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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 09-01-2020 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Já fiz o Salar duas vezes, em roteiros diferentes. Nas duas oportunidades cheguei a Uyuni na noite anterior, dormi por lá, existem inúmeras opções de hospedagem para todos os gostos de bolso, na ultima vez fiquei no Hotel Júlia, quase em frente a estação de trens de Uyuni, quarto super limpo e confortável com aquecedor ( importante em Uyuni ) e café da manhã, paguei Bs90,00 negociados na hora, lá você encontra hospedagem até por Bs30,00 em quartos compartilhados e qualidade duvidosa, vale a pena pagar por uma noite de conforto antes de encarar o Salar, acredite ! Existem inúmeras agencias de turismo na cidade, sempre da para fechar na hora, nunca feche nada antes, se alguém disser que não tem mais vagas, não acredite ! Considere um excelente preço do tour de 3 dias e duas noites pagar Bs620,00, o preço normal nas agencias gira em torno de Bs700,00 , sempre peça descontos, nestes preços não incluem a entrada na Reserva Eduardo Avaroa ( Bs150,00 ), nem a Isla dos Pecado, para você vai até o Atacama será necessário o tour mais o transfer, acho que aumenta Bs50,00 no preço final. É super normal as agencias misturarem clientes de outras agencias, nada lhe garante que fechando com a agencia X, você irá realmente no carro dela. Pode ir no carro da agencia Z sem nenhum prejuízo. Leve bons agasalhos, se possível algum corta vento, o segundo e terceiro dia é punk ! Não esqueça protetor labial, solar, óculos escuros, água para o primeiro dia, ( em todas as paradas de pernoite tem água a venda ) e alguns snack. Prepare-se para fortes emoções e muitas fotos !!!
  2. 1 ponto
    Olá pessoal! Vou relatar o meu mochilão que fiz pelo Israel e Jordânia. Aproveitei a promoção da passagem aérea pela Ethiopian e paguei apenas R$1030,00 ida e volta com taxas e bagagem inclusa. - No geral achei as pessoas no Israel bem antipáticas e sem educação. Se brasileiro fura fila, os israelenses fazem isso com maestria; - A comida é cara, mas dá para para se virar se comer na rua e fazer compras no supermercado; - Ponto positivo é que há bebedouros em todos, então sempre leve uma garrafinha de água com você; - Levei 3.000 shekels daqui, pois o dólar estava R$4,16 e o shekel R$1,22; - Eilat é um excelente ponto para mergulho. A visibilidade é incrível, apesar de não ter uma vida marinha tão rica vale a pena. Roteiro 15/08 – Guarulhos – Adis Abeba (Etiópia) 16/08 – Tel Aviv 17/08 – Haifa 18/08 – Jerusalém 19/08 – Deserto Masada e Mar Morto 20/08 – Belém 21/08 – Jerusalém – Jordânia 22/08 – Petra – Eilat 23/08 – Eilat 24/08 – Eilat – Tel Aviv 25/08 – Tel Aviv – Guarulhos 15/08 – Voo a 1:00 da manhã de Guarulhos até Adis Abeba na Etiópia com duração de 12 horas. O avião da Ethiopian é um pouco velho, com filmes e séries mais antigas. As refeições estavam bem gostosas. A conexão durou 5 horas e o aeroporto é bem meia boca e fiquei descansando nas cadeiras que deitam aguardando a hora do embarque. 16/08 – Chegada a Tel Aviv Chegada no aeroporto de Tel Aviv às 4:00. Ao passar pelo guichê da imigração, o funcionário me perguntou o que estava fazendo lá, quais cidades iria, nome das hospedagens de todos os locais, com quem estava viajando e se conhecia alguém lá. Após responder todas as perguntas, ele mesmo assim me mandou para o tal de “office” onde fiquei cerca de 3 horas esperando. Foi horrível a desorganização, ninguém conseguia me dar uma informação e todos eram bem mal educados. Após encarar o mau humor de mais um oficial, ele me encaminhou para falar com uma policial super simpática que me fez mais algumas perguntas. Enfim, consegui entrar! Como era o Shabbat e não havia metrô funcionando, peguei um ônibus de graça até algum lugar que não sei onde era e de lá peguei um táxi por NIS50. Almocei hambúrguer e batata frita por NIS61 próximo ao hostel. Aproveitei para conhecer Old Jaffa e fui caminhando até lá por aproximadamente uns 35 minutos debaixo de um sol insuportável. O lugar é bonitinho e na volta fui caminhando pela orla. A noite fui até a orla novamente ver o pôr do sol e jantei um sanduiche de atum. Taxi terminal de ônibus ao hostel NIS50 Hospedagem Abraham Hostel NIS264,60 Hamburguer NIS61 2 águas - NIS10 Sanduíche atum NIS46 17/08 - Haifa Acordei cedo e tomei um café reforçado no hostel e depois caminhei até a estação central de ônibus. Como era Shabbat, não tinha trem disponível e peguei uma van ida e volta para Haifa. O trajeto dura em torno de 1 hora. Chegando lá fui caminhando à um local que pegava uma van até Bahai Garden, pois era uma mega subida e estava bem quente. O jardim é bem bonito e fiz um tour guiado free em inglês ao meio-dia. Depois voltei a rua em que as vans ficam e retornei a Tel Aviv. Descansei a tarde e à noite fiz um Free walk tour as 19:30 em Old Jaffa. Fiz o agendamento pelo site https://www.neweuropetours.eu . O tour é bem superficial e achei mais ou menos. No final ele pede uma gorjeta sugerida de NIS50, ou seja, não é tão free assim e fica a seu critério dar ou não a gorjeta. Van Ida e Volta Haifa NIS90 1 suco + 1 picolé NIS12 1 raspadinha em Old Jaffa NIS5 1 iogurte, 1 Pringles e 2 croissant pequenos NIS26 em um mercado perto do hostel Gorjeta Walk Tour NIS15 18/08 – Tel Aviv - Jerusalem Acordei por volta das 7:00 e tomei um super café da manhã no hostel e depois fui a estação central de ônibus e peguei um ônibus a Jerusalém (não lembro o número do ônibus) que sai a todo momento. Conheci uma moça do Taiwan que me deu o bilhete de ônibus dela e ainda tinha crédito, então não gastei nada. Visitei a Cúpula da Rocha, que não tem sinalização nenhuma. Entrei e sai diversas vezes do muro das lamentações até encontrar a fila certa. Chegando lá tive que colocar uma malha para me cobrir. Continuei andando pelos arredores e visitei a Igreja do Santo Sepulcro. Que lugar incrível! Lá senti uma emoção que não sei explicar e isso que nem religiosa sou. A noite fiz o free walking tour passando pelos mesmos caminhos que visitei pela manhã e achei bem superficial também. Abraham Hostel Jerusalém 3 diárias NIS203 2 sucos NIS15 1 sanduíche natural de atum NIS10 Gorjeta free walking tour NIS20 Paes e sanduíche NIS32 19/08 – Deserto Masada e Mar Morto Acordei por volta das 5:30 e tomei café da manhã no hostel e fui a estação de ônibus e peguei o ônibus 486 para ir a Masada. Desci na estação Masada. Mas que calor fazia nesse lugar! Peguei o teleférico até o deserto. Há uma opção da trilha da serpente, mas sem chances de encarar com o calor que fazia. O local é bem bonito e vale muito a visita! Lá é possível ter uma visão do deserto com o Mar Morto. Após a caminhada no lugar mais quente que passei, peguei o uma van de la até Ein Bokek. Havia a opção de esperar ônibus, mas não consegui esperar por conta do calor que fazia. Boiar no mar morto sem dúvidas foi uma das melhores experiências que já vivi. O local tem uma ótima estrutura com duchas, banheiros e lugar para trocar roupa no meio da praia. O recomendável é ficar no máximo 15 minutos na água e de lá ir para ducha. Jamais deixe a água pingar a água nos olhos, pois arde demais e evite molhar o cabelo para não ressecar. Uma boa dica é entrar no mar com sapatilhas aquáticas, pois há muitas pedras de sal e machuca os pés. Para voltar peguei o ônibus 486 e desci na estação Central de Jerusalém. Jantei no hostel com os brasileiros que fui ao Mar Morto. Ônibus ida e volta Ein Bokek NIS75 Van Masada a Ein Bokek NIS25 Bondinho subida Masada NIS65 (desconto estudante) 3 sucos garrafinha do mercado NIS28 Pão na rodoviária NIS15 Compra mercado jantar NIS18 20/08 - Belém (Palestina) Visita ao jardim da tumba ainda em Jerusalém de graça com guia brasileiro. Ali perto pegamos o ônibus 231 a Belém. Cuidado com o 234, pois ele deixa bem distante do centrinho. A Palestina é divertida, parece a 25 de Março de São Paulo. Gente vendendo tudo quanto é tipo de coisa e tudo dá para pechinchar. Visitamos a basílica de Natividade, onde Jesus nasceu e visitamos a igreja onde Maria amamentou Jesus. Na volta passamos pelo Muro das Lamentações e preparamos o jantar novamente no hostel. Ônibus ida e volta a Belém NIS14 Gorjeta jardim NIS10 2 shawarmas + suco NIS30 1 cerveja NIS4 Bala NIS7 Lembrancinhas (imã de geladeira e porta moedas) NIS10 Compras mercado NIS25 21/07 – Jerusalém - Jordânia Ida a estação Central de ônibus comprar passagem de ônibus a Eilat (444) as 14:00. Depois fui ao Monte das Oliveiras e subi até o topo. Que vista linda. Na volta andei na cidade velha para comprar lembrancinhas e troquei dólares e shekels por dinares, pois a cotação estava melhor la. US$100 por 70JID. A estação de Jerusalém é bem bagunçada e o ônibus mais ainda. Não tem número da poltrona e muitas pessoas acabam indo em pé. Pelo menos tem WiFi e entrada USB para carregar o celular. A viagem durou aproximadamente 4 horas e não tenho certeza em qual ponto desci, pois o motorista não parou quando solicitamos. Dividi um táxi com um casal de ingleses até a fronteira. Para cruzar a fronteira, mais mau humor dos oficiais e um me mandou de volta para pagar a taxa de saída que já havia pago, pois ele não encontrou o tal do papel rosa que precisava. Fiquei igual uma idiota de um lado para outro Povo sem educação. Até que um oficial mais simpático foi me ajudar e mostrou qual era o papel que eu precisava mostrar. Voltei la e o idiota deixou eu passar, como se nada tivesse acontecido. Na entrada da Jordânia passei no guichê para fazer o visto e deve ser pago somente na volta. O visto é um papel de pão preenchido a mão. Após cruzar a fronteira não achei ninguém pra dividir o táxi e fui sozinha até Wadi Wusa em 2 horas aproximadamente de viagem. O motorista foi as duas horas tentando me vender passeios e o táxi de volta. Me senti muito incomodada e optei em não fechar nada com ele naquele momento, pois estava sem referência de valores e ele estava sendo muito chato. Fiz o check-in no hostel com um recepcionista muito simpático que ligou para vários contatos e conseguiu um táxi por 40 dinares até a fronteira. Passei no mercado e comprei algumas besteirinhas para o café da manhã. Ônibus Eilat NIS70 Táxi Eilat até a fronteira NIS11 (dividido em 3) Taxa saída Israel NIS107 Lembrancinhas NIS45 Suco romã NIS10 Pizza e suco NIS20 Mercado para comer no ônibus NIS11 Suco parada a Eilat NIS11 Taxi fronteira até hostel 55JID 1 diária Petra Capsul Hostel 9,65JID Compra mercado café da manhã 1,45JID 22/08 - Petra - Eilat Acordei 6:30 e cheguei as 7:00 a Petra. Peguei um táxi até lá, pois estava com medo! Passei pelo Tesouro, Teatro e fui até o Monastério que é bem longe. O abuso de animais é grande! Camelos, burros e cavalos são explorados. Para tirar a foto de cima no Tesouro, basta subir por um caminho bem pequeno, mas fique atento, pois há alguns engraçadinhos que querem cobrar para tirar fotos e te xingam se você não quiser pagar. Eu não paguei nada e o cara achou ruim. Depois eles estavam bloqueando as pessoas para não subir no melhor ponto para fotos. Saí de Petra 13:00 Pois estava muito quente e eu exausta. não esqueça de levar muita água se for no verão, pois a minha acabou e quase passei mal. Fui andando até o hostel, pois o taxista queria me cobrar 4JID para um percurso de 1,2km. Era uma baita subida, mas pelo menos economizei. Tomei banho rapidinho no hostel e o taxista já estava me esperando para me levar até a fronteira. Para sair da Jordânia é um pouco bagunçado, pois não há nenhuma sinalização de onde tem que pagar. Primeiro paga a taxa do visto de 40JID, depois vai para outro guichê e paga uma taxa de 10JID que não entendi de que era e depois passa em outro guichê para o cara carimbar. Tive que trocar alguns shekels e dólares pois faltavam 16JID. A cotação estava 1US$ por 0,67JID. Ao chegar na fronteira do Israel respondi as perguntas básicas da imigração e mostrei o passaporte para vários agentes até sair da fronteira. Foi bem tranquilo. Da fronteira pegue o um táxi até o hostel. Que calor faz em Eilat. Essa cidade é totalmente diferente de qualquer outra daqui. É um balneário super moderno, onde a maioria das casas possui piscina. O hostel é uma graça, super limpo, organizado e o David extremamente simpático, até porque ele não é do Israel! Haha fui até o mercado andando e comprei coisas para o café da manhã e janta (pão, queijo e suco). Passei na agência de mergulho que é do hostel e fica a 5 minutos daqui e agendei um mergulho noturno para o dia seguinte. Taxi até Petra 2JID Entrada Petra 50JID Lembrancinha 1JID Água pequena hostel 0 50JID Água grande + sorvete Petra 4JID Taxi até fronteira 40JID Taxa visto 40JID Taxa saída 10JID Taxi fronteira até hostel 33JID hostel Ahla Plus 2 diárias quarto feminino 4 pessoas NIS208 mercado NIS36 23/08 - Eilat Ida ao shopping Mall Hayam Eilat que dizem ser tax free, mas não encontrei nada de interessante por lá. Almocei uma pizza individual de atum que por sinal era bem grande e saborosa. Voltei ao hostel e encontrei uma menina holandesa pois havíamos combinado de ir a Coral Beach e pegamos o ônibus número 15. A praia é paga e é possível alugar equipamentos para snorkel. Depois voltei sozinha com o ônibus número 16 e dei uma bela caminhada no sol até o hostel. Por volta das 19:00 cheguei ao Ahla Dive Center para o mergulho noturno. Havia combinado no dia anterior que faria o noturno e o nascer do sol no dia seguinte, porém o cara chato da recepção me informou que não seria possível, pois os instrutores estariam cansados para acordar cedo no dia seguinte. Fiquei muito brava e falei um monte pra ele, mas a anta não tava nem aí pra mim. Falei para o meu instrutor sobre o ocorrido e ele se sensibilizou e disse que me levaria la. O mergulho foi bacana e consegui ver 2 golfinhos. Pizza shopping NIS39 2 raspadinha NIS10 2 ônibus NIS8,80 Entrada Coral Beach NIS30 (estudante) Mergulho noturno NIS225 24/08 - Eilat - Tel Aviv Acordei as 5:00 para o mergulho ao nascer do sol. Saímos por volta das 6:20 rumo ao ponto de mergulho e dessa vez não vi golfinhos. A visibilidade estava muito boa e vi muitos corais e peixinhos. Voltei ao hostel e tirei um cochilo. Arrumei as coisas e deixei na sala, pois meu ônibus a Tel Aviv sairia apenas as 18:00. Fui com a holandesa ao Dolphin Reef. O parque não tem nada demais e me diziam que os golfinhos eram livres. Fiquei na dúvida quando cheguei pois havia algumas delimitações no local. Mas aí vi os golfinhos voltarem para o mar e fiquei mais tranquila. Fui andando até a rodoviária e o ônibus saiu pontualmente às 18:00 E cheguei na estação em Tel Aviv por volta das 22:30. Fui andando até a estação de trem e aguardei o trem das 23:46, que chegou pontualmente. O trajeto até o aeroporto durou apenas 10 minutos O check in abriu apenas as 2:00 e meu voo era as 5:00. Antes de chegar no balcão da cia aérea, todos devem passar por um tipo de controle e responder mais perguntas. Me perguntaram o que fui fazer na Jordânia e se conhecia alguém la. Foi super tranquilo, ainda mais porque quase não havia carimbos nesse passaporte. Na sala de raio-x, revistaram a minha mochila e depois pediram para eu ir a uma salinha. Me revistaram inteira com um aparelho que acredito que seja para detectar se havia drogas comigo. Haha foi bem constrangedor, mas só pensava que todo esse pesadelo acabaria em breve. Após a revista aproveitei para comer um hambúrguer, comprei Milka que estava muito barato e troquei o que sobrou de shekels (200). A cotação do aeroporto estava bem ruim (3,60) e tem a taxa que eles cobram. Dessa vez voei de Turkish e fiz escala em Istambul, pois houve um problema na passagem que havia comprado para Ethiopian e a Decolar me ofereceu esse voo. A comida era deliciosa . Ônibus a Dolphin Reef NIS4,40 Entrada Dolphin Reef NIS48 Trem Tel Aviv ao aeroporto NIS13,50 Hambúrguer + bebida + fritas NIS53
  3. 1 ponto
    Olá galera! Bom... A Jamaica era um sonho antigo, era a trip da minha vida e pude realiza-la no dia 01/02/2017. Quando definitivamente decidir ir, começou a minha dor de cabeça... Tive dificuldades para encontrar pessoas que viajaram para a Jamaica, na verdade eu encontrei um blog, mas a trip dessa mina estava completamente fora da minha realidade, logo, ela não serviu de parâmetro. Por ironia do destino, encontrei um amigo em um jogo no Pacaembu e comentei com o mesmo que iria para a Jamaica (Até então estava com a passagem comprada, mas sem nenhum tipo de roteiro), e ele falou que conhecia uma pessoa que já havia viajado para a Jamaica 2 vezes no esquema "Pobre louca" e sozinha... Haha... Eu pirei! Peguei o contato e logo viramos amigas (Beijos Dri)... Em questão de 5 mensagens trocadas com a Dri eu já estava com o meu roteiro pronto... Era só aguardar o grande momento! 1º Dia (01/02/2017 ) Comprei a minha passagem pela Copa Airlines, sinceramente? Foi a pior cia na qual eu já viajei. Mas é o que tinha para o momento. Sai de GRU ás 01:30hs do dia 01/02 e cheguei em Montego Bay por volta das 11hs (Horário Local da Jamaica). Antes de passar pela Imigração em Montego Bay é preciso pegar uma fila no "Healthy Control" para comprovar que tomou a vacina da febre amarela, tudo muito tranquilo. Depois que carimbaram o meu passaporte a emoção foi tamanha... Finalmente estava na Jamaica! Eu não quis perder tempo... No aeroporto peguei um transfer (Juta Tour) até Negril, pois eu queria muito ver o pôr do sol no Ricks Café (Único motivo da minha ida até lá) e dentro daquela van já pude sentir toda hospitalidade e alegria dos Jamaicanos. Cheguei na pousada, tomei um banho para dar uma balanceada no cansaço da viagem e já fui para o Ricks. Todo ser humano que for para a Jamaica, precisa passar por lá... é incrível! 2º Dia O meu segundo dia começou bem estressante. Havia fechado um tour com a "Tropical Tour" aqui do Brasil (Paguei cerca de USD 160,00), no passeio estava incluso um role pela Nine Milles (Saint Ann) e depois eles iriam me deixar em Ochos Rios (Pois a minha base nos próximos dias seria lá)... Bom, a agência iria me pegar na pousada por volta das 07:00hs, mas infelizmente o passeio foi cancelado, pois não fechou o número mínimo de pessoas (6) e eu fiquei sabendo disso apenas no dia... Ai começou o desespero, pois se ficasse mais 1 dia em Negril iria desandar todo o role... foi quando pedi algumas dicas para o segurança da pousada e ele me indicou um taxista particular para fazer todo o percurso até chegar Saint Ann e depois Ochos... Liguei para o taxista e no horário combinado ele já estava no portão... Porém para isso eu tive que pagar 300,00 "fucking Trumps"... Foi uma facada, mas não existe transporte público em Negril para fazer esse trajeto. Passado a "dor" de - USD 300,00 no bolso, procurei relaxar e aproveitar o passeio que durou umas 5 horas, o bom disso tudo é que o taxista, virou meu guia particular. Depois de 3 horas de role, cheguei na tão famosa "Nine Milles" o mausóleo do Bob Marley. O tour é guiado e tem duração de mais ou menos 2 horas, não me recordo o valor, mas o ticket não precisa ser comprado com antecedência. Eu fiquei mais apaixonada pela história do Bob Marley... A única parte triste do passeio é se deparar com o túmulo do mesmo, que fica "disponível" para visitas (É proibido fotografar) e o auge do tour é um show inesperado com uma banda, tocando todas as músicas do Bob Marley! Foi um sonho! Enquanto você curte o som, pode comprar uma Red Stripe (Cerveja Jamaicana) no bar e se curtir uma ganja pode se acabar, pois lá é tudo "legalize" kkkk! Terminando o tour, segui para Ochos Rios. Ochos é o melhor lugar para se hospedar na Jamaica, fica perto dos principais pontos turísticos... e o que não é tão perto, torna-se acessível, pois tem um bus station no centrinho da cidade. 3º dia “Esse dia foi louco” Haha! Meu 3º dia de trip foi absurdamente massa... Acordei cedo e fui para o bus station ao lado do hostel (Reggae Hostel) e peguei o ônibus sentido “Port Antônio”. Simmmmmmmmmmmmmmmmmmmm! Eu fui para a verdadeira “Lagoa Azul”! Iupii! Uma parte do filme “A lagoa Azul” foi gravado em Port Antônio nos anos 80 com a maravilhosa Brooke Shields. Levei 1 hora para chegar até o terminal de Port Antônio e de lá peguei um táxi. O taxista me cobrou USD 40,00 (ida e volta). O local é incrível, mas tirando a “Blue Lagoon” achei que não tinha nada mais para explorar... (Pesquisem antes de programarem mais de 2 dias na cidade). Assim que cheguei na “Blue” eu contratei um passeio na jangada, que também custou USD 40,00. O passeio tem duração de 30 minutos... é bem rápido, mas vale muito a pena. É uma experiência única estar naquele paraíso, juro! 4º Dia Ah! O 4º dia na ilha foi tipo “Jamaica Abaixo de Zero” Haha! Tirei o dia para curtir o parque “Rainforest Adventures”. Eu fechei o passeio com antecedência, custou mais ou menos USD 82,00... por esse valor eu puder curtir o “Boblsed” e também a “Dunn's River Falls”. Pra quem não sabe dentro desse parque encontra-se a montanha russa “Bobsled”, baseado na história dos competidores Jamaicanos que disputaram os campeonatos de inverno entre 1988 á 2014. No parque é possível acompanhar toda a história dos competidores em um museu. Não sei se alguém aqui viu a Glória Maria andando no “Bobsled”, mas é bem aquilo hahaa... Muita adrenalina, pois quem fica no controle de toda situação é “Você”! Haha Antes de terminar o percurso da montanha russa, um flash bem forte é disparado... Esse flash está programado para tirar foto do turista, uma forma do local adquirir mais dinheiro rs. Depois que ter me aventurado na montanha russa, me direcionei novamente para a van e fui na Dunn's River Falls. A Dunn's River Falls tem toda uma história pra mim, o clipe “Eu e Ela” do Natiruts, foi gravado lá nos anos 90 e como fã da banda eu tive que fazer o passeio. Lol. Para fazer esse passeio é preciso comprar aquelas sapatilhas especiais antiderrapentes, pois as pedras são bem escorregadias. É possível comprar as sapatilhas na entrada do parque por USD 10,00. Como todos os passeios anteriores, esse também vale muito a pena. 5º Dia Meu quarto dia na Jamaica foi bem “off”. Estava sem programação e muito cansada. Fiquei curtindo uma praia privativa ao lado do hostel em Ochos Rios. A praia é bem bonita e tranquila... Dá para deixar os pertences na areia e dar um “tichum” sem grilo. Para tirar uma onda lá é preciso desembolsar USD 1,00. Aproveitei esse “day-off” para visitar a feirinha que tem perto da praia e conversar com os nativos... eles amam conversar com brasileiros, vale a pena e de quebra ganhei um colar feito por uma jamaicana! Fofa! 6º Dia Quando eu comprei a minha passagem para a Jamaica, em nenhum momento passou pela minha cabeça sobre o aniversário do Bob Marley. Certo dia estava lendo o livro da Rita Marley (“No Woman no Cry”) e ela comentou que todo dia 06/02 rola um festival em Kingston promovido por ela, filhos e netos do Bob... Nessa hora eu paralisei, pois estaria na Jamaica no mesmo dia do festival e aniversário do Bob Marley. Eu comecei a curtir o som do Bob ainda na adolescência e vivenciar aquele momento na terra dele, seria bem surreal e foi. O festival acontece todos os anos no “Museu do Bob”... Não tinha mais ônibus disponível para Kingston saindo do bus station, logo, tive que pegar uma lotação com os nativos e mano do céu... foi muito engraçado! Haha Mas para chegar até o terminal das “lotações”, não foi tão simples assim... Na verdade até hoje não sei como faz para chegar nesse terminal... Eu lembro que pedi informação para uma policial, como ela viu que eu estava um pouco confusa, parou uma van no meio do nada e pediu para o cara me deixar nesse terminal... kkkkk Acho que eu fiquei uns 10 minutos na van até chegar nesse terminal, que mais parece um “lixão” (Juro kkk), mas ao invés de ter lixo, tem van... kkkk Entrei na Van que teria como destino “Kingston”, mas a Van (Ah! A van só deixa o terminal se estiver abarrotada de gente... kkkk) me deixou em uma favela e de lá eu peguei um táxi com 500 jamaicanos dentro rsrs... O taxista me deixou na frente do museu... Alivio por ter dado tudo certo! Rs A primeira coisa que eu vi ao adentrar no museu, foi a estátua do Bob... Ah! Quase chorei! Depois fiz amizade com uma menina da Suiça, que também estava sozinha... Foi minha companheira de cerveja, até conhecermos o nosso amigo “Rasta”... Um senhor bem fofo, que fumou maconha o role inteiro! Haha! Foi nesse festival que também pude conhecer o Julian Marley, na ocasião ele não foi muito simpático, acredito que estava sob efeito do cachimbão que ele havia acabado de tragar... Haha! (Gente! Eles fumam muito lá... e olha que não é legalizado kkk). Quando começou a escurecer eu fui embora para Ochos Rios, não me pergunte como eu cheguei, pois estava pra lá de Bagdá! Mas cheguei! É o que importa! Haha! 7º dia No penúltimo dia de trip, eu sai de Ochos e fui para Montego Bay. O trajeto foi rápido, peguei o ônibus no bus station (Comprem sempre com antecedência pelo site da aviação). Desci na parada do aeroporto de Montego Bay, pois seria mais fácil para chegar até a pousada. Assim que cheguei na pousada sai para comprar alguns souvenirs (Melhor local para comprar) e conhecer um pouco mais de Mobay. Fiquei em um pousada da frente da praia “Doctors Cave” a praia mais linda da Jamaica inteira na minha opinião... Almocei no restaurante que fica na frente da praia e depois cai pra água. Fiquei apenas 1 dia em Mobay e de fato não me arrependo, pois tirando essa praia não vi nada de muito interessante rsrs. 8º dia Último dia na Jamaica. Mas antes um mergulho para me despedir... Foi tudo muito rápido, mas bem intenso. Conheci basicamente a Jamaica inteira em 8 dias, sozinha... na maior vibe! A única coisa que eu não fiz, vou me infiltrar no meio “Trench Town”, não por tempo, por medo mesmo... Ouvi relatos que é muito perigoso cair de paraquedas lá, sem pedir permissão para entrar. Next time! Bom galera! Falei muito rápido... Eu sei... mas se não fosse dessa forma, não iria conseguir fazer o relato da viagem mais foda da minha vida. Peguei um dia aqui “a toa” no trampo e mandei ver! A Jamaica é um lugar absurdamente caro, então... preparem o bolso. Espero que a trip de vocês para esse paraíso, seja tão mágico quanto foi a minha! Eu sei que vão surgir várias dúvidas tipo nome do bus, tempo de locomoção... e estarei aqui para ajuda-los. Jamaica No problem!
  4. 1 ponto
    PREÂMBULO Era chegada a época de mais um final de ano, onde todo mundo já havia se organizado para passar Natal e Reveillón, e novamente eu sem ter a menor ideia de onde ir. E com toda a correria típica da época dias passavam como minutos e via a possibilidade real de pelo 3º ano seguido ficar em casa. Nope! PASSAGENS AÉREAS: Comecei a procurar igual louco por passagens para sair daqui (SP), mas para onde ir? Para onde faça frio meu bem ❄️. Não gosto de calor, logo sinto que não perco nada saindo desse forno ao ar livre chamado Brasil por pelo menos alguns dias...Depois de muito fuçar no mapinha do Skyscanner achei uma rara opção que caberia no meu bolso. Paris ida e volta por singelos 4.579 BRL, e isso saindo no dia 24/12 e voltando dia 03/01, o que significava passar o Natal no A330 da TAP. O que importa é chegar!!! Sei que o valor da passagem é uma extorsão velada, porém é o preço a se pagar para querer viajar nessa época, e comprando com somente 1 mês de antecedência. Ficou assim a ida: Guarulhos > Porto - conexão de 7h ❤️ - Porto > Paris (Orly). Já a volta: Paris (Orly) - Lisboa - conexão de 2h - Lisboa > Guarulhos A longa conexão de ida me daria possibilidade de escapar do aeroporto e dar uma "cheirada" nessa pérola do norte lusitano (plano esse que quase foi pro ralo, explico logo mais). Passagens compradas via E-dreams, e apesar dos mitos e de tudo que já postaram sobre no Reclame Aqui, não tive nenhuma dor de cabeça. Assim que o pagamento é confirmado eles mandam no seu e-mail (e no cadastro do site tbm) os números de referência da reserva para localizar no site da cia aérea. Então não esperem vir um e-mail direto da cia confirmando a passagem (igual eu fiquei no começo). Peguem o número de reserva e consultem no site da cia para relaxarem. Ah, sem franquia de bagagem despachada, apenas a de mão + mochila. GESTÃO DA RESERVA: O site da TAP na parte de gestão de reservas é um lixo, já lhes adianto. Carregou meus dados de passaporte totalmente diferente do que havia digitado, não reconhecia meu número do Miles & Go, apesar de que nada disso impediu meu embarque. Também é ponto negativo a cobrança que eles fazem para te dar direito a marcar assento, mesmo se você fizer o check-in dentro de 48h para o voo. Me recusei a pagar no mínimo 70 euros (salvo engano) para isso e deixei o destino agir. HOSPEDAGEM: Com a reserva em mãos fui procurar hostels para ficar, e para a surpresa de absolutamente ninguém não havia quase nada disponível para esse período, a não ser hotéis caros...Bateu um leve desconforto até achar um Hostel pelo Booking.com chamado Jo&Joe, que fica na comuna de Gentilly, na divisa com Paris. Quase sem alternativas optei por esse lugar (302,31 EUR por 9 diárias + 17 EUR de taxa paga no momento do check-in)Só depois iria perceber o quanto isso ia me prejudicar na viagem pois perto de lá só tinha a linha B do RER (trem de suburbio), que era uma das que sofriam constantes restrições de operação em decorrência da greve geral, mas falo em detalhes sobre isso mais adiante. PREPARATIVOS PARA O FRIO: Faltando alguns dias fui na Decathlon e comprei o mínimo para me proteger do inverno europeu (que não é rígido igual lugares como EUA, Canadá, Rússia mas que dá um gostinho bom). Uma jaqueta para temperaturas até 0ºC por 150 BRL, blusa e calça estilo segunda pele (20 BRL cada) meia para esquiar e touca simples (não lembro o preço, mas não é caro). Na hora de arrumar a mala de mão porém troquei a meia que tinha comprado por uma de lã que já tinha e a usei por cima de meias normais. Deu pro gasto. ROTEIRO: Caras, tava uma baita correria no trabalho, fechei o roteiro de forma bem meia boca (para o meu gosto), e quase aos 45' do segundo tempo. Não tive tempo de pesquisar muita coisa, sabia apenas que havia o Paris Museum Pass que me daria acesso a vários lugares...Ficou assim: 24/12 - Embarque 25/12 - Porto (mini passeio pelo centro histórico e ponte D. Luís I) 26/12 - Paris (flanar para conhecer a pé os principais pontos turísticos, quais sejam: Torre Eiffel, Trocadero, Arco do Triunfo, Grand Palais, Place de La Concorde, Jardin des Tuileries, Louvre, Notre-Dame, Praça da Bastilha) 27/12 - Paris (Louvre parte 1, Palais Royal, Arcos de Saint Denis e Saint Martin, Gare d'Est e du Nord, Basílica Sacré Coeur, Moulin Rouge) 28/12 - Paris (Louvre parte 2, Panteão, Jardin du Luxembourg, Tour Montparnasse) 29/12 - Paris (Museu d'Orsay, Ponte Alexander III, Hotel dos Inválidos e Museu do Exército, Museu Rodin, Museu dos Esgotos, Centro Georges Pompidou) 30/12 - Versalhes 31/12 - Chateau de Fontainebleau, Catacumbas de Paris 01/01 - Paris (Museu do Ar de do Espaço) 02/01 - Bate e volta (a decidir entre Bruxelas, Reims, Estrasburgo) 03/01 - Retorno Devido aos problemas de deslocamento que detalharei adiante este roteiro ficou comprometido, creio que cumpri uns 70% dele, e não na ordem apresentada. ORÇAMENTO DE VIAGEM: 795 EUR em espécie além do cartão de crédito, que deixo apenas para emergências ou situações não previstas (leia-se lugares em que não dá para se comprar algo em dinheiro). O mínimo obrigatório por dia na França (conforme pode ser consultado no site da embaixada francesa no Brasil) é de 65 euros, então estava tranquilo com relação a isso. Mas tinha como meta economizar o máximo possível, pois em Março vou a Portugal com a família, em uma viagem que inevitavelmente sairá mais cara pois não conseguirei abdicar de tantas comodidades quanto numa viagem solo. Essa parte foi sucesso. SEGURO-VIAGEM: Travel Ace cobertura básica, sempre incluo além dos dias que estarei fora o dia da partida e do retorno, logo 12 dias por 99,67 BRL. Dia 24 chegou gente, bora lá...
