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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 20-01-2020 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia! Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta. Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem. A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena. Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo. Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias. Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito! Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa. Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos. Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia. O melhor ainda está por vir! Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo. Até logo, aventureiro!
  2. 2 pontos
    Eu estarei no Chile de 30/04 a 16/05. Ainda não defini as datas para o Atacama. Se toparem, podemos fazer um grupo!!
  3. 1 ponto
    Pessoal, a uns dois anos fiz um mochilão cruzando o Uruguai para testar se era possível mesmo viajar sem grana, fazendo toda grana necessária pelo caminho. Acabei estendendo e conheci mais lugares e países. Morei em Templo Hare khrishna, aprendi meditação com os monges, cozinha vegana, fiz voluntariado em hostel pra caramba e acabei conseguindo uma boa experiência. Penso em ir novamente, quem sabe quando o Covid passar. Mas desta vez quero conhecer o restante da América e ir até onde der. Neste mesmo estilo, carona, wild Camp, voluntariado em hostel, trabalhar por comida e afins. Se alguém estiver interessado... Vai precisar de mochila, coragem e disposição, só isto. Ah e não pode ser fã do atual presidente. Embora a ideia seja aprender com o diferente, é diferença demais pra mim.
  4. 1 ponto
    Olá, Mochileiros!!! Depois de Peru, Tailândia, Camboja+Vietnã+Laos e Filipinas, divido com vocês nossa viagem para o Japão. Confesso que não foi nada fácil entender esse país que parece pequeno, mas é uma imensidão de cultura e regiões muito distintas e diversas. O outro Felipe e a Pati são um casal de amigos que já estavam planejando a tempos ir para o Japão, e no início de 2017 convidaram a gente – sabe aquelas conversas de bar, que você topa mas sabe que será difícil de sair do papel? Então...no mês de Julho-17, eles nos enviaram um Whatsapp avisando que tinham acabado de comprar as passagens para o Japão, por um preço super bacana (por volta dor R$ 2,8k/pessoa). O Felipe (neste caso, meu marido) ficou muito animado, e depois de dar algumas espiadas, encontrou passagens por R$ 2,5k/pessoa em Agosto-17 – resultado: passagens compradas! Confesso que rolou um receio...primeiro, porque pela primeira vez na vida compramos as passagens quase 1 ano antes da viagem; segundo, porque seria a nossa primeira viagem com outras pessoas, além de nós dois. Seguimos de Setembro-17 a Abril-18 pesquisando e planejando nosso roteiro, e todo mundo deu pitaco; chegamos em um roteiro final bem bacana, mas que na prática, mostrou que o Japão é muito maior do que a gente imaginava! Confira aqui um resumo da nossa viagem - o relato completo já está disponível no nosso blog! Basta clicar aqui. Bora??? 20 a 22/05/2018 – Guarulhos > Cidade do México > Narita Nosso vôo saiu de Guarulhos pontualmente às 9:35am, operado pela Aeroméxico. O serviço de bordo foi bem fraco...não nos deixaram escolher a refeição (como se houvesse somente uma opção), e a comida era bem mais ou menos. O pior de tudo foi que ligamos na Aeroméxico para pedir refeição especial, já que o Felipe (meu marido) é alérgico a molho de tomate; além de não conseguirmos fazer isso antes do embarque, todas as opções de comida tinham molho de tomate...ou seja, ele mal comeu a bordo. O vôo durou 9 horas, e fazia um calor absurdo quando desembarcamos na Cidade do México. Nossa escala, que já era de 9 horas, aumentou para 14 horas com o atraso do vôo que nos levaria até o Japão. Fomos consultar o valor da sala VIP, e uma feliz descoberta: a gente tinha direito a pernoitar em um hotel, por conta da Aeroméxico! Tomamos uma cerveja no aeroporto, e pegamos o transfer para o Holiday Inn Dali, que fica a alguns minutos do aeroporto. O quarto era sensacional, e pudemos tomar banho – só a janta que não estava incluída no pacote. Durante o jantar, soou o alarme de terremoto, e tivemos inclusive que abandonar o prédio; foi bem estranho ouvir aquela sirene e ver aquele monte de carros parados com pisca alerta ligado. Voltamos para o quarto e dormimos em uma cama muito confortável. Acordamos às 4:30am para fazer o check-out e pegar a van das 5:00am. Tínhamos o voucher para o café-da-manhã no Wings do aeroporto, então saímos cedinho para dar tempo de comer. Este vôo, assim como o anterior, estava lotado mas um pouco pior pois tinha uma turma grande fazendo bastante barulho...pelo menos o Felipe conseguiu comer alguma coisa, pois neste trecho tinha algumas opções sem molho. Este vôo saiu às 07:00am, e pousou em Narita às 11:30am. 22/05/2018 – Narita > Tóquio > Osaka Chegamos em Narita às 11:30am. Foi bem tranquilo passar pela imigração, a única coisa chata é que eles selecionam algumas malas para inspecionar antes de você poder sair. Abrimos uma das nossas 4 malas, e logo fomos liberados. A primeira missão era encontrar o lugar onde a gente trocaria nosso voucher pelos nossos JR Pass (passaporte para o trem-bala). Vale muito a pena ter internet no Japão, principalmente se você vai usar o metrô: no mesmo trilho passam vários tipos de trens: Local – pára em todas as estações da linha, Rapid – pula algumas estações e que são menos utilizadas, Super Rapid – pára somente nas estações maiores e mais utilizadas. Além disso, no mesmo trilho é possível pegar trens para destinos diferentes...se você entrar em um trem que passa 3 minutos antes do trem correto, por exemplo, é possível que você vá parar do outro lado da cidade. O que fizemos para não nos perdermos para sempre? Google! O Google salvou nossas vidas. Basta digitar origem e destino, que ele mostra exatamente qual trem você precisa pegar, e em qual plataforma você deve esperar. Assim como no Brasil, o metrô é gerenciado pelo Governo. Algumas linhas de metrô e o trem-bala são privatizados, e funcionam sob gestão da JR – somente estes estão incluídos no JR Pass. É fácil identificar estas linhas, basta procurar pelos nomes que vêm acompanhados das letras JR. No nosso blog explicamos um pouco mais sobre o JR Pass, clique aqui se quiser conferir. Conectamos no wi-fi do aeroporto e descobrimos que o escritório da JR ficava no piso inferior do aeroporto. Caminhamos um pouquinho, e logo avistamos – enorme, no canto direito do andar. Além do voucher, você precisa preencher um formulário logo na entrada, para poder entrar na fila. A moça que nos atendeu nos ajudou a reservar os assentos no JR com destino a Osaka, que saía em 40 minutos. Compramos um pacote no site da JR que incluía o pocket wi-fi (internet móvel), porém o local de retirada era próximo ao desembarque, onde ficamos perdidos procurando o escritório da JR O trem partiu às 1:14pm e chegou em Shinagawa, em Tóquio, às 2:20pm. Em Shinagawa, o trem saiu às 2:40pm e chegou na estação de Osaka às 5:30pm, de onde pegamos um metrô local que percorreu 6 estações, e descemos na Namba, que era a mais próxima do apartamento que alugamos no Airbnb. Tivemos que pagar a parte, pois não fazia parte das linhas JR. Como viajamos em 4 pessoas, a opção mais barata era o Airbnb; hotéis eram bem mais caros e os hostels não compensavam a falta de comodidade. O apartamento de Osaka era um loft bem espaçoso, com paredes que isolavam somente os banheiros e lavanderia. Tínhamos disponível: 3 camas de casal (somente uma delas era um pouco maior), ar condicionado, frigobar, máquina de lavar, guarda-chuvas, toalhas pequenas e um wi-fi pocket limitado a 500MB por dia. 23/05/2018 – Hiroshima A gente optou por cidades-base para nossa hospedagem, exatamente para ter mais flexibilidade de mudar nosso roteiro, pois o trem-bala ajuda bastante a economizar tempo nas viagens de um dia. No dia anterior nós já tínhamos visto que o dia seria chuvoso; apesar disso, optamos por seguir o planejado já que a gente não tinha nenhuma folga no roteiro. Também chegamos à conclusão de que Hiroshima talvez fosse o lugar menos pior de se fazer com chuva. Na Osaka Station, nós pegamos o trem das 8:14am e por volta das 9am chegamos em Hiroshima – compramos nosso café-da-manhã no 7 Eleven e comemos na própria estação. Da Hiroshima Station andamos 2 km até o primeiro parque, onde está localizado o Castelo de Hiroshima. Ele estava em manutenção por fora, e acabamos não entrando nele por ter que pagar. Debaixo de uma chuva ingrata, seguimos para o Parque da Paz, para visitar: o Dome: estrutura mais próxima ao epicentro da bomba (150 metros), a resistir ao impacto; o Memorial da Paz; o Children´s Peace Memorial; e terminamos no Museu do Memorial da Paz. É tudo muito chocante, e dentro do museu você tem acesso a um simulador que mostra exatamente como tudo aconteceu, no dia em que a bomba levou Hiroshima abaixo. Já era hora de almoçar, e apesar da chuva, a cidade estava lotada de gente: excursões, escolas e turistas. Bem próximo do museu, encontramos o Okonomiyaki Nagata-ya, mas a fila estava imensa...a idéia era comer Okonomiyaki, pois é uma comida típica de Hiroshima, então caminhamos alguns poucos passos a frente, e encontramos na entrada de uma galeria um lugar bem típico escondido no piso superior de um prédio. O Okonomiyaki é uma panqueca japonesa combinada com vários ingredientes, como por exemplo: frutos do mar, frango, repolho, macarrão, ovos, entre outros. Para o meu paladar, salvo o molho adocicado que vai em cima, a panqueca foi aprovada! Caminhamos os 2 km de volta para a Hiroshima Station, e a idéia era ir até o Castelo de Himeji. Já era mais de 3:00pm, e descobrimos que o castelo fechava às 4:00pm. Para não arriscar andar quilômetros a toa, resolvemos deixar para o dia seguinte. Chegamos no apartamento super destruídos de tanto andar, com tênis e roupas molhados, então descansamos um pouco e saímos novamente só para jantar nas proximidades da Dotonburi – experimentamos nosso primeiro restaurante de sushi na esteira. 24/05/2018 – Miyajima A expectativa para este dia estava bem alta! A ilha de Miyajima não estava nos planos iniciais, mas depois de pesquisarmos mais sobre ela, não tinha como passar batido. Algumas pessoas fazem a ilha combinada com Hiroshima, mas nós reservamos um dia inteiro – e fomos retribuídos com um tempo lindo e com muito sol! Saímos às 6:00am, com o objetivo de pegar o trem-bala das 7:15am. Mas, como a gente gosta de errar bastante para ensinar vocês a errar menos, nós chegamos um pouco cedo e nos deparamos com o trem-bala das 6:59am que também passaria por Hiroshima. Após segundos de dilema, resolvemos entrar...infelizmente! Depois de entrarmos, notamos que era o trem-bala Kodama: linha local, que pára em todas as estações ao longo do caminho. Tomamos um pênalti de 30 minutos a mais de viagem, porque não seguimos a instrução do Google Sendo assim, quando pegar o trem-bala, dê preferência para o Hikari ou o Sakura, já que os trens Nozomi e Mizuho não podem ser utilizados pelos portadores do JR Pass – utilize o Kodama somente em último caso. Chegamos na Hiroshima Station e foi bem fácil encontrar a linha para Miyajima-guchi. O trecho demorou 30 minutos, e ao sair da estação, basta seguir em linha reta até o local de onde saem os ferrys. O percurso de ferry até a ilha demora 10 minutos e a ilha realmente é super fofa; caminhamos até o Torii, subimos até a 5-Storied Pagoda, e decidimos subir no Mount Misen, já que tínhamos bastante tempo na ilha. Tem um ônibus que te deixa na bilheteria, e de lá você vai pegar 2 bondinhos, que tem como destino o Shishiiwa Observatory – a partir deste ponto, você vai subir mais 100 metros (o topo fica a 535m do nível do mar) e aproximadamente 1km de subida até o observatório principal. Confesso que se eu soubesse a realidade, jamais teria subido! A subida é bem íngreme, parte em rampa e parte em degraus, e foi bastante cansativa. Só que a experiência foi bem bacana, passamos por templos bonitos, pequenos budas espalhados pelas pedras, e a vista do topo é sensacional! No Japão, você sempre vai encontrar carimbos no final dos pontos turísticos, portanto leve seu caderninho para colecioná-los; são todos muito lindos! De volta na cidadezinha, nós caminhamos pela feirinha, compramos alguns souvenirs e experimentamos o bolinho de Hiroshima (com recheio de chocolate, não rolou comer o de moti). O almoço ficou no esquecimento...pegamos o ferry de volta às 4:00pm e logo estávamos embarcando no trem-bala. Passou um rapaz inspecionando os bilhetes, e quando ele viu os nossos, explicou que não poderíamos estar ali. Adivinha? Só nessa hora que percebemos que tínhamos entrado no Nozomi (um dos trens que não está incluso no JR Pass)!!! Ele foi super bonzinho, e pediu só que nos atentássemos na próxima vez – ufa, sem multas! 25/05/2018 – Himeji e Kobe Este foi um dos dias que mudamos o que tínhamos planejado. A idéia inicial era seguir para Akame e conhecer o parque das 48 cascatas, mas como não conseguimos ir até Himeji no dia anterior, priorizamos Himeji e encaixamos Kobe no roteiro, por causa da estátua de Buda. Aqui vai mais um aprendizado...nos mercadinhos locais, que não são franquias como o 7 Eleven e o Family Mart, é um pouco difícil de identificar alguns produtos. Eu peguei meu oniguiri de sempre, que identifiquei pela cor que já tinha comprado no 7 Eleven, e para beber um suco de pêssego de lata. Depois dos 2 primeiros goles, eu senti que aquilo estava meio estranho...era uma lata, com um pêssego grande no centro; só podia ser um suco de pêssego...e por que eu estava me sentindo estranha? Pela primeira vez me senti uma analfabeta; aquela parada era uma lata de Champagne!!! E aquela sensação estranha era reflexo do álcool...eu estava bêbada, às 8:30am!!! Então, atentem-se ao símbolo da foto – toda bebida alcoólica tem um símbolo desse. Em meia hora chegamos na estação de Himeji, e de lá até o castelo é uma reta; mais ou menos 1,5km de caminhada. O castelo é enorme e muito bonito, só a vista de fora já vale a pena, mas compensa demais entrar pois é tudo muito estruturado e bem organizado. Voltamos para a estação, e seguimos para Kobe, que fica pertinho de Himeji, não mais que 15 minutos de Shinkansen. Quando chegamos lá, descobrimos que se tivéssemos pegado a JR Kobe line, teríamos demorado um pouquinho mais, mas conseguiríamos descer em uma estação até mais próxima ao Buda. Já era hora do almoço, então bem próximo da estação nós encontramos um restaurante local bem gostoso, e comemos lamen. A 600 metros dali, chegamos no Buda que era enorme, mas bem simples e estava vazio – é bem bonito, mas não achamos que vale a pena ir até Kobe só para isso. Eu estava a vários dias andando com um tênis zero confortável, então sentia muita dor nos pés e nas pernas. Então neste dia, retornamos para Osaka, e descansamos um pouco até a hora do jantar. Saímos para procurar um lugar para comer, e encontramos o que parecia ser a Korea town – cheia de restaurantes Koreanos. Demoramos bastante para decidir onde iríamos comer e os lugares já estavam fechando (eles fecham relativamente cedo), então entramos em um restaurante onde a comida era ok, mas saiu super caro. 26/05/2018 – Nara Neste dia saímos um pouco mais tarde, por volta das 8:00am. Por ser final de semana, nem todas as linhas estavam funcionando, então tivemos que fazer duas baldeações (Kashiwara e Oji), e depois de uma caminhada de 30 minutos, chegamos no Nara Park. Ele é enorme, e você fica basicamente dentro dele alimentando os veados, conhecendo os templos e os jardins. Em pouco tempo encontramos o Todai-ji, que estava lotado de gente. Nesta bilheteria eu tomei meu primeiro golpe depois de 5 anos viajando para a Ásia (preju de USD 50) que eu conto com maiores detalhes no blog – fiquem atentos! Depois de ver muita coisa no parque, saímos às 2:00pm e almoçamos em um restaurante local na rua principal, e estava bem gostoso. Eu e a Pati tomamos um sorvete delicioso nesta mesma rua, e voltamos para Osaka. Na volta, conseguimos pegar somente uma linha, sem nenhuma baldeação. Quando chegamos na nossa estação de Osaka, do outro lado da rua vimos um prédio bem grande chamada Mega. Logo que entramos, escutamos uma música super alta vinda do térreo, e seguimos um pouco a frente para ver. Era um cassino gigante, um Pachinko, que pode ser encontrado em todo lugar, lotado de gente de todos os sexos e idades, jogando insanamente aquelas maquininhas de sorte. O outro Felipe até tentou tirar uma foto, mas levou uma bronca da mocinha que trabalhava lá. Antes de sair, a gente viu uma escada rolante, e decidiu subir – pronto! Descobrimos uma das maiores lojas de tranqueiras do Japão: Don Quijote; tinha desde roupas, até brinquedos, comidas e cosméticos. Compramos algumas coisas e voltamos para o apartamento. A Pati e o outro Felipe queriam ir até o Umeda Sky. Eu também queria muito, mas minhas pernas estavam um caco e sem condição alguma de caminhar – então, eu e o Felipe ficamos e jantamos uns combinadinhos que vendem no mercado. No final, foi bom não termos ido, porque a Pati e o outro Felipe não acharam que valeu a pena. 27/05/2018 – Kyoto Kyoto foi o lugar mais difícil de planejar. Tem bilhões de templos e lugares legais para ir, mas na prática, você não consegue combinar tanta coisa para fazer no mesmo dia; não que as coisas sejam longe, mas tem todo o tempo de acessar o metrô, se encontrar nas ruas, entrar nos templos, entre outras coisas. Tomamos café-da-manhã no Family Mart do lado da estação, e seguimos para o metrô no percurso Shin-Imamiya > Osaka > Kyoto (não pegamos Shinkansen). Começamos pelo Fushimi Inari-taisha, os túneis maravilhosos de toriis; aqui você tropeça para fora do metrô, e já cai dentro do terreno da atração...na frente da estação. Tem uma opção onde você sobe 4 km até o topo do monte, que obviamente não dava para fazer, graças ao meu calçado super inadequado, então ficamos nos 2 primeiros túneis, que já foram muito interessantes. Seguimos para a Floresta de bambu – que no início parecia bem nada a ver, mas no final ficou bastante bonita. Saindo dali, procuramos por um restaurante...mas foi um pouco desesperador, porque todos os restaurantes tinham fila e eram demais de caros. Os meninos resolveram entrar em uma rua paralela, e encontraram um restaurante com mesa livre e muito barato – essa tática sempre funciona! Comemos em uma mesa que tinha uma chapa no meio, e pedimos o yakissoba de frutos do mar. Estava uma delícia. Já estávamos voltando para a estação, caminhando pela rua, quando sentimos que algo estranho estava acontecendo ao nosso redor. Algumas pessoas estavam segurando objetos grandes na calçada, e estavam vestidas de um jeito diferente...fomos até a calçada, e um homem (que também estava vestido diferente) nos abordou, sem falar inglês, e entregou um panfleto que explicava que aquele, era o Festival Anual de Arashiyama! Ele acontece uma vez por ano, e tivemos a sorte de acompanhar o evento e até interagir com alguns dos participantes. Os participantes, todos usando uma roupa especial para o festival, carregam um santuário bem pesado pulando com ele nos ombros, com o objetivo de fazer o sino tocar, e assim se purificar. Este homem identificou que falávamos português, e chamou o filho dele, que veio conversar conosco!!! Ele pediu para praticar um pouco, e explicou que fazia aula de português na faculdade...sensacional! De lá, seguimos para o Kinkaku-ji (Templo Dourado) – ele fica muito longe do metrô, mas saindo pela catraca, tem várias instruções de como pegar o ônibus local que leva até o ponto que fica na frente do templo. Estava bem cheio de gente, mas ele é bem bonito. Em Osaka, fomos até a Dotonburi, mas é impossível de jantar ali...muito caro e muitos lugares com muita fila. Resolvemos voltar no restaurante que comemos no dia que chegamos em Osaka. 28/05/2018 – Kyoto A Pati e o outro Felipe estavam meio mal neste dia; o clima no Japão é muito muito muito seco, e deu crise de rinite neles. O clima é tão seco, que a gente lavava roupa a noite, e no dia seguinte de manhã já estava tudo seco. Saímos bem mais tarde dessa vez, já era 9:00am. Seguimos para nosso segundo dia em Kyoto, que tem uma infinidade de lugares para visitar. Paramos na estação Tofukuji para visitar o templo que estava a 900 metros de lá; no caminho de ida experimentei um sorvete de tofu – era bem gostoso. Seguimos a pé por mais 2km até o Sanjusangen-do (o templo das 1.000 estátuas de Buda) – foi um dos mais impressionantes que visitamos, não pelo templo, mas pelas estátuas que eram infinitas e muito diferentes; infelizmente é proibido tirar fotos ali. Ficamos um pouco no jardim do templo, e umas crianças super fofas vieram nos entrevistar...aparentemente as escolas propõe que as crianças façam entrevistas com estrangeiros, o que é bem bacana. Nós até ganhamos uns cartões que eles mesmos desenharam. A idéia era seguir até o Kiyomizu, o templo que fica no topo de uma montanha, mas ele ficava a mais 2km dali e quando pesquisamos na internet, apareceu que ele estava parcialmente em reforma até as Olimpíadas em 2020. Como era longe e a subida até o templo era bem puxada, nós acabamos desistindo e fomos para Potoncho. No caminho, paramos no Mercado de Nishiki que é enorme e você pode experimenta de tudo nas lojinhas. Encontramos m restaurante em uma rua próxima ao mercado, onde almoçamos pratos gigantes – tão grandes que até levei marmita. Passamos por Potoncho ainda era de dia, mas não comemos nada por lá. Em seguida conhecemos Gion, e por mais que a gente tenha esperado, não vimos nenhuma gueixa. Até vimos, só que elas eram claramente gringas fanstasiadas...e o mais engraçado era ver aquele monte de outros gringos tirando foto das gueixas de mentira! 29/05/2018 – Osaka > Hakone A viagem demorou mais ou menos 2 horas e 30 minutos para chegar em Odawara, e lá passamos um tempo tentando se entender com o mapa para comprar os tickets do metrô local. Se não fôssemos perguntar na cabine de ajuda, a gente ia demorar muito para chegar em Hakone, inclusive descobrimos que existe um free-pass que te dá acesso ilimitado a vários meios de transporte por 1 ou mais dias. Embarcamos em um metrô mais antigo, que nos levou até um trem que vai até Hakone. De lá, subimos 3 estações em um cable car, e em uma caminhada de 2 minutos, chegamos! Nosso destino era um ryokan: aquele hotel estilo casa japonesa, onde você usa quimono, dorme no tatame e faz as refeições como uma família japonesa. Logo de cara fomos recebidos com uma fonte de chocolate, e pegamos nossos quimonos assim que terminamos o check-in. O quarto era muito bacana, o jantar era diferente e gostoso, e ficamos na cadeira de massagem até o horário de usarmos o onsen particular. Dividimos o tempo por casal, porque o onsen é uma banheira de água super quente, onde você entra pelado! Tinha também um onsen público no hotel, onde você divide a piscina com os demais hóspedes, mas nesse, só os Felipes entraram. 