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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 09-02-2020 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Olá! Deixo um breve relato sobre minha visita à Aiuruoca, sul de Minas Gerais, parte da Serra da Mantiqueira, e que se divide em dois momentos distintos, primeiro visitei o Vale do Matutu e em outra ocasião fui ao Vale dos Garcias, segue o texto. (Janeiro de 2020) Vale do Matutu, Camping O Panorâmico – Aiuruoca - MG. Ah Minas Gerais, esse mundo travestido em estado brasileiro. Aiuruoca resguarda tranquilidade, magia e paisagem deslumbrante nesse lado sul de minas. O destino foi o Vale do Matutu em Aiuruoca e assim acampei no Panorâmico, foram quatro dias de pura paz. Foto: Cachoeira do Fundo - Vale Matutu Após algumas pesquisas feitas sob um efeito da empolgação, pois cada vez que mais lia sobre a cidade mais eu me encantava e mais eu queria visita-la. Há de se falar que as recomendações que escutei também foram cruciais para que eu escolhesse esse pedaço do paraíso que se denomina Aiuruoca. Assim parti de São Thomé das Letras utilizando de transporte coletivo e fiz também uma bela caminhada até este destino. Esse ônibus partiu da rodoviária de São Thomé as 07h30 da manhã, trajeto diário até Caxambu sendo que até a cidade Cruzília a estrada é de terra. Depois se passa por Baependi até chegar a Caxambu. Fiquei em Cruzília mesmo, paguei R$12,50 (Jan/20). Desembarquei as 09h15 e as 09h20 já chegou o próximo ônibus sentido Aiuruoca, essa linha é a viação Sandra que opera e paguei R$17,05 (Jan/20). Em Aiuruoca não se tem uma rodoviária propriamente dita, as passagens são compradas na Lotérica Cibele ou com o motorista mesmo, depende da linha e horário. Ao desembarcar já segui direto pro Vale do Matutu, o plano era chegar ao Camping O Panorâmico, mas antes passar pela Cachoeira Deus Me Livre, que fica no meio do trajeto de quase 11 km entre o centro e o Panorâmico. Assim ajeitei a cargueira nas costas e partiu. Ao pegar a rua à esquerda da igreja matriz, segui diretão até encontrar a estrada de terra. O dia estava bem ensolarado e a paisagem muito bonita, algo pra se ajudar numa caminhada sob o sol. Em seguida, rapidamente um carro parou e, por incrível que pareça, me pediu desculpas rs. Na hora eu estranhei, mas logo um senhor acompanhado de uma moça no volante, me disse que não poderia oferecer carona porque o banco de trás estava lotado de compras. Esse ato realmente me surpreendeu, foi de uma gentileza enorme e que eu nem esperava, poxa eu nem havia acenado. Comentei com as pessoas depois que gostaria de atingir tal nível de gentileza, fica aí uma lição das várias que temos numa viagem. Adiante, consegui uma carona até a Cachoeira Deus Me Livre, que fica um pouco depois do Pocinho, um moço me deixou na porteira que se inicia a trilha (uma subida bem íngreme), agradeci a ajuda espontânea do colega e assim segui pelo pasto de uma propriedade. Logo a trilha se fecha em meio a mata e então veio um córrego pra se atravessar, pós travessia desse rio, a trilha seguiu sobre um tronco de árvore esticado no chão apontando para a esquerda. Então com mais 20 minutos cheguei numa bela queda, com um poço bom para banho. Apesar da mata ser mais fechada o sol batia ali reluzindo todo aquele ambiente. Que cena linda! Ainda consegue-se avistar outras quedas mais acima, meio que escondidas, mas que possuem trilha até lá. Eu não fui devido a cargueira, me joguei foi pra um banho na primeira queda mesmo! Quando voltei pra estrada de terra, continuei a subida de onde havia parado, a presença do sol marcada fortemente até que um ponto de água apareceu junto a uma santa moldada numa curva à direita da subida. Ali refresquei de leve para já logo avistar a estalagem mirante, uma pousada. Um minuto depois consegui outra carona e agora sim fui direto pro camping, um casal muito gente boa me deixou na cara do gol. Camping O Panorâmico Enquanto o Odilon fazia uma breve manutenção em seu carro, eu relatava sobre minha trajetória, assim batemos um papo rápido e fui montar minha barraca. Passei a tarde numa boa, só descansando, pois o dia seguinte prometia e o rolê seria a subida ao Pico do Papagaio (bate-volta). À noite o pessoal que estava acampado se reuniu pra fazer uma janta coletiva, eu nem pude participar devido o meu sono, capotei que nem vi mais nada até o amanhecer do dia, as 05h30. O Panorâmico tem um ambiente agradabilíssimo, cozinha coletiva, um restaurante, um vasto espaço para acampar com diversos pontos de energia e luz. A tranquilidade impera com simplicidade e hospitalidade. Vale muito a pena. Indico demais esse camping pra quem deseja ir ao Matutu. (Site: http://www.opanoramico.com.br/) Legenda: Cachoeira Deus me Livre - Legenda: Um dia lindo de sol Legenda: Chegando na queda - Legenda: Porteira de Inicio da trilha Vou pular de dia, vou pro terceiro de minha estadia em Aiuruoca, pois escrevei sobre o pico do papagaio num texto isolado, mais abaixo. *** O plano foi então ir até a Cachoeira do Fundo, no entanto, eu queria passar pela Cachoeira dos Macacos (3 km do camping), pelo Casarão do Vale do Matutu (acredito que uns 6 km do camping), e então começar a minha trilha. Ao chegar no casarão aproveitei que o Café da Roça estava aberto e comi uns lanches, assim fiquei mais preparado pra prosseguir a caminhada. Eu tinha um relato em mãos pra chegar até a cachoeira do fundo além de uma cópia do mapa da trilha, me ajudou bastante e vou deixar o link no final do texto. Em todo o trajeto identifiquei, em geral, duas bifurcações, todas sinalizadas. A primeira devemos seguir à direita (placa Patrimônio), pois a esquerda chega ao restaurante da Dona Iraci. Por questões de preservação, carro não passa nesse trecho a não ser dos moradores. A outra bifurcação aparece com mais uns 25 minutos de caminhada e tem uma placa mais discreta indicando o caminho à esquerda, do lado direito tem uma casa logo após ter passado um riacho. Agora então é só seguir a trilha, vem uma subida e mais um pouco se chega à Cachoeira do Meio, o barulho em meio a mata fechada aumenta bastante devido o volume de água, é quase impossível passar pela cachu sem percebê-la. Uma escapada rápida à direita e já está na queda. Contudo, para continuar até a do fundo, volta-se para a principal e logo terá uma vista panorâmica da Cachoeira do Fundo que é bem alta. A partir de então não tem erro, é preciso apenas tomar muito cuidado caso queira chegar bem próximo das quedas, a subida é íngreme e de certa forma exige atenção e cautela. Como eu estava sozinho fiquei apreensivo algumas vezes, mas correu tudo ok. Ao chegar lá no meio da queda, pude avistar a trilha que eu havia caminhado e percebi que a chuva já estava caindo por lá. Sendo assim, nem pude fazer muito tempo de contemplação e me pus a voltar. Foi dito e feito, fiz a maioria da volta sob uma chuva bem refrescante e fiquei contente de ter feito a volta na hora certa, pois o trecho mais difícil já havia passado quando me trombei com a chuva. Eu ia até almoçar na Dona Iraci, porém eu estava muito sujo pra entrar no estabelecimento e resolvi passar no mercadinho que fica próximo do casarão pra comprar as coisas pra cozinhar no camping. Enfim, voltei bem de boa com os pingos de chuva me acompanhando bem de leve. Pensa num descanso que tive no camping, apesar da jornada ter sido prazerosa foi bem cansativa. Não seria pra menos, o paraíso deve ser aproveitado de todas as formas seja em atividades ou na calmaria! Pé de Natureza! Mais informações aqui: https://7cantosdomundo.com.br/cachoeira-do-fundo-em-aiuruoca-mg/ Dicas gerais para prática de trilhas na natureza! https://pedenatureza.blogspot.com/2019/01/dicas-gerais-para-pratica-de-trilhas-na.html Legenda: Cachoeira dos Macacos - Legenda: primeira parada do dia Legenda: Entrada do Matutu - Legenda: Seguir à direita aqui (Tia Iraci) Legenda: Agora à esquerda - Legenda: parada na Cachoeira do Meio Legenda: panorama na trilha - Legenda: primeira parte da subida Legenda: Subindo mais e mais - Legenda: Subi até aqui só Pico do Papagaio via o Panorâmico – Aiuruoca - MG Janeiro de 2020 Quais máscaras usamos na vida? Quantas são essas máscaras que cobrem nossas faces, moldam nossas posturas e modificam nossas atitudes? Certamente um pouco que introspecção se faz necessário para desvelar tais respostas, mesmo que não se alcance uma exatidão. O procedimento de, em algum momento da vida, buscar se autoconhecer não deveria ser tido como algo individualista e momentâneo, mas como uma forma de vida. Por vezes, o retorno que se tem de si é de uma pessoa fracassada em sua procura de liberdade, pois se está presa nas emoções e sentimentos reprimidos, e que o auto isolamento acaba por afastar o risco de manifestação dessas repressões. Bom, se caso em algum dia passar por esse tipo de reflexão confusa e um tanto superficial, o fato é que visitar, estar ou até mesmo morar em lugares dotados de magia e boas energias é o mínimo que se pode fazer para amenizar os desequilíbrios contidos no ser. Cada vez que subo uma montanha eu me sinto uma pessoa melhor, são lições mínimas que a cada passo se torna algo enorme apesar de imensurável. Vale lembrar que o Pico do Papagaio faz parte do Parque Estadual Serra do Papagaio e pertence à cadeia de montanhas da Serra da Mantiqueira. O parque abrange diversos municípios tais como Baependi, Alagoa, Itamonte, Pouso Alto e o já mencionado Aiuruoca. Existem