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  1. 5 pontos
    Salve salve mochileiros! Segue o relato da trilha feita no Réveillon rumo ao Pico do Corcovado situado no município de Ubatuba no litoral norte de São Paulo. --> 24km ida e volta  --> Nível de dificuldade: DIFÍCIL (trilha extensa com várias bifurcações no início e muita mas muita subida rss) Partida - 30/12/19 - Partida 18:00pm - São Paulo x Caraguatatuba x Praia da Lagoinha x Praia do Bonetinho - Ônibus R$65,00 - Transporte público R$5,50 Dia 30 de Dezembro geralmente costumo me organizar com antecedência o que vou fazer na virada pra não passar apuros nas correrias de final de ano. Mas ao contrário deste ano de 2019 eu não segui o protocolo e resolvi tudo na última hora, e lá estávamos nós, eu Tadeu e meu amigo Léo no dia 30 de Dezembro partindo de São Paulo capital sentido Caraguatatuba no litoral norte de São Paulo pelo empresa de ônibus Litorânea onde compramos as passagens por R$65,00. Em meio a milhares de pessoas correndo pra lá e pra cá no Terminal Rodoviário Tietê, nós conseguimos as passagens para às 18:00 com previsão de chegada para às 20:35. Chegamos por volta das 21:30 em Caraguatatuba por causa do trânsito intenso na rodovia de final de ano. Terminal Rodoviário Tietê Em Caragua o clima estava abafado mas sem nenhum sinal aparente de chuva. A previsão mostrava clima aberto pro dia 30 e 31 com 20% de chuvas isoladas. Aguardamos por um tempo no terminal para aguardar nosso proximo ônibus e neste tempo aproveitamos e caminhamos por uns 5 minutos até o supermercado Shibata que fica próximo ao terminal rodoviário para comprar comida e água para passar a primeira noite no camping. Compras feitas, retornamos ao terminal e então pegamos um ônibus de transporte público na rodoviária de Caraguatatuba com sentido a Ubatuba por R$5,50 e depois de 1 hora descemos no ponto da praia da Lagoinha próximo ao Mercado Garotão e ao Condomínio SARELA - Recanto da Lagoinha onde caminhamos até sua entrada na 1ª guarita e continuamos por dentro do condomínio até a 2ª guarita que é onde fica o início da Trilha da Sete Praias. Caminhamos por 40 minutos passando pela Praia do Oeste e Praia do Peres caminhando totalmente no escuro iluminando com lanternas até chegar na Praia do Bonete ou Bonetinho onde passamos a primeira noite em camping selvagem ou seja, camping sem estrutura nenhuma, mas com o essencial, mar aberto e uma fonte de água potável. Ai foi só montar as barracas! Camping Praia do Bonetinho O camping na Praia do Bonete além de selvagem é um camping proibido, na praia existe uma enorme placa lembrando os visitantes que aquele local ou aquela praia é uma propriedade particular. Então como chegamos já a noite, nós acampamos e desmontamos nossas barracas bem cedinho para ninguém ver e causar maiores problemas. Camping concluído com sucesso! Subida - 31/12/19 - Partida 9:00am - Praia do Bonetinho x Pico do Corcovado - Transporte público R$5,50 ; Acordamos por volta das 6:00 da manhã e desmontamos rápido nossas barracas. Fizemos um bom café da manhã, tomamos o último banho de mar de 2019, arrumamos nossas mochilas e caminhamos de volta para o começo da trilha das Sete Praias, pois teríamos que pegar um ônibus sentido Ubatuba para descer no ponto da Praia Dura que ficava a 4,7 km de onde estávamos. Então fizemos a trilha da Praia do Bonetinho de volta para o condomínio Recanto da Lagoinha, fomos para a 1ª guarita na entrada do condomínio e caminhamos para a direita na rodovia sentido Ubatuba por uns cinco minutos até chegar em um ponto de ônibus. Até tentamos pegar carona mas os carros pareciam estar todos lotados ou com bagagens ou de pessoas chegando para passar a virada de ano no litoral. Por sorte o ônibus não demorou muito e pegamos rápido um ônibus por R$5,50 sentido Ubatuba e alguns minutos depois descemos no ponto da Praia Dura em frente ao Supermercado Praia Dura que fica também no começo da estrada do Corcovado que seria o começo da nosso caminho rumo ao imponente Pico do Corcovado. Aproveitamos e compramos no supermercado alguns mantimentos e água. Levamos 2 garrafas de água de 1 litro e 1 litro e meio cada um. (Caminho até o início da trilha) Supermercado Praia dura x Casa do Sr. Tozaki - Guarita do Parque Estadual Serra do Mar -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- (Todo caminho percorrido) Wikiloc: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialArtifacts.do?event=setCurrentSpatialArtifact&id=45109332 Supermercado Praia dura x Casa do Sr. Tozaki - Guarita do Parque Estadual Serra do Mar x Pico Do Corcovado Começamos nossa caminhada para o pico por volta das 11:00 da manhã. Nosso ponto de partida foi do Supermercado Praia Dura, dali caminhamos por 1 hora os 4 Km da Estrada do Corcovado até a casa do famoso Sr. Tozaki (que infelizmente não tive a oportunidade de encontrar) onde fica situado a guarita do Parque Estadual da Serra do Mar PESM - Núcleo Picinguaba e início da Trilha do Pico do Corcovado. Casa Sr. Tozaki Guarita do Parque Estadual Serra do Mar - Núcleo Picinguaba Para subida e pernoitar no Pico do Corcovado é preciso realizar o agendamento com o Núcleo Picinguaba enviando um e-mail para [email protected] ou para [email protected] Nós até fizemos nossa parte e enviamos três e-mails para solicitar o agendamento em três emails diferentes, porém recebemos a resposta de que dois deles estavam desativados. O único e-mail que nos respondeu foi o [email protected] e disse assim: ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 31 de dez de 2019 às 13:59 "Bom dia! Informamos que a Associação Coaquira de Guia de Turismo, Monitor e Condutor de Ubatuba é responsável pelo ecoturismo realizando o controle de acesso, monitoramento e manutenção do atrativo do atrativo Pico do Corcovado por meio do Termo de Autorização de Uso (TAU /FF/CORCOVADO nº 01/2018 - Processo FF nº 726/2018 - NIS 2096616) assinado pela Fundação Florestal no ano de 2018. O atrativo Pico do Corcovado se encontra em área do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, Unidade de Conservação de Proteção Integral, instituída através do Decreto Estadual 13.313/79 e o principal objetivo da associação e a preservação, conservação e prática do Ecoturismo e Montanhismo de mínimo impacto no atrativo. A trilha para o Pico do Corcovado é monitorada, ou seja, há a necessidade de contratação de um Guia de Turismo ou Monitor Ambiental da Associação Coaquira para acessar o mesmo e realizar o procedimento de agendamento. É necessário realizar o agendamento com antecedência, dessa forma poderemos indicar um condutor para acompanhar o grupo, o procedimento será confirmado após a confirmação da disponibilidade da data solicitada, preenchimento do Ofício de Solicitação de Reserva, Termo de Isenção de riscos, Termo de Responsabilidade e Ficha Médica. Quanto a pernoite, é permitida seguindo as informações acima, agendamento e contratação de um Guia de Turismo ou Monitor Ambiental que disponibilizamos pela associação e respeitando a capacidade de carga do atrativo de 15 pessoas. As datas propícias e permitidas para atividade de camping são entre os meses de abril a outubro. Informamos que o atrativo estará fechado para pernoite de 19/11/2019 até 19/03/2020 pois durante esse período as chuvas no local são muito intensas, com a possibilidade de ocorrência de descargas elétricas, erosões e deslizamento do solo, causando graves riscos aos usuários. O trajeto bate e volta permanece liberado, desde que as condições climáticas estejam favoráveis e após feito todo o procedimento. Feliz 2020! Qualquer dúvida estamos a disposição. Att. Diretoria do Departamento Executivo do Atrativo Trilha do Pico do Corcovado da Associação Coaquira de Guia de Turismo Monitor e Condutor de Ubatuba ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ --> https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/pesm/nucleos/picinguaba/contato/?filter=agendar Como não tínhamos recebido nenhuma resposta dos e-mails enviados com a autorização e o agendamento quando começamos o caminho para o início da trilha por volta das 11:00 da manhã do dia 31 de Dezembro, decidimos ir sem agendamento mesmo. Pensamos em talvez conversar na guarita sobre os emails enviados para solicitar agendamento e que não tínhamos recebido nenhuma resposta, massss não foi necessário nada disso hehehehe. Quando nos aproximamos da guarita percebemos que não havia ninguém, nem mesmo o Sr. Tozaki estava em sua residência que fica no mesmo lugar da guarita do parque. Então decidimos começar a trilha sem falar com ninguém. Sabíamos do risco de encontrar algum guarda do parque que poderia nos multar por ter feito a trilha sem autorização e agendamento, mas estávamos decididos a subir e seguimos em frente. Seguimos em frente depois de uma corrente na estrada em frente a guarita e começamos realmente a trilha. A trilha se inicia em um bambuzal ao lado de uma cerca e é neste ponto que a trilha traz a maior dificuldade pois têm algumas bifurcações que levam a alguns lugares diferentes. Realizamos esta trilha com Wikiloc e mesmo assim demos umas vaciladas que foram corrigidas a tempo. Recomendo que façam esta trilha ou com guia ou com gps Wikiloc pois a trilha é muito cansativa, extensa e contém algumas bifurcações principalmente no seu começo. Os primeiros minutos da trilha são tranquilos, passamos por três vezes em riachos de águas geladas e potáveis, ótimas para se refrescar e beber, já que o clima com a mata fechada se torna muito quente e úmido em dias de sol forte nos fazendo suar muito. -->WIKILOC: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialArtifacts.do?event=setCurrentSpatialArtifact&id=45109332 A trilha no começo é tranquila, caminhamos por 1 hora aproximadamente passando por 2 pontos de água até chegar na primeira placa da trilha (PESM) e também no terceiro ponto de água. Deste ponto em diante sentimos o que realmente é a trilha do Pico do Corcovado hauhauhua. Tomamos bastante água no riacho, enchemos nossas garrafas e bora começar a subir o morro que nos aguardava ahuhaua. Estávamos em 206 metros de altitude e a partir dali iriamos subir até 460 metros para o primeiro mirante da trilha. Placa PESM - Parque Estadual Serra do Mar e 3º ponto de água Caminhamos por algumas horas e passamos pelo primeiro ponto de corda em 382 metros de altitude. Neste ponto temos um vista muito linda pois é um dos poucos pontos abertos na trilha. A subida até o primeiro mirante foi bem desgastante, mas quando chegamos, vimos o quão lindo é a vista, isso só nos deu mais ânimo para subir. Este ponto também chamado de Igrejinha nos mostrou só uma prévia do que nos aguardava no cume. Diz a lenda que à meia-noite próximo da Igrejinha seria possível ver a imagem do Frei Bartolomeu andando por lá. É claro que não ficamos lá pra ver isso kkkkkk. Neste mirante conseguimos ver o Pico do Corcovado pela primeira vez da trilha e um belo visual de algumas praias do litoral de Ubatuba. Ficamos por alguns bons minutos contemplando aquele visual e logo seguimos em frente. Neste trecho encontramos somente duas pessoas descendo a trilha, eram dois sul africanos que estavam fazendo um bate e volta. Conversando com eles descobrimos que não havia mais ninguém na trilha e nem no cume, isso significaria que não corríamos o risco de algum guarda nos ver e nos multar e também de ter a possibilidade de passar a virada de ano somente nós no cume! Yeahhhh!!! Mirante ou Igrejinha Depois deste ponto a trilha vai ficando cada vez mais íngreme e inclinada nos castigando bastante. Caminhamos bem lentamente até chegarmos até o último ponto de água que fica a 767 metros de altitude. Paramos um pouco para mais um descanso, fizemos um lanche, tomamos bastante água, enchemos novamente nossas garrafas pois aquele seria o último ponto de água até o cume. Então levamos água o bastante pra beber no restante da trilha e para pernoitar no cume do pico sem precisar voltar para buscar mais água. 3 km de trilha percorridos e ainda faltavam 5 km kkkkk Último ponto de água em 767 metros de altitude Neblina surgindo no meio da mata. Estávamos nas nuvens! Continuamos caminhando sempre subindo até chegarmos ao Camping 1 em 1000 metros de altitude. A subida mais uma vez nos castigou muito e paramos por diversas vezes para descanso e recuperar o fôlego. Chegamos no Camping 1 e ficamos um bom tempo descansando antes de enfrentar a última e mais difícil subida do percurso. Camping 1 O camping 1 tem espaço para aproximadamente umas 7 barracas. Após este ponto, no Camping 1, a trilha deu uma trégua na subida e começamos a caminhar olhando alguns momentos para o Pico do Corcovado em uma trilha mais plana e com poucos declives. Afinal já estávamos na crista da Serra do Mar e a mais de 1000 metros de altitude. Esta parte da trilha é simplesmente incrível, havia desfiladeiros dos dois lados que conseguíamos ver por entre as árvores, mas como a visibilidade estava baixa por causa da neblina, fomos ver realmente a dimensão do lugar que estávamos trilhando somente na volta com o tempo aberto. Caminhando por aproximadamente mais 40 minutos pela crista da Serra do Mar e chegamos em duas placas informando qual a direção que se deveria seguir. A placa da direita subindo dizia que o caminho estava em recuperação e que o acesso estava restrito, já a placa da esquerda era uma seta informando a direção a se seguir para chegar ao cume. Como estávamos seguindo a trilha com o Wikiloc resolvemos fazer a trilha de acesso restrito que era o que o nosso GPS estava guiando, mas esta trilha foi um das partes mais difíceis do caminho com uma subida quase que impossível e perigosa, mas nós conseguimos! Já a trilha da esquerda é um pouco maior com uma grande descida até um ponto de água que fica ainda mais próximo do cume e depois uma última subida mais tranquila até o cume do Pico do Corcovado, mas isso só ficamos sabendo na volta quando retornamos por este lado da trilha pois subimos pela trilha restrita. Placas direcionando a trilha correta e mais fácil a se seguir Após alguns minutos subindo os últimos 100 metros finais e os últimos 60 metros de altitude, onde o corpo já está a ponto de explodir com a mistura de tanta ansiedade, de cansaço, de adrenalina, sede e de todo o esforço feito pra chegar até ali, nós conseguimos vencer com muita superação a última e mais difícil parte da trilha. Uma "escalaminhada" que necessita de pés e mãos livres para subir pelas raízes das árvores que nos custou muito esforço com as mochilas nas costas depois de quase 6 horas de trilha para ai sim conquistar a 1160 metros de altitude o cume do imponente PICO DO CORCOVADO em Ubatuba na Serra do Mar. Foi surreal a primeira vista de lá de cima e as lágrimas simplesmente rolaram pela minha cara suada ahauhauh! Foi incrível! Os primeiros minutos em cima do Pico do Corcovado foram simplesmente mágicos. O tempo que estava fechado até então começou a se abrir e nos presenteou com um por do sol fantástico que nos deixou anestesiados pela beleza que estávamos contemplando. Gratidão era a palavra que mais me vinha a cabeça neste momento. Gratidão por estar ali, por ter condições e saúde pra chegar até ali, gratidão por todas as pessoas que estão comigo ou junto comigo de alguma forma, gratidão pela minha família, minha mãe, meu pai, meu irmão e minhas avós, pelos meus amigos e o mais importante grato pela VIDA! Obrigado Obrigado Obrigado... E lá se foi o último por do sol de 2019. Após esta fantástica exibição da natureza, nós assinamos os nossos nomes no livro do cume para registrar nossa subida e fomos armar nossas barracas pois de noite faria um pouco de frio com os ventos cortantes no cume. Existem duas áreas de camping no cume do pico, uma fica próxima ao livro do cume com um espaço menor, cabendo aproximadamente umas 4 barracas (camping 3), já o outro com um espaço maior cabendo aproximadamente umas 7 barracas e não tão exposto aos ventos (camping 2). Montamos as barracas na área de camping 2 que tinha um espaço maior e menos exposto ao vento. Camping concluído com sucesso! Acampamento armado, tratamos de fazer a nossa ceia de final de ano kkkk. Fizemos um ensopado de legumes e macarrão para recuperar nossas energias que perdemos nas quase 7 horas de subida intensa até o cume. Tivemos um problema com o nosso gás do fogareiro mas nada que impediu de fazer nosso rango. Barriga cheia ficamos esperando a meia-noite chegar pra ver a queima de fogos nas diversas praias que se consegue ver de cima do pico. Foi fantástico ver por 15 minutos a queima de fogos de quase 17 praias de cima do Pico do Corcovado. Foi uma visão única e surreal e que decidimos não filmar nada para ficar somente nas nossas memórias ahuahuahua. Foi fodástico! Descida - 01/01/2020 - Partida 11:00am - Pico do Corcovado x Praia Dura Dormimos por volta de 1:00 da madrugada. Conseguimos descansar um pouco e ainda acordamos por volta das 5:00 horas da manhã para ver o primeiro nascer do sol de 2020. Coloquei o despertador e quando deu o horário sai da barraca e o céu já estava com uma coloração laranja que avisava que o sol estava a caminho. Primeiro nascer do sol de 2020 Contemplamos o nascer do sol por uns 40 minutos e voltamos a dormir e descansar pois ainda tínhamos a descida pra fazer e tínhamos que ter pernas pra descer tudo que subimos ahuahuha. Consegui ficar na barraca até umas 10:00, pois a partir desse horário o sol começa a esquentar deixando a barraca muito quente. Acordamos tomamos um pequeno café da manhã e ficamos algumas horas contemplando aquela linda paisagem com um dia maravilhoso que a natureza nos presenteou. Gratidão. nam-myoho-rengue-kyo Após desmontar nossas barracas e montar novamente as mochilas, iniciamos nossa descida pelo outro caminho. Decidimos fazer o caminho que as placas estavam indicando quando estávamos subindo na trilha e não descemos pela trilha que estava de acesso restrito. A descida começa seguindo pelo camping 2 onde acampamos. Descemos por mais ou menos uns 30 minutos e já começamos a ouvir o barulho das águas. Chegamos em um ponto de água que não sabíamos que havia ali. Descemos a 1066 metros de altitude e encontramos água ainda mais perto do cume em um riacho com águas geladas e da mais pura que já havia bebido antes. Ficamos um bom tempo neste riacho onde fizemos um bom rango, aproveitamos para tomar um bom banho nas águas geladas e seguimos em frente. A trilha que se deve seguir esta antes do riacho e não seguir a diante atravessando o riacho. Fizemos este caminho e chegamos em um lugar sem saída, então retornamos e começamos a subir novamente até que vimos um trilha a direita e continuamos nela até chegarmos até as duas placas que informava o caminho. Pra quem esta descendo, a trilha correta a se seguir fica um pouco antes do riacho virando a esquerda. Como passamos direto não reparamos nesta entrada. Então retornamos entramos na trilha correta e caminhamos por uns 30 minutos até que depois de uma subida intensa chegamos nas placas que tínhamos visto antes na subida e a partir dai foi só seguir o Wikiloc novamente e seguir a trilha para descer sem se perder. Placas informando o caminho correto para o cume Depois das placas a trilha continua por um bom tempo com terreno plano com alguns declives caminhando sobre a crista da Serra do Mar e como comentei anteriormente o visual deste lugar que não conseguimos ver na subida por causa da neblina se mostrou o quanto é mágico e surreal. Dos dois lados haviam precipícios enormes com um visual fantástico e único das cadeias de montanhas de um lado e do outro a serra do Mar contrastando com as praias. Cada vez que parávamos para descansar ficávamos um bom tempo contemplando a natureza. A decida nos cansou mais que o esperado. Fizemos um bastão de trekking improvisado para ajudar na pressão que os joelhos sofrem na descida, isso nos ajudou muito. Gastamos por volta de 6 horas de descida, contando o tempo que ficamos no riacho e o tempo que perdemos na trilha. Chegamos por volta das 18:00 na guarita do PESM e ainda não havia ninguém la, nem mesmo o Sr. Tozaki estava em sua residência. Descansamos por alguns minutos em frente a guarita e seguimos rumo a rodovia para procurar um local para acampar aquela noite. No meio do caminho encontramos um mercado onde paramos para comer, ir ao banheiro, carregar nossos aparelhos de celular, comprar alguns alimentos para o próximo camping e brindar a nossa subida ao Pico do Corcovado com uma bela e gelada cerveja. Yeahhhh!!! Conversamos com alguns locais, e conversa vai conversa vem, resolvi perguntar se havia algum local para acampar por ali. O dono do supermercado ouvindo minha pergunta nos informou que na Praia Dura, a praia mais próxima de nós naquele momento, teria uma forma de acampar debaixo de duas pontes que passam sobre o Rio Escuro que deságua na praia. Seguindo esta informação caminhamos até a rodovia e seguimos a esquerda até as tais pontes. Chegamos nelas com pouco tempo de caminhada e logo vimos os caminhos para se chegar debaixo delas e vimos também que havia um enorme banco de areia. Ficamos um pouco receosos e com medo do local mas acampamos por ali mesmo. Camping concluído com sucesso! Praia - 02/01/2020 - Partida 9:00am - Praia Dura x Praia da Sununga - Camping R$25,00 Acordamos e vimos que a praia fazia parte de um grande condomínio e que a divisa se fazia até as pontes, então estávamos acampando em um lugar que não causaria problema pra ninguém. Isto quem nos disse foi o próprio guarda que ficava rondando a praia. Acordamos tomamos um bom café da manhã, tomamos um banho de rio, desmontamos nossas barracas e fomos ao encontro de alguns amigos na praia da Sununga que ficava a uns 6 km da Praia Dura. Pontes sobre o Rio Escuro na Praia Dura Como o trânsito ainda estava carregado na rodovia, optamos em ir a pé para a Praia da Sununga. Caminhamos pela rodovia por quase uma hora, entramos pelo Condomínio Pedra Verde na Paia Domingas Dias e atravessamos a Praia do Lázaro até chegarmos na Praia da Sununga onde encontramos mais dois amigos para finalizar nossa jornada ao Pico do Corcovado com chave de ouro. Pronto! Agora vamos dar um mergulho neste marzão prq nóiz merece! Yeahhhhhhhhhh Gratidão!!! Retorno - 03/01/2020 - Partida 8:00am - Praia da Sununga x Caraguatatuba x São Paulo - Transporte público R$9,00 - Van R$70,00 Dormimos este dia na Praia da Sununga no Camping Guarani pagando R$25,00 para dormir com chuveiro quente e cozinha compartilhada. Acordamos bem cedo e fomos para o ponto de ônibus na rodovia pegar um ônibus para Caraguatatuba. Pagamos R$9,00 até Caraguá e demoramos umas 2 horas para chegar por causa do trânsito. Na rua ao lado do Terminal Rodoviário de Caraguatatuba haviam várias vans com transportes alternativos para São Paulo. Conseguimos uma por R$70,00 e fomos direto e mais rápido para o Terminal Rodoviário do Tietê em São Paulo finalizando nossa aventura de final e começo de ano hauhauhaua! Valeu! Feliz 2020... Paparazzi nos fotografou no ponto de ônibus kkk Gratidão! Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  2. 3 pontos
