Ir para conteúdo

Mais curtidos da Semana


Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 27-01-2020 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Ola, o fórum não é sobre migração, é sobre turismo.
  2. 3 pontos
    Dia 16/11 - PRAGA Dia de se despedir de Budapeste. Nosso Voo para Praga era por volta de umas 10h30, nesse dia acordamos bem cedo, umas 6h00, arrumamos nossas coisas, fizemos o check-out (não tomamos café por lá) e partimos rumo em direção ao Aeroporto Internacional. Pegamos um ônibus num ponto próximo de onde nos hospedamos e descemos pouco depois da estação central de trem por onde chegamos vindo de Viena. De lá ainda tinha que pegar um outro ônibus que levaria a gente até o aeroporto, porém tivemos um contratempo, o ticket que havíamos comprado para andar de transporte público na cidade por 36h não contemplava esse ônibus, e pra piorar o dinheiro havia acabado, por conta disso acabamos perdendo o primeiro ônibus que passou. Nossa sorte é que ali do lado havia uma máquina onde foi possível comprar os ticket com cartão de crédito (ufa)😓. Se não me engano era uns 350 HUF a passagem desse ônibus, o que dá pouco mais de €1,00. Tickets comprados agora era só aguardar o ônibus que nos levaria até o Aeroporto. Essa é a forma mais econômica para se chegar até lá, outras maneiras são Táxi ou Uber. Do centro até lá são uns 20km, o tempo de deslocamento fica por volta dos 40min (de ônibus), de carro deve ser no máximo 1/2 hora. Como não íamos despachar malas entramos direto na sala de embarque, por ali procuramos um local para tomarmos um café da manhã, já que não havíamos tomado ainda. Meus amigos, que café caro, senhor! Decidimos tomar café na rede de cafés Costa Café, vi essa loja em quase todos os países que passamos, é tipo uma Starbucks européia, 2 capuccinos grande mais 2 rosquinhas tipo Donnuts ficaram quase R$ 90,00, coloquei em R$ pra vocês entenderem o quão caro foi esse café, um acinte! De café tomado colocamos nossos aparelhos para carregarem até dar o horário da abertura do embarque. Assim que abriu fomos em direção a ele mas como estava em obras essa parte do embarque fizeram umas gambiarras lá que affff, só sei passamos por um galpão e o embarque foi feito ali mesmo, o avião estava em frente a saída para subirmos nele, doideira. O voo foi bem tranquilo e rápido, menos de 1h de duração. Chegando lá trocamos nosso dinheiro pela moeda deles, coroas tchecas, inicialmente iria trocar apenas €20,00, mas por ser domingo fiquei com receio e decidi trocar €50,00 pra garantir, caso não encontrasse casa de câmbio aberta no dia. Compramos o ticket de transporte público de 72h por €34,25, havia um ônibus que ia direto até o centro de praga (existem 3 opções), pegamos a linha 100 que vai até a estação de metrô Nádraží Veleslavín, de lá seguimos até a estação Staroměstská, a partir daí seguimos a pé até o hotel onde ficaríamos hospedados. andamos um pouco o local de onde eles partiam, pra nossa sorte havia acabado de chegar um, nos acomodamos e partimos em direção ao centro da cidade. Ficamos em uma região bem central, perto de muitos dos pontos turísticos da cidade, apesar da comodidade eu não recomendaria pois é uma região bastante cara eu achei. Chegando no hotel fizemos o check-in, tivemos que deixar um depósito de €100,00 que seriam devolvidos integralmente na hora do check-out, caso não fosse utilizado nenhum serviço ou nem tivesse danificado algum aparelho do quarto (medo) 😧, além disso em Praga também cobram a tal city tax que pagávamos pelas hospedagens na Itália, aqui elas custavam €2,50 por pessoa. O Hotel estava implantando elevadores externos, (a maioria dos imóveis no centro de praga são bem antigos, logo, não possuíam elevadores quando foram erguidos), em razão disso os elevadores desse tipo de construção por lá foram implantados depois. Resumindo, tivemos que subir até o terceiro andar de escadas com as malas, apesar de serem malas de mãos não é algo muito cômodo de se fazer. Apesar disso foi um dos melhores quartos que ficamos nessa viagem, muito confortável, pra quem for a Praga e pensa em se hospedar na região central (ainda que eu ache que os preços não compensem), o Hotel se chama Golden Prague Rooms. Nos acomodamos, deixamos nossas coisas e saímos para explorar a cidade, primeiramente fomos atrás de uma casa de câmbio para trocar o dinheiro, e aqui eu quero fazer um alerta: consegui trocar € por CZK pelo preço correto apenas em uma casa, a maioria das casas de câmbio por lá dizem não cobrar taxas, não acredite, exceto a que troquei no primeiro dia todas cobraram valores praticamente idênticos ao cobrado no Aeroporto, é sempre bom ter em mãos um app. que faça a conversão de moedas para se ter uma ideia do quanto você deveria pagar por ela. Dinheiro trocado hora de comer alguma coisa, estávamos indo em direção ao um shopping que encontramos quando nos deparamos com uma feirinha gastronômica vendendo comidas típicas, não pensamos duas vezes, resolvemos comer por ali mesmo. Nos acabamos com um pedação de carne suínas que acompanhava chucrutes, cogumelos, picles e uma deliciosa linguiça artesanal. Comemos horrores, a comida mais uma bebida ficou em torno de €21,90 por pessoa, meio caro, ok, mas era muita comida e valeu muito a pena porque acabou sendo a nossa única refeição principal do dia pois nos saciou muito. De lá voltamos em direção a cidade velha para explorarmos um pouco a cidade antes da noite cair, compramos uma água pois a comida nos deixou com sede o dia todo, água nessa região da cidade é muito cara, a ponto de incomodar, pra se ter uma ideia 1L de água nessa região não saia por menos de €3,50, um absurdo! Nossa primeira visita foi ao famoso Relógio Astronômico,, aquele onde a cada hora aparecem os 12 apóstolos em uma pequena janela na parte superior do relógio. Decidimos subir na Torre, €7,80, por pessoa, para termos uma visão daquela região da cidade do Alto, que coisa mais linda, além do que o horário favoreceu muito as belas fotos que tiramos dali de cima. Após isso descemos e fomos até a também famosa Charle's Bridge, confesso que fiquei assustado com a quantidade de turistas em Praga, das cidades que visitamos foi a que essa questão mais me incomodou, é quase impossível tirar uma foto nessa ponte sem que alguém saia por tabela, talvez isso explique os altos preços da região. A todo instante víamos pessoas comendo aquele doce típico deles, um cone feito com uma massa parecida com churros (Trdelník), pegamos uma versão dela com sorvete de baunilha, €4,30, uma delícia! Cansados passamos em um mercado pra comprarmos nossa aguinha, mais uma facada, €4,00 1L de água 😩, e fomos embora. Tomamos um belo banho e caímos exaustos na cama. Gastos no dia: Ticket trasporte público 72h: €17,15 City tax: €2,50 Refeição: €21,90 Água: €3,60 Entrada Torre do Relógio: €7,80 Trdelník: €4,30 Água: €4,00 Total: €61,25
  3. 2 pontos
    "Amigos, amigas...damas y caballeros...ladies and gentlemen. ¡Bienvenidos al Desierto de Atacama!" É com essa saudação caricata de Miguel, um dos guias que nos acompanhou nos passeios durante a semana, que inicio o relato de um dos lugares mais impressionantes que eu já estive. E não, não é mentira quando você estiver lendo esse ou outros relatos. O negócio é brabo mesmo. O Atacama é um lugar que consegue misturar em um raio de 100km: clima árido, clima andino, fauna e flora do Altiplano Andino, lagunas salgadas e doces, cenotes de água salgada, cultura inca e atacameña, astronomia, meteoritos...É como se o mundo tivesse escolhido um lugar específico do mundo pra colocar um monte de fatores relacionados a natureza e à ciência juntos. E tudo isso deu muito certo! Fomos eu e minha namorada Carolina passar 1 semana exclusivamente no Atacama. Antes de mais nada, vimos muitos relatos de gente que passou 1,2 dias por lá antes de ir pro Falar de Uyuni, na Bolívia. Não só não fizemos isso como a maioria dos guias e do pessoal que conhecemos lá não recomendam. Separe suas viagens. O Atacama tem muita, mas muita coisa pra fazer, 7 dias é até pouco pelo tanto de coisa que a gente poderia ter feito. E outra, A Bolívia é tão plural quanto o Chile. Aproveite para ir para Uyuni quando for fazer uma trip pela natureza de lá. A mesma coisa com o Chile! O Atacama merece mais que 2-3 dias! Em todas as empresas e restaurantes que está no texto, estou deixando um link para você conferir os serviços. Dando créditos, um link que nos ajudou muito foi esse aqui, do Viagem na Viagem. E um relato daqui do Mochileiros que também foi bem útil: Bom, vamos começar com coisas práticas: 1. Gastos Passagens aéreas: R$ 1043,00 x 2 pessoas = R$ 2086,00 - (GRU-SCL-CJC) Hospedagem: R$1028,00 Todos os passeios: R$ 1400,00 x 2 pessoas = R$ 2800,00 Seguro-viagem: R$ 63,50 x 2 pessoas = R$ 127,00 Gastos com comida, souvenir, transfer, etc) = R$ 340,00 x 2 pessoas = R$ 680,00 Total sem passagem aérea: R$ 4635,00 / 2 = R$ 2317,50 por pessoa Total com passagem aérea: R$ 6721,00 / 2 = R$ 3360,50 por pessoa Sim! Não foi tão caro, comparando com os preços que a gente viu nos relatos antes de ir (5k+ por pessoa). Acho que isso é produto de duas coisas: i) Pegamos uma sorte com o dólar. Fizemos a conversão BRL USD-CLP e, por conta dos protestos em Santiago desde outubro/2019, conseguimos pegar uma cotação de 800 CLP/USD, o que ajudou muito (antes dos protestos o câmbio estava 600 CLP/USD); ii) Bom senso mesmo. Vamos falar na seção dos passeios, mas lá muitas das agências são careiras e, por um serviço muito similar às outras, mais baratas. O termo que ouvimos lá foi "los nuevos ricos brasileños". Basicamente tem muito brasileiro que não tá se importando em gastar e vão no serviço mais confortável. Na maioria das vezes de agências brasileiras (FlaviaBia, Araya, etc). Pelo que vimos, a diferença maior é que nessas os tours são feitos em português. Mas como queríamos falar espanhol a vera, a gente foi na Flamingo e foi perfeito! E metade do preço das duas citadas ali atrás. Então vai de cada um! Não perca dinheiro a toa . 2. Hospedagem Ficamos no Antawhara Atacama Hostal. A hospedagem é justa. Como não tínhamos tanto budget, procuramos algo que alinhasse privacidade com praticidade. O Antawhara nos atendeu muito bem no quesito conforto (as camas são confortáveis, banheiro privativo é bom e o café da manhã é muito gostoso). No entanto, o banheiro é bem pequeno. E eu perdi um chinelo lá, sabe-se lá como hehe. Mas no geral, duas críticas que vimos que não procede: i) Os chuveiros são quentes sim! A galera reclama que era frio, mas bastava ajustar o aquecedor do lado de fora de cada quarto! E ii) Vocês vão ler muitos relatos de como é importante ficar perto da Caracoles, Blabla, centro, etc...Tudo balela! O Hostel ficava 10min andando da Caracoles, era um passeio bem legal de ir andando porque você passa por uns mercadinhos, por padarias (alias, MELHOR pão! Vão na padaria La Franchuteria). Além de ter uma vista fudida do deserto (o centro fica no meio da cidade, o que não dá pra ver nada!). Carolina e a vista da frente do Anthawara. Melhor que ver a rua, não? 3. Roupas e calçados Tinha levado um tênis de corrida, já que estava imaginando que íamos andar bastante. No entanto, o que não lembrei era que andaríamos na terra/areia! E meu tênis não aguentou! Tive que comprar uma bota de trekking por lá. Já que já teria que comprar uma, e já estava perto do natal, desembolsei um pouco mais para uma bota da North Face. E achamos que os preços lá davam bem ok. Comparando em relação com o Brasil, claro. Qualquer bota da North Face você paga mais de 500 reais aqui. Pagamos 400. Carolina levou um tênis de cano alto de treino, que deu super certo. Acho que é a partir daí que se deve levar. Um tênis que tenha cola suficiente para não desgrudar com tanto que você caminha na areia. Ou talvez seja o jeito que eu ando, já que em uma viagem à Patagônia Argentina (clique no link, caso queira ler o relato de lá!) minha bota abriu também, da mesma forma! Só não vá de sandália ou chinelo, como vimos umas meninas! Devem ter sofrido, coitadas! Sobre roupas, lembre-se que a amplitude térmica do Atacama é bem alta. Então você está num calor infernal de dia e num frio do cão a noite. Inclusive, falaremos, que no tour astronômico, mesmo com uma jaqueta corta-vento que em tese aguenta até -8 graus, senti que podia ter colocado mais uma blusa. Levei um fleece e essa jaqueta na viagem, e foi ótimo! O importante é focar no corta-vento, já que venta muito no Atacama! Outro ponto foi uma dica que, quando fui à Patagônia, também levei: aquelas calças anfíbio de trilha, que você pode tirar a parte de baixo para virar bermuda. Foi útil demais! Pra quem gosta de fazer trilha como a gente gosta, vale muito a pena! Usamos tanto a calça quanto a bermuda! E por último, não esqueça de um bom chapéu. O Sol é estarrecedor, então se preocupe com isso. Mesma coisa com protetor solar. E como venta, procure aqueles chapéus que tem a cordinha para ele não voar! Eu particularmente gosto bastante deles, então deu tudo certo . 4. Agência e Cronograma Como era nossa primeira vez no Atacama, ouvimos as dicas de colegas e relatos e contratamos uma agência para fazer 5 passeios, onde conseguimos descontos quando comparado com os preços individuais. Fora isso, fizemos uma pedalada sozinhos e também fomos ao observatório ALMA. Falaremos disso mais em baixo. Em relação à agência, como disse ali em cima, evite essas agências careiras como a FlaviaBia e a Ayara e também a Ayllu. Elas são o dobro, triplo do preço da agência Flamingo, que foi a que escolhemos, por um serviço muito similar. Os passeios foram incríveis e pegamos 2 guias durante os 5 passeios que tornaram nossa experiência ainda melhor. Os tours foram em um mix de espanhol e inglês, mas os guias falam português para quem quiser! E até alemão! Como queríamos treinar nosso espanhol, a gente até perguntava em espanhol as coisas hehe (e fomos elogiados!). Faz parte da experiência da latinoamericana. O tour astronômico fizemos com a Space, mas faríamos com a Flamingo sem problemas! Na Flamingo, fechamos 5 passeios por 1000 reais cada pessoa, o que foi o melhor preço que vimos em todas as agências. Ainda, tirando o passeio o primeiro passeio de meio-dia para o Vale de la Luna, todos os passeios tem algum tipo de comida inclusa (café, almoço e coquetel, ou uma combinação entre eles). Ainda, o preço que to falando aqui já tá incluso o preço da entradas dos parques, que é pago separado. Valeu muito a pena mesmo! Se conseguirem escolher por guias, pegamos dois guias maravilhosos: O Miguel e a Cheryl. O Miguel fez 3 passeios com a gente e a Cheryl 2. Amplos conhecedores da fauna, flora e geografia da região, a experiência ficou ainda melhor com as aulas deles! Outra bacana é: compre os passeios por lá, em San Pedro, quando chegar. Não seja nóia. Os preços ficam lá em cima com antecedência. E tem muita agência na cidade. Então dá pra negociar por lá, fechando pacotes específicos, etc. Vimos essa dica em algum relato e seguimos. Foi certeiro. Sobre fazer essa viagem alugando uma 4x4 e ir sozinho, consideramos a possibilidade, mas deixaremos para a próxima. O plano é incluir o norte da Argentina numa trip dessas, saindo do Brasil e terminando em San Pedro de Atacama. Pelo que conversamos lá é preciso um investimento em GPS por satélite, o carro adequado, etc...Vimos algumas pessoas fazendo isso por lá! Por fim, fazer a trip com a agência facilita muita coisa, mas é de certa forma, corrido. Você acaba tendo que seguir o cronograma do tour, e com exceção de 1 passeio que nos demos muito bem com a galera que tava junto, a sua experiência fica dependendo do clima do negócio. Por outro lado, é a melhor opção para quem nunca foi pra lá, já que você conhece tudo e dicas e guias da região! Por exemplo, em um dos passeios o pessoal era muito mala. Gente mal educada mesmo, atrapalhando o guia nas explicações, atrasando o cronograma, etc...Então é isso, como era nossa primeira vez, contratamos as agências para saber qual é. Na próxima, com certeza vamos fazer sozinhos alugando nosso próprio carro! Acho que é essa a melhor decisão: a primeira vez com agência e as próximas sozinhos! Bom, nosso cronograma foi: Dia 1, domingo 1/dez: 7:00 - Voo LATAM - GRU-SCL (chegada às 12h) e às 16:00 - Voo LATAM - SCL - CJC (chegada às 18h30). Dia 2, segunda-feira 2/dez: Valle da la Luna (Flamingo) e Tour Astronômico às 23h (Space) Dia 3, terça-feira 3/dez: Pedalada até Pukara de Quitor e Valle de Marte (por conta) e Laguna Cejar (Flamingo) Dia 4, quarta-feira 4/dez: Lagunas Altiplânicas (Flamingo) Dia 5, quinta-feira 5/dez: Ruta dos Salares (Flamingo. É o passeio mais similar ao Salar de Tara, que está fechado há 2 anos) Dia 6, sexta-feira 6/dez: Geyser del Tatio (Flamingo) e vila de San Pedro Dia 7, sábado 7/dez: Observatório Alma e voo CJC-SCL às 21h Dia 8, domingo 8/dez: Voo SCL-GRU ás 6:30. 5. Relato Dia 1: Voo SP-SCL-Calama - 1/dez/2019 O voo saiu de SP logo de manhã, às 7h da manhã. Saímos de madrugada de casa (Somos de SP). Voo tranquilo até Santiago. Estávamos preocupados com os protestos, com câmbio, etc...E descobri uma coisa muito importante: o melhor câmbio a se fazer é lá em San Pedro de Atacama mesmo. Sim, lá tem casas de câmbio, algumas, principalmente na Rua Toconao. A cotação que vimos no aeroporto foi 720 CLP/USD, enquanto em San Pedro conseguimos por 800 CLP/USD. O voo SCL-Calama saiu às 16h e, ao chegar no aeroporto de Calama, pegamos o transfer Licancabur. Todos os transfers que vimos eram o mesmo preço, a diferença era que esse dava pra reservar antes. Fizemos a reserva enquanto estávamos no aeroporto de Santiago ainda. Ao desembarcar em Calama, tinha uma plaquinha com meu nome nos aguardado. E sim, a van nos deixa no Hostel. Chegada no hostel umas 20:30, banho, comida e cama. A viagem tava só começando! Dia 2: Burocras, Vale de la Luna e Tour Astronômico - 2/dez/2019 Passamos a manhã fechando os passeios da semana. Como disse lá em cima, fechamos com a Flamingo todos os passeios, com excessão do Tour Astronômico, que fechamos com a Space. A Flamingo tem também um tour astronômico, e tenho certeza que é de ótima qualidade. A questão aqui foi ter fechado o Space antes da Flamingo. Acho que se tivéssemos ido primeiro na Flamingo, ganharíamos um desconto com o astronômico deles. Almoçamos já no primeiro dia num restaurante excelente: El Huerto. Comida simples e ambiente muito agradável, com preços bem ok e pratos que dá pra dividir. Às 16h, teríamos nosso primeiro tour: o Vale de la Luna, com a Flamingo. O tour é legal e você consegue conhecer a Cordillera del Sal, uma das 3 cordilheiras da região. O Vale de la Luna é só uma parte da Cordillera e você conhece vários picos. Mas preferiria ter feito o passeio sozinho de bike, já que o tour para nos lugares e sai com intervalos rápidos. Como é perto de San Pedro, dava pra ir pedalando e ficando mais tempo em cada lugar. Por outro lado, o tour te permite levar pra um lugar bem massa de ver o pôr do sol. E claro, as aulas de geografia, fauna e flora do lugar! "Las Tres Marias", escultura natural do Vale de la Luna Cordillera del Sal Poner del sol na Cordillera del Sal De volta à San Pedro pelas 20h30-21h, jantamos uma empanada (sobre isso, experimente a empanada de pino! É o sabor típico deles, um recheio de carne moída, ovo e um tempero típico. É do caralho.) pela Caracoles e fizemos hora até o tour astronômico da Space. Escolhemos a Space depois de ver várias avaliações de que eles são o melhor tour para ver as estrelas do Atacama. E, de fato, eles tem a melhor estrutura: o tour acontece numa fazenda afastada da cidade, onde há pouca luz e barulho. Ainda, ele inclui guia pra falar sobre astronomia e curiosidade científicas do lugar. Diferente do que tínhamos visto, não há um "tour místico" e um "tour científico", é só o científico mesmo, com aulas sobre as constelações ao ar livre, orientações de navegação nas estrelas, etc...Depois de uma palestra com aqueles pointers para o céu, a vantagem da Space é ter a disposição vários telescópios para olhar o céu. E é surreal. Você olha para o céu e vê um clarão, que a priori parecia realmente uma grande nuvem. Mas na verdade era todo o feixe da Via Láctea passando logo acima de você! Valeu muito a pena e, apesar de ser a mais cara, o tour foi bem completo, já que depois eles te convidam para uma casa para tomar chocolate-quente ou chá/café. Algumas dicas pro tour astronômico: i) Leve blusa. Sim, o deserto faz bastante frio a noite, mesmo no verão, como o nosso caso. E você fica bastante tempo ao ar livre. Levei uma corta-vento que aguentava até -8 graus e acho que foi no limite, porque fica bem frio mesmo. ii) A Space, por ser a agência que faz esse tour mais famosa, é também a mais cara. Pegamos por garantia mesmo, mas fiquei muito curioso como seria o tour astronômico da Flamingo. Até porque na Flamingo eles incluem uma foto no preço. Já, a Space, não. Tenho certeza que o tour é do mesmo nível, e pelo que eles falaram, nesses tours alternativos eles incluem uma versão mais mística, com curiosidades da cultura atacameña com o céu. Parece ser bem legal! Na próxima com certeza farei com eles. Além disso, o passeio com a Space vai bastante gente, um ônibus inteiro. Pra quem gosta de um clima mais intimista, talvez valha a pena ir com outra agência mais intimista. Na Space, os tours são em inglês ou espanhol. iii) Fique de olho no calendário lunar! Marcamos o tour no primeiro dia de viagem porque a lua já estava crescente. Durante os períodos de lua cheia, as agências não fazem o passeio pela invisibilidade. Então planeje sua viagem para não perder o tour! Imagino que ver o céu durante a lua nova deve ser a melhor experiência possível! No entanto, por estar em lua crescente, conseguimos tirar umas fotos bem bacana da Lua . Por último, iv) conseguimos ver um céu surreal. No entanto, a guia disse que poderia ficar muito melhor! Isso porque, uma das vantagens de se ver o céu no Atacama e o porquê de ser tão famoso tem a ver com o quão seco é o clima. Um clima seco significa menos vapor d'água no ar. E, portanto, menos refração da luz que vem dos astros. Logo, o melhor mês de ver as estrelas é em junho, o mês mais seco do ano e também quando o hemisfério sul fica com o céu de inverno, com muito mais opções de constelações e planetas para se ver! Mas deve ser um frio do caramba hehe. Mas a próxima com certeza vamos fazer em junho! De volta a San Pedro, hotel e cama! Com a lua crescente, deu pra tirar uns fotões da Lua! Dia 3: Pedalada até Pukara de Quitor, Valle de Marte e Laguna Cejar - 3/dez/2019 O dia 3 começou com um belo café da manhã no Anthawara e fomos direto para a Caracoles procurar algum lugar de aluguel de bike. A ideia era ir pedalando até Pukara de Quitor, ruínas arqueológicas de um forte antigo do pueblo atacameño e também, se desse tempo, ir até o Valle de Marte, que era mais ou menos no caminho. Às 16h, teríamos o passeio com a Flamingo para a Laguna Cejar. Alugamos uma bike pra cada por um preço bem ok (CLP 6000 as duas bikes por 6 horas, o que dá uns 6,25 dólares). Todas as bikes alugáveis de San Pedro são MTB (moutain bike), já que você anda em muito buraco e terra. A pedalada até Pukara de Quitor se faz em uns 20 minutos, é bem tranquilo. Lá, se paga a entrada no parque (2500 pesos). As ruínas em si estavam fechadas (dez/2019) por conta de uma chuva forte no deserto em fev/2019, que fez as ruínas entrarem em manutenção. Porém, o legal era fazer a trilha de uns 3-4km que têm vários mirantes para ver tanto a cidade, quanto a paisagem e claro, as ruínas em si. O passeio foi bem bacana, a trilha é tranquila a foi um ótimo start pra nossa pedalada! Só não esqueçam de levar bastante água já que você acaba pedalando no sol e no deserto! As ruínas são bem legais de se ver. A história do lugar é bacana e, durante a trilha há vários painéis explicando a história do lugar. Basicamente aquilo foi um forte que foi construído pelos pueblos atacameños para se proteger de invasões estrangeiras: primeiro dos Incas e, anos mais tarde, dos espanhóis. É bem massa! Pedalada até Pukara de Quitor! Vulcão Licancabur, vista da trilha dos miradores de Pukara de Quitor As ruínas, que estavam fechadas, mas que durante a trilha dá pra se ter uma ótima vista do forte! Trilha feita e refeita, pegamos nossas bikes mais uma vez para pedalar até pelo menos a entrada do Valle de Marte. Tínhamos pouco tempo, então não daria tempo de entrar no parque, mas só circular por lá já valeria a pena. E não é que foi, se não a mais legal experiência da viagem, uma das? O porquê? Pelo sentimento de ir offroad. Vamos explicar que a história é boa! No caminho para o Valle de Marte, saindo de Pukara de Quitor, paramos para descansar na estrada e ficar olhando a paisagem. Aí, curioso, saí um pouco da pista para chegar mais perto das montanhas e pá: acabei pisando numa área de areia movediça! É surreal, nunca tinha visto uma area movediça antes! Realmente você afunda! E é bem camuflado, então é pra tomar cuidado! Porque parece que a areia tá seca e dura, mas na verdade há uma lama embaixo te esperando para te sugar! E aí é que nos demos conta que ali do lado passava um riacho de água salgada, que estava seco! Ficamos tão entusiasmados com o pico que amarramos as bikes perto da estrada e seguimos a pé pelo o caminho de sal (aliás, a região também faz parte da Cordillera de Sal, e você pode, como eu fiz, inclusive colocar na boca o sal do chão. É realmente sal! Haha) e demos de cara com umas montanhas bizarras, totalmente off-road! Parecia realmente que estávamos em Marte! O rolê foi legal por conta disso! Foi uma aventura bem animal! Do nada, estávamos pedalando no meio de Tattooine (planeta que o Luke e Anakin Skywalker cresceu, de Star Wars hehe)! Pedalada off-road pelos arredores do Valle de Marte! Carolina e Tattoine Off-road e areia movediça De volta às bikes, pedalamos até San Pedro porque às 16h teríamos o passeio para a Laguna Cejar com a Flamingo. Apesar de se chamar "Laguna Cejar", o passeio é muito mais que isso! Você visita lugares como Ojos del Salar, Laguna Tebinquiche e Laguna Piedra. O passeio da Flamingo foi bem legal. Primeiro, porque pelo fato de eles servirem um coquetel no fim do passeio em frente à Laguna Cejar, ao pôr do sol. Segundo porque o guia que pegamos, Miguel, de tanta experiência que tem já sabe dos esquemas! Ele organizou os horários de forma que pegássemos a Laguna Cejar e Piedra por último, já com o lugar vazio! E de fato, só tinha a nossa van e de outra agência por lá para ver o pôr-do-sol. Por isso uma boa agência com bons guias faz diferença! O passeio começa com a Laguna Tebinquiche, laguna espetacular do Salar de Atacama. Se faz um trekking ao redor da laguna, que não é nadável. Inclusive, a Laguna é cheio de vida microscópica, sendo objeto de estudo da origem da vida! Têm várias placas explicativas pela vida microscópica do lugar. Laguna Tebinquiche e sua vida microscópica! De lá, fomos para os Ojos de Salar, um cenote no meio do deserto. Cenote, para quem não sabe, são formações geológicas que dão acesso à águas subterrâneas. Vale lembrar que, apesar do Atacama ser o deserto mais seco do mundo, lá tem muita água! E o segredo tá tanto nas chuvas de verão, que ocorrem em fevereiro, quanto nos lençóis freáticos. E o cenote dos Ojos de Salar dá acesso a um deles! E o melhor, é nadável! Ninguém do tour se animou, com excessão de nós, brasileiros, sedentos por pular em uma piscina/laguna/mar! Típicos! Pulamos lá de cima e foi bem legal, o cenote é bem fundo e é uma mistura de água salgada com água doce! Foi engraçado porque todo mundo ficou com uma cara tipo "Brazilians...". Mas é isso, se dá pra nadar a gente nada! YOLO, certo? Haha. Deixe 2 brasileiros e um cenote juntos no meio do deserto. A gente pula mesmo! ✌️ De lá, fomos direto pro complexo que contém tanto a Laguna Cejar quanto a Laguna Piedras. Ambas são salgadas, mas a única que é nadável é a Piedras, apesar do passeio ser identificado como Cejar. O lugar é totalmente preparado para os banhistas: vestiários, duchas, banheiros...e é muito legal! Você realmente não afunda de tanto sal que a água têm! A água é de boas (apesar da Carolina ter achado geladíssima hehe), só tem que tomar muito cuidado para não machucar ao entrar: o sal de fora cristaliza, e é muito fácil se cortar ali. Eu mesmo machuquei a minha mão. Além disso, não ouse molhar seu cabelo porque, uma vez que o negócio cristaliza, é difícil de tirar. Só tirar o sal do corpo já foi difícil, imagina com do cabelo. Como já disse, lá tem um complexo para tomar ducha e se trocar! Boiando na Laguna Piedras! E o Licancabur no fundo... Depois de nadar e aproveitar um pouco a laguna, nos encontramos com o pessoal da van para tomar nosso coquetel ao pôr-do-sol, de frente à Laguna Cejar. E que coquetel! Salaminho, baguetes, uma maionese com alho bem boa, amendoim, Lay's, tinha até Pisco Sour, suco e água, tudo a vontade! Serviço excelente da Flamingo, não deixando nenhuma outra agência pra trás. E lembrando que tínhamos toda a Laguna Cejar pra gente, uma vez que o guia, Miguel, sabia dos esquemas e dos horários para aproveitar lá. Muitas agências vã lá direto, e ele nos garantiu que aqui fica totalmente lotado de turistas, disputando lugar na laguna. Agora, algumas dicas sobre o passeio: i) Ficamos muito em dúvida entre fazer esse passeio da Laguna Cejar ou as Lagunas Escondidas, que também têm lagunas de sal para mergulhar. A diferença é que as Escondidas as lagunas são artificiais, antigas minas de lítio que gerou as lagoas. E por que decidimos Cejar ou ao invés de Escondidas? Primeiro por conta do preço. Só duas agências fazem as Lagunas Escondidas, e eram agências pequenas. Já ficamos com o pé atrás nisso...Teríamos então que fechar um passeio extra com uma agência aleatória para fazer as Escondidas, sendo que o passeio da Laguna Cejar já estava no cronograma da Flamingo e ainda incluía um coquetel massa? Além de outros picos como o cenote e a Tebinquiche? Não topamos! A Laguna Cejar foi sensacional e supriu totalmente nossa vontade de nadar numa água com densidade tão baixa Além disso, no passeio da Lagunas Escondidas eles encarecem o preço se você quiser passar por aquele "Magic Bus". um ônibus abandonado no meio do deserto fora de mão de qualquer passeio. Logo, preferimos a Cejar por ser mais cômodo e pelo tour ser bem completo, num preço justo! ii) Não se esqueça dos trajes de banho e toalha! Além de uma muda de roupa. Lá venta bastante, então você vai querer trocar de roupa o mais rápido possível quando sair da água. Miguel, o guia, e nosso incrível coquetel ao pôr-do-sol à beira da Laguna Cejar Depois do coquetel, terminamos de ver o pôr-do-sol olhando para a Laguna Cejar, que é por si só um lugar belíssimo! Láa de longe dava pra ver uns flamingos, mas nada comparado com o que veríamos nos próximos dias! É bizarro que qualquer pôr-do-sol no Atacama é um escândalo de beleza. Emocionante, mesmo! Depois do sol se por, voltamos à San Pedro e descansamos, já que no dia seguinte teríamos nosso primeiro passeio em altitude Laguna Cejar y el poner del Sol ☀️ Dia 4: Lagunas Antiplânicas, Piedras Rojas e pueblo de Toconao - 4/dez/19 (4300m de altitude) No dia 4 fizemos o tour das Lagunas Antiplânicas com a Flamingo. O tour incluía primeiro as Lagunas, depois iríamos almoçar no pueblo de Socaire, um outro oásis do Atacama, conhecer o mirador Piedras Rojas quase na fronteira com a Argentina, voltar pelo Salar do Atacama até a Laguna Chaxa ver uns flamingos (e foi aí que vimos flamingos DE VERDADE) e terminar o dia passando no pueblo de Toconao, o terceiro dos 3 oásis da região (San Pedro, Socaire e Toconao). Foi o nosso primeiro passeio na altitude. E nisso seguimos uma dica preciosa: planeje seus passeios em ordem ascendente de altitude. San Pedro fica a uns 2000m de altitude e você não sente nada. O problema é quando você faz os passeios que ultrapassam 4000m. E é o caso das Lagunas Antiplânicas. Os outros passeios na altitude seriam a Ruta dos Salares e o Geyser. Demos a sorte de pegar o Miguel de novo como guia, o que foi bem legal já que nos apaixonamos por ele no dia anterior! Ele sabe TUDO. Tudo mesmo! E outro ponto bacana é que, nos passeios de dia inteiro, a Flamingo te pega no hotel. Miguel e a trupe chegaram às 8h e começamos a subir! E aí tá o primeiro erro que cometi nessa trip: eu subestimei a altitude. Achei que ia ser tranquilo. Mas não tínhamos nem atingido 3000m de altitude e minha cabeça já estava latejando, sem contar a dor no olho, falta de ar, etc...altitude é coisa séria! Levamos bastante remédio, inclusive um remédio de alpinista, o Diamox 250g. Dá pra tomar até 4 por dia, mas acabei tomando só 2. Ajudou, de certa forma! Continuei com dor de cabeça o dia inteiro, apesar da falta de ar passar. É pesadaço! Mas deu tudo certo! O passeio em si é demais. Essa é a magia do Atacama: você em questão de horas pode viver o deserto, o clima do Altiplano e das montanhas, tudo num mesmo lugar! E isso se aplica à flora e fauna. É muito legal ver como a natureza muda de acordo que íamos subindo. Primeiro que você começa a ver cores nas vegetações. Segundo, os animais: Vimos as parentes selvagens das llamas, as vicuñas, e elas são demais! Vimos várias delas em todos os passeios que fizemos nas montanhas. Chegamos a ver até um burro selvagem e uma raposa. Além de um parente andino dos coelhos, a viscachia! E claro, o Miguel sabia de tudo. Uma das partes mais legais de ter feito o tour com a Flamingo foi realmente o amplo conhecimento da fauna, flora e geografia do lugar que os guias tem. Impecável. As Lagunas Antiplânicas foram a primeira parada. São duas lagunas: a Laguna Miscanti e a Laguna Miñiques. E lá já é totalmente diferente das lagunas que vimos no dia anterior. É um clima totalmente característico do Altiplano! Tinha flamingo, vicuñas tomando água, gaivotas...um dos lugares mais bonitos que já vimos. E, mais uma vez, um ótimo serviço da Flamingo, com um café da manhã sendo servido a beira da Laguna Miñiques, num ponto estratégico que o conhecimento do Miguel nos trouxe, com uma vista extraordinária à luz da manhã altiplânica. Laguna Miñiques e essa foto excelente 😝 A Laguna Miñiques é a menor mas, na minha opinião, a mais bonita. Talvez porque foi lá que passamos mais tempo, por conta do café da manhã. A Laguna Miscanti foi onde conseguimos ver pela primeira vez alguns flamingos de perto. Você faz um trekking em torno da lagoa, e é muito legal parar e olhar! Por conta da altitude, tem que ir bem devagar, eu mesmo já estava sofrendo sem andar, imagina andando na trilha! Mas deu tudo certo e foi uma ótima forma de ser recepcionado pelos Andes e pelo clima altiplânico! Laguna Miscanti. Essa a gente não consegue chegar tão perto quanto a Miñiques! De volta à van, a próxima parada era Piedras Rojas. Piedras Rojas é tipo uma uma depressão plana e tipo uma lagoa. É uma mistura dos dois. E foi um dos lugares mais bonitos que eu já vi na minha vida. Foi a primeira vez dentro da viagem que emocionei vendo a paisagem. O que eu pensava era: isso aqui é surreal. A natureza realmente não erra, ela acerta, acerta e acerta. Aquilo é majestoso. É enorme. Com olhos marejados, mas numa ventania de cortar a pele, foi uma mistura de querer ficar mais e querer sair porque o vento estava realmente forte. Além disso, no caminho até Piedras Rojas passamos por alguns mirantes e ainda chegamos mais perto da Argentina pra dar uma olhada na Laguna Tuyajto. Ali já estávamos a menos de 30km da fronteira. E o que eu mais vi foram carros de diversas nacionalidades, inclusive brasileira! Me deu ainda mais vontade fazer aquela trip que descrevi lá em cima, ir dirigindo desde SP até o Atacama, passando pelo norte da Argentina. Está nos planos! Piedras Rojas. Agora vocês entendem porque não consigo definir se é uma laguna, uma depressão ou algo muito louco. Mas que é bonito e emocionante, isso não há dúvidas! Carolina, Piedras Rojas e um vento bizarro Nós e o Miguel! Uma das pessoas mais inteligentes que já conhecemos! E que tornou os passeios uma grande aula de geografia e cultura! O cara fala 4 línguas! De lá fomos até Socaire almoçar. E que almoço bacana. Socaire é um pueblo de ao redor de menos de 1000 habitantes. Almoçamos numa cocineria chamada Cocineria Teresita. A dona do lugar, Teresita, era uma querida e serviu pra gente uma refeição com uma sopa de entrada, um almoço que tinha opção vegetariana e com bebida inclusa. O almoço já estava incluso no passeio da Flamingo, e tínhamos o restaurante só pra gente. Era bem familiar e tornou a experiência melhor ainda! Carolina e a sopa de entrada do almoço! Depois ainda veio um PFzão da massa. Bom demais! De volta à van, o próximo ponto era a Laguna Chaxa. Uma laguna já no Salar do Atacama, foi o primeiro lugar que vimos os Flamingos de perto! Isso é importante: tem flamingo em praticamente todos os lugares do Atacama. Não só isso, existem 5 tipos de flamingos no mundo e, só no Chile, vivem 3 tipos. Isto é, o Chile é um reduto de flamingos! E foi na Laguna Chaxa que vimos eles de perto pela primeira vez. E muito perto! A laguna é um acúmulo de água salgada e enxofre, que com seu cheiro característico, fez a experiência ficar mais legal ainda. Ah, detalhe: nos relatos vimos que a galera costuma fazer passeios que só vão para o Salar do Atacama. Mas veja só, até esse momento, já tínhamos conhecido alguns pontos do Salar do Atacama, sem ter feito o passeio específico pra lá. Por isso acho que é meio furada você fazer o passeio exclusivo do Salar do Atacama já que, em outros passeios, passaremos por pontos estratégicos dele! Na Laguna Chaxa a recomendação é ficar em silêncio. Isso porque devemos respeitar o habitat natural dos animais. Sempre temos que lembrar que nós que somos os forasteiros, invadindo onde eles vivem. Nada mais justo que ficarmos em silêncio. Claro que sempre tem um sem noção que faz algum barulho, mas o pessoal é educado e já reprime na hora. E ficando em silêncio você consegue ver os flamingos beeem de perto, inclusive pegar alguns deles voando, o que dá uma visão animal! Agora uma piada interna legal: No meio da viagem ficávamos brincando que a Carolina era um flamingo: magra, alta, bela e com pernas longas hehe. E não podia faltar uma foto dela em seu habitat natural, certo? Eis o resultado: Flamingos em seu habitat natural. Discovery Channel Production. E mais uma vez o Miguel fez diferença. Como a Laguna Chaxa é um dos points para ver os flamingos de perto, o fato de termos deixado para a tarde foi sensacional. E estratégico. i) O pessoal que vai pra lá durante os passeios do Salar do Atacama vai de manhã. E fica lotado! Fomos de tarde e estava bem tranquilo. ii) A tarde, quando o Sol já está mais baixo, os flamingos se juntam para tomar água. Então dependendo da hora que você visita o lugar, consegue vê-los, mas sóo de longe. E não foi o nosso caso! Vimos eles de pertinho! Foi incrível. Laguna Chaxa, Salar do Atacama e flamingos. De volta à estrada, a última parada foi no pueblo de Toconao, o terceiro oásis que visitamos no deserto. Toconao também tem menos de 800 habitantes! Visitamos a igreja, as lojas, e ficamos livres para passear pelo pueblo sozinhos. Passamos numa loja de lã em que eles criavam llamas! Dava até para passar a mão nelas! E, como nós somos são-paulinos e grandes fãs de futebol, ficamos impressionados com o campo society que tem por lá. A cidade é bem precária, no meio do deserto, falta água e recursos e a maioria das construções são feitas de madeira de cactus. Mas tem um dos melhores campos de futebol society que eu já vi. É galera, futebol é muuuito mais que um jogo . Pueblo de Toconao Um dos melhores campos society que já vi! Os chilenos são fanáticos por futebol, como nós! Chegamos à San Pedro de Atacama por volta das 17h-17h30. O pôr do sol seria só pelas 20h. Perguntamos ao Miguel antes de ir se ele recomendava algum lugar para ver o pôr-do-sol na cidade. E foi batata: remendou um lugar que, se você seguir a Caracoles, para o lado oposto ao da Space, iria sair numa área bem bacana de ver o pôr-do-sol, com muitas pedras e lugares para sentar. Lá parecia ser um lugar que o povo vai pra beber durante a noite, já que tinham muitas garrafas e latas de cerveja no chão. Beleza, tomar umas por lá a noite deve ser animal, mas podiam jogar no lixo né? Até jogamos uns lixos que achamos fora. Apesar disso, o lugar é bem legal! E mais uma vez o pôr-do-sol foi espetacular! Ótima recomendação do Miguel! Só tinha a gente lá, então o povo não deve conhecer o pico. Depois disso, hotel e cama porque no dia seguinte teríamos mais um rolê na altitude...e seria o dia mais legal da viagem! Pôr-do-sol em San Pedro de Atacama no lugar que o Miguel nos recomendou, no fim da Caracoles! Dia 5: Ruta dos Salares (o mais próximo do Salar de Tara) - 5/dez/2019 (4500m de altitude) A Ruta dos Salares foi o nosso passeio mais legal! Foi uma soma de fatores, mas foi o que nos trouxe melhor lembrança. O clima, as paisagens, as pessoas...Mas antes de explicar de dar o relato, vamos explicar algo: Viajamos em dez/19 e, se alguém ou algum relato depois de 2018 te falar que foi ao Salar de Tara, é mentira. O Salar de Tara está fechado para mineração. Sim, é lamentável, já que o pessoal fala que é realmente o lugar mais legal do Atacama. A alternativa é fazer a chamada Ruta dos Salares: Ele passa pelo Salar de Atacama e ao redor do Salar de Tara. E foi sensacional! A Flamingo é uma das poucas que faz esse passeio e, por conta disso, ficamos praticamente sozinhos o dia inteiro. Mais ainda, como as pessoas ficam frustadas que você não entra no Salar de Tara em si (apesar de vê-lo por cima!), elas não se interessam tanto pelo passeio. Resultado: tinham 8 pessoas conosco, além da nossa excelente guia Cheryl, a mesma que fez o Valle de la Luna com a gente! O clima intimista fez o passeio ser o melhor de todos! Moreover, o passeio mais uma vez contou o serviço excelente da Flamingo, com um café da manhã e um almoço excelentes! Outro ponto é que esse foi o nosso segundo passeio na altitude (mais de 4000m) e, dessa vez, fui preparado! Tomei chá de coca antes de ir e foi o MELHOR remédio. Não passei mal de altitude como passei no dia anterior, apesar de ter sentido um pouco a pressão. Bom, vamos para o relato. O passeio começa com um café da manhã à beira do Licancabur. E que café! Que vista! Comemos vendo o majestoso vulcão num campo todo florido! Foi uma ótima forma de iniciar o dia! E ainda por cima tava cheio de vicuñas por lá! Acabaríamos almoçando por lá também! Café da manhã de cara com o Licancabur, num campo maravilhoso do Altiplano pra começar o dia! Todo o passeio é focado na Caldera La Pacana, que basicamente é a cratera de um vulcão enorme e antigo que se situa o Salar de Tara. Você passa por várias lagunas até quase na fronteira com a Bolívia e a Argentina. A estrada é belíssima e é um dos acessos que dão na Argentina! E é bizarro ver como a cratera do vulcão é enoorme! Nesse ponto, o Salar de Tara começa logo depois! Por isso é o passeio que mais se aproxima ao Salar, porque fazendo a volta na cratera da Caldera la Pacana, consegue-se ter uma ideia da imensidão que é a formação geológica que formou o Salar de Tara. E não só isso, mas o passeio é focado no conhecimento geológico que criou o lugar. Vale lembrar que o Atacama antes de tudo foi um oceano. Não só um oceano, mas era o encontro entre o Oceano Pacífico e o Atlântico, nos tempos de Pangeia. Quando as placas tectônicas começaram a se movimentar, os Andes surgiram, e toda aquela região é referente à esse advento. Foi o passeio que mais conseguimos entender a formação geológica do lugar e a característica do altiplano andino! Foi uma aula de geografia! Mais uma vez vi vários carros argentinos e 1 brasileiro. Fazer essa viagem de carro deve ser incrível e, se fosse fazer, passaria pela Estrada 27 que é a que estávamos! Ambas as Estradas 27 e a que fomos no dia anterior (Estrada 23) dá na Argentina, e cada uma com uma paisagem diferente! Outro ponto importante: O passeio não tem banheiro em nenhum lugar. Na verdade, até tem, o que eles chama de "baño Inca", que é basicamente fazer xixi (e outros) atrás da pedra hehe. Deu pro gasto! A viagem passa pelos pilares da Caldera La Pacana e se extende até o Mirados Salar de Los Loyoques, onde pudemos ficar olhando a paisagem por mais de 1h! A vantagem de se fazer um passeio quase que exclusivo! Tínhamos as paisagens só para a gente! É bizarro a heterogeneidade do Atacama. Isso é só uma parte da cratera do La Pacana, no passeio da Ruta dos Salares. Espetacular! Inclusive, a imagem que se vende do Salar de Tara são os pilares da Caldera La Pacana (que não é o Salar de Tara hehe)! Os pilares são gigantes! E belíssimos! E o melhor de tudo é que, em todos os lugares desse passeio, a gente podia chegar mais perto a ver a imensidão do negócio da melhor forma. Além disso, a fauna e flora do altiplano mais uma vez se destacava, onde inclusive conseguimos ver outra vez as vicuñas e até uma raposa bem de perto! A raposa de boas no Altiplano Andino 🦊 O próximo ponto foi ir à fronteira com a Argentina e Bolívia no Mirador Salar de Loyoques, mas o vento tava forte demais. Nenhum problema, já que o lugar era espetacular! Ficamos um tempo por lá e voltamos para o mesmo lugar que tomamos café para o almoço. E aí foi um momento muito legal: uma viagem boa também se faz com pessoas boas. A turma que tava no passeio era demais! Eram 7 pessoas: 1 suíça, 1 mexicana, 1 argentina (uma senhora que estava viajando sozinha! Fudido!), 2 brasileiras, a guia Cheryl e nós! E que papo legal que batemos no almoço! Foi um dos grandes momentos da viagem! Carolina e o pilar da Caldera La Pacana Caldera La Pacana. Não dá pra ter ideia da imensidão do negócio por foto! É demais! "Vai Carolina, faz uns malabares aí com o Mirador Salar de Loyoques" Fotão com o Licancabur! Depois do almoço, voltamos para San Pedro. O passeio saiu mais cedo, umas 7h da manhã, por isso chegamos umas 15-16h de volta! Tiramos uma foto com a galera do passeio para guardar na memória, já que eles fizeram parte disso! Foi demais Nós, Cheryl e a galera do passeio! Agora aqui vai um aviso importante, já que pode acontecer com qualquer um. O Atacama é alto, e os passeios que você faz são altos. E isso significa que você tem que pegar leve na comida, já que a digestão é afetada pela falta de oxigenação do sangue. Eu já tinha passado mal com mal da montanha no dia anterior, mas no fim do dia da Ruta dos Salares acabei tendo uma intoxicação alimentar. Provavelmente porque tomei leite no café. Minha intolerância é bem baixa, nunca passo mal, com excessão se você toma a mais de 4000m de altitude! Para os que já tem o intestino fraco como eu, isso é um ponto importante, já que realmente qualquer coisa que você comer, por mais sútil que seja a intoxicação, se torna o caos. E vamos dizer que essa noite não foi das melhores hehe. O lance era esperar, tomar bastante água e evitar comer. Continuei com os sintomas até a volta para o Brasil, mas foi totalmente controlável . Então tomem cuidado! Não comam muito, não bebam álcool nos dias antecedentes e durante os passeios de altitude! Sofri com mal da montanha e com uma intoxicação muito provavelmente catalisada pela altura. Fica a dica! Fim do melhor dia da viagem, com direito à uma intoxicação que valeu todo minuto hehe. O passeio realmente tinha sido espetacular. Dia 6: Geysers Del Tatio e Vila de San Pedro de Atacama - 6/dez/2019 (4700m de altitude) Dia do último passeio na altitude. Deixamos por último pela questão de estratégia que mencionamos: em ordem ascendente de altura. Esse é o passeio que você sobe de forma mais brusca também! Então se prepare, tome um chá de coca antes e vai na fé! A van da Flamingo nos buscou logo às 4:30 da manhã já que os geyseres são maiores pela manhã quando ainda está frio nas montanhas. E isso é importante, lá faz FRIO. Pegamos