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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 12-12-2019 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Fala, galera! Esse é o resumo de um mochilão de 50 dias pelos Bálcãs e Império Austro-Húngaro entre outubro e dezembro de 2019. Quem quiser saber mais sobre cada um desses lugares ou sobre os mais de 100 países que já conheci, acessa meu blog de viagem: Rediscovering the World Dia 1 Aproveitando mais uma baita promoção do site Melhores Destinos, paguei milão (980 reais, pra ser mais preciso) em uma passagem de ida e volta com a TAP de Guarulhos para Milão, comprando com 9 meses de antecedência. Em 16 de outubro de 2019, peguei minha mochila média e parti de Floripa com a Azul. Consegui aproveitar um pouco a sala VIP da Smiles antes de seguir para o embarque internacional na cia portuguesa. Dia 2 Dormi pouco, pois o assento quase não reclinava. Após brevíssima conexão com imigração em Lisboa, continuei até Milão-Malpensa. Primeiro comprei um rango no Carrefour do terminal 1, pegando em seguida o ônibus gratuito para o terminal 2. Lá, passei um tempo (ao menos o wi-fi é liberado) e tentei dormir num dos bancos, mas não deu muito certo. Dia 3 Às 6 da madrugada, pesquei durante todo o voo de EasyJet até a ilha grega de Míconos, por 42 euros. Ao desembarcar, segui a pé até a cidade de Chora, a principal. Passei por diversas locadoras de veículos até chegar ao moinho de vento que fica em um mirante, de onde se vê a bela cidade toda de branco no litoral abaixo. Caminhei em suas agradáveis vielas decoradas até atingir o albergue MyCocoon. Fiquei hospedado em um quarto modular de 32 camas (!), por 90 reais a diária. Como logo percebi, Míconos é uma ilha bem cara. Sem sucesso em achar um almoço, parei no Sakis, uma lanchonete de "gyros", que é o lanche típico grego (pão pita, carne de porco desfiada, batata-frita, tomate, cebola, molho "tzatziki"). Comi um grande com 4 euros. À tarde, peguei um ônibus do terminal de Old Port até a praia de Elia (2,3 euros) e à vizinha Agrari. Mar bonito, além de serem praias de nudismo. No final da tarde, aguardei o pôr do sol entre a cópia de Veneza (Little Venice) e o conjunto de moinhos em frente ao mar. Jantei o mesmo do almoço e passeei mais um pouco nas ruas movimentadas. Enquanto relaxava em minha cama, ocorreu uma cena inusitada: um cara vomitou continuamente quase ao meu lado. Passada a nojeira, a ocasião serviu para que eu conhecesse o pessoal do albergue, muitos deles latino-americanos, e até uma brazuca. Dia 4 Se não bastasse o episódio do vômito, ainda rolou um show sonoro de sexo no quarto. Peguei o barco das 10h até a ilha de Delos (20 euros ida e volta). Meia hora depois, desembarcamos. A entrada do enorme sítio arqueológico, Patrimônio da Humanidade, custa mais 12 euros, mas vale o investimento. Passei 3 horas explorando ruínas preservadas de templos religiosos, moradias e prédios públicos, na ilha que atualmente é quase desabitada, embora tenha sido um importante centro comercial e religioso no último milênio antes de Cristo. Também há um museu que guarda as peças aqui encontradas. Ranguei e depois peguei no terminal de Fabrika um ônibus para a praia de Paragas (1,8 euros). Essa praia também não me chamou a atenção, já que o tempo estava nublado, mas como encontrei a brasileira Carol, fomos caminhando pelo costão até a praia Paradise. O som rolava solto nos dois clubes de praia que estavam abertos, mas não havia tanta gente naquele final de tarde em fim de temporada. Escolhemos o Tropicana para tomarmos uns drinques (2 por 16 euros no happy hour) e curtirmos os sons, em maioria latinos. Ao deixar a praia à noite, compramos no minimercado uma garrafa de 2 litros de vinho por 10 euros, para tomarmos logo mais. Antes disso, jantamos no restaurante vazio Salt&Sugar, onde fiquei com uma pizza por 10 euros. Nos juntamos ao pessoal do albergue e ficamos até umas 4 da madrugada conversando e bebendo coisas estranhas, como "ouzo", a bebida grega ruim à base de anis. Dia 5 Acordei meio zonzo a tempo de fazer o check-out, comi qualquer porcaria e peguei o "ônibus aquático" do porto velho ao porto novo, onde às 13:45 h eu embarquei na gigantesca e confortável balsa da GoldenStar com destino ao porto de Rafina, próximo a Atenas. O translado custou 29 euros. Cinco horas depois foi a chegada. Imediatamente, peguei um ônibus para a capital grega, por 2,6 euros. Em cerca de meia hora, desci na estação de metrô Nomismatokopio, onde peguei as conduções até a parada Akropoli. Um bilhete custa 1,4 euros, mas se você comprar em maior quantidade, esse valor diminui. Cansado de comer "gyros", pedi uma salada de 4,5 euros na lanchonete Everest. Depois, fui até o albergue da vez: Athens Backpackers. Paguei 19 euros por diária num quarto de 6 camas com banheiro privativo e café, mas a qualidade do conjunto deixou um pouco a desejar. Dia 6 Um fato tragicômico aconteceu nessa madrugada. Como havia uma cama livre quando fui dormir, roubei o travesseiro porque um só não era suficiente pra mim. Só que alguém chegou no meio da noite, e ficou sem o travesseiro. Quando acordei, vi que era o Léo, brasileiro que conheci em Míconos. Que coincidência! O café da manhã até que foi decente. Depois me despedi do Léo e segui ao primeiro cemitério da Atenas moderna, onde vi uns mausoléus. Em seguida, entrei num dos muitos sítios arqueológicos de Atenas, que fazem ela rivalizar com Roma. O ingresso múltiplo para várias dessas atrações é de 30 euros. Olympieio é um desses sítios. Apresenta algumas colunas gregas inteiras e banhos romanos, mas não mais que isso. O que visitei em seguida teve um gosto especial para um amante dos esportes como eu. Por 5 euros (incluso audioguia), ingressei no estádio Panatenaico. É um estádio antigo erguido todo em mármore, berço das Olimpíadas modernas. Também conta com as tochas dos jogos em seu pequeno museu. Comi um salgado e tomei um bagulho numa lanchonete, seguindo por dentro dos jardins nacionais, não muito interessantes, até o Lykeion. Uma pena que aqui seja pobre em artefatos, pois é nada menos que a escola de Aristóteles, um dos maiores pensadores da humanidade. Passei em frente às construções imponentes do palácio presidencial, parlamento e catedral metropolitana. Fiz uma boquinha num supermercado e subi o morrinho até o Areopagus, de onde admirei o pôr do sol, entre a Acrópole, a Ágora e as construções menos antigas de Atenas. Peguei uma salada e segui pro terraço panorâmico do albergue. Dia 7 Tomado o café, segui norte aos demais sítios arqueológicos: ágora romana, biblioteca de Adriano, ágora ateniense e Kerameikos. O primeiro é uma área de comércio baseada num fórum romano, a segunda continha os pergaminhos, mas atualmente só restaram paredes e algo a mais. Já a ágora ateniense é uma área maior e com mais detalhes. Destaque para o conservado templo de Hefestos e para a estoa de Átalo. Em Kerameikos fica a entrada principal da Atenas antiga, um cemitério da época e muitos jabutis. Entre essas visitas, passei por várias lojas em Monastiraki e almocei uma saborosa mussaca (prato típico que é uma lasanha com berinjela, carne e batata) no restaurante Kyklamino, por 6 euros. Cheguei na entrada da Acrópole às 15:45 e lá fiquei até fechar às 18 horas. Em suas encostas há algumas estruturas interessantes, como o Odeão de Herodes, mas o que restou no topo da cidadela religiosa dedicada à deusa Atena me deixou um pouco decepcionado. Há basicamente o grande Parthenon, em obras, e mais duas estruturas em pé - o resto foi destruído nas invasões. A vista lá de cima é excelente; dá para ver praticamente todos os pontos de interesse da capital. Para uma vista da própria Acrópole, subi rapidamente a colina Filopapo, antes que o sol baixasse no horizonte. Desci e parei para jantar outro "gyros", dessa vez no Ath Souvlaki, por 4,3 euros na versão grande. Aqui a adição de salsinha e páprica deram um gosto a mais. O albergue tava morto nessa noite, então fui dormir relativamente cedo. Dia 8 Acordei cansado. Visitei 3 museus nesse dia, começando pelo museu da Acrópole (10 euros). É onde ficam todos os achados arqueológicos do tal lugar; interessante. Na rua que passa em frente à entrada da Acrópole, há diversas barracas que vendem ímãs por um bom preço, a partir de 30 centavos de euro! Garanti o meu. De última hora, mudei de ideia. Entrei no museu Herakleidon (Eureka). Custa 7 euros, e sua temática é a tecnologia desenvolvida pelos gregos. Peguei o metrô até uma região mais ao norte, onde já foi possível ver o contraste com a área mais turística. Pelo avançar da hora, peguei uns salgados e um suco no caminho e caminhei até o museu nacional arqueológico (10 euros no verão e 5 no inverno). Ali fiquei até a noite, vendo seus inúmeros e variados artefatos, com ricas descrições históricas. Comprei mais um rango num supermercado e voltei ao Athens Backpackers. Dia 9 Na praça Syntagma, peguei o ônibus direto ao aeroporto (6 euros). Cinquenta minutos depois, entrei nele e fui para o embarque no rápido voo de 39 euros com a Volotea até Heraclião, capital da enorme ilha de Creta. Ao desembarcar, retirei o Punto reservado na AbbyCar. Foram 214 reais para 4 diárias. Guiei até o palácio de Knossos. Custa 15 euros o acesso a só esse sítio arqueológico, ou com 1 euro a mais, ao museu que fica em Heraclião. Aqui funcionava o maior palácio da civilização minoica, anterior à grega. Também é onde se acredita que fique o mítico labirinto do Minotauro. Esse sítio turístico é mais interessante por causa da restauração exagerada feita quando foi escavado, há quase um século. Assim, há bastante cor. Parei num supermercado pra comprar uns mantimentos, antes de pegar a rodovia até Malia, onde há outro sítio arqueológico. Esse, sem turistas, custa 6 euros e tem atributos diferentes do anterior. Com o céu já escurecendo, cheguei a Agios Nikolaos. Dei uma olhada ao redor da cênica Laguna e depois comi um "gyros" de falafel no Pizza Uno Gyros, por 4 euros. Fiquei hospedado no decente apart hotel Ammoudara Beach Hotel, na mesma cidade, por 26,5 euros. Dia 10 Dia longo, tanto que eu não fiz refeição alguma, só comi no caminho o que eu já tinha comprado. Tirei uma foto na praia Voulisma, conhecida como praia dourada. Tem um mar bonito, mas estava quase sem faixa de areia. Logo mais, embora não pretendesse adentrar outro sítio minoico, acabei visitando Gournia (2 euros), pois a "arquitetura" era diferente. Prossegui entre o litoral e a serra, parando algumas vezes rapidamente. Só nesse caminho que descobri que toda porção leste de Creta faz parte de um geoparque, então há uma infinidade de atrações geológicas. Já era quase meio-dia quando cheguei ao vilarejo da garganta Richtis. Como decidi percorrer a trilha pela parte de baixo, tive que descer uma via estreita e sem proteção que serpenteia o desfiladeiro. A trilha em si é agradável, sempre ao redor de um curso d'água, vegetado até mesmo com plátanos. Parei na fascinante cachoeira de 20 metros. Regressei, dei carona pra uns alemães morro acima, e continuei pro leste. Passei pela cidade de Sitia, por uma ou outra praia, até chegar ao monastério de Toplou. É gratuita a visita da construção de pedra, que conta com um acervo de obras. O sol já estava quase se pondo quando cheguei ao fim da terra a leste, na praia Vai, famosa pela floresta de palmeiras. Não havia uma alma viva lá. Assim que o dia terminou, eu ainda precisei dirigir por 3 horas e meia até chegar ao hotel que eu havia pago, no lado sul da ilha! E olha que estava cheio de radares no trajeto. O hotel foi o também completo Dimitris Villa, no qual paguei 26 euros pela suíte com café da manhã incluído. Ao chegar, devorei o resto de um pote de Nutella que deixaram numa mesa exterior, tomei um banho e capotei. Dia 11 Café da manhã agradável na beira da piscina. Fiz o check-out e fui à praia da Matala. Do lado direito ficam tocas escavadas no morro de calcário - antigas tumbas romanas. Já do esquerdo, sobe-se um caminho que leva à Red Beach. Não é fácil chegar, mas a cor da areia dourada e do mar azul-esverdeado compensam demais. O visual de cima é irado. Até encontrei um sítio fossilífero aqui. Peguei a estrada, em seguida, até Agios Pavlos. Em frente à praia Finikidia, paguei 5 euros pra comer um tal de "dakos", um tipo de brusqueta grega. Subi a escadaria até a divisão entre essa e a praia de Cape Melissa. Além de dunas cinzentas, há formações rochosas impressionantes ali. Passei um bom tempo as fotografando. De volta à estrada, tive que abastecer o carro num dos caros postos que cobram acima de 1,6 euros por litro. Passei por uma ou outra igreja velha e atravessei a ravina de Kourtaliotiko, onde uma ventania sem fim começou. Como a praia de Preveli, onde há palmeiras e um rio, já estava na sombra, prossegui até Plakias, para admirar o sol se pôr no mar. Jantei um prato de sardinhas grelhadas e acompanhamentos por 8,5 euros + uma cerveja Mythos 0,5 l por 3 euros, isso no restaurante Το Ξεχωριοτό, em frente ao mar. Ainda parei num supermercado, antes de me retirar na hospedagem do dia, o Elena Rooms (25 euros). Assim como os anteriores, também é um quarto completo. A outra coisa em comum é o sinal de wi-fi: sempre fraco onde estou. Dia 12 Se eu morasse aqui botaria uma turbina eólica na casa - o vento não deu trégua a noite toda. Ao menos dormi bem, e ganhei uma hora a mais por causa do fim do horário de verão. Esse dia teve as estradas mais cênicas, pelo alto dos morros contornando o litoral, bem como pela garganta de Imbros. Visitei ainda o forte do século 14 de Frangokastello, da época em que os venezianos dominavam Creta. Paga-se 2 euros para acessar seu interior quase vazio. No começo da tarde, passei um tempo na bela praia de Falassarna. Já o final da tarde, foi na Elafonisi, famosa por ter areia rosada (quase não dá pra perceber). Fica em uma península calma que contém uma restinga preservada com espécies endêmicas. Antes de ver o pôr nessa última praia, adentrei o monastério de Chrysoskalitissa. A construção é interessante e há um museu dentro, mas é cobrado uma entrada de 2 euros. Já escuro, retornei o caminho até o vilarejo de Kefali, onde fiquei com um flat reservado pelo AirBnb. Jantei na única taverna disponível, pagando 6 contos num prato de comida e 3 na cerva. O difícil é apreciar a refeição, já que os gregos não vêem problema algum em fumar em ambientes fechados - fato que se repetiria nos países seguintes - onde inclusive os funcionários fumam enquanto preparam a comida ou atendem os clientes. Dia 13 Peguei o caminho de volta ao aeroporto de Heraclião, parando em alguns pontos interessantes ao longo do trajeto. Subi a sagrada caverna de Agia Sophia. Felizmente, não se cobra entrada e você pode caminhar à vontade dentro dela, sem guia. Há um monte de pombos e espeleotemas. Almocei com vista pro bonito Lago Kournas, o único de Creta. Uma mussaca saiu por 6,5 euros. Muitos quilômetros adiante, entrei na capital Heraclião, apenas para visitar seu museu arqueológico. Graças ao feriado do Dia do Não (quando a Grécia recusou ajudar a Itália na Segunda Guerra Mundial; por consequência, esta entrou em guerra com a outra), a entrada estava liberada. É um baita museu, repleto de antiguidades de Creta, com destaque para o período minoico. Devolvi o carro no aeroporto, em seguida. Em frente, peguei um ônibus até a capital (1,2 euros). Lá, comprei o bilhete para a viagem de 2 horas e 45 minutos até Chania (15,1 euros). Pena que não deu tempo de conhecer o litoral de Heraclião, cheio de fortificações venezianas, pois o ônibus só sai uma vez por hora, e o sol já estava se pondo. Ao chegar em Chania, fui caminhando até o Cocoon City Hostel. Me hospedei lá por 16 euros num quarto coletivo de 3 beliches. Dia 14 No café da manhã (5 euros), conheci uma brasileira e um brasileiro. Fiquei conversando um pouco com eles, antes de sair a explorar Chania a pé. A agradável orla fortificada foi erguida pelos venezianos no século 16, quando ocupavam Creta. Nota-se a arquitetura típica das casas. Além de ser fotogênico, há um monte de restaurantes caros, lojas de lembranças e alguns museus. Entrei no marítimo (3 euros). É bem interessante, pois conta através de maquetes de barcos e outros artefatos, toda a história militar naval de Creta. Passei pelo mercado da ágora, e comi um crepe de queijo feta e cogumelos (3,3 euros). Ainda passei no supermercado, antes de pegar o ônibus do terminal central para o aeroporto (2,5 euros) - tão pequeno que em 5 minutos fui do ponto de ônibus até o portão de embarque. Pouco depois, o avião da OlympicAir decolou rumo a Tessalônica, a segunda maior cidade grega, situada na região da Macedônia. Ao chegar, tomei o ônibus X1 (2 euros) até próximo do albergue Stay Hybrid Hostel, onde passaria duas noites por 10 euros cada. Antes disso, dei uma volta nos arredores e jantei num tal de Boom um prato de falafel com arroz (depois de 2 semanas comendo batata, finalmente achei arroz) e salada por 5,8 euros. Dia 15 Esse dia foi cansativo, pois tive que ver o centro histórico inteiro de uma das principais cidades antigas de uma vez só. Tomei meu café da manhã, quase sempre com iogurte grego e frutas, e parti. Na primeira das atrações, comprei o ingresso combinado, que permite ver uns quantos lugares por 15 euros. Um deles é a ágora romana. O quarteirão de ruínas, com banhos e teatro, é completo por um museu subterrâneo. O problema é que uma infinidade de turmas escolares resolveram visitar ao mesmo tempo que eu. Tessalônica foi a segunda cidade mais importante do império bizantino. Com isso, o número de igrejas medievais é enorme. O ruído infinito dos sinos me levou à primeira delas, a Agios Dimitrios. Posteriormente, ainda veria outras, como Panteleimon, Acheiropoietos e Agia Sophia; todas essas bem preservadas e gratuitas. Subindo o morro, cheguei ao mosteiro Vlatadon. É o mais antigo ainda em funcionamento. Através das muralhas bizantinas, ainda parcialmente erguidas, cheguei à torre Trigonou. Também não se paga para entrar nesse mirante. No topo de tudo, jaz o Eptapyrgio, forte bizantino/otomano, que depois virou prisão. Grátis. O único instante em que sentei foi para o almoço. Escolhi o restaurante Fat Mamma's Brunch 'n Lunch, cheio de estudantes, já que se situa junto a uma universidade. Optei por um espaguete à carbonara (5 euros) que me deixou satisfeito até a janta. Em seguida, paguei 2 euros pelo ingresso da Rotunda. É um monumento arredondado que apresenta afrescos e mosaicos originais. Uma via leva ao arco de Galério e ao sítio arqueológico desse mesmo imperador. Está incluído no ingresso combinado. A torre Branca também. Fica em frente ao mar, e seu interior é um museu sobre a cidade, além do mirante no topo da torre. Pelo agradável calçadão à beira-mar, fui até o museu da cultura bizantina, outro do combo. Com salas amplas, apresenta artefatos sobre a religião e a vida no período bizantino. Correndo, consegui ainda visitar o último museu, o arqueológico, antes que fechasse às 8 horas. Esse é mais completo que o anterior, mas como eu já tinha visto bastante arqueologia grega nessa viagem, ficou um pouquinho repetitivo. No caminho de volta, comprei uma salada por 3,2 euros. Doze horas depois de deixar o albergue, finalmente descansei. Dia 16 Cedo, peguei um ônibus até o terminal internacional, por 1 euro. Lá, às 9 horas embarquei no busão da AlbaTrans até Korçë (20 euros), já em território albanês. A viagem teve duração de 5 horas e meia, por causa da longa imigração. Eu era o único turista entre um bando de albaneses de meia idade que não falavam inglês. Conforme ascendia em altitude e latitude, às florestas temperadas com coloração outonal surgiam, embelezando a paisagem. Ao chegar, fui recebido por uma macarronada na casa/hospedagem Xharshe. Ninguém mais estava hospedado. Os donos são bem simpáticos, as instalações são decentes, mas fica afastado do centro. Paguei 18 euros por 2 noites, troquei dinheiro na cotação de 121,9 lek por euro e subi na bicicleta emprestada para explorar o centro da pequena cidade, que tem até ciclovia. Acontece que eu acabei perdendo a chave do cadeado, então passei um tempão indo e vindo pela mesma rota, só que não a achei. E enquanto isso caiu um toró que encharcou minhas meias. Visitei dois museus, que funcionam em horários estranhos. Um foi o arqueológico (200 lek) e o outro de arte (cristã) medieval (700 lek). Achei ambos simples demais, principalmente o primeiro. Ainda conheci a bonita catedral ortodoxa de Korçë - a proporção de cristãos é quase a mesma de muçulmanos na Albânia. Ao escurecer às 4 e meia da tarde, me dirigi ao centro histórico, mais precisamente ao bazar da era otomana. Há diversos bares e restaurantes ao redor de uma praça. No Shënd e Verë, comi pimentões recheados com queijo (300 lek), espaguete à bolonhesa (400 lek) e tomei a cerveja local, que foi a primeira do país (200 lek por 500 ml). Foi a única vez em que consegui pagar algo com cartão de crédito na Albânia. Voltei com frio pra hospedaria. Dia 17 Acordei com o quarto balançando. Pela primeira vez na vida, encarei um terremoto. Ainda bem que foi fraco. Infelizmente, poucas semanas depois de eu deixar a Albânia, houve outro terremoto, só que dessa vez com resultado catastrófico... Café da manhã meio fora do padrão saudável, mas deu pro gasto. Suplementado com "rakia", a bebida típica dos Bálcãs que chega a ter 50% de álcool. Um gole pra mim e outro pro dono, muçulmano (na Albânia eles são liberais). Comecei então o dia de caminhada e trilha. Desde o começo na estrada que leva à trilha, a subida já foi intensa, então fiquei meio suado, pois levava roupa pro frio. Ao entrar no Parque Nacional dos Abetos de Drenovë, atravessei um vale, já com vista pra esses pinheiros sempre-verdes que dão nome ao parque. À continuação, subi uma encosta com rochas expostas, para chegar na floresta temperada. A coloração de outono é fantástica. Continuei a elevação, em terreno úmido, com o tempo todo nublado. Eis que do nada eu cruzo com uma salamandra, pela primeira vez na vida. Fiquei encantado em encontrar esse anfíbio rabudo e lento, logo ali. Ainda vi mais 3 ao descer a montanha úmida. No topo, a 1800 m, fazia frio e a névoa estava intensa. Sentei uns minutos pra tomar meu lanche, antes de prosseguir. Como eu estava avançando mais lentamente que o previsto, precisei acelerar na descida cênica para não estar no meio da trilha ao escurecer. Passei por uma mina abandonada, onde vi o único humano no trajeto dentro da unidade de conservação. Com o sol se pondo, atingi a saída através do vilarejo de Drenova. Finalmente, cheguei no centro de Korçë, num total de 31 km de caminhada! Meu par de tênis velho praticamente se desintegrou depois dessa aventura, então foi o primeiro de alguns trajes que descartei nessa viagem. Na Taverna Pazari i Vjeter, tomei uma cerveja (150 lek) e comi filé de frango (600 lek). Retornei cansadão à hospedaria, mas ainda conversei com o proprietário, que me deu mais "rakia" (mesmo contra a vontade), e com um