algumas trilhas e diversos pontos de base para encarar essa jornada, eu escolhi o Camping Panorâmico, Vale do Matutu, de lá foram 7km até o cume, foi uma trilha bem demarcada, sem muitas bifurcações difíceis, só que com um pouco de inclinação acentuada logo de inicio, mas nada de muito técnico. Acompanhado de alguns mapas do wikiloc, que no caso tirei uns prints pelo celular, comecei a subida as 07h30 da manhã. O tempo aparentava instável, apesar de se ter ainda sol e partes de céu azul. Na real, não é aconselhável ir na época que fui, no verão, pois todos os dias estava chovendo na região e tomar chuva em montanha não é uma boa, sobretudo com o risco de incidência de raios. Sendo assim eu decidi ir devido a uma janela de tempo com sol mesmo sabendo que teria que ficar muito atento a mudanças repentinas no ambiente. No dia anterior troquei um breve papo com o Odilon do camping e uma informação importante que me lembrei foi que logo na primeira parte da trilha eu teria que atravessar uma casa, ele disse que os cachorros latiriam bastante, mas que não iriam me morder. Ainda bem que ele avisou porque se eu não tivesse esse alerta talvez eu desistisse de passar ali rs. A trilha continua como se não tivesse a casa e logo depois uma bifurcação mínima, a da esquerda é a trilha mais demarcada, a outra também sobe e parece uma espécie de atalho, porém mais utilizada pelos cavalos da propriedade. Subida firme durante um tempo e logo já se tem as primeiras vistas da paisagem desse pedaço lindo do sul de Minas Gerais. A vegetação avistada é de Mata Atlântica sendo que mais acima terá a transição aos Campos de Altitude conforme a altitude se eleva. Vale lembrar que se tem um desnível até que considerável nesses 7km de trilha, que se aproxima dos 900 metros. Nisso a trilha continuou revezando por mata mais fechada e algumas vezes passando por pastos. Após 1 hora de caminhada passei a ver a pedra de frente e então ia me aproximando de sua base, logo veio uma placa indicando que faltavam 4,80km para o mirante e assim segui à esquerda. A trilha permanece bem demarcada e agradável, e lógico que fui fazendo as paradas necessárias para recompor o fôlego e as energias. Já próximo da base da rocha se tem outra placa avisando que restavam 3,46km. Bora lá! Legenda: - Legenda: Logo veio uma espécie de portal ou mini gruta que aparece na direita, mas o destino é permanecer na trilha. Uma guinada para a esquerda. Bom, ao analisar o mapa dá pra perceber que a trilha faz um contorno na grande rocha, então, ao chegar à base da mesma não perca essa noção. A trilha se afasta um pouco da rocha. E vai chegar o momento de encontro com outras trilhas e cada vez mais vai unificando o caminho rumo ao Mirante do Papagaio. Eu avistei muita jabuticaba caída na trilha, acho que era isso mesmo, não provei rs. Adiante, eu saí num descampado e com uma vista para duas quedas em meio à montanha, cenário muito lindo sempre a alimentar cada vez mais o fôlego do trilheiro. Depois cheguei nas áreas de acampamento e agora já estou em direção à pedra novamente, trilha demarcada ainda e com algumas placas indicando o caminho certo para cada trilha, que foi muito útil para volta, já que se pode entrar em trilha diferente, sempre vale estar atento. Tanto na ida quanto na volta! Legenda: Quedas ao longe - Legenda: área de acampamento Legenda: Outra área de acampamento - Legenda:chegada ao pico Eis que com 2 horas e 45 minutos eu atingi o Pico do Papagaio com seus 2105 metros de altitude com relação ao nível do mar. O visual estava semiaberto na direção de Aiuruoca, no oposto vinha marcada uma chuva e de fato não demorou muito, enquanto eu comia meu lanche, após ter tirado algumas fotos, os pingos vieram até mim. Não teve jeito e então com uns 30 minutos lá no topo eu tive que voltar. Protegi a mochila e tudo o que não podia molhar e iniciei minha volta, ainda com um lanche na boca. Mantive a calma, pois o trecho final tem umas rochas escorregadias, sempre cautela e paciência. Se necessário utilizar as mãos ou descer arrastando mesmo. Bastaram 15 minutos e a chuva cessou, porém preferi continuar a descida numa boa, já que se tinha essa possibilidade do tempo virar de novo. Com isso pude curtir mais ainda a trilha na volta, bem na calma, e cada vez mais satisfeito de estar ali, a adrenalina da subida já não imperava tanto ali na volta e quando o cansaço bateu eu já estava próximo do camping novamente. Desci com 2 horas e 10 minutos e ainda era 13h da tarde! Então ainda tive um bom tempo pra almoçar, tomar uma bela ducha e curtir o Panorâmico da Pedra alcançada no dia! O desejo que fica então é o de poder apreciar o Pôr do Sol ou o próprio nascer do sol após um acampamento, mas aí tem que ser no inverno mesmo. Por ora é só gratidão e que boas vibrações possam modificar minha vida pra melhor, lógico que sem querer ser ganancioso, mas que eu possa tirar proveito dessas lições implícitas no ato de caminhar em meio à natureza! Cachoeira dos Garcias, Aiuruoca - MG 28 - 30/01/2020 Muito embalado pelo som de Durutti Column (Estoril À noite), fui descansar um pouquinho em meio a natureza de Aiuruoca (novamente). Dessa vez o destino foi o Vale dos Garcias. Parti de São Thomé das Letras bem cedo, pois o ônibus diário sai as 07h30 da rodoviária até Caxambu. No caso eu parei em Cruzília porque ali logo em seguida já chegava um ônibus da Viação Sandra com destino a Aiuruoca. Preço: São Thomé x Cruzília (R$12,75), Cruzília x Aiuruoca (R$17,05). Uma boa caminhada me esperava quando desembarquei em Aiuruoca, lá pelas 11:15 da manhã. Assim, já providenciei de almoçar no restaurante bem ao lado onde o busão para. A comida é muito boa e é self service por R$16,00, lá eu também tinha almoçado da outra vez que estive em Aiuruoca. Depois de muito bem alimentado, inclusive tive que repetir o rango, pois a Abobora tava show de bola, dei inicio a pernada. O sol estralava e meio dia (12h00) eu comecei a seguir o caminho correto. Um pouco antes eu havia tentado uma estrada indicada pelo google maps como um trajeto mais curto pra quem tá a pé, no entanto, essa estrada dava em sítios apenas, se tivesse alguma ligação para a estrada do Vale dos Garcias deveria ser por trilha. Decidi voltar! Não perdi nem 20 minutos e eu já estava orientado, agora ao adentrar a estrada do Vale dos Garcias não tem erro e nem perigo de se perder, enfim o trajeto é sinalizado onde existe necessidade e indica também as quilometragens. Pra quem vai de ônibus de Caxambu x Aiuruoca, pode descer antes de chegar no centro, é bom avisar o motorista ou o cobrador que com certeza saberão informar o local de descida. No mais, é melhor ainda estudar bem o mapa de onde se pretende ir. Acredito que por esses tempos eu tenho me achado um andarilho contente, caminhando por belas paisagens e curtindo minha paz. Mas para ir aos Garcias eu sofri um pouco rs. Foi aí que eu vi o cansaço bater de vez, e uma pena não ter tido nenhuma caroninha no trajeto todo. Bom, sei que era meio de semana, plena terça-feira, e eu tava de chinelo e tal, mas mesmo assim valeria uma carona hein. Sei também que não se passava muitos carros. Enfim, ao todo foram mais de 4 horas camelando sob o sol e muita subida de fato e cada vez mais minha cargueirinha ia aumentando seu peso exponencialmente rs. Ao longo dos 3km iniciais, a estrada se manteve em boas condições, digo isso mais pra quem tá de carro. Apesar de que, no geral, é tranquilo subir a serra até os Garcias de carro. Talvez o último quilometro até a chegada do restaurante é que a situação complica mais. Com quase 5km se chega numa base do Parque Estadual Serra do Papagaio, é interessante para pra deixar o nome e fortalecer a visibilidade do parque. Quando eu passei estava fechado, se não estivesse eu faria um a pausa ali. A partir de então já se começa a ter alguns calçamentos em locais estratégicos para subida, e assim vai se revezando durante a subida. Eu fiz umas cinco pausas, caminhei na mais pura calma, pois não adiantava ter pressa, o jeito era procurar esquecer que se estava exausto. Por vezes eu olhava para trás e o visual esplêndido eu pude apreciar, além do Pico do Papagaio e sua serra se tornar imponente à minha esquerda. Quando passei pela pousada canto das bromélias eu voltei a ficar mais de boa com a caminhada, dali faltava uns 3km ou menos. Com a garrafa abastecida de água novamente, continuei mais energizado a parte final. No último km, já em propriedade do restaurante, desci na calmaria até encontrar com a Camila que me atendeu e mostrou como funcionava o camping. Diária com café é R$50,00 e sem café é R$25,00. As duas diárias eu fiquei sem café, pois o restaurante estaria fechado na quarta-feira, dia seguinte da minha chegada. No entanto, não tive problema alguns os funcionários foram muitos solícitos comigo, no sentido que coaduna com o ambiente natural ao qual eles vivem. Só tenho a agradecer e indicar pra quem quer ficar um pouco em paz. O local é muito bem estruturado e procura se encaixar em meio a natureza preservada, ao invés de eu descrever vá conferir os perfis das redes sociais deles. Posso adiantar que se pode almoçar com vista panorâmica da Cachoeira dos Garcias! A Cachoeira dos Garcias Não liguei pro meu aparente esgotamento físico e, após montar a barraca, segui pra Cachoeira dos Garcia. Lá é tudo muito bem sinalizado e tem suporte (corrimão) para descer a trilha. Bom, ali logo de cara têm duas opções, a queda em si ou ir para a prainha. Nesse final de tarde eu fui pra queda. Controlando minha avidez, mas chegou a minha vez e assim se fez o meu visitar a uma belíssima cachoeira, forte, límpida e constante. Por vezes, direta, remediadora e alucinante. 