entre -4 e -6 graus. Quanto mais frio, mais evidente fica o vapor d'água. E maior a pressão da água também. Antes do relato, vamos entender o que é o lugar. "Geyser" é qualquer formação geológica que solta vapor d'água. O nome veio do Geyser original na Islândia (o qual ainda queremos conhecer!), mas são poucos lugares do mundo que os têm. O lugar que tem mais geyseres no mundo é no Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA. E o Atacama é um deles! Lá você consegue ver jatos enormes de água saindo do chão! E mais ainda, é possível nadar nas águas termais naturais do lugar. O que claramente fizemos! Foi um passeio muito legal e deu pra entende porque é o mais famoso de todos. Num frio do cão, acordamos às 3h30, com a van saindo entre 4 e 4h30. A subida é longa e chegamos lá pelas 6:30/7h. Esse passeio tem banheiros, o que foi extremamente útil pra mim já que estava no meio de uma intoxicação alimentar! São dois pontos de visita, onde é possível ver o vapor d'água saindo e também nadar, como disse. Demos a sorte de mais uma vez pegar o Miguel como guia, e conhecer um lugar desses com um amplo conhecedor da geografia foi demais! Nós dois, nerds que somos, grudamos nele perguntando várias coisas relacionadas à formação geológica, pressão, temperatura...uma aula! Tomamos café da manhã logo depois de ver os gêiseres. Mais uma vez, um ótimo serviço da Flamingo. Depois foi a vez de nadar nas águas termais, o que foi animal! Vale lembrar que era antes das 10h da manhã e estava um frio, nessa altura da manhã, entre 0 a 10 graus. Mas é isso, mais uma vez YOLO e lá fomos nós nadar na água a uns 35-40 graus. O mais legal foi sentir os pontos em que a água quente de baixo da terra vinha. Para não passar frio, ficávamos em cima desses pontos estratégicos. O lugar também é cheio de vestiários e lugares para trocar. O problema é o caminho entre sair da água e ir para o vestiário. Por isso que poucos pulam hehe. Geyseres Del Tatio, sensacional! Mergulho nas fontes termais! Depois de nadar, já era umas 11h, e começamos a voltar para San Pedro. Parece cedo, mas vale lembrar que o rolê começou às 4h30 da manhã, então a gente acaba ficando bastante tempo por lá! Mas o passeio ainda não tinha acabado! Passamos ainda pelo Vado Putana, uma região de pântano que fica na montanha, e também pelo Pueblo de Machuca. Machuca é um pueblo originalmente formado pela emigração boliviana para o Chile. É um vilarejo muito charmoso, com uma bela igreja e muitas lojinhas de artesanato. O maior meio de produção deles é a criação de lhamas. Estar no meio da montanha o torna diferente dos pueblos de Socaire e Toconao que havíamos passados nos dias anteriores. E ahh, é lá que se vende espetinho de carne de llama! Eu não comi porque né, intoxicação alimentar, mas tava com uma cara muito boa! Foi muito legal conhecer a cultura de um pueblo formado exclusivamente na montanha. Uma coisa que aprendemos com o Miguel foi a importância das lhamas para a cultura andina. São 4 animais da família das lhamas que vivem na América do Sul: Lhamas, Alpacas, Vicuñas e Guanaco. Esses dois últimos são selvagens e os dois primeiros domésticos. E aí que tá: As lhamas e as alpacas são consideradas sagradas justamente porque foram os primeiros animais a serem domesticados no altiplano andino. E eram usadas basicamente para 3 utilidades: carne, lã e carga. E isso é talvez o maior fundamento de identificação da cultura andina. Inclusive há muitas celebrações, rituais e cultos para as lhamas, de tão sagradas que são. E Machuca traduz muito esse sentimento sagrado que esses animais trazem. Um grande aprendizado da viagem! Llamas na região ao redor de Machuca Pueblo de Machuca! Voltamos a San Pedro pelas 13h30. Teríamos então ainda o dia inteiro para ter o dia livre. E foi muito bacana! Conhecemos finalmente os pontos de interesse do pueblo de San Pedro de Atacama, o que inclui a igreja toda construída de madeira de cactus e também, como a grande surpresa, o Museu do Meteorito. E isso foi totalmente ao acaso! Vimos uma placa do Museu do Meteorito na cidade nos primeiros dias que chegamos. Não havíamos visto nenhum relato que o incluía no roteiro! E que museu legal! O Atacama é um dos melhores lugares para caçar meteoritos justamente porque, como o clima é bastante seco, é fácil de identificar as rochas vulcânicas e de meteorito. Aí foi que dois irmãos resolveram criar esse museu para ensinar as pessoas como reconhecer meteoritos e mostrar um pouco do trabalho que eles tem feito nos últimos anos! O museu é muito simples e com muita coisa legal, além de tudo paga meia para estudante! Recomendamos total e foi uma das boas descobertas da viagem. Em toda trip que já fiz sempre descubro coisas não planejadas que acabam se tornando ótimas memórias. Essa foi uma delas! ✌️ Fachada do Museo del Meteorito! Ainda explorando San Pedro, almoçamos em mais um restaurante recomendado pelo pessoal da Flamingo: La Picada Del Indio. Almoço justo, no mesmo preço do El Huerto, mas um pouco mais "pop". Nesse aprendemos a nossa lição e pedimos um macarrão para dividir em 2. Como meu intestino ainda tava ruim, foi ótimo para não exagerar. Todos os pratos lá são bem servidos, e dá pra poupar bastante se dividirem o prato em 2 como fizemos. O resto do dia foi assistir o pôr-do-sol em frente ao Hotel e descansar, já que tínhamos acordado bem cedo. Ainda, arrumar as malas já que iríamos ir embora já no dia seguinte, às 21h30. Mas ainda tinha um passeiozão a ser feito! O Observatório ALMA, que vamos falar na próxima seção! Dia 7: Observatório ALMA e viagem de volta pra casa - 7/dez/2019 Chegou o último dia e deixamos um dos melhores passeios para o final! Eu e Carolina somos, como devem ter percebido, dois nerds e curiosos. E parte disso é gostar muito de ciência e astronomia. E isso no Atacama é um prato cheio. Quando começamos a planejar essa viagem foi em janeiro de 2019, com a compra das passagens. Na mesma época, 11 meses antes, vimos em um relato que era possível visitar o ALMA, o maior observatório do Hemisfério Sul e um dos maiores do mundo! ALMA significa Atacama Large Milimeter Array (ALMA). Eles planejam, até 2024, serem responsáveis por 53% das observações do céu do mundo. É composto por 66 antenas de cooperação internacional e foi originalmente formado por um join effort da o Observatório Europeu do Sul (União Europeia), da Fundação Nacional de Ciência (EUA), do Instituto Nacional de Ciências do Japão e do governo chileno. Mas há vários países signatários e contribuidores do projeto que financiam o laboratório. Pra quem gosta de ciência, ali é o lugar para se estar. E o máximo é a democratização da ciência: se você, um instituto de pesquisa, universidade, que fecha um acordo para a utilização das antenas para dados astronômicos não publicar algum artigo científico em alguma revista top internacional em um intervalo de 1 até 2 anos, a sua base de dados se torna pública! Como um economista acadêmico que sou, adoraria que esse pensamento fosse universal em todas as áreas do conhecimento. Quem sabe um dia! Mas o importante é que o ALMA oferece visitas guiadas públicas e, o melhor, de graça! Basta agendar! Fomos um pouco overexcited e reservamos em janeiro, mas dá pra reservar muito mais perto da sua trip do que nós. Eles oferecem um busão que sai de San Pedro e nos leva até o observatório. Ida e volta, na faixa. Lá é feito um passeio guiado pelas instalações internas e externas, explicações da relevância do projeto pro avanço da ciência do mundo e ainda demos a sorte de ver uma das antenas, que ficam em uma região das montanhas bem mais alto do que estávamos, em manutenção! Foi um dos momentos mais legais da viagem o passeio e, sobretudo para nós brasileiros, pela situação emergencial que nós cientistas estamos vivendo no Brasil (Dez/19, governo Bolsonaro, etc), é de extrema importância para entendermos de como a prioridade deveria ser, se não maioria, relevante, para a ciência dentro das políticas públicas de um país. E o Chile cumpriu seu papel muito bem, sabendo que está num lugar privilegiado na Terra para ver as estrelas. E isso vale também para os países signatários e financiadores do projeto. Ah, checamos e perguntamos e, apesar de ter uma bandeira brasileira por lá, o Brasil não é signatário do acordo. Isso porque, em 2015, durante o governo Dilma, quando o projeto foi inaugurado, mais uma vez não foi de prioridade do governo brasileiro ser um dos financiadores do projeto, apesar de ter sinalizado em anos interiores o interesse. Mas é isso, o Brasil tá out, e isso independe de governos. É uma questão de instituição. Ainda, infelizmente, para nos brasileiros, a ciência não é prioridade. Chega de baixo astral e vamos continuar o relato! O ALMA é um passeio obrigatório para quem gosta de astronomia e ciência em geral. Aquilo lá é a fronteira do conhecimento e é um privilégio pro Chile poder sediar o laboratório. O passeio ocorre nos finais de semana pela manhã, não se esqueça de agendar no site e aproveita que é de graça! Os dados astronômicos do ALMA foram um dos responsáveis por gerar a primeira imagem do buraco negro em 2019. Eles falam isso com muito orgulho! Viva a ciência! Demos a sorte de ver uma das antenas em manutenção. Elas ficam a mais de mil metros acima do laboratório, onde é mais seco e sem poluição de luz. Voltando para San Pedro, com as malas já arrumadas e deixadas no locker do hotel (fizemos o check-out de manhã) e esperamos a nossa van para o aeroporto de Calama. Fechamos tanto a ida quanto a volta com a empresa Licancabur, que já colocamos o link acima. Valeu a pena fazer a ida e a volta para os dois já que economizamos uns 5000 pesos assim. Então quando for comprar o transfer, compre a ida e a volta juntos! Deu tudo certo e antes das 19h já estávamos no aeroporto! O voo era as 21h. De resto, só fizemos escala em Santiago e voltamos pra GRU! Uma última olhada para a Caracoles antes de ir embora. Que lugar! 6. Conclusão O Atacama foi certamente um dos lugares mais especiais que eu já fui na minha vida. Já tinha conhecido Santiago e a costa chilena uns anos antes, e fazer a viagem apenas para o deserto foi determinante. Primeiro porque a cultura atacameña é totalmente diferente da cultura da capital. Isso porque em nenhum outro lugar do Chile se tem um deserto (desconsiderando, claro, a Patagônia, que é um deserto se considerarmos a definição de pluviosidade). Imagino que quando eu conhecer a Patagônia Chilena sinta a mesma coisa. Eles tem uma forma única de encarar o mundo e a natureza. Sobre isso, é uma das coisas que mais me tocou. A natureza é parte da cultura do povo atacameño. Eles vangloriam seus animais, sua flora e sua geografia. São tão privilegiados de terem em seu território um lugar tão heterogêneo mas, ao mesmo tempo, tão unido mentalmente como o deserto. Isso é forte! Por outro lado, dá pra perceber, mais uma vez, como a nossa identidade latino-americana é presente em todo o continente. Tinha sentido isso na Patagônia Argentina e também em Santiago ou no México (escrevi um relato sobre o México também onde tive a mesma conclusão, e você pode conferir aqui), e agora outra vez sinto. Não importa se você está no deserto, nas montanhas, na cidade ou na costa, somos um continente unido. Podemos falar português e eles espanhol, mas temos sempre um denominador em comum. Seja o futebol (glória!), a natureza, a herança indígena, o artesanato. A cultura latino-americana é sagrada e deve ser preservada e admirada. E isso cabe a nós, latino-americanos. Temos que cuidar do nosso patrimônio e manter as tradições milenares em evidência. É isso que nos faz únicos. Por fim, o Chile em 2019 e agora em 2020 tem passado por um momento muito importante em sua história. Os protestos que começaram em outubro de 2019 são um sinal para os governantes de que eles estão insatisfeitos. Como economista, sempre ouvimos que o Chile é um exemplo de nação, até por ser a única considerada desenvolvida no continente. Sim, de fato, mas algo está mudando. E faz parte do processo de desenvolvimento da população o engajamento e o conluio de querer tornar melhor. E eu entendi que é exatamente isso que o chileno está sentindo. Foi um a mais poder ir ao país nesse momento tão importante da história deles. Eu mesmo não concordando com a forma violenta que foi/está sendo o processo, mas as maiores rupturas do mundo vieram com grandes esforços. Talvez esteja acontecendo isso com o Chile. Talvez não. Só é importante dizer que eles estão num processo deles e que só eles entendem. É uma nação incrível, com a vantagem de ter uma natureza invejável e também, por que não, uma cultura institucional de dar inveja. Mas como o povo chileno é incansável, eles querem melhorar. E acho que é isso que está acontecendo! Eles merecem sempre mais e de melhor, assim como todos os hermanos latino-americanos. Espero realmente que o produto de tudo isso seja um país melhor e mais justo. Obrigado Miguel, Cheryl e todo mundo que fez parte disso. O Atacama é especial. Foi uma viagem especial, com uma companhia especial (sim, você, Carolina ) e que com certeza vai estar na minha memória como uma das melhores viagens da minha vida. Não hesitem de mandar e-mail e/ou responder aqui no fórum. As minhas últimas viagens eu absorvi conhecimento daqui do Mochileiros e é um prazer contribuir. E mais uma vez, obrigado por terem chegado até aqui no relato. Isso aqui é minha terapia favorita! ¡Viva Latinoamerica! !Viva el Atacama! !Viva Chile y hasta luego! 🇨🇱 Victor Hugo Alexandrino
  4. 2 pontos
    Tenho 60 anos. Sou muito dinâmica, alegre e participativa. Me hospedei em albergue, quarto compartilhado com 8 pessoas, no Sul da Bahia e amei. Fui super bem tratada! Não fiquei isolada, não me senti um peixe fora d'água. Conheci toda a região sempre em companhia de gente boa, alegre e dispostas. Amei a experiência e estou preparando as mochilas para a próxima viagem! Recomendo!
  5. 2 pontos
    Já ouviu falar em Bilbao na Espanha ? Cidade que ainda está fora de muitos roteiros de brasileiros mas que atrais milhares de visitantes do mundo todo. Estive em Bilbao, que fica no País Basco - Norte da Espanha, e tive uma grata surpresa. A cidade é moderna e linda além de ter várias vizinhas ótimas para um bate e volta como Vicotria, Santander, praias do norte da Espanha entre outras. Fiz um artigo com um roteiro completo de Bilbao, não deixe de incluir essa região em seu roteiro na Espanha, https://vaicombruno.com.br/bilbao IMG_0034.heic IMG_0053.heic IMG_0057.heic IMG_0090.heic
  6. 2 pontos
    6º dia - 30/12/19 - Trelew a Rio Gallegos, era pra ser, mas virou Trelew a Comodoro Rivadávia a Caleta Olivia a Comodoro Rivadávia - 531 Km Dia do segundo perrengue. Acordamos cedo pois pelo planejamento a pegada seria bruta: 1080 Km até Rio Gallegos. Tomamos um bom café no hotel e seguimos para a estrada. Achamos num trecho da estrada ao lado de um posto uma barraca vendendo umas enormes cerejas. Cada carro comprou 1 Kg e dai em diante era só sementes voando pela janela, hehehe. De repente do nada o rádio parou, a seguir o marcador de RPM parou tbm e por ultimo o marcador de velocidade. Olhei para o marcador de bateria e alternador e ele estava lá em baixo. Putz... problemas no alternador. Estávamos perto de Comodoro Rivadavia e tivemos que entrar na cidade para buscar socorro. Procura daqui e pergunta dali, achamos uma auto elétrica e o rapaz que nos atendeu se chama Marcelo também, uma bela coincidência. O rapaz nos atendeu antes do meio dia e já começou a desmontar o alternador. Enquanto isso saimos para a cidade para almoçar e para resgatar aquele dinheiro que enviamos pelo Western Union. Achamos a loja e facilmente resgatamos o dinheiro. Voltamos para a oficina e lá pelas 17 h o carro já estava funcionando de novo. Seguimos viagem planejando ir até onde ainda houvesse luz do dia para podermos procurar hoteis. Lembrando que lá por aquelas bandas o sol se poe as 22:30 h e anoitece mesmo as 23 h. Infelizmente algo não deu certo no conserto e a 70 Km de Comodoro, em Caleta Olivia, o problema voltou. Falamos com os amigos dos outros carro e dissemos para eles seguirem viagem pois iriamos voltar e tentar falar com o rapaz da auto elétrica para ver se ele nos atenda ainda. Então separamos o grupo e eles seguiram até Puerto San Julian, onde dormiram. Voltamos para Comodoro Rivadávia e lá chegamos as 19 h. A oficina estava fechada. E para piorar não conseguíamos ligar para ele nos nossos telefones. Um vizinho veio nos acudir e ligou para o mecânico que, apesar de já ter fechado a oficina, gentilmente voltou para nos acudir. Demorou um pouco para chegar, enquanto isso a Rosangela, o Gerson e a Jucelia foram procurar um hotel para nós. O rapaz da elétrica ficou até 22:30 h quando entregou o carro com o alternador finalmente funcionando. Liguei o carro e fui encontrar os meus companheiros de viagem que já tinham encontrado um hotel com garagem perto de onde estávamos. Fomos buscar uma pizza para comer e voltamos ao hotel para usar suas mesas para a nossa janta. Foi um dia bem intenso e não sei se anotei todos os custos. Combustível: R$ 105,00 Lanches: R$ 30,00 Jantar: 30,00 com cervejas. Custo do conserto: 6000 pesos = R$ 333,00 Recomendo a oficina, o Marcelo é bem atencioso e gentil. Comodoro Rivadavia, Rua Bouchardo, 1693. Hotel Atlântico: R$ 80,00
  7. 1 ponto
    Em breve iniciarei o relato da aventura que está acontecendo neste momento. Estou hoje em Chile Chico, Chile. Seguindo para a Carretera Austral. Muitos perrengues, problemas da viatura, mas lugares maravilhosos para compensar tudo isso. Vou tentar fazer um relato com os custos de quase tudo que eu lembrar.
  8. 1 ponto
    Gramado setembro 2020 Alguém afim? Pretendo visitar a snowland, museu de cera, parque da ferradura, floresta nacional de canela, parque caracol e parque ecológico flor do vale. Previsão de data: de 05 a 10/09/2020
  9. 1 ponto
    Alguém irá passar o carnaval em salvador ?
  10. 1 ponto
    #Uruguai Estou há um pouco mais de dois meses em uma viagem de moto pela América. Meu projeto chama O Mundo em Lanches pois quero conhecer culinárias locais simples para depois oferecer em lanches. Acabo de deixar o Uruguai passando por praticamente toda a costa leste até Montevideo, depois fui um pouco mais para o centro para ter uma ideia de como é o interior neste belo país. O litoral é incrível com muitas opções totalmente distintas: desde um vilarejo que só pode entrar de 4x4 e tem energia elétrica apenas por geradores - Cabo Polônio, até uma cidade cheia de grandes prédios com muito luxo - Punta Del Este. A capital #Montevideo é bem bonita e organizada, com muitas praias, praças, ruas de bares e baladas, restaurantes, tudo o que uma metrópole oferece. Gostei muito de ver os Uruguaios tomando praças e praias principalmente no final do dia. O verão é muito valorizado aqui. O cidadão Uruguaio é, em geral, muito educado e receptivo, sempre que precisei não mediram esforços para me ajudar e os amigos locais que fiz gostam muito de mostrar sua cultura. O interior achei parecido com o Brasil, cidades pequenas mas mais organizadas até em sua construção, uma praça principal, alguns bares, restaurantes e lojas. Em um bar que parei para tomar um refrigerante (aqui é muito difícil encontrar suco natural), os senhores que estavam lá já começaram a puxar assunto, bem Bar de interior mesmo. A culinária é centralizada na Parrilla (churrasco), além de cultural a carne é um dia produtos com melhor custo benefício por dia produção regional - nas estradas praticamente só vi este tipo de fazendas. Chivito (lanche com carne bem fininha, normalmente com ovo, salada, presunto e queijo), milanesa (muito popular, muito mesmo), empanadas e tartas (torta salgada) são os outros pratos regionais. Falo melhor sobre tudo no Instagram O Mundo em Lanches https://www.instagram.com/omundoemlanches/ https://omundoemlanches.com.br/ #mochileiros #viagemdemoto
  11. 1 ponto
    Optamos por esta cidade, única e exclusivamente, por conta do voo de balão. Mas já que íamos viajar por lá, decidimos então aproveitar o que mais esta cidade tinha de belo para apresentar. Eu e meu marido ficamos simplesmente encantados com o aconchego da cidade, segue relato: - Hospedagem: decidimos pela primeira vez, por alugar um apartamento. Pelo Booking, escolhemos o Espaço Aconchego (o anfitrião é o Srº Aurélio, super gente boa), e custou R$ 780,00. Ele fica super bem localizado, no Centro, Edifício Castro Alves. Foi uma excelente opção!! Nos sentimos em casa neste apt. Tinha tudo lá, não nos preocupamos com nada. Levamos apenas os alimentos para lanche e café da manhã. Fazíamos o nosso cafezinho, nosso lanche da manhã e pronto, partíamos para rua. Foi uma ótima experiência. Mas também havia uma padaria próxima e mercado, caso não quiséssemos ter trabalho de sujar e lavar a louça antes de sair, tomar café na padaria também era uma ótima opção. - Gastos com a viagem: como o carro é a gás, gastamos pouco. Saímos do Rio de Janeiro e até São Lourenço, levamos umas 6 horas de viagem. De pedágio, foram 2 para ir e mais 2 na volta, total de R$ 60,80. Com combustível, foi mais ou menos R$ 100,00. - Chegamos lá numa 5af à tarde: Como ainda estávamos na estrada na hora do almoço, paramos na cidade de Pouso Alto, onde almoçamos no restaurante Lírio do Vale (saímos de casa um pouco antes das 8h e por volta das 12h ou 13h estávamos passando por esta cidade, +ou- 1h de distância do nosso destino final), uma comida bem mineira, caseira e muito deliciosa, comemos a opção com frango, que estava disponível. Gostamos tanto que no retorno da viagem, paramos lá novamente. Na hora de pagar, compramos uns docinhos da marca Piranguinho, que delícia de doces... Neste restaurante gastamos R$ 41,00; Como a viagem foi um pouco cansativa, quando chegamos ao apt, optamos por descansar um pouco, nos esticamos no sofá para assistir TV e depois fomos caminhando para o calçadão do Centro da cidade, uns 10 minutinhos, para conhecer a região. - 6af: Após o nosso café, fomos para o Parque das Águas, o tempo estava quente, mas deu para aproveitar bem este passeio. Pagamos R$ 12,00 (R$ 6,00 cada meia entrada), um lugar muito agradável, com diversas atividades para fazer lá dentro, para adultos e crianças. Nós apenas, caminhamos, tiramos algumas fotos, relaxamos olhando para a bela paisagem... é um lugar encantador. Saímos de lá, praticamente na hora do almoço, e fomos para o calçadão de novo, que fica em frente ao parque. Almoçamos no Barril Grill’s R$ 54,00, desta vez a opção, muito bem servida, foi com contra filé, pois na opção self service não tinha a opção de carne. Depois do almoço, como caminhamos bastante pelo parque, fomos para o apt descansar, como o sol estava ainda mais quente à tarde, preferimos não ficar na rua neste horário, além disso, no dia seguinte, acordaríamos muito cedo para o tão esperado voo de balão. - Sábado: Acordamos às 4 horas, pois às 5 horas a van ia nos buscar no apt. Inicialmente, ainda no RJ, tínhamos fechado com uma determinada empresa para fazer o voo, mas na 5af eles disseram que não poderiam voar no sábado, então na 6af conseguimos fechar na Flat Balonismo, com o Srº Flamarion. Foi tudo muito tranquilo e uma experiência incrível. Após o voo, fazia parte do pacote um café da manhã colonial na Quinta do Cedro (um hotel fazenda espetacular, recomendo muito para quem tem crianças), esta brincadeira custou R$ 450,00 por pessoa, mas valeu a pena; Chegamos em casa quase 11 horas, sem fome e com muito sono, dormimos. Quando acordamos, fomos passear pelo Center Kart, lá é bem legal, diversão em família. Meu marido foi brincar no kart e pagou R$ 22,00, em 7 voltas, numa pista razoavelmente grande, pareceu ser a sensação na cidade, entre pais e filhos e também entre os jovens. Mas lá também tem outras opções como boliche, por exemplo. De lá, voltamos para o calçadão do Centro e paramos na Unique Café onde gastamos R$ 36,00, num lanche da tarde. Próximo ao Center Kart, também tem uma Unique, nós paramos lá, porém eram poucas as opções do cardápio, a do calçadão foi muito melhor. Depois disso, ficamos pelo calçadão mesmo, caminhando um pouco mais, até a hora da janta, pois neste dia não tínhamos almoçado, então queríamos comida. Para jantar, paramos no Bendicto Gole, onde pedimos 2 pratos kids, com filé de peixe, simplesmente delicioso. Gastamos R$ 47,30. Não estávamos com muita fome, mas neste dia não comemos comida, então pedimos o kids mesmo, que foi muito bem servido para o momento, embora o garçom tenha tentado nos convencer de que não era uma boa opção por conta da quantidade. - Domingo: Para este dia, a ideia era fazer o passeio de Maria Fumaça (ir de trem até a cidade de Soledade de Minas, de R$ 60,00 à R$ 90,00 por pessoa) ou ir na Rota do Café (R$ 140,00 por pessoa), passeio oferecido pela Unique Café. São passeios meio caros, e que não tivemos tanto interesse, então optamos por não fazer, mas fomos até a cidade Soledade de Minas de carro, ela fica á 10 km de onde estávamos. Bem, na cidade não tem praticamente nada, a sensação é realmente o passeio de trem. Chegamos lá perto da hora que o trem ia chegar. O trem é bem bonito, o ponto da parada também é um lugarzinho bonitinho. Ele leva 40 min para chegar, o pessoal pode ficar 40 min na cidade, e depois mais 40 min para o retorno. Fizemos um lanche antes do pessoal chegar, gastamos R$ 10,00 (2 bolinhos de aipim + 300 ml de suco de laranja); Lá, pegamos o horário exato do trem, ele saiu 10h de São Lourenço, chegou 10:40, e o retorno seria às 11:20, com chegada em São Lourenço às 12h (na estação trem das águas). Diante desta informação, fomos para a Estação Trem das Águas e aguardamos a chegada dele, lá dentro vende vários artesanatos legais, a estação é mais estruturada que a de Soledade de Minas. Depois, voltando para o Centro, passamos pela empresa da água Minalba Brasil e paramos em frente, no Parque Municipal Ilha Antônio Dutra, pois estava tendo uma feira lá, ai fomos dar uma olhada. Após, íamos seguir para o calçadão (hora do almoço), mas acabamos almoçando em outro local próximo do calçadão, fomos no Sabor da Sinhá, tínhamos passado em frente algumas vezes e desta vez decidimos parar lá. Pagamos R$ 41,00, num almoço com alcatra, uma comida mineira, caseira e muito deliciosa. De lá, fomos na sorveteria Kisabor, fica próximo, e pagamos R$ 7,70, em 2 pratinhos de sorvete (lá é por peso). Voltamos para casa, descansamos e para fechar, a noite fomos na igreja Lagoinha de São Lourenço, no Centro também. Igreja ótima. - 2af: dia de voltar deste lugar de descanso e repouso. Na volta, paramos na estrada, para comprar alguns doces da Piranguinho. Existe um ponto de venda (Barraca Amarela, do Zezinho), bem próximo de onde almoçamos na estrada, na volta para o para o Rio, ficas antes de chegar no restaurante de Pouso Alto. Gastamos R$ 46,00 em doces, experimentamos e resolvemos trazer para a família de lembrança. E já que estávamos perto do Lírio do Vale, almoçamos lá novamente, para seguir viagem tranquilamente. Desta vez, gastamos R$ 34,30, com direito a carne assada. Na verdade, o horário de retorno foi programado para a gente almoçar lá novamente. No total, gastamos em torno de R$ 2.200,00. A viagem foi ótima, recomendo tudo o que fiz, e com certeza voltaria nesta cidade e comeria nos mesmos restaurantes. Alugaria o mesmo apartamento e da próxima vez, incluiria a Rota do Café no meu passeio e voltando com criança, também incluiria o passeio na Maria Fumaça.
  12. 1 ponto
    Relato de uma viagem feita sozinho durante 58 dias no México entre os dias 02/05 e 28/06/2019. Muitas das informações aqui apresentadas já foram em parte compartilhadas no meu Instagram de viagens criado há pouco tempo: https://instagram.com/viajadon_/ Obs.: os preços informados são em peso mexicano. PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS: Cidade do México, Teotihuacan, Tepotzotlan, El Tajín, Papantla, Huasca de Ocampo, Mineral del Monte, Bernal, Querétaro, Jalpan, Huasteca Potosina, San Luis de Potosí, Real de Catorce (local mais ao norte), Guanajuato, San Miguel de Allende, Puebla, Atlixco, Cholula, Zacatlán, Chignahuapan, Cuetzalan, Orizaba, Oaxaca, Chiapa de Corzo, San Cristóbal de las Casas, Comitán de Dominguez, Laguna Miramar, Toniná, Palenque, Bacalar, Tulum, Cobá, Isla Mujeres, Holbox, Valladolid, Ek Balam, Las Coloradas/Río Lagartos, Chichén Itzá/Pisté, Mérida, Uxmal/Ruta Puuc. MAPA GERAL COM PONTOS DE REFERÊNCIA: - Local mais ao norte: Real de Catorce - Local mais ao "sul" (próximo da Guatemala): Lagos Montebello (em passeio partindo da cidade de Comitán Dominguez) Mapas interativos: https://drive.google.com/open?id=1fd9QocEx5PbMuHYldzdv9zf3LNjCAXjF&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=1XZ6l1GJdttfU1UDeC8xXpW1izBhMntlK&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=18fij8kYrSgXfXdRvMRBA5e3Jdq3ADbYQ&usp=sharing Arquivos Kmz: México - Estados de Hidalgo, Querétaro, San Luís Potosí, Guanajuato e cidades de interesse em Michoacan.kmz México - Estado do México, Veracruz, Puebla e Oaxaca.kmz México - Estados de Chiapas, Yucatan e Quintana Roo (sulleste).kmz ITINERÁRIO RESUMIDO: Planilha editável: Tabela de deslocamentos - realizado (espaçado).docx INFORMAÇÕES BÁSICAS POVO - Os mexicanos são muito acolhedores, honestos e simpáticos com o turista brasileiro de forma geral. - No país encontrará pessoas falando outras línguas, além do espanhol, como nahuatle (em El Tajín e em pueblos do estado de Puebla) e tsotsil (San Cristóbal de las Casas) e outras línguas da família maia. CÂMBIO - Não leve reais e muito menos leve pesos mexicanos comprados aqui no Brasil! - Apesar de ter lido em um relato que o euro era mais vantajoso do que o dólar na conversão para pesos mexicanos, não verifiquei isso em nenhuma casa de câmbio. Sendo assim, o conselho é levar dólares. - Melhores cotações ao longo de toda a viagem nas casas de câmbio do Terminal 1 do Aeroporto. Atenção que o seu voo chegará no Terminal 2, onde as casa de câmbio oferecem cotações menos favoráveis. Para ir ao 1 procure pelo Aerotrem (trem de conexão entre os terminais). Ao chegar no túnel de acesso ao Aerotrem, te pedirão a sua passagem. Informe que você acabou de chegar de viagem e que quer ir às casas de câmbio (deu certo comigo e acho que geralmente dá com qualquer um). - Nos mercados da rede Soriana (há em várias cidades do México) é possível pagar em dólar e receber troco em pesos por uma excelente taxa de conversão (troco a $18,80 enquanto em casa de câmbio estava a $18,25). PREÇOS - O México em geral é mais barato do que o Brasil. O preço de artesanato é absurdamente barato e os de transporte, hospedagem, alimentação e transporte serão discutidos nos tópicos a seguir. TRANSPORTE - O México é muito bem atendido por linhas de transporte. Mesmo entre cidades pequenas no interior costuma haver transporte regular (geralmente kombis) e entre várias cidades, há opções de ônibus executivos confortáveis do grupo de empresas da ADO, da Futura ou do grupo da Estrella Blanca, com preços mais ou menos correspondentes aos praticados no Brasil. - Para se locomover entre cidades do circuito turístico nos estados ao norte da Cidade do México (até San Luis de Potosí) ou entre a Cidade do México e Puebla ou Oaxaca, encontrará opções mais econômicas no Bla Bla Car (app de compartilhamento de carona). No app, muitas vezes a viagem sai por um terço do preço dos ônibus regulares e além disso, vc ainda pode conhecer pessoas massa, como aconteceu na viagem até Querétaro, em que conheci dois mexicanos e um belga super "chidos", que depois ainda tomaram uma cerveja comigo. - Para viajar para alguns pueblos, muitas vezes haverá apenas opção de colectivo (kombi ou van) ou em caso extremos haverá apenas opção de caminhão (pau de arara), como entre Laguna Miramar e Ocosingo. Às vezes a única opção de transporte regular (nos dois sentidos da palavra) pode ser também a carroceria de uma camionete, como para visitar Toniná partindo de Ocosingo. - Uma forma bastante popular de se viajar, especialmente em ou entre cidades pequenas é o táxi coletivo. São basicamente táxis que circulam meio que como vans ou ônibus pegando mais de um passageiro. Em algumas situações colocam até 5 passageiros, sendo dois na frente (sim, há um banco adaptado em cima do freio de mão 😂). - O transporte dentro das cidades costuma ser muito barato (ex. metrô a $5 na Cidade do México). Dicas para economizar: a) cheque o Bla Bla Car antes de comprar passagens de ônibus; b) nos estados de Chiapas, Campeche, Quintana Roo e Yucatán, verifique sempre se há opção de colectivo, além do ônibus (é mais desconfortável, mas às vezes muito mais em conta e com saídas mais frequentes); c) sempre quando for comprar passagem de alguma empresa do grupo ADO (OCC, AU e a própria ADO), cheque o site com 2-3 dias de antecedência, pois geralmente há cotas promocionais que reduzem o preço em até 40-50%; e c) ao comprar passagem em terminal rodoviário, cheque sempre se não outra empresa que faz o percurso, pois geralmente o atendente te informará apenas a com horário de saída mais próximo. Geralmente há outra empresas com ônibus simples, sem banheiros, porém com poltrona confortável, que fazem o mesmo trajeto das empresas mais caras. HOSPEDAGENS - O México é um país barato para se viajar. Peguei alguns hostels de boa qualidade com preços absurdamente baratos, como $85 com café da manhã no Torantelo em San Cristóbal de las Casas ou $30 no Lucky Traveller em Tulum. 🎉 De forma geral, encontrará bons hostels entre $120 e $240 na maior parte das cidades. - Em alguns pueblos e cidades menos turísticas pode ser que não encontre hostels. Neste caso, confira o Airbnb se quiser reservar com antecedência. ***Para fazer a sua primeira reserva pelo Airbnb, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄) https://abnb.me/e/lJ7ccVuYnZ - Dica importante: caso esteja viajando em baixa temporada, sem muita preocupação com disponibilidade de hospedagens, deixe para pagar a diária do hostel a cada novo dia, sempre conferindo o preço no Booking. Direto aparecem promoções de diária para o local onde vc já está hospedado. Essa é a regra, porém quando o valor já está absurdamente barato ao se reservar inicialmente, pode ser melhor reservar logo por vários dias, com atenção a alterações nos valores das diárias por este maior período. ***Para fazer a sua reserva pelo Booking, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄) https://booking.com/s/67_6/andes019 p.s.: Ao final do relato, encontrará a lista de todas as minhas hospedagens. COMIDAS E BEBIDAS - É bom ter um glossário de comidas mexicanas! Muitas coisas são bem parecidas. Às vezes só de acrescentar um item em alguma coisa, esta já recebe outro nome. - Ser vegetariano no México às vezes é um pouquinho complicado se você não está na pilha de fazer sua própria comida. - Comidas de rua e refeições em mercados (tipo os nossos mercados municipais) são bem econômicas e em geral os restaurantes chiques custam menos do que muitos restaurantes razoáveis do Brasil. - Um outro atrativo do México para mim são suas simpáticas padarias. Muitas delas vendem apenas opções de pães doces com preços geralmente super em conta! Em Orizaba, por exemplo, paguei $5 (!) por três tipos diferentes de pães doces. - Pimenta! 🌶️ Sim, os mexicanos realmente amam pimenta. Tudo o que você pede pode levar pimenta no seu preparo, até mesmo uma raspadinha de gelo ou frutas no copo. É comum também ter à disposição molhos de pimenta verde ou vermelho de preparo próprio. Caso vc não curta pimenta, relaxa que geralmente as comidas não vêm apimentadas da cozinha (exceto o "mole" ou alguns pratos típicos que são feitos à base de pimenta), mas é sempre bom perguntar. - Outra coisa interessante é que nos menus (combos de comidas), o arroz às vezes pode vir como opção de segundo prato, após a entrada (geralmente uma sopa ou caldo) e antes do prato principal. - Ah, e esqueça o tradicional arroz nos pratos. Os mexicanos muitas vezes usam as tortillas como base dos seus pratos. Às vezes quando o prato vem com arroz, eles inclusive misturam o arroz com o acompanhamento e colocam na tortilla. hahaha - Há diversos tipos de antojitos (classe do comidas dos tacos e quesadillas). Tive dificuldade para diferenciar um de outro algumas vezes, mas tranquilo, já que os próprios mexicanos quando questionados sobre as diferenças fazem confusão. hahahaha - Em relação à bebida, o preço da cerveja é mais ou menos o mesmo do Brasil (aqui é um pouco mais barato). Uma garrafa de 1,5 L de água custa geralmente entre $9 e $14. Refrigerante eu não lembro, mas dado o alto consumo mexicano (mais do que 6x a média mundial), acho que é bem barato. - Os mexicanos também são doidos por suco! Nas ruas geralmente há várias banquinhas de suco. Na verdade, o suco lá geralmente é feito com fruta em infusão durante um bom tempo e se chama "agua (de sabor)". Já os sucos de pura fruta, sem adição de água, que são chamados de "jugo". - Outra coisa que os mexicanos amam é tamarindo. Há inclusive um preparo tipo uma calda muito popular à base de tamarindo e pimenta, chamado "chamoy", que eles usam em diversos alimentos. Os doces feitos com a fruta, especialmente os picantes, são deliciosos! 🤤 - Paleta! Sim, o termo "paleta" não é invenção de empreendedor brasileiro. Os picolés mexicanos realmente se chamam "paletas". Os de fruta são deliciosos! Mesmo aqueles baratinhos de carrinhos de rua são super saborosos. Eu costumava curtir mais as paletas de fruta (especialmente as com pimenta) do que os sorvetes ("helado" se for à base de leite ou "nieve" se for à base de água). Bem acho que é isso... segue aí uma listinha de coisas que comi ou bebi com um breve comentário: - Camote - doce de batata doce vendido em Puebla - Cemita - pão tipo "brioche" (desses com gergelim usados para sanduíches). Também é o nome do sanduíche em si, muito popular em Puebla, o qual leva carne de porco, queijo, abacate e pode levar pimenta. É bom, mas é só um sanduíche em torno do qual o povo local cria todo um "hype". - Chalupas: massa de milho frita recoberta depois com um molho e ingredientes a gosto. Parece com salbute. - Chamoyada - raspadinha de gelo com pimenta - Chapulines - grilos - Chicatanas: formigas - Elotes e esquites - milho com limão, pimenta, maionese e queijo. Esquites é a versão com o milho no copo. Uma delícia! - Flor de calabaza - flor de abóbora refogada. É bem gostosa e geralmente é servida em tortillas. - Gordita - tem a versão de nata, que é tipo um pãozinho doce feito à base de nata e que pode ser recheado com geleias, doce de leite ou nutella. Tem a versão salgada que é massa de milho frita e recheada. Ambos eu achei bem gostosos. - Habas - favas grandes salgadas, vende-se em lugares que tbm vendem amendoim - Huaraches e sopes: para mim são iguais, mas têm um formato diferente. Tortilla de milho, com feijão, alface e queijo. - Huazontle - empanado recheado com queijo feito com uma folha fibrosa (o próprio huazontle) que se parece brócolis . Não curti muito! - Huitlacoches - fungo que dá no agave. Uma delícia nas tortillas. - Memela: massa de milho frita coberta com feijão e molho verde ou vermelho. O que eu comi perto do Balneario Axocopan em Atlixco foi o antojito mais gostoso de toda a viagem. - Molletes - pão com queijo, tomate, alface, que lembra uma bruschetta. - Molote - tipo de antojito frito parecido com quesadilla. Gostoso! - Nopales - folha de palma mto negligenciada aqui no Brasil, mas super populares no México. São servidas em antojitos ou em pratos. Eu adoro! - Palanqueta - parecem barrinhas de cereais feitas com semente de amaranto. Eu acho gostosas. - Pan de espelon: tamal com feijão preto e lomitos (carne assada). Muitooo bom! Popular em Yucatan. - Panucho: taco com feijão colado frito em óleo de banha de porco. Leva em cima alface, tomate e abacate no caso do pedido sem carne de porco. Bem gostoso! Popular em Yucatan. - Papadzules: parecem panquecas recheadas com ovo duro e com molho de tomate por cima. Não curti muito! Popular em Yucatan. - Pipián - molho a base de semente de abóbora. Popular em Cuetzalan. - Polcanes: espécies de bolinhos de milho fritos recheados com carne de porco desfiada. Não curti! Popular em Yucatan. - Relleno negro: parece um caldo feito com carne de perú, com tomate, feijão adocicado, salsa e queijo. Sabor forte. Muito gostoso! Popular em Yucatan. - Salbute: parece o panucho, mas não se coloca o feijão na hora de fritar - Sopa de lima: sopa rala de frango, com tomate, cheiro verde e lima - Tamal chachacua: tamal feito enterrado em chão com pedras quentes, geralmente recheado com carne de porco e frango. Muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal de macalun: com hoja santa, semente de abóbora. Muitooo, muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal vaporcito: feito no vapor. Gostoso.Popular em Yucatan. - Tlacoyos de requesón - um dos antojitos mais gostosos que comi. São encontrados na Cidade do México. - Tlayuda - massa de milho verde frita com cobertura de feijão e outras coisas que são vendidas nas ruas de Cidade do México. Essa eu achei ruim. Já a tlayuda de Oaxaca são gostosas, parecem tortillas grandes dobradas e recheadas com feijão, alface, abacate, tomate e queijo (e carne). Frutas: - Huaya: frutinha verde que parece pitomba, também conhecida como mamomcillo - Mamey: fruta grande cujo sabor lembra um pouquinho o de mamão. Achei deliciosa - Nanche: murici - Tuna: fruta do cactus que eu não curti Bebidas: - Atole - bebida feita a base de milho; a de cacahuate (amendoim) é uma delícia - Pozol: é uma bebida de milho com cacao parecida com o tascalate. É gostosa, mas é enjoativa. Há também a versão branca, com coco, que não achei gostosa. Popular nos estados de Chiapas e encontrada também em Quintana Roo e Yucatan. - Pulque: bebida alcoolica meio azeda feita a partir da fermentação do agave. Eu gostei da versão com fruta. - Rusas: bebida de água gaseificada ou refri de limão ou sangria com limão, pimenta e sal. É uma delícia! - Tascalate é uma bebida de chocolate feita a partir de uma mistura de milho torrado, chocolate, pinhão moído, achiote, baunilha e açúcar. Bem gostosa, mas o gosto é forte e enjoativo. Popular em Chiapas. - Tepache: bebida fermentada geralmente de abacaxi - Yolixpa: bebida alcoólica indígena a base de 23 ervas vendida em Cuetzalan. Achei gostosa. ROTEIRO DIA 1) BRASÍLIA - CIDADE DO MÉXICO De antemão, já deixo registrado que a Cidade do México é incrível, com diversas atrações interessantes. Se possível reserve ao menos uma semana para curtir a cidade. Ah, e se liga em duas coisas importantes: a) muito atrativos da Cidade do México (e de outras cidades) são fechados na segunda-feira; e b) a entrada em muitos museus é gratuita aos domingos. Bem, agora vamos ao relato. Comecei bem a viagem: sendo parado na imigração. Deve ter sido pq a atendente na triagem inicial me fez uma pergunta em espanhol rapidamente e eu não entendi, para não dizer que tenho cara de gringo querendo migrar para os EUA ou de narcotraficante árabe (e olha que minha barba tava curta). Fiquei um tempo aguardando e depois o funcionário que me atendeu fez uma chuva de perguntas: quanto tempo ia ficar, quanto dinheiro tinha, se já tinha viajado para outros países, qual meu emprego e salário, se tinha outro passaporte (estava com um novinho), se tinha visto pros EUA (perguntou duas vezes), quais minhas intenções no México, se conhecia alguém no país. Uma penca de perguntas. Acho que consegui me desvencilhar da encheção principalmente depois de mostrar o meu roteiro e a passagem de volta de Mérida a Cidade do México e depois para Brasília. Dicas para se dar bem na imigração: tenha seu passaporte antigo em mãos, passagem de volta impressa, tenha uma quantia considerável de dinheiro e se for empregado, leve o seu contracheque. Depois de uma hora e meia na migração, peguei minha mochila, fui ao terminal 1, troquei os meus dólares e euros (ver tópico câmbio mais acima) e peguei o metrô rumo ao hostel (relação das hospedagens ao final do relato). O metrô fica praticamente contíguo ao terminal 1, basta sair na porta mais à esquerda (olhando para a rua) e andar uns 200 m. Esse foi um dia basicamente de uma volta no Zócalo e conhecer a grandiosa catedral e de fazer o reconhecimento do centro histórico, caminhando meio que sem propósito até chegar na Plaza Garibaldi (praça que reúne vários barzinho e onde se concentram vários grupos de mariachis). O Zocálo citado por si só já é uma grande atração. É comum ver apresentações de grupos de dança mexica, jogo de pelota e nos finais de semana há uma movimentação louca de gente com vários vendedores e pessoas com trajes indígenas benzendo e defumando quem tiver interesse. DIA 2) CIDADE DO MÉXICO Dia de caminhar para caramba (bem uns 17 km)! Primeiro fui de metrô até a Universidade Nacional do México - UNAM, onde visitei primeiramente o Museo Universitário de Arte Contemporáneo. Lá estava rolando uma exposição do Ai Weiwei, que fazia um paralelo entre a destruição de patrimônio histórico chinês e o assassinato em massa de estudantes mexicanos em Iguala em 2014 promovido por cartéis em parceria com forças paramilitares e polícias. Pesado! Em seguida peguei um ônibus gratuito interno no campus com destino à Reitoria e à Biblioteca (com direito a pulinho no MUCA - Museo Universitario de Ciencia y Arte...vale a pena se tiver com tempo sobrando). Depois segui caminhando até o Museo Soumaya Plaza Loreto. Após a visita segui até o Museo El Carmen, passando no caminho pelo Mercado Melchor Musquiz (recomendo demais todo esse trajeto a pé). Depois iniciei o que seria um trajeto super agradável pela região de Coyoacán, com belas ruas e praças. Primeiro fui ao parque Viveros (dispensável no roteiro), passando pela charmosa Fonoteca Nacional, e segui até a movimentada e agradável praça da Igreja San Juan Baptista (adorei o clima desta parte da Cidade do México e recomendo demais ir no final da tarde!). Por fim, fui no ótimo Museu Nacional de Culturas Populares e dei um rolê no bairro caminhando até a entrada do Museu da Frida. Nesta última parte do trajeto, há várias barraquinhas de comida para matar a fome. - Museu Universitário de Arte Contemporáneo: museu com excelente estrutura com exposições temporárias interessante (como a do Ai Weiwei). Entrada $40 - quinta-feira a sábado e $20 quarta e domingo. Segunda e terça não abre. - Reitoria e Biblioteca da UNAM: possuem lindos e grandiosos painéis dedicados à cultura mexicana. São tantas informações nestes painéis que há algumas visitas guiadas para apresentá-los. - Museo Soumaya Plaza Loreto: (atenção que já mais de um Soumaya!) o museu está inserido em um complexo com diversos restaurantes e em que frequentemente há apresentações de música e feiras temáticas. O museu em si têm uma coleção de peças artísticas de calendário, exposição sobre 100 anos da Constituição mexicana, pinturas do séc XVII e XIX e alguns artefatos da história da fotografia no país. Particularmente, achei legalzinho, mas acho que é dispensável. Entrada gratuita. - Museo El Carmen: antigo convento que abriga algumas múmias. Visita interessante! Entrada $60. - Fonoteca Nacional: local charmoso e agradável para quem está de bobeira, com tempo de sobra. Entrada gratuita. - Museu Nacional de Culturas Populares: grande museu com boa coleção e ótimas exposições temporárias. Curti demais! DIA 3) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê por atrações no Centro Histórico. - Templo Mayor: o coração da sociedade mexica (erroneamente chamada de "asteca") de Tenochtitlan, que continha em seu centro uma grande pirâmide de mais de 40 m de altura dedicada às cerimônias com sacrifícios humanos. A visita ao Templo Mayor contempla um museu incrível com diversos artefatos mexicas. Entrada $75. - Palácio Nacional: com belo interior e 10 painéis de Diego Rivera. Vale a pena fazer a visita guiada passando