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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 20-09-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    E aí pessoal!! Em janeiro desse ano nós começamos a construir uma Doblò Home e em fevereiro colocamos o pé na estrada até o Ushuaia. Fizemos uns vídeos da conversão, para quem tiver interesse em saber como fazer uma campervan por conta própria. 1. Isolamento térmico 2. Sofá-cama. Cama expansível para casal com baú guarda roupas em baixo 3. Sistema elétrico 4. Armário com portas 5. Armário com mesa 6. Prateleiras 7. Decoração Falta só o tour da Doblò, que ainda não gravamos.
  2. 2 pontos
    Essa viagem foi possível graças a uma promoção anunciada pelo Melhores Destinos, onde as passagens de ida e volta de Guarulhos a Tel Aviv custaram a bagatela de 1040 reais por pessoa! Na verdade, não foi um mochilão propriamente dito, pois levei minha mãe que quis ficar em hotéis e com carro alugado, mas pela escassez de informação sobre os países do Cáucaso, achei que seria interessante deixar meu relato. Esse é um resumo do que constará em breve em meu blog de viagem Rediscovering the World. Dia 1 Ao chegarmos no aeroporto de Guarulhos vindo de Floripa, eu e minha mãe pudemos aproveitar meu cartão de crédito MasterCard Smiles Platinum para termos acesso à sala VIP. Lá comemos e bebemos à vontade, até o embarque no avião grande da Ethiopian Airlines, rumo à conexão em Adis Abeba. O voo de 11,5 horas contou com refeições e entretenimento decentes. Como nosso voo seguinte seria apenas na tarde do dia seguinte, ao pousar, tivemos que encarar mais duas horas na fila da imigração temporária para recebermos os vouchers; estes, dão direito a hospedagem, transporte e refeições gratuitas. Nos colocaram no hotel Blue Sky, um lugar de qualidade duvidosa como a média etíope, e com água fria no chuveiro. Para incrementar o jantar básico que é oferecido aos ocidentais, pedi uma "injera", que é uma massa feita do grão "teff", na qual se envolve a comida com o uso das mãos. Dia 2 Dormi bem pouco, graças ao jet lag. Antes das 8, já tomamos o café da manhã. Depois, trocamos euros por birr (32 pra cada) na recepção do hotel. Sob leve chuva, paramos um táxi na rua para nos levar por 100 birr até a estação de trem. É um sistema elétrico moderno e inovador na África, tendo sigo erguido pelos chineses há alguns anos. Custa apenas de 2 a 6 birr, então fica cheio. Descemos na praça Meskel, onde há dois anos estive na comemoração do ano etíope. Seguimos em direção norte, na companhia de um nativo que foi conversando em inglês com a gente. Passamos por uns prédios governamentais e áreas verdes. Em seguida, compramos um souvenir. Retornamos sozinhos pelo centro, que deixou minha mãe, novata na África, bem ressabiada. Caminhar com tantos olhos desconfiados não foi agradável, então logo pegamos o trem de volta. Aproveitamos o almoço gratuito no hotel. Logo depois, foi a hora de enfrentarmos as checagens de segurança infinitas do aeroporto de Adis Abeba. Voamos a Israel de Ethiopian. Só que dessa vez, sem telas de vídeo individuais. Mas não fez diferença, pois eu capotei no voo de tanto sono. Mais além, descemos no aeroporto moderno de Tel Aviv. Ao procurar o transporte público, percebi que cometi um engano feio: não lembrei que sexta à noite já era "shabbat", o dia sagrado dos judeus, onde quase tudo fecha. Se fôssemos ficar em Tel Aviv ainda conseguiríamos pegar um "sherut" (van) até lá, mas acabei optando por uma hospedagem caseira bem cara, mas próxima do aeroporto, já que retornaríamos no dia seguinte. Sabe quanto custaria um táxi só de ida até Or Yehuda, 16 km distante? Uns 150 shekel (cerca de 170 reais)! E para alugar um carro na hora sairia ainda mais caro. Enquanto trocamos dinheiro num câmbio desfavorável e comíamos alguma coisa, tive a sorte de ver que existem táxis com tarifa reduzida pré-fixada no segundo andar. No final, saiu pela metade do preço. Passamos a noite no House on the Road, uma casa só pra gente. Qualidade decente, mas pelo preço abusivo, poderia ter sido melhor. Dia 3 Dormimos bem. No resto da manhã, caminhamos nas quadras ao redor para conhecer o bairro. É limpo, tranquilo e florido, mas os israelenses não são simpáticos. O sol de 30 graus impediu que continuássemos explorando, então pegamos um táxi e voltamos ao aeroporto, passando por uma infinidade de controles de segurança. Voamos com a Alitalia para Moscou, com uma escala de algumas horas em Roma. Peguei esses trechos com 20 mil milhas Smiles por pessoa. No caro aeroporto, só comi uma pizza (10 euros). No resto do tempo, usei o wi-fi liberado. Dia 4 Desembarcamos no aeroporto Sheremetievo pelas 4 h, com o dia quase nascendo. Passamos a imigração rapidamente e pegamos o ônibus noturno até a estação de Kitay-Gorod (55 rublos ~ 3,3 reais). No caminho, fiquei surpreso com o tamanho dos prédios, principalmente residenciais. Na chegada, caminhamos ao hotel CityComfort Kitay-Gorod. A suíte pra 2 pessoas com 3 diárias custou 11250 rublos. Quarto bom, mas internet ruim. Para não perder o dia, botei o despertador para tocar às 12 h. Como minha mãe não estava se sentindo bem, saí sozinho. Peguei o metrô (55 rublos por vez) até o Centro Pan-Russo de Exposições. Estava cheio de gente bonita nesse domingo lindo de sol e temperaturas agradáveis. É uma área enorme, cheia de construções suntuosas, até mesmo com ouro, além de muitos museus, aquário e áreas verdes. Caminhei bastante ao redor, mas visitei por dentro só o Centro de Cosmonáutica e Aviação (500 rublos). Há bastante informação (parcialmente em inglês), além de representações e até mesmo equipamentos e naves originais do programa espacial russo. Bem interessante. Almocei e jantei na praça de alimentação de um centro comercial. Pedi um prato com salada, purê de batata e uma carne que parecia hambúrguer por 230 rublos na primeira refeição e um "kebab" russo por 190 rublos na segunda. Entender o russo está sendo um desafio. Ler algumas coisas em alfabeto cirílico até que consigo, graças ao Duolingo, mas ouvir e falar tá bem complicado. E pela minha aparência eles assumem que sou russo e já vem falando comigo nesse idioma diferente. À noite, quando seguia pra praça Vermelha, duas coisas ruins aconteceram. Minha câmera emperrou o obturador e parou de funcionar, e a tal praça estava fechada para uma parada militar que ocorreria na semana seguinte. Assim, só pude admirar à distância a parte mais turística de Moscou, que conta com a fortificação do Kremlin, a catedral de São Basílio, de arquitetura única no mundo, bem como diversas outras edificações. Dia 5 Para resolver a questão da câmera, localizei a Pixel24, uma loja de câmeras com preço bom. Fui até lá de metrô, conhecendo algumas das belas estações decoradas. Em seguida, eu e minha mãe visitamos o centro cultural de Izmaylovo. É uma área turística entre construções de arquitetura diferente, contando com souvenires, lanchonetes e museus, como o da vodka. Almoçamos espetos de frango e vegetais por uma graninha (1500 rublos), tomando "kvass" (100 rublos), que é uma bebida alcoólica fraca fermentada de pão, e cerveja (200 rublos). Posteriormente, sempre de metrô, atravessamos ao outro lado para conhecer o convento de Novodevichy, patrimônio da UNESCO. Normalmente custa 300 rublos, mas como estava todo em reforma, entramos de graça. Ao lado, fica um cemitério de pessoas importantes, que também custa 300 rublos. Só depois de entrarmos, descobrimos que ali ficava um cemitério e não o tal convento. Entre diversas lápides e árvores, vimos as tumbas de Gorbachev, Yeltsin, Trotski, Kruschev, entre outros. Ponto seguinte: rua Arbat. Antes, porém, entramos num supermercado para comprar uns mantimentos. Mais caro do que eu esperava. Essa rua pedestre é cheia de gente, lembrancinhas e artistas de rua. O longo caminho nos levou até a enorme catedral do Cristo Salvador, às margens do rio Moscou. Caminhamos mais um tanto até a praça Vermelha novamente, e de lá pro hotel. Dia 6 Metrô até a estação Paveletskaya, e de lá, o trem Aeroexpress (500 rublos pra 1 pessoa ou 850 pra 2). Desembarcamos no aeroporto Domodedovo 45 minutos depois. Minha passagem aérea, sem bagagem, custou 5350 rublos. Lá, gastamos os últimos 560 rublos num combo do Burger King. Enfim, partimos de S7, sem entretenimento, mas com um lanche. A entrada sem visto fluiu sem problemas. Trocamos euros por dram na cotação de 1 pra 529, só que depois tivemos que esperar um tempão pro atendente da Alamo trazer ao aeroporto o Kia Rio que alugamos. Como o veículo era automático, teríamos que cruzar uma fronteira e ainda devolver o carro em outro país, o aluguel para 14 diárias custou 723 dólares. Se você acha o alfabeto cirílico complicado, precisa ver o armênio. Nem tentei decorar. Melhor saber um pouco de russo quando vier pra cá, pois o inglês dos locais não é tão bom. Estava um calor danado quando deixamos o terminal em direção às igrejas de Vagharshapat. Visitamos 3 das que, em conjunto, são patrimônios da humanidade. De pedra, são todas bem antigas, sendo que a principal da Armênia, chamada Etchmiadzin, é a catedral mais antiga do mundo (ano 301). Ao redor dela fica um complexo eclesiástico. Não se paga pra entrar em nenhuma. Com o sol se pondo, pegamos a estrada remendada e cheia de radares até Erevan, a capital armena de 1 milhão de habitantes. Deixamos o carro numa viela e fizemos check-in no Holiday Hotel & Hostel (34200 dram pra 2 diárias numa suíte de 2 pessoas com café), que deixou um pouco a desejar. A pé, demos uma bela volta no centro, movimentado até tarde. Tomamos milk-shakes de frutas silvestres (900 dram cada), enquanto passeávamos pelo chique calçadão de Northern Avenue. Mais além, vimos um espetáculo gratuito digno de rivalizar com o de Dubai, e bem mais longo: o show das águas da raça da República de Erevan. São várias cores, amplitudes e formatos, embalados por músicas famosas e nacionais, durante 2 horas! Pena que não sabíamos que durava tanto. Com o fim às 23 h, comi o salgado "khachapuri" (450 