30/05/2018 – Hakone > Tóquio O tempo estava bem nublado, no entanto ainda não estava chovendo; então seguimos para o ropeway (bondinho) e o lago. Todo o trecho estava incluso no free-pass, exceto o barco. A última estação do cable car te leva até o ropeway (bondinho), então é bem simples de achar. Passamos por uma parte da montanha de onde era extraído enxofre, e saía bastante fumaça. Logo chegamos no ponto de apoio, onde tinha uma loja, banheiro, e uma vista bem legal do Monte Fuji. Dali saímos em outro ônibus, que nos levou até o porto, para fazermos o tour de barco no lago Ashi; a vista do Monte Fuji dali é muito legal, porém é muito difícil de dar sorte e pegar um dia limpo...nós fizemos o passeio em um dia nublado com pouca visibilidade. O tempo estava meio chuvoso, então não descemos em nenhuma das duas paradas no lago. Foi uma ótima decisão, pois retornamos ao ryokan para pegar as malas, e assim que chegamos no ponto para pegar o cable car, começou a chover. Almoçamos no shinkansen que nos levou até Tóquio. Chegamos na estação Shikagawa, fomos para Shinjuku e de lá pegamos o metrô até a estação Okubo. O apartamento ficava a 10 minutos de caminhada dali. Jantamos em um restaurante de esteira, e descansamos para o próximo dia. 31/05/2018 – Tóquio Nossa primeira parada foi no mercado Tsukiji. Para acompanhar o leilão de peixes, onde é possível ver os atuns gigantes, precisa chegar muito cedo; no horário que chegamos, o leilão já tinha acontecido a muito tempo. Resolvemos caminhar pelo mercado, pois ele funciona o dia todo, com as barraquinhas de frutos do mar fresquinhos. Mas diferente dos relatos que li, essa foi uma das piores experiências que eu tive na minha vida. O mercado em si fica dentro de um prédio, mas nós fomos até o final em um galpão meio aberto, local onde acontece o leilão. Ainda tinha vários isopores com frutos do mar...conforme a gente ia andando, começaram a aparecer isopores com animais ainda vivos...caranguejos amarrados, peixes enormes em espaços minúsculos, lagosta...foi horrível ver aqueles animais vivos dentro de caixas tão pequenas, alguns deles amarrados mexendo só os olhinhos...só de lembrar me dá enjôo! Eu tive que sair dali correndo, e quando cheguei do lado de fora não conseguia parar de chorar. É algo que fica cada vez mais incontrolável e difícil de lidar. Fiquei muito mal em ver aquilo, então eu e o Felipe não entramos mais em lugar nenhum. Do lado de fora me distraí em barraquinhas de porcelana e outras coisas, enquanto a Pati e o outro Felipe terminaram de olhar o mercado. De lá seguimos para o Parque de Ueno, onde vimos os templos Kiyomizu e Shinobazunoike. Almoçamos em uma pracinha de alimentação próxima ao parque. Seguimos para Asakuza para ver: Kaminarimon Gate, Nakamise street e o famoso Senso-ji. Por último, fomos até Shibuya para ver a Estátua de Hachiko – é muito bizarro, fica uma fila enorme e eterna para tirar foto com ela, e o cruzamento mais famoso do mundo: cruzamento de Shibuya. Atravessamos ali e as pessoas ficam loucamente atravessando milhares de vezes tirando foto e filmando; a vista da Starbucks é muito bacana, vale a pena tentar subir lá. Decidimos fazer um jantar low cost, e descobrimos um mercado igualzinho ao de Osaka a 250 metros do apartamento! 01/06/2018 – Yokohama e Kamakura Nosso primeiro destino era Yokohama, uma dica que um amigo do outro Felipe. Conhecemos Rinko Park; parque que fica logo na saída do metrô. Avistamos uma roda gigante imensa e uma escultura na Queen´s Square Yokohama, na entrada de um shopping. Saindo dali, pegamos o metrô e descemos em Chinatown, e caminhamos um pouco pelas ruas do bairro; e nossa última parada foi no Museu do Ramen, que definitivamente não vale a pena. A decoração da época é bem interessante, mas não tem muita coisa para ver por lá. Seguimos viagem para Kamakura, e infelizmente chegamos lá já era 4:00pm. Almoçamos rapidinho na estação, e chegamos no Kotoku-in, para ver o Grande Buda, às 4:40pm – quase hora de fechar. Depois de lá, nós caminhamos pela Komachi Dori até chegar no templo Tsurugaoka Hachiman-gu. Tem uma escadaria bem alta, e lá em cima é bem bacana – o templo é tão grande que mal cabe na foto. Vale a pena dedicar mais tempo a Kamakura – fomos embora um pouco tristes por ter chegado tão tarde. 02/06/2018 – Nikko Descobrimos neste dia que a viagem até Nikko é bem longa, mas fomos mesmo assim. Foi um percurso de pouco mais de 2 horas, e chegamos lá por volta do meio-dia. Na própria estação é vendido um free-pass para os ônibus que te levam para os principais pontos turísticos de Nikko. É legal se planejar bem pois são 3 opções de ticket (distância x valor), dependendo de onde você quer ir. Eu e o Felipe compramos o ticket de 1 a 2 dias, pois ele incluía a cachoeira Kegon – considerada a terceira mais bonita do Japão, e o outro Felipe e a Pati optaram por ir somente até o primeiro parque com templos, e voltar mais cedo para descansar para a Disney Sea no dia seguinte. Antes da entrada passamos pela ponte sagrada. Já dentro do parque visitamos juntos o Toshugo, que é onde fica o templo dos macacos (o que não vê, o que não fala e o que não escuta). Nós subimos até o topo, onde tem um santuário; é uma subida puxada mas vale a pena conhecer. Voltamos para o centrinho para almoçarmos juntos. De lá, a Pati e o outro Felipe voltaram para Tóquio, e eu e o Felipe seguimos para a cachoeira. O ônibus levou 40 minutos para chegar até a entrada, e estava fazendo um pouco de frio até pela altura em que estávamos. Descemos 100 metros de elevador, e lá embaixo tem uma estrutura de frente para a cachoeira e na altura da base dela. Não dá para mergulhar, mas vale super a pena visitar o local. Ela tem 100 metros e é muito bonita. Saindo de lá, iniciamos a volta para Tóquio. Mas para nossa surpresa, quando chegamos na estação de Nikko, ela estava interditada. Não entendemos muito bem o motivo, mas no fim das contas, tivemos que voltar uma estação a pé (e era bem pertinho) só que não estava incluída no JR Pass. Descemos na primeira ou na segunda parada, e andamos 15 minutos para chegar na linha da JR. O trem chegou e seguimos viagem. Durante o caminho, o trem fez uma parada e ficamos 30 minutos esperando (também não sabemos o motivo), e isso fez com que a gente demorasse bem mais para chegar em Tóquio. Nessa demora toda, a bateria do nosso wi-fi pocket acabou...então quando chegamos em Tóquio, jantamos antes de ir para o apartamento, novamente no restaurante de esteirinha. Encontramos com a Pati no caminho (ela tinha saído para comprar Mc Donald´s de janta para eles dois), então acompanhamos ela e depois voltamos juntos para o apartamento. 03/06/2018 – Tóquio Eu e o Felipe reservamos mais um dia para explorar Tóquio, enquanto o outro Felipe e a Pati foram para a Disney Sea. Nós seguimos para o Meiji Shrine, que fica um pouquinho longe do metrô, mas fica em um parque bem legal. Saindo de lá fomos para Harajuku, mas ficamos um pouco decepcionados pois não vimos nenhuma cosplay. Caminhamos pelos jardins do Palácio Imperial, e por volta da 1:00pm seguimos até Shimokitazawa, o bairro vintage. Encontramos um restaurante em uma rua paralela, e almoçamos por ali – era daquele tipo de restaurante onde você escolhe a comida na máquina, e entrega o ticket para eles fazerem. Já de noite, a Pati e o outro Felipe ainda não tinham chegado (a Disney Sea fica a mais ou menos 2 horas de Tóquio) então resolvemos sair e conhecer a noite em Shinjuku. Lá nós passamos pela Piss Alley, onde são vendidos vários espetinhos de tudo que você pode imaginar! São estabelecimentos minúsculos, onde as pessoas sentam no bar e ficam bebendo e comendo no happy hour. Seguimos até Kabukicho, o bairro do entretenimento noturno em Shinjuku. Lá nós vimos de tudo; desde jovens (ouso dizer crianças) bêbadas, até bares, restaurantes, karaokês e clubes noturnos bem coloridos e cheios de gente. Os estabelecimentos são gerenciados pela Yakuza (organização criminosa ou máfia japonesa), e existem várias recomendações para ter cautela na hora de escolher um lugar para entrar. Nós não presenciamos nada suspeito, mas tomamos o cuidado de escolher um restaurante mais afastado daquela bagunça toda...e adivinha? Era de esteirinha também. Caminhamos bastante pelas ruas, passamos pelo Hotel Gracery e avistamos a cabeça gigante bem de longe do Godzilla. Passamos também pelo Robot Restaurant, mas a entrada custa nada mais nada menos que 8.000 ienes (~USD 80), então nem consideramos entrar. Fomos abordados várias vezes por pessoas tentando nos convencer a entrar em restaurantes e bares, mas não demos muita bola e seguimos adiante. 04/06/2018 – Tóquio COMPRAS!!! Reservamos o último dia em Tóquio para fazer compras. Não queríamos nada de marca, mas sim souvenirs e a algumas comidinhas. Começamos pela nossa querida Don Quijote! Encontramos uma loja enorme de 7 andares em Shibuya, e ficamos a manhã toda ali. Compramos chocolate, um milhão de tipos de Kit Kat, alguns souvenirs e também algumas coisas para a casa. Encontramos uma caixinha da JBL super barata, que aqui no Brasil pagaríamos 200 reais a mais. A gente tinha milhares de sacolas nas mãos, então decidimos voltar para o apartamento antes de continuar. Almoçamos perto do apartamento, e a gente já estava azedo porque tomamos umas cervejas antes de sair. O almoço não estava muito bom não, mas continuamos a saga das compras. Descemos em Shinjuku e entramos na Bic Camera. O outro Felipe e a Pati ficaram um tempo por lá, mas a gente seguiu viagem e foi na Tokyo Hands, que é parecida com a Tok Stok do Brasil, só que quase desmaiamos quando vimos os preços das coisas – tudo muito caro. No mesmo shopping tinha uma loja de Kit Kat onde você pode pedir o seu chocolate personalizado; no final descobrimos que era um quiosque, e não tinha nada demais ali. Saindo de lá paramos na Daiso, em Harajuku, e compramos alguns souvenirs e coisas úteis para a casa. Eu e o Felipe jantamos em um sushi de esteira de novo, e compramos o café-da-manhã para comer no apartamento antes de ir para o aeroporto. 05/06/2018 – Tóquio > Narita > Guarulhos O nosso JR Pass era válido somente até dia 04/06, ou seja: a gente tinha que pagar o percurso Tóquio > Aeroporto de Narita à parte do passaporte. O ticket do shinkansen avulso é bem caro, assim como taxi e Uber também, então a alternativa foi ir até Narita de metrô local. Nosso vôo saía às 2:25pm de Narita, e considerando que o metrô local era mais lento que o shinkansen, a gente se planejou para sair bem cedo e evitar confusão no vôo da volta. Saímos do apartamento por volta das 09:00am – foi uma viagem de aproximadamente 2 horas, então tivemos tempo suficiente de despachar as malas, almoçar, gastar o resto do dinheiro com compras no aeroporto e embarcar tranquilamente. Nós quatro voamos juntos do Japão até o México, porém nosso vôo México > Brasil tinha 1 hora a menos de escala que o do outro Felipe e da Pati. Eles voltaram de Aeroméxico, e a gente de LATAM, e vou dizer que levamos todas as vantagens do mundo! O avião estava com a ocupação baixíssima, então conseguimos até deitar nos bancos que estava sobrando. A comida era muito melhor e sem molho de tomate, além de praticamente ter brasileiros no vôo.
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    Oi pessoal, tudo bem com vocês? Só uma dúvida. Vou chegar em San Pedro do Atacama por volta de 23h do dia 14 de abril e dia 15 às 6h30 já vou partir para a travessia para o salar de Uyuni (sem aclimatação pq sou vida loka 😂)e eu preciso levar 400 pesos bolivianos em dinheiro, porém estou com medo de nenhuma casa de câmbio estar aberta no horário que eu chego em San Pedro e nem antes de eu sair no dia seguinte. As casas de câmbio são 24 horas lá? Eu consigo comprar pesos bolivianos no aeroporto de Santiago ou Calama? Aqui no Brasil tem algum lugar que eu consigo comprar? Alguém quer me vender? DESESPERADA...hahahaha!
  6. 1 ponto
    Oie tbm estarei em Floripa nessa epoca .Já passei alguns reveillon em Floripa mas carnaval é a primeira vez . Em que praia vão ficar ?
  7. 1 ponto
    @rafaelmota Fala Rafael, beleza? Então, concordo com o @victorprado que 6/7 cidades pode ser muito para apenas 20 dias. Dá pra fazer? Sim, claro. Mas talvez fique muito corrido. Até porque vc vai passar por cidades muito interessantes como Praga, Budapeste, Viena, Amsterdam. Uma ideia é ver o que mais te interessa e tentar reduzir para uns 3, 4 ou 5 destinos. Outra dica e dar uma olhada nesses deslocamentos, ver se realmente são os mais lógicos, para evitar idas e vindas desnecessárias. Pesquise os preços das passagens (avião, trem, bus) e veja quais deslocamentos são melhores. Qualquer dúvida, vai jogando ai que a comunidade te ajuda. Abraço!
  8. 1 ponto
    Ah, que ótimo! Ficarei no Atacama, a princípio, do dia 03/05 até 12 ou 13/05. Podemos fazer um grupo sim! 😁
  9. 1 ponto
    @neids_master uma pena que nessas datas eu já não poderei por conta das férias do trabalho.
  10. 1 ponto
    @Paula Yassuda Olá Paula, tudo bem ? Grata pelo seu relato, está sendo muito importante para mim e meu esposo. Estamos programando uma viagem para Japão em 2022 .. e já estamos buscando algumas informações. Você se importaria de dizer uma média total dos gastos? Ainda não temos menor ideia do quanto iremos precisar levar para 18 dias ( claro que muda de pessoa para pessoa). E também se importaria de conforme fomos pesquisando tirar algumas dúvidas ? Gratidão pela ajuda .
  11. 1 ponto
    Estarei no Chile de 7 a 16.. Provavelmente no Atacama de 10 a 15.=)
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    @Silvana Almada Lisboa é comigo,como todo Portugal. Lá,comer em restaurantes vale,no máximo 10euros por pessoa,a não ser que vá em lugares de luxo. Então,dá e sobra.Transporte veja o site da comboios de Portugal,a maioria deles custa baratissimo e é comprada na hora como Lisboa a Sintra.Nada de antecipar e comprar antes para pagar IOF no cartão.Veja para ter uma idéia. Vou lá todo ano e oucas vezes fui a restaurante,pois sou louco pela comida do Pingo Doce e do Continente.Cada dia é um tipo de bacalhau diferente que fazem,sendo que outras redes também tem comida,menos uma,a Ldl.
  13. 1 ponto
    Alguém indo pra Indonésia nessa época? Com stopover em Dubai, Singapura, ou Kuala Lumpur? #sejoganomundo
  14. 1 ponto
    Viajando em Fevereiro, estes locais estariam completamente fora de cogitação para mim!! É frio demais para que você possa aproveitar algo da viagem! A previsão para Cracóvia no começo de fevereiro é de -8ºC e muita neve, e na Ucrânia é pior ainda, a previsão é de -10ºC, com as máximas não passando de -1ºC na maioria dos dias. Com uma temperatura desta, você não faz nada na rua, depois de 20 minutos na rua, você vai estar desesperada para fugir do frio e vento congelante. Praga é muito frio também nesta época do ano, mas ainda é um pouquinho menos frio que Polônia e Ucrânia. Viajando nesta época do ano, pessoalmente eu focaria em locais um pouco menos frios, como por exemplo, Itália, Espanha, França, Londres, onde você não tenha temperaturas extremas como lá pros lados da Polônia e Ucrânia. Levando em conta que você vai chegar por Berlin e terá que ir embora por Bologna, e evitando os lugares frios demais, eu pensaria num roteiro parecido com isto: 28/01 Saída do Brasil 29/01 Chegada em Berlin 30/01 Berlin 31/01 Berlin 01/02 Berlin 02/02 Berlin - trem até Amsterdam após o almoço 03/02 Amsterdam 04/02 Amsterdam 05/02 Amsterdam - Avião para Londres no final da tarde 06/02 Londres 07/02 Londres 08/02 Londres 09/02 Londres 10/02 Londres - Trem para Paris 11/02 Paris 12/02 Paris 13/02 Paris 14/02 Paris 15/02 Paris - Voo para Roma 16/02 Roma 17/02 Roma 18/02 Roma 19/02 Roma x Bologna de manhã cedo 20/02 Embarque para o Brasil Trem Berlin x Amsterdam: 60 euros na www.bahn.com Avião Amsterdam x Londres: 50 euros na www.easyjet.com Trem Londres x Paris: 80 Euros na www.eurostar.com Avião Paris x Roma: 130 euros na www.easyjet.com ou www.ryanair.com Trem Roma x Bolognha: 30 euros na www.trenitalia.com Os valores estão altos, comprando 60 ou 90 dias antes você conseguiria pela metade ou até mesmo um terço deste valor, mas agora, em cima da hora, o preço é este...
  15. 1 ponto
    Olá, Só para lhe alertar, está bem em cima da hora, então esteja preparada para gastar bastante dinheiro com passagens entre as cidades lá na Europa, pois faltando 1 ou 2 semanas, as passagens baratas já acabaram a muito tempo! Mas fazer o que, se só conseguiu comprar as passagens agora, o negócio e tentar fazer o melhor que for possível, eu só não enrolaria muito para definir o roteiro, pois a cada dia que passar, mais perto da data da viagem, e mais caras vão ficando as passagens e hotéis, mas também não saia comprando as coisas no desespero, sem pensar, pois infalivelmente você vai acabar metendo os pés pelas mãos comprando as coisas no desespero, e depois custa um dinheirão concertar as coisas. Você está ciente que agora é inverno na Europa? Por exemplo, ainda pode mudar até o dia 28, mas a previsão do tempo para Berlin é frio e chuva todos os dias, desde o dia 27 até o dia 31, e isto pode atrapalhar bastante os seus planos de passeios. Se infelizmente só pode viajar nesta época, sem problema, mas você tem que colocar o frio e mau tempo no planejamento, e já viajar sabendo que você pode ter vários dias de muito frio e chuva praticamente sem parar, não é uma chuva torrencial, mas sim uma chuva fina e intermitente, que lhe deixa todo molhado e congelado até os ossos. Então viajando no inverno, você tem que estar ciente que aqueles passeios ao ar livre, em parques, praças, jardins, ou mesmo ficar batendo perna na rua podem não ser possíveis em alguns dias, e é muito recomendável que você tenha um plano B para estes dias de mau tempo onde não dá para fazer nada na rua, como por exemplo ir visitar algum museu, um castelo, um palácio, uma galeria de arte, etc... Levando em conta o frio e o mau tempo, que os dias são bem curtos, se você se preparar para o frio, e tiver um plano B para os dias de frio e chuva, dá para aproveitar bastante a viagem mesmo no inverno, só não pode chegar lá sem estar preparado para o frio e achando que vai ser igual aos videos e fotos que você viu na internet, aquilo foi filmado e fotografado no verão...
  16. 1 ponto
    To procurando cia para Israel, Jordânia e Egito em Junho. quem tiver interesse whatsapp 61 982308833 Eu procurando cia ou grupo para Jordânia, Israel e Egito em Junho #61 98631-6011. Quem tiver próximo desse período dê um alô
  17. 1 ponto
    Oi! Estarei em Floripa nessas datas e estou procurando Cia pras praias!
  18. 1 ponto
    @Mauro Teixeira Liutti queria um grupo, nem que seja pequeno! eu iria só, da minha cidade
  19. 1 ponto
    Opa! Chego dia 05/02 e retorno em 11/02. Vou encontrar a @Angelbk Por lá!!
  20. 1 ponto
    @PammCongo opa, boa tarde .. ja tá confirmado a sua ida? Me interessei. Pois estarei fazendo um mochilão em Natal, Alagoas, Ceara e queria ir pro estado da Bahia. Caso queira cia ainda, to dentro. So que dia 28 maximo tenho que sair de volta pro Rio.
  21. 1 ponto
    @debalves Vamos convencer o marido... Minha primeira vez no México foi em 2015 e passei 20 dias sozinha, completamente sozinha... nessa viagem fiquei 6 dias na Cidade do México, não me senti insegura, mas sou do Rio de Janeiro e quem vive aqui tira de letra qualquer lugar. Essa última vez fiquei só dois dias. O bairro que fiquei na primeira vez foi mais seguro (agora fiquei no Centro) e pra turistar optei pelos ônibus de turismo que lá tem 4 linhas interligadas e são baratos. Uma das linhas leva ao circuito Frida (bairro lindo, tranquilo), outra ao luxo (onde fica o Museu MARAVILHOSO Soumaya) e tem a linha do Centro que talvez seja o lugar mais inseguro, mas ainda assim imperdível, porque o trio Zócalo + Catedral + Palacio do Governo é algo impressionante. A última linha faz a parte do Museu de Antropologia (também imperdível). Também andei muito a pé e recorri aos tours para conhecer as cidades de bate e volta e para ir às pirâmides (dessa vez fui por conta própria e gostei mais). Quando saí de vez da CDMX, fiz vários trechos entre cidades de busão e não tive medo nenhuma vez. Como toda cidade grande, tomei alguns cuidados: passaporte e grana na doleira, trocado e orçamento do dia na carteira. Levo sempre dois cartões: um fica na doleira. Uso equipamento fotográfico profissional, mas em mochila comum. Celular na mochila ou nos peitos, nunca no bolso de trás. Sou das antigas e uso mapa impresso quando sinto que não posso pegar no celular. Em todas as viagens que fiz só tive duas vezes que saí no prejuízo: levaram um all star do hostel que fiquei no Chile e tomei uma volta do uber no México (andar com pesos trocados sempre). No meu site tem um relato completo dessa primeira viagem. https://www.flaviamoreirafotografia.com/mexico Todos os cenotes têm coletes e também cordas que passam de um lado para o outro para se segurar quando cansamos de nadar. Alguns tem um plataforma para segurar e todos têm escada para subir e descer (mas eu jogava). Eu aprendi a nadar com 30 anos (nao sabia nem boiar) depois de voltar de uma viagem à Chapada Diamantina,. Fazer Yucatan sem os cenotes seria um desperdício total. Encare o colete! Beijos... à disposição se precisar de mais informações.
  22. 1 ponto
    Galera, eu trabalho com vendas sou bem desenrolado nesse ramo. recentemente to saindo de um tempo meio difícil em que tenho que recomeçar minha vida novamente em geral. Negócios, amizades.. Enfim. me mudei pra uma cidade onde estou aqui há um ano e não me agradei muito do local. estou procurando alguem, que tenha interesse em trabalhar e morar em alguma cidade de preferência no Nordeste. Tenho alguns planejamentos para ganhar um BOM dinheiro. seja mensal ou na diária. Preciso de alguem que esteja na mesma vibe. se nos ajudarmos podemos ganhar um bom dinheiro, dividir um local bacana, comprar uma Kombi e viajar por ai. Estou agora no PARÁ.
  23. 1 ponto
    Estarei sozinha no periodo de 06 a 13/02! Farei Atacama e salar, alguem nesse periodo?
