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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 29-07-2020 em todas áreas

  1. 2 pontos
    @Renato Santini é isso aí mesmo! A logística envolvida acaba por ser muito cara, e como já citado por outros, algumas economias podem se mostrar escolhas caras no final, como a necessidade de abortar a expedição por um erro de estratégia! Se tu tiver muita experiência de montanha e se sentir confortável em tomar decisões em condições muito adversas daí sim pode abdicar de alguns itens, como mais sherpas ou mais garrafas de oxigênio! O ideal é ter feito quantas montanhas com mais de 6000 quanto possível! Eu não fiz nenhuma montanha no Nepal antes do Everest, mas tinha uma boa bagagem de montanhas de 6000, autônomo ou em expedição, nos Andes, e entendo que foram importantíssimas! Desde esse ano o governo nepalês estudava incluir essa experiência prévia no Nepal para a emissão do permit, mas ainda assim entendo o Aconcágua como uma montanha importante nessa preparação! Se quiser saber mais só chamar aí!
  2. 2 pontos
    Concordo plenamente com você, o grande problema é ficar dando palanque para quem quer ser ilegal e ainda defender esse "estilo" não tenho absolutamente nada contra mochilão roots mas desde a primeira postagem dese tópico a pessoa já deixou clara que talvez o plano era ficar pela Alemanha mesmo....
  3. 2 pontos
    Uma coisa que eu vejo bastante aqui, é que alguns participantes do fórum são muito preconceituosos e rudes com "viajantes de agência" ou com pessoas que simplesmente pedem alguma informação sobre alguma agência ou pacote de viagem, alguns colegas são bem preconceituosos, rudes e até um pouco ofensivos nas respostas, e estas pessoas, que algum dia poderiam se tornar "mochileiros", nunca mais retornam ao site. Tudo bem que o foco do fórum é o viajante independente, que você pode preferir viajar de forma independe, mas nem todo mundo é igual, ou tem a mesma experiência ou coragem para cair na estrada sozinho e por conta própria logo na primeira viagem, e se pessoa pediu seria nossa obrigação tentar ajudar no que for possível, e deixa-la confortável, para que quando ela criar coragem de viajar sozinha e por conta própria, ela volte a frequentar o fórum. A única coisa que eu sou totalmente contra, é ficar levando adiante discussões de como burlar as leis e regras da imigração que volta e meia aparecem aqui, por que isto pode ser considerado algum tipo de apologia ao crime ou contravenção, e pessoalmente nestes casos eu tento alertar a pessoa dos riscos e problemas envolvidos neste tipo de coisa, e encerrar a discussão.
  4. 1 ponto
    Quero fazer um grupo para trocarmos experiências e nos apoiarmos, até mesmo se ajudar e fazer novas amizades. Quem tiver interesse chama no +55 84 991763846 fala comigo, que te coloco no grupo.
  5. 1 ponto
    A ideia de fazer a Estrada Real surgiu há pouco tempo e em poucos meses me dediquei para conhecer e esmiuçar tudo o que existe na internet sobre o assunto. Obviamente a principal fonte foi o site do Instituto da Estrada Real que apresenta um grande volume de informação. Como não conhecia ninguém que já havia feito viajei nos vídeos do youtube, onde cada grupo apresenta sua forma de percorrê-la. Outra questão que me surgiu foi qual parte fazer. Como tinha 3 semanas de férias e queria dispor de 2 para percorrer o trajeto escolhido, decidi fazer todo o Caminho dos Diamantes (Diamantina à Ouro Preto) e parte do Caminho Velho (Ouro Preto à Passa Quatro). A escolha por Passa Quatro foi baseado na logística, pois como já conheço muito bem a cidade tenho contatos e amigos lá que poderiam me apoiar. A ideia original era de fazê-la sozinho. Porém, próximo da partida meu amigo e parceiro Paulo Toledo conseguiu uma semana e se juntaria a mim em Ouro Preto. Então esse foi meu plano: Fui de carro de São Paulo à Passa Quatro e no dia seguinte consegui um motorista (Geraldo) que foi comigo até Diamantina. De lá ele retornou com meu carro até Passa Quatro, onde cheguei 13 dias depois pedalando. Meu roteiro A Estrada Real me surpreendeu de várias formas. A começar pela beleza, pois por mais que sonhei com a viagem não imaginava que teria tantas paisagens e cidades tão bonitas. Outra surpresa foi pela dificuldade, pois também não imagina tantas subidas longas e íngremes além de longos trechos de asfaltos no início do Caminho dos Diamantes. A terceira e última surpresa foi o grande número de trilhas e “single tracks”. Em meus sonhos seriam praticamente longas estradas de terra. Mas a surpresa foi muito boa com grande concentração de trilhas principalmente no Caminho Velho. Um fato que me preocupava seria como sorrir nas selfies estando sozinho. Mas isso foi tão fácil, pois estava tão feliz por estar ali curtindo tudo aquilo, quase que exclusivamente, que gargalhava facilmente na hora de registrar as belezas do caminho. Não vou entrar em detalhes da história da Estrada Real, mas apenas comentar sobre a dificuldade de se estabelecer essa rota. Isso é bastante