  5. 1 ponto
    Boa noite pessoal. Conheci em um grupo de whatsapp um site bem legal, chamado de trivelo. Ele comparar o valor de uma passagem aérea em centenas de sites diferentes, inclusive MaxMilhas e 123Milhas, além de ver a quantidade de milhas em cada programa de fidelidade. Alguém conhece? Segue o link: https://trivelo.com.br/
  6. 1 ponto
    Ah Portugal! Você não estava nem cotado na minha enorme lista de prioridades, e quando dei por mim, lá estava eu vivendo um momento tão especial. Dicas de Portugal: Planejamento passo a passo. Portugal até poucos anos atrás não era um destino europeu muito procurado, porém de uns tempos para cá o país foi descoberto, chegando a ganhar o prêmio de melhor destino turístico da Europa. Um destino perfeito para nos brasileiros, pois além de ter praias, belas cidades, história, cultura e boa culinária, aqui não temos a barreira da língua, o que torna tudo mais fácil. Agora vamos lá para o que interessa: O que eu preciso saber ou pensar para planejar minha viagem ao país? Dicas de Portugal 01: Quando ir a Portugal? Sempre, essa deve ser a primeira coisa a se pensar, independente do destino. Duas coisas básicas que temos que ter em mente ao escolher a data da nossa viagem: Quando é a alta temporada: Preciso mesmo ir no auge das filas e dos preços? Como estará o clima: Dá para fazer os programas que quero com o clima naquela data? Em relação ao clima, Portugal tem verões secos e invernos não tão rigorosos como em outras regiões da Europa, porém isso não significa que não seja frio. Se fossemos resumir as regiões, poderiamos assim dizer: Sul: Clima mais quente. Norte: Clima mais frio. Mas sinceramente, pela maioria das atrações do país, o clima em Portugal, a não ser que queira curtir uma praia, não é um fator que atrapalhe muito sua programação por lá. E mais, eu ainda diria que é um local que pode-se viajar em qualquer época do ano. Agora vamos falar um pouco de cada estação. Verão (21 de junho a 20 de setembro) São as férias escolares na Europa e a alta temporada no país. Os dias são longos e anoitece em torno de 22h00, com isso dá para aproveitar muito os passeios e cidades. No verão, o clima também é quente e seco, chove pouco e tudo é beeeem lotado e mais caro, porém esse é o melhor período principalmente para se conhecer Algarve, e as praias. Vai nesta época? Então deixe tudo reservado e com bastante antecedência, principalmente se quer economizar. Outono (21 de setembro a 20 de dezembro). Em meados de setembro a alta temporada já começa a se desfazer, e é uma ótima data para ser pensar em ir visitar o país, pois ainda é quente e os preços da alta temporada já se foram. Neste período as chuvas começam a ficar mais intensas, principalmente nos meses de novembro. Inverno (21 de dezembro a 20 de março). Há um fluxo bem menor de turistas, tirando a época festiva de Natal e Ano Novo. Os preços também caem devido à baixa procura e as filas ficam menores, porém como os dias são mais curtos, as atrações ficam disponíveis por menos horas. Quem não pretende ir a praias e fazer passeios ao ar livre, dizem que ir no inverno é bem interessante. Primavera (21 de março a 20 de junho). É a época mais bonita, devido a paisagem e ainda é “baixa” temporada. Os dias já começam a ficar mais longos, com sol até as 20h00 e as temperaturas são frescas, nem calorão nem frio. Resumindo: Os melhores meses em relação a custo benefício são: abril, maio, setembro, outubro e novembro. Dicas de Portugal 02: Como chegar a Portugal? Os principais aeroportos de chegada para nós brasileiros são o de Lisboa e Porto. A companhia aérea portuguesa mais famosa é a TAP, e oferece voos diretos do Brasil. Porém, por ser um destino muito procurado, diversas outras cias aéreas fazem o trajeto, como KLM, Azul, Air France, Iberia, British Airways, Lufthansa, etc. Uma ótima tática para encontrar voos com melhores preços, e foi a que eu usei, é olhar as oportunidades nas empresas que vendem passagens com milhas aéreas, como por exemplo a P2PMilhas. E o melhor de tudo para nós brasileiros! Do Brasil partem vários voos diretos de tudo quanto é lugar: São Paulo, Campinas, Belém, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e Belo Horizonte. A viagem de São Paulo dura em torno de 10 horas. Dicas de Portugal 03: Detalhes a se saber sobre Portugal antes de Embarcar. Para sua chegada e entrada no país – saber: Visto: Não é necessário visto, desde que a permanência seja de até 90 dias. Vacina: Não é necessário nenhum tipo de vacina. Passaporte: Validade de pelo menos 3 meses Seguro Viagem: Obrigatório e com cobertura de 30.000 euros. Comprovantes de estadia e passagem de volta: Dificilmente é solicitado, mas tenha-os em mãos. Quem se hospeda em casa de família ou amigos deve preencher uma carta-convite, pesquise o formato no site do consulado. Eletricidade: 220 v. Tomada: 2 pinos arredondados (levar adaptador universal sempre é útil). Fuso horário em relação a Brasília: + 2, 3 ou 4 horas, dependendo da época do ano. Levar calçados confortáveis e já adaptado ao seus pés : No país há muitas ladeiras e quando você não esta subindo ou descendo uma, esta subindo ou descendo escadas. Isso é um resumo, para mais informações recomendo consultar: http://www.visitportugal.com Portugal é seguro? Sim, e muito! Andei sem nenhuma desconfiança ou medo por todos os lugares. Lógico que sempre temos que ter cautela, mas nos brasileiros somos “calejados” em relação a isso e estamos sempre esperando um assalto, não é mesmo? Então é só tomar os mesmos cuidados que já estamos acostumados. Para se ter uma ideia, o país subiu no ranking em 2017 do Índice Global de Paz (IGP) e está entre os países mais pacíficos do mundo. Ah, não se assuste se estiver em um lugar movimentado, como a rua Augusta em Lisboa, e te oferecerem “Marijuana”. Sério, oferecem muito e na cara dura, sem preocupação nenhuma, chegam a exibir o produto. Dicas de Portugal 04: Quantos dias ficar nas principais cidades? Coloco esta pergunta, porque é uma das que mais escuto, porém meu amigo a resposta quem tem é você, e depende do tempo que você tem para explorar o país e seu din din ! Portugal é um país pequeno, mas cheio de cidades e lugares interessantes. Sério, eu acho um desperdício conhecer só Porto e Lisboa e partir para outro destino da Europa, sendo que ali tão pertinho tem tanto para se descobrir. O país é tão pequeninho que para se ter uma ideia, você pode percorrê-lo de carro de uma ponta a outra (norte ao sul) em cerca de 6 horas, e em 3 horas de leste a oeste. Penso que de 15 a 20 dias dá para se fazer um bom roteiro e conhecer seus lugares principais, e mesmo assim ficar ainda um gostinho de quero mais, pois nunca conseguimos fazer tudo que desejamos, não é verdade? Quais os principais lugares para se conhecer em Portugal? País pequeno, como eu disse, porém cheio de coisas. Portugal é riquíssimo em história e cultura, pois aqui passaram diversos povos como: celtas, árabes, mouros, fenícios, romanos e suas lembranças estão por todos os lugares. Vou colocar primeiro o que conheci com sugestões de dias na MINHA OPINIÃO, pois cada percepção e experiência é única e tudo depende do seu gosto. Lisboa (3 dias) Sintra (1 dia) Porto (3 dias) Guimarães (1 dia) Braga (1 dia) Coimbra (1 dia) Évora (1 dia) Nazaré (1 dia). Ilha da Madeira (pelo menos 5 dias). Região de Algarve (pelo menos 5 dias – Amei Albufeira). Fátima, Óbidos e os mosteiros no trajeto (Alcobaça e Batalha): Penso que podem ser conhecidos nos deslocamentos, só de passagem mesmo. Esses foram os lugares que conheci, porém há outros, não se limite a pesquisa a eles. Veja o roteiro de cada cidade neste Link: Portugal. Dicas de Portugal 05: Moeda e Conversões? Regra número 01: Assim que decidir viajar, já comece a comprar euros!! O balanço das compras quando vamos nos planejando sempre dá uma boa média de conversão. Na minha viagem, percebi que não valia a pena trocar reais em Portugal em nenhum momento, coisa que é ótimo de se fazer na Argentina, por exemplo. Todas as conversões que encontrei no país foram mais caras que as que achei no Brasil (minha experiência). O que mais observei: Em Porto encontrei conversões piores que Lisboa (aeroportos), e as melhores encontrei em Albufeira (Algarve). Dica de ouro para quem não gosta de carregar muito dinheiro. Você pode abrir uma conta gratuitamente pela internet no banco alemão N26, fazer transferências via transferwise e realizar até cinco saques em caixas eletrônicos (ATM) sem pagar tarifa em qualquer país da União Europeia. Descobri isso depois da viagem, com a dica do instagram @mytrips_mypics e na minha próxima ida a Europa lembrarei disso com certeza. Saiba mais sobre essa dica aqui: Eurodicas. Dicas de Portugal 06: Quanto custa uma viagem para Portugal? Portugal sempre teve fama de ser um destino barato, mas com o Euro na faixa de R$ 5,00 tudo acabou ficando mais caro para nós, porém em relação a outros lugares da Europa, ele pode ser considerado sim um país barato. Para economizar um pouco, nos perguntamos: “O que vale a pena fazer para gastar menos por lá?” E a resposta é: Principalmente reservar tudo com antecedência: Passagens, hospedagens, aluguéis etc… tudo mesmo. Agora vamos entrar em cada um dos itens que mais pesam no orçamento de uma viagem. Passagem aérea Os valores de ida e volta costumam variar entre R$ 2.500 e R$ 3.000 – podemos dizer que são os preços médios. Por isso, pesquise com antecedência e principalmente em empresas de milhas. Há muita oscilação nos preços e você pode encontrar boas oportunidades. Qualquer passagem que achar em uma faixa de preço menor que essa, pode comprar que esta barato. Hospedagem Hoje com Airbnb, hostel e hotéis, há hospedagem para todos os bolsos. Em relação a preços médios, podemos dizer que: Hostel: Encontram bons hostels na faixa de 15€ a 20€. Hotéis 2 ou 3 estrelas bem localizados: Entre 50€ a 60€ (duas pessoas). O que podemos fazer ainda para economizar na hospedagem: Prezar por uma boa localização, assim evitamos custos desnecessários com deslocamento. Alimentação Para almoçar bem em Portugal, você gasta na faixa de 10 € a 15 € euros. Comer algo mais incrementado na faixa de 25 € a 30 €, isso sem bebidas inclusas. Lanches rápido na rua: Uma média de 4 € a 5 € euros. Salgados: Na faixa de 2 € a 3 € euros. Chopp: 3 € a 4 € euros. O que fazer ainda para economizar com alimentação: Compras em supermercados (A rede Pingo Doce é uma das mais conhecidas do país). Ficar em Hostel e Airbnb, assim você pode fazer sua própria comida em alguns dias. Outras dicas “nada a ver”: Seguem mais algumas coisas que observei e achei interessante: 10% do Garçom: Em Portugal não são cobrados. Gorjetas: Em Portugal o costume de dar gorjetas não é tão forte. Dificilmente você é colocado em uma situação em que tem que dá-la e fica constrangido se não der. Dai penso: “Será que herdamos isso deles?”. Que brasileiro tem dificuldade em dar gorjetas, não é mesmo? Cultural nosso! Couverts: Não estou falando do dinheiro pago pra quem toca uma música em um restaurante, ok (rs). Antes da entrada ou prato principal, os restaurantes costumam trazer até sua mesa: pão, manteiga, azeite etc. Nas primeiras vezes, como não pedi, pensei que era algo gratuito e que fazia parte da refeição enquanto esperava o prato, mas não se engane, se não quer, já não deixem nem servir na mesa, que cobram tudo, até a manteiga (rs). Sentei um dia para almoçar porque o prato era 7 € e na hora de pagar a conta foram adicionados mais 5 € referente a couverts. Fiquei P*&# da vida! Áreas externas dos restaurantes: para sentar nas áreas externas, principalmente em Lisboa, você acaba pagando mais caro. Tap water: É comum você entrar em estabelecimentos e dizer que quer somente uma água de torneira. Eles vão te servir normalmente. A água aqui é bem tratada e comumente bebida. Portanto peça Tap Water sem vergonha nenhuma, é normal! Cerveja Geralmente sentamos e dizemos: “Me vê um chopp?”. Porém essa palavra não existe em Portugal, e temos que pedir por cerveja o que visualizamos como chopp. Alguns garçons estão até habituados com essa confusão dos brasileiros. Em relação aos tamanhos: O Chopp de 200 ml. No norte: Chama-se fino; No sul: Chama-se imperial. Tulipa: Esse é o chopp de 330 ml, ops cerveja! Rs. Ahhh, lembrando o público mais ativo de Portugal, os idosos. Aqui vocês tem descontos em tudo: comboios, entradas nas atrações e etc, porém não vi quase filas preferenciais, creio que com o número de idosos por lá uma fila preferencial não seria vantagem (rs). Dicas de Portugal 07: Como se locomover em Portugal? Vou “quebrar” esta dúvida em duas partes, ok? Como se locomover nas cidades: Uber Há Uber, para nossa alegria. Uber foi a melhor invenção para turistas, com ele ninguém mais te passa a perna. Os táxis, tem preços parecidos, porém o Uber continua sendo mais barato. Encontrei Uber em: Lisboa, Porto, Algarve (várias cidades), Braga e Guimarães, porém há em mais cidades. Metros Para se deslocar dentro das principais cidades, como Lisboa e Porto, use e abuse dos metros, que são ótimos. Os metros conectam tudo, até o aeroporto, e as tarifas ficam em torno de 2€ . A primeira vez que comprar seu bilhete serão cobrados 0,50€ para a emissão do cartão. Guarde-o para recarregar e não ter que comprá-lo novamente. O “cartão” é de papel e é “facinho” cair na tentação de descartá-lo. Ônibus Hop On Hop Off. Valem a pena os ditos “pega turista”? Muitas vezes sim, principalmente se você tem pouco tempo em uma cidade, está sozinho e as atrações estão bem distantes. O custo benefício fica excelente, sempre pare e faça umas contas, não descarte esta opção de primeira. Usei o Hop On Hop Off em Porto e Lisboa, e como eu estava com meu pai nestes destinos foi uma ótima pedida. A diária custa em torno de 15€ a 18€, porém se comprar dois dias, o preço fica por volta de 22€. Dica: Observei que os ônibus amarelos (não lembro o nome) tem uma frequência bem maior que os vermelhos. Hoje eu optaria por eles. Bikes e Patinentes. Muitas das cidades fornecem aluguéis de bicicletas e patinetes, só baixar o aplicativo e usar a vontade. Esta é uma forma rápida e barata de se locomover. Como se locomover de uma cidade a outra: Carro Alugar um carro para mim é uma das melhores maneiras de conhecer o país, muitas vezes, até mesmo se você está sozinho. As rodovias são ótimas, os aluguéis são relativamente baratos e ainda você tem a liberdade de ir e vir sem horários e compromissos. Dirigir por aqui tem ainda mais duas facilidades para nós brasileiros: Língua: Não temos esta barreira para pedir informações e ler placas. Carta de motorista: Podemos usar nossa carteira sem necessidade de tirar a PID (carteira internacional). Sobre a carteira de motorista: Lembrar que ela tem que estar dentro da data de validade durante sua viagem e o passaporte deve estar sempre junto. Para quem esta indo como residente a coisa muda, e só podemos usar nossa carteira por 6 meses. Quando o carro é desvantagem? Para andar dentro das grandes cidades creio que não vale a pena estar de carro, pois temos que nos preocupar com: estacionamento, trânsito e ficar muito atento no caminho e GPS. Em cidades maiores, como Lisboa e Porto, que ainda temos um bom transporte público, penso que é melhor ficar a pé. O que temos que saber para dirigir por lá? Autoestradas (A): São as maiores rodovias, onde podemos correr mais, porém os pedágios são mais caros. Estradas nacionais (N): São estradas menores que passam dentro das cidades, portanto, mais lentas. Comboio (Trens) Os comboios em Portugal são rápidos, muito confortáveis e ligam todas as grandes cidades. Você consegue descontos maiores que 50% em alguns casos ou pegar promoções se comprar por antecedência pela internet. Eu comprei todos meus deslocamentos ainda aqui no Brasil, pelo site: Comboios de Portugal (CP). Ônibus Há também a opção de viajar de “busão” pelo país, uma opção válida não só pelo preço, mas principalmente pelas possibilidades de horários que são bem maiores que as dos comboios. Nos ônibus, também há mais opções de destinos. As principais empresas e seus sites são: Rodonorte: http://www.rodonorte.pt/; Rede Expressos: http://www.rede-expressos.pt Usei a rede expressos para ir para Algarve e foi ótimo. Agências de viagem Para quem gosta de uma viagem com mais aprendizado, companhia de um guia, e também quer conhecer vários lugares de uma única vez em um curto espaço de tempo, uma agência pode cair bem. Como descrevi, Portugal é pequetito, e você encontra vários bate volta para outras cidades ao redor conhecendo só o essencial. Os destinos mais procurado de bate e volta são: Fátima, Óbidos e Sintra. Fiz alguns destes passeios com a TourOn, uma empresa brasileira de confiança, e gostei bastante. Dê uma olhada nos passeios e transfers (aeroporto x hotel) oferecidos pela TourOn em Portugal: Aqui. Também há vários passeios e ingressos com a empresa Get You Guide, e antecipar seu ingresso, além de pagar o mesmo preço, você evita o tempo de espera nas filas, que aqui costumam ser bem grandes, comprar ingressos com antecedência principalmente na alta temporada é essencial. Viagens compartilhadas No Brasil é de dar medo esta opção, mas aqui super seguro. Esta é uma solução econômica com possibilidades de conhecer novas pessoas. Os sites mais usados em Portugal são: Deboleia, Boleia, Viagens por Tostões, Bla Bla Car, CarPooling Portugal, Carpool Portugal e Galpshare. Usá-los é simples. Basta acessar o site, informar data e destino, que as opções de carona irão aparecer. Dicas de Portugal 08: Chip de celular? Hoje em dia há operadoras onde você pode comprar o chip aqui mesmo do Brasil e chegar lá já falando no celular, porém estes planos são mais caros e comprar o chip de uma operadora local sai bem mais em conta. Em Portugal, uma das operadoras mais procuradas é a Vodafone. Assim que você desembarca em Lisboa há uma loja dela em frente ao desembarque. Quando cheguei a fila da Vodafone estava quilométrica, eu ia até desistir e procurar o chip na cidade, porém para minha sorte, fui abordado por uma brasileira vendendo um chip da operadora Moche no desembarque. Comprei, paguei um plano de 15 €, que durou por 14 dias e o sinal foi ótimo em todos os lugares, não tenho o que reclamar. Depois coloquei crédito de mais 5 € para meus outros 5 dias em Portugal, fui embora com o chip funcionamento ainda. Vale a pena celular? Muuuito. Um destino como Portugal, onde ficamos a maior parte do tempo em cidades, ele é essencial. Usei demais para: GPS Pedir Uber. Pesquisas sobre passeios. Ligações locais que precisei fazer. Redes sociais WhatsApp. Esta viagem foi a primeira vez que fiz plano de celular e senti muita diferença. Dicas de Portugal 09: E os portugueses? Vou descrevê-los igual eles são: retos e diretos, curtos e grossos. Como assim? Por exemplo: Os portugueses não tem paciência com nós brasileiros que culturalmente somos prolixos e queremos que a pessoa descreva o cardápio inteiro antes de escolher (rs). Outro exemplo: Muitas vezes fazemos perguntas aos portugueses e eles dão respostas tão secas, e até com ar de indigenizados, onde sua expressão diz: “Como você me faz uma pergunta desta?” No começo assustamos, mas depois relevamos e entendemos que é algo cultural. Acostume-se ou ficará louco! Em relação ao sotaque: Entendemos o português deles facilmente, porém tem regiões que temos que fazer um esforço um pouco maior para compreendermos melhor. Na Ilha da Madeira foi onde tive mais dificuldades. Ahh, nem pense em fazer piadas de português para eles. Não tentei, mas tenho certeza que eles não acharão graça (rs). Dicas de Portugal 10: O que comer em Portugal? Ahhh que saudade! A gastronomia portuguesa é famosa e não é atoa, e para quem ama frutos do mar e doces então, ela é perfeita! E para ajudar ainda temos os vinhos e azeites, que estão entre os melhores do mundo. Como não amar, não é mesmo? Antes de viajar para qualquer país eu costumo pesquisar o que não posso deixar de comer e faço uma lista, e em Portugal, acho que foi a maior lista que levei até hoje, e mesmo assim, ainda não comi tudo que queria. Agora vamos parar de enrolação e ir direto ao assunto: As delícias portuguesas. Bacalhau: Claro que vou começar por ele! E como dizem os portugueses: “Temos uma receita de bacalhau para cada dia do ano”. Encontrado em qualquer canto e em qualquer cidade, o bacalhau aqui é consumido de diversas formas. As que mais gostei foram: Bolinho (pastel) de bacalhau com queijo de ovelha. Bacalhau com natas: O melhor para mim (foto). Tiborna. Postas de bacalhau em suas milhares de combinações. Queijo da Serra da Estrela: Tem até selo de autenticidade! E é considerado o mais antigo do país. Broa: pãozinho de milho e centeio servido nas entradas das refeições. Francesinha: Um prato mais tradicional em Porto. É sanduíche de bife, bacon, queijo, chouriço e fiambre (tipo de presunto), coberto com queijo e levado ao forno. Fica envolto a um molho picante à base de tomate, cerveja preta e vinho do Porto. Prego: Quando ouvir esta palavra, saiba que estão falando de um lanche ou sanduíche, ok. Nada demais no quesito novidade, porém todos que comi estavam deliciosos. Pastel de Belém: Este só é feito na pastelaria de mesmo nome em Lisboa. Nas demais cidades portuguesas e em outros lugares de Lisboa temos as imitações que são chamadas de pastéis de nata. Este doce é tipo uma tortinha folhada feita à base de ovos. São muito saborosos, mas muuuuito mesmo. No começo achamos que todos são iguais, até comer o de Belém, e depois deste meu irmão/a, nenhum mais tem graça. Cadê a lista enorme?? Desculpe, mas só citei o bem basicão, mais detalhes descreverei no post de cada cidade. Portugal tem muitas delícias para citar em um único resumo de dicas. E é isso pessoal! Com este montão de dicas de Portugal acho que vocês já pode começar a se planejar, não é mesmo?