dram) e tomei uma cerveja local (600 dram) no restaurante típico Karas. Dia 7 O café da manhã até que é incorpado. Depois dele, pegamos o carro para visitar o museu do Genocídio Armênio. Gratuito, conta a terrível história do massacre de cerca de 1,5 milhões dessa etnia por meio dos turcos, sobretudo em razão da diferença religiosa (cristão x muçulmano). Não tem como não deixar uma lágrima escorrer pelo lado do olho. Posteriormente, entramos no museu do sítio arqueológico de Erebuni, a antiga capital da Armênia, que deu origem a Erevan. O museu mostra alguns artefatos do reino antigo que ocupava essas terras há alguns milênios. Já o sítio, no alto de uma colina, não é tão interessante, mas a vista 360º de cima sim. A entrada para ambos custa mil dram. Almocei quase ao lado, optando por 2 "kebabs" de frango e salada por 2600 dram. De barriga cheia e com o sol fritando a 37 graus, dirigi algumas dezenas de km morro acima até Garni. Um templo a Mitra ergue-se na beira de uma garganta, famosa por suas colunas basálticas poligonais. Entrada de 1500 dram. Um pouco adiante e acima, jaz o monastério de Geghard. Cravado no topo do morro, ali fica uma igreja e no passado já moraram religiosos em cavernas nas rochas, ainda visíveis. Grátis. Sobrevivendo aos motoristas barbeiros e já de volta a Erevan, demos uma volta no jardim botânico, que não é grandes coisas. Custa 300 dram. À noite, passeei pelo complexo artístico da cascata e assisti novamente às fontes, admirando um pouco mais enquanto tomava um milk-shake de banana com Nutella (1200 dram = AMD). Dia 8 Antes de deixar Erevan rumo ao sul, demos uma olhadela e uma compradinha no grande mercado aberto de artesanatos Vernissage. Em seguida, centenas de quilômetros em estradas asfaltadas, mas não tão boas, subindo em altitude pela estepe árida. Primeira parada em Khor Virap, um monastério que fica bem em frente ao lendário monte Ararat, que dizem ser onde a arca de Noé encalhou. Agora é parte do território turco. Deixando para trás a região mais seca, almoçamos no vilarejo de Areni. No bom restaurante Arpeni Tavern, pedimos salada grega (1800 AMD), vinho de romã (400 AMD), "kebab" bovino (1000 AMD) e "hachar" (parente do trigo) com cogumelos (1300 AMD). Esperamos um bocado, mas valeu a pena. Mais à frente fica a caverna Areni-1, onde foram encontrados o cérebro, o sapato e a adega mais antiga do mundo, essa última de cerca de 6100 anos! Paga-se mil dram pra entrar, mas só se consegue ver os recipientes de vinho e as escavações. Desviando um pouco da rota, entramos no cânion Noravank. Vegetado e cênico, leva ao monastério de mesmo nome. Muito além, quase no pôr do sol, e já descendo numa estrada melhor, paramos em Zorats Karer, a Stonehenge da Armênia. É basicamente um circuito de pedras pontudas. Logo mais, ingressamos em Goris, uma pequena cidade entre montanhas. Nos hospedamos no hotel Christy. Por 18 mil, ficamos com uma suíte grande e café da manhã. Jantamos lá mesmo, um banquete típico digno, mas bem caro: 9 mil! Dia 9 O café, incluso, foi bem mais ou menos. Pegamos o carro para chegar nas rochas de Goris, cujas cavernas eram habitadas até os anos 60! Sem mais combustível no carro, e devido à impossibilidade de pagar com cartão de crédito, precisamos sacar dinheiro num caixa eletrônico. Depois de resolvida a questão, começamos a voltar o caminho. Paramos na bonita cachoeira Shaki. Um pouco além, entramos numa outra estrada rumo ao norte. Subimos a passagem de montanha Selim em ziguezague. Em seu topo, funcionava um caravançarai, tipo de hospedagem antiga para mercadores viajantes e seus animais de transporte. Ao descer o lado oposto, avistamos o enorme e cênico lago Sevan. Antes de chegar ao mesmo, todavia, estacionamos no restaurante Khrchit. Comemos dois deliciosos peixes (2 mil drama cada) e salada (mil dram). Adiante, ainda vi o famoso cemitério Noratus, que comporta um monte de "khachkars", lápides com cruz esculpidas desde o século 9, um símbolo da Armênia. Seguimos pelo litoral, parando com certa frequência para fotografar a paisagem interessante, bem como seus mosteiros Haynavank e Sevanavank. Esse último fica num balneário turístico, mas a praia de rio não é legal. Com o sol baixo, atravessamos um túnel. Na saída, presenciamos a primeira floresta no país. Essa área é a do parque nacional Dilijan. Como já estava escuro, só deu tempo de chegar à requintada hospedagem no meio de um morro, a Casanova Inn. Pagamos 20,5 mil dram por uma suíte e café. Antes de dormir, desci à estrada principal da cidade para arranjar algo barato pra comer. Achei um "kebab" por 800 dram. Dia 10 Melhor café da manhã até então. Deu pra sair de barriga cheia com todos os salgados e doces. Visitamos 3 conjuntos religiosos nesse dia. O primeiro foi o mosteiro de Haghartsin. Fica situado em meio às florestas do parque nacional, então a paisagem é bacana. Há algumas ruínas a mais que os outros. Em sequência, pegamos a estrada que leva até a fronteira com a Geórgia. A segunda foi a igreja Odzun. Ela fica acima de uma chapada bem alta, e começou a ser erguida no século 5. O terceiro, Sanahin, é um patrimônio da UNESCO. Por um acaso, encontramos uma brasileira filha de armênio lá. Já do outro lado do morro, uma de suas características é a quantidade de túmulos usados como piso. Continuamos à beira de um rio, numa estrada esburacada por vilarejos velhos, até achar uma lanchonete para almoçar "kebab" (700 cada). Chegamos à fronteira no meio da tarde, levando cerca de uma hora para encarar todos procedimentos, incluindo o seguro obrigatório de carro de 30 lari pra 2 semanas. Na pista contrária, no entanto, a fila se arrastava por dezenas de quilômetros! Deu até pena. Na fronteira o câmbio estava bem desfavorável, mas um pouco adiante conseguimos trocar 1 euro por 3,23 lari, praticamente a cotação oficial. Enchemos o tanque e partimos para Tbilisi, achando que tínhamos nos livrado dos motoristas imprudentes da Armênia, que estão entre os piores que já vi. Ledo engano, na Geórgia são iguais - só não há tantos Lada. Ficamos na hospedagem Heyvany, fora do centro. Por 56 lari (=GEL) a noite, já fomos recebidos com um ótimo vinho georgiano tipo Saperavi - uma das 525 variedades do país! Dia 11 Café da manhã aceitável. Depois disso, guiei até o morro onde fica a igreja Jvari, que pertence ao conjunto de Mtskheta, antiga capital da Geórgia, agora patrimônio da humanidade. Muitos turistas estavam no local, que tem uma vista bacana. Hora de pegar a autoestrada. Ficamos impressionados com a diferença no desenvolvimento do país em relação às Armênia, nem parece que são vizinhos. Tarde, paramos para almoçar num restaurante movimentado na beira da estrada, o Antre Batono. Apesar de cheio, fomos servidos bem rápido. Pedimos um "pkhali" (10 GEL), que é uma salada triturada de espinafre, berinjela, repolho, feijão e beterraba, temperada com um molho de nozes, vinagre, cebola, alho e ervas. Não apreciei muito. Acompanhando, truta (6 GEL), porco (10 GEL), e salada normal (7 GEL). A estrada piorou em seguida, pois adentrou as cidades. No final da tarde, uma chuva surgiu e deixou a visibilidade bem ruim, pois o limpador de parabrisa não funcionava direito. Quatrocentos quilômetros depois, já escurecendo, chegamos no trânsito intenso de Batumi, no mar Negro. Estacionei o carro na rua, fiz o check-in no hotel Argo (105 lari) e saí para explorar a pé. Tirando alguns prédios históricos, visitei a Piazza, onde tomei um milk-shake por 7 lari GEL. Continuei caminhando aleatoriamente, até que ouvi um som distante no parque que fica em frente ao mar. Acabei descobrindo um festival de música e bebida (Batumi Beer Fest). Lá conversei com uns locais, provei o salgado recheado "khinkali" (6 GEL), o destilado de uva "chacha" (5 GEL) e uma cerveja (4 GEL), enquanto curtia o rock georgiano. Passado o tempo, voltei pelo parque costeiro cheio de atrações, onde muita gente ainda se encontrava naquele domingo à noite, e regressei ao hotel. Dia 12 Passeamos novamente pelas ruas de dia. Estavam mais vazias que à noite. Mas com a luz pudemos apreciar a arquitetura urbana mista de Batumi. Entramos no museu de arqueologia (3 GEL). Apresenta diversos artefatos da região de Adjara. Compramos uns salgados para almoçar e tocamos pro sítio arqueológico da fortaleza de Gonio-Apsaras (10 GEL), que passou de mão entre romanos, bizantinos e otomanos. A muralha externa está quase intacta, enquanto que seu interior apresenta as escavações e o resultado delas em uma sala no interior. Outra coisa legal é que há alguns equipamentos a mostra e você pode vesti-los. No dia seguinte haveria uma feira medieval ali. O jardim botânico foi o passo final. Já fora de Batumi, custa 15 GEL para entrar em sua área grande. Um porém é que ele fica em uma encosta, então é necessário força nas pernas pra conhecer tudo. Há jardins temáticos de várias partes do mundo. Foi o melhor que vi nessa viagem. Antes de escurecer, conduzi o carro em direção norte até Zugdidi. O caminho rural incluiu tudo quanto é animal doméstico cruzando a pista. As vacas ficam paradas e soltas até mesmo em estradas movimentadas nesse país. Com o fim do dia, chegamos ao suposto hotel 5 estrelas Zugdidi Bookhouse (140 GEL). Dentro do que parecia ser uma escola, recepcionistas que não falavam nada de inglês (ao contrário da maioria em outras cidades) nos receberam. Depois de muita enrolação, ficamos num quarto nos fundos do prédio, onde não havia nenhum outro hóspede, aparentemente. De 5 estrelas não tinha nada. Dia 13 Depois do café, subimos a serra em direção à região da Suanécia. Logo de cara, a estrada ondulosa passa pelo reservatório do rio Enguri, num tom de azul lindo. Assim que o deixa, no entanto, a cor fica cinzenta e o rio agitado. Vimos muitos cicloviajantes nos dias anteriores da Geórgia, e na serra não foi diferente. Foram algumas horas lentas de sobe e desce, até ver alguns picos com neve ao chegar perto de Mestia. Outra coisa notável dessa cidadezinha montanhosa é a quantidade de torres defensivas erguidas e ainda de pé, uma mostra