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Líderes

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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 15-07-2020 em todas áreas

  1. FOTOS DA VIAGEM: COSTA RICA Eu estava devendo uma fotos da viagem, então vou compartilhar para ajudar: Cachoeira La Fortuna; Vulcão Irazú; Playa Conchal; Playa Tamarindo
    2 pontos
  2. Cuba Fui para Cuba.Não é nada daquilo que falavam,sim,um lugar como outro qualquer.Com a eleição do que está aí e de tanto ouvir vai para Cuba,eu militante e filiado a extrema esquerda resolvi enfim conhecer aquele país que a muitos inspira,PORÉM fascistas tem medo do regime de lá ser copiado aqui.Nunca sonhei com conhecer,pois fui criado com amor a URSS e ao ateísmo emanado dela,não a Cuba,um país que era colonia do norte e se entregou ao socialismo por falta de opções,virando mais um país satélite do saudoso país vermelho. Dito isso,vou iniciar um relato baseado na história que me foi contada em 29 dias por essas calles, tão mal faladas mas cheias de história e tombadas pelo patrimônio da humanidade da UNESCO. Fui com escala no Panamá, pois não existe vôo direto,aonde aproveitei para fazer um passeio único pelas eclusas do canal que cito aqui nos tópicos de Panamá.
    1 ponto
  3. Salve, galera! Esse é o resumo de um mochilão radical que fiz há alguns meses, espero que gostem. Caso queiram mais informações, podem acessar meu blog Rediscovering the World ou o livro que acabei de lançar (Trekking Extremo no Himalaia: Acampamento Base do Everest + Gokyo). Dia 1 Em 17 de março de 2019, ao chegar ao aeroporto de Guarulhos, tomei uma sequência de voos pela Air China, cujo destino final seria Mumbai, na Índia. Compradas quase 5 meses antes, as passagens de ida e volta custaram 734 dólares. Dia 2 Após breve conexão em Madri, o avião grande seguiu até Pequim. Ambos voos foram bem-sucedidos. Como a espera até o voo final levaria o dia todo, decidi aproveitar que o visto não é necessário para permanecer até 144 horas na capital chinesa. Dessa forma, passei pela fila da imigração em uma hora, saquei yuans (1 real = 1,75 yuans) num dos caixas automáticos e deixei o aeroporto no metrô que me levou até o centro da cidade. O trajeto de meia hora custou 25 yuans. Deixei a linha do aeroporto para pegar outra, ao custo de 4 yuans. Logo me impressionei pelo desenvolvimento e pela limpeza de Pequim, tirando a névoa permanente que quase esconde o sol. Só a falta de educação dos chineses que seguiu conforme o esperado. O primeiro monumento visitado foi o do conjunto Templo do Céu (28 yuans). Numa área grande, fica um parque com as estruturas erguidas em 1420 para orar em busca de uma boa colheita. A construção principal é o maior templo redondo de madeira da China. Depois de uma boa caminhada, comprei 4 bolinhos (dumpling) de carne por 2,5 yuans cada, mesmo sem saber antecipadamente o que viria dentro. Segui então caminhando até chegar à sequência de postos de controle policial de onde ficam as principais atrações de Pequim. Primeiramente, o museu nacional. É em sua maioria gratuito, num prédio bastante amplo, mas com conteúdo quase todo em mandarim e poucas exposições realmente interessantes. Entre essas, os presentes recebidos pela China de todo o mundo. Em seguida, caminhei ao redor da Praça Tian'nanmen, a Praça Celestial. É famosa por um massacre que aqui ocorreu durante protesto da população. Também não se paga e há espaço de sobra, com um memorial a Mao Tse-tung e um monumento aos heróis chineses. Por fim, entrei na Cidade Proibida. Como estava faminto e o corpo já se entregando de cansaço, tive que almoçar ali mesmo, pagando 32 yuans num prato raso. Mais uma atração enorme: são dezenas de palácios, muralhas e portais. Para visitar em baixa temporada (agora), custou 40 yuans. Mesmo assim, é difícil conseguir uma foto boa, tamanha a quantidade de chineses que visitam o complexo. Na saída, tentaram me aplicar o golpe de bater um papo num bar e ser extorquido, mas como eu já sabia dessa, escapei. Esgotado, retornei ao aeroporto no final da tarde. À noite, voei num avião menos novo pra Mumbai, tirando um belo cochilo a bordo. Dia 3 Desembarquei já na madrugada seguinte. Passei pela imigração com o eVisa feito antecipadamente na internet e troquei dólares por rúpias (1 dólar = 66 rúpias) logo após a imigração. Por fim, pedi pra chamarem um Uber pra mim, pois o táxi até o hotel próximo custava 500 rúpias, enquanto o Uber saiu por 210. O problema foi achar o danado, escondido numa viela. Somente às 3 e meia eu entrei no Ahlan Dormitory. Pra ficar num quarto coletivo, gastei 250 rúpias por noite. Só que o lugar não era muito agradável, pois era barulhento, fedia, estava sujo e quase sem água. Algo me picou na cama e me deixou com marcas por semanas. Pelo menos o wi-fi, o ar e o guarda-volumes funcionavam. Pra piorar, fui acordado antes das 8h pelos hóspedes e funcionários, não conseguindo mais dormir - o que já tinha dado bastante trabalho antes, vide o jet lag. Levantei, tomei o “chai” (na Índia, o chá é misturado com leite) e parti pra luta. Caminhando um pouco já notei a diferença colossal na (falta de) limpeza, em relação a Pequim. Peguei o metrô recém inaugurado, com ar condicionado, a partir de 10 rúpias. Para começar a preparar meu estômago, tomei um suco natural por 40. Em seguida, entrei na estação de trem suburbano. Que caos! Gente correndo e se empurrando por tudo que é lado, pendurada nas portas dos vagões como nos filmes, e tal. Para vivenciar um pouco disso, e porque eu queria economizar, comprei um bilhete da 2ª classe de Andheri a Churchgate. Apenas 10 rúpias até ponto final, 22 km adiante! Ainda que estivesse bem quente, os indianos vestiam quase todos roupa social, nenhum (além de mim) de bermuda. Da estação, fui até o principal museu da cidade, de nome complicado: Chhatrapati Shivaji Maharaj Vastu Sangrahalaya. Construído pra homenagear o príncipe do País de Gales, hospeda hoje num edifício de arquitetura indo-sarracena uma porção de artefatos relacionados a Índia e além, contando sua história. Pena que o ingresso seja meio salgado: 500 rúpias + 100 pra usar câmera. Nessa hora, começaram a pedir pra tirar foto comigo, como se eu fosse famoso. O almoço foi no renomado Delhi Darbar. Fiquei com um picante mas apreciável prato de “angara chicken” por 550 rúpias. Saí cheio. Acabei optando por fazer um city tour de 3h por 3500 rúpias, bem mais do que eu deveria pagar. Nele, passei por vários locais interessantes, como uma lavanderia a céu aberto, diversos prédios públicos e privados com arquitetura colonial britânica, o museu-casa do Gandhi (Mani Bhavan), a orla de Marine Drive, a colina de alto padrão Malabar e o templo da religião jainismo. Depois, fiquei no mercado de rua, onde não consegui caminhar em paz, indo então de volta pro hotel através de outra linha de trem da estação central. Retornei pendurado na porta aberta do trem. Comi um negócio, antes de conhecer dois jovens ucranianos no dormitório. Fiquei papeando e dei uma volta com eles, pra conferir o movimento das ruas poluídas. Aproveitei para provar a sobremesa quase sem gosto chamada “falooda” (40 rúpias) e levar umas bananas (6 por 1 real). Dia 4 Com o feriado do Holi, o qual me gerou uma pintura facial, o transporte público ficou bem menos cheio, ainda que sua frequência também tenha diminuído. Peguei os mesmos 2 transportes da manhã anterior, mas quando cheguei à estação final, pedi um Uber até o monumento Gateway of India, de onde partem os barcos até Elephanta Island, por 200 rúpias ida e volta. A baía até a ilhota é entulhada de estruturas. O translado leva cerca de uma hora; no total da minha hospedagem até a ilha eu levei quase 4 horas de deslocamento! Ao chegar, peguei um trenzinho da alegria (10 rúpias). Almocei no restaurante Elephanta Port, escolhendo um prato de “biryani” por 275 rúpias. O “biryani” de frango viria a se tornar meu prato preferido no país. Depois, subi o morro em meio a inúmeras barracas de souvenires. Para acessar as cavernas de Elephanta, patrimônio da UNESCO, paga-se atualmente 600 rúpias. São 5 delas, entalhadas diretamente na rocha durante 1300 anos do século 6 até a invasão e destruição parcial pelos portugueses. Há colunas, santuários e muitas estátuas em homenagem à deusa Shiva. Pena que com a quantidade de visitantes, praticamente todos indianos, fica difícil sacar boas fotos. O guia local Krishna me encheu tanto o saco que acabei aceitando uma explicação de meia hora por 500 rúpias. Quando ele me chamou pra ir num bar depois, meu sensor de golpe apitou. E eu estava correto, pois ele tentou fazer com que eu pagasse a cerveja dele e ainda tomar meu dinheiro com a desculpa de que iria pagar minha parte, mas não teve sucesso quando eu o peguei fugindo… Essa cerveja Kingfisher, a mais popular da Índia, não é boa. Só poderia ser assim, já que leva açúcar e xarope de arroz e milho na fórmula. Depois desse fato lastimável, subi as escadarias até o topo do morro, com vista para o mar e cheio de macacos fofos (Macaca radiata) - até eles roubarem sua comida. Ali fiquei famoso de novo, visto a quantidade de gente que pediu foto comigo. Retornei à hospedagem, chegando após escurecer. Só comi algo salgado e repousei. Dia 5 Acordei cedo pra pegar uma condução até o terminal 1 do aeroporto (110 rúpias), onde voei de SpiceJet até Bangalore. Que bom que mesmo as companhias de baixo custo da Índia permitem despachar até 15 kg gratuitamente, já que meu mochilão cheio dificilmente passaria por bagagem de mão. Em Bangalore, embarquei logo num segundo voo da GoAir até Port Blair, a capital maior cidade do arquipélago isolado de Andaman e Nicobar. Como se já não estivesse quente o suficiente em Mumbai, a temperatura de Port Blair na chegada estava em escaldantes 34 graus. Peguei um tuk-tuk (100 rúpias) até a estação de ônibus principal. Como perdi o ônibus das 15h e o próximo partiria quase 2 horas depois (somente mais tarde eu descobri que havia mais ônibus no outro terminal chamado Aberdeen), aproveitei pra fazer um lanche ali e comprar mantimentos no supermercado Mubarak. O ônibus saiu cheio. Levou cerca de uma hora e 24 rúpias para chegar ao vilarejo de Wandoor. Lá me hospedei no Anugama Resort, numa suíte privada bem razoável. Só que de resort o lugar não tem nada, nem sequer uma piscina, bar ou internet funcionando. Ao menos, os funcionários são gentis. Na hora do jantar, em que fiquei com um curry de peixe (190 rúpias) no restaurante da hospedagem, conheci uma família de belgas e holandês, com quem bati um bom papo. Dia 6 Acordei várias vezes durante a noite e levantei pelas 6, sendo que já havia sol um bom tempo antes. Eu e um dos companheiros da noite anterior fomos a pé cedo ao escritório do Parque Nacional Marinho Mahatma Gandhi para tentar conseguir a permissão para adentrá-lo, mais especificamente na ilhota de Jolly Buoy. Lá, descobrimos que os barcos já estavam cheios, e que precisaríamos tanto agendar o passeio quanto conseguir a permissão no escritório de turismo em Port Blair. Sendo assim, barganhamos um táxi para nos levar, esperar e trazer de volta por 2 mil rúpias. Emiti a permissão (mil rúpias) e o bilhete do barco para Jolly Buoy (885 rúpias) na mesma hora. Detalhe é que é necessária uma fotocópia do passaporte - mas há um xerox próximo que o faz por míseras 2 rúpias! Depois, fomos ao píer de Phoenix Bay, fechado aos domingos, para comprar nossas passagens à ilha Neil (510 rúpias). Regressamos a Wandoor e eu almocei no próprio hotel. Meu prato de “biryani” de frango (240 rúpias) demorou pra ficar pronto, mas foi uma baita refeição. Em seguida, caminhei até a praia. No caminho, topei com algumas aves, como o martim-pescador. A praia de Wandoor é peculiar por um motivo ruim; não é permitido entrar na água devido à presença esporádica do crocodilo de água salgada (Crocodylus porosus), o maior do mundo. Há inclusive uma tela de proteção. Alguns quiosques vendem souvenires, alimentos e bebidas. Fiquei ali com o pessoal por umas horas, até que eles partiram enquanto eu esperava o pôr do sol. Logo depois, caminhei os poucos quilômetros de volta ao Anugama Resort. Banho, janta e cama. Dia 7 Às 7 e meia embarquei rumo a Jolly Buoy, no Parque Nacional Marinho Mahatma Gandhi. A duração do translado foi de pouco mais de uma hora, em meio a ilhotas desabitadas com floresta nativa intocada. Chegando em Jolly Buoy, tive um grande desapontamento. Não é mais permitido praticar snorkeling! Dá pra acreditar nisso? Se tivessem dito antes eu já estaria a caminho da ilha Neil, e não num lugar minúsculo onde você só pode se banhar num cercado minúsculo. Fiquei lá conversando com a única outra gringa do barco, uma húngara. A única atividade extra é um passeio de 1h num barco sujo e desconfortável, com vidro no fundo para ver os corais e peixes, a um custo extra de mil rúpias… Ao regressar pelas 13h, almocei e parti para Port Blair num ônibus musical. Ao chegar, fui atrás de algum hotel, já que minha reserva para essa noite seria para a outra ilha. Usando a internet de uma acomodação já cheia, encontrei um tal de Lalaji Bayview, com um quarto individual por 800 rúpias. Então fui até lá caminhando, pelo meio de uma comunidade. A internet é paga (60 a hora), mas ao menos existente. Já a suíte é a mais básica possível, enquanto que o restaurante no topo da edificação é bacana. Jantei um enroladão de camarão (250 rúpias) e fui pra cama. Dia 8 Seguindo a tradição de acordar cada vez mais cedo, peguei a balsa das 6:30h para a ilha Neil. Duas horas depois, aportei. Deixei a mochila na acomodação Kingfisher Hotel e fui caminhando até a praia do norte, chamada Bharatpur. Com um bocado de gente, um tanto suja e cheio de barracas vendendo conchas, passeio aquáticos e etc, não é bem o que eu pensava. Atravessei e tive que nadar certo tempo até localizar os recifes de coral. Aqui vi alguma qualidade, até mesmo havia corais que nunca havia observado antes. O ruim foi voltar desviando dos barcos e motos aquáticas. Para almoçar, tentei achar um restaurante que fosse um meio termo entre os dos hotéis chiques e os pés sujos. Acabei parando no Port Canteen, onde fiquei com um arroz frito com camarão (220 rúpias). Com o dinheiro acabando, precisei sacar no único ATM da ilha, que para variar estava indisponível no momento. Contando com que a máquina estaria operando novamente dentro de algumas horas, o próprio funcionário do banco me emprestou seu dinheiro para que eu pudesse pagar o depósito do aluguel da bicicleta! A respeito disso, escolhi uma magrela para me deslocar por essa pequena ilha. A velha bike era pequena demais pra mim, mas por apenas 100 rúpias a diária eu não podia querer muito. Uma scooter custava um pouco a mais (400 rúpias + combustível). Pedalando, cruzei o interior cultivável de Neil até a bonita praia Sitapur, famosa pelo nascer do sol. Ali eu mergulhei novamente, mas no ponto onde fui a visibilidade estava ruim, devido às ondas. Vi menos do que no snorkeling anterior. Consegui sacar grana ao retornar. Assim, segui para outra beleza natural, um arco de rocha que fica no oeste da ilha. Cheio de turistas indianos, para se chegar nele há de passar por cima de poças de maré. Vi o sol se pôr neste lugar e retornei. Peguei dois dos salgados fritos picantes “samosas” (20 pila) e um caldo de cana (30) na parte mais central, onde havia movimento naquela hora. De volta ao hotel, meio velho e sem internet, para dormir. Dia 9 Mesmo que quisesse, não poderia demorar muito a acordar, pois o check-out é às 7:30h! E esse parece ser um horário normal dos hotéis das ilhas Andamã. Definitivamente, não entendem de turismo para estrangeiros. Ainda com a bicicleta, toquei para a praia Lakshmanpur, onde também mergulhei. Só que nessa praia só havia dois pescadores, que logo foram embora, e mais ninguém. Fiquei quase 2 horas e meia me deliciando com a vida nos corais. De especial, vi o maior peixe não cartilaginoso que já presenciei na vida. O peixe-papagaio (Bolbometopon muricatum) era tão grande que pude até tocá-lo. Na volta, fui comprar o bilhete da balsa a Havelock, vendido só no mesmo dia e de forma presencial, tudo para dificultar sua vida. Almocei o prato típico indiano thali (180 rúpias) e peguei a balsa. Em Havelock, pensei em andar apenas de ônibus, mas a frequência é tão baixa (1 a 1:30h cada) que decidi alugar uma scooter (500 rúpias a diária) pela segunda vez na vida. Meio cambaleando, fui até o Emerald Gecko, hospedagem na praia nº5 onde eu fiquei. Paguei 1600 rúpias numa cabana rústica de frente pra praia. Aqui finalmente tive contato com vários estrangeiros, todos europeus. Saí para dar uma corrida na praia, de maré baixa durante o pôr do sol. Só que essa praia não é boa pra nadar. Jantei no restaurante da própria acomodação, um pouco mais caro do que estava pagando. Então fiquei com uma pizza de frutos do mar (300 rúpias). Para variar, a internet não estava funcionando, então depois de um papo fui dormir, em mais um colchão finíssimo padrão Andamã. Dia 10 Tive que esperar o café da manhã incluído pra depois pegar a estrada. Dirigi até o começo da trilha para a praia Elephant, assim nomeada devido aos bichões acorrentados na praia para satisfazer a vontade de turistas que querem passear neles. Só que não foi dessa vez que a conheci, pois ela estava fechada devido a um óbito no dia anterior! Assim sendo, continuei na estrada até a praia Radhanagar. Seguindo a dica de um indiano, parei em frente ao Hotel Taj, onde ficaria um belo ponto de mergulho. Com o tempo fechado, não havia ninguém na praia quando cheguei pelas 8 e meia. Caí na água calma e clara, sobre um fundo exclusivamente arenoso. Nadei mais de 200 metros, sem ver nada. Eis que quando pensava em mudar a localização, comecei a vislumbrar uma maravilha atrás da outra. Cansei de ir atrás de arraias, de contar quantos cardumes e corais enormes diferentes apareciam, assim como polvos e muitas outras criaturas. No final, ainda tive o prazer de ver algumas tartarugas-marinhas e de sofrer comensalismo por uma rêmora! No total, fiquei nadando por 3 horas! Parei na entrada principal da praia, cheia de indianos, para almoçar num dos diversos restaurantes. Fiquei com um “thali” de camarão a conta gotas, por 300 rúpias. Depois, caminhei pela praia no sentido contrário ao anterior, encontrando nesse caminho separadamente os dois casais que eu havia conhecido nessa ilha. Ê mundo pequeno. Com a chuva, a pista estreita ficou um sabão só. Voltei devagar pra não deslizar na moto como um cara que estava à minha frente. Guiei até Kalapathar, a praia mais ao sul acessível por estrada. Legal ela, mas nada de excepcional. Regressei e parei no restaurante Golden