  7. 1 ponto
    Olá a todos! Estes foram os integrantes dessa viagem: eu (Gabriel), meu irmão (Bruno) e mais três amigos: Guilherme, Gabriel e João. Além deles, tivemos a participação especial de duas amigas nossas em alguns momentos da viagem, a Maria e a Priscila (conhecida por todos como Pinga). Sobre viajar na Europa no inverno: não tenha medo! Usando as roupas adequadas, dá tudo certo. Sobre o roteiro que fizemos: gostamos de todos os lugares e recomendamos ir para todos! Eu vou dividir este relato em 4 partes para que fique mais fácil de achar as informações, caso não queiram ler tudo. A primeira parte é o roteiro. A segunda são dicas gerais da viagem. A terceira parte são dicas específicas de cada cidade que passamos. E, por fim, a quarta parte é um detalhamento por dia da viagem, incluindo várias fotos! Roteiro: Dia 1: (11/12/16) - São Paulo - Viena Dia 2: (12/12/16) - Viena Dia 3: (13/12/16) - Bratislava (bate-volta a partir de Viena) Dia 4: (14/12/16) - Viena Dia 5: (15/12/16) - Viena - Munique Dia 6: (16/12/16) - Munique Dia 7: (17/12/16) - Visita ao castelo Neuschwanstein Dia 8: (18/12/16) - Munique Dia 9: (19/12/16) - Berlim Dia 10: (20/12/16) - Berlim Dia 11: (21/12/16) - Berlim Dia 12: (22/12/16) - Potsdam Dia 13: (23/12/16) - Berlim - Praga Dia 14: (24/12/16) - Praga Dia 15: (25/12/16) - Praga Dia 16: (26/12/16) - Praga - Cracóvia Dia 17: (27/12/16) - Cracóvia Dia 18: (28/12/16) - Cracóvia - Oravsky Podzamok (Castelo do Nosferatu) - Zakopane Dia 19: (29/12/16) - Zakopane - Cracóvia Dia 20: (30/12/16) - Auschwitz Dia 21: (31/12/16) - Cracóvia (Mina de sal em Wieliczka) Dia 22: (01/01/17) - Cracóvia - Budapeste Dia 23: (02/01/17) - Budapeste Dia 24: (03/01/17) - Budapeste Dia 25: (04/01/17) - Budapeste Dia 26: (05/01/17) - Budapeste Dia 27: (06/01/17) - Budapeste - Zagreb Dia 28: (07/01/17) - Lagos Plitvice Dia 29: (08/01/17) - Zagreb - Ljubljana Dia 30: (09/01/17) - Ljubljana Dia 31: (10/01/17) - Bled (bate-volta) Dia 32: (11/01/17) - Ljubljana - Viena - São Paulo Dicas Gerais: Dinheiro: Eu infelizmente não tenho os preços de tudo anotado, mas tenho geral de quanto tudo custou. Levamos cada um 2000 euros para toda a viagem para ter uma segurança, e ainda sobrou bastante. Voo para a Europa: Compramos a passagem após ver uma promoção no "Melhores Destinos". O voo custou 1600 reais (com as taxas) até Viena, e foi pela Ethiopian Airlines, com escala em Lomé, no Togo, e conexão em Addis Ababa, a capital da Etiópia. Apesar de muito mais longo que as companhias tradicionais, os voos foram excelentes e a comida foi ótima, recomendo cogitarem viajar pela Ethiopian, pois os preços são muito bons! Ônibus: Viajar de ônibus na Europa é uma maravilha. No geral eles são muito mais baratos que trem ou avião, a maioria tem wifi (porém nem sempre funciona ::toma:: ). Alguns também tem tv que nem avião. Só é preciso ficar esperto nas companhias que não tem lugar marcado (como a Flixbus), pois as vezes o ônibus pode lotar, ou ser uma muvuca pra embarcar. O melhor site que usamos para achar as passagens foi o http://www.goeuro.com. Nele é possível ver os horários de ônibus e trem disponíveis para todos estes países, além do preço e da duração da viagem. Eu recomendo comprar as passagens de ônibus alguns dias antes da viagem, pois muitas vezes os trechos baratos esgotam (quase nos ferramos por causa disso, mais de uma vez), e os preços também sobem quanto mais perto da viagem. Além disso, pra comprar na rodoviária é cobrada uma taxa de serviço a mais, as vezes até maior que o IOF seria na compra pela internet. Hospedagem: Reservamos todos os hostels antes da viagem pelo Booking.com, pois seria possível cancelar as reservas caso precisássemos mudar o nosso planejamento da viagem. Em Viena ficamos em um apartamento, pois estava muito mais barato que qualquer hostel. Clima: O inverno na Europa varia de cada ano, tem ano que faz muito frio e tem ano que fica até "quente". A temperatura mais alta que pegamos em toda a viagem foi 7°C no primeiro dia de viagem, porém no segundo dia já caiu para 0°C. A maior parte da viagem ficou por volta dos -2°/-5°C. Já no fim da viagem, uma frente fria chegou na Europa, e as temperaturas despencaram. O mais frio que pegamos foi -16°C, enquanto visitávamos os lagos Plitvice na Croácia, porém se estivéssemos ainda na Polônia teríamos pego -20°C. No fim da viagem, quando fazia -4°C a gente já dizia que era calor, e realmente era! Além do frio, no inverno também é preciso levar em conta os horários de luz durante o dia. O sol aparece por volta das 8:00, e se põe por volta das 16:00, já ficando bem escuro. Teve lugar que às 15:30 já estava realmente escuro. Apesar das poucas horas de luz, isso não atrapalhou em nada a viagem. Só é preciso planejar o dia pra pegar as horas de luz nos lugares em que é bom estar de dia. Neve: Se você quer ver neve, como a gente queria, pode ficar tranquilo que pelo menos em algum desses lugares você vai! Vimos neve em todos os países, mas claro que em diferentes quantidades (Em Viena por exemplo só vimos da janela do ônibus enquanto íamos para o aeroporto) Roupas: É impossível sair pra rua sem touca e luvas, parece que a mão e as orelhas vão cair. Cachecol é muito necessário também, mas eu preferia usar uma pescoceira, pois era mais fácil de cobrir o rosto caso estivesse ventando. Usávamos sempre uma calça jeans com uma segunda pele por baixo, bota com uma meia (as vezes duas nos dias mais extremos), segunda pele de camiseta, um moleton/fleece e um casaco mais quente. Claro que em alguns dias era preciso diminuir a quantidade de roupa, ou aumentar! É bom sempre colocar camadas, pois dentro dos locais é quente, e aí precisa tirar o casaco. Free Walking Tour: Em quase todas as cidades que fomos existem free walking tours. Para quem não conhece, são tours que levam de 1:30 até 3h, na média, onde um guia leva todos a pé pelos pontos turísticos interessantes da cidade. Além de ser bem descontraído, nos tours os guias explicam sobre a história do país e da cidade, que muitas vezes não temos ideia de qual é, e são muito interessantes! No final cada um dá uma gorjeta para o guia, então o passeio pode ser bastante barato e informativo. Vale muito a pena! Carteirinha de estudante: Vale muito a pena levar se você tiver, pode ser a sua do Brasil mesmo, até se estiver vencida. Muitas vezes eles nem olham direito o que é e já dão o desconto. Comida: Europeu come muita coisa frita, é até demais. Para comer barato, além de algumas comidas típicas, sanduíches "roubados" dos hostels com café da manhã incluso e compras nos mercados, nós comíamos no geral salsicha, batata, pizza, mcdonalds e kebab, muuuito kebab. Kebab é seu maior aliado nas horas de perrengue. Enquanto todos os restaurantes já estiverem fechados, haverá um kebab aberto para salvar. Foi inclusive nossa ceia de ano novo 😂. Água: Sempre da pia! Pode beber sem problemas. Sempre andávamos com uma garrafa e íamos enchendo nos lugares. Não comprei nenhuma garrafa d'água em toda a viagem. GPS: Baixe no google maps o mapa offline de cada cidade que for passar (ou use o app maps.me). Ajuda muito, principalmente na hora de encontrar o hostel pela primeira vez (em budapeste chegamos a noite, sem internet, sem dinheiro e sem saber onde ficava o hostel, foi péssimo kkkk) Dicas de cada cidade: Viena: -Hospedagem: Apartments Heine - para nós ficou bem mais barato ficar em um apartamento. Ficava próximo à estação Praterstern do metrô, uma estação que possui conexão com diversas linhas. -Ficamos 2 dias inteiros na cidade, foi o suficiente para ver o geral da cidade. Porém, se quiser visitar os museus, é melhor adicionar mais dias. -Se quiser ir na Ópera e não quiser pagar muito, compre um ingresso para assistir em pé! Ele começa a vende 2h antes da peça, custa só 3 euros, e é bom chegar bem antes para garantir um bom lugar. Bratislava: -A maior dica é: vá! Muita gente nunca ouviu falar de lá, mas a capital da Eslováquia fica tão perto de Viena e é tão bonita que vale muito a pena dedicar um dia de bate-volta. -Acho que não vale a pena pagar pra entrar no castelo, porém a vista lá de cima é muito bonita Munique: -Hospedagem: 4 You Hostel, ao lado da estação de trem central (Munich Hbf). Foi o hostel mais caro da viagem (era o mais barato disponível, 60 euros para 3 noites), porém super bem localizado, muito tranquilo de ir andando até o centro, e com café da manhã incluso. -Ficamos 2 dias inteiros na cidade, acho que foi o suficiente para ver tudo (ainda mais no inverno, quando os biergartens estão fechados por causa do frio). É uma cidade boa para passear. -A Hofbräuhaus, apesar de meio cara para padrões mochileiros, vale muito a pena! Nada como tomar cerveja em canecas de 1l. Você verá que tudo na Bavária é relacionado com cerveja, então há muitas opções de cervejarias menos famosas. -Veja um jogo na Allianz Arena! - O Parque Olímpico é bem conservado, porém se estiver com o tempo contado, eu dispensaria. -Faça um bate-volta para o castelo Neuschwanstein. Berlim: -Hospedagem: Baxpax Downtown Hostel, perto da estação Friedrichstraße. Bem localizado, dava para ir andando até o Portão de Brandemburgo. -Ficamos 5 dias em Berlim. Achamos que foi tempo demais, acredito que o ideal seja 3 ou 4 dias. -Se tiver tempo, faça um bate-volta para Potsdam. Da pra ir de metrô, e lá tem vários palácios da época da Prússia. -O DDR Museum vale a visita. Ele é bastante interativo, e mostra como era a vida na Alemanha Oriental. Fica do lado da Berliner Dom, só atravessar a ponte. -Berlim transpira história! Faça o free walking tour! Fizemos com a empresa SANDEMANs New Berlin, que sai da frente do Portão de Brandemburgo, com guarda-chuvas vermelhos. -FIcamos tão interessados que fizemos também o tour do Terceiro Reich, que é pago, porém ele não passa por tantos lugares diferentes do Free tour, e é mais uma aula de história. Foi interessante. -Fizemos um pub crawl com a mesma empresa do free walking tour (queríamos ir com outra, mas não achamos o ponto de encontro). Foi MUITO RUIM kkkkkk, sério. Melhor ir direto pra uma balada. (talvez a gente tenha dado azar no dia, sei lá). Praga: -Hospedagem: Plus Prague Hostel. Fica na região de Praga 7, ou seja, longe do centro turístico. Porém há uma linha de bonde que passa na frente dele, e fica uma estação de bonde do metrô. Ou seja, em 10 minutos de bonde já estávamos no centro. Por ser mais afastado, possuía um preço ótimo. Além disso o hostel tem piscina interna (fria!) e sauna. -Ficamos 2 dias e meio em Praga. Deu pra conhecer bastante, porém não tivemos tempo de fazer um free walking tour. Nosso plano era ficar mais tempo, mas complicações nos horários dos ônibus fizeram a gente ir embora antes. -No natal os horários dos bondes mudaram, então fique de olho nisso! -Vá no Sex Machines Museum, fica em uma rua que sai da frente do relógio astronômico. Muita coisa bizarra kkkk -FAÇA O PUB CRAWL! Ele é caro, mas o primeiro pub é open, e foi muuuuito divertido. Ele passa por três bares, e acaba em uma balada de 5 andares. Só não se perca do grupo, se não eles não deixam entrar na balada (experiência própria kkkk). Cracóvia: -Hospedagem: ficamos em 3 hostels na Cracóvia! Parece um exagero, mas como fomos até Zakopane e depois voltamos para a Cracóvia, tivemos que ficar em 2 hostels diferentes. E o 3° foi porque tivemos que sair de Praga um dia antes, o que fez com que a gente tivesse que achar mais um hostel para ficar na primeira noite. 1° - Hostel Faust: ficava dentro da cidade antiga, ao lado da praça principal. Bem simples, mas super bem localizado. 2° - One World Hostel: Fica fora da cidade antiga, porém na sua "fronteira". Um pouco barulhento, pois os quartos ficam do lado da cozinha, porém tinha café da manhã incluso. 3° - Hostel 18/12: Foi o hostel que passamos o ano novo. Ele é um apartamento duplex, pequeno para um hostel (tem 3 ou 4 quartos), com um clima bastante familiar. Os donos, que são ucranianos, tinham acabado de comprar o hostel do dono antigo (a nossa primeira noite foi com o antigo), e são suuuper gente boa! No ano novo eles fizeram uma festa com todo mundo que estava hospedado lá, e depois todos fomos juntos para a praça principal. Adoramos muito ter ficado lá! O único porém é que ele fica um pouco longe do centro, mas tem estação de bonde perto. -Fizemos a versão "mineiro" do tour pelas minas de sal Wieliczka, mas achamos as atividades meio bobinhas (ainda mais já tendo visitado a mina de Potosí na Bolívia, muito mais roots). Talvez seja mais interessante o tour tradicional, não sei. -Faça um bate-volta para Auschwitz. -Fizemos o free walking tour da old town, com a empresa "free walking tour" (guarda-chuva amarelo) e foi muito interessante, pois além da 2ª Guerra nós não conhecíamos nada da história da Polônia. -Não entramos na fábrica do Schindler, pois estava fechada (dia 01/01...), porém falaram que vale a pena. -Ano novo em Cracóvia é bastante animado, a praça central fica bastante cheia e tem shows, nós nos divertimos muito. Porém os shows acabam cedo, e quase não há fogos. O ideal é reservar a entrada de alguma balada antes do ano novo, pois elas esgotam. Zakopane: -Hospedagem: Pokoje Gościnne Łukaszczyk - como era alta estação, todos os hostels estavam lotados. Ficamos nesta pousada, que é meio longe do centro da cidade. Porém, como estávamos de carro, foi ideal. -Alugamos um carro para ir para Zakopane, mas só porque queríamos passar no castelo do filme Nosferatu antes (Oravsky Hrad). Existem ônibus muito baratos da Polski Bus que vão pra lá. -Ficamos uma noite e um dia, foi o suficiente para se divertir e brincar na neve! -A cidade fica bastante cheia nessa época de natal/ano novo, porém mesmo assim, nos divertimos bastante. -A pista de esqui ideal para iniciantes é a "Nosal Ski Centre", as pistas são bem simples. Se quiser é possível fazer aula lá. -Esquiar em Zakopane é suuuuper barato, gastamos por volta de 70 reais com o aluguel dos esquis e um passe de 4h para os teleféricos (foi tempo suficiente). -Zakopane é tipo Campos do Jordão com neve -É possível fazer trilhas lá, porém é mais fácil fazer isso no verão. Nós não fizemos. Budapeste: -Hospedagem: Hostel Casa de La Musica - Era bem localizado, mas não possui atrativos além de um quarto para dormir (acho que possui um bar, que estava reformando, ou apenas fechado). Algumas vezes o banho era frio... -Ficamos 4 dias, acho que foi o ideal. Porém é possível ver tudo em 3 dias. -Suba na citadela, a vista vale a pena -Novamente, faça o free walking tour! -Fomos no museu "House of Terror", um museu onde ficava a sede do partido nazista húngaro e depois a sede do governo comunista. Era preciso ler uma bíblia de informações a cada sala que passávamos, para poder entender a história. Por este motivo, nós não gostamos. Existe a opção de ir com um audioguide, talvez assim o museu fique mais interessante. -Vá nos banhos termais!!! Fomos em dois, no Gellert Spa e no Széchenyi. O Gellert é melhor para banhos indoor, muito bonito por dentro. A piscina externa é pequena e lotada. Já o Széchenyi é ideal para a piscina externa, que é enooorme. Sair da água para ir embora é uma aventura a parte, nossa toalha até congelou! -Comer MUITO e barato: vá no restaurante Gastland Bisztró Király. Ele é all you can eat por 1190 HUF (4 euros). Fomos lá 2 vezes e saímos explodindo. -Vá em um ruin pub. Fomos no mais famoso, chamado Szimpla Kert. -Achamos legal entrar no parlamento, apesar de a visita ser curta. É preciso chegar lá e comprar a visita para o tour no idioma que você quiser. É bom não ir muito tarde, pois eles esgotam! Zagreb: -Hospedagem: My Way Hostel. Ficava perto da rodoviária e perto do centro, então deu pra fazer tudo andando. -O centro é bem pequeno, em uma tarde nós vimos tudo. -Lagos Plitvice: Vá! Que lugar bonito! Fizemos um bate volta. Pegamos o ônibus das 7:30 (compramos no site da rodoviária de Zagreb), e chegamos no parque por volta das 10:00. Cuidado ao comprar a passagem de ida e volta, pois no site não estava avisando qual o horário de volta que poderíamos pegar, e fomos descobrir só na hora de voltar que a empresa do ônibus da ida só iria voltar no fim do dia. Tivemos que pagar outra passagem para poder voltar. -Como no inverno uma parte do parque fica fechada, vimos tudo em umas 3h. Ljubljana: -Hospedagem: Sax Hostel. A cidade é minúscula, então tudo é perto. O hostel era bem bom, mas era possível ouvir a música do bar da rua (que é do hostel) até bem tarde. -A eslovênia é o país mais caro de todos que fomos -Vá no restaurante Druga Violina (Stari trg 21). Ele é bem baratinho, o menu do dia era 5 euros, e muito bem servido, com comida tradicional eslovena. Além disso o restaurante possui uma proposta muito legal, pois quase todos os garçons são portadores de necessidades especiais. Bled: -Fizemos um bate-volta até lá -O dia estava bastante nublado, e nevando. Achamos lá bonito, mas não imperdível. Talvez se o tempo estivesse melhor nós teríamos gostado mais. -A atração da cidade é dar a volta completa no lago, são 6km para apreciar a ilha no lago e o castelo na montanha. Dia por dia: Dia 1: (11/12/16) - Voo São Paulo - Viena Pegamos o Voo em Guarulhos às 02:00 (duas da manhã!!) com destino a Addis Ababa, na Etiópia, com direito a 1h de escala no Togo e, após uma conexão de 4h na Etiópia, finalmente o voo com destino a Viena! O primeiro voo teve duração de 14h, e o segundo de 6h. Apesar da longa duração, recomendo muito essa companhia! No aeroporto de Addis Ababa, é possível entrar em um dos restaurantes para conseguir o wifi, apesar de que nem sempre funcionava. De resto, é um aeroporto pequeno, não há muito o que fazer. Dia 2: (12/12/16) - Viena: batendo perna pela cidade O voo chegou em Viena as 5:50 da manhã. De lá pegamos um trem até a estação do nosso apartamento. Há a opção de escolher um trem expresso para o centro da cidade, mas é muuuito mais caro, realmente não compensa. Chegando na porta do apartamento, descobrimos que ele só seria possível pegar a chave as 10:00, então voltamos para a estação e ficamos usando wifi e comendo em uma cafeteria. Nessa espera também demos uma volta com os mochilões nas costas no Parque Prater, um parque de diversões no meio da cidade. Porém ainda estava muito cedo, então todas as atrações estavam fechadas. Somando com uma garoa no momento, voltamos para o calor da estação. Após conseguir finalmente entrar no apartamento, deixar as malas e esticar as costas, almoçamos um Wiener Schnitzel, super tradicional de Viena, que nada mais é que um bife a milanesa. Este dia se resumiu a caminhar pela cidade. Fomos andando até a Stephansplatz, e depois passamos por diversos parques e palácios do centro da cidade até chegar no parlamento. O parlamento austríaco Dia 3: (13/12/16) - Bratislava Neste dia nós fizemos um bate-volta para Bratislava, a capital da eslováquia! Ela fica muito perto de Viena, apenas 1h de ônibus. Pegamos o ônibus de manhã na rodoviária ao lado da estação de trem central (Wien Hauptbanhof), e utilizamos a companhia Slovak Lines. O ônibus possuía wifi e tv, porém os fones de ouvido eram cobrados. Fomos apreciando a paisagem até a capital eslovaca. A rodoviária de Bratislava fica a uns 10 - 15 min do centro histórico, e é só sair dela, virar a direita e seguir reto na avenida que você chega no centro. Já chegamos impressionados com as poças de água da rua, que estavam congeladas! É preciso ter cuidado para não escorregar nelas, muito lisas! O centro de Bratislava é pequeno e muito bonito, muito gostoso de caminhar. Achamos um museu da tortura, e como Bratislava é a cidade em que se passa o filme de terror "O Albergue", fomos sem hesitar. Ele era uma exposição dentro do prédio da antiga prefeitura, onde também pudemos subir na torre e apreciar a vista. A vista do topo da torre. Almoçamos fora do centro turístico, na rua da frente, pois os restaurantes eram mais baratos. Comemos Bryndzové halušky, uma espécie de nhoque com molho de queijo de ovelha e bacon, bem gostoso e super tradicional! Após o almoço subimos até o castelo de Bratislava, que tem uma vista incrível de toda a cidade e do rio Danúbio. Também entramos no castelo, mas acho que não valeu a pena, além de ser meio caro ele é muito moderno e possui apenas uma exposição de pinturas eslovacas. Na volta pegamos um ônibus da empresa RegioJet, a melhor empresa de ônibus de todas! Eles possuem tv, wifi e café/capuccino/chocolate quente de graça, além de ter passagens super baratas. Michael's Gate Dia 4: (14/12/16) - Viena: Belvedere, Schönbrunn Palace e Ópera Neste dia nos juntamos com as nossas duas amigas, a Maria e a Pinga. Este dia foi dedicado a visitar os palácios. Primeiro fomos até o Belvedere, onde andamos só pelo lado de fora, e visitamos os jardins. Belvedere O lago congelado Depois fomos até o Schönbrunn Palace, que foi o palácio do império Austríaco. Nele fizemos a visita interna mais curta, que incluia boa parte do palácio. Infelizmente não era permitido tirar fotos, mas vale bastante a pena entrar, ele é muito bonito, e possui muita riqueza! A visita é feita com audioguides, e em cada cômodo há um áudio explicando a história, de quem era o quarto, etc. Após sair da visita, passeamos pelo enorme jardim do palácio, muito gostoso de andar, apesar do frio. Subimos até uma outra construção (Schloss Schönbrunn Gloriette) no topo da colina, de onde se pode ter uma vista de toda Viena. Schönbrunn Palace Schloss Schönbrunn Gloriette Saindo do palácio, jantamos salsichas com batata, o clássico da viagem, e fomos até a ópera estatal de Viena. Este dia teria a peça "Macbeth", do Shakespeare. Como queríamos os ingressos mais baratos possíveis, esperamos até 2h antes da peça, que é quando começam a vender os tickets para assistir em pé a peça, que custam apenas 3 euros. Tínhamos visto na internet que normalmente há uma fila na porta para comprar estes ingressos, porém como chegamos um pouco depois de ter aberto a venda, já não tinha. Após comprar o ingresso é preciso entrar imediatamente para poder guardar os melhores lugares, e para isso é só amarrar seu cachecol na frente do corrimão de qualquer lugar vago. Como chegamos um pouco depois, só haviam lugares com vista parcial. Após reservar os lugares, é preciso ir até a chapelaria deixar os casacos, que é gratuito. Lá também é possível alugar um binóculo. Em cada lugar há uma legenda do que está se passando, e como a ópera era cantada em italiano, era muito útil. Atenção: Só pode sair da ópera no fim de cada ato, então se estiver muito chato, é preciso esperar (a peça durava 3h, a maioria de nós saiu no meio). Foi legal ter a experiência de uma ópera. Dia 5: (15/12/16) - Viena - Munique Nos despedimos da Pinga, que não ia para a Alemanha com a gente e pegamos de manhã o ônibus de Viena para Munique, pela empresa Flixbus. A viagem demorou umas 5h. Como o ônibus não tem lugar marcado, quando fomos embarcar ele já estava quase cheio, então cada um de nós teve que sentar em um lugar separado. Fui ao lado de uma senhora alemã que não parava de falar comigo, mesmo eu dizendo várias vezes que não entendia nada de alemão...ela até me deu uma bala! Chegamos em Munique já de tarde, deixamos nossas malas no hostel, tomamos banho e fomos passear pela cidade. Após caminhar até a Marienplatz e ver o mercado de natal, decidimos jantar na Hofbräuhaus, a cervejaria mais famosa de Munique. A Hofbräuhaus é gigante! Milhares de mesas, todas cheias. Os garçons e garçonetes utilizam roupas típicas, e tem uma banda tocando músicas da bavária, tudo bastante animado. Rodamos bastante procurando lugares para sentar, e dividimos a mesa com um casal de alemães e a sobrinha deles, americana. Nós comemos barriga de porco, e a cerveja chega em um canecão de 1 litro para cada pessoa! Apesar de ser cara (8,40 euros a caneca, 9,90 a barriga de porco), vale muito a experiência de ir na cervejaria mais famosa de todas! Dia 6: (16/12/16) - Free Walking Tour, Parque Olímpico e Allianz Arena Pela manhã nós fizemos um free walking tour. Ele saía da Marienplatz. Como não havíamos reservado, e chegamos em cima da hora, o tour em inglês estava esgotado, e tivemos que ir no tour em espanhol. Apesar de mais difícil de entender, pois a guia falava rápido com os turistas nativos espanhóis, foi muito interessante! Após o tour nós fomos passear pelo parque olímpico de Munique, que está muito preservado e agora é um parque para todos usarem. O parque olímpico Memorial do atentado na Olimpíada de Munique Fomos então até a Allianz Arena, o estádio do Bayern de Munique, querendo fazer uma visitação no estádio. Chegando lá nós descobrimos que ia ter uma partida da segunda divisão da Bundesliga, e ainda por cima com os ingressos mais baratos que o da visita! A partida foi entre TSV 1860 München e 1.FC Heidenheim, e o resultado foi 1x1. Porém nunca senti tanto frio! Não estávamos preparados para ficar a noite no estádio, e quase congelamos! Apenas cuidado com o tamanho da mochila que estiver carregando para o estádio. Estávamos com uma mochila relativamente pequena, e o segurança nos fez voltar até a frente da estação de metrô para guardar ela nos trailers de guarda-volumes. É uma caminhada até que longa do estádio até o metrô, ainda mais no frio! Portanto se for ver um jogo, é bom já deixar a mochila lá antes. Pau de selfie também não é permitido. Dia 7: (17/12/16) - Castelo Neuschwanstein: Fomos de manhã para a estação de trem e compramos o Bavarian Ticket, um bilhete que te deixa viajar por qualquer trem pela Bavária. Existem bilhetes de grupo na Alemanha, então tanto o trem quanto os metrôs ficam muito mais baratos quando se está em grupo. Pegamos então o trem para Füssen, a cidade próxima do castelo. A viagem levou por volta de 2h, e no caminho fomos observando os lindos alpes nevados, vista que nos acompanhou por boa parte da viagem de trem. Chegando em Füssen é preciso pegar um ônibus na frente da estação até Schwangau, a cidade do lado, onde os castelos estão. Com o Bavarian Ticket não é necessário pagar esse ônibus. É bom verificar antes na estação os horários dos trens para Munique, para não ter nenhuma surpresa na hora da volta. Chegando em Schwangau, já ficamos animados, porque lá já tinha neve! Compramos o ticket para visitar por dentro apenas o Neuschwanstein, o maior dos castelos. Também é possível visitar o Hohenschwangau, porém achamos que seria caro e desnecessário. Como havia tempo para nossa visita, ficamos passeando ao redor do lago, com uma linda vista para as montanhas. O castelo fica no topo do morro, e subir até lá também tem ótimas vistas, sendo a melhor de todas da ponte Marienbrücke, de onde se tem a clássica vista do castelo. A visita no interior do castelo é curta, porém seu interior é muito bonito, vale a pena. Para voltar até Munique não tínhamos certeza se estávamos no trem certo, mas seguimos o fluxo de turistas chineses, e tudo deu certo. Hohenschwangau Neuschwanstein Dia 8: (18/12/16) - Munique: Deutsches Museum Neste dia visitamos o Deutsches Museum, um museu gigante de ciências. Há setores de tudo o que você possa imaginar, desde submarinos até como se faz papel. Vale a pena pesquisar quais andares mais interessam, para não perder tempo nas coisas muito aleatórias. Após o museu fomos andando até o Englischer Garten, um grande parque da cidade, porém quando chegamos lá começou a nevar/chover, e tivemos que entrar num pub, pois estava molhando muito. Mais de noite começou a apenas nevar, sem chuva, e ficamos passeando no mercado de natal e vendo as pessoas patinarem no gelo. Marienplatz De noite pegamos o ônibus noturno para Berlim, uma longa viagem apertado no flixbus. Dia 9: (19/12/16) - Berlim: East Side Gallery + Andar pela cidade A rodoviária de Berlim, ao contrário da maioria das outras rodoviárias que passamos, fica um tanto afastada do centro da cidade. Pegamos o metrô então até nosso hostel, largamos as malas nos lockers (pois o checkin era só de tarde) e fomos até a East Side Gallery. A East Side Gallery é uma grande extensão do muro de Berlim ainda preservada. O muro lá é todo grafitado, então a região é um grande museu de arte a céu aberto. Após passear por lá, fomos até a Pariser Platz, onde está localizado o Portão de Brandemburgo. Andamos até o Reichstag (o prédio do parlamento alemão), que fica ali do lado, passamos pelo Memorial dos Judeus Mortos da Europa (ou Memorial do Holocausto), e por fim fomos até o Checkpoint Charlie. Quase todos os pontos turísticos em um dia hahaha! Tirando a East Side Gallery, todo o resto é muito perto de ir caminhando, tudo bem tranquilo. Passamos também pelo museu "Topographie des Terrors", localizado no prédio onde era o HQ da Gestapo e da SS. O museu possui várias fotos e textos informativos, bastante interessante. O único porém é que ele estava bastante lotado. Neste dia fomos jantar em uma hamburgueria chamada Peter Panes, perto do nosso hostel e da estação Friedrichstraße (hambúrguer muito bom!). Após nos despedirmos da Maria, que ia pra rodoviária se separar de nós, voltamos para o hostel. Quando conseguimos Wifi, tínhamos recebido várias mensagens como "Vocês estão bem??". Só então fomos descobrir que havia acontecido um atentado em um dos mercados de natal. Muito triste...felizmente estávamos longe do local. Portão de Brandemburgo Reichstag Memorial dos Judeus Checkpoint Charlie Dia 10: (20/12/16) - Berlim: Free Walking Tour, Berliner Dom, DDR Museum Neste dia, após acordar e ver na internet as repercussões do atentado, vimos que tudo estava funcionando normalmente na cidade, exceto os mercados de natal, que estavam fechados. No metrô nós vimos policiais procurando por bombas, e um pouco mais de policiais nas ruas, mas de resto tudo estava normal. Neste dia nós começamos fazendo o free walking tour, com a empresa Sandemans New Europe (guarda-chuva vermelho). Ele começou na frente do Portão de Brandemburgo as 10:00, e foi bastante interessante, pois além de ver os pontos turísticos, ficamos sabendo bastante sobre a história de Berlim. Além dos locais que já tínhamos passado, o tour passou pelo bunker do Hitler, pela Universidade que o Einstein ensinava, por algumas praças, etc. Enfim, vários lugares! Gostamos bastante. Local do bunker do Hitler. Após acabar o tour, fomos até a Berliner Dom, a catedral de Berlim. Chegando lá, nós estávamos com muuuito frio, acho que um dos dias que mais sentimos frio, e devia estar uns 2 graus, vai entender...provavelmente era o vento. Por esse motivo nós não não ficamos muito tempo por lá, mas ela é muito bonita. Como tinha que pagar, nós não entramos. Atravessando a ponte ao lado da catedral, já encontramos o museu DDR. Antes de ir nele, almoçamos em um restaurante vietnamita que tinha do lado, mais pra fugir do frio mesmo kkkk. Além disso a comida era muito boa! O DDR Museum mostra como era a vida na East Berlim de uma maneira muito interativa. Tem até um modelo de uma casa da época lá, em tamanho real. Valeu muito a pena! Dia 11: (21/12/16) - Berlim: Tour do Terceiro Reich + Pub Crawl Neste dia nós acordamos mais tarde, fomos comer e depois fomos para o Tour do 3º Reich, que tínhamos reservado com a mesma empresa do Free Walking tour. Custou 12 euros (preço de estudante, 14 o preço normal). Ele começou as 14:30, e durou por volta de 3:30, ou seja, quando acabou já era noite! Ele é um tour sobre o nazismo, e passou por diversos memoriais, como o do holocauso (terceira vez passando por esse memorial na viagem), Politician Memorial, Soviet Memorial, Homosexual Memorial, Sinti Roma Memorial, além de passar pelo bunker do Hitler, o HQ de propaganda do Goebbels, a nova sinagoga e o bairro judeu. Como a maioria destes lugares são perto, o tour é muito mais falado do que andado, mas mesmo assim foi interessante, apesar de ir para alguns lugares que já tínhamos ido. De noite nós fizemos um pub crawl. Inicialmente nós queríamos fazer com uma outra empresa (que não lembro o nome), mas fomos até o ponto de encontro e não achamos. Então nós fizemos com a mesma empresa de todos os tours, que por acaso tínhamos visto na rua enquanto procurávamos pelo ponto de encontro. Esse pub crawl foi bastante ruim!! As bebidas eram caras e o grupo tinha umas 10 pessoas sendo que a maioria era um grupo de amigos que só conversava entre si! A balada final parecia promissora, porém chegamos lá e já queríamos ir embora... Para voltar pro hostel foi uma aventura a parte, o metrô estava fechado e nós tivemos que descobrir como voltar de bonde, fazendo baldeação. No fim deu tudo certo. Dia 12: (22/12/16) - Potsdam e Reichstag Já estávamos um pouco cansados de Berlim, então neste dia pegamos o metrô até Potsdam, a cidade vizinha. É só comprar um bilhete de metrô para as zonas mais longes. Em Potsdam estão diversos palácios da época da Prússia, com grandes jardins. Bem bonitos. Mas estava chovendo no dia, então não conseguimos aproveitar muito... Além disso era caro para entrar nos palácios para pouco tempo de visitação, achamos que não valeria a pena. Após caminhar um tanto, voltamos para Berlim. De noite nós fomos visitar a cúpula de vidro do Reichstag. É gratuito e é preciso reservar antes no site, e como nós demoramos para fazer isso, só tinha horários ou suuuper cedo ou de noite, e preferimos acordar mais tarde. TInham me falado para fazer o tour pelo parlamento além dá visita a cúpula, mas esse tour não estava disponível, talvez fora de época. Durante a subida até o topo da cúpula, um audioguide vai dizendo o que dá pra ver do topo, porém como era de noite, não dava pra ver quase nada. Há também informações sobre o parlamento alemão. Foi uma visita legal, mas deve ser muito melhor de dia! Dia 13: (23/12/16) - Berlim - Praga Pegamos de manhã o ônibus para Praga, e chegamos a tarde lá. Deixamos as malas no hostel e fomos para o centro da cidade jantar. Após comer, demos uma volta na Old Town Square e fomos seguindo a margem do rio até a Charles Bridge. Impressionante essa ponte, tantas estátuas! E de noite é bem mais tranquilo andar por ela, muito mais vazia. Do outro lado da ponte, comemos um Trdelnik, um doce tradicional de lá que é um cone de uma espécie de pão doce recheado com sorvete, gostoso porém um pouco enjoativo pelo tamanho. De lá pegamos um bonde que ia direto para o hostel, bastante prático. Dia 14: (24/12/16) - Praga Após acordar, encontramos novamente a Pinga, que ia ficar com a gente até o dia 26. Ela estava com uma amiga, a Thais. Este dia ficamos andando pela cidade: passamos pelo Sex Machines Museum (na rua da frente do relógio astronômico, muitas coisas bizarras lá), fomos para a praça central, novamente para a Ponte Charles, porém agora de dia, e então comemos uma pizza no bairro perto do castelo. Quando saímos do restaurante já era quase noite, mas deu tempo de ver o pôr do sol do castelo. Ceia de natal: