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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 18-11-2019 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Amigos Mochileiros, Como o único relato que tem sobre o trekking a Ciudad Perdida é de 2010 (muito bom por sinal e me ajudou bastante) resolvi escrever sobre a experiência que eu e minha esposa tivemos em outubro deste ano neste trekking incrível. No meu instagram (@thiagomrp) tem uma postagem para cada dia da trilha, com várias fotos do percurso. Quem quiser, é só dar uma conferida. PREPARAÇÃO Foi bem difícil achar boas informações sobre o trekking em sites brasileiros. Só um relato aqui no Mochileiros.com e poucas informações recentes. Acabei assistindo alguns vídeos feitos por viajantes gringos, buscando informações em sites colombianos e conversando com o hostel que iria nos hospedar em Santa Marta. Pelo que tinha pesquisado, sabia que a caminhada seria um pouco difícil, então resolvemos intensificar um pouco os treinos (fazemos treino funcional pelo menos 3 vezes por semana). Fiquei em dúvida sobre comprar antecipadamente ou fechar na hora. Conversei com o pessoal do hostel por e-mail (Masaya Santa Marta – recomendo muito a estadia lá) e me orientaram que sempre tinham saídas e que a diferença seria o pagamento com ou sem taxas do cartão. Em resumo, pagando lá haveria uma taxa de 3% do cartão de crédito (que de fato não ocorreu, mais adiante explico). Então como preparação apenas reservei o hostel em Santa Marta (Masaya) para dois dias antes do trekking e um dia depois. Assim poderíamos deixar nossos mochilões lá mesmo. COMPRA DO TOUR (dia 07/10/2019) Compramos o tour no próprio hostel, pelo mesmo preço que costuma ser o padrão das empresas de Santa Marta, COP 1.100.000,00. Na época que estivemos lá a melhor cotação que achamos foi 1 real para 780 COP’s. Com essa cotação nosso trekking ficou por +- R$ 1.400,00 cada um. Não tivemos a tal taxa extra, porque o atendente nos enviou um link (tipo paypal) e pagamos diretamente no site. Aproveitamos para pegar informações com o atendente, Francisco, que tinha sido tradutor nessa trilha por diversas vezes. Segundo ele não seria TÃO difícil. Ledo engano nosso kkkkk. DIA 1 (09/10/2019) Entre 8h30 e 9h00 passariam nos recolher para o tour. Às 8h30 já estávamos na recepção. Vi um rapaz com roupa de agência e perguntei se estava nos esperando. Ele disse que não. Apenas outras duas pessoas. Até aí, ok então. Esperei mais uns 15 minutos e nada da nossa agência. Fui falar com o rapaz sentado e perguntei se o nosso tour não era com ele também. Me perguntou qual era a nossa agência. Aqui descuido meu, não tinha perguntado ao Francisco qual era a agência. Mostrei para ela o comprovante de pagamento, ele fez uma ligação e confirmou que a gente também tinha que ir com ele. Uffaaaa, que sorte que fui abordá-lo. Entramos num 4x4 e recolhemos algumas pessoas pelo trajeto. Fomos até a agência antes de sair. Depois de um rápido briefing pegamos a estrada. Nosso grupo tinha 9 pessoas (5 colombianos, 2 ingleses, 1 alemão, 1 norte-americana e nós 2 de brasileiros). Foram cerca de 1h30 de estrada de asfalto, com um motorista dirigindo loucamente kkkk. Por volta das 11h00 estávamos na entrada do Parque Nacional de Sierra Nevada. Lá pausa rápida para banheiro, colocar nossas pulseira de autorização para entrar no parque e mais 45 minutos de estrada de chão, com várias subidas e descidas irregulares e travessias de rio. Foi bem emocionante kkkk. Perto das 12h00 chegamos ao restaurante onde almoçamos e depois iniciamos nossa caminhada. Prato feito com arroz, feijão, salada, coxa com sobrecoxa e, é claro, patacones (que delícia kkk). Os pratos de comida são muito grandes. Eu não consegui comer tudo. Por volta das 13h15 saímos para iniciar nossa caminhada. O primeiro dia é basicamente uma longa caminhada estrada acima, com algumas barraquinhas no meio do caminho vendendo água, refri, cerveja, cacau, suco de laranja etc. Esse dia totalizou 12,2 kms com solzão na cabeça. Chamou atenção nesse dia a quantidade de aranhas e suas teias nas árvores. Chegamos no acampamento por volta da 16h45. Todos os acampamentos são ao lado de rio. Nesse primeiro tinha uma piscina natural que o povo pulava do alto de uma pedra. Eu sou meio cagão para água, mas tomei coragem e pulei, minha esposa também. Foi uma baita adrenalina. Tem o vídeo no meu instagram (@thiagomrp). Depois de um mergulho revigorante nas águas frias do rio, fomos tomar banho para jantar e dormir. Dica: muita atenção nos acampamentos com aranhas, escorpiões e cobras. O nosso guia nos alertou. Nós optamos por pendurar as botas no alto (o que depois foi seguido pelos colegas) e SEMPRE deixar as mochilas fechadas, para evitar entrada de bichos. Também revisamos as camas antes de deitar. Jantar estava muito farto e gostoso. Depois um brefing sobre o próximo dia e conversas sobre a história da trilha, da região, do povo Tayrona etc. Tudo muito interessante. Às 20h00 já estamos deitados e às 21h00 apagaram as luzes. DIA 2 (10/10/2019) Despertadores tocaram as 5h00 para nos arrumarmos, tomarmos café e saímos às 6h00. Acontece que no grupo tinha uma criança (11 anos) que só levantou às 6h00 e daí que foi tomar café. Ficamos bem impacientes, inclusive o guia. Aqui falha dos pais que não acordaram a criança antes e apressaram ela. Acabamos saindo 6h30. O segundo dia já era sabido com sendo o pior, e realmente foi. Foram 21,2 kms com muitas subidas e muita lama pelo caminho. Lugares bem escorregadios para caminhar. Nos levamos nossos próprios bastões, quem não tinha estava improvisando com tronco de árvore. Às 9h00 chegamos no lugar onde almoçamos. Fizemos uma parada mais longa com direito a visitar uma cachoeira próxima. Valeu muito a pena. Às 10h30 já estávamos almoçando e 11h00 voltamos a caminhar. A segunda parte do dia foi beeeeemmm difícil. Muita subida e lama. Por volta das 14h00 começou a chover, então complicou um pouco mais. Era subida sem fim, com chuva e fome. Por sorte chegamos numa vendinha e lá tinha frutas para nós. Foi revigorante. Aliás, em várias vendinhas as agências providenciam frutas para o pessoal, normalmente melancia, laranja ou abacaxi (muito doce por sinal). Chegamos no acampamento às 16h10, bem cansados. É o último acampamento antes da Ciudad Perdida, então todas as agências ficam no mesmo lugar. É o que tem a estrutura mais precária, mas mesmo assim foi ok. Jantamos, conversamos e antes das 20h00 já estávamos deitados. Às 21h00 apagaram as luzes. DIA 3 (11/10/2019) Novamente levantamos às 5h00, café da manhã e as 6h30 saímos. Aqui o atraso foi proposital. Como 10 minutos após o acampamento tem a travessia de um rio, o guia preferiu atrasarmos um pouco para não ter que ficar esperando na margem do rio os demais grupos atravessarem. Que travessia hein! Deve ser uns 20 metros de uma margem a outra, com pedras e correnteza forte. Duas cordas ajudam, aliás, todo mundo se ajuda porque a correnteza é muito forte mesmo. Depois de recolocar as botas, mais uns 10 minutos caminhando e chegamos no início das escadas que levam a Ciudad Perdida. Mais de 1200 degraus pela frente. Muita atenção, pois os degraus são curtos e bem úmidos. Às 7h10 já estávamos na entrada da Ciudad Perdida. Passaportes (dados pelo próprio parque com a história do lugar) foram distribuídos e carimbados. Nos acomodamos num lugar para ouvir o guia contar sobre a história da Ciudad Perdida e seu povo. Depois de um tempo saímos para desbravar o lugar. Você vai encontrar vários militares do exercício pelos caminhos da Ciudad Perdida. Eles estão ali para marcar a presença do Estado e oferecer segurança. Foram todos amigáveis e até tiraram fotos com a bandeira do Brasil (eu sempre viajo com uma). Na saída da Ciudad Perdida nosso guia passou na oca do líder espiritual, Mamo, porém ele não estava. Apenas sua esposa que vendeu algumas pulseirinhas feitas por ela para o grupo. Por volta das 10h00 já estávamos descendo de volta ao acampamento em que passamos a noite. Almoçamos por lá e depois voltamos até o acampamento em que almoçamos no segundo dia. Nesse dia foram quase 22km caminhados. Foi puxado, mas nem tanto. A noite jantamos e antes de dormir tivemos a oportunidade de ouvir histórias de um índio de uma tribo descendente dos Tayronas. Ele mostrou instrumentos de trabalho, o poporo (instrumento usado apenas pelos homens para consumir a folha de coca) e outros utensílios. Foi uma conversa legal. Ele falava mais ou menos o espanhol e era auxiliado pelo nosso guia. Uma experiência bem bacana. DIA 4 (12/10/2019) Novamente acordamos as 5h00 e 6h30 já estávamos caminhando para terminar o nosso trekking. O objetivo era chegar para o almoço no local onde iniciamos nossa aventura. Lá onde o 4x4 nos deixou e voltaria nos pegar. Umas subidas bem fortes, com quase 1 hora de subida initerrupta. Foi bem puxado. Confesso que tenho dúvidas se foi o segundo ou último dia o mais difícil. Ambos foram muito puxados. Por volta das 10h00 paramos tomar um suco e comer um bolo no mesmo local do primeiro acampamento. Descansamos um pouco e logo partimos. Eu e minha esposa aceleramos o passo porque queríamos terminar antes do meio dia. Não porque tivéssemos pressa, mas só para ter um objetivo. Uma parte do grupo foi mais rápido conosco e o resto seguiu mais lento com o guia. Esse trecho final foi aquele na estrada com o sol na cabeça do primeiro dia. Dessa vez o sol estava até mais forte, por isso cada vez mais queríamos chegar antes. Exatamente 11h50 chegamos no restaurante. Fui um trecho bem cansativo, quase 22,5 km. Todos que chegavam já foram arrancado as botas e deitando pelo chão gelado, era a melhor coisa naquele calor kkkk. Cerca de 1 hora depois chegou o resto do grupo. Almoçamos e por volta da 14h00 já estávamos no 4x4 para retornarmos até Santa Marta. SALDO FINAL Talvez tenha sido o trekking mais difícil que já fiz na vida (já fiz Salkantay no Peru e vários outros no sul do Brasil). Foi puxado, subidas e sol fortes e uma umidade muito grande, suávamos muito. Faria tudo de volta? Sem sombra de dúvidas, SIM. Foi uma experiência muito legal, uma caminhada difícil e desafiadora, com um grupo nota 10, guia e tradutor muito gente boa e estrutura de acampamentos legal. Várias vezes nos pegávamos falando: “estamos no meio da selva colombiana!!!”. E realmente é isso. É uma selva bem fechada, úmida, com rios, cachoeiras, pedras e lama. Trekking a Ciudad Perdida marcado como FEITO e RECOMENDADO a todos mochileiros e trilheiros! Obs.: tentarei colocar algumas fotos nos próximos comentários. Quem quiser pode ver algumas no meu instagram @thiagomrp.
  2. 2 pontos
    Olá pessoal! O que irei compartilhar com vocês foi uma compilação bastante abrangente de informações sobre todos os pontos turísticos do Uruguai, que reuni para montar minha viagem em 2019. As informações foram extraídas aqui do site e também de muitos blogs. Aproveitem! ROTEIRO URUGUAI COLONIA DEL SACRAMENTO MAPAS E COMO CHEGAR À COLONIA: Colônia del Sacramento (cidade) upload/galeria/fotos/20120514213910.png Colônia del Sacramento (centro histórico) upload/galeria/fotos/20120514213936.png Mapa com pontos turísticos destacados. Colonia del Sacramento – Uruguai Para visitar Colônia Del Sacramento, deve-se ir até a rodoviária Tres Cruces (trescruces.com.uy). Ela é bastante moderna e não cobra tarifas para uso dos banheiros. Empresas possíveis de se utilizar: Copsa, Cot e Turil[1]. Há dois tipos de ônibus de viagem, um que vai direto para a cidade e outro que segue parando. A diferença de tempo de viagem é de cerca de 30 minutos, mais ou menos. A viagem dura em média 2:30 . São 180km. O preço da passagem é 403 pesos (veja horários e tarifas). É muito importante informar-se exatamente em qual ponto descer em Colonia[2]. Lá é possível pegar um mapa da cidade. Seria muito interessante alugar uma bicicleta. UM POUCO DE HISTÓRIA: Colonia foi a primeira cidade do que hoje é o Uruguai. Foi fundada em 1680 por Manuel Lobo, um português que governava o Rio de Janeiro. Em agosto do mesmo ano, a cidade foi tomada pelos espanhóis. Esta foi a primeira de sete trocas do poder, em que os portugueses e espanhóis se alternavam no comando da cidade, até que em 1778, finalmente, ela passou a se tornar da Espanha em definitivo. Por causa desta disputa foi apelidada de “A maça da discórdia”. Assim, portugueses e espanhóis travaram diversas batalhas pela conquista de Colonia Del Sacramento – brigas que hoje estão evidentes nas fachadas das casas, nos tipos de ruas e nas calçadas. Isso pode ser observado nas diferenças nos estilos de construção das casas portuguesas (com telhas e paredes que não iam até o teto, deixando um ambiente mais aberto) e espanholas (sem telhas, teto reto e paredes que fecham todo o ambiente). O jeito de fazer ruas também se difere. Enquanto os portugueses faziam em V para a água escorrer pelo centro, os espanhóis preferiam o escoamento pela lateral – e há de se lembrar de que naquela época não havia esgoto, sendo todos os dejetos lançados nas ruas. Em 1995, a cidade de Colonia del Sacramento recebeu o título de Patrimônio Cultural e Natural Mundial pela UNESCO. Quem visita a cidade tem a impressão de que ela parou no tempo, pois as ruas de pedra e os casarões ainda preservam o aspecto original. A maioria das casas tem portas e janelas fechadas e não dá para saber se alguém mora ali ou se elas ficam o tempo todo assim trancadas. A cidade é bem pequena – são 26 mil habitantes. Com uma caminhada de menos de quatro horas é possível percorrer todo o centro histórico. A parte histórica – e onde tudo começou – fica numa ponta, rodeada pelo Río de la Plata. Assim, a muralha foi construída na parte terrestre ligando um lado a outro para blindá-la. A muralha é alta e larga para proteger a cidade dos muitos ataques que Colonia sofreu ao longo dos anos de ocupação. Os combates não se davam pelo mar, porque os barcos atolavam nos bancos de areia que circundam a ponta. Por fim, a igreja. Como todas as ocupações portuguesas, em Colonia, não poderia faltar uma igreja, já que tradicionalmente os portugueses escolhem o local mais alto do lugar e lá constroem uma templo. A de Colonia data de 1705, mas a versão que vemos hoje não é original, uma vez que ela sofreu ataques. E sendo Manuel Lobo devoto do Santíssimo Sacramento, esta imagem é a única que existe na igreja. Já os espanhóis prezaram mais pelas praças – daí a Plaza Mayor ter tanto destaque. ROTEIRO: Basicamente, Colonia Del Sacramento se divide entre a parte antiga e a rua da orla da praia (Ramblas Costanera), onde ficam os hotéis mais modernos e as casas de veraneio dos argentinos. Para conhecer a região, não há um roteiro bem definido a seguir. O bacana é caminhar sem rumo, pelas ruas antigas de pedras, observando os casarões históricos e as ruínas da cidade. O ponto de partida pode ser o Portón de Campo, porta de entrada da antiga cidade, que ainda conserva restos da antiga muralha que existia em Colonia. Junto ao portão há um centro de informações turísticas, bom para pegar um mapa turístico do local, que apresenta a localização e explicações breves de cada atração. A maioria dos estabelecimentos abre perto das 11hrs. Uma das primeiras ruas que surge é a Calle de los Suspiros, a rua mais antiga de Colonia Del Sacramento, onde as chicas de vida fácil ficavam. Uma casa rosa mais ao fundo marca o primeiro prostíbulo do Uruguai, onde a prostituição é legalizada desde 1930. A rua tem um estilo tipicamente português e ainda conserva as pedras de seu pavimento original. As casas antigas pertencem à época do primeiro período colonial. A rua é fechada para carros, mas os pedestres podem circular à vontade por ela. Uma das paradas durante a caminhada foi no Farol da Cidade, finalizado em 1857 (ou 1695?), que está junto às ruínas do Convento de San Francisco, nos arredores da Plaza Mayor (principal praça da antiga colônia, construída assim que esta foi fundada, lotada de restaurantes). É possível subir nele, pagando apenas 15 pesos uruguaios (R$1,50). Lá do alto (118 degraus) é possível observar todo o centro histórico de Colonia e a cidade de Buenos Aires, assim como a movimentação dos barcos no rio. Em uma das extremidades da praça ficam as ruínas do Convento de São Francisco Antigamente, Colonia era considerada uma espécie de chave para os rios, pois com sua localização estratégica era possível controlar o acesso das embarcações aos rios Uruguai, Paraná e Paraguai. Desde que o navegador espanhol Solís navegou por esses mares em 1516, vários espanhóis, portugueses, ingleses e holandeses visitaram a região com suas embarcações. Há vários pequenos museus[3] no centro histórico de Colonia, a maioria deles ao redor da Plaza Mayor. Pagando para visitar um, você tem entrada franca em todos os outros. PREÇO: R$5,00. ELES FECHAM ÀS 16:45!! O Museo Portugués exibe réplicas de móveis e uniformes utilizados pelos portugueses. O Museo Municipal tem um acervo com objetos, artefatos e documentos de diferentes períodos da colônia. O Museo del Azulejo mostra diferentes tipos de azulejos de países como Portugal, Espanha e França, além dos primeiros utilizados no Uruguai. E o Museo Naval conta a história dos conflitos marítimos que fizeram parte da história da cidade. Depois caminhamos algumas quadras para uma área mais nova, onde as ruas são mais largas e as construções mais recentes, passando pela Avenida General Flores, a principal avenida do bairro, pelo Muelle 1866, de onde é possível ver toda a orla de Colonia, e pela Basílica del Santissimo Sacramento, uma igreja antiga que foi restaurada. Para se orientar na cidade e descobrir os pontos turísticos, a dica é ir à Intendencia Municipal (Avenida Gral Flores com Calle Alberto Mendez) ou ao Centro de Informações turísticas no Centro (Calle Angel Odriozola com Ituzaingo). Se preferir seguir sem rumo pelo centro, garanto que também não irá se arrepender. Seguimos de carro pela Avenida Costanera até a Plaza de Toros[4], que fica a uns 3 km do centro histórico. Não se pode entrar na praça porque corre risco de desabamento, e não há nenhuma explicação sobre o lugar do lado de fora. Esta é a única praça de touros do estilo mourisco espanhol no Uruguai, tendo sido inaugurada em 1910. Ali foram realizadas algumas poucas touradas, pois logo depois o governo proibiu esses eventos no país. Passamos também em frente ao Frontón Real de San Carlos, mas, como não havia informações sobre o local, achamos melhor voltar para o centro. Seguimos até o Museu dos naufragados, mas já estava fechado. No caminho de volta paramos num dos vários mirantes da Avenida Costanera, em frente à Playa Oreja de Negro, com vista para o Rio de Prata. Foi a melhor parte do passeio até a Plaza de Toros. O centrinho histórico tem um passeio à beira-rio murado, voltado para o poente, e que não inunda nunca, o Paseo San Gabriel. Os carros antigos estacionados pelo bairro histórico reforçam o clima retrô da cidade. Alguns até foram transformados em carros-jardim. ENCERRANDO - Outros pontos turísticos: Ruínas del Convento de San Francisco, Casa del Virrey (com o esqueleto de uma baleia azul), Fachada do Arquivo Regional e Resgate Arqueológico da Casa do Governador. Bastión de San Miguel e Bastión de San Pedro. Há também uma feirinha de artesanato. Na calle Ituzaingó, fora dos muros, a loja La Vaquita vende artesanato e comidinhas locais, como os tradicionais doces de leite e alfajores. Loja La Viñería (Calle de San José, 170) para comprar garrafas de tintos e brancos produzidos na região. A proprietária é muito simpática e contou a história de vários rótulos. Ela disse ainda que está programando degustações de vinhos nacionais, com exemplares da região de Carmelo. (Leia: Vinhos para trazer do Uruguai). CHÁ DAS CINCO EM COLONIA DEL SACRAMENTO: LENTAS MARAVILLAS. Funciona na casa dos donos: argentinos de origem inglesa. A entrada é bem discreta. Uma sala bem intimista com grandes janelas de vidro e um “jardim secreto” com vista para o Rio da Prata dão o tom do lugar. São pouquíssimas mesas. O difícil é decidir se você entre sentar na sala rodeada de livros ou embaixo de uma árvore às margens do rio. A dona é uma simpática senhora argentina. Experimentamos um sanduíche de camembert, tomate seco e manjericão (200 pesos cerca de R$ 18) e outro de jamón crudo, blue cheese e pepino (220 pesos cerca de R$ 220). Muito bons! Não resistimos aos doces e pedimos um redondo de dulce de leche (120 pesos cerca de R$ 11), uma espécie de bolinho de doce de leite, que havia acabado de ficar pronto. Lentas Maravillas, – End: Calle Santa Rita 61. Tel: 598 4522 – 0636 ANEXO 1 – MUSEUS: - Museo Portugués Enríquez de La Peña, 180-184, centro histórico Inaugurado em 1977, esse museu ocupa uma construção de 1720, com anexos de 1792. No seu acervo estão móveis, armas e uma importante coleção cartográfica. O museu não abre às quartas-feiras. - Museu Casa Nacarello Del Comercio, 67, centro histórico Inaugurado em 1994, o museu ocupa uma casa do meio do século 18. As paredes de pedra originais são conservadas até hoje. Fica fechado às terças-feiras. - Museu Municipal Del Comércio, 77, centro histórico Essa construção portuguesa de meados do século 18 abriu suas portas como museu em 1951. Diferentes salas temáticas (arqueológica, paleontológica, indígena, religiosa, entre outras) estão entre as atrações. Fica fechado às terças-feiras. - Museu Arquivo Regional Misiones de los Tapes, 115, centro histórico Mais uma bela casa portuguesa do século 18, o museu conserva parede, telhado e parte dos pisos originais. Conhecida também como Casa dos Palácios. No seu acervo estão importantes documentos sobre a história de Colonia del Sacramento e região. Há, ainda, antigos mapas, arquivos policiais de 1876 a 1898 e pinturas. Fica fechado às quartas-feiras. - Museu do Azulejo Misiones de los Tapes, 104, centro histórico Inaugurado em 1988, o Museu do Azulejo tem paredes e parte do piso originais. Exibe aos visitantes uma bela coleção de azulejos que pertenceu a Jorge Paéz Vilaró. A maioria das peças é francesa, mas há também azulejos espanhóis. Fica fechado às quintas-feiras. - Museu Indígena Del Colegio y General Flores, centro histórico O acervo é formado por materiais que foram encontrados na região habitada pelos índios Charruas. Fecha às quintas-feiras. - Aquário Cevallos, 236, centro histórico A gruta tem vários aquários encravados nas paredes, além de oferecer informações sobre os peixes e o meio ambiente. Fica fechado às terças-feiras. - Basílica do Santíssimo Sacramento Vasconcellos, 186 A visita guiada é um show de luz e som pela Basílica do Santíssimo Sacramento. A duração do passeio é de meia hora. O visitante caminha pelos pátios da basílica, além da sacristia e outros ambientes. ANEXO 2 - RESTAURANTES: A comida típica do Uruguai é um sanduiche chamado Chivito. Para beber, o médio médio também é bastante típico do país: trata-se da mistura de metade de vinho branco e metade de espumante. Experimente os vinhos locais elaborados principalmente com a uva símbolo do Uruguai, a Tannat. A região onde Colônia se encontra também é produtora de vinhos. A campeã e mais conhecida pelas bodegas é a cidade vizinha Carmelo. Saindo de Colonia del Sacramento, as vinícolas estão distantes cerca de 70 quilômetros. El Drugstore - de dia O centro histórico está coalhado de restaurantes. Os mais chiques são o Mesón de la Plaza e o La Florida. Fiquei com vontade de jantar no La Florida, mas estava fechado no dia em que fiquei na cidade. Acabei, como todo mundo que estava por lá, no El Drugstore, que normalmente é o mais animado. Achei a decoração divertida; a comida, porém, me decepcionou muito.Tem um fusca na frente, onde, inclusive, se podem fazer as refeições. O lugar era agradável e os alfajores, bem gostosos. Gibellini Me arrependi de não ter jantado num restaurante de massas fora do centro histórico, mas que leva todo jeito de ser ótimo, o Gibellini, que funciona num salão revestido de azulejos brancos; praticamente um botequim. Méson de la Plaza É tido como o melhor restaurante da cidade, com um cardápio com mais opções de pratos e uma carta de vinhos mais ampla. Tem música ao vivo (o cantor passou depois para vender o CD) e é o mais arrumadinho que vi. Experimentei uma sopa de abóbora que estava bem gostosa. Casa Grande Missione de los Tapes, 147. Os pratos custam de 239 a 399 pesos uruguaios e a carta de vinhos traz opções de meia garrafa (que eles vendem como 3/8). Localizado nos arredores da Plaza Mayor, com fachada de frente para o farol, o restaurante Casa Grande é um misto de café e bistrô. Foi o local que eu escolhi para tomar um café, já que cheguei bem cedo na cidade. O ambiente é bacana e tem wi-fi liberado. O cardápio do bistrô tem cinco opções de pratos, com preços entre 258 e 368 pesos uruguaios (aprox. R$25,00 e 36,00). Há também três tipos de massas, como o espagueti, que sai por 198 pesos (R$19,00), e pizzas individuais, que custam em média 110 pesos (R$11,00). Pulpería de los faroles Também na Plaza Mayor, é um dos – se não o – mais movimentado restaurante de Colonia. Uma pena que a comida não faz jus a toda “badalação”. Tem opções de vinhos locais em meia garrafa. Curiosidade: foi a segunda vez que comemos batatas cozidas no Uruguai e notamos que seu gosto é bem diferente das batatas que conhecemos no Brasil (batata inglesa, aipo e doce). Freddo Na Plaza Mayor, tem um Freddo bastante convidativo para uma pausa. O café vem acompanhado de uma bolinha de sorvete de doce de leite, muito gostoso! La Bodeguita É uma pizzaria-bar, aparentemente, frequentada por turistas e locais. Serve pizza (100 pesos uruguaios o pedaço), massas e carnes. O ambiente é bem descontraído e jovial. Eles servem um vinho da casa, elaborado pela Bernardi, cuja meia garrafa sai por 140 pesos uruguaios. É bem leve e aguado, enquanto na pizza, de massa grossa, sobressaia-se o gosto do molho. Enfim, é um lugar barato para uma refeição sem frescura em um ambiente mais descontraído. El buen suspiro Na calle del suspiro. É uma portinha de nada! É de especiarias locais, entenda-se queijo e vinho. Comi uma sopa de cebola divina, mais uma tábua pequena de queijo (3 variedades) e uma taça de vinho e água e me saiu a 34 reais. Praticamente dado, pois fora o vinho, é fácil de repartir as generosas porções deles com mais alguém. Restaurant y Pizzeria Mercosur Av. Gral Flores, 252. Lugar agradável, com comida boa. Milaneza com guarnição: 209 pesos, Patrícia 1L: 89 pesos. La Casa de Jorge Paez Vilaro – Art Gallery Restaurant Missione de los Tapes, 65. http://lacasadejorgepaez.blogspot.com.br/ Esse restaurante foi um achado, não tinha lido nada sobre ele, mas agora acabei de ver que ele é o #6 no site Trip Advisor. Por fora mal da para saber que é um restaurante, a placa é bem discreta. Ele funciona também como galeria de arte e há várias pinturas e objetos em exposição. Não podia tirar fotos lá dentro, mas acabei tirando uma pra mostrar aqui. A comida é uma delícia! O preço das massas é bem atrativo. São nove opções, que custam entre 220 e 2890 pesos uruguaios (aprox. R$22,00 e R$27,00). O cardápio tem ainda alguns pratos mais caros, com peixes ou carnes. El Buen Suspiro Calle de los Suspiros, 90. Esse é o #1 no Trip Advisor e eu tinha intenção de comer nele, mas depois percebi que é uma coisa mais “queijos e vinhos”, com várias opções de picadas (petiscos). Parece ser bom, mas não era bem o que eu estava procurando para almoçar. ANEXO 3 – CITY TOUR E EMPRESA BUS TURISTICO CITY TOUR: As caminhadas guiadas pelo centro histórico ocorrem diariamente às 11 e 15h, ao custo de $100 pesos por pessoa. As saídas são do Centro de Informação Turística do Bairro e têm duração de 1 hora (contato através do email [email protected] ou pelo sitehttp://asociacionguiascolonia.blogspot.com). MONTEVIDEO MAPA upload/galeria/fotos/20120514213827.png CHEGADA: AEROPORTO DE CARRASCO IMPORTANTE: na volta, deve-se pagar taxa de U$36,00 para poder embarcar! O Aeroporto de Carrasco, em Montevidéu, inaugurado em 2009 é um dos mais modernos da América da Sul e um dos mais bonitos do mundo, segundo a revista Travel and Leisure. Desenhado pelo arquiteto uruguaio Rafael Vinoly, tem um teto curvo que, além de moderno, otimiza a utilização da luz natural. A bela construção lembra o formato de um disco voador ou talvez de um olho. Independentemente da conclusão sobre as formas do aeroporto, certo é que a estrutura é moderna, está em ótimas condições, todos os espaços são amplos e o freeshop é tentador! Para ir até o centro, é possível escolher entre ônibus, táxi e shuttle. O táxi e o shuttle podem ser contratados no balcão dos Taxis Oficiales Aeropuerto, que fica logo na saída do desembarque. O pagamento é feito ali mesmo, em dinheiro (aceita-se real, dólar, euros, pesos uruguaios ou pesos argentinos) ou com cartão de crédito. 250 pesos por pessoa. O shuttle (van que leva vários passageiros com diferentes destinos) custa $200 pesos uruguaios por pessoa. O táxi tem valores fixos e diferenciados, a depender da área da Montevidéu que se pretende ir. Os preços são tabelados (em novembro de 2012 — táxi: Pocitos 890 pesos, Punta Carretas 1.000 pesos, 18 de Julio 1.100 pesos, Cidade Velha 1.200 pesos). Lista completa aqui. Em consulta ao site www.taxisaeropuerto.com/po/voucher.html, há a menção de um desconto de 30% para o retorno até o aeroporto (trajeto de volta), no caso de contratação de táxi para o trajeto de ida e volta. Vale a pena perguntar no balcão de informações da empresa como usufruir desse desconto. Com relação aos ônibus, há três empresas que realizam o trajeto até o centro de Montevidéu – C.O.P.S.A, COT e CUTSA. Os ônibus passam com certa frequência (em média, a cada 30 minutos) e o pagamento é feito somente com pesos uruguaios. Há um ônibus da Copsa logo em frente à entrada do aeroporto que sai em direção a Montevidéu, do lado direito, no final da calçada, há o guichê da COT. A passagem custou apenas 32 pesos. Por fim, uma última dica: o câmbio no aeroporto de Carrasco é péssimo. As melhores cotações que consegui foram casas de câmbio Matriz (Calle Juan Benito Blanco, 898, esquina com Calle Miguel Barreiro) e na Varliz (Calle José Martí 3407, esquina com Calle 26 de marzo), ambas no bairro de Pocitos. Conte em levar entre 25 e 45 minutos do aeroporto ao seu hotel, dependendo do local (Pocitos ou Centro) e do trânsito. Há um ônibus da Copsa logo em frente à entrada do aeroporto que sai em direção a Montevidéu. A passagem custou apenas 32 pesos. CURIOSIDADES: Uma das possíveis origens do nome Montevideo (que não quer dizer nada em espanhol ou em outra língua) vem das antigas cartas de navegação, onde o lugar em que fica a cidade era apontado como Monte VI De Este a Oeste, ou seja, o sexto monte navegando de leste a oeste pelo Rio da Prata a partir do Oceano. O Uruguai é um país de 3,4 milhões de habitantes. Montevidéu, mesmo com metade dessa população, pode ser considerada uma cidade pequena. A sua região central, por exemplo, pode ser visitada tranquilamente em meio/1 dia. As comidas típicas são: o Chivito, lanche abundantemente recheado de carne, presunto, queijo, saladas, geralmente acompanhado de fritas; o Medio y Medio, mistura de espumante e vinho branco seco, servido gelado; as Parrilladas, carnes de vários tipos e cortes na brasa; Gramajo, um ninho de batatas fritas meio molengas servidas com presunto, ovo, cebola e mais um monte de coisas. cerveja Patrícia. E, por fim, Alfajores e Dulce de Leche: mais pastoso e escuro que o argentino. As lojas costumam abrir após as 11 da manhã e quase nada abre aos domingos. A cidade fica meio deserta aos domingos, parecendo ser comum que as pessoas fiquem dentro de casa. Nos meses de inverno há muita neblina na cidade. Deve-se tomar bastante cuidado ao perambular pelo Centro e pela Ciudad Vieja, especialmente pela zona portuária, uma vez que ficam bastante vazias ao entardecer e aos finais de semana, sendo considerável o risco de assaltos. As faixas de pedestre são escassas e não respeitadas: deve-se tomar cuidado. O livro "Viven!" inspirou o filme Vivos. Um dos integrantes do time era Carlitos Páez, filho do artista Carlos Páez Villaró. Pode-se comprar este livro lá. Os ônibus são uma ótima maneira de passear por Montevidéu. Baratos (cerca de 18 pesos), limpos, frequentes, nada lotados! Na frente de cada um, um letreiro colorido indica o ponto final. ROTEIRO: (mapa de La Ciudad Vieja) ROTEIRO INTERESSANTE 9:00h – Parque Rodó[5] 10:30h – Visita guiada no Palácio Legislativo[6] 12:00h – Estádio Centenário e Museu do Futebol[7] 1 3:00h – Museu do Carnaval e Almoço no Mercado Del Puerto 14:00h – Plaza Independencia, Av. 18 de Julio, Mirante da Prefeitura e Fonte. 16:00h – Visita guiada no Teatro Solis[8] 17:00h – Plaza Constutición e Catedral 18:00h – Por do sol no Farol de Punta Carretas A Ciudad Vieja, hoje um bairro de Montevidéu, foi onde começou a cidade. Casarões antigos, belos edifícios do período colonial e os resquícios dos muros que cercavam a cidade ainda podem ser vistos pelas ruas. O ideal é se começar pela Praça da Independência, uma das principais praças da cidade. Mas não é obrigatório. A seguir um completo modelo de roteiro: A Plaza Independencia é a mais conhecida da cidade e fica no limite entre a Ciudad Vieja e o centro de Montevidéu. No centro da praça está a estátua em bronze do General José Gervasio Artigas montado em seu cavalo. Ele lutou pela independência do Uruguai e é considerado um herói nacional. Muitos atribuem a ele o mérito pela independência do país. No andar subterrâneo da praça está seu mausoléu. Para acessá-lo, basta descer as escadas ao lado da estátua. O ambiente é bem escuro e guardas em uniforme de gala guardam os restos mortais do general. Na esquina leste da praça, no final da movimentada Avenida 18 de Julio, está o lindo Palácio Salvo, um dos símbolos de Montevidéu (Plaza Independencia 846-48, Av. 18 de Julio e Andes). O prédio, construído em 1928 chegou a ser considerado o prédio mais alto da América do Sul na época da sua construção (105m). Possui uma arquitetura bastante particular, com influência gótica e clássica. Ainda hoje é o prédio mais alto de Montevidéu. Na esquina oposta encontra-se a Puerta de la Ciudadela, resquício da cidade murada de Montevidéu. Antigamente, por conta das frequentes invasões, a cidade foi sendo rodeada de muralhas durante a sua construção. Em frente à Puerta de la Ciudadela, inicia-se a Peatonal Sarandí, uma rua exclusivamente para pedestres. Por ali há várias livrarias, antiquários e prédios históricos. Por vezes, é possível até encontrar algumas feiras de artesanato nas calçadas. Caminhando-se um pouco à esquerda chega-se ao belo Teatro Solís[9]. De volta à Rua Sarandí, observe sem pressa o movimento e os detalhes arquitetônicos dos prédios. Siga até a Plaza Matriz, também chamada de Plaza de la Constitución. É a praça mais antiga da cidade e nela foi jurada a primeira Constituição, em 1812 (ou 1830?). É rodeada por alguns prédios públicos e pela Igreja Matriz, a Catedral Metropolitana de Montevidéu, (Calle Ituzaingó esquina com Sarandí), inaugurada em 1804 (ou 1722?) e aberta para visitação. A igreja não é muito grande, mas tem algumas estátuas e detalhes bem interessantes. Nesta Praça há uma feira que ocorre todo sábado à tarde. Continue até a Plaza Zabala (Circunvalación Durango) e termine o passeio no Mercado del Puerto (Rambla Del Puerto). O Mercado del Puerto, inaugurado em 1868, é na verdade um enorme galpão onde estão concentrados vários restaurantes. O relógio inglês instalado no mercado tem mais de 120 anos e revela o passado do lugar, que já funcionou como estação ferroviária. Recomenda-se experimentar o clássico medio y medio no restaurante Roldós O lugar funciona desde 1886 e o foi responsável pela criação da bebida, feita com a mistura de espumante moscatel e vinho branco seco. Prove também uma boa parrillada no restaurante El Palenque. A dica é sentar no balcão. O Mercado funciona das 11 às 18hrs. Ao lado do mercado está o Museu do Carnaval, que trata da história do carnaval no Uruguai, com a exibição de diversas fantasias, máscaras e outros objetos utilizados na data festiva. O museu funciona de terça à domingo, das 11h às 17h, e o ingresso para cidadãos do MERCOSUL custa 45 pesos uruguaios (aprox. R$4,50). Ao lado do museu há um centro de informações turísticas, bom para pegar mapas e tirar dúvidas com os atendentes. O passeio continua com uma caminhada pela Avenida 18 de Julio, um dos melhores locais para se comprar artesanato e lembrancinhas, que reúne várias lojas de comércio que faz parte do Centro de Montevidéu e é considerada a principal rua do comércio da cidade. Ao longo da avenida há várias lojas, galerias, centros comerciais, lanchonetes e hotéis. Há duas casas de câmbio bem próximas à Plaza Independencia com boas cotações. Na caminhada pela avenida, há duas importantes atrações. A primeira delas foi a Fonte dos Cadeados (Fuente de los Candados). A fonte tem inspiração na Ponte Milvio em Roma, onde os apaixonados colocam cadeados simbolizando o amor eterno. Reza a lenda que se você prender um cadeado com as iniciais de duas pessoas que se amam na grade de proteção da Fonte, elas se amarão para sempre... O segundo local visitado foi o Prédio da Intendencia de Montevideo (Prefeitura), que possui um mirante com vista panorâmica no 22º andar. O acesso ao mirante é gratuito, mas antes é preciso pegar um ticket no posto de informações turísticas localizado bem em frente ao prédio da prefeitura. Depois é só entrar no hall principal do edifício, caminhar até o fundo e descer uma escada para o subsolo, onde está a entrada do elevador panorâmico que leva direto ao 22º andar. O horário de visitação é de segunda à sexta, das 10:30h às 15:30h. O visual lá de cima é show. Procure subir pelo elevador panorâmico, que já antecipa a beleza da vista (End: Intendencia de Montevideo, Av. 18 de Julio 1360, tel: 598 2 1950). Nesta avenida acontece a Feria Tristán Narvaja, o footing oficial de Montevidéu nas manhãs de domingo. Antiguidades, quinquilharias, frutas, verduras, bichinhos de estimação — a feira tem de tudo, mas o mais engraçado é ver tanto uruguaio passeando com cuia de mate na mão e garrafa térmica debaixo do braço. Tome cuidado com ladrões: bolsos e mochilas. É possível ainda fazer algumas visitas a museus na região central de Montevidéu, como o Museu Histórico Nacional, o Museu de Arte Precolombino e Indígena (MAPI) e o Museu Torres García. Ciudad Vieja – Montevidéu – mapa. Ainda podem ser citados mais dois pontos de visitação: Mirador da ANTEL: fica no prédio da Antel na Rambla. Não é muito alto, tem um elevador panorâmico, mas é legal e a entrada é gratuita. ANEXO 2 - TEATRO SOLÍS O Teatro Solís é a principal e mais antiga casa de espetáculos do Uruguai, sendo o terceiro mais antigo teatro da América do Sul. Está situado num edifício imponente na Ciudad Vieja de Montevidéu, próximo à Plaza Independencia. A visita guiada no interior do teatro é um dos passeios mais procurados pelos turistas, imperdível mesmo para quem vai passar apenas um dia na cidade. A visita começa do lado de fora do teatro, onde a guia conta alguns detalhes da construção do edifício e um pouco da história do teatro. O Teatro Solís foi inaugurado em 1856 e é administrado pela Prefeitura de Montevidéu. Ao longo dos anos, sua estrutura já sofreu diversas reformas e ampliações. Sua fachada principal tem um estilo neoclássico e é muito parecida com a do Teatro Carlo Felice, em Gênova, na Itália. Na parte mais alta há um pequeno farol, que fica aceso em noites de espetáculo. Ao contrário do que muitos pensam, o nome do teatro não tem nada a ver com o sol, mesmo havendo uma imagem parecida com ele na fachada principal acima das letras. O nome Solís é uma homenagem ao espanhol Juan Díaz de Solís, o primeiro navegador a explorar as águas do Rio da Plata. Curiosamente, o teatro ainda conserva um farol que, no passado, informava às pessoas quando havia espetáculo, já que o edifício era o mais alto da cidade. Em 1998 um incêndio tomou conta do teatro, acarretando o seu fechamento. Após anos de reformas, em 2004 o teatro voltou a funcionar com a mesma pompa de antes. As opções de espetáculos em cartaz são bem vastas e abrangem desde Concertos da Filarmônica de Montevidéu a espetáculos de dança e música. Toda a programação pode ser consultada aqui. Em seguida o grupo foi levado para uma sala alternativa onde ocorrem pequenos espetáculos, shows, concertos e oficinas. Ela possui um formato de arena, com um quadrado ao centro, como palco, e plateias nas quatro laterais. Esta sala pode ser customizada conforme a necessidade, tornando-se uma grande caixa preta, com cortinas escondendo as pequenas arquibancadas. Outro ambiente visitado foi uma espécie de sala de recepção, onde a platéia pode descansar em espetáculos de longa duração, entre um ato e outro. É neste local também que autoridades recebem seus convidados em ocasiões especiais. A visita seguiu para o ambiente mais esperado por todos: a sala principal do teatro. Ela tem características típicas de teatros líricos, com platéia e quatro anéis. Possui uma capacidade para 1250 pessoas sentadas. Não foi possível visitar a platéia principal, muito menos chegar perto do palco. Depois da rápida passagem pela sala principal, o grupo foi levado ao subsolo do teatro onde há uma sala de exposições. Foi ali que a visita terminou. O complexo do Teatro Solís abriga também oficinas de teatro e dança, concertos, exposições, cursos, conferências e é a sede da Comédia Nacional e da Orquestra Filarmônica de Montevidéu. No local há ainda um café, que pareceu ser muito bom, e um ótimo restaurante chamado Rara Avis. Segue um mapa com a localização do teatro: Exibir mapa ampliado Teatro Solís Reconquista s/n esq. Bartolomé Mitre – Ciudad Vieja, Montevideo Horário da visita guiada – terças e quintas, às 16h; quartas, às 11h, 12h e 16h; sextas e domingos, às 11h, 12h e 16; sábados, às 11h, 12h, 13h e 16h. Não funciona nas segundas! A visita dura cerca de 1 hora. Ingresso – 90 pesos uruguaios Site: www.teatrosolis.org.uy ANEXO 3 – MUSEO DEL FÚTBOL E ESTÁDIO CENTENÁRIO. Os uruguaios são tão fanáticos por futebol quanto os brasileiros. O Uruguai pode ser um país pequeno, mas possui muita tradição no esporte. A seleção uruguaia já venceu duas Olimpíadas e duas Copas do Mundo e os dois times locais mais populares, Peñarol e Nacional, já conquistaram, somados, oito títulos da Libertadores da América e seis títulos mundiais. Em Montevidéu há um museu que conta a história do futebol no país, o Museo del Fútbol, localizado nas dependências do Estádio Centenário. O Museu do Futebol e o Estádio Centenário estão localizados no Parque Battle, rodeado pela Av. Dr. Ricaldoni, a 5 km da Plaza Independencia. O museu funciona de segunda à sexta e valor do ingresso é de 100 pesos. O museu foi o primeiro deste tipo no mundo e seu acervo contém objetos da Associação Uruguaia de Futebol, da Confederação Sul-Americana de Futebol e da FIFA, a federação internacional do esporte. A coleção possui itens como móveis, taças, medalhas, troféus, filmes, cartazes, bandeiras e muitos outros objetos relacionados ao futebol, como camisetas, chuteiras e publicações esportivas. Entre os temas abordados no Museu do Futebol há um grande destaque para a vitória do Uruguai sobre o Brasil por 2 a 1 na final da Copa do Mundo de 1950, em pleno estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, numa partida que ficou conhecida como Maracanazo. O acervo também traz alguns objetos relacionados ao futebol brasileiro, como troféus e uma camisa antiga do Pelé. O ingresso permite acessar conhecer o interior do Estádio Centenário, através de um corredor na lateral do museu que dá acesso às arquibancadas. O Estádio foi construído em 1929 para comemorar o centenário da independência uruguaia e inaugurado em 1930, quando o Uruguai foi a sede da primeira Copa do Mundo de futebol, numa competição que reuniu 13 países. A seleção uruguaia também foi a campeã do torneio, vencendo a seleção da Argentina por 4 a 2, em uma partida disputada no estádio. Em 1983 o estádio foi declarado Monumento Histórico do Futebol pela FIFA. Atualmente abriga partidas da seleção do Uruguai, jogos como o clássico entre Peñarol e Nacional, além de grandes eventos. Capacidade: 65 mil espectadores. Pegamos bus na Calle Missiones com a Buenos Aires (continuação da rua onde fica o Solis) e chegamos ao local do Estádio. O museu funciona de segunda a sexta, das 10h às 17h. Av. Dr. Américo Ricaldoni, 11600 Montevideo, Departamento de Montevideo, Uruguai. Sempre acompanhados de um mapa, verificamos as localizações de certos locais e resolvemos seguir andando toda Boulevard Gral. Artigas até o Parque Rodó, o que foi bom, pois passamos por vários locais interessantes como o Obelisco e a Plaza José Pedro Varela. O Parque tem uma área bem grande e acabamos passeando apenas por uma parte dele. Caminhamos em direção à praia, passamos pela sede do parlamento do Mercosul e chegamos na Playa Ramirez. Exibir mapa ampliado. ANEXO 4 – PARQUE RODÓ E UM PASSEIO PELAS RAMBLAS. O Parque Rodó é um dos maiores e mais antigos parques urbanos de Montevidéu, com uma área de 85 hectares no bairro Punta Carretas, perto do centro da cidade. Seu nome é uma homenagem a um importante escritor uruguaio, José Enrique Rodó. Considerado uma das principais áreas de lazer da cidade, o parque possui uma grande área verde com vários monumentos, estátuas e fontes, além de um pequeno lago. Na sua área e nos arredores há diversas atrações de lazer e entretenimento, como um parque de diversões, um castelo, um anfiteatro, um campo de futebol, um campo de golfe, um complexo de bares e restaurantes e o Casino Municipal. Nas manhãs de domingo, uma feirinha de artesanato acontece na Av. Juio Herrera y Reissig, na região central do parque. O Parque Rodó está praticamente às margens do Rio de la Plata, ou do “mar”, como dizem os uruguaios. Por ali passa a Rambla Presidente Wilson, junto à PlayaRamírez. As Ramblas de Montevidéu são as avenidas litorâneas da capital uruguaia, com mais de 20 km de extensão às margens do Rio de la Plata. O termo se refere a todas as vias à beira-mar na costa do Uruguai. Cada uma possui uma denominação própria, mas no geral elas são conhecidas pelo nome do bairro que se encontram. Passear pelas Ramblas é um dos passeios mais agradáveis de Montevidéu, seja durante o dia ou à noite, de carro, de ônibus, de bicicleta ou a pé. Em cada bairro elas têm suas características próprias, algumas com prédios antigos, outras com construções novas e modernas, ramblas com ou sem praias, estacionamentos, praças e calçadões. Mas uma coisa todas tem em comum: uma bela paisagem da costa da capital uruguaia. A primeira parada foi na Plaza Daniel Muñoz, o final da Rambla de Punta Carretas. Logo depois veio a Rambla de Pocitos (Rambla Republica del Peru), um dos melhores bairros da cidade, com bons restaurantes, hotéis, lojas e um paredão de prédios à beira-mar. A próxima parada foi na Rambla de Buceo (Rambla Armenia), bairro que tem alguns dos prédios mais altos e modernos de Montevidéu. Na região também há uma grande marina e um píer extenso que avança sobre mar. Ainda parei na Rambla de Malvin, de onde era possível avistar a região central de Montevidéu à distância. O passeio continuou pelas Ramblas de Punta Gorda e Carrasco, antes de pegar a rodovia Interbalneária em direção a Punta del Este. ANEXO 5 – PALÁCIO LEGISLATIVO O Palácio Legislativo é a sede da Câmara dos Deputados e do Senado do Uruguai. É o prédio mais imponente de Montevidéu, chamando atenção pelo seu tamanho e pela sua arquitetura. Muitos turistas costumam visita-lo apenas por fora, de passagem, para tirar fotos na área externa do edifício. O que nem todos sabem é que é possível fazer uma visita guiada para conhecer o seu interior, rico em detalhes e histórias. Está localizado na Av. de Las Leyes, bairro Aguada, a 3 km da Plaza Independencia. A entrada para visitantes é pela parte de trás do edifício, que está virada de frente para a Av. General Flores. Quem vai de ônibus pode pegar algumas linhas na praça da Ciudad Vieja que passam por ele. A visita guiada no interior do Palácio acontece de segunda a sexta, às 10:30h e às 15:00h. O ingresso custa 110 pesos uruguaios ou então 3 dólares. Não é necessário fazer reserva com antecedência, basta apenas chegar alguns minutos antes para dar tempo de comprar o ingresso. Logo na entrada, junto ao detector de metais, há uma mesa de informações onde a atendente informa o local correto para a compra do bilhete. A visita começa no salão central do Palácio, que tem um pé direito muito alto e é rico em detalhes. Neste local foi contada a história do edifício e como ele está dividido. A construção ocorreu entre 1908 e 1925 e ficou a cargo de um arquiteto italiano, que o construiu com um estilo eclético, misturando vários tipos de pedras, granitos e basalto, com matéria-prima originada não só no Uruguai, mas também em outras partes do mundo. Neste ambiente, o chão, as paredes e as colunas estão cobertas com 52 cores diferentes, que representam todos os materiais utilizados na construção do Palácio. Na parte mais alta há dois belos mosaicos e dois vitrais, com desenhos que representam a justiça e o trabalho. Quase no centro do salão, dois guardas protegem uma urna, que contem as cinzas do herói uruguaio José Gervário Artigas, mais conhecido como General Artigas, um político e militar que defendeu o país em diversas batalhas. A urna sempre esteve armazenada num mausoléu localizado debaixo