Spoon, para comer um prato de peixe e usar a internet. Depois disso, voltei a minha hospedagem. Dia 11 Um bando de infelizes começou a bater panela pelas 5 e pouco. Dormi mais uma hora, tomei o café e segui pro início da trilha da praia Elephant - que ainda estava fechada… Só me restou voltar ao ponto de mergulho do dia anterior. Só que dessa vez não vi nada de novo, além de estar me borrando de medo, agora que eu estava ciente que ali é território do maior crocodilo do mundo. Almocei em Vijay Nagar, no restaurante vegetariano Biswas. Pedi um “paneer butter masala” por 200 rúpias. “Paneer” é o tradicional queijo coalho indiano, enquanto que “masala” é uma mistura de temperos. Depois, devolvi a moto e fiquei matando tempo até a saída do barco para Port Blair. Acabei embarcando no navio errado, e só me dei conta quando ele tinha partido - ainda bem que o destino de ambos era o mesmo. Só que esse estava infestado de baratas. Ao desembarcar já era noite, então só me restou ir pro hotel Sunnyvale, pedir uma janta a tele-entrega, lavar minhas coisas e dormir. Exceto pela barata no banheiro, foi a melhor suíte até então. Dia 12 Café da manhã, seguido pelo voo da IndiGo a Chennai. O voo atrasou, então pude conferir todas as atrações do aeroporto: banheiro, bebedouro, caixa eletrônico, lanchonetes e 3 checagens de segurança obrigatórias. Fazia um inferno de 36 graus quando aterrissei. Do alto e pelas ruas se vê que o forte aqui é a arquitetura. Além de muitos prédios em estilo colonial britânico, as moradias são coloridas com diferentes cores, e há uma infinidade de templos de hinduísmo. Mas também se vê muita sujeira e pobreza no meio. Peguei o metrô até a estação central (50 rúpias). Já na estação de trem, provei o suco de um fruto novo pra mim, o marrom arredondado sapoti. Depois, embarquei no trem (5 rúpias!) para o famoso templo hinduísta Kapaleeswarar, cultuado a Shiva. Não se paga nada pra entrar, mas além de uma torre cheia de ídolos do hinduísmo, não há mais muito o que ver. Na saída do templo, um motorista me abordou com o intuito do famoso golpe do tour barato de tuk-tuk, conhecido em Bangkok. Aceitei a carona de 100 rúpias que me levou primeiro à Basílica de São Tomé, uma das 3 únicas no mundo erguidas sobre a tumba de um dos apóstolos de Jesus. Depois ele me levou a duas lojas caríssimas onde ele ganharia combustível grátis por me levar. Obviamente eu não comprei nada. Por fim, me deixou na Marina Beach, a maior e mais movimentada de Chennai, onde eu caminhei um pouco e tomei um caldo de cana (20 rúpias) naquele final de tarde. A seguir, tomei outro trem e tuk-tuk para chegar ao albergue Elliot's 11 Beach. Um leito no dormitório coletivo me custou 610 rúpias incluindo café da manhã. Dei uma volta na rua cheia que leva à praia. Curiosamente, estava ocorrendo uma missa católica em tâmil (idioma do estado) a céu aberto. Parei para jantar num restaurante barato, Classy - de classe não tinha nada. Provei o tal de frango “tandoori”, assado, marinado, apimentado e avermelhado (160 rúpias). Caminhada noturna breve no calçadão da praia. Ali me desfiz dos meus chinelos que não tinham mais conserto e comprei um par por 150 rúpias. Depois fui pro albergue relaxar. Dia 13 Acordei pro café e o recepcionista estava vestindo uma camiseta de Floripa! Dá pra acreditar que o indiano já morou em minha terra, e adorou? Uber até o terminal, e lá próximo peguei o ônibus #588 até Mamallapuram (43 rúpias), onde fica o conjunto monumental de Mahabalipuram, que é um Patrimônio da Humanidade. Aqui eu finalmente vi turistas estrangeiros. Me esquivei dos guias e vendedores e entrei no complexo, sob um sol de rachar. São diversos monumentos com motivos hinduístas entalhados em granito, como baixos relevos, cavernas, mirantes e templos. Almocei no Moonrakers uma porção de lulas fritas (350 rúpias) e um camarão-tigre (300 rúpias) que foi desnecessário, como eu já estava satisfeito. Saí de lá explodindo - e acho que foi esse almoço que me deixou mal depois. Caminhei até os dois templos pagos, sob um único bilhete de 600 rúpias. O que fica na praia se chama Shore Temple, enquanto o outro é o Five Rathas. Ambos interessantes. Prossegui pelo Sea Shell Museum, uma coleção de 40 mil conchas! Há de diversas espécies, formas, tamanhos e cores de várias partes do mundo. Pelo ingresso que combina uma seção especial das pérolas e outra com aquários (alguns pequenos demais pros peixes que os habitam), paguei 150. Continuando, vi o restante das ruínas na colina cheia de rochas do conjunto central de Mahabalipuram. Cansado, retornei de ônibus no final da tarde. Tomei um milk shake premium no Shakos e me retirei ao albergue. Dia 14 Já estava me acostumando com o tumulto na Índia, mas se tem uma coisa que me tira do sério é a falta de educação deles, tanto a respeito de jogarem lixo no chão e na água, dirigirem como loucos, atravessando em qualquer lugar e buzinando o tempo todo, e também furarem filas descaradamente. Voos de turbo-hélice da SpiceJet a Kochi e de lá a Malé, capital do arquipélago das Maldivas. Estavam me negando o embarque internacional porque eu não tinha como mostrar as reservas dos hotéis de cada dia que eu ficasse nas Maldivas. Só fui salvo porque um funcionário compartilhou sua conexão, já que meu chip estava sem sinal. Imigração tranquila, troquei a grana na parte de fora do aeroporto (15 rufias por dólar), bati um rango superfaturado e peguei o ônibus (10 rufias) que passa pela nova ponte que liga à ilha de Malé. Do ponto final, caminhei meio km até o terminal de balsas de Villingili, onde comprei meu bilhete pra Rasdhoo (53 rufias). De lá, caminhei mais meio km até a hospedagem Nap Corner. Paguei 28 dólares para dormir numa cápsula tecnológica futurista! Como estava me sentindo meio enjoado, não saí mais. Dia 15 Às 9h encontrei meu amigo Vinícius no terminal de balsas. Junto com outros poucos gringos, pegamos a barulhenta até Rasdhoo. Como leva 3 horas e ela foi quase vazia (assim como as seguintes), tiramos um cochilo no caminho até o atol. Fomos recebidos por um representante do Ras Village, hotel onde ficamos. Logo saímos para almoçar no Coffee Ole. Pedimos miojo de frango (fried chicken noodles), o prato mais em conta (55 rufias). À tarde, mergulhamos na praia ao sul da ilhota, destinada aos turistas. Só ali é permitido usar roupa de praia, já que Maldivas é um país islâmico e Rasdhoo é habitada. Com a maré baixa, tivemos certa dificuldade em atravessar o recife interno muito raso, até chegar ao externo, onde a beleza se fez presente. Não tanto pelos corais, pois eles estavam um tanto descoloridos, mas os peixes que os cercavam eram abundantes. Além de grandes cardumes, vimos alguns tubarões-de-ponta-negra-do-recife, uma arraia-chita, uma lula, dois peixes-leão e mais uns extras. Deixamos a água quase 3 horas depois, quando o sol já se punha. Uma pena que, saindo do lado oposto, descobrimos um depósito de lixo que termina no mar, bem desagradável. Vimos o belo pôr do sol no Oceano Índico. Depois, caímos na água novamente pra um mergulho noturno, coisa que nunca havia feito antes. Com lanternas à prova d'água, mergulhamos na escuridão completa. Dá um certo medo, pois é nessa hora que os tubarões saem pra caçar - e nós vimos vários deles! Para completar, também avistamos uma tartaruga e uma sépia, que evadiu com um poderoso jato de tinta. Os lírios do mar também ficam mais bonitos à noite, pois se abrem totalmente para captar os nutrientes. Uma das vantagens de se mergulhar à noite é que, letárgicos pelo sono ou ofuscados pela lanterna, os peixes te deixam chegar bem mais próximo que durante o dia. Curti a experiência. Finalmente, jantamos no mesmo lugar, que tocava umas músicas de reggaeton animadas. Mas nada de álcool, já que fora das ilhas privadas dos resorts é proibido. Dia 16 Após café da manhã razoável, meu amigo foi fazer um passeio de 30 dólares para um banco de areia próximo, enquanto eu fui nadar até o recife Giri, mais afastado do que do dia anterior. O caminho até lá são 300 metros de profundidade inalcançável. De novo, vi os tubarões-de-ponta-branca-do-recife. Também avistei um cardume de peixes-anjo. Almoçamos em outro restaurante, o Lemon Drop. O cardápio é parecido com o anterior, sendo alguns itens mais caros e outros mais baratos. Aqui não tem som, mas há um terraço pra compensar. À tarde, praticamos mais snorkeling ao redor do lado sudoeste de Rasdhoo. Uma arraia diferente, alguns tubarões, cardumes e um peixe-leão no raso foi o que vimos. De vez em quando se misturavam correntes extremamente quentes com as um pouco frias, gerando turbulência na visibilidade. Após, assistimos o pôr do sol, com peixes saltando e morcegos sobrevoando a área. Depois da janta, meu mal estar provavelmente adquirido na Índia revelou-se uma diarreia. Duas semanas de comidas típicas super condimentadas e pouco higiênicas não tiveram um bom resultado. Ainda bem que não durou mais de um dia, talvez devido às leveduras (Floratil) que tomei. Dia 17 Na manhã seguinte, tomamos a balsa de uma hora de duração para a ilha de Ukulhas (22 rufias). Ukulhas é mais limpa e sua praia tem uma areia tão branca que ofusca a vista e o mar tão claro que a visibilidade atinge dezenas de metros! Logo ao cairmos na água, percebemos o quanto esse lugar é especial. O recife externo, junto com o da ilha seguinte, é o melhor que presenciei nessa viagem. Cardumes variados, corais em melhor estado, tubarões, arraia e 3 tartarugas dóceis, das espécies de pente e verde. Nem se preocuparam conosco enquanto comiam as algas dos recifes. Mas como já estava com o sol a pino, fomos nos abrigar. Almoçamos na hospedagem em que dormiríamos, a Olhumati View Inn (55 dólares), com a suíte mais bacana. Para comer, escolhi um espaguete com peixe em estilo das Maldivas (6 dólares) e um suco natural de maracujá (2 dólares). Tirei umas fotos da praia enquanto o Vinícius dormia. Às 3h, mergulhamos uma vez mais, pelo resto da extensão do recife externo da ilha. Os corais na direção noroeste estão em melhor estado. Cansamos de ver tartarugas por lá. Trinta-réis pescavam os infinitos peixinhos que abundam. De espécies novas, vimos uma ou outra. Pena que o lado menos frequentado por turistas tenha sua parcela de lixo. Depois do pôr do sol, partimos pro terceiro snorkeling do dia, ou melhor, já era noite. Só que dessa vez foi curto, pois minha lanterna entrou em colapso, então ficamos usando só a do meu amigo. O mais interessante que vimos foram diversos tipos de plâncton. Quando desligamos as luzes, descobrimos que eram aqueles tais bioluminescentes, que brilhavam ao nosso toque! Um tempo depois, fomos jantar no SeaLaVie, restaurante um pouco menos em conta, mas com um som legal. Pagamos 8 dólares cada num prato razoável. Dia 18 Após o café de panquecas e suco, seguimos ao último mergulho nessa ilha. Na tentativa de vermos as gigantescas arraias-jamanta, voltamos ao ponto da manhã anterior. Não conseguimos, mas em compensação, vimos o dócil tubarão-enfermeiro-fulvo tirando um cochilo sob um recife. Escolhi um prato da comida típica “kotthu roshi” (6 dólares) de almoço, feito com pedaços de chapati. Em seguida, por 22 rufias, subimos na balsa até Rasdhoo e até Thoddoo, a ilha final. Essa é caracterizada por produzir a maior parte dos vegetais do país, principalmente mamão. Só a faixa central é ocupada pela área urbana. Fomos caminhando à praia do pôr do sol, para em meio a muitos turistas russos, observar o fenômeno. No caminho vimos as plantações e alguns dos animais nativos, como os morcegos gigantes, os lagartinhos coloridos e as aves terrestres. Há uma mesquita no centro que fica bonita iluminada à noite. Jantamos próximo a ela, no Maracuya. Mas não recomendo, pois os preços não são os melhores, não há música, a iluminação é fraca e eles ainda tentaram nos passar a perna na hora de pagar a conta. Antes de voltarmos ao hotel, demos uma volta para tirar fotos. Dormimos no Amazing View Guesthouse, um nível abaixo dos outros. Mas ao menos também conta com wi-fi e ar condicionado. Dia 19 Tomamos o café da manhã e saímos a mergulhar na praia do nascer do sol. Em Thoddoo o recife externo é mais distante, então é preciso nadar um pouco mais para atingi-lo. Mas vale a pena, pois os corais aqui são os melhores que vimos nas Maldivas. Começando por um pequeno nudibrânquio, atravessamos cardumes enormes de peixes-papagaio, um polvo, um grupo de arraias-chita, além do que já havíamos visto antes. Não tivemos sorte em encontrar um lugar aberto pra almoçar. Depois de uma bela pernada, é que sacamos que era sexta-feira, o dia sagrado do islã, então os restaurantes só abririam depois das 13:30h. Ficamos pelo Coffee Moon, onde nos deixaram assistindo TV trancados no restaurante, enquanto os atendentes iam rezar. Na hora marcada, pedimos o rango, aqui mais barato. Cinquenta mangos por um pratão de miojo com frango e a partir de 20 pelo suco natural. Só que não tenha pressa, porque aqui o negócio é meio devagar. À tarde, largamos do mesmo ponto inicial, mas seguimos mergulhando no sentido inverso. Só que não foi proveitoso, pois já fomos um tanto tarde e um temporal estragou o mar. Para compensar, vimos o melhor pôr do sol. Surgindo entre as nuvens, o círculo desceu até ser absorvido pelo mar. Jantamos no restaurante e café Seli Poeli, bem próximo da hospedagem. Com luzinhas de natal, toca um som legal, mas os preços não são tão bons - apesar de não cobrarem os impostos que chegam a 16% (e você só sabe se são cobrados na hora que vai pagar a conta). Dia 20 Ficamos boiando na linda praia pela manhã. Para o almoço, escolhemos outro restaurante, o Mint Garden. O ambiente é agradável e os preços também, mas (sempre tem um mas) os peixes que pedimos levaram mais de uma hora para ficarem prontos! À tarde, fizemos o último mergulho. Contando os que fiz nas Ilhas Andamã, totalizei 16 mergulhos! Dessa vez, fomos ao lado oeste de Thoddoo. Tivemos que nadar por quase meia hora para chegar ao fim do recife externo. Nesse caminho, vimos coisas novas, como camarões, outras espécies de arraias, além de espécies incomuns, como moreias marrons e poliquetas. Foi bem proveitoso, mas teve que se encerrar com o sol se pondo. À noite, voltamos ao Seli Poeli pra rangar. Depois, finalmente encontramos a loja de souvenir Ufaa aberta, já que os horários são meio bizarros nessas ilhas - essa fica disponível só das 20 às 21:30h! Dia 21 Acordamos bem cedo pra pegar a balsa das 6 e meia para Rasdhoo. A hospedagem nos fez a gentileza de adiantar o café da manhã e nos conseguir uma carona até o porto. Tivemos que aguardar umas horas até a seguinte de volta a Malé. Ficamos no café e restaurante Palm Shadow. Ao chegar à capital, almoçamos na praça de alimentação que fica bem em frente ao terminal de balsas. Em seguida, pegamos um ônibus até o aeroporto (10 rufias) e outro até Hulhumalé (20 rufias). Para pegar um ônibus direto custaria 20 pelo cartão não retornável + 20 pelo transporte (e não poderia levar bagagem). Hulhumalé é uma ilha mais nova onde mora a população de Malé - há inúmeros blocos de condomínio padrão. Demos uma volta por lá, incluindo o parque central, mas não vimos nada de tão interessante para turistas. Antes de ir para o hotel, tomamos um suco no Juice Corner (a partir de 20 rufias) e uns salgados. Nos hospedamos no Loona Hotel, em frente à praia urbana. Pagamos 50 dólares por um quarto com café e ficamos vendo TV. Tomamos o pequeno-almoço na correria e dividimos um táxi (100 rufias) com um indiano até o aeroporto. Vinícius trocou suas rufias restantes na mesma cotação da compra (15 por dólar). Voamos com a IndiGo até Bangalore, onde tivemos que aguardar mais umas tantas horas para o voo consequente de AirAsia a Jaipur. De volta à burrocracia indiana. Mesmo com o visto dentro do prazo de validade, vou precisar pedir um novo pra minha terceira entrada na Índia, ainda que seja pra ficar menos de 1 dia e não sair do aeroporto. Outra coisa, em Bangalore (e possivelmente nos demais aeroportos) não é possível sair depois que entrar nele, mesmo sendo no saguão do check-in. Meia hora, muita desinformação e uma permissão especial depois, conseguimos nos ver livres; caso contrário, passaríamos fome, já que havia onde almoçar lá dentro… Depois desse rolo, almoçamos na praça que fica bem na saída da área coberta do aeroporto. Escolhemos o Wok Shop Para a refeição principal e o Frozen Bottle para a sobremesa (249 rúpias por meio litro de milk shake). Depois de certa turbulência, descemos em Jaipur já com a noite surgindo. Seguimos diretamente ao albergue Jaipur Jantar Hostel de Uber por 190 rúpias, devido ao trânsito. No Uber daqui há opção até de moto ou tuk-tuk. No caminho, vi o quarto acidente de moto na Índia em 10 dias. O albergue é bacana, num prédio de arquitetura interessante. Largamos a mochila no guarda-volume do dormitório com triliches e fomos diretamente ao restaurante da hospedagem comer um prato variado de “thali”. Dia 22 Por 250 contos comemos e bebemos à vontade no café da manhã; valeu a pena. Depois, seguimos de Uber (190 rúpias) ao Forte de Amber, nas colinas áridas ao norte da cidade. A entrada individual para estrangeiro adulto é de 500 rúpias, mas escolhemos o ingresso combinado de 1000 para incluir outras atrações. É um baita complexo palaciano, cercado de muralhas longínquas que mais parecem as da China. No interior, pátios, mirantes e cômodos. Altamente turístico. Ao retornar de tuk-tuk, seguimos ao Museu Albert Hall. É um prédio de 2 andares em estilo indo-sarraceno, com arte indiana nas mais variadas formas, como estátuas, pinturas, moedas e armas. Almoçamos num lugar meio caído, o restaurante Ganesh, já dentro dos portões da rosada cidade velha. Pedi um “paneer butter masala” (190 rúpias) e um “onion naan” (95 rúpias). Continuando, caminhamos no sol infernal até o palácio Hawa Mahal. Famoso por sua fachada, também é permitida a visita em seu edifício de 5 andares. Em sequência, Jantar Mantar. Patrimônio da UNESCO, é uma série de instrumentos astronômicos antigos e grandes, incluindo o maior relógio de sol do mundo. Às 18h, na avenida do portão Tripoli, começou o desfile do Festival Gangaur, que tivemos sorte em presenciar com vista panorâmica da laje de uma loja. O desfile religioso foi composto por pessoas fantasiadas tocando instrumentos e dançando, bem como animais, incluindo um elefante. No caminho de volta, tomei na rua o caldo de cana mais barato do universo (10 rúpias, ou seja, 55 centavos de real!). À noite, jantei e fiquei conhecendo gente no albergue. Dia 23 Nos levantamos tranquilamente para pegar o trem das 11h. Compramos os bilhetes (75 rúpias cada) alguns minutos antes na confusa estação, e nos empurramos pra