Já era meio tarde quando resolvemos sair do hostel para comer. Fomos até o ponto de ônibus e descobrimos que os horários para a noite de natal eram outros, e que o bonde certo para ir até o centro não passaria... Cogitamos ir no mercadinho e comprar algumas comidas, porém o hostel não tinha cozinha! Conseguimos então chegar a tempo no restaurante do hostel, faltando 10 minutos para a cozinha fechar kkkk Como o hostel tinha a própria ceia de natal (custava uns 20 euros...muito caro!), só estavam servindo pizza aquele dia. E lá fomos nós comer pizza de novo hahaha. Após nossa incrível ceia, fomos para o Cross Club, um bar/balada perto do nosso hostel um tanto quanto peculiar. O lugar é todo cheio de sucatas, bastante labiríntico. Ficamos só na parte do bar, pois tinha que pagar pra ir na parte da balada e não estávamos afim. Resumindo a noite, novamente peculiar hahaha. Pizza natalina Dia 15: (25/12/16) - Praga - Natal e Pub Crawl! Acordamos mais tarde e resolvemos ir almoçar em um restaurante italiano que encontramos ao acaso, nosso almoço de natal! Após almoçados, fomos até a John Lennon Wall, e para chegar lá mais uma vez atravessamos a Charles Bridge. Confesso que achei que a parede ia ser maior e com mais pinturas, foi um tanto decepcionante. Porém as fotos ficaram legais. De noite nós fomos no Pub Crawl. A empresa se chamava Prague Pub Crawl (guarda-chuva vermelho), e o ponto de encontro era na praça da cidade velha. Ele era caro (22 euros ou 550 CZK), mas valeu muito a pena, apesar de alguns problemas. Foram 3 pubs, sendo o primeiro open bar por uma hora. O pessoal era muito animado. No fim ele acaba em uma balada de 5 andares que fica do lado da Charles Bridge. O problema foi que ao sair do último Pub, apenas o Gabriel e o Guilherme seguiram o grupo, nós que sobramos nos atrasamos um pouco, e quando chegamos na rua não sabíamos pra que lado eles tinham ido, pois eram vários grupos de pessoas indo para várias direções. Nós só sabíamos que a balada era do lado da Charles Bridge, então fomos perguntando na rua até conseguir chegar lá. Quando chegamos lá o segurança quis cobrar da gente, apesar de a gente estar com a pulseira do pub crawl. Não quisemos pagar, afinal já tínhamos pago 22 euros... Após muito discutir com o segurança, ele me deixou entrar para tentar achar o cara do pub crawl que estava nos guiando. Não achei, mas encontrei o Gabriel e o Guilherme, e assim fomos embora. Consegui ver que a balada é realmente muuuito grande, demorei muito pra conseguir achar a saída (isso porque só 2 andares estavam abertos, afinal, era natal!). Apesar desse problema, ainda assim nos divertimos muito. Não tivemos tempo no dia seguinte de ir reclamar com a empresa disso, mas se você for fazer pub crawl lá, fique atento para não se perder do grupo! A volta também foi uma aventura. Com o sistema de bondes alternativos do natal, acabamos pegando um que foi para o lado oposto do nosso hostel! Após muito rodar no frio, conseguimos voltar pra casa. Dia 16: (26/12/16) - Praga - Cracóvia Nosso plano era pegar um ônibus noturno para Cracóvia. Porém nós demoramos para comprar a passagem, e quando acordamos e fomos ver isso, já tinha esgotado! E todas as passagens noturnas estavam abusivas de cara. Novamente DICA: compre suas passagens antes! Fuçamos bastante na internet e encontramos uma passagem da RegioJet que saía no começo da tarde de trem até Ostrava, na fronteira com a Polônia, e depois ia de ônibus até Cracóvia. E o melhor de tudo, por 10 euros! Compramos na hora, mas tivemos que ir direto para a estação de trem. Antes disso almoçamos em um restaurante chinês perto do hostel. A RegioJet é maravilhosa! Tanto o trem quanto o ônibus tinham TVs individuais, e eles ainda davam água, café/capuccino/chocolate quente! Recomendo muito! Chegamos em Cracóvia a noite e fomos para o hostel. Dia 17: (27/12/16) - Cracóvia De manhã fomos procurar um carro para alugar, pois no dia seguinte nós iríamos para Zakopane. Nós então fizemos um free walking tour pela Old Town que foi bastante interessante, a Polônia tem muita história medieval que nós nunca ouvimos falar! Cracóvia é uma cidade que não foi destruída na guerra, então tudo está preservado como antigamente, a cidade é muito bonita! O tour andou por toda a parte do centro antigo, e não foi para o bairro judeu, etc. A casa do papa. Dia 18: (28/12/16) - Oravsky Podzamok - Zakopane Pela manhã nós pegamos nosso carro na locadora, era um Nissan Juke, um modelo que nunca tínhamos visto! Nosso roteiro era: dirigir mais ou menos 2h até a Eslováquia, até a cidade do castelo do Nosferatu, e depois ir até Zakopane, 1:30h de distância. E foi exatamente isso que nós fizemos! Conforme fomos nos distanciando de Cracóvia a neve começou a aparecer, e em certo ponto ficou com muita neve! Quando descemos do carro, a primeira coisa que fizemos foi uma guerra de bolas de neve! Até então só tínhamos pego neve em Neuchwanstein, mas era pouca. Além disso, no momento estava nevando bastante, foi bem divertido. Visitamos o castelo por dentro, e foi um tanto quanto peculiar, porque em cada parte do castelo que passávamos, uma cena de uma peça em eslovaco acontecia, com música e tudo. O problema era que a gente não entendia nada. Após a visita, almoçamos em um restaurante de comida típica eslovaca, e novamente comemos o "nhoque", só que esse estava muito melhor! Seguimos estrada, e a noite chegou rápido. Dirigir na neve no escuro foi uma emoção a parte. Quando chegamos na nossa pousada em Zakopane, havia uma rampa na rua até a entrada, mas ela estava tão congelada que não teve jeito do carro subir. Ficamos lá patinando com o carro. O dono da pousada veio então nos resgatar, mas tivemos que parar o carro embaixo e ir andando. Até subir a pé estava escorregando. Esse dia nós jantamos em um McDonalds ao lado de um posto de gasolina, pois estávamos longe da cidade para ir a pé e não queríamos mais arriscar atolar aquela noite. O carro atolado Dia 19: (29/12/16) - Zakopane Esse dia foi dedicado ao esqui! Fomos até a estação de esqui Nosal, que é a mais indicada para iniciantes. Compramos o passe de 4h para os lifts, e depois fomos alugar os esquis. Essas 4 horas só começam a valer depois do primeiro uso, pode ficar tranquilo. Saiba o tamanho do seu pé em número europeu, porque se não vai ter que experimentar 500 botas até achar a que serve. Ficamos nos divertindo bastante lá, até acabar nosso tempo, quase. 4h é mais que o suficiente. Esse dia estava bastante frio (~ -8°C), porém esquiando você não percebe, só quando para. A cidade estava muito lotada de carros, era difícil dirigir. Almoçamos em um restaurante de comida polonesa, e depois foi pé na estrada até Cracóvia. Mais 2h e estávamos lá. O centrinho de Zakopane Dia 20: (30/12/16) - Auschwitz O jeito mais rápido de ir até Auschwitz é pegar um ônibus ou van na rodoviária para Oświęcim, a cidade onde fica o campo de concentração. Ele leva aproximadamente 2h até lá. É bom ir cedo para lá, pois chegando na entrada para comprar ingresso, havia uma fila gigantesca. Uma amiga nossa contou que foi em um horário mais tarde e não conseguiu guia para a visitação. Na visita com um guia todo mundo ganha um fone de ouvido, assim o guia fala em um microfone e todos conseguem ouvir, mesmo à distância. A visita é dividida em duas partes. Na primeira se visita o campo de Auschwitz (que é o mais bem preservado) e depois toma-se um ônibus até o segundo campo, Birkenau, o maior de todos, que foi destruído em grande parte. A visita é pesada, mas achamos importante passar por lá e ver de perto esse lugar de tanto horror. Após o tour nós almoçamos já fora do espaço de Auschwitz (só atravessar a rua), os preços eram muuuito mais acessíveis. Na hora de pegar o ônibus de volta havia uma fila enorme, tivemos que esperar o primeiro encher e só conseguimos ir no próximo (eram de 30 em 30 min, que eu me lembre), então fique atento com os horários para não perder os ônibus. Dentro de uma câmara de gás Birkenau Câmara de gás destruída Dia 21: (31/12/16) - Wieliczka Salt Mine e Ano Novo! Acordamos e fomos até a estação de trem para ir até Wieliczka, a cidade que tem a mina de sal. Não lembro quanto custava, mas era muito barato, e demorava uns 20 minutos até lá. Existem dois tipos de tour, o tradicional e o "mineiro", sendo o tradicional o mais turístico. Nós escolhemos fazer a versão mineira, então eles nos deram roupas de mineiros para usar, lanternas, etc. Durante o tour há várias atividades para fazer, como moer sal, cerrar madeira, etc; atividades que os mineiros da época faziam. Nós achamos o tour meio bobinho e um pouco longo de mais, talvez a versão turística fosse mais legal. Para voltar pra Cracóvia nós ficamos esperando na estação de trem sem saber de nada, pois não havia lugar nenhum para comprar ingressos e nem para perguntar para ninguém. Depois de um tempo esperando, chegou um trem. Quando quase estávamos chegando em Cracóvia, uma mulher veio cobrar/vender os as passagens de trem. A noite todos os restaurantes próximos ao hostel estavam fechados (o hostel era longe do centro), então após muito procurar, achamos uma barraca de kebab que estava lotada de gente comprando, o único lugar aberto da região! Compramos marmitas de kebab (carne, batata frita, salada, molho e queijo!), levamos para o hostel e esse foi nosso jantar de ano novo! Após comer fomos para o quarto esperar um pouco para depois ir para a praça principal. Foi então que o dono do hostel nos convidou para sua festa de ano novo. Estavam todos os hóspedes do hostel lá: nós 5, mais 3 brasileiros, 2 holandeses, uma mexicana, um de bangladesh, uma chinesa e um tailandês, além dos donos do hostel que eram ucranianos. Ou seja, uma grande mistura de nacionalidades! Eles nos deram champagne e comidas típicas ucranianas. Depois de muito comer, fomos todos para a praça principal festejar o ano novo (exceto os donos do hostel, da chinesa e do tailandês). Os donos do hostel até falaram pra gente não voltar cedo porque não teria ninguém lá . A praça estava bastante lotada e com shows de música, que acabaram até que cedo. Para entrar em qualquer balada era preciso ter reserva, então voltamos para o hostel e ficamos conversando lá. Que ano novo! Dia 22: (01/01/17) - Bairro Judeu e ônibus para Budapeste Primeiro dia do ano e lá fomos nós acordando cedo para bater perna. O nosso ônibus para Budapeste saía as 15h, então deu tempo de ir dar uma volta pelo bairro judeu de Cracóvia. Nós passamos pela fábrica do Schindler, que estava fechada para entrar, por uma parte do muro gueto e pela Ghetto Heroes Square, uma praça com diversas cadeiras de metal. Esta praça era localizada dentro do gueto dos judeus, onde eles foram forçados a morar durante a guerra. Que começo de ano! Após isso, pegamos nossas malas no hostel e fomos para a rodoviária. Mais 7 horas de ônibus e estávamos em Budapeste! A fábrica de Schindler Resto do muro do gueto dos judeus. Ghetto Heroes Square Dia 23: (02/01/17) - Budapeste: citadela, castelo e Termas Gellért Começamos o dia indo até o Mercado Central, que fica próximo da Liberty Bridge. O mercado se parece bastante com o Mercadão de São Paulo, salvo os produtos que cada um tem. Após andar por lá, atravessamos a ponte para o lado Buda da cidade, e subimos o morro da citadela, onde está localizada a estátua da Liberdade de Budapeste. A vista lá de cima era espetacular, e as folhas das árvores estavam muito congeladas, dando um ar invernal ao local. Descendo da citadela, fomos até o castelo. A subida para o castelo é bastante tranquila, não entendemos como tinha tante gente esperando na fila do funicular, parados no frio. É possível até pegar uma escada rolante em certo trecho da subida. A vista do castelo também é muito bonita, ficamos um tempo apreciando o Danúbio e todas as suas pontes. Porém estava ventando muito lá, então descemos, atravessamos a Chain Bridge para o lado de Peste e fomos comer no restaurante Gastland Bisztró Király. Lá a comida custava o equivalente a 4 euros, e era possível comer a vontade. Comemos muuito! O castelo Fomos então para o banho termal Gellért, que fica ao lado do morro da citadela, logo depois de atravessar a Liberty Bridge. A arquitetura do seu interior é muito bonita, e ele possui várias piscinas internas, com diferentes temperaturas. No entanto, para entrar na maior e mais bonita delas era preciso usar touca, e além disso a água era mais fria, então não entramos. Havia também uma piscina externa, bastante simples. Para chegar nela era preciso sair do vestiário e subir algumas escadas. É bem relaxante ficar em uma piscina com a água a 37° e do lado de fora -5°, porém pra sair dela, imagina o sofrimento, a nossa toalha estava até congelada. O ingresso para as termas não é barato, 5300 HUF (algo como 17 euros), porém você pode chegar a hora que quiser e ir embora quando o spa fechar. Voltamos para o hostel muito relaxados, nem tivemos forças para sair pra jantar. Dia 24: (03/01/17) - Budapeste: Parlamento e Basílica de St. Stephen Após comer em uma padaria próxima do hostel, fomos andando até o parlamento. Chegando lá, reservamos nosso tour pelo interior, porém só conseguimos vaga para o tour em inglês no últimos horário do dia, que era de tarde já (se não me engano, 15h). Por isso, chegue cedo para reservar seu tour, pois há uma grande fila e eles podem esgotar! Como nosso tour era só a tarde, atravessamos a ponte para ver melhor o parlamento do outro lado do rio. Ficamos caminhando pela região e novamente almoçamos no Gastland Bisztró Király. A visita ao interior do parlamento é relativamente curta, algo como 40 minutos. Mas o seu interior é tão belo que vale bastante a pena. Tudo lá tem muito ouro! Saindo do parlamento, fomos até a Basílica de St. Stephen. Nós queríamos ver a mão mumificada do St. Stephen, que está preservada dentro da Basílica, porém chegamos muito tarde, e a visitação para esta parte já havia encerrado. De noite fomos em um pub assistir o jogo do Arsenal x Bournemouth com 3 Sul Africanos do nosso quarto do hostel, que torciam para o Arsenal. O placar foi 3x3. Dentro do parlamento Basílica de St. Stephen. Dia 25: (04/01/17) - Budapeste: Praça dos Heróis, Castelo Vajdahunyad, House of Terror e Szimpla Kert Acordamos tarde esse dia, e quando olhamos para a janela: estava nevando! Começamos o dia já indo almoçar, em um restaurante chamado Frici Papa (dica da Maria). Ele possui um preço bastante em conta, e serve uma comida húngara ótima. Lá comemos o famoso goulash húngaro. O Guilherme pediu um prato que se chamava Paprikash, e parecia bastante com um strogonoff. Gostamos bastante desse restaurante! Após almoçar, fomos até a Praça dos Heróis, uma praça com estátuas de diversas personalidades da história da Hungria. Ao lado dessa praça se encontra o Castelo Vajdahunyad, que fica dentro de um parque. O parque estava todo nevado, ficamos passeando por ele por um tempo. Castelo Vajdahunyad Fomos então para o museu House of Terror, um museu localizado na casa onde foi primeiro a sede do partido nazista húngaro (partido da cruz flechada), e depois foi sede do partido comunista na Hungria. Após ficar 1h na fila, conseguimos entrar. O museu era interessante, porém para entender o que se passava era preciso ler em cada sala no mínimo uma folha A4 inteira preenchida, que ficavam disponíveis em recipientes nas paredes. Chegou um certo ponto que não aguentávamos mais e só queríamos ir embora, mas para sair do museu era preciso pegar um elevador que fazia parte da exposição (havia um filme dentro dele). O elevador andava mais lerdo que uma lesma, e havia uma fila enorme pra pegar ele! De noite nós fomos no ruin pub mais famoso de Budapeste: Szimpla Kert. Sua decoração é muito maluca, lembrando o Cross Club de Praga, mas menos hardcore. O Szimpla Kert é um pub muito legal, vale a pena ir! Existem diversos ruin pubs em Budapeste, porém nós só fomos nesse. Dia 26: (05/01/17) - Budapeste: Free Walking Tour e Termas de Széchenyi Pela manhã nós fizemos um free walking tour. Apesar de ele passar por diversos lugares que já tínhamos ido antes, foi bem legal para saber mais da história da Hungria. O tour acabou ao lado da Matthias Church, uma igreja muito bonita que fica no Castelo de Budapeste, em uma parte que nós não tínhamos ido. Certamente uma das partes mais bonitas do castelo. Após o tour a guia nos levou para almoçar em um restaurante de comida húngara ali perto, onde ninguém falava inglês, e tivemos que escolher a comida meio que na sorte. Era bastante gostosa a comida, e também bem barato! Matthias Church. De noite nós fomos até as Termas de Széchenyi, que ficam no mesmo parque do castelo Vajdahunyad. Como chegamos após as 17h, pagamos um preço um pouquinho mais barato: 5100 HUF (~16 euros). Ao contrário das termas Géllert, nas Termas de Széchenyi as piscinas mais valorizadas são as externas, que são imensas. As internas eram pequenas e lotadas, além de não terem nada de mais, não entramos nessas. Haviam 3 piscinas externas, uma com água a 38°C, outra do lado oposto com 36°C e uma no meio com água fria, que nem ousamos entrar. Para ir da piscina de 38°C até a de 36°C e vice versa era preciso sair correndo no frio, e não era tão perto! Mas ao mergulhar de novo, tudo se resolvia. Foi muito bom! Novamente voltamos para o hostel super relaxados. Dia 27: (06/01/17) - Budapeste - Zagreb Este foi o dia em que a frente fria chegou. Acordamos cedo com -8°C. O nosso ônibus para Zagreb era as 7h. A viagem até lá foi bem tranquila. Chegamos na rodoviária de Zagreb e trocamos dinheiro lá mesmo, a cotação era boa, pelo que vimos depois. Deixamos as malas no hostel e fomos almoçar no centro histórico. Ele é bastante bonito, porém bem pequeno. Rodamos por lá e depois fomos para o hostel. De noite, compramos as passagens de ônibus para ir para os lagos plitvice. Compramos para ir as 7:30 da manhã (são 2:15h de viagem até lá). A passagem custou 135 kunas ida e volta (92 apenas um trecho). A passagem foi comprada no próprio site da rodoviária. Zagreb Dia 28: (07/01/17) - Lagos Plitvice Acordamos com -8°C em Zagreb, e com -17° nos lagos! Esse foi o dia que mais usamos camadas de roupa, e ninguém sentiu frio. Chegamos no parque quase 10h, e estava -16°. Começamos então a trilha. Que lugar lindo! Ela começa no alto, com uma vista incrível para a maior das cachoeiras. As cachoeiras estavam quase que totalmente congeladas, e os lagos estavam com as bordas congeladas. A trilha é por cima de passarelas de madeira, porém havia tanta neve que não era possível ver a madeira. As vezes era bem escorregadio, então era preciso tomar um certo cuidado. Em um momento da trilha é preciso pegar um barco para atravessar um lago. Cabiam mais de 100 pessoas lá, e nós calculamos que aproximadamente 90% dos passageiros eram asiáticos! No inverno não é permitido ir para a parte superior dos lagos, então após o barco nós andamos mais um pouco, brincamos na neve e depois pegamos um ônibus para perto da portaria, onde a trilha continua até acabar onde começou. Descobrimos que a empresa de ônibus que nos trouxe só iria voltar as 17h, e ainda eram 13h! Decidimos pegar o próximo ônibus para Zagreb, que era as 14h. Ficamos esperando em uma lanchonete que mal tinha nada para comer, e depois fomos esperar na estrada pelo ônibus. Porém enquanto esperávamos, um senhor de um tour ofereceu para nos levar de van até lá por 100 kuna. Aceitamos, pois a volta de ônibus custaria 92 de qualquer maneira, e assim chegaríamos mais rápido. E realmente voltamos mais rápido. Dia 29: (08/01/17) - Zagreb - Ljubljana Pegamos o ônibus para Ljubljana pela manhã. A viagem era para ter sido rápida, mas havia um trânsito gigantesco na fronteira com a Eslovênia, o que fez com que demorasse mais de 1h lá. Ljubljana é uma cidade bastante pequena, mas bem bonita. Ela fica ao redor de um rio muito verde, o rio Ljubljanica. Lá não há muitos atrativos além de passear pela cidade, e foi o que fizemos. Decoração de natal de Ljubljana Dia 30: (09/01/17) - Ljubljana: Free Walking Tour e Castelo Começamos o dia comendo em uma padaria próximo ao hostel, e depois indo para a praça na frente da ponte tripla, que era de onde começava o free walking tour. O tour começou as 11h, e andou por todo o centro turístico. Como tudo é perto, teria sido bastante tranquilo, se não fosse pelo fato de que estava uns -8° e que eu não tinha colocado muitos casacos. Nesse dia passei bastante frio. Mas o tour foi bastante interessante, a Eslovênia é mais um país que não sabemos nada da história. Eu só sabia que ela havia feito parte da Iugoslávia, e nada além disso. Após o tour nós almoçamos no restaurante Druga Violina, que foi recomendação do guia. Ele fica localizado bem na base da subida para o castelo. Este foi um restaurante muito especial, pois além de ter comida tradicional eslovena e ser bastante barato (5 euros o menu do dia), grande parte dos garçons eram deficientes intelectuais. Muito legal lugares assim, que dão emprego para as pessoas com dificuldades. Free walking tour. Após um delicioso almoço, subimos no castelo. A subida é curta, porém bastante íngreme. A vista lá de cima é bem bonita, é possível ver a cidade inteira, com os alpes ao fundo. O castelo em si foi muito modernizado, e não é tão interessante. O castelo de Ljubljana Vista do castelo. Dia 31: (10/01/17) - Bled De manhã acordamos com a cidade coberta de neve, e ainda nevando. Os flocos de neve estavam perfeitos, parecia desenho animado. Fomos até a rodoviária e compramos nosso ônibus para Bled. A viagem é rápida, aproximadamente 1h até lá. O grande atrativo da cidade é dar a volta no lago, e foi isso que fizemos. A volta completa tem 6km, e é possível admirar a ilha do lago e o castelo na colina de diversos ângulos. Chegando lá, verificamos nossas expectativas de Bled no inverno versus a realidade do dia: EXPECTATIVA: REALIDADE: Céu cinza, sem montanhas Infelizmente o dia estava nublado, e não foi possível ver as montanhas ao redor. O lago também não estava congelado como a gente queria que estivesse...Porém ainda assim o lugar é bastante bonito! É possível alugar uma canoa e ir até a ilha do lago, mas nós achamos muito caro. Quase no fim da volta, paramos para almoçar e procurar por souvenirs, mas só tinham coisas muito feias, assim como em Ljubljana (só achamos uma loja com souvenirs bons em ljubljana, ela fica ao lado da ponte dos dragões). Dica: não deixe para comprar os presentes da viagem na Eslovênia, é muito provável que você não vai achar nada que preste! Nós não subimos até o castelo de Bled, pois além de termos ficado com preguiça, iria passar um ônibus naquele instante que chegamos em Bled, e se nós subíssemos no castelo, teríamos que esperar mais 2h quase. Como o tempo estava feio, fomos embora. Nós achamos Bled bastante ok, nada mais que isso. Porém eu acho que se o tempo estivesse melhor, seria um lugar muito mais bonito! Neste dia nós fomos atrás de um restaurante que ficamos sabendo no free walking tour que supostamente servia urso (Bear), porém quando chegamos lá, descobrimos que era Javali (Boar), e que além de tudo era muito caro! Jantamos então pizza kkkk. Após a pizza fomos até um restaurante que o guia havia indicado para comer uma sobremesa tradicional eslovena: Prekmurska Gibanica. É um bolo de diversas camadas, que tem semente de papoula, noz, maçã, uva passa e queijo cottage. Achamos extremamente gostoso! Ele não é muito doce, e vale bastante a pena provar. O restaurante se chamava Gujžina, e fica na mesma rua do Druga Violina, na base do morro do castelo. Recomendo! Este foi praticamente o último dia de viagem, pois o próximo seria só para voltar... Dia 31: (10/01/17) - Ljubljana - Viena - São Paulo Acordamos na nossa última manhã fria: -13°C. Fomos até a rodoviária aproveitando os últimos momentos de frio para pegar o ônibus de volta para Viena, de onde era nosso voo. Como o voo era só 22:40, foi tranquilo de voltar para lá no mesmo dia. Canal congelado no último dia. Ficamos o dia inteiro no ônibus. O wifi não estava funcionando, mas em compensação a paisagem era muito bonita, tudo estava nevado, e em grande parte da viagem era possível apreciar os alpes. O problema foi quando escureceu e não tinha mais paisagem. Chegando na rodoviária de Viena, já pegamos o metrô para o aeroporto. Viena estava cheia de neve, pelo que deu para ver da janela do trem. Após isso, lá fomos nós novamente ficar nas intermináveis horas de avião até a Etiópia, e depois, até o Brasil! E assim terminou nosso incrível mochilão! Obrigado a todos os envolvidos nele!
  8. 1 ponto
    Faz uma semana que estive em San Pedro, contratei na cidade o tour de 4d3n que vai até uyuni e retorna a San Pedro. O roteiro foi um pouco diferente do seu orçamento somente no terceiro dia, este a gente saiu do hotel as 4:30 da manhã, dirigimos até a Ilha Incahuasi onde paramos pro café da manhã. Depois seguimos o passeio pelo deserto de sal com algumas paradas pra fotos até o hotel de sal. Daí fomos pro cemitério de trens e almoçamos (finaliza aqui o tour pra quem fica em uyuni Pelas 15h). Pra quem volta pra San Pedro dirige até umas 18h e dorme no povoado, no outro dia levanta cedo às 4h e chega em San Pedro 12h. Pelo que pesquisei na cidade e o preço que todos estavam pagando, este tour de 4d3n contratando em San Pedro custa entre 130 e 140 mil pesos (700-750 reais). Pra quem quer só ir 3d2n e terminar em uyuni sem retorno custa entre 110 e 120 mil pesos. É possível solicitar quarto privativo pra vocês por um custo extra, a agência que contratei cobrava 12 mil pesos por pessoa, por noite pra isso. Não tenho conhecimento sobre fazer por conta própria com carro próprio, mas recomendo fortemente que seja um 4x4, terreno extremamente cheio de pedras e areia, e na parte de sal vi alguns carros quebrarem porque o sal danifica muito os cabos. Comigo uma pedra rasgou o pneu no segundo dia, teve que ser trocado uma vez. Última coisa, sim há alguns produtos a venda como água e bolachas nas paradas do almoço e no vilarejo da hospedagem, as coisas custam entre 15 e 20 bolivianos o item mais ou menos. A entrada no parque custa 150, cada hospedagem cobra 10 pro banho quente, banheiros custam mais ou menos 3, as termas custam 6. As vezes cobram uma taxa pra sair da Bolívia na fronteira de 15. Daí o restante serve pra souvenirs e alguma comprinha nas cidades. Levei 300 bolivianos pra tudo e sobraram 30 ainda.
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    Como falei acima, fiz por agência. Então não sou uma boa fonte. rs O que posso te indicar; Estando com o carro você consegue visitar o salar. Lembro que tempos atrás o Jesse do instagram @shurastey_ entrou no Uyuni de fusca e lembro que ele foi até o hotel de sal. Seguindo a mesma linha, mas dessa vez em um 4x4 que fez recente foi o casal do @mundi360 , além de fazer o salar eles fizeram outros trechos do deserto.. esse eu sei que tem nos destaques do insta deles. Abraços.
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    Alguém conhece o SITE 123 Milhas? > https://123milhas.com/ É confiável? Estou procurando passagens para a Argentina e realmente está mais barato nesse site.
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    Acabei de achar isso aqui... http://viajandodecarro.com.br/como-planejar-sua-viagem/documentacao/autorizacao-veiculo-exterior/ Boa viagem !!!
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    É simplesmente um documento que a locadora proprietária do veículo vai lhe fornecer com todos os dados do veículo ( modelo, ano, chassi e tudo mais que constar no documento ), autorizando você ( todos seus dados pessoais e documentos ) registrado em cartório com firma reconhecida, exemplo ( Eu ( empresa x, proprietária do carro x, cor azul, modelo a, ano 2020...autorizo Bruno a transitar nos países xxx) , é necessário ainda a carta verde que é um seguro para transitar no mercosul. Existem modelos na internet. Alguns países aqui da região tem umas regras especificas. Até mais.
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    Hoje tenho 32 anos e sinto que minha vida está sendo doado para outras pessoas. Sinto que minha saúde está escapando do meu corpo de uma maneira inevitável. A seis meses atrás decidi que era hora de mudar, então eu e minha namorada resolvemos planejar um mochilão. Antes de mais nada, deixa eu mostrar a minha realidade. A minha namorada e professora, porém faz um ano e meio que está desempregada. Eu trabalho a seis anos na mesma empresa com um salário razoável, porém dinheiro não existe, ou seja, não tenho nenhuma reserva, poupança, investimento ou qualquer coisa que seja! Fiz acerto no meu trabalho. Vou trabalhar até final desse mês e com o dinheiro do acerto e com a venda de algumas coisas da minha casa eu e minha namorada estaremos partindo para Europa em Março! Esse posto veio muito para ajudar e garanto que estou mais confiante nessa jornada
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    entendi, eu resido em salvador por isso gostaria de realizar o roteiro inverso
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    Complementando o que foi dito acima, eu começaria por Cusco. Vc pode fazer vários passeios bem legais e sem necessidade de aclimatação em Cusco. Acontece que estes passeios já são uma aclimatação por si próprios. Por exemplo: vc chega no primeiro dia em Cusco e dá uma volta pela plaza de armas, troca dinheiro, compra algumas coisas. No segundo dia vc faz o city tour. No terceiro dia vc conhece Maras e Moray, no quarto dia vc conhece o vale sagrado, e no quinto dia vc conhece MP (coloquei em ordem de esforço físico). Neste ponto, vc já está aclimatada e pronta para ir a Huaraz ou mesmo fazer trilhas mais pesadas em Cusco. No quinto dia, por exemplo, vc pode até já fazer a trilha inca sem problema nenhum, no que diz respeito a aclimatação. Em relação a belezas e melhor, realmente são dois lugares bem diferentes. Em Huaraz vc basicamente "só" vai encontrar trilhas. Em Cusco vc encontra de tudo. A natureza é exuberante nos dois lugares. Nada que vc ver em Cusco vai diminuir a beleza do que vc vai ver em Huaraz. A única dica é, em se tratando de sítios arqueológios, deixe Machu Picchu para o final, que é o mais bonito e maior (daí também vai a ordem que eu sugeri acima).
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    @Tayane Miranda @[email protected] @SARITA_BSB Olá! Estou com janeiro livre com a mesma intenção de vcs... Poderíamos fazer um grupo, p nos organizarmos juntas. Pelo menos em um trecho do período. Seguindo a rota: Ilha grande - Paraty - Trindade. Bate mais ou menos com os planos de todas😀. O que acham? Tayane, já vou te mandar um oi.
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    Ainda em relação a aclimatação... Em Cusco, você pode visitar quase tudo com muita pouca ou quase nada de caminhada, pois há trens e passeios de van organizados por agências que lhe deixam literalmente no portão dos locais a visitar, com você caminhando muito pouco. Já em Huaraz, pelo que eu sei, você vai ter que encarrar muitas caminhadas por trilhas. Então se sua ideia não for fazer nenhuma trilha, pode ser interessante começar a aclimatação por Cusco, onde você pode fazer quase tudo de van/trem sem muito esforço. Mas se pretender fazer trilhas também em Cusco, fazer a aclimatação em Cusco ou Huaraz não vai fazer muito diferença.
  19. 1 ponto
    "EU" deixaria Huaraz para depois! Mas vai depender se curte mais história ou se curte mais as montanhas. Questão de aclimatação, independente por onde começar.. tem que tirar um ou dois dias na cidade. E ir fazendo os passeios do menor para a maior altitude.
  20. 1 ponto
    Eu só troquei dólares, pq foi a única moeda que eu levei. Calafate tem duas casas de cambio e alguns restaurantes também trocam. Eu tirei foto do cardápio de um restaurante. Se eu achar eu posto aqui como resposta. Fiquei cheia com esse hambúrguer sim, ainda veio com batata e foi em um restaurante legalzinho. Eu me programei de levar uns 700 reais pra alimentação, se eu não em engano, acabei comendo muito pouco na rua e meu dinheiro todo se acabou rs. Digamos que 95% das vezes eu comi no hostel.
  21. 1 ponto
    @Yago Chaves só complementando o que ja foi falado, na minha opinião voce deve montar um roteiro em cima da grana que vc conseguir juntar, e nao no tempo total em que vc gostaria de viajar. Do que adianta sobreviver com cerca de R$50.00/dia ou menos se voce nao vai poder aproveitar o que há de melhor pelo percurso? Passeios como salar de Uyuni, Macchu Picchu, Laguna 69, Motanha Colorida, etc.. tudo custa uns bons trocados e só bater perna pela estrada passando vontade de fazer os passeios e/ou tomar uma cerveja acho que nao compensa. Viajar com grana contatada e passando vontade das coisas é a pior coisa do mundo, sem falar que imprevistos pode acontecer a qualquer momento, e com a grana contada as coisas podem ficar mais complicadas ainda. Entao com a grana que vc vai conseguir juntar, começando sua viagem pela America do Sul com certeza vai ser mair duradouro sua viagem. E nao conte com o ovo no c* da galinha sem antes ela ter botado, melhor dizendo, nao conte como certo algum trampo pelo caminho pois nao é tao simples assim. Boa sorte
  22. 1 ponto
    Cara, isto ai vai depender de quanto tempo durar o seu dinheiro... Agora quanto que vai durar o seu dinheiro? Isto depende de vários fatores, como por exemplo para onde você for viajar, alguns locais são mais caros que outros, que tipo de passeio ou atividade fizer por lá, alguns passeios custam bastante dinheiro, quanto que vai gastar com passagens entre os locais que for visitar, que tipo de local você for ficar hospedado, quanto que vai gastar com comida, quanto que vai gastar com festas, baladas e bebidas, se vai conseguir algum trabalho temporário em troca de hospedagem, etc, etc... Ou seja, varia muito de acordo com o perfil da pessoa, tem gente que consegue "sobreviver" gastando 50 Reais por dia, tem gente que precisa de pelo menos 100 reais por dia, mas também tem gente que vai achar que não consegue sobreviver com 500 Reais por dia... Mas faça umas contas simples para lhe dar uma ideia, suponha que você separe uns R$ 2.000 para gastar com as passagens entre os locais, e que você seja um cara muito econômico e pão duro, que não gasta com nada alem do essencial, que não gosta de baladas e beber, que fique hospedado no pior hostel da cidade, e que você consiga sobreviver 50 Reais por dia. Separando o dinheiro das passagens, lhe sobrariam uns 5 mil Reais, dividindo isto por 50, daria para uns 100 dias de viagem... Se você vai conseguir sobreviver com 50 reais por dia, é outra história, vai depender muito do seu perfil, ou e você conseguir arrumar algum trabalho temporário em troca de hospedagem...