pelos painéis. Entrada gratuita - Museu Nacional de Arte do México: belo prédio com uma grande coleção de artistas dos séculos XVIII e XIV (para mim, é o tipo de arte que depois de uma tempo cansa, mas vale a pena a visita). Entrada $60. - - Torre Latinoamericana: na década de 50 esteve entre um dos 50 prédios mais altos do mundo. Tem uma incrível vista panorâmica e um museu legalzinho com a história de algumas estátuas espalhadas na cidade. Entrada $110 (cara demais!) DIA 4) CIDADE DO MÉXICO Mais um dia de rolê na parte central da Cidade do México. Segue abaixo a relação dos locais visitados e como não teria mais tempo depois para conhecer outros atrativos nessa parte central, fica o registro de ainda faltou conhecer a Secretaria de Educação, que tem vários painéis de Diego Rivera; o grandioso Museo Memoria y Tolerância; Museu de la Ciudad de Mexico, Museo de Las Culturas e vários outros museus na região. - Palácio Postal: do ladinho do Museu de Bellas Artes. Acaba passando batido na visita de muita gente, mas é um prédio com um interior maravilhoso. - Museu de Bellas Artes: incrível tanto por fora pela sua grandiosidade arquitetônica quanto por dentro, com exposições temporárias maravilhosas e os painéis de Diego Rivera, Rufino Tamayo, David Alfaro Siqueiros, e José Clemente Orozco. Entrada $70. - Museu Painel Diego Rivera: abriga um grande painel do artista, com placas informativas sobre o que representa cada figura exposta. Entrada $35. VID_20190505_135126.mp4 - Teatro de la Ciudad Esperanza Iris: teatro lindo em que eu pude ver uma bela apresentação de marimbas do Mario Nadayapa Quartet e convidados (a quarta postagem no Instagram é sobre este rolê especial). DIA 5) CIDADE DO MÉXICO/TEOTIHUACÁN Dia longo iniciado dividido em três partes: 1) visita a Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas e em seguida caminhada pelo interessante bairro onde se situa o sítio até a estação de metrô Tlatelolco; 2) deslocamento até Teotihuacán e visita de todo o sítio arqueológico; e 3) retorno à Cidade do México com visita à Biblioteca Vasconcelos, Kiosko Morisco e uma cervejinha artesanal boa no barzinho Estanquillo El 32. Parte 1) Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas: Tlatelolco foi um importante centro da civilização mexica, onde se desenvolveu um rico comércio e relações de intercâmbio com Tenochtitlan. Atualmente assim como o Templo Mayor, possui apenas vestígios, como corredores e bases das pirâmides, que testemunharam a destruição espanhola, aqui representada pelo convento franciscano (erguido em 1537) e Templo de Santiago Apostol (1609). A terceira cultura representada seria a do México contemporâneo, com construções como a da Secretaria de Relações Exteriores, que atualmente abriga um museu em memória aos estudantes que foram massacrados pelo Estado mexicano na praça durante uma manifestação em 1968 (até hoje não se sabe o número exato de mortos, girando entre 300 e 400). Parte 2) Teotihuacán: destino básico em qualquer viagem à Cidade do México. Fica a aproximadamente 1h30 de ônibus da Cidade do México, mais exatamente da estação de ônibus Autobuses del Norte. Não há a menor necessidade de ir em tour para esse sítio arqueológico. Basta pegar um metrô até a referida estação e depois comprar a passagem na loja da empresa Teotihuacán, que fica no final do lado esquerdo . A passagem custa $104 pesos ida e volta e ônibus sai a cada meia hora mais ou menos. Teotihuacán começou a ser desenvolvida aproximadamente a 200 a.C. Teve o seu apogeu entre os séculos II e VI, chegando a ter aproximadamente 175 mil habitantes. Depois entrou em declínio e por volta de 750, a sua estrutura social já havia sido extinta. O nome Teotihuacán na verdade foi dado pelos mexicas, séculos depois do seu declínio. Ainda não se sabe qual o nome original da civilização, que construiu o complexo de pirâmides, entre as quais se destacam a enorme Piramide del Sol, com 65 m de altura, e a Piramide de la Luna, geralmente visitadas por todas as pessoas. Porém o Templo Quetzacoatl, situado no sentido oposto da Piramide de la Luna na desembocadura na Calzada de los Muertos, também é uma visita fundamental pela sua riqueza arquitetônica (foto abaixo com esculturas nas pirâmides). Dica para conhecer bem o sítio: recomendo ir com pelo menos 3h livres para fazer todo o trajeto. Leve muita água, chapéu e não economize no protetor solar porque o sol lá é de rachar. E por último: as lojinhas de lá vendem coisas mais ou menos pelo mesmo preço de mercados da Cidade do México. Parte 3) - Biblioteca Vasconcelos, uma biblioteca pública em que qualquer pessoa, inclusive estrangeiros, pode pegar livros emprestados para consulta local e pessoas registradas podem fazer empréstimos por 21 dias. A biblioteca é enorme e sua arquitetura é arrojada. Foi criada em 2006, conta com mais de 575 mil livros e é uma das mais frequentadas da América Latina. - Kiosko Morisco, que fica no agradável e charmoso bairro de Santa Maria de la Ribera. É uma construção bem bonita em ferro e madeira desmontável, que foi criada em 1884 para uma exposição internacional em New Orleans. O Kiosko fica bastante cheio no final da tarde, quando muitas pessoas o frequentam para dançar, praticar atividade física ou relaxar. O caminho da estação de metrô até a biblioteca pela rua Mosqueta é um atrativo à parte com os seus prédios grafitados. E quem curte cerveja artesanal, recomendo ir num barzinho que se chama Estanquillo El 32, que fica perto do Kiosko. Super recomendo pelo atendimento (troquei várias ideias com o dono), pelo ambiente acolhedor e pela diversidade de cervejas! DIA 6) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê em Chapultepec. A região é meio que um grande parque e reúne algumas das melhores atrações da Cidade do México, entre elas a mais incrível para mim: o Museu de Antropologia. Se vc estiver hospedado perto do Zócalo, vale a pena ir caminhando pelo Paseo de la Reforma até a região, curtindo os prédios modernos ao longo da avenida. Seguem os atrativos visitados: - Museu de Antropologia: puta que pariu que museu sinistro! O museu mais incrível que já visitei na vida. Logo na entrada, vc dá de cara com um guarda-chuva lindo (foto 4),mas, apesar da arquitetura imponente, o grande destaque está na sua coleção distribuída ao longo de 53 salas. Diversos artefatos de diferentes culturas pré-hispânicas com destaque para o calendário asteca, que na verdade não é um calendário e é melhor chamar aquele povo de "mexica". Toda essa coleção se encontra no térreo e nas salas no subsolo. Há ainda um primeiro andar dedicado aos povos indígenas atuais. Eu cheguei às 16h30, peguei a explicação da guia do museu e acabou que tive só 1h30 para percorrer tudo por conta própria. Claro que faltou um monte de coisas e o primeiro andar eu basicamente ignorei por falta de tempo. Dá para ficar um dia todo facilmente no museu. Entrada 10h às 19h, $75. - Castelo/Museu Nacional de História: um belo castelo, construído entre os anos 1778 a 1788. Tem uma coleção sobre a história da Nova Espanha e muitos quartos abertos para visitação, além de um belo jardim e uma vista incrível do Paseo de la Reforma. Entrada 9h às 17h, $75. - Museu de Arte Moderna: ótimo museu com esculturas na parte externa e três alas internas, uma dedicada a uma exposição temporária, outro para artistas modernos e a última dedicada aos grandes nomes da arte do México, como María Izquierdo, Orozco, Diego Rivera, Frida e outros. Tem visita guiada às 12h e 13h. Vale muito a pena! Entrada de 10h às 17h, $75. Muitas coisas?! Pois é, ainda faltou conhecer na área: Museu de História Natural, Museu Tamayo e quatro centro culturais. E depois de tudo isso ainda curti uma luta-livre à noite no Arena México. A arena tem uma putaaa estrutura e eu achei massa a experiência de assistir à luta. Para mim é basicamente mim é uma dança acrobática, muito bem ensaiada de caras fortes (espero que os fãs do esporte não leiam isso hahaha). Os mexicanos deliram com as lutas, tanto que são até transmitidas na TV para o grande público. Confira os ingressos em site de venda, pois eu acho que sai mais em conta do que pagar na hora. A cadeira que peguei custou $140 na hora (era a segunda categoria mais barata). DIA 7) CIDADE DO MÉXICO/TEPOTZOTLAN A cidade é um pueblo mágico com várias construções antigas em cor ocre e vermelho. Fica a quase 40 km da estação de metrô Autobuses del Norte na Cidade do México. Para chegar lá é fácil: pegue um metrô até a referida estação e depois pegue um ônibus (camion) da empresa Autora na plataforma (andén) D lado norte. Acho que saí a cada 30 min . Apesar da cidade ser próxima, as condições de trânsito fazem com que a viagem dure mais de 1h. Passagem: $20 O ônibus vai te deixar bem no centro da cidade. Ali está a sua maior atração: o Museu del Virreinato. Logo mais eu falarei dele. Antes vou explicar o que é um pueblo mágico, já que isso aparecerá várias vezes por aqui. Pueblo mágico é uma cidade credenciada pela Secretaria de Turismo, que oferece aos visitantes uma experiência mágica, devido ao seu folclore, culinária, patrimônio arquitetônico e artístico, relevância histórica e hospitalidade. Atualmente são 83 pueblos mágicos registrados no país. Dito isso, vamos às atrações: - Arcos del Sítio (Acuedutos de Xalpa): a 30 km do centro da cidade fica o incrível aqueduto formado por um conjunto de arcos 43 arcos, 61 m de altura e 438 m de comprimento que teve sua construção iniciada no séc XVII e finalizado apenas em 1854. Foi considerada a maior obra do tipo na época. É possível ir de táxi ($150 a 250) ou ônibus ($16). Optei por esta opção. Vi em fóruns que só havia uma opção de ônibus até lá, o com destino a San José Piedra Gorda, com apenas 3 horários de saída ( 8h, 12h, 16h). Lá descobri que havia outra opção com destino a Cabanas Dolores, mas com parada mais longe (20 min de caminhada). Acabou que eu peguei o San José já às 13h. Demorou 1h para chegar lá por conta da estrada. Chegando perguntei ao motorista quando haveria um para voltar e ele me disse que em 40 min. Me programei para voltar neste tempo, para não correr riscos. - Museu del Virreinato: caramba, que museu em um dos complexos religiosos mais incríveis que já visitei na minha vida. Abrange o antigo Colégio Franciscano San Francisco Javier, com construção iniciada em 1580, e a incrível igreja anexa. Considere 2h pelo menos para a visita porque são várias salas com esculturas, pinturas e fachadas de tirar o folego. Por fim, recomendo almoço no mercado perto da praça central. DIA EL TAJÍN E PAPANTLA Esse foi um dia de rolezão enorme. Primeiro acordar cedinho para estar no metrô às 5h e tentar pegar o ônibus com destino a Poza Rica de 6h para uma viagenzinha de 5h de duração. Depois pegar outro ônibus até El Tajín (40 min). El Tajín é um sítio arqueológico que tem como pirâmide de maior destaque a Pirâmide dos Nichos. Acredita-se que começou a ser construída no século I e que foi ocupada até o século XIII, tendo seu apogeu entre os anos 800 e 1100. Foi a capital do povo totonaca. Possui um grande número de campos para o jogo da pelota, 17 no total. Acredita-se que tinham importante função na estabilidade social. A entrada custa $75 e o passeio completo pelo complexo Duran entre 1h30 e 2h. Na frente do sítio tem uma apresentação da Danza de los Voladores (vídeo), que surgiu na região como uma cerimônia relacionada no início da primavera para garantir uma boa colheita. Consiste em uma marcha dos dançarinos até o mastro, depois uma série de movimentos em torno dele ao som de flauta e tambor e depois sobem e fazem mais uns movimentos antes de se arremessaram para executar 13 voltas em torno do mastro. Eu peguei só um pedacinho da apresentação, que tem cerca de 25 min de duração total, mas não liguei muito para isso, pois depois veria a apresentação em Papantla, onde se localiza o maior mastro para a dança do México (37m de altura). Fui para Papantla em um táxi coletivo ($20). A cidade tem um centro movimentado no qual se destaca a sua igreja e ao fundo o Momento al Volador. Acabou que eu não consegui assistir à dança porque aconteceria apenas às 17h e eu tinha que pegar um táxi coletivo a Poza Rica e em seguida um ônibus às 18h com destino a Pachuca, onde me hospedaria para visitar Huasca de Ocampo e Mineral del Monte. Nesta viagem a Pachuca, tive uma grata surpresa com a bela paisagem montanhosa ao longo do caminho. DIA 9) HUASCA DE OCAMPO E MINERAL DEL MONTE Huasca de Ocampo e Real del Monte (ou Mineral del Monte) são dois charmosos pueblos mágicos próximos de Pachuca, uma cidade de porte médio no estado de Hidalgo a aproximadamente 90 km da cidade do México. Para chegar em ambas as cidades, basta pegar uma van em Pachuca no mercado Benito Juarez. Fui primeiro a Huasca (50 min de viagem e passagem a $29). Ao chegar na última parada (Hacienda San Miguel Regla), eu e outras duas passageiras negociamos com o motorista para nos deixar nas Prismas Basalticas por $20 a mais. As Primas são consideradas uma das 13 maravilhas naturais do México. É um conjunto de colunas de basalto com até 40 m formadas pelo resfriamento da lava vulcânica em contato com a água. Realmente a formação em si é fantástica, mas PQP quantas intervenções artificiais no local! Restaurante na beira do leito do rio, leito pavimentado até a cascata e o pior: a própria cascata é formada por água canalizada! Difícil de saber como ela era no passado. Tudo isso acaba tirando em muito a sua beleza. Beta para não pagar absurdos $100 de entrada nas Prismas: caminhe pela calçada na rua lateral aos Prismas. Uma hora o muro vai ficar mais baixo e vai ter uma janela onde se pode observar as cachoeiras. O único problema é que assim vc não terá a vista da Hacienda Santa Maria Regla de cima como na foto abaixo. A 600 m das Primas, está a Hacienda Santa María Regla, para mim o ponto alto de Huasca. A Hacienda, que atualmente é um hotel, no século XVIII foi dedicada ao beneficiamento de ouro e prata e foi um das haciendas mais imponentes do mundo. É um lugar incrível, com um bela capela e uma série de túneis, salões e quartos que serviram para diferentes propósitos no passado. Conta ainda com uma bela cachoeira formada pela desembocadura do mesmo rio que forma as Prismas Basálticas. Reserve pelo menos 2h para percorrer todos os seus túneis e ir até a cachoeira. Entrada $85. Acho que vale a pena contratar um guia (não fiz isso e fiquei muito perdido). Outro local destaque é a Hacienda San Miguel Regla. Assim como a anterior, hoje tbm é um hotel. Já está bastante descaracterizada, mas a visita ainda vale pela bela estrutura na orla do lago. Entrada $50, passeio de 50 min. Depois de conhecer esses locais, fui curtir o centro de Huasca. Em seguida peguei uma van até Real del Monte. Real del Monte é uma cidadezinha simpática, muito visitada por turistas mexicanos. Tem um centrinho legal e muitas lanchonetes de pastes (espécie de pastel de forno delicioso). Recomendo não deixar de comê-los na visita à cidade. Recomendo também conhecer a Cerveceria La Viscaina e tomar um dos seus chopps artesanais e trocar uma boa ideia com o seu dono super gente boa. Pude conferir que há van de volta de Mineral a Pachuca pelo menos até 21h (passagem a $11,50). DIA 10) BERNAL E QUERÉTARO Cheguei na rodoviária de Querétaro e já fui direto a Bernal. Para ir ao pueblo, basta pegar ônibus da Coordenados no edifício B da rodoviária (preço $49) com saída a toda hora. Na volta, o ônibus sai de hora em hora com último às 18h ($51). O pueblo mágico de Bernal é bem bonitinho e tem como sua maior atração a Peña de Bernal, um monolito de 433 m de altura, um dos mais altos do mundo, considerado uma das 13 maravilhas naturais do México (mais uma!). É possível subir até próximo do topo da Peña, sem equipamentos de escalada. A subida é um pouco cansativa e inclinada em algumas partes, tendo uma duração de 40 min a 1 hora. Depois de conhecer Bernal, retornei a Querétaro (detalhes da cidade no próximo tópico). DIA 11) QUERÉTARO Querétaro (Santiago de Querétaro) é a capital do estado de mesmo nome. É uma cidade de médio porte (mais de 700 mil habitantes), localizada a 180 km da Cidade do México. Possui um centro histórico lindo e vibrante (pelo menos nos finais de semana), que foi decretado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1996. Os melhores rolês na cidade são: a) andar pelas suas ruas, algumas delas exclusivas para pedestres, apreciando as fachadas dos edifícios e as belas praças; b) entrar em cada uma das suas igrejas, com destaque para o templo de Santa Rosa de Viterbo e Templo de la Merced, o qual se destaca pelo seu belo interior; e c) ir até o mirador do aqueduto para apreciar essa grande obra arquitetônica. Fui tbm em três museus na cidade. O primeiro deles, o MACØ (Museu de Arte Contemporânea), tem uma coleção legal que eu curti bastante (entrada gratuita). O segundo foi a Casa de la Zacatecana, que é simples, mas é legal para ver como eram as casas da elite do século XVIII (entrada $45). O terceiro foi o Museo Regional de Querétaro, que eu esperava mais da sua coleção, mas é interessante pela sua arquitetura, com pátios com fontes e chafarizes, e pelo seu histórico de ocupações com diferentes propósitos (entrada $60). DIA 12) JALPAN E XILITLA Dia de sair de Querétaro e ir até Ciudad Valles, passando por Jalpan e Xilita. Primeiro peguei um ônibus econômico da empresa Vencedor até Jalpan ($270, enquanto nas outras empresas era $400). O caminho é feito por estradas sinuosas, passando por barrancos profundos e paisagens da Sierra Gorda de tirar o fôlego. Jalpan, seria a princípio apenas um local de passagem, mas depois de ver uma bela reprodução da fachada da sua igreja, Misión de Jalpan, no Museu Regional de Querétaro, me deu uma grande vontade de conhecê-la. A igreja, construída por franciscanos entre os anos 1751 e 1758, realmente tem uma fachada barroca linda em que está representada a busca pela fé. O seu interior ao contrário é bastante simples. Para conhecê-la, desça do ônibus na parada perto do centro. Depois da igreja, peguei um táxi colectivo até o terminal, onde peguei um ônibus da Vencedor até Xilitla (2h de viagem). A cidade marca o início das minhas andanças pela Huasteca Potosina, uma região com várias cachoeiras lindas, dolinas profundas e cavernas. O meu interesse na cidade era apenas conhecer o Castelo Surrealista de Edward James (Las Pozas), um lugar com umas esculturas surreais (óbvio!) imersas na mata, escadas sem fim e ainda uma cachoeira lindíssima. Edward era poeta, artista plástico e foi mecenas de Salvador Dali e René Magritte. Conheceu Xilitla em 1945 e a partir de 1947 começou a criar orquídeas na propriedade que adquiriu. Depois de uma forte geada, em que perdeu toda sua plantação, decidiu começar a construir o castelo em 1962. Em 1984, ele faleceu, deixando a obra inconclusa. O Castelo é interessante, mas vou ser sincero que não correspondeu às minhas expectativas. Fiquei muito incomodado com as faixas coloridas bloqueando acesso, com os funcionários de colete no meio das esculturas e também fiquei um pouco frustrado com muitas das esculturas em si e com o excesso de pavimentação na parte mais natural. Acabei gostando mais da cachoeira do que das esculturas em si. O valor de entrada é $100 e o passeio dura pelo menos 1h40. Por fim, peguei um ônibus até Ciudad Valles ($143, 2h de viagem), a cidade que serviria de base para os meus passeio pela Huasteca Potosina. DIA 13) HUASTECA POTOSINA A Huasteca Potosina é a parte da região da Huasteca no estado de San Luis Potosí. Abrange 20 municípios. Já citei ela aqui quando falei do Castelo Surrealista. É uma região cheia de cachoeiras, cavernas, nascentes de rios de águas cristalinas e sótanos (dolinas - buracos profundos formados com o colapso da parte superficial do relevo). A melhor forma de conhecer a Huasteca Potosina é com carro próprio, pulando de cidade em cidade. Caso não possa alugar um, o melhor é se hospedar em Ciudad Valles e usar a cidade como base de apoio para os passeios. Muitos deles podem ser feitos sem agência. Como é o caso de todos abaixo, exceto Minas Viejas. No primeiro dia fui para o município de Tamasopo de ônibus ($128 ida e volta com a empresa Vencedor, 1h30 de viagem), onde conheci Puente de Dios e Cascadas de Tamasopo. Puente de Dios tem um poço lindo no qual desembocam cachoeiras e uma pequena gruta de água azul-turquesa. Para chegar lá, o táxi cobra $70 ou pode-se tentar uma carona. Já as Cascadas Tamasopo são duas cachoeiras: uma com uma grande parede e várias quedas d'água e outra mais simples, mas com um belo poço onde rola de fazer pêndulo ou saltar de trampolins. São bem bonitas e de fácil acesso a partir da cidade, mas tem uma intervenção humana pesada, com muita pavimentação, barragens e piscinas artificiais. VID_20190514_174348.mp4 DIA 14) HUASTECA POTOSINA Dia de conhecer conhecer Minas Viejas e Cascada El Meco de carona com amigos que fiz no hostel. Minas Viejas é bem afastada e não sei como seria o acesso por conta própria. É um complexo lindão de cachoeiras com bons poços para tomar banho. Já El Meco é uma cachoeira enorme, maravilhosa (!!!), em cidade (El Naranjo) acessível por transporte coletivo. No local há três opções de passeio: um de lancha até a base da cachoeira, outro que envolve saltar as cachoeiras acima do El Meco e outra que é um trekking até El Salto (um conjunto de poços acima no rio). Acabei optando pelos saltos de cachoeira, que foi bem legal e bonito, mas talvez eu recomendaria mais o passeio de lancha. Atenção: o último ônibus da cidade volta às 19h para Ciudad Valles. Acabei o perdendo, mas por sorte encontrei com duas amigas que conheci no dia anterior em Tamasopo e pude aproveitar uma carona de volta. DIA 15) HUASTECA POTOSINA E LAGUNA DE LA MEDIA LUNA No período da manhã, fui na Cascada de Los Micos, que fica pertinho de Ciudad Valles e é possível ir de táxi coletivo até lá ($30). Tem uma entrada paga, mas não é preciso desembolsar nada para conhecê-la. Basta descer por umas escadas que ficam no estacionamento onde o táxi te deixará e que cruzar a pista por baixo. Ao descer, vc verá a sequência de cachoeiras a partir de baixo. Depois volte pra pista e ande cerca de 700m até uma pequena central hidrelétrica. Logo depois da sua entrada de acesso, há umas escadas em que vc poderá descer e curtir a paisagem lindona mostrada em fotos abaixo. Foi um lugar que eu curti demais por ser mais natural e sem muitas intervenções como nos demais. Depois de curtir a Huasteca, peguei um ônibus até Rio Verde. O meu objetivo era conhecer a Laguna de la Media Luna, a cerca de 14 km da cidade. Para chegar lá, peguei um táxi colectivo até El Refugio ($14) e depois fui caminhando pela estrada rumo ao atrativo, pedindo caronas. Acabei andando bastante, mas consegui caronas em dois trechos, que me auxiliaram bastante a chegar no destino antes do anoitecer. A Laguna é bonita e tem uma série de canais onde se pode tomar banho em uma água de temperatura agradável. Porém a ocupação é muito intensa. Fui numa quinta e tinham muitas famílias acampando e fazendo churrasco lá, o que por um lado é legal pq mostra que os mexicanos curtem esses programas, mas por outro lado é ruim, pois significa lugares cheios. Passei a noite lá, acampado em uma barraca que aluguei no local ($170 com colchão). A infraestrutura de banheiros não é das melhores, com apenas uma pia, e vi apenas um local para lavar louça (disponibilidade de água potável e para este tipo de atividade é um ponto negativo no México de forma geral). DIA 16) ESTACIÓN DE CATORCE Curti parte da manhã no laguna e depois fui para estrada para tentar um carona com destino a estação de ônibus de Rio Verde para seguir até os meus próximos destinos: San Luis de Potosí e Real de Catorce. Acabou que consegui uma carona super rápido e ainda com direito a ganhar de presente uma garrafa de mezcal...os mexicanos são hospitaleiros demais! Chegando no terminal de Rio Verde, comprei a primeira passagem a San Luis de Potosí. Depois de de 2 h de viagem, ao chegar na rodoviária de San Luis, verifiquei se ainda era possível comprar passagem de ônibus para Matehuala, chegando a tempo para um conexão a Real de Catorce, mas não era mais possível. Com isso, comprei uma passagem a Estación de Catorce, cidade mais próxima de Real de Catorce, na esperança de ainda conseguir transporte até este destino nesse dia. Porém, chegando a Estación, descobri que há transporte regular - feito em Jeep Willys - entre as duas cidades apenas cedo pela manhã, a depender de demanda. Estación de Catorce é um pueblo no meio do deserto e assim como Real de Catorce, fazia parte da lucrativa rota de extração de prata que floresceu na região no séc XVIII. A cidade tem uma cara de "parada no tempo" e é uma interessante base de apoio para depois de se conhecer Real de Catorce. DIA 17) REAL DE CATORCE Real de Catorce é um pueblo mágico no meio do deserto a 250 km ao norte da cidade de San Luis Potosí. Tem aproximadamente 1000 habitantes regulares e tem atraído turistas pelas suas construções de pedras, por uma certa áurea e mística e pela disponibilidade nos arredores de peyote (cactus com substâncias psicoativas, ou melhor dizendo, alucinógenas hehehe). Conforme citei no tópico anterior, para chegar ao pueblo em transporte coletivo há 2 opções: uma indo por Matehuala (aprox. $410 no total) e outra indo para cidade de Estación 14 ($270) e depois seguindo em um Jeep Willys até Real de Catorce ($50-80). Eu acabei não tendo que usar o Jeep, pois consegui carona com uma galera muito massaaa que estava de passagem por Estación Catorce, indo comemorar o aniversário de um deles em Real. Eu curti demais toda a experiência de conhecer Real de Catorce. Primeiro porque a ida de Estación até lá passa por paisagens desérticas lindas. Segundo porque a experiência de entrar na cidade por si só já é massa, pois envolve a passagem por um túnel antigo por onde passava o trem que escorria a prata da região. Terceiro porque a cidade tem meio que um clima de cidade fantasma. DIA 18) SAN LUIS POTOSÍ Depois de conhecer Real de Catorce, voltei a San Luis Potosí. A cidade é legalzinha, mas não tem muitos atrativos. Tem uma praça bonita onde está a Catedral; o Museu das Máscaras, que é legal, mas não tem nada de mais; e tem uma atração que por si só já vale a ida a cidade: o incrível Centro de las Artes com o Museo Leonora Carrington. O centro parece um castelo. No passado foi uma penitenciária, onde foram aprisionados inclusive alguns ilustres presos políticos. Hoje o lugar é um espaço cultural que, além de abrigar o Museo Leonora Carrington, também abriga teatro, espaço de dança e outras exposições artísticas. Leonora foi uma importante artista surrealista e se relacionou com importantes nomes do movimento, como Max Ernst, Remedios Varo, André Breton e Luis Buñuel. Ela pintou muitos quadros e escreveu livros. Apenas nos anos 2000, nos seus últimos 10 anos de vida que se dedicou às esculturas. DIA 19) GUANAJUATO Guanajuato é uma cidade a 195 km San Luis Potosí e 360 km da Cidade do México. É uma cidade linda, colorida, construída ao longo de uma serra. O melhor a se fazer na cidade é percorrer o seu centro histórico, meio que sem preocupações, apreciando os seus edifícios e cada detalhe das suas vívidas ruas estreitas. A cidade possui belas igrejas, de arquitetura impactante, como a Iglesia de San Diego e o Templo de la Compañia de Jesus. Possui ainda alguns museus que devem ser interessantes, mas eu infelizmente estava na cidade na segunda-feira,o "Dia Nacional dos Museus Fechados no México", e só pude conhecer o Museo de las Momias e as exposições da Universidade de Guanajuato. Não recomendo ir no Museo de las Momias. O preço de entrada é caro ($100), a coleção não é lá das mais interessantes (as múmias são do século XX!) e há poucas informações disponíveis para os visitantes. O maior atrativo no local é a múmia de um recém-nascido, que morreu junto com a mãe durante uma cesária (macabro!). O museu da universidade é gratuito e tinha uma exposição linda de uma fotógrafa chamada Florecen Leyret. Valeu muito a visita! Um outro lugar interessante na cidade é o Funicular, de onde se tem a vista da primeira foto. E uma curiosidade: embaixo da cidade tem um sistema de túneis sinistro 🦇, onde há estacionamentos pagos e por onde circulam inclusive ônibus de linhas regulares. Eu e meu amigo Luca, que estava dirigindo a van em que fui de carona, nos perdemos algumas vezes nesses túneis. DIA 20) SAN MIGUEL DE ALLENDE San Miguel de Allende é uma bela cidade no estado de Guanajuato, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, com casas de cor ocre, vermelho e amarelo (as cores lembram bastante as de Tepotzotlan). A cidade possui a maravilhosa Parroquia de San Miguel Arcángel, que teve a sua construção nos moldes atuais iniciada no ano de 1685, e algumas outras belas igrejas dos séculos XVII e XVIII, como o Templo del Oratorio de San Felipe Neri e Templo de la Purísima Concepción. Uma outra atração interessante na cidade é o Museo La Esquina (del Juguete Popular Mexicano) (entrada $50). É um museu de brinquedos que se iniciou a partir de uma coleção particular. Atualmente o museu realiza um concurso anual de brinquedos artesanais. Os premiados são gratificados e depois passam a compor a coleção em exposição. Vou ser sincero que não tinha muitas expectativas para este museu (caretismo puro meu!), mas fui surpreendido. Muitos brinquedos são verdadeiras obras de arte! Também fui no Museu Casa de Allende (entrada $55), que foi a casa de Ignácio de Allende, um dos primeiros revolucionários da independência mexicana. Foi bom para saber um pouco da história mexicana, mas vou falar que o museu é bem simples e a visita não vale a pena para nós gringos. Nos arredores de San Miguel há também algumas atrações interessantes, como a Galeria Jimmy Ray, a Galeria Atotonilco e a Zona Arqueológica Cañada de la Virgen. Infelizmente não tive tempo para conhecê-las. DIA 21 E 22) PUEBLA Depois de curtir Guanajuato e San Miguel de Allende, o meu destino estava em outro estado, o primeiro ao sul da Cidade do México: Puebla, no estado de mesmo nome. Para chegar na cidade, eu peguei dois Bla Bla Car. O primeiro de San Miguel Allende a Querétaro em carro ($50) e o segundo de Querétaro a Puebla ($250) em ônibus. Puebla em si não é uma cidade muito bonita, comparada com outras por onde passei no México. Porém tem um atrativo super curioso - Cuexcomate, o menor vulcão do mundo (detalhe: é possível descer em seu interior por $12,50) (foto 1 e 2) - e tem ainda outros quatro atrativos incríveis sobre os quais falarei abaixo. - Catedral de Puebla: um pouco parecida com a catedral da Cidade do México, porém achei o seu interior ainda mais bonito - Capilla del Rosario: construída entre 1650 e 1690, é um anexo do Templo de San Domingo e é um dos maiores marcos do barroco novo-hispânico. Maravilhosa demais! - Museo Amparo: grande museu com uma boa coleção de artes pré-hispânicas, com ambientes virrenais bem decorados e uma exposição de arte contemporânea muito boa! - Museu Internacional del Barroco. Um museu enorme com uma arquitetura super moderna, com muitos recursos multimídias e com uma boa coleção artística. Ainda dei sorte de ter duas coleções temporárias ótimas em exposição: uma de obras do Rembrandt e outra de bordados de Carlos Arias. Esse museu é demais! Fui ainda em várias igrejas, no Paseo de los Gigantes (parque com miniaturas de prédios icônicos do mundo) e andei nas ruas das Artes, dos Doces e aleatoriamente por várias outras ruas da cidade. Conheci muitos lugares, mas ainda faltou conhecer o parque em que está inserido o Forte Loreto, que parece ser uma região bem bacana da cidade. Para comer, recomendo ir no Mercado de Sabores, onde há várias opções de bancas com comida regional, incluindo o famoso sanduíche "cemita". DIA 23) CHOLULA Cholula é um pueblo mágico, que fica coladinho em Puebla, 10 km de distância. É um pueblo com um belo centro, onde se destaca o grande convento de San Gabriel Arcángel. Porém os destaques de Cholula não estão bem no centro da cidade. Dois deles estão bem próximos - Pirâmide de Tepanapa e Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios - e outros dois - Templo San Francisco Acatepec e Templo de Santa María Tonantzintla - um pouco mais afastados. Vou começar falando destes dois últimos porque muita gente os desconsidera na passagem pela cidade. O Templo San Francisco Acatepec começou a ser construído em 1560 e foi finalizado em 1760. É uma igreja barroca com ornamentações em folha de ouro. Maravilhosa! O Templo de Santa María Tonantzintla é menor do que o anterior e possui uma fachada externa mais simples, porém em sua parte interior é ainda mais ornamentada. É diferente de todas as igrejas que já vi, pois foi construída pelos indígenas com várias referências a Tonantzin, divindade ligada ao milho, e com anjos morenos e muitas ornamentações muito coloridas. Incrível! (infelizmente não é permitido tirar fotos no interior). Vamos agora às atrações mais populares. A Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios teve construção iniciada no ano de 1594 e se encontra sobre um templo da Pirâmide de Tepanapa. Foi destruída por um terremoto em 1864 e em seguida foi reconstruída. A pirâmide de Tepanapa é a maior pirâmide em largura e volume do mundo. Teve construção iniciada a em aproximadamente 300 a.c e finalizada entre 200 a 700 d.C. Tem um grande sistema de túneis que podem em parte ser percorridos pelos turistas. DIA 24) ATLIXCO Na verdade, Atlixco consta aqui no dia 23 apenas por uma questão de organização, pois na verdade cheguei na cidade na noite do dia 21 e ela foi a base de saída para Cholula. É mais um pueblo mágico pertinho (1h15 aprox.) da cidade de Puebla. A cidade por ser uma grande produtora de flores é conhecida como Atlixco de las Flores. Possui uma praça central bem bonita da qual se irradiam ruas com vários vasos de flores, bares e lojinhas de artesanato. Atlixco possui ainda um belo morro ("cerro") bem próximo de seu centro, no qual está uma pequena igreja. Segundo os mitos populares, o morro é uma pirâmide que foi enterrada no passado para evitar os saques de espanhóis. Dele é possível avistar bem a cidade, vários pequenos pueblos próximos, um belo conjunto de morros e vulcões, incluindo o grande e belo Popocatépetl, o qual consegui ver com nitidez, sem nuvens encobrindo-o, apenas no meu último dia na cidade. Ah, tem que subir cedinho para conseguir ter uma boa vista do horizonte. Eu subi para ver o nascer do sol de lá e foi um espetáculo! Na cidade conheci ainda a área dos viveiros, o nacimiento (olho d'água) perto do Balneario Axocopan e a Cascada Altimeyaya. A cidade foi uma ótima surpresa, que não estava no meu roteiro inicialmente. Um lugar que ficará no coração, especialmente pelo acolhimento do amigo Maho e de sua família, que me receberam de braços abertos em seu lar. p.s.: Caso queira se hospedar pagando pouco na cidade, há um hostel na rua Hidalgo chamado Hostal San Martin. DIA 25) ZACATLÁN Zacatlán de las Manzanas se situa a aprox. 100 km de Puebla. É conhecida por esse nome não à toa. Em vários lugares da cidade há lojinhas com produtos feitos de maçã: suco, licor, refresco, vinho, cerveja e a deliciosa Manzana rellena (maçã cozida coberta com pão doce e recheada com queijo, noz e passas). Que trem gostoso da gota! A cidade possui um centro bem bonito com o Templo Parroquial San Pedro e um jardim com o Reloj Floral, um relógio elaborado com elementos florais. Por sinal, Zacatlán é também a cidade dos relógios por conta da empresa Centenário, responsável pela construção de relógios monumentais que foram exportados para diversos países, inclusive o Brasil. Na fábrica da empresa há um museu bacaninha e barato (só $10), onde é possível ver o processo de fabricação dos relógios e vários modelos antigos e atuais expostos. Além disso, a cidade possui uma vista maravilhosa para a Barranca de Los Jilgueros, um grande vale verde onde é possível avistar duas cachoeiras, e um belo mural com mosaicos de ícones culturais da cidade. Um pueblo bem bonito! DIA 26) ZACATLÁN/CHIGNAHUAPAN Comecei o dia conhecendo o incrível complexo de cachoeiras Cascadas Tuliman, que fica entre as cidades de Zacatlán e Chignahuapan (entrada a $100). Para me deslocar até próximo da entrada do local, peguei uma kombi na esquina do Museu Regional del Vino "La Primavera" (passagem $9). Dica: pague mais $35 pelo transporte dentro do complexo, já que as estradas internas são bem íngremes (não paguei na ida, mas paguei na volta). Depois outro coletivo até Chignahuapan (passagem $9), pueblo a 14 km de Zacatlánn conhecido como a cidade das esferas (bolas de árvore de Natal), já que se encontra esse objeto à venda durante todo o ano em várias lojinhas. A cidade também tem um centro bem bonito, com destaque para a Parroquia de Santiago Apóstol e para o Belo Kiosko Mudéjar, que me lembrou o Kiosko Morisco de Cidade do México. Vale a pena ainda ir até a Casa Esmeralda, espaço que reúne a Casa del Axolote, dedicada a exibição de axolotes (grupo de salamandras criticamente ameaçados), e outros espaços, como a oficina de artesanato de barro e outro oficina em que é possível ver o processo de fabricação da esfera (entrada $50). E por último recomendo, conhecer a Basílica de Imaculada Concepción com sua enorme escultura em madeira, considerada a maior escultura da América Latina no interior de um ambiente fechado. DIA 27) CUETZALAN Dia de uma viagem com muitas baldeações. Achei que duraria um total de 2h30, mas acabou durando mais de 5h. Primeiro peguei uma kombi até a cidade de Zapotitlán ($50). Depois peguei uma outra ($35) até uma espécie de entroncamento de rodovias (La Cumbre). Por fim, peguei minha última kombi até o destino final ($18). Detalhe importante: em La Cumbre não deixe de apreciar o visual do vale, onde verá uma bela cachoeira. Cuetzalan é bem charmosa e tem bastante cara de cidade histórica pequena. Algumas ruas me lembraram um pouco Diamantina/MG. Primeiro pelas casa históricas e segundo pela inclinação do relevo. Tem um centrinho bem bacana, com a bela Iglesia de San Francisco, grandes casas históricas, um jardim grande e muita gente sentada conversando e curtindo o desenrolar da vida naquele ritmo pacato de uma cidade do interior. Do centro parte uma ruazinha com alguns restaurantes familiares bem econômicos. Isso é meio que raridade por aqui, já que os centros daqui são muito bem cuidada e neles costumam estar os restaurantes mais caros. Próximo de Cuetzalan, está o povoado de Yohualichan, onde há um sítio arqueológico com características parecidas com as do sítio de El Tajín (para chegar no povoado pegue um coletivo na esquina da Coppel- $10). O sítio foi fundado em 400 d.C pelos totonacas até o ano 800. Depois foi ocupado pelo toltecas até 1200 e em seguida pelos chichimecas. É interessante que o sítio está totalmente imerso no pueblo atual, onde muitas das suas atuais casas residenciais foram assentadas sobre construções que faziam parte dessa civilização no passado. Dicas de comida e de goró, experimente alguma comida com molho pipián rojo, feito a partir de chiles secos, tomate e sementes de abóbora, e bebida tradicional indígena Yolixpa, feita a partir de 23 ervas (santo remédio!). Uma curiosidade: Cuetzalan tem aproximadamente 60% da sua população composta por indígenas. É comum ouvir o idioma náhuatl nas ruas. Curti demais esse pueblito. Valeu a pena todo o rolê para chegar e depois a contramão para ir até o meu próximo destino: Orizaba. DIAS 28 e 29) ORIZABA Mais um pueblo mágico na viagem. Inclui no roteiro muitos dos pueblos a partir de listas como "10 pueblos más bonitos", "Top 10 de los pueblos mágicos" e "Los 16 pueblos mágicos favoritos". Este último coloca Orizaba como favorito. Definitivamente não foi o meu favorito, porém Orizaba tem um lugar especial nas minhas memórias de viagens por uma série de motivos. A cidade é rodeada por vários morros, é muito limpa, sendo considerada a mais limpa do México, e é super bem organizada, com placas voltadas ao pedestre, praças lindas com wi-fi livre e ruas com prioridade ao pedestre. Os seus atrativos principais do meu ponto de vista são: 1) Ex-convento de San Juan de la Cruz: último convento construído por jesuítas espanhóis no México no século XIX (1803-1828), que pouco depois teve que ser abandonado por conta das reformas da independência da independência. A partir de 1860, passou a ser a ser um Conic da vida (brasilienses entenderão), sendo abrigo de prostitutas, loja maçônica, escola protestante, entre outras, até 1993. Hoje poderia ser facilmente uma locação de filmes de terror trash envolvendo freiras malignas 🤣. Entrada $50. 2) Palácio de Hierro + Catedral: um do ladinho do outro, ambos com praças com belos jardins e belas construções . 3) Palácio Municipal: atualmente um edifício com diversos órgãos do governo municipal e com o primeiro painel de Orozco, que enfoca a luta pela independência. Vale a ida também pela rua com preferência ao pedestre em frente ao palácio. 4) Teleférico: acima do Cerro del Bodego é possível ter uma visão maravilhosa da cidade. Pena que o tempo estava um pouco nublado e nesta época está pairando no céu meio que uma neblina ou smog. Entrada $30. 5) Museu de Arte de Veracruz: fica em um belo prédio, com uma boa coleção virreinal e uma ótima coleção de obras de Diego Rivera mostrando diferentes fases do artista. Entrada gratuita 6) Poliforum Mier y Pesado: um prédio da segunda metade do séc XX, porém com cara de palácio do século XIX. 7) Paseo del Río: este vale um tópico especial logo abaixo. Dica de restaurante: recomendo demais o restaurante Pozolazo (próximo do Museu de Arte de Veracruz). É bem econômico e tem uma comida gostosa, bem temperada Paseo del Rio O Paseo são calçadas nas duas margens do rio Orizaba, que cruzam a cidade de norte a sul e que passa ao longo de pracinhas charmosas, casas, quiosques de comida, paredes com grafites e do teleférico (já citado aqui). Há pontes suspensas cruzando o rio, tirolesa e é comum ver gente correndo ou caminhando para ir de um lugar a outro da cidade ou apenas namorando e curtindo o ambiente. Até aí tudo bem, né?! Seria super interessante do ponto de vista da mobilidade urbana, do direito à cidade e do ponto de vista ambiental, de construção de cidades mais verdes e integradas com o meio ambiente. Mas aí vem mais um detalhe: ao longo do Paseo tbm há uma reserva animal, uma espécie de zoológico urbano, com cativeiros, serpentários e aviários abrigando cerca de 300 espécies. Por um lado a reserva tem um grande efeito na educação ambiental. Imagina só toda uma população com um zoológico super acessível em que se pode encontrar informações sobre as espécies e sobre conservação ambiental. Por outro lado fiquei pensando nos animais ali abrigados. Muitos estão em espaços super pequenos, com pouca sombra e recursos (carentes de um bom enriquecimento ambiental), e sem contar que estão completamente imersos no espaço urbano, com trânsito e poluição sonora muito próxima. Sem contar que a proximidade com as pessoas é muito grande. Uma criança pode facilmente esticar o braço e alcançar a grade das onças, por exemplo. O nível de stress dos bichos deve ser muito alto. Vi o urso e outros animais realizando pacing (movimento estereotipado de um lado ao outro), comportamento que costuma ser indicativo de stress. O Paseo é um lugar super interessante sob diversos pontos de vista e me deixou com vários questionamentos e reflexões. DIA 30) OAXACA Cheguei cedo e depois de deixar as coisas no hostel, fui a Monte Albán, um sítio arqueológico bastante próximo da cidade de Oaxaca, facilmente acessível por coletivos de transporte. Começou a ser construído em 500 a.C e foi capital dos zapotecas até aprox 800 d.C, sendo depois ocupado pelos mixtecos. Foi construído em cima de um dos morros do vale de Oaxaca e em seu ápice chegou a ter cerca de 35.000 habitantes. Monte Albán é um lugar incrível, com muita história, lindas vistas do vale de Oaxaca e um museu com uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos. Entrada $75 e transporte $60 (ida e volta). A cidade de Oaxaca por sua vez pode ser dividida em duas partes: uma abaixo da sua Catedral e outra acima. A primeira parte é caótica e feia, com muita movimentação de pessoas e barracas por todos os lados. Já a segunda parte é o lindo centro histórico, que foi tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, juntamente com o Monte Albán, em 1987. Os grandes destaques do centro histórico são o Templo de Santo Domingo de Guzmán e o seu anexo, o Museo de las Culturas. O templo começou a ser construído em 1551. Possui uma linda fachada e muitas ornamentações em estilo barroco. Já o Museo de las Culturas faz parte do ex-convento de Santo Domingo de Guzmán e possui diversas salas, com um incrível acervo pré-hispânico, no qual se destaca a coleção da Tumba 7. A Tumba 7 foi encontrada em Monte Albán em 1932. Com diversos artefatos de ouro e outros metais preciosos,é considerada um dos maiores achados do México. O museu ainda tem salas dedicadas ao Virreinato, aos povos indígenas e à modernidade do México. DIA 31) OAXACA Dia de passeio em tour. Eu costumo ter um pouco de preguiça com tours. Primeiro pela falta de autonomia para tudo (local de comida, tempo nos atrativos, rotas etc); segundo, porque pode ser uma furada dependendo do seu grupo e do guia; e terceiro, pq geralmente saem mais caros do que se vc fizer o passeio por conta própria. Porém, resolvi fazer um tour com a empresa Lascas, partindo de Oaxaca, considerando o excelente preço que tinha ($200) e o número de atrativos a serem conhecidos (em ordem): Árbol de Tule, destilaria de mezcal (com degustação 🤤), casa de produção artesanal de tapetes em Teotitlán del Valle, sítio arqueológico de Mitla e Hierve el Agua (cascadas petrificadas). Árbol de Tule é uma árvore da espécie ahuehuete, que tem 2000 anos de idade e é considerada a mais larga do mundo com 58 metros de circunferência. É impressionante (entrada $10)! Mitla, por sua vez, é um sítio arqueológico de origem zapoteca muito interessante por seu formato trapezoidal e por suas ornamentações nas paredes (18 padrões geométricos diferentes) (entrada $65). Já Hierve el Agua é um balneário com uma formação natural muito diferente que emergiu a partir de escorrimento de água carbonatada. Parece uma formação de caverna, porém a céu aberto (entrada $25). Interessante também que no local há uns pequenos canais de irrigação que foram feitos pelos zapotecas há mais de 2000 anos. Além desses atrativos maravilhosos, o ateliê de tapetes de Teotitlán é incrível e foi bem legal conhecer o processo de produção de mezcal (e é claro o melhor: degustar muitos tipos diferentes da bebida hehehe). No final, valeu muito a pena fazer o passeio, mesmo com o tempo corrido especialmente em Mitla e Hierve. DIA 32) TUXTLA GUTIERREZ E CHIAPA DE CORZO Dia de passeio maravilhoso no incrível Canon del Sumidero. O passeio parte da cidade de Chiapa de Corzo de dois embacaderos. Ambos oferecem o mesmo preço para o passeio ($250). Se estiver hospedado em algum hotel na cidade, é possível encontrar mais barato. O Canion é uma falha geológica com altura máxima de pouco mais de 1000 m e com profundidade de rio de mais de 250m. No passado o rio Grijalva não era navegável, porém se tornou depois da construção de um hidrelétrica. Ao longo do passeio é possível avistar animais como macaco-aranha e crocodilos. A cidade de partida do passeio, Chiapa de Corzo, foi a primeira construída no estado de Chiapas e no passado foi a capital deste estado. Tem um centro bem bonitinho, com destaque para a fonte em estilo mudéjar construída no séc XVII. A cidade ainda foi o berço do fundador do grupo Mario Nadayapa Quartet (citado no dia 4) e tem um museu dedicado a marimbas, que acabei não visitando. Depois de conhecer o Canion e Chiapa de Corzo, peguei uma kombi na praça central com letreiro "Soriana" ($15) e depois uma outra kombi ($55) para chegar ao meu próximo destino: San Cristóbal de las Casas. DIA 33) SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS San Cristóbal é um pueblo mágico do estado de Chiapas, que tem um centro bem charmoso com bastantes casas históricas e uma rua para pedestres com muitos bares e restaurantes (caros de forma geral), incluindo muitas opções vegetarianas (raridade no México). Infelizmente como podem perceber pelas fotos, o tempo estava bastante ruim no dia que cheguei, com muita neblina e chuva. Uma experiência super interessante na cidade foi conhecer o mercado de Santo Domingo, com muitas roupas e artesanatos bonitos a preços bastante acessíveis, e logo ao lado conhecer o Mercado Viejo, com várias frutas, legumes e comidas de vários tipos. Nas proximidades do Mercado Viejo saem kombis com destino ao pueblo San Juan Chamula, uma comunidade pequena com população predominantemente de chamulaa: indígenas da etnia tzotzil, de família Maya. Na segunda-feira que fui, estava havendo uma procissão religiosa, com pessoas em trajes típicos tocando instrumentos, cantando como em ritmo de lamúrias e soltando muitos fogos de artifício que alguns deles mesmo confeccionavam na hora. Ao adentrarem na igreja (da foto 8), fizeram uma cerimônia de troca de roupas de um dos vários santos ricamente ornamentados, expostos nas laterais da igreja. Ao entrar na igreja parece que se é transportado a outra realidade. No seu interior há um forte cheiro de incenso natural no ar. Não há luz artificial, sendo iluminada apenas por velas e não há cadeiras. As pessoas se sentam no chão sobre um tapete de folhas de Pinus, acendem muitas velas, colocam garrafas de Coca Cola e outras bebidas no chão, como se fossem oferendas, e fazem orações geralmente com o corpo curvado como se estivessem murmurando. Após o ritual tomam as bebidas. É um sincretismo religioso muito diferente que mescla o misticismo indígena com o catolicismo. Uma experiência incrível que recomendo fortemente. . Mais infos: a entrada na igreja custa $25. Não é permitido tirar fotos ou fazer vídeos no seu interior. Por sinal, os chamulas não gostam desses registros por acreditarem que roubam a alma ou trazem azar. DIA 34) COMITÁN DE DOMINGUEZ Comitán é uma cidade situada a pouco mais de 90 km de San Cristobal. Possui um belo centro com uma bela igreja e algumas opções de restaurantes e de comida de rua (infelizmente não o visitei apenas à noite. A cidade foi a minha base para conhecer a famosa cachoeira El Chiflón e os Lagos Montebello. Pela manhã antes a El Chiflón (entrada $50 + $70 de kombi ida e volta, que peguei na Av. Boulevard). Um conjunto de cascatas e cachoeiras, sendo que a principal tem 70m de altura. Na época de seca, as cascatas e cachoeiras tem uma cor azul-turquesa/verde lindona, como podem ver na foto abaixo tirada na internet. Infelizmente fui no dia seguinte a uma forte chuva e o rio estava super caudaloso com cor marrom. Segundo um funcionário do local, já fazia 5 dias que a água estava com aquela coloração por conta das chuvas. Triste, mas pelo lado positivo fica um motivo para querer voltar a esta região em viagens futuras. Depois de conhecer El Chiflón, voltei para a cidade para pegar um kombi na Av. Guadaloupe, 30020 (passagem a $60) até os Lagos Montebello (ou Lagunas de Montebello). O atrativo é um parque nacional com mais de 50 lagos situado a cerca de 1h30 da cidade de Comitán de Domínguez (entrada $25). Os lagos são cenotes (cavidades naturais ou dolinas...vcs ainda vão ver esse nome algumas outras vezes por aqui) que se comunicam através do lençol freático. Alguns tem mais de 50m de profundidade.Como os lagos ficam relativamente longe um do outro se recomenda fazer o passeio em carro próprio ou com algum dos motoristas locais que ficam na entrada do parque. Eu paguei $250 em um passeio que segundo o motorista custa $700 ou $800 na alta temporada. No passeio de cerca de 2h, o motorista me levou ao Lago Caracol, 5 Lagos (o único onde as empresas de turismo de San Cristóbal costumam levar), Lago Pojoj, Lago Tziscao e Lago Internacional. Este último tem esse nome por estar na fronteira entre México e Guatemala. Passeio maravilhoso demais, que incluiu ainda uma parada em um quiosque para almoçar queso fundido (queijo na chapa com cogumelo, acompanhado de feijão, salada e tortilhas). Depois de conhecer os lagos, fui à estrada e consegui uma carona com caminhoneiros de volta a Comitán. 