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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 23-01-2020 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Saudações cicloviajantes, Em novembro de 2019, peguei um voo de Belo Horizonte até Bariloche (ARG) e de lá fiz uma viagem de bike pela região dos Lagos Andinos, atravessando para o Chile e voltando para Bariloche. Rota Lagos Andinos A ideia surgiu depois que li o relato de cicloviagem do Luis do blog Eu e a magrela. Inclusive ele me deu algumas orientações por e-mail. Agradeço ao Luis e também ao cicloviajante do Latindoamerica que me ajudou com informações quanto à travessia da Cordilheira. Peguei muitas informações aqui no site e outros blogs que pesquisei (lista ao final). A viagem foi magnífica, as fotos falam por si só. Pesquisei e planejei durante um bom tempo esta viagem (mais de um ano). O roteiro básico foi: Dia 1: Belo Horizonte (BRA) – Bariloche (ARG) - voo Dia 2: Bariloche (ARG) Dia 3: Bariloche (ARG) – Ensenada (CHI) Dia 4: Ensenada (CHI) – Entre Lagos (CHI) Dia 5: Entre Lagos (CHI) – Villa la Angostura (ARG) Dia 6: Villa la Angostura (ARG) – Pedal Baia Brava, Cerro Bayo e Puerto Manzano Dia 7: Villa la Angostura (ARG) - – Villa Traful (ARG) Dia 8: Villa Traful (ARG) - Bariloche (ARG) Dia 9: Bariloche (ARG) – Trekking Refúgio Frey Dia 10: Bariloche (ARG) – descanso Dia 11: Bariloche (ARG) – Pedal Circuito Chico Dia 12 e 13: Bariloche (ARG) – conexão Buenos Aires (ARG) - Belo Horizonte (BRA) Bike Mountain bike Specialized Rockhopper Expert alumínio, aro 29, 18 (2x9) marchas e suspensão dianteira. Adaptações para cicloviagem: ü Suporte para alforjes (bagageiro) ü Alforjes Deuter 38 L (par) e capa de chuva para alforge. ü Pneus mistos com proteção (fita) antifurto Distância pedalada: 570 km contando com os passeios de bike Bike embalada Segue abaixo o relato e outras informações. Espero ajudar. Dia 1 – 02/11/19 sáb – Voo BH (BRA) a Bariloche (ARG) Em Belo Horizonte, peguei um ônibus da Conexão no centro até o Aeroporto de Confins. De lá, voo para Bariloche (conexão em Campinas). Chegada em Bariloche cerca de 15:30 mas tem o trâmite de migração e bagagens (tem que levar nota fiscal da bike). Demorou cerca de 45 minutos. Do Brasil, já feito contato com um motorista de táxi de Bariloche pelo whatsapp e combinei de encontrar na chegada (eles acompanham o voo pelo site para saber a hora de encontrar). Taxista Henrique Whatsapp +54 2944597485. Ficou por 50 reais. Informe previamente que vai levar bike e se tiver mais gente combine um carro maior. Chegando no hostel, organização e montagem da bike, alforges e bagagem (ver se tudo em ordem - dar uma volta). Saí para comer algo e fazer o check in do Cruce Andino. Não pode fazer o cruce se não fizer o check in (informação abaixo dia 3). Aproveitei para trocar reais e dólares por pesos argentinos e chilenos (Taxa estava e 1 real = 15 pesos argentinos = 167 pesos chilenos). Casa de câmbio: Andina Cambio (Calle Mitre 102 mas tem muitas opções). O funcionamento do comércio varia, de 10 até 13hs e de 17 até 21hs devido a siesta . Hostel Periko's Hospedagem Bariloche Periko's Youth Hostel (www.perikos.com), café da manhã bem básico e Wifi. Calle Morales 5550054 Telefone +54 294 452 2326 (whatsapp) [email protected] 6 diárias quarto compartilhado ficou em PA$ 3600, média 40 reais/diária. Paguei metade via PayPal na reserva e a outra metade em dinheiro. Reservar antes do Brasil: poucos lugares e grande procura. Muito bacana, atendimento muito bom, bem localizado, confortável e com clima mochileiro. Dia 2 - 03/11/19 dom – Bariloche (ARG) Fui conhecer melhor a cidade. A cidade é bem organizada, limpa e bonita. Para se localizar melhor, achar o Centro Cívico, que fica a cerca de 3 quadras do hostel. Organizei a bagagem e comprei lanche reforçado para o próximo dia que seria o início da viagem de pedal. Separei algumas coisas que ficariam no hostel (após a cicloviagem voltaria para o mesmo hostel – não cobram nada por isso). Essa época do ano, na região, escurece cerca de 20:00, logo dá para aproveitar bastante o tempo de luz do dia evitando que pedale no escuro em caso de imprevistos. A noite jantei um tradicional bifão argentino pois no dia seguinte precisava de energia para o pedal. Bariloche Bariloche Dia 3 – 04/11/19 seg - Pedal 1 – Bariloche (ARG) a Ensenada (CHI) – Cruce Andino Distância pedalada: 74 km Ascensão: 1117 m (trecho pedal) Trecho 1 Bariloche – P. Pañuelo 26Km Ascensão 368 m Trecho 2 P. Blest – P. Alegre 3 Km Ascensão 40 m Trecho 3 P. Frias – Peulla 31 Km Ascensão 669 m Trecho 4 Petrohue – Ensenada 16 Km Ascensão 40 m Acordei cedo, cerca de 6:00, terminei de preparar tudo (não esquecer passaporte), tomei café básico, saí cerca 07:30 e buen viaje. Este dia foi o Cruce Andino. Dia nublado no início, mas aberto ao final. Temperatura média estava em uns 9° C de manhã e foi subindo aos poucos. O Cruce Andino é a travessia da ARG para o CHI (de Puerto Pañuelo até Petrohue) que intercala parte terrestre com lacustre (bike, barco, bike, e assim vai). Lagos bonitos, cercados por verde e montanhas nevadas. As estradas de terra cruzam dois parques nacionais, o Nahuel Huapi (ARG) e Vicente Perez Rosales (CHI). Comprei o ingresso antecipado pelo site Cruce Andino (US$ 120). Marcar a opção Bike&Boat ou seja, vai fazer a parte terrestre por sua conta (pedalando) e a opção somente ida (observe a origem se na ARG ou no CHI, no meu caso foi ARG). O check in deve ser feito desde 48 horas antes do cruce. Em caso em que o passageiro não pode comparecer para o check in, deverá enviar cópia escaneada do passaporte ou documento de viagem de acordo com a origem do cruce. https://www.cruceandino.com Calle Mitre 219 y Mitre 150, Bariloche - Río Negro [email protected] Pedalei de Bariloche até Puerto Pañuelo. Estrada não tem acostamento e tem movimento. Tem que ficar atento com o fluxo de carros e sair da pista quando vem carro. Como o café do hostel era básico, parei numa loja de conveniência para tomar um café melhor. Caminho de Bariloche a Puerto Pañuelo (não tem acostamento) Em Puerto Pañuelo, tem taxa de embarque do Parque Nacional Nahuel Huapi (AR$190), pago apenas em dinheiro (en efectivo). Cada passageiro pode levar uma bike e deverá apresentar-se, 1 hora antes de zarpar a embarcação. Os alforges são levados dentro do barco (tem que tirar da bike). Encontrei com um grupo de uns 10 holandeses fazendo o cruce de bike também (média de idade deles: 60 anos). Fomos de barco até Puerto Blest pelo Lago Nahuel Huapi. Lago Nahuel Huapi - Cruce Andino Lago Nahuel Huapi - Cruce Andino Bikes no barco P. Blest De P. Blest, pedalamos 3 Km com chuva leve até Puerto Alegre (relativamente plano). No caminho entre P. Blest e P. Alegre com chuva leve No caminho entre P. Blest e P. Alegre P. Alegre Sentido Puerto Frías De lá, peguei o barco para Puerto Frías (Lago Frías). Relato de tábanos neste trecho, mas como estava frio, não apareceram. Em Puerto Frías, fiz o trâmite de saída da ARG (ciclistas vão primeiro e depois os demais passageiros que vão de ônibus- o agente da aduana verificou a nota fiscal da bike, inclusive a cor da bike com a nota e no fim registrou a entrada,). Depois pedalei cerca de 30 Km até a aduana do CHI (perto de Peulla). No início, muito morro mas só ir de boa (subida forte de cerca de 4 Km até a placa demarcando divisa ARG/CHI - Paso Internacional Perez Rosales. Divisa ARG -CHI - Da aduana ARG até aqui 4 Km de subida forte (Paso Internacional Perez Rosales) Da divisa até Casa Pangue (posto de polícia dos Carabineros de Chile) é uma descida de uns 6 Km de 700 m de descenso com pedras soltas no meio da floresta com muitas curvas (só ir devagar para não cair). Em Casa Pangue, já no CHI Após Casa Pangue, o pedal foi tranquilo, relativamente plano, de rípio seguindo vale do rio da geleira do Tronador até Peulla. Depois de Casa Pangue Margem do rio da geleira do Tronador sentido Peulla Sentido Peulla Em Peulla, parei na aduana para fazer o trâmite de entrada no CHI (pedir para registrar a entrada da bike). Foi bem tranquilo. Verificaram a bagagem e para evitar ter que tirar o alforge, falei que era difícil tirar, logo o agente foi até bike que estava lá fora e fez uma inspeção básica (não pode entrar com vegetais e derivados de carne). Demorou cerca de 30 min. No ancoradouro de Peulla para embarcar para Petrohue Segui de barco de Peulla, pelo Lago Todos los Santos (vista dos vulcões Osorno e Pontiagudo) – duração 1:45 até Petrohue. Lagos Todos los Santos Porto de Petrohue Pela Ruta 225, segui 16 Km até Ensenada (início rípio depois asfalto com ciclovia demarcada, mais descida do que subida). A estrada vai margeando o rio Petrohue. Pedal bem tranquilo e bonito. Sentido Ensenada Sentido Ensenada Ensenada fiquei no Cabañas Barlovento. Vale a pena ficar lá. Depois, um merecido banho, lavar roupa e comer algo mas não achei muita opção aberta pois saí tarde para comer. Cabañas Barlovento De preferência leve pesos chilenos da ARG pois quase não aceitam peso argentino e trocar dólar lá não é muito fácil. Consegue-se pagar no cartão de crédito. Hospedagem Ensenada CH$25000 – média R$ 150 Cabañas e Camping Barlovento Ruta 225, km 44 Ensenada, Puerto Varas Chile / [email protected] Cel: +56 9 94957690 (whatsapp) Tel: +56 65 2 233140– Sin desayuno (não tem café da manhã) www.campingchile.cl/camping-region-de-los-lagos/camping-barlovento-ensenada RESUMO PEDAL 1 Dia 1: Bariloche > 26 Km (cerca 1:40) > Puerto Pañuelo (longo trecho barco) > Puerto Blest > 3 Km – pedal curto e plano > Puerto Alegre > Barco > Puerto Frías > Trâmite de saída Aduana ARG em P. Frias > 4 Km de subida forte até placa demarcando a divisa ARG/CHI > descida de 6 Km (700 descenso) - Paso Vicente Perez Rosales > Casa Pangue (cerca de 15 Km de Peulla) > Aduana CHI está a 400 m de Peulla (não deixar de fazer trâmite de entrada) – total de P. Frías a Peulla 30 km > Barco 1:30h Lago Todos los Santos > Petrohue > Ruta 225 - 16 Km parte rípio parte com ciclovia asfalto. Alguns pontos passam bem perto da margem do rio Petrohue, muito caudaloso > Ensenada. Dia 4 – 05/11/19 ter - Pedal 2 -Ensenada (CHI) a Entre Lagos (CHI) Distância pedalada: 83 km Ascensão: 928 m Dia nublado no início mas ensolarado depois. Temperatura média estava em uns 10° C de manhã e foi subindo aos poucos. Acordei cedo, cerca de 7:00, preparei a bike e pneu na estrada. Saída de Ensenada - ainda dentro no Parque Nacional Vicente Perez Rosales As estradas chilenas são bem mantidas e a maioria com acostamento. Dia de bastante sobe e desce mas tranquilo para quem treinou muito morro. Saí cerca de 08:00 e pedalei cerca de 20 km até Las Cascadas (ciclovia em asfalto) pela U-99-V; parei para comer empanada numa lanchonete, fui ao Lago Llanquihue por indicação da moça da lanchonete (não arrependi), visitei a igreja e cemitério alemão um pouco a frente. Acabei encontrando com o grupo de holandeses no caminho que tinha um micro-ônibus como batedor. Na estrada sentido Las Cascadas Sentido Las Cascadas Sentido Las Cascadas - Lago Llanquihue à esquerda Lago Llanquihue - dica da atendente da lanchonete Igreja alemã em Las Cascadas Estrada após Las Cascadas Encontrando de novo com os holandeses no caminho Neste percurso praticamente não deu para ver o Osorno por que ele estava encoberto pelas nuvens. Cerca de 21 Km depois peguei a U-755 à direita e os holandeses foram direto sentido Frutillar. Após pegar a U-755 Sentido Entre Lagos (CHI) Sentido Entre Lagos (CHI) Segui 39 Km continuando pela U-51 até Entre Lagos. Ponta do vulcão Pontiagudo Sentido Entre Lagos (CHI) Lago Puyehue Cheguei em Entre Lagos e dei algumas voltas na cidade para conhecer melhor, ver o Lago Puyehue e comer algo. Entre Lagos é de pequena com casas de madeira, mas bastante acolhedora. Muita oferta de hospedagem boa. Curti tanto que nem tirei foto da cidade. Restaurante em Entre Lagos Reservei a hospedagem pelo Airbnb. A D. Carmem é muito hospitaleira e simpática. A noite estava bem frio. Saí para comer, beber uma cerveja e comprar itens para o próximo dia, o mais frenético, a temível subida da Cordilheira. Hospedagem em Entre Lago média R$ 100 Praná Hospedaje Reserva Airbnb RESUMO PEDAL 2 Ensenada > 20 Km pela U-99-V > Vulcão Osorno à direita > Las Cascadas (lugar para comer) > Osorno fica para trás > 20 Km > pegar à direita na U-775 (Lago Rupanco à direita alguns Km a frente) > 39 Km (continua na U-51) > Próximo de Entre Lagos. Dia 5 - 06/11/19 qua - Pedal 3 – Entre Lagos (CHI) a Villa la Angostura - VLA (ARG) Distância pedalada: 117 km Ascensão: 2797 m Acordei cedo, cerca de 6:00, preparei tudo e tomei café reforçado. Saí cerca de 7:00 para garantir as chegadas nas aduanas a tempo e prevendo algum imprevisto. Este dia tem que levar bastante lanche, gel de carboidrato (ajudou bastante na fadiga), aminoácido e água reserva no alforge. Não tem estrutura no caminho (Não há pontos intermediários de parada no roteiro – sem restaurante para almoço ou mercado. D. Carmem disse que tem uma loja conveniência na Aduana CHI mas nem procurei). Este dia cruza os Andes pelo Paso Cardenal Samoré (Aduana do CHI e ARG estava funcionando até 19:00 mas geralmente vai até 18:00, logo tenha um tempo de sobra para imprevistos). Antes de sair confira passaporte e nota fiscal da bike. Dia aberto início, chuva e frio na cordilheira e depois tempo aberto sem muito sol. Temperatura média estava em uns 10° C de manhã e foi subindo aos poucos, mas lá em cima da cordilheira caiu bem, acredito que para uns 5°C. Saí cerca de 07:30 e pedalei 49 Km (no início margeia-se o Lago Puyehue) sentido aduana do CHI pela ruta 215 (acompanhando o Rio Gol Gol). No início mais plano, depois algumas subidas longas mas suaves (tem descida também) . Saindo de Entre Lagos sentido Paso Cardenal Samoré Gigante Lago Puyehue Sentido Paso Cardenal Samoré Sentido Paso Cardenal Samoré Parque Nacioanl Puyehue Aquele registro Rio Gol gol Na aduana do CHI, realizei o trâmite de saída do CHI. Até aqui foi bem tranquilo. A partir daqui que ia ficar bruto. Saindo do CHI Aduana CHI Eram mais 23 Km até o alto da Cordilheira, no limite entre CHI e ARG. No início umas subidas fortes, mas vai. O problema que começou uma chuva fina e a esfriar muito. Aí juntou, subida forte, chuva e frio. Tem que ter um preparo psicológico bom e ter treinado muita subida de serra por aí para suportar. A paisagem era realmente magnífica, bem diferente, muita neve e bosques. Foi bem cansativo e desgastante mas nada como a emoção de estar no alto da Cordilheira e superar este desafio. Subindo a Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira Quando cheguei lá em cima, um grupo de motociclistas da ARG estavam lá tirando foto na placa da divisa. Aproveitaram e pediram para sacar uma foto. Acabei pedindo o mesmo. Quase chegando na placa da divisa ARG/CHI Divisa ARG/CHI A partir daí seriam cerca de 16.5 Km de descidas (o problema que não tinha como embalar muito por causa do frio). É uma região bem bonita mas não parei para tirar foto, só contemplar mesmo. Logo, chega-se ao controle de aduana ARG, numa região mais baixa e menos fria. O tramite de saída foi relativamente rápido (cerca de 30 min – devia ser umas 17:00). Olharam o alforge por alto apenas e pedi para fazer o registro da bike mas falaram que não precisava. Passei pelo controle de saída (cancela em que verificam o ticket de saída), e pedalei cerca de 15 Km continuando pela RN 231 até chegar no trevo que vai para Villa la Angostura (VLA). Região também bonita, parece que a estrada está dentro de um bosque. Antes do trevo está o Lago Espejo à esquerda. No trevo, vira-se à direita e segue mais 12 Km até o centro de VLA. Mirante Lago Espejo antes de chegar no trevo para VLA O dia foi de pedal longo mas prazeroso pelas paisagens.Como a quilometragem é alta, deve ir com calma e curtir o caminho. Ao chegar em VLA, como estava com frio pela umidade da roupa (mesmo estando com corta chuva e bota de proteção da sapatilha), só queria tomar um banho quente, mas pra minha sorte, a pousada tinha banheira, aí foi só colocar aguá morna e relaxar. Depois como de costume, lavar roupa e sair para comer algo e tomar uma gelada. VLA é uma pequena cidade mas muito bem organizada e tem muito comércio. Villa la Angostura Está localizada às margens do Lago Nahuel Huapi, no departamento Los Lagos, na província de Neuquén, rodeada de lindas montanhas da Cordilheira dos Andes. Possui muita gastronomia. Há uma boa oferta de hotéis em VLA. Basicamente duas opções: - Hospedar-se no centro, com a comodidade de poder passear a pé por lá (foi a minha opção). - Ficar afastado do centro, ideal para quem quer curtir um clima tranquilo com visual para montanhas ou para o lago (de bike fica longe). As hospedagens em VLA são um pouco mais caras que em Bariloche, mas vale a pena ficar, no mínimo 2 noites pois a subida dos Andes desgasta muito. Hospedagem em Villa la Angostura (VLA) R$337,00 cerca de $82 Reservado pelo Booking (2 diárias) Hosteria El Establo Los Maquis 56 Villa La Angostura - Neuquén Patagonia Argentina [email protected] Telefone: +54 294 436 9618 (whatsapp) +54 294 449 4142 http://www.elestablo.com.ar/ RESUMO PEDAL 3 49 Km > Aduana CHI > 23 Km de fortes subidas de 200 a 1300m Ruta 215 (não só subida) > Paso Cardenal Samoré > 16,5 Km de descidas pela RN 231 > Aduana ARG > 15 Km pela Ruta 231 com longa subida > Vira a direita na RN40 (Trevo para VLA) > 12 Km > VLA. *De preferência, acompanhe o “pronóstico metereológico” por http://www.pasosfronterizos.gov.cl/ pois dependendo da neve, fecham o paso. Para maiores informações do Paso Cardenal Samoré: https://pasosfronterizos.com/paso-samore.php https://www.argentina.gob.ar/aplicaciones/fronteras/recomendaciones/chile *Contato de Autoridades Chilenas no Paso Cardenal Samoré: +56 2 64 2311563 DIA 6 - 07/11/19 qui - Pedal 4 - Passeio Villa la Angostura (ARG) Distância pedalada: 42 km Ascensão: 1144 m Este dia foi para passear pela região de Villa la Angostura (VLA). Estradas muito bonitas. Dia aberto e ensolarado. Acordei mais tarde para descansar e após o café, fui ao centro em uma bicicletaria ver meu cambio traseiro que estava falhando em algumas marchas (no dia anterior tinha pedido informação de onde ficava a bicicletaria). O rapaz olhou e após alguns testes viu que a gancheira estava um pouco empenada. Ele usou a ferramenta própria para desempenar e enquanto isso conversamos sobre a viagem. Ao final, ele se recusou a receber qualquer pagamento pelo serviço (ele também fazia cicloviagem). Agradeci a cortesia e segui meu caminho. Pedalei 3 Km até a Baia Mansa e Brava com o intuito de peladar pelo Bosque de Arrayanes (Parque los Arrayanes), mas devido uma fissura em uma parte do trajeto, estava impedido o transito por bicicletas no parque. Baía Mansa Baía Brava Então resolvi voltar e segui para o Cerro Bayo que era em sentido oposto (na rodovia tem fluxo de veículos, deve-se tomar cuidado). Após sair da rodovia, sobe-se cera de 6 Km. Um pouco antes de chegar no Cerro Bayo (cerca 1 Km), tem uma entrada à direita para a Cascada Rio Bonito (está sinalizada, dá uns 200 m dentro do bosque até o pequeno mirante). Tem uma bela cachoeira de 36 m. Mirante sentido Cerro Bayo Cascada Río Bonito Chegando no Cerro Bayo, deixei a bike na recepção e subi de teleférico para ter a visão lá de cima (não deixe de levar roupa para frio pois lá em cima é bem frio além de óculos de