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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 03-11-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Vista da montanha Skierfe Início: Abisko Final: Kvikkjokk Distância: 182,4km (incluindo o desvio de 12,8km de ida e volta ao Skierfe) Duração: 11 dias Maior altitude: 1184m no Skierfe Menor altitude: 330m no Refúgio Kvikkjokk Fjällstation Dificuldade: fácil para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. Os desníveis não são grandes, a maior subida tem desnível de 439m. Kungsleden significa Trilha do Rei em sueco. Esse longo e tradicional caminho tem no total 414km e é dividido pela STF em cinco setores: 1. de Abisko a Nikkaluokta 2. de Nikkaluokta a Vakkotavare 3. de Saltoluokta a Kvikkjokk 4. de Kvikkjokk a Ammarnäs 5. de Ammarnäs a Hemavan STF (Svenska Turistföreningen = Associação Sueca de Turismo) (www.swedishtouristassociation.com) é a organização sem fins lucrativos responsável pela manutenção das trilhas, passarelas, pontes e refúgios de montanha na Suécia. Foi criada em 1885! E a marcação da Kungsleden começou em 1899! Como estamos atrasados no Brasil em termos de montanhismo!!! A Kungsleden é um caminho orientado de norte a sul situado em plena Lapônia sueca, no extremo norte do país, acima do Círculo Polar Ártico. A ponta norte da Kungsleden está na cidade de Abisko, distante 1300km de Estocolmo, o que demanda uma viagem de 20 horas de trem mais ônibus (ou avião mais ônibus). A Kungsleden não está dentro dos limites de um único parque nacional, mas atravessa três parques nacionais diferentes no trecho que eu percorri (de Abisko a Kvikkjokk): Parque Nacional Abisko, Parque Nacional Stora Sjöfallet e Parque Nacional Sarek. A STF tem dois tipos de alojamento de montanha: refúgio (mountain cabin) e estação de montanha (mountain station, como Abisko, Saltoluokta e Kvikkjokk, que servem as três refeições). Há também os abrigos de emergência, que são casinhas com apenas um cômodo pequeno para se proteger da chuva mais forte ou vendaval. Lago Alesjaure Todos os refúgios da STF têm cozinha e refeitório que se pode utilizar desde que o visitante se hospede no refúgio (SEK 600 = US$ 64) ou acampe na área designada (SEK 300 = US$ 32) ou pague uma taxa de visita (day visit) (SEK 100 = US$ 10,69) ou seja membro da STF (SEK 295 = US$ 31,52 por 12 meses). Sem essas condições não se pode entrar no refúgio para descansar ou para se aquecer do frio, por exemplo. A entrada gratuita só é permitida para comprar comida no mercadinho do refúgio, se houver. A maioria dos refúgios que conheci na Kungsleden tem mercadinho com enlatados, macarrão, pão sueco (não há pão de forma ou outro tipo), queijo em bisnaga, feijão em caixinha, biscoitos, algumas bebidas, etc. Todos os refúgios que eu conheci têm anfitrião (ou vários funcionários se for maior) de 14/06 a 22/09 e o pagamento é feito diretamente a eles em dinheiro ou cartão de crédito (exceto em Pårte). Ao sul do Refúgio Singi esses preços caem para: hospedagem SEK 500 (US$ 53,43) e camping SEK 250 (US$ 26,71). Nos três setores do norte da Kungsleden (de Abisko a Kvikkjokk) é opcional levar barraca já que a distância entre os refúgios não é tão grande. Muita gente caminha apenas com uma mochila de ataque, dormindo nos refúgios, porém com um custo bastante alto. Na região central da trilha (entre Kvikkjokk e Ammarnäs) a distância entre os refúgios aumenta e a barraca passa a ser necessária. Para quem está com barraca, em toda a Suécia vale na teoria a regra do "allemansrätt" ou Direito de Acesso Público, que diz que uma pessoa tem o direito de caminhar e acampar em qualquer lugar, exceto nas imediações de uma residência, em terras cultivadas e jardins particulares. Para mais informações sobre o "allemansrätt": www.swedishepa.se/Enjoying-nature/The-Right-of-Public-Access/This-is-allowed1 Na Kunsleden o que vale na prática é o seguinte: acampar perto do refúgio da STF custa SEK 300 ou SEK 250 (US$ 32 ou US$ 26,71) e dá direito de usar a cozinha, o refeitório, o banheiro e a sauna se houver. Acampar a mais de 200m ou 300m do refúgio é gratuito e dá direito de usar apenas o banheiro. Se você quiser acampar nas imediações do refúgio mas sem pagar a taxa é sempre bom perguntar ao anfitrião onde deve fazer isso (distância mínima) para não ser cobrado depois. O uso do banheiro é livre para todos, mesmo para os que acampam de graça, o que é ambientalmente mais inteligente do que as regras restritivas de muitos dos refúgios da Noruega. O banheiro é do tipo seco, uma casinha separada, com uma bancada e o assento sobre ela. O assento e a tampa normalmente são de isopor. Costumam ter papel higiênico e alguns têm álcool para higiene das mãos. No Refúgio Kvikkjokk o banheiro é normal e interno. Lago Langas O maior problema do trekking na Suécia (assim como na Noruega) é o alto índice de chuva. Essa caminhada durou 11 dias mas na verdade eu fiquei 15 dias na trilha, os outros 4 dias parado esperando a chuva passar. Chuva que durava o dia inteiro. Mas não escapei dela, não. Caminhei muitos dias com chuva também. Dos meses de julho, agosto e setembro o guia Trekking the Kungsleden, de Mike Laing, informa que o mais chuvoso é julho e o menos chuvoso é setembro. Os refúgios costumam ter um cartaz com a previsão do tempo para o dia seguinte. Outro incômodo são os insetos no pico do verão, por isso se recomenda levar um bom repelente (lá é vendido um chamado Mygga) ou um chapéu com rede que se encontra nas lojas. No finalzinho de agosto eu já não tive esse problema. Por estar situada na Zona Polar Ártica, ou seja, ao norte do Círculo Polar Ártico, a melhor época para a Kungsleden é o verão, com temperaturas mais agradáveis (não tão frio ou um frio suportável) e ausência de neve pelo caminho. De 20/06 a 22/09 todos os refúgios estão abertos e todos os barcos a motor estão operando (essas datas mudam ligeiramente a cada ano, confira em www.swedishtouristassociation.com/our-accommodation-types/stay-stf-mountain-cabin e www.swedishtouristassociation.com/boats-in-the-mountains). Fora desse período se pode acampar ou usar a parte do refúgio que fica aberta fora de temporada, sem o anfitrião. Para cruzar os lagos fora desse período há a opção do barco a remo, mas eles só estão disponíveis quando os lagos descongelam completamente, o que acontece a partir de meados de junho. Dos cinco setores em que a Kungsleden é dividida eu optei por percorrer os três mais ao norte apenas. Por quê? Achei que não valia a pena fazer a travessia inteira e colocar quase um mês de viagem numa única trilha, que poderia se tornar monótona. Acho que acertei nisso pois nos 11 dias que caminhei considerei a trilha monótona em muitos trechos, com apenas alguns lugares se destacando pela beleza. Considero que a Kungsleden é uma trilha mais para se isolar e se afastar de tudo do que para curtir um visual incrível. Sim, há bastante gente na trilha no verão e há os refúgios muito bem equipados, mas também se pode acampar em qualquer lugar distante e permanecer longe de tudo o tempo que quiser já que não há cidades ou estradas num raio de muitos quilômetros. Para quem considerar a Kungsleden turística demais, a Lapônia tem trilhas mais aventureiras nos parques nacionais Padjelanta e Sarek, ambos muito próximos da Kungsleden. Para quem optar por fazer a Kungsleden inteira, além de separar um mês de viagem para isso, precisa se precaver com a questão da comida e levar uma barraca já que os refúgios da região central da trilha (entre Kvikkjokk e Ammarnäs) são bem mais distantes entre si e quase não há mercadinhos. E também deve estar preparado para remar um pequeno barco numa travessia de 500m num dos lagos do caminho pois mesmo no verão não há barco motorizado nesse local. No trecho inicial, a Kungsleden tem seu trajeto compartilhado com dois outros caminhos de longa distância: . Trekking Nordkalottleden: de Abisko a Sälka (59km). Essa trilha tem 800km e atravessa Noruega, Suécia e Finlândia . Caminho Peregrino Dag Hammarskjöld: de Abisko a Singi (71km). Essa trilha tem 105km e vai de Abisko a Nikkaluokta. Por conta desse caminho de peregrinação existem os Meditationsplats, lugares de meditação com frases de autoria do escritor sueco Dag Hammarskjöld (daí o nome do caminho) gravadas em pedra Não há problema de escassez de água nesse percurso de 11 dias que eu fiz e nem todos os riachos e fontes estão descritos no texto pois são muitos. Todas as distâncias informadas são dos trechos caminhados, excluídos os percursos feitos de barco.