recém-chegado senhor motoqueiro espanhol. Dia 18 Café mais saudável nesta manhã. Me despedi e fui até a estação de vans. Assim que cheguei, estava saindo uma para Tirana, então pulei nela. A viagem levou 3 horas, ao custo de 500 lek. Ao saltar na capital albanesa, o único lugar onde não pude tomar água da pia, entrei no restaurante Coco para comer um rango. Devorei um sanduíche grande com tudo no recheio (200 lek), além de um milk-shake (200 lek) que não estava grandes coisa. Por isso, peguei ainda um sorvete na doceria ao lado (80 lek). Fiz o check-in no English Hostel (14 euros para 2 noites com café). Apesar do preço barato, é um lugar bacana e amigável. Antes que escurecesse, dei uma volta no centro. Fiquei impressionado com a beleza arquitetônica mista da época comunista com a contemporânea, além do monte de intervenções artísticas. Entrei no museu BunkArt (500 lek), que fica em um bunker construído pelos comunistas para aguentar um ataque químico ou nuclear. Suas salas contam a história das forças de segurança do passado, especialmente a trágica ocupação comunista. Comi um "burek", salgado folhado recheado típico (80 lek). Depois passei num mercado para comprar líquido; por sorte, encontrei chocolate Milka com o preço mais barato que já vi na vida: 160 lek pela barra de 270 gramas (quase vencida)! Voltei ao albergue, onde fui convidado por um tcheco e dois franceses para sair. Primeiro fomos no bar Kaon, que tem como característica uma árvore no seu interior, além de ser barato: cerveja (150 lek), espetinho de carne (120 lek). Em seguida, ficamos na praça principal (Skanderbeg), onde rolava um festival retrô bacana, com exposição de veículos antigos e show de rock, tudo gratuito. Dia 19 O café da manhã tava joia. Ao terminar, fui ao museu nacional de história (200 lek). Mesmo sendo barato, é um baita museu. Conta a história desde os povos ilírios, passando pelas ocupações romanas, bizantinas, otomanas e comunistas. Pena que uma parte expressiva não estava traduzida. Almocei um crepe salgado (260 lek) e um doce (120 lek) na Happy, uma das muitas creperias da cidade. Sorveterias também há de monte. Enquanto perambulava pelo Blloku, ex-quarteirão exclusivo da elite comunista, tomei um por 50 lek. Cheguei a encontrar um lugar onde cada bola custava apenas 40 lek! Também atravessei o grande parque de Tirana, onde fica um lago, pistas e instalações esportivas. Ao contrário de todas as outras capitais, achar lojas de souvenir foi difícil. Caminhei o centro inteiro e vi apenas 3 delas. Comprei apenas um prato por 500 lek. No Segafredo, jantei um prato de risoto, por 300 lek. Até que estava bom, mas a porção era pequena. Passei a noite no albergue com a galera. Calvin, o proprietário, nos serviu "rakia" de graça, até não ser possível tomar mais dessa bebida forte. Dia 20 Com a chuva que fazia, fiquei de bobeira com o pessoal no albergue. Na hora do almoço, me despedi. Comi um prato feito grego por 480 lek no Sufllaqe Pita Gyros. A sobremesa foi sorvete. Depois, caminhei até a estação internacional de ônibus, que é basicamente um estacionamento de ônibus. Às 15 h, segui rumo a Prizren, em Kosovo, pagando 10 euros na passagem. O ônibus velho da Metropol estava vazio: 54 lugares para 7 passageiros. A duração estava prevista em 3 horas, mas levou mais de meia hora somente pra sair do trânsito da cidade, então o total foi de 4 horas. Só que o motorista não me disse que eu tinha que saltar antes e pegar uma van até o centro. Quando eu percebi, ele já estava a caminho de Pristina, e me deixou no meio do nada. Precisei caminhar 5 km até chegar à cidade... Ao menos fui bem recebido com umas castanhas portuguesas pelo proprietário e por macarrão por uma colega de quarto de Hong Kong. Dei então entrada no albergue M99. Cada noite no estiloso e espaçoso dormitório de 6 camas com café da manhã me custou 10 euros e meio. Dia 21 Comecei o dia com um café da manhã típico com o pão do Kosovo, queijo de cabra, "ajvar" (patê de pimentão vermelho e óleo) e geleia. O museu arqueológico foi a primeira parada. Por apenas 1 euro, você ganha uma explicação e pode ver alguns artefatos antigos achados na construção, que por si só já vale a visita. É uma ex-casa de banho turco, onde foi instalada uma torre de onde se vê a cidade quase toda. O museu da liga albanesa de Prizren é grátis, mas não tem muita informação. Aqui ficava a sede desse movimento pela independência de Kosovo do império otomano. Almocei no restaurante Palermo o que deveria ser um goulash, mas estava aguado demais, então não curti muito a sopa de carne (2,5 euros). De sobremesa, sorvete (0,5 euro cada bola) na doceria Shëndeti. Vi uma porção de mesquitas e igrejas. Apesar de aqui haver uma proporção maior de muçulmanos, eles também são liberais. Quase não se vê mulheres de véu nas ruas. Como estava quente, troquei para roupas curtas, para subir o calçamento até o castelo de Prizren, acima da cidade. Essa fortaleza em ruínas foi parte do império sérvio na Idade Média. Não se paga nada para entrar. Além do mirante nas muralhas, há uma sala com os objetos arqueológicos. Enquanto o sol baixava, desci pela trilha Marash, que contorna o morro vegetado pelo lado oposto. No fim, há um plátano gigante de cerca de 5 séculos de vida. Uma pena que o rio que corta a trilha e, posteriormente, a cidade, esteja entupido de lixo, principalmente plástico. Um programa governamental de reciclagem seria muito bem-vindo aqui... Jantei um prato com carne e complementos por 7 euros no restaurante Te Syla. A cerveja (1,5 euros por 0,3 l) que pedi (Peja) é produzida no próprio Kosovo. Meu segundo par de tênis faleceu, então tive que ir atrás de algum substituto no shopping center. Achei um que fosse suficiente pro resto da viagem por 30 euros. Dia 22 O café da manhã foi com "burek" e "ayran", iogurte aguado turco. Depois, peguei a condução de 4 euros para Pristina. Precisei apenas esperar na frente do albergue, por um dos muitos ônibus que partem até a capital do Kosovo. Pouco mais de 2 horas depois, cheguei na cidade grande. Almocei a caminho do albergue, no Friends Coffee and Food: risoto (2,5 euros) + salada grega (2 euros) + limonada (0,5 euros). Deixei a mochila na hospedagem, que estava vazia, e fui até o terminal de ônibus próximo, onde peguei o ônibus para Gjilan. Por apenas 50 centavos, desci em Gračanica, para conhecer o monastério que é Patrimônio da Humanidade. A entrada é grátis, mas além de uma igreja do século 14 bem ornamentada e com afrescos no interior, não há muito mais a ver. Por isso, decidi seguir a pé os 2 km até o sítio arqueológico de Ulpiana. Também gratuito, eu acho, pois não havia ninguém no local. Apesar disso, está muito bem cuidado. São ruínas do período romano e começo do bizantino. Retornei, e de ônibus fui até o shopping Albi, onde peguei um cinema (3,9 euros). Ainda, antes tomei um milk-shake (2,7 euros) e, posteriormente, um macarrão com frango e salada (4,9 euros). Mais 2 km a pé, e ingressei no Bus Station Hostel. Foram 8 euros por noite no dormitório. Nele, conheci o egípcio Reda e a búlgara Ioana, que estavam viajando pelos Bálcãs. Dia 23 Acordei resfriado. Sob chuva, saí para conhecer a cidade com eles. Vimos primeiro a homenagem a Bill Clinton, que ajudou Kosovo na guerra de independência. Em seguida, a catedral em referência à Madre Teresa, que era de etnia albanesa. Continuando, uma igreja ortodoxa sérvia que foi interrompida pela guerra. E em frente a ela, uma construção bizarríssima que abriga a biblioteca nacional. Chegamos a conhecer o interior, que também guardava uma exposição de mal gosto sobre a Coreia do Norte. O brunch foi "iskender", uma baita porção de várias comidas por somente 3,5 euros. Pedimos isso no Ben Tatlises Doner. Após o monumento Newborn, atravessamos o bulevar Madre Teresa e entramos em uma mesquita e dois museus, ambos gratuitos: Kosovo Museum e Ethnographic Museum. No velho bazar, nos deram algumas frutas que eu nunca havia provado. Me despedi da dupla e fui pro cinema de novo. Jantei no mesmo quiosque da noite anterior, o Green Salad. E depois voltei caminhando também. Dia 24 Parti numa van velha pra Escópia, por apenas 5,5 euros. Ainda bem que minha mochila é pequena o suficiente para caber nos pés, pois todas as vans que peguei não tinham bagageiro. A imigração foi rápida, então 2 horas e meia depois, cheguei no terminal da capital da Macedônia do Norte. De volta a um alfabeto não-latino, no caso, o cirílico. Caminhei diretamente à hospedagem, Get Inn Skopje Hostel. Cada noite no dormitório me custou 7 euros, já incluso café da manhã. No shopping GTC, fiz o câmbio: 61,4 dinares da Macedônia por euro. Em seguida, fui diretamente à praça central, onde fica uma estátua gigante de Alexandre (aquele grande). Só que a estátua não pode ser nomeada porque a Grécia detém os direitos autorais do nome. Esse mesmo rolo fez com que o país precisasse incorporar "do Norte" ao seu nome. Há outro monumentos e os próprios edifícios simulam o período clássico da Macedônia, mas tudo foi feito há menos de um século, após um grande terremoto. Na mesma praça, almocei no bar e restaurante Kolektiv. Optei por uma tradicional caçarola de carne (390 dinares) + uma cerva IPA 0,5 l (190 dinar). Paguei caro na comida, conforme eu descobriria posteriormente. Enquanto seguia para o antigo bazar turco, tomei um sorvete baratíssimo e cremoso na sorveteria Piccolo Mondo (20 dinares por bola). Passei por alguns caravançarais, antigas hospedagens. Depois, a mesquita principal. Em sequência, ingressei na fortaleza acima da cidade velha. É grátis. Subi em suas muralhas para ver o dia terminar. Jantei hambúrguer a 150 dinares no restaurante Teteks. Por fim, fiquei pela hospedaria. Enquanto dormia, ocorreu um fato bastante inesperado: do nada, uma moça potencialmente alcoolizada surgiu na minha cama! O desenrolar dessa história é segredo... Dia 25 Acordei cedo, tomei o café e fui até o terminal de ônibus, onde às 8:45 peguei o número 60 para Matka - lá fica um cânion. Me venderam um cartão de ida e volta por 150 dinares, mas achei meio suspeito esse preço. Aos trancos e barrancos, o busão velho nos deixou na entrada do cânion, onde fica a represa. Na entrada, você pode optar entre passeio de barco, aluguel de caiaque ou trilha. Escolhi a última opção. O caminho mais básico é ao longo do cânion pelas paredes rochosas, atravessando algumas matas, durante 3,5 km (mais isso pra voltar). A paisagem é sensacional, especialmente nessa época. Pra escapar dos preços abusivos do único restaurante do cânion, caminhei até fora dele para almoçar no restaurante Macedonian Cave Matka: carne grelhada mista (300 dinares) + salada à Macedônia (130 dinares). O ônibus pouco frequente que deveria vir não apareceu, então depois de um tempão à espera, eu e mais 3 rachamos um táxi de 700 dinares até o centro. Assim que saímos, o ônibus chegou… Passei no bazar pra comprar um souvenir e tomar sorvete, antes de ir ao albergue tomar banho. Depois saí pra jantar no próximo La Tana (cerva Skopsko 0,5 l por 80 dinares e frango com arroz e vegetais por 200 dinares). Tava apetitoso. Por fim, tomei o vinho nacional que estava sendo distribuído gratuitamente no albergue. Dia 26 Como os museus estavam fechados antes das 10, acabei entrando no memorial judeu para a Macedônia (100 dinares). Triste, mas bem interessante. Em seguida, fui a mais um museu arqueológico (150 dinares). Quem vê o edifício suntuoso neoclássico pensa que esse museu é enorme, mas não é bem isso por dentro. Almocei no terraço de um restaurante estiloso chamado Austrian Palace. Comi uma barca de vitela por 180 dinares. Só que tentaram me passar a perna na hora de pagar a conta. De sobremesa, o sorvete de sempre. Peguei minha mochila e segui à estação de ônibus, rumo a Ócrida, Patrimônio da Humanidade. Alguns minutos antes da partida, por 750 dinares eu comprei ida e volta pela empresa Galeb. Três horas depois, já noite, desembarquei. Me hospedei na Villa Ohrid Anastasia. Dezesseis euros para 2 noites no dormitório coletivo. Saí a caminhar em direção ao centro da cidade. Achei ela meio escura e vazia, embora ainda fosse 6 horas. Na praça em frente ao porto, parei onde tinha um agito, no Instinct Bar. Tomei meio litro de cerva por 140, e uma pizza com frutos do mar por 290. Assisti uma celebração que ocorria na beira do lago, mas com o frio tive que retornar. Passei ainda num supermercado pra comprar o café da manhã. No albergue, fiquei conversando com um companheiro de quarto americano. Dia 27 Estava caminhando pela cidade velha, quando decidi de última hora pegar o passeio de barco das 10 h até o mosteiro do religioso mais negativo de todos, o Santo Naum (piada boa). O custo do transporte foi de 600 dinares. Caminho cênico, rendeu boas fotos. Uma das cenas foi a baía dos Ossos, onde ficava um assentamento em palafitas bastante antigo, hoje um museu. Ao desembarcar, visitei brevemente o monastério. Depois, segui pela trilha que cerca as nascentes que deixam a água numa cor e transparência ótimas, parecendo com a da região de Bonito. O barco chegou pelas 3 h em Ócrida, então foi possível ainda passar pelo promontório onde ficam diversas igrejas medievais, a fortaleza do czar Samuel, o sítio arqueológico de Plaoshnic, o teatro romano. Vi o sol se pôr acima da igreja de São João Teólogo. Vnuska foi o restaurante onde jantei. Como não havia almoçado, resolvi esbanjar um pouco escolhendo o gostoso prato de peixe (500 dinares). Dia 28 Voltei ao centro de manhã. Fiquei perambulando aleatoriamente para passar o tempo, mas o vendaval não ajudou. Bati um rango em frente ao terminal de ônibus, antes de começar a jornada até Sófia, na Bulgária, onde cheguei apenas à noite, após conexão em Escópia. Tive que pagar uma taxa em cada terminal que eu não estava ciente (30 em Ócrida e 50 em Escópia). O segundo trecho custou 17,5 euros, comprando pela internet. Assim que o busão chegou, troquei rapidamente um pouco de dinheiro na própria estação (cotação desfavorável) e corri pro metrô, pois estava quase fechando à meia noite. Paga-se 1,6 lev no bilhete único, não importando a distância. Logo mais, cheguei no 10 Coins Bed+Tours, a hospedagem da vez. Fica afastado do centro, mas me custou 12 lev por noite, ou seja, 6,1 euros. Só que a qualidade deixou bastante a desejar. Dia 29 Dia de conhecer o centro histórico. E haja história, pois há uma infinidade de construções de arquitetura de séculos anteriores, além do sítio arqueológico da cidade romana de Serdica. Outro destaque são os diversos templos religiosos, principalmente cristãos ortodoxos, imponentes. Depois de perambular um bocado, achei algumas casas de câmbio com a cotação bem melhor (1,95 lev por euro). Com a grana em mãos, fui atrás de um restaurante para almoçar. Foi difícil achar, pois a maioria dos lugares de comer são de fast food. Enfim, achei um tal de Brunch, onde escolhi alguns pratos na bancada, totalizando 8,80 lev para uma refeição bem substancial. Caminhei um pouco pelos vários parques, em seguida. Num deles, tomei um milk-shake (3,2 lev). Uma coisa que tenho percebido é que a população desses países dos Bálcãs não pratica exercícios físicos. Ainda consegui visitar o museu mineralógico (Earth and Man National Museum). Entrada de 6 lev. Tem uma rica coleção que abrange cerca de 40% de todos minerais da Terra, além de cristais gigantes subtraídos do Brasil! Jantar no restaurante Bkуснaта Kухня. Acabei me dando mal nessa de apontar pratos sem saber o que são, pois um deles continha fígado. Total de 6,10 lev. Por fim, adentrei o grande Palácio Nacional de Cultura, para assistir o show do pianista húngaro Peter Bence (40 lev). O cara é tão bom que nem usa partitura. Dia 30 Tinha planos de caminhar nas montanhas ao redor, mas o tempo chuvoso e a diminuição de transportes com o fim da temporada fez com que eu tivesse que ir para um plano alternativo. Peguei o metrô até a estação final Vitosha, e lá o ônibus #64 até a igreja Boyana, patrimônio UNESCO. Me decepcionei. A igreja é bem pequena, não se pode tirar fotos e custa 10 lev para entrar. Ao deixar o lugar, fui caminhando até o museu nacional de história. Só ao chegar, descobri que existe um ingresso combinado com a igreja anterior, num total de 12 lev. Como eu não tinha o comprado, acabei tendo que pagar mais 10 lev no museu… Pelo menos este é suficientemente grande e interessante. Conta desde os povos antigos da Trácia, até a liberação otomana pelos russos. Até que enfim uma coisa boa aconteceu; quando eu estava prestes a pagar pelo ônibus seguinte, uma boa alma me deu um bilhete grátis. Assim, cheguei no jardim botânico. Há uma estufa cheia de espécies, para a qual se paga 4 lev. Já a parte externa, gratuita, estava abandonada. Peguei mais uma condução com wi-fi, até a estação de metrô Vitosha. Como ainda chovia e eu estava verde de fome, entrei no shopping Paradise para o almoço/janta. Paguei 7 lev num prato feito búlgaro. Aproveitei pra dar uma olhada, já que o shopping é grandão. Depois, comprei minha janta e café da manhã no supermercado Villa, por 11 e pouco. Ainda bem que meu cartão de crédito reserva funcionou, pois o principal já não estava mais operando (foi clonado). De volta ao albergue. Se não bastasse o clima estranho nele, instalações precárias; tanto que precisaram dedetizar o quarto em que eu estava sozinho. Talvez esse seja o motivo de umas perebas que apareceram nos meus tornozelos... Dia 31 Saltei do metrô na estação do Palácio Nacional da Cultura, pois queria vir caminhando pela principal rua pedestre de Sófia, a Vitosha Boulevard. Só que de manhã, não havia muito movimento. Continuei a passeada até o terminal de ônibus, onde tomei um ônibus da Eurolines/Karat-S até Plovdiv (9,5 lev). Duas horas e pouco depois, chegada na eleita capital europeia da cultura em 2019. Almocei num shopping no meio do caminho até o albergue, que fica dentro da cidade velha. A própria casa onde fica o Hostel Old Plovdiv é do século 19. Quarenta e três lev para 2 diárias com café. Saí a caminhar pelas ruas de pedra. Só parei ao chegar ao topo do monte Bunardzhik, onde fica uma estátua. Lá eu admirei o pôr do sol, bem como a vista de toda a cidade ao redor. Só que na pressa, acabei perdendo meu óculos de sol. Ele estava todo riscado, mas eu ainda iria usá-lo até o fim dessa viagem… Passei a noite conversando com as pessoas na hospedagem, incluso um brasileiro. Dia 32 A fim de conhecer um pouco mais sobre os 8 mil anos de Plovdiv, chamada Filipópolis no período romano, comprei um ingresso combinado de 5 atrações por 15 lev. A primeira atração foi a basílica em ruínas, cujo destaque são os mosaicos. A segunda parada foi o antigo teatro, bem preservado e usado ainda hoje. As outras 3 eu só conheceria na manhã seguinte. Comprei um salgado por 1,6 lev no Marti's Fast Food, para abocanhar enquanto andava ao redor das ruínas do fórum romano e do parque dos chafarizes dançantes. Na principal via pedestre, comi dois crepes de chocolate de sobremesa, a apenas 1 lev cada. Um pouco depois, encontrei meus colegas de quarto. Fomos aproveitar o festival de vinhos que ocorria nesse final de semana, para degustarmos vários tipos de diversas vinícolas da região. Paguei 4,5 lev para ter acesso a 6 estandes. Ficamos lá até à noite. Depois, peguei um "kebab" (4,5 lev) e retornei ao hostel, onde continuamos o papo. Dia 33 Tomei o café da manhã e me despedi. Ainda visitei 3 casarões do século 19 (Balabanov, Hindliyan e Boyadzhyev). Seus interiores são repletos de móveis antigos e obras de arte. Quando passava em frente à praça principal, em direção ao terminal de ônibus central, vi que ocorria uma apresentação de música e dança japonesa. Fiquei apreciando até a hora em que o ônibus estava prestes a partir. Retornei a Sófia, só para tomar o ônibus das 16 h rumo a Niš, na Sérvia, terra natal do imperador Constantino. Paguei 24 lev na Niš Ekspres. Quase 3 horas e meia depois, chegada. Se o cirílico russo já é meio complicado, na Sérvia eles adicionaram mais algumas letras ao alfabeto pra deixar pior. Ao menos, tanto o búlgaro quanto o sérvio ainda tem alguma similaridade com o idioma russo, o qual eu consigo ler alguma coisa. Na frente da rodoviária, troquei euros na cotação de 117 dinares pra cada. Depois, fui caminhando até o Sweet Apartments, onde peguei um quarto privado com banheiro compartilhado por mil dinares. Saí para jantar. No calçadão, encontrei um tal de Night & Day Caffe Pizzeria. Por 310 dinares, pedi uma boa macarronada de frutos do mar de meio quilo. Continuei perambulando ao redor do centro, vendo algumas igrejas e monumentos. Por fim, comprei meu café da manhã no supermercado e me retirei. Dia 34 Comecei conhecendo a fortaleza otomana. Aberta sem precisar pagar, atualmente é um parque com alguns comércios e poucas edificações antigas, de períodos romano, bizantino e otomano. Como era segunda, infelizmente todas as demais atrações da cidade estavam fechadas, então só me restou tocar para Belgrado mais cedo que o previsto. Já que a viagem levaria 3 horas, parei pra almoçar no mesmo local onde jantei. Assim que cheguei na estação, um ônibus estava para partir. Comprei o bilhete rapidamente por 1310 dinares e embarquei na Niš Ekspres. O ônibus tinha wi-fi. Na chegada à metrópole, a temperatura estava agradável a ponto de eu quase colocar uma manga curta - e pensar que há exato um ano, nevava em Belgrado! Caminhei até o albergue Che. Passaria ali 3 noites com café por 33 euros. Saí logo para apreciar o crepúsculo na grande fortaleza otomana. Depois, andei pelas ruas movimentadas da região central, já com decoração natalina. Comi uma fatia grande de pizza (120 dinares) num dos locais que me indicaram, o Kod Mašinca. Boa, mas não tem onde se sentar. Admirei alguns dos edifícios monumentais, como o da assembleia, mas o vento frio me fez parar a certo momento e retornar. Passei num supermercado pra pegar mais um rango e me desloquei pro albergue. Dia 35 Fui em direção ao museu do Nikola Tesla, mas como o tour só começaria em meia hora, dei uma passadela no mercado de rua próximo, principalmente de alimentos e sem souvenires. O museu conta a história de vida e os inventos desse gênio "sérvio", que revolucionou a eletricidade. Custa 500 dinares. Após isso, segui até a enorme igreja ortodoxa de São Sava, uma das maiores do mundo. Não deu pra ver seu interior, pois estavam instalando o mosaico da cúpula, mas ao menos a cripta luxuosa estava disponível para visita gratuita. Almocei em outra recomendação de um amigo, o restaurante Zavičaj. Comida caseira e decoração bacana. Provei um goulash (690 dinares) e um chope Lav (260 por 500 ml). Em seguida, retornei à fortaleza, para ver com mais detalhes. Esperei o sol se pôr por lá também, mas o tempo tava nublado. Botei uma jaqueta e saí pra uma volta aleatória. Parei numa livraria. Depois comi um "gyros" (340 dinares) no Chicken Box e voltei pra hospedagem. Dia 36 Acordei com o sino da igreja ao lado, que toca o tempo todo. Passei o dia útil inteiro em dois museus. O primeiro foi o nacional (300 dinares). Com