dentro do vagão do Ranthambore Express na hora em que ele chegou. Cerca de duas horas depois, descemos em Sawai Madhopur. Pegamos um tuk-tuk (150 rúpias) até a C. L. Saini Guesthouse, mas acabamos sendo despachados pra outra hospedagem, a Paridhi Niwas. Neste lugar, ficamos num quarto sem ar condicionado e com internet intermitente. Almoçamos lá mesmo, o melhor “thali” da viagem, por 250 rúpias. Depois, fomos conhecer o Forte de Ranthambore, que fica dentro do Parque Nacional Ranthambore, onde faríamos safáris no dia posterior. Pelo transporte até o forte, com a espera, tivemos que desembolsar mil rúpias. Só havia indianos lá, além de muitos macacos do tipo langur. Passamos mais tempo os fotografando do que as ruínas do forte em si, que em conjunto com os demais do estado de Rajastão, formam um Patrimônio da Humanidade. À noite fomos dormir cedo, pois teríamos que estar de pé às 5h da madruga! Dia 24 Apesar da reserva paga pela na internet (~1800 rúpias) afirmar a necessidade de se obter o bilhete no escritório do parque na noite anterior, ele fica fechado, então às 5 e meia já estávamos lá, os únicos estrangeiros entre várias dezenas de guias e motoristas, pois os turistas pagam pros hotéis fazerem essa função. Com mais 4 belgas de meia idade, fomos de jipe até a zona 10 do parque, bem distante. O caminho até lá exige uma máscara contra poeira. O ambiente é semidecidual, com morros e matas baixas, bastante seco nessa época. Vimos diversos langures, veados-sambar, veados-manchados, antílopes-azuis e aves, como pavões (nativos da Índia), no trajeto irregular. Estávamos chegando ao fim do safári de 3 horas e meia, quando atingimos o objetivo máximo, um tigre! Mais precisamente uma tigresa de 2 anos, estava deitada pegando um solzinho ardente. No máximo ela deu umas lambidas e fez umas caretas, mas mesmo assim foi muito legal ver. Almoçamos no próprio hotel mais um gostoso “thali”. A única coisa que não conseguimos comer/beber é a amarga coalhada. À tarde, mais um safári, das 3 às 6 e meia, desta vez na zona 4, mas em um veículo de 20 lugares. Essa zona possui paisagens mais belas que a outra. Quanto aos animais, vimos tanto quanto antes e até mais: chacais, outras aves, crocodilos. E no finzinho já com o sol se pondo, outra tigresa! Jantamos em nosso hotel. Depois, ficamos assistindo vídeo-clipes na MTV indiana até dormir. Dia 25 Café da manhã meio esquisito. Depois, seguimos à estação de trem. Para variar, só conseguimos comprar pra segunda classe (a pior), por 100 rúpias para um trecho de 4 horas e meia até Agra Fort. Como os compartimentos dessa classe estavam entupidos, seguimos caminhando em direção aos vagões posteriores, que são melhores. Passamos por vários com camas e ar condicionado, todas lotadas, até que chegamos à classe superior dos assentos, também sem uma vaga sequer. Como resultado, só nos restou ficar no limbo, no espaço apertado e fedido do banheiro entre vagões, numa mistura de ar quente de fora e frio de dentro. No fim, apareceu um fiscal querendo nos cobrar a diferença dos bilhetes, como se estivéssemos na classe 3AC, que custava 815 rúpias a mais cada! O cara não falava muito inglês, então foi bem difícil argumentar com ele. O melhor que conseguimos foi pagar metade desse valor cada, já que não estávamos em assentos adequados… Ao chegar em Agra, combinamos com um tuk-tuk para nos transportar até a hospedagem e de lá até o forte, depois ver o pôr do Taj Mahal e retornar, por 700 rúpias. O Forte de Agra, patrimônio UNESCO do século 16, ocupa uma área grande, só que há poucas construções no interior, pois os britânicos as destruíram. Mesmo assim, os detalhes e o tamanho da obra de arenito vermelho são impressionantes. Entrada de 600 rúpias. Alguns sikh pediram pra tirar foto, então aproveitei para aprender um pouco sobre essa religião. Para o pôr do sol, ficamos num jardim bem atrás do Taj Mahal, mas do outro lado do rio que corta a cidade. Há que se pagar 300 rúpias para essa vista, mas se você gosta de amoras e vier nessa época, dá pra recuperar a grana catando as infinitas frutas que estão nos pés do jardim. Jantamos no Bob Marley Café. É tão autêntico que, além da decoração e das músicas, a bebida deles vem aditivada com aquele ingrediente que vocês devem estar pensando. O Special Bob Marley Lassi ("lassi" é um tipo de iogurte indiano) custou 180 rúpias. Umas duas horas depois, começamos a sentir os efeitos da bebida. Foi uma comédia só. Dormimos no Yoga Guesthouse, só no ventilador e cercado de mosquitos, por 350 rúpias cada. O ambiente não é tão limpo, mas a pessoa que cuida não poderia ser mais solícita, visto que até levou os tênis do meu amigo para costurar sem cobrar. Dia 26 Taj Mahal pela manhã. Quanto mais cedo melhor, mas não fomos tanto. Pra chegar lá, só caminhando ou de riquixá. A entrada pra estrangeiros é abusiva: 1300 rúpias. Dentro, plantas, águas, mesquita, muita gente e o imponente mausoléu de mármore com a tumba da mulher preferida que foi presenteada pelo rei mugal. Na saída, compramos um souvenir, tomamos o café da manhã e corremos pro ônibus refrigerado da Ashok Travels, que nos levaria a Délhi por 400 rúpias cada. Três horas depois, desembarcamos na estação de metrô Akshardham, onde fica o maior templo hindu do país. Almoçamos umas misturas boas num restaurante da estação, seguindo então para a do albergue [email protected], por 30 rúpias. Deixamos as coisas lá, e como já era tarde e as atrações estavam fechadas, fomos às compras. Primeiro descemos no shopping Moments Mall, entrando no hipermercado More Mega Store. Lá eu pude comprar barras de proteína pro trekking no Nepal e o meu amigo alimentos típicos indianos (como a "chana") pra levar pro Brasil. Em seguida, o shopping Pacific Mall, para acessar a Decathlon (onde comprei meu calçado pra trilha) e jantar na praça de alimentação. Ao retornar pra dormir no quarto coletivo refrigerado de 635 rúpias cada, tive a maior ré da viagem. Meu voo para o Nepal com a porcaria da Jet Airways havia sido cancelado há alguns dias (falência da companhia) e eu nem tinha sido notificado! Para piorar, todos os voos de outras cias para os dias seguintes estavam absurdamente caros e não havia vaga nos ônibus que levam mais de um dia pra chegar! Acabei tendo que pagar uma fortuna no voo da IndiGo, caso contrário meu trekking no Everest ficaria comprometido... Dia 27 Havia levado minhas roupas na noite anterior pra lavanderia, ao custo de 30 rúpias por peça. Quase que fiquei sem elas, pois ficaram prontas no momento em que eu estava saindo, ainda que a lavagem tenha sido bem mal-feita. Para ir ao aeroporto eu fui de metrô, na linha expressa que custa 50. Na hora do check-in, conheci dois brasileiros (Lucas e Amanda) que fariam o mesmo trajeto que eu no Everest. Ao chegar em Catmandu, preenchi o formulário eletrônico, paguei o visto para um mês (40 dólares), passei a imigração e fiz o câmbio na cotação de 1 dólar pra 107 rúpias nepalesas. Estava chovendo ao deixar o terminal, mas isso não impediu que eu viesse caminhando até o hotel Sunaulo Inn, onde fiquei num quarto meia-boca por 1200 rúpias (doravante nepalesas). Jantei no próprio lugar, escolhendo um "biryani" de ovo por 280 rúpias. Apesar de ser mais barato que a Índia, cobraram sobre esse valor 23% de taxas! Depois das últimas pesquisas na internet, arrumei o mochilão pro dia seguinte e fui dormir cedo. Dia 28 Fui empolgado ao aeroporto, só pra descobrir que meu voo não sairia tão cedo. Cheguei às 9h e esperei… esperei… esperei, até que às 17h finalmente os voos para Lukla foram cancelados pelo tempo adverso e por um acidente fatal no dia anterior! Um dia inteiro perdido coçando o saco no saguão… Ao menos no final do dia consegui conhecer o complexo do templo hinduísta de Pashupatinath (mil rúpias). A arquitetura é interessante, com várias estupas e teto dourado. Ao longo de um rio, aqui ocorrem rituais de cremação como em Varanasi, na Índia. Tive sorte de presenciar uma dessas cremações, que começam com a cobertura do defunto com flores e o som de uma banda ao vivo. Em seguida, cobre-se de madeira e material inflamável e acende-se uma fogueira, que transforma o corpo em cinzas, que vão parar no rio. Meio macabro. Jantei um "chowmein" de frango, que é um macarrão chinês (250 rúpias), e repousei no mesmo hotel sujinho da noite anterior. Dia 29 Achei que não iria de novo, mas depois de 3 horas de tráfego aéreo (pra desafogar os atrasos dos dias anteriores), nos enviaram pro aviãozinho que recém havia pousado. E pensar que eu quase troquei por um caro helicóptero, como alguns dos turistas fizeram. Logo estávamos no ar, chacoalhando entre montanhas e terraços agrícolas. Pousamos uns 45 minutos depois, na pista minúscula e assustadora do aeroporto de Lukla. Dali já se vê um monte nevado. Comecei a caminhada às 13:40h pela cidade de Lukla a 2900 metros de altitude, onde se pode obter o que lhe faltou, como o dinheiro, que consegui sacar (ao contrário do aeroporto de Katmandu). Paguei as 2 mil rúpias pra entrar no parque rural de Khumbu, primeira etapa da trilha para o acampamento base do Everest. No começo, há muitos vilarejos, muitos turistas e carregadores (sherpas). E descidas, ao contrário do que se imagina. Essa região segue o budismo tibetano, então há muitos monumentos, como estupas, rochas com mantras e rodas "mani", além de alguns monastérios. Parei após duas horas, na metade do caminho que faria no dia, para pegar água duma bica e descansar por uns 10 minutos. Depois, foi só subida e descida. Suei um bocado. Algumas pontes pênseis cruzam um rio glacial turquesa lindo. Uma dessas, fica em Phakding, vilarejo badalado onde repousaram os demais trilheiros que largaram comigo. Eu prossegui até Monjo, onde cheguei no final da tarde, 4 horas depois do começo, e um tanto cansado. Fiquei com um quarto com banheiro, chuveiro quente e wi-fi por 500 rúpias, no Monjo Guesthouse. Estava vazio, então só encontrei um senhor francês pra conversar, enquanto esperava a janta vegetariana de "dal bhat", o prato mais típico nepalês, que consiste em arroz, lentilha, curry de vegetais aleatórios e um pedaço de algo salgado. É muito bem-servido, pois se pode repetir (500 rúpias). Após, continuei na sala comum com calefação, ouvindo músicas nepalesas e tomando "raksi", uma bebida alcoólica caseira de arroz e maçã, que o pessoal da pousada me ofereceu. Dia 30 Dormi relativamente bem. Comi uma barra de proteína e parti. Logo fica a entrada do Parque Nacional Sagarmatha. Mais 3 mil rúpias de pagamento. Depois de uma breve descida em Jorsalle, cercada por florestas de coníferas e cachoeiras, começa uma subida violenta até Namche Bazaar. Não há nenhum vilarejo no caminho. Quase 3 horas mais tarde, cheguei cansado da ascensão de 600 metros. Ao menos o tempo até então estava bom, tanto que eu ainda usava roupa de corrida - exceto pelo calçado. Namche Bazaar é a última cidade da trilha. No seu semicírculo de construções cravadas na montanha, há uma infinidade de hospedagens, restaurantes e lojas, onde se encontra de tudo para compra, a um certo preço. Entrei em 3 pousadas até encontrar uma que não estivesse cheia ou que cobrasse até para respirar. Fiquei na Pumori Guesthouse, por 500 rúpias, com banheiro compartilhado, recarga de aparelhos gratuita, bem como a internet. Só o banho é cobrado, mas nesse dia tomei na pia mesmo. Almocei ali uma pizza broto de cogumelo (550 dinheiros) e saí pra reconhecer a área. Só foi eu botar o pé pra fora que começou a chover e não parou mais. Rolou um fenômeno climático incomum também, uma precipitação monstruosa de granizo com neve! Enquanto isso, passei um tempo no bar The Hungry Yak, onde são transmitidos documentários sobre a montanha. Assisti a impressionante primeira ascensão do Everest, no filme "The Wildest Dream". Enquanto isso, tomei uma Nepal Ice, cerveja forte nepalesa, mas que chega aqui num preço salgado: 600 rúpias pelo latão de meio litro. Em seguida, passei por quase todas ruas, pelo Monastério Gomba, e, já escuro, voltei pra hospedagem para jantar. Ao comer meu bife de iaque (750 com acompanhamentos), gostoso mas meio fibroso, conheci um russo que quase chegou ao final da trilha com duas crianças de 8 e 6 anos! Fui dormir sob temperatura negativa, o que se repetiria até o retorno a Namche. Dia 31 Comi um omelete com pão tibetano (sem graça) e parti pra rua, para aproveitar o lindo dia ensolarado que fazia. Para ajudar na aclimatação, subi a íngreme rota que leva ao mirante do Monte Everest, mais de 400 metros acima de Namche. Lá em cima, coincidentemente, encontrei um grupo de trilheiros de Floripa, que estavam sendo guiados por nada menos que Waldemar Niclevicz, o maior montanhista brasileiro! Fiquei um tempo apreciando a vista do vale de Khumbu, por onde eu vim e para onde irei. Também estavam visíveis alguns dos picos mais elevados, como Ama Dablam e Lhotse. Infelizmente o Everest estava coberto por nuvens constantes. A temperatura não estava tão baixa, mas o vento estava de matar, então tive que descer. Visitei o Sherpa Cultural Museum & Mount Everest Documentation Center (250 rúpias). Há um modelo de residência Sherpa com seus utensílios típicos. Também há uma galeria com fotos, equipamentos e jornais a respeito das expedições ao Everest e sobre o povo das montanhas. Almocei lá mesmo um "dal bhat" (600 rúpias). A seguir, conheci o gratuito centro de visitantes do Parque Nacional Sagarmatha, onde fica essa trilha que estou seguindo. No centro há diversas informações a respeito do meio ambiente do parque. No final da tarde, fui em outro bar (Everest Burger & Steakhouse) para assistir outro filme, dessa vez "Everest". Também aproveitei pra provar outro prato típico, o "thukpa", que é uma sopa de macarrão com vegetais (450 rúpias). Jantei "momos" (bolinhos de massa fritos ou cozidos com recheio de vegetais ou carne em formato de meia-lua) em minha acomodação, agora cheia de chineses. Tomei um banho quente (400 rúpias), carreguei meus eletrônicos e fui dormir. Dia 32 Noite boa de sono, sinal da aclimatação funcionando. Café da manhã pago básico. Me livrei de 1 kg de roupa que não usaria adiante, deixando na hospedagem para pegar na volta. Às 9 e meia, comecei a leve subida e o contorno plano do vale de Khumbu, com vista pro Everest, Lhotse e picos vizinhos. Até aí tudo bem, mas quando o caminho desceu num bosque até a altura do rio no povoado de Phunki Thanga, começou uma subida chata de 550 metros em 2,4 km até Tengboche, onde pernoitei. Do final da subida, dá para ver uma morena, que são os detritos deixados por uma geleira que retrocedeu pelo aquecimento global. Já no topo, fica o pequeno povoado, centrado em um monastério interessante, que visitei. Lá reencontrei o grupo de Floripa, e troquei umas ideias com o Waldemar Niclevicz, um cara bem simpático e inspirador. Passei por 3 hospedagens até achar uma boa opção, pois a mais popular estava lotada, a que conta com uma padaria queria cobrar 1000 rúpias, mas a "teahouse" Tashi Delek cobrou 500 e até que era bacana. Para a internet, eu comprei um tal de Everest Link (2500 rúpias), que lhe dá direito a 10 GB em todas as hospedagens do caminho - e daqui pra frente o sinal do celular não pega. Dei um rolê pra passar o dia durante uma leve nevasca, e no final da tarde quando iria jantar em minha acomodação, encontrei um trio de brasileiros (Danniel, Samir e Felipe) descendo a montanha. Passei o resto do dia conversando com eles. Dia 33 Tomei o café junto, e logo nos despedimos, seguindo para lados diferentes. Às 9 e meia, desci um pouco dos 3860 metros até os povoados seguintes, ao redor do rio glacial Imja Khola. Fazia um baita frio, e às vezes o vento castigava. Botei um pano na cara para resolver essa questão. Ao passar Pangboche, que possui o monastério mais antigo da região, comi uma barra de proteína e recarreguei de água em Shomare, o vilarejo onde a maioria dos grupos almoçava. Com a diminuição de oxigênio disponível, meu ritmo de caminhada também decaiu. Outra coisa que decaiu foram as árvores. Ao passar dos 4 mil metros de altitude, só restaram arbustos. Passei por alguns campos só com plantas herbáceas e arbustivas até a bifurcação Pheriche-Dingboche, bem em frente aos restos de rochas brancas de uma geleira não mais visível. Após um esforço final de subida, cheguei 3 horas e 45 minutos depois na entrada de Dingboche, a mais de 4300 metros de elevação. Esse povoado é maior do que eu esperava. Novamente, minha hospedagem pretendida estava lotada, então acabei ficando com a Tashi Delek. Só que ao contrário desse hotel no vilarejo anterior, aqui não havia nem vaso sanitário… Paguei 500 mangos num quartinho duplo. Ainda bem que era duplo, pois precisei dos dois colchões, cobertores e travesseiros. Escolhi um restaurante aleatório para almoçar, e acabei me dando bem, pois os preços do Himalayan Culture Home Lodge, também hotel, são comparáveis com os de Namche Bazaar, um quilômetro abaixo em altitude. Tomei um chá de limão com gengibre e comi "momos" vegetarianos por 580 no total. Posteriormente, caminhei por Dingboche, só pra ver os campos marrons de plantação serem adubados com fezes. Tomei um banho quente no Tashi Delek (500 rúpias) e fiquei relaxando, já que a rua estava fria, com um neblina que impedia a visão de qualquer montanha, além do cheiro da bosta usada na calefação dos interiores já estar forte. Ao sol se pôr, jantei em meu hotel o clássico "dal bhat". Por fim fiquei debaixo das cobertas lendo um pouco em meu Kindle. Dia 34 Depois do café da manhã de pão, ovo e chá, usei meu dia de folga/aclimatação para subir o primeiro pico da viagem, o mais alto da minha vida. Sobre Dingboche, reina o árido Nangkartshang, com 5083 metros. Saí às 9 e meia como usual. O tempo estava bom, com algumas nuvens, mas não se via o cume por causa de uma névoa. A parte inicial é uma estupa, seguida de um mirante, numa altitude ainda não tão elevada. Depois, a inclinação fica severa. Entre rochas, poucas plantas miúdas, musgos e líquens. O vento aumentou a força, mas não incomodou tanto porque batia nas costas protegidas. Mais além, a fadiga muscular começou a bater, mas não pior que a respiração, já que o oxigênio estava bastante escasso. Conforme o gelo surgia no caminho, eu ia quase cambaleando para chegar logo ao topo. Duas horas e 15 depois, finalmente conquistei o cume! Só que meio atordoado pela falta de ar, acabei atirando minha GoPro ladeira abaixo! Ela bateu numa pedra e foi parar num banco de gelo em outro nível. E agora, perder todo registro da viagem ou arriscar minha vida? Ponderei o risco, e desci em direção à câmera, conseguindo recuperá-la. Ufa! Fiquei um tempo em cima tirando fotos, mas a névoa não deu muita trégua, então