  2. 1 ponto
    Esse é o meu relato de viagem sobre meu mochilão de 17 dias pela patagônia argentina e chilena. Não liguem pro tempo verbal, tem coisa que estou escrevendo ao vivo e tem coisa que estou escrevendo depois que aconteceu. Roteiro: 18/10 - Rio x Santiago (escala de madrugada em Santiago) 19/10 - Santiago x Punta Arenas x Puerto Natales 20/10 - Punta Arenas x Torres del Paine 21/10 - Torres del Paine 22/10 - Torres del Paine 23/10 - Torres del paine x Puerto Natales 24/10 - Puerto Natales x El Calafate 25/10 - El Calafate 26/10 - El Calafate x El Chalten 27/10 - El Chalten 28/10 - El Chalten 29/10 - El Chalten 30/10 - El Chalten x El Calafate 31/10 - El Calafate x ushuaia (avião) 01/11 - Ushuaia 02/11 - Ushuaia 03/11 - Ushuaia x Brasil A escolha do roteiro: Por que vou fazer nessa ordem, já que começar pela Argentina é mais barato? Meu motivo principal da viagem é conhecer Torres del Paine, então minha ideia foi começar por lá, já que eu chegaria com o corpo descansado pra fazer as trilhas do parque. Por que eu não vou direto para El Chalten depois de Torres, daí vou pra El Calafate de uma vez e pego o voo direto? Como calafate não tem trilhas seria o meu descanso entre as duas cidades que mais vou fazer trilhas. Então preferi colocar no meio para descansar (entre torres del Paine e El Chalten). O que eu reservei antes? Quanto paguei? Por que? 1 - Reservei os campings em maio, pq sou ansiosa e fico com medo de não conseguir depois. Reservei no cartão de crédito em única parcela (não lembro se dá pra parcelar), com a cotação pro real de 4,60 aproximadamente. Farei o circuito W, optei por 4 dias e escolhi reservar a barraca com eles. Camping Central - 25 dólares (21 dólares barraca alugada e montada) Camping Francês - 25 dólares (21dólares barraca alugada e montada) Camping Paine Grande - 11 (30 dólares barraca alugada e montada) Total aproximadamente: 611,80 reais. 2 - Paguei o mini trekking com a hielo y aventura no Brasil também: 6500 pesos argentinos, que no cartão de crédito veio por uma cotação de 4,60 e no final paguei 543,83 reais. Esse valor está incluso apenas o transfer e o mini trekking. Chegando no parque tenho que pagar minha entrada: 800 pesos argentinos. 3 - Paguei o passeio que vou fazer em ushuaia com a Piratur. Tá sentado? Total de 746,26 reais. Está incluso o transfer e pelo preço pensei que eu poderia levar um pinguim pra casa. Além do transfer tem a navegação do canal beagle e a entrada na estância. O nome do passeio é: caminhada + navegação. Os passeios 2 e 3 eu reservei com antecedência pelo motivo de eu ter pouco tempo nas cidades e roteiro apertado e eu não queria correr o risco de não ter vaga (apenas essas empresas fazem estes passeios, então não tem a opção de pesquisar preços). 4 - Ônibus que faz o trajeto Punta Arenas Aeroporto - Puerto Natales. Paguei 7400 CLP = 47 reais. Ou seja, se você não pretende ficar em Punta Arenas, faz esse caminho direto, o valor é o mesmo caso você pegasse o ônibus na rodoviária. Quanto estou levando de dinheiro? Troquei meu dinheiro duas vezes: 1 vez = 1684 reais = 400 dólares 2 vez = 1281 reais = 300 dólares O dólar estava super em alta esse ano então eu juntei o dinheiro e fiquei de olho na cotação todo dia, toda hora em desespero mode on. O site que eu uso pra acompanhar a cotação é melhorcambio.com e lá eu faço a proposta de quanto eu quero pagar no dólar. Planejamento Antes de iniciar a viagem eu fiz uma planilha com todos os gastos de hospedagens e transportes que eu achei na internet, fiz o câmbio pra dolar e decidi levar esse valor citado. Início do relato: 18/01 - A caminho Meu vôo tava marcado pra 17:10. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência, pois eu tinha que consertar meu nome no bilhete de embarque do voo que eu faria no meio do mochilão (calafate-ushuaia). Separei meu líquidos no zip lock, mas como sempre ninguém viu. Tava na tensão sem saber se conseguiria embarcar com meu bastão de caminhada e meu pau de selfie, segundo as regras é proibido, mas coloquei eles na parte de dentro da minha mochila (50l _quechua) e deu tudo certo. Como meu voo estava cheio a companhia ofereceu despachar as bagagens, eu aceitei, não tava querendo procurar vaga pra ela no avião mesmo. Comi um bolinho Ana Maria na sala de embarque e esperei meu momento. Embarquei. Tô levando comigo alguns itens de comida, dizem que no Chile é um pouco chato a imigração. Então no papelzinho de imigração que a gente ganha no avião eu declarei que estava levando coisas de origem vegetal e/ou animal. O que eu levei de comida: 1 pacotinho de chá mate 1 pacote de cappuccino em sachês 2 pacotes de amendoim grandes 12 barras de proteína com bom valor nutricional 09 snickers 04 latas de atum 02 pacote de cookies integral 12 bananadas 03 pacotes de bolo Ana Maria 02 sopas com bom valor nutricional da essential nutrition (soup lift) 03 barras de cereal 01 pacote traquinas 01 pacote de biscoito de arroz 01 pacote de Club social 01 caixa do chocolate talento versão mini 09 quadradinhos de polenguinho 05 geleinhas estilo cesta de café da manhã 02 pacotinhos equilibri, estilo torradinhas Rolou tudo bem. Passei na parte de itens a declarar, a moça perguntou o que eu levava, eu contei, ela mandou passar no raio x e me liberou. Simples assim. Troquei 150 dólares no aeroporto de Santiago, pq tô com medo da cotação na patagônia ser pior. 150 dólares = 101.574 CLP Gastos do dia (a partir do momento que entrei no aeroporto): "Janta" de Mc donalds: 5640 CLP Dica: Sempre comprar voo com uma conexão grande, pra dar tempo de se alimentar, trocar dinheiro, fazer tudo sem pressa. Meu voo aterrissou as 21:50 e terminei de fazer tudo as 23:40. Agora estou aguardando o próximo voo no aeroporto.
  3. 1 ponto
    eu estarei ainda no congresso... por isso só vou a partir de 17/11
  4. 1 ponto
  5. 1 ponto
    Entendi. Se eu animar ir durante a semana, te aviso! Chega quando em Recife?
  6. 1 ponto
    já sim, porque eu vou de Recife...vou sair de um congresso e ir pra lá...estiquei pra aproveitar um pouco Porto
  7. 1 ponto
    10° Dia (parte 1) - Subida ao Campo Alto Neste dia tivemos a manhã livre para arrumar as mochilas com tudo que seria preciso para o ataque ao pico. Como eu já tinha decidido que não faria a escalada, simplesmente esvaziei minha mochila o máximo que pude, deixando somente o saco de dormir e algumas coisas de higiene pessoal. O restante da bagagem deixei guardado no campo base mesmo, para pegar no dia seguinte quando eu descesse. Como fiquei pronta muito antes dos outros e ainda faltava muito para o almoço, fiquei tentando ajudar o pessoal a organizar suas mochilas. Muitos tinham dificuldade para tentar acomodar todos os equipamentos. As botas de alpinismo são grandes e rígidas, então é muito difícil conseguir encaixá-las. Quase todo mundo optou por prendê-las por fora da cargueira. A minha mochila era uma Curtlo Mountaineer de 55L, expansível por mais 10L (65L máximo). Somente o saco de dormir (Deuter Orbit -5) já ocupa grande parte dela, pois ele é volumoso. Eu teria passado muita dificuldade para tentar encaixar todo o equipamento extra dentro dela (jaqueta extra, fleece extra, luvas de alpinismo, grampones...). Já não me recordo o que tivemos de almoço, mas nesta parte de alta montanha as refeições começaram a ser bem mais simples. Provavelmente a refeição deve ter sido um prato cheio de arroz branco e um pedaço de frango frito. Começada a subida, estranhamos a falta de um dos guias. O combinado seria que meu namorado e eu seríamos guiados pelo Edwin e o espanhol e o francês pelo Luis. Porém o Edwin nos informou que o Luis tinha tido um problema familiar e precisou voltar a La Paz, então subiríamos os 4 juntos e o Luis subiria depois, a tempo de guiá-los na escalada. Logo de início já percebemos um problema: o francês e o espanhol estavam se sentindo muito bem fisicamente, queriam caminhar rápido. Eu mal conseguia tomar ar para caminhar por 5 minutos, meu namorado também não. Essa diferença de condicionamento foi se acentuando ao longo do caminho. O francês estava tranquilo com nossa demora, parava para tirar selfies e gravar mil vídeos, estava animado com a experiência de alta montanha e vivia repetindo "I am living an adventure!" 