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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 17-01-2020 em todas áreas

  1. 7 pontos
    Olá gente! Nem acredito que chegou a minha hora de deixar um relato de viagem haha eu pesquisei muito aqui nesse fórum e uma das grandes razões da viagem ter saído do papel e eu ter feito o meu primeiro mochilão sozinha foi as informações que encontrei por aqui. Primeiramente, a base da minha viagem foi o relato da @appriim que está completinho nesse link aqui. Encontrei ela aqui no Mochileiros e no fim somos da mesma cidade e temos vários amigos em comum (e em breve espero que saia o encontro pessoalmente né Ana? haha) Fiz algumas alterações porque eu tinha alguns dias a mais que ela, então segue abaixo uma visão geral do meu roteiro e depois nos comentários vou escrevendo dia a dia. 17/12/2019 - Florianópolis > Ushuaia 18/12/2019 - Ushuaia - Carimbei o passaporte, comprei o ônibus para Punta Arenas e fiquei andando na cidade sem rumo 19/12/2019 - Ushuaia - Passeio na Pinguinera + Canal Beagle e trilha no Glaciar Martial 20/12/2019 - Ushuaia - Laguna Esmeralda 21/12/2019 - Ushuaia - descanso e andei pela cidade sem rumo de novo 22/12/2019 - Ushuaia deslocamento > Punta Arenas - 12h de ônibus durante o dia 23/12/2019 - Punta Arenas - fiz o câmbio e andei pela cidade, pela orla, fui ao mirante e cemitério as 17h peguei o ônibus para > Puerto Natales - 3h 24/12/2019 - Puerto Natales - Aluguei um carro com o pessoal do hostel e fomos até o Parque Torres del Paine, fazendo o "Full Day" que vende em agências de forma privada 25/12/2019 - Puerto Natales - Descanso 26/12/2019 - Puerto Natales - Trilha Base de Torres del Paine 27/12/2019 - Puerto Natales deslocamento > El Calafate - 7h de ônibus durante o dia 28/12/2019 - El Calafate - Laguna Niemez, Lago Argentino e andei pela cidade 29/12/2019 - El Calafate - Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno 30/12/2019 - El Calafate deslocamento > El Chalten - 3h de ônibus saindo as 8h 31/12/2019 - El Chalten - Laguna de los Três / Fitz Roy 01/01/2020 - El Chalten - Descanso 02/01/2020 - El Chalten - Chorrillo Del Salto 03/01/2020 - El Chalten - Mirador de Los Condores e Las Aguilas 04/01/2020 - El Chalten - Laguna Torres / Cerro Torre 05/01/2020 - El Chalten - Madre e Hija 06/01/2020 - El Chalten - Descanso 07/01/2020 - El Chalten deslocamento > El Calafate - 3h de ônibus, saindo as 8h, andei sem rumo pela cidade 08/01/2020 - El Calafate - Lago Argentino, andei pela cidade e meu voo saiu as 19:30h para Buenos Aires > Florianópolis 09/01/2020 - Chegada em Florianópolis Gastos aproximados: DESLOCAMENTO: R$ 3.000,00 R$ 2.139,00 passagem aérea Aerolíneas Argentinas | Ida: Floripa > Buenos Aires > Ushuaia | Volta: El Calafate > Buenos Aires > Floripa R$ 180,00 entre taxi, uber, transfer aos lugares R$ 530,00 deslocamentos de ônibus R$ 135,00 aluguel de carro por 1 dia em Puerto Natales (o carro foi dividido em 4 pessoas) HOSPEDAGEM: R$ 1.280,00 Ushuaia: ANTARCTICA HOSTEL Punta Arenas: HOSTEL ENTRE VIENTOS Puerto Natales: WE ARE PATAGONIA BACKPACKERS (pagamento em dólar estamos isentos de 19% do imposto) El Calafate: FOLK HOSTEL El Chalten: LO DE TRIVI El Calafate: FOLK SUITS Reservas feitas pelo Booking e HostelWorld PASSEIOS: R$ 1.650,00 Mini Trekking Perito Moreno - R$ 700,00 - comprado no Brasil valor com cartão de crédito e IOF Pinguinera + Canal Beagle - R$ 742,00 - pago no Brasil valor com cartão de crédito e IOF | observação importante: se fazer a caminhada com os Pinguins em Punta Arenas é metade do preço e rola reservar lá mesmo no próprio hostel pro dia seguinte. Entrada Parque Torres del Paine - R$ 185,00 (paguei o preço de 2019 ainda) ALIMENTAÇÃO: R$ 1.200,00 (tem mercado, cerveja, vinho e alfajor nessa conta haha) BAR: R$ 200,00 (isso são os extras dos dias que fui pro bar e só consumi álcool) SEGURO VIAGEM: R$ 215,00 TOTAL GASTO R$ 8.000,00 (contando souvenir, extras que eu possa ter esquecido de anotar e etc) Conversões realizadas: 1 real > 13,60 pesos argentinos (Aeroporto Ezeiza de Buenos Aires) 1 real > 185 pesos chilenos (Casa de Câmbio em Punta Arenas) 1 real > 16 pesos argentinos (Restaurante Casimiro em El Calafate) Fiz umas outras conversões zoadas porque tive perrengue de dinheiro que conto depois hahah mas essas três foram as principais que acho que vale citar. TOTAL QUE GASTEI EFETIVAMENTE: R$ 8.900,00 (perdi R$ 900,00 por um golpe na conversão do câmbio no Banco do Aeroporto Ezeiza, eu dei R$ 3.200,00 e eles me converteram como se eu tivesse trocando R$ 2.300,00, fui perceber só agora que já estava no Brasil, foi falta de atenção minha como recém mochileira que achava que tinha pensado em todos os detalhes, só que não... 💔💔) Aos poucos vou contando aqui sobre a viagem dia-a-dia, ah eu também fui postando tudo no meu Instagram (@anavoando), os stories estão salvos no destaques e fui escrevendo no feed também. Ah, leiam o post da Ana que citei lá no começo, eu li e reli um milhão de vezes e ela dá várias dias ótimas!! Espero que gostem! Continuarei aos poucos, Ana Caroline
  2. 2 pontos
    Olá, aqui vai o relato de nossa viagem para Europa com um bebê de 1 ano. O fórum Mochileiros ajuda nossa família desde 2005, então me sinto quase na obrigação de contribuir de volta para a comunidade! Nossa aventura com bebê começou muito antes do embarque, com um minucioso planejamento, desde roteiro, vôos até escolher como faríamos com a alimentação dela, até marcar no mapa todos os hospitais pediátricos nas cidades que visitaríamos. O relato foi feito em parte no word, em parte em mensagens de whatsapp, e tem dois dias faltando, mas foi o que deu pra fazer!! Concluindo: não poderíamos ter feito escolha melhor do que a de viajar com nossa filha. O trabalho é árduo, mas o prazer é muito maior, e as lembranças ficarão em nossos corações pra sempre. Não tenham medo de viajar com seus filhos. Roteiro: Madri - Paris - Dijon - Avignon - Nice - Milão - Veneza - Lisboa. Total 28 dias. 07/09/2019 (sábado)- Madri (Victor) Voo Belém - Lisboa (que saiu 22:35 do dia 06/09) tranquilo. Maria Inês dormiu durante todo o trajeto. Dormi algumas vezes e Nem senti o tempo Passar. Chegamos em Lisboa às 10h locais. Fomos ao fraldário trocar a MI e depois procuramos o espaco familia. Era um playground e MI lanchou e brincou por bastante tempo. Tentamos comer algums coisa, mas nâo encontramos nada de interesssnte. Wendy acabou morrendo num sanduíche de queijo e tomate. O voo para Madri atrasou meia hora. Mas que bom que dura somente 50 minutos. Neste voo Mi não quis saber de dormir. Mas a Galinha Pintadinha salvou a pátria e a menina se aquietou. Em Madri, pegamos o ônibus expresso que vai do aeroporto atè a estaćão de trem Atocha ( meros 5 EUR). Ali tivemos que pegar metrô e haja subir e descer escadas carregando nosso malão de 25kg mais o carrinho da MI. Finalmente chegamos a nossa hospedagem. A anfitriã, Pilar, foi bem simpática e nos instruiu sobre a estadia em seu apto. Após nos acomodarmos, fomos ao Carrefour abastecer a casa para a semana. Compramos um jamón delicioso e uma tábua de queijos gouda trmperados (sabor pesto, molho de tomate e outro que não reconheci) que também estava muito boa. As 22h MI foi dormir junto com Wendy ( que reclamou de dor nas costas). 08/09/2019 (domingo)- Madri Saindo do aeroporto, pegamos o ônibus 203 que leva até a estação atocha. De lá, pegamos o metrô linha 1 até nossa estação : tirso molina, apenas 3 paradas. Fica numa praça, e de lá caminhamos pro apartamento. Chegamos em casa Maria estava com muito sono. Dei pêra e coloquei pra dormir. Nos ajeitamos pra sair pro supermercado. Maria acordou, mas continuava sonolenta. Vestimos, e saímos. Tem um Carrefour muito próximo, na praça. Tava lotado, eu estava muito muito cansada, Maria também.. tive que pensar rápido no que levar pra fazer comida no dia seguinte; café etc. Demoramos um pouco pq não conhecíamos o supermercado, pagamos e voltamos pra casa. Dei ovo frito com pão e queijo pra Maria, pq fiquei com medo de dar a comidinha que levei de casa. Victor ficou fazendo diário de gastos e de bordo. Depois dormiu. Maria estava inquieta, chorando toda hora... quando deu 6:30 ela acordou, tinha vazado pipi. Depois dormiu até 10h, direto sem chorar. Eu acordei 8h, Victor levantou desde cedo, fez comida da Maria e café da manhã. Depois arrumei as mochilas do dia, tomei banho, e aí acordamos a Maria Inês. Demos banho nela, dei o café, ela não quis comer muito. Arrumamos e saímos. Chegamos atrasados na missa em latim, sorte que tinha uma missa nova logo em seguida. Assistimos. Saímos andando da igreja pro Platea Market, onde demos o almoço dela e trocamos fralda de coco. Agora vamos almoçar. São 15:30. O platea market é um mercado moderno, novo; que foi construído num antigo teatro. Lá tem 3 andares, um com restaurantes internacionais, outro com bares de tapas e outro um restaurante com estrela Michelin. O Platea Market ( @plateamad ) é um mercado novo que fica num antigo teatro em Madri. Com esse nome, “mercado”, eu imaginava que era um mercado estilo feira de bairro, com os feirantes vendendo seu peixe etc! Nada a ver! Hahahaha. Na entrada, parecia que estávamos no lugar errado, pois a fachada parece uma galeria de lojas. Fomos entrando meio desconfiados, meio fugindo do sol, e voilà. Encontramos esses oasis. São 3 andares, um com restaurantes internacionais, outro com bares de tapas e outro um restaurante com estrela Michelin. Há varios pequenos shows de hora em hora, e isso também nos surpreendeu positivamente! Pra quem já estava confirmado em não assistir nenhum tango, as intervenções no meio do restaurante foram excelentes. Muito acessível, o local tem elevador, trocador e cadeirão pra bebê, basta pedir! Comemos tapas de bacalhau e uma sangria, no bar de tapas, e costelas de porco no restaurante. Estávamos sem muitas expectativas, e foi uma ótima surpresa. Muito acessível pra bebês, lá tem trocador e cadeirão pra bebê. Infelizmente na afobação, sentamos nos bares e tapas, não pedi cadeirao e dei o almoço dela na agonia, Com ela no meu colo, andando etc. Depois que ela almoçou, ficamos mais tranquilos e resolvemos ir pros restaurantes. Lá eu pedi o cadeirão, ela ficou sentada vendo galinha pintadinha enquanto nos comíamos. Quando terminei de comer dei banana pra ela. Depois do mercado, íamos continuar nosso passeio até a puerta do sol e plaza mayor. Ela começou a chorar, era sono. Fiz ela dormir, coloquei no carrinho, cobri com um pano pq estava muito sol. Fomos pela sombra, mas depois paramos pra tomar um frape, ela acordou, comeu pera, e continuamos. Tiramos foto nas praças, as igrejas que íamos visitar estavam fechadas, seguimos pra casa. Ela jantou, tomou banho, e agora está mamando pra dormir. 09/09/2019 - Madri Hoje acordamos 6:45, Victor levantou logo pra fazer o frango e o café da manhã e eu fiquei ainda fazendo a Maria esticar o sono. Tomei banho, dei o banho dela, dei o café, e tomei o meu. Nos arrumamos, e saímos de casa. Hoje optamos pegar ônibus pois é muito mais cômodo e rápido pra quem tem carrinho de bebê. O ponto fica na praça tirso Molina, bem próximo ao nosso apto. Logo o ônibus chegou, teve engarrafamento mas rápido chegamos ao parque del retiro. Entramos pela puerta Del anjo caído,paramos no parquinho pra Maria brincar e depois ela lanchou. Continuamos o passeio, paramos no palácio de cristal, depois no lago central. Maria ficou vendo os patos nadando no lago. Voltamos pra porta Del anjo caído e fomos pro museu reina sofia. Maria tirou a primeira soneca, no colo do papai. Já eram 12h, o sol começava a esquentar e queríamos um passeio protegido. Chegando lá, ela acordou, trocamos fralda e resolvi dar o almoço. Nós aproveitamos pra comer também. Fomos no café do museu, pedimos um brunch e dividimos. Vinha com: pão com ovo mole e jamon, pasteries, frutas, iogurte, suco de laranja e café com leite. Nesse café, pedi cadeirão pra bebês, e pedi um prato pra aquecer o almoço da nenem. Muito cômodo para famílias! Ela almoçou direitinho e foi uma paz. Visitamos as principais sala do museu, guernica, Dali e Miró. Depois fomos pro museu Del Prado. Lá, começamos pelas exposições temporárias: Fra angélico e vermeer, rembrandt e velasquez. Maria dormiu logo no fra angélico. Acordou no final da exposição seguinte. Demos lanche e trocamos fralda. Nos museus têm fraldário e e muito cômodo pra nós. Depois, fomos pra coleção principal. Vimos El greco, el bosco, velasquez, tintoreto, tiziano, Rafael, Rubens. . Infelizmente não deu tempo de ver goya nem caravaggio. Eram 18h e tínhamos que ir pra casa. Paramos no bar el gatos, comemos tapas de jamon com queso, bacalhau e sardinha, tomamos sangria. Maria comeu pêra. Depois seguimos pra casa. Mamãe wendy deu banho e jantar, enquanto papai victor foi ao supermercado. Tomei banho e em seguida coloquei nenem pra dormir. 10/09 - terça-feira Maria acordou 6:30. Tentamos esticar o sono e não conseguimos. Beleza, fui tomar banho, fiz o café dela. Victor foi trocar a fralda e tal. Na hora de comer ela não quis. Estava com sono! Victor pegou no colo e ela dormiu de novo.. e nós tbm kkkk Havia faltado energia. Estávamos no escuro. Acordamos de novo 9h, nos arrumamos (tínhamos tomado café cedo), aí ela acordou, comeu apenas ovo. Não quis abacate. Vestimos varias camadas nela, e saímos de casa 10h. Antes de sair, falei com a proprietária Pilar, que apenas ligou o disjuntor que tinha disparado. Depois descobrimos que não dá pra ligar varios aparelhos ao mesmo tempo. Estávamos com ar, fogão de indução e exaustor ligados. Primeiro Fomos na basílica de São Miguel depois no mercado de São Miguel. Ficam bem perto do nosso apto. No mercado, Não tinha mesas. O mercado é bem pequeno, com balcões com restaurantes, bares de tapas, cafés. Queríamos um local com mesas e cadeiras. Entramos num restaurante fora do mercado, já eram 11h. Pedimos um café brunch, cadeirão, maria Inês comeu banana. Saímos, comprei um croissant e dei pra ela comer. Ela gostou. Andamos até a igreja de san andres de gines, conseguimos entrar e visitar. depois seguimos pro mosteiro das descalzas, onde não pudemos entrar, só poderia com tour guiado as 13h. Continuamos pra igreja de san Antônio de lós Alemanes, passando pela gran via, a times square de Madri! A igreja é considerada a capela sistina de Madri. Muito bonita, cheia de afrescos. Cá estamos. Maria dormiu no caminho pra cá. Seguimos pela calle de pez e depois Calle de lós reyes, até chegar na Plaza de Espanha. Plaza de Espanha fechada para obras. Não pudemos entrar. Continuamos caminhando pro Palácio real de Madri. Lá, vimos a troca da guarda e tiramos foto. O sol estava forte, Maria acordou, resolvemos procurar um restaurante pois era hora do almoço dela. Vagueamos pela Ópera, até que decidimos entrar no La Traviata (rs). Menu del dia 13,95, dois pratos; sobremesa e bebidas. Pedimos lasanha, espaguete ao jamon e alho, que estavam deliciosos, e depois dois tipos de carne, que estavam ruins. Sangrias (uma com a comida e outra no final, vinho rosé. Mas o atendimento foi muito bom, garçons super simpáticos e prestativos. Nos deram cadeirão pra Maria Inês, levaram a comida dela pra esquentar e ainda lavaram o pote. Colocaram meu celular pra carregar. E me deram um copo de plástico pra levar a sangria que eu não sabia que estava inclusa no menu. Também conversamos bastante com uma inglesa simpática na mesa ao lado, encantada com a Maria Inês. 15h saímos do restaurante, voltamos pro palácio, mas antes paramos pra fotos e brincar no parquinho. Finalmente, lá chegando… fechado para evento oficial. Tiramos foto por fora do palácio, estava ventando muito e o tempo fechando, ia chover. Colocamos a capa de chuva do carrinho e entramos na catedral de la almudena, Maria mamou e dormiu (demorou, mas dormiu). Mais à frente, entramos na basílica de San Francisco el grande. Maria acordou, comeu banana. Saímos de lá, continuava ventando muito e com cara de chuva. Sentimos pingos. Paramos no supermercado pra comprar banana e queijo, e caminhamos de volta pra casa. Ficamos em dúvida se parávamos pra esperar o tempo melhorar, mas vi que estávamos bem perto de casa, então resolvi ir direto pra casa. Chegamos 18:30 em casa. Maria vai tomar banho e jantar. Amanhã vamos pra Toledo, espero que consigamos ajustar o fuso horário dela e acordar cedo pra sair cedo. Maria estava muito danada e agitada, o jantar demorou demais. Só foi dormir às 21h, de novo! Fizemos a comidinha de amanhã. Frango, arroz, lentilha, brócolis, batata e cenoura. 12/09/2019 - quinta-feira Acordamos 7:00, tomamos banho, recolhemos as últimas coisas, Maria acordou, trocamos a fralda e colocamos a roupa dela. Almoço e jantar, lanches na lancheira, saímos 8:15 de casa. Pegamos o metrô 8:24 e em 5 minutos chegamos em atocha. O ônibus do aeroporto tinha acabado de chegar, subimos e às 9:25 chegamos no Barajas. Despacho de malas, segurança, fomos pra área de embarque. Maria tinha comido banana no ônibus e agora comia pão com queijo, num café do aeroporto onde mamãe e papai também fizeram o desjejum. Depois, trocamos a fralda, tinha popô. Renovada, brincou no playground até que o portão de embarque foi anunciado. Seguimos pro embarque. Tudo é uma pernada... no embarque, tratamento vip 😁 sempre embarcamos antes de todo mundo, por causa da Maria Inês 🤣 Antes de decolar Maria dormiu. Porém acordou logo após a subida!!! Dormiu pouquíssimo. Passou o voo inteiro “no 12”. Chegamos no aeroporto charles de gaule às 14:15. Ainda no avião, ela fez um popô FEDERAL. tava podre demais. Não aguentávamos mais o _futum_. Assim que descemos da aeronave corremos pro fraldário. Impestou o local. Trocamos até a roupa pq vazou. Saindo de lá, pegamos a mala e maaaais uma pernada pra chegar no RER, trem de acesso à Paris. Compramos o ticket, entramos no trem. Em 20 minutos estávamos na estação Châtelet. Nos enrolamos pra descobrir que o mesmo ticket dava acesso ao metrô também. Trocamos então pra linha 14, rumo à estação olympiades. Lembrando que tuuuudo é longe. Até que enfim chegamos. Mais uma caminhada de 10 minutos até o nosso novo apartamento, que foi fácil de encontrar. O airbnb é de um quarto privado em um apartamento onde mora uma família. Quem nos recebeu foi a sra Anita, mãe da anfitria do airbnb. É indiana. A casa parece um Maracá de baiana KKKKKK tudo bem ajeitadinho, bem arrumadinho, com vasos de flores artificiais, paninhos, bibelôs, posters, uma infinidade de enfeites. O quarto tem uma cama de casal. Ela nos forneceu um Moisés de carrinho pra Maria dormir. O banheiro é separado da sala de banho. A sra Anita é muito simpática. Nos instalamos, tomamos banho e saímos pra conhecer a Bercy Village. Uma caminhada de 20 minutos;. Demos uma volta por lá olhando os restaurantes e decidimos entrar num que tinha comida francesa. Pedimos hambúrguer e carne com alligot. Uma delicia e nos empanturramos. Maria jantou sua comidinha. Tomamos sorvete na sorveteria Amori. Voltamos a pé, paramos no supermercado pra comprar mantimentos para amanhã. Chegamos em casa, Maria tomou banho, se arrumou e dormiu. Papai lavou o pijama de popô. Amanhã cozinharemos. Amanhã também haverá greve geral de transporte em Paris. Sexta feira 13 👻 13/09/2019 - sexta-feira Paris Fizemos hoje Museu do Louvre, Jardim das Tulhérias e Museu de l’Orangerie. Jantanos no Bistror des Victories, na região do Louvre, onde comemos um magret de canard excelente. A greve dos transportes não nos afetou, pois a linha de metrô próxima ao nosso apto é 100% automatizada. Infelizmente, algumas salas do Louvre estavam fechadas. No louvre, Maria Inês revezou entre carrinho, colo e andar. Fomos nas salas que mais nos interessavam, e fugimos da Gioconda. A fila é surreal de grande, ocupando vários andares do museu. Demos o almoço dela sentados num pufe entre as seções do museu. Durante o passeio, vimos diversos casais com bebês e crianças, bebezinhos quase recém nascidos, até crianças maiores. Quem vai com carrinho tem alguns perrenguinhos. Nem todas as salas são adaptadas e cada sala tem um tipo de adaptação diferente. Mas nada demais, super tranquilo. Aproveitamos o passeio, tiramos fotos. Saindo do museu, fomos almoçar num dos melhores restaurantes da viagem. Indicação de algum blog. Comemos canard e tomamos vinho. Neném jantou. Seguimos para nossa odisseia de volta pra casa. 14/09/2019 - sábado Paris Hoje acordamos 7h, tomamos banhos, nos arrumamos, demos o café da Maria e fizemos a comida dela. Saímos 9:45 de casa, rumo à notre dame. Paramos no caminho pra tomar café e croissant. Notre dame toda fechada para reforma. De lá fomos pra saint chapelle. Perrengue pra trocar fralda de cocô: não tinha trocador nem bancos nem cadeiras. Trocamos no carrinho. O banheiro era muito inacessível pra lavar o bumbum. Em seguida, saímos d ela é paramos na frente do panteão mas não entramos. Entramos no restaurante comptoir du pantheon pra dar o almoço da Maria e lanchar. Depois, seguimos pra igreja de Santo Eustáquio. Fez coco de novo. Trocamos no carrinho de novo, dessa vez lavei o bumbum na pia do banheiro da igreja. Partimos pro jardim de Luxemburgo. Lindo!! Maria fez piquenique com os amiguinhos franceses, penetrou num aniversário de 1 ano, tiramos muitas fotos, passeamos, vimos pôneis, mas ela não podia andar, depois tirou soneca. Já eram 18h, caminhamos uns 20 minutos até um restaura recomendado, chegando lá estava fechado. Mais 20 minutos pra chegar no outro. Valeu a pena, a costela estava deliciosa. Acompanhada de purê e tutano. Quando abri a vasilha do jantar da Maria ela espocou e saiu um gás de dentro. Estava borbulhando. Estragou!! Não sei como!! Provei e tava horrível, cuspi. Dei purê de batata,pão e banana. Chegamos tarde em casa. 15/09/2019 - domingo Passamos o dia em casa pois Maria Inês teve febre desde as 2h da madrugada. Ela dormiu bastante, de11:30 às 15h. E nós também. Acredito que todos estavam muito cansados. Não conseguimos ir à missa. Às 16:30 saímos para tentar almoçar/jantar. Comemos num restaurante na rue Tolbiac, Victor começou moules frites e eu um joelho de carneiro. Paramos na nossa boulangerie e compramos tartelete de chocolate com amêndoas. Deliciosa!!! A melhor tartelete da vida! Paramos no supermercado rapidinho e voltamos pra casa. A febre voltou. 16/09/2019- segunda-feira - Paris Passamos a madrugada inteira acordando pra verificar a febre. Ela tomou banho morno umas três vezes. Às 2h, com a febre espaçando em apenas 4/4h, contactos o seguro pelo WhatsApp. O médico só poderia vir em casa apos o amanhecer. E as clínicas particulares eram muito longe. Fui dormir 3h, acordei às 5h. Demos banho morno novamente, nos aprontamos e saímos de casa pra clínica. Chamei um Uber. Ele demorou uns 15 minutos. Tivemos que andar pra outra rua, pois na nossa não passava carro. Quando ele finalmente chegou disse que não poderia nos levar pois Maria não tinha cadeirinha de carro. Chorei pedindo que nos levasse e ele disse não. Fiquei puta da vida e amaldiçoei até a 5-a geração daquele indiano safado. Saímos andando procurando um táxi 7h da manhã em Paris. Paramos num café, perguntei e por sorte tinha um ponto perto da tartelete de ontem. Chegando lá, só o telefone e nenhum motorista. Telefonei. Não sei se fui atendida mas passou um táxi de luz verde e eu fiz sinal. Depois de toda essa confusão finamente conseguimos um táxi. Ele nos levou pro Hospital público pediátrico de Paris. deu 15 euros. Chegamos no hospital, entramos pro setor de pediatria. Não tinha filas. Uma técnica fez nosso cadastro, perguntou os sintomas, dados,. Tudo isso no francês inglês. Pediu a carteira de vacinação da Maria mas eu esqueci em belem. Após o rápido cadastro, ficamos esperando a triagem. Logo a enfermeira nos chamou, ela examinou a Maria, perguntou os sintomas. Pediu pra colher urina. Lá vem aquele saquinho de colher urina, de novo… eu já estava visualizando o que viria a acontecer. Maria estava há 12 horas sem fazer pipi. Não ia urinar, a enfermeira ia mandar hidratar, iríamos esperar em torno de 2 horas pra ela fazer xixi, fora o risco de vazar pra fora, como sempre acontece… na minha cabeça, iríamos passar o dia inteiro ali com a Maria. Graças a Deus eu estava errada. Em menos de 10 minutos Maria Inês fez um xixizão, que foi completamente aparado pelo saco coletor. Corri pra enfermeira, que pegou o saquinho e levou pra exame. Mais uma vez fui surpreendida. O exame é feito e dá o resultado imediatamente! Gente! Nada de esperar 1h30 pelo resultado!! Eu já tinha ouvido falar disso, uma amiga que mora na Suíça disse que a obstetra fazia o exame de sangue e urina dentro do consultório médico, nas consultas de rotina da gravidez. O resultado sai na hora. Enfim, exame de urina normal, infecção urinária descartada. Voltamos pra sala de espera, pra aguardar o médico. Esperamos um pouco, uns 20 minutos l, pois era troca de plantão. Até que chamaram. A médica Justine Zizi. No consultório, pediu pra tirar toda a roupa da Maria , exceto a fralda. Fez uma série de perguntas, e estranhou quando dissemos que ela tomava domperidona. Na França, só adultos tomam. Dissemos da alergia à dipirona pra enfermejra, e ela nem conhecia. Não é comercializada na França. Ela apalpou toda a Maria, olhou a pele, o ouvido (tirou muita cera do ouvido kkkk) até que chegou na garganta. Estava vermelha e irritada, nas palavras dela, com placas brancas. Disse que a febre era devido a isso. Ufa… encontramos o diagnóstico. Ela disse que era viral, e que não havia necessidade de antibióticos. Que a febre poderia durar até quarta-feira, e que se não passasse, deveríamos procurar o médico de novo. Fez um relatório do atendimento é uma receita de paracetamol e soro fisiológico pro nariz. Deu recomendações sobre alimentação: não dar muito quente e dar o paracetamol antes, coordenar com a febre. Saímos de lá mais tranquilos, satisfeitos com o atendimento público de saúde da França. Paramos num café pra comer e dar de comer pra nenem. O café ficava numa esquina próxima ao hospital, com cadeiras na calçada, e fomos atraídos pelo “menu dejeuner”, que incluía cafe, jus d’orange e un croissant, por preço módico muito inferior aos do centro da cidade. Com dificuldade entramos com o carrinho de bebê, nos acomodamos e fomos atendidos por uma garçonete espevitada. Assim que começamos a falar, ela nos perguntou se éramos portugueses… bem, sim, somos! Mas não! Somos brasileiros, de fato. Ela também era brasileira. Mas não ficamos de conversa, pois ela estava muito atarefada. Ao nosso lado, dois típicos operários franceses tomavam também seu café no balcão. Maria dormiu no meu colo e tomamos um café tranquilo. Saindo de lá, pesquisei no google e decidimos pegar um onibus pra casa. A linha 64 para na frente do hospital e nos deixa bem próximo de casa (lembrando que nossa rua é peatonal, não passam veículos. O ônibus era elétrico, ou seja, não fazia nenhum “pio”, super silencioso. Aquela tremedeira e aquele ronco do ônibus de belém? jamais. Além disso, as pessoas silenciosas. Caladas ou conversando bem baixinho. Um sonho, o paraíso para mim… Durante o percurso, sentei numa cadeira e Victor ficou em pé no local reservado para les poussettes com a Maria Inês que dormia no carrinho. Mais um carrinho subiu e se alojou do lado deles. Em seguida, outro. Um pouco mais na frente, mais um. E finalmente, hegou o 5º carrinho de bebê, este de gêmeos, que atravessou o ônibus sem cerimônia, dificultando um pouco a passagem. Eles que lutem! Mães e bebês têm preferência. Chegamos em casa tranquilamente, Maria acordou no meio do caminho. Temperatura segurou até umas 14h, começou a subir de novo. Demos banho. Baixou a febre. Voltou a subir, quando chegou em 38 demos o paracetamol, Às 15h. Agora 16h já suou e baixou a temp. Tínhamos encontro marcado com a fotógrafa Alexia na Torre Eiffel. Saímos pra ver a torre Eiffel e depois voltamos. Ela já estava melhor, sem febre... e já havíamos contratado uma fotógrafa. O ensaio foi legal, fomos nos soltando, ela vai instruindo que poses fazer. Nas fotos de casais, fica reparando nossos pertences e a bebê. Maria riu bastante no ensaio de fotos. Depois do Trocadero, fomos pro Carroussel, e lá Maria Inês conquistou um casal que fazia piquenique. Ganhou um balão! Voltamos pra casa, o metrô lotado, a viagem longa. Jantou e agora está dormindo. Chegamos na Torre Eiffel, demos “oi” e fomos embora. Muita expectativa, muita animação, felicidade e gratidão por estar em Paris com a minha família. E razões para voltar… de novo! 17/09/2019 - terça-feira - Paris - Dijon Acordamos cedo, catamos nossas coisas previamente arrumadas na noite anterior, fizemos uma revisão e nos despedimos da Anita, anfitriã do airbnb. Uma pessoa sui generis que depois copio a avaliação. Pegamos o trem para Dijon. Chegamos em dijon pontualmente às 11:58. A anfitriã do airbnb que alugamos não me respondia desde março, eu havia perguntado se poderia fazer o check in antes do horário previsto. Ainda no trem telefonei a ela, sem sucesso. Mandei mensagens no app do airbnb e nada. Resolvi pedir ajuda pro suporte da empresa. Eles entraram em contato com ela, e ela respondeu a eles que não poderia nos receber antes das 18h. Ocorre que, pra mim, ela respondeu dizendo que havia um problema de infestação de insetos no colchão da cama, e que por isso ela ia providenciar pra nós ficarmos hospedados no apartamento de amigos dela, próximo ao dela, que também eram anfitriões no airbnb. Isso cheirou a perrengue! Informei essa maracutaia dela pro suporte do app e disse que não estava confortável, pois enfim, eu não tinha segurança nem respaldo algum caso aceitasse ficar na casa de terceiros. O suporte cancelou a hospedagem, me deu um reembolso integral, e começou a me sugerir novas opções de hospedagem. Parênteses. Tudo isso rolando graças ao chip com internet que comprei em Lisboa, e ao mesmo tempo em que procurávamos um local pra guardar a nossa pequena mala de 25kg, depois um local pra comer, tirávamos fotos, dando almoço pra Maria, trocando fralda, depois saindo do restaurante sem eira nem beira nem o ramo da figueira, fomos pro jardim público zanzar à sombra das árvores fugindo do sol e esperando Deus providenciar um teto pra gente dormir. Voltando. Eu disse pro airbnb que não aceitaria local pior, nem pagaria mais por isso. Vai em cima vai embaixo, o suporte me mandava quartos muito afastados, ou um muito ruins, alguns não aceitavam a reserva pra tão em cima da hora. Até que uma aceitou. Olhei as fotos e não gostei, resolvi procurar por conta própria. Meu celular com 10% de bateria. Encontrei um loft inteiro no centro de dijon, mandei mensagem e o anfitrião respondeu na hora. Aceitou, o check poderia ser naquele momento mesmo. A essa altura já estávamos na catedral, e era muito perto do loft dele. Mandei pro suporte e eles confirmaram. Fiz a reserva. Fomos buscar as malas, voltamos pro loft, fizemos o check in com a mãe do anfitrião. Voilà. Graças a Deus encontramos um bom local pra ficar. Na verdade, excelente! Valor bem acima do que estávamos gastando e tudo por conta do Airbnb. Ufa! Agora sim eu estava tranquila. Que perrengue. A tensão estava me consumindo, planos B, C e D já prontos pra serem postos em execução. Ah. No meio disso tudo a primeira anfitriã ainda me ligou? Pediu mil desculpas e fez a oferta do quarto do amigo dela. Eu disse que tinha cancelado a reserva e pedi pra ela me mandar o link do anúncio do amigo. Ela nunca mandou. Não sei qual era a treta dela... mas to feliz em ter me livrado. Nos instalamos e saímos pra passear pelo centrinho de Dijon. 