desci, faminto e sedento. Parei no Café 4410, que permite a recarga gratuita de aparelhos eletrônicos. Pedi um hambúrguer vegetariano, fritas e milk shake por 1200 rúpias. Enquanto aguardava a recarga, reencontrei um grupo de colombianos que havia conhecido no cume. Passei o resto da tarde conversando com eles; foram tão gentis que até me pagaram um lanche. Quem diria que eu comeria torta de maçã num vilarejo remoto desses! À noite, jantei "thukpa" (450 rúpias) no hotel, e relaxei. Dia 35 Café da manhã repetido. Parti para Lobuche. O início é um vale desolado e ventoso, cercado pela montanha que escalei e por outra nevada. Quando chegara o momento de cruzar o Rio Lobuche e começar uma inclinação foda, parei pra um lanche. Acontece que quando fui trocar o cartão de memória da GoPro, que estava cheio, ele se partiu no meio! Perdi a maioria dos vídeos e fotos que havia feito com ela, pois não havia feito backup. Parece que o que ocorreu na montanha no dia anterior foi uma premonição. Que lástima! Meio abatido, subi o caminho pedregoso com o fôlego no limite. Em cima, fica o memorial para os alpinistas mortos no Everest. Há dezenas de monumentos. Logo depois, já é possível ver um campo coberto de gelo. Mais além, fica o pequeno vilarejo de Lobuche. Aqui o preço mínimo é 700 rúpias. Consegui um quarto duplo e banheiro com privada, mas nada de pia (nessa altitude já não há encanamento), no Above the Clouds Lodge. Começou a nevar bastante, então parei na padaria mais alta do mundo para fazer outro lanche (doce+chá=550 rúpias). Em seguida, fui ao ar livre fotografar o cenário lindo que se formou com a neve acumulada. Até passarinhos estavam por lá. Com o tempo, a neve cessou e a névoa dissipou. Com isso, subi um morro para ter uma vista ainda melhor do vilarejo e do Glaciar de Khumbu, do outro lado. Com o fim do dia, o tempo piorou novamente, então voltei pra hospedagem, onde fiquei esperando um tempão pelo jantar, "dal bhat" (800 rúpias). O bom é que o refil tava incluído, então fiquei satisfeito. Banho de lenço umedecido e cama. Dia 36 Levantei mais cedo e tomei o café da manhã (omelete e chá - 750). Em seguida, subi até Gorak Shep, o assentamento mais elevado do mundo (5100 metros). O caminho estava com bastante trânsito e não foi tão fácil quanto pensei, pois há subidas e descidas sobre rochas. Quase na chegada, se vê o Glaciar de Khumbu, o pico Kala Patthar e o acampamento base do Everest. Em Gorak Shep, tive ainda mais dificuldade em achar um lugar pra ficar. Precisei dividir um quarto no Snow Land Highest Inn (500 rúpias pra cada). Deixei minhas coisas e parti pro acampamento base. O caminho é rochoso e passa ao lado da geleira. Entre as atrações, vi um casal da ave terrestre chamada de galo da neve tibetano, além de uma avalanche na montanha do lado oposto da geleira. Parecia um trovão o estrondo. Peguei ainda um tráfego de iaques carregadores. Ao chegar, há um marco com bandeiras onde todo mundo comemora. Mais uma etapa concluída com sucesso. Desci até a parte interior, lotada de barracas, onde os alpinistas ficam até um mês se aclimatando. Pisei no gelo e retornei, já que o tempo começava a piorar. Bati um rango violento quando voltei. O "dal bhat" da hospedagem veio com repetição, então fiquei cheio até a hora de dormir, a ponto de me deixar meio mal. Enquanto tentava fazer a digestão, um pessoal da Venezuela e Espanha sentou ao meu lado. Comecei a falar com eles; acabamos jogando cartas até a hora de se retirar - sem banho novamente, já que aqui custa mil rúpias! Também tive que recarregar o celular por 400 rúpias pra uma hora... Dia 37 Dormi mais ou menos, mesmo usando o saco de dormir pela primeira vez. Às 7 me levantei com leves sintomas de Mal de Altitude, mas isso não me deteve. Fui escalar o monte Kala Patthar. O começo é sobre terra, bem inclinado, cansa bastante. Depois que se contorna essa parte, percebe-se que o cume na verdade é mais distante e alto do que o que parecia ser visto de Gorak Shep. Continuei lentamente, agora sobre neve e rochas. Uma hora e meia depois, cheguei ao topo do ponto mais alto em minha jornada: 5650 metros! A vista do topo é sensacional. Ali fica o melhor mirante do imponente Monte Everest, bem como do Glaciar de Khumbu e diversas outras montanhas altas da região. Havia umas 10 pessoas essa hora no cume. Desci, almocei "momos" e, um pouco depois, segui o caminho de volta. A parte repetida até a bifurcação em Dughla foi meio monótona. De diferente, apenas um grupo que seguia na direção inversa em bicicletas! Quando atravessei o campo de gelo do acampamento base do Lobuche, não cruzei com mais ninguém. O trecho até Dzonghla é meio arriscado, pois segue à beira do precipício na maior parte do tempo. De vista compensa, pois passa em frente à baita montanha Cholatse e seu lago parcialmente congelado. Também vi uns tantos passarinhos. Quase na chegada, ultrapassei novamente o grupo de Cingapura cujo líder Saravanan foi até o EBC usando calçado minimalista. Na terceira tentativa, fiquei hospedado no Himalayan Lodge. Quinhentas rúpias pelo quarto duplo e banheiro com vaso, mas nada de pia. No mesmo lugar, ficaram os singapurenses e o espanhol Claudi, que eu havia conhecido em Gorak Shep. Jantei uma macarronada e passei o resto do tempo conversando com ambos. Todos foram dormir cedo para a travessia do dia seguinte. Dia 38 Pelas 5 da madruga os demais já estavam tomando café da manhã, enquanto eu pedi meu omelete e chá pras 6 e meia. Na primeira longuíssima subida, já passei um dos grupos. Tanto no dia anterior quanto nesse, alguns conhecidos tiveram que desistir da trilha pelos sintomas do Mal de Altitude. Um deles precisou até mesmo ser levado de helicóptero de volta. Estava com receio que tivesse que fazer essa travessia perigosa sozinho, já que a maioria vai cedo, mas acabei encontrando gente suficiente. Já cansou bastante a primeira elevação, que culminou em uma escalada entre rochas e neve. A paisagem, bem como as seguintes, fez valer a pena o esforço. O passo seguinte foi mais técnico do que cansativo - atravessar uma parede de neve sem proteção alguma contra o abismo que se seguia. Dei graças que Claudi me emprestou cravos para o tênis (crampons) na noite anterior, pois sem eles eu teria chance de despencar nessa etapa ou na seguinte. Passado o trecho sujeito a avalanches a nada menos que 5420 metros de altitude, veio a descida nesse meio escorregadio. Venci, chegando no vale seguinte, uma tundra alpina. Nova subida, seguida de nova descida, mais fáceis dessa vez. Por fim, seguindo o riacho originado numa dessas geleiras, cheguei no pequeno Dragnag, composto apenas de uns 7 alojamentos e nada mais. Desesperado por um banho, usei o próprio riacho para satisfazer meu desejo. Como eu estava aquecido da longa trilha de 6 horas, a temperatura não foi um grande problema. Aproveitei para lavar minhas roupas suadas também. Fiquei hospedado no Khumbi-la Hotel (500 rúpias). Tão básico quanto os demais. Almocei tardiamente "momos" fritos de batata (650 rúpias), botei minha GoPro para carregar (350 rúpias), e passei o resto da tarde entre conversas com os colegas e à toa. Jantei sopa, li um pouco e capotei. Antes, pedi quanto custava 1 mísero rolo de papel higiênico, já que o meu havia acabado: 550 contos! Dessa forma, peguei os guardanapos da sala de jantar pra resolver o problema... Dia 39 Comi e vazei em direção a Gokyo. O caminho é sobre a morena da maior geleira do Himalaia, a Ngozumpa, com 36 km! A caminhada dentro da geleira segue em ziguezague pra cima e pra baixo entre pedaços de rochas soltas, manchas de gelo e laguinhos congelados. Com uma subida final, chega-se a Gokyo. Meu corpo estava tão cansado que levei mais de duas horas para essa travessia, quando deveria levar menos. O povoado de Gokyo é único entre os da rota do trekking, pois fica na beira de um lago semicongelado lindo, cheio de aves e com montanhas nevadas próximas. Deixei minha mochila na Fitzroy Inn. São 500 rúpias, sendo que o banheiro possui vaso e pia, e o quarto é um pouco melhor. Comecei então a ascensão da última montanha da rota, a Gokyo Ri, com 5360 metros. Devido a meu estado precário, fui subindo a passos de tartaruga. Essa montanha é inclinada demais, pois possui 600 metros acima do lago, onde inicia. A paisagem do meio do caminho é sensacional, mas conforme eu subia o tempo ia fechando, pois já era o começo da tarde. De fato, fui o último a subir. Uma hora e 45 minutos depois, usando somente a força de vontade, cheguei ao cume. Lá em cima estavam uma argentina e meu colega Claudi. Descemos e fomos tomar um chá e conversar. Em seguida, jantei "dal bhat" em meu alojamento, com vista para o lago. Não estava me sentindo muito bem do estômago essa hora. Carreguei o celular (300 rúpias), comprei um rolo de papel higiênico (250 rúpias), um pão doce grande (600 rúpias), li um pouco e fui dormir cedo. Dia 40 Acordei com dor de garganta - também, todo esse tempo respirando ar frio e seco pela boca, só poderia acabar assim. Gastei minha última rúpia no check-out, mas pelo menos ganhei uns chocolates de brinde. Esse foi o dia mais longo de caminhada, pois tive que percorrer 24 km até Namche Bazaar. Ainda bem que em sua maioria, o trecho foi de descida. O começo foi passado ao lado dos lagos cênicos de Gokyo. Depois, acompanhando o rio glacial. Passei por alguns vilarejos, descansando, me hidratando e consumindo meus alimentos energéticos a cada cerca de 2 horas, sempre à beira de algum riacho. Encontrei meu colega Claudi nesse caminho, mas ele ficou em Dole, metade do trajeto que eu percorreria. Além desse povoado, as florestas começaram a ressurgir. Junto delas, uma parte lotada de cachoeiras. Já estava cansado, quando em frente a Phortse, uma elevação grande surgiu. Subi a passos lentos. Dali em diante, acelerei o possível no terreno irregular, quase torcendo meu tornozelo algumas vezes. Quase solitário, cheguei à bifurcação em Sanasa, quando entrei na trilha que já havia percorrido no quarto dia. Exausto, com dor nas costas, cheguei em Namche Bazaar às 16 horas, exatamente 8 horas depois de iniciar. Saquei dinheiro e fui pra hospedagem onde havia deixado uma pilha de roupas, a Pumori Guesthouse. Morrendo de fome, devorei uma macarronada (550 rúpias) enquanto carregava meus dispositivos. Por fim, apaguei. Dia 41 Acordei pior do que no dia anterior, dessa vez à dor de garganta, somou-se um resfriado. Não tive escolha; comi um omelete de queijo e tomate (400 rúpias) e vazei. O percurso inicial é de pura descida, mas isso não quer dizer que tenha sido rápido, já que há trânsito e o terreno é irregular. Em sequência, descidas e subidas intermináveis, enquanto atravessava de um lado do rio pro outro nas pontes pênseis. E o corpo reclamando. Mais além, passei pela vila de Phakding. Dali pra frente, foi o maior sofrimento: dor nas costas, nos ombros e nos pés. Eu ia cada vez mais devagar. O trecho final, majoritariamente de subida, foi um martírio, mas 6 horas e meia depois, cheguei ao portal de Lukla. Finalmente, 150 km de trilhas depois do começo, missão cumprida! Comemorei e fui pra alguma hospedagem, no caso a Alpine Lodge (500 rúpias). Tomei um banho (250 rúpias) e me joguei na cama, imprestável. Jantei outra macarronada e fui dormir. Dia 42 Comi uma panqueca com mel de manhã (400 rúpias) e fui cedo pro aeroporto. Precisei chegar lá às 7 e meia, mas não embarquei antes das 11… Me livrei dum dos aeroportos mais perigosos do mundo, descendo em Catmandu. Por 900 rúpias, tomei um táxi até o lar Laughing Buddha Home & Villa (5 dólares cada noite). No caminho pude constatar que o trânsito de Catmandu é do nível das cidades grandes indianas. E bem empoeirada. Desci pra conhecer as atrações recomendadas pela anfitriã, a começar pelo almoço na Army Canteen, lugar onde o exército vem rangar. Como o menu é em nepali, precisei apontar para o que havia na bancada: escolhi feijão, batata e cebola. Na hora de pagar a conta, fiquei de queixo caído… 50 rúpias (R$1,75)! O almoço mais barato da minha vida! Para a sobremesa, fui na padaria Best Choice. Realmente a melhor escolha, pois comi deliciosos doces a partir de 25 rúpias! Até levei uns pro café da manhã. Em seguida, entrei no museu de história natural (100 rúpias). É basicamente o depósito da seção biológica de uma universidade, contando centenas de animais empalhados, insetos, plantas e outros seres viventes no Nepal, com breves descrições. Prosseguindo, o templo do macaco (Swayambhunath). É um templo budista tibetano com algumas estupas, relíquias e muitos macacos sagrados. Entrei pela escadaria de acesso gratuito que os turistas desconhecem. Lá em cima há vendas de souvenires, mirante pra cidade toda e, na mata ao redor, bastante vida. Ao descer, mesmo sem muita fome, parei pra jantar no Chuden Shelzey. Optei por um "chowmein" de frango (120 rúpias). Para minha surpresa, um grupo de monges budistas estava ali jogando videogame! Retornei à tranquila hospedagem, onde fiquei à noite. Dia 43 Comecei o longo dia ingerindo meus doces da padaria. À continuação, pedi para que me chamassem um moto-táxi via Pathao, aplicativo tipo Uber. Até Bauddhanath custou apenas 170 rúpias. Já para a entrada desse Patrimônio da Humanidade, 400. Há uma grande estupa central, reconstruída após o terremoto de 2015, cercada de monastérios, templos, relíquias e lojas meio superfaturadas. Ao deixar o complexo budista que é o principal da capital, tomei um ônibus de 25 rúpias até Ratna Park, onde ficam as estações dos coletivos. Não quis pagar para entrar no parque, pois não me pareceu interessante, então segui até Ason, um bairro antigo central onde se vende de tudo a preços em conta. Aqui tentaram me aplicar o golpe do jovem aprendiz de inglês que quer treinar o idioma e o leva a um templo para benzê-lo e depois a uma loja de pinturas que só está aberta no dia do festival fictício que ocorria justamente naquele dia - não tiraram uma rúpia de mim. Almocei num muquifo um prato de "chowmein" vegetariano por somente 80 rúpias. Pensei em entrar na tradicional praça Durbar em seguida, mas o estado dos edifícios pós-terremoto e a exigência de que estrangeiros pagassem mil rúpias enquanto os nativos não pagavam nada, me fez mudar o rumo. Com o preço tão barato da comida, acabei tomando um caldo de cana por 30 rúpias e depois um "lassi" de banana por 100. Rapidamente adentrei o jardim Garden of Dreams, que cobra 200 pratas, mas é pequeno. Dessa forma, me embrenhei nas ruas apertadas e lotadas de comerciantes e turistas de Thamel. Procurava alguns equipamentos eletrônicos e pra trilhas, mas não encontrei nada de qualidade, já que aqui é quase tudo pirateado. Tomei um sorvete de Ferrero, que não era de Ferrero, e comprei em Ason dois souvenires (roda mani - 1500 rúpias e placa Namastê - 400). Me encontrei com Danniel, um dos brasileiros gente boa que conheci no caminho do Everest. Batemos um papo bom e tomamos um balde da cerveja artesanal Sherpa Red no bar Phat Khat. Depois jantamos "kebab" (225 cada) e eu peguei um táxi pra voltar à hospedagem (600 rúpias). Antes de dormir, conversei um pouco com o pessoal que se encontrava no Laughing Buddha. Dia 44 Acordei com os cães latindo e pessoas falando. Fui em direção aos museus, parando para ter um café da manhã no Vajra Café, já que o Chuden Shelzey não tinha nem ovo e nem vitamina naquela manhã. Acontece que esse café deixa bastante a desejar em comparação com a padaria de 2 dias atrás, além de estar cheio de moscas… Para meu desgosto, hoje era feriado do dia do trabalhador, então tanto o Military Museum quanto o National Museum estavam fechados! Não queria ir até a distante Bhaktapur, então caminhei até uma avenida onde pude pegar um ônibus à região central. Em Ason, fui às compras: relógio minimalista à prova d'água (3000 NPR=rúpias), carteira minimalista (375 NPR), boné minimalista c/ pescoceira (1000 NPR). Como os restaurantes turísticos de Thamel são meio caros, almocei numa birosca chamada Ravi Panipuri Chaat Shop. Fiquei com um tal de "papadi chaat" 70 NPR + "chicken egg roll" 100 NPR + Fanta amarela 40 NPR. Há uma infinidade de casas de câmbio em Thamel, mas como as raras que possuíam rial do Catar não tinham cotação boa, troquei o resto das minhas rúpias pelo famoso livro Into Thin Air na livraria Tibet Book Store (700 NPR). Enquanto procurava um transporte barato para retornar ao alojamento, tomei um suco de abacaxi grande (200 NPR). Depois, embarquei numa van (20 NPR). Me despedi e embarquei no voo da Nepal Airlines com destino a Doha. Havia lido que essa companhia era uma das piores do mundo, então fui sem expectativas, mas me surpreendi: avião grande e novo, entretenimento de bordo e alimentação decente - talvez eu tenha tido uma baita sorte, ou a companhia realmente melhorou. Dia 45 Com um pouco de atraso, desembarquei. A imigração sem visto foi ridiculamente rápida. Saquei dinheiro (1 rial do Catar = 1,07 reais), chamei um Uber até a hospedagem da vez (24 rials). O albergue Q Hostel, localizado num condomínio de casas de alto padrão, refrigerado, me custou 180 rials por 3 noites. Todos meus colegas de quarto eram de países islâmicos. Ao acordar, chamei um Uber pra me levar ao museu nacional (13 rials). A entrada individual custa 50 rials, mas o passe para 3 museus é 100, então o comprei no cartão de crédito. O Qatar National Museum já impressiona no exterior, inspirado na rosa do deserto. Por dentro, ainda mais. Com tecnologia de ponta, conta sobre a biodiversidade do país, bem como sua história, do passado remoto, passando pela conquista árabe, a era de ouro da coleta de pérolas e a atual do petróleo, que superdesenvolveu o Catar. Fiquei mais de 3 horas aqui. Almocei "chicken biryani" no Al Jazeera Kabab, bem em frente ao museu, por 12 rials. Há um ônibus gratuito rosa que passa uma vez a cada hora e leva aos dois outros museus. Peguei ele e desci no de arte islâmica. A construção é bem bacana também, mas por dentro não há tanto conteúdo. As obras de arte de várias localidades islâmicas são belas, mas nada excepcionais. Esperava um pouco mais. Uma hora depois, fui pro Mathaf, de arte moderna, que fica afastado dos demais. No caminho, pude notar as obras de infraestrutura e lazer pra Copa do Mundo de 2022. Havia apenas mais duas visitantes além de mim. Não consegui ficar nem uma hora vendo essas coisas estranhas que chamam de arte. Peguei o transporte de volta e fui passear pela Corniche, a avenida beira-mar. Ainda fazia calor pelas 5 e pouco, mas o sol já estava baixo no horizonte. Atravessei metade do semicírculo a lentos passos, admirando a arquitetura dos arranha-céus, que, assim como o resto da cidade, perdem pouco para Dubai. Tomei um "smoothie" meio caro de 25 