sol por causa da neve que reflete os raios de sol e podem causar irritações nos olhos). Tinha neve e uma visão espetacular. Os turistas vão muito na época de neve para esquiar. Depois de um tempo apreciando, desci e peguei a bike. Desci os 6 Km até a rodovia e segui sentido Puerto Manzano. Região bem bonita e rica. Voltei até chegar no centro de VLA e parei num restaurante para comer e relaxar (leia-se cerveja). Chegada no Cerro Bayo Vista em cima do Cerro Bayo Vista em cima do Cerro Bayo Sentido Puerto Manzano Puerto Manzano Voltando para VLA Aquele momento especial VLA Bikes montadas para a Carrera (falo no próximo dia do relato) VLA VLA RESUMO PEDAL 4 Passeio bike até Baía Brava, Cerro Bayo, Cascada Rio Bonito e Puerto Manzano. DIA 7 - 08/11 sex - Pedal 5 - Villa la Angostura (ARG) a Villa Traful (ARG) Distância pedalada: 64 km Ascensão: 1273 m Dia tranquilo de pedal, curtir bem a região pois é bem bonita. Dia mais curto da viagem. Aproximadamente 60 km, metade asfalto, metade rípio. Estava com tempo aberto mas frio no início, depois o tempo foi esquentando. Sai de VLA, retornando na RN 40 (sentido do Paso Samoré). Após alguns Km, tem a ponte do Rio Correntoso, o menor da ARG e um dos menores do mundo (entre 200 e 300 m, indo do Lago Correntoso ao Nahuel Huapi) e mais à frente mirantes. Depois de alguns Km, chega ao trevo de onde veio do Paso Cardenal Samoré, continua na Ruta 40, rumo ao norte, tem uma descida longa e forte. Tudo asfalto. Essa região é muito bonita e constantemente tem algum mirante para diversos lagos ao longo do caminho. Vale a pena ir contemplando com calma. Saindo de VLA Rio Correntoso Ponte sobre o Rio Correntoso Lago Nahuel Huapi Trevo para ir para Ruta 65 para Villa Traful Mirante Lago Espejo Grande A placa que o cicloviajante mais gosta Muitas paisagens bonitas depois, chega-se ao rio Ruca Malen (ruína da ponte de madeira, que liga os Lagos Espejo e Correntoso). Água muito transparente. Seguindo tem mais mirantes para os lagos e muitas paisagens espetaculares. Ponte de madeira do Rio Ruca Malen Ponte sobre o Rio Ruca Malen Rio Ruca Malen Sentido Ruta 65 Lago Correntoso Cerca de 31Km após VLA, à direita, chega-se na Ruta 65 (à direita). É o fim do asfalto e início do rípio. Encontrei com um grupo de 3 ciclistas da Argentina que estavam vindo de Villa Traful. Conversamos um pouco e segui. No início tem uma longa e acentuada subida até Paso el Portezuelo (altitude 930 m), mas indo tranquilo, achei que chegou bem rápido no topo, creio que não deu 10 minutos. Depois tem uma descida contínua. Um pouco antes de chegar na Ruta 65 Ruta 65 - rípio, subida para Portezuelo Portezuelo Depois tem vales com subidas e descidas no meio de bosques e cruzando pontes, região muito legal para pedalar (tirando a poeira que os carros levantam). Começa-se a ver o Lago Traful à esquerda, que possui vários campings, basicamente frequentado por pescadores. Sentido Traful Sentido Traful Passa-se por vários arroyos (riachos) Arroyo Pedregoso Paz para pedalar Lago Traful próximo a um camping Lago Traful Camping no caminho Estudantes argentinos andando de caiaque no Lago Traful Chegando em Villa Traful Lago Traful Cabañas Aiken Continuei e passei por um grupo de estudantes argentinos que estavam em excursão e andando de caiaque. Mais alguns Km de pedal (começa-se asfalto) e cheguei em Viila Traful (era cerca de 16:00). Parei para comer algo e conhecer melhor a região. Villa Traful, fica no meio do Parque Nacional Nahuel Huapi e parece ter parado no tempo. É muito bonito e diferente. Como fui em baixa temporada, tive que ficar esperto quanto a estabelecimentos fechados, principalmente porque o fluxo maior é sábado e domingo. É uma região que atrae muitos pescadores. Observei muitos carros com barcos no reboque. Com apenas 80 casas, construídas em estilo alpino-andino, a população é pequena. Lugar de natureza absurdamente linda. Depois cheguei na cabana que fiquei, foi o ritual de sempre: tomar banho, lavar roupa e sair para comer, comprar algo para dia seguinte e curtir a região, que é muito boa para comer truta. Passei por uma situação inusitada em Traful. No caminho de VLA para Traful, tive alergia (rinite) e estava com medo de ser sinusite devido ao frio que peguei na Cordilheira. Então perguntei no restaurante se havia farmácia ou posto de saúde. A atendente disse que tinha um posto público. Peguei a bike e fui no posto, quando chego lá estavam no período da siesta e uma mulher disse que abriria as 19:00. Antes da viagem, pesquisei que estrangeiros tem atendimento médico público gratuito na Argentina. Apesar de ter o seguro viagem, as 19:00 voltei (tem que levar o passaporte ou Identidade), o médico me atendeu muito bem e me explicou que, nessa época do ano, os bosques têm muito pólen da vegetação, logo eu não estava com sinusite e sim com rinite forte. Me receitou medicamento (eles deram o medicamento) e no outro dia já estava novo. Foi uma experiência muito boa. *Tinha pesquisado que não havia internet em Traful mas o lugar que fiquei possuía e não tive problemas de comunicação. Neste dia não contar que vai chegar para almoço pois vale a pena fazer percurso com calma. *Destacamento policial Villa Traful. Teléfono: (02944) 479040 Hospedagem Villa Traful Cabañas Aiken (Reservei a cabana por $30, cerca de PA$ 1800 ou R$120). Difícil pagar com dólar pois não tem troco fácil, cidade bem pequena. Ruta Provincial 65 S/N Villa Traful, Neuquén. Patagonia Argentina CP 8403 Telefone +54 9 294 432 4281 (whatsapp) +54 9 294 431 9045 (whatsapp) Paula/Roberto [email protected] RESUMO PEDAL 5 Villa la Angostura > Ponte Lago Correntoso, mirantes > RN 40 alguns Km > Trevo Paso Cardenal Samoré > continua à direita na RN 40 > descida longa e íngreme > alguns Km > mirantes > Rio Ruca Malen (ruína da antiga ponte de madeira) > alguns Km > vários mirantes > Asfalto (Ruta 40) rumo norte > 31Km depois de VLA > Ruta 65 (início de rípio) > 26 Km até Trafull > Acentuada subida > Paso el Portezuelo (930 m) > Descida contínua > Começo do Lago Traful > vales > Camping agreste > alguns Km > Villa Traful. DIA 8 – 09/11/19 sab - Pedal 6 - Villa la Traful (ARG) a Bariloche (ARG) Distância pedalada: 101 km Ascensão: 765 m O visual do dia promete. Aproximadamente 1/3 em rípio (terra com pedras) e 2/3 em asfalto. Paisagens espetaculares. Este dia vale a pena levar lanche reserva pois não tem muita opção no caminho. Saí cedo de Traful, cerca de 07:00, segui pela estrada de terra pela Ruta 65, com o Lago Traful à esquerda. Subida forte no início e depois algumas descidas. Estava bem frio (cerca de uns 10°C) mas o sol apareceu e aos poucos foi esquentando bem. O clima estava mudando para mais quente ao longo da viagem. Cabañas Aiken cedo - apesar do sol estava bem frio Ruta 65 saindo de Villa Traful Esta parte de rípio é bem legal para pedalar. Alguns Km depois parei no mirante do Lago Traful (bem bonito). Ruta 65 vista do mirante Lago traful Mirante Lago traful Seguí mais alguns Km e encontrei com o cicloviajante argentino Guillermo (jubienviaje.blogspot.com), que estava vindo de Santa Rosa (província de La Pampa), região central da ARG. Trocamos algumas ideias, nos despedimos e depois seguí mais alguns tantos Km até chegar em Confluência (onde os rios Limay e Traful se juntam - tem um antigo posto de gasolina da ACA, que está fechado). Até aqui deu cerca de 33 Km. A partir daí começa a parte de asfalto (vira-se à direita e toma-se a Ruta 237), que segue o lindo vale do Rio Limay. Sentido Confluência Sentido Confluência, perto onde encontrei o Guillermo Sentido Confluência - Rio Limay Andei alguns Km (transito de veículos estava tranquilo no início) e cheguei no espetacular Valle Encantado. Muito legal e bonito. Parei para contemplar e tinha algumas pessoas preparando para andar de caiaque. Valle Encantado Valle Encantado Na RN 237 sentido Bariloche Na RN 237 sentido Bariloche Estava querendo comer algo e cerca de 25 Km depois de Confluência, tinha uma vila pequena do outro lado do rio. Cruzei a ponte (só passam pedestre e ciclistas) e achei um lugar simples para comer. A vila de chama Villa Llanquín. Atravessando para Villa LLanquin A temível placa do cicloviajante Mais alguns Km à frente, cheguei no lugar chamado Anfiteatro, onde o rio faz curva e cria formações rochosas diferentes. Anfiteatro A região de asfalto depois da vila é uma região que peguei bastante vento forte e muitas vezes vento contra, o que dificultou um pouco a pedalada. Tem muita subida longa mas sem muito aclive. Na RN 237 sentido Bariloche Na RN 237 sentido Bariloche Sentido Bariloche Este dia, vi vários carros passando com bikes no reboque e acabei entendendo o que era. Vou explicar: Em VLA, um dia antes, na pousada onde estava, chegaram várias bicicletas desmontadas. No café da manhã, dois argentinos me perguntaram se eu iria fazer a Carrera (uma competição anual de bike entre VLA e San Martin de los Andes). Disse que não, que estava apenas de viagem. Eles eram uns dos que iriam participar. Logo, os carros que passavam eram pessoas que iam para VLA para a competição. Em um dado momento, numa subida bem longa, um carro me passa e buzina. Beleza, cumprimentei. Mais no alto do morro vejo o carro no acostamento. Era um casal de argentinos que pararam para saber se eu precisava de água ou alguma outra coisa. Conversamos um pouco, disseram que iriam para Carrera. Depois disse que estava tudo ok e agradeci. Foi muito legal da parte deles o gesto. Logo após, tem um posto da polícia da província de Neuquén e depois a ponte sobre o Rio Limay (divisa da província de Neuquén (de onde vem) e província de Rio Negro, sentido Bariloche. Na RN 40, entrando na província de Río Negro Na mítica RN 40 Atravessando o rio que divide as províncias Lago Nahuel Huapi Passei por Dina Huapi e depois parei num posto da polícia de Rio Negro para saber mais da região. Me indicaram um festival que estava tendo próximo ao aeroporto de Bariloche (mais alguns Km à frente). Chama Fiesta de las Colectividades Europeo-Argentina. Tinha várias barracas típicas de países europeus, como comida e bebidas típicas, além de atração musical. Pagava-se um valor simbólico para entrar, creio que uns PA$ 300 (cerca R$ 20). Foi muito bom depois de um pedal longo. Bem divertido e tranquilo para curtir. Fiesta de las Colectividades Depois de um tempo, segui sentido Bariloche pela RN 40 e logo chega-se em Bariloche (trecho urbano). Ao final da viagem de pedal, aquele banho merecido, saí para comer algo e descansar. Chegada em Bariloche No hostel conheci uma argentina que iria fazer o trekking do Refugio Frey no outro dia. Minha programação era descansar um dia e fazer depois de descansado. Como ela já tinha subido várias vezes, mudei de ideia, combinei de ir com ela no próximo dia pelo menos para saber onde pegava o ônibus e outras dicas. Acabei saindo para comprar o os lanches do trekking pois tem que levar bastante água e lanche (já tinha comprado o cartão SUBE e abastecido com 2 passagens para o ônibus - os coletivos de Bariloche não têm cobrador e nem aceitam pagamento em dinheiro. Tudo automatizado e é pago com cartão pré-pago SUBE. Hospedagem Bariloche: Hostel Perikos (mesmo da chegada) RESUMO PEDAL 6 Villa Traful > Ruta 65 (rípio) – Valle del rio Traful (visual deslumbrante) > Subida forte no início e algumas descidas longas > Confluência (posto de gasolina fechado > início do asfalto > Ruta 237 – Região do Rio Limay (Valle Encantado e Anfiteatro > Ruta 40 > Posto da Polícia da província de Neuquén (2 Km de Dina Huapi) > Posto da Polícia da província de Rio Negro > Ponte sobre o Rio Limay > Dina Huapi > Bariloche DIA 9 – 10/11/19 dom - Bariloche (ARG) Subida Refúgio Frey Distância treeking: 25 km Ascensão: 891 m São 4 horas de caminhada na ida (praticamente subida) e cerca 3 horas na volta (praticamente descida). O refúgio fica a 1.700 m de altitude, ascensão acumulada de 1.150 m e distância de 25 km (fui e voltei pelo mesmo caminho. Tem que estar bem preparado fisicamente para fazer, é bem puxado. Use calçado adequado para trilha senão vai dar bolha no pé. Dia de tempo bom, ensolarado e temperatura média de 24 graus. Acordei cedo (cerca de 07:00), separei água e lanche reforçado, protetor solar, roupa adequada, corta vento, luva frio, bandana, óculos de sol, bota e outros. Passei em uma cafeteria para tomar café reforçado e seguí para o ponto de ônibus que ela tinha me explicado (tem que procurar saber os horários em que o ônibus passa). Encontramos no ponto e ela me deu algumas dicas sobre a subida. Pegamos o primeiro coletivo que ia até Cerro Catedral (linha Circular 55) cerca de 09:00. De ônibus até a entrada da subida do Frey são cerca de 25 minutos. O ponto final é o estacionamento da estação de esqui do Cerro Catedral. Descendo do ônibus, tem uma placa distante marcando o início da trilha ao refúgio (outras pessoas vão ir em direção à trilha). A colega argentina já estava acostumada e seguiu em ritmo acelerado enquanto eu queria ir em um ritmo mais tranquilo, de contemplação. A trilha começa mais larga e bem sinalizada (setas orientativas), há uma leve subida, e logo a caminhada fica plana e agradável. A trilha vai estreitando e aparece, no lado esquerdo, o bonito lago Gutiérrez e ao fundo a RN 40. Anda-se um bom tempo com o lago ao lado, até que começa-se a subir e entrar na floresta, passando por um longo trecho de troncos branco –acinzentados, de árvores que foram queimadas por um incêndio. Entrada do Cerro Catedral onde o ônibus para Na trilha Lago Gutierrez ao lado esquerdo da trilha Paisagens durante o trekking Depois de alguns Km, a trilha vira à direita e começa a subida. O visual começa a mudar, com um som constante de cachoeiras e entrando em bosques da selva valdiviana (ecooregião que se caracteriza por ter bosques sempre verdes de múltiplos extratos). No caminho fui treinando o espanhol com uma venezuelana que morava em Buenos Aires. O caminho é muito bonito e vale a pena ser curtido com calma. Cada um ao seu estilo. Vi muito esportistas que subiam e desciam correndo, pareciam estar treinando para alguma competição. Montanhas nevadas Depois de um tempo caminhando, a vegetação começa a diminuir, picos nevados aparecem à direita e a trilha toma rumo à esquerda para chegar ao refúgio. Parte do trajeto Depois chega-se ao Valle do riacho (arroyo) Van Titter, começa a subir e vai acompanhando ladeira acima, até chegar no refúgio Piedritas (construída embaixo de uma grande pedra). Vale a pena parar para descansar, reforçar o protetor solar e comer. Bosque no trekking Pedritas **Não entre no abrigo Pedritas devido a ratazanas e possível infecção por fungos. A última subida até o refúgio Frey é a mais empinada e cansativa. Deixa-se o riacho para trás e montanhas nevadas passam a fazer companhia no lado direito da trilha. A trilha também fica mais rústica, com pedras, água e pouca lama. Depois de Pedritas, cerca de 1 h de caminhada até o Frey. Subindo depois de Pedritas No final da subida tinha bastante neve mas nada que molhasse a bota (recomendo ir de bota de trilha). No Frey, o visual é deslumbrante, com o lago Toncek (que estava quase todo congelado) e as agulhas de alpinismo ao fundo. Do lado esquerdo está a Agulha Frey, uma torre de pedra enorme. Refúgio Frey Lago Toncek O refúgio oferece hospedagem e comida (pagos e reservado pelo site) para quem quiser usar como base para escaladas e trekkings pela montanha. Lá em cima vale a pena curtir, hidratar, comer e descansar um pouco. Depois de um bom tempo lá em cima resolvi voltar e fiz o mesmo caminho da vinda. O corpo já está cansado então tem que tomar cuidado com possíveis torções do pé. Muita paisagem bonita para curtir e bom para refletir os momentos da cicloviagem. Ao todo foram cerca de 4:30 de subida e 3:30 de descida (fui num ritmo tranquilo). Cheguei no ponto de ônibus e aguardei cerca de uns 30 minutos até chegar. Na ida, pergunte o motorista quais os horários de volta (geralmente era sempre X hora e 15 minutos. Não deixe de saber também qual o último horário pois região está distante de Bariloche e nesta época (novembro) não tinha nada funcionando por lá (nem uma lanchonete).. Chega-se cansado mas recompensado pelo dia de trekking. Recomenda-se vontade e preparo, pois é uma experiência incrível. Na chegada, comer, banho relaxante e descansar. Itens básicos necessários Mochila pequena/média, Blusa corta vento ou anorak, bandana, meias reserva, capa de chuva, óculos de sol, protetor solar, bota de treeking, luva de frio, toalha pequena, segunda pele (se frio) Água: pelo menos 1,5 L e mais laguma outra bebida (suco, etc) Comida: frutas, lache reforçado (pão e recheio), massa, biscoito *Se for acampar ou ficar no refúgio, tem que realizar o registro prévio no site http://refugiofreybariloche.com – reserve com antecedência - vagas limitadas. DIA 10 – 11/11/19 seg - Bariloche (ARG) Dia de descanso pois a cicloviagem e a subida do Refúgio são muito desgastantes Compra de lanche para o próximo dia, pedal pelo Circuito Chico. DIA 11 – 12/11/19 ter - Bariloche (ARG) – Circuito Chico de bike Distância pedalada: 70 km Ascensão: 1124 m Circuito Chico de bike saindo de Bariloche. A princípio não sabia se iria fazer mas realmente valeu a pena. Região muito bonita e com muitas opções de lugares para conhecer. O circuito tem muitas subidas e descidas. É preciso disposição, mas o visual compensa. Dia aberto e ensolarado com temperatura em torno de 24 graus ao longo do dia. Saí cerca de 08:00, pedalei 25 Km pela Avenida Exequiel Bustillo até Puerto Pañuelo (mesmo caminho do primeiro dia para o Cruce Andino). Um piuco antes, em frente ao puerto, tem a Capela San Eduardo, toda feita em madeira. De belo estilo montanhês, foi construída em 193. Vale a pena subir até lá. Em frente a Pañuelotambém está o Hotel LlaoLlao, resort 5 estrelas. Não cheguei a subir até lá. Puerto Pañuelo Capela San Eduardo Continuando o trajeto pela RP 77, ingressa-se no Parque Municipal Llao-Llao, parque enorme com várias trilhas (algumas só pode fazer a pé) por dentro dos bosques. (Localizado na Península Llao Llao, rodeada pelo Lago Nahuel Huapi, Moreno e Tacul. Não precisa pagar entrada. Estrada Circuito Chico dentro do Parque Llao Llao Segui mais uns 3 Km até ver a entrada para Villa Tacul. Pega-se uma estrada de rípio com mais descida e parece que vai ter que subir tudo de novo, mas esta parte se faz por dentro do bosque e sai um pouco mais a frente. Não cheguei a ver propriamente a Villa e fui para o Lago Tacul. Tem uma praia bonita com montanhas nevadas à frente. Bom para contemplar. Tinha poucas pessoas nesta região e depois fui para o mirador (mirante) Tacul. Muito bonito. Lago Tacul Mirante Lago Tacul De lá fui descendo a trilha, bem tranquilo e vi a placa indicando que para o Lago Escondido devia seguir em frente. Fui descendo e realmente o lago era escondido. Um casal a pé estava voltando desanimado dizendo que desistiram porque não chegava nunca. Não tinha placa da distância. Realmente à pé era distante (de bike rodei uns 10 min, cerca de 1,5 Km de distância de Tacul). O lago é bonito, mas mais escondido que bonito. A questão é que perto do lago já sai mais à frente no asfalto co Circuito. Logo, vale bem a pena fazer esta trilha (mesmo a pé –lembrando que se tiver deixado o carro no primeiro ponto, tem que voltar tudo). Depois peguei o asfalto de novo e fui pedalando (passa-se pelo mirante do Cerro Lopez) e depois