  23. 1 ponto
    Bom dia, Alisson. Estou me programando para fazer a Estrada Real no final de Maio/2020. Mochila nas costas, pé na estrada, dormindo em barraca, fazendo a própria comida ou comendo e dormindo na casa de alguém (ou hostels) em troca de serviços (rsrsrsrs novidade...). Sairei de Diamantina/MG até Paraty/RJ, aproximadamente 1340km, porém será mais que isso, pois, irei sair um pouco da rota para visitar parques, cachoeiras ou algum outro atrativo (de preferência gratuito). De Paraty/RJ irei para Angra dos Reis/RJ e Ilha Grande/RJ. Seguindo a viagem sabática, continuar descendo pelo litoral norte de São Paulo até e Ilha Bela/SP. Aí sim começa uma outra jornada rumo ao interior do Brasil. Subir pra Brotas/SP e mais alguns lugares que estou pesquisando até chegar em Bonito/MS. Continuar subindo por Goias e passar por alguns parques até chegar em Pirenópolis/GO e Brasília/DF (tenho um porto seguro lá com parentes). Seguir rumo à Belém/PA e fazer todo o litoral brasileiro da Ilha do Marajó/PA até Barra do Chuí/RS. Tá bom esse roteiro? São mais de 10.000km de percurso. Porém, não para por aí. Agora é hora de entrar no Mercosul: Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Jamaica e onde o nariz apontar até chegar na Europa. Estou preparando os roteiros por onde quero passar, analisando os caminhos e as cidades, procurando referências e tentando entrar em contato com moradores/prefeituras/secretarias de turismo e hostels/pousadas/albergues para ter melhor informações Estou procurando pessoas corajosas que queiram enfrentar este louco desafio (pouca grana e muita disposição), porque será um longo percurso que poderá durar mais de 3 anos de estrada. Mas este é meu sonho e vou realizá-lo, mesmo sozinho na estrada, mas estou fazendo convites para outros poderem aproveitar um pouco mais a curta vida que temos. Pois bem... O problema é onde dormir? Dormir é o de menos pois tem a barraca e o saco de dormir. Frio, chuva, vento, sol rachando? Não aprendi técnicas mateiras e sobrevivencialismo para não praticar, e até hoje não passei perrengue que não pudesse superar, pois, existem maneiras de amenizar isso: camadas de roupa para isolar o frio, agasalhos, capas de chuva, protetor solar e blusa de manga comprida (isso é o mínimo). Oque comer? Eu sempre fiz minha refeições no "mato", mesmo debaixo de chuva e com lenha úmida. Há técnicas para isso dar certo. Raramente comi miojo ou algo do tipo, porque o trabalho em juntar lenha, acender o fogo, ferver a água e fazer uma refeição é praticamente o mesmo. Macarrão cozinha rápido, sopa se faz com praticidade, arroz refoga bem, e se misturar estes três temos um sopão bizurado com vários nutrientes pra repor energia. Café da manhã pode ser um café mateiro, muito simples de fazer e não precisa coar o pó, e pão de caçador, feito com farinha, água e sal. Outra alternativa é uma mistura de leite em pó com achocolatado, colocar em uma garra pet de 500ml com água (mesmo fria) e chacoalhar até dissolver, acompanhado de uma granola (top). Carne seca e defumados, verdura, frutas, ovos, cereais, temperos, sempre vão na mochila dentro de potes de sorvete (kkk funciona demais). Segurança? Minha maior preocupação é o local de armar a barraca. Evitar sempre que possível beiras de rios, lagos, muito próximo ao mar, árvores com muitos galhos, terrenos pedregosos, pé de morros muito inclinados, beira de estrada. Sempre procurar por áreas abertas e planas. Animais peçonhentos e predadores existem em qualquer lugar portanto tem que estar "ligado" onde pisa, coloca as mãos ou se deita. Sempre levo um kit de primeiros socorros. O problema são os humanos? Aí já é uma raça complicada mesmo, mas podemos evitar lugares suspeitos e sempre estar numa vibe positiva (lei da atração). Sempre existirão àqueles que tem a mente menos desenvolvida voltada pra maldade, mas são minoria. E a Grana? Pois é... Serviço voluntário sempre me rendeu boas experiências e automaticamente atrai pessoas com o mesmo propósito solidário (é um ajudando o outro). Sempre tem um serviço na "roça". Sempre tem um albergue, ou hostel, que troca serviços por acomodação. Sempre vai existir pessoas no interior (e alguma em cidades maiores), que querem ajudar com abrigo ou comida sem nada em troca, aliás, tem uma troca sim: uma boa companhia para prosear e passar o tempo. É o deslocamento? Estarei à pé. E ainda resta a velha e boa carona de um lugar para o outro. São as entradas para parques ou atrativos turísticos? Sempre tem uma alternativa, tanto na boa conversa de conseguir uma oportunidade de cortesia como também na "ilegalidade de pular uma cerca" (kkkk funciona na maioria das vezes e não há problema maior). Na pior das hipóteses serei expulso do lugar sem ônus. E a vantagem de estar à pé é que se estiver ruim num lugar, pode-se ir para outro. Tem coragem e disposição? Bora lá.
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    Você tá se baseando em algum relato por aqui? Gostaria de seguir o da Maryana Teles (esse relato aqui AQUI) mas queria tirar algo e incluir a Montanha Colorida.
  25. 1 ponto
    Opa! Rapaz, penso em ir em uma ou no máximo duas semanas. Ja tenho uma boa experiência em mochilão pela Argentina e Uruguai (fiquei 4 meses de cidade em cidade), morei em Templo Hare Khrishna no percurso e sou adepto a Yoga, paz e amor. Quanto ao Bolso, bem, morei em um templo com monges que distribuem comida aos pobres e praticam exatamente o inverso do que ele prega, então você pode ter uma idéia. Neste mochilão quero algo realmente guiado pelo Destino, sem grana (fazendo pelo caminho), com albergues, carona e muuuito wild Camp. Se estiver interessado em companhia só chamar no whatsapp 54 992712138 Abraço
  26. 1 ponto
    Foi bem parecido com o que fiz. Na verdade, peguei o avião para Lima e de lá para Arequipa, que fica a 01 hora de voo de Lima. Fiquei 1,5 dias em Arequipa,uma cidade muito agradável, e onde fiz o cambio, com cotação melhor e preços melhores (em tudo, desde lojas a restaurantes) do que Cusco. Depois fiz o vale del colca, indo de lá direto para Puno (empresa que usei foi a Conresa Tours), chegando em Puno às 18 horas (02 dias de muito ônibus). Fiz o titicaca (dia inteiro, te pegam no hotel às 06.30 da manhã, são 7 horas de lancha - ao todo, ida e volta - chegando no hotel de volta às 19 horas) e de lá peguei o ônibus da turismer (ruta del sol) para Cusco, que sai às 07 da manhã e chega em Cusco às 17.30. A parte cansativa é que vc sai do hotel cedo, roda o dia inteiro, chega a noite, saindo de novo no dia seguinte cedo. Puno é alto. Fica a 3827 metros. Senti um pouco o efeito da altitude. Se fosse fazer de novo, talvez ficaria mais um dia em Puno, para descansar e conhecer a cidade, o que não tive oportunidade de fazer por causa do cansaço. Vc caminha muito pouco, apenas um pouco no tititca, na ilha de taquile - é pouco, mas é meio puxado, pois é só morro - e no vale do colca, que é bem tranquilo. Se vc não se cansar tanto em andar de ônibus, é bem tranquilo. O que me cansou foi andar tanto de ônibus, chegando tarde nos hotéis.
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  28. 1 ponto
    Oi Christian, Vou em em abril de 2020 e estava planejando em um pegar um avião para cusco, ir direto a Arequipa ficar uns 2 dias na cidade e depois fazer o vale del colca em seguida ir a Puno, ficar 2 dias inclinado o Titicaca, e por fim ir para Cusco e ficar uns 8 dias. Vc acha muito puxado, principalmente, começando por Arequipa?
  29. 1 ponto
    Não conhecia, gostei muito. Nunca tinha visto nenhum site que permite comparar a quantidade de milhas em diferentes programas de fidelidade.
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    Oi Julia! Quem vai a El Calafate tem de dar uma esticada até El Chaltén. Então minha contribuição para montagem do teu roteiro é incluir alguma trilha de El Chaltén. Caso ainda não conheça as trilhas dessa cidade, então deixo um link que lista as principais : https://vivoturistando.com/2019/10/o-que-fazer-em-el-chalten-conheca-as-principais-trilhas.html
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    Travessia Chapada Diamantina Extreme (10 Dias, 176 km) (Ibicoara x Lençóis) Sul x Norte 01 a 11 Setembro 2018 Integrantes *Formiga (Guia) https://www.facebook.com/formigueiro.formiga *Pedrão do Brasil (Idealizador do Trekking) *Luciano *Karla Saída de Vitoria no dia 30 de Agosto de 2018. Chega em Lençóis as 14:20 hs. Ida para o Beco Hostel. (www.obecohostel.com.br) Dia 31 ida para Ibicoara. Saímos de Lençóis cedo e fomos para Ibicoara, local onde o trekking iniciou. Nos Hospedamos no Refúgio da Família X no Campo Redondo. Dia 01 de Setembro ida a Cachoeira do Buracão. Liga ímpar e a melhor e mais bonita cachoeira da Chapada Diamantina. Inicio 10:00 hs Término 16:00 hs Ida e volta 7 km. Dia 02 Setembro. início da travessia extreme. Ida ao Baixão, onde se iniciou o Trekking, fizemos Cachoeira da Fumacinha por baixo Chegada ao entroncamento as 12:00 hs. Fumacinha as 13:00 hs. Acampamento entroncamento, Próximo a fenda as 16:00 hs. Inicio 09:30 Termino as 16:00. 12 km Dia 03 Setembro Saída do entroncamento (canyon da Fumacinha.) As 07:30 hs. Subida da fenda. Trilha da Fumacinha por cima.. Trilha da toca do vaqueiro. Trilha do Gerais do Macho Bomba. Pernoite na trilha. (Cela de descida para o Rio Mucugê) Inicio 09:00 hs Termino as 17 hs. 24 km Dia 04 Setembro Saída da cela as 08 hs. Descendo até o Rio Mucugê, passando pela Matinha. Parada na Cachoeira da Matinha .Logo seguimos para Mucugê. Chegando por volta das 17:30 hs. Pernoitamos no (www.hostelmucuge.com.br) Inicio 08:30 hs Término 17:30 hs 22 km Dia 05 Setembro. Saída as 09:30 hs. Pegando trilha para o encontro dos Rios Mucuge e paraguassu, passando pela AABB. Logo em seguida paramos na lapa do caboclo. Logo e seguimos para cachoeira do tomba cachorro. Local de nosso pernoite. Inicio 09:30 hs Término 17:00 hs. 21 km Dia 06 Setembro Saída da cachoeira Tomba Cachorro as 09:00 hs. Chegada no cachoeirao por cima as 12:00 hs. Chegada na igrejinha a tarde, triha irada e com subida bem suave, pois a trilha do Gerais do Rio Preto é muito boa. Inicio 09:00 hs Término 17:30 hs 20 KM Dia 07 Setembro Fomos a Cachoeira do Funis já no Vale do Paty. Afinal a trip merece um bom descanso com Banho. Inicio 10:00 hs Término 15:00 hs e um merecido descanso. 10 KM. Dia 08 Setembro Saída igrejinha as 08:30 h. Subida rampa. Gerais Rio Preto . Descida ladeira quebra bunda. Rancho. Gerais Vieira. Córrego das galinhas.. Bomba. Capão Inicio 08:00 hs Término 19:30 hs 28 km Dia 09 Setembro. Capão Dia de descanso Dia 10 Setembro. Capão Subida fumaça. Águas claras Poney Inicio 09:00 hs Termino as 16 hs 16 km Dia 11 Setembro Poney Trilha lençóis x pai Inácio Gruta do lapão (Passando por dentro dela) Lençóis 16 km 176 KM Hard 20180910_123055.mp4 20180911_085808.mp4
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    Venho visitando o Cânion Espraiado na cidade de Urubici em Santa Catarina há alguns meses e a cada expedição tenho uma conexão mais forte com o lugar. Em nossa última visita, fizemos diversas aventuras, desfrutando de momentos épicos em um dos lugares mais incríveis que eu já vi na vida! E para finalizar o final de semana resolvemos aproveitar a vista de um ângulo diferente, instalamos uma rede no meio das montanhas! Tivemos a oportunidade de estar onde ninguém nunca esteve antes, sentado na rede, sentindo o lugar e a energia. Centenasde metros do solo, “flutuando” em meio a imensidão do cânion, se pode ouvir os pássaros, o riacho passando lá em baixo, o vento. Utilizamos os recursos e conhecimentos da nossa prática de highline (que é o slackline nas alturas) para montar a rede. Essa experiência é recomendado para pessoas com conhecimento sobre as técnicas do highline, lembrando que estamos presos e com segurança a todo momento. Todos do grupo quiseram desfrutar um pouco dessa experiência. O Canion é uma propriedade privada onde você só tem acesso mediante a 3 horas de trilha ou com um veículo 4x4. Deixo o convite se quiser conversar e conhecer mais sobre as nossas expedições e aventuras meu Instagram é @angelomaragno
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    Na Itália a baixa temporada é só no inverno, Setembro ainda é cheio, mas é algo que não tem como escapar. Basta evitar Agosto, que já é o suficiente. Acho que dá para reduzir os dias de Roma e Florença e ficar em outras cidades mais ao norte, como Verona, que pode fazer vários visitas de um dia a partir dela (Veneza, Módena, Bologna, Lago di Garda, Parma). Em Florença dá pra visitar Siena, San Gimignano, Pisa, os vinhedos da região, etc.
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    Ponte Larja e o lindo Rio Dudh Koshi Início: Shivalaya Final: Namche Bazar Duração: 7 dias Maior altitude: 3536m no Passo Lamjura La Menor altitude: 1504m na ponte junto à confluência dos rios Dudh Koshi e Deku Dificuldade: alta. Muita subida e muita descida quase todos os dias, com desníveis de 600m a 1000m diários, ultrapassando os 3000m de altitude. Permissões: entrada do Gaurishankar Conservation Area Project (Rs 3000 = US$ 26,04), entrada do Parque Nacional Sagarmatha (Rs 3000 = US$ 26,04) e permissão local que substituiu o TIMS card para a região do Everest (Rs 2000 = US$17,36). Obs.: antes de ler este relato sugiro a leitura do meu "Pequeno guia de trekking independente no Nepal" para ter as informações básicas para as caminhadas naquele país. O trekking Shivalaya-Namche Bazar é a primeira parte de uma caminhada de 23 dias que foi de Shivalaya até o Campo Base do Everest e percorreu dois dos três passos de montanha que levam a Gokyo. A segunda parte está descrita aqui e a terceira parte aqui. A escolha de Shivalaya como ponto inicial teve vários motivos: 1. é o percurso histórico de conquista do Everest pelo neozelandês Edmund Hillary (1919-2008) e o nepalês Tenzing Norgay (1914-1986) em 1953, 2. para evitar o caro e arriscado voo Kathmandu-Lukla (além disso um voo que é cancelado frequentemente por causa do tempo instável em Lukla) 3. conhecer o lado menos turístico e mais autêntico do trekking do Everest. Ao longo do relato colocarei o nome das vilas com as variações de escrita mais frequentes e também pelos diferentes nomes que constam nos mapas e nas placas. No percurso desse trekking há muitas fontes de água, como riachos no meio da trilha e torneiras ou bicas nas vilas. Não cito todas no relato porque são muitas. A água deve sempre ser tratada, conforme explico no "Pequeno guia de trekking independente no Nepal". As operadoras de celular que funcionam em alguns dos povoados ao longo deste trekking são: . Shivalaya: NTC . Bhandar: NTC, NCell . Sete: NTC, NCell . Junbesi: NTC . Nunthala: NTC . Bupsa: NTC . Cheplung: NCell . Namche Bazar: NCell O cartão pré-pago de wifi Nepal Airlink funciona de Junbesi a Kharte, e em Phaplu. O cartão pré-pago Everest Link promete funcionar em toda a região do Everest desde Lukla até o Campo Base. Não testei nenhum dos dois porque não sabia da existência e já havia comprado o chip da operadora NCell em Kathmandu. Mais informações no "Pequeno guia". Todos os preços abaixo estão na moeda do Nepal (rupia nepalesa) e convertidos para dólar pela média dos câmbios que encontrei em Kathmandu entre outubro e dezembro de 2018 (US$ 1 = Rs 115,20). Para mostrar a variação de preços das refeições em cada povoado ao longo dos trekkings vou colocar ao final de cada dia o preço do dal bhat e do veg chowmein, dois pratos bastante pedidos. Como referência esses pratos em Kathmandu custam por volta de Rs 250 (US$2,17) e Rs 160 (US$1,39), respectivamente. Monastério Pema Namding, em Kharikhola 23/10/18 - ônibus de Kathmandu a Shivalaya No dia anterior (22/10) eu havia ido ao horrível e sujo terminal de ônibus do Ratna Park para comprar a passagem para Shivalaya. Na verdade havia tentado comprar com mais antecedência ainda mas não quiseram me vender, somente no dia anterior mesmo. Nesse dia o ônibus partiu às 8h com vários lugares vagos mas nas paradas seguintes já começou a encher e durante a longa viagem lotou e esvaziou muitas vezes. Por volta de 10h50 houve uma parada para almoço e a partir daí a estrada passou a ser de terra com muitos buracos, pedras e poeira. Felizmente a estrada não era tão estreita e com abismos como na viagem entre Kathmandu e Syabrubesi (relato aqui), mas o ônibus pulava do mesmo jeito e era preciso tomar cuidado para não bater a cabeça no teto. Foi uma viagem horrível também, muito cansativa pelas condições da "estrada" e pelo tempo muito longo chacoalhando dentro do ônibus: 11h20 para percorrer apenas 215km!!! O ônibus é pequeno e não tem banheiro. São feitas algumas paradas para todos se aliviarem, às vezes no mato da beira da estrada mesmo. Os únicos estrangeiros no ônibus além de mim foram um casal francês que subiu numa cidade do caminho e desceu em Jiri. Ele colocou tampões no ouvido para não escutar a trilha sonora nepalesa no último volume. Às 18h10 passamos por Jiri, já de noite (anoiteceu por volta de 17h40), e ainda rodamos mais 1h10 até Shivalaya no escuro, o que foi ainda mais emocionante pois o ônibus pulava o tempo todo e não era possível ver as ribanceiras onde a minha viagem poderia terminar. Às 19h20 saltei desse ônibus em Shivalaya, recoloquei minha coluna e minha bacia no lugar e saí procurando uma hospedagem. No Amadablam Lodge, um dos primeiros da vila, o dono estava na frente e me chamou. Pelo cansaço que eu estava aceitei os Rs200 (US$1,73) que ele pediu sem pensar em negociar o quarto de graça. Recomendo esse lodge pois toda a família era muito simpática. Conversei bastante com o dono (que fala bem inglês), que me disse que a vila foi arrasada nos terremotos de 2015 e eles tiveram de morar por 3 meses em barracas até a reconstrução do lugar. Quase todas as casas que eu estava vendo ali eram novas e todas reconstruídas em madeira. O banheiro ficava fora da casa e era no estilo oriental: uma peça de louça no chão com um buraco no meio e lugares para colocar os pés nas laterais. Um tambor com água e uma caneca servem para dar a descarga e para a higiene deles já que não usam papel higiênico. Altitude em Shivalaya: 1782m Preço do dal bhat: Rs 300 Vila de Shivalaya, início do trekking 1º DIA - 24/10/18 - de Shivalaya a Bhandar Duração: 4h50 (descontadas as paradas) Maior altitude: 2709m Menor altitude: 1782m Resumo: nesse dia subi por uma serra alongada na direção leste-oeste, inicialmente pela crista e em seguida pela vertente sul até a cabeceira do vale na vila de Deurali (2709m). Em seguida desci a encosta oposta, a leste, até o povoado de Bhandar, a caminho do vale do Rio Likhu. Quando amanheceu é que pude ver melhor como era simpática a vila de Shivalaya. O lodge estava localizado num largo cercado de sobradinhos de madeira coloridos e com sacada. Saí do lodge às 8h56 subindo a rua de volta até a entrada do vilarejo. Ali continuei em frente (esquerda) pois à direita está a estrada por onde cheguei de ônibus na noite anterior. Porém dei poucos passos e fui parado pelo guarda do checkpoint do Gaurishankar Conservation Area Project. Eu não havia ido ao Tourist Service Center em Kathmandu para obter a permissão desse parque, então paguei ali na hora, aparentemente pelo mesmo preço (Rs 3000, US$ 26,04). Só mostrei o passaporte, não necessita foto. Às 9h10 continuei pela mesma rua, que fez uma curva para a esquerda. Logo após a ponte segui para a direita, mas poucos passos depois abandonei essa rua e entrei num beco à esquerda. Logo estava caminhando por uma trilha e iniciando meu longo percurso em direção ao Everest. E também já surgiram as primeiras escadarias. Parei alguns minutos para tirar a blusa e passar protetor solar. À medida que subia ia se ampliando a visão da vila de Shivalaya encaixada no vale do Rio Khimti e cercada de morros bem verdes. Às 10h13 a trilha cruzou uma estrada e segui a placa de Deurali, subindo mais degraus. Comecei a notar fitas cor-de-laranja sinalizando a trilha. Isso me ajudou bastante em alguns pontos de dúvida mas depois soube que eram para uma competição, não eram mantidas permanentemente. Ou seja, a gente paga US$26 para caminhar por um parque que só existe no papel e que praticamente não tem sinalização... Às 10h19 cruzei a estrada de novo com uma placa de Deurali apontando a trilha que subiu até uma antena. Logo cruzei a mesma estrada e continuei seguindo as fitas laranja e a placa de Deurali. Às 10h34 quis cruzar a estrada novamente e subir a trilha na encosta mas estava errado - dessa vez deveria tomar a estrada mesmo, subindo à direita por 215m para em seguida entrar numa outra trilha na encosta à esquerda. Mais acima segui as fitas e subi a trilha à direita na direção de uma casa no alto. Passei pelo Sushila Lodge e às 10h54 pela escola de Sangbadanda. Cruzei a mesma estrada mas 45m depois passei a caminhar por ela para a direita, com placa e fita sinalizando. Nesse momento estava deixando a crista dessa serra e passando a percorrer a vertente sul dela. Caminhei pela estrada por 745m e antes que ela fizesse uma curva fechada para a esquerda abandonei-a em favor de uma trilha descendo à direita junto a uma casa, às 11h13. Dali iria caminhar por trilha até Deurali, na cabeceira do vale, passando por cinco pontos de água (parei em um deles para comer alguma coisa). Na única bifurcação, às 11h48, fui à esquerda seguindo a fita laranja. Subi até cruzar uma estrada às 13h05 e cair nessa mesma estrada 4 minutos depois, indo para a esquerda e chegando à vila de Deurali (2709m). Fui à direita na bifurcação e passei pelas extensos muros de pedras mani no centro do vilarejo. Há três lodges ali e um deles anuncia "edifício resistente a terremoto". O Lama Guest House vende queijo de iaque: 100g por Rs 150 (US$1,30), o melhor preço que encontrei (o mesmo de Ringmo, três dias depois). Havia já muitas nuvens nessa hora, mas com céu limpo seria possível ver o Passo Lamjura La, 16km a leste (onde passaria no 3º dia). Cruzei a vila sem fazer nenhuma parada e imediatamente comecei a descer a encosta oposta, a leste, em direção ao povoado de Bhandar. A parte mais alta dessa encosta está toda rasgada por uma sinuosa e poeirenta estrada de terra, mas felizmente há uma trilha que desce mais diretamente. Nos primeiros 4 minutos de descida a partir da vila não notei uma trilha abaixo à esquerda e continuei em frente, mas vi que as fitas haviam sumido e na dúvida voltei. Só então vi que a outra trilha abaixo tinha fitas e a tomei. Pelos próximos 34 minutos cruzei a estrada sinuosa e caminhei por ela o mínimo possível, tomando todas as trilhas/atalhos que encontrei. Depois continuei descendo pela trilha, que passou por diversas casas aqui e ali. Às 14h39 cruzei duas vezes uma estrada que fazia uma curva fechada à minha esquerda. Às 14h45 a trilha terminou num final de estrada com um monastério à esquerda que parei para fotografar. Na estrada fui para a esquerda e passei pelo primeiro lodge de Bhandar, o Shobha Lodge, às 14h54. Ainda desci mais por uma trilha para ver se havia outras opções de hospedagem mas não encontrei. No caminho de volta ao primeiro lodge conheci um casal da Hungria, Zita e Daniel, e eles estavam indo procurar outro lodge ainda mais abaixo ou talvez seguir para a próxima vila (distante ainda 3h, onde deveriam chegar no começo da noite). Eu voltei ao Shobha Lodge e negociei com a dona o valor do quarto: acertamos por Rs100 (US$0,87) se eu fizesse as refeições ali mesmo. O banheiro ficava dentro da casa e era no estilo oriental. Havia uma torneira fora da casa para escovar os dentes e se lavar. No quarto havia tomada para carregar as baterias (as tomadas no Nepal costumam ter interruptor!?). Nessa noite comecei a minha rotina noturna diária de filtrar pelo menos 1,5 litro de água com o filtro Sawyer e depois ferver com o meu fogareiro para beber no dia seguinte. Nessa noite se hospedaram dois casais franceses muito simpáticos com seu guia, carregadores e até um professor de ioga. Eles não iam para o Everest, iam na verdade subir o Pikey Peak, uma montanha de 4065m de altitude de onde se avistam Everest, Lhotse, Thamserku, Kangtega e muitas outras montanhas. Essa vila de Bhandar é o ponto final de um ônibus que sai diariamente do terminal do Ratna Park em Kathmandu às 5h30. Altitude em Bhandar: 2204m Preço do dal bhat: Rs 400 Preço do veg chowmein: Rs 260 Um agricultor no meio da plantação de cardamomo 2º DIA - 25/10/18 - de Bhandar a Sete Duração: 5h45 (descontadas as paradas) Maior altitude: 2516m Menor altitude: 1576m Resumo: nesse dia continuo a descida até o vale do Rio Likhu e inicio a subida pela vertente sul de uma serra alongada na direção leste-oeste que me levará ao Passo Lamjura La no dia seguinte. Minha direção foi basicamente leste. Depois da aula de ioga dos simpáticos franceses, saímos juntos do lodge às 8h45. Porém eles iam subir o Pikey Peak, então iríamos caminhar apenas algum tempo juntos. Mas valeu a pena pois eles eram muito curiosos e interessados em tudo o que viam, e perguntavam tudo ao guia. Eu aproveitei a oportunidade para aprender mais sobre plantas, construções budistas, etc. Saímos do lodge descendo na direção leste e cruzamos uma estrada de terra. Passamos por várias pequenas plantações, inclusive de chá, e por um muro de pedras mani. A tradição budista manda que se caminhe no lado esquerdo dos muros de pedras mani, assim como deve-se circundar as stupas e rodar as rodas mani sempre no sentido horário. Os muros de pedras mani são arranjos feitos com pedras planas em que foi esculpido o mantra "Om Mani Padme Hum". Cruzamos outra estrada, passamos pelas casas da parte baixa de Bhandar e fomos à direita numa bifurcação com placa apontando Kinza (Kinja). Descemos até uma ponte e a cruzamos às 9h20. Passamos a caminhar por uma encosta íngreme com o grande vale do Rio Likhu à nossa direita cada vez mais profundo. Às 9h54 passamos por uma pequena cachoeira à esquerda e 13 minutos depois paramos para fotos numa cachoeira ainda maior e mais bonita. Apenas 100m depois abandonamos o caminho mais largo e entramos numa trilha à direita, ainda sinalizada com as fitas laranja que havia seguido no dia anterior. Descemos bastante e às 10h39, numa outra bifurcação com placa apontando Kinza à esquerda, os franceses desceram à direita para ir ao Pikey Peak e eu fui à esquerda, seguindo as fitas laranja ainda. Passei por mais alguns pontos de água e às 11h43 a trilha terminou numa estrada de terra, onde fui para a esquerda (nordeste). Passei por um grupo de casas junto ao Rio Chari (menor altitude do dia: 1576m), atravessei esse rio e cruzei à direita a ponte suspensa sobre o Rio Likhu. Após essa ponte segui à esquerda acompanhando o rio e atravessei uma segunda ponte suspensa para a esquerda, mas desta vez sobre o Rio Kinja, um afluente do Likhu. Subi à direita e passei às 12h13 pelo portal de pedra da vila de Kinza (Kinja), com vários lodges. Parei no New Everest Guest House para almoçar. Às 13h retomei a caminhada, passei por mais alguns lodges e na bifurcação fui à esquerda. A trilha subiu bastante em zigue-zague com escadarias rústicas de pedra. Aqui inicio uma longa subida por uma serra alongada na direção leste-oeste que me levará ao Passo Lamjura La no dia seguinte. Às 13h44 subi à esquerda numa bifurcação sem fita (perguntei na casa para confirmar). Às 14h19 parei para descansar num gramado à esquerda da trilha e ao lado de uma casa, mas fui surpreendido por uma inusitada chuva, a única de todo esse trekking. E não foi fraca, tive que me abrigar junto à casa e esperar. Às 15h18 prossegui e a 70m dali fui à direita numa bifurcação sem fita laranja. Às 15h32 passei pela escola de Chimbu. Mais acima passei por algumas casas e uma mulher me ofereceu haxixe! Em Kathmandu isso é bem comum mas na trilha foi a única vez. Às 16h25 a trilha terminou numa estrada de terra e fui para a direita. Caminhei apenas 100m e parei no primeiro lodge da minúscula vila de Sete, chamado Sun Rise. A simpática garota (de nome Chhotin) concordou que eu pagasse apenas as refeições e me instalei ali. Saí para conhecer um pouco mais do lugar e encontrei o casal húngaro que conheci em Bhandar (Zita e Daniel) no outro lodge, Solukhumbu Sherpa Guide. Só dois lodges estavam funcionando no vilarejo. Nessa noite fui o único hóspede da Chhotin e sua mãe e elas fizeram questão que eu jantasse na cozinha com elas. Conversamos bastante e fiquei surpreso como a garota aprendeu inglês sem ter aulas, apenas conversando com os hóspedes. O banheiro ficava dentro da casa, tinha vaso sanitário mas a descarga era com caneca. Havia uma torneira fora da casa para escovar os dentes e se lavar. Altitude em Sete: 2516m Preço do dal bhat: Rs 495 Preço do veg chowmein: Rs 380 Casas acima da vila de Goyam 3º DIA - 26/10/18 - de Sete a Junbesi Duração: 7h15 (descontadas as paradas) Maior altitude: 3536m Menor altitude: 2516m Resumo: nesse dia continuei a subida pela vertente sul de uma serra alongada na direção leste-oeste que me levou ao Passo Lamjura La, de 3536m de altitude, o qual cruzei para descer à vila de Junbesi no vale do rio homônimo. Minha direção foi basicamente leste. Saí do lodge às 8h40 continuando para leste. Passei pelo lodge Solukhumbu Sherpa Guide e em seguida subi à esquerda (à direita está o lodge Sherpa Guide). Subi bastante e às 10h cruzei uma estrada e continuei subindo pela trilha entre casas e plantações. Ali fui alcançado pelo Christopher, um austríaco que planejava fazer o mesmo roteiro que eu: Campo Base do Everest e Três Passos. Conversamos um pouco mas ele era bem mais rápido e logo sumiu na frente. Na bifurcação logo após as primeiras casas fui à direita seguindo a placa "way to Junbesi" e atravessei a vila de Dakchu. Havia atingido a crista dessa serra e agora a visão se ampliava para o norte também. Ao fim da vila a trilha sai numa estrada, na qual segui para a esquerda, mas apenas por 40m e entrei no caminho à esquerda que virou uma estrada também. Quando ela fez uma curva para a direita e outra para a esquerda, não notei mas havia uma trilha subindo a encosta à esquerda. Ia passando direto mas alguém me alertou. Subi a trilha e entrei na mata. Subindo, cruzei uma estrada. Com mais 50m a trilha desembocou na estrada, onde fui para a direita. Com 100m subi uma trilha na encosta à esquerda. Às 10h51 passei pelas primeiras casas de Goyam, com dois lodges. Cruzei a estrada mais três vezes, depois caminhei por ela por 50m e entrei em outra trilha à direita que subiu a mais casas da vila de Goyam, às 11h29, onde há um lugar que vende queijo. Na estrada acima fui à direita. Mais uma vez subi a trilha à esquerda na encosta (com fita verde dessa vez). De novo saí na estrada e segui por ela à esquerda. Mais 55m e subi na trilha à esquerda na encosta. Cruzei a estrada mais três vezes e parei por meia hora para comer alguma coisa que tinha na mochila. Passei pelas ruínas de um lodge às 12h45 e 80m depois caí de novo na estrada, indo para a direita. Na curva da estrada entrei na trilha à esquerda. Na bifurcação fui à esquerda pois à direita havia uma árvore caída, mas acho que foi o pior caminho para alcançar a estrada acima, aonde fui para a esquerda. Nesse trajeto desde Dakchu entrei e saí da mata diversas vezes. Às 13h11 finalmente a estrada terminou de vez, virou uma trilha e 500m depois cruzei um vilarejo com lodges. Subi passando por uma stupa e às 13h54 cheguei ao Passo Lamjura La, de 3536m de altitude, com muitas bandeirinhas de oração budistas. Era possível ver a vila de Deurali a oeste, onde passei no 1º dia, a 16km dali. Ao lado há um restaurante. Este é o ponto mais alto desse trekking de Shivalaya a Namche Bazar e os muitos aviões com destino a/partindo de Lukla passam numa altitude pouco acima. Às 14h15 iniciei a descida e em 6 minutos estava entrando numa floresta de rododendros que deve ficar repleta de flores nos meses de março e abril, num lindo espetáculo. O rododendro é a flor nacional do Nepal e aparece até como marca-d'água das cédulas de rupia. Na descida alternaram-se trechos com algumas casas e trechos de mata (com alguns pontos de água) ao percorrer o vale do Rio Taktor, afluente do Rio Junbesi. Passei por um monastério com stupa na vila de Taktor e a trilha virou uma estrada novamente às 16h16. Numa curva fechada da estrada para a esquerda entrei numa trilha à direita e desci, seguindo à esquerda na bifurcação 50m depois. A trilha acompanhou a curva da encosta para a esquerda e às 16h38 avistei Junbesi abaixo num bonito vale coberto de árvores com o Pico Numbur ao norte, na direção da cabeceira do vale. Nas bifurcações a seguir fui à direita e à esquerda. Desci por escadarias de pedra, passei por um primeiro lodge ainda na descida e parei no Sherpa Guide Lodge, o primeiro na entrada do vilarejo, às 17h10. Parei ali por sugestão da sra Maya, do Lodge Sun Rise da vila de Sete. Ela disse que esse lodge era da sua irmã, mas eles costumam falar isso e nem sempre é verdade. Conversei com as donas e aceitaram que eu pagasse apenas as refeições, mas "eu não devia contar isso pra ninguém". O banheiro ficava dentro da casa e tinha todos os confortos ocidentais: vaso sanitário com descarga acoplada e até lavatório, coisa muito rara! Em Junbesi é que soube da existência do cartão pré-pago Nepal Airlink, que dá acesso ao wifi dos lodges ali e em muitos outros vilarejos (mais informações no meu "Pequeno guia de trekking independente no