18/09/2019 - quarta-feira - Dijon Acordamos hoje às 7h, Maria Inês parece que já ajustou definitivamente o seu fuso horário. Depois de uma noite calorenta, ficamos de preguiça na cama até que resolvemos levantar pra tomar banho e nos arrumar. Victor foi na frente, depois Maria Inês e eu. Enquanto eu arrumava a pequena, ele fez o ovo do café da manhã. Tentei dar mas ela não quis comer. Resolvemos sair e dar a comidinha dela no mercado onde havíamos programado tomar café da manhã. Saímos de casa já 9h. Ruas desertas, lojas e cafés fechados. Parece que saímos cedo demais! Chegando no mercado, tudo fechado! Caminhões de abastecimento estavam manobrando na área externa, mas dentro do mercado não tinha naaada. Muito vento gelado, eu e Victor escolhemos as roupas erradas. Eu morta de frio. Mas a nenem estava bem protegida com camisa de mangas compridas, jaqueta moletom e casaco corta vento por cima. Tentei colocar a capa de chuva mas ela não deixa ficar. Arranca tudo. Saindo do mercado, o estômago urrando de fome... caça a um café com mesas e cadeiras. Todos fechados, a única coisa que encontrávamos eram boulangeries (padarias), que não tem mesas e assim dificulta muito o processo de dar comida pra Maria Inês. Até que encontramos uma boulangerie com duas mesinhas pequenas. Entramos. Pedi croissant pra Maria, que antes comeu 1/3 de banana e poucas colheres de ovo. Depois comeu um pedaço de croissant. Ela anda meio sem apetite. Resolvemos pegar um trem para Beaune, tínhamos lido que era uma cidadezinha próximo a dijon interessante de se conhecer e provar excelentes vinhos. Não havia mais muito o que fazer em dijon pois já tínhamos matado quase toda a programação (sem entrar nos museus). Pegamos o trem das 10:23, chegamos 11h em Beaune. A cidade é fofa, bem arrumadinha, pequena, muitas flores, casario antigo. Todo dia de quarta tem um mercado que funciona na praça de Halles. Fomos vagando pela cidade, vimos o antigo hospício da cidade, que é um museu e tem o telhado todo pintado e trabalhado em cores primárias, mas não entramos, fomos na catedral, e depois paramos nas informações pra pegar indicação de degustação de vinhos,mas não quisemos ir. Era meio longe. Já estava na hora da Maria Inês almoçar. Entramos num restaurante que parecia bom pq estava lotado. Pedimos a formule do dia. Meio sem graça, ficamos decepcionados pois estamos na capital gastronômica da França... Valeu a pena pra dar o almoço da Maria no cadeirão, trocar a fralda e saber que Beaune não vale a pena. Voltamos no trem às 14:26. Maria estava muito tola e chorona... trocamos a fralda no Change bébé da gare de dijon e resolvemos ir pro jardin de l’arquebuse, pra ela se distrair e brincar. Passeamos, ela viu os patos, brincou no playground, fez amiguinhos, o jardim tem roseiral, laguinho, muitas árvores e flores. Tudo dourado do outono. Depois lanchou, fomos no museu de arqueologia que fica lá mesmo, e ela dormiu no pepei. Aproveitamos que ela dormia e resolvemos ir ao museu de belas artes. No caminho, parei pra comer um kebab, tem muitas lojas aqui e eu fiquei com vontade. Depois de muito andar pelas ruas de dijon, Victor descobriu que estávamos indo pro caminho oposto... andaram andaram andaram andaram... 1 hora depois finalmente chegamos no museu de belas artes. À essa altura, Maria já estava acordada, chorando pedindo pepei e eu muito cansada e sugada. Não quis entrar no museu, fomos na igreja de São Miguel que fica ao lado. Ela mamou um pouco, mas logo em seguida quis ir pro chão andar e saçaricar. Pura tolice... ela tá demais. Saindo da igreja paramos num restaurante na place de la liberacion. Quis ficar dentro e não nas mesas de fora pq venta muito em dijon e eu já estava com frio. Eram 18:30, pedimos duas taças de vinho, cadeirão e demos o jantar. Ela comeu um pouco e começou a cuspir. Cansei. Resolvi apelar pra galinha... comeu o resto do jantar e os remédios assistindo a pintadinha. A tolice e o chororô não nos deixaram aproveitar direito o passeio de hoje. Voltamos pra casa, que é bem perto, dei uma arrumada na mala pra partir amanhã, procedimentos de dormir. Amanhã vamos no trem das 9:40 para Avignon. Esperava mais da capital da Borgonha, pensei que ia tomar uns vinhos alucinantes de incríveis aqui. 19/09/2019 - quinta-feira - Dijon/Avignon Acordamos, nos arrumamos, fizemos o café da Maria e saímos rumo à estação de trem. Nos despedidos do nosso maravilhoso flat com vista pra catedral de dijon e patrocinado pelo airbnb kkkk. Eu tinha esquecido como era bom viajar pra cidade pequena... enquanto em Madri e Paris nosso dia quase não rendia nada, mesmo que em Madri tivéssemos ficado muito próximo do centro, em Paris ficamos relativamente perto também, mas as distâncias fazem o dia mais corrido, mais agitado. São muitas atrações também, vontade de ver tudo; muita foto foto foto. Quando chegamos em dijon matamos quase todas as atrações logo na chegada. Pudemos passear sem pressa, olhando a cidade com mais atenção. A quantidade de turistas também é menor, tudo menos tumultuado. Enfim muito mais agradável. Sensação de férias mesmo. Fomos com calma pra estação de trem, compramos café da manhã na Paul (croissant e quiche e café com leite) nos dirigimos pra Voie de embarque. Logo o trem chegou, nos instalamos com uma pequena confusão. Vou explicar. Na plataforma (Voie) de embarque, por mais que os assentos sejam já marcados, não tem uma fila propriamente dita pra entrar no trem. Onde a porta do trem para, a galera se acumula e vai entrando. Pra conseguir lugar pra guardar a mala temos que ser os primeiros a entrar, igual como acontece no avião e as malas de mão. Logo que o trem chegou nos posicionamos bem na porta, seríamos os primeiros a entrar. Porém depois De uns 5 minutos parado e sem abrir as portas o trem se movimentou pra frente. Ficamos pra trás.. entramos muito depois, o local de guardar malas já estava cheio e não tinha nenhum buraco que coubesse a nossa modesta mala de 25kg. Victor foi empurrado pra dentro do trem com mala e cuia pela horda de franceses e turistas que entravam. Mas ninguém passava pq o corredor é estreito. Embolou tudo. Foram passando por cima. Quando folgou, voltamos pra entrada e ficamos contemplando o bagageiro cheio. Eu havia guardado um espaço com a mochila da Maria, mas não era grande o suficiente. Resolvemos rearrumar as malas dos outros pra caber a nossa. Um bom samaritano se compadeceu de nós e ajudou o Victor a carregar o maletão pra cima do bagageiro. Tudo certo. Todos rimos no final 😂 Sentamos, tomamos nosso café com a Maria hiperativa, depois coloquei no peito e ela dormiu. Passou a viagem toda dormindo. Aleluia!! 🙌🏽🙌🏽🙌🏽🙌🏽🙌🏽 Chegamos em Lyon, desce tudo, estação lotadaaaaaa, não tinha nem espaço pra andar. Paramos no starbucks pra sentar e dar lanche dela. A hora passou rápido e já estava acontecendo o embarque. Corremos pra plataforma e entramos no trem que iria pra Avignon. Maria dessa vez foi acordada mas tudo tranquilo. A viagem foi rápida. Chegamos em Avignon gare TGV. Pegamos o trem pro centro da cidade. Chegando lá, tudo pequeno e fofinho. Fomos andando pro nosso airbnb, a estação central dá direto na rua principal de Avignon que finda na place de l’horloge que por sua vez leva rapidamente ao palácio dos papas e à catedral des doms. Chegamos no airbnb, o anfitrião nos esperava lá. Graças a Deus pq o apartamento fica no 1o andar, e a escada era em caracol super estreita e sem corrimão. 💀 Ele subiu com o nosso maletão, eu com a malinha (MI) e o Victor com o carrinho. O apto é pequeno, um cômodo só com sofá cama, pia, fogão, frigobar, e o banheiro. Muito funcional e até confortável, exceto pelo colchão que me deu dor nas costas. Mas tinha todas as amenidades necessárias. Deixamos as coisas, demos o almoço da Maria, e depois ela dormiu. Saímos com ela dormindo. Fomos direto pro palácio dos papas. Pegamos o pior caminho (obrigada Google maps 🙄). Uma rua toda de pedras muito difícil de andar com o carrinho. Ruelas muito estreitas, com turistas. Parece que de qualquer canto da cidade dá pra avistar o palácio dos papas. É um muro enorme desproporcional ao tamanho das ruelas. E MI seguia dormindo. Chegamos na praça, fotos fotos fotos depois ela acordou, mais fotos. Muitos turistas ali. Entramos no palácio às 17h. Ele fechava às 18h. Victor fará a descrição do local. Saímos e fomos pra catedral des doms que fica ao lado. Ela já estava fechada então continuamos o passeio pela escadaria da catedral que dá acesso ao morro des doms. Uma rampa leva até o topo de uma colina que tem uma vista linda da cidade, do Rio Rhone, e da ponte de Avignon. Maria tava muito enjoada e tola. Não conseguimos tirar Foto dela. Lá em cima também tem um lago com patinhos, cisnes eum café. Maria se distraiu com os patos. O sol estava lindo e o céu limpo. Demos sorte, pois no dia seguinte estava tudo nublado e a paisagem não tava bonita. Descemos e paramos no restaurante l’epicerie para jantar. O restaurante fica numa de muitas pracinhas que têm em Avignon, na frente da basílica de São Pedro. Maria não comeu direito, acho que já estava com sono. Como estava quente e sem vento, sentamos numa mesa exterior. Comemos rápido e fomos embora. Paramos no supermercado, que ficava tbm bem próximo de casa. Chegamos no apto, coloquei ela pra dormir e dormimos tbm. Deixamos pra cozinhar no dia seguinte. Como não conhecíamos a cidade, estávamos meio confusos e perdendo muito tempo olhando o gps. Depois percebemos que não tinha muito mistério a cidade e tudo era realmente muito próximo. 20/09/2019 - sexta - Avignon Acordamos, eu com dor nas costas, banho e papai foi fazer a comida. Arrumei a nenem, dei café da manhã. Saímos tarde, com ela dormindo. Seguimos pro Petit palais, museu ao lado do palácio do papas. Fomos por outro caminho mirabolante do Google maps kkkkkkkk. Aff. Mas serviu pra conhecer toda a cidade. Acabou que “buiamos” à beira do rhones e com uma vista pra ponte de Avignon. Fotos. Continuamos seguindo o mapa até o palácio. A entrada era gratuita uhul visitamos o museu que tinha pinturas italianas e renascentistas, de boticelli e algumas obras que ganharam do louvre, esculturas medievais, arquitetura romana. Era pequeno e um andar estava fechado. Depois voltamos pra praça do horologio, paramos num restaurante pra dar o almoço da nenem e tomar um vinho com queijos, fazer hora pra esperar o museu calvet abrir de novo (os museus fecham 13h e abrem as 14h). A praça do horologio tem muitos restaurantes e árvores, as mesas ficam no centro da praça cobertas por guarda sois e a sombra das árvores. Seguimos pro museu. Lá tinha brughel e bosch, uma salinha com 3 tumbas egípcias (o resto estava fechado), pinturas italianas e francesas, e até arte moderna. Saindo do museu pegamos um caminho pra sorveteria amorino, e descobrimos a 25 de março de Avignon. Kkkk La Braderie é um festival de liquidação de todas as lojas de Avignon, que colocam os produtos na calçada e dão descontos de até 80%. Voltamos pra catedral des doms, pra visitar por dentro. Achei super sem graça lá dentro. Não valeu a pena voltar pra lá. A nave principal é toda em branco e tem um altar redondo com poucos detalhes. Parece uma igreja anglicana. Saímos de lá e fomos atrás de um restaurante que estava marcado no planejamento. Chegando lá não gostamos, fomos procurar outro. Topamos com um restaurante corsa (da Córsega). Pedimos uma lasanha de brócolis e espinafre e um prato que era tipo um escondidinho de carne e salsicha de porco corsa. Acabou que a comida veio maravilhosa! O vinho era muito bom também. Demos comida pra Maria e comemos também. Ficamos pesquisando sobre a Córsega e descobrimos que é uma ilha que faz parte da França, e lá tem um movimento separatista e nacionalista. A decoração era toda referente à Córsega, cerveja Córsega, a charcuterie toda Córsega. E tinha cartazes de protesto contra a prisão de um revolucionário Corsa, que foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato do prefeito da Córsega. Nos demos conta que estávamos num restaurante nacionalista corsa, que provavelmente é lavagem de dinheiro do movimento revolucionário, já que só aceitam pagamento em espécie. Kkkkkkkkkkkk Chegamos em casa cedo, fizemos a comida, fechamos a mala, demos banho e colocamos a nenem pra dormir. Dormimos. Cansados! No dia seguinte partiríamos às 9:40 para Nice. 21/09/2019 - Avignon / Nice Saímos 8:40 de casa pra pegar o trem para Nice. Ainda não tínhamos comprado as passagens. O percurso pra gare de Avignon centre é curto, chegamos, compramos o bilhete na máquina, pois já estamos habituados. Compramos um café e croissants, e fomos pra plataforma de embarque. O trem chegou, entramos logo pra ter onde colocar as malas e pegar um bom lugar. Como íamos de TER, não há lugares marcados. Tudo tranquilo. Maria dormiu. Chegando em marseille ela acordou. Descemos pra fazer a conexão pra Nice. Paramos num café da gare pra dar lanche pra Maria. Logo em seguida fomos em busca de um banheiro pra troca-lá. A gare de marseille estava apinhada de gente, muito difícil transitar. É só tem um único banheiro. Estava lotado, inclusive o trocador de bebês. desistimos, fomos logo pro trem, pois apesar de ainda faltar 15 minutos pra partida, achei melhor ir logo. Chegando lá quase não tinham mais assentos “bons” mas conseguimos pegar um mais espaçoso. Trocamos fralda de cocô 💩 no banco do trem. Maria estava agitada, danada... ficou tirando o sapato, sentando levantando, chorando, querendo pegar no lixo, querendo fazer tudo o que não podia. Foi uma longa viagem (2:40) até Nice. No caminho, o trem passa varias vezes pela beira do oceano e a vista é bonita. Porém estava nublado. Chegando em Nice, saímos da gare em busca do ponto de ônibus. Rodamos um pouco depois parei no office de turisme. Descobri que o ônibus que queríamos pegar não existe mais. A estação d tram era a 10 minutos a pé. O apto ficava a30 minutos a pé Estava choviscando... decidimos pegar táxi. 15 euros até o airbnb. Chegamos e o anfitrião estava fazendo a faxina. Deixamos as malas e fomos procurar o que comer, e aproveitar pra passear na promenade des anglais. A avenida, que fica à beira mar, tem um calçadão espaçoso, duas vias para carros, ciclofaixa compartilhada com pedestres, e prédios neoclássicos. A cor do mar é impressionante... azul turquesa, mesmo com o céu nublado! Ficamos boquiabertos e caiu a ficha: estamos na côte d’azur! Muitos turistas também passeavam pela orla. Maria Inês, porém, estava tola e chorona, mas tinha que ficar dentro do carrinho por causa do chuvisco. Resolvemos entrar logo num restaurante qualquer, já que os “nossos” eram distante. Paramos no le cocodile, numa mesa com vista pro mar. Pedimos ostras e uma massa com frutos do mar. A massa não estava al dente, mas o sabor era bom. As ostras estavam boas, eu acho, não comi, só o Victor. Tomamos um vinho branco honesto. Maria continuava danada. Colocamos na galinha pra ela sossegar um pouco. Após comer, fomos ao supermercado e voltamos cedo pra casa. Ela jantou e 19;15 já foi dormir. Aproveitamos que estava cedo e descansados, fizemos a comida do dia seguinte, arrumei um pouco a mala, coloquei duas levas de roupa na máquina de lavar e estendi, arrumamos o apto. Fizemos seleção de fotos e dormirmos. A previsão do tempo no dia seguinte era chuva... 22/09/2019 - domingo - Nice Acordamos antes das 7:00, tomamos banho. Maria acordou só 8:00. Tomei café em casa, enquanto Victor dava a comida da nenem. Colocamos o macarrão e o brócolis no fogo. Ontem fizemos só picadinho. O airbnb é muito completo, parece que estamos em casa. Tem tudo! Nos arrumamos, pegamos comida e lanche, saímos 9:20 pra missa das 10h. Estava choviscando. Aff!!!!! Colocamos a capa de chuva no carrinho, ela odiou. Foi chorando no caminho todo. Eu com o paninho da mamãe na cabeça e um casaquinho. Andamos pela promenade des anglais até a igreja, que fica na Vielle Nice, uns 30 minutos. Mesmo com chuva, muitos turistas na rua, e muitos corredores fazendo corrida. Uns franceses bem magrelos e já na 3a idade, correndo na chuva kkkk casais de gordinhos. Casais judeus. Jovens. Todos correndo na chuva. O mar continuava azul turquesa. Ficamos besta de ver um pessoal tomando banho de praia, 9 da manhã com chuva 😂 mais à frente, estava tendo era uma competição municipal de natação, e haja francês nadando!! A chuva aumentou, andamos mais rápido ainda até que chegamos na igreja. Pensei que a Maria fosse dormir, mas nada. Passsou a missa toda perambulando e fazendo danação. No final da missa trocamos a fralda no banco da igreja pois estava feita cocô. Depois dei peito pra ver se dormia. Enquanto isso as luzes iam apagando mas algumas pessoas ainda estavam dentro da igreja. Entendi que a igreja ia fechar mas não me apressei pq ainda tinha gente. Eu queria fazer a Maria dormir e sair de lá com ela na adormecida, procurar um restaurante com calma, pra nos abrigarmos da chuva e dar o almoço. Uma velhota francesa me abordou dizendo que tínhamos que sair. Que ali não era berçário pra dar de mamar. 😡 Eu respondi “Pardon, mais ici c’est la maison de Dieu”. Continuei dando mamar, e sem pressa arrumei as coisas pra sairmos. Fiquei mt aborrecida. Saímos de lá com Maria berrando por estar presa no carrinho. Todos os restaurantes que havíamos selecionado no planejamento estavam fechados. Só abrem segunda ou terça. E os que estavam “abertos” , só abriam mesmo 12h. Que cidade estranha!!!!! Tamanho domingo e tudo fechado! Cidade lotada de turistas! Eu hein! Entramos na catedral, que era perto, dei mamar, nenem dormiu, procuramos com calma um resto no Google. Selecionamos um que dizia estar aberto. Chegando lá, fechado. Decidimos procurar pela rua mesmo. A Nice velha é muito fofa, ruelas estreitas quase todas de pedestres, casas , janelas e portas antigas, coloridinhas de cores pastel e algumas janelas mais forte. Muitas lojas e cafés e restaurantes, mas ficamos receosos de cair em armadilha pra turistas. Aqui claramente se vê a transição entre a França e a Itália. Tem muito da Itália, nos restaurantes principalmente. Paramos no Chez Theresa, pensávamos que era restaurante mas era lanchonete. Comemos aquela pizza de cebola e fomos pra outro. Escolhemos um que tinha boa avaliação no Google. Lá, o atendimento foi estranho e a comida sem graça e cara. a sensação de desapontamento aumentou ainda mais. Dia chuvoso, comida sem graça... Continuava chovendo, fomos pro museu massena. No caminho, passamos pelo jardim de albertier 1e, meio feioso e sem graça também. No museu A entrada era grátis HOJE em razão da Journée du patrimoine. Pelo menos isso. Acervo sem graça, nada demais. Os museus de avignon eram melhores. Saímos do museu e paramos num café pra dar lanche pra nenem. O café também meio ruim. Kkkk. Que zica! Decidimos ir em outro museu pois ainda chovia. No caminho, pela promenade des anglais, parou de chover e ficamos admirando a praia. Descemos, tiramos foto. Desistimos do museu. Passeamos, passeamos. Resolvemos parar num restaurante pra dar o jantar da nenem e tomar um vinho. Já estávamos perto de casa e paramos em um outro rest qualquer, pega turista, mas na beira mar. Quando entramos, o garçom anfipático nos deu uma mesa ruim. Pedi outra mesa, com vista pro mar. Ele negou e virou as costas. Agradeci e disse que o serviço ali era ruim, fomos embora. Eu hein. Andando pra casa, todos os bares e restaurantes estavam fechados. Chegamos cedo de novo, demos janta, nenem dormiu.. Espero que amanhã a zica vá embora, o sol saia, as nuvens Vão embora e consigamos comer uma comida gostosa em Nice!!! 23/09/2019 - segunda-feira - Nice Acordamos empolgados com o sol!! Nos arrumamos e saímos, sem tanta pressa pois o dia amanheceu um pouco nublado e o sol iria sair só após as 10h. Paramos no supermercado e num café pois mamãe wendy teve um “imprevisto feminino”. Chegamos na promenade des anglais... que lindo!!!! O mar estava ainda mais lindo com o sol!!! 😍😍😍 Paramos e tiramos muuuitas fotos. Depois descemos pra praia e maaais fotos. Mamãe e papai tiraram os sapatos e foram colocar os pés no mar mediterraneo. Água geladinha. As pedras da praia de Nice doem nos pés, Victor não curtiu essa parte. As pedras de mosqueiro são fichinha perto delas kkkkk pois em mosqueiro são alguns aglomerados de pedras, já em Nice é uma praia toda de pedras. Seguimos o passeio pela promenade rumo ao elevador do castelo, um elevador que leva ao topo de uma colina, mas o sol já estava quente demais. Entramos na old Nice pra caminhar à sombra. Pelo caminho, passamos pelo cours de saleya, uma espécie de feirinha ao ar livre. Restaurantes de um lado e de outro com lagostas, peixes e caranguejos expostos em aquários. Mas tinha cara de pega-turista. Aliás, deles tinham muitos. Maria dormiu sozinha sentada no carrinho. Fato inédito, e único, nunca mais aconteceu 😂 Chegando no elevador, subimos. A vista de lá é linda!!! Maaais fotos. Do mirante, avistamos toda a old Nice,igrejas, a promenade des anglais, até o hotel negresco. Demos uma volta pela colina; que tem árvores e um parque é um café no centro. Como Maria dormia, não brincou no parquinho. De lá de cima, em outro mirante, admiramos também o porto de Nice. Embarcações pequenas atracadas e cruzeiros mais distante, no mar. Descemos e já era hora do almoço. Ficamos em dúvida se entrávamos em um dos restaurantes do cours de Saleya ou se íamos para outro, marcado previamente nas nossas pesquisas. Hesitamos e eu decidi ir pra outro. Escolhemos certo. Fomos bater num restaurante italiano embrenhado pelas ruelas da old Nice. Comemos um spaguetti com camarão delicioso. Maria almoçou também. Saindo do restaurante, ficamos na indecisão sobre o que fazer no resto do dia. Ir a Mônaco? Ou villefranche-sur-mer? Ou um passeio de barco? O passeio era 18 euros por pessoa, Mônaco não estava nos empolgando muito... decidimos ir a villefranche, que tinha praia de areia. Colocamos o caminho no Google. Pegamos um ônibus e 20 minutos descemos numa parada no meio do nada kkkkkkkj Gente, o Google dá os piores caminhos. E olha que sou macaca-velha de Google. Eu tinha percebido que era cilada, mas deixei o Victor liderar. Ele anda estressadinho e não quis contrariá-lo. Fomos seguindo o caminho esquisito do Google. Entramos na propriedade do que parecia ser um hotel, uma estradinha de ladeira pequena que ia fazendo zigue-zague até a praia. Nenhuma viva alma... só nós. Fomos descendo até que chegamos no estacionamento da praia, que tinha umas mesas de piquenique. A praia logo abaixo, seguia a orla até uns prédios e o centro, estação de trem, mais afastados. Sentamos numa mesa sob as árvores, aproveitamos a brisa, a vista, e dei o lanche da Maria. Uvas. Caminhamos até chegarmos à parte principal da praia. Entramos num restaurante que ficava na faixa de areia, pra sentar e tomar um vinho olhando o mar. Tirei o sapato e levei a Maria pra pisar na areia e na água. Ela estava assustada com as ondas, chorou mas depois se acostumou. Tiramos fotos. Já era hora de voltar pra casa. Subimos uma escada e uma ladeira para chegar na estação de villefranche compramos o bilhete de trem, ficamos perdidos sem saber onde era a plataforma, se do lado direito ou esquerdo. Não tem placas, não tem funcionários. Fui perguntando e encontrei. Sentamos pra esperar o trem. Até que foi anunciado que o próximo trem tinha sido cancelado. O seguinte era dali a 15 minutos. Ok, esperamos. Quando o trem passou, estava lotadissimo. Apinhado de gente, muita gente. Turistas e franceses. Gente com aquele CECE azedo. Putz. Maria dormia no meu colo. Me espremi por la, sentei no degrau do trem. Ainda bem que a viagem era rápida. Chegamos em Nice na estação central, compramos logo a passagem pra Gênova. Saída às 8:01. Caminhamos até a promenade des anglais, paramos no hard rock café. Pedimos duas entradas, um camarão e um trio de mini hambúrgueres. Victor pediu errado os sabores do meu hambúrguer e vieram super apimentados. Pense numa mulher com raiva 🙄 Maria jantou na cadeirinha. Apreciamos o por do sol em Nice. Saímos do hardrock após detonar o tradicional brownie com sorvete. Chegamos em casa, arrumamos as coisas e dormimos. 