hostel, diária 45 reais com café da manhã simples. Como estava morto de sono, fiz o check in e fui dormir. Acordei por volta das 17 horas , fui em um super mercado compra e uma pizza pra comer a noite. À noite fui até um outro hostel , onde estava rolando um festa e alguns amigos q conheci em Alter estavam lá. Fiquei neste lugar até meia noite. Sexta- feira, dia 26/07/2019: acordei cedo, pois tinha que ir conhecer um vilarejo chamado Algodoal, fica a 3 horas a norte de Belém. Ao contrário de todas as outras praias que eu visitei pela região amazônica, que eram praias de rio portanto de água doce, em Algodoal é praia de água salgada, pois fica localizada no litoral do Pará, banhado pelo oceano Atlântico. Nesse dia após o café da manhã, fiz o check out e fui em direção a rodoviária, onde peguei uma van por R$40,00 (tem a opção de ir de ônibus também, por 37 bozos) o transporte te deixa na cidade de Marudá, de onde atravessa de barco pra algodoal pagando por isso mais R$10,00. Me hospedei na casa de uma moça simpática chamada Dani, estar tentando implantar um hostel em sua casa, que fica logo no começo da praia onde os barquinhos atracam. Pela hospedagem em um quarto com ventilador paguei R$ 50,00, inclui um simples café da manhã( café, leite e pão com manteiga). Deixei minhas coisas na hospedagem e fui logo pra praia , de cara percebi que o local não era uma vilazinha pacata no interior do Pará, mas sim uma ilha bem badalada onde a população de Belém vai passar as férias e feriados. Com barracas de praia enormes que promovem festas para seus clientes . Eu adorei ! Hahahaha... Cheguei na praia as 16 horas da tarde pra um simples mergulho no mar e retornei para o hostel quase 1 hora da manhã. Um pouco embriagado.rs... Dormi pra me preparar pro dia seguinte. Sábado,dia 27/07/2019: Acordei por volta das 11 horas da manhã, tomei café, vesti a sunga e fui pra praia. Nesse dia fiquei em umas das barracas onde almocei peixe e acompanhamentos (R$20,00) e fiquei tomando cerveja de 600 ml( R$10,00). Além da cerveja de 600 ml, em frente das barracas que tem festas, ficam ambulantes vendendo cerveja em lata 3por R$10,00. Bem voltando ao almoço, isso ocorreu logo na primeira praia que não me recordo nome, fiquei aí até as 15 horas quando fui pra Praia da princesa , que é uma das praias de Algodoal. Anda pra caramba pra chegar lá, mas tem a opção de ir de charrete. No caminho tem um riacho que quando estar cheio, atravessa de barco pagando 2 reais. Por volta das 16 horas cheguei nas barracas da festa localizadas na praia da princesa e ali fiquei curtindo, bebendo, dançando, tomando banho de mar e ouvindo música boa até as 23 horas. Depois disso voltei andando até a praia onde almocei onde estava tendo mais festa , em uma barraca festa de catimbó e em outra regge. Continuei a noite e pela madrugada. Domingo, dia 28/07/2019: Depois de um dia e noite bem aproveitados acordei meio dia, fui almoçar na praia , dei um mergulho no mar e retornei pra pegar minhas coisas no hostel e retornar pra Belém. O retorno Paga-se o mesmo preço pra chegar Na ilha. Estrada eengarrafada, pois era o último dia de férias do meio do ano no estado do Pará. Então o retorno foi mais lento. Cheguei em Belém por volta das 20 horas, fui pro hostel, pedi uma pizza , como, tomei banho e cama. Segunda, dia 29/07/2019: Nesse dia tirei pra conhecer de fato a capital do Pará, porém não pude ir aos museus pq estavam fechados , então passei o dia batendo perna pela cidade, fui ao mercado ver o peso comprar lembranças, nas Docas. Belém é uma cidade que você consegue conhecer tudo em um dia. Então, consegui fazer tudo e voltei para o hostel. Terça- feira, dia 30/07/2019: dia de retornar pra casa, mas como meu voo era só às 18h 15min, deu tempo de fazer algumas coisas , tipo ir aos museus que estavam fechados como o da casa das 11 janelas, museu náutico, forte e o parque MANOEL DAS garças que é um parque ambiental urbano com borboletário. Tudo perto um do outro. Voltei pro hostel, fiz check in do meu voo de volta pra casa , tomei um banho, fiz o check out do hostel e fui pro aeroporto de uber, que custou do centro R$17,00. Assim finalizei uma das viagens mais lindas que fiz pela região amazônica. Dessa forma , aconselho a todos a economizar uma grana assim além disso vc tendo a vontade de viajar, vá! Espero ter ajudado com o relato. Grande abraço SEGUEM OS CUSTOS QUE ME LEMBREI DE ANOTAR. Passagem pela Gol de ida: Salvador - Manaus com conexão de 1 hora em Fortaleza R$409,98 Passagem pela Latam retorno: Belém-Salvador com uma escala de 6horas em Fortaleza R$282,95. Passagem de barco Manaus - Santarém R$100,00 Passeio(tribo, boto, reserva...com almoço e agua) R$160,00. Hospedagem c/ ar e café manhã no Hostel Manaus R$55,00 Ônibus urbano R$ 3,80 Uber aeroporto centro de