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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 19-09-2019 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Olá pessoal, tudo bem? Tirando um seleto e sortudo grupo de nômades digitais, a maioria de nós sofre litros quando volta de um período de férias já em depressão à espera do próximo! Uma boa pedida para aguentar o sofrimento da espera, hahaha, é encaixar mini aventuras nos fds ou pequenos feriados. Eu já escrevi dois outros tópicos sobre estas pequenas aventuras de fins de semana pelo estado do Paraná (Pico Agudo e Morro do Gavião), e vou deixar mais duas registradas aqui hoje. Também pretendo utilizar este mesmo tópico para relatar outras ao invés de ficar criando tópicos novos! Bora lá! MORRO DA PEDRA BRANCA Este passeio é bem light, pode ser feito em esquema bate-e-volta de alguma cidade próxima ou mesmo se vc estiver passando pela estrada e tiver um tempinho sobrando. O acesso ao Morro da Pedra Branca se dá pela PR 376, (Rodovia do Café, liga o norte do estado à capital) entre Mauá da Serra e Ortigueira. Não tem placa nem indicação nenhuma do morro. No sentido Londrina > Curitiba lá pelo km 308 já dá pra avistar o morro, que tb é conhecido como “morro das antenas” por abrigar ali antenas de telefonia da Oi. Depois do km 310 vá reparando bem, à esquerda vai ter um comércio chamado “Restaurante e Lanchonete da Bica”. A entrada para o morro é cerca de 1km depois (dá pra ver melhor no print abaixo). Um portão tb à esquerda dá acesso à estrada que leva até o topo do morro. Este portão poderá estar fechado, mas é só bater palma que sai um senhorzinho que fica numa casinha ali na entrada cuidando. Foi cobrado 10 reais para cada um, João (filho, 11 anos) não pagou. Localização do Morro da Pedra Branca Dali daquele ponto começa uma estrada de terra. O senhorzinho indicou que a gente poderia subir de carro ou a pé. Optamos por ir a pé, afinal essa era a ideia. Quando fomos a estradinha estava bem boa, dava pra subir com qualquer tipo de carro, inclusive tem gente que vai lá tirar aquelas fotos pré-casamento... mas parece que tem ocasiões em que carro baixo não sobe. São 3km de estradinha numa subida bem tranquila, em que a gente vai observando bichinhos e plantinhas! Fomos bem cedo pq queríamos ver a neblina baixa, no vale abaixo de nós. As 8h30 estávamos no “cume”, mas a neblina estava em toda parte, hahahahauah! A gente não via nada, e tava bem frio (9 graus) pra pouca roupa que a gente tava usando. Mesmo assim ficamos perambulando pelas formações rochosas lá de cima e a espera valeu a pena, o tempo abriu uns 30 minutos depois da nossa chegada! Caminho pela estrada! Era tudo névoa! Minhas amadas plantas! Tem tanta beleza, tanta foto, mas prometo me conter! Só mais essa linda, rs! A torre de telefonia perdida na névoa! A imensidão verde ainda tímida! Abrindo! Descortinando!! Vento e descabelo! Vista bem bonita! Meu mini trilheiro! Fotinha da vista! Parece mais perigoso do que era ok? rs Céu azul! Depois de mais andar e admirar, descemos e ainda fomos uns 2km pra frente na estrada espiar uma linha férrea que passa por ali. Bonitinha. Linha férrea estilosa! Não é nada mega exuberante, mas vale a caminhadinha num fds que podia ter sido só de netflix, rs! Chegamos de volta em casa pouco depois das 14h. FIM
  2. 3 pontos
    PONTA GROSSA: Buraco do Padre, Fenda da Freira, Cachoeira da Mariquinha, Furnas Gêmeas e Canyon e cachoeira do Rio São Jorge Este já não é um rolê de bate-e-volta pra nós aqui do norte do Estado, é preciso um fds ao menos, se prolongado melhor ainda (fomos no sábado e voltamos na segunda-feira). Na verdade Ponta Grossa tem milhões de atrações de natureza, dá pra ficar uma semana inteira lá experimentando todas. A atração mais famosa é com certeza o Parque Estadual de Vila Velha, seguido de Furnas e Lagoa Dourada, tudo no Parque. Nestas já estivemos várias vezes antes, inclusive fizemos um trekking de lua cheia no parque anos atrás que foi muito bom! Então fomos lá atrás do “Buraco do Padre”, hahaha, que na verdade é uma furna com cachoeira dentro, lindíssima. O Buraco do Padre fica numa propriedade particular que tem outras atrações: trilhas, fenda da freira, toca do morcego (cachoeira) e estão implantando mais coisas, como tirolesa. O acesso se dá pela PR 513, o google te leva lá certinho! A entrada do Parque custa 20 reais. Compramos pela internet e ao chegar lá o pessoal informou que o sistema online está com problemas, que estão desaconselhando a compra desta forma... mas eu não sabia. Achei estranho mesmo pq não recebemos QR Code nem nada, só um email de confirmação... mas mostramos lá pra eles este email e deu tudo certo. O valor inicialmente informado dá acesso ao Buraco do Padre, Toca do Morcego e Formação Favo (que é uma rocha bem grande). Para a Fenda da Freira tem que pagar mais 20 reais (compre junto na entrada do Parque) pq ela é guiada. A trilha começa com uma subida íngreme mas depois fica bem tranquila. Vocês podem pensar “poxa, 40 reais tá caro”... e de fato não é baratinho, mas o lugar é SENSACIONAL. Os funcionários, guias, staff super simpáticos, o parque extremamente limpo e bem cuidado, tem parque infantil, lanchonete, mesas para piquenique, e apesar de muitas espécies exóticas invasoras plantadas (Pinus sp), a preocupação com o meio ambiente é nota 10. Trilhas suspensas para evitar o pisoteio, placas com identificação de algumas espécies de árvores e animais, lixeiras, enfim, VALE O PREÇO. Tb existem placas explicativas sobre a diversidade geológica local (meu amado arenito furnas) e a guia da fenda da freira tb explica outras coisas. Este passeio dura meio dia, a não ser que você queira ficar nadando eternamente no pocinho que forma na cachu ou outra coisa. Entrada do rolê Tudo arrumadinho e com estrutura pra criança Adoro Ele e eu! Uma mini fenda! Chegando no buraco! Cachu do buraco Sem piada, que buraco incrível, rs! Tava bem frio, mas o Gui encarou! Eu foquei nesse dinossauro! Continuando na trilha, agora mais íngreme e sem demarcação! Trilha Explicações, este passeio é guiado. Dentro da fenda, parece a frente de um navio. Turminha! A foto não tá boa mas é pra ter ideia da fenda! E por fim, fomos lá ver o buraco de cima! Eu até deitei no chão pra ver mais de perto mas não tenho fotos! Seguindo ainda tem essa cachuzinha, toca do Morcego! Saindo do Buraco do Padre fomos atrás de um lugar que se chama “Furnas Gêmeas”, que em tese fica na mesma estrada que leva ao buraco do padre, mas tivemos dificuldade em encontrar e passamos direto na estrada que tb leva à Cachoeira da Mariquinha. Tb é uma propriedade particular, tem camping e lanchonete. A entrada é 15 reais por pessoa mas está longe de ter a estrutura do buraco do padre. Não é uma zona, mas não tem o mesmo cuidado do parque anterior. A cachoeira é LINDA, e ainda estava nos esperando com um arco-íris! Cachu da Mariquinha com arco-iris Lindona! Já era quase 17h e a gente resolveu que ia tentar achar as furnas gêmeas. Voltamos na estrada de terra e fomos perguntando. Achamos a entrada das furnas, com uma plaquinha minúscula, que indicava que tínhamos que fazer o registro no “Refúgio das Curucacas”, uma “agência de ecoturismo” (me pareceu isso) próximo dali, na beira da rodovia. Fomos lá. A entrada custava 15 reais por pessoa, para visitação das 3 furnas (a grande e as gêmeas), mas como já era quase 18h a moça nos disse que só teríamos tempo de ver a grande, e nos cobrou só 5 reais por pessoa. A atração do lugar era justamente o pôr-do-sol que ocorreria em alguns minutos. Corremos lá. Achei as placas de indicação insuficientes, mas acabamos achando a furna grande. Ela é bonita, mas não é aquela furna tradicional que estamos acostumados a ver. É um paredão muito alto com floresta dentro de um buraco. Não impressiona muito. As gêmeas tb vimos de longe e achei ok. Tinha uns grupos fazendo trilhas, então acho que este é um lugar a ser explorado com guia pra ser mais interessante. Demos uma andada pelo local, tava ventando e muito frio... uma nuvem entrou na frente do sol e não teríamos forças pra esperar o nascer da lua, partimos! Afinal ainda tínhamos duas horas de viagem até Curitiba, onde estávamos hospedados com amigos, e a gente tinha saído de Londrina às 6h da manhã. EXAUSTOS. Furna Grande! No dia seguinte os planos originais eram subir o Itapiroca, um dos morros vizinhos ao Pico Paraná, o mais alto da região sul. Mas tava tão quente, mas tão quente, que achamos que seria muito sofrido. Volto com mais tempo pro Pico do Paraná completo (com Itapiroca e Caratuva). Acabamos indo a um local que chama “Canyon e cachoeira do Rio São Jorge”. Na cidade de Ponta Grossa tb, o google te leva lá sem problemas. Paga-se 15 reais por pessoa pra entrar. O lugar é incrível, mas se puder, evite os fds! É uma muvuca. Param mil carros com sons merdas e bem alto, todo mundo faz churrasco, enche a cara e fuma litros. Joga esse lixo em toda parte menos nas milhares de lixeiras! Por isso a entrada e o começo do passeio é deprimente... ser humano é patético! Tem uma placa dizendo que é proibido som, mas isso é totalmente ignorado, assim como todas as outras placas de coisas proibidas. Conforme vai descendo a trilha ainda tem aquele monte de gente bêbada jogando lata e bituca, mas conforme desce mais a coisa vai melhorando. A trilha até um certo ponto é por uma estradinha, depois, até a cachoeira, é trilha selvagem, sem marcações. Não desanime com o relato das disgraça acima, o lugar é LINDO. Daqueles que vc caminha por dentro do rio. A cachoeira é bem bonita e dá pra continuar tanto por dentro da água quanto por trilha por forma além dela, fizemos uma parte. Antes da cachoeira tem dois pontos onde dá pra nadar, poços profundos, mais de sete metros. Tb tem placas de proibido nadar, mas todo mundo nada, eu nadei, pulei da cachoeira de cima pro poço inclusive. Mas essa é aquela placa do tipo “eu não me responsabilizo se vc morrer afogado”. Na trilha selvagem até a cachu! Entre morros e rochas! Formações rochosas lindas! E vale a pena! Perambulando pra achar as costas da cachu! Por trás dela! Segue a trilha por dentro da água! Amo girinos, me julguem! Esse já tá com perninha! Na volta fomos ver a cachu de cima! Olha ela lá embaixo! Paisagem massa! E poços pra nadar em paz! Tem pontos de rapel na cachoeira e no canyon que quero voltar pra fazer. O rapel tem que ir com instrutor. Apesar dos pesares o lugar vale MUITO a pena! Quero voltar num dia de semana com um guia que conheci lá e tb fazer rapel. Eu conheci esse guia por acaso, eu seguia ele no insta, já tinha pedido umas dicas pra ele, e acabei encontrando ele sem querer lá no cânyon! Ele manja muito da geologia e arqueologia local, se alguém se interessar veja lá o perfil dele, é @clevertonbigaski É isso. Daqui três semanas tem mais uma programada, se virar volto aqui pra contar! Uma florzinha, ou melhor, uma inflorescência inteira, pra vc que me lê!
  3. 2 pontos
    Lecco - Lago di Como (IT) onde moro o segundo è Porto, ali sempre tem um belo por do sol.
  4. 1 ponto
    O Ausangate é a montanha mais alta da Cordilheira Vilcanota, com 6.384 metros de altura, faz parte dos Andes Peruano, Região de Cusco. Existem várias possibilidades de trekkings na região, mas o mais tradicional é o que da a volta no Ausangate, levando em média de 04 a 08 dias, dependendo do tempo disponível e o que se quer conhecer. Depois de conhecer vários circuitos de caminhada no Peru chegou a vez de conhecer este lugar mágico. Realizei a viagem no início de agosto de 2019, na melhor época para conhecer a região, pois embora frio, não tem chuvas. O trekking pode ser realizado entre maio e outubro e é considerado de moderado a difícil por conta da altitude, pois se está praticamente todo tempo acima dos 4.500 metros de altitude. Depois de muito pesquisar na internet, decidi contratar uma agência somente em Cusco, o que se revelou uma boa decisão. Acabei fechando o passeio de 5 dias e 4 noites com a Sonnco Tours. 1º Dia No dia programado um representante da agência veio nos buscar no Hostel, às 08:30 horas da manhã, e nos acompanhou até o terminal de ônibus del Corredor. Tomamos um ônibus da empresa Saywas com destino ao povoado de Tinky, em Ocongate. A viagem dura 3:30 horas e tem ônibus de 30 em 30 minutos, entre as 9:00 e 18:00 horas. A estrada até lá é a Interoceânica Sur que chega até Rio Branco, no Brasil. O caminho passa pelo “Vale Sagrado Sur” e por Urcos. Depois de Urcos a estrada vai subindo em caracóis até o Passo ou “Abra Cuyuni” a 4.185 metros de altitude. A partir daí já se pode vislumbrar o majestoso complexo do Ausangate e já dá uma emoção sentir que logo mais estaremos caminhando por entre seus vales. Chegamos em Tinky, a 3.850 metros de altitude, as 12:30 da manhã. Descemos em frente ao Mercado Público do povoado onde nos aguardava nosso simpático guia local Felipe. Tinky é um pequeno vilarejo, bastante simples, que recentemente tem recebido alguma projeção turística por conta dos viajantes que querem fazer o Trekking do Ausangate, mais recentemente um passeio menos pesado, de um dia apenas, que é o das “Siete Lagunas do Ausangate”. Felipe nos levou para almoçar e depois fomos a um mercadinho onde ele comprou os mantimentos para a travessia, nos permitindo escolher o cardápio, inclusive frutas e verduras. Seguimos caminhando por cerca de três horas até a cada de Felipe, em Upis, montanha acima superando um desnível de cerca de 400 metros. Neste trecho se vislumbra sempre o Ausangate (masculino) à esquerda e Cayangate (feminino) à direita, por um caminho de terra batida usada pelos moradores locais, passando pelas propriedades com suas casinhas sempre de adobe, alpacas e alguns cavalos, e campos sendo preparados para a plantação de papas (batatas) e capim verde amarelado nesta época do ano, pois já está tudo bem seco. É nesta parte do caminho que se passa no Posto de controle e paga a entrada de 10 soles. Felipe tem uma casinha onde, no segundo andar, aloja os turistas (4 camas) com um bonito visual do Vale e das montanhas Ausangate e Cayangate (ou Callangate). O lugar é um pouco empoeirado, mas bem quentinho. Logo em frente há outra construção que é a cozinha, construída em adobe chão de terra batida. A família morra no outro extremo do terreno. Um pouco depois de chegarmos percebi que estávamos sendo espiados por quatro pares de olhinhos tímidos, mas curiosos. Eram as filhas de Felipe. Com jeitinho puxei conversa com elas e aos poucos elas foram ficando mais confiantes e, em meio a risadinhas, iam responde às minhas perguntas. A mais velha tem 12 anos e, a mais pequena, cerca de seis anos. Todas vão à escola e Felipe quer que elas sigam estudando após terminar o que seria o equivalente ao primeiro grau. Ali tivemos o mais bonito pôr do sol a iluminar o Ausangate de frente, em lindos tons amarelo alaranjados. A noite foi bem fria, mas iluminada por uma lua fantástica, quase cheia. Embora tivesse vontade de ficar na rua admirando aquele espetáculo, não fiquei muito tempo, pois estava muito frio. A estreia de Felipe como cozinheiro foi satisfatória. Preparou uma sopa de verduras, arroz, papas fritas e frango. 2º Dia Levantamos às 6:30 horas da manhã com o sol já despontando no horizonte e nos deparamos com uma forte “helada” (geada). Felipe preparou o café da manhã e depois organizou tudo nos cavalos. Iniciamos a caminha perto das 08:30 da manhã, ainda com a geada e todos os pontos de água não corrente congelados. Seguimos ainda por algum tempo seguindo a estradinha de terra (poeirenta) e depois passamos para uma trilha. Depois de cerca de duas horas, sempre subindo, chegamos a uma bonita “Pampa” (em quechua significa região plano), literalmente aos pés da montanha, com alguns moradores e muitas alpacas, ainda em Upis, a 4.400 metros de altitude. É neste local que costuma ser o acampamento para quem não fica na casa dos guias. Ali tem uma fonte de águas termais, mas não tem sido usada turisticamente, pois seguindo Felipe não é constante. Reiniciamos a subida, não tão íngreme, mas incessante, por quase duas horas, com o Ausangate e seus glaciares, sempre à esquerda até o Passo Arapa, a 4.780 metros de altitude. A A partir do Passo Arapa, caminhamos por cerca de meia hora na parte alta, por um visual quase lunar, sem praticamente nenhuma vegetação, apenas areia e pedras. Depois começados a descer, por cerca de uma hora, até o vale Huayna Ausangate e um pouco antes de chegar a Lagoa Hucchuy Puccacocha paramos para o almoço. Ali deliberamos que deixaríamos de lado o Vinicunca, que pretendíamos “atacar” na madrugada do dia seguinte, pois estávamos sentindo a altitude e a inclusão do Vinicunca tornaria o dia seguinte pesado demais. Após a “sesta” de meia horinha seguimos a caminhada passando pelas lagunas Hucchuy Puccacocha, Hatum Pucaccocha e Comerocconha, sempre com o Ausangate à esquerda. Foi um caminho lindo, com tempo perfeito, casinhas de adobe dos moradores locais, que se ficam nesta região somente durante esta época do ano, para cuidar dos rebanhos de alpacas. Neste trecho visualizamos dois acampamentos, geralmente utilizados por quem pretende ir ao Vinicunca no dia seguinte. Um fica à direita, na base do Ausangate, bem pertinho das lagunas e outro o acampamento Sorinama, fica em frente à montanha do mesmo nome, à direita do caminho, mas seguimos sempre subindo até o Passo Ausangate, a cerca de 4.800 metros de altitude, onde chegamos já com os últimos raios de sol. A partir do passo se desce quase vertiginosamente em zig zag até o acampamento da Laguna Ausangatecocha, em um desnível de cerca 250 metros. Chegamos ao acampamento já ao escurecer e com a lua despontando no horizonte. Este acampamento está localizado bem pertinho da Laguna Ausangatecocha, que fica em frente a um enorme glaciar. Conta com bons banheiros e lugar para lavar roupa e louça. O vento estava bem gelado, mas a noite com lua cheia estava divina. Felipe falou que o vento iria parar pelas 22 horas e acertou. Não sei a temperatura, mas foi uma noite muito fria. 3º Dia Novamente o dia amanheceu com “helada”. Levantamos com o despontar do sol e logo após o café da manhã fui dar uma espiada na Laguna Ausangatecocha bem de pertinho. Suas águas são muito verdes e cristalinas, resultado do degelo do glaciar logo em frente. Segundo Felipe há 12 anos, quando começou a ser guia na região, não havia a laguna ali, o que demonstra que o glaciar está perdendo espaço. Após conhecer a laguna de pertinho iniciei a subida um pouco antes dos outros, pois estava caminhando mais devagar, por causa da altitude. Nesta parte do caminho se sobre SEMPRE, com muitos zig zags de 4.650 metros de altitude até chegar em 5.200 metros de altitude, no Passo Palomani. É considerada a parte da mais difícil do caminho, por motivos óbvios. Mas, fazendo o caminho com calma, com direito a muitas fotos do “Valle Rojo” (vale vermelho), se vence sem grande sacrifício. A chegada ao Passo é bem bacana, pois a vista para os vales, dos dois lados, é muito bonita e, além disso, de um lado há uma pequena lomba, que parece um mini vinicunca, com suas areias coloridas, e do outro está a encosta de um glaciar. Certamente este passo é um dos pontos altos da caminhada. Ficamos ali bastante tempo apreciando a paisagem única. Reiniciamos a descida e cerca de 20 minutos depois começados a enxergar uma pequena laguna de laranja avermelhadas, aos pés do glaciar, à esquerda, que segundo Felipe, existe apenas a cerca de quatro anos. Mais a frente, se vislumbra um bonito trecho da montanha vermelho arroxeada. Seguimos sempre descendo até uma pampa muito bonita com visual espetacular daquele setor do Ausangate. Descemos mais um pouco e chegamos a outra pampa, bem mais ampla (Vale de Chilca), onde em frente a uma “loma” de pedras muito rosas, Felipe preparou nosso almoço. Após o almoço, seguimos adentrando o vale, sempre à esquerda e, depois de uma subida não muito íngreme, chegamos a Huchui Phinaya a cerca de 4.650 metros de altitude. Lugar muito lindo com um rio muito azul serpenteando o vale com rebanhos de alpacas, com o Puca Punta e seus dois picos ao fundo. O acampamento fica no extremo da pampa, do lado esquerdo, e dispõem de banheiros, pias e tanques, como o do dia anterior. Neste dia chegamos cedinho e pudemos apreciar o pôr do sol. Porém, para o lado do Santa Catalina estava bem nublado e tivemos o interessante efeito de estar vendo os raios do iluminando o Puca Punta em frente enquanto caiam flocos de neve sobre o acampamento e estar bem escuro na montanha às nossas costas. Mas a neve não durou muito e noite foi de lua cheia.Neste acampamento tivemos o prazer de encontrar um valoroso casal de brasileiros, de Passo Fundo, que estava fazendo o trekking de forma totalmente independente. 4º Dia Levantamos com o despontar do sol, como nos outros dias, e logo depois do café da manhã retomei a caminhada. O caminho segue pelo Vale em frente, sempre à esquerda, contornando o Santa Catalina e o Puca Punta à direita. Estava muito frio, com os pequenos riachinhos estavam congelados, e até mesmo as margens do rio. A subida não é muito íngreme, mas intermitente até o Passo Jampa ou “Abra Qqampa”, a cerca de 5100 metros de altitude. É uma região que se destaca pelo colorida das rochas, com destaque para os quartizitos de cor rosa, vermelho e verde. A localização do passo é interessante, pois está de frente ao Nevando Jampa, que lhe dá o nome, e muito pertinho dos glaciares. Reiniciamosa descida em um trilha bem estreita e pedregosa, avistando ao longe três lagunas Alcacocha . Depois de cerca de uma hora de caminhada há uma bifurcação com uma placa e se pega a trilha da esquerda (Jhampa). Neste ponto perdido no meio do nada, haviam três senhoras vendendo bonitos artesanatos de alpaca. Não resisti e tive que comprar. Um pouco depois da bifurcação fica o acampamento Paschapata. Após caminhar por mais alguns minutos passamos a avistar uma pampa e várias bonitas lagunas de águas muito lindas, sendo a maior e de águas mais claras a Laguna Pucacocha. Este trecho é conhecido como Siete Lagunas do Ausangate e tem passeios de um ou dois dia saindo de Cusco para a região. Ai fica o acampamento Pucacocha embora não fosse nosso destino do dia, me deu muita vontade de acampar ali, pois o visual das lagoas é fantástico. Neste dia tive o prazer de almoçar de frente ao pico do Ausangate. Privilégio para poucos e que faz valer muito a pena a caminhada. Neste setor tem sete lagunas e uma das que mais impressiona é a Laguna Azulcocha, pequena, mas profunda e com águas de um azul surpreendente. Após atravessar a pampa segue a descida para Pachamta, localizada a 4.300 metros de altitude. Chegamos perto das 17 horas e nos instalamos em um hostel, da familiares do Felipe, bem em frente as termas, pagando 10 soles por pessoa. É bem simples, mas de acordo com o que se encontra na região. Ficamos no segundo andar, com vista para as termas e o Ausangate. Fomos nos banhar nas termas já com o sol se pondo, pagando 5 soles. Fiquei até escurecer alternando entre a piscina de água super quente, direto da fonte, e a de água morninha resultante da mistura com água fria. A parte ruim que para tomar banho com sabonete e lavar o cabelo com shampoo você tem usar uma ducha que fica 100% ao ar livre. Como estava noite e muito frio amarelei e não lavei os cabelos. A estrutura é super básica, mas o visual é fantástico. Sai da piscina direto para o hostel e me troquei no quarto.Depois descemos para o primeiro andar onde Felipe preparou nosso ultimo jantar. 5º Dia Levantei cedinho e meu companheiro de caminhada já estava na piscina esperando o sol nascer. Não me animei, pois estava bem frio e esperei o café da manhã, que neste dia consistia de panquecas feitas na hora, com doce de leite. O trajeto do último dia é bem mais tranquilo, pois se segue sempre por uma estradinha de terra, passando por diversos pequenos povoados, até chegar em Tinki. Como era bem cedinho passei por diversas crianças indo para a escola e camponeses trabalhando nas plantações de papas ou lindando com alpacas. Já mais perto de Tinki aparece um outro carro, o que levanta muita poeira da estrada. Chegamos em Tinki peças 10:30 da manhã e após nos despedirmos de Felipe tomamos o ônibus das 11 horas com destino a Cusco, onde chegamos perto das 15 horas. Contratei o passeio com a Soncco Tours, por USD 230,00, incluindo passagem de ida e volta, refeições, guia/cozinheiro/arriero (Felipe), barracas, cavalo para equipamentos comuns e mais 5 quilos de bagagem individual. Não incluído o saco de dormir, café da manhã do primeiro dia, almoço do último dia. Custos extras: 10 soles na entrada, 10 soles acampamento Ausangatecocha, 10 soles acampamento Huchuy Pinaya, 10 soles hostel em Pachanta e 5 soles nas termas de Pachanta. Eu realizei o passeio com a agência Soncco Tours, com Evelin +51 964-289453, por USD 230,00 (base duas pessoas). Recomento ainda a Qorianka Tour +51 974-739305 ou direto com Renato no watts +51 986-960796 e Inkapal, com Rubens, +51 931-325 810 (USD 280,00), ambas ótimas agências que me atenderam super bem em outros roteiros, porém com preços mais salgados(em torno de USD 350 a USD 400,00). Mas deixo a super recomendação de contratar direto o nosso excelente e muito confiável guia Felipe, watts +51 974 513-747, que cobra somente 480,00 soles por pessoa (base duas pessoas) e foi quem fez tudo em realidade. Somente será necessário comprar a passagem em Cusco e encontrá-lo no dia e horário combinado em Tinki. Além de ser mais barato é uma forma de remunerar melhor e diretamente os moradores locais. Outro guia muito prestigiado na região é o Cirilo watts +51 941 005 350. Cheguei a contá-lo, mas ele já estaca com saídas agendadas para o mesmo período. Para quem faz questão de conhecer o Vinicunca tem uma opção que achei interessante, que a faz o caminho no sentido contrário: Tinki- Pachanta, Pachanta - Hunuy Pinaya, Hunuy Pinaya –Ausangatecocha, Ausangatecocha - Ananta (Lagunas coloridas), no último dia Ananta a Montanha Siete Colores / Vinicunca e retorno a Cusco desde o vilarejo de Pitumarca – Checacupe. O Renato da Qorianca Tours me ofereceu esse passeio por USD 380,00. Dicas: Verifique antes a qualidade da barraca e isolante oferecidos e do saco de dormir, acaso vá alugar. Em geral o equipamento é por conta do guia local e como é uma região bem pobre, pode deixar muito a desejar. Se tiver equipamento próprio que vale a pena levar o seu. - atentar que por causa da altitude as noites são bem frias. Eu fui com meu saco de dormir ­ -7 º conforto e mais um cobertor fininho, tipo liner e ia dormir com as roupas polartek da Solo e não passei frio, apesar das noites bastante frias; - protetor solar e manteiga de cacau ou protetor para os lábios também são importantes, pois o sol é forte e o vento bem frio; - levar papel higiênico e saquinhos ou sacolas para acondicionar o lixo; - mesmo que contrate agência levar soles para pagar acampamento/alojamento/termas e algum artesanato local, em especial os texteis de alpaca que são mais baratos do que em Cusco; - para quem tem bom condicionamento físico, está bem adaptado na altitude, não quer/pode gastar muito, ou quer uma aventura mais raiz, é perfeitamente possível fazer o passeio por conta. O caminho é bem marcado, mas um GPS é fundamental, pois pode chover nevar, ou a noite pode chegar sem que tenha chegado ao acampamento. Altitudes e distâncias aproximadas, pois não usei GPS: 1º dia: Tinki – 3.850 m – Vilarejo de Upis (casa do Felipe) – cerca de 4.200m – 8 km; 2º dia: Upis – 4.200 m, Passo Arapa – 4.780, Passo Ausangate – 4.800, Ausangatecocha 4.650 m – 18 km; 3 º dia – Ausangatecocha – 4.650m, Passo Palomani – 5.200m, Huchuy Pinaya – 4.660 – 13 km 4º dia – Huchuy Pinaya – 4.660m, Passo Jampa – 5.100m, Pachanta – 4.330m – distância 18 km 5º dia – Pachanta – 4.330m, Tinki – 3.850 m – 12 km.