24/09/2019 - Nice-Genova -Milão Acordamos 6h com despertador. Victor estava nervoso pois o trem sairia às 8:01 para Gênova, tínhamos que sair antes das 7h, e não sabíamos direito se íamos de ônibus, Taxi, Uber ou a pé. Mas eu já tinha pesquisado números de telefone de táxis em Nice pra pedir. Sabia que a pé não ia dar certo... íamos demorar muito e cansar muito. Ônibus também não tinha por perto. Ele tomou banho, depois eu, Maria já acordada. Fechamos a mala, tiramos o último lixo, guardamos a louça da noite anterior, tiramos a roupa de cama e banho - tudo orientações do anfitrião do airbnb. Telefonei pro Taxi (em francês, cof cof), que chegou em 5 minutos. Coloquei um casaco e sapatos na Maria, deixamos a chave de casa na mesa e fechamos a porta... não deu tempo de fazer revisão minuciosa. Espero não ter esquecido nada. O táxi já estava aguardando lá embaixo. Um rapaz simpático, conversou conosco perguntamos de onde vínhamos, e depois elogiou meu francês e perguntou onde eu havia aprendido. Cof cof. Descemos na gare de nice ville, fomos checar a televisão que dá as informações dos trens. Tudo ok. Nos acalmamos e fomos nos despedir da França tomando um café crème et croissants na Paul. Normalmente preferimos patisseries locais e artesanais, mas a paul tem o melhor croissant de todos. E olha que eu testei vários, comi croissant todo dia. Logo deu 7:30, a plataforma de embarque já estava disponível. Corremos pra lá, pra garantir lugar pra mala. Embarcamos. Maria Inês ficou espoletando entre as cadeiras, e nós abestados com a paisagem. A viagem inteira foi margeando o mar Mediterrâneo. Foi lindo! De vez em quando entrávamos num túnel ou passávamos por alguma cidade, mas a maior parte do trajeto foi na beira mar. Vimos praias, prainhas, casas bem defronte pro mar, pescadores. Très belle la côte d’azur!!!!! No trem os anúncios eram feitos em francês e em italiano. Acompanhamos pelo Google maps nossa localização, depois de cruzar a fronteira França - Itália, os avisos passaram a ser em italiano e depois francês. Maria cochilou 40 minutos, e logo acordou. Ainda no trem percebi que as mulheres italianas são mais “presença”. Não lembro de, na França, alguma mulher ter chamado minha atenção. No trem, as italianas não passaram despercebidas. Postura, trajes, cabelos, Acessorios. Elas são belas e imponentes! Resolvi me aprumar mais pra não ficar “por baixo”. Coloquei meu óculos escuro e arrumei o cabelo. Victor colocou a camisa pra dentro da calça. Maria tirou o pijama e trocou de roupa. Chegamos em Gênova com atraso de 20 minutos - coisa que nunca aconteceu na França. Guardamos a mala e saímos da estação passeando pela beira mar/zona portuária de Gênova. Os prédios e construções antigas, muitos camelôs na rua, estávamos numa parte meio esquisita da cidade. Meio suja e desleixada, muita gente estranha na rua. Logo chegamos no Porto Antico, passamos defronte ao aquário de Gênova. Entramos no centro histórico, encontramos uma igrejinha que o Victor visitou e eu não pois tinha uma escadaria e não quisemos fechar o carrinho. O restaurante era em próximo e tinha acabado de abrir. O menu dava direito a 2 pratos, vinho e água. Pedimos: massa ao molho pesto, massa com um camarão estranho italiano, um hambúrguer de peixe com salada e salada de lulas. O pesto estava muito bom, super suave e delicado. A massa de “camarão” também estava gostosa, Com bastante alho e azeite. Victor não curtiu muito. Os outros dois pratos eram sem graça, poderia ter ficado sem. Maria almoçou sua comidinha. Saindo do restaurante voltamos pela rua paralela à beira mar, pela sombra. Ainda na região Porto, varios boxes com lojinhas de comércio informal. O aspecto de sujeira e falta de segurança permaneciam. Nada disso vimos na França. Continuamos o caminho de volta pra estação de trem caçando um gelato e uma focacia. Na rua que pegamos tinham vários departamentos da universidade de Gênova. Vários prédios diferentes, antigos, um ao lado do outro, todos pertencentes à universidade. Passamos pelo campus de ciências sociais, departamento de direito público e processual e de jurisprudência, dentre outros. Encontramos o gelato e a foccacia de queijo recco no HB. Ambos deliciosos. Pedi gelato de 3 chocolates e de baunilha com cookies 😁 Chegamos na estação de trem às 14:50. Compramos o bilhete pra Milão no trem das 14:19, que estava 5 minutos atrasado. Fomos buscar a mala que estava no locker... quando chegamos lá, o local estava fechado!! Bateu o frio na barriga. Por sorte tinham polizeis no meio da estação. Fui na mesma hora falar com eles, pois não tinha informação turística na estação. Expliquei o ocorrido. Destacamos toda a brigada policial - 3 polícias e 2 das forças armadas. Chegando no local, já estava aberto. “Fumare!” A polizei me explicou. Ah tá!! O responsável pelo bagageiro tinha saído pra fumar.😬🤷🏽‍♀️ Resgatamos a mala, peruamos pela estação até encontrar o caminho pra plataforma, e o trem já 15 minutos atrasado. Depois mais atrasos e de 14:19 saímos apenas 14:40. Muita gente viajando pra Milão, o trem está lotado. Maria fez popô... depois de nos instalarmos nos assentos, trocamos a fralda no banco do trem. Coitado do chinês que viaja do nosso lado. Já passamos do Piemonte. As paisagens foram de Campos verdes e montanhas ao fundo. 26/09/2019 - quinta-feira - Milão Acordamos 7:15, com a Maria Inês. Ficamos de chamego na cama depois papai tomou coragem e foi pro banho. Mamãe Wendy levantou com a nenem e foi preparar o café da manhã. Tomamos café, nos arrumamos, e saímos. Colocamos o pé pra fora e surpresa. O que é isso? Chuva? Nublado? Era neblina. Olhei no Google pra confirmar. O dia estava todo fechado, mas não chovia. Ufa! Victor adorou. Estava gostoso, nem calor nem frio. 18 graus. Nossa primeira parada era bem próximo de casa. Castelo Sforzesco, primeiro o parque, depois o museu. O parque é meio sem graça, não tem nada demais. Algumas árvores, um lago bereré e sujo com uns patinhos, poucas flores. Mas chamou atenção o forte perfume que vinha delas. Acho que são primas do jasmim. Íamos caminhando entre elas e o aroma era perceptível. Entramos no castelo, compramos o bilhete sem filas, mas já era mais de 10h, então antes de ver o museu sentamos no café pra dar a merenda da nenem e tomar um capucco. Maria comeu uma tangerina inteira mais um pedaço de croissant do papai. Após o lanche, ficamos peruando parece lesos procurando a entrada do museu. Pergunta de lá e de cá, os italianos dando informações estranhas e nós sem saber italiano pior ainda. Até que descobrimos e começamos a visita. Maria mamou e dormiu logo no início. O museu também é sem graça... tem peças decorativas de igrejas antigas tipo colunas, esculturas, tapeçarias. A melhor parte é a sala del asse, uma sala que foi toda pintada de afrescos por Leonardo da Vinci. Ele morou em Milão, no ducado de Ludovico, il Moro. Foi contratado pelo duque pra fazer a decoração do castelo. Dentre outros trabalhos que ele fez, esse foi o mais importante. Ele começou a pintar a sala, mas a invasão do exército francês o interrompeu, ele foi embora e ficou inacabado. Os soldados passaram uma camada de um tipo de tinta branca por cima de tudo. Em 1860, aproximadamente, o afresco foi descoberto. Um artista foi chamado pra fazer o restauro. Já nos anos 1970, decidiram retirar o restauro, a camada de tinta branca, pra tentar alcançar o afresco original. Em 2013 passou por novo tratamento. O museu fez um vídeo interativo muito interessante pra explicar tudo isso. Terminamos a visita e seguimos pro 1o andar, para a pinacoteca. Também sem graça. Tinha uma exposição de móveis bereré também. Saímos do castelo umas 12:30, seguimos pra basílica de Santo Ambrosio, onde se encontra o corpo inicorrupto do santo. No caminho, procurávamos um café pra sentarmos e dar o almoço da Maria. Todos os pequenos restaurantes que encontrávamos estavam com filas e muito lotados. Estávamos numa área comercial, tinham muitos italianos de terno e gravata saindo pra almoçar. Paramos num café restaurante pequeno também com fila, mas com mesas lá dentro. Fechamos o carrinho, sentamos na minúscula mesa e eu fiquei na fila pra pedir. Pedimos dois pedaços de uma pizza quadrada. O italiano que aparentava ser o dono do estabelecimento fez sinal para eu me sentar e sair da fila, mandou eu pedir pro “ragazzo”. Me sentei, tirei as comidas da Maria e fui pro balcão esperar uma oportunidade, no meio da confusão, pra pedir que esquentasse no microondas. Ele me mandou sentar e esperar. Kkk fiquei em pé, sem entender direito o que ele dizia. Mas continuei em pé no balcão. Esperei pacientemente. desafogou um pouco, ele me deu um prato e esquentou o almoço da nenem. E nada do nosso pedido. Esperamos muito, até que o ragazzo (um garçom ) veio na nossa mesa, reiterei o pedido. Demorou mais ainda. Até que a comida chegou. Maria estava quase terminando de almoçar. Pelo que entendi, ele atende primeiro os pedidos pra levar e depois os pedidos nas mesas. 🤷🏽‍♀️ Saímos daquela confusão, chegamos na basílica, visitamos. Vi o esqueleto do santo! 💀 Voltamos pelo mesmo caminho e paramos em outra igreja, uma meio despintada, mas que é considerada a capela sistina de Milão. Muito bonita mesmo. Toda pintada com afrescos. De lá fomos pro cenáculo, não tínhamos ingresso (tentei comprar pelo telefone, ainda do Brasil, e nunca consegui. Não sei qual o macete pra conseguir esses ingressos, eles esgotam muito rápido) nem conseguimos comprar na hora. Não entramos. Visitamos a igreja ao lado, que tem uma obra do caravaggio. Li que naquele local originalmente tinha uma obra de tiziano, roubada e que hoje está no louvre. Fiquei me perguntando se não há nenhuma regra, acordo ou ética internacional sobre esses roubos, porque continuam nos museus em vez de serem devolvidos pros donos originais? Tentamos visitar a casa do Leonardo mas também estava com ingressos esgotados. Ficamos meio triste. Eram 16:40, Maria dormiu. Andamos de volta pra casa na esperança de parar num restaurante e tomar uma taça de vinho. Os outros pontos turísticos de interesse eram muito afastados e queríamos chegar cedo em casa pois amanhã é dia de deslocamento. Nos perdemos e quando nos achamos já tínhamos desistido do vinho. Viemos direto pra casa. Jantar, banho, arrumar mala, dormir. Amanhã vamos pra Veneza no trem das 8h. 27/09/2019 - sexta-feira - Milão / Veneza Acordamos atrasados. Em vez de 6h, só despertamos 7h. Tomamos banho apressados, guardamos pijama e necessaire, colocamos o sapato na pequena e saímos pra stazione Milano Centrale. Chegamos lá 8:36. O trem que queríamos pegar saiu 8:25. Tudo bem, ele custava só 20 euros mas levava 4 horas pra chegar em Veneza. Pagamos mais caro no trem das 9:45, o Frecciarossa que leva 2:26 pra fazer o mesmo trajeto. Enquanto esperávamos, tomamos café na estação. Capuccino e croissants. Maria comeu abacate, croissant e quis tomar capuccino conosco. Agora ela quer comer tudo o que comemos. Gelato, capuccino, massa. Tudo o que ela vê a gente comendo, abre a boca também pedindo pra comer. Daí a explicação daquela foto de boca aberta e o gelato. Assim que a plataforma foi informada, levantamos acampamento e seguimos pro embarque. No trem, estávamos em cadeiras separadas. Creio que por termos comprado a passagem em cima da hora, sobraram só lugares distantes um do outro. Pedi pro passageiro que ia ao lado do Victor pra trocar de lugar comigo. Ele disse não. Fiquei com raiva e comecei a bolar planos de vingança👿 Levantei da minha cadeira com a Maria e levei pra trocar, no colo do Victor. Infelizmente não tinha popô. Na fileira ao lado, uma família com uma filha e um filho, de 6 e 4 anos respectivamente. Maria, que adora fazer amigos, se animou e foi interagir. Fiquei em pé com ela, conversando com os pais e as crianças. A mãe, Eleonora, é tradutora italiano -inglês/russo. O pai Michele acho que é jornalista. As crianças, Niccolo Roberto e Martina. São de Bira, no sul da Itália. Martina adorou a nenem e ficou brincando com ela. No final, já estava protegendo a cabecinha da quina da mesa, dizendo “não” quando ela ia pegar algo do chão, levando pra passear e trazendo de volta kkkkk Eles iam pra um parque de diversões estilo Disney, que tem aqui próximo a Verona. No final, a despedida foi longa. Muitos “ciaos”, praccere em conhecere, beijos e abraços, e mais ciaos. Convites para ir a Bira e a Belem. Nossos amigos foram embora, Maria continuava elétrica. Resolvi colocar o iPad com galinha pintadinha. Troquei de lugar com o Victor, e sentei ao lado do italiano insensível que não quis trocar de lugar. Pelo que percebi, ele estava se preparando pra uma apresentação de power point, pois vi as impressões dos slides e ele lia e relia e falava sozinho. Coloquei a galinha pintadinha num volume baixo, pra quem estava longe. Ele começou a falar em voz alta e repetir as coisas pra si mesmo, como se esforçando pra manter a concentração. Ri sozinha. Minha vingança havia se completado. HUA HUA HUA. 😈 30 minutos depois, nenem se enjoou do iPad. Mamou e dormiu. Chegamos em Veneza, ela se acordou na saída do trem. Logo pegamos o trem seguinte para Spinea, cidade vizinha a mestre, onde estamos hospedados. A casa fica logo atrás da estação de trem. Quando descemos, pegamos o caminho errado e demos uma volta desnecessária. O Google da o endereço errado, o que eu já sabia. Ficamos vagando em busca do N. 33, até que achamos, de fato, atrás da estação. Percebemos que tínhamos andado demais, sem necessidade. Kkk A casa estava toda fechada, com correspondência acumulada na caixa de correio. Eu estou sem créditos no celular, sem internet. Tentei telefonar para a anfitriã mas escutei uma mensagem em Itáliano, não entendi o que dizia. Presumi que era uma mensagem avisando da falta de créditos e que a ligação não havia sido completada. Fiquei tentando decidir o que fazer, bolar os planos B, C e D... Um senhor de bicicleta chegou na casa ao lado, então o abordei perguntando se conhecia a pessoa que morava ali na casa 33. Ele não falava um pingo de inglês. Disse que o portão da garagem ficava sempre aberto, e que era estranho estar fechado. Perguntei se era a “Donna” Sonia que morava Ali; ele disse que sim. Me perguntou se eu havia telefonado, eu tentei explicar que meu telefone não funcionava. Ele pediu o numero, ia ligar do celular dele. Nessa hora, a tal Sonia me liga dizendo que chegaria em 5 a 10 minutos. Ufa!! Já estava tensa. Uns 15 a 20 minutos depois ela chegou, abriu a casa. O check in estava marcado pras 15h, e ainda eram 12:45. O quarto estava ainda desarrumado, outros hóspedes haviam desocupado recentemente. Ela disse que ia preparar o quarto, e que era pra esperarmos na sala. Deixei nossas tralhas no quarto, demos o almoço da Maria, trocamos fralda, e saímos no trem das 14:14. Nessa estação, spinea, o trem passa sempre aos 14 e aos 41 minutos de cada hora. Chegamos em Veneza, linda! Fomos logo tirando fotos, depois seguimos pro restaurante antico Gaffaro, onde jantamos também na nossa chegada em Veneza, em 2016. Fizemos o mesmo trajeto, vimos os mesmos locais e ficamos lembrando da nossa chegada em 2016, a noite, -2ºC. Achamos o restaurante, sentamos e pedimos a comida. Eu estava urrando de fome. Pedi carbonara e Victor, amatriciana. Maria novamente mostrou interesse na comida, bem enfaticamente na verdade, ela praticamente exigia comer também. Eu comia uma garfada e dava uma outra pra ela. Nos deliciamos num dos melhores almoços da viagem. Pedimos meio litro de prosecco da casa. Aproveitei pra dar o lanche da Maria, pois já eram 15:30. Saímos do restaurante de alma leve... Veneza está lotada, apinhada de turistas. Fomos caminhando com dificuldade pelas ruelas, em direção à praça de São Marcos. Tomamos gelato, o qual também foi dividido com a Maria Inês, que abria a boca e só fechava quando colocávamos a colher suja de sorvete na boca dela. “Uma pra mamãe, uma pro papai, uma pra nenem”. Tive que me esconder com o sorvete pra ela não pedir mais. Andamos, andamos, andamos até a praça. Chegando lá, mais turistas. Dificuldade em tirar fotos, de tanta gente. Fotos fotos fotos, Maria andou, perseguiu os pombos, caiu, levantou, chorou, fez popô. Fomos em busca do banheiro público pra trocá-la. Chegando lá, era pago, 1,50 euros. Não quis pagar, trocamos no carrinho mesmo. Dei peito e ela dormiu. Fomos em busca de um bar a vins. Encontramos, mas estava aberto só para jantar. Desistimos. Já eram 18:00, decidimos voltar pra estação Santa Lúcia e ir pra casa. Andamos de volta, desviando de turistas, chinas etc. paramos no supermercado, não tinha frango nem picadinho, nada de carne. Não encontramos outro super. Chegamos em Santa Lúcia as 19:15. Pegamos o trem das 19:40. Dei o jantar da nenem dentro do trem. Chegamos em casa, procedimentos de banho e dormir. Eu estava muito cansada da maratona. Pra passear com a Maria, temos que carregar o carrinho em todas as pontes. Minha mão ficou cheia de Calos e eu cansei demais. Não gostei... no dia seguinte vou levar o canguru. Os turistas são chatos, me incomoda demais. Em dezembro de 2016 a cidade estava vazia, transitável, apesar do frio de rachar. Agora é turista pra todo lado, eles são mal educados, não tem sensibilidade com os bebês nem com as famílias. 28/09/2019 - sábado - Veneza Hoje nosso dia começou todo enrolado, saímos atrasados de casa porque nos enrolamos fazendo a comida da nenem, o trem atrasou, enfrentramos uma fila enorme pra pegar o vaporeto pra Murano, com direito a “barraco” que quase chegou às vias de fato com um turista que, tentando atravessar a fila do vaporeto que cruzava toda a calçada, se aborreceu e empurrou o carrinho da neném (no sentido contrário ao das rodas, ou seja, com real risco de tê-lo derrubado com a criança sentada nele). Saí esbravejando atrás do cara, e tive que ser contida por outros turistas. Victor ficou parado na fila, segurando o carrinho e achando graça. Fiquei ensandecia e tremia de raiva.Enfim. Chegando em Murano, nos perdemos um do outro, depois nos encontramos, e andamos muito tempo pra encontrar a estação do vaporeto pra Burano, e quando encontramos, adivinha? Uma fila ainda maior. Depois de tanta tensão, seja pelo barraco com o velho, seja por ter me perdido do Victor, tudo isso sob um sol de lascar: Desistimos... voltamos tuuudo de novo pra Veneza. Chegamos exaustos e com a sensação de um dia perdido. Fomos almoçar no Chat Qui Rit, um bistrot sofisticado, caro, bom atendimento, comida conceitual, pouca, até gostosa mas não me convenceu. Mais sensação de derrota. Após o almoço, ainda no restaurante, eu decidi trocar a fralda da Maria Inês. Descobri que havia esquecido de colocar fraldas descartáveis na mochila. Desespero bateu de leve… Comecei a procurar uma farmácia por perto. Por providência divina, havia uma farmácia a 1 minuto de distância. Fui, comprei um pacote de fraldas quanse chorando de felicidade. Em Veneza tudo é distante, com muitos turistas, difícil de transitar. Já estava imaginando ter que andar muito pra encontrar essa fralda, e depois retornar ao restaurante, o transtorno que seria.. Veneza apinhada de gente, difícil de transitar entre os turistas, ainda mais com carrinho de bebê. Eu estava cansada, suada, com calor, insatisfeita com o dia e questionando minha escolha de vir a Veneza. Logo eu, que amo tanto a cidade... Decidimos levar a bebê pra brincar no giardino, andamos bastante, graças a Deus as pontes da margem a partir de St. Market têm rampas. Quando chegamos no jardim a bebê já tinha dormido. Ficamos descansando. Decidimos tomar uns drinks em alguma osteria pelo caminho. Estávamos, à essa altura, no bairro de Castello. A quantidade de turistas já havia diminuído significativamente 🙌🏽 pudemos caminhar com tranquilidade e calma, e a sensação boa de estar na “nossa” Veneza voltou. Sentamos num bar à beira do canal, pedimos bruschetas de bacalhau e marguerita e prosecco e aperol. Divino! Repetimos! Ficamos observando os casais que chegavam à beira do canal. Crianças no andar superior de uma casa estavam se fantasiando e vinham à janela acenar pros transeuntes. Fiquei acenando de volta. Ufa! As coisas começavam a dar certo, finalmente. O sol já tinha esfriado, quando saímos do bar demos de cara com ele, ali todo pomposo. O fim de tarde estava lindo e tivemos oportunidade de assistir ao pôr do sol de “camarote”, em Castello. Que presente! O pôr do sol foi um dos mais incríveis que já vi na vida e ficará na memória pra sempre. Fiz time lapse, muitas, muitas muuuuuuuuitas fotos. Voltamos à ferrovia de vaporetto e fomos admirando o show de cores no céu, após o anoitecer. Ele ia mudando de cor, de laranja para lilás. Gratidão 🙏🏽 29/09/2019 - domingo - Veneza e Pádua Último dia em Veneza! Acordamos, nos aprontamos, pegamos o trem de Spinea para Veneza. Iríamos assistir à missa Tridentina numa igreja defronte à estação Santa Lucia, na Chiesa de San Simeon Piccolo. Chegamos um pouco cedo para a missa, então resolvemos tomar café em algum lugar. Saímos procurando onde sentar, havia uns hóteis pequenos que serviam café nas mesas do lado de fora, mas achei os preços salgados demais. Seguimos andando meio sem rumo pelas redondezas, cruzamos uma ponte bem pequena e resolvemos parar num local que tinha preços melhores e ficava à beira do canal. Pedimos o tradicional café, suco de laranja e croissant. O croissant estava horrível, mas o café e suco de laranja, ótimos. Maria ficou zanzando por lá, revezávamos eu e Victor pra acompanhá-la. Pagamos e fomos pra missa. Pensei que ela iria dormir durante a celebração, mas não rolou. Ficou muito sapeca durante toda a missa e acabou cativando o casal que estava sentado no banco de trás. Após a missa, seguimos para a ponte de Rialto, onde iríamos realizar um último desejo em Veneza: almoçar à beira do canal. Escolhemos almoçar no mesmo restaurante que papai e mamãe haviam passado no ano anterior, “Al Buso”. Andamos muito, seguindo as placas amarelas que indicavam o caminho “per Rialto”, acompanhados de muitos turistas. Finalmente chegamos no restaurante. Conseguimos uma pequena e espremida mesa para duas pessoas, mais o espaço para o carrinho. Infelizmente a mesa não estava exatamente à beira do canal, ficamos separado dele por uma outra mesa, que logo vagou e foi ocupada por um casal de chinas. Mas tudo bem. A vista estava ótima, a comida saborosa, realizamos nosso desejo. Não pude deixar de me incomodar com a quantidade absurda de turistas que se amontoava ao redor do cordão de proteção que o restaurante coloca na calçada para delimitar seu espaço. Ocorre que ali ao lado, bem “rente” tem um popular ponto de tirar foto com a ponte. Mas tentei abstrair e me alegrar e aproveitar ao máximo aquela experiência. O garçom esquentou a comida da Maria Inês, ela comeu, depois eu comi. Meu prato estava super apimentado, depois pedi pra trocar com o Victor. Saindo de lá, fomos trocar fralda da Maria Inês. Paramos num dos banheiros públicos da cidade, e lá chegando havia um grande cartaz informando que menores de 6 anos não pagavam a entrada no banheiro. Pedi a entrada para a bebê, e a servente me cobrou 1,50 para a minha entrada. Expliquei que eu não iria usar o banheiro, somente a criança. Ela insistiu que eu deveria pagar. Eu respondi que não estava entendendo, pois o cartaz dizia que era grátis. Ela partiu pra ignorância. Começou a falar em italiano, perguntou se eu falava italiano, ao que respondi que não. Então começou a me dizer que eu se eu viajava para a Itália, deveria falar italiano. Não fiquei calada, respondi em português mesmo um monte de coisas. Desci, abri o carrinho e troquei a fralda lá na frente mesmo. Seguimos pra estação Santa Lucia, pegamos o trem para Padua, onde iriamos visitar a capela do Giotto. Na estação de Padua, bem pertinho, fomos ao banheiro trocar a fralda da nenem, não pagamos nada e depois o funcionário ainda me deixou usar o banheiro de graça. Andamos até a capela. A cidade estava muito diferente do que havíamos visto em dezembro! Passamos pela ponte, pelo parque, que estava todo dourado do outono. Chegando no museu, compramos o ingresso, tomamos um café, dei lanche pra Maria, assistimos a apresentação mutimídia que antecede a visita, depois fomos para a fila pra entrar na capela. A entrada é muito burocrática por conta da preservação dos afrescos. Lá dentro pudemos contemplar a riqueza e a singularidade das obras de Giotto. Ficamos embasbacados com a beleza e a histórioa do local. Tiramos fotos enquanto tentávamos conter a bebê que estava bastante danada. 15 minutos depois, nosso tempo terminou. Saímos do museu e fomos pro jardim. O sol estava se pondo, mais ou menos igual à nossa visita em 2016. Tentei reproduzir a mesma foto que fiz na época, agora no outono e já com um rebento no colo. O jardim estava animado, com barraquinhas de comida, música e várias famílias e jovens por ali. Sentamos, Maria Inês dormia. Victor foi buscar prosecco e pizza para nós. Nossa despedida da Itália não poderia ter sido melhor! Voltamos de trem para Spinea. Maria Inês jantou, dormiu, arrumamos nossas coisas pra viagem do dia seguinte, rumo à Lisboa. 