Manaus R$ 30,00 Cerveja em lata na praia de Ponta Negra R$ 4,00 Almoço tambaqui no mercadão de Manaus R$ 15,00(PODE ACHAR POR R$10,00) Em Santarém/alter Hostel Tapajós R$50,00( CAFÉ da manhã incluso e farto) Ida de Santarém para Alter de táxi dividido por 4 R$20,00 pra cada. Uma Diária de hotel simples em Santarém R$70,00 Barco Santarém para Belém R$200,00 Hospedagem em Algodoal R$50,00 Passagem de ônibus Algodoal R$37,00 e de van R$40,00. Depois se paga mais R$ 10,00 da travessia de barco até a ilha de Algodoal. Almoço em Algodoal a partir de R$20,00 nas barracas de praia e a partir de R$10,00 nas ruazinhas da Vila Fotos: 01 - Casa de Ribeirinho na Floresta 02- Parte da Tribo Indígena Dessana 03 - Crianças Indígenas 04 - Rio Uburui em Presidente Figueiredo 05 - Cachoeira da Neblina em Presidente Figueiredo 06 - Pôr do sol no Rio Tapajós em Alter do Chão 07 - Navegação no Rio Tapajós em Alter do Chão 08 - Vista para as vitorias regias em Alter 09 - Boas amizades que fiz em Alter do Chão. Estavamos comendo peixe filhote, que apesar do nome é bem grande. 10 - Algodoal, norte do Pará 11 - Centro antigo de Belém 12 - Mirante do Parque Mangal das Garças em Belém Quem quiser ver mais fotos dessa trip, pode conferir no meu Instagram. 13 - Festa do Boto Tucuxi em Alter do Chão ( o rapaz de branco é o boto)
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    Pessoal estou indo ao Monte Roraima no período de 11 a 17/10/2018 com a agência @clubenative, estou indo sozinho sou do RN e se mais pessoas tiverem interesse seria ótimo para ter uma boa turma nesta aventura. O roteiro vai ser o 3 nações, com 3 noites no topo o valor da Agência é de 1400,00 podendo dividir ou com 10% de desconto á vista.
  28. 1 ponto
    Não vim falar muito sobre o roteiro em si, mas encorajar os casais que assim como nós, optaram em fazer algo diferente, personalizado e econômico. Embora Uruguai e Chile estejam realmente muito caros, gastamos pouco para 23 dias de viagem (entre 6 e 7 mil reais) fazendo vários passeios, comendo em lugares legais algumas vezes e sem ficar em quarto compartilhado. E com certeza essa foi uma viagem inesquecível que deu início a nossa vida a dois. Independente de ser um destino nacional ou internacional, dá pra fazer uma viagem legal, agregadora, econômica de acordo com o que agrada a cada um. Espero que meu relato ajude aos casais que estão com dúvidas. Procurei alguns relatos desse estilo e só encontrei relatos de mochilões de mel mais longos, que são igualmente legais, mas inviáveis para quem é empregado e precisa usar as férias para fazer as coisas. Estou disponível para auxiliar em caso de dúvidas!
  29. 1 ponto
    A ideia de fazer o relato do meu mochilão pelo chile é partilhar com os outros um pouco da experiência de viajar e servir de incentivo e orientação do que fazer (ou não fazer). Vamos lá! Diário de bordo 1 Sai de Londrina no domingo dia 18/12 às 7:45. Nunca pensei que uma simples viagem de Londrina para ctba pudesse demorar tanto. O ônibus entrou em tudo quanto é cidade, distrito e vila. Mas tbm fez uma parada na famosa "soledade". A máquina de suco natural de laranja é a melhor. Bem, depois de ser "assaltado" com os preços da Parada Soledade, foi hora de seguir viagem. Cheguei em ctba as 17:30. Quase 9 horas de viagem pra percorrer 400 km. O ônibus para Santiago estava previsto de saída às 20:00, mas só chegou as 22:00. A única opção que tive de ônibus foi a Chilebus. Deu trabalho pra compra a passagem, mas tudo funcionou bem. O que me tranquilizou foi que tinha algumas irmãs/freiras, da ordem trapista, que iriam embarcar no mesmo ônibus que eu e já haviam viajado outras vezes neste ônibus e disseram que ele costuma mesmo atrasar. Detalhe, uma das irmãs veio me perguntar se eu estava com bagagens e se eu não poderia assumir uma de suas bagagens. Infelizmente não dava neh. Não dá pra confiar nem em uma trapista hehe. Bem... As 22:00 o ônibus chegou. Embarquei e seguiu viagem. Logo que entrei, de tão cansado que estava eu dormi fácil. Não era nem 1:30 já passamos em Floripa em Porto Alegre as 6:40. Diário de bordo 2 Esse foi um dia de estrada. Saímos de porto alegre as 7:00, rumo ao interior do RS. O motorista não tinha dó de pisar no acelerador hehe Tbm não tinha dó de nós, só foi parar em Uruguaiana, última cidade do Brasil. Paramos para tomar banho e comer. Ahn banho... Como me fez bem! O guia disse que seria uma parada de 1:30. Ficamos um pouco mais de 2 horas parados. Foi bom pq arrumei uma tomada e deu para completar a carga do cel. Depois, mais duas horas parados nas alfândegas do Brasil e Argentina. Engraçado como é uma burocracia burra. Fiscalizam tanto para não fiscalizar nada. Seguimos viagem, agora do lado argentino. No começo pegamos umas estradas ruins, o ônibus andava muito devagar. Foi