🥳 Faltou apenas conhecer o sítio de Tenam Puente, que estava programado para este dia. DIAS 35, 36 e 37) LAGUNA MIRAMAR Já antecipo dizendo que este é lugar mais maravilhoso que conheci no México e certamente também um dos mais lindos em que já estive em toda a minha vida. E o lugar foi ainda mais especial para mim, porque foi onde comemorei o meu aniversário.🥳🎉 A Laguna Miramar é uma lagoa com muitos estromatólitos em suas margens, cercada por morros, vegetação nativa preservada e com água com coloração azulada e esverdeada em diferentes tonalidades. Vc, por exemplo, sai de um local com água verde cristalina e em poucas remadas chega em um local com água azul-turquesa, que forma um espelho do céu e da vegetação. O local fica no leste do estado de Chiapas, relativamente próximo da fronteira com a Guatemala. Para chegar há duas opções: a) pegar uma van ($100) em Margaritas (próximo da cidade de Comitán Domínguez) com destino a Emiliano Zapata e fazer uma viagem de 5h30, sendo 3h30 em estrada de chão em más condições de conservação e com muitas curvas, ou b) pegar um caminhão em Ocosingo e fazer uma viagem de 4h em estradas em melhor estado de conservação, porém com muito menor conforto na carroceria do caminhão, com bancos de madeira duros. Para pegar a Kombi a Margaritas ($18, primeira saída às 6h, com tempo de viagem de 40 min), se deslocar até a Praça Central de Ocosingo, descer duas quadras pela Primeira Avenida Sur e depois virar a esquerda e andar duas quadras e meia pela 3a Sur. Já pagar pegar a kombi até Emiliano, caminhar 2 ou 3 quadras depois da praça de Margaritas até as kombis a San Quintín/Emiliano Zapata. Saídas teoricamente às 6h30, 8h, 10h, 12h e 13h, porém não seguem a risca esses horários. Em Emiliano Zapata, descerá em um centro de visitantes onde será muito bem recebido e onde poderá deixar algumas coisas que não precisará na laguna. Aí realizará o pagamento pela entrada ($50) e por tempo de hospedagem ($50 por dia). No local também poderá alugar botas em caso de chuva ($40), barraca para acampar ($130 para uma pessoa ou $250 para duas), rede para dormir ($40), cobertor entre outras coisas. Tenha em conta que as duas únicas opções de estadia na laguna são rede ou barraca. Depois dos pagamentos, há uma caminhada até a laguna de aprox. 4,5 km. O caminho é plano e será feito em aprox. 1h45 em período de seca ou em até umas 3h em período de chuva, por tempo do lamaçal que vira a trilha. No local há duas opções de passeio em barco para explorar aos arredores. O primeiro envolve conhecer duas estátuas maias e ainda ir a ilhas de vegetação no lago. O segundo envolve conhecer pinturas rupestres em paredões e busca de tartarugas em caverna (importante levar lantrena). Ambos passeios são legais, mas recomendo mais fortemente o passeio às ilhas (imperdível!). Custam $400 para grupo de 4 pessoas (grupos maiores têm um preço individual mais em conta). Leve comida! Há panelas disponíveis e geralmente há água potável na torneira. Porém dei um certo azar e no meu segundo dia no local houve problema no encanamento e assim tive que ferver água da lago para beber. Transporte de retorno: kombis a Las Margatiras a 0h, 2h, 7h, 9h30, 11h e 13h; caminhões a Ocosingo às 0h, 1h, 2h, 3h e 4h (da madruga mesmo...tenso!). DIA 38) TONINÁ E CASCADAS DE AGUA AZUL Depois de conhecer a maravilhosa Laguna Miramar o meu próximo era Palenque, mas antes, no mesmo dia, havia uma viagem longa e desconfortável em caminhão de madrugada e em seguida a primeira ruína maia do roteiro - Tonina - e as belas Cascadas de Agua Azul. O transporte da base de recepção da Laguna Miramar a Ocosingo pode ser resumido em uma palavra: TENSO! Foram 4 horas de estrada ruim na carroceria de um caminhão, sentado em uma banco de madeira duro, que estava meio solto; passando frio com o vento; e ainda estava apertado ao lado de uma mina que desmaiou e que o tempo todo vinha com a cabeça no meu ombro. Ela era baixa e magra, mas tinha a capacidade de se transformar em um peso de 30kg sobre meu ombro. VID_20190608_040931.mp4 Cheguei em Ocosingo 5h da manhã no meio de uma feira. Às 6h30 peguei uma camionete ($15, mais uma carroceria no dia e, sim, este é o transporte regular) com destino a Tonina. Passagem a $15. Tonina é uma bela e pouco visitada cidade maia. Foi construída ao longo de um morro e se considerar toda a sua extensão é bastante alta (260 degraus para subir!). Teve construção iniciada em 300 d.C e apogeu em 900. Em seguida voltei a Ocosingo e paguei mais $25 pro motorista da camionete me deixar no terminal de Ocosingo. Do terminal, peguei uma van ($50) até um entrocamento na estrada e aí peguei um táxi coletivo até às Cascadas de Agua Azul ($25). As Cascadas são uma sequência linda de cachoeiras com várias piscinas boas para banho. Evite ir em fds! O lugar fica mto cheio. As Cascadas são lindas, mas sofrem de um problema como outros locais naturais do México: ocupação bastante intensa, que no caso acontece com várias barraquinhas de artesanato e de comida. Depois de curtir esse atrativo segui rumo a Palenque em outra van colectivo ($50) DIA 39) PALENQUE Pense num lugar quente! Cêtádoido! Derreti em um suor em Palenque! Agora sobre o destino: a cidade em si não tem nenhuma atração relevante. Na verdade nem achei a cidade bonita. Porém a poucos quilômetros do centro da cidade estão as maravilhosas ruínas de Palenque e um pouquinho mais afastado, mas acessível em tour estão os incríveis sítios de Yaxchilán e Bonampak. O tour dura o dia todo e sai cedinho. Paguei $800, com almoço incluso. Yaxchilán fica a mais de 160 km de Palenque no lado mexicano da fronteira com a Guatemala. Para chegar, é preciso se deslocar por cerca de 20 min em canoa pelo rio Usumacinta, o qual é muitas vezes atravessado por guatemaltecos em busca de uma vida melhor no norte, e depois caminhar através da floresta. O sítio era um importante ponto de controle de comércio no rio Usumacinta e é muito conhecido pelos seus edifícios com painéis superiores (cresteria) super bem preservados. Bonampak por sua vez significa "Muros Pintados" e é conhecido exatamente pelas paredes pintadas ainda super bem conservadas em que se retratam guerras, sacrifícios humanos e festividades maiais. É uma experiência incrível ver os painéis com mais de 1000 anos de idade (estima-se que foram pintados entre 580 e 800 d.C) super bem preservados. DIA 40) PALENQUE Dia de conhecer o sítio arqueológico de Palenque. O sítio é é bem grande, com várias ruínas imersas na paisagem florestal. Destaca-se pela sua arquitetura e por suas esculturas ainda em parte bem preservadas. Acredita-se que a cidade começou a ser construída em 100 a.C, tendo o seu apogeu nos 600 e declínio no final dos anos 800. Uma coisa que achei interessante em Palenque foi percorrer um caminho através da floresta, passando por cachoeiras e casa de banho maias. Infelizmente fui em uma segunda (dia nacional dos museus fechados) e assim não pude conhecer o acervo no seu museu, mas acho que é bem bacana. Entrada: $75 + $36 (taxa do Parque Nacional) Depois de conhecer o sítio, retornei à cidade para almoçar e matar tempo até a saída do meu ônibus a Chetumal. Recomendo o restaurante El Oasis na praça central. Tem muitas opções de comida, inclusive vegetarianas, por um bom preço. DIA 41) BACALAR Depois de conhecer Palenque e seus atrativos próximos, o meu próximo destino - Bacalar - estava um pouquinho longe: 8h de viagem em ônibus até Chetumal e depois mais 40 min até Bacalar. Bacalar é um pueblo mágico conhecido pela sua laguna. É realmente maravilhosa! De uma coloração esverdeada incrível. Infelizmente Bacalar sofre de um problema comum no México: a restrição de acesso a um local público por conta da ocupação privada de seu entorno. Porém é possível acessar a laguna por algumas passarelas/decks de madeira e curtir a água deliciosa. Eu fiquei em uma barraca em um hostel chamado Magic Bacalar e minha experiência foi muito boa! Conheci uma galera massa, com a qual ainda tenho contato, e tomei muita cerveja e joguei conversa "dentro" no deck do hostel. Também conheci o centrinho da cidade, com o belo forte San Felipe Bacalar (não conheci por dentro porque achei a entrada de $108 cara e porque li que havia poucas coisas no interior), e dei uma boa caminhada durante o dia do hostel até o Cenote Azul. Caminhei ao longo da laguna, curtindo os grafites nos muros da cidade e refletindo sobre a falta de acessibilidade e observando as variações na cor da laguna quando abria uma brechinha entre os muros. O Cenote Azul é legal, mas eu não recomendo fortemente, já que é basicamente uma lagoa com um entorno de vegetação florestal. Enfim, amei Bacalar! Foi um dos meus lugares favoritos no México. p.s1: Para economizar no rango (caro de forma geral na cidade) e ainda se divertir, recomendo o restaurante da Alberta (do lado do Galeón Pirata), uma senhora figuraça, que faz uma comidinha gostosa. p.s2: Rolam uns passeios de lancha ($200), que levam até dois cenotes dentro da lagoa e para o Canal de los Piratas. Acho que é legal, mas acabei não fazendo. DIA 42) TULUM As pessoas costumam falar super bem de Tulum. Eu particularmente não achei a cidade lá grandes coisas. Achei meio gourmetizada e cara. Os grandes atrativos de Tulum são cenotes, praias e obviamente o seu sítio arqueológico à beira-mar. Nas fotos que circulam na internet, as ruínas resplandecem sobre uma falésia, com um fundo de mar azul-turquesa. Lindo demais! Bem, até uns anos atrás (seis anos talvez), era exatamente assim o ano todo, mas de alguns anos para isso mudou. Agora, em boa parte do ano, o sargaço está tomando conta das praias caribenhas desde Belize até Cancún. Esse fenômeno tem acontecido com maior intensidade entre os meses de abril a setembro, mas com as mudanças climáticas e com o lançamento de fertilizantes no mar, nunca se sabe como será o ano seguinte. Tenha isso em consideração quando planejar a sua viagem pro Caribe. Eu mesmo alterei muita coisa no meu roteiro por conta da grande quantidade de sargaço nas praias. DIA 43) TULUM/COBÁ Dia de ir a Cobá em um dos ônibus da empresa Mayab, que partem frequentemente da estação da ADO ou do Palácio Municipal da cidade ($100 ida e volta). O sítio de Cobá se encontra a cerca de 50 km de Tulum e teve o seu início de construção entre 100 a.C e 300 d.C, atingindo o período de auge construtivo entre os anos 800 e 1000. Agrupou diversas construções ligadas através de caminhos de pedra e que se conectavam a outros sítios maiais, como Yaxuná a 100 km de distância. A parte de visita geral agrupa ruínas imersas na floresta, com três centros principais e a pirâmide mais alta da península de Yucatán que ainda pode ser escalada. Muitas pessoas recomendam alugar bicicleta para percorrer o sítio. Porém o aluguel é caro ($100) e do meu ponto de vista, dispensável para uma pessoa com saúde plena e sem problemas de locomoção. Percorremos todo o sítio em 2h30 de caminhada. Depois de conhecer o sítio arqueológico, aluguei bicicleta ($50) em uma mercadinho antes do sítio de Cobá, para conhecer dois cenotes a cerca de 6,5 km do sítio: Tamcach-Ha e Multun-Ha. Ambos os cenotes são cavernas fechadas com amplos salões e algumas estalactites. Estão próximos um do outro (3 km) e cada um tem o preço de entrada de $100. Achei os dois bastante parecidos. Acho que pelo valor não compensa visitar ambos. Se for visitar apenas um, acho que Tamcach-Ha é mais divertido por ter duas plataformas de salto (5m e 11m). Iuhuuu! Nas proximidades há também o cenote Choo-Ha, mais raso e menos amplo e pelas fotos na internet parece ter água mais clara. Bizú: os cenotes ficam cheios à tarde com a chegada de grupos em tours. Tente ir o mais cedo possível. DIA 44) TULUM Era um dia que eu pretendia conhecer o cenote Gran Cenote e depois ir até a praia Xcacel, mas acabou que choveu bastante no dia e eu me enrolei, tendo tempo de conhecer apenas o cenote. Tulum tem vários cenotes ao seu redor. Gran Cenote, Carwash, Calavera, Nicte-Ha, Sac Actun e Dos Ojos são alguns deles. Porém, como a cidade é super turística, os preços de entrada nesses atrativos não são lá muito atraentes. Hehehe Como eu já iria conhecer muitos cenotes nas proximidades de Valladolid e como eu não queria gastar tanto - para ter ideia o preço de entrada no Dos Ojos é $340 e no Sac Actun é mais de $600 -, acabei optando por conhecer apenas o Gran Cenote cujo preço de entrada é de $180. E que escolha boa! O cenote a pouco mais de 5 km de Tulum (na estrada sentido Cobá) possui a água bem clara e duas ilhas conectadas por um túnel com formação parecida com a de uma caverna. Na água transparente é possível ver peixinhos e cágados (não confundir com tartarugas), que parecem não se incomodar com a grande quantidade de visitantes. Pena que tive problemas com a GoPro que levei e não tenho fotos boas para mostrá-los. DIA 45) ISLA MUJERES Saí de Tulum e cheguei a Cancún: o destino sonho de muitos brasileiros, com resorts all-inclusive na beira da praia, hotéis luxuosos, cassinos, baladas animadas e restaurantes xiques. O lugar que tenho menos vontade de conhecer na vida hahaha . Não é tipo de turismo que me atrai nem um pouco. Sendo assim, não fui na parte dos hotéis e na praia que a galera frequenta. Passei longe. Fui só até o centro (sem graça), peguei um ônibus (ruta 6 - $10) em frente ao mercado Soriana (ótimo lugar para comprar em dólares e conseguir troco em peso em cotação muito melhor do que a de qualquer casa de câmbio...leia o tópico "câmbio") e segui até o Puerto Juárez, para pegar o ferry mais barato ($275 ida e volta) para Isla Mujeres. A ilha não estava sofrendo com o sargaço e li vários relatos dizendo que a sua Playa Norte é uma das mais lindas do México. Fui com alguma expectativa, mas sem tanta assim porque imaginava que era muito cheia. Percorrendo as ruas da ilha, fui surpreendido pela tranquilidade, mas ao mesmo tempo confirmei que a ilha é bastante cara e mesmo com algumas lojinhas e ruas agradáveis, tem meio que uma cara de cidade turística padrão, meio estéril. Ao chegar à Playa Norte, que decepção da porra! Praia lotada, muitos barcos, ocupação desenfreada da estreita faixa de areia e muitas barricadas, acredito eu que feitas para evitar a retração da praia. Sim, a água é azulzinha e gostosa. Mas para mim, não é só a cor da água que faz a praia. Enfim, depois das decepção, resolvi alugar uma bicicleta ($70 a hora) e dar uma volta na ilha, que tem cerca de 8 km de extensão. Aí sim, conheci uns cantinhos bonitos e agradáveis, como a parte do Parque Garrafón, onde a galera faz snorkelings (caros pácaceta) com tartarugas e onde é possível avistar golfinhos de vez em quando; a Punta Sur, onde há um templo maia ($30 para andar poucos metros e conhecê-lo); e o lado voltado pro oceano com praias tranquilas e gostosas. Valeu muito a pena o rolê ! Pena que fiz mto rápido pq queria pagar só 1h de aluguel. DIAS 46 e 47) HOLBOX Saí de uma ilha e fui à outra: de Isla Mujeres a Holbox. De uma ilha que não curti muito para outra que amei. Fui pra Holbox meio com o pé atrás depois de ler uma matéria sobre os impactos do turismo na ilha. Em suma: há pouco mais de 5 anos não havia ferry boat até a ilha e ela era um povoado de 20 quadras e cerca de 1500 habitantes, entre os quais muitos pescadores. Com a chegada dos ferries, o turismo cresceu de forma acelerada. Hoje são cerca de 20.000 pessoas na ilha na temporada alta. Os resultados são degradação desenfreada dos mangues, crescimento desordenado da vila e da rede hoteleira, problemas hídricos, grande quantidade de resíduos que não tem disposição adequada e impactos na fauna. Os tubarões que chegavam próximo da praia agora passam longe. A pesca foi reduzida. Vôos de helicóptero estão destruindo áreas de nidificação. E por aí vai a lista de problemas. Porém apesar disso tudo a ilha continua linda. A água, que não estava com sua usual coloração esverdeada, ainda estava bem clarinha, livre de sargaço e em uma temperatura deliciosa. A verdade é os problemas não chegam aos olhos do turista que vão apenas à praia. Para percebê-los, é necessário uma caminhada pela rua por trás da faixa de hotéis e uma conversa com os moradores tradicionais. Na ilha ainda é possível avistar flamingos, ver o fenômeno da bioluminescência (fora da lua cheia) e fazer passeios até às 3 Islas e snorkelings com tubarão-baleia. Eu fiz esse passeio com tubarão-baleia e que experiência incrível! Foi cara ($2.200), mas valeu cada centavo investido. O passeio sai às 7h e tem uma duração de aprox. 8h. É possível chegar bem pertinho dos animais. Além disso o passeio inclui a passagem pelas maravilhosas 3 Islas e ainda um snorkeling em um ponto onde se pode avistar arraias e outros peixes de diferentes espécies, além de ter almoço de ceviche com peixe fresco, lanchinhos e água à disposição. p.s.: A balsa tanto de Chiquila quanto de Holbox sai a cada meia hora e tem custo de $150 (cada trecho). DIA 48) VALLADOLID Valladolid é um pueblo mágico fundado em 1543, que possui diversos edifícios coloniais. Um dos grandes destaques na cidade é o grande ex-convento San Bernardino de Siena, onde diariamente às 21h acontece um video mapping mostrando a história da cidade. No interior do ex-convento há um antigo acesso, atualmente fechado, para um cenote, no qual foram achados diversos artefatos dos espanhóis. Outros destaques são a bela rua Calzada de Los Frailes com muitas casas históricas preservadas e o agradável centro onde se encontra a catedral, o bazar municipal e muitos restaurantes. Eu curti demais o eixo histórico da cidade e o clima de tranquilidade que permeia toda a cidade Valladolid ainda possui um belo cenote - Cenote Zaci - praticamente no seu centro e nas suas redondezas há diversos outros cenotes. A cidade ainda funciona bem como base para conhecer as ruínas de Ek Balam e de Chichen Itza. No primeiro dia peguei uma bicicleta no hostel e conheci o ex-convento San Bernardino de Siena e três cenotes: Xkeken, Samula e San Lorenzo Oxman. Xkeken e Samula fazem parte do complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid. Cada um tem preço individual de $80 individual ou ambos podem ser visitados por $125. Eu recomendo fortemente o ingresso para ambos. Fui primeiro no Xkeken. É um cenote fechado, com uma abertura no teto.. No horário que visitei, entre 10 e 11h, um feixe de luz entra por essa abertura e ilumina o local parcialmente. A outra parte é iluminada por luz artificial. Xkeken é incrível pelo seu conjunto da obra. Há uma boa diversidade de formações espeleológicas, raízes que se projetam do teto rumo à água e a água tem coloração azul-turquesa. Foi o meu cenote favorito de toda a viagem. Samula, por sua vez, é um cenote também fechado, porém com com um salão mais amplo e muito mais alto e com uma abertura maior no teto por onde penetra mais luz e andorinhas que fazem um belo espetáculo à parte no interior do cenote. Lindão também! E fechando o dia de cenotes com chave de ouro: fui ao cenote San Lorenzo Oxman. O cenote fica em uma hacienda ("fazenda" em tradução literal, mas que no caso aqui parece mais uma chácara) e tem custo de $80 (ou $150 convertidos em consumação e com direito a uso de uma piscina no local). É um cenote do tipo aberto, sendo meio que um poço profundo no solo circundado por paredes rochosas sobre ás quais há árvores que projetam suas raízes em direção à água. É lindão também e é super divertido por ter um pêndulo para se lançar na água. VID_20190618_145529.mp4 p.s.: Os meios de transporte para os cenotes são táxi ou bicicleta, sendo que este foi o que eu usei por ter disponível no hostel. DIA 49) VALLADOLID/EK BALAM O sítio Ek Balam fica a aproximadamente 30km do centro de Valladolid. Como não tem transporte público até o local, fui até lá de bicicleta. O caminho é bastante plano, mas o calor de 36°, a bicicleta pesada e sem marchas e o sedentarismo não contribuíram muito com o desempenho. Ek Balam foi um dos últimos sítios descobertos na região, com escavações iniciadas em 1998. O sítio maia começou a ser construído entre 100 a.C. e 300d.C e teve seu apogeu entre 700 e 900 d.C. O seu grande destaque é a sua pirâmide principal super larga e com cerca de 32 m de altura, na qual se encontra uma tumba que era acessível por uma entrada, atualmente restaurada, ornamentada por uma boca de jaguar e figuras como a de guerreiros com asas. Por sinal, Ek Balam é muito conhecida por sua arte bastante refinada em comparação com outros sítios maias. Do alto da pirâmide, após uma subida de 106 degraus, se tem uma boa visão da floresta e de outras estruturas que compõem o sítio. O sítio tem um custo absurdo de $413 ($75 do Instituto Nacional de Antropologia e História e o restante cobrado pelo governo estadual). Foi a primeira vez que paguei mais de $75 para visitar um sítio arqueológico. Colado nas ruínas está o Cenote de Xcanche (entrada a $80). Bom para se refrescar no calor danado. O cenote tem uma formação parecida com a de San Lorenzo Oxman, sendo um pouco mais largo do que este. Após conhecer o sítio arqueológico e Xcanche, segui de volta pela estrada rumo a Valladolid. A cerca de 15 km da cidade, fiz um desvio para conhecer o cenote Hubiku. O cenote possui um salão enorme e tem um bom poço para tomar banho se vc gosta de água fria. hehehe Porém o local tem poucas formações espeleológicas e tem boa parte de sua beleza sequestrada pelo excesso de pavimentação, além de ser bastante caro ($100). Imagino que pela estrutura de estacionamento, loja e restaurante gigante na entrada, o cenote seja ponto de parada de vários tours. Felizmente no horário que cheguei, às 16h30, estava bem vazio. DIA 50) VALLADOLID/PISTÉ (CHICHÉN ITZÁ) A capital dos maias em Yucatán e uma das sete maravilhas do mundo, Chichén Itzá, é realmente fantástica. Para chegar, há ônibus com saídas regulares do terminal da ADO em Valladolid (passagem $35). O sítio começou a ser construído em 525 e teve alguns ciclos de ocupação, sendo que o mais importante foi o que ocorreu entre 900 e 1200, encabeçado pela liga de Mayapán (esse nome aparecerá de novo em outra postagem à frente). Chichén Itzá é famosa pela sua pirâmide de Kukulcán (Serpente Emplumada), que durante os equinócios da primavera e outono projeta a imagem da deusa-serpente maia sobre o chão, indicando o grande conhecimento astronômico dos maias. Porém, Chichén Itzá guarda outros grandes tesouros, como o Caracol, um observatório em uma construção circular e La Casa de las Monjas, uma pirâmide com diversos quartos (cuidado para não deixar esses dois locais passar batido, como eu deixei hahaha); a enorme quadra de jogo de pelota; Templo de Los Guerreros, com suas mil colunas; e diversas esculturas e artes entalhadas nas rochas do sítio. A entrada custa absurdos $481 (se lascar governo de Yucatán) e a dica do Don é chegar o mais cedo possível, pois às 10h30, 11h chegam em peso os ônibus de tour vindos de Cancún. Depois de conhecer o sítio arqueológico, fui até o cenote Il-Kil a 4 km de Chichén Itzá (entrada $80). Há coletivos frequentes na rodovia ($15) com destino ao local. O cenote é do tipo aberto e lembra em partes Oxman, porém é mais fundo e tem uma vegetação diferente que se projeta sobre a água. Por ser próximo de Chichén Itzá, está incluído no pacote de tours que saem de Cancún. O cenote é bonito e vale a visita, apesar da grande quantidade de pessoas. Depois de conhecer esse cenote, fui até a cidade de Pisté ($20 em táxi coletivo), onde caminhei até o restaurante Zac Seh, a cerca de 5 quadras do centro. De frente ao restaurante saem táxis coletivos com destino a Yaxunah (passagem a $30), povoado a cerca de 20 km de Pisté. Este cenote é bem bonito tbm! É do tipo aberto, assim como Il Kil, porém é bastante vazio e tem uma boa vegetação em seu entorno. A água é de um tom azul escuro e é muito boa para tomar banho. Eu e meu amigo finlandês Kristoffer ficamos lá cerca de 1h30 e não chegou ninguém. Entrada a $50. Há estrutura de banheiro ao lado. Yaxunah ainda tem um sítio arqueológico simples nas proximidades, porém acabamos optando por não conhecê-lo. Depois de curtir o cenote, voltamos a Pisté, onde almoçamos numa espécie de mercado com alguns restaurantes, na beira da rua principal. Comi um Papadzule (não recomendo!). Em seguida, pegamos um ônibus em Pisté de volta a Valladolid ($35). Dica: como Yaxunah é bem pequeninha, combine com o motorista um horário de volta. Sugiro ficar ao menos uma hora no cenote. DIA 51) VALLADOLID/LAS COLORADAS Na internet circulam fotos de lugares que te fisgam e imediatamente vão parar naquela wishlist de destinos a conhecer. Este foi o caso de Las Coloradas. Vi algumas fotos do local e logo pensei "que lugar incrível! Preciso conhecer!". Quando sou capturado assim, nem procuro pesquisar muito a respeito do local para não criar muitas expectativas e atrapalhar a minha vivência pessoal. Porém não posso negar que fui até o destino com uma certa expectativa, a qual infelizmente foi um pouco frustrada. Primeiro porque achava que no local havia uma lagoa natural com água rosa e na verdade havia apenas uma salina (piscina artificial para extração de sal). Segundo porque queriam cobrar $50 para chegar um pouquinho mais perto da salina. Claro que não pagamos! No final, curtimos mais a bela praia (de águas muito salgadas) que aparece na foto abaixo. O passeio incluiu ainda uma ida até um rio com mina de água na cidadezinha de Rio Lagartos, que foi ótimo para tirar o sal do corpo. Na região há também a opção de se fazer um passeio de lancha para avistar flamingos e áreas de mangue, mas a galera não estava muito na pilha de desembolsar $150, $200 pelo passeio. Se quiser fazê-lo, vá até Rio Lagartos, espere a galera abordar e negocie. Las Coloradas é acessível por tours que partem da cidade de Valladolid ou por meio de taxis, que partem da cidade próxima de Rio Lagartos ou de Tizimín (um pouco mais distante, a 50 min de ônibus de Valladolid - passagem a $31). Acabei escolhendo ir por meio desta última opção com dois amigos que conheci no hostel, já que o valor de $600 pelo táxi saindo Tizimín (passeio completo) não seria caro, dividido por nós três. DIAS 52 e 53) VALLADOLID E MÉRIDA No período da manhã em Valladolid, ainda curti o cenote Zaci. Um grande cenote localizado praticamente no centro da cidade. Tem um paredão rochoso, com algumas formas espeleológicas (poderia considerar assim, geólogos? hehehe), que forma meio que uma concha sobre o grande poço de água margeado imediatamente também por algumas árvores. Depois de uma horinha, curtindo o cenote, segui ao meu próximo destino: Mérida. A cidade fundada em 1542 é uma das mais antigas do México e possui o segundo maior centro histórico do país, com diversos casarões e edifícios coloniais bem conservados. No centro, agradável de se percorrer a pé (desconsiderando o calor de 40º que enfrentei), destaca-se a praça central, onde se encontra a catedral, que é bastante movimentada e é palco de apresentações de dança, de partidas de jogo de pelota e no domingo recebe várias barraquinhas de comidas típicas. Por sinal, no domingo também se fecham algumas ruas da cidade aos automóveis para a alegria de pedestres, ciclistas e vendedores ambulantes (amo ruas vivas!). Na praça, vale ainda destacar o pequenininho, mas bonito Museo Casa Montejo e o museu de arte moderna e contemporânea Museo Fernando Garcia Ponce Macay. Ainda na parte histórica, um pouquinho afastada dessa parte mais central, encontra-se o Paseo de Montejo, com belos casarões. Um dos grandes destaques do Paseo é o Palacio Cantón. Construído entre 1904 e 1911 o palácio foi moradia do então governador de Yucatán e desde 1966 é um museu (entrada $60), que atualmente abriga uma boa coleção de esculturas maias e faz um bom apanhado da história das pirâmides mexicanas (ótima revisão de informações no final da viagem). Falando em acervo maia, na cidade encontra-se também o monumental Gran Museo del Mundo Maya. O moderno museu possui uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos, possui muitas informações sobre a cultura maia em diferentes formatos multimídia e é massa também que traz diversos dados sobre a organização e cultura dos atuais descendentes maias. Nos arredores de Mérida, estão o pueblo mágico de Izamal - que infelizmente não visistei, mas que parece ser maravilhoso -, povoados com vários cenotes e ainda diversas zonas arqueológicas, com destaque para Dzibilchaltún (não visitei), Mayapán, Uxmal e a Ruta Puuc (temas dos próximos tópicos). DIA 54) MÉRIDA/UXMAL E RUTA PUUC Antecipo já dizendo que Uxmal foi a minha zona arqueológica favorita em toda a viagem! 💚 Explico os motivos: 1) A cidade maia construída entre os anos 600 e 1000 e que chegou a ter uma população de 25000 habitantes, abriga a Piramide del Adivino, uma grande pirâmide diferentona, com bordas ovaladas;. 2) Possui muitos edifícios com ricas ornamentações, como o Palacio del Gobernador e suas ornamentações do Deus Chaac (associado à água e chuva) e os edifícios do Cuadrangulo de las Monjas e suas variações ornamentações envolvendo serpentes, aves, macacos, humanos e formas geométricas; 3) Possui a Gran Piramide, talvez tão alta quanto a Piramide del Adivino, onde ainda é permitida a subida até o topo, do qual se tem uma boa vista da zona; 4) Possui exemplos de edifícios com cresteria conservada (elemento da arquitetura maia construído sobre o teto dos edifícios e que os projetam ao céu); 5) Há muitas andorinhas, que fazem um belo espetáculo; 6) E por último, não tem vendedores ambulantes te assediando constantemente e não é visitado por muitas pessoas. O único problema é o custo de acesso - absurdos $413 (mesmo valor de Ek Balam) - e não haver muitas linhas de ônibus para retorno (cheque no terminal os horários de retorno). Para ida, há ônibus regular da Sur ($76), que sai do terminal da ADO em Mérida às 8h, 9h05, 10h40, 12h05, 14h e 14h30. Se estiver de carro, recomendo tirar o dia para conhecer também as outas atrações da Ruta Puuc, todas mais simples que Uxmal. Eu não estava de carro, mas mesmo assim contando com a sorte, acabei conseguindo uma carona na estrada e pude conhecer a Ruta. RUTA PUUC) "Puuc" no idioma maia significa "morro" e se refere a pequenos morros na plana Península de Yucatán, sobre os quais foram construídos os sítios arqueológicos que no passados eram conectados por sacbés (calçadas maias). Em uma concepção ampla, a Ruta abrange os seguintes sítios: Uxmal, Kabáh, Sayil, Xlapak, Labná e Grutas de Loltún (esta por ser mais distante, não foi visitada). 1) Kabáh é o mais impressionante entre os quatro, especialmente pelas grande dimensão de seus edifícios e pela riqueza de detalhes nas esculturas que ornamentam as suasconstruções. Vale também conhecer o Arco Triunfal, que marca o começo do sacbé até Uxmal; 2) Sayil é um sítio mais extenso em que se destacam o Palácio, um dos edifícios mais notáveis da ruta, com seus ao menos três andares com formas geométricas e colunas circulares; e a escultura do Deus da Fertilidade; 3) Xlapak possui um conjunto de edifícios, entre os quais se destaca o Palácio, com uma fachada recheada de formas geométricas e esculturas de Chaak (Deus da Chuva); e 4) Labná é um sítio simples com duas construções que chamam bastante atenção: El Mirador, uma construção bem elevada, e o Arco, com bela arquitetura maia. DIA 55) MAYAPÁN Cidade a 45 km de Mérida construída à semelhança de Chichén Itzá. Alcançou seu esplendor entre os anos 1200 e 1450, quando foi capital política e cultural do povo maia. Chegou a ter uma população de aproximadamente 12 mil pessoas, as quais contribuíram com a construção de cerca de 4000 estruturas em uma área de pouco mais de 4 km quadrados. A cidade teve seu declínio com a revolta de grupos sociais que opunham aos Cocom, à família nobre governadora. Como resultado, os líderes Cocom foram mortos e a cidade foi saqueada, queimada e abandonada. Além de sua importância histórica, uma coisa bacana em Mayapán é a diversidade de edifícios representativos da cultura maia em uma área compacta e ainda a existência de painéis com pintura bem conservados. Cheguei ao sítio de ônibus ($27 partindo do terminal Noreste com rumo a Telchaquillo). A ideia era conhecer o local e depois seguir rumo aos cenotes Kankirixche e Yaal-Utzil a cerca de 20 km de distância. Infelizmente não há transporte regular nesta rota. Teria que pegar um táxi coletivo e depois um táxi normal para chegar até os cenotes. Como ficaria muito caro, acabei desistindo da ideia. 😞 DIA 56) CIDADE DO MÉXICO Dia de retorno à Cidade do México em voo low-cost da Viva Aerobus. Na cidade fiz compras no Mercado de la Ciudadela, um ótimo local para comprar artesanatos e depois fui ao museu Soumaya do bairro chique e moderno de Polanco (fiquei com medo de pela minha aparência, ser abordado pela polícia no caminho do metrô até o museu hahaha 🤣). O Museu Soumaya é um museu com arquitetura arrojada com fachada revestida por 16.000 pastilhas de alumínio. São seis andares que reúne obras de grandes mestres mexicanos, arte em marfim chinês, muitas pinturas renascentistas e de grandes mestres europeus dos séc XIX e XX e o seu sexto (e último) andar agrupa várias esculturas de importantes artistas, especialmente de Rodin. Um museu incrível que exige ao menos duas horas para uma boa visita (o Wikipedia em português tem boas informações do museu para atiçar ainda mais a sua curiosidade). Ao seu lado fica o Museo Jumex, que também tem exposições incríveis. Acabei não o conhecendo, pois ia encontrar com uma amiga. À noite, a minha amiga me levou no Monumento a la Revolución, considerado o arco triunfal mais alto do mundo, localizado na Plaza de la Republica. Acho que vale super a pena uma visita durante o dia para apreciar melhor a construção. DIA 57) CIDADE DO MÉXICO Último dia da minha viagem. 😕 Acabei fazendo passeios em direções opostas da Cidade do México. O primeiro deles foi conhecer o Santuário da Basílica de Guadalupe. que é a segundo santuário católico mais visitado do mundo, perdendo apenas a Basílica de São Pedro no Vaticano. O Santuário agrupa a moderna basílica e outras igrejas, entre elas a antiga Basílica, que foi a primeira igreja do México dedicada à Virgem de Guadalupe. (espaço que seria dedicado a fotos, mas acho que perdi minhas fotos da Basílica 😥) Depois desse rolê, fui fazer o percurso de barco nos canais de Xochimilco. O melhor ponto para o contratá-lo é o Porto de Nativitas, pois é onde há mais opções de embarcações e onde há maior fluxo de gente. Assim vc pode se juntar a um grupo para baratear os custos. Foi o que fiz e acabei me juntando a uma simpática família colombiana, que me acolheu super bem, inclusive me dando alguns copos de cerveja. O passeio de 2h, dessa maneira, saiu por $150. O passeio é feito em trajineras, pequenos barcos muito coloridos e geralmente com nomes de mulheres (esposas dos donos), que são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Os seu condutores usam bastões de madeira para empurrar o leito e projetá-los pelos canais. As origens de Xochimilco remontam aos tempos pré-coloniais, quando os mexicas construíram canais e chinampas, ilhas artificiais onde se desenvolvia a agricultura. Ainda hoje há várias hortas e floriculturas na região. É comum os mexicanos realizarem comemorações de aniversário e de formatura nos passeios. Há muitas traineiras com estudantes bebaços, curtindo som alto. Muitos mariachis aproveitam também para tocar nas trajineras e animar ainda mais os passeios. O passeio passa por uma ilha onde há uma reprodução da Ilha das Bonecas (original), onde um senhor solitário juntava bonecas e as pendurava para, segundo as diferentes versões, espantar os maus espíritos ou para entreter o espírito de uma criança que foi encontrada afogada. O passeio para essa ilha é caro ($2000) e mais longo, 8h no total. Valeu super a pena como uma curiosidade cultural! DIA 58) RETORNO Fim da viagem! 😥 HOSPEDAGENS - Cidade do México: Mexico City Hostel (booking) - excelente hostel, muito bem localizado com boa estrutura e bom café da manhã! Meu único porém é o excesso de controle no uso da cozinha. - Pachuca de Soto: Airbnb Happy place (anfitrião Ignacio) - cama confortável, quarto espaçoso, anfitrião super gente boa, porém não há água quente no chuveiro, sendo preciso esquentar água em cuia usando uma resistência. - Ciudad Valles (Huasteca Potosina): Hostal Casa Huasteca (booking) - excelente hostel, com cama confortável, quarto espaçoso, ótimo café da manhã e atendimento super atencioso. O único e grande problema do meu ponto de vista é a cobrança por água potável do filtro. - Querétaro: Jirafa Roja (booking) - hostel bem localizado, porém achei o quarto sujo e tive problemas para fazer o check-out por não haver ninguém na recepção cedo. - Estacion de Catorce: Hotel San Jose (no local) - hotel simples com cama grande e confortável e consegui um ótimo preço depois de conversar com a dona - San Luis de Potosi: Sukha Hostel (booking) - hostel super em conta, com uma boa área para interação e banheiros limpos. - Guanajuato: Hostal Seis 7 (booking) - hostel muito simples, bem localizado. Porém não há cozinha, o banheiro é apertado e o do meu andar estava com um cheiro péssimo. - San Miguel de Allende: Black and White (conferir no Google) - eu acabei parando nesta hospedagem porque o que eu havia reservado pelo Booking estava em reformas e sua dona era irmã da dona destre outro. Não é bem um hostel, é mais um esquema Airbnb, com quarto com beliches. Gostei do local e especialmente da atenção da proprietária. O único problema é que é um pouquinho mais distante do centro. - Puebla: Gente de Más (booking) - excelente hostel. Quarto espaçoso, banheiro limpo e boa cozinha. - Atlixco: casa de uma pessoa que conheci aleatoriamente - Zacatlán de las Manzanas: Airbnb Hostal Zacatlán - o proprietário é super gente boa. Porém tive problemas por a localização informada no Airbnb ser diferente da localização real, por ter imaginado que era um hostel com recepção e ser apenas uma casa e no período em que fiquei o chuveiro elétrico não estava esquentando a água. Tirando isso, o quarto era bom e a cozinha era ótima. - Cuetzalan: Posada los Abuelos (no local) - pousada super simples, com quarto espaçoso e cama confortável, porém com um cheiro forte de parede de cimento. - Orizaba: Airbnb - Hostal Tlachichilco - na verdade não é um hostel. É um quarto anexo à casa da proprietária, que é bastante atenciosa. Cama ótima e banheiro dentro do quarto. Os únicos problemas são o sinal do wi-fi é fraco e não haver cozinha disponível (e logo não haver filtro de fácil acesso). - Oaxaca: Hostal de las Americas (booking) - excelente hostel! Quarto confortável, bem localizado e com staff atencioso. - San Cristobál: Torantelo B&B (booking) - hostel super barato, com cama confortável e com excelente café da manhã. - Comitán de Dominguez: Airbnb Casa Calli - quarto privado com cama meio desconfortável e janela sem cortina. O dono é super gente boa. - Palenque: Casa Janaab (booking) - excelente hostel, com estrutura maravilhosa! - Bacalar: Magic Bacalar (booking) - fiquei na barraca deles no camping. Achei ótima com uma cama super confortável. O hostel tem também um ótimo café da manhã e fica na beira do lago com um deck bom para se fazer amizades (tomei muita cerveja ali com os amigos que fiz no local). - Tulum: Lucky Traveller Hostel (booking) - hostel gigantesco, que já foi um hotel all-inclusive. Super econômico, com excelentes quartos e com algumas bicicletas disponíveis para empréstimo gratuito. Problemas: a cozinha é usada apenas por eles para fazer as refeições que são vendidas no hostel e distância grande do centro. - Isla Mujeres: Hostel Azucar (booking) - hostel bem simples com staff super atencioso e cama confortável, porém o quarto é meio apertado. - Holbox: Be Holbox (booking) - hostel bom, com quartos bastante ventilados e banheiros limpos. - Valladolid: a) Hostal Casa Chauac ha (booking) - excelente hostel com quarto amplo, banheiros limpos, bom café da manhã e com bicicletas gratuitas à disposição (só é um pouquinho caro); b) Hostal Casa Don Alfonso (booking) - ótimo hostel com dono super gente boa e com ovos no café da manhã. Único problema é que desligam o ar-condicionado após 3h e o quarto acaba ficando um pouco quente. - Mérida: Hostel Le Luj (booking) - excelente hostel com bom café da manhã incluso e com uma ótima cozinha! Único problema foi a grande quantidade de muriçoca na área de convivência e na cozinha. TOP, TOP CENOTES (todos que conheci) 1ª) Cenote Xkeken - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid ($80 individual ou $125 com o cenote Samula) 2º) Gran Cenote - a uns 6 km de Tulum na pista com sentido a Cobá ($180) 3º) Cenote San Lorenzo Oxman - a uns 3 km de Valladolid, no mesmo sentido do complexo Dzitnup ($80) 4º) Cenote Samula - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid 5º) Cenote Lol - Ha - no povoado de Yaxunah a 20 km de Pisté ($50) 6º) Cenote Il Kil - a 4 km de Chichen Itza ($80) 7º) Cenote Xcanche - no sítio arqueológico de Ek Balam a uns 28 km de Valladolid ($70) 8º) Cenote Zaci - dentro da cidade de Valladolid ($30) 9º) Cenote Hubiku - na pista no sentido de Ek Balam a 16 km de Valladolid ($100) 10º) Cenote Tamkach Ha - a 6,5 km de Cobá ($100) 11º) Cenote Multum Ha - a 1,5 km do anterior ($100) TOP, TOP ATRAÇÕES RELIGIOSAS 1º) Templo de Santa María Tonantzintla - Cholula 2º) Museu del Virreinato - Tepotzotlan 3º) Templo San Francisco Acatepec - Cholula 4º) Capilla del Rosario (Templo de San Domingo) - Puebla 5º) Templo de Santo Domingo de Guzmán - Oaxaca 6º) Iglesia de San Juan Bautista - San Juan Chamula 7º) Parroquia de San Miguel Arcángel - San Migue de Allende 8º) Catedral de Puebla - Puebla 9º) Santuário da Basílica de Guadalupe - Cidade do México 10º) Catedral da Cidade do México - Cidade do México TOP, TOP MUSEUS 1º) Museu de Antropologia - Cidade do México 2º) Templo Mayor - Cidade do México 3º) Museo de las Culturas - Oaxaca 4º) Museu Amparo - Puebla 5º) Museu de Bellas Artes - Cidade do México 6º) Gran Museo del Mundo Maya - Mérida 7º) Museo Internacional del Barroco - Puebla 8º) Museo Soumaya de Polanco - Cidade do México 9º) Centro de las Artes - San Luis Potosí 10º) Museo de Arte Moderna - Cidade do México TOP, TOP SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS 1º) Uxmal 2º) Teotihuacan 3º) Chichén Itzá 4º) Palenque 5º) Bonampak 6º) Monte Álban 7º) Toniná 8º) El Tajín 9º) Ek Balam 10º) Mitla TOP, TOP PUEBLOS MÁGICOS 1º) Real de Catorce 2º) Bacalar 3º) Cuetzalán 4º) Orizaba 5º) Tepotzotlán 6º) Bernal 7º) Zacatlán 8º) San Miguel de Allende 9º) San Cristobál de las Casas 10º) Valladolid
  13. 1 ponto
    Oi pessoal, estarei viajando para o Peru em Maio de 2020, eu não gosto muito de fazer esses passeios com um monte de gente, gostaria de fazer alguns com uma agencia e Machu Picchu gostaria de fazer por conta própria. O problema é que todas as agências que olho por aqui, só vendem os pacotes completos. Vcs teriam a indicação de algum guia ou alguma agencia onde eu possa escolher os passeios? obrigada
  14. 1 ponto
    Em Entre Rios continua tensa a coisa, no ano passado paguei R$100,00 de propina perto de Chajarí, eu e uma família que estava nos acompanhando, nos pediram o colete reflexivo que não tínhamos, sei que no Chile é obrigatória, mas na Argentina acho que não é, pelo menos não consta este item no documento que tenho. Para evitar problemas pagamos e seguimos viagem.