peguei à esquerda no rípio para ir até Colonia Suiza pela RP 79 (possui placa indicativa). Lá é uma vila bem legal e vale a pena conhecer, além do caminho que é legal. Tem até uma cervejaria. Mirante Cerro Lopez De Colonia, pelo GPS, seguir pela calle Genoveva Beveraggi para pegar de novo a Avenida Bustillo para Bariloche (mais cerca de 18 Km até o Hostel – este trajeto dá uma média de 1:30 e tem subida. Circuito Chico Cervejaria em Colonia Suiza Ao todo foram cerca 8 horas contando pedal mais paradas. Em Bariloche após o Circuito O Circuito tem muitos pontos para parar e comer. Só vi lugar de comprar comida em Colonia Suiza (levar lanche reforçado para o dia). Ao final da tarde, desmontei e embalei a bike, organizar bagagem e descansei satisfeito por toda viagem. Ao final de toda a viagem, nenhum pneu furado (as fitas anti-furo ajudam bastante). DIA 12 - 13/11 qua - Bariloche (ARG) Último dia. Já havia combinado com o Henrique taxista e as 10:00 saí do hostel para ir ao aeroporto para o voo de volta. O voo saía 14:10 pela Aerolineas Argentinas. Despachei a bike por AR$800, cerca R$115. Cheguei em Buenos Aires (conexão) cerca de 16:30 e o voo para Belo Horizonte só saía 05:30 da manhã do dia 14. Aí você fica igual o Tom Hanks no filme Terminal, pra lá e pra cá para o tempo passar. Mala bike no aeroporto DIA 13 - 14/11 qui – Buenos Aires (ARG) – Belo Horizonte (BRA) Aguardei até o embarque em Buenos Aires (EZE) descansando numa parte de cima do aeroporto que é própria para isso (é um tablado mais alto que o chão, onde o pessoal deita para descansar e aguardar). O voo estava marcado para 05:30 e as 03:00 já tinha despachado a bike ($60, cerca R$240 pela Azul). Depois segui para o embarque e fazer a migração. Cheguei em BH cerca de 09:00 e chega ao fim a grande jornada. Descanso merecido. Dicas Recomenda-se uma preparação adequada. Começando uns 6 meses antes e aumentando a frequência dos treinos e aumentando também a Km (vários ambientes, temperaturas e pesos). Isso levando em consideração alguém que já pedala. Eu pedalo a 6 anos e me preparei bem com 6 meses. Acredito que quem não pedala regularmente deve se preparar com mais tempo. Treine muita subida de morro, serras e afins. Vai te ajudar muito, vai por mim. Estar preparado psicologicamente para longos dias de pedal, subidas, vento contra, possíveis problemas mecânicos, desconforto físico, chuva, frio e calor. Essas e outras dificuldades comuns numa cicloviagem são tão importantes quanto a preparação física. É importante estar preparado antes de uma cicloviagem e antes de encarar os Andes. Faça Seguro viagem por precaução (tem que ser modalidade esportiva, senão não cobre). De preferência, envie o roteiro da sua viagem para familiares próximos a fim de despreocupá-los e para que saibam em qual região você deve estar em determinada data para casos de emergências. Agende o pagamento ou pague contas que irão vencer no período (Luz, água, internet, etc). Se possível, habilite o salvamento automático de fotos do celular na nuvem para caso de perda do celular (Exemplo Icloud para Iphone). Habilite o cartão do banco para uso internacional para emergências (eu precisei usar no CHI pois não tinham troco para dólar). Obtenha o máximo de informações possíveis sobre o caminho que quer percorrer: mapas, condição das estradas, previsão de tempo, rotas de GPS, informações de quem já pedalou pelas estradas. A cicloviagem tem que ser feita com segurança pois qualquer tombo pode acabar com sua alegria, logo, utilize itens de segurança e tenha sempre atenção. Uma queda pode levar a fratura de um membro e a coisa ficar pior ainda! O que levar “Menos é mais”. Levar somente o essencial sem faltar nada no meio da viagem. Semanas antes, fazer revisão da bike (padrão). Se possível, conferir a raiação da roda traseira e sapatas de freio (levei raios e pastilha reserva). De preferência pneus mistos e com proteção antifuro. Bagageiros devem ser resistentes e próprios para receber alforjes. Devem suportar o peso da bagagem se não vai quebrar no caminho. Acompanhar a previsão do tempo antes e durante a viagem (site Accuweather ajuda bastante). Organização da bagagem com antecedência e embalagem da bike de um a dois dias antes. Separar as coisas de cicloviagem três semanas antes (não deixe para comprar as coisas de última hora), pois são muitos itens e a falta de um deles pode fazer uma diferença enorme. Não deixar de xerocar passaporte e plastificar para evitar que estrague. Leve documentos e itens importantes em um saco plástico, tipo ziplock para evitar que se molhem em caso de chuva forte. Fazer o check in dos voos com antecedência para garantir. De preferência, imprimir reservas de voo e pousadas, Airbnb, Booking, etc (se for hospedar). *Alguns países exigem vacina contra febre amarela. Verifique essa e outras possíveis exigências junto à representação do país estrangeiro no Brasil que irá visitar (ARG e CHI não pedem para região da Patagônia). *Conferir o registro de saída e entrada da bike na documentação quando fizer migração. Antes de viajar, recomenda-se consultar o estado das vias. O estado das rutas provinciais na ARG pode ser checado no site da Dirección Provincial de Vialidad de Neuquén (https://www.dpvneuquen.gov.ar/) e Dirección Provincial de Río Negro (https:// https://vialidad.rionegro.gov.ar/). *Atenção: Ficar atento nos dias de passagem em aduana aos horários de funcionamento (algumas fecham 16:30). Otimize suas ferramentas Após a desmontagem e embalagem da bike, acondicione as ferramentas na bagagem de forma a encontrar tudo rapidamente. Separe as peças da bike em sacos plásticos a fim de evitar perdas (ciclocomputador, sinalizadores, parafusos, etc). Uma vez que aterrissou e está acomodado, é abrir a mala bike e parafusar tudo novamente. Leve peças de reposição adequadas, a mais importantes, como raios de reposição, cabos de câmbio e/ou freio (se mecânico), missing/power link, manchão, dentre outros que achar necessário. Apps no celular Depois da própria bicicleta, o celular já é o item mais importante: o Para navegação utilizei o HERE WeGo (excelente app com mapas off-line - lembre-se antes de baixar os mapas da região que irá visitar, vale baixar os mapas da ARG e CHI). Baixei também o Maps.me mas não gostei muito. Algumas vezes traçava percurso por lago ao invés de terreste. o Para gravar o percurso usei o Strava (Muito útil para informações de percurso, distância, velocidade média, ascensão, etc. Só precisa de internet quando for salvar, ou seja, pode pedalar à vontade e quando chegar onde tem internet, você salva). Pode gravar mais de percurso ao longo do dia e salvar todos ao final (Começa a atividade e finaliza, se precisar gravar outro percurso, começa de novo e finaliza. Não precisa salvar com internet a cada percurso). Interessante pesquisar dicas no site do Consulado Brasileiro, como “Orientações para quem vai viajar para o exterior e pegar informações em casos de emergências (nunca se sabe, além disso, todo esporte você está sujeito a riscos – embora a cicloviagem seja um estilo de vida, é também um esporte, inclusive no seguro viagem é também categorizado como tal). Para casos de EMERGÊNCIA site do Consulado Brasileiro http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/ E-mail: [email protected] SITE CONSULADO DO BRASIL EM MENDOZA – ARGENTINA http://mendoza.itamaraty.gov.br/pt-br/ E-mails: [email protected] (Cônsul-Geral) [email protected] (Setor Consular e Setor de Assistência a Brasileiros). Plantão Consular +54 9 261 5378478 (chamadas internacionais, apenas emergências), 261 5378478 (chamadas interurbanas), e 15 5378478 (para chamadas locais). SITE CONSULADO DO BRASIL EM SANTIAGO – CHILE http://santiago.itamaraty.gov.br/pt-br/ Tel: (+56) 22820-5800 - Fax: (+56) 22441-9197 - E-mail: [email protected] Telefone/whatsapp de plantão do Consulado-Geral do Brasil em Santiago (+56 99334-5103) - deve ser acionado apenas em situações de emergência. Email: [email protected] Site da Repartição: http://cgsantiago.itamaraty.gov.br/es-es/ Telefones de EMERGÊNCIA ARGENTINA: Polícia 111 Emergência 107 Bombeiros 100 Polícia Turística ARG: 4346-5748 / 0800-999-5000 Central de Emergencia Nacional 911 Telefones de EMERGÊNCIA CHILE: Polícia: 133. Bombeiros: 132 Resgate Aéreo: 138 Emergência 911 *Recomendações Pasos Fronterizos CHI Fronteira Argentina Chile Viajando da ARG para CHI, assegurar de seguir estes conselhos para uma viagem segura e sem contratempos para não atrasar sua viagem Agilize os trâmites na fronteira baixando e preenchendo a declaração de imigração: http://goo.gl/cKRZx3 Declarar todos os produtos de origem vegetal e animal. Ficar atento ao que pode levar na bagagem bem como limites de valores em espécie. Não aceite pertences ou bagagem de desconhecidos. Não esquecer de levar documentos obrigatórios (Documento Nacional de identidade ou passaporte vigente). Se recomenda levar abrigo, comida e agua suficientes para casos de atrasos. Características que deves considerar no percurso (depende da época do ano) Alta altitude, mudanças bruscas de clima, possibilidade de gelo sobre a estrada ou neve de até 2 m em menos de 24h, ventos fortes e rajadas, avalanches e temperaturas extremas. DICA DE EMBALAGEM DA BIKE 1. Cortar tiras de câmara de ar ou arrumar correias de firma pé. 2. Retirar o ciclocomputador e outros acessórios que possam sofrer danos durante o transporte. 3. Arrumar espumas de embalagem de bike. 4. Estudar a melhor maneira de embalar e fixar. 5. Baixar selim. 6. Retirar bagageiro. 7. Girar o guidão (dois parafusos laterais da mesa). 8. Deixar o guidão alinhado com o quadro e firmar no banco e proteger com embalagens recicláveis o suporte do guidão e o banco. 9. Embalar quadro com espuma protetora. 10.Retirar roda dianteira. 11.Travar pistões dos freios. 12.Colocar suporte de cano de PVC no garfo e travar com as blocagens. 13.Retirar roda traseira. 14.Travar pistões dos freios e colocar suporte de cano no quadro. 15.Embalar corrente e proteger câmbio dentro do garfo traseiro. 16.Embalar o cassete da roda traseira (pode ser pote de sorvete) a fim de evitar danificar o mala-bike. 17.Tomar cuidado para não esquecer a blocagens (separar peças em saco). 18.Proteger zonas delicadas 19.Retirar os pedais com a chave de boca 15 mm (Para retirar, gira a chave no sentido “para trás. Para colocar gira no sentido “para frente) e chave Allen. Ao retirar, marcar qual é direito e qual é esquerdo para não trocar os lados e estragar a rosca). 20.Desinflar um pouco os pneus (deixar um pouco de ar no pneu para proteger). 21.Prender bem a roda dianteira de um lado do quadro com tiras para firmar bem de forma a proteger bem as partes frágeis (câmbio, suspensão, etc). 22.Não deixar a carga incidir sobre o disco de freio (proteger com tampa de pote de sorvete). 23.Prender bem a roda na frente de um lado para proteger a suspensão (as duas se encontram no meio e devem ser fixadas). 24.Prender bem a roda traseira do outro lado do quadro com tiras de câmara de ar para firmar bem de forma a proteger bem as partes frágeis (câmbio, suspensão, etc). 25.Não deixar a carga incidir sobre os discos de freio (proteger com tampa de pote de sorvete). 26.Proteger bem o mala-bike por dentro nas partes que ficam em contato com a bike. 27.Colocar alguns acessórios e vestuários como as sapatilhas, caramanholas etc no interior da mala-bike. 28.Identificar a mala-bike com uma etiqueta com dados completos (nome, endereço e telefone), pois será fundamental em caso de extravio. Pesquise no site da empresa aérea as regras para envio de bicicleta. Outras dicas Estrangeiros tem 21% de desconto na hospedagem Ao reservar uma hospedagem na ARG você será informado que haverá a cobrança adicional de 21% do imposto IVA. Estrangeiros podem se livrar dessa taxa! É preciso pagar sua hospedagem com cartão de crédito ou débito internacional ou depósito bancário, além de ter que apresentar seu passaporte ou RG e o carimbo de entrada no país. Por isso, numa viagem pela ARG, prefira hospedagens que aceitam cartão de crédito para pagamento. Atendimento médico gratuito para brasileiros Ao fazer uma viagem pela ARG, o turista brasileiro tem direito a atendimento médico gratuito. Isso inclui emergências odontológicas, ambulatorial e hospitalar. Para usar você só precisa ter um documento que comprove sua nacionalidade. Não é recomendável viajar sem seguro particular, que possui serviços mais amplos bem como repatriação de corpo ao Brasil. Ninguém planeja morrer viajando, mas infelizmente acidentes e fatalidades podem acontecer. A repatriação de um corpo custa super caro e tendo seguro particular esse serviço deve estar incluído. Não existe casa de câmbio no Aeroporto de Bariloche. Troque dinheiro no centro da cidade. Opção de casas de câmbio em Bariloche: Intercâmbio Agência Rua Rolando, 287 (loja 2) Telefone: +54 02944 434437 Site: http://www.intercambio.srl E-mail: [email protected] Horários: 9h às 17h, de segunda a sexta-feira Cambio Andina Rua Mitre, 115 Telefone: 0294 442-6166 Site: http://www.andinacambio.com.ar E-mail: [email protected] Horários: segunda a sexta de 9h às 19h; sábado de 10h às 14h e de 16h30 às 19h30 Onde sacar pesos argentinos em Bariloche - Caixa Eletrônico 24 horas Banco de la Nación – Mitre, 531 Banco de la Nación – Mitre, 178 Banco Nación – Anasagasti, 1482 Restaurantes Bariloche Comer carne Alto El Fuego (calle 20 de Febrero 451, no centro): qualidade, atendimento e ambiente descontraído. Boliche de Alberto (calle Villegas, calle Elflein e Av. Bustillo): qualidade, carnes e massas. Dica “ojo de bife”. La Salamandra, El Patacon, Don Molina, El Refugio del Montañes, La Parrilla de Julian, La Parrilla del Tony, Nuevo Gaucho, A los Bifes, Rincón Patagonico. Pizza Girulá (calle San Martín 496): pizza individual, comem duas pessoas. O L’Italiano (calle Quaglia 219): boas massas e “menu turístico” a um valor mais econômico. Las Pastas de Gabriel, Linguini, La Brava, El Mundo Cerveja artesanal Manush (calle Neumeyer 20): cerveja artesanal boa, pratos bem elaborados, hambúrgueres caseiros e batata frita. Cervejaria Wesley (calle 20 de Febrero): cervejas e as pizzas gostosos. Perto do Alto El Fuego. Cervejarias artesanais no centro (entre calles Elflein Neumeyer, 20 de Febrero e Juramento): Bachmann, Blest, Antares, Berlina, Konna, Kutral, La Cruz, Vikingos, Kunstmann, Antares, La Cava Clandestina, Lowther. Bem próximas uma da outra. Cerveceria Patagonia: não se destaca tanto pela comida e nem cerveja em si, mas sim pelo ambiente lindo, dentro do Circuito Chico, em frente ao lago Moreno. Bem distante do centro e não tem transporte público que chegue. Fondue e pratos tradicionais La Casita (Quaglia 342): oferece tbm cordeiro e outros pratos típicos, como a truta, excelente pedida. La Marmite (calle Mitre 329) boa opção para experimentar comida tradicional. Em frente à Galeria del Sol. Familia Weiss, La Alpina, Chez Philippe, Jauja. Comer truta A truta (trucha) é um peixe muito tradicional dos lagos da região patagônica. La Casita (já mencionado), o restaurante do hotel El Casco e o Kostelo (Quaglia 111), que está localizado no centro, de frente para o lago. Cardápio variado (massa, pizza, carne, petiscos, saladas). Lojas de chocolate Rapa Nui (calle Mitre 202) e Mamuschka (calle Mitre e Rolando). Mamuschka pequena mas ótimo para desfrutar de um lanche caprichado e chocolate quente na parte da tarde. Ambos possuem sorvetes artesanais próprios, preço mais salgado mas bem recomendado. Outras: Frantom, Turista, Abuela Goye, The Coffee Store (cafeteria), Tante Frida. Fast food McDonalds e Mostaza (calle Mitre). Várias outras opções de sanduiches e hambúrgueres caseiros. Rock Chicken Chimi Bar de Choris (Elflein 73), especializado “choripanes” (sanduiche de linguiça), típico da ARG. Weiss Beer and Burguers (Mitre 585), combos de hambúrguer, batata frita e cerveja artesanal. Outros lugares pouco conhecidos pelos brasileiros e recomendados: Papagoonia (Vice Almirante O’Connor 662), hambúrgueres caseiros. Restaurantes populares: La Fonda del Tío, Galpon de Salo, La Andina. Roupas de Montanha: Patagonia Show Room, Scandivavian, Montagne, The Northface Produtos típicos: El Arbol, El Bosque Na Rua Onelli, um pouco mais afastada do setor mais turístico, está o comércio popular dos residentes de Bariloche. Referências https://eueamagrela.wordpress.com/expedicao-lagos-andinos/ http://blogdescalada.com/uma-escalada-no-frey-um-dos-lugares-mais-espetaculares-do-planeta/ http://www.trekbariloche.com/refugio-frey-trek.php http://www.trekbariloche.com/bariloche-refugios.php http://www.clubandino.org/cab/refugio-emilio-frey-frey/ http://refugiofreybariloche.com/ http://orofino.me/refugio-frey-trek-bariloche-argentina/ http://www.expedicaoandandoporai.com/2010/01/bariloche-circuito-chico.html http://www.seguindoviagem.com/destinos-internacionais/america-do-sul/argentina/bariloche/circuito-chico-de-bicicleta/ https://trilhaserumos.com.br/dicas-roteiros/dicas_de_uso/cicloturismo/ https://umasulamericana.com/parque-llao-llao-bariloche/ https://barilocheparabrasileiros.com.br/2018/01/03/o-clima-em-bariloche-em-cada-epoca-do-ano-e-quando-se-inicia-a-temporada-de-neve/ https://pelomundo.com.vc/hospedagem-em-villa-la-angostura/ https://pelomundo.com.vc/como-ir-a-villa-la-angostura/ https://www.atravessarfronteiras.com.br/2016/11/bariloche-7-passos-para-preparar-uma-viagem-memoravel/ https://umasulamericana.com/hostel-em-bariloche/ ENVIO DA BIKE POR AVIÃO – VÍDEOS https://www.youtube.com/watch?v=2SBR1Lsn-9I https://blog.bikevillage.com.br/bike-no-aviao-dicas-para-viajar/ Ajuste e troca de pastilha de freio https://www.youtube.com/watch?v=qPSVSxsz3yY barb bike DICA - 3 - Ajuste Freio Hidráulico Bike http://www.pedaleria.com.br Pasos fronteirizos e prognósticos metereológicos CHI http://www.pasosfronterizos.gov.cl/ Alertas do Consulado Brasileiro para Argentina http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/argentina Alertas do Consulado Brasileiro para o Chile http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/chile Previsao do tempo https://www.accuweather.com/ https://www.argentina.gob.ar/tema/emergencias https://mototurismogastronomico.wordpress.com/telefones-de-emergencia-argentina-chile-e-uruguai/ VLA https://instintoviajante.com/villa-la-angostura-patagonia-argentina/ https://instintoviajante.com/o-que-fazer-em-villa-la-angostura-de-bicicleta/ http://viagemcult.com/villa-la-angostura/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/categoria_atractivos/atracoes_turisticas/ https://emalgumlugardomundo.com.br/o-que-fazer-em-villa-la-angostura-argentina/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/tipo_de_gastronom_ia/bar-boate-de-noite-cervejaria-pub/ https://www.atravessarfronteiras.com.br/2013/09/a-minha-villa-la-angostura/ https://umasulamericana.com/fazer-em-villa-la-angostura/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/o-parque-nacional-arrayanes-e-a-finalista-das-7-maravilhas-naturais-de-argentina/ Vacinas ARG https://dicasdaargentina.com.br/2018/02/vacinas-e-certificado-de-vacinacao-para-a-argentina.html Dicas Chile https://dicaschile.com.br/