um rico material, conta a história da ocupação do território sérvio, resumidamente por romanos, eslavos, otomanos, até a Iugoslávia. Há uma seção de arte também. Almocei em mais uma indicação, o restaurante Ognjiste. Serve comida caseira a quilo. Meu prato gostoso e substancial saiu por 700 dinares. Mais uma vez, retornei à fortaleza, para visitar o museu militar. Em seu exterior gratuito, há algumas dezenas de armas de artilharia. Já o interior (200 dinares), é um corredor infinito que demonstra armas e outros artefatos de todas as épocas da Sérvia. Só falta ter mais explicações em inglês. Sem ter com quem conversar, peguei uma pizza no mesmo lugar do outro dia e fiquei coçando o saco na hospedagem. Dia 37 Bem quando chegou uma companhia, já estava na hora de partir. Segui ao terminal e comprei um bilhete pra Novi Sad por 760 dinares. Os ônibus são bem frequentes, então não precisei esperar nada. Uma hora e meia depois, já estava caminhando em direção ao albergue em posição central. Paguei 1330 dinares por uma noite no Nomad Hostel, um estabelecimento decente mas vazio. Na lanchonete Crna Maca, almocei uma "pljeskavica" grande, um tipo de hambúrguer deles. Custou 290 dinares. Continuando, atravessei a ponte em direção à fortaleza austríaca de Petrovaradin, passando pelo bairro antigo com casarios no caminho. Lá de cima da fortificação eu vi a cidade abaixo através do rio Danúbio. Tirei umas fotos noturnas, em seguida. Quando passava pela praça central, notei que algo ocorria. Bem nesse dia estava começando a Winterfest, um festival de inverno. Aproveitei para comer uma guloseima, tomar quentão (150 dinares) e ouvir as crianças da árvore de Natal cantante e uma banda de rock de Belgrado. Bem bacana. Dia 38 Deixei meu quarto "particular" de 6 camas para conhecer a cidade. Caminhei entre parques, não muito interessantes, e a praia Štrand. Lotada no verão, deserta nessa época. Voltei ao centro, composto de várias casas antigas coloridas, museus e alguns palácios e igrejas. Gastei meus últimos dinares numa lembrança, num sanduíche de almoço (150 dinares) e na taxa de embarque do terminal (130 dinares), para onde fui em seguida. Embarquei no bom ônibus da FlixBus e aguardei o trajeto até Budapeste. O controle de fronteira na Hungria foi excessivamente longo, apesar de não haver fila, então a duração total do trajeto foi de umas 6 horas e meia. Fora da estação de ônibus de Népliget, peguei o metrô. Comprei na máquina com cartão de crédito por 350 forint (pouco mais de um euro). Acreditam que não há catraca na entrada? Desci ao lado do albergue Avenue Hostel. Pagamento de 9 euros por diária no dormitório com café da manhã. O lugar é bem movimentado, e a limpeza poderia ser melhor. Ao redor do albergue, há diversas opções para refeições. Fui no chinês Wok n' Go Noodle House e pedi uma sopa de bolinhos de porco apimentados por 1880 forint. Tava boa. Depois, tomei uma cerveja no bar do albergue (330 forint por 300 ml). Dia 39 Levei um susto na hora do café da manhã, pois tinha umas 50 pessoas lá. Fiz o câmbio, na cotação de 330 forint por euro. Depois, caminhei até o parque Városliget. Repleto de turistas, é cheio de atrações, como museus, um castelo e ringue de patinação. O problema é que os banheiros da cidade são pagos, e não saem por menos de 250 forint. Peguei um metrô até o museu nacional, mas antes de entrar nele eu almocei um prato de comida de verdade no Kálvin Fast Food (1450 forint). A entrada do imponente museu custou 2600 forint. Fiquei quase 4 horas nele, aprendendo sobre a história dos diversos povos que já ocuparam a Hungria. Já noite, cheguei às margens do rio Danúbio. Das pontes, é bacana a vista dos prédios e monumentos iluminados, principalmente o castelo de Buda. Fui da rua Váci, cheia de lojas de souvenires, à praça Vörösmarty, onde rolava uma feira de Natal com palco pra shows. Tive que voltar ao albergue para aproveitar o jantar gratuito. Tomei uma cerveja artesanal (600 forint) no bar do hostel, enquanto passava a final da Libertadores da América na TV. Nessa hora, conheci um bando de latino-americanos. Fomos parar numa balada chamada Instant. Não se paga pra entrar e o lugar tem várias pistas com ritmos diferentes. Estava cheio! Uma cerva de 0,4 l custou 600 forint lá. Dia 40 Voltamos com o dia quase amanhecendo, então nem deu pra dormir o suficiente. Levantei meio-dia pra almoçar, sem voz. Escolhi o turco Török Étterem, onde um prato cheio no buffet saiu por 1250 forint. Depois, fui em direção ao Danúbio, na região do castelo de Buda. Vi por fora a basílica de Santo Estevão e o parlamento gótico, antes de cruzar a ponte metálica e subir o morro já com o sol baixo. Lá em cima, além dos mirantes para ambos os lados do morro, há outras coisas a se ver, como a igreja gótica de Matias (paga como os demais templos religiosos famosos da cidade). Passeei um pouco a esmo, em meio aos tantos turistas que ainda se encontravam na cidade. Ao descer e parar na feira de Natal, reencontrei (Romi e Julieta) duas argentinas do bando que saiu comigo na noite anterior. Ficamos tomando quentão por lá. Saímos em bando novamente mais tarde. O lugar foi o Morrison's. Bem menor e menos cheio que o anterior. O "mojito" tava 1600 forint. Dia 41 Saí em mais um dia ensolarado. Passei pela sinagoga luxuosa (e cara: 4500 forint), no caminho até o mercado central. Numa estrutura fechada, há um andar de alimentos e outro de souvenires. Preços pra turista. Almocei ali e subi o morro Géllert, o mais alto da cidade. Lá apreciei o sol se pôr, vendo uma ampla faixa do Danúbio ir mudando de coloração. Quando voltei, ainda dei uma passada na loja Decathlon. Ao chegar ao albergue, esqueci que havia janta grátis naquela noite e acabei pegando 2 sandubas no McDonald's. Azar, depois de um bom banho eu comi um pouco mais. Pra variar, com alguns integrantes a mais e outros a menos, fomos pra mais uma noite de festa. Acabamos parando na mesma balada de 2 noites atrás. Dia 42 Dormi pouco novamente, pois tive que fazer o check-out e me despedir da rapaziada. Peguei um rango pro caminho e fui de metrô até a estação de ônibus e trem de Kelenföld. Lá, embarquei na RegioJet até a Eslováquia. Até que enfim uma condução de qualidade; além de internet e tela de vídeo, até serviço de bordo tinha. Sem ter que passar pela imigração, a viagem durou 2 horas e meia. Eis meu país de número 100! Dei uma volta para ver o centro histórico iluminado. Nas duas principais praças ocorria uma feira de Natal. Provei um dos alimentos que lá vendiam, a "placka". É literalmente uma placa vegetal fritada até não poder mais. Comprei o café da manhã num supermercado e me assentei no albergue Patio Hostel. Nove euros por noite. Dia 43 Dormi bem, finalmente. Ao amanhecer, saí de ônibus em direção à floresta da cidade, mas me confundi um pouco com o sistema de transporte que cobra por tempo e não distância, e que não pode ser pago dentro da condução. No parque, há diversas trilhas e facilidades pra população, mas como as árvores já estavam desfolhadas, não achei muito interessante. Vi um pica-pau, ao menos. Almocei na base do morro, longe do centro, numa tal de City Cantina. Meu prato saiu por 6,5 euros. Já no centro histórico, conheci rapidamente todas as construções relevantes, como igrejas e palácios. Com a noite no ar, dei uma passada no shopping Eurovea. Por fim, parei no albergue e fui tomar a cerveja grátis inclusa no check-in. Acabaram me embebedando com doses patrocinadas de "spiš" de ameixa (40% de álcool) e Tatratea, uma bebida com 72% de álcool! Dia 44 Com uma leve ressaca, tomei um ônibus na manhã até Devín. É onde ficam interessantes ruínas de um castelo medieval, destruído por Napoleão em 1809. Bem na confluência dos rios Morávia e Danúbio, a vista de cima é bela. Pra entrar, paga-se 2 euros. O almoço foi a algumas quadras dali, na pizzaria Valentian. Tomei uma sopa e comi uma pizza pelo total de 5,5 euros. Depois, outro busão me deixou em Sandberg. É uma maciço de arenito que se destaca na paisagem que já foi um mar, e hoje guarda centenas de espécies de fósseis. Caminhei um pouco pela trilha do geoparque, até que o dia se foi e eu retornei a Bratislava. Jantei no Subway próximo ao albergue (7,2 euros pelo sanduíche de 30 cm com bebida). Depois disso, rolou uma sessão de filmes na hospedagem. Dia 45 Conheci o castelo de Bratislava pela manhã. Há uma boa vista de lá, como da torre que parece um disco voador, mas não acho que tenha valido pagar 10 euros pra ingressar no confuso museu de história. Na saída, almocei no buffet livre chinês Panda por 5,5 euros. Satisfeito, fui até a estação central de ônibus, onde peguei um FlixBus até Viena. Como comprei de última hora, saiu por 6 euros a passagem. Uma hora e pouco depois, cheguei na estação central de trem e ônibus, bem ao lado do albergue onde eu passaria 4 noites por 70 euros (sim, Viena é caro), o Do Step Inn Central Hostel. Todo automatizado, nem cheguei a ver recepcionista. Já escurecendo, passei por diversas feiras de Natal nas praças ao redor de igrejas enormes. Tudo bem cheio de gente. Mas os preços exagerados fizeram com que eu jantasse no McDonald's. Depois disso, passei num supermercado e voltei pro albergue. Dia 46 Temperatura despencou; as mínimas de outrora seriam as máximas de agora, então tive que tirar da mochila a camada térmica de fleece pela primeira vez. Conheci um bocado da cidade, começando pela bizarra Hundertwasserhaus. É um edifício residencial expressionista dos anos 80. Atravessei o rio pra conhecer o Prater. Esse é o primeiro parque de diversões do mundo, de 1766! Na praça mexicana onde fica uma baita igreja, encontrei um "kebab" de 2 somente euros; esse foi meu almoço. Saltei de metrô até a parte mais movimentada no centro. Na igreja de São Pedro, tive a sorte de presenciar uma apresentação musical japonesa. Posteriormente, enquanto o céu escurecia, passei pelo palácio presidencial de Hofburg, saindo em frente a Rathaus, a prefeitura, onde rolava mais uma de tantas feiras natalinas. Adquiri minha janta e muitos chocolates baratos em uma das unidades do supermercado Penny. O barrão de Milka, por exemplo, estava custando 1,69 euros. Insano! Passei o resto da noite na hospedagem. Dia 47 Comecei indo de metrô até a principal atração de Viena: o palácio Schönbrunn. Antiga residência de verão da dinastia Habsburgo, contém nada menos que 1441 quartos. Que desperdício! Para o almoço, reencontrei Gael, um francês que eu havia conhecido a 3 anos na Moldávia, além de sua cônjuge. Comemos no Subway mesmo. Em seguida, caminhei com eles até o museu de história militar. Como era o primeiro domingo do mês, visita gratuita. Além de todos os artefatos e história (a maioria só em alemão), havia uma feira medieval ocorrendo por lá. Enquanto víamos a iluminação natalina, jantamos um salgado frito de batata numa das feiras. Depois me despedi deles e segui para o Blue Bar, onde reencontrei Romi, uma das argentinas de Budapeste. O bar é pequeno, mas aconchegante e com drinques baratos, a partir de 3,9 euros. Dia 48 Noite levemente abaixo de zero. Mais uma caminhada matinal no frio. Objetivo do dia: Museu Nacional de História Natural (12 euros). Achei demais esse museu, tanto que só deixei ele 5 horas depois, por motivo de fome maior. Almocei já à noite no havaiano 'O Io Poké, uma tigela de "poke" por 9,8 euros. Em seguida, passeei pela Mariahilferstrasse e peguei um "yakisoba" na Lucky Noodles para mais tarde, por 4,2 euros. Missão cumprida, retornei ao albergue para me preparar para partir de vez. Dia 49 Peguei um trem (4,2 euros) que rapidamente chegou no aeroporto, onde voei de Wizz Air sobre os Alpes até Milão, por ridículos 15 euros. Lá, poucas horas depois, segui de TAP até Lisboa, onde precisei passar a noite para continuar ao Brasil. No aeroporto, peguei o metrô (50 centavos pelo cartão + 1,5 euros por viagem) até a brasileira MaHouse Guest House, onde dormi por 25 euros, pois as outras hospedagens mais baratas já não atendiam mais na hora em que eu chegaria. Dia 50 De manhã, tomei o bom café da manhã incluído e o voo da TAP para Guarulhos. Ao final da tarde, finalmente a chegada em Floripa com a Gol (125 reais). Fim de viagem! Se você chegou até aqui, que tal conferir meu site agora? Rediscovering the World
  2. 1 ponto
    Olá pessoal! Estou planejando de ir para Colômbia na segunda quinzena de fevereiro e ficar até dia 02 de Março. Ainda não tenho roteiro definido. Se por acaso alguém estiver por lá nesse período, deixa o contato nos comentários ou mandem direct no instagran - @luana.gomesoliveira
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    Alguém indo para Cusco- Peru agora no começo de fevereiro(2020)?
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    Boa tarde pessoal! Me mudei recentemente para Salvador e estou em busca de companhia para rolês de fds. Vale feriado prolongado, passeio de um dia, praias, trilhas, festas, eventos... Pode ser em Salvador, praias do litoral norte, Morro de SP, Chapada Diamantina... Pode ser morador ou turistas de passagem, o importante é ter gente do bem para dividir custos e risadas. Quem se interessar, deixa o WhatsApp, que irei criar um grupo para podermos interagir e aproveitar as belezas dessa terra linda! Grande abraço!!
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    Estivemos outras duas vezes pelo Leste Europeu. Os relatos podem ser vistos nos links abaixo: De Helsinque a Lubljana Leste Europeu II - Romênia, Sérvia e Bósnia A escolha dos três países foi circunstancial. Eram países que ainda não conhecíamos. Nos arredores da região também estavam na lista Montenegro, Albânia e a costa croata, que acabaram excluídos por questões logísticas. Encontramos passagens promocionais pela Norwegian para Londres, e aqueles saudáveis preços baixos com as low cost locais para o Leste. Ideia inicial era começar em Dubrovnik, mas acabei gostando mais da logística que prevaleceu. Foram duas semanas de férias, partindo num sábado e voltando num domingo. Cidades e países Pristina, Prziren (Kosovo) Ohrid, Skopje (Macedônia) Sofia, Veliko Tarnovo, Plovdiv (Bulgária) Além disso, passamos um dia inteiro em Londres na volta. Gastos Menos de 50 euros/dia por pessoa no Leste. Exclusive passagens aéreas somente. Incluindo algumas esbanjadas nas jantas (nos permitimos, sobretudo pq não almoçamos). Em Londres, mais de 100 euros/dia por pessoa. Londres é cara demais. Hospedagens Nome – Onde - $$ dia Ibis budget Luton - Londres – 35 GBP Sleep Inn Prishtina - Pristina - 21,25 EUR Guesthouse Hotel My Home - Prziren – 23 EUR Ivanoski Studios and Guest Rooms - Ohrid – 23 EUR Hotel Old Konak - Skopje – 28 EUR Rooms43 - Sofia – 51 BGN Hostel Pashov - Veliko Tarnovo - 35,7 BGN Gramophone Hostel - Plovdiv – 50 BGN ibis budget London Whitechapel - Londres - 80,75 GBP Passagens Rio – Londres – Rio (Norwegian) = 2,8 KBRL cada Londres – Pristina (Wizz) = 51 USD cada Plovdiv – Londres (Ryanair) = 78 EUR cada Em todos os voos apenas compramos o assento, além da passagem. Dispensamos refeições e não despachamos bagagem, viajamos com mochila de mão. Os ônibus internos custavam em média 10 euros por cabeça, salvo engano. Não anotei cada um. Exceto de Skopje para Sofia que, salvo engano, custaram quase o dobro. Relato Chapei de sono durante quase todo o voo da Norwegian. Galera reclama de ser tudo cobrado e de ter poucas opções de entretenimento. Na boa, eles avisam que é *tudo* cobrado. Inclusive água. Não tem travesseiro, cobertor, essas coisas. E nem me fez falta. Compramos água no aeroporto e foi tudo numa boa. Viva a Norwegian (enquanto mantiver esses bons preços)! Dia 1 - Londres Nosso dia 1 resumiu-se a chegar em Londres no Gatwick e pegar um trem até Luton, onde dormiríamos perto do aeroporto para no dia seguinte seguir viagem para Pristina, Kosovo. Houve algum contratempo com o trem, parece que houve um acidente na linha que pegaríamos. Sem galho, fomos redirecionados a outra e seguimos viagem. Como o vôo chega às 16hs em Londres, chegamos a Luton já de noite. Sob chuva. Ainda me meti a tentar ir andando da estação até o Ibis Budget, mas isso revelou-se um erro. Não é área afeita a pedestres. Logo voltamos e identificamos que o ônibus que conecta a estação com o aeroporto para perto dos hotéis, e a ida está inclusa no bilhete de trem. Simples assim. Enfim, ibis budget, janta e dormir. Dia 2 – Pristina, Kosovo Acordamos de madrugada 3am e fomos andando para o aeroporto (sempre acho um luxo ir andando para o aeroporto!). Coisa de 15 minutos. Novamente chuvinha, que não deve ter parado desde nossa chegada. Nosso voo partiu às 6 e levou umas 3,5 horas até Pristina. O Kosovo é o país mais recente da Europa e um dos mais recentes do mundo. Tornou-se independente em 2008, com grande apoio dos EUA. Mas diversos países (Brasil entre eles) ainda não reconhecem a independência. Sobretudo o país de quem o Kosovo se libertou, a Sérvia. As reverências aos EUA aparecem em algumas homenagens: estátua do Bill Clinton, rua George Bush, estátua da Madeleine Albright. Foi o que vimos. O Kosovo tem forte influência albanesa (é a língua do país), e viveu história semelhante à da Bósnia em relação aos sérvios (isso para simplificar MUITO a coisa). É um país com forte cultura islâmica, com diversas mesquitas. Desde minha ida à Turquia em 2012 que passei a adorar o azham, a chamada para a oração. Adoro toda vez que ouço a chamada pelos minaretes das mesquitas. No Kosovo ouvimos muito. Tempo completamente diferente no Kosovo. Céu azul, aberto. Chegamos, perguntei nas informações sobre preço de taxi para o centro (15 euros fixos), e partimos. Tinha lido sobre motoristas que tentavam cobrar 20 ou 30. Taxi nos deixou na avenida principal de pedestres, nossa pousada era em algum canto paralelo a ela. Encontramos rapidamente. Não havia comunicação em inglês, mas nos entendíamos. Foi a melhor hospedagem da viagem, tudo novo e ótima localização. Largamos mochilas e saímos para explorar a cidade. Em poucas horas já havíamos percorrido os principais pontos turísticos da pequena capital kosovar. Eu sabia que, para nosso ritmo, um dia seria suficiente. Mas queria evitar de já começar viagem saltando de lugar em lugar, então optamos por esticar nossa estadia em Pristina. Nesse dia demos longos rolês, chegamos até a repetir algumas áreas. Foi bem bacana. Curtimos um ótimo pôr do sol do alto da torre (campanário) ao lado da igreja moderna. E jantamos no badalado (e muito bom!) Liburnia, com direito a uma taça de vinho muito guerreiro local. Meu prato foi um lamb tradicional, que estava ótimo. Dormimos mais cedo nesse dia. Dia 3 – Pristina, Kosovo Dormimos muito, mas merecidamente. No dia anterior estávamos acordados direto desde às 3am de Londres. Dentro do conceito de slow travel desses primeiros dias, fomos tomar café na rua principal e rodar mais pela área. Em Pristina vi que os carros estacionam em qualquer canto disponível, tal qual vi na Rússia em 2012. Mas em geral param na faixa para os pedestres. Outra coisa que reparamos foi o cumprimento entre pessoas: são 3 beijos no rosto. Às 11am fomos fazer o free walking tour, que foi bacana. Bem informativo. Passou pelos lugares que já havíamos visitado antes, ahahaha, mas agora com mais contexto. Era uma 2ª feira, dia de museus fechados. No domingo estivéramos num museu nacional, que achei meio decepcionante. Belo externamente (vale passar para vê-lo de noite também), mas sem muito interessante o que ver dentro. Depois do tour, pegamos um taxi para Gracanica (7eur). Patrimônio Unesco, lugar lindo. Afrescos sensacionais, que não podem ser fotografados. Admiramos muito o lugar. Voltamos de busum. Havia alguma troca no meio do caminho, e não conseguimos nos comunicar em inglês, mas a galera simpática nos ajudou com mímica. Entendemos que era para esperar com eles e seguirmos o mesmo caminho. De busum era beeeem mais em conta, 0,5 eur. Nesse dia rolaria um jogo importante para o Kosovo contra Montenegro, uma qualificatória para a Eurocopa. Era no estádio local, bem perto de onde estávamos. Mas o guia do walking tour avisou que já estava esgotado (alguém do grupo confirmou que não conseguiu encontrar ingressos), e sugeriu de irmos um local perto do estádio cheio de bares e alguns com telões para a galera assistir. Fomos num de cervas artesanais e curtimos o Kosovo vencer por 2 x 0, com a galera local (ao que me pareceu) celebrando. Bem bacana. No bar vimos diversos vendedores ambulantes entrando para vender coisas (amendoim, cigarros). E vimos pedintes entrando também. Coisas a que não estamos acostumados no Rio. Jogo acabou tarde, e havia poucos restaurantes ainda abertos. Felizmente caímos num que foi muito bom. Dia 4 – Prizren, Kosovo Acordamos e saímos cedo, fomos andando até a rodoviária. Prizren. Galera orientou a esperar no box 5, que é de onde partem os ônibus para Prizren. Não precisava comprar antes, paga no próprio ônibus. O nosso saiu às 8:20. Nada de cinto de segurança. Nem mesmo p motorista usava, ou tinha. Viagem saiu por 4 euros cada. Chegamos em Prizern, e optei por garantir logo nosso busum que sairia às 5 da matina no dia seguinte para Skopje. 10 Euros. Depois fomos andando até o centro histórico para nossa pousada. O cara da pousada falava português, muito simpático. Ele tinha morado em Moçambique. Prizren é muito charmosa no centrinho histórico. A ponte lembra Mostar, mas beeem menor. Era outro lindo dia. Eu tinha um roteiro de caminhada que percorria os pontos turísticos da cidade, e que esticava por uma trilha mais longa até a fortaleza, que foi o que fizemos. Passamos por igrejas sérvias destruídas pelos albaneses em 2004, e que até hoje estão fechadas para a visitação. Cercadas com arame farpado. Em frente a uma delas, que é patrimônio Unesco, um simpático menino veio falar conosco. Aquela coisa, Brasil, futebol, etc. Ainda o nosso melhor embaixador, o futebol. A longa trilha é bem bacana, passando por bonitos lugares no caminho. Até o belo visual da Fortaleza. Curtimos bastante. Depois ficamos de relax pela cidade, fazendo café crawl, e depois cerva crawl. Ainda subi novamente a Fortaleza, pela trilha mais rápida, para o pôr do sol. Jantamos, demos nosso rolê noturno, e fomos dormir um pouco mais cedo. Madrugaríamos novamente. Uma coisa que me recordo do Kosovo é que raramente via bebidas (e respectivos preços!) no cardápio. Era meio que na base da confiança, e os preços eram meio que uniformes mesmo.
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    Boa tarde, Galera. Estarei realizando está trip para Cape Town do dia 19 a 30 de julho agora. Gostaria de saber quantos rands levar por dia para gastos com alimentação e passeios? (Sem considerar hospedagem e café da manhã, pois está incluso na diária do hostel) E quem estiver por lá nestas datas aí, é só dar um toque pra fazermos algo. Desde já, agradeço!
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    Alguém pensando em ir no início de fevereiro (antes do carnaval)? Estou indo sozinha, então estou procurando companhia pra dividir passeios e carro.