    Saudações cicloviajantes, Em novembro de 2019, peguei um voo de Belo Horizonte até Bariloche (ARG) e de lá fiz uma viagem de bike pela região dos Lagos Andinos, atravessando para o Chile e voltando para Bariloche. Rota Lagos Andinos A ideia surgiu depois que li o relato de cicloviagem do Luis do blog Eu e a magrela. Inclusive ele me deu algumas orientações por e-mail. Agradeço ao Luis e também ao cicloviajante do Latindoamerica que me ajudou com informações quanto à travessia da Cordilheira. Peguei muitas informações aqui no site e outros blogs que pesquisei (lista ao final). A viagem foi magnífica, as fotos falam por si só. Pesquisei e planejei durante um bom tempo esta viagem (mais de um ano). O roteiro básico foi: Dia 1: Belo Horizonte (BRA) – Bariloche (ARG) - voo Dia 2: Bariloche (ARG) Dia 3: Bariloche (ARG) – Ensenada (CHI) Dia 4: Ensenada (CHI) – Entre Lagos (CHI) Dia 5: Entre Lagos (CHI) – Villa la Angostura (ARG) Dia 6: Villa la Angostura (ARG) – Pedal Baia Brava, Cerro Bayo e Puerto Manzano Dia 7: Villa la Angostura (ARG) - – Villa Traful (ARG) Dia 8: Villa Traful (ARG) - Bariloche (ARG) Dia 9: Bariloche (ARG) – Trekking Refúgio Frey Dia 10: Bariloche (ARG) – descanso Dia 11: Bariloche (ARG) – Pedal Circuito Chico Dia 12 e 13: Bariloche (ARG) – conexão Buenos Aires (ARG) - Belo Horizonte (BRA) Bike Mountain bike Specialized Rockhopper Expert alumínio, aro 29, 18 (2x9) marchas e suspensão dianteira. Adaptações para cicloviagem: ü Suporte para alforjes (bagageiro) ü Alforjes Deuter 38 L (par) e capa de chuva para alforge. ü Pneus mistos com proteção (fita) antifurto Distância pedalada: 570 km contando com os passeios de bike Bike embalada Segue abaixo o relato e outras informações. Espero ajudar. Dia 1 – 02/11/19 sáb – Voo BH (BRA) a Bariloche (ARG) Em Belo Horizonte, peguei um ônibus da Conexão no centro até o Aeroporto de Confins. De lá, voo para Bariloche (conexão em Campinas). Chegada em Bariloche cerca de 15:30 mas tem o trâmite de migração e bagagens (tem que levar nota fiscal da bike). Demorou cerca de 45 minutos. Do Brasil, já feito contato com um motorista de táxi de Bariloche pelo whatsapp e combinei de encontrar na chegada (eles acompanham o voo pelo site para saber a hora de encontrar). Taxista Henrique Whatsapp +54 2944597485. Ficou por 50 reais. Informe previamente que vai levar bike e se tiver mais gente combine um carro maior. Chegando no hostel, organização e montagem da bike, alforges e bagagem (ver se tudo em ordem - dar uma volta). Saí para comer algo e fazer o check in do Cruce Andino. Não pode fazer o cruce se não fizer o check in (informação abaixo dia 3). Aproveitei para trocar reais e dólares por pesos argentinos e chilenos (Taxa estava e 1 real = 15 pesos argentinos = 167 pesos chilenos). Casa de câmbio: Andina Cambio (Calle Mitre 102 mas tem muitas opções). O funcionamento do comércio varia, de 10 até 13hs e de 17 até 21hs devido a siesta . Hostel Periko's Hospedagem Bariloche Periko's Youth Hostel (www.perikos.com), café da manhã bem básico e Wifi. Calle Morales 5550054 Telefone +54 294 452 2326 (whatsapp) [email protected] 6 diárias quarto compartilhado ficou em PA$ 3600, média 40 reais/diária. Paguei metade via PayPal na reserva e a outra metade em dinheiro. Reservar antes do Brasil: poucos lugares e grande procura. Muito bacana, atendimento muito bom, bem localizado, confortável e com clima mochileiro. Dia 2 - 03/11/19 dom – Bariloche (ARG) Fui conhecer melhor a cidade. A cidade é bem organizada, limpa e bonita. Para se localizar melhor, achar o Centro Cívico, que fica a cerca de 3 quadras do hostel. Organizei a bagagem e comprei lanche reforçado para o próximo dia que seria o início da viagem de pedal. Separei algumas coisas que ficariam no hostel (após a cicloviagem voltaria para o mesmo hostel – não cobram nada por isso). Essa época do ano, na região, escurece cerca de 20:00, logo dá para aproveitar bastante o tempo de luz do dia evitando que pedale no escuro em caso de imprevistos. A noite jantei um tradicional bifão argentino pois no dia seguinte precisava de energia para o pedal. Bariloche Bariloche Dia 3 – 04/11/19 seg - Pedal 1 – Bariloche (ARG) a Ensenada (CHI) – Cruce Andino Distância pedalada: 74 km Ascensão: 1117 m (trecho pedal) Trecho 1 Bariloche – P. Pañuelo 26Km Ascensão 368 m Trecho 2 P. Blest – P. Alegre 3 Km Ascensão 40 m Trecho 3 P. Frias – Peulla 31 Km Ascensão 669 m Trecho 4 Petrohue – Ensenada 16 Km Ascensão 40 m Acordei cedo, cerca de 6:00, terminei de preparar tudo (não esquecer passaporte), tomei café básico, saí cerca 07:30 e buen viaje. Este dia foi o Cruce Andino. Dia nublado no início, mas aberto ao final. Temperatura média estava em uns 9° C de manhã e foi subindo aos poucos. O Cruce Andino é a travessia da ARG para o CHI (de Puerto Pañuelo até Petrohue) que intercala parte terrestre com lacustre (bike, barco, bike, e assim vai). Lagos bonitos, cercados por verde e montanhas nevadas. As estradas de terra cruzam dois parques nacionais, o Nahuel Huapi (ARG) e Vicente Perez Rosales (CHI). Comprei o ingresso antecipado pelo site Cruce Andino (US$ 120). Marcar a opção Bike&Boat ou seja, vai fazer a parte terrestre por sua conta (pedalando) e a opção somente ida (observe a origem se na ARG ou no CHI, no meu caso foi ARG). O check in deve ser feito desde 48 horas antes do cruce. Em caso em que o passageiro não pode comparecer para o check in, deverá enviar cópia escaneada do passaporte ou documento de viagem de acordo com a origem do cruce. https://www.cruceandino.com Calle Mitre 219 y Mitre 150, Bariloche - Río Negro [email protected] Pedalei de Bariloche até Puerto Pañuelo. Estrada não tem acostamento e tem movimento. Tem que ficar atento com o fluxo de carros e sair da pista quando vem carro. Como o café do hostel era básico, parei numa loja de conveniência para tomar um café melhor. Caminho de Bariloche a Puerto Pañuelo (não tem acostamento) Em Puerto Pañuelo, tem taxa de embarque do Parque Nacional Nahuel Huapi (AR$190), pago apenas em dinheiro (en efectivo). Cada passageiro pode levar uma bike e deverá apresentar-se, 1 hora antes de zarpar a embarcação. Os alforges são levados dentro do barco (tem que tirar da bike). Encontrei com um grupo de uns 10 holandeses fazendo o cruce de bike também (média de idade deles: 60 anos). Fomos de barco até Puerto Blest pelo Lago Nahuel Huapi. Lago Nahuel Huapi - Cruce Andino Lago Nahuel Huapi - Cruce Andino Bikes no barco P. Blest De P. Blest, pedalamos 3 Km com chuva leve até Puerto Alegre (relativamente plano). No caminho entre P. Blest e P. Alegre com chuva leve No caminho entre P. Blest e P. Alegre P. Alegre Sentido Puerto Frías De lá, peguei o barco para Puerto Frías (Lago Frías). Relato de tábanos neste trecho, mas como estava frio, não apareceram. Em Puerto Frías, fiz o trâmite de saída da ARG (ciclistas vão primeiro e depois os demais passageiros que vão de ônibus- o agente da aduana verificou a nota fiscal da bike, inclusive a cor da bike com a nota e no fim registrou a entrada,). Depois pedalei cerca de 30 Km até a aduana do CHI (perto de Peulla). No início, muito morro mas só ir de boa (subida forte de cerca de 4 Km até a placa demarcando divisa ARG/CHI - Paso Internacional Perez Rosales. Divisa ARG -CHI - Da aduana ARG até aqui 4 Km de subida forte (Paso Internacional Perez Rosales) Da divisa até Casa Pangue (posto de polícia dos Carabineros de Chile) é uma descida de uns 6 Km de 700 m de descenso com pedras soltas no meio da floresta com muitas curvas (só ir devagar para não cair). Em Casa Pangue, já no CHI Após Casa Pangue, o pedal foi tranquilo, relativamente plano, de rípio seguindo vale do rio da geleira do Tronador até Peulla. Depois de Casa Pangue Margem do rio da geleira do Tronador sentido Peulla Sentido Peulla Em Peulla, parei na aduana para fazer o trâmite de entrada no CHI (pedir para registrar a entrada da bike). Foi bem tranquilo. Verificaram a bagagem e para evitar ter que tirar o alforge, falei que era difícil tirar, logo o agente foi até bike que estava lá fora e fez uma inspeção básica (não pode entrar com vegetais e derivados de carne). Demorou cerca de 30 min. No ancoradouro de Peulla para embarcar para Petrohue Segui de barco de Peulla, pelo Lago Todos los Santos (vista dos vulcões Osorno e Pontiagudo) – duração 1:45 até Petrohue. Lagos Todos los Santos Porto de Petrohue Pela Ruta 225, segui 16 Km até Ensenada (início rípio depois asfalto com ciclovia demarcada, mais descida do que subida). A estrada vai margeando o rio Petrohue. Pedal bem tranquilo e bonito. Sentido Ensenada Sentido Ensenada Ensenada fiquei no Cabañas Barlovento. Vale a pena ficar lá. Depois, um merecido banho, lavar roupa e comer algo mas não achei muita opção aberta pois saí tarde para comer. Cabañas Barlovento De preferência leve pesos chilenos da ARG pois quase não aceitam peso argentino e trocar dólar lá não é muito fácil. Consegue-se pagar no cartão de crédito. Hospedagem Ensenada CH$25000 – média R$ 150 Cabañas e Camping Barlovento Ruta 225, km 44 Ensenada, Puerto Varas Chile / [email protected] Cel: +56 9 94957690 (whatsapp) Tel: +56 65 2 233140– Sin desayuno (não tem café da manhã) www.campingchile.cl/camping-region-de-los-lagos/camping-barlovento-ensenada RESUMO PEDAL 1 Dia 1: Bariloche > 26 Km (cerca 1:40) > Puerto Pañuelo (longo trecho barco) > Puerto Blest > 3 Km – pedal curto e plano > Puerto Alegre > Barco > Puerto Frías > Trâmite de saída Aduana ARG em P. Frias > 4 Km de subida forte até placa demarcando a divisa ARG/CHI > descida de 6 Km (700 descenso) - Paso Vicente Perez Rosales > Casa Pangue (cerca de 15 Km de Peulla) > Aduana CHI está a 400 m de Peulla (não deixar de fazer trâmite de entrada) – total de P. Frías a Peulla 30 km > Barco 1:30h Lago Todos los Santos > Petrohue > Ruta 225 - 16 Km parte rípio parte com ciclovia asfalto. Alguns pontos passam bem perto da margem do rio Petrohue, muito caudaloso > Ensenada. Dia 4 – 05/11/19 ter - Pedal 2 -Ensenada (CHI) a Entre Lagos (CHI) Distância pedalada: 83 km Ascensão: 928 m Dia nublado no início mas ensolarado depois. Temperatura média estava em uns 10° C de manhã e foi subindo aos poucos. Acordei cedo, cerca de 7:00, preparei a bike e pneu na estrada. Saída de Ensenada - ainda dentro no Parque Nacional Vicente Perez Rosales As estradas chilenas são bem mantidas e a maioria com acostamento. Dia de bastante sobe e desce mas tranquilo para quem treinou muito morro. Saí cerca de 08:00 e pedalei cerca de 20 km até Las Cascadas (ciclovia em asfalto) pela U-99-V; parei para comer empanada numa lanchonete, fui ao Lago Llanquihue por indicação da moça da lanchonete (não arrependi), visitei a igreja e cemitério alemão um pouco a frente. Acabei encontrando com o grupo de holandeses no caminho que tinha um micro-ônibus como batedor. Na estrada sentido Las Cascadas Sentido Las Cascadas Sentido Las Cascadas - Lago Llanquihue à esquerda Lago Llanquihue - dica da atendente da lanchonete Igreja alemã em Las Cascadas Estrada após Las Cascadas Encontrando de novo com os holandeses no caminho Neste percurso praticamente não deu para ver o Osorno por que ele estava encoberto pelas nuvens. Cerca de 21 Km depois peguei a U-755 à direita e os holandeses foram direto sentido Frutillar. Após pegar a U-755 Sentido Entre Lagos (CHI) Sentido Entre Lagos (CHI) Segui 39 Km continuando pela U-51 até Entre Lagos. Ponta do vulcão Pontiagudo Sentido Entre Lagos (CHI) Lago Puyehue Cheguei em Entre Lagos e dei algumas voltas na cidade para conhecer melhor, ver o Lago Puyehue e comer algo. Entre Lagos é de pequena com casas de madeira, mas bastante acolhedora. Muita oferta de hospedagem boa. Curti tanto que nem tirei foto da cidade. Restaurante em Entre Lagos Reservei a hospedagem pelo Airbnb. A D. Carmem é muito hospitaleira e simpática. A noite estava bem frio. Saí para comer, beber uma cerveja e comprar itens para o próximo dia, o mais frenético, a temível subida da Cordilheira. Hospedagem em Entre Lago média R$ 100 Praná Hospedaje Reserva Airbnb RESUMO PEDAL 2 Ensenada > 20 Km pela U-99-V > Vulcão Osorno à direita > Las Cascadas (lugar para comer) > Osorno fica para trás > 20 Km > pegar à direita na U-775 (Lago Rupanco à direita alguns Km a frente) > 39 Km (continua na U-51) > Próximo de Entre Lagos. Dia 5 - 06/11/19 qua - Pedal 3 – Entre Lagos (CHI) a Villa la Angostura - VLA (ARG) Distância pedalada: 117 km Ascensão: 2797 m Acordei cedo, cerca de 6:00, preparei tudo e tomei café reforçado. Saí cerca de 7:00 para garantir as chegadas nas aduanas a tempo e prevendo algum imprevisto. Este dia tem que levar bastante lanche, gel de carboidrato (ajudou bastante na fadiga), aminoácido e água reserva no alforge. Não tem estrutura no caminho (Não há pontos intermediários de parada no roteiro – sem restaurante para almoço ou mercado. D. Carmem disse que tem uma loja conveniência na Aduana CHI mas nem procurei). Este dia cruza os Andes pelo Paso Cardenal Samoré (Aduana do CHI e ARG estava funcionando até 19:00 mas geralmente vai até 18:00, logo tenha um tempo de sobra para imprevistos). Antes de sair confira passaporte e nota fiscal da bike. Dia aberto início, chuva e frio na cordilheira e depois tempo aberto sem muito sol. Temperatura média estava em uns 10° C de manhã e foi subindo aos poucos, mas lá em cima da cordilheira caiu bem, acredito que para uns 5°C. Saí cerca de 07:30 e pedalei 49 Km (no início margeia-se o Lago Puyehue) sentido aduana do CHI pela ruta 215 (acompanhando o Rio Gol Gol). No início mais plano, depois algumas subidas longas mas suaves (tem descida também) . Saindo de Entre Lagos sentido Paso Cardenal Samoré Gigante Lago Puyehue Sentido Paso Cardenal Samoré Sentido Paso Cardenal Samoré Parque Nacioanl Puyehue Aquele registro Rio Gol gol Na aduana do CHI, realizei o trâmite de saída do CHI. Até aqui foi bem tranquilo. A partir daqui que ia ficar bruto. Saindo do CHI Aduana CHI Eram mais 23 Km até o alto da Cordilheira, no limite entre CHI e ARG. No início umas subidas fortes, mas vai. O problema que começou uma chuva fina e a esfriar muito. Aí juntou, subida forte, chuva e frio. Tem que ter um preparo psicológico bom e ter treinado muita subida de serra por aí para suportar. A paisagem era realmente magnífica, bem diferente, muita neve e bosques. Foi bem cansativo e desgastante mas nada como a emoção de estar no alto da Cordilheira e superar este desafio. Subindo a Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira Quando cheguei lá em cima, um grupo de motociclistas da ARG estavam lá tirando foto na placa da divisa. Aproveitaram e pediram para sacar uma foto. Acabei pedindo o mesmo. Quase chegando na placa da divisa ARG/CHI Divisa ARG/CHI A partir daí seriam cerca de 16.5 Km de descidas (o problema que não tinha como embalar muito por causa do frio). É uma região bem bonita mas não parei para tirar foto, só contemplar mesmo. Logo, chega-se ao controle de aduana ARG, numa região mais baixa e menos fria. O tramite de saída foi relativamente rápido (cerca de 30 min – devia ser umas 17:00). Olharam o alforge por alto apenas e pedi para fazer o registro da bike mas falaram que não precisava. Passei pelo controle de saída (cancela em que verificam o ticket de saída), e pedalei cerca de 15 Km continuando pela RN 231 até chegar no trevo que vai para Villa la Angostura (VLA). Região também bonita, parece que a estrada está dentro de um bosque. Antes do trevo está o Lago Espejo à esquerda. No trevo, vira-se à direita e segue mais 12 Km até o centro de VLA. Mirante Lago Espejo antes de chegar no trevo para VLA O dia foi de pedal longo mas prazeroso pelas paisagens.Como a quilometragem é alta, deve ir com calma e curtir o caminho. Ao chegar em VLA, como estava com frio pela umidade da roupa (mesmo estando com corta chuva e bota de proteção da sapatilha), só queria tomar um banho quente, mas pra minha sorte, a pousada tinha banheira, aí foi só colocar aguá morna e relaxar. Depois como de costume, lavar roupa e sair para comer algo e tomar uma gelada. VLA é uma pequena cidade mas muito bem organizada e tem muito comércio. Villa la Angostura Está localizada às margens do Lago Nahuel Huapi, no departamento Los Lagos, na província de Neuquén, rodeada de lindas montanhas da Cordilheira dos Andes. Possui muita gastronomia. Há uma boa oferta de hotéis em VLA. Basicamente duas opções: - Hospedar-se no centro, com a comodidade de poder passear a pé por lá (foi a minha opção). - Ficar afastado do centro, ideal para quem quer curtir um clima tranquilo com visual para montanhas ou para o lago (de bike fica longe). As hospedagens em VLA são um pouco mais caras que em Bariloche, mas vale a pena ficar, no mínimo 2 noites pois a subida dos Andes desgasta muito. Hospedagem em Villa la Angostura (VLA) R$337,00 cerca de $82 Reservado pelo Booking (2 diárias) Hosteria El Establo Los Maquis 56 Villa La Angostura - Neuquén Patagonia Argentina [email protected] Telefone: +54 294 436 9618 (whatsapp) +54 294 449 4142 http://www.elestablo.com.ar/ RESUMO PEDAL 3 49 Km > Aduana CHI > 23 Km de fortes subidas de 200 a 1300m Ruta 215 (não só subida) > Paso Cardenal Samoré > 16,5 Km de descidas pela RN 231 > Aduana ARG > 15 Km pela Ruta 231 com longa subida > Vira a direita na RN40 (Trevo para VLA) > 12 Km > VLA. *De preferência, acompanhe o “pronóstico metereológico” por http://www.pasosfronterizos.gov.cl/ pois dependendo da neve, fecham o paso. Para maiores informações do Paso Cardenal Samoré: https://pasosfronterizos.com/paso-samore.php https://www.argentina.gob.ar/aplicaciones/fronteras/recomendaciones/chile *Contato de Autoridades Chilenas no Paso Cardenal Samoré: +56 2 64 2311563 DIA 6 - 07/11/19 qui - Pedal 4 - Passeio Villa la Angostura (ARG) Distância pedalada: 42 km Ascensão: 1144 m Este dia foi para passear pela região de Villa la Angostura (VLA). Estradas muito bonitas. Dia aberto e ensolarado. Acordei mais tarde para descansar e após o café, fui ao centro em uma bicicletaria ver meu cambio traseiro que estava falhando em algumas marchas (no dia anterior tinha pedido informação de onde ficava a bicicletaria). O rapaz olhou e após alguns testes viu que a gancheira estava um pouco empenada. Ele usou a ferramenta própria para desempenar e enquanto isso conversamos sobre a viagem. Ao final, ele se recusou a receber qualquer pagamento pelo serviço (ele também fazia cicloviagem). Agradeci a cortesia e segui meu caminho. Pedalei 3 Km até a Baia Mansa e Brava com o intuito de peladar pelo Bosque de Arrayanes (Parque los Arrayanes), mas devido uma fissura em uma parte do trajeto, estava impedido o transito por bicicletas no parque. Baía Mansa Baía Brava Então resolvi voltar e segui para o Cerro Bayo que era em sentido oposto (na rodovia tem fluxo de veículos, deve-se tomar cuidado). Após sair da rodovia, sobe-se cera de 6 Km. Um pouco antes de chegar no Cerro Bayo (cerca 1 Km), tem uma entrada à direita para a Cascada Rio Bonito (está sinalizada, dá uns 200 m dentro do bosque até o pequeno mirante). Tem uma bela cachoeira de 36 m. Mirante sentido Cerro Bayo Cascada Río Bonito Chegando no Cerro Bayo, deixei a bike na recepção e subi de teleférico para ter a visão lá de cima (não deixe de levar roupa para frio pois lá em cima é bem frio além de óculos de sol por causa da neve que reflete os raios de sol e podem causar irritações nos olhos). Tinha neve e uma visão espetacular. Os turistas vão muito na época de neve para esquiar. Depois de um tempo apreciando, desci e peguei a bike. Desci os 6 Km até a rodovia e segui sentido Puerto Manzano. Região bem bonita e rica. Voltei até chegar no centro de VLA e parei num restaurante para comer e relaxar (leia-se cerveja). Chegada no Cerro Bayo Vista em cima do Cerro Bayo Vista em cima do Cerro Bayo Sentido Puerto Manzano Puerto Manzano Voltando para VLA Aquele momento especial VLA Bikes montadas para a Carrera (falo no próximo dia do relato) VLA VLA RESUMO PEDAL 4 Passeio bike até Baía Brava, Cerro Bayo, Cascada Rio Bonito e Puerto Manzano. DIA 7 - 08/11 sex - Pedal 5 - Villa la Angostura (ARG) a Villa Traful (ARG) Distância pedalada: 64 km Ascensão: 1273 m Dia tranquilo de pedal, curtir bem a região pois é bem bonita. Dia mais curto da viagem. Aproximadamente 60 km, metade asfalto, metade rípio. Estava com tempo aberto mas frio no início, depois o tempo foi esquentando. Sai de VLA, retornando na RN 40 (sentido do Paso Samoré). Após alguns Km, tem a ponte do Rio Correntoso, o menor da ARG e um dos menores do mundo (entre 200 e 300 m, indo do Lago Correntoso ao Nahuel Huapi) e mais à frente mirantes. Depois de alguns Km, chega ao trevo de onde veio do Paso Cardenal Samoré, continua na Ruta 40, rumo ao norte, tem uma descida longa e forte. Tudo asfalto. Essa região é muito bonita e constantemente tem algum mirante para diversos lagos ao longo do caminho. Vale a pena ir contemplando com calma. Saindo de VLA Rio Correntoso Ponte sobre o Rio Correntoso Lago Nahuel Huapi Trevo para ir para Ruta 65 para Villa Traful Mirante Lago Espejo Grande A placa que o cicloviajante mais gosta Muitas paisagens bonitas depois, chega-se ao rio Ruca Malen (ruína da ponte de madeira, que liga os Lagos Espejo e Correntoso). Água muito transparente. Seguindo tem mais mirantes para os lagos e muitas paisagens espetaculares. Ponte de madeira do Rio Ruca Malen Ponte sobre o Rio Ruca Malen Rio Ruca Malen Sentido Ruta 65 Lago Correntoso Cerca de 31Km após VLA, à direita, chega-se na Ruta 65 (à direita). É o fim do asfalto e início do rípio. Encontrei com um grupo de 3 ciclistas da Argentina que estavam vindo de Villa Traful. Conversamos um pouco e segui. No início tem uma longa e acentuada subida até Paso el Portezuelo (altitude 930 m), mas indo tranquilo, achei que chegou bem rápido no topo, creio que não deu 10 minutos. Depois tem uma descida contínua. Um pouco antes de chegar na Ruta 65 Ruta 65 - rípio, subida para Portezuelo Portezuelo Depois tem vales com subidas e descidas no meio de bosques e cruzando pontes, região muito legal para pedalar (tirando a poeira que os carros levantam). Começa-se a ver o Lago Traful à esquerda, que possui vários campings, basicamente frequentado por pescadores. Sentido Traful Sentido Traful Passa-se por vários arroyos (riachos) Arroyo Pedregoso Paz para pedalar Lago Traful próximo a um camping Lago Traful Camping no caminho Estudantes argentinos andando de caiaque no Lago Traful Chegando em Villa Traful Lago Traful Cabañas Aiken Continuei e passei por um grupo de estudantes argentinos que estavam em excursão e andando de caiaque. Mais alguns Km de pedal (começa-se asfalto) e cheguei em Viila Traful (era cerca de 16:00). Parei para comer algo e conhecer melhor a região. Villa Traful, fica no meio do Parque Nacional Nahuel Huapi e parece ter parado no tempo. É muito bonito e diferente. Como fui em baixa temporada, tive que ficar esperto quanto a estabelecimentos fechados, principalmente porque o fluxo maior é sábado e domingo. É uma região que atrae muitos pescadores. Observei muitos carros com barcos no reboque. Com apenas 80 casas, construídas em estilo alpino-andino, a população é pequena. Lugar de natureza absurdamente linda. Depois cheguei na cabana que fiquei, foi o ritual de sempre: tomar banho, lavar roupa e sair para comer, comprar algo para dia seguinte e curtir a região, que é muito boa para comer truta. Passei por uma situação inusitada em Traful. No caminho de VLA para Traful, tive alergia (rinite) e estava com medo de ser sinusite devido ao frio que peguei na Cordilheira. Então perguntei no restaurante se havia farmácia ou posto de saúde. A atendente disse que tinha um posto público. Peguei a bike e fui no posto, quando chego lá estavam no período da siesta e uma mulher disse que abriria as 19:00. Antes da viagem, pesquisei que estrangeiros tem atendimento médico público gratuito na Argentina. Apesar de ter o seguro viagem, as 19:00 voltei (tem que levar o passaporte ou Identidade), o médico me atendeu muito bem e me explicou que, nessa época do ano, os bosques têm muito pólen da vegetação, logo eu não estava com sinusite e sim com rinite forte. Me receitou medicamento (eles deram o medicamento) e no outro dia já estava novo. Foi uma experiência muito boa. *Tinha pesquisado que não havia internet em Traful mas o lugar que fiquei possuía e não tive problemas de comunicação. Neste dia não contar que vai chegar para almoço pois vale a pena fazer percurso com calma. *Destacamento policial Villa Traful. Teléfono: (02944) 479040 Hospedagem Villa Traful Cabañas Aiken (Reservei a cabana por $30, cerca de PA$ 1800 ou R$120). Difícil pagar com dólar pois não tem troco fácil, cidade bem pequena. Ruta Provincial 65 S/N Villa Traful, Neuquén. Patagonia Argentina CP 8403 Telefone +54 9 294 432 4281 (whatsapp) +54 9 294 431 9045 (whatsapp) Paula/Roberto [email protected] RESUMO PEDAL 5 Villa la Angostura > Ponte Lago Correntoso, mirantes > RN 40 alguns Km > Trevo Paso Cardenal Samoré > continua à direita na RN 40 > descida longa e íngreme > alguns Km > mirantes > Rio Ruca Malen (ruína da antiga ponte de madeira) > alguns Km > vários mirantes > Asfalto (Ruta 40) rumo norte > 31Km depois de VLA > Ruta 65 (início de rípio) > 26 Km até Trafull > Acentuada subida > Paso el Portezuelo (930 m) > Descida contínua > Começo do Lago Traful > vales > Camping agreste > alguns Km > Villa Traful. DIA 8 – 09/11/19 sab - Pedal 6 - Villa la Traful (ARG) a Bariloche (ARG) Distância pedalada: 101 km Ascensão: 765 m O visual do dia promete. Aproximadamente 1/3 em rípio (terra com pedras) e 2/3 em asfalto. Paisagens espetaculares. Este dia vale a pena levar lanche reserva pois não tem muita opção no caminho. Saí cedo de Traful, cerca de 07:00, segui pela estrada de terra pela Ruta 65, com o Lago Traful à esquerda. Subida forte no início e depois algumas descidas. Estava bem frio (cerca de uns 10°C) mas o sol apareceu e aos poucos foi esquentando bem. O clima estava mudando para mais quente ao longo da viagem. Cabañas Aiken cedo - apesar do sol estava bem frio Ruta 65 saindo de Villa Traful Esta parte de rípio é bem legal para pedalar. Alguns Km depois parei no mirante do Lago Traful (bem bonito). Ruta 65 vista do mirante Lago traful Mirante Lago traful Seguí mais alguns Km e encontrei com o cicloviajante argentino Guillermo (jubienviaje.blogspot.com), que estava vindo de Santa Rosa (província de La Pampa), região central da ARG. Trocamos algumas ideias, nos despedimos e depois seguí mais alguns tantos Km até chegar em Confluência (onde os rios Limay e Traful se juntam - tem um antigo posto de gasolina da ACA, que está fechado). Até aqui deu cerca de 33 Km. A partir daí começa a parte de asfalto (vira-se à direita e toma-se a Ruta 237), que segue o lindo vale do Rio Limay. Sentido Confluência Sentido Confluência, perto onde encontrei o Guillermo Sentido Confluência - Rio Limay Andei alguns Km (transito de veículos estava tranquilo no início) e cheguei no espetacular Valle Encantado. Muito legal e bonito. Parei para contemplar e tinha algumas pessoas preparando para andar de caiaque. Valle Encantado Valle Encantado Na RN 237 sentido Bariloche Na RN 237 sentido Bariloche Estava querendo comer algo e cerca de 25 Km depois de Confluência, tinha uma vila pequena do outro lado do rio. Cruzei a ponte (só passam pedestre e ciclistas) e achei um lugar simples para comer. A vila de chama Villa Llanquín. Atravessando para Villa LLanquin A temível placa do cicloviajante Mais alguns Km à frente, cheguei no lugar chamado Anfiteatro, onde o rio faz curva e cria formações rochosas diferentes. Anfiteatro A região de asfalto depois da vila é uma região que peguei bastante vento forte e muitas vezes vento contra, o que dificultou um pouco a pedalada. Tem muita subida longa mas sem muito aclive. Na RN 237 sentido Bariloche Na RN 237 sentido Bariloche Sentido Bariloche Este dia, vi vários carros passando com bikes no reboque e acabei entendendo o que era. Vou explicar: Em VLA, um dia antes, na pousada onde estava, chegaram várias bicicletas desmontadas. No café da manhã, dois argentinos me perguntaram se eu iria fazer a Carrera (uma competição anual de