  24. 1 ponto
    Fala galera blz? Após muito planejamento, leituras, consultas (inclusive muitas aqui e a todo mundo que me ajudou, meu muito obrigado!) e uma pitada de coragem, fiz uma viagem de carro saindo de Limeira (interior de SP) e fui até Jericoacoara (CE). Na viagem fiz uma parada nos Lençóis Maranhenses e vou compartilhar com vocês os passeios que fiz e também algumas dicas. Caso alguém queira tirar alguma dúvida, fique à vontade. Vou postando separadamente os dias dos passeios, se alguém quiser dar uma conferida na minha viagem completa é só acessar meu blog: https://maladaminhamae.blogspot.com/ Segue o relato: Atualmente, o trecho até Santo Amaro está totalmente asfaltado (porém em estado de conservação MUITO ruim), e existe até a mesmo a construção de uma ponte cruzando o Rio Alegre, o que fará em breve, qualquer veículo chegar direito na cidade de Santo Amaro. Hoje, ao chegar na cidade é obrigatório deixar o carro no estacionamento municipal, ele fica do lado esquerdo, logo após um posto Ipiranga na entrada da cidade. Ele é amplo e gratuito e de lá mesmo já é possível pegar um transporte em direção ao “centro” de Santo Amaro, que é onde ficam a maioria das pousadas, restaurantes e de onde saem todos os passeios. Dica: Se você for de carro e for ficar alguns dias, leve algum tipo de capa protetora para por sobre o painel do carro, no estacionamento não tem sombra, o sol é muito forte e pode danificar seu veículo. Assim que você para seu veículo no estacionamento já chega algum guia oferecendo o transporte até o centrinho, o valor é padronizado de R$ 10,00. O transporte é feito em caminhonetes adaptadas com bancos na caçamba, que são chamadas de jardineiras, esse é o veículo “oficial” de Santo Amaro do Maranhão e você as verá por toda a cidade. Quem nos recebeu foi o guia Misael (98 84991741), muito simpático e educado, ofereceu o serviço de transporte até nossa pousada, o trajeto da entrada de Santo Amaro até o centrinho já é uma pequena aventura, pois o carro atravessa o Rio Alegre e literalmente passa por dentro dele, com a água chegando muito próxima de entrar dentro do veículo. O trajeto entre a entrada e o centrinho é rápido, chega-se em cerca de 15 minutos. Ficamos hospedados na Pousada Paraíso (98 984895598), fica bem localizada, apenas 2 quadras da praça central, possui quartos amplos, com ar-condicionado, chuveiro elétrico (é bom conferir se sua pousada oferece, pois nem todas disponibilizam) e um ótimo café da manhã, ela é simples, sem luxos, o wi-fi funciona mais na área externa do que nos quartos, porém nos atendeu perfeitamente, o valor da diária é cerca de R$110,00 por pessoa. Dica: verifique se sua pousada está localizada próxima a praça central, pois algumas ficam um pouco longe e em Santo Amaro tudo se faz a pé, existe inclusive um rio que corta a cidade e algumas pousadas ficam do outro lado desse rio, sendo necessário atravessá-lo para se chegar até o centro, ele não é fundo, mas a água pode chegar na altura da cintura, dependendo do tamanho da pessoa. Antes mesmo de fazer o check-in combinamos com o guia Misael de já fazer um passeio no período da tarde, é o passeio mais famoso de Santo Amaro, que são as lagoas Gaivota e Andorinha, com parada para ver o pôr do sol. O passeio sai às 15:00 com retorno por volta das 18:30. No centro de Santo Amaro existem inúmeras agências de turismo, você pode contratar o passeio diretamente com elas, ou então pela cooperativa de turismo de Santo Amaro, que fica num prédio ao lado da praça central. O preço é meio tabelado, mas vale a pena dar uma pesquisada, principalmente se for optar por passeios privativos, ou seja, no carro irá apenas o seu grupo (que é mais caro, porém te dá muito mais privacidade e liberdade) ou nos passeios coletivos (que são mais baratos, porém sem nenhuma privacidade ou liberdade). Você também pode reservar os passeios direto com a pousada, pois a maioria delas faz o agendamento direto com a Cooperativa. Após nos instalarmos no quarto, fomos atrás do almoço, uma dica importante é que Santo Amaro ainda está se desenvolvendo para o turismo, por isso existem poucos restaurantes, grande parte fechar a partir das 14:00, como a maioria dos comércios na cidade e de modo geral são simples e nem todos aceitam cartão de crédito/débito, levar dinheiro é importante e na praça central existe uma agência do Bradesco. Como o calor estava muito forte e o passeio não demoraria a sair, resolvemos almoçar próximo a pousada no restaurante Água Doce. Comemos uma moqueca de pescada amarela, comida simples, nada de mais, prato para duas pessoas R$ 75,00. Após o almoço voltamos para a pousada e fomos arrumar as coisas para o passeio, é importantíssimo levar filtro solar, óculos escuros, chapéu/boné e água. Os passeios acontecem no meio do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, ou seja, no meio do nada, onde não há nenhum tipo de comércio, nem muito menos banheiros. Uma dica: bebidas alcoólicas não são permitidas. Às 15:00 em ponto o Misael passou na pousada, parada na cooperativa para preenchimento de papelada (isso ocorre antes de todos os passeios), aproveitamos para passar no mercado e compramos água e coisinhas para comer, é importante lembrar que o comércio geral fecha por volta das 19:00, então, se organize para comprar as coisas antes dos passeios. Neste primeiro passeio optamos por fazer o coletivo e demos sorte pois estávamos apenas nós quatro e um pai com sua filha, que por sinal foram muito simpáticos e ótimas companhias. O valor desse passeio foi de R$ 60,00 por pessoa, sempre pagamento em dinheiro. Antes de entrar no parque há uma guarita onde se faz uma conferência de papéis e também do veículo, inclusive olhando o cooler onde ficam as bebidas, como disse anteriormente, bebidas alcoólicas não são permitidas. Tudo conferido, hora de começar o passeio. É importante lembrar que o Lençóis Maranhenses são uma área de grandes dunas, onde os lençóis freáticos afloram após o período de chuvas (que ocorre entre novembro a maio), criando as lagoas de águas doces, que são o grande atrativo do passeio, sendo assim, vale sempre destacar que é um passeio sem muito luxo ou conforto, o que para nós não foi nenhum problema. Após passar pela guarita o Misael já parou o carro e nos mostrou o local onde ficava uma casa que foi completamente tomada pela areia das dunas, segundo o guia, elas movem-se até 6 metros por ano. Feita a explicação, era hora de começar o passeio propriamente dito, a jardineira anda rápido para conseguir subir e descer as dunas, por isso é aconselhado deixar todas as coisas soltas guardadas dentro de bolsas e mochilas, inclusive chapéus e bonés, que acabam voando com facilidade, como aconteceu comigo. Os óculos escuros são indispensáveis, uma vez que o vento sopra constantemente no parque e mais o movimento do carro, a areia bate com força mesmo. A primeira vista que se tem dos Lençóis é algo realmente inacreditável, um mar de dunas que se estende por uma área a perder de vista, é realmente muito impactante, por mais que eu tenha visto inúmeras fotos, vídeos e lido depoimentos, nada se compara à estar realmente lá, é um visual deslumbrante. Logo após subir algumas dunas é feito uma parada no alto de uma delas para contemplar a paisagem e também fazer algumas fotos, parada rápida, como uma espécie de “boas-vindas” que o parque te dá. Nossa primeira parada foi na Lagoa Andorinha, uma lagoa grande e perene (não seca, independente da época do ano, no período de secas, que vai de julho a outubro, as lagoas vão secando conforme o tempo passa, por isso, o melhor período para conhece-las é de junho a setembro). A primeira vez que você aquela lagoa, de água doce e transparente no meio de uma monte de dunas, que te lembra um deserto, é muito marcante, e é realmente um visual único, que não se tem em mais nenhum outro lugar do nosso país. Em Santo Amaro os carros param do lado das lagoas, facilitando demais o acesso, além disso normalmente os carros que levam os turistas são equipados com cadeiras e guarda-sol, para deixar tudo ainda melhor. A água não é muito quente, porém, é ótima para o banho e por ser doce, não deixa aquela sensação “grudenta” da água do mar. Quando você está dentro da lagoa, com um tom de azul marcante, de águas transparentes e olha ao redor, aquelas dunas enormes, se tem uma sensação que é realmente indescritível e eu certamente não acharei palavras para descrever. Ficamos por ali aproveitando a lagoa que estava apenas para nós e mais pequeno grupo de outro passeio, para nadar e relaxar com aquele visual inacreditável ao nosso redor. Tiramos muitas fotos e subimos em algumas dunas para apreciar melhor a paisagem. Depois de ficar ali por cerca de 1 hora, fomos para a outra lagoa do passeio, a da Gaivota, que é basicamente a mesma coisa, só que com um tom de água mais esverdeado e com um formato diferente, as lagoas são sempre diferentes umas das outras, trazendo sempre uma nova surpresa. Isso já era por volta das 17:00 e como venta bastante, por mais que esteja calor, a sensação térmica é de mais frio, por isso optamos por ficar mais contemplando a paisagem do que propriamente dentro da água. Por volta das 18:00 o guia nos chamou e disse que a última parada é para ver o pôr do Sol, veja pelo menos uma vez o pôr do Sol no alto das dunas, não existem palavras para descrever o quão maravilhoso é esse momento. Nosso guia nos levou no alto de uma duna onde se pode ter uma linda visão do parque e o Sol se pondo na linha do horizonte, a maneira como os raios solares batem nas dunas formam um jogo de luz e sombras, dão um ar dourado a areia que é simplesmente deslumbrante, realmente não deixe de fazer isso pelo menos em um dos passeios, é emocionante. Terminado o pôr do Sol, voltamos para nossa pousada e já fechamos o passeio do dia seguinte, para Betânia. Se você estiver num pequeno grupo, como nós estávamos, de 4 pessoas, eu aconselho MUITO fazer os passeios privativos, eles sairão cerca de R$ 20,00 a R$ 30,00 a mais por pessoa, o que pode parecer muito, mas somente o fato de você estar com a liberdade e a privacidade de poder chegar e ir embora a hora que você quiser, sem depender de ninguém e sem ter nenhum tipo de aborrecimento por causa de pessoas que muitas vezes são “sem noção”, opte pelo privativo. É um tipo de gasto que vale MUITO a pena, ainda mais se forem passeios que duram o dia inteiro, imagine passar 8 horas junto à um grupo desagradável, isso estragaria sua viagem com certeza. Chegando na pousada, nos arrumamos e fomos jantar, normalmente os restaurantes fecham por volta das 21:00 (exceto nos finais de semana e férias), então, nada de deixar para comer muito tarde. Nessa noite comemos no Restaurante do Gordo, que fica numa rua atrás da praça central, paralelo ao Banco Bradesco, é só perguntar que todo mundo sabe onde é. O restaurante é simples, mas a comida é maravilhosa, porções fartas e bem servidas. Comemos camarão e peixe frio, cada porção serve bem duas pessoas e sai por volta de aproximadamente R$ 70,00. Recomendo demais! Para finalizar a noite, passeamos um pouco pela praça central e tomamos um sorvete na única sorveteria que fica na praça (não é dos melhores, mas para sobremesa estava ótimo, a casquinha com uma bola é R$ 4,00) Hora de voltar para a Pousada e descansar, amanhã tem muito mais.
  25. 1 ponto
    Salve, galera! Esse é o resumo de um mochilão radical que fiz há alguns meses, espero que gostem. Caso queiram mais informações, podem acessar meu blog Rediscovering the World ou o livro que acabei de lançar (Trekking Extremo no Himalaia: Acampamento Base do Everest + Gokyo). Dia 1 Em 17 de março de 2019, ao chegar ao aeroporto de Guarulhos, tomei uma sequência de voos pela Air China, cujo destino final seria Mumbai, na Índia. Compradas quase 5 meses antes, as passagens de ida e volta custaram 734 dólares. Dia 2 Após breve conexão em Madri, o avião grande seguiu até Pequim. Ambos voos foram bem-sucedidos. Como a espera até o voo final levaria o dia todo, decidi aproveitar que o visto não é necessário para permanecer até 144 horas na capital chinesa. Dessa forma, passei pela fila da imigração em uma hora, saquei yuans (1 real = 1,75 yuans) num dos caixas automáticos e deixei o aeroporto no metrô que me levou até o centro da cidade. O trajeto de meia hora custou 25 yuans. Deixei a linha do aeroporto para pegar outra, ao custo de 4 yuans. Logo me impressionei pelo desenvolvimento e pela limpeza de Pequim, tirando a névoa permanente que quase esconde o sol. Só a falta de educação dos chineses que seguiu conforme o esperado. O primeiro monumento visitado foi o do conjunto Templo do Céu (28 yuans). Numa área grande, fica um parque com as estruturas erguidas em 1420 para orar em busca de uma boa colheita. A construção principal é o maior templo redondo de madeira da China. Depois de uma boa caminhada, comprei 4 bolinhos (dumpling) de carne por 2,5 yuans cada, mesmo sem saber antecipadamente o que viria dentro. Segui então caminhando até chegar à sequência de postos de controle policial de onde ficam as principais atrações de Pequim. Primeiramente, o museu nacional. É em sua maioria gratuito, num prédio bastante amplo, mas com conteúdo quase todo em mandarim e poucas exposições realmente interessantes. Entre essas, os presentes recebidos pela China de todo o mundo. Em seguida, caminhei ao redor da Praça Tian'nanmen, a Praça Celestial. É famosa por um massacre que aqui ocorreu durante protesto da população. Também não se paga e há espaço de sobra, com um memorial a Mao Tse-tung e um monumento aos heróis chineses. Por fim, entrei na Cidade Proibida. Como estava faminto e o corpo já se entregando de cansaço, tive que almoçar ali mesmo, pagando 32 yuans num prato raso. Mais uma atração enorme: são dezenas de palácios, muralhas e portais. Para visitar em baixa temporada (agora), custou 40 yuans. Mesmo assim, é difícil conseguir uma foto boa, tamanha a quantidade de chineses que visitam o complexo. Na saída, tentaram me aplicar o golpe de bater um papo num bar e ser extorquido, mas como eu já sabia dessa, escapei. Esgotado, retornei ao aeroporto no final da tarde. À noite, voei num avião menos novo pra Mumbai, tirando um belo cochilo a bordo. Dia 3 Desembarquei já na madrugada seguinte. Passei pela imigração com o eVisa feito antecipadamente na internet e troquei dólares por rúpias (1 dólar = 66 rúpias) logo após a imigração. Por fim, pedi pra chamarem um Uber pra mim, pois o táxi até o hotel próximo custava 500 rúpias, enquanto o Uber saiu por 210. O problema foi achar o danado, escondido numa viela. Somente às 3 e meia eu entrei no Ahlan Dormitory. Pra ficar num quarto coletivo, gastei 250 rúpias por noite. Só que o lugar não era muito agradável, pois era barulhento, fedia, estava sujo e quase sem água. Algo me picou na cama e me deixou com marcas por semanas. Pelo menos o wi-fi, o ar e o guarda-volumes funcionavam. Pra piorar, fui acordado antes das 8h pelos hóspedes e funcionários, não conseguindo mais dormir - o que já tinha dado bastante trabalho antes, vide o jet lag. Levantei, tomei o “chai” (na Índia, o chá é misturado com leite) e parti pra luta. Caminhando um pouco já notei a diferença colossal na (falta de) limpeza, em relação a Pequim. Peguei o metrô recém inaugurado, com ar condicionado, a partir de 10 rúpias. Para começar a preparar meu estômago, tomei um suco natural por 40. Em seguida, entrei na estação de trem suburbano. Que caos! Gente correndo e se empurrando por tudo que é lado, pendurada nas portas dos vagões como nos filmes, e tal. Para vivenciar um pouco disso, e porque eu queria economizar, comprei um bilhete da 2ª classe de Andheri a Churchgate. Apenas 10 rúpias até ponto final, 22 km adiante! Ainda que estivesse bem quente, os indianos vestiam quase todos roupa social, nenhum (além de mim) de bermuda. Da estação, fui até o principal museu da cidade, de nome complicado: Chhatrapati Shivaji Maharaj Vastu Sangrahalaya. Construído pra homenagear o príncipe do País de Gales, hospeda hoje num edifício de arquitetura indo-sarracena uma porção de artefatos relacionados a Índia e além, contando sua história. Pena que o ingresso seja meio salgado: 500 rúpias + 100 pra usar câmera. Nessa hora, começaram a pedir pra tirar foto comigo, como se eu fosse famoso. O almoço foi no renomado Delhi Darbar. Fiquei com um picante mas apreciável prato de “angara chicken” por 550 rúpias. Saí cheio. Acabei optando por fazer um city tour de 3h por 3500 rúpias, bem mais do que eu deveria pagar. Nele, passei por vários locais interessantes, como uma lavanderia a céu aberto, diversos prédios públicos e privados com arquitetura colonial britânica, o museu-casa do Gandhi (Mani Bhavan), a orla de Marine Drive, a colina de alto padrão Malabar e o templo da religião jainismo. Depois, fiquei no mercado de rua, onde não consegui caminhar em paz, indo então de volta pro hotel através de outra linha de trem da estação central. Retornei pendurado na porta aberta do trem. Comi um negócio, antes de conhecer dois jovens ucranianos no dormitório. Fiquei papeando e dei uma volta com eles, pra conferir o movimento das ruas poluídas. Aproveitei para provar a sobremesa quase sem gosto chamada “falooda” (40 rúpias) e levar umas bananas (6 por 1 real). Dia 4 Com o feriado do Holi, o qual me gerou uma pintura facial, o transporte público ficou bem menos cheio, ainda que sua frequência também tenha diminuído. Peguei os mesmos 2 transportes da manhã anterior, mas quando cheguei à estação final, pedi um Uber até o monumento Gateway of India, de onde partem os barcos até Elephanta Island, por 200 rúpias ida e volta. A baía até a ilhota é entulhada de estruturas. O translado leva cerca de uma hora; no total da minha hospedagem até a ilha eu levei quase 4 horas de deslocamento! Ao chegar, peguei um trenzinho da alegria (10 rúpias). Almocei no restaurante Elephanta Port, escolhendo um prato de “biryani” por 275 rúpias. O “biryani” de frango viria a se tornar meu prato preferido no país. Depois, subi o morro em meio a inúmeras barracas de souvenires. Para acessar as cavernas de Elephanta, patrimônio da UNESCO, paga-se atualmente 600 rúpias. São 5 delas, entalhadas diretamente na rocha durante 1300 anos do século 6 até a invasão e destruição parcial pelos portugueses. Há colunas, santuários e muitas estátuas em homenagem à deusa Shiva. Pena que com a quantidade de visitantes, praticamente todos indianos, fica difícil sacar boas fotos. O guia local Krishna me encheu tanto o saco que acabei aceitando uma explicação de meia hora por 500 rúpias. Quando ele me chamou pra ir num bar depois, meu sensor de golpe apitou. E eu estava correto, pois ele tentou fazer com que eu pagasse a cerveja dele e ainda tomar meu dinheiro com a desculpa de que iria pagar minha parte, mas não teve sucesso quando eu o peguei fugindo… Essa cerveja Kingfisher, a mais popular da Índia, não é boa. Só poderia ser assim, já que leva açúcar e xarope de arroz e milho na fórmula. Depois desse fato lastimável, subi as escadarias até o topo do morro, com vista para o mar e cheio de macacos fofos (Macaca radiata) - até eles roubarem sua comida. Ali fiquei famoso de novo, visto a quantidade de gente que pediu foto comigo. Retornei à hospedagem, chegando após escurecer. Só comi algo salgado e repousei. Dia 5 Acordei cedo pra pegar uma condução até o terminal 1 do aeroporto (110 rúpias), onde voei de SpiceJet até Bangalore. Que bom que mesmo as companhias de baixo custo da Índia permitem despachar até 15 kg gratuitamente, já que meu mochilão cheio dificilmente passaria por bagagem de mão. Em Bangalore, embarquei logo num segundo voo da GoAir até Port Blair, a capital maior cidade do arquipélago isolado de Andaman e Nicobar. Como se já não estivesse quente o suficiente em Mumbai, a temperatura de Port Blair na chegada estava em escaldantes 34 graus. Peguei um tuk-tuk (100 rúpias) até a estação de ônibus principal. Como perdi o ônibus das 15h e o próximo partiria quase 2 horas depois (somente mais tarde eu descobri que havia mais ônibus no outro terminal chamado Aberdeen), aproveitei pra fazer um lanche ali e comprar mantimentos no supermercado Mubarak. O ônibus saiu cheio. Levou cerca de uma hora e 24 rúpias para chegar ao vilarejo de Wandoor. Lá me hospedei no Anugama Resort, numa suíte privada bem razoável. Só que de resort o lugar não tem nada, nem sequer uma piscina, bar ou internet funcionando. Ao menos, os funcionários são gentis. Na hora do jantar, em que fiquei com um curry de peixe (190 rúpias) no restaurante da hospedagem, conheci uma família de belgas e holandês, com quem bati um bom papo. Dia 6 Acordei várias vezes durante a noite e levantei pelas 6, sendo que já havia sol um bom tempo antes. Eu e um dos companheiros da noite anterior fomos a pé cedo ao escritório do Parque Nacional Marinho Mahatma Gandhi para tentar conseguir a permissão para adentrá-lo, mais especificamente na ilhota de Jolly Buoy. Lá, descobrimos que os barcos já estavam cheios, e que precisaríamos tanto agendar o passeio quanto conseguir a permissão no escritório de turismo em Port Blair. Sendo assim, barganhamos um táxi para nos levar, esperar e trazer de volta por 2 mil rúpias. Emiti a permissão (mil rúpias) e o bilhete do barco para Jolly Buoy (885 rúpias) na mesma hora. Detalhe é que é necessária uma fotocópia do passaporte - mas há um xerox próximo que o faz por míseras 2 rúpias! Depois, fomos ao píer de Phoenix Bay, fechado aos domingos, para comprar nossas passagens à ilha Neil (510 rúpias). Regressamos a Wandoor e eu almocei no próprio hotel. Meu prato de “biryani” de frango (240 rúpias) demorou pra ficar pronto, mas foi uma baita refeição. Em seguida, caminhei até a praia. No caminho, topei com algumas aves, como o martim-pescador. A praia de Wandoor é peculiar por um motivo ruim; não é permitido entrar na água devido à presença esporádica do crocodilo de água salgada (Crocodylus porosus), o maior do mundo. Há inclusive uma tela de proteção. Alguns quiosques vendem souvenires, alimentos e bebidas. Fiquei ali com o pessoal por umas horas, até que eles partiram enquanto eu esperava o pôr do sol. Logo depois, caminhei os poucos quilômetros de volta ao Anugama Resort. Banho, janta e cama. Dia 7 Às 7 e meia embarquei rumo a Jolly Buoy, no Parque Nacional Marinho Mahatma Gandhi. A duração do translado foi de pouco mais de uma hora, em meio a ilhotas desabitadas com floresta nativa intocada. Chegando em Jolly Buoy, tive um grande desapontamento. Não é mais permitido praticar snorkeling! Dá pra acreditar nisso? Se tivessem dito antes eu já estaria a caminho da ilha Neil, e não num lugar minúsculo onde você só pode se banhar num cercado minúsculo. Fiquei lá conversando com a única outra gringa do barco, uma húngara. A única atividade extra é um passeio de 1h num barco sujo e desconfortável, com vidro no fundo para ver os corais e peixes, a um custo extra de mil rúpias… Ao regressar pelas 13h, almocei e parti para Port Blair num ônibus musical. Ao chegar, fui atrás de algum hotel, já que minha reserva para essa noite seria para a outra ilha. Usando a internet de uma acomodação já cheia, encontrei um tal de Lalaji Bayview, com um quarto individual por 800 rúpias. Então fui até lá caminhando, pelo meio de uma comunidade. A internet é paga (60 a hora), mas ao menos existente. Já a suíte é a mais básica possível, enquanto que o restaurante no topo da edificação é bacana. Jantei um enroladão de camarão (250 rúpias) e fui pra cama. Dia 8 Seguindo a tradição de acordar cada vez mais cedo, peguei a balsa das 6:30h para a ilha Neil. Duas horas depois, aportei. Deixei a mochila na acomodação Kingfisher Hotel e fui caminhando até a praia do norte, chamada Bharatpur. Com um bocado de gente, um tanto suja e cheio de barracas vendendo conchas, passeio aquáticos e etc, não é bem o que eu pensava. Atravessei e tive que nadar certo tempo até localizar os recifes de coral. Aqui vi alguma qualidade, até mesmo havia corais que nunca havia observado antes. O ruim foi voltar desviando dos barcos e motos aquáticas. Para almoçar, tentei achar um restaurante que fosse um meio termo entre os dos hotéis chiques e os pés sujos. Acabei parando no Port Canteen, onde fiquei com um arroz frito com camarão (220 rúpias). Com o dinheiro acabando, precisei sacar no único ATM da ilha, que para variar estava indisponível no momento. Contando com que a máquina estaria