rials no Costa Café, e segui por entre os prédios, que agora estavam com iluminação noturna variada. Entrei no shopping center City Center pra jantar (no Subway mesmo - 29 rials no Sabrina de 30 cm) e comprar mantimentos no completíssimo Carrefour, que só não tem cerveja com álcool. Gostei do preço do kiwi, 2,75 o kg. Voltei de ônibus #76 até o terminal de Al-Ghanim, onde pegaria outro busão até próximo da minha hospedagem. Um cartão para 2 viagens na cidade custa 10 rials e pode ser comprado com o próprio motorista. Pegaria, pois quando cheguei lá quase às 23h, já não havia mais linhas disponíveis para onde eu iria. Como não consegui sinal para chamar um Uber, convenci um táxi a aceitar a corrida por 15 rials. Dia 46 Como fui dormir tarde, acordei assim também. Tomei meu café da manhã de brownie + suco natural + frutas e tomei um Uber à estação de ônibus (12 rials). Chegando lá, fiquei sabendo que para embarcar no ônibus para fora de Doha, precisaria de um cartão ilimitado para 24 horas, ao custo de 20 rials. Então aproveitei para dar um rolê bom. Primeiro desci em Al Wakra. Como era o dia sagrado do islã, os "souqs" (mercados antigos) estavam fechados. Com isso, dei uma conferida na praia de água turquesa. Almocei logo no Alfanar Restaurant Yemeni Food, onde pedi um tal de "mandi chicken" por 25 rials, mesmo sem saber o que era - mas gostei. Caminhei mais um pouco e retornei à avenida, onde há uma estátua de ostra, uma mesquita bonita e um forte fechado ao público. A intenção era continuar pro sul até Mesaieed, mas eu acabei indo parar no ponto errado e só percebi quando o ônibus de volta estava passando, então decidi retornar ao centro. Fui então ao Souq Waqif, onde ficam as lojas tradicionais. Tentei comprar um souvenir decente, mas os feitos no Catar são caros demais. Ali também ocorria a feira internacional de tâmaras. Entrei e saí, pois eu nem gosto dessa fruta típica de países desérticos. Essa área revitalizada é a mais antiga da cidade. Visitei os museus Msheireb, que contam um pouco dessa história. Gratuitos, são 4 casarios antigos que também falam da escravidão na região e o desenvolvimento com a descoberta do petróleo. Fiquei algumas horas em seus interiores. Quando saí, já era noite. Fui à orla, um tanto escura, para admirar os arranha-céus coloridos do outro lado da baía. Ao retornar, parei num dos restaurantes/lanchonetes baratos ao lado da estação de ônibus para jantar. Comi um "biryani" de frango por somente 10 pilas no Taxi Land Restaurant. Depois, voltei à acomodação de ônibus. Doha tem um problema sério de trânsito no centro, mesmo a altas horas. Dia 47 Acordei uma vez às 4 e meia com o anúncio de Allah nos alto-falantes da mesquita mais próxima. Voltei a dormir. Fiz o check-out e deixei minha mochila na recepção enquanto passeava. Fui até a rodoviária, comprei outro cartão ilimitado e com o #104A através do deserto até Dukhan, o princípio da exploração petrolífera no país. O baita ônibus confortável é uma mudança e tanto pra caminhonete que levava os operários na caçamba. Em Zekreet, há umas formações geológicas tabulares interessantes. Pena eu não haver meio de explorá-las. Duas horas e meia depois, o ônibus parou na entrada de Dukhan, ao lado de uma refinaria. Almocei pizza na Domino's (29 rials pelo combo) enquanto aguardava o ônibus de retorno. Ao retornar, parei no Mall of Qatar, um shopping grandão e ligado à linha de metrô quase pronta. Aproveitei para a assistir o lançamento dos Vingadores. Acreditam que o ingresso mais barato pro cinema era de 45 reais o inteiro? Voltei com os ônibus. À noite, fui até o aeroporto, onde aguardei um bocado de horas até o voo das 4:40 com a IndiGo até Mumbai. Dia 48 Desembarquei sonolento, passei a imigração e peguei um Uber (180 rúpias) até a cápsula bacana onde eu passaria o dia, no Hotel Astropods Airport, por mil rúpias. De volta ao aeroporto, lanchei e embarquei na Air China para Pequim. Dia 49 Depois de umas 5 horas em voo, passei o resto do dia no aeroporto da capital chinesa, entre cochilos e eletrônicos. A comida é meio cara e há poucas opções de refeição, então fiquei à base de KFC e Costa Café. Dia 50 Na madrugada seguinte, fui com a mesma companhia para Frankfurt, onde desci para dar uma volta na cidade. Comprei um passe diário ilimitado pro transporte público (9,65 euros) e peguei o trem até a estação central. Como já conhecia a cidade, não mirei exatamente os pontos turísticos. Caminhei aleatoriamente, mas parei para fotografar a arquitetônica Römerplatz. Aproveitei o dia para ingerir algumas das delícias culinárias europeias, como queijos, cerveja, bagas e salsichão - a maioria comprado em supermercados. Fiz compras também: eletrônicos na Saturn, chocolates e outras comidas nos supermercados econômicos Penny e Aldi, e roupas na Primark. Final da tarde retornei e aguardei o bom voo da Lufthansa, que, junto com o trecho final da Gol até Floripa, concluiu a viagem, 3 dias depois!
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  4. Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo) Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5] Capítulo 3: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5] Capítulo 4: Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7] Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7] Capítulo 6: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8] Capítulo 7: Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz. [Pag. 9] Capítulo 8: Os encantos de Nusa Lembongan. [Pag. 9] Capítulo 9: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta! [Pag. 9] Capítulo 10: Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. [Pag. 10] Capítulo 11: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore. [Pag. 11] Capítulo 12: O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida! [Pag. 11] Capítulo 13: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands. [Pag. 13] Capítulo 14: Chinatown, Gardens by the Bay e Singapore Flyer. [Pag. 13] Capítulo 15: (continua...) Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo? Então segue lá no instagram @queridopassaporte Faaala, meu povo! Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira. Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí. Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: Agradecimentos Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes: Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre. Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando. Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral. A viagem Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS! O Roteiro O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente. Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”). O roteiro ficou assim: 11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD) 13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK) 14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS) Indonésia (Bali) 15/10/17: Uluwatu 16/10/17: Ubud 17/10/17: Ubud 18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan 19/10/17: Nusa Penida 20/10/17: Nusa Penida 21/10/17: Nusa Penida 22/10/17: Nusa Penida x Kuta 23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN) Singapura 24/10/17: Singapura 25/10/17: Singapura 26/10/17: Singapura 27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK) Tailândia 28/10/17: Bangkok 29/10/17: Bangkok 30/10/17: Bangkok 31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX) 01/11/17: Chiang Mai 02/11/17: Chiang Mai 03/11/17: Chiang Mai 04/11/17: Chiang Mai 05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV) 06/11/17: Railay Beach 07/11/17: Railay Beach 08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi 09/11/17: Koh Phi Phi 10/11/17: Koh Phi Phi 11/11/17: Koh Phi Phi 12/11/17: Koh Phi Phi 13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK) 14/11/17: Bangkok 15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX) Quando ir? Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções). Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa. Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata. Indonésia (Bali) De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis. Singapura Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio. Tailândia Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro. O que levar? O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um. Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo. Equipamentos Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena. De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7). Câmera Nikon Dx D5300 Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6 Lente Nikkor 35mm f/1.8 Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6 Tripé 60-170cm GoPro HERO5 Black GoPro Dome 6’’ Spray repelente de água Bastão GoPro 3 Way Bastão Flutuador GoPro Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro Maleta de acessórios GoPro Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB Adaptador de tomadas Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha Precisa de visto? Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país. Indonésia O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias. Singapura Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”. Tailândia Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias. Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão. Documentos Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como: Cartões de embarque: Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais. Comprovantes, ingressos, reservas, etc: Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora). Certificado do Seguro Viagem: Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem. Cartão Internacional de Vacina (ANVISA): É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional. Nota fiscal dos equipamentos fotográficos: Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram. Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem: Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países. Como levar o dinheiro? Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado. Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado. Finalizando... Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc. Então, até breve! Próximo capítulo: Do sonho até lá.
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  5. Tudo começou numa linda manhã de sol do dia 29 de setembro de 1986... Nasci ! E no meu DNA veio escrito o seguinte código genético EBC (confesso que, biologicamente falando, não sei se faz sentido, achava as aulas de biologia enfadonhas). Para quem não sabe, EBC, é como o Acampamento Base do Everest é conhecido pelos íntimos. Que ainda não é meu caso, mas em breve será. Diferente de todos os relatos de viagem que fiz até o momento, resolvi começar esse previamente, 33 dias antes da partida pra ser precisa. Pq? Quando descobrir conto! Mas suponha que seja a ansiedade, talvez seja uma forma de já está viajando e de acalentar a alma. Imaginava que essa viagem só fosse ocorrer após 2020, contudo, viagens sempre são um ótimo incentivo para entrar em forma, seja para se exibir nas belas praias da Tailândia ou para não passar vergonha durante um trekking pelo Himaláia. E eu precisava urgentemente entrar em forma, não que eu não tivesse uma forma definida, mas barril não é minha predileta. Então dei uma antecipada nos planos. Em janeiro de 2018 dei o ponta pé inicial (clichêzona ), comecei com os treinos e em paralelo as buscas superficiais. Encontrei logo de cara o site da agência Morgado Expedições, engoli as dicas e informações contidas nele com a ferocidade de papagaio. Contudo o preço desanimava! Sabia que seria a melhor opção para mim, já que Morgado é um guia renomado, além disso, o público alvo da agência são os brasileiros, o que facilitaria muito minha vida já que não falo inglês. Ehhh pessoal, não falo nem entendo. Mas isso nunca me impediu de viajar, na verdade isso torna a viagem até mais interessante (para os outros rs não para mim, que se acabam de rir com algumas situações inusitadas que acabei relatado nas redes sociais). Melhor época do ano? Confesso que me baseei nas datas do Morgado. Meu plano era, passear serelepe e pimpona pelas ruas de Carmandu, me esbarrar “acidentalmente” no grupo de brasileiros conduzido por ele. Mostrar toda minha simpatia e ser convidada a me juntar ao grupo por um preço acessível ao meu bolso. Mas para aqueles que não se baseiam em algo tão louco, informo que a primavera (março e abril) e o outono (outubro e novembro) são as melhores escolhas, já que a visibilidade é boa e a temperatura tb (na medida do possível, podendo chegar a -12°C). Compra das passagens Gosto de comprar as passagens aéreas logo, isso me dá a sensação de inalterabilidade. Claro que sei que isso não passa de uma sensação, são vários os fatores envolvidos que podem jogar nossos planos no lixo. Percebi que os vôos direto para Catmandu estavam absurdamente caros, então coloquei alguns alertas de preço no Google Flight tanto para Catmandu quanto para Delhi. Esperei pacientemente uma oportunidade e ela surgiu em junho. O preço não era perfeito, mas não quis arriscar esperar mais. Ainda era possível fazer um stopover nos Emirados Árabes Unidos. Não pensei duas vezes, comprei! Aproveitei a deixa e comprei as passagens de ida e volta Delhi x Catmandu e Salvador x Guarulhos. Alguns custos: Passagens Salvador x GRU (ida e volta + bagagens): 684,72 BRL Passagens Emirates GRU x Dubai x Delhi (ida e volta): 4.136,79 BRL Passagem Jet Airway Delhi x Catmandu: 74 USD Passagem Nepal Airline Catmandu Delhi: 348,29 BRL Mala Gosto de arrumar as malas, é tipo um hobby. Então comecei bem cedo dessa vez. Peguei a lista disponível no site da Morgado Expedições através desse link https://www.morgadoexpedicoes.com.br/trek-ao-everest/lista-de-equipamentos e usei como base para as compras. Boa parte das coisas eu já havia adquirido durante o trekking do Monte Roraima na Venezuela, reduzindo um pouco meu custo com as compras. Dei um pouco mais de atenção para as botas e não economizei com elas. Por sorte, achei um anúncio no Mercado Livre, cujo vendedor tinha o último par de uma bota Salomon, no modelo e tamanho que eu precisava e com o preço 20% abaixo das lojas brasileiras especializadas em produtos para trekking. Comprei com bastante antecedência, para poder amaciá-las. Aqui vão algumas fotos das malas já prontas, kkkkkkk já estão assim a mais de 5 meses, vou fazendo simulações de como arrumar e do que é possível retirar ou colocar. Dividi em 4 categorias: Vestuário: - 3 calças de trekking (Decathlon) - 1 Calça de moleton para dormir(Centauro) - 2 calças segunda pele (Decathlon) - 1 bermuda (Decathlon) - casaco pele de ganso (Decathlon) - 1 casaco moleton (made in China) - 2 casacos fleece (Decathlon) - 2 blusas segunda pele (Decathlon) - 5 blusas dry fit - 9 calcinhas - 1 par de botas impermeáveis (Mercado Livre) - 2 bandanas tubulares (Decathlon) - 1 Gorro (Decathlon) - 3 pares de luvas de diferentes materiais (Decathlon) - 6 pares de meias ( Decathlon, Pé na Trilha) - 5 Tops *Além do que pode ser visto na foto, levarei: sandália, chinelo, tênis, par de bastões de caminhada e cachecol. Percebam que não existe nenhum casado pesado na lista, isso pq a empresa que contratei fornecerá tanto o casaco quanto o saco de dormir apropriados para essa atividade. Higiene: - 1 necessaire - lenços umedecidos (também conhecidos como duchas) - lenços de papel - 40 pastilhas de Clorin (para purificar a água durante a trilha) - sabonete líquido - hidratante - shampoo - condicionador - cotonete e algodão - repelente - protetor solar - desodorante - enxágue bucal - creme dental - micropore (para minimizar as bolhas nos pés) - creme de pentear - escova de dente - pente - sabonete - suvacador - espelho - álcool - perfume *Além do que pode ser visto na foto, levarei: minâncora (para o chulé) Variedade: - 2 garrafas de 1 litro cada - caderninho e caneta para anotações - kindle - carregador portátil de 20.000mA - passaporte - adaptador universal de tomada - benjamim - balança - lente - pasta com documentos (reservas de vôos, agências, hospedagem, visto, seguro, contratos, etc) - bastão Gopro - fone de ouvido - 2 carregadores - óculos - cadeado - Gopro - relógio - lanterna de cabeça - acessório gopro - cabos - pilhas extras para lanterna - estojo para eletrônicos - pochete - saco impermeável - tapa olhos - kit costura - almofada inflável de pescoço - kit de primeiros socorros - mochila Curtlo de 63 litros (porter) - mochila Nautika de 40l (ataque) -mochila Curtlo de 17l (passeios) Esqueci de apresentar o mocinho aí do lado. Esse é o Grelhado, meu fiel companheiro de viagens. obs.: A quarta categoria está ainda em construção, será a de medicamentos. Na segunda semana do mês de fevereiro marcarei uma consulta médica para ver o que de fato levarei. Vistos Nepal: o visto de turista para o Nepal pode ser obtido no momento da chegada no aeroporto internacional de Catmandu. Bastando para isso o passaporte com validade mínima de 6 meses e pelo menos uma página em branco. Pagamento da taxa que varia de acordo com o tempo de permanência no país e permite entradas múltiplas. Preenchimento de formulário específico. Além de 1 foto 3x4. Índia: permite que o visto seja tirado eletronicamente (e-visa). Basta entrar nesse site https://indianvisaonline.gov.in/ e seguir as instruções desse outro aqui https://casalwanderlust.com.br/como-solicitar-o-visto-para-a-india-atraves-da-internet-passo-a-passo/ , escrito pela Camila e que está bastante didático! Já reserve uma foto com fundo branco e uma cópia do passaporte em PDF. Emirados Árabes Unidos: Desde 2018 não há mais exigência de visto de turista para brasileiros. Alguns Custos: Visto Nepal: 15 dias / 25 USD – 30 dias / 40 USD – 90 dias / 100 USD Visto Índia: 60 dias / 82 USD Seguro Não estamos falando de qq viagem de “fundo de quintal” né galera? Logo, o seguro precisa estar à altura da façanha. Lendo bastante, percebi que a melhor opção nesse caso seria fazer o seguro da world Nomads, na modalidade Explorer que cobre resgate de helicóptero. Infelizmente só aceitam pagamento a vista! Alguns Custos: Seguro viagem (33 dias): 640 BRL Certificado Internacional de vacinação Alguns países exigem de seus visitantes um certificado internacional que comprove a vacinação contra a febre amarela. É o caso do Nepal e da Índia. Facílimo a obtenção. Basta se dirigir a uma unidade da Anvisa, após tomar a vacina e preencher um pré cadastro no site https://viajante.anvisa.gov.br , levando consigo a cartão nacional de vacinação e documento pessoal. Ahh, a boa notícia é que isso pode ser feito online também. Dá uma googlada pra saber mais!