bike entre VLA e San Martin de los Andes). Disse que não, que estava apenas de viagem. Eles eram uns dos que iriam participar. Logo, os carros que passavam eram pessoas que iam para VLA para a competição. Em um dado momento, numa subida bem longa, um carro me passa e buzina. Beleza, cumprimentei. Mais no alto do morro vejo o carro no acostamento. Era um casal de argentinos que pararam para saber se eu precisava de água ou alguma outra coisa. Conversamos um pouco, disseram que iriam para Carrera. Depois disse que estava tudo ok e agradeci. Foi muito legal da parte deles o gesto. Logo após, tem um posto da polícia da província de Neuquén e depois a ponte sobre o Rio Limay (divisa da província de Neuquén (de onde vem) e província de Rio Negro, sentido Bariloche. Na RN 40, entrando na província de Río Negro Na mítica RN 40 Atravessando o rio que divide as províncias Lago Nahuel Huapi Passei por Dina Huapi e depois parei num posto da polícia de Rio Negro para saber mais da região. Me indicaram um festival que estava tendo próximo ao aeroporto de Bariloche (mais alguns Km à frente). Chama Fiesta de las Colectividades Europeo-Argentina. Tinha várias barracas típicas de países europeus, como comida e bebidas típicas, além de atração musical. Pagava-se um valor simbólico para entrar, creio que uns PA$ 300 (cerca R$ 20). Foi muito bom depois de um pedal longo. Bem divertido e tranquilo para curtir. Fiesta de las Colectividades Depois de um tempo, segui sentido Bariloche pela RN 40 e logo chega-se em Bariloche (trecho urbano). Ao final da viagem de pedal, aquele banho merecido, saí para comer algo e descansar. Chegada em Bariloche No hostel conheci uma argentina que iria fazer o trekking do Refugio Frey no outro dia. Minha programação era descansar um dia e fazer depois de descansado. Como ela já tinha subido várias vezes, mudei de ideia, combinei de ir com ela no próximo dia pelo menos para saber onde pegava o ônibus e outras dicas. Acabei saindo para comprar o os lanches do trekking pois tem que levar bastante água e lanche (já tinha comprado o cartão SUBE e abastecido com 2 passagens para o ônibus - os coletivos de Bariloche não têm cobrador e nem aceitam pagamento em dinheiro. Tudo automatizado e é pago com cartão pré-pago SUBE. Hospedagem Bariloche: Hostel Perikos (mesmo da chegada) RESUMO PEDAL 6 Villa Traful > Ruta 65 (rípio) – Valle del rio Traful (visual deslumbrante) > Subida forte no início e algumas descidas longas > Confluência (posto de gasolina fechado > início do asfalto > Ruta 237 – Região do Rio Limay (Valle Encantado e Anfiteatro > Ruta 40 > Posto da Polícia da província de Neuquén (2 Km de Dina Huapi) > Posto da Polícia da província de Rio Negro > Ponte sobre o Rio Limay > Dina Huapi > Bariloche DIA 9 – 10/11/19 dom - Bariloche (ARG) Subida Refúgio Frey Distância treeking: 25 km Ascensão: 891 m São 4 horas de caminhada na ida (praticamente subida) e cerca 3 horas na volta (praticamente descida). O refúgio fica a 1.700 m de altitude, ascensão acumulada de 1.150 m e distância de 25 km (fui e voltei pelo mesmo caminho. Tem que estar bem preparado fisicamente para fazer, é bem puxado. Use calçado adequado para trilha senão vai dar bolha no pé. Dia de tempo bom, ensolarado e temperatura média de 24 graus. Acordei cedo (cerca de 07:00), separei água e lanche reforçado, protetor solar, roupa adequada, corta vento, luva frio, bandana, óculos de sol, bota e outros. Passei em uma cafeteria para tomar café reforçado e seguí para o ponto de ônibus que ela tinha me explicado (tem que procurar saber os horários em que o ônibus passa). Encontramos no ponto e ela me deu algumas dicas sobre a subida. Pegamos o primeiro coletivo que ia até Cerro Catedral (linha Circular 55) cerca de 09:00. De ônibus até a entrada da subida do Frey são cerca de 25 minutos. O ponto final é o estacionamento da estação de esqui do Cerro Catedral. Descendo do ônibus, tem uma placa distante marcando o início da trilha ao refúgio (outras pessoas vão ir em direção à trilha). A colega argentina já estava acostumada e seguiu em ritmo acelerado enquanto eu queria ir em um ritmo mais tranquilo, de contemplação. A trilha começa mais larga e bem sinalizada (setas orientativas), há uma leve subida, e logo a caminhada fica plana e agradável. A trilha vai estreitando e aparece, no lado esquerdo, o bonito lago Gutiérrez e ao fundo a RN 40. Anda-se um bom tempo com o lago ao lado, até que começa-se a subir e entrar na floresta, passando por um longo trecho de troncos branco –acinzentados, de árvores que foram queimadas por um incêndio. Entrada do Cerro Catedral onde o ônibus para Na trilha Lago Gutierrez ao lado esquerdo da trilha Paisagens durante o trekking Depois de alguns Km, a trilha vira à direita e começa a subida. O visual começa a mudar, com um som constante de cachoeiras e entrando em bosques da selva valdiviana (ecooregião que se caracteriza por ter bosques sempre verdes de múltiplos extratos). No caminho fui treinando o espanhol com uma venezuelana que morava em Buenos Aires. O caminho é muito bonito e vale a pena ser curtido com calma. Cada um ao seu estilo. Vi muito esportistas que subiam e desciam correndo, pareciam estar treinando para alguma competição. Montanhas nevadas Depois de um tempo caminhando, a vegetação começa a diminuir, picos nevados aparecem à direita e a trilha toma rumo à esquerda para chegar ao refúgio. Parte do trajeto Depois chega-se ao Valle do riacho (arroyo) Van Titter, começa a subir e vai acompanhando ladeira acima, até chegar no refúgio Piedritas (construída embaixo de uma grande pedra). Vale a pena parar para descansar, reforçar o protetor solar e comer. Bosque no trekking Pedritas **Não entre no abrigo Pedritas devido a ratazanas e possível infecção por fungos. A última subida até o refúgio Frey é a mais empinada e cansativa. Deixa-se o riacho para trás e montanhas nevadas passam a fazer companhia no lado direito da trilha. A trilha também fica mais rústica, com pedras, água e pouca lama. Depois de Pedritas, cerca de 1 h de caminhada até o Frey. Subindo depois de Pedritas No final da subida tinha bastante neve mas nada que molhasse a bota (recomendo ir de bota de trilha). No Frey, o visual é deslumbrante, com o lago Toncek (que estava quase todo congelado) e as agulhas de alpinismo ao fundo. Do lado esquerdo está a Agulha Frey, uma torre de pedra enorme. Refúgio Frey Lago Toncek O refúgio oferece hospedagem e comida (pagos e reservado pelo site) para quem quiser usar como base para escaladas e trekkings pela montanha. Lá em cima vale a pena curtir, hidratar, comer e descansar um pouco. Depois de um bom tempo lá em cima resolvi voltar e fiz o mesmo caminho da vinda. O corpo já está cansado então tem que tomar cuidado com possíveis torções do pé. Muita paisagem bonita para curtir e bom para refletir os momentos da cicloviagem. Ao todo foram cerca de 4:30 de subida e 3:30 de descida (fui num ritmo tranquilo). Cheguei no ponto de ônibus e aguardei cerca de uns 30 minutos até chegar. Na ida, pergunte o motorista quais os horários de volta (geralmente era sempre X hora e 15 minutos. Não deixe de saber também qual o último horário pois região está distante de Bariloche e nesta época (novembro) não tinha nada funcionando por lá (nem uma lanchonete).. Chega-se cansado mas recompensado pelo dia de trekking. Recomenda-se vontade e preparo, pois é uma experiência incrível. Na chegada, comer, banho relaxante e descansar. Itens básicos necessários Mochila pequena/média, Blusa corta vento ou anorak, bandana, meias reserva, capa de chuva, óculos de sol, protetor solar, bota de treeking, luva de frio, toalha pequena, segunda pele (se frio) Água: pelo menos 1,5 L e mais laguma outra bebida (suco, etc) Comida: frutas, lache reforçado (pão e recheio), massa, biscoito *Se for acampar ou ficar no refúgio, tem que realizar o registro prévio no site http://refugiofreybariloche.com – reserve com antecedência - vagas limitadas. DIA 10 – 11/11/19 seg - Bariloche (ARG) Dia de descanso pois a cicloviagem e a subida do Refúgio são muito desgastantes Compra de lanche para o próximo dia, pedal pelo Circuito Chico. DIA 11 – 12/11/19 ter - Bariloche (ARG) – Circuito Chico de bike Distância pedalada: 70 km Ascensão: 1124 m Circuito Chico de bike saindo de Bariloche. A princípio não sabia se iria fazer mas realmente valeu a pena. Região muito bonita e com muitas opções de lugares para conhecer. O circuito tem muitas subidas e descidas. É preciso disposição, mas o visual compensa. Dia aberto e ensolarado com temperatura em torno de 24 graus ao longo do dia. Saí cerca de 08:00, pedalei 25 Km pela Avenida Exequiel Bustillo até Puerto Pañuelo (mesmo caminho do primeiro dia para o Cruce Andino). Um piuco antes, em frente ao puerto, tem a Capela San Eduardo, toda feita em madeira. De belo estilo montanhês, foi construída em 193. Vale a pena subir até lá. Em frente a Pañuelotambém está o Hotel LlaoLlao, resort 5 estrelas. Não cheguei a subir até lá. Puerto Pañuelo Capela San Eduardo Continuando o trajeto pela RP 77, ingressa-se no Parque Municipal Llao-Llao, parque enorme com várias trilhas (algumas só pode fazer a pé) por dentro dos bosques. (Localizado na Península Llao Llao, rodeada pelo Lago Nahuel Huapi, Moreno e Tacul. Não precisa pagar entrada. Estrada Circuito Chico dentro do Parque Llao Llao Segui mais uns 3 Km até ver a entrada para Villa Tacul. Pega-se uma estrada de rípio com mais descida e parece que vai ter que subir tudo de novo, mas esta parte se faz por dentro do bosque e sai um pouco mais a frente. Não cheguei a ver propriamente a Villa e fui para o Lago Tacul. Tem uma praia bonita com montanhas nevadas à frente. Bom para contemplar. Tinha poucas pessoas nesta região e depois fui para o mirador (mirante) Tacul. Muito bonito. Lago Tacul Mirante Lago Tacul De lá fui descendo a trilha, bem tranquilo e vi a placa indicando que para o Lago Escondido devia seguir em frente. Fui descendo e realmente o lago era escondido. Um casal a pé estava voltando desanimado dizendo que desistiram porque não chegava nunca. Não tinha placa da distância. Realmente à pé era distante (de bike rodei uns 10 min, cerca de 1,5 Km de distância de Tacul). O lago é bonito, mas mais escondido que bonito. A questão é que perto do lago já sai mais à frente no asfalto co Circuito. Logo, vale bem a pena fazer esta trilha (mesmo a pé –lembrando que se tiver deixado o carro no primeiro ponto, tem que voltar tudo). Depois peguei o asfalto de novo e fui pedalando (passa-se pelo mirante do Cerro Lopez) e depois peguei à esquerda no rípio para ir até Colonia Suiza pela RP 79 (possui placa indicativa). Lá é uma vila bem legal e vale a pena conhecer, além do caminho que é legal. Tem até uma cervejaria. Mirante Cerro Lopez De Colonia, pelo GPS, seguir pela calle Genoveva Beveraggi para pegar de novo a Avenida Bustillo para Bariloche (mais cerca de 18 Km até o Hostel – este trajeto dá uma média de 1:30 e tem subida. Circuito Chico Cervejaria em Colonia Suiza Ao todo foram cerca 8 horas contando pedal mais paradas. Em Bariloche após o Circuito O Circuito tem muitos pontos para parar e comer. Só vi lugar de comprar comida em Colonia Suiza (levar lanche reforçado para o dia). Ao final da tarde, desmontei e embalei a bike, organizar bagagem e descansei satisfeito por toda viagem. Ao final de toda a viagem, nenhum pneu furado (as fitas anti-furo ajudam bastante). DIA 12 - 13/11 qua - Bariloche (ARG) Último dia. Já havia combinado com o Henrique taxista e as 10:00 saí do hostel para ir ao aeroporto para o voo de volta. O voo saía 14:10 pela Aerolineas Argentinas. Despachei a bike por AR$800, cerca R$115. Cheguei em Buenos Aires (conexão) cerca de 16:30 e o voo para Belo Horizonte só saía 05:30 da manhã do dia 14. Aí você fica igual o Tom Hanks no filme Terminal, pra lá e pra cá para o tempo passar. Mala bike no aeroporto DIA 13 - 14/11 qui – Buenos Aires (ARG) – Belo Horizonte (BRA) Aguardei até o embarque em Buenos Aires (EZE) descansando numa parte de cima do aeroporto que é própria para isso (é um tablado mais alto que o chão, onde o pessoal deita para descansar e aguardar). O voo estava marcado para 05:30 e as 03:00 já tinha despachado a bike ($60, cerca R$240 pela Azul). Depois segui para o embarque e fazer a migração. Cheguei em BH cerca de 09:00 e chega ao fim a grande jornada. Descanso merecido. Dicas Recomenda-se uma preparação adequada. Começando uns 6 meses antes e aumentando a frequência dos treinos e aumentando também a Km (vários ambientes, temperaturas e pesos). Isso levando em consideração alguém que já pedala. Eu pedalo a 6 anos e me preparei bem com 6 meses. Acredito que quem não pedala regularmente deve se preparar com mais tempo. Treine muita subida de morro, serras e afins. Vai te ajudar muito, vai por mim. Estar preparado psicologicamente para longos dias de pedal, subidas, vento contra, possíveis problemas mecânicos, desconforto físico, chuva, frio e calor. Essas e outras dificuldades comuns numa cicloviagem são tão importantes quanto a preparação física. É importante estar preparado antes de uma cicloviagem e antes de encarar os Andes. Faça Seguro viagem por precaução (tem que ser modalidade esportiva, senão não cobre). De preferência, envie o roteiro da sua viagem para familiares próximos a fim de despreocupá-los e para que saibam em qual região você deve estar em determinada data para casos de emergências. Agende o pagamento ou pague contas que irão vencer no período (Luz, água, internet, etc). Se possível, habilite o salvamento automático de fotos do celular na nuvem para caso de perda do celular (Exemplo Icloud para Iphone). Habilite o cartão do banco para uso internacional para emergências (eu precisei usar no CHI pois não tinham troco para dólar). Obtenha o máximo de informações possíveis sobre o caminho que quer percorrer: mapas, condição das estradas, previsão de tempo, rotas de GPS, informações de quem já pedalou pelas estradas. A cicloviagem tem que ser feita com segurança pois qualquer tombo pode acabar com sua alegria, logo, utilize itens de segurança e tenha sempre atenção. Uma queda pode levar a fratura de um membro e a coisa ficar pior ainda! O que levar “Menos é mais”. Levar somente o essencial sem faltar nada no meio da viagem. Semanas antes, fazer revisão da bike (padrão). Se possível, conferir a raiação da roda traseira e sapatas de freio (levei raios e pastilha reserva). De preferência pneus mistos e com proteção antifuro. Bagageiros devem ser resistentes e próprios para receber alforjes. Devem suportar o peso da bagagem se não vai quebrar no caminho. Acompanhar a previsão do tempo antes e durante a viagem (site Accuweather ajuda bastante). Organização da bagagem com antecedência e embalagem da bike de um a dois dias antes. Separar as coisas de cicloviagem três semanas antes (não deixe para comprar as coisas de última hora), pois são muitos itens e a falta de um deles pode fazer uma diferença enorme. Não deixar de xerocar passaporte e plastificar para evitar que estrague. Leve documentos e itens importantes em um saco plástico, tipo ziplock para evitar que se molhem em caso de chuva forte. Fazer o check in dos voos com antecedência para garantir. De preferência, imprimir reservas de voo e pousadas, Airbnb, Booking, etc (se for hospedar). *Alguns países exigem vacina contra febre amarela. Verifique essa e outras possíveis exigências junto à representação do país estrangeiro no Brasil que irá visitar (ARG e CHI não pedem para região da Patagônia). *Conferir o registro de saída e entrada da bike na documentação quando fizer migração. Antes de viajar, recomenda-se consultar o estado das vias. O estado das rutas provinciais na ARG pode ser checado no site da Dirección Provincial de Vialidad de Neuquén (https://www.dpvneuquen.gov.ar/) e Dirección Provincial de Río Negro (https:// https://vialidad.rionegro.gov.ar/). *Atenção: Ficar atento nos dias de passagem em aduana aos horários de funcionamento (algumas fecham 16:30). Otimize suas ferramentas Após a desmontagem e embalagem da bike, acondicione as ferramentas na bagagem de forma a encontrar tudo rapidamente. Separe as peças da bike em sacos plásticos a fim de evitar perdas (ciclocomputador, sinalizadores, parafusos, etc). Uma vez que aterrissou e está acomodado, é abrir a mala bike e parafusar tudo novamente. Leve peças de reposição adequadas, a mais importantes, como raios de reposição, cabos de câmbio e/ou freio (se mecânico), missing/power link, manchão, dentre outros que achar necessário. Apps no celular Depois da própria bicicleta, o celular já é o item mais importante: o Para navegação utilizei o HERE WeGo (excelente app com mapas off-line - lembre-se antes de baixar os mapas da região que irá visitar, vale baixar os mapas da ARG e CHI). Baixei também o Maps.me mas não gostei muito. Algumas vezes traçava percurso por lago ao invés de terreste. o Para gravar o percurso usei o Strava (Muito útil para informações de percurso, distância, velocidade média, ascensão, etc. Só precisa de internet quando for salvar, ou seja, pode pedalar à vontade e quando chegar onde tem internet, você salva). Pode gravar mais de percurso ao longo do dia e salvar todos ao final (Começa a atividade e finaliza, se precisar gravar outro percurso, começa de novo e finaliza. Não precisa salvar com internet a cada percurso). Interessante pesquisar dicas no site do Consulado Brasileiro, como “Orientações para quem vai viajar para o exterior e pegar informações em casos de emergências (nunca se sabe, além disso, todo esporte você está sujeito a riscos – embora a cicloviagem seja um estilo de vida, é também um esporte, inclusive no seguro viagem é também categorizado como tal). Para casos de EMERGÊNCIA site do Consulado Brasileiro http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/ E-mail: [email protected] SITE CONSULADO DO BRASIL EM MENDOZA – ARGENTINA http://mendoza.itamaraty.gov.br/pt-br/ E-mails: [email protected] (Cônsul-Geral) [email protected] (Setor Consular e Setor de Assistência a Brasileiros). Plantão Consular +54 9 261 5378478 (chamadas internacionais, apenas emergências), 261 5378478 (chamadas interurbanas), e 15 5378478 (para chamadas locais). SITE CONSULADO DO BRASIL EM SANTIAGO – CHILE http://santiago.itamaraty.gov.br/pt-br/ Tel: (+56) 22820-5800 - Fax: (+56) 22441-9197 - E-mail: [email protected] Telefone/whatsapp de plantão do Consulado-Geral do Brasil em Santiago (+56 99334-5103) - deve ser acionado apenas em situações de emergência. Email: [email protected] Site da Repartição: http://cgsantiago.itamaraty.gov.br/es-es/ Telefones de EMERGÊNCIA ARGENTINA: Polícia 111 Emergência 107 Bombeiros 100 Polícia Turística ARG: 4346-5748 / 0800-999-5000 Central de Emergencia Nacional 911 Telefones de EMERGÊNCIA CHILE: Polícia: 133. Bombeiros: 132 Resgate Aéreo: 138 Emergência 911 *Recomendações Pasos Fronterizos CHI Fronteira Argentina Chile Viajando da ARG para CHI, assegurar de seguir estes conselhos para uma viagem segura e sem contratempos para não atrasar sua viagem Agilize os trâmites na fronteira baixando e preenchendo a declaração de imigração: http://goo.gl/cKRZx3 Declarar todos os produtos de origem vegetal e animal. Ficar atento ao que pode levar na bagagem bem como limites de valores em espécie. Não aceite pertences ou bagagem de desconhecidos. Não esquecer de levar documentos obrigatórios (Documento Nacional de identidade ou passaporte vigente). Se recomenda levar abrigo, comida e agua suficientes para casos de atrasos. Características que deves considerar no percurso (depende da época do ano) Alta altitude, mudanças bruscas de clima, possibilidade de gelo sobre a estrada ou neve de até 2 m em menos de 24h, ventos fortes e rajadas, avalanches e temperaturas extremas. DICA DE EMBALAGEM DA BIKE 1. Cortar tiras de câmara de ar ou arrumar correias de firma pé. 2. Retirar o ciclocomputador e outros acessórios que possam sofrer danos durante o transporte. 3. Arrumar espumas de embalagem de bike. 4. Estudar a melhor maneira de embalar e fixar. 5. Baixar selim. 6. Retirar bagageiro. 7. Girar o guidão (dois parafusos laterais da mesa). 8. Deixar o guidão alinhado com o quadro e firmar no banco e proteger com embalagens recicláveis o suporte do guidão e o banco. 9. Embalar quadro com espuma protetora. 10.Retirar roda dianteira. 11.Travar pistões dos freios. 12.Colocar suporte de cano de PVC no garfo e travar com as blocagens. 13.Retirar roda traseira. 14.Travar pistões dos freios e colocar suporte de cano no quadro. 15.Embalar corrente e proteger câmbio dentro do garfo traseiro. 16.Embalar o cassete da roda traseira (pode ser pote de sorvete) a fim de evitar danificar o mala-bike. 17.Tomar cuidado para não esquecer a blocagens (separar peças em saco). 18.Proteger zonas delicadas 19.Retirar os pedais com a chave de boca 15 mm (Para retirar, gira a chave no sentido “para trás. Para colocar gira no sentido “para frente) e chave Allen. Ao retirar, marcar qual é direito e qual é esquerdo para não trocar os lados e estragar a rosca). 20.Desinflar um pouco os pneus (deixar um pouco de ar no pneu para proteger). 21.Prender bem a roda dianteira de um lado do quadro com tiras para firmar bem de forma a proteger bem as partes frágeis (câmbio, suspensão, etc). 22.Não deixar a carga incidir sobre o disco de freio (proteger com tampa de pote de sorvete). 23.Prender bem a roda na frente de um lado para proteger a suspensão (as duas se encontram no meio e devem ser fixadas). 24.Prender bem a roda traseira do outro lado do quadro com tiras de câmara de ar para firmar bem de forma a proteger bem as partes frágeis (câmbio, suspensão, etc). 25.Não deixar a carga incidir sobre os discos de freio (proteger com tampa de pote de sorvete). 26.Proteger bem o mala-bike por dentro nas partes que ficam em contato com a bike. 27.Colocar alguns acessórios e vestuários como as sapatilhas, caramanholas etc no interior da mala-bike. 28.Identificar a mala-bike com uma etiqueta com dados completos (nome, endereço e telefone), pois será fundamental em caso de extravio. Pesquise no site da empresa aérea as regras para envio de bicicleta. Outras dicas Estrangeiros tem 21% de desconto na hospedagem Ao reservar uma hospedagem na ARG você será informado que haverá a cobrança adicional de 21% do imposto IVA. Estrangeiros podem se livrar dessa taxa! É preciso pagar sua hospedagem com cartão de crédito ou débito internacional ou depósito bancário, além de ter que apresentar seu passaporte ou RG e o carimbo de entrada no país. Por isso, numa viagem pela ARG, prefira hospedagens que aceitam cartão de crédito para pagamento. Atendimento médico gratuito para brasileiros Ao fazer uma viagem pela ARG, o turista brasileiro tem direito a atendimento médico gratuito. Isso inclui emergências odontológicas, ambulatorial e hospitalar. Para usar você só precisa ter um documento que comprove sua nacionalidade. Não é recomendável viajar sem seguro particular, que possui serviços mais amplos bem como repatriação de corpo ao Brasil. Ninguém planeja morrer viajando, mas infelizmente acidentes e fatalidades podem acontecer. A repatriação de um corpo custa super caro e tendo seguro particular esse serviço deve estar incluído. Não existe casa de câmbio no Aeroporto de Bariloche. Troque dinheiro no centro da cidade. Opção de casas de câmbio em Bariloche: Intercâmbio Agência Rua Rolando, 287 (loja 2) Telefone: +54 02944 434437 Site: http://www.intercambio.srl E-mail: [email protected] Horários: 9h às 17h, de segunda a sexta-feira Cambio Andina Rua Mitre, 115 Telefone: 0294 442-6166 Site: http://www.andinacambio.com.ar E-mail: [email protected] Horários: segunda a sexta de 9h às 19h; sábado de 10h às 14h e de 16h30 às 19h30 Onde sacar pesos argentinos em Bariloche - Caixa Eletrônico 24 horas Banco de la Nación – Mitre, 531 Banco de la Nación – Mitre, 178 Banco Nación – Anasagasti, 1482 Restaurantes Bariloche Comer carne Alto El Fuego (calle 20 de Febrero 451, no centro): qualidade, atendimento e ambiente descontraído. Boliche de Alberto (calle Villegas, calle Elflein e Av. Bustillo): qualidade, carnes e massas. Dica “ojo de bife”. La Salamandra, El Patacon, Don Molina, El Refugio del Montañes, La Parrilla de Julian, La Parrilla del Tony, Nuevo Gaucho, A los Bifes, Rincón Patagonico. Pizza Girulá (calle San Martín 496): pizza individual, comem duas pessoas. O L’Italiano (calle Quaglia 219): boas massas e “menu turístico” a um valor mais econômico. Las Pastas de Gabriel, Linguini, La Brava, El Mundo Cerveja artesanal Manush (calle Neumeyer 20): cerveja artesanal boa, pratos bem elaborados, hambúrgueres caseiros e batata frita. Cervejaria Wesley (calle 20 de Febrero): cervejas e as pizzas gostosos. Perto do Alto El Fuego. Cervejarias artesanais no centro (entre calles Elflein Neumeyer, 20 de Febrero e Juramento): Bachmann, Blest, Antares, Berlina, Konna, Kutral, La Cruz, Vikingos, Kunstmann, Antares, La Cava Clandestina, Lowther. Bem próximas uma da outra. Cerveceria Patagonia: não se destaca tanto pela comida e nem cerveja em si, mas sim pelo ambiente lindo, dentro do Circuito Chico, em frente ao lago Moreno. Bem distante do centro e não tem transporte público que chegue. Fondue e pratos tradicionais La Casita (Quaglia 342): oferece tbm cordeiro e outros pratos típicos, como a truta, excelente pedida. La Marmite (calle Mitre 329) boa opção para experimentar comida tradicional. Em frente à Galeria del Sol. Familia Weiss, La Alpina, Chez Philippe, Jauja. Comer truta A truta (trucha) é um peixe muito tradicional dos lagos da região patagônica. La Casita (já mencionado), o