polêmico e cada entidade ou estudioso tem sua definição de onde ela passa. Por comodidade e segurança eu preferi seguir o caminho definido pelo Instituto Estrada Real que a demarcou com totens e disponibiliza o tracklog no site para ser utilizado em GPS (tipo off road). Desta forma eu fiz 100% do percurso sem nenhum erro. No final do artigo eu listo uma série de dicas úteis para quem deseja percorre-la. Dia 1 – 12-06-16 - Diamantina – Serro Acordei bem cedo e aproveitei a primeira hora de luz num domingo de céu fechado para fotografar o sossego do centro histórico de Diamantina. Após desejar feliz dia dos namorados por telefone à minha esposa, comecei minha jornada com a foto da largada em frente a uma das igrejas da cidade. No começo tudo é novidade, o peso da carga na bike, a dificuldade em segurá-la nas decidas e principalmente move-la morro acima. A meta do dia seria de 63km e o trecho era composto de estradão de terra batida, estradas asfaltadas ou sendo preparadas para o asfalto. Adorei passar por São Gonçalo do Rio das Pedras na hora do almoço e ver uma dupla de músicos se apresentando ao ar livre num dia lindo e ensolarado. Na passagem por Milho Verde conheci a pequena capela que foi capa do álbum Caçador de Mim de Milton Nascimento. De Milho Verde até Serro praticamente já está tudo asfaltado e cheguei às 15:30h com bastante tempo para fotografar a charmosa cidade que dá nome ao mais tradicional queijo mineiro. Após a limpeza da bike, um bom banho e uma deliciosa pizza para celebrar o primeiro dia. Pouso – Pousada do Queijo Dia 2 – 13-06-16 – Serro – Conceição do Mato Dentro Neste dia houve uma virada no tempo com garoa que praticamente me acompanhou o dia todo trazendo frio, desconforto e molhando muito a estrada e a mim. Também predominaram longos trechos de asfalto e muitas subidas fortes, principalmente até Tapera. Meu plano original seria dormir em Tapera, mas como cheguei às 14h, decidi esticar até Conceição do Mato Dentro onde cheguei cansado e molhado às 17:30h após pedalar 88km. A recompensa veio com uma boa pousada e um rodizio de pizza acompanhado de vinho chileno. Pouso: Pousada Palito Dia 3 – 14-06-16 – Conceição do Mato Dentro – Itambé do Mato Dentro Mais uma vez o tempo ameaçava chuva, porém ficou só na ameaça e com muito frio. O trecho inicial (~5 km) foi de asfalto e a seguir de terra até Itambé. Apesar do trecho não ser tão duro quanto o dia anterior, eu estava muito cansado e o pedal simplesmente não rendia. Até tinha planos de ganhar mais um trecho no percurso, mas já estava tendo dificuldade de cumprir com o planejado que seria chegar em Itambé. Após um delicioso almoço em Morro do Pilar, me arrastei no período da tarde para chegar em Itambé por volta das 16h. Parei no Café com Arte da Andréa que me recomendou a pousada Portal do Itambé, onde pude fazer a primeira lavagem de roupas. A atração da noite foi quase ficar sem jantar, pois não havia nenhum restaurante aberto na pequena cidade. A salvação foi no bar do Sr Adalto que quase sempre tem como preparar um prato para os famintos como eu. Ele conseguiu que me preparassem uma deliciosa macarronada com carne de búfala. Pouso: Portal do Itambé Dia 4 – 15-06-06 – Itambé do Mato Dentro – Cocais Deste dia em diante o tempo estaria perfeito. Frio com serração pela manhã e logo abria o sol e um calor agradável tanto para pedalar como para curtir os belos visuais das baixadas ainda com serração. O problema foi que não esperava que ainda estaria tão frio dentro da serração e tirei a maior parte da roupa logo na primeira subida. Conclusão: passei frio quase que a manhã toda. Mas já não havia tantas subidas e o dia fluía perfeito. Ainda era 11h da manhã quando um carro parou ao meu lado e me convidou para conhecer seu restaurante em Ipoema. Chegando lá as 11:30h, decidi conhece-lo, pois era o mesmo local que carimba o passaporte. Diante de uma comida muito bem apresentada e um local muito agradável, decidi almoçar mais cedo e curtir ainda mais minha viagem solitária. No final da tarde já chegando em Cocais, minha bike começou com um estalido no cubo traseiro que me deixou preocupado. Pelo som parecia que algo poderia arrebentar a qualquer momento. Num giro pela pequena cidade escolhi uma pousada muito boa e que oferecia um jantar divino e mais uma vez acompanhada de vinho. Pouso: Pousada e Restaurante Vila Cocais Dia 5 – 16-06-16 – Cocais – Catas Altas Após um delicioso café da manhã e com um dia frio e ainda com muita serração parti bastante preocupado com os estalidos. Minha opção seria achar uma oficina em Barão dos Cocais, onde cheguei às 10h. Consegui chegar na Cycle Sports onde fui muito bem atendido pelo Richardson. Apesar de minha insegurança inicial ele mandou muito bem na limpeza do cubo e acabou dando uma geral na transmissão toda. Com o problema resolvido, comi um lanche rápido e parti para tentar fechar o dia sem atrasar o planejado. Me surpreendi com o tamanho de Santa Bárbara e com a beleza do caminho até Catas Altas. Um dos pontos altos deste trecho é a passagem