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    Olá! Você que aparece por aqui dizendo que “gostaria de começar a viajar mas que não tem dinheiro e nem sabe como”, sua hora chegou! Estas palavras são digitadas pensando em VOCÊ! Antes, vamos iluminar alguns pontos: O Mochileiros.com é um fórum [lê-se: o maior e mais completo fórum] de troca de experiências e certamente você poderá encontrar riquíssimos relatos de viagens para se inspirar, dicas do que usar, orientações de onde ir e informações que deixam qualquer CAT (Centro de Atendimento ao Turista) no chinelo! Dessa forma, sugiro que procure, fuce, explore! Como já diziam as nossas avós “Quem procura, acha!”. Fatão! Dessa forma, te convido a degustar isso aqui: https://www.mochileiros.com/blog/mochilao Outro ponto que sinto ser importante iluminar é que, ainda que leia TUDO isso e muito mais, nada, NADA, vai te ensinar mais do que a prática. Esteja ciente. E, o mais importante é aquele velho ditado “quem quer arranja um jeito, quem não quer arranja uma desculpa”. Porque quando você REALMENTE quiser fazer algo, nada, ABSOLUTAMENTE NADA, poderá te impedir de realizá-lo. Inclusive viajar. A ideia é que, a partir do compartilhar destas experiências que tive, você possa se inspirar e traçar o seu norte de acordo com sua proposta de viagem. Se você ainda não sabe disso vou te contar uma coisa: não existe certo ou errado, inclusive para viajar. Viajar sem dinheiro não te faz uma pessoa melhor do que quem viaja com dinheiro, e vice versa. O que nos faz uma pessoa melhor é nossa capacidade de expressar o Amor [em todas as suas faces como a paciência, a honestidade, a gentileza, o perdão...] através de nossos pensamentos, palavras e ações. Em toda e qualquer circunstância. A todo e qualquer momento. Você só saberá se viajar sem dinheiro - ou como dizemos, no modo roots – serve para você depois de se permitir ter sua própria experiência. Antes disso, qualquer pensamento não passa de masturbação mental e especulação. E isso também vale para quaisquer outros aspectos da vida. Permita-se. Vou separar por ordem das perguntas que mais recebi ao longo do tempo: SOBRE AS CARONAS :: Como pedir: tenha em mente que uma imagem vale mais do que mil palavras e que esta imagem que o(a) motorista receberá de ti irá durar pouquíssimos segundos para que decida parar ou não. A maior parte das vezes usei um grande pedaço de papelão como cartaz no qual escrevia bem grande o destino final, seguido de uma cidade intermediária logo abaixo. O papelão é importante pois ele não reflete a luz solar, além de ser facilmente encontrado por aí e ser suficientemente resistente contra a ventania da BR. Sempre carreguei três cores de tinta para tecido (branco, vermelho e azul/preto) e um pequeno pincel para caprichar na placa. Vale a pena. Sempre começava o dia antes de o Sol nascer e encerrava o deslocamento diário umas duas horas antes do Sol se pôr. Raras foram as vezes em que viajei de noite, até porque a exaustão física orientava os limites. Como acredito em trocas, sempre fiz pequenas lembranças (como filtros dos sonhos ou dobraduras) para dar como forma de agradecimento a cada carona recebida. Também é importante lembrar que a carona é um genuíno e sagrado ato de confiança mútua e geralmente o deslocamento é oferecido em troca da sua história! A maior parte das pessoas que oferece carona está interessada em ouvir sobre você por se identificar ou pela curiosidade em si. Além disso, no caso dos caminhoneiros(as) a conversa é uma forma de quebrar o silêncio dos longos quilômetros de solidão que enfrentam diariamente. Alguns querem ouvir histórias, outros querem contar as suas histórias, desabafar sobre alguma questão ou simplesmente ter a oportunidade de falar. Deguste estes momentos. Aprenda. Ensine. ::Onde pedir: se estiver em trechos de BR, no mais amplo e longo acostamento em linha reta possível, nunca em curvas pois tanto o(a) motorista quanto você não terão visão. Em trechos de subidas/descidas/morros não adianta pedir carona no início da descida ou no final dela pois os veículos descem embalados em alta velocidade e não vão parar. Neste caso, ande até chegar no topo da subida do morro onde a velocidade é reduzida ou até o próximo trecho de linha reta com acostamento. Às vezes você poderá andar quilômetros até encontrar este trecho... Também é possível conversar com caminhoneiros estacionados em postos de combustível e acertar a carona. Ficar na saída dos postos também é um bom lugar, assim como logo após radares e lombadas onde os(as) motoristas obrigatoriamente passam com a velocidade reduzida aumentando o tempo do olho-no-olho. Um pouco a frente dos postos da Polícia Rodoviária também pode funcionar. SOBRE DORMIR ::Como e Onde dormir: Só não dormi em barraca nas vezes em que fui convidada para dormir em alguma pousada, bangalô, hostel ou casa de amigos feitos durante a viagem. Houve ainda duas ocasiões em que montei a rede. Mas a via de regra para não gastar com hospedagem é dormir com a barraca “moitada” (escondida) em algum lugar. Em trechos de BR geralmente falava com o segurança do posto de combustível e perguntava onde poderia montá-la para passar a noite (o famoso "mocó"). Em trechos de interior encontrava algum mato no meio do nada que muitas vezes se tornava meu endereço fixo por dias, ainda mais se tivesse rio ou cachoeira nas proximidades! E enquanto viajava de bicicleta tive duas experiências muito positivas utilizando o www.warmshowers.org. Em trechos urbanos e pontos muito turísticos é realmente mais difícil (~quaaase impossível) encontrar um lugar minimamente tranquilo e seguro para passar a noite, então sempre que possível trocava trabalho por estadias em campings ou hostels caso fosse necessário ficar mais dias no meio da civilização. Dentre as definições de trabalho posso citar: carpir terreno, podar árvores, pintar ou envernizar portas e janelas, pintar paredes, desenhar mandalas, consertar tomadas, chuveiros, lâmpadas ou outros reparos básicos de elétrica, trabalhar na recepção, lavar banheiro e cozinha, cuidar de jardins, bioconstrução, permacultura, paisagismo, tradução de textos e inclusive troca de artesanatos. Quaisquer dons e talentos podem (e devem!) ser usados. Autoconfiança é tudo. rsrsrsrs Tenha em mente que sempre que for moitar quanto menos atenção chamar, melhor para seu sono, seja em um posto de gasolina ou no meio do mato. Monte a barraca chamando menos atenção possível (ainda que isso signifique que terá de esperar algumas horas a mais - mesmo estando exausto(a)!!! - para que o movimento diminua). Se estiver no mato, tenha ciência de que fogo chama atenção e deve ser sabiamente manuseado (ainda mais em áreas naturais em períodos de seca, e isso vale para cigarros, incensos, velas) e examine bem o terreno quanto a possibilidade de formigas, cupins, pedras e gravetos. No litoral facilmente poderá pernoitar em postos de Bombeiros Guarda Vidas ou quiosques a beira mar. SOBRE TOMAR BANHO Durante períodos de deslocamento, como a maior parte dos pernoites ocorriam em postos de combustível, os banhos eram tomados nos próprios postos. No Sudeste, a maior parte dos banhos são pagos (entre R$3 e R$7) e para ter acesso é necessário retirar uma ficha com o frentista. Nunca paguei, sempre pedi cortesia e sempre ganhei. Mas atente ao tempo: pode variar de 6 a 8 minutos, mas garanto que serão minutos deliciosos... rsrsrsrs Centro-oeste, Norte e Nordeste apresentam em sua maioria banhos livres e gratuitos onde será possível até lavar aquela roupa em estado de decomposição avançada, porém não espere por chuveiro aquecido (o que é uma dádiva devido ao calor!). No Sul, os chuveiros são aquecidos e em sua maioria gratuitos. A composição dos banheiros pode variar muito: desde um cano que cai água até o luxo dos boxes de vidro com paredes de mármore e regulagem de temperatura e pressão. Permita-se ser surpreendido... rsrsrsrs Já em trechos urbanos recomendo o mantra “durmo sujo(a), acordo limpo(a)”... ¯\_(ツ)_/¯ Mas já consegui (em uma ocasião em que estava quase ligando para a vigilância sanitária me interditar hahahaha) trocar um banho em um hostel às 22h no meio de Belo Horizonte por... cristais!!! rsrsrsrs Mas no geral, como meus destinos sempre envolveram rios e cachoeiras, isso nunca foi um problema. Já cheguei a passar bastante tempo no mato relativamente longe da fonte d’água, o que não me impediu de ir a cada dois dias encher os galões ou de fazer um chuveiro com garrafa pet. A necessidade é a mãe da invenção! SOBRE COMER A maior parte de minhas viagens foram baseadas na troca ou na contribuição voluntária, só depois passei a vender artesanatos. Esse processo foi ocorrendo naturalmente a partir da maneira que passei a me relacionar com o dinheiro e com minhas reais necessidades. A princípio, sempre busquei manter meu estoque de “lembas” (vide: The Lord of the Rings) cheio. Isso quer dizer que sempre carreguei alguns alimentos básicos: amendoim salgado torrado, aveia, chia, uvas passas e cacau africano em pó e, eventualmente, bananas, maçãs ou pepinos. Também sempre carreguei alguns temperos como sal rosa do himalaia, canela em pó, cravo e orégano. Independente da situação, passava muito bem com estes alimentos o tempo que fosse. Na verdade, raramente me alimentava durante o dia por saber que a barriga cheia diminui o rendimento (principalmente viajando de bicicleta). Então, posso afirmar que nunca passei fome. O que fazia ao chegar nos postos de gasolina era pedir uma marmita no restaurante self service dos caminhoneiros [que fica nos fundos dos postos de gasolina das grandes redes, como GRAAL ou BR – onde também tem café de graça] e sempre fui prontamente atendida. Ao passar pelas cidades, qualquer restaurante oferecia marmita ao final do expediente, alguns solicitavam que deixasse algum pote com tampa para retirar posteriormente. Muitos montavam mesas com banquetes na relação de “quanto menor a cidade, maior a generosidade e recepção”. É claro que houve casos em que negaram o pedido de comida e, independente da falta de generosidade ou empatia, o fato é que ninguém é obrigado a nos dar nada. Ninguém nos deve nada, assim como não devemos nada a ninguém. Esses foram “nãos” essenciais ao meu crescimento pessoal e à compreensão de que é sábio buscar ser autossustentável em todos os aspectos da vida. O verbo que recomendo que conheça é manguear: a arte de trocar o seu artesanato diretamente pelo produto que precisa, sem precisar vendê-lo intermediariamente para só depois utilizar o dinheiro. Já mangueei colares de macramê e filtros dos sonhos por marmitas, lanches e sucos. Se for ficar um período maior em alguma cidade, encontre o maior mercadinho que tiver e descubra quando é a xepa. A xepa é o dia que antecede a chegada de novos produtos de hortifruti quando é possível pedir pelas frutas e legumes mais passadinhos (no limite do consumo) ou você pode comprá-los pelo simbólico valor de R$0,99/kg. Evite os produtos com marcas de bolor (como mamão e caqui) pois isso pode te livrar de uma bela diarreia fúngica. Esta assepsia também te livra da cólera e de morrer por motivos estúpidos... rsrsrsrs Sempre que fiquei parada por mais tempo em algum lugar usava uma pequenina panelinha em um fogão feito com latinha de refrigerante à álcool etílico (atenção ao manuseio!!! Para apagá-lo é necessário abafá-lo!!!). As cidades também possuem Centros Espíritas assistencialistas que geralmente oferecem durante a semana refeições em algum determinado horário. Em alguns lugares é conhecido como “sopão”. A verdade é que muitas são as refeições que se recebe, ainda mais se viajar de bicicleta. SOBRE LAVAR ROUPA Pelo menos uma vez na semana será necessário fazer essa função. Sempre que possível lavar no banho e já pendurar a peça de roupa na barraca para secar até o dia seguinte: faça! Nas regiões mais quentes isso é tranquilo de fazer. Se você tiver dinheiro, os postos de combustível das grandes redes possuem lavanderias pagas e sua roupa é entregue lavada, passada, limpa como nova e tudo isso enquanto você dorme! Pessoalmente nunca utilizei esse serviço, mas pude testemunhar muitos caminhoneiros utilizando-o. Mas bom mesmo é poder ficar na beira do rio e lavar roupa na pedra... Mas não se esqueça de usar sabão biodegradável (de coco de babaçu ou de cinza), por amor! Também é possível lavar roupas sempre que algum convite para hospedagem acontece. E também é possível usar uma roupa sem lavar por mais tempo do que você está imaginando agora... rsrsrsrsr SOBRE IR NO BANHEIRO Não tem mistério: “Moça(o), posso usar seu banheiro?” hahahahah funciona na maior parte dos estabelecimentos, ainda que seja apenas um buraco no chão no melhor China Style! Se estiver pelo mato acampado(a), não faça do seu banheiro a beira dos cursos d’água. Faça looonge, e enterre bem! E, se for ficar acampado(a) por mais tempo e não conhecer os princípios de decomposição de um banheiro seco, não faça sempre no mesmo lugar. No caso de ficar complicado sair de noite para fazer xixi, as garrafas pet estão aí, né, gentem?! E para as meninas existe o oigirl ( https://www.oi-girl.com.br/ ) e o InCiclo ( http://www.inciclo.com.br/ ) Só sucesso! O que é realmente importante que tenha em mente é qual o seu objetivo e qual o preço que está disposto a pagar por isso? Quer viajar sem dinheiro por curiosidade? Diversão? Por liberdade? Convicção política? Fetishe? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Para conhecer algum destino específico? Para ter experiências únicas? Conheça o que te move e saberá o que pode te derrubar. Está disposto a ficar longe do conforto? Precisa dormir bem toda noite? Tem pressa? Não gosta de interagir? Saiba qual o preço que está disposto(a) a pagar e nada poderá te derrubar. Se quiser saber sobre o que aprendi viajando, clica aqui: Se quiser saber sobre perrengues, espia: Se está buscando inspiração audiovisual, vai fundo: O resto é poesia.
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    Irei fazer chapada diamantina 26/12 a 29/12.. busco por parceiria para trilhas !!!
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    Olá meus queridos! Esse relato é pra lá de especial! Digamos que essa foi a melhor trilha que já fiz na vida. E em um momento massa.. Último /primeiro dia do ano! Fazenda Pico Paraná é o lugar. Peguei um bus de Chapecó para Curitiba no dia 30. Cheguei em Curitiba de manhã no dia 31. Peguei um Uber até a Fazenda Pico Paraná, é a forma mais fácil de chegar pra quem está de bus. Chegando lá, armei minha barraca e me preparei pra subir o Pico Caratuva! O início da trilha é tranquilo algumas raízes, mas não muito elevação. A primeira chegada é no Morro do Getúlio, ali já dá pra sentir um pouco do que é a trilha e ter um gostinho do visual. Cerca de 1:30 a 2:00. Dali você segue mais um pouco até chegar no local da placa que divide as trilhas do Pico Caratuva e Pico Paraná. Deu até uma dorzinha no coração. Porque todos querem fazer o Pico Paraná, mas era tarde e o tempo não estava bom. Além disso, achei que conhecer o Caratuva primeiro valia a pena. Segui então para o Pico Caratuva. Seguindo pela trilha você chega a um rio onde pode se abastecer de água e descansar um pouco. Daí pra frente o bicho pega. A trilha se torna mais difícil, muita elevação, raízes, pedras, e haja fôlego! Chegando lá de um lado você vê o rio e o Morro do Getúlio. E do outro lado o sonhado Pico Paraná. Imponente e majestoso! Quando cheguei a neblina estava cobrindo tudo e não tinha visibilidade nenhuma, em um momento sentei e fui pegar algo na mochila, quando olhei pra frente, a neblina tinha sumido, e aí eu chorei! Porque o sentimento de estar no topo da montanha. Simplesmente a segunda maior do Sul. Ouvir o som da montanha, o vento... Gostaria que mais pessoas pudessem ter essa experiência. Em uma parte da trilha, me perguntei se conseguiria, mas lá em cima, não há dúvidas. Era ali que eu deveria estar naquele momento. Completa! Depois de contemplar e de me emocionar, comecei a decida. É preciso ser cauteloso, tinha chovido e a trilha estava escorregadia. Eu fiz a trilha sozinha. É tranquilo, mas precisa ter cuidado. Cheguei de volta na Fazenda Pico Paraná, depois de 6 horas. Só queria deitar e descansar, com o coração leve. Conheci lá o pessoal da Fazenda. Família maravilhosa, que me acolheu como um deles. Jantei com eles e depois da Ceia ficamos olhando a Lua, maravilhados. O guia deu digas de grande valia, o que me possibilitou fazer a trilha tranquila. Conheci muitos montanhistas, tenho muito a aprender nessa jornada. No outro dia fiz uma trilha simples de 20 minutos até uma cachoeira, pra receber a energia da água da cachoeira.. Só tenho que dizer: gratidão. Ao universo, por essa experiência. Pelo desafio, pelas pessoas que encontrei, e pela Montanha!! Sem explicação, sentimento grandioso! Março /Abril partirei ao Pico Paraná! Instagram : simplicidades_velho_oeste (fotos)
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    https://chat.whatsapp.com/Ks6BieKQLhb2hNOoMsfmLu Estamos com um grupo no wpp, a principio será dia 13,14 e 15 de Março!
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    Quase todas as companhias aéreas tem preços promocionais diferentes de acordo com o país onde você está comprando a passagem, e não costuma haver taxas adicionais a serem pagas. Mas muitas vezes este preço promocional mais barato é restrito somente para quem tem cartão emitido no país em questão. Ou seja, na hora de finalizar a compra, quando você informa os dados do seu cartão de crédito, a compra pode simplesmente não ser aprovada, pois a empresa pode ter colocada uma restrição para permitir finalizar a compra somente com cartão emitido na Argentina. Mas isto e algo que não tem como saber antecipadamente, você vai ter que tentar comprar e ver se a compra aprova.
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    Estava na decathlon de Curitiba ontem e havia alguns jogos de varetas de reposição, inclusive de aluminio, só não lembro o preço pois estava procurando outros produtos... Se você tem decathlon na sua cidade, leve uma vareta da sua barraca e compare com a de alumínio de lá.... Duvido muito que você consiga fazer bater o tanho na lata... Alguns mm não vejo problema, mas alguns cm já vão estragar o setup da barraca, deixando o sobreteto muito frouxo ou muito esticado, mais alta do chão e talz.... Note que se conjunto de varetas da decathlon montado for menor do que o da coleman, você pode comprar conjunto a mais e fazer uma nova amarração, aumentanfo o tamanho do conjunto, mas se as partes conectadas ficarem maior do que o que você tem, é removendo uma vareta ficarem menores, não sei se dá para remediar... Acho que não é bom cortar as varetas caso ultrapasse o tamanho das varetas da coleman
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    @Martin Saturnino então, só se fosse na última semana de janeiro
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    A nível de curiosidade, pesquisei a respeito dessa barraca, e não vi vareta de alumínio como jogo de reposição para ela. Essa barraca, ao que parece, usa somente fibra de vidro. Uma solução que vc pode tentar é pesquisar quais as barracas que usam vareta de alumínio (ou que tenham o jogo para reposição), que sejam do mesmo tipo (iglu), e que tenham as dimensões aproximadas da sua Coleman (660 x 175 x 175 cm.). A Naturehike e a Azteq, se não me engano, possuem barracas com varetas desse tipo. Aí é tentar adaptar.
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    Relato de viagem: Sexta, 14/12/2018 - ensolarado Morro do Quitumbê, Ilha do Superagui, Pousada Paraíso, Praia Barra do Superagui, sede do Parque Nacional do Superagui Fica a dica: fora da alta temporada ou no meio da semana, as opções de restaurante são quase inexistentes. Tenha um plano B: negociar com o pessoal da pousada, cozinhar... Descemos perto do trapiche da Ilha do Superagui, na areia mesmo e foi meio chato de descer com a bagagem. Saímos andando procurando a Pousada Paraíso que estava sem placa. Porém, é fácil, pois a vila é bem pequena. Deixamos nossa bagagem e fomos almoçar no Restaurante da Pousada Sobre as Ondas, onde comemos um PF simples, mas gostoso. Caminhamos pela Praia Barra do Superagui. Primeiro, seguimos à direita e tem algumas casas à beira-mar. Depois, voltamos e entramos um pouco pela vila, por caminhos estreitos entre as cercas das casas que são feitas de material reciclado como cordas e redes de pesca. É um labirinto, não tem ruas, são caminhos entre as casas, várias de madeira. Voltamos à praia e seguimos à esquerda, até a sede do Parque Nacional do Superagui, onde conversamos um pouco com o Rafael que trabalha no parque. Retornamos à pousada. A Praia Barra do Superagui é um bom lugar pra ver o pôr do sol, mas só vimos pôr de nuvem. À noite, só encontramos o Restaurante da Pousada Sobre as Ondas aberto, mas eles estavam fazendo jantar para os hóspedes que iam chegar. Por isso o jantar ia sair só pelas 22h, mas eles nos serviram uma porção de peixe. Andamos um pouco pela praia, mas estava escuro, pois não tem iluminação, só a das casas. Olhando no horizonte, só tem um pouco de luz do lado esquerdo. Tudo escuro, mesmo na Ilha do Mel e na Ilha das Peças. Estava muito calor, dormimos com a janela aberta e o ventilador ligado. Celular continuava sem funcionar. Raramente em alguns pontos, dava um sinal muito fraco. Sábado, 15/12/2018 – ensolarado com muitas nuvens / depois abriu, poucas nuvens Trilha da Praia Deserta, Praia Barra do Superagui Fica a dica: a ilha deve ser mais agradável quando o clima estiver mais ameno. O verão é muito quente. Só tem um quarto com AC na ilha e não será de grande valia se acabar a energia elétrica Entramos na vila, pelo caminho ao lado da igreja. Fomos perguntando, mas não tem erro, basta ir seguindo em frente, pelo caminho mais aberto. A vila acaba e a Trilha da Praia Deserta continua dentro da mata. Algumas mutucas nos acompanharam, sobrevoando em volta da cabeça. Porém, de calça, camiseta de manga comprida, boné, canga enrolada em volta do pescoço e cabeça e repelente, estávamos de boa. Vimos muitas bromélias e liquens. A trilha desemboca na praia. A Praia Deserta, com morros ao fundo, segue a perder de vista e parece completamente deserta, mas tem 3 moradores e até um camping. Como é longa, a densidade demográfica é tão baixa, que pode ser considerada deserta mesmo. Resolvemos voltar pela praia. Tem algumas dunas baixas com vegetação rala. Tem um rio e resolvemos cortar caminho pela beirada do rio/lagoa cor de Coca-cola. O rio vai afinando até desaguar na praia. O mar forma piscinas rasas à beira da praia, na maré baixa. Vimos água-viva na areia da praia. Na Praia Barra do Superagui, fomos ao restaurante da Pousada Centauro, mas parecia fechada. O restaurante da Pousada Crepúsculo estava aberto, mas só estava atendendo por encomenda. Então voltamos ao Restaurante da Pousada Sobre as Ondas que estava servindo PF e comercial. À tarde, ficamos na mesa embaixo da amendoeira, aproveitando o vento, sem fazer nada, só olhando o mar. À noite, teve jantar de comemoração ao aniversário de casamento de um casal nota 10, a Marisa e o Jânio que também estavam hospedados na pousada. Pouco depois da meia-noite, a energia acabou. Foi cruel ficar sem ventilador. Domingo, 16/12/2018 – manhã nublada / ensolarado a encoberto ao longo do dia Passeio de barco à Vila de Barbados, Vila de Sebuí e Ilha do Pinheiro Fica a dica: aproveite para fazer mais passeios de barco a partir da Ilha do Superaqui, onde os preços são melhores. Os roteiros que partem da Ilha do Mel são mais inflacionados A energia voltou lá pelas 9h. Apenas uns 5 estabelecimentos na ilha têm geradores como a Pousada Sobre as Ondas. Pousadas e restaurantes estavam em reforma para receber os hóspedes no final do ano. À tarde, fiz o passeio de barco à Vila de Barbados, Vila de Sebuí e Ilha do Pinheiro com 1 casal que estava em um dos campings. Saímos com o Maninho, dono da pousada, no meio da tarde, para dar o horário certo de ver a revoada dos chauás. A primeira parada foi na Vila de Barbados, no Restaurante do Odair para almoço com comida gostosa e farta. Perguntei se a ostra era cozida ou crua. Eram cozidas e o Odair logo se prontificou a trazer ostras frescas, tiradas naquele momento. Como eu não sabia quebrar o caranguejo, ele sentou do meu lado e, com a maior prática, separava só a carne para mim. Barbados não tem praia, tem mangue e pedras. A vila tem algumas casas de madeira e vi mais um restaurante lá. Dei uma volta na área com pedras e tinha um pouco de borrachudo e mutuca. Depois fomos à Vila do Sebuí, onde desembarcamos no trapiche. A vila é bem pequena, com um bar, um clube e poucas casas, algumas de madeira. Não tem praia, a água do mar bate na vegetação meio rasteira, meio mangue. Tem um rio e uma pequena queda d’água com poço para banho. Bonita, mas o poço é pequeno e comporta poucos visitantes. Por último seguimos para a Ilha dos Pinheiros. No final da tarde, antes do pôr do sol, chauás vêm para a ilha, de casais ou sozinhos ou de trios (normalmente pais com filhote). Com o dia nublado, não dava para ver direito os chauás, só quando voava mais perto ou quando passava em frente às árvores, dava para o contraste das cores das aves com o fundo verde das plantas. Voltamos para a pousada. À noite, estava um pouco melhor, com energia elétrica e ventilador. Segunda, 17/12/2018 – amanheceu nublado / ensolarado com muitas nuvens / ensolarado / chuva forte Ilha do Mel, Vila de Nova Brasília, Pousadinha, Vila do Farol, Praia de Fora, Praia de Brasília, Praia do Istmo, Praia do Farol, Farol das Conchas Saímos com o Maninho para a Ilha do Mel. Passamos bem próximo à Ilha das Palmas, onde o pessoal gosta de pescar. Continua no relato da Ilha do Mel... **************************************** Nanci Naomi http://nancinaomi.000webhostapp.com/ Trilhas: Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté Relatos: 23 dias no PR - dez/2018 - Parte 1: Natal de Curitiba | Parte 2: Morretes | Parte 3: Guaraqueçaba | Parte 4: Ilha do Superagui 15 dias em SC - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas 3 dias em Monte Verde - dez/2014 21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro 11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo 21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi 21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú 8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est 25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010 Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009 Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009 19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal 10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008 De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008 Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007 Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes 9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul
  19. 1 ponto
    Boa tarde! Sou Caio, tenho 27, Brasília DF. Também sou fotógrafo e no início de Janeiro, podendo combinar datas precisas, podemos sair juntos, desde que nos entendamos bem. Sou uma pessoa tranquila, humilde e correta. Caso deseje trocar uma ideia, este é meu contato: 61 9.9365 - 2997.
