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Líderes

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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 29-09-2019 em

  1. Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais Minha viagem foi pelo centro-sul da Índia, de Mumbai a Calcutá, via Kanyakumari. Foram 51 dias, sendo 2 dias de voo, 45 dias na Índia e 4 dias de parada em Dubai na volta. Optei por parar na volta e não na ida por causa dos horários dos voos e para poder ficar o máximo de tempo dentro das 96 horas permitidas pelo visto de trânsito. O objetivo foi espiritual. Foi necessário visto para entrar na Índia e nos Emirados Árabes. O visto para a Índia eu consegui remotamente com o próprio Consulado da Índia em São Paulo (http://www.indiaconsulate.org.br). O visto para os Emirados Árabes via Dubai eu tirei pela Internet, através da VFS Global (http://www.vfsglobal.com/services_solutions/dubai_visa_processing_centre.asp), empresa credenciada pela Emirates para tirar visto para seus passageiros. A moeda da Índia era a rúpia, que eu não consegui comprar em São Paulo. A moeda dos Emirados Árabes era o dirham, que eu não quis comprar em São Paulo por achar a taxa de câmbio desfavorável. A língua e o alfabeto na Índia e nos Emirados Árabes eram diferentes dos nossos. Na Índia mudava-se de língua conforme a região, o que fazia a comunicação mais difícil, posto que boa parte da população não falava inglês, principalmente no interior. Nos Emirados Árabes boa parte da população falava inglês, principalmente nos locais centrais. Achei que os preços na Índia continuavam muito mais baixos do que os de São Paulo, embora tenham subido relativamente aos que vi em 1999 e 2008. Achei na média os preços dos Emirados Árabes um pouco menores em alguns itens (pão, salgados, doces árabes, gasolina, etc.) e um pouco maiores em outros (metrô, frutas, verduras, etc.) do que os de São Paulo. Na Índia fiz boa parte dos deslocamentos de trem (http://www.indianrailways.gov.in, http://www.indianrail.gov.in). Era interessante comprar a passagem com alguma antecedência nos trechos mais concorridos e longos, pois de outro modo era necessário ir na classe genérica, que muitas vezes era superlotada, não havendo lugar nem para ficar em pé direito (talvez fosse semelhante à Linha Vermelha do Metrô de SP em horário de pico). Em Dubai, para se pagar menos e poder escolher o horário de preferência, se fosse desejado ir ao Burj Khalifa (edifício mais alto do mundo na época), era interessante agendar com antecedência pela Internet. Para os deslocamentos de transporte público municipal e até para algumas outras cidades dos Emirados era interessante adquirir o cartão NOL (https://www.nol.ae). Em toda a viagem houve bastante sol e calor. Chuva de média a forte intensidade e prolongada só peguei uma noite em Bangalore, uma tarde-noite em Kanyakumari, uma tarde em Puri e uma noite em Calcutá. As temperaturas para o meu gosto estiveram altas, chegando próximas a 40 C ou talvez até passando. À noite a temperatura caía até cerca de 25 C (algumas poucas vezes caiu mais, mas creio que não desceu abaixo de 20 C). O sol estava muito forte e chegou a me incomodar, trazendo uma sensação de cansaço durante as horas mais quentes do dia. Na Índia a população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil, mas houve algumas situações em que foi um pouco rude. Em 1999 havia estado no centro-norte da Índia e em 2008 nas montanhas do norte, e a população de lá foi mais gentil do que a do sul. Nos Emirados Árabes a população foi bastante cordial. As paisagens agradaram-me muito, principalmente de locais naturais como montanhas, praias, rios, vegetação, etc., ainda mais quando vistas do alto de montes ou locais elevados . Os templos e locais religiosos também agradaram-me muito . Em especial gostei muito do Vivekananda Kendra em Kanyakumari , de Tirumala em Tirupati , das obras da Madre Tereza em Calcultá e das mesquitas nos Emirados Árabes . Na Índia e nos Emirados Árabes a população frequentava as praias com a roupa do dia a dia, sendo raros os habitantes locais que usavam roupa de banho. Eles não costumavam entrar muito no mar. Parte dos que entravam no mar iam com roupas sociais mesmo (camisa e calça comprida). Na rua, fora dos locais de hotéis de estrangeiros, não vi ninguém com trajes de banho, como é comum nas cidades litorâneas brasileiras. Numa das vezes em que entrei no mar com ondas e fui numa profundidade maior do que a minha altura, em Puri, uma mulher perguntou-me como eu conseguia lidar com aquilo, numa demonstração clara da total falta de hábito das pessoas locais de fazer o mesmo. Nesta mesma praia havia placas dizendo que era perigoso entrar no mar (em qualquer ponto - e não achei a praia brava no raso), não por poluição ou tubarões, mas sim por questões de afogamento. Numa outra vez em que entrei no mar, o salva-vidas foi até a areia na direção de onde eu estava e ficou esperando-me na praia até que eu retornasse a bem perto da areia, sem falar nada. Fiquei em vários dormitórios, a maioria nas próprias estações de trem, com quartos compartilhados. Na maioria esmagadora as instalações foram bem aceitáveis para o meu padrão de qualidade :'>. Mas em Bhubaneswar havia muitos mosquitos e o ventilador não era forte o suficiente para espantá-los. Havia também muitos percevejos na cama . Em alguns outros achei o ar condicionado um pouco forte, principalmente em Mumbai e em Sharjah (onde usava cobertor por causa dele ). Houve hotéis que não aceitavam estrangeiros por não terem a permissão do governo ou alguns talvez porque não se sentiam confortáveis com estrangeiros. Muitos pediam depósitos caução que eram devolvidos na saída. Levei cloro, que era distribuído gratuitamente nos postos de saúde de São Paulo, para colocar na água e poder beber água que não fosse mineral. Perto do fim da viagem, meu frasco de cloro quebrou e eu decidi beber a água da estação de trem diretamente , imaginando que fosse potável, como indicado em várias placas de várias estações. Isso fez com que eu passasse mal , deu-me indisposição estomacal e diarreia , que só cessou totalmente quando alguns dias depois consegui comprimidos purificadores para por na água. Na Índia achei que o trânsito continuava caótico, muito mais do que o brasileiro, mas melhorou em relação a 1999. Achei que retiraram muitos animais que antes havia nas ruas, além de construírem ruas e estradas bem melhores, algumas com pista dupla. Nos Emirados Árabes achei as vias de primeira linha e o trânsito pareceu-me muito organizado. Na Índia achei que a pobreza diminuiu muito. Eu fui para áreas diferentes das anteriores, sendo Mumbai a única cidade que já conhecia. Porém mesmo assim, pareceu-me que houve um enorme progresso no combate à miséria, comparado ao país que conheci 16 anos atrás. Porém, pareceu-me que ainda havia um longo caminho a percorrer e a miséria continuava muito maior do que a do Brasil. Nos Emirados Árabes achei que havia muita riqueza, maior do que a que tinha visto em alguns países europeus ocidentais. Vi somente uma pessoa que achei ser morador de rua. Chamou-me atenção como o país mudou em pouco tempo, provavelmente fruto do petróleo. Pareceu-me que a Índia continuava muito mais segura do que o Brasil, apesar da imensa miséria. A segurança nos Emirados Árabes pareceu-me muito grande, comparável aos locais mais seguros que já conheci. Houve vários templos em que não pude entrar por não ser hindu ou muçulmano. Houve outros em que a fila para entrar era de horas e eu não quis enfrentá-la. Na Índia houve 2 de que fui expulso (uma das vezes com gritos) após ter entrado, pois não eram permitidos para não hindus e eu não havia percebido ou eu não quis realizar o ritual obrigatório. Não encontrei nenhum brasileiro na Índia nesta viagem (nas anteriores havia encontrado). Em Dubai encontrei um grupo de brasileiros. Gastei na viagem R$ 4.714,31, sendo R$ 1.086,94 com a Índia, R$ 979,98 com os Emirados Árabes e R$ 2.647,39 com as passagens aéreas e taxas de embarque para ir e voltar a SP. Sem contar o custo das passagens aéreas e das taxas de embarque o gasto foi de R$ 2.066,92. Mas considere que eu sou bem econômico. A Viagem: Minha viagem foi de SP (aeroporto de Guarulhos) a Mumbai em 08/04/2015 pela Emirates (http://www.emirates.com), com conexão em Dubai. O voo saía às 00:05 e chegava às 21:50 horas em Dubai. Depois saía às 3:30 de Dubai e chegava às 8:10 em Mumbai. A volta foi de Mumbai a Dubai em 24/05/2015 pela Emirates. O voo saía às 10:10 e chegava às 11:40. Fiz uma parada de 4 dias em Dubai. Voltei para SP em 28/5, com voo saindo às 8:35 e chegando às 16:30. Paguei parcelado em 9 vezes. Índia: Dos R$ 1.086,94 que gastei na Índia, foram R$ 120,44 com alimentação, R$ 373,45 com hospedagem, R$ 188,80 com transporte durante a viagem, R$ 57,65 com atrações, R$ 4,67 com acesso a Internet, R$ 0,26 com cópias, R$ 0,21 com guarda de sapatos, R$ 0,10 com uso de banheiros, R$ 2,60 com corte de cabelo, R$ 1,04 com gorjeta, R$ 57,13 com compras para trazer para o Brasil, R$ 24,00 com tarifas de caixas eletrônicos, R$ 45,57 com IOF e R$ 211,00 com o visto. Sem contar o custo do visto, dos caixas eletrônicos e do IOF, o gasto foi de R$ 806,37 em 45 dias (média de R$ 17,92 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico. O voo de ida teve paisagens bem interessantes , especialmente na África e na entrada do Mar Vermelho. Pena que na Península Arábica já havia anoitecido. Mas na volta pude apreciá-la com a luz do dia. Ao chegar em Dubai aproveitei para obter mapas e informações turísticas para economizar tempo quando voltasse. O aeroporto me pareceu muito bom. Assim que cheguei ao aeroporto de Mumbai na 5.a feira 09/04, fiz um saque de Rs 10.000,00 (10 mil rúpias) com o cartão Visa Electron com a taxa de Rs 18,55/R$ 1,00. Saí andando de lá, peguei um rickshaw por Rs 30,00 até a estação de trem mais próxima (Andheri). De lá peguei um trem local até a estação central (CST) de Mumbai por Rs 10,00. Fui até o guichê que atendia estrangeiros e me informei sobre como ir até Pattadakal. Descobri que só havia trem para Badami (a estação mais perto de Pattadakal) aos domingos. Para Guntakal (estação mais próxima de Hampi por aquela linha) havia trens diariamente às 15:45. Em vez de procurar um local para dormir e pegar o trem no dia seguinte, decidi comprar a passagem para aquele dia mesmo. Paguei Rs 415,00 pela segunda classe leito. Antes de pegar o trem passei no mercado Crawford (http://www.crawford-market.com), comprei pepino, cenoura e tomates e na frente da estação comprei pão para servir de jantar, café e almoço, pagando Rs 47,00. Pouco antes do trem sair veio o coordenador de uma excursão estudantil pedindo-me para trocar de vagão, pois precisava manter todos os alunos juntos. Aceitei, mas fiquei preocupado com a troca de bilhetes poder gerar alguma confusão. Primeiramente trocamos de bilhetes, mas depois fui correndo para procurá-lo e destroquei o bilhete, pois meu nome estava nele. Mas quando o fiscal chegou, não houve problemas e os outros passageiros ajudaram-me a lhe explicar o ocorrido. Durante a viagem, um nigeriano chegou e disse que eu estava em seu lugar. No início não conseguimos nos entender, pois meu bilhete estava com número de outro vagão, mas depois, com a ajuda de um indiano vimos que o lugar dele era o do meio e o meu era o de baixo. Cheguei em Guntadakal 10/04 de manhã, perto de 10 horas. De lá peguei um ônibus para Bellary por Rs 60,00. De Bellary peguei outro ônibus para Hospet por Rs 60,00. De Hospet peguei um ônibus local para Hampi por Rs 13,00. Cheguei em Hampi no início da tarde. Lá fiquei hospedado na Guest House Hamsa por Rs 200,00 a diária, com quarto privativo, ventilador e banheiro coletivo. Aproveitei e comprei tomates, pepinos, cebola, bananas e pão por Rs 57,00 para as refeições. Fui dar uma pequena volta no local para conhecê-lo antes do anoitecer e obtive no templo principal informações de locais a visitar, horários, preços, possíveis itinerários, etc. Ainda pude apreciar o templo por fora e ver alguns dos monumentos da colina Hemakuta, que ficava atrás do templo e de lá apreciar o pôr do sol :'>. Para as atrações de Hampi veja http://wikitravel.org/en/Hampi, http://whc.unesco.org/en/list/241, http://www.karnataka.com/hampi/ e https://en.wikipedia.org/wiki/Hampi. Os pontos de que mais gostei foram os templos, as áreas naturais , o pôr do sol e a vista a partir da Colina Matanga . No sábado 11/4, fui descalço logo de manhã ao templo, quando havia menos turistas e a entrada era gratuita. Um membro do templo chamou-me a atenção para uma projeção na parede de uma imagem de Shiva invertida feita pela claridade. Depois do templo fui conhecer vários outros monumentos em direção a Ugra Narasimha, Badavilinga, Templo Subterrâneo e Banho da Rainha. No final do dia ainda pude ver novamente o pôr do sol, mas desta vez havia muita nebulosidade, o que o tornou menos interessante. Comprei 3 bananas e 6 tomates por Rs 15,00. No domingo 12/4 fui juntamente com Esperanza, uma espanhola de Badajoz que estava hospedada no mesmo local que eu e trabalhava na área social, assistir uma cerimônia com uma elefanta no rio em frente ao templo. Ficamos esperando por quase uma hora até que membros do templo vieram com ela, entraram no rio, começaram a fazer rituais e banhá-la. Depois fui sozinho conhecer monumentos em direção ao Rio Tungabhadra, que apreciei, e ao templo de Vitthala, no qual não entrei. Por fim na volta dos monumentos, após conhecer o Monolito do Touro, vi numa placa que existia uma colina chamada Matanga, na qual decidi subir e de cuja vista global e ampla muito gostei . Antes de deixar Hampi, comprei 3 bananas por Rs 10,00. Numa das compras recebi como troco uma nota danificada, que os outros não aceitaram nas compras seguintes , o que me fez ter que trocá-la num banco governamental posteriormente. No meio da tarde fui com destino a Badami, para isso pegando um ônibus local até Hospet por Rs 13,00, de lá um ônibus até Ilkal por Rs 113,00 e de lá um ônibus até Badami por Rs 54,00. Gostei das paisagens da viagem e me chamaram atenção a boa qualidade e os pedágios de algumas rodovias. No ônibus para Ilkal encontrei Sidu, um jovem indiano formado em engenharia de eletricidade que me deu várias informações sobre a viagem. Cheguei em Badami no início da noite. Como Pattadakal, que era o destino das atrações que eu desejava, era muito pequena, resolvi ficar hospedado em Badami. Fiquei no Hotel Anand Deluxe (http://hotelananddeluxe.com) pagando Rs 200,00 por uma diária de 24 horas num quarto com ventilador e banheiro externo. Ainda comprei tomates, berinjelas, cebolas, pão e doces por Rs 50,00. Para as atrações de Pattadakal veja https://en.wikipedia.org/wiki/Pattadakal e http://whc.unesco.org/en/list/239. Os pontos de que mais gostei foram os templos. Na 2.a feira 13/4 peguei um ônibus de manhã por Rs 25,00 para Pattadakal, onde desci em frente ao conjunto de monumentos da UNESCO. Paguei Rs 250,00 pela entrada, Gostei do conjunto de templos, ainda mais porque alguns eram usados por devotos para rituais e orações. Aproveitei para conhecer também o rio e 2 templos que ficavam fora do conjunto principal, sendo que para chegar a um deles foi necessário caminhar por estradas ao lado das aldeias locais, o que permitiu conhecer melhor as aldeias. Quando estava esperando o ônibus para voltar, uma família estava indo embora e a caminhonete aparentemente teve problemas para ligar. Então provavelmente o patriarca começou a empurrá-la. Quando vi a cena fui ajudá-lo, mesmo sem ele me pedir. A caminhonete pegou e eles aparentemente se foram. Mas, quando perceberam que eu estava esperando o ônibus, resolveram voltar e me perguntaram para onde eu pretendia ir. Quando respondi que era para Badami, ofereceram-me carona e ao saber que eu iria para a estação de trem, alteraram seu percurso em 1 Km para me deixar na porta dela. No caminho, vi que sua família, como típico na Índia, era enorme. A caminhonete nova, que tinha 3 filas de bancos, estava lotada. Então percebi que seu filho e sua filha, ambos com cerca de 10 anos, estavam deslumbrados por conhecerem um estrangeiro. Fui conversando com eles e descobri que o menino desejava seguir carreira de engenheiro. O patriarca trabalhava com jóias. Após me informar sobre a passagem para Bangalore, voltei a pé para Badami (cerca de 6 Km). No caminho vi uma placa para cavernas de Shildipadi (ou algum nome parecido) e resolvi segui-la, montanha acima, por uma trilha. Não sei se achei as cavernas, mas pude andar por um ambiente montanhoso semi desértico que apreciei e lá de cima ter uma vista bastante interessante de parte da área :'>. As possíveis cavernas que achei também me pareceram interessantes, mas talvez não fossem as da placa. Depois disso voltei para Badami e fui a um cabeleireiro, que passou máquina zero na minha cabeça por Rs 50,00. Quando cheguei ao hotel o atendente recebeu-me como se fosse um novo hóspede e eu até brinquei com ele dizendo "Você se lembra de mim?", do que ele riu. Tomei banho, arrumei-me, jantei, comi um doce por Rs 5,00 e caminhei em direção à estação para pegar o trem que passava no início da noite. Paguei Rs 175,00 pela passagem na classe genérica (a estação não possibilitava a compra de segunda classe leito). No caminho, como minha cabeça estava completamente sem cabelos, muitos motoristas, passageiros e transeuntes gritaram para mim (acho que não foi nenhum xingamento, mas sim palavras de saudação). A cabeça completamente branca chamava muita atenção. Talvez devesse ter passado máquina 1. Ainda foi possível visitar um pequeno templo familiar numa pequena chácara, que achei muito interessante pela sua autenticidade e simplicidade. A viagem foi difícil . Passei uma noite na classe genérica, lotada, sem lugar para sentar. Acabei encontrando um local para deitar no chão, perto do banheiro do vagão, em que pude dormir algumas horas, um pouco espremido, pois havia outros também em pé ou sentados no chão naquela área. Mas acabei chegando em Bangalore sem grande cansaço, considerando as condições da noite. Na 3.a feira 14/4, após chegar em Bangalore, depois da noite dura, decidi comprar a passagem de antemão, para evitar ficar na classe genérica novamente. Paguei Rs 185,00 pela passagem para Thrissur em 2.a classe com direito a assento (a viagem era durante o dia). Depois fui procurar um lugar para ficar. Logo na saída da estação encontrei um membro da Igreja Católica Menino (Infant) Jesus, que após eu explicar sobre minha viagem, disse que iria ajudar-me a encontrar um local para ficar e me convidou para ir visitar a igreja. Conforme passávamos em alguns hotéis e os preços estavam acima do que eu achava que poderia conseguir, ele me dizia que naquela área não conseguiria nada por menos de Rs 400,00 e já se mostrava cansado (ele tinha um pouco de massa corporal acima da média). Com dor no coração eu agradeci muito, mas pedi a ele para me deixar procurar sozinho. Achei que ele ficou decepcionado por não ter conseguido o local para eu ficar e por eu ter pedido para procurar sem ele. Tentei não magoá-lo, pois pela própria falta de costume em fazer aquele tipo de pesquisa de preços e por ter mais dificuldade de locomoção do que eu, principalmente naquele calor, devido ao peso, era uma situação desconfortável para ele e se ficássemos juntos, ele não iria aguentar ou eu teria que abreviar minha procura. Por coincidência, logo após eu me separar dele encontrei a Neha Guest House (http://www.justdial.com/Bangalore/Neha-Guest-House-%3Cnear%3E-Near-Cottonpet-Circle-Cottonpet-Main-Road/080PXX80-XX80-110121110535-Q1C7_BZDET), com dormitório compartilhado, por Rs 110,00 a diária. Para as atrações de Bangalore veja http://wikitravel.org/en/Bangalore e http://www.karnataka.com/bangalore. Os pontos de que mais gostei foram os edifícios públicos :'>, os parques e os templos . Após instalar-me no dormitório, com o mapa da cidade que havia conseguido na estação de trem, perguntei a alguns dos outros hóspedes sobre sugestões de locais a visitar. Um deles, que era de Varanasi e trabalhava com informática, falou-me sobre o jardim Lalbagh (http://www.horticulture.kar.nic.in/lalbagh.htm), o ISKON (Templo Hare Krishna) e Arte de Viver (http://www.artofliving.org/br-pt) de Ravi Shankar. Como a cidade era muito grande, saí primeiramente em direção a uma praça central, próxima à estação ferroviária, depois passei por um parque e fui em direção aos edifícios do Legislativo, da Suprema Corte e da Casa do Governador, chegando ao Parque Cubbon e seus edifícios internos, como a Biblioteca Central e depois fui em direção à Fonte Musical Indira Gandhi e ao Palácio de Bangalore, no qual não entrei, mas passeei por seus jardins externos. Na volta para o dormitório tomei chuva média e me molhei razoavelmente. Comprei tomates, chuchus, cenouras, berinjelas, bananas e pão por Rs 65,00 para as refeições. Na 4.a feira 15/4, depois de tirar cópias do passaporte para a Guest House por Rs 4,00, assisti um ritual de mais de 2 horas no Templo Kote Venkataramana (https://en.wikipedia.org/wiki/Kote_Venkataramana_Temple,_Bangalore) , ao lado do Palácio do Sultão Tipu. A entrada foi gratuita, mas precisei pagar Rs 2,00 para guardar os sapatos. Depois fiquei mais de 2 horas no Jardim Botânico Lalbagh, de que muito gostei . Paguei Rs 10,00 pela entrada. Alguns visitantes indianos chamaram-me atenção para o fato de que havia uma cobra, que um deles disse ser venenosa, sob um dos bancos públicos do parque. A seguir fui em direção a Basavanagudi, onde havia vários templos de que gostei por sua peculiaridade (imagem enorme de touro, imagem de Ganesha, templo dentro de caverna, etc.) :'>. Paguei Rs 2,00 para guardar os sapatos em um deles. Lá visitei também o Parque Bugle (https://en.wikipedia.org/wiki/Bugle_Rock), que no anoitecer tinha muitos morcegos (e talvez corvos também) em suas árvores. Ao longo do dia comprei salgados e 2 bananas por Rs 18,00. Eu me arrependi de não ter ficado mais um dia em Bangalore, pois ficaram faltando alguns locais a visitar, como o templo Hare Krishna, O Templo de Krishna, O Lago Ulsoor, a Igreja do Menino Jesus e alguns outros templos. Mas como tinha comprado a passagem, ficou inviável estender a permanência. No dormitório, o rapaz que me deu as informações sobre as atrações a visitar pareceu decepcionado pelo fato de eu não ter ido nem ao templo Hare Krishna nem ao Arte de Viver. Os hóspedes indianos ainda me perguntaram se eu não gostava da comida indiana, pois só me viam comer sanduíches, ao que respondi que apenas não gostava das especiarias (chili, pimenta, etc.). Na 5.a feira 16/4 peguei o trem às 6:15 para Thrissur. Meu destino era Guruvayur, onde havia um dos templos mais procurados por peregrinos hindus. No trem sentei ao lado de uma arquiteta indiana, que me deu muitas informações sobre a Índia e disse que geralmente fazia o trajeto durante a noite, achando que provavelmente tinha sido destino mudar naquele dia para me encontrar. Também havia um jovem rapaz indiano com quem conversei bastante. Durante a viagem comprei numa das paradas em uma estação um prato chamado biryani de ovo, que consistia em arroz temperado com especiarias acompanhado de 2 ovos cozidos. Até que as especiarias não estavam tão fortes e eu o