pelo aqueduto, que é muito fotografado por todos os viajantes. Já de cara me apaixonei por Catas Altas e a Igreja de N Sra da Conceição e suas ruas de pedra. Nem fiquei tão bravo após perder um tempo enorme procurando por uma pousada indicada no site e perceber que estava fora da cidade e fechada. Voltei para o centro e numa loja de bike recebi a indicação da pousada dos Guarás, simplesmente excelente. Após me hospedar, rapidamente botei um tênis e voltei para a praça para aproveitar a linda luz do final de tarde. Fiz muitas fotos da igreja e das casinhas da praça. Mais uma vez fui surpreendido pelo jantar no restaurante La Violla que tem simplesmente centenas de cervejas artesanais e uma cozinha excelente. Pouso: Pousada Guarás Dia 6 –17-06-16 - Catas Altas – Ouro Preto Mais um maravilhoso dia de sol, friozinho e ainda com serração nas baixadas para valorizar as minhas fotos. Impossível sair de Catas Altas sem fotografar a igreja e a praça de diversos ângulos. Ainda pelo caminho muitas paisagens bonitas com uma formação rochosa muito grande próxima da cidade. Uma das frustações do dia foi entrar em Santa Rita Durão e embora todos me viam indo em direção ao distrito de Camargo e Bento Rodrigues, que foram destruídos pela enxurrada de lama da Samarco, ninguém me avisou da interdição. Ou seja, eu sabia da interdição, porém não sabia que o contorno estava antes de Santa Rita. Conclusão: pedalei 7 km até dar de cara com uma grade na estrada de onde a única opção era voltar até a cidade e contornar pelo asfalto, perdendo mais de 1h nisso tudo. O duro é que daí até Mariana foi tudo asfalto e a maior parte sem acostamento, obrigando-me a tomar muito cuidado. No caminho também passei por outros aterros da Samarco e deu para ter a dimensão do impacto que a extração de minério causa ao meio ambiente. A passagem por Mariana foi rápida, apenas para carimbar o passaporte e fotografar as principais igrejas. Uma coisa que me estressa nessas cidades históricas é o assédio dos guias que incansavelmente tentam te fornecer informação do local ou oferecer pousadas. O trecho até Ouro Preto não foi nada melhor. Muitas subidas, estradas estreitas com muito transito e o cansaço do dia se tornava evidente. A chegada em Ouro Preto também foi muito estressante. Quase impossível pedalar com uma bike pesada com alforje, ruas muito estreitas, piso todo irregular e muito morro. Fui direto à praça Tiradentes onde fiz meu último carimbo do Caminho dos Diamantes e peguei meu certificado no Instituto Estrada Real. Com isso concluído, decidi me informar sobre pousadas no centro de informações ao turista, que fica no mesmo prédio. Em Ouro Preto, meu parceiro Paulo Toledo começaria a me acompanhar na viagem. Comemoramos sua chegada num bom restaurante com bom vinho, pois não teríamos grandes opções nos próximos dias. Pouso: Pousada Solar do Carmo Dia 7 – 18-06-16 - Ouro Preto – Congonhas Por ser o primeiro dia do Paulinho no time, tivemos um pequeno atraso para arrumar as coisas na bike e partimos às 8:30 após as tradicionais fotos da partida na praça Tiradentes. O sol já estava agradável e nossa única preocupação era não sermos atropelados ou exprimidos pelos carros nas ruas estreitas. Uma das surpresas foi pegar estrada de terra logo cedo, pois imaginava que teríamos muito asfalto no dia. Maior surpresa ainda foi ter uma grande diversidade de terreno com várias estradinhas sombreadas e até alguns single tracks. O primeiro dele, nós pulamos, pois me lembrei das recomendações de outros grupos, que seria muito pesado e praticamente um eterno empurra bike. Decidimos então seguir pela estrada de terra. Já no próximo acabamos entrando, mas também mais empurramos do que pedalamos. Porém, era de apenas 3,7 km, enquanto o anterior era de 18 km. Uma cidadezinha muito charmosa no caminho foi São Bartolomeu. Um dos problemas do dia foi o cubo dianteiro da bike do Paulinho que começou a ranger. O plano original era dormirmos em Lobo Leite, mas somente após chegarmos lá, fomos informados que não havia pousadas. A solução foi pedalarmos mais 12 km até Congonhas. Lá, através da ajuda de alguns ciclistas, miraculosamente conseguimos que um mecânico abrisse sua oficina para ver o cubo. Além de lubrifica-lo, fez a sangria do meu freio traseiro, que a esta altura estava muito baixo e praticamente sem efeito. Enquanto ele revisou as bikes tomamos banho e jantamos. Conclusão, bikes revisadas em pleno sábado à noite e sem atraso no cronograma. Pouso: Hotel Max Mazza (mediano) Dia 8 – 19-06-16 – Congonhas – Casa Grande Com as bikes teoricamente em ordem, partimos morro acima para visitar o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde estão as esculturas dos 12 profetas de Aleijadinho. Depois de quase morrer na subida valeu o visual da cidade e ver que as obras estão bem preservadas, agora com vigilância 24 horas por dia. Os problemas do cubo voltaram e a sensação era de que algo estava sendo moído internamente. Pela primeira vez encontramos um grupo de bikers da região que nos acompanharam até