de quão violenta era a região no passado. Nos hospedamos no hotel Riverside (80 GEL), que como o nome sugere, fica ao lado do turbulento rio. Até que é confortável a hospedagem, mas o chuveiro é o pior que usamos nessa viagem. Seguindo uma dica, almoçamos no restaurante Nikala: cerveja (5 GEL), "ostri" de gado (7 GEL), "odjakhuri" de frango (10 GEL), salada (7 GEL). Pedir salada está sendo essencial, pois as carnes vêm meio secas. Depois da digestão, parti pra trilha que leva à geleira de Chalaadi. O caminho até a ponte do início é de estrada de chão, toda empoeirada com os caminhões que estão operando na obra de uma hidrelétrica. Já na trilha em si, eu e mais uns quantos atravessamos uma pequena floresta de pinheiros até a beira do rio, subindo. Depois, o caminho passa por cima das pedras da morena da geleira. Uma hora depois, enquanto os demais turistas ficaram no nível inferior da geleira, onde pouco gelo está exposto, eu subi pelas pedras soltas até mais próximo dela, num local arriscado. Dei uma conferida numa abertura de caverna de gelo e desci, pois o gelo em constante derretimento movia as pedras para baixo. À distância, vi uma pedra enorme desabando sobre um local onde eu passei anteriormente. Dito e feito. Ao anoitecer, visitamos o centro, onde as construções são de pedra e madeira. Como minha mãe estava com vontade, jantamos pizza no restaurante Sunseti. Com bebidas e mais uma salada, nos custou 30 GEL. Dia 14 Desde que entrei na Geórgia, meu estômago não vai bem. E não foi nesse dia que melhorei. Ainda assim, tomei um café da manhã substancial no hotel. Depois, passamos em frente a uma igreja antiga (Laghami) para uma foto, e nos dirigimos ao principal museu de Mestia. É o histórico e etnográfico Svaneti Museum, que possui muitas peças sobre a região. Descemos a serra em seguida. Brava parada para um hambúrguer no McDonald's de Zugdidi, antes de continuar até próximo a Kutaisi. Com um desvio forçado na estrada, chegamos apenas quase no final da tarde numa atração turística lotada, a caverna Prometheus. São 23 GEL para visitar a pé 1,4 km, apenas uma parte da longa caverna. A cavidade é iluminada e cheia de espeleotemas, mas em compensação a guia não explica nada e a multidão de pessoas de cada grupo (o nosso tinha umas 50) faz com que fique difícil sacar boas fotos. No caminho a Kutaisi na saída, entrei no sanatório abandonado de Tskaltubo. É horripilante a destruição lá dentro. Fico imaginando como seria à noite. Para jantar, estacionamos na praça central, onde há um belo chafariz. O restaurante, Baraqa, nos serviu rápido um prato de carne e também "khinkali" de queijo, a 80 centavos de lari cada. O limpo hotel onde passamos a noite, o Green Town (108 GEL), fica ao lado de uma baita igreja. A catedral de Bagrati, iluminada à noite, foi construída no século 11. Dia 15 Café da manhã reforçado. A pé, regressamos à igreja próxima. Dessa vez, estava aberta, mas por dentro não tinha nada de mais. Do contrário, o mosteiro de Gelati, onde fomos em seguida, era tão interessante por fora quanto em seu interior, cheio de afrescos originais. É um patrimônio da UNESCO. No centro de Kutaisi, a terceira maior cidade georgiana, entramos no mercado de alimentos, mas não compramos nada. Parada seguinte a algumas dezenas de km, no pilar de Katskhi. É uma igrejinha isolada no alto de uma torre calcária de cerca de 30 metros, impressionante. Mais um caminho à frente, Chiatura, um resquício dos tempos soviéticos. A principal atração são as jaulas metálicas enferrujadas, digo, teleféricos, construídos em 1954, que até ano passado ainda estavam em operação entre os diversos morros da pequena cidade. Almoçamos do lado da estação principal, no restaurante meio escondido Newland. A decoração é refinada, mas demoraram tanto pra servir que até tirei um cochilo. Pedimos uma mistura de cogumelo (6 GEL), salada grega (6 GEL) e "odjakhuri" de porco (6 GEL). Na saída da cidade para a autoestrada, o GPS acabou nos levando a uma estrada rural precária, onde quase atolei o carro e rachei ele por baixo. Ao final da tarde, chegamos a Gori, a cidade natal de Stalin. Só deu tempo de eu subir na fortaleza, que é um mirante gratuito, e caminhar num parque de diversões local, que tem um infeliz urso numa jaula. Aproveitei um pouco da piscina do hotel Royal "4 estrelas", antes de me enclausurar em nosso quarto privado com nada menos que 5 camas (117 GEL). Dia 16 Já com o estômago renovado, tomei o café da manhã à vontade. Como as atrações só abriam às 10 h, subimos antes de carro no mirante da igreja Goridjvari. Ao abrir dos portões de Uplistsikhe (7 GEL), entramos antes dos bandos de turistas. Essas são as ruínas de uma cidade moldada no interior de um morro da Idade do Bronze à Idade Média, quando os mongóis a destruíram. Novamente no centro de Gori, por 15 GEL cada, adentramos o museu dedicado a Joseph Stalin, o segundo líder mais sanguinário do mundo - só que o espaço não faz qualquer menção às suas atrocidades… Há apenas um bando de fotos, textos, artigos pessoais, além de um vagão de trem e de sua primeira casa. Almoçamos já na rodovia em direção ao norte. Natakhtris Vely foi a escolha refrigerada. Rapidamente paramos para uma foto na represa Zhinvali e na fortaleza Ananuri. Morro acima, atravessamos de Gudauri a Stepantsminda, uma área de incrível beleza cênica, graças a suas montanhas preservadas. Dois destaques são o monumento à amizade entre Rússia e Geórgia, além do passo de Djvari, com suas águas sulfurosas e depósitos de calcário. Antes de chegarmos à fronteira russa, regressamos a Gudauri com o tanque de combustível vazio. Com 10 GEL, pedi um "khachapuri imeruli" (massa com queijo típico) para jantar, no estiloso hotel onde nos hospedamos por 110 GEL (Good Inn). Veio mais do que pude comer. Dia 17 A noite estava fresca. Comemos uns doces no café da manhã. Às 10 horas eu já estava na fila do teleférico da estação de Gudauri. Mas ela levou quase outra hora para abrir. Paguei 30 GEL para a ida e volta. Durante o verão, apenas 4 gôndolas estão em operação, sendo que cada segmento leva 15 minutos. Foi bem bacana o passeio, pois vi paisagens lindas de dentro das cabines ou nas estações, como picos nevados, montanhas coloridas e cachoeiras. O vento lá em cima era forte. Ao descer, fomos almoçar a caminho de volta. Paramos no restaurante Mleta, pedindo um prato de cogumelos com batatas + 5 "khinkalis" de carne + salada por apenas 19 GEL. Pouco mais de uma hora depois, chegamos à capital. Como fazia tenebrosos 37 °C, fomos para um ambiente refrigerado, no shopping Tbilisi. Cheio de lojas de roupas e de brinquedos, além de um Carrefour completíssimo. Ao anoitecer, voltamos ao hotel Heyvany, onde passamos a primeira noite na Geórgia - só que sem vinho grátis e num beliche dessa vez, já que mudamos de itinerário na última hora. Dia 18 Como usual, às 10 horas já estávamos na porta de uma atração, que demorou um pouco pra abrir. Foi o museu etnológico a céu aberto, onde várias casas de regiões distintas do país foram trazidas para representar como o povo vivia. A entrada custa somente 5 lari e inclui a explicação em inglês de cada casa. Deixamos a mala no hotel seguinte e partimos pro museu nacional da Geórgia. Esse custa 15 GEL e inclui exposições sobre a biodiversidade, arqueologia, antropologia e uma sessão sobre a temida ocupação soviética. Comi um salgado de almoço e segui a caminhar por horas a fio no centro histórico de Tbilisi. A arquitetura é o que mais chama a atenção. Há bastante coisa pra ver. À minha mãe também interessou as lojas de souvenir. Ao retirar o carro, descobri que pra estacionar nas maiores cidades é necessário comprar um passe - levei uma multa, mas ainda bem que era de apenas 10 GEL. O problema foi entender o que estava escrito e onde pagar, já que ninguém sabia direito. Só retornamos ao hotel Lowell (190 GEL pra 2 noites) à noite. Dia 19 Café sequencial interessante, incluiu até o "matsoni", iogurte azedo georgiano, que fica delicioso misturado com geléia de fruta. Tentamos chegar de carro no jardim botânico, mas como não tivemos sucesso, pegamos o teleférico até lá. O cartão custa 2 GEL e pode ser devolvido; já a passagem, 2,5 GEL cada trecho. Enquanto minha mãe caminhava pela área turística da fortaleza de Narikala, eu entrei no jardim. Esse também fica numa encosta, e conta com um tanto de floresta. Depois de apreciar a vista, retomamos a direção. Fomos até o shopping aberto East Point, onde almoçamos pizza. De sobremesa num quiosque, um dos sorvetes mais baratos que já provei: 3 bolas na casquinha por apenas 3,5 GEL. Contornamos o grande reservatório chamado de mar de Tbilisi. No lado norte, pessoas se banhavam na praia, enquanto nós subimos ao monumento gigantesco "Crônicas da Geórgia". De volta ao centro, deixamos o carro no estacionamento e passeamos pelo mercado de pulgas em Dry Bridge. Há souvenires interessantes, junto com várias velharias. Posteriormente, andamos pelo cânion onde ficam os banhos sulfurosos e as ruínas. Lá perto, lanchamos com uma vista do movimento das ruas, no restaurante Machakhela-Samikitno. Uma cerveja de meio litro saiu por 4 GEL e cada "acharuli" de cogumelo 6,5. Dia 20 Acordamos mais cedo para devolver o carro no aeroporto, onde a locadora quase nos deixou na mão. Mais além, passamos pela imigração rapidamente e embarcamos rumo a Baku, capital do Azerbaijão. O voo foi pela companhia Azerbaijan Airlines, ao custo de 70 euros para cada um. Apesar de curto, contou com um sanduíche. No desembarque, apresentamos o visto eletrônico emitido por 23 dólares. Em seguida, retiramos um Hyundai Accent automático alugado na Avis (5 diárias por 140 dólares) e caímos nas terras azeris, cercadas por cavalos de pau em terra e plataformas marítimas, numa busca incessante por petróleo. Sob sol forte, primeira visita dedicada ao templo do fogo, que serviu a hindus e zoroastrianistas no passado. Ingresso de 4 manat (1 = 2,4 reais). O segundo ponto de parada também é ligado ao fogo. Yanardag é uma falha no solo desértico onde escapa gás natural. Há