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  6. Apesar de já termos feitos diversas viagens de carro para alguns países da América do Sul, nunca postei relato por falta de tempo...essa viagem foi feita na metade de setembro de 2019, já faz algum tempo, mas como ela tem um roteiro diferente dos relatos que já li por aqui e teve algumas particularidades, resolvi postar mesmo assim. Espero que no futuro quando as coisas voltarem pelo menos um pouco ao normal, possa servir de alguma ajuda aos futuros viajantes! Viajantes: eu e o maridão. Dias de viagem: 10 Carro utilizado: Sandero 1.6 Roteiro: o roteiro original era para ter sido: 1º dia Aviá Teraí, 2º dia Humahuaca, 3º e 4º dia Uyuni, 5º dia Salta, 6º dia Cafayate, 7º dia Villa Unión, 8º dia Córdoba, 9º e 10º dia retorno. Porém, tivemos que fazer uma mudança, pelo motivo que relato abaixo, e no fim passamos o 3º dia em Sucre na Bolívia. Documentos que levamos: Passaporte, carta verde, leis de trânsito da Bolívia e Argentina, certificado de vacinação internacional, PID (documentos que levo em uma pasta organizadora sanfonada para agilizar caso precise de algum). Equipamentos que levamos: 2 triângulos e extintor de incêndio (obrigatórios), colete amarelo, cambão, kit primeiros socorros (não são obrigatórios, mas já viajamos diversas vezes pela Argentina e parados muitas vezes, nunca pagamos propina, multa...enfim, mas já pediram tudo o que é tipo de utensílio e documento, o cambão e o colete são itens baratos e não totalmente inúteis, vale a pena ter e não ter que pagar sabe-se lá quanto para os policiais e não se incomodar. Realmente pelas nossas experiências e pelo que li, os únicos lugares que ainda fazem esse tipo de abordagem é em Pampa de Los Guanacos, San Jaime de La Frontera e em Chajarí. Nas outras regiões da Argentina os policiais são inclusive bem simpáticos. Ajuda ligar o pisca alerta quando avistar um, reduzir a velocidade, baixar os vidros e saber o destino, eles costumam perguntar isso sempre. Nunca precisei usar, mas além das leis de trânsito levo o reporte de incidentes, que já foi citado neste post Não colocarei os gastos reais porque na época eu não anotei. Preço do combustível na Argentina dá para ver nesse site: https://preciosensurtidor.minem.gob.ar/index/mapa-busqueda-v2 A gente costuma fazer uma quilometragem bem alta por dia. Para isso, sempre saímos da hospedagem antes das 6h da manhã, é muito mais tranquilo dirigir pela manhã, o movimento é bem menor. Também costumamos fazer sanduíches de almoço, além da economia de dinheiro, a economia de tempo é enorme, em muitos lugares a distância entre postos de gasolina ou qualquer tipo de civilização é grande, às vezes não é tão simples achar um lugar que venda comida. Para fazer o roteiro sempre faço uma pesquisa das condições da estrada, preços da gasolina, pedágio, reservo todos as hospedagens com antecedência, localização de mercados e restaurantes, baixo mapas off-line pelo google maps, vejo se é feriado onde vamos estar, preço e horários das atrações que queremos ver, enfim, passo um bom tempo pesquisando porque como normalmente não temos muito tempo disponível para a viagem, é importante que a viagem seja, pelo menos quase, igual ao roteiro, pois assim conseguimos ver muito mais coisa. Ginkgo biloba: Quando fomos até Santiago do Chile de carro em outra viagem, fomos conhecer o Parque Aconcágua, que está a 3 mil metros de altitude, primeira viagem num lugar com altitude, e sentimos seu efeito, ficamos com dor de cabeça, sonolentos, nada que não deu para administrar, mas sentimos sim. Depois, ao planejar nossa viagem para o Atacama em 2018, fiquei com medo que passássemos realmente mal, pois só o Paso de Jama fica a 4.200 metros de altitude. Li em alguns lugares que o Gingko ajudava, também li que não adiantava nada, mas resolvi testar igual. Um mês antes da viagem começamos a tomar uma cápsula por dia (120mg) e realmente para nós funcionou, o único efeito que sentimos foi a falta de ar, que em relação a isso não tem o que fazer...de resto ficamos super bem em todos os passeios que fomos. Quando fomos em setembro para a Bolívia fizemos o mesmo “tratamento”, e novamente não sentimos nada. Enfim, recomendo. Dia 1, 12/09 Chapecó - Aviá teraí (hotel Las Curiosas): 13h30min, 1052km. Primeiro dia de viagem, passamos pela aduana de Dionísio Cerqueira. Uma dica que quem mora na região sabe, dependendo de onde vocês vão estar, o google maps indica ir até São Miguel do Oeste e entrar a direita passando por São José do Cedro, em Km realmente é menos, porém, em São José do Cedro a estrada está no pior estado possível, além de ter muito movimento de caminhões. A melhor opção é ir por Modelo, Campo Erê, Flor da Serra do Sul até Dionísio. A estrada não é a melhor do mundo, mas o pior trecho não chega nem perto do de São José do Cedro e o movimento é bem menor, leva bem menos tempo. Antes de passar a aduana abastecemos em Dionísio Cerqueira. A Aduana é tranquila, a única coisa que eles pedem é o destino e uma hospedagem de referência (normalmente eu imprimo o papel da reserva e entrego para eles conferirem). Em relação a revista, até hoje só pediram para abrir o porta malas e alguma bagagem. Até Aviá Teraí a estrada está em ótimas condições, a única observação é que depois de Eldorado até Posadas a polícia está fazendo fiscalização com radar, se avistar um furgão preto parado ao lado da ruta já pode desconfiar, pois eles ficam dentro desses furgões com os radares na mão. De resto a maioria da estrada é uma reta interminável, com várias capelinhas do Gauchito Gil, um santo local, até chegar no hotel Las Curiosas. É um bom hotel, bem simples, que atende o básico, tem banheiro privativo, Wi-fi, TV a cabo, ar condicionado, estacionamento e café da manhã (que nunca experimentamos porque sempre saímos cedo). Possui um restaurante também. Dia 2, 13/09 Dia de passarmos por mais retas intermináveis. Nesse dia passamos também a polícia caminera de Pampa de Los Guanacos, famosa pela corrupção, porém, nunca tivemos o “prazer” de sermos abordados por essa polícia, pois, como saímos sempre muito cedo, passamos pelo posto deles antes das 7h da manhã, nessa hora pelo jeito eles trocam de turno, que foi o que deu para perceber nas duas vezes que passamos por ali. Aqui a surpresa ficou por conta do trecho de Monte Quemado a Taco Pozo, que, quem já passou por ali sabe, está em estado deplorável. Em Setembro/2019 haviam começado a reparação da Ruta e tiraram todo o asfalto. Ainda havia muitos buracos, mas a probabilidade de rasgar um pneu ficou muito menor, deu para em alguns trechos atingir até 60km/h!! Infelizmente pelo que andei lendo em Dezembro suspenderam a obra pois estavam investigando uma suspeita de fraude...não sei como está agora o estado dela. Imagino que se estiver chovendo sem o asfalto fique bem complicado de dirigir, mas se o tempo estiver a alguns dias seco, melhor que antes com certeza ainda está. Depois desse trecho as retas se estendem por km, é preciso ter cuidado porque alguns animais atravessam a pista. Dessa vez quando entramos na ruta 9, que vai em direção a Salta, haviam diversos peregrinos, pois a festa do Señor y Virgen del Milagro em Salta é de 13 a 15 de setembro todo ano. Os peregrinos saem de várias regiões até Salta, alguns de bicicleta, outros a pé, existem pontos de apoio para eles poderem descansar, se hidratar e comer...realmente a devoção deles é emocionante de ver. Para quem tiver curiosidade de saber mais: https://www.360meridianos.com/especial/festa-de-senor-y-virgen-del-milagro-em-salta. Depois de tanta reta e postos bem pequenos sem muita infraestrutura, um posto grande fica à direita na rótula de entrada para a ruta que segue em direção a Salta à esquerda. Depois de San Salvador de Jujuy, está o Mirante do Río Grande, no lado direito da Ruta, rende umas boas fotos. Na outra viagem que fomos até o Atacama, já havíamos visto algumas atrações da região. Recomendo conhecer o Cerro de los siete colores em Purmamarca e Pukará de Tilcara em Tilcara. Em Tilcara para comprar artesanato é bem barato, vale a pena. Dessa vez fomos conhecer o Relógio de Sol, que marca a linha do Trópico de Capricórnio. Indo de Tilcara a Uquía, o relógio solar pode ser visto à esquerda a poucos metros do cartaz que anuncia Huacalera. É meio pega turista, mas não custa nada dar uma parada rápida para conhecer. Chegando em Humahuaca, decidimos ir direto para o Mirador da Quebrada de Humahuaca, Cerro de los 14 colores, pois já passava um pouco das 16h e queríamos ver antes de escurecer. Para chegar são 25 kms de rípio, em bom estado. Não tem muito erro, mas existem algumas bifurcações no caminho, é só seguir sempre reto. No final do caminho a subida é um pouco mais íngreme, vimos alguns carros menores tendo mais dificuldade para subir. Pagamos em torno de 70 pesos para entrar. Quando chegamos estava quase nevando, com muito vento. Os tons de terra ficaram mais escuros, mas ainda assim lindos. Se estiver em condições siga a pequena trilha até a melhor vista do cerro, a ida é só descida, mas vá preparado para o vento e o frio e volte caminhando devagar, pois a subida a 4.000m de altitude pode castigar os desavisados. Voltando a Humahuaca, estacionamos em uma ruela e fomos a pé até a praça, onde está o Cabildo, a Iglesia de la Candelária e uma escadaria que leva até o Monumento a los Héroes da la Independencia. Depos de Tilcara, só existe posto de gasolina em Humahuaca e em La Quiaca. Neste dia ficamos em uma hospedagem bem simples e confortável, a El reposo de mandinga cabañas temáticas, com banheiro privativo, Wi-fi, estacionamento, cozinha compartilhada e aquecimento, mas sem TV nem ar condicionado. Aqui preciso destacar um percalço que tivemos nesta viagem. Algumas semanas antes de qualquer viagem eu tenho o costume de olhar as notícias recentes dos lugares que vamos ir pelo google. Assim, umas 2 semanas antes de viajar, li uma notícia em um site da região que haviam fechado as fronteiras da cidade de Uyuni, porque os locais queriam que alguns conselheiros municipais renunciassem. Ninguém podia entrar nem sair, inclusive os turistas. Porém ainda faltavam alguns dias para a nossa viagem, pensei que resolveriam o problema até lá. Reabriram a cidade em 2 dias. Mas...infelizmente, 4 dias antes da nossa viagem, 08/09, fecharam as fronteiras novamente. Entrei em contato com o hotel que iríamos ficar lá e disseram que provavelmente em poucos dias eles iriam abrir a cidade novamente, o que não aconteceu. Fiquei lendo as notícias diariamente e vendo que as negociações estavam difíceis e aqui quero ressaltar como foi importante ter lido as notícias locais. No Brasil, elas só apareceram no dia 13/09, depois da primeira notícia que li, pois alguns turistas brasileiros já estavam a dias sem tomar banho e comer porque estavam presos lá. Então, isso vale para qualquer viagem, seja de carro, de avião...se puder antes de viajar ler as notícias de algum site local recomendo, pode evitar dor de cabeça. Fomos viajar sem saber se iríamos conseguir visitar Uyuni ou não. Tínhamos que decidir porque no outro dia seguiríamos direto para a Bolívia. Chegando na hospedagem fui ver novamente as notícias e estavam dizendo que iriam abrir a cidade no dia seguinte, falei com o hotel de lá e disseram que realmente era o que estavam comentando, mas que não podiam confirmar se realmente iriam abrir tudo. Como estava muito em cima, e com medo de até conseguirmos entrar em Uyuni mas não conseguir sair, decidimos abortar o passeio e ir até Sucre, conhecer a capital constitucional da Bolívia. Tive que baixar todos os mapas em pouco tempo, pois Sucre fica mais distante que Uyuni, nossa viagem assim aumentou em mais de 700km, pesquisei pontos turísticos e fomos dormir ansiosos pelo dia seguinte. As intermináveis retas Mirante do Río Grande Relógio de Sol Estrada para o mirante do Cerro de los 14 colores Dia 3, 14/09 Mais uma vez saímos cedinho. Rumo à Bolívia. Estrada em ótimas condições até La Quiaca, com alguns vilarejos no caminho e muitas lhamas. Chegando em La Quiaca, abastecemos no YPF que fica um pouco antes da aduana. Para quem não sabe, na Bolívia o preço do combustível é diferente para turistas e estrangeiros, e tabelado pelo governo. Para os estrangeiros é mais que o dobro do preço, e nem todos os postos abastecem para estrangeiros, pois para abastecer legalmente eles precisam de um sistema que registra os dados do veículo. Já outros postos abastecem sem o registro e fazem por um preço menor. Na Bolívia abastecemos 3 vezes, uma na ida em Betanzos, um povoado entre Potosí e Sucre, e duas na volta, uma em Potosí e outra em Villazon. Na aduana entre La Quiaca e Villazon os trâmites são: estacionar o carro (tem um pessoal da gendarmería da Argentina no local que orienta). Primeiro no posto da Imigração Argentina se carimba a saída no passaporte (fica na esquerda de quem está indo em direção à Bolívia). Do outro lado da rua está a Imigração Boliviana. Se preenchem alguns papéis para a entrada no país. Eles entregam a ¨Declaracion Jurada¨, que é a permissão para trafegar de carro pela Bolívia. Sem esse documento o veículo pode ser retido sob a acusação de entrada ilegal no país. Não precisa do seguro SOAT para dirigir na Bolívia. E eles não dão carimbo no passaporte. Depois de entregar a papelada o mesmo funcionário foi conferir o carro. Nós nos adiantamos e já fomos abrindo as portas e o porta-malas do carro, ele só deu uma olhada e disse que estávamos liberados. No nosso caso foi tudo muito rápido pois chegamos quando a aduana estava abrindo e só havia uma pessoa na nossa frente. Depois da aduana, na mesma rua, estão diversas casas de câmbio, trocamos toda a quantia que provavelmente iríamos gastar e seguimos viagem. Outro detalhe são os postos de pedágio na Bolívia. A maioria já é “moderna”. Antes só haviam casinhas na beira da estrada com um cordão no meio da pista. Só vimos 2 assim, um em Yotala, quase chegando em Sucre e outro em Atocha, entre Uyuni e Tupiza. Nesses precisa parar o carro antes do cordão, sair do carro e pagar o valor do pedágio na casinha, outro funcionário depois tira a cordinha e libera a passagem. Agora a maioria dos pedágios são os mesmos dos nossos. A casinha fica no meio da pista, é só parar o carro e pagar o valor. Em relação ao valor, em ambos na hora da cobrança o funcionário vai perguntar o destino. Os valores são definidos por trechos, normalmente entre os departamentos da Bolívia. Se aparecer outro posto de pedágio e você já tiver pago por ele, é só mostrar o ticket que eles irão dar no primeiro posto e eles liberam para você passar. Já sabíamos dessa informação ao entrar na Bolívia, mas, ao ver a placa de estrangeiro, no primeiro pedágio que paramos o funcionário foi bem atencioso e fez questão de explicar tudo e ressaltar várias vezes para não perdermos o ticket para não precisar pagar os trechos novamente. A estrada que percorremos de Villazon até Sucre está em perfeito estado. Passamos vários vilarejos, dá para ver que as pessoas vivem com pouco, mas todas que tivemos contato foram muito simpáticas. Na época alguns trechos inteiros de pista e umas casinhas estavam pintados com azul, preto e branco e o slogan de Evo Morales, pois era ano de eleição. Não dava para imaginar toda a confusão que iria acontecer depois e que ele iria renunciar. De Tupiza até Potosí subimos muito. As montanhas, algumas ainda com neve na época, se espalham ao redor. É realmente muito bonito. Chegando em Potosí, a paisagem muda. A altitude é altíssima, se nota os efeitos da extração da prata no ambiente. A rodovia que vai até Sucre passa na parte alta da cidade, o transito é meio caótico, e do lado esquerdo dá para ver que a maior parte de Potosí fica no meio de um enorme buraco, cercado de montanhas. Passando Potosí a estrada começa a descer e se torna um emaranhado de curvas. A paisagem começa a mudar, aparecem mais tons de verde e chegando em Sucre se percebe, pelo menos ali, que a qualidade de vida é melhor. Chegando em Sucre, era em torno de 15h, fomos direto procurar uma hospedagem. Fomos pegos de surpresa pelo intenso movimento na cidade. Trânsito quase parado perto do centro e muita gente nas ruas. Acabamos ficando no Hotel Sucre, bem perto do centro, com estacionamento, café da manhã, banheiro privativo, TV. Se não me engano pagamos R$ 150,00 por uma noite. E foi barato, afinal chegamos bem no dia da festa da Virgem de Guadalupe. Nem sabíamos da festa, o pessoal do hotel que comentou com a gente assim que chegamos se tínhamos vindo até Sucre para ver a festa. Fomos até a rua principal ver os desfiles. São vários grupos que se apresentam. A festa é linda, cheia de cor, trajes típicos, música e dança. Vale muito a pena. Depois fomos ver as principais atrações turísticas do centro a pé, prédios históricos, igrejas, praças. Sucre é chamada de cidade branca porque a maioria dos prédios históricos estão pintados com essa cor. Sugiro que comprem umas empanadas em uma das padarias da cidade, são deliciosas. A dica alcoólica fica por conta da cerveja Paceña e dos vinhos finos produzidos na região de Tarija, sul da Bolívia. Chegando no hotel, fomos ver as notícias e realmente Uyuni havia reaberto, assim, resolvemos ir até o salar no dia seguinte. As simpáticas lhamas Propaganda do Evo Morales As incríveis montanhas bolivianas Mirante no caminho até Sucre Sucre...a cidade branca! A festa da Virgem de Guadalupe Dia 4, 15/09 Mais uma vez saímos cedo. Voltamos pela mesma estrada até Potosí, e dessa vez tivemos que passar no meio da cidade. Não pegamos trânsito porque era cedo da manhã. De Potosí até Uyuni a estrada também está em perfeito estado e passa por alguns vilarejos. As paisagens mais uma vez encantam e, chegando em Uyuni a estrada começa uma descida, ao longe já se avista o imenso Salar, é de arrepiar. Chegando em Uyuni, se pega a rodovia em direção a Colchani, que é onde se encontra o Salar. Nessa estrada colocaram um pedágio há pouco tempo e o asfalto está novíssimo. Logo após o pedágio está Colchani. É só entrar a esquerda na rodovia, passar o povoado e ir sempre reto para chegar ao salar. Quando planejei a viagem íamos contratar um passeio para