apreciei. Paguei Rs 45,00 por ele e mais Rs 5,00 por um bolo. Ao chegar em Thrissur perto das 15:30h, descobri que havia um trem perto de 18h para Guruvayur e então decidi esperá-lo, ao invés de pegar um ônibus. No intervalo, fui dar um passeio pela cidade. Não me foi permitido entrar no templo hindu, que parecia enorme. Gostei muito de conhecer a Igreja de Nossa Senhora das Dores (https://en.wikipedia.org/wiki/Our_Lady_of_Dolours_Syro-Malabar_Catholic_Basilica) , principalmente pela sua arquitetura, pelo seu astral e pela escultura da Pietá, que me lembrou a existente na Basílica de São Pedro. Comprei pão, tomate, berinjela, cebola e bananas para as refeições, pagando Rs 66,00. Paguei Rs 10,00 pela passagem de trem e a viagem durou cerca de 45 minutos. Em Guruvayur descobri algo que me foi muito útil durante toda a viagem. Descobri que existiam acomodações (dormitórios ou quartos) nas estações de trem, que poderiam ser usados por quem chegasse a elas de trem, mediante pagamento da tarifa, que geralmente era bem competitiva. Foi muito cômodo sempre que consegui vagas, pois chegava já diretamente onde iria me hospedar e quando ia pegar um trem muito cedo ou muito tarde, já estava na própria estação. A hospedagem no dormitório da estação de Guruvayur custou-me Rs 210,00 a primeira diária. Para as atrações de Guruvayur veja https://en.wikipedia.org/wiki/Guruvayur e http://www.guruvayur.com. Os pontos de que mais gostei foram os espetáculos de dança :'> no templo principal e os elefantes no santuário :'>. Na 6.a feira 17/4 fui tentar conhecer o Templo de Guruvayur (http://www.guruvayurdevaswom.nic.in), mas havia muita gente e não era permitida a entrada de não hindus. Assim sendo, pude conhecer todas as estruturas externas e laterais, mas não pude entrar nos corredores principais. Alguns indianos até me disseram que eu poderia entrar se vestisse os trajes típicos tradicionais que os próprios hindus precisavam vestir para entrar. Como a espera na fila era de cerca de 4 horas e não havia aqueles trajes para aluguel (só para venda), eu decidi não entrar e ficar assistindo os espetáculos de dança típica indiana :'> que aconteciam periodicamente num palco montado ao lado do templo. Assisti também a várias cerimônias de casamento típico realizadas na entrada do templo. Gostei tanto dos espetáculos que até perdi a hora para ir ao Santuário do Elefantes e acabei ficando parte do sábado só para visitá-lo. Comprei pão, bananas, manga, doces, tomates e berinjela por Rs 66,00 e paguei Rs 270,00 pela 2.a diária no dormitório (a 2.a geralmente era 25% a mais do que a 1.a). No sábado 18/4 fui ao Santuário dos Elefantes (http://www.keralatravelpal.com/anakotta.html) :'>, pagando Rs 10,00 pela entrada, depois voltei e fiquei assistindo mais alguns espetáculos de dança até o horário de saída do trem para Thrissur, cerca de 13 hs, que custou Rs 10,00, onde peguei outro trem para Kotayam, perto de 14:30, pelo qual paguei Rs 60,00. Cheguei em Kottayam no início da noite e fiquei hospedado no dormitório da estação por Rs 220,00. Jantei uma Masala Dosa (espécie de massa de pão com acompanhamento de vegetais temperados) num restaurante em frente à estação por Rs 40,00. Para as atrações de Kottayam veja http://wikitravel.org/en/Kottayam, https://en.wikipedia.org/wiki/Kottayam, http://kottayam.nic.in/ e http://www.kottayam.com/. Os pontos de que mais gostei foram os templos (hindus, cristãos e islâmicos). No domingo 19/4 sai para passear pela cidade, fui em direção ao centro e depois em direção a templos hindus, igrejas e seminários cristãos e mesquitas, uma das quais muito antiga, mas ainda em uso. Nesta mesquita antiga vários meninos e rapazes fizeram questão de mostrar as várias dependências e as partes mais antigas, com séculos de existência. Perto do seminário e de uma igreja cristã havia uma paisagem natural interessante com um rio e vegetação na margem. Comprei 3 bananas, pães, bolo, tomates, pepino e cebola para as refeições por Rs 92,00. Paguei Rs 220,00 pela 2.a diária no dormitório da estação (o atendente disse-me que como era período de férias, não havia acréscimo de 25%). Na 2.a feira 20/4 peguei um trem para Mavelikara bem cedo por Rs 30,00. Cheguei em Mavelikara por volta de 9 hs, onde peguei um ônibus local para Haripad por Rs 12,00. De Haripad fui caminhando até Mannarasala, que era meu destino, para conhecer o templo das serpentes. Gostei do Templo de Mannarasala (http://www.mannarasala.org) :'>, porém imaginava que haveria serpentes vivas, mas somente havia ídolos de serpentes. De qualquer modo achei o templo interessante, apesar de pequeno. Havia uma área no seu entorno que também podia ser visitada e o fluxo de pessoas era razoavelmente grande, considerando o tamanho do local. Na volta para Haripad peguei 3 mangas caídas de uma árvore no chão e aproveitei para conhecer o templo de Haripad (http://haripadtemple.org), que achei interessante também. Na porta do templo aproveitei para assistir música religiosa indiana por algum tempo, da qual muito gostei :'>. Peguei o ônibus local de volta para Mavelikara por Rs 12,00 e ainda pude dar um passeio em Mavelikara e conhecer alguns templos. Comprei pão, tomates, pepino, cebola e bananas por Rs 63,00. Fiquei hospedado no Hotel Lekshmi Lodge (http://www.quickerala.com/aleppey/mavelikara/dxn-herbal-cosmetics-and-personal-care/sbct-4020:lcty-896) por Rs 300,00 a diária num quarto individual com banheiro ocidental e chuveiro quente (estavam um pouco sujos, mas não havia mosquitos). Na 3.a feira 21/4 peguei um trem para Kanyakumari, o ponto mais ao sul da Índia. Paguei Rs 75,00 pela passagem. Saí perto de 10 horas e cheguei por volta de 15 horas. Durante a viagem começou a chover forte. Em Kanyakumari fiquei hospedado no dormitório da estação por Rs 150,00 a primeira diária, em quarto individual com ventilador e banheiro coletivo com chuveiro quente. Saí para dar uma volta em kanyakumari quando estava garoando e eu estava usando uma pequena sombrinha, já bastante danificada pela sua fragilidade frente às chuvas com vento de uma viagem anterior. Logo que saí da estação uma mulher, aparentemente mendiga, pediu-me a sombrinha e eu lhe dei. A chuva engrossou um pouco e eu fiquei bastante molhado. Comprei pão salgado, pão doce de coco (delicioso) :'>, 2 bananas, tomates, berinjelas e cebola por Rs 82,00 para as refeições. Para as atrações de kanyakumari veja http://wikitravel.org/en/Kanniyakumari, https://en.wikipedia.org/wiki/Kanyakumari, http://www.kanyakumari.tn.nic.in/tourist.html e http://www.kanyakumari.ind.in/. Eu gostei muito desta cidade . Os meus pontos preferidos foram o Ashram de Vivekananda e tudo relacionado a ele, o Ponto do Pôr do Sol , o nascer do sol :'>, as praias, o mar e o Templo Jain . Na 4.a feira 22/4 comecei o dia vendo o nascer do sol no terraço da estação :'>, que descobri por acaso e de que muito gostei. Depois fui ao Ashram de Vivekananda (http://www.vivekanandakendra.org/). Gostei muito dele, de sua entrada, de todo seu ambiente físico e espiritual, de suas exposições, da praia, do templo, dos locais de meditação e oração . Fiquei várias horas nele todos os dias. Neste primeiro dia, passei toda a manhã nele, inclusive assistindo uma cerimônia em homenagem ao idealizador e condutor do Memorial de Vivekananda nas Rochas, realizada num local de meditação chamado Samadhi :'>, inclusive com filmagem profissional, parcialmente feita por um drone. Depois do almoço fui em diração às atrações do centro, memoriais, construções e templos, onde passei pelo encontro dos 3 oceanos (Baía de Bengala, Oceano Índico e Mar da Arábia). Terminei o dia no Ponto do Pôr do Sol no Mar da Arábia . Paguei Rs 190,00 pela 2.a diária no dormitório da estação e Rs 42,00 por tomates e mais um pão doce de coco. Reservei passagem em 2.a classe leito para Rameswaram na 6.a feira à noite por Rs 275,00, tendo ficado em lista de espera. Na 5.a feira 23/4 retornei ao Ashram e fui conhecer as exposições . Paguei Rs 10,00 pelo conjunto de 4 exposições. Comecei pelo Parque Gramodaya, onde fiquei cerca de 2 horas e depois fui ao Centro de Exibições ver "Levantem-se! Despertem!" (Arise! Awake!), que não consegui acabar de ver antes do fechamento no início da tarde. Depois do almoço verifiquei que minha reserva para Rameswaram ainda estava em lista de espera e fui a uma praia de pescadores banhada pela Baía de Bengala, que tinha um mar muito bom para nadar. Vários indianos usavam a praia para fazer cocô, aproveitando a água do mar para se limparem. Fiquei próximo a alguns habitantes ou pescadores locais, que me receberam cordialmente :'>. Depois da praia retornei ao dormitório para reservar mais um dia de estadia. Havia falado com a atendente anteriormente que o trem somente sairia na 6.a feira e ela disse que seria possível fazer a reserva. Mas quando a estava concluindo, descobri que não a poderia ter feito, pois o prazo máximo para se ficar no dormitório era de 2 dias. Assim como no Brasil, as normas aqui não eram seguidas firmemente. Creio que a atendente não entendeu que a minha pergunta do dia anterior de "Não há problema?" englobava "Isso é permitido?" após ela dizer que eu poderia ficar por mais 2 dias. Como já contava com o dormitório (não havia procurado outro local) e estava no meio do processo de reserva, apesar de não ser permitido, decidi continuar mesmo assim. Mas não repeti isso mais nas estadias futuras. Paguei Rs 150,00, pois foi considerada uma nova estadia. Após a reserva fui passear pelos monumentos próximos à praia, principalmente templos e igrejas, do qual me chamaram atenção a vista do mar, a vista do alto da Igreja de Nossa Senhora das Mercês (Ransom) (http://ransomchurchkanyakumari.org/) e a existência de uma igreja para Nossa Senhora das Neves (http://www.ladyofsnowsstk.org/), numa cidade que fica no Equador no nível do mar e que provavelmente nunca viu neve na atual era do planeta, a menos que o nome possa ter outro significado que eu desconheça. Depois fui nadar na confluência dos oceanos, mais para o lado do Índico. Havia muita gente e muitas pedras, o mar era um pouco bravo e a faixa de areia era quase inexistente, o que fazia a praia não muito interessante nem para banho nem para descanso. Terminei o dia indo em direção ao Ponto do Pôr do Sol para apreciá-lo novamente, mas antes aproveitei para um banho nas águas do Mar da Arábia. Aqui também havia muitas pedras, o que fazia o banho não muito agradável. A faixa de areia porém era ampla, comportando a grande quantidade de gente que foi para lá neste horário. Na ida e na volta aproveitei para ver ou rever alguns pontos turísticos e apreciar a praia e o mar. Comprei 3 bananas, pão doce de coco e pão salgado por Rs 65,00 para as próximas refeições. Na 6.a feira 24/4 comecei o dia indo descalço até o Templo Amman (http://www.kanyakumari-info.com/kumari_amman_temple.html). Acabei equivocando-me na entrada e paguei desnecessariamente Rs 20,00 para fazer uma visita expressa. Depois fui conhecer a Exibição do Monge Errante (Wandering Monk), que fazia parte das 4 do Vivekananda. Em seguida fui pela última vez à praia, no mesmo local de pescadores do dia anterior. Desta vez o tratamento de alguns não foi muito cordial e um deles chegou perto do final da minha permanência, falou bastante em sua língua e eu não entendi (talvez estivesse pedindo algo ou perguntando porque eu estava ali). Pareceu irritar-se comigo por não responder ou não dar o que ele estaria querendo (talvez meu boné). Quando saí o homem continuou falando e percebi pelo semblante que alguns pareciam não estar muito contentes comigo . Após aproveitar a praia fui almoçar. Depois do almoço, vi que minha reserva continuava na lista de espera e fui conhecer o final das exposições do Vivekananda que faltava. Completei a visita ao Centro de Exposições, dei uma passada na praia do Ashram no horário em que estava aberta, visitei a exibição Gangotri e fui dar uma última olhada na vista da cidade a partir da praia à noite. Voltei para a estação, descobri que minha reserva tinha sido confirmada e por volte de 22 hs embarquei no trem para Rameswaram. No sábado 25/4 de manhã, perto de 5:30 hs cheguei em Rameswaram. Como tinha conseguido leito, até que a noite foi razoável. Gostei muito desta cidade . Para as atrações veja http://wikitravel.org/en/Rameswaram, https://en.wikipedia.org/wiki/Rameswaram, http://www.virtualtourist.com/travel/Asia/India/State_of_Tamil_Nadu/Rameswaram-1088458/Things_To_Do-Rameswaram-TG-C-1.html, http://www.rameswaram.com/plcvisit.html e http://www.rameswaram.co.in/. Os pontos de que mais gostei foram os templos e a vista do mar, vegetação, lagoas, canais e da cidade a partir do Templo Ramar Padam (http://www.tripadvisor.com/LocationPhotoDirectLink-g303894-d4139108-i84644526-Gandamadana_Parvatham-Rameswaram_Tamil_Nadu.html#84644512) , que ficava no alto de uma colina. Logo que cheguei fui em direção ao Templo Ramanathaswamy (https://en.wikipedia.org/wiki/Ramanathaswamy_Temple). Achei-o grandioso e interessante, mas não pude conhecer algumas de suas partes que eram restritas a hindus. Havia dentro dele um elefante realizando rituais e locais de banhos ritualísticos para os hindus. Depois fui passear pela cidade e logo no início ouvi uma cantiga vinda de uma casa e resolvi olhar pela porta. Eram mulheres (provavelmente várias gerações de uma família) cantando um mantra. Convidaram-me para entrar na sala e fiquei lá sentado por cerca de 30 minutos apreciando seus cânticos :'>. Prossegui e acabei conhecendo vários templos, sendo que um que tinha imagens em espelhos em boa parte das paredes muito me agradou . Num Templo Sikh fui muito bem tratado e fizeram questão que eu tomasse uma chícara de chá :'>. Outro templo possuía uma imagem negra de Hanuman que muito apreciei :'>. Outro tinha uma piscina com peixes em seu interior :'>. No Templo Ramar Padam fiquei apreciando a vista de 360 graus por muito tempo . Havia também uma árvore de 200 anos e a orla, com um mar que achei lindo, com peixes perto da areia. Gastei Rs 45,00 com salgados para o café da manhã e o almoço. Após um dia que muito me agradou voltei para a estação para pegar o trem para Madurai, que saía perto de 16 hs. Custou Rs 65,00. Na viagem passamos pela ponte que liga Rameswaram ao continente, o que proporcionou uma visão magnífica do mar, da ponte ferroviária e da ponte rodoviária . Cheguei em Madurai perto de 19 hs. Lá fiquei hospedado no dormitório da estação por Rs 175,00. Comprei 3 bananas, tomates, berinjelas, cebolas e pão por Rs 80,00 para as próximas refeições. Enquanto procurava por hotéis encontrei um jovem coreano que me acompanhou na procura, depois na compra de alimentos e foi conhecer o dormitório para ver se poderia ficar em um semelhante em uma próxima vez. Ele deu-me um pequeno folheto do hotel em que estava com algumas atrações da cidade e um pequeno mapa, o que me ajudou a conhecer Madurai. Para as atrações de Madurai veja http://wikitravel.org/en/Madurai, https://en.wikipedia.org/wiki/Madurai, http://www.madurai.tn.nic.in/ e http://www.madurai.com. Os pontos de que mais gostei foram os templos. No domingo 26/4 fui conhecer o Templo Meenakshi (http://www.maduraimeenakshi.org), onde fiquei por algumas horas. Paguei Rs 50,00 pela entrada por ser estrangeiro. Depois fui passear pela cidade onde pude conhecer alguns outros templos e áreas naturais. A noite encontrei um casal de espanhóis num provedor de acesso à Internet, que me falou que havia gostado de Pondicherry, principalmente devido à meditação relacionada ao Ashram Aurobindo. Como estava em dúvida sobre minha próxima parada, decidi ir para lá. Falaram-me também do terremoto no Nepal e norte da Índia, o que me convenceu a entrar em contato com a família no Brasil assim que possível, para dizer que tinha sido bem longe de mim e que eu estava bem. Neste dia consegui apenas enviar duas frases de mensagem pelo skype. Comprei 4 bananas por Rs 10,00. Paguei Rs 219,00 pela 2.a diária no dormitório da estação. Na 2.a feira 27/4 de manhã peguei um trem para Villupuram por Rs 130,00. Em Villupuram peguei outro trem para Pondicherry por Rs 10,00, chegando lá no início da tarde. Fiquei hospedado no dormitório da estação por Rs 100,00 a 1.a diária. Encontrei algumas pulgas na cama . Comprei 6 bananas, berinjelas, cebolas, cenouras, tomates, pão, pepinos, bolo e 1 pastel por Rs 88,00. Consegui um mapa turístico gratuito da cidade no escritório de turismo que ficava na estação ferroviária. Para as atrações de Pondicherry veja https://en.wikipedia.org/wiki/Pondicherry, https://en.wikipedia.org/wiki/Puducherry, http://wikitravel.org/en/Pondicherry e http://www.pondytourism.in. Os pontos de que mais gostei foram o Ashram Aurobindo (http://www.sriaurobindoashram.org) :'>, o Templo Manakkula Vinayakar , a estátua de Gandhi :'> e a orla marítima :'>. Depois de instalado no dormitório saí para dar um passeio pela cidade. Fui em direção à orla para apreciar o mar e conhecer os monumentos e atrações indicados no mapa. No fim da tarde fiz uma visita ao Ashram Aurobindo, informei-me sobre horários de meditação pública e assisti a uma exposição sobre Aurobindo e Mother :'> num local próximo. À noite fui a um provedor de internet e consegui enviar e-mails e mensagens pelo skype reforçando que estava tudo bem comigo, além de resolver questões pela Internet. Paguei Rs 25,00 por 1,5 h. Na 3.a feira 28/4 fui conhecer outros pontos indicados no mapa, como igrejas, mesquitas, templos, construções históricas e parques. Numa das mesquitas fiquei conversando com um sacerdote, que me pareceu bastante receptivo a não muçulmanos, embora na conversa deixasse clara sua posição religiosa. Achei muito belo o Templo Manakkula Vinayakar (http://www.manakulavinayagartemple.com) :'>, que me pareceu ter grande quantidade de ouro e prata em suas imagens e construções, embora achasse que este dinheiro poderia ser usado para ajudar os mais pobres. No fim da tarde passei no Ashram para fazer meditação, mas como estava um pouco cansado devido à noite não ter sido completamente boa, acabei ficando sonolento em parte do tempo. À noite voltei ao provedor de Internet para continuar a resolver questões, como agendar visita ao Burj Khalifa em Dubai. Paguei Rs 20,00 por 1 hora. Paguei Rs 125,00 pela 2.a diária no dormitório da estação. Na 4.a feira 29/4, após comprar um delicioso coco por Rs 20,00, com muita água e massa, peguei um ônibus para Mamaliapuram por Rs 75,00. Cheguei no trevo a 2 Km da cidade perto da hora do almoço. Fui caminhando até o centro, onde consegui um mapa turístico gratuito no escritório de turismo da cidade. Achei o Hotel Five Rathas (D Neelakandan Dhevari - http://www.lonelyplanet.com/india/tamil-nadu/mamallapuram-mahabalipuram/hotels/hotel-five-rathas) no interior de uma vila local, onde fiquei hospedado pagando Rs 350,00 por 2 diárias. Ele tinha chuveiro e vaso sanitário ocidentais, boa vista do terraço, era um pouco sujo, tanto quarto como banheiro, mas meu sono foi bom. Quando falei ao proprietário que iria andar um pouco mais e talvez voltasse para ficar hospedado ali, ele pareceu sentir-se rejeitado e me perguntou seguidamente se eu não tinha gostado do local e porque iria procurar por outros. Quando voltei ele pareceu aliviado. Para as atrações de Mamaliapuram veja http://wikitravel.org/en/Mamallapuram e https://en.wikipedia.org/wiki/Mahabalipuram. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos históricos, a vista natural e a praia . Após estar instalado no hotel saí para conhecer um dos sítios de monumentos que ficava em uma área rochosa de colinas, onde havia muita gente. Gostei dos monumentos e da vista de cima das colinas. Um rapaz na entrada dos monumentos falou que minha calça (que tinha um rasgo), toda minha roupa e meu chinelo pareciam muito velhos e sujos e que eu deveria comprar roupas melhores. Só elogiou meu boné. Comprei 3 bananas, berinjelas, cebolas, tomates e pão por Rs 75,00 para as refeições. À noite pude ficar apreciando a lua quase cheia e o lago a partir do terraço do hotel :'>. Na 5.a feira 30/4 comecei o dia indo conhecer o grupo de monumentos Five Rathas (http://www.mahabalipuram.co.in/panch_rathas_at_mahabalipuram.php) e agregados. Paguei Rs 250,00 pela entrada com direito a conhecer também o Templo da Praia (Shore Temple - http://www.mahabalipuram.co.in/shore_temple_at_mahabalipuram.php). Achei que não valeu a pena o custo x benefício, embora tenha apreciado ambos. Após conhecer o Templo da Praia e o que restava dos monumentos das colinas, almocei e fui a pé em direção à Caverna do Tigre (cerca de 6 km). No caminho para lá passei por um jardim de esculturas sacras dentro de um hotel, mas com visitação aberta ao público. Achei as esculturas variadas, grandiosas, belas e com detalhes :'>. Após visitar a Caverna do Tigre e o outro monumento na mesma área, voltei caminhando pela praia, que achei muito boa, apreciando o mar e a paisagem. Cheguei até os fundos do Templo da Praia, tendo-o cruzado por trás através das pedras existentes. Comprei 3 bananas e bolo por Rs 25,00. Na 6.a feira 01/05 aproveitei para ir à praia. Inicialmente caminhei na direção oposta à Caverna do Tigre por cerca de uma hora, até chegar a uma vila de pescadores em que me disseram que dali não poderia passar, pois logo a frente existia uma usina nuclear (que eu já estava vendo a algum tempo, mas não sabia o que era). Voltei então para a praia próxima ao hotel e fiquei lá contemplando o mar e toda a paisagem. Depois de um tempo um casal de indianos chegou para ficar na mesma sombra que eu. Tomaram conta das minhas coisas quando fui nadar. Ofereceram-me água, mas não quis. Gostei muito da praia , tanto da paisagem, quanto da aproveitabilidade para banho de mar e caminhada na areia. Voltei da praia perto de 14:30 hs e peguei um ônibus para Chennai perto de 16 hs, pagando Rs 85,00 (era um ônibus com ar condicionado - o ônibus normal custava cerca de Rs 25,00, mas demorava mais de 3 horas para chegar). Cheguei em Chennai no fim da tarde. Após procurar por vários hotéis, encontrei o dono do Hotel EVM na rua, de uns 60 a 70 anos, que me falou que faria um preço que aceitei. Fiquei hospedado no Hotel Torre EVM (EVM'S Tower Guest House) perto da estação de trem, por Rs 200,00 a diária com quarto privativo e banheiro coletivo. Comprei pão e vegetais por Rs 55,00. O mesmo dono do hotel falou-me que tinha ido a Tirupati há pouco tempo e tinha ficado 4 horas na fila para entrar no templo. Numa das noites, quando voltava de meus passeios, o seu filho estava atendendo uma russa quando cheguei e disse a ela "Ele é do Brasil", provavelmente como forma de fazer propaganda do hotel, mostrando que era frequentado por estrangeiros. Para as atrações de Chennai veja http://wikitravel.org/en/Chennai, https://en.wikipedia.org/wiki/Chennai e http://www.chennai.org.uk. Achei Chennai muito grande. Os pontos de que mais gostei foram os templos, as construções históricas, clássicas e modernas, os monumentos e memoriais, a orla :'> e a praia. No sábado 02/05 fui conhecer as construções e monumentos da orla. Primeiramente errei o caminho e fui parar numa área pobre, semelhante a uma favela. Como gosto de conhecer a realidade social dos locais foi interessante passar por ali, não sentir nenhum tipo de ameaça e ainda ser ajudado pela população local, que mesmo sem falar inglês procurou