🤣. Já o espanhol se mostrava impaciente, a ponto de perguntar ao Edwin se ele poderia ir na frente sozinho para não precisar acompanhar nosso rítmo lento (ele não permitiu). A subida ao Campo Alto foi de longe a caminhada mais difícil que já fiz. A título de comparação, eu já tinha feito muitos trekkings com subidas exigentes (Pico da Bandeira, Pedra da Gávea no RJ, Torres del Paine no Chile, além do próprio Pico Áustria no Condoriri) e me saído bem. Nada se comparou à dificuldade que senti na subida deste dia, a altitude estava me causando um cansaço absurdo. Comecei a pensar que se eu estivesse carregando todo o peso dos equipamentos na mochila, talvez nem tivesse conseguido subir. Foto: Mochila dos que subiram com equipamentos Avistamos o primeiro abrigo e bateu a felicidade de finalmente ter chegado. Aí descobrimos que aquele não era o abrigo da nossa agência e que precisava continuar subindo por mais uns 10 minutos. Que tortura! Levamos mais de 3h para terminar a subida, com o Edwin avisando em voz alta que estávamos em ritmo muito lento e mais de meia hora atrasados em relação ao tempo normal que as pessoas levam para subir 😑 Foto: Campo Alto - Abrigo da Hiking Bolivia
  8. 1 ponto
    Pessoal que for pro Azerbaijão, acho que compensa fazer um tour que contempla vários lugares que são próximos a Baku mas disntantes entre si. Fechei o meu no próprio hostel, o tour passa pelos seguintes locais: vulcões de lama, um lugar que me fugiu o nome agora, patrimônio da unesco, onde tem pintura rupestre de mais de 10 mil anos; passa pelo templo de fogo, da religião zoroastra e por último passa pelo yanar dag, um local que está pegando fogo há anos devido a saída de gás natural no local. nesse passeio também está incluído um almoço num buffer de comida azeri Interessante que o Azerbaijão é um dos países muçulmanos mais lights, pode-se beber, festa e até prostituição, por conta disso o local é cheio de árabes que vão la passar alguns dias aproveitando as coisas mais carnais haha No hostel que fiquei também oferecia, e imagino que outras agências também, varias day trips para alguns lugares mais distantes, acabei não fazendo nenhum por falta de tempo, mas me chamou a atenção Sobre a geórgia, acho imperdível o passeio que vai até Kazbegi/Stepantsminda. Lá está a Igreja da Trindadede de gergeti, que fica num alto de uma montanha com o monte Kazbegi atrás, é sensacional
  9. 1 ponto
    Passarelas de madeira por todo o caminho 11º DIA - 11/09/19 - de Pårte a Kvikkjokk Distância: 15,6km Maior altitude: 586m Menor altitude: 330m no Refúgio Kvikkjokk Fjällstation Resumo: esse dia foi em sua maior parte nivelado na faixa dos 500m a 580m de altitude. O único desnível significativo foi uma descida de 187m no final do dia. A barraca amanheceu molhada da chuva da noite, mas felizmente saiu um solzinho tímido para ajudar a secá-la. Voltei ao refúgio para tirar algumas fotos do Lago Sjabatjakjaure, conversei um pouco mais com a anfitriã (faltam 12 dias para todos eles voltarem para casa) e pus o pé na trilha às 9h43. O caminho será o dia todo pela mata de bétulas e pinheiros, com pouca visão da paisagem ao redor. Mas as bétulas cada vez mais amarelas e as plantas rasteiras avermelhadas darão o colorido desse dia. Às 10h36 atravessei um rio mais largo por uma ponte de madeira. Às 11h07 cruzei um portão de ferro numa cerca e 4 minutos depois uma porteira de ripas, onde conversei com um casal francês que parou para um lanche. Às 11h27 me deparei com o enorme Lago Stuor Dahta - a trilha vai para a esquerda e o margeia. Esse trecho é bem ruim de caminhar porque tem muitas pedras e estavam escorregadias pelos chuviscos ocasionais. Às 13h08 fui à esquerda numa bifurcação em que os dois lados levam a Kvikkjokk, mas o da direita é o caminho de inverno. Às 13h17 atravessei uma ponte grande de madeira e a trilha quebra para a direita. Volta e meia vinha uma chuva fraca e era preciso vestir a jaqueta impermeável, depois esquentava e tinha de parar de novo para tirá-la. Às 14h47 surgiu uma bifurcação sem placas, mas segui pela direita pois o caminho da esquerda pareceu ser o de inverno. O avanço se tornou mais rápido quando as passarelas de madeira ficaram mais longas. Às 15h23 a trilha teve fim numa estradinha de cascalho onde segui para a esquerda. Com mais 420m cheguei a um grande estacionamento à esquerda e mais 180m ao Refúgio Kvikkjokk Fjällstation, às 15h34. Esse refúgio, assim como o Abisko Turiststation e o Saltoluokta, é uma estação de montanha com todo o conforto. Há um restaurante que serve as três refeições e ainda sanduíches, bolos e cafés. Há sauna e um mercadinho bastante variado. Pode-se utilizar uma cozinha reservada aos hóspedes. E para minha surpresa podia acampar em qualquer lugar sem pagar a taxa, usando os banheiros de dentro do refúgio pois não há banheiro fora. Me indicaram uma grande área de acampamento a 100m do refúgio, mas o terreno não era plano e ventava muito ali. Preferi voltar um pouco pela estradinha por onde cheguei e armar a barraca numa das muitas clareiras que havia. Mas antes usei o wifi do refúgio (SEK 50 = US$ 5,34 ilimitado) para comprar a passagem de ônibus+trem de volta a Estocolmo (o próximo wifi só iria encontrar na rodoviária de Jokkmokk, mas queria comprar a passagem com antecedência de pelo menos um dia). O ônibus para Jokkmokk só sairia às 5h20 do dia seguinte, então passei o resto do dia explorando os arredores. O Rio Kamajokk passa atrás do refúgio e forma cachoeiras e corredeiras muito bonitas. Altitude de 330m no Refúgio Kvikkjokk Fjällstation. Temperatura mínima durante a noite fora da barraca: 12ºC Cachoeiras e corredeiras no Rio Kamajokk 12/09/19 - de Kvikkjokk a Jokkmokk e Estocolmo Tive de acordar de madrugada para pegar o ônibus e estava chovendo. Arrumei a mochila dentro da barraca e já estava pronto para desmontá-la na chuva quando de repente parou. Embrulhei bem o sobreteto da barraca pois estava ensopado. Desci até a igreja do vilarejo, ponto final do ônibus, a 300m do refúgio, e lá reencontrei o casal de Luxemburgo. Quando comprei a passagem de trem para Estocolmo (www.sj.se/en/home.html) não consegui incluir esse primeiro ônibus, apenas o segundo (não sei por quê), então paguei esse ônibus avulso (SEK 197 = US$ 21). Tive de pagar com cartão de crédito, o motorista não aceitou dinheiro. Curioso é que não precisei digitar a senha do cartão, ele disse que até SEK 200 não há necessidade da senha. Cheguei a Jokkmokk às 7h50 e tinha ainda que esperar até 15h10 para tomar outro ônibus para Älvsbyn. Usei o wifi da rodoviária para dar sinal de vida e quando a chuva parou saí para conhecer a cidade e comprar comida no supermercado (há dois mercados grandes). Às 15h10 tomei o segundo ônibus e desembarquei em Älvsbyn às 17h15. Esperei até 18h14 para pegar o trem para Estocolmo, chegando às 7h15 do dia seguinte à capital sueca. Informações adicionais: . para saber os preços de hospedagem e refeições nos refúgios da STF consulte os valores atualizados em www.swedishtouristassociation.com/our-accommodation-types/stay-stf-mountain-cabin e www.swedishtouristassociation.com/our-accommodation-types/stay-stf-mountain-station . segundo o site www.swedishtouristassociation.com todos os refúgios por que eu passei nessa caminhada aceitam pagamento com cartão de crédito e débito, exceto Pårte . mapa da Kungsleden com as trilhas e refúgios: www.swedishtouristassociation.com/app/uploads/sites/2/2016/06/kungsleden-stor.jpg . barco de Teusajaure à margem sul do lago: de 20/06 a 1/9 - 7h, 9h, 16h e 18h de 2/9 a 22/9 - 9h e 16h Preço: SEK 100 (US$ 10,69) para membros e SEK 150 (US$ 16) para não-membros da STF . barco de Kebnats a Saltoluokta: de 14/06 a 30/06 - 10h20 e 16h05 de 01/07 a 01/09 - 10h20, 11h20 e 16h05 de 02/09 a 22/09 - 11h20 e 15h35 Preço: SEK 140 (US$ 14,96) para membros e SEK 200 (US$ 21,37) para não-membros da STF . barco de Sitojaure a Svine: 9h e 17h Preço: SEK 400 (US$ 42,74) . barco de Aktse a Laitaure: de 20/06 a 22/09 - 9h e 17h Preço: SEK 200 (US$ 21,37) . para informações atualizadas sobre horários de barcos consulte www.swedishtouristassociation.com/boats-in-the-mountains . para se tornar membro da STF: www.swedishtouristassociation.com/join-stf . quase todas as travessias de barco podem ser feitas com barco a remo também, o próprio trilheiro remando, mas nesse caso pelo menos um barco precisa ficar ancorado em cada lado do lago. Isso significa que se você tiver o azar de encontrar apenas um barco a remo ancorado, terá de cruzar o lago três vezes para rebocar outro barco para o lado onde iniciou a travessia. . ônibus Vakkotavare-Kebnats-Gällivare: 14/06 a 01/09 - 14h35 01/07 a 22/09 - 9h50 ou seja, somente de 01/07 a 01/09 há dois horários por dia Preço: SEK 95 (US$ 10,15) de Vakkotavare a Kebnats . ônibus de Kvikkjokk a Jokkmokk: seg a sex - 5h20 sáb, dom e feriados - 14h (de 19/08 a 22/09) Preço: SEK 197 (US$ 21), só com cartão . trens na Suécia: www.sj.se/en/home.html . nesse percurso há supermercado apenas em Abisko, distante 2,4km do início da trilha. A maioria dos refúgios tem mercadinho básico com preços de no mínimo o dobro do que nas cidades (justificado pela dificuldade do transporte). Os refúgios Abisko, Saltoluokta e Kvikkjokk servem refeições (café da manhã, almoço e jantar). Rafael Santiago agosto-setembro/2019 https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
  10. 1 ponto
    Delta formado pelo Rio Alesätno (ou Aliseatnu) 3º DIA - 01/09/19 - de Alesjaure ao Passo Tjäktja Distância: 16,5km Maior altitude: 1140m no Passo Tjäktja Menor altitude: 779m na ponte suspensa sobre o Rio Alesätno Resumo: esse dia foi uma subida quase constante e sem dificuldade do Refúgio Alesjaure ao Passo Tjäktja, num desnível positivo de 361m Os dias 30 e 31/08 foram de muita chuva. Esperei o tempo melhorar para dar continuidade à travessia. Na noite do dia 31 coloquei a cabeça para fora da barraca às 2h e vi fachos de luz branca no céu que apareciam e sumiam lentamente, mas durou pouco tempo. Isso foi o máximo que vi da aurora boreal, que quando fica mais intensa adquire várias cores. O dia 01/09 amanheceu bonito. Ainda bem, pois não dava mais para ficar parado ali. Porém à tarde a coisa ia mudar radicalmente... Como fiquei dois dias além do previsto meu estoque de comida baixou. Não tinha certeza quanto ao abastecimento dos mercadinhos à frente então tratei de fazer uma comprinha no refúgio antes de voltar à trilha. Experimentei o queijo com carne de rena (em bisnaga) e gostei. Deixei o acampamento às 10h52. Do refúgio se tem uma visão privilegiada para o Lago Alesjaure ao norte (de onde vim) e para o delta formado pelo Rio Alesätno (ou Aliseatnu) ao sul (para onde vou). Desci do refúgio no rumo sul, cruzei a ponte suspensa sobre o Rio Alesätno e o segui pela margem direita verdadeira. Grande parte do trajeto é sobre passarelas de madeira e o vento lateral era tão forte que queria me derrubar delas. Às 12h08 cruzei um riacho mais largo pelas pedras e 13 minutos depois cheguei a outro Meditationsplats. Um simpático casal sueco já bem idoso ao me ver fotografando a pedra arredondada com as inscrições fez questão de traduzir para mim o que estava escrito. A frase era realmente para parar e meditar: "mas do além, algo preenche meu ser com a possibilidade de sua origem". Em seguida cruzei uma ponte suspensa e a água do rio era cinza turva de degelo dos nevados ao sul. Às 14h10, para cruzar um outro rio largo, tive de desviar vários metros para a esquerda. Subi mais e avistei o Refúgio Tjäktja (se pronuncia chékcha) à direita, após um rio. Seu acesso principal é por uma ponte suspensa mais à frente mas eu tomei um atalho na sua direção, tendo de cruzar o rio pelas pedras. Cheguei a ele às 15h05. Esse é um refúgio bem menor que os anteriores e com isso a recepção do anfitrião foi mais hospitaleira. Pudemos conversar um pouco e me abriguei do vento forte e gelado atrás da casa para tomar um lanche. Numa mesa entre as casas do refúgio havia uma jarra grande com suco de lingonberry para dar as boas-vindas. Gostei do sistema de lavagem das mãos com economia de água: você despeja um pouco da água do balde num copo fixo com um furo no fundo e lava as mãos no jato que sai. Meditationsplats e a pedra redonda com as inscrições O vento estava bem forte mas algumas pessoas estavam conseguindo montar suas barracas, que tinham que ser bastante resistentes e bem ancoradas. Ainda faltavam 12km para o Refúgio Sälka (se pronuncia sélka) e eu continuei às 16h08, saindo pelo acesso principal, pela ponte suspensa. Encontrei o casal idoso do Meditationsplats e eles me alertaram para a chuva que viria à noite. Iam pernoitar naquele refúgio. Retomei a trilha principal para a direita e fui em direção ao Passo Tjäktja, a 3,4km dali. Porém a chuva da noite chegou bem antes do previsto. Era chuva com vento forte bem na minha cara. E o terreno foi se tornando cada vez mais pedregoso e ruim de andar, mas com passarela de madeira nos trechos piores. A subida final ao passo é uma ladeirinha simples. Resolvi parar no abrigo de emergência que há ali às 17h17 para esperar a ventania passar ou ao menos ficar mais fraca. E a pequena casinha estava lotada de gente esperando pelo mesmo. Ali do alto a visão para o sul não era nada animadora, tudo cinzento e escuro. A chuva às vezes dava uma trégua mas o vento não. Seria muito difícil montar uma barraca sozinho naquelas condições. E fomos ficando todos ali. A temperatura caiu bastante mas o aquecedor parecia estar com a saída entupida e toda a fumaça voltava para dentro do abrigo. Teve que ser apagado. Por fim resolvemos passar a noite no abrigo, eu, uma alemã caminhando sozinha e quatro belgas. Jantamos e nos ajeitamos como pudemos, alguns nos bancos, outros no chão. O banheiro ao lado foi o mais sujo (talvez o único realmente sujo) que encontrei nessa caminhada. Banheiros de abrigo de emergência são os únicos que não têm papel disponível, todos os outros costumam ter. Esse abrigo de emergência se chama Tjäktjapasset e no livro de registro vi a assinatura recente de dois brasileiros: um mineiro de BH e uma baiana de Salvador. Assim como essa alemã, vi muitas outras mulheres fazendo a Kungsleden sozinhas, algo raro mesmo para a Escandinávia. Altitude de 1140m. Refúgio Sälka e vale do Rio Tjäktjajåkka 4º DIA - 02/09/19 - do Passo Tjäktja a Singi Distância: 20,6km Maior altitude: 1140m no Passo Tjäktja Menor altitude: 710m no Refúgio Singi Resumo: esse dia foi uma descida constante do Passo Tjäktja ao Refúgio Singi acompanhando o Rio Tjäktjajåkka, num desnível de 430m Fui o último a sair do abrigo de emergência, às 8h35, e nem sinal da ventania da tarde anterior. Nesse dia a trilha toma o rumo sul quase sem variações. A descida do passo para o sul é mais empinada do que foi a subida pelo lado norte. Logo avisto o largo vale por onde caminharia todo o dia, com o Rio Tjäktjajåkka serpenteando e a trilha bem marcada em sua margem esquerda (na verdade vou acompanhar esse rio até ele desaguar no Lago Padje Kaitumjaure no dia seguinte). No meio da descida um Meditationsplats, mas parar ali para contemplar ou meditar seria pedir para virar picolé pois o frio estava pegando. Às 9h20 cruzei pelas pedras o primeiro riacho do dia. Cheguei ao Refúgio Sälka às 11h31 e só o avistei quando estava bem próximo pois fica escondido pelos morrotes. Parei para comer mas o vento frio estava incomodando. O refúgio tem mercadinho e sauna. O mercadinho tinha mais variedade de comida do que o de Alesjaure e até itens de higiene pessoal. Comprei mais pão sueco por precaução (esse é o único tipo de pão vendido nos refúgios). O abastecimento durante a temporada de verão é feito por helicóptero... só em país rico mesmo! Mas o abastecimento mais completo é feito no inverno com snowmobiles. Perguntei sobre acampamento ao anfitrião e ele disse que se pode acampar de graça depois da ponte seguinte (que fica a mais de 200m de distância). Dei continuidade à caminhada às 12h50 e tinha 12km até o Refúgio Singi, segundo a placa. Cruzei a ponte. Saí com blusa e corta-vento por causa do vento frio mas logo saiu o sol e tive de tirar o corta-vento. É assim, um tira-e-põe de roupa o tempo todo. Continuo para o sul pela margem esquerda do Rio Tjäktjajåkka e surgem bonitos lagos em ambos os lados da trilha. Às 13h28 avisto à