Entre Rios e nos indicaram um lugar maravilhoso para almoçar. Enquanto fui carimbar o passaporte, o Paulinho tirou seu tradicional cochilo pós almoço. O problema de um almoço bom é encarar as subidas logo em seguida. A tarde foi ao mesmo tempo linda e pesada, estávamos cansados e o barulho na roda nos atormentava. Chegamos em Casa Grande às 17 h e mais uma vez fomos informados que não havia pousadas na cidade. A única opção seria a pensão de Dona Irene. Fomos então conhecer o local e ficamos surpresos que apesar da simplicidade tinha um bom banho quente, comida caseira deliciosa e o melhor de tudo: a hospitalidade de uma família. O único problema é que a casa ficava em frente a um bar onde jovens inconsequentes escutavam no último volume a p. do pancadão no som automotivo. Isso era a última coisa que eu poderia esperar numa pacata cidade do interior de Minas. O som era tão alto que atrapalhava nossa conversa na cozinha da casa, incrível. Após o jantar nos reunimos na cozinha ao redor do fogão de lenha tomando chá de hortelã da própria horta para prosear e planejar o dia seguinte. Pouso: Pensão de Dona Irene Dia 9 – 20-06-16 - Casa Grande – Tiradentes Como a bike do Paulinho já não tinha mais condição de rodar, nosso plano foi pedir ao genro da Dona Irene para levá-lo de carro até São João del Rei para arrumar a roda enquanto eu seguiria o plano original até Tiradentes. O dia seguiu com serração por quase toda manhã e mais uma vez tirei a roupa antes do tempo e acabei passando frio. O que atrapalhou foi o fato de estar levando mais de 1 kg de água nas roupas lavadas mas não centrifugadas, devido a um problema na máquina de Dona Irene. O dia foi bem variado, estradão, trilhas em meios a eucaliptos e até travessia de rio com direito a molhar os pés logo cedo. Passei por Lagoa Dourada e provei o famoso rocambole, mas não morri de amores. Para minha surpresa há um grande número de empresas que produzem móveis de madeira de demolição e artesanatos, tanto em Lagoa como em Prados. Quase chegando a Tiradentes passa-se por Bichinho, uma pequena vila com uma enorme concentração de artesões. A grande surpresa do dia foi chegar à Tiradentes por volta das 16h com uma linda luz de fim de tarde. Antes de ir para a pousada, decidi rodar de bike pela cidade e fotografar o máximo que pude antes do sol baixar demais. Me encantei com a cidade. Ela está muito bonita, bem preservada, com excelentes pousadas e restaurantes e ainda mantendo o clima das pequenas cidades históricas de Minas. Finalmente encontrei o Paulinho com uma roda nova na bike e o problema finalmente resolvido. Para comemorar, tomamos um chope artesanal na praça central. À noite tivemos um jantar e vinho excelentes. Pouso: Pousada do Ó Dia 10 – 21-06-16 – Tiradentes – Capela do Saco Cansados da correria dos dias anteriores colocamos como meta não pedalar mais de 60 km. Aproveitamos então para fazer um café mais preguiçoso e sair mais tranquilos. Saímos às 9h e após carimbar o passaporte na praça central fomos até São João del Rei sacudindo a manhã toda em estrada de paralelepípedo. Após mais um carimbo e de conhecer as principais igrejas partimos para um trecho perigoso de trilha com muitas subidas e descidas com pedras soltas. Foi aí que o Paulinho tomou um pequeno tombo que lhe custou uma luxação no dedinho da mão esquerda. Embora minha recomendação foi de voltar pra procurar um médico, ele decidiu seguir em frente. Somente em São Sebastião da Vitória é que arriscou passar em uma UPA num médico Cubano que lhe recomendou dipirona e B12 para seguir viagem Após São João del Rei começa o que considero o maior perigo de toda a Estrada Real: os mata-burros longitudinais, ou seja, a roda da bike pode facilmente cair no espaço entre os trilhos. Há duas formas de cruzá-lo: conservadora: passar bem devagar com os pés no chão ou ousada: transversalmente. Na maior parte do tempo eu ia de ousada. O caminho foi show, repleto de single tracks e estradinhas sombreadas até Caquende, onde pegamos a balsa para cruzar a represa de Camargos e chegar na pousada de Capela do Saco por volta das 15 h. Já na pousada, dei uma geral nas bikes e pude mais uma vez lavar as roupas, desta vez com centrifugação. O jantar foi servido na própria pousada e estava excelente. Pouso: Pousada Reis Dia 11 – 22-06-16 – Capela do Saco – Estação Traituba Hoje foi o primeiro dia realmente light. Após um café simples partimos para Carrancas. As primeiras horas foram bem tranquilas com poucos aclives mas ao cruzar a serra as subidas com pedras apareceram. Mesmo assim, chegamos em Carrancas as 11:30 h e seguindo uma dica do site do Instituto Estrada Real procuramos pelo Thomas na pousada Carranca que teria uma indicação de pouso em Traituba. Neste trecho, o problema são as grandes distância entre os pontos de parada. Ou se faz 60 ou 90 km. A indicação do Thomas era uma hospedagem na fazenda de seu tio Roberto na estação de Traituba há 27 km de Carracas. Embora ele tenha dito que as instalações seriam simples, não tínhamos ideia do que nos esperava. Fizemos