ajudar-me a achar os locais que eu desejava. Depois que consegui encontrar o caminho pude ver várias construções clássicas e memoriais existentes na orla. Comprei 3 bananas, salgados, vegetais e pão doce por Rs 92,00 para as refeições. No domingo 03/05 primeiramente fui ao Templo Kandaswamy (http://www.chennai.org.uk/religious-places/temples/kandaswamy-temple.html), perto do hotel. Gostei bastante dele, com suas imagens e sua bela piscina ritualística . Depois fui conhecer a parte central da cidade. Logo de início passei por uma ponte que propiciou uma bela vista de boa parte da cidade. A seguir estava havendo uma espécie de festividade religiosa indiana com uma aglomeração de pessoas em uma barraca grande improvisada numa das pistas de uma avenida, que aproveitei para assistir. Achei um coco na rua, fora do templo e o peguei para comer. Num dos templos indianos e no Gurudwara Sikh que fui visitar ofereceram-me almoço :'>, que educadamente recusei. No centro encontrei um templo da Igreja Universal do Reino de Deus. Troquei US$ 26,00 por Rs 1625,00 (Rs 62,5/US$ 1,00). Comprei pão por Rs 40,00. Quando fui agradecer ao comerciante que havia me ensinado onde eu acharia um pão de forma grande (800 g) ele ofereceu-me bananas como agradecimento pelo meu agradecimento. Eu delicadamente e insistentemente recusei. Na 2.a feira 04/05 fui conhecer parte do bairro de volta do centro para o hotel que não tinha podido no dia anterior porque havia escurecido. Já no caminho para a orla passei por uma igreja da CSI (Church of South India) que tinha ao lado um jardim com quadros da vida de Jesus :'>. Depois conheci a Basílica de São Tomé, onde estava sua tumba (http://santhomechurch.com) :'>, a Catedral de São Jorge (https://en.wikipedia.org/wiki/St._George%27s_Cathedral,_Chennai), um templo de Sai Baba e o Templo Kapaleeshwarar (http://kapaleeswarartemple.com/), onde após a visita, acompanhei cânticos de mantras :'>. Durante o dia um comerciante chamou-me atenção para o rasgo da minha calça, que com o caução de banho usado por baixo, tornava-se aparente. No fim da tarde fui tomar um banho de mar. Apesar da praia estar cheia eu fui o único a entrar no mar (e a temperatura estava alta). Comprei 2 bananas por Rs 11,00 e usei meia hora de internet por Rs 15,00. Na 3.a feira 05/05 peguei um trem local para Tirupati, pagando 35,00. Em Tirupati fiquei no Hotel Venkataramana, perto da estação, por Rs 200,00 a diária. Para as atrações de Tirupati veja https://en.wikipedia.org/wiki/Tirupati, http://www.tirumala.org/, http://gotirupati.com/ e http://tirumala-tirupati.com. Os pontos de que mais gostei foram a peregrinação para Tirumala e os templos ::otemo::. Após instalar-me no hotel fui passear por Tirupati. Inicialmente conheci o Museu de Arte de Templos ::cool:::'> e depois alguns outros templos. No fim do dia fui ao Templo Hare Krishna ::otemo::, onde acompanhei mantras para Krishna, de que muito gostei. Depois fui ao templo Kapileswara Swamy (http://gotirupati.com/sri-kapileswara-swamy-temple-tirupati) ::otemo::, que tinha uma cachoeira dentro de sua área e era encostado nas montanhas. Achei-o único na viagem e muito me agradou. Na volta comi uma Dosa (espécie de pão em forma de pizza) pura por Rs 6,00 e comprei 4 bananas, tomates, pepinos e cebola por Rs 31,00. Na 4.a feira 06/05 fui inicialmente comprar a passagem para Bhubaneswar, mas como não consegui boas opções, comprei uma passagem para uma cidade intermediária chamada Visakhapatnam por Rs 205,00, com saída à noite. Não consegui 2.a classe leito e tive que comprar passagem para classe genérica. Depois fui procurar um local para deixar minha mochila, pois não queria subir com ela, o hotel não aceitou guardá-la e o centro de peregrinos não tinha vaga para guardá-la. O Templo Govindaraja Swamy (http://gotirupati.com/sri-govindaraja-swamy-temple-tirupati), próximo à estação, aceitou ficar com ela. Fui então caminhando até o início do caminho para Tirumala. Decidi fazer o percurso a pé, com cerca de 3600 degraus e 11 Km de distância. Apesar de ser uma subida íngreme e cansativa, gostei muito do percurso, pela paisagem, vista, imagens e templos ao longo do caminho ::otemo::. Perto da metade do percurso comi e repeti uma refeição simples oferecida gratuitamente ::cool:::'>. Ganhei um identificador biométrico para ter acesso a facilidades em Tirumala, mas acabou não sendo útil. O ambiente natural durante todo o percurso agradou-me muito. Em Tirumala fiz nova refeição gratuita, desta vez completa ::cool:::'>, e depois fiz uma visita aos diversos pontos, incluindo ruas, pequenos templos, áreas naturais, jardins, piscinas ritualísticas, etc, menos ao templo principal, pois após entrar na fila especial (mais rápida) para os que faziam a peregrinação a pé, descobri que o tempo de espera para entrar no templo seria de aproximadamente 4 horas. Aí desisti e fui aproveitar para conhecer o que ainda restava do local. Desci também a pé, aproveitando para utilizar o banheiro perto da chegada, pois iria passar a noite no trem. Cheguei lá embaixo um pouco atrasado, mas andei rápido, peguei minha mochila guardada no templo e consegui chegar em cima da hora para pegar o trem. Depois das refeições gratuitas não comi mais nada à tarde não jantei nem tomei café da manhã. A viagem de trem iniciou-se cerca de 20 horas até cerca de 11:30 horas do dia seguinte, 5.a feira 07/05. Foi bastante desconfortável, pois a classe genérica estava lotada ::bad::. Não consegui lugar para sentar e somente consegui um lugar para deitar no chão na madrugada, assim mesmo no meio do corredor, apertado. Após chegar em Visakhapatnam fui verificar a possibilidade de passar um dia na cidade, mas como a estação era longe de locais com hotéis, decidi prosseguir viagem no mesmo dia para Bhubaneswar. Tive dificuldades de comunicação na estação para saber que trem pegar. A estação não tinha máquinas de informação automáticas, como várias das anteriores. Peguei o trem para Bhubaneswar perto do início da tarde, pagando Rs 155,00 na classe genérica, pois não havia lugar na 2.a classe com assento nem com leito. Como o destino final do trem era Calcutá, a classe genérica estava mais cheia do que a da viagem anterior. Foi difícil até entrar. Fui literalmente espremido durante boa parte da viagem, mal conseguindo colocar as duas pornas no chão ::bad:: ::bad::. Depois do meio da viagem consegui uma ponta de banco para sentar, o que melhorou consideravelmente a situação. Quase nenhum passageiro falava inglês, o que dificultou consideravelmente a comunicação. Cheguei em Bhubaneswar perto de 21 hs. Consegui gratuitamente folhetos informativos sobre vários locais de Orissa (estado em que estava) no escritório de turismo da estação. Fiquei no dormitório da estação por Rs 125,00. Durante a noite descobri que o dormitório tinha pulgas e percevejos na cama e o ventilador era muito fraco para espantar os mosquitos ::bad:: ::bad::. Acordei todo picado e mal dormido. Na estação de Visakhapatnam na hora do almoço comprei um Puri (espécie de massa de pão em forma de mini pizza com batatas) por Rs 20,00. À noite, já em Bhubaneswar, comprei chapati (espécie de pão italiano em forma de pizza grande) com vegetais e pão doce por Rs 20,00. Depois de 1 mês que já havia voltado ao Brasil, descobri que neste dia, que foi tão complicado para mim, um amigo de uma ONG morreu subitamente. Meu frasco de cloro havia acabado (começou a vazar e acabou rapidamente), mas eu confiei que a água dita potável da estação seria segura ::putz::. Foi um grande erro! Isso gerou-me diarreia e mal estar durante alguns dias, até eu decidir que o problema era a água e buscar purificadores para ela. Para as atrações de Bhubaneswar veja http://wikitravel.org/en/Bhubaneswar, https://en.wikipedia.org/wiki/Bhubaneswar e http://www.orissatourism.gov.in/bbsr.html. Os pontos de que mais gostei foram os templos e as áreas naturais. Na 6.a feira 08/05, depois da noite muito ruim e de acordar todo picado, confirmei os itinerários e meios de transporte no escritório de turismo da estação (a atendente ficou assustada ao me ver todo picado após a noite) e saí para conhecer a cidade. Antes passei em alguns hotéis próximos para ver a possibilidade de mudar, pois aqueles percevejos realmente estavam além do que eu considerava aceitável. Mas não tive sucesso. Saí para visitar os templos e monumentos históricos. No caminho, como nos últimos 2 dias havia comido pouco, por estar muito bem alimentado com as refeições de Tirumala, resolvi comer alguns salgados, doces e pratos indianos nos quais gastei Rs 77,00. Fiz uma mistura de alimentos muito grande. Isso, combinado com a água sem cloro e com a noite mal dormida foi um desastre ::bad::! E posteriormente confundiu-me para descobrir qual a origem do mal estar e da diarreia. Mas pelo menos durante boa parte do dia não tive nenhum problema e pude visitar os locais que desejava. No meio da tarde comecei a sentir mal estar estomacal que atribuí à mistura de alimentos. Sentei na beira de um lago usado para rituais e fiquei contemplando-o enquanto esperava um possível vômito, mas acabei melhorando e ainda pude visitar o templo principal, Lingaraj (http://www.lordlingaraj.org.in), no qual não pude entrar por não ser hindu, mas que pude ver de uma plataforma específica para tal. No fim do dia fui a um provedor de acesso à Internet e paguei Rs 10,00 por meia hora. Acabei também pagando Rs 2,00 por ir sem saber a um banheiro pago em um templo (isso não teve nada a ver com o mal estar). Decidi permanecer no dormitório da estação, pagando Rs 123,00, porém fazendo uma limpeza completa na cama, no colchão e pedindo um lençol adicional para a atendente, de modo a ficar totalmente coberto. Isso ajudou bastante e a noite foi bem melhor, mas ainda bem longe de ser aceitável, pois com o ventilador fraco os mosquitos faziam a festa ::bad::. As pulgas e percevejos praticamente desapareceram após minha limpeza e reorganização. Eu tomei alguns banhos durante a noite por causa do corpo molhado de suor. No sábado 09/05 tive diarreia de manhã. Como estava abatido pelo mal estar e pela noite mal dormida, resolvi sair mais tarde e fazer um programa mais curto. Fui apenas a Dhauli para conhecer as ruínas, inscrições históricas, o Templo (Pagoda) da Paz (http://www.go2india.in/orissa/dhauli.php) e o templo anexo. Peguei um ônibus por Rs 10,00 e saltei na rodovia na entrada da rua que levava até lá. No caminho a pé de cerca de 3 Km da estrada até a colina ainda pude apreciar a paisagem natural e um pequeno mausoléu. Gostei bastante da Pagoda da Paz ::otemo:: e da vista lá de cima. Um homem que cuidava do templo recebeu-me muito bem e me convidou à meditação. Fiquei meditando no templo menor antes de subir as escadas e depois contemplando a paisagem natural lá de cima. Depois caminhei até a estrada, visitando no percurso um jardim com estátuas religiosas ::cool:::'> e voltando ao sítio histórico para localizar precisamente as inscrições de antes de Cristo. Peguei um rickshaw de lotação de volta para Bhubaneswar por Rs 10,00. Não comi nada nem tive mais diarreia ao longo do dia. Por isso suspeitei que o problema eram os alimentos e não a água. No final da tarde peguei um trem para Puri por Rs 40,00. Cheguei lá no início da noite. Fiquei hospedado no Maria Lodge (Chakratirtha Road, [email protected], tels 9853664380, 9437489595, 9658049037) por Rs 200,00 a diária. Comprei 2 bananas por Rs 10,00. Posteriormente descobri que o Albergue da Juventude (https://www.hihostels.com/hostels/puri-youth-hostel) oferecia camas em dormitórios por Rs 100,00 a diária. Para as atrações de Puri veja http://wikitravel.org/en/Puri, https://en.wikipedia.org/wiki/Puri, http://www.orissatourism.org/travel-to-orissa/puri/ e http://orissatourism.gov.in/puri.html. Gostei bastante daqui ::otemo::. Os pontos de que mais gostei foram os templos, as praias ::otemo::, a Pagoda Negra ::otemo:: em Konark e o ambiente natural principalmente em Konark e arredores. As quedas de energia foram constantes, porém geralmente breves. No domingo 10/05 não tive diarreia, o que fortaleceu a suspeita de que o problema não era a água e sim a mistura de alimentos a que eu não estava acostumado que eu havia feito. Assim sendo comprei pão, tomates, berinjelas, pepinos, cenouras, cebolas e bananas por Rs 84,00 para as próximas refeições e voltei a pegar água dita potável na estação de trem ::putz::, onde comprei minha passagem para Calcutá em 2.a classe com direito a assento por Rs 186,00. Saí para passear pela cidade e fui em direção aos pontos mais próximos do hotel. Em especial gostei do Templo Sri Ram ::otemo::, no caminho para a estação ferroviária. Não pude entrar no Templo de Gundicha por não ser hindu. Gostei muito da praia. Na volta resolvi pagar mais 4 diárias (Rs 800,00) para o hotel, pois já sabia até quando iria ficar depois da compra da passagem. Na 2.a feira 11/5, comecei o dia indo tomar um delicioso banho de mar ::cool:::'>, pois a praia era bem perto do hotel. Para minha decepção, a diarreia voltou. Aí eu concluí que tinha boas chances de ser a água e que, na realidade, o mal estar não havia sido causado pela mistura de alimentos e sim pela água contaminada colocada no estômago cheio. Decidi procurar por cloro para a água ao longo do dia, mas não tive sucesso. Saí para conhecer outros pontos, começando por algumas igrejas e templos. Numa delas pedi ao sacerdote para ir ao banheiro pois a diarreia havia voltado no meio do dia. Não pude entrar no Templo de Jagannath (http://jagannath.nic.in/) por não ser hindu. Sem ter percebido que não podia entrar, fui expulso com gritos do Templo Lokanath (http://www.shreekhetra.com/lokanatha.html) por não ser hindu. No fim do dia consegui gratuitamente 100 comprimidos purificadores de água com um escritório de saúde governamental ao lado do Templo de Jagannath ::cool:::'> :8):. Após usá-los na mesma água das estações não tive mais diarreia nem nenhum problema. Concluí então que o problema realmente foi a água. Enquanto esperava pelos purificadores começou uma enorme chuva e acabei ficando no escritório cerca de 1:30 h até ela diminuir. Faltou luz por 3 horas e a cidade ficou bem escura. Eu precisava resolver uma pendência financeira pela Internet e a luz só voltou às 19h, porém o provedor em que eu estava disse que o provedor geral de Internet da cidade informou que ela estaria disponível somente no dia seguinte. Voltei para o hotel e lá perto achei outro provedor, que para minha surpresa tinha internet ativa. Paguei Rs 20,00 por meia hora. Comprei pão por Rs 36,00. Na 3.a feira 12/5 novamente comecei o dia indo tomar um banho de mar. A diarreia tinha parado ::cool:::'>. Minha suspeita de ter sido a água reforçou-se. Depois do café da manhã (mini almoço) tomei um ônibus para Konark por Rs 25,00. Gostei da paisagem de mata e praias do percurso ::cool:::'>. Para as atrações de Konark veja http://wikitravel.org/en/Konark, https://en.wikipedia.org/wiki/Konark, http://www.konark.org/ e http://www.konark.nic.in/index.htm. Os pontos de que mais gostei foram o Templo do Sol ::otemo:: ::otemo::, a reserva florestal ::cool:::'> e as praias ::cool:::'>. Logo após chegar fui diretamente ao Templo do Sol ou Pagoda Negra. A entrada custou Rs 250,00. Achei o templo espetacular ::otemo::. Fiquei cerca de 3 horas conhecendo-o, contemplando-o e o admirando, além de contemplar a paisagem ao redor a partir de algumas de suas estruturas elevadas. Depois fui conhecer pequenos templos ao redor. Num deles, numa chácara ao lado do Templo do Sol, após eu perguntar se poderia pegar mangas das árvores, moradores deram-me 4 deliciosas ::cool:::'>, 3 das quais pegaram na hora atirando pedras nos galhos (eu provavelmente passaria horas atirando-as e não conseguiria pegar nada). Depois fui andando (cerca de 3 km) em direção à Praia de Chandrabhaga, passando no caminho por uma reserva florestal com vegetação bem preservada, onde peguei muitos cajus ::cool:::'> caídos no chão da estrada. Fiquei contemplando o mar por algum tempo, visitei um templo na praia e voltei, passando por outro templo e um parque no início da estrada. Quando cheguei, dei uma volta pelo vilarejo e pude conhecer alguns pontos, entre os quais um parque com fontes ::cool:::'> que achei muito belo. Voltei ao Templo do Sol para vê-lo no entardecer e depois de escurecer, com a iluminação artificial. Peguei o ônibus de volta para Puri por Rs 25,00. Lá comprei tomates, cebolas e pepinos por Rs 17,00. Na 4.a feira 13/5 após o banho de mar costumeiro fui conhecer o que restava de Puri. Depois de visitar os templos restantes e algumas ruínas, almocei e fui para a praia. Caminhei por ela em direção ao centro turístico, onde fiquei por algum tempo vendo atrações e caminhando num parque. Neste parque havia uma espécie de torre abandonada que permitia uma bela vista da cidade ::cool:::'>. No entardecer voltei pela praia e fui conhecer o Templo Satsang Thakunbari (https://www.facebook.com/stbpuri) ::otemo::, de que muito gostei. Lamento apenas ter perdido o horário da meditação coletiva. Na 5.a feira 14/5 retornei ao Templo Satsang Thakunbari e depois fui aproveitar a praia até o horário para ir à estação pegar o trem, que saía às 11:50. No caminho ainda comprei um pão de 800g por Rs 36,00. Cheguei à estação de Howrah, cidade separada de Calcutá pelo Rio Hooghly, perto de 20:30 hs. Comprei pepinos, berinjelas e tomates por Rs 15,00. Encontrei com dificuldade o hotel da estação (Yatri Nivas - http://www.justdial.com/Kolkata/Sampath-Rail-Yatri-Niwas-%3Cnear%3E-Near-Railway-Station-/033PXX33-XX33-110901120546-T9D4_BZDET) e me disseram que naquele momento o dormitório estava lotado e deveria voltar depois das 22 hs para verificar de novo. Fui neste intervalo procurar hotéis próximos e não encontrei nenhum por menos de Rs 400,00, que achei muito caro. Voltei ao dormitório da estação e me disseram que não havia vagas. Dado o adiantado da hora, resolvi não ir procurar em outros locais e passar a noite na estação, uma prática habitual na Índia, que abrangia não só pessoas com poucos recursos, mas famílias de classe média (levavam até lençóis, travesseiros e cobertores para tal). Depois de jantar, tomar água e organizar algumas coisas, consegui um banco grande, suficiente para deitar, pedi permissão para o faxineiro da noite, pedi para outro homem que estava esperando trem e iria passar a noite na estação para que, quando possível, olhasse a minha mochila ao meu lado e dormi. Já eram mais de meia noite e o movimento estava bem menor e o barulho também. Acordei cerca de 5 horas, com o movimento aumentando e logo me sentei para dar lugar aos passageiros que começavam a aumentar para os trens da manhã. A noite até que não foi ruim, bem mais razoável do que eu esperava quando decidi dormir na estação. Para as atrações de Calcutá veja http://www.360meridianos.com/2012/04/calcuta-india-madre-tereza.html, https://en.wikivoyage.org/wiki/Kolkata, http://wikitravel.org/en/Kolkata e http://westbengaltourism.gov.in/web/guest/kolkata-activities. Depois da chegada difícil, gostei muito de Calcutá ::otemo::. Os pontos de que mais gostei foram os parques ::otemo::, a orla do rio ::otemo:: e as construções típicas ::cool:::'>. Na 6.a feira 15/5, após tomar café da manhã e ir ao banheiro da estação, procurei por informações turísticas de Calcutá e consegui algumas indicações de locais a visitar no escritório de turismo da estação. Depois fui até o escritório para estrangeiros da companhia de trens para tentar reservar a passagem para as Cavernas de Ajanta. Atravessei o rio de barco por Rs 5,00 e após espera de cerca de 3 horas (1 h na rua e 2 hs dentro do escritório) consegui comprar a passagem de 2.a classe leito para Jalgaon, que era a estação mais próxima de Ajanta, por Rs 630,00. Lá um passageiro canadense deu-me algumas sugestões de locais a visitar. Um outro americano falou-me que tinha uma amiga em Fortaleza e eu lhe dei informações sobre alguns locais na Índia. Voltei caminhando em direção ao dormitório da estação para tentar uma vaga. No caminho visitei uma feira com muitas flores e artigos típicos locais ::cool:::'> que ficava embaixo da ponte que cruzava o rio. Na ponte encontrei um homem vendendo uma espécie de doce de leite, que adorei ::otemo::. Paguei Rs 10,00 por um pedaço de 100 g. Consegui a vaga no dormitório por Rs 150,00 a diária, podendo ficar até 3 diárias. Gostei do dormitório, que tinha água 100% potável à vontade gratuita ::cool:::'>, porém achei o ventilador um pouco forte. Após estabelecido lá, fui sacar dinheiro num caixa eletrônico, Rs 3.300,00 com taxa de Rs 19,47/1 R$. Achei e peguei um pedaço de bolo em bom estado em cima da máquina. Já no meio da tarde, cruzei novamente o rio e fui visitar o mercado, alguns templos, igrejas e construções. No meio da visita encontrei irmãs das Missionárias da Caridade de Madre Teresa. Elas me informaram os horários e como ir até o Centro de Madre Teresa de Calcutá (http://motherteresa.org/03_learn/pilgrimage-to-Mother-Teresa-tomb.html). No fim do dia comprei pepinos, berinjelas, pimentão, cenouras e tomates por Rs 50,00. No sábado 16/5, depois de ganhar chá de cortesia ::cool:::'> quando os funcionários passaram para cobrar o valor da próxima diária, tomei café e fui pegar o ônibus para o Centro das Missionárias de Madre Teresa. Paguei Rs 8,00. Deveria ter ido a pé, pois não era tão longe e o ônibus estava muito cheio. Gostei muito de lá ::otemo:: ::otemo::. Conhecia por alto a história de Madre Teresa e passei a admirá-la ainda mais depois de conhecer sua vida mais detalhadamente e ver como eram seus hábitos, ações e pensamentos. Em especial o museu, o quarto em que dormia e a sala de meditação e contemplação onde está a sua tumba agradaram-me muito ::otemo::. Ofereci a minha calça rasgada para as irmãs doarem, porém como não tinham ninguém para consertar, não aceitaram. Fiquei cerca de 3 horas lá e depois fui em direção à Igreja de Santa Teresa. Enquanto andava achei um costureiro e, com a ajuda de uma moça que abordei na rua para ser minha tradutora, expliquei para ele que desejava dar-lhe a calça para que ele a consertasse e a doasse. Ele aceitou e ficou com a calça e eu espero que ele a tenha consertado e doado. Daí fui conhecer o Memorial de Vitória (http://www.victoriamemorial-cal.org/) por fora, pagando Rs 10,00. Antes, visitei um parque próximo ao memorial e algumas construções típicas ou históricas. Depois ainda pude conhecer outro parque próximo. Gostei muito dos jardins do memorial e de todos os parques ::otemo::. Gastei no almoço Rs 27,00 e comprei um pão por Rs 18,00. Na volta pude conhecer parte da orla do rio à noite, que era frequentada por bastante gente e tinha uma vista das pontes e das construções iluminadas que muito me agradou ::otemo::. No domingo 17/5, após tomar café, achar e pegar um pacote de bolacha quase fechado em bom estado que estava no lixo do dormitório, fui conhecer a parte restante do centro histórico e da orla do rio. Quando passei pela ponte encontrei o homem que vendia doces e comprei um pedaço de um doce de amendoim por Rs 10,00. Passei pelas construções do centro e depois fui até o Princep Ghat (https://en.wikipedia.org/wiki/Prinsep_Ghat - ghat é uma espécie de escada para um local com água, neste caso um rio) pela orla do rio. Após ficar contemplando as pontes, principalmente a