restaurante do hotel El Casco e o Kostelo (Quaglia 111), que está localizado no centro, de frente para o lago. Cardápio variado (massa, pizza, carne, petiscos, saladas). Lojas de chocolate Rapa Nui (calle Mitre 202) e Mamuschka (calle Mitre e Rolando). Mamuschka pequena mas ótimo para desfrutar de um lanche caprichado e chocolate quente na parte da tarde. Ambos possuem sorvetes artesanais próprios, preço mais salgado mas bem recomendado. Outras: Frantom, Turista, Abuela Goye, The Coffee Store (cafeteria), Tante Frida. Fast food McDonalds e Mostaza (calle Mitre). Várias outras opções de sanduiches e hambúrgueres caseiros. Rock Chicken Chimi Bar de Choris (Elflein 73), especializado “choripanes” (sanduiche de linguiça), típico da ARG. Weiss Beer and Burguers (Mitre 585), combos de hambúrguer, batata frita e cerveja artesanal. Outros lugares pouco conhecidos pelos brasileiros e recomendados: Papagoonia (Vice Almirante O’Connor 662), hambúrgueres caseiros. Restaurantes populares: La Fonda del Tío, Galpon de Salo, La Andina. Roupas de Montanha: Patagonia Show Room, Scandivavian, Montagne, The Northface Produtos típicos: El Arbol, El Bosque Na Rua Onelli, um pouco mais afastada do setor mais turístico, está o comércio popular dos residentes de Bariloche. Referências https://eueamagrela.wordpress.com/expedicao-lagos-andinos/ http://blogdescalada.com/uma-escalada-no-frey-um-dos-lugares-mais-espetaculares-do-planeta/ http://www.trekbariloche.com/refugio-frey-trek.php http://www.trekbariloche.com/bariloche-refugios.php http://www.clubandino.org/cab/refugio-emilio-frey-frey/ http://refugiofreybariloche.com/ http://orofino.me/refugio-frey-trek-bariloche-argentina/ http://www.expedicaoandandoporai.com/2010/01/bariloche-circuito-chico.html http://www.seguindoviagem.com/destinos-internacionais/america-do-sul/argentina/bariloche/circuito-chico-de-bicicleta/ https://trilhaserumos.com.br/dicas-roteiros/dicas_de_uso/cicloturismo/ https://umasulamericana.com/parque-llao-llao-bariloche/ https://barilocheparabrasileiros.com.br/2018/01/03/o-clima-em-bariloche-em-cada-epoca-do-ano-e-quando-se-inicia-a-temporada-de-neve/ https://pelomundo.com.vc/hospedagem-em-villa-la-angostura/ https://pelomundo.com.vc/como-ir-a-villa-la-angostura/ https://www.atravessarfronteiras.com.br/2016/11/bariloche-7-passos-para-preparar-uma-viagem-memoravel/ https://umasulamericana.com/hostel-em-bariloche/ ENVIO DA BIKE POR AVIÃO – VÍDEOS https://www.youtube.com/watch?v=2SBR1Lsn-9I https://blog.bikevillage.com.br/bike-no-aviao-dicas-para-viajar/ Ajuste e troca de pastilha de freio https://www.youtube.com/watch?v=qPSVSxsz3yY barb bike DICA - 3 - Ajuste Freio Hidráulico Bike http://www.pedaleria.com.br Pasos fronteirizos e prognósticos metereológicos CHI http://www.pasosfronterizos.gov.cl/ Alertas do Consulado Brasileiro para Argentina http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/argentina Alertas do Consulado Brasileiro para o Chile http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/chile Previsao do tempo https://www.accuweather.com/ https://www.argentina.gob.ar/tema/emergencias https://mototurismogastronomico.wordpress.com/telefones-de-emergencia-argentina-chile-e-uruguai/ VLA https://instintoviajante.com/villa-la-angostura-patagonia-argentina/ https://instintoviajante.com/o-que-fazer-em-villa-la-angostura-de-bicicleta/ http://viagemcult.com/villa-la-angostura/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/categoria_atractivos/atracoes_turisticas/ https://emalgumlugardomundo.com.br/o-que-fazer-em-villa-la-angostura-argentina/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/tipo_de_gastronom_ia/bar-boate-de-noite-cervejaria-pub/ https://www.atravessarfronteiras.com.br/2013/09/a-minha-villa-la-angostura/ https://umasulamericana.com/fazer-em-villa-la-angostura/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/o-parque-nacional-arrayanes-e-a-finalista-das-7-maravilhas-naturais-de-argentina/ Vacinas ARG https://dicasdaargentina.com.br/2018/02/vacinas-e-certificado-de-vacinacao-para-a-argentina.html Dicas Chile https://dicaschile.com.br/
  3. 3 pontos
    San Francisco (CA) Banhada pelo Oceano Pacífico de um lado e pela baía de São Francisco do outro, a cidade californiana de San Francisco se assemelha a uma ilha. Sua mais importante conexão com o continente é também o principal cartão-postal: a famosa ponte Golden Gate, com seus 2,7 quilômetros de comprimento, está entre as paisagens mais fotografadas do mundo. Cerca de 120 mil carros passam pela Golden Gate todos os dias. São Francisco também é um dos principais destinos gays, afinal é o berço dos movimentos em favor dos direitos dos homossexuais. A primeira Chinatown dos Estados Unidos, e a maior fora da Ásia, está em San Francisco. Quarta maior população do Estado da California, com 871.000 habitantes. Fuso horário - são quatro horas a menos que o horário de Brasília. Entre novembro e fevereiro, os EUA atrasam os ponteiros do relógio em uma hora. Nesse período, o fuso são de cinco horas a menos que o horário de Brasília. Visão da ponte Golden Gate, a partir do Crissy Field 1º Dia 15:05h – Chegada ao Aeroporto Internacional O viajante em caso de bom tempo e disposto a caminhar por cerca de 25 minutos com as malas, do aeroporto ao hotel poderá ir de metrô BART (Bay Area Rapid Transit), já que existe uma estação dentro do aeroporto de San Francisco. Para não caminharmos, a alternativa entrada em consenso, com um custo de US$ 26,64 (incluindo US$ 4,44 de gorjeta) foi pegar um Lyft até o hotel. Dica: Após o desembarque internacional no aeroporto de San Francisco, para acesso ao embarque de transporte por aplicativo (Uber/Lyft), no saguão deve-se deslocar a direita e em seguida subir as escadas rolantes, para acessar o piso superior. 16:00h – Check-in no Casa Loma Hotel (610 Fillmore St, San Francisco, 94117, CA, US - Telefone +14155527100) Check-in liberado após as 15:00h. → CUSTO: R$ 1.432,08 (4 noites, suíte para 2 pessoas) 17:30h – Lanche – Mc Donald's – (1100 Fillmore St, San Francisco, CA) Esta rede de San Francisco possui a opção de fazer o pedido diretamente através de uma tela touch, sem interação humana, com isso é uma ótima opção para os turistas que não tenham fluência no idioma inglês. Além do mais, a maioria dos funcionários também falam em espanhol. 18:15h Deslocamento até o Fishermann Wharf 19:00h – Panoramic Night Tour Blue Route – Big Bus Tours San Francisco – (99 Jefferson St, San Francisco, CA) Passeio em torno de uma hora, através de um sistema de transporte exclusivo para turistas com um guia turístico relatando detalhes do passeio, em inglês. Trata-se de um ônibus de 2 andares com rota definida e que percorre os principais pontos turísticos da cidade, ideal para se ter um panorama da cidade de San Francisco. Atente-se o passeio noturno atravessa a Ponte Willie Brown Jr. para o acesso a Treasure Island, local com parada para a ver a skyline da cidade de San Francisco, na parada há banheiros disponíveis para uso. Dica: Sentar-se no andar superior no lado direito e levar casaco (corta vento), mesmo em dias calorosos. → CUSTO: US$ 35,00 (noturno). 22:00h – Retorno ao Casa Loma Hotel – (610 Fillmore St, San Francisco, 94117, CA, US - Telefone +14155527100) 2º Dia 06:00h – Café da manhã → Locais encontrados pelo caminho, não encontravam-se mapeados: a) Japantown, também conhecido como Nihonmachi. Possui um impressionante Pagode da Paz de cinco andares. b) Parque Lafayette c) Haas-Lilienthal House, é a única casa da era vitoriana intacta da cidade que está aberta regularmente como um museu, completa com móveis e artefatos de época. d) Parque Nacional Marítimo 08:10h – Ghirardelli Square Localizada na antiga fábrica da empresa, o quarteirão Ghirardelli é um local com diversas opções de gastronomia e um pequeno comércio. Destaque para loja da empresa localizada na antiga fábrica, fundada em 1952, onde é possível degustar diversos produtos (sundays, cafés) e também comprar os produtos da marca. Essa região tem um dos odores mais cheirosos de San Francisco, que cheira chocolate. O acesso é através do pátio central, onde há uma série de outras pequenas lojas ou pela entrada lateral na Larkin Street. 08:30h – The Cannery at Del Monte – (2801 Leavenworth St, San Francisco, CA) O Cannery at Del Monte Square, na Leavenworth Street foi originalmente construído em 1907 como uma fábrica de conservas, de frutas e vegetais para a Associação de Conservas de Frutas da Califórnia, que se tornaria Del Monte em 1916. Em 1909, era a maior fábrica de conservas do mundo com capacidade de 200.000 latas soldadas de forma manual por dia, além de empregar mais de 2.500 pessoas. As operações cessaram em 1937 e o prédio funcionou como um armazém até o início dos anos 1960, quando foi programado para ser demolido. Leonard Martin comprou a fábrica de conservas em 1963 e trouxe uma equipe de arquitetos e desenvolvedores liderados por Joseph Esherick, para transformá-la em um complexo de três andares com passarelas e pontes de tijolos, que abrigam uma grande quantidade de lojas, restaurantes e locais de entretenimento; na qual foi aberto no ano de 1966. 08:40h – Take a Ride on the Cable Cars – Dando uma volta de Bonde – Linha Vermelha (Hyde St & Beach Street, San Francisco, CA) - horário de funcionamento: das 06h às 00:30h. Foi interessante observar também, além do curioso sistema operação de freio manual e sem motores internos, o funcionamento do retorno dele (turnaround). Quando o Cable Car chega ao final do trilho, os 2 condutores/cobradores descem e realizam um processo manual. A plataforma de madeira gira e um deles manipula manualmente para que o bonde vire. Dica: Quanto mais tarde realiza-se o passeio com o Cable Car, maiores são as filas, que giram em torno de 45 minutos a 01 hora de espera. Não obstante é perceptível que vendem mais ingressos do que a capacidade do veículo. Com o passar da manhã, os Cable Cars saem lotados e infelizmente muitas vezes as pessoas que ficam em pé, cobrem a visão dos passageiros que estão sentados. Uma alternativa é ficar em pé pendurado no Cable Car, em cima da parte do estribo. → CUSTO: US$ 7,00 (Entrada única - Single Ticket) Descida em Nob Hill, região nobre de San Francisco, residencial e misturada com diversos hotéis luxuosos, além de vistas caprichadas da cidade. 09:40h – Passeio pela Union Square A Union Square, umas das praças mais badaladas de São Francisco ganhou este nome durante a guerra civil, ao ser usada como ponto de apoio e de comício dos partidários pró união. A estátua no centro da praça representa a deusa da Vitória “Nike” e foi erguida em comemoração a vitória de uma das batalhas durante a guerra entre Estados Unidos e Espanha em 1898 na baía de Manila. Comercial quanto NYC. Ali estão as grandes lojas como Forever 21, Macy’s – com uma Cheesecake Factory gigante bem grande no topo; como também shoppings grandes. Caminhando até a Market Street e já, já você avistará os prédios. O "Grand" hotéis estão aqui, e algumas quadras ao norte em Nob Hill (muito íngreme para caminhar até lá). As grandes lojas de departamentos estão próximas, além de muitas pequenas lojas e hotéis do estilo "boutique". É também ao lado do distrito dos teatros. Talvez os restaurantes Franciscanos mais “elegantes” estejam nessa área (Fleur de Lys, Farallon, Masa, Ritz Carlton, Postrio, etc). Há menos "simples", "Mom-n-Pop", ou do tipo étnicos que se encontrará em outras partes da cidade. A principal desvantagem é a proximidade com o The Tenderloin, que geograficamente a oeste e sul da Union Square. Existem muitos arranha-céus, então haverá menos de luz do sol do que se encontrará em outro lugar. A Union Square é “morta” aos domingos, e não tão animada quanto a outros lugares à noite. O estacionamento é muito caro (US$ 50 por noite ou mais), e dirigir é uma tarefa difícil. → Corações da Union Square Na Union Square há algumas estátuas de coração, umas diferentes das outras, nos quatro cantos da praça. Essa é uma tradição que vem desde 2004, a cada ano novos corações são pintados e os antigos são leiloados, onde a renda é doada para o Hospital Geral de São Francisco. a) Fairmont San Francisco – (950 Mason St, San Francisco, CA) O The Fairmont é um hotel clássico na cidade, na qual recebe muitos hóspedes famosos entre presidentes e celebridades, e tem um dos bares mais icônicos de San Francisco o Tonga Room. Os quartos tem uma decoração bem clássica e muitos deles com vistas lindas da cidade. b) James Clair Flood Mansion – (1000 California St, San Francisco, CA) O James Clair Flood Mansion é uma mansão histórica, localizada na California Street, no topo da Nob Hill. Atualmente sendo o Pacific-Union Club, foi construído em 1886 como a casa de James Clair Flood, um barão do século XIX. Foi o primeiro prédio a oeste do rio Mississippi e a única mansão em Nob Hill a sobreviver estruturalmente ao terremoto, como também ao incêndio de 1906 em San Francisco. Foi declarado Marco histórico nacional, no ano de 1966. c) The Masonic – (1111 California St, San Francisco, CA) O California Masonic Memorial Temple é um imponente prédio de mármore branco localizado no todo da Nob Hill, centro de São Francisco. Construído nos anos 50, é um ícone da arquitetura pós modernista. É a sede da Grande Loja da Califórnia e eventualmente oferece palestras e visitas informativas sobre a Maçonaria. Em 2015, aqui ocorreu a XIV Conferência Mundial das Grandes Lojas Maçônicas Regulares, O tema deste evento foi “A Cadeia de União: Reforçar os Laços Fraternais num mundo em Mudança”, estiveram presentes 105 Grandes Lojas Mundiais e cerca de 1.000 participantes. d) Grace Catedral – (1100 California St, San Francisco, CA) Inspirada na Catedral de Notre Dame em Paris, ela foi construída no estilo neogótico e, hoje, é um prédio que destoa do restante da cidade de San Francisco por sua beleza ímpar. Situada no bairro de Nob Hill, bem pertinho do hotel Fairmont San Francisco, que é um dos mais famosos e luxuosos da cidade, ela foi fundada no século XIX como uma pequena paróquia, na época, da corrida ao ouro na Califórnia. Sua construção foi finalizada somente em 1964, tornando-se a terceira maior catedral dos Estados Unidos. e) City Hall de San Francisco – (1 Dr Carlton B Goodlett Pl, San Francisco, CA) A atual Prefeitura de San Francisco abriu as suas portas em 1915, substituindo o prédio que foi destruído no terremoto de 1906. O edifício lembra bastante o “Les Invalides de Paris” e se destaca por sua grande cúpula que, com 90 metros de altura, é uma das maiores do mundo. O City Hall de San Francisco foi utilizado em várias ocasiões como cenário para rodar alguns filmes, como “Endiabrado”, “O Casamento dos Meus Sonhos” e “A Rocha”. Dicas: Há banheiros públicos disponíveis dentro da prefeitura, porém não é permitido entrar no City Hall com mochila ou bolsas grandes. Dia de feira na Praça – Normalmente nas quartas e domingos das 7h às 17h, há um mercadinho de produtos locais na praça. f) Hotel Whitcomb – (1231 Market St, San Francisco, CA ) Em uma cidade conhecida por sua história, o Hotel Whitcomb em São Francisco tem uma história própria. Como a cidade foi devastada pelo terremoto de 1906, o hotel entrou em cena e se tornou temporariamente a prefeitura, de 1912 a 1915, enquanto a original estava sendo reconstruída. Em 1916, o hotel abriu suas portas oficialmente. Embora o prédio tenha parado de funcionar como Prefeitura em 1915, as palavras “City Hall” ainda podiam ser vistas levemente, gravadas acima da entrada principal até meados dos anos 90. 11:30h – Almoço – Tropisueño – (75 Yerba Buena Ln, San Francisco, CA) Restaurante típico mexicano, atendimento cordial e rápido, com comida bem gostosa e porções generosas. Recomendamos o Regular Burritos with meat: → CUSTO: US$ 8,25 – Preços honestos 15:00h – Roteiro a pé, com caminhada (sem pausas é em torno de uma hora, mas fizemos em aproximadamente três horas) a) Observação de artes de rua, na Fell Street Muro dos fundos do Colégio de Ensino Médio Ida B Wells: Rainha Marta em um mosaico, em uma arte abstrata. : Colégio de Ensino Médio Ida B Wells Harlem, Paris of the West (S.F.) (2010): Muro de uma residência, nas proximidades da 1101 Fell Street, Fell St at Scott St, realizado pela artista Marina Perez-Wong, com uma arte envolvendo os principais pontos turísticos de San Francisco: Painted Ladies, Ponte Golden Gate, Cable Car... b) Painted Ladies As Painted Ladies da Alamo Square foram construídas em 1892 e 1896, e hoje, dividem com a Golden Gate Bridge o título de símbolo de San Francisco. Elas já apareceram em mais de 70 filmes diferentes. c) Alamo Square Park Praça localizada no alto de Hayes Valley em San Francisco, é lá e que estão as famosas Painted Ladies, uma fileira de casas vitorianas lindas, pintadas em cores diferentes e com vistas lindas do centro da cidade. d) William Westerfeld House Esse palácio mal-assombrado de madeira foi construído em 1889, para ser a moradia do William Westerfeld, um famoso banqueiro da época. Sua arquitetura é típica de um dos estilos de vitorianas, as sticks (palito). Quando San Francisco estava passando pela fase do Summer of Love, diversas pessoas subiam na torre e ficavam procurando discos-voadores, com relatos de várias aparições. e) McAllister Street Trecho com maior quantidade de casas de estilo Vitoriano, da cidade de San Francisco. f) Chateau Tivoli Bed and Breakfast Neste antiga casa Vitoriana, afinal histórica de 1892, já se hospedaram Isadora Duncan (bailarina), Mark Twain (escritor), e a história que o povo conta, também o fantasma de uma diva da ópera vitoriana, e como hoje é um Bed & Breakfast, qualquer um está convidado a se hospedar também. g) Casa da Série Três É Demais, da Família Tanner (1709 Broderick St, San Francisco, CA) Esta casa onde as irmãs D.J., Stephannie e Michelle cresceram em San Francisco, na vizinhança da Lower Pacific Heights, serviu para as cenas externas da casa da família Tanner, do seriado da ABC Family, como também para o recente reboot “Fuller House”, na Netflix, enquanto as internas eram gravadas em estúdio. Atualmente o imóvel pertence a Jeff Franklin, criador da atração nos anos 80 e 90, avaliada em mais de US$ 4,15 milhões. Construída em 1883, a casa de três pisos conta com cerca de 230 metros quadrados que incluem quatro banheiros e quatro quartos. De 2002 a 2006 a série foi exibida no SBT, inicialmente ocupando o horário das 18h dos sábados, mas já em 2003 a atração passou a ser diária, às 13h15. h) Jefferson Square Park Grande parque na selva de concreto da cidade. Muito bem conservado. 20:00h – Retorno ao Casa Loma Hotel – (610 Fillmore St, San Francisco, 94117, CA, US - Telefone +14155527100) 3º Dia 06:30h – Saída do Casa Loma Hotel (610 Fillmore St, San Francisco, CA) → Passeio na Chinatown 08:30h – Dragon's Gate – Arco ornamentado, doado pela Tailândia em 1970 é a Porta de entrada para Chinatown. → Parede Lateral da padaria Eastern: Arte dedicada ao Bruce Lee (720 Grant Ave com a End Commercial Street, San Francisco, CA) → Sugestão para o café da manhã – Eastern Bakery – (720 Grant Ave, San Francisco, CA) Um cartaz deste estabelecimento histórico, na qual foi a primeira padaria chinesa em Chinatown (1924), anuncia com orgulho a visita do ilustre ex-presidente Bill Clinton à padaria, no ano de 1997, comendo um Mooncake, bolinho tradicional chinês com a finalidade de atrair fortuna. Os Mooncakes são bolinhos, que podem ou não ser recheados, com relevos especiais escritos em Mandarim e normalmente representam longevidade, harmonia e fortuna; além de desenhos lunares, por isso o nome Mooncake ou bolo lunar, e também um desenho da Deusa da Imortalidade. → Waverly Place - Homônimo de um dos principais personagens do sucesso de vendas O Clube da Felicidade e da sorte, de Amy Tan. Procure esta ruazinha para contemplar bandeiras com preces e lanternas vermelhas reverenciando templos com varandas pintadas; → Logo após o Tien Hau Temple, o templo budista antigo de 1852 (e curioso) que fica no terceiro andar de um prédio; numa época em que os chineses de San Francisco não podiam habitar ou trabalhar em outras áreas da cidade. Com enfeites vermelhos e incenso pendurados no teto, detalhes dourados e dezenas de divindades em miniatura, o templo faz com que você se sinta no oriente. → Spofford Alley – Nesse beco, Sun Yat-sem conspirou a derrota do último imperador da China número 36 e os anos 1920 viram lutas armadas de contrabandistas, mas Spofford mudou com o tempo; → Sugestão seguir pela rua e degustar alguns chás na Vital Tea Leaf (1044 Grant Ave), que é uma loja de chás que graças a seu divertido e carismático dono, um chinês figura, que faz absoluta questão de ser chamado de “Uncle” (Tio), conquista locais e turistas. A degustação de chás é grátis, servidos quentíssimos e num copo pequenino vem acompanhado de histórias interessantes, sabedorias chinesas e possivelmente algumas ''histórias para boi dormir'' inventadas pelo uncle. Os chás da Vital Tea não são baratos, mas são deliciosos. → Ross Alley – Conhecida popularmente como Rua Manila, Espanhola e México devido às garotas de programa que trabalham nesse quarteirão, esta rua é repleta de murais e ocasionalmente é retocada para produções de Hollywood, como Karate Kid II e Indiana Jones e o Templo da Perdição. A cena da creche de Christopher, do filme A Procura da Felicidade (2006), foi recriada na 20 Ross Alley, uma estreita passagem entre as ruas Jackson e Washington, no coração de Chinatown. → 654 Jackson Street – Apartamento onde viveu Bruce Lee na cidade de San Francisco, antes de se mudar para Seattle, WA. Lee Jun Fan, o Bruce Lee, nasceu no dia 27 de novembro de 1940, em San Francisco, Califórnia. Faleceu no dia 20 de julho de 1973 em Hong Kong, China, aos 32 anos de idade. Bruce Lee era lutador, artista marcial, filósofo, diretor, roteirista e mestre em artes marciais. É o grande responsável pela popularização do Kung Fu no Ocidente. Esta arte marcial de origem chinesa , e com mais de 300000 adeptos no Brasil, em quase todos os seus estilos imitam animais e usam armas, com golpes demolidores. Apesar de nascer em San Francisco, onde viveu até os três meses, sua família retornou a Hong Kong. Já com 19 anos incompletos viajou para sua terra natal, através de conselhos de seus pais, com uma passagem de terceira classe de um navio, porém foi convidado a ficar na 1º, com a condição de ensinar dança aos passageiros; além de US$ 100 no bolso, se encontrando lá com a sua irmã Agnes Lee, que já estava morando com amigos da família. A brilhante carreira no cinema, que inclui filmes como ''O Dragão Chinês'' e Operação Dragão, foi tragicamente encerrada com sua morte, aos 32 anos, em circunstâncias misteriosos, porém a versão oficial indica que seu falecimento ocorreu numa provável reação alérgica ao medicamento analgésico Equagesic, frente ao edema cerebral agudo. O mestre ficou famoso pelo soco de uma polegada, envolvendo bastante treino, coordenação e neurônios. → City Lights Book Sellers & Publishers – ( 261 Columbus Ave, San Francisco, CA) Esta livraria independente, com mais de duzentas publicações, começou apenas com um piso e nos tempos atuais ocupa todo o prédio, que é antigo, sendo uma parada obrigatória para os amantes de literatura. Aberta desde 1953, é um ponto importantíssimo da história da literatura americana, com três andares de publicações e um clima muito agradável. O proprietário da livraria por todas estas décadas é o poeta Lawrence Ferllinghetti, que não cansa de mencionar os inúmeros eventos, leituras e encontros marcantes da história literária que aconteceram e continuam acontecendo por lá. As paredes relembram como tudo começou com fotos e a história dos amigos Lawrence e Peter. No segundo andar diversos livros dos autores beats (muitos publicados pela própria livraria). Neste estabelecimento inclusive possui seção de literatura brasileira, no idioma inglês. Já no terceiro andar, tem o quarto do poeta, que é dedicado a livros de poesia. Um dos pontos negativos é que não tem banheiro (tem uma placa no caixa avisando). A CULTURA BEAT Elementos centrais da cultura Beat incluem a rejeição de valores narrativos padrão, a busca espiritual, a exploração de religiões ocidentais e orientais, a experimentação de drogas psicodélicas, a rejeição ao materialismo, retratos explícitos da vida humana e liberdade e exploração sexual. Devido aos seus valores e cultura, os membros da Geração Beat desenvolveram uma reputação como novos hedonistas boêmios que celebravam a não-conformidade e a criatividade espontânea. Os Beats eram amigos primeiro e depois juntos se tornaram um movimento. O grupo central - Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Neal Cassady, Gregory Corso, Herbert Huncke e William S. Burroughs - se reuniu na Universidade de Columbia, em Nova York, em meados da década de 1940. Depois de se mudar para o oeste de São Francisco, o grupo acrescentou os membros principais Gary Snyder, Lawrence Ferlinghetti (um dos fundadores da City Lights Bookstore), Michael McClure, Philip Whalen e Lew Welch. Desde então, a cultura Beat foi entrelaçada com a cidade de São Francisco. → Jack Kerouac Alley – o beco dos poemas Alley em inglês significa beco e Jack Kerouac Alley que já foi chamada de Adler é uma ruazinha do lado da livraria que conecta a avenida Grant e a Columbus. Anteriormente este beco era um lugar comum para o despejo de lixo, mas o porta apresentou uma idéia ao Conselho de Supervisores de San Francisco para modernizar o local, proibindo o lixo e a passagem de veículos. Desde 2007 a rua Jack Kerouac Alley