Ir para conteúdo

Mais curtidos da Semana


Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 22-01-2020 em todas áreas

  1. 2 pontos
    SUDESTE ASIÁTICO 3º Dia - Domingo em Bangkok observando as homenagens ao Rei (06/11/2016) Domingo em Bangkok. Hoje a programação era conhecer alguns templos budistas da cidade, o que sempre foi um dos nossos principais motivos para visitar a Tailândia. Pesquisamos bastante sobre os templos de Bangkok e, como é impossível, mesmo pra quem vive aqui, conhecer todos, visto que são milhares, elegemos os que pensávamos ser os mais interessantes e de mais fácil logística, visto o nosso pouco tempo na capital tailandesa e nossa aversão em pegar táxis. Dessa forma, nossa meta do dia era conhecer o templo do grande buda em pé, ou Wat Intharawihan, e o templo de mármore (Wat Benchamabophit). O leitor mais atento deve ter percebido que wat em tailandês significa templo (se você leu todos os posts até aqui, já sabe agora duas palavras em tailandês!). Também estava programado para assistirmos uma luta de Muay Thai no Estádio Ratchadamnoen, o segundo mais importante de Bangkok, mas devido a morte do rei duas semanas antes, todos os eventos no país foram cancelados por um mês. Aqui cabe fazer um parenteses importante para falar sobre a monarquia da Tailândia. Sim, a Tailândia é uma monarquia, com o trono passando de geração em geração. Quanto ao governo executivo, desde 2006 o mesmo é comandando por uma junta militar, empossada depois de um golpe de Estado. Porém, na Tailândia o rei é considerado quase como um deus, tanto que ambos governos democráticos ou autoritários sempre respeitaram a figura do rei e em nenhum deles nunca se questionou a abolição da monarquia. Embora como nas demais monarquias do mundo contemporâneo o rei não tenha um poder decisório significativo, este é um símbolo de unidade nacional, figura respeitadíssima, sendo inclusive crime inafiançável "falar mal" do rei ou desrespeitar imagens deste, incluindo amassar notas de dinheiro (visto que todas tem a imagem do rei) ou mesmo pisar em moedas no chão. Este respeito e admiração ao rei pareceu para nós uma coisa natural, não imposta, acredito que principalmente porque o rei à época, Bhumibol Adulyadej, que esteve no poder desde 1946, era uma figura muito carismática e colocava ele próprio diversas políticas públicas em prática, sempre visitando comunidades periféricas em situação de vulnerabilidade, levando alimentos, dando entretenimento para crianças carentes, acompanhando campanhas de vacinação etc. Inclusive o mesmo conseguia, por sua popularidade, ser um contraponto aos governos militares que permearam o Estado tailandês nos seus 70 anos de reinado, conseguindo frear diversas medidas autoritárias que seriam postas em prática. Diante disso, sua morte em 2016 foi uma das maiores tragédias para o país, que imediatamente decretou estado de luto por um ano, sendo que no primeiro mês muitos serviços e lojas foram fechados para prestar suas homenagens ao rei e o entretenimento local (não o para turistas) foi proibido também (mesmo na Khao San Road dizem que na primeira semana muitos bares permaneceram fechados). Ah, toda população também foi convocada a andar de preto pelas ruas e, realmente, todos tailandeses na rua estavam vestindo preto, inclusive nós, por respeito, tentávamos sempre andar de preto em Bangkok. Não preciso dizer que a morte do rei duas semanas antes de embarcarmos nos deixou putos. Pensávamos que isso iria estragar toda nossa viagem, já pensava até que isso aí era olho grande que tinham botado na nossa primeira viagem pra fora do continente, enfim, entramos numa bad, mas no fim deu tudo mais que certo, dou mais detalhes depois. Voltando ao nosso roteiro do dia, fomos então em direção ao terminal de ferrys para pegar o barco rumo ao norte da cidade. No caminho, paramos em um 7eleven para tomar um café da manhã e descobrimos o que seria o nosso café da manhã favorito de toda a viagem: um sanduíche de salsicha (a salsicha da Tailândia tem um gosto muito bom, bem diferente do brasileiro), um café daqueles prontos solúveis da Nescafé e mais um doce, tipo um bolinho, um rocambole doce ou um saquinho de manga desidratada com pimenta (sim, é bom!). Um pra cada um disso tudo sempre dava em torno de 80 baths (8 reais!) e desde então o 7eleven, que já era nossa loja favorita até então, passou a ser o nosso deus (kkkk). Café da manhã no 7eleven: pão com salsicha, café e doce de banana. Chegamos no terminal de ferrys, que ficava a uma quadra do nosso hostel e fomos pegar nosso ferry, que na Tailândia é um transporte público como outro qualquer, parando em diversas paradas percorrendo o Rio Chao Phraya (um rio que cruza quase toda a Tailândia), e com o custo de 14 baths (1,40 reais). Ficamos pensando porque no Brasil não se investe mais neste tipo de transporte em cidades que possuem rios navegáveis as cruzando? Aqui em Porto Alegre mesmo a cidade é costeada por um rio que podia muito bem possuir um ferry que percorresse a costa como um ônibus de linha. Uma das respostas, pelo menos aqui na cidade, envolve a máfia dos ônibus. Lembro que quando se quis implementar um ferry (aqui chamamos de catamarã) que cruzasse o Rio Guaíba em direção à cidade de Guaíba, que fica na outra margem, a licitação choveu de impugnações e mandatos de segurança impetrados pela empresa que faz este transporte de ônibus pela ponte que liga as duas cidades. Só depois de muito tempo conseguiu-se colocar em funcionamento o catamarã, porém só dois barcos fazem a travessia diariamente, a um valor absurdo de 10 reais, e ainda parece que a empresa vencedora da licitação é uma subsidiária da mesma empresa de ônibus que fez de tudo para embargar o projeto. Ferry Boat e sua bonita vista do Chao Phraya Mas voltemos à Bangkok! Havíamos lido que a linha laranja de ferrys era o "pinga-pinga", portanto a mais barata, e foi esta que pegamos. Fizemos aquela cara de espanto pela barateza do negocio e seguimos até a estação Tha Phra Chan, esta uma estação mais "gourmet", com um mini mercadinho, várias lojas de comidas e locais tentando te empurrar passeios ou oferecendo serviços de guia pelos templos, mas de forma bem discreta, acho que pela morte do rei. No caminho, passa-se por pontes muito bonitas e modernas, vários templos na beira do rio, incluindo o templo Wat Arun, um dos principais de Bangkok, ponto turístico principal para subir e apreciar o por-do-sol, porém infelizmente o mesmo estava fechado para reforma naqueles dias. Descemos na estação e seguimos por uma rua costeando o rio. Passamos por uma espécie de shopping a céu aberto, meio chique, onde havia vários estudantes uniformizados tirando fotos, acredito que para uma formatura (mais tarde descobrimos que havia estudantes por toda a cidade tirando fotos pra isso). No shoppinzinho curtimos o deck a beira do rio, comemos uma comida estranha japonesa, bolinhos de polvo (takoyaki) e tomamos uma raspadinha azul (blue lagoon), que é bastante apreciada entre os jovens, principalmente no verão. Ainda estávamos com receio da comida tailandesa, então preferimos não arriscar muito. Shoppinzinho a beira do Chao Phraya; Deck com vista para o rio; Takoyaki e Raspadinha de Blue Lagoon Seguimos então até uma grande área aberta gramada, um parque chamado de Sanam Luang, todo cercado e que mais tarde se edificou o crematório real. Esta é uma área bem conhecida (onde foi filmada uma das cenas do filme Dragão Branco do Van Damme) onde os tailandeses vão para praticar esportes, fazer piquenique e passear, ficando ao lado do Gran Palace, e onde se obtém uma vista muito bonita. Neste dia porém, estava rolando uma grande homenagem à morte do rei, com telões, desfiles e apresentações musicais na praça. Até era permitido a entrada de estrangeiros, mas a grande maioria era de tailandeses, todos vestidos de preto. A rua ficava fechada e para entrar era necessário mostrar passaporte o que, por sorte, eu possuía uma cópia no bolso. Ruas lotadas de tailandeses vestidos de preto e apresentação musical com a imagem do rei ao fundo Ao passar pelas gurias que estavam na catraca que dava acesso à área do parque, as mesmas quando viram que eramos brasileiros abriram um sorriso, disseram que na Tailândia adoram brasileiros (na época, apesar de já ser em 2016 após o golpe, ainda não tínhamos um governo fascista no poder, não sei se hoje elas ainda pensam assim kkkk). Pelo caminho ainda ganhamos gratuitamente uma sacola com uma fruta estranha que até agora não sei o que é, uma espécie de bergamota com casca dura mas menor e com um gosto bem diferente, mais doce, e várias garrafinhas de água pelo caminho. A tal frutinha que estavam distribuindo Nessa hora todo aquele medo que tínhamos de que a morte do rei estragaria a nossa viagem se mostrou infundada. Pelo contrário, vivenciamos um momento único na história da Tailândia, uma