da estátua do herói, no centro da Plaza Independencia, na Ciudad Vieja. Mas atualmente a estátua está passando por um processo de restauração e o mausoléu está fechado, por isso as cinzas foram para o Palácio, conforme manda a Constituição do país. Esta foi a única vez que as cinzas foram movidas de lugar e no dia do transporte da praça ao Palácio, o país literalmente parou para acompanhar a grande cerimônia que aconteceu pela primeira vez na história. Em seguida, a visita segue para o plenário do Senado, que não estava tendo nenhuma sessão naquele dia. O Uruguai possui 30 senadores e quem os preside é o Vice-Presidente do país. Na mesa principal, sentam-se o presidente do Senado e seus dois secretários. Na parte superior está a galeria do público, onde os cidadãos uruguaios podem acompanhar as sessões, que costumam ocorrer do dia 1 ao dia 18 de cada mês, a partir das 9:30h. O Uruguai possui um mandato de 5 anos e o Presidente da República não pode concorrer à reeleição, ao contrário dos senadores e deputados, que podem se reeleger quantas vezes quiserem. O país possui apenas 4 partidos. O próximo ambiente visitado é a Câmara dos Deputados, que tem 164 assentos, duas galerias para o público, duas mesas para a imprensa e duas tribunas de honra para convidados especiais. A Câmara dos Deputados é composta por 90 deputados, que representam os 19 departamentos (estados) que compõem o Uruguai. Ela é presidida por um dos representantes, que é eleito como o presidente por um ano. O número de assentos da Câmara é maior do que o número de representantes porque lá também acontecem as reuniões da Assembléia Geral, que reúne todos os deputados e senadores. É neste local que, a cada cinco anos, o presidente eleito faz o juramento de honra. As sessões da Câmara também ocorrem do dia 1 ao dia 18, a partir das 16:00h. A visita também passa pelo hall da porta principal do Palácio, voltada para a Av. Brig. Gral. Juan Antônio Lavalleja, que fica sempre trancada e só é aberta em ocasiões muito especiais. Neste local está o livro da primeira Constituição Nacional, vigiada por guardiões e protegida por um pano para evitar a deterioração do material. A guia nos levou rapidamente para o salão de recepções, onde acontecem jantares e encontro com personalidades e políticos de outros países. O último ambiente visitado é a biblioteca do Palácio Legislativo, localizada no segundo andar. Ela é aberta ao público e possui um acervo de mais de 250 mil exemplares sobre todos os temas. No local há uma pequena estátua do General Artigas montado a cavalo, que serviu como referência para a construção do grande monumento no centro da Plaza Independencia que está sendo restaurado. A visita teve ao todo uma hora de duração. Mais detalhes aqui. Veja no mapa a localização do Palácio Legislativo. Exibir mapa ampliado. ANEXO 6 - Jardim Botânico, Museu Blanes, Jardim Japonês e o Rosedal. O bairro do Prado é uma das grandes áreas verdes da cidade. Lá estão o Jardim Botânico, o Jardim Japonês e o Rosedal. O Jardim Botânico (Calle 19 de Abril 1181) é belíssimo. Há visitas guiadas gratuitas de segunda a sexta das 9 às 11h e das 14 às 16h, e sábados e domingos das 10:30 às 14:30h. Mais informações pelo telefone 2336 40 05. Há poucas esculturas para admirar e o museu existente dentro do Jardim Botânico é por demais pequeno e precário. O Jardim Botânico fica no Prado, um dos bairros mais arborizados da cidade (dizem que em Montevideo há 3 árvores por habitante). Os casarões do século XIX e XX situados próximo à entrada do Jardim Botânico (Av. 19 de Abril) revelam que o bairro tem origem nobre. Era o reduto das famílias uruguaias mais ricas que preferiram ter uma casa de campo no Prado a uma casa de veraneio na costa. O jardim foi criado há mais de 100 anos e é curiosamente dividido pela “linha do equador”, que faz a divisão entre a flora do hemisfério norte e do hemisférico sul. Logo na entrada do jardim botânico está a parte mais antiga do parque e ao final de uma alameda de árvores se encontra uma casinha coberta por trepadeiras, que funciona como museu e centro de visitantes. Ali é possível agendar as visitas guiadas, que ocorrem de segunda a sexta de 9 às 11h e de 14 às 16h, e sábados e domingos de 10:30 às 14:30h. Para continuar o passeio pelo Prado, a dica é seguir caminhando até o Museu Blanes e o Jardim Japonês e depois ir de táxi ou ônibus até o Rosedal. O Museo Municipal de Bellas Artes Juan Manuel Blanes ocupa um belo casarão em estilo clássico na Avenida Millán. Diversas obras do artista uruguaio Juan Blanes, que retratou oficialmente as principais batalhas do Uruguai, encontram-se expostas no museu. Além de cenas militares, o artista em várias obras retrata o homem do campo, o gaúcho, em situações rotineiras. Aos fundos do museu, fica o único Jardim Japonês de Montevidéu. Dizem que é lindíssimo, mas em março, quando fui, o jardim estava fechado para reforma. Depois de visitar o museu, siga de táxi ou ônibus até o Rosedal. O lugar é belíssimo. Árvores enormes, fontes de água, caramanchões e muitos bancos para descansar. E, como o nome já diz, rosas não faltam por lá. Para a criação do parque, cerca de 12.000 rosas foram importadas da França. Endereços: Jardim Botânico – Avenida 19 de Abril 1181, Prado. Funcionamento: diariamente de 7 às 18h. A entrada e a visita guiada são gratuitas. Restaurante Malandrino – Millán 3686 esq. Reyes, Prado – Montevideo. Tel: 2336 1291. Museu Blanes – Avenida Millan 4015, Prado, Montevidéu. Horário de funcionamento: terça a domingo de 12h15 às 17h45. Entrada gratuita. Rosedal – Fica entre as Avenidas Agraciada, Lucas Obes, Joaquín Suárez, Luis Alberto ANEXO 1 – RESTAURANTES EM MONTEVIDEO Independentemente do lugar, é sempre bom fazer uma reserva com antecedência para garantir um lugar sem ter que ficar esperando. Alguns restaurantes são pequenos e lotam rapidamente. Os preços mostrados no cardápio já incluem o IVA, mas na hora da conta, o imposto é apresentado de forma separada. O serviço não vem incluído na conta e é opção do cliente, mas geralmente se paga 10%, assim como no Brasil. Os preços a seguir foram cobrados em pesos uruguaios, com o valor aproximado em reais. Os valores são referentes ao mês de junho de 2012. Uma grande ajuda na hora de buscar dicas de restaurantes é consultar o site SalirAComer, que divide as indicações por bairro e dá informações sobre preço, ambiente e culinária. Montecristo Restaurante Museo Francisco Vidal, 636 – Punta Caretas. www.montecristo.com.uy. Este foi o restaurante que eu mais gostei em Montevidéu. É também um pequeno museu, pois o edifício em que se encontra é um pequeno e antigo castelo, cheio de histórias. No intervalo das refeições, entre entrada e prato, ou entre o prato e a sobremesa, o gerente faz um tour com os clientes para conhecer todos os ambientes da casa, contando a história do castelo e de seu criador. O cardápio tem sete opções de entrada, que custam entre $120 e $250 pesos (aprox. R$12,00 e R$25,00), dez opções de pratos principais, com preços variando de $300 a $480 pesos (R$30,00 e R$48,00) e seis tipos de sobremesa, com valor médio de $180 pesos (R$18,00). Comi uma entrada de “vulcão de batatas” com molho de camarão que estava ótima e o prato principal foi um risoto de cordeiro excelente! Rara Avis Buenos Aires, 652 – Ciudad Vieja. www.raraavis.com.uy Outro restaurante ótimo, localizado em anexo ao Teatro Solís. É bem chique e muito bonito, decorado com cortinas vermelhas e obras de arte. O atendimento é de primeira, cronometrado. Uma pianista deixa o ambiente ainda mais interessante. O cardápio tem seis opções de massas e risotos, com preços entre $360 e $520 pesos (R$36,00 e R$52,00), várias opções de carne, com pratos a partir de $550 pesos (R$55,00) e sobremesas na faixa de $240 (R$24,00). A degustação de entradas é saborosa e pode servir até quatro pessoas, pois vem com três unidades de cada tipo de entrada. Como prato principal, pedi um nhoque recheado com salmão defumado, que estava muito bom. Panini’s 26 de Marzo, 3856 – Pocitos ou Bacacay, 1339 – Ciudad Vieja. www.paninis.com.uy Um dos restaurantes mais tradicionais da cidade, tem duas opções de endereço. Fui na unidade de Pocitos e cheguei sem reserva, por sorte tinha uma mesa disponível. Logo em seguida ficou lotado e tinha fila de espera. Possui uma boa carta de vinhos e um cardápio bem variado. As entradas podem ser individuais ou para compartir (compartilhar/dividir), com opções mais simples e outras que incluem até lagosta. Como prato principal, há onze tipos de massa, com preços entre $310 e $420 pesos (R$31,00 e R$42,00), quatro opções de risoto, que custam $470 pesos (R$47,00), além de pratos com carnes e peixes. Roldo’s Piedras, 237 – Mercado Del Puerto, Ciudad Vieja. www.roldos.com.uy Um dos restaurantes mais tradicionais do Mercado do Porto. Tem um bar com cadeiras no balcão, para refeições mais rápidas, e mesas num ambiente fechado, com aquecedores e onde não entra a fumaça que vem dos outros restaurantes. De entrada, como cortesia, é servida uma taça de Medio y Medio, um drink típico local, que mistura vinho branco com espumante. Os pratos são bem servidos, mas deixaram um pouco a desejar no sabor. Há várias opções de carne, com preços que variam $210 a $380 pesos (R$21,00 a R$38,00). Os acompanhamentos são pedidos à parte. El Palenque (Perez Castellano, 1579 – Mercado del Puerto, Ciudad Vieja.) É bom dizer que o restaurante cobra “cubiertos”. Na tradução literal, cubiertos seriam talheres. Na prática, é um valor cobrado simplesmente por sentar no restaurante, que não se confunde com o couvert. O valor é de $30 pesos por pessoa. Mesmo assim, o preço final ainda ficou interessante: R$ 63 por pessoa. www.elpalenque.com.uy Francis Luis de La Torre, 502 – Punta Carretas. www.francis.com.uy As recomendações deste foram as melhores possíveis e ele já foi eleito o “melhor restaurante de Montevidéu” por uma publicação local. Mamma Nostra Cnel. Mora, 451 – Punta Carretas. Restaurante italiano localizado a uma quadra do Francis. É bom, mas nada de especial. Os preços são mais baixos, se comparados aos outros restaurantes que eu fui. Há uma grande variedade de massas que variam de $290 a $370 pesos (R$29,00 a R$37,00) e ainda pratos com carnes e peixes e dez tipos de sobremesa. Cafe Bacacay Bacacay, 1306 – Ciudad Vieja. www.bacacay.com.uy Este café e restaurante está localizado bem em frente ao Teatro Solís, do outro lado da rua. Foi uma decepção, o café doble con leche custou 85 pesos (R$8,50) tinha gosto de pano velho, e a torta de chocolate, que tinha uma aparência boa, não estava tão boa assim. Dueto Bartolome Mitre, 1386 – Ciudad Vieja. Parece ser bom, pois é o #3 de Montevidéu nas avaliações do site Trip Advisor. 62 Bar Miguel Barreiro, 3301 – Pocitos. Cervecería Matriz Calle Sarandí, Ciudad Vieja. Pedimos um chivito de panceta (x-bacon) acompanhado de batatas fritas e refrigerante. Pão, alface, tomate, carne, bacon e ovo cozido (isso mesmo, o ovo não era frito) uma verdadeira delícia. De sobremesa comi um alfajor. Restaurant Bodega Bouza Camino de La Redención, 7658. A degustação de vinhos na minha visita à vinícola ocorreu no restaurante, que é um dos melhores de Montevideo. É bom reservar com antecedência, pois apesar de ser um pouco afastado da cidade, costuma lotar. Não tive a oportunidade de almoçar no local, porque minha visita ocorreu no último horário, no final da tarde. Há visitas que acontecem mais cedo, às 11h e às 13h, que são horários bons para combinar com a refeição antes ou depois do passeio. Veja no mapa a localização de todas as dicas. Restaurantes-montevideu. Para se deliciar em Pocitos No bairro de Pocitos, em Montevidéu, não faltam opções de cafés, confeitarias e afins. Todas charmosas e tentadoras. Com tanta variedade, dá até para fazer um tour gastronômico, só para apreciar as guloseimas. Com ou sem o famoso e excelente dulce de leche uruguaio, os docinhos são uma perdição! Cake’s A Cake’s (José Ellauri 1067) é uma casa de chá e confeitaria bem clássica e tradicional. A casa azul é inconfundível! As tortas são, sem dúvida, o carro-chefe. Escolha as clássicas, como a deliciosa torta de morangos ($ 115 pesos uruguaios, ou seja, pouco menos de R$ 10) e a Ramón Novarro, de chocolate com dulce de leche. La Cigale Para se refrescar do calor, nada melhor que um sorvete, de preferência odulce de leche granizado – doce de leite com pedaços de chocolate (1 bola, $40 pesos). O sorvete uruguaio não deixa a desejar frente ao clássico Freddo argentino. É fácil encontrar um loja da rede de sorveteria La Cigale pela cidade. Em Pocitos os endereços são: Roque Graseras 845 e F. Muñóz 3400. Marilyn Café É a cafeteria do Complexo de Cinema Hoyts Alfabeta. O café tem entrada separada do cinema, mas, se sobrar um tempinho, vale a pena ver um filme. Por ali, só filmes cult. O doce de chocolate com biscoito, que não anotei o nome, é uma tentação! Pan Caliente (J. Benito Blanco, 758, tel: 2711 8602). Não se deixe enganar pelo minúsculo tamanho da loja. A variedade de doces e salgados ali vendidos é enorme. E difícil é escolher o que provar. Não há mesas nem cadeiras para sentar. Peça para levar, sente-se na Praia de Pocitos e curta o visual e as delícias sem pressa. Se for na hora do pôr do sol e tiver uma garrafa de medio y medio (bebida uruguaia feita com vinho branco e espumante), melhor ainda. O piquenique será memorável! Oro del Rihn Se piquenique na praia não faz o seu estilo, sente-se na livraria Yenny e lá tome um café na Oro del Rihn, uma cafeteria que tem vista privilegiada da Rambla de Pocitos, onde também dá para curtir o pôr do sol (Br España 3000 esquina Rambla Pocitos, tel: 2711 9497). O milk shake de doce de leite ($95 pesos, cerca de R$8) é imperdível! E a torta de dulce de leche dispensa comentários. Basta ver a foto para entender… Roteiro de 4 dias em Montevidéu o mapa com a indicação dos lugares. Che (Rambla Ghandi esquina 21 de Setiembre, Pocitos). La Tienda del Té (Roque Grasera, 829, tel: 2719 1132). Chivitos Lo de Pepe (Roque Graseras y Blvr. España, tel: 2711 83 45). Freddo (Calle Sarandí). Fellini Ristobaretto: restaurante bom e barato em Pocitos O nome Fellini, em referência ao cineasta italiano Federico Fellini, já indica a especialidade da casa. A decoração colorida, com as cores da bandeira italiana, confirma que se trata de um restaurante italiano. E não há dúvida: as pastas são o destaque da casa. Localizado na esquina das ruas José Marti e Benito Blanco, a apenas uma quadra da Rambla de Pocitos, o pequeno restaurante tem ótimo atendimento e preços bem convidativos durante o almoço, quando há a opção de menu executivo ($250 pesos uruguaios, pouco menos de R$ 25) ou menu gourmet($360 pesos, cerca de R$30). Nos dois menus estão incluídos: entrada, prato principal e sobremesa, além de uma garrafa de vinho da casa, refrigerante ou água. A diferença fica por conta do prato principal, que, no caso do menu gourmet, há a opção de carne, enquanto no menu executivo há apenas opções de pastas. Escolhemos o menu executivo, que estava excelente! Começamos com uns pãezinhos com patê para abrir o apetite e seguimos logo para uma salada verde com tomate cereja e queijo parmesão. Depois foi a vez de experimentar o Pappardelle com molho Caruso, um molho branco com champignon e presunto. Para a sobremesa, mousse de limão com suspiro. Simples e delicioso! Pagamento somente em dinheiro. End: Rua Benito Blanco 3408 esquina Jose Marti. Telefone: 2706-9252. Fellini Ristobaretto. Cafe Facal (Av. 18 de Julio, 1249, Cidade Velha) Wine Bar My suites (Benito Blanco 674, esquina com 21 de Setiembre, Pocitos). Bar Fun Fun (Ciudadela 1229) Rocco bar (Rua 21 de Setiembre, 3098, esquina com F. Vidal). La Perdiz Tem ambiente bem informal como um pub, mas a comida é de restaurante. O ideal é fazer reserva, mas eu não fiz. Cheguei por volta das 21h e estava lotado, porém, esperei apenas uns 10 minutos no balcão, onde também havia várias pessoas comendo. Atendimento muito bom, atencioso e nos deram a sobremesa, uma entrada e Limoncello por invitación. Talvez porque pedimos uma das garrafas de vinho mais caras do cardápio (J. Carrau Pujol 1752 - Gran Tradición 2007)! O vinho combinou super com o bife ancho premium e pure de batatas que dividimos. Aliás, é bom dizer que os pratos de carnes servem bem duas meninas. El Refugio Descemos no terminal 3 Cruces e bem em frente tem um restaurantinho chamado com empanadas. Pedimos uma plancha p/ 1 e mesmo dividindo, sobrou um monte de carne. Com o suco e refri deu tudo 378P. Francis e El Viejo y Querido, nos bairros de Pocitos e Carrasco. A Mousse de Dulce de leche do Francis e o clericot (uma sangria feita com vinho branco) do El Viejo, foram, respectivamente, a melhor sobremesa e a melhor bebida experimentada nos últimos tempos. Bar La Escollera Bem lá no final da Ciudad Vieja, depois de ter atravessado todo o passeo, tem um lanchinho em frente ao campo de futebol, no, com uma hamburguesa deliciosa por 35P. O dono é um brasileiro do RS. Bares por Punta Carretas (e pela vizinha Pocitos) eu recomendo o Tranquilo Bar e o El Tigre. O primeiro era um bar mais society. Já o El Tigre eu descobri andando pelas ruas e vi que era um dos poucos bares que tinha movimento numa quinta-feira as 19h. Recomendo a parrilla de lá, especialmente o choripan, pão com a lingüiça da parrila. As garçonetes são extremamente simpáticas! E o preço é mais baixo do que no Tranqüilo. Depois descobri que o El Tigre é relativamente tradicional em Montevidéu e que o horário típico de jantar dos uruguaios é entre 22h e 23h. de Herrera e as Calles Castro y José María Reyes. Entrada gratuita. ANEXO 7 - MONTEVIDÉU À NOITE A melhor noite de Montevidéu está na orla, entre Pocitos e Buceo. Mas tem um programa noturno na Cidade Velha que acho imperdível: ir quinta, sexta ou sábado ao Baar Fun Fun. É que nesses dias, depois do tango, há uma sessão de candombe, a salsa uruguaia. O candombe só rola lá pelas duas da madrugada, então se você quiser ir depois do jantar, tá valendo (o público vai se renovando ao longo da noite e você logo terá mesa livre para sentar). Querendo um lugar charmoso para o primeiro jantar da sua estada, aí vão meus favoritos: o Tabaré e o 62 Bar. A lista completa das minhas indicações está aqui. Fomos ao FUNFUN (100P portaria com uma uvita grátis) ver um tango cantado as 23h e por volta da 1h começa um tipo de música chamado candobe. Tinha umas porções bem barato, pegamos uma com queijo, azeitona, salame, biscoitinhos e não lembro mais o que (120P). A uvita é uma delicia, tomei umas 5, mas custa caro (40P). Não aceitam cartões. Minha opinião: barzinho até que legal, mas com gente bem mais velha. Vazamos para a ruinha onde fica El Pony Pisador e aqui sim rola a balada. Essa é a rua de trás do FUNFUN, em frente ao teatro Solis. Não tem como não achar. Não paga portaria e estava rolando um rockzinho uruguaio. Cartão só passa acima de 200P e tem 10% que inclui o serviço e 'a passada do cartão'. Voltamos à pé pela 18 de Julio umas 3 e pouco da manhã e tinha muita gente na rua, e a avenida toda até a intendência estava super movimentada. Leia mais: Uma noite no Baar Fun Fun E Fica a dica: El Pony Pisador. VOLTANDO PARA O AEROPORTO: Desci a Rua Yagarón até a esquina com Paysandu, que é onde tem uma parada de bus que vai para o aeroporto (29P). Em 40 minutos eu estava no aeroporto. DICA: Nessa Yagarón, encontrei vários restaurantes com pratos de 90 até 160P, bem mais baratos do que nos lugares mais movimentados. Embarcamos para aeroporto, saindo do terminal suburbano. A passagem custa 29 pesos, servem 3 linhas, C1-C-3-C5, operadas pela CUTCSA http://cutcsa.com.uy/informacion/facRecorridos.php.Saídas a cada meia-hora, ou menos. PUNTA DEL ESTE MAPA E TRANSPORTE: Punta del Este upload/galeria/fotos/20120514214008.png Visualizar Punta del Este em um mapa maior. Três Cruces (http://www.trescruces.com.uy). Passagem pela COPSA a 325 pesos. COPSA, a única com horário às 01:30, e para no aeroporto. As outras companhias só têm ônibus até as 23:30h e depois só às 04:30h; e nosso voo era às 06:00h. Dica: a rodoviária de Punta Del Este possui guarda-volumes que funciona até 1:00 da manhã. Dica: Um jeito esperto de fazer o bate-volta, aproveitando muito e sem se cansar, é ir cedinho de ônibus pela COT, pegar um carro alugado ao chegar, zanzar por tudo, ver o pôr do sol, devolver o carro, jantar na Península e voltar no último ônibus (das 23h30), sem se preocupar com cansaço ou polícia rodoviária. Seria mais interessante ainda tentar alugar uma bicicleta para conhecer a cidade. A CIDADE: Punta del Este é o mais badalado dos balneários do Uruguai. Fica a 120 km de Montevidéu. Tempo aproximado de viagem é de 2:00. O nome significa “Ponta do Leste” e descreve a situação exata do lugar: na extremidade oriental do Uruguai. A pontinha da península marca a divisão entre o Oceano Atlântico (o mar aberto) e o Rio da Prata (a baía). Como é a praia? Os pontos mais positivos são a limpeza, a organização (algumas tem quiosques bem charmosos) e o verão relativamente seco, com sol até tardíssimo (não é incomum ir à praia às 17hrs para ficar até as nove da “tarde”). ROTEIRO: Pegar um mapa da cidade no balcão turístico pra começar. Há a possibilidade de se fazer um city tour pago, pelo valor de 25 dólares. Porém em poucas horas é possível rodar a cidade a pé até o ‘final’, onde tinha um dos últimos pontos de visitação do mapa. Se estiver de carro, na ida, em Maldonado, próximo à Casa Pueblo fica a Fazenda La Pataia, uma pequena fábrica de doce de leite. O passeio continuou pelas Rambla Cláudio Willman, a avenida litorânea que liga Punta Ballena ao centro de Punta del Este. Nela é possível perceber a contagem regressiva de paradas. A partir da península há 40 pontos de parada ao longo da Playa Mansa, em direção à Punta Ballena, e outros 40 ao longo da Playa Brava, em direção a La Barra. A placa com a numeração das paradas aparece a cada três postes de iluminação, mais ou menos, e elas servem como ponto de referência para localizar edifícios, restaurantes e outros estabelecimentos. Em seguida chegamos à península, que é considerada o centro da cidade. Antes de visitar suas ruas centrais, continuamos o passeio pela orla, para conhecer primeiro as praias e as atrações na beira do mar. A primeira delas foi o Puerto de Punta del Este, que é uma grande marina com vários restaurantes e lojas. É nesta área que desembarcam os passageiros de cruzeiros com escala em Punta. Os navios ancoram em alto mar e os visitantes são levados em pequenas embarcações até o porto. A próxima parada foi bem na extremidade da península, onde há um grande estacionamento, um heliporto, a bandeira do Uruguai e algumas esculturas nas pedras. Essa porção final da península é um bairro residencial, com ruas largas e dezenas de mansões. Na quadra central (seguindo pela Avenida Gorlero) há uma praça, onde se encontra o Farol de Punta del Este, que possui 44 metros de altura e foi construído em 1860. Em frente ao farol há uma igrejinha azul, a Iglesia de la Candelaria. No gramado da praça encontrei vários pássaros bonitos da cor verde. É possível ver leões-marinhos nos arredores do porto (os pescadores limpam os peixes ali e jogam restos para os leões-marinhos). Continuando o passeio pela orla, chegamos à Playa Brava e bem no início dela paramos para conhecer o ponto turístico mais famoso da cidade (em frente ao Terminal) o Monumento Los Dedos, também chamado de La Mano, Dedos de Punta del Este ou Monumento ao Ahogado (afogado). Ele foi feito em 1982, pelo artista chileno Mario Irrazabál, durante o Primeiro Encontro Internacional de Escultura Moderna ao Ar Livre de Punta del Este. Há várias interpretações para o seu significado, como a presença do homem na natureza, um homem surgindo para a vida ou a mão de um afogado. Conseguir tirar uma foto da mão sem ninguém no quadro não é uma tarefa muito fácil. A próxima atração visitada foi outro cartão postal da cidade, a Puente Leonel Vieira, também chamada de Puente de La Barra. São duas pontes gêmeas com pistas num formato ondulado, na entrada do balneário de La Barra. Passar por elas é muito divertido e chega a dar aquele frio na barriga, ainda mais se o veículo estiver numa velocidade mais alta. Um bom local para bater fotos da estrutura é num gramado que há ao lado direito da pista, antes de passar a ponte da volta (sentido Barra-Punta). Voltando para o a região central de Punta, fizemos um passeio pelo bairro Parque del Golf, para observar as mansões, de todos os tipos e tamanhos. As casas não possuem muro, apenas gramados e plantas, e cada uma possui um nome diferente, exibido em letreiros ou placas no jardim. No Centro de Punta tentamos conhecer o Mirador La Vista, um mirante giratório que se encontra junto a um restaurante no último andar do Edificio Torreon, com acesso por um elevador localizado na parte externa do edifício. O mirante estava fechado. Então aproveitamos para conhecer as ruas de compras, onde há lojas de grifes internacionais, com preços muito altos. A última atração visitada na cidade foi o famoso Casino do Hotel Conrad, o único cassino do Uruguai que não é administrado pelo governo. Ele foi inaugurado em 1996 e é considerado o cassino mais importante de América do Sul. Há centenas de máquinas caça-níqueis, mesas de carteado, roleta, máquinas de bingo e outros jogos de azar. O acesso é gratuito e permitido apenas para maiores de 18 anos. A entrada do cassino fica no saguão do hotel, próxima à recepção. As máquinas só aceitam notas de dólar. Para trocar de máquina ou terminar o jogo, elas emitem um recibo com código de barras e basta ir a um caixa automático para reverter o cupom em dinheiro. Infelizmente, não é permitido tirar fotos no interior do cassino. Acabei deixando de lado algumas atrações, como os museus da cidade. Como o Museo Ralli, que tem obras de artistas contemporâneos, como Salvador Dali. Os outros dois museus que não visitei são o Museo Azotea de Haedo e o Museo del Mar. Também não visitei o Faro de José Ignácio, um farol localizado a cerca de 40km da península e que dizem ser muito bacana. No centro de Punta, uma sugestão é visitar o Mirador La Vista, um mirante giratório localizado junto a um restaurante, no último andar do edifício Torreon. O Museu del Mar apresenta mais de 10 mil exemplares da vida marinha, incluindo ossadas gigantescas de baleias jubarte e cachalote. CASA PUEBLO Para visitar: (COT 42P) que pode ser pego no Terminal. O bus para na rodovia, e tem que caminhar 2km - 25min. A Casa fica no caminho de volta a Montevidéu e pode-se descer na parada de Portozuelo. De qualquer forma, deve-se falar com o motorista para decidir qual seria a parada mais próxima. Depois, para continuar a viagem até Montevideo, deve-se pegar o ônibus no mesmo ponto e pagar algo como 140 pesos para seguir viagem. A Casapueblo é uma grande construção branca com características únicas, fruto da imaginação e do empenho do pintor e escultor uruguaio Carlos Paez Vilaró, que reúne museu, galeria de arte, hotel e restaurante. Era sua antiga casa de veraneio. É muito visitada não só por causa das obras de arte, mas também devido ao belo visual panorâmico que se tem dos terraços, principalmente na hora do por do sol. A casa está localizada a aproximadamente 15 km da região central de Punta, na península de Punta Ballena, com acesso pela rodovia Interbalnearia. O acesso é muito fácil, há placas na entrada da Camino a la Ballena, também conhecida como Rambla Panoramica. A casa fica bem no final desta via e há uma grande parede branca com bandeiras indicando sua entrada. No inverno, há poucos turistas no local, dias muito frios e com ventos intensos. Para entrar na casa é preciso tocar uma campainha. A recepcionista que nos recebe é brasileira. Uma placa no balcão informava o horário de funcionamento, das 10:00h às 16:45h, mas acredito que no verão esse horário deve ser estendido até bem mais tarde. O ingresso custa 330 pesos[10]. Logo na entrada está o restaurante/café. Próximo a ele há uma sala com um telão, onde assistimos um pedaço de um documentário sobre a casa e a vida do artista Carlos Paez Vilaró. No local há algumas esculturas e pinturas. Este terraço é um dos melhores locais para observar em detalhes o formato da casa, cuja construção durou 36 anos e foi toda feita pelas mãos de Vilaró, como se fosse uma grande escultura, sem um projeto bem definido. Seu estilo lembra as construções do Mediterrâneo, como as casas da ilha grega de Santorini, mas o artista gosta de fazer referências às casas feitas por um pássaro chamado forneiro, que aqui no Brasil também conhecemos como joão-de-barro. No terraço há algumas cadeiras para os visitantes sentarem na cerimônia que acontece no fim da tarde, durante o por do sol, quando o espetáculo da natureza é acompanhado por uma gravação de um texto composto por Vilaró, em que ele agradece o sol pela sua existência e se depende de mais um dia. O artista mora na Casapueblo. O ateliê também fica na casa e suas obras estão espalhadas por todos os cantos. São várias pinturas, esculturas e objetos, em ambientes interligados por pequenas passagens que mais parece um grande labirinto. Junto ao museu há uma lojinha onde é possível comprar livros, gravuras e quadros de Vilaró. O acesso aos visitantes se dá apenas em alguns ambientes, mas a Casapueblo possui vários outros, porque também abriga o hotel. Do lado de fora da casa, perto da entrada, há um gramado de onde é possível ver melhor toda a extensão da casa. Vale a pena também caminhar até a rua principal para ver o visual do outro lado da península, onde está a Playa de las Grutas. No final da Rambla Panoramica, está o Mirador de Punta Ballena, um mirante com vista para os dois lados da península. Também é possível ver, bem ao fundo, os prédios de Punta del Este. Na Casa funcionam um hotel e um museu. Você pode entrar de duas formas, em ambas paga-se uma entrada; a parte ‘baixa’ dá acesso aos andares de baixo do hotel. Entrando pela outra porta, a parte ‘de cima’, você tem acesso ao museu e à parte alta do hotel. Recomenda-se a parte de cima: o museu. Quando o sol se põe, tudo fecha. O restaurante não servia mais nada e os funcionários delicadamente informavam que deveríamos nos retirar. “Chau Sol…! Gracias por provocarnos una lágrima, al pensar que iluminaste también la vida de nuestros abuelos, de nuestros padres y la de todos los seres queridos que ya no están junto a nosotros, pero que te siguen disfrutando desde otra altura.Adiós Sol…! Mañana te espero otra vez. Casapueblo es tu casa, por eso todos la llaman la casa del sol” - Carlos Vilaró Endereço: Punta Ballena, 20003. Tel: (00598) 42 – 578041 e (00598) 42 – 578982. Aberto diariamente de 9am até o pôr do sol. ANEXO 1 – PLAYAS DE PUNTA A PENÍNSULA + PLAYAS MANSA E BRAVA O centro da cidade fica na “ponta” propriamente dita. Começa no porto, onde se você trocasse os letreiros dos restaurantes poderia fingir que está em algum vilarejo menos famoso da Côte d’Azur. A rua principal do comércio, a Gorlero, vai pelo interior da península, paralela às duas margens. Muitos hotéis tradicionais (e básicos) ficam por ali. Da Península partem duas praias muito extensas. A Playa Mansa, de águas calmas, é banhada pelo rio da Prata. A Playa Brava, de ondas, está em mar aberto. Ambas têm quiosques e paradores. A Mansa é voltada para o oeste, então toda é apropriada para contemplar o pôr do sol. Dá para ver da areia ou na orla próxima ao porto. Querendo serviço de bordo, além do hotel Serena indica-se os bares Virazón e Guappa (na temporada, reserve). PUNTA BALLENA Continuando pela Mansa em direção a Montevidéu você chega à Punta Ballena. Nenhum turista passa por Punta sem dar um pulinho na Casa Pueblo. A região tem também um hotel chiquérrimo, o Cumbres. Vale a pena fazer uma reserva para o chá da tarde e ficar para o pôr do sol. LA BARRA Continuando pela Brava na direção oposta a Montevidéu você chega ao rio Maldonado. Do outro lado da ponte ondulada está La Barra. No verão, este é o playground da garotada em Punta. Por aqui ficam as praias mais escondidinhas (Playa de la Posta, por exemplo) e as mais fervidonas (Montoya, Bikini) — além das baladas mais descoladas. A ruazinha principal — engarrafada o verão inteiro — tem cafés, sorveterias, restaurantes (não perca o peruano Sipán). JOSÉ IGNACIO Continuando para além de La Barra, a 40 km para lá do centrinho de Punta del Este você chega a José Ignacio, que costumo definir como “a Trancoso de Punta”. Os hotéis aqui são discretos e com ares zen. A “Estrela d’Água” do pedaço é o Parador La Huella, um restaurante na entrada da praia onde os habituês batem ponto (em janeiro, nem apareça sem reservar). No verão também funciona outro parador, mais democrático Na direção do interior você chega a Laguna Garzón e Laguna Escondida. ILHA DOS LOBOS Distante 9,5 km da costa da península, um santuário de lobos-marinhos. O passeio custa 50 dólares por pessoa. Duração: 2 horas. ANEXO 2 – RESTAURANTES Las Tucumanitas. É pequeno e aconchegante. Comi uma empanada de presunto e queijo e outra de frango, por 40 pesos cada. La Marea. De entrada fui de mejillones a la provençal (mariscos a vapor com vinho branco, alho e ervas) e de prato principal fomos todos de paella. Apesar de simples, estava tudo muito bom. Les Delices (Calle 20 y 29 – Península). Comer a torta Rogel do Les Delices (deliciosa torta folhada com recheio de doce de leite e coberta de marshmallow) Los Negros Restaurante chique, do Cheff Francis Mallman. Illy Fica em frente ao mercadinho El Dorado – Filé de pescado a milanesa com salada russa (169P). é muito gostoso, chega a derretar na boca. Sem contar o atendimento super atencioso. La Trattoria de Antonio Fica quase no final da Avenida Gorlero, o dono é um italiano super simpático. Uma pizza grande, com massa feita no hora, deliciosa, saiu a 385 pesos a comida e bebida para 3 pessoas. Arlecchino Gelato Também fica na Gorlero. O sorvete da Freddo não chega nem perto deste aqui! É de comer rezando! El Secreto, Virazón , Guappa, Freddo, El Palenque. DICAS DE VIAGEM AO URUGUAY Minhas Impressões e Dica de Roteiro No aeroporto mesmo, pegue um para Punta del Este e se hospede no hostel da rede El Viajero (www.elviajerohostels.com), que fica há 2 quadras da rodoviária. De Punta siga para La Pedrera ou La Paloma e se hospede em um desses lugares (hospedado em um dá para conhecer o outro à pé se quiser, são 8km). De La Pedrera/La Paloma recomendo ir a Valizas, no Hostel Valizas ou alugar um chalé como fizemos. Daí dá para conhecer tanto Águas Dulces (6km) como Cabo Polônio (11km pela praia e 8km cortando pelas dunas). Suba depois para Punta del Diablo (o Unplugged me pareceu o mais bacana) e daqui volte direto para Montevideo para aproveitar os últimos dias e fazer um bate volta a Colônia, caso queira. Dicas para viajar ao Uruguai - Uma grata surpresa foi encontrar Wi-Fi aberto em muitos lugares, até na rua. A prática também vale para restaurantes, hotéis, cafés etc. - Os restaurantes não incluem o serviço na conta. É praxe dar 10%. Aliás, eles costumam colocar azeite à mesa; e no couvert vem sempre maionese. Alguns lugares não cobram o cubierto, mas a maioria sim. - Tomada: No Uruguai são três furos redondos, mas não é o padrão brasileiro. Então, leve um adaptador universal. Casas de Câmbio Montevidéu, Cambio Uruguay – calçadão na lateral do Mercado del Puerto Cambio Bacacay - 18 de Julio, 853 – quase na esquina com a rua Andes Cambio Aspen – 18 de Julio, esquina com a rua Andes Casa de Câmbio no Shopping Punta Carretas – piso 1 Casa de Câmbio no Aeroporto Internacional de Carrasco – desembarque Em Punta del Este, há dezenas de casas de câmbio, principalmente nas ruas de comércio da região do porto e da península. As cotações são bem similares umas às outras. A melhor que eu encontrei estava próxima ao Monumento Los Dedos, junto ao terminal de ônibus da cidade. Veja a seguir alguns valores que eu encontrei na cidade. Cambio Nelson – rua La Angotura – Terminal de Buses de Punta del Este Varlix Servicios Financeiros – Calle 22 / Av Gorlero Cambio 18 - Calle 22 / Av Gorlero Casa de Câmbio no Punta Shopping Já em Colonia del Sacramento, visitei apenas o bairro histórico e só encontrei uma casa de câmbio, junto à Plaza Mayor. A cotação estava péssima, foi a pior que eu encontrei no Uruguai, sem considerar a do Aeroporto de Carrasco. Varlix Servicios Financeiros - Plaza Mayor Especialidade local incrível é o doce de leite! O melhor de todos os tempos! A marca mais gostosa é a Conaprole (que inclusive tem um restaurante/confeitaria em Montevidéu). E se o doce de leite é bom, o alfajor é maravilhoso! Prove umas das 10 marcas locais, sendo a Punta Balena a mais famosa! Outros quitutes famosos são o chivito(uma espécie de X-tudo deles), o Pancho (um cachorro quente servido com um “molinho especial”) e a pizza de fainá (massa de grão de bico). Das bebidas, todos amam Cerveja! Peça sem medo as locais Zillateral (ou Zilla como eles chamam por lá) e Patrícia. Para variar um pouco, a sangria local Clericot (de vinho branco) e o medio y medio, são doces e super gostosos. Para fugir do álcool, o refrigerante Paso de los Toros (de grapefruit) só tem lá e é uma ótima pedida. >> DICA: O transporte público em Montevideo funciona bem mas tem algumas restrições. O busão CA1, que faz a linha central (C de central, os D são de diferencial), é mais barato (10P) e pára as 21h. Então consulte no sitewww.montevideobus.com as linhas alternativas ao seu percurso e se informe sobre os horários, porque apesar de ter busão 24h em MVD, alguns não circulam em determinados horários e dias, como os Centrais e os Diferenciais. >> DICA: Se o seu vôo atrasar ou mudar com intervalo de 2 horas, você tem direito ao voucher. Com 4 horas você já tem direito a hospedagem, então, se você não for atendido, procure o Juizado que fica no próprio aeroporto, ou os ficais da ANAC. Eles deveriam avisar que o passageiro tem direito ao voucher, porque só eu fui lá pedir, mas não avisam. Tenho certeza de que o resto do pessoal não sabia. CABO POLÔNIO Cabo Polônio é uma pequena reserva ecológica no Uruguai dividia por duas praias, escondida por grandes dunas de areia e protegida por um farol. E como se não bastasse, ainda é uma das maiores colônias de leões marinhos da América do Sul. Lá não tem energia elétrica e o que poderia ser sinônimo de precariedade, se transforma num ambiente alternativo com opções que hoje são quase raras de encontrar. SUGESTÃO DE HOSPEDAGEM: reservei um espaço para dois no Lobo Hostel Bar, que é talvez o mais famoso na região. Por obra do destino, quando cheguei eles disseram que se atrapalharam com minha reserva, já que cheguei muito tarde lá, por volta de 17 horas, e todos os quartos aviam sido reservados, contudo, como compensação, eles alugaram a cabana de uma senhora, o que foi MUUUITOOO melhor do que dormir num colcão no chão no sótão do hostel (o quarto para casal deles). Essa cabana tinha cama de casal, banheiro com água quente e uma mini cozinha: um hotel 5 estrelas para os padrões de Cabo Polônio hehe. A senhora era muito gente boa e não conhecia nada de internet, nem tinha celular, por isso a hospedagem dela não está em lugar algum. Peguei o contato do filho dela para quem quiser reservar. Vale muito a pena! O nome dela é Marta e o do filho é Javier: +598 99593028. UM DIA EM CABO POLÔNIO Fomos para passar o dia e mesmo com muita expectativas, nos surpreendemos. A beleza natural é fascinante, diferente do que se vê normalmente na costa Uruguaia. Os leões marinhos ficam nas pedras que encontram o mar, fáceis de serem observados de cima das pedras que rodeiam o farol, sem necessariamente subir nele. AS PRAIAS DE CABO POLÔNIO Em Cabo Polônio existem duas praias, a do norte e a do sul. A do sul, Playa Sur, é onde o caminhão vai costeado a reserva e todo mundo desembarca. A água é clara e clara, apesar de ser sempre fria. Já a praia norte, Playa Norte, tem rochas, água escura e mar agitado. Ali é onde estão os surfistas e onde tem o maior movimento. Não existem ruas na reserva, mas não é nada difícil de andar. De dia tudo é fácil de localizar por pequenas trilhas já marcadas na terra. Durante a noite é o farol que guia os caminhantes. O QUE COMER Tudo é bastante rústico em Cabo Polônio. Ali são servidos todos os tipos de comidas e lanches fáceis de preparar, como pizzas, massas, sanduiches e bolinhos fritos. Não espere muitas variedades, pratos elaborados ou culinária típica uruguaia. Leve dinheiro em espécie, pesos uruguaios, já que não tem caixa eletrônico na reserva. Os restaurantes fecham no horário da sesta, portanto leve o seu lanche se bater a fome durante a tarde ou se quiser economizar, já que os preços são mais altos, em média 200 pesos, mais caros do que o padrão do Uruguai, que já é caro. PASSAR A NOITE Como o clima é bem roots, sem energia elétrica, então aproveite para ver as estrelas, já que não existem outras interferências de luzes. Para ver o por do sol, vá para Playa Sur. E se você quer interagir numa clima descontraído, tem Luau com fogueira, música boa e gente interessante no Lobo Hostel Bar. Cabo Polônio é acessível apenas caminhando 7km pelas dunas de areias fofas ou chacoalhando dentro de uma caminhão 4x4, tipo pau-de-arara, durante 20 minutos. Apenas algumas pessoas são autorizadas a morar no parque que tem controle até mesmo para entrada de animais. Não há energia elétrica, apenas solar, e nem água encanada. Mas existem muitas opções de hostel e alguns restaurantes para aproveitar o clima roots de isolamento, principalmente se a ideia for desconectar do mundo por um período. Cabo Polônio nos surpreendeu e certamente entrou para a nossa lista de lugares que voltaríamos. ONDE FICAR E QUANTO TEMPO Cabo Polônio é uma reserva natural bem pequena e mais procurada para passar o dia ou quer desconectar. Se está apenas de passagem, um dia é suficiente. Nós fizemos day trip a partir de La Paloma e seguimos para Punta del Diablo, tudo de ônibus. · LOBO HOSTEL BAR: É good vibes, a galera alternativa, tem luau, tudo simples. Só o dormitório é bem pequeno. · GREEN HOUSE HOSTEL: Tem redes, terraço com vista, dormitórios e quarto para duas pessoas, tudo simples, tem energia solar. Só que fica a 500m do centrinho, o que acaba sendo mais afastado para andar a noite. · VIEJO LOBO: É o hostel mais fácil de identificar na Playa Sur, já que o telhado é pintado escrito hostel. É bem pequeno, mas aconchegante, bem decoradinho e as pessoas são gente boa. Só que no inverno é melhor levar uma cobertinha extra. · LA POSADA: Essa é uma pousada de “luxo” para os padrões locais. Quartos privados com varanda e rede, quartos para família, boa localização e chuveiro de água quente. Só que é caro. ESTRUTURA E DINHEIRO Não há energia elétrica, apenas energia solar e nem água encanada em Cabo Polônio, que é muito pequeno e bem roots. Mas ainda assim tem restaurantes e mercadinhos. Mas não tem ATM (caixa eletrônico), por isso leve pesos uruguaios suficiente para suas despesas de hospedagem e alimentação. Um prato barato sai por mais ou menos 200 pesos. Leve também uma lanterna. ENTRADA NO PARQUE NACIONAL CABO POLÔNIO O valor do caminhão é de 200 pesos (ida e volta) e o caminhão sai de hora em hora, mas na alta temporada se está muito lotado, eles saem com um intervalo menor. O pagamento é apenas em pesos e em dinheiro. Na entrada do parque existe um ATM (caixa eletrônico), um barzinho, o guichê da companhia de ônibus Rutas del Sol e um estacionamento de carros que custa 190 pesos a diária. COMO CHEGAR · CARRO: Cabo Polônio fica a 50km de La Paloma pela Ruta 10, 60k de Punta del Diablo pela Ruta 9 e 10 e 250km de Montevideu pela Ruta 9. A diária do estacionamento na entrada do parque é de 190 pesos uruguaios. Recomendo usar o app Maps.me para acompanhar off-line a rota. Não esqueça de fazer o Seguro Carta verde se entrar no Uruguai de carro. · ONIBUS: As companhias COT e Rutas del Sol tem algumas opções de horários e itinerários que variam conforme a estação do ano. VAI PARA ONDE · LA PALOMA e LA PEDRERA ficam a 50km. Dá para fazer bate e volta se sair cedo. · PUNTA DEL DIABLO fica a 60km com ônibus não tão frequentes, mas se sair cedinho, dá para fazer day trip. · MONTEVIDEU fica a 250km e tem ônibus não muito frequentes. La Pedrera Há muitos verões escutava meus amigos dizerem que iam para La Pedrera passar o carnaval, mas até então nunca tinha prestado a atenção em como essa praia tão pequena podia ser um destino tão badalado nessa época do ano. Dizem que milhares de pessoas fantasiadas se aglomeram nas poucas ruas desse pequeno balneário para aproveitar o carnaval. Mas não foi o carnaval que nos levou até La Pedrera, foi a curiosidade de conhecer essa praia tão pacata e com estilo roots. Como o nome já diz, La Pedrera se é repleta de formações rochosas que encontram o mar. La Pedrera é divida em 2 praia: EL BARCO, que é considerada a melhor praia para surfar no Uruguai. Sua formaçnao de ondas e o vento forte tornam essa praia a favorita de jovens, surfistas e quem pratica kitesurf. EL DESPLAYADO, com poucas ondas onde as famílias com crianças pequenas aproveitam o sol e mar mais calmo. Na rua principal, que liga a “rodoviária” até as praias, existem várias lojinhas de artesanato, alguns barzinhos decorados de uma forma bem interessante, muitas barraquinhas de churros e sorvetes e até banheiros químicos a disposição dos turistas. La Pedrera fica bastante movimentada a noite quando o pessoal se reúne nos bares e restaurantes deixando um clima descontraído no ar. Não são muitas as opções, mas todas são boas pelo que pudemos observar. Fomos apenas para passar o dia a partir de La Paloma e não nos arrependemos. La Pedrera é muito pequena e bem roots. Mas ainda assim tem restaurantes, bares, mercadinhos e até informações turísticas que também serve como “rodoviária”. Recomendo levar apenas pesos uruguaios. COMO CHEGAR CARRO: La Pedrera fica a 10km de La Paloma pela Ruta 10, 100k de Punta del Diablo pela Ruta 9 e 10, 140km do Chuí pela Ruta 9 e 230km de Montevideu pela Ruta 9. Recomendo usar o app Maps.me para acompanhar off-line a rota. Não esqueça de fazer o Seguro Carta verde se entrar no Uruguai de carro. VAI PARA ONDE LA PALOMA fica a 10km com ônibus frequentes. Dá para fazer bate e volta. CABO POLONIO fica a 39km com ônibus não tão frequentes, mas que dá para fazer um day trip bem tranquilo. PUNTA DEL DIABLO fica a 105km com ônibus nem tão frequentes, mas se sair cedinho, dá para fazer day trip. MONTEVIDEU fica a 290km e tem ônibus frequentes que vão para lá. CHUI fica a 140km com ônibus frequentes. La Paloma La Paloma é uma das praias queridinhas do Uruguai. É tranquila, mesmo na alta temporada ela permanece semi-deserta, tem uma boa estrutura, fica pertinho do Brasil e de Montevideu e está longe de ser tão badalada e chique como Punta del Este. É perfeita para relaxar! Também serve como base para visitar La Pedrera, Cabo Polônio e Punta del Diablo. Nossa passagem por La Paloma foi rápida, mas bastante agradável. Apesar do vento forte, o visual e água do mar compensaram bastante. O por do sol também foi espetacular, diga-se de passagem. Só perdemos de subir no farol por 25 pesos, pois nunca estávamos "disponíveis" no horário que ele estava aberto. Fizemos desse charmoso balneário nossa base para conhecer La Pedrera que fica apenas a 10km de distância. E já na chegada nos avisaram: o dia em La Paloma, a noite em La Pedrera. Isso porque La Paloma é mais família e La Pedrera tem um clima mais roots. La Paloma é pequena e bem organizada. Tem um centrinho, que na verdade é uma rua só, mas muito bonita e limpa. Tem uma estrutura boa de restaurantes, lojinhas, mercado, opções de hospedagem que vão de hotéis caros até camping. Só achamos os preços da comidas bem salgados. Uma milanesa ou chivito é quase o dobro de Montevideu ou Punta del Este. Ônibus passando por ali é o que não faltam! La Paloma é pequena e bem organizada. Ao longo da rua principal que é o centrinho, estão os restaurantes, bares, mercadinhos e lojas de artesanato. A maioria dos lugares aceita cartão, nos restaurantes tem 18% de desconto se pagar com cartão, e é melhor levar pesos uruguaios. COMO CHEGAR · CARRO: La Pedrera fica a 10km de La Paloma pela Ruta 10, 115k de Punta del Diablo pela Ruta 9 e 10, 150km do Chuí pela Ruta 9 e 230km de Montevideu pela Ruta 9. Recomendo usar o app Maps.me para acompanhar off-line a rota. Não esqueça de fazer o Seguro Carta verde se entrar no Uruguai de carro. VAI PARA ONDE · LA PEDRERA fica a a 10km com ônibus frequentes. Dá para fazer bate e volta. · CABO POLÔNIO fica a 50km com ônibus não tão frequentes, mas que dá para fazer um day trip bem tranquilo. · PUNTA DEL DIABLO fica a 115km com ônibus nem tão frequentes, mas se sair cedinho, dá para fazer day trip. · MONTEVIDEU fica a 230km e tem ônibus frequentes que vão para lá. [1] Dizem ser os ônibus daTuril os mais modernos. No entanto, os da Cot os que saem com mais freqüência. [2] Acredito que seja no terminal de Colonia. [3] Funciona assim: comprando o ingresso em qualquer museu, você ganha um folder explicativo de todos os museus (em esp, ing e BR). A cada museu visitado, seu ingresso é carimbado com o nome do museu. Para maiores informações sobre os museus, ler Anexo 1, ao final do roteiro. [4] Para esta visita, deve-se alugar um carrinho de golf ou utilizar táxi. Maiores informações sobre como proceder no Anexo 3. [5] Anexo QUATRO. [6] Anexo CINCO. [7] Anexo TRÊS. [8] Anexo DOIS. [9] Informações contidas no Anexo 2. [10] Estas informações precisam ser confirmadas.