é conhecida pelos poemas gravados no chão. O nome da rua é em homenagem ao escritor da geração Beat Jack Kerouac que costumava frequentar a livraria. JACK KEROUAC Kerouac nasceu no dia 12 de março de 1922 em Lowell, Massachusetts. Filho de pais franco-canadenses, ele aprendeu o inglês como segunda língua. No colégio, Kerouac era um astro do futebol americano e ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Columbia. Na Segunda Guerra Mundial, foi expulso da Marinha de Guerra por conta de seus problemas de personalidade. Depois disso, se tornou um marinheiro mercante. No final de 1940, vagou pelos Estados Unidos e México, e escreveu seu primeiro romance, The Town and the City. Um dos primeiros romances do movimento beat dos anos 1950, "On the Road" (ou "Pé na Estrada", em português), de Jack Kerouac, foi publicado neste dia, em 1957, na qual muitos chamam este livro de a ''Bíblia Hippie''. O romance narra as andanças de Sal Paradise e seu amigo Dean Moriarty por caminhos em que eles experienciam drogas, amor livre e o nascimento da contracultura. Kerouac escreveu o livro em apenas três semanas, e sua obra se tornou um clássico instantâneo. Ao todo, ao longo de sua carreira, escreveu 20 livros de prosa e 18 de ensaios, cartas e poesia. Apesar do lema hippie da década de 60 dizer "nunca confie em ninguém com mais de 30", Kerouac tinha 35 anos quando seu livro foi publicado. O escritor já era frequentemente associado ao movimento beat quando sua obra foi lançada. O romance está repleto de personagens baseados em figuras beat como Allen Ginsberg e William Burroughs. Após publicar o livro que o levou ao sucesso, Kerouac escreveu The Dharma Bums (Os vagabundos iluminados), – um romance com franca inspiração budista –, The Subterraneans (Os subterrâneos) ambos em 1958; Maggie Cassidy, em 1959; e Tristessa, em 1960. A partir daí, Kerouac tendeu ao posicionamento político de direita: criticava os hippies e apoiou a guerra do Vietnã. Publicou ainda Big Sur e Doctor Sax, em 1962, Visions of Gerard, em 1963, e Vanity of Duluoz, em 1968, entre outros. Visions of Cody, considerado por muitos o melhor e mais radical livro do autor, só foi publicado integralmente em 1972. → Street Art – Em cima do restaurante E Tutto Qua (270 Columbus Ave, San Francisco, CA) há uma arte de Banksy chamada de Airstrike (2010), onde uma criança com máscara de gás relata: ''If at first you don't succeed - call an airstrike'' - Se a princípio você não conseguir êxito - chame um ataque aéreo. Banksy é um artista de rua, nascido em Bristol/Inglaterra, em 1974, especializado em trabalhos em estêncil, talvez o mais importante artista inglês vivo. Além de artista grafiteiro, Banksy é ativista político e diretor de cinema. Suas obras costumam ser carregadas de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder. Em telas e murais faz suas críticas, normalmente sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, o que provoca identificação com o público que as observa. A arte é uma declaração comovente sobre como a América é percebida pelo mundo, como um país feliz como um ataque aéreo, como também de forma inteligente em mostra a dependência norte-americana dos ataques aéreos. → Language of The Birds – (320 Columbus Ave, San Francisco, CA) Os livros pendurados no alto da rua remetem aos poetas do movimento Beatnik. → Brunch - Molinari Delicatessen – (373 Columbus Ave, San Francisco, CA) A Molinari&Sons foi fundada em 1896 e trouxe pra San Francisco a arte italiana de fazer linguiças. De lá pra cá, são quatro gerações que se dedicam a produzir os melhores salames e linguiças da cidade. Esta Delicatessen tem ótimas opções de Sandwiches, sendo ideal para um brunch. Sandwiches preparados na hora, estilo Subway. → Igreja de São Francisco de Assis - National Shrine of St. Francis of Assisi - (610 Vallejo St, San Francisco, CA) → Caffe Trieste – (601 Vallejo St, San Francisco, CA) Tradicionalíssimo, o Caffe Trieste foi aberto em 1956 e foi o primeiro lugar a servir expresso na costa oeste dos Estados Unidos. E ainda mais curioso, que aqui Francis Ford Coppola escreveu parte do roteiro de O Poderoso Chefão (1972). Para ser mais preciso, foi no Caffe Trieste, um café hoje muito visitado por fãs de um dos filmes mais importantes da história do cinema. → Greenwich Street Steps – (231 Greenwich St, San Francisco, CA) 11:00h – Coit Tower – (1 Telegraph Hill Blvd, San Francisco, CA) - HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: 10h as 18h A Coit Tower começou a ser construída em 1929, em art déco, quando a milionária Lillie Hitchcock Coit faleceu e deixou uma generosa herança para a cidade de San Francisco pedindo que o dinheiro fosse usado de maneira inteligente e em algo que deixasse a cidade mais bonita. Como Lillie era fã dos bombeiros, a torre construída em sua homenagem tem o formato de mangueira de bombeiros. Subir na Coit Tower a pé é uma das atividades físicas preferidas dos moradores da região e a subida a pé é cansativa, com 400 degraus, através de vários lances de escada passando por jardins bem cuidados e a cada passo, conquistando uma linda vista da cidade. O último lance de escadas que leva à torre tem os degraus decorados com o nome das pessoas que contribuíram para a construção da torre. Visão de 360 graus que contempla a Golden Brigde, Lombard Street, Pier 39, SF Bridge numa visão de 360°. → CUSTO: US$ 9,00 (Venda do último ingresso às 17:30h) 13:00h – Lombard Street – (Lombard St, San Francisco, CA) Com 27 graus de inclinação, esta famosa rua tem oito curvas fechadas e é toda decorada com flores. Possui uma vista panorâmica no topo, com uma boa visão de Alcatraz. 14:00h – Fisherman's Wharf (na tradução literal, cais de pescadores) Em 1853, foi construído nesta zona o primeiro porto de São Francisco, que rapidamente se tornou um importante centro marítimo de distribuição de peixe fresco até que, em 1950, com a chegada da tecnologia moderna, a zona da baía entrou em decadência. Muitas das indústrias pesqueiras da zona declararam falência ou tiveram que se mudar. Nos tempos hodiernos é uma grande atração turística de San Francisco, onde o coração da agitação é o Pier 39, além do famoso grupo de preguiçosos leões-marinhos que costumam tomar sol por ali. 12:40h - USS Pampanito – (PIER 45, Embarcadero, San Francisco, CA) HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: 9h às 18h Submarino restaurado norte americano ancorado definitivamente em San Francisco, da época da Segunda Guerra Mundial, na qual completou seis patrulhas de guerra entre 1944 a 1945 e serviu como um Navio de Treinamento de Reserva Naval de 1960 a 1971. Agora é um marco histórico nacional, preservado como um memorial e museu na Associação de Parques Nacionais Marítimos de São Francisco localizada no Fisherman's Wharf . O Pampanito foi transformado em um memorial e museu em San Francisco em 21 de novembro de 1975, transferido para a Maritime Park Association (anteriormente National Maritime Museum Association) em 20 de maio de 1976, e aberto ao público em 15 de março de 1982. Em 1986, o Pampanito foi listado no Registro Nacional de Lugares Históricos e declarado ser um marco histórico nacional, onde está aberto para visitas. → CUSTO: US$ 21,94 (US$ 1,94 Fee) 13:40h - Musée Mécanique – (PIER 45, Shed A, San Francisco, CA) 14:00h – PIER 39 – (PIER 39, Embarcadero, San Francisco, CA) Ponto turístico descontraído para visitar as centenas de leões marinhos que ocupam as docas da marina. O mais legal é parar ali por algum tempo e observar as brigas e situações inusitadas que acontecem muitas vezes por causa da falta de espaço. Um empurra o outro, que cai dentro da água, que volta pulando em cima de todos e sai urrando pra todos os lados. 17:00h – Ferry Building Marketplace – (Embarcadero/Ferry Building, One, San Francisco, CA) O mercado tem uma localização privilegiada, em pleno centro financeiro, quase de frente para a elegante Bay Bridge e fica em um dos prédios mais lindos da cidade. Um prédio centenário, com influência arquitetônica europeia e que passou ileso pelos dois grandes terremotos da cidade. Na área interna tem dois andares, onde no primeiro piso funciona o mercado com várias lojas com diferentes tipos de comida e produtos locais, enquanto no segundo andar funciona a administração do prédio e alguns salões para eventos. Visão da Ponte Willie Brown Jr. a partir da área externa do Ferry Building Marketplace Na área externa tem bares e restaurantes com uma vista incrível para o porto e próximo ao mercado, há uma bonita estátua de Mahatma Gandhi, doada pela Fundação Gandhi em 1988. → HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: das 10h às 19h. → Lanche/Jantar – El Porteño: Empanadas Argentinas (Ferry Building Marketplace) El Porteño é uma banca bem pequena que fica na lateral de uma das portas de entrada e que vende as melhores empanadas da cidade. As empanadas de carne, e as de champignon são destaques da casa. 18:00h – Passeio noturno à Penitenciária Federal de Alcatraz (Night Tour) – (Alcatraz Island, San Francisco, CA)  – A saídas dos passeios noturnos são às 17:55h e 18:30h  → CUSTO: US$ 36,00 (noturno) Originalmente terra indígena, a “Isla de Los Alcatraces” (nome dado pelo conquistador espanhol Juan Manoel Ayala) virou forte militar em 1859 e protegeu a baía até o final da Guerra Civil, em 1865. O local, que já foi prisão militar, tornou-se um presídio federal de segurança máxima em 1934 e fechou as portas em 1963. Atualmente a ilha funciona como parque e integra a Golden Gate National Recreation Area. Na Penitenciária Federal de Alcatraz é possível ver as celas, de entrar nelas, de ouvir histórias de tentativas de fugas cinematográficas e de apreciar a bela vista da baía de San Francisco, com um visual incrível. Penitenciária que ficou famosa por estar eternizada nas telas de cinema no suspense “Alcatraz – Fuga Impossível“ (1979), estrelado por Clint Eastwood no papel de Frank Morris e os irmãos Anglin foram vividos por Jack Thiabeau e Fred Ward. Os irmãos, John e Clarence Anglin foram encarcerados em Alcatraz por assalto à mão armada. Na prisão, conheceram Frank Morris, com quem planejaram a fuga. Os três cavaram túneis em suas celas e navegaram até a costa em uma balsa feita com capas de chuva roubadas. Para enganar os guardas, fizeram cabeças em tamanho real de papier-mâché e colocaram nas camas, como se fossem eles dormindo. Na manhã seguinte, os policiais avistaram coletes salva-vidas, feitos do mesmo material, boiando a poucos metros de Alcatraz. Apesar de nunca terem encontrado os corpos, os agentes do FBI concluíram que os três não seriam capazes de nadar nas águas geladas do Oceano Pacífico e encerraram o caso. Até hoje a teoria predominante é a de que Frank Morris e os irmãos John e Clarence Anglin se afogaram na gélida baía de San Francisco. Há também outras suspeitas de Morris ter morrido em 2008 e Clarence Anglin, em 2011. John Anglin revela que viveu “muitos anos” na cidade de Seattle, que depois havia se mudado para a Dakota do Norte, até finalmente se instalar no sul da Califórnia. O tour parte do Píer 33 a cada meia hora, com o percurso, realizado em um ferry, dura pouco mais de dez minutos e o grupo que aporta na ilha é recepcionado por um guarda que dá as explicações básicas sobre o lugar e encaminha os visitantes para o início da rota de visita. Maravilhoso pôr do sol, registrado dentro do Ferry Alcatraz Cruises A primeira parada é na sala de banho, onde todos os visitantes recebem um audioguia (disponível em português) para seguir a visita, o que torna o percurso muito mais interessante, divertido e eficiente. O tempo total do tour guiado, se você conseguir todas as direções do áudio, é de 45 minutos. O turista ouvirá sobre a história do presídio, as fugas mais famosas (uma delas executada com uma colher), os presos ilustres (entre eles Al Capone) e como era o dia a dia de Alcatraz. Basta seguir as orientações do áudio para ver exatamente o que ele conta. Você andará por celas, refeitório, salas de visita, pátio do banho de sol, sala da direção e outros ambientes. Ao todo, nos anos em que Alcatraz esteve em funcionamento, 36 presos tentaram escapar. Do total, 23 foram recapturados, seis morreram baleados e dois, por afogamento. No entanto, cinco deles nunca foram encontrados. A prisão fechou as portas em 21 de março de 1963. 22:00h – Retorno ao Casa Loma Hotel (610 Fillmore St, San Francisco, CA) 4º Dia 07:00h – Saída do Casa Loma Hotel (610 Fillmore St, San Francisco, CA) 08:00h – Haight & Ashbury Visita a Haight-Ashbury, bairro com ares jovens, modernidade e mistura de estilos que vão de hippie a punk, seu lugar de compras, que conta com lojas de discos, feirinhas hippies, lojas de roupas tie-dye, artesanatos, estúdios de tatuagem e boutiques de roupas e acessórios vintage; como também uma das melhores cervejarias da cidade, a Magnolia. Há 50 anos, a cidade vivia um momento revolucionário: o Summer of Love, onde os hippies se uniram neste bairro na época, sugerindo uma nova sociedade regada a amor livre, antimaterialismo e rock n' roll. Lugares interessantes: • Casa do Jimi Hendrix (1524 Haight Street) no topo da loja de tabaco; • Amoeba Music (Haight St. Número 1855 ) Loja de discos e CDs. 09:30h - Golden Gate Park Fundado em 1871, com uma área de 411 hectares e mais de 13 milhões de visitantes anuais, o Golden Gate Park, apesar do nome, ele não fica próximo da ponte homônima. E apesar de ser enorme e cheio de plantas de várias espécies, ele foi construído artificialmente numa área onde só existia um monte de areia. Seu criador, aliás, morava no próprio parque e continuou trabalhando nele até uns 90 anos de idade. A proposta deste parque é tornar o espaço acolhedor e inclusivo, e por isso é permitido andar por qualquer gramado, fazer piquenique, levar animais sem coleira e até consumir álcool. O parque possui plantas de diversas partes do mundo, sendo que muitas são típicas de áreas desérticas. E que isso tem uma explicação: como o Golden Gate Park foi criado artificialmente e a princípio só tinha areia, foi gasta muita água cultivando as plantas “do nada”, e essas espécies que costumam viver no deserto obviamente precisam de menos água. → Memorial da AIDS – (Golden Gate Park) → Japanese Tea Garden San Francisco – (75 Hagiwara Tea Garden Drive) HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: das 09h às 18h             Construído em 1893 para a California Midwinter International Exposition, o Japanese Tea Garden possui Bonsais, lagos com carpas, pontes diferentes e jardins milimetricamente cuidados e aparados, um Buda de 1,5 toneladas; além de construções tipicamente orientais. Os Biscoitos da sorte foram criados e servidos aqui pela primeira vez em 1914 e ainda podem ser apreciados na casa de chá. \ →CUSTO: US$ 9,00* Entrada é gratuita até às 10h nas segundas, quartas e quintas-feiras. 10:45h Stow Lake Boathouse            Belo lago artificial do Golden Gate Park, para caminhar ao redor dele ou ficar sentado na beirada fazendo um piquenique, ou vendo os patinhos e a cachoeira também artificial. 11:00h Young Museum - HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: das 09:30h às 17:15h Museu que abriga uma coleção com peças desde o século XVII aos dias atuais, incluindo arte das Américas, Oceania e África, arte têxtil, fotografia etc., além de exposições temporárias. O nono andar da Hamon Tower do museu tem uma vista deslumbrante de 360 graus de San Francisco e do Oceano Pacífico, através de uma sala coberta de vidro, tendo sua entrada gratuita. →CUSTO: US$ 15,00 → Conservatory of Flowers – (100 John F. Kennedy Drive) Um dos lugares mais lindos do parque, essa estufa feita de madeira e vidro tem orquídeas, palmeiras, lírios e samambaias belíssimas e um belo jardim em frente. → CUSTO: US$ 9,00 → California Academy of Science Local para explorar um aquário, planetário e museu de história natural no mesmo endereço. Uma floresta tropical viva de quatro andares e um ecossistema de recifes de coral impressionante encantarão visitantes de todas as idades, enquanto as apresentações do planetário transportarão o público no tempo e espaço para uma perspectiva diferente do nosso planeta. → Parque Hippie Hill Neste famoso parque os hippies costumavam se reunir na década de 1960, quando a cidade (na região de Haight-Ashbury, mais especificamente) fez surgir o famoso Summer of Love. Todo dia 20 de abril, ou 4/20 no formato de data americano, é o feriado mais importante da cultura canábica; quando estudantes universitários se reúnem – às 16h20– nos pátios de suas universidades, em meio a nuvens de fumaça, e quando lojas de maconha em Estados onde a venda da maconha é legalizada agradecem a seus fregueses, oferecendo-lhes descontos. POR QUE 4/20? As origens da data e do termo "420", de modo geral, passaram muito tempo desconhecidas. A teoria mais aceita é que o termo teria nascido de um grupo de amigos do colégio de segundo grau San Rafael, na Califórnia, que se deram o nome de "The Waldos". O irmão de um dos amigos estava com medo de ser preso por estar cultivando uma plantação de maconha em um bosque de Point Reyes. Diz o relato que ele desenhou um mapa do local e autorizou os teens a colherem sua maconha. No outono de 1971, às 16h20, depois do término das aulas e do treino de futebol americano, os amigos se reuniam diante da estátua do químico Louis Pasteur, no pátio da escola, fumavam um baseado e então saíam à procura da plantação de maconha. Eles nunca a localizaram, mas o termo que cunharam para falar de seus encontros – "420 Louie", mais tarde encurtado para apenas "420"– ganharia vida própria. Os Waldos conservaram cartas com carimbo postal e outros artefatos da década de 1970 contendo referências a "420", que eles hoje guardam em depósitos em bancos. No mês passado, quando o dicionário Oxford da língua inglesa acrescentou o termo ao léxico do idioma, citou alguns desses documentos como estando entre os primeiros registros da utilização do termo. COMO O FERIADO É COMEMORADO? Com maconha, é claro. Algumas das comemorações são maiores que outras; a festa de Hippie Hill, no Golden Gate Park, em San Francisco, geralmente atrai milhares de pessoas. O 20 de abril acontece todo ano, após o sucesso das campanhas pela legalização da maconha na Califórnia, Nevada, Maine e Massachusetts, que se juntaram ao Alasca, Colorado, Oregon e Washington como Estados que permitem a maconha para fins recreativos. Mais de metade dos Estados americanos autoriza o consumo da droga para fins medicinais. Entretanto, as leis federais ainda proíbem o consumo de maconha. 12:00h – Almoço – Pho Huynh Hiep 2 - Kevin’s Noodle House - (1833 Irving St, San Francisco, CA) – HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: das 11h às 21h. Recomendamos o prato chamado Grilled pork chop, shredded pork with steamed rice → CUSTO: US$ 9,50 13:20h - Lyon Street Steps – (Lyon St, At Green St, Pacific Heights, San Francisco, CA) O passeio começa no topo dos Lyon Steps (Broadway com Lyon St), uma das vistas mais caprichadas de San Francisco. Evitar vir da Chestnut Street ou do Palace of Fine Arts, senão terá que subir bastantes lances de escadas. Essa é uma das escadarias mais lindas da cidade e é muito usada pelos locais para fazer exercícios, lá do alto se tem vistas da baía de San Francisco, com a cúpula do Palace of Fine Arts em cena. 13:30h – Lover’s Lane (The Presidio, San Francisco, CA) Em seguida, entramos no Parque Presídio pela entrada ao lado do Broadway St. (caso ela esteja fechada – às vezes acontece – há outra entrada um quarteirão para cima: Presidio Boulevard com Pacific Avenue. Assim encontra-se o Lovers Lane (O caminho dos apaixonados) – Essa caminhada de 01 milha (1,6Km) é uma das mais antigas do parque e tem esse nome porque conectava o Presídio a antiga linha de bonde que ligava o parque a cidade, a linha era usada para que os soldados pudessem visitar suas famílias e esposas no centro de San Francisco. → Wood Line by Andy Goldsworthy (Presidio Boulevard, San Francisco, CA) O Wood Line (linha de madeira – construído em 2011) do artista inglês Andy Goldsworthy é um caminho feitos de curvas, em meio a floresta de Eucaliptos do Presidio. Uma das características do trabalho de Goldsworthy é exatamente mesclar materiais e formas característicos do lugar, com formas criadas pelo homem. Em seguida, descer o Wood Line até o final e logo após caminhar até o Escritório do Lucas Film. 13:45h – Yoda Fountain (Building B Courtyard, 1 Letterman Dr) Local da pequena fonte do mestre Yoda, guerreiro extraordinário Jedi da saga Star Wars, que fica em frente ao escritório do Lucas Film (hoje parte do grupo Walt Disney Company). 14:10h – Palace of Fine Arts – (3301 Lyon St, San Francisco, CA) O Palace of Fine Arts foi construído para sediar a exposição mundial Panamá-Pacífico, que contou com 10 obras, comemorando o término da construção do Canal do Panamá, em 1915. Seu arquiteto, Bernard Maybeck, se inspirou em ruínas fictícias gregas e romanas para criar um conjunto imponente e grandioso. E como o intuito da exposição mundial era passageiro, o Palácio foi construído com materiais frágeis que previam sua demolição logo após o termino do evento. Só que os San Franciscanos ficaram tão apaixonados pelo edifício que se uniram e fundaram a “Palace presenvation league”, uma organização para ajudar a preservar o Palácio. E foi assim que o palácio sobreviveu à demolição, e se tornou uma das atrações arquitetônicas de San Francisco. Como citado anteriormente, a obra não era estável, pois não foi construída com materiais duráveis, então em 1964, o Palácio original foi destruído e a obra foi reconstruída permanente, mas ela permanece no mesmo local e com as características originais. 14:50h – Main Post Chegou a hora de visitar a parte mais antiga do parque, o Main Post, local onde os espanhóis estabeleceram uma fortificação em 1776. Anos depois, em 1847 o Main Post se tornou uma base militar Norte americana. Atualmente o Main Post é um conjunto de prédios históricos rodeado por um gramado caprichado. → Walt Disney Family Museum (104 Montgomery St, San Francisco) → CUSTO: US$ 25,00 (Ticket adulto). No planejamento optamos por não visitá-lo, já que a Disneyland encontra-se neste planejamento. 15:33 – Inspiration Point Ponto que possui uma bela visão. 16:00h – Cemitério Nacional Há apenas dois cemitérios dentro dos limites de San Francisco, o cemitério histórico da Missão de San Francisco de Assis, e o cemitério militar do Presidio. O cemitério do Presidio é enorme e tem uma grande vista para a Golden Gate. Dica: No Cemitério Nacional há banheiros gratuitos e limpos. 17:00h – Crissy Field Calçadão espaçoso e ótimo para caminhar, correr, andar de bike. Visão panorâmica da Golden Gate, na qual é o principal cartão postal de San Francisco, a ponte Golden Gate liga a cidade a Sausalito e é uma das mais conhecidas construções dos Estados Unidos, considerada uma das Sete maravilhas do Mundo Moderno. Tem quase 3 quilômetros de extensão e é praticamente onipresente na paisagem da cidade. Construída em estilo Art Déco em 1937, recebe cerca de 10 milhões de turistas todos os anos. 19:00h – Retorno ao hotel para arrumar as malas Casa Loma Hotel (610 Fillmore St, San Francisco, 94117, CA) 5º Dia 06:30h – Check-out no Casa Loma Hotel, 610 Fillmore St, San Francisco, 94117, CA, US - Telefone +14155527100 Horário Limite 11:00 h 07:00h – Retirado o Carro na locadora - Hertz – (1398 Bryant St, San Francisco, CA) - HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: 07h às 18h Umas das maiores dificuldades que tivemos no planejamento desta fantástica viagem foi com relação ao aluguel do carro. Incertezas das poucas informações encontradas na internet, e principalmente da execução da entrega do veículo em outro estado americano, no nosso caso retiramos no Estado da Califórnia e devolvemos no Estado da Nevada. Por segurança, eu tive a ideia de locar no Brasil através do contato telefônico com a Localiza Hertz (0800 979 2000), na qual foram retiradas todas as dúvidas acerca da locação do veículo com o atendente da empresa e que se concretizou com sucesso nos EUA, a reserva foi realizada para a categoria C com referência a um veículo intermediário Sedan. Nessa negociação via telefone já foram inclusas a taxa de retorno (conhecidas como one way e drop fee), não obstante o diferencial em relação as demais locadores foi que ao invés de ser cobrado por milhas houve uma cobrança de uma taxa única, no valor de US$ 100,00. Também foi ofertado na reserva realizada via telefone um desconto de 10%, além de estar incluso os seguros LDW (seguro para o carro) e LIS (seguro para terceiros), havendo rapidez e a facilidade no momento da retirada do veículo Kia Forte, através da assinatura do contrato, para que não houvesse os famosos "empurrões" de adicionais na contratação do carro. Na devolução do carro em Las Vegas não foi cobrada a taxa de limpeza, mesmo o carro estando sujo. Veículo locado Kia Forte 2.0, no Brasil a nomenclatura é Kia Cerato Recibo de locação: → CUSTO: US$ 488,30 (15 dias, com milhagem ilimitada, seguro LDW e LIS, taxas totais inclusas, como a de retorno do carro para devolução do carro em Las Vegas, pagamento exclusivo em cartão de crédito.) __________________________________________________ → San Francisco (CA); → Silicon Valley (CA); → Monterey (CA); → Carmel (CA) e Big Sur (CA); → San Luis Obispo de Tolosa (CA) e Santa Barbara (CA); → Los Angeles (CA); → Anaheim (CA); → San Diego (CA); → Las Vegas (NV), Vale da Morte (Death Valley) e Grand Canyon (AZ).