Nepal"). Altitude em Junbesi: 2704m Preço do dal bhat: Rs 400 Preço do veg chowmein: Rs 360 Stupa em Junbesi 4º DIA - 27/10/18 - de Junbesi a Nunthala Duração: 7h25 (descontadas as paradas) Maior altitude: 3058m Menor altitude: 2206m Resumo: nesse dia percorri, subindo e descendo de maneira mais suave, a extremidade sul de uma serra que se alonga na direção norte-sul. Após cruzar o Rio Dudhkund veio uma subida mais íngreme até o Passo Taksindu La (3058m) e depois a descida interminável até a vila de Nunthala. Junbesi foi talvez o vilarejo mais bonito e simpático desse trajeto de 7 dias até Namche Bazar. Sua localização no verdejante vale do Rio Junbesi é privilegiada. Há uma grande e bonita stupa na praça central que rende muito boas fotos. Para quem está com tempo sobrando há diversos monastérios para visitar nas redondezas. Se houver necessidade de saída pode-se fretar um jipe ($$$) na vila para ir a Phaplu ou Salleri, onde se pode tomar outro jipe, ônibus ou mesmo avião de volta a Kathmandu. Da porta do lodge via o cume do Pico Numbur ao norte, na direção da cabeceira do vale. Saí às 8h37 e enquanto fotografava a stupa no centro da vila apareceu o Christopher acompanhado do casal húngaro Zita e Daniel. Começamos a caminhar juntos mas na ponte metálica sobre o Rio Junbesi já nos distanciamos pois parei para tirar mais fotos. Ao cruzar a ponte, adornada com bandeirinhas de oração budistas, caminhei 60m à direita pela estrada e entrei na trilha subindo à esquerda, entrando na floresta de pinheiros. Com 50m cruzei uma estrada. Estava iniciando a subida pela vertente oeste de uma serra que se estende na direção norte-sul. Continuei subindo, saí da mata, passei por algumas casas e reentrei na mata de pinheiros. Às 9h45 saí da mata e logo era possível ver o Passo Lamjura La a oeste, bem longe, além do bonito vale do Rio Junbesi bem abaixo. Às 10h46 alcancei a crista dessa serra. Ali uma surpresa: a primeira visão do Everest na extremidade esquerda de uma linda cadeia de montanhas que incluía também Thamserku, Kangtega, Kusumkangaru (Kusum Kanguru), Kyashar e Mera Peak. Porém todos muito distantes ainda (o Everest estava a cerca de 58km em linha reta). Reencontrei meus três amigos e gastamos um tempo tirando fotos. O local se chama Phurtyang (Phurteng) e o lodge ali não poderia ter outro nome: Everest View. A senhora vendia queijo de iaque. Às 11h09 retomei sozinho a caminhada porque os apressados já haviam ido embora. Até ali já havia passado por três pontos de água, mas dali até Ringmo passaria por mais de dez - água não faltou nesse dia! Caminhando agora pela vertente leste da serra, às 11h28 alcancei uma stupa que me proporcionou uma visão ainda melhor do Everest. Ao sul era possível ver também a pista do aeroporto de Phaplu, além do bonito vale do Rio Solu. Passei pela vila de Salung às 11h56 e continuei descendo. Às 12h54, junto a uma ponte, parei para comer alguma coisa que trazia na mochila. Tive a sorte de avistar e fotografar alguns macacos próximos da trilha. Na ponte seguinte começaram a aparecer as pedras mani coloridas e até embaixo da ponte suspensa que veio a seguir havia várias pedras desse tipo ao lado do Rio Dudhkund. A partir do Rio Dudhkund (13h25) inicia a subida em direção ao Passo Taksindu La. A minha primeira parada nessa subida foi na vila de Ringmo, às 13h43, onde há uma fábrica de queijo de iaque com loja. O preço foi o melhor que encontrei (o mesmo de Deurali): Rs 150 (US$ 1,30) por 100g. Ali reencontrei Zita e Daniel. Há também um posto de saúde gratuito patrocinado por entidades da França e da Alemanha, informação importante a quem possa estar com algum problema de saúde durante o trekking. A trilha, que até então era vazia e tranquila, passou a ter um número crescente de pessoas. Muita gente chega de ônibus, jipe ou mesmo avião a Phaplu ou Salleri e inicia a caminhada por ali. Retomei a caminhada às 13h58 e na subida ao Passo Taksindu La cruzei seis vezes uma estrada em zigue-zague, subindo por um caminho calçado de pedras à sombra da mata. O passo tem uma stupa, um lodge e um portal de pedras com rodas mani no interior. Altitude de 3058m. Passei por ele às 15h rapidamente porque ainda queria visitar o monastério que há na descida para Nunthala. Desci 190m e caí numa estrada, onde fui para a direita, mas andei nela apenas 40m e entrei na trilha à direita. Cheguei às primeiras casas da vila de Taksindu, onde a trilha deu uma guinada de 90º para a direita, e às 15h15 cheguei ao Monastério Takgon Seddrub Tharling. O lugar é bem grande e bonito, numa posição privilegiada com vista para as montanhas. Havia muitos monges, todos muito jovens, com suas roupas cor de vinho. Retomei a caminhada às 15h31 saindo pelo mesmo portão por onde entrei (parece que há outras saídas). Na bifurcação fui à direita para descer por trilha (à esquerda caminharia pela estrada). Na bifurcação em T abaixo fui à direita e já pude ver Nunthala, porém muito abaixo ainda. Essa descida pareceu não ter fim, com pedras soltas e um pouco de lama, e havia bastante gente nela, inclusive três russos com quem conversei um pouco. Passei por três pontos de água e apareceu outra estrada, que primeiro tangenciei e depois cruzei, sempre procurando pelos caminhos por trilha e evitando andar na estrada. Às 16h40 cruzei uma ponte suspensa bem alta com vale bem estreito, quase um cânion, no fundo. Às 16h58 saí numa estrada, fui para a esquerda, fiz a curva para a direita e entrei noutra trilha à direita na próxima curva. Às 17h07 a trilha terminou numa estrada já na vila de Nunthala - fui para a direita e depois esquerda na bifurcação logo em seguida, descendo (havia placa de posto de saúde à direita). Para minha decepção havia carros trafegando ali. Parei num dos primeiros lodges pois meus três amigos estavam lá, mas era bem pequeno e parecia já estar lotado. E devia haver opções bem melhores no centro da vila, mais abaixo. E havia muitas, todas vazias. Escolhi um dos últimos, o Danfe Lodge, e dei sorte pois a família era muito simpática e por ser o único hóspede jantei com eles. Eles aceitaram que eu pagasse apenas as refeições, o quarto saiu de graça. O banheiro era no estilo oriental e ficava fora da casa, um problema para ir no meio da noite. Para escovar os dentes e se lavar não havia uma torneira fora da casa, como de costume, então era preciso usar a torneira do banheiro mesmo. Havia tomada (com interruptor) no quarto para carregar as baterias pela última vez nessa caminhada. Altitude em Nunthala: 2206m Preço do dal bhat: Rs 350 Preço do veg chowmein: Rs 350 Campos cultivados em Kharikhola 5º DIA - 28/10/18 - de Nunthala a Bupsa Duração: 5h (descontadas as paradas) Maior altitude: 2328m Menor altitude: 1504m Resumo: nesse dia a descida do Passo Taksindu La continua até o profundo vale do Rio Dudh Koshi, em seguida vem uma subida bastante desgastante até Kharikhola, uma descida bem suave até o Rio Khari e para encerrar uma subida dura até a vila de Bupsa. Logo cedo apareceram alguns personagens que iriam ser companhia constante (e irritante) nos próximos dias durante o trekking: as tropas de mulas, que podiam chegar a grupos de 20 ou 30, para desespero dos trilheiros. Elas ocupam todo o espaço da trilha e é difícil ultrapassar o grupo todo, enquanto isso você é obrigado a respirar a poeira que elas levantam e o próprio mau cheiro delas. O tropeiro que as conduz dá gritos muito estranhos. Por mais cedo que se comece a caminhar não se consegue escapar de tê-las à frente. Ao cruzar uma tropa a recomendação é sempre ficar do lado da encosta e não da ribanceira já que uma topada com a carga de uma mula pode jogar o caminhante morro abaixo. Com o céu limpo da manhã pude avistar da frente do lodge o Pico Kusumkangaru (Kusum Kanguru), muito bonito e imponente, a nordeste. Saí do lodge às 8h46 inicialmente na direção nordeste e continuei minha descida. Às 9h03 fui à esquerda na bifurcação em frente a uma casa, descendo. Às 9h19 fui à esquerda em outra bifurcação pois havia uma fita verde mas tanto faz. Cruzei três pontes de concreto e depois uma estrada junto a um lodge. Saí na mesma estrada, mas andei apenas 20m por ela para a direita e entrei na trilha à esquerda. Novamente cruzei a estrada. Às 10h23 entrei na mata e desci por ela até a ponte suspensa sobre o Rio Dudh Koshi, com a vila de Chhirdi cerca de 100m antes. A essa altura eu já havia reencontrado os três russos com quem conversara no dia anterior, mas caminhamos pouco tempo juntos. Tivemos que esperar as mulas passarem pela ponte para atravessá-la, às 11h01. Dela se avista a confluência dos rios Dudh Koshi e Deku do lado esquerdo. Esse foi meu primeiro contato com o Rio Dudh Koshi, um dos principais rios da região, que acompanharei durante todo o trekking a Namche Bazar e depois a Gokyo, onde ele se origina. A altitude aqui é a mais baixa de todo esse percurso de Shivalaya a Namche Bazar, 1504m. E logo em seguida inicia a longa e cansativa subida até Kharikhola e seu monastério. Nessa subida, às 11h19 alcancei a pequena vila de Juving, com vários lodges. Subi mais e logo após o Quiet View Lodge, num local chamado Chyokha, subi uma escadaria à direita seguindo a fita verde. Subi rápido tentando escapar das mulas que já se aproximavam. Mas ao cruzar com outra tropa, uma mula desembestada e desgarrada da fila esbarrou na minha mochila, sem eu ter por onde escapar, quase me jogando ao chão. Às 12h33 finalmente cheguei ao alto, ao pé da escadaria para o monastério Pema Namding. Ali estavam Zita e Daniel. Deixei a mochila no chautaara (local de descanso dos carregadores) e subi até a stupa e mais um pouco até o monastério. Dali se avista a vila de Kharikhola a leste. O casal húngaro preparou uma sopinha rápida com o fogareiro, eu preferi comer algo mais substancioso no Hill Top Guest House ali ao lado. Às 13h45, quando estava de saída, chegaram os três russos bastante cansados. Atravessei a vila de Kharikhola, bem extensa e com bastante comércio, com casas espalhadas desde o monastério até próximo da ponte suspensa sobre o Rio Khari. O Lodge Namaste oferece aulas de culinária e línguas (nepalês e sherpa). Fiquei interessado nas aulas de culinária... Cruzei a ponte suspensa do Rio Khari às 14h22 e veio a subida final até Bupsa, aonde cheguei às 15h18. Encontrei Zita e Daniel em frente ao Hotel Yellow Top e entrei para negociar o preço do quarto, que ficou de graça, só pagando as refeições. O banheiro ficava dentro da casa e tinha vaso sanitário com descarga acoplada. Para escovar os dentes havia uma torneira no quintal da frente. Já deu para perceber que escovar os dentes e se lavar é um ato público e não privado no Nepal. Saí para conhecer a vila e visitar a gompa (monastério) de 1892. Mais tarde, já anoitecendo, chegaram os três russos e se hospedaram ali também. Nessa noite Daniel tratou a minha água do dia seguinte com o Steripen dele - apenas 90 segundos para purificar 1 litro de água! Altitude em Bupsa: 2328m Preço do dal bhat: Rs 400 Preço do veg chowmein: Rs 330 Vale do Rio Dudh Koshi com Lukla à direita e o Pico Khumbila ao fundo 6º DIA - 29/10/18 - de Bupsa a Cheplung Duração: 7h20 (descontadas as paradas) Maior altitude: 2876m Menor altitude: 2301m Resumo: nesse dia tomo finalmente a direção norte que me levará a Namche Bazar (no dia seguinte) pelo vale do Rio Dudh Koshi. Nesse dia caminho somente pela margem leste do vale (no dia seguinte cruzaria o rio quatro vezes), subindo até 2876m, descendo em seguida até 2301m na ponte de Surkhe e subindo novamente à vila de Cheplung (2687m). Saí do lodge às 7h inicialmente na direção nordeste seguindo o caminho pisoteado pelas mulas. Às 7h28 cruzei uma ponte de madeira sobre o Rio Kanre e às 7h41 alcancei a vila de Kanre (Kare), com lodges. Subindo mais, após o Sonam Lodge há bandeirinhas e lenços marcando o Passo Khari La, porém a medição do ponto mais alto do dia pelo meu gps foi quase 1km à frente, após a vila de Thamdada. Passei por Thamdada às 8h37 e pelo ponto mais alto, de 2876m, às 8h46. Dali a visão é espetacular nas direções noroeste e norte, onde estão diversas montanhas nevadas, entre elas o Karyolung (esq) e o Cho Oyu (dir). Às 9h30 cruzei uma ponte de madeira, em seguida uma ponte metálica sobre o Rio Paiya e logo cheguei à vila de Paiya (Puiya, Puyan, Poyan), com lodges e posto de saúde. Às 10h37 passei pela vila de Chhaubas, também com lodges, onde o Pico Karyolung domina a paisagem a noroeste. A visão do profundo vale do Rio Dudh Koshi à esquerda (sudoeste) vai ficando cada vez mais impressionante. Às 10h56, num mirante espetacular para a parte norte do Rio Dudh Koshi, tive a primeira visão de Lukla, com aviõezinhos pousando e decolando sem parar. Ao fundo, na direção de Namche Bazar, surge o imponente Pico Khumbila. A noroeste está o Karyolung e a nordeste se destaca o Kusumkangaru (Kusum Kanguru). Desci bastante e às 12h22 cruzei uma ponte de ferro sobre o azulado Rio Surkhe, chegando à vila de Surkhe, onde parei para almoçar. Às 13h12 retomei a caminhada e às 13h28 cheguei a uma bifurcação com um muro de pedras mani e placa: à direita a escadaria que sobe para Lukla, à esquerda o caminho para Namche Bazar, para onde segui, cruzando a ponte. Às 13h46 cruzei uma ponte suspensa muito alta com cachoeiras formadas pelo Rio Handi à direita. Às 14h04 cruzei outra ponte de ferro com várias pedras mani bem grandes. Nesse momento estava exatamente abaixo da pista do aeroporto de Lukla. Às 14h24, na pequena vila de Musey (Mushe) conheci os muros de pedras mani com uma cobertura de cor vermelha em forma de telhadinho. Às 14h41 alcancei a vila de Chaurikharka, com vários lodges, muitos muros de pedras mani e três grandes stupas. Ali comecei a notar construções mais bonitas e bem acabadas, sinal de que estava entrando numa zona mais "turística". Parei para descansar e às 15h03 voltei a caminhar. Ali havia sinal da NCell, depois de 3 dias tentando sem sucesso, e pude mandar notícias para casa. Às 15h28 alcancei enfim a vila de Cheplung e a trilha principal que vai de Lukla a Namche Bazar. E já me espantei com o intenso trânsito de trilheiros para cima e para baixo. Termina aqui a primeira etapa dessa caminhada. Fiz em seis dias o que 99% dos trilheiros faz em 30 minutos de avião, mas valeu a pena cada paisagem, cada ladeira, cada família nepalesa que conheci e cada amigo novo que fiz, mesmo sendo passageiro. A partir daqui entraria no comboio de caminhantes, mulas e iaques em direção a Namche Bazar e depois o Everest. Porém, para manter os relatos de forma mais organizada, vou relatar ainda aqui a chegada até Namche Bazar e aos 3000m de altitude. Exatamente na confluência das duas trilhas (a trilha pela qual cheguei e a trilha que vai de Lukla a Namche) simpatizei com o Lodge Sherpa Home & Kitchen. Conversei com a simpática garota e o quarto sairia de graça, bem como a carga das baterias. O banheiro era no estilo oriental, mas dentro da casa. Para escovar os dentes usava uma mangueira no quintal do fundo. Aproveitei ainda as duas horas de luz e fui conhecer o monastério da vila, bem no alto, incrustado no paredão de pedra. Saí do lodge na direção de Namche e logo após a ponte de concreto subi a escadaria de pedras à direita. Subi bastante e a trilha foi estreitando e sendo tomada pela vegetação, mas estava no caminho certo. Alcancei uma trilha mais larga acima e fui à direita na bifurcação já vendo o monastério logo acima. É impressionante a construção embutida numa enorme cavidade do grande paredão rochoso. Há ainda uma stupa, uma grande roda mani, todos os elementos de um monastério budista, além de uma bonita vista do vilarejo. Levei 14 minutos para subir a ele a partir do lodge e voltei por outro caminho, indo à direita na bifurcação logo abaixo, mas a trilha é mais confusa e mais longa. Mais tarde no lodge apareceram Zita e Daniel e resolveram se hospedar ali também. Só nós três de hóspedes nessa noite e pudemos conversar com a garota sobre muitos assuntos do cotidiano deles ali. Ela nos mostrou seus livros e cadernos escolares. Morava com a sua tia nesse lodge e nos contou histórias terríveis de rejeição e comércio de meninas pela família, além do problema sério do alcoolismo. Altitude em Cheplung: 2687m Preço do dal bhat: Rs 400 Preço do veg chowmein: Rs 300 Vila de Benkar com o Pico Thamserku ao fundo 7º DIA - 30/10/18 - de Cheplung a Namche Bazar Duração: 6h20 (descontadas as paradas) Maior altitude: 3430m Menor altitude: 2551m Resumo: nesse dia continuei percorrendo o vale do Rio Dudh Koshi sem grandes desníveis, mas após atravessar a famosa Ponte Larja (onde o vale desse rio vira um cânion) a subida final até Namche Bazar é longa e cansativa. Saí do lodge às 7h12 no sentido nordeste e continuei no caminho principal após a ponte de concreto (à direita a trilha/escadaria sobe para o monastério). De cara já percebi duas coisas bem diferentes do trekking que vinha fazendo até aqui: o grande fluxo de pessoas (como já disse) e o caminho bem mais largo (para comportar o número de pessoas que passam). Cruzei uma ponte suspensa sobre um deslizamento enorme, a ponte metálica sobre o Rio Thado Koshi (menor altitude do dia: 2551m) e cheguei às 7h51 à vila de Thadokoshi. Às 8h05 passei pela vila de Ghat (Yulning) com um bonito monastério de paredes vermelhas (como a maioria deles) e várias pedras mani. Às 8h22 passei pela vila de Chhuthawa. Às 8h37 ignorei uma ponte suspensa à esquerda e continuei em frente, entrando na vila de Phakding 3 minutos depois. Às 8h52 cruzei a ponte suspensa sobre o Rio Dudh Koshi, que divide a vila de Phakding, contornei os lodges pela esquerda e fui à direita na bifurcação em T. Estava agora na margem oeste desse rio. Às 9h14 passei por Zamphute, com lodges. Em seguida cruzei uma ponte de concreto sobre o Rio Ghatte (ou Rio Nagbuwa) e às 9h26 passei pela vila de Toktok. Uns 5 minutos depois passei por uma cachoeira à esquerda com três quedas sucessivas. Às 9h39 subi à esquerda na bifurcação e logo avistava a vila de Benkar com o Pico Thamserku ao fundo, numa paisagem de cartão-postal. Às 9h55 cruzei uma ponte de concreto com uma cachoeira de duas quedas sucessivas à esquerda onde alguns iaques carregados queriam parar para beber água. Subi um pouco e na descida já estava entrando na vila de Benkar. Às 10h12 cruzei uma ponte suspensa sobre o Rio Dudh Koshi retornando à margem leste, onde volto a visualizar o Pico Khumbila ao norte. Às 10h30 passei pela vila de Chumoa. Cruzei a ponte de ferro do transparente Rio Monjo e subi cerca de 130m até um checkpoint na entrada da vila de Monjo. Parei ali às 10h40 para pagar a permissão local (substituto do TIMS card para o Everest) no valor de Rs 2000 (US$17,36). Cerca de 400m à frente, depois de cruzar toda a vila de Monjo (com diversos lodges), parei às 11h03 na entrada do Parque Nacional Sagarmatha para pagar a permissão. Entrei na fila demorada e paguei os Rs3000 (US$26,04). Essa permissão pode ser obtida no Tourist Service Center, em Kathmandu, e somente apresentada aqui, num procedimento bem mais rápido. Às 11h32 me livrei dos pagamentos e, ao cruzar um portal budista, pude enfim pôr os pés nesse lugar tão aguardado: o parque nacional que abriga as maiores montanhas do mundo! No horizonte ainda se destaca o Pico Khumbila. Desci bastante e às 11h42 cruzei uma ponte suspensa sobre o Rio Dudh Koshi, para a margem oeste de novo, e fui para a direita. Às 11h52 passei pela vila de Jorsale com os restaurantes todos lotados pois é o último vilarejo antes da longa subida a Namche Bazar. Mais à frente todos tivemos de esperar os iaques cruzarem a ponte suspensa Tawa sobre o Rio Dudh Koshi para poder atravessá-la. De volta à margem leste parei numa escadaria para comer alguma coisa que tinha na mochila e às 12h13 segui à esquerda pela trilha, acompanhando o rio, não subindo a escadaria. Às 12h47 parei próximo à confluência dos rios Dudh Koshi e Bhote Koshi, junto com muitas outras pessoas, para tirar fotos da famosa Ponte Larja, uma ponte dupla que aparece no filme Everest (de 2015). A ponte de baixo está desativada, todos passam pela ponte de cima, repleta de bandeirinhas de oração budistas. Ambas se estendem sobre o Rio Dudh Koshi, de águas azuladas. A linda cor do rio completava o cenário quase irreal das duas pontes muito altas na entrada do cânion. Um dos momentos mais emocionantes dessa caminhada! Dali da margem foi uma boa subida até a ponte de cima. Mas depois de cruzá-la, às 13h02, é que vem o aclive de verdade, saindo dos 2970m e subindo sem trégua até os 3430m do centro de Namche Bazar. No caminho há banheiros e um checkpoint pelo qual passei direto. Felizmente toda a subida é feita na sombra da floresta. Quando cruzei a Ponte Larja voltei à margem oeste do Rio Dudh Koshi e oficialmente entrei na região conhecida como Khumbu. Na chegada a Namche, às 14h03, me deparei com uma grande escadaria subindo à direita e a trilha continuando à esquerda. Na dúvida fui para a esquerda (cada caminho aqui leva a uma parte diferente da vila). Fiz uma curva para a direita e lá estava diante dos meus olhos um lugar quase mítico para mim: Namche Bazar, com suas casas de 3 ou 4 andares dispostas em forma de ferradura ao longo da encosta da montanha. Visão inacreditável, principalmente depois de 7 dias de caminhada. Parei para contemplar aquela visão, descansar um pouco e me emocionar com aquele momento. Passei pelo portal budista e comecei a subir pela ladeira de acesso ao centro, com várias rodas mani bem grandes à direita movidas a água. Uma vez no centro comecei a subir as ladeiras de pedra pensando para que lado procurar hospedagem quando ouvi alguém me chamar: era o Christopher, o austríaco. Ele me indicou o lodge onde estava, de nome Shangri La Guest House, e fui para lá. A dona aceitou que eu pagasse somente as refeições, o lugar era bom, mas depois não gostei de algumas coisas e não recomendo esse lodge. O banheiro ficava dentro da casa e tinha vaso sanitário com descarga acoplada, ainda lavatório com espelho, era muito luxo! Mas houve algumas decepções como: é um lodge que trabalha com grupos grandes e no refeitório só dão atenção para esses grupos; foi o único lugar no Nepal onde acrescentaram 13% de imposto à conta final. Para completar, somente no café da manhã do dia seguinte é que a dona me falou que eu não poderia dormir mais uma noite ali porque havia reservas de grupos. Tive de arrumar a mochila correndo e deixar guardada para procurar outro lugar para ficar quando voltasse da caminhada de aclimatação no final do dia. Altitude em Namche Bazar: 3430m Preço do dal bhat: Rs 650 Preço do veg chowmein: Rs 500 Cachoeira na entrada da vila de Benkar Informações adicionais: Eu sempre faço o possível para conseguir as informações mais precisas sobre horários, preços, etc, porém no Nepal isso é bastante complicado pelo problema da comunicação e da falta de organização geral das coisas. Assim, coloco aqui as informações obtidas mas com essa ressalva. Horários de ônibus: . Kathmandu-Jiri-Shivalaya: 6h e 8h São 10h10 de viagem (para 197km) até Jiri e 11h20 de viagem (para 215km) até Shivalaya Em Kathmandu os ônibus saem do imundo terminal do Ratna Park Preço: Rs760 (US$6,60) até Shivalaya . Kathmandu-Bhandar: 5h30 (único horário) Em Kathmandu os ônibus saem também do horroroso terminal do Ratna Park Melhor mapa: Jiri to Everest Base Camp, 1:50.000, editora Himalayan MapHouse/Nepa Maps, código NE521, encontrado facilmente nas livrarias de Kathmandu (Rs500 = US$4,34). Site: himalayan-maphouse.com. Rafael Santiago novembro/2018 https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
  35. 1 ponto
    Depois da ajuda de alguns relatos, venho aqui compartilhar minha experiência em Foz. Bom, Foz sempre esteve na minha lista de lugares que gostaria de visitar. As Cataratas com certeza está na maioria da lista de lugares de vários viajantes e mochileiros e no meu caso não era diferente. Eu tinha 3 dias para fazer os passeios e meu roteiro era no 1º dia chegar no hostel e depois ir cambiar o real pois no dia seguinte iria visitar as Cataratas do lado Argetino e eu precisa de Pesos. 2º dia visitar o lado argentino. 3º dia visitar Cataratas lado Brasileiro e parque das Aves e no 3º dia Templo Budista, Mesquita e Marco Três Fronteiras. 4º dia, volta para casa. Vou focar mais como foi meu roteiro para visitar o lado argentino, o lado que causa mais dúvidas para as pessoas de como chegar e etc. Porém qualquer outra dúvida eu respondo também 1º Dia (06.08.2018). Bom, minha jornada iniciou-se na segunda. Eu sai de SP às 16:00, voei pela Gol até Foz, voo tranquilo. A duração foi de 1:40 aprox. Eu já tinha pesquisado antes em vários sites e aqui no Mochileiros como se locomover pela cidade, e li que pegar ônibus na cidade era muito fácil e realmente é. Eu tinha lido que uma linha de ônibus passava no aeroporto e lá fui atrás do ponto para pegar o ônibus e chegar no hostel. Assim que cheguei no aeroporto de Foz eu sai pela esquerda e segui até o final do corredor, assim que sai do aeroporto desci as escadas e a minha esquerda estava a parada do ônibus 120 que te leva para o centro de Foz, passando pela Avenida Cataratas. Sentei e fiquei esperando o ônibus, eu aguardei uns 15 minutos e o ônibus chegou, porém cheio, mas consegui entrar mesmo com meu mochilão de 50L, MAS, assim que entrei no ônibus e ele começou a sair do aeroporto veio outro ônibus bem mais vazio rsrs. Aqui uma dica de app, eu baixei o aplicativo MAPS.ME totalmente gratuito, rápido, detalhado com mapas inteiramente offline. Eu reservei o Tetris Hostel pois ele foi bem avaliado por uma mochileira aqui do site, reservei o hostel pelo Booking. Voltando ao relato, peguei o ônibus e paguei R$ 3.55, eu já tinha visto que o hostel ficava na avenida das Cataratas e que tinha um ponto a uma quadra do meu hostel. Eu abri o app e fiquei olhando o meu deslocamente em tempo real para quando eu chegasse próximo ao ponto de ônibus desse o sinal de parada. Do aeroporto até essa parada levei uns 30 min. Assim que vi que estava chegando eu dei o sinal e desci do ônibus, caminhei descendo a avenida e em menos de 5 minutos cheguei ao hostel. Fiz meu check-in às 18:50 e percebi que a casa de câmbio onde iria comprar os pesos já tava fechando e não ia conseguir ir até lá (era bem próximo do hostel, era só descer a avenida). Pedi ajuda a recepcionista do hostel e ela disse que no supermercado Muffato tinha um loja de câmbio chamada Scappini. Bom, me ajeitei no meu quarto, que era muito legal e aconchegante, e fui até o supermercado trocar os reais. Cheguei no supermercado (era também só descer avenida direto) em uns 15 minutos e fui até a loja, cambiei 480 pesos (preço do ingresso do parque na Argentina, eles não aceitam outra moeda, só pesos) e deu R$ 77, aproveitei para comprar algumas coisas no supermercado para levar no outro dia para o passeio, pois as coisas para comer e beber lá no parque do lado argentino eram muito caras, segundo relatos. Coisas compradas voltei para o hostel, jantei no hostel, conversei com a galera que estava lá (maioria franceses, ingleses, eu era o único brasileiro da mesa) e depois fui repousar. 2º dia (07.08.2018) Nesse dia o roteiro era pegar ônibus até o TTU, depois outro ônibus para a Argentina e de lá outro ônibus para o parque das cataratas. Nesse dia eu já sabia tudo que tinha que fazer para chegar até o lado argentino. Acordei umas 07:00, me arrumei, fui para o ponto de ônibus pegar o busão para o terminal de ônibus que fica no centro de Foz para poder outro ônibus que leva até a Argentina, no caso Puerto Iguazu. Cheguei no terminal e depois eu sai, o ônibus que leva para a Argentina fica ao lado do terminal e não dentro. Cheguei no ponto e tinha duas bandeiras, uma do Brasil e outra da Argentina, no ponto só tinha uma senhora e eu perguntei se o ônibus tinha passado e ela disse que sim. Ela comentou que o ônibus tinha ido cheio, e pouco antes alguns taxistas tinham passado ali para levar alguns turistas para Puerto Iguazu. Bom, eu aguardei ali mesmo, após não mais que 20 minutos o ônibus chegou, ele vem escrito ARGENTINA, o preço da passagem foi de R$ 6. O ônibus foi vazio, sobrou lugar (UFA). Mas se programe, esse ônibus demora de 30min a 1 hora para passar dependendo do horário que você pega. Esse ônibus te leva até a fronteira, onde você vai descer pra passar na alfândega junto com as demais pessoas. Finalizado todo mundo, você vai ter que esperar novamente o ônibus do lado argentino para ir até a rodoviária de Puerto Iguazú, o ponto final. Mas é bem fácil, o motorista para, dai todo mundo desce pela porta do fundo, você fica na fila, passa pelos agentes, apresenta o documento (eu apresentei o passorte e ele carimbaram), passa pelo detector de metai e raio x dai você sai e já avista o ônibus, entra e depois segue viagem. Comigo foi tudo muito tranquilo, eu demorei não mais que 1:30 até o ponto de ônibus na Argentina. Eu tinha lido que esse ônibus para em um ponto antes da rodoviária de Puerto Iguazu e que ali passava de qualquer forma o ônibis da Rio Uruguay para o parque e que desse sorte podia fechar um taxi com outras pessoas até o parque das cataratas. Bom, foi isso que aconteceu. O motorista parou nesse ponto e avisou que ali era o ponto até o parque das Cataratas, eu fiquei na dúvida, mas desci pq vi várias pessoas descendo (todos turistas rsrs). Ali no ponto já tinha algumas pessoas aguardando o ônibus da Rio Uruguay. Em poucos minutos um taxista se aproximou oferecendo corrida. Prontamente eu perguntei quanto sai e ele disse que R$ 25 (era o mesmo preço do ônibus da Rio Uruguay). Eu conversei com o pessoal que tava ali e conseguimos fechar em 4 pessoas para o taxi. Pegamos o taxi em uns 30 minutos chegamos até a entrada do Parque. Paguei os 25 reais (podia ser pago em peso) e o taxista muito gentil nos explicou como funcionava as trilhas la dentro e tal. Ele também mostrou onde ficava o ponto da Rio Uruguay que levava até a rodoviária de Porto Iguazu (que fica no lado direito saindo do parque e no lado esquerdo o ponto dos taxitas). O taxista também cambiava, ele fazia 480 pesos por 80 reais (eu podia cambiar com esses taxistas na parada do ônibus, mas eu já tinha os 480 pesos). Fui até o guichê comprar o ticket, o parque não estava cheio, estava bem tranquilo. Comprei o ticket por 480 pesos porque Brasileiro tem desconto (https://iguazuargentina.com/es/parque-nacional-iguazu). Assim que você entra no parque você pode fazer um percurso que eles chamam de trilha verde que fica na estação central até a estacão Cataratas ou pegar um trem da estação Central para a estação Cataratas. Da estação Cataratas você tem que pegar uma senha para o trem que leva até a estação Garganta para iniciar a trilha que leva até a Garganta do Diabo. Eu cheguei no parque às 10:00, fui até o guichê pegar a senha do trem até a estação Cataratas. Aguardei uns 20 minutos e o trem chegou (esse trem passa a cada 30 minutos). Depois desci na estação Cataratas. Chegando lá fui pegar a senha (UMA BAGUNÇA, não tem fila para pegar a senha, o atendente grita para formar fila, mas o povo não entende ou se faz de desentendido) para a estação Garganta do Diabo e espera estava em 1 hora até o próximo trem. O trem iria sair 12:15 (tem monitores informando a númeração da senha e que horas o trem daquela senha partirá), então resolvi fazer o trilha do circuito superior, pois daria para fazer em 1 hora (no meu ritmo) e dar tempo de voltar e pegar o trem para a Garganta do Diablo. Iniciei a trilha uma 10:40, tudo muito lindo, e 11:50 eu já estava na estação Cataratas para pegar o trem. Depois que pega o trem você desembarca na estação Garganta e de lá você inicia a trilha para majestosa Garganta do Diabo. O percurso é incrível, toda aquela vibe, os animais que você vê pelo caminho, é inexplicável e quando você chega próxima a Gargante do Diablo e vê a névoa branca causada pela força das águas e o barulho a sua ficha começa a cair. Quando eu finalmente cheguei eu fiquei de abismado, sem palavras. Tirei muitas fotos, o mirante estava até que tranquilo e com paciência e pedindo licença você consegue tirar suas fotos. Eu fiquei por ali por um tempo até retornar para a trilha até a estação Garganta e de lá voltar a estação central e fazer circuito inferior, que também é demais, não deixem de fazer, o Salto Bosseti é lindo demais e rende um fotão. Consegui fazer tudo e às 16 estava voltando para Puerto Iguazu para pegar o ônibus para Foz. Aqui eu dou uma dica, leve pesos ou reais já trocados para comprar sua passagem da Rio Uruguay para a rodoviário de Puerto Iguazu. Quando fui comprar a passagem lá no loja deles, não tinham troco para reais e tive que pegar meu troco em pesos. Outra dica, como na volta vai fazer todo o processo lá na fronteira, sente-se no fundo do ônibus ou senão tiver lugar já fique no fundão mesmo, pois você é um dos primeiros a descer e depois uns dos primeiros a subir, tendo mais chance de ir sentado caso o busão esteja cheio. Na rodoviária de Puerto Iguazu aguarde o ônibus para Foz na plataforma 7. Esse ônibus passava exatamente naquele ponto que fica a 5 minutos do meu Hostel. Cheguei no Hostel umas 17:45 + ou -. Foi tudo muito tranquilo e com certeza é uma experiência que todo mundo deveria ter uma vez na vida. Espero ter colocado tudo que lembro e de forma objetiva. É isso galerinha, para ajudar o amiguinho aqui clique no joinha e se inscreva no canal, e não esquece de compartilhar kkk zuera.