mais de 70 anos, desde que alguém acendeu sem querer, queima sem interrupção. Aqui a entrada custa 9 manat, mas pode ser combinada com a da outra atração por 11. Fizemos compras num supermercado normal e passamos pelo lago salgado Masazir, antes de parar na Heydar, uma mesquita enorme, nova e monocromática. Pena que não pudemos ver seu interior de mármore. Com o céu ficando roxo ao se pôr, chegamos ao hotel 4 estrelas Mavi Dalga. Ficamos com dois quartos por 90 manat no total. Antes de nos retirarmos, lavamos os pés na praia própria do hotel, de frente pro mar Cáspio. Ainda pedi um "kebab" pra janta (7 manat), onde fui devorado pelos mosquitos. Já deu pra perceber que aqui o russo, junto com o próximo turco, é mais falado que o idioma inglês. Dia 21 Café básico, mas moscas por todos os lados. Deixamos o hotel rumo ao Gobustão. Nessa área ficam vulcões de lama e uma área protegida de arte rupestre. Para chegar à primeira parte, pagamos 20 manat para um taxista clandestino de Lada, que ficou sem gasolina no meio do caminho. Passado o aperto pela estrada de barro, subimos no pico com algumas poças borbulhando lama fria na paisagem desoladora. Para visitar o museu moderno e os petroglifos de verdade, é preciso pagar 10 manat por pessoa. Esse é um patrimônio da humanidade. Almoçamos alguns km adiante na autoestrada. O restaurante, nomeado Qedir Kum, estava cheio. Pedimos um gorduroso e saboroso prato de carneiro com vegetais no "saj" por 20 manat, mais complementos. O caminho a seguir foi bastante monótono: duzentos e quarenta quilômetros de linha reta por um semi-deserto quente. No final da tarde, descemos no centro de Ganja. Sem relação com o apelido da maconha, é a segunda maior cidade do Azerbaijão. Caminhamos ao redor das praças com prédios antigos bonitos, além de virmos a casa feita com garrafas. Jantamos "kebab" no Ganja Mall e, já à noite, entramos no hotel Deluxe, um 4 estrelas de verdade. Por 80 manat, ficamos com um quarto bem grande. Dia 22 O café da manhã foi um buffet variado. Com muitas das ruas bloqueadas, deu certo trabalho rumar de Ganja ao parque nacional Göygöl, mas um tempo depois de subir uns morros, lá chegamos. São basicamente lagos cercados por floresta temperada. Custa 2,5 manat de entrada + 2 pra ir e vir de van até o pitoresco lago Maragöl, onde se pode caminhar ao redor, o que fez valer a visita. Breves horas depois, partimos para o norte. Passando pela hidrelétrica de Mingachevir, chegamos à estrada em obras que nos levou pelas montanhas até a pequena Shaki. Antes de conhecer a dita cuja, fomos um pouco adiante na vila Kish, onde adentramos um templo cristão (4 manat). Ali ficam os achados arqueológicos da região que era chamada de Albânia do Cáucaso. Com um "kebab" na mão, saí a explorar as ruas e construções de pedra de Shaki. Uma das edificações antigas era um caravançarai, atualmente um hotel, mas que mantém a estrutura e é aberto aos turistas. Outro que conheci foi o palácio de inverno (5 manat), uma das residências dos "khans", soberanos persas dos séculos passados. A mobília interna é quase ausente, mas os detalhes arquitetônicos são impressionantes. Mais impressionante é o complexo onde fica o palácio principal Shaki Khan (5 manat). Tanto que foi nomeado patrimônio da humanidade, junto com o centro da cidade. Chegamos lá com o sol se pondo, mas o guarda abriu clandestinamente para nós vermos. Pena que fotos no interior não são permitidas. Depois da visita, fizemos check-in no hotel 4 estrelas MinAli. A construção de pedra é do século 19, mas bem que o quarto de 95 manat poderia ter um frigobar. Fomos dormir ao som da MTV do Azerbaijão. Dia 23 Outro buffet bem bom de café da manhã. Pegamos a estrada, mais cênica dessa vez. Por pouco tempo, paramos em Gabala, a cidade mais antiga do país. Antigos mesmos eram os carros dos moradores. Depois, deixamos a rodovia em direção ao vilarejo elevado de Lahic. A estrada que cerca essa vila, com formações geológicas, é bela e traiçoeira. Já o povoado, é de pedra e famoso pelos artesanatos com materiais como o cobre. Pena que os artigos com o metal sejam tão caros. Passado um nevoeiro, almoçamos no friozinho em outro povoado, no restaurante Malham. Pedimos o mesmo carneiro no recipiente "saj" de 2 dias atrás, mas aqui custava 18 manat. É bem bom, mas problema é que esse prato demora até meia hora para ser feito. Estrada novamente, chegando no final da tarde no trânsito caótico de Baku. Desembarcamos no jardim botânico (1 manat), que nos desapontou. Depois foi a encrenca pra encontrar um lugar pra estacionar na rua, no meio do centro. Daqui em diante, seguimos a pé. Primeiro, entramos numa sorveteria para provar os "gelatos" italianos da Ca' D' Oro. Estavam muito bons, mas acabamos comendo demais. Eu fiquei com 4 bolas por 7 manat e uns centavos. Antes de dormir, caminhamos na rua pedestre Nizami, movimentada e iluminada à noite. Por fim, demos entrada no hotel La Casa, onde tivemos que nos contentar com um quarto sem janela por 2 diárias (145 manat). Dia 24 O café no restaurante indiano foi simples. Depois dele, caminhamos várias horas ao redor de boa parte da cidade. Primeiro, passamos pelo parque central, que vai desde o palácio Heydar Aliyev até a maravilha arquitetônica moderna Flame Towers. Nesse caminho, há bastante coisa pra ver, como a mesquita Tazapir. Do lado das torres, há um parque com um mirante de onde se vê toda beira-mar e a cidade velha. Quando descíamos as escadarias, entramos no museu de arte (10 manat). Só que havia poucas obras do Azerbaijão dentro. Na cidade velha, entre muralhas, almoçamos no restaurante Rast. Pedimos "dolma" e "choban qovurma", por 6 manat cada. Também aproveitei que não estava mais dirigindo para tomar um chope. A sobremesa foi num lugar próximo, provando "baklava", que são aqueles doces turcos folhados. Só que além de não serem nada baratos (1 a 2 manat cada), não achei saborosos. Depois de conferirmos os souvenires, visitamos o palácio dos Shirvanshahs, agora um museu. São 15 manat pra entrada. Voltamos ao hotel e nos separamos. Enquanto minha mãe foi atrás de mais lojas, eu peguei a bicicleta grátis da hospedagem e percorri o calçadão-parque que fica ao longo do mar Cáspio. É bem bacana, cheio de gente e atrações. Inclusive, é onde passa o circuito de rua de Fórmula 1 de Baku. Ao escurecer, voltei para jantar com minha mãe. Como eu estava com vontade de comer arroz, fomos num restaurante indiano, onde comemos "biryani". Meu prato estava bom, mas foi um tanto salgado: 18 manat. Dia 25 Devolvemos o carro e pegamos o voo (140 manat para ida e volta) até a República Autônoma do Naquichevão, exclave do Azerbaijão que fica entre a Armênia e o Irã. Do avião já deu pra perceber a aridez desse território. Do aeroporto internacional minúsculo, fomos num táxi clandestino (5 manat) até o Qrand Nakhchivan Hotel, que fica na entrada da cidade. Como a capital tem menos de 100 mil habitantes e praticamente não recebe turistas de fora (éramos os únicos no voo), esse 3 estrelas é um dos raríssimos hotéis disponíveis pela internet para reservar. Pagamos 161 manat por 2 diárias num quarto grandão, mas com ar condicionado sem funcionar e internet deficitária. Almoçamos ali mesmo por apenas 3 manat. Com o clima quente, saímos a explorar Naquichevão a pé. De cara, já é notável a esplêndida arquitetura dos prédios da região central, com materiais nobres, detalhes e cores. As ruas, largas e vazias, pois os atuais 90 e poucos mil habitantes não preenchem tudo. Ao passar em frente a um dos edifícios, nos convidaram a entrar. Era um teatro requintado, mas o que vimos foi uma exposição de quadros e de livros em miniatura. A guia, que fala um pouco de inglês, nos conduziu sem cobrar nada. Em seguida, visitamos o mausoléu de Möminə Xatun. Tumbas altas estilizadas como essa, também são um diferencial do território. Depois, adentramos a mesquita Jame, do século 18. De uma das praças, ainda vimos uma segunda mesquita, iraniana. Seguimos caminhando pelo minúsculo centro em direção norte. Se na outra parte do Azerbaijão, as menções ao falecido ex-presidente eram muitas, aqui elas são onipresentes, já que essa era sua terra natal. Com dificuldade, encontramos um lugar para comer um sanduíche de 1,5 manat. Esse lugar foi o Kitab Kafe (Book Café), que entre seus diversos livros incluía uma versão em azerbaijano de uma obra do Paulo Coelho. Após apreciar o pôr do sol sobre o rio que faz fronteira com o Irã, vimos os edifícios iluminados e retornamos. Um som alto ao lado do hotel chamou a atenção, então fui atrás. Descobri que havia um praça interna com lugares para comer, e também um show. Dia 26 O buffet de café da manhã do hotel foi razoável. A coisa boa dele foi o creme de avelã com cacau. Pegamos um táxi até a rodoviária (2 manat). Lá estão os ônibus de longa distância para outros países e as vans e micro-ônibus para os vilarejos próximos e outras cidades do Naquichevão. Escolhemos o que levaria a Ordubad, por apenas 2 manat cada. Só foi preciso esperar alguns minutos, que logo o veículo encheu e partiu às 9 da manhã. O caminho até lá, que leva cerca de 1 hora e 20, é atrativo do ponto de vista cênico. Formações montanhosas áridas de um lado da rodovia e plantações na margem do rio que faz fronteira com o Irã do outro lado. Ficamos cerca de uma hora e meia na pequena segunda maior cidade do território. Só vimos algumas ruínas, mesquitas e um museu regional, tudo gratuito. Ao meio-dia, regressamos. Ao desembarcarmos, tivemos a maior sorte quando fomos abordados por um estudante de idiomas, que queria praticar inglês e espanhol e nos ofereceu uma carona guiada até dois dos locais que eu gostaria de conhecer. O primeiro, chamado Əlincə Qalası, foi apelidado de Machu Picchu do Naquichevão. Só que diferentemente do similar peruano, aqui não se paga nada para acessar e nem há turistas para atrapalhar as fotos. Essa é uma fortaleza dos primeiros séculos, que resistiu a invasões e foi restaurada recentemente. Dizem que são 1600 degraus até o topo - não cheguei a contar, mas levei quase meia