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    SUDESTE ASIÁTICO 4º Dia - Passeando nos shoppings de Bangkok (07/11/2016) A ideia hoje era conhecer o Gran Palace e o Wat Pho, as duas atrações principais de Bangkok, porém como estava chovendo sem parar, resolvemos trocar pelo dia de conhecer os shoppings do bairro Siam. Siam é um "bairro de shoppings" de Bangkok. Tem para todos os gostos, desde os para milionários quanto os para a classe média baixa. Para se ter uma ideia, a estação de metrô de superfície (chamam de skytrain) principal do bairro, sai dentro de um shopping, e vários shoppings são interligados por passarelas e passagens subterrâneas, não sendo necessário nem sair na rua para passar de um para outro. Há dois shoppings principais no bairro, o Siam Paragon, que é um shopping mais "chique", com várias lojas de marcas, e o MBK Center, um dos maiores shoppings da Ásia com 8 andares e muitas lojas de produtos falsificados, sendo mais parecido com um camelódromo do que com um shopping. Qual que decidimos ir? MBK é claro! Mas a ideia era também dar uma passada no Paragon para conhecer se desse tempo. Saímos de manhã do hostel e após tomarmos nosso café no 7eleven pegamos o metrô até a estação Si Lom, onde iriamos fazer a baldeação para o Skytrain. O metrô e o skytrain em Bangkok não são interligados, então você tem que descer, ir até a outra estação e comprar uma nova passagem. Na saída da estação Si Lom fica a entrada do parque Lumpini, que é tipo o Central Park de Bangkok, o principal parque da cidade. Enorme, ele conta com quadras esportivas, lagos, animais, sendo uma atração imperdível de ir também para quem está visitando a cidade, e que infelizmente não conseguimos ir devido a chuva. Parque Lumpini e a Juju tomando chuva Pegamos o Skytrain já um pouco encharcados visto que como dito o metrô não tem ligação com ele e, como a ideia era ir primeiro no MBK, não descemos na estação principal de Siam, e sim uma depois, a do Estádio Nacional (onde fica o antigo estádio principal de Bangkok, hoje em dia já fizeram um novo totalmente moderno em outra área da cidade). O prédio do MBK por fora é bastante bonito, espelhado. Já por dentro, é como o mercado Chatuchak, um monte de barraquinhas, gritaria e a necessidade de pechinchar por tudo. Os 8 andares do Shopping são divididos (mais ou menos) por categorias. Tem o andar das lojas grandes (tipo Renner, Americanas), tem o andar só de roupas falsificadas, andar de comidas, andar de lojas de beleza (cabeleireiros, manicure), andar de souvenires, andar de entretenimento com boliche, cinema e fliperama e o andar mais frenético de todos (onde os vendedores te importunam mesmo) que é o andar de eletrônicos (com lojas de conserto de celulares a rodo). Os 8 andares do MBK Center Depois de dar um pulinho no fliperama, fomos passar no andar onde ficava localizado o tourist loundge, pois havíamos ganhado um panfleto na entrada do shopping dizendo que apresentando o passaporte, o turista estrangeiro ganhava gratuitamente um "welcome drink". Um drink alcoólico que parecia de amarula, bonzinho mas doce que é o capeta. Nesta área havia várias mesas, sofás e no meio ilhas de lanchonetes, todas voltadas ao turista com menus em inglês e comidas de todo o mundo. Também havia um lugar para guardar sua mala gratuitamente. Obviamente não almoçamos ali, fomos na praça de alimentação onde os locais comiam. Gastando um dinheiro no fliper e tomando o "welcome drink" no tourist loundge A praça de alimentação do MBK fica num local fechado, demoramos um pouco pra entender como funcionava mas era o seguinte: você compra um cartão e põe créditos nele, daí passa nas lancherias e desconta o que você quiser pedir. Eu experimentei o meu primeiro Pad Thai (achei muito ruim) numa lojinha que eles te serviam a massa pura e os ingredientes tu mesmo se servia à vontade (capim limão, amendoim, limão, broto de feijão) e a Juju pegou um Yakissoba. Apesar de ser num shopping, a questão da higiene é a mesma ou pior do que as barraquinhas de rua. Enquanto esperava a minha massa, pude observar várias baratinhas, daquelas pequenas, "passeando" pelos balcões onde se serve a comida, inclusive, o mesmo balcão onde tu se serve dos ingredientes ali do Pad Thai, aliás, os ingredientes ficam todos expostos ali em cima do balcão ao alcance de todos, sei lá por quantas horas (ou dias). É, o negócio é ignorar e tocar ficha kkkkk. Dá pra ver claramente quem se deu bem com a comida que escolheu e quem não O resto da tarde foi de olhar as lojas e comprar algumas coisinhas (sempre naquela ladainha de ter que ficar pechinchando um tempão antes da compra), embora como viajamos só de mochila e ainda em vôos Low-Cost, onde não se pode despachar malas, deixamos pra comprar as lembrancinhas mais "graúdas" para o final da viagem, quando voltássemos a Bangkok. Também fomos até os andares de cima onde ficava uma loja gigante de animes que é uma loucura, uma daquelas lojas japonesas bizarras de "maid" (pra quem não sabe, procura no google depois, é muito estranho...) e um cinema muito moderno. Para se ter uma ideia de quão turística é Bangkok, os filmes todos tinham sessões com legendas em inglês. Há também um outro fliperama maior do que o que tínhamos jogado, o qual também paramos para dar uma jogadinha. Cinema podre de chique, criança faceira no fliperama, criança faceira na loja de animes e loja bizarra de maids Saímos do shopping já a noite, desistimos de passar no Siam Paragon (até porque não tínhamos nem roupa pra entrar naquele shopping) e, como era a nossa última noite livre, visto que no outro dia tínhamos agendado um passeio de barco pelo Chao Phraya, era agora ou nunca para conhecermos a Khao San Road, a rua dos mochileiros mais famosa de Bangkok e a principal da vida noturna da cidade. A Khao San Road não fica perto de nenhuma estação de metrô, dessa forma, fomos pesquisar no Google Maps, aproveitando o Wi-Fi do MBK e vimos que teríamos que pegar o ônibus nº 15 para ir para lá. Na parada de ônibus, novamente cometi a mesma gafe do dia anterior: tentei perguntar em tailandês para um casal se o ônibus 15 passava ali (nang hák, 15 em tailandês), mas eles não entenderam e perguntaram em inglês o que eu queria hehehe. Falaram que havia outros ônibus, 19 se não me engano, que também iam para lá, e foi este que pegamos. Eis que bem belos dentro do ônibus, acompanhando o trajeto no Maps.me, o ônibus pára no meio do nada e a cobradora começa a pedir para nós dois descermos num tom um pouco ríspido. Ficamos ali parados sem saber o que estava acontecendo e sem entender se era isso mesmo, já que a tiazinha só falava em tailandês. Uma guria sentada a nossa frente então tentou servir de intérprete, mas só dizia que: "ela disse que vocês dois tem que descer aqui", mas não explicava porquê. O ônibus ficou parado ali no meio do nada e não arrancou até que descêssemos. Pois bem, descemos então ali, ainda tentei pagar a passagem e a cobradora não aceitou e até hoje não entendemos o que aconteceu. Não fizemos nada, não demonstramos afeto no ônibus (algo que é mal visto na Tailândia), estávamos até quietos dentro do ônibus. Uma hipótese é que, como eramos turistas, a tiazinha sabia que iriamos para a Khao San Road e o ônibus não estava indo para aquela direção (ele dobrou para o lado contrário depois que descemos), mas sei lá. A questão é que eram 10 horas da noite e estávamos a 2 km da bendita rua, numa área totalmente escura e residencial. Cabe agora falar um pouco da questão de segurança não só na Tailândia mas no sudeste asiático como um todo. O índice de assaltos a mão armada é praticamente inexistente, já batedores de carteira ou aproveitadores de turistas (como taxistas ou tuk-tuks) é grande, como em qualquer cidade turística. Sendo uma região considerada mais pobre que o ocidente e com uma desigualdade social semelhante, pesquisadores apontam duas hipóteses principais para explicar tamanha diferença nos índices de violência entre aqui e lá. Uma é a questão da punição. Nesta região, crimes são punidos com pena de morte muitas vezes (inclusive no aeroporto de Bangkok há um cartão gigantesco com os dizeres: "morta aos traficantes"), além de desmembramento de corpos como por exemplo, cortar o pênis de estupradores, etc. Outra questão é a religião, muito forte entre os budistas e hinduístas, que acreditam severamente no Carma, ou seja, que aquilo que você faz para outra pessoa volta ainda mais forte para você, nesta ou noutra vida, enquanto que na religião cristã é só pedir perdão pelos seus atos que tá tudo de boa. Pois bem, seja o motivo que for, o fato é que diante das estatísticas, fomos caminhando os 2 km até a Khao San Road um pouco mais tranquilos (mas um pouco cagados é claro, afinal somos brasileiros kkkk). O bom é que no caminho pudemos passar por dois monumentos que eu queria conhecer (pena que era noite e não dava pra ver direito), o balanço gigante (giant swin), literalmente uma estrutura de balanço de 50 metros, que dizem ser uma construção do Rama I em 1784, e que realmente funcionava como um balanço em cerimonias realizadas neste, o que obviamente resultava em muitas mortes, até a cerimônia ser proibida pelo Rama II, e o Monumento à Democracia, este bem próximo a Khao San Road, que foi construído para celebrar a abertura democrática no país, algo que durou menos do que a democracia brasileira. Monumento à Democracia Enfim na Khao San Road depois da longa caminhada, entramos finalmente na zona turística de Bangkok. Não que as outras que passamos não fossem, mas esta é quase que 100% voltada para turistas, aquele lugar de turismo estereotipado, onde os gringos vão pra encher a cara como estivessem numa terra sem lei, onde você é constantemente abordado por gente querendo te vender passeios, pulseirinhas, drogas, ping-pong shows (se você não sabe o que é isso, pesquisa aí no google, mas já digo que é um espetáculo que envolve genitálias femininas e bolinhas de pingue-pongue), enfim, uma terra sem lei. Não tem nada haver com a Bangkok real, mas nem por isso deixa de ser um lugar muito legal para ir a noite, tomar uma cerveja e comer alguma iguaria, uma atração imperdível da cidade. Khao San Road Também é aqui que que se pode provar aquelas iguarias que estávamos ansiosos para provar desde que começamos a planejar a viagem. Aqueles petiscos pra turista ver, já que nenhum local come isto: escorpiões, larvas, gafanhotos, aranhas e afins. Khao San Road é o nome da rua principal, mas a badalação inclui também as adjacentes. Dizem que também é o lugar que tem os hostels mais baratos, mas mais muvucados. Fizemos então como gostamos de fazer, compramos umas latinhas no 7eleven e fomos caminhar pela área para observar o movimento. No caminho passamos por umas lojinhas que vendiam umas falsificações perfeitas de roupas da North Face, mas como já comentado, não temos como despachar bagagem, então não pudemos comprar nada no momento. Para comer, comprei um crepe de presunto e queijo de uma barraquinha de rua, daquelas que o cara faz o crepe, pega os ingredientes tudo com a mão e depois te dá o troco com a mesma mão, bem tranquilo, e a Juju encontrou um espetinho de coração, algo que foi consumido com muita alegria visto que já estávamos há alguns dias sem comer alguma carne "de verdade". Tomando uma Archer e observando o movimento; faceiros com o espetinho de coração; dando um Sawadii Ka pro Ronald McDonalds; Vendo o cara fazer o meu crepe com a mão e me dar o troco em dinheiro com a mesma mão. O resto da noite ficamos pegando latinhas de Archer no 7eleven e passeando pela zona. Depois fomos comer as comidas exóticas. Provamos o escorpião: que é uma casquinha que parece uma pipoca não estourada com uma gosma lá pelo meio; gafanhotos: que eram bens bons, bem temperadinhos e crocantes; e um saquinho de larvas: esse o melhor petisco, parceia um salgadinho com bastante soyo (delícia!), taí as fotos pra provar: Nesta época a moda nos bares era o baldinho (o equivalente ao nosso Kit aqui do sul), um balde que você compra e vem uma bebida alcoólica como vodka ou whiski, um energético e um refrigerante, e aí você mistura a quantidade que quer no baldinho e toma com um canudo, com um custo que variava entre 150 à 500 baths (15 à 50 reais). Não tomamos nenhum mas tiramos uma foto com uns turistas pra guardar de recordação. Bizarramente, um deles, um americano, quando falei que era do Brasil, a primeira coisa que ele perguntou foi: "você é de porto alegre?" Acho que ele reconheceu meu sotaque gaúcho hehehe. Na verdade ele disse que foi a última cidade que ele visitou no Brasil, então ele chutou essa, o cara devia jogar na loteria! O famoso "baldinho" Já passava da meia-noite quando decidimos voltar pro hostel e como os ônibus, assim como na maioria do Brasil, só rodam até a meia-noite, tinhamos que dar um jeito de pegar um Uber ou um táxi. Rodamos tentando conseguir um wi-fi pra chamar um Uber mas não rolou, então fomos tentar um táxi mesmo. Paramos o primeiro que vimos e, como manda o manual de defesa contra a extorsão de turistas, pedimos pelo taxímetro, que obviamente o taxista disse não possuir. Perguntamos então quanto para nos levar até Hua Lamphong e o mesmo ofereceu a corrida por 100 baths (10 reais). Tenho quase certeza que o cara nos enrolou e faturou em cima da gente, a corrida na verdade deve ter dado no máximo 50 baths, mas pô, por 10 reais até a estação do nosso hostel tava mais que barato. Descemos na estação e fomos caminhando o nosso caminho de sempre, costeando o córrego. No caminho ainda deu tempo da gente ficar embasbacado com mais uma coisa: as lojas de material fechadas e os materiais todos do lado de fora. Realmente, roubo por ali não parece mesmo ser uma coisa comum. Materiais de construção todos na rua e as lojas fechadas
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    Olá gente! Nem acredito que chegou a minha hora de deixar um relato de viagem haha eu pesquisei muito aqui nesse fórum e uma das grandes razões da viagem ter saído do papel e eu ter feito o meu primeiro mochilão sozinha foi as informações que encontrei por aqui. Primeiramente, a base da minha viagem foi o relato da @appriim que está completinho nesse link aqui. Encontrei ela aqui no Mochileiros e no fim somos da mesma cidade e temos vários amigos em comum (e em breve espero que saia o encontro pessoalmente né Ana? haha) Fiz algumas alterações porque eu tinha alguns dias a mais que ela, então segue abaixo uma visão geral do meu roteiro e depois nos comentários vou escrevendo dia a dia. 17/12/2019 - Florianópolis > Ushuaia 18/12/2019 - Ushuaia - Carimbei o passaporte, comprei o ônibus para Punta Arenas e fiquei andando na cidade sem rumo 19/12/2019 - Ushuaia - Passeio na Pinguinera + Canal Beagle e trilha no Glaciar Martial 20/12/2019 - Ushuaia - Laguna Esmeralda 21/12/2019 - Ushuaia - descanso e andei pela cidade sem rumo de novo 22/12/2019 - Ushuaia deslocamento > Punta Arenas - 12h de ônibus durante o dia 23/12/2019 - Punta Arenas - fiz o câmbio e andei pela cidade, pela orla, fui ao mirante e cemitério as 17h peguei o ônibus para > Puerto Natales - 3h 24/12/2019 - Puerto Natales - Aluguei um carro com o pessoal do hostel e fomos até o Parque Torres del Paine, fazendo o "Full Day" que vende em agências de forma privada 25/12/2019 - Puerto Natales - Descanso 26/12/2019 - Puerto Natales - Trilha Base de Torres del Paine 27/12/2019 - Puerto Natales deslocamento > El Calafate - 7h de ônibus durante o dia 28/12/2019 - El Calafate - Laguna Niemez, Lago Argentino e andei pela cidade 29/12/2019 - El Calafate - Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno 30/12/2019 - El Calafate deslocamento > El Chalten - 3h de ônibus saindo as 8h 31/12/2019 - El Chalten - Laguna de los Três / Fitz Roy 01/01/2020 - El Chalten - Descanso 02/01/2020 - El Chalten - Chorrillo Del Salto 03/01/2020 - El Chalten - Mirador de Los Condores e Las Aguilas 04/01/2020 - El Chalten - Laguna Torres / Cerro Torre 05/01/2020 - El Chalten - Madre e Hija 06/01/2020 - El Chalten - Descanso 07/01/2020 - El Chalten deslocamento > El Calafate - 3h de ônibus, saindo as 8h, andei sem rumo pela cidade 08/01/2020 - El Calafate - Lago Argentino, andei pela cidade e meu voo saiu as 19:30h para Buenos Aires > Florianópolis 09/01/2020 - Chegada em Florianópolis Gastos aproximados: DESLOCAMENTO: R$ 3.000,00 R$ 2.139,00 passagem aérea Aerolíneas Argentinas | Ida: Floripa > Buenos Aires > Ushuaia | Volta: El Calafate > Buenos Aires > Floripa R$ 180,00 entre taxi, uber, transfer aos lugares R$ 530,00 deslocamentos de ônibus R$ 135,00 aluguel de carro por 1 dia em Puerto Natales (o carro foi dividido em 4 pessoas) HOSPEDAGEM: R$ 1.280,00 Ushuaia: ANTARCTICA HOSTEL Punta Arenas: HOSTEL ENTRE VIENTOS Puerto Natales: WE ARE PATAGONIA BACKPACKERS (pagamento em dólar estamos isentos de 19% do imposto) El Calafate: FOLK HOSTEL El Chalten: LO DE TRIVI El Calafate: FOLK SUITS Reservas feitas pelo Booking e HostelWorld PASSEIOS: R$ 1.650,00 Mini Trekking Perito Moreno - R$ 700,00 - comprado no Brasil valor com cartão de crédito e IOF Pinguinera + Canal Beagle - R$ 742,00 - pago no Brasil valor com cartão de crédito e IOF | observação importante: se fazer a caminhada com os Pinguins em Punta Arenas é metade do preço e rola reservar lá mesmo no próprio hostel pro dia seguinte. Entrada Parque Torres del Paine - R$ 185,00 (paguei o preço de 2019 ainda) ALIMENTAÇÃO: R$ 1.200,00 (tem mercado, cerveja, vinho e alfajor nessa conta haha) BAR: R$ 200,00 (isso são os extras dos dias que fui pro bar e só consumi álcool) SEGURO VIAGEM: R$ 215,00 TOTAL GASTO R$ 8.000,00 (contando souvenir, extras que eu possa ter esquecido de anotar e etc) Conversões realizadas: 1 real > 13,60 pesos argentinos (Aeroporto Ezeiza de Buenos Aires) 1 real > 185 pesos chilenos (Casa de Câmbio em Punta Arenas) 1 real > 16 pesos argentinos (Restaurante Casimiro em El Calafate) Fiz umas outras conversões zoadas porque tive perrengue de dinheiro que conto depois hahah mas essas três foram as principais que acho que vale citar. TOTAL QUE GASTEI EFETIVAMENTE: R$ 8.900,00 (perdi R$ 900,00 por um golpe na conversão do câmbio no Banco do Aeroporto Ezeiza, eu dei R$ 3.200,00 e eles me converteram como se eu tivesse trocando R$ 2.300,00, fui perceber só agora que já estava no Brasil, foi falta de atenção minha como recém mochileira que achava que tinha pensado em todos os detalhes, só que não... 💔💔) Aos poucos vou contando aqui sobre a viagem dia-a-dia, ah eu também fui postando tudo no meu Instagram (@anavoando), os stories estão salvos no destaques e fui escrevendo no feed também. Ah, leiam o post da Ana que citei lá no começo, eu li e reli um milhão de vezes e ela dá várias dias ótimas!! Espero que gostem! Continuarei aos poucos, Ana Caroline