um almoço demorado no restaurante Recando saboreando uma deliciosa truta. Carimbei o passaporte na Eco Adventure e partimos tranquilamente para um pedalzinho de 27 km. Ao chegarmos na fazenda nos demos conta que o simples na verdade era extremamente simples, e além disso, muito mal conservado e deixando tudo a desejar em termos de higiene. Tudo era extremamente desorganizado e com ar de abandono. A cozinha não tinha a menor condição de uso e até eu, que não sou nojento, me preocupei em jantar naquele lugar. Só nos restou encarar, tomar banho num banheiro cheio de roupas sujas dependuradas, comer um frango caipira, que até estava bom, mas feito numa panela de cerca de 100 anos, que não dava pra identificar a última vez que foi lavada. Finalmente dormir sem lençol em uma cama com um estrado todo irregular. Neste dia conhecemos o Jeferson, também hospedado lá e que estava fazendo todo o trajeto (Diamantes e Caminho Velho) caminhando. Gente muito boa ele e batemos altos papos. Pouso: Estação Traituba Dia 12 – 23-06-16 – Estação Traituba – Caxambu Apesar de tudo, a noite foi boa e dormimos bem. Durante o café, bem simples por sinal, tivemos altos papos com o Sr Roberto, que apesar do isolamento, está totalmente antenado na política e nas notícias do mundo. Partimos as 8:30h para o que viria a ser mais um dia bem light. O relevo estava bem mais amigável e o pedal rendia bastante. O tempo deu uma virada e pegamos uma chuva bem leve e passageira. Fizemos um lanche muito bom numa padoca em Cruzília, onde aproveitamos para conhecer o Museu do Cavalo Manga-larga, onde carimba-se o passaporte. Ainda passamos por Baependi para carimbar o passaporte na igreja de Nhá Chica e ainda deu pra chegar em Caxambu as 15:30h. Encontramos uma pousada bem legal e ainda deu tempo para visitar o parque das Águas e tomar um chope num fim de tarde bem tranquilo. Pra fechar o dia com chave de ouro fomos comer uma pizza na Agostini Pizzaria – maravilhosa. Pouso: Pousada Águas de Caxambu Dia 13 – 24-06-16 – Caxambu – Passa Quatro Esse dia nos enganou totalmente. O que deveria ser um dia longo, mas tranquilo, se transformou no dia mais difícil de toda viagem. Como a classificação mediana de dificuldade dos trechos pelo site do Instituto Estrada Real, achamos que seria fácil. E realmente foi até Pouso Alto, onde fizemos uma longa parada para almoço. Porém, daí pra frente começaram várias subidas que baixavam nossa média a medida que o dia ia avançando. O trecho Pouso Alto – Itanhandu surpreendeu muito com o número de subidas e até com uma travessia de rio com bastante água. Para ajudar, faltando cerca de 20 km para completar o dia, o bagageiro do Paulinho quebrou e tivemos que repartir o peso entre a mochila dele e meu alforje. No estresse do dia, acabei pulando o carimbo do passaporte em Itamonte e tocamos direto para Itanhandu. De lá até Passa Quatro foi bem tranquilo, pois é 100% plano e eu já conhecia bem o caminho. O problema é que já havia escurecido e o pedal foi feito com lanterna nos quilômetros finais. A ideia seria fazer uma foto de fechamento da viagem na estação de Passa Quatro, mas como já estava escuro, decidi por fazê-la na Harpia, uma excelente loja de equipamentos esportivos da cidade. Encerramos a viagem com um jantar e um bom vinho no restaurante Antônio. Pouso: Pousada São Rafael Conclusão: Fiquei extremamente feliz com o sucesso total desta viagem. Todo meu planejamento funcionou perfeitamente bem e apenas fizemos alguns ajustes, já previstos, nas quilometragens diárias e nos pontos de pouso. Até mesmo os problemas nas bikes não atrasaram a programação. Dicas A Estrada Real não é recomendada para iniciantes, pois a altimetria é respeitável e oferece bastante dificuldade. A orientação apenas pelo totens pode causar confusão, principalmente dentro das cidades, onde eles inexistem. A navegação por GPS usando o tracklog do Instituto Estrada Real funcionou perfeitamente. Pense muito bem no que levar. Eu preferi prezar pelo conforto e paguei um preço alto pelo peso. Em anexo você encontra minha planilha com tudo o que levei, o peso de cada item e o que realmente utilizei. Logicamente isso varia para cada pessoa e pela época. Lembre-se que fui no inverno e não poderia negligenciar nas roupas. Também nesta planilha (em outro TAB) estão as distâncias, velocidade média e tempos. Isso dá uma boa ideia da dificuldade dos trechos. Nesta viagem priorizei pedalar e conhecer apenas as cidades que passava ou dormia. Para realmente aproveitar todos os atrativos dos caminhos é necessário dispor de mais tempo. Como tenho uma bike full suspension, o bagageiro Thule é o único que existe para este tipo de bike. Ele funcionou bem, porém o conjunto acabou sendo pesado demais e não foi feito para o sacolejo de nossas estradas de terra. Tive que utilizar duas aranhas para tentar prender as bolsas e evitar um indesejável barulho no mesmo. Outro fato é que como há muito minério de ferro na região ele se acumulou no ímã que tenta prender as bolsas e acabou danificando-as um pouco.