  20. 1 ponto
    Bom gente estou numa fase que quero curti minha vida de uma forma mas livre sentir a vida novamente andar por lugares que nunca andei olhar oque eu nunca olhei sentir a liberdade em minhas veias como se fosse meu sangue correndo estou aqui procurando aquela pessoa que não se encaixa mas nessa vida que vivemos estou querendo fazer o Brasil forma roots acampar por lugares lindos fazer minha comida na rua no Mato nos parques na praias se alguém tiver afim irei sair de porto alegre rumo nordeste em minha bike 26 com todas minhas coisas de mochilao meu what se quiser entrar nessa comigo irei trabalhar por onde passar tbm
  21. 1 ponto
    Alguém disponível para viajar para essa região de Gramado por volta do dia 17 a 23 de dezembro? sairei de sp
  22. 1 ponto
    os caras são tão insistentes que te convenceram. hahahah normal... sempre fazemos umas cagadas dessas.
  23. 1 ponto
    Dia 12 - 29/10 Como seria meu último dia inteiro em chalten decidi fazer dois trekking rápidos, um de manhã e um de tarde. Depois do café da manhã fui direto ao mirador de Los condores. Como fui cedo eu fiquei lá sozinha curtindo a paisagem por um tempo, dá pra ver toda el chalten. Comi mais pq minha comida de trilha não acaba nunca, nem tava com fome, mas comi pra acabar haha. Depois desci bem devagar e fui p hostel almoçar. O hostel fica bem vazio até antes das 18h, pq ninguém voltou dos trekkings, a partir das 18h vai enchendo. Almocei e fui direto para o mirador de las torres. Não quis ir na laguna torres pq estaria congelada, no mirador a vista já é beeem bonita. Acho que até o mirador são 3km e até a laguna são 9km. Em geral eu achei as trilhas fáceis, a mais difícil dizem que é a laguna de Los três e eu fiz até com dor no pé, logo é tudo muito tranquilo de se fazer, principalmente sem guia. Muitos trekkings tem bifurcação para outros trekkings, é tudo bem plaqueado e vc n se perde, mas o que eu quero dizer com isso é que talvez você faça uns 5km igual ao do dia anterior pra ir em outro ponto, entenderam? Nesse dia eu fui até a rodoviária trocar minha passagem de ônibus pra calafate, pois eu queria aproveitar mais um pouquinho por lá. Gostei muito do centrinho de calafate ❤ então mudei minha passagem para as 8h de amanhã, já que não teria o que fazer até 19h em chalten. Se eu já não tivesse pago o hostel, iria embora hoje mesmo na parte da noite. Hj pela noite fui ver quanto ficava minhas diárias pra ver se eu tinha dinheiro suficiente pra pagar, deu 3690 pesos (com a cerveja incluida), ainda bem que eu tinha esse dinheiro, não queria cambiar nada aqui (não tem casa de câmbio em chalten, somente alguns hostels). Podia usar cartao acima de 60 dolares, mas cartao tem iof, paguei em cash e sobrou uns míseros pesos. Deitei bem cedinho, pois no dia seguinte era tomar o café e ir embora, meu hostel fica 2 quadras da rodoviária.
  24. 1 ponto
    Olá, Alessandra. Existem duas formas econômicas de você chegar até a Ilha dos Frades. A primeira, mais fácil e mais rápida, é pegar uma escuna que partem do Centro Náutico da Bahia, bem em frente do Elevador Lacerda. O 'transfer' custa R$ 35 reais. Você também pode ir por terra, seguindo para Madre de Deus pela BR-324, sentido Feira de Santana. São 32 km até o entroncamento com a BA-522, em direção a Candeias, e mais 20 km até o centro de Madre de Deus. Daí é possível pegar pequenos barcos que levam até diversos pontos da Ilha dos Frades. Mais barato que isso só nadando rs.. abraços e boa sorte!
  25. 1 ponto
    Bom pessoal, desculpem a demora pra voltar ao relato, é que voltei de férias e agora está uma correria aqui no serviço por conta do fechamento anual, mas sempre que der vou atualizando ele. Dias 04 e 05/11/2019 - SÃO PAULO/MADRID/ROMA Chegado o dia saímos de casa ás 12h00, nosso voo era ás 16h00, então foi bem tranquilo a ida até o Aeroporto, como moramos no Centro de SP e com as linhas de trem que agora chegam até bem próximo o Aeroporto de Guarulhos, (ainda é preciso pegar um ônibus depois para acessar os terminais 🙄, nem tudo é perfeito, né?!), então facilitou bastante agora pra quem opta ir de transporte público até lá. Chegando no Aeroporto fomos tentar fazer o check-in naquelas máquinas de auto-atendimento, só o meu companheiro conseguiu fazer o dele, o meu estava dando um problema lá no meu passaporte (medo), então tivemos que entrar na fila do Check-in pra poder fazer o meu. Ufa, tudo certo, ainda bem! Check-in feito fomos arrumar um local para comermos e optamos por aquele Buffet com pizzas, massas e saladas oferecido pelo Pizza Hut por R$ 39,90, achei que compensou pq qualquer coisa no Aeroporto é caro, então pagar um valor fixo pra poder comer a vontade, achei bem vantajoso, não tem tanta opção mas o que tinha lá disponível pra comer eu gostei, fica a dica ai pra quem gosta de comer bem. Nosso voo até Madrid foi bem tranquilo, eu prefiro sentar no corredor pra poder levantar e esticar um pouco as pernas sempre que eu quiser já que tenho problemas de circulação na perna esquerda. O espaço entre pernas da Ibéria nesse voo achei ok, entretenimento a bordo tinha filmes atuais, alguns que haviam acabado de sair do cinemas (vi uns 3 filmes durante toda a viagem acho), e a comida achei ok tbm. Chegamos em Madrid por volta das 6h00 do dia 05/11, a imigração foi bem tranquila, ao contrário do que eu temia (ainda mais eu que sempre vejo aquele programa da National Geographic, Aeroporto: Madrid) kkkkkkkkk! Tinha umas 2h15m até a nossa próxima conexão que sairia de Barajas, fomos ao banheiro, enchemos nossa garrafinhas de água e sentamos um pouco para aguardar a abertura do embarque. Esse segundo voo até Roma foi o mais tenso de TODA a viagem, durante a aproximação do Aeroporto de Fiumicino estava ventando demais, tanto que o avião teve que arremeter na primeira tentativa de pouso. Hj em dia eu sou bem tranquilo em relação a viagens de avião, desde que tudo ocorra bem, nunca havia passado por uma situação mais tensa como dessa vez. Na segunda tentativa eu achei que não daria para pousar novamente pois o avião estava sofrendo muita resistência do vento, porém, o piloto optou por fazer o pouso assim mesmo e graças a Deus hj eu estou aqui contando esse relato pra vcs hahahahahahaha! Assim que o avião pousou todos bateram palmas (inclusive eu, óbvio) kkkkkkkkkk, chegamos por voltas das 11h00 em Roma. Saímos do avião, como não despachamos malas então foi bem mais prático. Como muitos sabem o Aeroporto de Fiumicino fica afastado do Centro de Roma, cerca e 1h, é possível chegar até lá de várias formas, as mais comuns são: trem (modo mais rápido, porém mais caro) e ônibus, um pouco mais demorado porém muito mais econômico. Obviamente optamos pela segunda opção então pagamos €6,90 pela passagem até o Centro de Roma (Estação Termini). Nossa hospedagem ficava relativamente próxima da estação Termini (há 1 estação apenas), como eu não via a hora de tomar um banho e trocar de roupa optamos por ir a pé até o local, uma vez que eu não estava com pique no momento pra tentar entender o sistema metroviário de Roma. Mas antes de seguirmos passamos em uma lojinha, das várias que existem do outro lado da rua onde fica a estação Termini, pra poder comprar um Chip para o celular do meu companheiro, (eu nunca faço muita questão de comprar chip quando viajo, mas nessa viagem eu pude ver o quanto isso, ás vezes, pode fazer toda a diferença!). Compramos um da Lycamobile por €20,00 que oferecia 30GB de dados pra usar durante 1 mês e possibilidade de fazer ligações dentro de vários países dentro e fora da Europa (inclusive Brasil), mas, sinceramente? Não comprem! Ela subloca as antenas de outras operadoras e oferece um serviço bem ruizinho (que oscila entre 2/3g), comprei esse com o intuito de querer economizar mas acabou não compensando, de todos os países que fomos ele só não funcionou na Espanha, isso pq lá tem Lycamobile, porém, pra funcionar lá, o chip tem que ser comprado lá, vai entender! 😒 Roma foi a única cidade que nos hospedamos via Airbnb e achei que valeu muito a pena! Alugamos um apto dentro de uma vila próximo a estação de metrô Vittorio Emanuele, já havíamos contatado o nosso anfitrião que nos aguardaria em frente a entrada do local. Chegando lá fomos muito bem recebidos pelo Fabrizio que nos explicou tudo sobre o local que ficaríamos e um pouco sobre a região. Na Itália paga-se um imposto municipal em todo lugar quer você se hospeda (hotel, hostel, Aibnb) de € 3,00 por dia por pessoa, como ficaríamos 3 dias então tivemos que pagar € 18,00 pra ele. Após todas as informações ele nos deixou. Estávamos com muita fome (acabou que nem fomos tomar banho antes pois a fome era maior hahahahaha), então saímos para comermos algo, levamos os guarda-chuvas que estavam disponíveis na habitação pois chovia um pouco. Nossa primeira refeição acabou sendo uma Pizza de 4 queijos e um Arancini (que nada mais é do que um bolinho feito com as sobras do risoto que é empanado e frito). Ficou €12,50 pra cada a refeição que fizemos, incluído bebida, pedimos 2 sucos de laranja e depois dividimos uma coca-cola, como estávamos com muita fome não tivemos muito critério pra escolher onde comer dessa vez. Seguimos em frente e nos deparamos com o imponente Coliseu de Roma, já passava das 15h, então não seria nesse dia que visitaríamos, ainda sim fui ver se era possível comprar ingressos para o dia seguinte mas as bilheterias já estavam fechadas tbm. Chovia no momento, aliás, se eu puder não quero mais ir pra Europa em novembro, chove muito, por toda a Europa, e apesar de não serem chuvas torrenciais é aquela chuva que aliada ao frio da época torna a experiência um pouco desagradável pq o frio a gente encara, agora passar frio molhado, não dá! Tiramos umas fotos no entorno do Coliseu, no Arco de Constantino e decidimos comprar um pau-de-selfie para o celular com um rapaz que estava ali próximo (não adianta, eu leio sobre dicas de viagem antes de viajar mas não aprendo), pagamos €20,00 pelo pau-de-selfie, sim gente, comprei esse troço em frente ao ponto turístico mais popular da Itália podem me julgar! Pra minha felicidade encontrei o mesmo objeto por €5,00 em uma lojinha próximo a estação Termini. 🤦‍♂️ Fomos procurar um supermercado pra comprarmos umas coisas para comermos a noite e tomarmos café nos dias que ficaríamos por lá, assim que saimos meu companheiro me faz a seguinte pergunta: "cadê o seu guarda-chuva?!" 😱 Deixei as compras com ele e fui atrás do bendito do guarda-chuva, (esse é um dos motivos pela qual eu detesto andar com guarda-chuva!), refiz todo o caminho que fizemos contornando o Coliseu mas não encontrei, perdi um guarda-chuva que nem meu era logo no primeiro dia! Sem muito o que fazer voltei ao encontro do meu companheiro e voltamos pra casa, fomos de metrô já que havia uma estação próxima ao Coliseu, €1,50 a passagem. Voltamos um pouco cedo para podermos descansar da longa viagem e para estarmos descansados nos próximos dias que viriam. Gastos no dia: Ônibus Aeroporto/Centro de Roma: €6,90 Chip Lycamobile: €20,00 Taxa Municipal de Hospedagem: €18,00 Refeição: €12,25 Pau-de-Selfie celular: €20,00 Compras supermercado: €21,15 Passagem de metrô: €1,50 Total: €99,80
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    Dia 9 – Sofia Madrugamos e fomos andando ao amanhecer para a rodoviária. Como sempre. Pegamos o busum das 7. Foram mais de 5hs de viagem, com um tempo razoável na fronteira. E uma hora a mais de fuso. Fazia sol em Sofia, viva! Como fez em todos os nossos dias de viagem pelo Leste. Fomos andando para nossa pousada (no caminho passamos por um mercado local bacana, e tbm pelo Ladies Market), que na verdade eram uns quartos alugados em cima de um bar. Bem simpático, ainda ganhamos cervejas de welcome drink. E saímos a explorar a cidade. Andamos bastante, fizemos o free walking tour no fim do dia. Bem divertido o de Sofia, com 4 horários ao longo do dia. No grupo havia uma menina americana que fez intercâmbio e viveu em Floripa uns tempos, e falava português muito bem. Tivemos uma ótima impressão inicial de Sofia, ao contrário do que li algumas vezes. O destaque maior da cidade talvez seja a impressionante a catedral de Alexander Nevsky. E pensar que foi erguida para homenagear soldados russos no fim do século XIX! Rolava algum ritual (reza?) qdo entramos, de modo que me sentei para curtir aquele momento. Ficamos um bom tempo nessa curtição. A rigor, novamente andamos os principais pontos turísticos da cidade antes do walking tour, eheheheh. Mas foi muito legal caminhar novamente, e com contexto. De noite, já tarde, jantamos pela rua de pedestres. Dia 10 – Sofia (Rila) Com uma hora à frente, amanhece mais tarde em Sofia. Nem adianta acordar cedão, está escuro. Nossa meta era ir para onde saem as vans para o Monastério de Rila (atrás da catedral de Alexander Nevsky) e tentar um lugar, visto que não fizemos reserva. Deu tudo certo, havia vaga. Pagamos na hora e partimos. Elas saem 9hs, chegamos lá uns 15 minutos antes. Fomos de esquema patrão, 30 euros por cabeça. É um passeio que inclui dois patrimônios Unesco: Boyana e Rila. Inclui transporte e guia. Por conta própria sai bem mais em conta, claro, mas optamos dessa vez pelo conforto da melhor logística. Chegamos na Boyana pouco antes de abrir. Nossa recém amiga americana que fala português estava lá (ela foi por conta própria, mas só na Boyana). São grupos pequenos e limitados que entram na igreja, e permanecem lá dentro tempo contado de 10 minutos. Fomos com a guia, que tentou falar tudo rápido no espaço de tempo. É um espetáculo mesmo, bem pequena. Tudo impressionantemente preservado, sem se tratando de algo de dez séculos atrás. Na Boyana não vi os tradicionais olhos mutilados característicos da era otomana (salvo engano de minha parte). De lá nós partimos para Rila. Fizemos um caminho um pouco diferente na ida, acho que para passar por uns vinhedos. Lindo visual. No Monastério, primeiro fizemos uma visita guiada e depois ficamos um bom tempo livre. Teoricamente era para almoçar, mas dispensamos. Ficamos rodando o monastério, vendo e revendo os desenhos e a igreja. Para quem tem fome, vale a pena levar um lanche: não vi galera vendendo comida. E vale levar um casaquinho: mesmo naquele (mais um!) dia espetacular de céu azul de outubro, fazia um ventinho frio. Ah, o Monastério é um espetáculo. Pode-se ficar horas observando (eventualmente tentando decifrar) os desenhos espalhados por todas as paredes (o que me pareceu ser uma característica de igrejas ortodoxas daquela região). Vários deles foram ‘desvendados’ para nós pela guia. Outros tantos ficamos apenas admirando. Retornamos e aproveitamos para dar um rolê em outras áreas de Sofia. Confirmamos que achamos a cidade bem agradável. Era nossa última janta, então demos uma boa esbanjada, a maior da viagem. E valeu a pena, comida excelente. E garçom flamenguista! Sabia cantar um pouco do hino, contou que tempos atrás um dirigente do Flamengo esteve lá e prometeu mandar pra ele material (camisa e etc) do Flamengo. Cumpriu a promessa. Apenas dois dias depois rolaria o jogo 2 da semifinal contra o Grêmio. Dia 11 - Sofia Acordamos mais tarde. Optamos por ficar mais tempo em Sofia e partir para Veliko Tarnovo de tarde. Tentamos novamente entrar na Sinagoga, mas pelo visto ela não abre pra visitas. Curtimos o mercado, comemos mais banitsa, conhecemos melhor as ruínas que foram descobertas com as escavações para o metrô, voltamos à Alexander, conhecemos outros pontos menos badalados, e pegamos o metrô para uma atração mais afastada da cidade. Era o Museu de arte socialista. Já vimos coisa parecida em Budapeste e Moscou, é um lugar onde largaram as estátuas de líderes do comunismo após a queda do regime. No caso desse de Sofia, ainda havia uma parte com cartazes da época (vimos coisa semelhante em Xangai este ano), bem interessante. Voltamos, ainda fomos no Ladies Market para Katia comprar artesanato de que ela tinha gostado. Depois pegamos as mochilas e partimos para a rodoviária. Pegamos o busum das 15hs. Demos relativa sorte, pq chegamos na rodoviária sul, que fica a uma distância caminhável do centro histórico. Então andamos! Já era noite, mas já foi bacana percorrer algumas partes da cidade e imaginar como seria no dia seguinte. Nossa pousada ficava bem numa rua histórica, foi um dos fatores que me fizeram reservar ali (foco sempre em localização x preço!). Em alguns momentos a região me lembrou Valparaíso (Chile) ou mesmo Las Peñas em Guayaquil, Equador. Mas não tem nada a ver, eram pontos específicos que me remetiam Jantamos num badalado local, a preços MUITO mais baixos que os splurges que temos em Sofia. E muito boa janta, tanto que repetimos no dia seguinte. Outra coisa que reparei na Bulgária era que todos os cardápios tinham lista de lista de alergênicos (?) que cada prato contém. E que os pratos não chegam à sua mesa ao mesmo tempo, em geral.
  27. 1 ponto
    Oi Eduardo. Vim só dar um pitaco, rs! Caso ainda não tenha passagens e tenha possibilidade de escolher outro mês, pense melhor nesta data de viagem. Agosto é o mês mais quente por lá e as temperaturas são surreais, chega a bater quase 50°C... não dá pra andar na rua, rs! Fui no "inverno" e já era bem quente... no verão é bizarro!
  28. 1 ponto
    @Vanusa Ignácio o receio de sair sozinha acontece com boa parte das pessoas, não é só com voce. O fato de sair da sua zona de conforto e ir em busca do novo pode ti deixar com um pé atrás mas lendo bastante sobre seu destino e com um bom planejamento tudo dá certo. Aqui no fórum voce sempre vai encontrar pessoas comentando que vão para os mais variados lugares e tambem busca companhia, talvez voce possa encontrar alguem e ir junto. Mas na minha opinião acho isso um tanto quanto complicado pois encontrar alguem que esteja disposto a ir pra onde vc quer, na mesmo época e ficar o tempo que voce pretende pode ser um tanto quanto complicado. Saiba que em qualquer hostel que voce se hospedar SEMPRE terá viajantes dos mais variados lugares ou ate mesmo gringos e voce poderá facilmente fazer "amizade" e curtir a cidade juntos. Viajando aqui no Brasil voce nao terá problema com o idioma, caso fale apenas o portugues, e é muito simples se virar pra achar qualquer coisa, entao nao dependa de outras pessoas pra viajar, ja faça um planejamento prévio, junte sua grana e pé na estrada! Boa sorte!
  29. 1 ponto
    Puxa período do meu aniversário também rsrs ... mas só terei férias em junho.20 ...mas ficarei pelo Brasil mesmo rsrs viagem à Europa só em junho mesmo. Legal saber que você está nos grupos ...tempo deste, conciliaremos interesses e viajaremos juntas. Boa viagem. Eu Sou Nìce - SP
  30. 1 ponto
    Parceria para projeto/aventura/trabalho (via internet, fotografia, filmagens aéreas, produção de conteúdos e/ou outros) percorrendo Rio, SP, PR, SC, RS, Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Goiás e MG. Parceria inclui rateio de: a) montagem de roteiro base; b) compra/montagem de motorhome (sprinter 313 ou 413); c) combustíveis/pedágios/eventuais manutenções; d) compras para alimentação. Capacidade para 2 ou 3 pessoas. Planejamento: fevereiro de 2020, compra do veículo; março a junho de 2020, montagem do motorhome. Saída de BH/MG dia 01/08/2020. Focos principais da viagem: contemplação da natureza, treking, bike (se apenas 2 pessoas dá para levar bikes), fotografia/filmagem aérea (drone), elaboração de conteúdos, exploração de glaciares e maiores lagos, montanhas, vulcões e locais de interesse da América do Sul.
  31. 1 ponto
    Comecei a ler o post e fiquei desesperado, agora lendo os últimos relatos estou mais tranquilo. Acredito que as coisas deram uma esfriada por lá e como alguns relataram, provavelmente, se for esquentar, será apenas após as próximas eleições. Estou indo acompanhado e vou entrar na Bolívia no dia 27, passarei alguns dias em La Paz e o reveion na Isla del Sol, depois partiremos para Cusco e depois voamos para calama para ir ao Uyuni e voltar para Santa Cruz... Se alguém tiver programação que bata com a nossa...