  5. 1 ponto
    Choquequirao – 4 dias e 3 noites Saída do hostel as 5:30 da manhã, com destino a São Pedro de Cachora. Embora se possa iniciar a caminhada já em Cachora, realizando um percurso de 12 km em uma estradinha “pendurada” nas montanhas, a trilha propriamente dita começa mesmo em Capulyoc, onde tem um posto de controle em que se registra a entrada junto ao Guarda Parque, paga a entrada (60 soles para brasileiros) e, se quiser, eles carimbam seu passaporte. Capulyoc se localiza a 2.915 metros de altitude e é muito lindo, pois de um lado se abre um amplo vale em que se vislumbram as típicas plantações em terraços dos moradores locais e em frente se pode admirar um bonito grupo de nevados do complexo Salkantay “o Padreyok”. Cerca de 500 metros após o vilarejo de Capulyoc é que inicia a descida, no “Camino de Herradura”, que desce em zig zag e já permite vislumbrar o Rio Apurimac, com suas águas muito verdes, no fundo do cânion. “Apurimac” em quechua significa “Deus que fala” em razão do rumor de suas corredeiras muito audível quando se começa a chegar mais perto do rio. Seguindo a descida, no KM 16 fica o acampamento Cocamasa que pode ser uma opção de estadia para quem inicia a caminhada no final da tarde. Mas nós seguimos a caminhada até o KM 19, ao acampamento Chikisca, que está localizado a 1.950 metros de altitude. Iniciamos a caminhada em Capulyoc cerca de 10:30 horas da manhã e chegamos em Chikisca perto das 13 horas. Caminhada tranquila, com muitas paradas para fotos, mas muito quente nesta época do ano (agosto) e com muita poeira. No acampamento, que é uma espécie de oásis verde, com muitas árvores frutíferas, como manga, abacate, limão, chirimóia e outras, e se destaca em meio à vegetação do vale muito mais seca nesta época do ano, nos refrescamos em uma ótima sombra e aguardamos o almoço, que foi preparado por moradores locais. Ali tem um pequeno mercadinho com itens básicos de higiene, bebidas e comidas. Como estava muito quente almoçamos e aguardamos até as 15 horas para retomar a caminhada. Dali se descemos em zig zag por mais 400 metros de desnível, cerca de uma hora de caminhada, até chegar a Playa Rosalina, as margens do Rio Apurimac, a 1.560 metros de altitude. Descemos até as margens do rio para molhar os pés em suas aguas geladas e ficamos curtindo o visual por cerca de uma hora. Reiniciando a caminhada, atravessamos a bonita ponte suspensa e iniciamos a subida pelo outro lado do vale, num interminável zig zag até o acampamento Santa Rosa,no KM 25,5 e a 2.115 metros de altitude. Chegamos já quase escurecendo. Neste acampamento tem água, banheiros, banho frio, mercadinho básico, local para cozinhar e bonitos platôs de frente para o vale, onde se acampa. Noite de lua quase cheia propiciando um vista espetacular do vale em frente. No segundo dia iniciamos a caminhada ainda no escuro, cerca de 4 horas da madrugada, até o Caserio Marampata, no KM 28,5 a 2.910 metros de altitude. É uma subida bem puxada, com altimetria de cerca de 800 metros e na parte final já se sente um pouco os efeitos da altitude. Em Marampata, sentido o vento frio daquela altirude, tomamos nosso café a manhã preparado por uma moradora local e as 8 horas da manhã partimos para a parte final da caminhada até Choquequirao, no KM 36, a 3.033 metros de altitude. A partir de Marampata a trilha deixa de ser íngreme e vai alternando entre trechos com retas, subidas e descidas e, após 500 metros de caminhada já se começam a divisar terraços “pendurados” nas encostas e a choquequirao muito ao longe. Cerca de um quilometro antes de chegar às ruínas há um desvio para o camping Raqaypata, que também é uma boa opção de estadia. A chegada às ruínas já impressiona pela grandiosidade dos terraços com suas pedras extremamente bem alinhadas. Choquequirao trem 12 setores, nem todos reconstruídos / escavados: Praça principal – local onde o pessoal costuma para descansar; Colcas – onde eram armazenados produtos alimentícios e vestuário; Terraços ou “andenes” – onde eram realizadas as plantações, com destaque para o setor de “llamas” com seus 440 degraus; Habitações dos sacerdotes – localizada na parte alta; Cemitério inca Kallancas – edifícios retangulares que serviam como oficinas, centro administrativo, espaço para reuniãos, etc. Ushnu – plataforma cerimonial no topo da colina. Chegamos às ruínas pelas 10 horas da manhã, não sem antes nos impressionarmos com dois setores de terraços já recuperados “pendurados” nos penhascos e visíveis de vários pontos do caminho. Chegando na Plaza Central descansamos alguns minutos na sombra de uma “arbol papel” ou polilépis, no meio de uma gramado muito verdinho curtindo o astral do local com apenas outros três turistas que estavam ali naquele momento. Depois, subimos por uma trilha a esquerda até o “Ushnu” ou platô cerimonial, de onde se tem uma bonita vista do cânion formado pelo Rio Apurimac, das ruínas e das montanhas nevadas, ou quatro “Apus” que cercam Choquequirao. Após, voltamos a Plaza Central e atravessamos para a parte de trás e seguimos a trilha que conduz ao setor de Llamas, numa descida com desnível de cerca de 200 metros até chegar a um mirante que permite ver este setor de frente. Na verdade o setor de “Llamas” se trata de terraços que “despencam” da montanha abaixo de forma quase vertiginosa, que tem em suas paredes de pedra incrustados desenhos de llamas em uma rocha branca, provavelmente quartizito branco. No retorno, ao invés de seguir a trilha, subimos a escadaria original, com infindáveis 440 degraus em meio aos terraços. Na parte alta dos terraços está incrustado desenho de a uma serpente. Após a cansativa subida retornamos a Plaza Mayor onde nosso cozinheiro nos esperava com uma marmita de almoço bem quentinho. Sentamos no gramado em uma área um pouco mais afastada para almoçar e descansar / cochilar um pouco. Depois fomos visitar o setor de colcas e o da residência dos sacerdotes, bem como observar o sistema hidráulico do complexo. Após as 16 horas iniciamos o retorno para o acampamento Marampata e na descida pudemos apreciar um lindo pôr do sol. Já no acampamento descobri que pagando 10 soles eu teria direito a um banho quente, em chuveiro a gás, o que vale ouro depois de tanta caminhada e do vento frio da noite. Tivemos outra noite fantástica, bem fria, mas agora com a lua um pouco mais cheia. No terceiro dia saímos cedinho, despencando cânion abaixo por cerca de 1400 metros de desnível. Após atravessar o Rio Apurimac reiniciamos a subida pelo outro lado e após 400 metros de desnível, chegamos em ChiKisca já com muito calor. Aguardamos o almoço e esperamos por bastante tempo, até as 15 horas, para reiniciar a caminhada, pois fazia muito calor. Chegamos ao final da tarde em Capulyoc. O acampamento fica num lugar sensacional, um platô com vista privilegiada do vale e dos nevados em frente. Consegui um banho quentinho, a 10 soles, num sistema de água aquecida no fogo. O jantar foi oferecido pelos donos do acampamento e a noite estava belíssima com a lua cheia e o visual montanhoso completamente iluminado. No quarto dia pudemos dormir um pouco mais e após o café da manhã, também oferecido pelos anfritriões, ficamos curtindo o visual em uma sacadinha de frente para as montanhas enquanto aguardamos o nosso transporte de retorno que chegou as 10 horas da manhã. E levou quase cinco horas para chegar em Cusco. Eu realizei o passeio com a agência Qorianka Tour – 084 505959, cel: +51 974-978771 e +51 974-739305 ou contato direto com Renato no watts +51 986-960796 e paguei USD 230,00 com tudo incluído (transporte de ida e volta a Cusco, alimentação, guia, mulas para levar equipamentos comuns e mais cinco quilos de bagagem individual, acampamento em barraca com isolante). Não incluído o saco de dormir, café da manhã do primeiro dia, almoço do último dia e bebidas adquiridas nos acampamentos. Recomendo ainda: Soncco Tours, com Evelin +51 964-289453 (USD 245,00) e Inkapal, com Rubens, +51 931-325 810 (USD 280,00), ambas ótimas agências que me atenderam super bem em outros roteiros. Querendo contratar direto se pode fazer contato com Choquequirao Wasi (tem página do facebook), watts app: +51 974-555258. Quando estive lá os valores eram os seguintes: 50 soles por dia para o cavalo; 50 soles por dia para o “ariero” (condutor do cavalo ou mula);10 soles por acampamento; de 30 a 40 soles pra retorno a Cusco nas vans que trazem os turistas das agências (sempre tem lugar) ou 60 soles em transporte local (táxi) até ramal de onde se pode pegar o ônibus para Cusco por cerca de 10 soles. A única coisa que não consegui verificar é como conseguir um transporte de van privado a partir de Cusco, mas o pessoal da Choquequirao Wasi deve ter essa informação. Se for de ônibus tem que pegar ônibus para Abancay e depois para Ramal e de lá conseguir transporte para Cachora ou Capuliok. Ou seja: é um trajeto que pode ser feito de várias maneiras. Com agência contratada em Cusco, se tem menos preocupações e está tudo incluído. Contratando cavalo/mula e ariero local é mais em conta e se privilegia a distribuição de renda aos efetivos moradores da região. Fazendo 100% solo é bem mais barato, mas é preciso atentar para o preparo físico, pois o desnível do percurso é de mais de 1500 metros, o que torna a caminhada bem pesada. Mas a distribuição dos acampamentos também permite fazer o caminho com mais calma, utilizando mais dias. Recomendações: tome muita água, pois o clima é muito seco e quente e procure organizar a caminhada para não estar na trilha nos horários mais quentes do dia. Os acampamentos de altitude (primeiro e último dia) são bem frios, então leve uma roupa bem quente. Observação: A partir de Cachora é possível fazer o Trekking até Machupichu. Ou seja, você vai até Choquequirao e não volta, mas segue até Santa Tereza / hidroelétrica e de lá pelo trilhos do trem até Águas Calientes. Me pareceu um maravilhoso passeio, mas leva de 07 a 08 dias e requer um bom planejamento, pois se precisa mais comida e não tenho informação acerca de possibilidades de comprar no caminho entre Choquequirao e Santa Tereza.
  6. 1 ponto
    E aí companheiros e companheiras mochileiros, tudo em cima? Depois de mais de 08 anos cadastrado nesse fórum, lendo e aprendendo com um monte de relato, finalmente chegou a hora de dar minha contribuição por aqui. Depois de planejar várias vezes uma eurotrip (achei, inclusive, um post meu de 2013 já com esse planejamento aqui), a mais recente agora no início de 2019 em que cheguei a comprar as passagens mas acabou não rolando por burrice minha, finalmente essa viagem vai sair. Na terça feira que vem (24/09) eu pego a pista rumo à Barcelona. Pretendo fazer um relato de viagem em tempo real, como o nome do tópico sugere. Eu acho que não teria paciência pra fazer tudo de uma vez no pós viagem e também não quero aperto de mente de ter que me preocupar de lembrar de tudo. Então pretendo escrever o que de relevante aconteceu no dia, conforme a viagem for progredindo. Não sou fã de textão nem de coisas muito elaboradas, tampouco fotos perfeitas, então não esperem padrão de qualidade blogueirinhos e blogueirinhas rycos e phynos. Minha principal preocupação vai ser com a parte financeira. Cada centavo gasto será colocado aqui. Feitas as apresentações, vamos falar um pouco do roteiro que, já adianto, não é fixo. A entrada e a saída será por Barcelona. Comprei ida (24/09) e volta (05/11) saindo de Salvador por R$ 1.866 com taxas (AirEuropa). O seguro da viagem (42 dias) ficou por R$ 386,00 pela TravelAce. De BSN vou para Munique pela Vueling (R$ 212.76, cartão de crédito direto no site da companhia) já que a Ryanair tá com uma política de bagagem que não atende ao que eu quero. Assim que chegar em Munique, sigo para Nuremberg, que será minha hospedagem durante a Oktoberfest. A ideia pós oktober é fazer Praga-Berlim-Amsterdam-Antuérpia-Bruxelas-Londres. No entanto, ainda estou em dúvida sobre os locais da Bélgica. Vou deixar pra decidir na hora e com a ajuda de quem estiver acompanhando. Em Londres, tenho basicamente 8 noites. Mais pra frente pedirei ajuda sobre o que fazer, pra onde ir. No próximo post eu vou trazer alguns custos que integram a pré-viagem.
  7. 1 ponto
    Olá, viajantes! Deixo aqui alguns relatos e dicas de uma viagem que fiz com minha esposa no início de 2018 para Cusco, incluindo o Valle Sagrado e Machu Picchu. O roteiro completo sai por pouco menos de R$ 1.000,00 por pessoa – não incluindo as passagens – sendo bem aproveitado. É possível talvez reduzir um pouco mais, optando por refeições mais econômicas, por exemplo. Porém, com a excelente culinária peruana, fica difícil não ceder às tentações, rs. Obs.1: Alguns valores podem estar desatualizados, porém servem como base; Obs.2: Não estão incluídos custos opcionais, como souvenires e afins; Obs.3: O relato ficou um pouco longo, mas procurei fazê-lo bem completo e detalhado. Espero que gostem! DIA 1 - CUSCO Gastos (por pessoa): Almoço: 30 Soles Jantar: 15 Soles Total: 45 Soles Fomos até Cusco de avião, partindo de Curitiba com escalas em Guarulhos e Lima, chegando lá pela manhã. Como levamos dinheiro em dólares, trocamos uma parte já numa agência de câmbio no aeroporto mesmo, e em seguida pegamos um táxi até o hotel. Os valores das corridas são negociados com o próprio taxista no momento do embarque. Ficamos hospedados no hotel Pachacuteq Inn, na avenida Pachacuteq, a 1,3 km do centro, 15 minutos de caminhada até a Plaza de Armas. As diárias giram em torno de R$ 100,00 para duas pessoas, com café da manhã (simples, mas suficiente), banheiros privativos (suítes), televisão e wi-fi. O atendente chamou um guia turístico, Heber, da agência Andean A.W.E., para nos dar informações sobre pacotes e afins. Atencioso, nos deu explicações bem completas sobre os passeios, locais turísticos, diferentes opções de pacotes, e fechamos um cronograma completo conforme nossa disponibilidade de tempo e dinheiro (detalhado mais adiante). Obs.: Durante a conversa experimentamos o famoso chá de coca, que ajuda a amenizar os efeitos da altitude (Cusco está a cerca de 3.400m). No hall do hotel, folhas de coca e água quente ficam à disposição dos hóspedes 24h por dia. Ficamos com o primeiro dia livre, para nos aclimatarmos e darmos uma volta por Cusco. Sendo assim, saímos para uma caminhada e para almoçar. Aqui sentimos pela primeira vez os efeitos da altitude, nos deixando bastante ofegantes numa caminhada leve. Pelo menos sem dores de cabeça ou náuseas. Durante o passeio encontramos uma senhora com uma alpaca (parecida com a lhama), que nos persuadiu a tirar uma foto com ela por 5 Soles cada. Em seguida paramos para almoçar em um simpático restaurante, chamado Los Tomines, a cerca de uma quadra da Plaza de Armas. Os valores de todos os restaurantes que vimos giravam em torno de 30 Soles por prato, e neste que almoçamos este valor incluía uma entrada e sobremesa. Recebemos de cortesia de entrada uma bandeja de pãezinhos de alho, e duas taças pequenas do famoso coquetel Pisco Sour. A culinária peruana se caracteriza por ser bem condimentada, de sabores marcantes, e de fato não decepciona. Dica: carne de alpaca, um sabor excelente, semelhante a carne de boi. Após o almoço seguimos para a Plaza de Armas. Por aqui circulam diversos ambulantes – sempre oferecendo seus produtos e muito abertos a negociações, ou seja, pechinchar é fundamental! Ao redor da praça é possível encontrar diversas casas de câmbio, agências de turismo, e restaurantes. Aproveitamos para dar uma caminhada nas proximidades, conhecer as redondezas, e visitar algumas feiras de artesanato, com suas infinidades de produtos e cores. Final da tarde retornamos ao hotel – pela avenida El Sol, uma das principais – e depois saímos para jantar em um local próximo. Nossa opção foi uma pizzaria chamada Leños, que oferecia uma pizza média com uma jarra de suco ou chicha morada (bebida típica local, feita a base de milho) por 30 Soles, aproximadamente. Assim como no almoço, nos ofereceram pãezinhos de alho de entrada. Além disso, aqui e em diversos outros estabelecimentos, são oferecidas promoções de coquetéis. Dois pelo preço de um, cerca de 15 Soles, e, em alguns casos, quatro pelo preço de um. Uma ótima pedida para quem aprecia coquetéis. DIA 2 - CITY TOUR Gastos (por pessoa): City Tour: 30 Soles Entrada para Qoricancha: 15 Soles Boleto turístico: 130 Soles Jantar: 30 Soles Total: 205 Soles No dia seguinte, para o começo da tarde, estava programado o City Tour. Nos buscaram de van no hotel pontualmente, nos levando ao encontro de outros turistas e da Mariela, nossa bem humorada guia. Nosso ponto de partida foi o Convento de Santo Domingo, originalmente chamado de Qoricancha. grande templo com uma praça central, da época do império Inca e que foi saqueado durante a colonização espanhola. Diversas cerimônias eram realizadas no templo, que durante o império tinha suas paredes forradas de ouro, retirado pelos espanhóis. O que chama a atenção é a arquitetura do local, com as paredes construídas de pedras sobrepostas, encaixadas com perfeição. Após visitarmos o templo, seguimos caminhando por alguns minutos até o ônibus que nos levaria aos demais locais. Percorremos um trajeto de cerca de 15 minutos de ônibus até nossa segunda parada, Sacsayhuaman, a dois quilômetros ao norte de Cusco. Aqui compramos o boleto turístico, que da direito a entrada em praticamente todos os pontos turísticos (com exceção da Qoricancha e Salinas de Maras). Sacsayhuaman era uma fortaleza, hoje em ruínas, com propósitos militares para defender Cusco, na época capital do império Inca. O que mais impressiona são as dimensões gigantescas de algumas pedras ali utilizadas, pesando toneladas. Percorrendo os interiores da fortaleza chega-se a um mirante, com vista da cidade de Cusco. Em seguida fomos até as ruinas de Qenqo, a seis quilômetros de Cusco. Este local era dedicado ao rito e são de particular interesse seu anfiteatro de forma semi-circular e suas galerias subterrâneas. Além disso, há uma enorme pedra que na época era esculpida em formato de um puma sentado, animal símbolo da cultura inca. Nas galerias internas encontra-se um altar esculpido na rocha, extremamente fria, que por conta disso era utilizada em rituais de mumificação, uma vez que a baixa temperatura ajudava a preservar o corpo por mais tempo. Ao lado deste altar, como o local é escuro, era colocada uma placa de ouro que refletia a luz que entra por uma abertura superior, com o intuito de iluminar o recinto. Presume-se que Qenqo foi um dos santuários mais importantes da era inca. Nossa terceira parada foi a poucos minutos de Qenqo, nas ruinas de Puka Pukara, com suas enormes paredes, terraços e escadarias. Assim como Sacsayhuaman, este local tinha propósitos militares, principalmente no sistema defensivo de Cusco, e também era utilizado como quartel e hospedagem. Dali é possível ter uma bela vista dos vales e montanhas da região, um dos motivos de sua finalidade militar. Finalizando o roteiro deste dia chegamos a Tambomachay, local mais alto em que estivemos, a cerca de 3.800 metros de altitude. Da entrada até as ruínas é preciso caminhar um pequeno trecho, e aqui sentimos novamente o ar rarefeito. O nome vem do Quechua, idioma inca, que significa tambo = refúgio e machay = cavernas. O local possui diversas cavernas nas encostas dos morros, e era utilizado como refúgio para pastores e viajantes. Além disso, na parte edificada há uma fonte de água canalizada, cuja origem é desconhecida até hoje. Esta fonte é dividida em duas vertentes, e a vazão de ambos os lados foi calculado e constatado como idêntico, mais uma prova da engenhosidade dos incas. Cumprido o cronograma, já no final da tarde, foi hora de voltar para o ônibus e retornar para o centro de Cusco. No caminho fizemos mais uma parada em uma loja de tecidos na estrada, onde um senhor deu uma explicação detalhada sobre as diferenças entre lã sintética, de alpaca jovem, e de alpaca velha. Após a explicação, tivemos um tempo livre para conhecer o local e, caso desejasse, comprar os produtos. No trecho final para Cusco recebemos no ônibus a visita de uma jovem vendedora local, que trazia Sumaq Andino, uma bebida alcoólica a base de anis. Ela nos ofereceu uma prova e propôs um brinde, disponibilizando para venda a seguir. Segundo informações, o Sumaq é uma bebida com diversas propriedades medicinais, e pode ser consumido diariamente em pequenas doses. Chegando a Cusco, já de noite, fomos a um mercado de artesanatos próximo ao hotel, onde paramos para jantar, na mesma média de 30 soles por prato. Um delicioso ceviche, prato tradicional da culinária peruana, feito com peixe cru temperado com limão e outras especiarias, acompanhado de uma bela cerveja Cusqueña. Ao voltar para o hotel tivemos uma surpresa. Tínhamos agendado a ida para Machu Picchu para o dia seguinte, de van. Porém uma greve estava prevista, o que causaria bastante tumulto no trânsito. Heber, o guia da agência, estava nos aguardando para informar que iríamos antecipar nossa ida, e sairíamos dentro de 1 hora e meia aproximadamente. Sendo assim, arrumamos nossas coisas, e partimos em seguida. DIA 3 - AGUAS CALIENTES Custos (por pessoa): Pacote para Machu Picchu: 75 dólares Total: 75 dólares A opção que escolhemos para ir até Machu Picchu foi de van até a Hidrelétrica de Santa Teresa – uma viagem de 6 horas – e de lá percorrer uma trilha de 13 km até o vilarejo de Aguas Calientes, base para a visita a Machu Picchu. Escolhemos essa opção por se enquadrar melhor no nosso orçamento, já que a opção tradicional, de trem, sairia bem mais caro. Fechamos por 75 dólares por pessoa, incluindo o transporte de ida e volta até a hidrelétrica, um pernoite em Aguas Calientes, almoço e janta, e também a entrada para Machu Picchu com acompanhamento de um guia. Somente a passagem de trem já sai mais caro que isso. Além do fato de que caminhando podemos admirar e aproveitar muito melhor o trajeto! Vale lembrar que também é possível fazer essa opção por conta, ao invés de contratar com uma agência. Saímos de Cusco por volta da meia noite, percorrendo uma estrada bastante sinuosa madrugada adentro. Dica 1: se possível, é bom tomar um remédio para enjoo, pois a viagem é bem torturante para quem fica enjoado na estrada. Fizemos uma parada para lanche e banheiros na metade do caminho, e chegamos na hidrelétrica pouco depois do amanhecer. A partir daqui, mochila nas costas e pé na trilha. O caminho acompanha os trilhos do trem que vem desde Ollantaytambo até Aguas Calientes, margeando o rio Urubamba, contornando as belíssimas montanhas da região, incluindo o conjunto Machu Picchu e Huayna Picchu. Dica 2: Importante levar algo para comer e água, pois no trajeto existem fontes de água mas de qualidade duvidosa. Após cerca de 2 horas de caminhada, a trilha chega a uma bifurcação que, para um lado leva a Machu Picchu e para o outro a Aguas Calientes. Mais uns 30 minutos e o vilarejo começa a surgir entre as montanhas. Um lugar extremamente charmoso, onde não existe circulação de veículos, cortado por um afluente do rio Urubamba e rodeado por enormes paredões rochosos e montanhas. Ao chegar fomos até a Plaza de Armas encontrar com o guia que nos levou ao hotel, onde deixamos as mochilas e recuperamos as energias após a longa caminhada. Em seguida o guia foi nos encontrar no hotel