30 metros de queda livre formando um poço incrível o que se denomina Ribeirão do Papagaio. O meu roteiro era basicamente este e o dia seguinte inteiro eu pude contemplar estas belezas da natureza. O camping é lá no alto da montanha, tem um visu super dez, inclusive ao anoitecer eu via diversos relâmpagos ao invés de estrelas, e não deu outra que a chuva veio. De lei que minha barraca molhou e tive que migrar pra um lugar coberto e largar a barraca, bem na madrugada. Mas enfim, são ossos do oficio e no caso eu sempre carrego um plástico pra cobrir a barraca, porém eu peguei o mais curto e não cobriu por inteira. Ainda bem que dormi tranquilo mesmo assim! *** Amanheceu e lá pelas 07h eu voltei pra minha barraca, dormi mais umas 3 horas e depois parti para a prainha. O sol não estava forte e permanecia a maior parte do tempo coberto de nuvens. Mesmo assim me deslumbrei com o que vi na Prainha. Só não entrei na água, nem me deu vontade. Apenas descansei bastante a meditar naquele templo natural de todas as forças maiores. Adiante, fiz uma trilha e saí em outras quedas e corredeiras. Tudo muito em paz! Claro que tive voltar até a majestosa Cachoeira dos Garcias e não foi só uma vez não, após o almoço também. Também tudo ali bem pertinho e eu já tinha caminhado bastante pra chegar até ali, o jeito foi aproveitar e me energizar positivamente. *** Nada como um dia após outro dia, eis que à noite o céu estrelado se concretizou, não pude deixar de deitar na grama com as luzes todas apagadas e curtir o momento. Eu estava relax no nível máster rs. A volta foi feita ainda sob efeito dessa boa energia emana e concentrada também em mim. O visual pra se voltar a cidade é bem mais de tirar o fôlego e ainda mais o dia estava amanhecendo. Que show! A cada passo se descobria mais toda a serra do papagaio, agora à minha direita e por vezes na minha frente. Se eu comecei a pernada um pouco antes da 06h00 da manhã, as 09h00 eu já estava tomando o café da manhã na padaria de Aiuruoca. Ah e têm dois horários de ônibus pra Caxambu, um as 10h00 (Viação São Cruz) e outros as 11h15 (Viação Sandra), R$19,00! Me parece que Aiuruoca não está com um turismo massificado, não sei o que os locais acham, mas acredito que seja bom, apesar de o turismo movimentar a economia, mas nem tudo é dinheiro, é bom manter o equilíbrio em tudo! Pé de natureza, até! Fotos: Legenda: Cachoeira dos Garcias Legenda: vista do camping - Legenda: prainha garcias Legenda: prainha garcias - Legenda: após breve trilha Legenda: um dia assim - Legenda: Continuação garcias Legenda: casa maneira - Legenda: de volta no amanhecer Legenda: Serra do Papagaio - Legenda: bem sinalizado
  2. 2 pontos
    Parabéns pelo relato, muito bom. Por causa destes preços exorbitantes, muitas pessoas preferem ir gastar seu dinheiro em outro país.
  3. 2 pontos
    @Carola_RJ, que detalhamento incrível! Parabéns pelo relato!
  4. 1 ponto
    Olá, galera! Vou sair de mochilão pelo BR e América do Sul (roteiro incerto), sem data para voltar, estou com pouco dinheiro mas dinheiro não é o mais importante, podemos fazer grana pelo caminho, pedir caronas, dormir em albergues, acampar, etc. Sem mordomias. Quero mesmo é aventurar em todas as adrenalinas que puder, me divertir muito, amo cachoeiras, praias, natureza no geral. Sou de Minas Gerais, será meu primeiro mochilão roots. Adoraria companhia de pessoas dispostas a viver uma experiência apaixonante. Sempre com respeito e responsabilidade. Bora?
  5. 1 ponto
    Viagem feita em janeiro de 2020 em casal. Escrevi esse relato porque achei Noronha um lugar muito surreal: de lindo, de fantástico e de caro. Eu quero muito voltar em Noronha e quero ajudar quem quer viajar e deseja mais autonomia e economia financeira. Este relato está dividido da seguinte forma: Dicas e informações gerais Tabela de gastos Roteiro resumido Mapa Roteiro detalhado Restaurantes 1. DICAS E INFORMAÇÕES Preços de Noronha: é tudo surreal de caro. Eu entendo que é uma ilha longe, de difícil acesso o que encarece a chegada de alimentos e materiais por ter que incluir o frete nisso. Também entendo que devemos preservar a natureza e devemos investir dinheiro nisso. Mas não vamos ser ingênuos, não é só por isso que é caro. Esse lugar é uma máquina de fazer dinheiro tanto para o governo quanto para muitas pessoas. Só acho que essa grana tem que ser retornada em benefícios para o meio ambiente e para a população. Principais conselhos antes de viajar: Fique rico ou não seja fresco! Se não der para ficar rico, não seja fresco. É tudo bem caro! Mas sem frescura dá para economizar e viajar de boas. Seja independente! Faça os passeios sozinhos. Leia sobre o local e vá às praias sozinho. Não precisa de guia para a maior parte das coisas. Leve água e comida. Nós levamos uma bagagem inteira, 23kg, só de mantimentos. Levamos água mineral, Gatorade, Vinhos, queijos e demais coisas para lanchar e fazer café da manhã (nossa hospedagem não tinha café). Isso não foi suficiente, faz muito calor e bebemos muita água. Mas deu uma ajudinha. Repelente. tem muito mosquito, MUITO! Tênis velho ou aqueles sapatos próprios para molhar. Tem muitas trilhas por matas e por pedras, é muito desconfortável fazer com chinelo. Nós levamos chinelo e tênis todos os dias. Leve uma mochila grande para levar para a praia. Tamanho de Noronha - a ilha tem 23km2 e 3 mil moradores. Ou seja, é um ovo! Para ter noção, Ilha Grande-RJ tem 190km2. O que quero dizer é que é perfeitamente possível fazer tudo andando. É tudo muito perto! É claro que para otimizar o tempo e fugir do sol, é bom pegar ônibus as vezes. Mas, chegando lá, vocês vão ter a dimensão de quão pequena é. Passagem aérea - quando você olhar nossa tabela de gastos vai ver que o preço da passagem saiu bem barato (uns 650 para cada). Saiu esse preço porque ganhamos uma passagem grátis da Gol. Quem é Cliente Diamante da Smiles tem direito a uma passagem grátis por ano para qualquer lugar do Brasil. Na verdade, você compra uma passagem ida e volta e ganha um acompanhante de graça. O preço estava uns 1300 reais por pessoa, o que já é um preço bom, mas saiu pela metade disso ao ganhar a passagem grátis. Esse negócio de ser cliente Diamante é muito bom!!! Além da passagem grátis, tem acesso a sala vip com acompanhante nos aeroportos quando está voando de gol ou companhias aéreas parceiras. Eu não tenho maturidade para sala vip e sempre saio cheia dos drinks. Outro benefício é poder despachar 3 bagagens gratuitamente sempre, poder sentar nas cadeiras confortos e ter embarque prioritário. Por tudo isso, a gente sempre transfere as milhas do cartão de crédito para o Smiles. Para ter sempre muitas milhas eu compro tudo no cartão de crédito, até um cachorro quente vai no crédito sempre! Taxa de preservação - Custa cerca de R$75 por dia. Você pode preencher o formulário e pagar na hora que chegar no aeroporto. Ou pode fazer tudo online, imprimir e só mostrar no aeroporto. (Obs: suuuuuuper ecológico ter que imprimir esses papéis!!!) O site para fazer online: http://www.noronha.pe.gov.br/turPreservacao.php Taxa de acesso ao parque - Teoricamente, não é obrigatório. Mas, a maioria das praias exige, logo você vai ter que pagar. Custa R$111, e você pode fazer pessoalmente ou pagar online, imprimir (!!!) e retirar a carteirinha lá em Noronha. O site deles: https://www.parnanoronha.com.br/ingressos Palestras no projeto Tamar - todos os dias às 20h. Às quartas é sobre golfinhos. Terças eu acho que é sobre tartarugas. São todas gratuitas e duram 1 hora. Alugar carro - tudo depende do quanto você quer gastar. Um aluguel de um Buggy custa em torno de 300 reais a diária e a gasolina custa 7,70 o litro. Tem opção de outros carros também, mas o Buggy é o mais comum. É claro que um carro oferece mais autonomia, mas é a opção mais cara e te inviabiliza de beber, pois tem blitz de tarde e de noite frequentemente. Inclusive, é imprescindível estar com a CNH. Usa o Ônibus - foi a opção que escolhi. O ônibus custa 5 reais e passa de 30 em 30 minutos. Ele te leva para todos os lugares da ilha, mas é claro que não vai te deixar na porta, você vai ter que andar um pouquinho, coisa de 2, 5 ou no máximo 10 minutos. Taxi - o táxi tem o preço tabelado e é bem caro. Varia de 20 a 50 reais no máximo. Se você fizer uns 5 deslocamentos por dia, ainda vai sair mais barato que alugar um carro. Pegamos taxi algumas vezes também. Deslocamento do aeroporto para a sua pousada - primeira dica: NÃO USE O TRANSFER GRATUITO! Use o taxi que custa 30 reais e vai demorar 5 minutos. A maioria das pousadas oferece um transfer gratuito. Na verdade, é uma empresa de turismo que oferece esse serviço. E o que eles ganham com isso? Reserva de passeios! Eles vão tentar fechar todos os passeios com você, te encher o saco! Fora que eles precisam esperar a van encher, então só vão sair do aeroporto depois que TODOS os passageiros desembarcarem. E você pode dar o azar de ter que esperar um outro voo pousar. Além disso, vai ser aquela peregrinação, passando de pousada em pousada, para deixar todos. Sério, em relação a tudo que você vai gastar durante sua hospedagem na ilha, invista 30 reais e fuja desse transfer free. Passeio Ilha Tour - custa uns 250 reais. É um passeio que dura