experiência incrível acompanhar toda a movimentação e observar a devoção do povo tailandês ao seu rei. Bhumibol que me perdoe, mas sua morte acabou sendo um ponto alto da nossa viagem. Nos demos também o título de "turistas respeitosos", pois sempre tratávamos de andar de preto nestes lugares, não rir, e não tirar fotos que desrespeitassem as imagens do rei. Enquanto isso, víamos tristes e horrorizados vários gringos dando gargalhadas perto das imagens do rei e tirando um monte de foto das pessoas prestando sua homenagem, ainda por cima sempre com suas roupas coloridas estampadas, muitas vezes usando bermuda. Auto-retrato pintado do nosso Rei Continuando a caminhada, compramos numa vendinha mais uns potes de Tiger Balm (outro motivo pelo qual viemos para a Tailândia hehehe) e passamos pela frente do Museu Nacional da Tailândia. A princípio ele não estava no nosso roteiro devido ao curto tempo, mas como ainda era cedo, por volta de 11 da manhã e a entrada nele (assim como a maioria dos templos da Tailândia) estava gratuita por causa da morte do rei (salve Bhumibol), resolvemos conferir. Museu Nacional da Tailândia O Prédio do museu é uma atração por si só. Tem a arquitetura de um templo budista, vários prédios por sinal, e dá um panorama de toda a história da Tailândia, desde o antigo reino do Sião até as monarquias atuais, com a exposição das carruagens reais, talheres reais, roupas reais usadas pelos reis ao longo dos séculos, etc. Há também a exposição de vários monumentos recuperados da antiga capital Ayutthaya, os que sobraram após a invasão e destruição dessa pelo exército birmanês. Nossa ideia era seguir dali caminhando até o templo do grande buda em pé, mas olhamos no mapa e parecia ser um pouco longe e, como este templo é próximo de uma estação de ferrys e o ferry é tão barato, fomos de ferry. Pegamos novamente a linha laranja e descemos na estação Rama 8 Bridge. Esta estação fica num bairro bem residencial, e assim pudemos ter mais um gostinho da "vida real" de Bangkok. No caminho em direção ao templo, várias tendas vendendo peixes vivos em bacias, enguias, tartarugas e arraias, bem interessante, além de flores também, milhares. Paramos então no 7eleven para fazer o nosso "almoço". Compramos uma destas bandejas de comida congelada (pra variar a Juju pegou uma super apimentada), massa com legumes e frango, esquentamos no microondas e comemos ali mesmo sentados na calçada em frente ao 7eleven, observando (e torcendo) alguns peixes tentando fugir dos baldes que havia nas tendas que mencionamos, acompanhado de uma Archer (a cerveja mais baratinha). Descobrimos então uma excelente alternativa de almoço caso nada nos apetecesse neste país. As comidinhas prontas do 7eleven são boas, não vem muito mas servem pra tapear o estomago e a quantidade de tempero também igual não permite comer muito. O preço? 30 baths (3 reais)! O templo do buda em pé fica a 750 metros da estação, após cruzar uma avenida grande por baixo de um viaduto. Este templo possui fama por possuir o maior buda em pé do mundo (o que depois descobrimos que é mentira, o maior fica na Indonésia). Realmente é bem impressionante, majestoso, e o mais interessante é que, como fica no meio de uns prédios, você não enxerga da rua, apesar de bem alto. Foi a primeira vez que tivemos que tirar os tênis para entrar num local na Tailândia. Também foi o nosso primeiro contato com o "capitalismo budista". Apesar de ser uma filosofia de vida (já que muitos budistas não a consideram uma religião) que prega o não consumismo e o não apreço por bens materiais, tudo dentro do templo se cobra uma "contribuição voluntária", normalmente de 20 baths (2 reais). Não só neste mas em todos os templos. Se paga para acender um incenso, para fazer uma oferenda ao buda com uma flor de lótus, para pegar um papel com um mantra budista... É, acho que templo religioso é sempre igual, independente da religião e tirar dinheiro de fiéis é uma coisa universal. Templo do Grande Buda em Pé Também ali, mas do lado de fora, tinha um carinha vendendo uns passarinhos dentro de uma gaiolinha. Ele disse que tu tinha que comprar a gaiola com o bichinho e soltar ele ali na frente do buda pra dar boa sorte. A Juju, achando que podia comprar a liberdade de um passarinho, desembolsou os 150 baths que o vendedor cobrou e fez o "ritual". Um detalhe, não se pode ficar com a gaiola, tem que devolver pro vendedor depois, meio estranho não? Mais tarde lemos que os pássaros que estes caras vendem são treinados e voltam para a casinha depois de soltos, permitindo ao adestrador vendê-lo novamente para outro trouxa, digo, pessoa. Juju se preparando para "libertar" os passarinhos (pelo menos puderam dar uma voltinha) Comemos também um sorvete tailandês, esses que são febre agora no Brasil, que o cara faz com uma espátula numa lâmina gelada. Tínhamos lido num blog que o sorvete ali na frente deste templo era muito bom. E realmente é, de coco, servido dentro de um coco aberto, permitindo ainda poder raspar o resto da fruta da casca. Dali seguimos a pé pela Krung Kasem Road, uma avenida grande cortada por um riacho, muito parecida com a Avenida Ipiranga aqui de Porto Alegre (mas sem fedor de esgoto). No caminho passamos ainda por uma feira gastronômica que estava acontecendo, tipo aquelas feiras de nações com comidas de vários lugares do mundo. Bem legal pois não tinha quase turistas, só locais e todas as banquinhas davam amostras grátis das comidas e bebidas. Depois de provarmos de tudo, numa tenda pegamos um prato com uns 5 tipos de arroz diferentes, um de cada cor, (mas com o mesmo gosto) que estavam oferecendo e sentamos pra comer junto com uns tiozinhos muito simpáticos que tentavam puxar conversa. Assim, gratuitamente, já estávamos jantados (kkkk). Avenida Krung Kasem Road Ainda em direção ao Templo de Mármore, passa-se por outra avenida bastante bonita, com vários "portais" com fotos dos reis e rainhas. No fim dela há o Palácio Real, um palácio estilo europeu imponente. No dia a esplanada gigante que tem em frente a ele, onde fica uma estátua do Rama IV, estava com acesso restrito, acredito que devido às homenagens ao rei. Só havia mais um monte de estudantes tirando fotos para formatura, tanto na esplanada quanto ao longo da Avenida. Mais uma caminhadinha e chegamos no templo, que como os outros também, devido ao luto pela morte do rei não estava cobrando entrada. Palácio Real; Avenida em frente ao Palácio real com seus murais; Estudantes tirando foto para formatura O Templo de Mármore é muito bonito, com o chão do pátio interno todo feito de mármore, além das pilastras e das paredes (dizem que o mármore foi importado da Itália lá pelos anos 800 pelo Rei Rama IV) e lá dentro uma estátua de buda dourada majestosa, onde paramos para contemplar (descansar) um pouco. Pátio interno do Templo de Mármore (a Juju botou uma camiseta por cima para cobrir os braços para poder entrar no templo) Ainda no pátio interno, costeando o muro, há a exposição de 50 estátuas de budas. Todos eles possuíam uma placa embaixo com o nome e o que significava, o que deu pra aprender um pouco sobre o porque das posições de cada estátua (buda da flor de lótus, buda da mão na terra, buda indonésia, buda japonês, etc). Pátio dos 50 budas O lugar também conta com a presença massiva de gatos, devem ser todos budistas (dã). Fotinho de Instagram Na parte externa funciona também um convento onde moram os monges, numa área de jardins bastante bem cuidado com passagens de córregos e pontes, muito bonito e agradável. Parte interna do templo com seus murais belíssimos contando a história de Buda e parte externa com jardim, lagos e pontes Quase no fim da tarde, começamos nosso retorno para o hostel. Essa parte da cidade não fica perto de nenhuma estação de metrô, sendo assim, quando fiz o roteiro pesquisei que numa rua paralela podia-se pegar um ônibus em direção à Estação de trem. No caminho até a tal rua passamos ainda na frente do estádio de Muay Thai que iríamos assistir a luta à noite. Infelizmente, como já mencionado, as lutas foram suspensas durante este mês, mas tiramos uma foto em frente ao estádio para prestar homenagem ao nosso rei (há uma foto gigante do rei na frente do ginásio). Estádio Rajadamnern Chegamos na rua que o Google Maps havia indicado e não havia nenhuma parada de ônibus. Encontramos uma só uma quadra depois. Havia uma senhorinha na parada e decidimos perguntar para ela se o tal ônibus passava ali. Achando que uma senhorinha idosa não deveria saber falar inglês, colocamos a frase no google tradutor e depois de um Sawadii Ka (que significa Oi e agora você já sabe 3 palavras em tailandês), mostramos a tela do celular para ela. E não é que ela nos responde em inglês? Bangkok é muito turística, realmente é muito difícil um morador não saber falar inglês. Muito simpática, ela disse que sim, que o ônibus passava ali e antes que ela terminasse de falar passou o dito cujo e o pegamos. Os ônibus na Tailândia são uns caco velho horrorosos, e você paga dentro do ônibus pruma cobradora que fica passando de banco em banco. O preço? 