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    Realizamos no periodo de 05 a 17 de Julho de 2015 a Volta completa da ilha de florianopolis a pé. Foram 12 dias e 251 quilometros. Somente a trilha entre ponta de canas e lagoinha que estava fechada, as outras estavam abertas. Em breve relato completo.
  4. 1 ponto
    Fala Viageiros!!!!! Voltei de uma viagem sensacional para a Patagônia e vou compartilhar aqui com vocês um pouco dessa experiência! Mas antes, quem puder, segue a conta do meu blog no Instagram: @profissaoviageiro E vai lá no www.profissaoviageiro.com que tem mais detalhes e fotos desse rolê! Segue lá no blog que sempre tem coisa nova por lá!!!! Bom, hoje além de passar minhas impressões de Torres del Paine, vou tentar deixar algumas informações básicas para quem quer ir e ainda está cheio de dúvida, como eu estava quando ainda planejava a viagem. Tem coisa que parece óbvia quando se conta de uma viagem para as outras pessoas, mas que no fundo se você não sabe o funcionamento das coisas no lugar, fica impossível saber se seu roteiro vai dar certo ou não… E foi nisso que eu esbarrei na montagem do roteiro. Como sempre em meus roteiros, eu tenho pouquíssima margem de erro e isso me fez perder um bom tempo na pesquisa. Vou tentar deixar algumas informações aqui para quem quer visitar esse lugar maravilhoso! Vamos lá! O que é? O Parque Nacional de Torres del Paine foi criado em Maio de 1959 e está localizado na Pataônia Chilena, na região de Magallanes. As suas torres principais dão nome ao parque, que são imensas torres de granito modeladas pelo gelo glacial. Mas as belezas do parque não se resumem a suas torres. O lugar inteiro é sensacional! Como chegar? Existem dois aeroportos próximos de Torres del Paine: – Um fica em Puerto Natales, que é a cidade base para a maioria das pessoas que visitam Torres del Paine. A cidade está localizada a 80km do Parque. O problema é que só existem voos para Puerto Natales no verão, e mesmo assim não é todo dia. Isso faz com que contar com um voo para lá seja praticamente descartado logo de cara. – A melhor opção então é voar para Punta Arenas. Existem voos regulares de Santiago para Punta Arenas. Inclusive, se não me engano, lá é destino mais barato para se chegar na Patagônia (Argentina ou Chilena) Eu fiz isso. Saí de São Paulo em um voo com conexão em Santigo e chegada em Punta Arenas. Tudo bem tranquilo! -Para quem não for utilizar avião, tenha Puerto Natales como sua referencia de destino. Onde ficar? – Punta Arenas: A porta de entrada da maioria das pessoas que vão para TdP via o próprio Chile (Muitas outras pessoas vão para TdP via El Calafate, na Argentina) Cidade grande, com vida própria. Possui muitas atrações turísticas, shoppings, hotéis, hostels, restaurantes e tudo mais. Fica a 3 horas de ônibus de Puerto Natales. – Puerto Natales: Cidade pequena que gira em torno do turismo de TdP. Muitos turistas o ano inteiro por lá, consequentemente muitos restaurantes e vendinhas para as compras da galera que vai fazer os trekings. Como já falei é a base para a maioria das pessoas, pela sua proximidade e preços acessíveis. Comparado às hospedagens dentro ou ao lado do parque é muito mais barato ficar em Puerto Natales. – Hospedagens dentro do Parque: Existem muitas opções de hospedagem dentro do Parque, desde áreas de camping onde você é responsável por ter com você absolutamente tudo que vai usar e comer, até luxuosos hotéis com vistas deslumbrantes. Tudo dentro do parque é caro. Transporte, hospedagem, comida… Tudo! São três “empresas” que possuem hospedagens dentro do parque, e para dormir lá dentro você precisa ter reservado antes de chegar (mesmo que esteja levando todo equipamento com você e queira apenas reservar um espaço de camping), pois não se pode entrar sem reserva prévia. As empresas são: CONAF; Fantástico Sur; e Vertice. Quando ir? Torres del Paine pode ser visitado o ano inteiro, mas a alta temporada é no verão, quando as temperaturas estão mais agradáveis e as paisagens mais coloridas. Eu fui na primavera. Dei muita sorte com o tempo e achei que valeu muito a pena. Não estava lotado e não passei nenhum perrengue de frio ou vento a ponto de transformar algum rolê em algo penoso. Se tem alguma coisa que eu mudaria no meu rolê para deixar ele ainda mais perfeito, é que eu preferia ter visto o lago no Mirador Base de Torres del Paine descongelado. Quando eu fui ainda estava congelado. Não que eu ache isso um problema, mas acho que descongelado seria muito lindo também. Quanto custa? Caro! Não é um passeio barato. Mesmo fugindo o máximo que pude das hospedagens dentro do parque, é um passeio caro. Mas não é nada que não se possa dar um jeito. Aqui alguns exemplos de preços aproximados: – Entrada no Parque, válida por 3 dias de entrada: US$ 35,00 (se já estiver dentro do parque, não tem problema, pode ficar mais que 3 dias) – Aluguel de barraca completa no parque: US$ 70 – para 2 pessoas, por noite – Catamarã para Paine Grande: US$ 35,00 por pessoa, por trecho (Comprando ida e volta junto fica um pouquinho mais barato). IMPORTANTE: Não aceita cartão! Só dinheiro. – Ônibus interno do Parque: US$ 10,00 ida e volta – Ônibus Puerto Natales – Torress del Paine: US$ 25,00 ida e volta E por aí, vai… O que fazer??? Bate e volta, Circuito W, ou Circuito O? Eu escolhi o W! – No circuito W estão as principais atrações do parque na minha opinião. Claro que quem faz o Circuito O vê muito mais coisa, mas para isso é necessário muito mais tempo e preparo, pois as partes do parque que estão fora do W, são bem menos estruturadas, então depende muito mais de você e do equipamento e mantimento que você carrega. – No bate e volta de Puerto Natales, você consegue fazer o Mirador Base, que é a vista mais famosa de lá, mas depois que se faz o W, você vê que aquilo é só um pequeno pedaço das belezas daquele lugar. Também dá para fazer o lado do Glaciar Grey, ou até um trecho da trilha beirando o lindíssimo Lago Nordenskjold. IMPORTANTE! Nesses casos de bate e volta, você sempre vai ter seu tempo limitado ao horário dos transportes internos do parque, seja do ônibus ou do catamarã. Então controlar o tempo e seus objetivos no dia será algo muito importante. Os horários são fixos e limitados, não deixando margem para erros. – Uma outra opção, que eu jamais faria, é um bate e volta de El Calafate, como muitas agências de lá oferecem… Me parece um grande programa de índio. – Fazer um mix disso tudo aí também é possível! É só estudar direitinho o roteiro e partir para cima!!!! Bom, esse é o básico. Vou contando agora como foi o meu rolê e tentando explicar como tudo funcionou para mim! Vamos lá!!!!!!!! Dia 1: Bom, eu decidi fazer o W da seguinte forma… Fazer as 2 pernas externas no esquema de bate e volta, e a parte central do W dormindo uma noite no camping Francês. Dessa forma faria o rolê em 4 dias, que é bem puxado. A maioria das pessoas faz em 5 dias o W, que depois eu entendi o por quê! Como a entrada do parque vale por 3 dias, eu fiz as 2 pontas primeiro, e depois a parte interna, que daria certinho os 3 dias de entrada no parque. Para mim não fazia diferença por onde começar, então deixei o dia que a previsão do tempo estava melhor para fazer o Mirador Base e fui no primeiro dia, que o tempo estava pior, na perna do Glaciar Grey. E a parte interna eu fiz saindo de Las Torres e chegando no outro dia em Paine Grande. No final, deu tudo certo!!!! Como comentei, eu cheguei em Puerto Natales vindo de Punta Arenas. Como não sabia da estrutura da cidade, acabei fazendo compras do que iria comer no parque no dia seguinte em Punta Arenas mesmo. A viagem de ônibus entre Punta Arenas e Puerto Natales demora 3 horas. A passagem é bem fácil comprar. Os ônibus que fazem esse trajeto têm seus terminais no centro da cidade e todo mundo lá sabe indicar onde ficam esses terminais. Existem diversos horários de saída, então não precisa de stress quanto a reserva antecipada ou qualquer coisa. Em Puerto Natales as coisas são perto da rodoviária. A maioria dos lugares nem precisa de taxi… Dá para chegar andando. Já aproveitei que estava na rodoviária na chegada e comprei a passagem de ônibus para o dia seguinte de ida e volta para o parque. São algumas empresas que fazem o trajeto e todas fazem mais ou menos no mesmo horário, pois os transportes internos no parque são sincronizados com as chegadas dos ônibus de Puerto Natales. O horário de saída é por volta das 7 da manhã e o retorno por volta das 7:30 da noite saindo da Laguna Amarga (entrada do parque). São quase 3 horas de trajeto entre o parque e Puerto Natales. No dia seguinte estava lá bem cedinho na rodoviária aguardando meu ônibus sair. Chegando em Torres del Paine, a primeira coisa a se fazer é comprar o ticket de entrada. Havia uma pequena fila mas não demorou muito todo o tramite. Eles aceitam Pesos Chilenos e Dólares. Talvez aceitem Euros também, mas não tenho certeza. Depois é aguardar o ônibus interno que vai te levar para o Refúgio Las Torres (De onde sai a trilha para o Mirador Base e também a trilha em direção ao Refúgio Francês) e depois segue para Pudeto, de onde sai o Catamarã para Paine Grande (Onde começa a trilha para o Glaciar Grey). Como fui em direção ao Glaciar Grey nesse primeiro dia, segui no ônibus até Pudeto. Cheguei lá por volta das 10:30 e o catamarã só sai as 11hs. Assim aproveitei e tomei um reforço do café da manhã por lá enquanto aguardava a saída para Paine Grande. O catamarã é espaçoso e possui um deck em cima para quem quer ver a paisagem e tirar umas fotos. Duro é aguentar o frio, mas vale a pena! O trajeto é curto e em pouco mais de 20 minutos já estava em Paine Grande Muitas pessoas se hospedam no refugio, então já entram para seu check in. Eu não ia ficar lá, então só me arrumei, usei o banheiro e saí. Primeiro grande desafio da viagem: Aprender a usar os sticks de caminhada! Eu sei que parece ridículo, mas no começo é difícil coordenar! Mas depois de alguns minutos, vai que vai! Não sei como eu consegui voltar a andar sem eles quando voltei de viagem! Esse treco é bom demais!!!!! Bom, foi nesse primeiro dia que eu entendi por que a maioria das pessoas faz o W em 5 dias e não em 4… É porque o refúgio Grey é longe que dói! Eu tinha o meu tempo de trekking limitado pelo horário do catamarã. Não podia estar de volta depois das 18:30hs, que é o último horário de saída do catamarã no dia. As pessoas normalmente dormem no refúgio Grey e depois voltam no dia seguinte. Ou também vão até o refugio Grey e voltam para dormir em Paine Grande, sem grandes compromissos com o horário. Aí tudo faz mais sentido. No meu caso eu tive que ir até onde o relógio permitiu, e não consegui chegar até o refugio. Mas isso não tem muita importância… Pude apreciar a beleza do glaciar durante minha trilha sem nenhum problema! A trilha desse trecho não foi das piores do W. Existem outras partes com muito mais subidas e descidas. Isso foi bom, pois estava ainda aquecendo os motores! Eu que já tenho dois joelhos completamente destruídos, que me impedem de fazer algumas coisas, estava, para piorar, vindo de uma lesão no ligamento. Consequentemente minha condição física não era das melhores, vindo de um período de um mês sem poder exercitar minhas pernas. Bora caminhar!!!! A primeira parada, já para o almoço, foi na Laguna Los Patos. Uma lagoa bonita, que apesar do nome, não tinha tantos patos assim quando passei por lá! Sigo então em direção ao glaciar, tentando aproveitar o máximo essa paisagem linda! Daí a recompensa… O Glaciar Grey!!! Encontro um lugar para parar e apreciar essa vista! Depois de um tempo por lá o relógio me lembra que era preciso voltar, sem grandes possibilidades de paradas. A volta foi bem tranquila e cheguei a tempo inclusive de fazer um lanche e tirar umas fotos antes de embarcar Na fila do embarque percebo esse cara indo para um mergulho bem tranquilo nesse lago de degelo!!! Um mergulho com uma vista dessa não é nada mal!!!! Daí foram só mais uns 30 minutos de catamarã até Pudeto e já o imediato embarque no ônibus para Laguna Amarga. Dalí peguei o ônibus de volta para Puerto Natales. Chegando em Puerto Natales, foi só o tempo de passar em uma vendinha para comprar os mantimentos para o dia seguinte e correr para tomar banho, comer e dormir, pois sobram poucas horas de sono para quem tem que pegar o ônibus no outro dia as 7 da manhã!!! Dia 2 E lá vamos nós!!!! Acorda de madrugada, toma banho, toma café, corre para a rodoviária e tenta descansar um pouco no ônibus no caminho… No parque foi só mostrar que já tinha o ingresso e aguardar pela saída do ônibus para Las Torres. Lá em Las Torres se faz um breve registro de entrada para controle e já pode sair para a caminhada. Esse dia era o primeiro grande desafio. São 20km ida e volta, com muita montanha, incluindo um trecho matador no último quilômetro que faz você pensar seriamente que não vai conseguir! Mas consegue!!!! A caminhada começa com 2km bem tranquilos e planos ainda em uma área dentro do complexo de Las Torres. Depois…… Bom, depois é bom estar com a saúde em dia, porque não é fácil a brincadeira. O que sempre te dá forças em um lugar como esse são as paisagens… Elas vão nos lembrando por que estamos lá!!!! Vale cada gota de suor! E vai subindo… Subindo… Subindo mais… Até que chega no Km 9 e eu já estou esgotado, com muita dor e cansaço. E aí o negócio começa a ficar sério. A subida é bem no limite entre caminhar e escalar, inclusive passando pelo espaço onde a água do degelo desce, para ajudar ainda! Pelo menos quando dava sede era só abaixar e beber água! Eu acho que eu bobeei… Acho que tem um lugar para deixar o peso extra ali no km 9 antes de começar a subida. Eu não fui atrás disso e acabei subindo com tudo nas costas… Foi treta! Como eu não tinha forças nem para tirar foto, tenho poucos registros desse dia. Uma pena, porque o lugar é maravilhoso. Essa subida é terrível, e quando se acha que acabou você descobre que ainda falta um tanto! Todos os lugares por lá são assim… Você acha que chegou no final, mas não chegou!!!! Para de reclamar e continua andando!!!!! Realmente nem acreditei quando cheguei lá!!!! Mas o visual vale qualquer esforço!!! Infelizmente cheguei lá 15 minutos depois do horário que tinha que iniciar a descida! Isso limitou muito o quanto eu pude aproveitar lá em cima. Foi o tempo de comer alguma coisa, tirar meia dúzia de fotos e sair desesperado para baixo, quase com a certeza que não daria tempo. Isso foi a pior parte do rolê… Não consegui aproveitar quase nada a descida, forcei meus joelhos de um jeito que não poderia ter forçado e fiquei horas no stress de não ter ideia do que iria fazer se perdesse o transporte. Não sei explicar como, arrumei forças não sei da onde para sair em uma disparada nos últimos 2 quilómetros para tentar chegar no ônibus… E não é que consegui!!!!!!! O pessoal já estava quase todo embarcado! Aí pedi para o motorista para esperar uns 2 minutos até a Tati chegar e ele falou que beleza! Nossa, foi por pouco! Eu sentia tanta dor no meu corpo depois disso que nem sei explicar… Doía pé, tornozelo e principalmente meus joelhos… Achei que tinha comprometido todo o rolê… Chegando em Puerto Natales foi só a correria para deitar logo, depois do mercadinho, banho e janta. Dia 3 Esse dia tinha a ideia que seria mais tranquilo, pois além da distancia a se caminhar ser menor, não precisava me preocupar com horário, pois poderia chegar a qualquer hora no Camping Francês. Mas eu me enganei… Foi mais um dia puxado que no final minhas pernas já estavam esgotadas. Já no refugio Las Torres, comecei a caminhar para o Acampamento Francês. O inicio é tranquilo e ainda estava com a sensação que seria um dia de recuperação, e não de grandes esforços. Começo a encontrar alguns morros, mas nada de mais… A caminhada ainda está sob controle. Passados alguns quilômetros eu encontro um novo caso de amor!!!!! Se trata do Lago Nordenskjöld! Que visual maravilhoso! Andar com esse lago ao seu lado o dia inteiro foi lindo demais! As paradas para comer sempre eram em pontos estratégicos para comer apreciando aquele azul espetacular! O problema é que esse trecho tem muita montanha, subindo e descendo toda hora… Eu fui me cansando e já ficava perguntando pra galera que cruzava no caminho se estava muito longe ainda! Isso é claramente sinal de desespero!!!! E então já no final do dia chego no Acampamento Francês! O acampamento é bem bacana. O banheiro é bom e a água para tomar banho bem quente! Isso foi maravilhoso! Lá eles também têm um pequeno restaurante e uma “vendinha” que você pode comprar um refrigerante, por exemplo. Na recepção do camping eles tinham ovos para vender. Não estava tão caro. O problema é que eu não tinha onde cozinhar os ovos, pois não estava carregando um fogareiro comigo. A menina que estava lá foi bem gente boa e ofereceu de cozinhar os ovos para nós no fogareiro dela! Então já fechei negócio e consegui comer algo quente nessa noite, que estava programado apenas comida fria. Então depois de um ótimo banho já fui jantar meu sanduíche, ovos e um vinho que estava carregando para saborear na noite! A barraca estava montada. Não tive trabalho nenhum. É chegar, pular para dentro do saco de dormir e até amanhã!!!!! Dia 4 Depois de uma boa noite de sono que não passei nenhum tipo de problema na barraca, me preparei para partir. Nesse dia os objetivos eram Mirador Francês, Mirador Britânico e a chegada em Paine Grande para tomar o catamarã de volta no final da tarde. Então tomei meu ziriguidum e pé na estrada! Até o acampamento Italiano o caminho é curto mas já com algumas subidas chatinhas. No acampamento Italiano você pode deixar seu equipamento para fazer a subida para o Mirador Francês e Britânico só com o necessário. A subida até o Mirador Francês é de um nível médio… Dá para ir na boa. Acabei me perdendo um pouco no caminho… Ainda bem que olhei para trás e vi umas pessoas passando por outro lugar. Percebi que o errado era eu e voltei para a trilha certa! Lá é um lugar bem interessante. Existe uma geleira com pequenas avalanches a cada 10, 15 minutos… É muito legal ficar um tempo por lá vendo as avalanches e principalmente escutando os estrondos do gelo se rompendo. É um barulho de trovão bem alto! Muito bacana! Fiquei lá um tempo, fiz meu lanche e olhei para o caminho do mirador Britânico………… Que caminho???? O tempo fechou e não dava para ver nada lá para cima….. Então após algumas considerações decidi desistir de ir até o mirador Britânico. Ainda faltava uma boa pernada até lá e eu não queria gastar esse tempo e essa energia para ir até um mirador de onde não haveria nada para “mirar”. Bom, com isso pude desfrutar mais algum tempo no mirador Francês e fazer meu caminho de volta sem stress por conta do horário do catamarã. De volta ao acampamento Italiano não estava muito bem… Não sei bem o que era, mas preferi ficar por lá um tempo até me recuperar. Daí peguei minhas coisas e segui… O caminho a partir de lá é bem mais tranquilo. Não me lembro de ter nenhuma montanha bizarra para subir e descer depois de lá. Isso foi ótimo… Já estava cansado! (Calafate) Um dos pontos altos desse trecho da caminhada é o Lago Skottsberg! O mirador do lago tem uma vista que chega a ser indecente! Depois dessa parada, já estamos quase lá! É um trecho cheio de emoções boas! De que consegui cumprir o objetivo… De que vou completar o W! Isso parecia tão longe na minha vida há 6 meses atrás…. Pensar em cada pedra, cada montanha, cada arbusto, cada pássaro, cada lago, cada pessoa que cruzei, cada parte do meu corpo que doía, cada gole de água de cachoeiras de degelo, e cada sentimento delicioso de conquista com o visual que se abria na minha frente por tantas e tantas vezes nesses dias…….. Foi bom demais! Então a última parada antes da chegada triunfante! Dessa vez para admirar o Lago Pehoé, a poucos metros de chegar em Paine Grande. Não tem lugar melhor para comemorar a vitória!!!!!! E então a chegada! Exausto; Com dor; Realizado!!! Consegui, po**a!!!!!! Daí foi o roteiro já conhecido… Catamarã de Paine Grande para Pudeto, ônibus interno de Pudeto para Laguna Amarga (com parada em Las Torres), ônibus para Puerto Natales, pousada e cama! Hora de descansar, mas não muito, porque no dia seguinte embarcaria para El Chaltén pela manhã. Mas essa história fica para depois! É isso!!!! Quem quiser qualquer ajuda, pode escrever aqui que vou ajudar com todo prazer no que for possível! Críticas e elogios também são bem vindos!!!!! Não esqueçam de seguir lá no Instagram! @profissaoviageiro Valeu!!!!!!!!!!!!! Abraço, Felipe
  5. 1 ponto
    Resumo: Itinerário: Salvador a Recife Distância Aproximada Entre Origem e Destino (Google Maps): 784 km Distância Aproximada Percorrida Incluindo Passeios: 1.100 km Período: 24/07/2019 a 01/09/2019 (39 dias) Gasto Total: R$ 2.293,33 Gasto sem Transporte de Ida e Volta: R$ 1.779,43 - Média Diária: R$ 45,63 Ida: Voo de São Paulo (Congonhas) a Salvador pela Latam por R$ 212,95, sendo R$ 180,00 de passagem e R$ 32,95 de taxa de embarque. Volta: Voo de Recife a São Paulo (Guarulhos) pela Latam por R$ 300,95, sendo R$ 268,00 de passagem e R$ 32,95 de taxa de embarque. Paradas: 1- Salvador (Santo Antônio, próximo do Pelourinho): 1 dia 2- Salvador (Itapuã): 2 dias 3- Arembepe: 1 dia 4- Praia do Forte: 2 dias 5- Imbassaí: 1 dia 6- Subaúma: 1 dia 7- Baixio: 1 dia 8: Sítio do Conde: 1 dia 9: Costa Azul: 1 dia 10: Coqueiro - BA: 1 dia 11: Estância - SE: 1 dia 12: Aracaju: 3 dias 13: Pirambu: 1 dia 14: Ponta dos Mangues: 1 dia 15: Saramém - SE: 1 dia 16: Pontal do Peba - AL: 1 dia 17: Coruripe: 1 dia 18: Jequiá da Praia: 1 dia 19: Barra de São Miguel: 1 dia 20: Maceió: 3 dias 21: Paripueira: 1 dia 22: Barra do Camaragibe: 1 dia 23: Porto de Pedra: 1 dia 24: Maragogi - AL: 2 dias 25: Tamandaré - PE: 1 dia 26 Porto de Galinhas: 3 dias 27: Cabo de Santo Agostinho: 2 dias 28: Recife: 1 dia Considerações Gerais Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, rios a atravessar, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Em boa parte da viagem houve bastante sol e pancadas de chuva breves, geralmente fraca ou só garoa. Dias com chuva prolongada foram poucos (acho que só uns 3). Não houve raios. A chuva, quando me pegava nas praias, apesar de não ser tão forte, tornava-se mais sensível devido ao vento forte. As temperaturas estiveram bem razoáveis (para um paulistano), variando de 20 C a 30 C. A sensação térmica às vezes era mais baixa por causa da chuva ou mais alta por causa do asfalto ou da areia. As praias, o mar, as lagoas, a vegetação, as paisagens rurais, os mirantes, as construções históricas e típicas e as igrejas agradaram-me muito . Em alguns trechos de mar aberto, o mar estava muito bravo, com ondas fortes e enormes, com muita correnteza, algumas vezes com direções conflitantes. Derrubou-me várias vezes. Em Sergipe o mar tinha cor escura, barrenta. Dava aparência de poluição ou sujeira para um leigo como eu, mas provavelmente eram sedimentos vindos de rios (talvez o São Francisco e o Real principalmente) e da chuva. Nos outros locais, principalmente em Alagoas, o mar tinha uma cor verde linda . Peguei 4 cocos na praia e 1 banana no chão em um caminho. Encontrei muito lixo nas praias, principalmente plástico. Encontrei também algumas tartarugas e peixes mortos. A população de uma maneira geral foi cordial e gentil. Em Baixio a Pousada Espaço Litoral aparentemente não quis me hospedar devido à minha aparência (de mochileiro andarilho), mas foi um episódio isolado. Foi impressionante a generosidade dos donos de acomodações e comerciantes, sendo que vários ofereciam cafés da manhã que eu não havia contratado ou produtos adicionais nas minhas compras . Procurei ser o mais educado possível e recusei quase todos para não abusar da hospitalidade. Em áreas remotas de Sergipe houve alguns trechos em que foi difícil conseguir acomodação para pernoitar. Em muitas localidades pequenas o comércio e a recepção das pousadas fechava cedo, o primeiro entre 17h e 19h e a segunda perto de 20h. A caminhada no geral foi tranquila. Os maiores problemas foram os rios a atravessar. Mas acabei conseguindo as travessias em quase todos. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada) nas praias nem nas estradas nem nas cidades. Precisei desviar de um trecho em Barreiras (Alagoas), em que havia um rio a atravessar para chegar no Pontal de Coruripe, devido ao domínio da área por traficantes (Boca de Fumo). Vários disseram-me para não passar ali e eu resolvi atendê-los e ir este trecho pela estrada. Muitos aceitaram cartão de crédito, mas vários com acréscimo. Um número maior aceitava cartão de débito, poucos com acréscimo. Meus gastos foram R$ 299,73 com alimentação, R$ 1.378,00 com hospedagem, R$ 101,70 com transporte durante a viagem, R$ 65,90 com taxas de embarque de ida e volta e R$ 448,00 com as passagens aéreas de ida e volta. Mas considere que eu sou bem econômico. A Viagem: Minha viagem foi de SP (Aeroporto de Congonhas) a Salvador na 4.a feira 24/07/2019 pela Latam (https://www.latam.com). O voo saía às 10h30 e estava previsto para chegar às 12h55. Paguei em 4 parcelas com cartão de crédito. Não pude escolher o lugar gratuitamente e não fiquei na janela. Durante o voo conversei com uma analista ambiental sobre a situação do meio ambiente em SP e no Brasil. Ganhei um cappuccino 3 Corações de chocolate de cortesia da Latam e da 3 Corações. Ao chegar, saquei dinheiro e peguei o ônibus do aeroporto até o metrô e depois o trem até a estação Campo de Pólvora, perto do Pelourinho, por R$ 3,70 pagos em dinheiro. Fiquei na Casa 37 Guesthouse (https://www.facebook.com/Casa37Guesthouse), que havia reservado pelo Booking (https://www.booking.com). No caminho da estação até lá, passei por parte do centro e fui apreciando a cidade. Paguei R$ 18,00 a diária, em dinheiro, sem direito a café da manhã. A proprietária Gisélia estava com o pé machucado, tinha desabilitado novas reservas e só esperava a mim naquele dia. Fiquei só numa cama num quarto compartilhado, com banheiro dentro. Depois de me acomodar aproveitei a tarde para ir visitar as obras da Irmã Dulce (https://www.irmadulce.org.br). Fui bem atendido e o recepcionista abriu uma exceção para eu conhecer o santuário, que estava em reforma, acompanhando-me. Gostei bastante dos vários itens, incluindo memorial, capela e santuário, tudo mostrando a vida simples e dedicada dela. Na volta passei pelo mirante em Santo Antônio com vista para a Baía de Todos os Santos. Visitei também algumas igrejas no centro, perto do hostel e no caminho para as obras de Irmã Dulce. No fim da tarde e começo da noite fui visitar o Terreiro de Jesus, que havia sido revitalizado, com sua bela fonte e passei pela escadaria em que foi filmada a primeira versão de “O Pagador de Promessas”. Não encontrei espetáculos no Pelourinho. Jantei sanduíches e banana que tinha trazido de casa. Conversei com moças de Fortaleza que estavam no hostel e haviam vindo de ônibus e estavam trabalhando em casas de confecção. Elas falavam do frio e chuva de Salvador, diferente de Fortaleza naquela época do ano. Para as atrações de Salvador veja http://salvador-turismo.com, http://www.salvadorbahiabrasil.com/atracoes-salvador.htm e https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/salvador-7. Gosto bastante da cidade, mas já tinha estado nela antes. Meu objetivo nesta viagem não era conhecer muitos de seus atrativos, somente alguns que eu não conhecia e estavam perto dos meus pontos de parada. Na 5.a feira 25/07 tomei café da manhã com sanduíches que havia levado de casa, conversei com portuguesa hospedada no hostel e fui pegar o ferry boat para Bom Despacho por R$ 10,00 no cartão de crédito (ida e volta). Eu tinha levado parte das cinzas do meu pai para jogar na Baía de Todos os Santos e achei que a melhor opção era aquela. Peguei o barco das 8 horas. Falei com o Imediato Caetano e ele disse que eu poderia jogar sem problemas. Após o barco afastar-se razoavelmente do porto, joguei-as, de punhado em punhado. Pouco depois ele me encontrou na parte superior e perguntou se já tinha jogado. Disse-me que havia comunicado ao capitão e este perguntou se eu queria que ele parasse o barco um pouco para que eu jogasse (o barco tinha provavelmente mais de 100 passageiros). Dei um rápido passeio em Bom Despacho e voltei no barco das 10 horas. Cheguei de volta ao hostel pouco antes de meio dia e perguntei a Gisélia, que já estava melhor do pé, se poderia ficar um pouco a mais, para poder visitar o Centro de Convivência Irmã Dulce, que era ao lado. Ela disse que isso poderia abrir um precedente. Para guardar a mochila ela cobrava R$ 10,00, com direito a uso do banheiro e demais instalações até a noite. Preferi sair na hora então e fui visitar o Centro de Convivência carregando a mochila. Muito interessante o trabalho que eles faziam com atividades gratuitas para toda a comunidade. Depois de lá rumei a pé para Itapuã. Foram cerca de 18 km. Não tive nenhum problema de segurança e acertei o caminho, com nomes de ruas e indicações no papel e pedindo muitas informações. Muitos deram-me sugestões, às vezes querendo mudar o caminho base que eu tinha traçado, o que eu não fiz. No trecho final fui pela orla, admirando a praia e o mar a partir do calçadão. No caminho comprei pães normais por R$ 1,00 e um pão de queijo por R$ 1,00 pagos em dinheiro. Fiquei no Hostel Sal Bahia (https://www.facebook.com/hostelsalbahia), da proprietária Dil, que era paulista, por R$ 28,50 em dinheiro a diária, com direito a café da manhã. Lá estava uma família de Niterói, 1 rapaz de Sergipe sendo treinado em telefonia por outro de Recife (um deles se chamava Carlos) e uma dupla de profissionais de escolta armada, sendo que um era de Recife e torcia para o Náutico. À noite comprei pães por R$ 3,00 e vegetais (pepino, chuchu, batata, mandioca, tomate e laranja) por R$ 4,40 e fiz sanduíches para o jantar. Antes fui dar uma volta na orla e comi abará e tapioca com açúcar e canela por R$ 8,00. Todos os alimentos foram pagos em dinheiro. Na 6.a feira 26/07 tomei o café oferecido pelo hostel (2 pães, margarina, café, leite e abacaxi). Depois fui à Lagoa do Abaeté. Havia muitos seguranças. Haviam dito que poderia ser perigoso o local, em termos de assaltos, mas achei tranquilo. Porém não entrei nas trilhas no meio do mato. Achei as vistas da lagoa e da vegetação no entorno muito bonitas. Fiz 3 travessias pequenas e achei a água deliciosa. Voltei, almocei sanduíches e fui caminhar na praia. Comecei indo conhecer os monumentos às Sereias de Itapuã e a Vinicius de Moraes. Pela manhã, quando havia passado rapidamente para ver as Sereias, um morador local veio cumprimentar-me e falar comigo, imagino que para conhecer um viajante de fora dali. Depois fui até o Farol de Itapuã e depois parti rumo ao Sul, indo até o Jardim dos Namorados, já perto de Pituba. Depois, quando retornando ao hostel ainda tive tempo de visitar o Parque de Pituaçu, com seus lindos lagos, área verde e vistas. Um homem que estava sentado num banco com roupa social, a quem eu havia pedido informações sobre o parque, pediu para falar comigo sobre Jesus. Ficamos conversando alguns minutos. Voltei pela praia, admirando as lindas vistas do mar e da orla, de dia e após escurecer. Jantei um mini acarajé por R$ 1,00, um acarajé por R$ 5,00 (ambos em dinheiro) e salada (batata, mandioca, chuchu, pepino, tomate e cenoura – esta última tinha trazido de SP), com laranja de sobremesa comprados no dia anterior. Durante o jantar conversei com Bruno, sobrinho da Dil, e pessoal da escolta armada. Levei um acarajé da Dry (dona do ponto) para a Dil numa vasilha plástica, conforme ela havia pedido. No sábado 27/07 tomei o café da manhã oferecido pelo hostel (2 pães, margarina, café, leite, 2 pedaços de melão), despedi-me de todos (Dil levou-me ao portão) e parti rumo a Arembepe. Antes de entrar na areia da praia comprei 5 pães por R$ 1,00 em dinheiro. Entrei na praia na altura do Monumento às Sereias de Itapuã. O tempo estava bom pela manhã e a praia estava cheia. As paisagens pareceram-me lindas, embora as praias fossem bem urbanizadas, com muitos condomínios. Atravessei o Rio Joanes andando, orientado por salva-vidas e por praticantes e instrutores de kitesurf, que estavam dentro dele. Segui bancos de areia, mas no trecho final havia um canal que por um instante não deu pé, o que molhou levemente o fundo da mochila, mas a água não entrou. Havia várias pessoas praticando kitesurf na barra, conforme foto abaixo. Ocorreu uma rápida pancada de chuva no meio da tarde e eu me abriguei atrás de um coqueiro, posto que a chuva era lateral, devido ao vento. O mar estava bravo e o vento forte. Havia algumas bonitas paisagens com áreas de remanso criadas por barreiras de pedra um pouco distantes da praia nas quais o mar batia forte. Quando veio outra pancada de chuva, entrei embaixo de um quiosque e um segurança falou-me que eu não poderia abrigar-me naquela área privada, mas passou via rádio informação aos da frente para que me dessem abrigo. Pouco à frente fiquei debaixo de um coberto de madeira, atrás de uma tora. Quando a chuva amainou outro segurança veio conferir as informações, perguntar-me se eu ainda precisava de abrigo e me dar informações sobre como achar hostels ou hospedagem barata em Arembepe. Logo em seguida cheguei a Arembepe e fiquei no Hostel da Fá (https://www.facebook.com/hosteldafa), em cama de quarto compartilhado por R$ 25,00 em dinheiro, sem café da manhã, onde fui atendido originalmente por Benedita, mãe da Fá. O quarto estava vazio, então fiquei só. Uma pessoa havia dado uma referência negativa do hostel, mas eu fui muito bem atendido e fiquei satisfeito. Era simples, mas supriu tudo de que eu precisava. Comprei pães por R$ 3,00, chuchu e pepino por R$ 1,00 e abobrinha e laranja por R$ 1,22, tudo pago com cartão de crédito. Jantei sanduíches, com laranja e pão com goiabada de sobremesa. Houve várias pancadas de chuva depois que cheguei ao hostel, principalmente depois de escurecer. Fá ofereceu-me café e suco de jenipapo de cortesia, que eu educadamente recusei. Seu filho interessou-se pelo meu celular velho. Havia entrado um pequeno espinho ou objeto estranho no meu pé direito e eu o cavoquei para tirá-lo, deixando uma pequena parte do pé em carne viva , o que se mostrou desastroso alguns dias à frente. No meio da noite chegou um casal e ficou na área anexa ao quarto. Eu acordei com o barulho da chegada deles e fui tirar a mesa que havia colocado para escorar a porta do corredor que abria com o vento. No domingo 28/07 inicialmente dei um passeio pelo povoado, saquei dinheiro, comprei pães por R$ 3,00 com cartão de crédito e tomei café da manhã com sanduíches. Começou a chover com moderada intensidade e eu esperei passar para sair. Saí perto de 8h10, passei por uma área à beira-mar destruída pelas tempestades recentes e fui conhecer a Aldeia Hippie. Gostei bastante, principalmente do Centro de Artesanato, da lagoa e do rio. O morador Oz pediu-me uma força de R$ 5,00 em troca de um artesanato em clave de sol. Ao invés disso, ofereci a eles pães de milho, que não quiseram. Achei bela a vista do alto das dunas em que ficava parte da aldeia, estando de um lago a lagoa, o rio e a vegetação e de outro o mar. Havia uma pequena base do Projeto Tamar, cuja visita era paga. Não a visitei, pois pretendia ir para a Praia do Forte. Uma foto de uma praia em Arembepe está a seguir. Ao longo do caminho achei as praias belas. Tomei um banho de mar, que estava tão bravo e com correntes erráticas, que me levou para um buraco. Chegando à Barra do Jacuípe, um barqueiro atravessou-me por R$ 2,00 em dinheiro. Uma foto de lá segue abaixo. Caminhei de lá até a Barra do Pojuca, passando por praias que achei bonitas. Não consegui atravessar andando a Barra do Pojuca. Tentei sem a mochila, mas a forte correnteza me fez crer que com a mochila não conseguiria. Não havia mais barqueiros, pois era perto de 17h. Peguei a estrada então e fui até a cidade, mas não encontrei pousadas baratas. Resolvi pegar o ônibus para a Praia do Forte, onde sabia que tinha um hostel. Paguei R$ 3,00 em dinheiro pelo ônibus. No ônibus começou uma conversa exacerbada entre amigos sobre política, com um dizendo que o Brasil era socialista e por isso estava nesta situação e outro falando contra o presidente, o que confirmou a polarização existente atualmente. Fiquei no Praia do Forte Hostel (https://www.albergue.com.br), pagando R$ 70,00 em dinheiro por uma cama em quarto compartilhado, com direito a bufê de café da manhã. Comprei espaguete por R$ 2,40, legumes (chuchu, pepino) e laranja por R$ 1,91, tudo com cartão de crédito, cozinhei o espaguete e os jantei. De sobremesa comi biscoitos de maisena cortesia do hostel. Fiquei sabendo que meu primo havia sofrido um ataque cardíaco e partido inesperadamente deste mundo por volta de 11h da manhã. Na 2.a feira 29/07 comecei o dia tomando o excelente café da manhã oferecido em forma de bufê, com pães, ovo, banana assada, frutas, bolos, sucos (umbu, laranja), etc. Choveu bem cedo e depois a chuva retornou após as 13h30, parou perto de 15h e voltou no fim da tarde. Fui visitar o Projeto Tamar (https://www.tamar.org.br). Achei espetacular . Havia tartarugas de 4 espécies, tartarugas albinas, tubarões, arraias, vários tipos de peixes, tartarugas pequeninas recém-nascidas, esqueleto pré-histórico, carapaças, cinema referente ao projeto, exposições etc. Havia também momentos em que os tratadores iam alimentar os animais com a presença do público. Havia muita gente visitando, incluindo muitos estrangeiros e muitas crianças. O ingresso custava R$ 26,00, mas hóspedes do hostel tinham entrada gratuita a qualquer hora e dia em que estivesse aberto. Era permitido passar a mão nas arraias. Após conhecer boa parte e fazer a visita guiada pela manhã, fui à foz do Rio Pojuca, que não tinha conseguido atravessar. Pela praia era bem mais perto. Tomei um banho no mar bravo. Voltei para completar a visita ao Tamar e ver as alimentações da tarde, incluindo a dos tubarões. A vista do mar a partir dos fundos do Projeto Tamar também me pareceu muito boa. Havia também um farol para navegação e uma igreja antiga nas imediações. No hostel conheci franceses e brasilienses. Jantei espaguete com um pouquinho de arroz (peguei das comidas compartilhadas), pepino, chuchu, laranja e biscoitos de maisena. Na 3.a feira 30/07 depois do bufê no café da manhã, fui explorar outros pontos da região. Peguei a trilha do Parque Klaus Peters, com vegetação da restinga, com várias informações, de que muito gostei. Voltei pela avenida e fui visitar o Projeto Baleia Jubarte (http://baleiajubarte.org.br). A entrada custava R$ 10,00, mas também era gratuita para hóspedes do hostel. Gostei do projeto, embora não o tenha achado tão espetacular quanto o Tamar, pela falta de animais vivos. Mas havia muitas informações, exposições, cinema e um esqueleto de baleia. Depois de lá peguei a trilha para o castelo. Achei bonita a vista da lagoa urbana. Não entrei no castelo, que era pago (R$ 15,00, com 50% de desconto para hóspedes do hostel). Na volta, depois de fazer a saída do hostel, ainda passei no Projeto Tamar para rever alguns itens de que tinha gostado e tirei fotos das tartarugas albinas e de um dos tubarões lixa Após isso rumei para Imbassaí, que não era muito longe e onde havia outro hostel mais barato, até onde eu sabia. Comecei a caminhar perto de 15h e cheguei lá perto de 17h. Achei muito bonitas as praias do caminho. Tomei 2 banhos de mar. Elas pareciam ter pedras ou corais no fundo. O mar novamente era bravo e uma onda me pegou no raso e me fez dar um giro involuntário de 360 graus. Fiquei hospedado no Eco Hostel Lujimba (https://www.imbassaihostel.com.br/?lang=pt), por R$ 35,00 em dinheiro a cama em quarto compartilhado, sem café da manhã. O dono era o argentino Roberto, mas já bastante aclimatado ao Brasil. Lá fiquei no quarto com um casal que morava na Escócia, em Edimburgo, um deles brasileiro e o outro escocês, que estava ali fazendo trabalho voluntário no hostel. Havia também um húngaro que falava fluentemente português. O hostel era numa estrada de terra e tinha um bosque dentro de suas dependências. Tinha um espaço num andar superior com símbolos de várias religiões, principalmente orientais, e ambiente para ioga, meditação e descanso. Comprei espaguete por R$ 1,85 e vegetais (abobrinha, mandioca, limão e laranja) por R$ 2,73, ambos com cartão de crédito, cozinhei o espaguete e comi no jantar com os vegetais. Na 4.a feira 31/07 comi a laranja no café da manhã. Roberto contou 2 histórias. Disse que um rapaz estava caminhando por uma estrada, um carro passou por ele e percebeu que nos próximos 100 km não havia vestígios de civilização. O caminhante tinha barba e cabelo parecidos com os de Jesus. O homem do carro voltou os 100 km e deu carona para o caminhante até passar por aquele trecho deserto. Com isso ele andou 200 km a mais do que precisaria. A outra história foi de uma mulher negra de cerca de 60 anos que ele viu andando nua na estrada, equilibrando uma bandeja na cabeça. Ele falou que ela tinha a postura de uma rainha. Parecia um orixá. Depois do café fui conhecer o bosque interno e a área de meditação e ioga. Despedi-me deles e parti. Depois que saí comprei pães, comi 4 para complementar o café e guardei 5 para o decorrer do dia. Paguei R$ 3,00 com cartão de crédito por eles. O dia inteiro foi de sol e achei as praias muito bonitas. Passei pela Costa do Sauípe, com suas acomodações luxuosas. Sua praia estava cheia de pessoas. Quando cheguei ao canal para atravessar para Porto Sauípe, percebi que não dava para atravessar andando. Vi um homem do outro lado e gritei para ele, mas ele ou eu não conseguimos nos ouvir. Resolvi então atravessar