conhecer o Salar, mas indo com o nosso próprio carro decidimos ir apenas até as atrações do começo do Salar, pois sem guia é perigoso adentrar muito o deserto de sal. Mas para as atrações que fomos é simples, tem a indicação até no google maps. Na dúvida siga os carros ou as marcas de pneu, elas estão bem fundas, e, após alguns km já dá para avistar o hotel de sal ao longe. Ficamos nas atrações ao redor do hotel, que é o marco das bandeiras e o monumento em homenagem ao rally dakar. E aproveitamos para tirar diversas fotos em perspectiva. Sorte que havia visto algumas ideias na internet para ter uma noção de como fazer. Ficamos um tempão nos divertindo tirando as fotos e admirando o salar. É uma paisagem impressionante. Como não íamos dormir em Uyuni por medo de talvez fecharem a cidade mais uma vez, seguimos em direção ao cemitério de trens para conhecê-lo e depois seguir viagem. O cemitério fica em Uyuni, é uma atração boa para tirar algumas fotos, mas nada espetacular. Perto das 14 horas seguimos em direção a Tupiza. O começo da estrada está ótima e também passa por umas paisagens lindas. Depois de Atocha, na época em que fomos ainda estavam terminando de asfaltar um lado, mas faltava bem pouco para terminarem a obra. O único problema é que, chegando em Tupiza, nem começaram a fazer a ponte para atravessar o rio Tupiza, assim, tivemos que atravessar o meio do rio, ainda bem que ele estava com um nível baixo hehe A notícia mais recente da obra entre Uyuni e Tupiza que descobri é essa: http://www.abc.gob.bo/?p=10347 Ou seja, ainda falta 1km para asfaltar a rodovia e fazerem toda a ponte. Decidimos passar a fronteira e dormir em La Quiaca. Assim, voltamos para a estrada que havíamos passado no dia anterior e, chegando em Villazon, vimos pela primeira vez um policial usando controlador de velocidade móvel na estrada. Dessa vez, para sair, havia mais movimento e, antes de estacionarmos o carro para fazer os trâmites, um policial da Bolívia nos indicou um local para estacionar e um escritório deles em que deveríamos ir. Fomos até o local indicado, ele pediu para entrarmos numa sala, entrou junto e fechou a porta. Pediu o passaporte e a declaración jurada, deu uma olhada e disse que a gente precisava dar uma contribuição para a polícia. Eu, com a maior calma do mundo disse, em espanhol, que havia gasto todos os bolivianos que tinha e só possuía meu cartão de crédito no momento. Ele não gostou nada, mas, não discutiu e nos liberou sem maiores complicações, ainda bem. Depois fizemos os trâmites para entrar na Argentina, inclusive dessa vez passamos a bagagem pelo raio X. Depois, fomos procurar um hotel em La Quiaca. Não foi muito fácil mas conseguimos um hotel bem aconchegante e barato numa rua só para pedestres, a Hostería La Quiaca, que tinha TV, banheiro privativo, estacionamento e café da manhã. Estrada de Potosí a Uyuni Uyuni e o salar ao longe Da rodovia de Uyuni a Colchani as construções em cima do salar parecem flutuar Caminho dentro do salar Marco das bandeiras Dá-lhe tricolor hehe Monumento ao Rally Dakar Foto em perspectiva Cemitério de Trens Estrada de Uyuni a Tupiza Dia 5, 16/09 Nesse dia aproveitamos para descansar um pouco mais. Tomamos café-da-manhã no hotel e saímos às 8h em direção a Salta, que já conhecíamos. Fomos direto no Cerro San Bernardo, que tem uma bela vista para a cidade de Salta. Para chegar pode-se usar o teleférico ou ir de carro mesmo, que foi o que fizemos. Depois fomos dar uma volta no centro histórico. Ao redor da Praça 9 de Julho se encontra a catedral, o cabildo e o Museu de Arquelogía de Alta Montaña (como era segunda-feira estava fechado, mas já havíamos conhecido o museu em outra oportunidade, é imperdível). Outras igrejas ficam a poucas quadras da praça. Após o passeio fomos para o apartamento que reservamos pelo airbnb. Cerro San Bernardo Vista do cerro Iglesia La Viña Cabildo Catedral Iglesia San Francisco Dia 6, 17/09 Dia de sair cedo pois tínhamos várias atrações pela frente. Da outra vez que fomos de Salta até Cafayate passamos pela Quebrada de las conchas, que é um caminho lindo, com atrações imperdíveis como a Garganta del Diablo e o Anfiteatro. Dessa vez queríamos conhecer a Cuesta del Obispo e a Quebrada de las flechas. Saindo de Salta, em El Carril entramos à direita na Ruta 33, passamos pela região chamada de Quebrada do Rio Escoipe e paramos algumas vezes para tirar fotos. Logo depois começa uma subida e um pequeno trecho de rípio, que é onde está a cuesta del obispo, cheia de curvas. Chegando no topo (3340m), a estrada volta a ser asfaltada e é onde está a Piedra del Molino e a capilla de San Rafael. Estávamos ansiosos para chegar no topo e tirar a foto da cuesta com suas curvas intermináveis, mas a natureza nos presenteou com uma surpresa maravilhosa, ficamos acima das nuvens, que taparam a vista da cuesta, mas que se estendiam até o horizonte e pareciam água escorrendo pelas paredes das montanhas. Muito lindo. Logo após está o Mirador Los Secretos Del Cardonal, de onde se tem a vista dos cactos do Parque Los Cardones. O parque está na beira da rodovia e é gratuito. Neste trecho também está a recta del Tin Tin, que é do período Inca. É incrível pensar em como conseguiram deixar o traçado perfeitamente reto sem a tecnologia de hoje, apenas usando fogueiras para servir como marcos alinhados. Passamos Payogasta e Cachi e a estrada passou a ser de rípio. O rípio não está no melhor estado, então é preciso dirigir com cuidado. Foi difícil passar do 60km/h. Mas valeu a pena pelo cenário. A quebrada de las flechas tem uma paisagem surpreendente. No caminho estão alguns mirantes para apreciar o cenário. A ruta volta a ser asfaltada em San Carlos. Chegando em Cafayate, fomos em duas vinícolas, a Piatelli e a Domingo Hermanos, ambas têm um atendimento muito bom. Já tínhamos ido em algumas da outra vez, e, como bons apreciadores de vinho, não podíamos deixar de ir em alguma vinícola de novo. Cafayate é uma cidade pequena, fácil de se locomover e localizar, tem vários restaurantes ao redor da praça. Dessa vez ficamos novamente em um apartamento pelo airbnb. Subindo a cuesta del obispo Paisagem maravilhosa Vicunhas Vista do Mirador Los Secretos Del Cardonal...ao fundo a recta del Tin Tin Passando a recta del Tin Tin Parque los Cardones Em direção a Payogasta Quebrada de las Flechas Dia 7, 18/09 Saímos cedo mais uma vez. De Cafayate até o Parque Ischigualasto as estradas estão em geral bem conservadas, todos os trechos estão asfaltados. Pegamos movimento na estrada só quando passamos La Rioja, que é uma cidade maior e com mais infraestrutura. No restante do tempo poucos carros nas Rutas, principalmente depois de Patquía, quase chegando no Parque. Chegamos no Parque Ischigualasto às 14h30 e fomos logo comprar os bilhetes para o passeio. Bem no estacionamento um zorro já nos deu as boas-vindas. Como o nosso tour só saía as 15 horas, aproveitamos para ver as casinhas que vendem artesanato e o museu, que possui alguns dos fósseis de dinossauro que foram encontrados no local (o parque está em uma das áreas de fósseis mais ricas do planeta), além da representação de todas as espécies de animais que viveram no local. O tour sai a cada hora (o último é as 16h), tem 3h de duração e se faz com o próprio carro, percorrendo os 40km de estrada de rípio do parque. O guia vai na frente em uma moto própria e para em 5 atrações. Antigamente a visitação podia ser feita sem guia, mas, devido à depredação do local pelos turistas, eles tornaram a presença do guia obrigatória. Se consegue ver do parque uma parte do Parque Talampaya, que acabamos não indo conhecer. O circuito é dividido assim: 1ª parada Valle Pintado; 2ª parada La Esfinge e La Cancha de Bochas (o número de pedras era bem maior há alguns anos, os turistas acabaram levando várias); 3ª parada El Submarino; 4ª parada Museo de Sitio William Sill, que explica um pouco do paleontólogo que fez o Parque Ischigualasto ser reconhecido no mundo e demonstra como é feito o trabalho de escavação; 5ª parada El Hongo. Em cada parada o guia faz uma explicação bem completa da atração que está sendo vista. A paisagem é única, vale muito a pena. Terminamos o tour às 18h e fomos até Villa Unión, onde ficamos no Hotel Valle Colorado, bom e simples, que tem banheiro privativo, frigobar, TV a cabo, ar-condicionado, estacionamento, micro-ondas, chaleira e café da manhã. Para quem gosta de vinhos, não deixem de ir em um dos mercados de Villa Unión e comprar um dos vinhos da região. Os vinhos riojanos não são tão fáceis de encontrar como os de Mendoza e de Cafayate, e são excelentes. Um zorro Fósseis do museu do parque 1ª parada - Valle Pintado 2ª parada La Cancha de Bochas Ainda na 2ª parada La Esfinge Fundos do Parque Talampaya 3ª parada El Submarino 4ª parada Museo de Sitio William Sill 5ª parada El Hongo Dia 8, 19/09 Saímos cedo novamente. De Villa Unión até Córdoba as estradas estão em ótimo estado. Depois de Capilla del Monte o movimento de carros aumenta bastante e passando Valle Hermoso a estrada vai subindo uma serra muito bonita. Vale a pena passar por esse caminho. Chegando em Córdoba o movimento é intenso. Fomos direto para o apto reservado pelo Airbnb, que ficava bem pertinho do centro, arrumamos nossas coisas e fomos aproveitar a cidade a pé.Passamos pela Manzana Jesuítica, a Plaza San Martín e a Catedral, todos os lugares muito bem conservados. Também passamos no Museu da memória, que fica na Calle San Jerónimo, que possui um grande acervo contando a história e dando nome e rosto para as pessoas que sofreram com a ditadura militar da Argentina. É um museu com um clima pesado pelo tema, mas super completo e necessário para esse triste momento da história nunca ser esquecido. Depois fomos no Paseo del Buen Pastor, um complexo cultural onde antigamente era uma capela e, pertinho dali está a Paróquia do Sagrado Coração dos Capuchinhos, linda igreja de estilo neogótico. Manzana Jesuitica Catedral de Córdoba Museu da memória Paseo del Buen Pastor Paróquia do Sagrado Coração dos Capuchinhos Dia 9, 20/09 Nesse dia saímos às 5h porque teríamos muita estrada pela frente. Até a fronteira com o Brasil as estradas estão em ótimo estado, apenas alguns trechos na ruta 127 estão um pouco esburacadas. Passamos pela policia caminera de San Jaime de la Frontera e, dessa vez, não fomos parados. Sempre entramos no Brasil por Uruguaiana, mas, como de Uruguaiana até São Borja a estrada está muito ruim, decidimos pagar o caríssimo pedágio de Santo Tome (+-R$ 50,00) e entrar por São Borja. Pelas condições da estrada e a economia de tempo que tivemos valeu a pena, a viagem rendeu muito mais. Em Ijuí ficamos no Hotel 44, que fica bem na rodovia. É um hotel muito bom, com estacionamento, banheiro privativo, TV a cabo, e um café da manhã excelente (esse nós aproveitamos). Além disso, a tarifa nos finais de semana é mais barata. Dia 10, 21/09 Último dia de viagem. Depois do café, direto pra casa. De Ijuí a Panambi a estrada está em estado razoável. De Panambi até Palmeira das Missões a rodovia tem uns trechos bem ruins e de Sarandi a Chapecó ela está ótima, acabaram de asfaltar. E essa foi nossa aventura, espero que tenham aproveitado esse relato. Foi incrível ter relembrado tudo, é viajar de novo. Apesar do percalço de Uyuni, no fim da viagem ficamos felizes com o que aconteceu, pois ter conhecido Sucre foi maravilhoso. Fica a torcida para que a pandemia passe logo e nós, viajantes, possamos continuar desbravando esse mundo enorme e cheio de surpresas!
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  7. Iria para Cuba em março, mas o corona não deixou De tanto os bolsominions me mandarem ir pra lá, acho que realmente deve ser um lugar incrível Um dia eu irei..
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  8. Fotos da Viagem: Pessoal, seguem fotos da viagem que estava devendo: Bahai Lotus Temple em Deli; Taj Mahal; Eu com indianos que adoravam me parar pra tirar foto hehe; Acampamento no deserto Thar na divisa com o Paquistão; Caquinha caminho tranquilamente na estação de trem de Jaisalmer; Forte de Mehrangarh em Jodhpur.
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  9. Fotos dos principais pontos de cada destino: Mesquita Sheikh Zayed em Abu Dhabi; Burj Khalifa em Dubai; Khasab na península de Musandam no Omã
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  10. FOTOS DA VIAGEM: GUATEMALA Eu estava devendo uma fotos da viagem, então vou compartilhar para ajudar: Lago Atitlán; Semuc Champey; Tikal; Vulcão Fuego
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  11. Bom, vou colaborar com nosso relato de viagem por dois países da América Central realizado entre fev e mar/19. Ressalto que a melhor época para visitar a região é de janeiro a abril para fugir das chuvas. O custo total da viagem foi R$6000,00, sendo: R$1500 (passagem São Paulo – San José) pela Avianca R$ 500 (passagem San José – Cidade da Guatemala) pela Copa R$ 600 (hospedagens em hostel) R$ 500 (ônibus/shuttles na Guatemala) R$ 400 (aluguel do carro) + R$150 combustível na Costa Rica (valor por pessoa em carro 4 pessoas) + demais custos com alimentação e passeios Os roteiros foram os seguintes Costa Rica 9 dias: todo o roteiro realizado com carro alugado (aprox. 50usd/dia) Chegada em San José – Pq. Manuel Antonio – Cartago (vulcão Irazú) – Vulcão Poás – La Fortuna (Arenal + Rio Celeste) – Tamarindo (Playa Conchal e Hermosa) Guatemala 9 dias: todos os deslocamentos realizados por ônibus/shuttle (possível comprar pelo site GuateGO), mas recomendo fechar com as agências locais que fica bem mais barato. Chegada na Cidade da Guatemala – Antígua (vulcões Pacaya e Acatenango) – Panajachel (Lago Atitlán) – Lanquin (Semuc Champey) – Flores (Tikal)
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  12. Vou ver se é YKK, não sei.. Mas eu continuo usando ele, o ziper vai muito bem, não emperrou nenhuma vez. Em tempo, acho q com o passar do tempo ele perde um pouco a capacidade de manter calor, fizemos uma viagem agora para sengés, pegamos 12-15C a noite, e dormi confortável, shorts e camiseta
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  13. Fiquei impressionado! Como pessoas deste fórum ainda não entenderam que cada cabeça é um mundo, que cada viajante tem um jeito de viajar e que as pessoas são diferentes? Simples. Acreditem, é simples entender isso! Quer dizer, parece simples mas tô vendo que é muito complicado pra algumas pessoas perceberem a "essa altura do campeonato". Cada um deve buscar a própria felicidade. Se alguém acha que será feliz viajando sem dinheiro, vivendo como hippie ou qualquer coisa parecida, que tente. Mesmo que precise fazer algo ilegal, como viver clandestino em algum país (desde que as consequências sejam apenas para si). Uma coisa é chamar a atenção para os possíveis problemas de uma aventura como essa (e parabéns pra que dedica seu tempo nesse sentido). Outra, bem diferente, é criticar o estilo de vida que alguém escolheu. Estava tentando não entrar em polêmicas desnecessárias mas, como viram, não consegui
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  14. só um adendo, em Moscou não são 2 aeroportos, mas sim 4 e todos eles tem voos nacionais e internacionais: zhukovsky international airport vnukovo international airport sheremetyevo international airport moscow domodedovo airport isso sem contar os aeroportos de avião privada e geral e as bases militares o que eleva o número total para 8!!
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  15. Meu amigo não dá pra comparar América do Sul com Europa. Aqui é uma zona, pode tudo, fronteira só serve pra carimbar passaporte. Na Europa a coisa é muito diferente. Qualquer estratégia que você esteja inventando pra passar na imigração pode ter certeza que milhares de outras pessoas já tentaram e o agente da imigração vai sacar na mesma hora. O trabalho desses caras é detectar mentiroso.
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  16. Santa Clara Santa Clara tem fama mundial por ter sido libertada do capitalismo selvagem pelo Comandante Che Guevara,que em sua homenagem está sepultado na cidade em um memorial que leva o seu nome e tem alguns pertences dele e sua história em Cuba.O sepultamento clandestino do Che foi na maldita Bolívia,mas quando descoberto,o que sobrou foi enviado a Cuba e recebido pelo comandante Fidel que o depositou,junto com outros revolucionários igualmente assassinados pelo grande satã na mesma época. Além disso,a cidade tem o monumento ao tren blindado,réplica de carros de um trem tomado por Che,lotado de representantes do fascismo que se renderam aos mortos de fome da época,pois ao contrário do que muitos pensam,no exercito dele lutavam todos,sobretudo injustiçados e perseguidos pelo capital.Foram esses que tomaram Santa Clara e,posteriormente,se uniram com outros e fizeram a mais espetacular revolução popular da história da humanidade. O centro de Santa Clara tem alguma beleza,dá para se ir almoçar ou jantar em 2 restaurantes de alto padrão para o país e baratos.Um ao lado do outro,complejo gastronômico e 1878,depois caminhar pela praça,aonde fica a juventude cubana,pois há antena para acesso a net por estar próximo da ETECSA ou tomar um helado na Copelia,menos na folga geral da segunda.Também fica na praça o Museu de Arte Decorativa,custa 2 CUC e nada mais é do que uma casa antiga com mobília de época.Hospedagem tem várias casas particulares nos arredores desses pontos. Um detalhe que já ia m esquecendo-de Trinidad a Santa Clara fiz em taxi por 20 CUC.O viazul simplesmente quebrou e deixou um monte de gente na mão.Os outros não sei como fizeram,em sua maioria europeus.Sei que eu peguei umchevrolet 54 em bom estado e fui no maior medo,mas ele me levou direto a outra casa.Da próxima vez,Santa Clara a Cienfuegos o Viazul quebrou na entrada de Cienfuegos,em frente a sua própria garagem.Como era cedo,esperei o mecânico atravessar a rua e fazer uma emenda ali mesmo.Essa é a pior empresa da América Latina,onibus chinês antigo,sem peças de reposição.Dizem que vão comprar todos novos na reforma dos transportes,como os trens de carga.Esses estão todos novinhos,chegaram havia pouco tempo.