11 baths (1,1 real)! Nóis no busão! Quando avistamos a Estação de trem Hua Lamphong descemos e foi aí que presenciamos uma das coisas mais impressionantes de toda a viagem. Já havíamos lido que não sei quantas vezes por dia, auto-falantes espalhados pela cidade tocavam a "música do rei", tipo um hino orquestrado e todos na rua paravam para demonstrar o seu respeito, mas achávamos que era uma coisa simples, que rolava meio discretamente. Foi aí que, descendo do ônibus, começou a tocar a tal música, virei pra Juju pra questionar o que estava acontecendo e quando olho de novo para a rua, TODOS pedestres estavam parados, eretos, tipo estátua, parecia um Flash Mob, ainda mais que estávamos num lugar com bastante movimento, todos pararam de fazer o que estavam fazendo para ficar ouvindo a tal música do rei. Foi uma experiência indescritível, um fenômeno sem explicação, ainda mais que tava todo mundo andando de preto naqueles dias. Estação de Trem Hua Lamphong à noite Maravilhados, voltamos pro hostel já a noite. Antes porém, fomos procurar para fazer mais uma Foot Massage, o que não foi difícil encontrar pois as casas de massagem tailandesa só perdem para o 7eleven em questão de quantidade por metro quadrado. Depois de mais uma massagem revigorante, compramos umas cervejas Archer e ficamos pela área comum do hostel mesmo, passando as fotos para o Google Drive no computador que tinha disponível ali para os hóspedes. Tomando uma Archer tranquilão para terminar o dia
  2. 1 ponto
    Depois de muitos pedidos e muita procrastinação, eu e minha esposa resolvemos começar a publicar os relatos das nossas viagens. Para isso criamos um blog num formato meio que de diário, contando o dia-a-dia das nossas viagens pelo mundo sempre só com uma mochila nas costas e pouca grana. Para quem quiser acessar nosso blog, vai aqui o link: http://arielbrothers.wixsite.com/osmochilinhas De qualquer forma, pretendemos publicar nossas histórias aqui também no site dos mochileiros, site este que sempre nos ajudou nos nossos planejamentos. Dessa forma, queremos dar também nossa retribuição para ajudar outros viajantes e incentivar as pessoas a viajar, mostrando que é possível sim conhecer outros países gastando pouco e até menos do que gastaríamos se ficássemos este mesmo período no Brasil. Nosso primeiro relato é de uma viagem que fizemos de 35 dias pelo sudeste asiático, nossa primeira viagem para fora do continente. A viagem foi em 2016, sendo assim, há muitas informações que devem ser atualizadas por quem quiser se inspirar em nosso roteiro. Ainda estamos em processo de montagem do blog, por isso, vamos ir postando aos poucos o nosso itinerário, inclusive, no fim de cada cidade/país, pretendo fazer um resumão com mapas e dicas mais práticas dos locais e meios de transporte utilizados. SUDESTE ASIÁTICO 1º Dia - Chegando em Bangkok (04/11/2016) Chegamos em Bangkok por volta das 3h da tarde. Entre imigração, banheiro e trocar um pouco de dinheiro no aeroporto, fomos sair de lá umas 16h30. Aqui já vai uma dica: Antes de passar na imigração é necessário preencher uma outra ficha que não a de imigração e passar no "Health Control" para apresentar a carteira de vacinação contra a febre amarela. No dia que chegamos tinha uma filinha ali, principalmente porque tinha um suíço que não sabia falar inglês (e muito menos tailandês), e a tiazinha no guichê tentava achar alguém que falasse a língua dele para ajudar enquanto gritava para o mesmo: "complete! complete!". O aeroporto Suvarnabhumi é imenso e lindo, todo coberto com uma cobertura (dã) abobadada que lembra muito o Estádio Beira-Rio aqui em Porto Alegre. Aeroporto Suvarnabhumi, o principal aeroporto de Bangkok e um dos maiores da Ásia Fomos para o hostel de metrô, é claro, a forma mais barata de sair do aeroporto rumo a cidade. Depois de uma baldeação, chegamos a estação Hua Lamphong por voltas das 17h. Estação esta que dá de frente para a Estação de trens de mesmo nome: Hua Lamphong, a principal estação de Bangkok e onde depois pegaríamos nosso trem em direção à Ayutthaya e Chiang Mai. Primeira coisa a fazer, passamos no prédio em frente a estação retirar nossos tíquetes de trem de Ayutthaya para Chiang Mai, comprados com antecedência junto a uma agência de turismo pela internet por garantia devido à época que estávamos visitando, o Festival das Lanternas de Chiang Mai. Depois, antes de seguirmos para nosso hostel, a Juju estava morrendo de fome, por isso fomos logo provar nossa primeira comida de rua na Tailândia. Na primeira venda que enxergamos, ao lado da saída da estação de metrô, pedimos para uma tiazinha, com a ajuda de outra que estava na fila que falava inglês, o mesmo que um outro casal estava comendo (já que não tínhamos ideia do que a tia servia ou o nome das comidas). Para nossa surpresa era uma sopa que mais tarde descobriríamos ser o famoso Tom Yum (muito bom por sinal). A tiazinha nos cobrou ali, aleatoriamente 50 baths (o equivalente a 5 reais), ainda disse que o normal era 40 mas que o nosso era "especial" (será?), por isso mais caro. Desde cedo então descobrimos a gentileza e o carisma dos tailandeses, tanto da tia vendendo o lanche, quanto a tia da fila que nos ajudou, quanto aos demais na mesa improvisada que perguntaram se estávamos gostando da comida, todos muito simpáticos! Ainda improvisei um aroi (gostoso em tailandês) para responde-los, o que os desarmou ainda mais conosco. Devidamente alimentados, seguimos para o hostel, a pouco mais de 800 metros dali, costeando um afluente do rio Chao Phraya, o principal rio que cruza a cidade e que é utilizado pela população entre outros, como meio de locomoção. No caminho diversos templos budistas muito bonitos, tuk-tuks e 7elevens (para quem não sabe, 7eleven é uma franquia de lojas de conveniências muito presente mundo afora, sendo que a Tailândia e o Japão são os países que mais possuem lojas desta franquia). Espalhados pelas ruas há vários cartazes informando como se deve respeitar o budismo e a figura do Buda. Acha que os turistas respeitam isso? Chegamos no hostel Oldtown e de cara seria um dos melhores hostels, se não o melhor, que ficamos em toda a viagem pela Ásia. Quartos limpos, camas extremamente confortáveis, área comum enorme com jogos, geladeiras, banheiros gigantes também, entrada nos andares com cartão, tudo perfeito, e ainda por cima, pelo preço de 12 reais por pessoa por dia (hoje deve estar mais caro), um dos mais baratos que já ficamos. Quarto de 8 pessoas do Oldtown hostel Nos acomodamos num quarto com 8 pessoas e, como sempre, com a adrenalina a mil por recém chegar num lugar diferente, já saímos pela rua para explorar, sem dar a mínima para as mais de 30 horas de voo nas costas ou para o fuso-horário (o que se revelaria uma tremenda burrice mais tarde...). Saímos já a noite, em direção a China Town de Bangkok, que fica pertinho do hostel. Aliás, a escolha do mesmo foi justamente por isso. Além de estar perto da estação de trem, onde teríamos que pegar o trem dias depois cedo da manhã, a noite na China Town é uma das melhores da cidade, menos turística que a famosa Khao San Road. Além disso o hostel fica praticamente do lado de uma estação de barco, o que permitiria também ir facilmente (e barato) até o bairro antigo da cidade, onde fica o Grand Palace e o Wat Pho, principais atrações da Tailândia. No caminho para a China Town, entramos pela primeira vez num 7 eleven, e foi nosso primeiro choque econômico da viagem. Tudo muito barato! Protetor solar, shampoo, água, comidas, salgadinhos, cervejas... um absurdo! Se já estávamos animados com tudo que vivenciávamos até o momento, ficamos mais ainda. Compramos nossa primeira cerveja Singha (a melhor de todas junto com a Chang) e seguimos, passando pelo arco chinês e adentrando a rua Yaowarat, a principal da China Town. Salgadinhos exóticos e baratos do 7eleven; Cerveja Singha, a melhor da Tailândia, Arco Chinês que dá acesso à China Town. Com aquela adrenalina e vontade de desbravar já mencionada, seguimos através das ruas lotadas de barraquinhas de rua e gente, letreiros chineses em neon e enfeites bem característicos de uma China Town. Paramos então para comer o que mais de exótico achássemos e pedimos um espetinho de polvo, o qual foi servido mergulhado numa sacola com um tempero que nós né, tipo: "estou na Tailândia quero provar tudo" pedimos para incluir. Não preciso dizer que aquele tempero era apimentado que é um diabo, e nos fez sofrer para comer aquilo ali (mas comemos tudo!). Saboreando um espetinho de polvo de nome impronunciável, conforme se vê no cartaz Demos mais uma volta pela rua e fomos parados por um grupo de