  6. 1 ponto
    Assim, é difícil dizer que existe uma barraca "foderosa" que aguente meses ou anos de uso sem ficar comprometida: as intempéries (sol forte, chuva, granizo) eventualmente vão desgastar o tecido do sobreteto, as costuras com o tempo irão perder sua impermeabilidade, ou vão "afrouxar", permitindo uma infiltração de água, os elásticos das varetas vão envelhecer e perder sua resiliência, etc. Mas vamos lá. Tem umas marcas e modelos mais "técnicos" que se destacam no mercado, que vc pode encontrar a um valor justo se pesquisar bem. a cloud up da naturehike é uma bastante conhecida e recomendada na atualidade, o problema é que vc vai ter que comprar pela internet (e esperar ela chegar sabe lá quando em virtude de toda a crise que assola o mundo). https://pt.aliexpress.com/item/32886718463.html?src=google&src=google&albch=shopping&acnt=494-037-6276&isdl=y&slnk=&plac=&mtctp=&albbt=Gploogle_7_shopping&aff_atform=google&aff_short_key=UneMJZVf&&albagn=888888&albcp=7303158455&albag=86143156931&trgt=883147841219&crea=pt32886718463&netw=u&device=c&albpg=883147841219&albpd=pt32886718463&gclid=Cj0KCQjwvIT5BRCqARIsAAwwD-Ss5LnT7_RCSdcRgHA5OGEX-RB7HUU_vm4ysw9_2Zpk76gZ6oglewUaAmFcEALw_wcB&gclsrc=aw.ds Aqui no Brasil, para compra imediata em loja física, as marcas mais confiáveis seriam a AZTEQ, TRILHAS E RUMOS e a QUECHUA, esta vendida nas lojas da decathlon da azteq, tem a Katmandu, a Nepal (a melhor de todas), a minipack e a mykra. Recomendo ou a KATMANDU ou a MYKRA por serem autoportantes (ou seja, ficam em pé sozinhas com o quartinho montado, isso é importante caso vc for acampar num local sem solo fofo para fixar os specs, por exemplo). de quechua tem a quick hiker (um pouquinho cara, e o modelo antigo não está no catálogo atual da decathlon), e também tem as arpenaz, mas recomendo que vc vá numa loja e olhe, veja se tem montada, etc. da trilhas e rumos teria a COTA 2, uma barraca para 1 pessoa + materiais simples, e bem feita. Se vc for fazer mochilão na américa do sul mesmo, se atente mais para proteção contra chuvas, então uma barraca com coluna d´água de pelo menos 2000mm se faz necessária. A maioria das barracas que citei tem coluna ótima. Depois é se atentar se ela é autoportante ou não (a maioria que citei é), e no mais, penso que é isso. o resto é cuidado com a mesma.
  7. 1 ponto
    Prezados, Respeitar os diferentes estilos de viagem de cada um tudo bem, mas aconselhar a utilização de subterfúgios para permanecer ilegalmente pela Europa é verdadeiramente insano, depois turistas brasileiros reclamam que são discriminados por lá não sabemos porque né...
  8. 1 ponto
    Ponto numero 1: O site não é voltado a ajuda em atividades ilegais. E atividades visando burlar as regras para entrada em países, notadamente Europa, queima cada vez mais o filme de Brasileiros que buscam somente realizar atividades de turismo. Ponto 2: Quem tem experiência de viagem bate na tecla das agencias, porque sabe que os pacotes em sua maioria são uma bosta. Gasta-se dinheiro e curte pouco. São cansativas. Mas so vai se ter essa dimensão quando se experimenta as duas formas e compara. Uma alternativa muito boa são os sites que oferecem a montagem de roteiro personalizado. A pesar de ter um custo do roteiro...se economiza e curte muito mais. Quanto a custos... é pessoal. Cada um compartilha suas experiências conforme seu ponto de vista. É obvio que uma viagem com 30 euros por dia não sera a mesma coisa de uma viagem mais folgada. Mas se todos pudessem todos andavam de Ferreri!
  9. 1 ponto
    Coisa para gente grande ai. Admiro e respeito. Mas é óbvio que não é uma parada para amadores. Como disse poiuy, o base-camp já é um desafio. Só acho uma pena a montanha ter si tornado tão comercial dominada por estas empresas de "turismo radical", canais de aventura, revistas e etc.. Os relatos que vejo é que fica mairo zona na montanha, engarrafamento de sherpas e alpinistas... solidariedade e respeito ao próximo faltam.
  10. 1 ponto
    Ola, Já fiz o trecho todo citado. De Mendoza a Junin de Los Andes tem um trecho de mais ou menos 160 KM de rípio, mas só se você desviar por Zapala. Se seguir pelo rípio deve ter uns 300 (eu não fui por ali). O trecho de 160 é tranquilo, só seguir numa velocidade moderada. Nas subidas geralmente tem costelas na pista e trepida muito. A dica é baixar a calibragem do pneu no rípio umas 5 a 8 libras e depois no asfalto na primeira gomeria (borracharia dos hermanos) encher novamente. De Bajo Caracoles (bem ao sul) até Gobernador Gregores tem outros 73 km de rípio. Novamente nada complicado. Só ir em velocidade compatível. Esse trecho de rípio após Esquel citado acima só se você for pela antiga ruta 40. A nova é toda asfaltada.