a nado para poder conversar com ele. Ele era Jorge, dono de barraca da praia e de um barco. Perguntei se ele poderia me atravessar com o barco, mas ele me disse que o barco estava fundeado e que devido às chuvas, seria problemático liberá-lo e depois ancorá-lo novamente. Perguntei se tinha uma tábua ou algo parecido e ele me disse que cuidava das pranchas dos salva-vidas e que eu poderia usar uma. Achei a solução perfeita. Mas fazia muito tempo que eu não usava uma prancha e estava completamente sem experiência. De qualquer modo, peguei a prancha e atravessei em cima dela, com facilidade. Ele me alertou que ela estava de ponta cabeça, pois o leme estava aparente. Coloquei a mochila nas costas, virei a prancha e fui bem para a ponta perto do mar, onde ele recomendou, para aproveitar a corrente. Mas eu não parei para analisar direito a situação e segui o que ele falou sem pensar mais profundamente. A travessia ia indo bem, até que quase no fim eu vi o barco ancorado e vi que tinha que desviar dele e de suas cordas. Rapidamente tentei fazer isso antes de bater, mas as cordas pegaram no leme da prancha e ela quase virou. Eu, com minha falta de experiência com pranchas, estava muito à frente, o que dificultou ainda mais o equilíbrio. Depois de bater nas cordas e a prancha quase virar, consegui me reequilibrar e remei com as mãos para desviar das outras cordas e consegui chegar à margem. Jorge havia pulado na água, achando que eu não iria conseguir. Gritei para ele não fazer aquilo, mas acho que ele ficou preocupado. Depois de sair da água, agradeci, pedi desculpas pelo incômodo dele ter-se molhado e guardei a prancha onde a tinha pego. Quando a prancha quase virou, a mochila forçou minhas costelas e elas ficaram doloridas. Essa dor arrastou-se por vários dias. Segui pelas praias, que continuei achando muito bonitas. Peguei 3 cocos que estavam no chão, 2 com muita água e massa e o 3.o eu levei na mochila, após desbastar a parte externa. Passei por uma praia de nudismo, mas como estava deserta, pude ficar vestido. No entardecer tirei esta foto, já perto da chegada à cidade de Subaúma. Ao chegar, encontrei J Jr na praia e ele me recomendou ir à Pousada da Didi (http://pousadadadidi.com), que achava ser a mais barata da cidade. Fui até lá e apesar do preço regular ser R$ 60,00, ela me cobrou R$ 30,00 em dinheiro por quarto privativo, com banheiro interno e com café da manhã. Ainda me ofereceu o jantar, mas eu achei que era demais e somente comi um pouco do cozido que ela havia feito para não a deixar chateada. Douglas e Valdo foram os funcionários (afilhados) que me atenderam. Valdo abriu o coco para mim. Fui comprar banana e chuchu por R$ 0,85 em dinheiro para juntar com o resto do espaguete que eu tinha. Cozinhei o espaguete no fogão dela, misturei com o chuchu, banana e coco, e peguei um pouquinho do cozido de legumes que ela tinha feito. Ao ir fazer compras conheci um artista de Salvador que morava lá e pretendia pintar a partir de uma foto aérea da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim de Salvador. Douglas assistiu comigo o jogo do Flamengo com o Emelec pela Libertadores à noite. Ele era flamenguista e ficou feliz com a vitória nos pênaltis, apesar de ter sofrido um pouco, embora parecesse bastante confiante. Na 5.a feira 01/08 senti a dor nas costelas bem maior ao acordar. Tomei o café da manhã ofertado por Didi (5 pães com margarina e queijo tostados, cuscuz, café e leite em pó). Ela me contou que o médico disse que ela tinha 2 anos de vida, estava com cirrose hepática e anemia e não podia fazer transplante por ter 80 anos. Ela era diabética e tomava insulina. A situação me comoveu, mas faz parte da vida. Talvez a visita de um “nem tão jovem” estranho tenha alegrado um pouco aqueles momentos e a feito lembrar de seus filhos. Até por isso talvez ela tenha querido ser tão gentil e generosa. Saí perto de 8h30. Antes de começar a caminhada visitei a Igreja do Bonfim, simples, antiga e bonita. Encontrei o rio próximo na maré vazante, mas ainda bem cheio. Fiz um teste de travessia sem a mochila e consegui passar com água quase no pescoço. Fui então com a mochila na cabeça, tateando o chão com os pés e consegui passar sem molhar a mochila. Achei as praias do percurso muito extensas e bonitas. A foto de uma delas está a seguir. Começou a aparecer uma bolha no local do pé que eu havia cavocado e que tinha ficado com a carne exposta. Cheguei perto de 13h, pois a próxima parada era distante e achei que não valia a pena continuar. A Pousada Litoral, da proprietária Nete, aparentemente não quis me hospedar, provavelmente pela minha aparência de andarilho. Sua conhecida da Associação de Artesãos havia ligado para ela e ela disse que havia vaga a R$ 50,00 a diária. Mas quando cheguei lá, notei a cara de espanto da funcionária ao me ver, que disse que ela não estava, depois disse que não estava conseguindo falar com ela e por fim, o homem que estava na área da entrada subiu até onde ela estava e voltou dizendo que não estavam hospedando ninguém porque estavam em reforma. Propus-me a mostrar meus documentos, mas eles repetiram que estavam em reforma e eu me fui. Fiquei na Pousada Destaque (https://www.facebook.com/pousadadestaquebaixio) de Paulo, pagando R$ 60,00 com cartão de débito em quarto privado, sem direito a café da manhã. Depois de me acomodar saí para dar um passeio nas imediações, conheci a Associação dos Artesãos e fui andar na praia. Entrei levemente no mar, que estava muito bravo e depois nadei numa lagoa próxima. Vi o pôr do sol a partir da barra do rio que ficava após a cidade. Comprei chuchu e pepino por R$ 1,41 com cartão de crédito. Paulo deixou-me usar a cozinha e eu cozinhei espaguete e jantei com os legumes comprados. Conversei com ele sobre seu antigo trabalho de motorista de carreta, suas atividades atuais como mecânico e outras. Ele tinha 70 anos e estava aposentado há 22, mas achei que aparentava bem menos, com sua enorme vitalidade. Na 6.a feira 02/08 Paulo ofereceu-me café da manhã sem estar na diária. Perguntei-lhe se não iria dar prejuízo, mas ele fez questão. Comi ovo frito e cuscuz. Ele me ofereceu também pães e leite, mas eu procurei não abusar e fiquei só nos dois primeiros. Conversamos sobre minha viagem e ele falou das dificuldades com os rios e as travessias que eu iria encontrar à frente. Comprei pães por R$ 2,80 em dinheiro para complementar o café e usar ao longo do dia. Comecei a caminhada e logo de saída era necessário atravessar a barra do rio. Um morador local e pescadores orientaram-me sobre por onde ir. Fiz o teste sem a mochila, mas achei que não conseguiria, pois a água parecia que iria me encobrir, além da correnteza que poderia me desequilibrar. Voltei para margem no momento em que por coincidência chegavam pescadores que iriam atravessar o rio. Eles me deram carona em seu barco e me deixaram do outro lado, onde ficariam. Conversei com o filho de um deles de 13 anos, que parecia meio desmotivado com a escola, mas gostava de pescar. O pai desejava que ele estudasse. As praias do caminho eram longas e desertas e me pareceram belas. Quando cheguei na Barra do Itariri gritei para pessoas do outro lado para perguntar como atravessaria. Elas foram chamar o dono de um estabelecimento que me orientou onde eram os melhores pontos. Fiz teste sem a mochila por onde ele indicou, peguei bancos de areia e consegui, mas machuquei levemente minha perna numa pedra. Depois, com a mochila, consegui pegar um caminho um pouco melhor, sem pedras, e a travessia foi mais fácil. Parecia haver areia movediça no fundo em alguns trechos. Ao longo do dia tomei 2 banhos de mar, que continuava bravo. No segundo banho, com a maré subindo, o mar derrubou-me novamente, com a força das ondas e as correntezas sem direção definida. Peguei um coco na praia, que tinha água e um pouco de massa. Cheguei a Sítio do Conde perto de 16h. Fiquei na Pousada Santa Maria (https://www.cylex.com.br/conde/pousada-santa-maria-11111375.html) por R$ 30,00 em dinheiro, da proprietária Dulce e sua filha Márcia. O filho de Dulce tinha algum problema de deficiência mental e me perguntou repetidamente se eu era da Polícia Federal ou da Receita Federal ou da CIA. Tentei ainda sacar dinheiro num correspondente bancário do Bradesco indicado por Márcia, mas já havia fechado. Dei um passeio pela pracinha para conhecê-la. Jantei acarajé na mão por R$ 4,00 com cartão de crédito e 3 pães doces por R$ 1,00 em dinheiro. Quando fui entrar a porta estava trancada com um trinco por dentro e minha chave de nada adiantava. A atendente do restaurante foi chamar Dulce batendo em sua janela. Ela veio abrir a porta para mim e disse que pensou que eu já estava no quarto e por isso fechou o trinco. No sábado 03/08 logo cedo comprei pães para servir de café da manhã e peguei um táxi lotação para Conde para sacar dinheiro. Encontrei Márcia e possivelmente a atendente do restaurante anexo à pousada onde eu havia comido os pães na noite anterior, que estavam no ponto de ida também. Aproveitei que lá estava e fui à feira, comprei cerca de 2 kg de tomates por R$ 2,00 em dinheiro. Passeei pela praça e vi a igreja por fora. Peguei táxi lotação de volta, pagando R$ 8,00 em dinheiro por ida e volta. Comprei mais pães para levar para a viagem, somando R$ 5,00 em dinheiro com os comprados logo pela manhã. Deixei chave e papel higiênico com atendente do restaurante, pois Dulce não estava. Saí perto de 9h, mas parei logo a seguir para esperar uma pancada de chuva parar, abrigado numa barraca de praia que estava sem atendimento. Achei as praias bonitas e longas. Tomei vários banhos de mar e 1 banho de rio. Quando cheguei à Barra do Siribinha, um turista carioca, que havia contratado um barqueiro, estava saindo para uma sessão de fotos e depois ir pegar seu carro. Ele concordou em me atravessar e não quis que eu pagasse. O banho de rio foi depois da travessia e a água estava deliciosa e calma para nadar, mas o fundo parecia movediço. Cheguei na Costa Azul perto de 15h30. Era um local isolado, com casas de veranistas, em que as pessoas locais pareciam não estar acostumadas nem confortáveis com pessoas de fora. Geraldo, dono da única pousada aberta, tinha saído para o Conde e eu precisava falar com ele para negociar o preço, que era de R$ 120,00 a diária com café da manhã. Um cachorro seguiu-me até lá. Falei com Reginaldo da barraca, que se dispôs a me ajudar, mas achou problemático eu dormir no banheiro da barraca, pois os clientes poderiam se assustar. Conheci Gílson na praia, que me deu informações sobre a área e outras possíveis pousadas. Ele cuidou da minha mochila enquanto eu nadava e depois me falou que ficou surpreso em como fui longe naquele mar bravo, que novamente me derrubou na saída . Procurei pelas pousadas de que ele falou, mas nenhuma estava funcionando além da que eu já conhecia. Quando saí da Pousada Costa Azul e Geraldo ainda não havia chegado, Gílson convidou-me para ficar em um quarto de hóspedes na sua casa, sem pagar. Não queria abusar da hospitalidade e lhe disse que iria esperar Geraldo mais um pouco. Como ele não chegou e já estava começando a escurecer, resolvi aceitar o convite de Gílson. Informei Reginaldo e o hóspede soteropolitano da Pousada Costa Azul que tinha tentado me ajudar. Fiquei bem hospedado, num quarto nos fundos no 1.o andar com cama, colchão e banheiro anexo no térreo 🙏. Ele ainda me deu água potável. Ofereceu-me suco de goiaba, que experimentei e me emprestou um prato e uma faca para eu jantar sanduíches. Eu comprei pães por R$ 3,00 em dinheiro e juntei com os tomates. Assistimos televisão juntos e conversamos sobre a vida. Ele estava cuidando de alguns problemas de saúde. Sua mulher e parte da sua família moravam em Rio Real. Mostrou-me várias camisas de eventos de que tinha participado. Falou-me de uma baleia jubarte que havia encalhado e de como procederam. O céu noturno estrelado, com a pouca luminosidade do local, pareceu-me lindo. No domingo 04/08 apreciei a paisagem pouco após o nascer do sol, que me pareceu muito bonita vista do 1.o andar. Tomei café da manhã junto com Gílson com sanduíches de pães e tomates. Continuamos conversando sobre vários assuntos. Ao despedir-me ofereci pagar o que estava pagando nas pousadas mais baratas anteriores, mas Gílson não aceitou. Agradeci e parti. Não havia pães para vender, então não pude levá-los para comer ao longo do dia. As praias eram bem longas e retas, e as achei bonitas. Tomei 2 banhos de mar e achei o mar mais calmo em alguns trechos com maré baixa. Uma caminhonete passou correndo do meu lado e me assustou, pois eu só percebi quando ela estava quase a meu lado. Parei no Povoado do Coqueiro, pois sabia que Mangue Seco, logo à frente, provavelmente não teria opções baratas de hospedagem. Pareceu-me que as pessoas dali estavam bem mais acostumadas a viajantes e estranhos. O andarilho Fernando, meu xará, perguntou-me se eu era homem ou mulher. Respondi que era homem, mas tinha virado monge, porém não tinha qualquer tipo de discriminação contra homossexuais. Ele disse que também fazia caminhadas como andarilho e me ofereceu uma blusa de frio, que agradeci mas recusei, pois já tinha uma. Aurora, dona de restaurante e pousada, disse que estava com acomodações ocupadas, mas me ofereceu rede, galpão e banheiro para passar a noite. Ela recordou que seu filho havia ido ao Rio de Janeiro e tinha sido ajudado quando precisou. Eu agradeci, mas fui tentar achar uma pousada. E encontrei. Fiquei na Pousada do Mássimo, o gringo, um italiano de Milão que estava no Brasil há mais de 30 anos. Após ouvir a história da minha caminhada, ele me perguntou quanto eu estava disposto a pagar e eu não respondi, só mencionei quanto tinha pago nas paradas anteriores. Então ele me propôs R$ 30,00 em dinheiro a diária sem café da manhã e eu aceitei. Paguei em dinheiro. Ele me atendeu muito bem. Fui passear na praia e tomei mais um banho de mar. Achei belo o ambiente rural com gado, galinhas, árvores, vegetação, cabras, o caminho etc existente no povoado. Depois fui ao Rio Real, que era divisa entre Bahia e Sergipe. Achei muito bonito o mangue exposto (seco) com maré baixa visto a partir do trapiche sobre o mangue que ia até o rio. A vista a partir do calçadão e do local de embarque também agradou-me, principalmente do rio. Vi o pôr do sol a partir do rio. Começou a chover e eu me abriguei embaixo de uma árvore. Comprei pães por R$ 3,00 em dinheiro. Jantei sanduíches de tomate e pães doces, sendo que achei o pão de coco delicioso . Apareceram mais bolhas no pé direito. Ainda assisti o fim do jogo do campeonato brasileiro. Mássimo foi dormir cedo porque no dia seguinte iria pegar o barco às 4h ou 5h para ir à cidade buscar seu tablet. Dormi mal por causa dos pernilongos, sendo que esqueci de pedir um ventilador para espantá-los. Na segunda-feira 05/08 tomei café da manhã com 8 pães que comprei por R$ 2,00 em dinheiro. Como Mássimo havia saído cedo, deixei tudo como ele tinha pedido e fui embora. Houve chuva rápida na trilha para a praia e eu me escondi embaixo de um coqueiro. O percurso até Mangue Seco era curto. Achei a praia bonita, principalmente as dunas. Passei por pequenas áreas com água rasa e no final atravessei um canal com água pela cintura. Peguei um pouco de chuva quando dava volta no mangue e me abriguei nos arbustos. Achei bonitas as vistas de Sergipe e da foz do Rio Real a partir da curva de Mangue Seco e de cima das dunas. Também gostei da vista dos canais internos do rio e das praias a partir do alto das dunas. Uma foto destas áreas pode ser vista a seguir. Depois de chegar no povoado, apreciar a vista das dunas e a partir delas, tentei conseguir transporte para a Praia do Saco, do outro lado do rio em Sergipe, com frete de retorno de algum barco. Um grupo concordou, mas acabei indo com outro que voltaria antes, com o barqueiro Merreco e 2 paulistanas. Paguei R$ 20,00 em dinheiro pela travessia. Quando falava com o barqueiro do primeiro grupo, vimos botos 🐬 nadando perto da praia. O cruzamento foi com a maré subindo e o mar um pouco agitado, com a lancha batendo nas ondas. Foi desconfortável para mim, que estava no primeiro banco, bati várias vezes a costela e a dor, que estava quase desaparecendo, voltou . Depois de chegar na Praia do Saco, tentei achar uma hospedagem barata, mas não consegui. Peguei então a estrada pelo meio da vegetação de restinga, pois havia um trecho sem praia. Achei muito bela a vegetação e espetaculares as dunas. Num dado momento, saí da estrada e subi em algumas dunas altas para ter uma vista global. Gostei bastante da vista da costa e do rio. Mais para frente consegui voltar para a praia e segui em frente. Tomei um banho de mar, que parecia muito calmo, porém com uma coloração escura, que pensei que poderia ser poluição, mas que provavelmente era devido aos sedimentos, aumentados por causa das chuvas. Ocorreu nova chuva e fiquei abrigado atrás de um coqueiro. Cheguei até a Praia do Abaís, mas não consegui hospedagem barata lá. Comprei pães por R$ 2,00 em dinheiro e comi como lanche. Resolvi então pegar o último ônibus (18h) até Estância por R$ 7,00 em dinheiro e me hospedar lá. O motorista tinha morado em SP e trabalhado como carreteiro em vários estados e países além de ter sido motorista da Viação Cometa em SP, Rio e Curitiba. Deu-me orientações de em que pousada ficar e como chegar lá. Fiquei na Pousada XPTO (https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g2344226-d8171017-Reviews-Restaurante_E_Hotel_Xpto-Estancia_State_of_Sergipe.html) por R$ 40,00 com cartão de crédito. Eles também trabalhavam com mecânica de bugues e pude ver algumas carcaças. Comprei pães e vegetais (limão, pepino, banana) por R$ 3,68 com cartão de crédito, juntei com tomates que ainda tinha e jantei sanduíches. As bolhas no pé direito tinham aumentado. Na 3.a feira 06/08 após pagar a diária fui comprar o café da manhã na Padaria Esquina do Pão com pães e queijadas por R$ 4,50 em dinheiro. Adorei a queijada, que era de coco e me lembrou as queijadinhas que comia na infância na Praia Grande em SP. Acrescido de pepino e banana comi os pães como sanduíches na mini rodoviária. Peguei o ônibus para a Praia do Abaís por R$ 7,00 em dinheiro, para continuar do ponto de onde havia parado. Comecei a caminhar cerca de 10h20. Achei as praias extensas e bonitas, em grande parte desertas. A água era escura, cor de terra, e me deixou confuso, pois quando a água é escura em SP eu sempre desconfio de poluição. Mas me explicaram que não era o caso e que eram sedimentos, acentuados pelas chuvas. O mar parecia mais calmo do que no norte na Bahia, mas eu não tomei banho de mar. Alguns bodes começaram a me seguir, mas eu procurei me esquivar, pois se eles se perdessem ou fossem para áreas urbanas achei que poderiam ser mortos ou sofrer algum problema. Cheguei à Praia de Caueira perto de 13h30. Aí era necessário pegar a estrada e passar pela ponte, pois havia o Rio Vaza-Barris, que era enorme e não havia como atravessar pela praia. Achei bonitas as paisagens rurais e a vegetação. Segue uma foto do caminho. Houve chuva em algumas ocasiões e eu me abriguei sob arbustos em duas delas. Encontrei homem com uma bicicleta e vários itens de uma casa, parado no acostamento e abrigado da chuva sob uma lona. Logo à frente, após a chuva parar, ele me passou. Vi araras e 2 arco-íris 🌈 no caminho. A bolha do pé em que havia entrado o estrepe, que eu havia desbastado, incomodou-me bastante , tanto que reduzi minha velocidade, principalmente após pegar a estrada. Achei espetacular a vista a partir da ponte, que cruzei já perto de 17 horas. Decidi então tomar um ônibus para a Praia do Atalaia. Um homem e um policial indicaram-me onde deveria pegá-lo. Para minha sorte vinha vindo um ônibus e mais alguns aparentes trabalhadores rurais ou de construção iriam pegar. Eles deram sinal mesmo fora do ponto e o motorista parou. Paguei R$ 4,00 em dinheiro pela passagem. A cobradora ajudou-me a saber onde descer. Após pesquisar alguns hostels, que me deram informações sobre localização de concorrentes, fiquei no Aracaju Hostel (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g303638-d15584411-Reviews-Aracaju_Hostel-Aracaju_State_of_Sergipe.html), por R$ 35,00 a diária paga com cartão de crédito, sem café da manhã. Comprei legumes e frutas por R$ 4,62 e pães por R$ 4,22 com cartão de crédito e jantei sanduíches. Houve bastante chuva à noite quando eu já estava abrigado. Decidi estourar as bolhas do pé à noite, o que acho que deveria ter feito antes. Para as atrações de Aracaju veja http://visitearacaju.com.br/leitura/20, http://www.conhecasergipe.com.br/aracaju_pontos_turisticos.asp e https://www.feriasbrasil.com.br/se/aracaju/oqueverefazer.cfm. Os pontos de que mais gostei foram as construções e monumentos históricos e folclóricos, o estádio, os faróis, os parques, as praias, os rios e as histórias do Zé do Peixe e de Marcelo Deda. Na 4.a feira 07/08 tomei café da manhã com sanduíches. Choveu bastante de manhã. Fui conhecer a cidade. Peguei mapa gratuito em agência de turismo. Comecei caminhando pela orla e conhecendo suas atrações. Encontrei uma capivara numa pequena vegetação perto da praia. Visitei monumentos, áreas naturais, igrejas, museus, casas de cultura e arte, centros de artesanato, mercados regionais, Estádio Batistão, memoriais, mirante, faróis, Passarela do Caranguejo, Museu da Gente Sergipana (estava fechado e só vi os painéis de fora), Largo da Gente Sergipana e Espaço Zé do Peixe (já estava fechado, mas a atendente deixou-me visitar ao ver meu interesse). Gostei muito de conhecer a história de Zé do Peixe (https://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Peixe) 💙, que me pareceu um exemplo típico de brasileiro simples e generoso, que tinha habilidades destacadas e especiais. Participei de visita monitorada no Palácio Museu Olímpio Campos, antigo palácio do governo. Seguem fotos do Largo da Gente Sergipana. Almocei acarajé por R$ 5,00 em dinheiro. Passei pelo Projeto TAMAR mas não fiz a visita, pois era semelhante ao da Praia do Forte e eu já estava satisfeito com ele. Choveu levemente no fim da tarde. Voltei a pé pela avenida lateral ao mangue. Comprei leite e laranja por R$ 3,83 num supermercado no caminho de volta e pão, queijo coalho e tomate no mercado próximo do hostel por R$ 10,00, ambos com cartão de crédito. Jantei sanduíches de pão, queijo coalho, tomate e mamão, com laranja de sobremesa. Chegou ao hostel um grupo de pessoas de uma empresa terceirizada da Petrobras para monitoramento ambiental de encalhe de animais nas praias do norte da Bahia ao sul de Alagoas. Eles me deram bastante informações sobre as próximas etapas, a maior parte delas bastante precisas e úteis, que me ajudaram bastante. Carlinhos, que havia sido da equipe de operações especiais das Forças Armadas e era responsável pela área do sul de Alagoas, disse-me que em Alagoas minha caminhada iria ficar mais difícil e perigosa. Na 5.a feira 08/08 tomei café da manhã com sanduíches de pão, queijo coalho, tomate, mamão e laranja. Conversei com mulher de 70 anos que saiu do Rio por causa da violência, mudou para Cabo Frio e agora, pela mesma razão, estava mudando para Aracaju. Ela caçoou de mim que estava preocupada, pois todas as vezes que me via eu estava comendo (o café da manhã ou jantar). Fui inicialmente visitar o Farol Cotinguiba e os Parques do Cajueiro e Sementeira. O farol era grande, mas estava pichado. Porém mesmo assim achei-o interessante. O Parque do Cajueiro era pequeno, mas gostei de sua área verde e da vista do rio que o margeava. Um guarda da polícia ambiental veio falar comigo sobre eu estar com calção de banho no parque, que algum pai com criança poderia reclamar e que não era adequado naquele ambiente. Disse-me também para tomar cuidado à noite naquele local. Eu estava de calção de banho porque pretendia ir à praia depois. Gostei do Parque da Sementeira, com sua ampla área, trilhas, lago e seus vários ambientes. Achei interessante o plantio das várias sementes para o futuro por várias pessoas de vários perfis diferentes. Gostei também das homenagens a Marcelo Deda ☝️, cuja história não conhecia bem. Quando saí de lá, dei sinal para 3 ônibus e nenhum parou para mim (tentei mudar a aparência com a camisa dentro e fora do calção, encobrindo-o). Até perguntei para a recepcionista de uma empresa próxima se era por causa da minha aparência com calção de banho, mas ela respondeu que não, que deveria ser alguma coincidência. Decidi ir andando então até o terminal para pegar um ônibus até a praia mais distante, perto do rio, onde 2 dias antes eu havia pego o ônibus para chegar na Praia do Atalaia. No caminho, num ponto mais movimentado havia uma moça esperando o mesmo ônibus que eu pretendia pegar para chegar ao terminal. Aí decidi esperar com ela e o ônibus parou para o sinal dela. Ela ofereceu-se para pagar a minha passagem e antes que eu agradecesse e recusasse, passou o cartão para mim. Fiz baldeação no terminal e pedi para o motorista me deixar no ponto mais distante da praia pelo qual ele iria passar. Deixou-me na Praia do Mosqueiro. De lá fui até a Foz do Rio Vaza-Barris e vi a ponte que eu havia atravessado, numa bela imagem. Havia um farol perto da foz e foi possível ver caranguejos e peixes. Tomei um banho na junção do rio com o mar, num local bem manso, e comecei a caminhar de volta pela praia. Demorei cerca de 3h30 da foz até a Praia do Atalaia. A praia era bem comprida e a água continuava escura, mas mesmo assim tomei banho de mar. Cheguei perto do pôr do sol e um manauara que lá morava, indicou-me o ponto de saída para chegar na rua que levava ao hostel. Comi acarajé num ponto que o vendia lá perto por R$ 5,00 em dinheiro e depois comprei pão, queijo coalho e banana por R$ 8,44 com cartão de crédito. Jantei sanduíches de pão, queijo, tomate, banana e mamão. Havia chegado um pernambucano chamado João, que iria embora de madrugada. Boa parte do pessoal do monitoramento ambiental já havia ido embora, só tendo ficado Carlinhos e outro rapaz da Bahia, que eram dos pontos mais distantes. Com isso alguns detalhes dos trechos futuros eu acabei perdendo. Não houve chuva neste dia. Na 6.a feira 09/08 tomei café com sanduíches, leite, mamão e bananas. Levei 3 sanduíches e 1 banana para almoçar no caminho. Saí pouco antes das 8h. Fui beirando a costa. Passei em trechos com barro, que sujou os pés, grudou no chinelo e dificultou a caminhada. Mas logo consegui limpá-lo em poças de água de chuva. Vi trechos da cidade que não havia visto antes, como parte da orla após a área turística. Vi chuva forte à minha frente e moderada atrás, mas não houve chuva em cima de mim ao longo do dia. Levei um susto quando repentinamente um homem saiu de dentro do mangue no momento em que eu iria tirar uma foto da ponte sobre o Rio Sergipe, mas aparentemente foi indevido, pois não houve nenhuma abordagem. Passei pela mini orla do Bairro Industrial e peguei a ponte. Uma foto da ponte segue. Achei muito boa a vista a partir da ponte. Uma parte dela, referente à parte da cidade de Aracaju está a seguir. Após cruzar a ponte e caminhar pela estrada, cheguei na Praia da Costa em Barra dos Coqueiros cerca de 12h30. Havia uma estátua de um caranguejo próximo à entrada da praia, parecida com a da Passarela do Caranguejo em Aracaju. Achei a praia longa e bonita. A água do mar continuava escura, parecendo barrenta. Tomei um banho de mar. Havia várias plataformas de petróleo ao longo do caminho. Vi também uma revoada de garças. Passei pelo Porto de Sergipe e por geradores de energia eólica. Pretendia ir até Pirambu, mas como atrasei muito em Aracaju, no barro e observando pontos que não havia visto, decidi parar em Jatobá, pois já estava indo para o fim da tarde. Enquanto procurava local para ficar, o zíper principal da mochila quebrou. Fiquei na Pousada das Mangabeiras (http://www.findglocal.com/BR/Barra-dos-Coqueiros/768962416519459/Recanto-das-Mangabeiras) pagando R$ 50,00 em dinheiro por quarto com banheiro sem café da manhã. Choveu um pouco à noite. Comprei pães por R$ 3,00 com cartão de débito e bananas por R$ 2,50 em dinheiro e fiz sanduíches com eles para o jantar. No sábado 10/08 houve chuva pela manhã. A dona da pousada ofereceu-me uma xícara de café com leite e um pão com margarina como cortesia, que aceitei. Saí então para comprar pães e vegetais para reforço do café da manhã e para o almoço. Paguei R$ 2,00 pelos pães com cartão de débito e R$ 1,70 por tomates e limões em dinheiro. Ao invés de fazer todo o caminho de volta pela rodovia para a praia, peguei uma estrada de terra que passava por dentro de um sítio. O dono, que estava trabalhando na beira da rodovia com uma foice, permitiu-me, dizendo que era local de passagem usado pelos moradores locais. Achei a estrada bonita, com lagos, vegetação e pássaros. No caminho encontrei um pai com seus 2 filhos a cavalo 🐎. Após chegar na praia rumei para Pirambu. Foi interessante ver vacas 🐄 pastando com o porto à frente e os geradores eólicos ao fundo. Pareceu-me um retrato da enorme diversidade do Brasil, nos mais variados sentidos. Achei a praia bonita, longa e reta. O mar pareceu-me bravo, mas não tanto quanto no norte da Bahia. Também já não era tão escuro. Comecei a caminhar perto de 9h30, cheguei na ponte do porto, por onde havia passado no dia anterior perto de 10h30 e em Pirambu perto de 13h30. Achei bonita a foz do rio que margeava a cidade e bonita a vista da cidade a partir da ponte. Antes de pegar a ponte passei na Comunidade Quilombola Porto da Barra. Depois de chegar na cidade de Pirambu visitei a Igreja Nossa Senhora de Lourdes, que também achei bela, incluindo uma estátua na praça. A cidade era típica do interior, com bode na rua. Agora, do outro lado do rio, a vista da foz pareceu-me muito bonita, com lagos, conforme fotos a seguir. Fiquei na Pousada Praia Bela (https://www.facebook.com/pages/Pousada-Praia-Bela/183709241981804) pagando R$ 50,00 em dinheiro por quarto com banheiro. Comprei pães por R$ 4,00 com cartão de débito, e tomate e pepino por R$ 4,00 em dinheiro. Na padaria a máquina de cartões disse que a senha do meu cartão de crédito estava bloqueada, o que me deu um susto, mas se revelou falso na compra seguinte. Comprei também limões por R$ 1,02 pagos com cartão de crédito. Depois fui dar um passeio na praia e na foz do rio. Como o tempo estava com ameaça de chuva, que mais tarde veio, apareceram 2 arco-íris 🌈 muito bonitos sobre o mar. Achei o pôr do sol muito bonito com todo este cenário ao redor. Tomei 2 banhos de mar ao longo do dia. Dois jogos de futebol de praia pararam para eu passar andando. Quando percebi, fiquei um pouco constrangido, fui em direção ao mar e disse que podiam continuar. A sede do projeto TAMAR para visitantes estava fechada, pois havia sido transferida para Aracaju. Consertei a mochila com corda de pesca pega na praia e linha que o dono da pousada me deu. Jantei sanduíches com o que havia comprado. No domingo 11/08 tomei café da manhã com sanduíches e preparei sanduíches para o almoço. Houve muita chuva de manhã. Saí por volta de 8h30 da manhã. Passei pela sede do Projeto TAMAR e confirmei que estava fechada. Vi uma possível plataforma de petróleo no mar. Pouco depois de iniciar a caminhada começou uma chuva de moderada intensidade 🌧️. Usei a capa de chuva pela 1.a vez na viagem para proteger a mochila e a mim. Depois de algum tempo a chuva passou e eu e a mochila estávamos razoavelmente secos. A maior parte do caminho foi pela praia da Reserva Biológica Santa Isabel. Achei muito bonita a paisagem da praia e da vegetação. Passei pela Lagoa Redonda, que achei muito bela. Seguem fotos dela. Encontrei uma família logo depois olhando uma possível água-viva ou similar, diferente das a que eu estava acostumado. O filho estava perguntando se dava choque. O pai logo a seguir pegou um siri 🦀 do chão para lhe mostrar e depois jogou no mar. Depois da Lagoa Redonda não encontrei quase mais ninguém. Ao longo do caminho foi possível ver aves, peixes, siris, várias lagoas e uma ampla área preservada com dunas e vegetação. Tomei 3 banhos de mar. O mar era bravo, verde em vários tons. Quando cheguei ao fim da praia, havia uma área elevada que permitia a vista da praia e da barra do rio, de que gostei muito. Uma foto do local segue. Havia árvores com garças lá. Não achei local para pernoitar na Boca da Barra. Fui perguntando e ninguém alugava quarto nem conhecia pousadas próximas abertas. Fui andando até Ponta dos Mangues e me indicaram o Tinha, que alugava quartos. Ele não estava e fui tentar outras opções enquanto esperava que ele voltasse. Não consegui nenhuma, voltei até a casa dele onde ele já havia chegado e lá fiquei por R$ 30,00 em dinheiro, num quarto privativo da casa dele com banheiro dentro. Ele me permitiu usar a cozinha e eu comprei espaguete por R$ 2,50 em dinheiro e cozinhei para o jantar com o resto dos legumes que possuía. Conversei com o Tinha sobre o povoado, a vida lá no presente e passado, e informações sobre a próxima etapa da viagem. Ele contou que o asfalto havia chegado em 1996 e logo depois chegou a água encanada e a energia elétrica, o que mudou muito a vida deles. Contou que os partos antes eram feitos por parteiras que iam às casas e quando era à noite usavam lampiões durante o procedimento. Houve muita chuva à noite. Na 2.a feira 12/08 comprei pães por R$ 3,00 em dinheiro e tomei o café da manhã com sanduíches. Houve muita chuva ao amanhecer. Tinha falou-me que não dava para ir pela praia porque havia estourado uma barra no mangue (costinha), segundo seu irmão. Pouco depois seu irmão estava passando pela rua a cavalo e ele o indicou para mim. Fui até ele e ele confirmou. Despedi-me do Tinha e fui ao porto para confirmar uma última vez a informação e decidir se iria pela estrada ou arriscaria ir pela praia. No porto os barqueiros confirmaram e então decidi ir pela estrada rural, que passava pelo pantanal de Sergipe, que achei muito belo, onde havia pássaros (acho que até alguns tuiuiús), área de mata, pequenos povoados e propriedades rurais simples. Uma foto pode ser vista a seguir. Na estrada senti cheiro de flores, havia muitas poças de água por causa da chuva e gado em áreas alagadas das propriedades rurais. Saí perto de 8h e cheguei perto de 13h em Saramém. Edileusa, professora ou diretora da escola, permitiu-me ficar numa casa que ela alugava, mas que estava sem móveis dentro, nem cama tinha, e não quis cobrar nada 🙏. Ela me emprestou uma esteira para eu poder dormir em cima. Comprei legumes (chuchu, pepino, tomate, cebola, cenoura e limão) por R$ 4,25 e encomendei pães para a noite por R$ 5,00 na Mercearia da Jane, ambos pagos em dinheiro. Fui conhecer o porto e parte da orla do Rio São Francisco. Achei linda a vista da foz. Os habitantes locais orientaram-me sobre o caminho a seguir. Encontrei homem que criava camarões perto do fim da estrada pública e conversamos sobre a vida ali e o trabalho deles. Tomei banho no rio e achei a correnteza forte. À noite dormi na esteira no chão, em que tive dificuldade de achar uma posição confortável. Houve muitos mosquitos, posto que não havia ventilador. Provavelmente um cachorro arranhou fortemente a porta da casa durante a noite. O barulho e as músicas cessaram às 22h. Na 3.a feira 13/08 comprei pães por R$ 2,00 em dinheiro e tomei café da manhã com sanduíches. Arrumei a casa e devolvi a esteira e tudo mais para Edileusa que não quis aceitar pagamento nenhum. Ela me ofereceu lanche com batatas-doces cozidas, mas eu educadamente recusei. Fui então procurar uma forma de atravessar o Rio São Francisco. No dia anterior tinham-me dito que as vendedoras de cocada atravessavam o rio todas as manhãs e que eu poderia ir com elas. Mas antes apareceram algumas mulheres que iriam vender artesanato do outro lado e eu fui com uma delas e seu marido. Achei linda a foz do Rio São Francisco, vista do meio do rio. Dava também para ver o farol e o Povoado Cabeço, que o mar e o rio engoliram. O farol já estava bem rio adentro. O povoado tinha sido abandonado. Ainda bem que eu não fiz a caminhada pela praia no dia anterior, porque além da barra de mangue que havia estourado, eu não teria conseguido passar por ali. Paguei R$ 8,00 em dinheiro pela travessia, que era pouco mais da metade do que as vendedoras pagavam por ida e volta (R$ 15,00). Do outro lado da margem, já em Alagoas, achei a área linda, com coqueiros e lagoas. Seguem fotos de lá. Algumas pessoas esperavam turistas que viriam de barco para uma feira de artesanato. Houve uma chuva rápida e eu me abriguei num coqueiro. Depois caminhei em direção a Pontal do Peba. Achei lindo o trajeto pela praia, com dunas enormes em sequência, algumas somente de areia e outras com um pouco de vegetação. Encontrei uma tartaruga morta 🐢. Tomei banhos de mar. A água estava com aspecto verde-claro. Fiquei na Pousada O Samburá, de Dona Francisca, pagando R$ 60,00 em dinheiro por um quarto com banheiro interno e sem café da manhã. Assim que cheguei avisei Carlinhos, do monitoramento de animais, sobre a tartaruga morta, enviando-lhe a foto. Ele me falou para ir até a 1.a barraca da praia (Barraca Pôr do Sol) e encontrar Wellington quando estivesse chegando, mas eu respondi que já havia passado por lá e já estava instalado. De qualquer modo, perto do fim do dia passei por lá, não encontrei Wellington, mas deixei o recado com a barraca vizinha. Aproveitando que ainda era cedo, fui dar um passeio pelas dunas. Achei-o magnífico. Atravessei uma área na praia onde havia animais de criação e subi em uma delas. Depois andei por várias outras apreciando a paisagem do mar, da praia, de lagoas, das outras dunas, dos rebanhos bovino e caprino e do outro lado, em que havia uma plantação de coqueiros 🌴, além da vista que ia longe, mostrando bastante daquela região de Alagoas. A areia das dunas pareceu-me dura em vários pontos. Encontrei mais uma tartaruga morta e uma cobra do mar (ou peixe com formato de cobra) morta. Carlinhos disse-me que ali era uma área recordista em mortes de tartarugas marinhas. Comprei pães, queijada e legumes (tomate, cebola e banana) por R$ 9,66 com cartão de crédito para o jantar. Aproveitei e visitei a igreja. Interessante como a faixa de areia na maré baixa transformava-se em uma pista para motos, carros e até ônibus. Ao voltar para a pousada, conversei com o marido da Francisca, que estava insatisfeito com o Ibama e responsabilizava o povo pelas mudanças naturais que vinham ocorrendo. Jantei sanduíches. Na 4.a feira 14/08 tomei um banho de mar loga após acordar, pois a entrada da pousada era pela areia da praia. Tomei café da manhã com sanduíches. Comprei pães por R$ 2,00 com cartão de crédito. Parti rumo a Coruripe. Achei as praias muito bonitas, com muitos coqueiros. Tomei banho de mar. Havia várias pessoas pegando massunins (mariscos, moluscos) na beira do mar para comer. Houve chuva breve em alguns períodos pela manhã. A partir das 13h30 houve chuva contínua 🌧️, que engrossou em alguns momentos, o que se acentuou pelo vento. Num primeiro momento abriguei-me numa cabana de palha por algum tempo. Depois fui pela estrada a partir de Miai de Cima, porque várias pessoas locais, pescadores e moradores, disseram-me para não passar no mangue em Barreiras, pois havia um núcleo de tráfico de drogas e iriam incomodar-se com um estranho ou me assaltar. Ali havia um rio e eu precisaria cruzar o mangue para chegar à estrada. Achei bela a paisagem rural, tanto no pequeno caminho de terra como na rodovia principal. Havia canaviais e coqueirais intercalados. O mar tinha uma cor verde que achei linda. Achei bonitas as áreas verdes na periferia de Coruripe. A chuva persistiu no começo da noite. Fiquei na Pousada e Motel São João por R$ 30,00 com cartão de crédito, num quarto com banheiro privativo e TV. Comprei pães por R$ 2,00 em dinheiro, laranja, tomate e batata-doce por R$ 1,21 com cartão de crédito e chuchu por R$ 1,00 em dinheiro para o jantar e café da manhã. Não pude cozinhar espaguete nem batata-doce porque a cozinha estava com roupas estendidas para secar e a responsável me disse que iria passar o cheiro para elas se eu cozinhasse. O atendente da tarde havia mostrado a cozinha para mim, que estava sem as roupas, e dito que eu poderia usá-la sem problemas. Nesta situação acabei jantando sanduíches. Na 5.a feira 15/08 comprei pães regulares e 2 pães de queijo por R$ 3,00 em dinheiro e comi sanduíches no café da manhã acrescidos dos pães de queijo, que achei deliciosos . Saí para ir até o outro lado da barra do rio por onde não havia passado devido ao problema da criminalidade. No caminho visitei Mirante da Imaculada Conceição e sua igreja. Fui até a praia do pontal e caminhei até a barra do rio. Achei a vista muito bela. Pena que não pude andar o trecho completo do outro lado por causa da criminalidade. Havia várias pessoas coletando massunins (mariscos, moluscos) na praia e, quando perguntei, disseram que poderia ir sem problemas até a margem do rio, mas que não era para atravessar devido à criminalidade. Comecei minha caminhada rumo às Dunas de Marapé perto de 10h. Achei as praias muito bonitas, curvas, com mar verde e coqueiros. Segue a foto da Praia de Minha Deusa em Coruripe. Disseram-me que havia possibilidade de cachorros 🐺 bravos soltos em uma casa na praia, mas aparentemente o dono os havia prendido naquele dia. Havia muitas rochas em vários trechos do mar, algumas cobertas com algas. Tomei banho de mar na barra de um rio (acho que era o Rio Poxinzinho). Verifiquei a possibilidade de travessia com a mochila e achei que não dava. Aí vi um casal pegando siris e gritei para eles. Achei que eles não me haviam ouvido e atravessei o rio a nado para conversar com eles. Mas eles me haviam ouvido e o homem já estava vindo