adolescentes que, ou queriam treinar seu inglês, ou estavam fazendo um trabalho para o colégio, pois fizeram umas perguntas para nós sobre o que achávamos da Tailândia e anotavam as respostas num caderno. Muito simpáticos também (como todos tailandeses que conhecemos). Depois entramos num restaurante/lancheria e pedimos mais uma comida exótica, uma massa tipo yakissoba com bolinhos de frutos do mar, porém essa, mais apimentada ainda que a comida anterior, não conseguimos comer toda. Fomos conhecer então as ruas transversais, que também possuem um comércio vasto. Numa delas, vimos uma grande (e estranha) movimentação próxima de um caminhão que descarregava alguma coisa para algumas lojas. Fomos conferir e era um caminhão vendendo calçados muito baratos! A Juju achou uma pantufa do Totoro que custava algo em torno de 90 baths se não me engano (9 reais) e comprou-se então o primeiro souvenir da viagem. China Town de Bangkok Antes de voltar para o hostel, ainda ficamos ali observando mais um pouco a vida noturna da região e tivemos mais um choque cultural (que se tornaria natural ao decorrer da viagem). Descobrimos que as louças das barraquinhas de rua não são descartáveis, são todos lavados em uns baldes de higiene duvidosa, sem água corrente. Além disso, descobrimos a convivência pacífica entre os vendedores de rua e os ratos (que pareciam gatos de tão grandes). Um dos vendedores inclusive observava um rato se mexer perto dele e ria. Descobriríamos mais tarde que o Brasil é um dos países "mais higiênicos" do mundo. Já de volta ao hostel, esperando a Juju tomar banho, acabei conhecendo na área comum um canadense que estava no nosso quarto e que queria se enturmar a qualquer preço. Me contou que estava nas praias, curtindo muito: "So much party" (frase que depois virou um meme interno) mas teve que vir para a capital para tomar remédios anti rábica por um mês pois levou uma mordida de um macaco na Monkey Island (imagino como deve ter importunado o bichinho). Depois ele tentou puxar papo com um russo que também estava no nosso quarto (o que não deu muito certo), e depois saiu tentando conversar com qualquer coisa que esbarrasse no seu caminho. Depois que a Juju voltou para o quarto é que paguei o preço de não ter respeitado o tal de "Jet Lag". Vomitei as tripas, dentro do quarto mesmo, inclusive pingando um pouco nas coisas de um suíço que estava no beliche ao lado (por sorte não tinha ninguém no quarto naquele momento). A Juju rapidamente pegou um pano num armário que tinha no corredor e limpou tudo, mas continuei vomitando até altas horas da madrugada. Com enjoo, dor de cabeça e náuseas, comecei a tomar tudo que é remédio: Dramim, plasil, paracetamol, etc. Enquanto a Juju tranquilona, ficou mais um tempinho lá na área comum apreciando umas Singhas. Continuei vomitando até que consegui dormir, porém no meio da madrugada acordei com uma dor insuportável na barriga, tentei dormir de novo mas não conseguia, até que resolvi tomar um remédio para gases e fui no banheiro onde fiquei por algumas horas, até que, enfim, aliviou as dores e consegui dormir. Fica a lição, respeitar o corpo e não comer nada pesado nem se agitar muito recém chegando depois de 30 horas de voo num fuso horário de 10 horas de diferença.
  3. 1 ponto
    Olá gente! Nem acredito que chegou a minha hora de deixar um relato de viagem haha eu pesquisei muito aqui nesse fórum e uma das grandes razões da viagem ter saído do papel e eu ter feito o meu primeiro mochilão sozinha foi as informações que encontrei por aqui. Primeiramente, a base da minha viagem foi o relato da @appriim que está completinho nesse link aqui. Encontrei ela aqui no Mochileiros e no fim somos da mesma cidade e temos vários amigos em comum (e em breve espero que saia o encontro pessoalmente né Ana? haha) Fiz algumas alterações porque eu tinha alguns dias a mais que ela, então segue abaixo uma visão geral do meu roteiro e depois nos comentários vou escrevendo dia a dia. 17/12/2019 - Florianópolis > Ushuaia 18/12/2019 - Ushuaia - Carimbei o passaporte, comprei o ônibus para Punta Arenas e fiquei andando na cidade sem rumo 19/12/2019 - Ushuaia - Passeio na Pinguinera + Canal Beagle e trilha no Glaciar Martial 20/12/2019 - Ushuaia - Laguna Esmeralda 21/12/2019 - Ushuaia - descanso e andei pela cidade sem rumo de novo 22/12/2019 - Ushuaia deslocamento > Punta Arenas - 12h de ônibus durante o dia 23/12/2019 - Punta Arenas - fiz o câmbio e andei pela cidade, pela orla, fui ao mirante e cemitério as 17h peguei o ônibus para > Puerto Natales - 3h 24/12/2019 - Puerto Natales - Aluguei um carro com o pessoal do hostel e fomos até o Parque Torres del Paine, fazendo o "Full Day" que vende em agências de forma privada 25/12/2019 - Puerto Natales - Descanso 26/12/2019 - Puerto Natales - Trilha Base de Torres del Paine 27/12/2019 - Puerto Natales deslocamento > El Calafate - 7h de ônibus durante o dia 28/12/2019 - El Calafate - Laguna Niemez, Lago Argentino e andei pela cidade 29/12/2019 - El Calafate - Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno 30/12/2019 - El Calafate deslocamento > El Chalten - 3h de ônibus saindo as 8h 31/12/2019 - El Chalten - Laguna de los Três / Fitz Roy 01/01/2020 - El Chalten - Descanso 02/01/2020 - El Chalten - Chorrillo Del Salto 03/01/2020 - El Chalten - Mirador de Los Condores e Las Aguilas 04/01/2020 - El Chalten - Laguna Torres / Cerro Torre 05/01/2020 - El Chalten - Madre e Hija 06/01/2020 - El Chalten - Descanso 07/01/2020 - El Chalten deslocamento > El Calafate - 3h de ônibus, saindo as 8h, andei sem rumo pela cidade 08/01/2020 - El Calafate - Lago Argentino, andei pela cidade e meu voo saiu as 19:30h para Buenos Aires > Florianópolis 09/01/2020 - Chegada em Florianópolis Gastos aproximados: DESLOCAMENTO: R$ 3.000,00 R$ 2.139,00 passagem aérea Aerolíneas Argentinas | Ida: Floripa > Buenos Aires > Ushuaia | Volta: El Calafate > Buenos Aires > Floripa R$ 180,00 entre taxi, uber, transfer aos lugares R$ 530,00 deslocamentos de ônibus R$ 135,00 aluguel de carro por 1 dia em Puerto Natales (o carro foi dividido em 4 pessoas) HOSPEDAGEM: R$ 1.280,00 Ushuaia: ANTARCTICA HOSTEL Punta Arenas: HOSTEL ENTRE VIENTOS Puerto Natales: WE ARE PATAGONIA BACKPACKERS (pagamento em dólar estamos isentos de 19% do imposto) El Calafate: FOLK HOSTEL El Chalten: LO DE TRIVI El Calafate: FOLK SUITS Reservas feitas pelo Booking e HostelWorld PASSEIOS: R$ 1.650,00 Mini Trekking Perito Moreno - R$ 700,00 - comprado no Brasil valor com cartão de crédito e IOF Pinguinera + Canal Beagle - R$ 742,00 - pago no Brasil valor com cartão de crédito e IOF | observação importante: se fazer a caminhada com os Pinguins em Punta Arenas é metade do preço e rola reservar lá mesmo no próprio hostel pro dia seguinte. Entrada Parque Torres del Paine - R$ 185,00 (paguei o preço de 2019 ainda) ALIMENTAÇÃO: R$ 1.200,00 (tem mercado, cerveja, vinho e alfajor nessa conta haha) BAR: R$ 200,00 (isso são os extras dos dias que fui pro bar e só consumi álcool) SEGURO VIAGEM: R$ 215,00 TOTAL GASTO R$ 8.000,00 (contando souvenir, extras que eu possa ter esquecido de anotar e etc) Conversões realizadas: 1 real > 13,60 pesos argentinos (Aeroporto Ezeiza de Buenos Aires) 1 real > 185 pesos chilenos (Casa de Câmbio em Punta Arenas) 1 real > 16 pesos argentinos (Restaurante Casimiro em El Calafate) Fiz umas outras conversões zoadas porque tive perrengue de dinheiro que conto depois hahah mas essas três foram as principais que acho que vale citar. TOTAL QUE GASTEI EFETIVAMENTE: R$ 8.900,00 (perdi R$ 900,00 por um golpe na conversão do câmbio no Banco do Aeroporto Ezeiza, eu dei R$ 3.200,00 e eles me converteram como se eu tivesse trocando R$ 2.300,00, fui perceber só agora que já estava no Brasil, foi falta de atenção minha como recém mochileira que achava que tinha pensado em todos os detalhes, só que não... 💔💔) Aos poucos vou contando aqui sobre a viagem dia-a-dia, ah eu também fui postando tudo no meu Instagram (@anavoando), os stories estão salvos no destaques e fui escrevendo no feed também. Ah, leiam o post da Ana que citei lá no começo, eu li e reli um milhão de vezes e ela dá várias dias ótimas!! Espero que gostem! Continuarei aos poucos, Ana Caroline
  4. 1 ponto
    Dando uma "zapeada" por alguns vídeos que ainda não foram publicados no canal, me deparei com este, um erro amador da minha parte, ao tentar ir acampar em um local que há tempos não íamos e que praticamente ninguém conhece. Pagamos o pato por confiar em nossos instintos, sequer ligamos ao proprietário para perguntar como estavam as condições do lugar. Confiram como estava... É DE ARREPIAR! Confiram o vídeo NÃO COMETA ESSE MESMO ERRO se você vai acampar! Bem que desconfiamos do valor da diária estar muito abaixo do que imaginávamos! Sempre dê um jeito de descobrir as reais condições do lugar antes de ir beleza galera? Fica a dica!