  4. 2 pontos
    Pessoal Se liguem, com as medidas do novo governo o cambio paralelo (blue) voltou a ficar forte. A diferença está grande. Procurem meios "não oficiais" para trocar dinheiro. Já fiz isso muitas vezes no passado 🤑 http://www.dolarhoy.com/ https://www.lanacion.com.ar/
  5. 2 pontos
    SUDESTE ASIÁTICO 4º Dia - Passeando nos shoppings de Bangkok (07/11/2016) A ideia hoje era conhecer o Gran Palace e o Wat Pho, as duas atrações principais de Bangkok, porém como estava chovendo sem parar, resolvemos trocar pelo dia de conhecer os shoppings do bairro Siam. Siam é um "bairro de shoppings" de Bangkok. Tem para todos os gostos, desde os para milionários quanto os para a classe média baixa. Para se ter uma ideia, a estação de metrô de superfície (chamam de skytrain) principal do bairro, sai dentro de um shopping, e vários shoppings são interligados por passarelas e passagens subterrâneas, não sendo necessário nem sair na rua para passar de um para outro. Há dois shoppings principais no bairro, o Siam Paragon, que é um shopping mais "chique", com várias lojas de marcas, e o MBK Center, um dos maiores shoppings da Ásia com 8 andares e muitas lojas de produtos falsificados, sendo mais parecido com um camelódromo do que com um shopping. Qual que decidimos ir? MBK é claro! Mas a ideia era também dar uma passada no Paragon para conhecer se desse tempo. Saímos de manhã do hostel e após tomarmos nosso café no 7eleven pegamos o metrô até a estação Si Lom, onde iriamos fazer a baldeação para o Skytrain. O metrô e o skytrain em Bangkok não são interligados, então você tem que descer, ir até a outra estação e comprar uma nova passagem. Na saída da estação Si Lom fica a entrada do parque Lumpini, que é tipo o Central Park de Bangkok, o principal parque da cidade. Enorme, ele conta com quadras esportivas, lagos, animais, sendo uma atração imperdível de ir também para quem está visitando a cidade, e que infelizmente não conseguimos ir devido a chuva. Parque Lumpini e a Juju tomando chuva Pegamos o Skytrain já um pouco encharcados visto que como dito o metrô não tem ligação com ele e, como a ideia era ir primeiro no MBK, não descemos na estação principal de Siam, e sim uma depois, a do Estádio Nacional (onde fica o antigo estádio principal de Bangkok, hoje em dia já fizeram um novo totalmente moderno em outra área da cidade). O prédio do MBK por fora é bastante bonito, espelhado. Já por dentro, é como o mercado Chatuchak, um monte de barraquinhas, gritaria e a necessidade de pechinchar por tudo. Os 8 andares do Shopping são divididos (mais ou menos) por categorias. Tem o andar das lojas grandes (tipo Renner, Americanas), tem o andar só de roupas falsificadas, andar de comidas, andar de lojas de beleza (cabeleireiros, manicure), andar de souvenires, andar de entretenimento com boliche, cinema e fliperama e o andar mais frenético de todos (onde os vendedores te importunam mesmo) que é o andar de eletrônicos (com lojas de conserto de celulares a rodo). Os 8 andares do MBK Center Depois de dar um pulinho no fliperama, fomos passar no andar onde ficava localizado o tourist loundge, pois havíamos ganhado um panfleto na entrada do shopping dizendo que apresentando o passaporte, o turista estrangeiro ganhava gratuitamente um "welcome drink". Um drink alcoólico que parecia de amarula, bonzinho mas doce que é o capeta. Nesta área havia várias mesas, sofás e no meio ilhas de lanchonetes, todas voltadas ao turista com menus em inglês e comidas de todo o mundo. Também havia um lugar para guardar sua mala gratuitamente. Obviamente não almoçamos ali, fomos na praça de alimentação onde os locais comiam. Gastando um dinheiro no fliper e tomando o "welcome drink" no tourist loundge A praça de alimentação do MBK fica num local fechado, demoramos um pouco pra entender como funcionava mas era o seguinte: você compra um cartão e põe créditos nele, daí passa nas lancherias e desconta o que você quiser pedir. Eu experimentei o meu primeiro Pad Thai (achei muito ruim) numa lojinha que eles te serviam a massa pura e os ingredientes tu mesmo se servia à vontade (capim limão, amendoim, limão, broto de feijão) e a Juju pegou um Yakissoba. Apesar de ser num shopping, a questão da higiene é a mesma ou pior do que as barraquinhas de rua. Enquanto esperava a minha massa, pude observar várias baratinhas, daquelas pequenas, "passeando" pelos balcões onde se serve a comida, inclusive, o mesmo balcão onde tu se serve dos ingredientes ali do Pad Thai, aliás, os ingredientes ficam todos expostos ali em cima do balcão ao alcance de todos, sei lá por quantas horas (ou dias). É, o negócio é ignorar e tocar ficha kkkkk. Dá pra ver claramente quem se deu bem com a comida que escolheu e quem não O resto da tarde foi de olhar as lojas e comprar algumas coisinhas (sempre naquela ladainha de ter que ficar pechinchando um tempão antes da compra), embora como viajamos só de mochila e ainda em vôos Low-Cost, onde não se pode despachar malas, deixamos pra comprar as lembrancinhas mais "graúdas" para o final da viagem, quando voltássemos a Bangkok. Também fomos até os andares de cima onde ficava uma loja gigante de animes que é uma loucura, uma daquelas lojas japonesas bizarras de "maid" (pra quem não sabe, procura no google depois, é muito estranho...) e um cinema muito moderno. Para se ter uma ideia de quão turística é Bangkok, os filmes todos tinham sessões com legendas em inglês. Há também um outro fliperama maior do que o que tínhamos jogado, o qual também paramos para dar uma jogadinha. Cinema podre de chique, criança faceira no fliperama, criança faceira na loja de animes e loja bizarra de maids Saímos do shopping já a noite, desistimos de passar no Siam Paragon (até porque não tínhamos nem roupa pra entrar naquele shopping) e, como era a nossa última noite livre, visto que no outro dia tínhamos agendado um passeio de barco pelo Chao Phraya, era agora ou nunca para conhecermos a Khao San Road, a rua dos mochileiros mais famosa de Bangkok e a principal da vida noturna da cidade. A Khao San Road não fica perto de nenhuma estação de metrô, dessa forma, fomos pesquisar no Google Maps, aproveitando o Wi-Fi do MBK e vimos que teríamos que pegar o ônibus nº 15 para ir para lá. Na parada de ônibus, novamente cometi a mesma gafe do dia anterior: tentei perguntar em tailandês para um casal se o ônibus 15 passava ali (nang hák, 15 em tailandês), mas eles não entenderam e perguntaram em inglês o que eu queria hehehe. Falaram que havia outros ônibus, 19 se não me engano, que também iam para lá, e foi este que pegamos. Eis que bem belos dentro do ônibus, acompanhando o trajeto no Maps.me, o ônibus pára no meio do nada e a cobradora começa a pedir para nós dois descermos num tom um pouco ríspido. Ficamos ali parados sem saber o que estava acontecendo e sem entender se era isso mesmo, já que a tiazinha só falava em tailandês. Uma guria sentada a nossa frente então tentou servir de intérprete, mas só dizia que: "ela disse que vocês dois tem que descer aqui", mas não explicava porquê. O ônibus ficou parado ali no meio do nada e não arrancou até que descêssemos. Pois bem, descemos então ali, ainda tentei pagar a passagem e a cobradora não aceitou e até hoje não entendemos o que aconteceu. Não fizemos nada, não demonstramos afeto no ônibus (algo que é mal visto na Tailândia), estávamos até quietos dentro do ônibus. Uma hipótese é que, como eramos turistas, a tiazinha sabia que iriamos para a Khao San Road e o ônibus não estava indo para aquela direção (ele dobrou para o lado contrário depois que descemos), mas sei lá. A questão é que eram 10 horas da noite e estávamos a 2 km da bendita rua, numa área totalmente escura e residencial. Cabe agora falar um pouco da questão de segurança não só na Tailândia mas no sudeste asiático como um todo. O índice de assaltos a mão armada é praticamente inexistente, já batedores de carteira ou aproveitadores de turistas (como taxistas ou tuk-tuks) é grande, como em qualquer cidade turística. Sendo uma região considerada mais pobre que o ocidente e com uma desigualdade social semelhante, pesquisadores apontam duas hipóteses principais para explicar tamanha diferença nos índices de violência entre aqui e lá. Uma é a questão da punição. Nesta região, crimes são punidos com pena de morte muitas vezes (inclusive no aeroporto de Bangkok há um cartão gigantesco com os dizeres: "morta aos traficantes"), além de desmembramento de corpos como por exemplo, cortar o pênis de estupradores, etc. Outra questão é a religião, muito forte entre os budistas e hinduístas, que acreditam severamente no Carma, ou seja, que aquilo que você faz para outra pessoa volta ainda mais forte para você, nesta ou noutra vida, enquanto que na religião cristã é só pedir perdão pelos seus atos que tá tudo de boa. Pois bem, seja o motivo que for, o fato é que diante das estatísticas, fomos caminhando os 2 km até a Khao San Road um pouco mais tranquilos (mas um pouco cagados é claro, afinal somos brasileiros kkkk). O bom é que no caminho pudemos passar por dois monumentos que eu queria conhecer (pena que era noite e não dava pra ver direito), o balanço gigante (giant swin), literalmente uma estrutura de balanço de 50 metros, que dizem ser uma construção do Rama I em 1784, e que realmente funcionava como um balanço em cerimonias realizadas neste, o que obviamente resultava em muitas mortes, até a cerimônia ser proibida pelo Rama II, e o Monumento à Democracia, este bem próximo a Khao San Road, que foi construído para celebrar a abertura democrática no país, algo que durou menos do que a democracia brasileira. Monumento à Democracia Enfim na Khao San Road depois da longa caminhada, entramos finalmente na zona turística de Bangkok. Não que as outras que passamos não fossem, mas esta é quase que 100% voltada para turistas, aquele lugar de turismo estereotipado, onde os gringos vão pra encher a cara como estivessem numa terra sem lei, onde você é constantemente abordado por gente querendo te vender passeios, pulseirinhas, drogas, ping-pong shows (se você não sabe o que é isso, pesquisa aí no google, mas já digo que é um espetáculo que envolve genitálias femininas e bolinhas de pingue-pongue), enfim, uma terra sem lei. Não tem nada haver com a Bangkok real, mas nem por isso deixa de ser um lugar muito legal para ir a noite, tomar uma cerveja e comer alguma iguaria, uma atração imperdível da cidade. Khao San Road Também é aqui que que se pode provar aquelas iguarias que estávamos ansiosos para provar desde que começamos a planejar a viagem. Aqueles petiscos pra turista ver, já que nenhum local come isto: escorpiões, larvas, gafanhotos, aranhas e afins. Khao San Road é o nome da rua principal, mas a badalação inclui também as adjacentes. Dizem que também é o lugar que tem os hostels mais baratos, mas mais muvucados. Fizemos então como gostamos de fazer, compramos umas latinhas no 7eleven e fomos caminhar pela área para observar o movimento. No caminho passamos por umas lojinhas que vendiam umas falsificações perfeitas de roupas da North Face, mas como já comentado, não temos como despachar bagagem, então não pudemos comprar nada no momento. Para comer, comprei um crepe de presunto e queijo de uma barraquinha de rua, daquelas que o cara faz o crepe, pega os ingredientes tudo com a mão e depois te dá o troco com a mesma mão, bem tranquilo, e a Juju encontrou um espetinho de coração, algo que foi consumido com muita alegria visto que já estávamos há alguns dias sem comer alguma carne "de verdade". Tomando uma Archer e observando o movimento; faceiros com o espetinho de coração; dando um Sawadii Ka pro Ronald McDonalds; Vendo o cara fazer o meu crepe com a mão e me dar o troco em dinheiro com a mesma mão. O resto da noite ficamos pegando latinhas de Archer no 7eleven e passeando pela zona. Depois fomos comer as comidas exóticas. Provamos o escorpião: que é uma casquinha que parece uma pipoca não estourada com uma gosma lá pelo meio; gafanhotos: que eram bens bons, bem temperadinhos e crocantes; e um saquinho de larvas: esse o melhor petisco, parceia um salgadinho com bastante soyo (delícia!), taí as fotos pra provar: Nesta época a moda nos bares era o baldinho (o equivalente ao nosso Kit aqui do sul), um balde que você compra e vem uma bebida alcoólica como vodka ou whiski, um energético e um refrigerante, e aí você mistura a quantidade que quer no baldinho e toma com um canudo, com um custo que variava entre 150 à 500 baths (15 à 50 reais). Não tomamos nenhum mas tiramos uma foto com uns turistas pra guardar de recordação. Bizarramente, um deles, um americano, quando falei que era do Brasil, a primeira coisa que ele perguntou foi: "você é de porto alegre?" Acho que ele reconheceu meu sotaque gaúcho hehehe. Na verdade ele disse que foi a última cidade que ele visitou no Brasil, então ele chutou essa, o cara devia jogar na loteria! O famoso "baldinho" Já passava da meia-noite quando decidimos voltar pro hostel e como os ônibus, assim como na maioria do Brasil, só rodam até a meia-noite, tinhamos que dar um jeito de pegar um Uber ou um táxi. Rodamos tentando conseguir um wi-fi pra chamar um Uber mas não rolou, então fomos tentar um táxi mesmo. Paramos o primeiro que vimos e, como manda o manual de defesa contra a extorsão de turistas, pedimos pelo taxímetro, que obviamente o taxista disse não possuir. Perguntamos então quanto para nos levar até Hua Lamphong e o mesmo ofereceu a corrida por 100 baths (10 reais). Tenho quase certeza que o cara nos enrolou e faturou em cima da gente, a corrida na verdade deve ter dado no máximo 50 baths, mas pô, por 10 reais até a estação do nosso hostel tava mais que barato. Descemos na estação e fomos caminhando o nosso caminho de sempre, costeando o córrego. No caminho ainda deu tempo da gente ficar embasbacado com mais uma coisa: as lojas de material fechadas e os materiais todos do lado de fora. Realmente, roubo por ali não parece mesmo ser uma coisa comum. Materiais de construção todos na rua e as lojas fechadas
  6. 2 pontos
    Salve mochileiros! Depois de muito tempo, voltando a escrever por aqui. Estava prestes a tirar a cidadania italiana em Fevereiro deste ano. Passagens compradas, documentos em mãos, férias agendadas e... nada certo. Está ficando cada vez mais difícil conseguir a cidadania italiana pelo meio comum (de ficar no país até a conclusão do processo). Devo migrar para o meio jurídico, que leva em torno de 1 ano e meio, mas sem necessidade de permanência na Itália. Contudo, com passagens compradas, o jeito é aproveitar e desbravar tudo o que o país tem à oferecer. Como vou em Fevereiro e volto em Março, por ser um período de inverno por lá, minha ideia inicial de ir para outros países (especialmente a Croácia) já ficou para trás. Uma possibilidade é incluir a Grécia, mas ainda sem definição. Enfim, como fiquei sabendo ontem que o processo não daria certo, tenho que correr contra o tempo pra fazer um roteiro para essa viagem. Vou postando aqui os preparativos e, posteriormente, farei um relato de toda a viagem. Abraços!
  7. 2 pontos
    Um grupo específico para pessoas quem amam a Deus acima de qualquer coisa, gostam de viajar, fazer novas amizades e espalhar o amor de Jesus. Criei esse grupo para filtrar os locais que frequentaremos, costumes e praticas sem problemas com nossos princípios e divergências com aquilo que vai contra o que acreditamos. Sou novato procurando amizades para viajar, apenas querendo ingressar nessa vida de viajante
  8. 2 pontos
    Oi gente, somos um casal de Curitiba na faixa dos 40 anos, querendo amigos para viagens ou mesmo para passeios de finais de semana próximos a Curitiba.
  9. 2 pontos
    Galera, eu trabalho com vendas sou bem desenrolado nesse ramo. recentemente to saindo de um tempo meio difícil em que tenho que recomeçar minha vida novamente em geral. Negócios, amizades.. Enfim. me mudei pra uma cidade onde estou aqui há um ano e não me agradei muito do local. estou procurando alguem, que tenha interesse em trabalhar e morar em alguma cidade de preferência no Nordeste. Tenho alguns planejamentos para ganhar um BOM dinheiro. seja mensal ou na diária. Preciso de alguem que esteja na mesma vibe. se nos ajudarmos podemos ganhar um bom dinheiro, dividir um local bacana, comprar uma Kombi e viajar por ai. Estou agora no PARÁ.
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    @Alan Rafael Kinder lembrei da empresa que fiz o translado de el calafate para a cidade: https://vesweb.herokuapp.com/promos Lembro que ficava bem mais barato que pegar um taxi
  11. 1 ponto
    @MaristelaM Guatapé é só uma pedra e nada mais,por isso todos fazem bate e volta. Fazenda de café tem no Triangulo do Café,Armenia,Manizales e Pereira. A que mais gostei foi RECUCA e não gostei do Parque do Café,que nada mais é que um parque de diversões.
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    Olaaa! Sou morador aqui de arraial... Gabi, pode ir viajar tranquila, melhor opção mesmo e ir de carro. A estrada nao e bem sinalizada nem muito regular, mas nao vai ter problemas em chegar. Vai ter buracos e tudo mais, mas nada que ira te impedir.. so ir devagar hahahah Indo por eunapolis a estrada e melhor, mas vale mais a pena ir por arraial, onde vai passar por vários lugares bacanas e oportunidade de parar em praias bem massa. Beijos, bom carnaval
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    Oi galera, quero muito ir à Chapada dos Veadeiros em maio, provavelmente 5 dias. Topo dividir aluguel de carro - Brasília para Alto do Paraíso. Vou sair do Rio, sozinha
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    Oi @Dominique Zoboli Mochila é algo que o ideal é experimentar na loja.. e lá fazer os ajustes e vê se fica confortável. O melhor custo beneficio é o que a Nani falou.. Decatlhon e mochilas da Quechua. Se for de São Paulo, você encontra outras lojas de outdoor. Nepal (antiga Arco e Flecha): https://www.nepal.com.br/ Pé na Trilha: https://www.penatrilha.com.br/ Mundo Terra: https://www.mundoterra.com.br/ (essa não vende online) Nautika: https://www.nautikalazer.com.br/ Em Curitiba tem a Alta Montanha: https://lojaam.com.br/ E por via das dúvidas.. vai de 40l! Pegue a dimensão da mochila que for comprar e vê se enquadra dentro do permitido da cia aérea.