o dia inteiro e te leva em quase todas as praias. É uma espécie de reconhecimento da ilha. Acho que só vale a pena para quem chega na ilha completamente perdido, sem ter lido nada. Eu entendo, nem todo mundo tem tempo para programar a viagem e tal. Mas, no geral, eu acho um desperdício de tempo e dinheiro. Para quê vai conhecer um pouquinho de cada lugar e depois vai voltar nós mesmos lugares nos dias seguintes? Fora que é bom ter autonomia de ficar o tempo que quiser em cada praia... Passeio de canoa - custa em torno de 180 reais. O passeio sai às 5h da manhã da praia do Porto para ver o amanhecer. Vão 12 pessoas remando por 2 horas. Depois de ver o nascer do sol, remamos para a Praia de Conceição para ver os golfinhos. Então, vou contar a minha experiência! Estava muito animada para este passeio. Na verdade, foi o único que fiz. Vi várias fotos e relatos lindos do passeio. Eu amo nascer e pôr do sol, então estava muito animada. Reservei com antecedência e no dia.... Choveu pra kct!!!! O pior foi que não choveu em mais nenhum outro momento da minha estadia em Noronha. Além de chover muito, tinha muita nuvem e não deu para ver o nascer do sol. Ok! Demos meia volta e fomos ver os golfinhos na região onde eles passam. Ficamos uma hora esperando mas eles deram um "bolo" na gente e não apareceram. Não tem como ficar pior? Tem sim! O mar estava mega agitado, balançando muito o que me deu um enjôo terrível! Imagina só... Você no meio do mar, não podendo voltar, com chuva na cabeça, enjoada... Algumas pessoas aproveitaram para mergulhar no mar enquanto estávamos parados. Eu, obviamente, não mergulhei, fiquei com medo de estragar o mergulho deles vomitando na água. Fui firme e não vomitei. Eu nunca tinha remado na vida,acho que o ponto positivo foi aprender a remar em equipe. Bem, apesar da minha história não ter sido boa, eu tenho certeza que é um passeio de grande potencial. Mergulho de cilindro - eu ouvi que custa em torno de 500 reais. Acho que não vale muito a pena porque o mar de Noronha é muito claro, com ótima visibilidade. Diversas pessoas contaram que viram mais coisas e foi mais interessante o mergulho com snorkel em águas rasas. Fora que se você nunca mergulhou de cilindro na vida, é sempre bom avaliar. A pressão incomoda bastante e nem todo mundo se acostuma bem com a respiração. Eu não mergulhei, até porque achei que tinha mais coisas interessantes para ver em terra firme, nas praias, nas trilhas. Aluguel de equipamentos - levamos snorkel mas na maioria das praias eles alugam. Na praia do Sueste era 25 reais o kit (snorkel, nadadeira e colete). Deslocamento entre as praias - (olha para o mapa para você entender) você consegue ir andando da Praia Cacimba do Padre até a Praia da Conceição beirando a costa, andando pela areia e subindo as pedras. O que separa uma praia da outra são pedras. É tranquilo de passar na MARÉ BAIXA!!! Na maré alta não! É imprescindível olhar a tábua de marés para se guiar. Quando fomos, a maré baixa era na parte da tarde, o que se enquadrou bem no nosso roteiro. Massss, evite passar pelas pedras de chinelo porque escorrega, eu mesma levei um tombo. Também não vá descalço porque é muito quente, vai machucar seu pé e você pode pisar em algum bichinho. Se no percurso você gostar de uma praia e quiser terminar o dia nela, sem problemas, todas essas praias tem saída por trilha e são trilhas bem pequenas, super perto das estradas. O único trecho que não fiz porque parecia mais complexo é entre a Praia do Boldró e a Praia da Conceição. São cerca de 800 metros e leva 30 minutos para atravessar. Olha, eu não sou muito corajosa e só faço o que tenho bastante confiança e por isso não atravessei, mas muita gente vai achar tranquilo. Essa imagem acima é da Praia do Bode (inclusive, é daí que o pessoal fica para ver o pôr do sol lindíssimo), nessa parte fica uma piscininha natural. Essas pedras separam a Praia do Bode da Praia do Americano. É só para mostrar como são as pedras que separam uma praia da outra. Hospedagem - Esse é um ítem complexo. Lá é tudo caro e bem simples. É claro que tem umas pousadas chiques mais são absurdamente caras. É aquela lei básica: quanto mais você paga, melhor é a qualidade. Quanto a localização, é tudo bem pertinho. Não acho que esse seja um fator primordial. Nós optamos por ficar em uma suíte de uma casa de família. Não tinha café da manhã, a residência era humilde, mas os quartos têm uma vista para o mar incrível e que nos conquistou. Foi essa aqui: https://www.booking.com/hotel/br/suite-domiciliar-em-fernando-de-noronha.pt-br.html 2. TABELA DE GASTOS 2 pessoas 1 pessoa Passagem aérea 1270 635 Hospedagem 1600 800 Taxa ambiental 606 303 Parque 222 111 Táxi 170 85 Ônibus 120 60 Restaurante 820 410 Água 90 45 Cerveja 75 37 Passeio e equipamentos 410 205 TOTAL 5383 2691 2.1. TABELA DETALHADA DOS GASTOS Dia 1 2 pessoas 1 pessoa Táxi aeroporto 30 15 Ônibus 30 15 Cerveja 30 15 Jantar no Varanda 250 125 Táxi (volta do Varanda) 25 12 Dia 2 Táxi 85 42 Almoço no Bar das Gêmeas 150 75 Água 30 15 Ônibus 10 5 Dia 3 Ônibus 40 20 Aluguel de equipamentos 50 25 Almoço na Maezinha 60 30 Bebida 20 10 Jantar no Xica da Silva 220 110 Dia 4 Ônibus 40 20 Almoço no Emporio Sao Miguel 80 40 Cerveja 45 22 Dia 5 Passeio de Canoa 360 180 Almoço na Maezinha 60 30 Táxi aeroporto 30 15 Café no aeroporto 40 20 3. ROTEIRO RESUMIDO: Algumas coisas não saíram exatamente como eu tinha planejado, mas eu acho que o roteiro ideal e bem completinho é esse abaixo que eu vou mostrar: Dia 1: - chegada no aeroporto (16h) - malas na pousada - ida até a ICM Bio para pagar a taxa e para agendar o passeio do Pontal do Atalaia - pôr do sol na praia do Bode Dia 2: - Mirante dos Golfinhos - Mirante Dois irmãos - Praia do Sancho - Praia da Cacimba do Padre - Baía dos Porcos - Praia do Bode - Praia do Americano - Praia do Boldró - Pôr do Sol no Mirante do Boldró Dia 3: - Praia do Leão - Praia do Sueste - Praia do Cachorro - Buraco do Galego - Praia do Meio - Praia da Conceição - Por do sol: bar do meio ou na praia da Conceição Dia 4: - Trilha no Atalaia - Mirador Air France/ Capela / Praia do Tubarão / Enseada das Caieras - Praia do Porto - pôr do sol: Forte de Nossa Senhora dos Remédios Dia 5: - Nascer do sol de canoa 5h - dormir até o check out da pousada - almoço - aeroporto 4. MAPA No mapa abaixo estão localizados todos os pontos turísticos e separados por cor cada dia. Os restaurantes estão na cor vermelha. E os locais de pôr do sol na cor amarela . https://drive.google.com/open?id=1EAiu0X-cIhENWWRJyTV_6ZLGJpI6Gzhg&usp=sharing 5. ROTEIRO COMENTADO Agora, vou explicar e comentar o roteiro. Dia 1: - chegada no aeroporto (16h) - pegamos o táxi por 30 reais. Já expliquei a furada do transfer free. - malas na pousada - ida até a ICM Bio/Projeto Tamar para pagar a taxa e para agendar o passeio do Pontal do Atalaia: pegamos o ônibus que deixa bem na porta da ICM Bio. Já tínhamos realizado o pagamento pela internet, levamos os comprovantes e retiramos as carteirinhas. Lá é onde são agendados os passeios/trilhas que possuem limite de pessoas. Queria muito fazer o Atalaia mas infelizmente estava tudo lotado pelos próximos 5 dias. Então, não consegui agendar. - pôr do sol na praia do Bode. Na verdade, nós passamos o primeiro pôr do sol no Mirante do Boldró, mas por uma questão de logística, é mais inteligente inverter. Tanto a praia do Bode quanto o Boldró ficam próximos da ICMBio e dá para ir a pé tranquilo. A praia do Bode possui umas pedras em que dá para ver um belíssimo pôr do sol. No dia que fomos tinha dois casais fazendo fotos com fotógrafo. A praia possuía apenas uma pequena barraca vendendo bebidas naquele preço padrão: Cerveja long neck: 15 reais Refrigerante lata ou garrafa de água: 10 reais. Na volta, é só andar até a ICMBio e pegar o ônibus. Ou esperar e assistir as palestras do projeto Tamar que ocorrem todos os dias às 20h. Pôr do sol na Praia do Bode Dia 2: - Mirante dos Golfinhos: o melhor horário para ver golfinhos é em torno das 7h da manhã. Mas tem gente que foi às 10h e conseguiu ver. Chegamos às 9h e não vimos nada. Lá fica uma monitora do parque e disse que eles não haviam aparecido nem mais cedo. Entretanto, segundo ela, a taxa de aparecimento de golfinhos é de 90%. Ou seja, bem alta. Nós que demos azar mesmo. Ela empresta binóculos para observação. Ficamos uns 30 minutos esperando e decidimos seguir nosso roteiro. A partir do Mirante dos Golfinhos tem uma trilha que beira a encosta e é linda. Essa trilha vai até o Mirante dois irmãos. - Mirante Dois irmãos: você pode ir na praia do Sancho antes de ir nesse Mirante. Optamos por ir no Mirante primeiro porque tínhamos que esperar dar o horário de descida. Esse é o Mirante mais lindo de todos! É daqueles que você chega e fala "uauuuu!!!!". É o cartão postal de Noronha. - Praia do Sancho: acho que é a praia mais famosa de Noronha, talvez do Brasil. Ficamos muito tempo admirando a praia do alto e vendo os tubarões! Gente, que agonia! Como a água é muito clarinha, eles ficam bem visíveis. E eles ficam na parte rasa, do lado de banhistas. Os monitores juram que eles não atacam banhistas porque são muito bem alimentados com os cardumes. Outra informação importante. O acesso à essa praia é bem ingrime e apertado. Eu achei tranquilo, mas eu nunca levaria uma criança ali. É bom avaliar suas condições físicas. Outro ponto é que existem horários específicos para subir e para descer. A praia é maravilhosaaaaa!!! Mas não