  5. 1 ponto
    Bom dia, procuro companhia de algum grupo que queira fazer alguma trilha na região de São Paulo ou no parque Nacional do Itatiaia. Eu estou aberta a sugestões visto que estou com vontade de fazer alguma trilha que nunca fiz, se alguém quiser subir o pico das agulhas negras ou o morro do couto também, seria bacana!! Conheço as trilhas na região do litoral norte paulista Super topo alguma travessia também, estou buscando companhia por conta da segurança e das experiências de fazer junto com mais alguém !!
  6. 1 ponto
    Alguém indo para Cusco- Peru agora no começo de fevereiro(2020)?
  7. 1 ponto
    Olá, Estou em Portugal com visto de estudante (90 dias), ele vence no dia 22/01 e minha passagem de volta para o Brasil está marcada para o dia 06/02. Ou seja, são 15 dias que ficarei de forma irregular no país. Como não pretendo viajar durante esse período, gostaria de saber se realmente há necessidade de renovar o visto? Caso eu não renove, quando chegar no aeroporto, posso sofrer alguma consequência? Pagar uma multa, ser impedido de retornar ao país? Se alguém tiver esses detalhes, agradeço.
  8. 1 ponto
    Boa noite, Então quando fui, fiquei no hostel da vila ele é bem no centrinho. Tem alguns locais q são distantes então um carro irá te ajudar, mas se for de bus, da p fazer amizade lá e consegui uma carona, até com os meninos do próprio hostel.
  9. 1 ponto
    O ROTEIRO QUE FIZ É: ITALIA, PORTUGAL, FRANÇA, LONDRES , NORUEGA E SUECIA. MAS PODEMOS DECIDIR JUNTOS SE PRECISAR ALTERAR ALGO.. VAMO JUNTO NESSA TRIP? ADD MEU WHATS 47988257723 SAIO DO BRASIL SIM SOU DE SANTA CATARINA
  10. 1 ponto
  11. 1 ponto
    dependendo do local da pra te leva em alguns lugares
  12. 1 ponto
    Parabéns e obrigado por compartilhar! Seu cachorro é lindo, igual o dono!
  13. 1 ponto
    Todas as vezes que precisei trocar dinheiro na Western Union, as cotações foram bem ruins, então hoje em dia eu só troco na Western Union em caso de emergência ou realmente não ter outra opção.
  14. 1 ponto
    O limite de bagagem de mão nas Jetsmart e Sky é menor, é de no máximo 45cm x 35cm x 25cm, o que dá um volume de 39 Litros. Ou seja, uma de 40 Litros estaria no limite máximo permitido, já uma de 50 litros ultrapassa o limite, e pode ser barrada. Tem gente que vai falar que conseguiu embarcar com uma mochila de 50 ou 60 litros nestas low-cost, mas isto foi questão de sorte destas pessoas, e você pode não ter a mesma sorte delas. Então se você não quer correr o risco de ser barrada, compre uma de 40 litros. Agora se uma mochila de 40 litros vai ser suficiente para você, isto vai depender do tipo de atividade que você for fazer lá. Se não for fazer trilha e nem acampar, e se você se programar para lavar as suas roupas a cada 7 ou 10 dias durante a viagem, uma mochila de 40 litros costuma ser mais que suficiente. Mas agora se você for acampar, ou se quiser passar 26 dias sem lavar roupa e sem repetir mais que 2 vezes cada peça de roupa, já precisa de uma mochila bem maior...
  15. 1 ponto
    Se vc tiver a oportunidade de fazer em ezeiza, é uma boa. A cotação de lá é boa (ou era em novembro de 2018) e o banco funciona todos os dias do ano, 24 horas. Porém a fila é longa. Fiquei mais de hora esperando para trocar real por dólar, e eram 1 da madrugada. Mas atenção às notas que vc levar. 800 reais meus foram recusados pelo banco porque as notas continham algum escrito a caneta. estas notas só se aceitam, segundo o funcionário que me atendeu, no banco de la nacion do centro. Ouvi falar que o Western Union de El Calafate fechou mas, quando funcionava, a cotação era bem ruim. Não sei se é verdade.
  16. 1 ponto
    Caramba, você descreveu exatamente como uma viagem deveria ser. Fiz uma viagem recente pra Europa e fiz quase como esse rapaz do post, enfiei um monte de cidades e poucos dias pra cada, não foi ruim, vi muito do que queria ver, porém, o pouco tempo em cada lugar não foi capaz de dar aquela sensação de imersão na cultura local. Mas foi uma decisão consciente, viagens para Europa, para nós brasileiros, são muito caras e na primeira ida pra lá não tem como não se empolgar. O que ele pode fazer, que foi o que fiz, é considerar o pouco tempo em cada local como um "tira gosto", um termômetro para um futura visita com mais calma e mais dias pelos lugares que mais gostou de visitar.
  17. 1 ponto
    @Dominique Zoboli Se você não for acampar, não vai precisar de barraca nem de saco de dormir. Neste caso, eu compraria a de 40 litros. Pode até comprar uma de 30 litros se estiver disposta a lavar roupas a cada 3 ou 4 dias. Foi o que eu fiz no Peru, passei 16 dias com uma mochila de 30 litros e não me arrependi. Quanto menos peso nas costas, melhor.
  18. 1 ponto
    Oi, estarei em Santiago de 11 a 16 de março. Se chegar uns dias antes, topo uma breja 65 992328229
  19. 1 ponto
    Oi @Dominique Zoboli Mochila é algo que o ideal é experimentar na loja.. e lá fazer os ajustes e vê se fica confortável. O melhor custo beneficio é o que a Nani falou.. Decatlhon e mochilas da Quechua. Se for de São Paulo, você encontra outras lojas de outdoor. Nepal (antiga Arco e Flecha): https://www.nepal.com.br/ Pé na Trilha: https://www.penatrilha.com.br/ Mundo Terra: https://www.mundoterra.com.br/ (essa não vende online) Nautika: https://www.nautikalazer.com.br/ Em Curitiba tem a Alta Montanha: https://lojaam.com.br/ E por via das dúvidas.. vai de 40l! Pegue a dimensão da mochila que for comprar e vê se enquadra dentro do permitido da cia aérea.
  20. 1 ponto
    Laguna Humantay é uma trilha de 7km ida e volta! O passeio é de um dia inteiro.. sai de Cusco de madrugada e volta a noite! Você pode contratar o passeio em uma agência de turismo em Cusco ou se estiver com próprio automóvel, pode ir por conta própria.