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    Depois de muitos pedidos e muita procrastinação, eu e minha esposa resolvemos começar a publicar os relatos das nossas viagens. Para isso criamos um blog num formato meio que de diário, contando o dia-a-dia das nossas viagens pelo mundo sempre só com uma mochila nas costas e pouca grana. Para quem quiser acessar nosso blog, vai aqui o link: http://arielbrothers.wixsite.com/osmochilinhas De qualquer forma, pretendemos publicar nossas histórias aqui também no site dos mochileiros, site este que sempre nos ajudou nos nossos planejamentos. Dessa forma, queremos dar também nossa retribuição para ajudar outros viajantes e incentivar as pessoas a viajar, mostrando que é possível sim conhecer outros países gastando pouco e até menos do que gastaríamos se ficássemos este mesmo período no Brasil. Nosso primeiro relato é de uma viagem que fizemos de 35 dias pelo sudeste asiático, nossa primeira viagem para fora do continente. A viagem foi em 2016, sendo assim, há muitas informações que devem ser atualizadas por quem quiser se inspirar em nosso roteiro. Ainda estamos em processo de montagem do blog, por isso, vamos ir postando aos poucos o nosso itinerário, inclusive, no fim de cada cidade/país, pretendo fazer um resumão com mapas e dicas mais práticas dos locais e meios de transporte utilizados. SUDESTE ASIÁTICO 1º Dia - Chegando em Bangkok (04/11/2016) Chegamos em Bangkok por volta das 3h da tarde. Entre imigração, banheiro e trocar um pouco de dinheiro no aeroporto, fomos sair de lá umas 16h30. Aqui já vai uma dica: Antes de passar na imigração é necessário preencher uma outra ficha que não a de imigração e passar no "Health Control" para apresentar a carteira de vacinação contra a febre amarela. No dia que chegamos tinha uma filinha ali, principalmente porque tinha um suíço que não sabia falar inglês (e muito menos tailandês), e a tiazinha no guichê tentava achar alguém que falasse a língua dele para ajudar enquanto gritava para o mesmo: "complete! complete!". O aeroporto Suvarnabhumi é imenso e lindo, todo coberto com uma cobertura (dã) abobadada que lembra muito o Estádio Beira-Rio aqui em Porto Alegre. Aeroporto Suvarnabhumi, o principal aeroporto de Bangkok e um dos maiores da Ásia Fomos para o hostel de metrô, é claro, a forma mais barata de sair do aeroporto rumo a cidade. Depois de uma baldeação, chegamos a estação Hua Lamphong por voltas das 17h. Estação esta que dá de frente para a Estação de trens de mesmo nome: Hua Lamphong, a principal estação de Bangkok e onde depois pegaríamos nosso trem em direção à Ayutthaya e Chiang Mai. Primeira coisa a fazer, passamos no prédio em frente a estação retirar nossos tíquetes de trem de Ayutthaya para Chiang Mai, comprados com antecedência junto a uma agência de turismo pela internet por garantia devido à época que estávamos visitando, o Festival das Lanternas de Chiang Mai. Depois, antes de seguirmos para nosso hostel, a Juju estava morrendo de fome, por isso fomos logo provar nossa primeira comida de rua na Tailândia. Na primeira venda que enxergamos, ao lado da saída da estação de metrô, pedimos para uma tiazinha, com a ajuda de outra que estava na fila que falava inglês, o mesmo que um outro casal estava comendo (já que não tínhamos ideia do que a tia servia ou o nome das comidas). Para nossa surpresa era uma sopa que mais tarde descobriríamos ser o famoso Tom Yum (muito bom por sinal). A tiazinha nos cobrou ali, aleatoriamente 50 baths (o equivalente a 5 reais), ainda disse que o normal era 40 mas que o nosso era "especial" (será?), por isso mais caro. Desde cedo então descobrimos a gentileza e o carisma dos tailandeses, tanto da tia vendendo o lanche, quanto a tia da fila que nos ajudou, quanto aos demais na mesa improvisada que perguntaram se estávamos gostando da comida, todos muito simpáticos! Ainda improvisei um aroi (gostoso em tailandês) para responde-los, o que os desarmou ainda mais conosco. Devidamente alimentados, seguimos para o hostel, a pouco mais de 800 metros dali, costeando um afluente do rio Chao Phraya, o principal rio que cruza a cidade e que é utilizado pela população entre outros, como meio de locomoção. No caminho diversos templos budistas muito bonitos, tuk-tuks e 7elevens (para quem não sabe, 7eleven é uma franquia de lojas de conveniências muito presente mundo afora, sendo que a Tailândia e o Japão são os países que mais possuem lojas desta franquia). Espalhados pelas ruas há vários cartazes informando como se deve respeitar o budismo e a figura do Buda. Acha que os turistas respeitam isso? Chegamos no hostel Oldtown e de cara seria um dos melhores hostels, se não o melhor, que ficamos em toda a viagem pela Ásia. Quartos limpos, camas extremamente confortáveis, área comum enorme com jogos, geladeiras, banheiros gigantes também, entrada nos andares com cartão, tudo perfeito, e ainda por cima, pelo preço de 12 reais por pessoa por dia (hoje deve estar mais caro), um dos mais baratos que já ficamos. Quarto de 8 pessoas do Oldtown hostel Nos acomodamos num quarto com 8 pessoas e, como sempre, com a adrenalina a mil por recém chegar num lugar diferente, já saímos pela rua para explorar, sem dar a mínima para as mais de 30 horas de voo nas costas ou para o fuso-horário (o que se revelaria uma tremenda burrice mais tarde...). Saímos já a noite, em direção a China Town de Bangkok, que fica pertinho do hostel. Aliás, a escolha do mesmo foi justamente por isso. Além de estar perto da estação de trem, onde teríamos que pegar o trem dias depois cedo da manhã, a noite na China Town é uma das melhores da cidade, menos turística que a famosa Khao San Road. Além disso o hostel fica praticamente do lado de uma estação de barco, o que permitiria também ir facilmente (e barato) até o bairro antigo da cidade, onde fica o Grand Palace e o Wat Pho, principais atrações da Tailândia. No caminho para a China Town, entramos pela primeira vez num 7 eleven, e foi nosso primeiro choque econômico da viagem. Tudo muito barato! Protetor solar, shampoo, água, comidas, salgadinhos, cervejas... um absurdo! Se já estávamos animados com tudo que vivenciávamos até o momento, ficamos mais ainda. Compramos nossa primeira cerveja Singha (a melhor de todas junto com a Chang) e seguimos, passando pelo arco chinês e adentrando a rua Yaowarat, a principal da China Town. Salgadinhos exóticos e baratos do 7eleven; Cerveja Singha, a melhor da Tailândia, Arco Chinês que dá acesso à China Town. Com aquela adrenalina e vontade de desbravar já mencionada, seguimos através das ruas lotadas de barraquinhas de rua e gente, letreiros chineses em neon e enfeites bem característicos de uma China Town. Paramos então para comer o que mais de exótico achássemos e pedimos um espetinho de polvo, o qual foi servido mergulhado numa sacola com um tempero que nós né, tipo: "estou na Tailândia quero provar tudo" pedimos para incluir. Não preciso dizer que aquele tempero era apimentado que é um diabo, e nos fez sofrer para comer aquilo ali (mas comemos tudo!). Saboreando um espetinho de polvo de nome impronunciável, conforme se vê no cartaz Demos mais uma volta pela rua e fomos parados por um grupo de adolescentes que, ou queriam treinar seu inglês, ou estavam fazendo um trabalho para o colégio, pois fizeram umas perguntas para nós sobre o que achávamos da Tailândia e anotavam as respostas num caderno. Muito simpáticos também (como todos tailandeses que conhecemos). Depois entramos num restaurante/lancheria e pedimos mais uma comida exótica, uma massa tipo yakissoba com bolinhos de frutos do mar, porém essa, mais apimentada ainda que a comida anterior, não conseguimos comer toda. Fomos conhecer então as ruas transversais, que também possuem um comércio vasto. Numa delas, vimos uma grande (e estranha) movimentação próxima de um caminhão que descarregava alguma coisa para algumas lojas. Fomos conferir e era um caminhão vendendo calçados muito baratos! A Juju achou uma pantufa do Totoro que custava algo em torno de 90 baths se não me engano (9 reais) e comprou-se então o primeiro souvenir da viagem. China Town de Bangkok Antes de voltar para o hostel, ainda ficamos ali observando mais um pouco a vida noturna da região e tivemos mais um choque cultural (que se tornaria natural ao decorrer da viagem). Descobrimos que as louças das barraquinhas de rua não são descartáveis, são todos lavados em uns baldes de higiene duvidosa, sem água corrente. Além disso, descobrimos a convivência pacífica entre os vendedores de rua e os ratos (que pareciam gatos de tão grandes). Um dos vendedores inclusive observava um rato se mexer perto dele e ria. Descobriríamos mais tarde que o Brasil é um dos países "mais higiênicos" do mundo. Já de volta ao hostel, esperando a Juju tomar banho, acabei conhecendo na área comum um canadense que estava no nosso quarto e que queria se enturmar a qualquer preço. Me contou que estava nas praias, curtindo muito: "So much party" (frase que depois virou um meme interno) mas teve que vir para a capital para tomar remédios anti rábica por um mês pois levou uma mordida de um macaco na Monkey Island (imagino como deve ter importunado o bichinho). Depois ele tentou puxar papo com um russo que também estava no nosso quarto (o que não deu muito certo), e depois saiu tentando conversar com qualquer coisa que esbarrasse no seu caminho. Depois que a Juju voltou para o quarto é que paguei o preço de não ter respeitado o tal de "Jet Lag". Vomitei as tripas, dentro do quarto mesmo, inclusive pingando um pouco nas coisas de um suíço que estava no beliche ao lado (por sorte não tinha ninguém no quarto naquele momento). A Juju rapidamente pegou um pano num armário que tinha no corredor e limpou tudo, mas continuei vomitando até altas horas da madrugada. Com enjoo, dor de cabeça e náuseas, comecei a tomar tudo que é remédio: Dramim, plasil, paracetamol, etc. Enquanto a Juju tranquilona, ficou mais um tempinho lá na área comum apreciando umas Singhas. Continuei vomitando até que consegui dormir, porém no meio da madrugada acordei com uma dor insuportável na barriga, tentei dormir de novo mas não conseguia, até que resolvi tomar um remédio para gases e fui no banheiro onde fiquei por algumas horas, até que, enfim, aliviou as dores e consegui dormir. Fica a lição, respeitar o corpo e não comer nada pesado nem se agitar muito recém chegando depois de 30 horas de voo num fuso horário de 10 horas de diferença.
  5. 1 ponto
    Olá Pessoal, Estou pretendendo fazer uma eurotrip esse ano. A principio pensei em Londres, Amsterdã, Bruxelas, Paris e/ou Italia - Gostaria de uma cia para compartilhar esse momento. Para quem tiver interesse, favor me enviar um email: [email protected] Muitíssimo grata! Abs
  6. 1 ponto
    Boa tarde amigos! Estou programando uma trip solo para Maragogi no período de 10/06/2020 a 14/06/2020, porém o horário de chegada em Recife é 22:30 e os transfers estão saindo na faixa de 220,00. Alguém teria uma sugestão mais em conta? Não me importo em compartilhar o carro.
  7. 1 ponto
    Fala galera, blz?! Estou pensando em 20 a 25 dias, a partir de junho, nestes locais! Alguém anima? Minha ideia é pegar lugares bonitos e animados, junto com uma turma. Estou sozinho por enquanto.
  8. 1 ponto
    Bom dia, procuro companhia de algum grupo que queira fazer alguma trilha na região de São Paulo ou no parque Nacional do Itatiaia. Eu estou aberta a sugestões visto que estou com vontade de fazer alguma trilha que nunca fiz, se alguém quiser subir o pico das agulhas negras ou o morro do couto também, seria bacana!! Conheço as trilhas na região do litoral norte paulista Super topo alguma travessia também, estou buscando companhia por conta da segurança e das experiências de fazer junto com mais alguém !!
  9. 1 ponto
    Fala pessoal, blz? Tá rolando o Caraguatatuba Summer Festival desde dezembro. São shows totalmente gratuitos. Eu estarei de folga nos dias 18 de janeiro, sábado, e 24 de janeiro, sexta. No dia 18 será o show do Chimarruts em Massaguaçu e no dia 24, do Planta e Raiz na Praça da Cultura. Começa às 21:00. Queria juntar uma galera pra ir nos dois dias. Chegar cedinho, curtir a praia de dia e a noite ir pro show. Se rolar, da pra dormir em algum hostel ou até mesmo acampar, pra quem tem barraca kkk. Vou deixar o link do evento: http://www.turismocaragua.com.br/agendas Se alguém estiver a fim de curtir um reaggae comigo, me add no WhatsApp e montamos um grupo. Eu sou de Embu das Artes, São Paulo. Meu whatsapp 11960669065
  10. 1 ponto
    Olaaa! Sou morador aqui de arraial... Gabi, pode ir viajar tranquila, melhor opção mesmo e ir de carro. A estrada nao e bem sinalizada nem muito regular, mas nao vai ter problemas em chegar. Vai ter buracos e tudo mais, mas nada que ira te impedir.. so ir devagar hahahah Indo por eunapolis a estrada e melhor, mas vale mais a pena ir por arraial, onde vai passar por vários lugares bacanas e oportunidade de parar em praias bem massa. Beijos, bom carnaval
  11. 1 ponto
    Pessoal Se liguem, com as medidas do novo governo o cambio paralelo (blue) voltou a ficar forte. A diferença está grande. Procurem meios "não oficiais" para trocar dinheiro. Já fiz isso muitas vezes no passado 🤑 http://www.dolarhoy.com/ https://www.lanacion.com.ar/
  12. 1 ponto
    Não procede o trânsito em cusco e tranquilo. Se disser q lá paz e loucura, aí concordo. Não esqueça dos seguros obrigatório d KD pais.
  13. 1 ponto
    Oi @kenji A época de menos chuvas no ceará é de julho a dezembro, pois em janeiro já começa a chover um pouco mais! De qualquer forma, é uma loteria... este ano choveu tanto em janeiro que as "ruas" de Jeri viraram rios, rs! Quanto ao deslocamento de pau de arara, faz parte! Não vejo muita necessidade de alugar um carro particular... pois além dos custos de um carro tracionado, tem o risco de se perder, pois não há estradas, e ainda o custo do carro ficar estacionado lá por todo o período de estadia sem uso, além da questão ambiental, compartilhado é melhor! E a Bahia... já voltei! Foi bem legal, conheci boa parte do sul, mas não fui a Salvador desta vez... vou ver se escrevo relato.
  14. 1 ponto
    Eu nunca fui de carro fora do Brasil, então não posso te dar nenhuma dica. Apenas esteja preparado para o trânsito no Peru. É louco. Em Cusco as pessoas dirigem como se não houvesse amanhã, usando e abusando da buzina e metendo o carro na frente sem dó, com um monte de ultrapassadas loucas, em cima da curva. Fiquei apenas 01 dia em Puno, hospedado no centro. Recomendo procurar com antecedência um local onde você possa guardar seu carro em Puno. Os hotéis são mais antigos e não costumam ter estacionamento. Eu fui a Puno vindo de Arequipa/Colca Canyon, numa van de excursão. Tinha mais umas 5 pessoas na van. Puno tem ruas extremamente apertadas e de um só sentido. As outras 5 pessoas que estavam na van tiveram que descer e ir a pé até o hotel delas, porque o motorista não conseguia chegar até lá de carro. Para nos deixar no hotel, ele parou o carro no meio da rua enquanto nos descemos (parando todo o trânsito, que estava muito intenso), pois não tinha lugar algum para estacionar. No dia seguinte, ao sairmos para fazer o passeio do lago titicaca, tivemos que andar um tanto até chegar na van, pois também não tinha conseguido lugar pára estacionar.
  15. 1 ponto
    Eu nunca fui, mas as informações que achei na net dizem que é menos movimentado, a caminhada é mais curta,o preço é (ou era) mais barato. Em compensação as fotos que vi não parece tão bonito quanto Vinicunca (esta eu já fui, e é muito bonito) e a estrada é mais perigosa. De qualquer maneira, é um local diferente e acho que vale a pena a visita (acho que vale a pena inclusive ir nas duas. São montanhas diferentes, distantes, em linha reta, mais de 20 km uma da outra. Portanto, experiência diferentes.
  16. 1 ponto
    Não pode! Você pode levar um único volume como bagagem de mão. Começo deste mês eu peguei um voo com a Jetsmart, e na fila do embarque lá em Buenos Aires eles estavam pedindo para quem tinha 2 volumes de bagagem de mão (uma mochila e uma bolsa, duas mochilas, etc), colocar a menor delas dentro da grande, caso contrário teriam que pagar taxa extra para o segundo volume. Novamente é a mesma história, vai ter gente que vai falar que conseguiu embarcar com uma mochila e mais uma bolsa ou outra mochila pequena, mas novamente, isto foi sorte destas pessoas, você pode não ter a mesma sorte... Então é melhor nem arriscar, para não ter que jogar um monte de coisas fora caso a mochila menor não caiba dentro da maior e você não queira pagar a taxa extra caso eles resolvam impedir o embarque com 2 volumes. Mas se você acha que 40 litros vai ser pouco, compre logo a bagagem extra, comprando antecipado, custa uns 50 Reais, se for tentar arriscar, mas tiver azar e tiver que pagar a bagagem extra lá no aeroporto, vai lhe custar uns 150 Reais.
  17. 1 ponto
    não sei dizer se a western union funciona ainda mas quando fiz o cambio lá. não achei tão desfavoravel assim (já fui esperando uma cotação bem ruim), com certeza em buenos aires era melhor, mas ainda compensava mais do que levar pesos argentinos do brasil
  18. 1 ponto
  19. 1 ponto
    Se a pessoa for pão-dura, não comprar nada pronto, mas sim comprar os ingredientes mais baratos e fazer na cozinha do hostel, dá para conseguir sobreviver com 10 euros, mas concordo que 15 euros seria mais seguro e folgado. Nos mercadinhos pequenos é mais caro, mas num supermercado maior, um pacote de pão de forma, uma bandeja de queijo, uma de presunto, uns picles ou tomate, e um pote de margarina para um sanduíche custa uns 10 euros, mas dá para fazer "jantar" e café da manhã por uns 2 ou 3 dias dependendo da fome da pessoa... Um pacote de macarrão, um molho de tomate barato e uma caixa de ovos para a proteína, custa uns 5 euros, mas também dura para 2 ou 3 dias... Mas passar 15 dias comendo só macarrão e ovo é complicado! rsss Agora a questão, é se a pessoa vai tirar 2 horas no meio do dia num roteiro apertado como este para ir para o hostel preparar um almoço? Duvido muito! Ela simplesmente não vai ! Vai acabar é comendo alguma besteira pronta na rua, e isto pode aumentar os custos, chegar ou mesmo passar dos 15 euros, mesmo a pessoa sendo beem econômica.
  20. 1 ponto
    O problema é devolver o carro na Sicília. Na cotação rápida que eu fiz, devolver o carro em outra cidade no continente, realmente fica só uns 100 Euros mais caro, mas se for devolver o carro na Sicília, o preço aumenta mais de 300 euros.
  21. 1 ponto
    O preço de aluguel de carro na Itália não é tão caro, mesmo com entrega em outra cidade, o preço fica em torno de uns 100 euros a mais. Um carro para 15 dias custa uns 400 euros em média, então calcule um preço médio de 500 euros para aluguel, porém tem que contar que são uns 1.500 de km de distância. O preço do traghetto para atravessar à Sicília é uns 40 euros. Lembre se que Junho é quando começa a alta temporada, então se for alugar, melhor garantir uns 2 meses de antecedência. A região de Toscana é muito bonita para passear de carro e parar nos vilarejos por uma ou duas horas. O sul da Itália também tem centenas de vilarejos bem típicos e interessantes, então é difícil recomendar onde parar. Eu faria uma viagem para Palermo bem calma, andando pela estrada estaduais (não tem pedágio e tem fácil acesso as cidades), e daí vai parando onde te interessar.
  22. 1 ponto
    Mas como será verão, e vocês estariam de carro, pessoalmente eu aproveitaria para passar em Cinque Terre, fica pertinho da Toscana. Uns 3 ou 4 dias acho que seriam suficientes em Cinque Terre para fazer tudo com bastante calma. Como a ideia é seguir até o sul da Itália, um lugar que eu não deixaria de fora seria as Ruínas de Pompéia. Eu também aproveitaria para visitar a Costa Amalfitana, uns 2 ou 3 dias dias devem ser suficientes para visitar a Costa Amalfitana. Mas estar lá no sul da Itália e não visitar a ilha de Capri é quase um pecado, rsss. Ai você precisa de mais uns 2 dias para Sorrento e Capri... Somado uns 2 dias em Veneza, mais a Toscana, onde provavelmente vocês ficariam uns 4 ou 5 dias, mais uns 3 ou 4 dias na Sicília, contando mais o tempo perdido nos deslocamentos, já daria mais que 15 dias... Uma outra opção são os lagos ao norte de Milão....