possui nenhuma infra estrutura, não tem aluguel de barraca ou venda de bebidas, por exemplo. Horários de descida e subida da Praia do Sancho - Praia da Cacimba do Padre: andando, em 15 min você chega na Cacimba do Padre, uma praia bem linda também. Tem uma faixa de areia bem extensa. No dia que fui, o mar estava agitado, com muitas ondas. - Baía dos Porcos: pela Cacimba do Padre você acessa essa área. Lá tem umas piscinas naturais lindaaaas, mas nós não fomos lá, só vimos do alto. A gente ficou com medo porque o mar estava um pouco agitado e o acesso é pelas pedras, mas acho que rolava ter descido sim. Nessas piscinas naturais não tinha faixa de areia (talvez tenha em outras épocas do ano), só pedras mesmo. Pelo mesmo acesso à Baia dos porcos tem um pico lindo, bem de frente para o morro dois irmãos. Nesse lugar você vai tirar a foto mais linda de Noronha, guarde bem esta informação!!!! Nós só fomos nesta parte e descemos. - Praia do Bode - ótima praia e com pôr do sol lindo. - Praia do Americano - também linda. Mas ela é mais recuada e não dá para ver o pôr do sol. Ela é uma praia mais deserta, não tem nenhuma barraquinha. A gente só passou por ela porque ela estava com muita onda. - Praia do Boldró - tem uma faixa de areia bem extensa, muitas piscinas naturais. Tem uma barzinho com drinks. - Pôr do Sol no Mirante do Boldró - lá tem um barzinho com música ao vivo. Fica bem cheio porque os passeios do Ilha Tour terminam lá. Mas conseguimos pegar um lugarzinho bom. Mirante Dois Irmãos Fotos das pedras que levam até a Baía dos Porcos Pôr do Sol no Mirante do Boldró Dia 3: - Praia do Leão - talvez seja a praia mais linda de todas. Nós chegamos na praia, olhamos do alto e não tinha ninguém! Olhei aquele mar translúcido e pensei que ia passar horas naquele "piscininha". Grande engano. Lá tem um posto de controle, onde você apresenta a carteirinha e tal. A mulher já foi logo avisando: "é para entrar e molhar, no máximo, até o joelho. Esse mar é super traiçoeiro, tem 7 correntezas de retorno, está rodeado de tubarões grandes, não temos nenhum salva vidas aqui, até a gente ligar e chamar alguém para ajudar, já era!". Ela falou exatamente isso. Eu fiquei chocada porque do alto parecia muito mansinha. Enfim, descemos para pelo menos tirar umas fotos na praia privativa. Realmente vimos que o mar puxava muito, a mulher não estava exagerando. Não tinha nenhuma sombra para sentar e apreciar a vista, então... Fomos embora depois de 10 minutos! Massss.... Dizem que tem épocas do ano que vira uma piscininha mesmo. Olha, uma pena não ter me banhado nessa praia tão linda. - Praia do Sueste - praia muito piscininha!!!! Ideal para ficar relaxado e curtir aquela água quente cheia de peixinhos. A praia tem uma divisão, sinalizada por uma bóia. Nessa parte estão os corais protegidos e você só pode entrar de colete salva vidas. Isso é para ninguém pisar nós corais, o local é raso... é difícil ficar boiando tanto tempo, o colete ajuda muito. Se quiser alugar só o colete custa 10 reais. Mas é bom ter nadadeiras para nadar mais facilmente, e o snorkel para ver os corais. No dia que fomos, estava com muita alga na parte mais rasa e a água estava um pouco turva. Por isso, para ver os corais precisava ir mais para o fundo. A nossa história foi assim: fomos lá alugar nadadeiras e colete (snorkel nós levamos) e também alugar um armário (10 reais). No raso, eu tinha visto um filhote de tubarão e fui perguntar para a atendente como era o lance dos tubarões. Ela disse que tinha muito mas eles não atacavam. Daí eu perguntei (mas não deveria ter perguntado....): Algum tubarão já atacou alguém aqui? Ela respondeu: sim, mas porque o banhista foi negligente, levou uma pau de selfie (é proibida, mas pode levar go pro) e colocou na cara do tubarão para tirar uma foto dele e por isso o tubarão atacou o braço dele. Mas eu, mais uma vez fiz uma pergunta que não deveria ter feito: "mas foi algo sério, o que aconteceu com o braço dele?". Ela respondeu: foi amputado, perdeu o braço! Eu gelei... Kkkkkk Ela sugeriu que fossemos com um guia porque ele nos levaria nos locais certos e tal. Os guias cobram 180 reais por casal. Decidimos não contratar o guia porque ele nos levaria muito afastado e a gente só ia olhar ali na parte mais rasa mesmo. Enfim, entramos na água e eu só ouvia as pessoas falando "passou um do meu lado de 2m". Conclusão: tenho medo de tubarão, não fiz snorkel com medo deles. Podem me julgar! Fora isso, o snorkel estava me dando uma agonia, eu não estava conseguindo respirar pela boca direito, pode ter sido pelo nervoso que eu estava sentindo, mas foi tudo ótimo! As paisagens terrestres me satisfazem sempre. - Praia do Cachorro - bom, saímos do Sueste e pegamos um ônibus para a praia do Cachorro. Essa praia é a mais central, mais próxima da Vila dos Remédios. Não sei se é sempre assim, mas não tinha nenhuma faixa de areia, só pedras. Logo, nenhum banhista! - Buraco do Galego - o acesso é pela praia do cachorro. Você vai enfrentar uma longa fila para poder desfrutar e/ou tirar foto no buraco. Informação importante: só é acessível na maré baixa. Eu vi um garoto fazendo um salto nele. Ali deve ter uns 4 metros de altura, mas o problema é que são muitas pedras, se você tropeça, erra o cálculo vai com a cabeça na pedra. O legal é que você não afunda nesse buraco. Uma força te empurra para cima, então é tranquilo de fazer a foto clássica boiando mesmo para quem não sabe boiar. - Praia do Meio - também estava sem faixa de areia, só com pedras. Nela você tem o famoso bar do meio que tem um por do sol bem bonito. Dizem que é caro, mas não sei porque não fui. - Praia da Conceição- praia linda e deliciosa. Amei ficar tomando banho nela e depois apreciando o pôr do sol. - Por do sol: bar do meio ou na praia da Conceição. Optamos pela praia porque era grátis... Kkkkkk No dia seguinte, o Bruno Gagliasso postou um vídeo (olha no Instagram dele) do pôr do sol no Bar do Meio. Ou seja, pode ser que você divida a mesa com um famoso. Praia do Leão Entardecer na Praia da Conceição Buraco do Galego Dia 4: - Trilha no Atalaia - a gente não fez porque não tinha vaga, mas dizem que é incrível. Nem por barco pode chegar nessa parte da ilha porque é uma reserva natural. Que bom que é assim, né? - Mirador Air France / Capela / Praia do Tubarão / Enseada das Caieras: todos esses locais ficam pertinhos um do outro e são todos para admirar apenas, não são áreas de banho. Inclusive, tem várias placas avisando que não pode descer na água. Nas Caieras tem o "Buraco da Raquel" que só pode ser visto do alto, não pode descer. - Praia do Porto: eu adorei essa praia! Dizem que praia de Porto tem sujeira e tal, mas nessa não havia, pelo menos nada aparente, a água era cristalina e tinha MUITO filhote de tubarão,bem na beirinha. Foi muito divertido ficar ali olhando. Fomos na parte da tarde, umas 14h e estava lotado. Além dos tubarões, ali perto tem um barco naufragado que é legal de mergulhar e olhar a vida marinha. Nessa praia também tem umas piscinas naturais na maré baixa, tudo uma delícia! - pôr do sol: Forte de Nossa Senhora dos Remédios. A gente chegou cedo e pegou um lugar de "camarote". O forte por si só já é bem bonito e o por do sol é incrível. Você consegue ver várias praias. Uma pena que a gente esqueceu de levar uns drinks para beber. Mas foi maravilhoso. Pôr do Sol no Forte Nossa Senhora dos Remédios Dia 5: - Nascer do sol de canoa 5h - já contei essa história no começo... - dormir até o check out da pousada - almoço - aeroporto 6. RESTAURANTES Mãezinha: fica bem no centro da vila dos remédios, em frente ao ponto de ônibus. É um restaurante self service e o quilo custa 80 reais. O local é bem simples mas foi a comida mais barata que achei em toda a ilha. Um prato saia em torno de 30 reais. Eu achei a comida boa. Não sei se abre para o jantar ou apenas para o almoço. Empório São Miguel: durante o almoço é self service e o quilo da comida custa 90 reais. Um prato sai em torno de 40 reais. De noite é a lá carte e os pratos custam entre 50 e 80 reais por pessoa. A comida estava boa. Xica da Silva: Que comida deliciosa! Pedimos um prato de peixe com purê de abóbora sobre uma cama de camarões (eu pedi sem o camarão porque sou alérgica) e estava sensacional. Esse prato custou 92 reais por pessoa. O valor dos pratos é basicamente esse. Tinha uma fila de espera na chegada, mas valeu cada tempo esperado e cada real gasto. Varandas: comida boa. Comi um peixe com frutas caramelizadas e arroz com leite de côco. O arroz era muito saboroso, o peixe com frutas achei apenas ok, valor: +-90 reais. Meu marido pediu o "prato da boa lembrança" que custa 120 reais e te dá de brinde um prato de cerâmica de recordação. O prato era camarões com purê de banana e cebola empanada, ele achou muito bom. Barraca das gêmeas: localizado na praia da cacimba do padre era onde tinha para almoçar. Comemos um peixe assado na folha de bananeira. Custo: 120 reais para duas pessoas. Achei bem mais ou menos. O peixe estava sem tempero e o peixe tinha muuuuuita espinha. Restaurante Zé Maria: fica dentro da pousada Zé Maria. Quartas e sábados rola um festival gastronômico. Recomendaram-me e disseram que precisava de reservas. Liguei para lá para saber qual seria o menu e o valor. O menu era um buffet livre com todas as opções que você pode imaginar e o valor??? 270 reais por pessoa! Isso mesmo, pessoal! Eu não imaginava que seria algo tão caro, mas é. É claro que não fomos...