em direção à canoa para me atravessar. Atravessei de volta a nado e o homem veio com a canoa atrás. Então atravessei com ele de canoa. Ofereci-lhe pagamento, mas ele não quis. Prossegui a caminhada e cheguei na margem do Rio Jequiá. Continuei achando as paisagens lindas, especialmente a do encontro do rio com o mar. Nadei novamente na foz do rio, que estava muito calmo e delicioso. Um barraqueiro e uma operadora de travessia do rio deram-me informações sobre a área. Pretendia hospedar-me ali, mas os valores eram altos, então resolvi ir até a cidade de Jequiá da Praia, a cerca de 4 km. Fui pela estrada, em que achei belas as paisagens rurais também. Lá fiquei na Pousada Thieta (https://www.facebook.com/pousada.thietadoagreste/timeline?lst=100005659626174%3A100004063516724%3A1570293269), da Rosângela, por R$ 40,00 em dinheiro, num quarto com banheiro e TV. Comprei pães por R$ 3,00, vegetais (tomate, laranja e pepino) por R$ 2,50, mais pães e uma brasileirinha por R$ 2,00, tudo pago em dinheiro. Jantei sanduíches. Na 6.a feira 16/08 comprei pão por R$ 2,00 em dinheiro e comi sanduíches no café da manhã. Saí perto de 8h e comecei minha caminhada. Fui por uma estrada de terra enlameada, devido às chuvas recentes, até a praia. Achei bonitas as paisagens rurais, com pequenas propriedades nas laterais. Lembrou-me o livro e o filme São Bernardo, de Graciliano Ramos. Chegando na praia resolvi voltar até a barra do Rio Jequiá e as Dunas de Marapé, pois não havia passado por este trecho. O responsável pelo receptivo turístico existente no local deixou-me subir no mirante para apreciar a vista. Segue uma foto de lá. Saí rumo à Barra de São Miguel perto de 9h30. Ao longo do dia houve chuva intermitente, com períodos de média intensidade, que parecia mais forte devido ao vento vindo do mar. Achei as paisagens bonitas até a Lagoa Azeda, com vegetação e mar verde. Daí em diante começaram falésias que achei espetaculares. Talvez tenham sido as paisagens de que mais gostei na viagem. Seguem algumas fotos de falésias deste trecho. Fiquei encantando com a diversidade de formas, muitas que a mente podia livremente associar ao que desejasse, com as cores múltiplas nas várias camadas, o tamanho e a extensão das falésias, que se estendiam por quilômetros. Com a chuva, a paisagem ficava ainda mais bela, pois em alguns pontos escorriam sedimentos, tornando a coloração dinâmica e misturada. É como se em alguns trechos fosse um bolo seco e em outros um bolo com calda multicolorida escorrendo. Em alguns pontos havia corredores de entrada e se podia ir ver mais de perto as estruturas das falésias, como se fossem clareiras. Em alguns pontos havia lagoas combinadas com as falésias, o que tornava a paisagem mais bela. Num determinado ponto, a chuva apertou 🌧️ e eu me abriguei num barracão de uma fazenda, na beira da praia, uma aparente construção sendo feita, que ficava num trecho entre duas cadeias de falésias. Abriguei-me por mais de meia hora, admirando a lagoa que ficava a seu lado. Após a chuva amainar, continuei e passei por um trecho em que havia um local elevado nas falésias, em que era possível subir para admirar a vista. Segue a foto de lá. Pouco mais para a frente, já perto da Praia do Gunga, cruzei com muitos quadriciclos com turistas fazendo passeios. Eles vinham pela estrada lateral e eu pela areia da praia, perto do mar. Cheguei à Praia do Gunga perto de 16h30. Achei-a bonita e também bela a vista do outro lado do enorme rio. Tomei um banho de mar em sua foz, pois ao longo do caminho havia muitas pedras no mar e eu não quis entrar. Não fui ao Mirante do Gunga, pois teria que pagar R$ 3,00 e eu já estava muito mais do que satisfeito com as paisagens espetaculares vistas ao longo do dia. Peguei a estrada para ir à Barra de São Miguel, pois o rio era enorme e era necessário pegar a ponte. Achei bonita a paisagem rural e pude ver o pôr do sol a partir da ponte, que me pareceu lindo. Caminhei um pouco no escuro, talvez perto de duas horas. Havia muito movimento na estrada, provavelmente para Maceió. A chuva voltou e apertou. Já bem adiantado, cruzei com algumas moças e lhes perguntei quanto faltava. Uma delas riu e disse que no meu “andandinho” demoraria 1 hora, mas que se acelerasse chegaria em meia hora. Fiquei no Natu’s Hostel (https://www.natushostel.com) por R$ 49,00 com cartão de débito, sem direito a café da manhã. Comprei legumes (tomate, beterraba, chuchu) para o jantar e o café da manhã e bolacha para o café da manhã por R$ 5,59 com cartão de crédito. Quando estava indo para o supermercado, numa rua escura, bati o pé numa estaca e caí. Só machuquei o dedo, pois me protegi da queda. Um carro que passava nem se importou com o ocorrido 😒. Jantei espaguete, batata-doce e legumes, sendo que os 2 primeiros já estavam a um bom tempo comigo, esperando a disponibilidade de um fogão. Conversei com Brasil, o dono do hostel, sobre minha viagem e locais de Alagoas e do Nordeste. Ele era vegano e fazia passeios personalizados exclusivos, por locais fora dos roteiros comuns. O hostel era voltado para preservação da natureza. Havia um cachorro 🐕 salsicha muito amoroso. Eu notei que perdi o pente, provavelmente o tinha esquecido na Pousada em Coruripe. No sábado 17/08 nadei na piscina do hostel logo após acordar. Depois tomei café da manhã com legumes e bolachas. Dei uma volta pelo hostel para conhecê-lo e saí perto de 9h. Comecei indo até a praia de onde se avistava a Praia do Gunga do outro lado do rio. Depois voltei e fui rumo a Maceió. Em vários pontos da caminhada havia trechos em que na maré baixa recifes ou rochas represavam o mar e quebravam a força das ondas, formando piscinas naturais. Achei as praias bonitas, com muita gente em alguns pontos, como na Praia do Francês. Comprei R$ 2,00 em pães para o almoço com dinheiro. Não consegui atravessar a 1.a lagoa andando. Tentei ir pelo mangue, mas na borda vi que não dava. Fui pela pista e pela ponte, da qual achei a vista muito bela. Tentei circundar a orla entre a 1.a e a 2.a lagoas, mas a maré alta impediu a partir de um certo ponto. Então fui pela avenida da orla e peguei a estrada para Maceió. No início o acostamento era na parte central da estrada. Achei interessante a paisagem com vegetação e áreas rurais, apesar do enorme movimento da estrada. Gostei muito da vista a partir da 2.a ponte, já na chegada a Maceió. Na avenida da orla de Maceió estava havendo uma corrida do exército, com muitos participantes e trânsito parcialmente interditado. Havia uma enorme instalação da Braskem na orla. Achei a orla bastante extensa. Fui em direção à Praia de Pajuçara. Lá perto um rapaz localizou pelo celular o hostel em que eu pretendia ficar. Fiquei no Paju Hostel (https://www.facebook.com/pajuhostel-107380930640086) pagando R$ 25,00 em dinheiro por cama em quarto compartilhado, com direito a café da manhã. No quarto estava um capixaba que fazia curso de cozinheiro embarcado, um paulistano que escrevia sobre pontos turísticos pouco conhecidos da cidade de São Paulo e mais um outro. Havia também uma família em outro quarto. Comprei vegetais (pepino, abobrinha, beterraba, chuchu, mandioca e banana) e macarrão por R$ 8,22, e pães por R$ 2,00, ambos com cartão de crédito. Jantei espaguete com legumes. banana e pães doces de sobremesa. Achei o efeito do ar-condicionado do quarto bem forte e a ventilação dele vinha diretamente em cima de mim, que estava na cama alta do beliche. Usei agasalho para dormir. Para as atrações de Maceió veja https://www.tripadvisor.com.br/Attractions-g303216-Activities-Maceio_State_of_Alagoas.html e https://guia.melhoresdestinos.com.br/o-que-fazer-em-maceio-143-1505-p.html. Os pontos de que mais gostei foram as praias, os itens culturais, folclóricos e históricos, os mirantes e a orla. No domingo 18/08 tomei o café da manhã ofertado pelo hostel, que achei excelente pelo preço (macaxeira, cuscuz, tapioca de coco, ovos, pão com margarina e queijo, mamão, melancia, sucos de manga e abacaxi, e iogurte). Saí para passear, peguei mapa turístico gratuitamente no quiosque, visitei Memorial Teotônio Vilela, vi as estátuas (Paulo Gracindo etc) e passei pelas jangadas com suas velas estilizadas com vários temas. Seguem fotos de algumas delas. Seguindo, li e apreciei a história e os desenhos no muro sobre a personagem folclórica Jaraguá, que era um fantasma com caveira de cavalo, protetor da natureza. Em seguida fui andar pelas praias até o extremo sul, onde era o encontro da lagoa com o mar, de onde eu tinha vindo, mas por onde não tinha passado, pois havia pego a estrada. Achei as praias muito boas. Fui tentar visitar a Estação Ecológica da Braskem que havia visto no dia anterior, mas estava fechada. Depois da ponte as praias estavam quase desertas, com uns poucos banhistas e pescadores. Havia uma enorme área da Marinha abandonada. Achei a lagoa muito bonita, agora vista do outro lado. Pude ver o trecho pelo qual havia passado no dia anterior, o ponto antes da 1.a lagoa em que tinha tentado atravessar pelo mangue e as partes em que não tinha podido andar por causa da maré alta. A distância até o outro lado pelo mar era pequena, bem menor do que a que eu tinha andado pela estrada. Tomei um banho delicioso na lagoa, porém afastando-se da margem a correnteza tornava-se forte. Tomei também um banho de mar. Voltei pela praia e já perto da área mais central saí para visitar o Memorial à República, o Museu Antropológico e Folclórico Théo Brandão, capela e praças. O museu tinha muitas imagens e itens e achei bastante interessante ☝️. Ao longo do dia vi as estátuas (leão, sereia e boi) nos diversos pontos da orla. Visitei também a feira e o pavilhão de artesanato. O mar ficava com uma cor verde linda ao entardecer . À noite voltei para dar um passeio na orla e vê-la com iluminação noturna. Jantei espaguete com legumes e banana. Na 2.a feira 19/08 tomei o café da manhã ofertado pelo hostel (cuscuz, pão, margarina, queijo, leite, Nescau, mamão, melancia, sucos de goiaba e outro). A cozinheira estava de folga, então não havia tapioca nem ovo. Fui conhecer o bairro histórico do Jaraguá e o centro. Visitei Museu da Imagem e do Som, Museu do Antigo Palácio de Governo, igrejas, mirantes, praças e monumentos. No bairro do Jaraguá havia várias casas e construções antigas. Na Igreja do Rosário dos Pretos pediram para que eu saísse por causa do calção (que não era de banho), após o atendente da loja ter autorizado a entrada depois de eu pedir várias vezes. Nas outras igrejas deixaram-me entrar sem problemas. Achei interessante a Igreja do Bonfim, com parte de seu formato circular. Achei a vista a partir dos mirantes muito boa, da orla, da costa, da lagoa, da cidade, do estádio e da vegetação mais distante. Passei por murais com história de pessoas famosas nascidas em Alagoas, algumas das quais eu não sabia que eram alagoanas. À tarde caminhei na orla runo ao norte, até o fim da quilometragem marcada para ciclistas e pedestres em Jacarecica (8,2 km). No caminho passei por um farol que com maré alta ficava parcialmente dentro do mar, passei pela Praça Coqueiro Gogó da Ema, que tinha a foto do antigo coqueiro, passei por uma linda lagoa, onde crianças nadavam e mais adiante desviei um pouco para conhecer o Corredor de Artes, que tinha estátuas e esculturas relacionadas a alagoanos, com respectivas explicações. Achei o mar verde e lindo. No fim do caminho tomei um banho de mar. Na orla havia muitos prédios modernos, sofisticados e altos. Na volta esperei o pôr do sol para ver a orla à noite. Gostei da vista das várias partes da orla durante o dia, no pôr do sol e depois de escurecer. Jantei espaguete com legumes, banana e bolacha oferecida pelo hostel como sobremesa. Conversei com André, o capixaba que estava fazendo o curso para ser cozinheiro embarcado, sobre as condições e dificuldades de trabalho embarcado e a diferença de ganho em relação aos cozinheiros regulares de restaurantes. Como 2 hóspedes do hostel haviam ido embora, mudei de cama e o vento do ar-condicionado não vinha mais diretamente em mim, o que tornou a noite mais agradável. Na 3.a feira 20/08 tomei o café da manhã ofertado pelo hostel igual ao do 1.o dia (domingo), substituindo alguns itens por outros. Saí perto de 8h30 depois de me despedir de todos. Fui caminhando pela areia. Quando fui tirar fotos das jangadas ouvi comentários de alguns que lá estavam, talvez jangadeiros ou trabalhadores relacionados à praia, provavelmente invejando a minha vida, achando que era só fumar maconha. Quando tirei o celular da mochila também comentaram e pareceram achar que os andarilhos haviam entrado na era digital 😀. Achei a vista da praia e da orla muito boas. A cor verde do mar parecia linda. Passei por vários rios, todos com a água abaixo da coxa, a maioria na canela, pois a maré estava baixa. Vi várias estátuas no caminho, como a da sereia com golfinho, a de Netuno e a da sereia no recife. Segue uma foto da Praia do Mirante da Sereia. Uma cobra do mar que estava no caminho me deu um bote quando passei perto dela, mas não me atingiu. Perguntei mais tarde a um habitante local e ele me disse que não era venenosa. Havia várias armadilhas para peixes no mar. Quando cheguei a Paripueira, uma catarinense de Bombinhas, que estava acompanhando familiares em um grupo de mais idade, tomou conta da minha mochila enquanto eu tomava um banho de mar. Agnaldo, que estava recolhendo as cadeiras de praia, indicou-me a Pousada Pantanal como a mais barata do local. Aí pesquisei uma outra, mas realmente fiquei lá (https://www.facebook.com/pages/Pousada-Pantanal/712112815506454), por R$ 30,00 em dinheiro num quarto com banheiro e TV, sem café da manhã. Comprei pães, brasileirinha e bolo de milho por R$ 6,50, legumes (tomate, chuchu, berinjela e cenoura) por R$ 2,80, ambos com cartão de crédito, e mamão por R$ 1,00 em dinheiro. Fui até a praia após o entardecer para ver as estrelas e o mar noturno, que achei lindos. Visitei a igreja, que estava em restauração. Perguntei a um homem sobre ida a Barra de Camaragibe e ele me deu instruções. Pouco depois, quando andava numa rua escura lateral à praia, ele parou de moto a meu lado e me deu um susto . Perguntou se lembrava dele e aí eu o reconheci. Ofereceu-me R$ 20,00 para comprar comida durante o trajeto, eu agradeci e recusei. Andei um pouco pela orla e pela areia, mas o lugar estava deserto, sem movimento. Voltei para a pousada e jantei sanduíches, mamão, pães doces e a brasileirinha. Na 4.a feira 21/08 tomei café da manhã com sanduíches e pães doces. Saquei dinheiro do Bradesco e comecei a caminhada perto de 9h15. O dia inteiro foi de sol. Achei as praias belas. A cor da água do mar foi mudando de verde para azul e depois para escura. Encontrei um capoeirista e seu amigo caminhando pela praia. Um cachorro preto latiu para mim e ameaçou atacar-me, mas uma mulher que estava no mar pescando ou coletando seres marinhos, chamou-o aos gritos e ele obedeceu e foi até ela dentro do mar. Cruzei rio raso e depois peguei ponte em Barra de Santo Antônio. Achei a vista a partir da ponte muito bonita. Tomei 2 banhos de mar ao longo do caminho, o primeiro num local quase sem ondas de mar verde. Havia vários trechos com pedras. Havia também vários pontos com armadilhas para peixes no mar. Várias pessoas estavam na areia separando os peixes pegos. Vi várias vezes barcos sendo movidos com toras cilíndricas de madeira embaixo, o que já tinha visto em dias anteriores também. Na Praia do Carro Quebrado vi 2 fuscas e uma Kombi em decomposição. Cruzei a Barra do Camaragibe de barco com 2 paulistas, 1 catarinense e 2 alagoanos, pagando R$ 2,00 em dinheiro. Achei a vista durante a travessia muito bonita. Achei também a Barra do Camaragibe muito bonita. Mara ofereceu casa do seu filho para eu ficar por R$ 30,00, mas a casa não tinha luz nem descarga. Preferi então ficar na Tiriri Guest House (http://www.tiririguesthouse.com), pertencente ao João pagando R$ 50,00 em dinheiro por um quarto com banheiro privativo e TV a cabo e com direito a café da manhã. Comprei pães na padaria por R$ 4,00 em dinheiro e depois a dona ofereceu-me rocambole e torta de doce de leite, que não consegui recusar, pois quando levantei a cabeça após pegar o dinheiro da carteira ela já os tinha colocado num saco e me estava oferecendo. Até falei “não” agradecendo, mas ela fez uma cara de decepção e perguntou porque eu não aceitava, que resolvi aceitar. Comprei também tomate, chuchu e limão por R$ 2,75 com cartão de crédito. Jantei sanduíches. Apreciei a vista noturna a partir da sacada da pousada. Esqueci de apagar a luz do restaurante que João havia pedido antes de dormir. Na 5.a feira 22/08 tomei o café da manhã oferecido pela pousada com frutas (manga, abacaxi, banana, melão e mamão), pães, manteiga, geleia, requeijão e suco. Saí por volta de 8h45. Achei as praias bonitas. A cor do mar voltou a ser verde. Atravessei o Rio Tatuamunha andando. Fiz um teste sem a mochila que foi bem-sucedido e voltei nadando. Achei a água deliciosa. Atravessei pela 2.a vez com a mochila e desta vez estava bem mais raso, o que mostra como pouco tempo de maré baixando pode fazer grande diferença. No encontro do rio com o mar, a cor da água de um lado era verde e de outro era azul. Uma foto desta área pode ser vista a seguir. O tempo virou e ocorreu uma pancada de chuva quando eu passava por Porto de Pedras. Devido a isso, como eu queria aproveitar bem o trecho até Maragogi, resolvi ficar ali aquele dia. Fiquei na Pousada Águas Belas, do Eliel. Paguei R$ 50,00 em dinheiro por um quarto com banheiro privativo sem direito a café da manhã. Aproveitei a tarde então para conhecer o Mirante do Farol, a igreja matriz, a fonte masculina, a orla e a capela histórica. No farol, Dinho deu-me informações históricas e culturais sobre a área. Tomei um banho de mar no caminho e outro no povoado, achei o mar calmo e boiei. No entardecer a chuva voltou, com picos de maior intensidade, mas na média ficou leve e prosseguiu assim à noite. Vi 2 arco-íris no céu. Comprei pães nas padarias por R$ 4,00 em dinheiro. Jantei sanduíches e pães doces. À noite vi um jogo de futebol no campo local ⚽. Na 6.a feira 23/08 comprei pães por R$ 3,00, tomate e banana por R$ 1,75, todos pagos em dinheiro e tomei o café da manhã com sanduíches. Depois peguei a balsa gratuita para Japaratinga. Comecei a caminhada perto de 9h e cheguei em Maragogi perto de 13h. Antes de começar o caminho voltei até a margem do rio pela praia e andei um pouco nela, quase dando a volta e chegando onde havia desembarcado da balsa. Achei as praias muito bonitas, com mar verde. Atravessei 2 rios com maré baixa e água abaixo do joelho. Uma moça falou-me que um homem havia sido encontrado morto no mangue e eu decidi atravessar um dos rios para não cruzar o mangue em direção à ponte nem voltar um trecho para sair na rua que continuava para a ponte. Em Maragogi fiquei no Mandala Hostel (https://www.facebook.com/Mandalahostelmaragogi) pagando R$ 22,00 a diária em dinheiro por uma cama em quarto compartilhado, com direito a café da manhã. Lá conheci a argentina Jamilia, que estava indo para Porto de Galinhas, o baiano Rômulo, que viajava de moto, tinha sido da Marinha e morava em Campina Grande, a mineira Késsia, que viajava 2 semanas de férias pelo nordeste, a mineira aposentada Sílvia e um casal de chilenos, de férias no Brasil. Aproveitei que era cedo e fui visitar o Mirante do Cruzeiro. A melhor vista era a partir de uma pousada e era necessário pagar uma pequena taxa. Eu não tinha levado dinheiro e o atendente me disse que havia uma área atrás do muro de onde se podia ter uma boa vista. Fui lá e concordei com ele, achando a vista muito bela, das várias partes da costa ☝️. No caminho de subida, que fiz dando enorme volta pela estrada, pude ver paisagens de coqueiros, de que muito gostei também. Na volta descobri que havia um caminho alternativo descendo por uma rua de terra que era muito mais curto. Quando descia conversei com um homem que trabalhava na construção de sua casa e que havia mudado para lá. Ele tinha gostado de lá e me falou da região. Depois de descer ainda tomei um banho de mar, deixando as roupas com um casal de argentinos, e depois fui conhecer uma área de artesanato e andar pela orla. Apreciei o entardecer à beira-mar. Comprei espaguete, tomate, chuchu, pepino, abóbora, cenoura e mamão por R$ 7,98 com cartão de crédito e 1 brasileirinha por R$ 1,00 em dinheiro. Jantei espaguete com legumes, mamão e a brasileirinha. À noite eu, Rômulo e Késsia fomos passear na orla. Neste dia comecei a sentir dor em uma das pernas , na região da canela. Para as atrações de Maragogi veja http://www.maragogi.tur.br/ e https://maragogionline.com.br. Os pontos de que mais gostei foram as praias, o mar verde e a vista a partir do mirante. No sábado 24/08 tomei o café da manhã oferecido pelo hostel (cuscuz, ovo, pão, queijo, manteiga, banana assada, melão, mamão, abacaxi e 2 tipos de bolos) e fui caminhando até as praias do Antunes e do Xaréu. Atravessei o rio logo na saída do centro de Maragogi com água no peito, pois a maré estava alta. Em determinado trecho tive que ir pela rua, pois com maré alta não era possível passar. Mas após andar cerca de 15 minutos a meia hora voltei à praia. Acabei ficando sentado o maior tempo na Praia do Xaréu admirando o panorama. Segue uma foto dela. Alguns destes barcos na foto ficavam tocando músicas com som alto e provavelmente forneciam algum tipo de serviço, pois várias pessoas iam caminhando até eles. Ficavam um pouco distantes da praia, mas isso não intimidava os interessados. Tomei 2 banhos de mar e achei a água deliciosa. O mar continuava com a cor verde que eu achava linda. Voltei no entardecer e com a maré baixa foi possível fazer quase todo o caminho pela areia à beira-mar. O rio perto do centro atravessei com água perto da canela. Apreciei o entardecer a partir da praia. Jantei espaguete com legumes acrescido de arroz, que Jamilia havia deixado antes de ir embora, cravo e queijo ralado, que me deram no hostel. Para sobremesa comi mamão. Durante o jantar o chileno sofreu muito para abrir um coco com uma faca comum e concluiu que era melhor pagar R$ 5,00 do que fazer aquele esforço. Conversamos sobre a viagem deles, o Chile, o Brasil e várias coisas. À noite dei novamente um passeio na orla. Chegou Evelin de SP e um baiano. Rômulo e Késsia foram embora. Despedi-me da gerente Gerline, que não trabalharia no domingo, quando ela foi embora à noite. No domingo 25/08 tomei o café oferecido pelo hostel igual ao do dia anterior, sem a banana e sem um dos bolos, conversei com casal de Jundiaí (Mairon e mulher) sobre dicas de viagem e com Marcelo sobre Caminho de Santiago. Eles também haviam chegado para ficarem no hostel. Saí perto de 9h15. Atravessei o rio perto do centro com água na cintura. Reencontrei Mairon, mulher e Evelin na Praia do Antunes, onde ele disse que talvez fossem. Achei lindo o mar verde até o fim de Alagoas . Atravessei rio com água abaixo da cintura na divisa entre Alagoas e Pernambuco. Atravessei outro rio com água na cintura depois de São José da Coroa Grande. O mar continuava verde e eu continuava achando o mar e as praias lindos. Na barra do Rio Una fui até o Povoado do Abreu. No caminho havia uma ponte de tábuas de madeira com um buraco no meio, o que fazia que algumas meninas que provavelmente queriam ir para a praia estivessem com medo. Passei, disse-lhes que dava para passar com cuidado e elas foram. No povoado encontrei barqueiros que me poderiam levar para o outro lado do rio. Alecsandro levou-me até a 2.a barra do rio, pois disse que havia estourado uma barra, com a ajuda da própria população, devido às enchentes, e que se apenas atravessasse a 1.a barra eu ficaria preso entre as duas. A viagem de barco foi bela, com bonitas paisagens do mangue, da vegetação, do rio e das praias. Seguem fotos do trajeto. O barco encalhou 2 vezes em bancos de areia. Choveu um pouco durante o trajeto. Ele trabalhava com construção durante a semana e fazia passeios nos fins de semana. Quando chegamos vimos que a 2.a barra não estava tão grande e teria dado para eu atravessar. Mesmo assim foi prudente a decisão dele de me levar até lá. Paguei R$ 10,00 em dinheiro pela travessia. Prosseguindo caminhei pelas praias até Tamandaré, sendo que algumas tinham trechos com pedras, mas só uma vez tive que sair da areia para dar a volta por trás delas. Segue uma foto da Praia do Porto no caminho. Na ponta desta praia havia pedras enormes, onde alguns pescavam. Achei o mar bravo neste trecho. Já chegando em Tamandaré atravessei o Rio Mamucabinhas com água abaixo dos joelhos. Cheguei no entardecer (no litoral de Pernambuco escurece cedo) e fiquei na Pousada São João, do proprietário João, pagando R$ 40,00 em dinheiro por um quarto com banheiro privativo. Comprei pães, tomate, pepino e laranja por R$ 5,02 com cartão de crédito e os jantei. Encontrei um condicionador de cabelos provavelmente deixado por algum hóspede no banheiro e o utilizei, pois meu cabelo estava totalmente desalinhado devido à falta de pente. Entrou água da chuva no quarto à noite e molhou o travesseiro. Na 2.a feira 26/08 comprei pão por R$ 3,00 e tomate e banana por R$ 2,00, tudo pago em dinheiro. Tomei o café da manhã com isso. Saí perto de 8h. Houve algumas pancadas de chuva ao longo de todo o dia. Achei as praias muito bonitas ao longo de todo o caminho. Na Praia de Carneiros havia peixes coloridos e escuros 🐟. Uma foto desta praia segue. Visitei a igreja histórica e depois Édson atravessou-me de lancha, cobrando R$ 15,00 em dinheiro. Contou-me que antigos donos da fazenda onde atualmente é Carneiros estão enterrados na igreja histórica, que é do século 18. Achei muito bela a vista durante a travessia. Após a travessia encontrei trechos com pedras em que não consegui passar com maré alta. Subi pela encosta e peguei a estrada. Achei bonita a paisagem rural. Mais à frente voltei à praia e fui pela areia até a Barra do Sirinhaém. Continuei achando as praias lindas. Quando cheguei na barra peguei um barco de linha por R$ 2,00 em dinheiro para fazer a travessia. Na saída houve uma revoada de garças 🕊️ e gostei bastante da paisagem vista durante a travessia. Do outro lado o segurança disse-me para ir pela praia até onde conseguisse e depois pegar a rua dentro do condomínio à beira-mar. Quando saí da praia o segurança André acompanhou-me gentilmente pela rua do condomínio até a portaria e me disse que eu conseguiria voltar para a praia mais à frente, pedindo autorização para algum proprietário de sítio. A estrada pareceu-me ter uma bela paisagem rural. Pedi autorização a um caseiro, ele concedeu e passei por dentro de seu sítio para voltar à praia. Continuei achando as praias lindas. Passei por extensa área com água rasa. Cheguei à Barra do Maracaípe pouco antes do entardecer e ainda havia barcos fazendo a travessia. Mas perguntando a pescadores antes, disseram que poderia atravessar andando. Vi uma mulher num banco de areia no meio do mar e resolvi ir até onde ela estava. Ela não sabia se era possível atravessar para o outro lado, pois não era dali. Havia 2 pescadores por ali e perguntei para eles, que também não sabiam, pois também não eram dali. Mas eles disseram que iriam verificar, entraram no trecho e me disseram que dava para ir. Eu fui por onde eles indicaram e a água não passou do peito. Segue uma foto desta área. Quando já estava na estava Praia de Maracaípe, um cachorro invocou com um homem, mas acabou ficando só na ameaça e ele não atacou. Fiquei no Palawan Hostel (https://www.facebook.com/palawanhostel), de Hugo e Ayanna, com sua filhinha recém nascida e seu cachorro Chico. Paguei R$ 30,00 em dinheiro por cama em quarto compartilhado, com direito a café da manhã. Lá conheci o belga Joseph, que viajava pelo Brasil e iria para SP. Comprei pães por R$ 2,00 em dinheiro e espaguete, batata-doce, chuchu, pepino e banana por R$ 5,36 com cartão de crédito. Jantei espaguete com legumes, banana e pão doce. Esta praia era extensão de Porto de Galinhas. Na 3.a feira 27/08 tomei o café da manhã oferecido pelo hostel (cuscuz, ovo, melão, mamão, pão, margarina, leite com Nescau e bolachas). Saí às 8h30 para tentar ainda pegar maré baixa e ver peixes nas piscinas perto do centro de Porto de Galinhas. Havia muitos peixes (coloridos e escuros, pequenos e maiores) perto da praia, nas rochas ou recifes. Fui nadando até as piscinas 🏊‍♂️, pois a maré já havia subido um pouco, mas voltei porque estava sem chinelo, depois de perguntar a um barqueiro se era permitido e ele me responder que sim, mas me alertar quanto a usar chinelo naquela área devido aos ouriços. Resolvi então caminhar pelas praias no sentido norte. Andei por todas até o fim, incluindo um bom trecho da margem do rio que fazia a divisa com o Porto de Suape. Achei-as muito bonitas, cada qual a seu modo. A Praia de Muro Alto, a última antes do rio, represava a água do mar. Já a Praia de Cupe tinha mar bravo. Atravessei um trecho com água um pouco abaixo da cintura e me surpreendi com um sorveteiro que atravessava o mesmo trecho com seu carrinho. E ele teve sucesso. Achei bem interessante a vista do Porto de Suape e do rio que o separava das praias de Porto de Galinhas. Tomei banho de mar. Na volta havia uma água-viva na areia e algumas argentinas tentaram jogá-la no mar, para ver se sobrevivia. Elas não conheciam águas-vivas. Aproveitei para dar um passeio pelo centro de Porto de Galinhas e conhecer as praças, artesanato, obras de arte a céu aberto, capela e Projeto Eco das Tartarugas Marinhas por fora. Ocorreram pancadas de chuva no fim da tarde. Abriguei-me numa barraca numa das praças à beira-mar. Com isso acabei voltando no escuro pela praia para o hostel, um trajeto que durava cerca de meia hora. Comprei pães por R$ 2,00 em dinheiro. Jantei espaguete com legumes, banana e pão doce. Josepth foi embora de manhã. Casal de donos do hostel tinha passado a noite anterior em claro (até as 3h da manhã) porque filha de 2 meses precisou ir à Emergência por estar com cólicas. Pedi-lhes para que o café da manhã do dia seguinte fosse perto de 11h, pois pretendia acordar cedo para ir ver os peixes nas piscinas naturais do centro e queria estar de estômago quase vazio para nadar se fosse necessário. Eles agradeceram, pois poderiam dormir mais 😀. Na 4.a feira 28/08 comi 2 pães comprados no dia anterior e saí perto de 6h50 para ver as piscinas naturais na maré baixa. Chegando lá no centro, peguei uma pulseira com a equipe municipal de meio ambiente. Com a maré baixa era possível ir andando, com a água chegando ao peito. Na borda das piscinas subia-se numa elevação rochosa ou de recifes e aí havia uma área com rochas ao lado de piscinas de água do mar. Vi muitos peixes 🐠, dos mais diversos tipos e tamanhos, coloridos, azuis, listrados, vermelhos, escuros, minúsculos, pequenos e maiores, vi também ouriços e uma espécie de centopeia laranja. Havia uma piscina que tinha formato semelhante ao mapa do Brasil e uma outra em que era possível nadar junto com os peixes. A água estava um pouco fria, pois o dia estava nublado. Houve uma pancada de chuva após voltar das piscinas para a praia. Depois de ficar lá e nas imediações por mais de 2 horas voltei para o hostel para tomar café da manhã. O casal já estava acordado e parecia bem disposto. Sua filhinha estava melhor. O café oferecido foi ovo frito com tomate, mandioca, pães, margarina, manteiga, bolacha e leite com Nescau. Passei pelo Projeto Hipocampus, mas não entrei, só apreciei de fora. Fui visitar o Atelier do Carcará 👨‍🎨 e conversei com Gilberto Carcará sobre sua filosofia de trabalho, história e obras. Achei bonitas suas esculturas e interessante sua ideia de arte com sustentabilidade. Ele me falou que havia uma exposição de suas obras “galinhas” na Alameda das Sombrinhas, no centro, e mais tarde fui ver. Falou-me também de um farol sendo construído por um dono de restaurante que seria um ponto turístico servindo como mirante e também fui ver a construção. Achei bonito o caminho ao lado do lago para chegar no seu atelier. Após voltar ao centro, visitei e gostei também da capela, em que esperei para poder entrar devido ao horário. Pareceu-me linda, recente e simples ⛪. Havia uma pequena plataforma na areia da praia, talvez de uso de salva-vidas, e aproveitei para subir e apreciar a vista a partir dela, que me pareceu muito boa. Então fui até o Pontal do Maracaípe para ver o pôr do sol. Antes caminhei um pouco na margem do rio até onde o mangue me permitiu para apreciar sua paisagem. Achei bela a vista do rio, principalmente no entardecer, e bonito o pôr do sol, apesar da nebulosidade. Comprei batata-doce e pepino por R$ 1,40 e pães por R$ 1,00, tudo em dinheiro. Jantei batata-doce, pepino, chuchu e pães doces. Na 5.a feira 29/08 tomei o café oferecido pelo hostel com pão, queijo branco, batata-doce, melão, mamão, bolacha e leite com Nescau. Saí perto de 8h30, saquei dinheiro e fui rumo a Cabo de Santo Agostinho. Fui pela praia até o Atelier do Carcará. Antes de sair da praia tomei um banho de mar. Depois peguei a estrada, com o lago e o mangue de um lado e propriedades rurais e vegetação do outro, cuja vista continuei achando bela. Passei por um acidente em que havia uma mulher deitada no chão e uma moto caída e a mulher falava que estava doendo muito. Esta cena me fez chorar 😢. A polícia já estava lá isolando a área. Só fui cruzar com a viatura do SAMU, que imagino iria socorrê-la, mais de meia hora depois 😒. Passei por Ipojuca e aproveitei para visitar a Praça do Baobá, onde havia uma enorme árvore deste tipo, e também a Igreja Nossa Senhora do Ó. Depois de cruzar a cidade peguei a estrada normal e depois a pedagiada. Achei uma banana verde no chão da estrada e comi. Errei o caminho. O mapa que eu havia visto me indicava para virar à direita num trevo, mas provavelmente eu não poderia caminhar muito naquela direção se tivesse virado, pois vários me disseram que era a entrada do porto e não poderia prosseguir. Segui em frente então e mais à frente perguntei a um rapaz que vendia lanches. Ele viu no GPS o novo trajeto, deu-me 2 opções e eu segui a que achei em que não iria me perder. Virei à direita onde haviam indicado e numa bifurcação logo após perguntei a um homem que vinha caminhando. Ele me indicou o caminho contrário ao que eu acreditava ser correto e vendo minha dúvida perguntamos a Fia e seu amigo que vinham voltando do trabalho. Eles me disseram que iriam para muito perto de onde eu estava indo e se dispuseram a ir comigo. Eu os atrasei, pois estavam de bicicleta e eu não conseguia ir muito rápido devido à dor na perna, que ainda continuava. Em alguns trechos Fia levou minha mochila e seu amigo me levou sentado na bicicleta 🚲. Ele sofreu em algumas subidas. A paisagem me pareceu bonita. Pegamos uma trilha muito bela no meio da mata e Fia me deixou no povoado de Suape. Dali para Nazaré, onde eu pretendia ficar, era bem próximo. Fui até lá e fiquei no Hostel Mujeres com Alas (https://www.facebook.com/mujeresconalasnazare) da Mary (ou Mere), pagando R$ 45,00 com cartão de crédito por uma cama em quarto compartilhado, sem café da manhã. Mas só havia eu no hostel como hóspede. Ela disse que aceitava homens após eu perguntar. Depois de me instalar ainda fui até o mirante atrás do farol apreciar a vista noturna. Apesar de um pouco escuro, ainda me pareceu bela, com destaque para as luzes dos povoados e navios 🚢. Então fui comprar mantimentos. Achei muito boa também a vista da descida de Nazaré para Suape, que acho que era do porto e de empresas vinculadas. Comprei espaguete, pães e leite por R$ 7,70 com cartão de crédito, tomate, cenoura, chuchu, pepino e mamão por R$ 9,50 em dinheiro e pães por R$ 3,00 em dinheiro. Jantei espaguete com legumes, mamão e pães doces. Conversei com Mary sobre sua origem boliviana, sua família, sua vida no Chile, Niterói e agora ali e suas experiências com hóspedes passados. Na 6.a feira 30/08 tomei café da manhã com sanduíches, mamão, pães doces e leite. Antes de eu sair pela manhã houve uma pancada de chuva e depois abriu o tempo. Aproveitei para passear por dentro do hostel e apreciar sua decoração interior, com fotos e itens de arte. Mary explicou-me sobre as trilhas e esboçou um mapa. Ela me levou pessoalmente para ver a entrada de 3 trilhas. Comecei conhecendo a igreja histórica, o convento e cemitério, vendo-os da porta. Fui ao farol atual e respectivo mirante. Achei a vista muito boa também durante o dia. Depois desci até o farol antigo e a Casa do Faroleiro. Gostei da vista também. Lá raspei a perna de leve. Depois vi ruínas da capela, Forte, Bica da Ferrugem e ruínas do quartel. Dois rapazes que estavam caminhando pelo forte explicaram-me o caminho para a Bica da Ferrugem e as ruínas do quartel. Dali fui à Praia do Paraíso, em que havia muitas pedras, quase sem faixa de areia. Subi a escada, passei pela ponte e fui à Praia do Suape, que achei boa, com mar bravo. Segui por ela até o rio ou canal que a separava do porto. Achei bonito o encontro do mar com o rio ou canal. Andei um pouco pela margem do rio ou canal e depois voltei, passei de novo pela praia e peguei a trilha para Nazaré de que a Mary tinha falado. No caminho havia outro mirante, com vista de que gostei, abrangendo a praia, o mar, o povoado e o porto. Chegando lá em cima peguei a trilha para a Praia de Calhetas que a Mary tinha mostrado. Achei bonita a trilha, com começo no meio da mata. No caminho encontrei Magda, que alugava kitnets no Vale da Lua. Ela deu-me explicações sobre a trilha e disse que era amiga da Mary. Achei linda a vista a partir da trilha, da orla, das praias, do mar e do povoado de Gaibu. Achei delicioso o mar em Calhetas . O mar era de tombo, mas sem correnteza, o que permitia um nado tranquilo em águas mais profundas, conforme o salva-vidas do local explicou-me. Depois de andar pela pequena orla e do banho de mar, fui para a Praia de Gaibu. A vista das paisagens durante o caminho continuaram belas. Lá, com a maré subindo, achei o mar bravo. Andei cerca de meia hora na areia da praia e depois acabei voltando pela pista. Passei pelo hostel, conheci a parte inicial do sítio que ficava nos fundos do hostel e suas árvores altas e largas, como a fruta-pão. Ainda deu tempo de ir ver o pôr do sol a partir do mirante que ia para a Praia do Paraíso. Seguem as fotos deste momento. De volta ao hostel, conheci a seu lado o Centro Cultural Esperantino, explicado pelo filho do homem que deu nome ao centro. Gostei e achei bonitas as várias trilhas feitas na mata ao longo do dia, a vegetação e relevo existentes ☝️. Comprei pães para café da manhã e sobremesa por R$ 3,00 em dinheiro e R$ 1,50 com cartão de crédito. Jantei espaguete com legumes, mamão e pães doces. No sábado 31/08 tomei café com sanduíches, mamão, pães doces e leite. Conversei com Mary sobre suas próximas hóspedes, que chegariam naquele dia, suas experiências de viagem, sua vida passada e minha viagem. Antes de sair ela pediu para tirar uma foto minha, que coloco a seguir. Saí perto de 9h30. Fui pela estrada até Gaibu e depois peguei a areia da praia. Achei as praias muito bonitas, porém a maioria bem mais urbanizada do que a média da viagem, posto que estava chegando a Recife. Havia muitas pedras em vários trechos. Após perguntar para várias pessoas sobre risco de ataque de tubarões 🦈 e todos dizerem que não havia, tomei um banho de mar. Depois de cerca de 500 m do local do banho vi a primeira placa de risco de ataque de tubarões. Se tivesse visto a placa antes não teria nadado. Desviei um pouco no caminho para conhecer a Ilha do Amor, fui até a curva e depois voltei para pegar a ponte, de onde a vista me pareceu muito bonita. Após a ponte houve um grande trecho com mato nas laterais da rua, que até me preocupou um pouco, apesar do movimento de carros, mas nada aconteceu. Voltei para a praia. Havia bastante gente, pois era sábado. No fim do dia começou a ameaçar chuva e já bem perto da chegada houve pancadas de chuva. Em Boa Viagem o mar estava bravo, chegando a espirrar água na calçada, após bater nos muros de contenção da praia. Fiquei no Hostel Estação do Mangue (https://www.estacaodomangue.com.br) por R$ 30,00 com cartão de crédito por uma cama em quarto compartilhado sem direito a café da manhã. Lá conheci mãe e filho que estavam a passeio e 2 transsexuais que tinham vindo trabalhar. Comprei pães por R$ 9,80 e bananas, abóbora, limão e chuchu por R$ 6,60, tudo com cartão de crédito. Jantei sanduíches, bananas e pães doces. No domingo 01/09 fui à praia antes de tomar café da manhã. Estava uma pequena garoa, mas nada que incomodasse. No caminho passei pela igreja ao lado do hostel e uma mulher disse que provavelmente não era permitido entrar naqueles trajes (camiseta regata e calção). Parecia tensa quando eu fui até a porta olhar. Já perto da praia, passei pela Igreja de Nossa Senhora de Boa Viagem, na Pracinha de Boa Viagem, e um homem disse que eu poderia entrar para visitar (“Claro que pode, é a casa de Deus”). A igreja já estava cheia para a missa e eu preferi ir só até a porta. Segui e fui dar um passeio pela orla. Um homem entrou no mar bravo, onde havia placas de risco de ataque de tubarão e eu até pensei que estivesse se suicidando. Mas depois perguntei e me disseram que era seu costume e ele já fazia parte do mar. Em seguida eu o vi nadando alguns metros depois da arrebentação. Entrei no mar uns 10 metros 🌊, somente para me despedir. Tomei café com sanduíches e fui andando até o aeroporto. Demorei 16 minutos do hostel até lá. Troquei de lugar no avião com um homem que preferia corredor para poder ficar na janela. Quando cheguei em Congonhas com o ônibus vindo de Guarulhos estava chovendo 🌧️ e tomei bastante chuva no caminho a pé para casa. Ainda bem que estava com a capa.