  15. 1 ponto
    @icaroricardo parabéns pelo relato brother, bem detalhado e com as fotos a galera ja viaja na viagem.
  16. 1 ponto
    Tava discutindo essa questão do idioma em outro fórum. A galera fala assim: " Não falo nada alem de português e me virei de boa"... ha ha ha... São experiencias completamente diferentes. Ir 0 de inglês ou 0 de idioma local... até que dá. Mas é como você disse meu amigo @D FABIANO , é ir para bater foto! Muitas experiencias vão passar batida. mas também não deixaria de ir só porque não falo (ha ha ha ha). Minha primeira viagem meu Inglês era quase zero... quando voltei ao Brasil botei na cabeça que queria olhar nos olhos das pessoas lá fora e mandar um Inglês no ouvido delas sem ouvir um "what??" de volta...
  17. 1 ponto
    Tô acompanhando seu relato! Muito bem escrito! Parabéns! Aguardo a continuação.
  18. 1 ponto
  19. 1 ponto
    Sugestão para os ADMs: Poderia ser criado um tópico fixo ou um botão na página inicial do fórum com estes 2 tópicos: - QUANTOS DIAS FICAR EM CADA CIDADE / LOCAL - QUANTO LEVAR DE DINHEIRO Ai é só o @Rafael_Salvador @poiuy @D FABIANO (membros de honra!) e mais alguns colaboradores que não lembro o nick agora, redigirem aquele texto explicativo, que acredito que tópicos como este possam diminuir. Nada contra o seu tópico @pedro199 , é que este tipo de pergunta já passou por aqui diversas vezes. Normal, te entendemos, na primeira viagem a Europa eu queria conhecer "50 cidades" kkkkk. Atire a primeira pedra quem nunca.... Com o tempo vc vai entender que isso não é possível em poucos dias. Abraço!
  20. 1 ponto
    Exatamente que ando fazendo, fico por volta de 4/5 dias em cada cidade, assim consigo definir qual cidade eu voltaria ou não, para ficar mais tempo, quem sabe umas férias inteiras.
  21. 1 ponto
  22. 1 ponto
    3º dia - 27/12/2019 - De Paso de Los Libres a Azul - 940 Km Dia da temida Ruta 14. Temida pelos policiais que costumam morder os brasileiros na estrada. Existem diversos relatos de pessoas que foram extorquidos e outros que foram multados de maneira correta segundo a legislação deles. Pela manhã saímos um pouco tarde pois eu e o André do outro carro fizemos o envio de dinheiro pelo app da Western Union e que no dia que enviamos estava com a cotação de 17,21 pesos por real. Achamos as lojas abertas mas eles não tinham o valor que enviamos pois tinham acabado de abrir. Como nós daqui para frente sempre chegamos tarde nas cidades acabamos por pegar o dinheiro apenas no dia 30 em Comodoro Rivadávia. Para nossa alegria, já na saída da cidade perto da aduana tem diversos cambistas e o câmbio ali estava 1 por 18 pesos. O que foi melhor até que o aplicativo. Todos fizeram câmbio ali, mas devíamos ter cambiado mais, pois foi o melhor câmbio de todo a passagem pela Argentina. Atrasados pegamos a estrada e pegamos aqueles enormes retões característicos das estradas argentinas. Na ruta 14 tem muitos pedágios, foram 7 de 80 pesos até sairmos dela na cidade de Campana. Mas não sem antes sermos parados e intimados pelos policiais de Entre Rios. A nossa colega Vera, que estava no HR-V esqueceu de acender os faróis e levou uma justa multa. Já eu como estou de caminhonete eles queriam me multar por que eu não tinha o adesivo de 110 km e faixas reflexivas, sendo que isto é só para carros comerciais e não consta nas leis de trânsito deles. Falei que não ia pagar nenhuma multa pois sabia das leis de trânsito argentinas e que isso não se aplicava a minha pickup. Me liberaram dizendo que poderia cair numa blitz mais a frente e que poderia ser pior. Por via das dúvidas desviei de outra blitz. kkkkk Com meu colega que ia na Renegade encrencaram com o extintor que estava vencido (mancada dele), iam dar uma multa (justa). A sorte de meu amigo é que eu levei dois extintores porque um deles estava com um selo todo rasgado, como eu achei que poderiam encrencar com ele comprei um novo e levei os dois. Assim emprestei o outro extintor para meu amigo e seguimos todos tranquilos. Por conta de umas paradas mais demoradas para comprar recuerdos e almoçar acabamos chegando tarde em Azul, entretanto achamos fácilmente um hotel de beira de estrada bem razoável e ali nos quedamos para a noite. 7 Pedágios de 80 pesos = 560 / 18 = R$ 31,00 Lanche; R$ 7,00 Almoço; R$ 17,00 2 abastecimentos: 1 de R$ 127,00 / 2 de R$ 126,00 médias de 8,5 e 8,4 Km/l (mais velocidade) Hotel Los Alamos: R$ 67,00 hotel simples de beira de estrada, aceitável por uma noite apenas.
  23. 1 ponto
    @david81 oi, enviei mensagem.
  24. 1 ponto
    Salve Tadeu! Aqui é Thony tudo bom?? Cara que incrivel essa trilha!! sempre faço trilhas com o pessoal do litoral, do grupo "Trilheiros Caiçaras". Quando você vai ir nessa trilha de novo man??? poxa quero ir também!! E a trilha de Parelheiros/Itanhaem já ouviu falar?? Abraço!
  25. 1 ponto
    Estou querendo fazer um cruzeiro que sai do Porto de Santos vai pra Salvador, Ilha Bela e Búzios. Topa? Qualquer coisa chama no whats (18)98133-3399
  26. 1 ponto
    Em Setembro de 2019 fui conhecer a terra sagrada dos Incas, Cusco no Peru. Levei um pé na bunda do meu ex- namorado e decidi fazer essa viagem para encerrar um ciclo e abrir um outro e assim o fiz e aproveitei também para comemorar meu aniversário que foi no dia 21. A melhor época para viajar para lá é entre os meses de Junho à Setembro, pois a partir de Novembro já começa a época das fortes chuvas, no período que fiquei choveu apenas uma única vez durante a noite/madrugada. Cheguei em Cusco já era 17h30 do dia 12, a conexão entre Lima/Cusco durou 12h horas, só pela misericórdia divina! Fiquei hospedado no Hostel Milhause, cerca de 3 quadras da praça de armas, recomendo muito, super limpo , organizado, café da manha incrível e com pessoas interessantes e lhe dão todo o suporte necessário e segurança também, as festas do bar foram as melhores servem almoço e janta também à parte. Fiz o chekin , tomei um banho e fui em um restaurante , a comida de lá são muito gordurosas e não são boas, quem tem problema de estômago deve levar omeprazol ou algo do tipo para não terem um desconforto durante a trip, perdi a conta de quantas vezes fui ao banheiro. Comecei a sentir tontura devido o mal de altitude, decidi voltar para o hostel e descansar, dormi e acordei só no dia seguinte. https://www.brazilian.hostelworld.com/hosteldetails.php/Milhouse-Hostel-Cusco/Cusco/62915 Dia - 1) City Tour + Meio dia livre. Tomei um super café da manhã no hostel e sai para procurar uma agência, tem varias por lá e precisamos pechinchar para encontrar uma que dê um desconto legal. Mas os valores são extremamente parecidos, Eu indico a Sakura Tours, falem com a Alice, super gentil e prestativa. Decidi fechar com ela os passeio que ficou em torno de 670/ 700 solos incluindo Machu Pichu. As 13h saímos em uma van para conhecer a cidade e seus arredores passando pela Catedral de Cusco, Qoriconcha/ Templo de Santo Domingo, Sacsayhuaman, Qengo, Puca Pucara e tambomachay. A city tour dura 6 horas e é bom levar agua e lanchinhos. , passe no mercado antecipadamente. Eu dei sorte pois conheci o Daniel um venezuelano lindo na da fila o mercado e ficamos durante toda minha estadia por lá. https://sakuraexpedition.com/en/ Alice da agência Sakura Expedition. Catedral de Cusco. Plaza de armas. Entrada de Tambomachay Dia 2) Maras – Moray y Salineras Este é um passeio que acordamos bem cedo para irmos, porém chegamos no meio da tarde por volta das 15h. É incrivel como é grande Maras - Moray e as Salinas. Nesse passeio conheci uma senhor que veio do Japão 70 anos de idade e disse que só vai parar de viajar quando sua existência findar. Os guias são bem atenciosos e praticamente é uma aula de historia ao ar livre. Em todos os passeios praticamente eles param em lojinhas para fazer compras, minha dica é não comprem nada pois o preço triplica nessas lojas, o certo mesmo é comprar no mercado São Pedro que fica no cento de Cusco a praça de Armas. Em Salinas , podemos tirar fotos incríveis e comprar chocolate de sal, é um passeio que faria novamente , mas não foi um dos meu preferidos. Depende muito do grupo que vai com você na van, entretanto toda a explicação do guia vala a pena para entender a historia e cultura do local. Entrada Moras - Morays Salinas e toda sua beleza. 3 DIA ) Laguna Humantay Esse foi o segundo passeio que mais gostei da lista dos tours que fiz, minha turma era bem animada e tinham brasileiros incríveis que estavam mochilando também, o caminho até lá é um pouco cansativo, mas o visual da laguna vale a pena o esforço, são exatamente 2 horas de subida até o topo da montanha, fomos ouvindo musicas inspiradoras e compartilhando historias de vida, junto a nós tinham um Irlandês e um argentino, fizemos piada, tiramos foto no meio do percurso e deslumbramos toda aquela paisagem, nesse passeio tem direito a café da manhã e almoço e digo que foi de arrasar, pois o local onde fizemos nossas refeições tinha uma vista incrível dos vales. Água é necessário e não se esqueça de aproveitar o caminho, chegando lá aproveite para tirar fotos e apreciar aquela belezura. é um passeio de um dia inteiro. Laguna Humantay Arco - Iris - se 4 Dia ) Valle Sagrado - Pisac e Ollantaytambo e Chinchero Esse passeio também é de um dia inteiro , saímos bem de cedo com a Van e o guia , prepare a bateria da câmera para não ficar sem, pois passamos por muitos locais e conhecemos a cidadezinha de Ollantaytambo. Prepare-se para subir e descer escadas gigantescas e subir colinas, Nesse passeio também é servido almoço e café da manha. Como sempre o guia nos proporciona uma aula de historia e teologia a respeito das crenças dos antigos Incas. O que mais me impressionou foi ver que os andinos realmente sabem aproveitar as áreas montanhosas para cultivar e fazer de moradia. Você ficará deslumbrado a cada passo que der e como sempre fuja dos vendedores locais, levem agua e lanche para fazer durante todo o percurso. No final do tour te levaram para um Chinchero onde as mulheres de trajes típicos ensinam e nos mostram como tingir pelos de Ilhamas/Alpacas , vale a apresentação mas no final eles sempre iram te empurrar alguma coisa pra você comprar, não é necessário comprar nada e nem dar gorgetas (obs: Podem te levar mais de uma vez , pois existem varios por lá). Quem entende sobre Xamanismo vai se identificar muito no Vale sagrado, pois mostra muito da crença antiga dos Incas e toda a forma de conexão com o mundo espiritual. Vista da cidade de Pisac Evangelina , peruana com traje típico no Chinchero Vista do alto de Ollantaytambo 5 Dia) Aguas Calientes e Machu Pichu. Para mim, Machu Pichu é o mais legal, pois o caminho até lá é incrível de se fazer. Pegamos a van na frente da agência e fomos até a hidroeléctrica numa viagem que durou 7 horas com uma parada de + ou - 40 minutos para o almoço. Chegando na hidroeléctrica fomos caminhando até a cidade de aguas calientes , conheci um grupo de franceses e pude praticar o meu francês, essa caminhada durou em exatamente 3 horas, para mim o melhor é essa trilha, não compensa ir de trem pois pagamos um valor absurdo em dólares, o bom é que você vê paisagens incríveis e vai beirando o Rio junto com os trilhos do trem, muita gente faz esse percurso e aproveitamos para conhecer pessoas e fazer paradas em lanchonetes bem huts no meio do caminho. Chegando em Aguas Calientes nos encontramos com o nosso guia as 18h da tarde , ele nos indica o hostel e posteriormente vamos todos jantar juntos, o pacote para Machu Pichu inclui almoço, jantar, café da manha + hospedagem em hostel. Eu indico que fique pelo menos um dia em aguas calientes para sentir a energia e a vib boa do lugar. O hostel que fiquei era maravilhoso e pude assistir as novelas do Peru, depois da janta o guia nos dá as instruções para o dia seguinte subirmos para a tão esperada montanha Machu Pichu. Aconselho vocês a comprarem a tichet de ónibus para subir e descerem a pé pois economizamos mais alguns dólares. E quem vai para lá procurem ir pela manha pois o visual é magnifico e fugimos do sol quente. Não subam a pé, pois a duração é de 1 hora de caminhada e chegando lá dentro caminhamos um bocado por todo o local. Se fecharem os tours na agência Sakura peça pra Alice reservar o guia Percy, pois ele foi incrível em todo o tour dentro das ruínas, aproveito para tirar fotos a vontade e peça pra ele também tirar as fotos tipicas de turista, deixando uma gorgeta generosa, pois ele foi/é muito atencioso e mais uma vez aquele aulão de historia. Feito todo o passeio seguimos novamente para a trilha de 3 horas de volta a hidroeléctrica para pegar a van de vonta para Cusco, aconselho a ficar 1 dia a mais em aguas calientes para aproveitar a cidade que é super bohemia e tem uma vibe super xamanica. Não esqueçam do repelente e protetor solar, pois o sol queima com força e os mosquitos tem dentes por lá. Não se pode tirar fotos com nenhum tipo de bandeira em Machu Pichu, Como essa bandeira é a bandeira de Cusco eu pude tirar tranquilamente sorte a minha que é a mesma bandeira GLBT. Não se esqueça de carimbar seu passaporte na saída . 6 Dia ) Montanha de Colores. Para mim foi o passeio mais chato, porém com uma paisagem de tirar o fôlego literalmente, meu grupo não estava a fim de conversas ou fazer amizades e cada um ficou na sua, é uma caminha de 3 horas e uma subidinha filha da puta, para cada três passos que damos descansamos um pouco porque esse local já é bem alto e o ar é quase rarefeito, vale o passeio pela foto , mas eu não o faria novamente. Chegando no topo você pode carimbar seu passaporte e digo que terá muitos turistas num espaço pequeno, dividindo com vendedores e guias. Verifique também o tempo, pois quando comecei a descer começou a nevar e tive amigos que quando chegou lá a montanha estava coberta pela neve. Também leva um dia inteiro com direito a café da manha e almoço. E lá conseguimos ter contato com os povos andinos que são descendentes dos Incas. Outra cultura, outra Vibe. Considerações finais.... Ao todo fiquei 14 dias em Cusco, aproveitei para ir aos restaurantes e barzinhos e fazer caminhadas nos bairros de lá , é incrivel esse lugar e quero voltar para fazer voluntariado, indico para todos os meus amigos. Me senti dentro de uma Telenovela e muito acolhido por todos, principalmente pelo hostel que fiquei e a agência de tours. Comemorei meu aniversario junto a pessoas que nunca vi na vida , fizeram uma festa surpresa pra mim, com dinheiro a bolo na cara e conheci um namoradinho maravilhoso o Daniel, sempre os levarei para a vida toda. Aproveite para ir ao Mercado São Pedro (Não comam lá , a higiene do local e 0), Conhecer as igrejas, os mirantes da cidade, as baladinhas e comer as comidas diferentes de lá sem exagero é claro. Gostei muito de um restaurante que serve uma comida deliciosa tipo o churrasco grego só que Top das galáxias, se chama A casa de Kebab, fica ali do lado da praça de armas e super em conta. Voluntários do hostel Milhause Cris brasileiro e Macarena da Argentina, meus irmãos de coração. Daniel, vivi quase uma lua de mel com ele. Gratidão. GASTOS City Tour - 35 soles Valle Sagrado - 55 soles, inclui almoço. Maras moray y Salineras - 35 soles ou voce pode escoler fazer um combinado de Valle Vip ( Valle Sagrado tradicional com Maras Moray com almoço ) 90 soles Laguna Humantay 85 soles Montanha de Colores 85 soles Puente Queswachaka dia inteiro 140 soles com almoço e cafe da manha + 20 soles ingresso. Boleto turístico geral para 10 dias ( Recomendo) 130 soles ( Serve para Valle Sagrado, Maras y moray, city tour e museos da cidade) Machu Picchu by car = 130 dolares Com cafe da manha, almoço e janta ou Machu Picchu By Train = 260 dolares alimentação não inclusa) Ao todo gastei 5 mil reais nessa viagem de praticamente 14 dias. Poderia ter gastado menos , mas quis fazer alguns outros passeios e comprei umas coisinhas e outras é claro, o que saiu mais caro mesmo foi o aéreo como sempre. Porém não deixem de viajar e conhecer esse lugar incrível que para mim sempre terá um lugar especial nas minhas recordações. Dúvidas estou a disposição. Segue meu Instagram @RodrigoTilly Namastê e boa viajem meus irmãos.
  27. 1 ponto
    25/12 - PORTO CHEGADA, IMIGRAÇÃO E ALFÂNDEGA: O voo (que tinha saído com aquele atraso) chegou apenas 1h após a previsão inicial...como ainda me restariam quase 6h de conexão então me animei novamente em conseguir dar uma "escapadela" como diriam nossos amigos lusitanos para o centro da cidade. Na imigração foi super tranquilo, o oficial apenas me perguntou para onde estava indo, expliquei que iria a Paris mas que aproveitaria o tempo de conexão para passear no centro, passei para ele a cópia impressa da reserva de hospedagem e ele carimbou o passaporte. Já estava quase correndo para a saída quando outro oficial, só que dessa vez da alfândega pediu para eu entrar na sala de inspeção de bagagem. Já estou acostumado a isso devido ao perfil típico (jovem viajando sozinho sem muita bagagem) o problema é que a inspeção de uma mulher antes da minha demorou à beça. Na minha vez já fui abrindo a mala e explicando meu roteiro, o cara estranhou eu viajar sozinho, disse que gosto assim, e meu passaporte ter poucos carimbos (pois ele é recente, o outro venceu), xeretou um pouco na minha mala e fez o famoso teste do peso da carcaça...como já sou formado em várias temporadas de 'Aeroporto-Madri' só assisti sem dar a mínima. Convencido de que sou bom viajante me liberou. A minha inspeção não durou nem 3 minutos, porém a da outra mulher levou bem uns 20, parecia estar levando a casa inteira com ela... LOCKER (CACIFO):O agente me indicou a saída e fui ligeiro atrás do locker (ou Cacifo como falam lá) para guardar minha mala de mão. Paguei EUR 1,50 para deixar o equivalente a 4h...tudo muito fácil, porém deixo dois avisos: 1 - para guardar você vai precisar digitar uma senha e se lembrar dela. Reforço isso pois quando voltei para pegar a mala eu tinha visto tanta coisa linda na cidade que se não fosse o fato de ser uma senha muito comum e cotidiana para mim eu facilmente teria esquecido, então prestem atenção a isso. 2 - A máquina vai te cuspir um ticket que você você deve guardar para colocar na máquina quando for retirar a mala. Caso perder vai ter que pagar uma taxa pelo extravio. Abaixo segue tabela retirada hoje (12/01/20) do site da concessionária do aeroporto com os preços. Preços por volume e por período de 4 horas: Tipo 1: 351 x 457 x 855mm: 1,50€ Tipo 2: 351 x 945 x 855mm: 2,00€ Tipo 3: 525 x 945 x 855mm e 212 x 1925 x 555: 2,50€ Extravio do Talão de Depósito - 20,65€. COMO IR DO AEROPORTO ATÉ O CENTRO DE METRÔ: Gente, super simples...segue as placas indicando "metro (light rail)" igual a da foto abaixo, em menos de 5 minutos você chega na estação Aeroporto da linha E do metro. Lá você compra na maquininha (aceita moedas ou cartão de crédito) o seu cartão Andante (recarregável) já com a tarifa para a estação de destino, que você insere na máquina. Para ir até qualquer estação do centro do Porto/Vila Nova de Gaia é a Zona Z4 e a tarifa custa EUR 2,60. Importante: você deverá validar o cartão em uma máquina que fica na escada para acesso à plataforma. Não há catracas Como era Natal, a frequência dos trens (que para todos os efeitos é na verdade um VLT, igual ao do Rio) era de 30 minutos, sorte que havia um na plataforma quando cheguei. A viagem até a Estação Trindade, onde você deve descer para fazer baldeação, dura cerca de 25 minutos. Dali você faz transferência para a linha D, no sentido Santo Ovídio, para andar apenas mais 2 ou 3 estações, dependendo de onde no Porto você quer descer...eu preferi descer na Estação Jardim do Morro, a primeira após a ponte D. Luís e ir fazendo o trajeto de volta a pé. O tempo total no metro foi de 40 minutos. Ainda no VLT, que cruza a ponte na parte superior você já tem a vista maravilhosa do Rio Douro e das duas cidades, Porto e Vila Nova de Gaia. ROTEIRO: Eu fiz o seguinte roteiro, em pouco mais de 1h30. Infelizmente como o tempo era escasso não pude entrar em nada, foi apenas uma visita externa, um aperitivo para a viagem que farei em Março para essas bandas com a família =). Ainda assim deu para ficar de queixo caído com a simplicidade e beleza do lugar e também gosto dessa sensação de se fazer "uma viagem dentro da viagem". Quem gosta também fica a dica, é possível fazer isso quando numa conexão longa no Porto. Já no caminho para a estação São Bento para ir ao aeroporto entrei num pequeno bar para comprar um lanche e um refrigerante, tudo por apenas EUR 2,20, e no lugar tocava o brasileiríssimo Ira - Envelheço na Cidade, grata surpresa. Consegui chegar no aeroporto com bastante tempo para o segundo voo do dia, para a Cidade-Luz, que afinal de contas é a protagonista deste tópico.
  28. 1 ponto
    24/12 - EMBARQUE CHECK-IN: Chegou o dia. Na verdade no dia anterior fiz o check-in online, e tirando o absurdo da TAP (e algumas outras cias) cobrar para escolher um assento de resto foi sem problemas...o sistema me selecionou janela no voo até Porto (❤️) e corredor no curto voo até Paris. NO CAMINHO para o aeroporto recebo uma mensagem da agenda da Google dizendo que o voo iria atrasar mais de 2h, consultei o Flight Radar pelo número do voo e constava a mesma coisa...porém nada veio diretamente da TAP. BAGAGEM DE MÃO (LEVEMENTE) ACIMA DO LIMITE X ATENDENTE CHATO (E UM VOUCHER P/CAFÉ DE BÔNUS): Chegando no aeroporto aquela fila imensa para o check-in, que teoricamente já tinha feito, porém eu queria pegar um cartão de embarque decente masss, sem chance. Um funcionário já falou para eu agilizar as coisas fazendo pelo totem...ele também me confirmou que o voo estava mesmo atrasado e além do "cartão" de embarque parecendo cupom fiscal de mercado (broxante) o totem também cuspiu um "voucher" de BRL 19 como compensação pelo atraso *risos* que poderiam ser descontados no Viena *mais risos*. E pra completar, após eu perguntar se eu teria que colocar tag na minha mochila e mala de mão (pois eu tinha pego uma tarifa que não dava direito a despachar bagagem) ele disse que não, e imediatamente perguntou se minhas bagagens estavam somando 10kg. Disse que sim, mas a cara dizia outra coisa, e disse também que só a bagagem de mão tinha restrição de 10kg e não a mochila junto, e o atendente me contestou dizendo o contrário, e ainda me fez um alerta (ameaça) de que na hora do embarque iriam pesar minha bagagem...e que se estivesse acima do peso iria ter que despachar e pagar por isso. Eu fiz cara de "tudo bem chefe, dane-se isso" e saí de perto...já fiz embarques o bastante para saber que ninguém pesa mala nenhuma na fila para embarque no avião, se sua bagagem "parecer" dentro dos limites você passa sem problema algum. Porém por precaução fui numa esteira de outra cia (bem longe da TAP) e pedi para deixarem eu pesar minha bagagem, e tudo (mala + mochila) estava dando 11,4kg!!! Mas como só a mala estava dando 7,7kg eu só tirei algumas coisas da mochila (casaco leve + livro + apoio para pescoço) antes de entrar no avião para evitar qualquer presepada de última hora...mas nem o precisaria ter feito pois como imaginava ninguém confere nada que não pareça de tamanho maior que o padrão. Ah...fiz questão de gastar o voucher no Viena, pagou parte de um quiche + suco de laranja (completei com BRL 5). Fora essa questão do atraso e tensão com a bagagem de resto tudo tranquilo, com direito a uma árvore de natal de painéis LED, me lembrando da data:
  29. 1 ponto
    Dia 10/12 - VENEZA/VIENA Já havíamos arrumado nossas coisas na noite anterior mas mesmo assim acordamos cedo pra poder fazer as coisas com calma. Antes de levantarmos já pudemos ouvir as sirenes avisando a população de que a água estava subindo, nos aprontamos, fizemos o check-out e antes mesmo de deixarmos o hotel calçamos nossas galochas pra podermos sair dali. Na verdade usamos ela até quase chegarmos a estação Santa Lúcia pois havia vários pontos de alagamentos durante o trajeto. Chegando lá retiramos as galochas pra podermos guardar e entrar na estação, nosso tem partia só ás 10h00, então ainda dava tempo de tomar um café com calma, dessa vez tomamos lá dentro da estação mesmo, compramos uma tostada e um cappuccino cada, além depois de comprar uma água pra tomarmos durante a viagem. Seria uma viagem longa, até um pouco mais do que foi entre Roma e Veneza, aguardamos alguns minutos até que aparecesse no painel o número da plataforma de onde partiria nosso trem. Sobre a viagem Antes de optarmos ir via trem lemos muito a respeito, principalmente sobre a prestação de serviço da empresa estatal austríaca OBB, li muitos comentários ruins sobre, principalmente de brasileiros mas, por sorte, não tive qualquer problema, muito pelo contrário! Pagamos €15,00 cada por uma passagem de primeira classe (poltronas individuais, muito espaço, um luxo só), só não estava incluso refeição mas como compramos umas coisas pra comermos durante a viagem no dia anterior em Veneza então foi tranquilo. Confesso que fiquei desconfiado de que havia algo errado até o fiscal passar pra conferir as passagens, sei lá, por um momento achei que havia pagado apenas pela reserva das passagens pois achei muito em conta o valor pela comodidade que foi oferecida, de longe a viagem de trem mais agradável da minha vida! O trem corta todo o território austríaco, passando por paisagens uma mais linda do que a outra. Muita gente diz que vale mais a pena fazer viagem de trem noturno pra vc economizar uma pernoite e chegar descansado no seu destino, eu diria que depende! Da forma que viemos de Roma pra Veneza eu não recomendo não pq não dormimos nem descansamos nada, enquanto a viagem que fiz durante o dia de Veneza a Viena além de mega tranquila foi muito confortável e extremamente relaxante. Ficar de boa sentado e apreciando as belas paisagens europeias pode ser um boa pedida! Mas ai vai de cada um, né?! Chegamos em Viena por volta das 18h00, já estava bem escuro e bem mais frio que em Veneza, procuramos um posto de informações pra podermos nos informar sobre o transporte público, como o ponto onde passava o ônibus que deveríamos pegar para chegarmos até o nosso hotel ficava a quase 1km de onde estávamos optamos por irmos de Uber, já que a distância mão era tão grande. O motorista deixou a gente em frente ao hotel, até que a localização era boa, ficava há uns 2km do centro de Viena, fizemos o check-in, subimos com as nossas coisas e depois saímos pra conhecermos a região e comermos alguma coisa. Depois de dias comendo massa estávamos com vontade de comer carne, optamos por algo barato e prático, baldão de frango frito do KFC. 😄 Já passava das 20h00, andamos um pouco mais pela região, passamos em uma loja da Lindt pra comprarmos uns chocolates e em um mercado pra comprarmos água depois voltamos ao hotel pra descansarmos pra poder explorar a cidade no dia seguinte. Gastos no dia: Café da Manhã: €5,50 Uber: €6,30 KFC: €5,75 Chocolates Lindt: €3,90 Água: €2,00 Total: €23,45 Obs: Nesse dia quase não tirei fotos pois passei ele quase todo dentro trem.
  30. 1 ponto
    @Tuiza Camila mello Muito obrigado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 🤩 e Feliz Ano Novo!!!!
  31. 1 ponto
    DIA 08/12 - ROMA Nesse último dia em Roma fui obrigado a fazer outra reserva em outro local para poder passar o dia, ter onde deixar nossas coisas e poder tomar um banho antes de partirmos para o próximo destino. Obviamente fiz isso antecipadamente, antes da viagem. "Ah mas pq vcs não alugaram um dia a mais na hospedagem que vcs já estavam?", simples, acabamos decidindo ficar 1 dia a mais em Roma, originalmente partiríamos para Veneza no dia 09/11, porém teríamos que sair de Roma cedo e pegar o trem de alta velocidade, isso significaria um custo alto para nós, já que as passagens desse trem são bem caras, ainda que seja de 2ª classe, então optamos pegar um trem normal noturno, obrigando agente a sair tarde da noite de Roma pra chegar em Veneza de manhã bem cedo. "Tá mas vc ainda não explicou o pq de não ter pago 1 diária a mais na hospedagem que vcs já estavam", verdade, então, essa decisão de irmos de trem noturno tomamos após já ter feito as reservas nessa residência, até tentamos acrescentar 1 dia a mais, havia disponibilidade, porém o preço subiu absurdamente, eu ia pagar por 1 diária mais da metade do valor que havia pago para os 3 dias que já havia reservado, sem condições! Então reservei 1 diária em um hotel próximo a estação Termini, de onde partiria o nosso trem para Veneza. em chegamos a pernoitar mesmo, fomos pra lá assim que fizemos o check-out na hospedagem que estávamos, inclusive fomos a pé pois era próximo. Chegando lá fizemos o check-in, pagamos a taxa municipal de €3,00, subimos par ao nosso quarto e deixamos nossas coisas lá para aproveitarmos nosso último dia em Roma. Para a nossa "sorte" estava chovendo nesse dia, mais do que nos outros, isso acabou atrapalhando bastante nossas intenções para esse dia, saímos na chuva mesmo, afinal, se estivesse trabalhando teria que ir trabalhar de qualquer jeito, né?! Decidimos visitar alguns pontos de interesse que não havíamos visitado e revisitar outros (inclusive gastronômicos hehehehehe), faltou muita coisa pra ver em Roma (Monumento a Vittório Emanuele, primeiro rei da Itália), a Pirâmide de Céstio, Galleria Borghese, diversas igrejas que não foi possível visitar e que possuem diversas obras de interesse, etc), ao menos possuo motivos de sobra para retornar pra lá! Após o dia de andança retornamos ao hotel para nos arrumarmos para partir pra Roma. Antes de embarcarmos no trem comemos um lanche no Mc Donalds dentro da estação Termini e ficamos aguardando o horário do embarque. Gastos no dia: Taxa Municipal: €3,00 Gasto com transporte (metrô): €3,00 Refeição: €4,00 Pompi Tiramisu: €4,00 Souvenir: €12,50 Capuccino: €4,75 Mc Donalds: €9,00 Total: €40,25
  32. 1 ponto
    @Nathalia Feliciano eu! Quero cia
  33. 1 ponto
    Dia 06/11- ROMA Acordamos umas 8h00, tomamos café, o dia estava bom, ao menos não choveu e até saiu um solzinho meio tímido. A intenção era visitar o Coliseu, saímos de casa em direção a ele mas acabamos errando o caminho indo parar em frente a Arcibasilica di San Giovanni in Laterano, não sou católico tão pouco religioso, porém admiro muito a arquitetura e as obras que encontramos dentro e fora desse tipo de construção o que me faz perder um tempinho admirando elas e essa em particular possui uma linda arquitetura. Perdemos um tempinho lá dentro admirando, depois saímos e fomos direto par ao Coliseu. Todo mundo sempre fala das enormes filas para visitar o Coliseu, que é melhor comprar o Roma Pass pra evitar as filas e tal, mas nessa viagem eu não comprei nenhum ingresso ou card pass antecipado, primeiro porque meus gastos com as passagens e hospedagens me impediram fazer isso e segundo que não são tão baratos esses passes, é preciso ver com calma as atrações as quais eles dão direito a visitar, por quantos dias, etc. Fiquei 4 dias inteiros em Roma e eu já tinha definido o que faria em cada um deles, logo, não achei que pra mim seria interessante comprá-lo. Chegando lá não pegamos fila para comprar ingressos tão pouco para entrar, foi super tranquilo. O ingresso normal para 1 adulto custa €16,00, ele te da direito a visitar o Coliseu, o Palatino e o Fórum Romano, inclusive no dia seguinte. Íamos tentar visitar os 3 no mesmo dia pq no dia seguinte visitaríamos o Vaticano e no nosso último dia queríamos o dia livre para podermos andar livremente pelas ruas de Roma. Depois de rodar por dentro do Coliseu e tirar poucas fotos decidimos visitar o Palatino, mas não sem antes cair no golpe dos imigrantes que ficam em frente ao Coliseu, né?! Foi tão ridículo que fiquei com ódio de mim mesmo, deveria ter chamado a polícia, mas acabei deixando pra lá. Resumindo, um imigrante africano nos abordou todo simpático perguntando de onde eramos, dai respondemos que eramos brasileiros e tal, dai ele abriu aquele sorrisão e começou a falar de Neymar, Samba, futebol... 🙄, e veio colocando uma pulseira artesanal no nosso pulso, até ai legal, me surpreendi com a simpatia do rapaz, dai nos viramos pra seguirmos nosso caminho ele viu que não iamos dar nada pra ele, dai ele veio atrás da gente mostrando fotos da família, esposa, filhos, etc e perguntou se não podíamos ajudá-lo, dai eu peguei umas moedas que tinha no bolso (acho que eram uns €2,50) e dei pra ele, mas ai ele achou pouco, ficou resmungando, dai eu disse q daria €5,00, porém eu só tinha €10,00, então ele deveria me voltar €5,00, obviamente além de não me devolver os €5,00 ficou com os €2,50 que eu havia oferecido no início. Deu uma de louco e sai de perto da gente. Eu fiquei muito puto, sério, pede dinheiro mas não faz os outros de idiota agindo de má fé! Sei que não são todos que fazem isso mas são justamente esses que queimam a imagem deles lá, e eu presenciei esse tipo de golpe a todo instante nessa viagem, principalmente em Roma! Tanto que depois desse episódio qualquer pessoa que eu percebesse que fosse imigrante que se aproximava da gente eu já virava a cara e respondia um sonoro NO! Enfim, nesse dia conseguimos visitar o Palatino e o Fórum Romano, saímos tarde de lá, já eram umas 16h00 e nem almoçado a gente tinha ainda, resolvemos pegar o Metrô e ir até a Piazza Spagna pois lá tinha um lugar que havíamos lido relatos onde se comia uma ótima massa por um preço ótimo no sistema de pegar e levar, se chama Pastifício Guerra, todos os dias eles oferecem dois tipos diferentes de massa e molhos em porções bem servidas por €4,00, realmente é uma delícia e se achar que não foi suficiente só comprar outra porção, de qualquer forma irá gastar menos de €10,00 pra comer uma deliciosa massa fresca italiana, mas eu preferi pegar um Tiramisu de sobremesa na mesma rua do Pastifício Guerra, o local se chama Pompi e apesar de venderem outros tipos de sobremesas o carro chefe deles é o Tiramisu mesmo que vem numa embalagem linda! São uns 6 sabores diferentes: (Tradicional de café, Pistache, Frutas do Bosque, Morango e Castanhas com Avelã), obviamente peguei o tradicional dessa vez e meu companheiro o do pistache, uma delícia, o melhor que comi nessa viagem (devo ter comido em 3 lugares diferentes), esse foi incomparavelmente o melhor! Amo Tiramisu, é a minha sobremesa favorita e foi um deleite poder provar esse manjar em seu país de origem. De buchinho cheio sentamos em frente ao monumento Fontana Della Barcaccia, em frente as escadarias mais famosas de Roma, e ficamos lá apenas observando o movimento (essa região é bem cheia), é onde ficam concentradas as lojas das maiores grifes do mundo. Ficamos um bom tempo por ali, tiramos umas fotos, subimos as escadarias, fomos até a igreja que fica no alto dela e depois seguimos em direção a fonte mais famosa da Europa, a disputada Fontana di Trevi, mas antes passamos pelo Pantheon que ficava no caminho até a Fontana, ali entramos e ficamos um tempo também admirando a beleza e as obras expostas, a entrada era livre. Depois seguimos para a Fontana e, como não poderia ser diferente, estava mega lotada, impossível tirar uma foto sem que alguém apareça na sua foto, dizem que isso é possível durante a madrugada ou de manhã bem cedo, sorte pra quem fica hospedado próximo a região! Estávamos exaustos pois poucos são os que visitam o Coliseu/Palatino/Fórum Romano no mesmo dia, paramos num lugar pra comprar algo pra comer e pegamos um Arancini (era bem grandinho até), seguimos pra casa para tomarmos um banho e descansarmos, afinal, amanhã visitaríamos o Vaticano e, novamente, andaríamos pouco! Gastos no dia: Entrada Coliseu: €16,00 Golpe: €12,50 Gastos com transporte (metrô): €3,00 Souvenir: €2,00 Refeição: €4,00 Tiramisu: €4,00 Arancini: €2,00 Total: €43,50
  34. 1 ponto
    Como chegar Ônibus Você pode pegar um ônibus de Salvador direto para Lençóis pela empresa Rápido Federal, são 420 km e dura em média de 6, 7 horas de viagem. O valor da passagem custa em torno de R$ 88,00. Você pode comprar a passagem online no Clickbus, Busbud, Rápido Federal, Real Expresso ou diretamente na rodoviária. - Se você comprar sua passagem online você tem que trocar seu cupom pela passagem diretamente no guichê da companhia de ônibus. -Não se esqueça de trazer uma blusa de frio, pois o ao ar-condicionado do ônibus é bem forte. Tem 3 horários diferentes todos os dias de Salvador e Lençóis. Horário dos Ônibus SALVADOR X LENÇÓIS Partida 7:00, 13:00 , 23:00 Chegada 13:25, 19:25, 5:25 . LENÇÓIS X SALVADOR Partida 8:30, 13:15 e 23:30 (Aos domingos o horário do último ônibus é 23:00 e as vezes tem ônibus extra às 23:50) Chegada 13:50, 20:30, e 6:20 Para mais informações: www.realexpresso.com Central de Atendimento Real Expresso Telefone: 0800 883 8030. Para mais informações: www.rapidofederal.com Central de Atendimento Rápido Federal Telefone: 0800 280 7325 Avião Lençóis possui um aeroporto que fica no distrito de Tanquinho a 20km do centro da cidade, na BR-242 e recebe vôos regulares de Salvador. É possível encontrar táxis que fazem o translado até Lençóis que custa de R$25,00 a R$30,00 em carros compartilhados ou o privativo em torno de R$ 120,00. Normalmente os vôos partem de Salvador nas Quintas e Domingos e levam em torno de 45min para chegar ao destino. OBS: Os voos para o aeroporto de Lençóis tendem a serem mais caros, geralmente vale a pena pegar um voo até Salvador e de lá pegar um ônibus até Lençóis. Mais informações: Aeroporto de Lençóis: +55 (75) 3625-0026 Aeroporto Internacional de Salvador: +55 (71) 3204-1010 / 1544 Linha aérea: www.voeazul.com.br Carro Saindo de Salvador leva em torno de 6 a 7 horas para percorrer os 420 km até Lençóis, dependendo das condições da estrada e do trânsito. De Salvador faz-se o percurso para a Chapada Diamantina através da BR-324 até Feira de Santana e pela BR-116 até o entroncamento com a BR-242. Na BR-242 seguir até o acesso a cidade de Lençóis
  35. 1 ponto
    Olá! Vou passar 2 dias em salvador e estou em busca de cia para um dia.