30/09/2019 - segunda-feira - Veneza/Lisboa Acordamos cedo, pegamos nossas coisas e saímos sem tomar café. Maria tomou café no trem e nós no aeroporto, quando chegamos. Pegamos um trem para Mestre e de lá, depois de nos enrolar um pouquinho, pegamos o ônibus para o aeroporto. Estava meio ansiosa para a viagem de avião. Chegamos extremamente cedo e com muita antecedência no aeroporto Marco Polo. Sentamos num cafe, comemos e ficamos por ali. Depois, despachamos a bagagem, fizemos o check in e entramos no embarque. Pegamos o avião para Lisboa, lá chegamos, tentei colocar créditos no meu chip sem sucesso. Compramos um ticket de ida e volta da linha de ônibus do areo, que nos deixou bem perto do nosso airbnb em Lisboa. Nos acomodamos e resolvemos sair para jantar num restaurante que já havíamos pegado recomendação e tínhamos planejado ir em 2016, mas a visita foi frustrada por conta do nosso atraso de vôo na época. Era o restaurante Laurentina, o Rei do Bacalhau. Saimos de casa e fomos andando pela Av. Fontes Pereira de Melo rumo ao Parque Eduardo VII. Eu estava mole e febril. Tomei remédio. Paramos num café do parque para lanchar. Maria tomou suco de laranja e eu fiz amizades com duas mães que estavam ali no parque brincando com seus bebês. Seguimos pelo parque acima, tiramos fotos no monumento no topo da colina. Seguimos pela rota do google maps até o restaurante. Lá, pegamos uma mesa. Eu pedi um bacalhau cremoso e Victor um bacalhau com batata. Maria Inês jantou sua comidinha. Voltamos a pé por outro lado do parque, paramos no supermercado, compramos alguns mantimentos e fomos pra casa. Maria Inês dormiu no carrinho. Chegando em casa, transferi pra cama, tomei banho e dormi. Victor ficou cozinhando as refeições da Maria dos próximos dias. 01/10/2019 - terça-feira - Lisboa Acordamos, tomamos café, nos arrumaomos e saímos a pé pela Av. Pereira de Melo, chegamos ao monumento do Marquês de Pombal e seguimos na Av. da Liberdade. A avenida é larga, tem vias principais no meio e menores nas laterais. É toda encoberta com árvores e o calçadão de pedras, com banquinhos e coretos, além de lojas de grifes e marcas famosas. Lembra muito o estilo da praça da República. Chegamos no final da avenida, paramos pra comer pastel de nata, e seguimos passeio. Desembocamos na praça do Monumento dos Restauradores, depois pela praça DOm Pedro IV e finalmente na rua Augusta. Paramos novamente para mais um pastel de nata. No fim da rua Augusta tem o Arco da Augusta, que dá vista para a praça do Comércio e o Tejo. Não tiramos foto na praça nem no Tejo pois o sol já estava escaldante. Subimos uma íngreme ladeira para o Museu de Santo Antonio de Lisboa, e em seguida para a Catedral. Quando chegamos ao topo, demos lanche pra neném, num banco da praça, e descobrimos que ela havia feito popô. Na hora de trocar, adivinhem. Mais uma vez eu havia esquecido de colocar fraldas descartáveis na mochila. Tivemos que descer TUDO pra rua Augusta, onde tinha uma farmácia. Compramos a fralda, trocamos e subimos DE NOVO para o museu. Depois do almoço, descobrimos que tinha lá perto o elevador de Santa Justa, que teria poupado nosso sacrifício. Visitamos o museu de Sto Antonio, que é a casa onde ele nasceu, que enfatiza bastante como o Santo é na verdade de Lisboa e não de Padua. De lá, fomos pra Catedral. O ponto alto dela é… o alto! O andar superior da Catedral dá pra uma linda vista do Tejo. Saindo da Igreja, zanzamos muito em busca de um restaurante. Eu já estava urrando de fome. Maria estava dormindo. Paramos num boteco, pedi sopa pois já estava cansada das comidas de restaurante. Victor pediu ….. Maria acordou, comeu. De lá seguimos para o Castelo de São Jorge. Pegamos o elevador, caminhamos mais um pouco e lá chegamos. Mais uma vez nos aproveitamos, justamente, da prioridade da Maria, e logo entramos no castelo. Tiramos fotos, tomei sorvete, apreciamos a vista, seguimos visitando o castelo e terminamos tomando um café. Surpresa: no café tem vários pavões que sobrevoam e ficam pendurados nas árvores. Voltamos pelo elevador para a parte baixa e descemos pra praça do Comércio. O sol estava brando e tiramos fotos à beira do Tejo. Finalizamos o dia no Time Out Market, mercado da Ribeira. Um mercado moderno e novo, que reúne o melhor da gastronomia portuguesa e também internacional. Ele estava lotadíssimo, com dificuldade encontramos uma mesa. Demoramos muito na fila para pedir nossa comida, primeiro o Victor, depois eu, para não perder a vaga. Ele pediu.. e eu comi um hamburguer de uma das mais famosas hamburguerias de Lisboa. A comida estava deliciosa. Tomamos refrigerante e vinho branco. Demos também a janta da Maria Ines. De lá, pegamos um ônibus para casa. 02/10/2019 - quarta-feira - Lisboa Acordamos e decidimos tomar café numa padaria próximo de casa. Chegamos, comemos, o capuccino não é a mesma coisa que na Itália. Frustrante. Mas já sabíamos essa lição. Em Portugal, coma pastel de nata. Na Itália, tome capuccino. Na frança, coma croissant. Não tem erro. Houve um pequeno incidente na padaria. Deixei a neném “solta” para andar e brincar. Ela bateu a testa numa das mesas. Ia ficar tudo ok, se não fosse um casal que estava próximo e fez um escândalo. Ela chorou, eles ficavam gritando “cadê a mãe dessa criança?????????” e eu sentada observando a cena, decidindo o que ira fazer. Peguei a neném, acalmei. Tomamos nosso café. Saindo de lá, paramos de volta em casa pra passar uma pomada no dodoi e depois fomos pro ponto esperar o ônibus que nos levaria até Belém. Depois de uma looooooooooooooooooooonga viagem que serviu de city tour, chegamos em Belém. Descemos num ponto antes do destino final, paramos numa padaria para comer mais um pastel de nata, brincamos com a maria ines numa praça e depoois num parque que tinha no meio do caminho, até que chegamos no Mosteiro dos Jerônimos. Lá ficamos super perdidos, entramos numa fila sem saber que era só pra visitar a Catedral, depois tivemos que sair e comprar o ingresso do outro lado da rua, e depois votlar pra entrar no Mosteiro. A hora ja estava avançada e o sol de lascar. Visitamos o Mosteiro, dei lanche escondido e acobertada por uma das funcionárias, sentada no chão com a neném. Tiramos fotos, o sol realmente estava muito mas muito quente. Saímos de lá e fomos procurar algum lugar pra almoçar. Catei um wi-fi grátis e encontrei um restaurante ali próximo. As ruas estavam desertas o que deixou tudo meio estranho. No restaurante, que estava lotado, comemos e demos o almoço da neném. Saindo de lá, seguimos no sol para a torre de Belém. Eu estava com tanto desconforto pelo sol que desisti de ir na Torre. Victor foi sozinho e eu fiquei com a Maria Inês aos pés da ponte, na única sombra que havia no local. Dei de mamar e ela dormiu. Fiquei descansando até ele voltar. De lá, voltamos pro Mosteiro e pegamos o ônibus para o Oceanário. Muita gente faz o mesmo percurso, e o ônibus estava lotado. Fomos em pé. Maria dormindo a maior parte do trajeto. Depois de uma também longa viagem, chegamos ao Oceanário. Fizemos um pit stop no restaurante, demos o lanche da neném e começamos nossa visita. O Oceanário é muito legal! Vale muito a pena para adultos e crianças! Eu me encontei com os peixes e animais marinhos, e também a bebê aproveitou. Primeiro teve medo, mas depois foi se habituando. Fez amizade com um bebe francês. Terminamos o passeio e queríamos jantar por ali, que é uma região mais moderna de Lisboa. Seguimos para um shopping, rodamos por lá em vão, o shopping é péssimo e não achamos lugar nenhum para comer. Fiquei aborrecida com isso. Pegamos o metrô de volta, demos o jantar da neném já tarde. Pedimos KFC pelo iFood. Fiquei bastante aborrecida com Lisboa por causa disso. 03/10/2019 quinta-feira - Fátima Acordamos cedo para ir para Fátima. Eu queria desistir e ir ao zoológico, pois estava ainda empolgada com a vibe do oceanário. Mas Victor não deixou, insistiu em ir para Fátima. Tivemos certa dificuldade para encontrar a rodoviária e depois para comprar o ticket, pois não aceita cartão, só dinheiro. Conseguimos e embarcamos na viagem de 2h30. Chegamos lá, fomos direito pro Santuário. Estava na hora do almoço e resolvemos primeiro forrar o estômago, depois visitar. Pegamos indicação de restaurante em um blog, e resolvemos segui-la. Deu certo. A comida era saborosa e o atendimento foi fantástico, um garçom super simpático que nos deixou felizes. Depois de almoçar e dar o almoço da Maria, fomos pro Santuário. O sol estava muito forte. Visitamos a Igreja e a Capela onde houve a aparição. Em torno da Capela ficam bancos, ela é coberta, e sempre está tendo algum tipo de cerimônia ou celebração, ou adoração, ali. Na Igreja, tem os tumulos dos pastorinhos. Tudo meio modernoso, meio feioso… para quem não curte as coisas modernas. De lá, fomos na igreja nova que é pior ainda. Um auditório. Estava tendo missa e não entramos. Voltamos para a rodoviária e ficamos esperando o ônibus de volta pra Lisboa. Chegamos e íamos pra casa arrumar nossas coisas pra viagem do dia seguinte. Mas estava muito cedo… ainda no ôniubs, que tinha wifi gratis, começamos a procurar um rooftop bar em Lisboa e eis que encontramos o Limão Rooftop, que era num hotel bem próximo de casa, com avaliações boas. Resolvemos arriscar! Demoramos um pouco pra chegar porque tinha uma escada (Lisboa tem essas escadas estranhas), mas chegamos lá! Apesar de estar bem cedo, não tinha mais mesas e ficamos num sofá esperando. Enquanto isso, tomamos vinho verde, petiscamos uns peticos MARAVILHOSOS e Maria Inês ganhou um kit infantil para se divertir e se distrair. Tomamos várias taças de vinho e degustamos vários petiscos. Demos o jantar dela ali mesmo. No final, desistimos da mesa que vagou, pois já estávamos bem acomodados no nosso sofá, com a vista que queríamos. Foi um belo e excelente fechamento da nossa viagem. Tiramos fotos incríveis do por do sol com Lisboa ao fundo, e depois Lisboa à noite. Voltamos pra casa, colocamos a nenem pra dormir e arrumamos as coisas pra viagem do dia seguinte. 04/10/2019 - sexta-feira - Lisboa / Belém Preparativos finais para o retorno. Dei falta do iPad. Procuramos em todo lugar e nada. Resolvemos ir até o Rooftop da noite anterior. Eu estava bastante tensa. Chegando no hotel, o bar estava fechado. Informei o caso e a atendente prontamente voltou de lá com meu iPad. O vinho verde faz isso! Na volta pra casa, tomamos café no mesmo local do primeiro dia, que era uma delícia. Voltamos pra casa, juntamos nossas coisas, que deu um trabalho enorme, pois apesar de não ter comprado absolutamente NADA de souvenirs - exceto uns 5 sabonetes de lavanda - a mala parece que não queria mais fechar. Provavelmente a falta de organização. Pegamos o ônibus pro aeroporto, e na hora do check in, a atendentente de mau humor e rabugenta resolveu frescar com o peso da nossa mala. Tiramos algumas coisas até chegar a um peso aceitável - mas ainda superior ao que tínhamos comprado. Check in feito, resolvi me presentear com maquiagens da Inglot. Eu merecia. Victor ficou dando frutas pra nenem enquanto eu comprava. Seguimos pra imigração, controle, etc etc. Esperamos bastante pra embarcar. Fomos pro playground e trocar fralda da neném. Ali percebemos que estava quente… febre. Houve um estresse e tensão pois não conseguia encontrar o frasco de paracetamol dela. Depois de muito procurar e tentar manter a calma, consegui. Demos o remédio e ela ficou brincando. Almoçamos Mc Donalds, depois embarcamos finalmente. Durante a viagem, novos picos de febre. Foi medicada, porém não baixou e logo subiu de novo. Tivemos que fazer compressa morna com a ajuda da aeromoça, que depois deu a dica - que sabíamos mas tinhamos esquecido - de tirar as roupas dela para ajudar a febre baixar. Deu certo. Chegamos no Brasil com ela dormindo no canguru - foi acordada por gritos estridentes. Em casa, ficou brincando até mais tarde. Dormiu tarde e acordou no horário habitual: 6h. Um dos meus receios e insegurança era ela não se adaptar ao fuso. Quanto a isso não tivemos problema algum. Na ida, ela acordava tarde e isso não era problema. Na volta, acordou e dormiu normalmente no dia seguinte. Ah, a febre passou também no dia seguinte.
  3. 2 pontos
    bom dia galrearem abril farei minha primeira trip de 2020,estou sozinho e gostaria muito de alguma CIA nem que fosse por alguns dias. Meu roteiro ja esta tudo fechado,nao tenho como mudar nadamos de repente alguém estará no mesmo lugar na mesma data seria um prazer dividir algum tour ou simplesmente um cafezinho, abaixo vai meu roteiro Zagreb-Dubrovnik-Sarajevo-Belgrade-Podgorica-Tirana-pristina-Skopje-Florence-San Marino-Pisa-Cinque Trre-Genova-Portofino- e Malta,sao 2 meses de viagem,sei que nao é um roteiro muito convencional, mas muito interessantes alguém estiver planejando algo parecido, seria otmo
  4. 2 pontos
    @Ana Caroline Cunha Meu deus que orgulho ler esse relato! Estou tão feliz e orgulhosa por você ter realizado essa viagem e ter voltado tão apaixonada por esse pedacinho mágico na terra ❤️
  5. 2 pontos
    07/04/2019 – Chegada em Las Vegas e a estrada até Page Chegamos ansiosos no aeroporto de Las Vegas por volta do meio-dia e fomos direto para a fila de imigração. Eu vim o voo todo tentando não pensar nisso, mas quando entrei na fila, bateu o desespero! O Vagner não fala inglês e eu sei o básico (ela é fluente kkkk), meu medo era que eu não conseguisse entender as perguntas, ficasse nervosa e eles achassem que eu não estava sendo sincera. Nem falei nada para o Vagner para ele não ficar nervoso também (verdade porque eu estava bem tranquilo acompanhando ela kkkk). A fila estava gigante, mas achei que não demorou muito. Quando consegui ter visão dos atendentes, comecei a prestar atenção nas expressões das pessoas que saiam de lá, acho que ninguém teve problemas. Enfim, quando chegou nossa vez, fomos juntos e o atendente era um homem bem sério. Ele perguntou qual era o objetivo da viagem, respondi que era turismo. Aí ele pediu quantos dias íamos ficar e se íamos viajar de carro pelo país, já que no papel de imigração nós colocamos o hotel da cidade de Page, que era nossa primeira estadia. Respondi que íamos ficar 17 dias e que íamos ficar viajando pelo país. Ele falou ok, e mandou a gente colocar a digital e depois tirar foto e pronto. Fiquei feliz porque consegui responder tudo tranquila, o atendente fez as perguntas com calma, então não tive problemas para entender. Passaportes carimbados, fomos atrás da nossa bagagem. Nesse momento eu já coloquei o chip no celular para avisar a família que tínhamos chego bem. Como tínhamos escolhido retirar o carro no aeroporto, saímos seguindo as placas de “Rent Car”. Acabamos chegando numa fila dos ônibus que levavam até as empresas de aluguel de carro. A fila foi bem rápida, pois tinham dois ônibus pegando e levando o pessoal. Quando chegou nossa vez uma mulher desceu e começou a pegar as malas de todos para colocar todas juntas dentro do ônibus. Não sei se o trajeto até lá durou 10 minutos, foi super rápido. Descemos do ônibus e a mulher ia alcançando as malas para todos. Todas as agências de aluguel de carro estavam ali. Fomos direto para o balcão de atendimento da Álamo. O atendente pegou os documentos do Vagner e fez todo o procedimento, até tentou vender um seguro, que não aceitamos, pois já tínhamos contratado com os seguros que queríamos. Com o contrato em mãos, descemos uma escada, ao lado da Álamo, que era onde os carros estavam. Nós nunca tínhamos reservado um carro antes, então não sabíamos como funcionava. Chegamos lá, uma moça olhou o nosso papel, que estava escrito SUV, e nos indicou em que fila estava o nosso carro. Chegamos onde ela indicou e ficamos esperando, achando que alguém viria dizer qual carro era o nosso hahahaha Eu não estava entendendo o processo, porque achava que lá no atendimento já teria sido vinculado um carro ao documento do Vagner. Nisso veio mais dois senhores e também ficaram andando de um lado para o outro tentando entender o que era pra fazer. Voltei lá e pedi novamente para a mulher, ela olhou meu papel e falou que era lá onde eu estava, não entendi bem e voltei, nisso tinha um funcionário conferindo um carro e perguntei para ele, aí ele me explicou que eu podia escolher qualquer carro daquela fileira hahhahah Escolhemos um Nissan Rogue novinho, até sem placas, saímos dali bem felizes com nosso carro novinho, chegamos num guichê (que era onde seria vinculado o carro ao documento do Vagner! Hahahah) e o atendente falou que teríamos que voltar e escolher outro carro, porque a autorização daquele carro andar sem placas ia vencer antes do término da nossa viagem O papel com a data estava colado no vidro do carro e nós não enxergamos! Voltamos e escolhemos outro carro do mesmo modelo, porém com placas. Voltamos lá, o rapaz do guichê fez a vistoria do carro e nos liberou. Começou de fato a viagem tão sonhada! Colocamos no Google Maps a placa de “Welcome to Las Vegas”, para tirarmos a foto de início da viagem. Lá tem estacionamento grátis para o povo que quer tirar foto, e todo mundo quer! Chegamos lá e tinha uma fila razoável para tirar foto exatamente na frente da placa, como eu e o Vagner estávamos com um pouco de pressa, pois tínhamos 4 horas de estrada pela frente até nosso hotel em Page, resolvemos tirar na lateral mesmo, e deu bem certo, apareceu bem a placa, e não precisamos aguardar aquela fila. Voltamos para o carro, colocamos o endereço do hotel de Page no Google Maps e partimos, estávamos bem cansados, mas a euforia de estar ali ajudou a aguentar as horas de estrada. O trajeto até Page foi tranquilo e lindo, as estradas são ótimas. Na metade do caminho resolvemos parar no meio da estrada para esticar as pernas, quando voltamos para o carro não conseguimos ligar ele, comecei a me preocupar achando que o carro estava com problema e nós dois no meio do nada, nós nunca tínhamos dirigindo um carro com cambio automático, mas meu marido dizia que sabia kkk (cara eu jurava que sabia klkkkkkkkk). Depois de muitas tentativas pedi para ele tirar a chave e inverter o lado, e nisso o carro ligou! Não entendemos direito, mas fomos felizes por estar tudo bem. Uma hora depois resolvemos esticar as pernas de novo, e paramos novamente no meio do nada, atrás de um carro que tinha dado problema, descemos e fomos esticar as pernas atrás do nosso carro, quando voltamos para o carro, adivinha? Não ligou de novo! O Vagner tirou e virou a chave um monte de vezes e nada. Resolvemos descer e pedir ajuda para a mulher do outro carro. Fomos conversar com ela (ela era idêntica a atriz Ashley Williams, devia ser parente de tão igual), o pneu do carro dela estava com problema, mas ela já tinha chamado um policial rodoviário para ajudar e estava esperando ele chegar. Tentamos ajudar a soltar o estepe do carro dela, mas sem sucesso. Quando o policial chegou, ela perguntou se estávamos com problemas com o nosso carro também, e expliquei que nunca tínhamos dirigido um carro com cambio automático e que não estávamos conseguindo ligar, ai ela se ofereceu para ajudar, foi lá ver o Vagner tentando ligar o carro e percebeu que ele não estava pisando no freio! Hahahha (ai que burro da zero para ele kkkkkkkkkkkkk). Agradecemos muito a ajuda dela, ela não se aguentou e saiu rindo, e o policial também. Depois disso não tivemos mais problemas com o carro! Kkk Chegamos em Page por volta das 19h30, resolvemos comer algo e ir no mercado antes de ir para o hotel. Eu já tinha pesquisado antes e visto que perto do hotel tinha um Burguer King e um Walmart. Fomos primeiro comer, estávamos morrendo de fome, Vagner pediu um combo do BaconKing e eu pedi um combo do Whopper e deu $ 14,99. Depois fomos para o Walmart comprar água e coisas para comer durante os trajetos de carro, gastamos $11,97 em um fardo com 24 garrafas de água de 500ml, uma batata Lays tamanho família, bolacha, tic-tac e barra chocolate. Nem acreditei que comprei 24 garrafas de água de 500ml por $ 2,68. Depois disso, fomos para o Motel 6 Page, que eu já tinha reservado pelo Booking ($ 57,53 o casal), descansar, pois o próximo dia seria um dia cheio.
  6. 2 pontos
    15º Dia - Continuação Las Vegas (NV) Erguida no deserto do estado americano de Nevada, Las Vegas recebe cerca de 45 milhões de turistas anualmente e movimenta cerca de US$ 45 bilhões na economia local, além de gerar mais de 350 mil empregos, somente no setor de turismo. A cidade surpreende os visitantes com os shows de luzes dos gigantes Hotéis-cassinos, espalhados pela Las Vegas Boulevard (Strip). Famosa pelo slogan "O que acontece em Vegas, fica em Vegas" e Sin City "Cidade do Pecado", devido as suas infinitas tentações; durante o verão as temperaturas chegam a 46 graus Celsius, enquanto os invernos são gelados, chegando a zero grau. Interessante também a história da origem da frase "O que acontece em Vegas, fica em Vegas". Em 2004, a ex-primeira-dama Laura Bush estava sendo entrevistada por Jay Leno no "The Tonight Show", e durante a entrevista o apresentador disparou sobre a estada dela em Las Vegas na noite anterior, questionando se ela havia apostado e festejado até amanhecer. E foi em resposta a tudo isso que Bush soltou a agora célebre frase: “Jay, o que acontece em Vegas fica em Vegas”. Isto veio do slogan de uma empresa publicitária chamada R&R Partners, que tinha a função de atrair turistas para Vegas; porém a frase, apesar de já existir como slogan, só veio a se tornar viral quando foi dita pela ex-primeira-dama durante o programa de entrevistas. Seu fuso horário com relação ao horário de Brasília é variável de Menos 4 (durante o horário de verão americano) a Menos 5 horas. 19:00h – Check-in no The STRAT - Stratosphere Hotel, Casino & Tower – (2000 Las Vegas Blvd S Las Vegas, NV) → CUSTO: R$ 524,89 hospedagem e US$ 149,60 resort fee (4 noites, suíte para 2 pessoas) 20:30h – Show no Mandalay Bay Resort and Casino do Michael Jackson: One by Cirque Du Soleil – (3950 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV) Esse espetáculo lançado em 2013, em cartaz no Mandalay Bay Resort e Casino, é sucesso de público em Las Vegas. O show recebeu o título de ONE, pelo pensamento de Michael Jackson de acreditar que todas as pessoas são únicas. Antes da entrada, no corredor de acesso ao teatro, aproveitamos para tirar fotos dos painéis, além de algumas das vitrines com os objetos pessoais do artista; já que é terminantemente proibido tirar fotos dentro do evento. Com direção de Jamie King, o musical conta a história de quatro jovens desajustados, fãs do Rei do Pop, que se vingam dos paparazzis que incomodaram tanto Michael Jackson, onde cada um recebe um utilitário que era de Michael e começam a dançar como o cantor. No evento de 1 hora e meia, o espírito de Michael Jackson se faz sentir na energia do elenco, com 63 bailarinos e artistas, e é refletido em acrobacias aéreas e coreografias vibrantes inspiradas pelo hip hop. Durante o show, alguns sucessos como "ABC" e "I'll Be There" ainda na infância ao lado de seus irmãos; além dos hits "Rock With You", "Bad" e "Beat It" já na carreira adulta, emocionam a plateia com uma trilha sonora impecável. Uma das partes mais impressionantes durante o show é quando MJ aparece através de recursos holográficos dançando, trazendo-o novamente ao palco... Surpreendente!! Surreal! Nos emocionamos do início ao fim do espetáculo, pois a sensibilidade e competência apresentadas pelos artistas no evento é imensurável, ou seja, valeu cada centavo. A melhor atração que fomos nessa cidade decadente. Apesar de haver 1.805 lugares no teatro, e bem distribuídos por sinal, além dos três alto-falantes potentes; a experiência, a imersão do show de um assento localizado próximo ao palco é totalmente diferente das últimas fileiras, que estão afastadas do palco. Pela pouca diferença do valor dos ingressos, realmente vale a pena pagar por um pouco a mais e ter uma melhor visibilidade nos assentos da frente, para não ter a experiência prejudicada, já que nesses pontos há a interação dos atores com a plateia. No espetáculo Michael Jackson ONE do Cirque du Soleil, em Las Vegas, o espírito do Rei do Pop é canalizado através da energia vibrante dos 63 artistas e bailarinos que desempenham performances aéreas, acrobacias e coreografias empolgantes usando como pano de fundo a linguagem hip-hop. ONE é um tributo emocionante ao trabalho, espírito inovador e legado de Michael Jackson, considerado rei, gênio, visionário… e principalmente único. Visão de nossos assentos previamente adquiridos Visão após ganharmos o upgrade de assentos, o qual fez a diferença pela proximidade dos atores → CUSTO: R$ 405,91 23:55h – High Roller – (3049 South Las Vegas Blvd, The Linq Promenade, Las Vegas, NV) HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: 10:30h às 02h. Passeio bastante interessante, com vista panorâmica de boa parte de Vegas, não sendo possível ver a Strip, e sim alguns hotéis, com também a Fonte do Bellagio. A volta completa leva cerca de 30 minutos e quase não sente a cápsula fechada se movimentar, afinal está em baixa velocidade. Na cápsula fechada, que tem as laterais em vidro/resina e é climatizada, o cliente é livre para se levantar e tirar fotos como quiser, dessa que é considerada a maior roda gigante do mundo. → CUSTO: US$ 32,00 (noturno) 00:45h+1 – Jantar - In-N-Out Burger (3545 S Las Vegas Blvd Suite L24, Las Vegas) → Retorno ao Stratosphere Hotel, Casino & Tower (2000 Las Vegas Blvd S Las Vegas, NV) 16º Dia Feriado nos EUA: Columbus Day 06:00h – Deslocamento de Las Vegas para o Death Valley 07:45h – Red Rock Canyon National Conservation Area (1000 Scenic Loop Drive – Las Vegas, NV) O Red Rock Canyon está localizado no deserto de Mojave, com fácil acesso de carro, a menos de meia hora da avenida principal de Las Vegas. Não será possível passar pelo Centro de Visitas do local - espaço bacana, com a história da flora e fauna, e algumas obras de arte, já que este abre apenas às 08h. Possui uma área de 195,819 acres que há mais de 500 milhões de anos estava dentro de uma bacia oceânica e já foi ocupada por dinossauros no período jurássico. Não é a toa que a região recebe geólogos e pesquisadores do mundo todo. Todo o passeio pretendido será de carro, uma vez que só passaremos em alguns pontos e não fazer trilhas. Mas há trilhas de 1,2KM até 10km (de 55 minutos a 03 horas e meia de tempo estimado), a maioria delas de leve a moderada e uma só mais intensa. A Scenic Route, estrada de mão única que circula o parque, tem quase 21 km. Nela o visitante terá uma visão das belíssimas paisagens do deserto, suas formações rochosas multi coloridas e sua flora rica em cactáceos. Em cada ponto de parada há local para estacionar o carro, placas e banheiro em alguns pontos. As cabines de banheiro são do estilo sem pia, para lavar as mãos e vaso sanitário com fundo infinito. → CUSTO: US$ 7,00 (por carro) Death Valley National Park (Vale da Morte) O Death Valley National Park, ou Vale da Morte, tem mais de 8.000 quilômetros quadrados e é o maior parque nacional americano, fora do Alasca. Ele se estende ao longo da fronteira entre a Califórnia e Nevada e fica a 160 km a oeste de Las Vegas. O Death Valley é famoso por seu clima muito quente, com recorde de temperatura de 59 graus Celsius e é onde fica o ponto mais baixo de toda América do Norte, o Badwater Basin, 84,6 metros abaixo do nível do mar. Devido as características extremas, a região que era super isolada foi considerada uma das travessias mais difíceis durante a Corrida do Ouro na Califórnia. O Death Valley ou Vale da Morte recebeu este nome quando um grupo de pioneiros ficou perdido na região em 1849, quando os garimpeiros sofreram com as altas temperaturas e a falta de água. Quando eles foram cruzar a região todos eles assumiram que iriam morrer. Dizem que apenas um deles não voltou, mas quando foram resgatados um dos homens, olhou para trás e disse “adeus, Vale da Morte”, registrando o nome do parque esta história é conhecida como The Lost ’49ers! O deserto do Death Valley está situado na fronteira entre Nevada e a Califórnia, em uma ‘‘zona de sombra de chuva’’ da Sierra Nevada, que dificilmente ocorre precipitação e ainda assim, quando ocorrem os temporais de inverno, podem acabar causando estragos imensos. 11:45h – Furnace Creek Visitor Center, Centro de Visitantes do parque– (328 Greenland Boulevard, Death Valley, CA) HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: 8h às 17h. Optamos por iniciar a visita pelo Centro de Visitantes do parque, por ser um dos pontos que vendem o ticket em dinheiro (US$ 30,00 por carro, válido por 7 dias). O Furnace Creek Visitor Center é onde está o coração funcional/comercial do parque. Porém, como o ponto de partida ocorre em Las Vegas, haveria o gasto de tempo (aproximadamente 25 minutos – ida/volta) além de precioso combustível, para a visitação deste Centro. O Furnace Creek fica a 48 km da entrada do Death Valley Junction, pra quem vem de Vegas e 24 km do Stovepipe Wells Village que é o principal lugar pra quem vem da costa oeste Los Angeles ou San Francisco. O parque possui excelente infraestrutura, e bastante tranquilo no quesito segurança. Nas entradas do parque não há guarita, mas é necessário fazer o check-in em Furnace Creek. Furnace Creek é um centro de atendimento ao turista, onde você deve pagar pela entrada e retirar os passes para visitar ou cruzar o parque. Neste local vendem tickets para camping, hiking, além de oferecer todas as informações necessárias para a estadia. Além disso, no Furnace Creek há um interessante museu interativo, onde se conhece um pouco da história do lugar, vida selvagem, geologia, clima e aproveitar para usar os banheiros e renovar as garrafas de água. Entre um lugar e outro no parque, há algumas cabines de banheiros, na qual se pode utilizar. Dificilmente haverá pontos com pias e bebedouros. 