operando novamente dentro de algumas horas, o próprio funcionário do banco me emprestou seu dinheiro para que eu pudesse pagar o depósito do aluguel da bicicleta! A respeito disso, escolhi uma magrela para me deslocar por essa pequena ilha. A velha bike era pequena demais pra mim, mas por apenas 100 rúpias a diária eu não podia querer muito. Uma scooter custava um pouco a mais (400 rúpias + combustível). Pedalando, cruzei o interior cultivável de Neil até a bonita praia Sitapur, famosa pelo nascer do sol. Ali eu mergulhei novamente, mas no ponto onde fui a visibilidade estava ruim, devido às ondas. Vi menos do que no snorkeling anterior. Consegui sacar grana ao retornar. Assim, segui para outra beleza natural, um arco de rocha que fica no oeste da ilha. Cheio de turistas indianos, para se chegar nele há de passar por cima de poças de maré. Vi o sol se pôr neste lugar e retornei. Peguei dois dos salgados fritos picantes “samosas” (20 pila) e um caldo de cana (30) na parte mais central, onde havia movimento naquela hora. De volta ao hotel, meio velho e sem internet, para dormir. Dia 9 Mesmo que quisesse, não poderia demorar muito a acordar, pois o check-out é às 7:30h! E esse parece ser um horário normal dos hotéis das ilhas Andamã. Definitivamente, não entendem de turismo para estrangeiros. Ainda com a bicicleta, toquei para a praia Lakshmanpur, onde também mergulhei. Só que nessa praia só havia dois pescadores, que logo foram embora, e mais ninguém. Fiquei quase 2 horas e meia me deliciando com a vida nos corais. De especial, vi o maior peixe não cartilaginoso que já presenciei na vida. O peixe-papagaio (Bolbometopon muricatum) era tão grande que pude até tocá-lo. Na volta, fui comprar o bilhete da balsa a Havelock, vendido só no mesmo dia e de forma presencial, tudo para dificultar sua vida. Almocei o prato típico indiano thali (180 rúpias) e peguei a balsa. Em Havelock, pensei em andar apenas de ônibus, mas a frequência é tão baixa (1 a 1:30h cada) que decidi alugar uma scooter (500 rúpias a diária) pela segunda vez na vida. Meio cambaleando, fui até o Emerald Gecko, hospedagem na praia nº5 onde eu fiquei. Paguei 1600 rúpias numa cabana rústica de frente pra praia. Aqui finalmente tive contato com vários estrangeiros, todos europeus. Saí para dar uma corrida na praia, de maré baixa durante o pôr do sol. Só que essa praia não é boa pra nadar. Jantei no restaurante da própria acomodação, um pouco mais caro do que estava pagando. Então fiquei com uma pizza de frutos do mar (300 rúpias). Para variar, a internet não estava funcionando, então depois de um papo fui dormir, em mais um colchão finíssimo padrão Andamã. Dia 10 Tive que esperar o café da manhã incluído pra depois pegar a estrada. Dirigi até o começo da trilha para a praia Elephant, assim nomeada devido aos bichões acorrentados na praia para satisfazer a vontade de turistas que querem passear neles. Só que não foi dessa vez que a conheci, pois ela estava fechada devido a um óbito no dia anterior! Assim sendo, continuei na estrada até a praia Radhanagar. Seguindo a dica de um indiano, parei em frente ao Hotel Taj, onde ficaria um belo ponto de mergulho. Com o tempo fechado, não havia ninguém na praia quando cheguei pelas 8 e meia. Caí na água calma e clara, sobre um fundo exclusivamente arenoso. Nadei mais de 200 metros, sem ver nada. Eis que quando pensava em mudar a localização, comecei a vislumbrar uma maravilha atrás da outra. Cansei de ir atrás de arraias, de contar quantos cardumes e corais enormes diferentes apareciam, assim como polvos e muitas outras criaturas. No final, ainda tive o prazer de ver algumas tartarugas-marinhas e de sofrer comensalismo por uma rêmora! No total, fiquei nadando por 3 horas! Parei na entrada principal da praia, cheia de indianos, para almoçar num dos diversos restaurantes. Fiquei com um “thali” de camarão a conta gotas, por 300 rúpias. Depois, caminhei pela praia no sentido contrário ao anterior, encontrando nesse caminho separadamente os dois casais que eu havia conhecido nessa ilha. Ê mundo pequeno. Com a chuva, a pista estreita ficou um sabão só. Voltei devagar pra não deslizar na moto como um cara que estava à minha frente. Guiei até Kalapathar, a praia mais ao sul acessível por estrada. Legal ela, mas nada de excepcional. Regressei e parei no restaurante Golden Spoon, para comer um prato de peixe e usar a internet. Depois disso, voltei a minha hospedagem. Dia 11 Um bando de infelizes começou a bater panela pelas 5 e pouco. Dormi mais uma hora, tomei o café e segui pro início da trilha da praia Elephant - que ainda estava fechada… Só me restou voltar ao ponto de mergulho do dia anterior. Só que dessa vez não vi nada de novo, além de estar me borrando de medo, agora que eu estava ciente que ali é território do maior crocodilo do mundo. Almocei em Vijay Nagar, no restaurante vegetariano Biswas. Pedi um “paneer butter masala” por 200 rúpias. “Paneer” é o tradicional queijo coalho indiano, enquanto que “masala” é uma mistura de temperos. Depois, devolvi a moto e fiquei matando tempo até a saída do barco para Port Blair. Acabei embarcando no navio errado, e só me dei conta quando ele tinha partido - ainda bem que o destino de ambos era o mesmo. Só que esse estava infestado de baratas. Ao desembarcar já era noite, então só me restou ir pro hotel Sunnyvale, pedir uma janta a tele-entrega, lavar minhas coisas e dormir. Exceto pela barata no banheiro, foi a melhor suíte até então. Dia 12 Café da manhã, seguido pelo voo da IndiGo a Chennai. O voo atrasou, então pude conferir todas as atrações do aeroporto: banheiro, bebedouro, caixa eletrônico, lanchonetes e 3 checagens de segurança obrigatórias. Fazia um inferno de 36 graus quando aterrissei. Do alto e pelas ruas se vê que o forte aqui é a arquitetura. Além de muitos prédios em estilo colonial britânico, as moradias são coloridas com diferentes cores, e há uma infinidade de templos de hinduísmo. Mas também se vê muita sujeira e pobreza no meio. Peguei o metrô até a estação central (50 rúpias). Já na estação de trem, provei o suco de um fruto novo pra mim, o marrom arredondado sapoti. Depois, embarquei no trem (5 rúpias!) para o famoso templo hinduísta Kapaleeswarar, cultuado a Shiva. Não se paga nada pra entrar, mas além de uma torre cheia de ídolos do hinduísmo, não há mais muito o que ver. Na saída do templo, um motorista me abordou com o intuito do famoso golpe do tour barato de tuk-tuk, conhecido em Bangkok. Aceitei a carona de 100 rúpias que me levou primeiro à Basílica de São Tomé, uma das 3 únicas no mundo erguidas sobre a tumba de um dos apóstolos de Jesus. Depois ele me levou a duas lojas caríssimas onde ele ganharia combustível grátis por me levar. Obviamente eu não comprei nada. Por fim, me deixou na Marina Beach, a maior e mais movimentada de Chennai, onde eu caminhei um pouco e tomei um caldo de cana (20 rúpias) naquele final de tarde. A seguir, tomei outro trem e tuk-tuk para chegar ao albergue Elliot's 11 Beach. Um leito no dormitório coletivo me custou 610 rúpias incluindo café da manhã. Dei uma volta na rua cheia que leva à praia. Curiosamente, estava ocorrendo uma missa católica em tâmil (idioma do estado) a céu aberto. Parei para jantar num restaurante barato, Classy - de classe não tinha nada. Provei o tal de frango “tandoori”, assado, marinado, apimentado e avermelhado (160 rúpias). Caminhada noturna breve no calçadão da praia. Ali me desfiz dos meus chinelos que não tinham mais conserto e comprei um par por 150 rúpias. Depois fui pro albergue relaxar. Dia 13 Acordei pro café e o recepcionista estava vestindo uma camiseta de Floripa! Dá pra acreditar que o indiano já morou em minha terra, e adorou? Uber até o terminal, e lá próximo peguei o ônibus #588 até Mamallapuram (43 rúpias), onde fica o conjunto monumental de Mahabalipuram, que é um Patrimônio da Humanidade. Aqui eu finalmente vi turistas estrangeiros. Me esquivei dos guias e vendedores e entrei no complexo, sob um sol de rachar. São diversos monumentos com motivos hinduístas entalhados em granito, como baixos relevos, cavernas, mirantes e templos. Almocei no Moonrakers uma porção de lulas fritas (350 rúpias) e um camarão-tigre (300 rúpias) que foi desnecessário, como eu já estava satisfeito. Saí de lá explodindo - e acho que foi esse almoço que me deixou mal depois. Caminhei até os dois templos pagos, sob um único bilhete de 600 rúpias. O que fica na praia se chama Shore Temple, enquanto o outro é o Five Rathas. Ambos interessantes. Prossegui pelo Sea Shell Museum, uma coleção de 40 mil conchas! Há de diversas espécies, formas, tamanhos e cores de várias partes do mundo. Pelo ingresso que combina uma seção especial das pérolas e outra com aquários (alguns pequenos demais pros peixes que os habitam), paguei 150. Continuando, vi o restante das ruínas na colina cheia de rochas do conjunto central de Mahabalipuram. Cansado, retornei de ônibus no final da tarde. Tomei um milk shake premium no Shakos e me retirei ao albergue. Dia 14 Já estava me acostumando com o tumulto na Índia, mas se tem uma coisa que me tira do sério é a falta de educação deles, tanto a respeito de jogarem lixo no chão e na água, dirigirem como loucos, atravessando em qualquer lugar e buzinando o tempo todo, e também furarem filas descaradamente. Voos de turbo-hélice da SpiceJet a Kochi e de lá a Malé, capital do arquipélago das Maldivas. Estavam me negando o embarque internacional porque eu não tinha como mostrar as reservas dos hotéis de cada dia que eu ficasse nas Maldivas. Só fui salvo porque um funcionário compartilhou sua conexão, já que meu chip estava sem sinal. Imigração tranquila, troquei a grana na parte de fora do aeroporto (15 rufias por dólar), bati um rango superfaturado e peguei o ônibus (10 rufias) que passa pela nova ponte que liga à ilha de Malé. Do ponto final, caminhei meio km até o terminal de balsas de Villingili, onde comprei meu bilhete pra Rasdhoo (53 rufias). De lá, caminhei mais meio km até a hospedagem Nap Corner. Paguei 28 dólares para dormir numa cápsula tecnológica futurista! Como estava me sentindo meio enjoado, não saí mais. Dia 15 Às 9h encontrei meu amigo Vinícius no terminal de balsas. Junto com outros poucos gringos, pegamos a barulhenta até Rasdhoo. Como leva 3 horas e ela foi quase vazia (assim como as seguintes), tiramos um cochilo no caminho até o atol. Fomos recebidos por um representante do Ras Village, hotel onde ficamos. Logo saímos para almoçar no Coffee Ole. Pedimos miojo de frango (fried chicken noodles), o prato mais em conta (55 rufias). À tarde, mergulhamos na praia ao sul da ilhota, destinada aos turistas. Só ali é permitido usar roupa de praia, já que Maldivas é um país islâmico e Rasdhoo é habitada. Com a maré baixa, tivemos certa dificuldade em atravessar o recife interno muito raso, até chegar ao externo, onde a beleza se fez presente. Não tanto pelos corais, pois eles estavam um tanto descoloridos, mas os peixes que os cercavam eram abundantes. Além de grandes cardumes, vimos alguns tubarões-de-ponta-negra-do-recife, uma arraia-chita, uma lula, dois peixes-leão e mais uns extras. Deixamos a água quase 3 horas depois, quando o sol já se punha. Uma pena que, saindo do lado oposto, descobrimos um depósito de lixo que termina no mar, bem desagradável. Vimos o belo pôr do sol no Oceano Índico. Depois, caímos na água novamente pra um mergulho noturno, coisa que nunca havia feito antes. Com lanternas à prova d'água, mergulhamos na escuridão completa. Dá um certo medo, pois é nessa hora que os tubarões saem pra caçar - e nós vimos vários deles! Para completar, também avistamos uma tartaruga e uma sépia, que evadiu com um poderoso jato de tinta. Os lírios do mar também ficam mais bonitos à noite, pois se abrem totalmente para captar os nutrientes. Uma das vantagens de se mergulhar à noite é que, letárgicos pelo sono ou ofuscados pela lanterna, os peixes te deixam chegar bem mais próximo que durante o dia. Curti a experiência. Finalmente, jantamos no mesmo lugar, que tocava umas músicas de reggaeton animadas. Mas nada de álcool, já que fora das ilhas privadas dos resorts é proibido. Dia 16 Após café da manhã razoável, meu amigo foi fazer um passeio de 30 dólares para um banco de areia próximo, enquanto eu fui nadar até o recife Giri, mais afastado do que do dia anterior. O caminho até lá são 300 metros de profundidade inalcançável. De novo, vi os tubarões-de-ponta-branca-do-recife. Também avistei um cardume de peixes-anjo. Almoçamos em outro restaurante, o Lemon Drop. O cardápio é parecido com o anterior, sendo alguns itens mais caros e outros mais baratos. Aqui não tem som, mas há um terraço pra compensar. À tarde, praticamos mais snorkeling ao redor do lado sudoeste de Rasdhoo. Uma arraia diferente, alguns tubarões, cardumes e um peixe-leão no raso foi o que vimos. De vez em quando se misturavam correntes extremamente quentes com as um pouco frias, gerando turbulência na visibilidade. Após, assistimos o pôr do sol, com peixes saltando e morcegos sobrevoando a área. Depois da janta, meu mal estar provavelmente adquirido na Índia revelou-se uma diarreia. Duas semanas de comidas típicas super condimentadas e pouco higiênicas não tiveram um bom resultado. Ainda bem que não durou mais de um dia, talvez devido às leveduras (Floratil) que tomei. Dia 17 Na manhã seguinte, tomamos a balsa de uma hora de duração para a ilha de Ukulhas (22 rufias). Ukulhas é mais limpa e sua praia tem uma areia tão branca que ofusca a vista e o mar tão claro que a visibilidade atinge dezenas de metros! Logo ao cairmos na água, percebemos o quanto esse lugar é especial. O recife externo, junto com o da ilha seguinte, é o melhor que presenciei nessa viagem. Cardumes variados, corais em melhor estado, tubarões, arraia e 3 tartarugas dóceis, das espécies de pente e verde. Nem se preocuparam conosco enquanto comiam as algas dos recifes. Mas como já estava com o sol a pino, fomos nos abrigar. Almoçamos na hospedagem em que dormiríamos, a Olhumati View Inn (55 dólares), com a suíte mais bacana. Para comer, escolhi um espaguete com peixe em estilo das Maldivas (6 dólares) e um suco natural de maracujá (2 dólares). Tirei umas fotos da praia enquanto o Vinícius dormia. Às 3h, mergulhamos uma vez mais, pelo resto da extensão do recife externo da ilha. Os corais na direção noroeste estão em melhor estado. Cansamos de ver tartarugas por lá. Trinta-réis pescavam os infinitos peixinhos que abundam. De espécies novas, vimos uma ou outra. Pena que o lado menos frequentado por turistas tenha sua parcela de lixo. Depois do pôr do sol, partimos pro terceiro snorkeling do dia, ou melhor, já era noite. Só que dessa vez foi curto, pois minha lanterna entrou em colapso, então ficamos usando só a do meu amigo. O mais interessante que vimos foram diversos tipos de plâncton. Quando desligamos as luzes, descobrimos que eram aqueles tais bioluminescentes, que brilhavam ao nosso toque! Um tempo depois, fomos jantar no SeaLaVie, restaurante um pouco menos em conta, mas com um som legal. Pagamos 8 dólares cada num prato razoável. Dia 18 Após o café de panquecas e suco, seguimos ao último mergulho nessa ilha. Na tentativa de vermos as gigantescas arraias-jamanta, voltamos ao ponto da manhã anterior. Não conseguimos, mas em compensação, vimos o dócil tubarão-enfermeiro-fulvo tirando um cochilo sob um recife. Escolhi um prato da comida típica “kotthu roshi” (6 dólares) de almoço, feito com pedaços de chapati. Em seguida, por 22 rufias, subimos na balsa até Rasdhoo e até Thoddoo, a ilha final. Essa é caracterizada por produzir a maior parte dos vegetais do país, principalmente mamão. Só a faixa central é ocupada pela área urbana. Fomos caminhando à praia do pôr do sol, para em meio a muitos turistas russos, observar o fenômeno. No caminho vimos as plantações e alguns dos animais nativos, como os morcegos gigantes, os lagartinhos coloridos e as aves terrestres. Há uma mesquita no centro que fica bonita iluminada à noite. Jantamos próximo a ela, no Maracuya. Mas não recomendo, pois os preços não são os melhores, não há música, a iluminação é fraca e eles ainda tentaram nos passar a perna na hora de pagar a conta. Antes de voltarmos ao hotel, demos uma volta para tirar fotos. Dormimos no Amazing View Guesthouse, um nível abaixo dos outros. Mas ao menos também conta com wi-fi e ar condicionado. Dia 19 Tomamos o café da manhã e saímos a mergulhar na praia do nascer do sol. Em Thoddoo o recife externo é mais distante, então é preciso nadar um pouco mais para atingi-lo. Mas vale a pena, pois os corais aqui são os melhores que vimos nas Maldivas. Começando por um pequeno nudibrânquio, atravessamos cardumes enormes de peixes-papagaio, um polvo, um grupo de arraias-chita, além do que já havíamos visto antes. Não tivemos sorte em encontrar um lugar aberto pra almoçar. Depois de uma bela pernada, é que sacamos que era sexta-feira, o dia sagrado do islã, então os restaurantes só abririam depois das 13:30h. Ficamos pelo Coffee Moon, onde nos deixaram assistindo TV trancados no restaurante, enquanto os atendentes iam rezar. Na hora marcada, pedimos o rango, aqui mais barato. Cinquenta mangos por um pratão de miojo com frango e a partir de 20 pelo suco natural. Só que não tenha pressa, porque aqui o negócio é meio devagar. À tarde, largamos do mesmo ponto inicial, mas seguimos mergulhando no sentido inverso. Só que não foi proveitoso, pois já fomos um tanto tarde e um temporal estragou o mar. Para compensar, vimos o melhor pôr do sol. Surgindo entre as nuvens, o círculo desceu até ser absorvido pelo mar. Jantamos no restaurante e café Seli Poeli, bem próximo da hospedagem. Com luzinhas de natal, toca um som legal, mas os preços não são tão bons - apesar de não cobrarem os impostos que chegam a 16% (e você só sabe se são cobrados na hora que vai pagar a conta). Dia 20 Ficamos boiando na linda praia pela manhã. Para o almoço, escolhemos outro restaurante, o Mint Garden. O ambiente é agradável e os preços também, mas (sempre tem um mas) os peixes que pedimos levaram mais de uma hora para ficarem prontos! À tarde, fizemos o último mergulho. Contando os que fiz nas Ilhas Andamã, totalizei 16 mergulhos! Dessa vez, fomos ao lado oeste de Thoddoo. Tivemos que nadar por quase meia hora para chegar ao fim do recife externo. Nesse caminho, vimos coisas novas, como camarões, outras espécies de arraias, além de espécies incomuns, como moreias marrons e poliquetas. Foi bem proveitoso, mas teve que se encerrar com o sol se pondo. À noite, voltamos ao Seli Poeli pra rangar. Depois, finalmente encontramos a loja de souvenir Ufaa aberta, já que os horários são meio bizarros nessas ilhas - essa fica disponível só das 20 às 21:30h! Dia 21 Acordamos bem cedo pra pegar a balsa das 6 e meia para Rasdhoo. A hospedagem nos fez a gentileza de adiantar o café da manhã e nos conseguir uma carona até o porto. Tivemos que aguardar umas horas até a seguinte de volta a Malé. Ficamos no café e restaurante Palm Shadow. Ao chegar à capital, almoçamos na praça de alimentação que fica bem em frente ao terminal de balsas. Em seguida, pegamos um ônibus até o aeroporto (10 rufias) e outro até Hulhumalé (20 rufias). Para pegar um ônibus direto custaria 20 pelo cartão não retornável + 20 pelo transporte (e não poderia levar bagagem). Hulhumalé é uma ilha mais nova onde mora a população de Malé - há inúmeros blocos de condomínio padrão. Demos uma volta por lá, incluindo o parque central, mas não vimos nada de tão interessante para turistas. Antes de ir para o hotel, tomamos um suco no Juice Corner (a partir de 20 rufias) e uns salgados. Nos hospedamos no Loona Hotel, em frente à praia urbana. Pagamos 50 dólares por um quarto com café e ficamos vendo TV. Tomamos o pequeno-almoço na correria e dividimos um táxi (100 rufias) com um indiano até o aeroporto. Vinícius trocou suas rufias restantes na mesma cotação da compra (15 por dólar). Voamos com a IndiGo até Bangalore, onde tivemos que aguardar mais umas tantas horas para o voo consequente de AirAsia a Jaipur. De volta à burrocracia indiana. Mesmo com o visto dentro do prazo de validade, vou precisar pedir um novo pra minha terceira entrada na Índia, ainda que seja pra ficar menos de 1 dia e não sair do aeroporto. Outra coisa, em Bangalore (e possivelmente nos demais aeroportos) não é possível sair depois que entrar nele, mesmo sendo no saguão do check-in. Meia hora, muita desinformação e uma permissão especial depois, conseguimos nos ver livres; caso contrário, passaríamos fome, já que havia onde almoçar lá dentro… Depois desse rolo, almoçamos na praça que fica bem na saída da área coberta do aeroporto. Escolhemos o Wok Shop Para a refeição principal e o Frozen Bottle para a sobremesa (249 rúpias por meio litro de milk shake). Depois de certa turbulência, descemos em Jaipur já com a noite surgindo. Seguimos diretamente ao albergue Jaipur Jantar Hostel de Uber por 190 rúpias, devido ao trânsito. No Uber daqui há opção até de moto ou tuk-tuk. No caminho, vi o quarto acidente de moto na Índia em 10 dias. O albergue é bacana, num prédio de arquitetura interessante. Largamos a mochila no guarda-volume do dormitório com triliches e fomos diretamente ao restaurante da hospedagem comer um prato variado de “thali”. Dia 22 Por 250 contos comemos e bebemos à vontade no café da manhã; valeu a pena. Depois, seguimos de Uber (190 rúpias) ao Forte de Amber, nas colinas áridas ao norte da cidade. A entrada individual para estrangeiro adulto é de 500 rúpias, mas escolhemos o ingresso combinado de 1000 para incluir outras atrações. É um baita complexo palaciano, cercado de muralhas longínquas que mais parecem as da China. No interior, pátios, mirantes e cômodos. Altamente turístico. Ao retornar de tuk-tuk, seguimos ao Museu Albert Hall. É um prédio de 2 andares em estilo indo-sarraceno, com arte indiana nas mais variadas formas, como estátuas, pinturas, moedas e armas. Almoçamos num lugar meio caído, o restaurante Ganesh, já dentro dos portões da rosada cidade velha. Pedi um “paneer butter masala” (190 rúpias) e um “onion naan” (95 rúpias). Continuando, caminhamos no sol infernal até o palácio Hawa Mahal. Famoso por sua fachada, também é permitida a visita em seu edifício de 5 andares. Em sequência, Jantar Mantar. Patrimônio da UNESCO, é uma série de instrumentos astronômicos antigos e grandes, incluindo o maior relógio de sol do mundo. Às 18h, na avenida do portão Tripoli, começou o desfile do Festival Gangaur, que tivemos sorte em presenciar com vista panorâmica da laje de uma loja. O desfile religioso foi composto por pessoas fantasiadas tocando instrumentos e dançando, bem como animais, incluindo um elefante. No caminho de volta, tomei na rua o caldo de cana mais barato do universo (10 rúpias, ou seja, 55 centavos de real!). À noite, jantei e fiquei conhecendo gente no albergue. Dia 23 Nos levantamos tranquilamente para pegar o trem das 11h. Compramos os bilhetes (75 rúpias cada) alguns minutos antes na confusa estação, e nos empurramos pra dentro do vagão do Ranthambore Express na hora em que ele chegou. Cerca de duas horas depois, descemos em Sawai Madhopur. Pegamos um tuk-tuk (150 rúpias) até a C. L. Saini Guesthouse, mas acabamos sendo despachados pra outra hospedagem, a Paridhi Niwas. Neste lugar, ficamos num quarto sem ar condicionado e com internet intermitente. Almoçamos lá mesmo, o melhor “thali” da viagem, por 250 rúpias. Depois, fomos conhecer o Forte de Ranthambore, que fica dentro do Parque Nacional Ranthambore, onde faríamos safáris no dia posterior. Pelo transporte até o forte, com a espera, tivemos que desembolsar mil rúpias. Só havia indianos lá, além de muitos macacos do tipo langur. Passamos mais tempo os fotografando do que as ruínas do forte em si, que em conjunto com os demais do estado de Rajastão, formam um Patrimônio da Humanidade. À noite fomos dormir cedo, pois teríamos que estar de pé às 5h da madruga! Dia 24 Apesar da reserva paga pela na internet (~1800 rúpias) afirmar a necessidade de se obter o bilhete no escritório do parque na noite anterior, ele fica fechado, então às 5 e meia já estávamos lá, os únicos estrangeiros entre várias dezenas de guias e motoristas, pois os turistas pagam pros hotéis fazerem essa função. Com mais 4 belgas de meia idade, fomos de jipe até a zona 10 do parque, bem distante. O caminho até lá exige uma máscara contra poeira. O ambiente é semidecidual, com