  21. 1 ponto
    12/04/19 – Parque Yosemite com sol e a estrada até San Francisco Acordamos cedo e o dia estava lindo!! Pegamos a estrada um pouco depois das 8h da manhã. Esse hostel não tinha café da manhã, então fomos comendo nossas coisinhas no caminho para o parque. Quando montei o roteiro, a ideia era fazer a trilha do Mirror Lake no primeiro dia (teria dado tempo, se não fosse pelo clima) e um trecho da trilha Mist Trail no segundo dia. Porém, acabei não me informando no Centro de Visitantes como funcionava para chegar até o início da trilha Mist Trail. Então resolvemos deixa-la para uma próxima oportunidade, já que ela é bem comprida e teríamos tempo para fazer só um trecho dela, e fazer a trilha do Mirror Lake, que não tínhamos feito no dia anterior. Chegamos no parque, estacionamos próximo do início da trilha (nos baseamos no mapa que recebemos do parque). Era cedo ainda, estava bem frio e tinha bem pouca gente. Como o tempo estava ensolarado, o lago estava refletindo bem. A paisagem é linda e a trilha super tranquila, gastamos um bom tempo admirando o lugar e tirando fotos. O engraçado é que a trilha não acaba no lago, ela continua, e claro que continuamos caminhando, até chegar num desvio que dava para a areia, pegamos o desvio e continuamos um bom trecho até resolvermos voltar (na verdade o Vagner já queria voltar fazia tempo, mas eu estava muito curiosa para saber até onde a trilha ia). Teve um casal que não pegou o desvio, continuou, sinceramente não sei onde dava aquela trilha. No caminho de volta, já não era mais tão cedo, então nos deparamos com muitas famílias com crianças fazendo a trilha, é bem tranquila. Saindo dali, resolvemos parar no Centro de Visitantes e refazer a trilha da Lower Yosemite Fall Vista Point, dessa vez com sol. E foi uma ótima escolha, porque no dia anterior, por conta do frio, acabamos não admirando muito o trajeto, que é lindo! Logo no começo, nos deparamos com alguns cervos que estavam bem próximos do cercado, todo mundo ficou em silêncio para não assustá-los, enquanto tirávamos fotos e filmávamos. Nisso três deles resolveram pular o cercado para ir para o outro lado, passando bem pertinho da gente, foi demais! Depois disso, continuamos a trilha e encontramos um desvio que dava pra um banquinho, e do banco dava pra ver certinho as duas cachoeiras, lindas, gastamos mais um tempinho ali até que resolvemos continuar. Chegando na Yosemite Fall Vista Point, ela estava ainda mais linda, mas estava bem mais cheio de gente, e não conseguimos tirar fotos sem que aparecesse alguém atrás, mas enfim, valeu igual! Depois dali íamos encarar 4h de estrada até San Francisco, então aproveitamos bem os últimos minutos no parque, deu até tristeza ao ir embora. Numa próxima oportunidade pretendemos voltar com mais tempo. Saímos às 13h30 rumo a San Francisco. O Vagner estava super animado, pois íamos passar ao lado da Arena do Golden State Warriors no caminho, e ele já teria uma ideia do que nos esperaria no dia seguinte, que era o dia do jogo. No caminho só paramos para abastecer, não lembro em que cidade foi, mas pagamos $30 ($ 3,69 o galão). Acho que já estávamos acostumados com as horas de carro que nem percebemos o tempo que levamos, quando nos demos conta já estávamos passando pela lateral da Arena, que fica na cidade de Oakland, vizinha de San Francisco. para quem não gosta muito de basquete não deve estar entendo nada, cara mais para mim, era emocionante kkkkkkk, pedi para minha esposas tirar o máximo de fotos possíveis (cara nessa hora eu não queria nem saber se eu estaria ali alguns dias depois kkkkkkkk) Logo que fomos chegando perto da ponte que passaríamos para chegar no nosso destino, começou um engarrafamento gigante. Aí que fomos nos dar conta que eram quase 6h da tarde, ou seja, justamente a hora de maior trânsito. Mas quando vocês estão viajando, ainda mais para fora do país, até o engarrafamento fica interessante hahahah Era uma fila gigantesca de carros, daquela que não dá pra enxergar o fim, levamos uma hora para andar 9 milhas, mas para o tanto de carros que tinha achei que foi super rápido. Era umas cinco filas, os caminhões eram obrigados a ficar na primeira fila da direita. Logo chegamos no pedágio, o único da viagem toda, pagamos $7. Achei interessante porque não tinha chancela. Logo que passamos percebemos que os carros pararam, aí que fomos enxergar que tinha um semáforo para cada fila, ia liberando um de cada fila por vez. Depois dali acabou o engarrafamento. Seguimos para o nosso hostel, HI San Francisco Fisherman's Wharf Hostel (240 Fort Mason), pagamos $47,50 cada por dia. Chegamos perto das 19h. Esse foi um dos hostels que mais gostamos, é enorme, bem aconchegante, a localização é ótima, e quando reservamos dizia não ter café da manhã, mas tinha! E era um café da manhã muito bom. Paramos o carro próximo do hostel e fomos fazer check-in para pedir onde era o estacionamento. O rapaz da recepção nos deu um mapa do estacionamento, sinalizando onde podíamos deixar o carro. Na frente das casas era proibido. Deixamos um tanto longe, mas era bem seguro o local, então não nos preocupamos. Enfim, largamos nossas coisas e fomos a pé comer no In-N-Out Burger, que era pertinho, pedimos um combo Dbl -Dbl + 2 sanduíches por $ 18,07. Tinha bastante opção para comer por perto, mas como nosso orçamento era curto, nem procurávamos outra coisa que não um lanche. Saindo dali dava para curtir o por-do-sol junto ao mar tivemos que aproveitar um pouquinho kkkk Voltamos para o hostel, e logo fomos dormir, pois o próximo dia seria o dia memorável da viagem para o Vagner.
  22. 1 ponto
    A de 40l é mais certeza de não dar problema como bagagem de mão. Tenho a Forclaz 50l da Quechua e ja consegui viajar como bagagem de mão tranquilo, mas não estava cheia e deixei muito bem compactada com os elásticos (não foi low cost). Tenho a minha a quase 5 anos e não tenho do que reclamar, mas se fosse comprar hoje pegaria uma de 40l. Sugiro ir em uma loja Decathlon se tiver na sua região, lá tem vários modelos da Quechua e vc pode experimentar.
  23. 1 ponto
    Olá Thiago, entrei sim por Foz do Iguaçu, as estradas sao boas sim, e quanto a polícia,tive boas experiencia, parei para cozinhar proximo a policia, percebi que eles ficaram desconfortaveis com minha presença, então me aproximei deles e disse que estava viajando, apresentei meu passaporte, tinha acabado de sair da argentina em uma viagem à mendoza, viram os carinbos, se identificaram com minha estória e me trataram super bem, e também em um outro posto de fiscalização, me acampei lá, e fizeram uma comida deliciosa para mim, o que me chama a atenção é como eles tratam a gente, claro que não são todos, mas me parece que é a maioria, e isso não tem preço, lembrando que esta fiscalização me parece que é diferente da polícia, são órgãos distintos, não tenho certeza, mas ambos são autoridades, acredito que você não terá problemas com eles, boa viragem, e conte para nós.
  24. 1 ponto
    Fui para El Calafate em abril/18 e tinha uma Western Union que fazia cambio Não fiz em ezeiza porque o tempo de conexão era relativamente curto Infelizmente não vou lembrar da cotação, talvez mandando um email, eles possam te informar
  25. 1 ponto
    Eu consegui 14,50 por real,mas foi antes do pacote. Depois subiu o real e outras moedas,hj estou em Bariloche e aqui é 17,pelo menos. Mas o país está muito caro,a inflação foi de 50% no último ano,graças a extrema direita.
  26. 1 ponto
    Hoje em dia não sei se real tem câmbio em calafate, mas quando descer em Ezeiza faça câmbio logo de Real no banco la nacion,funciona 24h
  27. 1 ponto
  28. 1 ponto
    Cara, frio não é fator impeditivo para viajar. Tudo vai de estar bem agasalhado e de montar um roteiro que possa ser alterado para algum imprevisto climático (chuva ou neve). Estive na França e peguei temperaturas tão baixas quanto -2C em Estrasburgo (com sol), e lhe digo com certeza que se você tiver uma segunda pele e um bom casaco já te basta para sobreviver tranquilamente. A neve na Europa não é tão frequente quanto nos EUA/Canadá, e atinge com mais frequência apenas o Leste Europeu e Alpes. Cidades como Londres e Paris inclusive já tem passado invernos mais recentes sem um dia sequer de neve acumulada, apenas aquela que derrete assim que toca o chão. A chuva também não vem em volume igual aqui no Brasil, salvo se houver alguma tempestade mais severa (mais comum no outono e primavera). Entretanto como a possibilidade sempre vai existir você precisa ter "cartas na manga" para adaptar o roteiro, e para isso basta estar próximo a uma cidade grande para atividades como museu. Agora, o que de fato atrapalha é que no inverno a quantidade de luz do sol é bem reduzida e por consequência as atrações fecham mais cedo, por volta de 17h.
  29. 1 ponto
    Com orçamento limitado, não vá a Suíça, não se gasta menos que 120 euros o dia, sem contar os passeios.
  30. 1 ponto
    Vou fazer parecido porém vou dia 12/02/2020. Vou fazer: Portugal Espanha Andorra França Alemanha Itália Estou em dúvida em Áustria ou Suíça, porém estou indo com orçamento bem limitado. Tem uma postagem acima da sua falando dos custos caso interesse as informações.
  31. 1 ponto
    Final de Janeiro é justo a parte mais fria do inverno europeu!! Você sempre pode ter sorte e pegar uns dias um pouco mais quentes, mas esta época geralmente é de muito frio!! Caso não acredite, dê uma olhada na previsão do tempo: Amsterdam: https://www.accuweather.com/pt/nl/amsterdam/249758/january-weather/249758?year=2020 Berlin: https://www.accuweather.com/pt/de/berlin/10178/january-weather/178087?year=2020 Mas se você só puder viajar nesta época, fazer o que, viaje e tente aproveitar o que for possível, só lhe recomendo ir preparado para muito frio, e sempre ter um plano B, e um plano C para os seus passeios e atividades, pois vai ter alguns dias horríveis, de muito frio e chuva, onde você não aguenta mais que 15 minutos na rua, e nesta hora precisa de um plano B ou C de coisas interessantes para ver e fazer num local indoor, para você não passar o dia dormindo no hostel..
  32. 1 ponto
    Que aventura heim ?? Peguei algumas caronas em minhas viagens, a maioria por falta de transporte no horário que eu precisava. Conheci pessoas fantásticas.