direita o Pico Sälka e sua geleira. Às 13h49 cruzei uma ponte suspensa e 4 minutos depois atravessei outra, essa uma das mais longas. Cruzei um portão numa cerca (!?) e 200m depois passei por um Meditationsplats. Às 14h12 placas apontam para a direita os refúgios Hukejaurestugan (17km) e Gautelishytta (31km, já na Noruega) - esse é o ponto onde a trilha Nordkalottleden se separa da Kungsleden. Nordkalottleden é um trekking de 800km entre Noruega, Suécia e Finlândia. De Abisko a Sälka os dois trekkings compartilham o mesmo caminho. Vale do Rio Tjäktjajåkka Mais à frente, avistei finalmente as primeiras renas dessa caminhada. Eram duas e cruzaram a trilha subindo a colina. Elas são muito ariscas e quando se sentem ameaçadas fogem para as partes mais altas. Às 14h46 pude ver à esquerda algumas montanhas com neve. As nuvens não deixavam visualizar seus topos, mas uma delas era o cume norte do Kebnekaise, montanha mais alta da Suécia (a segunda mais alta é o cume sul). Às 15h06 cruzei outra ponte suspensa e 10 minutos depois parei para lanchar no abrigo de emergência Kuoperjåkka (Kebnekåtan), igual ao abrigo em que passei a noite, com banheiro ao lado. Às 16h35 uma bifurcação importante: à esquerda se vai ao Kebnekaise Fjällstation, refúgio que é base para a subida do Kebnekaise. Como essa subida não estava nos meus planos para essa travessia, segui para a direita. Às 16h58 avistei do alto um vilarejo sami (sem ninguém) e logo depois as casas do Refúgio Singi mais à esquerda, aonde cheguei às 17h36. Ali tive a recepção mais calorosa de toda a caminhada. Os anfitrões eram um sueco muito simpático e atencioso, Jörgen, e sua esposa chilena, Sybil, extremamente simpática também. Fui recebido com o tradicional suco de lingonberry e depois me deram um pedaço de pão amassado (típico chileno) que estava saindo do forno. Esse refúgio não tem mercadinho nem sauna. Tem duas casas com quartos, cozinha e refeitório em cada uma. A água é coletada no riozinho que passa no meio delas. Tive de novo de procurar um lugar abrigado do vento para a barraca e a montei atrás de uma pedra grande. A temperatura medida pelo meu termômetro no final da tarde estava 8ºC mas o vento fazia a sensação térmica ser muito abaixo disso. Aproveitei para saborear o pão quentinho que ganhei de presente. Nesse dia também havia muitas pedras na trilha mas com passarela de madeira onde era só campo de pedras. Em Singi o Caminho Peregrino Dag Hammarskjöld se separa da Kungsleden, tomando o rumo leste. Esse caminho tem 105km e vai de Abisko a Nikkaluokta. De Abisko a Singi as duas trilhas coincidem. Altitude de 717m no Refúgio Singi. Temperatura mínima durante a noite fora da barraca: 0ºC
  11. 1 ponto
    Rio Abiskojokk (ou Abiskojåkka) 1º DIA - 28/08/19 - de Abisko ao Lago Abiskojaure Distância: 9,6km Maior altitude: 510m no Lago Abiskojaure Menor altitude: 373m no início da trilha Resumo: nesse primeiro dia de caminhada subi o vale do Rio Abiskojokk num desnível positivo (imperceptível) de 137m até o Lago Abiskojaure. Caminhei dentro da área do Parque Nacional Abisko. No dia 27/08 deixei Estocolmo em direção à pequena cidade de Abisko, ao norte do Círculo Polar Ártico, em plena Lapônia sueca. São no total 20 horas de viagem por terra, numa combinação de trem mais ônibus (passagens em www.sj.se/en/home.html). Também é possível ir de avião a Kiruna e depois tomar um ônibus a Abisko. Tomei o trem das 20h em Estocolmo. Vagão de segunda classe, de poltronas. Os vagões de primeira classe têm camas em forma de beliche retrátil. Desembarquei em Boden no dia seguinte (28/08) às 10h23 e tomei um trem bem menor até a cidade de Gällivare, onde peguei um ônibus para Abisko às 13h10. Todos esses trechos estavam incluídos numa única passagem, bastando mostrar o bilhete ao fiscal do trem ou motorista do ônibus. O ônibus fez uma parada na cidade de Kiruna e às 16h25 desembarquei em Abisko Turiststation, num ponto na beira da estrada E10. A cidade propriamente dita havia ficado 2,4km para trás, mas me interessava mesmo descer junto ao Refúgio Abisko Turiststation, onde inicia a Kungsleden. Conheci o centro de visitantes do Parque Nacional Abisko, lanchei nas mesinhas em frente ao refúgio e voltei à margem da estrada, ao portal novo da Kungsleden. Às 17h06 dei início à longa travessia de 182,4km entrando num corredor de madeira com plaquinhas dando as distâncias até cada um dos refúgios da travessia toda. São 443km dali até Hemavan, o último deles (413,9km segundo o guia Trekking the Kungsleden, de Mike Laing). Altitude de 383m ali. Cerca de 160m depois há um museu (Museu de Defesa da Fronteira) e uma tenda cônica típica do povo dessa região, meu primeiro contato com a cultura sami (ou lapões, como costumamos chamar). Uns 50m depois, numa bifurcação, desviei alguns metros à direita para ver o cânion formado pelo Rio Abiskojokk. A placa informa que são 14km dali ao Refúgio Abiskojaure (jaure = lago, em idioma sami). Seguindo à esquerda na bifurcação passei pelo túnel embaixo da rodovia, em seguida sob dois viadutos, já tomando o rumo sul. Fui à direita numa bifurcação com placa que aponta "Viste/Sami Camp 500m" à esquerda. Passo a seguir o Rio Abiskojokk (ou Abiskojåkka) pela margem direita verdadeira e logo aparecem as famosas passarelas de madeira que serão constantes ao longo de toda essa travessia. Elas servem mais ao propósito de preservação do solo e seu ecossistema do que propriamente ao conforto dos trilheiros... mas não deixa de ser um grande conforto! Casa tradicional do povo sami Às 17h28 cheguei a uma trilha mais larga e com mais sinalização, mostrando que é o caminho principal. Como comecei a trilha no corredor com as plaquinhas não passei pelo portal mais conhecido da Kungsleden. Se você quiser tirar a clássica foto iniciando a Kungsleden no portal mais antigo, em lugar de entrar no corredor com as plaquinhas cruze a rodovia, passe pelo túnel sob a linha férrea, vire à direita e depois à esquerda, onde fica o portal. Tomei a trilha principal para a direita. A sinalização são pinturas vermelhas nas pedras e árvores (para o verão) e postes com um grande X vermelho no alto (para o inverno, quando a neve cobre tudo). Nesse trecho inicial, a trilha, bem larga, cruza uma mata de bétulas já amarelando com o final do verão. Às 17h55 cheguei ao primeiro Meditationsplats, que costumam ser lugares com uma vista privilegiada para contemplação. Têm sempre uma grande pedra arredondada com frases gravadas em sueco e num idioma sami (há mais de dez idiomas sami). As frases são do escritor sueco Dag Hammarskjöld. Esse Meditationsplats está numa bifurcação em que fui em frente (direita), descendo. Cruzei o primeiro riacho da caminhada com bonita vista para as montanhas à esquerda (leste) e fui à esquerda na bifurcação. Logo apareceu uma clareira de acampamento mas ainda era muito cedo para parar. Fui à direita nas duas bifurcações sinalizadas e cruzei a primeira ponte suspensa da travessia às 18h32. Em 2 minutos cheguei ao acampamento Nissonjokk, com banheiros (até com papel). Um painel avisa que por ser área do Parque Nacional Abisko só é permitido acampar ali ou no Refúgio Abiskojaure. Continuando, às 19h03 atravessei outra ponte suspensa. Ao final dela uma bifurcação sem placa - fui à direita seguindo as passarelas de madeira. Entroncou uma trilha larga vindo da esquerda e em seguida fui à direita na bifurcação. Às 19h49 passei por um banheiro isolado à esquerda da trilha. Fico admirado com esses recursos e essa preocupação ambiental, os suecos conseguem superar até os noruegueses nisso. Às 20h04 a trilha dá uma quebrada para a esquerda. Dois minutos depois avistei algumas casas fechadas à direita já às margens do Lago Abiskojaure, ao lado do qual passo a caminhar. Resolvi parar para acampar por ali pois o Refúgio Abiskojaure ainda estava 4km distante e o sol já havia se posto, porém estava ventando muito e eu tinha pouca água. Caminhei até o próximo riacho e voltei até as casas fechadas para acampar num lugar abrigado do vento forte. O sol se põe por volta de 19h30 nessa época, mas a noite cai lentamente. Fiquei das 23h à meia-noite do lado de fora da barraca para tentar ver algum sinal da aurora