  6. 1 ponto
    Localizada ao Norte de Portugal, Porto é uma das principais cidades do país e você pode explorar em apenas um dia. Essa é uma daquelas cidades da Europa que valem muito a pena conhecer. O acervo arquitetônico mantém o charme da cidade que apesar do sobe e desce das ladeiras, pode ser explorada facilmente durante uma passagem rápida. Se você tem o desejo de visitar Portugal, não contente-se só em ver as atrações da capital Lisboa, mas faça uma visita ao Norte do país, na cidade de Porto, por causa da importância de séculos atrás para o comércio o lugar acabou dando origem ao nome Portugal. É possível explorar Porto em uma visita rápida de 24 horas, por exemplo, mas se tiver a oportunidade de passar mais tempo será mais interessante, pois poderá sentir a cidade, tal como é no dia a dia de quem vive ali. A beleza do local está por todos os lados, a começar pelas estreitas ruas de pedra que formam subidas e descidas, nos casarões de três andares ou mais que se espremem entre si por toda a cidade, nos monumentos históricos e igrejas que mesclam arquitetura gótica e barroca e ter a bela visão do Rio Douro por onde ainda passam embarcações com barris de vinho do Porto. Escolhemos esse destino por vários motivos, mais principalmente após escutar comentários entusiasmados de pessoas que já haviam passado pela cidade. Saímos de Madrid capital da Espanha em direção a Porto de ônibus, através da empresa Flixbus, a passagem saiu 9 € e o tempo de viagem foi de oito horas. Os ônibus dessa empresa são novos e bem cuidados, alguns têm até internet, local para carregar o aparelho celular e costumam ser pontuais na saída e chegada ao destino. Porto é uma cidade muito histórica e nós conhecemos os principais pontos turísticos em um dia, isso mesmo, começamos a explorar a cidade bem cedo e caminhamos horas seguidas até ver os pontos que consideramos mais interessantes. Quando se viaja como a gente, mochilando e com prazo, é importante em algumas ocasiões não perder tempo, mas garantimos que é totalmente possível. Aqui vai uma lista do itinerário que fizemos durante 24h em Porto para que possa explorar durante a sua visita. Conhecemos os pontos caminhando, o que é super fácil e sem tanta canseira já que tudo era novidade. Não se preocupe tanto em pegar transporte público ou táxi e se deixe levar pela atmosfera local que faz com que Porto seja uma das cidades queridinhas de muitos viajantes. AVENIDA DOS ALIADOS Você pode começar a explorar a cidade por uma das avenidas mais importantes, situada em pleno centro do Porto, com diversos prédios modernistas, entre eles a prefeitura, que se destaca nesse ponto pela arquitetura imponente. Se iniciar a caminhada por esta região, será possível chegar na Praça Liberdade e até a Estação Ferroviária de São Bento. CATEDRAL DA SÉ DE PORTO A igreja já chama a atenção pela localização privilegiada, fica em um dos pontos mais altos da cidade de onde é possível ter uma visão ampla do Centro de Porto e de bairros próximos. Os estilos gótico e barroco fazem parte da composição arquitetônica, os diferentes estilos deixam o prédio ainda mais interessante e torna essa uma das igrejas mais bonita da cidade. A entrada na Catedral da Sé é gratuita, mas para visitar o Claustro que é um espaço privado decorado com azulejos com cenas religiosas é necessário pagar uma taxa de 3 €. ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE SÃO BENTO Nós adoramos a estação por ser muito charmosa, pois mantém um ar melancólico e características de séculos. A Estação Ferroviária de São Bento também está na lista de uma das mais interessantes de Portugal. O hall de entrada por onde se tem acesso ao prédio tem mais de 20 mil azulejos azul e branco, eles retratam momentos importantes da história do país. Localizada no Centro da cidade, pode ser visitada a qualquer momento, de lá sai trens que em Portugal leva o nome de comboio, para diversas cidades como Guimarães, Braga e até Lisboa. IGREJA TORRE DOS CLÉRIGOS Vista de longe a Torre dos Clérigos chama a atenção e é um dos monumentos mais simbólicos de Porto. Datada do século XVIII a torre tem 200 degraus e 49 sinos que podem ser vistos na subida até o topo, que dá uma visão privilegiada de toda a cidade. O ponto turístico está aberto todos os dias, a entrada na igreja é gratuita, mas é preciso pagar 5 € para ter acesso a torre e ao museu. RIBEIRA Um dos pontos mais visitados do Porto e seguramente um local que você deve visitar. Localizada às margens do Rio Douro, a Ribeira tem diversos sobrados coloridos, restaurantes, bares, apresentações artísticas durante todo o dia, vale muito passar alguns minutos visitando o local. Desse ponto é possível chegar até a Ponte Luís I, que liga Porto a Vila Nova de Gaia, do outro lado do rio. PONTE LUÍS I A ponte chama a atenção por sua estrutura metálica que pode ser vista ao longe. Pela Luís I ou Dom Luís I é possível caminhar e atravessar de Porto para Vila Nova de Gaia, tanto na parte inferior por onde passam veículos, quanto na parte superior por onde podem passar pedestres e também os comboios. Vale a pena na sua visita ao Porto caminhar pela ponte e ver a cidade por outro ângulo, não menos interessante que os demais, porém ainda sim será uma vista privilegiada. VILA NOVA DE GAIA A cidade portuguesa que mais parece um bairro de Porto, mas Gaia é mais uma das cidades pequenas e charmosas de Portugal. A dica por lá é caminhar às margens do rio, passear pelas diversas caves de vinho, ver os barcos de madeira que transportam vinho e visitar a igreja que fica no alto do morro de onde se tem uma linda vista e sentar um pouco no jardim que dá uma visão ampla do Rio Douro e de Porto. Mas ainda existem muitos outros lugares para explorar nessa que é uma das cidades mais bonitas e interessantes de Portugal, como museus, igrejas e prédios históricos. Deixe a câmera e o celular carregados e faça muitos vídeos e fotos por onde passar, porque ao nosso ponto de vista toda a cidade é fotogênica, até mesmo os casarões mais antigos e às vezes com pinturas desgastadas e azulejos deteriorados são bons planos de fundo, por ainda manter a melancolia de anos atrás, é por isso que Porto é uma das cidades mais interessantes para visitar em Portugal.
  7. 1 ponto
    ola Tadeu. Eu comentei que seria mais rapido pela imigrantes porque moro perto da rodoviaria do jabaquara e o onibus deve chegar em 1,5horas.... Mas achoque daqui nao sai lotacao para Bertioga, nunca perguntei.... Pra mim ir via mogi vou gastar horas para pegar o metro baldear para zona leste, pegar o trem e depois pegar o onibus ou lotacao... So que o bus daquido jabaquara acho que custa uns 43reais.
  8. 1 ponto
    Olá pessoal! Dia 19/03 à 26/03/2020, viagem para Viena, passando por Bratislava e seguindo para Budapeste, ainda não conheço nenhuma dessas 3 cidades, se alguém tiver interessado, bora juntar mais pessoas e conhecer juntos!
  9. 1 ponto
    Alguém se programando pra ir em 2020, Mochilão Bolívia, Chile e Peru? Estou em busca de companhia.