hora para subir. A vista lá de cima é sensacional; fiquei impressionado com a obra e o panorama. O camarada, que nos ensinou bastante sobre o Naquichevão, ainda nos levou ao hospital para problemas respiratórios que fica dentro de uma mina de sal. Surreal lá dentro, e também não se paga nada para conhecer. Com o fim da tarde, nos despedimos dele e nos ajeitamos para mais tarde jantar ao lado do hotel. Escolhemos um restaurante turco, desembolsando 18 manat pra comida e bebida suficiente pros dois. Dia 27 Pela manhã, conhecemos o interior de uma fortaleza do século 7, que conta com um museu e muralhas intactas. Subimos nelas, tendo uma boa vista da cidade abaixo. Também vimos por fora o mausoléu de Noé, do século 6 em diante. Ainda, ao lado está em construção a maior mesquita do Cáucaso. Dei uma volta final pelo centro, passando por alguns dos museus, entrando no que trata do ex-presidente e o do palácio dos Khans. Definitivamente, todas atrações do Naquichevão são gratuitas. Pagamos o hotel, almoçamos e nos direcionamos ao aeroporto. Horas depois, deixamos Naquichevão, uma terra única e ainda desconhecida. Durante esses mais de 2 dias, vimos apenas 4 turistas de fora da região. No aeroporto de Baku, pegamos um ônibus até a estação ferroviária. Esse sai a cada meia hora de ambos os terminais e custa 1,5 manat, fora o cartão que deve ser comprado numa máquina e custa 2, mas pode ser usado por mais de uma pessoa. Compramos uns mantimentos, jantamos na estação e retiramos as passagens do vagão de "primeira" classe (cabine privada), compradas dias antes pela internet. Até Tbilisi, custaram 57 manat cada. Às 20 e 40, começou a longa viagem num trem meio velho. Dia 28 Dormi mais ou menos e minha mãe nada, devido às chacoalhadas e ao barulho. Às 5 e meia da manhã fomos acordados para os procedimentos de imigração, que duraram 3 horas e meia! Ao menos, não precisamos sair do trem, pois os oficiais é que foram até nós. De metrô (2 lari pelo cartão e 50 centavos por cada passagem) chegamos a uma das estações centrais de Tbilisi, onde fica o shopping Galleria Tbilisi. Enquanto o check-in pro nosso hotel não começava, matamos um tempo ali, almoçando comida chinesa. Ficamos hospedados no Hotello, próximo da região central. Suíte com café = 105 lari. Enquanto minha mãe retornou ao centro histórico, voltei ao shopping para ver um filme no cinema. Passamos a noite no hotel. Dia 29 Tomamos o café e fomos de Bolt (Uber local) até o aeroporto, por 18 lari. Quem quiser economizar mais, pode ir de ônibus ou trem. Voamos com a MyWay Airlines para Tel Aviv, por 125 lari cada bilhete. O voo teve serviço de bordo. Já no desembarque, pegamos o trem que sai a cada meia hora para Jerusalém (23,5 shekel). Da estação final, seguimos de bonde (6 shekel) até Damascus Gate. Nosso hotel (Rivoli) estava um pouco adiante. Tivemos que pagar 235 shekel por uma hospedagem não tão boa assim. Logo saímos para explorar a cidade velha entre as muralhas. Começamos pelo portão de Herodes, caminhando pelos becos residenciais do quarteirão muçulmano. Quando chegamos à parte cristã, nos encontramos com uma multidão. Minha mãe ficou de olho nas lojas de souvenires. Entramos ainda na igreja do Santo Sepulcro. Deixamos a muralha pelo portão Jaffa, nos direcionando para a parte menos velha da cidade, caminhando pela avenida ao longo dos trilhos do bonde. Entramos no grande mercado de comidas Machane Yehuda, mas só pudemos olhar, de tão caro que é Israel. Com o sol se pondo, jantamos numa das poucas lanchonetes que aceitou cartão de crédito. Foram nada menos que 76 shekel para somente 2 cervejas e 2 sanduíches típicos! A refeição mais cara da viagem não foi nem o suficiente. Dia 30 Não dormi bem, devido ao ambiente luminoso e barulhento onde se encontra o hotel. Quanto ao café, esse foi razoável. Saímos a caminhar infinitamente pela cidade antiga. Em primeiro lugar, quase infartei minha mãe para subirmos ao mirante do monte das Oliveiras, de onde se tem uma vista bem privilegiada. Também fora das muralhas, ela entrou no jardim do Getsêmani e passamos por uma igreja ortodoxa russa. Atravessamos a infinidade de sepulturas judaicas, de um lado, e islâmicas, do outro. Depois das tumbas de profetas, entramos em um dos portões, dando no Muro da Lamentações. É preciso passar pela segurança para chegar no paredão que é o que restou do segundo templo de Herodes. Vagamos por muitas vielas comerciais, passando pela grande sinagoga Hurva, além de um local com um vídeo memorial da guerra da independência israelense. Atravessamos o quarteirão da Armênia, para enfim procurarmos um lugar para almoçar. Como é tudo caro e poucos estabelecimentos aceitam cartão, paramos num onde comemos somente um sanduíche "pita" de falafel e outro de "kebab" + uma cerveja por 69 shekel. Não foi suficiente para aplacar nossa fome, então pouco depois nós tivemos que complementar num mercadinho, também meio caro. Depois disso, só nos restou caminhar mais até a Via Dolorosa e aguardar no hotel o transporte de van que havíamos reservado. Como esse dia era "shabbat", o transporte estava bem prejudicado, então só nos restou pagar 75 shekel cada para chegar no aeroporto. À noite, aguardamos mais um pouco no terminal, até o voo da Ethiopian Airlines da madrugada seguinte, com conexão em Adis Abeba e final em São Paulo. Fim de jogo! Curtiu? Então não deixe de conferir meu blog de viagem Rediscovering the World, lá há muitos outros locais poucos visitados nesse belo mundo
  3. 1 ponto
    Boa noite, Estou pensando na possibilidade de viajar para a Europa em 2020 por 30 dias. A principio, em algum mês: Julho ou Agosto ou Setembro. Estava pensando em um roteiro do tipo: Espanha, França, Alemanha, Itália, Inglaterra. Alguem mais ?! rsrs
  4. 1 ponto
    Pessoal, e a primeira vez que vou viajar de avião. A pergunta pode até ser meio tonta, mas, eu fui no site comprar, e ta escrito "Sem bagagem". No caso, nem a bagagem de mão eu posso levar ? Porque, por ser mochilão, eu só levaria a mochila mesmo.. 30L
  5. 1 ponto
    Texto abaixo Saber qual o regime de alimentação que mais se adéqua ao seu perfil talvez faça TODA a diferença em sua viagem. Pode representar uma grande economia ou uma grande TRAGÉDIA. Nesta “rezenha” eu vou tentar explicar os tipos de regime. Tipos de regime de alimentação: “CM” ou Café da manhã: Regime com café da manhã incluso. No café da manhã, há ainda duas diferenças que valem à pena o registro: Café da Manhã “Continental” e Café da Manhã “Buffet”. O Café da Manhã Continental algumas vezes é chamado de ‘café da manhã frio’, pois a maior parte dos alimentos são frios. É um café da manhã muito simples, com pouca variedade. Em algumas regiões ele pode ser tão somente um café com leite, pão e manteiga. Algumas vezes pode incluir uma fatia de queijo ou presunto, ovos fritos e um suco. Costumo apelidá-lo de “café com pão, bolacha não”. Não espere encontrar diversidade de pães, bolos e comidas quentes. O Café da Manhã Buffet (Bufê) é mais elaborado. Normalmente inclui frutas da época, grãos e cereais, variedade de queijos e outras espécies de frios, derivados de leite, geleias, gelatinas, sucos, ovos mexidos, salsichas cozidas com molhos, carnes secas, “waffles”, panquecas doces e salgadas, omeletes feitos com escolha de acompanhamentos na hora, papas, mingaus, cuscuz, inhame, macaxeira, batata doce e tapiocas feitas na hora (quem conhece o Nordeste sabe do que estou falando, uma delícia!). A quantidade de itens varia de acordo com a região. na Europa, por exemplo, estes bufês chegam até a terem saladas, conservas como picles, pastas, pães, torradas e pimentões, além do tradicional café, leite e chás. Não inclui água mineral engarrafada, somente se estiver servido em filtros ou jarras. “MAP”ou Meia-pensão: Regime com café da manhã e jantar. Este tipo de regime de alimentação é muito conveniente para para Hotéis e Resorts centrais, pois durante o dia os viajantes poderão explorar à vontade o turismo local, passando o dia inteiro fora do hotel, almoçando onde melhor lhes convier. Quando retornarem ao hotel, e como na volta bate um cansaçozinho, poderão jantar no próprio hotel, e, muitas vezes, até curtir um show/apresentação/atração oferecido pelo estabelecimento. Normalmente inclui bebidas não alcoólicas (água, suco e refrigerante), mas apenas durante os horários em que estejam sendo servidas as refeições. Alguns hotéis oferecem a possibilidade de Meia-Pensão com café da manhã e almoço, ao invés do jantar, mas não é regra. Aqui vale dizer que uma refeição não substitui a outra, isto é, não se pode ‘trocar’ o café da manhã pelo almoço, por exemplo. “FAP” ou Pensão Completa: Regime com café da manhã, almoço e jantar. A Pensão Completa é interessante para grandes Resorts, que ficam mais isolados do centro. Este regime é indicado para quem está viajando com a família ou para quem deseja curtir toda a estrutura do hotel. Estão incluídas as bebidas não alcoólicas (água, suco e refrigerante), também apenas durante os horários em que estejam sendo servidas as refeições. “All Inclusive” ou Tudo Incluído: Regime com café da manhã, almoço, jantar, lanche e serviços. Observem que a principal diferença deste regime para o Pensão Completa é a inclusão do lanche e dos serviços. Alguns hotéis incluem serviços como boliche, cavalgada, passeios de bicicleta, golfe, mergulhos etc. Este regime é geralmente adotado em alguns Resorts e Cruzeiros e possuem o que chamamos de ‘cardápio nomeado’, ou seja, o que não constar nos cardápios como liberados, saem por conta do viajante. Não estão incluídas ‘bebidas Premium’, como Whisky 12 anos, Vodcas e Vinhos de carta especial, além de serviços extras como SPA e salão de beleza. A questão mais fundamental na hora de escolher o seu regime de alimentação é entender o contexto da sua viagem. Faz sentido para uma família com crianças contratar um regime All Inclusive, assim como faz sentido você contratar apenas o café da manhã se o objetivo da viagem for Gastronômico. E aí, qual regime é o melhor para você, viajante? Boa viagem!