morros e matas baixas, bastante seco nessa época. Vimos diversos langures, veados-sambar, veados-manchados, antílopes-azuis e aves, como pavões (nativos da Índia), no trajeto irregular. Estávamos chegando ao fim do safári de 3 horas e meia, quando atingimos o objetivo máximo, um tigre! Mais precisamente uma tigresa de 2 anos, estava deitada pegando um solzinho ardente. No máximo ela deu umas lambidas e fez umas caretas, mas mesmo assim foi muito legal ver. Almoçamos no próprio hotel mais um gostoso “thali”. A única coisa que não conseguimos comer/beber é a amarga coalhada. À tarde, mais um safári, das 3 às 6 e meia, desta vez na zona 4, mas em um veículo de 20 lugares. Essa zona possui paisagens mais belas que a outra. Quanto aos animais, vimos tanto quanto antes e até mais: chacais, outras aves, crocodilos. E no finzinho já com o sol se pondo, outra tigresa! Jantamos em nosso hotel. Depois, ficamos assistindo vídeo-clipes na MTV indiana até dormir. Dia 25 Café da manhã meio esquisito. Depois, seguimos à estação de trem. Para variar, só conseguimos comprar pra segunda classe (a pior), por 100 rúpias para um trecho de 4 horas e meia até Agra Fort. Como os compartimentos dessa classe estavam entupidos, seguimos caminhando em direção aos vagões posteriores, que são melhores. Passamos por vários com camas e ar condicionado, todas lotadas, até que chegamos à classe superior dos assentos, também sem uma vaga sequer. Como resultado, só nos restou ficar no limbo, no espaço apertado e fedido do banheiro entre vagões, numa mistura de ar quente de fora e frio de dentro. No fim, apareceu um fiscal querendo nos cobrar a diferença dos bilhetes, como se estivéssemos na classe 3AC, que custava 815 rúpias a mais cada! O cara não falava muito inglês, então foi bem difícil argumentar com ele. O melhor que conseguimos foi pagar metade desse valor cada, já que não estávamos em assentos adequados… Ao chegar em Agra, combinamos com um tuk-tuk para nos transportar até a hospedagem e de lá até o forte, depois ver o pôr do Taj Mahal e retornar, por 700 rúpias. O Forte de Agra, patrimônio UNESCO do século 16, ocupa uma área grande, só que há poucas construções no interior, pois os britânicos as destruíram. Mesmo assim, os detalhes e o tamanho da obra de arenito vermelho são impressionantes. Entrada de 600 rúpias. Alguns sikh pediram pra tirar foto, então aproveitei para aprender um pouco sobre essa religião. Para o pôr do sol, ficamos num jardim bem atrás do Taj Mahal, mas do outro lado do rio que corta a cidade. Há que se pagar 300 rúpias para essa vista, mas se você gosta de amoras e vier nessa época, dá pra recuperar a grana catando as infinitas frutas que estão nos pés do jardim. Jantamos no Bob Marley Café. É tão autêntico que, além da decoração e das músicas, a bebida deles vem aditivada com aquele ingrediente que vocês devem estar pensando. O Special Bob Marley Lassi ("lassi" é um tipo de iogurte indiano) custou 180 rúpias. Umas duas horas depois, começamos a sentir os efeitos da bebida. Foi uma comédia só. Dormimos no Yoga Guesthouse, só no ventilador e cercado de mosquitos, por 350 rúpias cada. O ambiente não é tão limpo, mas a pessoa que cuida não poderia ser mais solícita, visto que até levou os tênis do meu amigo para costurar sem cobrar. Dia 26 Taj Mahal pela manhã. Quanto mais cedo melhor, mas não fomos tanto. Pra chegar lá, só caminhando ou de riquixá. A entrada pra estrangeiros é abusiva: 1300 rúpias. Dentro, plantas, águas, mesquita, muita gente e o imponente mausoléu de mármore com a tumba da mulher preferida que foi presenteada pelo rei mugal. Na saída, compramos um souvenir, tomamos o café da manhã e corremos pro ônibus refrigerado da Ashok Travels, que nos levaria a Délhi por 400 rúpias cada. Três horas depois, desembarcamos na estação de metrô Akshardham, onde fica o maior templo hindu do país. Almoçamos umas misturas boas num restaurante da estação, seguindo então para a do albergue [email protected], por 30 rúpias. Deixamos as coisas lá, e como já era tarde e as atrações estavam fechadas, fomos às compras. Primeiro descemos no shopping Moments Mall, entrando no hipermercado More Mega Store. Lá eu pude comprar barras de proteína pro trekking no Nepal e o meu amigo alimentos típicos indianos (como a "chana") pra levar pro Brasil. Em seguida, o shopping Pacific Mall, para acessar a Decathlon (onde comprei meu calçado pra trilha) e jantar na praça de alimentação. Ao retornar pra dormir no quarto coletivo refrigerado de 635 rúpias cada, tive a maior ré da viagem. Meu voo para o Nepal com a porcaria da Jet Airways havia sido cancelado há alguns dias (falência da companhia) e eu nem tinha sido notificado! Para piorar, todos os voos de outras cias para os dias seguintes estavam absurdamente caros e não havia vaga nos ônibus que levam mais de um dia pra chegar! Acabei tendo que pagar uma fortuna no voo da IndiGo, caso contrário meu trekking no Everest ficaria comprometido... Dia 27 Havia levado minhas roupas na noite anterior pra lavanderia, ao custo de 30 rúpias por peça. Quase que fiquei sem elas, pois ficaram prontas no momento em que eu estava saindo, ainda que a lavagem tenha sido bem mal-feita. Para ir ao aeroporto eu fui de metrô, na linha expressa que custa 50. Na hora do check-in, conheci dois brasileiros (Lucas e Amanda) que fariam o mesmo trajeto que eu no Everest. Ao chegar em Catmandu, preenchi o formulário eletrônico, paguei o visto para um mês (40 dólares), passei a imigração e fiz o câmbio na cotação de 1 dólar pra 107 rúpias nepalesas. Estava chovendo ao deixar o terminal, mas isso não impediu que eu viesse caminhando até o hotel Sunaulo Inn, onde fiquei num quarto meia-boca por 1200 rúpias (doravante nepalesas). Jantei no próprio lugar, escolhendo um "biryani" de ovo por 280 rúpias. Apesar de ser mais barato que a Índia, cobraram sobre esse valor 23% de taxas! Depois das últimas pesquisas na internet, arrumei o mochilão pro dia seguinte e fui dormir cedo. Dia 28 Fui empolgado ao aeroporto, só pra descobrir que meu voo não sairia tão cedo. Cheguei às 9h e esperei… esperei… esperei, até que às 17h finalmente os voos para Lukla foram cancelados pelo tempo adverso e por um acidente fatal no dia anterior! Um dia inteiro perdido coçando o saco no saguão… Ao menos no final do dia consegui conhecer o complexo do templo hinduísta de Pashupatinath (mil rúpias). A arquitetura é interessante, com várias estupas e teto dourado. Ao longo de um rio, aqui ocorrem rituais de cremação como em Varanasi, na Índia. Tive sorte de presenciar uma dessas cremações, que começam com a cobertura do defunto com flores e o som de uma banda ao vivo. Em seguida, cobre-se de madeira e material inflamável e acende-se uma fogueira, que transforma o corpo em cinzas, que vão parar no rio. Meio macabro. Jantei um "chowmein" de frango, que é um macarrão chinês (250 rúpias), e repousei no mesmo hotel sujinho da noite anterior. Dia 29 Achei que não iria de novo, mas depois de 3 horas de tráfego aéreo (pra desafogar os atrasos dos dias anteriores), nos enviaram pro aviãozinho que recém havia pousado. E pensar que eu quase troquei por um caro helicóptero, como alguns dos turistas fizeram. Logo estávamos no ar, chacoalhando entre montanhas e terraços agrícolas. Pousamos uns 45 minutos depois, na pista minúscula e assustadora do aeroporto de Lukla. Dali já se vê um monte nevado. Comecei a caminhada às 13:40h pela cidade de Lukla a 2900 metros de altitude, onde se pode obter o que lhe faltou, como o dinheiro, que consegui sacar (ao contrário do aeroporto de Katmandu). Paguei as 2 mil rúpias pra entrar no parque rural de Khumbu, primeira etapa da trilha para o acampamento base do Everest. No começo, há muitos vilarejos, muitos turistas e carregadores (sherpas). E descidas, ao contrário do que se imagina. Essa região segue o budismo tibetano, então há muitos monumentos, como estupas, rochas com mantras e rodas "mani", além de alguns monastérios. Parei após duas horas, na metade do caminho que faria no dia, para pegar água duma bica e descansar por uns 10 minutos. Depois, foi só subida e descida. Suei um bocado. Algumas pontes pênseis cruzam um rio glacial turquesa lindo. Uma dessas, fica em Phakding, vilarejo badalado onde repousaram os demais trilheiros que largaram comigo. Eu prossegui até Monjo, onde cheguei no final da tarde, 4 horas depois do começo, e um tanto cansado. Fiquei com um quarto com banheiro, chuveiro quente e wi-fi por 500 rúpias, no Monjo Guesthouse. Estava vazio, então só encontrei um senhor francês pra conversar, enquanto esperava a janta vegetariana de "dal bhat", o prato mais típico nepalês, que consiste em arroz, lentilha, curry de vegetais aleatórios e um pedaço de algo salgado. É muito bem-servido, pois se pode repetir (500 rúpias). Após, continuei na sala comum com calefação, ouvindo músicas nepalesas e tomando "raksi", uma bebida alcoólica caseira de arroz e maçã, que o pessoal da pousada me ofereceu. Dia 30 Dormi relativamente bem. Comi uma barra de proteína e parti. Logo fica a entrada do Parque Nacional Sagarmatha. Mais 3 mil rúpias de pagamento. Depois de uma breve descida em Jorsalle, cercada por florestas de coníferas e cachoeiras, começa uma subida violenta até Namche Bazaar. Não há nenhum vilarejo no caminho. Quase 3 horas mais tarde, cheguei cansado da ascensão de 600 metros. Ao menos o tempo até então estava bom, tanto que eu ainda usava roupa de corrida - exceto pelo calçado. Namche Bazaar é a última cidade da trilha. No seu semicírculo de construções cravadas na montanha, há uma infinidade de hospedagens, restaurantes e lojas, onde se encontra de tudo para compra, a um certo preço. Entrei em 3 pousadas até encontrar uma que não estivesse cheia ou que cobrasse até para respirar. Fiquei na Pumori Guesthouse, por 500 rúpias, com banheiro compartilhado, recarga de aparelhos gratuita, bem como a internet. Só o banho é cobrado, mas nesse dia tomei na pia mesmo. Almocei ali uma pizza broto de cogumelo (550 dinheiros) e saí pra reconhecer a área. Só foi eu botar o pé pra fora que começou a chover e não parou mais. Rolou um fenômeno climático incomum também, uma precipitação monstruosa de granizo com neve! Enquanto isso, passei um tempo no bar The Hungry Yak, onde são transmitidos documentários sobre a montanha. Assisti a impressionante primeira ascensão do Everest, no filme "The Wildest Dream". Enquanto isso, tomei uma Nepal Ice, cerveja forte nepalesa, mas que chega aqui num preço salgado: 600 rúpias pelo latão de meio litro. Em seguida, passei por quase todas ruas, pelo Monastério Gomba, e, já escuro, voltei pra hospedagem para jantar. Ao comer meu bife de iaque (750 com acompanhamentos), gostoso mas meio fibroso, conheci um russo que quase chegou ao final da trilha com duas crianças de 8 e 6 anos! Fui dormir sob temperatura negativa, o que se repetiria até o retorno a Namche. Dia 31 Comi um omelete com pão tibetano (sem graça) e parti pra rua, para aproveitar o lindo dia ensolarado que fazia. Para ajudar na aclimatação, subi a íngreme rota que leva ao mirante do Monte Everest, mais de 400 metros acima de Namche. Lá em cima, coincidentemente, encontrei um grupo de trilheiros de Floripa, que estavam sendo guiados por nada menos que Waldemar Niclevicz, o maior montanhista brasileiro! Fiquei um tempo apreciando a vista do vale de Khumbu, por onde eu vim e para onde irei. Também estavam visíveis alguns dos picos mais elevados, como Ama Dablam e Lhotse. Infelizmente o Everest estava coberto por nuvens constantes. A temperatura não estava tão baixa, mas o vento estava de matar, então tive que descer. Visitei o Sherpa Cultural Museum & Mount Everest Documentation Center (250 rúpias). Há um modelo de residência Sherpa com seus utensílios típicos. Também há uma galeria com fotos, equipamentos e jornais a respeito das expedições ao Everest e sobre o povo das montanhas. Almocei lá mesmo um "dal bhat" (600 rúpias). A seguir, conheci o gratuito centro de visitantes do Parque Nacional Sagarmatha, onde fica essa trilha que estou seguindo. No centro há diversas informações a respeito do meio ambiente do parque. No final da tarde, fui em outro bar (Everest Burger & Steakhouse) para assistir outro filme, dessa vez "Everest". Também aproveitei pra provar outro prato típico, o "thukpa", que é uma sopa de macarrão com vegetais (450 rúpias). Jantei "momos" (bolinhos de massa fritos ou cozidos com recheio de vegetais ou carne em formato de meia-lua) em minha acomodação, agora cheia de chineses. Tomei um banho quente (400 rúpias), carreguei meus eletrônicos e fui dormir. Dia 32 Noite boa de sono, sinal da aclimatação funcionando. Café da manhã pago básico. Me livrei de 1 kg de roupa que não usaria adiante, deixando na hospedagem para pegar na volta. Às 9 e meia, comecei a leve subida e o contorno plano do vale de Khumbu, com vista pro Everest, Lhotse e picos vizinhos. Até aí tudo bem, mas quando o caminho desceu num bosque até a altura do rio no povoado de Phunki Thanga, começou uma subida chata de 550 metros em 2,4 km até Tengboche, onde pernoitei. Do final da subida, dá para ver uma morena, que são os detritos deixados por uma geleira que retrocedeu pelo aquecimento global. Já no topo, fica o pequeno povoado, centrado em um monastério interessante, que visitei. Lá reencontrei o grupo de Floripa, e troquei umas ideias com o Waldemar Niclevicz, um cara bem simpático e inspirador. Passei por 3 hospedagens até achar uma boa opção, pois a mais popular estava lotada, a que conta com uma padaria queria cobrar 1000 rúpias, mas a "teahouse" Tashi Delek cobrou 500 e até que era bacana. Para a internet, eu comprei um tal de Everest Link (2500 rúpias), que lhe dá direito a 10 GB em todas as hospedagens do caminho - e daqui pra frente o sinal do celular não pega. Dei um rolê pra passar o dia durante uma leve nevasca, e no final da tarde quando iria jantar em minha acomodação, encontrei um trio de brasileiros (Danniel, Samir e Felipe) descendo a montanha. Passei o resto do dia conversando com eles. Dia 33 Tomei o café junto, e logo nos despedimos, seguindo para lados diferentes. Às 9 e meia, desci um pouco dos 3860 metros até os povoados seguintes, ao redor do rio glacial Imja Khola. Fazia um baita frio, e às vezes o vento castigava. Botei um pano na cara para resolver essa questão. Ao passar Pangboche, que possui o monastério mais antigo da região, comi uma barra de proteína e recarreguei de água em Shomare, o vilarejo onde a maioria dos grupos almoçava. Com a diminuição de oxigênio disponível, meu ritmo de caminhada também decaiu. Outra coisa que decaiu foram as árvores. Ao passar dos 4 mil metros de altitude, só restaram arbustos. Passei por alguns campos só com plantas herbáceas e arbustivas até a bifurcação Pheriche-Dingboche, bem em frente aos restos de rochas brancas de uma geleira não mais visível. Após um esforço final de subida, cheguei 3 horas e 45 minutos depois na entrada de Dingboche, a mais de 4300 metros de elevação. Esse povoado é maior do que eu esperava. Novamente, minha hospedagem pretendida estava lotada, então acabei ficando com a Tashi Delek. Só que ao contrário desse hotel no vilarejo anterior, aqui não havia nem vaso sanitário… Paguei 500 mangos num quartinho duplo. Ainda bem que era duplo, pois precisei dos dois colchões, cobertores e travesseiros. Escolhi um restaurante aleatório para almoçar, e acabei me dando bem, pois os preços do Himalayan Culture Home Lodge, também hotel, são comparáveis com os de Namche Bazaar, um quilômetro abaixo em altitude. Tomei um chá de limão com gengibre e comi "momos" vegetarianos por 580 no total. Posteriormente, caminhei por Dingboche, só pra ver os campos marrons de plantação serem adubados com fezes. Tomei um banho quente no Tashi Delek (500 rúpias) e fiquei relaxando, já que a rua estava fria, com um neblina que impedia a visão de qualquer montanha, além do cheiro da bosta usada na calefação dos interiores já estar forte. Ao sol se pôr, jantei em meu hotel o clássico "dal bhat". Por fim fiquei debaixo das cobertas lendo um pouco em meu Kindle. Dia 34 Depois do café da manhã de pão, ovo e chá, usei meu dia de folga/aclimatação para subir o primeiro pico da viagem, o mais alto da minha vida. Sobre Dingboche, reina o árido Nangkartshang, com 5083 metros. Saí às 9 e meia como usual. O tempo estava bom, com algumas nuvens, mas não se via o cume por causa de uma névoa. A parte inicial é uma estupa, seguida de um mirante, numa altitude ainda não tão elevada. Depois, a inclinação fica severa. Entre rochas, poucas plantas miúdas, musgos e líquens. O vento aumentou a força, mas não incomodou tanto porque batia nas costas protegidas. Mais além, a fadiga muscular começou a bater, mas não pior que a respiração, já que o oxigênio estava bastante escasso. Conforme o gelo surgia no caminho, eu ia quase cambaleando para chegar logo ao topo. Duas horas e 15 depois, finalmente conquistei o cume! Só que meio atordoado pela falta de ar, acabei atirando minha GoPro ladeira abaixo! Ela bateu numa pedra e foi parar num banco de gelo em outro nível. E agora, perder todo registro da viagem ou arriscar minha vida? Ponderei o risco, e desci em direção à câmera, conseguindo recuperá-la. Ufa! Fiquei um tempo em cima tirando fotos, mas a névoa não deu muita trégua, então desci, faminto e sedento. Parei no Café 4410, que permite a recarga gratuita de aparelhos eletrônicos. Pedi um hambúrguer vegetariano, fritas e milk shake por 1200 rúpias. Enquanto aguardava a recarga, reencontrei um grupo de colombianos que havia conhecido no cume. Passei o resto da tarde conversando com eles; foram tão gentis que até me pagaram um lanche. Quem diria que eu comeria torta de maçã num vilarejo remoto desses! À noite, jantei "thukpa" (450 rúpias) no hotel, e relaxei. Dia 35 Café da manhã repetido. Parti para Lobuche. O início é um vale desolado e ventoso, cercado pela montanha que escalei e por outra nevada. Quando chegara o momento de cruzar o Rio Lobuche e começar uma inclinação foda, parei pra um lanche. Acontece que quando fui trocar o cartão de memória da GoPro, que estava cheio, ele se partiu no meio! Perdi a maioria dos vídeos e fotos que havia feito com ela, pois não havia feito backup. Parece que o que ocorreu na montanha no dia anterior foi uma premonição. Que lástima! Meio abatido, subi o caminho pedregoso com o fôlego no limite. Em cima, fica o memorial para os alpinistas mortos no Everest. Há dezenas de monumentos. Logo depois, já é possível ver um campo coberto de gelo. Mais além, fica o pequeno vilarejo de Lobuche. Aqui o preço mínimo é 700 rúpias. Consegui um quarto duplo e banheiro com privada, mas nada de pia (nessa altitude já não há encanamento), no Above the Clouds Lodge. Começou a nevar bastante, então parei na padaria mais alta do mundo para fazer outro lanche (doce+chá=550 rúpias). Em seguida, fui ao ar livre fotografar o cenário lindo que se formou com a neve acumulada. Até passarinhos estavam por lá. Com o tempo, a neve cessou e a névoa dissipou. Com isso, subi um morro para ter uma vista ainda melhor do vilarejo e do Glaciar de Khumbu, do outro lado. Com o fim do dia, o tempo piorou novamente, então voltei pra hospedagem, onde fiquei esperando um tempão pelo jantar, "dal bhat" (800 rúpias). O bom é que o refil tava incluído, então fiquei satisfeito. Banho de lenço umedecido e cama. Dia 36 Levantei mais cedo e tomei o café da manhã (omelete e chá - 750). Em seguida, subi até Gorak Shep, o assentamento mais elevado do mundo (5100 metros). O caminho estava com bastante trânsito e não foi tão fácil quanto pensei, pois há subidas e descidas sobre rochas. Quase na chegada, se vê o Glaciar de Khumbu, o pico Kala Patthar e o acampamento base do Everest. Em Gorak Shep, tive ainda mais dificuldade em achar um lugar pra ficar. Precisei dividir um quarto no Snow Land Highest Inn (500 rúpias pra cada). Deixei minhas coisas e parti pro acampamento base. O caminho é rochoso e passa ao lado da geleira. Entre as atrações, vi um casal da ave terrestre chamada de galo da neve tibetano, além de uma avalanche na montanha do lado oposto da geleira. Parecia um trovão o estrondo. Peguei ainda um tráfego de iaques carregadores. Ao chegar, há um marco com bandeiras onde todo mundo comemora. Mais uma etapa concluída com sucesso. Desci até a parte interior, lotada de barracas, onde os alpinistas ficam até um mês se aclimatando. Pisei no gelo e retornei, já que o tempo começava a piorar. Bati um rango violento quando voltei. O "dal bhat" da hospedagem veio com repetição, então fiquei cheio até a hora de dormir, a ponto de me deixar meio mal. Enquanto tentava fazer a digestão, um pessoal da Venezuela e Espanha sentou ao meu lado. Comecei a falar com eles; acabamos jogando cartas até a hora de se retirar - sem banho novamente, já que aqui custa mil rúpias! Também tive que recarregar o celular por 400 rúpias pra uma hora... Dia 37 Dormi mais ou menos, mesmo usando o saco de dormir pela primeira vez. Às 7 me levantei com leves sintomas de Mal de Altitude, mas isso não me deteve. Fui escalar o monte Kala Patthar. O começo é sobre terra, bem inclinado, cansa bastante. Depois que se contorna essa parte, percebe-se que o cume na verdade é mais distante e alto do que o que parecia ser visto de Gorak Shep. Continuei lentamente, agora sobre neve e rochas. Uma hora e meia depois, cheguei ao topo do ponto mais alto em minha jornada: 5650 metros! A vista do topo é sensacional. Ali fica o melhor mirante do imponente Monte Everest, bem como do Glaciar de Khumbu e diversas outras montanhas altas da região. Havia umas 10 pessoas essa hora no cume. Desci, almocei "momos" e, um pouco depois, segui o caminho de volta. A parte repetida até a bifurcação em Dughla foi meio monótona. De diferente, apenas um grupo que seguia na direção inversa em bicicletas! Quando atravessei o campo de gelo do acampamento base do Lobuche, não cruzei com mais ninguém. O trecho até Dzonghla é meio arriscado, pois segue à beira do precipício na maior parte do tempo. De vista compensa, pois passa em frente à baita montanha Cholatse e seu lago parcialmente congelado. Também vi uns tantos passarinhos. Quase na chegada, ultrapassei novamente o grupo de Cingapura cujo líder Saravanan foi até o EBC usando calçado minimalista. Na terceira tentativa, fiquei hospedado no Himalayan Lodge. Quinhentas rúpias pelo quarto duplo e banheiro com vaso, mas nada de pia. No mesmo lugar, ficaram os singapurenses e o espanhol Claudi, que eu havia conhecido em Gorak Shep. Jantei uma macarronada e passei o resto do tempo conversando com ambos. Todos foram dormir cedo para a travessia do dia seguinte. Dia 38 Pelas 5 da madruga os demais já estavam tomando café da manhã, enquanto eu pedi meu omelete e chá pras 6 e meia. Na primeira longuíssima subida, já passei um dos grupos. Tanto no dia anterior quanto nesse, alguns conhecidos tiveram que desistir da trilha pelos sintomas do Mal de Altitude. Um deles precisou até mesmo ser levado de helicóptero de volta. Estava com receio que tivesse que fazer essa travessia perigosa sozinho, já que a maioria vai cedo, mas acabei encontrando gente suficiente. Já cansou bastante a primeira elevação, que culminou em uma escalada entre rochas e neve. A paisagem, bem como as seguintes, fez valer a pena o esforço. O passo seguinte foi mais técnico do que cansativo - atravessar uma parede de neve sem proteção alguma contra o abismo que se seguia. Dei graças que Claudi me emprestou cravos para o tênis (crampons) na noite anterior, pois sem eles eu teria chance de despencar nessa etapa ou na seguinte. Passado o trecho sujeito a avalanches a nada menos que 5420 metros de altitude, veio a descida nesse meio escorregadio. Venci, chegando no vale seguinte, uma tundra alpina. Nova subida, seguida de nova descida, mais fáceis dessa vez. Por fim, seguindo o riacho originado numa dessas geleiras, cheguei no pequeno Dragnag, composto apenas de uns 7 alojamentos e nada mais. Desesperado por um banho, usei o próprio riacho para satisfazer meu desejo. Como eu estava aquecido da longa trilha de 6 horas, a temperatura não foi um grande problema. Aproveitei para lavar minhas roupas suadas também. Fiquei hospedado no Khumbi-la Hotel (500 rúpias). Tão básico quanto os demais. Almocei tardiamente "momos" fritos de batata (650 rúpias), botei minha GoPro para carregar (350 rúpias), e passei o resto da tarde entre conversas com os colegas e à