boreal, mas nada! O céu estava um pouco claro. Parece que a melhor época é do final de setembro até março, mas algumas pessoas ao longo da travessia disseram ter visto. Altitude de 498m. Temperatura mínima durante a noite fora da barraca: 8,9ºC Lago Alesjaure 2º DIA - 29/08/19 - do Lago Abiskojaure a Alesjaure Distância: 24,5km Maior altitude: 827m Menor altitude: 491m no Refúgio Abiskojaure Resumo: nesse dia saí do vale do Rio Abiskojokk (e do Parque Nacional Abisko) e subi a um grande platô com diversos lagos. Desnível de 317m nessa subida. Caminhei até a extremidade sul desse conjunto de lagos, onde está o Refúgio Alesjaure. Comecei a caminhar às 9h13 e percorri toda a margem sudeste do Lago Abiskojaure até avistar o Refúgio Abiskojaure do outro lado. Ele está cerca de 300m fora da trilha principal mas fui conhecê-lo mesmo assim. Ao final do lago tomei a direita na bifurcação, cruzei a ponte suspensa e cheguei ao refúgio às 10h32. Altitude de 491m. Conversei um pouco com o anfitrião, que me disse que havia ali sauna e mercadinho, mas que o estoque de comida estava baixo. O uso do banheiro é gratuito, como em todos os refúgios, e tinha papel. Saí de lá às 11h e retornei à trilha principal cruzando de volta a ponte suspensa. Depois dela o caminho gera um pouco de dúvida. Há um caminho largo em forma de passarela de madeira para a direita (oeste) mas não é por aí. Deve-se tomar uma trilha mais estreita em frente (sul) para retomar a principal. São 20km até Alesjaure, segundo a placa. A trilha sobe suavemente e às 11h44 alcancei uma placa de "bem-vindo ao Parque Nacional Abisko" virada para o outro lado, sinalizando que eu estava saindo dos limites do parque. Dali em diante o acampamento é permitido em qualquer lugar. Subi mais um pouco e cruzei às 11h57 uma ponte suspensa sobre o Rio Siellajohka (alguns metros antes há um outro banheiro isolado e uma área de acampamento). Subirei agora pelo vale desse rio. O dia estava cinzento, com céu encoberto, e logo após essa ponte começou a chover. Tive de parar para vestir a roupa impermeável e pôr capa na mochila, mas em seguida começou uma longa subida que me fez sentir calor com aquela roupa. A chuva passou logo. Foi só o trabalho de vestir a roupa para em seguida tirar de novo. E isso se repetiu durante os onze dias de caminhada: chuvisco, veste a roupa de chuva, para de chover, esquenta, tira a roupa de chuva. A subida foi mesmo bem longa. O largo vale do Rio Kamajokk (ou Kamajåkka), com árvores, fica para trás e subo pelo vale do Rio Siellajohka agora. Quando a subida pareceu ter fim passei por outro Meditationsplats, parecido com o anterior, com a pedra arredondada com as inscrições. Mas ainda havia muito para subir, agora pela encosta da margem esquerda (verdadeira) de um outro rio, afluente do Siellajohka. As últimas árvores ficam para trás. A subida só teve fim às 13h46, num grande platô com um lago à esquerda e montanhas ao fundo (808m). À direita avisto a distância um acampamento sami, mas não parecia haver ninguém. Cruzo uma cerca por uma escada de madeira às 14h30 e 190m à frente passo por um ponto de água. Depois disso tive sorte: o tempo começou a melhorar e surgiu um bonito céu azul que os enormes lagos à minha esquerda refletiam. A paisagem mais bonita da travessia até aquele momento. Refúgio Alesjaure Às 16h55 alcancei a margem do Lago Alesjaure e ali há uma cabana e um pequeno píer onde para um barco que leva até o Refúgio Alesjaure em quatro horários por dia no verão por SEK 350 (US$ 37,40) por pessoa. O refúgio fica na outra extremidade do lago. É possível chamar o barco para uma viagem extra usando o walkie talkie disponível dentro de uma caixa (sim, ninguém rouba o aparelho). Mas não há necessidade nenhuma de tomar esse barco pois a trilha é tranquila até lá. O caminho continua pela margem oeste do Lago Alesjaure e às 17h54 avisto na margem oposta um povoado sami. O refúgio já está próximo. Às 18h08 cruzo um rio mais largo pelas pedras e 12 minutos depois avisto o refúgio no final do lago. Já começam a aparecer as barracas montadas ao longo da trilha e eu procuro um lugar plano e abrigado do vento forte para armar a minha, sempre numa distância tal que não precise pagar a taxa de acampamento. Encontrei um bom lugar 350m antes do refúgio e tratei logo de me instalar ali antes que outro o fizesse, às 18h41. Havia um riacho bem perto. Depois fui conhecer o refúgio, que tem sauna, mercadinho e três casas para hospedagem, cada uma com sua cozinha e refeitório. Não há luz e água encanada. À noite acendem velas. A água para cozinhar e lavar a louça normalmente deve ser coletada com baldes no rio, mas como esse refúgio fica num lugar alto, longe das fontes de água, há contêineres de água disponíveis. O anfitrião me disse que eu deveria ficar a pelo menos 300m do refúgio para não pagar a taxa de acampamento. A taxa para acampar ao lado dos refúgios é muito cara, SEK 300 (US$ 32), e o único recurso do refúgio que eu fazia questão de usar era o banheiro para não contaminar o ambiente. Os outros recursos como cozinha, refeitório e sala de estar para mim eram completamente dispensáveis. A disponibilidade de comida nos mercadinhos dos refúgios também foi fundamental para a realização dessa travessia. Altitude de 807m no Refúgio Alesjaure. Temperatura mínima durante a noite fora da barraca: 4,3ºC
  12. 1 ponto
    Boa tarde galera, é a primeira vez que estou neste site e gostaria de compartilha minha próxima viagem e saber se alguém já fez esse roteiro. Dia 21/02/2020 sairei de São Paulo rumo ao Oiapoque. Sempre tive esse sonho de conhecer do Oiapoque ao Chuí. O Chuí já tive a oportunidade de conhecer e agora irei ao Oiapoque, vou expor meu trajeto e se alguém tiver uma ideia melhor, ficarei muito agradecido. Viagem ao Oiapoque - 21/02/2020 21/02(sexta-feira)- São Paulo/SP ———- Aparecida de Goiânia/GO - 915 km 22/02(sábado)- Aparecida de Goiânia/GO ——Gurupi/TO - 630 km 23/02(domingo)- Gurupi/TO ———— Imperatriz/MA - 780 km 24/02(segunda-feira) - Imperatriz/MA ————- Belém/ PA - 600 km 25/02(terça-feira) - Belém/ PA 26/02(quarta-feira) - Belém/PA ———— Macapá/ AP - Balsa 28/02(sexta-feira) - Macapá/AP ————— Oiapoque/AP - 600 km 02/03(segunda-feira) - Oiapoque/AP ————— Macapá/AP - 600 km 03/03(terça-feira) - Macapá/AP 04/03(quarta-feira) - Macapá/AP ——- Belem/PA - Balsa 06/03(sexta-feira) - Belem/PA ———— São Luiz/MA - 600 km 08/03(domingo) - São Luiz/MA ————- Barreirinha/MA - 260 km 11/03(quarta-feira) - Barreirinha/MA ————- Fortaleza/CE - 650 km 12/03(quinta-feira) - Fortaleza/CE ————— Natal/RN - 550 km 15/03(domingo) - Natal/RN —————— João Pessoa/ PB - 200 km 15/03(domingo) - João Pessoa/PB ————- Recife/PE - 130 km————- Dia 20/03/2020 quero está em Maceió, como será aniversário de casamento quero comemorar em Maceió com minha esposa, e depois preciso continuar a viagem até São Paulo, então se tiver alguém que possa me ajudar, agradeço de coração.
  13. 1 ponto
    Boa noite, então estou querendo visitar a Tailândia e a Indonésia em janeiro ou fevereiro, procuro companhia, pois nunca viajei sozinho para o exterior. Ainda não comprei passagem e n tenho roteiro. Qualquer coisa me chamem no wpp (21) 99907-3729
  14. 1 ponto
    @Cpires96 nao condicione sua viagem a ter que encontrar alguem pra ti fazer companhia, alem de ser dificil achar alguem que queria ir para os mesmos lugares que vc, a pessoa tambem tera que ter a disponibilidade de tempo e dinheiro, entao tudo isso é bem complicado. Com certeza voce ja passou por diversas situaçoes de "primeira vez" e essa será apenas mais uma, entao leia bastante, quanto mais voce souber a respeito do seu destino melhor, com isso sabera ao certo o que fazer em cada lugar e sabera tambem o que evitar pra nao entrar numa fria. Tanto na internet ou aqui no forum tem bastante informaçao a respeito desses dois lugares, dê uma lida e faça um esboço do seu roteiro para que possa receber sugestoes sobre o que pode ser melhorado. Eu conheço os dois países, caso queria tirar alguma duvida posteriormente estou à disposiçao. Boa sorte
  15. 1 ponto
    me interessa.. passei por lençois rapidamente e achei muito top, quero voltar la no reveillon e pretendo ir de carro.