  6. 1 ponto
    Olá, sou de Belo Horizonte e gostaria de companhia para viagem internacional ou nacional no período do dia 15/11 a 30/11, busco também ideias de destinos nessa época do ano. contato Whatsapp (31)992350212
  7. 1 ponto
    Cara faz a conta, você quer conhecer 5 cidades em 6 dias, é isso mesmo? Tem alguma dúvida de que não vai dar tempo? Eu ficaria só entre Dublin e Edimburgo no máximo
  8. 1 ponto
    @victorprado ufa, nossa cara, li erradaaaaaço kk achei que precisava pagar 75 só para entrar. Mas valeu pela ajuda viu..
  9. 1 ponto
    Quantos euros é preciso para entrar em Portugal? O valor mínimo para entrar em Portugal são €75 Eu interpreto que isso é o mínimo de dinheiro que você precisa ter para comprovar que consegue se manter.. que eu saiba, não existe qualquer taxa para entrar! Abs.
  10. 1 ponto
    Uou, tirou todas as minhas dúvidas. Obrigado por compartilhar! Inclusive vou me cadastrar na Bancorbrás!
  11. 1 ponto
    E, se vc optar em levar só bagagem de mão tem ficar atento porque existem algumas restrições. Não pode embarcar com objetos metálicos pontiagudos, embalagens com mais de 100 ml de liquidos etc etc.
  12. 1 ponto
    @iWT, não recomendo você descer a escadaria do Sancho com seu filho no canguru, na parte inicial ela é estreita e você pode machuca-lo involuntariamente. Olhe um horário que é liberado tanto descer quanto subir e combine com sua esposa para ir um por vez. Referente as garrafas de águas, também tinha o receio de levar líquidos, mas quando passamos por Recife - PE perguntei no raio X e me informaram que era só falar que o destino era Fernando de Noronha que faziam a liberação, dito e feito, no dia da viagem embarcamos em Natal e no raio X já avisamos que tinha 10 garrafas de 510 ML de água e o destino não questionaram, estávamos em dupla e ambos com essa quantidade.
  13. 1 ponto
    Basicamente estes foram os gastos que antecederam a viagem. Em relação aos passeios pagos, eu basicamente faço questão de apenas um. Tive que comprar com antecedência por se esgotar muito rápido. Vou deixar uma imagem como dica, hahahaha. Custou £ 45.00 (R$ 255,90).
  14. 1 ponto
    Como já falaram, cada companhia tem as suas regras e normas em relação a bagagem. Em algumas companhias, o "Sem bagagem" significa que você não tem direito a bagagem despachada que vai no porão do avião, só pode levar como bagagem de mão uma mochila/mala de no máximo 10 kg e medindo 55 cm x 25 cm x 35 cm ou 45 Litros. Mas em outras companhias aéreas, como por exemplo na Ryanair, o termo "Sem bagagem" significa que não pode levar nem bagagem de mão, permitido só mesmo um único item pessoal de 25 litros ou menos, para levar uma mochila de 55 cm x 25 cm x 35 cm ou 45 Litros que seria gratuita na Air Europa, Gol Latam, etc, você pagaria um adicional na Ryanair. Então você tem que conferir no site de cada companhia qual é exatamente a franquia de bagagem que a sua passagem permite levar. Mas você vai fazer um mochilão para a Europa em Janeiro, quando vai estar fazendo bastante frio, em algumas das cidades onde você vai passar pode pegar temperaturas próximas de 0ºC, e uma mochila de 30 litros costuma ser pequena demais para você levar tudo o que vai precisar para uma viagem no inverno. Então ao invés de ficar 20 dias passando frio ou aperto por que não conseguiu levar tudo o que precisava, pague os 6 ou 10 euros extras que a Ryanair cobra para você poder levar ao menos uma mochila de 45 litros. Não vão ser estes 6 ou 20 euros para levar uma mochila de 45 litros em 1 ou 2 voos com a Ryanair que vão deixar a sua viagem cara.
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    Cara, obrigadão, valeu pela humildade também irmão. Salam Aleikum.
  16. 1 ponto
    Olá amigo. Seja bem vindo ao Mochileiros.com e também ao mundo de viagens e aventuras. Segundo as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), modificadas em 2017, as companhias aéreas podem oferecer o serviço de mala despachada separadamente do preço da passagem. Bem por isso cada companhia aérea tem suas normas e regras e isso varia também entre trechos domésticos e internacionais. Acredito que você pesquisou passagem nacional, pois as companhias fazem a venda da passagem SEM a BAGAGEM, e logo em seguida sugerem o campo para você ADICIONAR a mala adicional que vai no porão da aeronave. Se você comprar a passagem SEM BAGAGEM, terá franqueado apenas uma mala de mão (que você leva com você e guarda no compartimento superior de sua poltrona na aeronave). Nesse caso cada companhia também tem suas regras. A AZUL, por exemplo, o peso máximo da bagagem de mão é de 10 kg, tanto para voos nacionais quanto para voos internacionais. Quanto ao tamanho máximo da bagagem de mão é de 115 cm lineares ou 55 cm x 25 cm x 35 cm (altura, largura e profundidade), incluindo bolsos, rodas e alças. No caso de sua mochila de 30 litros, vai tranquilo mesmo se tiver bem cheia. Eu viajo com minha de 70 litros e entra como bagagem de mão sempre, porém, eu sempre tiro algumas peças de roupas, principalmente blusas, visto ou amarro na cintura para esvaziar um pouco e não correr o risco de ser barrado. Nunca tive problemas. Abraços e boa viagem!!
  17. 1 ponto
    Ainda existe, curiosamente, dois dias atrás eu estava justamente vendo informações sobre São-Paulo - Bogotá, que também falava dessa linha Rio - Lima. Quem faz o transporte é a Ormeño (http://www.grupo-ormeno.com.pe/contacto.html) São cerca de 6mil kilômetros. Os ônibus são um tanto velhos, mas, se é aventureiro e está viajando pelo trajeto, acredito que vale a pena uma vez.
  18. 1 ponto
    Pelo que sei, a rota continua existindo com a mesma qualidade problemas de sempre. Mas é uma viagem muito longa, cansativa e cara demais (custa uns R$ 800 a 900 cado trecho), se você se programar e comprar a passagem de avião com alguma antecedência, você consegue comprar uma passagem de avião de Rio para Lima pelo mesmo valor que pagaria na passagem de ônibus, tem passagem de avião a partir R$ 700 cada trecho. Mas se for contar o que você for gastar com comida e banho nos 5 ou 6 dias de viagem de ônibus para chegar até Lima, o avião com certeza será mais barato, e você está no destino em menos de 6 horas e vai poder aproveitar estes 6 dias fazendo algo legal e divertido e não ficar 6 dias entediado num ônibus sem fazer nada de legal só gastando dinheiro com comida cara e ruim em restaurante de beira de estrada.