para nos levar ao restaurante onde iríamos almoçar e jantar. Um local pequeno na margem do rio, acolhedor e com uma comida excelente. Como o pacote que fechamos incluía as refeições, arcamos apenas com as bebidas. Aproveitamos a tarde para descansar, já que não dormimos quase nada na viagem durante a noite, e depois fomos conhecer um pouco a cidade e tirar algumas fotos. Visitamos o mercado local, onde compramos algumas frutas e um lanche para o dia seguinte. No início da noite voltamos ao restaurante para jantar, depois passamos numa farmácia para comprar remédios para o enjoo (pois sabíamos o que a viagem de volta nos reservava), e fomos para o hotel. Dica: em vários pontos da cidade há máquinas de venda de medalhas colecionáveis de Machu Picchu, uma ótima recordação, por 5 soles. DIA 4 - MACHU PICCHU Custos (por pessoa): Ônibus Aguas Calientes/Machu Picchu: 15 dólares Jantar: 15 Soles Total: 15 dólares + 15 Soles Saímos do hotel antes do sol nascer, com todas nossas coisas pois não retornaríamos mais. Nos deram um lanche de café da manhã, e fomos para a fila de embarque dos ônibus que levam até Machu Picchu. Este ônibus é pago a parte, no valor de 15 dólares por pessoa, e vão e voltam o dia inteiro. Optamos por comprar o ticket apenas para subir, a descida resolveríamos depois. O trajeto leva cerca de 30 minutos, subindo a encosta da montanha. Ao chegar na bilheteria de Machu Picchu os primeiros raios de sol iluminavam o topo das montanhas, um grande alívio, já que no dia anterior uma chuva fina e persistente caiu em Aguas Calientes. Encontramos o nosso guia e, enquanto aguardávamos os portões abrirem, deixamos algumas coisas no guarda volumes, pelo valor de 5 soles, para aliviarmos o peso durante a visita. A estrutura conta também com banheiros na entrada. Dica: ficar atento aos seus pertences antes de entrar, pois é um local com muita gente, e um descuido pode custar caro. Ao entrar o guia nos ofereceu folhas de coca para mascarmos, para amenizar os efeitos da altitude. Subimos um caminho de pedras até o mirante, que revela todo o esplendor da cidade perdida dos incas, o primeiro contato com a cidadela. A cidade é cercada por muros, e a única porta de entrada fica próxima ao mirante, pela parte alta da cidadela. Esta parte corresponde a área nobre de Machu Picchu, onde se encontram o Templo do Sol e a residência real, além de diversas outras residências e locais usados como estábulos, oficinas, entre outros. Percorrendo a parte alta passamos pela pedreira, de onde eram retiradas as pedras utilizadas na construção de Machu Picchu, e onde é possível observar algumas pedras inicialmente entalhadas. Um pouco adiante fica a Praça Sagrada, onde se localiza o Templo das 3 Janelas, o Templo Principal, onde eram realizadas cerimônias, e onde, curiosamente, uma enorme pedra que estava sendo transportada foi deixada. Seguindo o caminho, subimos por onde fica a Intihuatana, o calendário solar, uma pedra entalhada que foi relacionada com uma série de lugares considerados sagrados, a partir do qual se estabelecem claros alinhamentos entre acontecimentos astronômicos e as montanhas circundantes. Passando Intihuatana, descemos as escadas que levam até a Praça Central, uma enorme área de gramado que corta a cidade ao meio, dividindo a parte alta da parte baixa. Atravessando a praça entramos na área popular, e chegamos até a Rocha Sagrada, uma pedra de proporções imensas postada sobre um pedestal, que marca o extremo norte da cidade e é o ponto de partida para subir o Huayna Picchu. Dali percorremos a parte baixa, através de corredores entre diversas residências, passando por um mirante com uma vista espetacular do Cerro Putucusi e do vale do Urubamba, conhecendo os engenhosos canais de drenagem e irrigação da cidade, os espelhos d’água, e os impressionantes terraços agrícolas, responsáveis pelo cultivo de alimentos e também pela drenagem das chuvas, evitando a erosão da encosta da montanha. No final do percurso passamos por construções que eram utilizadas como armazéns, no extremo leste dos terraços, onde os telhados foram reconstruídos. Dica 1: Ao sair, há uma pequena bancada onde fica a disposição um carimbo de Machu Picchu para o passaporte. Curiosidade 1: As construções de Machu Picchu passam por manutenções constantes. As paredes são desmontadas para limpeza entre as pedras, e depois montadas novamente, exatamente da mesma maneira. Por conta disso, alguns setores podem estar fechados para acesso. Além disso, diversos funcionários se encarregam de raspar e tirar musgos que crescem nas pedras. Curiosidade 2: Os funcionários que trabalham na cidadela usam roupas com tons parecidos das pedras, para ficarem camuflados e chamarem o mínimo de atenção possível na paisagem. Ao sair pegamos novamente nossas coisas, carimbamos os passaportes, e decidimos descer a pé, tanto pela economia (30 dólares para os dois) quanto para conhecer a trilha de acesso à Machu Picchu. Consiste em uma escadaria de pedras entalhadas, com 1,7 km de extensão entre a mata nativa, que encontra os trilhos do trem no vale do Urubamba. No trajeto existem alguns pontos de descanso, um dos quais utilizamos para fazer um lanche. Após cerca de 1 hora de descida chegamos aos trilhos, onde retomamos os quase 13 km de trilha até a hidrelétrica. No trecho final existem áreas de camping e lanchonetes, onde é possível utilizar banheiros e comprar algo para comer ou beber. Chegando na hidrelétrica localizamos nossa van, tomamos nosso comprimido contra enjoo, e seguimos viagem para Cusco. Para quem quer fazer por conta própria, é possível contratar o retorno para Cusco ali mesmo. Chegamos em Cusco já de noite, e desembarcamos na Plaza de Armas, de onde fomos jantar (novamente a opção foi uma pizza) e depois ao hotel. DIA 5 - VALLE SAGRADO Custos (por pessoa): Pacote Valle Sagrado: 80 Soles Entrada para as Salinas de Maras: 10 Soles Total: 90 Soles O Último dia começou cedo. Novamente uma van foi nos buscar no hotel, pontualmente as 6:30 da manhã. Apanhamos outros passageiros, e então partimos para o Valle Sagrado. O pacote custou 80 soles por pessoa, incluindo almoço. Nossa primeira parada foi em Chinchero, uma cidadezinha a quase 3.800 metros de altitude e cerca de 30 km de Cusco, com suas ruas estreitas e uma praça, onde os espanhóis ergueram uma igreja sobre ruínas incas. A principal atividade econômica de Chinchero é a têxtil, e o nosso passeio incluía a visita a um casarão com um pátio onde são produzidos, expostos, e vendidos diversos tipos de tecidos, blusas, toucas, tapetes, e todo tipo de produto têxtil que se pode imaginar, dando ao local um colorido especial. Fomos brindados com uma excelente aula de uma jovem local – com um senso de humor apurado – sobre as técnicas e procedimentos utilizados na produção, que acontece todo de forma artesanal e sem produtos industriais. Desde o processo de tratamento da lã, tingimento – utilizando plantas e até insetos – até a confecção dos tecidos. Fomos servidos também com um chá de coca cortesia. Em seguida fomos até o vilarejo de Maras, onde o forte é o sal e chocolates. Paramos em um comércio ao lado da praça central, onde se pode adquirir o sal rosado dos Andes, flor de sal, sal medicinal, chocolates diversos, pedras, entre outras coisas. Pudemos também provar diferentes tipos de chocolate, incluindo chocolate com sal, um sabor peculiar mas muito gostoso. De lá partimos para as salinas, de onde são extraídos os famosos sais da região. Um complexo sistema de aproximadamente 3 mil piscinas, abastecidas pela água salgada que brota dos subterrâneos da montanha adjacente, com uma salinidade de 27%, bem mais alta do que a água do mar, que tem 17%. A extração é feita através da evaporação da água, resultando nas três camadas de sal: a primeira é a flor de sal, no meio o sal rosado, e embaixo o sal medicinal. Na entrada existem diversos produtos a venda, e uma estrutura com banheiros. Nossa próxima parada foi em Moray, um conjunto de terraços agrícolas esculpidos em uma depressão natural do terreno. O local era utilizado principalmente como um laboratório de plantios, devido a diferença de temperatura entre os níveis altos e os baixos. De lá é possível ter uma bela vista de alguns picos nevados da Cordilheira dos Andes. Em seguida partimos rumo a Ollantaytambo, descendo a encosta das montanhas por estradas sinuosas por cerca de 30 minutos. Ollantaytambo é a única cidade do império Inca ainda habitada, e é de onde parte o trem para Aguas Calientes. A cidade, como o nome sugere (tambo), servia de refúgio para viajantes, e logo na entrada há uma feira de artesanatos. Entrando na cidade nos deparamos com um imenso sistema de terraços entre duas montanhas. Nas encostas das montanhas existem construções que eram utilizadas como armazéns, pois a temperatura no alto é mais baixa, preservando melhor os alimentos. Subimos o sistema de terraços, e do alto é possível ter uma bela vista da cidade. Partindo de Ollantaytambo rumamos para a cidade de Urubamba, onde fizemos uma parada para almoço no Inkas House, um excelente restaurante, com uma área externa, buffet livre com ótima comida, e musica andina ao vivo. Como estava incluído no pacote, arcamos apenas com as bebidas. O custo do almoço é cerca de 40 soles para quem paga a parte. Após o almoço fomos para nossa última visita, as ruínas de Pisac, cuja área é maior que Machu Picchu. A cidade de Pisac fica a 33 km de distância da cidade de Cusco e a aproximadamente 3.500 metros de altitude. Pesquisadores acreditam que a cidade começou como um posto militar para combater invasores, mas virou um centro cerimonial e residencial, que foi povoado desde o século X. Chama a atenção, do outro lado do rio, um paredão rochoso com inúmeros pequenos buracos, que constituem o maior cemitério inca conhecido. Os buracos eram as tumbas, e são cerca de 3 mil conhecidas. No retorno paramos no centro comercial de Pisac, onde visitamos uma loja de pratas e pedrarias. O trabalho em prata de Pisac é reconhecido por utilizar prata .950, ou seja, pureza de 95%. Como em outras ocasiões, tivemos outra excelente aula sobre a produção – também artesanal – dos produtos, com demonstrações e explicações dos processos, tipos de pedras utilizadas, lapidação, até o produto final. O local também oferece inúmeros produtos em prata e pedras diversas para venda. Por fim retornamos a Cusco de noite, até a Plaza de Armas, onde paramos para tomar um café em uma das charmosas sacadas que rodeiam a praça, nos despedindo das belezas e riquezas culturais e históricas do Peru. GASTOS DIÁRIOS (POR PESSOA): 355 Soles + 90 dólares = R$ 733,00 (aproximadamente, na cotação atual). HOSPEDAGEM (POR PESSOA): R$ 50,00 x 5 DIAS = R$ 250,00 TOTAL DE GASTOS*: R$ 983,00 *NÃO INCLUSO PASSAGENS Para quem teve paciência para ler até o final (rs) espero que tenham gostado! E que sirva de inspiração para seus próximos roteiros! E para quem tiver interesse, deixo também este mesmo guia/roteiro em versão PDF, com alguns detalhes a mais, além de mapas e fotos! (disponível logo abaixo) Abraços a todos, e boas viagens! "O que importa é a jornada, e não o destino". ebook.pdf
  8. 1 ponto
    Era para ter publicado este relato faz um tempinho , pois fui para o Peru no dia 04/06/2019 , tinha feito um lindo relato diretamente no site , mas infelizmente na hora de publicar deu falha e perdi tudo , mas minha vontade voltou , e desta vez fiz pelo word antes de publicar , meu primeiro mochilão foi em 2018 para Bolívia , e nesse mesmo mochilão conheci um pouquinho de Arequipa e Puno no Peru , foi incrível , decidi naquele momento que faria o Peru no proximo ano com mais calma , fui sozinho e voltei com muitas amizades , para este ano resolvi buscar por companhia , encontrei algumas pessoas , passei uma peneira e montamos um grupo no whatsapp , foram um pouco mais de 3 meses de planejamento , e durante este tempo conheci a Sheylla , Uma porto-riquenha que mora na Bahia e está há 10 anos no Brasil , muito alegre , divertida ,humilde , e que aos poucos fomos tendo mais intimidade , eu não estava a procura de ter um relacionamento , e ela também não , até aconteceu umas flertadas , mas eu sempre fugia , então finalmente chegou o grande dia , as meninas chegaram no dia 03 , eu e o Renan chegamos no dia 04 , sendo eu o último a chegar , já havia lido umas dicas sobre os táxis do aeroporto de Cusco para o centro histórico , que não chegava a 10 soles , eles cobravam 25 , 30 , 40 soles , que foi o que o Renan pagou , Uber cobra 20 soles , sai para a rua e andei um pouco e paguei 10 soles , mas no final cobrou 15 soles , pois demos varias voltas para encontrar o hostel , ficamos no Black Hostel , não recomendo , tivemos alguns problemas bem chatos por lá , quando cheguei estavam todos na recepção Sheylla , Fran , Renan e Talita , a Sheylla veio correndo e me deu um forte abraço , eu estava morto , pois não havia dormido direito , mas foi ótimo conhecer a todos , alias foi uma viagem incrível , com belas novas amizades , eu resolvi sair para fazer câmbio , a sheylla resolveu me acompanhar , e nessa caminhada ela acabou me dando um selinho , pronto resolvido , quebrou o gelo , dali para frente não largamos mais , ela já havia mudado o roteiro e gastou uma grana por isso, para fazermos todos juntos , mas acredito que valeu a pena , o Peru também é um pais incrível , lindo , muito o que se ver , claro tem os lugares mais visitados e famosos como Machu Picchu , mas tudo é muito lindo , comidas maravilhosas , povo muito alegre , muita cor e alegria , no segundo dia já fizemos a Laguna Humantay , até que foi bem tranquilo , até escorreguei em uma pedra e molhei minha bota , parece uma pintura de tão lindo , a estrada achei bem mais perigosa do que para hidrelétrica , talvez por termos feito de micro ônibus , acho bem mais seguro com van , não é aquela segurança , mas é bem melhor , pois as estradas são bem perigosas , devem ter 3 Mts de largura , que com um veículo maior acaba se tornando mais perigoso , apesar do perigo tem belas paisagens , no terceiro dia houve uma manifestação e não estavam saindo para tours , resolvemos conhecer melhor Cusco , tem muito o que se ver , provar , foi bem legal, uma bela cidade , muita cultura , muita cor , no dia seguinte começou nossa aventura rumo a Machu Picchu , iniciamos o tour para o vale sagrado , começamos por Moray , Maras e Ollantaytambo , onde passamos a noite , pois cometemos um erro , mas o importante é que deu certo e ollantaytambo é incrível demais , eu particularmente achei muito lindo , lugar incrível , por termos passado a noite por lá , pudemos aproveitar mais o passeio , pois os tours são muito rápidos , é o tempo de subir e descer , acaba sendo cansativo e não aproveitado , a paisagem daquele lugar é incrível , muito rico em ruinas , a noite eu e a Sheylla fomos jantar e resolvemos provar um hambúrguer de Alpaca , melhor escolha , muito bom de verdade , assim como eu , a Sheylla adora provar comidas diferentes , umas das qualidades dela que me conquistou , pois comer foi o que mais fizemos por lá , achamos uma padaria bem pequena próxima ao mercadão que tinham pães deliciosos , alguns recheados de queijo , o mercadão também é um bom lugar para comprar algumas coisas , fomos comprar algumas frutinhas diferentes , esses mercadões são muito bons , você encontra de tudo por lá , no dia seguinte seguimos rumo a tão sonhada e esperada Machu Picchu , a maioria do pessoal passou mal no caminho , eu fiquei tranquilo , achei mais perigoso a parte asfaltada do que a de terra , pois os cara pisa mesmo , todos os passeios tem os seus riscos , eu por ter conhecido a Bolívia , já estava esperando por essa aventura , chegamos na hidrelétrica , se resolverem comer por lá antes de iniciar , andem uns 10 minutos rumo a Águas Calientes que vão encontrar um preço melhor , infelizmente o Renan chegou passando mal , passou mal o caminho todo , algo que comeu não caiu bem , então ele acabou indo de trem , o resto de nós fomos caminhando , o caminho é bem tranquilo e muito bonito , quando chegamos no letreiro de Machu Picchu ficamos muito felizes , mas ainda tinha que caminhar um pouco até Águas Calientes ( Macchu Picchu Pueblo ) , quando finalmente chegamos fiquei de queixo caído , achei que iria ser uma cidade feia , mas não , também é muito lindo , hotéis e restaurantes de alto padrão , mas tem para todos os bolsos , se procurar certinho come bem e barato , vale a pena passar um dia a mais naquela cidade , aquele rio cortando a cidade é muito maneiro , aquelas montanhas gigantesca que nada mais é que a parte de trás de Machu Picchu é muito lindo , muito louco , o céu também é muito lindo por lá , pegamos tempo bom em todos os passeios , nem neblina pegamos em Machu Picchu, passamos a noite e de madrugada eu e a Sheylla saímos rumo subir Machu Picchu , o resto do pessoal foi de ônibus , que custa 12 dólares , eles liberam a partir das 05:00 , compramos o primeiro horário , pois faríamos Huayna Picchu , somente eu e a Sheylla , acho que deu para perceber o companheirismo né kkk , eu sinceramente achei que seria tranquilo , pois altitude não era alta , fizemos os outros passeios tranquilos , mas para mim foi bem difícil , as escadas parece que foram feitas para gigantes , força bastante , passei mal , parava bastante , mas conseguimos subir em 1 hora certinho , eu quase chorei , segurei na verdade , mas valeu muito a pena , que lugar lindo , incrível , parece de mentira de tão lindo que é , ver o sol nascer ali não tem preço , ainda mais ao lado de alguém que se tornaria minha namorada , tiramos algumas fotos e partimos para Huayna Picchu , foi tranquilo a subida , tem que ir com cuidado e calma , pois algumas partes se você cair , vai se juntar aos Incas , mas valeu a pena o esforço , vista incrível de Machu Picchu , voltamos tiramos mais algumas fotos , e resolvemos voltar de ônibus , pois minhas pernas estavam até tremendo , ainda tínhamos que caminhar 12 km para voltar para hidrelétrica , sofri um acidente de moto em 2018 , justamente pegou minha perna , voltando a trabalhar somente em janeiro deste ano , por isso não estava 100% , mas deu tudo certo , almoçamos , e seguimos de volta para hidrelétrica , na volta resolvemos tomar um Dramin para dormir , deu certo , acordei rapidamente somente duas vezes em uma freada brusca e na parada , no dia seguinte iriamos fazer nosso ultimo passeio juntos para Montanha Colorida ( Rainbow Mountain ) , pois Renan , Fran e Talita seguiriam para Bolívia , e nós para Huaraz , é uma caminhada até que tranquila , é muito linda também , feito o passeio nos despedimos das belas amizades que fizemos , foi muito divertido , pessoas do bem , no dia seguinte eu e claro a Sheylla pegamos um voo para Lima , onde queríamos passar uns 2 dias , mas resolvemos não ficar , tem sua beleza , mas não curtimos muito ficar na cidade cinza , lá foi o melhor câmbio que encontramos , tanto para o Real quanto para Dólar , no final deixo gastos e roteiro , fomos até o terminal de ónibus para comprar as passagens para Huaraz , tem poucos horários , vários preços , a melhor companhia é a Cruz del Sur , mas tem algumas muito boas também , fomos de Linea , que sai do terminal norte , foi uma viagem tranquila , a cidade é bem grande e movimentada , muitos gringos , muitos mesmo , ficamos no Black Mountain , gostamos bastante , fechamos os passeios com eles , tem uma agência no próprio hostel , preço bom também , fizemos apenas Laguna 69 e Glaciar , o caminho para Laguna 69 é lindo demais , parece realmente cenário de filme , O senhor dos Anéis por exemplo , lembra muito , foi tranquilo a caminhada , no finalzinho quando estamos chegando pesa um pouco , mais vale a pena todo o esforço , lindo de se ver , o Glaciar infelizmente no máximo daqui 5 anos não terá mais nada , devido ao aquecimento global , é muito triste ver o derretimento acelerado daquela beleza , voltamos para lima e seguimos para Arequipa , umas das cidades que a Sheylla queria conhecer ,eu havia conhecido , mas não fiz tour , então foi uma nova oportunidade , também foi um dia especial , pois era o aniversário dela , aproveitei levei ela para jantar em um restaurante bacana e aproveitei e pedi em namoro também , fizemos o passeio para ver o voo dos condor e descemos o Canyon de Colca que foi uma bela caminhada , uma experiência incrível , lugar lindo , voltamos para Arequipa , conhecemos um pouco mais , provamos bastante comidas claro , principalmente o Cuy ( Porquinho da índia ) e infelizmente nos separamos , pois meu voo saia de Cusco e o dela de Lima , voltaríamos a nos ver em São Paulo , antes dela partir no dia seguinte para Porto Seguro e eu de volta para o interior de São Paulo , em Cusco conheci mais dois Brasileiros bem legais , um não lembro o nome , mas tinha a Ariane que mora em Franca e estava sozinha , mostrei alguns lugares para eles , dei dicas , eu fiz uma correria o dia todo atrás de lembranças e por ultimo as alianças , pois estava tendo desfile de Corpus Christis a cidades estava lotada , até por que estava perto da famosa Festa do Sol , de volta ao Brasil esperei ela com um par de alianças que comprei com a trilogia Inca , claro que guardei segredo , e consegui pegar o tamanho sem que ela percebesse , os Incas foram nossos cupidos , nada mais justo que selar esse novo amor com a trilogia Inca , foi uma viagem inclivel , com muita alegria , amizade , amor , experiência , paisagens de tirar o folego , viajar sem duvida é a melhor coisa a se fazer no mundo , havia decidido a dar um tempo para mim mesmo , viajar , sem se preocupar de estar sozinho , pois já havia sofrido muito com relacionamentos , e já não me importava de estar solteiro , até gostava muito , mas em umas dessas viagens encontrei alguém parecido comigo em muitas coisas , ela acabou me conquistando , e resolvi dar mais uma nova chance ao amor , que nunca deixei de acreditar , mesmo com tantas decepções , na minha opinião o segredo é não procurar , é primeiramente se amar antes de tudo , dar valor para você mesmo(a) , e quando menos esperar , não importa onde estiver , o amor vai pedir uma nova chance , mas quem ira decidir se aceita ou não , é você(a) , encontrei uma companheira para viagens , uma aventureira , que assim como eu , quer conhecer o máximo de lugares possíveis no mundo , agradeço mais uma vez ao Mochileiros.com , pois minhas aventuras começaram graças a esse site , desejo a todos força , coragem e amor em suas viagens por esse mundão , e que deus proteja a todos nós , quem quiser ver mais fotos ou tirar duvidas , meu insta é JoãoFalanque , até mais pessoal... Roteiro Peru 2019 São Paulo x Cusco = 04/06 Laguna Humantay = 05/06 Cusco Tour = 06/06 Vale Sagrado = 07/06(Moray , Maras , Ollantaytambo ) Águas Calientes = 08/06 Machu Picchu= 09/06 Montanha Colorida = 10/06 Cusco x Lima = 11/06 Lima x Huaraz = 11/06 Huaraz / Laguna 69 = 12/06 Huaraz / Pastoruri = 13/06 Huaraz x Lima = 14/06 Lima x Arequipa = 14/06 Arequipa = 15/16/17/18 = Cânion de Colca / voo do condor / tour cidade Arequipa x Cusco = 18/06 Cusco = 19/06 Cusco x São Paulo = 20/06 Passagem Aérea = São Paulo x Cusco = 1.415 = Tem conexão em Lima Gasto Viagem = 3.100 Reais Câmbio = 1 real = 0,85 a 0,90 = Soles= Lima foi o melhor Câmbio Dólar = 1 dólar = 3, 30= Soles é possível reduzir uns 20% do valor gasto..