12:05h – Primeiro Ponto – Zabriskie Point Interessante iniciar o tour no Zabriskie Point, dirigindo de Las Vegas até o Zabriskie Point, onde muitos visitantes se interessam para assistir à Alvorada. As montanhas coloridas e os picos nevados ganham tons de avermelhados e a cor das montanhas varia significativamente. Aqui foi um importante cenário para o clip musical "Today", da banda Smashing Pumpkins, onde Billy Corgan fez o papel de um sorveteiro, que leva uma van de sorvetes para o deserto (em seu uniforme, seu nome está escrito "Billie"). Parte do clipe filmado nesta parte, no Vale da Morte, na Califórnia, misturando homenagens; tanto ao filme de 1970, Zabriskie Point; como também revelou que decidiu homenagear um sorveteiro da época, que no último dia de seu trabalho, teve a virtuosidade de distribuir sorvetes grátis no bairro, na sua infância. 12:55h – Segundo Ponto – Dante’s View Há aproximadamente 33 quilômetros do Zabriskie Point, seguindo o tour, encontra-se o ponto acessível mais alto do Death Valley: Dante’s View, 1.642 metros acima do nível do mar. Para chegar até este ponto, tem de se percorrer uma estrada com 15 graus de inclinação e diversas curvas. (A estrada é restrita para carros e vans maiores de 25 pés). Deste ponto se consegue uma vista panorâmica, para ver o ponto mais baixo e o mais alto dos Estados Unidos, Badwater e Mt Whitney (4.400 metros), respectivamente. 14:10h – Terceiro Ponto – Badwater Basin Há aproximadamente 65 quilômetros do Dante’s View encontra-se o também bastante visitado Badwater, onde você pode caminhar sobre tabuleiros de sal, por cima de uma camada de água mineral em constante evaporação. O Badwater, ou Água ruim, é um dos lugares mais turísticos e lotados do Death Valley, mesmo assim, caminhar pelos campos salgados e ver a placa indicando a altura do nível do mar no alto de um morro. Algumas vezes, no Badwater encontram-se pequenas lagoas de água salgada. Imagine só a tristeza de quem chegava aqui, há centenas de anos atrás, no lombo de uma mula e desavisado no verão – com um sol de mais de 40 graus nas costas – e resolvia provar um golinho dessa lagoa. Decepção, ou melhor, desidratação na certa. No Bad Water, dá para aproveitar a imensidão branca para criar umas ilusões de ótica bacanas e tirar diversas fotos. 14:30h – Quarto Ponto – Devil’s Golf Course Há aproximadamente 22 quilômetros do Badwater, e seguindo roteiro, a próxima parada do trajeto é no Devil’s Golf Course, literalmente o campo de golfe do capeta. É uma paisagem super interessante formada pelos cristais de sal no solo do deserto. Apesar de difícil de caminhar, a vista aos cristais merece uma visita. 14:40h – Quinto Ponto – Artist’s Pallet Fica distante aproximadamente 14 quilômetros do Devil’s Golf Course. Outro ponto de interesse dos visitantes é ir até o Artist’s Pallet, onde muitos adoram assistir o pôr do sol. Essa linda rota de 15 quilômetros passa por um conjunto de montanhas colorido cujas cores variam de acordo com a hora do dia. A rota tem dois mirantes bem bacanas com pequenas trilhas adjacentes. Subir ás montanhas coloridas foi uma das experiências mais bacanas do meu dia. Aqui foram gravados diversos cenários dos filmes de Star Wars. 15:35h – Sexto Ponto – Mesquite Sand Dunes Local com dunas onduladas de areia que dão um contraste na paisagem do deserto. As dunas recebem esse nome devido às mesquitas, pequenas árvores típicas, presentes nas dunas menores. É uma área onde pode-se encontrar alguns animais como lagarto, coiote e cascavel. Como o pôr-do-sol ocorre no Death Valley em torno das 16:30h, o ideal é curtir a noite no Mesquite Sand Dunes, um dos melhores lugares do parque para ver estrelas. O céu, sem nenhuma poluição visual, é absolutamente lindo. A constelação via láctea, é bem visível. 16:30h – Saída do Death Valley National Park → CUSTO: US$ 30,00 (por carro, válido por 7 dias) 17:30h – Jantar – Mc Donald’s (710 S, NV-160, Pahrump, NV) Neste restaurante da rede o cliente não encontra os famosos totens eletrônicos de autoatendimento, para efetuar os pedidos. Bom atendimento dos funcionários e ambiente limpo nesta filial em Pahrump. Apesar de ser incomum os clientes darem gorjetas nos restaurantes fast food, nós fizemos uma exceção para a atendente gentil deste Mc. 18:05h – Walmart Supercenter (Pahrump, NV) 19:20h – Observação da Lua - Chevron (12325 NV-160, Las Vegas - West, NV 89445, Estados Unidos) 20:00h – Chegado ao Stratosphere Hotel, Casino & Tower (2000 Las Vegas Blvd S Las Vegas, NV) 17º Dia 06:50h – Saída do Stratosphere Casino, Hotel & Tower Las Vegas, em direção ao Grand Canyon, AZ Arizona Lar para 22 etnias nativas, o Arizona é o mais “indígena” entre todos os Estados Unidos. Hopi, Navajo e Havasu são algumas das tribos mais numerosas e, embora parcialmente miscigenadas, cada grupo mantém sua identidade cultural bastante viva e presente, nas reservas ou nas cidades. Dos 1,9 milhão de índios registrados no censo de 2008 em todo o país, aproximadamente 307 mil são da etnia navajo. Só na capital, Phoenix, vivem 44 mil nativos. É uma das cinco cidades norte-americanas com maior população indígena, competindo com Anchorage, no Alasca e Nova York, que está na lista apenas por ser a cidade onde todos os números são superlativos. No Arizona a cultura indígena está em toda parte. Nas questões políticas, na decoração urbana, na música, na comida, nos museus. Todo mês de março o Museu Heard de Phoenix sedia uma feira de arte nativa, que reúne mais de 700 artistas indígenas, reforçando a presença dessa indígena no Estado. O Estado também é famoso por estar nas telinhas do desenho dos Looney Tunes, Papa-léguas e Coyote, criado em 1949. O Coyote é o personagem faminto que tenta perseguir o Papa-Léguas com ajuda dos produtos ACME, uma empresa fictícia que vende de tudo um pouco. No entanto, as mercadorias sempre deixaram o Coyote na mão. 08:45h – Parada para foto perto do Museu Ferroviário de Kingman, (AZ) - Caixa d'Água - Water Tower (Kingman, EUA) A cidade de Kingman possui menos de 30 mil habitantes e é conhecida por ser “The Heart of Historic Route 66”, ou seja, O Coração da Histórica Rota 66. Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade teve um papel importante sendo uma das bases da Força Aérea Americana para treinamento de soldados. 10:30h – Parada em Seligman, AZ Seligman é uma pequena cidade do velho oeste que pertence ao Condado de Yavapai, no Arizona, Estados Unidos, considerada o berço da Historic Route 66. A população no censo de 2000 era de 456, e no último censo de 2010 apontou 445 habitantes, numa área total de 6,4 milhas quadradas ou 17 km2, portanto 26,81 pessoas por km2. Localizada entre as cidades de Flagstaff e Kingman, o município se autodenomina “Ponto de nascimento da histórica Rota 66” e mesmo que Springfield, no Estado do Missouri conteste essa afirmação é inegável que o espírito da Route 66 é muito mais vivo nesta região, afinal ainda conserva o estereótipo das cenas que vemos nos diversos filmes de viagem. Esta não é apenas mais uma rota, este é o símbolo do espírito empreendedor norte-americano, uma via que foi construída com a missão de juntar estados tão diferentes entre si e permaneceu com a alma dos antigos desbravadores e sem a interferência dos tempos modernos. Em 1984, a Rota 66 foi declarada extinta do sistema viário americano, portanto a estrada mais famosa da América deixou de existir, já que houve a construção da Interstate-40. Poucos anos após isso, houve o surgimento na cidade de Seligman um movimento, uma associação em pró da "HISTORIC ROUTE 66". Na cidade há a reprodução do Velho Oeste, pois há prédios, fachadas de lojas clássicas que são iguais às daqueles tempos, quando Seligman foi criada, no final do século XIX. Este espaço serviu como pano de fundo para muitos filmes, clipes musicais, documentários e comerciais de TV. Ao lado, Destaque-se a prisão, que foi a primeira prisão territorial do Arizona, totalmente preservada. A carrocinha com grades já manteve presos bandidos notórios como Seligman Slim, Four Fingered Frank e o lendário Carl “Curley” Bane. Nos tempos modernos, a cidade de Seligman inspirou o filme ''Carros'', da Disney. Grand Canyon (AZ) Conhecido por suas formas e cores fantásticas, o Grand Canyon é uma das paisagens mais espetaculares dos Estados Unidos. O extenso cânion é um desfiladeiro íngreme e foi esculpido em suas muitas camadas de pedra pelas águas barrentas do rio Colorado. Ele se estende por 466 quilômetros através do noroeste do estado do Arizona, variando de 200 metros a 29 quilômetros de largura. Em alguns lugares, tem mais de 1,5 quilômetro de profundidade. Algumas das rochas do Grand Canyon têm 04 bilhões de anos. O rio Colorado começou a corroer, ou desgastar, as pedras há cerca de 06 milhões de anos, ao longo de seus 2334 km de extensão entre o Rocky Mountains National Park nas montanhas do Colorado, passando pelos estados de Wyomming, Colorado, Utah, Nevada, Novo Mexico, Arizona e Califórnia; carregando todos os anos toneladas de sedimentos que ao longo de milênios modificou completamente a paisagem por onde passou (Zion National Park, Bryce Canyon National Park, Canyonlands National Park, Arches National Park, Capitol Reef National Park, entre outros são prova e resultado desse processo), até finalmente encontrar o Oceano Pacífico no Golfo da Califórnia no México. O vento e a chuva ajudaram nesse processo, chamado erosão. O cânion é principalmente vermelho, mas várias camadas de pedra são marrons, roxas, verdes, cor-de-rosa e cinza. Segundo um estudo publicado pela revista científica Science, o Grand Canyon, teria cerca de 70 milhões de anos de idade, confrontando estudos anteriores, com base na análise do cascalho encontrado no rio Colorado, apontam que o cânion poderia ter sido formado há “apenas” 05 ou 06 milhões de anos. Salgueiros e álamos crescem no fundo do cânion, onde há bastante água. Há florestas magníficas de pinheiros, abetos e faias na extremidade norte do cânion. Os cactos são comuns nas áreas mais secas. A vida selvagem inclui coiotes, raposas, veados, texugos, pumas, linces, coelhos e esquilos. O Parque Nacional do Grand Canyon é riquíssimo em Urânio, e o governo dos Estados Unidos, na gestão de Barack Obama, proibiu a mineração em uma área de 400 mil hectares no entorno do Grand Canyon pelos próximos 20 anos. Em vigor desde 2012, essa proibição é a mais longa permitida pela legislação americana, já que os pedidos de mineração aumentaram pelo menos oito vezes entre 2005 e 2009. A exploração desse mineral pode contaminar a água da região, além de que as minas de outros tempos já teriam deixado uma série de locais contaminados e uma série de patologias à população Navajo. 12:50h – Grand Canyon National Park (Arizona, EUA) → PRIMEIRA PARTE DO ROTEIRO (ÁREA OESTE): Chegar pela Entrada Sul, que é a principal entrada do parque e fica próximo da cidade de Tuyasan. A entrada fica na frente do mirante mais imponente do parque, o Mather Point. Como os estacionamentos perto dos mirantes são pequenos e frequentemente lotados, então o ideal é estacionar o veículo no Centro de Visitantes (The Grand Canyon Visitor Center) e usar os shuttles internos gratuitos, para passear pela área, com o intuito de conhecer a borda Oeste do Parque Pima Point, é um dos lugares indicados para assistir o pôr do sol. Mohave Point, além de abranger o The Abyss, o destaque fica por conta da visão, mesmo distante, de uma das corredeiras do rio Colorado. É um ponto essencial para quem quer contemplar essa vista combinada com o Grand Canyon. Parada super recomendada! Este nome é uma homenagem à antiga população indígena da região. No ponto final, há um centro com banheiros, água potável e uma loja simpática com produtos indígenas e souvenirs. Powell Point, um lugar bem interessante por questões históricas. Tem um memorial em homenagem ao explorador John Wesley Powell, o primeiro a organizar uma expedição pelo rio Colorado,em meados do século XIX. → SEGUNDA PARTE DO ROTEIRO (ÁREA LESTE): 16:00h – Acesso ao Desert View Drive O circuito completo leva cerca de 80 minutos, sem contar o tempo das paradas. Destaque para alguns pontos de parada considerados mais interessantes → PIPE CREEK VISTA Localizado na Desert View Drive, entre o Grand Canyon Visitor Center e o South Kaibab Trailhead no Yaki Point, o Pipe Creek Vista oferece vistas espetaculares do Pipe Creek, o principal desfiladeiro entre a Kaibab Trail e a Bright Angel Trail. O Pipe Creek Vista fica na Rim Trail, que se estende ao longo da Grand Canyon South Rim, do Hermit Rest e vai até o South Kaibab Trailhead. Devido à sua proximidade com o Grand Canyon Village, o Pipe Creek Vista é uma alternativa popular e mais tranquila, em relação ao Mather Point. → MORAN POINT - DUCK ON A ROCK VIEWPOINT Mirante na qual se observa uma rocha, em formato de um pato. → GRANDVIEW POINT Mirante popular do Grand Canyon, com pontos de vagas de estacionamentos escassos. → LIPAN POINT Excelente visibilidade do cânion, tanto do lado esquerdo quanto ao direito. Algumas pessoas acessam, de forma arriscada, algumas rochas mais abaixo, o que permitia uma maior visibilidade do abismo à esquerda. → DESERT VIEW WATCHTOWER Área organizada, com uma ótima estrutura, além de uma torre de observação gratuita no Grand Canyon. A vista é de tirar o fôlego, como também há visibilidade de um bom trecho do rio Colorado. 19:45h – Jantar – Road Kill Cafe & O.K. Saloon – (22830 W Old Highway 66, 502 W Hwy 66, Seligman, AZ) Bom atendimento, com preços honestos e ambiente pitoresco do velho oeste, com bastante animais empalhados. O Road Kill Cafe é inspirado nos Estados norte-americanos, na qual o consumo de animais mortos à beira da estrada é permitido, inclusive os itens do cardápio incluem pratos com nomes bizarros. O termo “Roadkill” sempre foi utilizado de forma pejorativa pelos caminhoneiros que cruzavam os Estados Unidos e queriam se referir aos restaurantes de beira de estrada como “vendedores de carne ruim”, mais ou menos como o pessoal do Brasil que se refere a algumas comidas de rua como “churrasquinho de gato”. No Tennessee, por exemplo, recuperar e consumir bichos atropelados (com exceção de animais de estimação ou domésticos) é perfeitamente legal perante a lei e não necessita de nenhum registro ou intervenção, já no estado de Maine a polícia tem que marcar os animais mortos antes dos moradores levarem para casa. No Colorado as pessoas podem consumir os animais atropelados encontrados em beiras de rodovias desde que autorizados pela Divisão de Parques e Vida Selvagem, mas os restaurantes que desejarem servir cozidos e bifes de bichos mortos encontrados nas estradas não é simples, a carne precisa ser fresca e não estar muito machucada. No Arizona, as leis estaduais não só proíbem a coleta e consumo de “roadkill” como a jurisprudência também proíbe especificamente a caça de camelos (as leis americanas podem ser bem doidas às vezes). Este restaurante definitivamente soube usar do marketing para atrair clientes. 23:20h – Welcome to Fabulous Las Vegas Sign – (5200 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV ) Local tradicional para fotografias em Vegas. Há estacionamento no local, que é totalmente gratuito. Há fotógrafos por lá, que tiram fotos através dos próprios celulares dos visitantes, em troca de gorjetas. – Retorno ao Stratosphere Casino, Hotel & Tower, em direção à Las Vegas, NV 18º Dia 07:30h – Saída do Stratosphere Casino, Hotel & Tower Las Vegas 07:50h – Welcome to Fabulous Las Vegas Sign – (5200 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV ) O site Earthcam, além de conseguir ver Las Vegas ao vivo, armazena 24 hrs do que é filmado, então há tempo de ir pro hotel e buscar pelo horário em que esteve por lá e salvar o momento em que o grupo esteve lá no letreiro de Las Vegas, Nevada: Para isso é só acessar ao lado do botão LIVE, um botão denominado Archive. 08:00h – Deslocamento para a cidade de Henderson, NV 08:45h – Réplica da Casa dos Simpsons – (712 Red Bark Ln, Henderson, NV) Para comemorar os 10 anos do seriado, The Simpsons em 1997, uma empresa chamada Kaufman & Broad construiu uma réplica perfeita da casa da família mais pirada do universo. 09:30h – The Venetian – (3355 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV) O The Venetian está localizado na Strip – principal avenida de Las Vegas. É um dos hotéis mais luxuosos da cidade e está interligado ao Hotel The Pallazzo. O hotel possui mais de 4 mil quartos distribuídos em 36 andares e um total de 11 categorias de acomodação para escolher. Há opções de quarto mais simples, porém bastante confortáveis, como também suítes requintadas e sofisticadas, dependendo do seu orçamento. São mais de 42 locais para alimentação nas dependências do hotel. Desde cafés, confeitarias, bares e restaurantes de culinárias diferentes. O teto é impressionante! A iluminação nos faz parecer estar a céu aberto. Uma praça central imita a Praça de San Marco, com atrações a toda hora e vários restaurantes legais. 09:45h – The Palazzo – (3325 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV) Inaugurado em dezembro de 2007, possui 3.068 acomodações, sendo todas elas suítes. Grandioso, com luxo típico dos grandes hotéis de Las Vegas. Tudo nele é superlativo! Ele compartilha com seu irmão, o The Venetian, o tema Itália e seu lobby é todo em mármore italiano, transbordando opulência. No The Palazzo você tem um dos maiores cassinos à sua disposição, com slot machines (caça-níqueis), roleta, Black Jack, pôquer e outros jogos do gênero. São centenas de máquinas e mesas ao seu dispor. É praticamente impossível não passar pelo cassino, pois ele está localizado em um ponto estratégico. Lá dentro você não encontrará janelas ou relógios. Em seu interior é permitido beber e fumar. 10:00h – Treasure Island Localizado no extremo norte da The Strip, com mais de 2800 quartos, de todos os cassinos visitados esse foi o de longe o que tinha maior cheiro de cigarro, entranhado dentro do estabelecimento. A área de Cassino é pequena comparada às outras, e é interessante para o cliente que busca ficar distante de badalação ou luxo. 10:30h – The Mirage 10:40h – Caesars Palace – (3570 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV) Caesars Palace é um dos mais icônicos da famosa Strip, a principal avenida de Las Vegas. Fundado em 1966, o hotel e cassino tinha como objetivo passar para os hóspedes uma sensação de estar no Império Romano através de muitas estátuas colunas, pinturas. Logo na entrada, uma estátua de mais de 6 metros do antigo imperador Júlio César decora a fachada. O complexo é gigantesco, luxuoso, com cassino integrado, lotado de lojas de grife e restaurantes bacanas, mas com preços muito altos. O wi-fi é gratuito, porém muito instável. O hotel conta com uma arquitetura belíssima, finamente decorado. É uma daqueles lugares que você entra e logo de cara se deslumbra. Na área externa, fontes, estátuas, tudo em clima de decoração romana. Na parte interna, quadros, estátuas, pinturas nas paredes, teto decorado. Possui 3.960 quartos e suítes distribuídos em seis torres diferentes. São mais de 28 mil m² de área! Além disso, o hotel abriga uma arena para shows e espetáculos que frequentemente recebe nomes consagrados da música e do teatro. Fomos acompanhar o show gratuito Fall of Atlantis, no Caesars Palace Forum Shops, em frente do Cheesecake Factory. Ela acontece diariamente às 11h e apesar da suntuosa apresentação, na nossa opinião não valeu a pena. O curto espetáculo apresenta personagens da mitologia grega, com efeitos de água e fogo, em uma fonte composta por estátuas. A trama mostra como a rivalidade entre irmãos levou ao declínio de Atlântida, a famosa cidade da mitologia. 11:30h – Bellagio – (3600 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV) O Bellagio é um ponto turístico de respeito em Las Vegas, com uma localização estratégica na The Strip, além de seu imponente show das águas, que sempre muda de tema; e seu jardim florido com um número inacreditável de cores e formas, o chamado Conservatório de Flores, sendo uma atração gratuita oferecida pelo complexo. Este importante cassino-hotel sedia um dos mais disputados espetáculos de Las Vegas, o espetáculo do Cirque du Soleil, o “O”, que é apresentado em um enorme tanque de água. Exclusivo da cidade de Las Vegas, “O” é a única atração em teatro do Bellagio. A última cena do filme “Onze Homens e um Segredo” (2001), dirigido por Steven Soderberg, ocorre no Bellagio o famoso baile das águas, onde o espetáculo dura alguns minutos. Nós tivemos a oportunidade de conferir um dos mais belos espetáculos da cidade do pecado: as icônicas imagens do show das águas, no famoso Bellagio! Foi antes do almoço, no final da manhã, com o ritmo da música “Viva Las Vegas”, de Elvis Presley. E a melhor parte: rápido (não mais que 05 minutos) e gratuito. 11:40h – Paris Las Vegas – (3655 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV) A principal atração do hotel Paris é a Torre Eiffel. Diferente do que muitos turistas pensam ela não é apenas uma maquete. Você poderá subir até o mirante e ter uma das mais belas vistas de Las Vegas, especialmente à noite. Todo o complexo do hotel segue a temática da capital francesa e prima por detalhes capazes de encantar a todos os visitantes apaixonados pela Cidade Luz. Os corredores do cassino e as “ruas” de lojas são totalmente decorados com detalhes que remetem os hóspedes e visitantes imediatamente à Paris. 11:50h – Almoço – Le Village Buffet – (3655 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV) Grande ambiente. Instalado em um cenário que imita uma vila provençal, o Le Village foi uma opção bacana pra sair da mesmice. A parte de doces tem bons macarons e cheesecakes, as carnes e massas são as melhores opções na parte salgada. Se for de crepe, prefira os doces do que os salgados. Não é uma boa opção em Vegas para fãs de comida japonesa. → CUSTO: US$ 32,00 (Buffet livre). 13:20h – ESTACIONAMENTO: GRATUITO: The Venetian – (3355 Las Vegas Blvd. South, Las Vegas, NV) O acesso é feito pela Strip – siga as indicações. É possível entrar pela Koval Lane – atrás do hotel – siga os sinais e vire para o norte. Dicas: O estacionamento tem 14 andares. Possui serviços com manobristas nos níveis 2 e 4 – fique atento, pois podem existir taxas. O nível 1 destinado a veículos maiores. Existe uma área de estacionamento de poker/VIP no 5° andar. 13h:45 – Bonanza Gift Shop – (2400 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV) Enorme loja de souveniers, sendo considerada a maior loja de presentes do mundo, com mais de 40.000 pés quadrados de espaço para compras, com estacionamento próprio e está localizado ao lado do Hotel The Strat. Bastante variedade de bugigangas, se garimpar bem na loja o cliente consegue encontrar itens úteis e com preços condizentes. O ponto negativo fica por conta do staff que vigia os clientes como se fossem, quisessem furtar/subtrair algo. 14:15h – Retorno ao The Strat - Stratosphere Casino, Hotel & Tower 19:30h – ARCO 19:45h – Trato Feito – (713 S Las Vegas Blvd, Las Vegas, NV ) A Gold & Silver Pawn Shop é a famosa loja de penhores da família Harrison, que está localizada em Vegas, do reality show "Trato Feito", que está em sua 15ª temporada e que se mantém até hoje como um dos programas mais populares do canal por assinatura The History Channel no Brasil. Trata-se de uma loja comum que virou um polo de peregrinação de turistas que querem "negociar" com os famosos proprietários (Rick, Corey, The Old Man e Chumlee). O público faz fila para entrar, mas os donos não ficam mais na loja. Só vão para lá para gravar o programa. 20:00h – Fremont Street Experience – (425 Fremont Street, Las Vegas, NV) A Fremont Street Experience é um local bem divertido e curioso, onde estão os antigos hotéis e cassinos de Las Vegas, com diversos shows gratuitos, junkies, pedintes, bailarinas sexys, gogo boys, cover de Michael Jackson, entre outras coisas estranhas e bizarras. Lá estão os famosos hotéis e cassinos que fizeram a história de Las Vegas e já foram cenário de vários filmes. O Golden Nugget revitalizado, o Golden Gate que nasceu em 1906 e as famosas fachadas que foram revitalizadas e são símbolos de Vegas, como o cowboy Vic e a cowgirl Vicky. Esse lado esquecido de Vegas, além de não possuir o glamour dos grandes hoteis da Strip, impera o quase insuportável cheiro de cigarro nos cassinos e o seu comércio de rua é deprimente. Lá está a maior tela de led do mundo. Ela tem 1.500 pés de comprimento e 90 pés de largura. As principais atrações na Fremont Street estão na maior pepita de ouro, exposta no Golden Nugget Hotel & Casino ou tirar foto ao lado de um milhão de dólares expostos no Binion's Gambling Hall. 21:15h – 7-Eleven (1100 Las Vegas Blvd S, Las Vegas, NV) 22:00h – Retorno ao The Strat - Stratosphere Casino, Hotel & Tower 19º Dia 01:30h – Check-out no Stratosphere Hotel, Casino & Tower – (2000 Las Vegas Blvd S Las Vegas, NV) 02:30h – Devolução do Carro na locadora Hertz - Las Vegas McCarran International Airport – (7135 Gilespie Street Las Vegas, NV US 89119-1256) - HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO 24h A devolução do carro é simples. Como os demais locais, utilizamos o aplicativo Waze para chegar corretamente ao endereço, algumas milhas próximas ao aeroporto há várias placas sinalizando o local de devolução "car return ". No prédio de devolução há sinalização do local de estacionamento para a devolução de cada locadora, estacionamos o carro no local destinado a Hertz e deixamos as chaves na ignição. Devido ao horário que devolvemos, não havia funcionários disponíveis para efetuar o checklist, após duas horas recebemos o recibo de locação no e-mail: Conforme descrito anteriormente, umas das dificuldades que tivemos no planejamento foi com relação a informações da devolução do carro em outro estado americano. A melhor escolha foi a reserva feita por telefone da Localiza Hertz, foram inclusas as taxas, inclusive a taxa de retorno (conhecidas como one way e drop fee), no valor fixo de US$ 100,00, além dos seguros LDW (seguro para o carro) e LIS (seguro para terceiros). → CUSTO: US$ 488,30 (15 dias, com milhagem ilimitada, seguro LDW e LIS, taxas totais inclusive a de retorno do carro em outro estado, pagamento exclusivo em cartão de crédito). 05:20h – Voo de retorno ao Brasil - (Las Vegas McCarran International Airport). Extras ''Colecione momentos e não coisas! Viaje!'' → Distribuição de noites, foram 18 noites distribuídas da seguinte forma: - San Francisco (04 Noites); - Monterey (01 Noite); - San Luis Obispo (01 Noite); - Los Angeles (03 Noites); - Anaheim, (03 Noites); - San Diego (02 Noites); - Las Vegas (04 Noites). → Curiosidades a) O percurso total rodado de carro foram 2.733 milhas (4.372 quilômetros). b) Essa incrível viagem saiu graças ao site Mochileiros. Nós nos encontramos aqui, em procura de companhia de viagem. → Mapa do nosso trajeto, link: https://www.google.com/maps/d/viewer?usp=sharing&mid=1ScYIwXiW2XynoO3JrhuEoOX-UOXir9fo → Playlist criada para a Road Trip, link: https://open.spotify.com/playlist/1lmDQJPqOLcgTvuzDlE4h9?si=oN1iFkWtTE6K824CITtMrg ''Viajar é a única coisa que você compra, que te faz mais rico.'' __________________________________________________ FIM __________________________________________________ → San Francisco (CA); → Silicon Valley (CA); → Monterey (CA); → Carmel (CA) e Big Sur (CA); → San Luis Obispo de Tolosa (CA) e Santa Barbara (CA); → Los Angeles (CA); → Anaheim (CA); → San Diego (CA); → Las Vegas (NV), Vale da Morte (Death Valley) e Grand Canyon (AZ).
  7. 2 pontos
    Só se você estiver falando da Asia porque na europa lhe garanto que isso não acontece até porque sou cidadão europeu meu caro. mas obrigado pela preocupação. tente ser menos negativista e pensar mais positivo. não encontre problemas e entraves e viva de maneira mais simples. aproveite o momento e tudo o que este planeta nos dá. um abraço meu caro.