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    Visitei a Cachoeira do Jamil, em São Paulo (capital). Ela está em uma propriedade particular, e é cobrada uma taxa de 25 reais para o acesso. Pode-se também acampar, pagando 50 reais. Vídeo da Cachoeira do Jamil: Saí de São Bernardo, e segui as orientações que os proprietários me passaram por whatsapp. Segui até a Marginal Pinheiros, e de lá coloquei no GPS “Cachoeira do Jamil”, pois se colocasse direto daqui, ele iria indicar um caminho muito mais difícil. Você anda muito, pega trânsito, muito farol, e bairros residenciais. Depois entra na estrada de terra, e o mais indicado é ir pela 2ª opção de estrada, que está melhor para o carro. Aí você atravessa trilho de trem, uma subida cheia de pedras que foi difícil fazer o carro 1.0 passar, mas descendo todo mundo do carro, e deixando ele mais leve, subiu.Na entrada o próprio Jamil te dá um “termo de responsabilidade” (um caderno que você assina seu nome, e explica que é perigoso entrar na água em alguns lugares, e fala da correnteza. Já ouvi relato de mortes ali. Chegamos bem cedo, e ela estava praticamente vazia, e tive uma surpresa com o tamanho de uma queda. O que também impressiona é como a paisagem da cachoeira parece ter saído de algum outro país, como Canadá ou Estados Unidos, pois o entorno da cachoeira é repleta de Pinheiros. A trilha dura uns 20 minutos, e indo até o final dela, chega-se a uma prainha, que é uma parte que o rio fica mais calmo, e tem um espaço maior para nadar. Ali realmente parece uma praia, pois tem uma faixa de areia para ficar. Na minha opinião, a trilha sendo curta, e com as “regras” dos proprietários, a cachoeira só é legal de ser visitada enquanto está vazia, pois depois chegou muita gente com churrasqueira, e uma família levou uma caixa de som enorme, fazendo um barulho que me deu vontade de ir embora. A trilha e a cachoeira são bem limpas. Existem avisos de levar seu lixo em todo lugar, mas quando ela fica lotada, o lixo começa a aparecer. Como lá só pode ser visitado em fim de semanas, provavelmente durante a semana eles fazem uma limpeza. Dá para chegar de transporte público, mas você vai andar bastante. Viajar me fez perceber que todo local tem seus atrativos, inclusive com natureza. E São Paulo tem vários assim.
  20. 1 ponto
    Uma boa ideia pra você seria começar pelo Uruguai então. Acho que de 5 a 7 dias pra lá são o suficiente pra você conhecer os lugares mais interessantes que os estrangeiros costumam visitar. Você pode conhecer Montevideo [capital], Punta del Este e Colonia del Sacramento e quem sabe até Cabo Polonio ou algum lugar similar que esteja próximo. Na minha assinatura tem um tanto de dicas de roteiro de lugares que você pode conhecer por lá. Não deixe de pedir um "Chibito" em um dos dias, esse é um dos pratos mais típicos do país. Quando estiver no Uruguai deixe Colonia del Sacramento por último, porque dali é possível pegar um barco até Buenos Aires, na Argentina. O resto do roteiro era melhor você pesquisar um pouco mais com o pessoal daqui ou pela internet.
  21. 1 ponto
    Olá pessoal ! sempre que vou viajar consulto a previsão do tempo, acho que a maioria das pessoas faz isso utilizo sites como: http://www.climatempo.com.br - para viagens no Brasil http://www.weather.com - para destinos no exterior Bom, não sou nenhum especialista no assunto, mas algumas coisas básicas são possíveis de se destacar: - previsão de tempo é como se escreve "uma previsão", ou seja, estamos querendo adivinhar o futuro e como os mais velhos dizem "O Futuro a Deus Pertence", portanto existe chance de erro. - a precisão de uma previsão do tempo é maior quanto mais próximo se está do dia da previsão, quer dizer que a chance de acertar o clima de amanhã é mais fácil do que do clima daqui a 10 dias. - por conta do item anterior, as previsões são muito dinâmicas, de um dia para o outro a previsão que era de calor com sol pode virar frio e chuva. Então, vai chover no feriado ? Provavelmente.... sim, hehehehe... brincadeira. A resposta dessa pergunta vamos ter só no dia mesmo, sendo que pode chover de manhã e fazer sol a tarde ! mas a nossa chance de acertar só acompanhando as previsões nos dias anteriores, lembrando que quanto mais perto, maior a chance da previsão acertar. Mas e quando se está planejando uma viagem para daqui alguns meses ? Nesses casos o melhor é olhar as médias históricas: - média temperatura mínima - média temperatura máxima - média de chuva Exemplo: São Paulo - SP Em Jun, Jul e Ago temos as menores temperaturas mas em compensação temos menos chuva, os meses de Dez, Jan e Fev estão entre os mais quentes mas também os mais molhados. É isso aí, espero ter ajudado e aguardo a contribuição de vocês: Dicas de outros sites ? Informações mais avançadas ? Críticas ? Correções ?
  22. 1 ponto
    Ola Marianna vamos por partes. Primeiro qual dos caminhos de Santiago vai fazer e qual época do ano? Caminho Frances? Vai começar na França ou já não espanha? Para a maioria dos caminhos e para as épocas de verão o uso de tênis tipo trail running serão meljor que botas. Já se fizer invernal bota pode ser interessante mas mesmo assim seria uma mais leve e flexível. Quanto a mochila. Esqueça essa "regra" sobre a mochila ter de ser super estruturada. O importante é o peso total e com ele vem a necessidade ou não de estrutura mais rígida ou mesmo a totalmente sem armação. Vá leve!!!! Quanto menos peso levar mais confortável será e mais proveito terá no caminho. Seja criteriosa é minimalista. Procure por uma mochila que seja leve por si só. Se conseguir uma na casa de 1kg ou menos melhor ainda. Quanto ao suor uma mochila bem adaptada ao seu corpo não trará problema algum. Quando bem ajustada a mochila apenas flutua a alguns milímetros do corpo e não toca por longos períodos fora a barrigueira e parte superior frontal das alças e fita peitoral. Uma que recomendo muito aqui e a osprey exos 48. Nacional com uma linha mais leve e boa tem a alto estilo embora não tenha visto perto nenhum modelo novo. Quanto a sua altura vc faz a mesma confusão que muita gente faz. Uma coisa e CAPACIDADE da mochila ou seja quantos litros de volume util ela tem com TAMANHO da mochila que é o tamanho do torso. A maioria de mochilas REALMENTE boas vem em tamanhos diferentes para mesma capacidade. Se for procurar uma mochila melhor consiga alguém que tire a medida das suas costas e com isso escolha o tamanho da mochila se P ou M. Em caso de medidas limítrofes escolha a maior. Quanto a pendurar coisas para fora da mochila a maioria das vezes só atrapalha. Tente manter tudo dentro. Protege mais. Fica mais balanceada. Menor risco de perdas. Menor risco de rasgos na mochila e principalmente menor risco de acidentes.
  23. 1 ponto
    Marianna, tudo bem? Hoje no Brasil, as mochilas mais indicadas para Caminho de Santiago de Compostela são as mochilas Deuter. Os principais modelos femininos são: Deuter Futura 30 SL Deuter Futura PRO 40 SL Deuter ACT Trail PRO 32 SL Deuter ACT Lite 35+10 SL A primeira questão é definir o que você vai levar de equipamento para ver quanto de volume vai ser necessário. Eu fiz uma palestra para o pessoal do Caminho de Santiago aqui no Rio de Janeiro, faz umas 2 semanas, e montei minha mochila de 34 litros (uma ACT Trail PRO 34) com todos os ítens necessários. Mas, como disse acima, vai depender de o que você está levando. Sobre saco de dormir, o modelo mais indicado (principalmente pelo tamanho e peso) é o Deuter Dream Lite 500. É um saco de dormir de verão mas como o peregrino sempre fica em albergues, é mais do que suficiente (a temperatura de conforto dele é de 13 ºC). Em relação a botas, existem algumas marcas no mercado com modelos diferentes. Eu, particularmente, gosto da Salomon. É importante que a bota seja impermeável/respirável (são botas com membranas que permitem que o suor evapore mas que a água não entre). Qualquer dúvida é só entrar em contato comigo! Eu moro no Rio de Janeiro e posso me encontrar com você em alguma loja, para explicar melhor e ajudá-la! Espero ter ajudado! Abs! Pedro
  24. 1 ponto
    Olá, Eu estou inscrito nesse fórum tem um bom tempo, mas como podem perceber, eu não sou um membro tão ativo. A verdade é que eu sempre participo bastante antes de uma viagem, lendo bastante relatos e adquirindo o máximo de informação que eu conseguir, e depois da viagem eu perco um pouco o interesse no fórum. Nunca fiz um relato nem agradeci de verdade as pessoas que me ajudaram. A consciência disso me motivou a escrever um tópico com algumas dicas. Essas dicas vão ajudar principalmente mochileiros inexperientes (ou experientes sem muita experiência internacional), mas se você é experiente e tirou alguma coisa de positivo das dicas, fico feliz. Quero primeiramente dizer que tudo que eu disser aqui é baseado em minha experiência limitada. Com experiências internacionais, tenho uma viagem de 30 dias para Flórida com minha família, uma viagem pela Itália de 17 dias com meu pai, um mochilão de 37 dias na Europa, um mochilão de 35 dias do Atacama ao Peru, um intercâmbio de 4 meses em Utah e uma viagem de 40 dias pela Índia e 5 dias pela Inglaterra. Com certeza tem muitos membros mais experientes do que eu, e todas as dicas aqui provavelmente estão contidas em algum lugar do fórum. É sabedoria popular. Mas provavelmente vão ajudar os mais inexperientes. Eu não coloquei elas em ordem nenhuma, foi mal - “Eu sou jovem, vivo apertado de grana e não tem experiência com mochilões, qual lugar você recomenda eu fazer meu primeiro mochilão?” R: Sem sombra de dúvida, Am. Do Sul. Fico abismado com a quantidade de gente que faz seu primeiro mochilão já na Europa (eu inclusive  ). A verdade é, com o valor que você gasta para fazer 1 mochilão de 1 mês na Europa, você consegue ficar tranquilamente 3 meses na Am do Sul. E se você acha que Am. Do Sul oferece pouco em relação a Europa, você está MUITO ENGANADO. Existem atrações para todos os tipos de interesse aqui perto e