toa. Jantei sopa, li um pouco e capotei. Antes, pedi quanto custava 1 mísero rolo de papel higiênico, já que o meu havia acabado: 550 contos! Dessa forma, peguei os guardanapos da sala de jantar pra resolver o problema... Dia 39 Comi e vazei em direção a Gokyo. O caminho é sobre a morena da maior geleira do Himalaia, a Ngozumpa, com 36 km! A caminhada dentro da geleira segue em ziguezague pra cima e pra baixo entre pedaços de rochas soltas, manchas de gelo e laguinhos congelados. Com uma subida final, chega-se a Gokyo. Meu corpo estava tão cansado que levei mais de duas horas para essa travessia, quando deveria levar menos. O povoado de Gokyo é único entre os da rota do trekking, pois fica na beira de um lago semicongelado lindo, cheio de aves e com montanhas nevadas próximas. Deixei minha mochila na Fitzroy Inn. São 500 rúpias, sendo que o banheiro possui vaso e pia, e o quarto é um pouco melhor. Comecei então a ascensão da última montanha da rota, a Gokyo Ri, com 5360 metros. Devido a meu estado precário, fui subindo a passos de tartaruga. Essa montanha é inclinada demais, pois possui 600 metros acima do lago, onde inicia. A paisagem do meio do caminho é sensacional, mas conforme eu subia o tempo ia fechando, pois já era o começo da tarde. De fato, fui o último a subir. Uma hora e 45 minutos depois, usando somente a força de vontade, cheguei ao cume. Lá em cima estavam uma argentina e meu colega Claudi. Descemos e fomos tomar um chá e conversar. Em seguida, jantei "dal bhat" em meu alojamento, com vista para o lago. Não estava me sentindo muito bem do estômago essa hora. Carreguei o celular (300 rúpias), comprei um rolo de papel higiênico (250 rúpias), um pão doce grande (600 rúpias), li um pouco e fui dormir cedo. Dia 40 Acordei com dor de garganta - também, todo esse tempo respirando ar frio e seco pela boca, só poderia acabar assim. Gastei minha última rúpia no check-out, mas pelo menos ganhei uns chocolates de brinde. Esse foi o dia mais longo de caminhada, pois tive que percorrer 24 km até Namche Bazaar. Ainda bem que em sua maioria, o trecho foi de descida. O começo foi passado ao lado dos lagos cênicos de Gokyo. Depois, acompanhando o rio glacial. Passei por alguns vilarejos, descansando, me hidratando e consumindo meus alimentos energéticos a cada cerca de 2 horas, sempre à beira de algum riacho. Encontrei meu colega Claudi nesse caminho, mas ele ficou em Dole, metade do trajeto que eu percorreria. Além desse povoado, as florestas começaram a ressurgir. Junto delas, uma parte lotada de cachoeiras. Já estava cansado, quando em frente a Phortse, uma elevação grande surgiu. Subi a passos lentos. Dali em diante, acelerei o possível no terreno irregular, quase torcendo meu tornozelo algumas vezes. Quase solitário, cheguei à bifurcação em Sanasa, quando entrei na trilha que já havia percorrido no quarto dia. Exausto, com dor nas costas, cheguei em Namche Bazaar às 16 horas, exatamente 8 horas depois de iniciar. Saquei dinheiro e fui pra hospedagem onde havia deixado uma pilha de roupas, a Pumori Guesthouse. Morrendo de fome, devorei uma macarronada (550 rúpias) enquanto carregava meus dispositivos. Por fim, apaguei. Dia 41 Acordei pior do que no dia anterior, dessa vez à dor de garganta, somou-se um resfriado. Não tive escolha; comi um omelete de queijo e tomate (400 rúpias) e vazei. O percurso inicial é de pura descida, mas isso não quer dizer que tenha sido rápido, já que há trânsito e o terreno é irregular. Em sequência, descidas e subidas intermináveis, enquanto atravessava de um lado do rio pro outro nas pontes pênseis. E o corpo reclamando. Mais além, passei pela vila de Phakding. Dali pra frente, foi o maior sofrimento: dor nas costas, nos ombros e nos pés. Eu ia cada vez mais devagar. O trecho final, majoritariamente de subida, foi um martírio, mas 6 horas e meia depois, cheguei ao portal de Lukla. Finalmente, 150 km de trilhas depois do começo, missão cumprida! Comemorei e fui pra alguma hospedagem, no caso a Alpine Lodge (500 rúpias). Tomei um banho (250 rúpias) e me joguei na cama, imprestável. Jantei outra macarronada e fui dormir. Dia 42 Comi uma panqueca com mel de manhã (400 rúpias) e fui cedo pro aeroporto. Precisei chegar lá às 7 e meia, mas não embarquei antes das 11… Me livrei dum dos aeroportos mais perigosos do mundo, descendo em Catmandu. Por 900 rúpias, tomei um táxi até o lar Laughing Buddha Home & Villa (5 dólares cada noite). No caminho pude constatar que o trânsito de Catmandu é do nível das cidades grandes indianas. E bem empoeirada. Desci pra conhecer as atrações recomendadas pela anfitriã, a começar pelo almoço na Army Canteen, lugar onde o exército vem rangar. Como o menu é em nepali, precisei apontar para o que havia na bancada: escolhi feijão, batata e cebola. Na hora de pagar a conta, fiquei de queixo caído… 50 rúpias (R$1,75)! O almoço mais barato da minha vida! Para a sobremesa, fui na padaria Best Choice. Realmente a melhor escolha, pois comi deliciosos doces a partir de 25 rúpias! Até levei uns pro café da manhã. Em seguida, entrei no museu de história natural (100 rúpias). É basicamente o depósito da seção biológica de uma universidade, contando centenas de animais empalhados, insetos, plantas e outros seres viventes no Nepal, com breves descrições. Prosseguindo, o templo do macaco (Swayambhunath). É um templo budista tibetano com algumas estupas, relíquias e muitos macacos sagrados. Entrei pela escadaria de acesso gratuito que os turistas desconhecem. Lá em cima há vendas de souvenires, mirante pra cidade toda e, na mata ao redor, bastante vida. Ao descer, mesmo sem muita fome, parei pra jantar no Chuden Shelzey. Optei por um "chowmein" de frango (120 rúpias). Para minha surpresa, um grupo de monges budistas estava ali jogando videogame! Retornei à tranquila hospedagem, onde fiquei à noite. Dia 43 Comecei o longo dia ingerindo meus doces da padaria. À continuação, pedi para que me chamassem um moto-táxi via Pathao, aplicativo tipo Uber. Até Bauddhanath custou apenas 170 rúpias. Já para a entrada desse Patrimônio da Humanidade, 400. Há uma grande estupa central, reconstruída após o terremoto de 2015, cercada de monastérios, templos, relíquias e lojas meio superfaturadas. Ao deixar o complexo budista que é o principal da capital, tomei um ônibus de 25 rúpias até Ratna Park, onde ficam as estações dos coletivos. Não quis pagar para entrar no parque, pois não me pareceu interessante, então segui até Ason, um bairro antigo central onde se vende de tudo a preços em conta. Aqui tentaram me aplicar o golpe do jovem aprendiz de inglês que quer treinar o idioma e o leva a um templo para benzê-lo e depois a uma loja de pinturas que só está aberta no dia do festival fictício que ocorria justamente naquele dia - não tiraram uma rúpia de mim. Almocei num muquifo um prato de "chowmein" vegetariano por somente 80 rúpias. Pensei em entrar na tradicional praça Durbar em seguida, mas o estado dos edifícios pós-terremoto e a exigência de que estrangeiros pagassem mil rúpias enquanto os nativos não pagavam nada, me fez mudar o rumo. Com o preço tão barato da comida, acabei tomando um caldo de cana por 30 rúpias e depois um "lassi" de banana por 100. Rapidamente adentrei o jardim Garden of Dreams, que cobra 200 pratas, mas é pequeno. Dessa forma, me embrenhei nas ruas apertadas e lotadas de comerciantes e turistas de Thamel. Procurava alguns equipamentos eletrônicos e pra trilhas, mas não encontrei nada de qualidade, já que aqui é quase tudo pirateado. Tomei um sorvete de Ferrero, que não era de Ferrero, e comprei em Ason dois souvenires (roda mani - 1500 rúpias e placa Namastê - 400). Me encontrei com Danniel, um dos brasileiros gente boa que conheci no caminho do Everest. Batemos um papo bom e tomamos um balde da cerveja artesanal Sherpa Red no bar Phat Khat. Depois jantamos "kebab" (225 cada) e eu peguei um táxi pra voltar à hospedagem (600 rúpias). Antes de dormir, conversei um pouco com o pessoal que se encontrava no Laughing Buddha. Dia 44 Acordei com os cães latindo e pessoas falando. Fui em direção aos museus, parando para ter um café da manhã no Vajra Café, já que o Chuden Shelzey não tinha nem ovo e nem vitamina naquela manhã. Acontece que esse café deixa bastante a desejar em comparação com a padaria de 2 dias atrás, além de estar cheio de moscas… Para meu desgosto, hoje era feriado do dia do trabalhador, então tanto o Military Museum quanto o National Museum estavam fechados! Não queria ir até a distante Bhaktapur, então caminhei até uma avenida onde pude pegar um ônibus à região central. Em Ason, fui às compras: relógio minimalista à prova d'água (3000 NPR=rúpias), carteira minimalista (375 NPR), boné minimalista c/ pescoceira (1000 NPR). Como os restaurantes turísticos de Thamel são meio caros, almocei numa birosca chamada Ravi Panipuri Chaat Shop. Fiquei com um tal de "papadi chaat" 70 NPR + "chicken egg roll" 100 NPR + Fanta amarela 40 NPR. Há uma infinidade de casas de câmbio em Thamel, mas como as raras que possuíam rial do Catar não tinham cotação boa, troquei o resto das minhas rúpias pelo famoso livro Into Thin Air na livraria Tibet Book Store (700 NPR). Enquanto procurava um transporte barato para retornar ao alojamento, tomei um suco de abacaxi grande (200 NPR). Depois, embarquei numa van (20 NPR). Me despedi e embarquei no voo da Nepal Airlines com destino a Doha. Havia lido que essa companhia era uma das piores do mundo, então fui sem expectativas, mas me surpreendi: avião grande e novo, entretenimento de bordo e alimentação decente - talvez eu tenha tido uma baita sorte, ou a companhia realmente melhorou. Dia 45 Com um pouco de atraso, desembarquei. A imigração sem visto foi ridiculamente rápida. Saquei dinheiro (1 rial do Catar = 1,07 reais), chamei um Uber até a hospedagem da vez (24 rials). O albergue Q Hostel, localizado num condomínio de casas de alto padrão, refrigerado, me custou 180 rials por 3 noites. Todos meus colegas de quarto eram de países islâmicos. Ao acordar, chamei um Uber pra me levar ao museu nacional (13 rials). A entrada individual custa 50 rials, mas o passe para 3 museus é 100, então o comprei no cartão de crédito. O Qatar National Museum já impressiona no exterior, inspirado na rosa do deserto. Por dentro, ainda mais. Com tecnologia de ponta, conta sobre a biodiversidade do país, bem como sua história, do passado remoto, passando pela conquista árabe, a era de ouro da coleta de pérolas e a atual do petróleo, que superdesenvolveu o Catar. Fiquei mais de 3 horas aqui. Almocei "chicken biryani" no Al Jazeera Kabab, bem em frente ao museu, por 12 rials. Há um ônibus gratuito rosa que passa uma vez a cada hora e leva aos dois outros museus. Peguei ele e desci no de arte islâmica. A construção é bem bacana também, mas por dentro não há tanto conteúdo. As obras de arte de várias localidades islâmicas são belas, mas nada excepcionais. Esperava um pouco mais. Uma hora depois, fui pro Mathaf, de arte moderna, que fica afastado dos demais. No caminho, pude notar as obras de infraestrutura e lazer pra Copa do Mundo de 2022. Havia apenas mais duas visitantes além de mim. Não consegui ficar nem uma hora vendo essas coisas estranhas que chamam de arte. Peguei o transporte de volta e fui passear pela Corniche, a avenida beira-mar. Ainda fazia calor pelas 5 e pouco, mas o sol já estava baixo no horizonte. Atravessei metade do semicírculo a lentos passos, admirando a arquitetura dos arranha-céus, que, assim como o resto da cidade, perdem pouco para Dubai. Tomei um "smoothie" meio caro de 25 rials no Costa Café, e segui por entre os prédios, que agora estavam com iluminação noturna variada. Entrei no shopping center City Center pra jantar (no Subway mesmo - 29 rials no Sabrina de 30 cm) e comprar mantimentos no completíssimo Carrefour, que só não tem cerveja com álcool. Gostei do preço do kiwi, 2,75 o kg. Voltei de ônibus #76 até o terminal de Al-Ghanim, onde pegaria outro busão até próximo da minha hospedagem. Um cartão para 2 viagens na cidade custa 10 rials e pode ser comprado com o próprio motorista. Pegaria, pois quando cheguei lá quase às 23h, já não havia mais linhas disponíveis para onde eu iria. Como não consegui sinal para chamar um Uber, convenci um táxi a aceitar a corrida por 15 rials. Dia 46 Como fui dormir tarde, acordei assim também. Tomei meu café da manhã de brownie + suco natural + frutas e tomei um Uber à estação de ônibus (12 rials). Chegando lá, fiquei sabendo que para embarcar no ônibus para fora de Doha, precisaria de um cartão ilimitado para 24 horas, ao custo de 20 rials. Então aproveitei para dar um rolê bom. Primeiro desci em Al Wakra. Como era o dia sagrado do islã, os "souqs" (mercados antigos) estavam fechados. Com isso, dei uma conferida na praia de água turquesa. Almocei logo no Alfanar Restaurant Yemeni Food, onde pedi um tal de "mandi chicken" por 25 rials, mesmo sem saber o que era - mas gostei. Caminhei mais um pouco e retornei à avenida, onde há uma estátua de ostra, uma mesquita bonita e um forte fechado ao público. A intenção era continuar pro sul até Mesaieed, mas eu acabei indo parar no ponto errado e só percebi quando o ônibus de volta estava passando, então decidi retornar ao centro. Fui então ao Souq Waqif, onde ficam as lojas tradicionais. Tentei comprar um souvenir decente, mas os feitos no Catar são caros demais. Ali também ocorria a feira internacional de tâmaras. Entrei e saí, pois eu nem gosto dessa fruta típica de países desérticos. Essa área revitalizada é a mais antiga da cidade. Visitei os museus Msheireb, que contam um pouco dessa história. Gratuitos, são 4 casarios antigos que também falam da escravidão na região e o desenvolvimento com a descoberta do petróleo. Fiquei algumas horas em seus interiores. Quando saí, já era noite. Fui à orla, um tanto escura, para admirar os arranha-céus coloridos do outro lado da baía. Ao retornar, parei num dos restaurantes/lanchonetes baratos ao lado da estação de ônibus para jantar. Comi um "biryani" de frango por somente 10 pilas no Taxi Land Restaurant. Depois, voltei à acomodação de ônibus. Doha tem um problema sério de trânsito no centro, mesmo a altas horas. Dia 47 Acordei uma vez às 4 e meia com o anúncio de Allah nos alto-falantes da mesquita mais próxima. Voltei a dormir. Fiz o check-out e deixei minha mochila na recepção enquanto passeava. Fui até a rodoviária, comprei outro cartão ilimitado e com o #104A através do deserto até Dukhan, o princípio da exploração petrolífera no país. O baita ônibus confortável é uma mudança e tanto pra caminhonete que levava os operários na caçamba. Em Zekreet, há umas formações geológicas tabulares interessantes. Pena eu não haver meio de explorá-las. Duas horas e meia depois, o ônibus parou na entrada de Dukhan, ao lado de uma refinaria. Almocei pizza na Domino's (29 rials pelo combo) enquanto aguardava o ônibus de retorno. Ao retornar, parei no Mall of Qatar, um shopping grandão e ligado à linha de metrô quase pronta. Aproveitei para a assistir o lançamento dos Vingadores. Acreditam que o ingresso mais barato pro cinema era de 45 reais o inteiro? Voltei com os ônibus. À noite, fui até o aeroporto, onde aguardei um bocado de horas até o voo das 4:40 com a IndiGo até Mumbai. Dia 48 Desembarquei sonolento, passei a imigração e peguei um Uber (180 rúpias) até a cápsula bacana onde eu passaria o dia, no Hotel Astropods Airport, por mil rúpias. De volta ao aeroporto, lanchei e embarquei na Air China para Pequim. Dia 49 Depois de umas 5 horas em voo, passei o resto do dia no aeroporto da capital chinesa, entre cochilos e eletrônicos. A comida é meio cara e há poucas opções de refeição, então fiquei à base de KFC e Costa Café. Dia 50 Na madrugada seguinte, fui com a mesma companhia para Frankfurt, onde desci para dar uma volta na cidade. Comprei um passe diário ilimitado pro transporte público (9,65 euros) e peguei o trem até a estação central. Como já conhecia a cidade, não mirei exatamente os pontos turísticos. Caminhei aleatoriamente, mas parei para fotografar a arquitetônica Römerplatz. Aproveitei o dia para ingerir algumas das delícias culinárias europeias, como queijos, cerveja, bagas e salsichão - a maioria comprado em supermercados. Fiz compras também: eletrônicos na Saturn, chocolates e outras comidas nos supermercados econômicos Penny e Aldi, e roupas na Primark. Final da tarde retornei e aguardei o bom voo da Lufthansa, que, junto com o trecho final da Gol até Floripa, concluiu a viagem, 3 dias depois!
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    Olá Juliana. Eu fui de carro. A pista é asfaltada, mas em alguns trechos oq vc menos encontra é asfalto. Em muitos trechos não consegui ir mais rápido do que 10km/h e vc precisava escolher em qual buraco vc ia cair. A situação no Ceará é desesperadora em alguns momentos, com caminhões ziguezagueando pela pista. Por isso, apesar de ser uma distância relativamente curta entre os dois lugares, o estado da estrada não permite desenvolver boa velocidade. Eu achei mais prudente fazer o trecho em dois dias, pra vc ter uma noção, de Camocim (onde dormi) até Jijoca eram +- 80km, eu levei quase 4 horas. Se precisar de mais alguma informação é só dá um toque.
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    Último dia para aproveitar os Lençóis Maranhenses. Acordarmos cedo e fomos para o café da manhã, foram os mesmos itens do dia anterior, porém, tudo continuava gostoso. O passeio desse dia foi muito difícil de decidir, nosso guia o Misael, comentou que esse ano choveu demais em Santo Amaro, muito além do esperado e com isso muitas lagoas “estouraram” ou seja, não comportaram seu volume de água e acabaram cedendo, fazendo com que elas desaparecessem, segundo o guia, foram perdidas mais de 15 lagoas, fazendo com que a disponibilidade de passeios fosse menor. Foi sugerido que nós fizéssemos o passeio pela Lagoa América, mas seria passeio de meio período e queríamos aproveitar ao máximo nosso dia. O Misael sugeriu então o passeio de Travosa, que vai até o final do parque dos Lençóis Maranhenses, onde as dunas se encontram com o mar, parada para o almoço no povoado de Travosa e retorno com paradas em lagoas e pôr do Sol. Achamos uma boa, ainda mais que aproveitaríamos bem nosso último dia, o problema é que esse passeio é relativamente “novo” e são poucos os guias que conseguem fazê-lo, devido a distância e também os caminhos pelas dunas serem completamente distantes dos tradicionais. Por fim o Misael indicou um amigo dele, que também é guia credenciado, o Tiago, que nos acompanhou nesse dia. Se fôssemos fazer o passeio em grupo, sairia R$ 120,00 por pessoa, fora o almoço que também é cobrado a parte. Como estávamos optando por passeios privativos, fechamos o passeio por R$ 650,00 apenas para nós 4 e neste valor estava incluso o transporte de volta para o estacionamento, na entrada de Santo Amaro, também privativo, sem precisa ficar esperando “encher” a jardineira. As 9:00 da manhã o Tiago já estava na pousada e diferente do nosso outro guia, o Misael, não era de muitas palavras, nem fazia questão de ser simpático ou conversar. Como de costume, parada na cooperativa para papelada e dessa vez não passamos no mercado pois ainda havia água e porcariadas para comer sobrado do dia anterior e o almoço também precisava ser reservado com antecedência, apenas 2 opções, peixe ou sururu (uma espécie de crustáceo), na dúvida fomos de peixe, cada prato, em torno de R$ 40,00 por pessoa e pagamento apenas com dinheiro. Nesse dia andamos bastante de carro, pois literalmente atravessamos todo o parque e as paisagens que foram aparecendo são realmente deslumbrantes, uma mais bonita do que a outra, apesar de ser “seco” o guia era muito responsável e conhecida muito bem o caminho. Nossa primeira parada foi no chamado “Aquário Natural”, que nada verdade é um pedaço do Rio Murici, onde se formou um poço e é possível avistar uma grande quantidade de peixes. O lugar é muito bonito, porém as areias ao redor desse poço cedem com muita facilidade, parecendo com areia movediça, fazendo com que fosse impossível caminhar com tranquilidade e até mesmo entrar dentro da água. Não ficamos muito tempo e fomos para as Lagoas Gêmeas (que não são as mesmas do dia anterior), segundo nosso guia as lagoas vão sendo nomeadas conforme elas vão sendo encontradas, por isso alguns nomes podem ser iguais. Tínhamos a Lagoa só para nós, um visual maravilhoso, porém, ela também estava cheia de algas, o que não deixava o banho muito gostoso. Saímos de lá e fomos direção ao litoral, atravessando dunas e novamente vendo paisagens deslumbrantes. De modo geral o litoral do Maranhão não é muito bonito, a água não tem tons esverdeados ou azulados e nem é muito transparente, porém, o que nos chamou mesmo a atenção foi a quantidade de lixo que tinha na praia, mesmo ela sendo deserta, segundo o guia falou, esse lixo é trazido pelo mar e vem de lugares muito distantes, uma pena, ali é claro como o ser humano ainda precisa repensar e muitos seus hábitos e modos de vida. Ao longo do caminho pela praia víamos algumas “cabanas” feitas com folhagens de árvores, nosso guia explicou que ali ficam os pescadores do povoado e eles passam dias, até semanas naquelas cabanas para fazer a pesca, e então, todos os dias alguém passa de moto recolhendo o que foi pescado, tudo muito rústico e artesanal. Chegamos ao vilarejo e fomos até o restaurante chamado “Bar dos Ventos”, onde havíamos encomendado previamente nosso almoço, ali ficamos sabendo que a nossa comida seria feita pela Chef Aline, uma moradora do povoado que foi vice-campeã do Festival Gastronômico do Maranhão no ano passado. A área onde fica o restaurante é linda, cheia de coqueiros, tudo calmo e tranquilo, enquanto esperávamos o almoço, foi nos servido uma batida de coco, achamos que fosse cortesia do restaurante, mas na verdade veio da única mesa que estava sendo servida junto com a nossa. Ao agradecermos a gentileza, uma das mulheres que estava na mesa veio conversar conosco e perguntou se nós gostamos da bebida, dissemos que sim, porque realmente estava muito gostosa, ela nos explicou que havíamos tomado uma batida de coco feito com uma bebida chamada “Tiquira”, que nada mais é do que uma aguardente feita da mandioca. E a mulher, que veio até nós era a dona da destilaria onde essa bebida era feita. Ela nos explicou que a Tiquira já era produzida no Brasil muito antes dos portugueses chegarem pelos índios da região, mas com a chegada dos Europeus e a introdução da cana-de-açúcar, a “cachaça” acabou se popularizando. E quando ela conheceu essa bebida, no interior do Maranhão resolveu investir na região e abriu uma destilaria que agora produz nacionalmente esse produto, por coincidência ela também era “dona” do restaurante, em parceria com a Chef Aline. Após um gostoso bate-papo nossa comida chegou, novamente muito bem servido e tudo muito simples e gostoso. O restaurante também dispunha de redes para descanso e nossa saída estava marcada para as 15:00. Após um bom almoço e muita conversa jogada fora, era hora de partir, voltamos novamente pelo litoral e depois adentramos as dunas e nosso guia parou em uma lagoa que não estava muito boa para o banho, uma quantidade muito grande de algas e o chão que cedia facilmente, não estava agradável, pedimos que nos levassem em outra e ele nos levou na Lagoa Sem Nome (sim esse é o nome dela, porque como foi formada esse ano, ainda não a nomearam). Essa sim seguindo o “padrão” das outras que havíamos visitado, o que acabou “estragando” um pouco o passeio, foi novamente a inconveniência das pessoas que estavam ali, e nesse dia, uma sexta-feira, as lagoas estavam com bastante gente em todas elas, ter “saído” dos passeios tradicionais foi uma boa. Nesse dia optamos por não ver o pôr do Sol, as mulheres queriam dar uma voltar no centrinho e comprar algumas lembrancinhas e como os passeios voltaram quase as 19:00 a maioria das lojas estava fechada. Após retornar para a pousada, deixamos combinado a saída do dia seguinte. Compras feitas, nosso jantar foi na Pizzaria Aguiar, que fica ao lado da praça central, pizza gostosa e bem servida, na média de R$ 30,00 com 8 pedaços. Antes de voltarmos para a pousada, tomamos um delicioso sorvete na Sorveteria Quero-Quero, que fica um pouco afastada do centro, no caminho que vai para as dunas, mas muito saborosa e com excelente atendimento, cada bola era R$ 4,00.