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  17. Trinidad A minha grande decepção no país.Sabe aquele lugar que te enche de expectativas,mas quando você chega lá se decepciona por não ser o que esperava?Aqui está.Cheguei já era noite de uma viagem supostamente de 4h,mas viazul como sempre atrasou e encontrei uma cidade histórica pequena, aonde só passam bicitaxi, um misto de táxi e bicicleta, muito comum no interior cubano,em obras e escura como as outras,mas que parecia ter algo estranho, leia que abaixo vou contar o que aconteceu depois. Fui a hospedagem, não gostei do local, no Rio diríamos ser em um cortiço, mas o booking enganou-me mais uma vez.O bom de lá é a senhora, como todas as outras, tratou-me muito bem,embora essa não seja formada como as demais, sabe o que um turista gosta. Mandou logo o seu filho levar-me para jantar em um conhecido dela.Não gostei do preço, achei caro comparando a Varadero ou Havana e fui a uma armadilha. Bem recebido por um sujeitinho, passei a comer lá, nas 4 refeições que fiz nos 2 dias da cidade.Sabor Trinitário,guardem esse nome e jamais entrem ali,abaixo conto o porque. Ainda bem que reservei apenas 2 noites, pois a cidade não tem muito,tendo conhecido 4 museus em 1 manhã. O melhor é o da luta contra bandidos (que seriam os fugitivos da revolução que voltaram para terrorismo).Deois fui a ex iglesia de San Francisco de cuja torre se ve toda a cidade,Torre Iznaga,ingresso por 2 CUC.Também há 2 na praça central da foto abaixo. O de arqueologia, muito fraco e o da casa azul,museu de arquitetura colonial.Também há o Museu romântico, visita guiada,pouco antes de chegar a praça aonde se vê objetos e móveis daquele tempo.Custam 1 CUC cada As 15h tomei o bus turístico para conhecer Playa Ancon,não vi graça nisso,é uma praia como qualquer outra, mas ao voltar fui no mais interessante seguindo uma dica da senhora,Santeria Israel.Lugar de feitiços, pena não ter neste dia,senão ateu ia praticar a religião em que foi criado lá na Bahia, pois há gente merecendo.Depois uma esticada até a Cachanchara,um típico bar com musica ao vivo de dia.Vao chegando grupos de turistas,eles vão servindo bebida típica da cidade.Como não gosto de bêbados fui rmbora ler o Gramma,jornal oficial do PC Cubano que falava do futuro sombrio do Brasil,deve ter sido advinho. Chegou a hora de jantar,fui ao mesmo lugar da noite anterior,pois o sujeito tratou-me muito bem,é muito visitado por turistas de todo o mundo e a comida era boa.Ele oferecia a todos um passeio a cavalo,pensei,por que não fazer,ois só vou as 14h?Combinei com ele as 9h do outro dia.Cheguei na hora,porém a conversa mudou.Ele tinha combinado que eram 15 CUC,MAS MUDOU O PREÇO PARA 30 CUC E NÃO ERA MAIS A CAVALO,SIM DE CALEÇA.PENSEI,QUE SERÁ ISSO?Devia ter desistido,porém meu erro foi insistir em fazer o passeio.A caleça nada mais é que uma charrete sem nenhum estofado,ou seja,senta-se na madeira e com o pulo do cavalo,que dor!Para piorar,muitos e muitos cavalos levando outras pessoas passando por nós que,com o peso,andavamos lentamente.Que tortura!Mas não é o pior,havia uma trilha a ser feita para ver,segundo ele uma cachoeira.O cavalo leva até um boteco no meio do mato,a menina ali disse-me que a trilha era complicada,mas ele insistiu que era fácil.O que?Nunca andei por caminho tão complicado e tinha que retornar a temo do viazul.Chegamos após muito esforço,que decepção,caia um fio de agua na famosa cachoeira e os europeus que chegaram ali estavam todos decepcionados.Agora era voltar rapidamente,30 CUC jogados fora,mas o pior era o viazul.Ao chegar,o restaurante estava sem agua e não havia almoço nenhum,a mulher dele falou que deixaria pronto.Fui com fome mesmo e para surpresa,o motorista da viazul disse:Estás sucio,vás a cambiar para ir!Pensei,sujo eu?Esse sujeito está ofendendo?Vesti uma camisa por cima e fui.Eram 2h de viagem,aoo chegar e retirar a roupa,vi que minha camisa de branca ficou negra de tanto tomar pancada da madeira e minhas costas doeram a noite toda.Que mal programa para um sujeito ganhar dinheiro.
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  18. Os turisticos bairros de Havana Vou iniciar pela beira mar,o Malecón, que tem um por do sol maravilhoso e muito romântico como os de Venezuela,que saudade!A pista é de mão dupla sem nenhuma sinalização ou semáforos em kms de extensão de recorrido.No começo dela há 2 fortes,entrei em um deles,o menor,aonde há um museu sobre as invasões dos piratas e depois dos espanhóis em toda a América.A não ser essa exposição,só a vista da orla central da cidade vale os 2 CUC de entrada.O outro eu não fui.Percorrido com o bus turístico até Vedado,o bairro turístico,aonde parece outro país,muito mais desenvolvido que o decadente centro histórico. Uma linda avenida com canteiro central e tudo mais vai do Malecón a grandiosa Plaza de la Revolución.Chegando lá,volta a dificuldade para atravessar pela falta de semáforos, para o lindo e moderno Memorial José Marti,aonde é contada a vida do grande herói e também da revolução.Foi lá da torre,que se paga a parte,que vi a cidade e o POLITBURO,famoso nos anos 80,pois ali estava,como permanece a sede do governo e o parlamento socialista. Afora do museu tem o local aonde o inesquecível Fidel fazia os famosos discursos de horas contra a velha direita,sobretudo no dia do trabalhador(1/5).Os edifícios em frente tem na fachada ilustrações a Camilo Cienfuegos e ao Che.Os grandes heróis da revolução são homenageados em todo o país.Seguindo,vemos o Grande cementério general,não fiz a visita,pois faria depois ao tumulo dos heróis que não estão na capital e termina a volta com o aquário da cidade(não visitei) e o luxuoso bairro de Miramar,aonde está a casa de Raul Castro e as embaixadas. No retorno ao centro vemos a Universidade de Havana e o hospital no qual deve ter morrido Hugo Chavéz e logo chega ao fim o passeio.Também há o zoológico,muito fraco e descuidado,mas fui ali porque em frente está a venda e parada da pior empresa de ônibus do mundo,ou da América,A tal VIAZUL.Fui lá para comprar passagem para Varadero,pois não vende em nenhum lugar,nem na hora,só na véspera e a entrada é de acordo com a chegada,então não marcam poltrona.A primeira impressão é até boa,pois os ônibus saem dali e vão parando em todo canto até o destino.
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  19. Centro Histórico de Havana O Centro histórico talvez seja o único lugar que não gostei na ilha. Está sendo remodelado, há muitos buracos e lixo,vendedores ambulantes (o que jamais pensei em encontrar no socialismo),casas caindo aos pedaços ao lado de outras recém reformadas.Começa no famoso e reformado Paseo del Prado,lugar aonde há muitos jovens matando tempo e se estende até o terminal marítimo, ou um pouco mais. Como fiquei perto do Prado, lugar que não recomendo, pois próxima vez iria a Vedado, conheci tudo isso a pé.Talvez um dos motivos de não ter gostado. O Prado é um calçadão reto que sai de perto do praia e vai até o teatro e o famigerado capitólio.Dele saem varias ruas,esburacadas em sua grande maioria,cheias de edificações que caem aos pedaços,fazendo a má imagem de Cuba,o que não é realidade,mas explorado por fascistas. Vamos falar das atrações que há?O teatro já citado acima estava fechado,então não pude conhece-lo.Mas ali perto está a saída do bom ônibus city tour.Aqui a dica é tomar bem cedo,pois custa 10 CUC,e vale todo o dia,dei 2 voltas,pois não há muito a mostrar,diferente da cidade histórica,aonde não se pode entrar com ele. É sim,para conhecer os bairros da cidade. A primeira e principal atração é o excelente museu da Revolução,que conta tudo em fotos e painéis todo o levante desde o seu primórdio até o dia vitorioso de 1/1/59.Perto dali está o museu de arte,divididido em 2 edifícios,um de arte cubana e outro de arte universal,esse maravilhso,com muitas coisas interessantes e antigas(não sei se originais),inclusive da antiguidade egípcia.Daqui se vai ao famigerado Capitólio ,uma imitação barata do grande irmão dominador deveria ser derrubado,já que foi fechado pela Revolução.Não,depois de décadas inventaram de restaurá-lo.Levaram anos,está pronto e há visita as horas certas atualmente antes de ser aberto como Congresso,que queria saber porque não continuará a ser no POLITBURO,simbolo do grande regime que revolucionou a saúde e a educação do país.Entrei lá,cheirava a tinta e havia operários ainda.A RESTAURAÇÃO DEIXOU-O LINDO,MAS PARA QUE?????O dinheiro que foi gasto ali seria melhor empregado na pavimentação das ruas do entorno e ,consequente,melhora da imagem da cidade.Agora,estão colocando esgoto e reurbanizando algumas ruas e avenidas.Erro dos ex governantes. Ali em frente está a calle Obispo, do comércio,aonde se consegue de tudo.Curiosidade é o modo cubano e formar fila:Em todo o paí,sob um calor imenso de mais de 35 graus no meio da rua(fui no inverno,imagino como seria o verão).A fila da ETECSA POR EXEMPLO.Implantaram um sistema de net totalmente antigo,tem que comprar cartão por 1 CUC e digitar 1 código que vale por um tempo.Claro,não é permitido acessar todos os sites,sobretudo os do império ou os considerados pornôs(será que é influencia de pastor?),ou dos pequenos "mercados" aonde há de tudo para comprarem.Só cubano pode entrar,então não sei dizer como é.No meio disso há um museu pequeno,mas o bom está no final da rua,na Plaza de Armas,aonde foi fundada a cidade,em frente ao Museu dos Capitães Gerais,aonde mostra a servidão dos cubanos,primeiro a Espanha e depois ao norte até a Revolução. Caminhando um pouquinho chega-se a Catedral,que infelizmente não foi derrubada como o tal capitólio,pois a presença desse símbolo religioso fez crescer a mentira na população.Em frente há uma casa histórica com móveis de época,entrada 2 CUC,e um outro casarão,hoje em reforma,mas também será museu.E,mais uma travessa sai na Plaza San Francisco,esta sim,a igreja foi desativada e virou museu.Nunca entrei numa ex igreja,tomara que um dia todas do mundo virem ex,e acabe-se com a mentira.Não veremos,quem sabe daqui a 200,300 anos.Ali em frente tinha o pelourinho,que funcionou no tempo de colônia. Voltando da San Francisco pela beira mar,tem-se em frente o porto de cruzeiros e caminhando um pouquinho,vai-se aos barquinhos que saem a toda hora para o outro lado da baia de Havana e dá na Fortaleza do Canhonaço.Fui lá em uma noite de taxi,paguei 10 CUC,não adiantou tentar pechinchar.Bati com o nariz na porta,não havia luz e voltei,porém já estava jantando,era por volta das 21.30h,ouvi o estrondo cá do outro lado.Ou seja,informaram errado que não teria por falta de luzteve sim,mais tarde,porem teve.Mas foi até bom voltar,pois não teria volta fácil,não há ônibus nem taxi a disposição ali.
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  20. Havana Cheguei na madrugada, ao pousar no aeroporto José Marti aplausos para o piloto, descobri depois que sempre cubano aplaude ao final de um vôo. Na hora pensei,será que agora vou preso?Acho que não, mas metem tanto medo,que quem não o sente.Antes de ir,passei na CVC e comprei a tarjeta de turismo (única compra na vida nesta agência) e estava carimbado na tarjeta CVC.Fui carimbar o passaporte, saguão todo vermelho, um sonho,somente nosso vôo aquela hora.Sem filas,o que chamou a atenção foi a menina com uma mini roupa que seria um escândalo em terra de crente.Lá é uniforme do governo. Depois há um médico que pediu,pela única vez na vida em tantos anos,para ver a carteira de vacinação. Mostrei e fui pegar bagagem, que ficou o dia todo com a COPA,enquanto passeava por Panamá. Demorou, pensei que não havia chegado, mas chegou. Acabei aqui já era alta madrugada e tudo estava fechado.Sai para a rua,os caixas eletrônicos não funcionam pela madrugada, então tive que entrar em uma fila daquelas para fazer cambio na CADECA ao lado de fora do aeroporto. Outras pessoas que foram antes postaram aqui que o táxi custaria 30 CUC.O maior valor que paguei, mas fui "entregue" na casa particular reservada por booking.com no meio da madrugada, pois a mala e a fila demoraram demais.Aquela hora, jovens jogavam basquete, conversavam e dançavam nas ruas.Depois dizem que é ruim,pensei.Adona da casa é uma velhinha,estava esperando,como vi nos outros dias que passei com ela.Dorme cedo,pois sabe que vai chegar gente no meio da madrugada.Tem dificuldades de locomoção,mas é muito agradável,como estivesse chegando um neto dela.Afinal,todos os cubanos são muito bons em trato pessoal,não gosta deles quem é preconceituoso.
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  21. O Charyn Cânion se estende por 90 km ao longo do rio de mesmo nome, a 200 km de Almaty no sul do Cazaquistão e quase na fronteira com a China. Há 12 milhões de anos que o vento, a areia e as águas do rio vêm esculpindo as mais diferentes e intrigantes formas nas pedras avermelhadas do Cânion, formando um dos locais de natureza mais exuberante que visitamos no Cazaquistão. Chegamos tarde e tivemos que acampar no topo do Cânion, tendo sido surpreendidos no meio da noite por uma ventania das mais severas que já enfrentamos, que nos obrigou a fechar a barraca que ameaçava voar pelos céus e nos deixar desabrigados em pleno deserto, tendo ido dormir dentro do carro. Nos próximos 2 dias acampamos na beira do rio, dentro do Cânion, num local que mais parecia um oásis em meio àquela aridez toda, com muita vegetação e pássaros coloridos. Subíamos e descíamos os paredões e ficávamos horas admirando as formações rochosas e tentando adivinhar com o que se pareciam. Os cânions são mesmo surpreendentes, tendo ganhado o apelidado de “little brothers” do pop star Grand Canyon, no Arizona. Um lugar imperdível na sua visita ao Cazaquistão.
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  22. Galera que tá acompanhando esse tópico, acabei de lançar o meu relato, contando toda a história:
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  23. Brother, toda vez que surge um novo relato seu aqui dá uma alegria! Parabéns por mais esse relato sensacional.
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  24. Guatemala País barato e com lugares muito diferentes. Recomendo demais conhecer este país lindo Antígua: Cidade colonial (lembra um pouco Cartagena) e possui um centro histórico bem preservado. Vale um dia todo ou pelo menos meio período. Outro passeio obrigatório é a subida do vulcão Pacaya (tivemos muita sorte e conseguimos ver a lava do vulcão escorrendo), este passeio leva cerca de 6 horas para ser realizado. Subida do vulcão Acatenango: em Antígua há diversas agências que realizam a subida do vulcão Acatenango para poder observar o vulcão Fuego em atividade. Realizamos a subida pela agência Wicho & Charlie que cobrou 400 Qs (aprox. 50 usd por pessoa) incluindo traslado até o ponto de início, guias, lanche, jantar preparado pelos guias, acampamento no alto do vulcão com barraca, cama e saco de dormir, empréstimo de agasalhos (luva, jaqueta, gorro, cachecol) e aluguel de mochila e demais itens. A subida leva em torno de 5 horas e é bem cansativa, mas todo o esforçado é recompensado com as explosões de lava que você poderá visualizar a olho nu, mas em distância segura, Foi uma das experiências mais incríveis que já vivi. A descida leva em torno de 2 horas. Lago Atitlán; Lago lindo cercado por três vulcões e que possui diversos vilarejos ao seu redor. O vilarejo mais estruturado e mais próximo de Antígua é Panajachel. Usamos ele como base e utilizávamos barco para nos deslocar para os demais povoados. Visitamos os povoados de San Marcos, San Juan, San Pedro e Santiago. Cada um tem seu charme, mas os meus preferidos foram San Marcos e San Juan. Lanquín: Cidade base para visitar Semuc Champey é bem simples e tem pouca estrtura. Optamos por nos hospedar no Portal El Champey que fica a 5 minutos a pé do parque. O local fica bem isolado (não tem água quente, nem internet e energia elétrica só das 18 às 23), mas vale super a pena essa experiência. E Semuc Champey é um dos lugares mais bonitos que já estive!. O acesso custa 50 Qs (aprox 25 reais) Flores: Cidade bem charmosa que na verdade é uma ilha do Lago Petén. Possui diversas pousadas e restaurantes e um pôr do sol lindo com vista do lago. É a cidade base para visitar as ruínas maias de Tikal. Recomendo realizar o passeio que sai às 4h30 para evitar o calor forte (lá é muito quente) e para não estar lotado de turistas (a maioria sai de Flores por volta de 8:00 da manhã). Existe a possibilidade de assistir o sunrise ou o sunset em Tikal, porém é preciso pagar um valor maior. O acesso custa 150 Qs (aprox. 75 reais) e o transfer com guia custa 80 Qs
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  25. Costa Rica Um país bem americanizado que aceita dólar em quase todos os estabelecimentos e seu lema é Pura Vida. O prato típico é chamado ‘casado’ e é muito parecido com o nosso PF haha (arroz, feijão, carne ou frango, salada, mandioquinha e banana assada) A Costa Rica é um dos países mais caros da América e isso é muito perceptível quando se realiza uma viagem pela América Central. O valor para acessar qualquer parque nacional está na faixa de 15 dólares (aprox. 60 reais) e os custos com alimentação são relativamente altos (principalmente em Tamarindo). A nossa road trip pelo país foi realizada principalmente no centro e no norte do país. Seguem dias do que fazer e quanto tempo ficar em cada local: Pq Manuel Antonio: Custa 15 dólares para acessar e possui diversa flora e fauna, além de praias lindas (lembram as praias de Ilha Grande RJ). É relativamente próxima de San José, mas não vale a pena fazer um bate-volta. Tempo recomendado: 1 ou 2 noites Vulcão Irazú: Custa 15 dólares por pessoa + 2 dólares por veículo. Vale a pena fazer um passeio de bate-volta saindo de San José ou fazer em um dia de trânsito entre San José e La Fortuna. Recomendo ir bem cedo pois costuma formar uma neblina sobre a cratera na parte da tarde Vulcão Poás: Custa 15 dólares por pessoa. Vale a pena fazer um passeio de bate-volta saindo de San José ou fazer em um dia de trânsito entre San José e La Fortuna. Verificar se houve alguma erupção recente e se o lago formado em sua cratera está visível para poder valer a pena a visita. La Fortuna: Cidade que tem o Vulcão Arenal como cartão postal (que pode ser acessado por 15 dólares). Nós optamos por não entrar no parque, mas procurar algum ponto para observá-lo. Sugiro um passeio de barco pelo lago Arenal. Nas proximidades da cidade está a Cachoeira La Fortuna (com seu poço esverdeado) custa 18 dólares por pessoa e é possível se banhar. O ponto alto da região é o parque Tenório (que fica cerca de 1 hora de carro ao norte) e abriga o famoso Rio Celeste (o lugar mais bonito da Costa Rica em minha opinião). Custou 12 dólares por pessoa, mas não é possível se banhar no rio. Tamarindo: Cidade muito badalada com muitos bares e restaurantes e que possui um pôr do sol sensacional (principalmente nas praias Avellana, Langosta e Tamarindo). Outras atrações famosas são Playa Conchal (30 min de ditância) e Playa Hermosa (1h15 de distânica). Os pontos altos da viagem foram o Rio Celeste e a Playa Conchal.
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