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    Queridxs e amadxs seguidores..segue a pedidos algumas fotos 😎
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    Pessoal Estou aqui para relatar como aproveitei 7 dias em Foz do Iguaçu e dicas para quem quiser ir. 1º dia (Quarta feira de Cinzas) Como o voo foi quase meio dia, cheguei em Foz quase 15hs da tarde. Fiquei no Hostel Concept Designer ( muito bom , limpo e moderno), aproveitei a piscina do hostel e o bar que tinha, já que não dava para programar o passeio. A noite fui em um restaurante perto do Hostel onde a comida estava muito boa, barata e para quem bebe , os preços estavam ótimos.rsrs 2º dia Fiz o passeio das cataratas do Iguaçu (lado brasileiro) e lá mesmo comprei o passeio para o Marco das 3 fronteiras. Para fazer esse passeio o ideal é que o tempo esteja ensolarado para tirar as melhores fotos e aproveitar bem o parque e seus recursos ao turistas. Eu fiz o passeio básico das Cataratas , custou em torno de R$ 34,00 e peguei o ônibus que fazia o passeio pelo parque. Os passeios de bote pelas cataratas tem custo adicional, os quais escolhi não fazer para não tornar a viagem tão custosa. O ideal é fazer o passeio do parque das aves junto com as cataratas pois uma e pertinho da outra, sendo que não consegui fazer dessa forma porque comprei o passeio do Marco das 3 fronteiras. Quando conclui o passei das Cataratas, peguei o ônibus 120 desci no terminal e la peguei o 103 que deixava no Marco (essa segunda passagem não paga se você descer no terminal de ônibus e entrar na porta de trás). O passeio do Marco foi ótimo, o lugar é lindo, tem uma roda gigante, um restaurante e umas tendas para lanchar se quiserem. A noite fui num barzinho com musica ao vivo ( não lembro o nome, mas tem muitos ótimos) 3º dia Passeio das Cataratas lado Argentino, passeio esse que leva quase um dia inteiro ( aconselho a levarem água, sanduíche ou biscoito, porque nesse parque tudo é em peso Argentino e custa caro). A trilha foi muito boa e o ideal pessoal é verificar no hotel, pousa ou hostel a agencia ou uma pessoa que faz o passeio porque o onibus em Puerto Iguazu é distante do parque e também o guia da agencia conhece tudo. Eu paguei o custo de R$ 190,00 (van + ingresso) que buscou no hostel, com o guia que mostrou o parque e nos deixaram no hostel na volta. A noite fui no Zeppelin Old Bar, no qual recomendo irem conhecer. 4º dia Chovei muito de manhã e não tinha como manter o roteiro, então fiz o plano B, no qual peguei o ônibus e desci na Dutty Free ( passagem custa R$ 5,00) e fui conhecer a loja e fazer as compras.rsrs Quando parou de chover e ao retornar a Foz, fui ao templo budista ( pega o 103 no terminal ). O lugar é lindo e muito calmo. Ao final tentei conhecer a Mesquita Muçulmana, mas voltou a chover e fui ao Shopping fazer um passeio e tomar um cafezinho.rs Fui no Shopping que fica a caminho do aeroporto e visitei uma loja que serve café muito recomendada, a EKOCOFFEE SHOP, um lugar lindo e aconchegante. A noite indicaram no Hostel a conhecer a balada famosa no Paraguai, a Gavannah , então rachei um táxi e fui ao Paraguai, fiz o esquenta no Cassino que fica em frente a balada. A Gavannah é uma balada muito boa e toca bastante hit brasileiro, além de poder comprar uma jarra de caipirinha por R$ 35,00. 5º dia A chuva não deu trégua, então fui ao museu de cera ( estudante tem desconto) . O lugar é sensacional Almocei numa churrascaria perto do terminal, pois queria ir a mesquita mas não consegui de novo .rsrs o rodizio com tudo que tinha direito, custou em torno de R$ 39,90 A noite fiquei pelo Hostel mesmo pois chovei muito e fez frio, mesmo sendo no verão ( levem um casaco) 6º dia Chuva intensa e não havia conhecido o parque das aves e nem a usnina, então rachei o taxi com umas hospedes do hostel e fui passear no paraguai, para conhecer e passar o dia. O que falam realmente é verdade, tem muita coisa barata, o povo empurra coisa para comprar, e aconselho a falar gracias para espantar. de tarde por falta do que fazer com a chuva, fui no outro Shopping que tem e malhei na Smartfit e tomei um café por lá. A noite fui no Rafaim que é uma rede de bares com musica ao vivo. 7º dia e último A chuva parou e consegui ir ao parque das aves ( estudante paga meia), lugar lindo, vale a pena conhecer. A tarde fiquei pelo shopping e malhei, de novo..rsrs Obs: Quem puder faz o passeio da Usina, não consegui fazer porque o tempo não deixou, mas aconselho quando montar o roteiro, tenham alternativas. Ah a Uber começou a operar em Foz, no ultimo dia da minha estadia por lá. Aconselho a andarem de onibus que é mais barato e se quiserem usar o taxi, tem um app que deixa as corridas baratas e aceita cartão. Boa Viagem e até a próxima. Instagram para ver as fotos: Clinhares1987
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    Tatiana, Boa Tarde Morei em Portugal 09 anos e fiz estes trajetos algumas vezes, segue minha sugestão que me parece que fará você ter mais aproveitamento da viagem. Eu ficaria em Madrid no Sabado, Domingo e segunda feira, na terça feira faria um tiro até Porto passando por Zamora, Ficaria no porto: Terça, Quarta e Quinta, Sexta feira partiria para Lisboa parando em Fátima e passando por Óbidos Aproveitaria Sabado, Domingo e Segunda feira em Lisboa. Na Terça feira partiria para Madrid por Évora Elvas Badajoz e Mérida, tentando dormir o mais próximo de Madrid ( poderia ser Toledo ) As estradas são excelentes, 500 Km são percorridos em pouco mais de 4 horas de viagem, um excelente GPS é fator indispensável para o roteiro apenas para mais comodidade. Boa Viagem...
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    Pelo que entendi, você pretende pegar um carro e encarrar estrada morrendo de sono e cansaço depois passar a noite em claro e sem dormir no voo até Madrid? Cada um faz o que achar melhor, mas pessoalmente eu não faria um negócio destes, eu acharia isto muito perigoso.
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    Sempre quis conhecer a região das cataratas, mas sempre adiava em detrimento de outras viagens. Porém com uma oportunidade de passagens a 70 reais CGH/IGU/CGH não teve como pular dessa vez! Pena que o tempo disponível era escasso, então só fiquei 2 dias e meio. Este relato é menos um guia de viagem sobre Foz e região, pois informações sobre transportes, deslocamentos etc abundam na internet. Nas minhas pesquisas antes de viajar era difícil encontrar informações sobre câmbio e preços em Puerto Iguazu (a Argentina está cara? Barata? Quanto vale o real?), pois o esfacelamento do Real e a liberação cambial do presidente Macri bagunçaram todo o coreto, então vou focar mais nesse aspecto de preços e valores. Update: o câmbio se alterou muito nesses últimos meses, e a nosso favor! Em fev/2016, 1 real estava valendo no câmbio oficial por volta de 3,85. Hoje, fev/2017 está batendo na casa dos 5,20 pesos para cada real. 1° dia – Quinta-feira, 25/02 Saí de CGH às 11:25, com pouso em Foz do Iguaçu às 12:45 e quinze minutos depois já estava pegando o ônibus 120 em direção ao TTU (o terminal de ônibus urbano da cidade). Como o voo foi em horário ingrato, só haveria um jeito de salvar a quinta-feira: ir direto para o Templo Budista, e em seguida na Mesquita Muçulmana antes mesmo de passar no hostel. Chegando ao TTU esperei um bocado pelo ônibus, o 103, que vai até o Templo, pois o intervalo dele é de 40 minutos. Depois de 35 minutos rodando, cheguei ao Templo Budista. Impressiona a quantidade de estátuas. Existe uma seqüência de estátuas todas iguais, mais de 120 segundo o site do Templo. Além dessas, várias outras, algumas delas gigantes e muito bonitas. Conheci o interior do templo e o significado das estátuas dentro dele. Deixei uma doação na caixinha e saí (não são permitidas fotografias na parte interna do templo). Rodei mais um tempo ali, passei na lojinha e no banheiro pra jogar uma água na cabeça, afinal o calor estava de matar! Voltando ao ponto de ônibus, deveria pegar o mesmo ônibus 103 para voltar em direção ao centro de Foz, outra vez um chá de cadeira até o busão chegar. Queria ir à Mesquita Muçulmana, então desci na Avenida Juscelino Kubitschek, esquina com a Avenida José Maria de Brito, esta última o caminho que se deve seguir para chegar na mesquita. Na esquina dessas duas avenidas tem um Posto Ipiranga, fui lá para comprar uma breja e usar o banheiro e acabei descobrindo que lá também tem uma agência de viagens Frontur. Como eu já sabia previamente que eles faziam câmbio fui trocar uns reais. Pagaram a cotação oficial do Banco Central, que no dia era de 3,82 pesos para cada real. Uma ótima cotação, troquei 150 reais e depois me arrependi de não ter trocado mais. Andei mais uns 10 minutos e cheguei à mesquita. Por fora uma bela e imponente estrutura, mas parece que é menor por dentro Um senhor que trabalhava (?) lá explicou várias coisas sobre o Islã aos turistas e distribuiu gratuitamente alguns livros sobre este tema. Na verdade é um passeio bem rápido. Em frente à Mesquita tem uma doceria especializada em quitutes árabes, e vou te dizer: o negócio é muito bom! Chama-se Almanara o local, comi um de cada (seis unidades) e tinha de pistache, nozes, amendoim, amêndoas... A conta deu 11 reais. Vale muito a pena frente à excelência da fabricação dos doces. Devidamente alimentado, era hora de ir para o hotel. Como gosto de andar para conhecer bem o local que estou visitando, fui a pé. Quarenta minutos entre a Mesquita e o hotel Normandie Iguassu Falls. Fiz o check in e a grata surpresa: achei que era um hostel (pois a reserva no Booking mencionava quarto coletivo), mas os quartos lá são individuais. Por mais que o local seja simples, o valor pago de 31 reais, valeu demais a pena. Tomei um banho e dei um cochilo, quando era umas 21:00 fui procurar um lugar para comer. Foz do Iguaçu tem muitos imigrantes do Oriente Médio, e os restaurantes árabes pipocam por toda a parte. Só na avenida perto do hotel tinha uns cinco ou seis. Fui num restaurante chamado Beirut, comi shawarna, kibe e esfiha fechada, e tomei uma coca-cola de 600 ml, por R$ 21. Uma pechincha. Com a fome saciada, hora de dormir. 2° dia – Sexta-feira, 26/02 Acordei cedo para ir ao Parque Nacional do Iguaçu. Tomei café no hotel, que estava incluso na diária. Café simples, com pão francês, apresuntado, queijo minas, um pão esquisito e gostoso feito com salsicha na massa, bolo doce, café, leite e suco de pozinho. Antes de ir para o parque fui trocar mais dinheiro na outra Frontur que fica na Avenida Brasil, mas me ferrei aqui: estavam cambiando a 3,57 pesos para cada real. Lembrando que no dia anterior cambiei a 3,82 em outra unidade deles. Fui para o ponto e peguei o bus 120 para o parque (ele também passa no aeroporto e Parque das Aves). Entrada no Parna do Iguaçu: 35 reais para brasileiros. Pensei em deixar a mochila no guarda-volumes, mas o valor de 30 reais por um locker me fez desistir da idéia. Logo depois da bilheteria já é o ponto de saída dos ônibus que percorrem o parque. Ônibus double-decker e com boa disponibilidade, sai um atrás do outro. Ao contrário do parque argentino, aqui não se perde muito tempo com deslocamentos. Descemos no ponto final e já iniciamos a trilha, que não é muito comprida. Alguns degraus aqui e acolá, e vários pontos onde se podem avistar algumas quedas. No começo fiquei meio decepcionado, com um sentimento de “é só isso aí?” Mas o gran finale chegaria logo: na última plataforma, chega-se bem perto das quedas e aí não tem jeito: deslumbramento total com a força da natureza e um belo banho devido o spray gerado pela água jorrando. Um espetáculo indescritível ver as cataratas praticamente em primeira pessoa. Ainda tem outras plataformas superiores, já no caminho para voltar, que dá a impressão de que você está quase dentro das cataratas. Um dos melhores passeios que já fiz no Brasil, com certeza. Trilha pra voltar, passei na lojinha e comprei só um imã de geladeira relativo ao parque, pois gosto de colecionar esses imãs. O passeio dificilmente passa de duas horas, caso não vá fazer nenhum opcional. O que me interessava era o Macuco Safari (R$ 200), mas no lado argentino o mesmo passeio custa menos da metade do preço, 350 pesos ou R$ 91,62 pela cotação da primeira Frontur que cambiei. Dica: No lado brasileiro, como a trilha não é muito extensa, se puder vá de chinelo. Fui de tênis e me ferrei, pois se molha muito, aí o tênis não secou e no dia seguinte molhou de novo. Devido ao cheiro insuportável, tive que jogá-lo fora no terminal de ônibus de Puerto Iguazu Saí do parque e peguei o já familiar bus 120, desci uns dois pontos antes do TTU pois queria comer de novo shawarna em um dos restaurantes árabes da Avenida Juscelino Kubitschek. Dessa vez escolhi o restaurante Istambul, onde pedi uma shawarna mista (R$ 12). Estava gostosa, e seria perfeito se tivesse uma cerveja bem gelada pra acompanhar... seria, mas os restaurantes árabes não vendem cerveja. Saciado, a missão era chegar em Puerto Iguazú. Peguei um busão da empresa Itaipu caindo aos pedaços, a tarifa é de 4 reais. Rapidamente chegamos à aduana argentina, onde fiz uma cagada: eu queria ir no Duty Free ver o preço de perfumes e acabei fazendo a imigração. Caso você queira ir ao free shop, não faça a imigração! Senão vai ter que fazer como eu, que tive de atravessar todo o posto de aduana e ir em outro guichê pra dar saída da Argentina, ir no free shop e depois dar entrada de novo na imigração . Pelo menos para mim não valeu a pena o esforço, os perfumes estavam caríssimos. Não sei se estava compensando para outros itens. Dica: peça ao motorista um ticket para reembarque no próximo ônibus caso vá no free shop, assim não precisará pagar outro. Poucos metros à frente da imigração fica o cassino, que acabei não indo, apesar de ter ganhado um vale de 10 reais no free shop para jogar lá. Peguei o próximo ônibus da empresa Itaipu (outras empresas também fazem o trajeto, mas o meu ticket de reembarque tinha que ser usado nos ônibus da mesma empresa).Desci no terminal de ônibus de Puerto Iguazú e me dirigi ao hostel, que fica super perto, uns dois ou três minutos de caminhada. Chama-se Iguazú Falls Hostel e pertence à rede HI. Reservei a diária no Booking a 10 dólares+21% de algum imposto argentino, o equivalente a 170 pesos argentinos. Fui pagar em real, o hostel fez a cotação de 3,46 pesos para cada real, então o preço final em nossa moeda ficou em 49 reais. Estava um calor infernal, mas o ar condicionado só é ligado depois das 19:00. Achei bizarro, nunca tinha visto isso. Não tinha condição de ficar no quarto com aquele calor. Nota: existem muitas opções de hostel em Puerto Iguazú, para os mais econômicos anotei duas pechinchas: Hostel Natura Iguazu por 100 pesos a diária (fica na Av Missiones) e Hostel Noelia por 60 pesos a diária. Este último eu não sei onde fica, vi um cartaz dele pregado na rodoviária de Puerto Iguazu com o preço. Tomei um banho e fui dar uma volta em Puerto Iguazu. Parei num posto de gasolina quase em frente ao terminal de ônibus pra tomar a primeira gelada em terras argentinas. Alguns preços: cerveja Brahma de 500 ml por 21 pesos (considerando os dois câmbios que havia feito em Foz a cerveja custou entre R$ 5,49 a R$ 5,88. Daí tem-se a importância de fazer um bom câmbio). Água mineral 500 ml estava 13 pesos. Saindo do posto, queria ir à famosa Feirinha. Fácil de chegar: basta seguir na Av Missiones e virar suavemente à direita quando cruzar com a Av Brasil. Antes de chegar na Feirinha passei por uma sorveteria Grido e me lembrei dela ter sido bem recomendada na internet. Creio que aqui é o local certo se você quer tomar um ótimo sorvete de dulce de leche sem ser extorquido no Freddo (no TripAdvisor vi relatos de uma bola de sorvete custar 22 reais lá!). No Grido, tomei um Cucurucho Gigante, que é o nome deles para sorvete de duas bolas na casquinha . Sendo o doce de leite a maior especialidade das sorveterias argentinas decidi não fugir do tradicional. Eram uns seis sabores somente dessa iguaria, então pedi uma bola de doce de leite tradicional e outra de doce de leite com brownie. O sabor é espetacular! Se fosse em São Paulo, um sorvete desse nível custaria uns 20 reais nessas sorveterias gourmet. Já o preço lá é uma pechincha: 18 pesos! Porém a cotação deles ao aceitarem reais é ridícula: 3 pesos para cada real. Compensa mais pagar com pesos previamente trocados. Logo em seguida, a Feirinha. Ela ocupa um dos lados da Av Brasil em seu derradeiro quarteirão, e é um amontoado de restaurantes e bares e também lojinhas vendendo aquilo que os turistas querem comprar: pêssego em calda, alfajores, doce de leite, azeite, azeitonas recheadas, vinhos, salame, queijos... Algumas churrasqueiras na calçada fazem as parrillas no horário do almoço e ao anoitecer. Andei até o final da Feirinha na Av Brasil e atravessei a rua Felix Azara. Uma lojinha escondida, um tiozinho simpático e o melhor preço de alfajor de Puerto Iguazu. Comprei uma caixa de Recoleta Premium, e achei melhor do que os de marca que se vendem a três reais por lá, como o Milka ou o Oreo. A caixa com doze unidades custou 18 reais, então cada um saiu por R$ 1,50. Ótimo custo-benefício. E por falar em bom negócio, foram dois na seqüência: saindo da lojinha e adentrando na Feirinha parei na Parrilla El Arbol onde um atendente muito gente fina me convenceu a petiscar por lá com uma cotação de 4 pesos para cada real . Tomei duas da ótima cerveja premium Patagônia (R$ 10 cada) e ele fez uma porção de salame, queijo e azeitonas recheadas por R$ 10. Uma porção dessa em São Paulo custaria pelo menos o dobro. Barriga estrumbada de comer e beber, resolvi voltar ao hostel. Passando pela Av Missiones vi uma lojinha de artesanato e resolvi comprar mais uma imã de geladeira pra coleção. Custou 10 reais (caro!). Perguntei à vendedora se ela conhecia um lugar para cambiar e ela me indicou um senhor de cabelos brancos que ficava na calçada ao lado da loja de souvenires, na entrada do hostel Irupé. O tiozinho fez uma ótima cotação para cambiar: 3,90 macris para cada dilma. Mas vi que eu estava sem dinheiro e comentei ao senhor que voltaria depois (nota: voltei somente no dia seguinte de manhã e o senhorzinho não estava. Estava um outro sujeito na entrada do hostel, mas ele não fazia câmbio. Então acho que o senhor do câmbio só fica à tarde e noite). Voltei ao hostel. Fiquei assistindo um jogo qualquer do campeonato argentino na recepção até dar a hora de ligar o ar condicionado.Chegando 19:00, finalmente consegui deitar um pouco. Considerando que Puerto Iguazú é uma cidade que sua principal atração turística basicamente consiste em comer e beber (fora o parque), voltei à Feirinha lá pras 21:00 e comi uma parrilla (de picanha) e tomei um Quilmes de 1 litro, num sujeito que estava com uma churrasqueira na calçada, ao lado do famoso bar do Sebastião. Ele fez uma cotação de 4 por 1, então a cerveja de um litro custou 40 pesos ou 10 reais (pechincha!) e a porção de picanha acompanhada de pão saiu por 22 reais. Fiquei ali comendo, bebendo e assistindo um show inusitado que rolava no já citado Bar do Sebastião: um cantor portenho entoava sucessos brasileiros em portunhol (Cidade Negra, Paralamas, sertanejo universitário...). Voltei ao hostel e dormi. 3° dia – Sábado, 27/02 Dia perdido. Essa era a impressão logo quando acordei às 07:30 com a intenção de ir no parque argentino. Caía uma chuva torrencial, daquelas dignas de São Paulo no fim de tarde no verão, só que muito pior. Como aquela chuva parecia que não ia parar tão cedo, nem me troquei pra ir ao parque naquela hora, resolvi ir tomar café. Me senti no exército ou na hora da merenda quando estudava no primeiro grau: todos se dirigiam a uma salinha onde uma funcionária do hostel entregava um pratinho com uma medialuna, um pão de leite (duro), uma daquelas embalagens individuais de manteiga e de geléia de pêssego. E só. “À vontade” somente café, leite e suco de pozinho. Definitivamente não gostei desse hostel. Além disso, ao final da tarde eles trancam o acesso ao quintal de trás onde fica o varal. Resultado: na noite anterior não consegui pegar minha toalha que ficou no varal, e com a chuva que caiu durante a noite, preferi nem levar ela embora toda encharcada. Ficou lá para alguém. A chuva só foi diminuir às 10 horas, coincidentemente a mesma hora de check-out do hostel. Fui ao terminal de bus e procurei o guarda-volume. Uma tiazinha simpática me informou que custava 25 pesos para deixar a mochila lá até a noite. Também fazia uma cotação de 3,60 pesos por real, o que deu 7 reais arredondados. Paguei em dilmas e fui ao guichê da empresa Rio Uruguay para comprar as passagens para as cataratas. Custa 100 pesos ida e volta, ou 30 reais, o que dá uma cotação de 3,34 pesos por real. Novamente compensa pagar com pesos trocados previamente. Os ônibus saem a cada vinte minutos, e dá mais ou menos meia hora de trajeto até o parque. O ingresso custa 200 pesos para cidadãos do Mercosul (deve-se mostrar o RG), e não se aceita reais para pagar a entrada. Ao contrário do parque brasileiro, que ao sair da bilheteria você praticamente já pega o ônibus, no lado argentino tem que se andar um bocadinho até chegar à estação central do parque. São três estações, a Central, que é na entrada, a estação intermediária é a Cataratas, onde pode-se fazer as trilhas dos Circuitos Superior e Inferior e a estação final é a Garganta do Diabo, que é a maior atração do parque. O deslocamento entre as áreas internas de Iguazú é feita por pequenos trens com freqüência no mínimo irritante. São 30 minutos de intervalo entre os trens. A maioria das pessoas prefere ir direto pra Garganta do Diabo, mas os trens não vão direto pra lá, na maioria das vezes. Peguei o trem, e tive que descer na estação Cataratas, para esperar mais uns 15 minutos e pegar outro trem que ia para a Garganta. Sem contar a velocidade máxima de 5 km/h, parece que tudo no parque argentino é cuidadosamente planejado para que você perca o maior tempo possível! Desci na estação da Garganta do Diabo e segui para a trilha. Outro problema: estava chovendo e a trilha do parque argentino é feita em plataformas de metal que são muito escorregadias em suas junções. Um perigo, quase escorreguei por algumas vezes. A trilha é estreita, então se segue o povo praticamente em fila indiana andando devagarinho por medo de escorregar (sabe aquele papo de tudo ser planejado para você perder tempo? Então...). Juntando a morosidade do trem com o passo de pingüim na trilha, demorou mais de uma hora desde a entrada do parque até a sua primeira atração. Mas o perrengue compensa, a Garganta do Diabo impressiona! A maioria das pessoas fica ali só para tirar umas fotos e ir embora. Fiquei um tempão admirando aquela força da natureza. Voltei à estação e peguei o trenzinho para a estação das Cataratas. Comprei duas empanadas (20 pesos cada. Aceitam reais, mas com cotação ruim: 3,20 para 1), mas só comi uma: os quatis roubaram a outra! Vacilo meu, tem placas em todo lugar avisando sobre as traquinagens dos quatis. Nem tentei “defender” a empanada para eles não pegarem: esses bichos possuem unhas poderosas e há relatos de cortes em visitantes causados por eles. Fiz a trilha do Circuito Inferior, com 2,5 km, que possui paisagens deslumbrantes, e uma visão diferenciada das quedas. Não é tão cheia, por ser extensa e possuir muitas subidas e descidas. Ideal para apreciar a vista sem a muvuca dos selfeiros. Devido ao horário e ao cansaço que sentia decidi não fazer o Aventura Náutica, o equivalente ao Macuco Safari dos hermanos, que custa 350 pesos (fica para a próxima!). Fim de passeio. Nota: ao contrário da maioria dos relatos que encontrei na internet, eu gostei mais do lado brasileiro. Além da estrutura do parque BR ser incomparável, no nosso lado podemos ficar praticamente embaixo das quedas no final do circuito. Tomar um banho de cachoeira é bom, mas de cataratas é foda! Sair molhado e lavar a alma não têm preço. No lado argentino têm-se melhores visões das cataratas, mas se não chover você volta para casa sequinho da silva. Voltei para Puerto Iguazu, peguei minha mochila no terminal e fui fazer uma última refeição na Argentina. Parei no Bar do Sebastião na Feirinha e pedi duas empanadas (15 pesos cada) e uma taça de vinho (40 pesos). Que vinho maravilhoso, por um momento pensei ter encontrado o Malbec perfeito! Como queria torrar meus últimos pesos nem perguntei quanto seria em reais o valor. Dei meus últimos resquícios de pesos para umas crianças paraguaias (bolivianas?) que vendiam artesanato e pediam trocados por ali. Passei novamente na Grido e mais um sorvete de duas variedades de doce de leite que não havia provado da outra vez. Peguei o busão para Foz, dessa da empresa Crucero Del Norte, daqueles de viagem com ar condicionado (o da ida foi um convencional da empresa Itaipu todo velho). Desci pertinho do hostel Tetris (R$ 45), na Avenida das Cataratas. Um hostel feito de contêineres e com visual descolado. Cool, só gringos no pedaço. Novamente ar-condicionado ligado só depois das 19:00, então fui pra beira da piscina tomar umas brejas. Dei uma enrolada e fui direto para a Itaipu, pois tinha comprado o passeio Iluminação da Barragem (R$ 16). O ônibus double-decker dá uma volta por dentro da usina, um guia vai dando explicações e tal até chegarmos na beira da barragem. Tudo escuro. A barragem vai se iluminando aos poucos. Bacana, mas esperava mais, achava que ia ter alguma pirotecnia envolvida. Terminado o passeio, voltei ao hostel. A viagem estava terminando. No dia seguinte acordei cedo, peguei o busão para o aeroporto (tem que se atentar aos horários, pois a freqüência diminui bastante aos domingos). Double-check no aeroporto, pois primeiro você passa no raio X da Receita Federal antes do check-in e depois no da Polícia Federal antes da sala de embarque. Atraso de 20 minutos na Gol, vôo direto pra CGH. Fim de viagem.
  42. 1 ponto
    Acabei de viajar pela 123milhas e correu td bem foi muito legal realmente e confiável agora só vou comprar com eles.