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    Olá! Estou saindo de Goiânia com destino a Noronha no período de 03/12 a 11/12. Procuro parceria pra realizar um Ilha Tour privativo com até quatro pessoas comigo, passeio náutico e demais trilhas. Pode me chamar aqui ou no insta----> whosthiagorabelo
  10. 1 ponto
    Salve salve mochileiros! Segue o relato com as dicas para fazer trilhas, cachoeira e conhecer três praias em um bate e volta de 2 dias bem perto da cidade de São Paulo. Este relato será baseado na minha última visita a Prainha Branca porém contém dicas e fotos de todas as vezes que fui neste paraíso! 1º Dia: Ida - 29/04/18 - 11h00min - São Paulo x Bertioga x Guarujá - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Camping Tabajara R$30,00 Partindo de São Paulo do bairro de Perdizes, peguei o METRÔ de SP na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Azul) para baldear até a estação Sé (linha Vermelha) e depois até a estação Brás (linha Vermelha). Aguarda por alguns minutos pelo trem da CPTM com sentido a estação Guaianazes (linha Coral) onde acontece a troca de trens (se dirija ao primeiro vagão do trem, pois no desembarque você poderá ter problemas por causa do fluxo contrário). Feito a troca é só pegar sentido estação Estudantes (linha Coral) com tempo de aproximadamente 1h10min este primeiro trecho. Na estação Estudantes existe um terminal de ônibus com passagens para Bertioga por R$26,00 e com tempo estimado em 1h30min. A linha é a Mogi x Bertioga e o tempo de descida depende de como está o fluxo do trânsito no dia. Em feriados prolongados e datas festivas acontece muito fluxo por essas estradas e o tempo de descida pode demorar um pouco mais para chegar até Bertioga, então fiquem ligados. No mesmo terminal assim que você sai das catracas da estação Estudantes de trem, algumas pessoas vão te oferecer o mesmo caminho feito por carros ou vans pelo valor de R$25,00 por pessoa. É só aguardar por alguns minutos até fechar a quantidade de um carro (4 pessoas) ou van (10 pessoas) que acontece a descida (nos feriados, reveillon e carnaval a espera é bem rápida pois muitas pessoas fazem este percurso, então vale a pena esperar). Chegando em Bertioga fomos até a balsa para fazer a travessia até o lado do Guarujá, onde fica a trilha para a Prainha Branca. A travessia de balsa dura aproximadamente uns 15 minutos e chegando é só seguir poucos metros para o começo da trilha para Prainha Branca pois fica bem perto da balsa. A trilha de nível fácil hoje está calçada até a vila ficando de fácil acesso inclusive em dias de chuva, dando um tempo de aproximadamente 10 a 20 minutos. Pronto, chegando na vila da Prainha Branca onde tem toda infraestrutura da praia com padaria, mercadinhos, camping, pousadas e alguns restaurantes, tudo bem simples mas bem receptivos. Chegando na praia seguimos para o lado esquerdo e caminhamos por uns 10 minutos até o Camping Tabajara que fica quase no final da praia. Fechei o valor de R$30,00 por pessoa com banheiros, chuveiro quente, cozinha compartilhada (fogão, geladeira, mesa, cadeiras e alguns utensílios de cozinha), com Wi-fi e uma bela área para acampar. O camping fica a poucos metros da praia então você dorme com o som das ondas a noite quando o silêncio do lugar prevalece. www.campingtabajara.com/ Acampamento montado, mochila guardada bora curtir o dia na Praia Branca. Como era um feriado prolongado e muitos iriam trabalhar na segunda-feira, a praia não estava nem muito cheia e nem muito vazia, estava meio a meio. Ficamos o resto do dia nesta praia com um por do sol nas montanhas fantástico com cores muito fortes e assim que o sol se foi uma Lua digna de uma pintura se levantou no céu ainda azulado. Ela parecia que nascia de dentro do mar iluminando cada vez mais enquanto se erguia no céu. Horas de contemplação para esse momento pois era de uma beleza única! Fui informado que aconteceria um Luau na praia mais a noite, então fomos para o camping para pegar alguns drinks e bora pro luau que aconteceu no meio da Prainha Branca e foi sensacional, a lua iluminando toda praia ao som de uma banda que só tocava os sons que você mais gosta, foi muito boa a vide e o clima do pessoal. Na praia mesmo existem algumas barracas com porções de peixe, batata frita, calabresa, cervejas e drinks mas seus preços são um pouco salgados por estarem localizados na areia da praia, então vale a pena dar uma pesquisada antes. Após comer um belo peixe frito e tomar uma bela garrafa de vinho fomos para o camping descansar pois o dia seguinte teria que acordar cedo para fazer as trilhas para conhecer as outras duas praias e a cachoeira. 2º Dia: Volta: 30/04/18 - 21h30min - Guaruja x Bertioga x São Paulo - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Almoço Restaurante Lipe Point R$15,00 a R$20,00 Por volta das 6h00 da manhã com nascer do sol maravilhoso na Prainha Branca tomamos nosso café da manhã, aprontamos nossas mochilas com alimentos e água e bora trilhar. Andamos a Prainha Branca até o final e como ainda a maré estava baixa, teve a possibilidade de conhecer a ilha que fica bem pertinho da praia a pé mesmo atravessando pelo mar. Tem um trilha que corta a ilha atravessando do outro lado tendo uma vista muito linda. Voltamos e fomos em direção a entrada da trilha para a Praia Preta que fica no canto do último restaurante da praia. Ou se não encontrar é só perguntar pro pessoal do restaurante que te informarão onde fica. A trilha é de nível fácil também e leva aproximadamente uns 15 a 20 minutos até a Praia Preta. Quando estiver quase chegando, quando você conseguir ver e ouvir o mar, vai ser quando aparecerá uma bifurcação, vá para o lado esquerdo descendo a trilha, pois se continuar reto irá chegar na cachoeira que fica uns 20 minutos a frente. A cachoeira não é muito grande, mas da pra tomar um belo banho na sua queda para renovar as energias. Descemos a trilha e ficamos contemplando a Praia Preta que geralmente fica vazia pois não tem nenhuma infraestrutura na praia e nem se pode acampar por lei, mas algumas pessoas ainda sim acampam. Eu mesmo já acampei uma única vez na Praia Preta em uma outra vez e fui surpreendido pelo helicóptero da Polícia Ambiental que desceram na praia e mandaram desmontar a barraca imediatamente ou seria multado pelo crime previsto na lei ambiental. Ficamos algumas horas na praia preta e de lá fomos para mais uma trilha, agora para a Praia do Camburi. A entrada da trilha fica no final da Praia Preta, é de nível fácil e leva uns 25 minutos até a Praia do Camburi. A praia é cortada por um rio de água doce que faz um contraste lindo com o mar. A praia também não tem infraestrutura nenhuma porém existe uma casa de um senhor que dependendo do seu humor ele pode te arrumar um lugar para acampar, tudo bem barato. Mas lembre - se, isso só acontece se o humor do senhorzinho que reside lá estiver bom rsss. Contemplamos por horas esse pedacinho de paraíso, como chegamos de manhã na praia, ficamos com ela somente para nós. Esta sensação de estar sozinho em uma praia é maravilhosa, te dá a sensação de liberdade! Ficamos horas nesta praia contemplando cada pedacinho de paraíso ali. Pra voltar para a Prainha Branca onde estava o camping é só fazer o mesmo caminho, não tem erro. Chegando na prainha branca almoçamos em um restaurante que fica nas pequenas ruas da vila chamado Restaurante e Pousada Lipe Point, pedi um tipo de prato feito que vem em um bandejão por R$15,00 a R$20,00. Barriga cheia e pé na areia! Fomos direto para a praia, dormi algumas horas de frente para aquele mar fantástico, com um céu azul, um sol lindo ai foi só encontrar uma boa sombra debaixo das árvores para algumas horas de sono. Corpo descansado ficamos por alguns estantes na praia até o anoitecer, quando recebemos de presente o nascer da lua ainda mais linda que na noite anterior. Ela estava fantástica iluminando mais uma vez toda a praia e a vila da Prainha Branca. Foi emocionante! Após este presente da natureza retornamos ao camping para levantar acampamento e fazer a trilha de volta para a balsa para poder voltar a São Paulo. Assim que você sai do camping ao invés de retornar até a vila para fazer a trilha de volta, dentro do próprio camping já tem uma outra trilha que se encontra com a principal e corta um bom caminho, fazendo com que não tenha necessidade de andar nas areias com mochila nas costas, o que é muito cansativo. Então quando for sair do Camping Tabajara se informe com o proprietário do camping, o Marcelo, onde fazer a trilha para a balsa. A trilha é de fácil acesso e te leva até a trilha principal para retornar a balsa. Chegando na balsa é só aguardar alguns minutos para que a balsa possa ter o número de carros e pessoas para a travessia até Bertioga. Chegando em Bertioga é só caminhar até as feirinhas e perguntar onde fica os guichês da empresa de ônibus Viação Breda que sai de Bertioga até a Estação Estudantes pela Mogi-Bertioga. O valor da passagem é de R$26,00 e tem a duração de 1h30min dependendo do trânsito no dia. Sugiro que comprem as passagens de volta antecipadamente em feriados ou datas festivas pois corre o risco de acabar. Chegando na estação/terminal Estudantes (linha Coral) é só pegar o trem sentido Guaianazes (linha Coral), trocar de trem e pegar sentido estação da Luz, ai faz a baldeação para a Estação Paraíso (linha Azul) e de lá para a Estação Vila Madalena (linha Verde). Pronto nosso bate e volta de dois dias ao litoral saindo de São Paulo esta feito! Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  11. 1 ponto
    Olá, estou em dúvida se viajo para Maceió ou Recife. Pretendo viajar com um bebê de 11 meses e queria uma cidade com mais opções de bares, barracas, quiosques que funcionacem a noite, porque não tenho como curtir baladas a noite com o bebê e opto por bares e quiosques a noite. Igual a Fortaleza que pode ficar com crianças até a no que não serena
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    Semana de descanso em Arraial e Caraiva
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    Olá mochileiros! Berlim, Praga e Amsterdam em outubro! Alguém?
  14. 1 ponto
    Alguém aí indo para Tailândia neste período? quero viajar logo depois do Natal e retornar dia 15 de janeiro. Indo viajar sozinho
  15. 1 ponto
    Infelizmente estamos a mercê desses marginais e enquanto não fizerem leis mais rígidas esses assaltos irão continuar. Creio que agora com menos frequência, pois segundo informações da polícia de Potim, os assaltantes que costumavam agir nesse local utilizavam uma moto preta, ou seja, a mesma moto que me assaltou e foi apreendida pela Polícia, bem como os assaltantes presos. Mas mesmo assim, tem que ter muito cuidado...
  16. 1 ponto
    Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente. Enquanto me planejava, era questionado diversas vezes do porquê de ir à Bolivia; porque não para outro país “melhor”; o que fazer num país que não havia nada ou até mesmo se não havia outro país mais bacana mesmo com a moeda mais desvalorizadaem relação à nossa. Hoje vejo com mais clareza o preconceito e o estereótipo que ronda sobre a Bolívia, porém, no fundo, nada disso me importava. Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou. É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem. Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo. A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida. As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar. Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões. Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor. Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua. A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo. A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós. E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um. Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo de tudo. - se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas
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    Olá Mochileiros...eu e mais cinco colegas fizemos o Caminho da Fé, saindo de Águas da Prata/SP, num percurso de 320km em 14 dias. Só alerto à todos para o problema de assaltos que estão ocorrendo em Potim, mais ou menos 10km antes de chegar em Aparecida. Isso aconteceu comigo e meus colegas...Isso mesmo, fomos assaltados por dois vagabundos de moto, sendo que um deles estava com um revólver calibre 38. Fui o primeiro a ser roubado, enquanto um dos assaltantes apontava o revólver em minha direção o outro mandou que eu entregasse o celular e em seguida a Mochila. Eles só não sabiam que estavam assaltando um policial militar e que eu estava com minha arma na cintura...Assim que entreguei o celular e a Mochila fiquei esperando o momento certo de agir. Como alguns dos meus colegas estavam a uns 15 metros mais para trás, o assaltante que estava com a arma se afastou um pouco de mim prá render os outros colegas e o assaltante que havia roubado minha mochila e meu celular viroude costas prá mim prá roubar a Mochila da meu colega que estava a uns 4 metros de mim. Nesse momento saquei meu 38 e dei um tiro que pegou no olho dele, pois no momento que atirei ele virou para mim e o tiro pegou no lado da olho. Ele caiu e achei que estaria morto. Rapidamente saí correndo em direção ao outro assaltante já atirando, foi quando ele assustou-se e correu para um pasto e deu dois tiros em minha direção, errando. Aí dei mais dois tiro em cima dele mas ele correu pro mato. Quando voltei na direção do outro que eu havia atirado no olho, vi ele já correndo cambaleando e conseguiu se evadir para o mato. Consegui recuperar meu celular e minha mochila e chamamos a polícia. Depois de uns dez dias recebi uma mensagem de que todos haviam sido presos, pois a moto em que eles estavam pertencia a um deles e com isso a polícia conseguiu identificar. Estou narrando isso prá alertar àqueles que pretendem fazer esse caminho.
  18. 1 ponto
    Roteiro de cidades: Belo Horizonte - MG Alfenas – MG Botucatu – SP Prudentópolis – PR Serra do Rio do Rastro – SC Urubici – SC Cascata do Avencal – SC Morro da Igreja e Pedra Furada – SC Serra do Corvo Branco – SC Laguna – SC (Marco do Tratado das Tordesilhas e Pedra do Frade) Imbituba – SC Bombinhas – SC Blumenau – SC Cananéia – SP Ilha do Cardoso – SP Bertioga – SP São Sebastião – SP (Praia de Maresias) Ubatuba – SP (Praia da Enseada, Praia Vermelha do Centro e Praia do Cedro) Pindamonhangaba – SP Campos do Jordão – SP São João Del Rei – MG Rio Casca – MG Belo Horizonte – MG Total gastos com gasolina: R$1,623,72 Total gastos com pedágios: R$123,70 Total gastos com hospedagens: aproximadamente R$ 900,00 (sendo cerca de R$500,00 de estadia em Botucatu) Total gastos com passeios/guias: aproximadamente R$ 200,00 Total gastos com alimentação: aproximadamente R$ 800,00 Total gastos aproximado: R$ 3.650,00 Juntando as minhas férias e alguns dias de hora extra do trabalho, acumulei 39 dias de folga, que tirei entre os dias 23 de março a 5 de maio de 2019. Nesse período, passei os primeiros 25 dias em Botucatu (SP) fazendo um estágio na UNESP. Eu já fui de Belo Horizonte para Botucatu 3 vezes, sendo duas de carro, e sempre tento fazer caminhos diferentes para conhecer novas cidades em paradas (BH a Botucatu são mais de 800 Km e eu faço em 2 dias para não cansar muito). A primeira vez que eu fui de carro para Botucatu foi em janeiro de 2017 e desci de BH até Extrema - MG (que é uma cidade muito boa pois é um destino de aventuras, sendo cheia de cachoeiras, atividades de rafting, rapel, trekking, asa delta…), depois segui até Campinas (BR 381), onde peguei as Rodovias SP050 e 373 até Botucatu. Esse é o melhor e mais rápido caminho de BH a Botucatu. As estradas são duplicadas ou triplicadas, com acostamento, com asfalto impecável… mas tais benefícios custam muito. Eu não lembro por quantos postos de pedágios eu passei, mas gastei mais e 100 reais só de pedágios. Dessa vez, em 2019, eu fui de BH até Alfenas (MG), onde parei para descansar e conhecer a cidade, e de lá segui para Botucatu. Alfenas é uma cidade tranquila, mas que não tem muitas coisas para fazer ou conhecer, embora seja perto do lago sul de FURNAS. Esse caminho que fiz desta vez foi praticamente a mesma quilometragem da viagem anterior, mas muito mais demorado. Praticamente todas as estradas que peguei eram simples, sem acostamento, com asfalto bem ruim (alguns lugares eram PÉSSIMOS, com buracos demais), com muitas curvas perigosas. Embora eu tenha fugido de alguns pedágios (principalmente no Estado de São Paulo) e visto uns cenários lindos (passei por muitas serras e lagos), não sei se valeu a pena. O risco foi bem grande, o tempo de direção foi bem maior pois a velocidade é bem menor, além da possibilidade do carro estragar na buracaiada. 19/04/19 (sexta) - Depois de fazer muita balbúrdia na Universidade, eu saí de férias propriamente dita no dia 19 de abril. Saí de Botucatu por volta das 6 horas da manhã e parei em Prudentópolis (PR), terra conhecida como “cidade das cachoeiras gigantes”, por voltas das 14h. Cidadezinha linda! Pequena, organizada e limpa. Estava toda enfeitada com coelhinhos e ovos de páscoas gigantes por causa do feriado de páscoa. As cachoeiras de lá realmente são muito grandes (mais de 100 metros), porém elas são mais afastadas da área urbana e pra acessá-las você deve pegar estrada de chão de terra batida com alguns buracos. Um carro popular (eu tenho um Palio Attractive) passa tranquilamente, só precisa ir mais devagar por causa da trepidação. As cachoeiras ficam entre 10 a 40 Km da cidade. Eu visitei os Saltos Barão do Rio Branco, São Sebastião, São João e São Francisco. Haviam outros lugares para ir, mas eles ou estavam fechados ou não deu tempo. As quedas das águas são impressionantes. O Salto São Sebastião foi o que eu mais gostei por ser bastante diferente. São duas cachoeiras literalmente uma em frente a outra. Para acessar essa cachoeira, paguei R$10,00 (fica em uma propriedade particular) e tem que descer um barranco bem grande (cerca de 20 minutos de descida). É bastante cansativo e exige um esforço físico grande, pois muitas vezes você precisa usar cordas, seja para subir ou para descer. 20/04/19 (sábado) - Saí de Prudentópolis (8h) em direção a Serra do Rio Rastro (SC), na Serra Catarinense na cidade de Bom Jardim da Serra, chegando lá por volta das 17h. Lugar muito legal de se visitar e ver a estrada do alto da serra fazendo um super ziguezague. A região é muito movimentada e cheia de motoqueiros. Em frente ao mirante da Serra do Rio Rastro, tem uma propriedade particular (entrada R$10,00) que você vai praticamente de carro (1km da portaria) até umas torres de produção de energia eólica e também em um mirante do Cânion do Ronda. Lugar imperdível. Saí de lá já estava escuro para ir para Urubici, a cidade mais fria do Brasil. Cheguei em Urubici por volta das 20h e realmente lá é bem frio. Estava fazendo 14°C e segundo informações dos comerciantes da área, estava quente para aquele período do ano. Como era feriado de páscoa, a cidade estava lotada e não consegui nenhuma hospedagem barata. Acabei dormindo no carro para economizar uma grana. Além disso, eu tava tão cansada de dirigir naquele dia que nem percebi desconforto. O único problema foi o frio. Tive que vestir umas duas blusas de frio, mais o saco de dormir, pois a temperatura abaixou mais ainda durante a madrugada. 21/04/19 (domingo) - Fui para a Cachoeira do Avencal e para o Parque Nacional São Joaquim para visitar a Pedra Furada e o Morro da Igreja. O parque exige que você retire uma autorização de visita junto à sede do ICMBio na cidade. Lá eles te dão uma pulseirinha que permite a sua entrada no parque. Segundo informações do ICMBio o parque está ficando fechado para reformas pelo exército (o parque também é uma área controlada pelo exército e qualquer outra atividade lá dentro, como trilhas para trekking, tem que ter a autorização deles), mas como era feriado de páscoa, eles abriram para visitação. SORTE! (Eu basicamente fui para SC para visitar esse parque. Imagina se não tivesse conseguido?!). Isto é, com exceção de feriados, a visitação está fechada para a Pedra Furada e o Morro da Igreja (fica no mesmo lugar). Com a minha pulseirinha na mão, fui primeiro para a Cachoeira do Avencal (entrada RS12,00), que fica cerca de 15km de Urubici. A cachoeira é gigante também e não tem que andar para chegar no mirante. Você chega de carro até ele. Lá tem duas propriedades, que oferecem a mesma visão da queda. Mas a que eu fui, tinha uma infraestrutura melhor. Da Cachoeira do Avencal eu fui para o Parque Nacional São Joaquim. O número de veículos lá é controlado e só pode subir para as atrações 30 carros por vez. Ou seja, encheu as 30 vagas você tem que esperar alguém retornar para seu acesso ser liberado. Eu cheguei lá por volta das 9h e esperei cerca de 10 minutos na fila (3 carros na minha frente). A recomendação é que cada um não permaneça lá mais de 15 minutos, para que todos tenham acesso. O que é bem difícil, pois o lugar é bem bonito e dá vontade de ficar um tempão admirando a paisagem. Vá bem agasalhado pois lá venta muito e é bem gelado. Quando saí de lá a fila de carros já estava bem grande. Conversando com o soldado que controla a entrada e saída de veículos, ele disse que no dia anterior, no sábado de páscoa a fila chegou 2,5 Km e o tempo de espera de mais de 2 horas. Isto é. Chegue muito cedo. Não só para não pegar a fila de carros, mas também porque existe um limite por dia de pulseiras que o ICMBio distribui. A menina da padaria onde tomei café me disse que era 200, mas não confirmei essa informação no ICMBio. Depois que saí da Pedra Furada fui para o mirante da Serra do Corvo Branco. Lugar bem diferente! Dois paredões gigantes de pedras cercam uma parte da estrada, que tem um visual incrível e curvas que você acha que o carro não vai dar conta de fazer de tão fechadas. Bem no mirante da Serra do Corvo Branco tem uma propriedade particular (R$20,00) que você acessa a Serra pela parte de cima. Vale demais a visita. Primeiro pela aventura de subir com o carro lá. Tinha hora que ele mal saía do lugar em uma subidas extremamente íngremes de cascalho e com um desfiladeiro do lado! Hahaha! Segundo pelas paisagens. Tem umas trilhas lá em cima e dá pra ver alguns cânions e locais famosos. Infelizmente eu peguei muita nuvem, mas ainda assim foi surreal! Desci a Serra do Corvo Branco e fui para Laguna, minha primeira cidade do litoral, onde cheguei por volta das 16 horas. Laguna é uma cidade histórica e bem bonitinha. Dentre seus atrativos, eu fui na Pedra do Frade e no Marco do Tratado das Tordesilhas. Já a noite segui para Imbituba, onde dormi. 22/04/19 (segunda) – O dia amanheceu muito chuvoso e acabei tendo que mudar meus planos. A ideia seria curtir a praia de manhã e seguir para Florianópolis. Mas realmente estava chovendo muito e a estrada bastante congestionada. Um percurso de 2 horas e meia, gastei mais 5 horas. Acabei indo para Bombinhas, onde cheguei a tarde e fui direto para a praia. Mas a chuva continuava. Não deu nem para passear pelo centrinho da cidade, que aliás é bem charmoso. Porém as coisas eram extremamente caras. O centrinho me lembrou a vila da Praia do Forte, na Bahia. Acabei ficando só no hostel. 