  6. 1 ponto
    Alguns meses depois da minha volta dessa experiência incrivel e de muito compartilhar sobre essa experiencia no grupo do Mochileiros no facebook, venho aqui tambem contar um pouquinho do que foram esses 2 meses e meio pelo Reino Unido, mas precisamente em Brighton, no sul da Inglaterra. A ideia do intercambio já existia a muito tempo antes de realmente faze-lo, mas o lugar era uma eterna duvida. Depois de muito procurar, ler relatos, ver videos, eu optei pelo conselho de um amigo que mora na Alemanha e que ficou um tempo tambem por Brighton. Com pouquissimos relatos sobre a cidade e apenas videos de turismo no youtube, eu decidi mergulhar de cabeça na decisão e fui me apaixonando aos poucos pela ideia de um intercambio por lá. Ao longo do tempo, eu tambem já tinha conhecimento do site Workaway, e outros parecidos como o WorldPackers. Decidi tentar experimentar um pouco dessa troca voluntaria de trabalho por acomodação e em alguns casos, refeições, e o universo conspirou e caminhou juntinho pra tudo sair como nos conformes. Vou contar melhor e detalhamente, com fotos, dicas, sites, e tudo que eu puder sobre essa cidade que se tornou meu amor a primeira, e a segunda, e a terceira vista. Brighton Pra que não sabe, Brighton fica bem ao sul da Inglaterra, cerca de 1h de trem do centro de Londres, e entre 2h/2h30 de onibus (A National Express é a melhor opção para qualquer caminho pelo Reino Unido, é muito parecido com o Flixbus). O aertoporto mais proximo é o de Gatwick, fica a cerca de 1h de onibus do centro de Brighton. Recentemente, a companhia de avião chamada Norwegian opera voos diretos algumas vezes por semana entre Rio de Janeiro>Gatwick, e vice versa. Os preços são bem abaixo do normal, principalmente se você optar por não levar bagagem despachada e nem refeições. Vou contar um pouco mais sobre ela e minha experiencia depois. Absolutamente tudo do meu intercambio, eu que procurei e fechei diretamente. Não contratei agencia. (Lembrando que meu nivel de idioma antes do intercambio já era Intermediário, então foi mais ''facil'' conseguir correr atrás de tudo sozinha.) Antes de ir e para ter uma média de preços, cotei com 3 agencias o mesmo destino e em todas, era um mes de aula com carga horaria de 15h semanais+acomodação em host family(casa de familia), dentre taxas e materiais que não saiam por menos de R$9 mil reais. - Escola: A minha escolha final, depois de MUITA pesquisa e procura, foi pela Interactive English Language School, ela fica em Hove (O nome oficial de Brighton é Brighton and Hove, é como se fosse um bairro ao lado do outro, ambos bem ''pequenos'' e de super facil acesso). Acontece que tudo em Hove é muito mais em conta: Escolas, Acomodações, Mercados, etc. Da escola para o centro de Brighton, eu gastava 20minutos andando tranquilamente, ou então, por volta de 5min de onibus. Minhas aulas na IELS eram de 15 horas semanais, o que da por volta de 3 horas de aula por dia, foi super incrivel poder ter essa duração de curso todos os dias, uma coisa muito diferente dos cursos de idioma que temos no Brasil, por exemplo, onde fazemos no máximo 2 horas de aula por SEMANA. Digamos que em UM mês eu estudei o equivalente a SEIS meses de curso que dão no Brasil, então pra pergunta do "Vale a pena?" Sim, ô se vale. No seu primeiro dia na escola, na IELS toda segunda, você chega lá bem cedinho, fala com as meninas do escritorio, e faz uma prova de nivelamento pra saber direitinho para qual nivel e turma você esta apto a começar. O meu nivel foi o Intermediario, então, 2h após a prova, você volta, no começo das aulas da parte da tarde, pega seu material (livro+guias da cidade+chip de celular das marcas disponiveis a sua escolha) e vai para a sua turma. Eu fiquei duas semanas na turma do Intermediario, onde comigo tinham 8 alunos. Nenhum brasileiro, exatamente o que eu queria e o porque de eu ter escolhido a inglaterra para o meu intercambio. No ultimo dia da minha 2º semana, tivemos uma prova de nivelamento, onde o professor analiza se você esta apto a mudar ou não. (Comecei no Intermediário e Conclui o curso de 4 semanas no Upper Intermediate, que seria um Intermediario+). Durante todo o meu mês pela IELS, apesar da escola ser pequena, tinha por volta de 80 estudantes e durante o meu mês teve apenas eu e mais 2 brasileiras, e eramos de salas diferentes, o que foi ótimo pra gente. Até quando estavamos juntas, optamos por falar em Inglês. A escola fica em um predio de 4 andares, mega bem estruturada, com salas de aulas amplas e conforatveis. A area social possuia sofás, puffs, mesa de jogos, computadores de livre uso, café, chá e leite disponivel durante todo o dia. Inclusive você poderia usar o espaço comum durante todo o dia, independente do seu horario de aula. Seja para estudar, usar o computador, bater um papo ou jogar sinuca. Professores ótimos e todas as aulas muito bem estruturadas e interativas. Eles tinham como uma das principais funções vocabulario e conversação, e usavam o uso de muita interação entre os alunos por meio de jogos e dinamicas, foi incrivel. Brighton and Hove possuem MUITAS opções de escolas de idiomas das mais diversas localidades e preços, a IELS foi a minha escolha de acordo com o que cabia no meu bolso e de muita pesquisa, inclusive de muitaaa troca de email com as meninas da escola. Valor: O valor de 4 semanas de curso de 15 horas semanais+material ficou por volta de £550 libras, na epoca que paguei, a libra estava a 5,20, o que da por volta de R$2.800 reais. - Acomodação: Acredito eu que praticamente todas as escolas consigam oferecer aos estudantes estrangeiros a opção de ficar em uma Host Family(Casa de familia), mas eu não queria gastar com passe de onibus cerca de 80 libras+ mensal, pois geralmente a maioria das host families ficam afastadas do centro e da escola,. Eu queria realmente morar proximo a escola e do centro de Brighton. Depois de muito procurar, achei dois sites para procura de quartos (fora o airbnb), mas o que eu mais gostei foi do Spareroom.co.uk, lá tem uma infinidade de opções, e foi por lá que eu encontrei a minha acomodação por um mês em Hove. Ficava a 10 minutos andando da escola, 15 do Big tesco (Pra quem ja foi a UK, o Tesco é uma rede de mercados bem famosa e que tem em todos os cantos, mas o Big Tesco é gigante, mais barato e mais para os moradores locais). Ficava a uns 25 minutos andando do centro de Brighton tambem. Foi um grande achado e o host foi bem solicito e tudo deu super certo. Valor: Para 4 semanas de acomodação em quarto suite, com maquina de lavar e todas as dependencias da cozinha e area comum de livre acesso, paguei por volta de R$2.820 reais. - Clima e o que levei na mala: Como fui em meados de março, peguei o inicio da primavera e mesmo assim as temperaturas estavam bem baixas, apesar do sol e céu abertos.Alguns dias que sai para a aula, o termometro marcava 0º, e em um outro fim de semana chegou a 30º, o tempo no Reino Unido é doidinho real. Eu fui apenas com um mochilão de 60 litros, não tão cheia, e levei roupas que pudesse usar em camadas. Levei 6 pares de blusas, duas calças jeans, um short jeans preto, dois sueters, uma meia calça segunda pele e duas blusinhas regatas segunda pele, um casaco de pelinhos e um corta vento, alem do casacão de frio. Mas é claro, que passando e indo regurlamente pela Primark, H&M em promoção, dentre outros, eu acabei comprando mais roupas, hehe Alguns looks que eu usei e roupas que comprei posteriomente, variando do clima de começo de Março, até final de Maio, e entre idas as escolas, pubs, baladas da vida: e o Bonus de 1º tendo que esconder o nariz de tanto frio: Isso foi tudo que eu levei no mochilao X ele prontinho, junto com a minha mochila menor. - Compras: Como eu ja disse, o Big Tesco era a melhor opção ever para compras de semana, ele tinha muito mais opções que os Tescos menores, mas os preços acabavam sendo bem parecidos ou por vezes, os mesmos. Depois que eu comecei no Work Exchange (Trabalho em troca de moradia), eu morava meio longe do Big Tesco e batia a famosa preguiça, então eu revezada entre as redes dos Tescos, Sainsburrys e o Waitrose, esse ultimo era o mais caro ever, acho que acabei nem fazendo compras por lá. Para vocês terem noção de como era ok e em conta fazer compras. Essa foto foi a minha primeira compra semanal, feita no Big Tesco, e custou £14.50 libras. Alguns itens duraram mais de uma semana, tipo o cereal e os iogurtes. Mas durante esse tempo morando em Brighton, minhas compras semanais não passavam de £20 libras. A Loja Poundland era a melhor opção SEMPRE, ela tem praticamente todos os objetos custando £1 libra. De itens de higiene a itens de papelaria, a grande maioria custando £1. Lá comprei todos os itens de higiene assim que cheguei: shampoo, condicionador, escova+pasta de dente, creme de rosto, lenços demaquilantes, etc. E lá eu comprava tambem umas besteirinhas pra comer, biscoitos salgados, doces, chocolates, etc. As lojas de roupa como Primark, H&M, New Look, etc, são ótimas e vira e mexe tem promoção. Eu comprei sueters por £3, £6 pounds. Croppeds por £2 e até por £1. São muitas opções, real. Tambem tinha as lojas um pouco mais caras como a Urban Outfitters, Zara, Bershka, dentre outras. - Relato do Intercambio: Durante esse mês de intercambio, eu fiz amizades incriveis e nos tornamos muito unidos, eram festas, pubs, restaurantes e pic nics na praia quase todos os dias. A gente costumava brincar dizendo que era muito doido todos estarmos no mesmo lugar ao mesmo tempo, alguns mais antigos na escola e em Brighton diziam que nao tinha grupo melhor. A despedida era sempre a pior parte, e toda semana um ou mais iam embora. Teve uma semana que cinco do grupo voltaram para os seus países, e a noite anterior da partida do primeiro, foi inclusive, a melhor noite que todo mundo teve junto, a gente bebeu, dançou, riu e chorou, foi um misto de emoções hahaha O meu nivel de Ingles avançou muito, tanto nessas 04 semanas, quanto nos 2 meses. O que eu MAIS tinha dificuldade era o medo da conversação, em errar, em tropeçar nas palavras, e tudo isso eu perdi, e perdi de vez. Até hoje eu consigo me comunicar, conversar e tudo mais sem o medo de falar. Então, eu diria que foi a maior conquista desse intercambio. Como fiz tudo por conta própria, eu paguei por volta de R$6.000 reais pelo curso+acomodação. Durante essas 4 semanas eu contratei o seguro saude da Seguros Promo no valor de R$314. E para gastos extras eu levei um total de £400 libras, por volta de R$2.300 reais, com a cotação da época. Em resumo, todos os gastos dessas 4 semanas foram de aproximadamente: R$8.614 reais. - Work exchange. Antes de mais nada, o Work Exchange consiste na troca de trabalho voluntario por acomodação e as vezes, outras coisas tambem, como refeições, desconto em passeios etc. Antes de sair do brasil eu assinei o site Workaway, na esperança de conseguir um trabalho voluntario em algum hostel, inicialmente em Portugal ou Espanha, para ir após o curso. Chegando em Brighton, eu não queria mais ir embora, e apenas um hostel era cadastrado no Workaway. Sendo assim, mandei email direto para vários, na esperança de esticar minha estadia por lá. Um deles me respondeu e foi muito solicito, acabamos marcando de visitar o hostel e conversar um pouco sobre a posição e tudo mais. Deu tudo tão certo, que comecei lá uma semana após o final do curso. Meu job por lá era diario, tinha que limpar a cozinha, por o café da manha, o qual eu tinha direito, a cozinha em si e os banheiros, que eram três, um em cada andar do hostel. Ele era bem pequeno e aconchegante e um dos mais bem avaliados no Booking. Foi um mês e meio muito incriveis e eu tinha tempo livre de sobra para passear, curtir com o pessoal e tudo mais. Não gastando com acomodação e café da manha, meus gastos semanais ficavam por volta de £50-£60, de forma super economica, nao gastando com cervejas em pubs, pois são caras (cerca de £5), mas sim indo a happy hour, promoções e ficando de boas na praia e de graça nas baladinhas. Todos os pubs a entrada era gratuita, como se fosse um bar mesmo. E algumas baladas eram de graça ou tinham desconto para estudantes. - Dicas Gerais: *Eu visitei Londres duas vezes, a primeira por um fim de semana, e a segunda por uma semana, na casa de amigos. Como eu disse, de trem a viagem dura cerca de 1h, e de onibus dura cerca de 2h a 2h30. O valor do onibus é muito mais barato, eu ja consegui pagar £7 de ida e um outra vez £15 ida e volta, só ficar de olho no app. Londres é magnifico (Vou fazer um post só sobre Londres). *Todo dia você encontra um pub com alguma promoção de cerveja por Brighton. Enquanto eu estive lá, frequentei MUITO o pub King and Queen, todo dia da semana eles tem uma programação diferente, porém as quintas, tem bebidas pela metade do preço. Era o pint de cervejas ou Cidras por £2.20, fora varios outros drinks. Não pagava para entrar * O pub The Font todas as terças tinha a long neck de corona por £1.50, cidras e pints por £2, dentre outros varios drinks. Com dj e tudo mais, era um dos melhores lugares ever. Não pagava para entrar, só após as 23h. *Outros pubs que eu amava e frequentei durante meu tempinho lá: Hobgoblin (Tem uma area externa pftaaa, com banquinhos com aquecedores caso esteja um tempinho frio). O The wick inn. The lion and the lobster. The Hope and ruin. The bee's mouth. The temple bar. The Princess Albert. Black lion. The White Rabbit. The Muchky Duck. Patterns. Revenge bar. Tempest Inn. A cidade tem TANTOS pubs, que em um ano você não consegueria conhecer todos. Os preços das cervejas nos pubs são um pouco salgados, cerca de £5-6, ou seja, vá preparado se quiser encher a cara neles. *De baladas, tem as mais tradicionais e baratas, onde sempre tem bebidas mais baratas e voltadas para estudantes. Como eu e a maioria dos meus amigos eramos estudantes, iamos MUITO na festa Shoosh, de musica eletronica, que rolava na balada chamada Coalition todo sábado. Iamos muito na festa CocoLoco, que rolava as quartas e tinha promo de bebida. E tambem rolava muito a Revolution (dependendo do dia, tinha dois ambientes, um com musicas atuais e uma de reggaetton. E tambem recomendo as baladas mais locais e mais caras como o Patterns, Volk's club, Club revenge. The tempest inn. The Arch, etc. *Vira e mexe ocorre uma festa chamada Silent Disco, que nada mais é que uma festa silenciosa, onde cada pessoa ganha um headphone ao entrar, e lá dentro tem três djs tocando diferentes estilos de musica. Cada headphone tem ligação direta com as tres estações de djs, e cada dj tem uma cor especifica, é MUITO divertido. Fui em duas e dei boas gargalhadas, além de escutar musicas que não ouvia a um tempao. *A rede de restaurantes do WetherSpoons são os melhores lugares ever pra comer e beber barato. Cada restaurante da rede tem um nome diferente, em Brighton tem dois bem proximos, e em Hove tem outro. Você consegue tambem baixar o aplicativo deles e fazer o pedido direto por lá apenas com o restaurante que você esta e o numero da mesa que esta sentado. Da até pra pagar online, é ótimo. Eles tambem tem promoções de cervejas e lanches e mesmo assim, fora as promoções, as cervejas são as mais baratas. Tinha promo de 3 long necks por £5 e por ai vai. Recomendo a cerveja Blue Moon, com uma rodela de laranja no copo, a minha preferida. *Quando o solzinho der as caras, a melhor coisa a se fazer é passar em um dos mercados, comprar um Meal Deal (sanduba+chips pequeno+um drink não alcoolico por £3), um engradado de 4 latoes é por volta de £4-5 dependendo da marca, chocolates e biscoitos por £1-2 e sentar na praia (de pedrinhas!!) e ficar só admirando a vista, comendo, conversando, ouvindo uma musica e esperando o por do sol. *Nos meses que eu estive la, rolou diversos eventos que tomaram conta da cidade. Muita musica, teatro e tudo mais. Por isso, é bom ficar de olho, a cidade é muito viva e tem muita coisa acontecendo. *Inclusive, a parada LGBTQ+ de Brighton é uma das maiores e mais conhecidas do mundo. Parece um grande carnaval. As ruas fecham e rolam grandes shows. Ano passado teve Jessie J, e esse ano Kylie Minogue. TODOS os estabelecimentos entram no clima e a cidade fica linda e enfeitada. Aliás, Brighton é considerada uma das principais capitais LGBTQ do Reino Unido. (Foto da Internet, infelizmente eu nao estive la nessa data) *Brighton é bem pequena e por consequente com poucos pontos turisticos, por isso é uma cidade perfeita para bate-volta a partir de Londres, que é o que muita gente costuma fazer. Recomendo visitar a Royal Pavillion, se perder nas ruazinhas de North Lane (ruazinhas estreitas com muitas lojinhas, pubs, barraquinhas vendendo roupas e acessorios e restaurantes), em seguida na The Lanes (Perto e quase com o mesmo nome de North Lane), em seguida ir para o Brighton Palace Pier, ir andando pela orla até a Torre 360º, The bandstand e terminar o dia apreciando a vista, ou quem sabe, um por do sol. *Quem tiver mais tempo na cidade, eu indico ainda a visita as casinhas coloridas, quase no final da extensao da praia, em Hove, é lindo. Indico os jardins the The Brunswick e uma boa pedida é ir voltando para o centro de Brighton pela rua principal, e observar os restaurantes, lojinhas e pubs. Tem tanta, tanta, tanta coisa e cantinho especial nessa cidade que fica dificil até por em palavras o quanto ela é especial. Foi uma descoberta muito gratificante e eu to LOUCA de saudade, querendo voltar logoo. Qualquer duvida referente ao intercambio e ao Work Exchange, podem perguntar. Tanto aqui, quanto no meu instagram @karinerribeiro. Lá tambem tem varios stories da minha estadia ❤️
  7. 1 ponto
    Olá pessoal! O que irei compartilhar com vocês foi uma compilação bastante abrangente de informações sobre todos os pontos turísticos da cidade de Barcelona, que reuni para montar minha viagem. As informações foram extraídas aqui do site e também de muitos blogs. Aproveitem! VIAGEM BARCELONA Las Ramblas: da Plaça de Catalunya ao Porto Velho Esse conjunto de ruas largas que liga a Plaça de Catlunya – coração da cidade – ao antigo Porto é o ponto turístico mais visitado de Barcelona e um dos mais conhecidos do mundo. A sugestão é você começar pela Plaça Catalunya e seguir caminhado por Las Ramblas até encontrar o mar. O percurso não tem mais do que um quilômetro e meio e, caso você se perca, basta olhar para cima e tentar localizar o Monumento a Colombo. Embora seja um caminho relativamente curto, você pode gastar um dia inteiro (ou mais!) se for realmente aproveitar tudo o que se encontra entre o ponto inicial e o ponto final. Só para ficar nos mais famosos, temos: · Mercado de Sant Josep de la Boqueria: se você gosta de mercados públicos, encontra em La Boqueria um verdadeiro paraíso. Dá pra experimentar as famosas tapas e ainda levar para casa todo tipo de fruta, peixe, vinho, artesanato etc. · Museu d’Art Contemporani de Barcelona (MACBA): · Plaça Reial: uma pequena e charmosa praça paralela à avenida principal, que passa despercebida por muitos turistas. · Mirador de Colom: é o monumento em homenagem a Cristóvão Colombo, entre o final das Ramblas e o começo da área do Porto Velho. · Maremagnun e L’Aquàrium de Barcelona: Sagrada Família e as casas de Gaudí Hospital Saint Paul Pode parecer estranho, mas um hospital é um dos cartões-postais de Barcelona. O Saint Paul aparece em praticamente qualquer lista das maiores atrações turísticas da cidade. Por mais que seja um lugar tradicional para viajantes, está elencado em segundo lugar na nossa lista apenas por uma questão geográfica – ele fica perto da Sagrada Família, cerca de 15 minutos de caminhada. Construído a partir de 1901, esse antigo hospital é Patrimônio Mundial da Unesco e famoso em todo país por conta da arquitetura. O prédio funcionou como hospital até 2009, mas agora está sendo restaurado para virar um museu. Sagrada Família: 09:00 – 18:00h Antoni Placid Gaudí i Cornet (1852-1926) foi um importante arquiteto catalão, que teve como influência as formas, as cores, os materiais, e os arcos parabólicos (marcantes na arquitetura gótica). Templo Expiatório da Sagrada Família, mais conhecido como Sagrada Família, é considerado como uma obra-prima de Antoni Gaudí. assumiu sua construção em 1883 (a construção iniciou-se em 1882), e estima-se sua finalização apenas em 2026. Uma curiosidade que soubemos em Barcelona, foi que, questionado sobre a data de término da construção da Sagrada Família, Gaudí respondeu que seu Cliente não tinha pressa, pois Ele detém todo o tempo do mundo. Gaudí dedicou os últimos 40 anos de sua vida, sendo 15 deles de forma exclusiva, para o projeto da Sagrada Família. A catedral é linda e cheia de detalhes a serem observados. Quando você entra, no entanto, deve estar ciente que vai encontrar mais um canteiro de obras do que uma igreja pronta. As filas para subir em uma das torres geralmente é muito grande, e há outras vistas melhores da cidade. Na parte de dentro, há um pequeno porém interessante museu que conta a história da construção da Sagrada Família e um pouco da vida de Gaudí. Quando terminar a visita, você pode seguir andando pela Carrer de Provença até chegar à esquina com o Passeig de Gràcia (famosa rua de luxo de Barcelona). Nesta esquina está a Casa Milá, outra obra de Gaudí, mais conhecida como La Pedrera. Contruída para o ricaço Roger Segimon de Milà (daí o nome), a Pedreira é um prédio que não possui linhas retas. Quando você entra, parece que está em uma duna de areia. É curva para todo lado. Saindo da Casa Milá, siga caminhado pelo Passeig de Gràcia até chegar ao número 43, onde fica a Casa Batlló. A Casa Batlló é menor do que a Pedreira, mas não menos interessante. Nela dá para ver melhor como Gaudí usava elementos de plantas e animais para compor seus projetos. Cada andar da casa possui sua particularidade, e até mesmo a cobertura é repleta de detalhes. Em alguns momentos, parece que você está no fundo do mar. Praticamente vizinha à Casa Batlló, está a Casa Amatller. Esta basta você admirar a fachada e comparar com sua vizinha mais famosa. Depois, se quiser, você pode seguir pelo Passeig de Gràcia rumo à Plaça Catlunya, pois é nessa rua de compras que se encontram algumas das lojas das marcas mais famosas (e caras) do mundo. Casa Milà (La Pedrera): sábado, domingo e feriado (10h às 14h e 18h às 22h) Outra obra-prima de Gaudí, La Pedrera foi construída entre 1905 e 1910 para a família Milá. É um dos imaginativos projetos de casas na história da arquitetura, esta construção é mais do que uma escultura de um edifício. Anteriormente chamado de Casa Milà, também conhecida como La Pedrera (a pedreira), parece um prédio dos Flinstones, com formas orgânicas de pedra cinzenta, cheia de curvas. É possível visitar até o telhado! De tirar o fôlego; onde ressaltam potes gigantes como cavaleiros medievais. O ferro forjado também está presente nas formas de varandas imitando formas vegetais. Do telhado a vista espetacular de Barcelona, visite no pôr-do-sol, demais! Um piso abaixo do teto é um museu dedicado ao trabalho do Gaudí. O edifício foi reconhecido pela UNESCO como "Patrimônio Mundial", em 1984. ( Provença 261-265, mapa) Site Oficial Casa Battló: Segunda a domingo (9h às 21h). é uma deslumbrante criação de 1875 e tão inspiradora como La Pedrera. Os pisos mais baixos eram para o proprietário e os andares superiores para aluguel. A "casa" é uma jóia, com seus desenhos Art-Nouveau, e podemos visitar um apartamento decorado, chegando até o telhado também. Imperdível! O prédio leva esse nome por causa de José Batlló Casanovas, que no começo do século 20 contratou Antoni Gaudí para reformar a casa. Da fachada ao interior, tudo na Casa Battló é fotogênico. O preço de entrada é salgadíssimo – em torno de 20 euros. Mais caro que o ingresso de quase todos os grandes monumentos e lugares históricos europeus, incluindo o Palácio de Versalhes, na França. Caso tenha interesse, é possível garantir seu ingresso pela internet, evitando filas.Aberta todos os dias das 10 às 20h. (Passeig de Gracia, 43, mapa) Compre aqui ingressos sem filas Site Oficial Casa Amattler: Segunda a domingo (11h às 19h) Barceloneta e as praias A praia mais famosa atualmente é Barceloneta, por ter um acesso mais fácil para quem vem do centro da cidade. Atualmente um ponto famoso é o Hotel W, hospedagem de luxo em forma de vela que certamente você vai ver quando chegar por lá. Se estiver no verão, vale a pena colocar roupa de banho para ver como os locais e os turistas curtem a praia. Fique atento por que, mesmo com sol forte, a água do mar quase sempre é fria. Antigo bairro de marinheiros, Barceloneta é também o nome da mais famosa praia da cidade. Não espere nada muito deslumbrante – apesar de estar no litoral, Barcelona não é muito rica em praias. De qualquer forma, vale a experiência de passar uma tarde de sol no estilo Catalão e tomar um banho no Mar Mediterrâneo. Se isso não te convenceu, segura essa: Dom Quixote, herói nacional e símbolo da literatura latina, lutou uma batalha nas areias da Barceloneta. O nome da praia não é citado no livro, mas há quem garanta que foi ela a inspiração de Cervantes, que destinou acontecimentos importantes do segundo volume de Dom Quixote para Barcelona. Uma boa dica é você alugar uma bicicleta (há várias lojas ao longo da praia) e sair pedalando pela orla para conhecer as outras praias adjacentes: · Sant Sebastià: é a praia que fica para o lado do Hotel W. É ladeada por um imenso clube náutico e por isso se vê muita gente praticando esportes. Embora não seja uma praia de nudismo, vez ou outra você se depara com um peladão por lá. Aliás, a prática de topless é comum em todas as praias, não estranhe. · Nova Icària: no lado oposto ao do Hotel W, essa praia é menorzinha e mais tranquila, geralmente é frequentada por famílias e gente que quer apenas relaxas, não badalar. · Bogatell: é a praia de que menos gosto, pois geralmente é mais voltada para badalação, festas, boates etc. · Mar Bella: aqui você encontra muitos bares de tapas e bebidas, além de alguns peladões pelo meio do caminho. Os nudistas aproveitam as dunas da praia para ficarem um pouco mais à vontade. · Llevant: uma das últimas praias, estava repleta de obras quando fui pela última vez, incluindo uma área com “piscinas” para skatistas. Se você seguiu a minha dica e alugou uma bike, ou mesmo se estiver a pé, dá para ir de Barceloneta até um dos meus locais favoritos da cidade: o Parc de La Ciutadella. Parc de La Ciutadella Pertinho do centro e da praia de Barceloneta, o Parc de La Ciutadella foi construído nos antigos terrenos da fortaleza que protegia a cidade (daí o nome) e o projeto copia o famoso Jardim de Luxemburgo, em Paris. O parque é muito grande e, além das áreas verdes, fontes e espaços de lazer, você encontra dentro e na frente alguns monumentos importantes, como: · Arco do Triunfo: foi criado para a Exposición Universal de Barcelona de 1888 e, diferente de outros arcos do triunfo pela Europa, não tem caráter militar. · Mamute: uma grande estátua de um mamute fica dentro do parque e você sempre verá turistas tirando foto com o bicho. · Castillo de Tres Dragones: O prédio com dragões também foi criado para a Exposición Universal de Barcelona de 1888, para servir como restaurante. · Parlamento da Catalunha: a Catalunha possui um parlamento próprio, com 135 deputados eleitos na região. Isso porque a Catalunha oficialmente é uma comunidade autônoma da Espanha, com nacionalidade histórica. A questão do separatismo ainda é muito viva, embora a própria população local se divida entre a independência e a continuidade como região espanhola. A visita ao interior do Parlamento é muito interessante, se você gosta de política e de questões históricas, vale a pena entrar. Relativamente perto do Parc de La Ciutadella (mas não muito), estão o Palau de la Música Catalana (onde ocorrem diversos concertos) e o Museu Picasso (este fecha às segundas-feiras). Embora Pablo Picasso não seja de Barcelona, ele morou um tempo na cidade e muitas de suas obras continuam por lá. Só no Museu Picasso, a coleção é superior a quatro mil obras, sendo a mais famosa o quadro Las Meninas. Parc de La Ciutadella (Segunda a domingo: 8h às 18h no outono-inverno). Palau de la Música Catalana: Segunda a domingo (10h às 15h30; em julho 10h às 18h; em agosto 9h às 20h). O teatro maravilhoso, em estilo Art Nouveau ( 1908), que merece uma visita, mesmo durante o dia fora do horário de espetáculos! Projetado por Lluis Domènech i Montaner, um dos maiores representantes do modernismo da Cataluña.Os vitrais do teto, as colunas estampadas do terraço, os detalhes... são de perder o fôlego! Museu Picasso: Terça a domingo (9h às 19h). O museu apresenta inúmeras obras e é especialmente forte em sua fase Azul com lindas telas e cerâmicas a partir de 1890. O 2º andar apresenta obras de Barcelona e de Paris a partir de 1900-1904, com muitas obras de influencia impressionista. O famoso "Senyora Canals" (1905), também está em exibição. Entre as obras executadas em 1957 em Cannes, é uma técnica complexa da série (Las Meninas), que consiste na maior parte dos estudos sobre Diego Velázquez. Horários: Das 10 às 20h. Fecha às 2ªs feiras. Parc Güell O Parque Güel é outra criação de Gaudí, construído de 1885 a 1889, seria uma espécie de condomínio, em Barcelona. Como o empreendimento não teve sucesso, o Parque Güel tornou-se a residência de Gaudí, que é aberta ao público para visitação. O Parc Güell fica no alto do Monte Carmelo e o acesso não é tão fácil para quem tem dificuldade de locomoção, mesmo com as escadas rolantes que ajudam a subir o monte. Uma vez lá em cima, você consegue ter uma boa visão de Barcelona, principalmente se subir ainda mais, no local conhecido como El Calvario, onde há três cruzes de pedra. Mas o que há de mais bonito para se ver é mesmo a obra de Gaudí completamente integrada a um ambiente aberto. Já na entrada principal você vai encontrar muitas das obras características do arquiteto, como os dragões, as casas curvas e as cerâmicas coloridas. Ainda perto da entrada, não deixe de ir à Sala das Cem Colunas, onde sempre é possível encontrar músicos de rua de alta qualidade. O centro do parque é uma praça oval com bancos e esculturas de Gaudí. Quando eu morava lá, o acesso era gratuito, mas agora em 2015 estavam cobrando ingresso para essas partes do parque. E as filas eram imensas, mesmo não sendo verão. Dentro do parque existem algumas casas importantes, como a Casa-Museu de Gaudí e a Casa Trias. A parte mais interessante, na minha opinião, são os chamados Viadutos, uma espécie de túnel semi-aberto com colunas e paredes curvas em diferentes estilos (gótico, romano e barroco). Dependendo do tempo que você tiver disponível, dá para passar o dia inteiro no Parc Güell e é capaz de você não ver tudo o que há. Na saída, descobri uma novidade, um pequeno museu que possui um cinema 4D onde se passa um pequeno filme (20 minutos mais ou menos) em que você conhece toda a história de Gaudí e como a obra do arquiteto mudou para sempre a cara de Barcelona. Parc Güell: Segunda a domingo (8h30 às 18h na baixa temporada) Gaudí Experiencia: segunda a domingo (10h30 às 18h de outubro a março; 10h às 19h de abril a setembro) CASA MUSEU DE GAUDÍ: a casa-museu, com projeto de Francesc Berenguer, foi concluída em 1905 e em 1906 adquirida por Antonio Gaudí onde viveu até poucos meses antes de morrer. Em dezembro de 1926, foi vendida para financiar a construção da Sagrada Família e os novos proprietários a mantiveram, e a transformarem em museu em 1963. Além de memórias pessoais, há uma vasta coleção de mobiliário desenhado pelo arquiteto para diferentes casas, além de azulejos, nas paredes, nos ferros torcidos, etc. Para os apaixonados por Art Nouveau é imperdível! Horários: Out. à Março das 10 às 18h. Montjuïc Seu passeio deve começar pelo Castelo de Montjuïc, que fica no topo da colina. Nem tente ir a pé, pois a subida é longa e íngreme. O melhor a fazer é pegar um ônibus que te deixa na porta do Castelo. Depois de visitá-lo, pegue o teleférico que vai te levar até uma estação que fica no meio da subida. De lá, a dica é ir descendo a colina a pé mesmo, pois você encontrará pelo menos três grandes pontos turísticos: · Fundação Joan Miró: além de Gaudí, outro nome com o qual você vai se deparar bastante ao pesquisar sobre o que fazer em Barcelona é o do pintor catalão Joan Miró. Em Montjuïc, você encontra a Fundação que leva seu nome, criada pelo próprio Miró e mantida pela família. Só entre se você gosta de pinturas e esculturas contemporâneas, abstratas, até surreais. Eu entrei uma vez e achei interessante, mas entendo que não é para todo mundo. A fundação fecha às segundas-feiras. · Poble Espanyol: trata-se de um imenso museu arquitetônico a céu aberto com mais de 100 edifícios que reúnem um pouquinho de cada região da Espanha. Uma casa tem o estilo catalão, outra o madrilenho, outra o basco e assim vai. Embora seja interessante, a área de 42.000 quilômetros quadrados acaba deixando a visita um pouco cansativa. Só entre se estiver com tempo disponível. · Anel Olímpico: em 1992, Barcelona foi sede dos Jogos Olímpicos. Isso revitalizou boa parte da cidade. O principal local de competições, o Estádio Olímpico, fica justamente em Montjuïc, no meio do caminho ente a base e o topo da colina. A entrada no estádio onde ocorreu a abertura e o encerramento dos Jogos é gratuita. Ao lado, existe a Pira Olímpica, o Museu Olímpico e o Palau Sant Jordi, ginásio onde ocorreram as competições de vôlei, ginástica e handebol. Hoje ele é muito usado para shows. Se você curte esportes, vale a pena entrar no Museu Olímpico, que é pequeno e não toma muito tempo. JARDIM BOTÂNICO: Após uma mudança de local o Jardim Botânico foi reinaugurado no Parc Montjuic num projeto bem moderno e integrado à natureza. Com uma bela coleção de plantas do mundo todo, é um espaço onde experimentam novas plantas mediterrâneas para introduzi-las aos jardins de Barcelona. Aberto das 10 às 17h com tarifas a 3,50 €.Grátis último domingo de mês (Dr. Font i Quer, 2 ,Parc de Montjuïc, mapa) Site Oficial Castelo de Montjuïc: Segunda a domingo (10h às 18h de novembro a março; 10h às 20h de abril a outubro). Ônibus 150 ou Montjuïc Cable Car Museu Olímpico: terça a sábado (10h às 18h no inverno); domingos e feriados (10h às 14h); fecha às segundas. Montjuïc é uma colina situada na área central de Barcelona. Seu nome significa Monte Judeu no catalão antigo, pois nesse local existia um cemitério judaico. Na Idade Média, quando ainda não fazia parte da cidade, o morro era utilizado como pedreira, fornecendo matéria prima para as principais igrejas e obras da cidade. A grande mudança nesta região ocorreu com a Exposição Internacional de 1929, pois ali foram construídos os pavilhões que são utilizados até hoje nas feiras comerciais, o Palácio Nacional, o Estádio Olímpico, o Teatro Greco e o Pueblo Español. Além de todo o paisagismo que foi feito na época com a criação de parques e jardins recuperando os estragos da exploração da pedreira e criando umas das áreas mais verdes da cidade. A 2ª revitalização aconteceu em 1992 com a criação das instalações olímpicas. Este novo roteiro começa na Plaça d’Espanya, a somente 4 estações de metrô da Praça da Catalunha. Ao sair do metrô duas construções chamarão sua atenção: uma é a antiga Plaza de Toros, que hoje é um centro comercial, e a outra, em cima da montanha, é o Palácio Nacional, que abriga o Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC), nossa primeira parada. Se você só de pensar em chegar lá em cima já está cansado, fique tranqüilo, pois existem escadas rolantes que facilitam a caminhada, principalmente nos dias quentes. Observe também que existem duas torres que talvez te recordem algo familiar. Essas torres são cópias do campanário que fica próximo a Praça São Marcos em Veneza. Seguindo pela Avenida Rainha Maria Cristina em direção ao MNAC perceba que tanto no lado direito como esquerdo estão os pavilhões do mais importante centro de convenções de Barcelona. Ao final dessa avenida está a Fonte Mágica, um dos pontos turísiticos mais procurados de Barcelona. Nos fins de semana, a fonte proporciona belas apresentações de água, música e luz para os turistas. Ao chegar à frente do MNAC aproveite para observar a bela paisagem da cidade com a montanha do Tidibidabo a sua frente. Ali estão algumas das obras mais importantes da Catalunha e este museu é considerado por muitos como o mais importante da cidade. O local é conhecido por seu conjunto de obras de arte românica dos séculos 11 e 12 sendo que as igrejas e mosteiros são as principais obras do período. O que eles fizeram aqui que é impressionante foi trasladar o interior de igrejas inteiras e reproduzi-las no interior do museu. Atrás do MNAC está o anel olímpico onde se encontram os principais estádios, ginásios, piscinas em que ocorreram os Jogos Olímpicos de 1992. Logo a sua frente aparecerá o estádio olímpico onde ocorreu a abertura e encerramento das olimpíadas. Diferente do que se imagina o estádio é pequeno, muito menor que um Estádio como o Pacaembú, mas ao ver de fora a pira olímpica utilizada nos jogos realmente emociona. A entrada no estádio é gratuita e vale a pena dar uma olhada. Atrás do estádio existe um grande ginásio, Palau Sant Jordi, onde o vôlei masculino do Brasil ganhou sua primeira medalha de ouro e a torre de Montjuic, ou de Calatrava seu criador, que é um dos símbolos da cidade e ficou famosa na época dos jogos. Voltando para o estádio olímpico na entrada próximo a pira olímpica e continuando reto encontra-se o Museu Olímpico, que cheguei a conhecê-lo gratuitamente numa das noites de Museu, mas só acho que vale a visita para os que realmente são aficcionados por esportes. Seguindo por essa rua, na sua esquerda começarão a aparecer diversos parques e jardins que foram feitos para a Exposição Mundial de 1929. Mais a frente uma construção moderna e muito bonita alberga o Museu Miró. No nosso caso que já gostávamos muito de suas obras, o consideramos o mais bonito da cidade. O museu sempre tem a exposição permanente de Miro, que é fantástica, e também uma exposição temporária de um ou mais artistas. Miró é um dos artistas símbolos da cidade de Barcelona e suas obras são encontradas principalmente neste museu, mas também em espaços públicos como num Mural no Aeroporto, num mosaico no chão das Ramblas frente ao Mercado da Boqueria e em uma grande escultura no Parque Joan Miró próximo a Praça Espanha. Continue caminhando até o Miramar que é um mirador onde você tem uma bela visão da cidade de Barcelona, principalmente do final das Ramblas, do local de desembarque dos cruzeiros e boa parte da costa da cidade. Além é claro da Sagrada Família e de outros grandes edifícios como as Torres Mapfre e a Torre Agbar que a noite fica toda iluminda. Essas são as principais atrações do Montjuic. Deste ponto você pode tomar um teleférico que desce a montanha e pára nas praias da cidade. Caso você tenha um pouco mais de tempo, ainda há algumas opções: visitar o Jardim Botânico ou o Castelo de Montjuic. Para ir ao castelo precisa-se pegar um teleférico que leva para a parte mais alta da montanha e que fica quase na frente do Museu Miró. No local onde se pega o teleférico para o Castelo também está o funicular de Montjuïc que leva a estação do metrô sem precisar descer tudo novamente. Mas a melhor opção mesmo, principalmente se for ao final da tarde, é voltar pelo mesmo caminho e assistir uma das mais belas atrações gratuitas da cidade: a Fonte Mágica. Plaça Espanya e as Fontes Mágicas A Plaça Espanya é a segunda praça mais famosa da cidade, atrás apenas da Plaça Cataluya. O lugar é rodeado pelo Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC), por pavilhões de eventos e pela Arena de Touros (oficialmente chamado Centro Comercial Arenas de Barcelona). Mesmo que você não entre no MNAC, há duas razões para ir lá. A primeira é o próprio prédio do museu, conhecido como Palácio Nacional, que fica em uma região mais alta de Montjuïc. A segunda razão são as famosas Fontes Mágicas, um conjunto de fontes que se iluminam e dançam conforme músicas transmitidas para toda a área. Mas fique atento: as Fontes Mágicas só funcionam na primavera-verão de quinta a domingo e no outono-inverno de sexta a sábado, sempre à noite. Não se paga nada. Logo ao lado do MNAC, você encontra o Pavilhão Mies van der Rohe, ou Pavilhão Alemão de Arquitetura. Dizem que esse lugar é um importante marco para os arquitetos. Meu interesse maior estava logo atravessando a rua, na Caixa Fórum, uma galeria de arte vizinha ao apartamento onde eu morava e que abriga diversas exposições temporárias. Outro ponto a ser visitado nesta área é a Arena de Touros. O local, que abrigava as touradas quando elas eram permitidas na Catalunha, hoje em dia é um moderno shopping center. A dica é comer algumas tapas nos bares do subsolo ou, se você estiver querendo algo mais requintado, ir a um dos restaurantes que ficam na cobertura. De lá também dá para ver as Fontes Mágicas, mas o espetáculo é mais bonito visto de perto. Bairro Gótico e a Catedral de Barcelona Um dos núcleos mais antigos de Barcelona é o Bairro Gótico, ou simplesmente El Gòtic. Andando pelo bairro, você encontra muitas construções antigas e igrejas por todo lado. A mais importante delas é a Catedral de Barcelona, que leva o nome de Santa Eulália, a padroeira da cidade. Embora não seja gigantesca como a Sagrada Família, também é uma igreja que impressiona pelo visual. Outro lugar de destaque no bairro gótico é o Portal del Ángel, uma rua de pedestres dedicada quase que exclusivamente ao comércio. De lá, você pode ir caminhando até a Plaça Catalunya. Nem tudo é gótico no Bairro Gótico. Essa parte de Barcelona tem construções de várias épocas, incluindo algumas ruínas do Império Romano, como o Templo de Augusto. A Catedral da Cidade e a Igreja de Santa Maria del Pi são outras atrações desse bairro, que foi completamente reformulado antes de um grande evento que ocorreu em Barcelona e atraiu multidões de turistas para lá: Exposição Universal de 1929. Catedral de Barcelona A Catedral da Santa Cruz e da Santa Eulália foi erguida entre os séculos 13 e 15. Assim como a parisiense Notre Dame, essa igreja tem gárgulas, embora nenhum corcunda tenha sido visto por lá. Mas tem santa: Eulália, que foi padroeira da cidade. Segundo a tradição católica, por ser cristã a moça foi colocada num barril cheio de facas afiadas, que foi rolado ladeira abaixo. Depois, cortaram os seios e a cabeça dela, que obviamente morreu. Não sem antes virar santa, quando uma pomba saiu de dentro do pescoço (sem cabeça) de Eulália. A ladeira onde ocorreu o martírio dela fica perto da catedral. Turistas podem visitar o salão, a cripta da Eulália e o terraço da igreja. Na parte da manhã a entrada no templo é de graça (exceto domingos), mas durante a tarde é preciso pagar 6 euros, com direito a subida no terraço. Durante a manhã a entrada só do terraço custa 3 euros. O Templo de Augusto César favorito de muitos romanos, batizou construções em várias parte do Antigo Império. Não foi diferente em Barcelona, que também teve um Templo de César Augusto. Com o passar dos séculos a construção foi destruída e esquecida – as ruínas só apareceram de novo no século 19, durante obras na região. A visita ao templo é gratuita e pode ser feita de terça a domingo. As muralhas romanas Como era esperado de uma cidade romana, Barcelona tinha muralhas. O que não é esperado é encontrar elas lá até hoje, mais uma prova de que o Bairro Gótico passa longe de ser só medieval. A parte do muro que ainda está de pé fica na Plaça Ramón Berenguer el Gran e foi erguida no quarto século depois de Cristo. As antigas muralhas de Barcelona tinham 16 metros de altura e envolviam toda a cidade, numa circunferência de 1.300 metros. Mais tarde foi erguida por ali a capela (realmente) gótica de Santa Ágata. Nesse lugar é possível ver algumas das setenta e quatro torres originais da muralha que sobreviveram. Plaça del Rei Na mesma região e normalmente citada junto com a Igreja de Santa Ágata está a Plaça del Rei. Pois é, a Espanha foi unificada e virou um país em 1469, com os chamados Reis Católicos: Dona Isabel I e o Rei Dom Fernando II. Barcelona foi residência temporária da família real, o que justifica essa praça, além, é claro, de reis terem praças espalhadas por todo o país. O Palácio Real, a Igreja Real, torres e outras construções completam o centro histórico, onde também funcionou um Tribunal da Inquisição. Vale destacar o Museu de História de Barcelona, que tem ruas romanas escondidas no porão, além de dar acesso para as antigas muralhas. Mas sabe qual é a coisa mais legal dessa praça? Dizem que Cristóvão Colombo foi recebido pelos Reis da Espanha nesse lugar, quando voltou da viagem de descobrimento da América! Plaça de Sant Jaume Já chamada de Praça da Constituição, esse é o centro administrativo de Barcelona. É que as sedes da prefeitura da cidade e o governo da Catalunha ficam nesse lugar. O último funciona no Palau de la Generalitat, um prédio de origem medieval e com fachada renascentista que já abrigou 128 presidentes da Catalunha. Não é sem motivo que esse prédio é considerado por muitos um símbolo da democracia e da luta da Catalunha pela independência. Protestos e manifestações culturais são normais nessa praça, incluindo as famosas pirâmides humanas da Catalunha. Nós não vimos, mas quem sabe você não tem mais sorte que a gente. Uma passarela liga o Palau de la Generalitat e a Casa dels Canonges, passando por cima da rua del Bisbe. Não se esqueça de tirar uma foto quando passar por lá, afinal esse é um dos símbolos do Bairro Gótico. Outras atrações do Bairro Gótico Uma visita ao Bairro Gótico não acaba aí. Com luminárias feitas por Gaudí e cheia de restaurantes e palmeiras, a Plaça Reial é outro marco da região. Só não confunda essa praça com a do rei, de que já falamos acima. Também vale visitar a Igreja Santa Maria del Pi, do século 14. E ainda existem as atrações que ficam dentro da Cidade Velha, mas em outros bairros, como El Raval, La Ribeira e Born. Três exemplos são o Monumento a Cólon, que lembra o navegador Cristovão Colombo, a Igreja de Santa Maria do Mar e o Palácio de Música da Catalunha, inaugurado em 1908. Camp Nou e jogo do Barcelona
  8. 1 ponto