  15. 1 ponto
    Dia 15/11- BUDAPESTE Nosso último dia inteiro em Budapeste, acordamos no mesmo horário de sempre, por volta das 8h00, tomamos café e partimos conhecer alguns pontos de interesse que não havíamos conhecido ainda. Esse dia foi bastante proveitoso, primeiramente pegamos o bondinho em direção ao Parlamento, tivemos que pegar 2, um que atravessa a Margaret Bridge (Ponte mais próxima de onde estávamos hospedados) e depois outro em direção ao Parlamento que fica do outro lado do Rio Danúbio, em Peste. Para esse passeio eu pensei muito se faria a visita guiada para conhecer o lugar por dentro, porém, o ideal é fazer a reserva antecipadamente, assim você escolhe a data, o horário e a língua que pretende fazer a visita, como eu não fiz nada disso havia uma pequena chance de conseguir ingressos lá na hora, mas por conta do preço e como era nosso último dia em Budapeste e eu não queria gastar muito, acabei não fazendo, além do que apesar do prédio ser enorme o acesso só é permitido a menos de 1 dezena de aposentos oficiais (achei isso bem desanimador pelo preço que cobram). De qualquer forma a ida para admirá-lo por fora já vale o passeio, além de que tem 2 entradas subterrâneas com informações e artefatos da primeira construção do prédio, (que começo a se deteriorar poucos anos após ser inaugurado por conta da qualidade do material usado), é muito interessante e a entrada é free 👍. Tiramos algumas fotos por lá e depois seguimos em direção ao Monumento em Homenagem aos Judeus Mortos em Budapeste (Shoes on the Danube Bank), que fica ás Margens do Rio Danúbio do lado de Peste (fica aprox. há 1km sentido norte de distância do Parlamento). É um monumento com um significado bastante triste, pois os Judeus era colocados enfileirados ás margens do Rio, acorrentados e obrigados a se jogarem em suas geladas águas, deixando para trás seus calçados, já que isso, na época, era tido como artigo de luxo. O artista que criou essa obra recriou os calçados deixados por essas pessoas O que observei por ali foi uma tremenda falta de respeito por parte de algumas pessoas que, talvez por não saberem o verdadeiro significado daquele monumento, tiravam selfies dando risadas, fazendo pose ao lado dos calçados, enfim, posso estar sendo chato, mas eu entendo que ali era um local para reflexão e não diversão. Seguimos adiante e decidimos encerrar nosso último dia em Budapeste fazendo um passeio de barco pelo Rio Danúbio, pagamos €17,30 por um passeio de 1h45m que dava direito a 2 bebidas (champagne, suco, café ou refrigerante), como o passeio era só ás 16h00 e não eram nem 13h00 fomo para a nossa próxima atração, a Citadella, atravessamos a Chain Bridge de volta a parte Buda e pegamos um Bondinho que nos deixou bem próximo da entrada para a subida até o local. Existem 2 forma de se chegar até lá: a pé, forma utilizada por nós, e de carro. A subida é boa, é o ponto mais alto da cidade, mas é perfeitamente possível fazê-la. Assim, lá em cima não tem muito o que fazer, existe um forte que servia para se vigiar a cidade no séc. XIX mas, não sei por qual razão, ele está fechado, há barraquinhas de comidas, bebidas e souvenirs. Antes de explorar a região fomos ao banheiro (€1,00), ao sairmos vimos uma barraquinha de cervejas artesanais, uma de cereja nos chamou a atenção e decidimos prová-la, (€ 3,00) , apesar de não gostar de cerveja achei essa realmente muito gostosa, talvez por conta do sabor doce da cereja, sei lá. O ponto forte do local é a vista que se tem da cidade, principalmente do lado de Peste, só a vista já vale a visita. Não ficamos muito por lá pois havia outros locais que queríamos ir e o tempo era curto pois ás 16h00 tinha o passeio de barco. Descemos a pé e pegamos um ônibus (na verdade 2) para chegarmos até a famosa praça dos heróis. Descemos em um ponto em frente a estação central de Budapeste (Budapest Keleti), estação pela qual chegamos vindo de Viena e de lá pegamos outro que nos levou até nosso local. A Praça dos Heróis é um local com vários monumentos em homenagem aos principais personagens húngaros a da história que ajudaram a construir Budapeste ao longo dos mais de 1.000 anos da cidade, é um local bastante imponente e aberto, por ali, atravessando uma ponte, fica o Parque da Cidade (Városliget) onde se encontram diversos pontos de interesse como o próprio parque, o Castelo de Vajdahunyad, ouvi dizer que esse Castelo é uma réplica do Castelo do Drácula que fica na Transilvânia, na Romênia, como não conheço esse último então não sei dizer se é ou não, e tem também uma das mais populares termas de banho público de Budapeste, as Termas de Széchenyl, confesso que queria muito visitar uma dessas termas, mas ficou para uma próxima visita que certamente farei a essa cidade maravilhosa. Ficamos andando ali pela região, tirando foto, subimos em uma das Torres do Castelo ao custo de €1,00, não há nada de mais, apenas uma vista parcial da parte alta do Castelo e da região onde ele fica, mas pelo valor, compensou. Descemos e continuamos andando por ali por mais alguns minutos até que decidimos voltar pra não nos atrasarmos para o passeio que estava reservado. Chegamos com 30min. de antecedência, eramos o primeiro da fila da entrada para o pier de onde partiria a embarcação. Com um pequeno atraso de 5min. ela encostou do lado de outra embarcação que estava parada em frente ao pier de onde estávamos. Esperamos o pessoal do horário anterior ao nosso sair totalmente para entrarmos. Nos acomodamos em uma mesa do lado direito da embarcação e ficamos lá curtindo a vista e bebendo as bebidas que estavam inclusas no passeio, primeiro fomos de champagne e por último um cafezinho. Depois saímos para a parte externa da embarcação e ficamos tirando foto e apreciando o visual noturno deslumbrante de Budapeste. Foi uma ótima forma de encerrar o dia nessa cidade. Terminado o passeio estávamos famintos, percebam que até agora não havíamos comido nada depois do café da manhã, como eu e meu companheiro amamos comida oriental decidimos ir a um que ficava próximo a Basílica de Santo Estevão. Aproveitamos que pegamos uns cupons de desconto que eram oferecidos no local onde estávamos hospedados e resolvemos fechar a noite dando uma pequena ostentada gastronômica 😆. Como passaríamos em frente a Basílica de Santo Estevão e ainda não havíamos visitado ela, aproveitamos que estava aberta para conhecê-la internamente, de estilo Neoclássico é, assim como o Parlamento Húngaro, uma das construções mais altas da cidade. É uma bela igreja, cheia de detalhes como manda o estilo das igrejas católicas romanas. De lá finalmente fomos forrar o buchinho e encerrar nosso último dia por essa cidade que entrou par ao meu Hall de cidades visitadas favoritas. O nome do restaurante que fomos se chama Wasabi Extra e lá servem diversos pratos da culinárias asiática (Japonesa, Chinesa, Tailandesa, Coreana e Vietnamita), a conta não ficou barata, optamos pelo sistema de rodízio, (daqueles que as comidas vem em pequenas porções via esteira) e uma jarra de 1,5l de suco, deu €33,15 por pessoa, mas valeu muito a pena pois como não havíamos gastado praticamente nada com comida o dia todo acabou que ficou quase elas por elas se formos ver. De lá seguimos para nossa hospedagem, satisfeitos e bastante cansados pelo dia cheio e proveitoso que tivemos. Gastos no dia: Café da manhã: €11,00 Passeio pelo Rio Danúbio: €17,30 Banheiro: €1,00 Cerveja: €3,00 Visita a Torre do Castelo: €1,00 Jantar: €33,15 Total: €66,45 Obs: Desculpem a quantidade de fotos mas é que esse dia foram muitos lugares então o volume de fotos também foi grande, tentei deixar só as melhores mesmo.
  16. 1 ponto
    10/04/2019 – Dia de estrada de Las Vegas a North Fork Acordamos e nos arrumamos sem pressa (foto que coloquei do hotel era do dia de hoje tá kkkkkkk), afinal de contas, esse ia ser um dia só de estrada. Descemos tomar café e estava bem cheio, acho que todos foram tomar café ao mesmo tempo. Terminando o café, colocamos as coisas no carro, colocamos o trajeto no Google Maps e partimos para as 7h de viagem até nosso hostel em North Fork. Saímos umas 8h do hotel. No meio do trajeto paramos em dois lugares na cidade de Yermo, para dar uma esticada nas pernas. No EddieWorld (36017 Calico Rd, Yermo), que é uma loja de doces. Na frente tem um cupcake gigante, que dá pra ver de longe da rodovia. Mas a ideia de passar lá foi porque o dono é um super fã do time de basquete Lakers, e dentro da loja de doces tem um espaço com algumas recordações do time, inclusive tem um pedaço da quadra em que o Lakers venceu alguns titulos da NBA . O Vagner que é super fã de basquete curtiu a parada (treinei basquete dos 8 aos 17 anos, não tem como não ser fã kkkkk). Também demos uma parada para conhecer a Lanchonete Peggy Sue, ela é toda decorada por dentro ao estilo anos 80, e na parte de trás tem um jardim com dinossauros de metal, o povo americano é muito criativo kkk. Essas paradas parecem aleatórias, mas são ótimas para dar uma quebrada na monotonia de tantas horas dentro do carro. Depois disso, paramos apenas em Bakersfild para abastecer, $45 ($ 3,45 o galão, segundo o Google Maps estava mais barato do que em Fresno), e em Fresno para comer no In-N-Out, $14,36 (um combo Dbl -Dbl + 2 sanduíches). Chegamos em North Fork por volta das 19h, ainda abastecemos $7 (não lembro quanto estava o galão, mas era mais caro), por medo de faltar nos dois dias que íamos para Yosemite. North Fork é uma cidade bem pequena, acho que a única rua era a rodovia mesmo. Ficamos no Jackass Hostel, pagamos $ 71,04 nós dois, mas dormimos numa cama de casal em um quarto compartilhado. Nós gostamos do hotel, parecia casa de vó, bem aconchegante, acho que estávamos em 7 na casa, contando com o cara que nos recepcionou. Ele estava fazendo nachos para o pessoal e nos convidou, mas eu e o Vagner tínhamos acabado de comer. Nessa noite tinha liberado para comprar os ingressos dos playoffs da NBA, e o cara da recepção foi super gente boa e emprestou o notebook dele para comprarmos. Pagamos com o cartão de crédito em reais e deu R$ 493,16 cada ingresso. É caro, mas já imaginávamos. E o Vagner é tão fã, que estava fora de cogitação não ir. sabe quando acontece algo que você nunca imaginou que um dia poderia acontecer, então você me entende quando eu recebi esse e-mail, assistir um jogo da NBA e ainda Playoffs e do time que iria a final de 2019 a meu amigo, meu coração não ia aguentar não kkkkkkkkkkkkkkkkk Fomos dormir cedo nesse dia para darmos conta de acordar cedo no dia seguinte.
  17. 1 ponto
    Procuro companhia, para ITALIA, PARIS E BERLIM - ABRIL DE 2020. Serão 22 dias, estou aberta a idéias de novos lugares, passeios. To vendo várias dicas por aqui e por outros blogs bem legais
  18. 1 ponto
    Estou procurando companhia para planejar viagem pela Califórnia, posteriormente uma viagem por outros estados dos EUA de carro, 15 dias de viagem ao total no mês de abril.
  19. 1 ponto
    Eu costumo reservar 30 euros por dia para isso
  20. 1 ponto
    Sem sombra de dúvida, o da worldnomads é o com a melhor cobertura de todos os seguros de viagem Cobrem quase qualquer coisa!
  21. 1 ponto
    @frade qual período em junho? Eu posso ir 21 dias a partir de 01/06.
  22. 1 ponto
    Oi pessoal eu acabei de retornar da Europa. Fui em dezembro, e fiz Londres, Berlim e Paris. como sugestão sugiro não colocar mais de 3 países para períodos curtos principalmente quando se tem Londres no meio. Londres é muito grande e tem muita coisa para fazer sugiro ficar no mínimo 5 A 7 dias ! Sem dúvida são lugares que VALE MUITO A PENA IR. Já estive em Amsterdam que é mais que suficiente dois dias, a menos que queira conhecer Rotterdam. agora ir para Paris e Berlim com dois/três dias é muito pouco. Vai dar tempo de ver metade da cidade e ainda Vai passar bem rápido! Perde a chance de aproveitar sobre a história dos lugares. Perdi muito passeio dessa vez em Paris e Berlim por falta de tempo! Irlanda fui em março, se curte ir em pubs e etc sugiro algo em torno de 5 dias. Os passeios valem muito a pena, porém são quase todos distantes, perde o dia todo É só uma dica! Abraços
  23. 1 ponto
    Que legal. E eu que sou gaúcho, apesar de hoje viver no Tocantins, ainda não conheci a Serra Catarinense. Obrigado pela contribuição.
  24. 1 ponto
    Parabéns pelo relato. Lugares fantásticos!
  25. 1 ponto
    Alguém conhece o SITE 123 Milhas? > https://123milhas.com/ É confiável? Estou procurando passagens para a Argentina e realmente está mais barato nesse site.
  26. 1 ponto
    Primeiro você tem que ver se a locadora permite que você entre na Bolívia com carro alugado. Algumas locadoras proíbem terminantemente que você entre em países como Bolívia, Paraguai com caro alugado devido ao altos índices de carros roubados, e quando permitem, cobram um seguro adicional. E se você simplesmente entrar na Bolívia sem autorização da locadora, qualquer problema que você tiver com o carro lá dentro, o seguro que você paga na locação não irá cobrir nada e você terá que arcar com todo o custo da reparação ou reposição do carro. Ou seja, entre em contato com a locadora e se informe se eles permitem que você viaje a Bolívia com o carro alugado, e já peça para eles providenciarem a documentação necessária para você deixar o país com o carro alugado.
  27. 1 ponto
    Oi, tô indo pra Europa em março do prox ano, vou passar pela Irlanda e alguns outros países mas não está totalmente definido, alguém indo no mesmo período ?
  28. 1 ponto
    @Yago Chaves só complementando o que ja foi falado, na minha opinião voce deve montar um roteiro em cima da grana que vc conseguir juntar, e nao no tempo total em que vc gostaria de viajar. Do que adianta sobreviver com cerca de R$50.00/dia ou menos se voce nao vai poder aproveitar o que há de melhor pelo percurso? Passeios como salar de Uyuni, Macchu Picchu, Laguna 69, Motanha Colorida, etc.. tudo custa uns bons trocados e só bater perna pela estrada passando vontade de fazer os passeios e/ou tomar uma cerveja acho que nao compensa. Viajar com grana contatada e passando vontade das coisas é a pior coisa do mundo, sem falar que imprevistos pode acontecer a qualquer momento, e com a grana contada as coisas podem ficar mais complicadas ainda. Entao com a grana que vc vai conseguir juntar, começando sua viagem pela America do Sul com certeza vai ser mair duradouro sua viagem. E nao conte com o ovo no c* da galinha sem antes ela ter botado, melhor dizendo, nao conte como certo algum trampo pelo caminho pois nao é tao simples assim. Boa sorte
  29. 1 ponto
    Obrigada de qq forma, @Juliana Champi! Estou tentando me decidir .. agora estou entre a arpenaz 3 xl F&B e a Indy GT 3/4. Tomara que consiga resolver em tempo rss
  30. 1 ponto
    Geralmente eles cobram a primeira diária caso você cancele depois do prazo.
  31. 1 ponto
    Temos um impasse, eu não tenho facebook kkkkkk Mas vou dar um jeito
  32. 1 ponto
    A Tailândia era meu sonho, lendo o blog da Vida Mochileira vi os valores em detalhes em uma planilha e cheguei a conclusão que para um mês na Tailândia teria que ter o mínimo de R$10.000 pra fazer tudo que queria. Blog que pesquisei valores https://vidamochileira.com.br/tag/tailandia/ Adoro os blogs que detalham todas as despesas de uma viagem porque facilita muito para quem está se planejando. Realmente passei a achar que poderia ter condições de realizar o que tanto desejava após ver os relatos da Mari e tirar todas as dúvidas possíveis em seu blog. Como achava meio impossível ir à Tailândia sem um mínimo de 2 anos economizando ,e fiz em 1 ano, quero relatar meu planejamento considerando meu salário que em 2017 era R$ 1.500. A primeira coisa que fiz foi fazer uma tabela com todos os locais que gostaria de ir, depois vi as passagens e procurei alguém pra ir, meu namorado não quis, pois seria um ano complicado pra ele no trabalho, então me programei pra ir só. Moro com meus pais e minha renda é para meus gastos pessoais, isso facilita muito. Pra quem tem família e é responsável pelo seu sustento, a realidade é outra e bem mais difícil –eu sei . Em resumo, minha renda era pra pagar meu curso de inglês, internet e alimentação, conta do celular e poupar. Teria que conseguir economizar R$ 1000,00 por mês pra conseguir viajar em um ano e foi essa minha meta, mas viver com R$ 500,00 seria complicado tendo em vista que só meu inglês era R$ 400,00. Poupei por 3 meses 1000 e vi que seria possível. Sempre fui muito boa em economizar e não gasto dinheiro com coisas superficiais, teria só que apertar mais um pouco as contas e foi o que fiz. Pra continuar o curso de inglês comecei a dar banca para crianças da minha rua e aulas para pessoas que estudavam EAD e tinham dificuldades com o uso do computador, também me voluntariei em uma rádio da cidade que tinha a possibilidade de conseguir patrocínios e ganhar porcentagem, conseguir algumas propagandas e isso deixou que o ano fosse mais tranquilo. Em 12 meses tinha os 10 mil, no meio desse percurso meu namorado resolveu que também conseguiria ir, reservei hotéis e passagens e lá estava eu realizando meu sonho. Não contei meus planos para ninguém, pois achava difícil conseguir em ano, e quando contei minha mãe não acreditou, ora, era Ásia por 1 mês. Além da Tailândia, passei um dia na Alemanha perdidona fazendo turismo e meu maior medo era me perder sem saber falar inglês e não conseguir voltar para o aeroporto, mas fui e fiz um super tour sozinha. Sou tão prolixa, esse texto ficou enorme, mas era pra falar que é possível com foco e determinação, você não precisa ganhar 3, 4 ou 5.000 pra realizar um sonho grandão!
  33. 1 ponto
    Brasileiros não precisam de visto para o Marrocos, precisa somente de passaporte com no minimo 6 meses de validade, passagens de volta, reservas de hodpedagem ao menos para os primeiros dias, e dinheiro suficiente para pagar as despesas da viagem. Não há voos do Brasil para Marrakech, há voos somente para Casablanca. Então se vocês não emendarem outro país, a viagem de vocês provavelmente vai começar e terminar em Casablanca. Em relação ao transporte lá no Marrocos, entre as cidades, isto pode mudar muito dependendo das cidades que vocês forem visitar e tipos de atividades que pretendem fazer por lá. Ou seja, não tem muito o que lhe ajudar neste sentido por que o seu roteiro ainda está muito crú, você precisaria definir um pouco mais as coisas para podermos lhe ajudar nesta parte. Marrocos é um lugar absurdamente quente em julho, as temperaturas passam dos 40°C durante o dia, o que pode complicar algumas atividades durante o dia, então se forem ir para lá em julho, viagem preparados para um calor e sol insuportável. Homens não tem tanto problema com vestimenta no Marrocos, só é recomendável evitar bermudas e camisetas regatas em locais publicos, os locais costuma usar calças longas e camisas de manga longa leves para proteger do sol implacável. Por ser um país de maioria muçulmana, mulheres tem mais restrições e problemas, recomenda-se vestir vestidos longos, até os tornozelos e com mangas abaixo dos cotovelos, e claro, nunca esquecer do lenço para a cabeça. De firma bem resumida é isto, mas se você pesquisar na internet vai achar muitas outras dicas e detalhes em relação as vestimentas. Em relação aos hostéis, novamente por ser um país de maioria muçulmana, eles costumam ser mais conservadores em relação a isto, quartos mistos com homens e mulheres são tabu. Dividir o mesmo quarto, somente se for casado, pela cultura deles, namorados não podem dormir juntos... Então fiquem atentos a isto e as demonstrações de afeto em público. Em relação a comida não posso lhe ajudar muito, mas tem varias opções de comida vegetariana.
  34. 1 ponto
    Eu tbm tenho uma Futura 42, já fui para vários países, França, Marrocos, Peru, Chile, Argentina, dentro do brasil e nenhum lugar me incomodaram, passei liso por todos os aeroportos, eu uso e recomendo, ela tem uma ótima litragem e muito boa de carregar, faço até montanhismo com ela quando é uma pernoite.
  35. 1 ponto
    @thaisbezol Bom dia, mandei uma mensagem pra você no insta, tenho um grupo de uma galera daqui do Rio e conheço quase tudo por aqui, se quiser posso te ajudar nessa aventura, forte abraço, bjs.
  36. 1 ponto
    Eu não gosto muito de usar Uber em aeroporto, pois geralmente é caro, é sempre uma surpresa na hora que você vai pedir lá no aeroporto, você nunca sabe o preço, muitas vezes fica mais caro do que um táxi comum do aeroporto Já o taxi costuma ter preço tabelado, e você sabe de antemão quanto que vai pagar, e por ser tabelado, você consegue evitar o golpe de o motorista ficar dando voltas ou pegar o caminho mais longo só para cobrar mais caro, coisa que no Uber você não consegue evitar. Mas tem que contratar o taxi no guichê dentro do aeroporto, e na hora de embarcar, reforçar com o motorista que é pelo preço fechado lá no guichê... http://www.lanseriataxis.com/wp-content/uploads/2019/09/LANSERIA-TAXIS-RATES-2019.pdf Parece que há um ônibus executivo do aeroporto de Lanseria até Sandton Gautrain Station, que pode ser uma opção caso o seu hotel fique na região da Nelson Mandela Square e o seu voo não chegue muito tarde. https://lanseria.co.za/pages/taxis-and-transfers Eu não sou muito fã de transfer privado, o costuma ser caro , e independente do local no mundo, o pessoal do transfer tem costume de lhe deixar na mão, e ficar horas esperando o transfer aparecer, então pessoalmente eu só uso transfer privado se realmente não tiver outra opção.