mais próxima, voltei parte da orla e fui em direção a uma reserva florestal ::cool:::'> que tinha visto por acaso no dia anterior. Após ficar nela por quase duas horas, fui para outro parque e para a Catedral Anglicana de São Paulo e depois, tomando uma chuva razoável no caminho, fui para o Templo de Kalighat (http://kalighattemple.com). Conheci este último somente por fora porque a fila para entrar era de cerca de 1 hora. Por fim, passei no hospital que Madre Teresa havia idealizado para que as pessoas sem casa pudessem morrer dignamente (https://en.wikipedia.org/wiki/Kalighat_Home_for_the_Dying), mas não pude conhecê-lo, pois havia acabado o horário de visitas. Voltei à noite uma vez mais pela orla, admirei a paisagem novamente e retornei para o dormitório. Na 2.a feira 18/5, após o procedimento de saída do dormitório, ganhando novamente um chá de cortesia, fui andar na outra margem do rio, do lado de Howrah, para conhecer um pouco dali. Havia vários templos pequenos no caminho de que muito gostei ::cool:::'>. Após chegar ao fim da rua que ladeava o rio (começava uma espécie de caminho de terra na continuação) voltei e parei numa área livre com vários bancos, onde fiquei admirando a paisagem do rio e do outro lado (Calcutá) por cerca de 2 horas ::cool:::'>. Depois atravessei a ponte para comprar um pão por Rs 18,00 e aproveitei para comprar mais Rs 20,00 no homem dos doces (gostei muito deles, principalmente do doce de leite). Peguei o trem para Jalgaon por volta de 13:50. Fui sentado em um compartimento com uma família de várias pessoas. Durante a noite troquei de cama com uma das mulheres que preferia dormir na cama baixa. A mulher mais velha estava indo para Mumbai para fazer uma cirurgia. Ela tinha cerca de 50 anos e me chamou atenção o fato dela começar a rir quando me viu usar a escova de dentes. Interessante que ela tinha todos os dentes (ou a maioria) e aparentemente não escovava os dentes nunca e na Índia havia muitos doces. Na 3.a feira 19/5 cheguei a Jalgaon perto de 13:30. Para ficar no dormitório precisei antes comprar a passagem para Kalyan (perto de Mumbai) por Rs 135,00 em 2.a classe com direito a assento. Precisei também tirar uma cópia do passaporte por Rs 1,00. Paguei Rs 100,00 pela diária no dormitório, sendo que as atendentes deixaram-me entrar um pouco antes e sair 3 horas depois no dia seguinte. Depois fui tentar conhecer um pouco da cidade. Para as atrações de Jalgaon veja https://en.wikipedia.org/wiki/Jalgaon. Tomei um sorvete por Rs 10,00 e comi 6 bananas por Rs 10,00. Passei por alguns monumentos no centro e fui ao Templo de Rama (http://shrirammandirjalgaon.com), de que muito gostei ::otemo::. Ele possuía parede espelhada com imagens, quadros e 2 estátuas de elefantes brancos, além de um ambiente que achei bastante convidativo à meditação ou reflexão. Na volta comprei pão, tomates, pepinos, cebolas e bananas por Rs 65,00. Antes de dormir ainda atravessei a ponte sobre a linha do trem para dar uma olhada do outro lado e lá comi uma mistura de grãos (amendoim, etc) por Rs 10,00. Na 4.a feira 20/5 peguei um ônibus para as Cavernas de Ajanta (http://asi.nic.in/asi_monu_whs_ajanta.asp) por Rs 76,00. Chegando lá, fui ao Centro de Visitantes ver as exposições, que achei muito interessantes. Mas quando acabei de ver as exposições internas achei melhor ir para as cavernas, pois já era perto de 11:30, as cavernas fechavam por volta de 17 hs e eu não sabia quanto tempo levaria para conhecê-las (eram quase 30). Assim, não consegui ver as réplicas das cavernas que existiam no Centro de Visitantes. Então resolvi pegar o caminho de 4 Km para as cavernas. Havia um ônibus pago, mas eu preferi ir a pé e não me arrependi, apesar do sol e calor. Achei boa parte da paisagem bastante interessante e bela ::cool:::'>. Havia alguns pássaros silvestres e um pequeno templo no caminho, que era cercado por vegetação natural em boa parte. Ao chegar lá dei uma rápida olhada nos arredores, comprei o ingresso por Rs 250,00 e me dirigi às cavernas. Gostei bastante delas ::otemo:: ::otemo::, de sua estrutura nas montanhas, da vista delas de longe, da vista do entorno a partir delas e das imagens e esculturas do seu interior. Não se podia usar calçados dentro das cavernas e eu havia ido de tênis. Decidi deixar o tênis próximo à 1.a caverna e ir descalço às outras. Foi bem mais prático, mas sofri um pouco devido à temperatura do chão sob o sol inclemente. Levei aproximadamente 3 horas para conhecer as 26 que estavam abertas (eu sou lento) e depois subi uma colina que ficava em frente a elas e tinha uma espécie de mirante em seu topo ::cool:::'>. Fiquei lá cerca de 45 minutos contemplando a paisagem nos vários lados da colina e depois desci por uma outra trilha que cortava caminho e ia para a saída. Ainda fiquei assistindo uma exibição sobre as cavernas num telão na entrada e peguei a estrada de volta, tentando chegar a tempo de ver as réplicas das cavernas que eu não tinha conseguido. Quando cheguei o Centro de Visitantes estava fechando, mas conversei com o porteiro e depois com o supervisor de segurança, que me deixaram entrar para ver as que ainda não estivessem fechadas. Só havia 1 ainda aberta e a réplica era muito parecida com a original. Depois de sair de lá, fui até a estrada esperar o ônibus de volta para Jalgaon, porém os ônibus não paravam no ponto em frente às cavernas para pegar passageiros, a menos que alguém fosse descer. Dei sinal para 3 e nenhum parou. Então comecei a andar pela estrada os 2 Km que me separavam da parada de ônibus do vilarejo vizinho. Um rapaz de moto percebeu e me ofereceu carona na garupa. Aceitei e desci no ponto de ônibus após agradecê-lo. Peguei um ônibus alguns minutos depois pagando Rs 63,00. Chegando no dormitório confirmei com a atendente que poderia ficar até as 20 horas, como combinado com a atendente do dia anterior (a hora de saída acho que era cerca de 18 hs). Saí do banho perto das 20 hs e fui falar com a atendente se poderia ficar até as 21 hs para poder jantar. Ela concordou. Jantei, descansei até as 21 hs e fui para a plataforma esperar o trem para Mumbai que estava previsto para 00:53. Peguei o trem que estava lotado. Apesar de ter assento reservado, fui espremido e não consegui dormir direito ::bad::. Vários deitaram no chão. Cheguei em Kalyan perto de 8 hs da manhã de 5.a feira 21/5. Fui então procurar a bilheteria para comprar passagem de trem local para Mumbai. Paguei Rs 15,00 por uma passagem até a CST (estação central de Mumbai). Cheguei lá perto de 9:30 e fui procurar por uma vaga no dormitório. Porém ele estava lotado. Então fui procurar por hotéis nas proximidades e não consegui nenhuma vaga por preço inferior a Rs 600,00. Desisti deles e decidi passar a noite na estação. Reservei o dormitório da estação por 2 noites, 6.a feira e sábado, pagando Rs 563,00 pelas duas (Rs 250,00 pela 1.a e 313,00 pela 2.a) e fui visitar a cidade, pelo centro em direção ao Portão da Índia. Como eu já havia estado em Mumbai em 1999 e já havia visitado vários pontos da cidade, desta vez resolvi visitar apenas alguns pontos específicos, rever outros de que havia gostado, descansar e fazer algumas compras. Para as atrações de Mumbai veja https://en.wikipedia.org/wiki/Mumbai, http://wikitravel.org/en/Mumbai e http://www.ftd.travel/tourist-places-mumbai/. Os pontos de que mais gostei desta visita foram o Portão da Índia ::otemo::, a orla ::cool:::'>, o mar ::cool:::'>, as construções típicas e da época da ocupação britânica ::cool:::'>, a Mesquita Haji Ali ::otemo:: e o Museu Mani Bhavan de Gandhi ::otemo::. Após sair da estação, almocei numa espécie de trailler por Rs 20,00, passei por várias construções típicas, algumas da época da ocupação britânica, pelos Jardins Circulares de Horniman (Circle Garden - http://www.mumbai.org.uk/parks-gardens/horniman-circle-gardens.html), pela Catedral de São Tomé, pelo Portão do Leão da Marinha e cheguei ao Portão da Índia, talvez o ponto turístico mais conhecido de Mumbai e de que eu havia muito gostado na minha viagem anterior. Fiquei ali algum tempo, contemplando a construção, o mar e a orla e depois resolvi passear um pouco nas ruas próximas, rever algumas construções e ir à Galeria de Arte Jehangir (http://www.jehangirartgallery.com) ::cool:::'>, que também já conhecia, para ver suas exposições. A entrada foi gratuita e os próprios autores das obras estavam nas salas, sendo que fiz questão de cumprimentá-los pessoalmente após acabar de ver suas exposições. Peguei informações de como chegar ao Museu de Gandhi e depois fui andar pela orla após o Portão da Índia em direção ao Ponto do Pôr do Sol, que haviam dito que era naquela direção. No caminho para ver o pôr do sol um homem gritou para mim se eu desejava um albergue (guest house), eu perguntei o preço imaginando que naquela região o que estivesse vago seria ainda mais caro que na CST e ele me disse que era Rs 330,00. Aí eu vi uma oportunidade de evitar de dormir na estação e aceitei a oferta do homem e fui com ele até onde ele me levou. E acabei sendo bem sucedido e encontrei o Delight Guest House (http://yellowpages.sulekha.com/mumbai/delight-guest-house-colaba-mumbai_contact-address) pelo preço dito pelo homem, com leitos vagos no dormitório ::cool:::'>. Fiquei hospedado lá. Dei Rs 20,00 de gorjeta para o homem, pois neste caso ele prestou serviço relevante. Após acomodado, comprei berinjelas, cebolas, tomates, pepinos, pão e 3 bananas por Rs 69,00. Ainda fui apreciar a orla, o Portão da Índia e o Hotel Taj à noite, com iluminação artificial ::cool:::'>. À noite o sono foi bom, só achei o ar condicionado um pouco forte ::Cold::. Na 6.a feira 22/5 após me mudar para o dormitório da estação que havia reservado, saí para conhecer a área próxima ao Mercado Crawford, especialmente os templos e construções. De lá fui para o Museu Mani Bhavan de Gandhi (http://www.gandhi-manibhavan.org/), de que muito gostei ::otemo:: principalmente pelas cenas e informações da vida cotidiana de Gandhi em Mumbai. De lá fui para o Templo Mahalakshmi (http://mahalakshmi-temple.com), que possuía uma sacada para o mar com uma vista que muito apreciei ::cool:::'> da orla e do próprio mar e de onde vi um possível templo muçulmano ligado à orla por um pequeno caminho mar a dentro. Realmente era a Mesquita Haji Ali (http://www.hajialidargah.in), de que muito gostei ::otemo::, tanto por ela em si como pela vista dela de longe e pela vista do mar e da orla a partir dela. Havia muita gente visitando-a e no caminho. Após sair de lá retornei ao dormitório. Gastei Rs 133,00 entre almoço, bananas e doces. Comi muitos doces, pois acho que estava com saudades e exagerei na quantidade. Achei o dormitório bom, apenas para mim o ar condicionado era muito forte, tanto que havia cobertor para dormir ::Cold::. O sábado 23/5 eu havia reservado para fazer compras. Pretendia comprar e comprei incensos (5 pacotes - cerca de 1.000 palitos - Rs 50,00 cada - Rs 250,00 os 5) que minha prima Bernadeth havia encomendado (até ganhei 3 palitos de um tipo mais caro como amostra), duas calças esportivas por Rs 550,00 (Rs 275,00 cada) e um tênis por Rs 300,00. Ainda tive tempo para visitar novamente o Portão da Índia e ver o espetáculo noturno de luzes projetadas em suas paredes ::cool:::'>. Gastei Rs 85,00 entre almoço, jantar, bananas e doces. No domingo 24/5, após o café da manhã, peguei o trem para Andheri por Rs 10,00. Após chegar na estação, gastei minhas últimas rúpias comprando um salgado e um doce por Rs 25,00 e fui caminhando cerca de 4 Km até o aeroporto. Eu não havia impresso meu bilhete, pois achei que, como em quase todo lugar, bastaria ter o código da reserva. Porém a segurança não me deixou entrar sem ter o bilhete impresso. Após cerca de 20 minutos, quando eu já me preocupava com o horário, chegou um funcionário que me acompanhou até a triagem da Emirates, onde a atendente, num tom meio transtornado, repetiu algumas vezes para que eu mostrasse o bilhete, até que eu lhe desse o passaporte ::bad::. Após consultar o sistema, claramente decepcionada, ela mudou o tom, falou que o bilhete era válido e pediu que da próxima vez eu o trouxesse impresso. Acho que ela pensou que eu era terrorista :lol: :lol:. Foi a única vez em toda a viagem que um funcionário da Emirates não me atendeu bem. Emirados Árabes: Cheguei em Dubai perto de meio dia. Na checagem de segurança do aeroporto, quando disse aos policiais que tinha vindo da Índia eles pediram para que eu abrisse minha mochila e revistaram tudo, até a sacola em que eu guardava meus produtos de higiene pessoal. Após rearrumar minha mochila fui até os postos de atendimento do metrô (http://dubaimetro.eu), informei-me e comprei o cartão NOL (https://www.nol.ae) para poder usar o transporte público de Dubai de modo mais econômico, rápido e eficiente. Carreguei-o com 24 dirhams (AED) e paguei 6 AED pela emissão, totalizando 30 AED, usando cartão de crédito. Daí fui até a estação Deira Center de metrô e de lá peguei um ônibus até Sharjah (outro Emirado Árabe), onde era o Sharjah Heritage Youth Hostel (http://www.booking.com/hotel/ae/sharjah-heritage-youth-hostel.html), em que eu tinha reserva. Ao descer do ônibus, antes de qualquer coisa, passei protetor solar, pois havia pesquisado que a temperatura poderia chegar a 50 C e a incidência de raios UV era muito alta. Mesmo com o protetor 30 FPS achei o sol forte. Depois de procurar um pouco achei o hotel, que ficava atrás da Mesquita Al-Zahra (https://www.facebook.com/pages/Masjid-Al-Zahra/209172035777347), da corrente iraniana xiita. O atendente recebeu-me bem, mas disse que não havia registro do meu pagamento de 1 diária e que eu teria que pagar por aquele dia e, no dia seguinte, se fosse confirmado o meu pagamento de 1 diária pela reserva através da Internet, eu não precisaria pagar. A diária era de 75 AED. Ao contrário do dito no site eles não aceitavam cartão de crédito e eu precisei ir sacar. Saí, saquei 300 AED ao câmbio de 1,11 AED/1 R$ e aproveitei para passar em 2 supermercados e comprar 13,40 AED por pão, tomates e assemelhados, laranjas e doces árabes. Passei por algumas agências de turismo para saber informações e fazer cotações sobre o passeio no deserto. Ainda dei um pequeno passeio pela área e vi por fora um museu dentro de um forte, um parque e depois fui à praia no entardecer, onde pude, já no escuro, tomar um delicioso banho de mar. Na volta ainda visitei uma mesquita que achei espetacular ::otemo::. No hotel conheci um espanhol que estava morando e trabalhando lá, que me deu várias informações dos Emirados, ressaltando para eu ter cuidado com o sol, pois ele em 15 minutos fumando no sol havia tido uma insolação. Para as atrações e informações de Dubai veja http://www.visitdubai.com/, http://www.dubai.ae/en/visitors/pages/default.aspx?category=Visitors e http://wikitravel.org/en/Dubai. Os pontos de que mais gostei foram as mesquitas ::otemo::, os edifícios ::otemo::, os mercados específicos ::cool:::'>, o conjunto histórico ::cool:::'> e as praias ::cool:::'>. Para as atrações de Sharjah veja http://www.sharjah.com/, http://wikitravel.org/en/Sharjah, https://en.wikipedia.org/wiki/Emirate_of_Sharjah e https://en.wikipedia.org/wiki/Sharjah. Os pontos de que mais gostei foram as mesquitas ::otemo::, os edifícios ::otemo::, o conjunto histórico ::cool:::'>, as praias ::cool:::'> e o passeio no deserto ::otemo::. Na 2.a feira 25/5 peguei o ônibus para Dubai, desci na Estação Deira da linha vermelha do metrô e fui para a Estação Dubai Marina. A viagem de metrô em si agradou-me muito ::otemo::, pois cruzava por via suspensa o meio da principal avenida, com prédios gigantescos e arrojados e paisagens naturais ao redor. Lá comecei um passeio a pé pelos pontos turísticos em direção a Jumeirah, passando pela Marina, por prédios de arquitetura bem moderna, chegando até a praia e voltando pelo calçadão da orla. Achei muito bonitos e arrojados o tamanho e a arquitetura dos prédios ::otemo::. Depois retornei em direção a Palm Jumeirah, a ilha em formato de palmeira, mas como havia agendado minha visita ao Burj Khalifa http://www.burjkhalifa.ae/) para as 17 horas, e já eram mais de 14 horas, decidi voltar a partir da entrada da avenida que levava em direção à ilha, para não correr o risco de perder a hora. Cheguei cedo ao edifício Burj Khalifa pela linha vermelha do metrô, o que me permitiu emitir meu ingresso com calma, pois não havia impresso o comprovante pela Internet. Havia pago 130 AED (incluindo taxa de serviço) pelo ingresso comprado antecipadamente (comprando na hora o preço mais que dobrava). Aproveitei o tempo de espera para conhecer o entorno no Burj Khalifa, o local do espetáculo das fontes e a entrada do prédio. Subi um pouco depois das 17 hs, devido à quantidade de gente e fiquei lá até cerca de 20 hs, o que me permitiu apreciar bastante a paisagem, tanto com luz do sol como à noite, além de ver o pôr do sol e o espetáculo das fontes lá de cima. Achei a vista espetacular ::otemo:: ::otemo::. Após descer vi uma vez mais o espetáculo das fontes ::otemo::, agora sob outra perspectiva, tomei o metrô de volta e o ônibus até Sharjah. Neste dia carreguei o cartão com 50 AED e gastei 2,75 AED no café da manhã e num pão à noite. Na 3.a feira 26/5 depois de ver a mesquita xiita iraniana da porta (não me foi permitido entrar), que ficava perto do hotel, voltei a Dubai para tentar conhecer o que faltava, pois 4.a feira seria meu último dia aproveitável e eu desejava ir ao deserto ou a Abu Dhabi. Peguei um ônibus diretamente até a área do centro velho. Ali fui conhecer construções e mesquitas modernas e antigas, os museus de especiarias e do ouro (http://www.dubai-online.com/malls/gold-souk) ::cool:::'>, onde estava exposto o maior anel do mundo. Depois fui para as vilas históricas (http://www.dubai-online.com/sights/heritage-diving-village/) ::cool:::'>, com ambientes que preservavam ou reproduziam a vida dos habitantes antes das grandes transformações advindas com a riqueza do petróleo. Passei pelo Museu do Camelo (http://www.dubaiculture.gov.ae/en/Live-Our-Heritage/Pages/Camel-Museum.aspx) ::cool:::'>, pelo Porto e por mais construções históricas e mesquitas e finalizei o dia indo de metrô, bonde e monotrilho até o extremo da ilha em formato de palmeira Palm Jumeirah, onde ficava o complexo de entretenimento Atlantis. Lá não fui ao complexo, mas sim apreciar a vista e a orla. Decepcionou-me um pouco a vista a partir do monotrilho não ser ampla o suficiente para ver o formato de palmeira da ilha. Voltei pouco depois das 20 hs, após ter apreciado a vista no entardecer, no pôr do sol e à noite. Neste dia gastei 6 AED com alimentação ao longo do dia, carreguei 30 AED no cartão NOL de transporte e paguei 25 AED pela passagem de ida e volta ao Atlantis em Palm Jumeirah. Na 4.a feira 27/5 fui logo cedo procurar a agência de turismo para ver se era viável o passeio no deserto ou se eu iria a Abu Dhabi. Para minha surpresa foi possível reservar o passeio no deserto. Comprei o pacote na agência Al Neel Al Wataniya (http://www.natatourism.com) Paguei 154 AED por ele com o resto do dinheiro que tinha sacado e cartão de crédito. Gastei antes 2 AED com o café da manhã. Como precisava chegar para o passeio às 14 hs, aproveitei a manhã para conhecer a parte histórica de Sharjah. Comecei pelo Museu do Forte Al Hisn (http://www.sharjahmuseums.ae/Our-Museums/Sharjah-Hisn-Museum.aspx) ::cool:::'>, passei pelo Museu da Escola Al Eslah (http://www.sharjahmuseums.ae/Our-Museums/Al-Eslah-School-Museum.aspx) ::cool:::'> e a área histórica (heritage) ::cool:::'>, incluindo a Fundação de Artes de Sharjah (http://www.sharjahart.org) e as exibições da Bienal ::cool:::'>. As entradas foram gratuitas. Achei interessante a história da área, que me chamou atenção pelos registros serem recentes (séculos 19 e 20) comparados com outras áreas do mundo. O modo de vida local há alguns anos comparado com o atual mostrava uma enorme mudança. Além disso, a hospitalidade foi enorme ::cool:::'> :8):. No Museu da Herança Histórica (Heritage - http://www.sharjahmuseums.ae/Our-Museums/Sharjah-Heritage-Museum.aspx), mesmo sem eu entrar ofereceram-me doces. No Museu do Forte, quando tinha ido apenas saber o horário no domingo, ofereceram-me degustação de café árabe com doces. Na 2.a oportunidade, após fazer a visita, ofereceram-me uma mesa completa com salgados e doces, tudo gratuitamente. Como já havia comido muito no forte, não comi mais nada, passei no hotel rapidamente e fui para a agência de turismo, onde esperei cerca de 1 hora pelo motorista da excursão. Saímos cerca de 15 horas e ainda passamos para pegar mais um grupo das Filipinas que iria conosco. Gostei bastante do passeio ::otemo:: ::otemo::, mas teria dispensado as manobras radicais na areia. Primeiramente fomos para uma espécie de supermercado no caminho, onde algumas pessoas aproveitaram para comprar água ou alguns outros suprimentos. Eu aproveitei o tempo para ficar admirando a imensidão do deserto, apesar da ventania. Depois entramos no deserto e o motorista começou a fazer manobras radicais com a caminhonete. Uma turista de outra caminhonete (no deserto formou-se um comboio de veículos com os turistas) passou mal e chegou a vomitar. Paramos algumas vezes por algum tempo, em que aproveitei para explorar um pouco mais a imensidão e a paisagem, subindo em dunas ou montanhas mais altas. Perto do pôr do sol chegamos ao acampamento Atlanta (http://www.atlantasafaridubai.com), em que foi oferecido passeio de camelo, vista de falcão domado, doces na recepção, fumo de shisha, jantar com várias bebidas inclusas e espetáculo de Belly Dance ::otemo::. Gostei muito do pôr do sol visto de cima de uma duna ::otemo::. Eu nunca havia fumado na minha vida e resolvi experimentar a shisha. Não sei se por uso errado ou por falta de costume, depois de uns 20 minutos fumando, quando quis levantar e parar, percebi que estava razoavelmente tonto. Levantei bem devagar e fui tomar café, para tentar amenizar o efeito, que após uns 5 minutos passou. O jantar agradou-me bastante ::cool:::'>. Tinha várias opções vegetarianas. O espetáculo de Belly Dance também achei interessante. Antes de sair ainda voltei à duna para admirar o deserto à noite e depois retornamos. Na volta houve bastante conversa entre mim, o motorista, de origem paquistanesa, e os filipinos. Fui o último a ser deixado no hotel por volta de 23 hs. Na 5.a feira 28/5 acordei perto de 5 horas, com ajuda de um rapaz que estava no hotel e tinha retornado da oração da manhã na mesquita, conforme eu havia lhe pedido na noite anterior. Peguei o ônibus até o metrô e depois fui até o aeroporto. Após descer na estação do aeroporto, dei meu cartão NOL para um rapaz que morava em Dubai. Procurei por alguém que achasse possuir menos recursos, mas na estação do aeroporto em Dubai isso não era muito viável. Resolvi procurar por alguém de origem africana, que achei que poderia ter menos recursos. A saída do voo estava prevista para 8:35 hs e a chegada para 16:30 hs, sendo 14:55 hs de viagem. Gostei bastante do voo, que durante boa parte do trajeto na Península Arábica e na África permitiu ver as paisagens (região por onde eu nunca tinha passado) ::otemo::. Depois de chegar em São Paulo começou uma garoa fina com temperatura inferior a 20 C, constrastando com os cerca de 40 C dos dias da viagem.