23/04/19 (terça) – O dia continuou chuvoso e acabei não indo para Balneário Camboriú, que seria minha próxima parada. Mas fui direto para Blumenau, que não estava no meu roteiro, e valeu a pena ter ido para lá. A cidade é boa, mas ela não é toda no estilo alemão, como eu imaginava. A arquitetura alemã basicamente está concentrada no Parque Vila Germânica (entada gratuita). Esse é o local onde ocorre a Oktoberfest e realmente o ambiente me fez sentir que estava no Centro de Munique, na Alemanha. Para quem aprecia cervejas, lá é o point. Da Vila Germânica fui para o centro da cidade conhecer alguns pontos turísticos, mas acabei não indo em alguns museus que eu queria. Estava de sentindo um pouco mal nesse dia e resolvi pegar estrada mais cedo. A ideia seria ir para o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange para fazer uns trekkings, mas o tempo continuava ruim e vi alguns relatos na internet que as trilhas necessitavam de guia ou que estavam fechadas. Além disso, começaram aparecer notícias de que haveria uma nova paralisação dos caminhoneiros no domingo, dia 29. Daí fiquei muito receosa de nesse período tá longe demais de casa e ficar sem gasolina ou parada em algum lugar da estrada por tempo indeterminado. Assim, fui direto para Iporanga (SP), chegando na parte da tarde. Lá é uma das entradas com atrativos do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). Este parque é recheado de cavernas e trilhas. Praticamente todos os passeios no PETAR exigem guia, independente da cidade que esteja acessando o parque. Indo para a entrada do Parque, parei em um vilarejo em busca de um guia para me acompanhar ainda naquele dia e acabei conhecendo o Eduardo (contato: [email protected], (15) 99802.3308). Cara muito legal, guia credenciado, treinado e que têm todos os equipamentos de segurança necessários. Após uma choradinha no preço pra ele me acompanhar, paguei R$50,00 pelo serviço dele pois além de estar sozinha, não daria tempo de irmos em todas as áreas do parque pela a entrada por Iporanga, uma vez que era por volta das 15h e o parque fecharia às 18h. Além do valor do guia, também tive que pagar a entrada do Parque (não lembro o valor, mas se eu não me engano era R$15,00). Lá no PETAR o Eduardo primeiro me levou na Caverna do Santana (caverna super grande e sem iluminação artificial) e depois na Caverna Morro Preto (que é considerada um sítio arqueológico e tem vestígios lá). Saímos do parque por volta das 17h e eu segui em direção à Eldorado (SP), que é a cidade mais próxima da entrada da Caverna do Diabo. No meio do caminho, próximo a uma comunidade quilombola e já anoitecendo, ainda faltava, 48 Km para a cidade, mas eu estava somente a 5 Km da entrada do Parque. A estrada era de asfalto, mas uma das piores que eu já passei na minha vida, de tanto buraco. Acabei dormindo no carro de novo em frente à Escola da comunidade Quilombola. Se eu tivesse continuado para Eldorado, além da buracaida e gasolina, eu teria que dirigir os 48 km da ida para Eldorado, 53 Km de volta até à entrada do PETAR e retornar em direção à Eldorado novamente mais 53 Km para seguir viagem para Cananéia (SP). A noite foi bem difícil dentro do carro, pois como estava muito próxima ao PETAR, a umidade e o calor da Mata Atlântica da região deixou a noite bem complicada. 24/04/19 (quarta) – Logo cedo fui para a Caverna do Diabo, mas o parque só abria às 8h, então tive de esperar. A entrada custou R$30,00 já com o valor do guia incluso. Depois da Caverna do Diabo (ela é iluminada artificialmente e é bem bonita. A maior do Brasil até hoje das que eu já fui), subi até o Mirante do Governador. A maior parte da paisagem estava coberta, mas ainda assim valeu a pena a EXTENUANTE subida. No total gastei entre 2 a 2:30h entre a subida e descida e cerca de 800 degraus de rocha de diferentes tamanhos e dificuldades. Na parte da tarde eu segui para Cananéia (SP). O que valeu super a pena. Cananéia é um lugar pouco conhecido pelos turistas e é um local encantador. A cidade é cercada por ilhas, mangues e dois parques de Mata Atlântica conservada. Além disso, a cidade é super tranquila e parece mais uma vila de pescadores, do que uma cidade propriamente dita. Cheguei na cidade a tarde, passeei pelo centro e agendei meu transporte para a Ilha do Cardoso no dia seguinte. 25/04/19 (quinta) - O barco saiu por volta das 08:30h e demorou cerca de 20 minutos para chegar à Ilha do Cardoso. O dia estava um pouco nublado, mas quente e sem chuva. Quem fez o passeio comigo foi o pescador Ilso, um dos pescadores da região mais famosos e queridos pela população. E foi uma sorte conhecê-lo e recomendo demais ele. O passeio custou R$40,00. Junto comigo foi uma escola particular de ensino fundamental da região para passar o dia estudando o bioma marinho na Ilha do Cardoso, que é um Parque Estadual de conservação da Mata Atlântica. Antes de chegar na Ilha, durante o percurso, paramos em uma armadilha fixa de pesca sustentável da região e acabei escutando a explicação de um colega biólogo marinho que havia sido contratado para acompanhar a escola como monitor. E foi bem enriquecedor. Chegando na Ilha, conversando com o Ilso, perguntei dicas sobre as trilhas do Parque Estadual, mas recebi a triste notícia de que ele estava fechado/abandonado e que não tinha mais passeios (necessitam de guias). Mas por ser morador da ilha e ativista no Parque, ele me levou, juntamente com um outro cara que visitava também a ilha, até a sede do Parque, no manguezal e no museu de lá. Nos deu uma verdadeira aula sobre os animais e biomas de lá. Foi ótimo. O cara que estava visitando a ilha se chamava Belmiro e era um fotógrafo que mora em Cananéia (que aliás, faz um trabalho belíssimo! Recomendo muito o seu trabalho – Contato: José Belmiro, (13) 997503326 Vivo). Ele já havia ido à ilha do Cardoso algumas vezes, mas naquele dia ele tinha ido para fazer uma caminhada pela praia até um marco do descobrimento que tem lá. Acabei me juntando ao Belmiro e fomos caminhando (cerca de 14 km ida e volta, mas que pareceu ser mais pelo fato de tá andando na areia) até o marco. Tivemos a companhia de um cachorro comunitário da Ilha chamado Radar. Vira-lata animado aquele! Corria de um lado pro outro sem parar, nadava… aliás ele tem esse nome de Radar porque está sempre atento ao aparecimento de golfinhos na praia (que nadam bem perto da beira da água e você os vê toda hora com muita facilidade). Quando o Radar vê um golfinho, ele entra na água e fica nadando/brincando com bicho! O Ilso me disse que inclusive o golfinho de vez enquanto joga ele pra cima. A Ilha do Cardoso tem dois quiosques, que aceitam somente dinheiro. Passamos o dia todo na ilha e voltamos para Cananéia no final da tarde. O biólogo que eu conheci me deu uma dica que a noite teria uma apresentação de dança/música regional e tradicional em um dos restaurantes da cidade. Assim fui pra lá. A apresentação foi bem interessante, mas bastante inusitada. Tinha uma banda de senhores tocando uma música (que me lembrou Congado) e um outro grupo de diferentes faixas etárias fazendo uma dança com tamancos de madeira no pé em um tablado de madeira. Era tanto barulho dos tamancos que mal dava pra ouvir a música. Hahaha! 26/04/19 (sexta) – Na manhã seguinte fui para Bertioga (SP). Inicialmente eu iria dormir lá, mas ao chegar à praia desisti. A orla era arrumadinha, mas a água da praia suja, pois o esgoto descia na areia livremente. Tudo bem que eu fui na praia da área urbana, que geralmente não é recomendável em nenhum lugar. Mas as praias “boas” de Bertioga eram bem afastadas. Por conta disso, segui viagem. Fui para a praia de Maresias, em São Sebastião. Essa praia é famosa por ser o berço da maioria dos surfistas famosos do Brasil. A areia é bem clara e fininha, a água é mais clara, mas as ondas são muito grandes e fortes. Acabei nem entrando. No final da tarde segui para Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, onde passei na Praia da Enseada, antes de ir para o hostel onde dormi. De Cananéia até Ubatuba (passando pela BR101) são aproximadamente 470 Km, mas demorei cerca de 8 horas pra fazer caminho (sem considerar minhas paradas nas praias de Bertioga, Maresias e Enseada). Tem que ter uma paciência de Jó. A pista é simples, sem acostamento, LOTADA (e olha que era a tarde de uma sexta-feira de uma baixa temporada. Feriados e finais de semana fica impossível), com muitas serras e cheias de radares de 40 Km/h (que era a velocidade média). É um saco e tornou a viagem bem cansativa. Pelo menos o asfalto não é ruim. 27/04/19 (sábado) – Na noite anterior fiquei conversando com a galera que estava no hostel, que era muito gente boa. E como o mundo é pequeno, entre essas pessoas tinha um outro biólogo que foi orientado de um colaborador meu do doutorado (BH é um ovo!). Pela manhã (estava um sol de rachar!! Finalmente!) fui para o projeto TAMAR, para o aquário de Ubatuba e depois encontrei com o pessoal do hostel na praia. Inicialmente fomos para a Praia Vermelho do Centro e depois para a Praia do Cedro (que foi a minha preferida dentre todas as praias que passei desde Santa Catarina). Em Ubatuba a água é bem clara (nada comparado ao litoral de Alagoas, que para mim são as praias mais bonitas do Brasil) e com uma temperatura agradável (achei que ia ser super fria, como no Rio de Janeiro, mas não). A Praia Vermelha do Centro é maior e tem ondas mais fortes, mas a Praia do Cedro praticamente não tem onda. A noite fizemos um churrasco no hostel e ficamos papeando até de madrugada. 28/04/19 (domingo) – Queria ter ficado pelo menos mais um dia em Ubatuba, mas por conta da possibilidade da greve dos caminhoneiros fui embora, e segui para Pindamonhangaba (SP) para visitar um casal de amigos. Acabei dormindo na casa deles. 29/04/19 (segunda) – Saí cedo da casa dos meus amigos e fui para Campos do Jordão (SP), onde passei a manhã. A cidade é realmente bonitinha, mas sinceramente eu esperava bem mais pelo fato dela ser super famosa. Estava tendo uma festa lá em comemoração aos 145 anos da cidade e várias instituições e escolas estavam desfilando pela avenida central em um ato cívico. Dentre as opções de pontos turísticos, o único que me chamou atenção foi o passeios do Parque Amantikir, que é uma propriedade particular (R$40,00 a inteira. Doadores de sangue, professores, idosos e estudantes podem pagar meia) cheia de jardins com plantas de todo o mundo. O lugar é muito bem cuidado e o paisagismo é fantástico. Além disso, você tem uma visão exuberante de alguns pontos da Serra da Mantiqueira. Recomendo demais a visita. A tarde segui para São João Del Rei (MG). 30/04/19 (terça) – Na parte da manhã conheci São João Del Rei, a tarde fui para Tiradentes (me lembrou bastante Paraty – RJ) e voltei para São João. O centro histórico de São João é bem pequeno, assim como Tiradentes. Embora eu tenha adorado a visita a essas cidades, achei que as cidades eram maiores, como Ouro Preto (que dentre as cidades históricas do Brasil, continua sendo a minha preferida, disparadamente). A noite, junto com um pessoal que conheci no hostel, fui em uma apresentação de Jazz gratuita no Centro de Convenções da UFSJ e de lá seguimos para um barzinho. As igrejas de ambas as cidades históricas são bem bonitas e algumas pagam entre R$3 a 5. Mas de longe a Igreja mais bonita para mim era a Igreja Igreja do Pilar, que é gratuita e fica em São João. 01/05/19 (quarta) – De São João Del Rei segui para Rio Casca (MG), cidade da família do meu melhor amigo. Era aniversário da sobrinha dele de 1 aninho e fui comemorar com eles. Aproveitei e me empaturrei de docinhos! Rs! 02/05/19 (quinta) – Retorno para Belo Horizonte. No total rodei 5.500 Km cravados. E foi uma viagem linda, mas bastante cansativa, uma vez que bati volante sozinha o tempo inteiro e por muito tempo. Queria ter tido mais tempo em alguns lugares, pois foi tudo muito corrido e intenso. Mas conheci lugares incríveis que só poderiam ser acessados de carro. Muita gente até hoje se espanta com as minhas viagens sozinhas, principalmente de carro. E vejo muita gente com vontade de fazer o que eu faço: pegar o volante e sair por aí. Já tive experiências diversas no Brasil e algumas fora do Brasil. E eu digo que nada é mais libertador do que viajar sozinha, ainda mais de carro. Nessa viagem eu replanejei de última hora meu roteiro pelo menos umas 4 vezes. Muitos me perguntam se eu eu não fico com medo ou insegura. Claro que eu fico. Mas eu vou com medo mesmo. Porque eu não quero que nada me impeça de fazer aquilo que eu quero da minha vida. Principalmente que essa limitação seja interna. Se confrontar é um dos maiores desafios da vida e até agora sinto que estou no caminho certo. E você? O que te limita? Liberte-se.💪❤️ Alfenas - MG Avencal - SC Blumenau - SC Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Caverna do Diabo - PETAR, SP Caverna do Santana - PETAR, SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Marco do descobrimento, Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Pedra do Frade, Laguna - SC Praia do Cedro, Ubatuba - SP Prudentópolis - PR Prudentópolis - PR Prudentópolis - PR Serra do Rio Rastro - SC São João Del Rei - MG Tiradentes - MG Prudentópolis_(1).mp4 Prudentópolis - PR Cânion do Ronda - SC (não sei o motivo, mas não consigo desvirar essa foto de jeito nenhum...) Serra do Corvo Branco - SC Pedra Furada - Parque Nacional São Joaquim, SC
  19. 1 ponto
    Essa viagem foi possível graças a uma promoção anunciada pelo Melhores Destinos, onde as passagens de ida e volta de Guarulhos a Tel Aviv custaram a bagatela de 1040 reais por pessoa! Na verdade, não foi um mochilão propriamente dito, pois levei minha mãe que quis ficar em hotéis e com carro alugado, mas pela escassez de informação sobre os países do Cáucaso, achei que seria interessante deixar meu relato. Esse é um resumo do que constará em breve em meu blog de viagem Rediscovering the World. Dia 1 Ao chegarmos no aeroporto de Guarulhos vindo de Floripa, eu e minha mãe pudemos aproveitar meu cartão de crédito MasterCard Smiles Platinum para termos acesso à sala VIP. Lá comemos e bebemos à vontade, até o embarque no avião grande da Ethiopian Airlines, rumo à conexão em Adis Abeba. O voo de 11,5 horas contou com refeições e entretenimento decentes. Como nosso voo seguinte seria apenas na tarde do dia seguinte, ao pousar, tivemos que encarar mais duas horas na fila da imigração temporária para recebermos os vouchers; estes, dão direito a hospedagem, transporte e refeições gratuitas. Nos colocaram no hotel Blue Sky, um lugar de qualidade duvidosa como a média etíope, e com água fria no chuveiro. Para incrementar o jantar básico que é oferecido aos ocidentais, pedi uma "injera", que é uma massa feita do grão "teff", na qual se envolve a comida com o uso das mãos. Dia 2 Dormi bem pouco, graças ao jet lag. Antes das 8, já tomamos o café da manhã. Depois, trocamos euros por birr (32 pra cada) na recepção do hotel. Sob leve chuva, paramos um táxi na rua para nos levar por 100 birr até a estação de trem. É um sistema elétrico moderno e inovador na África, tendo sigo erguido pelos chineses há alguns anos. Custa apenas de 2 a 6 birr, então fica cheio. Descemos na praça Meskel, onde há dois anos estive na comemoração do ano etíope. Seguimos em direção norte, na companhia de um nativo que foi conversando em inglês com a gente. Passamos por uns prédios governamentais e áreas verdes. Em seguida, compramos um souvenir. Retornamos sozinhos pelo centro, que deixou minha mãe, novata na África, bem ressabiada. Caminhar com tantos olhos desconfiados não foi agradável, então logo pegamos o trem de volta. Aproveitamos o almoço gratuito no hotel. Logo depois, foi a hora de enfrentarmos as checagens de segurança infinitas do aeroporto de Adis Abeba. Voamos a Israel de Ethiopian. Só que dessa vez, sem telas de vídeo individuais. Mas não fez diferença, pois eu capotei no voo de tanto sono. Mais além, descemos no aeroporto moderno de Tel Aviv. Ao procurar o transporte público, percebi que cometi um engano feio: não lembrei que sexta à noite já era "shabbat", o dia sagrado dos judeus, onde quase tudo fecha. Se fôssemos ficar em Tel Aviv ainda conseguiríamos pegar um "sherut" (van) até lá, mas acabei optando por uma hospedagem caseira bem cara, mas próxima do aeroporto, já que retornaríamos no dia seguinte. Sabe quanto custaria um táxi só de ida até Or Yehuda, 16 km distante? Uns 150 shekel (cerca de 170 reais)! E para alugar um carro na hora sairia ainda mais caro. Enquanto trocamos dinheiro num câmbio desfavorável e comíamos alguma coisa, tive a sorte de ver que existem táxis com tarifa reduzida pré-fixada no segundo andar. No final, saiu pela metade do preço. Passamos a noite no House on the Road, uma casa só pra gente. Qualidade decente, mas pelo preço abusivo, poderia ter sido melhor. Dia 3 Dormimos bem. No resto da manhã, caminhamos nas quadras ao redor para conhecer o bairro. É limpo, tranquilo e florido, mas os israelenses não são simpáticos. O sol de 30 graus impediu que continuássemos explorando, então pegamos um táxi e voltamos ao aeroporto, passando por uma infinidade de controles de segurança. Voamos com a Alitalia para Moscou, com uma escala de algumas horas em Roma. Peguei esses trechos com 20 mil milhas Smiles por pessoa. No caro aeroporto, só comi uma pizza (10 euros). No resto do tempo, usei o wi-fi liberado. Dia 4 Desembarcamos no aeroporto Sheremetievo pelas 4 h, com o dia quase nascendo. Passamos a imigração rapidamente e pegamos o ônibus noturno até a estação de Kitay-Gorod (55 rublos ~ 3,3 reais). No caminho, fiquei surpreso com o tamanho dos prédios, principalmente residenciais. Na chegada, caminhamos ao hotel CityComfort Kitay-Gorod. A suíte pra 2 pessoas com 3 diárias custou 11250 rublos. Quarto bom, mas internet ruim. Para não perder o dia, botei o despertador para tocar às 12 h. Como minha mãe não estava se sentindo bem, saí sozinho. Peguei o metrô (55 rublos por vez) até o Centro Pan-Russo de Exposições. Estava cheio de gente bonita nesse domingo lindo de sol e temperaturas agradáveis. É uma área enorme, cheia de construções suntuosas, até mesmo com ouro, além de muitos museus, aquário e áreas verdes. Caminhei bastante ao redor, mas visitei por dentro só o Centro de Cosmonáutica e Aviação (500 rublos). Há bastante informação (parcialmente em inglês), além de representações e até mesmo equipamentos e naves originais do programa espacial russo. Bem interessante. Almocei e jantei na praça de alimentação de um centro comercial. Pedi um prato com salada, purê de batata e uma carne que parecia hambúrguer por 230 rublos na primeira refeição e um "kebab" russo por 190 rublos na segunda. Entender o russo está sendo um desafio. Ler algumas coisas em alfabeto cirílico até que consigo, graças ao Duolingo, mas ouvir e falar tá bem complicado. E pela minha aparência eles assumem que sou russo e já vem falando comigo nesse idioma diferente. À noite, quando seguia pra praça Vermelha, duas coisas ruins aconteceram. Minha câmera emperrou o obturador e parou de funcionar, e a tal praça estava fechada para uma parada militar que ocorreria na semana seguinte. Assim, só pude admirar à distância a parte mais turística de Moscou, que conta com a fortificação do Kremlin, a catedral de São Basílio, de arquitetura única no mundo, bem como diversas outras edificações. Dia 5 Para resolver a questão da câmera, localizei a Pixel24, uma loja de câmeras com preço bom. Fui até lá de metrô, conhecendo algumas das belas estações decoradas. Em seguida, eu e minha mãe visitamos o centro cultural de Izmaylovo. É uma área turística entre construções de arquitetura diferente, contando com souvenires, lanchonetes e museus, como o da vodka. Almoçamos espetos de frango e vegetais por uma graninha (1500 rublos), tomando "kvass" (100 rublos), que é uma bebida alcoólica fraca fermentada de pão, e cerveja (200 rublos). Posteriormente, sempre de metrô, atravessamos ao outro lado para conhecer o convento de Novodevichy, patrimônio da UNESCO. Normalmente custa 300 rublos, mas como estava todo em reforma, entramos de graça. Ao lado, fica um cemitério de pessoas importantes, que também custa 300 rublos. Só depois de entrarmos, descobrimos que ali ficava um cemitério e não o tal convento. Entre diversas lápides e árvores, vimos as tumbas de Gorbachev, Yeltsin, Trotski, Kruschev, entre outros. Ponto seguinte: rua Arbat. Antes, porém, entramos num supermercado para comprar uns mantimentos. Mais caro do que eu esperava. Essa rua pedestre é cheia de gente, lembrancinhas e artistas de rua. O longo caminho nos levou até a enorme catedral do Cristo Salvador, às margens do rio Moscou. Caminhamos mais um tanto até a praça Vermelha novamente, e de lá pro hotel. Dia 6 Metrô até a estação Paveletskaya, e de lá, o trem Aeroexpress (500 rublos pra 1 pessoa ou 850 pra 2). Desembarcamos no aeroporto Domodedovo 45 minutos depois. Minha passagem aérea, sem bagagem, custou 5350 rublos. Lá, gastamos os últimos 560 rublos num combo do Burger King. Enfim, partimos de S7, sem entretenimento, mas com um lanche. A entrada sem visto fluiu sem problemas. Trocamos euros por dram na cotação de 1 pra 529, só que depois tivemos que esperar um tempão pro atendente da Alamo trazer ao aeroporto o Kia Rio que alugamos. Como o veículo era automático, teríamos que cruzar uma fronteira e ainda devolver o carro em outro país, o aluguel para 14 diárias custou 723 dólares. Se você acha o alfabeto cirílico complicado, precisa ver o armênio. Nem tentei decorar. Melhor saber um pouco de russo quando vier pra cá, pois o inglês dos locais não é tão bom. Estava um calor danado quando deixamos o terminal em direção às igrejas de Vagharshapat. Visitamos 3 das que, em conjunto, são patrimônios da humanidade. De pedra, são todas bem antigas, sendo que a principal da Armênia, chamada Etchmiadzin, é a catedral mais antiga do mundo (ano 301). Ao redor dela fica um complexo eclesiástico. Não se paga pra entrar em nenhuma. Com o sol se pondo, pegamos a estrada remendada e cheia de radares até Erevan, a capital armena de 1 milhão de habitantes. Deixamos o carro numa viela e fizemos check-in no Holiday Hotel & Hostel (34200 dram pra 2 diárias numa suíte de 2 pessoas com café), que deixou um pouco a desejar. A pé, demos uma bela volta no centro, movimentado até tarde. Tomamos milk-shakes de frutas silvestres (900 dram cada), enquanto passeávamos pelo chique calçadão de Northern Avenue. Mais além, vimos um espetáculo gratuito digno de rivalizar com o de Dubai, e bem mais longo: o show das águas da raça da República de Erevan. São várias cores, amplitudes e formatos, embalados por músicas famosas e nacionais, durante 2 horas! Pena que não sabíamos que durava tanto. Com o fim às 23 h, comi o salgado "khachapuri" (450 dram) e tomei uma cerveja local (600 dram) no restaurante típico Karas. Dia 7 O café da manhã até que é incorpado. Depois dele, pegamos o carro para visitar o museu do Genocídio Armênio. Gratuito, conta a terrível história do massacre de cerca de 1,5 milhões dessa