  33. 1 ponto
    Olá amigos, meio atrasado, mas finalmente tomei coragem de escrever meu relato da minha viagem até Huaraz, esse mochilão ainda teve continuidade em Lima e depois na Colômbia (Bogotá e Medellín) e quando eu fizer o relato dessa continuidade editarei esse post e colocarei o link aqui. No meu caso como sou montanhista busquei Huaraz com esse objetivo, mas a cidade é muito bonita e também tem a opção de passeios leves, mas igualmente recompensadores. A cidade é pequena, mas bastante acolhedora e de um povo bem simpático de uma forma geral. Comecei na vida de mochileiro em 2012 e desde então faço um a cada ano, o relato abaixo é a metade do que foi feito em 2014. Local de viagem: Peru Objetivo: Montanhismo, Trekking, Escalada e Trilhas Cidades: Huaraz Data: 01/09/2014 a 11/09/2014. ROTEIRO: 01 e 02/09 – Lima 02 a 11/09 – Huaraz Depois: 12 a 14/09 - Lima (Peru) - Ver relato aqui: lima-peru-com-valores-e-dicas-t114228.html Depois: 14 a 23/09 - Bogotá e Medellín (Colômbia) - Ver relato aqui: colombia-bogota-e-medellin-com-valores-e-dicas-t114162.html CLIMA: A primeira e principal dica, Huaraz fica a 3700m de altitude, portanto dentro de 8h no local você pode ser atacado pelo famoso mal de altitude, que pode ser evitado ingerindo muita água e se alimentando bem. Como em todos os lugares turísticos ligados ao frio nessa região da América do Sul, Huaraz tem sua alta estação entre Jun e Set, quando chegamos lá, estavam bem no final da alta estação para trekking e escalada, o que foi bom porque não havia grande lotação na montanha e os preços estavam mais em conta. Para passeios fora da cidade, trekking mais pesados (que acampem na montanha) ae o frio chega a ser negativo. VESTIMENTA: Independente da estação, vá preparado para o frio, de preferencia com segunda pele, luvas (não deixe de leva-las), casaco, gorro e agasalho prontos para serem usados. Nas cidades tem como comprar também. Uma bota impermeável e uma meia especial para grandes caminhadas serão muito bem vindas, levei uma bota impermeável Snake e dois pares de meias TriLayer Midweight da Looper, é um material caro (um par de meia desses custa cerca de R$90,00), mas realmente vale a pena ter. Por mais que você não vá atrás de aventura, é essencial porque você vai fazer a maioria das coisas a pé. A cidade em si faz um frio muito ameno, nada que um casaco simples não resolva, a noite a temperatura cai, mas nem tanto. Já pra quem pretende ir fazer trekking, acampar na montanha e mais ainda quem vai escalar, prepare para levar algumas camadas, porque o frio é negativo. Levei tudo em dólar U$1,00 = R$2,37 U$1,00 = S$2,60 (soles) Atenção, essa era uma cotação de Ago/2014, o dólar agora (Maio/2015) já passou dos R$3,00 por isso vou tentar ao máximo por o valor em dólares para que vocês, de acordo com a época em que estejam vendo este relato, possam fazer as devidas conversões. PASSAGENS: Como disse anteriormente, esse mochilão passou por Huaraz e teve continuidade em Lima e depois em Bogotá e Medellín, na Colômbia, por isso comprei todas as passagens de uma vez só, então é difícil dizer quanto foi, até porque valor de passagem varia muito com o dólar e a época em que você compra (em promoção ou não, etc.). Eu sempre compro as minhas pelo Decolar.com, ainda não tive problemas, mas uma dica importante é: Acessem o site pelo modo confidencial do Chrome (Ctrl + Shift + N), pois o site detecta que você já pesquisou antes e podem te empurrar passagens mais caras. Para ir para Huaraz você tem duas opções: Avião e Ônibus. Pelos relatos que vi por aqui, a passagem de ônibus custava cerca de R$150,00 em 8h de viagem. Encontramos uma pequena empresa aérea que faz voos entre cidade do Peru, num preço bem em conta pra cotação do dólar à epoca, saiu um pouco mais caro, mas valeu MUITO A PENA, porque além de não perder 8h das nossas férias dentro de um ônibus ainda não chegamos cansados, a viagem dura cerca de 1h, no máximo. O nome da empresa é LCPeru, acessem o site deles e vejam os preços, vale a pena http://www.lcperu.pe/ O aeroporto não fica em Huaraz, portanto preveja também que o translado até a cidade é bem mais longe (e mais caro) que da rodoviária, pra nós valeu a pena porque fechamos um pacote com a agência que iria nos acompanhar no trekking e esse translado estava incluso. Lima - Huaraz - Lima= U$96,00. HOSPEDAGEM: A viagem começou em Lima, onde chegamos de manhã cedo e tivemos que nos hospedar próximo ao aeroporto para poder pegar o voo para Huaraz na manhã seguinte. Em huaraz ficamos num hotel que fazia parte do pacote da agência que nos acompanharia no trekking (em mochilão eu sempre fico em hostel, mas como fazia parte do pacote, acabamos ficando no hotel). Lima Nome: Manhantan Inn Valor: R$64,00 (por pessoa) em quarto triplo por 1 diária com café da manhã. O hotel é muito bom pra você que está fazendo uma escala como essa que fizemos, que precisa achar um lugar para dormir, pois fica relativamente perto do aeroporto (pegamos um transfer que fez por U$50,00 ida e volta para os 3, foi nos deixar no hotel e no outro dia veio nos buscar) e tem um preço atrativo, estávamos em 3 pessoas, num quarto triplo com banheiro privativo, não fizemos nada turisticamente falando, só saímos pra almoçar, num shopping que fica la perto e pra comprar um adaptador pra tomada (acredite, você vai precisar). Nota: 9,0 Huaraz Nome: Me fugiu o nome agora, mas assim que lembrar eu edito aqui hehehe Valor: Incluso no pacote É um hotel considerado 3 estrelas, atende as expectativas e é bem perto da principal rua de lá, além disso fica a no máximo uns 10min da plaza de armas da cidade. Nota: 8,0 ALIMENTAÇÃO: Dentro da cidade existe tanto a comida popular, aquele bom e velho "pollo con papas" tão característico da região "andina" quanto restaurantes mais sofisticados ae quem vai dizer é o seu bolso hehehe Um almoço comum (incluindo bebida) vai te custar em média 15/20 soles. Acredito que se você trabalhar suas contas com cerca de 40 soles/dia pra alimentação é tranquilo. HUARAZ (cidade) Bom, dentro da cidade em si, se você não for fazer nenhum trekking, acredito que dois ou três dias sejam mais que suficientes, lembrando que como eu estava em busca de trekking, eu não pesquisei sobre outros passeios mais populares, estou falando do turismo dentro da cidade mesmo, que basicamente se resume ao que tem a redor da Plaza de Armas. Atrações Todas elas vocês faz por conta própria, só os passeios para fora da cidade é que é recomendável que se faça via agência, que tem aos montes no centro da cidade, mas recomendo que você vá já sabendo qual escolher. Eu recomendo a Scheler Artzon Adventure (http://www.schelerhuayhuashtrek.com/), o Scheler é um cara muito gente boa e está sempre disposto a ajudar, fechamos com ele o trekking Santa Cruz (3 dias) e a escalada ao Nevado Pisco (5750m), eu tive problemas no meu joelho e acabei tendo que voltar pra cidade ao final do Trekking Santa Cruz e pra eu não perder parte da grana investida o Scheler me colocou num trekking muito bom para o Nevado Pastoruri (5200m), que vou relatar mais a frente. mas que existe a opção de cavalos para te levar até o topo, caso você não ache que consiga sozinho, o carro já pode te levar bem longe se quiser, mas no finalzinho ou você sobe de a pé ou de cavalo, como eu já estava melhor do joelho e com bom preparo físico pelo Trekking Santa Cruz, fiz a pé sem maiores problemas. Plaza de Armas É a praça principal da cidade, lá é o coração da cidade, tem a igreja e nos arredores o museu Arqueológico de Ancash e a feirinha de artesanato. Museu Arqueológico de Ancash - $5 soles É um museu de arqueologia que conta a história de civilizações antigas da região, é um lugar legal pra visitar se você tiver de bobeira pela cidade, é barato, vale a pena. Feirinha de artesanato A feirinha tem uma entrada bem escondida ao lado da igreja, lá você vai encontrar o lugar certo para comprar aquele presentinho pra família, pra namorada, pros amigos, enfim, se for a Huaraz não deixe de visitar, até porque são presentes relativamente baratos, eu saí de lá com presente pra todo mundo. TREKKING ACLIMATAÇÃO + SANTA CRUZ Como disse anteriormente fechamos com a agência do Scheler um pacote que incluía o Trekking de aclimatação + Trekking Santa Cruz + Escala ao Nevado Pisco, num total de 9 dias de expedição, sendo os 3 primeiros para aclimatação e volta ao hotel e os demais emendados com pernoite em acampamentos base (barracas e alimentação de acampamento incluso), só não estava incluso a alimentação dentro da cidade e o equipamento de escalada, a propósito, lá tem lojas