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  2. Em julho de 2.019, realizamos bate/volta nos 3 Picos mais importantes da Serra Fina (Mina, Capim Amarelo, 3 estados) A NOVELA: PEDRA DA MINA Para muitos o bate/volta na Pedra da Mina é um dos trekkings mais difíceis de se fazer em um dia, devido a quantidade de subidas e descidas fortes, tem dois lugares complicado, até pelos nomes já dá para preocupar: o "Deus me livre" e o "Misericórdia". Sem contar os relatos de pessoas que se perderam e tiveram que ser resgatados pelo corpo de bombeiros.Diante disso, esse trekking me consumiu muito tempo e estudo (coisa que geralmente não faço). Apesar de se preparar adequadamente, ainda assim, se perdemos justamente no início da trilha. Faz parte da aventura. Farei um relato diferente, é muito difícil pessoal que se perdeu em determinado lugar, explicar o que aconteceu depois. Vou procurar descrever o máximo possível para outras pessoas não errem o início da trilha para o Pico da Mina. Apesar de ser bate/volta no mesmo dia, tivemos que levar muita roupa de frio (na semana no pn itatiaia pegamos -4°), muita água (3 litros cada) e comida para 2 dias (se perdemos na trilha teríamos mantimentos até o resgate), nossas mochilas ficaram com +-10 kgs. CAPÍTULO 1: PEDRA DA MINA - Conhecendo o caminho até a fazenda Serra Fina, início da trilha. 16° dia - 13.07.2019 - Sábado 1° dia - Saída de Santana do Capivari-Mg de carro, ida até a cidade de Passa Quatro comprar lanternas (1 se cabeça a $9,90 e 1 de mão $12), luva de moto $10, pilhas, comida para subida da Pedra da Mina. Fomos até o Paiolinho/fazenda Serra Fina conhecer o caminho e ver se tinha onde ficar, descobrimos a casa do Zé, dono dum restaurante antes do paiolinho.. Para não se perder durante a madrugada de carro, na subida entre Passa Quatro e a fazenda Serra Fina(na nossa previsão iríamos dormir em PASSA QUATRO, acordaríamos as 02:30 da manhã e subiríamos até o início da trilha de carro). Tiramos o sábado para ir de carro até lá para gravar bem esse roteiro, quando se faz bate/volta longo e difícil, como a PEDRA DA MINA, tem que começar bem cedo, pois pode acontecer de se perder(FOI O QUE ACONTECEU). Saímos do centro de Passa Quatro-Mg e chegamos no trevo da rodovia asfaltada, atravessamos e pegamos estrada que começa neste local, não pega a Br(tem um restaurante do lado esquerdo da estrada asfaltada que vai para a fazenda Serra Fina, essa estrada começa do lado direito desse restaurante). Dirigimos +- 1 km, asfalto com muitos buracos, chegamos numa bifurcação (tem uma placa informando que são 12 kms até o Paiolinho) viramos à esquerda e pegamos estrada de terra em boas condições, mas subida forte, depois de uns 6 kms pegamos um pequeno trecho com pedras médias(devagar, passa tranquilo), após uns 100 metros chegamos numa bifurcação (do lado esquerdo tem uma casa amarela com piscina) seguimos reto - 1125msmm OBS.: Já fizemos esse trecho à pé várias vezes, no caminho dos anjos(2 vezes), na Estrada Real (4 vezes) e no CRER (1 vez), até essa bifurcação não teríamos problema na madrugada. Logo depois da bifurcação tem um pequeno trecho com muitas pedras. Continuamos sempre subindo, alguns trechos com algumas pedras(tem algumas entradas de fazenda) e quebra mola. Após um tempo chegamos numa bifurcação(tem uma casinha branca em cima dum morrinho à esquerda), SEGUE À ESQUERDA (tem uma plaquinha branca no início desse trecho) - 1185msnm. Começa trecho de descida e logo à frente subidas fortes, chegamos num entrocamento(tem um grupo escolar do lado esquerdo) continuamos reto, logo a seguir chegamos numa bifurcação que tem uma árvore bem alta, seguimos reto (NÃO vire à esquerda) (depois de umas casas - bairro PAIOLINHO) - 13 Kms desde Passa Quatro-MG - 1305msnm . A subida ficou mais forte, tem um quebra mola (CUIDADO) tem duas entradas à esquerda, CONTINUE RETO, chegamos numa virada e logo a seguir uma PONTE COM VÃO NO CENTRO (CUIDADO), depois de poucos metros chegamos na fazenda Serra Fina (muitos carros estacionados). Dona Maria, de Segunda-feira a sexta fica o dia todo. No sábado ela fica até meio dia, sai e fica no Paiolinho +- 3km(casa branca com um pé de maracujá, em frente a escola) até domingo no final da noite. Estacionamento $20. Se por acaso chegar na fazenda e não tiver ninguém, deixe o carro no estacionamento e na volta paga para dona Maria, sem problema ok Esporadicamente pode armar barraca no estacionamento da fazenda Serra Fina (não cobra, mas não tem banho nem refeição). Obs.: acredito que se tiver chovido nos dias anteriores, dificilmente carro sem tração nas 4 rodas conseguem subir até lá. No restaurante do Zé, +-4kms antes da fazenda Serra Fina: Tem camping: $20 por pessoa por dia (refeição +-$25 por pessoa, frango caipira $60 só o frango inteiro) porções à parte). Arroz $9 Feijão $9 Salada $8 (alface tomate cebola) Linguiça $15 Boi $10 Truta $30 porção Porções servem 4 pessoas. Tem hospedagem(na casa do Zé e da mãe) a uns 500 metros antes do restaurante: Casa pequena: $80 casal Casa grande: $80 casal Por pessoa: $40 por dia Só o banho: $10 cada Cozinha completa sem microondas tem fogão à lenha. Zé: 35 99934-6593 sem whattsap O sinal da operadora vivo não é constante na casa do Zé. Do restaurante a fazenda Serra Fina são aproximadamente 4 kms Se for chegar à noite tem que pedir para deixar refeição pronta para quem ficar hospedado na casa(eles deixam a comida pronta e você esquenta quando chegar, tem fogão à gás na casa que alugam). Negociamos com o Zé e pernoitamos na casa dele, e já deixamos encomendada a comida para o outro dia, pois chegaríamos tarde na volta do pico da Mina. Preço: $80 o casal sem caféda manhã. Jantar $25 por pessoa.
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  3. Estou indo com um amigo! Mais alguém vai?
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  4. Fala pessoal, Sou novo no grupo e gostaria de opiniões, relatos de viagens já feitas, etc. Tudo que puderem me ajudar a planejar essa viagem, pois será minha primeira viagem longa, o máximo que já fiz foi trecho de 800km ida. Vou fazer uma viagem de 20 dias com minha esposa de carro do rio de janeiro a Recife mas gostaria de ir parando e visitando os locais na ida e na volta pelo litoral. A ideia é aproveitar ao máximo e gastar o mínimo possível.
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  5. Eu costumo fazer viagens sem roteiro, apenas com algumas anotações de possíveis lugares onde chegar e passar, também faço viagens bem organizadas, e não tem regra para acampar, não precisa ter um lugar específico, conquanto que você não ligue para o fato de não ter estrutura (banheiro, energia elétrica, geladeira). De forma geral eu diria que é só chegar em algum lugar que você curta e acampar, se for uma propriedade particular conversa com o proprietário e se identifica fala sobre o que vai fazer ali, muitos aceitam de boa. Só não montar barraca em lugar privado sem avisar os moradores próximos, por que podem sentir-se ameaçados e chamarem a polícia, kkkkk, o soltarem os cães, kkkkkk. Vai-la, não se apegue muito a regras e credos, siga os instintos.
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  6. Quanto dinheiro levar é a famosa pergunta de 1 milhão de reais!! Por que simplesmente não existe resposta para ela. Pois depende muito das suas escolhas, por exemplo do hostel escolhido, que pode custar 15 euros ou 50 euros, do que escolher na hora de comer, você pode comer só miojo e mac donalds e conseguir sobreviver com 10 euros por dia em comida, mas também pode querer ir almoçar num restaurante simples de vez em quando, onde um almoço mais algo para beber não vai ficar por menos de 15 ou 20 euros.... Você pode querer entrar em todas as atrações turísticas e gastar um monte com ingressos, pode querer só nas principais, ou pode querer ver tudo só pelo lada de fora.... Mas ficando num hostel razoável, não vivendo só a base de miojo e mac donalds, e visitando as principais atrações turísticas pagas de cada local, eu estimaria uma média de 60 Euros por dia entre hostel, alimentação, ingressos e passeios. Vai ter dias em que você vai gastar mais que isto, vai ter dias em que vai gastar menos, mas em média, costuma ser algo por ai.
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  7. Quanto tempo em cada cidade depende bastante dos interesses de cada pessoa, mas na minha opinião pessoal o ideal seriam 3 dias em Budapeste, mas se o seu roteiro estiver apertado, 2 dias já seria meio apertado, mas ainda seria viável. Mas você teria que organizar muito bem o roteiro para não perder muito tempo em deslocamento, e neste sentido trocar Moscou por Budapeste ajudaria, por que logo de cara eliminaria 2 voos, que sempre consomem bastante tempo. Budapeste fica a umas 2 horas de ônibus/trem de Bratislava, então dá para você sair cedo de Viena, pegar o trem/ônibus para Bratislava, deixar a sua bagagem no guarda-volumes da estação de trem, passear pela cidade e lá pelas 18:00 ou 19:00 pegar o ônibus/trem para Budapeste, a tempo de ainda chegar cedo em Budapeste para poder ir dormir cedo e acordar cedo no dia seguinte para um dia bem puxado. Você fica o 1º dia em Budapeste, e no segundo dia em Budapeste, pega um ônibus noturno para Cracóvia, fica uns 2 ou 3 dias em Cracóvia e segue para Praga, e finaliza voltando a Frankfurt
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  8. Oi tudo bom O modo mais barato de conhecer as ilhas é, em regra de FERRY!! Mas, sempre vale a pena pesquisar os voos! Apesar de Santorini e Mykonos serem as ilhas mais caras da Grécia tem como economizar muito nelas. Vou deixar abaixo 3 links que podem te ajudar Quanto custa viajar para Grécia- Quanto eu gastei em uma viagem de 15 dias por Atenas, Milos, Mykonos e Santorini- Neste post eu detalho todos os meus gastos e dou valores também Como economizar em Mykonos: 8 dicas p/ você não falir na ilha mais cara da Grécia Santorini: Como conhecer a ilha mais famosa da Grécia gastando pouco! Sim, é possível! Espero ajudar!!!
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  9. Na rota do sol, Rio Grande do Sul, dá pra acampar no km 231, de graça. Não sei se é isso que quer.
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  10. Tem algum roteiro? Alguma ideia de destino? Será mais fácil alguém indicar algo.. caso contrario, fica difícil.
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  11. O dia da chegada em Frankfurt pode ser o da saída pra Praga, por exemplo. Aí, já ganha 2 dias. Pode viajar à noite também e ganhar mais dias nos deslocamentos. Tem que pesquisar bem pra aproveitar ao máximo porque com 15 dias não dá pra perder tempo. Lembrando que ela não colocou Frankfurt na lista kkkkk. A "dica" é cortar Moscou! É muito contra mão pra pouco tempo. Pela região de interesse, seria melhor trocar por Budapeste. Mas, se tiver MUITA vontade de ir, pesquise bem os vôos. Poderá sair de Moscou e chegar ao Brasil num mesmo dia. Obs: dei uma olhada agora e tá menos de R$3.000 o trecho Fortaleza-Frankfurt. Boa viagem
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  12. DIA 03 AINDA Parque de la ciudadela. Pense num lugar bonito Parque de la ciudadela Arco do Triunfo. Porra, bonito. Do parque ja se consegue ver o arco. Tinha um artista de rua muito bom. Gravei um pequeno vídeo, se tiver como postar aqui, envio. Que energia. Peguei um metrô de volta pro bairro que estou, les corts, que fica do lado do Camp Nou. Entrei pra conhecer o que dava Andei 11km hoje, metade do primeiro dia. Voltei mais cedo pro hostel, umas 19, pra descandar as pernas. Hoje fiz uma extravagância, comprei um combo Big Mac, batata frita e coca 500ml por 7.6E em Las Ramblas meio dia (faltou uma foto, jaja posto). No jantar de agora a pouco comprei um macarrão bacana com dois pedaços de frango empanado com queijo e presunto dentro por 4.5E, dois sucos de 330ml por 0.64E cada e uma garrafa de 2L de água por 0.81 E. No primeiro dia eu comi uma paella nesse mesmo esquema de comida pronta que custou 2.99E, junto com um suco de 0.64E Até o momento minha refeição mais cara custou 7.6E Fim do dia 03
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  13. Oieee! Voltei pra contar como foi o dia do Fitz Roy 02/01 – EL CHALTEN – FITZ ROY Finalmente chegou o dia de conhecer o Fit Roy. Escolhi esse dia de acordo com a previsão do tempo mesmo, era o primeiro dia com a previsão mais firme. O céu estava azul com algumas nuvens e muito vento, claro. Optamos por iniciar a trilha através da Hosteria Pillar, ela fica um pouco afastada da cidade, então combinamos o transfer com o dono do hostel que as meninas que conheci estavam. Indo pela Hosteria Pilar o caminho é um pouco mais tranquilo e com menos subidas. Na volta a opção é o caminho “comum” que sai no centro da cidade, então você só precisa se preocupar com o trajeto de ida até lá. Também é uma possibilidade de fazer dois trajetos diferentes e ver muitas paisagens. Iniciamos a trilha pelas 9h, o caminho é entre um bosque bem simpático, possui subidas, mas não são muito íngremes. Não me recordo se o primeiro ponto de água demorou a aparecer, de qualquer forma, fiz todas as trilhas com uma garrafinha de 700ml e foi o suficiente. Nossa primeira parada foi para admirar o Glaciar Piedras Blancas. O visual é lindo, possui contrates de cores entre a floresta, a água de desgelo e glaciar e a céu azul. Tiramos algumas fotos, aproveitamos parar descansar um pouquinho e seguimos rumo ao Fitz Roy. Glaciar Piedras Blancas Depois você caminha por uma área descampada, aonde já é possível ver o cume do Fitz Roy atrás das montanhas. O caminho é agradável e muito bem demarcado. Em seguida você encontra uma área de camping, por ali é onde a trilha que inicia no centro e pela Hosteria Pilar se encontram e todos seguem o mesmo caminho. Aproveitamos as árvores grandes e o lugar mais vazio para “ir ao banheiro”. Não se esqueçam de sempre ter uma sacola parar levar o lixinho embora. Após sair da área de camping, entramos em mais uma área descampada, por ali atravessamos um rio, já aproveitamos para encher nossas garrafinhas. Sabíamos que o percurso final de pedras e muitas subidas estavam se aproximando. Logo que atravessamos essa parte, entramos novamente em um bosque e uma parte com maior inclinação já começou ali. Antes de iniciar a parte mais puxada, tem um local bom banheiro e uns banquinhos. Essa subida é semelhante com o último trecho de Torres Del Paine, então é aquela historia, só vai e nem pensa muito. Talvez ela seja um pouco mais longa, mas não posso afirmar porque não gravei a trilha por app. Também cai na pegadinha da natureza quando não via mais trilha e achei que estava chegando kkkkk tinha mais um trecho descendo e depois subindo e ai sim chegamos no Fitz Roy. Quase chegando Naquele momento o ar sumiu, minha respiração parou, esqueci de quem eu era. Finalmente tinha encontrado essa obra da natureza, motivo pelo qual eu havia começado a planejar essa viagem. A Laguna de Los Tres e o Fitz Roy são de uma dimensão tão grande, que nenhuma foto vai conseguir demonstrar isso. Os paredões do Fitz Roy, são tão altos e estão tão distantes de onde você está, que só consegui mensurar isso porque localizei 2 pessoas escalando ele, pareciam formigas. É deslumbrante! Quando cheguei lá em cima, o tempo tinha dado uma piorada. Tava um frio da por**! Kkkkk gelado, muito vento, coloquei todas as roupas que estavam na minha mochila, e demorei pra esquentar. Meu plano era tomar banho na Laguna de Los Tres, mas sabia que não seria uma boa ideia naquelas condições, então acabei desistindo. O Fitz estava por trás de algumas nuvens, mas nada, absolutamente nada tira a beleza daquele lugar. Desci até a base da laguna de Los Tres, explorei um pouco a área, depois subi para conseguir ver a Laguna Sucia, que me permitia ter uma visão bem panorâmica das duas lagunas e do Fitz Roy. Ali, eu achei uma pedra, me acomodei nela pra curtir, agradecer e me emocionar com tudo que estava vendo. Lagua de Los Tres e o Fitz escondido Laguna Sucia Fitz saindo de trás das nuvens Depois de um bom tempo tentando curtir ao máximo esse lugar, era hora de voltar. Não queria, confesso. Por mim ficaria mais horas e horas ali, vendo as nuvens dançando ao redor do Fitz Roy. Na volta passamos pela Laguna Capri, sentamos por lá e curtimos mais um pouco. A ida por esse caminho realmente exige mais as pernas, possui muitos degraus e subidas, mas como estávamos no sentido inverso, foi tranquilo. Na volta, não esqueçam de olhar para trás de vez em quando Laguna Capri Vista de El Chaltén no final da trilha Placa indicativa no inicio da trilha Após concluir a trilha, todo mundo tava morrendo de fome, fomos até uma hamburgueria, tomamos umas cervejas, rimos, contamos historias e depois cada um foi pro seu canto descansar. Dica: antes de jantar, passamos no Maffia Trattoria, que é um restaurante de massas de dar água na boca, eles só atendem se você deixar um horário reservado (pelo menos na alta temporada), deixamos marcado para o dia seguinte.
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  14. O fato de nao ter um ingles fluente nao será algo que impactará tao negativamente na sua viagem. A limitaçao poderá ocorrer na socialização com outros viajantes, mas se encontrar pessoas que estejam dispostas a falar mais devagar creio que a conversa possa fluir. E quanto ao tailandês, só de ja saber o básico já é um ponto extremamente positivo, pq a grande maioria dos turistas nao sabem nem errar o idioma. Boa sorte!
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  15. Acabei de regressar da viagem com 3 trechos comprados pela Zupper. Deu super certo, nenhum problema e super economia. Paguei 862 por João Pessoa-Belém, Belém-Macapá e Macapá-João Pessoa. Quem mora fora dos eixos aéreos como eu sabe que esse valor foi mega barato. Zupper
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  16. Oi! Eu estive na Grécia no mês passado e fiquei 15 dias. Meu roteiro foi Atenas-Milos-Santorini-Mikonos. Eu relatei tudo num post, desde os hotéis que fiquei, o que fiz e qto gastei. Dá uma olhada !!Qualquer dúvida pode perguntar. Roteiro completo de 15 dias pela Grécia!