etnia por meio dos turcos, sobretudo em razão da diferença religiosa (cristão x muçulmano). Não tem como não deixar uma lágrima escorrer pelo lado do olho. Posteriormente, entramos no museu do sítio arqueológico de Erebuni, a antiga capital da Armênia, que deu origem a Erevan. O museu mostra alguns artefatos do reino antigo que ocupava essas terras há alguns milênios. Já o sítio, no alto de uma colina, não é tão interessante, mas a vista 360º de cima sim. A entrada para ambos custa mil dram. Almocei quase ao lado, optando por 2 "kebabs" de frango e salada por 2600 dram. De barriga cheia e com o sol fritando a 37 graus, dirigi algumas dezenas de km morro acima até Garni. Um templo a Mitra ergue-se na beira de uma garganta, famosa por suas colunas basálticas poligonais. Entrada de 1500 dram. Um pouco adiante e acima, jaz o monastério de Geghard. Cravado no topo do morro, ali fica uma igreja e no passado já moraram religiosos em cavernas nas rochas, ainda visíveis. Grátis. Sobrevivendo aos motoristas barbeiros e já de volta a Erevan, demos uma volta no jardim botânico, que não é grandes coisas. Custa 300 dram. À noite, passeei pelo complexo artístico da cascata e assisti novamente às fontes, admirando um pouco mais enquanto tomava um milk-shake de banana com Nutella (1200 dram = AMD). Dia 8 Antes de deixar Erevan rumo ao sul, demos uma olhadela e uma compradinha no grande mercado aberto de artesanatos Vernissage. Em seguida, centenas de quilômetros em estradas asfaltadas, mas não tão boas, subindo em altitude pela estepe árida. Primeira parada em Khor Virap, um monastério que fica bem em frente ao lendário monte Ararat, que dizem ser onde a arca de Noé encalhou. Agora é parte do território turco. Deixando para trás a região mais seca, almoçamos no vilarejo de Areni. No bom restaurante Arpeni Tavern, pedimos salada grega (1800 AMD), vinho de romã (400 AMD), "kebab" bovino (1000 AMD) e "hachar" (parente do trigo) com cogumelos (1300 AMD). Esperamos um bocado, mas valeu a pena. Mais à frente fica a caverna Areni-1, onde foram encontrados o cérebro, o sapato e a adega mais antiga do mundo, essa última de cerca de 6100 anos! Paga-se mil dram pra entrar, mas só se consegue ver os recipientes de vinho e as escavações. Desviando um pouco da rota, entramos no cânion Noravank. Vegetado e cênico, leva ao monastério de mesmo nome. Muito além, quase no pôr do sol, e já descendo numa estrada melhor, paramos em Zorats Karer, a Stonehenge da Armênia. É basicamente um circuito de pedras pontudas. Logo mais, ingressamos em Goris, uma pequena cidade entre montanhas. Nos hospedamos no hotel Christy. Por 18 mil, ficamos com uma suíte grande e café da manhã. Jantamos lá mesmo, um banquete típico digno, mas bem caro: 9 mil! Dia 9 O café, incluso, foi bem mais ou menos. Pegamos o carro para chegar nas rochas de Goris, cujas cavernas eram habitadas até os anos 60! Sem mais combustível no carro, e devido à impossibilidade de pagar com cartão de crédito, precisamos sacar dinheiro num caixa eletrônico. Depois de resolvida a questão, começamos a voltar o caminho. Paramos na bonita cachoeira Shaki. Um pouco além, entramos numa outra estrada rumo ao norte. Subimos a passagem de montanha Selim em ziguezague. Em seu topo, funcionava um caravançarai, tipo de hospedagem antiga para mercadores viajantes e seus animais de transporte. Ao descer o lado oposto, avistamos o enorme e cênico lago Sevan. Antes de chegar ao mesmo, todavia, estacionamos no restaurante Khrchit. Comemos dois deliciosos peixes (2 mil drama cada) e salada (mil dram). Adiante, ainda vi o famoso cemitério Noratus, que comporta um monte de "khachkars", lápides com cruz esculpidas desde o século 9, um símbolo da Armênia. Seguimos pelo litoral, parando com certa frequência para fotografar a paisagem interessante, bem como seus mosteiros Haynavank e Sevanavank. Esse último fica num balneário turístico, mas a praia de rio não é legal. Com o sol baixo, atravessamos um túnel. Na saída, presenciamos a primeira floresta no país. Essa área é a do parque nacional Dilijan. Como já estava escuro, só deu tempo de chegar à requintada hospedagem no meio de um morro, a Casanova Inn. Pagamos 20,5 mil dram por uma suíte e café. Antes de dormir, desci à estrada principal da cidade para arranjar algo barato pra comer. Achei um "kebab" por 800 dram. Dia 10 Melhor café da manhã até então. Deu pra sair de barriga cheia com todos os salgados e doces. Visitamos 3 conjuntos religiosos nesse dia. O primeiro foi o mosteiro de Haghartsin. Fica situado em meio às florestas do parque nacional, então a paisagem é bacana. Há algumas ruínas a mais que os outros. Em sequência, pegamos a estrada que leva até a fronteira com a Geórgia. A segunda foi a igreja Odzun. Ela fica acima de uma chapada bem alta, e começou a ser erguida no século 5. O terceiro, Sanahin, é um patrimônio da UNESCO. Por um acaso, encontramos uma brasileira filha de armênio lá. Já do outro lado do morro, uma de suas características é a quantidade de túmulos usados como piso. Continuamos à beira de um rio, numa estrada esburacada por vilarejos velhos, até achar uma lanchonete para almoçar "kebab" (700 cada). Chegamos à fronteira no meio da tarde, levando cerca de uma hora para encarar todos procedimentos, incluindo o seguro obrigatório de carro de 30 lari pra 2 semanas. Na pista contrária, no entanto, a fila se arrastava por dezenas de quilômetros! Deu até pena. Na fronteira o câmbio estava bem desfavorável, mas um pouco adiante conseguimos trocar 1 euro por 3,23 lari, praticamente a cotação oficial. Enchemos o tanque e partimos para Tbilisi, achando que tínhamos nos livrado dos motoristas imprudentes da Armênia, que estão entre os piores que já vi. Ledo engano, na Geórgia são iguais - só não há tantos Lada. Ficamos na hospedagem Heyvany, fora do centro. Por 56 lari (=GEL) a noite, já fomos recebidos com um ótimo vinho georgiano tipo Saperavi - uma das 525 variedades do país! Dia 11 Café da manhã aceitável. Depois disso, guiei até o morro onde fica a igreja Jvari, que pertence ao conjunto de Mtskheta, antiga capital da Geórgia, agora patrimônio da humanidade. Muitos turistas estavam no local, que tem uma vista bacana. Hora de pegar a autoestrada. Ficamos impressionados com a diferença no desenvolvimento do país em relação às Armênia, nem parece que são vizinhos. Tarde, paramos para almoçar num restaurante movimentado na beira da estrada, o Antre Batono. Apesar de cheio, fomos servidos bem rápido. Pedimos um "pkhali" (10 GEL), que é uma salada triturada de espinafre, berinjela, repolho, feijão e beterraba, temperada com um molho de nozes, vinagre, cebola, alho e ervas. Não apreciei muito. Acompanhando, truta (6 GEL), porco (10 GEL), e salada normal (7 GEL). A estrada piorou em seguida, pois adentrou as cidades. No final da tarde, uma chuva surgiu e deixou a visibilidade bem ruim, pois o limpador de parabrisa não funcionava direito. Quatrocentos quilômetros depois, já escurecendo, chegamos no trânsito intenso de Batumi, no mar Negro. Estacionei o carro na rua, fiz o check-in no hotel Argo (105 lari) e saí para explorar a pé. Tirando alguns prédios históricos, visitei a Piazza, onde tomei um milk-shake por 7 lari GEL. Continuei caminhando aleatoriamente, até que ouvi um som distante no parque que fica em frente ao mar. Acabei descobrindo um festival de música e bebida (Batumi Beer Fest). Lá conversei com uns locais, provei o salgado recheado "khinkali" (6 GEL), o destilado de uva "chacha" (5 GEL) e uma cerveja (4 GEL), enquanto curtia o rock georgiano. Passado o tempo, voltei pelo parque costeiro cheio de atrações, onde muita gente ainda se encontrava naquele domingo à noite, e regressei ao hotel. Dia 12 Passeamos novamente pelas ruas de dia. Estavam mais vazias que à noite. Mas com a luz pudemos apreciar a arquitetura urbana mista de Batumi. Entramos no museu de arqueologia (3 GEL). Apresenta diversos artefatos da região de Adjara. Compramos uns salgados para almoçar e tocamos pro sítio arqueológico da fortaleza de Gonio-Apsaras (10 GEL), que passou de mão entre romanos, bizantinos e otomanos. A muralha externa está quase intacta, enquanto que seu interior apresenta as escavações e o resultado delas em uma sala no interior. Outra coisa legal é que há alguns equipamentos a mostra e você pode vesti-los. No dia seguinte haveria uma feira medieval ali. O jardim botânico foi o passo final. Já fora de Batumi, custa 15 GEL para entrar em sua área grande. Um porém é que ele fica em uma encosta, então é necessário força nas pernas pra conhecer tudo. Há jardins temáticos de várias partes do mundo. Foi o melhor que vi nessa viagem. Antes de escurecer, conduzi o carro em direção norte até Zugdidi. O caminho rural incluiu tudo quanto é animal doméstico cruzando a pista. As vacas ficam paradas e soltas até mesmo em estradas movimentadas nesse país. Com o fim do dia, chegamos ao suposto hotel 5 estrelas Zugdidi Bookhouse (140 GEL). Dentro do que parecia ser uma escola, recepcionistas que não falavam nada de inglês (ao contrário da maioria em outras cidades) nos receberam. Depois de muita enrolação, ficamos num quarto nos fundos do prédio, onde não havia nenhum outro hóspede, aparentemente. De 5 estrelas não tinha nada. Dia 13 Depois do café, subimos a serra em direção à região da Suanécia. Logo de cara, a estrada ondulosa passa pelo reservatório do rio Enguri, num tom de azul lindo. Assim que o deixa, no entanto, a cor fica cinzenta e o rio agitado. Vimos muitos cicloviajantes nos dias anteriores da Geórgia, e na serra não foi diferente. Foram algumas horas lentas de sobe e desce, até ver alguns picos com neve ao chegar perto de Mestia. Outra coisa notável dessa cidadezinha montanhosa é a quantidade de torres defensivas erguidas e ainda de pé, uma mostra de quão violenta era a região no passado. Nos hospedamos no hotel Riverside (80 GEL), que como o nome sugere, fica ao lado do turbulento rio. Até que é confortável a hospedagem, mas o chuveiro é o pior que usamos nessa viagem. Seguindo uma dica, almoçamos no restaurante Nikala: cerveja (5 GEL), "ostri" de gado (7 GEL), "odjakhuri" de frango (10 GEL), salada (7 GEL). Pedir salada está sendo essencial, pois as carnes vêm meio secas. Depois da digestão, parti pra trilha que leva à geleira de Chalaadi. O caminho até a ponte do início é de estrada de chão, toda empoeirada com os caminhões que estão operando na obra de uma hidrelétrica. Já na trilha em si, eu e mais uns quantos atravessamos uma pequena floresta de pinheiros até a beira do rio, subindo. Depois, o caminho passa por cima das pedras da morena da geleira. Uma hora depois, enquanto os demais turistas ficaram no nível inferior da geleira, onde pouco gelo está exposto, eu subi pelas pedras soltas até mais próximo dela, num local arriscado. Dei uma conferida numa abertura de caverna de gelo e desci, pois o gelo em constante derretimento movia as pedras para baixo. À distância, vi uma pedra enorme desabando sobre um local onde eu passei anteriormente. Dito e feito. Ao anoitecer, visitamos o centro, onde as construções são de pedra e madeira. Como minha mãe estava com vontade, jantamos pizza no restaurante Sunseti. Com bebidas e mais uma salada, nos custou 30 GEL. Dia 14 Desde que entrei na Geórgia, meu estômago não vai bem. E não foi nesse dia que melhorei. Ainda assim, tomei um café da manhã substancial no hotel. Depois, passamos em frente a uma igreja antiga (Laghami) para uma foto, e nos dirigimos ao principal museu de Mestia. É o histórico e etnográfico Svaneti Museum, que possui muitas peças sobre a região. Descemos a serra em seguida. Brava parada para um hambúrguer no McDonald's de Zugdidi, antes de continuar até próximo a Kutaisi. Com um desvio forçado na estrada, chegamos apenas quase no final da tarde numa atração turística lotada, a caverna Prometheus. São 23 GEL para visitar a pé 1,4 km, apenas uma parte da longa caverna. A cavidade é iluminada e cheia de espeleotemas, mas em compensação a guia não explica nada e a multidão de pessoas de cada grupo (o nosso tinha umas 50) faz com que fique difícil sacar boas fotos. No caminho a Kutaisi na saída, entrei no sanatório abandonado de Tskaltubo. É horripilante a destruição lá dentro. Fico imaginando como seria à noite. Para jantar, estacionamos na praça central, onde há um belo chafariz. O restaurante, Baraqa, nos serviu rápido um prato de carne e também "khinkali" de queijo, a 80 centavos de lari cada. O limpo hotel onde passamos a noite, o Green Town (108 GEL), fica ao lado de uma baita igreja. A catedral de Bagrati, iluminada à noite, foi construída no século 11. Dia 15 Café da manhã reforçado. A pé, regressamos à igreja próxima. Dessa vez, estava aberta, mas por dentro não tinha nada de mais. Do contrário, o mosteiro de Gelati, onde fomos em seguida, era tão interessante por fora quanto em seu interior, cheio de afrescos originais. É um patrimônio da UNESCO. No centro de Kutaisi, a terceira maior cidade georgiana, entramos no mercado de alimentos, mas não compramos nada. Parada seguinte a algumas dezenas de km, no pilar de Katskhi. É uma igrejinha isolada no alto de uma torre calcária de cerca de 30 metros, impressionante. Mais um caminho à frente, Chiatura, um resquício dos tempos soviéticos. A principal atração são as jaulas metálicas enferrujadas, digo, teleféricos, construídos em 1954, que até ano passado ainda estavam em operação entre os diversos morros da pequena cidade. Almoçamos do lado da estação principal, no restaurante meio escondido Newland. A decoração é refinada, mas demoraram tanto pra servir que até tirei um cochilo. Pedimos uma mistura de cogumelo (6 GEL), salada grega (6 GEL) e "odjakhuri" de porco (6 GEL). Na saída da cidade para a autoestrada, o GPS acabou nos levando a uma estrada rural precária, onde quase atolei o carro e rachei ele por baixo. Ao final da tarde, chegamos a Gori, a cidade natal de Stalin. Só deu tempo de eu subir na fortaleza, que é um mirante gratuito, e caminhar num parque de diversões local, que tem um infeliz urso numa jaula. Aproveitei um pouco da piscina do hotel Royal "4 estrelas", antes de me enclausurar em nosso quarto privado com nada menos que 5 camas (117 GEL). Dia 16 Já com o estômago renovado, tomei o café da manhã à vontade. Como as atrações só abriam às 10 h, subimos antes de carro no mirante da igreja Goridjvari. Ao abrir dos portões de Uplistsikhe (7 GEL), entramos antes dos bandos de turistas. Essas são as ruínas de uma cidade moldada no interior de um morro da Idade do Bronze à Idade Média, quando os mongóis a destruíram. Novamente no centro de Gori, por 15 GEL cada, adentramos o museu dedicado a Joseph Stalin, o segundo líder mais sanguinário do mundo - só que o espaço não faz qualquer menção às suas atrocidades… Há apenas um bando de fotos, textos, artigos pessoais, além de um vagão de trem e de sua primeira casa. Almoçamos já na rodovia em direção ao norte. Natakhtris Vely foi a escolha refrigerada. Rapidamente paramos para uma foto na represa Zhinvali e na fortaleza Ananuri. Morro acima, atravessamos de Gudauri a Stepantsminda, uma área de incrível beleza cênica, graças a suas montanhas preservadas. Dois destaques são o monumento à amizade entre Rússia e Geórgia, além do passo de Djvari, com suas águas sulfurosas e depósitos de calcário. Antes de chegarmos à fronteira russa, regressamos a Gudauri com o tanque de combustível vazio. Com 10 GEL, pedi um "khachapuri imeruli" (massa com queijo típico) para jantar, no estiloso hotel onde nos hospedamos por 110 GEL (Good Inn). Veio mais do que pude comer. Dia 17 A noite estava fresca. Comemos uns doces no café da manhã. Às 10 horas eu já estava na fila do teleférico da estação de Gudauri. Mas ela levou quase outra hora para abrir. Paguei 30 GEL para a ida e volta. Durante o verão, apenas 4 gôndolas estão em operação, sendo que cada segmento leva 15 minutos. Foi bem bacana o passeio, pois vi paisagens lindas de dentro das cabines ou nas estações, como picos nevados, montanhas coloridas e cachoeiras. O vento lá em cima era forte. Ao descer, fomos almoçar a caminho de volta. Paramos no restaurante Mleta, pedindo um prato de cogumelos com batatas + 5 "khinkalis" de carne + salada por apenas 19 GEL. Pouco mais de uma hora depois, chegamos à capital. Como fazia tenebrosos 37 °C, fomos para um ambiente refrigerado, no shopping Tbilisi. Cheio de lojas de roupas e de brinquedos, além de um Carrefour completíssimo. Ao anoitecer, voltamos ao hotel Heyvany, onde passamos a primeira noite na Geórgia - só que sem vinho grátis e num beliche dessa vez, já que mudamos de itinerário na última hora. Dia 18 Como usual, às 10 horas já estávamos na porta de uma atração, que demorou um pouco pra abrir. Foi o museu etnológico a céu aberto, onde várias casas de regiões distintas do país foram trazidas para representar como o povo vivia. A entrada custa somente 5 lari e inclui a explicação em inglês de cada casa. Deixamos a mala no hotel seguinte e partimos pro museu nacional da Geórgia. Esse custa 15 GEL e inclui exposições sobre a biodiversidade, arqueologia, antropologia e uma sessão sobre a temida ocupação soviética. Comi um salgado de almoço e segui a caminhar por horas a fio no centro histórico de Tbilisi. A arquitetura é o que mais chama a atenção. Há bastante coisa pra ver. À minha mãe também interessou as lojas de souvenir. Ao retirar o carro, descobri que pra estacionar nas maiores cidades é necessário comprar um passe - levei uma multa, mas ainda bem que era de apenas 10 GEL. O problema foi entender o que estava escrito e onde pagar, já que ninguém sabia direito. Só retornamos ao hotel Lowell (190 GEL pra 2 noites) à noite. Dia 19 Café sequencial interessante, incluiu até o "matsoni", iogurte azedo georgiano, que fica delicioso misturado com geléia de fruta. Tentamos chegar de carro no jardim botânico, mas como não tivemos sucesso, pegamos o teleférico até lá. O cartão custa 2 GEL e pode ser devolvido; já a passagem, 2,5 GEL cada trecho. Enquanto minha mãe caminhava pela área turística da fortaleza de Narikala, eu entrei no jardim. Esse também fica numa encosta, e conta com um tanto de floresta. Depois de apreciar a vista, retomamos a direção. Fomos até o shopping aberto East Point, onde almoçamos pizza. De sobremesa num quiosque, um dos sorvetes mais baratos que já provei: 3 bolas na casquinha por apenas 3,5 GEL. Contornamos o grande reservatório chamado de mar de Tbilisi. No lado norte, pessoas se banhavam na praia, enquanto nós subimos ao monumento gigantesco "Crônicas da Geórgia". De volta ao centro, deixamos o carro no estacionamento e passeamos pelo mercado de pulgas em Dry Bridge. Há souvenires interessantes, junto com várias velharias. Posteriormente, andamos pelo cânion onde ficam os banhos sulfurosos e as ruínas. Lá perto, lanchamos com uma vista do movimento das ruas, no restaurante Machakhela-Samikitno. Uma cerveja de meio litro saiu por 4 GEL e cada "acharuli" de cogumelo 6,5. Dia 20 Acordamos mais cedo para devolver o carro no aeroporto, onde a locadora quase nos deixou na mão. Mais além, passamos pela imigração rapidamente e embarcamos rumo a Baku, capital do Azerbaijão. O voo foi pela companhia Azerbaijan Airlines, ao custo de 70 euros para cada um. Apesar de curto, contou com um sanduíche. No desembarque, apresentamos o visto eletrônico emitido por 23 dólares. Em seguida, retiramos um Hyundai Accent automático alugado na Avis (5 diárias por 140 dólares) e caímos nas terras azeris, cercadas por cavalos de pau em terra e plataformas marítimas, numa busca incessante por petróleo. Sob sol forte, primeira visita dedicada ao templo do fogo, que serviu a hindus e zoroastrianistas no passado. Ingresso de 4 manat (1 = 2,4 reais). O segundo ponto de parada também é ligado ao fogo. Yanardag é uma falha no solo desértico onde escapa gás natural. Há mais de 70 anos, desde que alguém acendeu sem querer, queima sem interrupção. Aqui a entrada custa 9 manat, mas pode ser combinada com a da outra atração por 11. Fizemos compras num supermercado normal e passamos pelo lago salgado Masazir, antes de parar na Heydar, uma mesquita enorme, nova e monocromática. Pena que não pudemos ver seu interior de mármore. Com o céu ficando roxo ao se pôr, chegamos ao hotel 4 estrelas Mavi Dalga. Ficamos com dois quartos por 90 manat no total. Antes de nos retirarmos, lavamos os pés na praia própria do hotel, de frente pro mar Cáspio. Ainda pedi um "kebab" pra janta (7 manat), onde fui devorado pelos mosquitos. Já deu pra perceber que aqui o russo, junto com o próximo turco, é mais falado que o idioma inglês. Dia 21 Café básico, mas moscas por todos os lados. Deixamos o hotel rumo ao Gobustão. Nessa área ficam vulcões de lama e uma área protegida de arte rupestre. Para chegar à primeira parte, pagamos 20 manat para um taxista clandestino de Lada, que ficou sem gasolina no meio do caminho. Passado o aperto pela estrada de barro, subimos no pico com algumas poças borbulhando lama fria na paisagem desoladora. Para visitar o museu moderno e os petroglifos de verdade, é preciso pagar 10 manat por pessoa. Esse é um patrimônio da humanidade. Almoçamos alguns km adiante na autoestrada. O restaurante, nomeado Qedir Kum, estava cheio. Pedimos um gorduroso e saboroso prato de carneiro com vegetais no "saj" por 20 manat, mais complementos. O caminho a seguir foi bastante monótono: duzentos e quarenta quilômetros de linha reta por um semi-deserto quente. No final da tarde, descemos no centro de Ganja. Sem relação com o apelido da maconha, é a segunda maior cidade do Azerbaijão. Caminhamos ao redor das praças com prédios antigos bonitos, além de virmos a casa feita com garrafas. Jantamos "kebab" no Ganja Mall e, já à noite, entramos no hotel Deluxe, um 4 estrelas de verdade. Por 80 manat, ficamos com um quarto bem grande. Dia 22 O café da manhã foi um buffet variado. Com muitas das ruas bloqueadas, deu certo trabalho rumar de Ganja ao parque nacional Göygöl, mas um tempo depois de subir uns morros, lá chegamos. São basicamente lagos cercados por floresta temperada. Custa 2,5 manat de entrada + 2 pra ir e vir de van até o pitoresco lago Maragöl, onde se pode caminhar ao redor, o que fez valer a visita. Breves horas depois, partimos para o norte. Passando pela hidrelétrica de Mingachevir, chegamos à estrada em obras que nos levou pelas montanhas até a pequena Shaki. Antes de conhecer a dita cuja, fomos um pouco adiante na vila Kish, onde adentramos um templo cristão (4 manat). Ali ficam os achados arqueológicos da região que era chamada de Albânia do Cáucaso. Com um "kebab" na mão, saí a explorar as ruas e construções de pedra de Shaki. Uma das edificações antigas era um caravançarai, atualmente um hotel, mas que mantém a estrutura e é aberto aos turistas. Outro que conheci foi o palácio de inverno (5 manat), uma das residências dos "khans", soberanos persas dos séculos passados. A mobília interna é quase ausente, mas os detalhes arquitetônicos são impressionantes. Mais impressionante é o complexo onde fica o palácio principal Shaki Khan (5 manat). Tanto que foi nomeado patrimônio da humanidade, junto com o centro da cidade. Chegamos lá com o sol se pondo, mas o