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    Dia 5 - Ohrid Acordei 4:40 e fomos andando para a rodoviária. Ninguém nas ruas. Nem carros. OU melhor, passamos por uma alma viva pelo caminho. Nosso busum das 5:30 partiu certinho. Na rodoviária, pessoas simpáticas nos ajudando com informações sobre qual ônibus pegar. As janelas dos ônibus (salvo engano, de todos que pegamos) não abrem. E nessa viagem o motorista fumava! Dentro do ônibus! Relação com cigarro no Leste Europeu nos remonta aos anos 80 ou 90 no Brasil. Enquanto sol nascia e o ônibus pegava galera pelo caminho eu assistia novamente a “Cinema, Aspirinas e Urubus” no celular. Que filme bacana! Foram quase 3,5 horas até Skopje, de modo que chegamos a tempo de emendar com o busum das 9hs para Ohrid. Depois vimos que outras pessoas que vierem de Prizren no ônibus conosco fizeram a mesma rota. A Macedônia do Norte fazia parte da antiga Iugoslávia. Predomina o cirílico. Ganhou independência em meio à debacle iugoslava, nos anos 90. Teve briga com a Grécia pelo nome (por isso ficou “do Norte”). Muito pouco conhecida pelo Brasil no geral. Outras 3hs depois, chegávamos a Ohrid. Fomos a pé para o centro. Achamos endereço da nossa pousada, que na verdade eram aptos alugados. Tocávamos e nada de atenderem. Já estávamos desistindo quando alguém abriu a porta para deixar o lixo na rua. Era o pai do cara que alugava os aptos. Salvos na hora h. Largamos nossas coisas e partimos para o rolê geral. Nesse dia não entramos em lugares pagos, só queríamos conhecer e explorar a pé o centro histórico. Assim fizemos. Ohrid é muito bonita, com um lago lindo, e um visual extraordinário da igrejinha sobre o lado – a igreja de São João Teologista (!). É a foto mais famosa de Ohrid, e com muita razão de ser. Andamos muito, relaxamos muito (pausas aqui e ali, sempre com visual), curtimos muito esse dia. Dia 6 - Ohrid. Saímos bem cedo, ainda fazia frio. Fomos conhecer a igrejinha agora com o sol pelas costas, diferente do fim de tarde de ontem, com o sol pela frente. Meus caros, que visual. Que visual! E sem ninguém. Descolamos um barco para conhecer outra das principais atrações locais: o monastério de São Naum. Havia 2 opções: barco de 10 euros com maior galera, e barco de 20 euros com umas dez cabeças. Fomos no mais patrão (20), também pq ele ainda faria uma parada adicional pelo caminho. A trilha sonora do barco, como de toda a Macedônia (turística?) era de músicas lentas dos anos 80. Ouvimos no barco, nos restaurantes, nas ruas. Não sei se era moda, ou se era para turistas. Notamos. E curtimos. O barco vai margeando o lago e para primeiro no Museu Bay of Bones. Bem bacana. Em seguida para também na igreja de Zhamusca (se é que anotei o nome corretamente!). Bacana tbm. Entradas sempre 100 dinares. 60 = 1 eur. E chega no S. Naum, onde fica por 2,5 horas. É a pausa do almoço, da qual não conseguimos escapar quando estamos em grupo. É aquela coisa de restaurantes grandes, mesa reservada para grupos, etc. Dispensamos e ficamos rodando a área. As 2,5 horas são mais que suficientes. St Naum é linda! Tem afrescos dentro, mas que também não podem ser fotografados. Belíssimo visual, espetáculo mesmo! Depois de muito rolê, e uma breve pausa para cervas (viva um mercadinho local!), regressamos às 15:30. 1h depois estávamos de volta a Ohrid. Partimos para um bar de praia, onde ficamos curtindo o pôr do sol, mais um espetáculo. Jantamos de frente para o lago (esbanjada), aproveitei para experimentar a famosa truta de Ohrid. Achei nada demais não. Mas o momento foi sublime. E ainda demos um longo rolê noturno para curtir as atrações iluminadas. Que lugar bonito, Ohrid. Dia 7 – Ohrid Acordar cedo para outro rolê matinal. Era dia de entrar nas atrações, e a primeira que fomos foi a Fortaleza. A placa dizia que abre às 9hs, mas não estava aberta às 9. Então partimos para fazer trilhas, conhecer outras igrejas, rever (sempre!) aquele espetáculo da igreja do São João (Kaneo, o Teólogo?). Mais tarde voltamos e a Fortaleza estava aberta. Bacaninha, belos visuais. Entramos em casas-museus e igrejas pagas, curtimos a cidade. Em geral custavam 50-100 pra entrar. Revimos lugares. Em Ohrid uma das coisas mais bacanas a se fazer é flanar pelas ruas do centro histórico, em diversas horas do dia, perder-se por elas, e reencontrar-se. Preferencialmente, se puder, tentando olhar ao redor, 360 graus. Eventualmente vc tem uma vista espetacular atrás de vc. Nesse dia tentamos outra esbanjada na janta, e novamente achei que não foi nada demais. Ao menos o vinho da casa era bem saboroso. Dia 8 – Skopje Dormi mal nessa noite, não me lembro o pq. Fiquei achando que bebi pouca água no dia anterior. Enfim, saímos às 6:15 da matina para a rodoviária. É tranquilo ir andando, quase ninguém nas ruas. Pegamos o busum das 7:15 para a capital. 3hs depois estávamos em Skopje. Aproveitamos para comprar o bilhete de outro busum, agora para Sofia para o dia seguinte. Custou o dobro do que estávamos pagando. Como de hábito, fomos andando para o hotel. Os taxistas até falavam que custava apenas 2 euros para o centro. Tinha lido sobre taxistas malandragem na rodoviária, de modo que já estava no radar ir andando mesmo. Nosso hotel na região do bazar ainda não estava pronto, chegamos antes da hora de checkin. Deixamos as coisas lá e fomos explorar a cidade. Só teríamos aquele dia. Comemos comida de rua no bazar, percorremos partes nova e velha, ambas mais de uma vez, curtimos cervas artesanais no bazar, curtimos sobretudo as enormes estátuas que hoje caracterizam a cidade reformada. E as pontes, com sucessivas estátuas de personalidades históricas locais. Tem um memorial interessante dedicado à Madre Tereza, que nasceu no que hoje é Macedônia quando a região fazia parte da Albânia. E curtimos o entardecer na Fortaleza da cidade, que nos pareceu bem largada. No Lonely Planet havia informação de que (na época do texto) dois museus estavam em construção lá dentro. Do que identificamos, um estava construído e fechado, sem nada dentro. O outro pareceu ser uma construção largada no meio. Nesse dia jantamos muito bem pelo bazar, num lugar tradicional, e a ótimos preços. Ainda demos um rolê noturno para ver os monumentos iluminados, sobretudo as pontes. E fomos dormir, dia seguinte era pra madrugar novamente. Skopje foi um dos lugares eleitos para ficarmos apenas 1 dia nessa viagem. Prizren foi outro. Mas eu teria ficado mais um em Skopje, sinceramente. Uma das coisas que vimos com alguma frequência nos lugares em que estivemos na Macedônia, e que já havíamos lido sobre isso antes, é a questão de lixo. Estava na parte de ‘Dangers & Annoyances’ do Lonely Planet, o ‘littering’. De fato, detectamos isso em alguns lugares por lá. Mas não nas ruas bacanas do centro histórico de Ohrid ou mesmo do centro de Skopje. Mas vimos nos parques, fortalezas e etc. Nada diferente do que vemos no Brasil, diga-se. É como se as pessoas desconhecessem a existência de lixeiras (e, de fato, elas nem sempre são lá muito presentes), então vão largando o lixo pelo caminho. No nosso dia em Skopje, estavam distribuindo latinhas de uma fanta nova, amarela. Vimos várias latas largadas em plena mureta da ponte de pedestres. Surreal. A Fortaleza também carecia havia tempos de uma boa limpeza.
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    Puta que pariu! Isso não é um relato, é uma bíblia! Ainda bem que conheci boa parte dessas atrações porque eu nunca vou ler isso tudo
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    Tbem estou querendo ir Você já tem um roteiro ?
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    Carra que massa essa aventura, tenho a mesma vontade pulsando incansavelmente dentro de mim mas tenho alguns impecilios que não me permitem fazer isso agora, curti sua iniciativa e vai ser uma fase muito legal, te desejo muitas felicidades e se puder ir reportando algumas informações e experiencia segue meu zap 49 9 99648929 Lucas.
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    @Iago Nunes Baah manin tamo aí pra ajudar sempre, se precisar de algo, pode me chamar no what’s se quiser +56 9 33329586
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    Olá Pessoal Estarei em Salvador de 19 a 22/11 depois sigo para a Chapada Diamantina pra fazer trekking no Vale do Pati. Se alguém tiver interessado em fazer junto seria legal. To indo sozinha Meu whatsapp 98 988583191
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    Boa tarde, Ricardo! Também estou planejando um mochilão pela América do Sul, sem destino definido. Temos algumas coisas em comum, sou professora e adoro registrar tudo que faço. @FtRicardo Me chama no whatsap 19 98370-2985
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    Pessoal agora em agosto viajei para Cancun sozinha, minha primeira viagem. Foi incrivel, lugar maravilhoso, fiz muitos amigos, precisando de dicas eh só mandar!!! Complementando o post, eu era mochileira de primeira viagem, segue abaixo relatos de gastos: Então eu gastei 5 mil, pq paguei MUITO cara a passagem, pois nela não consegui comprar com antecedência e por medo fiz por agência, desses gastos R$2.500,00 foram de passagem, a única coisa que me arrependo, se fosse hoje eu teria comprado por conta a passagem também, comprei o seguro viagem que ficou em uns R$200,00, então R$2.700,00 foram gastos extras, de passeios deixei um para cada dia, esses são mais caros, pois todos cobrados em dólar. Fiquei em hostel gastei apenas R$300,00 os 9 dias, até pq como nos passeios ficamos o dia todo fora não compensa pagar o resort (ao meu ver), não fiquei na zona hoteleira, mas o acesso do centro foi super fácil e a cidade não para, quando fui para coco bongo e señor frogs voltei de ônibus e de madrugada. No total ficou até o que expliquei R$3.000,00. Os outros R$2.000,00 foram divididos entre passeio, lembrancinhas e alimentação que comprávamos no mercado mesmo, cervejas. Será q agora expliquei bem?! Desculpa! Passeios que não faria mais, nadar com os golfinhos, a foto custava acho que mais de $50,00 MUITO CARO e não permitem entrar com câmera!!!! Foi no Xel Ha, alimentação vale a pena, o restante não gostei. Amei o cenote, passeio que mais vale a pena!!!!!!!!! Fui para Isla de las Mujeres por conta, vale a pena, praias maravilhosas!!!!!! Como estava sozinha fiz quase todos os passeios pela agência tio nenê (exceto Isla de las Mujeres), ele é super atencioso e chorando um pouco vc ganha coisas a mais nos passeios e brindes, rsrsrs Inclusive transfer, amei ele!!! RESSALVA: Então eu gastei 5 mil, pq paguei muito cara a passagem, pois nela não consegui comprar com antecedência e por medo fiz por agência, desses gastos R$2.500,00 foram de passagem, a única coisa que me arrependo, se fosse hoje eu teria comprado por conta a passagem também, comprei o seguro viagem que ficou em uns R$200,00, então R$2.700,00 foram gastos extras, de passeios deixei um para cada dia, esses são mais caros, pois todos cobrados em dólar. Fiquei em hostel gastei apenas R$300,00 os 9 dias, até pq como nos passeios ficamos o dia todo fora não compensa pagar o resort (ao meu ver), não fiquei na zona hoteleira, mas o acesso do centro foi super fácil e a cidade não para, quando fui para coco bongo e señor frogs voltei de ônibus e de madrugada. No total ficou até o que expliquei R$3.000,00. Os outros R$2.000,00 foram divididos entre passeio, lembrancinhas e alimentação que compravamos no mercado mesmo. Será q agora expliquei bem?! Desculpa!
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    @Rafael Pioltine nao deixe pra fazer sua reserva na Tailandia proximo da viagem pois nessa época alem dos preços subirem bastante, 99% dos locais exigem uma quantidade mínima de diárias (4 - 5 - 6...), principalmente se voce pretende ir para lugares mais conhecidos pelas festas. Entao reservando antes vc consegue fazer a reserva conforme a programaçao do seu roteiro, nao tendo que diminuir ou aumentar nenhuma estadia desnecessariamente.
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    Cancún acho mais badalado!!! Mas os dois são ótimos!!
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    Olá Mochileiros! Após algumas mochiladas, resolvi compartilhar a última delas aqui com vocês. O destino...Salvador!! Como um bom entusiasta da História desse País, não poderia deixar de conhecer a Terra dos Orixás...Então vamos lá! Eu e minha esposa embarcamos no aeroporto de Natal/RN com destino a Salvador, onde ficaríamos de 23/03 a 27/03. 1º Dia 23/03 - Orla Praia da Barra / Farol da Barra. Chegada em Salvador às 13:30. Solicitei o Uber (Aconselho fazer uso da Ferramenta. Me ajudou bastante nos trajetos, e Salvador tem uma frota considerável de Uber's, logo, em média 5 minutos já tem algum na sua frente). Fiquei hospedado na Pousada O Ninho. É uma pousada simples, no entanto a localização supera a simplicidade da Pousada. Fica a 500 metro do Farol da Barra, no Bairro da Barra (Super indico o Bairro - ótima estrutura, com vários restaurantes, farmácias, supermercados, etc)...Passado toda essa introdução, vamos ao relato. . Assim que chegamos na Pousada já partimos para o Farol da Barra e também comer alguma coisa, estávamos mortos de fome. De cara comemos uma mariscada em um restaurante chamado Van Grogue (escrito assim mesmo) uma rua por trás da Orla. Comida deliciosa e em uma quantidade farta. Pagamos R$ 120,00 para duas pessoas com Refrigerante. Barriga cheia, hora de bater perna. Andamos mais 200 metros chegamos no Farol da Barra. De cara um ambulante querendo me dar de "presente" uma fitinha (Em Salvador tem muitos, vários ambulantes com história de que é um presente, não aceite, caso contrário você ganhará um carrapato no seu pé...rsrsrs). Dei um NÃO com firmeza e segui para o Farol. No Farol tem um o Museu Náutico, não entrei, preferi ficar na redondeza para acompanhar o pôr-do-sol. Só vendo para crer...um dos mais lindos que já vi na minha vida. Não deixe de assistir a esse espetáculo no Farol da Barra. ESPETACULAR!!!!!. Após o sol se pôr demos mais uma caminhada na Orla e fomos para a Pousada. A noite ficamos na Orla mesmo e tomamos um Açaí e retornamos para a pousada porque o dia foi puxado. 2º Dia 24/03 – Pelourinho / Mercado Modelo Acordamos cedo, tomamos café, pegamos a câmera fotográfica e o destino, Pelourinho!!! Chamamos o Uber, em 6 minutos já estava na porta da Pousada - R$ 13,00 da Barra até o Pelourinho, para duas pessoas. Iniciamos nossa saga pelo Terreiro de Jesus. Seguimos para a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco. Um espetáculo de expressão do Barroco Brasileiro. Logo em frente à Igreja um Senhor, cujo o nome é Chico, me abordou com uma voz bastante serena. Ele é guia na região do Pelourinho. Das últimas viagens que fiz não optei por Guia, senti uma certa lacuna nas informações. Pois bem. Fechei o passeio pelos principais pontos do Centro Histórico por R$ 100,00. A Ordem Terceira é um espetáculo à parte. Todo o complexo é formado por um rico acervo de imagens sacras. A Igreja de São Francisco é uma obra suntuosa. Afirmando o poderio da Coroa naquela época. Após finalizar essa visita fomos conhecer a primeira ligação direta entre a Cidade Baixa e Cidade Alta. Um tipo de teleférico. Fica por trás da Igreja Matriz, ao lado da Praça da Sé. Depois seguimos para conhecer a Primeira Faculdade de Medicina do Brasil. Lá estava tendo uma amostra das Religiões Afro-Brasileiras (confesso que sou apaixonado por este assunto). Fiquei um bom tempo visitando as obras e lendo tudo que era de informação..rsrsrs. Seguimos a ladeira que fica ao lado da Faculdade, nessa rua fica lojinhas de artesanatos e alguns artistas no meio da rua Pintando quadros. Concluindo esses principais pontos liberamos o Chico, nosso Guia, e fomos bater perna pelo Pelourinho. Conhecemos algumas lojas de artesanatos e seguimos para o Elevador Lacerda, que fica a 200 metros da Praça da Sé. A vista lá de cima é linda, contemplando toda a Bahia de Todos os Santos. Descemos para conhecer o Mercado Modelo. Valor para utilizar o elevador, R$ 0,015 centavos por pessoa. Assim que saímos do Elevador de cara já se ver o Mercado. Um ponto para turistas, com centenas de Lojinhas com artigos artesanais. Os preços de lá são melhores do que no Pelourinho, aconselho comprar as lembranças por lá mesmo. No segundo Piso, no final do Mercado tem doi s restaurantes com um anexo que dá para a Bahia de todos os Santos, muito bacana por sinal. Almoçamos por lá mesmo. Logo depois do almoço retornamos para a Cidade Alta e demos mais algumas voltas, isso já era quase 16:00h. Solicitamos o Uber e voltamos para a Pousada. A noite fomos jantar em um restaurante próximo do Farol da Barra, o Caranguejo do Farol. Comida deliciosaaaaaa!! 3º Dia 25/03 – Igreja Nosso Senhor do Bonfim / Ponta do Humaita / Pelourinho O terceiro dia foi dedicado a conhecer o Centro Histórico da cidade Baixa. Fomos com destino a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Uma Igreja linda e rodeada de fitinhas, cada uma com seu desejo. Assim que chegamos fomos abordados por no mínimo 5 ambulantes de uma vez. Como eu já sabia o tratamento, fui mal educado mesmo. Se você for muito educado eles tomam de conta, e você quando perceber está cercado de inúmeros deles...Pois bem, estava para iniciar a missa mas não ficamos para assistir. Conhecemos a Igreja, tiramos algumas fotos e seguimos para a Ponta do Humaita (Na região da Igreja do Bonfim não tem muitos lugares para conhecer – Tem a tão falada sorveteria da Ribeira, mas não tinha tanta curiosidade em conhecer). A Ponta do Humaita é um lugar lindo. De lá conseguimos avistar a cidade de Salvador de longe. Parada obrigatória, heim!!! Como mencionei, nessa região são poucas as opções, então o passeio foi rápido, algo em torno de 2 horas. Retornamos para o Mercado Modelo para comprarmos algumas lembrancinhas que faltavam e retornamos para o Pelourinho. Chegando no Pelourinho fomos na Loja que vende artigos do Olodum (Não lembro o nome do Local – Fica na rua Lateral que dá acesso ao Pelourinho). Compramos algumas camisetas e partimos para a Fundação Casa de Jorge Amado – R$ 5,00 por pessoa. Um lugar que guarda um considerável acervo tanto do Jorge Amado quanto da Zélia Gattai. Aconselho todos a conhecer. Lugar incrível e que guarda a história de um dos maiores escritores do nosso País. Saindo de lá partimos para a Santa Casa de Misericórdia de Salvador. É um monumento gigantesco, que dá acesso a uma vista espetacular. Nesse local conseguimos avaliar um ótimo serviço. Taxa de visitação R$ 6,00. Toda a visita é acompanhada por um guia. O mesmo nos leva aos principais pontos da Casa. Lugar que guarda alguns mistérios ligados a Maçonaria no período Colonial. Na minha opinião, lá encontrei a melhor estrutura para recebimento de Turistas. Fica próximo à Praça da Sé e ao lado da Cruz Caída. Finalizando o segundo dia no Pelourinho retornamos para a Barra, era hora do Sol né gente?! Rsrsrs. Fomos caminhar na Orla. Conhecemos o Forte Santa Maria (a entrada é grátis, o que paga é o museu. Estava afim de passear na Orla, por isso que não tive acesso ao museu). A Barra é uma praia de ondas fortes e pedras, mas achamos um lugar ótimo para o Banho. Em baixo do Farol da Barra (na verdade aos “pés”) tem umas piscinas naturais ótimas para tomar banho e relaxar. Após o banho de mar retornamos para a Pousada. A noite fomos jantar no Shopping Barra que fica próximo a orla. 4º Dia – Ilha de Itaparica Para o último dia dedicamos a conhecer a tão famosa Ilha. A Ilha de Itaparica. Seguimos de Uber (como sempre...rsrs) até o Terminal Marítimo de Salvador, por trás do Mercado Modelo. De lá pegamos uma espécie de Catamarã (Mas tem a opção de Lancha ou Escuna – São passeios mais caros). Para a travessia pagamos R$ 8,50 por pessoa. Travessia dura mais ou menos 40 minutos e vai lotada de gente..rsrsrs. A Ilha se divide em duas Cidades: Itaparica e Vera Cruz. O Catamarã que pegamos nos deixou em um Terminal na cidade de Vera Cruz (Local com uma estrutura Péssima). Ao chegarmos fomos prontamente abordados por Taxistas oferecendo o deslocamento até o outro lado da Ilha. Por sermos Turistas eles tentam se aproveitar. O primeiro me ofereceu o deslocamento por R$ 30,00, mas andei mais um pouco a frente e consegui por R$ 20,00 para duas pessoas. Não consigo compreender como uma Ilha com duas Prefeituras se torna um lugar tão esquecidos pelos Governantes. Sem estrutura alguma para os visitantes. Enfim, seguimos para a Praia de Ponta de Areia (ouvi bons relatos dos visitantes sobre esta Praia). A praia em si não tem muitas opções, no entanto tem um Mar Azul e lindas paisagens. Ficamos em um Barzinho de comida cara (era o melhorzinho). Marcamos com o Taxista que foi nos deixar que queríamos retornar às 14:00 para o terminal, e assim fizemos. A volta é pior do que a ida. Tivemos que esperar em uma fila para comprarmos o bilhete de volta. Um terminal sucateado, muito sujo. Chegando em Salvador e o que queríamos era só cama..rsrsrs. A noite saímos para Jantar na Barra e voltamos para a Pousada, estávamos mortos de cansados. 5º Dia – Volta pra casa. Acordamos cedo, nosso voo era às 11:00 (não conhecemos o transito da cidade, né). Pagamos no Uber 48,00 da Barra até o aeroporto. Em média 50 minutos. Comentários importantes: • Se quer se deslocar de maneira mais rápida e segura solicite o Uber (e claro se tiver com uma grana suficiente para esse trajeto – Caso contrário vai de Buzu que a diversão será a mesma..rsrsrs). • O Pelourinho tem um efetivo Policial baixo, no entanto eles se dividem, ficando dois ou três nas esquinas e praças. Te passa uma sensação de segurança maior. • Não seda as fitinhas dos ambulantes. Deem um não firme e siga, eles realmente são chatos pra caramba. • Pelourinho dá para conhecer em 2 dias suficiente. • Encontrei muitos prédios fechados – Isso é um ponto negativo. • O Bairro da Barra tem uma estrutura ótima. • Ilha de Itaparica tem uma estrutura péssima e poucos atrativos. Valeu Galera Mochileira, Luz e Paz para todos!
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    Esta viagem começou em Luxemburgo e terminou na Bélgica. Vou postar aqui somente a parte relativa ao Leste Europeu -- acho que este espaço carece de relatos específicos de lá. O relato da parte ocidental da viagem, Luxemburgo e Bélgica, está aqui. Estivemos no Leste Europeu numa viagem bem bacana que fizemos em 2011, partindo de Helsinki e terminando em Ljubljana. Desde então, voltar ao Leste Europeu sempre esteve no meu horizonte, mas não era nosso Plano A dessa vez. Nem B, nem C. Para as férias de 20 dias, nossa ideia era ir para a Ásia. Japão ou Sudeste. Cacei passagens a preços decentes para esses lugares, mas não houve tempo hábil -- tive de adiantar minhas férias e tivemos muito pouco tempo para nos prepararmos. O plano B era o Canadá. Surgiu uma boa promoção para lá, mas quando nos deparamos com a tormenta que é solicitar o visto para lá, desistimos. Tem muito país no mundo de portas abertas para visitar. Eis que então a Air France aparece com uma mega oferta de passagens (2,2 mil) para Paris. Compramos na hora. Depois decidiríamos o que fazer. E decidimos voltar ao Leste Europeu. Da outra vez em que estivemos no Leste, minha ideia era ter percorrido mais países da antiga Iugoslávia. Eu havia estudado brevemente a história do país na infância e tinha muita curiosidade de ver os “novos” países, surgidos após a implosão da união eslava. Só que, na época, a Sérvia exigia visto. Cortei da viagem, e, por logística, a Bósnia também. Dessa vez, finalmente acabou essa besteira de visto, então a Sérvia estava de volta ao mapa. Bósnia idem. E acrescentamos a Romênia, outro país que eu queria muito visitar. Passamos duas semanas entre eles. Nós conseguimos um vôo low cost partindo de Dotrmund para Bucareste, mas no meio da semana. Aproveitamos os dias anteriores para conhecer Luxemburgo, que pode ser conferido no outro post. O roteiro do Leste (a grosso modo): Dias 5-6 – Bucareste Dias 7-9 – Brasov (com Sighisoara, Bran e Rasnov) Dia 10 – Sibiu Dia 11 – Timisoara Dias 12-14 – Belgrado Dias 15-17 – Sarajevo Onde ficamos (lugar / hotel / diária) Bucareste - Crazy Duck Hostel – 30E Brasov - Pension Casa Samurai – 24E Sibiu - Guesthouse Casa Baciu – 30E Timisoara - DownTown Hostel – 35E Belgrado - Hostel El Diablo – 22E Sarajevo - Guesthouse AE – 20E Todos reservados via booking.com. Nenhum pago antecipadamente. Todos os lugares em quarto de casal com banheiro privativo. De um modo geral, todos atenderam plenamente nossas expectativas. Nesses países do Leste Europeu, os albergues ainda têm preços MUITO convidativos para quarto de casal (coisa que praticamente não consigo mais nos países mais badalados, fica mais em conta ficar num hotel guerreiro do que num albergue). Passagens compradas antecipadamente: Rio – Paris – Rio (AirFrance) = 2,2 mil reais cada. Ótima promoção da AirFrance – o dólar dispararia semanas depois. Dortmund – Bucareste (WizzAir) = 34 euros cada Sarajevo – Colônia (Germanwings) = 81 euros cada Orçamento: 100 euros/dia por cabeça na Europa Ocidental. Nos países do Leste, um pouco menos da metade disso. Isso inclui hospedagem, alimentação, passeios, cerveja e transportes internos não comprados antecipadamente. Exclusive passagens aéreas. --------------- A Katia publicou um resumão de toda a viagem no blog dela (a maior parte das fotos que publicarei aqui são de lá), em duas partes: Parte 1 Parte 2
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    Dia 18 – Sarajevo - Bruges Nosso último dia de Leste Europeu. Saímos cedo para passear pela cidade, como sempre. Tomamos nosso tradicional burek com iogurte, tomamos um café bósnio (que é igual ao turco e ao sérvio). Flanamos pela área mais bacana de Sarajevo, esticamos para o outro lado e percorremos novamente as diversas ruas de pedestres da cidade. Foi nossa despedida. O dia seria de transporte. Igreja da Mãe Sagrada e estátua que representa a paz Um dos vários cemitérios a céu aberto espalhados pela cidade Fomos para o aeroporto de Sarajevo, de onde pegamos nosso voo da Germanwings para Colônia, Alemanha. Foi bem mais tranquilo e confortável do que a WizzAir para Bucareste. E foi exatamente no mesmo dia, e quase na mesma hora, do acidente com a Germanwings na França. Que eu sabia ou tenha visto, ninguém no aeroporto sabia. É o tipo de coisa que deve gerar pane. Só fomos saber dentro do trem, já partindo para a Bélgica. Chegamos em Colônia e logo compramos passagem de trem para Bruges. Comprando na hora sai caro, claro (bem mais caro que a passagem de avião desde Sarajevo!), mas achei preferível assim do que arriscar comprar antecipado e perder o trem (e ter de comprar novamente!) em função de eventual atraso no voo. E lá fomos para Bruxelas de TGV. Foi quando tivemos acesso à inet e recebemos a notícia da tragédia no Germanwings. Conectamos em Bruxelas para Bruges, onde já chegamos de noite. E com chuvinha fininha. O relato aqui retorna ao post sobre Luxemburgo e Bélgica.