possível observar um belo por do sol. Depois de servido um lanche logo dormi. Acordei em uma parada lanche e banheiro, mas acho que demorei acordar e so deu tempo de ir ao banheiro rsrs e logo já voltamos para a estrada e dormi dnovo. Diário de bordo 3 Já acordei bem mais no interior argentino. Estava em Rio Coarto, a 465 km de Mendonza. Fizemos uma rápida parada em um posto de gasolina para uma ida no banheiro. Tentei comprar algo de comer, me informaram que não aceitavam reais e nem dólar. Depois, já dentro do ônibus me falaram que conseguiram comprar com reais. Uma pena, estava faminto heheh Agora já é possível perceber alguma mudança na paisagem, já não tão tradicional. Quando chega em Mendonza, aí sim vc percebe que está em outro país. De longe vc começa a avistar os Andes com seu topo ainda coberto de gelo. A sensação de passar pelos Andrés e incrível. Impressiona a grandeza. Depois de muito subir, atravessamos para o lado chileno, e depois de uma via Crucis na alfândega chilena, voltamos a rodar. Se a subida do lado argentino já é lindo, a descida do lado chileno é de tirar o fôlego. A chegada em Santiago foi tranquila. Uma rodoviária apertada, lotada, lembra o camelo de Londrina ou até mesmo a região da 25 de março. Logo que desembarquei, fui atrás de comprar um chip local e trocar alguns pesos chilenos, o que pude fazer na rodoviária mesmo. Na rodoviária tbm tinha mc donalds. Pensei que seria a solução pra minha fome infinita. Pqp, pior Mc q já comi na minha vida! Lanche, suco(sem gelo), batata... Tudo parecia ser do dia anterior. Mas, enfim, eu tava com fome... E mesmo comendo um pouco, continuei com fome kkkkk Chamar um uber não foi tão prático como é no Brasil, mas deu certo. Cheguei no hostel. Hostel Chic. Muito bom! Limpo, organizado, confortável. Tomei um banho e fui dormir, estava exausto. Diário de bordo 4 Acordei antes do cel despertar. Acho q é a vontade de viajar heheh Meu ônibus para San Pedro saia as 9:30, então coloquei o cel para despertar as 7:45 pra ter um tempo de ajeitar as coisas, utilizar do banheiro, tomar café e voltar para a rodoviária. Eu já tinha comprado a passagem no dia anterior. Levantei, arrumei as coisas, tomei café e fui...rodoviária. Comprei passagem pela Turbus. Saiu o equivalente a R$ 250,00. Um tanto barato pelo tanto que vou percorrer. A previsão é de 22 horas de estrada. Tinham me recomendado não pegar o Turbus, mas acho que estavam enganados. O bus e muito confortável e o melhor de tudo é que da pra carregar o cel é o carregador funciona de vdd, ao contrário de muito ônibus que conheço no brasil. Obs. Perdi um carregador portátil de cel no hostel. Inexplicavelmente ele sumiu. Ainda bem que tenho outro. Agora é só esperar chegar em algum lugar descente para comer. Hunnn Quase 10 horas na estrada e o lugar descente para comer não chegou. Não é que não chegou o lugar descente, é que não chegou lugar algum para comer. Graças a Deus que sou o mínimo prevenido e do Brasil eu trouxe algumas porcarias, tipo, bolacha passatempo e pingo de ouro, foi o que salvou. A paisagem, desde que saí de Santiago não mudou muito. Muita montanha e um lugar bastante árido, com pouquíssima vegetação. Cidades uma distantes das outras, com uns 100 km ou mais. Ahn, no meio do trajeto foi possível avistar o oceano pacífico (eu nunca tinha visto outro oceano além do atlântico). Emocionante. Por um bom tempo viajamos com ele a esquerda. O sinal de celular/internet funciona muito bem aqui (pelo menos com o chip q comprei). Funciona até atravessando túnel. Fiz um amigo. Um australiano que sentou ao meu lado depois de algumas cidades. Por sorte ele fala um pouco de espanhol e português. Pq meu inglês é muito amador hahah. Aproveitei uma entrada em uma cidade para comprar algo de comer. Não foi uma parada. Foi só embarque e desembarque, mas o australiano, vendo meu desespero por comida, segurou (pq senão o bus tinha me deixado) o bus enquanto eu comprava um salgadinho da Elma chips. Horrível e caro, diga-se de passagem kkkkk No bus serviram uma bolacha, tipo walfer e um suco (doce que nunca vi igual) Deu pra dar uma enganada na fome. Obs. O cenário muda quando chegamos em alguma cidade. Embora de ruas estreitas, elas parecem bem organizadas, mesmo entre tantas montanha, pedras e areia. Apesar de longa e cansativa, a noite dentro do bus foi tranquila. Agora é só chegar no Atacama. Diário de bordo 5 Primeiro dia no Atacama. Depois de mais de 20 horas de viagem, chegou. Meu hostel ficava bem perto da rodoviária. Cheguei às 9, mas meu check in era só às 14. Victor, que toma conta do hostel deixou eu ingressar, tomar um banho e deixar as coisas mesmo antes do check in. Banho tomado, fui atrás de agências para fazer os tours. Pesquisei algumas, mas a que melhor se encaixou no que eu queria foi a Ayllu, uma