guarda abriu clandestinamente para nós vermos. Pena que fotos no interior não são permitidas. Depois da visita, fizemos check-in no hotel 4 estrelas MinAli. A construção de pedra é do século 19, mas bem que o quarto de 95 manat poderia ter um frigobar. Fomos dormir ao som da MTV do Azerbaijão. Dia 23 Outro buffet bem bom de café da manhã. Pegamos a estrada, mais cênica dessa vez. Por pouco tempo, paramos em Gabala, a cidade mais antiga do país. Antigos mesmos eram os carros dos moradores. Depois, deixamos a rodovia em direção ao vilarejo elevado de Lahic. A estrada que cerca essa vila, com formações geológicas, é bela e traiçoeira. Já o povoado, é de pedra e famoso pelos artesanatos com materiais como o cobre. Pena que os artigos com o metal sejam tão caros. Passado um nevoeiro, almoçamos no friozinho em outro povoado, no restaurante Malham. Pedimos o mesmo carneiro no recipiente "saj" de 2 dias atrás, mas aqui custava 18 manat. É bem bom, mas problema é que esse prato demora até meia hora para ser feito. Estrada novamente, chegando no final da tarde no trânsito caótico de Baku. Desembarcamos no jardim botânico (1 manat), que nos desapontou. Depois foi a encrenca pra encontrar um lugar pra estacionar na rua, no meio do centro. Daqui em diante, seguimos a pé. Primeiro, entramos numa sorveteria para provar os "gelatos" italianos da Ca' D' Oro. Estavam muito bons, mas acabamos comendo demais. Eu fiquei com 4 bolas por 7 manat e uns centavos. Antes de dormir, caminhamos na rua pedestre Nizami, movimentada e iluminada à noite. Por fim, demos entrada no hotel La Casa, onde tivemos que nos contentar com um quarto sem janela por 2 diárias (145 manat). Dia 24 O café no restaurante indiano foi simples. Depois dele, caminhamos várias horas ao redor de boa parte da cidade. Primeiro, passamos pelo parque central, que vai desde o palácio Heydar Aliyev até a maravilha arquitetônica moderna Flame Towers. Nesse caminho, há bastante coisa pra ver, como a mesquita Tazapir. Do lado das torres, há um parque com um mirante de onde se vê toda beira-mar e a cidade velha. Quando descíamos as escadarias, entramos no museu de arte (10 manat). Só que havia poucas obras do Azerbaijão dentro. Na cidade velha, entre muralhas, almoçamos no restaurante Rast. Pedimos "dolma" e "choban qovurma", por 6 manat cada. Também aproveitei que não estava mais dirigindo para tomar um chope. A sobremesa foi num lugar próximo, provando "baklava", que são aqueles doces turcos folhados. Só que além de não serem nada baratos (1 a 2 manat cada), não achei saborosos. Depois de conferirmos os souvenires, visitamos o palácio dos Shirvanshahs, agora um museu. São 15 manat pra entrada. Voltamos ao hotel e nos separamos. Enquanto minha mãe foi atrás de mais lojas, eu peguei a bicicleta grátis da hospedagem e percorri o calçadão-parque que fica ao longo do mar Cáspio. É bem bacana, cheio de gente e atrações. Inclusive, é onde passa o circuito de rua de Fórmula 1 de Baku. Ao escurecer, voltei para jantar com minha mãe. Como eu estava com vontade de comer arroz, fomos num restaurante indiano, onde comemos "biryani". Meu prato estava bom, mas foi um tanto salgado: 18 manat. Dia 25 Devolvemos o carro e pegamos o voo (140 manat para ida e volta) até a República Autônoma do Naquichevão, exclave do Azerbaijão que fica entre a Armênia e o Irã. Do avião já deu pra perceber a aridez desse território. Do aeroporto internacional minúsculo, fomos num táxi clandestino (5 manat) até o Qrand Nakhchivan Hotel, que fica na entrada da cidade. Como a capital tem menos de 100 mil habitantes e praticamente não recebe turistas de fora (éramos os únicos no voo), esse 3 estrelas é um dos raríssimos hotéis disponíveis pela internet para reservar. Pagamos 161 manat por 2 diárias num quarto grandão, mas com ar condicionado sem funcionar e internet deficitária. Almoçamos ali mesmo por apenas 3 manat. Com o clima quente, saímos a explorar Naquichevão a pé. De cara, já é notável a esplêndida arquitetura dos prédios da região central, com materiais nobres, detalhes e cores. As ruas, largas e vazias, pois os atuais 90 e poucos mil habitantes não preenchem tudo. Ao passar em frente a um dos edifícios, nos convidaram a entrar. Era um teatro requintado, mas o que vimos foi uma exposição de quadros e de livros em miniatura. A guia, que fala um pouco de inglês, nos conduziu sem cobrar nada. Em seguida, visitamos o mausoléu de Möminə Xatun. Tumbas altas estilizadas como essa, também são um diferencial do território. Depois, adentramos a mesquita Jame, do século 18. De uma das praças, ainda vimos uma segunda mesquita, iraniana. Seguimos caminhando pelo minúsculo centro em direção norte. Se na outra parte do Azerbaijão, as menções ao falecido ex-presidente eram muitas, aqui elas são onipresentes, já que essa era sua terra natal. Com dificuldade, encontramos um lugar para comer um sanduíche de 1,5 manat. Esse lugar foi o Kitab Kafe (Book Café), que entre seus diversos livros incluía uma versão em azerbaijano de uma obra do Paulo Coelho. Após apreciar o pôr do sol sobre o rio que faz fronteira com o Irã, vimos os edifícios iluminados e retornamos. Um som alto ao lado do hotel chamou a atenção, então fui atrás. Descobri que havia um praça interna com lugares para comer, e também um show. Dia 26 O buffet de café da manhã do hotel foi razoável. A coisa boa dele foi o creme de avelã com cacau. Pegamos um táxi até a rodoviária (2 manat). Lá estão os ônibus de longa distância para outros países e as vans e micro-ônibus para os vilarejos próximos e outras cidades do Naquichevão. Escolhemos o que levaria a Ordubad, por apenas 2 manat cada. Só foi preciso esperar alguns minutos, que logo o veículo encheu e partiu às 9 da manhã. O caminho até lá, que leva cerca de 1 hora e 20, é atrativo do ponto de vista cênico. Formações montanhosas áridas de um lado da rodovia e plantações na margem do rio que faz fronteira com o Irã do outro lado. Ficamos cerca de uma hora e meia na pequena segunda maior cidade do território. Só vimos algumas ruínas, mesquitas e um museu regional, tudo gratuito. Ao meio-dia, regressamos. Ao desembarcarmos, tivemos a maior sorte quando fomos abordados por um estudante de idiomas, que queria praticar inglês e espanhol e nos ofereceu uma carona guiada até dois dos locais que eu gostaria de conhecer. O primeiro, chamado Əlincə Qalası, foi apelidado de Machu Picchu do Naquichevão. Só que diferentemente do similar peruano, aqui não se paga nada para acessar e nem há turistas para atrapalhar as fotos. Essa é uma fortaleza dos primeiros séculos, que resistiu a invasões e foi restaurada recentemente. Dizem que são 1600 degraus até o topo - não cheguei a contar, mas levei quase meia hora para subir. A vista lá de cima é sensacional; fiquei impressionado com a obra e o panorama. O camarada, que nos ensinou bastante sobre o Naquichevão, ainda nos levou ao hospital para problemas respiratórios que fica dentro de uma mina de sal. Surreal lá dentro, e também não se paga nada para conhecer. Com o fim da tarde, nos despedimos dele e nos ajeitamos para mais tarde jantar ao lado do hotel. Escolhemos um restaurante turco, desembolsando 18 manat pra comida e bebida suficiente pros dois. Dia 27 Pela manhã, conhecemos o interior de uma fortaleza do século 7, que conta com um museu e muralhas intactas. Subimos nelas, tendo uma boa vista da cidade abaixo. Também vimos por fora o mausoléu de Noé, do século 6 em diante. Ainda, ao lado está em construção a maior mesquita do Cáucaso. Dei uma volta final pelo centro, passando por alguns dos museus, entrando no que trata do ex-presidente e o do palácio dos Khans. Definitivamente, todas atrações do Naquichevão são gratuitas. Pagamos o hotel, almoçamos e nos direcionamos ao aeroporto. Horas depois, deixamos Naquichevão, uma terra única e ainda desconhecida. Durante esses mais de 2 dias, vimos apenas 4 turistas de fora da região. No aeroporto de Baku, pegamos um ônibus até a estação ferroviária. Esse sai a cada meia hora de ambos os terminais e custa 1,5 manat, fora o cartão que deve ser comprado numa máquina e custa 2, mas pode ser usado por mais de uma pessoa. Compramos uns mantimentos, jantamos na estação e retiramos as passagens do vagão de "primeira" classe (cabine privada), compradas dias antes pela internet. Até Tbilisi, custaram 57 manat cada. Às 20 e 40, começou a longa viagem num trem meio velho. Dia 28 Dormi mais ou menos e minha mãe nada, devido às chacoalhadas e ao barulho. Às 5 e meia da manhã fomos acordados para os procedimentos de imigração, que duraram 3 horas e meia! Ao menos, não precisamos sair do trem, pois os oficiais é que foram até nós. De metrô (2 lari pelo cartão e 50 centavos por cada passagem) chegamos a uma das estações centrais de Tbilisi, onde fica o shopping Galleria Tbilisi. Enquanto o check-in pro nosso hotel não começava, matamos um tempo ali, almoçando comida chinesa. Ficamos hospedados no Hotello, próximo da região central. Suíte com café = 105 lari. Enquanto minha mãe retornou ao centro histórico, voltei ao shopping para ver um filme no cinema. Passamos a noite no hotel. Dia 29 Tomamos o café e fomos de Bolt (Uber local) até o aeroporto, por 18 lari. Quem quiser economizar mais, pode ir de ônibus ou trem. Voamos com a MyWay Airlines para Tel Aviv, por 125 lari cada bilhete. O voo teve serviço de bordo. Já no desembarque, pegamos o trem que sai a cada meia hora para Jerusalém (23,5 shekel). Da estação final, seguimos de bonde (6 shekel) até Damascus Gate. Nosso hotel (Rivoli) estava um pouco adiante. Tivemos que pagar 235 shekel por uma hospedagem não tão boa assim. Logo saímos para explorar a cidade velha entre as muralhas. Começamos pelo portão de Herodes, caminhando pelos becos residenciais do quarteirão muçulmano. Quando chegamos à parte cristã, nos encontramos com uma multidão. Minha mãe ficou de olho nas lojas de souvenires. Entramos ainda na igreja do Santo Sepulcro. Deixamos a muralha pelo portão Jaffa, nos direcionando para a parte menos velha da cidade, caminhando pela avenida ao longo dos trilhos do bonde. Entramos no grande mercado de comidas Machane Yehuda, mas só pudemos olhar, de tão caro que é Israel. Com o sol se pondo, jantamos numa das poucas lanchonetes que aceitou cartão de crédito. Foram nada menos que 76 shekel para somente 2 cervejas e 2 sanduíches típicos! A refeição mais cara da viagem não foi nem o suficiente. Dia 30 Não dormi bem, devido ao ambiente luminoso e barulhento onde se encontra o hotel. Quanto ao café, esse foi razoável. Saímos a caminhar infinitamente pela cidade antiga. Em primeiro lugar, quase infartei minha mãe para subirmos ao mirante do monte das Oliveiras, de onde se tem uma vista bem privilegiada. Também fora das muralhas, ela entrou no jardim do Getsêmani e passamos por uma igreja ortodoxa russa. Atravessamos a infinidade de sepulturas judaicas, de um lado, e islâmicas, do outro. Depois das tumbas de profetas, entramos em um dos portões, dando no Muro da Lamentações. É preciso passar pela segurança para chegar no paredão que é o que restou do segundo templo de Herodes. Vagamos por muitas vielas comerciais, passando pela grande sinagoga Hurva, além de um local com um vídeo memorial da guerra da independência israelense. Atravessamos o quarteirão da Armênia, para enfim procurarmos um lugar para almoçar. Como é tudo caro e poucos estabelecimentos aceitam cartão, paramos num onde comemos somente um sanduíche "pita" de falafel e outro de "kebab" + uma cerveja por 69 shekel. Não foi suficiente para aplacar nossa fome, então pouco depois nós tivemos que complementar num mercadinho, também meio caro. Depois disso, só nos restou caminhar mais até a Via Dolorosa e aguardar no hotel o transporte de van que havíamos reservado. Como esse dia era "shabbat", o transporte estava bem prejudicado, então só nos restou pagar 75 shekel cada para chegar no aeroporto. À noite, aguardamos mais um pouco no terminal, até o voo da Ethiopian Airlines da madrugada seguinte, com conexão em Adis Abeba e final em São Paulo. Fim de jogo! Curtiu? Então não deixe de conferir meu blog de viagem Rediscovering the World, lá há muitos outros locais poucos visitados nesse belo mundo
  20. 1 ponto
    Que pena eu curtia muito e a cada aventura eu ia e postava e colocava um novo destivo como próximo . Espero que o grupo repense e volte com o espaço que acredito como eu era muito curtido . Grato pela resposta Silmei .
  21. 1 ponto
    Acordei em uma quinta-feira com a intenção de ver o pôr do sol. Arrumei a mochila, peguei o carro, e estava indo em direção a Pedra Bela, no interior de SP. Mas antes, passei na cidade de Bom Jesus dos Perdões, onde queria conhecer a Cachoeira do Barrocão. Cheguei na cidade, e seguindo o GPS, logo cheguei a zona rural. Andei um pouco, e logo vi uma abertura na estrada de terra, sem placas ou avisos, eu cheguei na cachoeira. Estava vazia, com uma luz muito bonita passando por entre as árvores. Parei o carro, andei até as pedras e fiquei ali curtindo o sol. Tirei umas fotos, dei uma voltinha pra olhar os detalhes, e fiquei aproveitando a cachoeira sozinho e em silêncio, uma das coisas que mais gosto. Estava um clima tão bom, que fiquei tempo demais. Peguei minhas coisas, entrei no carro e coloquei no GPS a cidade de Pedra Bela. Porém vi que não daria tempo de chegar antes do pôr do sol, e pensei em outras possibilidades. Pensei em chegar a noite, e como o céu lá é incrível, tirar umas fotos e observar as estrelas. Mas como queria ver o pôr do sol, lembrei que Atibaia ficava ali do lado, e lá existe a Pedra Grande, onde eu poderia subir e assistir o pôr do sol. Saí com pressa, e parti rumo a Pedra Grande. Vídeo da viagem: Subi a estrada da terra bem rápido, e cheguei na hora exata lá em cima. A paisagem estava incrível, o tempo perfeito (pôr do sol no inverno é demais!), e vivi uma das coisas mais legais da minha vida. Aos poucos, vi a cidade de Atibaia aparecer em forma de luzes. E percebi que graças aos meus planos terem dado errado, tudo deu certo. Gastos: 70 reais de gasolina (acabei pegando um valor acima da média) O pedágio custou mais ou menos 5 reais na ida, e 5 na volta. Comi em um restaurante na beira da estrada, comprei água e um chocolate, gastei em torno de 30 reais. Good trips!
  22. 1 ponto
    Galera eu nunca viajei de avião, no maximo maximo mesmo só vi de longe la no ceu. Aeroporto , também n faço ideia de como funciona. Vi uns vlogs e tals, e vi que o pessoal leva uma mochila de ataque nos mochilões. Como funciona ? Voce pode levar no avião junto com o mochilão ? No hostel, quando eu for fazer um tour eu levo a mochila de ataque e deixo guardado o mochilão ?
  23. 1 ponto
  24. 1 ponto
    Eii Rodrigo vc ja comprou as passagens? Estou querendo ir se puder me chamar no whats 31 988317822
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    Eu iria para Maceió, é mais tranquilo. Na orla de Boa Viagem em Recife é cheia de viciados em crack, estranho que nos hotéis de lá falam que são apenas cachaceiro rsrsrs.
  26. 1 ponto
    Eu já tinha o perfume e a manteiga de cacau. O restante, tive que comprar. Toalha de microfibra R$ 34,99; controle para disparo de fotos R$ 25,00; par de cadeados R$ 31,70; tripé R$ 60,00; kit farmácia R$ 97,07 (protetor solar, álcool em gel, escovinha, pasta pequena, anti-séptico bucal, benegrip, dramim, imosec, miorelax, sabonete e band-aid). Não saiu na foto, mas ainda tem um descanso de pescoço para viagens R$ 20,00. Total: R$ 274,76
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    Também tive a oportunidade de visitar os dois lados e confesso para a amiga que tenho dificuldade em apontar qual gostei mais. Ambas possuem atrações bem características e seja lá qual você escolher vai aproveitar muito bem o Titicaca e se maravilhar com o lugar!!! Vale ressaltar que se você optar por visitar Isla del Sol, também poderá subir o Monte Calvário, que é um morro super íngreme, de onde você terá uma vista maravilhosa da cidade de Copacabana (foto abaixo). Abração e boa viagem!
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    Se alguém ai estiver lendo o post, e quiser pegar um hotel por perto, recomendo pegar um hotel fazenda. Para isto vc pode ver em: https://portalhotelfazendasp.com.br
  29. 1 ponto
    Conhecer Israel (Terra Santa) já era um sonho antigo, que eu acreditava um dia poder realizar através de algum pacote de viagens ou com uma daquelas peregrinações realizadas por igrejas. Porém, os altos preços (em torno de R$ 12.000,00) me deixavam bastante desanimado. Ao me deparar com alguns relatos aqui no Mochileiros percebi que era possível fazer essa viagem por conta própria, inclusive sozinho. No final de 2016 fiz algumas pesquisas e reuni valores, chegando à conclusão de que seria possível realizar esta viagem ainda em 2017. Comprei as passagens em janeiro para viajar em 26 de maio. Portanto, teria quatro meses para planejar um roteiro em que seria possível conhecer os principais lugares, principalmente religiosos. Aproveitei esse tempo também para estudar inglês, tentando me preparar principalmente para a “temida” imigração israelense, da qual li diversas histórias, muitas delas assustadoras. O roteiro de viagem ficou assim: 25/05/2017: Saída de Fortaleza (15:26) 26/05/2017: Saída de Guarulhos (01:00), escala em Lomé (Togo) e conexão em Addis Abeba (Etiópia) 27/05/2017: Chegada em Tel Aviv (04:20). Passeio por Old Jafa e descanso. 28/05/2017: Tel Aviv – Jerusalém (ônibus). Passeio pela cidade antiga de Jerusalém, Monte das Oliveiras, Via Dolorosa, Santo Sepulcro. 29/05/2017: Jerusalém – Belém – Jerusalém. Igreja da Natividade, Muro das Lamentações, Via Dolorosa. 30/05/2017: Jerusalém – Masada – Mar Morto – Jerusalém. 31/05/2017: Jerusalém – Nazareth (transfer do Hostel). Passeio por Nazareth. 01/06/2017: Mar da Galileia, Cafarnaum, Colinas de Golan. 02/06/2017: Nazareth – Tel Aviv. 03/06/2017: Volta para o Brasil (01:00) Sobre a compra da passagem: tive que usar uma artimanha para conseguir um preço bom. Ao simular um voo Fortaleza - Tel Aviv a passagem saía por mais de 4 mil reais. Se eu comprasse os trechos separados FOR-GRU-FOR / GRU-TLV-GRU, o valor total saía por menos de 3 mil. Pra melhorar ainda mais, comprei o trecho FOR-GRU-FOR com milhas (tive que comprar algumas pra completar). No final acabei pagando R$ 2.700,00 pelos 2 trechos. O voo de Guarulhos para Tel Aviv tem conexão na Etiópia e nessa primeira parte voamos no moderno B787 Dreamliner da Ethiopian Airlines. O voo é excelente e a empresa muito boa, não tive o que reclamar. 1º DIA - TEL AVIV Após 31 horas de voo, o corpo está bem cansado e a mente começa a ter dificuldade para processar informações. Junte-se a isso uma diferença de 6 horas de fuso horário e as coisas começam a ficar complicadas. Tive bastante dificuldade na imigração e cheguei a pensar que seria deportado. Primeiramente, ao chegar no primeiro agente da imigração ele só me fez duas perguntas: Você está viajando sozinho? Tem bagagem despachada? Acho que pelo fato de eu estar sozinho e com apenas uma mochila fui tomado como suspeito e encaminhado para outro agente. Fiquei quase 1 hora esperando para ser interrogado, onde rolou todo tipo de pergunta: Qual o motivo da sua viagem? Quanto dias vai passar aqui? Quanto dinheiro você tem? Com o que você trabalha? Qual o motivo da sua viagem? Você conhece alguém em Israel? Tem alguém lhe esperando lá fora? Qual o motivo da sua viagem? Sim! Ele repetiu a mesma pergunta Qual o motivo da sua viagem? diversas vezes!!! Tentei explicar que era turismo, que eu queria conhecer Israel, os lugares bíblicos, que eu era apenas um mochileiro, mostrei passagens de ida e volta, comprovantes de reservas... mas não adiantava. Ele foi bem claro "Esses motivos não são suficientes". Em certo momento ele pediu meu celular e fez uma varredura em tudo, principalmente WhatsApp (ali meu medo era ele clicar no gemidão ). Após quase 1 hora de interrogatório, ele não satisfeito me levou para uma outra agente, que fez as mesmas perguntas e ainda acrescentou: Você tem drogas na mochila? Você usa drogas? Você já usou drogas? Por fim, ela me deu o passaporte o visto, olhou bem fundo nos meus olhos e disse: Vá! Mas, saiba que estarei de olho em você nos próximos 8 dias! Depois de toda essa tensão, consegui sair da imigração e entrar oficialmente no país. Ao sair no desembarque procurei adquirir logo um Sim Card com acesso a internet para utilizar durante minha passagem por Israel e consegui encontrar numa lojinha à direita da saída. Achei muuito caro (aproximadamente 150 reais), mas valeu a pena no sentido de que me serviu não só para comunicação, mas para armazenamento das fotos e vídeos na nuvem e orientação pelo Google Maps em diversas situações. Agora era a hora de tentar chegar ao hostel, o que seria complicado pelo fato de eu ter chegado em pleno Shabbat e o transporte público não funcionar. Acabei pegando um táxi por 120 shekels. Cheguei ao Hostel ainda muito cedo, por volta de 6h30, não sendo possível fazer o check-in. Mas pude trocar de roupa, carregar o celular, deixar a mochila e ainda tomar o café da manhã (grátis). Depois de tudo isso, fui dar uma volta pela cidade, indo até Old Jafa que é uma cidade de importância histórica e local de alguns acontecimentos bíblicos. O passeio por Jafa é muito agradável, dá pra fazer tranquilamente a pé. Ela é uma antiga cidade portuária de Israel, tida como uma das mais antigas do mundo. A partir de 1950, Jaffa foi incorporada a Tel Aviv, formando uma única municipalidade e, por esta razão, a cidade israelense leva o nome oficial de Tel Aviv-Yafo. (Fonte: Wikipédia) Após esse passeio, devido ao cansaço ainda da viagem e muuuito sono, resolvi voltar ao Hostel e tentar fazer check-in para descansar. Não teve jeito! Os caras só ia liberar o quarto após as 15h00. Então o jeito foi tirar alguns cochilos na área de convivência, que por sinal era muito boa! A noite fiquei pelo hostel mesmo, tomando umas cervejas e experimentando uns pães que eles tinham lá... (EM CONSTRUÇÃO)
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    Parabéns pela caminhada @Nicollas Rangel Belas palavras!
  31. 1 ponto
    Talvez seja meu primeiro comentário e como amante da cultura germânica e com aquele sonho de sair do RS e ir pra SC. Já.conhecendo os lugares, talvez Beto Carreiro não consiga andar nem nos principais em 1 dia. Finais de ano, outubro a dezembro há bastante excursões escolares para lá. Eu fui numa segunda, chuvosa em 30 de outubro e consegui andar até duas vezes em cada brinquedo, mas vai dá sorte. No começo de semana é mais tranquilo, segunda e terça. Outros 4 dias, se tens a possibilidade de carro, sugiro Bombinhas 2 dias para descansar, visite a praia da Lagoinha com piscinas naturais, essa é a dica de lá, Florianópolis de carro é bem complicado o deslocamento, praias mais bonitas ficam ao sul, Matadeiro, Armação e o Campeche ou até mesmo Camboriú como citaram cima, é uma ótima parada também e fica mais a mão dos outros destinos. Blumenau 2 Dias Beto Carreiro 1, conforme movimento Balneário Camboriú 2 dias Bombinhas 2 dias para relaxar antes da volta. Espero ter ajudado e uma ótima viagem.