  29. 1 ponto
    2° dia Após um ótimo café da manhã fomos arrumar as coisas para nosso novo passeio, faríamos um dos mais conhecidos que é o da Betânia (que leva esse nome por causa do vilarejo onde é servido o almoço). Como gostamos muito do serviço do Misael, combinamos diretamente com ele o passeio, eles nos ofereceu o serviço em grupo, que sairia R$ 90,00 por pessoa (lembrando que o almoço não está incluso, nem os R$ 5,00 de transporte de barco) ou um passeio privativo, que saiu R$ 120,00 por pessoa. Foram os R$ 30,00 mais bem gastos da minha vida, uma vez que vimos os outros carros, todos cheios e com uma galera que com certeza não estava na mesma “vibe” que a nossa. Antes mesmo de sair, é feito o agendamento do almoço, onde os pratos giram em torno de R$ 40,00 e normalmente se escolhe peixe ou galinha. Pagamento somente em dinheiro. Tudo pronto e arrumado, pontualmente as 09:00 o Misael estava nos buscando na pousada, rápida parada na cooperativa para preenchimento de papelada, compras do que iríamos consumir no dia no mercado e é hora de fazer um novo passeio. O passeio de Betânia dura o dia todo, por isso, caso você tenha poucos dias nos Lençóis é muito recomendado que você o faça. Após um longo passeio pelas dunas, nossa primeira parada foi na Lagoa Gêmea ou da Passarela, como o nome sugere são duas lagoas que se formaram uma ao lado da outra. Havia um pequeno grupo em uma delas e por isso ficamos sozinhos na outra, novamente a mesma história, água límpida, dunas nos rodeando e aquele visual de tirar o fôlego. Ficamos por ali cerca de uma hora, aproveitando a lagoa só para nós. Voltamos de novo para a jardineira e dessa vez fomos levados à uma das lagoas mais bonitas de Santo Amaro, a Lagoa Duas Cores, que como o próprio nome sugere, ela possui diferentes tons em suas águas, um visual deslumbrante. A única coisa um pouco “desagradável” é a quantidade de algas em seu fundo, mas nada que tire sua beleza, ou impeça um belo e relaxante banho. Ficamos por ali, admirando a paisagem, conversando e relaxando, toda a lagoa estava só para nós. Por volta de 12:00, retornamos a jardineira e fomos pegar o barco até o povoado de Betânia. O valor do transporte é de R$ 5,00 e você paga diretamente no restaurante. O translado é rápido e dura menos de 10 minutos, tudo muito simples em barcos pequenos e que passam longe de qualquer norma de segurança, por isso, se está esperando todo luxo e cuidados especiais, esse não é seu passeio. O barco nos deixa no povoado e depois de uma curta caminhada se chega ao restaurante que é mantido pelos próprios moradores do lugar, o nome do estabelecimento é Novo Horizonte. Assim que você chega já é levado para sua mesa e logo em seguida já vem a comida que foi previamente pedida, comida simples, porém farta e muito saborosa. No fundo do restaurante e sob as árvores, são armadas redes, para que os turistas descansem antes de seguir novamente para o restante do passeio. Por volta das 15:00 o passeio recomeça, novamente o barco nos leva até a outra margem do rio, subimos na jardineira e próxima parada foi na Lagoa da Curva, mais uma vez, uma belíssima lagoa que atende a tudo aquilo que já foi descrito, visual novamente surreal. No entanto, após a nossa chegada, um outro grupo também chegou e acabou “invadindo” nosso pequeno paraíso, com gritarias, falações altas e muita falta de bom senso. (Isso nos lembrou que aqueles R$ 30,00 a mais valeram muito!) Saímos de lá e fomos para a última lagoa do dia Lagoa Esmeralda, que faz jus ao nome, com o tom esverdeado de suas águas. Novamente, como era fim do dia, a sensação térmica não era das mais altas, por isso ficamos ali admirando a beleza do visual e contemplando toda a paisagem que estava a nossa frente. Por volta das 18:00 o Misael nos levou novamente para o alto de uma duna, onde presenciamos novamente o espetáculo maravilhoso do pôr do Sol. Tudo estava maravilhoso, exceto por uma criança que ficava literalmente rolando na areia, bem na frente de onde o Sol estava se pondo, sem qualquer reação dos pais, infelizmente a educação não vem de berço para muitas pessoas e isso sim atrapalha o passeio que as outras pessoas estão fazendo. Após esse pequeno estresse, a criança resolveu ir brincar do outro lado e podemos curtir nosso pôr do Sol com tranquilidade. Voltamos para a pousada, nos trocamos e fomos jantar no Restaurante Sol de Amaro, onde pedimos algumas porções e também uma pizza, que para nossa surpresa foi servida com luvas de plástico, não havia pratos, nem talheres, apenas luvas para serem colocadas e comia-se com a mão mesmo, diferente do que estamos habituados e exceto pelo fato de gerar muito lixo, aprovamos a novidade. O jantar ficou em torno de R$ 40,00 por pessoa, com as bebidas. Voltamos para a pousada para descansar, amanhã é nosso último dia nesse pedaço do paraíso.
  30. 1 ponto
    Todas as hospedagens nestes locais tem wifi, alguns bons, outros razoáveis. Alguns ônibus também tem wifi. Alguns restaurantes e cafés também possuem wifi. Eu não vejo necessidade de ficar conectado o tempo todo. É apenas minha opinião, eu trabalho conectado a internet o dia todo, então quando viajo gosto de ficar off.
  31. 1 ponto
    Eu fui pos lençois maranhenses em julho do ano passado e fiquei 3 dias em barreirinhas e 3 dias em Atins. Fiz bate e volta pra santo Amaro. Se eu pudesse mudar alguma coisa, ficaria uns dias em santo Amaro tbm. Barreirinhas é uma cidade turistica e bem legal de se visitar, dali tu pode fazer passeios que geralmente incluem 2 a 3 lagoas. Tbm tem esse bate e volta a Santo Amaro e o passeio pra Cabure que passa por Vassouras (onde tu tem contato com os macaquinhos pealtas que adoram roubar comida dos visitantes), Mandacaru que tem o farol com uma bonita vista, mas o que mais gostei em mandacaru foi o suco de caju fresquinho feito em uma das sorveerias da cidade. Cabure é uma praia bonita, quando fui haviam algguns poços na beir da praia, pena que nao deu tempo de ficar lá, pois o cara do barco nos levou pr Atins. Voltando a barreirinhas, eu fiquei no sitio peguiças, pois esse sitio tem o rio preguiças nos fundos, então passamos a manha lá relaxando e curtindo o rio enquanto todos estavam nos passeios. Tem um deque nos fundos do sitio com rede, etc. Alem disso a dona da pousada conseguiu desconto nos passeios que fizemos, então pra mim valeu a pena. Já em Atins ficamos na famosa Tia Rita e ela tbm arranjou os passeios pra Lagoa tropical (de um azul sensacional) e Lagoa da capivara. alem disso tem a praia proxima e tu pode ir de noite (com lanterna ja que atins nao tem eletricidade) ver os planctons no mar. as ruas de atins sao totalmente de areia e lá tu pode comer caju direto do pé! Muitos franceses praticam kite surf nas praias de atins. Na tia Rita tu pode ficar tanto em quartos privativos como em redes e o café da manha é uma mesa gigante com todos comendo junto. Em santo Amaro dizem que pode se fazer as lagoas por conta, eu nao posso te dizer mas a lagoa mais bonita que vi nos lençois foram a da gaivota. O translado eu fiz com a Sotaque turismo e na volta de atins a tia rita conseguiu uma jardineira que saia 6 da manha, chegava em barreirinhas e ali nos largaram com uma van que levou todo mundo de volta pra sao luis. ah em atins tem um lugar bem simples pra comer muito barato a Top Lanches, agora nao sei a "rua" que fica em atins, pois nao tem os nomes das ruas eh eh as fotos sao do deck da pousada sitio preguiças, lago do clone em barreirinhas, lagoa da gaivota em santo amaro, lagoa tropical em atins, por do sol em atins. boa viagem !!!
  32. 1 ponto
    Adorando seu relato e parabéns pela viagem, Bruna! A Patagônia está no topo da minha lista de destinos a conhecer ano que vem e suas dicas serão bem úteis.
  33. 1 ponto
    Depois de voltar de El Chaltén, passei mais uma noite em El Calafate, pois no dia seguinte eu iria de ônibus para Puerto Natales, no Chile. A cidadezinha funciona mais como uma espécie de "cidade dormitório". O objetivo dos turistas ali é o Parque Nacional Torres del Paine. A estrutura da cidade é voltada para o turismo de aventura, existem muitas lojas especializadas em produtos de camping, trekking e coisas do tipo.Puerto Natales é uma cidade pequena, as ruas são planas, o centrinho é super bonitinho e as lembrancinhas são caras. Rapaz, como são caras! 😱 Deixei El Calafate numa manhã de domingo e fui para Puerto Natales. Meu vizinho de banco de ônibus era um senhorzinho australiano, que falava um pouco de português. Quando o motorista pediu para ver os passaportes e esse senhor viu o meu passaporte brasileiro, ficou todo contente. Por algum motivo as pessoas sorriem quando descobrem que você é do Brasil. 😊 Me contou que uma vez por ano ele faz viagens assim. A esposa dela estava na Austrália, achou muito longe, mas ele veio conhecer as famosas Torres del Paine. Cheguei na cidade por voltas das 14h, peguei um táxi e fui para o hostel. Eu poderia ter ido caminhando da rodoviária até o hostel. Não é exatamente perto, mas a cidade é plana, fácil de andar e se localizar. Mas precisei pegar um táxi. Meu mochilão estava muito pesado e eu havia judiado muito dos meus pés amaciando as minhas botinhas para ir até o Fitz Roy, em El Chaltén, lembra? Os táxis lá cobram valores fixos, que variam de 2000 à 4000 pesos chilenos, se não me engano, dependendo o horário do dia. Os preços geralmente ficam fixados no para-brisa do carro. O taxista foi muito bacana, me mostrando a cidade ao longo do caminho (apesar dele ter tentado me dar um nó na hora de me devolver o troco). 🙈 Cheguei, deixei as coisas no hostel - dessa vez fiquei num quarto compartilhado feminino - e saí para andar na cidade. A cidade estava bem cheia, apesar do dia frio e chuvoso. E eu estava me sentindo profundamente melancólica e sozinha. Achei uma lanchonete e comi um hambúrguer. Andei um pouco na avenida costaneira que beira o Seno Ultima Esperanza. Entrei em algumas lojinhas. Voltei pro hostel. Eu resolvi reservar um dia inteiro lá para arrumar o mochilão com calma, comprar alguma comida que faltasse para o camping, o gás para o meu fogãozinho e descansar bem. Fiz isso no dia seguinte. Existem algumas coisas que você pode fazer estando em Puerto Natales: visitar a Cuevo del Milodon é uma delas, mas ficou para a próxima. Lá também tem um cassino, há quem goste. E os pontos turísticos clássicos, como o "Monumento la Mano", o "Monumento al Viento", a estátua do Milodon, as placas de tsunami... lugares onde você pode tirar uma foto pra guardar de recordação. Ainda nesse dia tive a felicidade de conhecer duas viajantes que, assim como eu, estavam viajando sozinhas pela primeira vez, buscando o mesmo que eu. Colombe - advogada belga - e Bárbara - italiana que trabalhava no comitê de esportes de Londres. Sabe quando você encontra com alguém e parece que são amigos de infância? Pois é. Fomos jantar juntas no restaurante do hostel e ficamos conversando sem ver a hora passar - ainda bem que eu já havia arrumado o mochilão para a aventura que se iniciaria no dia seguinte. A ansiedade não ia me deixar dormir de qualquer maneira! No dia seguinte acordei super cedo, tomei café (só por comer mesmo, porque a ansiedade não me deixava ter fome) e o rapaz do hostel chamou um táxi para mim, para eu ir até a rodoviária. Eu vou confessar: eu estava apavorada com a ideia de passar 4 noites acampando sozinha em Torres del Paine. A minha mochila parecia pesar uma tonelada e eu estava com uma baita machucado no calcanhar. Antes de sair eu conversei pelo telefone com "o meu alguém especial" e isso me deu forças. 💘 As minhas novas amigas iriam fazer passeios bate e volta lá no parque, e começariam pela ponta oposta do meu circuito, então eu iria sozinha. Eramos só nós, minha mochila e eu. A coragem não veio nesse dia, ficou dormindo. Mas eu estava acordada e não dava pra voltar atrás. Fui - apavorada - mas fui. Fui pra maior aventura da minha vida até aqui. E no próximo post, eu te conto porquê! O que eu aprendi até aqui: "tudo o que você precisa é de um minuto de coragem insana". Até a próxima, aventureiro! 😁
  34. 1 ponto
    Depois de dois dias em El Calafate, tomei um ônibus rumo à El Chaltén: o paraíso do trekking! El Chaltén está dentro da reserva do Parque Nacional Los Glaciares. Em alta temporada é bem fácil ir de El Calafate à El Chaltén, e vice-versa. Há ônibus saindo de ambas rodoviárias todos os dias e em diferentes horários. Ainda assim, durante o planejamento, li em vários lugares que as passagens são bem concorridas, se deixadas para última hora. Comprei antecipadamente pela internet. Toda a minha viagem pela Patagônia, entre Chile e Argentina, foi feita de ônibus, e comprei todas as passagens antecipadamente. Não tive qualquer problema, mas atenção: leve o ticket impresso. (E claro, lembre-se: para entrar no Chile, é preciso passaporte). Ao final desse post, deixo o link para compra. Em algumas rodoviárias foi cobrada uma "taxa de embarque", na hora de embarcar. Eu não me recordo o valor exato, mas era irrisório. Chegando em El Chaltén, o ônibus pára obrigatoriamente no centro de visitantes. Funciona como um pequeno museu, um local de boas vindas e, o mais importante: um ponto de orientação. Os guias dão uma breve palestra, falam sobre as trilhas, a previsão do tempo, os melhores dias para visitar cada ponto e claro, a importância do turismo sustentável. São duas salas, além da recepção, uma para para cada idioma: inglês e espanhol. A cidade tem duas ruas. Sério. Mas isso não faz a menor diferença, afinal você está indo lá para fazer trilhas e ficar no meio da natureza, certo? Assim como El Calafate, em El Chaltén existe várias opções de hostel. Eu pesquisei bastante e optei por ficar numa Estância. E eu faço questão de falar dela aqui, porque eu fui muitíssimo bem acolhida naquele lugar. Fiquei na Estância La Quinta. O sr. Fred, umas das pessoas incríveis que conheci por lá, cuida da Estância e de seus hóspedes com a maior alegria. A hospedagem fica bem na entrada de El Chaltén, e se você tiver pique, você pode sim ir de um lado para o outro andando. A pé, dá uma meia hora caminhando, sem pressa. Mas, para todos os efeitos, eles tem serviço de transfer. Dentro da Estância você pode acessar algumas trilhas. A principal delas é uma trilha para o Lago Viedma. Foi nessa trilha que eu vi e comi o calafate - a fruta que dá nome à cidade vizinha - pela primeira vez. Acho que nunca dormi tão bem na minha vida. O silêncio só era interrompido pelo vento. O guia lá do centro de visitantes havia dito que seria perfeito para ir até o Fitz Roy no dia seguinte. E segundo ele, não é sempre que isso acontece. Fitz Roy é o ponto mais buscado em El Chaltén. E graças ao tempo firme, ensolarado e com poucas nuvens, no dia seguinte eu iria até lá descobrir o porquê. A trilha começa no fim da rua principal. Não tem como não encontrar. A partir da rodoviária você caminha uns 15 minutos, em linha reta, e encontra a sinalização do início da trilha. Sei que muitas pessoas talvez tenham receio de fazer trilhas sozinho. Aqui isso não é problema. Não tem como se perder, é muito bem sinalizado e na alta temporada você acaba encontrando pessoas pelo caminho na maior parte do tempo. Ainda assim, se você se sentir inseguro em algum trecho, pare por 5 minutos e aguarde alguém passar por você. Siga naquela direção (hahaha). Vai com fé! Alguns lembretes importantes: leve água. Existem pontos, durante a trilha, em que você pode abastecer sua garrafinha, mas no início da trilha água é escassa. Leve também um lanche. Ou dois (tudo depende da sua fome haha). Mas falando sério: leve alimentos de alto teor energético. Não leve peso desnecessário, se você não vai acampar em um dos campings de lá, não leve nada além do estritamente necessário para passar o dia bem. Filtro solar! Passe filtro solar! E o mais importante, não cometa o mesmo erro que eu cometi: nunca, JAMAIS, deixe para amaciar suas botas lá. Me dá até vergonha de admitir, mas eu ainda sou um ser humano sedentário. Nos meses anteriores à viagem, eu ia casualmente correr no parque, principalmente porque a cereja do meu bolo nessa viagem seria o Circuito W, em Torres del Paine, que vou relatar mais para frente. Nesse tipo de viagem eu deveria, no mínimo, ser o tipo de pessoa que faz caminhadas diárias. Mas não, eu não me preparei como deveria, nesse sentido. Isso não foi impeditivo, eu fui e fiz tudo o que eu queria, mas foi extenuante e esse sofrimento é completamente dispensável. Eu iniciei a trilha às 09:30h da manhã. A trilha para chegar à Laguna de Los Três, base do Fitz Roy, tem 10 km - há marcações ao longo da trilha - eu fui pelo caminho do mirante (Mirador Fitz Roy) e retornei pela Laguna Capri. O último quilômetro de trilha é uma subida totalmente íngreme, que eu apelidei carinhosamente de "meldelsquequeeutofazendoaqui!" (agora eu dou risada, mas na hora não foi tão engraçado hahaha), com vários pontos onde você escala pedras. Se você tiver aqueles bastões de trekking, leve com você. Não suba, em hipótese alguma, se o tempo tiver ruim. Primeiro porque você não verá nada, literalmente. E segundo: se você cair e morrer, essa viagem acaba. E nós não queremos isso, não é mesmo? Eu não queria te contar, mas depois de você escalar as pedras, você ainda tem um curto trecho a percorrer, para chegar à Laguna de Los Três. É importante para o seu psicológico, enquanto você se pendura nas pedras, pensar que já já você chega e o trecho vai ser reto e lisinho (hahaha). Mas enfim, tem mais um pedacinho e uma "subidinha", é um pouco escorregadio - terra solta, parece areia - e você precisa se apoiar para não cair. Um senhorzinho que viu que eu estava parada, pensando em como eu ia fazer para o tombo doer menos, parou e me estendeu a mão. Depois um outro rapaz fez o mesmo. Como eu amo a gentileza das pessoas! 💗 São 9 km para chegar aos pés dessa subida (eu cheguei aqui às 13h). A subida em si tem 1 km apenas e eu levei 1:40h para concluí-la e chegar à Laguna de Los Três e ver o Fitz Roy de pertinho. Pra descer todo santo ajuda e eu levei 1:15h. Fiz a trilha de volta, e cheguei à cidade às 19hs. O céu ainda estava azul. Eu cheguei na hospedagem um farrapo humano. Um farrapo humano feliz e orgulhoso. Dicas valiosas: ➼ Não deixe de passar pela Laguna Capri, é maravilhosa e vale totalmente a pena. ➼ Mesmo que o dia esteja ensolarado, lindo, quentinho e feliz, vá agasalhado. Eu li muito sobre isso e - graças a Deus - segui à risca. Caminhei um tempinho sem blusa, porque o tempo esquentou, mas logo precisava vestir novamente, porque o vento era super gelado. ➼ Leve luvas, touca e cachecol. Vá com uma camiseta de rápida absorção de suor e uma jaqueta corta vento (de preferência, daquelas forradas com fleece). Lá em cima, nos momentos que precisei tirar as luvas para fotografar, as mãos congelavam. A touca é importante por causa do vento. Se você não cuidar das suas orelhinhas, você vai ter dor de ouvido. Vai por mim. ➼ Passe filtro solar e não vire o camarão na neve. ➼ A idade não te impede de nada aqui. O que te impede de fazer coisas assim é o condicionamento físico. Então se prepare. Não precisa ser o frequentador mais assíduo da academia, mas faça caminhadas regulares, pelo menos (e não evite as subidas 😉). ➼ Carregue todo o seu lixo com você e obedeça a sinalização. Existem áreas em recuperação e estão sinalizadas. Não caminhe nessas áreas. ➼ Não faça barulho, não grite, se for ouvir música, coloque fones de ouvido. Você está de passagem, mas animais vivem ali. Não seja o sem noção da trilha. ➼ Se você precisar sair da trilha para coletar água, seja cuidadoso com o ambiente. ➼ Existe um banheiro no km 9 da trilha. Eu não sei qual é a condição lá dentro, mas.... Enfim, se não puder aguentar, faça as suas necessidades a pelo menos 200 passos da água. Jamais na água ou próximo a ela. ➼ E essa eu vou escrever por último pra você não esquecer: jamais deixe para amaciar suas botinhas (assassinas) em situações como essa. Seja - bem - mais esperto (a) que eu! No mais, divirta-se, você merece! Onde comprei minhas passagens no trecho El Calafate/El Chaltén: Link para acessar a Chaltén Travel. Link para acessar o Plataforma 10. O que eu levei de El Chaltén: a gentileza. Na rodoviária, na hospedaria, na trilha. O que eu aprendi aqui: leve o tempo que precisar levar. Pare quantas vezes for necessário. Mas não desista! Até logo, aventureiro!
  35. 1 ponto
    Polar é uma referência ao tecido Polartec, o mais famoso dos fleeces, e o mais quente de todos. Os fabricantes de um mesmo produto costumam dar um nome próprio para a sua "invenção". Assim nasceu o Goretex, Simpatex, etc... todos membranas impermeáveis e respiráveis usadas em anoraks, botas... Os fabricantes de fleece também dão nome aos seus produtos, o da Quechua é Stratermic. Como o Polartec é o mais famoso e quente de todos, alguns usam o termo polar para nomear seus produtos mais "quentes". Como se fleece fosse o tecido comum, e polar o mais quente.
  36. 1 ponto
    Depende, zero grau com sol sem vento? Talvez, com uma segunda pele boa. Ventando? Não, talvez com segunda pele e anorak. Frio é relativo, vai depender da resistência de cada pessoa. Alimentação, idade, gordura corporal, influenciam diretamente. Estive na montanha neste fds, peguei zero grau. Estava com segunda pele, fleece 50 da Quechua (um fininho) e anorak. Abrigado do vento estava ok, no vento senti muito frio.