  36. 1 ponto
    Bofete é uma pequena cidade do interior paulista, contando com menos de 10 mil habitantes segundo o último Censo realizado, porém a região atrai muitos turistas pelos seus atrativos naturais, como a subida das 03 Pedras e a visualização do Gigante Adormecido (formação rochosa que ao longe parece ser um gigante deitado.) A pequena cidade do interior paulista fica a 200 km do centro de São Paulo, seguindo pela Rodovia Castelo Branco, assim sendo uma ótima oportunidade para se fazer um bate e volta. 03 Pedras - Bofete O objetivo era fazer a trilha e subir as 03 Pedras e para chegar lá tivemos que colocar no GPS a localização da Cantina da Figueira, um restaurante mineiro que conta com estacionamento e banheiros para os visitantes, ali você pode pedir informação, dar uma parada, comer algo, usar o banheiro e conversar com a proprietária do lugar, uma senhora MUITO simpática e prestativa. A entrada do sítio fica a 03 km do restaurante, onde terá um senhor também muito simpático a sua espera para contar um pouco da história do local e explicar sobre a trilha. Existem 03 formas para se chegar as 03 Pedras, basta você escolher qual a melhor para seu grupo: Deixar o carro no restaurante Cantina da Figueira e caminhar até o pé das 03 Pedras. Isso dará 16 km (ida e volta) Deixar o carro na entrada do sítio e percorrer 09 km (ida e volta) Ir com o carro até o pé das 03 Pedras e fazer somente a subida ate o topo. Subindo para o topo das 03 Pedras Eu fui pela opção 01 para treinar e aproveitar mais o dia e a beleza do lugar, mas a opção 2 também não seria ruim, cansaria bem menos. A entrada do sitio custa R$10,00 e para aqueles que querem acampar, o custo sai R$20,00, um valor bem razoável pela beleza do lugar, no sítio é possível usar os banheiros e abastecer as garrafinhas com água. A trilha do sítio ate o pé das 03 Pedras é bem sinalizada, a todo momento você tem visão para a estrada que leva os carros ate a entrada dela, porém do pé ate o topo, é necessário escalar algumas pedras, não é necessário o uso de equipamentos, mas precisa ter muita atenção e cuidado, em 30 minutos de subida, você estará no cume das 03 Pedras, sendo possível subir as 03 partes com ajuda de cordas já instaladas no local. Assim, fica a dica de um possível bate volta ou até a oportunidade de passar um final de semana acampado ao pé das 03 Pedras, um passeio de baixo custo que vai te proporcionar uma tremenda experiência e contato com a natureza. A subida requer um pouco de escalada, mas sem a necessidade de equipamentos de segurança - Dicas Leve: 2 Litros de água no mínimo. Lanche e frutas Boné e lanterna Óculos Protetor solar Blusa de Frio ou corta vento Protetor Labial Um calçado adequado para a trilha Sempre deixe avisado para familiares para onde você esta indo Planeje a trilha antes de fazê-la pela primeira vez, saiba o que você ira enfrentar durante o dia. Melhor época é sempre no outono/inverno, onde dificilmente terá incidência de raios e trovões, e muito menos chuva, mas sempre fique atento a meteorologia do dia. No topo das 03 Pedras Não se esqueça de sempre trazer seu lixo de volta, ajude a cuidar e preservar a natureza. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. Follow me
  37. 1 ponto
    Parabéns pelo relato. É possível acampar lá? Valeu!
  38. 1 ponto
    PEDRA DA BORACÉIA É na escuridão de uma noite fria de inverno que avançamos lentamente rumo a lugar nenhum. Nossa referência não passa de um ponto distante que miramos para fora da floresta, que nos faz esgueirar entre moitas e moitas de bambuzinhos espinhudos, onde provavelmente jararacuçus nos espreitam assustadas com tal ousadia. Não são nossas pernas que nos carregam, mas nossa vontade de escapar inteiros de uma das maiores aventuras dos últimos tempos e a maioria de nós apenas se arrasta, deixando que a resiliência comande nossos passos e que a luz das nossas lanternas e o céu qualhado de estrelas nos leve à civilização. ( Rafael, Júlio , Vagner , Luciano , Potenza , Régis , Trovo e Divanei . ) A PEDRA DA BORACÉIA talvez seja dentre as montanhas da Serra do Mar de São Paulo, uma das mais isoladas, não só por estar em uma área de acesso restrito, mas também por se situar em uma parte em que a serra acaba se distanciando do mar, sendo guardada por terras indígenas em meio a florestas quase que intransponíveis com paredões abruptos de centenas de metros. Na carta topográfica consta como PEDRA QUEIMADA e independente de qual seja o verdadeiro nome, alcançar seu cume é estar mais de 100 metros acima do Corcovado de Ubatuba, outro ícone do litoral paulista. Por mais de uma década sonhávamos em conquista-la, mas conseguir as tais autorizações junto à SABESP (Companhia de Águas Paulista) ficava cada vez mais impossível e seria mesmo uma mão na roda porque era a oportunidade de avançar até a pedra por barco, navegando pela Represa do Ribeirão do Campo até a tal Cachoeira da Escada e de lá partir varando mato por umas cinco horas até o cume. Até tentamos por intermédio do Luciano Carvalho, que por lá esteve, perguntando sobre essa tal autorização, mas recebeu um não na fuça e a alegação era que o grande reservatório estava agora infestado de jacarés do papo amarelo. Diante da situação apresentada, nos restava apenas tentar angariar informações de alguns raros aventureiros que conseguiram ascender a pedra por trilhas e picadas de mateiros, palmiteiros e caçadores, portanto, ao invés de ir por água, ir tudo por terra. Alguns desses antigos exploradores nem se deram ao trabalho de nos responder, outros responderam com desdenho, alguns até que foram prestativos, mas suas informações foram tão genéricas que era impossível absorver algo. Na verdade, o que queríamos mesmo era um traklog, já que sabíamos que alguns detinham o caminho marcado no GPS, mas esses caras nos enrolaram, como a nos dizer: “ Querem conquistar aquela montanha, se virem, deem seus pulos “. Cansamos de esperar pela boa vontade de alguém, mandamos todo mundo a merda e decidimos que se fosse para conquistar a Boracéia, faríamos isso com nossos proprios esforços, iríamos traçar um novo caminho, uma rota inédita até o cume, nem que essa rota gastasse o dobro do tempo. Eu e o Vagner nos debruçamos sobre mapas de satélite e cartas topográficas, buscando informações que nos levasse a um ponto de partida. Encontramos a pouco mais de 5 km em linha reta a leste da Barragem da SABESP, um atrativo turístico conhecido por POÇO BONITO, localizado no Rio Claro, sendo que uma trilha de uns 6 km poderia facilmente nos levar até ele no meio da densa floresta. Acima do Poço Bonito, uma cachoeira marcaria a nossa despedida do Rio Claro. Esmiuçando a carta topográfica vimos que um grande corredor plano, como se fosse um vale subindo levemente, poderia nos conduzir ao sul até uma grande linha de transmissão de energia e de lá faríamos a curva para oeste novamente, seguindo até perto da base da Boracéia, na teoria poderia dar certo, um plano estava traçado. Traçado o plano, o roteiro e a estratégia, faltava formar o grupo, alguém que comprasse o projeto, mesmo sabendo que poderia ser a maior furada dos infernos. No início praticamente todo mundo fez cara de paisagem, os convites foram sendo negado e alguns exploradores, parceiros nossos das antigas, apenas se mantiveram em silêncio, outros estavam as voltas com compromissos familiares, trabalho e até mudanças e acabamos ficando com 3 integrantes confirmados, além de mim e do Vagner, o Rafael era o outro que desde o começo garantiu seu rabo na expedição. O certo é que joguei uns 10 nomes no grupo de WhatsApp e quando jogamos as cartas sobre a mesa, a maioria da galera tomou ciência da ousadia da Expedição, sabiam eles que seria uma oportunidade única e um a um foram saindo do armário, aniversário de parente, mudança de casa, trabalho, mudança de sexo, tudo foi se perdendo pelo caminho e a Expedição à Pedra da Boracéia ganhou força e corpo. No mapa estava tudo pronto, faltava agora ir lá nos cafundós de Salesópolis investigar essa tal trilha até o poço Bonito. O Vagner, o Trovo e o Rafa se prontificaram e coube a eles esse trabalho importante de investigação, aliás, para uma expedição sair do papel é preciso que pessoas se comprometam, botem a mão na massa e o pé na trilha. E os caras fizeram um trabalho lindo, acharam uma trilha de conexão da área rural que nos levaria até o poço e a Cachoeira Bonita, a primeira parte estava pronta, agora era montar a logística e reunir os expedicionários em torno do projeto. Agora com todo mundo motivado, escolhemos um feriado de junho para a expedição e seria a primeira vez que a gente se jogaria na Serra do Mar em pleno inverno e só fizemos isso justamente porque o nosso motivo maior seria uma montanha e não a exploração de rios selvagens, mas o tempo nos mostraria que não era bem assim como pensávamos. No horário marcado, nos encontramos todos (menos o safado do Rafa que chegou com uma hora de atraso) na Estação Estudantes, em Mogi das Cruzes, onde uma van nos esperava para nos desovar lá na área rural de Salesópolis. O motorista sentou o cacete e quando chegou no município citado, passou batido até interceptar a Estrada da Petrobras e transitou por ela cerca de uns 8 km, entrou à direita e uns 5 km depois saltamos no escuro, sei lá onde, num tal de Bairro dos Pintos e por mais uma meia hora nos pusemos a caminhar até que o Vagner localizou a tal trilha que passa ao lado de um sítio e embrenha na mata, vai descendo em nível, passa pelo Rio Clarinho, onde o Trovo e o Potenza resolveram cair de uma pontinha de madeira, segue sempre no aberto e uma hora e meia depois de iniciarmos na estrada, desembocamos na bucólica prainha do Poço Bonito do Rio Claro. ( Prainha do Poço Bonito) A madrugada já ia alta, mas surpreendentemente não fazia frio e decidimos montar um grande bivac sobre a areia da prainha. Sacamos uma corda, enfincamos um grande galho na areia e amarramos a corda no galho e em uma árvore nas margens do rio, jogamos a lona por cima e outra por baixo e jogamo-nos para debaixo com nossos sacos de dormir. Foi uma noite de cão para alguns que quase congelaram de frio, mas eu dessa vez não economizei nos agasalhos e dormi feito pedra até pouco depois das 6 da manhã. O dia amanheceu ensolarado, o que ajudou a animar a galera, que a partir de agora sabia que o passeio havia terminado e pela frente havíamos de enfrentar 4 longos de dias de aventuras selvagens. O Poço Bonito é um lugar lindo, um espelho d’água ótimo para um banho demorado em suas piscinas naturais, mas não no inverno. Então abandonamos ele pela esquerda, interceptando uma trilha que em alguns minutos nos levou até a CACHOEIRA DO POÇO BONITO, uma queda d’água não muito alta, mas muito cênica, muito parecida com a Cachoeira do Diabo, mas em menores proporções, provando que esse Rio Claro é realmente impressionante, mas o melhor ainda estava para ser descoberto. Depois de alguns clics da cachu , já fomos nos encaminhado para abandoná-la pela direita, mas antes disso uma chuvinha fina despencou sobre nossas cabeças antes das nove da manhã , mas isso não foi o suficiente para nos tirar o bom humor, porque a previsão do tempo já havia nos dito que haveria uma possibilidade pequena de precipitação. (Cachoeira do poço Bonito) Um a um fomos nos enfiando na mata e rasgando a floresta no peito, agora tendo como referência o traklog desenhado por mim e pelo Vagner no mapa de satélite que iria de encontro a um possível vale, um corredor que pudesse nos conduzir direto para o sul até que alcançássemos a tal rede de Alta Tensão, nosso próximo objetivo. O Trovo seguiu à frente porque já havia avançado por aquele terreno na semana passada, mas logo resolveu mudar de rumo para se livrar de umas moitas de bambu. Fomos ziguezagueando meio que para sudeste, fazendo uma diagonal até que pudéssemos interceptar de vez o caminho traçado para o gps e não demora muito, coisa de 20 minutos, tropeçamos em um rancho de palmiteiros/caçadores, incrivelmente bem preservado e sendo usado constantemente, provando que fiscalização ali não existe ou é totalmente ineficiente, a ponto dessa gente deitar e rolar, devastando florestas e florestas de palmeira Jussara. Concertamos o rumo e logo nos apareceu um rabo de trilha e alguém cantou que poderia nos levar para o rumo desejado, mas sem que percebêssemos, acabou nos fazendo rodar em círculos, perdendo tempo precioso. Andar com gps, principalmente um instalado no celular, parece fácil, parece que é só ir seguindo a bolinha, a setinha, sempre corrigindo o rumo, mas só parece. Algumas vez acontece um pequeno deley, um atraso que acaba confundindo o navegador, muito porque não é possível e nem viável ficar o tempo todo com os olhos grudados no aparelho, então qualquer desvio acaba fazendo a gente tomar o rumo errado e tendo que gastar energia preciosa para voltar para o rumo certo. Entre acertos e erros, uma picada nos fez voltar para o sul e nos deixou bem perto da linha que havíamos marcado no mapa e quando encontramos um córrego, na verdade um rio até que caudaloso, pensamos ter encontrado o nosso caminho definitivo, mas uma burrada monstro nos fez descer o rio ao invés de subir e de uma hora para outra , perdemos a direção , o bom senso e a nossas faculdades mentais, estávamos perdidos em algum lugar que até então estava difícil sabermos qual foi o erro cometido, principalmente quando avistamos um outro rio muito maior do que o que havíamos descido e de onde despencava uma cachoeira gigante que nunca imaginávamos existir. Tudo estava confuso, de onde brotou aquele rio enorme? Que cachoeira seria aquela já que não constava em lugar nenhum, em mapa nenhum? Houve um momento de estresse, cada um dava um palpite diferente, cada um queria seguir por um caminho diferente para nos recolocar na rota, mas antes que a gente nos pegássemos na porrada para saber quem tinha razão, deixamos aquela discussão estéril de lado e fomos nos deslumbrar com aquela cachoeira perdida. A diversão e o encantamento fizeram com que colocássemos nossa cabeça para funcionar e a partir daí o Luciano sacou seu gps com bussola embutida, azimutou a direção e disse: “ Caralho, cometemos um erro tosco, ao invés de subirmos o rio, acabamos descendo “. Bingo! Isso mesmo, nossa rota para o sul era surpreendentemente subindo o rio, que depois descobri chamar-se RIO DO ALEGRE, um grande afluente do Rio Claro. Claro mesmo era que viramos tanto para sudeste que acabamos voltando de novo para o rio principal, só que muito mais acima dele. O erro foi dantesco, mas acabou nos dando de presente uma paisagem incrível, até então não relatada na literatura “internética”, conhecida somente por algum mateiro local e revelada ao mundo agora por nós, que sem conhecermos o nome, resolvemos chama-la de CACHOEIRA PADRE DÓRIA, até que alguém nos sopre o nome verdadeiro. (Cachoiera Padre Dória) Abandonamos, portanto, a grande queda d’água e voltamos a subir esse tributário do Rio Claro e quanto chegamos a um girau de caça o rio deu uma curvada e se abriu numa sequência de cachoeirinhas e degraus. Até então não sabíamos se esse rio realmente iria continuar seguindo para sul,mas enquanto ele nos favorecesse, seria o nosso guia, mesmo que fizesse muitas curvas porque ter um caminho livre de mato, bambu e cipó seria ouro no meio daquela floresta fechada. Os degraus foram aumentando e as cachoeiras se multiplicando até que o rio se estabilizou de vez e começou a subir suavemente, com a água hora pela canela, hora pela cintura, mas como a temperatura havia caído e o sol havia deixado de dar as caras desde as onze da manhã, a água gelada começava e incomodar e quando podíamos, fugíamos pela margem para evitar a friaca. Apesar de estarmos subindo o rio e a tendência era de que ele fosse ficando cada vez com menos água, porque iria perder afluentes ao longo do caminho, isso não se confirmou e ele acabou ganhando foi piscinas naturais conforme ia se aproximando do planalto e era inevitável que de vez enquanto molhássemos acima da cintura e isso começou a fazer estragos e não demorou para surgirem as primeiras vítimas: Rafael foi o primeiro a sucumbir e foi preciso que o Luciano intervisse já que o menino tem os dotes de massagista e logo deu um jeito , mas não demorou muito e lá estava o Vagner estirado no chão se contorcendo por causa das câimbras também . Engraçado que sempre a pessoa que mais sofre com as baixas temperaturas sou eu, mas dessa vez os novinhos começaram a cair um a um e para variar a outra perna do Vagner travou também e lá foi novamente o Luciano fazer um carinho no menino. O tempo foi passando, o rio curvando para todo lado, mas sempre se mantendo para o sul. A temperatura caindo vertiginosamente conforme a tarde foi se aproximando e a sensação de que nunca chegávamos a tal Linha de Transmissão foi aumentando. Eu mesmo com uma camisa de neopremo sofria e gastava energia preciosa para fugir dos poços mais fundo porque a margem do rio era feita de bambus entrelaçados que dificultava o avanço. As vezes fazíamos algumas paradas para mordiscar alguma coisa, mas a retomada da caminhada era lenta e sofrível por causa do esfriamento dos músculos. O moral do grupo estava baixo, ninguém conversava mais, era nítido o sofrimento estampado no rosto de cada um e finalmente quando o Rio do Alegre cruzou a tal LINHA DE ALTA-TENSÃO e o nosso gps marcou a hora de virar para OESTE, o que estava ruim se transformou em pesadelo. Ainda sem encontrar um lugar descente para acampar e passando das cinco da tarde a chuva que ameaçou desabar durante as últimas horas, caiu toda de uma vez e a gente que já vinha sofrendo com a temperatura da água, agora nos encontrávamos em semi- hipotermia. Subimos o barranco à direita e tentamos nos abrigar na floresta, agora com terreno um pouco mais plano. Cada qual corre para tentar achar duas árvores descentes para montar sua rede e seu toldo, mas por sermos em oito foi difícil conciliar espaço para todo mundo. Não é possível narrar o sentimento alheio por completo, mas eu estava verdadeiramente na lona. O frio era tanto que não conseguia parar de tremer e muito menos conseguia pensar em uma solução. Árvores que pudessem me atender, eu não encontrava e quanto mais eu ficava exposto as intemperes do tempo, mais eu ia definhando, murchando e aquele aguaceiro dos infernos que não cessava ia fazendo com que a temperatura do meu corpo caísse de uma forma preocupante. Precisa fazer algo por mim, sair da chuva. Estiquei a lona em duas árvores esparsas e me enfiei embaixo e por lá fiquei, parado, inerte, pensado se ainda tinha idade para passar tamanho perrengue, pensando se já não estava na hora de parar de me enfiar nessas furadas. Poderia estar em casa, comendo bem e dormindo lindamente numa cama quentinha e macia, mas não, estava ali todo molhado, enfiado a um dia de caminhada do lugar habitado mais próximo, dentro de uma floresta fechada com uma chuva de inverno castigando sem dó e nem piedade a meio caminho de lugar nenhum. Era preciso agir. Saí do estado de inércia em que me encontrava, larguei minha mochila ao chão e fui esticar as beiradas da lona plástica. Retirei minha rede seca da mochila e amarrei nas duas árvores que por sorte deram espaço suficiente entre uma e outra. Tirei a roupa molhada, vesti uma seca e me enfiei dentro do saco de dormir, muito bem agasalhado. Aos poucos fui me aquecendo, a tremedeira passando e quando me dei conta já estava no mundo de Nárnia, num sono profundo, em estado de hibernação. Uma hora depois, já recuperado, levantei-me e fui cuidar do jantar que fiz juntamente com o Régis e embaixo da lona dele, ficamos até mais tarde jogando conversa fora até que definitivamente apanhei minhas coisas e fui morrer na escuridão da noite num canto isolado do grupo, mas ainda assim a ponto de ouvir o Júlio fazer um discurso na alta madrugada, porque não basta ser maluco, tem que ser sonambulo e incorporar espíritos. O dia amanhece sem chuvas, mas ainda com muitas nuvens. Desarmar o acampamento é uma coisa lenta e vagarosa, ninguém parece querer sair da rede quentinha e só lá pelas nove da manhã é que nos animamos a partir. A primeira coisa a fazer é localizar uma grande torre de Alta Tensão que pelos nossos cálculos não estava muito longe, já que agora bem visível sobre nossas cabeças passavam os fios de eletricidade, bem altos, mas mesmo assim ainda visíveis por entre as grandes árvores. Bastou um vara-mato despretensioso e logo a tal torre nos saltou aos olhos, reinando sobre uma pequena colina verdejante e desprovida de árvores e foi para lá que seguimos, agora no aberto e enfim com um pouco de horizonte e sol para nos alegrar a alma. Chegar a TORRE foi um marco, uma virada no ânimo da equipe. Subimos alguns metros, mas nem era preciso, do chão mesmo agora era possível avistar toda a imponência da cadeia de montanhas de onde a Pedra da Boracéia reinava absoluta ainda com seu topo sendo varrido por nuvens de algodão. Outra coisa logo de cara nos chamou atenção: Toda a extensão do terreno onde as torres passavam e que no satélite parecia capim alto, na verdade tratava-se de um emaranhado de pequenos arbustos e uma vegetação de passagem complicada, onde uma quiçaça entrelaçada não parecia dar passagem tão facilmente como imaginávamos, mas a simples segurança de poder nos guiar quase pelo resto do dia pelos fios de energia, já nos deixava feliz e se fosse preciso iríamos arrastar aquela vegetação espinhuda no peito até o tão desejado cume. Agora nos valendo da direção oeste, vamos galgando o terreno ondulado até a próxima torre, uns 300 ou 500 metros à frente. Trovo vai abrindo caminho e a gente segue atrás, cada um ajudando o companheiro da frente a se livrar dos cipós que vão enroscando nas mochilas. As vezes o terreno acaba nos levado um pouco para fora da linha das torres, mas é só uma estratégia a fim de trilhar por melhores caminhos e uns 40 minutos depois atingimos a segunda torre e a cada torre conquistada é motivo para uma parada mais demorada a fim de comer algo, beber uma água e jogar conversa fora admirando a paisagem ao redor. Pelo resto do dia essa foi a toada, conquistar torres! Foram 2 km varando mato e vales entre uma e outra até que aportamos na quinta torre, a uns 300 metros da base rochosa da Boracéia. Eram umas três da tarde e poderíamos tentar alcançar mais uma torre e de lá virar novamente para o sul varando mato até o pé da Pedra, mas estamos ansiosos demais e entramos em consenso para traçarmos um caminho direto para a face pedregosa da montanha, nossos pés estavam ávidos por pisar naquelas rochas lendárias. Juntamos o grupo e traçamos o caminho mentalmente. Fizemos uma diagonal para sudoeste e despencamos no buraco, quase um abismo no mato, descendo um barranco, escorregando para o fundo do vale até interceptarmos um riacho, cruzá-lo para o outro lado e pegar a direção da Pedra, subindo. Mais no alto conseguimos achar uma picada e seguimos por ela sempre na ascendência até que uma meia hora acima do córrego ela acabou no capim, mas aí já estávamos sentindo o cheiro da rocha exposta, varamos uma língua de vegetação alta e ganhamos a face exposta da Pedra da Boracéia, agora não tinha erro, o caminho era escalaminhado a parede rochosa até o cume, mas antes uma parada para juntar a equipe, tomar um gole de água e mordiscar alguma coisa. Diante de nós uma rampa gigantesca se apresentava. Os mais ousados subiram pelo meio, se agarrando ao pouco de aderência que a pedra nos proporcionava, caminhando no limite da força da gravidade, um vacilo e o rola montanha abaixo seria certo. Os mais tímidos se encaminharam para as laterais onde alguma vegetação conseguia dar uma maior segurança, mesmo que apenas psicológica. O grupo acabou se dividindo em várias frentes, cada qual no seu ritmo, cada um tentando buscar sua própria força, física e mental. A caminhada é lenta, o avanço é moroso, a ansiedade vai servindo de combustível para a conquista. De repente o Luciano e o Rafael ficaram muito para trás se arrastando nos seus sofrimentos individuais, mas como o caminho é óbvio, os grupos vão seguindo, sempre para o alto, galgando cada lombada do terreno. Enquanto o cume não é conquistado nos restam as paisagens ao Norte, onde a Represa do Ribeirão do Campo nos alegra a alma, um mundo de água perdido em meio a uma das florestas mais exuberantes do mundo. Com o cume da montanha ainda sendo visitado esporadicamente por nuvens, que dançavam ao sabor do vento, resolvemos nos deter em uma área abrigada, junto a alguns pequenos arbustos para esperar que todo o grupo se unisse e quando os retardatários chegaram, nos juntamos em uma só equipe e partimos para a conquista final. Não há um caminho definido que nos leve direto para lá, então vamos abrindo a vegetação no peito mesmo até que, sem percebermos, o mundo acaba sob os nossos pés e outro mundo, o mundo dos abismos, o mundo das largas vistas, um mundo feito de águas oceânicas e areias prateadas se descortina, enfim no topo da PEDRA DA BORAÇEIA (1270 m), o gigante perdido, a lenda da Serra do Mar Paulista, onde poucos tiveram o prazer de colocar os pés, estava definitivamente conquistada. Como era finalzinho de tarde e o tempo ainda estava meia boca, com muitas plumas, resolvemos deixar o dia seguinte para maiores contemplações e nos voltamos para assistir ao pôr do sol que já ia se jogando para oeste e também para planejarmos a nossa estadia no cume. Em meio as caratuvas e pequenos arbustos que compõem o cume propriamente dito, não encontramos nada que nos servisse, talvez uma ou outra arvorezinha aguentasse uma rede, mas a exposição seria um preço muito alta a pagar, então decidimos que desceríamos uns 100 metros e tentaríamos um bivac coletivo junto a uma área mais abrigada do vento. Enquanto o grupo se unia para conseguir um lugar abrigado e descente para todos, eis que que surgem 2 desertores, traidores do movimento montanhista e travessias selvagens na serra do Mar Paulista. Daniel Trovo e Rafael Araújo, abandonaram o grupo e mancomunados um com o outro, resolveram que montariam suas redes individuais, se valendo de um ou outro arbusto perdido na vegetação rasteira. Enquanto o alto comando (que não existe) assistia perplexo a traição sorrateira e covarde, voltamos a nos concentrar no abrigo. Em meio a um canto quase que beirando o abismo voltado para a face leste, nos concentramos na limpeza de uma área, retirando pequenas raízes no intuito de deixar o chão com possibilidade de podermos ter uma noite de sono razoável. Feito o trabalho, jogamos as lonas por cima dos arbustos e as amarramos, formando assim uma grande tenda para abrigar 06 exploradores. Jogamos uma grande lona no chão para isolar do frio e cada um escolheu seu canto e ali montou sua cama se utilizando de sacos de dormir. Estávamos todos embaixo do nosso abrigo, nossa casa de montanha, felizes a contar causos de aventuras passadas, enquanto nossos fogareiros ronronavam exalando o puro perfume da boa comida, foi quando ouvimos um estrondo que ecoou em todo o cume daquela montanha isolada do mundo: Corremos a tempo de ver os traidores estatelados no chão, depois que o arbusto que haviam se pendurado com as redes veio a baixo e como usavam em parceria, lá ficaram as duas bestas, caídas na relva molhada de uma noite fria, no cume da Pedra da Boracéia. Imediatamente NÃO corremos para socorrê-los, apenas nos cagamos todos de tanto dar risada. ( kkkkkkk). Depois desse episódio, os desertores pediram clemência e se humilharam para se abrigarem junto com a gente, inclusive um deles teve que se deitar aos nossos pés e lá ficou, quase como um cão de guarda, rsrsrsrsrsrs. Oito almas viventes se espremeram naquele fim de mundo e na madrugada fria o vento varreu o cume e ameaçou jogar nosso abrigo lá para os abismos do litoral. Eu me encolhi o quanto pude, virei quase um tatu bola dentro do meu saco de dormir e não sei em que hora comecei a ouvir um zum zum, mas pensei ser novamente o Júlio recebendo o espírito do Dr. Fritz, então não ousei a colocar a cabeça para fora e depois fiquei sabendo que a nossa lona havia se rompido e a galera teve que se virar para deixar nosso abrigo novamente de pé, mas não foi só eu não. Daniel Trovo também se fingiu de morto e não levantou para ajudar. Eu era um safado, mas esse Trovo já estava passando dos limites, (rsrsrsrsrsrs). O dia que amanhe é lindo. Nenhuma nuvem no céu, nenhum vento, temperatura fria, mas agradável. Todo o grupo se levantou para ver o sol nascer e depois que a bola de fogo se estabilizou, corremos para o cume a fim de nos encantarmos definitivamente com a paisagem. Verdade mesmo que o melhor lugar para esses deslumbramentos não é no cume, mas alguns metros mais abaixo, onde uma pedra exposta é capaz de acomodar todo o grupo. Estar no cume da Boracéia ou PEDRA QUEIMADAcomo alguns preferem chamar e como consta em alguns mapas, é ter a honra de entrar para a galeria de meia dúzia de aventureiros e melhor ainda, é pensar que chegamos ali pelos nossos próprios méritos, uma rota nova criada por nós, uma verdadeira expedição até o cume. O espetáculo ao longe, numa visão de 360 graus ao nosso redor. Praias, ilhas, montanhas, abismos, florestas, um oceano incrivelmente belo. Do cume verdadeiro se abre ainda mais um horizonte extenso, onde é possível ver desde a baixada Santista até muito mais ao norte, passando pela famosa Ilha Bela e seus contornos gigantes. Bem aos nossos pés a praia da Boracéia e a Reserva Indígena da Tribo Silveiras, uma planície litorânea lindíssima forrada de florestas, onde rios quase que intocados desfilam como cobras a serpentear até o mar. Falando em reserva indígena, num primeiro momento pensávamos em estabelecer uma rota para o litoral, descendo em direção as terras dos índios, mas como o tempo se encurtou e alguns ainda estavam receosos de não conseguirmos finalizar essa expedição em 4 dias, resolvemos que não desceríamos até o mar, voltaríamos para o norte, voltando novamente por Salesópolis. Haviam dois ou três que ainda tentaram persuadir o grupo a seguir o plano original, mas como fomos vencidos, batemos o pé para voltar por outro caminho, quem sabe o caminho tradicional, voltando pela Represa do Ribeirão do Campo, mas havia um porém; não tínhamos informação de como fazer isso, apenas sabíamos que deveríamos chegar até a tal CACHOEIRA DA ESCADA, que nada mais era do que o local onde o próprio ribeirão do Campo se jogava para formar o grande reservatório, ou seja, seria mais uma expedição de volta pra casa e que Deus tenha piedade das nossas almas . Antes das onde horas da manhã abandonamos o cume, deixando aquela pedra selvagem entregue à sua própria solidão e partimos novamente para o norte, descendo aquela encosta íngreme e escorregadia, cada um tentando se manter em pé ou, como fizeram alguns, escorregando com a bunda, sem cerimônia. E é mesmo um grande barato tentar ludibriar a força da gravidade tentando fazer o equilíbrio perfeito com as mochilas às costas enquanto vamos testando os limites da aderência da rocha. A descida por isso mesmo é lenta e vamos perdendo altitude aos poucos até que desembocamos no início da floresta onde localizamos por dentro da mata um canal rochoso que acaba nos conduzindo sem que tenhamos que abrir mato no peito. Mas como ali, a inclinação ao invés de diminuir só fez aumentar e por causa do excesso de umidade não teve jeito, tivemos todos que descer sentados, escorregando no enorme tobogã natural até que ele nos levasse bem abaixo, para dentro de um riacho. Uma olhada no GPS e constatamos que aquele acanhado riacho poderia ser um dos afluentes do Ribeirão do Campo e como ele se dirigia para as coordenadas que nos interessava, não tivemos dúvidas, nos agarramos a ele e fomos descendo por dentro d’água até que ele se estabilizou e foi ganhando novos pequenos afluente, formando poços translúcidos em algumas curvas. A caminhada foi avançando e só saímos do rio quando queríamos escapar de alguma parte um pouco mais funda. Uma hora, em uma curva, ele ganhou um afluente bem mais encorpado e acabou crescendo de vez e umas 3 horas depois de partirmos da Boracéia, interceptamos o grande RIBEIRÃO DO CAMPO, que nem era tão maior do que seu afluente principal. Ali no encontro dos dois rios a paisagem começa a mudar e começa a aparecer o leito pedregoso e por vezes encachoeirados. Ao fundo é possível ver a magnitude da PEDRA DA BORACÉIA dominando o horizonte. Alguns corajosos, movidos pela novidade da paisagem, resolveram se jogar nos poços, mas outros queriam mesmo era distância da água fria. Seguimos, mas agora com o grupo dividido entre os que se aventuravam pela água e os que comiam capim, tentando escapar do rio emparedado até que todos se juntaram em um grande poço, um espetáculo formado de água represada que de tão bonito, os meninos o compararam aos rios da Serra da Canastra e por isso vou chamar aqui de POÇO CANASTRApara marcar território. Ficamos ali, diante daquele lugar incrível, batendo papo e nos aquecendo ao sol e aproveitando para dar uma forrada no estômago, enquanto assistíamos alguns se jogarem na água e quando resolvemos partir, dividimos novamente o grupo, mas sempre nos mantendo visíveis e quando o rio voltou a ficar raso , voltamos todos a nos encontrar onde finalmente o Ribeirão do Campo se joga de vez de cima de um cachoeira e vai morrer suavemente no GRANDE LAGO que domina aquelas paragens, com quilômetros de tamanho, um gigante no meio da selva. ( Poço Canastra) A tarde já ia pela metade quando resolvemos abandonar de vez a Cachoeira da Escada. Havíamos gasto 4 horas do cume da Boracéia até ali, mas foi uma caminhada até que tranquila e sem sobressaltos e ficamos até contentes em termos descobertos esse novo caminho sem ter que varar nenhum mato mais substancial ou ficarmos rodando feito barata tonta, então achamos que dali para frente conseguiríamos localizar uma trilha ou uma picada mais consolidada que pudesse nos levar ainda hoje para civilização, achamos errado. Logo perto da cachoeira, um largo e aberto caminho nos fez acreditar que sair dali seria mole, mas não deu 2 minutos de caminhada e a tal trilha se perdeu no nada. Rodamos para cima e para abaixo, um pente fino ao redor e para todas as direções até chegarmos à conclusão mais do que óbvia: Já fazia muito tempo que ninguém botava os pés naquele lugar vindo por terra e se alguém chegou ali, foi navegando pelo grande lago. Na verdade, mesmo dentro de mim já cresceu um sentimento, não tinha como esconder o que estava por vir e uma frase na minha cabeça resumia a situação naquele momento:PUTA QUE O PARIU, A GENTE SE FUDEU BONITO! Começamos então a varar mato e como primeiro objetivo elegemos tentar chegar no início de um braço grande do lago, onde tentaríamos acampar em alguma prainha, mas acontece que acabou ocorrendo um fato nesse trajeto: A partir daquele momento acabamos por deixar a navegação a cargo do Luciano, porque além de nos mostrar que tinha competência, ainda era o cara com um celular mais moderno contendo bussola, o que facilitaria muito aquele vara-mato dos infernos. Combinamos então que tentaríamos naquele dia no mínimo chegar até aquele braço, mas nós falávamos de um braço e o Luciano falava de outro. O tempo foi passando e a gente enfiado na floresta, as vezes achávamos algo que nos parecia ser uma picada, mas como todos os caminhos que encontrávamos, não dava em nada e ainda tínhamos que ouvir o Trovo dizer: “Também, isso não era trilha, era só o caminho de anta”. Claro que ouvir isso do Trovo não nos era novidade, já que para ele tudo que existe no mundo em matéria de caminho foi feito por elas (hehehehehe), mas ali parece que ele tinha razão. A noite chegou, caímos no fundo de um riacho e logo notamos que estávamos novamente perto do lago e quando o Luciano dizia que estávamos perto do nosso objetivo, ficávamos felizes, mas quando pedimos para ver o gps e descobrimos que ainda estávamos longe de onde pensávamos que poderíamos estar, ficamos extremante desapontados. Mesmo assim, não sendo o braço do rio que pretendíamos acampar, resolvemos ao menos tentar acampar nesse fundo de vale, que era nada mais nada menos que o próprio braço menor do lago, mas quando lá chegamos não existia um só palmo de areia, na verdade era uma margem alagada invadindo uma quiçaça, sem conter nenhuma árvore descente para tentar montar uma rede. Estava tão escuro que pouco enxergávamos, então foi preciso ligar as lanternas de cabeça e decidimos pegar água do lago e partir varando mato, ganhando altura até uma área mais espaçada, mais plana que pudesse comportar um acampamento, mesmo que improvisado, meio nas coxas. Então tocamos para cima, nos agarrando onde desse, na tentativa de vencer os grandes barrancos, meio que uma caminhada suicida, correndo o risco de enfiarmos as mãos em alguma cobra ou outro animal peçonhento. Essa é aquela hora que não queríamos estar ali, a noite já estava fria, a fome já consumia nosso estômago, as energias já eram tiradas de onde já não tínhamos. Foi quando alguém mais sensato resolveu dar um basta naquele sofrimento inútil e gritou lá atrás que poderíamos acampar por ali mesmo, um lugar mequetrefe, com poucas árvores descentes, cheio de bromélias espinhudas e cipós entrelaçados. Alguns protestaram, outros resmungaram, mas logo cada qual foi tratar de encontrar 2 árvores que comportasse sua rede e no fim , acabamos por ajeitar todo mundo e aquilo que seria mais um acampamento no inferno, acabou se tornando nosso lar doce lar por mais uma noite. A noite foi fria, alguns reclamaram, mas eu como estava bem agasalho, dormi muito bem, mas é sempre um drama levantar da “cama” quentinha e voltar a vestir a roupa úmida ou molhada, mas como tecnicamente seria o último dia, resolvi ficar com a roupa seca mesmo. A equipe pareceria estar bem-humorada, mas o Luciano acabou me preocupando. Ele era um dos “novatos” com a gente, não que fosse sem experiência, longe disso, mas era a primeira vez que se metera nessas expedições incertas e por isso mesmo apresentou um comportamento estranho, tremendo, mesmo bem agasalhado e com uma temperatura agradável. Entendi o que acontecia: o nervosismo não tinha nada a ver com medo, mas vinha da sensação de não dar conta de escapar ainda naquele dia e perder compromissos inadiáveis, é um sentimento estranho de não conseguir controlar o tempo e nem o destino do jeito que queremos, mas o cara frágil da manhã, se transformaria num monstro no final da tarde. Desmontamos tudo, tomamos café e partimos. Já que estávamos a meio caminho do topo do morrote, resolvemos ir até o cume e foi entre grandes árvores que acabamos por localizar um vestígio de trilha, um caminho mais aberto dentro de uma floresta de bambuzinhos, que acabou nos levando para nordeste por quase 1 km, mas surpreendentemente fez uma curva e começou a voltar para noroeste, justamente de volta para as margens do lago, onde localizamos um RANCHO. Aí fica aquela sensação de que seria melhor, abandonar essa trilha de vez e seguir varando mato reto até o destino que vislumbramos ou nos apegarmos àquele rasgo na floresta com caminho desimpedido? Optamos por continuar pela trilha na esperança de ganharmos tempo e escaparmos o mais rápido possível dali. Por mais uns 600 metros tivemos caminho fácil e quando desembocamos novamente no lago e começamos a margeá-lo, pensamos que estaríamos com a vida ganha e até paramos em uma grande clareira de acampamento e por lá ficamos descansando e comendo algo. Saindo dessa clareira, novamente localizamos a trilha, que suavemente foi contornando o grande braço do lago, passamos por cima de um grande tronco que nos serviu de ponte e sem nem percebermos, começamos a seguir para nordeste novamente, voltamos a virar para oeste e finalmente para norte, a direção que nos favorecia. Trilhas apareciam, trilhas sumiam, uma hora estávamos caminhando desimpedidamente, outra hora rasgando mato no peito até que na descida de mais um vale ouvimos barulho de gente. Nos apressamos para tentar angariar alguma informação, mas o “ morador provisório” do rancho clandestino picou a mula para o mato, caiu na capoeira, escafedeu-se no mundo, fugiu apressado pensando que fossemos algum tipo de fiscalização. Tentamos localizar alguma trilha clandestino por onde esse “ curupira” poderia ter chegado ao rancho, mas nada encontramos. O dia ia passando e a gente rodando entre picadas clandestina que sumiam do nada e varação de mato. Aquilo já estava dando nos nervos e houve uma hora que os espíritos da floresta se apossaram da gente e ninguém mais se entendia quanto a localização, opiniões diversas começaram a surgir, cada qual queria ir para um lado e foi preciso parar e repensar a estratégia e por fim elegemos o Luciano como navegador oficial da Expedição, caberia a ele nos levar de volta para casa, seria melhor mesmo que um só, com equipamento mais preciso assumisse a navegação. Entramos em acordo para onde seguiríamos, decidimos que nosso objetivo seria uma cachoeira perdida no Rio Claro, aquela seria nossa tábua de salvação e era para lá que o Luciano deveria nos conduzir a partir de agora. – DEIXA COM O PAI! (Carvalho, Luciano) Pai Luciano ficou encarregado de nos fazer chegar até o vale de um rio, um afluente do Rio Claro que nos levaria direto para o grande rio e realmente não demorou muito, o encontramos e começamos a descer, o que nos deixava bem tranquilos quanto a navegação, mas era um riozinho de planalto entupido de árvores caída, curvas que não acabavam mais, atoleiros e por vezes era melhor tentar varar mato pela margem do que andar por dentro desse riacho. A tarde já apontou sua cara e nós ainda estávamos ali sem avançar, perdidos dentro daquela floresta e correndo o risco de termos que acampar mais uma noite, sem comida. Mais uma vez não aguentamos, paramos para rever a estratégia e tentar bater no navegador, que sem ter culpa de nada, mandou a gente a merda e resolveu abandonar o rio, traçando uma vara-mato direto para a tal cachoeirinha do Rio Claro. Subimos e descemos morro, comemos mato de tudo quanto é jeito, de tudo quanto é qualidade e nos alegramos quando ouvimos ao longe o barulho do rio e a felicidade foi geral ao interceptarmos o GRANDE RIO CLARO e suas cachoeirinhas bucólicas por onde passamos usando o leito raso das suas cabeceiras e ali nos prostramos para um descanso demorado e para comemorar mais essa vitória. Enquanto a galera papeava no alto do POÇO REDONDO, saí à procura de alguma trilha que pudesse nos tirar dali e nos levar para o norte. Encontrei uma trilha se dirigindo para oeste, mas não serviria para a gente, muito provavelmente iria voltar para a Barragem do lago, muitos quilômetros longe do nosso destino. Na entrada para o poço redondo encontrei uma picada discreta subindo para o norte e foi por ela que seguimos, mas o dia já estava nas últimas e não demoraria para a escuridão nos apanhar. Seguir para o norte era a certeza de encontrarmos alguma estrada, algum vestígio de civilização, ainda mais por termos observado plantações de eucalipto no mapa, então decidimos que seria para aquela direção que o Luciano deveria apontar a bussola do GPS. A distância não parecia ser muita, mas aí que está o engano, 3 km varando mato morro acima já é algo gigante, mas fazer essa mesma quilometragem a noite já é algo quase que inimaginável para quem já vem se arrastando a 4 dias. Vamos seguindo, em fila indiana, alguns se revezam na dianteira, mas logo o Júlio, que parece ter um pawer bank no rabo, assumi a ponta de vez e vai lutando bravamente com o mato, o bambu, o capim, o cipó e como a noite já é nossa companheira, é a luz de lanternas que seguimos e os vultos vão nos parecendo monstros a serem vencidos como se participássemos de uma aventura Quixotesca. Não há mais conversa, só sussurros e gemidos ecoando no silencio da noite. Somos agora um bando que se arrasta, quase sem perceber e sem sentir as pernas. Somos fantasmas que deslizam na escuridão de uma noite fria de inverno, com um céu qualhado de estrelas e já perdemos faz tempo a capacidade de reclamar, apenas somos oito almas que resiste e não se entrega, resilientes de que em algum momento todo aquele sofrimento vai chegar ao fim. Quando o mato acabou e já sentíamos o cheiro de eucaliptos, nos deparamos com um rancho abandonado e ali encontramos uma picada que foi crescendo e logo se transformou numa estradinha cheia de mato que mais à frente se consolidou, se abriu de vez e meia hora depois desembocamos definitivamente numa estrada de verdade e desabamos ali mesmo, cansados, exaustos, mas com a certeza que a nossa missão acabara de ser cumprida. A estrada segue para leste e mais à frente interceptamos uma casa e ali imploramos por algo para comer e quando apareceram 2 grandes pacotes de bolacha e uma penca de banana, alguns ficaram emocionados e para mostrar que tinha uma educação de lorde, o Júlio que não queria jogar as cascas de banana no mato, pergunta: - Aí, passa lixeiro por aqui? ( kkkkkkk) Eu e o Régis que estávamos num canto já fora da visão do morador, não nos aguentamos e caímos na risada, aquilo ali era um fim de mundo, uma espécie de fiofó de Salesópolis, estava na cara que não passava lixeiro ali e o simplório morador apenas pediu para que ele jogasse no mato mesmo, porque as galinhas se encarregariam de dar conta do lixo orgânico. Estávamos a salvo do mato, éramos agora seres pertencentes a civilização, mas ainda teríamos que arrumar um jeito de voltar para Salesópolis que distava uns 15 km dali e não tínhamos a menor ideia de como faríamos isso naquela hora da noite,mas eis que na escuridão surge um motoqueiro visivelmente mamado, com a cara cheia de pinga e quando fizemos sinal, ele parou imediatamente. Não falava nada com nada, dizia coisas sem nexo, palavras desencontradas, jogadas ao vento, mas disse para a gente não se preocupar que ele daria um jeito de nos tirar dali, iria fazer “um corre” com uns conhecidos e se perdeu na escuridão. Claro, não levamos fé no locutor do Silvio Santos e nem nos apegamos àquela possibilidade, mas quando nos aproximamos um tempo depois do centro do amontoado de casas do Bairro dos Pintos, lá veio o motoqueiro nos chamando para um abrigo e dizendo que em pouco tempo nossa carona chegaria para nos tirar dali e nos levar para cidade. Havíamos desacreditado do morador local e agora teríamos que engolir nosso “pré-conceito” e mais uma vez acabamos por nos deslumbrar com a generosidade humana. Não demora muito, um taxi encosta e leva metade do grupo até um ponto de ônibus e volta para buscar a outra metade e foi assim que cada qual foi se perdendo para uma direção, alguns na região metropolitana de São Paulo e outros como eu, em direção ao interior do Estado. Ir para o interior selvagem da Serra do Mar Paulista é se jogar de cabeça na mais autêntica aventura que se possa imaginar, é onde a palavra Expedição pode ser usada sem que se caia no ridículo, mas para isso é preciso aceitar os riscos, é preciso compreender que não há garantias de nada, vai estar sempre andando sobre o fio da navalha, vai ter que encarar desafios, saber que sua vida corre perigos constantemente, seja imaginário ou real. Mais uma vez conseguimos juntar um grupo, uma equipe em torno de um projeto que nem nós mesmos poderíamos saber se daria certo ou não e tão difícil quanto executar um projeto, é fazer ele sair do papel, dar vida e agregar pessoas disposta a colocá-lo em pratica. Foram oito homens dispostos a conquistar uma montanha selvagem estabelecendo uma nova rota, um novo caminho e hoje posso dizer que esse novo trajeto para o Cume da Pedra da Boracéia é sem dúvida o melhor de todos, pelo menos por terra. Foi sem dúvida uma das maiores aventuras nossas dos últimos tempos, agregamos novos amigos e fortalecemos velhas amizades, sofremos muito, é verdade, mas nos divertimos como nunca, vivemos a vida com uma intensidade poucas vezes vista e voltamos para casa satisfeitos com nós mesmos, sabendo que fizemos história mais uma vez, se não foi história para montanhismo nacional, foi a nossa história, para contar para os filhos, para os netos sobre o dia em que desafiamos uma montanha e vencemos, não a montanha, mas a inércia da vida. Divanei Goes de Paula Publicado em 12/07/2019 16:33 Realizada de 20/06/2013 até 25/06/2013 Visualizações 2
  39. 1 ponto
    Depois de conhecer a Pedra do Sapo, chegou a hora de me aventurar para o Pico da Esplanada, infelizmente a data escolhida foi bem quando chegou a frente fria a região de São Paulo, ate pensamos em abortar a missão, mas no fim resolvemos seguir em frente com o planeado e encarar os 06 graus que fazia logo pela manhã. Para quem já foi na região, não tem muito segredo, você precisa ir ate o Bairro Manuel Ferreira, em Biritiba Mirim. Para aqueles que vão de ônibus, sai um do terminal Estudantes em Mogi das Cruzes, ele te levará ate o centro do bairro, e dali você vai ter que andar em torno de 03 km ate o restaurante da Dona Maria, indo sentido Pedra do Sapo. Para quem ta de carro, é só colocar no GPS o restaurante da Dona Maria e deixar o carro estacionado por ali mesmo. Dali você seguirá pela estrada, ate que passará pela entrada da Pedra do Sapo, que estará a sua direita e pintado de azul, continue reto, ate que terá outra bifurcação, essa a esquerda, continue reto pelo estrada, você verá mais a frente uma bica de água e logo após isso uma bifurcação a direita, você continua reto, ate que passará por uma chacará, que terá muitos cachorros, mas todos bem dóceis, logo após a casa, você encontrará uma placa de uma FAZENDA (vide foto abaixo), ai esta a entrada da trilha . Entrada da trilha Resumindo de uma forma mais clara, pegue a estrada da Dona Maria e siga pela estrada principal até chegar nessa placa da Fazenda. A trilha é um pouco mais fechada que o habitual, passando por eucaliptos e mata fechada, mas a trilha é bem tranquila, a subida ate o Pico da Esplanada é bem suave, não chega a ser tão íngreme como na Pedra do Sapo, da Dona Maria ate o Pico dá 05 km, que se faz em menos de 02 horas de caminhada. Trilha tem muita parte fechada, recomendo fazer com calça O planejado era fazer isso, dá para perceber que não tem muita dificuldade, são 05 Km da Dona Maria ate o Pico, mais um tempo de descanso e outros 05 km para retonar, quem tem que ir ate o centro do bairro, precisa aumentar uns 6/8 km nessa conta. Mas sempre existe o fator surpresa e no Pico da Esplanada conhecemos um grupo que faz reconhecimento na região e depois de alguma conversa, fomos convidados a nos juntar ao grupo deles para, literalmente, se enfiar no mato e abrir caminho, e lá fomos, achando que não poderíamos deixar essa oportunidade passar. Pico da Esplanada Além da dificuldade toda em descer pelo lado da montanha mais íngreme e que não tinha trilha nenhuma demarcada, o grupo de reconhecimento fez um caminho enorme, que nos fez andar 25 km hahaha para quem ia andar 10km e estava com água e comida para isso, andar 25 km foi uma baita surpresa, mas no final deu tudo certo e o que fica são essas histórias. - Dicas Leve: 2 Litros de água Lanche e frutas Boné e lanterna Óculos Protetor solar Blusa de Frio ou corta vento Protetor Labial Um calçado adequado para a trilha Sempre deixe avisado para familiares para onde você esta indo Planeje a trilha antes de fazê-la pela primeira vez, saiba o que você ira enfrentar durante o dia. Os 25 km que fizemos. Que volta rs Melhor época é sempre no outono/inverno, época que dificilmente terá incidência de raios e trovões, e muito menos chuva, mas sempre fique atento a meteorologia do dia, a região de Biritiba Mirim chove muito por causa da Serra do Mar. Não se esqueça de sempre trazer seu lixo de volta, ajude a cuidar e preservar a natureza. Caso seja marinheiro de primeira viagem ou nunca tenha feito a trilha para a Pedra do Sapo, recoendo que contrate um guia que conduza você e seu grupo com segurança. A trilha é considerado um esporte de aventura e todo cuidado é pouco. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. Follow me
  40. 1 ponto
    @Rogerio K C tirando os locais que já determinam o limite máximo de idade para os hóspedes (vi isso mais na Europa), nao tem nenhum problema quanto as pessoas mais "velhas" ficarem em hostel. A única observação é que a pessoa já tem que estar ciente de que pode encontrar gnt de todo jeito pelo caminho, pessoas desorganizadas, pessoas que fazer muito barulho fora de hora, etc. Digo isso porque tem gnt mais "velha" que é meio cri cri quanto a isso. Mas de toda forma a vibe é outra de um ambiente como um hostel, o espírito jovem de todo mundo é o que prevalece. Sem falar que muitos vao olhar e dizer... taí, quero chegar na minha terceira idade como esse tio ai e continuar viajando hehe.