as viagens são no geral mais divertidas. Além disso, quem ta na faculdade no geral ou tem tempo em julho (quando tudo está extremamente caro na Europa) ou no fim de ano (inverno, não uma das melhores épocas para se viajar para Europa), mais um motivo para viajar por aqui pela Am. Do Sul. Outro motivo, se você faz um planejamento gastando 60 euros por dia na Europa, ainda vai ficar meio apertado, tendo que comer direto em fast food e tendo que regular mta coisa (aliás, os próprios europeus regulam mta coisa...). Com 40 dólares por dia na Am do Sul você come todo dia comida local em restaurante e ainda se diverte e faz muita coisa que enriquece sua viagem (mais disso pra frente). Ainda hoje, se eu estiver sem mta grana e quizer viajar, vou pra Am. Do Sul. Se tiver grana vou pra Ásia ou África ou talvez Leste Europeu e Am. Central. Vejam bem, eu gosto mto da Am. Do Norte e da Europa, mas eu prefiro deixar isso para mais tarde na vida, quando eu puder realmente desfrutar com tranqüilidade desses lugares. - “Aonde estão as melhores festas do mundo?!” Eu ficaria entre Leste Europeu, Am. Do Sul e Sudeste da Ásia. - “Viajar sozinho ou em grupo?” Existem vantagens para ambas partes. Eu só acho NECESSÁRIO viajar em grupo em algumas circunstâncias: se você é muito novo/inocente (e não falo isso como se fosse errado), se você é mulher e quer ir para países famosos por serem perigosos para mulheres, ou vc planeja fazer uma viagem “correndo”, passando poucos dias em cada país. Se fizer isso sozinho, vc vai acabar se sentindo mto só, pois uma viagem assim não te permite conhecer muitas pessoas. Viajar sozinho te propicia mais liberdade e te permite conhecer mais pessoas. Você dificilmente vai se sentir mto solitário ( a menos que você esteja indo para lugares muito ermos sem outros mochileiros). Viajar com outros te dá mais segurança e conforto. E te ajuda a negociar pacotes/descontos. - Viajando sozinho: Lembre-se que o mundo NÃO é um lugar perigoso e no geral está cheio de pessoas de bom coração. Não seja trouxa mas tb n fique com medo pois no geral as pessoas vão ser abertas com você e vão te tratar bem , se vc der uma chance a eles. Dicas quanto a roteiro - Não nade contra a maré Se em algum momento do seu planejamento você ler em guias ou em fórum que essa não é a melhor época para ir em algum país, pense 100x antes de decidir ir. Por exemplo, algumas pessoas insistem em ir pro norte da Europa no inverno (de novo, já fiz isso ). O que vocês logo vão perceber é que os livros não estavam errados. As cidades vão estar vazias e tristes (as pessoas que moram em países com invernos rigorosos ficam bem mais tristes e fechadas durante o inverno) e vai ser muito difícil caminhar com tanto frio. Se vc realmente quizer ir pra Europa no inverno, pelo menos fique no Sul: Espanha, sul da França, Itália, Grécia... Outras pessoas insistem em ir pra Ásia em época de monção ou pré-monção. Isso é outro erro que pode arruinar sua experiência (NÃO pense que só pq vc é brasileiro que você agüenta o calor pré-monção: vc não agüenta). Além disso, se vc estiver viajando e pessoas te avisarem de bloqueios, greves ou situação política instável. Dê ouvidos... vc pode, no mínimo , ficar preso numa cidade por alguns dias. -O maior erro de todo iniciante: querer passar como um furacão pelas cidades. Já cansei de ver gente que quer conhecer o mundo todo em 1 mês. Quando vão para Europa, ficam 2 ou 3 dias em uma cidade (e normalmente 1 cidade em 1 país). Isso é um erro muito grande. Como eu disse em outro tópico: as melhores recordações que eu tenho de minhas viagens foram as experiências com pessoas e culturas , e não apenas os lugares. Você precisa de tempo para realmente apreciar a cultura local e para realmente conhecer um pouquinho do lugar. Se você fica pouco tempo em uma cidade, basicamente o q vai acontecer é isso: vc vai correndo de um lugar pra otro pra ver td que você "TEM" que ver e perde um pouco da aventura que sua viagem poderia ser. - O segundo maior erro: superorganizar a viagem. Já vi gente que planeja cada minuto da viagem, com lugares que ele “tem” que ir, restaurantes que vai comer, hostels que vai ficar, transporte que vai usar. Não faça isso! Não é interessante engessar sua viagem desse jeito por vários motivos. Muitas vezes você conhece pessoas legais e deseja mudar seu roteiro para seguir alguma dica deles ou se apaixona por uma cidade e quer ficar mais tempo (ou então a odeia e quer ir embora). Fora isso, se você perde um transporte algum dia , se pode perder uma porrada de reserva se vc já fez tudo antes (ou então vc acaba ficando quase nada em um lugar so pra poder cumprir o resto do roteiro). Não faça isso, só faça reserva pros primeiros dias e depois siga o fluxo da sua viagem. - Terceiro erro: ignorância. Enquanto tem gente que superorganiza demais, tem outros que são totalmente ignorantes quanto aos países que estão visitando. Não seja mais um (lembre-se, você é o porta-voz do nosso país). É bom também ler o máximo possível sobre o país, de forma que você possa melhor adaptar seu roteiro em casos de necessidade (100% das vezes comigo houve necessidade de adaptação RS). - Lembre-se: toda a liberdade de um mochilão pode trazer um desconforto. Não é impossível que em algum ponto da sua viagem vc venha passar fome, sede, frio, calor ou algum desconforte: tipo dormir em estação de trem, no chão do aeroporto ou algo do tipo. O mais importante é: não se desespere. Como enriquecer sua viagem: - Como eu disse ali atrás, o que eu mais me recordo são as experiências, e não lugares. Por favor, não planeje sua viagem como se tivesse alguma cidade cuja visita é obrigatório ou algum lugar. Se você não se interessa por museus, não planeje sua viagem para ir em 10 museus. Não vá para uma cidade só para ver um monumento. Existem alguns lugares que valem a pena visita somente para vê-los, mas não são assim tão comuns. Se vc n gosta tanto de museu e vai ficar 3 meses na Europa, talvez valha a pena ir em 1 ou 2 , mas vc certamente n vai morrer se n for no museu do Van Gogh ou algo do tipo. -Aprenda inglês. É possível se virar em qq lugar do mundo sem saber inglês (“Money talks”). Mas com certeza sua interação com as pessoas e com a cultura local vai ser prejudicada. - Caso você se encontre em uma situação em que não é possível comunicação oral, lembre-se: até um mudo consegue se virar. Não tente “supercomunicar”. Se quizer comprar uma passagem por exemplo, só fale o nome do destino. Se quizer perguntar algo, use um papel e 1 lápis e só coloque as palavras chaves. - Lembre-se: experiências. Uma viagem é o lugar ideal para ter experiências diferentes. Faça o roteiro de forma a promover o máximo possível delas, em vez de só pensar em lugares famosos ou monumentos que sairão bonitos na foto. Algumas dicas: - Shows. Procure em sites locais sobre shows de bandas que você goste durante a época que você viaja (isso vai ter uma chance maior na Europa e Am do Norte). Outras sugestões são: shows itinerantes, tipo Cirque Du Soleil ; peças de teatro; exibições de músicas clássicas; orquestras ou óperas etc Site - http://www.whatsonwhen.com/" onclick="window.open(this.href);return false; - Tours: Em vez de sair vagando por monumentos simbólicos, talvez valha a pena ir em tours. Existem muitos tours de 1 dia ou meio dia baratos ou até de graça. - Trabalhar em ONGS : Quando você estiver viajando em países pobres, você pode sentir a vontade de contribuir de alguma forma (um indicativo de humanidade ) . Existem ONGS que permitem vc ajudar apenas alguns dias. As vezes te dão até local para dormir e comida. Com certeza é uma experiência muito boa e Tb te permite entrar em contato com a realidade local. - Realizar aulas/cursos: Isso é muito comum em países mais baratos. Há oferta de muitas aulas: culinária local, instrumentos locais, yoga, dança, surfing, massagem etc. Se você sempre teve vontade de aprender algo, uma viagem pode ser uma motivação boa para isso. Acho que uma das melhores experiências da minha vida, foi um retiro de 10 dias de um curso de introdução ao budismo, em McLeod Ganj. - Fique atento a festivais locais: As vezes vale a pena desviar sua viagem para assistir/participar de algum festival em uma cidade. O mesmo vale para as peregrinações em alguns países mais religiosos. - Participar de expedições/Day trips . - Fazer esportes radicais: Quando viajando em lugares baratos, é muito mais acessível fazer qualquer tipo de esporte radical (bungee, rafting, zorbing ...). Fora que existem pontos animais para isso. Se é do seu interesse procure saber! Como economizar: Cedo ou tarde, todos percebemos que o maior impeditivo pra viagens não é dinheiro, é tempo! Por isso insisto, se você tem tempo (férias de 3 meses e coisas do tipo) e se você tem vontade de viajar: viaje! Algumas maneiras de economizar numa viagem: - Couchsurf e outros – Comunidades em que pessoas oferecem sua casa para que viajantes durmam. Nunca usei , mas conheci várias pessoas que usam com sucesso - Faça intercâmbio de trabalho . É possível fazer intercâmbios de 3 meses em que você volta com mais grana do que gastou para viajar (e com a experiência =p). Conheço pessoas que foram, ficaram mais 6 meses ilegais e viajaram o mundo depois... - Existem sites que oferecem trabalhos em fazendas ao redor do mundo. Eles pagam, e oferecem local para dormir e comida. - Algumas pessoas viajam para Nova Zelândia para trabalhar na colheita de cerejas. O salário é alto e... é na Nova Zelândia =D - Use cartão de crédito para comprar passagens de avião. Você tem o direito ao seguro viagem com isso (tenho certeza disso para Visa Gold e Platinun). - Em alguns lugares do mundo, é normal pedir carona. E é uma boa experiência também =P - Na primavera/outono, você pode viajar com uma barraca e acampar. Quase todas cidades tem um bom camping site. Qualquer dúvida ou se alguém quizer adcionar mais coisas, sintam-se livra para fazê-lo. Abraços!
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