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    O Davi já comentou, roupas tem peso e volume que variam muito dependendo do material que são feitos, por exemplo, uma calça jeans ocupa o mesmo volume na mala do que duas ou três camisetas, mas a calça jeans é mais pesada do que duas camisetas, então é super complicado converter volume de roupas em peso. Por exemplo, se eu for colocar o meu casaco de inverno numa mala de 60 litros, ele vai ocupar quase metade da mala, mas pesa menos de 1 kg, agora se eu for levar só camisetas, consigo levar umas 10 ou 12 camisetas no espaço que o casaco ocuparia na mala, e as camisetas pesariam quase 5 kg... A quantidade de bagagem que você pode levar também depende do meio de transporte usado, no ônibus os limites de bagagem gratuita são: - Uma bagagem de mão, que você leva junto com você dentro do ônibus, medindo no máximo: 42cm (Profundidade), 78cm (Largura), 26cm (Altura) e 5Kg de peso que equivale a uma mochila escolar ou uma mochila fina. - Uma bagagem de até 30 Kg, que vai no bagageiro do ônibus, medindo 100 cm de comprimento X 50 cm de largura X 60 cm de altura. Bagagens fora deste limite podem ir no bagageiro, mas são cobradas a parte e por kg, custa 0.5% do valor da passagem para cada kg. Já no avião, para viagens dentro do Brasil os limites são: - Uma bagagem de mão com o peso e dimensões máximos abaixo, que são equivalentes a 48 Litros: - E mais um item pessoal, como uma mochila pequena, pesando no máximo : Você também pode pagar uma taxa adicional para despachar uma mala maior no porão do avião, neste caso a mala não pode pesar mais que 23 Kg, e medir mais que as dimensões abaixo, que equivalem a 112 litros : Se ficar dentro deste limite de peso e tamanho, despachar a mala no porão do avião custa em torno de R$ 100 por mala, quando comprado antecipadamente pela internet, se for deixar para pagar lá no aeroporto, é mais caro. Bagagem fora deste limite, pode viajar no porão do avião, mas é considerado bagagem especial, e tem preços e condições diferentes. No site da Latam tem uma pagina explicando direitinho os limites e regras: https://www.latam.com/pt_br/informacao-para-sua-viagem/bagagem/bagagem-de-mao/ Mas repetindo, não tem como saber quantos Kg vão caber dentro de uma mala de 80 litros, pois o peso e volume das roupas varia muito de acordo com o material, então a melhor coisa que você pode fazer, é ir numa loja de malas e olhar o tamanho das malas, e avaliar se as suas coisas caberiam dentro da mala. Não dá para estimar simplesmente com base no peso e volume, você tem que olhar as malas pessoalmente e avaliar se as suas coisas cabem dentro.
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    Fala Galera blz? sou muito fã da tomorrow, ja fui 3 na Bélgica e as 2 do Brasil, eu iria nessa desse ano mas foi adiado. Então eu vou na de 2021, estou sem roteiro pra depois ou antes, apenas tomorrow por enquanto. Alguém que estiver afim da um toque ai! pode me chamar no whats tbm 47 99971-1234
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    @Renato Santini Olá! Eu nunca fui pro Everest, nem sou alpinista nem nada (HAHAHA), mas gosto muito do assunto. Sou obcecada pelas histórias. Li bem recentemente os livros No Ar Rarefeito do Jon Krakauer e A Escalada do Anatoli Boukreeve que ambos falam sobre o acidente que ocorreu em 10 de Maio de 1996 que foi o dia que mais morreu gente no Everest na história, só que cada um no seu ponto de vista. As duas agências envolvidas que são citadas nos livros, a Adventure Consultants e a Mountain Madness cobravam até 65 mil dólares por cliente na época. Nos dois livros, eles citam que alguns clientes pagaram menos, cerca de 40 mil dólares, e ai vai uma série de variações de negociações. Ambas agências ainda existem, a Adventure Consultants hoje tá cobrando 69 mil dólares: https://www.adventureconsultants.com/expeditions/seven-summits/everest/ e a Mountain Madness 67 mil: https://mountainmadness.com/trips/mount-everest#overview Lendo os livros vc consegue ter bem uma noção o porque desses valores. Tem as permissões pagas ao Governo do Nepal que o cara cita no vídeo, tem toda uma questão de logística de material de todo lugar do mundo até o topo da montanha: barracas, comida, garrafas de oxigênio, o serviço de uma equipe de xerpas (as expedições geralmente tem mais xerpas do que clientes) que leva e trás o material desde o acampamento-base até os 4 acampamentos avançados, tem custo com médico que fica de plantão pra te atender, os guias que vão te levar pro cume, além de que a própria agência precisa ter seu lucro... Enfim, é muita coisa envolvida. Então sim, esse valor citado no vídeo de 50 mil dólares é até 'barato' se considerar que estamos em 2020 e o cara ainda é brasileiro, vai conversar com você na sua língua nativa, isso não tem preço. Aliás, recomendo muito a leitura desses livros porque se você estiver pensando nessa escalada, você aprende com os erros cometidos pelas pessoas ali e não repete. Claro que no vídeo o cara fala que obviamente você precisa escalar muitas montanhas antes do Everest para se preprarar e ai são mais valores 'adicionais', mas falando exclusivamente do Everest o valor citado de 50 mil dólares é bem realista.