  16. 1 ponto
    Vamos subindo as capitais do nordeste em novembro, ficando em média 2 dias em cada capital. Na simplicidade na singela e na humanidade de estar e ser nos locais. Barraca, hostel, comida barata etc. Salvador/Aracaju/Maceió/Recife/João pessoa/Natal/Fortaleza/Teresina...Ir até aonde der... Sem data específica Sou de BH
  17. 1 ponto
    Renato, Desculpe a demora em responder, mas vou tentar compensar...rs.. Pelo norte de Israel consigo ir para a Jordânia chegando em Aman? Sim, você consegue ! Vou falar das fronteiras abaixo : Ponte Allenby/Rei Hussein : A mais próxima de Jerusalem, mas a mais complicada, pois fica na Palestina e o tráfego de turistas e menor, com muitos empecilhos da Jordania. Outra coisa importante é que diferente das outras fronteiras, essa fronteira não permite tirar o visto da Jordania na hora, que é trabalhoso e caro. Nas outras fronteiras, vc tira na hora , pagando a taxa , ( era 40JD / US$ 56) ou se tiver o Jordan Pass ( depois falo mais dele) já está incluído. Rio Jordão/Sheikh Hussein – Fronteira Norte : Essa é a fronteira mais próxima para o seu roteiro, se pensar em sair de Haifa , para atravessar a fronteira. Nela é possível tirar o visto da Jordania ou usar o Jordan Pass. Ainda em Israel é preciso pegar um ônibus que faz a travessia entre os dois países, atravessando a “ terra de ninguém” , é obrigatório. O ônibus anda só uns 400 metros e custa $5 NIS. É bom ter o dinheiro trocado. Do lado Jordaniano, pelo que li na época que fui, tem que ser de taxi, ou vans, que eles esperam lotar antes de sair. Os taxis são tabelados... Yitzhak Rabin / Araba – Fronteira Sul : Foi a fronteira que eu usei. É muito tranquila e após pagar a taxa de saída de Israel, vc anda aproximadamente uns 300 mts para chegar na entrada da Jordania, é a “ terra de ninguém”...rs.. A vantagem dessa fronteira é que ela está próxima a duas cidades: Eliat (Israel) e Aqaba (Jordânia), por isso o deslocamento até a fronteira é mais barato. Nela também é aceito o Jordan Pass. De qualquer maneira te aconselho a consultar o site oficial , para verificar os horários e dias de funcionamento, quando fecha ( feriados judaicos, Shabat, Feriados Muçulmanos ) Não coloquei pois não sei se teve alguma mudança. Israel : https://www.iaa.gov.il/en-US/borders/Pages/default.aspx Jordania : http://pt.visitjordan.com/generalinformation/gettingaround/bordercrossings.aspx Como fizemos nossos deslocamentos e alguns valores : ISRAEL Aeroporto : Chegamos no aeroporto de Tel Aviv e fomos direto para Jerusalem. Vc pode pegar um “ Sherut” , uma espécie de van, que sai assim que lota, mais barata que taxi e te deixa no hotel em Jerusalem ou Tel Aviv. É um meio de transporte muito comum em Israel, usado para locomoção em qualquer direção e cidades. Muito mais barato que os outros transportes. No Aeroporto Bem Gurion, assim que atravessar a porta de saída, vai ver estacionadas... mas antes, troque algum dinheiro, pouco , pois a conversão é ruim como todos os aeroportos. Jerusalem : Nós começamos por Jerusalem, ficamos 5 dias e fizemos bate-volta para Jerichó, Belem e Mar Morto. O resto dos dias nos dedicamos à cidade e arredores. Mar Morto : Do lado de Israel, tem mais infra estrutura, passeios de meio período ( suficiente) , mas é mais cheio de gente, já do lado Jordaniano, apesar da falta de infra, é muito mais bonito e limpo. Alguns cuidados essenciais : Não ficar mais de meia hora na água, a salinidade é super prejudicial. Se tiver algum machucado, vai doer muitoooo. Não mergulhar e nem molhar rosto de maneira nenhuma. Cuidado com os olhos, arde muito se cair água. Jerusalém / Tel Aviv : Para ir para Tel Aviv, pode usar o “ Sherut” , mas se estiver hospedado no Abraham Hostel nas duas cidades, eles tem transporte próprio gratuito entre os dois. Aliás, eles tem vários tours interessantes... Nós ficamos em quarto de casal com banheiro privativo. Se não me engano eles tem em Nazaré também, então pode ser uma opção para vc trocar a ultima noite em vez de Haifa, sair de Nazaré que é perto também da fronteira do Rio Jordão. Aproveite para fazer o passeio para Yardenit – local do batismo , ali pertinho. Tel Aviv : É uma cidade grande, mais moderna, nós particularmente não amamos a cidade e em 2 dias vc consegue fazer tudo, mas isso vai de cada um, nossa proposta na viagem era outra...Fizemos base aqui e daí fizemos os passeios para as outras cidades Caesarea, , Haifa , Acra, Hosh Hanikra , Cafarnaum, Tiberíades, Nazaré .. Israel / Jordania : De Tel Aviv pegamos um vôo para Eilat , com uma Lowcost Israelense ( ARKIA), ótimo vôo e barato e o aeroporto é de dentro da cidade. Passamos o dia e atravessamos para a Jordania. JORDANIA O transporte na Jordania é ruim , eu e meu marido contratamos tudo daqui , pois tinha lido muitos relatos de perrengue, demoras, enfim... Achamos que valeu muito a pena, motoristas educados, falavam inglês, com disposição para mostrar tudo no caminho, sem pressa, carros seguros e limpos e novos, preço justo e razoável, foi eficiente e ajudou muito. Pagamos US$ 400, ( Março de 2018) mas se colocar no “ lápis” tudo que incluiu, para duas pessoas e o valor da comodidade. No final, o Ahmad , com quem tratamos tudo, foi nos visitar no hotel em Ammam e verificar se tudo deu certo ! Se te interessar te passo o contato. O que estava incluído : - Receptivo na fronteira Eilat/Aqaba : Não fizemos nada, cuidaram de tudo tão logo pisamos em território Jordaniano. - Precisávamos trocar dinheiro e o motorista nos levou para AQABA, aguardou e depois nos levou para o acampamento em Wadi Rum. - Nos pegou em Wadi Rume levou para Petra. - Saímos de Petra pela manhá bem cedo e fomos em direção à Ammam, pela Kings Road, parando : Mar Morto, Madaba, Baptismal Site , Monte Nebo. Foi um tour de dia inteiro, com as paradas que pedimos, inclusive para fotos e sem nos apressar. Conseguimos inclusive, visitar uma mesquita no caminho, coisa difícil para os ocidentais, principalmente mulheres. - Transfer para o aeroporto de Amman. Jordan Pass : O passe mais barato custa US$ 99 . Ele cobre a taxa de entrada no país ( US$ 56) de a maioria das atrações turísticas, inclusive Petra ( US$ 70) . Só a soma da tx de fronteira e Petra, já fez valer a pena ! Site oficial : https://jordanpass.jo/Default.aspx Wadi Rum : O deserto vermelho ! O filme “ Perdidos em Marte” foi feito aqui.. É maravilhoso ! Passe uma noite em um dos acampamentos de beduínos, mas verifique se está dentro da reserva . Chegamos no final da tarde e ficamos no Rahayeb Camp , em uma tenda privativa com banheiro. A noite é um espetáculo de estrelas e fazem um jantar especial, tirando a carne que ficou “ enterrada” assando em grandes panelões. Se prepare para as diferenças de temperatura, a noite cai muito. Uma experiência única e imperdível. Acordamos, fizemos o passeio e depois fomos para Petra. Existem vários passeios, inclusive com camelos, mas esse nós pulamos, não gostamos de fazer nenhum tipo de turismo que envolva animais, então não incentivamos, fizemos o de 3 horas de Jeep, que foi muito mais que suficiente ! Site oficial : http://wadirum.jo/ Petra : Amamos ! Procure se hospedar perto da entrada do parque, facilita muito , inclusive porque não tem muito o que fazer na cidade, ficamos no Petra Moon Hotel, que fica a uns 250 mt da entrada. Tem um show de luzes noturnas em Petra muito legal e bonito, nós ajustamos nossa data para estar lá , pois só acontecem às segundas, quartas e quintas a noite. Site : http://visitpetra.jo/detailspage/visitpetra/EntertainmentsDetailsEn.aspx?PID=4 Petra / Ammam Várias paradas, inclusive o Mar Morto, agora do lado Jordaniano. Madaba : Cidade dos mosaicos. Na Igreja de S. Jorge, tem o mapa de Jerusalém antiga, todo em mosaico. Castelo de Kerak : Castelo construído pelos cavaleiros das cuzadas. Monte Nebo : em dias claros, dá para ver Jerusalem e Jerichó. Teria sido o local aonde Moises viu a terra santa. Ammam : Uma cidade grande e um pouco diferente para nós, não diria que é bonita, apenas diferente, onde o antigo e o moderno se misturam. Passeio por seus mercados e cheiros, é uma delicia. Dela partimos para um passeio nas ruínas de Jerash. Visitamos a Cidadela ( Templo de Hercules) , o Teatro Romano... É isso ! Aproveite bastante essa viagem, será inesquecível. Eu vou voltar com certeza !!! Se precisar de mais alguma coisa, é só chamar !!! Abraços Raquel
  18. 1 ponto
    Obrigado pelas dicas Raquel. Estou com roteiro em aberto ainda. Vou fazer as adaptações. Único compromisso que vou fazer é comprar passagem saindo do Egito rumo a Grécia. No mais está tranquilo. Seria melhor então TEL AVIV --> JERUSALÉM --> HAIFA? Pelo norte de Israel consigo ir para a Jordânia chegando em Aman? Fazendo isso não pretendo voltar a Israel. Desceria até Aqaba para pegar transporte marítimo até o Egito. Procede? Obrigado.