agência praticamente brasileira. Fechei com eles ao meio dia e o primeiro tour foi às 14. Só o tempo de almoçar e já ir. Almocei em um restaurante bom. Tortilhas acompanhada de guacamole. Mui bueno! Passei no hostel, peguei a mochila e foi para o tour. Termas de Puritana. Foi quase um tour vip, uma vez que estava só eu e mais um casal de SP. Eduardo e sua namo (não lembro o nome, então pode ser Mônica rsrs). Termas é top demais. Um oásis que corre no deserto. Uns 3000 m de altitude e a temperatura média da água é de 25 a 32 graus. São 7 piscinas, todas próprias para banho. Uma água muito cristalina. É possível ver o fundo em qq lugar q vc estiver. Tentei tirar fotos debaixo da água, mas sem muito sucesso hehe Depois de experimentar das 7 piscinas, foi a hora do lanche da tarde (oferecido pela agência), com prato principal cevichi, muuuuito bom, acompanhado de vinho branco e mais um monte de coisas que nem me lembro. Foi um tour sensacional. Voltei para o hostel já quase de noite. Achei que em San Pedro do Atacama demora muito escurecer. Até 9 ainda está claro. Cheguei exausto no hostel. E ao invés de tomar uma banho e descansar, não... Tomei um banho e fui atrás de uma agência que faz o tour astronômico. Consegui pegar a última vaga do ano, porém, o tour saia a meia noite. Contratei mesmo assim, queria muito fazer. Tem duas horas e meia de duração, ou seja, voltaria as 2:30 da madrugada. Detalhe, as 5:30 a van do tour do dia seguinte passaria no hostel me pegar. Apesar da canseira foi muito bom ter feito o astronômico. A vista do céu aqui do Atacama não tem igual. Uma guia, Alessandra, dava explicações sensacionais, cativante. Faz vc se apaixonar por astronomia. Depois de mais de uma hora de aula a céu aberto, somente com os astros iluminando e um frio de zero grau, foi a hora de observar os astros nos telescópios. Outra experiência única. E para finalizar o tour, tivemos uma espécie de bate papo com um e astrônomo, Alan. Algo sensacional tbm. Acompanhado de chocolate quente. Ônibus me deixou no hostel. Só apaguei. Já dormi com a roupa de acordar no dia seguinte. Ou melhor, dali 3 horas hehehe. Diário de bordo 6 Dia de conhecer as Lagunas Altiplânicas, Vale de la luna e Vale de la muerte. Acordei cedo, muuuuito cedo. Me confundi com o fuso horário kkkkk Mas graças a Deus que foi mais cedo e não mais tarde. Sem contar que já tinha ido dormir bem tarde na noite anterior. Bem... A van passou me buscar no hostel com algum atraso (isso se repetiu outras vezes ). Logo quando saímos em direção as altiplânicas o guia avisa q teremos duas horas de viagem e seria bom que a gente dormisse para chegar bem descansado. Dormir era uma coisa que eu precisava muito. Mas, pera... Cade o encosto de cabeça no banco da van?? Simplesmente não tinha kkkkk (conforto nessas vans tbm nao era o forte da agência) Tentei de várias formas. De varias mesmo, e depois de bastante malabarismo ajeitei um jeito desajeitado para tentar dormir. A canseira era tanta q consegui. Quando estava para chegar nas lagunas, acordei com os sacolejos da van. Chegamos em Piedras Ojas primeiro. Onde tbm tem lagunas. Fazia tanto frio que quase não foi suficiente a roupa que estava vestindo. Somente com o rosto de fora e isso com alguma proteção de óculos de sol, ainda sentia frio. Uma delícia! Piedra Ojas é perfeito. Suas pedras avermelhadas, com contraste do sal das lagunas, as lagunas que mais parece um espelho de tanto que refletem perfeitamente as montanhas que a cercam. Depois de curtir essa paisagem espetacular e poder tirar algumas fotos, a agência preparou um delicioso café da manhã. Eles montaram o café neste cenário. Ainda que fosse meu costumeiro pãozinho com manteiga e café já seria muito bom. Depois dessa etapa, fomos para as Lagunas Altiplânicas, tem os nomes mas não me recordo agora. São perfeitas tbm. Com um azul vivo que parece filtro de foto. Nessas lagunas vc não pode chegar tão perto. Mas tem uma trilha entre uma e outra, com um caminho desenhado por pedras, que vc pode percorrer, um trecho de uns 2 km. Lógico que eu quis fazer. O cenário vai ficando mais espetacular conforme vc vai percorrendo a trilha. Mas, detalhe, estava a mais de 4000 m de altitude, era meu primeiro tour com tanta altitude, então, 2 km se tornam 20 hehehe No final da trilha eu estava quase morrendo. Alguns tinham andado mais rápido do que eu, outros ficaram pelo caminho, e estava só eu e minha garrafa de água de 1,6 que já estava bem menos da metade. Quase desisti, mas era uma questão de honra. Finalmente cheguei na segunda laguna. Recompensador. E a van estava lá esperando. Na volta passamos pelo linha do trópico de capricórnio, o que para mim não é grande coisa rsrs(moro bem perto deste trópico), mas foi bom saber que estava no mesmo grau que em casa. Voltamos para a