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    Dia 15 – Sarajevo Nós teríamos comprado antecipadamente a passagem de Belgrado para Sarajevo. A ideia inicial era voar, dado que não tem trem e que o busum leva muito tempo. Quando tentamos comprar, meses antes, no site da BIH (a cia aérea Bósnia), não conseguíamos, dava erro. Em paralelo, eu vi que a Air Serbia tinha preços mais ou menos estáveis, então deixamos para ver no local. E fizemos muito bem, porque descolarmos um transfer de taxi por meros 25 euros cada. Foi tudo bem na viagem, tranquila. É uma van. Exceção única ao incrível longo tempo para cruzar uma simples ponte e conseguir entrar na Bósnia. Haja burocracia! Levamos nada menos que uma hora e meia pra isso. Paisagem rural na Bósnia-Herzegovina No caminho pegamos alguns belos visuais de áreas ainda com neve na Bósnia. Chegamos em Sarajevo já no início da tarde e felizmente nosso hostel era bem central. Dia de sol! Ficamos apenas flanando pela região até o fim do dia. Rio Miljacka É nítida a influência muçulmana na cidade, remete ao período turco-otomano. Você vê mulheres com véu e sem véu andando pelas ruas numa boa. Consta que boa parte da população local é muçulmana, mas isso tende a ser algo muito mais de caráter étnico do que religioso. As pessoas em Sarajevo bebem álcool e vão a boates, mesmo muçulmanos. Porém, parece que a noite por lá fecha cedo – e por isso vimos muita gente muito arrumada a caminho da night já cedo, tipo umas 19hs. Pracinha, pombos, etc. Rua de Bascarsija Dia 16 – Sarajevo Dia nublado, tiramos para passear pela cidade. Cogitamos de fazer o free walking tour local, mas tinha de agendar antecipadamente, então decidimos fazer por conta própria mesmo. Saímos bem cedo, ainda bem friozinho. Fomos numa fortaleza, de onde se tem uma bela vista da cidade. No caminho, um cemitério muçulmano, lamentavelmente cheio de crianças enterradas. As lembranças da guerra dos anos 90 estão em toda parte, alguns prédios ainda tem marcas de tiros na região central cidade. O Army Gallery é o que mais tem marcas de tiros na fachada. Panorama de Sarajevo Army Gallery, com suas marcas remanescentes de tiros Depois de passear, decidimos entrar numa galeria que exibia fotografias de Srebrenica, cidade que foi massacrada pelos sérvios durante a guerra. Chama-se Galerija 11/07/95, e fica logo ao lado da catedral. Mais do que a exposição fotográfica, o lugar projeta dois documentários: um sobre Srebrenica (não me lembro o nome, mas acho que era do Paul Lowe) e outro chamado Miss Sarajevo, produzido pelo Bono Vox, com a trilha sonora do próprio, e dirigido por Bill Carter. Ambos imperdíveis, tocantes, emocionantes (boa parte da sala estava em lágrimas ao término do Miss Sarajevo). Miss Sarajevo, aliás, tornou-se a música da viagem para nós daquele dia em diante. ------------ Miss Sarajevo: o vídeo acima contém imagens do documentário ------------ Sarajevo foi cercada e permaneceu sitiada durante quase quatro anos – conta que é o período mais longo da História moderna. Já Srebrenica sofreu um processo de genocídio comandado pelo infame Ratko Mladic, comandante militar das forças paramilitares sérvias. No vídeo citado acima, ele afirma que “hoje é o dia da vingança contra os muçulmanos”, antes de chegar a Srebrenica. O que veio depois foi o horror. Antigo prédio da Prefeitura de Sarajevo, que hoje em dia funciona como biblioteca e museu: foi destruído e incendiado por sérvios durante a guerra De tarde fechamos com uma agência o passeio até o túnel de Sarajevo, outra reminiscência da guerra que tornou-se interesse turístico. Trata-se do túnel por onde se conseguia passar (pessoas e produtos) durante o período em que a cidade estava sitiada. A área teoricamente estava sob comando das forças da ONU, mas na prática era quase um corredor polonês para os bósnios muçulmanos, que construíram o túnel para escapar da artilharia dos bósnios sérvios. É bem complicado de chegar lá por conta própria, então tivemos de ceder ao tour, que não é barato: 15 EUR por pessoa. Felizmente foi ótimo, excelente, porque enchi a guia de perguntas e pudemos conversar longamente sobre uma série de pontos que eu questionava. O mais bacana é que boa parte das minhas perguntas exigia uma resposta opinativa, e a guia não se furtava a dar a opinião dela. Conversamos até sobre o Mujica, do Uruguai! Aida é o nome dela, muito bacana. Eu já conhecia a história do túnel, e foi interessantíssimo ver na realidade. Na prática, restou muito pouco dele, o lugar serve mais como memória. Tunel Uma coisa interessante foi ver os alimentos que eram jogados pela ONU para a população sitiada. Aviões da ONU jogavam esses alimentos. Um deles, que pode ser visto no museu, era dos EUA da Guerra do Vietnã!! Era desidratado, mas ainda válido. Na volta, o motorista (que também era o dono da agência!) sugeriu de voltarmos por um caminho mais longo, passando pela área da Republika Srpska. E deparei-me com o inacreditável: uma placa homenageando o genocida Radko Mladic. A guia me explicou que a placa era constantemente vandalizada por bósnios muçulmanos, daí os sérvios passaram a montar guarda em frente a ela. De fato, havia uma dupla de sentinelas por lá, do outro lado da rua. Ok, é verdade que muita gente aplaude assassinos de diversas estirpes. Mas aquilo me surpreendeu, mesmo assim. A infame placa Na volta à cidade, fomos dar um rolê na cervejaria local, a HS Pivnica. O lugar ao lado da fábrica é espetacular, belíssimo. A cerveja nem tanto, ehehehe. Mas vale a ida só pra conhecer o lugar. Fomos jantar cevapcici novamente. Sarajevska Pivara Sarajevo Roses: Espalhadas pela cidade estão marcas de tiros, geralmente no chão, pintadas de rosa Dia 17 – Mostar/Sarajevo Saímos cedo de manhã para uma rápida caminhada nos arredores. Fomos ao mercado municipal, onde houve um horrendo massacre durante os tempos de guerra, que acabou catalisando a entrada de atores externos (EUA, Europa) na história toda. Pareceu-nos que os nomes das vítimas foram colocados num painel, mas não havia nada em inglês em relação a isso. Hoje voltou a ser um mercado normal, tipo feira. No dia anterior havíamos fechado, com a mesma agência do passeio do tunel, de nos levarem num tour para Mostar. Nossa ideia original de viagem era chegar de Belgrado em Sarajevo (o plano original era chegar de manhã cedo no aeroporto) e partir direto para Mostar, dormir lá e voltar para Sarajevo, onde ficaríamos ainda mais duas noites. No entanto, mudamos: não haveria mais voo de manhã, somente chegaríamos de tarde em Sarajevo e até descolar busum pra Mostar era alto risco de chegar lá de noite. E tudo isso pra voltar no dia seguinte pra Sarajevo. Pra completar, o hotel que havíamos reservado em Mostar nos mandou msg dizendo que tinha algum problema e que não poderia honrar a reserva. Optamos por ficar em Sarajevo mesmo todos os dias e fazer um bate-volta a Mostar. Fui ver a logística do bate-volta e acabamos optando por ir num esquema-patrão, que nos daria ainda a opção de conhecermos outros lugares pelo caminho. Achei caríssimo (55 euros pp), mas não encontrei nada mais em conta. Konjic bridge E felizmente valeu muito a pena, nosso guia também era ótimo. Conversamos MUITO, a viagem inteira. Muito sobre a Bósnia, sobre Tito, sobre a guerra (nosso guia viveu a guerra ainda menino), sobre Iugoslávia, mas também sobre Brasil, futebol e etc. Tal qual o dia anterior, o guia (Enes é o nome dele) não se furtava a das opiniões pessoais. Excelente. O tour esquema-patrão fez paradas em lugares bem bacanas pelo caminho. Paramos na estrada para um café à beira rio (Orahovica). Nosso guia nos falou que em vários lugares, quando você pede um café, ele vem com um cigarro para você fumar! Pausa para um café na estrada Depois em Jablanica, no rio Neretva, onde a ponte foi destruída exatamente quando um trem passava por ela. Isso foi na 2ª GM, num ataque dos Partisans (liderados pelo Tito). A ponte foi recriada para o filme “The Battle of Neretva”, nos anos 60. Dentre os vários assuntos que conversamos, nosso guia nos falou da novela O clone, que fez sucesso por lá. Elogiou muito, disse que foi a primeira vez que ele viu o islamismo sendo bem retratado. Outra coisa que nos contou foi de um amigo dele que, durante a guerra, foi baleado na frente dele enquanto jogavam futebol. Está vivo até hoje. Chegamos a Mostar já de tarde. A cidade é pequena e bem charmosa. É a região no entorno da ponte e... basicamente só isso! Ou melhor, tudo isso, porque a ponte (e o entorno) é muito bacana mesmo. A ponte Vista do alto da ponte Mostar foi devastada por uma outra guerra que a Bósnia teve de enfrentar: contra os croatas, antigos aliados na guerra contra os sérvios. Uma guerra dentro da guerra. Tudo indica, a muito grosso modo, que Sérvia e Croácia chegaram a um acordo para ratear a Bósnia. Sem perguntar aos bósnios muçulmanos, claro. Enfim, Mostar ainda tem muitas marcas de guerra. A pior delas foi sanada: a famosíssima e histórica Ponte de Mostar atual é (infelizmente) uma réplica da anterior, que foi destruída pelos croatas na guerra. Fotografada de tudo quanto é ângulo, repleta de restaurantes nos arredores com vistas panorâmicas para ela, e ainda lojinhas para todos os lados, a Ponte de Mostar é o grande atrativo turístico da Bósnia. Ruazinhas de Mostar “Forgive, not forget”. Esse é o lema que prevalece na Bósnia, sobretudo em Mostar. Perdoar sim, mas sem esquecer. Pareceu-me justo. Escapei rapidamente do centro histórico para conferir os prédios que ficavam na linha de guerra com os croatas. Alguns já foram reformados, mas um deles permanecia com marcas terríveis. Enes (o guia) perguntou quanto tempo queríamos ficar por lá. “Meia hora?” Ahahaha, até parece que ficaríamos só aquele tempo naquela beleza de lugar. Passeamos um pouco, depois Katia ficou no centrinho e eu fui conferir o estado de algumas regiões que ficavam nas linhas de guerra. A cidade é pequena. Ou melhor, a parte histórica da cidade é bem pequena, você percorre em pouco tempo. Mas é muito bonita com aquele rio cruzando e aquela ponte. De modo que convidamos o guia e o motorista para esticarmos o bom momento num restaurante (com vista para a ponte, claro!). Eles toparam, e assim curtimos mais uma horinha por lá. Muito bacana. Realmente é um lugar que merece dormir ao menos uma noite. Voltamos para Sarajevo, passeamos um pouco e fomos jantar. Sempre cevapcici! Fomos num restaurante recomendado e a conta para dois saiu por 4,5 euros! Viva o cevapcici e o iogurte como bebida nas refeições! Cevapcici! Fonte de Sebilj Academia de Belas Artes de Sarajevo e ponte “Festina lente”
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    Dia 12 – Vrsac e Belgrado Acordamos bem cedo e partimos, fomos andando para a estação. O trem que vai para a fronteira é beeem melhor do que o que veio de Sibiu, mas é tão lento quanto. Controle de passaportes na fronteira foi tranquilo. Guardas entram, pegam os ppts, e trazem de volta devidamente carimbados. Isso acontece na saída da Romênia e, logo a seguir, na entrada da Sérvia. Leva algum tempo. Imagino que não seja comum ver ppts brasileiros naquela fronteira. Vrsac Chegamos em Vrsac, já na Sérvia, umas 10 da manhã, ou seja, depois das 9:44, que era o horário que o trem parte para Belgado. Putz! Saímos para ver os arredores. Nem sinal de rodoviária. Fui no guichê da estação de trem perguntar sobre o próximo trem para Belgrado. Somente às 14hs e blau. Tempo demais pra esperar (Belgrado não fica longe!). Perguntei onde era a estação de ônibus e a moça, mesmo sem falar inglês, nos indicou o caminho (depois vi que a moça nos indicou um ponto de ônibus, o que nos teria poupado quilômetros de caminhada pela cidade). E lá fomos. Andando, de mochilão, pela cidade. Vimos uma agência de viagem pelo caminho e entramos. A atendente vestia-se como aeromoça de décadas atrás. Foi extremamente simpática conosco e avisou, do jeito que pôde, que a estação de busum ficava a um bom tempo de caminhada dali. Indicou um banco mais à frente para fazermos câmbio, e lá fomos. Vrsac é uma cidade pequena, muito longe de ser um grande centro. Paramos no banco. Fui trocar e ouvi que não aceitavam os leis romenos. Mau sinal, a cidade faz fronteira com a Romênia (depois isso nos deu certa dor de cabeça – e perdas cambiais! -- quando chegamos a Belgrado). O atendente perguntou de onde eu era e, quando falei Brasil, ele soltou um longo uaaaaaaauuuuu de surpresa. De fato! Seguimos andando pela cidade, em direção ao que haviam nos indicado com sendo a direção da rodoviária. Ainda paramos num outro centro de informação turística (!!), onde a atendente mais uma vez foi extremamente simpática conosco, se esforçando ao máximo para nos ajudar e se comunicar em inglês. Cativantes, esses primeiros sérvios com quem tivemos mais contato! Depois de cerca de 3,5km, chegamos na estação de ônibus. Por sorte havia um logo para sair para Belgrado. O cobrador do busum falava inglês e nos ajudou. E lá fomos. A viagem levou duas horas. Belgrado Em Belgrado, descemos e fomos andando para o albergue. No caminho vi um relógio público e achei estranho estar atrasado em uma hora. E então me deu aquele quente no corpo: e se houver fuso entre Romênia e Sérvia?? Cheguei no albergue e perguntei de cara que horas eram. Sim, havia fuso, estávamos uma hora a menos que a Romênia! Isso significa que... chegamos de trem em Vrsac às 9 da manhã e o trem era às 9:44! Que anta!! Como não vi a coisa dos fusos?? Por outro lado, como a moça da estação me indicou o próximo trem para Belgrado partindo somente às 14hs? Vai saber. Enfim, valeu por passear um pouco por mais uma cidade, Vrsac. A novela seguinte era trocar nossos leis restantes. O cara do albergue avisou que ninguém na cidade trocaria. Putz! Como assim, é um país vizinho! Tem vezes que eu me sinto marinheiro de primeira viagem, a regra é sempre evitar levar moeda de um país para outro, exceto por moedas de países primeiro mundo. Enfim, tinha sobrado uma quantia boa para deixar largada! Varei todas as casas de câmbio e bancos que vi pela frente até finalmente encontrar uma alma que, sim, trocava! Viva! Só que a um câmbio amplamente desfavorável, claro. Paciência, melhor algo do que nada. E então finalmente fomos curtir Belgrado. Nosso albergue (aliás, galera do albergue muito bacana, nos deu várias dicas e ainda nos descolou transporte para Sarajevo) ficava colado à rua boemia de pedestres local, a Skadarlija, onde ficam vários restaurantes e bares (ainda que boa parte deles seja meio turistão). Aproveitamos para almoçar num deles e foi muito bom. Comida, clima (dia de sol!) e ar livre. Skardalija Passamos a tarde flanando pelo centro e depois pelo Kalemegdan. O Kalemegdan, aliás, é lugar que rende boa parte do dia, de tão grande que é e de tantas e boas opções que oferece (passear, comer, ir ao museu, observar o por do sol...). Ficamos por lá até o anoitecer, presenciando um belíssimo por do sol. Portão do Relógio no Parque Kalemegdan Fortaleza de Belgrado Por do sol a partir do Kelemegdan Pegamos um excelente mapinha no albergue, (Spy??) que inclusive sugeria lugares para beber e comer. De cara vi o Miners Pub, especializado em cervejas artesanais. Fomos lá bater ponto, claro. O lugar tinha (felizmente!) um razoável espaço para não fumantes, uma seleção muito boa de cervas artesanais on tap e, mais bacana ainda, os caras do bar reconheceram minha camisa do Petkovic e foram me mostrar fotos do time dele quando ele começou a jogar, o estádio, etc. Muito bacana ver como o Pet é respeitado na área. Depois ainda fomos num turistão na Skadarlija, mais para tomar umas saideiras. Tinha música, performance, etc. Aquela coisa pra turista. Dia 13 – Belgrado Nesse dia fomos fazer o Free Walking Tour local. Saímos cedo para tomar um café da manhã local, ou seja, um burek com iogurte. Achamos um lugar que pareceu ser bem da galera local mesmo, tudo estava em cirílico e a moça não falava uma palavra de inglês. Curtimos a experiência, mas o unidunitê da escolha nos presenteou um burek de batata. Achei pesadão. Mas muito barato. Kneza Mihaila Demos uma passeada antes e depois seguimos para a Praça da República, o ponto de encontro do tour. Bem mais gente do que em Bucareste (mais de 20 pessoas), o que torna a coisa mais impessoal. Mas foi muito bacana também. Passamos por alguns pontos da cidade e retornamos ao Kalemegdan. Nos intervalos eu satisfazia minha curiosidade sobre questões sérvias com a guia, mas ela era bem ponderada. Estátua de Victor, um dos cartões postais da cidade que celebra a vitória na Guerra dos Bálcãs Terminado o tour, fomos tomar um café no famoso “?” (o nome é esse mesmo). Como Katia estava baleada naquele dia, com um princípio de gripe chegando, nosso instinto explorador ficou meio prejudicado nesse dia. Buscamos alguns museus para ela ficar mais protegida do frio. De um modo geral eram interessantes, mas não imperdíveis (para o nosso gosto). Um deles é o badalado museu militar, que fica no Kalemegdan. Tinha muita curiosidade de entrar, sobretudo para ver como a Sérvia retrata as guerras recentes de que participou (perdeu todas). No fim das contas, embora vasto e interessante, eu esperava encotrar mais sobre a história recente. Mas, tal qual qualquer canto do planeta (exceção feita à Alemanha, até onde eu me lembre), o museu militar sérvio opta por mostrar a Sérvia vítima – no caso, da época dos bombardeios da OTAN. Nada vi sobre o papel do país nas guerras com a Slovenia, Croácia e Bósnia. Museu militar Foi um dia atípico, em que fomos até almoçar! Aliás, um ótimo lugar, Teatroteka, que tinha sido dica da guia do free walking tour. De noite ainda fui passear pelo Kalamegdan, para ver como fica bacana com a iluminação noturna. Katia ficou me esperando, protegida do vento frio que faz na área. E ainda fomos tomar saideiras no Cervas noBlack Turtle, bar que tem cervas próprias. Visual noturno na Fortaleza Aliás, no tocante a saideiras, uma boa opção na Sérvia é a rakia, meio que a cachaça local. Geralmente é forte, mas encontramos algumas que pareciam até suco. Toma-se em shots. Dia 14 – Belgrado Tirei o nosso último dia cheio na Sérvia para fazer um longo passeio, meio que inspirado num blog que sigo que de que gosto muito, especificamente este dia: http://www.desbravandonovasfronteiras.com.br/2013/06/mochilao-10-dia-23-belgrado.html Igreja de São Marcos A ideia era seguir para o estádio do Estrela Vermelha (Red Star), o time do local do Pet, seguir para o Museu da Iugoslávia e voltar beirando o rio. Tudo a pé, sempre. Porque é a pé (ou de bicicleta) que respiramos a cidade. Mas primeiro fomos no Museu Tesla, paraíso para amantes da ciência e interessantíssimo para turistas comuns, como nós. Requer bom ouvido para inglês, o tour guiado de uma hora é acelerado, intenso, repleto de informações. Fizemos um desvio para observar alguns prédios destruídos pelo bombardeio da OTAN – não sei exatamente porque não foram reconstruídos, talvez queiram deixar a memória viva. E seguimos descendo a cidade até a Catedral de St. Sava. Catedral enorme, interior decepcionante, vazio, não decorado, parecia em reconstrução (!). Claro, se eu lesse antes ou visse fotos dos lugares que vamos, não teria me decepcionado -- mas evito fazer isso, gosto da surpresa. Catedral de São Sava Em seguida pegamos um caminho meio que no feeling (e no google maps do telefone!) até o estádio do Red Star. Fica aberto para visitação (do alto, sem entrar nas arquibancadas), tem até lojinha com coisas do time pra vender. Mas nada do Pet, ehehehe. O Marakana de Belgrado De lá seguimos para o Museu da Iugoslávia (novamente no feeling e no google maps), onde também fica o túmulo do Marechal Tito. Mais à frente escrevo um pouco sobre essa emblemática figura histórica. De qualquer forma, achei o Museu da Iugoslávia uma baita decepção. Eu esperava (equivocadamente, pelo visto) um museu de História, e nada tem de História por lá. Valeu mesmo pelo Túmulo do Tito, que ao menos conta um pouco da história dele, além de apresentar um monte de fotos e presentes que ele recebeu enquanto chefe maior da Iugoslávia. É um lugar claramente enviesado, pró-Tito. Tal qual o memorial Getúlio Vargas, que tem no Rio de Janeiro. Mausoléu de Tito De lá, cruzamos o Hyde Park local e fomos catar um acesso ao rio e, passando por ruelas, passagens subterrâneas e até shoppings, chegamos lá. Viemos caminhando de volta para a região central. Embora o rio seja margeado por uma extensa ciclovia e faixa de pedestres, a caminhada não tem lá muitos atrativos. Muitos barcos largados – alguns lugares pareciam meio que cemitério de barcos. Longa e interessante caminhada, no entanto, que nos permitiu dar nossa primeira pausa do dia (já no fim da tarde!) para uma cerva. Encontramos um bar numa área boemia da cidade, logo ao lado do rio. Não me recordo o nome de lá, mas era num dos locais onde rola a night local. Recarga feita, cruzamos a ponte para a parte nova de Belgrado, já no entardecer. A ideia era ver um pouco do outro lado, sobretudo as splavs, construções no rio que servem de bares, restaurantes, boites e até mesmo hostels. Mas que funcionam majoritariamente no verão. Na época e hora em que chegamos, só havia um restaurante aberto. Pareceu ser meio refinado, e estava cheio. De qualquer forma, trata-se de uma área muito agradável ao longo do rio. Havia muito pouca gente (e fazia frio!) naquela hora, já quase noite. Andamos muito nesse dia. Voltamos para o outro lado e fomos jantar no “que será, será", que tinha comida típica sérvia, mas que achei meio decepcionante. Felizmente tomamos saideiras num ótimo bar, chamado Blaznavac. Muito bacana, fechou bem nossa estadia na cidade. Barcos ancorados que funcionam como restaurantes Boite à beira do rio