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    Oi Mirelleti, tudo bem? A 123 milhas é uma empresa relativamente nova no mercado, mas já temos milhares de clientes que viajaram comprando passagens conosco e gostaram muito do nosso serviço! Vocês podem dar uma olhada nas nossas redes sociais e verão que muita gente nos deu um voto de confiança e não se arrependeram! Nosso sistema é feito com novas tecnologias que garantem a segurança dos seus dados e do seu cartão de crédito, além de estarmos sempre disponíveis pelo Facebook, Instagram, Twitter e Whats App para tirar suas dúvidas Acessem o nosso site para conferir os nossos preços e saber mais sobre o nosso trabalho: https://goo.gl/k507Cr Oi S§§§§§§§§§, tudo bem? Precisamos esclarecer alguns pontos incorretos da sua resposta: - Nós não usamos "laranjas", e esta é uma informação falsa. A 123Milhas é uma empresa idônea, honesta e transparente, e todo o nosso procedimento é legal de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. Encorajamos que você confira! Nossos processos não são realizados às escondidas, porque não são ilegais. - A cotação de milhas não é uma informação exclusiva da 123Milhas. Esse também não é um valor que nós determinamos, ele varia de acordo com o mercado de milhas, e sempre deixamos isso muito claro para os nossos clientes, porque, como dissemos anteriormente, somos muito transparentes com aqueles que decidem comprar conosco. Nosso objetivo é mudar as relações de consumo permitindo que as pessoas viajem pagando menos! - Como nós emitimos bilhetes dentro dos programas de fidelidade das companhias aéreas (nós não somos uma companhia aérea, somos mediadores, fazemos uma comunicação entre o cliente e o programa de milhagens), realmente pode ocorrer uma alteração de preço da cia, e, portanto, o valor das milhas sobe, o que, infelizmente, não está em nosso controle. Por isso garantimos a emissão da passagem apenas após a confirmação da compra. Quando o cliente faz uma compra no nosso site, o cartão de crédito faz uma pré-aprovação, mas ela só é realmente aprovada (ou seja, quando nós recebemos) depois que o localizador é emitido e enviado para o cliente, permitindo que ele acesse os dados do seu voo, escolha seus assentos, faça check-in e todos os serviços virtuais das companhias aéreas. Depois da emissão do localizador, garantimos o seu embarque. - Quando o pedido da compra é recusado, ou seja, no caso da aumento automático das milhas, o cliente é informado por e-mail ou um analista entra em contato para verificar uma solução mais viável ou um voo em outro horário caso o cliente tenha interesse. Sempre damos a possibilidade para o cliente fazer uma viagem com valor mais acessível, portanto, garantimos um serviço de qualidade e damos toda a assistência caso alguma problema ocorra, o que é raro. Também fazemos todo o acompanhamento com o cliente real time para que todas as dúvidas sejam esclarecidas. - As companhias aéreas só se responsabilizam pelas compras feitas em seu próprio site, ou seja, não dão garantias para o cliente quando ele compra por outros sites, mesmo os reconhecidos e autorizados como você citou. A 123Milhas, no entanto, garante o seu embarque após o envio do seu código localizador, e vamos fornecer toda a assistência necessária ao cliente. Pode ter certeza de que comprar conosco é seguro e que somos uma empresa honesta
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    Sites como estes emitem passagens com milhas de terceiros, e funcionam basicamente assim: - Geralmente eles usam pessoas ligadas a empresa, algumas até usam "laranjas" (pessoas que as vezes nem sabem que fazem parte do esquema) para se cadastrar nos programas de Milhagem das companhias aéreas, como por exemplo Smiles, Multiplus, etc. - Eles também compram milhas de outras pessoas, por exemplo, se eu tiver 50.000 milhas no Smiles e estiver precisando de dinheiro, eu entro em contato com eles, negocio um preço pelas minhas milhas e depois faço uma "doação" das minhas para esta pessoa ligada ao site. Eu falo doação, por que as companhias aéreas não permitem comercialização de milhas entre terceiros, então é uma negociação meio "as escondidas", sem conhecimento da companhia aérea. - Agora esta pessoa ligada ao site tem um monte de milhas na conta dela e fica emitindo passagens em nome de outras pessoas. - Quando você acessa o site deles e pesquisa um voo, eles tem um software que faz uma busca no site da Gol, TAM, Azul, etc para ver quanto que estão custando as passagens em milhas direto na companhia aérea, eles convertem este preço em milhas que aparece no site da Gol/Tam/Azul para Reais usando uma taxa de conversão que só eles sabem qual é e mostram para você um preço em Reais no resultado da pesquisa. - Ai quando você compra no site deles, eles debitam o valor no seu cartão de crédito e um funcionário do site "corre" para o site da Gol/Tam/Azul tentar comprar as passagens usando as milhas que eles tem na conta deles. - Geralmente dá certo de eles conseguirem comprar pelo mesmo preço que apareceu no momento da pesquisa, mas as vezes entre o momento da pesquisa e você digitar os dados do cartão o preço em milhas no site da Gol/Tam/Azul que ter aumentado, ai o dinheiro que você já pagou para eles não é suficiente, ai eles ou não emitem a passagem e sabe lá se devolvem o seu dinheiro, ou entram em contato com você pedindo mais dinheiro. Em resumo, é um esquema que está no limite da legalidade, não é ilegal perante a legislação atual, mas as companhias aéreas não gostam deste tipo de esquema, por considerarem que é contra as regras dos programas de milhagem e a qualquer hora podem identificar esta conta que está emitindo um monte de passagens e cancelar tudo, as companhias aéreas também não vão lhe ajudar em nada se tiver algum problema com as passagens. Ou seja, não estou dizendo que este site em especifico é desonesto, mas este é o modus operandi deste tipo de site, é uma questão de você decidir se arrisca e confia num site destes, de que eles não vão debitar do seu cartão e depois sumir do mapa, ou comprar em algum canal devidamente reconhecido e autorizado pelas companhias aéreas mesmo que seja um pouco mais caro e ter todas as garantias legais.
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    E ai! Seja bem-vindo Espero que eu termine até a sua viagem rsrs Sobre as suas dúvidas: 1) Eu não tenho tenho uma planilha de gastos, mas a ideia é fazer uma depois que eu terminar o relato. Ou seja, pode demorar haha Mas em cada capítulo eu coloco os gastos certinho 2) Eu não peguei muita chuva não, graças a Deus rsrs. Mas eu estava preparada para tudo. Sabia que era uma época de muita chuva, mas no geral, só peguei chuva mesmo em Huaraz e um pouco no Macchu Pichu. Tu tem que ir sempre pensando no pior e estar bem equipado para todos os tipos de clima. Eu sei que é difícil não se preocupar muito com o clima, mas chuva pode ter em qualquer época do ano. Eu vi muita gente que foi no inverno e pegou mais chuva que eu. É meio que uma questão de sorte rsrs. Então não fica sofrendo antes da hora Pode ser que tu nem pegue chuva como pode ser que tu pegue muita tempestade. Só posso te dizer para estar preparado para tudo 3) É possível voltar de Huaraz para Lima, fazendo a Laguna 69 no mesmo dia, que foi o que eu fiz. Dá para voltar do passeio, comer alguma coisa e pegar o ônibus. Só tenta garantir a passagem antes de ir para o passeio, para não correr o risco de não ter na hora. Eu não sei direito que horário que tem ônibus para Cusco, de Arequipa, então não sei te dizer com certeza se dá tempo. Mas pelo que eu vi nos sites da Cruz del Sur e da Oltursa, têm ônibus 20:00 mais ou menos, então acho que dá tempo sim. Só tenta garantir a passagem antes em vez de comprar na hora também e qualquer coisa deixa o guia avisado que tu tem ônibus em determinado horário, para ele não perder a hora É possível fazer o passeio das ilhas de Puno e pegar o ônibus para Copacabana no mesmo dia sim, que também foi o que eu fiz. Cheguei cedinho em Puno, fiz o passeio das Islas de Uros, almocei e peguei o ônibus para Copacabana, chegando lá no final da tarde mais ou menos Mas eu só fiz as ilhas de Uros. Não fiz as de Taquille. Então não sei se dá para fazer os dois passeios no mesmo dia e pegar o ônibus para Copacabana ainda, só consigo te dizer que dá para fazer as ilhas de Uros. O único lugar que eu ficaria mais tempo eu acho que seria Cusco e talvez Lima, porque Cusco eu gostei bastante e tem bastante passeio, e Lima eu queria ter ficado mais tempo também, porque eu só vi o ''básico''. Mas Cusco eu já vi que tu colocou bastante dias até, então acho que não precisa adicionar mais dias lá. E Lima tu colocou a quantidade de dias suficientes para conhecer, então não sei aonde tu poderia aproveitar esses dias extras. Qualquer coisa deixa para decidir no decorrer da viagem, como eu fiz haha. Porque tu vai vendo que aparecem imprevistos ou tu vai querendo ficar mais em tal lugar... Qualquer coisa adiciona uma noite na ilha de Taquille, daí no dia seguinte volta de manhã e pega o ônibus para Copacabana. Eu não conheci ninguém que dormiu lá, mas como tu tem dias extras, dá para ir vendo isso durante a viagem conforme tu vai se informando melhor 4) Eu acho que é suficiente sim. Até acho que é mais do que suficiente rsrs. O passeio de 3 dias, com todas as alimentações e hospedagem inclusas, vai ser em torno de 850 a 950 bols. Os outros gastos que tu vai ter são coisas pequenas como a entrada para o parque, água, snack... São coisas de pequeno valor e lá não vai ter muito lugar para gastar. Então eu acho que tu poderia levar uns 1050 bols. Sobra uns 100 bols para essas pequenas coisas. Se sobrar ainda, tu não vai perder tanta grana assim Obrigada Alexander Viajar com os amigos é sempre bom haha! Contagem regressiva já hein Qualquer dúvida, estamos aí! Oi guria! Estou amando que tu está gostando haha Muito obrigada hehe O downhill eu fechei com uma agência na rua do Wild Rover, chamada Republica. Fica umas duas ou três casas para o lado esquerdo, saindo do Wild Rover. Paguei 420 bols. A bike era boa, de dupla suspensão, sem nenhum problema. Ninguém do meu grupo se machucou ou teve algum problema com os equipamentos. Os guias eram bem legais também e dava para ver que tinham bastante experiência. Super recomendo! Eu fechei nessa agência Republica, mas pelo o que eu entendi quem faz os passeios é uma outra agência chamada Adventure On Wheels Bolivia. A camiseta que eles dão inclusive está escrito esse nome. Esse é o facebook deles: https://www.facebook.com/Adventure-On-Wheels-Bolivia-610339389045596/ Se tu quiser, eu tenho o cartão deles também Abraço!
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    Nessa viagem que fiz para Foz do Iguaçu tive um pouco de dificuldade para fazer o roteiro a partir dos tópicos aqui no Mochileiros. Não achei tópicos muito bons, não iguais como quando fiz os roteiros para Buenos Aires ou para principais capitais da Europa. Então, resolvi fazer um com muitas fotos e informações "mais mastigadas". A Gol fez uma promoção de passagens aéreas para o Dezembro e assim conseguimos uma passagem de ida e volta por incríveis 250 reais com taxas já inclusas de Vitória-ES até Foz do Iguaçu - PR . Comprei duas passagens para mim e minha namorada com ida para o dia 18/12/2011 e volta no Natal dia 25/12/2011. Na época que comprei as cataratas estavam concorrendo para 7 novas maravilhas do mundo e para nossa sorte logo depois ela foi eleita uma das 7. O relato também está no meu blog: para quem quiser ver ou perguntar no blog, fiquem a vontade: Parte 1 = http://embarqueportao67.blogspot.com/2012/01/dicas-cataratas-iguacu-foz-do-iguacu.html Parte 2 = http://embarqueportao67.blogspot.com/2012/01/dicas-foz-do-iguacu-cataratas-puerto.html Parte 3 = http://embarqueportao67.blogspot.com/2012/01/dicas-foz-do-iguacu-puerto-iguazu.html 1º dia - A ida Os 3 primeiros dias ficamos na Argentina e depois mais 4 no Brasil. Saindo do Aeroporto, logo na porta, pega-se o ônibus para o TTU (Terminal de ônibus urbanos) em foz do iguaçu, mas como iriamos para Puerto Iguazú pedimos ao cobrador uma ajuda e ele indicou um ponto de ônibus do outro lado da rua no meio do nada para pegarmos um outro ônibus até a Argentina. Veio um ônibus com placa Argentina - Puerto Iguazú com ar condicionado que custava R$ 4,00 ou Ar$ 8,00. Dá para pagar em reais a passagem. Na fronteira nós descemos na imigração e logo a frente pegamos o mesmo ônibus que nos levou até o terminal de ônibus de Puerto Iguazú. Pegamos mais um ônibus amarelo "El Practico" ao preço 2,00 pesos até o Hostel Inn Iguazú no km 5 da Ruta 12. Há muitos hotéis pois é a estrada que dá acesso às Cataratas Argentinas. O nosso hostel era demais, com uma piscina enorme e um ambiente agradável. Nessa época do ano é muito, mas muito quente mesmo lá e um piscina se torna essencial. Chegamos no hostel por volta das 17 horas horário local e não perdemos tempo, trocamos de roupa e fomos para água. Tem ar condicionado nos quartos também. 2º dia - Nada de Cataratas ainda Embora o desejo de ver esse espetáculo fosse enorme, tínhamos que trocar dinheiro e a cidade é um pouco longe do hostel. Decidimos não ir nas cataratas nesse dia pois precisa-se de um dia inteiro no parque argentino. Assim aproveitamos para conhecer a cidade de Puerto Iguazú, comprar uns souvenirs e também comprar comida pois não há supermercado próximo ao hostel. Há uma casa de câmbio do lado do Cassino, no centro de Puerto Iguazú, eu não achei nenhuma próxima ao terminal. No centro ainda há umas lojas de roupas, algumas lojas de souvenirs e alguns poucos restaurantes com comidas caras - particularmente, uma coisa que acho caro na Argentina é a comida. Procuramos até achar um mini-mercado que no fundo havia uma espécia de self-service e servia um prato a Ar$ 15,00 com arroz, salada e um bife ou uma almôndega, é ainda muito caro mas foi o melhor custo benefício que encontramos. À tarde voltamos ao hostel e ficamos a tarde toda na piscina junto com outros hóspedes. Incrível como naquela região tem estrangeiros, são poucos brasileiros tanto no hostel do Brasil quanto da Argentina. São muitos europeus e asiáticos - no próprio voo para foz do iguaçu sentíamos como se estivéssemos em um voo internacional devido ao número de estrangeiros à bordo. 3º dia - Cataratas Argentinas Acordamos cedo e pegamos ônibus até as cataratas no outro lado da pista, o preço da passagem é mais caro Ar$ 10,00. O ônibus é o mesmo "El Practico" amarelo com placa até as Cataratas/Waterfalls. Chegando ao parque compramos o ingresso por Ar$ 70,00 pesos (Mercosur) - a entrada geral é Ar$ 100,00. Passando o portão da entrada, há um tenda da empresa Jungle que faz os passeios do parque, já tinha visto os passeios no site e também os preços - compramos o Passeio Cataratas que é a Aventura Náutica + Passeio Ecológico pelo preço de Ar$ 160,00. Continuando a caminhada chegamos até o trem que leva a estação cataratas e depois até o mirante da Garganta del Diablo. Esse serviço de trem é bem ruim e você tem que enfrentar muita fila, não recomendo pegá-lo logo de manhã pois o número de pessoas é maior. O cara da empresa Jungle nos recomendou: ".... vá caminhando até a estação cataratas (não pegue o trem) e de lá caminhe para fazer o circuito superior e depois o inferior e desça para fazer a Aventura Náutica. Suba novamente até a estação Cataratas e pegue o trem até a Garganta del Diablo, na volta faça o passeio ecológico". Parece pouco mas isso vai demorar o dia todo. O parque argentino é muito grande e tem vários mirantes, muito mais que o brasileiro. Os passeios são mais baratos, porém no lado brasileiro tem muito mais opções de passeios como Rafting, Rapel e outros. Os passeios: Aventura Náutica: imperdível!!! É ir com o barco até embaixo das quedas menores mas não menos importante. Você saí encharcado, então vá preparado - mas pelo calor que faz lá, aquela água ainda foi pouco para refrescar. Esse mesmo passeio é feito se você comprar a "Gran Aventura". Passeio Ecológico: você andará pelo rio em um barco a remo em meio a mata. O objetivo é ver animais, vimos um filhote de jacaré, umas tartarugas e um sapinho nadando que foi o mais engraçado de todos, além de aves. Vale a pena pois é bem barato quando comprado no pacote. Dicas: 1) Leve água 2) Leve mais água 3) To falando sério sobre a água, você vai desidratar de tanto calor que é lá. Uma água no parque custa 15,00 pesos, ou seja, 7,50 reais e sua cede não vai passar. Há uns 2 bebedouros que vi lá dentro e nos salvou, então você tendo a garrafa, dá para enchê-la. 4) Filtro Solar 5) Não é só passar o filtro solar e ir, leve-o para passar novamente - são muitos gringos parecendo camarões de tão vermelhos. 6) Vá com uma roupa bem fresca e que possa molhar. Não tem como, você vai se molhar bastante e vai suar também. Já falei que lá é quente, né? Voltamos ao hostel umas 18:00 horas e como estávamos com muito calor ainda não perdemos tempo e fomos para a piscina novamente. A piscina fica sempre cheia de gente lá, pessoal comendo, conversando e bebendo. Nesse dia, descobri umas atrações em Puerto Iguazú, bem pertinho do hostel, que não vi aqui nos relatos mas também não deu tempo de ir: 1) La Aripuca http://www.aripuca.com.ar 2) Guiráoga - uma espécie de Parque das Aves Argentino. http://www.guiraoga.com.ar 4º Dia - Ida para o Brasil Acordamos para tomar café da manhã e partir. Não gostei do horário do check-out que é às 10:00 da manhã, mas tudo bem - o hostel é 100%, acima da média. Fizemos o caminho contrário, fomos até o terminal de ônibus e depois pegamos o mesmo ônibus que nos trouxe para voltar ao Brasil. Mas antes paramos no Duty Free na fronteira Argentina. Descemos do ônibus, passamos na imigração e depois caminhamos até o Duty Free - no meio do caminho um militar argentino ainda nos perguntou para onde estávamos indo hahahahhaha O Duty Free é muito grande, o maior que já vi, muito espaço e muitos produtos. Tinha uma parte de eletrônicos bem legal e também uma loja da Nike - de resto é bem parecido com os outros, bebidas, perfumes e chocolates. Não compramos muita coisa pois já tínhamos comprado na metade do ano quando fomos a Buenos Aires. Voltamos para o local onde os ônibus passam e tivemos que pagar novamente a passagem para entrar em outro ônibus já que o nosso já havia ido embora faz tempo. O ônibus nos deixou em frente ao TTU de Foz do Iguaçu e nosso hostel era logo ali do lado. Caminhamos até lá, foram uns 5 minutos e no meio do caminho 2 pessoas nos abordaram perguntando se queríamos hotel ao preço de 80,00 reais o casal com ar condicionado, TV a cabo e café da manhã. Não sei se eram bons, mas era o mesmo preço que pagamos no hostel, 80,00 reais um quarto de casal com banheiro compartilhado e sem tv a cabo. Eu prefiro o ambiente de hostel, em um hotel você nem sabe quem são as outros hóspedes. Chegando ao Iguassú Guest House logo vi que foi a escolha certo - fomos atendidos pelo Carlos, Staff muito gente boa e simpático. Deixamos nossa malas e perguntamos se havia algum local para comer afinal eram 13:00 horas. Ele pegou um mapa e nos mostrou onde tinha um Super Muffato logo ali ao lado do TTU - eu já havia lido aqui no Mochileiros várias pessoas que recomendaram o restaurante de lá, é o famoso bom e barato. É um self-service simples a R$16,90 o kilo, o que é bem barato comparado a Vitória onde moro. Voltamos ao hostel, nosso quarto era muito bonito, novinho e com ar condicionado. O hostel tem piscina e também salão de jogos, porém estava tão calor, mas tão calor que eram desagradável ficar fora do quarto. Tiramos o dia para descansar um pouco. ... Continua ....
  47. 1 ponto
    Boa noite, Estive em Foz no dia 11/6/10 até o dia 13/6/10 ( um simples fim se semana ) com uma grande amiga e pudemos juntos desfrutar desse local que Deus caprichou e muito! Nosso roteiro: 12/6 = Paraguai / Parque nacional do Iguaçu incluindo: Parque das Aves / Passeio do Macuco / Passarela das cataratas.....poderiamos ter feito a usina do Itaipú, mas prefirimos ficar desfrutando um pouco do hotel. 13/6 = Cataratas Argentinas ( garganta do diabo, passarela superior e inferior ) / Duty Free Hotel: Harbor Colonial km 16 da Av. das Cataratas, Foz do Iguaçu. O hotel tem um pequeno e belo bosque, academia de ginástica, bar, restaurantes, piscina externa e interna, sauna....O quarto na minha opinião bem básico, mas um chuveiro bem bacana. É um hotel que não possui luxo, mas não deixa nada a desejar. O mais vantajoso foi a sua localização. Pelo menos uns 4km do aeroporto, menos de 1km do parque das aves e do parque Nacional Iguaçu. Saida de Sp por volta das 00:20 pelo aeroporto de Guarulhos, chegada no hotel por volta das 2:30hrs. Acordamos as 6 da manhã, banho, um belo café da manhã bem reforçado. Partindo então para o Paraguai, chegamos lá por volta das 8 e meia da manhã. Eu sinceramente esperava por algo bem pior. Talvez a poluição visual, a falta de lei de trânsito e de educação faz com que muitas pessoas falem mal daquela cidade. Pelo menos eu não vi nenhuma cena de violência, assalto ou qualquer outro relato negativo que eu já li em alguns fóruns. Na ponte da amizade percebi que muitas pessoas entravam e saiam numa boa, apesar das filas quilométricas. Por tanto, aconselho irem de ônibus, taxi, mas jamais de mototaxi!!!! No próprio hotel tem uma van que leva até o Paraguai, apesar de pagar por esse serviço achei bastante seguro. Bom, como eu pessoalmente não tinha intenção de ir as compras, apenas comprei um pen drive de 16 Gb no galeria China e me dei mal, o Pen drive não funciona. A loja se localiza na parte inferior. Visitamos também a galeira BONITA, eu sinceramente não achei os preços nada de excepcional, claro, moro em SP e aqui existem também muitas opções de Compra. Minha amiga, comprou muitas roupas Femininas, belos casacos por 50 reais e teve um que tanto que pertubou o vendedor que conseguiu por 30 reais. Destaque no Paraguai ? Com certeza as belas vendedoras..rsss Ponto negativo? Como eu disse, muita poluição visual, falta de lei de trânsito e falta de eduação por quem anda na rua. Saimos do Paraguai por volta das 10:30hrs, negociamos o taxi numa rua paralela e por 50 reais conseguimos uma corrida ao hotel sem nenhum problema. Um pouco de fila para sair, mas o foco da fiscalização são as vans e ônibus. Chegamos no hotel por volta das 11:00hrs, deixamos as "muambas" no quarto e partimos para o parque das Aves. Como tinhamos o privilégio de estar muito próximo ao parque das Aves e ao parque do Iguaçu, em 3 minutos estavamos lá. Começamos pelo parque das aves, local que deve ser conhecido por todos, muitas aves lindas e bem tratadas pelos parque. O passeio sem pressa e sem muita enrolação deve durar por volta de 1hora e 10 minutos. Destaque ? Organização, contato próximos com os animas, onde muitas vezes você fica dentro do viveiro junto com eles. Ponto negativo ? Impossível ter... Atravessamos a estrada e lá estavamos no tão sonhado momento. Conhecer o parque e as cataratas do Iguaçu. Pegamos o ônibus logo na entrada e por coincidênia encontramos o apresentador Ratinho com a sua equipe. Tiramos uma foto, muito simpático conosco. O ônibus nos levou até o macuco. Ao chegar, Pegamos um jipe por uma trilha que deve durar em torno de 30 minutos, no caminho, o guia vai dando alguns detalhes do parque e também de algumas árvores nativas e quase em extinção. Paramos em uma parte que faz a pé ( opcional, pois quem quiser segue de carro até o final ) e o destaque é uma cachoeira bastante bonita. Enfim, chegamos ao passeio do macuco. Experiencia sem comentários, eu me "arrependo" de ter colocado a capa, pois um banho daquele lava a alma totalmente. Algumas paradas são feitas para tirar fotos, depois o guia informa que eles vão entrar embaixo de uma queda. Então foi a hora de esconder a máquina com muita proteção. Mesmo com a capa no corpo, todos saem bem molhados, mas como eu mesmo disse......ir até lá para sair seco não tem graça, portanto, aconselho a levarem uma mochila com troca de roupa e também uma toalha. Podem deixar a mochila no pier e na volta tem local apropriado para troca de roupa. Passeio realizado e voltamos com um jipe fazendo o mesmo caminho até a saída do Macuco. Na saida eles vendem o video do passeio e você também pode assistir em uma tela. Destaque ? Natureza, nota 1000! Ponto negativo ? Valor do passeio muito caro!! Entendo que existe um custo do bote,guias, etc,etc,etc, mas achei abusivo o valor em torno de 150 reais por cabeça. Continuando o nosso passeio, então caminhavamos ao nosso objetivo maior........conhecer a tão famosa cataratas! Seguimos de ônibus até as passarelas. Na descida,você já vê um cena maravilhosa de encher os olhos, onde ela se encontra bem ao fundo proporcionando uma bela visão. Aa caminhada até a última passarela, deve levar em torno de 40 minutos, 1 hora...é que paramos tanto para tirar fotos e curtir o visual que você esquece da vida! Enfim, chegamos ao final dela, realmente era tudo o que eu imagina........curtimos bastante aquele momento.Na hora de ir embora eu acabei voltando até a ponta dela, eu não acreditava no que eu via, que cena fantástica!!!! O sol já estava se pondo, quando então subimos ao mirante, pegamos o elevador e curtimos até o inicio da noite. Então, pegamos o ônibus até o portão principal do parque. Lá existe alguns taxistas, com preço a combinar. Como pagamos a van para levar e trazer, bastou ligar para o hotel e eles em poucos minutos chegaram para nos levar de volta para o hotel. Destaque ? Parque com uma infra estrutura invejável, guias qualificados, falando em diversos idiomas, prestativos e educados. Me senti muito orgulhoso em saber que no país que eu nasci, moro e pretendo passar o resto da minha vida tenha um lugar tão belo em todos os sentidos como o parque nacional do Iguaçu. Ponto Negativo? Igual o parque das Aves.....impossível ter.. Tinhamos tempo de ir para Itaipu, mas como não era o nosso grande objetivo, preferimos curtir um pouco as fotos e descansar, pois o outro dia seria de muita caminhada. 13/6 - Domingo = Acordamos as 6:30, fazendo o mesmo ritual do dia anterior, banho, cafe reforçado e por volta das 8 horas da manhã, já estavamos dentro da van rumo a Argentina. Os "Hermanos" estavam um pouco euforicos com a vitória da Argentina sobre a Nigéria, então foi um prato cheio para tirar uma casquinha dos nossos "clientes". Atravessamos a fronteira Brasileira sem nenhum problema, onde todos têm que descer e apresentar a documentação. Alguns km a frente, passamos pela ponte que divide o Brasil e Argentina e até então chegarmos logo adiante chegamos na alfândega Argentina. Nessa, não foi necessário descer do veículo. Alguns metros para frente,descemos para trocar dinheiro na casa de câmbio, mas como haviamos feito câmbio no Brasil, ficamos aguardando o restante do pessoal dentro da Van. Chegamos então no parque nacional do Iguazú por volta das 9:30, onde o cenário é totalmente diferente ao nosso. Não quer dizer que o nosso é mais feio ou mais bonito, mas são aspectos diferentes. No parque de Iguazú, preferimos fazer as 3 passarelas principais : Passarela superior, inferior, garganta do diabo. No lado Argentino, vc tem mais acesso as águas, pois elas ficam bem próximas no caminhar das trilhas. Destaque para os quatis Argentinos, em pouco tempo observando eles devem ter feitos uns 2,3 "assaltos" aos desavisados sendo motivo de risada principalmente para a criançada Após fazermos a trilha inferior e superior,ja era por volta de meio dia, foi então que a barriga já dava sinal de fome. Então paramos para almoçar e desfrutar de uma bela picanha Argentina. Paramos por 1 hora e continuamos o nosso passeio até a garganta do diabo. O cenário é maravilhoso, o acesso é feito por trem e depois uma caminhada de 1,5km talvez com um visual gratificante. Ficamos curtindo o visual e depois retornamos até a primeira estação via trem. Encontramos o pessoal na van, no horário combinado, as 15:30hrs. Destaque ? VIsual espetacular em todas as passarelas, principalmente a garganta do diabo Ponto negativo ? Talvez deveriam caprichar um pouco mais na faixada da entrada do parque. Um lugar daquele merece algo chamativo desde a entrada.Outro ponto negativo são as informações que são sempre em Espanhol. No lado Brasileiro toda sinalização é feita em pelo menos 3 idiomas. Saimos de lá rumo ao Duty free, por sorte estava um pouco vazio, pois falam que as filas são enormes. A loja é realmente de muito bom gosto, para quem é consumista de carteirinha é um prato cheio. Destaque? Como eu citei acima, loja de muito bom gosto Ponto negativo ? Talvez deveriam colocar mais caixas para pagamento. Às 17:30, estavamos todos na van rumo ao Brasil. Tivemos que fazer todos os trâmites da ida e não tivemos nenhum problema. Um pouco antes das 18hrs, estavamos no hotel. Como já haviamos deixado as malas prontas e feito o check out pela manhã, passamos somente para pegar os nossos pertences. Malas nas costas,pacotes lacrados e uma lembrança na mente que eu quero levar para o resto da minha vida. Resumo final: Lugar perfeito para quem gosta de caminhar e ver paisagens maravilhosas, curtindo a natureza o tempo todo. Para essa viagem, sugiro que conheça os 2 lados, o Brasileiro e o Argentino. Cada um deles tem a sua própria beleza e fica difícil opinar qual lado é o mais bonito, talvez um complementa o outro. Destaque negativo, talvez seria os preços altos dos passeios,taxis,etc. Sugiro, que façam uma planilha antes de viajar para evitar "surpresas". O hotel foi o mais "em conta", mas depois de tudo que você vê nesse lugar encantador, o dinheiro, o gasto, o cansaço ( e que cansaço gostoso!) vale muito a pena! Bem pessoal, espero ter colaborado com vocês! Boa trip a vocês! [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110807140850.JPG 500 375 Legenda da Foto]Chegando em Ciudad del leste[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110807141146.JPG 375 500 Legenda da Foto]Parque das aves....contato com a natureza é muito bom![/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110807141459.JPG 500 375 Legenda da Foto]Parque Nacional do Iguaçú[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110807141811.JPG 500 375 Legenda da Foto]Macuco Safari....aqui era só o começo[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110807142304.JPG 500 375 Legenda da Foto]Orgulho de ser BRASILEIRO![/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110807142720.JPG 500 375 Legenda da Foto]Lado Argentino...[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110807143415.JPG 500 375 Legenda da Foto] Na passarela chegando na garganta do Diabo..........já de longe eu imaginava como seria a visão de perto..........VALEU A PENA![/picturethis]
  48. 1 ponto
    Fiz o mesmo roteiro da ultima vez e parecia que era tudo novo para mim......Gostaria de fazer algumas observações: 1. Documento para entrar na Argentina: A pé: RG, CNH, ou Passaporte. Obs: Em relação ao RG, leio em muitos tópicos que o RG não pode ter sido emitido a mais de 10 anos, inclusive em sites "especializados" em viagem. Pessoal, isso é pura LENDA conforme a lei CMC N.º 18/08. art 1º Art. 1º - Reconhecer a validade dos documentos de identificação pessoal de cada Estado Parte e Associado estabelecidos no Anexo do presente como documento de viagem hábil para o trânsito de nacionais e/ou residentes regulares dos Estados Partes e Associados do MERCOSUL em seus territórios. O prazo de validade dos documentos do Anexo será o estabelecido nos mesmos pelo Estado emissor. No caso de não possuir data de vencimento, entender-se-á que os documentos mantém sua vigência por prazo indeterminado. Caso a fotografia gere dúvidas sobre a identidade do portador do documento, poderá ser solicitado outro documento efetivo para sanar tal circunstância. Ou seja, como o R.G Brasileiro não tem validade, nada impede tú apresentar o Rg nas fronteiras que fazem parte do Mercosul. Caso a foto não for muito recente e gerar dúvidas, outro documento com foto pode ser apresentado. Lembre-se que o R.G deve estar em BOM estado de conservação. Geralmente quando eu faço viagens pela américa levo esse artigo impresso, pois sempre alguém diz que o R.G não pode ter emissão superior a 10 anos. Carro: RG, CNH, ou Passaporte. Obs: Eu aluguei um carro e a empresa emitiu uma autorização de entrada na Argentina e Paraguai. Porém, essa autorização é válida somente em CDE e Puerto Iguazú. Não tentem ir para outra cidade, pois podem ter problemas. O valor dessa autorização custou 11 reais. Apesar de ninguém ter solicitado a autorização, não quis correr o risco. Paraguai: Não aconselho ir de carro. Tentem ir de van ou ônibus mas jamais de moto taxi e carro próprio ou alugado. O problema de ir de carro é o seguro, onde não tem cobertura fora do Brasil e como sabem roubos e furtos são constantes nessa região. Além disso, na volta....filas e filas para sair de CDE e pessoas más intencionadas querendo obter vantagens por conta disso. Caso for de carro, a opção é estacionar antes da ponte......talvez vale a pena... Parque Nacional Foz do Iguaçú: Sem querer fazer propaganda, mas quem for cliente ITAÚ, paga a metade ao apresentar o cartão do banco. Bom pessoal, é isso......qualquer dúvida estamos ai.....good trip!
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