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  33. 1 ponto
    @marcio__rj ai man .. hahahahaha Maceió caso desista
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    tenho bastante amigos no Norte, povo lindo e hospitaleiro @joshilton me ajudou muito Breve to por ai
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    norte é meu sonho de consumo, Talvez dezembro eu vá!
  36. 1 ponto
    Realmente .. Sou nordestino (Recife) .. mas ele tem passagem para europa hehehehehe .. então badalação são esses lugares. se fosse julho rolava até o tomorrowland
  37. 1 ponto
    TOP .. Barcelona com ibiza .. depois vai ... Belgica, Amsterdã, hahahaha o mundo é infinito
  38. 1 ponto
    Holanda, Belgica,Espanha,Italia Muita cerveja e mulher bonita!
  39. 1 ponto
    desdo ano passado ja paguei pra despachar fora do país! hoje viajo dentro só com um mochila bem pequena, qnd vou passar muito tempo, pago pra despachar e pronto! já vou certo, p n passar aperto, ou ter q pagar na hora algo! estamos no brasil, alguns países pagasse pra despachar faz tempo. já vi passageiros com 10 bagagem divididas em 3 pessoas da família (logo logo vira um sacolão). Fim!
  40. 1 ponto
    Por do sol nas dunas da Laguna Morón em Pisco, Peru.
  41. 1 ponto
    sim man, subir montanhas ao redores, baixas, mas tem .. pode pesquisar aqui tem relatos e videos no youtube ( só depende da epoca devido a muitos insetos , mosquitos)
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    Bom dia @wolfdebs Tenho interesse segue meu email .. [email protected] Aguardo seu retorno. Tks !
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  44. 1 ponto
    @FranciscoJR Eu comecei a escrever aqui nos mochileiros, mas acabei me ocupando com outras coisas e parei. Mas tenho minhas planilhas de planejamento. Se quiser eu mando para você. Qual seu email?
  45. 1 ponto
    ATENÇÃO!!! Este artigo está absolutamente cheio de links que tem por objetivo informar o máximo possível sobre como viajar na América do Sul. Sinta-se na Wikipédia, guarde este link nos seus favoritos e vá abrindo todos os links em novas abas para não esquecer de nada! Espero que seja útil! Entre no contexto... Quando tomei a decisão de realizar esta viagem, vivia um momento importante da minha vida. Estava prestes a defender meu TCC, meu estagio já havia acabado e eu não sabia exatamente em qual dos processos seletivos que eu havia participado seria aprovado. Por mais que o ano letivo terminasse em dezembro, minha formatura estava marcada somente para a primeira semana de março. Nesse meio tempo, eu não podia nem fazer mais estágio e nem atuar como engenheiro. Depois de todos aqueles anos de muito esforço na escola de engenharia, este momento viria muito bem a calhar. Era hora de me desafiar em algo novo, de esclarecer todas as ideias e por todos os pingos nos "is". Fazer um mochilão sozinho pela América do Sul parecia uma ótima ideia! O único problema é que meu salário da época de estagiário não era lá muito alto, então precisava de algo bem barato! Dentro das possibilidades de uma viagem pela América Latina, a única que realmente cabia no meu bolso exigia que eu viajasse o TEMPO TODO DE ÔNIBUS, e assim decidi fazer! Compartilho convosco hoje meu roteiro, algumas dicas e inclusive alguns custos que tinha guardado nos meus arquivos. O roteiro inclui - nesta ordem saindo pelo Rio Grande do Sul - 5 países: Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia e Peru. Carinhosamente chamei essa viagem de “Circuito Andino”. Viajei durante pouco mais de um mês. Inicialmente meu objetivo era conhecer a região do norte do Chile, a Bolívia e o Peru, mas naquela época, de todas as combinações que eu fiz, viajar via Uruguai e Argentina de ônibus acabava ficando mais barato que voar diretamente ao Chile ou ao Peru. De quebra eu conheceria algumas cidades destes países e o mais legal: subiria e desceria a Cordilheira dos Andes pela “Ruta 7 – 40”, aquela dos “Caracoles” e que passa ao lado da maior montanha da América, o Aconcágua. Bem, sem mais delongas, este aqui foi o meu roteiro: Roteiro detalhado De PONTA GROSSA para PORTO ALEGRE O trajeto de PONTA GROSSA para PORTO ALEGRE, era apenas um trajeto de passagem, ou seja, não estava nos meus planos conhecer uma destas cidades. Viajei de ônibus, com a companhia BRASIL SUL (www.brasilsul.com.br), a viagem durou 13 horas e custou R$ 137,00. De PORTO ALEGRE para MONTEVIDÉU De PORTO ALEGRE para MONTEVIDÉU, viajei de ônibus, com a companhia TTL (www.ttl.com.br), a viagem durou 11 horas e custou R$ 172,30. Neste trecho parti da rodoviária de Porto Alegre, no fim da tarde. A TTL não é uma das melhores companhias deste roteiro, mas deu pra quebrar bem o galho! Lembro que oferecia um lanche a bordo, até então nunca tinha visto isso numa companhia de ônibus. Neste trecho cheguei ao extremo sul do Brasil, a cidade de Chuí, e dela cruzei a fronteira do Uruguai e avancei noite à dentro sempre mirando o Sul. Na manhã seguinte despertava ouvindo espanhol na capital Uruguai. Gostei da rodoviária de Montevidéu, dispõe de um guarda volumes que me pareceu seguro, onde acabei deixando minha mochila. Montevidéu é legal, organizada! Me lembrou muito Barcelona, melhor dizendo "uma versão latina de Barcelona". Aqui já comecei provando os alfajors - que na verdade são mais famosos na vizinha argentina - e a cerveja Patrícia, que na economia de mochileiro veio bem à calhar com um sanduíche no banco da praça! O Uruguai foi o meu país número 16 e na espera, antes de partir para Buenos Aires escrevi este artigo aqui sobre Montevidéu. Plaza Independencia, em Montevidéu. Atrás o Palávio Salvo, considerado por muitos anos como a segunda maior torre da América do Sul. Bem, mochileiro em ritmo de economia! Comer sanduíche no banco da praça é típico, pra acompanhar uma Cerveza Patricia. De MONTEVIDÉU para BUENOS AIRES Esperei no Terminal Trés Cruces até as 2 da manhã, para enfim partir de MONTEVIDÉU para BUENOS AIRES, viajei de ônibus até COLÔNIA DEL SACRAMENTO, onde fiz os trâmites imigratórios e embarquei no famoso BUQUEBUS (www.buquebus.com), a balsa que atravessa o Rio de la Plata para chegar à capital argentina pela manhã. A viagem durou 5,5 horas e custou R$ 143,48, incluindo o ônibus de Montevidéu a Colônia. A Argentina foi o meu país número 17 e neste artigo aqui dou mais detalhes sobre esta travessia e sobre os serviços do BUQUEBUS. No mesmo artigo conto mais detalhes sobre Buenos Aires. No momento que precisei, deixei o mochilão num guarda volumes no Terminal Retiro, de onde também partiria meu ônibus da seguinte etapa. Buquebus, antes da travessia do Uruguai para a Argentina. Casa Rosada, sede do goverdo da Argentina. De BUENOS AIRES para MENDOZA De BUENOS AIRES para MENDOZA, viajei de ônibus, com a companhia CHEVALLIER (www.nuevachevallier.com), foi uma viagem noturna que durou 14,5 horas e custou R$ 238,43. Paramos em algum posto de gasolina onde comi pela primeira vez o tal "Choripan", um cachorro quente feito de chorizo. Gostei mais de Mendoza que de Buenos Aires, conto sobre ela neste artigo aqui e inclusive fui visitar algumas vinícolas com um tour que consegui no Hostel. Num futuro estas vinícolas viriam a pertencer à minha lista de "8 destinos "etílicos" pelo mundo". Aqui também aconteu um dos maiores infortúnios da minha viagem, algo que se converteria numa chateação e num custo fora do previsto: na correria para sair para o tour, fui sacar dinheiro e esqueci o meu cartão dentro do caixa eletrônico. Notei somente bem depois, e o pior é que na mesma noite embarcaria para o Chile, onde precisaria daquele cartão para sacar dinheiro novamente. Por sorte em Santiago há uma agência do Banco do Brasil e eu também levava cartões reservas que pude habilitar. Visita à Bodega Lopez, na região de Mendoza. De MENDOZA para SANTIAGO O trajeto de MENDOZA para SANTIAGO é simplesmente a minha rodovia preferida no mundo todo, uma viagem que fiz questão que fosse durante o dia, também de ônibus, desta vez no andar de cima, no primeiro banco, lado direito: faça isso, você entenderá o porquê no próximo parágrafo! Usei a companhia ANDESMAR (www.andesmar.com), a viagem durou 7 horas e custou R$ 94,30. Constantemente durante meu planejamento eu me imaginava cruzando esta rodovia que "sobe e desce a Cordilheira dos Andes". Que emoção ver o letreiro dizendo "Bienvenidos a Uspallata" - eu nem chegaria a parar ali, mas sentia uma emoção imensa ao passar por este mítico lugar - e claro, sem contar a beleza daquela paisagem de cinema! Além de dezenas de túneis simplesmente escavados na rocha, em grande parte do caminho nos acompanhavam as ruínas da antiga ferrovia do Trem Transandino. Quase chegando na fronteira chilena atingimos o ápice da viagem: de dentro do ônibus - por isso recomendo o primeiro assento do lado direito - avistamos o Aconcágua, o pico mais alto da América com 6962 metros de altura! Atrevessei a fronteira do Chile, meu país número 18, descemos pelos "Caracoles" e logo fui surpreendido pela sua capital Santiago! Metrô novinho e com Free Wi-Fi, naquela época isso era luxo! Uma cidade extremamente ordenada, moderna e de quebra coroada pela magnitude dos picos nevados da Cordilheira dos Andes lá atrás! Ficou claro! Quando cheguei, já disse e repito: "Santiago é a minha capital preferida na América do Sul". Lembro de sentar na janela do hostel naquela tarde, abrir uma "Austral" e assistir o pôr do sol pensando "graças à Deus as passagens de avião estavam caras e eu pude vivenciar tudo viajando por terra". Ruta 7, atravessando a Cordilheira dos Andes. Fronteira entre Argentina e Chile. Paso de los Caracoles, logo depois da fronteira. Na época em processo de reabilitação do pavimento. Panorama da minha capital preferida na América do Sul: Santiago! De SANTIAGO para SAN PEDRO ATACAMA Até a data de publicação deste artigo, a viagem de ônibus mais longa da minha vida - a mais longa por terra foram as 34 horas ininterruptas num dos trajetos da Ferrovia Transiberiana - foi trajeto de SANTIAGO para SAN PEDRO ATACAMA, viajei de ônibus, com a companhia TUR-BUS (www.turbus.cl), a viagem durou 23 horas e custou R$ 107,07. A maioria dos ônibus deste roteiro são modelos semi-leitos de dois andares. Neste caso, me dei ao luxo de viajar no andar debaixo, onde as poltronas são mais espaçosas. Realmente o trajeto é cansativo e minha sugestão é que você tenha contigo um livro, bateria auxiliar para o seu telefone ou qualquer coisa para passar o tempo. Não esqueça de contemplar a paisagem, que pouco à pouco irá mudando drasticamente! Minha dica: escolha o lado esquerdo do veículo, em algum momento verás (pela primeira vez, ou não) o Oceano Pacífico! San Pedro de Atacama, a paisagem é totalmente diferente. Em San Pedro, alugar uma bike é uma boa ideia! De SAN PEDRO DE ATACAMA para UYUNI De SAN PEDRO ATACAMA para UYUNI, viajei num 4x4 da companhia CORDILLERA (www.cordilleratraveller.com), a viagem durou 3 dias e custou R$ 375,00. Na época não haviam tantas companhias que reservassem tours online, então deixei para pesquisar e reservar em San Pedro. Se você decidir fazer isso, deixe alguns dias para San Pedro, pode ser que você não consiga o tour de Uyuni exatamente no dia que você planejava. Aproveite e explore a região, tem muitas coisas legais! Este trajeto e Macchu Picchu são os dois grandes momentos de toda a viagem! Se você já se surpreendeu muito lá no trajeto entre Mendoza e Santiago prepare-se para este! Do meu ponto de vista é o tramo mais lindo da viagem! Neste caso a viagem é fora das rodovias, atravessando desertos, ao lado de vulcões e dirigindo à beira de lagoas de todas as cores. A maior parte do trajeto é na Bolívia, meu país número 19, e um dos 5 que mais gosto no mundo todo. Neste link estão mais algumas fotos, na minha lista de Top 10 Fotos do Altiplano Andino e neste outro explico como ele foi parar na minha lista de Top 10 experiências mais intensas que vivi viajando. Mais detalhes sobre o trajeto e todas as dicas que você precisa saber sobre ele no artigo Do Atacama ao maior espelho do mundo. Se não bastasse tudo isso, minhas fotos e meus relatos sobre este lugar foram parar no Jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, no Jornal A Notícia, de Joinville e no Jornal da Manhã, de Ponta Grossa. Não vai deixar este lugar de lado! Toyota Land Cruiser, o veículo adotado pela maioria das operadoras de turismo da região. Hora do almoço! Viajando no teto na imensidão do Salar de Uyuni. De de UYUNI para LA PAZ De UYUNI para LA PAZ, viajei de ônibus, não me lembro como se chama a companhia, mas consegui facilmente quando cheguei a Uyuni, a viagem durou 10 horas e custou em torno de R$ 40,00. Se o trajeto anterior tinha sido o mais mágico de toda a viagem, certamente este foi o mais difícil. Lembro de um ônibus fechado, com as janelas lacradas e ar condicionado quebrado, viajando por estradas cheias de curva e algumas vezes de rípio. Vários mochileiros sem banho que também haviam chegado da travessia de três dias do Salar de Uyuni e uma comida servida a bordo que não estava em boas condições. Tentei dormir pra passar o tempo e lembro que era noite de lua cheia. Em algum momento acordei com ônibus sacolejando enquanto atravessava por dentro de um rio. Foi tenso, mas cheguei bem a La Paz na madrugada do dia seguinte. Uma aventura e um perrengue a mais para o currículo! Panorama de La Paz, carinho especial por esta cidade! De de LA PAZ para COPACABANA De LA PAZ para COPACABANA, viajei de ônibus, também não me lembro do nome da companhia, mas consegui facilmente na rodoviária de La Paz (comprar no dia anterior), a viagem durou 3 horas e custou R$ 25,00. Lembro de estar dividindo poltrona com uma senhora Quéchua, com sua vestimenta bem colorida e com a cartola típica que as mulheres usam nessa região! A viagem é curta - se comparada a todas as demais - e com um visual agradável, em algum momento o ônibus embarca numa balsa para cruzar o estreito de Tiquina, este será provavelmente seu primeiro contato com Lago Titicaca! Recomendo que saia na primeira hora da manhã que ainda dá tempo de aproveitar do dia em Copacabana. O Lago Titicaca é atração principal, e facilmente você consegue um passeio para a Isla del Sol e para a Isla de la Luna. Lembre de provar a Truta, em algum restaurante local. Não esqueça de provar a Truta! Panorama do Lago Titicaca, visto da Isla del Sol De COPACABANA para PUNO De COPACABANA para PUNO, viajei de ônibus, outra vez não me lembro o nome da companhia, mas consegui facilmente com o Hostel onde me hospedei (comprar no dia anterior), a viagem durou 3 horas e custou em torno de R$ 32,00. Escolha o lado direito do veículo, que em alguns momentos verás os Lago Titicaca. Neste tramo fazia meu último trâmite imigratório e entrava no meu vigésimo país, o quinto nesta viagem, e do meu ponto de vista "o país mais turístico da América do Sul". O Peru está bem preparado, tem bastantes atrações e recebe bem os turistas! Em Puno a principal atração na verdade fica fora da cidade, no meio do Lago Titicaca: As Ilhas flutuantes dos Uros. São sensacionais e valem a visita! Bem vindos ao Peru! As incríveis ilhas flutuantes construídas pelos Uros De PUNO para CUSCO De PUNO para Cuzco, viajei de ônibus, com a companhia CRUZ DEL SUR (www.cruzdelsur.com.pe), a viagem durou 6,5 horas e custou R$ 51,00. Veja que aqui no Peru as comapanhias voltam a ser maiores e mais organizadas, e da mesma forma nota-se uma melhora nas rodovias também. Cusco tem uma infinidade de atrações e é a porta de entrada para Macchu Picchu. Espere uma cidade cheia de estrangeiros e hostels com mochileiros do mundo todo. A Plaza de Armas de Cusco está cheia de agências de turismo que vendem as entradas e o tranporte para Machu Picchu, se você ainda não organizou o seu, esta é uma boa oportunidade. Plaza de Armas de Cusco De CUSCO para MACCHU PICCHU (AGUAS CALIENTES) com volta à CUSCO De CUSCO para MACCHU PICCHU (AGUAS CALIENTES na verdade), consegui uma van na Plaza de Armas de Cuzco que me levou até a cidade de Ollantaytambo. As entradas para Macchu Picchu eu também negociei nas agências desta praça, e na época fechei o transporte com a mesma agência. De lá embarquei para ÁGUAS CALIENTES num trem da PERU RAIL (www.perurail.com), a viagem durou 5 horas e custou (IDA/VOLTA) R$ 116,92. Dormi no povoado e no dia seguinte, ao nascer do sol, já caminhava o último pedaço do trajeto até a Montanha Sagrada dos Incas. Machu Picchu, dispensa comentários... De CUSCO para NASCA Antes de destinar-me ao fim da viagem, queria ver com os meus próprios olhos o mistério das linhas de Nasca. De Cuzco para NASCA, viajei de ônibus, com a companhia EXPRESSO CIAL, a viagem durou 14,5 horas e custou R$ 110,00. Hora de sobrevoar as Linhas de Nasca. Que perrengue voar num aviãozinho destes! De NASCA para LIMA De NASCA para LIMA, o último trajeto dentro do Peru, viajei de ônibus, outra vez com a companhia CRUZ DEL SUR (www.cruzdelsur.com.pe), a viagem durou 7,5 horas e custou R$ 107,00. Fim de trajeto em Lima, pôr do sol numa praia do Oceano Pacífico. Inesquecível. De LIMA para GUARULHOS - CURITIBA De LIMA para GUARULHOS - CURITIBA, voltei de avião, com a companhia TAM (www.latam.com), a viagem durou 7 horas e paguei com o programa de milhagens. O Circuito Andino havia terminado, eu estava mais moreno e mais magro que nunca, feliz e decidido da vida, e prestes a me formar. O que ninguém sabia, e que eu guardava como segredo, é que durante a viagem eu tinha sido aprovado num Programa Internacional da AIESEC e que pouco tempo depois eu estaria me mudando para viver na Espanha, onde estou até hoje! Mas esta história fica pra outra oportunidade... Abraço maior que o Atlântico! Fon Conheça o THE WORLD BY FON NO YOUTUBE. Facebook - The World by Fon Instagram - @afonsosolak Twiter - @afonsosolak Google Plus - Afonso Solak
  46. 1 ponto
    [creditos]Esse e outros relatos você ver em http://www.uziporai.com.br Dê uma passada por lá.[/creditos] Estando em Bruxelas é quase imperdoável não fazer uma bate-volta a Brugges. Como Chegar A menos de 100 km da capital, é muito fácil chegar até lá. Basta pegar um trem que saia de alguma das principais estações de Bruxelas, partindo da Estação Central, por exemplo, o percurso pode durar entre 1:03 hora a 1:52, o tempo de duração é informado antes de realizar a compra que pode ser feita tanto pela internet através do site oficial da empresa: http://www.belgianrail.be/en/Default.aspx ou pode ser feita também comprar por meio das máquinas disponíveis nas estações. Preço A ida e a volta nos finais de semana custam em torno de 15 euros, já no meio da semana, o preço sobe para 28 euros. Pelo que andei pesquisando, esse desconto parece não funcionar na alta temporada. Embora os trens sejam muito bons e quase nunca seja necessário comprar as passagens com antecedência, é bom não arriscar durante o verão europeu, pois a quantidade de turista quadruplica e se deixar para comprar de última hora, pode não encontrar vaga no horário desejado. Assim que cheguei à Brugges por volta das 10:30 da manhã, quase não tive coragem de sair do trem. O frio estava mais intenso do que o inverno no Alasca e olha que já estava se aproximando o verão. Para conseguir encarar o frio passei no Starbucks e comprei o chocolate-quente mais caro da minha vida, 4,20 euros. Pelo menos eu descobri que o Starbucks entrega de graça um mapinha da cidade. Então mesmo que você não compre nada, passe lá e pegue o seu mapa. Embora Brugges seja pequena, o mapa ajuda a encontrar as atrações. Atrações Seguindo um pouco os demais turistas e também as placas que diziam “Centrum”, fui adentrando num mundo que parecia de outro século e realmente era. Construções de 1600, igrejas medievais como a Catedral de Nossa Senhora. Brugges já parecia Salém, a cidade das Bruxas. Como a temperatura de 5 graus já estava me deixando vesgo, aproveitei o comércio aberto para comprar uma luva. Há uma infinidade de lojas se comparada ao tamanho reduzido do município, mas atenção, tente não cair na cilada, pois embora os preços não me parecessem altos, é um crime gastar o seu precioso tempo em Brugges com compras. Andando apenas mais um pouco, logo se chega ao centro, onde está o Market, o Campanário e outras construções de tirar o fôlego. Apesar das belezas, senti falta dos famosos canais, ainda não havia visto nenhum. Olhei no mapa e fui atrás dele. Se Brugges é chamada de Veneza do Norte, imaginei que o que não faltaria por lá eram canais. Para a minha surpresa, os canais são poucos se comparado à Veneza e até mesmo à Amsterdam, mas pelo menos os que têm são bonitos. Medo Após ver o moinho, sair daquela parte correndo, mas para conhecer melhor a cidade, voltei por outra rua, a qual para o meu desespero estava completamente inabitável, nem casas havia lá, apenas um muro de uma fábrica de um lado e do outro lado um muro alto com cara de cemitério. Tentei manter a coragem e a mantive até que apareceu uma Mercedes preta com os vidros fechados. Por algum motivo, a velocidade da Mercedes reduziu drasticamente, dando indícios que ia parar e foi aí que minha pose de corajoso acabou e eu sair correndo desvairado por Brugges como se estivesse fungindo de um monstro voador. É o mal de ter imaginação fértil. Com essa carreira quase que eu entrei sem querer numa corrida profissional que estava tendo na cidade. Por ser pequena, Brugges oferece muitas atividades paralelas. Mas como eu só corro quando tenho medo, resolvi explorar um pouco mais à cidade, dessa vez, nas zonas movimentadas. Lá tem um museu da batata frita que a entrada custa 6 euros e outras atrações que não entrei por falta de tempo e de dinheiro. O mais bonito, no entanto, é de graça. Fiquei fascinado com a Grand Place de Brugges, com os cavalos, com as lojas de chocolate e até as de cerveja, embora eu não beba, mas para quem gosta deve ser uma espécie de catarse, pois são mais de 3 mil tipos de cerveja, nem sabia que existiam tantas. E também não podiam faltar as lojas sobre o Ri Tim Tim. Onde Ficar Para crianças e até para os adultos também, há um parque de diversões logo ao sair da estação central, mas é aquela coisa, para um bate-volta, o parque perde a preferência. Muita gente se questiona se vale a pena dormir em Brugges. Eu acho que isso depende muito, principalmente devido a uma questão financeira. Hospedagem em Brugges é muito mais cara que em Bruxelas, mas talvez seja vantajoso caso seu próximo destino fique mais próximo saindo da cidade das Bruxas. Conclusão Também me parece que é um lugar mais para família e casais, talvez o viajante solitário se sinta entediado se passar mais de um dia. Em todo o caso, recomendo com veemência que você tire um dia para admirar este incrível mundo velho, o qual não se encontra em qualquer lugar. Próxima parada: Antuérpia. [creditos]Para ver mais fotos de Brugges, ou ler o post original, é só acessar: http://www.uziporai.com.br/2014/07/relato-de-viagem-belgica-brugges-admiravel-mundo-velho.html[/creditos]
  47. 1 ponto
    Valeu pela iniciativa de dividir sua experiência com a marca! Realmente faz diferença ouvir quem já usou o produto Abs,
  48. 1 ponto
    Olá Flávio! Ótima iniciativa! Pelo que vejo é uma mochila voltada para viagens, no estilo das Deuter Quantum e Traveller. Me pareceu excelente. Depois, com o uso, vá acrescentando suas impressões. Nada melhor do que a opinião de quem usa o produto para ajudar quem tem dúvidas. Abraço!
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