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  17. Olá pessoal, gostaria de compartilhar com vocês minha experiência da minha segunda viagem, mas meu primeiro mochilão de verdade e sozinho para a Europa realizado em Maio/Junho de 2018, e quem sabe ajudar quem esteja planejando um mochilão para os países que eu passei. Contextualizando: na época estava morando em Dublin, por isso saí de Dublin e voltei para Dublin. Roteiro: Cracóvia (3 noites) / Budapeste (3 noites) / Bratislava (2 noites) / Praga (4 noites) / Dresden (1 noite) / Berlim (4 noites). Transporte Aéreo: • Ryanair de Dublin para Cracóvia • Ryanair de Berlim para Dublin Transporte Terrestre: • Flixbus de Cracóvia para Budapeste • Flixbus de Budapeste para Bratislava • Flixbus de Bratislava para Praga • Flixbus de Praga para Dresden • Flixbus de Dresden para Berlim Gasto com Transporte: +/- 175 Euros Comprei as passagens aéreas e terrestres com antecedência de mais ou menos 1 mês. Hospedagem: • Cracóvia - Greg & Tom Beer House Hostel - Nota 3 de 5 • Budapeste - Avenue Hostel - Nota 5 de 5 • Bratislava - Hostel Blues - Nota 4 de 5. • Praga - Advantage Hostel - Nota 4 de 5. • Dresden - Hostel Louise 2.0 - Nota 5 de 5 • Berlim - Three Little Pigs Hostel - Nota 3,5 de 5. Gasto com Hospedagem: +/- 285 Euros Reservei todos os hostels com antecedência de mais ou menos 1 mês pelo Booking.com, todos eram cancelamento grátis, portanto paguei diretamente nos hostels. Alimentação: Calculei na média 30 Euros por dia para alimentação, mas no fundo acabei gastando por volta de 20 Euros por dia, principalmente na Polônia, Hungria e República Checa, onde a moeda é menos valorizada em relação ao Euro e também na Eslováquia, onde os preços eram abaixo do padrão europeu. Em compensação, o que “sobrou” desses dias eu aproveitei para comer e beber muito bem em Berlim. Experiência com o idioma: Como todos os países que visitei possuíam um idioma totalmente novo para mim, esse era meu principal desafio a ser vencido e minha principal preocupação. Porém em todas as cidades, eu tive ótimas experiências falando inglês, praticamente todos sabiam falar, conseguia me comunicar quase sem problemas com todos, em restaurantes, atrações e hostels. Vamos ao que interessa então, senta que lá vem história! 1º Dia - 27 de Maio de 2018 - Dublin - Cracóvia Meu primeiro dia do mochilão ficou por conta somente da viagem, já que meu voo estava programado para aterrissar em Cracóvia às 20h45, mas houve um atraso de 1 hora para a decolagem em Dublin devido a uma greve dos controladores de vôo na Alemanha. A fila para passar na imigração estava grande porém foi rápida. Na hora de passar pela checagem de passaporte, foi tudo dentro da normalidade. Como havia levado o mochilão comigo na cabine, estava pronto para ir para o hostel. Antes de embarcar já havia pesquisado como ir até o centro da cidade e também como comprar a passagem do trem até lá, então tudo correu muito bem. Troquei 5 euros na casa de câmbio do aeroporto, para comprar o ticket do trem e fui até a estação do trem que fica atrás de um estacionamento de múltiplo andares. O trem já estava na plataforma esperando então entrei e esperei o fiscal passar vendendo os bilhetes, você também pode comprar na máquina que fica nas plataformas, porém nelas só são aceitas moedas e cartão de crédito. Desci na principal estação de Cracóvia, a Kraków Glówny e fui andando para o hostel fazer o check in. A essa altura já aproximava-se da meia noite e as ruas ainda estavam bem agitadas, então resolvi dar uma espiada na Praça do Mercado, que estava bem iluminada. 2º Dia - 28 de Maio de 2018 - Cracóvia A primeira coisa que fiz na cidade, foi trocar dinheiro. Já havia pesquisado previamente um lugar confiável para fazer isso, então fui direto até a Grosz, situada na Sławkowska 4, perto da Praça do Mercado. 1 Euro estava na época 4,30 Złote. Troquei somente a quantia que esperava usar naquele dia e mais um pouco para as entradas das atrações que pretendia visitar. Entre elas, estava minha visita a Auschwitz, no dia seguinte. Para garantir, fui até a Kraków Glówny para comprar o bilhete de ônibus para ir até lá. A bilheteria fica logo ao lado esquerdo da entrada principal. O restinho dessa manhã aproveitei para visitar belo centro histórico de Cracóvia. Começando pelo Barbakan, a parte mais interessante que se conserva das fortificações medievais de Cracóvia, situado no Planty Park, um belo espaço verde que rodeia todo o centro antigo. Ao lado do Barbakan, na rua Florianska está o St. Florian’s Gate, um pequeno trecho que se conserva das muralhas defensivas de Cracóvia. Descendo a rua Florianska você dá de cara com a Rynek Glówny, a Praça do Mercado, uma praça rodeada por cafés, restaurantes e muitas construções históricas. No centro dela você encontra o The Cloth Hall, uma espécie de “shopping” formado por várias barraquinhas de artesanato local, a St. Mary's Basilica, um dos principais monumentos da cidade com sua imponente fachada ladeada por suas torres de diferentes alturas, além da Town Hall Tower, que é a única parte que se conserva da antiga Prefeitura da cidade. Almocei ali na praça, no Pod Wawelem, um restaurante tradicional da cidade e que eu recomendo. Comi um prato de frango grelhado acompanhado de uma pint da cerveja polonesa Tyskie. Paguei por volta de 35 Złote com gorjeta. Na Polônia assim como em todos os lugares que visitei e visitaria nesse mochilão pela Europa, o serviço não vem incluso na conta. É esperado que você acrescente pelo menos 10% se o serviço for bom e pague para o garçom. Continuei caminhando pelas ruas do centro passando por várias igrejas e monastérios, visitei também o Collegium Maius, prédio pertencente a 1ª universidade da Polônia, a Jagiellonian University, onde estudaram Nicolau Copérnico e o Papa João Paulo II. Aqui o mais legal é se perder pelo caminho. No fim da tarde subi a Wawel Hill para visitar o castelo e a catedral de Cracóvia. Visitei o interior da Wawel Cathedral e fiquei um bom tempo caminhando pelos belos jardins e pelo extenso exterior do Wawel Castle. Ainda atravessei o Rio Vístula para admirá-lo de longe no parque situado na margem oposta. Naquela época do ano, o sol começava a se pôr somente depois das 9 horas, então o dia rendia muito e ainda sob a luz do sol fui visitar Kazimierz, o bairro judeu de Cracóvia. Andei bastante pelo bairro, passando pelas diversas sinagogas e pelas ruas mais agitadas do bairro. Parei na Plac Nowy onde experimentei a tradicional Zapiekanka, um tipo de pizza no pão francês, era enorme e quase não dei conta de comer sozinho. Após a janta fui conhecer dois pubs da região, primeiro fui no Alchemia, um pub com uma arquitetura e mobiliário retrô que deixa o ambiente muito exótico e depois fui no Singer, onde a maioria das mesas são aquelas máquinas de costura antigas da marca Singer. Fiquei por ali tomando cerveja e pensando em tudo o que estava por vir, uma ótima maneira de terminar meu primeiro dia de mochilão. 3º Dia - 29 de Maio de 2018 - Cracóvia Acordei bem cedinho para ir para Auschwitz, já com o bilhete na mão sai pontualmente da Kraków Glówny em direção ao campo Auschwitz I. O ônibus pára na frente da entrada de Auschwitz I, no ponto há uma placa com os horários de retorno para Cracóvia, uma dica importante é tirar uma foto desta placa para você poder se planejar para voltar para Cracóvia. Para visitar o campo de concentração você precisa agendar um horário com antecedência. Há dois tipos de visitas, guiadas ou por conta própria, eu escolhi ir por conta própria. Para mais informações acesse: http://auschwitz.org/en/ Entrei no horário marcado, às 8h30 e fiz tudo com muita calma, no meu próprio tempo. Auschwitz I foi construído em 1940 para abrigar os prisioneiros políticos polacos que já não cabiam nas prisões. Hoje, ao longo dos diversos blocos do campo podemos ver exposições que mostram as condições em que sobreviviam os prisioneiros, além de uma pequena parte da imensa coleção de objetos que lhes foram roubados antes que eles fossem assassinados. Para quem gosta de história reserve um bom tempo para visitar todos os blocos e ver com calma todas as exposições, que nos fazem refletir sobre esse período tenebroso da nossa história. Por volta das 12h30 voltei para o ponto de chegada, pois é de lá que sai o ônibus para o campo de concentração Auschwitz-Birkenau, esse ônibus é gratuito. Auschwitz-Birkenau não era um campo de trabalho como os demais, foi construído com a função de exterminar os prisioneiros que entravam nele. Era parte do plano da Alemanha nazista conhecido como “Solução Final”, onde se pretendia aniquilar toda a população judia. No campo ainda se conservam alguns barracões originais, as enormes latrinas e os restos dos fornos crematórios e as câmaras de gás que os nazistas tentaram destruir antes de sua fuga. Certamente Auschwitz é uma visita imprescindível para quem vai visitar Cracóvia. Para voltar para Cracóvia você precisa retornar para Auschwitz I. No mesmo ponto que você chegou, você irá embarcar no ônibus de volta para Cracóvia, caso você não tenha o bilhete de volta, você pode comprar diretamente com o motorista. Paguei 28 Złote, ida e volta. De volta a Cracóvia, continuei minha visita aos lugares relacionados a II Guerra Mundial. Fui visitar a região de Podgórze, o gueto judeu de Cracóvia. Nessa região está localizada a Ghetto Heroes Square, praça principal do gueto onde eram selecionados os judeus que iriam ser transportados para o campo de concentração, é nesta praça que está localizado o monumento das cadeiras. Próximo a praça fica a Oskar Schindler Factory, com uma exposição muito rica que nos conta tudo sobre a história da cidade desde o final de 1939 até a época comunista na qual se viu submersa com o fim da guerra. Apesar de achar que em alguns momentos, a grande quantidade de informações me deixou um pouco disperso e me fez perder um pouco o fio da exposição, a visita valeu a pena. Paguei 24 Złote no ingresso. Como não havia almoçado, resolvi ir até o bairro de Kazimierz para jantar. Escolhi o restaurante Ariel, que também recomendo. Lá experimentei outro prato tradicional, o Pierogi, que é um tipo de pastelzinho cozido com vários recheios, os mais comuns são os de carne e os de queijo com batata. Fui no de queijo com batata acompanhado de duas pints de Zywiec. Fui super bem atendido e a comida estava ótima, paguei por volta de 45 Złote com gorjeta. Top 3 Atrações: • Auschwitz – Birkenau • Rynek Glówny • Wawel Castle 4º Dia - 30 de Maio de 2018 - Cracóvia - Budapeste Fui logo cedo para a estação central para pegar o ônibus para Budapeste. Lá não havia nenhuma indicação nos monitores sobre qual plataforma o ônibus iria parar. Perguntei para algumas pessoas que estavam ali e eles me disseram que o ônibus geralmente estaciona na plataforma 14 e que era normal ele atrasar. Foi dito e feito, o ônibus atrasou 1 hora. Depois de 7 horas de viagem pela Flixbus, dentro de um ônibus muito confortável que tinha WiFi e USB Port para recarregar o celular, cheguei na estação Kelenföld em Budapeste. Para ir da estação até o hostel era necessário pegar o metrô, que ficava ao lado da estação de ônibus. Comprei o bilhete na máquina usando meu cartão do NuBank. Paguei 350 Forint e o processo de compra foi super fácil, a interface era simples e em inglês. Antes de entrar no metrô, você precisa validar o bilhete em uma das máquinas que ficam logo na entrada ou na plataforma do metrô. Desci na estação Rákóczi Tér e caminhei até o hostel. No meio do caminho, parei na Correct Change para trocar dinheiro. 1 Euro estava na época 318 Forint. Fiz o check in e sai explorar o bairro de Erzsébetváros, é lá onde está localizado a Dohany Synagogue, a segunda maior sinagoga do mundo, andei ainda pela Kyráli Ut. uma rua histórica e um moderno centro comercial, cheia de lojas, restaurantes, além da Gozsdu Udvar, uma grande passarela que reúne gastronomia, cultura e entretenimento. Para jantar fui até o Szimpla Kert, o Ruin Pub mais famoso de Budapeste, no local funcionava uma fábrica que posteriormente foi convertida em um complexo composto por cinema a céu aberto e pub, com espaço para concertos, apresentações teatrais, entre vários outros eventos. A entrada é gratuita e lá dentro você encontra muitas opções de comidas e bebidas, gente de diversas culturas e vários ambientes diferentes. É um lugar sensacional. Lá provei o Lángos, prato típico húngaro que consiste em uma massinha de “vento” frita, servida com cobertura doce ou salgada, no meu caso eu provei uma com queijo e molho azedo. Uma delícia. Para acompanhar tomei uma pint de Staropramen. Para finalizar a noite fui até as margens do Rio Danúbio para visitar a Széchenyi Lánchíd e o Buda Castle iluminados a noite. 5º Dia - 31 de Maio de 2018 - Budapeste Comecei o dia visitando o Hungarian National Museum. Através das diferentes exposições podemos ver a história da Hungria desde o seu nascimento até os nossos dias. A visita ao prédio por si só já vale a pena. Passei a manhã inteira por lá. Paguei 1.600 Forint no ingresso. Como estava na hora do almoço e o Great Market Hall ficava ali perto, fui até lá para conhecer o famoso mercado e caçar algo para almoçar. A arquitetura do mercado é muito bonita e lá você encontra muitas lojas vendendo desde alimentos até souvenirs e no último andar ficam os restaurantes e barraquinhas de comida. Achei uma barraquinha com um banco livre e fiquei por ali mesmo, experimentei um prato típico de rua húngaro chamado Kolbice, um pão em forma de cone com mini salsichas de porco grelhadas ao molho de mostarda, maionese e ketchup acompanhada de uma Pilsner Urquell. Após o almoço, subi a Gellert Hill até a Citadella, o ponto mais alto de Budapeste onde é possível ter a melhor vista da cidade. A Citadella é uma fortaleza construída em 1854, como defesa durante a Monarquia de Habsburgo. Lá você encontra a Liberty Statue, um monumento em homenagem aos soviéticos pelo apoio ao povo húngaro durante a guerra, ajudando-os a se libertarem da ocupação da Alemanha nazista. Fiquei boa parte da tarde lá, admirando a fortaleza e as belas vistas da cidade nos diversos mirantes espalhados pela Gellert Hill. Ao lado da fortaleza há algumas barracas de souvenirs e de comida, como estava muito calor, aproveitei para reviver uma experiência de criança tomando uma raspadinha bem gelada. Descendo a colina, andei em direção ao Castle District para visitar o Buda Castle e a Mathias Church. O Buda Castle é uma das imagens mais conhecidas de Budapeste, antigamente foi a residência dos reis da Hungria. Toda a arquitetura do Castelo é muito bonita e a vista para a cidade é tão bela quanto a vista da Citadella, mas o que me encantou mesmo foram as ruelas do distrito do castelo pelas quais você pode se perder durante algumas horas. Andando pelas ruas do distrito cheguei na Mathias Church, igreja construída no fim dos anos 1200 e era usada para a coroação dos reis da Hungria. O ponto alto da igreja são as telhas coloridas no telhado formando um lindo mosaico. Ao lado da Igreja está o Fisherman’s Bastion, um lindo terraço branco cintilante com sete torres que representam as sete tribos que povoavam a área de Budapeste em 896. Subindo as escadas para o terraço você pode apreciar, na minha opinião, a mais linda vista do Danúbio, de Peste e do Parlamento. Essa região é simplesmente sensacional e a noite ficou ainda mais bonita. No terraço havia uma dupla tocando música clássica no violino, o que deixou a minha experiência no local ainda mais inesquecível. Perdi completamente a noção do tempo ali, observando os detalhes da arquitetura, a vista da cidade e apreciando a música. Esqueci até de jantar, só na hora de voltar para o hostel, passei no BK para comer um lanche simples para não passar fome a noite. 6º Dia - 1 de Junho de 2018 - Budapeste Comecei o dia na Heroes Square, uma das praças mais importantes de Budapeste, com suas estátuas que homenageiam os líderes das sete tribos fundadoras da Hungria. A praça é bem ampla e ladeada pelos prédios da University of Fine Arts e serve como entrada para o Városliget City Park. O Parque da Cidade é o principal lugar de lazer dos budapestenses. Dentro do parque você vai encontrar vários lugares interessantes, entre os quais se destacam o zoo, um pequeno parque de diversões, o Széchenyi Thermal Baths e o Vajdahunyad Castle. O Castelo Vajdahunyad fica em uma pequena ilha dentro do parque e foi construído inicialmente de madeira para a Expo de 1896, para as comemorações dos 1000 anos da Hungria. Ao terminar o evento, foi reconstruído com pedra. Neste dia almocei no Café Vian, localizado na região da Andrássy Út. em uma alameda repleta de restaurantes. Experimentei o Gulyás ou Goulash, uma sopa à base de pimentão, páprica, carne e legumes acompanhada de uma Soproni. O ambiente era super agradável e fui muito bem atendido, paguei por volta de 3.800 Forint. Após o almoço fui até a imensa e imponente St. Stephan's Basilica. Na entrada principal você encontrará grandes estátuas de santos húngaros entalhadas em mármore. Mas o verdadeiro tesouro está em seu interior. O domo dourado é o destaque da Basílica, as colunas de mármore e jade entalhadas e os vitrais também são de uma rara beleza. Além de tudo isso, uma das relíquias mais queridas dos húngaros também está guardada no interior da Basílica, a mão direita de Santo Estevão. A Basílica é realmente maravilhosa, a mais bonita que visitei. Saindo da Basílica, andei pela região, passando por diversas ruas de comércio, cheias de lojinhas de souvenirs até chegar no Parlamento de Budapeste, o terceiro maior parlamento do mundo depois do da Romênia e da Argentina, construído entre 1884 e 1902, o Parlamento de Budapeste foi a maior obra da sua época. Possui 691 salas e tem 268 metros de comprimento e 118 metros de largura, sua arquitetura realmente impressiona. Pertinho do Parlamento, às margens do Rio Danúbio, encontramos o Shoes On The Danube, memorial concebido pelo cineasta Can Togay junto com a escultora Gyula Pauer para homenagear os judeus que foram mortos por milicianos da Arrow Cross em Budapeste durante a II Guerra Mundial. Homens, mulheres e crianças eram perseguidos e capturados, e depois enfileirados às margens do Rio Danúbio, eles eram forçados a retirar seus sapatos para logo após serem mortos, seus corpos caíam no rio e eram levados pela correnteza. No fim da tarde fui para a Margaret Island, uma ilha no meio da Danúbio com vários jardins e as ruínas do Convento de Santa Margarida. Passei o restinho do dia ali, caminhando pelos diversos caminhos do parque e voltei para o lado de Peste caminhando às margens do Rio Danúbio. Voltando para o hostel fui jantar no Menza mas estava lotado, então sentei em um restaurante ao lado, chamado Incognito Bar e Café. Foi aqui que aconteceu meu maior perrengue na viagem. Era meu último dia em Budapeste, e tinha uma grana ainda para gastar então escolhi um prato e uma cerveja que estavam dentro do orçamento, calculei o total para ter uma ideia da conta e ainda reservei 10% para dar de gorjeta, nas minhas contas ainda iria sobrar uns trocados. A comida chegou com atraso e não estava tão boa, além disso o atendimento foi bem ruim. Na hora de pagar a conta tive uma surpresa, nesse bar o serviço já estava incluso na conta, além disso eles cobravam 20% de serviço. No fim, o valor total da conta com os 20% deu além do que tinha em dinheiro, coisa de 140 Forint ou 45 cents de euro mais ou menos. Aí f*... Chamei o garçom, expliquei que ia faltar alguns trocados para completar a conta, mas que não havia gostado do atendimento e não achava certo pagar 20% de serviço. O cara foi super grosseiro, falou que não poderia tirar nem diminuir a taxa de serviço e ficou muito puto por eu comentar que não tinha dinheiro para pagar a conta, eu tinha um cartão comigo e falei para ele que eu tinha outro meio de pagar, que não ia dar calote, mas o cara não entendia, eu já estava nervoso, meu inglês nem saia direito também. No fim de muita discussão, ele chamou o gerente e ele aceitou o pagamento em dinheiro. Pior experiência gastronômica que eu tive na viagem. Não vão a esse restaurante. Top 3 Atrações: • Mathias Church e Fisherman’s Bastion • St. Stephan's Basilica • Gellert Hill 7º Dia - 2 de Junho de 2018 - Budapeste - Bratislava Logo de manhã fui até a Rákóczi Tér para pegar o metrô de volta a estação de ônibus de Kelenföld onde iria embarcar no ônibus para Bratislava. O ônibus saiu pontualmente e a viagem foi super confortável. Após fazer check in no hostel comecei meu primeiro dia na cidade visitando as atrações fora do centro histórico. A primeira parada foi o Grassalkovich Palace na Hodžovo Square e seu belo jardim nos fundos. Este palácio de verão em estilo rococó foi construído em 1760 e era um local procurado por eventos da sociedade aristocrática. Hoje, o palácio funciona como residência oficial do presidente. Ele é simples mas muito bonito, vale uma passada rápida para visitá-lo já que é caminho para o Slavin War Memorial. O Slavin War Memorial é um monumento construído em homenagem aos mais de 6.500 soldados soviéticos que morreram nas batalhas que libertou Bratislava e outras cidades da região do domínio nazista já no fim da II Guerra Mundial. O obelisco central tem 39 metros de altura e no topo uma estátua de um soldado de 11 metros de altura. Em volta da base há inscrições entalhadas nas pedras recordando as cidades e as datas que elas foram libertadas pelo Red Army. No parque onde o memorial está situado, existem diversas esculturas e outros memoriais sobre a guerra, um que vale citar são os blocos de mármore preto com os nomes de todos os soldados mortos na guerra e que estão enterrados ali. Outro atrativo do local que faz valer a pena a caminhada até lá é a vista panorâmica da cidade. Lá de cima você terá belas vistas do centro histórico, do Rio Danúbio e principalmente do Bratislava Castle. Voltando para mais para o centro da cidade, fui jantar no Slovak Pub, um tradicional pub da cidade. Fiquei muito surpreso com os preços, mesmo a moeda sendo o Euro, as comidas e bebidas eram muito mais baratas em comparação a Irlanda e outros países europeus. Lá experimentei uma cerveja feita por monges, a Kláštorný Ležiak, por apenas 1,5 Euro a pint. Para comer fui de costela de porco assado ao molho de mostarda e rabanete por 10 Euros. Barato e muito gostoso. 8º Dia - 3 de Junho de 2018 - Bratislava Minha primeira visita do dia foi a simpática Blue Church, uma igreja bem pequena, toda pintada de azul e uma das raras construções no estilo Art Noveau. Saindo da igreja fui caminhando até a Cidade Velha (Staré Město), o centro histórico de Bratislava. O centro da cidade é bem pequeno mas muito bonito, movimentado e cheio de surpresas. Neste dia nem lembrei do roteiro que havia preparado para o dia, simplesmente fui caminhando pelas ruas e me encantando com cada escultura, construção e as diversas estátuas engraçadinhas que encontrava pelo caminho. Passei pelo St. Michael's Gate, o único portão preservado da antiga fortificação da cidade. Visitei o belo Primate’s Palace, um dos mais belos palácio em estilo clássico da Eslováquia e que em seu interior funciona uma galeria de arte. Ainda passei pela Clarissine Church e pelo Franciscan Monastery. Perto dali está a Hlavné Námestie, com a bela Roland's Fountain e a estátua Napoleon's Army Soldier, um simpático soldado se apoiando em um banco, ali dá uma ótima foto, mas é preciso ser paciente, muita gente quer tirar foto com ele. Ali há diversas barraquinhas com artesanato e souvenirs para você levar de lembrança. A praça estava muito movimentada, cheio de restaurantes e cafés, um ambiente muito agradável, e para me despedir da praça, visitei a Old Town Hall, comprei o ingresso para subir na torre da antiga prefeitura para ver o centro histórico de cima. Paguei 2 Euros e valeu a pena, a vista lá de cima é maravilhosa, você também pode ver dali o Bratislava Castle mas de um outro ângulo. Almocei por ali mesmo, no restaurante Krčma na Zelenej. Comi um frango grelhado com fritas acompanhada de uma pint de Gambrinus. Vi no cardápio que ali tinha o Tratatea e quis experimentar. O Tratatea é uma bebida antiga vinda das montanhas da Eslováquia que consistia em água fervida com ervas, misturada com aguardente, mel, alho e sebo. O prato, com a cerveja e o Tratatea saiu por volta de 18 Euros com a gorjeta. Após o almoço continuei andando pelas ruas do centro histórico e encontrei meio sem querer uma portinha que te levava ao topo da antiga muralha medieval da cidade, caminhei por ela até me deparar com a St. Martin's Cathedral, uma igreja simples, de pedra no estilo gótico. Saindo da igreja segui pela rua Panská em direção a outra estátua engraçada de Bratislava, o Čumil ou Men at Work, uma figura de bronze representando um homem espreitando de baixo de uma tampa de bueiro. Próximo a essa estátua, está a principal praça de Bratislava, a Hviezdoslavovo Námestie, uma praça arborizada, onde estão localizadas embaixadas, bares turísticos e alguns dos maiores edifícios da cidade. O principal ponto de encontro da praça é a estátua do renomado poeta eslovaco Hviezdoslav e no extremo leste da Hviezdoslavovo, o ornamentado Slovak National Theatre de 1886 rouba olhares de admiração. Depois de visitar o centro histórico fui para o Bratislava Castle. Passei pelo Sigismund Gate, o portão principal e o mais perto do centro, mas ele estava fechado, então tive que contornar o castelo e entrar pelo Vienna Gate. Dentro dos muros do Castelo de Bratislava, você poderá contemplar toda a grandiosidade dessa construção. Os detalhes das muralhas aumentadas ao longo do tempo, as esculturas que enfeitam o pátio externo, as torres das sentinelas e a vista privilegiada do Rio Danúbio e da UFO Bridge são apenas algumas das atrações desse lugar. No interior do castelo funciona o Slovak National Museum que conta com quase 250.000 objetos que representam a história, arte, escultura, pintura e a cultura dos eslovacos. Tem muita coisa interessante para ver lá, o interior é lindo, destaque para as escadarias douradas com espelhos de cristais. Você ainda pode subir até o último patamar das torres do castelo, para ter uma vista panorâmica da cidade, mas infelizmente não me deixaram subir pois já estavam fechando. Uma pena. Apesar de ter gostado muito do acervo do museu, eu senti muito a falta de um plano de visita ou uma indicação do caminho, muitas vezes me senti perdido lá dentro sem saber onde ir. No dia que fui, não paguei a entrada, mas em dias normais o ingresso custa 7 Euros. Para fechar o dia, fui jantar no Flagship, experimentei o Bryndzové Halušky, um prato típico eslovaco que consiste em um nhoque de batata com molho de queijo de cabra e bacon e bebi uma pint de Zlatý Bažant e uma Krušovice. Paguei por volta de 13 Euros com gorjeta. Top 3 Atrações: • Andar pela Old Town • Slavin War Memorial • Bratislava Castle 9º Dia - 4 de Junho de 2018 - Bratislava - Praga Sai de Bratislava quase um pouco antes do almoço e cheguei em Praga no fim da tarde. A viagem foi tranquila mais uma vez, somente houve uma parada na fronteira para checar os passaportes, mas prosseguimos sem problemas. Resolvi ir caminhando da estação Hlavní Nádraží até o hostel. Até deixar as coisas no hostel, já estava ficando tarde, então jantei no Mcdonald's perto do hostel e depois dei uma volta pela região. Nesse dia já comecei a sentir o cansaço da viagem, então voltei mais cedo para o hostel e aproveitei para descansar bastante. 