agência. Serviram almoço pra nós e seguimos para o segundo tour do dia: vale de la luna e vale de la muerte. Tour este onde faz muito sol e muito calor. Entao... Ja comprei mais uma garrafa de 1,6 l de água. E lá fomos. Primeiro no vale de la luna. Sebastian foi o nosso guia neste tour. Primeiro atravessamos uma caverna formada com o trabalho da água do oceano sobre os tantos minerais dessa região, principalmente o sal. Vc pode ver e tocar nos cristais de sal ao longo de toda a caverna. Quando começamos a entrar na caverna, confesso que fiquei com medo. Sei lá... Va que dá um terremoto bem na hora q estou dentro heheh vai saber! Mas não, foi dboa. Alguns trecho da caverna ela se torna bem apertada, por isso o guia recomendou q não levasse nada além do celular, até pq precisaria da luz do cel em algumas partes, mas eu, com medo de dar um terremoto e acabar preso dentro da caverna, levei minha garrafa de água rsrs A experiência na caverna foi além de minhas expectativas. Quando saímos da caverna, subimos um bom trecho a pé, na beira de uma duna enorme de areia. Ao chegar no topo é possível ter uma vista que 360° do vale de la luna. O vale tem este nome pelo fato de todo o seu terreno é muito similar com o terreno lunar. Todo acidentado, cheio de crateras. Parecido com o que vemos nos filmes daquilo que deve ser a lua ou marte. A sensação é indescritível. Uma pergunta não sai da cabeça: como tudo aquilo se formou? Quando ocorreu? Foi somente a força da natureza? Parece impossível! A impressão que fico é que foi tudo cuidadosamente desenhado. Depois do mirante foi a vez de percorremos aquilo que chamam de anfiteatro. Um paredão imenso de rocha avermelhada que lembra muito uma arena do tipo romana. Passamos tbm pelas três marias. Tres, ou melhor, apenas duas rochas em pé, solitárias. Digo duas pq originalmente eram três, mas a algum tempo um turista subiu em uma para tirar uma foto e ela se quebrou. Diz a lenda que foi um brasileiro, porém, eu e meus companheiros de tour resolvemos mudar a lenda e dizer que foi um turista argentino rsrs. Saindo dali fomos para o Vale del la muerte e Pedra do Koiote. Cenário que lembra bastante o do desenho do Papa-léguas. Ali foi nos serviram um lanche da tarde, sempre acompanhado de um bom vinho e apreciamos o por do sol. Retornamos para a cidade e embora estivesse quase morto de canseira, precisei sair para trocar dinheiro. Faz parte da vida de um viajante. Diário de bordo 7 Hj a van até q não atrasou tanto (taaaanto). Era para passar as 5:30 e passou quase as 6. O problema é q a agência colocou 11 pessoas em uma van com 10 lugares e por isso tivemos que passar em um outro local para por um banco a mais. Isso sim ajudou a atrasar ainda mais. Saímos às 6:30. Isso foi ruim. Pq o tour da manhã era nós Gêiseres del Tatio e o fenômeno dos gêiseres são mais intensos na madrugada. Por isso é importante sair o mais cedo possível. As outras agências iniciam o tour dos gêiseres as 4:30 da madrugada. Deixo aqui minha indignação com a Agência Aylu, e sinceramente, se hj fosse escolher uma agência, com certeza não seria ela. Por causa do atraso, nosso guia subiu os 4500 metros de altitude muito rápido, o que acredito que ajudou no mal estar que senti ao chegar no local dos gêiseres. A princípio eu pensei que não conseguiria sair da van. Mas bem capaz... Não tinha como não conhecer este fenômeno. A água sai da terra a uma temperatura média de 80°, o que nessa altitude é mais q suficiente para ferver. O cheiro de enxofre é forte. Um cheiro que parece com o cheiro de ovo cosido. O nosso guia foi muito rico nas informações que passou. Acrescentou muito ao tour. Vapores por toda parte. Águas saindo da terra como se fosse um chafariz. Por todo o parque existem áreas delimitadas para evitar acidentes. Há relatos de turistas que sofreram graves danos com acidentes e outros que até mesmo morreram, tendo em vista que facilitaram e abusaram do espaço. Apesar de algum temor de acidentes, quando respeitado os limites, o tour é tranquilo. Em vários pontos é possível tocar na águas fervendo. Claro que fiz isso por várias vezes. Até pq ajudava a descongelar a mão que estava congelada do frio. Nos gêiseres tem tbm uma piscina térmica que os turistas podem banhar-se. Entrei só um pouco, pois não é recomendável a permanência de mais do que dez minutos, devido a presença de alguns minerais que pode ser prejudicial a saúde. Eu tbm nem queria ficar muito. Tava frio e a água não é taaao quente assim na piscina. Ao sair da piscina tomamos um excelente café da manhã ali nos gêiseres mesmo. A altitude me fez muito mal. Senti mal do estômago, muita fadiga, um mal estar e tontura. Ao contrário dos outros dias, não tive dor de cabeça, mas a sensação não é nada legal. Ao descermos dos gêiseres, passamos por um vale belíssimo. Cheio