  8. 1 ponto
    Falaaa Galera, beleza???? Em Junho vou fazer um mochilao pelo leste europeu, abaixo vou colocar as datas e locais, vou colocar simplificado, mas caso alguém tenha interesse em acompanhar em alguma parte ou ate mesmo se a data coincidir, mande msg.... bora tomar umas cervas por la haha. Roteiro está fechado, devo mudar somente algo na polonia, estou achando 3 dias pra varsovia muita coisa.... mas ainda vou pesquisar. Qualquer duvida mande msg no meu whats, vou deixar abaixo. 19/06/2020 - Praga 20/06/2020 - Bate e volta Cesk Krumlov 21/06/2020 - Praga 22/06/2020 - Praga 23/06/2020 - Liubliana 24/06/2020 - Pegar Carro e ir Postojna Cave 25/06/2020 - Pegar Carro e ir Skocjan Cave 26/06/2020 - Rodando Eslovenia e ir sentido BLED. 27/06/2020 - Bled 28/06/2020 - Bled 29/06/2020 - Vienna 30/06/2020 - Vienna 01/07/2020 - Vienna 02/07/2020 - Pegar Carro ir sentido HallStatt 03/07/2020 - Rodar interior Austria ir sentido GRAZ 04/07/2020 - Bratislava 05/07/2020 - Retirar o carro a tarde e ir norte Eslovaquia 06/07/2020 - Castelos Norte Eslovaquia 07/07/2020 - Meio dia Eslovaquia / a tarde Budapeste. 08/07/2020 - Budapeste. 09/07/2020 - Budapeste. 10/07/2020 - Budapeste. 11/07/2020 - Budapeste. 12/07/2020 - Cracovia 13/07/2020 - Cracovia 14/07/2020 - Cracovia 15/07/2020 - Gdansk 16/07/2020 - Varsovia 17/07/2020 - Varsovia 18/07/2020 - Varsovia 19/07/2020 - Paris 20/07/2020 - Paris 21/07/2020 - Paris 22/07/2020 - Paris 23/07/2020 - Paris Mario Carvalho (13) 99744-6752
  9. 1 ponto
    Bom, sempre tentei organizar minhas férias da melhor maneira possível e ao decidir ir para o Monte Roraima não seria diferente. Tudo decidido, passagem comprada, guia ok...na semana seguinte a crise explode na Venezuela...vou fazer o que: vou igual!!! pra começar que me organizei para chegar em Santa Elena do Uairen no dia 10 e minha subida ao Roraima seria dia 12. Teria um dia livre pra fazer algum passeio por lá. Do dia em que decidi ir para o Monte Roraima até antes de embarcar, conversei bastante com o meu guia, ele me deu todas as dicas possíveis e impossíveis. Os pagamentos tinham sido feitos através de depósitos para o Javier (guia) da empresa Waykyky Tours. No momento em que eu estava pronta para sair de casa e iniciar as minhas férias, o meu guia me manda uma mensagem dizendo que “tivemos” um imprevisto. As outras 3 pessoas que subiriam junto comigo, cancelaram a subida por motivos de saúde. Ele me deu a opção de subir sozinha com ele e um carregador ou tentaria me encaixar em outro grupo que subiria um dia antes do qual eu tinha agendado. Como já tinha me organizado concordei em subir com o outro grupo no dia 11. Cheguei em Boa Vista 01:50. O aeroporto é pequeno, só tem um Bob´s que fecha as 2/3 da manhã. De madrugada estava eu e o pessoal da limpeza lá, não tinha mais ninguém. Fiquei esperando no aeroporto até as 7h da manhã. Peguei um taxi até a rodoviária, como não estava com paciência de ficar buscando preço mais barato, eu paguei 50 reais de taxi. Só havia UM taxi na frente do aeroporto. Cheguei na rodoviária. Gente a rodoviária estava muito suja. Os venezuelanos estavam acampando ali na frente e faziam da rodoviária o lugar de tomar banho/banheiro. Meu guia (Javier da Waykyky Extreme Tours) estava em Boa Vista neste dia, e nos encontramos ali na rodoviária. Fomos “juntos” para Pacaraima, porém ele estava em outros ônibus. Meu ônibus era as 7:30 e atrasou quase 1h, mas pelo o que entendi isso é normal. Eu era a única brasileira dentro do ônibus, os outros eram todos Venezuelanos. O trajeto demora em torno de 3h 30min (220km), no meio do caminho ele para para lanche. Me indicaram comer a tal “Paçoca”, era muito barato, mas quando vi a quantidade de comida...desisti e acabei comendo um pão de queijo recheado com carne seca. Lá pelo meio dia cheguei em Pacaraima, meu guia estava lá me esperando. Ele ligou para virem nos buscar e fomos em direção a Santa Elena do Uairen. Antes disso, parei na Aduana para pegar toda documentação necessária. Para quem vai ir só até o Monte Roraima não precisa carimbar passaporte. Santa Elena fica uns 15 km de Pacaraima, é super rapidinho. Chegando lá, fiquei na pousada Los Pinos (50 reais, quarto individual com ventilador, tem piscina). Almoçamos em um restaurante bem simples que tem próximo a pousada, a comida era muito boa e em conta (em torno de R$12 o prato com arroz, feijão, bife, batata frita e salada). Uma das meninas que subiria junto no grupo estava nessa pousada também. A tarde ficamos aproveitando a piscina e organizando nossa mochila para o dia seguinte. No final do dia fomos até um outro local para pegarmos as instruções do trekking. O local fica em frente ao antigo hostel Backpackers. Meu novo guia seria o Roman e seus carregadores: Arnold, Omar, Jose, Rene e Manuel. Meu novo grupo era formado por dois australianos (John e Ben), duas brasileiras (Alana e Ana) e eu. Orientação ok, no dia seguinte sairíamos para a nossa indiada. Mass...como estávamos na Venezuela, e nossos parceiros de trekking (guias) nos convidaram para ir em uma festa que estava acontecendo em uma comunidade indígena perto da cidade, aceitamos e lá fomos nós e os guias... Comemos empanadas com uma pimenta(com formiga) feita somente pelos índios dessa região, tomamos Maltin e outras duas bebidas indígenas (a base de mandioca) extremamente fortes. Voltei para a pousada, organizei as minhas coisas pois no outro dia o combinado era de eles nos buscarem as 9h. No dia seguinte, acordei e fui tomar café em uma padaria (a única praticamente nesse lado da cidade). Gastei R$ 7 em um sanduiche de presunto e queijo e uma xícara de café preto. Trekking ao Monte Roraima 11/10/18 - 1º dia : Saímos de Santa Elena as 10:30, são uns 100km até a comunidade de Paratepuy. Boa parte é asfaltada, mas quando entra na estrada de chão fomos literalmente “sacolejando”. Chegamos na comunidade 12:45. Tivemos 1h para o almoço. Serviram 2 sanduiches de presunto e queijo, suco de laranja (artificial) e banana. Ali é o último ponto que tem banheiro, então se quiser aproveitar... Passe bastante protetor solar, use camiseta de manga longa, o que achar melhor para se proteger do sol.... O início da caminhada foi as 14h. No início tem uma subida que eles chamam de “La Prueba” hahaha quem passa dela consegue subir o Monte Roraima, achei que ia ficar por ali mesmo, ela é bem íngreme e naquela hora o sol estava maltratando a gente. Há água durante o caminho, a cada 1h30 você tem como encher a garrafinha. Fizemos umas duas paradas, uma logo após o final da subida “La Prueba” e a outra foi lá pelas 16h para lanche, um pouco antes de chegarmos no acampamento Rio Tek. Chegamos no Rio Tek as 18:30, já estava escuro. Foram 16km em 4:30min de caminhada. Na hora em que chegamos no acampamento, os carregadores começaram a montar nossas barracas e a fazer nossa janta. Nós fomos nos organizar e tomar banho no Rio. Já estava noite, descemos até o Rio com as lanternas. Foi estranho ter que tomar banho ali no escuro pois não sabíamos como era o rio, a água inicialmente estava gelada, mas depois comparado aos outros banhos durante o trekking, aquela água estava maraaaavilhosa! Eu levei um sabonete biodegradável, lavei os cabelos e o corpo com ele todos os dias. Dica de ouro: tome banho e lá embaixo na beira do rio já coloque uma calça e uma blusa de manga longa, porque na hora que você subir os puri-puri vão te comer vivo ahahhahahahaha. Eu fiz isso conforme um amigo que já tinha ido pra lá me orientou, e deu beeem certinho. A janta foi macarrão com molho e carne moída. As 20:30 já estávamos dentro da barraca, prontos para dormir. Neste dia não estava frio, eu fiquei tranquila com uma blusa dryfit de manga longa. 12/10/18 - 2º dia: dormi muito mal, quando foi 2h da manhã eu perdi o sono e fiquei entediada até 4:30 da manhã quando decidi levantar. La pelas 5:30 o sol nasceu, lindo em tons de roxo, rosa, laranja e amarelo...7h café da manhã, tinha umas rosquinhas fritas, café preto e omelete. As 7:35 saímos. Sabe o Rio Tek que tomamos banho? Você atravessa ele logo na saída do acampamento, por isso já deixe separado um par de meias para você molhar neste dia. Atravessamos o Rio Tek e logo mais a frente o Rio Kukenam. Neste dia tem muita subida (uns 7km), alias só subida, sol, sol, sol escaldante, vegetação rasteira e o vento que é bom? Naaaaaaaadaaa. O almoço é no meio da subida, em um local onde tem uma árvore. Lá pelas 11:30 serviram 2 fatias de pão; salada de atum, milho, repolho, pepino, cenoura e batata e uma maçã de sobremesa. As 13:30 chegamos no 2º acampamento, na base da montanha. Prepare-se para o banho neste dia. Gente, foi a água mais gelada de todo o trekking. Sério, literalmente dói até os ossos, amortece tudo! Mas fui na cara e na coragem e lavei até o cabelos ahahahha. Depois de dar aquela renovada, ficamos conversando e logo após descansamos um pouco. Choveu bastante neste dia. A chuva parou na hora da janta, serviram arroz, galinha com molho vermelho, cenoura, batata e suco. Neste dia minha lombar sentiu bastante. Tomei Miosan para dormir e até então eu queria subir a La Rampa com a cargueira. Neste dia estava mais frio, fiquei com uma blusa dryfit e um fleece por cima. 13/10/18 - 3º dia: A saída estava marcada para as 7:30. O café foi arepas com queijo ralado e geléia de morango. Como acordei com dor, decidi pegar um carregador para subir a La Rampa. O valor foi R$ 50. Foram 5km em 5horas de subida. Só subida, subida e subida. Ali você passa pelo tão famoso Paso das Lágrimas, um local um pouco perigoso por conta dos cascalhos e pedras soltas que ficam embaixo de uma cachoeira semipermanente, é bem liso, todo cuidado é pouco. E quando você olha....o topo já está ali, depois de quase 5h chega até dar um ânimo para ir mais rápido. Ao chegar no topo ganhamos bombom e balas..:) As 13:30 chegamos ao Hotel índio e almoçamos hambúrguer (pão, ovo, tomate, queijo, pepino e maionese). Ficamos por lá, tem uma área para tomar banho, bem tranquilo. A janta deste dia foi sopa (banana, abobrinha, cenoura, batata e frango), tinha banana na sopa? Sim..mas sabe que não era ruim não? Essa noite estava bem fria, coloquei “toda a minha roupa”. Estávamos no topo, lá não estava chovendo mas, dava pra enxergar os raios longe dali. Geeeente de madrugada quando precisava ir no “banheiro” era o drama kkkkk, lá em cima é muito escuro! E as vezes eles montam a barraquinha do banheiro em um local meio ruim, então dizem que se precisar fazer o número 1 a noite, vá ali perto mesmo com a lanterna ligada e na hora de fazer desligue para ninguém ver hahahahahah....Aquela escuridão, é muito estranho! 14/10/18 – 4º dia: Quase não consegui dormir, levantei as 7h, tomei café (panquecas com geléia de morango) e as 8:30 saímos em direção ao Hotel Quati. Foram 13km em 5h. É neste dia que você passa pelo Ponto Tríplice (Venezuela, Guina e Brasil). O dia foi bem cansativo, é um sobe e desce nas rochas, e sol o tempo inteiro, não tem vento. O Hotel Quati fica dentro de uma caverna e é deslumbrante! Ao lado, tem um riacho em que você toma banho, e pertinho dali tem um mirante muito bonito onde você consegue ver a “selva” da Guiana e também o Roraiminha. O almoço foi massa com molho de tomate e carne moída. Neste dia jantamos super cedo lá pelas 18h, o cardápio foi arroz com carne e molho. Dormimos em três na barraca, pois até então estávamos dormindo em duas e a outra menina sozinha na barraca porém, ela passou bastante frio lá no Hotel Índio e eu também quase congelei lá. Claro que nesta noite não passamos frio, mas também não conseguíamos nos mexer dentro da barraca hahaha. 15/10/18 – 5º dia: levantei as 6:30, tomei café (empanadas com queijo), caminhamos até o Lago Gladys, ida e volta deve dar uns 10km. Durante o trajeto o tempo fechou diversas vezes. E ao olhar para os lados você pensa: Meu deus! Onde eu tô? Tô perdida! Se me largassem lá e falassem...volta sozinha, eu não sei o que faria! É tudo igual, rocha, pedra, rocha e assim vai! É literalmente outro mundo. Fomos até o abismo....estava bem fechado ficamos uns 30min esperando e nada...fomos no Gladys, andamos mais um pouco e nada do tempo abrir! Na montanha é isso mesmo, faz parte! Na volta tomamos banho no Rio de Ouro, a água tava gelada mas na cara e na coragem foi de boa haahhaahah. Almoçamos por ali mesmo, tinha arroz, calabresa, verduras e melão de sobremesa. Chegamos de volta ao Hotel Quati as 16h. A janta foi massa com carne e vegetais. 16/10/18 – 6º dia: Levantei as 6:00, tomei café (panqueca com queijo). Saímos as 7:30 e chegamos ao Hotel Vasillo as 12:30. Tinha começado a chover, e enquanto nós descansávamos na barraca os meninos faziam o almoço (arroz, ovo frito, salada de batata, cenoura, milho, ervilha e maionese). Ficamos a tarde inteira literalmente descansando, estava chovendo e bateu uma preguiça gigante de sair de lá. As 18h jantamos, estava bem escuro. 19:30 fui dormir, estava muito frio. 17/10/18 – 7º dia: Acordei as 5:30, o café foi aveia com leite e sucrilhos. No meu caso eles fizeram aveia com água pois sou intolerante a lactose. É importante você informar isso na hora que contrata o trekking ok? Qualquer alergia, problema de saúde...eles precisam saber! Neste dia saímos do acampamento as 7:30, seriam pelo menos 8h de caminhada pois desceríamos a La Rampa, atravessaríamos os dois rios e chegaríamos até o acampamento base. Chegamos no segundo acampamento (base da montanha as 10h), e as 11h estávamos almoçando (arroz, salada de ervilha, pepino, tomate, cenoura, batata, milho, repolho, atum com maionese). As 11:30 estávamos saindo novamente. Na descida todo cuidado é pouco, foi nesse dia que caí e “ralei” minha perna. No meio do caminho vimos uma cobra. Chegamos ao acampamento base as 15:45. Bom, seria a nossa última noite ali, a última noite dormindo na barraca... A janta demorou um pouco mais para ficar pronta e enquanto isso ficamos conversando e dando muita risada com os meninos da equipe. O tempo estava fechado neste dia, e como estávamos na base da montanha não poderíamos sair dali sem saber como era a chuva do Roraima. Gente choveu...choveu muito que eu achei que “já eras” tudo que tinha dentro da barraca. Estávamos no local onde se fazia as refeições e não deu tempo nem de pensar, quando começou vento, chuva, raio, não tinha como sair dali, alagou , minha roupa ficou molhada, os pés sujos de barro. A nossa barraca molhou um pouco, a água entrou pelo “respiro”. A sorte que tinha deixado a capa de chuva da mochila em cima dela, e protegeu bastante. Minhas botas estavam dentro de um saco plástico. O que molhou um pouco mais foi a toalha de banho e o saco de dormir. Comemos dentro do local onde os guias estavam preparando a comida. Depois fomos dormir e continuou a chuva. Como era a última noite...a roupa ficou molhada. Não tinha o que fazer. Bom, no café da manhã sempre tem algo do tipo: arepas,empanadas, panquecas, omelete suco, café, chá, leite com nescau, frutas como abacaxi, melão, tangerina. Eles servem um lanche da tarde que pode ser pipoca, uma bolachinha salgada, com chá, leite com nescau enfim... 18/10/18 – 8º dia: Acordei as 5:30, o café seria servido as 6:10 e saímos as 6:50. Como choveu muito na noite anterior o caminhado estava uma lama só. A bota em alguns momentos afundava e ficava bem pesada. No último dia parece que você não chega nunca no povoado de Paratepuy, é cada subida que você pensa: é a última, opa, tem mais uma e depois tem outra e assim vai. Chegamos lá era 11h, nosso motorista querido estava esperando nosso grupo com uma caixa de Polarcita. Foi a melhor cerveja que tomei na minha vida hahahahhaha. Fomos almoçar no povoado de São Franscisco, fizemos umas comprinhas por ali. Tem artesanato e a famosa pimenta com formiga. A tarde chegamos em Santa Elena. A noite fomos comer uma pizza num local ao lado do Mijo (esqueci o nome da pizzaria, mas é grudada nesse bar). 19/10/18: Bom, meu plano era na olta do Monte fazer a Gran Sabana, porém a Venezuela estava em crise. O litro da gasolina chegou a R$15 e todos os passeios foram cancelados. Fiquei ali por Santa Elena mesmo, dei uma volta na cidade pra olhar as lojinhas, porque não tem nada pra fazer ali não. Voltei pra pousada e fiquei vendo TV. Fomos jantar no Mijo´s, comi hambúrguer R$12 e tomei um suco R$7. 20/10/18: Como meu planos não deram certo, eu fui fazer um rapel com o pessoal da Waykyky Tours. A noite fomos na pizzaria ao lado do Mijo´s, comi uma lasanha por R$17 e suco R$ 5 21/10/18: Dia de voltar para casaaaaaaa....Ai vem todo aquele fluxo, taxi até Pacaraima, bus até Boa Vista, Voo até SP – POA, Bus até Passo Fundo.. Missão cumprida!! Trajeto de Ida: Ônibus: Passo Fundo – Porto Alegre Voo: Porto Alegre – Boa Vista Ônibus: Boa Vista – Pacaraima Carro: Pacaraima – Santa Elena do Uairen Pousadas que fiquei em Santa Elena do Uairen: Los Pinos – R$ 50,00 quarto individual, com chuveiro com água quente e ventilador. Não tem café da manhã Lucrecia – R$ 50,00 quarto duplo (R$ 25 por pessoa) com chuveiro com água quente e ar condicionado. Tem piscina mas não entrei. Tem filtro de água disponível aos hóspedes. Não tem café da manhã. Pousada Nativa (ao lado do mercado Nativa) – R$ 40,00 quarto duplo (R$20 por pessoa), com chuveiro com água GELADA e ventilador. Não tem café da manhã. Pense bem antes de subir o Monte Roraima, eu gosto dessas indiadas e em alguns momentos poderia ter sido melhor. Por exemplo: meu isolante era desses comuns, eu sentia todo o frio da pedra no meu corpo. Peguei um saco de dormir da Waykyky, para temperatura de 10 graus porque o meu era pra frio de -5 e era muito pesado. Talvez se tivesse levado o meu não teria passado tanto frio. Subi com uma cargueira de uns 10/11kg, mas se você me pedir tinha tudo que precisava dentro da mochila. Levei um carregador portátil de 500g que a bateria durou os 8 dias e ainda carregou outro celular e go pro. Leve bobagens para comer, tem hora que dá uma vontade de comer qualquer coisa que não tem lá em cima ahhahahaha, faça um estoquezinho de barrinha, chocolate, amendoim, bolachinha e tal....eu levei uma boa porção de castanha de caju e do pará, nozes, damasco dentro de um saquinho fechado e as formigas atacaram e eu fiquei quase uma hora limpando pra tirar as bichinhas hahahahahahaha. Sobre as roupas: leve uma roupa só para dormir, você não pode pensar em molhar esta roupa. Não economize nas meias, caminhar com meia molhada e fedendo a carniça ninguém merece né? Coitado do coleguinha que depois tem que ficar sentindo o cheiro da tua bota podre de fedida... quando chegar nos acampamentos, lave a tua roupa, não se preocupa pq ela vai secar tá? Tome banho, não seja fresco, tá lá no Roraima e vai fazer mimimi? Toma banho gelado mesmoooo! Sintaaa na pele o que é estar lá! Tome água, bastante água sem Clorin como eu fiz! Deus é Pai e eu não tive nenhum piriri durante os 8 dias. Se liberte, ninguém que está lá tá ligando para o teu cabelo, a tua roupa, a tua unha...a busca é por outra coisa! Aproveite o tempo na montanha para refletir. Fique sozinho, acorde cedo, veja o sol nascer, durma mais tarde, fique lá fora da barraca sentindo o vento, olhando aquele céu maravilhoso. Converse, sorria, demonstre carinho e agradeça, agradeça muito aos teus guias..pois eles levam tudo o que é necessário pra você durante esses 8 dias, não pense que eles levam 30kg nas costas porque gostam....fazem porque precisam! Valorize teu guia! Valorize teus carregadores! Eles merecem. Fica aqui meu registro destes dias que levarei pra sempre na minha memória. Obrigada ao povo Venezuelano por me receber tão bem! Contato do pessoal que eu fui: https://www.facebook.com/Waykyky.Extreme.Tours/ https://www.facebook.com/javiersagitar?fref=search&__tn__=%2Cd%2CP-R&eid=ARAh8isHMXqALQu3oGx6xabmaIoUKf7X-4zzXHEmt-3mz_qtv2he3qyBvXrvz0IBoeUwHMOqy0_sOwC2 https://www.facebook.com/denisson.marin Se alguém quiser o contato no Whats é só me pedir! Espero ter ajudadoo!!! Qualquer coisa que precisarem é só gritar..
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    Salve mochileiros, Gostaria de começar meu relato agradecendo a todos os mochileiros que já fizeram alguma parte desse trajeto ou todo ele e deixaram aqui seus relatos, ajudou muito na preparação do nosso roteiro. Após extrair o máximo de informação não poderia deixar de vir até aqui e escrever um pouco da nossa experiência nesses 17 dias incríveis. Abaixo um vídeo que mostra um pouco da viagem: gráfico não ficou dos melhores kkk mas está valendo. Vou colocando as informações aqui caso não entendam alguma coisa me perguntem pois sou contador e tenho uma certa dificuldade em escrever apesar que quem escreveu o meu relato todo foi a minha esposa então dificilmente precisaram kkkkkkkk, dessa vez nosso relato está pronto e postarei até o fim, provavelmente 1 dia ou 2 dias por semana 🤩 ROTEIRO: 07/04 – Chegada em Las Vegas e a estrada até Page 08/04 - Horsebend Shoe, Antelope Canyon e Monument Valley 09/04 - Grand Canyon e a estrada até Las Vegas 10/04 - Dia de estrada de Las Vegas a North Fork 11/04 - O incrível parque Yosemite com frio e chuva 12/04 - Parque Yosemite com sol e a estrada até San Francisco 13/04 - Passeio por San Francisco e jogo de basquete 14/04 – Passeio de bicicleta pela Golden Gate 15/04 - Vale do Silício e o início da descida pela Highway 1 até Monterey 16/04 – O aquário de Monterey e a incrível 17 Miles Drive 17/04 - As lindas paisagens do Big Sur 18/04 - O divertido tour pelos Studios Warner 19/04 - Passeios por Los Angeles 20/04 - Estrada entre Los Angeles e San Diego 21/04 - Estrada entre San Diego e Las Vegas 22/04 – Passeios por Las Vegas 23/04 – Dia de ir embora Não contei nos dias de viagem a ida de avião e a volta, porque se não meu mochilão seria de 20 dias kkkkkkkkkkkkk e também acredito que essa parte já é bem particular de cada um. GASTOS Essa foi a parte do preparativo que mais me tirou o sono e que me tira em todo o mochilão, as perguntas que assombravam minha cabeça, quanto levar? Será que vai dar? E se faltar? realmente me deixavam quase louco, organizamos nosso mochilão em 6 meses, levamos pouco mais de 4.000 dólares para duas pessoas (eu e minha esposa) e gastamos 1.500,00 cada que é TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS, sobrou uma quantia boa até, não levamos nem 1 real se quer, mas levei 2 cartões de crédito um Mastercard Black SICREDI (me ajudou muito no aeroporto com as salas VIP) e Platinum do NUBANK para alguma emergência. A aqui vale lembrar que o aluguel do carro e as passagens de ida e volta foram pagas parceladas no cartão kkkkk, SEGURO DE VIAGEM Contratamos o seguro viagem pela Assist CARD, fiquei pesquisando algumas semanas até fechar por R$ 250 reais por pessoa. É bem importante ter, porque nunca se sabe o que pode acontecer. E sempre tem descontos, os blogueiros de viagem sempre tem cupom de desconto de seguro viagem. E ouvi dizer que algumas vezes na imigração eles pedem sobre o seguro viagem, então é melhor não arriscar mesmo! RESERVAS Um mês e meio antes da viagem concluímos o planejamento do nosso roteiro. O próximo passo foi fazer as reservas. Fizemos a reserva do carro pelo site da “Rent Cars”. Achei que facilitou bastante já sair do Brasil com o carro reservado, muito mais prático, sem contar que é possível parcelar o valor. Escolhemos um SUV da locadora Álamo, pois queríamos um carro confortável, já que ficaríamos muitas horas dentro dele. Pagamos R$ 2.479,70, já incluso: Proteção do Veículo, Proteção Contra Roubo e Condutor Adicional. Achamos necessário incluir essas proteções, pois nunca se sabe o que pode acontecer. Achamos que foi uma ótima escolha, não tivemos queixa da locadora e o carro nos atendeu super bem. Os hotéis/hostels foram reservados pelo “Booking”, também com antecedência. E foi necessário, porque como estávamos de carro, precisávamos de vaga de estacionamento, e, principalmente nas cidades maiores, não era tão fácil assim encontrar um lugar bom e com estacionamento por um preço bacana. Reservando antes, conseguimos. Também pedimos um chip da Easy4U ainda do Brasil. Foi ótimo porque, chegando lá, já conseguimos avisar a família, e também, como já íamos pegar a estrada, não perdemos tempo procurando e comprando chip. Boa parte dos lugares tem Wi-Fi, porém como íamos ficar boa parte do tempo nas estradas, decidimos que era necessário ter internet. Compramos só um, que ficou no meu celular, aí quando o Vagner precisava eu compartilhava minha internet com ele, deu super certo. Pagamos $ 49, num plano com internet ilimitada, sem ligações, para os 16 dias que ficamos lá. Alguns passeios também foram agendados antes: Antelope Canyon, Jogo de Basquete e Studios Warner. Dicas: Em trajetos muito longos de carro, procure por algumas atrações no meio do caminho, por mais bobas que sejam. Isso ajuda a tornar o trajeto menos cansativo, você dá uma esticada nas pernas e ainda se distrai. Pelo menos para a gente, ajudou muito. Carteira de Motorista: O Vagner tirou a PID – Permissão Internacional para Dirigir. Não fomos parados por guardas em nenhum momento, mas achamos melhor garantir. Os preparativos foram praticamente isso, começo a contar a história dessa aventura no próximo capitulo.
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    Procuro companhia, para ITALIA, PARIS E BERLIM - ABRIL DE 2020. Serão 22 dias, estou aberta a idéias de novos lugares, passeios. To vendo várias dicas por aqui e por outros blogs bem legais
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    Alguém por lá nesse carnaval ?! Quero companhia pros blocos 😬
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    Aee Galera, alguém estará em Floripa no Carnaval? Já estou com viagem confirmada.
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    Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia! Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta. Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem. A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena. Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo. Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias. Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito! Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa. Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos. Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia. O melhor ainda está por vir! Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo. Até logo, aventureiro!
  15. 1 ponto
    Galera, Quero conhecer Miami e Orlando em 2020. Tenho muito interessante em visitar os parques de Orlando e as praias de Miami. Tenho flexibilidade de datas. Podemos construir um roteiro juntos. À noite, legal aproveitar e conhecer as baladas gays, por isso busco cia preferencialmente 🏳️‍🌈 Mando meu contato inbox pra quem tiver interesse
  16. 1 ponto
    Eu to querendo estar! To sem cia... sabe como é o carnaval lá e o q tem de bom? Eu gosto mais do estilo bloquinho e carnaval de rua, vou estar em SC mas ainda não sei em qual praia é mais divertido de estar no carnaval. O q me sugere? Sou de Porto Alegre! :)
  17. 1 ponto
    Meu nome é Vasco (português) e estou a pensar viajar de mochilão pela Europa/Asia. Destino: sem destino Duração: sem duração Minha ideia é viajar, sem dinheiro (só algum para emergências), trocar trabalho por comida e acomodação ou quem sabe encontrar alguem viajando de van e pegar uma carona. Quem quer entrar numa aventura comigo?
  18. 1 ponto
    Procuro pessoas que também vão fazer intercambio para Dublin em Novembro 2020. Favor responder no post, podemos combinar de nos encontrar no países, fazer viagens juntos, etc.
  19. 1 ponto
    Parabens pelo relato, muito bem detalhado. Pretendo refazer essa trip e suas dicas sao excepcionais!
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  21. 1 ponto
    Você já pesquisou a respeito de Bruxelas, para saber o que ver e o que fazer em Bruxelas? Ou você tem algum interesse específico em Bruxelas? Pergunto isto por que Bruxelas não é exatamente uma cidade que seja prioridade para as pessoas visitarem, pois não oferece nada especial e muito diferente daquilo que você já não vai ver melhor em outras cidades europeias. A maioria das pessoas inclusive acha que 1 dia inteiro e uma noite em Bruxelas é mais que suficiente... Então se você não pesquisou ainda, eu recomendaria fortemente que você pesquise um pouco a respeito de cada cidade antes de ficar jogando uma quantidade de dias aleatória em cada cidade. Entre no Google e pesquise por "roteiro 3 dias Amsterdam", "Roteiro 3 dias Bélgica" ,"Roteiro 3 dias Praga", etc... Vão aparecer literalmente dezenas de roteiros bem detalhados, leia pelo menos meia-dúzia de cada cidade, assim você pode estipular uma quantidade de dias em cada local adequada aquilo que você gostaria de ver e fazer em cada um destes locais. Depois que tiver lido um pouco a respeito de cada local, você pode por exemplo acabar chegando a conclusão, que não tem nada de interessante para você em Bratislava ou Bruxelas, e que 2 dias em Budapeste e Munich é pouco para aquilo que você gostaria de fazer, e assim por diante...
  22. 1 ponto
    Está melhorando, mas ainda é um roteiro bem apertado, você teria que conseguir encaixar tudo perfeitamente para que perca o menor tempo possível nos deslocamentos entre cidades para tornar o roteiro viável. Por exemplo, de Praga até Budapeste são 7 horas de ônibus, contando mais o tempo que você vai perder indo até a rodoviária, chegar uns 30 minutos antes da partida do ônibus, e o tempo perdido em Budapeste para ir do ponto de ônibus até o seu hostel, você perde na melhor das hipóteses umas 9 ou 10 horas nisto. E se você for fazer isto durante o dia, será um dia inteiro perdido. Então você já teria que fazer este deslocamento durante a noite, para perder pouco tempo "aproveitável". Uma ou duas noites no ônibus durante a viagem dá para encarar sem problema, o problema começa quando você começa a fazer isto praticamente dia sim e dia não, e se você ficar saindo toda noite em Berlin, Praga e Budapeste, bebendo e indo dormir quase de manhã.... Praga x Budapeste é um deslocamento longo, 7 horas de ônibus, onde até dá para dormir no ônibus, mas outros deslocamentos ficam bem no meio termo, são demorados a ponte de você perder bastante tempo, mas são curtos demais para você conseguir dormir a noite no ônibus, o que meio que torna inviável você viajar a noite toda...