10º Dia - 5 de Junho de 2018 - Praga Comecei meu dia pela Old Town Square, um dos lugares mais agradáveis de Praga. Acolhedora e antiga, a praça está rodeada por interessantes ruazinhas que são perfeitas para se perder. A praça está cheia de edifícios interessantes, entre os quais se destacam a Church of Our Lady Týn, uma igreja de estilo gótico, fundida entre casas e estreitas ruas do centro da cidade e o Old Town Hall, é nele que está instalado o Astronomical Clock, que para minha infelicidade estava completamente fechado para restauração. Saindo da Praça da Cidade Velha, eu parei para trocar dinheiro na Exchange, que fica na rua Kaprova, logo atrás do Relógio Astronômico. 1 Euro estava 25 Coroas Chequa na época. Descobri essa casa de câmbio pelo canal no youtube Prague Honest Guide, recomendo para todos que queiram visitar Praga um dia, uma excelente fonte de dicas sobre atrações, gastronomia e ciladas para turistas e muito mais. Depois de trocar dinheiro fui conhecer a Prague City Hall, local de uma das “atrações” mais inusitadas da cidade, o Paternoster, um elevador que não tem botão de chamada nem botões de escolha de andares. Ele é feito por várias cabines abertas, ligadas por cabos, que giram devagar e ininterruptamente em um estrutura “circular”, movimentadas por duas enormes roldanas, uma no topo, outra no subsolo. As cabines correm por túneis verticais paralelos, fazendo com que metade delas esteja sempre descendo e outra metade sempre subindo, como numa roda-gigante. Para embarcar, basta dar um passo para dentro da cabine que estiver indo no sentido que você deseja. Para os mais aventureiros, sugiro não saltar no primeiro ou no último andar e continuar dentro da cabine enquanto ele faz a volta e retorna do outro lado. Perto dali fica a famosa Charles Bridge, um dos principais cartões postais de Praga. Com mais de 500 metros de comprimento a Ponte Carlos conecta a Cidade Velha (Staré Město) a Cidade Pequena (Malá Strana). A ponte estava lotada de turistas e artistas de rua, tava até difícil de andar por ela e também de parar para contemplar as 30 estátuas instaladas ao longo da ponte. Do outro lado do rio, passei pelo Franz Kafka Museum, para observar uma estátua peculiar de Praga. Piss é uma escultura e fonte ao ar livre criada pelo artista tcheco David Černý, consiste em dois homem fazendo xixi em um mini lago e os quadris deles balançam de um lado para o outro. É engraçado na real. Visitei também o Wallestein Garden, o segundo maior jardim do centro de Praga e tem fontes, lagos, esculturas, uma linda vista para o castelo. Hoje faz parte do complexo do Senado da República Tcheca. Visitei também a St. Nicholas Church, mas infelizmente, estava fechada na hora que fui então só pude ver seu exterior. Então comecei a subida em direção ao Prague Castle por uma rota alternativa, sem muito turistas, indicada pelo Prague Honest Guide, aproveitei para almoçar no restaurante U Magistra Kelly, outra indicação do canal. Era um restaurante muito pequeno porém simpático, pedi um joelho de porco com batata e bebi duas pints de Kozel, o prato era gigantesco e estava uma delícia, paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta. Antes de chegar no castelo passei por um belo mirante na parte alta do Petrin Hill onde você tem uma bela vista da cidade, visitei o exterior dos belos Strahov Monastery, monastério de arquitetura barroca pertencente à Ordem dos Prémontré e o Loreto, um dos centros de peregrinação mais importantes de Praga. Finalmente chegando no Prague Castle, tem uma Starbucks no lado direito da entrada que conta com um terraço elevado onde você tem outra bela vista da cidade e do Rio Moldava. Entrando no castelo você precisa passar por uma revista de segurança. A entrada estava tranquila, sem fila nenhuma, mas lá dentro já estava mais cheio de gente. O Castelo de Praga, construído no século IX, é o maior castelo do mundo e o mais importante dos monumentos da República Tcheca. Longe da ideia de castelo medieval com aspecto fortificado, o Castelo de Praga é composto por um conjunto de belos palácios e edifícios conectados por pequenas vielas. A entrada no castelo é gratuita, mas lá dentro tem algumas atrações pagas. Eu acabei não entrando em nenhuma dessas atrações pagas e visitei somente o distrito do castelo. Logo na entrada passei por uma passarela de baixo do palácio e dei de cara com a St. Vitus Cathedral, para mim a construção mais impactante de todo o castelo. A catedral guarda a tumba de Venceslau IV, as Jóias da Coroa e é o lugar de coroação dos reis da Boêmia. A entrada na catedral é gratuita até certo ponto, depois para continuar e subir na torre é preciso pagar entrada. Visitei o interior e me impressionei com sua grandiosidade e seus belos vitrais. Passei tarde inteira andando pelo castelo, passeando pelos jardins, observando a cidade pelos diversos mirantes, passei pela outra igreja do castelo, a St. George's Basilica, muito menor e simples que sua “irmã” e o The Royal Garden ao lado do castelo. Depois das 17h, fui até a Golden Lane, um dos lugares mais acolhedores do interior do recinto do castelo. Ocupada por casinhas coloridas que em outros tempos abrigaram ourives, na atualidade a zona conta com interessantes lojas de artesanatos. Antes das 17h a entrada para a Golden Lane é paga e forma-se uma fila enorme, mas depois eles abrem para o público gratuitamente. Além das casinhas de artesanato, ali há também uma parte da muralha, onde você pode entrar e visitar uma exposição de armas medievais e se arriscar em um stand de tiro de balestra, por 50 Coroas Checa você tinha direito a 3 flechas para acertar ao alvo. No final você pode levar o alvo de recordação, foi uma boa experiência. Saindo do Castelo já no fim da tarde, fui andando margeando o Rio Moldava para observar a Ponte Carlos de longe, e depois de atravessá-la ainda dei uma volta pela Rua Karlova, uma das principais ruas comerciais da cidade, e também passei pela escultura de Sigmund Freud pendendo a mais de seis metros do chão pendurado por uma só mão. Voltei para o hostel para tomar banho e descansar um pouco e sai para jantar no Pivovarský Dům, restaurante bem perto do hostel, que fabrica sua própria cerveja. Experimentei um prato típico checo, o Svíčková, uma carne vermelha assada, com molho cremoso de vegetais, servido com knedlík, cranberry, creme de nata batida e uma fatia de limão. Uma mistura de doce com salgado simplesmente deliciosa. Tomei duas pints das cervejas deles e paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta. 11º Dia - 6 de Junho de 2018 - Praga Comecei o dia na Wenceslas Square, o centro da Cidade Nova. Nesse dia, no centro da praça havia uma exposição fotográfica sobre as manifestações contra a brutalidade policial que deram início à Revolução de Veludo e à queda do comunismo. Fiquei rodando a região da Cidade Nova na parte da manhã, passei pela Jerusalem Synagogue, pela Henry Tower e pelo Shopping Quadrio, para ver outra escultura de David Černý, a Cabeça de Franz Kafka. Este busto do escritor é composto por 42 camadas rotatórias independentes. O seu movimento cria uma performance interessante que é uma referência à história de "A Metamorfose". Infelizmente neste dia a cabeça não estava funcionando. Almocei ali perto nesse dia, em um lugar chamado Ovocný Světozor, é tipo uma padaria dentro de uma praça de alimentação, ali eu peguei para viagem dois pedaços de Chlebicky que são pequenos canapés de diferentes ingredientes, por 32 Coroas Checa cada mais uma Mirinda, um refrigerante comum lá na República Checa, que parece nossa Fanta e sentei um um jardim logo ao lado, chamado Franciscan Gardens. Depois do almoço fui até o bairro judeu de Praga, o Josefov, o bairro que se originou quando as duas comunidades judaicas existentes na Idade Média se uniram gradualmente. As visitas mais importantes no bairro são as seis sinagogas judias: Alta, Espanhola, Klausen, Maisel, Pinkas e Velha-Nova e o antigo Cemitério Judeu, uma das imagens mais impactantes de Praga. Você pode comprar o ingresso em qualquer uma dessas sinagogas. Há dois tipo de ingressos disponíveis, o combo Prague Jewish Town que dá direito a entrada em todas as sinagogas, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 500 Coroas Checas, e o Jewish Museum in Prague que dá direito a entrada em todas as sinagogas, com exceção da Velha-Nova, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 350 Coroas Checas. Eu optei pelo segundo tipo de ingresso e comecei meu tour pela Pinkas Synagogue e pelo Old Jewish Cemetery que fica anexa a sinagoga. O Antigo Cemitério Judeu de Praga é um lugar surpreendente e cheio de história. Foi durante mais de 300 anos o único lugar onde era permitido enterrar judeus em Praga. Devido à falta de espaço, os corpos eram enterrados uns em cima dos outros (chegando a mais de 10 amontoados). Hoje em dia podemos ver mais de 12.000 lápides e se estima que possa haver cerca de 100.000 corpos enterrados. A visita ao Cemitério Judeu de Praga é imprescindível, é o lugar mais impactante da cidade e representa parte da sua história. Saindo do cemitério fui visitar as demais sinagogas, e as que mais se destacaram foram a Spanish Synagogue, construída em 1868, ganhou o nome de “A Espanhola” devido à sua decoração mourisca. Em seu interior, podemos ver uma exposição sobre a vida dos judeus nas últimas décadas e a Maisel Synagogue, construída no final do século XVI e desde 1960, contém uma grande coleção de objetos judeus: livros, objetos decorativos, prata, tecidos, etc. Depois de visitar as sinagogas, passei mais um tempo andando pelo bairro antes de visitar a Republic Square, onde fica a Municipal House, que conta com uma bela fachada decorada com estuques e diversas estátuas, além de um enorme mosaico semicircular que se estende sobre a entrada principal. O interior abriga a principal sala de concertos de Praga, um esplêndido espaço com uma impressionante cúpula de cristal. O edifício conta também com diversos ambientes, como salas de conferências, uma cafeteria e um restaurante. Na praça também está localizada a The Powder Tower, construída em 1475 como uma das 13 portas da muralha fortificada que davam acesso à cidade. Anos mais tarde, durante o século XVII, a torre começou a ser usada como local de armazenamento da pólvora. Na praça havia uma feirinha com várias barraquinhas de comida, bebida e sobremesas, aproveitei para me refrescar tomando um sorvete de baunilha dentro do Trdelnik, uma massa enrolada no formato de espiral em volta de um espeto que fica girando sobre a brasa do carvão. Quando está pronto para ser servido, ele é cortado em fatias menores e polvilhado com açúcar e canela. Meu último passeio do dia foi o Letna Park, atravessando o Rio Moldava. Um grande parque que fica em cima de uma colina, é ótimo para descansar e aproveitar o ar puro. A figura dominante do parque é um metrônomo gigante. Mais a leste do metrônomo tinha um beer garden que estava lotado, cheia de pessoas conversando, sentados nas mesas ou no gramado, peguei um cerveja para mim e arranjei um cantinho para me sentar e curtir a vista. Nesta noite jantei no restaurante U Pinkasů, fui lá por causa do beer garden que fica dentro de uma igreja abandonada, mas infelizmente estava lotada, e acabei sentando do lado de fora, voltada para a praça. Paguei 280 Coroas Checa pela refeição e uma pint de cerveja. 12º Dia - 7 de Junho de 2018 - Praga Minha primeira atração do meu último dia em Praga foi com certeza a melhor da cidade. Vyšehrad é uma das seis cidades independentes que deram origem a Praga. Segundo a antiga lenda, Vyšehrad foi a primeira sede dos príncipes checos. Seu nome em português significa “Castelo nas alturas”. É um lugar lindo, com uma vista maravilhosa do Rio Moldava e do Castelo de Praga e é muito mais calmo do que qualquer outra grande atração da cidade. A região tem vários cantinhos interessantes, em alguns pontos, as atrações são apenas as paisagens. Passei pelos diversos portões que dão acesso ao interior da área murada do castelo, visitei a St. Peter & Paul Basilica e o cemitério do castelo, ali estão enterrados muitos personagens históricos checos, incluindo os compositores Smetana e Dvořák, o poeta e escritor Jan Neruda e o artista gráfico Alfons Mucha e caminhei pelas muralhas, a vista de lá é ótima. O Hospůdka Na Hradbách é uma ótima opção para comer algo local ou beber uma cerveja, também conta com uma bela vista da região. Saindo de do castelo fui caminhando beirando o rio até o National Theatre passando para observar a Dancing House, uma casa com a arquitetura ondulada. Atravessei o Rio Moldava e dei uma parada no parque que fica em uma ilha no meio do rio. Estava acontecendo um festival beneficente de música, estava cheio de gente e bem animado. Já do outro lado do rio fui visitar o Petrin Hill. Antes mesmo de começar a subida, na base da colina, passei pelo Memorial to the Victims of Communism, uma bela escultura em homenagem às vítimas do regime. Subindo a colina, passei pelo Hunger Wall, uma fortificação construída pelo Rei Carlos IV entre os anos de 1360 e 1362. No topo da colina está a Petrin Tower, com 60 metros de altura e uma estrutura similar à da Torre Eiffel, a torre é o mirante mais elevado de Praga. Voltando para a parte baixa da Petrin Hill, passei pelo Lennon Wall, que criado como um protesto pacífico contra o regime comunista. Atualmente é um muro cheio de grafites, onde uma grande aglomeração de pessoas se forma para tirar fotos. Depois fui para o Kampa Park que fica às margens do rio, me deu uma boa vista da Cidade Velha de Praga. Lá encontra-se outra escultura peculiar do David Černý, o Crawling Babies, 3 bebês pelados e sem face engatinhando, além do museu de arte moderna. No começo da noite voltei para a Cidade Velha, para ver a Old Town Square iluminada a noite e depois passei para comer na Wenceslas Square. Comi um lanche simples de salsicha alemã em uma barraquinha de rua. Top 3 Atrações: • Vyšehrad • Josefov • Prague Castle District 13º Dia - 8 de Junho de 2018 - Praga - Dresden Peguei o metrô na estação logo ao lado do hostel para ir até a outra estação de ônibus da cidade, a UAN Florenc, sai às 10 horas da manhã e mais uma vez fiz uma viagem super tranquila. Chegando em Dresden peguei o tram na estação central para ir até o hostel que fica na parte mais nova da cidade. Deixei meu mochilão no hostel já que o check in só era possível às 15 horas. Almocei um Currywurst com uma pint de Radeberger na Katy’s Garage, um espaço aberto bem legal com uma ótima atmosfera. A noite funciona como uma baladinha de rock. Comecei minha visita pelo Kunsthofpassage, um conjunto de pátios que abriga obras de artistas locais, cafeterias descoladas e um conjunto de edifícios de cores vibrantes. Caminhei pelas ruas da parte alta da cidade nova, passando pelas igrejas, pelas principais ruas de comércio e restaurantes, e pela Pfunds Molkerei, uma leiteria toda decorada com porcelanas e azulejos pintados à mão, considerada a mais bonita do mundo. Infelizmente fotos no interior são proibidas. Na parte baixa da cidade nova, fui até o Neustadt Market Hall mas não vi muita coisa de interessante nesse mercado. Atravessei a Augustusbrücke, a principal ponte que liga a cidade nova ao centro histórico de Dresden. O centro histórico possui um dos mais belos conjuntos arquitetônicos barrocos da Europa. No entanto, muito do que você vê foi reconstruído após a destruição completa da cidade por bombardeios aliados nos últimos meses da II Guerra Mundial. O centro é relativamente pequeno, as atrações estão todas concentradas a poucos passos umas das outras. Minha primeira parada foi na Semperoper, casa de ópera onde o compositor Richard Wagner fez sua estréia. Logo ao lado fica o Zwinger Palace, o palácio era anteriormente parte da fortaleza de Dresden e hoje abriga um complexo de museus de propriedade do Estado da Saxônia. Na parte central do palácio, estão o pátio e os jardins que são incríveis e impressiona pela simetria. Saindo do palácio você já dá de cara com o Dresden Castle. Além da impressionante coleção de maravilhas arquitetônicas, o castelo abriga algumas das coleções de arte mais antigas da Alemanha. Também no castelo, você encontra o Fürstenzug, um enorme mural composto por cerca de 25.000 azulejos pintados um a um. O Fürstenzug ou Procissão de Príncipes fica na parede exterior dos antigos estábulos do palácio, o que significa que ele pode ser visto sem a necessidade de entrar no complexo do palácio. Originalmente pintado entre 1871 e 1876 para celebrar o 800º aniversário da dinastia Wettin, família reinante da Saxônia, o mural mostra os retratos ancestrais dos 35 margraves, eleitores, duques e reis da "Casa de Wettin" entre 1127 e 1904. Logo no final da rua do mural; ou começo dependendo de onde você estiver vindo, está a Hofkirche, uma obra prima com seu exterior ornamentado, a catedral católica de Dresden tem um interior mais humilde. A entrada é gratuita e lá dentro é bem calmo, perfeito para dar uma pausa para descansar. A Hofkirche foi construída em resposta a construção da grande Frauenkirche protestante em meados do século XVIII, os governantes católicos da Saxônia rezavam na capela real, então decidiram que uma igreja católica maior seria necessária. Saindo da igreja caminhei ao longo do Rio Elba até o Brühl's Terrace. Erguido sobre o rio, o terraço fazia originalmente parte das muralhas da fortaleza da cidade. Nos dias atuais, sua elevação oferece um largo calçadão e as melhores vistas para o rio. Caminhando pelo terraço você passa por diversos cafés e restaurantes além de prédios como a Suprema Corte da Saxônia, a Academia de Belas Artes e o Albertinum, um espaço de exposição de pinturas e esculturas datadas do período romântico. Atrás do terraço fica a Frauenkirche, a igreja protestante de Dresden. Ela foi totalmente destruída por bombardeios aliados durante a II Guerra Mundial e apenas a estátua de Martin Luther sobrou dela. Ao contrário da Hofkirche, o seu interior impressiona, ela é bem clara por dentro e lindamente ornada, dando um ar mais leve. Sua planta redonda chama bem a atenção, vendo de fora, a igreja não parece tão imponente, apesar de ser bonita, mas quando você entra você tem noção da sua grandeza. A entrada é gratuita, tinha muita gente nesse dia, estava um pouco caótico pois estava próximo ao horário de uma missa, infelizmente não pode tirar fotos do interior. A igreja está localizada na Neumarkt, foi quase totalmente destruída durante a II Guerra Mundial, somente sendo reconstruída após a queda do comunismo. Na praça estava rolando um festival de música clássica, a praça estava lotada, passei o resto da noite ali escutando o show que estava bem legal. Terminei o dia por lá, mas só depois de comer novamente em um McDonald’s ali perto. 14º Dia - 9 de Junho de 2018 - Dresden - Berlim Comecei o dia andando pelo Palais Garten, um parque que fica na margem do Rio Elba do lado da cidade nova. O parque não tem nada de mais, é somente um gramado onde as pessoas vão para correr ou ver o pôr do sol, mas que dá uma ótima vista para o centro histórico. Como o dia estava ensolarado, bem mais bonito que o anterior, eu refiz meus passos do dia anterior, passando pela ópera, pelo Palácio e pelo castelo para tirar mais fotos, apreciar melhor a arquitetura e explorar minuciosamente as ruas do centro histórico. Já na hora do almoço fui até o Altmarkt, um calçadão onde há várias barraquinhas de lembrancinhas, comidinhas, ou pelo menos achava que ia ter já que havia lido algumas indicações sobre a praça antes de ir, mas não tinha nada. Pelo menos ali ao lado tinha um grande shopping, o Altmarkt-Galerie Dresden, onde almocei uma pizza de prato acompanhado de uma Erdinger Weibbier no Ristorante Violino, paguei por volta de 12 Euros com gorjeta. Saindo do shopping, logo ao lado do Altmarkt, fica a Kreuzkirche, igreja protestante dedicada a São Nicolau. È uma igreja mais simples em comparação às outras que visitei mas não deixa de ser bonita. Nesse dia o interior estava fechado, mas a porta da frente estava aberta então você conseguia observar o interior pelo hall de entrada. Saindo dessa igreja passei para observar o Rathausturm, o prédio da prefeitura de Dresden e depois caminhei um pouco até o Großer Garten Palais. O maior parque público da cidade, com muito verde, lindos jardins, lagos e um palacete. No parque sempre há pessoas andando de patins, bicicleta, sentadas lendo um livros, jogando bumerangue pelos jardins, etc. Lá também está localizado o zoológico de Dresden, o Jardim Botânico, há um trenzinho para as crianças que dá a volta pelo parque. Para quem gosta de futebol, o estádio do Dynamo Dresden, fica do lado direito da entrada do parque e para quem gosta de carros, no lado oposto está localizada a Gläserne Manufaktur, a Fábrica de Vidro, da Volkswagen. Após a visita ao parque, comecei a caminhar de volta para o hostel, já que tinha que pegar meu mochilão e seguir para estação Dresden-Neustadt que ficava perto do hostel para pegar o ônibus das 17h45 para Berlim. O ônibus da Flixbus não chega e sai propriamente da estação, mas sim em um ponto de ônibus na frente da entrada da estação na Hansastraße. A viagem para Berlim foi a única que fiz com o ônibus cheio, mas mesmo assim foi confortável, a viagem demorou quase 3 horas, pois minha parada era a última, na Alexanderplatz, antes disso o ônibus fez várias outras paradas, incluindo o aeroporto de Schonefeld. Peguei o metrô na Alexanderplatz para ir até o hostel, comprei o ticket único na máquina usando moedas, paguei 2,80 Euros. Fiz o check in no hostel e como já estava tarde fui dormir, já estava no meu 14º dia de viagem, o cansaço já estava batendo forte. Top 3 Atrações: • Tomar uma pint e comer na Katy’s Garage • Andar livremente pelo centro histórico • Zwinger Palace e Semperoper 15º Dia - 10 de Junho de 2018 - Berlim Minha primeira parada foi no The Holocaust Memorial, são 2.711 blocos de concreto de diferentes alturas que formam esse monumento em homenagem aos judeus assassinados. Como estava cedo, não tinha quase ninguém no Memorial, então deu para caminhar entre os blocos calmamente no meu tempo. Do sudeste do monumento você pode ter acesso ao espaço subterrâneo onde funciona o centro de informação, mas ele só abriria às 10h, me programei para voltar mais tarde. Dali segui para o Brandenburg Gate, uma das antigas portas de entrada de Berlim, além de um dos símbolos mais importantes da cidade, pois foi o cenário de muitos fatos históricos importantes. Inaugurado em 1791 ao lado da Pariser Platz, o Portão de Brandemburgo possui 26 metros de altura que, com seu estilo neoclássico, lembra as construções da Acrópolis de Atenas. Logo ao lado do Portão de Brandemburgo está localizado o Reichstag, que hoje é sede do Parlamento Alemão. A principal atração do prédio é a visita à cúpula de cristal que está situada diretamente sobre a Sala de Plenos do Parlamento. É preciso agendar sua visita e horário com antecedência, a entrada é gratuita. Antes de entrar você passa por um centro de controle de segurança e aguarda junto com seu grupo o staff te liberar para visita no horário marcado. É preciso levar um documento com foto e o papel de confirmação da visita. Depois de subir pelo elevador, irão te entregar um áudio guia que irá acompanhá-lo na visita. No interior da cúpula é possível ver diversas fotos antigas, por meio das quais é contada a história do Parlamento e seus momentos mais importantes. Depois de ver essa exposição, certifique-se que tenha ligado seu áudio guia antes de começar a subir a rampa até o topo da cúpula. A visita vale muito a pena, o áudio informa você sobre todos os edifícios importantes da cidade, a história por trás deles e seu papel na história da Alemanha. Conforme você vai subindo, o guia irá te instruir para onde olhar, quando deve parar e quando deve voltar a andar. Sai do Reichstag já passava da hora do almoço, na saída encontrei uma barraquinha de rua que vendia os famosos Pretzels, pão macio que tem na sua receita original, basicamente, uma mistura da farinha de trigo, água e fermento. Paguei 5 Euros em um Pretzel grande com queijo e uma Coca-Cola. Gostei, deu para matar a fome, mas achei muito salgado. Depois de comer voltei para o The Holocaust Memorial para visitar o Information Center. Nesta hora, o memorial e o centro de informação já estavam bem mais lotado, inclusive tinha fila para entrar, esperei cerca de 15 minutos. A visita