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    Dia 10 – Sibiu Dia de céu azul. Fui na estação comprar logo os tkts de trem para Timisoara (75 lei), depois ficamos curtindo o centro histórico (e arredores de Sibiu). Cidade MUITO bonita (ajudada também por um dia MUITO bonito). Ótima cidade para um slowtravel. Para conhecer, um dia foi suficiente. Mas era um lugar tão charmoso que deu vontade de ficar mais tempo. São duas ou três largas praças +- interligadas, formando o coração do centro histórico. Geralmente são áreas somente para pedestres. Piata Mare Como era uma segunda-feira, algumas atrações estavam fechadas. Uma pena, porque havia um museu de arte popular que parecia ser muito interessante, ficava num complexo cultural que não abria às 2as. A rua principal Interior da igreja ortodoxa de Sibiu Como teríamos de encarar 7,5 horas de trem até Timisoara, nesse dia almoçamos. E muito bem! Num lugar estilo keller, com comida típica romena – ou seja, pesada, carnívora. No mais, flanamos ainda mais pela cidade até chegar a hora de pegar as mochilas no hotel e partir para a estação. Crama Sibiana O trem partiu no horário certo. Teve tantas paradas que achei que iria atrasar, mas não: chegou até mesmo antes do previsto em Timisoara. Eram cerca de 23hs, fomos andando para o nosso hostel. O trajeto era bem vazio, do tipo que no Brasil daria medo de andar. Mas lá nos sentimos tranquilos. Na chegada, mais uma recepção extremamente amigável (também havíamos avisado antecipadamente do nosso horário de chegada, e a menina nos esperou). Ainda demos uma saída rápida pela cidade, apenas para observá-la de noite. Como já era madrugada, havia muito pouca gente nas ruas. Mas pudemos ver como a Praça Victoriei é bonita. Dia 11 - Timisoara Lindo dia de sol pleno. Saímos para fazer uma longa caminhada, tendo nas mãos um ótimo mapinha que pegamos no albergue. Aproveitamos para comprar as passagens de trem para Belgrado. Praça Libertatii Timisoara passa por extensas obras de infraestrutura. Depois vim a saber que trata-se de uma reorganização e todo o sistema sanitário do centro da cidade. Por conta disso, algumas das atrações, inclusive a maior e principal praça (Uniri), praticamente inexistem no momento (ao menos naquele momento em que estivemos lá!). Consta que as obras durariam de 2011 até meados de 2015. Mas é natural que obras desse tipo atrasem, então... Piata Unirii, em obras Rodamos por praticamente toda área central da cidade e depois começamos a esticar para mais longe. Primeira parada que fizemos foi uma muito esperada visita ao Museu da Revolução Romena (Memorialul Revolutiei). Timisoara foi a cidade que deflagrou os protestos que acabaram derrubando Ceaucescu do poder e encerrando o período de comunismo ditatorial do país. O Museu surpreende negativamente na entrada: está num prédio muito mal conservado, clamando por reforma. Tem um pedaço do Muro de Berlin na entrada, uma recordação. Mas a impressão negativa para por aí: somos simpaticamente recebidos por um senhor que nos avisa que vai passar um vídeo, e depois poderemos ver o museu. Ok. Somente nós no museu naquele momento. O vídeo é ótimo. Não sei o motivo, mas achei que seria coisa de 10-15 minutos. Foi mais de meia hora. Mas foi ótimo, verdadeira aula do período. Resto do Muro de Berlim, na entrada do Memorialul revolutiei Em seguida fomos guiados por um senhor manco. Soubemos depois que ele é um aposentado que foi ferido na época da revolução e que trabalhava por prazer. Fizemos uma doação ao museu (é grátis teoricamente, mas a galera praticamente cobra a doação – demos com prazer, de qualquer forma) e fomos verificar. Diversas fotografias, várias bandeiras da época (os romenos arrancavam a foice e martelo das bandeiras, ficando um buraco), muito bom. Satisfez a sede por um museu de História. Uma sala do museu, com as bandeiras usadas na Revolução (os buracos eram para rasgar fora o símbolo comunista) Depois fomos andando até a Piata Traian, saindo do centro e conhecendo uma área menos badalada da cidade (mas com turismo crescente). Pelo caminho, parques, antigas muralhas, igrejas ortodoxas. Na volta, viemos margeando o rio, onde tem um parque atrás do outro. Passeio muito agradável. Cidade muito agradável, aliás. Mesmo com as obras! Centro cultural abrigado num dos antigos bastiões da cidade Um dos ícones da cidade é uma monumental catedral ortodoxa, que, além de enorme, é espetacular. Mas sou suspeito, geralmente eu adorei o interior de qualquer igreja ortodoxa da viagem. Catedral Ortodoxa de Timisoara Depois do longo passeio, ficamos intercalando passeios mais curtos pelo centro com paradas para recarga até anoitecer. Um dos lugares que paramos foi um agradável bar ao lado do rio. Jantamos uma boa pizza (comfort food!) e ainda demos uma volta noturna pela cidade antes de ir dormir. Era nossa despedida da Romênia. Rio Bega Piata Victoriei
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    Dia 7 - Sinaia e Brasov Sinaia Saímos cedo para a estação de trem. Eu reservei o Crazy Duck considerando a posição estratégica dele: distância caminhável tanto para o centro quanto para a estação de trem. Sempre preferimos caminhar. Compramos as passagens para Sinaia na hora, 41 lei cada. Eu achava que o trem estaria cheio de fumantes, mas não: é proibido fumar no trem. Viva, ao menos isso já chegou lá. Chegamos em Sinaia e logo encontramos o lugar para deixar as mochilas. Saiu por 10 lei cada mochila guardada. Nada de lugar automático, como em diversos cantos da Europa Ocidental, lá o esquema é deixar na salinha com a moça que toma conta. E lá fomos caminhar pela cidade até os castelos. Não há qualquer indicação nas ruas para o pedestre chegar aos castelos. Mas felizmente eu tinha um mapinha e o GPS do celular funcionava, então logo nos achamos e lá fomos. Quase ninguém no caminho. O dia estava bem nublado e, por ser mais alto, ainda havia um restinho de neve, dando um toque especial ao lugar. Castelo Peles Fomos direto no Castelo Peles. Era caro: 50 lei pra cada + 32 lei pra fotografar dentro. É fiscalizado com certo rigor se você tem ou não o passe para fotografar dentro do castelo. E vale a pena: o interior do castelo é ESPETACULAR, dos mais bonitos que já vimos. Demos alguma sorte de entrarmos numa visita guiada. Acho que era porque havia um outro grupo estrangeiro, daí fizeram com guia – mas, se não me engano, a visita não é necessariamente guiada. A guia era bem mecânica, inclusive nas piadas teoricamente improvisadas. Chegava a ser engraçado. Patio interno Interiores do Peles Depois seguimos para o Pelisor, que fica logo ao lado e é mais moderno. Ledo engano: este castelo deve ser visitado antes do outro. Foi bem anti-climax visita-lo depois, o outro tem interiores bem mais suntuosos. Pelisor Descemos andando para a cidade por outro caminho (novamente sem qualquer sinalização para o pedestre chegar ao centro da cidade ou à estação de trem) e rodamos um pouco por lá. Identificamos que não há muita coisa, é a rua principal e alguns hotéis de grande porte. Sinaia é ponto de trilhas e esportes de inverno também, daí os hotéis. Paramos para recarga e comer algo (uma pizza e 4 cervas, e a conta deu 50 lei, pouco mais de 10 euros; viva os preços na Romênia!), antes de pegar o trem até Brasov (27 lei). Brasov O trem tinha assentos marcados, mas não consegui identificar o vagão. Não sei era o nosso vagão, mas os assentos estavam lá. E com gente sentada. E o trem estava cheio. Um simpático romeno nos fez entender que provavelmente houve duplicidade. Sei lá se havia mesmo, acabamos sentando em outro canto, único que estava disponível. Quando começamos a conversar, uma senhora ao nosso lado perguntou se falávamos português. Ela explicou que trabalhava com uma portuguesa, mas falou isso num italiano bem arranhado. E assim fomos conversando com a senhora, misturando tudo quanto era língua (espanhol e francês também entraram na roda). Muito divertido. Chegamos a Brasov uma hora depois (de Bucareste a Sinaia deu 1,5 hora), no fim da tarde. Nosso hotel ficava a 1,5km da estação (e a outros 1,5km do centro histórico). E lá fomos andando. Hotel muito bom, excelente para o nosso padrão! Sobretudo pelo custo-benefício, dos melhores da viagem. Muito espaço, varanda, frigobar, tv e armário. Não estamos habituados a tanto, ahahahah. E lugar muito silencioso também. Fomos para o centro histórico curtir um pouco da cidade naquele fim de tarde nublada. Praça central de Brasov O centro histórico de Brasov é muito charmoso. Não é à toa que a cidade é badalada – não é somente por ser uma ótima base para explorar a Transilvânia. Como já eram quase 18hs, as poucas atrações da cidade já estavam fechadas. Ficamos apenas rodando pelo centro e arredores. Queria descolar um mapa da cidade, mas o próprio centro de informações estava fechado. De qualquer forma, a cidade te boa sinalização para o turista, com mapinhas espalhados sob a forma de placas. Além disso, o centro histórico é relativamente pequeno. Construções charmosas no centro histórico e o letreiro "Brasov" ao alto Ficamos por lá até anoitecer, compramos algumas coisas no mercado e fomos jantar no quarto mesmo. Dia 8 - Sighisoara Fomos conhecer Sighsoara num bate-volta de Brasov. Longo bate-volta, porque cada trecho durava longas 2,5 horas de trem. Os trens na Romênia são lentos. Cada passagem saiu por 41 lei. Pegamos um trem às 8:45 e chegamos a Sighsoara no fim da manhã. A estação de trem de lá foi a pior que vimos na viagem em termos de conservação e sinalização. E passagens subterrâneas sinistras! Só que a fachada da estação está toda reformada, verdadeiro pavão! Fora da estação, novamente não havia sinalização alguma para o pedestre turista chegar ao centro histórico a pé. Mas felizmente havia o GPS do celular funcionando. No caminho nos deparamos com uma espetacular igreja ortodoxa. Havia um senhor aspirando, que nos deixou entrar. Lindíssima! A magnífica igreja ortodoxa de Sighisoara De lá seguimos para a citadela, onde ficamos flanando boa parte do dia. É muito bonita, cheia de casinhas coloridas, históricas. É relativamente pequena, você anda tudo em pouco tempo. A famosa igrejinha que fica no alto da colina eu achei decepcionante. Valeu mais pela vista e pela escadaria de madeira. A igreja da parte de baixo, na citadela, eu achei mais interessante. Em termos de beleza, a catedral ortodoxa deixava as duas no chinelo. Visitamos a tal casa onde o Vlad nasceu, é bem bobo. Amplamente dispensável. Depois de flanar bastante, fizemos uma pausa para uma pizza com cerva num restaurante na parte de baixo (beeeeem mais em conta do que os da citadela). Era num varandão e logo chegou um grande grupo de jovens, garotada mesmo. Ninguém bebia. Vários fumavam. Torre do Relógio Ainda passeamos mais pela citadela e partimos de volta a Brasov. Havia duas opções de trem, ambos +- no mesmo horário de fim de tarde: um mais lento (mais meia hora) e mais barato. Optamos pelo mais rápido (custava os mesmos 41 lei da ida). A escolha revelou-se um erro! O raio do trem atrasou pra cacete pra chegar e acabamos chegando em Brasov mais tarde do que se tivéssemos pego o outro! Dormimos na viagem de volta e felizmente acordamos um pouco antes da chegada a Brasov. Não há anúncio de estações dentro do trem. Uma chuvinha bem leve caía em Brasov. Apenas fomos para o hotel dormir. A charmosa Sighisoara Dia 9 - Bran, Rasnov e Brasov Bran Um das mais populares passeios a partir de Brasov é o que leva até o castelo de Bran. Tinha lido várias “desrecomendações” em relação ao castelo, tanto que retirei do nosso roteiro. Mas Katia insistiu e recolocamos. Tiramos esse dia para ir lá. Fomos andando até a estação onde partem os ônibus para lá, a tal Autogara 2. Ficava a uns 2,5 km do hotel. Pegamos o busum das 9hs (7 lei) e chegamos em Bran 40 minutos depois. Castelo de Bran Lago congelado no jardim do Castelo de Bran Aquela manhã estava bem nublada, no estilo “hoje vai chover”. Felizmente só ficou naquilo mesmo, não choveu. Chegamos na cidade e fomos direto para o castelo. E o pior é que gostamos bastante de lá! Talvez pela baixa expectativa, ou por não ser muito ligado nessa coisa de Drácula, achei o lugar bem legal. Detalhe de um cômodo no interior do castelo Rasnov Descemos e fomos ver o esquema para Rasnov. O próximo ônibus somente em 40 minutos, então fomos negociar um taxi. Eu tinha em mente algum relato que havia falado em 150 lei para levar e trazer de Brasov. Tudo preço fechado, embora o correto seja pelo taxímetro. Enfim, vamos lá. Após negociação, fechei por 40 lei para o cara nos levar até Rasnov. Chegando lá ele ofereceu de nos esperar e depois nos levar a Brasov, tudo por 100 pratas. Topei pelo conforto. Deveria ter negociado, mas... o conforto falou mais alto, queríamos ter tempo para explorar Brasov naquela tarde, e optamos pelo esquema-patrão. De qualquer forma, acho que saiu mais em conta do que os tours organizados. Entrada da citadela A Fortaleza de Rasnov é bem interessante, mas eu esperava mais. Não sei exatamente – é tudo questão de expectativas! As ruínas são interessantes, mas várias delas com lojinhas. É meio como se em Pompéia houvesse lojinhas nas ruínas, sei lá. Achei meio nada a ver. De qualquer forma, tem um visual amplo e belíssimo! Torre de observação da Fortaleza de Rasnov Vista da cidade de Rasnov Valeu a pena ter alguém esperando lá embaixo, a Fortaleza fica um tanto pra dentro da cidade, em relação á parada de ônibus. Nosso taxi nos levou até o centro de Brasov. Brasov Torre da igreja negra, em Brasov Em Brasov fomos na famosa Black Church (8 lei), que decepcionou. Depois fomos finalmente pegar o teleférico para o alto da montanha da cidade (onde tem o hollywoodiano “Brasov” estampado no alto), o Monte Tampa – e eis que nos deparamos, dentro do vagão, com a simpática menina que nos atendeu no hotel dentro! Pelo visto ela estava curtindo o dia com os amigos. Lá em cima é bem interessante, com amplo visual da cidade. Mesmo em dia nublado, dava pra ter ampla visão. Vista da Praça Sfatului a partir do Monte Tampa Na descida ainda esticamos ao sul do centro para conhecer a igreja de S. Nicolas – a mais bonita da cidade (na minha opinião), e grátis. As igrejas de Brasov geralmente tinham algum pedinte na porte, e não foi diferente por lá. A praça (Uniri?) que fica logo em frente à igreja também é bem bacana. Na volta ainda fomos no museu da cidade, que eu achei dispensável, só vale pela vista da praça mesmo. E depois fomos percorrer as torres remanescentes da cidade (a branca e a preta), que também proporcionam boas vistas da cidade. Igreja de São Nicolau, a mais bonita (por dentro) que vimos na cidade Jantamos num lugar de padrão mais elevado – e achei que não valeu a pena em termos de custo benefício (mas o ambiente era muito maneiro; só não me lembro o nome do lugar). Encerramos o dia num pub muito bacana, Hockey Pub, que tinha diversas camisas de grandes astros contemporâneos da NHL, além de fotos, camisas e etc. de times locais. Partimos para o hotel, de onde pegaríamos nossas mochilas para seguir viagem de trem para Sibiu (46 lei). Novamente dormimos no trem e novamente acordamos um pouco antes de chegarmos em Sibiu – na sorte mesmo, do tipo “ih, será que já estamos perto”. Chegamos tarde em Sibiu, mas dentro do horário programado. Eu havia avisado via booking do nosso horário de chegada, que mostrou ser crucial: a moça que nos atendeu falou que normalmente só ficava por ali até o meio da tarde. Esse foi mais um lugar de excelente custo-benefício. Quarto e banheiro amplos, limpo, pertinho do centro histórico e da estação (mas lá é tudo perto de qualquer jeito). Ainda saí pra curtir um pouco a cidade de noite. Teríamos pouco tempo no dia seguinte. Estava tudo bem vazio, alguns poucos restaurantes ainda abertos. Achei a cidade muito bonita. Sibiu, vazia tarde da noite
  50. 1 ponto
    Dia 5 - Bucareste Acordamos nos arredores do aeroporto de Dortmund, Alemanha, às 5 da manhã, antes de o sol nascer. E fomos andando para o aeroporto. Não era exatamente onde eu achava, ficava um pouco mais distante. Cerca de 1km do hotel. Tranquilo, mesmo no frio. No aeroporto, chateação como jamais tive em qualquer outro aeroporto europeu: mandaram eu voltar para comprar saquinhos plásticos para colocar os líquidos líquidos (perfume e pequenos frascos de xampu). Voltei, comprei. Coloquei a coisa toda nos sacos. E aí cismaram que só podia um saco plástico por pessoa. Depois comecei a achar que estavam brincando, sei lá. Sei que não levei a sério e liberaram. Amem. Como o voo era para a Romênia, tivemos de dar saída no passaporte. O voo low cost da WizzAir não tinha assento marcado. Uma das opções na hora de comprar é pagar para ter um embarque prioritário. Não paguei. Portanto é na base do avanço geral. Literalmente. E, ao menos naquele dia, sem qualquer fila. Não participamos do avanço desenfreado, mas conseguimos pegar um assento lado a lado porque entramos pela traseira do avião. Foi o assento mais apertado que já me sentei num avião. Jogadores de vôlei e basquete não devem voar de WizzAir. De qualquer forma, dormi pesada e desconfortavelmente em mais de 2hs de voo. Chegamos em Bucareste no fim da manhã. Fizemos um pequeno câmbio (ruim, é claro) e compramos os bilhetes de busum para o centro. Já gostei que a moça do guichê do busum conseguia se expressar em inglês (ela não tinha troco, pediu para eu esperar um pouco). Havia duas opções, fomos na primeira, que nos deixava na Piata Victoriei (ônibus 783). Era mais longe do nosso albergue (e o caminho não foi lá muito interessante), mas saía primeiro. Fomos recebidos de forma extremamente simpática no Crazy Duck Hostel. O cara nos deu mapa, nos explicou um pouco das atrações da cidade, sugeriu um Free Walking Tour para o dia seguinte e até nos ofereceu uma cerveja! Viva! Excelente recepção! Mais tarde perceberíamos que as pessoas na Romênia, via de regra, eram mais afáveis que na Europa Ocidental. O Crazy Duck foi também o albergue com o melhor quarto da viagem. Fui trocar euros no banco e saímos para explorar a cidade. Estátua de Carol I na Praça da Revolução Nesse dia ficamos rodando pelo centro histórico e arredores. A área do centro histórico é reservada aos pedestres – medida que prezo muito em áreas históricas! Muitos bares e restaurantes naquela região. E uma quantidade acima da média de nightclubs também – deve ser aquele feitiche de leste europeu, sei lá. Ah, e cigarros também. Não encontramos bar ou restaurante em que não se fumasse. Como era frio, todos ficavam fechados e aquele cheiro impregnava nossas roupas. Romênia é assim, é +- como o Brasil era há uns 15 anos nesse aspecto. Nos arredores da área histórica, vimos muitos edifícios bonitos, renovados ou não. E muita coisa no estilão soviético também, os tradicionais blocões de concreto. Bucareste era uma cidade que eu tinha um certo receio de visitar. Tal qual Varsóvia. Volta e meia eu lia gente dizendo que eram cidades pouco atraentes. Fomos em Varsóvia em 2011 e gostamos muito da cidade. E também gostamos muito de Bucareste, a ponto de, já no primeiro dia, eu achar que valeria a pena ter dedicado um dia adicional à cidade. O centro histórico -- e boêmio! - de Bucareste No centro histórico entramos em diversas pequenas igrejas ortodoxas, todas elas bem antigas. Todas elas parecem simples, mas tinham um interior lindo. De alguma forma eu peguei grande admiração pelos interiores de igrejas ortodoxas. Não apenas pela decoração em si, mas pelo ritual de fé das pessoas, que eu por diversas vezes fiquei observando. Sem saber se era permitido fotografar, acabei não fotografando nenhum interior de igreja em Bucareste, ficava constrangido de fazê-lo num espaço tão pequeno e com as pessoas rezando. Depois de rodar bastante, a tarde caía e era hora de darmos uma pausa. Abrimos uma breve exceção à tradição de beber as cervas locais e escolhemos um bar que tinha Guinness. Uma coisa que rapidamente detectamos por lá é como as coisas são mais baratas do que eram em Luxemburgo ou na Alemanha. Hotel, transporte, comida, cerveja. Da ordem de metade do preço, no geral. Pra comer é inclusive bem mais em conta do que no Brasil. Na hora de jantar fomos no turistão Caru-cu-bere. Tínhamos perguntado no hostel sobre sugestões de lugares com comida romena e o cara falou desse, mas com a ressalva: comida mediana, ambiente muito bacana. Perfeito. A comida é bem mediana mesmo, e o lugar é um barato. Tão legal que tornou-se ponto turístico, as pessoas vão lá pra ver e fotografar. É enorme. Havia uma área para não fumantes – a área “ruim” do restaurante! – que foi onde ficamos. A imponência interna do Caru'cu Bere Dia 6 - Bucareste Primeiro dia da viagem em que acordamos sem despertador. Ainda assim, foi cedo: 8:30. Decidimos que faríamos o Free Walking Tour, mas só começava às 10:30. Saímos então para explorar outras áreas que não estivéramos no dia anterior. Fomos descendo pela tradicional Calea Victoriei e Piata Revolutiei, especificamente no clássico local onde o infame Nicolau Ceausescu fez o discurso derradeiro de sua ditadura. Voltaríamos a esse local no tour. Monumento à Revolução de 1989 na Piata Revolutiei – fica na área onde Ceaucescu fez seu derradeiro discurso Eu desenvolvi certa aversão a tours nos últimos anos, não sei exatamente por quê. Acho que aquela coisa de anda, para, fala, anda, para, fala, não sei. Ainda mais quando o que está sendo falado não me interessa e soa como pré-gravado. Enfim, sempre que foi possível, evitamos. Mas topamos ver como era esse. A promessa era de que era uma coisa descolada, feita por estudantes de turismo, grátis (mas, claro, gorjetas são muito bem-vindas – e, nesse caso, muito justas), divertida e fora do padrão habitual. Piata Uniri, tb o ponto de encontro do walking tour Nosso tour levou umas 3 horas e foi exatamente assim. Divertido, interessantíssimo, informativo, descolado. Para ficar ainda melhor, eram poucas pessoas, pouco mais de meia dúzia. Aprendemos bastante, dado o tempo, sobre a megalomania do Ceausescu, sobre os anos de comunismo, as mudanças na Romênia, a bizarra estátua de Trajano, etc. Foi excelente, recomendo muitíssimo. A estátua bizarra Dentre as históricas que ouvimos, vale destacar (até onde eu me lembro): - Consta que o primeiro a discursar no Parlamento Romeno foi... Michael Jackson! Ele estava na cidade e foi visitar o Parlamento. As pessoas descobriram e foram até lá vê-lo. Ele então se sentiu compelido a falar ao público. E lá foi: “It’s great to be here in Budapest!” (ou “I love Budapest”, conforme outras versões). Na época as pessoas ficavam irritadas com esse tipo de confusão, sobretudo em função de atritos históricos com a vizinha Hungria. Mas hoje em dia parece que a galera está habituada (!) e até faz troça com esse tipo de confusão – que é bastante comum. Viva o bom humor! - Para a megalômana construção do Parlamento (que tinha de ser o maior do mundo) e da avenida que chega até ele (que também tinha de ser de alguma forma a maior do mundo), milhares de casas foram postas abaixo e moradores removidos. Igrejas e sinagogas idem. Algumas das igrejas foram preservadas, geralmente de duas formas: cercadas (escondidas) por novas construções, e até mesmo transferidas (transportadas!) para novos lugares. Depois do tour, fomos almoçar. Em seguida fomos passear na Champs Elysees local, a Boulevard Unirii, avenida que Ceausescu cismou de fazer de modo que ficasse 1 metro mais larga e 6 metros mais longa que a francesa. Para tanto, além das remoções e demolições de que falei antes, acabou sumindo com alguns distritos históricos -- mas o atual centro histórico sobreviveu. Acabamos chegando no Parlamento pouco antes de fechar e não nos deixaram entrar. O Parlamento jamais foi terminado: a revolução de 1989 chegou antes. Uma das megalomanias de Ceaucescu Ficamos passeando nos arredores e logo anoiteceu. Jantamos num lugar bem mais interessante gastronomicamente, com ótimo preço e comida muito boa. Também no centro histórico. Depois de um breve passeio noturno, voltamos para o hostel. Dia seguinte já era dia de partir.
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