de verde, vida animal e vegetal. Geralmente os turistas param ali para apreciação da paisagem e claro, tirar umas fotos, mas a nossa van não parou, somente passou bem de vagar, parando em alguns pontos, mas não descemos. Por um lado, eu estava tão mal e até achei bom não ter que descer. Ao retornar para San Pedro, fui imediatamente em uma farmácia q tinha perto da agência e comprei um "sal de frutas". Foi tomar e a mal estar passou imediatamente. Graças a Deus! Pq dali a pouco já tinha o tour da tarde para fazer e não queria perder de jeito nenhum. Algum tempo de espera e já sentindo fome (claro rsrs), partimos em direção as Lagunas Escondidas. Não ficam tão longe de San Pedro. As duas vans lotaram e por isso eu é uma outra turista, Nathalia, tivemos que ir de Hilux, VIPs kkkkk Foi legal que o tivemos um guia só para nós dois. Mas, mesmo tendo um guia só para nós dois, ele não nos alertou de algo muito importante sobre as lagunas escondidas. Bem... As Lagunas Escondidas é um complexo de 7 lagoas formadas por águas subterrâneas e que por estar em uma área rica em sal, elas são praticamente conhecidas como lagoas salgadas. A coloração delas são perfeitas. Contrastam com o branco do sal e variam entre um verde bem claro e vários tons de azuis. Em duas dessas lagoas é possível entrar e o mais interessante, além da beleza, é que a concentração de sal é tão grande que por mais que vc queira ou tente, não consegue afundar. As lagoas aptas para o banho e a primeira é a última. Então, como logo a primeira já era apta para banho, já providenciei minha sunga e cai na água. Como sabia q não afundava, entrei com aquele típico salto meio que abraçando os joelhos. Pqp kkkkkkkk Foi isso que o meu guia vip não me alertou. Não deveria molhar o rosto (claro). É tanto, mas tanto sal que fica insuportável ele no rosto, lábios, olhos e nariz. Logo que mergulhei de cabeça e todas as outras pessoas fizeram um coro de NAAAAO, um colega me arrumou uma garrafinha de água doce que limpei minha mão e depois limpei o rosto. Com isso fiquei zero km. Deu pra curtir a lagoa sossegado. O que me conforta é que outro colega fez o mesmo que eu heheh A sensação de não afundar é muito boa. Estranha no começo, mas assim q vc pega o jeito da coisa fica muuuuito bom. A água é fria e tinha bastante vento, mas, dois min que vc está na água já está acostumado e não quer mais sair. Mas o almoço nos esperava. Um delicioso frango acompanhado de uma especie de pure de batata. Sempre regado com vinho. Comi muuuuito e depois de alimentado fomos percorrer as outras lagunas. O terreno é lindíssimo e é ajuda na beleza das lagunas, como relatei acima. Ao chegar na última (apta para banho), o sol já estava mais baixo e o vento aumentava. Confesso que estava com medo do frio, mas mesmo assim entrei e foi show. A última é muito melhor q a primeira. Maior, mas funda, mais espaço, mais beleza. Se é que isso é possível. Retornamos para a agência. Ao voltar para o hostel, acompanhei algumas meninas que estavam no tour e se hospedavam para o mesmo lado. Paramos em um sorveteria e tomamos sorvetes com alguns sabores exóticos. Delicioso1 Passei na rodoviária para tentar comprar passagem para Santiago. Já estava fechada. Véspera de natal é complicado. Cheguei no hostel, arrumei um pouco da minha bagunça, preparei as tralhas do dia seguinte. Estava quase que sozinho no hostel. só havia mais um casal, mas em acomodação bem longe. Banho tomado, sai para trocar dinheiro e comer com um casal de amigos que conheci no tour. Por ser véspera de natal, os poucos restaurantes que estavam abertos estavam lotados. Encontrei o Felippe e a Rebeca no restaurante combinado, porém, muito mais tarde que o combinado. mas, deu bom! Como eles já tinha jantado, participei só dá sobremesa. Muito boa por sinal. Voltei para o hostel e dormi. Pq amanhã tem mais. Último dia. Diário de bordo 8 Último dia em San Pedro. O dia não começou tão cedo, até pq hj é só um tour. Preferi ir até a agência do que esperar a van passar no hostel me buscar. Até pq quis passar na rodoviária tentar comprar passagem. Não consegui comprar pela internet. Dei azar, rodoviária fechada. Normal, dia de natal neh. Fui para a agência. Não deu tempo de tomar café e já saímos. Dia de visitar o tão esperado Salar de Tara. A caminho de lá passamos pertinho do vulcão Licancabur. Ver de perto é sensacional. Parte do tour foi tbm o famoso Protetor do deserto do Atacama Depois, mais estrada. Mas a estrada não é algo fixo. É no meio do nada. O guia é que vai fazendo em meio as pedras. O caminho é longo, mas todo o trajeto é belíssimo. Ao chegar no Salar de Tara o espetáculo é ainda maior. Imenso, parece que que não tem fim. Um paredão de pedras em meio a penhascos e vales. A vontade é ficar admirando a paisagem por horas. São pedra e rochas