  23. 1 ponto
    SUDESTE ASIÁTICO 3º Dia - Domingo em Bangkok observando as homenagens ao Rei (06/11/2016) Domingo em Bangkok. Hoje a programação era conhecer alguns templos budistas da cidade, o que sempre foi um dos nossos principais motivos para visitar a Tailândia. Pesquisamos bastante sobre os templos de Bangkok e, como é impossível, mesmo pra quem vive aqui, conhecer todos, visto que são milhares, elegemos os que pensávamos ser os mais interessantes e de mais fácil logística, visto o nosso pouco tempo na capital tailandesa e nossa aversão em pegar táxis. Dessa forma, nossa meta do dia era conhecer o templo do grande buda em pé, ou Wat Intharawihan, e o templo de mármore (Wat Benchamabophit). O leitor mais atento deve ter percebido que wat em tailandês significa templo (se você leu todos os posts até aqui, já sabe agora duas palavras em tailandês!). Também estava programado para assistirmos uma luta de Muay Thai no Estádio Ratchadamnoen, o segundo mais importante de Bangkok, mas devido a morte do rei duas semanas antes, todos os eventos no país foram cancelados por um mês. Aqui cabe fazer um parenteses importante para falar sobre a monarquia da Tailândia. Sim, a Tailândia é uma monarquia, com o trono passando de geração em geração. Quanto ao governo executivo, desde 2006 o mesmo é comandando por uma junta militar, empossada depois de um golpe de Estado. Porém, na Tailândia o rei é considerado quase como um deus, tanto que ambos governos democráticos ou autoritários sempre respeitaram a figura do rei e em nenhum deles nunca se questionou a abolição da monarquia. Embora como nas demais monarquias do mundo contemporâneo o rei não tenha um poder decisório significativo, este é um símbolo de unidade nacional, figura respeitadíssima, sendo inclusive crime inafiançável "falar mal" do rei ou desrespeitar imagens deste, incluindo amassar notas de dinheiro (visto que todas tem a imagem do rei) ou mesmo pisar em moedas no chão. Este respeito e admiração ao rei pareceu para nós uma coisa natural, não imposta, acredito que principalmente porque o rei à época, Bhumibol Adulyadej, que esteve no poder desde 1946, era uma figura muito carismática e colocava ele próprio diversas políticas públicas em prática, sempre visitando comunidades periféricas em situação de vulnerabilidade, levando alimentos, dando entretenimento para crianças carentes, acompanhando campanhas de vacinação etc. Inclusive o mesmo conseguia, por sua popularidade, ser um contraponto aos governos militares que permearam o Estado tailandês nos seus 70 anos de reinado, conseguindo frear diversas medidas autoritárias que seriam postas em prática. Diante disso, sua morte em 2016 foi uma das maiores tragédias para o país, que imediatamente decretou estado de luto por um ano, sendo que no primeiro mês muitos serviços e lojas foram fechados para prestar suas homenagens ao rei e o entretenimento local (não o para turistas) foi proibido também (mesmo na Khao San Road dizem que na primeira semana muitos bares permaneceram fechados). Ah, toda população também foi convocada a andar de preto pelas ruas e, realmente, todos tailandeses na rua estavam vestindo preto, inclusive nós, por respeito, tentávamos sempre andar de preto em Bangkok. Não preciso dizer que a morte do rei duas semanas antes de embarcarmos nos deixou putos. Pensávamos que isso iria estragar toda nossa viagem, já pensava até que isso aí era olho grande que tinham botado na nossa primeira viagem pra fora do continente, enfim, entramos numa bad, mas no fim deu tudo mais que certo, dou mais detalhes depois. Voltando ao nosso roteiro do dia, fomos então em direção ao terminal de ferrys para pegar o barco rumo ao norte da cidade. No caminho, paramos em um 7eleven para tomar um café da manhã e descobrimos o que seria o nosso café da manhã favorito de toda a viagem: um sanduíche de salsicha (a salsicha da Tailândia tem um gosto muito bom, bem diferente do brasileiro), um café daqueles prontos solúveis da Nescafé e mais um doce, tipo um bolinho, um rocambole doce ou um saquinho de manga desidratada com pimenta (sim, é bom!). Um pra cada um disso tudo sempre dava em torno de 80 baths (8 reais!) e desde então o 7eleven, que já era nossa loja favorita até então, passou a ser o nosso deus (kkkk). Café da manhã no 7eleven: pão com salsicha, café e doce de banana. Chegamos no terminal de ferrys, que ficava a uma quadra do nosso hostel e fomos pegar nosso ferry, que na Tailândia é um transporte público como outro qualquer, parando em diversas paradas percorrendo o Rio Chao Phraya (um rio que cruza quase toda a Tailândia), e com o custo de 14 baths (1,40 reais). Ficamos pensando porque no Brasil não se investe mais neste tipo de transporte em cidades que possuem rios navegáveis as cruzando? Aqui em Porto Alegre mesmo a cidade é costeada por um rio que podia muito bem possuir um ferry que percorresse a costa como um ônibus de linha. Uma das respostas, pelo menos aqui na cidade, envolve a máfia dos ônibus. Lembro que quando se quis implementar um ferry (aqui chamamos de catamarã) que cruzasse o Rio Guaíba em direção à cidade de Guaíba, que fica na outra margem, a licitação choveu de impugnações e mandatos de segurança impetrados pela empresa que faz este transporte de ônibus pela ponte que liga as duas cidades. Só depois de muito tempo conseguiu-se colocar em funcionamento o catamarã, porém só dois barcos fazem a travessia diariamente, a um valor absurdo de 10 reais, e ainda parece que a empresa vencedora da licitação é uma subsidiária da mesma empresa de ônibus que fez de tudo para embargar o projeto. Ferry Boat e sua bonita vista do Chao Phraya Mas voltemos à Bangkok! Havíamos lido que a linha laranja de ferrys era o "pinga-pinga", portanto a mais barata, e foi esta que pegamos. Fizemos aquela cara de espanto pela barateza do negocio e seguimos até a estação Tha Phra Chan, esta uma estação mais "gourmet", com um mini mercadinho, várias lojas de comidas e locais tentando te empurrar passeios ou oferecendo serviços de guia pelos templos, mas de forma bem discreta, acho que pela morte do rei. No caminho, passa-se por pontes muito bonitas e modernas, vários templos na beira do rio, incluindo o templo Wat Arun, um dos principais de Bangkok, ponto turístico principal para subir e apreciar o por-do-sol, porém infelizmente o mesmo estava fechado para reforma naqueles dias. Descemos na estação e seguimos por uma rua costeando o rio. Passamos por uma espécie de shopping a céu aberto, meio chique, onde havia vários estudantes uniformizados tirando fotos, acredito que para uma formatura (mais tarde descobrimos que havia estudantes por toda a cidade tirando fotos pra isso). No shoppinzinho curtimos o deck a beira do rio, comemos uma comida estranha japonesa, bolinhos de polvo (takoyaki) e tomamos uma raspadinha azul (blue lagoon), que é bastante apreciada entre os jovens, principalmente no verão. Ainda estávamos com receio da comida tailandesa, então preferimos não arriscar muito. Shoppinzinho a beira do Chao Phraya; Deck com vista para o rio; Takoyaki e Raspadinha de Blue Lagoon Seguimos então até uma grande área aberta gramada, um parque chamado de Sanam Luang, todo cercado e que mais tarde se edificou o crematório real. Esta é uma área bem conhecida (onde foi filmada uma das cenas do filme Dragão Branco do Van Damme) onde os tailandeses vão para praticar esportes, fazer piquenique e passear, ficando ao lado do Gran Palace, e onde se obtém uma vista muito bonita. Neste dia porém, estava rolando uma grande homenagem à morte do rei, com telões, desfiles e apresentações musicais na praça. Até era permitido a entrada de estrangeiros, mas a grande maioria era de tailandeses, todos vestidos de preto. A rua ficava fechada e para entrar era necessário mostrar passaporte o que, por sorte, eu possuía uma cópia no bolso. Ruas lotadas de tailandeses vestidos de preto e apresentação musical com a imagem do rei ao fundo Ao passar pelas gurias que estavam na catraca que dava acesso à área do parque, as mesmas quando viram que eramos brasileiros abriram um sorriso, disseram que na Tailândia adoram brasileiros (na época, apesar de já ser em 2016 após o golpe, ainda não tínhamos um governo fascista no poder, não sei se hoje elas ainda pensam assim kkkk). Pelo caminho ainda ganhamos gratuitamente uma sacola com uma fruta estranha que até agora não sei o que é, uma espécie de bergamota com casca dura mas menor e com um gosto bem diferente, mais doce, e várias garrafinhas de água pelo caminho. A tal frutinha que estavam distribuindo Nessa hora todo aquele medo que tínhamos de que a morte do rei estragaria a nossa viagem se mostrou infundada. Pelo contrário, vivenciamos um momento único na história da Tailândia, uma experiência incrível acompanhar toda a movimentação e observar a devoção do povo tailandês ao seu rei. Bhumibol que me perdoe, mas sua morte acabou sendo um ponto alto da nossa viagem. Nos demos também o título de "turistas respeitosos", pois sempre tratávamos de andar de preto nestes lugares, não rir, e não tirar fotos que desrespeitassem as imagens do rei. Enquanto isso, víamos tristes e horrorizados vários gringos dando gargalhadas perto das imagens do rei e tirando um monte de foto das pessoas prestando sua homenagem, ainda por cima sempre com suas roupas coloridas estampadas, muitas vezes usando bermuda. Auto-retrato pintado do nosso Rei Continuando a caminhada, compramos numa vendinha mais uns potes de Tiger Balm (outro motivo pelo qual viemos para a Tailândia hehehe) e passamos pela frente do Museu Nacional da Tailândia. A princípio ele não estava no nosso roteiro devido ao curto tempo, mas como ainda era cedo, por volta de 11 da manhã e a entrada nele (assim como a maioria dos templos da Tailândia) estava gratuita por causa da morte do rei (salve Bhumibol), resolvemos conferir. Museu Nacional da Tailândia O Prédio do museu é uma atração por si só. Tem a arquitetura de um templo budista, vários prédios por sinal, e dá um panorama de toda a história da Tailândia, desde o antigo reino do Sião até as monarquias atuais, com a exposição das carruagens reais, talheres reais, roupas reais usadas pelos reis ao longo dos séculos, etc. Há também a exposição de vários monumentos recuperados da antiga capital Ayutthaya, os que sobraram após a invasão e destruição dessa pelo exército birmanês. Nossa ideia era seguir dali caminhando até o templo do grande buda em pé, mas olhamos no mapa e parecia ser um pouco longe e, como este templo é próximo de uma estação de ferrys e o ferry é tão barato, fomos de ferry. Pegamos novamente a linha laranja e descemos na estação Rama 8 Bridge. Esta estação fica num bairro bem residencial, e assim pudemos ter mais um gostinho da "vida real" de Bangkok. No caminho em direção ao templo, várias tendas vendendo peixes vivos em bacias, enguias, tartarugas e arraias, bem interessante, além de flores também, milhares. Paramos então no 7eleven para fazer o nosso "almoço". Compramos uma destas bandejas de comida congelada (pra variar a Juju pegou uma super apimentada), massa com legumes e frango, esquentamos no microondas e comemos ali mesmo sentados na calçada em frente ao 7eleven, observando (e torcendo) alguns peixes tentando fugir dos baldes que havia nas tendas que mencionamos, acompanhado de uma Archer (a cerveja mais baratinha). Descobrimos então uma excelente alternativa de almoço caso nada nos apetecesse neste país. As comidinhas prontas do 7eleven são boas, não vem muito mas servem pra tapear o estomago e a quantidade de tempero também igual não permite comer muito. O preço? 30 baths (3 reais)! O templo do buda em pé fica a 750 metros da estação, após cruzar uma avenida grande por baixo de um viaduto. Este templo possui fama por possuir o maior buda em pé do mundo (o que depois descobrimos que é mentira, o maior fica na Indonésia). Realmente é bem impressionante, majestoso, e o mais interessante é que, como fica no meio de uns prédios, você não enxerga da rua, apesar de bem alto. Foi a primeira vez que tivemos que tirar os tênis para entrar num local na Tailândia. Também foi o nosso primeiro contato com o "capitalismo budista". Apesar de ser uma filosofia de vida (já que muitos budistas não a consideram uma religião) que prega o não consumismo e o não apreço por bens materiais, tudo dentro do templo se cobra uma "contribuição voluntária", normalmente de 20 baths (2 reais). Não só neste mas em todos os templos. Se paga para acender um incenso, para fazer uma oferenda ao buda com uma flor de lótus, para pegar um papel com um mantra budista... É, acho que templo religioso é sempre igual, independente da religião e tirar dinheiro de fiéis é uma coisa universal. Templo do Grande Buda em Pé Também ali, mas do lado de fora, tinha um carinha vendendo uns passarinhos dentro de uma gaiolinha. Ele disse que tu tinha que comprar a gaiola com o bichinho e soltar ele ali na frente do buda pra dar boa sorte. A Juju, achando que podia comprar a liberdade de um passarinho, desembolsou os 150 baths que o vendedor cobrou e fez o "ritual". Um detalhe, não se pode ficar com a gaiola, tem que devolver pro vendedor depois, meio estranho não? Mais tarde lemos que os pássaros que estes caras vendem são treinados e voltam para a casinha depois de soltos, permitindo ao adestrador vendê-lo novamente para outro trouxa, digo, pessoa. Juju se preparando para "libertar" os passarinhos (pelo menos puderam dar uma voltinha) Comemos também um sorvete tailandês, esses que são febre agora no Brasil, que o cara faz com uma espátula numa lâmina gelada. Tínhamos lido num blog que o sorvete ali na frente deste templo era muito bom. E realmente é, de coco, servido dentro de um coco aberto, permitindo ainda poder raspar o resto da fruta da casca. Dali seguimos a pé pela Krung Kasem Road, uma avenida grande cortada por um riacho, muito parecida com a Avenida Ipiranga aqui de Porto Alegre (mas sem fedor de esgoto). No caminho passamos ainda por uma feira gastronômica que estava acontecendo, tipo aquelas feiras de nações com comidas de vários lugares do mundo. Bem legal pois não tinha quase turistas, só locais e todas as banquinhas davam amostras grátis das comidas e bebidas. Depois de provarmos de tudo, numa tenda pegamos um prato com uns 5 tipos de arroz diferentes, um de cada cor, (mas com o mesmo gosto) que estavam oferecendo e sentamos pra comer junto com uns tiozinhos muito simpáticos que tentavam puxar conversa. Assim, gratuitamente, já estávamos jantados (kkkk). Avenida Krung Kasem Road Ainda em direção ao Templo de Mármore, passa-se por outra avenida bastante bonita, com vários "portais" com fotos dos reis e rainhas. No fim dela há o Palácio Real, um palácio estilo europeu imponente. No dia a esplanada gigante que tem em frente a ele, onde fica uma estátua do Rama IV, estava com acesso restrito, acredito que devido às homenagens ao rei. Só havia mais um monte de estudantes tirando fotos para formatura, tanto na esplanada quanto ao longo da Avenida. Mais uma caminhadinha e chegamos no templo, que como os outros também, devido ao luto pela morte do rei não estava cobrando entrada. Palácio Real; Avenida em frente ao Palácio real com seus murais; Estudantes tirando foto para formatura O Templo de Mármore é muito bonito, com o chão do pátio interno todo feito de mármore, além das pilastras e das paredes (dizem que o mármore foi importado da Itália lá pelos anos 800 pelo Rei Rama IV) e lá dentro uma estátua de buda dourada majestosa, onde paramos para contemplar (descansar) um pouco. Pátio interno do Templo de Mármore (a Juju botou uma camiseta por cima para cobrir os braços para poder entrar no templo) Ainda no pátio interno, costeando o muro, há a exposição de 50 estátuas de budas. Todos eles possuíam uma placa embaixo com o nome e o que significava, o que deu pra aprender um pouco sobre o porque das posições de cada estátua (buda da flor de lótus, buda da mão na terra, buda indonésia, buda japonês, etc). Pátio dos 50 budas O lugar também conta com a presença massiva de gatos, devem ser todos budistas (dã). Fotinho de Instagram Na parte externa funciona também um convento onde moram os monges, numa área de jardins bastante bem cuidado com passagens de córregos e pontes, muito bonito e agradável. Parte interna do templo com seus murais belíssimos contando a história de Buda e parte externa com jardim, lagos e pontes Quase no fim da tarde, começamos nosso retorno para o hostel. Essa parte da cidade não fica perto de nenhuma estação de metrô, sendo assim, quando fiz o roteiro pesquisei que numa rua paralela podia-se pegar um ônibus em direção à Estação de trem. No caminho até a tal rua passamos ainda na frente do estádio de Muay Thai que iríamos assistir a luta à noite. Infelizmente, como já mencionado, as lutas foram suspensas durante este mês, mas tiramos uma foto em frente ao estádio para prestar homenagem ao nosso rei (há uma foto gigante do rei na frente do ginásio). Estádio Rajadamnern Chegamos na rua que o Google Maps havia indicado e não havia nenhuma parada de ônibus. Encontramos uma só uma quadra depois. Havia uma senhorinha na parada e decidimos perguntar para ela se o tal ônibus passava ali. Achando que uma senhorinha idosa não deveria saber falar inglês, colocamos a frase no google tradutor e depois de um Sawadii Ka (que significa Oi e agora você já sabe 3 palavras em tailandês), mostramos a tela do celular para ela. E não é que ela nos responde em inglês? Bangkok é muito turística, realmente é muito difícil um morador não saber falar inglês. Muito simpática, ela disse que sim, que o ônibus passava ali e antes que ela terminasse de falar passou o dito cujo e o pegamos. Os ônibus na Tailândia são uns caco velho horrorosos, e você paga dentro do ônibus pruma cobradora que fica passando de banco em banco. O preço? 11 baths (1,1 real)! Nóis no busão! Quando avistamos a Estação de trem Hua Lamphong descemos e foi aí que presenciamos uma das coisas mais impressionantes de toda a viagem. Já havíamos lido que não sei quantas vezes por dia, auto-falantes espalhados pela cidade tocavam a "música do rei", tipo um hino orquestrado e todos na rua paravam para demonstrar o seu respeito, mas achávamos que era uma coisa simples, que rolava meio discretamente. Foi aí que, descendo do ônibus, começou a tocar a tal música, virei pra Juju pra questionar o que estava acontecendo e quando olho de novo para a rua, TODOS pedestres estavam parados, eretos, tipo estátua, parecia um Flash Mob, ainda mais que estávamos num lugar com bastante movimento, todos pararam de fazer o que estavam fazendo para ficar ouvindo a tal música do rei. Foi uma experiência indescritível, um fenômeno sem explicação, ainda mais que tava todo mundo andando de preto naqueles dias. Estação de Trem Hua Lamphong à noite Maravilhados, voltamos pro hostel já a noite. Antes porém, fomos procurar para fazer mais uma Foot Massage, o que não foi difícil encontrar pois as casas de massagem tailandesa só perdem para o 7eleven em questão de quantidade por metro quadrado. Depois de mais uma massagem revigorante, compramos umas cervejas Archer e ficamos pela área comum do hostel mesmo, passando as fotos para o Google Drive no computador que tinha disponível ali para os hóspedes. Tomando uma Archer tranquilão para terminar o dia
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    SUDESTE ASIÁTICO 2º Dia - Conhecendo o maior mercado de rua da Tailândia (05/11/2016) A Juju acordou cedo e foi tomar café da manhã no hostel. O hostel não possuía café, mas você podia pedir na portaria e eles traziam, fornecido pelo restaurante ao lado, tipo pão com manteiga, ovos e um suco "natural". Eu, me recuperando da vomitança do dia anterior, só fui acordar lá pelas 10h, bem capenga e morrendo de medo de vomitar novamente. Com o meu corpo em frangalhos, partimos em direção ao mercado Chatuchak, o maior mercado de rua da Tailândia e um dos maiores do mundo. Pegamos o metrô na estação Hua Lamphong e descemos na estação Chatuchak, sem necessidade de baldeação. Entre a estação e o mercado ainda se passa dentro de um parque muito bonito, de mesmo nome do mercado, Chatuchak. Parque Chatuchak O mercado é um camelô gigante, bem o que se imagina quando se pensa em Tailândia e sudeste asiático, com os mais variados produtos: roupas, comidas, bebidas, massagens (dos mais variados tipos), eletrodomésticos, enfim, de tudo (tudo de procedência duvidosa, é claro, mas as falsificações muito melhores que as encontradas aqui no Brasil). A Muvuca do Mercado Chatuchak e minha cara de quem vomitou a noite toda anterior. Demos uma volta rápida e fomos procurar um lugar para almoçar. Como eu estava com receio de comer qualquer coisa por causa da noite passada, procuramos uma comida mais "ortodoxa" e encontramos um food truck com pizza num lugar um pouco mais afastado do mercado. Na época food trucks não eram moda ainda, pelo menos aqui em Porto Alegre, e comemos aquilo com um certo ar de estar fazendo uma coisa nova (hehehe). Nosso almoço Com a comida não causando nenhum efeito indesejado, partimos então para conhecer a fundo o mercadão. Entre uma Chang e outra (para isso não tem dor de barriga né), entramos em milhares de vendas e começamos a prática daquilo que já tínhamos lido que é um esporte no sudeste asiático: a pechincha! Nada nunca tem preço, você paga o que seu poder de barganha permite, inclusive os vendedores se ofendem se você aceitar o primeiro preço oferecido. No começo é divertido, você interage, se diverte, mas lá pelo fim da viagem, quando você já está cansado, você acaba pensando duas vezes quando se lembra que para comprar um simples chaveiro vai ter que desenvolver todo um diálogo... Também aproveitamos para provar coisas exóticas, como o café gelado tailandês que tínhamos lido ser uma delícia (pura mentira, é horrível) e os milhares de sucos que eles fazem na hora: de romã, dragon fruit, maracujá, morango, etc (esses sim, uma delícia). A cara da Juju de faceira tomando o café dos diabo e a minha cara de feliz com os milhares de sucos deliciosos para escolher Também há o famoso Durian, fruta típica dessa região da Ásia, que parece uma jaca e é caracterizada por ser muito fedorenta, a ponto de ser proibida de se comer em lugares públicos em diversos países. Essa provamos uma amostra grátis só e não nos pareceu nada demais, lembrando muito o gosto da nossa fruta do conde. Depois de caminhar bastante, fomos experimentar nossa primeira foot massage, a massagem tailandesa tradicional, mas só para os pés, já que era a mais barata (150 baths) e: nos apaixonamos! Nem parecia que tínhamos caminhado o dia inteiro, o negócio é mágico, estávamos prontos para andar tudo novamente dentro do mercado. Ficamos pensando como faz falta hoje essa massagem nas nossas viagens quando andamos feito uns condenados. Parando para tomar mais uma Chang, pudemos observar mais uma coisa interessante. A quantidade de homens ocidentais com parceiras tailandesas. O motivo não nos interessa, mas o que nossa mente maldosa pensava era: "é uma boa ideia para conseguir visto para morar na Tailândia hein?" Tomando uma Chang e vendo a vida passar Ainda antes de voltar, como costume que tenho e acredito que a única coisa consumista que faço que é colecionar camisas de futebol dos lugares aonde passo, adquiri uma camisa da seleção tailandesa de futebol, depois de pechinchar bastante é claro, de um tiozinho machista que ficava falando mal da mulher dele (que segundo ele era a dona) em inglês só porque ela não entendia. Já noite, voltamos para o hostel alimentados, com os pés descansados, com algumas camisetinhas novas, vários potes de tiger bond (uma pomada tipo vick varup que também serve para dor muscular, a mais famosa da Tailândia) e felizes por toda a interação e observação com os locais nesse mercado gigante e muito doido. Ah! Ainda demos uma volta novamente na China Town e experimentamos a fish massage, massagem também tradicional onde você enfia os pés num aquário e os peixes literalmente ficam "comendo" seus pés. No começo é muito esquisito mas depois é relaxante, vale muito a pena! Fish Massage!
  25. 1 ponto
    Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia! Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta. Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem. A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena. Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo. Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias. Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito! Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa. Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos. Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia. O melhor ainda está por vir! Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo. Até logo, aventureiro!
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    Falaa Cezar, td bem?? Entao cara, estou colocando na media de 60 a 70 euros por dia, isso sem passar vontade... Como vao ser 34 dias completos, acredito gastar uns 2200 euros na viagem, fora a passagem, se colocarmos o euro a 5 reais da na media 11.000,00. Lembrando que vou alugar em 2 lugares carro e vou precisar comprar 2 passagens aéreas por la, e alguns ônibus pra me locomover, acredito não passar de R$ 12.500,00.... Fora passagem. A Passagem peguei por milhas, então não estou colocando na conta. Fecho? Qualquer novidade vamos nos falando, abraçooo
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    Olá @Analu Oliveira Tambem tenho interesse nessa trip! Segue meu whats 1197381095 Abraços
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    Ooi Barbara, sim da pra gastar bem menos. Eu vou encontrar a Angélica por lá e nosso orçamento ficou bem abaixo. se tiver dúvidas me chame no WhatsApp que eu e ela te ajudamos 11 980961093
  29. 1 ponto
    Que legal. E eu que sou gaúcho, apesar de hoje viver no Tocantins, ainda não conheci a Serra Catarinense. Obrigado pela contribuição.