  23. 1 ponto
    2h dentro de um aeroporto passa tão rápido que parecem 20 minutos. Não sai do aeroporto! Veja o que o colega acima disse.
  24. 1 ponto
  25. 1 ponto
    Pode, mas uma conexão de 2:30 não dá tempo de fazer isso. Você precisa estar ao menos 2h antes no aeroporto para viagem internacional, precisa contar o tempo em que perde saindo do avião e depois a volta passando no raio-x, imigração e embarque, que costuma ser 30min antes do voo, a única solução é já ficar por lá.
  26. 1 ponto
    Oi Ale! Adorei seu relato, Veneza é sensacional! Gostaria apenas de corrigir um ponto, a ponte dos suspiros não é esta da foto, mas sim desta ponte é possível ver a ponte dos suspiros, que fica um pouco mais a dentro do canal, entre os dois edifícios, o palácio ducale e a prisão... se fizer a visitação ao palácio, que inclui visitar a prisão, a travessia de um para o outro será feita por dentro da ponte dos suspiros, ela é toda fechada, já que no palácio as pessoas eram julgadas, e se condenadas, eram levadas através da ponte diretamente para a prisão! E me desculpe pelo textão... adoro história
  27. 1 ponto
    Ahhh Veneza... Desde que assisti o filme O Turista com o muso Johnny Depp, esse destino entrou para minha listinha de coisas para fazer antes de morrer... Porém, por ser uma cidade conhecida pelo romantismo, fui deixando de lado já que vivo viajando solo (tá difícil um mozão kkk). No entanto, esse ano a oportunidade irrecusável surgiu! Com meu intercâmbio em Malta (pertinho da Itália), era a hora de conhecer a cidade das gôndolas!! Vou contar então o que fiz em 2 dias por lá, conhecendo muitos pontos turísticos e também pontos não muito conhecidos! Vou falar sobre coisas que legais que você faz de graça e outras que vale a pena gastar um pouquinho! E no final, estou passando dicas para não voltar falido!! Primeiro conselho que dou é: Veneza é a cidade perfeita para se perder!! Bater perna e andar sem rumo... Entrar e sair de rua e aproveitar as surpresas do caminho! Vamos lá ao roteiro: 1º dia Para iniciar o roteiro, nada melhor que partir do coração da cidade.. Piazza San Marco Ela é a praça principal de Veneza e considerada como salão de visitas da cidade! Muito popular pelo seu tamanho e prédios em seu entorno! A praça é considerada como ponto mais visitado de Veneza, então dá para ter uma idéia da quantidade de gente por lá né... Ao interessante sobre a praça é que ela é o ponto mais baixo de Veneza e quando a maré está alta, ela fica alagada transformando totalmente o cenário. Eu não sou fã de lugares lotados, mas a praça em si é tão bonita que vale a pena!! E fiquei um bom tempo por lá. Já que estamos aqui, o que mais chama atenção na Piazza San Marco, sem sombra de dúvida, é a magnífica Basílica di San Marco!! Ela é realmente grandiosa, acho que nunca vi nada parecido!! Uma arquitetura belíssima, considerada uma obra-prima bizantina fora do território do Império do Oriente. Para se ter uma noção de sua grandiosidade, a basílica possui 4 mil metros quadrados de mosaicos. A entrada na basílica é grátis, mas quem quiser entrar no museu é preciso pagar 5 euros e com essa entrada você tem direito de subir até o terraço e apreciar a vista. Para visitar o tesouro são mais 3 euros e a pá de ouro mais 2 euros. Continuando pela praça, contemple a Torre do Relógio, ou Torre dell’Orologio. Ele mostra as horas, dia, fazes da lua e zodíaco. No alto dele existem duas estátuas, um senhor e um jovem que batem as horas no sino representando a passagem do tempo. Nesse também está a figura do leão de São Marcos, um dos símbolos de Veneza. Ainda na praça, do outro lado do relógio, visite mais uma atração icônica de Veneza, o Campanário di San Marco. Essa impressionante torre possui 98,5 metros de altura, e claro, é o edifício mais alto da cidade! No alto do Campanário tem uma pirâmide, mais uma vez composta pelo típico leão e no seu topo a figura do Arcanjo Gabriel. Fonte: www.brandpress.com.br A entrada custa 8 euros. Ainda no entorno da praça, siga para o Palácio Ducale. O imponente edifício gótico, também conhecido como Doge’s Palace ou simplesmente Palácio do duque, foi construído como castelo fortificado, depois acabou sendo utilizado como prisão e fortaleza, então como sede do governo de Veneza e por fim, hoje é um importante museu. Quem deseja conhecer mais sobre a historia de Veneza, a visita é uma boa pedida. Um fato interessante é que o famoso escritor Casanova foi prisioneiro do local em tempos antigos e conseguiu fugir pelo telhado. O ingresso custa 19 Euros. Depois da visita ao palácio, atravesse a famosa Ponte dos Suspiros, que ligava o palácio a uma antiga prisão. Desse fato saiu a lenda sobre o nome da ponte, que dizia que os prisioneiros davam seus últimos suspiros de liberdade quando passavam por ela. Já em frente ao Palácio, caminhe pela super movimentada avenida Riva degli Schiavoni e aproveite para tirar fotos nos pontos de estacionamento das gôndolas. Dali você também terá uma vista linda para a imponente Basílica de San Giorgio Maggiore. Essa é uma das vistas mais famosas de Veneza. Depois de passear e tirar fotos, siga em direção a Ponte Rialto. A mais famosa e movimentada ponte de Veneza e foi a primeira a ligar as duas margens do Canal Grande. Ela é linda, com muitos detalhes e uma vista linda! Possui duas rampas, onde em seu interior existem várias lojas. Atravesse ela para visitar o Campo San Giacometto, um antigo ponto comercial. E é lá também que fica a igreja mais antiga da cidade, a igreja de San Giacomo. Ela fica no coração de Rialto e possui um relógio solar. A visita no interior da igreja de San Giacomo é gratuita e achei a região bem agradável e tradicional. Dali volte para a direção do Grande Canal e passeie pela avenida Riva degli Vin. Essa margem e bem bonita e possui vários restaurantes e cafés italianos. O preço é salgadinho, como tudo ao redor do grande canal, mas com certeza vale a visita. * DICA: Durante todo esse caminho você vai passar pelo Grande Canal que é a maior via aquática de Veneza, mas também vai passar por lindos outros pequenos canais. Existem por volta de 150 canais cortando a cidade, cada um com seu charme e sua ponte. Vale muito a pena se perder entre eles. 2º dia Para o segundo dia reservei conhecer as partes menos turísticas de Veneza!! Iniciei meu dia no bairro mais genuíno da cidade o Cannaregio! O bairro é bem tradicional, onde você pode ver os costumes e cotidiano dos venezianos, sem muito movimento turístico! Passeie com calma, sentindo o clima! No bairro siga para o Gueto Judeu. Considerado o primeiro gueto hebraico da Europa, a região em um mergulho tradicional!! A região é linda e foi uma das coisas que mais gostei de fazer em Veneza. Por lá existem ainda restaurantes e lanchonetes que servem comidas e doces típicos judaicos. Um lugar no Gueto que gostei muito foi a praça Ghetto Nuovo, onde vi vários judeus bem tradicionais. As sinagogas do bairro foram construídas em meio aos prédios, sem alarde, sendo até difícil identificá-las. Depois do passeio, siga em direção ao bairro Castello e dedique um tempinho para conhecer o Campo Santi Apostoli. O lugar é lindo e super fotogênico!! Por lá você poderá visitar também a igreja Santi Apostoli, comer algum lanche em barraquinhas e tirar muitas fotos na ponte do canal da praça. Siga novamente para a ponte Rialto para atravessar o canal e seguir até a igreja Santa Maria dei Frari. Em frente a igreja, esta mais um belo campo de Veneza. Com uma ponte muito bonita! A igreja Santa Maria dei Frari é muito importante e abriga obras famosas, como uma escultura de madeira de São João Batista feita pelo famoso Donatello. O valor da entrada são 3 euros que ajudam na preservação da igreja. Esses foram os pontos que visitei, mas o que mais fiz em Veneza foi me perder e andar sem rumo. A cidade é linda e única... Cada cantinho aguarda uma surpresa! Dicas práticas para você economizar na sua viagem: Substitua o passeio de gôndola Muita gente vai a Veneza justamente para fazer o passeio de gôndola com todo seu misticismo romântico, porém, prepara o bolso. São 80 euros para mais ou menos 40 minutos de passeio pelos canais. Vale lembrar que esse valor é por gôndola. Mas para quem quer passear pelos canais, mas não quer gastar tanto, vale pegar um watertaxi para se locomover. Com isso você pode montar seu próprio city tour. Passeio panorâmico pelos canais fora da gôndola Mais uma dica é pegar a linha 1 do Vaporetto (transporte publico em Veneza) para fazer um passeio panorâmico pela cidade. A linha cruza as principais atrações da cidade. Lojas X barraquinhas Por Veneza você vai ficar maluco com tanta loja vendendo coisas lindas!! Desde souvenir até as famosas máscaras venezianas. Muitas lojas tradicionais vendem máscaras bem caras, mas se você não puder gastar muito e quiser trazer uma máscara de recordação, minha sugestão é comprar em alguma barraquinha de rua. Foi exatamente o que fiz, comprei a minha por 12 euros e ela é linda! Hospedagem Se não quiser falir se hospedando em Veneza, minha sugestão é ficar na região de Mestre ou Marghera. Eu fiquei no Camping Village Jolly em Marghera e valeu muito a pena!! Não se assuste com o nome camping, porque lá você vai ficar em uma casinha de madeira com banheiro e wifi! Além de ter uma linda e organizada estrutura, o camping oferece uma hospedagem barata, com restaurante e mercado dentro do local e ainda transporte de ônibus ida e volta para Veneza por 5 euros. Em 15 minutos eu chegava na estação de trem em Veneza, já pertinho da Piazzale Roma. Almoço e janta Veneza possui muiiiitos restaurantes caros, principalmente perto das atrações mais turísticas e entorno do Grande Canal. Para fugir disso, dê preferência aos restaurantes nas ruelas alternativas. Além de ter muitas opções de estabelecimentos que vendem pedaços de pizza, sanduíches e até kebabs.
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    Croacia ou Grecia em junho eu topo.
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    @RodrigoDigão Obrigada, vou levar um pouco a mais pra garantir uma gelada ou um vinhozinho no fim do dia :)
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    Sem sombra de dúvida, o da worldnomads é o com a melhor cobertura de todos os seguros de viagem Cobrem quase qualquer coisa!
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    @frade qual período em junho? Eu posso ir 21 dias a partir de 01/06.
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    Oi pessoal eu acabei de retornar da Europa. Fui em dezembro, e fiz Londres, Berlim e Paris. como sugestão sugiro não colocar mais de 3 países para períodos curtos principalmente quando se tem Londres no meio. Londres é muito grande e tem muita coisa para fazer sugiro ficar no mínimo 5 A 7 dias ! Sem dúvida são lugares que VALE MUITO A PENA IR. Já estive em Amsterdam que é mais que suficiente dois dias, a menos que queira conhecer Rotterdam. agora ir para Paris e Berlim com dois/três dias é muito pouco. Vai dar tempo de ver metade da cidade e ainda Vai passar bem rápido! Perde a chance de aproveitar sobre a história dos lugares. Perdi muito passeio dessa vez em Paris e Berlim por falta de tempo! Irlanda fui em março, se curte ir em pubs e etc sugiro algo em torno de 5 dias. Os passeios valem muito a pena, porém são quase todos distantes, perde o dia todo É só uma dica! Abraços
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    Eu vou em Maio ultimas semana, quem tiver interesse me manda email [email protected]
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    Primeira quinzena de março, Montevideo, Punta del Este, Colônia e Buenos Aires
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    08/04/2019 - Horsebend Shoe, Antelope Canyon e Monument Valley Na noite anterior eu tinha colocado o despertador para às 07h30, pois pretendíamos sair do hotel às 8h, e como o hotel não disponibilizava café da manhã ia ser mais rápido. Porém como ainda não tínhamos acostumado com o fuso horário, 4h a menos que o Brasil, acabamos acordando antes. Nos arrumamos com muita calma, pegamos um cafezinho na recepção para comer com a nossa bolacha e saímos rumo a Horsebend Shoe às 07h40. O estacionamento estava em obras, então tínhamos que estacionar o carro num lugar determinado, que era uns 2,5km antes (tinha placas avisando, mas é claro que nos perdemos e tivemos que pedir informação kkk) e pagar $5 cada pra ir de ônibus até lá. Chegamos, estacionamos o carro, pagamos e ficamos aguardando o nosso ônibus. 8h15 já estávamos dentro do ônibus, foi super rápido. O ônibus nos deixou no início da trilha para Horsebend Shoe. Não pagamos nada para conhecer o lugar, mas ouvi dizer que, assim que terminarem as obras, vai ser cobrado valor de entrada. Fomos o trajeto todo tirando fotos, tudo a gente achava lindo, acho que deu uns 20 minutos a pé, ou nem isso. O lugar é realmente incrível! Como era cedo, tinha bem pouca gente, então deu para aproveitar mais. Tiramos muitas fotos, curtimos a paisagem e começamos o caminho de volta. Quando voltamos para onde o ônibus nos deixou, já tinha algumas pessoas esperando. Logo o ônibus chegou trazendo a nova leva de turistas, como já era 9h, já tinha muito mais gente, o ônibus veio cheio, fizemos uma boa escolha ao começar mais cedo! O ônibus nos deixou onde ficaram os carros, entramos no nosso e partimos para Antelope Canyon. Tínhamos reservado o passeio do Lower Antelope Canyon (escolhemos esse por dizerem que é menos tumultuado) pela Ken’s Tour, o valor foi descontado do nosso cartão de crédito em reais e deu R$ 212,30 cada um. Entrei no site deles na semana antes da viagem e a maioria dos horários da manhã já estavam esgotados. Como é preciso chegar lá meia hora antes, e fiquei com medo de demorarmos no Horsebend Shoe, reservei o horário das 11h. Por fim, acabou que chegamos lá às 9h30, ou seja, podíamos ter reservado o passeio das 10h, para ter mais tempo de curtir o passeio que faríamos a tarde, mas ok, não dá para prever tudo. Ficamos por lá aguardando, 10h30 entramos na fila para o check-in, e 11h os guias começaram a chamar. Ficamos um tempo aguardando todos se aproximarem e fomos, cada guia com seu grupo. Esse canyon é mais estreito que o Upper, então cada grupo tem que aguardar o outro. O lugar é fantástico! Como a beleza está em ir olhando para cima, o fato de ter bastante gente não atrapalhava, mas nas fotos sim, porque sempre aparecia alguém no fundo, não sei como é nos outros horários, mas nesse tinha bastante gente. Mas deu para babar no lugar, é realmente lindo, e super valeu a pena! O passeio durou um pouco mais de uma hora e fomos correndo para o carro, pois pretendíamos conhecer o Monument Valley ainda nesse dia, e eram duas horas de estrada até lá. O problema era que lá fechava às 17h, mas do horário de Utah, que é uma hora a menos do Arizona. Tocamos direto até lá, só parando para abastecer num posto em Kaibeto, um vilarejo que passamos no caminho, e deu $28,40 (não lembro quanto custava o galão). Chegamos lá, pagamos os $20 da entrada (a taxa é $20 por carro), ganhamos um mapa do trajeto das 17 milhas que queríamos fazer e estacionamos no Centro de Visitantes para admirar a vista, a vista dali é linda! Aproveitamos e compramos um imã de geladeira por $ 4,19. Todos os relatos que li, diziam que levava 2 horas para fazer o trajeto das 17 milhas, porém nós só tínhamos uma hora (aquela uma hora que ficamos esperando pelo passeio de Antelope Canyon estava fazendo falta aqui). Então voltamos para o carro e começamos, pois não tínhamos tempo a perder. Acabou que não paramos em todos os mirantes, só nos que mais gostamos, quando chegamos na saída já era 17h10 e tinha uma mulher cuidando para que ninguém mais começasse a trilha naquele horário. Nossa visita foi super rápida, mas valeu! Da próxima vez quero ir com mais calma e dormir no hotel que tem lá dentro. Depois dali iríamos dirigir mais 2h30 em direção ao nosso hotel em Flagstaff, porém fomos na direção contrária, porque queríamos contemplar a visão (e tirar uma foto) no ponto em que o Forrest Gump parou de correr no filme, tem até uma placa indicando o lugar, e muita gente para tirar fotos lá. Depois disso iniciamos nosso trajeto rumo a Flagstaff. Acabamos parando antes, numa cidade chamada Cameron, para comer, pois não tivemos nem café da manhã descente nesse dia, avistamos um Burguer King da rodovia (sim, nossas refeições foram quase que Burguer King a viagem toda) e paramos lá. O Vagner pediu um combo Cheese&Bacon e eu um sanduíche Whopper, nossa conta deu $ 14,99. De barriga cheia, paramos ainda para abastecer num posto que tinha perto, deu $26,50 ($ 2,95 o galão). Logo chegamos ao nosso destino, hotel Travelodge by Wyndham Flagstaff, pagamos $ 45,43 no quarto de casal. Esse hotel é bem no estilo motel americano, daqueles que você estaciona na frente da porta do seu quarto, igual nos filmes. Precisávamos descansar bem, pois no próximo dia conheceríamos o Grand Canyon e ainda iríamos para Las Vegas.
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    @[email protected] estarei la dk dia 14/02 ate 20/02.. qualquer coisa podemos marcar uns passeios.
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    Que legal Ca, vou te dar um Oi para conversarmos 😃
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    Oi Carol, também vou para a Europa na mesma época e ainda não tenho roteiro definido, apenas um ingresso para show e hotel reservado em Bolonha na Italia, no dia 24/05. Fora essa data, roteiro livre hahaha Suas opções me agradam Se quiser pode me dar um oi no Facebook: Caique Kiq Até mais.
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    @Carol LiraMuito pais para pouquíssimo tempo.
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    Opa, topo Irlanda também, vou chamar Sa☺️
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    Oiiii. Tenho interesse, só que quero Irlanda tbm, podemos combinar o roteiro, ou passar a maior parte juntas :) me chama no insta :::samara_slo
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    Excelente ! Muito obrigada pelas dicas. Vou sozinha em dezembro
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    "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos) Um novo olhar sobre o Mundo. Olá viajantes, Compartilharei com vocês meu mochilão que deu início em Dez/18. Irei compartilhar um pouco de como me organizei nos aproximadamente 45 dias antes do início da Trip, bem como, eu defini "roteiros", datas e claro, financeiramente a jornada. Já li diversos relatos, muitos serviram de inspiração, e um 'algo' que sempre tive em mente é fazer um mochilão roots - até também porque, no meu caso, a grana é curta. Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir. Por onde começar? - Questionei nas primeiras horas. - Até que comecei a levantar uma lista de possíveis lugares da América do sul e passei a linkar rotas, ver preços de deslocamentos, me joguei de cabeça na cultura Latino-americana. Foi aí que reparei como tudo hoje em dia é demasiadamente comercial, principalmente os valores. - Não posso procurar como se fosse um turista querendo férias, afinal, não sou um turista querendo férias. - Então a partir deste instante passei de fato a me portar e pensar como um Mochileiro. Passei a pesquisar as rotas de carona, pensar em acampar em qualquer lugar, maneiras de "salvar' dinheiro e como viajar sem grana. Resultado, Primeira semana de Novembro e eu já tinha todo um pré-roteiro definido: Sair do Brasil por foz, adentrar a Ruta 12 no início, caronar até chegar na Ruta 14, a rota que leva até Buenos Aires, tentaria levantar uma grana em Buenos Aires e continuar seguindo para o Sul sentido Patagonia, pois afinal, para voltar é só ir sentido Norte, subir pelo o Chile, cortando todo o País e continuar, Peru, Bolívia, Colômbia e por onde mais tiver de ser. Exatamente esse era meu ‘Pré-roteiro’ e confesso que não teve grandes alterações, pois ir caronando proporciona viver o local e a cultura, conhecer entre uma cidade e outra as histórias que há, bem como as belezas além - escondida do turismo comercial - e claro, salvar o máximo de dinheiro. Irei detalhar mais para vocês meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experiência na Trip e há diversas maneiras de mochilar, isso não diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma família, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar é se conectar com pessoas e lugares, é viver experiências únicas e incríveis, além de fazer do viajante cada vez mais, um cidadão do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser. Respeito e Gratidão para todos Vocês! Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava até Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. Não incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de ônibus da linha 'São Paulo - Foz do Iguaçu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para vocês. Ou seja, sai do país com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00. Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, não havia comentado nada com ninguém, ninguém mesmo. Planejava e organizava que acabei não comentando com familiares e amigos com exceção do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois morávamos na mesma casa. Foi na última semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e começar a viagem para me encontrar, pois é desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja lá onde isso for. Após comunicar familiares e os amigos mais próximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor à minha decisão, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade. Mochila e Meus itens 1 Isolante Térmico 2 Calça corta vento 1 Calça Jeans 1 Blusa de lã top (homemade) 1 Blusa qualquer 5 Camisetas 1 Camisa 2 Regatas 3 Shorts 1 Touca 4 Meias (descobrir que pode ser pouca) 1 Par de Luvas 1 Par de Chinelo 1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum) 1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.) 1 Toalha 1 Kit de higiene pessoal 1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo) 1 Canivete 12cm de Lamina 1 Prato e kit de talheres para acampamento 1 Garrafa de 1Lt para Aguá 1 Fogareiro boca unica 2 Lanterna 15M de corda para camping 2 Livros pequenos Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer) Meus Trabalhos** 1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc. 2 cadeados (2 mochilas) Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser. Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas. No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, lá terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como: 1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices) 1 Tenda 1 Isolante Térmico 1 Cobertor Térmico (passar frio nunca, Paulista passa é calor) DICA: Tem muita coisa que é realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletrônicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos lá, visto que o custo é menor dá pra economizar bem. Mas claro, só digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poderá economizar é incrível, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00. Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar. De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o início da viagem demonstrando ser uma pessoa incrível, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo só pra ele para contar brevemente algumas de nossas histórias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha após um jantar Inteiramente BR, com feijão, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha última noite no Brasil. Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um ônibus para Puerto Iguazú (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de ônibus, esse ônibus para na imigração e aguarda enquanto você dá a entrada no país. Uma vez dentro da fronteira ele te leva até a rodoviária de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas já sabia que por ela eu só passaria, então fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde começou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o dedão um pouco adiante da saída de um posto da YPF, nada aconteceu, então fui andando no acostamento até que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Oláaa natureza sua linda! Não foi muito tempo andando até que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele não iria para a cidade e me deixou mais a frente próximo à um posto policial onde disse ser mais fácil e melhor para caronar. Foi tão rápido que mal conversamos, mas agradeço novamente ao Senhor Érico! E não é que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona até Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando histórias de como é acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com você, é um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratidão total Hernan e Rafael. Wow, o dia está para acabar e não dá mais para pedir carona (por política pessoal, não pego carona de noite pois de longe é o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um silêncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que às vezes passavam, estava amando a experiência, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou até mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educação me convidou para desayunar com ele na manhã seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno! Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias são de fato aulas intensivas de viver. Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de começar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e não havia comido tudo. Bastante água, pois o nordeste argentino é bastante quente e úmido. Bora para estrada pois a próxima cidade é Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente até conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e já estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos. Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo. A Cidade de Eldorado é maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio à natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas vão para a praça central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira até umas 20h, ver aquela cena foi incrível, pois a cidade que até então era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como não tem muito o que fazer lá, os habitantes vão descontrair na praça, formando rodas de mate e deixando as crianças se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes não me recordo os nomes, pois foi uma conversa rápida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles é a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais família do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravagância de fogos de artifícios ou um jantar farto e rico, e não senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado. Estar na estrada mexeu comigo, pois até então eu sempre estive em um turbilhão de coisas e supostos deveres, no entanto, meu único dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a prática da paciência e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser possível! Okay, depois de muito meditar e renovar as forças, hora de pegar a estrada, Gratidão Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei pão, doce de leite e uma proteína, e umas coisinhas pensando em 2 dias, não gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas úteis para alimentação na estrada) Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá! Até então tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia versões melhores de nós mesmo, basta acreditar e querer evoluir. Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio à tantas transformações, minhas influências e contar um pouco de como foi o processo de mudança e adaptação, afinal, eu estava em meio á outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma. Começarei pelo idioma, eu pensava - Português e Espanhol são línguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua variações. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente não me entendiam! Não importa o quão devagar eu falasse e quão parecido fosse algumas palavras, eles não entendiam! Foi necessário criar ‘regras’ de lógica linguística baseada nas que eu sei de Português, para começar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo prático: Palavras no Português com ‘São’ como, Comissão; Televisão; Versão; Expressão, entre outras, eu substitui por ‘Sion’, como Comisión; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e começar a se virar no idioma é muito útil fazer isso, costuma funcionar, como isso não é nenhuma regra de gramática não é aplicável em 100% dos casos, mas é aplicável suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabulário. Logo pessoas começam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informação, muito aprendizado se adquire, mas é fato que sempre faço comparação com o português para fixar as diferenças, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo são os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Português que tem ‘o’ em Espanhol é ‘ue’ Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por aí vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que não tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente diálogos e poder criar conversas com nativos, é maravilhoso! A estrada é divertido! Se no dia-a-dia são haver risos e sorrisos, a vida é difícil para qualquer um. Então estar em harmonia com o espírito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer é se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas soluções, então manter-se leve e positivo é necessário, para que tudo flua da melhor maneira possível. “Nunca entre em pânico” Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial. Estrada vai, estrada vou. Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá. Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase não havia movimento na estrada sentido a próxima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade é bem arborizada e úmida, a sensação térmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra. Após comer e beber bastante água, voltei onde estava e o cenário não havia mudado, estava ainda com pouca movimentação de carros. Enquanto comia próximo ao terminal, não distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um ônibus para a cidade de São José muito barato, é basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses ônibus que vai de São Paulo até Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha água quente no ônibus, pude encher a termo e toma mate. Agora começa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de São José. Chorei. A cidade é distante demais da Ruta 14, porém, não havia movimentação nenhuma. Só tinha um estabelecimento aberto além da rodoviária e da Polícia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ninguém na rua, um ou outro cachorro que passava, mas só. Não achei posto de Serviço próximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro minúsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos é na intersecção de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta. Andar por uma estrada reta e no calor é péssimo, pior ainda é ficar sem água. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota até que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir água naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no início da rua havia uma família tomando Tererê em frente ao portão. Fui com minha garrafa D'água vazia até eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, não achei nenhum estabelecimento ou posto de serviço próximo e estou sem água, vocês podem me ajudar com um pouco de água por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Português pensando estar falando Espanhol, então eu entenderia se eles pedissem para repetir ou não tivessem entendido. Ao princípio ninguém falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - Não. - eu olhei para os outros como quem diz “ Não, o que?”. Eles entenderam, afirmaram, não temos água. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, só existiram. Eu não entendi foi é nada. Preferir não pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, já é algo. Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incrível, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez não foi diferente, não era nenhuma plantação ou campos agrícolas, era somente mato em um espaço loteado vazio, um não, dezenas. Depois de 4 km andando, a água definitivamente acabou. Até que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos próximo à estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, também tomando Tererê. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a última família, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de água gelada perguntando se eu só tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‘goles’ lá mesmo. Ela não falou muito, e claramente não era normal aparecer alguém por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante até o posto de serviço feliz da vida, como sempre. Devido à circunstância isolada da cidade, o pessoal do posto de serviço aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade além, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei também com alguns caminhoneiros que estavam lá, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que até então eu havia feito. Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil. Nessa cidade tudo aconteceu! Info: Irei postar a continuação e compartilhar todo o relato com vocês, incluindo Fotos, apenas não tenho datas e prazos, pois já estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever é algo que sempre que dá eu faço, tenho muito material desta jornada, afinal, já passei até por Buenos Aires e além. Mas dependo das condições favoráveis e tempo livre na Internet - O que confesso não ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratidão por ler e de algum modo fazer parte da minha história.