de vários formatos, cores e tamanhos. Ainda passamos por outros penhascos de cores diferentes e formas perfeitas q contrastam com o céu azul. Perfeito. A última etapa do tour foi na Lagoa dos Flamingos. A van nos deixou em uma parte bem ao alto, perto do paredão de pedras e descemos por uma trilha. Perfeito! Curti cada momento. Afinal era meus últimos momentos neste paraíso. No fim da trilha, um delicioso almoço nos aguardava. Salmão com mais um monte de coisa. Dessa vez, como já tinha acompanha as outras refeições, fiquei por último para me servir. Sabia q não ficaria sem. E por isso pude pegar bem mais que o normal hahahah Na hora que cheguei na mesa a galera me chamou de pedreiro kkkkkkkk Foda-se, comi muito bem A volta foi bem rápida, até pq não aguentei o sono e dormi uma parte do caminho. Quando cheguei em San Pedro, nem fui para o hostel. Pedi para me deixarem na rodoviária. Graças a Deus deu tempo de comprar a passagem ainda para o dia 25. Era 4 da tarde e o bus saia as 18:45 para Santiago. Comprei uma das últimas passagens. Corri para o hostel. Do qual já tinha feito o chek out, mas o Victor autorizou eu deixar minha mochila lá. Então, tomei banho bem tranquilo, separei o q precisava levar comigo dentro do bus. Carreguei o cel é o carregador portátil e pronto, partiu Santiago com alguns dias de antecedência uhul Que venha Santiago! 20 horas de viagem. Entrei no bus e tomei um dramim. Nem precisava, mas foi só para garantir que dormiria e apaguei geral. Diário de bordo 9 Dormi tanto que fui acordar já era umas 10 da manhã. Já estava até bem perto de santiago. Por isso, esse fim de viagem foi dboa. Lendo, comendo, dormindo, contemplando o Pacífico. Chegando em Santiago a paisagem muda. Fica muito mais verde. Desembarquei em Santiago peguei o metrô e fui para o hostel que eu teria reserva para dali dois dias. O jeito era arriscar. Quando cheguei no hostel, o cara foi taxativo: só se tiver reserva; estamos lotados. Ele me indicou outros vários ali na região mesmo. Fui em um vem perto, em uma rua paralela. Nada, lotado. Bateu uma preocupação hahah Fui para o próximo do mapa, hostel Kombi. Nesse tinha vaga. Ufaaa. E era bem barato. Precisava de 3 noites em Santiago, mas como já tinha a reserva da última noite, contratei por duas. Tomei um banho e sai explorar um pouco da região onde estava. Muito legal por sinal. Deu tempo de conhecer um parque e um pouco do comércio da região, já que nessa época do ano o sol se põe em Santiago quase as 9 da noite. Comi tbm, estava faminto. Passei no mercado e comprei mais umas porcarias pra comer. Sempre gosto de ir em mercados em outras cidades. Minha mãe tbm ama hahaha Eu acho q é como participar um pouco da vida local. Voltando no hostel, coloquei um miojo pra fazer, mas daí fui comunicado que rolaria uma pizza no hostel. Resolvi pagar e participar. Seria uma forma de interagir. Só que não. No hostel haviam vários gringos. Até aí tudo normal. Foda é quando eles falam outra língua q não o espanhol. Mas vários falavam espanhol, mas eram argentinos e chatos (não acho que todos os argentinos sejam chatos pfv). Tentei interagir, mas sem chance. Só conversavam entre eles. E olha q sou fácil fácil de fazer amigos. Mas com esses argentinos, sem chance hhahah Comi a porcaria da pizza. Não passava de uma massa ruim d pão com molho de tomate barato. Recheio quase não tinha. Ou seja, não valeu de quase nada rsrs Sem problema, valeu a experiência de conhecer estes argentinos mal humorados kkkkkk e fiz amizades com algumas chilenas e chilenos (estes sim bem legais). Deitei e apaguei. Diário de bordo 10 Acordei às 9 para tomar o café que era servido até as 10. Depois tomei um banho e era dia de explorar a Santiago. No meu quarto tinha um chileno. Pensa num mlk bom de papo. O que os argentinos não eram de conversar, esse chinelo era. Depois de conversar sobre várias coisas, fui tomar um banho e sai para o tour. Sempre de metrô, que Santiago é muito bem servida. Te leva por onde precisar. Primeira parada foi no Museu da História Natural, o Museu Nacional, que fica dentro de um parque com muito verde. Só o parque já valeria a pena. Mas o museu é muito top. Fiz bem em escolher ele como destino. Depois dali fui para o museu dos Direitos Humanos, um museu da ditadura militar do Chile. É muito interessante e importante o museu, mas confesso que deveria ter ido primeiro nele e depois no da História Natural. Pelo simples motivo que vc sai de lá um tanto deprimido. Mas valeu, foi bom! Percorri um trecho da cidade a pé mas estava longe do meu próximo destino, então resolvi pegar o metrô em direção a outro parque. Parei para comer (claro haha) e depois só curti a natureza. Voltei para o hostel caminhando. Não cheguei tarde no hostel. O chileno estava la. Conversamos um pouco. Ele saiu Eu tomei banho