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    Se não for pra viajar assim, nois nem sai de casa
  16. 1 ponto
    Boa noite! Estou procurando alguém para dividir acomodação, alguém que comprou ou irá comprar apenas um voucher.
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    Adorei esse relato, to procurando uns lugares diferentes pra conhecer e vi só o seu relato sobre a Nicarágua, muito engraçado, fiquei interessada em procurar sobre esse lugar.
  18. 1 ponto
    Simplesmente sensacional.... quase um filme hahahahaha já pensou!???? obrigado 🙏🙏🙏
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    Completados!!! 1600km andando pelas praias, conheci todas as praias do norte do Espírito Santo, todas as praias da Bahia, de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte! Sai dia 26 de outubro de 2017 e cheguei dia 17 de março de 2019. Várias magias e creio que uma das maiores foi ter parado quase 1 ano. Pq? Conheci uma comunidade no norte da Bahia. Um ecohostel @vilaflorecohostel que funciona diferente de tudo que já vivi e já ouvi falar. Lá a busca é sempre pela sustentabilidade. Me encontrei, sim, um belo encontro, porque sai bem sem rumo, tentando "fugir" desse sistema que o mundo nos condenou a viver. Me encontrei porque lá além de viver a base da troca(fiquei de junho a dezembro sem ganhar e sem gastar um mísero real). Tive a liberdade de viver da natureza, explorando bioconstrucoes como a construção de um bangalô e uma oca, até conhecer mais sobre botânica e aproveitar nossas comidas orgânicas para fazer nascer mais bebês plantinhas. Conheci o veganismo e principalmente a cozinha vegana. Descobri que podemos fazer nossos próprios produtos de limpeza e higiene. A importância da reutilização do plástico (fazemos tijolos de garrafa pet). Resumindo conheci um cantinho que chamo de um pedacinho do paraíso, com rios, dunas, mar...dentro da natureza. E sim, a natureza cura tudo! Cheguei a programar esse ano, pós carnaval, minha ida até São Luís(MA), pulei meu carnaval com amigos de infância em Olinda e parti na terça. Conheci o norte de PE todo! As maravilhosas falésias do sul de Paraíba, praias magníficas e vou abrir uma aspas super importante: " o estado mais consciente em relação a lixo na praia, fiquei super feliz, de 1 em 1km tinha uma lata e uma placa falando do lixo! Parabéns Paraíba, serve de exemplo para todo Nordeste". Cheguei no Rio Grande do Norte em 2 semanas apenas. Andando um pouco mais de 30km por dia. Diminui o peso do mochilao, de 23kg fui pra 13kg. Como? Tirei a barraca, além de outras tralhas que achava necessário e percebi que não são. Dormindo sempre na rede, armando sempre nessas barracas de pescadores (rancho) e até dentro de casas que servem só para alta temporada. Chegava na varanda e por lá ficava, fiz isso porque esse período de outono chove muito por aqui. Alimentação resumida em grãos e coco. Difícil de achar lentilha ou ervilha. Então foi quase sempre feijão. Deixando na água dentro de uma garrafa pela manhã e almoçando já a tarde. Vários dias passando pelas praias desertas, com a vegetação rasteira de sertão a minha esquerda, sol queimando e de forma diferente. O sol nascia ao leste e caia ao oeste. E depois que comecei a pegar sentido oeste do Brasil o sol começou a nascer ao sul e se por ao Norte. Isso em relação a quem tá andando rumo ao norte da praia. E também o vento modificou, ele vinha sempre do norte e quando cheguei no RN, começou a vir do sul. Energias diferentes, demora pra adaptar. Um outro detalhe que não me fez bem, foi o fato que amo andar na natureza e só na natureza, sem cidade grande e sem pistas que o homem passou por ali. E depois da Paraíba foi impossível. Além de bugs correndo o tempo todo na beira da praia, centenas de kms com hélices de 100m de altura rodando na beira da praia de energia eólica. Sou super a favor desse tipo de energia, porem me deu a sensação que estava sendo vigiado e que não estava 100 por cento na natureza, então segui andando e tentando entender. Porém cheguei em um ponto espiritual e de cansaço mental que sempre falei pra todo mundo que me pergunta porque fazia andando. " Tem que gostar muito de andar!" E o prazer estava sendo menor que o cansaço. Acredito muito em destino e me surgiu uma lus me dizendo que o caminho por enquanto não era esse. Resolvi parar antes do meu combinado anterior. Temos que aceitar o tempo, respeitar e trabalhar nossa intuição pra conseguirmos enxergar isso. E pra mim, isso fica mais fácil e claro quando se vive na natureza. Hoje estou em Fortaleza, e sigo para minha cidade natal, Belo Horizonte (MG) para depois voltar para Vila onde chamo hoje de paraíso. Quiserem saber mais @toandando
  20. 1 ponto
    Exato, Guatemala é bem mais lado B. Eu curti bem mais! Outro país lado B que quero ir é a Nicarágua.
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