ao centro de informação começa com um resumo da política de extermínio adotada entre 1933 e 1945. Na seguinte parte da exposição, você pode ler os depoimentos de algumas pessoas, além da história de diferentes famílias antes, durante e depois da perseguição. Uma das salas mais impactantes é a que mostra suas paredes cobertas com os nomes e anos de nascimento e morte das vítimas do holocausto. Como o centro estava muito cheio, a minha visita foi um pouco prejudicada, não havia espaço para tanta gente lá, e dificultava chegar perto dos painéis para ler com calma as informações e fotos, mas a visita vale muito a pena, já que é gratuita. Aconselho chegar no memorial perto das 10h e começar a visita pelo centro de informação assim que a entrada for liberada. Nesta região está localizado o segundo maior parque de Berlim, o Tiergarten. Tiergarten que significa “jardim dos animais” era antigamente o campo de caça da realeza. Logo no início da avenida que corta todo o parque está localizado o Soviet War Memorial, construído pela União Soviética para homenagear os soldados do Exército Vermelho mortos durante a Segunda Guerra Mundial, em especial os cerca de 80.000 soldados que morreram na Batalha de Berlim. Mais ao norte temos a Chancelaria Federal, a Casa das Culturas do Mundo, que chama a atenção com seu telhado curvado e onde acontecem exibições e eventos culturais e o Carillon, uma torre de 42 metros de altura com 68 sinos. No centro, está localizado a principal atração do parque, a Victory Column, desenhada por Heinrich Strack, foi construída para comemorar a vitória da Prússia sobre a Dinamarca na guerra de 1864. E depois contra a Áustria, em 1866 e contra a França em 1871. Estas últimas vitórias serviram de inspiração para adicionar ao topo da coluna a estátua de Vitória, a deusa romana da vitória, que não constava nos planos iniciais. A Coluna da Vitória tem uma plataforma de observação que fica a 50 metros de altura. Para subir é preciso pagar ingresso no valor de 3 Euros. Não subi, pois nesta hora começou a cair uma chuva muito forte que me obrigou a procurar um abrigo para me proteger do temporal, além disso a vista lá de cima seria prejudicada com a chuva. Ainda tinha planos de visitar o Bellevue Palace, que é a residência oficial do presidente da Alemanha, visitar a Kaiser Wilhelm Church e a região da Kurfürstendamm, considerado o centro da Alemanha Ocidental, mas como a chuva não deu trégua, acabei ficando parado por mundo tempo por ali. Quase uma hora depois, no primeiro sinal que a chuva poderia diminuir, resolvi voltar para o hostel para tomar banho e descansar um pouco antes sair a noite. A noite fui até a Potsdamer Platz, antigo coração de Berlim, que ficou arrasada durante a II Guerra Mundial e dividida em duas pelo Muro de Berlim. Hoje em dia, a praça está completamente reformada e é uma das zonas mais modernas da cidade. Um dos mais importantes blocos arquitetônicos dessa área é o Sony Center que se caracteriza por sua enorme cúpula de cristal e aço iluminada com luzes que vão mudando de cor. Essa cúpula, obra de Helmut Jahn, serve de abrigo para vários berlinenses e turistas que se aglomeram em seus bares e restaurantes. Foi lá que jantei no meu primeiro dia em Berlim. Escolhi o restaurante Lindenbräu, pedi um filé de frango grelhado com salada de pepino e batatas, tomei uma pint de Bubble Edel Weibbier (a cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda) e outra de Märkisch Landmann, paguei por volta de 23 Euros com gorjeta. A praça está situada bastante perto do Portão de Brandemburgo e é muito interessante fazer esse percurso a pé, seguindo a brecha no chão que marca o caminho do Muro de Berlim. Então depois de jantar segui as marcações no chão até o Portão para vê-lo iluminado a noite e andar mais pela Pariser Platz, uma das principais praças de Berlim. Em 1990, depois da unificação, a Pariser Platz foi reconstruída, assim como o prestigioso Hotel Adlon, formando um perfeito conjunto arquitetônico que acompanha o Portão de Brandemburgo. Foi no Hotel Adlon, em 2002 que aconteceu aquela cena bizarra do Michael Jackson sacudindo o filho pela janela. Terminei meu dia por lá. 16º Dia - 11 de Junho de 2018 - Berlim Comecei meu dia visitando o Checkpoint Charlie, que foi o ponto de passagem mais conhecido dos utilizados durante a Guerra Fria. Nele era possível conseguir um visto diurno para ir do lado Oriental de Berlim ao Ocidental. Hoje, há uma pequena fronteira onde os turistas fazem fotos sem parar e uma réplica do cartaz que anos atrás advertia os cidadãos. Confesso que não achei nada demais, vale pela curiosidade se você estiver passando por perto. Perto do Checkpoint Charlie, fica a Gendarmenmarkt, praça construída no século XII. Dos dois lados da praça podemos ver duas igrejas barrocas idênticas que se completam com uma torre coroada por uma cúpula. A igreja da zona norte, Französischer Dom ou Igreja Francesa, foi construída para os huguenotes franceses que se transladaram à zona no século XVIII. Em 1708, a comunidade luterana construiu uma igreja no sul da praça, a Deutscher Dom ou Igreja Alemã, similar à francesa e, anos depois, em 1785, colocaram uma torre praticamente idêntica à francesa. Entre as igrejas está a Konzerthaus, sede da Orquestra de Berlim. Mais ao norte da praça fica a Unter den Linden, a principal avenida de Berlim. Cruza a cidade desde o Portão de Brandemburgo até a Catedral. Ao longo do seu quilômetro e meio de extensão, podemos contemplar grande parte dos edifícios mais importantes de Berlim, tanto do ponto de vista turístico quanto arquitetônico. Nela estão localizados, a Humboldt University e a Neue Wache, construída em 1918 para celebrar a derrota das tropas napoleônicas e celebrar a liberação de Berlim. O impressionante edifício neoclássico apresenta em sua fachada um pórtico formado por colunas dóricas que lhe dão um certo ar de grandeza. No interior, possui uma comovente escultura de uma mulher que carrega em seus braços o corpo sem vida de seu filho. A escultura, que está sob uma grande abertura no teto, suportando o frio e a chuva, representa o sofrimento do povo. No extremo sul de Unter den Linden está a Bebelplatz, conhecida por ter sido onde aconteceu A Queima de Livros de 1933, na qual foram queimados milhares de livros de alguns autores censurados pelos nazistas, como Karl Marx, Heinrich Heine e Sigmund Freud. A Bebelplatz está rodeada de magníficos edifícios como a Berlin State Opera e a St. Hedwig's Cathedral. Atravessando a ponte Unter den Linden chegamos na Museumsinsel ou Ilha dos Museus, um dos conjuntos de museus mais importantes do mundo: abriga o Museu de Pérgamo, o Museu Antigo, o Museu Novo, a Antiga Galeria Nacional e o Museu Bode, além da Catedral de Berlim. A ideia era entrar no Pergamon Museum, o principal museu da ilha, pois é lá que estão obras como o Altar de Pergamon, a porta do Mercado de Mileto entre muitas outras obras da antiguidade, porém o museu estava passando por uma enorme restauração e grande parte dele estava fechado. Além disso, o valor do ingresso estava bem salgado, por volta de 18 Euros, então decidi não entrar. Fui então para a Berlin Cathedral. Construída entre 1894 e 1905, a Catedral de Berlim é o edifício religioso mais representativo da cidade. Ela realmente impressiona pela sua beleza e majestosidade. E o seu interior não fica para trás, é ricamente decorada com relevos que ilustram histórias do Novo Testamento e importantes figuras da Reforma Protestante. A catedral abriga o maior órgão de tubos da Alemanha, tendo mais de 7.200 tubos e também a cripta da família Hohenzollern, com mais de noventa tumbas e sarcófagos, incluindo as do rei Friedrich I e da rainha Sophie Charlotte, que são ricamente trabalhadas. A cúpula da catedral também pode ser acessada. O trajeto até a cúpula é feito por um caminho um pouco complicado, mas, depois de subir os 270 degraus que levam até o alto da cúpula, você pode curtir uma bela vista do centro de Berlim que realmente faz a subida valer a pena. Para visitar a catedral é necessário pagar 7 Euros, a subida à cúpula está incluída neste valor. Saindo da Catedral, parei para almoçar algo simples, já era meio da tarde, às margens do Rio Spree encontrei um pequeno restaurante fast-food de Currywurst, o Bandy's Currywurst. Pedi um Currywurst e uma long neck da Berliner Kindl, paguei entre 7 e 10 Euros. Ao lado do restaurante, fui visitar o museu mais legal e inusitado que fui na Europa, não só durante o mochilão, mas sim, entre os outros que visitei em Dublin, onde estava morando na época e em outras cidades que visitei, o DDR Museum. O Museu do DDR (em português conhecido como RDA ou República Democrática Alemã) reúne diferentes objetos e reconstruções da parte comunista de Berlim para mostrar aos visitantes o dia a dia dos alemães que viviam sob o estrito regime da RDA entre 1949 e 1990 de forma bem interativa. Lá você pode entrar em um Trabant, o carro mais popular da época e dirigi-lo em um simulador nas ruas de Berlim Oriental, além de ver todo tipo de objeto de uso cotidiano, como açúcar, remédios e alguns cosméticos. Você vai ver também um pouco de como era o trabalho dos alemães, como eles passavam as férias, como eram as comunicações na época e também um pouco sobre esportes e educação. No fim do percurso você pode ver a reconstrução de uma casa da RDA, passeando livremente por sua cozinha, sala e quartos. O museu é pequeno mas vale a pena a visita. Paguei 9 Euros no ingresso. Fiquei por volta de duas horas lá dentro, saí já estava no fim da tarde. Depois do museu andei pela região, passei por alguns pontos turísticos de Berlim, mas somente para conhecer o exterior, como o Aquadom, o maior aquário cilíndrico do mundo situado no interior do hotel Radisson. Depois passei pela Nikolaikirche e pela Rotes Rathaus, a sede da prefeitura e da câmara de vereadores de Berlim construída com tijolos vermelhos. Na praça que fica imediatamente na frente da prefeitura está localizada a Berliner Fernsehturm, a Torre de Televisão de Berlim é o edifício mais alto da Alemanha, com 368 metros de altura. Foi construída pela RDA em 1969 como símbolo do poder comunista frente ao capitalismo. Na torre há uma plataforma de observação a 203 metros de altura, para subir você precisa pagar 16 Euros. Há também um restaurante giratório, situado alguns metros acima do mirante. Atrás da torre, fica a Alexanderplatz, considerada o centro de Berlim desde a Idade Média. Nessa praça começaram os protestos que dinamizaram a queda do Muro de Berlim. Lá estava acontecendo um festival de música e cultura africana. A praça estava lotada, cheio de barraquinhas de comida e artesanato africano. Havia um palco onde um grupo estava se apresentando, tocando um reggae. Estava bem bacana, dei uma andada pela região e curti um pouco do som. Na praça você encontra muitos bares e galerias de compras, como o Shopping Galeria Kaufhof e também o famoso Relógio Mundial, que mostra a hora de todas as cidades do mundo. Jantei ali perto, na Hofbräu Berlin, um dos restaurantes típicos mais conhecidos. Sentei na varanda e comi um prato com um mix de salsichas alemãs, acompanhado de purê de batata e chucrute e tomei umas três pints da cerveja própria deles, entre elas a Hofbrau Original e a Hofbrau Dunkel. O serviço estava incluso na conta, paguei em torno de 27 Euros. Porém o serviço não estava tão bom, estava um pouco demorado pois o restaurante estava cheio. Fiquei ali por um bom tempo bebendo, já era umas 9 horas quando saí, estava cheio de tanto comer então resolvi pegar o metrô para voltar para o hostel. 17º Dia - 12 de Junho de 2018 - Berlim Começava meu último dia inteiro do mochilão, tirei a manhã para ir até Potsdam conhecer o Sanssouci Palace e um pouco da cidade. Para ir até lá, comprei o ticket abono zonas ABC por 7,70 Euros, esse ticket te dá viagens ilimitadas durante o dia pelas 3 zonas da cidade, nas linhas do metrô (U-Bahn) e do trem (S-Bahn). Potsdam está na zona C. Peguei primeiro trem na S Anhalter Bahnhof Station e fui até a Friedrichstraße Station onde peguei a linha S7 até a estação central de Potsdam, foi super tranquilo achar o ponto de saída e embarcar, o trem foi pontual e chegou em Potsdam em menos de uma hora. Desembarquei e fui direto para o centro da cidade visitar o Brandenburger Gate, o Portão de Brandemburgo deles, porém estava em restauração. Ali perto fica o Sanssouci Park, o motivo de eu ter ido até Potsdam. Sanssouci está rodeado por jardins, fontes e palácios; e para alguns é considerado a Versailles alemã. No parque, estão localizados três grandes palácios: Sanssouci, Neues Palais e Charlottenhof, além de uma série de outros edifícios super interessantes. Mas o palácio que eu mais gostei foi o Orangerieschloss. Comecei minha visita pelo Sanssouci Palace, o principal e mais conhecido do parque, construído em cima de uma colina, foi a residência de verão de Frederico, o Grande, e é conhecido como sendo o melhor exemplo da arquitetura rococó em toda a Alemanha. No exterior, a larga escadaria que termina na Grande Fonte chama a atenção. A escadaria acompanha os terraços onde foram plantadas vinhas em socalcos e construídos nichos com portas de vidro, onde cresciam figos protegidos do frio. No caminho para o Neues Palais, me deparei com outro palácio que até então era desconhecido para mim, o Orangerieschloss. O impressionante edifício de 300 metros de comprimento, inspirada na arquitetura renascentista, conta com belos terraços, galerias e esculturas. Alguns minutos de caminhada a partir dali fica o belo Neues Palais, o maior palácio do complexo. O palácio era usado para recepção de Reis e importantes dignitários. Dali, começando a voltar para a entrada do parque, ainda passei para conhecer o Charlottenhof. Um palácio menor, mas com bonitos jardins. Fiquei no parque por volta de umas 4 horas e não vi tudo, ele realmente é muito grande e vale ficar mais tempo, mas como era meu último dia em Berlim e do mochilão, ainda tinham lugares que gostaria de visitar. Antes de retornar a estação, fui visitar o centro de Potsdam, aproveitei para almoçar no calçadão do centro, bem simpático, comi um Kebab enorme, no Döner Kebap Bistrô, quase não dei conta, paguei por volta de 8 Euros com um refrigerante. No caminho para estação, ainda fui visitar a Steubenplatz e região, local da St. Nikolaikirche e outros prédios importantes da cidade. Voltei para a estação central e peguei o trem de volta para Berlim, chegando na Friedrichstraße Station, por volta de 17 horas, peguei a linha de metrô em direção ao Berlin Wall Memorial, a principal fonte de memória do que foi a divisão do mundo em duas partes e da era da Guerra Fria. Aqui, essa história é contada por meio de pedaços do muro que ainda estão de pé. E também de tantas outras dolorosas lembranças que os alemães fazem questão de manter acessíveis a turistas do mundo todo. Comecei a visita pelo Centro de Visitantes, já que iria fechar em breve, lá estão expostas várias fotos também tem a apresentação de um filme que conta a história do muro. Caminhando pela Bernauer Straße é que dá para ter uma ideia do impacto e da brutalidade cometida pelo governo da República Democrática Alemã, controlada pela antiga União Soviética desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Essa rua foi o centro mais radical da divisão. Aqui ficava a Igreja da Reconciliação, que provavelmente era frequentada por gente de toda a vizinhança, passou a ser restrita a quem morava no lado oriental da cidade. Como o muro passava exatamente em frente à sua entrada principal, ela acabou sendo ocupada pelos guardas soviéticos. Isso até ser demolida em 1985 durante uma série de catastróficas intervenções que pretendiam desobstruir as margens do Muro. Seu espaço deu lugar ao que mais tarde ficou conhecido como faixa da morte. Do antigo templo restam apenas os sinos, parte de uma cruz e o traçado no chão que mostra o espaço que ele ocupava. Anos mais tarde, a Capela da Reconciliação foi construída aqui. Em todo o espaço do Memorial há placas indicativas, painéis que explicam cada detalhe, vídeos e áudio-guias. Esses elementos são super importantes para que você entenda melhor o que se passou nessa área de Berlim. Em algumas partes do Muro foram colocadas estacas de ferro e em vários pontos da cidade é possível ver uma linha no chão feita de paralelepípedos que mostra onde o Muro ficava. Peguei novamente o metrô para visitar outra parte onde podemos ver partes do muro, a East Side Gallery. O maior trecho que se conserva dos restos do Muro de Berlim mede 1,3 quilômetro e se tornou a maior galeria de arte ao ar livre do mundo. Ao longo do muro, você pode ver centenas de grafites de artistas procedentes de todo o mundo, que tentaram mostrar por meio de suas obras a mudança produzida após a queda do Muro de Berlim. A East Side Gallery fica bem às margens do Rio Spree, um ótimo lugar para descansar e ver o pôr do sol, já que há um grande parque na beira do rio. Ali perto fica a Oberbaumbrücke, uma ponte que vale ser vista pela sua bela arquitetura. Para terminar meu mochilão com chave de ouro, tive que fazer um última boa refeição, fui jantar na Brauhaus Lemke, na Hackescher Markt, uma das primeiras cervejarias artesanais de Berlim. Comi um delicioso hambúrguer com salada de ervas e rúcula e uma porção de batatas frita e tomei uma pint da cerveja escura deles (Dunkel) e outra de trigo (Wheat Ale - a segunda cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda). Paguei por volta de 23 Euros com gorjeta. 18º Dia - 13 de Junho de 2018 - Berlim - Dublin Chegou o dia de ir embora, mas como meu vôo de volta para Dublin era somente após as 18 horas, eu ainda tinha tempo para visitar o último local onde podemos encontrar partes do Muro de Berlim, o Topographie des Terrors. Para as pessoas especialmente interessadas na história, a Topografia do Terror é um lugar realmente interessante, mas é necessário reservar bastante tempo para ler os textos que acompanham cada uma das fotografias que documentam e mostram os horrores praticados pelos nazistas, mostrando as gerações atuais e futuras tudo que aconteceu e não deixando assim que estes crimes e atrocidades caiam no esquecimento. A Topografia do Terror se encontra no local onde, durante o regime nazista, ficava a sede da Polícia Secreta (conhecida como Gestapo), da SS (Schutzstaffel em alemão ou “Tropa de Proteção”, uma unidade paramilitar dos nazistas que tinha um poder absurdo e que foi responsável por muitas das atrocidades cometidas durante o regime) e das demais instituições que faziam parte do aparato de terror dos nazistas. Neste dia havia ali uma exposição ao ar livre, intitulada “Berlim 1933–1945. Entre Propaganda e Terror” e se estende paralelamente ao trecho remanescente do muro de Berlim. São painéis com textos, fotos, documentos, artigos de jornal, áudios, dispostos ao longo dos restos das paredes que foram escavadas do porão do prédio da Gestapo. Passei quase a manhã inteira lá. Saindo de lá almocei um currywurst em uma barraquinha de rua e sai para comprar lembrancinhas antes de voltar para o hostel pegar o mochilão e rumar para o aeroporto. Para ir ao aeroporto, comprei o ticket de metrô para as zonas ABC, paguei 3,40 Euros e fiz o mesmo trajeto do dia anterior até a Friedrichstraße Station, de lá peguei a linha S9 em direção a S Flughafen Berlin-Schönefeld Station e desci na estação do aeroporto. A viagem demorou muito pois o trem foi muito devagar a ponto de eu começar a ficar preocupado com o tempo. Chegando no aeroporto Berlin-Schönefeld, começou a dor de cabeça, tudo foi difícil e estressante. Fui fazer o check in e a moça me atendeu com uma super falta de educação falta de vontade, ela me respondia tudo de forma muito grosseira e rude, pedia direções para onde deveria seguir e ela me ignorava totalmente. Além disso precisei despachar meu mochilão, coisa que eu não precisei fazer nas outras viagens que fui com o mochilão. Fui seguindo as placas até o local para passar pela checagem de bagagem, nessa parte passei tranquilo e fiquei aguardando divulgarem o portão de embarque na praça de alimentação logo após a zona de checagem de bagagem. O portão demorou muito tempo para ser divulgado, quando foi divulgado, já até tinha dado o horário de início de embarque, então fui correndo para o portão, só que o meu portão era muito longe de onde eu estava, andava, andava e não chegava, já estava nervoso. Cheguei em um corredor cheio de gente, parecia um hospital, era um corredor estreito com várias portas pequenas do lado direito com os números dos portões. Era tanta gente que as filas se fundiam, não sabia onde começavam e onde terminavam as filas. Todos estavam confusos, muita gente nervosa, perguntando onde era os portões corretos, um caos. Fiquei um tempo na fila errada, depois descobri que a fila para Dublin era na porta adiante. Agora na fila certa, fiquei muito tempo ainda ali esperando e ainda tinha que passar pela imigração. Entreguei meu passaporte para o fiscal que não me perguntou nada mas me segurou ali por mais de 5 minutos, não sei porque, via meu passaporte, conferia algo no computador, olhava para mim, tava quase me sentindo um terrorista. Enfim passei e fui para a salinha do embarque, super pequena e apertada. Pelo menos o embarque foi no horário, deixei meu mochilão no carrinho das malas e embarquei no avião com novas experiências vividas e muita bagagem adquirida. Cheguei em Dublin a noite e dois dias depois retornava para o Brasil, para minha casa. Top 3 Atrações: • Topographie des Terrors e Berlin War Memorial • DDR Museum • Reichstag
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  18. Olá mochileiros, Resolvi dividir minha experiência sobre minha viagem para Recife e arredores realizada em outubro de 2016, pois sempre tirei muitas dúvidas por aqui. É a primeira vez que escrevo um relato, então me perdoem por qualquer falha e fiquem a vontade para fazer qualquer pergunta que talvez eu tenha esquecido de compartilhar aqui. Dividirei em 5 partes: 1) Chegada à Recife e Praia de Boa Viagem 2) Porto de Galinhas 3) Recife Antigo e Instituto Ricardo Brennand 4) Praia de Carneiros 5) Olinda Fomos para Recife em 4 pessoas partindo de SP, com saída do vôo de Garulhos. Dessa maneira, vou incluir os gastos apenas da viagem, deixando de lado o transporte até o aeroporto e o preço do vôo, pois isso pode ter inúmeras variáveis. Mas se tem uma dica importante que posso dar embora seja bem batida, é: compre seu vôo com antecedência máxima, pois devido à incerteza quanto à minha disponibilidade de tempo, acabei pagando bem mais caro do que vejo por aí. Escolhemos a hospedagem no Airbnb e realmente tivemos muita sorte com nossa anfitriã e com a localização do apto. Como nosso objetivo não era nos limitarmos às praias e conhecermos o máximo possível no nosso tempo limitado, escolhemos Recife como base, no bairro de Boa Viagem. Embora o bairro seja tradicionalmente mais caro, é por lá que estão a maioria dos hotéis, hostels, restaurantes e uma boa estrutura de comércio, além de fácil acesso do aeroporto e linhas de ônibus para todos os pontos da cidade. Pagamos R$ 180 por pessoa para um total de 6 diárias em flat para 4 pessoas com cozinha equipada. Decidida a hospedagem, pesquisei os passeios que não poderíamos fazer por conta em diversas agências para ter uma base de preço, mas não fechei com nenhuma (todas pediam 50% de sinal) e isso foi essencial para o sucesso da viagem, como descreverei mais à frente. Não tenha medo, lá em Recife é possível negociar todos os passeios por um preço bem menor, principalmente para saídas fora da alta temporada. Vamos então ao relato: Primeiro dia: chegada em Recife e praia de Boa Viagem Nosso voo chegou em Recife às 12:30 (horário local- lembrar que PE não adere ao horário de verão), depois de um percurso de quase 3 horas. Nossa anfitriã nos buscou no aeroporto, mas para quem estiver hospedado em boa viagem há opções de táxi e ônibus (linha 26- TI Aeroporto/TI Joana Bezerra- R$2,80). Chegamos ao apartamento e fomos almoçar em uma padaria New Planet na Rua Conselheiro Aguiar por indicação da nossa anfitriã. O bufê não é tão farto, principalmente de opções regionais, mas atendeu às nossas necessidades no momento por um preço razoável. Meu almoço com refrigerante saiu R$12,75. Aproveitamos para passar em um mercado para comprar os mantimentos necessários para a viagem, o que saiu na faixa de R$25 por pessoa. No geral, os preços em Recife são bem parecidos com os que encontramos em várias regiões do Brasil, não aumentando tanto como acontece em outros locais turísticos. Aproveitamos o restante do dia para passear pela praia de Boa Viagem, a qual é bem limpa e organizada com vários quiosques, uma ciclofaixa onde há aluguel de bicicletas e que durante a maré baixa também forma piscinas naturais. Aliás, uma dica MUITO IMPORTANTE ao ir para Pernambuco: OLHEM A TÁBUA DE MARÉS. Todos os passeios às praias dependem do horário certo da maré baixa para que se formem as piscinas naturais. Se na semana escolhida esse horário for incompatível com a hora do seu passeio, você vai deixar de apreciar a verdadeira beleza dessas praias. Essa informação está disponível no site da Marinha. Em frente à praia de Boa Viagem há uma feirinha, onde além de comida, há vários guias independentes que oferecem o mesmo passeio que as agências por um menor preço. Não cheguei a ir nessa feira, pois recebi uma indicação de um guia, com o qual negociei Porto de Galinhas e Carneiros. O nome dele é Paulo Rogério, um cara muito bem humorado, contador de "causos" e essencial para não cairmos em várias pegadinhas que vimos por lá. O telefone dele é (81) 983241811. Depois da praia, voltamos ao apto para descansarmos para o dia seguinte. Curiosidade que a noite caí em Recife exatamente às 17:30, o que era bem cedo para nossos padrões haha. If I am a river, you are the ocean by Sandi V, no Flickr
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