  10. 1 ponto
    Em Londres você paga £11.50 por dia de pedágio assim que entrar no centro com o carro, e £1.00 de estacionamento para cada 15 minutos que deixar o seu carro estacionado na rua, e é um saco achar um lugar para estacionar, você perde muito tempo procurando lugar para estacionar. Então se estiver com com carro alugado, se livre do carro assim que chegar em Londres e use metrô para o restante do tempo em Londres, pois um carro mais atrapalha do que ajuda em Londres ou qualquer outra cidade grande europeia. Se não for carro alugado, ou se por algum motivo você não puder devolver o carro, fique hospedada longe do centro, próximo a alguma estação de metrô, deixe o carro guardado no estacionamento e vá para o centro de metrô. O sistema de metrô de Londres é excelente e lhe deixa literalmente a poucos metros de qualquer atração turística que você for visitar. No metrô ainda tem o limite gastos por dia, você faz um Oyster card e vai pagando as passagens até dar £7.20, e as demais viagens de metrô no mesmo dia não são cobradas Em resumo, se estiver com carro evite a região central, esta região destaca no mapa abaixo, pois é a região do pedágio, mas infelizmente também é onde ficam praticamente todas as atrações turísticas... Indicar hotel é uma coisa que eu realmente não gosto de fazer pelos seguinte motivos: - Não tenho a menor ideia do nível de conforto que você quer, pode ser que você queira ficar num hotelzinho super-barato sem se importar com a qualidade e limpeza do local, pode ser que você queira um hotel simples mas limpinho e confortável, um hotel 3 estrelas ou um 4 ou 5 estrelas. - Não tenho a menor ideia de qual o seu orçamento para hospedagem, você pode ter um orçamento de £30 por noite, um orçamento de £60, ou um de £300, o tipo de hotel vai variar muito de acordo com o seu orçamento. - Londres é um local com muitos hotéis pequenos, e que ficam mudando de dono, nome, endereço ou mesmo fechando com muita frequência. Para você ter uma ideia, fui várias vezes a Londres no passado, mas faz 3 anos que não vou a Londres, e dando uma olhada rápida agora, nenhum dos hotéis que eu fiquei no passado existe atualmente. - O hotel pode estar lotado nas datas que você precisa, ou então só estarem sobrando os quartos mais caros, sendo que dois quarteirões do lado pode ter outro hotel, até melhor, com quartos disponíveis e mais baratos... Então eu recomendo que você entre num site de reservas como www.booking.com, www.expedia.com, www.hoteis.com, e procure um hotel que esteja destro das expectativas e orçamento que você terá disponível. No Booking.com cada hotel recebe uma nota dos hospedes que estiveram hospedados lá, o que ajuda muito na hora de escolher um hotel. Locais com nota acima de 8 costumam ser bons, locais com nota acima de 7 costumam ser aceitáveis, e locais com nota acima de 6 costumam ter algum problema, mas em alguns casos ainda são aceitáveis, já locais com nota abaixo de 6, eu evitaria se possível. E se tiver alguma dúvida a respeito da localização dos hotéis escolhidos, pode perguntar aqui, se alguém souber, vai lhe ajudar. O máximo que eu poderia indicar, seriam algumas regiões de Londres onde eu já me hospedei. Pessoalmente eu gosto das regiões de Kensington, Chelsea, Pimlico e Belgravia, é bem central, mas ao mesmo tempo relativamente calma. Também já fiquei hospedado na região de Paddington, St. Pancras/King's Cross e Waterloo, também achei que são regiões centrais, e com fácil acesso via metrô a toda cidade. Mas no seu caso, na hora de escolher um hotel, tenha especial atenção em relação a garagem or causa do carro. A maioria dos hotéis não tem estacionamento ou garagem, e quando tem, é cobrado a parte, ao custo de 15 a 30 libras por noite...
  11. 1 ponto
    Valeu, fmoreira! Relato incrível! Estive no Marrocos em out-nov 2017 e me encantei. Ler o seu relato foi uma forma de reviver aquela viagem fantástica e aprender um pouco com o seu olhar sobre tudo. Obrigado!
  12. 1 ponto
    Tô na mesma vibe,vou fazer isso a partir de 15 de fevereiro saindo de Buenos Aires,sou verificado no couchsurfing e worldpackrs e tenho referências (facilita na hospedagem) mas vou levar minha barraca tbm,carona... se tiver afim é só dar um toque. Abraço.
  13. 1 ponto
    Sim. No aeroporto do Cairo você consegue, sim. Em todas as outras entradas você não consegue o Visto. Se você tiver tempo hábil, seria interessante tirar o Visto ainda aqui no Brasil, porque além da dificuldade de comunicação, lá você vai ficar um tempão esperando a vontade dos caras. Já li relatos de espera de mais de 5 horas. Abração!!!
  14. 1 ponto
  15. 1 ponto
  16. 1 ponto
    Como assim? Você faz trilha e ainda convida quem quer ir? Fantástico. Se for fazer em 2020, ficarei feliz em ir junto. Estou pensando em ir na cachoeira da pedra furada, pois dizem ser mais fácil, então como vou só a primeira vez, em vez de ir com amigos, vou nela. Até acostumar. Abraço e obrigado pelo conteúdo. Estou adorando ler sobre as viagens.
  17. 1 ponto
    Ola, estou vendo ainda as datas, mas irei em março msm, irei passar por Berlim, Viena, praga, bratislava e budapeste
  18. 1 ponto
    Oi, Ricardo Sim, tem que ir para Pokhara. Dá pra ir de avião com a Tara Air (www.yetiairlines.com) ou de ônibus. Como eu coloquei no relato (www.mochileiros.com/topic/83308-trekking-do-campo-base-do-annapurna-e-poon-hill-nepal-dez18) a viagem de ônibus é bem tranquila pois todo o caminho é de asfalto (duração de 8h). Abs
  19. 1 ponto
    Durante uma viagem na Ásia visitamos o Camboja. Que lugar incrível! Foi o lugar mais simples que conhecemos por lá e que tinha uma energia muito boa da população, uma simpatia contagiante. Eu era o único que falava inglês no grupo, logo, tinha que ouvir e traduzir tudo. Por sorte conseguimos um guia, muito legal, que falava português. Foi ótimo porque todos conseguiram entender detalhadamente a história dos pontos turísticos. Recomendo muito a todos!
  20. 1 ponto
    achei interessante este post... so nao entendi porque optou por ir via mogi-bertioga ao inves de ir via imigrantes? tacerto que a diferença d preço da passgem eh bem grande economiza 15 reais, mas por outrolado deve demorar muito, pois pegar o cptm ir ate mogi depois pgar o onibus. Via imigrants seria descer no metro jabaquara e pegar o onibus.... Ainda nao coheço essa praia que ja ouvia falar ha muito tempo ediziam que antigamente era reduto hippie e na epoca nao tinha pousada
  21. 1 ponto
    Quero viajar outubro de 2020 pro Sudeste Asiático e queria companhias
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    Se você não quiser ler pode assistir em vídeo no youtube, agora se não tiver como assistir agora aproveite para saber tudo sobre a viagem de trem mais famosa do mundo, a transiberiana na Rússia, embarque comigo e boa viagem. O QUE É A TRANSIBERIANA São algumas linhas de trem que cruzam a Rússia, ou até a China passando pela Mongólia, saindo de Moscou, o trajeto que fiz foi o tradicional. Vladivostok até Moscou, mas segui até São Petersburgo ao norte e terminei ainda em Kaliningrado, só que de avião. Os viajantes normalmente não fazem até Vladivostok e seguem até a China. QUANTO TEMPO LEVA PARA CRUZAR O PAÍS Praticamente 7 dias sem parar em nenhuma cidade, mas a graça da coisa é justamente ir conhecendo os lugares. Exatamente 6 dias e 16 horas em Moscou e Vladivostok. QUE ÉPOCA DO ANO IR Geralmente quando você puder ir, mas inverno é lazarento de frio. Entrei no final do inverno e ainda fazia um frio do cão, cheguei perto dos -30 em Chita. No inverno claro tudo fica mais bonito na ferrovia e feio nas cidades, no verão é tudo ao contrário. O preço também é mais caro no verão e a chance de você ficar sem passagem é grande, mas de passagem é só continuar lendo este artigo. Gostei de viajar entre inicio de março até final de abril, não encontrei nenhum turista, no máximo um pessoal da Mongólia que nem se deve considerar turista na Sibéria. VOCÊ FEZ DIRETO Não, parei em 13 cidades ao longo de 58 dias até terminar em Kaliningrado, o último trecho fiz de avião por várias questões, a mais importante foi tempo. QUE CIDADES PARAR Tudo vai depender do tempo que você tiver e o que vai querer ver, por exemplo passei em 12 cidades durante 54 dias viajando entre Vladivostok e São Petersburgo, acabei seguindo além de Moscou e terminei para falar a verdade de Kaliningrado, onde fui de avião pois estava praticamente o mesmo preço, além das 2 imigrações. O pessoal geralmente escolhe lugares como São Petersburgo por ser a cidade mais bonita do país, vão para Moscou, Yekaterinburg, Irkutsk onde fica o lago Baikal, Ulan-Ude que é onde se pode seguir para a Mongólia e China. Após Ulan-Ude a sugestão é terminar em Vladivostok que é o ponto final da viagem no km 9288, mas este último trecho é bem longo com 65 horas de viagem, quem sabe uma para em Khabarovsk que fica "apenas" 42 horas de Chita, cidade após Ulan-Ude.Não vou falar de Mongólia pois não fiz, portanto não tenho conhecimento para opinião, nas pesquisas que fiz é simples, basta embarcar de trem ou ônibus em Ulan-Ude. QUANTO CUSTA Pode sair $99 dólares o trem “direto” até Vladivostok na terceira classe ou $308 na segunda classe ou centenas de milhares de dólares se você optar por primeira classe por exemplo (nem existe por motivos óbvios), mas vou falar no final do post os meus custos, então continua lendo. Quanto mais paradas mais caro fica. DÁ PARA IR DESCENDO NOS LUGARES Muita gente me faz esta pergunta, a resposta é NÃO e NÃO!!! A rota transiberiana é apenas o nome da rota e a passagem é comprada tudo separada, justamente para não ter problemas no meio do caminho, nunca funcionaria um bilhete assim.O máximo que você vai fazer é descer para esticar as pernas e ir no mercadinho em algumas paradas maiores, portanto NÃO existe uma passagem chamada transiberiana. FALANDO SOBRE AS PASSAGENS Uma pergunta importante é sobre comprar passagem com antecedência ou não, a resposta é depende, no verão com toda certeza umas 2 SEMANAS é a melhor pedida. Na baixa temporada se comprar até na hora é possível conseguir bons lugares. O truque é o seguinte, de Irkutsk até Moscou os lugares mais baratos são aqueles perto do banheiro, nas camas de cima. Só que viajar longos trajetos na