  44. 1 ponto
    Maria Marchi, bom dia Moro em Cuiabá, aconselho você a pegar ônibus em Cuiabá mesmo, devido a localização da rodoviária. São 3 rodoviárias na região em Cuiabá, Várzea Grande e a do Coxipó, as 2 ultimas ficam totalmente fora de rota, a melhor escolha seria a de Cuiabá mesmo. Grande abraço e bom passeio
  45. 1 ponto
    Adorei seu relato!!! Estou indo sozinha agora em junho e tinha muitas dúvidas! Uma pergunta: pra ir pra chapada do aeroporto de Cuiabá, só consigo pegar o ônibus pela rodoviária em Cuiabá mesmo? Grata
  46. 1 ponto
    Realizei a ascensão a este vulcão em Outubro de 2012, durante uma viagem que incluiu o Norte do Chile e o Noroeste da Argentina. Dias 18 e 19/10/2012 Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa O Licancabur é uma montanha muito alta (5930 m.s.n.m), mas o local seco de sua localização faz com que quase não tenha neve. Para subí-la é necessário pernoitar no abrigo de alta montanha da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa (4340 m.s.n.m), poucos quilômetros após a fronteira do Chile com a Bolívia. É possível obter um guia local no próprio abrigo ou contratar uma excursão em San Pedro de Atacama. A segunda opção chega a ser algumas vezes mais cara, porém normalmente inclui toda a logística a partir do Chile. Optei pela primeira opção, e para maiores detalhes sobre o deslocamento até a reserva, segue o link do relato completo de minha viagem por Chile e Argentina, com os principais valores. http://www.mochileiros.com/santiago-atacama-vulcao-licancabur-jujuy-quebrada-de-humahuaca-salta-mendoza-t75972.html#p780225 Cheguei à reserva cerca de 10:30 da manhã vindo de San Pedro de Atacama. Perguntei por Macario, guia que me fora recomendado em minhas pesquisas, porém o funcionário da reserva disse que ele não estava mais por lá. Havia um outro guia, de nome Ruben, que fica no abrigo e realiza as ascensões guiadas. Perguntei por ele no abrigo, mas soube que chegaria apenas no fim da tarde. Aproveitei a oportunidade para fazer uma caminhada de aclimatação ao longo da Laguna Blanca, saindo às 11:00 horas e retornando após as 15:00. Com o Sol a pino e nenhuma nuvem no céu, fazia até um pouco de calor. Passei por um pequeno grupo de casas na margem da laguna, seguindo no começo a trilha dos jipes, e depois caminhando pelo solo quebradiço da margem até o ponto onde os jipes das excursões se reúnem sobre um pequeno morro. Regressei pelo mesmo caminho, margeando o lago. Laguna Blanca Povoado próximo à margem da Laguna Blanca. Licancabur ao fundo. Encontrei Ruben no abrigo e acertamos os detalhes da ascensão. O valor cobrado foi CLP 75.000,00 incluindo o transporte em sua caminhonete até a base da montanha. Não haviam mais hóspedes no abrigo, apenas uma senhora boliviana e um rapaz que fica na recepção. Após um jantar preparado pela senhora boliviana (sopa de legumes e macarrão), fui ao quarto organizar o equipamento. Utilizei botas de couro impermeáveis (simples), uma calça térmica por baixo da calça de caminhada, uma blusa térmica fina e uma blusa de lã por baixo de um casaco impermeável, luvas e meias térmicas. Depois de separar tudo, deitei para dormir cedo, antes das 21:00 horas. A madrugada Despertei às 2:00 horas da manhã, 1:00 da manhã no horário boliviano. Não percebi a mudança de fuso quando cruzei a fronteira, o que me fez esperar um pouco. Coloquei uma lanterna de cabeça e vaguei pelos cômodos escuros do abrigo; sentei em um sofá e fiquei contemplando as sombras que a lanterna projetava nas paredes de pedra. Após muitos minutos, Ruben apareceu e me convidou para tomar um mate. Saímos em sua velha caminhonete e rodamos por alguns quilômetros pelas trilhas da planície irregular que leva até a base do vulcão. O veículo esquentou e começou a fazer barulhos com o vazamento do líquido do radiador. A mangueira do fluido estava com buracos, remendada porém ainda vazando. Ruben colocou água de uma garrafa que estava na parte de fora, e seguimos. Paramos mais umas duas vezes pelo mesmo motivo, até que o líquido reserva acabou. Mantive uma garrafa de dois litros para a subida, e fizemos a aproximação até a base caminhando cerca de dois quilômetros, passando por umas colinas de areia e pedra que não exigiram muito esforço. Gradualmente, as colinas acentuaram-se até transformarem-se em vias íngremes. O frio desapareceu em poucos minutos e o silêncio dominou o caminhar, quebrado apenas por minha respiração um pouco ofegante e pelo ruído da areia sob as botas. Não ventava - o ar estava parado. Acima, o céu mais limpo que já pude contemplar revelava todas as estrelas que podiam ser vistas no hemisfério sul. A lua estava crescente, uma linha fina que não iluminava. Às vezes parava e olhava para trás, para leste, procurando algum sinal do Sol aproximando-se. Nada ainda, o dia estava longe. Ao norte via uma fraca luminescência: eram as lagunas Blanca e Verde que refletiam as estrelas. Concentrei-me na subida, tentando aproveitar cada esforço. Era difícil pisar aquele terreno, que cedia alguns centímetros a cada passo, aumentando a taxa de cansaço paga por cada metro. Aprendi a pisar nas rochas maiores, e assim o terreno cedia menos. Paramos para descansar um pouco; tomei alguns goles d’água e masquei uma barra de cereal. Ruben tomou uma cerveja que trouxe na mochila e me ofereceu; agradeci e recusei, não queria relaxar daquela forma antes de chegar ao cume. O cume Quando o Sol começou a mostrar as cores do céu atrás de nós, eu apenas pisava e respirava, determinado a não desistir apesar do cansaço crescente. Essa postura pode ser perigosa neste terreno hostil, mas eu via uma espécie de necessidade em completar a subida. A presença do guia me tranquilizava um pouco, me permitindo ir um pouco além dos limites que normalmente colocaria para meu esforço. Ruben emprestou-me seus bastões de caminhada, que carregava na mochila e que não usaria. Segui com eles o restante do dia, e embora não havia utilizado o equipamento antes, logo percebi a vantagem de ter quatro apoios em um terreno tão instável. Nas próximas horas, o terreno acentuou-se, e agora caminhava em direção a uma série de cumes falsos que encobriam o cume verdadeiro. Como subia lentamente, o esforço não era intenso demais, porém prolongava-se por um tempo que parecia interminável, à medida que os falsos cumes eram atingidos e revelavam uma enorme distância ainda a percorrer. A via que utilizamos não revelou o cume verdadeiro até estarmos muito próximos. Quando já era possível avistá-lo, Ruben adiantou-se para descer e pegar água sob o gelo do lago da cratera. Concluí sozinho a última meia hora de subida. Já estava bastante cansado, mas contente com a proximidade do objetivo. Via então o mastro de madeira colocado para sinalizar o ponto mais alto, e descuidando um pouco de meus limites, caminhei as últimas centenas de metros em um ritmo para o qual não estava preparado o suficiente. Faltando uns 70 metros para chegar ao mastro, senti enjoo e botei para fora o pouco que tinha ingerido na subida. Parte disso foi devido à altitude e ao cansaço, parte devido à janta da noite anterior, que não me caiu muito bem. Passei alguns instantes me recuperando, e então voltei a caminhar, atingindo o topo vazio. Olhei em volta e não havia nenhuma umidade no ar para obstruir a visão. Ao norte, as altas montanhas da Bolívia preenchiam o horizonte. Antes delas, bem abaixo, as lagunas refletiam o Sol com suas cores únicas. Eram cerca de 10:20 da manhã, e o dia já havia atingido o ápice de sua luminosidade. Ao sul pude ver a enorme cratera, estendendo-se por centenas de metros de largura, e muito abaixo, o lago congelado que existe em seu fundo. Era uma grande caminhada descer até lá e voltar, e dada minhas condições, decidi permanecer no cume. Em pouco tempo voltei a sentir um pouco de frio, que era amenizado pelo sol absorvido pelas roupas escuras. Lagunas Blanca e Verde, muito abaixo Montanhas da Bolívia Lago congelado no fundo da cratera. Ao fundo, a região do Atacama A descida O guia me chamou de longe, já muito abaixo, na face sudeste da montanha. Iríamos descer por uma outra via, repleta de placas de gelo, porém diretamente até a base do vulcão. Ruben não conseguiu quebrar o gelo da cratera para pegar água, então voltou com um pouco de neve dentro de uma garrafa. Encontrei muita dificuldade em descer pelas placas de gelo, que eram irregulares e tinham buracos e frestas onde se podia apoiar a bota. Os bastões facilitavam o equilíbrio, mas às vezes o gelo rompia, fazendo-me cair sentado. A descida por ali pode representar algum risco nestas condições, e Ruben decidiu alterar a rota, fazendo um caminho um pouco mais longo para desviar do gelo. Desci muito devagar por horas, beirando à exaustão. Não sentia as dores de cabeça próprias do soroche, porém ainda tinha um pouco de enjoo, e não quis forçar-me a um ritmo mais forte. Ruben avançava até sumir da vista, mas o caminho dali já era óbvio e segui sem alterar minha velocidade. O solo de areia e pedras misturadas era o maior desafio. Toda pisada fazia o solo ceder, e um descuido maior provocava uma avalanche e um tombo considerável. As pedras estavam sempre tão soltas na areia que não me machuquei nem um pouco nos muitos tombos que contei durante a descida. Com o tempo acostumei-me, e passei a descer quase esquiando as dunas, utilizando os bastões para equilibrar as passadas. O Sol agora me fervia dentro da jaqueta, e tive que tirar as blusas que levava, ficando apenas com uma camiseta sob a jaqueta. Quando estávamos na metade da descida, Ruben esperou para me avisar que seguiria na frente até a caminhonete para trazê-la mais perto da base do vulcão. Continuei descendo sozinho em meu ritmo, já exausto, parando apenas umas poucas vezes para beber água. A descida ficou mais fácil quando cheguei a uma espécie de trilha nas areias, que descia em zigue-zague até um platô de onde eram visíveis as ruínas incas da base do vulcão. Segui sem me deter, e em mais 40 minutos estava na borda do platô, já avistando Ruben e a caminhonete, muitos metros abaixo. Fiz um caminho descendo através de pedras mais firmes da encosta, passando por alguma vegetação rala e musgos verdes que pareciam corais. Cheguei ao veículo por volta de 15:00 horas. Rodamos até a Laguna Blanca, onde coletamos água para o tanque do radiador. Após isso, voltamos chacoalhando até o abrigo. Com o atraso na descida, não pude chegar a tempo de tomar um dos últimos transportes até San Pedro. Combinei mais uma noite no abrigo e dormi até a manhã seguinte. Acordei às 7:00 horas e, após colocar tudo na mochila, aguardei no lado de fora a chegada de algum jipe que ia até a fronteira com o Chile. Consegui um transporte cerca de 9:00 horas, e pouco depois fazia a migração na aduana.
  47. 1 ponto
    Fomos para Tibagi no dia 10/11 se aventurar pelo famoso Canyon Guartelá, simplesmente o 6 maior canyon em extensão do mundo. A nossa ideia foi conhecer pela parte da manhã o canyon e a tarde 2 cachoeiras localizadas próximas de Tibagi, o Salto Santa Rosa e a Cachoeira Puxa Nervos. Fizemos a Trilha do Índio, que necessita de guia e fechamos com a Parada da Guartelá (link no final do post) e a Trilha básica do Canyon Guartelá, que é gratuita e dispensa guia. Trilha do Índio É uma trilha bem tranquila e muito rápida, cerca de 3km de extensão, foi cobrado uma taxa de R$30.00 reais por pessoa. Tem como atrativos pinturas rupestres e um mirante natural, em que é possível ter uma outra visão do Canyon Guartelá. Marcamos com o guia para começar as 09:00 da manhã Logo no começo da trilha tinha uma pegada de onça, o guia comentou que é bem comum na região, inclusive contou um “causo” em que 3 sujeitos foram pescar no rio, um acabou ficando na cabana e foi atacado por uma onça e foi encontrado morto alguns quilômetros da cabana 😱😱😱 Papo vai.. papo vem.. conversando com o guia pergunto: “Mais e ai?! Como surgiu esse nome Canyon Guartelá?!’’ Ele contou que é meio incerto, mas a história mais aceita é de que um fazendeiro querendo avisar um vizinho de um ataque indígena mandou um recado: “Guarda te lá, que aqui bem fico!”, o recado chegou como “Guartelá Benfico”. A trilha é bonita e a vista do Rio Igapó é espetacular, porém não acho que valha a pena pelo preço. Na trilha básica do Canyon, as vistas são muito mais bonitas e o melhor é que é gratuito. Essa agência tem um passeio que parece bem maneiro “Fenda do Nick”, pelas fotos parecia bem legal, mas acabamos não fazendo pelo tempo. Trilha básica do Canyon Guartelá Logo que terminamos a trilha do Índio, já resolvemos fazer em sequência a trilha básica do Canyon, acredito que deva ter uns 4 km, que tinha como atrativos o mirante, cachoeira da ponte de pedra e os panelões. A estrutura do parque é muito boa e as trilhas pode se dizer que são ‘’nutella’’, é toda percorrida por calçadões de madeiras. É bom evitar alta temporada que chega a receber 700 pessoas por dia (foi o que o guia me disse), estava bem cheio quando começamos, cerca de umas 10:00~11:00 da manhã, com muitas excursões e cheio de pessoas, então demos uma acelerada para chegar nas atrações primeiro. A primeira parada foi nos panelões, que tem cerca de 1.5 m de profundidade e é permitido o banho, só o Diego que arriscou entrar (estava um pouco frio no dia) Então, seguimos rumo ao mirante E por fim, a Cachoeira da Ponte de Pedra, que é simplesmente espetacular, é uma cachoeira que tem uma formação rochosa natural, a guia do parque que estava por perto, disse que antigamente era possível caminhar por essa “ponte” e acampar onde hoje é o mirante dessa cachoeira, mas após vários acidentes, proibiram tanto acampar como chegar próximo a cachoeira, mesmo assim, simplesmente ter essa vista, faz valer a pena. A volta é um pouco cansativa por causa da subida, mas também não é nenhum absurdo rs, fizemos uma parada para almoçar (eu levei sanduiches, sou pão duro hahaha) mas dois dos meus amigos almoçaram em um restaurante no centro de Tibagi. Após algumas pesquisas decidimos ir em duas cachoeiras, como descrito no começo do relato. A estrada de chão é bem ingrata, nada que não possa ser superado. Salto Santa Rosa (60 metros) Começamos pelo Salto Santa Rosa, é cobrado uma taxa de R$15,00 para entrar e não pode nem ser considerado trilha, cerca de 500 metros da propriedade você chega no poço. A propriedade é bem bacana, com piscina com direito a tobogã, uma espécie de ‘’museu’’ com algumas velharias, tinha até pavões na propriedade. O morador comentou que muitas décadas atrás era uma fábrica de papel, que a tempos foi desativada, já foi uma pousada também, mas devido a muita bagunça dos visitantes, fora desativada. Ainda tivemos a companhia de um dog bonitão, bem dócil que ficou conosco o tempo todo, até entrou nas águas geladíssimas. O proprietário ainda comentou que em noites de lua cheia é comum ver a alma de um padre nas proximidades da cachoeira 😨😨 Cachoeira Puxa Nervos (45 metros) E para fechar com chave de ouro, seguimos rumo para a Puxa Nervos, que é no mesmo caminho do Santa Rosa, cobra-se uma taxa de R$5,00 e lá é possivel acampar, fazer rapel, andar a cavalo etc Gastos Combustível: R$50,00 por pessoa Guia Trilha do Índio: R$30,00 Alimentação: R$10,00 Salto Santa Rosa: R$15,00 Cachoeira Puxa Nervos: R$5,00 TOTAL: R$110,00 Dicas Funcionamento do Parque Guartelá: 09:00 – 16:30 – Quarta a domingo e feriados nacionais É possível realizar a trilha completa do parque, mas é necessário guia Links utéis https://www.guartela.tur.br/ (agência de turismo que utilizamos) http://www.expedicaoandandoporai.com/2014/06/trilha-do-indio-parque-guartela-e-fenda.html http://whynotpack.com.br/blog/cachoeiras-tibagi/ Blogs que nos baseamos para montar o roteiro
  48. 1 ponto
    Depois de voltar de El Chaltén, passei mais uma noite em El Calafate, pois no dia seguinte eu iria de ônibus para Puerto Natales, no Chile. A cidadezinha funciona mais como uma espécie de "cidade dormitório". O objetivo dos turistas ali é o Parque Nacional Torres del Paine. A estrutura da cidade é voltada para o turismo de aventura, existem muitas lojas especializadas em produtos de camping, trekking e coisas do tipo.Puerto Natales é uma cidade pequena, as ruas são planas, o centrinho é super bonitinho e as lembrancinhas são caras. Rapaz, como são caras! 😱 Deixei El Calafate numa manhã de domingo e fui para Puerto Natales. Meu vizinho de banco de ônibus era um senhorzinho australiano, que falava um pouco de português. Quando o motorista pediu para ver os passaportes e esse senhor viu o meu passaporte brasileiro, ficou todo contente. Por algum motivo as pessoas sorriem quando descobrem que você é do Brasil. 😊 Me contou que uma vez por ano ele faz viagens assim. A esposa dela estava na Austrália, achou muito longe, mas ele veio conhecer as famosas Torres del Paine. Cheguei na cidade por voltas das 14h, peguei um táxi e fui para o hostel. Eu poderia ter ido caminhando da rodoviária até o hostel. Não é exatamente perto, mas a cidade é plana, fácil de andar e se localizar. Mas precisei pegar um táxi. Meu mochilão estava muito pesado e eu havia judiado muito dos meus pés amaciando as minhas botinhas para ir até o Fitz Roy, em El Chaltén, lembra? Os táxis lá cobram valores fixos, que variam de 2000 à 4000 pesos chilenos, se não me engano, dependendo o horário do dia. Os preços geralmente ficam fixados no para-brisa do carro. O taxista foi muito bacana, me mostrando a cidade ao longo do caminho (apesar dele ter tentado me dar um nó na hora de me devolver o troco). 🙈 Cheguei, deixei as coisas no hostel - dessa vez fiquei num quarto compartilhado feminino - e saí para andar na cidade. A cidade estava bem cheia, apesar do dia frio e chuvoso. E eu estava me sentindo profundamente melancólica e sozinha. Achei uma lanchonete e comi um hambúrguer. Andei um pouco na avenida costaneira que beira o Seno Ultima Esperanza. Entrei em algumas lojinhas. Voltei pro hostel. Eu resolvi reservar um dia inteiro lá para arrumar o mochilão com calma, comprar alguma comida que faltasse para o camping, o gás para o meu fogãozinho e descansar bem. Fiz isso no dia seguinte. Existem algumas coisas que você pode fazer estando em Puerto Natales: visitar a Cuevo del Milodon é uma delas, mas ficou para a próxima. Lá também tem um cassino, há quem goste. E os pontos turísticos clássicos, como o "Monumento la Mano", o "Monumento al Viento", a estátua do Milodon, as placas de tsunami... lugares onde você pode tirar uma foto pra guardar de recordação. Ainda nesse dia tive a felicidade de conhecer duas viajantes que, assim como eu, estavam viajando sozinhas pela primeira vez, buscando o mesmo que eu. Colombe - advogada belga - e Bárbara - italiana que trabalhava no comitê de esportes de Londres. Sabe quando você encontra com alguém e parece que são amigos de infância? Pois é. Fomos jantar juntas no restaurante do hostel e ficamos conversando sem ver a hora passar - ainda bem que eu já havia arrumado o mochilão para a aventura que se iniciaria no dia seguinte. A ansiedade não ia me deixar dormir de qualquer maneira! No dia seguinte acordei super cedo, tomei café (só por comer mesmo, porque a ansiedade não me deixava ter fome) e o rapaz do hostel chamou um táxi para mim, para eu ir até a rodoviária. Eu vou confessar: eu estava apavorada com a ideia de passar 4 noites acampando sozinha em Torres del Paine. A minha mochila parecia pesar uma tonelada e eu estava com uma baita machucado no calcanhar. Antes de sair eu conversei pelo telefone com "o meu alguém especial" e isso me deu forças. 💘 As minhas novas amigas iriam fazer passeios bate e volta lá no parque, e começariam pela ponta oposta do meu circuito, então eu iria sozinha. Eramos só nós, minha mochila e eu. A coragem não veio nesse dia, ficou dormindo. Mas eu estava acordada e não dava pra voltar atrás. Fui - apavorada - mas fui. Fui pra maior aventura da minha vida até aqui. E no próximo post, eu te conto porquê! O que eu aprendi até aqui: "tudo o que você precisa é de um minuto de coragem insana". Até a próxima, aventureiro! 😁
  49. 1 ponto
    Depois de dois dias em El Calafate, tomei um ônibus rumo à El Chaltén: o paraíso do trekking! El Chaltén está dentro da reserva do Parque Nacional Los Glaciares. Em alta temporada é bem fácil ir de El Calafate à El Chaltén, e vice-versa. Há ônibus saindo de ambas rodoviárias todos os dias e em diferentes horários. Ainda assim, durante o planejamento, li em vários lugares que as passagens são bem concorridas, se deixadas para última hora. Comprei antecipadamente pela internet. Toda a minha viagem pela Patagônia, entre Chile e Argentina, foi feita de ônibus, e comprei todas as passagens antecipadamente. Não tive qualquer problema, mas atenção: leve o ticket impresso. (E claro, lembre-se: para entrar no Chile, é preciso passaporte). Ao final desse post, deixo o link para compra. Em algumas rodoviárias foi cobrada uma "taxa de embarque", na hora de embarcar. Eu não me recordo o valor exato, mas era irrisório. Chegando em El Chaltén, o ônibus pára obrigatoriamente no centro de visitantes. Funciona como um pequeno museu, um local de boas vindas e, o mais importante: um ponto de orientação. Os guias dão uma breve palestra, falam sobre as trilhas, a previsão do tempo, os melhores dias para visitar cada ponto e claro, a importância do turismo sustentável. São duas salas, além da recepção, uma para para cada idioma: inglês e espanhol. A cidade tem duas ruas. Sério. Mas isso não faz a menor diferença, afinal você está indo lá para fazer trilhas e ficar no meio da natureza, certo? Assim como El Calafate, em El Chaltén existe várias opções de hostel. Eu pesquisei bastante e optei por ficar numa Estância. E eu faço questão de falar dela aqui, porque eu fui muitíssimo bem acolhida naquele lugar. Fiquei na Estância La Quinta. O sr. Fred, umas das pessoas incríveis que conheci por lá, cuida da Estância e de seus hóspedes com a maior alegria. A hospedagem fica bem na entrada de El Chaltén, e se você tiver pique, você pode sim ir de um lado para o outro andando. A pé, dá uma meia hora caminhando, sem pressa. Mas, para todos os efeitos, eles tem serviço de transfer. Dentro da Estância você pode acessar algumas trilhas. A principal delas é uma trilha para o Lago Viedma. Foi nessa trilha que eu vi e comi o calafate - a fruta que dá nome à cidade vizinha - pela primeira vez. Acho que nunca dormi tão bem na minha vida. O silêncio só era interrompido pelo vento. O guia lá do centro de visitantes havia dito que seria perfeito para ir até o Fitz Roy no dia seguinte. E segundo ele, não é sempre que isso acontece. Fitz Roy é o ponto mais buscado em El Chaltén. E graças ao tempo firme, ensolarado e com poucas nuvens, no dia seguinte eu iria até lá descobrir o porquê. A trilha começa no fim da rua principal. Não tem como não encontrar. A partir da rodoviária você caminha uns 15 minutos, em linha reta, e encontra a sinalização do início da trilha. Sei que muitas pessoas talvez tenham receio de fazer trilhas sozinho. Aqui isso não é problema. Não tem como se perder, é muito bem sinalizado e na alta temporada você acaba encontrando pessoas pelo caminho na maior parte do tempo. Ainda assim, se você se sentir inseguro em algum trecho, pare por 5 minutos e aguarde alguém passar por você. Siga naquela direção (hahaha). Vai com fé! Alguns lembretes importantes: leve água. Existem pontos, durante a trilha, em que você pode abastecer sua garrafinha, mas no início da trilha água é escassa. Leve também um lanche. Ou dois (tudo depende da sua fome haha). Mas falando sério: leve alimentos de alto teor energético. Não leve peso desnecessário, se você não vai acampar em um dos campings de lá, não leve nada além do estritamente necessário para passar o dia bem. Filtro solar! Passe filtro solar! E o mais importante, não cometa o mesmo erro que eu cometi: nunca, JAMAIS, deixe para amaciar suas botas lá. Me dá até vergonha de admitir, mas eu ainda sou um ser humano sedentário. Nos meses anteriores à viagem, eu ia casualmente correr no parque, principalmente porque a cereja do meu bolo nessa viagem seria o Circuito W, em Torres del Paine, que vou relatar mais para frente. Nesse tipo de viagem eu deveria, no mínimo, ser o tipo de pessoa que faz caminhadas diárias. Mas não, eu não me preparei como deveria, nesse sentido. Isso não foi impeditivo, eu fui e fiz tudo o que eu queria, mas foi extenuante e esse sofrimento é completamente dispensável. Eu iniciei a trilha às 09:30h da manhã. A trilha para chegar à Laguna de Los Três, base do Fitz Roy, tem 10 km - há marcações ao longo da trilha - eu fui pelo caminho do mirante (Mirador Fitz Roy) e retornei pela Laguna Capri. O último quilômetro de trilha é uma subida totalmente íngreme, que eu apelidei carinhosamente de "meldelsquequeeutofazendoaqui!" (agora eu dou risada, mas na hora não foi tão engraçado hahaha), com vários pontos onde você escala pedras. Se você tiver aqueles bastões de trekking, leve com você. Não suba, em hipótese alguma, se o tempo tiver ruim. Primeiro porque você não verá nada, literalmente. E segundo: se você cair e morrer, essa viagem acaba. E nós não queremos isso, não é mesmo? Eu não queria te contar, mas depois de você escalar as pedras, você ainda tem um curto trecho a percorrer, para chegar à Laguna de Los Três. É importante para o seu psicológico, enquanto você se pendura nas pedras, pensar que já já você chega e o trecho vai ser reto e lisinho (hahaha). Mas enfim, tem mais um pedacinho e uma "subidinha", é um pouco escorregadio - terra solta, parece areia - e você precisa se apoiar para não cair. Um senhorzinho que viu que eu estava parada, pensando em como eu ia fazer para o tombo doer menos, parou e me estendeu a mão. Depois um outro rapaz fez o mesmo. Como eu amo a gentileza das pessoas! 💗 São 9 km para chegar aos pés dessa subida (eu cheguei aqui às 13h). A subida em si tem 1 km apenas e eu levei 1:40h para concluí-la e chegar à Laguna de Los Três e ver o Fitz Roy de pertinho. Pra descer todo santo ajuda e eu levei 1:15h. Fiz a trilha de volta, e cheguei à cidade às 19hs. O céu ainda estava azul. Eu cheguei na hospedagem um farrapo humano. Um farrapo humano feliz e orgulhoso. Dicas valiosas: ➼ Não deixe de passar pela Laguna Capri, é maravilhosa e vale totalmente a pena. ➼ Mesmo que o dia esteja ensolarado, lindo, quentinho e feliz, vá agasalhado. Eu li muito sobre isso e - graças a Deus - segui à risca. Caminhei um tempinho sem blusa, porque o tempo esquentou, mas logo precisava vestir novamente, porque o vento era super gelado. ➼ Leve luvas, touca e cachecol. Vá com uma camiseta de rápida absorção de suor e uma jaqueta corta vento (de preferência, daquelas forradas com fleece). Lá em cima, nos momentos que precisei tirar as luvas para fotografar, as mãos congelavam. A touca é importante por causa do vento. Se você não cuidar das suas orelhinhas, você vai ter dor de ouvido. Vai por mim. ➼ Passe filtro solar e não vire o camarão na neve. ➼ A idade não te impede de nada aqui. O que te impede de fazer coisas assim é o condicionamento físico. Então se prepare. Não precisa ser o frequentador mais assíduo da academia, mas faça caminhadas regulares, pelo menos (e não evite as subidas 😉). ➼ Carregue todo o seu lixo com você e obedeça a sinalização. Existem áreas em recuperação e estão sinalizadas. Não caminhe nessas áreas. ➼ Não faça barulho, não grite, se for ouvir música, coloque fones de ouvido. Você está de passagem, mas animais vivem ali. Não seja o sem noção da trilha. ➼ Se você precisar sair da trilha para coletar água, seja cuidadoso com o ambiente. ➼ Existe um banheiro no km 9 da trilha. Eu não sei qual é a condição lá dentro, mas.... Enfim, se não puder aguentar, faça as suas necessidades a pelo menos 200 passos da água. Jamais na água ou próximo a ela. ➼ E essa eu vou escrever por último pra você não esquecer: jamais deixe para amaciar suas botinhas (assassinas) em situações como essa. Seja - bem - mais esperto (a) que eu! No mais, divirta-se, você merece! Onde comprei minhas passagens no trecho El Calafate/El Chaltén: Link para acessar a Chaltén Travel. Link para acessar o Plataforma 10. O que eu levei de El Chaltén: a gentileza. Na rodoviária, na hospedaria, na trilha. O que eu aprendi aqui: leve o tempo que precisar levar. Pare quantas vezes for necessário. Mas não desista! Até logo, aventureiro!
  50. 1 ponto
    Dia 16 - 05/11 - Lima Primeiro dia na capital peruana e logo de manhã fui fazer um free walking tour que partia da praça principal de Miraflores (2 quarteirões do meu hostel). De lá pegamos um ônibus até o centro da cidade, orientado pelos guias, e visitamos o centrão de Lima. Foi bem legal e didático, deu pra ter uma ideia geral da importância da cidade e pegar dicas do que fazer. No fim paramos numa lojinha onde todos puderam provar pisco e comprar algumas coisas. Como já era hora do almoço, parte do grupo se uniu pra ir almoçar. Uns queriam ceviche, outros eram vegetarianos, outros qualquer coisa, e todos queriam algo economico. Como eu era o único que falava espanhol, saí perguntando na rua pra pessoas onde encontraria tudo isso em um restaurante, e deu certo! Uma vendedora ambulante recomendou um restaurante 2 ruas atrás da plaza de armas e lá chegamos, comida muy rica e econômica, e tudo limpinho e tal, um achado! hahaha No restaurante nos adicionamos no facebook para termos contato um do outro e marcarmos algo pra depois. Depois do almoço voltamos pra Miraflores de ônibus e cada um foi pro seu canto. Caminhei pelo bairro pra conhecer tudo, fui até o litoral, até o shopping larcomar que é muito bonito, apesar de eu não ser fã de shoppings. Já no começo da noite parte do grupo que se conheceu de manhã no tour foi para o hostel do casal de amigos canadenses que estavam num hostel legal com um bar na cobertura. Ficamos lá até o começo da madrugada, quando o cansaço bateu e cada um foi pra um canto. Acabei nem indo pra alguns pontos famosos de Lima como a fonte das águas que dizem ser legal e uma Ruaca que fica por ali também. Continua...
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