  41. 1 ponto
    @Rogerio K C Já entrei na melhor idade também, posso te garantir que hostel é o melhor lugar para nós. Sempre prefiro ficar neles, pelo preço, cozinha, interação com as pessoas. .., nunca tive problema.
  42. 1 ponto
    Cerro Colorado: um segredo que foi tão bem guardado, que não há nenhuma informação fácil de se encontrar. Winicunca como também E conhecida em Quechua (língua indigina), ATE parece uma pintura escondida do meio dos Andes. Podendo ser conhecida antigamente apenas pela trilha Ausangate 7dias/06 noites, sendo considerada como uma montanha sagrada, ou que Ausangate simboliza e significa o espírito da montanha para os locais. Para os peruanos, é uma das divindades de Cusco, dês de tempos pré-Inka, tem sido um local sagrado de cultos e oferendas até hoje. Até o ano passado, para chegar nesse tesouro natural, eram exigidos no mínimo 5 dias de trek. Esse ano foi feita a estrada que sai de Cusco para a região de Pitumarca (terra do último Inka Pachacuteq) ; Podendo conhece-la hoje em um dia, ficando HA 4 horas de Cusco e mais 4 horas de caminhada ATE chegar LA. Caminhando por aldeias pitorescas,casas em estilo adobe, rebanhos de lhamas e alpacas e paisagens realmente magníficas, podendo avistar a enorme Geleira de Ausangate, a mais alta da região, com 6.385 metros de altitude. Me vi maravilhada quando chegamos no mirador do Cerro Colorado com 5.200 metros de altitude, e a ultima subida sendo realmente INGRIME e CANSATIVA , que nem os cavalos podiam subir, parecendo se esconder no meio do vale, estando protegida, cercada de lagoas, geleiras e montanhas vermelhas como do deserto de Nazca. FOTO MONTANHA Ainda de madrugada, 3:10am a van da agencia foi nos buscar na porta do hostel, chegando pontualmente no horario marcado. 4 horas de viagem de van para o povoado onde tomamos café da manhã em Queshiuno. Pão, geléia natural, manteiga, leite, café; e claro o chá de folha de coca.( Nosso melhor amigo para nos ajudar a abrir os bronqueos e respirarmos melhor, nos adaptando com a altitude.) Depois de alimentados, 10 minutinhos de van, chegamos ao "Valle del Ausangate" em Qheshiuno. Começamos a trilha ás 8:00am com o solo e toda paisagem ainda úmida do orvalho congelado, e a neve nas montanhas que ao longo dia, com o sol, nos deu outra pespectiva de lugar, com muitas cores e contraste no camimho. (Se a agência que vocês contraram, dizer que é uma trilha tranquila, não acredite, pois não é. SAO 4 horas de caminhada na ida, é um treck íngrime, sempre subindo, a altitude TAMBEM subindo no decorrer do caminho. Com montanhas e morros, passando pelo riacho e muitas pedras, recomendamos levar o "walking stick" que vimos muita gente que usava tendo mais apoio e mobilidade nos desafios passados ao longo da trilha. Logo no inicio da caminhada, fomos recebidos pelo rebanho de lhamas, e já subindo, podendo ter a vista da Geleira de Ausangate. Seguindo o riacho que na verdade é proporcionado pela neve derretida das extremidades da geleira, nos envolvendo em praticamente todo o caminho, passando também PELO povoado e por aldeias dos moradores locais de lingua Quechua. Se você achar que a caminhada pode ser um pouco pesada, ou saber que vai se cansar facil com a altitude, logo no incio e durante, até a ULTIMA subiada da montanha Colorida, a população local aluga seus cavalos para os turistas por S./60,00 soles, puxando o cavalo, para dar ASSISTENCIA de agua e comida para eles no decorrer do caminho. Passando por campos de batatas e fauna única, casinhas dos chinchilas enfeitando a paisagem, lhamas e alpacas se alimentando nos campos,e TAMBEM as vicunhas, que são da mesma família mas não são domesticadas e SAO mais pescoçudas. Muitas montanhas vermelhas também são destaques na trilha, dando contraste com o verde e o marrom da terra, o azul macio do céu refletindo nas lagunas, as macias nuvens confortando toda paisagem.
  43. 1 ponto
    Boa noite Mochileiros. No dia 06 de dezembro deste ano, fiz um poste em Companhia para Viajar - "Trilha/acampamento (15 e 16/12) - Canyon Itaimbezinho - RS/SC", e acabei fazendo duas trilhas e acampei, e vou contar um pouco da experiência, e tentar incentivar todos a fazerem, pois vale muito a pena. - Primeiramente, assim como todos fazem um planejamento do passeio, fiz o meu. Utilizei vários sites, conversei com bastante gente a respeito da cidade e sobre tudo o que ela poderia proporcionar. Fiz um mapa, e fui marcando tudo que tinha na cidade (Supermercados, farmácias, lanchonetes, pizzaria, barzinhos kk e entre outros), e garanto que foi um grande auxílio pra se virar na cidade. Na busca fiquei um pouco preocupado, pois a internet me mostrava uma cidadezinha muito pequena e distante de tudo, não que fosse fazer diferença, mas sair de longe pra fazer apenas uma trilha as vezes desanima. - Fiz orçamentos referente as trilhas e passeios possíveis de se fazer, com uma empresa XX: > Trilha do Rio do Boi: R$ 160,00/pessoa. > Trilha Malacara: R$ 70,00/pessoa. > Passeio de Balão: R$ 500,00/pessoa. - Durante uma conversa com a empresa XX, questionei sobre Camping, e me indicaram o Camping Malacara. Entrei em contato e me surpreendi com os valores passados: > Trilha do Rio do Boi: R$ 75,00/pessoa (se tivesse 4 pessoas), R$ 90,00/pessoa (se tivesse até 3 pessoas), e R$ 70,00/pessoa (se fosse um grupo acima de 5). > Trilha Malacara: R$ 40,00/pessoa. > Camping Malacara (diária): R$ 20,00/pessoa. Falando um pouco sobre a cidade - Praia Grande/SC: > Do Portal de Turismo de Praia Grande: Reconhecida como a "Capital Catarinense dos Canyons", localiza-se na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, à 280 km de Florianópolis. A cidade foi povoada a partir de 1917, por descendentes de açorianos, portugueses e italianos. O nome Praia Grande é derivado dos grandes despraiados do Rio Mampituba, formado por seixos rolados. > Achei que a internet mostra uma cidade diferente do que realmente ela é, no sentido de estrutura das casas. A cidade é pequena SIM, porém percebi que as pessoas são muito receptivas e educadas, da para ver nos olhos delas, o amor e orgulho que as tem em morar ali. A cidade é bem cuidada e limpa. E no centro da cidade tem uma igrejinha muito bonita. - Camping Malacara: fica localizado aos pés dos Canyons malacara. Possui uma guia credenciada. O camping é bem pequeno, condiz com as pesquisas, possui uma cozinha pequena com uma geladeira e um fogão. Tem uma vista maravilhosa dos Canyons, possui uma piscina natural logo atrás do camping (foto abaixo). - Trilha do Rio do Boi: Saímos do camping por volta das 09 hrs, e encontramos nossa guia num posto de gasolina, seguimos com o carro dela (pagamos R$ 40,00 - dividido para os três), e foi mais um casal de gaúchos em outro carro. Fomos instruídos a respeito de tudo que poderia acontecer, sobre a história dos canyons itaimbezinho e ganhamos uma aula sobre a biodiversidade local. A trilha é bem difícil de se fazer, porém a natureza te recompensa, levamos umas 3 hrs até chegar no ponto. Passamos por algumas cachoeiras de tirar o folego, e algumas piscinas naturais. É Impossível descrever as sensações. Algumas fotos abaixo: - Trilha Malacara: o nome Malacara vem de uma espécie de cavalo que tinham uma macha branca em sua cara, que caracterizava uma raça selvagem, onde nos Canyons, se prestar bem a atenção possui uma mancha, e acreditasse que pelo formato, conseguimos ver um cavalo nas paredes do Canyon. A Trilha bem fácil de se fazer, leva aproximadamente 1 hra pra chegar ao final. Possui uma piscina natural maravilhosa. Algumas fotos abaixo: Fiquei encantado com toda a beleza natural e com a experiência que tive nessa pequena cidade. Acredito que consegui passar um pouco do que eu queria. OBRIGADO DEUS, OBRIGADO PRAIA GRANDE E OBRIGADO MINHA SANTA CATARINA. Precisando de mais detalhes, só chamar no whats: (48) 999660-9049.
  44. 1 ponto
    6º DIA - Dia de ir para Itacaré, compramos a passagem de lancha rápida para Camamu, chegando a Camamu fomos a rodoviária (que é do lado do Cais) e compramos a passagem para Itacaré. Essa viagem toda dura em torno de 2h30. Chegamos em Itacaré e na rodoviária tem muitos taxis que cobram em torno de R$ 25,00 para nos levar até o centro onde ficam a maioria das pousadas, mas dá pra ir apé tranquilamente se sua pousada for na Rua Pituba ou próximo a ela, essa rua é a principal de Itacaré. As pousadas que ficam próximas a Praia da Concha são um pouco mais distantes e as ruas são de Terra, mas dá pra ir andando também. Em Itacaré ficamos em um hostel chamado Buddys Pousada e hostel, foi a locação que mais gostamos, pois os proprietários são pessoas maravilhosas, a localização ótima e o café da manhã simples, porem feito com muito carinho. Aproveitamos que chegamos em um bom horário e fomos e praia mais próxima que é a praia da Concha; é uma praia bonita, cheia de quiosques e tem muitas pessoas fazendo SUP pois é a única praia sem ondas da região. Nesse mesmo lugar existe um Mirante que as pessoas se reúnem para verem o por do Sol. Ainda na rua Pituba, no final dela próximo a entrada da praia da Concha tem um restaurante pequeno de um baiana super gente boa que a comida é ótima e bem servida a R$ 12,00. Comemos lá todos os dias. Os mercados, restaurantes, lojas de presentes etc em Itacaré são com preços justos, além de ter várias opções para comer como hotdog, salgados, tapioca,etc. 7º DIA - conversando com os proprietários da pousada em que estávamos descobrimos que para fazer a trilha Engenhoca, Hawaizinho, Gamboinha e Itacarezinho não era preciso de guia, então, fomos até a rodoviária de Itacaré e compramos a passagem até a Engenhoca (custa R$ 4,00). A trilha é bem tranquila, mesmo tendo chovido pela manhã dava para andar tranquilamente de chinelo. Gastamos 1h mais ou menos para conhecer as 4 praias e depois voltamos para a praia do hawaizinho que foi a que mais gostamos. Lugar extremamente paradisíaco. Tem apenas um quiosque nessa praia mas não sei valores porque levamos nossos petiscos. Para voltar a Itacaré é preciso voltar a rodovia onde o ônibus nos deixa e esperar até que ele volte. Os ônibus passam de 1 em 1h. É comum os moradores de lá oferecerem carona e cobrarem o preço do ônibus. Acabamos voltando de carona pois o ônibus demorou muito. 8º DIA - Fomos conhecer as outras praias de Itacaré (Resende, Tiririca e Ribeira), todas bem bonitas e propicias para surf. São bem próximas a Rua Pituba. Andando por lá ficamos sabemos que para ir a Prainha (que dizem ser a mais bonita de lá) precisa ser feita com guia porque a trilha tem muitas bifurcações e muitos turistas se perdem. Os guias cobram o valor de R$ 30,00 reais para levar independente de ser 1 ou 10 pessoas por ex. Itacaré é um lugar com um vibe muito boa, os nativos são super receptivos, as praias são lindas e tem muitasss opções de lazer, incluindo aulas de surf, cachoeiras e muitas trilhas. Ficamos pouco tempo, indico para quem for a Itacaré ficar pelo menos 1 semana. 9º DIA - Dia de ir para Ilhéus, resolvemos ficar em Ilhéus apenas 1 noite para descansar e porque os voos IlhéusXSp para o dia 22 de abril estavam mais baratos. Fomos para a rodoviária de Itacaré e compramos a passagem para Ilhéus que custa R$ 15,50 por pessoa. A viagem dura em torno de 1h30. Ilhéus é uma cidade grande e da rodoviária até nossa pousada era mais ou menos 40 minutos, os taxistas estavam cobrando R$ 50,00 á R$ 70,00. Após perguntar para deus e o mundo como poderíamos ir de ônibus ficamos sabendo que de dentro da rodoviária sai um ônibus sentido Canavieiras que pega a Rodovia Ilhéus-Olivença e passa por todas as praias da região Sul de Ilhéus (e lá é onde ficam concentradas todas as pousadas e pontos turísticos de Ilhéus) pagamos R$5,15 por pessoa pela passagem. Se você souber em que Km fica sua pousada os motoristas param na porta. Bom, o ônibus nos deixou na porta da pousada (literalmente), ficamos na Pousada do Mar, pousada maravilhosa também e de frente para a praia dos Milionários. Café da manhã incrível, muito farto. Pagamos R$ 250,00 pela diária. Não conseguimos aproveitar a praia pois o tempo estava fechado, foi o único dia de garoa e friozinho que pegamos na viagem. Dentro da pousada tem restaurante, então optamos por comer por lá mesmo. 10º DIA - Dia de voltar a SP, o ponto de ônibus era bem proximo a pousada, mas como estávamos cansados optamos por pedir um taxi. O taxista que foi nos buscar é um senhor bem legal e nos contou bastante da vida dele e sobre a cidade. Pegamos o cartão dele (José de Souza (73) 99983 8237) pois gostamos dele. Ele nos cobrou R$ 30,00 pela viagem até o aeroporto. O aeroporto é pequeno mas bem estruturado, lá dentro é bem caro para comer, atras do estacionamento do aeroporto tem uma lanchonete que vende salgados e água por preços justos, na mesma rua tem alguns restaurantes que eu acredito serem mais baratos também. Espero ter ajudado com essas informações e quem puder faça essa trip porque vale muito a pena. Bahia é tudo de bom!
  45. 1 ponto
    Introdução Em Fevereiro de 2014, eu, Vagner e o meu amigo/companheiro de várias aventuras, Léo Almeida, juntos a uma amiga, estivemos na cidade de Sengés pra conhecer o lugar, no meu caso era a primeira vez (da Rosi também). O Léo já estivera por lá noutra oportunidade. Ficamos, conhecemos os atrativos, inclusive, alguns que ele (Léo) ainda não tivera a chance de visitar antes. Aproveitamos demais aquela viagem, mas antes de partir e deixar para trás toda beleza natural da pacata cidade de Sengés, algo de estranho acontecia, sem percebermos. No Mirante do Vale do Corisco, a cachoeira de mesmo nome nos prendia a atenção, emanando uma espécie de energia mística que nos seduzia da mesma forma que sereias encantam marujos em alto mar, nos fazendo questionar o que muitos que ali já estiveram, também questionar: será que tem como chegar na base da queda dáqgua daquela cachoeira??? A magia daquele vale embalava nossas mentes fazendo florescer uma esperança: adentrar suas veredas e se impressionar com as surpresas do lugar. Essa mesma esperança fez com que entrássemos na mata e explorar as proximidades na tentativa de conseguir algum acesso rumo a base da Cachoeira do Corisco. Mas não foi dessa vez que entramos no caminho que no levasse a “ela.” Mas, conseguimos descobrir e nomear alguns pontos que encontramos morro abaixo: Pedra Furada e Pedra do Cachorro, que fazem frente aos paredões do Cânion do Corisco. Saímos de lá sabendo que todas essas descobertas, certamente nos fariam voltar ali. E foi o que aconteceu. Voltamos a nossa cidade residente com algo intrigando nossas mentes: Quando voltaríamos, e de que forma realizaríamos tal façanha??? O tempo se encarregou de responder isso. Um ano depois... Fevereiro de 2015. Passamos o decorrer desse 1 ano a combinar qual seria a melhor, mais viável e menos perigosa forma de atingir nossa meta > a parte de baixo da cachoeira do corisco. Procuramos informações com quem já esteve na cidade, buscamos relatos na internet, e nada. Não há infos, nem registros de que alguém tenha realizado tal proeza. É como costuma dizer um amigo (Divanei Goes), aventureiro e montanhista: se existe alguém com a tal info, guarda pra si, ou já levou consigo para o próprio tumulo. Olhamos, estudamos mapas, extraímos e compartilhamos entre nós as imagens de satélite que íamos conseguindo. Foi aí que começamos a elaborar algum plano. E tal plano seria atravessar uma extensa área de reflorestamento dentro duma fazenda (propriedade particular), seguir beirando o rio, e nas proximidades de alcançar a cabeceira da queda, descer a forte inclinação do vale varando mato até pisarmos nas águas do rio Itararé, e depois seguir subindo o leito do rio com objetividade. E com essa ideia em mente, marcamos viagem, que a princípio, teríamos como destino a cidade de Prudentópolis-PR (cidade das cachoeiras gigantes), mas ainda havia um débito em Sengés, que estávamos dispostos a quitá-lo. Nosso retorno seria no carnaval, até chegamos a marcar, mas imaginamos o quanto seria sofrido pegar a estrada nesse tipo de feriado (tô calejado disso), a muvuca que estaria nas cachoeiras, tentar tirar uma foto só do atrativo, e ver 30, 40 fulanos como coadjuvantes no cenário. Aff, isso não entra nos planos. Então antecipamos em uma semana, e ficamos hospedados na cidade, de 07/2 ao dia 10/02/2015. Nossos aliados nessa viagem foram Tony Eduardo (meu cunhado), e Tatiane Xavier, que só pode ficar sábado e domingo. Saímos debaixo de um temporal absurdamente forte, daqueles de filme apocalíptico. Não poderíamos esperar por muito tempo, pois marcamos de pegar o Léo após seu expediente de trabalho, na região do Butantã-SP, às 18:30h. Rodamos 420 km’s a partir da Rodovia Raposo Tavares pagando 7 pedágios ($44,00 total) até Sengés. A Tati não pode estar com a gente no mesmo horário, por isso seguiu viagem de ônibus, saindo às 21:45 h de sampa e chegando na rodoviária da cidade paranaense às 03:30h da madruga. Agora vamos aos fatos, que foram muitos... Leia. 1° dia - entre a coincidência, a perda e a salvação. Acordamos cedo e seguimos para o café da manhã na intenção de calibrar as energias para um dia cheio de expectativas e ansiedades. Cumprimentamos e matamos a saudade do nosso velho amigo fanfarrão, Eunildo, dono do Hotel Sengés onde ficamos hospedados. Sem saber qual seria o nosso destino, Nildo perguntou se iríamos na direção da Cachoeira do Véu da Noiva, e como conhecemos o caminho, se poderíamos levar um casal (Rodrigo e Caticia) curitibano que lá estava para viver o turismo local. Sem problemas Nildo, só vamos decidir o que fazer e se eles quiserem, podem nos seguir - respondi ao amigo. Numa parada ao mercadinho, entre a compra de água, comes e bébes, surge aquela conversinha simpática e cordial para apresentações. - são de onde? perguntei. - Curitiba. - conhecem a região? já estiveram por aqui? - não, é nossa primeira vez aqui. Viemos pra cá por que eu li um relato na internet indicando essa cidade e esse hotel - sério? leu aonde, no mochileiros.com? - sim, de um cara lá de São Paulo, um tal de Vagner - kkkkk... muito prazer Rodrigo, meu nome é Vagner, e esse relato é o meu. Que coincidência. Como pode? o cara marca de viajar, pega infos de um relato que leu na web, quando chega no lugar, encontra o autor desse relato, sendo que os dois nunca se viram e estão separados por uma distância de aproximadamente 700 km. E ainda tem a companhia do mesmo como "guia." kkkk é muita coincidência. Só Deus mesmo pra fazer isso, e mostrar que já era uma pequena prova de que Ele estava nos acompanhando e protegendo nessa viagem que estava apenas começando. Muitas águas ainda iriam rolar, literalmente falando. 1° parada - Cachoeira do navio (onde nascemos de novo) Chegamos cedo nessa cachoeira pra fazer render o dia, sob um céu cerúleo intenso que anunciava a vinda de um sol pra rachar o coco. As águas borbulhando entre as quedas realçando o branco das cascatas deixava o cenário perfeito pra se começar um dia. A sessão de foto foi grande. A maioria do pessoal disse que ainda era cedo pra entrar na água, mas assim que dei os primeiros passos em direção a diversão eles começaram a se animar. Os companheiros mais comportados ficaram ali mesmo se banhando nas pequenas quedas c/ piscina natural, já o retardo que vos escreve teve o privilégio de encontrar a Cachoeira Surpresa do Navio na viagem anterior, e sabia que a graça do lugar estava depois de uma descida audaciosa desescalando 15 metros das rochas do paredão vertical a partir da cabeceira da cachoeira. Na outra vez eu desci usando apenas as mãos, me segurando nas agarras e fendas entre as rochas, correndo o risco de cair (poderia ser fatal) e ficar jogado lá embaixo sem ninguém saber onde eu estava. Mas dessa vez fui um pouquinho mais inteligente, levei 20 mts de corda pra diminui os riscos. Tony me seguiu, e enquanto tirávamos proveito do lugar, gritávamos feito índios, dançávamos numa diversão que até parecíamos crianças. Isso fez com que o pessoal lá encima (o Rodrigo) pensasse que estávamos precisando de socorro, daí o Léo que conhece as figuras que andam com ele, disse que era normal aquele tipo de comportamento kkk. Na sequência desceu o Léo pra curtir também. Foi só alegria. Depois de nos recolher, seguimos o rumo que vai à cachoeira véu da noiva. Nooossa como ela estava linda com a queda d'água no volume máximo (ou quase). Linda o suficiente para encantar até que a viu 1 ano antes, só que com um volume bem menor. Seu piscinão natural, maior dessa vez, era convidativo a umas braçadas, mergulhos, fotos, vídeos e presepadas para alimentar o espírito de moleque habita em nós. hehe. No topo de sua queda tem outras cachoeiras e piscinões, além de servir como um mirante de tirar o fôlego de qualquer um. Uma vista excepcionalmente linda. Mas como tudo tem seu preço... ...o cenário estava bem diferente daquilo que já vimos noutra. Onde esteve seco, agora era limo, onde já teve aderência, agora dava lugar a um piso que não se pode errar, pois ali eu senti a morte de perto, a mesma sondava as beiradas do precipício esperando qualquer descuido que fosse, ela fazia pressão, e mesmo que eu me sinta o corajoso, sei que a morte não é medrosa. O Léo tomou a dianteira e foi na frente (fomos só nós dois), eu já mais retraído, vi que poderia dar merda, mas fui com medo e tudo. O desafiante dos meus medos. Mas na hora da volta... FODEU, fui pego de surpresa por um medo avassalador, dominante, medo como eu nunca senti antes. Minhas pernas travaram, enquanto passava na minha mente cenas de um possível escorregão sucedido por uma queda livre aos 40 mts de altura e o corpo explodindo nas rochas lá embaixo. GAME OVER. Nessa travessia só haviam duas hipóteses: (1) ir e voltar sem erros, ou (2) errar e não voltar vivo. Graças a deus pude escrever esse relato, rs. Passado todos os perigos, ainda tomamos um curto banho numa das pequenas quedas que tem por alí. Próxima parada: Cachoeira da Erva doce Acessada por trilha de fácil navegação e que não toma mais do que 10 minutos de caminhada entre os charcos no capim de média altura. E pra dar um tiquinho de emoção naquilo que relativamente é tão fácil, um simpático senhor pescador nos avisou sobre a presença de um búfalo bravo que ronda o pedaço, e que ele costuma correr atrás daqueles que ele não for com a cara kkk. Fato verídico. Chegamos rápido a cascata, que agora estava com o dobro do tamanho na largura, e até uma piscina natural se formou com o volume pós chuvas. Brincamos um pouco, tiramos várias fotos e tomamos nosso rumo, pois o tempo que fechou de repente, e era certo que viria temporal pela frente. Subir aquelas ladeiras de terra, debaixo de chuva, carro pesado, não seria nada legal. Preferimos evitamos o risco de ficarmos retidos naquela baixada. Ainda era cedo quando chegamos no hotel, então programamos de tomar um banho e depois irmos visitar A Gruta da Barreia, na divisa com Itararé. Maaass na hora de sair do carro... - alguém viu minha habilitação e o documento do carro? - não (resposta unânime) - não tô achando - onde vc deixou da última vez? - perguntou o Léo - na mochila - respondi. - era só os documentos, ou tinha dinheiro junto? - meu cartão de crédito está junto. Sem ele não vou ter como pagar o hotel. FUDEU. Reviramos tudo que era espaço dentro do carro, e não achamos nada. Entramos nos nossos quartos, reviramos tudo, guarda roupas, cômodas, debaixo das camas, entre os lençóis. Não achamos nada. - você tem certeza que trouxe os documentos? não esqueceu em casa? - certeza. O Tony até viu quando eu peguei a carteira deles na mão. - você lembra qual foi a última vez que você viu ou pegou neles? - a última vez que eu vi, estava na mochila, lá na cachoeira do véu da noiva, e é bem provável que tenha caído, por que a mochila ficou muito tempo aberta, e a gente toda hora ficava mexendo pra comer alguma coisa, beber água, pegar protetor solar, etc... tenho quase certeza que caiu por lá. - será mano? - sim, depois disso não lembro de ter visto meus documentos de novo - ah, então o que você acha da gente voltar lá e procurar nos lugares onde passamos? - perguntou Léo. Tati e Tony concordaram - ah, se vocês toparem, a gente volta - sem problema, vamos lá sim ( todos concordaram) Ainda estava claro, final de tarde de verão, quando chegamos na cachoeira do navio. Ela estava linda e límpida como quando a vimos pela manhã. Estávamos limpos, tomado banho, perfumados, com calçados (tênis) que não são apropriados para trilha, logo vieram os escorregões. Me lembro de ter dito a Tati: fica aqui encima, nega. Não precisa descer, deixa que a gente vai e volta rapidinho. E ela ficou na parte superior só assistindo. Mas o que ela nem imaginava, é que daquele lugar ela assistiria ao vivo uma das cenas mais fortes de sua vida. Descemos, Eu, Léo e Tony, procurando por todos cantos onde havíamos pisado mais cedo, e quando chegamos ao piscinão que antecede a queda da cachoeira surpresa do navio, falei: - vou atravessar e olhar da cabeceira onde deixamos a mochila. De repente esteja lá. - mais como você vai fazer isso? eles perguntaram. A água batia na altura do peito, e eu não queria molhar minha roupa. - vou ficar pelado. Pronto!! Mas olhem pra lá, sou um rapaz de família kkkk. Fui até um local onde não desse pra Tati me ver, e tirei a roupa. Fiquei só de camiseta. Cheguei na cabeceira da cachoeira, olhei, mas a inclinação, as árvores e arbustos não deixavam eu ver o local exato que deixamos a mochila. Me veio um monte de coisas na cabeça. Foi aí que travei uma discussão comigo mesmo: - não tô vendo, vou voltar - mas cheguei até aqui, e se estiver lá embaixo?? eu desisto e deixo o bagulho aí?? não, né!!?? -Mas eu tô sem corda, choveu, descer aqui sozinho é perigoso - AH, FODA-SE, VOU DESCER ESSA PORRA. Comecei a descer me segurando em troncos e raízes, os matos molhando minha bunda, molhando meus bagos. E se algum bicho aparece? Foi tenso e engraçado ao mesmo tempo kkkk. Já lá embaixo, farejei tudo, olhei até onde não estivemos, mas não achei nada. Então voltei logo por que não tinha avisado eles que eu desceria lá, e eu já estava demorando. Voltei pelado, nu com a mão no bolso, e nada de documentos em mãos. Depois que me vesti, começamos a volta entre as pedras e pouco de mata que havia em volta. O Tony disparou na frente, eu e o Léo ficamos mais atrás por que pisamos na merda (humana), tivemos que limpar o solado dos tênis com gravetos pra não levar qualquer resíduo pro carro. Depois de limpar e lavar a beira rio, eu segui na frente, acompanhado pelo meu brother Léo logo em seguida. Foi quando tudo aconteceu... Na metade do caminho, eu de cabeça baixa, concentrado onde pudia pisar, não olhava pra frente. Só lembro quando o Léo perguntou: - e essa água barrenta vindo aí Vagner?? Só foi o tempo de eu levantar a cabeça e gritar: tromba d’ááágua, cooorre. Eu ainda consegui, mesmo que escorregando nas rochas, subir um patamar acima, mas o Léo ficou no piso inferior, agarrado nos musgos, preso e sem ter pra onde escapar. Em menos de 10 segundos o simples e discreto filete de água barrenta se transformou numa enchorrada de força descomunal, inacreditável. A água subiu muito rápido, chegando aos pés do Léo num piscar de olhos. Eu, magrelo, frangote, tentei me apoiar entres as fendas e estender a mão como suporte, mas vi que eu não aguentaria o peso dele (ele é grandão), da mesma forma que os musgos também já não aguentavam mais sustentar seu peso. Se desprendiam facilmente aumentado o risco de vida do nosso amigo. A cena causava um certo desespero, um pesadelo pessoal no interior em cada um de nós, pois víamos que a força da água era suficiente para arrastar uma carreta bi trem se estivesse ali, imagine um ser humano. Lembro que falei: espera aí Léo, virei e gritei pro Tony: ME AJUDA AQUI MANO. Ele saiu correndo na minha direção com os olhos arregalados, todo louco, e desesperado, começou a me puxar, como se fosse eu quem estive prestes a ser levado pela correnteza, e não o Léo. Perdi o pé de apoio, a falta de aderência na rocha molhada fazia eu girar, e ele continuava a me puxar desesperadamente como se eu tivesse me afogando. Acabei nem conseguindo ajudar o Léo, que por si só conseguiu se agarrar em outros apoios mais firmes e se livrou do perigo que a cada piscar de olhos só aumentava. Ja num patamar acima da enchorrada, salvos, assistíamos a água explodir nas rochas e jorrar pro alto como chafariz. Nós quatro estávamos boquiabertos, pasmos, extasiados por um certo estado de choque. pois foi por muito pouco (muito pouco mesmo), que não perdemos nossas vidas. E diante de tamanha emoção, tomados pela adrenalina que dominava cada centímetro do corpo, as lágrimas foram inevitáveis. O único que eu não vi chorar foi o Léo, e mesmo que ele não tenha chorado, é certo que ele se viu numa das situações mais perigosas de sua vida até então. Enquanto as lágrimas percorriam meu rosto, lembrei do que minha mãe me disse antes de eu sair: filho, cuidado nessas cachoeiras, nesse período de chuvas é muito perigoso. Cuidado com tromba dágua. Quando a mãe fala, é foda. Depois de todo aquele susto, ainda na parte superior da cachoeira, ficamos por volta de uma hora e meia admirando o quanto a natureza pode ser tão forte e o quanto somos tão frágeis e podemos ser reduzidos a pó tão facilmente. Nessa hora vimos que o meu problema com os documentos se tornou pequeno, insignificante. Mas, mesmo assim pensamos em ir até a cach véu da noiva procurar meus pertences por lá, mas a Tati reforçou algo importante: passamos por algo fenomenal, perigoso, e ainda vamos a mais uma cachoeira!? não, melhor não. O jeito foi se conformar e ter dado tal coisa como perdido, depois é só correr atrás do prejuízo. Passamos na recepção, perguntamos se havia uma delegacia na cidade e onde ficava, além dessas infos, o recepcionista ainda nos deu a dica de irmos até a rádio local e pedir pra que eles anunciassem o ocorrido, pois muitas pessoas da cidade ouvem a rádio e isso poderia ajudar. Mas eu estava tão lesado que não quis nem ir até lá nessa hora, preferi ir jantar e comemorar nosso renascimento. Depois de uma boa comilança na churrascaria, fomos até a delegacia na tentativa de fazer um B.O. por que se eu fosse parado, como eu explicaria ao PM ou PFR estar rodando sem habilitação e doc do carro? Se eu contasse toda história eles encarariam como historinha pra boi dormir, e aí eu tava fudido. Chegando na delegacia, adivinhem, a bendita estava fechada. Horáriode funcionamento das 09:00h às 17:00h, de seg à sexta, e chegamos lá perto das 22h de um sábado. Mas conversando com o Rivair, vulgo: Coveiro (ops, carcereiro kkk), ele nos explicou a localização da rádio depois de muuuita conversa naquela noite fria. Coitado de mim e da Tati tentando se livrar da infinita falatória ashuasuh. Chegando na rádio, fomos bem atendidos, só estava o Luiz (locutor) no local. Pediu pra que entrássemos, expliquei a situação a ele e o pedi pra que anunciasse o ocorrido pois me ajudaria muito. Ele super prestativo, atendeu. Quando voltamos ao carro, sintonizamos a frequência, percebemos que se tratava de um programa evangélico, que ao termino do louvor que tocava, soltou: - e recebemos aqui, hoje, a presença do nosso amigo de São Paulo,Vagner Perei..., que perdeu toooooodos o seus documentos (rimos muito). Ele precisa dos documentos pra pegar a estrada e viajar de volta pra São Paulo. Ele vaaai conseguir (rimos de novo). Quem encontrar seus documentos pode entregá-lo na delegacia ou no Hotel Sengés. A narrativa era tão melancólica, tão triste, que parecia que ele estava mais triste do que eu que perdi meus pertences. E ao terminar o anuncio ele solta uma música: VAI DAR TUDO CERTO, VAI DAR TUDO CERTOOO...Rimos demaaaaiiss, feito uma cambada paulistana (fdp) que somos (só maldade no coração kkk. (Oh raça ruim, viu kkk)). Ouvimos a programação até chegarmos no hotel, onde tive que perder mais um tempo com uma ligação à central de atendimento pra conseguir bloquear meu cartão de crédito. Só assim eu ficaria em paz, sabendo que não teria dores de cabeça por causa de uma futura fraude que poderia aparecer com o meu nome. Uffa, quanta emoção em apenas 1 dia de viagem. rsrs Vídeo da tromba d'água: >> << GASTOS DO DIA $ 2,50 - lanches $ 2,00 - água $ 16,90 - jantar 2° dia - depois da tempestade, sempre vem a bonança Sem saber o que vinha pela frente, começamos nosso dia cedo. Ás 06:30h já estávamos indo pra sala onde servem o café da manhã, e pouco depois já estávamos mais uma vez a comprar lanches e litros de água no mercadinho que abre as portas bem mais cedo do que seus concorrentes próximo dalí. Partimos em direção ao mirante da cachoeira do corisco pra mostrar ao Tony e a Tati o quão aquele lugar é lindo. Além disso, aproveitaríamos pra dar mais uma olhadinha nos arredores e estudar os melhor os detalhes finais antes de encarar o vale. Chegando lá, os olhos brilhavam diante do visual que se tem nas beiradas do cânion. Fotos e vídeos foram feitos, depois nos pusemos a caminhar até a trilha que leva a Pedra furada e ver o Cânion por outro ângulo. Me lembro bem, quando abrimos essa trilha a um ano atrás, era puro mato, tudo fechado e de difícil acesso. Hoje, depois de várias indicações aos turistas para visitarem o local, a trilha já se encontra bem aberta, sem a necessidade de por o facão pra trabalhar. Aproveitamos bastante o lugar, o dia estava lindo, o sol estralando nos obrigando sair dali direto pra qualquer lugar que tiver um bom represamento e/ou queda dágua pra nos refrescar. Mas antes, já que estávamos ali, aproveitamos também pra procurar por uma pequena corda atravessada por cima da fenda, um abismo que beira aquelas encostas (e encontramos). Farejando por ali mesmo, encontramos vestígios de algo que parecia ser um caminho, decidimos avançar e ver no que dava (Tati nos esperava sob a Pedra furada), e deu numa senda que serpenteia morro abaixo, uma puta piramba na verdade. Descemos um pouco, mais um pouco, e mais um pouco com o auxílio de cordas duas vezes. Alcançamos patamares bem além do que esperávamos, isso nos encheu de esperanças, mudando todos os nossos planos de ver a queda Mor do Corisco por baixo. A curiosidade continuava nos puxava pelo caminho, mas como não avisamos nossa amiga, retornamos. Com os pensamentos radiantes, saímos de lá sabendo que nossa investida na mata seria por ali. Depois de tanta energia boa conspirando ao nosso favor, fomos nos encantar com a magia do Poço do Encanto. Poço que na verdade é um fervedouro, uma nascente de rio que forma uma represa de águas cristalinas, tão cristalina que nos permite ver na parte mais funda o solo borbulhar e revirar areia fina sem sujar a água. O lugar é digno de reverências, um santuário aquático, um aquário natural. É possível ver as plantas subaquáticas envoltas em musgos, e os peixes nadando de um lado ao outro. Foi incrível poder fazer um vídeo debaixo dágua utilizando um bastão/pau de selfie. Ficamos um longo tempo que ficamos ali, admirando o admirável que realmente encanta. No caminho de volta decidimos passar pela cachoeira da prata e pela Gruta da Barreira, e também, uma visitinha rápida ao pontilhão que serviu de suporte aos trilhos que décadas atrás davam passagem aos trens que transportavam grãos do sul ao sudeste do país. E por causa um acidente, onde houve a queda de uma composição ponte abaixo, teve de ser interditada. O sol estava pra lá de quente, vi o asfalto flamejar, e num ato preventivo, meio que presepeiro, meti um guarda chuva sobre a cachola pra fazer sombra enquanto visitávamos os atrativos. De repente, como se fosse uma miragem, aprece encostado na sombra de uma árvore, um senhor com seu carrinho de picolé (imagina a euforia). Acredito que ele consegue vender dezenas e dezenas de picolé por dia, parado naquele ponto estratégico e cobrando barato ($ 1,00). Só a gente liquidou 9 unidades hehehe. O dia tava rendendo maravilhas, mas ainda não tínhamos entrado sob um boa queda gelada de cachu. Partimos rumo a Cachoeira do Barão, que fica no Rio do Bugre, onde combinamos de encontrar nosso amigo anfitrião e sua esposa. Lá tomamos uma refrescante e gelada ducha pra revigorar os ânimos, jogamos conversa fora, umas boas risadas, fotos/vídeos e ainda estudamos a hipótese de descer rio abaixo e atingir mais outra base de cachoeira ainda sem nome, hehe. Só mesmo esses meninos, viu rsrs. Era quase 20:00h quando saímos de lá, e só saímos por que marcamos de ir até a Pizzaria local pra comemorar as coisas boas que vinham ao nosso encontro nos últimos dois dias. Mas, comemorações a parte, nossa equipe teria uma “baixa.” Tati trabalharia no dia seguinte, 2a feira, e teve que pegar o ônibus rodoviário ás 22:30h e retornar a São Paulo, onde chegaria no início da manhã. GASTOS DO DIA $ 2,50 - lanches $ 2,00 - água $ 16,90 - jantar $ ????? - pizzaria não consegui calcular 3° dia - O dia D nos deu a vitória Nosso terceiro dia na cidade era o dia de por em prática nossos planos, por em teste nossa coragem e encarar o desafio: chegar na base da Cachoeira do Corisco. Era essa nossa meta, o real motivo de estarmos na cidade, e qualquer sinal de erro, qualquer indício de que não conseguíssemos, nos deixaria com a moral lá embaixo. Acontecendo isso, lógico que teríamos a humildade de reconhecer o fracasso, engolir o orgulho, colocar o rabo entre as pernas e quem sabe tentar novamente numa próxima vez. A ideia de que não há registros por textos, fotos e/ou vídeos relatando a chegada de seres humanos naquele lugar atiçou nosso espírito aventureiro, e lá nos víamos, um ano depois, acordando por volta das 05:45h da madruga, tomar café o quanto antes e partir. Pois não sabíamos o que viríamos a enfrentar ao longo do dia, e muito menos o quanto de tempo aquela aventura nos tomaria. Em cada mochila (lanches, água, facão, perneiras, cordas, lonas, etc...), os aparatos mais pareciam equipamentos de um arsenal bélico, do que um preparatório de “mateiro.” Pé na estrada e um sentimento: ansiedade. Antes de descer do carro já tínhamos o empecilho de ter que planejar onde deixaríamos o carro, já que era começo de semana, não poderíamos dar bandeira na porteira principal. O Fiesta Guerreiro ficou a uns 250 metros da entrada, que também não usamos como acesso, pois o trafego de carretas das empresas extrativistas era intenso. Bastava alguém querer, com um simples contato, tudo iria por água abaixo (área particular). Já na estrada que leva ao mirante, caminhamos observando a neblina baixa dava um ar de mistério encobrindo todo o vale. Não conseguíamos nem ver a cachoeira dali do mirante. Então fizemos uma rápida pausa para ajeitar os últimos detalhes antes de por os pés em busca de um antigo propósito. O único que não fazia nem ideia do estaria prestes a fazer ali era o Tony, que aceitara meu convite sem pestanejar. Só queria curtir kkk. Fomos bem objetivos, logo pegamos a picada que leva até a Pedra furada, e dali fomos até a Pedra do Cachorro, que na verdade também pode ser chamada de Pedra do Cérbero, pois a mesma guarda o portal que leva ao vale. E ao lado direito da face da pedra iniciamos nossa navegação pela senda que exploramos em outra