cama superior é literalmente uma porcaria, pois o espaço é menor para cima, você não consegue sentar, não tem mesa, mas viajei alguns trechos assim. Enfim comprar antes ou não vai depender do seu roteiro, no meu caso só comprei trechos com 2 ou 3 dias de antecedência justamente entre Irkutsk até São Petersburgo, não foram bons lugares mas eu precisava economizar dinheiro. De Vladivostok até Irkutsk comprei 1 dia antes e consegui pagar barato em bons lugares, entrei no inverno. As camas de baixo sempre vão girar perto dos 40% mais caro, é muita grana se você for um mochileiro pão duro, vai chegar do mesmo jeito é claro, se você não liga muito para conforto. Para comprar utilize o site oficial da empresa nacional de trem, link aqui, lá você evita tentar se comunicar com a atendente que em 99,99% dos casos não falam inglês, NUNCA compre em site de agências que cobram taxas abusivas e pelo jeito muita gente compra, senão elas não existiriam. Minha dica é utilizar um cartão pré pago, não tive nenhum problema nos 12 trechos que fiz. Cartão de crédito pode ser um saco pois pode pedir mais confirmações, mas isto depende de cada banco é claro. Se você for mais hardcore pode comprar no clichê, mas recomendo um pouco de conhecimento no Russo, tive meus problemas em 2014. Aqui a dica é entrar no site e escrever todas as informações em RUSSO POR FAVOR, mostre no balcão e com sorte a tiazinha não vai lhe perguntar nada. QUAL É UM BOM LUGAR NO TREM Aqui só falo da terceira classe, minha sugestão são camas baixas no meio do vagão, isto tenta evitar que as pessoas batam em você quando estiver dormindo, acontece que no fundo fica o banheiro e na frente a água quente, alguns vagões tem banheiro na frente mas é bem raro. Basta conferir no site o mapa de assento, claro que eles são vendidos primeiro, especialmente na alta temporada. FUSO HORÁRIO TODOS OS TRENS na Rússia funcionam no horário do Moscou, por um motivo óbvio, são 10 fusos diferentes no país, por exemplo se você comprar um trem que sai as 10 am de Vladivostok, na verdade ele vai parte 5 pm, até onde eu sei não tem horário de verão, e este horário , é obrigação sua saber o fuso horário. Na voucher da internet tem o fuso horário corrigido. Todos os relógios na estação esta no horário de Moscou, sempre. COMO FAZ PARA IMPRIMIR A PASSAGEM Sugiro sempre imprimir sua passagem, pode mostrar no balcão ou utilizar o token automático, a maioria tem em inglês, é bem fácil. Pode levar o voucher no celular caso não esteja em cima da hora, sem problemas. LENDO A PASSAGEM Até em 2018 quando fiz a viagem as passagens não estavam em ingês, no máximo o seu nome, mas o que realmente importa são o número do trem, vagão, assento e horário de saída tanto no fuso horário de Moscou e da cidade de partida, nesta passagem abaixo foi de Novosibirsk para Omsk, a primeira vez é complica mas basta seguir uma lógica para entender. COMO EMBARCAR Cidades como Moscou e São Petersburgo tem várias estações, aqui uma dica importante pois em Moscou em 9 estações de trem, sendo 3 juntas e por azar tem um metro que fica do outro lado da cidade com o mesmo nome da passagem, mas não nada a ver. São elas, yaroslavsky, Leningradsky, Kazansky, os trem para São Petersburgo partem normalmente da Kazansky e o metro que tem lá é a Komsomolskaya das linhas 1 e 5. Considerando que você achou a estação, olhe o número do trem e vá para a plataforma correta, olhe também o número do vagão, mostre seu passaporte e você estará dentro. A primeira vez é confuso para entender o sistema, depois fica barbada. Logo que o trem parte a comissária do vagão vai lhe dar um jogo de cama e você mesmo vai fazer e desmontar a sua cama no final, obviamente pois na Rússia cada um cuida da própria vida. TEM BAGAGEIRO NO TREM Tem um espaço limitado, aquela mala gigante pode deixar em casa, uma mochila até uns 60L considero um tamanho bom, mas viajo com uma de 30L e uma menor de 20L para os eletrônicos, alguns vagões você coloca embaixo da sua cama. Se dormir na parte de cima tem espaço acima da sua cama. No geral considero bem seguro, a Rússia em si é segura para viajar, assaltos é coisa rara, mas não de bobeira é claro. O TREM É BOM Olha, tem uma cama com lençol limpo, travesseiro e cobertor e todas as classes. Eu viajei somente de terceira classe conhecida com platzkart, tem 6 camas no mesmo espaço aberto, assistindo ao vídeo no youtube tem mais detalhes do que aqui no post. Se você tem uma verba sobrando pode optar pela Kupe que é a segunda classe ou a primeira classe, tudo vai depende de que tipo de experiência você quer, se a resposta for uma típica russa Platzkart com toda certeza, além de ser a mais econômica você vai sentir como os Russos viajam. O QUE TEM NO TREM (3º CLASSE) Só vou falar o que conheço, além da sua cama, tem água quente o tempo inteiro para fazer um miojo, purê instantâneo ou claro aquele chá maroto. Além de um banheiro que fica fechado durante as paradas nas estações, por motivos simples, tudo cai no trilho, ou seja ninguém quer ficar cheirando merda na estação, outro é justamente ninguém se esconder por lá. Tomadas tem aos montes nos vagões novos, os antigos se tiver é uma só e fica perto do banheiro, não espere carregar seu telefone durante a viagem, powerbank é a dica. TEM RESTAURANTE Sim, caríssimo. Compre comida fora e leve na sua viagem, não espere encontrar micro-ondas para esquentar é claro. Na parte frontal do vagão tem uma lista com as paradas e o tempo em cada estação, ali é o momento para sair e comprar alguma coisa. Dica importante, algumas paradas são 10, 15 minutos são suficientes para sair e comprar algo até mesmo fora da estação, pode sair e voltar dentro daquele prazo, algumas paradas passam dos 70 minutos, somente nas cidades mais importantes, lembrando que os trens são mega pontuais. TOMAR BANHO, FAZ COMO Não faz, primeiro que ninguém vai morrer se ficar 40h se tomar banho. FAZER NÚMERO 2, DÁ Olhe, acredite mas em 166 horas viajando não fiz dentro do trem e sim no meio do nada na Sibéria, a dica nojenta é tentar cagar antes de viajar, mas tem horas que não dá, nos vagões antigos pode cagar tranquilo afinal de contas a descarga é um buraco que o negócio cai nos trilhos, lembre-se que nas cidades a porta fica trancada. TEM WI-FI NO TREM Não mesmo, se a descarga você aperta com o pé e abre um buraco no chão, não vai ter tecnologia para isto, mas a internet móvel funciona em alguns pontos da ferrovia. O simcard custa menos de $6 dólares no país, mas é preciso ir trocando conforme vai viajando, a Rússia é muito grande. AS VIAGENS SÃO LONGAS Depende da sua rota eu fiz poucas viagens longas, 25, 32 e 42 horas, a mais longa entre Khabarovsk e Chita, cidades que normalmente ninguém para, mas estava com tempo, se você quiser fazer em um mês pode preparar a bunda que trechos de 40, 50 horas viajando serão frequentes. O QUE FAZER NO TREM Dormir, comer, assistir filmes, conversar se você fala russo ou por sorte achar alguém que fale inglês (pouco provável na platzkart), ler, olhar a paisagem e relaxar é claro. Venci as 166 horas bem melhor do que esperava, de verdade. E SE EU PASSAR DA MINHA ESTAÇÃO Acredite, mas isto não vai acontecer, na entrada a comissária vai reter sua passagem (mas da para usar e-voucher também), 30 minutos antes da sua chegada a tiazinha vai ti acordar ou avisar que está chegando, também lhe entregando a passagem de volta. Mais uma vez por motivos óbvios, as pessoas dormem numa boa, sem se preocupar se estão chegando ou não, ponto positivo para os trens Russos, isto não acontece no mundo fora nos antigos países soviéticos. SE NINGUÉM FALA INGLÊS, FAZ COMO Mais uma vez não faz, dependendo da pessoa até vale a pena tentar se comunicar, mas encontrei algumas velhas curiosas que não dei moral alguma. Com as comissárias zero inglês, mas com gestos consegui meu copo para preparar um chá, claro que tenho uma noção bem básica do Russo o que me ajudou em alguns momentos. Abra um sorriso e tente se expressar em Russos, eles admiram bastante os estrangeiros que tentam falar o seu complicado idioma. QUANTO EU GASTEI Cruzei a Rússia em 58 dias incluindo um voo para Kaliningrado, mas o trecho de trem entre Vladivostok até São Petersburgo durou 166 horas, gastei $245 dólares sempre viajando de terceira classe nos lugares mais baratos, descartando Kaliningrado foram 54 dias , somando os custos por cidade ficou no total de $556 dólares. Com alimentação gastei $265 dólares, hospedagem $5 dólares (sim acredite pois fiquei em couchsurfing), passeios $13 dólares (os melhores estão na parte ocidental já que tinha visto em 2014) e $40 dólares em transporte interno dentro da cidades. Foi um valor muito baixo, na média de $210,91 dólares por dia, considere possível viajar com este valor se você for mochileiro apenas. Eu poderia ter gasto muito menos se ficasse por exemplo apenas 1 mês na Rússia, mas para mim é praticamente impossível aproveitar bem esta jornada. Algumas cidades como Yekaterinburg fiquei 9 dias, o que clara baixa e muito a média diária. Acredito que com uns $440 dólares é possível viajar 30 dias cruzando o país com tudo (menos hospedagem e atrações turísticas), o Kremlin de moscou é caro, cerca de $20 dólares. VALE A PENA? Fazer a transiberiana não é nenhum conto de fadas é claro, mas foi uma enorme satisfação conhecer boa parte do país, especialmente pois não muito tempo atrás eu achava meio que impossível. Uma coisa necessária para terminar este desafio é paciência e ter tempo suficiente, os Russos são pessoas muito legais mesmo, superou a minha expectativa nesta minha segunda viagem no país. Resumindo em dicas gerais pegue um voo para Moscou ou Vladivostok e comece a sua viagem, compre suas passagens trecho a trecho e boa viagem, lembre-se de quem faz a sua viagem é você, portanto criei este guia praticamente completo para não restar muitas dúvidas sobre a transiberiana, ainda não é recomendada para viajantes novatos ou com frescuras. Se ainda tem algum dúvida utlize o campo de comentários. Trem em Vladivostok foi o primeiro da jornada até São Petersburgo Estação em Khabarovsk partindo para Chita Composição seguindo para Ulan-Ude Paisagem próximo ao congelado lago Baikal Último trem após 9553 km
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