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    Todos sao relacionados a Africa do Sul e Cape Town: Janeiro2020: https://chat.whatsapp.com/LrKtjuJnzw7AvkJNdypPF7 Fevereiro2020: https://chat.whatsapp.com/Bwvb7RW6HVQBa7METeDz5Y Marco2020: https://chat.whatsapp.com/Ceth0ioXICj9bGsDmFhbbx Abril2020: https://chat.whatsapp.com/EwVTWDTMiDmIu7Bo11xp98 Maio2020: https://chat.whatsapp.com/GClQwpIcGHm6h9XlxTNh0g Junho2020: https://chat.whatsapp.com/HWf0xXlpfHYJxaG5TSsxWu Julho2020: https://chat.whatsapp.com/LeBzkyveUTVGLt4Fc4MJ1Q Agosto2020: https://chat.whatsapp.com/E1bt3HJ6yAS3MKBzUiGu4S Setembro2020: https://chat.whatsapp.com/LKZcJdG9McmGqMM2jYGj3m Outubro2020: https://chat.whatsapp.com/JOMoqKUNvXf6o4O3oCZrxI Novembro2020: https://chat.whatsapp.com/JMve9MIE9gfD9pqLJVFVx6 Dezembro2020: https://chat.whatsapp.com/L4hClueBFzzEzmL3ff2WEZ Grupo de Cape Town: https://chat.whatsapp.com/1ejOc15QiJIHDV0Pd3DwdY Grupo para intercâmbios: https://chat.whatsapp.com/Jm37CpWcEvt0UhOu8wzAeA
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    @Analu Oliveira Olá Ana! Segue meu WhatsApp: 1194485-1701 - estou buscando companhia para mochilar tbm
  32. 1 ponto
    Opa! Chego dia 05/02 e retorno em 11/02. Vou encontrar a @Angelbk Por lá!!
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    Otimo relato. Gostei demais.. Quala epoca com menos chuvas? Acho que beach park eu abriria mao.. o coraçãozinho ta meio fraquinho : ) Realmente para fotos com Sol ésempre melhor.... Seria bom se as locadoras alugassem renegade 4x4, creio que daria para ir a jeri por conta propria nao? Agora os pau-de-arara é cruel mesmo heim? anos se passam e a gente sempre ouve falar deles, sera que os caras nao poderiam investir um pouco mais e fazer um carro melhor? O cara podia pagar um mecanico para alongar o chassis e montar uma mega-blazer 4x4. O ape alugado pelo air bnb realmente parece otimo. Pelas fotos os manguezais nao achei grande coisa creio que o legal sao as dunas.... Vou ver se acho umas passagens baratas para la. O seu proximo destino Bahia é otimo, este estado oferece muitas opcoes desde a capital ate outras cidades menores, como porto seguro/Arraial, entre outras.... Perto da capital tem morro de sp, praia do forte.... O bom de Salvador sao as passagens superbaratas.... No black friday peguei para março e maio super baratinho pelas milhas o equivalente a 120reais ida e volta. É porque existem muitos voos para salvador.
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    Cara, frio não é fator impeditivo para viajar. Tudo vai de estar bem agasalhado e de montar um roteiro que possa ser alterado para algum imprevisto climático (chuva ou neve). Estive na França e peguei temperaturas tão baixas quanto -2C em Estrasburgo (com sol), e lhe digo com certeza que se você tiver uma segunda pele e um bom casaco já te basta para sobreviver tranquilamente. A neve na Europa não é tão frequente quanto nos EUA/Canadá, e atinge com mais frequência apenas o Leste Europeu e Alpes. Cidades como Londres e Paris inclusive já tem passado invernos mais recentes sem um dia sequer de neve acumulada, apenas aquela que derrete assim que toca o chão. A chuva também não vem em volume igual aqui no Brasil, salvo se houver alguma tempestade mais severa (mais comum no outono e primavera). Entretanto como a possibilidade sempre vai existir você precisa ter "cartas na manga" para adaptar o roteiro, e para isso basta estar próximo a uma cidade grande para atividades como museu. Agora, o que de fato atrapalha é que no inverno a quantidade de luz do sol é bem reduzida e por consequência as atrações fecham mais cedo, por volta de 17h.
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    Boa tarde, muito legal sua postagem, estou indo para lá amanha, gostaria de saber se a trilha é fácil, um caminho único ou acaba tendo varias direções, como se orientaram para chegar até a cachoeira da fumaça. Além disso vi que essa trilha é propriedade particular, ou seja, está sujeito até multa por conta da policia florestal, enfrentou algum problema parecido? desde já, obrigado
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    Dia 09/12 A viagem de trem de Roma até Veneza foi pior do que eu imaginava. Fomos pela Trenitalia em uma viagem noturna em trem normal (2ª classe) com duração de 7h50m. Os pontos negativos são o fato de ser uma viagem longa onde a luz do vagão fica o tempo todo acesa (eu tenho grandes problemas com luzes para dormir), há um rodízio de pessoas muito grande pois o trem faz diversas paradas e a cada troca de pessoas você acaba acordando, outro ponto bem chato é que como as luzes ficam o tempo todo acesa, e por estar escuro lá fora, a única coisa que conseguimos ver através do vidro é o reflexo da cabine interna do trem. Numa próxima vez que eu fizer uma viagem longa de trem irei priorizar assentos do tipo leito ou fazer a viagem durante o dia pois entre uma viagem mais tranquila e uma noite mal dormida dentro de um trem, prefiro a primeira opção! Saímos de Roma por volta das 22h00 e chegamos em Veneza, na estação Santa Lúcia umas 5h50. Além de estar frio e ser bem cedo nosso hotel só abria ás 8h00, check-in só ás 14h, foi tenso! Enrolamos até umas 7h lá dentro da estação, depois saímos para procurar um lugar pra tomar café e ficarmos em um lugar mais aquecido até dar o horário do nosso hotel abrir. Pouco antes das 8h00 pagamos a conta e saímos a procura da nossa hospedagem, não foi fácil encontrar, nos perdemos várias vezes até encontrarmos, ele ficava em uma viela paralela a uma calçada que da de frente para o canal. Tocamos a campainha e um senhor saiu para nos atender. Fizemos o check-in, pagamos a taxa municipal (parece que essa taxa é cobrada em todo o território italiano), guardamos nossas malas e saímos para explorar Veneza. A partir dai começou a nossa primeira aventura... Cheias Acho que muitos já sabem que essa época em Veneza, além de chover muito, ocorrem as famosas cheias que alagam toda a cidade em diversos pontos. Pra quem visita a cidade pode até encarar o fato com algo pitoresco, mas para os moradores de lá isso é um grande transtorno. Assim que saímos da viela onde ficava o nosso hotel demos de cara com a calçada que margeia o canal todo transbordado, não tinha como passar sem atolar o pé na água, começamos o dia já com os pés e o calçado todo molhado. A medida que as horas vão avançando a maré vai subindo, diversos pontos já estavam bem alagados o que nos forçou a ir atrás de uma espécie de galocha que se coloca no pé, sobre os calçados, para não nos molharmos. Na verdade havia diversos imigrantes vendendo ela mas como eu estava achando caro €10,00 o par, resolvi andar um pouco mais pra ver se achava por um preço mais camarada, encontramos em uma loja por €8,00, compramos nessa loja o nosso. Apesar de já estarmos com os pés molhados o sol ajudou a seca-los ao longo do dia. Após atravessarmos diversos pontos de alagamento chegamos na Piazza San Marcos, completamente tomada pela água, tiramos umas fotos e resolvemos ficar sentados numas cadeiras que tinham lá no meio da praça alagada e que deviam ser dos restaurantes que existem por lá, por um tempo. Após isso decidimos entrar na fila para a entrada da Basilica de San Marcos, porém, antes, era necessário deixar as mochilas em um guarda-volumes em outro local mais pra trás, lá fomos nós atrás desse lugar para deixar as nossas coisas. Bolsas guardadas agora tínhamos que entrar na fila novamente, aliás, essa filava era formada em uma plataforma acima da água das cheias, mas como estávamos com as galochas podíamos ir pela água mesmo pois as pessoas estavam andando a passos de tartaruga sobre a plataforma, pulamos na água e chegamos lá com certa rapidez. A entrada na Basilica é gratuita, só se paga para visitar os museus que existem por lá, cada um custa entre €5,00 e €10,00, optamos por ir em uma que permitia que subíssemos até o andar de cima e que também dava acesso a parte externa, achei que valeu a pena pois a vista da Piazza San Marcos lá na parte superior é magnífica. Ficamos um bom tempo apreciando a vista e vendo o movimento, além de tirarmos algumas fotos. Após a visita a Basilica decidimos subir no Campanário de San Marcos mas antes saímos em busca de um banheiro, que aliás deu uma baita canseira na gente pois tivemos dificuldades para encontrá-lo, paga-se €1,50 para poder utilizar os sanitários públicos em Veneza, ah, apesar dos banheiros serem pagos, assim como Roma, em Veneza há diversas fontes de água potável onde você pode encher sua garrafinha de água por um total de €0,00 👍! Bexiga vazia bora voltar a explorar Veneza, afinal, seria nosso único dia lá. De volta a Piazza fomos direto para a fila da subida até o Campanário, pagamos €8,00 cada um, um elevador te leva até o alto e de lá se pode ter uma vista arrasadora em 360º de toda a cidade de Veneza, vale muito a pena a subida até lá, o seu feed do seu instagram irá te agradecer muito pelas belas fotos que você poderá tirar de lá! Ficamos um tempo admirando e tirando fotos daquela vista maravilhosa, descemos e decidimos procurar um local para almoçarmos. Como estávamos muito cansados por conta da incomoda e longa viagem que fizemos decidimos, após o almoço, irmos ao hotel para descansarmos um pouco, de fato a gente precisava pois o corpo estava pedindo. Comemos no Burguer King que ficava +/- na metade do caminho até o nosso hotel, não usamos Vaporetto nem qualquer outro meio de transporte em Veneza para nos locomovermos por lá, o bom disso é que a todo momento dávamos de cara com lindas paisagens. Após ás 12h a água já está quase que praticamente recuada, tanto que onde estávamos hospedados já não estava mais alagado. De volta ao hotel tomamos um banho bem relaxante e nos permitimos descansar um pouco. Lá pelas 18h00 acordamos, nos trocamos e mais uma vez saímos para explorar Veneza, mas agora durante a noite, fomos até a Ponte Rialto (ponte mais famosa de Veneza), já havíamos passado por lá de dia antes, voltamos a Piazza San Marcos e passamos por diversos outros pontos de interesse pela cidade. Aproveitamos para comprar uns souvenirs e comermos em algum lugar, optamos por uma fatia generosa de pizza que era vendida por um casal de imigrantes, gostei bastante, porém a massa era estilo americano, massa grossa, não era uma típica pizza italiana rsrsrsrs, tudo bem. Em nosso caminho de volta ao hotel passamos em uma lojinha que nos encheu os olhos com tantos tipos de chocolates diferentes, deixamos alguns bons euros lá e tbm compramos um Gelatto, afinal, era nosso último dia na Itália, terra mãe dos melhores Gelattos do planeta, porém, o que comemos em Roma era muito melhor, mas tudo bem, passamos também em um mercado pra comprarmos umas coisas pra comermos durante a viagem do dia seguinte, já que ela seria longa, agora sim, bora voltar que não havia mais grana nem tempo, de manhã cedo pegaríamos o trem em direção a Viena, nosso próximo destino. Gastos no dia: Café: €9,00 Botas impermeáveis: €8,00 Entrada Museu Basílica de S. Marcos: 5,00 Banheiro: €1,50 Visita ao Campanário de S. Marcos: €8,00 Burguer King: €10,20 Souvenirs: €10,00 Refeição: €4,50 Chocolates: €4,10 Gelatto: €2,00 Compras: €10,30 Total: €72,60
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    Vou pra Argentina entre final de fevereiro e março gostaria de saber se alguém vai nesse período pra Buenos Aires .
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    @micabrito188 Eu fiz Medellin - Bogotá - Cartagena em 12 dias. Deu pra aproveitar bem todos os lugares, sem pressa. Com 20 dias dá para incluir outras cidades ou San Andres. Em Medellin, a melhor região para se hospedar é no Poblado. Em Bogotá, fiquei na Calendária, achei bem bacana, deu para conhecer todo o centro histórico a pé. Em Cartagena, fiquei na região murada, é um pouco mais caro, mas vale a pena.
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    DIA 8 – VIAGEM ASSUNÇÃO–ENCARNAÇÃO + MISSÃO JESUÍTICA PARAGUAIA DE SAN COSME Y DAMIAN Saímos de Assunção ~ 9h e seguimos pela Rodovia nº 1 sentido sul, rumo à Encarnação. Depois de ~300km pegamos o acesso à esquerda para o povoado de San Cosme y San Damián por mais ~ 30km. Todo o percurso é asfaltado e tem alguns pedágios. Alguns trechos não estavam bons e outros eram melhores, mas nenhum era duplicado, exceto na região metropolitana de Assunção. Chegamos ao povoado de San Cosme y San Damián ~15h. O povoado é bem arrumadinho e o percurso até lá, a partir da rodovia é bem verde, com mata alta e de longe, em alguns pontos, avista-se pequenos pedaços do grande Rio Paraná. Tomamos um sorvete próximo da portaria e compramos o ingresso válido para as 3 missões restauradas (San Cosme y San Damián, Santissima Trinidad e Jesus de Tavarangüe). No entorno tem sorveteria, lanchonete, restaurante e hospedagens. A Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián foi fundada em 1632 pelo padre italiano Adriano Formoso. A missão está literalmente misturada ao vilarejo, com algumas estruturas antigas ainda ocupadas. Também faz parte do conjunto preservado da Missão, o maravilhoso Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez, inaugurado em 2010. Suárez foi um missionário jesuíta e astrônomo da Companhia de Jesus conhecido como o primeiro astrônomo no hemisfério sul da história. Com estrutura improvisada e montada por ele próprio, Suárez montou seu observatório em plena selva gerando trabalhos como mapas celestes e o livro Lunario de um Siglo no ano de 1720, onde fixava as fases da lua e os eclipses solares e lunares para cem anos (de 1740 a 1841). Seus cálculos e medições permitiram elaborar tábuas com posição exata das trinta missões jesuíticas do Paraguai e formar o primeiro mapa da região. Todo o acervo e desdobramentos deste trabalho estão disponíveis para visitação guiada de excelente qualidade. Livro Lunario de um Siglo – Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay Telescópio – Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay Após a visita guiada ao centro astronômico, seguimos com outro guia para conhecimento e detalhamento das ruínas e estruturas restauradas da Missão Jesuítica. É tudo de uma organização impressionante. Bibliosueños – Casa Restaurada na Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay Parte do Conjunto arquitetônico restaurado – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay Interior da igreja – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay Uma peculiaridade desta missão é que ela ainda é utilizada pela comunidade religiosa local. A igreja está ativa, salas de apoio e de ensino catequético para crianças também funcionam na estrutura. Junto a isso, tem-se salas inteiros com material antigo sendo restaurado e outros se deteriorando. Pelo que percebi, é a missão menos visitada das que restaram no Paraguai, devido à localização mais isolada e por ainda estar em processo não finalizado para se tornar Patrimônio da Humanidade. Material original das ruínas – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay Retornamos 30km pela estrada local até a Rota 1 e por mais ~60km até a cidade de Encarnação. Reservamos na Posada Doña Manuela, próxima a Playa San José, às margens do Rio Paraná. Não recomendo sob hipótese alguma ficar nessa pousada/hostel. Apesar de bem localizada estava imunda, toalhas sujas, banheiro vazando água e ar condicionado fedido. Sem café e sem internet. E pra completar, cheia de percevejos. Tínhamos reservado 2 noites e fizemos o pagamento inteiro antes de ver os quartos. Como já era tarde não tinha muito o que fazer. Dormimos nela, mas saímos logo cedo, todo mundo se coçando e sem ter dormido direito. Depois de acomodar as malas no cafofo/pousada por volta de 21h, descemos para a orla da Playa San José. É super arrumada, com calçadão, bons restaurantes (não baratos), equipamentos de lazer e várias pessoas praticando esportes ou se divertindo nos bares e restaurantes. Ao conversar com locais entendi que boa parte do país e vizinhos argentinos e brasileiros descem pra cá no réveillon, no carnaval, feriados e veraneio, tornando a cidade atípica e cara (alimentação e hospedagem) em relação à média paraguaia. Jantamos pizzas e cervejas no Lemon Beach e retornamos para o cafofo. Segui para uma pizzaria próxima para pegar wi-fi e expliquei a situação para a proprietária que já não estava na pousada. Ela retornou logo cedo e nos devolveu o dinheiro da segunda diária sem reclamar. Orla da Playa San José - Encarnação – Paraguay DIA 9 – MISSÕES JESUÍTICAS ARGENTINAS: SAN IGNACIO MINI, NUESTRA SEÑORA DE LORETO E SANTA ANA Antes de iniciar o dia vale destacar que a Argentina possui 4 missões jesuíticas tombadas pela Unesco como patrimônio da humanidade: San Ignacio Miní, Nuestra Señora de Loreto, Santa Ana e Santa María La Mayor. As três primeiras são de fácil acesso ao longo da Rodovia RN12 que liga Posadas a Foz do Iguaçu. Já a missão de Santa María La Mayor é a única mais afastada, próxima da fronteira com o Rio Grande do Sul, há 120km de Posadas, por isso não a visitamos. Esse foi o grande dia dos contratempos da viagem que hoje rimos mas no dia foi só desespero. Saímos bem cedo da Posada Doña Manuela sem rumo para tomar café. Visitamos a Catedral de Encarnación, muito bonita por sinal, e vimos que os hotéis do entorno eram todos muito caros. Os hostels de preço razoável eram iguais ou piores que o Doña Manuela (ressalto que não tenho frescura alguma, mas dormir entre percevejos não dá). Catedral de Encarnación – Encarnação – Paraguay Por sorte a moça que nos atendeu na lanchonete onde tomamos café, super simpática, nos informou que sua avó alugava a casa para turistas, num bairro afastado, pelo preço do Doña Manuela. Ela nos passou a localização e seguimos para lá. É uma prática comum os moradores alugarem suas casas já que a rede hoteleira da cidade não consegue comportar os turistas que lotam a cidade. A casa era bem antiga, mas ok. Deixamos as coisas lá e seguimos para o propósito do dia: visitar as três missões jesuíticas da Argentina já por volta de 10h. A ponte que liga as cidades de Encarnação/PY e Posadas/AR estava super engarrafada e só chegamos na imigração argentina quase 12:00h depois de muito para/arranca. Além disso o tempo não contribuiu e amanheceu chovendo muito. É uma fronteira bastante confusa onde a polícia argentina controla rigorosamente a entrada de carros e pessoas vindos do Paraguay. Ponte sobre o Rio Paraná – Fronteira Encarnação/Paraguay – Posadas/Argentina Detalhe da bandeira na Imigração argentina – Fronteira Encarnação/Paraguay – Posadas/Argentina Carimbamos os passaportes de saída do Paraguay e seguimos para a imigração argentina, onde carimbamos os passaportes para entrada no país. Porém, o agente da imigração não aceitou a documentação do carro e não nos autorizou a entrar com ele (nós, enquanto cidadãs do Mercosul, poderíamos entrar, mas o carro não). Após longa tentativa de conversa, onde explicamos que foi permitida a entrada na fronteira Foz/Puerto Iguazu, eles continuaram a negativa e nos mandaram retornar ou estacionar no fundo do posto da imigração e pegar um ônibus ou ir a pé até o centro tentar autorização com o chefe superior. Optamos por estacionar no fundo e ver o que fazer. Não chegamos até aqui para desistir e a documentação estava correta conforme conferi no site deles. Quando fomos estacionar percebemos que todo aquele controle era ilegal e que não haveria forma de reverter a situação; só tínhamos aquele resto de dia para conhecer as missões e não íamos desistir. Assim sendo, aproveitamos que caía uma chuva torrencial e seguimos viagem Argentina adentro. Fomos por ~ 60km na RN 12, com parada para almoço e por causa da chuva, até o sitio arqueológico mais distante que era a Missão Jesuítica de San Ignacio Mini, no povoado de San Ignacio. Chegamos lá já umas 14:30h. Adquirimos o bilhete único para visitação de todas as missões argentinas. Cada missão tem sua peculiaridade e forma diferente de restauração. San Ignacio Mini é a missão jesuítica mais famosa e mais visitada de todas, de fácil acesso pela rodovia. Tão imponente que à primeira vista é de cair o queixo. Patrimônio da Humanidade, foi fundada em território brasileiro pelos jesuítas em 1610 e depois de disputas com os bandeirantes foi refundada na atual localização em 1630. As primeiras expedições de descoberta e estudo de suas ruínas datam de 1903, mas a sua restauração só começou na década de 40. Construída com o estilo denominado “barroco guarani”, foi restaurada ao nível de detalhe e tombada como patrimônio em 1984 pela Unesco. O complexo que conta com as missões e com um fabuloso museu é impecável. Possui visita guiada de altíssima qualidade incluída no bilhete que dura umas ~2h e espetáculo noturno de sons e luzes que não assistimos. A chuva forte deu trégua, mas fizemos parte da visita sob chuviscos. Destaque para a exuberante floresta ombrófila da região. As fotos não captam a grandiosidade desse lugar incrível. E uma surpresa desagradável na saída foi ver indígenas guaranis em situação de mendicância, desagregados de seus territórios e costumes desde a evangelização das missões por um lado e da caça e escravização promovida pelos bandeirantes de outro lado. Situação lamentável. Visita Guiada – Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina (detalhe aqui de uma das colunas mantida como quando foram descobertas, cobertas pela floresta densa e as demais recuperadas) Museu da Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina Saímos correndo de San Ignacio Mini e retornamos pela RN 12, sentido Posadas, por ~10km até o acesso e por mais ~2,5km até as Ruínas Jesuíticas de Nuestra Señora de Loreto. Cuidado para não perder a entrada porque as placas são ruins. Nessa missão a recuperação foi feita de uma forma diferente. Mantiveram a forma estrutural que ela foi encontrada em meio à floresta, construíram acessos entre as ruínas e fazem controle da vegetação. Não houve reconstrução, apenas limpeza. Ela está em sua forma original (ruína) e também conta com museu. É muito interessante; diferente. A floresta é exuberante. A missão de Nuestra Señora de Loreto foi fundada em 1610 pelos jesuítas no Norte do Paraná de onde foram expulsos pelos bandeirantes em 1629 e foi recriada no início da década de 1630 na Argentina na atual localização. Foi um dos povoados jesuíticos mais importantes pela sua grande produção de erva-mate e por contar com a primeira imprensa da américa e uma importante biblioteca. Depois da expulsão dos jesuítas sucederam-se saques e incêndios, o que provocou a migração dos seus habitantes. Foi declarada Patrimônio Mundial em 1983. Para visitação também possui acesso fácil desde a Rodovia, bilhete único com as demais missões e visita guiada de excelente qualidade. Acesso – Ruínas da Missão Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto – Província de Misiones – Argentina Visita Guiada – Ruínas da Missão Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto – Província de Misiones – Argentina Ruínas da Missão Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto – Província de Misiones – Argentina Não conseguimos fazer mais do que 30 minutos da visita guiada por causa da chuva torrencial e trovoadas que caiu. O sítio arqueológico é gigante e a visita é longa. Merece pelo menos um turno de dedicação (uma manhã ou uma tarde). Com muito pesar por não conseguir ver pelo menos o principal, retornamos pela Rodovia RN12 sentido Posadas por ~10km e por mais ~1km até o portão de acesso da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana. Também tem que ter cuidado para não perder o acesso porque as placas são ruins (nem lembro se tem placa). A Missão Santa Ana foi reconstruída em partes e uma outra parte foi mantida como a original, em ruínas. A especificidade dela é que várias pessoas chegaram a viver em suas construções e ruínas pós expulsão dos jesuítas, formando uma vila/povoado até próximo de 1920, misturando-se vestígios antigos com recentes e um cemitério. A primeira fundação do povoado jesuítico guarani de Santa Ana data de 1633 em território brasileiro. Também foram expulsos pelos bandeirantes e se fixaram novamente e em definitivo no atual território em 1660. Conserva um dos mais volumosos vestígios arquitetônicos e foi tombada como patrimônio da humanidade em 1984. A chuva torrencial parou, mas continuou chovendo e trovejando. Conseguimos visitar a parte central em ~1h, mas sem o guia que não quis nos acompanhar na chuva. Mapa da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina Ruínas da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina Entrada do Museu da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina Jazigo do Cemitério Recente – Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina A chuva forte recomeçou e seguimos de volta a Posadas já mais de 18:30, por ~45km. Rodamos pela orla da cidade, centro histórico e paramos no Café Martínez que era bem caro, mas o único café aberto. Gastamos o resto dos pesos com lanche, chocolates e café. Demos tempo até umas 22h para que a equipe da fronteira fosse trocada e seguimos de volta para Encarnação. Carimbamos saída da Argentina sem nenhum problema, apesar de ter sido barradas de manhã, e novamente demos entrada no Paraguai, sem nenhum problema. Chegamos tarde e molhadas em casa. DIA 10 – MISSÕES JESUÍTICAS PARAGUAIAS: LA SANTISSIMA TRINIDAD DE PARANÁ E JESÚS DE TAVARANGUE + VIAGEM ENCARNAÇÃO-FOZ Dia que pegamos a estrada de Encarnação rumo a Foz do Iguaçu, por dentro do Paraguai para conhecer suas duas missões tombadas pela Unesco: La Santíssima Trinidad de Paraná, quase nas margens da rodovia que liga Encarnação a Cidade do Leste; e Jesús de Tauvarangue, um pouco mais afastada. Seguimos pela Rodovia 6 por ~35km de Encarnação até a cidadezinha de Trinidad e entrando uns 600m pela cidade está o portão de acesso da mais preservada missão jesuítica do Paraguai, La Santíssima Trinidad de Paraná. O bilhete adquirido dois dias antes na Missão de San Cosme y San Damián dá acesso às duas missões que visitamos hoje. A Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná foi a última construída pelos jesuítas no Paraguai, fundada em 1706. É patrimônio mundial da Unesco desde 1993. É a mais visitada de todas as missões e mais preservada, com acervo melhor restaurado. Conta com uma imponente praça, uma igreja maior, colégio, oficinas, casas de índios, cemitério, horta, uma torre singular e museu. Chegou a ter mais de 3 mil indígenas vivendo nela. Pegamos um belo dia de sol rachando e fizemos a excelente visita guiada logo cedo. Arquitetura em Arcos Preservada – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai Púlpito Preservado – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai Torre – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai Detalhes, porta e paredes preservados – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai A visita guiada mais um cafezinho durou ~2:00. Dali seguimos por ~12km a partir da Rota 6, em estrada local pavimentada até a Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue. Esta missão foi fundada em 1685 pelo Padre Jesuíta Jerônimo Delfín às margens do Rio Monday. Em 1748 o jesuíta se muda para o povoado atual de Jesús e em 1748 inicia a construção da atual missão, cuja obra foi interrompida devido à expulsão dos jesuítas pela coroa em 1768. Portanto, ainda tem partes inacabadas. É a mais representativa de todas as missões jesuíticas por ser a única que leva claramente o nome da Companhia de Jesus. Apresenta atualmente uma igreja restaurada, oficinas e casas de Guaranis, também em restauração. A arquitetura desta missão era completamente diferente das outras. Em estilo mourisco, único em todas as reduções, as três portas de acesso ao templo são excepcionalmente belas. O teto não seria de madeira ou de pedra como em outras, e sim de estilo misto com muros de apoio e grandes pilares centrais. Por não ter teto (a igreja não chegou a ser acabada devido à expulsão dos jesuítas), Jesús de Tavarangue escapou ilesa aos saqueadores, pois não possuía ouro ou imagens valiosas no altar. O esquema de visitação é o mesmo das outras: bilhete unificado, visita guiada de excelente qualidade inclusa e museu. Ao redor, lojinhas e café. Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai Excelente Visita Guiada – Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai Assinando o caderno do museu (brincadeira sobre o dia anterior) – Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai Entrada – Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai Retornamos por ~12km até a Rota 6 e almoçamos num restaurante na beira da rodovia na cidade de Trinidad. A tarde voltou a chover torrencialmente e seguimos viagem por 245km até Cidade do Leste e de lá para Foz do Iguaçu. Tem pedágios no caminho e a rodovia está em condição boa a razoável. Há uns 60km de CDE começa fluxo intenso de caminhões e carretas. DIA 11 – CIDADE DO LESTE + ITAIPU + CENTRO DE FOZ Devolvemos o carro de manhã em Cidade do Leste, atravessamos a Ponte da Amizade a pé e de volta a Foz do Iguaçu seguimos rumo a Itaipu para fazer o passeio Circuito Especial na parte da tarde. Compramos os ingressos antecipado pela internet a R$ 68. É muito legal porque faz visita guiada por dentro da Usina de Itaipu Binacional, pelos maquinários, sobre a construção, como funciona, etc. Além disso, o ônibus passa por cima da barragem e para em dois mirantes. Recomendo muito esse passeio. Levar lanche ou almoçar antes porque as lojinhas e lanchonetes são muito caras. Levar um casaquinho por causa do ar condicionado. Travessia a pé – Ponte da Amizade – Brasil/Paraguai: Nascemos de muitas mães mas aqui só tem irmãos Circuito Especial – Usina Itaipu Binacional Circuito Especial – “Cérebro” da Usina Itaipu Binacional Circuito Especial – Mirante da Usina Itaipu Binacional Circuito Especial – Vista de cima da Barragem da Usina Itaipu Binacional Ao fim do passeio, pegamos ônibus para o centro e fomos aproveitar os barzinhos e conhecer a zona central da cidade. Gostei bastante. É uma opção para hospedagem, com vários hotéis, o terminal de ônibus urbanos, bares e restaurante. DIA 12 – RETORNO O voo de regresso para Recife saía mais ou menos na hora do almoço. Saímos cedo de casa, pegamos dois ônibus até o aeroporto e chegamos com quase 2h de antecedência porque os ônibus foram rápido. Porém, tivemos a infeliz surpresa de encontrar uma confusão generalizada e fila saindo na rua. A alfândega do aeroporto tem apenas uma esteira e um raio-x e resolveu trabalhar neste dia. A Gol e Avianca passando vários grupos para dentro e a Tam, que era nosso voo, não. Quase perdemos o voo, fomos o último grupo a embarcar. Sugiro para todos que forem embarcar, para não passarem pelo mesmo, cheguem com pelo menos 2:30 a 3h de antecedência porque o aeroporto é uma verdadeira zona.
  40. 1 ponto
    As fotos estão da ordem contada no texto https://www.facebook.com/fernandojulio.o/media_set?set=a.915977405154063.1073741978.100002254351992&type=3 https://www.facebook.com/fernandojulio.o/media_set?set=a.915979608487176.1073741979.100002254351992&type=3&uploaded=87 Jalapão – Lugar conhecido entre as dunas douradas e cachoeiras de águas cristalinas Trilheiros como eu não gostam de viajar com passeios fechados, com agencias etc... Porem para ir ao Jalapão não se tem muita escolha, pois lá só anda carro 4x4, pois dos 1200 km percorridos, 900 km são na areia/terra. A primeira aventura foi achar uma agencia, pois tenho uma amiga que já foi para lá, mas ela não recomendou a agencia que ela foi (Nortetour), pois o carro quebrou todos os dias e perdeu passeios. Outra dificuldade foi devido a eu ir sozinho, pois teria que me encaixar em um grupo, com mais 3 ou 4 pessoas. Depois de muito pesquisar e ver recomendações fechei com a Aventura Eco (http://www.aventuraeco.com/) do Higor (https://www.facebook.com/profile.php?id=100002372065186&fref=ts). Cheguei a Palmas – TO dois dias antes de começar a aventura para o Jalapão. O vôo chegou por volta de 1am, como não reservei hotel nessa primeira noite, resolvi dormir no minúsculo aeroporto de Palmas. No dia seguinte, para economizar grana, não fui de taxi e peguei o primeiro ônibus do aeroporto para a cidade, as 6am, porem o ônibus não vai direto para o centro de Palmas, ele para em um bairro próximo ao aeroporto, e lá peguei o Eixão 1, estava lotado, pois era dia de semana, a galera estava indo trabalhar, como estava com apenas uma mala, consegue me virar, nada que o metro da linha vermelha de SP não me desse experiência kkk. Chegando à Praça dos Girassóis desembarquei do exião, já vazio, e fui à procura da pousada. Mesmo com o GPS, as primeiras horas são confusas para entender como funciona o nome de rua lá, é tudo por quadra, numero, se esta no sul ou no norte, e se é SO ou NO ou NE ou SE. Enfim, achei. Eu reservei o hotel Serra Azul, fica a 5min da Praça dos girassóis, e em paralelo tem avenidas com restaurantes e lanchonetes. Quarto confortável, com ar condicionado (essencial para o calor) e café da manhã bom. Palmas não é uma cidade turística, Palmas é uma cidade planejada, com ruas largas, sem semáforo, porem muitas rotatórias (eles chamam de queijo), todo comercio tem estacionamento na frente, as quadras são muito grandes, assim impossibilita conhecer a pé. Fui ao Monumento aos 18 do forte , que fica na Praça dos Girassóis de baixo de um sol que estava acima dos 40ºC. Não muito acostumado com a temperatura, voltei para o Hotel, e logo em seguida caiu uma puta chuva, se fosse SP alagava. Choveu durante umas 2horas. Quando acabou a chuva, no meio da tarde, fui buscar o carro que aluguei na Movida. Minha intenção foi aproveitar o restinho da tarde para ir aos pontos turísticos e no dia seguinte conhecer Taquaruçu. Pois bem, com o carro fui conhecer a praia da Graciosa, que fica no rio Tocantins. Vi o por do sol. Depois atravessei a ponte FHC, que tem uma extensão de 8km por cima do rio Tocantins, ligando ao município de Porto Nacional. Para fechar a noite, fui à Feira da 304 Sul, é uma feira que vende legumes, frutas, com alguns artesanatos e área de alimentação, lá achei a famosa paçoca (farofa com carne seca)! Comprei um potinho para experimentar, BOOM!! No dia seguinte fui para Taquaruçu, cidade faz parte da serra do Lajeado, a 40km de Palmas. La fui direto para a cachoeira do Roncador, a mais famosa do lugar, como cheguei cedo, fui o primeiro a entrar, a entrada são R$8, trilha bem leve, descidas e reta até a primeira cachoeira do Escorrega Macaco, e poucos metros na frente, depois de passar por um tapete de flores, esta a cachoeira da Roncadeira com seus majestosos 70mts, o poço estava muito baixo, sem profundidade para nadar. Saindo de lá fui para cachoeira o Evilson, no caminho avisto um lobo-guará!!! Continuo até a cachoeira do Evilson, a entrada é R$5, cachoeira bonita, com uns 20mts. Como havia tempo fui procurar a cachoeira do vai quem quer, é a mais longe, e tem umas perambeiras, como eu estava só, o carro subiu (carro popular 1000), cuidado se for com carro pesado. Chegando no sitio onde fica a cachoeira, estava fechado com corrente, eu chamei, buzinei, e a só os cachorros saíram correndo atrás de mim, rs , não vi a cachoeira e retornei . No caminho de volta parei no mirante, onde encontrei um grupo que estava indo para a cachoeira do vai quem quer, eles disseram que o dono de lá é surdo, esse deve ter sido o motivo de ninguém ter saído com todo barulho que eu fiz, rs. Voltei para Palmas, pois tinha que devolver o carro ainda naquele dia. Chegando a Palmas, ainda havia um tempo extra, então fui para a praia do Prata, também no rio Tocantins, água bem rasa, mas muito boa no calor de 40ºC. Para terminar o segundo dia da trip, logo na saída da praia, dei de cara com um Gavião Carcará na rotatória. No dia seguinte começa a expedição Jalapão. O Higor vai com duas Hillux para a expedição, eu fui em uma com o motorista Marcelinho. De Palmas a Ponte Alta são mais ou menos 150km,a partir desse momento começa a estada de terra/areia. Ficamos na pousada Águas do Jalapão (http://www.aguasdojalapao.com.br/). No período da manhã fomo para Cânion do Sussuapara, tem esse nome devido ao um veado sussuapara ter morrido no cânion. As pareces dos cânions brotam água, no final do cânion tem uma nascente para se refrescar. Após, fomos para a cidade de Ponte Alta, para tirar foto do Portal do Jalapão e na Ponte Velha e no centrinho para tomar um sorvete com sabor das frutas do cerrado. Voltamos para a pousada para o almoço. Após o almoço saímos para a Cachoeira do Soninho Grande, no caminho passamos no morro do chapéu para foto. Na cachoeira do soninho grande com seus 30mts não entramos na água, devido ser uma correnteza forte e a cachoeira cair em um cânion. Após, fomos para Cachoeira do Soninho Pequena, eu nem considero cachoeira, rs, mas nessa sim, podemos tomar banho nas águas cristalinas do rio do soninho. Para fechar o primeiro dia, fomos admirar o por do sol na pedra furada, lugar muito bonito, onde se pode admirar o cerrado e ainda avistamos um casal de arara azul, alem de papagaios e maritacas. No dia seguinte fomos sentido Mateiros, para a cachoeira da Velha. Alimentada pelas águas do Rio Novo, a Cachoeira da Velha é a maior cachoeira do Jalapão. Nela, a água despenca por duas quedas em formato de ferradura, com aproximadamente 100m de largura e 15m de altura. Após exuberar a cachoeira da velha, fomos de carro para a prainha do rio do novo, existe uma trilha da cachoeira para a prainha, porem estava fechada devido a terem encontrado uma onça com filhote ao redor. Com o calor de 40ºC, nada melhor que mais águas cristalinas para refrescar. Nesse dia o Higor fez um picnic para o almoço, tinha até paçoca de Palmas! No Jalapão tem muitos pés de cajui, durante a expedição estávamos sempre pegando a fruta para saborear. No meio da tarde saímos em direção as Dunas, paramos para fotos da serra do espírito santo. Na entrada para as Dunas só passa carro 4x4, tanto que uma caminhonete de outro grupo que estava sem tração ficou entalada na areia. A serra do espírito santo que é formada de arenito, quando chove e venta, junta a areia e forma as dunas do Jalapão, que no decorrer dos anos vai se movendo. Dizem estudiosos que em 200 anos o Jalapão vai ser um deserto, devido a deformação das serras de arenito. Nas dunas admiramos o por sol e o encanto de um deserto no meio do cerrado. Após o por do sol, seguimos para Mateiros, onde fomos para o restaurante rancho 21 que fica alguns quilômetros da cidade para jantar, comida caseira, simples, mas boa. Voltamos para Mateiros e ficamos na Pousada Panela de Ferro (http://www.paneladeferro-jalapao.com.br/). No dia seguinte, parte do grupo saiu as 4am para ver o nascer do sol na serra do Espírito Santo. Trilha super tranquila e demarcada, é um serviço que normalmente as agencias cobram a parte, por ser longe de Mateiros, vai de carro até a entrada da trilha. Em cima da serra do Espirito Santo é possível fazer outra trilha que você consegue ver as dunas de cima, porem não tínhamos tempo de fazer essa trilha. Valeu a pena a subida, o nascer do sol é muito bonito! E na volta da trilha, já claro, excelente vista para tirar fotos do cerrado. Voltamos para a pousada tomar café e depois partir para a cachoeira da formiga, lugar incrível!! Água totalmente cristalina, excelente posso para banho com pequena cachoeira para relaxar!! Depois partimos para o fervedouro Buritizinhos, o fervedouro é um fenômeno onde a água nasce do chão de areia, borbulhando, se você ficar em pé em cima, você estará em um buraco, porem não vai afundar porque a água te empurra para cima! Como é uma nascente, água é cristalina! Esse fervedouro deságua no rio formiga, mas nesse ponto ele não está cristalino igual na cachoeira. Paramos para o almoço ali mesmo no local, comida caseira. Depois partimos para o fervedouro “o original”, que foi o primeiro descoberto na região. Ele é muito maior que o primeiro. Ultimo passeio do dia foi para conhecer o povoado de mumbuca, que produz o capim dourado, artesanato típico da região. Lá tem uma loja onde vendem artesanatos. Depois passamos nas veredas do Jalapão, onde brota o Capim Dourado e voltamos para pousada Panelas de Ferro em Mateiros e jantamos no centrinho, pizzaria do Carioca. Ultimo dia da expedição Jalapão, saímos para o fervedouro Bela Vista, as águas desses fervedouros são tão relaxante que é possível ficar o dia todo ali. Depois partimos para São Felix do Tocantins, onde visitamos a cachoeira das araras, ultimo ponto de água para nadar na expedição, cachoeira com 5mts de queda. Almoçamos bem perto dali, na fazenda do gaucho seu Hélio, onde ainda não chegou energia elétrica! Mas tem boa acomodação debaixo dos pés de mangas. Depois do almoço foi só estrada até Palmas, paramos para tirar fotos e contemplar o visual de alguns pontos como morro do caminhão, serra da catedral, rio do sono, morro dos 3 macacos e ultima parada na cidade de Novo Acordo para fazer um lanche. Despedimos das pessoas do outro carro e seguimos para Palmas só asfalto, onde eu desembarquei no Aeroporto para a próxima aventura, que era a Chapada das Mesas. O melhor é que fui fora de época, fora de feriado, em outubro, assim todos os lugares estavam vazios e pude aproveitar muito! Jalapão é BRUTO e incrível, foi uma expedição fantástica, lugares maravilhosos, animais, cachoeiras, águas cristalinas, fervedouros, capim dourado, dunas e por/nascer do sol! Duvidas e dicas, entrem em contato: [email protected] ou pelo Facebook.
  41. 1 ponto
    Olá, sou de São Paulo, a dois anos fiz o percurso de Belém até Salinas de carro, passei por Cotijuba, Algodoal, Ajuruteua e Salinas, exatamente nessa ordem Cotijuba e Algodoal, valeram o passeio, o lugar é lindo, se você for fora de temporada como eu fui vai pegar praia deserta já Ajuruteua gostei de conhecer e a praia e gostosa pra caminhar, tomar banho já Salinas me decepcionei, é muito bagunçado, muito carro na areia, parece uma Praia Grande (quem é Paulista vai entender) morei quando jovem no Pará e todos falavam de Salinas, mas não tive oportunidade de conhecer, as dunas não me aconselharam a percorrer por causa de assalto, deveria ter aproveitado o tempo el Algodoal, muito legal... Um paraíso mesmo
  42. 1 ponto
    Aline, adorei o relato! To querendo ir agora em dezembro e fazer atacama - uyuni. Tens ideia de quanto mais ou menos se gasta por la? To pretendendo fazer uma viagem bem econômica, mas quero conhecer o maximo de atrações
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