e sai tbm. Como a região que eu estava era de muitos bares, sai dar uma passeada. Resolvi entrar em um e tomar uma cerveja. Neste bar tinha tipo um standard. E como eu era o único brasileiro ali, logo tornei parte do show. Foi muito engraçado. Diário de bordo 11 Último dia em Santiago. Acordei cedo para aproveitar o café do hostel. Tomei um banho. Arrumei minhas coisas. Fiz o check out. Deixei a mochila no hostel e fui em direção ao edifício mais alto da América latina, Gran Torre Costenera. E possível subir nele e apreciar toda Santiago em 360°. O elevador sobe muito rápido. O ouvido chega a tampar. Lá de cima e show. Um edifício novo. Muito bem cuidado e dizem ser resistente a terremotos. Eu e um grupo de turistas tivemos o acompanhamento de uma guia que falava português, ajudando bastante a entender a história de Santiago e seus principais pontos. O edifício fica agregado a um grande shopping. Tinha ouvido falar que tinha nesse shopping lojas de departamentos com ótimos preços. Não sei o que é ótimos preços pra esse povo. Pra mim tava tudo muito caro. Só comprei uns vinhos e chocolate. Ou seja, quase tudo q uma pessoa precisa na vida kkkkkk Passei no meu novo hostel, fiz o check in e fui deixar a mochila no quarto. Este hostel tbm era muito bom. Praticamente um hotel, mas vc fica no quarto com várias pessoas. De cara já encontrei com um brasileiro. Trocamos algumas informações e ali, na hora já combinamos de pegar uma balada. Afinal, está era minha última noite no Chile. Votei para o antigo hostel pegar minha mochila e o brasileiro já tinha comunicado com outros dois brasileiros do novo hostel sobre a balada, ou seja, iríamos os 4. A balada começava as 23 mas quem chegasse até a meia noite não pagava a entrada. Era tudo o que 4 brasileiros em fim de viagem precisavam kkkk Descansei um pouco, fui ao mercado comprar porcarias pra comer durante a viagem do dia seguinte, tomei um banho. Comi um MC (claaro) e fomos pra balada. Eu tinha olhado no mapa e visto q não era longe, por isso resolvemos ir andando. Pelo menos na região em que estávamos a cidade de Santiago é bem tranquila Chegamos dentro do horário free. A balada não era das melhores, mas isso se compararmos ao Brasil. Pq acho que de Santiago deve ser uma das boas. Tava bem lotado e a música era boa. Valeu a pena para encerrar a viagem ao Chile. Acho q não gostamos muito. Só fechamos, literalmente, a balada kkkkk Fomos os últimos a sair. Chegamos no hostel às 5:00. Valeu, valeu, valeu! Diário de bordo 12 Acordei às 6:30. Precisava pegar o metrô e chegar no terminal rodoviário umas 7 para embarcar as 8. Foi tranquilo. Gastei meus últimos pesos chilenos no rodoviária e partiu Brasil. Apesar de estar com sono, quis curtir um pouco mais das paisagens do Chile e dos andes. Como demorou na fronteira Chile/ Argentina, aproveitei e puxei um ronco. Depois, mais de andes e aí sim, depois de ter descido eu dormi. Apaguei. Acordei já muito dnoite. Paramos em um posto e gastei o q tinha de pesos argentinos. Pra que voltar com dinheiro neh?!. Comi e voltei a dormir. Diário de bordo 13 Amanheceu o dia, ainda era Argentina. Ta louco, é estrada que não acaba mais. Na verdade, eu que escolhi andar tanto por estrada. Preferia até mesmo fazer todo esse trajeto dirigindo, mas, como não era possível, optei em fazer de bus mesmo. Também poderia ter optado em ir de avião. O preço não era muito diferente e tenho ciência de que todo esse tempo de estrada eu poderia ter aproveitado por lá. Afinal, foram mais de 10.000 km rodados de bus. Mas, a intenção era essa mesmo. Rodar de bus. Passar por lugares que um voo de pouco mais de duas horas não me proporcionaria. Conhecer lugares que o buzão passou. Conhecer pessoas que esse tempo no bus oportunizou Enfim... Perto do meio dia chegamos na fronteira Argentina/Brasil. Trâmite dos dois lados. Saímos de lá quase as 2 da tarde. Paramos em um restaurante. Parada de duas Horas para banho e almoço. Saímos umas 4 horas. Estrada e um pouco de chuva. Passamos por porto Alegre quase meia noite e dormi pra passar logo a viagem. Diário de bordo 14 As 5:30 da manhã passamos por Floripa. Em ctba chegamos as 10. Deu tempo de comprar a passagem do bus q sai às 11:00. Porém, esse bus demora pra caramba pra chegar em Ldna, pois ele vai parando em tudo quanto é lugar (parecido com o da ida). Chegada em Londrina ás 20:00. Mas graças a Deus a viagem foi toda tranquila, sem nenhum incidente, superou minhas expectativas. Obrigado Senhor!
  30. 1 ponto
    Perigoso não diria. Apenas precavida como no Brasil. Não andar a noite e nao usar celular na rua como se não houvesse amanha. Mas no geral digo que é bem segura, mais que nossa terra diria. É adianto que são muitas as mulheres que viajam sozinhas por aqui
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