    O clássico Chile-Bolívia-Peru, ou melhor, a Tríade Atacama-Salar-Cusco sempre esteve na minha lista de desejos. Dentre esses países, eu sempre tive uma vontade maior de conhecer a Bolívia. Como uma boa bióloga, eu sou apaixonada por parques nacionais e a Bolívia tem uns maravilhosos. Além disso, eu gosto muito de trekking em montanhas e estou planejando fazer em breve algumas montanhas bem altas, acima de 5.000 m, na África e na Ásia. Desde 2016 eu desenvolvi uma rara doença auditiva chamada Síndrome de Menière, que basicamente é pressão alta na cóclea. A doença é terrível, mas felizmente a medicação no meu caso ajuda a controlar bastante os sintomas da síndrome, exceto o zumbido e umas tonturas eventuais. O máximo de altura que eu já tinha ido até então foi 2.800 m no Monte Roraima em 2015 (que senti enjoo, mas darei mais detalhes depois). Porém como meu problema auditivo começou depois disso, eu queria saber como meus ouvidos iriam se comportar em altitudes maiores do que 2.800 m, antes de encarar por dias as montanhas que eu desejo na África e na Ásia. Daí juntou a fome com a vontade de comer. A Bolívia, que eu já queria muito conhecer, era um local ideal para ir, pois além de altitudes acima dos 4.000 m, é um país bem barato para se viajar. Então na Black Friday de 2018 eu consegui comprar minhas passagens pela Submarino Viagens por R$1641,00 chegando por Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) dia 16/09/19 e voltando por Cusco (Peru) dia 15/10/19 (mesmo pagando uma taxa para a empresa, ainda assim saiu mais barato do que comprar diretamente pelas cia aéreas. Tiveram dois problemas: o primeiro foi os horários loucos com mil pontes áreas e o segundo foi que eles trocaram os horários dos meus voos sem minha solicitação. Me mandaram só um e-mail pedindo a minha confirmação. Se eu não aceitasse eles iriam devolver o dinheiro, exceto o valor do serviço prestado pela Submarino). 16/09 (segunda): Depois de uma longa jornada de aeroportos (BH-Guarulhos-Santiago-Santa Cruz de la Sierra) que começou às 4:50h, cheguei no meu destino por volta das 20h. Passei pelo saguão do aeroporto pra trocar um pouco de dinheiro, mas as casas de câmbio estavam fechadas. Fui até o centro de informação ao turista e perguntei quanto dava um táxi em dólares até a Catedral, pois meu hostel ficava em frente (10 dólares). Peguei um táxi regular (branco com uma faixa azul. Eles ficam parados em frente ao desembarque). Por causa do trânsito, o trajeto demorou cerca de meia hora. O que não faltam nas cidades da Bolívia são táxis clandestinos. Em geral, todos os carros caem aos pedaços, literalmente. Sobretudo os taxistas clandestinos. Nenhum táxi, regular ou clandestino, tem taxímetro. Então sempre pergunte o preço da corrida antes de entrar. O trânsito na Bolívia é muito confuso e caótico (no Peru também, mas talvez um pouco menos do que na Bolívia. É uma loucura!). Não há placas de Pare. Os motoristas simplesmente embicam o carro na tora para passar nos cruzamentos. Eles não respeitam as faixas de pedestres, mesmo que o semáforo esteja aberto para os pedestres. Quase nunca dão seta, metem a mão na buzina a cada respiração, fazem fila dupla ou simplesmente param em qualquer lugar. A vida do pedestre é complicada. Para você atravessar a rua, vai ter que se enfiar na frente dos carros. Sinto de segurança é algo que praticamente não existe, inclusive nos ônibus que fazem as viagens intermunicipais. Ao chegar no hostel, deixei minhas coisas e fui dar uma volta de 10 minutos na praça da Catedral. Ela já é muito bonita, mas a iluminação a noite dá um toque especial. 17/08/19 (terça): fiquei no Nomad Hostel, que fica literalmente em frente à Catedral em uma rua lateral. O hostel é muito bom, mas não pode cozinhar. O que foi um problema pra mim. Fiquei duas noites lá e para a primeira noite tinha comprado vários legumes para fazer. Acabei conversando com o dono alegando que não fui informada sobre isso durante o meu check-in e que pelo aplicativo do Booking, por onde reservei, não havia essa observação lá. Acabou que ele permitiu que eu cozinhasse macarrão, pois era rápido e não faria sujeira. Fora isso, a estadia foi muito boa. A maioria dos comércios abriam a partir de 8:30h da manhã, fechando de 12 às 14h (isso serviu para toda a Bolívia, não apenas para Santa Cruz). Então não adianta sair mais cedo do que isso. Depois que tomei café da manhã no hostel, saí para trocar dinheiro. O câmbio para dólar estava 6,94 bs e reais estava 1,69 bs. Depois comecei a procurar agências de turismo para cotar passeios para o Parque Amboró. Para a minha infelicidade, praticamente não achei agências. E das raras agências que faziam o Parque, elas estavam querendo me cobrar entre 450 ou 550 DÓLARES (!!!) para me levar, uma vez que eu estava sozinha e era baixa temporada. Dá pra ir para o Parque de ônibus (mas você tem que dormir na cidade de Samaipata), mas exatamente por ser baixa temporada, achei que a probabilidade de conseguir guias lá seria menor porque Samaipata parece que não tem muita infraestrutura. Então não quis arriscar. Acabei ficando super frustrada pois queria demais ir ao parque fazer a trilha dos Helechos Gigantes. Enfim, me conformei. E acabei ficando um dia a toa em Santa Cruz, que tirando a Catedral, não tem nada de interessante. A cidade é bem grande e não achei ela muito segura, embora não tenha visto ou acontecido nada comigo. Mas em pleno centro durante o dia havia umas ruas vazias com aquele ar de suspeito em que seu sexto sentido diz: "não vai por aí". Curiosamente, depois me falaram que as cidades mais violentas aos turistas eram Santa Cruz e La Paz, que são as duas maiores cidades da Bolívia. Fui até a rodoviária para comprar passagens para Sucre. A rodoviária é uma zona. Tem gente gritando para tudo que é lado e você é abordado o tempo inteiro por pessoas querendo te vender passagens. Irritante. E a julgar pela aparência dos guichês das empresas, você acha que todos os ônibus serão uns cacarecos. Havia lido aqui no fórum as melhores empresas e mais confiáveis. Dentre elas, fui diretamente ao guichê da Transcopabana, que apesar de na sua faixada estar escrito que eles faziam o trajeto para Sucre, na prática eles não faziam. Fiquei então totalmente sem referência de qual empresa confiar e ir, pois até então tinha lido só coisa ruim sobre o transporte rodoviário, especialmente para o trajeto Santa Cruz-Sucre. Por sugestão de uma outra empresa que não fazia esse trajeto, acabei indo parar em uma empresa super escondida chamada Sin Fronteras. Lá eles me ofereceram um ônibus semi leito, de dois andares, sendo que no andar de cima havia 3 fileiras de poltronas (2 juntas e uma separada), com banheiro (coisa rara) e ar condicionado. De fato o ônibus tinha tudo o que oferecia, exceto Wi-Fi, mas tinha entrada Usb para carregar o celular. 18/09/19 (quarta): Basicamente enrolei o dia inteiro para pegar o ônibus para Sucre a noite. O ônibus não era novinho em folha, mas também não era ruim. Fui na fileira sozinha e a poltrona foi bem confortável para a viagem, que durou cerca de 12 h (saiu às 19h) e custou 100 bs. Antes de embarcar no ônibus a noite, eu estava bastante apreensiva por causa da qualidade do ônibus e por causa do trajeto em si. Havia lido que a estrada era péssima, extremamente perigosa por causa dos penhascos e que a maioria dos motoristas dirigem bêbados. Eu fiquei mais tranquila só depois que conversei com um outro passageiro que morava em Santa Cruz, mas estava indo fazer um trabalho em Sucre. Segundo ele, a estrada era nova e com guardrail, e que a empresa do ônibus era confiável. Para o nosso trajeto, ele também recomendou a empresa El Emperador, mas as passagens já haviam esgotado quando ele foi comprar e por isso acabou comprando da empresa Sin Fronteras. Antes de embarcar você deve pagar uma taxa de uso da rodoviária (não lembro se foi 2.50 ou 3.50 bs). O desconforto da viagem para mim foi que o trajeto tem muitas, mas muitas curvas fechadas. E pelo fato de estar no segundo andar do ônibus, a cada curva eu achava que o ônibus ia capotar. Então custei a relaxar. Se o ônibus que você pegar tiver banheiro, recomendo ir na parte de cima, pois o mal cheiro no primeiro andar é bem forte ao final da viagem. Recomendo também levar tampões de ouvido caso tenha dificuldade para dormir com barulho, como eu. Os bolivianos não usam fones de ouvido (uma senhorinha atrás de mim começou a tocar músicas às 5:30h da manhã. E quanto mais ela gostasse da música, maior era o volume. Eu queria matar a véia!). Leve também roupas de frio, pois de madrugada esfria bastante. Embora o ônibus que eu peguei tivesse banheiro, recomendo que não beba muita coisa antes de viajar. Um amigo meu viajou em um ônibus sem banheiro e o motorista não parou nenhum minuto. Segundo o relato dele, ele e os amigos tiveram que mijar da janela do ônibus em movimento. Imagina a cena! Também vi relatos de algumas meninas que também pegaram ônibus sem banheiro e tiveram que fazer xixi na estrada atrás do ônibus, depois de obrigar o motorista a parar ameaçando que iriam urinar dentro do ônibus. Fique esperto com as poucas paradas que o ônibus fizer na estrada. Tem alguns relatos contando situações inusitadas. No meu caso, depois de uns 10 minutos de ônibus parado em algum lugar, o motorista não conferiu os passageiros. Apenas gritou: "tá todo mundo aí?". Algumas pessoas responderam que sim e ele foi embora. 19/09/19 (quinta): Cheguei em Sucre por volta das 07:30h e todas as empresas na rodoviária estavam fechadas. Fui caminhando até o Condor hostel (subindo e descendo as inúmeras ladeiras da cidade) (40 minutos de caminhada lenta). Deixei minhas coisas no hostel e fui para a Praça 25 de Maio para pegar o ônibus (também chamado de Dinobus) para o Parque Cretáceo (15 bs ida e volta. De táxi dava cerca de 30 bs cada trajeto). O ônibus é vermelho e tem dois andares, escrito "Parque Cretáceo" na frente dele. Não tem como não ver. Ele para em frente a Catedral na praça 25 de Maio e passa às 09:30h, 11h, 12h, 14h e 15h. Eu peguei ele às 9:40h. Não achei casas de câmbio pelas ruas que andei em Sucre (certamente tem, eu que não vi). Os únicos lugares que eu vi que trocavam dinheiro foi em uma tenda logo na saída da rodoviária (dólar 6,92 bs, reais não aceitavam) ou uma farmácia 24 horas em uma esquina da praça 25 de Maio (dólar 6,84 bs). Eu achei Sucre bem bonitinha, principalmente o Centro. As praças são bem conservadas, os jardins bem cuidados. Na praça 25 de Maio tem Wi-Fi público, que não funciona muito bem, mas quebra um galho em emergências. O trânsito também era caótico, mas tive a impressão que era menos caótico do que em Santa Cruz. O Parque Cretáceo, embora pequeno, é sensacional! Lá pertence a uma fábrica de cimentos, que durante suas perfurações para extrair matéria prima descobriram pegadas de 4 grupos diferentes de dinossauros. São mais de 12 mil pegadas em um paredão (a maior coleção de pegadas do mundo) e por conta disso essa área foi tombada e é conservada como patrimônio (não tão bem conservada assim considerando que passam caminhões da fábrica na área o tempo todo, além das outras atividades). Então a fábrica de cimentos fez um parque dos dinossauros e possui várias réplicas em tamanho real (e muito bem produzidas), além de fóssils. O Parque funciona de terça a domingo, de 9 às 17h. Porém, para ir ao paredão ver as pegadas originais, os únicos horários são 12 e 13h. A entrada no parque custa 30 bs para estrangeiros e se você quiser tirar fotos, tem que pagar mais 5 bs, totalizando 35 bs (a visita ao paredão já está inclusa no ingresso). O clima em Sucre estava muito seco, mas no Parque Cretáceo estava pior ainda por causa do excesso de poeira. Se for visitar o paredão das pegadas originais, sugiro levar um lenço ou uma bataclava para proteger o nariz. Para ir ao paredão só pode entrar de sapato fechado. Saindo do Parque Cretáceo peguei novamente o Dinobus e pedi para descer na rodoviária para ver os horários de passagens para Potosí e Uyuni. Me indicaram a empresa Emperador (não é a El Emperador, que me indicaram como uma empresa confiável em Santa Cruz). Não tinha ninguém no guichê, mas na parede da empresa estava escrito os horários de saída para as duas cidades. Fui caminhando novamente até o centro e visitei a maioria dos museus. De longe o que eu mais gostei foi o Museu San Felipe de Neri (entrada 15 bs). Lá vc pode subir até o terraço e ver boa parte do centro. É bem bonito e rende fotos lindas da construção em si. A Catedral estava fechada para reformas. Depois de caminhar muito pelo centro, fui para o hostel descansar por volta das 17h. Comecei a sentir uma leve dor de cabeça, que atribui ao excesso de caminhada em um sol escaldante, à pouca ingestão de água e à noite mal dormida no ônibus de Santa Cruz. Porém a dor de cabeça começou a aumentar muito e comecei a ficar muito enjoada. Daí pensei que era algo que eu tinha comido (intoxicações alimentares na Bolívia são muito comuns. Cuidado com o que você come). Mas lá pelas 20h eu tava muito, mas muito mal. A dor de cabeça estava insuportavelmente forte, estava muito, mas muito enjoada, a ponto de vomitar toda a minha janta. 🤢 Já estava desconfiada de Soroche (que é o mal da altitude), mas não queria acreditar, pois não estava com dificuldade para respirar ou cansaço anormal. Comecei então a ler mais sobre o Soroche e uma informação crucial foi importante para que minha ficha caísse: você não começa a passar mal necessariamente assim que chega em uma determinada altitude (geralmente a partir de 2.400 metros algumas pessoas já passam mal). Algumas pessoas podem começar a se sentir mal com 20 minutos, mas outras pessoas podem levar até 10 horas para passar mal. Além disso, ao deitar, a frequência respiratória diminui, o que piora muitos os sintomas. E foi exatamente isso que aconteceu comigo. Comecei a me sentir mal cerca de 10h depois que eu cheguei em Sucre (que está a 2.800 m de altitude) e quando eu deitei para descansar. Quando eu levantava e começava a andar, o enjoo melhorava pois aumentava a circulação sanguínea no cérebro. E foi aí que minha ficha também caiu que eu tinha passado mal no Monte Roraima em 2015 por causa do Soroche, que na época atribuí a outros fatores. Mas a sintomatologia foi praticamente a mesma. Fui então até uma farmácia comprar Soroche Pills, que é um medicamento a base de ácido acetilsalicílico, e a vendedora disse para tomar a cada 8 horas por 3 dias, que é o período que geralmente as pessoas necessitam para aclimatar ( eu precisei tomar por 4 dias e no final da viagem tive que tomar de novo por mais 2 dias) . Cerca de 1 hora depois que eu tomei o remédio, comecei a sentir melhoras e consegui dormir. Cada pílula custou 5 bs. Importante destacar que não tem como você prever se sofrerá ou não com o Soroche. Os efeitos da altitude independem de sexo, idade, força ou resistência aeróbica. Só estando em altas altitudes para saber como seu corpo reagirá. O meu, mesmo depois de aclimatada, ainda assim não ficou 100%. 20/09/19 (sexta): acordei por volta das 7h da manhã com a minha cabeça começando a doer de novo e logo tomei outra Soroche pills. Tomei um café, peguei um táxi caindo aos pedaços até a rodoviária (5 bs) para pegar o ônibus para Uyuni às 12:30h, conforme eu tinha visto na parede da Empresa Emperador no dia anterior. Para a minha surpresa, a empresa não fazia o trajeto direto! Assim, tive que ir até Potosí (30 bs), desembarcar no cemitério (que é como eles chamam um terminal de ônibus antigo), pegar um táxi até um outro terminal para pegar outro ônibus da empresa até Uyuni. Isto é: nunca confie em nada que está escrito nas paredes. Sempre converse com o vendedor. Haviam outras poucas empresas que faziam o trajeto também, mas os ônibus saiam no final da tarde, chegando a Uyuni de madrugada (que segundo relatos de pessoas que conheci que fizeram essa viagem, não foi uma boa porque não tem nada aberto e você fica ao léu em um super frio - não tem nem uma rodoviária pra te proteger. Os ônibus param em uma rua no centro). Então preferi ir durante o dia, pois já não havia mais nada que eu quisesse fazer em Sucre. O ônibus era um ônibus convencional (1 andar com duas filas de cada lado). Não tinha ar, banheiro ou USB para carregar o celular. Ninguém conferiu a minha passagem. A taxa de uso do terminal foi de 2.50 bs. Foi muito bom ter pegado o ônibus durante o dia, pois pude apreciar a paisagem, que é deslumbrante. No início, a paisagem era mais bonita do lado esquerdo, mas a partir da metade da viagem o visual foi mais bonito do lado direito (que pega muito sol). O revelo dos Andes é muito maravilhoso. Geólogos ou entusiastas de geologia devem ficar doidos com a diversidade de rochas e paisagens. Você vê diversas formações, em diferentes ângulos e enxerga perfeitamente a influência da tectônica de placas e dos esculpimentos provocados pela água (nos passeios de Uyuni e Atacama são perfeitos para isso!). O clima é bem seco e o ar geladinho, mas nada que justifique as blusas de frio que os bolivianos usavam durante o dia pois o sol estava escaldante (e eu sou a pessoa mais friorenta do planeta!). Não sei se eles usam porque realmente sentem frio ou se é para proteger do sol. Embora eu acho que seja por causa do frio, pois quando mencionava em Santa Cruz ou Sucre que iria para Potosí, todos os bolivianos que conversei falaram: "Uh! Hace mucho frío!". Mas a medida que o sol foi se pondo, de fato começou a fazer frio. A estrada para Potosí é boa, mas realmente se der algum acidente e o ônibus sair da pista, já era. Os penhascos são gigantes. Fiquei um pouco apreensiva, mas não por causa dos penhascos em si, mas por causa da direção do motorista. Diversas vezes ele fez ultrapassagens em curvas que não se tinha boa visibilidade. Além disso, frequentemente o motorista metia a mão na buzina para outros automóveis na sua frente ou animais na pista, o que assustava bastante e me deixava as vezes apreensiva. Entre Sucre e Potosí passamos por apenas um pedágio, mas não consegui ver os preços. Na primeira metade da viagem há muitas curvas a maior parte do caminho é uma subida leve. Quando se atinge uma altura mais elevada, boa parte do caminho é plano e há mais retas. É interessante observar a vida de comunidades mais isoladas nos altiplanos. Há menos árvores e mais plantações (que não consegui identificar nenhuma). Chegamos em Potosí às 16h, porém o ônibus parou em um terminal novo, que não fazia viagens para Uyuni. Assim, tive que pegar um táxi (7 bs) até o terminal antigo (chamado por eles de Ex-terminal) e consegui um ônibus para Uyuni às 16:30h pela empresa Expresso 11 de Julho. O ônibus era ainda mais simples do que o ônibus Emperador que peguei em Sucre (que custava 40 bs). A taxa de uso do terminal foi de 1 bs. Foi impressionante como a questão da altitude é algo que realmente influencia o corpo. Assim que desci do ônibus em Potosí e andei uns 100 metros planos até a rua para pegar o táxi senti bastante cansaço. Parecia que tava correndo. Ao chegar ao antigo terminal fui ao banheiro, que fica no segundo andar. Como o ônibus para Uyuni já estava quase saindo, andei rápido e subi uns 40 degraus no máximo de escada. Parecia que eu tinha asma. Meu coração estava tão acelerado que eu tava tremendo e por mais que eu respirasse fundo, ainda era pouco. Antes de entrar no ônibus eu comprei um saquinho cheio de folha de coca no terminal (5 bs). E logo comecei a mascar e em pouco tempo senti diferença (que também foi influenciada por sentar no ônibus e ficar quieta. Nos dias seguintes depois que eu já tinha aclimatado, não senti diferença na respiração ao mascar folhas de coca. Só acelerava meus batimentos e me deixava um pouco enjoada. No Chile me indicaram a tomar chá de Chachacoma, que seria mais efetivo, mas não experimentei). Logo após sair de Potosí em direção a Uyuni paramos em uma provável barreira de pedágios, seguida logo após por uma barreira policial. Não sei se realmente era um pedágio, pois não vi placas com preços. E tanto no suposto pedágio, quanto na polícia, vi o motorista entregando um documento grande. A estrada para Uyuni também foi tranquila, em sua maior parte plana e mais reta. Em alguns pontos haviam Vicuñas cruzando a estrada (que é um animal que se parece com uma alpaca, mas menor e com menos pelos). Então tome cuidado a noite se for dirigir. Quando já estávamos quase entrando em Uyuni passamos por uma outra barreira de pedágio. Em Uyuni os táxis são melhorzinhos, mas a cidade é bem pequena e dependendo da localização da sua hospedagem, é melhor ir a pé. Depois de um longo dia de estrada, cheguei em Uyuni por volta das 21h e estava fazendo 5 graus (frio demais!!) Fui direto para o hotel (Le Ciel d'Uyuni) e tentei dormir (um dos sintomas que a altitude provoca é a insônia). De madrugada acordei com um pouco de dificuldade para respirar e com as narinas doendo bastante por causa do tempo seco (todas as cidades que tinha passado então eram muito secas, mas Uyuni e San Pedro de Atacama foram as piores). Só consegui dormir de novo depois de molhar um pedaço da toalha e deixar bem próximo ao nariz para ajudar a umedecer as vias aéreas. No dia seguinte meu nariz estava todo ferido por dentro e minhas melecas cheias de sangue (hemorragia nasal pode ser outro sintoma da altitude). 21/09/19 (sábado): Acordei cedo, tomei café da manhã no hotel (muito bom por sinal!) e comecei a procurar agências para o Salar. A maioria das agências ficam na Av. Ferroviária e o preço variou de 730 a 900 bs para um passeio de 3 dias (e duas noites com refeições inclusas) com destino final a San Pedro de Atacama, no Chile. Após pesquisar algumas agências acabei fechando com a Cordillera, que frequentemente é indicada aqui no fórum (embora também tenha várias não recomendações). Inicialmente a atendente me cobrou 900 bs, mas quando ela viu que eu não iria fechar, ela abaixou para 800 bs, aceitando o pagamento em dólares (116 dólares) (câmbio 6,90 bs) e ainda chorei um saco de dormir (que geralmente é alugado entre 40 ou 50 bs - e vi várias recomendações aqui no fórum para levar, principalmente para a segunda noite, onde o alojamento é no deserto a mais de 4 mil metros de altitude). Esse preço não inclui os valores que devem ser pagos no parque e na fronteira, que em geral somam cerca de 250 bs (somente bolivianos são aceitos). Todas as agências oferecem os mesmos passeios. O que parece que muda são os refúgios. Algumas agências também, principalmente as menores, terceirizam os passeios, encaixando-o em grupos de outras agências (isso aconteceu em praticamente em todos os meus passeios na Bolívia, no Peru e em San Pedro de Atacama no Chile. Isso é, você nuca sabe com qual agência de fato você estará indo e no final das contas o que muda é o preço). Os passeios das agências geralmente saem às 10:30h. Meu jipe saiu às 11:15h. Os carros levam até 8 pessoas, mas o mais comum é 7. No meu grupo tinha 6 pessoas (o motorista, mais 5 turistas - eu do Brasil, um casal da Alemanha, uma russa e uma húngara). Boa parte dos guias são bilíngues - inglês e espanhol. Inicialmente fomos ao cemitério de trens, que fica a 10 minutos da cidade. A estrada é de terra batida e é super tranquilo para um carro comum, mas vai trepidar bastante. Depois do cemitério, pegamos uma estrada asfaltada por uns 15 minutos e passamos por uma barreira de pedágios, que se eu não me engano é a mesma que relatei quando o ônibus estava chegando em Uyuni. Custou 5 bs, mas segundo o guia, você tem que pagar de acordo com a distância que irá. Não entendi muito bem como isso funciona, se é que eu entendi certo, pois ele explicou em um inglês que não tava entendendo quase nada por causa do sotaque dele. Saímos da estrada asfaltada e começou o chão de sal. Chegamos a uma fábrica de sal (entrada 10 bs) onde o processo é bem artesanal. Depois disso almoçamos (a comida estava muito boa e no local há banheiro por 2 bs) e fomos até o símbolo da Dakar, que também é onde tem as bandeiras dos países. De lá, entramos mais ainda para o deserto do salar e paramos para tirar as fotos em perspectiva. Sugiro levar uns brinquedos/bonecos pra brincadeira ficar mais legal e você ter umas fotos diferentes além das óbvias que todo mundo bate. A roupa suja bastante de branco ao sentar ou deitar no sal. Quando estávamos no caminho para a ilha dos cactos gigantes nosso jipe simplesmente parou. Teve algum problema elétrico e ficamos parados por quase uma hora, enquanto o guia e o alemão do meu grupo tentavam resolver. Sem solução, o nosso guia parou outros carros e nos colocou dentro de um para nos levar até a ilha enquanto eles rebocavam o carro até a ilha, pois teria outros jipeiros para ajudar a resolver o problema. A entrada na ilha dos cactos custou 30 bs e no local há banheiro (o uso já está incluído no preço do ingresso). O problema do nosso jipe foi solucionado e seguimos para o refúgio. Até um pouco antes de chegar ao refúgio o chão era de sal compactado, o que dá pra ir de carro normal sem problema. Porém perto dos refúgios o sal parece que estava molhado e somente carro 4x4 passava. Se alguém for tentar ir de carro próprio, sugiro que pesquise muito bem os mapas e tenha um GPS bom, pois o salar (e o deserto nos Andes nos dias seguintes) é tão grande que você fica totalmente sem referência pra que direção ir. O refúgio é bem legal. A construção é toda de sal, assim como o chão. A cama foi bem confortável, mas a noite foi bem fria. Além de todas as cobertas, tive que usar bastante roupa de frio. Os chuveiros tem água quente e o banho já estava incluso. Havia energia elétrica e tomadas nos quartos para carregar os equipamentos eletrônicos. Por volta das 19h eles serviram o jantar (e experimentei carne de Lhama, que é muito saborosa. Não é o meu caso, mas para vegetarianos a empresa prepara todas as refeições adaptadas). Uma dica de espanhol. Eu tinha esquecido o nome do guia e o chamei de "chico". O cara ficou extremamente emputecido. Pedi desculpa e falei que não sabia que era uma expressão ofensiva para ele (O que de fato não é! Inclusive o próprio guia nos chamava de chicos e chicas). Independentemente disso eu não curti nem um pouco nosso guia. Comparado com outros que eu vi, ele dava poucas explicações. Além disso, quando deixava a gente em algum lugar, de vez enquanto ele sumia. Quando perguntava alguma coisa pra ele, muitas vezes ele dava uma resposta bem seca e com bastante má vontade. 22/09/19 (domingo): o café da manhã foi servido às 7h e a programação era sair às 7:30h, mas saímos só às 7:50h. Andamos pelo chão de sal que necessita de 4x4 por uns 10 minutos e depois pegamos uma estrada de terra batida, que tem um pedágio e custa 10 bs. Andamos por mais ou menos uma hora e chegamos em um povoado chamado San Juan, onde tem uma casa cultural da quinoa, que mostra o trabalho artesanal da produção de diferentes tipos de quinoa. Eu achei bem sem graça pra falar a verdade. Na rota 701 paramos para observar alguns vulcões (em quase todo o caminho há vulcões a alguns deles saem fumaça). Nesse momento estávamos a mais de 4 mil metros, mas apesar disso não estava tão frio. O vento estava geladinho, mas o sol muito quente (deu até pra ficar de camiseta). Entramos no parque nacional (150 bs, e é válido por 4 dias. Guarde esse ingresso pois precisa dele para sair do parque). Fomos em duas lagoas com flamingos. A primeira era menor e tinha uma concentração maior de sal. A segunda, que é maior e bem mais bonita, tem um tom esverdeado e mais animais. Paramos para almoçar nessa segunda lagoa onde tem um restaurante e banheiro por 5 bs. Depois do almoço, indo em direção a árvore de pedra, passamos por uns rochedos cheios de vizcachas (que é tipo umas chinchilas). A última visita do dia antes de ir para o refúgio foi a laguna colorada, outro lugar maravilhoso. Chegamos no refúgio às 18h, que não era bom. Ele era muito, mas muito gelado e tinha energia elétrica só entre 19 às 22h. Dormi com 4 blusas de frio, touca, luvas, 3 calças, saco de dormir, mais as cobertas que eles forneceram. Não dava nem pra mexer e ainda assim senti um pouco de frio. De fato, se eu não tivesse o saco de dormir, talvez eu passasse aperto. 23/09/19 (segunda): Acordamos às 4:30h, com previsão de sair às 5h, mas saímos às 5:40h. Estava muito, mas muito frio (imagino que devia tá próximo a zero). Fomos para os gêiseires (muito doido! Ponto alto da viagem no deserto para mim. E também foi o ponto mais alto da viagem, literalmente, a mais de 5 mil metros de altitude). Depois fomos para as piscinas termais (6 bs para nadar), paramos para tirar umas fotos no deserto de Dalí e depois fomos para a laguna verde. Saímos do parque nacional e fomos para a fronteira Bolívia-Chile, já que eu iria para San Pedro de Atacama. Primeiro você passa pela aduana boliviana, entregando uma declaração de saída que eles fornecem na própria aduana. Depois de uns 5km, vc passa pela imigração, onde tem o carimbo de saída no passaporte e você precisa pagar 15 bs (em nenhuma outra aduana que passei no resto da viagem tive que pagar nada. Eu desconfio que esses 15 bs é uma espécie de propina que já está tão arraigada que é considerada como praxe). Dali, havia uma van da Cordillera nos esperando para seguir adiante. Depois de alguns quilômetros de estrada (não deu nem 5 minutos de van), chegamos ao posto de imigração e aduana do Chile. É engraçado como as instituições da Bolívia e do Chile são muito discrepantes! Os postos da Bolívia é caindo aos pedaços, poucos funcionários que não conferem nem seu nome direito no passaporte. Já no Chile eles são super sérios, tudo organizado, vários funcionários. Primeiro você passa pelo posto de imigração, onde eles batem o carimbo no seu passaporte. Duas coisas importantes: primeiro, eles te dão um papel que você deve guardar para sair do país. Segundo, você deve ter pelo menos uma hospedagem já garantida, pois você tem que fornecer os dados de onde irá se hospedar. Saindo da imigração você vai para a aduana, onde eles revistarão todas as suas malas. Não pode levar nada de origem animal ou vegetal (ele recolheram minhas batatas e ovos, mas deixaram minhas folhas de coca). Não deixe de declarar o que você está levando. Se eles pegarem, você será multado. Em nenhuma aduana ou posto de imigração tem banheiro. A van seguiu para San Pedro de Atacama e parou no terminal de ônibus. A cidade é bem pequena (pelo menos a área onde se concentram a maior parte das hospedagens, restaurantes e comércios) e simples, o que dá um clima muito legal. Fui para o hostel Mamatierra e eu recomendo demais. Hostel super limpo, confortável, café da manhã excelente, se você vai sair antes do horário do café eles separam um lanche pra você, não cobram pra lavar roupa, nem pra guardar suas malas na recepção caso faça o check-out e vá passear. Tomei um banho e saí para o Centro onde ficam as agências de câmbio e de passeios. Há diversas opções. É bom pesquisar os preços pois há uma variação, mas não é tão grande assim. Assim como em Uyuni, várias agências terceirizam os passeios e no final você geralmente acaba indo com uma empresa diferente da que você fechou (isso vale para Cusco também). Todos os passeios que eu fiz foi com a Star Travel, que me ofereceu os preços mais baratos, mas cada dia eu estava junto com uma agência diferente. Talvez a única coisa mais importante, pelo menos no meu ponto de vista, seja você buscar uma boa agência para fazer o tour astronômico. Esse sim realmente tem muita variação, mas do serviço e nem tanto do preço. Há agências que oferecem mais telescópios e/ou com potências diferentes (inclusive algumas oferecem explicações científicas e outras oferecem explicações esotéricas). A van do tour astronômico me pegou às 20:20h no hostel, pegou outros passageiros e fomos para a casa do René, nosso guia. Fomos literalmente para o quintal da casa dele. Lá ele colocou umas cadeiras com cobertas (faz um frio bom) e nos serviu vinho quente enquanto ele nos explicava e ensinava várias coisas sobre as estrelas. Foi muito legal! Ele entende bastante, é super divertido e muito didático. Depois de quase uma hora fazendo observações e explicações, ele tirou duas fotos e cada participante (éramos 5) e entramos para a casa dele, onde ele nos serviu vinho, achocolatado quente (com água!) e uns petiscos. Ele é uma pessoa muito interessante de se conhecer e nos contou sobre um serviço astronômico diferente que ele faz que chama Gastro, isto é, a junção de astronomia e gastronomia. Fiquei super curiosa! (O contato dele: [email protected]). A única coisa que eu não gostei muito é que só tinha um telescópio (e a agência me ofereceu 3), mas que foi compensada pela pouca quantidade de pessoas, o que tornou o serviço bem personalizado (há agências que oferecem mais telescópios, mas vão grupos grandes, como 16 ou 20 pessoas). Ao fim do tour, a van me deixou de novo no hostel. 24/09/19 (terça): Às 08:30h uma van de outra agência (Andes Travel) me pegou no hostel e fomos pra ir até os petróglifos e Vale do Arco-íris (até a van pegar todo mundo era umas 9h quando de fato saímos para a estrada. A entrada custou 3 mil pesos chilenos). Eu achei o vale do Arco-íris maravilhoso e achei que o tempo de passeio foi muito curto. Queria ter passado mais tempo caminhando por lá. Chegamos na cidade por volta das 13:30h. Fui para o hostel, descansei um pouco e às 16h saí para o passeio do Vale de la Luna (fui na van da empresa Iutitravel). Outro lugar espetacular e a entrada custou 3 mil pesos chilenos. Ao final da tarde fomos para um mirante (Mirador de Kari) ver o por do sol (que teria sido infinitamente vezes mais bonito se fosse no Vale de la Luna). Cheguei no hostel por volta das 20:30h. 25/09/19 (quinta): acordei super cedo para ir para os gêiseres (a van da empresa Ilari Expediciones me pegou às 5:35h no hostel). Lá nos gêiseres está há mais de 4 mil metros e por causa das montanhas que bloqueiam o sol faz muito frio (o sol custa a iluminar no lugar onde a gente anda). Na área dos gêiseres há uma piscina termal que pode nadar e já está incluso no preço do ingresso (10.000 pesos chilenos). A tarde fui para as Lagunas Escondidas (entrada 5.000 pesos chilenos). São 7 lagoas pequenas e extremamente cristalinas que ficam em uma área com muito sal. O teor de sal das lagoas é mais de 45% e você não consegue afundar. É muito legal ficar boiando na água sem fazer nenhum esforço! A água é muito gelada, mas se você ficar só boiando, dá pra ficar de boa durante um bom tempo (até porque o gelado da água é compensado pelo sol quente). Só pode nadar na primeira e na última lagoa. Recomendo primeiro ir ver as lagoas e bater fotos, deixando para entrar na primeira lagoa quando estiver voltando pois o corpo vai ser sal puro depois, o que incomoda bastante para andar. Antes de entrar na van para ir embora tem que tomar uma ducha. Então leve toalha e roupas limpas para trocar. Das lagunas fomos ver o por do sol no mirante. Bom, o que eu achei do passeio do Uyuni e do Atacama? São passeios diferentes e complementares. Se você fizer só os passeios de San Pedro de Atacama (que são bate e volta), para fazer todos você precisará de uns 7 dias cheios. No meu caso, eu já tinha visto muita coisa no passeio de Uyuni, então não fiz várias coisas no Atacama, como as Lagunas altiplânicas, vulcões e termas. Então dois dias cheios para mim foram suficientes. Se você estiver em San Pedro e quiser fazer o passeio do Uyuni não contrate o pacote em San Pedro, pois é muito mais caro (tudo no Chile é caro) e são 4 dias ao invés de 3 (sendo que o quarto dia é basicamente só a volta para San Pedro. E partindo de Uyuni você ganhará tempo, já que pode voltar para San Pedro). Se eu fosse fazer Uyuni de novo eu contrataria a Cordillera de novo? Não. Não que tenha sido ruim com a Cordillera, mas a grama dos vizinhos me pareceu mais verde. Outras agências maiores me pareceram oferecer um serviço melhor. Porém não vou saber indicar os nomes das empresas e nem os preços. Sobre os gêiseres, os do Atacama são bem diferentes dos gêiseres do passeio do Uyuni. Primeiro que tem muito mais gêiser (segundo a agência é o terceiro maior gêiser do mundo). Segundo que nos buracos há água, ao invés de lama. Terceiro que você não pode chegar tão perto das aberturas, pois há muretas e limites de segurança. Eu fui mais impactada pelo gêiseres do Uyuni. Achei disparadamente mais legal, apesar de menor. Mas isso vai de cada um. Conheci gente que fez os mesmos passeios que eu que gostaram mais dos gêiseres do Atacama. Sobre as termas, eu não fui nas termas puritamas do Atacama, mas fui na terma dos gêiseres. A água é morninha, mas não é tão quente quanto o banho termal do Uyuni (que dava até pra suar!). Em alguns momentos senti até frio. Dá para ir de carro normal? No Atacama com certeza. As estradas são na sua maioria de terra batida. O carro só vai trepidar muito. Além disso, há placas nas estradas indicando o caminho é distâncias para as atrações. Mas é bom estudar bem os mapas e ter um bom GPS também. E é interessante você ter um guia para explicações sobre a região e culturas, o que enriquece muito os passeios e você vê algumas atrações com outros olhos, como por exemplo os petróglifos. O passeio do Uyuni dá pra fazer de carro normal? Na estação seca você pode até arriscar se seu carro for mais alto, mas eu definitivamente não recomendo (e olha que eu viajo muito de carro e enfio ele sem dó em estradas que ninguém acredita). As estradas tem muita areia e pedras. A possibilidade de você atolar ou furar vários pneus é enorme. Só de manutenção remediativa com certeza você gastaria mais do que contratar o passeio. Além disso, como eu já disse, lá você fica totalmente sem referência de que direção seguir. Se você for viajar para algum desses lugares de carro não vá sozinho. Apesar de pouco tráfego, as estradas são perigosas pelas condições ambientais extremas. Lembre-se: você estará em desertos e há quilômetros de ajuda de qualquer espécie, médica, tecnológica ou mecânica. Além disso, em altas altitudes dá muito sono por causa da baixa oxigenação e é comum muitos motoristas dormirem no volante sem perceber que está com sono. Eu mesma me peguei dormindo sem perceber em vários trajetos. En San Pedro de Atacama você pode alugar bicicletas e fazer vários passeios de bike. Eu não fiz e deve ser muito cansativo pelas distâncias e pelo sol. (A partir desse momento o relato será mais superficial, pois eu parei de escrever durante a viagem). Dia 26/09/19 (quinta): Para ir para La Paz tive que ir para Uyuni de novo, para então pegar um outro ônibus para La Paz. Cheguei no hostel em La Paz por volta das 4h da manhã. Quando deu umas 8h fui para o centro para começar a olhar agências. Fechei todos os passeios com a agência Bolivia in Your Hands. Passei o dia andando por La Paz, o que foi bem cansativo, pois a cidade é gigante e a altitude não colabora. Dia 27/09/19 (sexta): Fiz o downhill de bike na estrada da morte. E foi uma experiência surreal! As paisagens são espetaculares e a adrenalina vai a mil, mas o caminho é muito, MAS MUITO PERIGOSO. Sério. Eu não sei como aquela estrada é usada até hoje. O caminho é todo de terra com pedras e é a conta de um carro de passeio normal trafegar. Se vier outro em direção contrária, fudeu. Poucos são os trechos em que é possível passar dois carros pequenos. São pelo menos 3h de descida (Eu gastei 3:30h). Os primeiros 20 km você desce na nova estrada, que é asfaltada e um caminho bem fácil de se fazer. Só tem que tomar cuidado com o tráfego de carros e ônibus. Depois chega de fato a estrada antiga, que é o caminho da morte. Essa estrada tem esse nome não é atoa. Todos os anos ocorrem acidentes com os turistas que resolvem fazer essa aventura e você está muito exposto ao risco. Se você cair na estrada (como eu caí), você irá se machucar bastante. Se você cair fora da estrada, já era. A borda da estrada não é um barranco. É um penhasco, literalmente. É uma parede reta. O chão está literalmente há mais de 2 mil km. É TENSO DEMAIS!! Embora eu goste, eu não sou uma pessoa que pratica esportes de aventura com regularidade. Para mim o caminho foi muito extenuante. Não por esforço físico de pedalar (raramente eu pedalei, afinal 99,9% do caminho é descida) e sim pelo excesso de trepidação do guidão. No final da descida eu já não tinha mais força na mão para segurar o guidão e nem apertar o freio. Meu punho estava doendo absurdamente. Teve uma mulher do meu grupo que desistiu na primeira hora da descida pelo mesmo motivo. Porém no meu grupo havia uma outra mulher que para ela foi de boa (mas ela é muito acostumada com esportes radicais e academia). Então, isso vai depender da resistência física e psicológica de cada um. Pelas preferências do trânsito, você deve descer pela esquerda, que é o lado do precipício. Eu não fazia isso, pois é muito perigoso. Sempre ia pelo meio ou pela direita e se vinha um carro, aí sim eu ia pela esquerda. E exatamente por ir pelo meio eu me safei de um acidente que poderia ter sido fatal. Eu estava descendo pela esquerda muito rápido, passei por um trecho com pedras mais salientes e comecei a perder o controle da bike por causa do excesso de trepidação. Então resolvi ir pelo meio porque comecei ver a merda que aquilo poderia dar. Justamente quando eu tava começando a jogar a bike pro meio, eu não sei exatamente o que aconteceu, mas eu fui ejetada da bike. Eu literalmente fiz um super man no ar. Como eu estava indo em direção ao meio da pista, eu fui ejetada nessa direção. Mas se eu tivesse do lado esquerdo, tinha caído penhasco abaixo. Foi tenso demais e por causa das pedras, eu machuquei muito, mesmo usando os EPIs. Por sorte não quebrei nada, mas na hora da queda eu achei que eu tinha rompido algum orgão interno, de tanta dor abdominal que eu senti. Não conseguia nem respirar. E isso é uma dica que eu dou para qualquer um. Vá no seu ritmo, procure uma agência que te permita ir no seu ritmo e vá pelo meio ou pela direta da pista. Existe uma certa pressão dos guias para que você desça muito rápido. E foi justamente por tentar acompanhar o guia que eu me fodi. Dia 28/09/19 (sábado): Fiz um bate e volta para a montanha Chacaltaya e a tarde o passeio do Valle de La Luna. Os dois são muito bonitos. Chacaltaya é surpreendente e você tem uma visão muito bonita da montanha Huayna Potosí, que é bem famosa entre os amantes do trekking, como eu. O Valle de La Luna também é bem bonito, mas não me surpreendeu tanto pois eu tinha visto paisagens bem semelhantes no Atacama. A maior dificuldade de Chacaltaya é a altitude (são 5,395 m). A van chega muito próximo ao topo e a caminhada é relativamente curta, mas muito cansativa. Na alta altitude cada passo dado é como se você tivesse subindo uma escada de 50 degraus. Você respira, respira, respira, mas o ar não é suficiente. Além disso, tava muito, muito frio. Aquele frio que a mão dói de tão gelada. Essa somatória de condições (alta altitude + frio intenso + esforço físico intenso) te deixa muito cansado. O caminho que a van percorre para chegar até o estacionamento próximo ao topo desafia as leis da física e da gravidade. Ao longo de toda a minha viagem passei por estradas que eu duvidava que o carro ia passar e que não iríamos cair penhasco abaixo. Mas mesmo já um pouco acostumada, o caminho até Chacaltaya foi o que me deu mais medo. Tinha hora que eu só fechava o olho pra não ter um ataque do coração! Dá um nervoso sem igual. Durante todo o dia eu estava sentindo um pouco a musculatura dos meus antebraços por causa do esforço muscular da bike no dia anterior. Mas bem de boa. Chegou a noite meu braço direito inteiro começou a formigar e a medida que a noite foi avançando comecei a sentir uma dor insuportável no meu antebraço direito. A dor tava tão grande que analgésico não tava segurando a onda e nem consegui dormir. Dia 29/09/19 (domingo): Assim que amanheceu, a dor tava tão grande que eu tive que desistir de um outro passeio que já tinha contratado e que exigiria um esforço físico maior do que em Chacaltaya. Acionei meu seguro de viagem e fui para a emergência de um hospital. Chegando lá fizeram alguns exames e chegaram a conclusão que eu estava com Epicondilite lateral, uma inflamação decorrente de microrrompimentos das fibras dos tendões extensores do antebraço devido ao excesso de trepidação do guidão na estrada da morte. Resultado: 5 dias de anti-inflamatório e analgésico, braço imobilizado e tive que evitar de fazer esforço físico. Voltei para o hostel e acabei ficando por lá a toa o resto do dia. Dia 30/09/19 (segunda): Por causa do braço, resolvi ficar quieta no hostel o dia todo. Dia 01/10/19 (terça): Peguei um ônibus para Copacabana, chegando lá por volta de meio dia. Deixei minhas coisas no hotel e fui fazer um bate e volta em uma ilha no lago Titicaca. O lago é sensacional e o passeio foi bom, mas não me surpreendeu tanto. Muitos relatos do fórum recomendam ficar na hospedado na ilha, mas tudo é caríssimo. Cheguei em Copacabana novamente por volta das 18h. O clima a noite em Copacabana é legalzinho e há vários restaurantes legais. As ruas ficam cheias de turistas andando a noite. Se você for comprar alguma lembrancinha de viagem recomendo comprar tudo na Bolívia, antes de atravessar para o Peru. Você encontra praticamente as mesmas lembrancinhas em ambos os países, mas no Peru é muito mais caro. Dia 02/10/19 (quarta): Peguei um ônibus cedo em direção à Puno, para então seguir viagem para Arequipa. Embora a distância seja relativamente curta, a viagem durou longas 14h. Foi muito cansativo. O caminho é muito sinuoso, boa parte é de terra, causando grande trepidação do ônibus em boa parte da viagem. Com frequência sobem vendedores ambulantes no ônibus. Um desses vendedores que entrou no meu ônibus foi um vendedor desses chás de ervas que prometem curar tudo o que você puder imaginar. O abençoado ficou 1 HORA E MEIA falando na nossa cabeça com o microfone dele. Irritante, mas engraçado também ao mesmo tempo. Cheguei em Arequipa a noite e a cidade renovou todo o meu cansaço da viagem de ônibus. A cidade é incrível! Muito bonita e com um clima muito agradável. Fiquei andando pelas ruas do centro e depois fui para o hostel. Há vários passeios ao redor de Arequipa. O mais famoso é o passeio pelo Vale do Colca, porém como eu cheguei muito tarde, não consegui reservar passeios para o dia seguinte. Dia 03/10/19 (quinta): Passei o dia caminhando pela cidade de Arequipa. A cidade é muito rica culturalmente e historicamente. Há vários museus interessantes e casarões antigos por toda a cidade. Ao mesmo tempo, a cidade também tem algumas construções mais modernas e uma melhor infraestrutura. O que foi ótimo para dar um alívio dos perrengues que se passa na Bolívia, que é muito desorganizada e sem infra. Dia 04/10/19 (sexta): Peguei um voo cedo da VivaAir para Lima (de ônibus seria mais de 30h de viagem). Essa companhia aérea é uma lowcost que faz vários voos dentro do Peru (outra cia lowcost é a SKY). No meu caso a passagem não saiu tão barata pois comprei no dia anterior e tive que comprar o despacho de bagagem. Existem duas malandragens da VivaAir para arrecadar dinheiro. Primeiro é sobre as dimensões das malas de mão: as dimensões e o peso que eles exigem eram menores do que geralmente as outras cias aéreas exigem (e no Peru eles são bem rigorosos com as medidas e medem mesmo). Se chegar no avião e sua mala estiver fora do padrão deles, você pagará uma FORTUNA (não lembro e posso estar enganada, mas era algo tipo 400 doletas). Então muita gente acaba tendo que comprar o despacho de bagagens, como eu, que tinha a minha mala de mão dentro das exigências da Latam. A segunda malandragem é sobre o check-in. Durante a compra da passagem eles oferecem um valor de 4,50 dólares para imprimir o check-in com eles. Eu não comprei porque achei um absurdo. Depois que eu fechei a compra eu fiquei com aquilo na cabeça do porquê eles iriam cobrar para emitir uma um documento que poderia ser apresentado no celular. Então fui ler os termos de condições que aceitei sem ler (como todos fazem!). E lá eles deixam muito claro que o check-in deve ser apresentado IMPRESSO. Eles NÃO ACEITAM O CHECK-IN NO CELULAR. Se você não levar o check-in impresso, eles cobram 60 DÓLARES na hora!!! Surreal. Muito gentilmente a recepcionista do meu hotel imprimiu o check-in para mim. Mas se ela não tivesse imprimido, eu tava ferrada pois só vi essa condição do termo muito tarde na noite anterior. Tirei a sexta para fazer um Networking em uma universidade que tenho o contato de alguns pesquisadores que trabalham também na minha área. Dia 05/10/19 (sábado): Encontrei com um amigo limenho que me levou nos principais pontos da cidade. Foi um dia muito legal! Lima é uma cidade gigantesca e com um trânsito caótico (mas pra falar a verdade eu achei menos pior do que o trânsito na Bolívia). Passamos o dia inteiro rodando a cidade de carro e fomos em muitos, mas muitos lugares, além de Miraflores, que é o bairro mais turístico da cidade. De todos os lugares, disparadamente, o lugar mais imperdível na minha opinião é o Parque das Águas. Chegamos lá no entardecer e ficamos até a noite. No parque há várias fontes de água dançantes, com shows de iluminação e músicas. É fantástico! Outro lugar muito interessante que fomos é nas ruínas Huaca Pucllana, que pertenceu a uma outra civilização peruana, com uma arquitetura diferente e datada de mais de 1.500 anos. Dia 06/10/19 (domingo): Meu amigo e eu saímos de novo e fomos fazer um trekking em uma montanha chamada Lomas de Lúcumo, que fica em Pachacámac (cerca de 1 hora de Lima de carro). O lugar é muito bonito pois é composto por um bioma que ocorre somente no litoral do Peru. Demoramos umas 4 horas para fazer o caminho completo e saímos de lá absolutamente sujos de lama. Não vá com tênis normal, pois você escorregará muito além do normal. Vá de bota para trekking e impermeável. Leve uma roupa extra para trocar, pois é inevitável se sujar muito de lama. Dia 07/10/19 (segunda): Meu voo para Cusco saiu a tarde e foi uma peleja para conseguir imprimir meu check-in da VivaAir. O Uber que eu peguei foi muito gentil comigo procurando um lugar para eu imprimir o documento. Ele não sabia onde poderíamos conseguir e começou a descer no comércio e perguntar por indicações. Demoramos uns 20 minutos para conseguir encontrar uma copiadora. O voo foi super rápido e tranquilo (de ônibus demoraria cerca de 24h de viagem). Cusco é sensacional! A cidade é muito bonita e eu era capaz de andar nela por horas. A altitude (3,400 m) pesa um pouco nas caminhadas. Ainda que eu estivesse aclimatada, parece que os 3 dias em Lima (que é litoral) fizeram o corpo desacostumar um pouco com a altitude. A cidade faz bastante frio, especialmente a noite. Dia 08/10/19 (terça): Passei boa parte do dia fazendo cotações de passeios. Existem várias opções de passeios. Os preços das agências não variam muito e é aquele mesmo esquema de todas as cidades por onde passei: você paga uma agência, mas no final das contas você nunca sabe com qual agência de fato irá. Dia 09/10/19 (quarta): Fiz o Vale Sagrado (Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero) + Ruínas de Moray + Salineras de Maras. A excursão durou um dia inteiro e valeu a pena demais. Muitos lugares diferentes e MUITO bonitos. É IMPERDÍVEL esse passeio! Dia 10/10/19 (quinta): Fui para Machu Picchu. E quase não fui ao mesmo tempo. Eu estava com uma mala de mão de rodinhas e por conta disso eu resolvi que não iria dormir em Águas Calientes pois não teria como transportar minha mala nas caminhadas. Resultado: mesmo sendo muito mais caro, optei por comprar minha ida e volta de trem, ao invés de fazer todo aquele esquema de ir andando pela hidrelétrica (existem dezenas de relatos aqui no fórum e no YT ensinando a ir para Machu Picchu de uma forma mais econômica). O preço do trem varia de acordo com os horários de partida e com o tempo de antecedência que você compra as passagens. O valor mais barato que eu consegui, dentre as possibilidades de horários, foi saindo de Ollantaytambo às 05:30h e voltando às 00h (total 212 dólares, incluindo o ingresso de Machu Picchu e todos os transferes). De Cusco à Ollantaytambo são cerca de 2h de van. Isto é, para pegar o trem às 05:30h, a van teria que me buscar no hostel às 3h. Acontece que a agência simplesmente NÃO ME BUSCOU! Eu fiquei extremamente brava e frustrada. O tempo inteiro tentei falar com o número de telefone da moça da agência e nada. A raiva era tanta que nem conseguir dormir depois disso eu consegui. Por volta das 6h da manhã, assim que a moça da agência acordou e viu todas as minhas mensagens e ligações, ela me ligou imediatamente, assustada, sem graça e sem saber o que aconteceu. Em menos de 15 minutos ela chegou no meu hostel com uma cara que deu até dó de tão apavorada e sem graça que ela ficou (ficou muito claro que realmente foi um erro que nunca aconteceu). Ela me prometeu que iria me encaixar em um outro trem e que me iria pessoalmente me buscar. E assim o fez. Às 8h ela me buscou para pegar a van e segui para Ollantaytambo para pegar o trem às 10h (obviamente a agência pagou toda a diferença, que foi uns 80 dólares). Chegando em Águas Calientes, uma van estava me esperando e seguimos diretamente para Machu Picchu. Em frente à entrada do Parque estava uma confusão sem igual. Há centenas e centenas de turistas esperando seus guias para entrar no Parque, filas e mais filas para pegar as vans de volta a Águas Calientes... e no meio disso tudo tive que procurar meu guia. Era impossível encontrar. Acabei conversando com uns dois guias aleatórios e eles fizeram um rádio peão entre eles e encontraram o meu guia, que foi ao meu encontro. Entramos no Parque por volta das 13h e não tive nenhum problema com relação ao horário do meu ingresso, que estava programado para as 11h. Eles nem conferiram isso. Realmente Machu Pichu é muito legal, mas é muito lotado. Ao término do passeio, retornei para Águas Calientes. A cidade é bem charmosa e o clima a noite é muito legal. Dá realmente vontade de passar uma noite por lá, mas como meu trem de retorno ia sair bem tarde, deu para conhecer relativamente bem a cidade. Eu achei as comidas e serviços oferecidos em Águas Calientes bem mais caros do que em Cusco, que já é uma cidade cara. Cheguei no hostel por volta das 2h da manhã. Foi tudo bem cansativo, mas no final acabou dando certo. Dia 11/10/19 (sexta): Para completar o estresse do dia anterior, peguei uma infecção alimentar, o que é algo considerado normal em viagens pela Bolívia e Peru. Resultado: fiquei no trono o dia todo, vomitando e com febre. No final da tarde meu amigo de Lima chegou em Cusco para curtir o fds comigo. Dia 12/10/19 (sábado): Meu amigo e eu fomos para o passeio das Montanhas Coloridas. Por causa da altitude e da inclinação na parte final da trilha, a caminhada exige muito, mas muito da respiração. Parávamos com frequência, mas chegamos lá! O lugar também é lotado e é bonito. Particularmente eu achei que me surpreenderia mais, mas ainda assim foi bem legal. Dia 13/10/19 (domingo): Meu amigo e eu iríamos para a Laguna Humantay (que é mais alta do que a montanha colorida), mas ele estava MUITO, mas muito mal devido ao Soroche. Achei que ia ter que levar ele pro hospital. E eu também ainda estava meio fraca por causa da infecção alimentar. Assim, acabamos achando melhor abrir mão do passeio e ficamos de bobeira em Cusco mesmo. Dias 14, 15 e 16/10/19 (segunda a quarta): Meu amigo foi embora na segunda bem cedo e eu fiquei o resto do dia a toa ou organizando minha bagagem para o meu voo de retorno ao Brasil na terça de manhã. A viagem de volta foi super longa (24h) e fiquei muito cansada. Cheguei na quarta de manhã em BH. Total de gastos: R$1.641,00 (passagens BH-Santa Cruz, Cusco-BH) U$ 1.400,00 (comprei o dólar a R$4,34) = R$6.076,00 Aproximadamente R$1.000,00 (passagens áreas para Lima e Cusco, Uber e comidas em aeroporto). Para quem tem Síndrome de Menière, eu não tive nenhum problema com a altitude. Muito pelo contrário, a minha frequência de tonturas até diminuiu. Não sei se por coincidência ou por algum efeito que a altitude proporcionou (apesar de não ver muita lógica nisso). Mas a questão é: já que eu não tive nenhum problema, agora o céu é o limite! hahaha! Eu sempre digo que cada mochilão me transforma de alguma maneira. Nessa viagem aprendi muito mais sobre mim, especialmente sobre aprender a respeitar os limites físicos do meu corpo. De longe a Bolívia e o Peru são os países mais culturalmente diversos que eu visitei até hoje e a minha maior recomendação é: vá sem medo. Essa viagem encheu a minha vida de novas cores, novos sabores e novos amores 🥰.