oportunidade. O primeiro avanço se dá tranquilo, mas a partir do momento em que chega a primeira passagem com corda, as coisas mudam de nível. O cuidado e a atenção são nossas companheiras inseparáveis, pois o caminhar se dá às beiradas do precipício, qualquer deslize e lá se vai um corpo de encontro a um buraco que não é possível ver o fundo. Na segunda etapa a inclinação ainda é daquelas que dá pra encarar de boa, e mesmo assim, o auxílio de uns 20 metros de corda foi indispensável. O terceiro e último lance de corda (+20 metros) já é num barranco quase vertical, seguir ali sem o uso de cordas é a mesmo coisa que dizer que está querendo se suicidar. Uma queda ali, e adeus fulaninho. Toda a descida é uma piramba de lascar qualquer. E após uma hora de incertezas, chegamos no rio que corre o vale formando a confluência co o Itararé. Essa era nossa única certeza. Não havia qualquer vestígio de ambos os lados de que houvesse caminho em direção a cachoeira. Um pensamento veio em mente: quem entra na chuva é pra se molhar. E se chegamos até ali, não seria ali que iríamos desistir. Retroceder não poderíamos, então nos pusemos a caminhar por dentro rio, não tinha outro jeito. Com água nos joelhos seguimos no contra fluxo, em menos de dez minutos o nível do rio já vinha nos ombros, isso nos obrigou a erguer nossas mochilas para poder atravessar os piscinões que surgiam no caminho. Por hora, além dos piscinões como desafio, nas paredes laterais cavernas apareciam do nada. Eram buracos enormes, gigantes, cravados no meio das rochas abrigando a escuridão e a incerteza do que poderia habitar aquele refúgio. O medo era inevitável (lógico), comparamos aquilo com flashs de cenas do filme Jurassic Park. As rochas talhadas e esculpidas pelo tempo davam um toque pré-histórico ao lugar. Novamente, um misto de sentimentos nos dominava a cada metro deixado pra trás. Além da ansiedade, a atenção era predominante. A ideia de escorregar no limo e machucar/quebrar uma perna naquele cenário inóspito nos fazia prosseguir aliados com a lentidão. E perto das duas horas palmilhando dentro do rio, pegamos uma bifurcação, uma divisão do rio em um ponto que não conseguimos ver nada nenhuma clareira em abertos acima de nossas cabeças pra poder nos orientar. Tocamos pra direita, e dez minutos a frente, vimos que não era possível seguir por ali. Retornamos e tomamos a direção correta. Faltavam cerca de 100 metros até a mata se abrir de vez e revelar o que havia de tão precioso naquele ambiente, mas a medida de cada passo dado os obstáculos aumentavam seu grau de dificuldade quase nos impedindo de passar. Rochas sobre rochas formavam paredões intransponíveis, repletos de limo e de água escorrendo entre as brechas. Parar, pensar e analisar os riscos era o que nos restava. Parecia que ali era o fim da linha (e já pensou se fosse...), tínhamos que fazer cadeirinha, se jogar, rastejar sobre o limo, tentar se agarrar em qualquer saliência existente nas rochas pra poder projetar um de nós, que logo acima serviria de ponto fixo para todos conseguirem subir. Uffa, trampo da porra. E todo esforço foi válido após a recompensa. O paraíso se abriu a nossa frente quando a mata se abriu trazendo a luz que clareou o lugar e deu vez a um cenário grandiosamente lindo. A água vem de uma queda livre de 106 metros de altura e explode nas rochas que cercam o piscinão de águas escuras que não deixam qualquer forasteiro imaginar qual a sua profundidade. Euforia total... corremos e gritamos: CHE-GA-MOOOOS, CHE-GA-MOOOS. Uma sensação de conquista que nos deixava fora de si, difícil de acreditar. Coisa de olhar ao redor e se perguntar: eu estou realmente aqui?? O spray que vinha da queda encharcou nossas roupas fácil, fácil. E se não fosse a câmera a prova dágua que tínhamos em mãos, a maioria dos registros seriam apenas em nossas memórias. Mas independente disso, aquilo era um presente, era um privilégio inigualável estar ali, e ainda assim, a aventura nos chamava pra ir além. O convite de mergulhar naquele piscinão obscuro eu recusei, por que parecia ter algo em volta dizendo: apenas admire, contemple, reverencie. Mas o convite de ir atrás da cortina de água eu aceitei de imediato, parecia que algo mais forte do que eu conduzia meus passos, e em seguida, lá estava eu (mais atrás o Tony me acompanhava), procurando chão firme. Ora encontrei, ora vi apenas valas profundas em meio as pedras e mata molhada (coisa que rendeu alguns capotes, e fez o Tony desistir). Eu prossegui sozinho, e logo me vi sentado sob aquele paredão imenso acima de minha cabeça, assistindo o espetáculo e agradecendo a Deus por tudo que estava se realizando naquela aventura. Léo e Tony viram que demorei por lá e se sentiram mais seguros de chegar lá também, voltei metade do caminho para orientá-los onde pisar e em poucos minutos estávamos a filmar e fotografar a “peraltice.” Coisa que também nos deu um susto danado foi o vento forte soprar e levar a queda dágua em nossa direção. “Susto da bexiga,” corremos rapidinho dali pensando que fosse tromba dágua kkk. Vimos que o tempo não estava tão aberto, e que se ele fechasse de vez trazendo uma tempestade não iríamos ver, por que estávamos no “fundo da bacia,” rodeados por paredões e mata densa. A solução foi tocar o bonde, já que aproveitamos o tanto quanto queríamos, e o certo era não abusar da sorte. Nossa volta por dentro do rio foi bem mais tranquila do que a ida. Além de já sabermos mais ou menos os obstáculos que teríamos pela frente, o sol refletia o fundo do rio, e isso nos deu mais segurança pra saber onde devíamos andar. Só empacamos na represa onde a água batia no peito por que o Tony teimou (e como teimou) que não era alí que tínhamos atravessado mais cedo, segundo ele, era mais pra frente. Empacou feito um jumento veio que não arreda os pés do pasto. Rolou até uma discussãozinha, mas ele seguiu por onde indicamos que era o caminho certo. Esse episódio até lhe rendeu o apelido de Tony TT (Tony Teimoso) kkk. Depois disso, a única parte mais difícil mesmo foi retornar aquela puta subida de morro que mais cedo foi uma puta descida de morro. Claro que as paradas seriam inúmeras (e foram), o fôlego se perdia a cada 5, 10 passos. Pouca conversa e passos firmes também ajudaram muito a concluirmos nossa volta. De cara com a Pedra do cachorro, que sustentava um lindo Carcará em sua cabeça, tivemos a certeza de que 90% de nossa odisseia estava concluída, paramos pra descansar e bater mais umas fotos. Fui pegar a bateria reserva pra por na câmera... Adivinhem... Me dei conta que a capa da máquina e a bateria original não estavam comigo muito menos com meus amigos. Conclusão: perdi uma capa e uma bateria da câmera lá na base do Corisco, pois o Léo disse que viu esses itens próximos da mochila quando chegamos. Não vasculhamos nada antes de voltar, deu nisso. Buuuuuurrrroooo do caráleo. As perdas materiais não valiam de nada se comparado ao que estávamos vivendo ali. E o melhor de tudo foi concluir tal façanha sãos e salvos. Que se foda a bateria. Nosso próximo passo era chegar até o local que deixamos o carro e saber se ele ainda estava lá. Aí sim daríamos a missão como cumprida. O nosso alívio só veio quando fizemos a curvinha da estrada de terra e vimos o guerreiro prateado entre a mata encoberto pela poeira jogada pelas carretas que ali passaram o dia todo. Trocamos nossas roupas molhadas por outras mais limpas e secas, e pouco antes de entrar no carro passou por nós um outro carro, um Gol branco, com os vidros pretos, totalmente lacrado (insufilmado), e parou mais a frente. Ficou, como se estivessem a nos vigiar. E quando passamos por esse carro parado, conseguimos ler: FISCALIZAÇÃO VALE DO CORISCO, colado nas portas laterais. O mesmo só se pôs a andar novamente depois que passamos e ficamos a uma distância de 100 mts deles. Acreditamos que eles queriam ver onde entraríamos, pra saber se não estávamos fazendo arruaça, extração ilegalou invasão de terras alheias. Afinal, era o serviço deles. Ainda bem que deixamos o carro onde deixamos, e não na porteira. Já estávamos com o dia ganho, e não queríamos saber de mais nada naquela data. A não ser, ir até a delegacia e fazer um Boletim de Ocorrência para registrar a perda da minha CNH e do CRLV, pois no dia seguinte eu pegaria a rodovia. Eu precisava desse B.O. Mesmo com o horário de expediente da delegacia encerrado, expliquei ao carcereiro que ocupava o posto, e ele levou a situação até o Delegado, que mesmo sem um escrivão fez a ocorrência me atendendo muito bem. Se fosse em São Paulo, eu estaria FUDIDO, teria que me virar e/ou passar horas numa cadeira esperando a boa vontade do ser humano paulistano. Que bom que eu não estava em SP rsrs. Chegamos no hotel, só o bagaço do cansaço, e nosso bom anfitrião, Eunildo, veio nos receber já querendo saber qual foi o resultado da nossa aventura. E a resposta foi só uma: conseguimos Nildo! o Vale do Corisco é noooosso ahahah. Ele, num gesto simplório, estendeu a mão e disse: deixa eu te entregar logo seus documentos. Exclamei; O quêêêê... não acredito. meus documentos? e peguei a carteira das mãos dele e conferi. Eram sim, aqueles mesmos documentos que eu perdi dois dias atrás. Encontraram, levaram até a rádio da cidade, de lá levaram à delegacia, que por sua vez fez contato com o hotel, e o Nildo fez a gentileza de ir buscar enquanto eu estava ausente. Aquela novidade me deu muuuuita, mas muuuuita alegria mesmo, que acabei dando até um abraço apertado no Eunildo. Eu já acreditava e tinha dado como perdidos meus doc’s, mas o que eu não imaginava, era que o anúncio da minha situação na rádio local e às 22:30h de um sábado qualquer daria tão certo. Estava acabando nossa viagem, e já dava pra olhar para trás e ver a quantidade de coisas boas que aconteceram com nós e para nós. No restante desse dia, 09/2/2015, só queríamos curtir o sabor da vitória que conquistamos, mais nada. Fomos jantar na churrascaria pra poder repôr toda energia gasta, em seguida fomos até a rádio local para poder agradecer a ajuda que me deram na recuperação dos meus documentos, mas estava fechada, e depois, #partiu descansar. Era necessária ficar bem, pois a volta de uma viagem sempre é mais cansativa. 4° dia - Hoje é só calmaria (mais ou menos rs) No demos ao luxo de poder acordar um pouco mais tarde, já não havia tanta necessidade de pular da cama tão cedo. Afinal, nosso objetivo foi alcançado. Nossa intenção nesse dia era ir até o Rio Funil, dar alguns mergulhos no piscinão que ele tem e depois irmos até a cachoeira Santa Bárbara. O Nildo nos disse que ouviu rumores de que seguindo o Rio Funil acima haveria uma cachoeira, uma pequena queda. Seguimos essa info, mas sem força muito, seria exagero querer sem aventurar por dentro de um rio se ele fosse tortuoso. Mas como não se tem muita inclinação por ali, e em poucos minutos de caminhada chegamos ao barulho de água caindo forte sobre pedras. Adentramos a mata, e logo vimos que se tratava de uma pequena queda dágua (pequena mesmo). Coisa que não animou muito. Voltamos. Pôs banho, ainda no Rio Funil, partimos na intenção de explorar um possível caminho próximo ao Rio Pelame, que dispõe de uma linda cachoeira em área particular, mas não dão autorização à visitas. Não conseguimos um caminho alternativo, então partimos. Quem sabe num próxima vez não subimos rio a dentro e chegamos até lá hehehe. Fomos novamente até a rádio, mas a pessoa (luiz) que fez o anúncio não estava, eu preferi deixar recados de agradecimento. Depois, nosso destino foi a cachoeira Santa Bárbara, que é situada no mesmo rio que forma a cachoeira do navio. Vimos o triplo ou mais do volume habitual, sinal de que a tromba dágua foi tão forte que mesmo depois de dois dias ainda deixava pra trás rastros de sua força. No lugar onde eu só vi areia a um ano atrás, agora existia uma piscina enorme com indícios de que algumas partes não davam pé. Aproveitamos (Tony e Eu) por pouco tempo, além do céu não estar com boa cara pro nosso lado, o Léo preferiu não descer até a cachoeira por que estávamos de bermuda e chinelo, e pra alcançar a queda tivemos que andar um capinzal alto. Ele preferiu não arriscar. De volta ao carro, passamos numa lojinha de vila pra comprar uma certa quantidade de uma espécie de sorvete que vem num saquinho quadrado que o Léo se apaixonou kkk. Também, à $ 0,75 cada fica fácil querer mais rsrs. Logo já nos vimos no hotel mais uma vez, onde arrumamos nossas mochilas e nos preparamos pra ir embora. Eu sai de lá sem pagar as minhas diárias por que tive que cancelar meu cartão de crédito, mas como o Nildo confiou nesse sem vergonha aqui, ele me deu um enorme voto de confiança e deixou apenas o número de sua conta pra que eu fizesse o depósito do valor quando pudesse. Pós almoço, voltamos aos aposentos, usamos muito wi-fii e depois dos últimos acertos e prosa com nosso amigo Eunildo, demos partida no carro às 16:20h em ponto.. Se tudo corresse como o previsto, estaríamos em São Paulo-Capital perto dàs 21:30h. Mas como nem tudo é do jeito que queremos... ...comigo ao volante, rodamos cerca de 200 km sob sol forte, em alguns lugares, chuva leve com direito a arco-íris. Quando paramos em Itapetininga, próximo ao acesso que leva à Rod. castelo Branco, fomos tomar um cafezinho, esticar as pernas e deixar oTony assumir o volante. Quando fui pagar meu cafezinho...(adivinhem) as chave do quarto do hotel ficou/estava no meu bolso. Que merda!!! Lógico que eu não iria voltar, eles devem ter chave reserva. Ficaria como lembrança e/ou troféu da viagem. SQN. Chegando perto de Sorocaba começou a tensão: uma chuva assustadoramente forte como eu nunca vi (eu acho), e meso com o limpador de para-brisa ligado ao máximo não era possível enxergar mais do que 5 metros a frente do carro, ainda mais que a pista não tinha luz de orientação (aquelas tartaruguinhas luminosas que ficam no chão). Isso nos fez reduzir a velocidade, já os caminhões e carretas não. Com o peso que eles tem ganham mais estabilidade do que um carro de passeio, que a qualquer aumento de velocidade patina em aquaplanagem ( e foi o que aconteceu). Sentimos o carro deslizar sobre as poças de água acumulada na rodovia, os caminhões quando passavam jogavam muita água no vidro do carro, dava medo quando ladeira abaixo víamos pelos retrovisores algum deles se aproximando com maior velocidade entre raios e trovões. E se perde o controle? e se não nos vissem? Foi tenso. E sob todas essas condições, a decisão geral foi parar no próximo posto de gasolina que aparecesse no caminho. Oque não poderíamos imaginar era que o posto que nos aguardava mais perecia um Posto Fantasma abandonado. Com o teto caindo aos pedaços e deixando a água da chuva despencar entre seus destroços, luz inexistente, algumas carcaças de carretas largadas pelo pátio. Cenário ideal para filmes de suspense. Passado mais ou menos meia hora, retomamos a rodovia já com chuva mais calma. A adrenalina vivida ali naquele momento ainda corria nas veias do motorista, pois ainda pela frente ele não via placas de sinalização, lombadas (o carro saltava kk), e chegamos a”nos perdemos” após pegarmos uma bifurcação que julgamos errada, mas na verdade era a certa. Perdemos um tempinho até achar um retorno. Era 22:45h quando deixamos o Léo perto da estação Butantã do Metrô. Eu assumi o volante, ainda pegamos outra entrada errada, e às 23:50h eu chegava na casa do Tony pra despachar a encrenca kkk. Às 00:20h eu abria o portão de casa pra poder chegar e dizer: estamos todos bem, graças a Deus. FIM. Nos dias seguintes... Além de conseguir depositar os valores ao nosso amigo paranaense (Tive que fazer valer a confiança), eu soube que companheiros de trilha sairiam de SP à Sengés no próximo final de semana (Carnaval). Fiz contato com os que me indicaram: Simone Tosti, Jesiane da Silva e Eduardo Yoshimori. Todos foram muito prestativos em querer me ajudar a devolver a tal chave do hotel. Mas havia os contra tempos. A Simone, além de morar longe de mim, estava na contramão. Era difícil me encontrar com ela. Era mais viável eu me encontrar com a Jesiane e entregar a chave a ela, mas não deu. Ela foi suuuper atenciosa, e mesmo não sendo ela que levaria a chave, providenciou outro contato pra que tudo fosse resolvido. Me passou o horário e o endereço onde eu encontraria o Eduardo. Sai de casa com um certo receio, era sexta feira 13, mesmo que seja superstição, com tanta histórica que essa viagem rendeu eu sai preocupado. Já pensou se eu perco essa chave? rsrs. Mas tudo correu bem! Entreguei a chave do quarto 29, que por coincidência, o mesmo reservado a ele. hehehe Conheci esse cara, que por ventura entrou na minha história, que foi super prestativo, e que pelo andar da carruagem, fará umas trilhas comigo em 2015. hehehe. Nos finalmentes, tudo deu certo. E essa história vai habitar nossas vidas por longos e longos tempos. Quando faltar detalhes, refrescaremos nossas memórias lendo esse épico e extenso relato. valeu!!
  46. 1 ponto
    Dia 13 – Santiago de Chile O dia foi bastante especial, já que a Juliana completava 29 anos. Decidimos adquirir um tour para conhecer Viña Del Mar e Valparaíso, duas cidades bastante próximas e que tem grandes atrativos. Contratamos um guia que falava bem o português e aparentemente conhecia bem a região. Ele nos cobrou 56 mil pesos pelo passeio feito em van e que durou o dia inteiro. O caminho para Viña é bem interessante, com diversas vinícolas ao longo da estrada, e há a possibilidade de paradas ao longo do percurso para boas fotos. A primeira cidade que paramos foi Viña, e a entrada da cidade é bem legal, quando pode-se vê-la de cima e tem boas paisagens. Após a sessão de fotos seguimos direto para a Quinta Vergara, um local onde há shows, exposições etc. Passeamos pela orla e ficamos um pouco na praia, onde pudemos tocar nas águas gélidas do Pacífico. Após o almoço – comemos um lanche rápido no McDonald´s para não perder tempo, que custou $4800 – seguimos diretamente para Valpo, cidade portuária de Pablo Neruda e que se abre feito um terraço diante do Pacífico (acho que essa frase é do poeta). Fomos visitar uma de suas casas – La Sebastiana, $6 mil a entrada – e depois fizemos uma visita bem agradável pelas ladeiras do bairro, que se estendem com uma vista impressionante para o porto e o pacífi-co. De volta a Santiago, resolvemos curtir a noite no Patio Bellavista, localizado na famosa calle Pío Nono. De todas as vezes que fui a Santiago o point da curti-ção sempre foi a Pío Nono, que possui um clima boêmio e jovem bem carioca. Bares, boates, restaurantes, um clima bem agradável, e desta última vez descobrimos o Patio Bellavista, que é um espaço onde se concentram diversos restaurantes, muitos com música ao vivo. O local estava bem cheio e nós tive-mos que esperar vagar mesa num grande restaurante central onde estava pro-gramado a apresentação de uma banda de rock. Tomamos vinho, ouvimos boa música, comemos uma bela pizza e desembolsamos $16 mil pesos, com o táxi incluído na volta pra casa. Dia 14 – Santiago de Chile Era nosso último dia em Santiago. Optamos por acordar bem tarde e, mais ou menos pelo horário do almoço, rumamos para a vinícola Concha y Toro, a mais famosa do Chile. Depois de uma pequena pesquisa na internet sobre como chegar no local, tomamos o metrô da cidade até a estação Las Mercedes. Da estação a vinícola fica a mais ou menos uns 15 minutos de ônibus urbano, que deixa exatamente em frente a CyT. O local é bastante agradável, e há dois tours disponíveis para se fazer dentro da vinícola. Escolhemos pelo mais bara-to – se não me engano custou $7 mil – que inclui um vídeo explicativo, visita guiada ao local onde estão plantadas as uvas, os tonéis (o famoso casillero del diablo) e uma prova de vinhos, além de um copo de brinde. Evidentemente que há uma loja para comprar os vinhos, e gastamos uns 40 mil pesos com as maiores delícias do Chile – gostei especialmente do vinho branco Marques de Caas Concha. Na noite do nosso último dia de Lua de Mel, ficamos batendo perna pelo bairro da Providencia, compramos algumas comidas enlatadas locais para levar ao Brasil e terminamos por jantar num fast food estilo americano. Acertamos a contratação de um serviço de shuttle para nos levar no dia seguinte ao aero-porto, serviço indicado pelo próprio Eurotel e que nos apanhou na madrugada o dia seguinte. Espero que esse relato tenha sido bastante proveitoso. As dúvida que porven-tura restarem aos mochileiros serão prazerosamente respondidas. Antes de terminar, revelo porque nossa estadia foi na capital chilena foi tão inesquecível e especial: Nove meses depois, mais uma integrante na família!!
  47. 1 ponto
    25/01/2010 - SEGUNDA-FEIRA SÉTIMO E ÚLTIMO DIA DO CIRCUITO "O" Trecho: campamento Italiano x campamento los cuernos x hosteria las torres - Previsto: 06:30horas - Realizado: 06:20 horas alguns preços no campamento los cuernos: macarrão pacote 400 gramas pcl$2.000 , molho tomate pcl$1.000 carissimo Instalamos nossa barraca num local desnivelado, à noite escorregávamos muito, aliado ao barulho do vento e do rio próximo, dormimos muito mal(foi uma constante)...Um inseto picou a mão da minha parceira... Coloquei meu relógio para despertar as 05 da manhã, para ver o nascer do sol... coisa linda, nuvens avermelhadas, os los cuernos com cor alaranjada, tirei lindas fotos daquele rio, picos nevados(ver fotos dia anterior)......QUE LUGAR LINDO!!!!! AHHH QUE SAUDADE!!!! No campamento los cuernos encontramos com o brasileiro de Curitiba, depois de um papo breve ele seguiu, nós resolvermos descansar um pouco, e fazer um macarrão ao molho de tomate, que delícia.....o problema que os preços no campamento los cuernos são elevadíssimos, mas mesmo assim valeu a pena comer lá, deu um novo ânimo para nós. Imagina, numa baita segunda-feira, vc embaixo do Los cuernos comendo um macarrão....que delícia...AHHH QUE SAUDADE.. Cruzamos com um eslovaco, batemos um longo papo(ele é observador eleitoral da zona do euro), que cara gente boa. O tempo estava limpo, opa....se continuar assim vamos dormir no campamento chileno ou torres, e ver o entardecer no mirante las torres, que dizem ser lindo, já vi fotos lindíssimas de lá, com o sol batendo nas torres, ficam vermelhas....seguimos animadíssimos....mas o tempo começou a mudar, no início uma fina nevoa cobria os picos, depois uma chuva fina apareceu, e no final uma chuva forte encerrou nosso sonho de ver o espetáculo......QUE PENA!!! Com o tempo péssimo, decidimos ir até a hosteria las torres e se informar sobre a previsão do tempo.... chegamos lá e nos informaram que a chuva continuaria por alguns dias......Pronto!!! PENSAMOS UM POUCO, MAS DECIDIMOS ENCERRAR NOSSA AVENTURA POR ALI MESMO!!!! AIIIII QUE SAUDADE!!!!!!!!!! Quando deixei o veículo no estacionamento, fiquei preocupado, pois vi um carro com pneu mucho, isso ficou na minha cuca, mas chegando ao estacionamento, tava tudo OK. Imagina, estávamos molhados, cansados, e ainda teria que trocar pneu.....MENOS MAL.... Circuito "O" concluido, hora de partir, com os corações partidos, seguimos viagem, retornamos até Puerto Natales, teríamos que devolver o material alugado, naquele dia, pois se deixássemos para manhã seguinte, pagaríamos mais um diária. Chegamos para entregar, o equipamento todo molhado e sujo, teriamos que esperar o atendente, montar a barraca, o saco, conferir tudo de novo(igual no iníco), mas para nossa sorte, tinha um gringo esperando uma barraca igual a nossa, pronto, fizemos o acerto rapidamente, confiaram em nós, e fomos liberados....depois passei por lá para certificar se estava tudo certo(não podemos deixar furos para trás). Fomos ao supermercado comprar nossa janta, carne assada com legumes. colocamos roupas para lavar numa lavandeira, que prontamente adiantou o serviço e entregou no outro dia cedo. AVALIAÇÃO: Trecho tranquilo entre o campamento italiano e campamento los cuernos. Depois enfrentamos uma subida forte, atravessamos vários riachos, devido a chuva nas montanhas, estavam cheio, molhamos nossas botas, ajudei algumas senhoras atravessar, estava complicado mesmo, correnteza forte. Esse trecho é bonito também, vc vê sempre a sua esquerda o los cuernos, depois montanhas nevadas, com avalanches enormes, fazendo aquele estrondo... do lado direto os lagos com cores variadas, devido a chuva eles não estavam tão coloridos, mas são lindos. Vimos muitos turistas começando o circuito W, e nós com inveja deles......rsrsrsr HOSPEDAGEM PUERTO NATALES: Hostal Melissa, apto bom, camos ótimas, banho privado e bom, limpo, café razoável, tem internet free, lanchonete....Pcl$20.000,00 apto. duplo. DECIDIMOS NAQUELE DIA, QUE SE NO OUTRO DIA, HOUVESSE SOL EM TDP. VOLTARÍAMOS PARA IR ATÉ AS TORRES, SE FOR O CASO, PERNOITARÍAMOS LÁ. QUERÍAMOSMOS VÊ-LAS NO ENTARDECER...., PORTANDO FICARÍAMOS MAIS UM DIA EM PUERTO NATALES..... 16º DIA - 26/01/2010 - TERÇA-FEIRA Esperando o tempo melhorar em TDP. Ficamos o dia inteiro monitorando o tempo em TDP, mas não teve jeito, o tempo não iria melhorar mesmo....a previsão era de mais chuva nos próximos dias....pronto, a senha para preparar a partida. Buscamos nossas roupas na lavanderia, compramos algumas lembranças, fomos ao supermercado abastecer para a viagem, perambulamos por puerto natales, colocamos nossas botas para secar, embalamos as roupas de frio. Preparamos para as outras etapas que estavam por vir. Fomos até o escritório da Senatur, na orla do lago, pegar informações sobre a carretera austral, o chileno está uns anos na nossa frente no quesito TURISMO, estão preparados para fornecer informação, se não tiverem, correm atrás.....gostei do apoio. Queríamos saber das festas folclóricas nas cidades que passaríamos na carretera. Gosto delas, é uma maneira de conhecer os costumes da região, e pessoas da região e suas particularidades. À noite, começou a chover em P.Natales, pronto o sonho acabou mesmo, não tem jeito, o melhor é ir dormir e seguir viagem no outro dia. HOSPEDAGEM P. NATALES: O mesmo do dia anterior. 17º DIA - 27/01/2010 - QUARTA-FEIRA - "O SONHO ACABOU" :cry: Saída de Puerto Natales-Chile Chegada a Los Antiguos-Argentina Kms rodados: aproximadamente 1300 kms. Pedágios: neste trecho não há. Preços gasolina: Rio Turbio(arg) Par$2,679 gas. super Petrobrás; Pietrabuena(arg) Par$2,70 gas.super YPF; Fitz Roy(arg) Par$2,70 gas. super YPF; Perito Moreno(cidade arg) Par$3,15 Super Petrobrás Algumas distâncias: Puerto Natales(0) x Aduana Dorotea (25) x Rio Turbio(31) x Pietrabuena(480) x Puerto San Julian(601) x FriTz Roy(907) x Perito Moreno(1.220) x Los Antiguos(1.277) Acordamos cedo, teríamos um bom pedaço para andar naquele dia. tomamos o café da manhã, o tempo estava chuvoso e frio, então não teve jeito, vamos partir mesmo...Nisso soltei essa no carro: "vamos fazer o circuito "O" de novo", claro que era brincadeira, mas minha parceira respondeu: "OPA, VAMOS MESMO, OS OLHINHOS DELA BRILHAVAM, VI QUE TAVA FALANDO SÉRIO", ai meu irmão, amarelei direitinho.......não tinha perna para fazer tudo aquilo de novo......até parece loucura, mas não foi......ela estava disposta mesmo....e eu achando que ela não daria conta do recado no início. Isso me custou caro, durante o resto da viagem!!! NÃO CONSEGUI ACHAR UM LUGAR QUE ELA GOSTASSE!!!! Tirei ela de idéia, a contragosto, ela concordou, então vamos, poxa, fazer aquilo de novo......não daria conta mesmo.....ISSO VAI ME CUSTAR CARO!!!!! Pegamos chuva no início da viagem, corrobarando com a previsão do tempo, para os lados de TDP o tempo estava preto...fizemos o certo.
  48. 1 ponto
    23/12/2010 - SÁBADO QUINTO DIA DO CIRCUÍTO "O" Trecho: campamento Los Guardas x campamento Paine Grande. Previsto: 6 horas - realizado: 06:40 hrs. Campamento Paine Grande: Pcl$4.500,00 por pessoa Alguns preços No paine grande: Coca-cola Lata Pcl$1.500,00; Ovo Pcl$200 cada unidade; Sachê açucar Pcl$50; salsicha pacote com 5unidades Pcl$1.000; Macarrão pacote 400 gramas Pcl$800; Molho tomate 200 gramas Pcl$500; Barra cereal Pcl$600 cada. Internet na hosteria(ir na portaria): Pcl$2.000 por meia hora. Dormimos mal, ventou muito à noite, como estávamos sem um saco de dormir(um molhado), sentimos frio. Nosso café foi bem básico, comemos quase tudo ontem à noite, mas tá perto do paine grande, vamos comer lá.... Nossas botas e as roupas não secaram durante a noite, apesar do vento forte, de manhã foi complicado colocar as botas, mas com o tempo acostumamos, tem que acostumar...eu preocupado com minha parceira, e ela toda tranquila, gostando das adversidades, como as mulheres são forte!!! Eu já fiz o trecho grey x paine grande, sabia das subidas, do vento.... mas, estávamos com todo o gás, mas esquecemos dum detalhe, nossas pernas foram exigidas ao máximo, ontem à noite não estava nem conseguindo agachar, aquela dor no calcanhar era uma tremenda bolha d'água, fiz um curativo, mas ainda doia, não estava preparado para descer o Paso, subir foi de boa, ENTÃO FICA A DICA. De todos os trechos, esse foi o mais complicado, estávamos mortos, 3 dias sem tomar banho.... apesar que pegamos um pouco de garoa e não teve sol. Até o entrocamento para o grey foi muito tranquilo, bem leve, resolvemos não parar no campamento grey(já conhecia), quando começou as subidas, aiii, aiiii. Encontramos com o brasileiro de Curitiba, batemos um bom papo, ele viu o nosso cansaço e falei prá ele ir na frente(ele ia dormir no italiano, nós no paine grande). Mais à frente esbarramos num brasileiro do sul do país, batemos um papo rápido, e ele se foi...não dá para acompanhar os jovens. Depois de parar váriassss vezesssss, o alívio veio com o avistamento do campamento. Montamos a barraca e fomos tomar aquele banho(HOJE É SÁBADO, quatro dias sem banhar, é soda), fazer barba, caprichar na comida, entrar na internet(na hosteria tem, e é aberta ao público, mas cara). Aproveitamos para carregar a bateria da máquina foto(no comedor do camping, tem várias tomadas), mas cuidado, fique de olho. O rango foi ótimo: Macarrão, ovo cozido, salaminho.......chocolate...refri...tudo que tínhamos direito. Os amigos chilenos não conseguiram chegar até aqui....e nós preocupados com aquela garota com tipóia. AVALIAÇÃO: esse trecho não é tão complicado, no início pequenas descidas, uma parte reta, dentro dum pequeno bosque, depois várias subidas que exigem muito de seu preparo, já desgastado do dia anterior, portanto reserve energia para esse trecho. Não pe o mais difícil, mas foi o que mais sofri. CAMPAMENTO PAINE GRANDE: Área de camping muito boa, gramado e reta, passarelas de madeira entre as barracas, banheiro ótimo com água quente, internet na hosteria, comedor com fogão a gás, tem tomadas para carregar baterias, pia com água quente, campo de futebol, restaurante grande, mercado bem estruturado(com preços justos, pelo lugar), bela vista para os los cuernos e outros picos, lindo lago colorido, na minha opinião o melhor de TDP.
  49. 1 ponto
    22/01/2010 - SEXTA-FEIRA QUARTO DIA DO CIRCUÍTO "O" Trecho: campamento Los Perros x campamento los Guardas. Previsto: 10 horas; Realizado: 09:40hrs. Campamento Los Guardas: grátis. Choveu forte a noite toda, com muito vento, porisso não dormi bem, acordei várias vezes, pelo barulho, mas minha parceira nem viu a chuva. A barraca me surpreendeu, aguentou firme e forte, realmente foi muito valente, não entrou um pingo d'água, mas por fora tinha muito barro, tivemos que lavá-la por fora e esperar um pouco para secar. O café da manhã foi bem reforçado, pois faríamos o trecho mais difícil e mais longo, vamos ao nosso limite físico/mental, de barriga vazia não dá. Adotamos a mesma estratégia de sair cedo, prá chegar com o dia claro, sabíamos de antemão, que o trecho era complicado. Mas foi pior que imaginávamos, no final deu tudo certo. No início subida forte dentro de um bosque, como choveu muito à noite, e ainda garoava, muitaaa lama, lodo, pântanos, tínhamos que desviar das poças d'água, afundei a perna numa poça de lama, sujei até a alma, entrou água na bota, mesmo com polaina. Após esse trecho, entramos num trecho com bastante gelo, para nossa felicidade/infelicidade, começou a nevar, mas pouco, o vento forte batia e cortava nossos rostos. Foi assim, parte em gelo, outra de pedra, até começar realmente a subida fortíssima, num lugar que beirava um pequeno abismo, começou a ventar forte, minha parceira e eu fomos ao chão, caimos feio, nisso o protetor da mochila foi levado pelo vento. A grande e última subida, foi dramática, o temível "viento blanco" apareceu, credo, justamente na parte mais difícil(subir na neve, com vento fortíssimo, e sem visibilidade, foi phoda), minha parceira tem medo de altura, nessa hora, tive que dar total apoio, mesmo estando com medo também.............AI ENTRA UM ÍTEM INDISPENSÁVEL, OS "BASTÕES", sem eles, com certeza teriamos sérios problemas, apesar que muitas pessoas não estavam utilizando(os amigos alpinistas, por exemplo). Eu prá motivá-la, falava, fique fria que daqui a pouco vamos descer... Passamos pelo Paso, onde tem uma cruz, o pessoal colocam suas lembranças, nesta parte o vento foi terrível também, tinhamos que fincar os bastões entre as pedras e segurar firme, senão era tombo na certa. Ai apareceu, todo magestoso e imponente glaciar grey, ficamos um tempo vislumbrando aquela maravilhava, LINDO, cercado por maravilhosos picos nevados, visual deslumbrantes(um dos mais bonitos que vi em minha vida), animados pois começaria a descida, crentes que seria tarefa fácil. Ledo engano, que lugar terrível, os troncos de árvores, aliados ao piso molhado, chuva fina, desnível acentuado, tornou essa tarefa medonha, nossos joelhos foram ao limite, nisso apareceu uma dor no calcanhar direito, mais essa...e a descida não terminava, caimos mais umas 3 vezes cada, depois de muita dificuldade chegamos ao /campamento Paso, como não tem estrutura de apoio, seguimos ao próximo(los guardas, que também não tinha apoio), nisso o Brasileiro de Curitiba nos alcançou, ele estava animado, nos convidou para ir até o campamento grey, como estava começando a escurecer e nossas pernas já tinham dado o máximo, ele seguiu, nós ficamos. Fomos desfazer as mochilar e a triste surpresa, meu saco de dormir estava molhado, só o meu, pois perdemos nossos protetores das mochilas, resultado, tivemos que abrir o saco de dormir da minha parceira e fazer de edredon, noite complicada, faz parte... Comemos o restante dos mantimentos(sopa, queijo ralado e o salaminho d+++++++++++++). AVALIAÇÃO: de todos trechos, esse realmente é o mais difícil, mas o mais BONITO, sua resistência vai ser provada, vá preparado. No início subida forte dentro dum bosque, depois caminho entre gelo, pedras, bosque e muita neve e vento forte, prá quem não tem o minímo de preparo a coisa pode complicar mesmo. A descida para nós foi complicada também, algumas pontes, uma era de toras(duas alinhadas), seu joelho é exigido ao máximo, a musculatura da coxa dói prá caramba. Depois do campamento Paso, tem um trecho com abismo, cuidado com o vento, vá devagar. Fizeram uma escada de ferro para descer e outra para subir numa quebrada antes do campamento Los guardas. BASTÕES SÃO IMPRESCINDÍVEIS!!!! Nossos amigos chilenos não conseguiram nos alcançar(ficamos preocupados, pois uma garota, tinha operado o braço e estava fazendo o roteiro com uma tipóia no braço). Poucas pessoas conseguiram chegar até nosso acampamento. CAMPAMENTO LOS GUARDAS: Camping sem estrutura, fica dentro dum bosque, mas não tem grama, tem somente um lugar para reunir o pessoal e fazer comida, não tem restaurante, banheiro precário, não vendem nada, água somente no riacho um pouco abaixo, banho(nem pensar), tem mirante para o glaciar. À noite venta muito, fixe bem a barraca. A luva de borracha nos salvou, lavar os utensílios no riacho, sem luva não dá.
  50. 1 ponto
    21/01/2010 - QUINTA-FEIRA TERCEIRO DIA DO CIRCUITO "O" Trecho Campamento Dickson x campamento Los Perros: Previsto 04 horas; realizado: 05:30hrs Los Perros: pcl$3.500,00 por pessoa Alguns preços Los perros: Coca-cola lata pcl$1.000,00; bolacha 120 gramas: Pcl$1.000,00; barra chocolate 72 gramas: pcl$1.500,00. Hoje acordamos, despertados pelo canto de vários passáros. O sol apareceu prá brindar o dia que começava, e nos acompanhou quase o dia todo. A noite foi ótima, conseguimos secar tudo, na madrugada acordei p/ir ao banheiro, a LANTERNA FOI PROVIDENCIAL, não estava muito frio. Fomos tomar banho cedo e ainda não tinha água quente, sabia que esse era o último lugar que tem banho quente antes do campamento grey... não esperamos. Hoje decidi que farei esse trecho somente com uma camiseta e o corta-vento, apesar da chuva no início, não senti frio, no final não tranSpirei muito. Nós não temos experiência em trekking, o próximo trecho é um pouco mais complicado, então acordamos mais cedo, afim de ir mais devagar e chegar cedo no Los Perros. Ontem funcionou bem, pois chegamos no dickson todos molhados mas deu para secar tudo, aqueles que deixaram para sair tarde do seron, dormiram com roupas molhadas. Nossos amigos CHILENOS DE CONCEPCION, dormiram até mais tarde, fomos sem eles. Não tomamos café da manhã, como jantamos tarde ontem, nem deu vontade, pagamos o preço na subida forte no início do trecho, tivemos que tomar nosso café no bosque, tomando aquela água gelada dos riachos. Como previsto chegamos cedo ao Los Perros, montamos nossa barraca longe de um pequeno arroyo, pois havia muitos mosquitos próximo. Tentei tomar banho frio, mas só consegui lavar da cintura prá baixo e o rosto, aquela água é geladíssima, mas pelo menos amenizou. Hoje conhecemos um casal francês, e outro holandês, são alpinistas, foram nossos companheiros por um bom trecho, pessoas educadíssimas. Como no dia seguinte o percurso seria fortíssimo(o pior deles), caprichamos no jantar(miojo, sopa, salaminho, atum, suco, chá). AVALIAÇÃO: No início uma subida forte, no final um mirante com vista linda do glaciar, rio, lago, picos nevados. Seguimos sempre dentro de um bonito bosque, com subidas/descidas leves, passamos por várias pequenas pontes, tivemos que passar por cima de alguns troncos de árvores caídas; alguns lugares o caminho ficava ruim com muito lodo e escorregadio; no final subida com muitas pedras, chegando ao glaciar Los Perros e um bonito lago abaixo dele, à direta descemos até um rio, após uns 500 metros chegamos ao campamento Los Perros. CAMPAMENTO LOS PERROS: Fica literalmente dentro de um bonito bosque, com árvores altas, tem rio perto, suas instalações são simples, mas limpas, somente banho frio, vendem(macarrão, molho, chocolate, bolachas, gás.....) preços justos, não há restaurante, mas tem lugar para fazer comida e reunir com o pessoal. Área de camping razoável, não tem grama, terra com raiz e pedras, portanto procurem chegar cedo para instalar a barraca num local plano. Aqui testamos a luva de borracha na lavagem de utensílios de cozinha - item indispensável, a agua é muito gelada. Neste campamento conheci o pernilongo da patagônia(são bem criados). Hoje não encontramos com nossos amigos CHILENOS. Algumas fotos do caminho/acampamento los perros: ImagemImagem Imagem
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


×
×
  • Criar Novo...