  37. 1 ponto
    Navegando pela net a noite, aproveitei uma promoção de passagem aérea para Salvador - BA pela bagatela de R$ 99,00 + taxas ida e volta pela Gol . Indo na 06/03 - sexta-feira às 14h e voltando 09/03 - Segunda-feira às 05hs. Comprei o pct de 3 diárias na pousada Miraflores pelo hotel urbano. (http://www.hotelurbano.com/pacote/bahia-salvador-pousada-miraflores/73776) Chegamos em salvador 17hs. com o intuito da viagem é sempre gasta pouco e aproveitar tudo, pegamos um ônibus (R$3,15) na rodoviária que fica ao lado do aeroporto. Para saber o ônibus, dentro do saguão há um centro de apoio ao turista e eles informam o número do Ônibus. O ponto de referencia é o Shopping da Barra. A viagem de ônibus durou cerca de 1h20, sem muito trânsito. O ponto de descida fica bem na frente de um posto de gasolina. 1º Dia: Chegamos na Sexta feira: Após deixar tudo na pousada, fomos conhecer a redondeza. Andando menos de 5 min você já vê a praia do Farol. E um pouco mais a frente o Farol da barra. Já foi o primeiro ponto turístico. Comemos nesse dia na Subway que fica na frente do posto de gasolina. Na esquina da pousada. 2º dia (Sábado): Acordamos tomamos café na pousada e pegamos um ônibus (R$3,15) para o bairro do Comercio (30min), na esquina da pousada. Pedir ao motorista para ficar no elevador Lacerda. O Ônibus te deixa na cidade baixa, quase dentro do mercado modelo (outro ponto turístico bom para comprar as lembranças) e próximo do local (perto do cais do porto) que compra bilhete para as barcas para Itaparica e ilha dos frades. Já aproveitamos para comprar um voucher (R$40/pessoa) no cais do porto para conhecermos essas ilhas no Domingo. Lá tem diversas agências, escolha a mais em conta pq todas chegam juntas nos destinos. Após, pegamos o Elevador Lacerda (R$0,15) para irmos na Cidade alta. Saindo do Elevador sai na frente da prefeitura de Salvador e na mesma calçada você chega na Praça da Sé, onde é possível ver a Cruz tombada e o chafariz da praça da sé (rende boas fotos e vários likes). Alguns nativos vem querendo colocar fitinha no seu braço, não aceite, mesmo falando quem é grátis. Fala que vc já comprou/Ganhou. Da praça da Se, você vai cortando as ruas rumo ao pelourinho. Como é um ponto turístico muitas pessoas andam quase em comboio entre essas ruas. Caso queira gravar uma roda de capoeira, não mostre que esta gravando eles não permitem filmar dentro dos estabelecimentos. Depois de percorrer todo o centro histórico, descemos o elevador Larcerda (R$0,15) e no mesmo ponto que descemos pegamos um ônibus rumo a igreja do nosso senhor do Bonfim. Pedi ajuda nas barraquinhas, e indicaram um ônibus (R$3,15) e em 30min já estávamos na Praça de acesso a igreja. Igreja muito bonita e possui duas replicas em tamanho real do Papa Francisco e JP II. Saímos da Igreja e pegamos um ônibus (R$3,15) com destino ao Shopping da Barra e em ~ 1h chegamos ao Shopping e almoçamos lá mesmo (Outback). Corremos para o farol da barra para vermos o Por do Sol. FANTÁSTICO. Fomos para pousada e a noite fomos para o Rio Vermelho de ônibus (R$3,15), bairro ao lado e bem agitado a Noite. Enfrentamos uma fila quilométrica para provar o acarajé mais famoso da Bahia (R$8,00). Voltamos para pousada de Taxi (~R$20,00). 3º dia (Domingo): Acordamos tomamos café na pousada e pegamos um ônibus (R$1,50 – domingo o ônibus é mais barato) para o bairro do Comercio (30min), tem que chegar lá antes das 09hs que é a hora de saída da escuna rumo as Ilhas de Itaparica e ilha dos frades. Primeiro vai pra ilha dos frades, fica cerca de 2hs lá, além de água limpa, no lado direito da ilha tem corais que formam pequenas piscinas. A uma igreja no alto do morro que vale a visita tb. De lá vamos para itaparica, onde oferecem um passeio de ônibus (escolar) pelo centro da cidade (R$15/pessoa) nada de emocionante, mas vale pela historia. Em itaparica é onde se almoça (R$25/pessoa – buffet livre) não sei se a comida era boa, pois não comi. Levei frutas e biscoito preferi comer no shopping a tarde. O passeio dura o dia todo, com o retorno previsto para a 17h. Pegamos um ônibus (R$1,50) correndo para o Farol da barra para ver o por do Sol. Após pousada, e jantar no shopping. Na porta do shopping tem um ponto de táxi, combinamos com um taxista o horário para ir ao aeroporto. 4º dia (Segunda): Meu Voo era 05h50. Saímos da pousada as 03hs e encontramos o taxista no posto de combustível, conforme combinado. A viajem de táxi demora cerca de 1h e custou R$105,00. Não tem como fugir, pois não tem ônibus essa hora para o aeroporto. O ultimo ônibus passa 22hs L. E isso, espero ter ajudado! Boa viagem! Paz e Bem!!!
  38. 1 ponto
    Demorei mais postei!! Nossa Viagem foi ano passado em Abril de 2013, época boa de viajar para Bahia, pois nem tá na alta estação nem muito na baixa. Saímos de Recife, rumo a Salvador pela companhia da AVIANCA, empresa pela qual achei mais vantajoso viajar pelo preço da passagem claro. Chegando em Salvador, pegamos um veículo básico, um corsa sedam (eles adoram empurrar esse carro) a desculpa é que a mala é grande e tal, mas acho que deve ter tido alguma promoção de venda deste veículo. Prepare-se, Salvador é um LOUCURA!. Quando falo de loucura, me refiro basicamente a uma coisa só, o trânsito de lá é é muito caótico, um GPS é de grande e necessário também para se chegar nos lugares, principalmente no hotel em que se vai ficar hospedado. Ficamos hospedados no Hotel Bahia Mar, situado no Bairro Jardim de Ala . Pensava em ficar na Barra, mas acabei desistindo por ser mais caro e não ter a vista tão linda e maravilhosa da que eu tinha. Em Salvador, é praticamente impossível se andar de táxi, primeiro porque o aeroporto fica muito distante de tudo, inclusive dos hotéis. Para se rodar na cidade, requer um carro, nem pense em ir sem um senão irá gastar bem muito dinheiro com táxi. Coloquei 2 dias na ida e um na volta, suficiente para conhecer um pouco a cidade e para mim o suficiente. Salvador, você roda em um dia e conhece praticamente boa parte, evite ir a noite para o pelourinho com jóias, relógio, porque a quantidade de viciados ali é enorme, não é uma cidade segura de se andar. IAQUE_CAPITULO56.zip Ilhéus, cidade onde foi filmada a novela Gabriela de Jorge Amado, inclusive com direito a conhecer a casa da Maria Machadão, o restaurante Bataclan localizado na Avenida 2 de julho, número 77, centro de Ilhéus, oferece diversos pratos, o que comemos era com arroz de banana, aconselho a comer, culinária excepcional. BAR VESUVIO BATACLAN RESTAURANTE Também temos o bar vesúvio (com musica ao vivo - violão ) e o restaurante Maria Machadão oferece um ambiente muito bonito. Em suma, deve-se colocar Ilhéus sim na trip para Bahia, pois para quem não sabe, lá fica mais próximo de PORTO SEGURO e dar para ir de carro tranquilamente. Locamos um carro pela internet para pegar em Ilhéus, as locadoras ficam bem que ao lado do aeroporto e tem para todos os preços. Havia locado um carro básico, embora sem saber qual, mas tentaram me empurrar o velho corsa sedam, com a história que a mala é grande, boa etc. Porém, recusei motivo este porque para ir pra Porto Seguro, inclusive Arraial DAjuda, não havia possibilidade nenhuma de andar com esse carro (nós íamos a famosa praia do espelho e como ela é cheia de buracos, imagina só andar com um corsa sedam antigão). Bem, Paguei um pouquinho mais, em um Fiat way (este bem mais alto e confortável), pois se eu tivesse ido com o sedam com certeza ia se quebrar no meio do caminho. Bem, chegamos em Porto Seguro, no dia seguinte por volta das duas da tarde, e seguimos direto para o Hotel na Praia de Taperapuã, que além de ficar bem situada, se lembre que tudo é longe, então se seu intuito é andar a pé e não locar carro, o certo é ficar o mais próximo do centro, onde fica a passarela do alcool, pois dependendo do lugar que você ficar hospedado, com certeza vai andar ou de táxi ou bastante a pé. Coloquei 4 dias em Porto Seguro, pois tem muita coisa para se conhecer, tanto em Porto Seguro , como nas redondezas (Arraial D'ajuda, Trancoso, a vila Histórica, etc. A noite, compramos dois ingressos para ir para a Ilha Aquários, uma pequena ilha em que que você atravessa numa balsa e em 10 minutos chega nela. A única coisa que realmente me deixou indignado foram os músicos de Axé, chegaram quase que duas da manhã, deixando o publico da CVC com a dancinha do ziririguidum e axé da Bahia. Mas não foi só isso, as empresas de turismo em Porto Seguro não estavam fazendo passeios no domingo, achei isso um absurdo,pois é, tem passeios que você deixa de fazer se não tiver um carro locado. ILHA DE AQUARIOS Não esperamos a banda iniciar a tocar, pois no outro dia tínhamos a praia do Espelho que segundo a 4 rodas, diz ser um paraíso tropical. Realmente ela é linda, aconselho muito levar snorkel, para se ver os peixinhos no mar . Chegamos cedo, com a maré seca e fomos andar rumo a praia, até que encontramos pedras e um mar bem calminho longe da civilização. Não deu outra, colocamos os snorkel no rosto e fomos apreciar a vida marinha. Não chega a ser Fernando de Noronha, mas dá para brincar um pouco de mergulhador. Chegando a hora do almoço, seguimos rumo a aldeia dos Pataxós e comprei um arco e flecha para me presentear. Almoçamos em Arraial D'ajuda, na Praia de Mucugê. Lá em Arraial D'Ajuda é bem bonitinho, lembra muito a praia da Pipa, embora a vida noturna de Pipa seja bem melhor(eles não fecham de 11 da noite) e não repare se você ver farmácias fechadas, não é a toa que dizem que baiano é preguiçoso, o único restaurante que ficou aberto até mais tarde foi o BOI NOS ARES, que são argentinos que trabalham . Porto Seguro é muito linda, mas o meu encanto foi por Arraial D'Ajuda, o ruim era que toda vez que íamos para arraial tinha que atravessar de carro com um ferry boat, pagando 15 reais ida e 15 a volta, ou seja, 30 reais para se chegar em Arraial D'ajuda. Há outra forma, que eu fiz e não aconselho, ir de carro pela estrada, pois demora muito para se chegar em Arraial e você acaba querendo voltar no ferry boat. Repare que finais de semana é mais caro, e passou das 23:00 hs, procure saber de que horas passa o próximo, pois na época era de hora em hora. Gente, não pense que Porto Seguro se resume somente ao Axé Moi e o Toa a Toa, e a passarela do alcool. Mas se seu intuito é paquerar, acho melhor ficar por ali mesmo, não vai faltar gente pra ver, pois chega de meia em meia hora ônibus da CVC e de outras empresas no ramo turistico. Em Porto seguro, temos a Praia de Taperapuã (onde estão a maioria do hoteis) e o axe moi e o toa a toa. Temos também coroa vermelha que fica a 10 minutos de carro, e que você encontrará várias lembranças dos índios que habitam a cidade são todos atualizados, , tem tv a cabo, celular e maquininha visa e mastercard para comprar lembranças, as ocas é só para se bater foto, dificilmente você verá um indio morando em uma delas. Só tomei banho de mar em Mucugê e na praia do espelho, não tive coragem de encarar o mar de Porto Seguro, ja me disseram que a água é gelada, não sei porque tomei banho somente em mucugê( Arraial Dajuda) e Praia do espelho (Trancoso), ambas de águas cristalinas e calientes. nÃO DEIXE DE TOMAR NA PRAIA A BEBIDA CAPETA, que é altamente refrescante, e uma coisa importante, é bom sempre ter cuidado se a praia fiar deserta, pois ja ouvi falar de furtos e assaltos, inclusive em ilhéus, na praia dos milionários, apesar de eu ter achado tranquilo, é bom não marcar bobeira e no caso de mulher sempre andar acompanhada . Bem, acho que é tudo pessoal e espero que essas informações tenham servido de algo para todos vocês, até a próxima viagem!!
  39. 1 ponto
    O CAIRO E AS LENDÁRIAS PIRÂMEDES Muitos estudantes odeiam a História Geral. Eu gostava, apesar de ter que decorar nomes e datas complicados e difíceis de guardar. Desde então, o Egito me fascinava, não só por ser o berço da civilização, mas pelas histórias fantásticas dos faraós, seus templos, pirâmides, tumbas, etc Após muitos anos, meu interesse em conhecê-lo, ver as fantásticas pirâmedes, caminhar por seus maravilhosos templos e apreciar os tesouros de seus museus, era enorme. Após conhecer dezenas de países por vários continentes, achava que estava pronto para essa viagem, de forma independente, pois odeio os pacotes turísticos, caros e maçantes, com guias chatos, grupos heterogêneos e muitas vezes com várias línguas diferentes. Reservei pela internet os hotéis para o Cairo e Luxor, e parti com minha esposa e a filha adulta. Como chegaríamos à noite, preferi reservar também, por medida de segurança, um transfer oferecido pelo Sun Hotel. Este, todavia, era bastante enganativo, pois as fotos não mostravam os quartos, que eram uma espelunca. Não havia lençóis de cima, e como estava frio à noite, tivemos que nos cobrir com cobertores usados por incontáveis pessoas, possivelmente desde o tempo dos faraós. Por isso, é importante buscar informações dos viajantes sobre o lugar a reservar, cuidado que não tive naquela ocasião. Acertei com o taxista enviado pelo hotel, para ficar ao nosso dispor no dia seguinte. Saímos pela manhã primeiro à estação ferroviária, para comprar os bilhetes para Luxor. Perdemos duas horas com isso, pois são incrivelmente demorados e complicados, não usam computador, e anotam as reservas à mão numa planilha, que circula por todos os caixas. Nos dirigimos depois a Sakahara, para conhecer as pirâmedes escalonadas, as primeiras do Egito. Aí já começou o problema com o taxista, pois não nos levou a diversos outros lugares, onde havia tumbas importantes. Já passava do meio-dia, nos dirigimos às pirâmedes de Gizé, e pedi que nos levasse direto à Pizza Hut, que lera existir em frente às mesmas. Ele disse que não conhecia, e acabou nos levando, sem nos consultar ou avisar, a uma favela nos fundos do parque das pirâmedes, onde entramos numa roubada de contratar um “camel-tour” até as pirâmedes, pois disseram que teríamos que andar muito entre elas, o que era mentira. Entramos por um portão clandestino, com o cameleiro pagando propina aos guardas. O trajeto de camelo foi terrível e perigoso, pois ia por um deserto com montes íngremes e pedregosos, e se alguém caísse do animal, iria direto para o hospital, e nossa viagem teria acabado. Logo que chegamos próximo às pirâmedes de Quéops, Quéfren e Miquerinos, que ficam juntas umas das outras e próximas ao portão de entrada principal, enxergamos a pizzaria, e eu disse ao cameleiro que não voltaria com eles, e que dissessem ao taxista para vir nos pegar em frente à Hut, onde fomos comer.. Não entramos nas pirâmedes, primeiro porque já chegamos tarde, e também porque uns jovens nos disseram que seria por um túnel comprido e baixo, e que não havia nada na sala interna, apenas desenhos, que veríamos em outra tumbas. Voltamos ao Cairo, e o taxista safado, que certamente ganhara comissão dos cameleiros, ainda queria gorjeta, além do valor que havia acertado com ele. Dispensei-o e peguei depois outro taxi para nos levar à estação ferroviária, onde pegaríamos o trem para Luxor. Sorte termos ido bem antes, pois ninguém sabia dar informações sobre os trens, os bilhetes eram em árabe, não sabíamos qual trem e vagão pegar. Havia comprado lugares com leito, a US 53 cada em cabina dupla, que era razoável, mas o trem velho, deixado pelos ingleses, balançava e era barulhento , não me deixando dormir. Serviram o jantar na própria cabina, numa bandeja para cada passageiro, assim como o desjejum. LUXOR, SEUS MARAVILHOSOS TEMPLOS E TUMBAS Chegamos a Luxor às 5:00 e fomos para o Hotel Nefertiti, cujas fotos também enganavam, mas era bem localizado e com roupas de cama melhores que o do Cairo. Dormimos um pouco e pelas 9:30 saímos, e apesar de estarmos próximos ao Templo de Luxor, pegamos uma charrete, com o qual acertei por cerca de US 5 ida e volta, para ir primeiro ao Templo de Karnak, pois lera que pela manhã não há ainda invasão de turistas. O Templo de Karnak é impressionante, não só pelo tamanho gigantesco, eis que ampliado sucessivamente por vários faraós, mas também pela impressionante arquitetura multimilenar e pelas pinturas de hieróglifos e esculturas ainda intactas. Retornamos à cidade e almoçamos no Mac Donald’s próximo ao templo de Luxor, que visitamos à tarde. É menos imponente que o de Karnak, mas muito interessante, pelo que retornamos a ele ao escurecer, para fotos com ele iluminado, utilizando o mesmo ingresso. Não fomos ao show de som e luzes de Karnak, que naquele dia (segunda-feira) era em espanhol, porque estávamos cansados e teríamos que pagar outro ingresso, ainda mais caro que durante o dia. À tarde, busquei uma agência para comprar passeios que nos interessavam, e encontrei a Gellell’s, que fica sob o Hotel Winter Palace, onde comprei um vôo de balão por US 74 cada, que custava US 145 na internet; um tour privativo pelos Vales dos Reis e das Rainhas, com guia em espanhol, por US 90; um cruzeiro pelo Rio Nilo, 2 noites, por US 70 cada com refeições, e uma condução privativa para ir até o Templo de Abu Simbel, em Asswan, por US 100. No dia seguinte, levantamos às 5 horas, para o vôo de balão de ar quente, que foi muito legal, mas não sobrevoou, conforme prometido, os templos de Luxor e Karnak, que queríamos ver e fotografar de cima. Alegaram que os ventos não permitiram. Depois do vôo, que ocorre já no outro lado do Rio Nilo, iniciamos o tour pelo Vale dos Reis e pelo Vale das Rainhas. Existem incontáveis tumbas para conhecer, mas no nosso tour estavam incluídas só três, pois paga-se separado para cada uma. Fomos ao mausoléu de Ramsés VI, construído sobre o de Tut Ankh Amon, o que fez com que este ficasse soterrado, pelo que foi o único que foi descoberto sem ter sido saqueado, contendo todos os seus tesouros. Fomos depois à tumba de Ramsés II, muito interessante, com hieróglifos intactos, inclusive em cores, e ainda ao templo da Rainha Hatshepsut, única mulher com poderes de faraó, que usurpou o trono como regente de seu filho Tutmósis III, que assumiu somente após sua morte. Voltamos no inicio da tarde, e após comer novamente no MD, perdemos nosso tempo procurando artesanato, passando por um mercado de rua imundo e caótico, com vendedores chatos e exploradores, para descobrir tudo depois no Cairo por preço muito menor. O CRUZEIRO PELO RIO NILO No terceiro dia, embarcamos no cruzeiro pelo Nilo, até Aswan, passando por Edfu e Kom Ombo, situados às margens do rio, onde descemos e visitamos os respectivos templos, também interessantes e dedicados a diferentes deuses. O cruzeiro é a melhor parte da viagem, o navio é bom, serviço ótimo, comida boa e farta, e cabinas amplas e confortáveis. O percurso é extremamente interessante, pois o Egito só existe às margens do rio Nilo, pelo que havia durante o dia inteiro o que ver em suas margens, desde cidades a templos, plantações variadas, construções interessantes, permitindo ver a forma de vida de sua população, enquanto se curte um bronzeado. À noite, o barco parava para o jantar e pernoite, e havia uma boate para dançar, mas os passageiros eram constituídos quase que só de japoneses e alemães, que certamente não curtiam um dancing. Então, após tomar a péssima e caríssima cerveja egípcia, dormimos tranquilamente, embalados pelos movimentos do Rio Nilo. Asswan e os fantásticos templos de Abu Simbel. Já em Asswan, levantamos às 3:00, saindo às 4:30 para Abu Simbel, numa Van, que rodou 280 km. através do deserto até chegar aos fantásticos templos construídos pelo Faraó Ramsés II, para ele e para sua esposa preferida, Nefertiti. Os templos impressionam por dois aspectos: foram escavados diretamente nas rochas da montanha, e também porque, como ficariam submersos pela barragem de Asswan, foram transferidos para um lugar mais alto, num notável empreendimento comandado pela UNESCO, cortando toda a montanha em blocos, e remontando-a exatamente igual e na mesma posição solar, em local afastado da inundação. Voltamos ao meio-dia, e fomos comprar os bilhetes de trem para o Cairo, enfrentando novamente uma terrível desorganização. Somente após mais de uma hora, e com a ajuda do motorista da Van, que nos aguardarva já revoltado, conseguimos os bilhetes, mas em segunda classe, a US 13 cada, pois não mais havia cabinas com leitos. Eram cabinas com seis lugares, onde fica-se de frente para pessoas estranhas, sendo, por isso, pior que a terceira classe, que contém bancos comuns, como nos ônibus. Pela tarde, contratamos no cais um taxista fluente em inglês, e fomos até o belo templo de Philae, que fica numa ilha formada pela barragem, e depois ao bairro dos Núbios, povo negro que guerreava com os faraós, até ser dominado pelos egípcios. Já à noite, pegamos o trem para o retorno ao Cairo, e para nosso azar, nossa companhia de cabine era uma família egípcia. Não incomodoram, mas foi cruel passar a viagem toda olhando para eles. O CAIRO NOVAMENTE E SUAS OUTRAS ATRAÇÕES. Já no Cairo novamente, pegamos um taxi até o Sun Hotel, onde havíamos ficado anteriormente, mas deixei minhas acompanhantes com as malas e saí à procura de outro, encontrando a 2 quadras o Hotel Lótus, bem melhor e pouco mais caro (US 30 o triplo). À tarde, fomos à Cidadela de Salah El Din (Saladino), antiga fortaleza árabe, do séc. VIII, construída para proteção contra os cruzados. Em seu interior encontra-se a imensa e bela Mesquita de Mohamed Ali, e como a muralha fica no alto de uma colina, dela se enxerga todo o Cairo e constata-se sua enorme poluição do ar. Depois, nos deslocamos até o mercado Khan El Kkalili, que é imenso, encontrando, numa rua à esquerda de sua entrada, artigos pela metade do preço que havíamos pago em Luxor, desde camisetas a US 3,00. Pela manhã, em nosso último dia no Egito, fomos ao bairro dos Coptas, cristãos ortodoxos, provavelmente a religião cristã mais antiga do mundo, onde existem duas Igrejas, de Santa Bárbara e de São Jorge, e uma capela construída sobre uma gruta, que teria abrigado a sagrada família quando fugiram para o Egito em função do infanticídio praticado pelos romanos em busca do Cristo. Existe ainda os vestígios da muralha que cercava a área, e um museu, que se encontrava em restauração. Em frente a esse museu, pegamos um metrô e descemos junto ao Museu Egípcio, onde passamos várias horas. É muito interessante, com milhares de peças que compreendem toda a história egípcia, mas muitas sem identificação. O mais impressionante é o tesouro encontrado na tumba de Tuthankamon, com os três sarcófagos que encaixam um dentro do outro, todos em ouro maciço e pedras preciosas, bem como seus pertences pessoais, que foram enterrados com o faraó mumificado. Saímos do museu e fomos até o hotel pegar as malas, para os vôos de retorno. Ataquei alguns taxis, mas nenhum motorista falava inglês, então tive que me virar na mímica, fazendo com a mão um avião voando, pois não ele entendia sequer “airport”. Combinei o preço e saímos, mas logo depois ele passou a me pedir algo, que eu não conseguia entender. Ele fazia um sinal de uma cédula ou papel, e eu lhe mostrei que tinha dinheiro, mas não era isso. Então ele parou, e por sorte apareceu uma mulher que falava inglês. O que ele queria, era ver meu bilhete, para saber qual o terminal do aeroporto, pois existem dois, mas nada constava. Assim, seguimos até encontrar uma agência de turismo, que igualmente não sabia, mas buscou a informação que precisávamos. Por nossa sorte, pegamos um taxista honesto e consciente, pois se nos deixasse no terminal errado, poderíamos até ter perdido o vôo. Dicas gerais sobre o Egito. A viagem pode ser feita em qualquer época do ano, pois não chove nunca por lá, sendo geralmente quente durante o dia e um pouco frio à noite. Todavia, se aproveitar o vôo para conhecer outros lugares, principalmente a Europa convém evitar o inverno deles (dezembro a março). Em nosso caso, fomos até a Tunísia, e pegamos muito frio e chuva no mês de fevereiro. Os egípcios em geral são metidos a espertos, sempre tentando levar vantagem. Se pedir informação a alguém na rua, ele vai querer te acompanhar, passando por alguma loja onde ganhará alguma comissão, e depois ainda vai querer cobrar pelo serviço.. A comida em geral é boa e existem muitas opções de lancherias, mas a bebida alcoólica é cara. Os taxis são baratos, mas é bom sempre acertar o destino e o preço antes de embarcar, nem que seja na mímica. Para comprar passagens de trem, é bom ter junto alguém que fale árabe, pois os atendentes não falam inglês, e podem inclusive entregar um bilhete em classe inferior à adquirida. Para compras, o melhor é o “bazaar” El Khalili, no Cairo, que qualquer taxista conhece, não ficando longe do centro. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20091119212824.jpg 500 347.826086957 Legenda da Foto][/picturethis]
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