especializadas em montanhismo e trekking com preços muito abaixo do que eu já encontrei por ae, então dica pra você montanhista, deixe espaço na mochila pra fazer uma comprinhas lá que vale a pena. Não recomendo a marinheiros de primeira viagem a não ser que estejam com preparo físico em dia, não precisa ser um atleta, mas não recomendo fazer se for sedentário demais. Investimento (pacote completo trekkings + escalada): U$600,00 Fechamos negócio ainda no Brasil e fizemos um pagamento adiantado via western union de U$200,00 (somados os três), sem medo depois de ver as boas indicações que ele tem, podem confiar. Pode dizer que foi o Yuri do Brasil que indicou hehehe. Para mais informações acesse: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/ Vou por o itinerário oficial enviado pela agência e abaixo faço algum comentário e posto fotos: Día 1: Laguna Wilcacocha 3750 m. - Cordillera Negra. HOTEL EN HUARAZ. Observação: É um trekking leve de aclimatação com um início um pouco mais puxado e que te leva a uma laguna bem bonita e paisagem deslumbrante, depois desce e volta pro hotel. Ele dura mais ou menos uma manhã inteira. Día 2: TREKKING DE ACLIMATACION LAGUNA DE CHURUP: Salida después del desayuno salida a la Laguna de Churup 4450 m., para aclimatar, salida de Huaraz hacia el Pueblo de Pítec, pasando por diferentes pueblos pintorescos como: Nueva Florida, Unchus y Llupa. Desde Pítec se empieza a caminar cuesta arriba en un tiempo aprox. de 2 1/2 horas, pasando por rocas donde es necesario hacer escaladas fáciles para llegar a la laguna, después de estar en la laguna durante 1 hora aprox. se regresara hacia Pitec, para luego regresar a Huaraz, por la tarde libre y verificación del material de Camping para Huayhuash Trek. HOTEL EN HUARAZ. Observação: Esse já dura o dia todo, é bem mais puxado, mas suas beleza é diretamente proporcional, a parte final eu poderia chamar de "perigosa" já que você tem meio que "escalar" a rocha, mas nada que exija qualquer tipo de treinamento ou material específico. Vacilei, bebi muito pouca água nesse dia e acabei sendo pegue pelo mal da altitude, que prejudicou bastante meu desempenho, passei bastante mal no Hotel, mas como já havia tido mal da altitude em La Paz em 2012, reconheci logo e me acalmei porque sabia que logo passaria, mas é horrível, tentem não ter ok? hehehe Día 3: TREKKING SANTA CRUZ - LLANGANUCO: Huaraz - Cashapampa - Llamacorral: Salida a las 7.30 a.m. Traslado de Huaraz a Caraz luego a Cashapampa (2973 m.), desde aquí empieza nuestra caminata hasta el campamento de Llamacorral (3760 m.). Caminata aprox. de 5 a 6 horas. Observação: Já devidamente aclimatados (pelo menos a nível de trekking) partimos para o famos Trekking Santa Cruz, o translado de van dura umas 2 ou 3h, lá somos recebidos pelo nosso "arrieiro" (o cara que cuida dos animais que vão levar todo o equipamento), ele e nossa guia de trekking é quem nos acompanhou todo o tempo, a guia dispensava a ida de um cozinheiro pois ela exercia essa função também (muito bem diga-se de passagem). O arrieiro pega uns atalhos e chega mais rápido que todos nós e quando chegávamos ao acampamento ele já estava sempre com as barracas já levantadas (individuais - de dormir - e as coletivas - de cozinha e refeição, além da barraca que servia de "banheiro"). A propósito, lá não tem nenhuma estrutura física, o banheiro é uma barraca com um buraco pra você fazer suas necessidades e enterrar seus dejetos, banho é com lenços umedecidos (não deixe de levar), para ter água a gente pegava do rio (todos os espaços de acampamento ficavam na beira do rio), esquentava e estava pronta pra uso. Día 4: TREKKING SANTA CRUZ - LLANGANUCO: Llama Corral (3760 m.) - Campo Base de Alpamayo (4270 m.) - Taullipampa (4250 m.): Pasaremos por las lagunas Ichiccocha y de Jatuncocha y podremos observar los nevados de Aguja de Santa Cruz, Caraz de Santa Cruz, Pumapampa, Curuicashajana, Quitaraju, ALPAMAYO, Pucahirca, Rinrinjirca, Taullipampa, Artesonraju, Paria, Millishraju, etc. Caminata aprox. de 5 a 6 horas. Día 5: TREKKING SANTA CRUZ - LLANGANUCO: Taullipampa (4250 m.) - Cachinapampa (3710 m.): Este día se vencerá el paso de Punta Unión (4750) desde donde se tiene una impresionante vista de la Cordillera Blanca como el Taulliraju, los Rinrijircas, los Pucahircas, Quitaraju, los Santa cruz, Artesonraju, Piramide de Garcilaso,Paria, Millishraju, etc. Llegando al campamento de Cachinapampa. Observação: Aqui chegamos ao ponto mais alto (literalmente) do trekking, o cume Punta Union, com a famosa plaquinha, a parte final de chegada ao Punta Union é bem PUNK e vai te exigir bastante, mas o visual lá é absolutamente compensador, porém vale ressaltar que o Punta Union é mais ou menos a metade do percurso do dia ainda, mas logo depois dele é só descida e caminhos mais planos. Lá no acampamento você começa a ter sinal de civilização, pois lá por perto tem povoados, apareceu até uma senhoras pra vender presentinhos e umas crianças bem simpáticas brincando ao redor do acampamento e sempre curiosas em saber o que era aquele equipamento que a gente levava conosco, se ofereceram até a me ensinar o Queshua, lá nos povoados ao redor eles falam o castellano, mas ainda sabem falar o Queshua, que é um idioma indígena antigo, que ainda ensinam na escola. Día 6: TREKKING SANTA CRUZ - LLANGANUCO: Cachinapampa (3710 m.) - Vaquería (3850 m.): Inicio de la caminata Quebrada de Huaripampa apreciando en el trayecto el nevado Chacraraju, llegando al pintoresco pueblo de Vaquería, desde este pueblo nos trasladaremos en bus hasta llegar a Cebollapampa pasando primero por el paso Portachuelo (4767 m.s.n.m.) en este punto observaremos lo nevados del Huascarán, Chopicalqui, Huandoy, Pisco, Chacraraju. Después descenderemos hasta llegar a nuestro campamento Cebollapampa (3900 m.). Observação: Chegamos então ao último dia de Trekking Santa Cruz, é um dia relativamente leve, muito pelo fato de que você já ganhou bastante resistência nos últimos dias, só o final, pra chegar no ponto onde a van vem te buscar é que é uma parte bem íngreme e que vai te exigir uma forcinha final extra. De lá a van nos buscou e no caminho passa por lugares com vistas incríveis para a Cordillera Blanca. De lá voltei para o Hotel, numa viagem de van que durou umas 3h. NEVADO PASTORURI (5200m) O Scheler gentilmente conseguiu me realocar num passeio muito legal que duraria o dia inteiro. A subida ao nevado Pastoruri, fomos de van e lá conheci um trio de brasileiros (um casal e o pai dela) e fomos a viagem toda trocando uma idéia, trocamos contato via whatsapp e fizemos um jantar de despedida de Huaraz e depois coincidentemente os encontrei em Lima. O Pastoruri é muito legal, mas não recomendo que seja seu primeiro passeio assim que chegar em Huaraz, o ideal é estar pelo menos a dois dias na altitude estando assim um pouco mais aclimatado. Um sedentário até consegue subir, mas não é muito recomendável, é meio puxado, mas como disse anteriormente, moradores da região ficam lá na base com cavalos para alugar a subida, isso facilita bastante, mas não te livrará de passar mal caso o mal da altitude chegue, no meu caso, embora com o joelho contundido, como já estava a muitos dias em Huaraz e tinha acabado de fazer o trekking Santa Cruz, pude subir a pé numa boa, embora em intervalos para descansar. A paisagem é absolutamente incrível, até me empolguei me separei dos outros e fiz uma mini escalada para um ponto ainda mais alto pra bater umas fotos, vale muito a pena e a Daniela (parte do casal que conheci) fez umas fotos de mim com a maquina dela de longe usando o mega zoom que tinha. E é isso ae galera, esse é o relato de Huaraz no Peru, uma cidade pequena, mas muito legal de se visitar, principalmente se você gosta de aventura, lá tem muitos outros trekkings pra fazer, tanto de um dia quanto de vários dias, tanto muito fáceis e acessíveis quanto de nível extremo, além é claro das escaladas de vários níveis de dificuldade, inclusive quando estávamos saindo pra pegar um vôo de volta para Lima tinha um casal em lua de mel lá no Hotel que segundo o Scheler iria fazer o trekking Huayhuash (10 dias), considerado um dos trekkings mais bonitos do mundo. Pretendo voltar lá em breve pra escaladas, lá é ótimo pra quem está começando no montanhismo, principalmente pra nevados abaixo de 6000m. Espero que tenham gostado e qualquer coisa só perguntar ae nos comentários. Abraços
  34. 1 ponto
    Fui em editar perfil e editar cadastro e não consegui deletar meu perfil.
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


×
×
  • Criar Novo...