  19. 1 ponto
    Renato, Boa tarde ! Fiz esse roteiro, sem Egito. Vou fazer algumas observações baseada na minha viagem , pesquisas que fiz na época e o que vivenciei... 1 - Vc descontou o dia da chegada e da volta ? 2 - Em Israel é interessante fazer 2 bases : Tel Aviv e Jerusalem. Todo o resto pode ser feito a partir dessas bases, sem necessidade de ficar trocando de lugar. Te indico nas duas cidades o Abraham Hostel ! Limpo, arrumado, bem localizado e preço bom, pois Israel é caríssima . - A mesquita de Al-Aqsa, ou Domo da Rocha, em Jerusalem , tem um horário bem apertado para os não muçulmanos visitarem , além de não ser liberado todos os dias 3 - Não deixe de ir para o norte : Cesarea, Acra, Haifa ( já está no roteiro) e um lugar pouco conhecido, Rosh Hanikra, cavernas e penhascos na beira do mar Mediterrâneo.quase na divisa com o Libano. 3 - Planeje sua ida para Jordania com muito rigor, pois tem apenas 3 pontos de fronteira entre as cidades, com horários de funcionamento diferentes. 4 - Petra ( Wadi Musa) , Wadi Rum e Aqaba ficam no sul da Jordania, portanto pense na fronteira de Eilat, melhor e mais tranquila. Ela faz fronteira com Aqaba, aque aliás não tem nada , a não para quem gosta de esportes náuticos, mergulho , etc... 5 - Wadi Rum : Vc colocou dias demais, uma noite e dois dias são mais do que suficiente. O deserto é maravilhoso e dormir em um acampamento beduíno, uma experiência incrível. Tenha cuidado com a escolha do acampamento, verifique o credenciamento no parque. 6 - Petra : Também diminuiria o numero de dias: Duas noites e 2 dias inteiros são suficientes. Tente se hospedar perto da entrada , pois a cidade é acidentada, com transporte ruim e nada para fazer. 7 - Se pensar em fazer essas mudanças que estou sugerindo, pense em mudar o roteiro, entrar na Jordania pelo norte e incluir Aman, Madaba ( cidade dos mosaicos) e descer sentido sul para Petra, depois Wadi Rum. 8 - Mar Morto : O lado Jordaniano é mil vezes mais bonito que o lado de Israel !!! Essa região é maravilhosa, repleta de história e muito segura, apesar de tudo que passam. Dicas Gerais : - Em israel, não assuste com o exercito na rua o tempo todo e na juventude desse exercito. - Não se esqueça do Shabat em israel. A partir do por do sol da sexta feira até o por do sol do sábado, nada funciona, inclusive transporte , com raras exceções, principalmente em grandes cidades como Tel Aviv, mas cidades religiosas como Jerusalem, tudo fecha. Se programe.... - Respeite a religião dos dois países. Se estiver acompanhado de alguma mulher, oriente para usar um xale nas visitas às sinagogas e mesquitas, cobrir ombros e não usar decotes, para não serem barradas, no caso de homens, não usar bermudas. - Se pretende visitar alguma país muçulmano mais ortodoxo, peça para não carimbarem seu passaporte em Israel. Eles o farão e te darão uma espécie de documento que atesta a entrada, circulação e libera a saída. - Na Jordania, vale a pena comprar o Jordan Pass, ele cobre a taxa da imigração é a entrada em Petra, além de muitos outros lugares. - O transporte na Jordania é precário, se organize bem. Nós contratamos uma pessoa que nos pegou na fronteira Eilat/Aqaba, levou para Wadi Rum, depois Petra, passamos no Mar Morto, Madaba..... Foi ótimo e muito barato !Aliás Jordania é barata e Israel muito cara ! Bom, isso é o que me lembro agora, mas se precisar de alguma coisa tenho tudo anotado, é só pedir ! Aproveite !!! Essa, sem dúvida, foi uma das melhores viagens da minha vida ! Abraços Raquel
  20. 1 ponto
    Olá Victor Tenho disponibilidade para ir 08 e retornar 26 de maio
  21. 1 ponto
    Tenho mais ou menos isso em mente: 1/30/2020 Tel Aviv Israel 1/31/2020 Tel Aviv Israel 2/1/2020 Tel Aviv Israel 2/2/2020 Tel Aviv Israel 2/3/2020 Haifa Israel 2/4/2020 Haifa Israel 2/5/2020 Jerusalem Israel 2/6/2020 Jerusalem Israel 2/7/2020 Jerusalem Israel 2/8/2020 Jerusalem Israel 2/9/2020 Jerusalem Israel 2/10/2020 Petra Jordânia 2/11/2020 Petra Jordânia 2/12/2020 Petra Jordânia 2/13/2020 Petra Jordânia 2/14/2020 Wadi Rum Jordânia 2/15/2020 Wadi Rum Jordânia 2/16/2020 Wadi Rum Jordânia 2/17/2020 Wadi Rum Jordânia 2/18/2020 Aqaba Jordânia 2/19/2020 Nuweiba - Dahab Egito 2/20/2020 Dahab Egito 2/21/2020 Dahab Egito 2/22/2020 Dahab Egito 2/23/2020 Dahab Egito 2/24/2020 Dahab Egito 2/25/2020 Dahab/Cairo Egito 2/26/2020 Luxor Egito 2/27/2020 Luxor Egito 2/28/2020 Luxor Egito 2/29/2020 Luxor Egito 3/1/2020 Cairo Egito 3/2/2020 Cairo Egito 3/3/2020 Cairo Egito 3/4/2020 Cairo Egito 3/5/2020 Alexandria Egito 3/6/2020 Alexandria Egito 3/7/2020 Alexandria Egito
  22. 1 ponto
    victorI Pretendo fazer esse mesmo roteiro em maio/2020, até então sozinho, e a conclusão que chego com pesquisas preliminares: o Egito "não é para pricipiante". Já estive sozinho na Turquia (Istambul) e achei absolutamente tranquilo e seguro. Desejo voltar pq nåo conheci a região da Capadócia. Não há impedimento em relação a sua idade, mas se for ao Egito sozinho sugiro que contrate uma agência para fazer os passeios.
  23. 1 ponto
    Eu vou pra Porto Seguro, por enqto sozinha. De lá da pra ir pra Arraial Dajuda, Trancoso, Caraiva e muitos outros lugares legais. Vou dia 25 de dez o 5 de jan.
  24. 1 ponto
    Vou dia 29/01/2020. Qquer coisa dá um alô!
  25. 1 ponto
    Eu vou sair final desse ano agr, só que pretendo seguir rumo ao Uruguai.
  26. 1 ponto
    Trilha e relato excelente! Parabéns Rafael!
  27. 1 ponto
    É fácil irmão, é só descer no final de linha e perguntar pra que lado fica a Aldeia, o clima tá tranquilo, vai rolar ate um luau na próxima lua cheia. Bless
  28. 1 ponto
    ... Bom pessoal (continuando) Essa foto eu tirei no outro dia pela manhã.....(lá na greve dos bolivianos) SEM ZUEIRA eles dormiram nessa situação... ãã2::'> .. Então logo depois que voltamos para Santa Cruz de novo (dormimos) e no outro dia pela manhã reorganizamos o carro e pegamos a estrada velha rumo a COCHABAMBA.. Dormimos em COCHABAMBA ...e no outro dia rumo a LA PAZ !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! BIEN VENIDOS A LA PAZ !!!! DE PRIMEIRA OLHADA... NÃO GOSTEI ACHEI A CAPITAL FEIA D+... mas depois vamos entendendo, compreendendo e adorando tudo aquilo... PESSOAS DE TODOS OS LUGARES DO MUNDO !!!!!! BARRACAS TIPO FEIRANTES... AQUELE POVO MORENO, DE CABELOS NEGROS E BOCHECHAS ROSAS... E COM AQUELAS ROUPAS.. VALE MUITO !!! ESSA FOTO NÃO PODERIA FALTAR... minha alimentação básica da aventura foi BURGER KING .. as comidas não são tão GOSTOSAS.... TEM EM SANTA CRUZ, COCHABAMBA E LA PAZ (da foto) enfim... Lá em La Paz tem muitas empresas de turismo FOI FÁCIL FECHAR UM PACOTE !!! Como nossa intenção era PERU.. o dinheiro já estava chegando na metade... resolvemos ir no passeio CHACALTAYA e Vale de la Luna! (MAIS BARATO E MAIS RÁPIDO) QUASE MORRI !!!!! FALTA DE AR.... FRIO !!! Mas ... olhe essa paisagem.. VALEU MTO !!!! Para finalizar nosso tour em LA PAZ => Fomos conhecer HARD ROCK - LA PAZ .. BOM SEGUINDO A VIAJEM.... FOMOS PARA COPACABANA.... TIVEMOS QUE SAIR AINDA PELA NOITE ...pq estava previsto outra greve fechando a entrada e a saída de LA PAZ... durmimos no carro esperando abrir a BALSA... mas deu tudo certo !!! Rumo a ISLA DEL SOL Obs. PESSOAL... ESSES PASSEIOS SÃO FACILMENTE ENCONTRADOS NAS 200 (rs) EMPRESAS DE TURISMO que tem nessas cidades...rsrsrs Comprar pacote antes.. ACHO QUE NÃO VIRA... dá para arranhar um portunhol.. pesquisa os preços e horários.. MTO FÁCIL !!!! E nossa aventura SEGUE...COM MALAS jogadas no carro.. fomos lindos e alegres passar na FRONTEIRA COM PERU !!! NÃO PASSAMOS ATENÇÃO: LEMBRA QUE O CARRO ESTAVA NO NOME DA MÃE DO MOTORISTA??? ENTÃO... O PERU NÃO ACEITA NENHUM CARRO LÁ... CASO NÃO ESTEJA NO NOME DE QUEM IRÁ ATRAVESSAR A FRONTEIRA... OU SEJA ??? MELO !!!! Voltamos para COPACABANA, deixamos o carro numa casa esquisita.. FICAMOS MORRENDO DE MEDO DE VOLTARMOS E NÃO EXISTIR MAIS CARRO.. MAS NOSSO ESPÍRITO AVENTUREIRO gritou mais alto.. e compramos passagens de ÔNIBUS rumo aaaaaaa....... CUSCO- PERU !!!!! Fomos no mesmo dia !!! Esquema de compra de pacote para MACHU PICCHU foi do mesmo jeito.... existe MUITAS agencias de Turismo.. Peraí... CUSCO é mto bakna !!! tem algumas fotinhas... ... A empresa de TURISMO nos pegou na madrugada.. nos levou até uma outra cidade para pegar o TREM ...e a viajem de TREM ATÉ MACHU PICCHU.. foi SENSACIONAL!!!!! ... BOM PESSOAL...... FOI TUDO MUITO MASSA !!! VOLTAMOS PELO MESMO LUGAR.... Aproveitamos muito.... gastamos com o que deu vontade.... economizamos tambem.... A viajem custou por pessoa +- 2 mil REAIS Na Bolívia gastamos bem menos devido o valor da MOEDA +- B$ 3,50 Mas o PERU sugou nossa grana ficamos 2 dias e lá se foi 1 MIL REAIS para duas pessoas. A gasolina na Bolívia é bem baratinha, dá +- R$ 1,20 litro Só que funciona assim: Os carros brasileiros podem abastecer nos postos de lá, porem sai muito mais caro... então compramos um galão, uma mangueira e muito fôlego.... ... Ahhh.... Acho que é +- isso galera.... qualquer dúvida... é só me perguntar.... AAAAAHHHH... só para constar.. essa viajem mudou muitas coisas na minha vida... INCLUSIVE.... ganhei um NOVO AMOR !!!! BOA VIAJEM !!!!
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