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    Dia 5 - 22/10 No dia anterior fui dormir na dúvida se subiria o mirante francês e o britânico ou não. A noite o sangue esfriou e o joelho começou a doer e o tornozelo sempre doendo, mas a noite as dores sempre pioram. Acordei e resolvi fazer tudo com calma, pegar minhas coisas e ir direto pro paine grande bem devagar. A cada passo que eu dava a bota me apertava o tornozelo, envolvi minha tala do joelho junto com uma meia nele pra ver se melhorava, piorou .. o caminho aparentava ser tão tranquilo que resolvi colocar o chinelo, foi a melhor decisão da minha vida. O trecho é bem tranquilo de se fazer. Cheguei no camping paine grande decidida a não fazer o lago grey, já que eu vou no perito moreno, fiz essa escolha pelo bem do meu corpo. Ele merece melhorar dessa dor no tornozelo e o joelho também. Não disse que minha moral tá caindo?!.. aqui no camping paine grande só me deram a barraca hahhaha. Os benefícios que eles estão me dando a mais está desproporcional ao meu cansaço. Inflei meu colchão e arrumei o saco de dormir. Tomei um cappuccino com meu sanduba + uma maçã. É hora de comer tudo que sobrou 😂 só tem até amanhã. O banho aqui é só a noite( 18h as 22h), e meu pé tá preto. Acabei limpando meu pé com lenço umedecido e acho que vou acionar o seguro saúde quando estiver em calafate, meu tornozelo tá inchado 😕. Amanhã de manhã vou tentar pegar o primeiro catamarã, sai as 11:30, ainda vou ter que desenrolar se posso pagar o ônibus de mais cedo do que o horário que eu tinha combinado (meu planejamento inicial era pegar o ônibus das 19h).
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    Olhem meu post: Miami-Orlando-NYC 13/03 - 03/04 Me add no grupo: 48 988264831
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    Me add no grupo, meu cel 67 99252-9473 , topo fevereiro ou março tb
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    Data: 09-01-19 > 20-01-2019 Pessoal, fiz um mochilão com minha namorada este ano pelo Ceará. Decidi deixar o relato aqui pra ajudar quem estiver pensando em fazer o mesmo. Nossa intenção era viajar conhecendo vários lugares de ônibus e economizando o máximo de dinheiro que pudéssemos (mas sem ficar em campings, pois não levamos barraca). A única viagem de avião que fizemos foi a de BH pra Fortaleza, pois encontramos uma promoção muito boa ($630 reais por pessoa ida e volta). Já fizemos outros dois mochilões juntos, um no Sul de Santa Catarina e outro no sul da Bahia, na península de Barra Grande. Apesar disso, este é nosso primeiro relato. - Itinerário: Fortaleza (chegada) > Canoa Quebrada > Morro Branco (Beberibe) > Canto Verde > Flecheiras (Trairi) > Mundaú > Icaraí de Amontada > Jericoacoara > Fortaleza - Notas Gerais: A estadia no ceará não é tão cara. Chegamos a pagar menos de $50 por pessoa por noite em alguns lugares. Mas o preço varia muito, é preciso pesquisar e dar uma chorada. O preço dos petiscos nos restaurantes da praia varia bem, mas em geral são baratos comparados com o preço das cidades do sudeste. Uma porção de camarão alho e óleo varia de $15 e $45 reais. Bolinhos de camarão vão de $12 a $25. O côco vai de $2 a $5. Nós não comíamos muito na praia, comprávamos no supermercado e levávamos na mochila térmica. o Preço do supermercado é barato, considerando que são cidades de praia (gelo de $5 a $7, cerveja de $2 a $3, comida a preço normal). O preço dos passeios é que não é tão barato. Em praticamente todos os lugares havia opção de buggy, kitesurf, parapente, etc. Mas como queríamos visitar vários lugares e não tínhamos muita grana, acabamos deixando de fazer a maioria. Mas dá pra aproveitar sem isso também, com certeza. Uma coisa que notamos em praticamente todas as praias do Ceará, é que quase todas possuem muitas turbinas eólicas perto das praias. Isso infelizmente tira muito da beleza natural do lugar. Jericoacoara foi a única parada onde não víamos usinas eólicas ao redor da praia. - Relato: Chegamos em Fortaleza na madrugada do dia 09. Pegamos um Uber e fomos para a rodoviária de João Thomé (lá tem duas, mas disseram que esta é a maior e a mais usada). De lá pegamos um ônibus (empresa São Benedito) logo de manhãzinha para Canoa Quebrada. Canoa é conhecida por suas falésias, dunas, e esportes como kitesurf e parapente. Há várias barracas na praia que oferecem mesas, cadeiras e guarda sóis "de graça", com o cliente pagando apenas o consumo. As comidas não são tão baratas quanto em outros lugares do Ceará, mas não são caras comparadas ao sudeste. Nós não costumávamos comprar cerveja nas barracas, mas sim no supermercado, e levávamos na nossa mochila térmica. Dormimos dois dias em Canoa Quebrada. De lá pegamos outro ônibus da São Benedito. O ônibus da São Benedito vai para Beberibe, mas para na entrada que dá na vila de Canto Verde (são 6 km até a praia, mas há motoboys frequentemente que cobram R$ 6 por pessoa). Canto Verde é uma praia linda e bem mais preservada que Canoa Quebrada. Lugar de areia branca bem fininha com um mar muito bonito. Lá fizemos um passeio de charrete para conhecermos a reserva extrativista (com o francisco, $ 100 por 2 horas), e valeu muito a pena. O por do sol lá também é bastante bonito. Ficamos uma noite na casa de uma das lideranças comunitárias de lá, o seu Roberto. Canto Verde vive hoje uma disputa entre dois projetos, um baseado no turismo comunitário, e outro que tenta implantar o turismo comercial. É um lugar muito interessante por tudo, pela paisagem, pela história, e pelo momento que vive. De Canto Verde é possível pedir aos motoboys para te deixar novamente na BR, e de lá pegar um ônibus para Beberibe. Lá queríamos visitar Morro Branco, onde fica o labirinto das falésias. Descobrimos que, ao chegar na rodoviária de Beberibe, é possível pegar um taxi até a praia (cerca de 6 km). Nós demos sorte e fomos com um dos amigos do seu Roberto de Canto Verde. Descemos já em morro branco. Lá há vários guias locais que oferecem um passeio pelo labirinto das falésias (eles não têm um preço fixo, apenas pedem para contribuirmos de acordo com o que pudermos. pagamos $ 20 por duas pessoas). O labirinto não é tão grnade, mas é maravilhoso. Dá pra imaginar que se está em outro planeta. São falésias de várias cores, de onde os artesãos da cidade tiram sua areia colorida para produzir objetos muito bonitos (e não muito caros. Um vasinho custava cerca de $20. Um pacote com dez chaveirinhos, $10). A praia de Morro Branco em si não é tão bonita, e não ficamos por lá muito tempo. Vimos que é possível fazer passeios de buggy para conhecer os quatro ponto turísticos da cidade (morro branco, praia das fontes, Uruaú e um outro que não me lembro. não tínhamos tempo nem grana, então não fomos, mas ouvimos dizer que as praias são mais comerciais e não tão preservadas, então não nos preocupamos tanto). Precisávamos pegar um ônibus (empresa Fretcar) para nossa próxima parada, Flecheiras (na cidade de Trairi). Pegamos o ônibus pra Trairi, que desce pertinho da praia de flecheiras. Lá procuramos a pousada da Zena, que segundo ouvimos é a mais barata de lá (a diária mínima acho que fica em $70). Como lá estava lotado, fomos para a casa de uma amiga dela. A praia de Flecheiras é conhecida pelos esportes, principalmente o kitesurf, e também por suas pedras e piscinas, que se formam ao longo do dia na maré baixa (a partir das 13h). Infelizmente, quando fomos lá não conseguimos ver a maré muito baixa. Tirando isso, a praia de lá não é tão especial, e está bem tomada pelo turismo comercial. Tivemos uma noite muito legal em Flecheiras, onde há sempre música ao vivo nos bares da praçinha. Não me lembro como se chamava a banda de lá (acho que era chega de manha, ou chega na manha, mas era muito animada, melhor que todas as que escutamos em jericoacoara, por exemplo). A noite é meio família, e não muito badalada, mas essa banda fez com que a gente ficasse até de madrugada na rua, mesmo cansados de tanto andar de ônibus. Ficamos em flecheiras duas noites. De lá, pegamos o ônibus no mesmo ponto onde descemos (mas do outro lado da rua) e fomos pra Mundaú (ônibus Fretcar). Gostamos muito de Mundaú! Lá a praia é mais preservada que flecheiras e vimos muito mais nativos que turistas (talvez por ser dia de semana). A praia é bem bonita, com muitos coqueiros, e relativamente bem preservada. O ponto mais bonito que vimos é no encontro do rio com o mar. Vale muito a pena! Lá é possível fazer passeios de barco para ver outras partes do rio e passar pelo mangue (mas nós não fizemos). De Mundaú íamos pra Icaraí de Amontada. Pra chegar em Icaraí, é preciso pegar uma Topic pra Itapipoca ($15 por pessoa, sai às 14:45h, há poucas então é preciso ficar esperto). De itapipoca é possível pegar um ônibus da Fretcar para Icaraí de Amontada (cerca de $12,50 por pessoa, não me lembro). ATENÇÃO: pegue o ônibus para Icaraí, e não para Amontada, que é a cidade onde a vila fica localizada. Icaraí é bem bonita, e um lugar muito organizado. Apesar de não ser tão grande, tem uma infra-estrutura bem desenvolvida. Lá nós ficamos no restaurante Brisa do mar, com a Socorro, por um preço bem baratinho. Da praia de Icaraí, é possível visitar também a praia de Caetanos e a de Moitas. O passeio pelas praias pode ser feito de buggy, mas nós não tínhamos grana, então não fomos. Apesar disso, também é possível pegar uma Topic para a praia de moitas (por $3 ou $4). Fomos pra lá e ficamos realmente impressionados! A praia de moitas pra mim é maravilhosa. Lá também tem encontro de mar com rio, e é simplesmente lindo! Tirando Jericoacoara, foi a praia mais bonita que vimos. Ficamos o dia por lá e depois voltamos pra Icaraí (a última topic sai 12:20h, é preciso ficar esperto. Nós voltamos de carona depois com uma família que estava almoçando no restaurante e nos ajudou). No dia seguinte, íamos pra jericoacoara. Para sair de Icaraí de Amontada e chegar em Jericoacoara, é preciso pegar um ônibus da Fretcar para Amontada (sai às 5:50h), e de lá pegar outro ônibus para Jijoca de Jericoacoara (às 8:45h). Chegando em Jijoca, pega-se uma caminhonete, que saem em vários horários para Jericoacoara ($25 por pessoa). De tanto ouvir falar de Jericoacoara, e por saber que lá é um lugar bastante comercial, ficamos um pouco ressabiados a princípio. Mas lá realmente é um lugar paradisíaco. A primeira surpresa é nas dunas por onde se chega na vila. São simplesmente maravilhosas. Lá tem uma mistura de paisagens que nunca vimos em outras praias. É fenomenal. Em Jericoacoara, há basicamente 3 passeios a se fazer, e todos tomam um tempo razoável, então é bom separar um dia pra cada. O primeiro que fizemos foi o passeio do lado leste, que termina na Lagoa do Paraíso. São várias paradas e a paisagem é maravilhosa, apesar de ser bem cheio por conta do número de turistas. Na lagoa é possível fazer mergulho com cilindro ($150 por casal, 1:30h), deitar nas redes dentro da água, ou brincar num dos brinquedos que ficam na água (ao que parece de graça). São várias barracas ao longo da lagoa e a caminhonete para numa delas, mas pode te deixar em outra se preferir (a barraca que fomos é de graça, mas sabemos que se paga $20 pra ficar na alchemyst. Professores, estudantes, militares e idosos pagam meia). A lagoa é muito bonita e bem gostosa de se passar o dia. O segundo passeio que fizemos foi para o lado oeste (de 9:30h da manhã até 14:30h), que termina na lagoa de Tatajuba. Pagamos $60 pra ir numa caminhonete compartilhada (o buggy custa entre $350 e $400 e leva até quatro pessoas, mas você é quem tem que achar as 4. Além disso, eles não costumam dividir no cartão, e alguns nem aceitam cartão, então fomos de caminhonete). O passeio é simplesmente maravilhoso! Numa das paradas, é possível fazer um passeio de barco em camocim para ver o mangue e os cavalos marinhos ($15 por pessoa, achei que vale a pena, apesar de serem apenas 15min). Em outra, é possível descer de tobogã em um dos lagos($15 por pessoa para descer 3 vezes. E são 3, alguns tentam falar que são apenas 2, mas é preciso ficar esperto). Também é possível descer de tirolesa ($15 por pessoa, mas apenas uma vez). Os dois valem a pena, mas se for pra escolher, é melhor descer de tobogã. Por fim, no último dia fizemos o passeio da pedra furada de manhã. São cerca de 1,8 km a pé a partir da vila. O sol castiga muito e não há sombra, então é preciso levar bastante protetor. É possível ir de charrete até o topo do morro de onde se desce pra ver a pedra (são $20 por pessoa). A paisagem é muito bonita, há vários cactos e pedras no caminho e do topo do morro a vista é linda. Há uma fila gigante na pedra pra tirar foto, o que tira um pouco do encanto do lugar, mas o passeio vale muito a pena. Falta falar da praia de Jericoacoara e da noite de lá. A praia é bonita, mas nada comparada aos passeios, e de lá dá pra subir uma duna pertinho para ver o pôr do sol (lá o sol se põe muito cedo, 17:45h, e lá não tem horário de verão). Nós demos azar e não pegamos um dia com céu limpo, mas mesmo assim foi bem bonito. Imagino que deve ser realmente fantástico. A praia em si é bem cheia, e bastante comercializada. É preciso pagar $30 para sentar nas mesas próximas ao mar. Ficamos na sombra de uma árvore perto da calçada e tomamos nossa cervejinha de supermercado mesmo. A noite de Jericoacoara é bem movimentada. Há várias opções para se fazer alguma coisa. Há música ao vivo nos bares perto da praça. Tem um esquenta na praia com música eletrônica de 22 às 02h, e também há lugares que tocam forró, samba, etc. Vale a pena sair pelo menos uma noite pra conhecer. No nosso último dia, depois de conhecer a pedra furada, pegamos a caminhonete da Fretcar até Jijoca (14:45h), e de lá o ônibus da Fretcar até fortaleza (chegamos no aeroporto às 22:20h mais ou menos). Descobrimos que é possível pegar um outro transporte que vai direto pra lagoa do paraíso de manhã, e de lá vai pra Jijoca, de onde é possível pegar um transporte pra fortaleza. É até mais barato que a fretcar (pagamos quase $90 por pessoa pra ir até Fortaleza, e esse ficava cerca de $75), e é uma opção legar pra aproveitar o último dia, caso já se tenha feito todos os passeios completos. Sobre o preço em Jericoacoara: Todo mundo falou que Jericoacoara era absurdamente caro, mas a verdade é que dá pra fazer as coisas lá saírem relativamente em conta. Os custos fixos são $50 de transporte ($25 na ida e $25 na volta pra Jijoca), mais a taxa de $5 por pessoa por dia para permanecer na ilha, fora a estadia. Os passeios são no mínimo $60 para o lado leste e $60 para o oeste de caminhonete, fora $20 opcionais pra ir de charrete pra pedra furada. Somando isso dá $195 por pessoa para fazer os passeios em 3 dias. Fora isso, os passeios duram praticamente o dia inteiro, e, levando isso em conta, não é tão caro. Em relação a outras coisas, é possível encontrar almoço por $12, ou até $10. O supermercado não é caro comparado aos outros lugares do ceará (gelo a $5, cerveja lata brahma a $2,75, por exemplo). É preciso ficar esperto pra achar um lugar pra ficar, pois os preços variam absurdamente. Nós ficamos na Pousada do Véio. Quem cuida de lá são Pussá e Iara, um casal de pessoas muito amáveis e muito gente boa. A suíte onde ficamos por três noites era originalmente $180 por noite, mas explicamos nossa situação e eles fizeram por um preço bem mais em conta (um hostel barato ficaria por $140 para duas pessoas em quarto compartilhado). O quarto tinha ar condicionado liberado (em alguns lugares ele fica ligado em horários pré-determinados, por exemplo das 22h às 10h) e uma geladeirinha onde guardamos as coisas. O café da manhã era ótimo, e no último dia eles ainda nos ofereceram almoço com churrasco! Fora isso, a pousada é super bonitinha, com muito verde e bem aconchegante. Em relação a alguns dos Hostels que vimos, o preço não era quase o mesmo, e o conforto imensamente maior.Recomendamos muito. É isso pessoal, espero que nosso relato ajude. Abs
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    @fforodrigues @igorilas Olá, tb to querendo ... no primeiro semestre entre fevereiro/ março/ abril;... saindo de Brasilia... Topo um grupo no whats meu número 83988921112
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    Airbnb eu geralmente não uso por questões econômicas, não minha, mas da cidade. Acredito que o excesso de casas pra airbnb cria um ônus para o morador, o número de casas para alugar cai e o preço sobe, isso se vê em cidades muito turísticas. Uber não uso muito porque não gosto do excesso de informalidade de um serviço, mas não tenho nada contra.
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    @rperes Como somos idosos, levamos uma farmacia mais completa, nunca de sabe. Mas tem uns que nao podem faltar: dorflex, dores de cabeca....mas a ilha eh bem servida de farmacias. Nao esqueca do protetor solar e um bone. Alem desse relato, tem outro, pois fizemos 2 vezes a volta. Tente ir no inverno, apesar do frio, as pousadas estao bem baratas, vi gente fazendo algumas trilhas sozinhos. Fique atento as cobras, segundo os moradores tem muitas na ilha, nos nao vimos nem uma. Obs. importante: no inverno leve um bom corta vento, minha esposa quase teve hipotermia na parte sul da ilha, pois choveu muito, estava molhada, o vento esta forte e frio.. No mais eh soh curtir aquele beleza e conversar com um povo de bem com a vida.
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    Eu arriscaria a serra gaúcha, não chega a ser alta temporada em Gramado, por exemplo. E eles não incluem o carnaval nas suas "grandes festas". Outro lugar que acredito que valha a pena é a chapada dos veadeiros em si, a época de festas é no meio do ano, e carnaval é na temporada de chuvas da região, só é ruim que poderá pegar chuvas, mas dá pra fugir também indo para lá.
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    Então viajantes, se tiver alguém afim de passar 04 dias nos lençois nesta data, avise, estarei saindo de São Luis dia 13 em direção a Barreirinas, devo, neste mesmo dia seguir até canto do atins, almoçando por lá, e no final da tarde seguir viagem, a ideia é acampar nas dunas durante a travessia, realizei esse percurso em 02 oportunidades , a primeira com Ram_Allen e Mochileiro Peregrino em 2010, tendo a oportunidade de aprender muito com os dois, depois em 2017 sozinho, este ano pretendo encontrar alguém pra ir comigo, se alguém estiver disposto, diga sim e vamos alinhar , posso mudar a data se necessário, escolhi esta por ser em lua cheia. É isso.
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    Oie, bom dia. Então, esqueci de comentar no post anterior que também quero fazer essa viagem com stop over (Portugal - Grécia), que em algumas simulações de data ficou menos caro que ir direto. Mas um ponto que me chamou a atenção e precisamos ficar atentos, é sobre a bagagem despachada, porque até então, não achei nenhuma que incluísse, apenas paga por fora, e não tem como ir só com bagagem de mão (pelo menos não eu. rsrs). Eu moro na Bahia, vou pegar voô em Salvador. Me fala seu número, pra gente conversar melhor. Pensei uma coisa agora, como por aqui é um pouco demorado as respostas é complicado conseguir combinar detalhes. Vou lançar aqui no site, um post pra fazer um grupo daqui, quem vai pra Grécia nessa época. Aí quem quiser visitar outras localidades, como stop over por exemplo, vai se encaixando.
  22. 1 ponto
    Voltando ao relato Quando falei que iria para a África do sul, todo mundo se espantava, oq irei fazer na África? Só tem fome, guerra e doenças por lá... Infelizmente por conta da ignorância muitas pessoas vincula o continente africano como se fosse apenas um pais. De fato há muitos países no continente africano que passam por esses problemas endêmicos, infelizmente. Mas é bom que pude mostrar que a África é muito mais do que isto! Minha viagem iniciou dia 01 de dezembro de 2018. Escolhi o voo da British que fazia escala em Londres onde eu teria 24h por lá. Teria né, infelizmente no final do ano passado teve um caos nos aeros por conta das chuvas que fez com que eu perdesse meu voo original e não tendo mais uma conexão longa em Londres. Londres vai ficar para a próxima. Cheguei em Cape Town dia 03, uma amiga já estava me esperando por lá no aero, alugamos um carro e fomos direto para a Garden Route. O aluguel do carro foi cerca de 600 reais com seguro total, sem o seguro total seria metade disso, lá se dirige pela direita e seria minha primeira vez que dirigiria na mão inglesa, confesso se eu estivesse sozinho teria muitaaa dificuldade de dirigir hahah, muito estranho, mas depois que vc acostuma vai fácil. Na africa do sul dizem precisar a carteira internacional de habilitação, mas nunca pediram. O que é a Garden Route? A Garden Route é um trajeto na costa da África do Sul (rodovia N2). Oficialmente, vai da cidade de Mossel Bay até Storms River, mas só esse trecho não encaixa muito bem nos roteiros de viagem. Por isso, é comum estender essa viagem da Cidade do Cabo até Port Elizabeth (ou o contrário), que são as duas que têm aeroportos. A rota oficial tem pouco mais de 200km, mas fazendo a extensão são, no mínimo 850km. A rota tem esse nome porque é uma região de vegetação abundante o ano todo, já que o clima oceânico possui verões e invernos amenos com chuvas. ------ HERMANUS Como eu já chegaria cansado de toda viagem, resolvemos fazer a primeira parada em Hermanus, foi uma cidade bem acertada, pois o percurso é cerca de 1h30m apenas. As estradas é super bem conservada, igual um tapete. A cidade em si é bem tranquila, não tinha grandes atrações, mas é bem charmosa e tem uma vista espetacular. Como estava iniciando ainda o verão, ainda ventava um pouco mas nada mas super agradável a temperatura. Entrar no mar fora de cogitação! hahah
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    Boa noite! Vou tentar fazer essa trilha! Pelo o pouco que li é uma trilha que requer pernoite no camping da laguna toro. Ida e volta no mesmo dia deve ser complicado. Estou tentando ver se encontro um guia já que tenho pouco equipamento de camping e quero ir ver o que tem por trás da laguna toro: o paso del viento. Se eu conseguir volto aqui para contar como foi hehe. Vou em janeiro. Falou!
  24. 1 ponto
    Você tem passaporte ou cidadania europeia? Caso não saiba, trabalhar é totalmente proibido para brasileiros viajando com visto de turismo na Europa, e se por acaso você conseguir algum emprego clandestino e sem registro, será um subemprego que nenhum europeu quer, recebendo pouco e tendo que trabalhar 10 ou 12 horas por dia. Outra questão, brasileiros viajando com visto de turista, só podem ficar no máximo 90 dias na Europa em países do Espaço Schengen, não são 90 dias em cada país, mas sim 90 dias no total. Depois de esgotados os 90 dias, você tem que ficar pelo menos 90 dias seguidos fora da Europa/Espaço Schengen para poder retornar. E por fim, com uma passagem só de ida, você geralmente nem consegue embarcar saindo do Brasil, pois uma das primeiras coisas que a polícia da imigração vai lhe peguntar e conferir é a data que você vai embora de lá, e não ter data ou passagem de volta comprada, geralmente resulta em você ser barrada e mandada de volta ao Brasil no próximo voo disponível, as custas da companhia aérea, alem de serem multadas, e por isto as companhias aéreas costumam ser meio chatas e querer ver uma passagem de volta para permitir o seu embarque. Outra coisa que os policiais de imigração costumam perguntar, é o que você vai fazer lá na Europa, e como vai pagar pela sua estadia lá, e novamente, não saber detalhar o que você vai fazer lá, costuma ser um dos principais motivos de os brasileiros serem barrados na imigração, e falar que pretende trabalhar para pagar a viagem, garante de vez um assento no próximo voo de volta ao Brasil. Ou seja, se quiser arriscar, ir para lá, trabalhar ilegalmente, ficar alem do prazo, não podemos lhe impedir, pois a vida é sua e você faz o que bem entender dela, mas esteja bem ciente de que a sua aventura pode acabar lá no aeroporto mesmo antes de embarcar, ou então acabar no aeroporto de Amsterdam, com você aguardando o próximo voo de volta na sala de detenção, e com a ficha suja, que vai impedir o seu retorno por muitos e muitos anos para qualquer país europeu.
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    Belo relato! Você comprou o chip em Lima ? Em qual lugar ?
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    Você depois dessa experiência toda não indicaria pegar um voo direto pra la paz ? Estou com dúvida pra onde comprar as passagens
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    Salve salve mochileiros. Sou novo aqui no fórum, desculpe não ser direto no assunto mas queria contar o meu caso que no final fica minha dúvida... Sou estudante de Administração na UFMS em Três Lagoas, MS que acabou de ser demitido do estágio. Com o dinheiro que recebi da minha rescisão (uma mixaria), queria viajar esse fim de ano até o inicio das aulas (17/01/2020) para descansar e o meu destino é o Rio de Janeiro. Então tive uma ideia: Eu posso ajudar com minhas habilidades pelo WorldPackers. Só que, com pouca grana com que vou gastar, queria também levantar uma grana por lá também vendendo alguma coisa, tipo brigadeiro, bom bom, etc. A minha dúvida é: Esse lance de se hospedar de graça pelo WP e se sustentar vendendo algo no horário livre na rua dá certo? Se alguém faz ou já fez isso pode me compartilhar sua experiência? Se alguém tiver uma sugestão melhor para minhas férias, eu agradeço de coração. Um abraço a todos. EDIT: Não quero viver disso, só quero unir o útil ao agradável. Ajudar com o que eu sei e viajar, conhecer novos lugares e aprender alguma coisa que possa me ajudar a encontrar um emprego melhor na minha área. EDIT 2: A grana que tenho é pouca mas suficiente para que, caso a viagem dê merda, eu consigo de boa voltar para minha cidade onde meus pais moram (MG) ou pra Três Lagoas.
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    Sim, é possível! Tudo depende do seu esforço. Para te motivar.. Dá uma olhada nessa série de videos do canal Via Infinda: https://www.youtube.com/watch?v=lTpkiaH-cTk&list=PLjTMPzPKvE7_PPH3e0Ci4-2P0WOtxj6wA Na aba de cupons do fórum.. tem um cupom de desconto para o WP, já é uma ajuda.
  31. 1 ponto
    Olá, gente! Pretendo ir à Cuba (depois de tanto me mandarem ir pra lá) em Dezembro. Não irei despachar mala e pretendo trazer uns charutos, porém não sei se é permitido trazer na bagagem de mão... Alguém sabe se é permitido? OBS: ainda irei depois para o México.
  32. 1 ponto
    Fala Lucas .. vou opiniar sobre o que eu conheci ... a Suiça .. vi que o único destino no País pra vc seria Genebra (eu li que vc faz Relações Internacionais e por isso esta interessado) .. para mim não é necessário mais do que meio dia pra vc conhecer Genebra (o entorno do lago com a fonte de água, o centrinho histórico, etc) .. se vc esta procurando aquela "alma" suiça de paisagens e cidades encantadoras Genebra não é o lugar ... é apenas uma cidade grande, limpíssima e organizadíssima .. te recomendaria após conhecer Genebra ir conhecer algum outro local da Suiça como a capital Berna (a cidade mais bonita da suíça na minha opinião), a cidade de Montreaux junto com o vilarejo de Gruyere (super acessíveis a partir de genebra) ou a região de Interlaken (ali sim a verdadeira cara da suiça com seus vilarejos alpinos em meio a paisagens de cair o queixo). Qualquer outra dica, duvida ou informação não exite em me contatar .. Abçs!!
  33. 1 ponto
    Carro alugado é muito prático na floresta Negra e Alsácia Depende dos seus interesses pessoais e ritmo de viagem, mas se fosse meu roteiro, baseado no meu perfil, eu faria algo parecido com isto: Munich (4 dias), Baden-Baden(2 dias), Offenburg(1 dia), Rust(1), Freiburg(1 dia), Colmar (1 dia), Strasbourg (2 dias), Paris (5 dias) , Lyon (1 dia), Genebra (0 dias, não gosto de Genebra, é cheio de gente que se acha demais e que fica lhe olhando torto se você entrar num restaurante e não estiver vestindo um terno de grife, rsss) Cara, me desculpe, mas antes de escolher as cidades você deveria dar uma olhada nas atividades e atrações de cada local, e não escolher só pelo nome ou por que ouviu falar de determinado local. Pois o que eu achar legal, você pode achar a maior chatice do mundo, e vice-versa, por exemplo, Genebra nunca entraria num roteiro meu, eu simplesmente não veja absolutamente nada de interessante em Genebra que não seja muito melhor em outras cidades Suíças. Outro exemplo, já fui a Lyon duas vezes, uma a passeio e outra a trabalho, e também não achei a cidade nada de extraordinária, o interessante lá é o turismo gastronômico, mas é algo que não combina muito bem com orçamento apertado. Então o ideal é você ler pelo menos uns 3 ou 4 relatos de viagem de cada um destes locais, assim você terá uma boa noção das atividades e atrações que cada local oferece, e se é algo que encaixa no perfil de vocês. Aqui no fórum há vários relatos de viagem, e se procurar no google, também há literalmente dezenas ou milhares de relatos de cada um destes locais, leia pelo menos uns 3 ou 4 de cada local para ter uma boa ideia do que fazer lá. Outro detalhe, você não falou em qual época do ano seria esta viagem? Pois tem várias partes do seu roteiro que teriam que ser feitas no verão europeu para serem bons, ou no máximo na primavera/outuno, como por exemplo O Europa Park em Rust é legal no verão, no inverno, eu opensaria 3 vezes antes de ir para lá.... Restaurantes, hostel e hotel tem uma rotatividade muito grande, eles trocam de dono e nome, fecham, abrem novos, então isto é uma coisa bem complicada de indicar, pois dificilmente será válido hoje. Por exemplo, fui ver o nome dos locais que fiquei hospedado em Lyon a 3 anos atras, e nenhum deles existe hoje, fecharam ou mudaram de nome. Outra coisa, você não falou que tipo de hospedagem vocês querem, pode ser uma cama num quarto coletivo de hostel dividindo o quarto com 20 pessoas e que custe 15 euros por noite, pode ser um quarto privativo num hotel econômico e que custe 70 euros por casal, ou então um hotel 3 ou 4 estrelas, onde a diária custa 300 Euros.... Então o ideal é você entrar no www.booking.com, ou outro site similar, e pesquisar hospedagens dentro das expectativas de vocês e que caibam dentro do orçamento de vocês. No Booking.com cada local recebe uma nota, locais com nota acima de 8 costumam ser bons, locais com nota acima de 7 costumam ser aceitáveis, e locais com nota abaixo de 7 eu evitaria se possível. Escolha alguns locais, que lhe agradem e caibam no seu orçamento, e se tiver alguma duvida sobre a localização ou outra coisa, pergunte aqui, se alguém souber, vai lhe ajudar, mas você precisa ser mais específico. Não ficar pulando de cidade em cidade como você vai fazer no seu roteiro. rsss Ficar pulando de cidade em cidade faz você gastar mais dinheiro com deslocamentos, você tem pouco tempo em cada local, e por isto acaba comendo em locais caros só por que são mais práticos. E fazer menos bate-voltas a cidades próximas E evitar a Alsácia, Floresta Negra e Suíça, que são locais caros, e onde as cidades são pequenas, e sem muito o que fazer na cidade, o que "obriga" você a ficar pulando de cidade em cidade, o que volta no que falei acima, e vira um circulo vicioso, com você gastando mais dinheiro... Eu já falei acima, pessoalmente eu tiraria Lyon e Genebra, não acho que estas cidades acrescentem nada de relevante em termos de turismo, mas se você tiver algum interesse específico em algum destes locais, talvez valha a pena manter elas. Outra coisa, você não falou quanto tempo teria disponível para esta viagem, e nem o orçamento disponível. Pode ser que você tenha tempo e orçamento sobrando, e possa incluir mais 3 ou 4 locais, mas também pode ser que o seu tempo disponível e orçamento sejam apertados demais e você tenha que cortar metade disto.... Então você teria que dar mais detalhes a respeito de tempo e orçamento disponíveis, para que possamos ter uma ideia do que é viável incluir ou se precisa de um corte significativo no roteiro. Varia muito de acordo com o perfil. Como já falai acima, a hospedagem pode cutar 15 euros ou 300 euros. Na hora de comer, você pode comer só no mac donalds e conseguir sobreviver com 10 euros por dia, pode querer comer algo decente ao menos uma vez por dia e gastar 30 euros por dia com comida, ou então ir em restaurantes melhores e badalados, onde cada refeição custa 50 euros... Você pode querer fazer vários passeios pagos todo dia, ou não entrar em nada, etc.... Então os gastos variam de 70 euros por (hospedagem em quarto coletivo de hostel e comendo em locais baratos e nem sempre bons), até 200 Euros por dia (hospedagem em hotel 3 estrelas e comendo em restaurantes um pouco melhores).
  34. 1 ponto
    Olá Tadeu, tudo bem? Adorei seu relato sobre sua viagem para a Bolívia. Estou planejando ir nesse final de ano e a ideia seria passar a virada na Isla del Sol. Muitos dizem que é bem calmo, mas já ouvi dizer que rola um luau e a ilha fica mais cheia do que o normal. Como foi em 2018? Obrigada!!!
  35. 1 ponto
    Bem vinda. Região de Atacama e Uyuni acredito não ser ideal para levar bebês, muito frio, no tour de 3 dias até Uyuni os recursos são um pouco escassos, é um deserto literalmente, locais para banho nem sempre tem água quente em abundancia.Se seu bebê tiver algum probleminha por lá, pode ser fatal. Agora em Santiago, La Paz e Cusco da para leva-lo sim.
  36. 1 ponto
    Uma viagem de motorhome tem que ser uma viagem circular, ou seja, você retira o motorhome e começa a viagem numa cidade, e tem que terminar a viagem e devolver o motorhome na mesma cidade onde começou a viagem, pois geralmente não é possível devolver o motorhome em outra cidade, como você faria com um carro de passeio. Outra coisa, pesquise de antemão onde ficam os campings e estacionamentos de motorhomes, pois via de regra motorhome não circula pelas cidades, e nem pode estacionar em qualquer local para pernoitar. Depois que você tiver uma ideia de roteiro, com as cidades e vilas por onde pretende passar, pesquise aas opções de estacionamentos e campings que aceitam motorhome nestas cidades, pesquise também em cidades próximas. Não precisa reservar antecipado, mas seria muito interessante você ter uma relação com os endereços dos estacionamentos na rota que você pretende fazer, para poder escolher lá na hora em qual cidade pernoitar, pois o objetivo de viajar de motor home é não ficar preso a um roteiro fixo, se for se prender a um roteiro com reservas antecipadas, faça de trem ou carro de passeio, será muito mais barato e confortável do que motorhome. Em Roma, Florença e Veneza um carro mais atrapalha do que ajuda, pois o transito é um inferno, as ruas são apertadas, é cheio de becos sem saída, e não tem onde estacionar. Nestas cidades é mais prático e rápido deixar o carro parado no estacionamento e fazer tudo a pé ou de ônibus do que encarrar o transito caótico e perde tempo procurando onde estacionar. Carro também não entra no centro da maioria das cidades, ou seja, você tem que achar um lugar onde estacionar o motorhome fora do centro, nas cidades maiores, geralmente não é possível estacionar na rua, você tem que deixar o motorhome num estacionamento pago, e por ser motorhome, sempre paga o dobro do que um carro de passeio. Ou seja, motorhome é interessante para uma viagem pelo interior, pelas pequenas cidades e vilas onde normalmente é complicado de se chegar usando trem ou ônibus. Mas se a ideia de vocês seria basicamente visitar Roma, Florença e Florença, que são cidades grandes, pessoalmente eu acho que um motorhome mais atrapalharia do que ajudaria.
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