  37. 1 ponto
    Oi Julia! Quem vai a El Calafate tem de dar uma esticada até El Chaltén. Então minha contribuição para montagem do teu roteiro é incluir alguma trilha de El Chaltén. Caso ainda não conheça as trilhas dessa cidade, então deixo um link que lista as principais : https://vivoturistando.com/2019/10/o-que-fazer-em-el-chalten-conheca-as-principais-trilhas.html
  38. 1 ponto
    Olá pessoal, Acabei de chegar de uma viagem que fiz a Costa Rica. Fui participar de um congresso internacional e depois fui passear um pouco pelo país. Fui na baixa temporada (Junho/julho) e fiquei 16 dias no total. Como achei poucos relatos aqui no Mochileiros, achei que seria uma boa fazer uma contribuição! Optei por escrever um relato detalhado para vcs terem a exata idéia de como foi a experiência e de quanto eu gastei com base no que comi, onde fiquei hospedado, etc. Por fim gostaria de agradecer todas as pessoas que me ajudaram respondendo minhas perguntas ou postando seus relatos. Valeu! Roteiro: Dia 1: (21/06/13) – Rio de Janeiro - San Jose Dia 2: (22/06/13) – San Jose (vulcão Poás) Dia 3: (23/06/13) – San Jose (vulcão Irazu) Dia 4: (24/06/13) – San Jose (Congresso) Dia 5: (25/06/13) – San Jose (Congresso) Dia 6: (26/06/13) – San Jose (Congresso) Dia 7: (27/06/13) – San Jose - Rafting - La Fortuna Dia 8: (28/06/13) – La Fortuna (Cerro Chato e cascata do rio Fortuna) Dia 9: (29/06/13) – La Fortuna (Rio Celeste) Dia 10: (30/06/13) – La Fortuna – Monteverde Dia 11: (01/07/13) – Monteverde (Canopy) Dia 12: (02/07/13) – Monteverde (Reserva de Monteverde) Dia 13: (03/07/13) – Monteverde – Manuel Antonio Dia 14: (04/07/13) – Manuel Antonio (Manuel Antonio National Park) Dia 15: (05/07/13) – Manuel Antonio – San Jose Dia 16: (06/07/13) – San Jose – Rio de Janeiro [media]https://maps.google.com.br/maps?saddr=San+Jos%C3%A9,+Costa+Rica&daddr=La+Fortuna,+Alajuela,+Costa+Rica+to:Monteverde,+Costa+Rica+to:parque+Manuel+Antonio+National+Park,+Quepos,+Puntarenas,+Costa+Rica+to:San+Jos%C3%A9,+Costa+Rica&hl=pt&ie=UTF8&ll=9.976966,-84.498596&spn=1.647312,2.705383&sll=9.976816,-84.499436&sspn=1.647312,2.705383&geocode=FYXgkgAdDRj--inFFQ3FQuOgjzE26ENkKayO_w%3BFfq5nwAdh3T0-imZ6WAGiQygjzHmLFfSe6jjaQ%3BFdTxnAAdycXx-inJ3b6-ChmgjzEn2DobP6lVZg%3BFbRQjwAd5Cv8-iGGSlzOOWHmlSlL9ambnHGhjzGGSlzOOWHmlQ%3BFYXgkgAdDRj--inFFQ3FQuOgjzE26ENkKayO_w&oq=san+&mra=ls&t=m&z=9[/media] Considerações gerais: Vacina: Atenção pessoal! Os brasileiros precisam apresentar o cartão internacional de vacina contra a febre amarela ao chegar no país! Para consegui-lo vc deve tomar a vacina no mínimo 10 dias antes da viagem e depois levar seu cartão de vacina no escritório da ANVISA no aeroporto mesmo e retirar seu cartão internacional. Teve muitos brasileiros que iriam para o congresso, mas foram barrados no check-in, pois não tinham tomado a vacina. Teve uma mulher que foi deportada, pois não cobraram o cartão no check-in e só foram cobrar na Costa Rica e ela não tinha. Portanto fiquem ligados! Hospedagem: Não reservei nenhum hostel aqui no Brasil (exceto o de San Jose) e foi tranquilo! Ainda mais porque viajei na baixa temporada. Mas se vc pretende ficar em hostels da rede The Costa Rica Hostel Network (http://www.costaricahostelnetwork.com/) eu recomendo reservar antes, pois vive cheio. Essa rede de hostels é a melhor que já fiquei na vida! Provavelmente eles possuem um dos melhores hostels do mundo! Agora, uma visão geral dos hostels que passei na CR: São mal estruturados! Na verdade grande parte deles parece que, anteriormente, eram uma casa e que resolveram fazer um hostel! Mas tbm não procurei muito, fechava com o primeiro barato que encontrava. Até na Bolívia encontrei hostels melhores. O café da manhã tbm não é grandes coisas. Trasporte: O trasporte na CR é precário, especialmente se vc quer se deslocar de um lugar para outro que não seja San Jose. Por exemplo: Para ir de La Fortuna para Monteverde vc precisa fazer baldeação em Tilaran, o que te tomará tempo. Agora, se vc vai para San Jose ou sai de San Jose para algum lugar, é tranquilo. Além disto, não tem ônibus a noite, ou seja, vc vai ter que gastar tempo durante o dia para se descolar. Uma dica importante se vc esta de carro: NUNCA confie no Google Maps para calcular o tempo de um lugar ao outro. As estradas são péssimas, não tem acostamento nem pista dupla. E para chegar a alguns lugares percorre-se kilometros em uma estrada de chão que, na época das chuvas, ficam terríveis. Uma alternativa para fugir destes problemas e fechar um shuttle que sai muito mais caro do que ir por conta, mas pelo menos é mais rápido. Neste site (http://thebusschedule.com/EN/cr/ ) e neste (http://www.visitcostarica.com/ict/paginas/leyes/pdf/itinerariobuses_es.pdf) vc encontra os horários de ônibus. Outra dica: Se vc for pegar um taxi, peca pra o motorista ligar o taxímetro! Sai mto mais barato do que preço combinado! Dinheiro: Preparem o bolso! A CR é um país muito caro. Pelo que andei lendo é um dos mais caros da América Central. A moeda da Costa Rica e o Cólon. Mas a melhor coisa é levar dólares. Eu levei tudo em dinheiro vivo e um cartão de credito (que só e aceito em alguns lugares). O dolar eles aceitam em todos os lugares (a cotação é de 1 dólar = 500 colones), mas e sempre bom ter alguns colones trocados para pegar um onibus por exemplo. Dica: Se vc pegar um voo da Copa Airlines vc fará uma escala no Panamá. O Free Shopping deles é excelente! Achei os preços muito bons. Passeios: Não vi muita diferença nas empresas que fazem os passeios. No geral me pareceu que todas são muito boas. Acho que é porque 90% dos turistas na CR são americanos então eles tem que manter a alta qualidade. Comida: Eu particularmente nao gostei da comida. Simplesmente pq eles usam coentro em quase tudo. E eu odeio coentro. Sempre perguntava se tal prato tinha a tal erva (“colantro”). Tirando isso achei a comida sem tempero... Nao sei, mas estou acostumado com a comida mineira bem temperada e senti falta disso. Roupa: Fui na estação das chuvas e senti calor, podem levar muita roupa fresca em qualquer época do ano. Acho que 1 blusa de frio e 1 calça jeans já bastam. Recomendo levar uma bota de trekking pra fazer as trilhas, pois tem muito barro. Uma capa de chuva tbm é muito importante. Surf: Não passei por nenhuma cidade famosa pelo surf, mas pelo que ouvi falar, algumas das principais são Puerto Viejo, Jacó e Montezuma. Povo: Gostei muito dos costa-riquenhos. São simpáticos, estão sempre dispostos a dar informação e a conversar. O lema deles é “Pura vida”! Quanto aos turistas, prepare-se para encontrar muitos americanos! Eles simplesmente dominam o turismo na CR. Segurança: De maneira geral me senti seguro em todos os lugares que passei, exceto San Jose. Fui abordado 3 vezes por mendigos na capital, o que me deixou apreensivo. Algumas pessoas que estavam no Congresso que participei foram assaltadas a mão armada. No hostel me recomendaram a não andar sozinho a noite pela cidade. Mas o esquema é não dar mole, pois violência tem no Brasil, na França e na Costa Rica também! Seguro viagem: Fechei com a Porto Seguro (http://www.portoseguro.com.br/seguros/seguro-viagem) e paguei R$78. Fiz o cadastro online e paguei com o cartão. Mesmo que vc ache que não vá precisar eu recomendo fortemente fazer um seguro em todas as viagens internacionais! Biodiversidade: Apesar de muita gente dizer que o Brasil se parece com a Costa Rica nesse quesito eu digo que é diferente! A riqueza de especies na Costa Rica é maior! Vc anda um pouco na trilha da mata e já vê muitos animais em pouco tempo. Em Manuel Antonio por exemplo tem uma quantidade enorme de lagartos de todos os tamanhos. Mas atenção: Sempre que possível, contrate um guia para ajudar a encontrar os animais. Eles tem os olhos treinados para isto, e além do mais, eles carregam um telescópio para vc enxergar os animais de longe. E por fim a dica mais valiosa de todas: Comunique-se! Peça informação no hostel, converse com outras pessoas, faça amizades, pergunte quais passeios valem a pena (e quais não valem)... Enfim, troque ideias! Eu garanto que a sua viagem vai ser diferente (e para melhor!). Agora vamos ao relato em si... Dia 1 (21/06/13): Chegada a San José Sai do RJ pegando o voo da Copa Airlines com conexão no Panamá. Paguei R$2.400,00 na passagem... Caríssima! Comprei com 2 semanas de antecedência, mas pelo que vi o valor não muda muito se vc comprar com meses de antecedência. O serviço da Copa foi mto bom, comida boa e os voos saíram no horário previsto (tanto na ida quanto na volta). Chegando ao aeroporto de San Jose peguei um taxi e segui direto para o Hostel Aldea que já havia feito reserva (http://www.aldeahostelcostarica.com/). Mas não precisa ir de taxi, ir de ônibus é super de boa... Dei mole! Mas se vc quer ir de taxi, saia do aeroporto e pegue um na rua e peça para ligarem o taxímetro que sai bem mais barato! O taxista foi muito simpático e inclusive me perguntou como estavam as manifestações no Brasil. Fiz o check-in em um quarto privado pra poder descansar melhor. Minha primeira impressão da cidade: Muito parecida com algumas cidades brasileiras. Uma coisa interessante: Quanto o sinal do pedestre esta quase fechando, comeca a soar o pio de um pássaro. Na primeira vez fiquei olhando para cima tentando achar a ave! Hahaha. Fui caminhando ate o Mercado Central. Um lugar bem legal que tem de tudo. Muitas lanchonetes, açougues e artesanato. Tomei um sorvete na famosa Sorveteria Lolo Mora que existe desde 1901 e atualmente e comandada pela 4ª geração da mesma família! Tem apenas 1 sabor de sorvete: Baunilha com canela. Como nada me agradou no Mercado Central fui comer em uma rede de fast food tipo KFC. Passei no supermercado da rede “Pali” e descobri que eles se cobram 10 colones por sacola plástica que vc quiser levar! Achei justo! Saindo do supermercado um mendigo veio me abordando para pedir dinheiro... E detalhe: falando inglês! Hahaha. Como diria minha vó: A necessidade faz o sapo pular! Descansei mais um pouco e no final da tarde fui no Subway. Gastos do dia: - 20 dólares de taxi - 30 dólares de diária no hostel (quarto privado com banheiro) - 1.750 colones em imã de geladeira - 1.200 colones no sorvete de creme com canela - 3.000 colones no frango com batata frita - 3.100 colones no supermercado (água, suco, chocolate e biscoito) - 2.900 colones no Subway Total em dólares: US$ 74 Dia 2 (22/06/13): Vulcão Poás Acordei pagando mico! Achei que a diferenca de horário para o Brasil fosse de 2 horas, e na verdade são 3! Acordei para tomar o café achando que fosse 7h e eram 6h! Hahaha. Voltei e dormi mais um pouco. Um aviso: Os cafés da manhã nos hostels da CR são muito francos! Nesse hostel foi café, biscoito doce e banana. Conversei na recepção e consegui continuar no quarto privado pelo valor de 25 dolares (5 dólares a menos). Segui para a estacao da compahia TUASA para pegar o onibus ate Alajuela (onibus de San Jose para Alajela tem todo minuto!). Chegando em Alajuela, desci uma quadra e já estava em outro terminal onde as 9:15 (Acho que existe apenas este horário durante o dia) peguei o onibus ate o Vulcão Poás. No caminho o onibus faz uma parada de 15 minutos em uma lanchonete que vende salgados, bebidas e frutas. Lembre-se de sentar do lado esquerdo do onibus, pois a vista é melhor (ve-se plantações de morangos e café) Cheguei no Parque já era umas 10:30. O Parque e bem estruturado, tem um pequeno museu, banheiros estacionamento e lanchonete. Extrangeiros pagam 10 dólares a entrada. Para chegar até a cratera tem que andar alguns minutinhos. No inicio do trajeto aconteceu uma cena engracada: Estava andando na beira da mata e de repente começo a ouvir um barulho estranho... Parecia um chocalho de uma cobra, ou o coachar de um sapo, ai pensei: Oba! Vou ver meu primeiro animal na CR... pois bem, adentrei um pouco na vegetação para conseguir avistar o animal e para minha surpresa, era uma TORNEIRA que de vez em quando fazia barulhos estranhos... kkkkkkkkkkkkkk. Fiquei de longe espiando as pessoas que passavam e todas achavam que eram um tipo de animal! Bem, a cratera do Poás é legal mas não e anda de exorbitante. Acho que seria legal se fosse uma escalada de verdade, gastando horas para chegar até a cratera, passando um pouco de perrengue... Ai eu iria gostar mais! Toda hora surge uma nuvem para cobrir a cratera, mas que some em poucos minutos. Venta bastante então leve um casaco. Dependendo da direção do vento, a fumarola que sai de dentro do vulcao com cheiro de enxofre (ovo podre) pode ir em direcao ao mirante, mas nada que atrapalhe. Depois de ficar alguns minutos e bater muitas fotos decidi ir ate o mirante da Laguna Botos. Segui um caminho demarcado no meio da floresta ate chegar a Laguna. Durante o percurso tinha um casal de americanos com um guia que tbm era fotografo particular. Um pássaro marrom sem graça cruzou a trilha e eles: Oh My God! Hahaha. A Laguna Botos não tem nada de especial, mas dizem que ela tem um verde muto bonito qnt faz sol, mas este dia estava nublado. No mirante da Laguna tinha muitos esquilos sem vergonha. Eles ficam loucos querendo comida e são capazes de comer na sua mão! Dps disso desci de volta a entrada do parque e gastei o resto do tempo na lanchonete e no museu. O onibus parte as 14:30 em direção a Alajuela. Chegando lá, vc deve pegar o ônibus para San Jose fazendo o caminho inverso. Bom, minha opnião sobre o passeio: Faça se vc for por conta. Definitivamente não compensa pegar tour! De transporte, gastei 3.390 colones (aproximadamente 7 dólares para ir e voltar) sabe quanto é o tour fechando com agencia? 92 DÓLARES!!! Mas com a agência, além do vulcão, eles te levam para uma plantação de café e para a La Paz Waterfall que tbm tem um pequeno borboletário e ranário, mas como iria para La Fortuna e Monteverde, veria várias cachoeiras, sapos e borboletas, então pra mim não valeria a pena! No final do passeio conheci 2 brasileiros. O Tom e o Luiz. Chegando em San Jose fomos jantar no restaurante do Hostel Casa Colon. O lugar parece bem com um hotel... Gostei! Jantei muito bem por 3.700 colones. Gasto do dia: - 25 dolares de diária no hostel (quarto privado com banheiro) - 530 colones de ônibus San Jose – Alajuela - 1.165 colones de ônibus Alajuela – Poás - 800 colones em uma empanada - 10 dólares de entrada no vulcão - 1.000 colones em uma lata de suco - 1.165 colones de ônibus Poás – Alajuela - 530 colones no ônibus Alajuela – San Jose - 3.700 colones no jantar (arroz, feijao, carne e salada) Total em dólares: US$ 43 Dia 3 (23/06/13): Vulcão Irazu Acordei as 7h, tomei cafe da manha e fui pegar o onibus para o vulcão Irazu. Mais uma vez compensou mto mais ir por conta do que fechar por agencias que pediam aproximadamente 50 dólares. O onibus partiu às 8h do ponto em frente ao Grand Hotel Costa Rica (próximo ao ministério da Fazenda, é só perguntar que todo mundo sabe onde fica!) indo direto para o vulcão, mas antes ele pega alguns passageiros na cidade de Cartago. No caminho, quase chegando no vulcão começou a chuviscar. Pagamos a entrada de 10 dolares e entramos no parque. Assim que cheguei fui direto para a cafeteria comprar um poncho de plástico vagabundo (saco de supermercado era mais resistente que aquilo) caríssimo! Segui em direção a cratera, mas ela estava encoberta de nuvens fazia um frio descomunal!!! Ventava MUITO! Não me lembro de ter sentido tanto frio assim, sério! Pra piorar fui de bermuda, minhas pernas congelaram, meu nariz começou a escorrer, me deu dor de ouvido e dps dor de cabeça... Corri pra tomar um chocolate quente. Quando faltava meia hora para o onibus partir o sol saiu e as nuvens foram embora, corri para ver a cratera. Realmente ela impressiona pelo tamanho, mas o lago esverdeado que existe no fundo estava seco! Achei o vulcão Poás mais bonito. Se tiver de escolher apenas 1 passeio escolha o Poás! O onibus de volta para San Jose saiu as 12:30. Chegando em San Jose fui de Subway mesmo. Voltei pro hostel e dormi. Gastos do dia: - 4.550 colones no ônibus ida e volta de San Jose – Irazu – San José - 1.600 colones em compras de biscoito e chocolates - 10 dolares de entrada no parque - 1.515 colones em uma capa de chuva de plástico - 1.825 colones em um chocolate quente e um muffin - 1.000 colones em um adaptador de tomadas. Obs.: Na CR as tomadas são diferentes do Brasil, então leve adaptadores. - 7 dólares no Subway - 25 dólares na diária no hostel (quarto privado com banheiro) Total em dólares: US$ 63 Dia 4, 5 e 6 dedicados ao congresso, mas aconteceu uma coisa que vale comentar: Bem, quando cheguei no hostel voltando do congresso mega cansado, passei na recepção e me informaram que eu não poderia usar o vaso pq tinha ocorrido uma infiltração, fiquei meio puto pq eu paguei um quarto privado para ter esse tipo de conforto, mas deixei passar pq no dia seguinte ia apresentar meu trabalho e não queria aborrecimentos. Quando cheguei no quarto reparei q meus sapatos e o lençol na cama estavam em lugarem diferentes... Fui pegar um chocolate que tinha comprado e ele simplesmente tinha sumido! Conferi o resto das coisas para ver se todas estavam no lugar e nada além do chocolate tinha desaparecido. Desci na recepção e reclamei! Ganhei um jantar no restaurante do hostel. O que eu acho queaconteceu foi o seguinte: Os trabalhadores que entraram no quarto para consertar o vaso pegaram o chocolate... Tenho certeza disto! Tudo bem que era apenas uma barrinha de chocolate de 500 colones mas peraê, ne? Pois bem, ganhei uma pizza e ice tea por conta disto e economizei 3.500 colones! Então fiquem atentos: ALDEA HOSTEL DE JEITO NENHUM!!! Dia 7 (27/06/13): Rafting no rio Pacuare (classe III & IV) Bom, dps que terminou o congresso fui fazer o rafting pelo rio Pacuare por 99 dólares. Fechei com a Exploradores Outdoor (fazer reserva com alguns dias de antecedência). Eles passaram no hostel para me pegar as 6:10. Durante o percurso o guia foi explicando os comandos a serem feitos durante o rafting. Paramos em um lugar especial da empresa e nos serviram o café da manhã... Tinha o famoso Gallo Pinto, mas desisti de experimentar pq logo senti o cheiro de coentro que eu detesto! Fomos para o rio. Não lembro no nome do guia do nosso bote mas o apelido era Teddy Bear. O nosso bote era: Eu, o americano Noah, as nepalesas que moram nos EUA: Jeny, Ota e Sony, e uma costa riquenha. Entramos no bote e treinamos um pouco. O guia me colocou junto com Noah de “capitães” do bote, aqueles que ficam na frente. Pois bem, comecamos o rafting e logo o guia me tirou do posto e colocou a costa riquenha que ja tinha feito rafting antes... Realmente eu não estava dando conta dos comandos. No inicio é um pouco confuso, mas dps fica tranquilo. Mas vou confessar: Ser o capitão não e uma boa! Requer mais atenção! Se vc fica atrás, vc só copia os movimentos do capitão! Hahaha. Fica a dica! Com 5 minutos dps do inicio, Ota, a única que não sabia nadar, caiu na água... hahaha...Tadinha! Durante o percurso vc vai passando por várias cachoeiras sendo que uma delas quase cai dentro do bote certa hora! Incrível! Na parte final passamos no meio de um cânion bem legal com uma ponte abandonada... Parecia cenário de algum filme de aventura! O guia deixa vc cair na agua 2 vezes durante o percurso. Ficar boiando na água refrescante e deixar a correnteza te levar não tem preço! Recomendo muito esse passeio. Dps voltamos para o mesmo lugar onde tomamos café da manhã para almoçarmos. O almoço foi um burrito. Durante o percurso um guia vai tirando fotos que dps é vendido um CD por 25 dólares. Como as nepalesas ja tinha hostel em La fortuna, decidi ir para o hostel delas e aproveitamos e compramos o CD juntos que foi dividido por 4, então saiu 6 dólares para cada! No msm local onde almoçamos pegamos a van da empresa direto para La Fortuna (já incluso nos 99 dólares). Esse esquema de transfer e bem legal: Vc pode sair de determinadas cidades, fazer o rafting e dps ir pra outra cidade... as opções são: San Jose, Puerto Viejo ou La fortuna. Qualquer dúvida entre em contato com a empresa e se informe mais sobre esse esquema(http://www.exploradoresoutdoors.com/pacuare-rafting.html). Chegando em La fortuna fomos direto para o Arenal Backpackers (http://www.arenalbackpackersresort.com/). Nunca vi uma estrutura como esta para um hostel! Mais parecia um resort: piscina, quartos com ar condicionado, um barzinho bem legal, banheiro amplo e com água quente (atá as 22h). Nota 10 com louvor! Recomendo reservar com alguns dias de antecedência. A noite tomamos uma cerveja e comemos no hostel msm: um macarão que estava muito bom. Acabei conhecendo o Vincent, um americano que assim como eu gosta de trekking! Decidimos fazer a caminhada até o Cerro Chato Volcano no dia seguinte. Gastos do dia: - 99 dólares no rafting no rio Pacuare - 6 dólares no CD de fotos - 15 dólares na diária do hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 10 dólares no macarrão e uma cerveja Total em dólares: US$ 130 Dia 8 (28/06/13): Cerro Chato Volcano e Cascata do rio Fortuna Acordamos as 7h passamos no supermercado antes para comprar algumas coisas para a caminhada. Recomendo levar uma garrafa de agua de 2L para a caminhada, pois faz muito calor e a caminhada é pesada. Para chegar no Cerro Chato vc deve seguir o msm caminho em direção a cascata do rio Fortuna. A caminhada até lá é de aproximadamente 1h. Nós fomos a pé, mas se preferir dá pra pegar um taxi. Chegando lá vc tem a opção ou de ir na cascata ou subir o Cerro Chato. Cada um custa 10 dolares a entrada. Se vc não esta com água o suficiente, esta é a chance de comprar! Seguimos para o Cerro Chato. A caminhada é beeem puxada... No inicio é tranquilo, mas qnd entra na mata, é subida que não acaba mais! Demoramos 2h para chegar no lago (isso pq paramos muito pouco) e 1h30 para descer. O lago é bem bonito, nada mto especial, mas só de saber que aquilo é a cratera de um vulcao extinto acho que vale a pena! E o interessante e q dps de alguns poucos passos em direção a água, fica fundo muito rápido, ou seja, é uma cratera mesmo! Antes de chegar no lago tem um pequeno mirante de onde se vê o vulcão Arenal, mas vc tem que ter sorte para pegá-lo sem nuvens, e nós tivemos! Descemos até a entrada do parque e eu fui para a catarata do rio Fortuna e o Vincent foi pra casa, pois já tinha ido no dia anterior. Mais 10 dolares para entrar e lá fui eu. Para chegar até a queda vc tem que descer algumas escadas, nada de mais. A catarata e simplesmente linda! Perfeita! Pode-se nadar, mas nao dá para se aproximar mto da queda, pois a força que a água cai é tão violenta que cria uma corrente que te impede de chegar perto. Uma dica: leve uma sandália ou algo antiderrapante... Tem muitoo lodo nas pedras e vc pode se machucar facilmente. Eu mesmo fui descalço e quase cai vária vezes. Durante o caminho de volta comecei a me sentir fraco e minha garganta comecou a querer doer... Acho que juntou o cansaco com a falta de comida (até entao so tinha comido alguns nachos e uma garrafinha de iogurte durante todo o dia!) e minha imunidade estava ficando baixa. Passei em uma vendinha e comprei um isotônico. Voltei pro hostel morto de cansado. Descansei um pouco e ao invés de comer algo que preste fui comer no Burger King que tinha promoção do hamburger chamado “Tica”... Carne, tomate e uma especie de nacho com pasta de feijao! Hahaha... Mas estava gostoso. Passei no Luigi’s Hotel para fechar com eles o tour pelo Rio Celeste no dia seguinte. Eles ligaram para todas as compahias de turismo e nehuma iria fazer o tour no dia seguinte, pois eles precisam de no minimo 2 pessoas. Nesse meio tempo um cara me abordou e disse que se eu não conseguisse, que ele me ensinaria a chegar lá sozinho, que seria mais barato, mas que se eu fosse com um guia seria melhor. Logo dps a moça me disse que havia conseguido. Eu iria sozinho com um guia por 85 dolares. Fechei com eles! A noite fizemos uma pool party particular com o pessoal do quarto que rendeu até as 23h! Gastos do dia: - 5.000 colones em compras - 15 dólares de diária no hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 2.450 colones no Burger King - 10 dólares na entrada do rio Fortuna - 10 dolares na entrada do Cerro Chato Total em dólares: US$ 50 Dia 9 (29/06/13): Rio Celeste Acordei cedo e fui para o Luigi’s Hotel esperar o guia passar para me pegar as 8h como combinado. As 8:25 chega o guia. Era uma francesa de nome Caroline que morava a 6 anos na CR. Até ai tudo bem. Fui para o carro e reparei que era um carro comum e não de turismo. E mais: o filho dela de 3 anos estava la!! Seguimos em direção ao rio. Paramos em uma cidadezinha onde tomamos café (eu paguei o meu) e continuamos viagem. Ela parou algumas vezes no caminho para perguntar qual a direção e as 10:30 chegamos no parque. Iniciamos a caminhada nós 3: Eu, ela e o seu filho. Durante o trajeto ela não disse absolutamente nada a respeito do Parque ou da floresta ou dos animais, apenas conversava com o filho. Fomos primeiro na parte onde o rio “comum” se transforma em celeste. Nessa parte ela me explicou muito mais ou menos como ocorria a reação química. Dps fomos em direção a cascata, mas o filho dela reclamou do cansaco e eu fui sozinho enquanto ela me esperava. Chegamos aproximadamente as 16:00 em La Fortuna. Ela me deixou no hostel e eu senti que ela estava esperando uma gorjeta. Se ela falasse alguma coisa eu ja tinha a resposta pronta!! Ela não era uma guia de verdade e não me deu atenção nenhuma! O que conteceu foi que, como a moça do Luigui’s Hotel não achou nenhuma agencia, ela ligou pra essa mulher e ofereceu uma grana para ela me levar. Tenho certeza disto! Mas apesar de tudo, valeu a pena... A cor da água é inacreditável!! Quanto mais fundo o rio mais azul fica. A cascata, aahh a cascata.... Fenomenal! Tem uma placa dizendo que não se pode nadar mas não ia perder a oportunidade. Dica: Depois eu percebi que dá pra fazer o passeio por conta sim!! Se vc estiver um grupo e fechar um taxi sai bem mais barato. E a trilha é bem demarcada e não é necessário guia. Chegando no hostel já não estava me sentindo mto bem. Fechei o shuttle para Monteverde para o dia seguinte as 8:30 por 22 dólares no hostel mesmo. Comi 2 burritos com batata frita e fui dormir. Gastos do dia: - 85 dólares no passeio pelo rio Celeste - 1.500 colones em uma garrafa de 2L de água - 15 dólares de diária no hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 1.340 colones em compras (Biscoitos, banana e suco) - 2.000 colones em 2 burritos com batatas fritas Total em dólares: US$ 110 Dia 10 (30/06/13): La Fortuna - Monteverde Acordei mal. Minha cabeca estava pesada e doendo um pouco. Acho que estava ficando desidratado. Tomei café da manha no hostel msm enquanto esperava o shuttle. O esquema do shuttle foi o seguinte: Van – Barco – Van. Nesse esquema vc atravessa o Lago Arenal e corta caminho . Se fosse fazer por conta teria que ir para Tilaran e de lá para Monteverde, demoraria umas 2-3h a mais. Como não estava me sentindo muito bem, valeu o investimento! A van me deixou no centro de Monteverde que é uma cidade bem pequena. Fui para a Pensão Santa Elena (http://www.pensionsantaelena.com/). Peguei um quarto privado com banho compartido e café da manha por 14 dólares a diária. O hostel é bem legal, os unicos problemas são: Não tinha tomada no meu quarto e as paredes eram muito finas e feitas de madeira, então dava pra ouvir tudo o que falavam na recepção, além da música que ficava tocando o dia todo. Mas o hostel tem cozinha e os banheiros compartilhados são limpos. Recomendo se vc quer apenas um lugar para dormir, pois durante o dia era impossível dormir (pelo menos no meu quarto). Passei o dia de molho. Fui no restaurante Tico y Rico e comi uma espécie de arroz de forno com frango, batata frita e salada... Tomei vergonha na cara e resolvi gastar dinheiro com comida de verdade. Passei na farmácia e comprei vitamina C e paracetamol. Aproveitei e fechei o Canopy para o dia seguinte na Xtremo (http://monteverdeextremo.com/) as 10:30. Estava na dúvida de fazia o Canopy em La Fortuna ou em Monteverde. Conversei com o recepcionista do hostel em La Fortuna e ele me disse que o melhor canopy da Costa Rica é em Monteverde, então fica a dica! A noite comi um hambúrguer em frente o hostel e fui dormir. Gastos do dia: - 22 dólares de shuttle para Monteverde (Van-Barco-Van) - 14 dólares na diária do hostel (quarto privado com banheiro compartilhado) - 1.300 colones em Paracetamol e vitamina C - 3.500 colones no almoço no Tico y Rico - 5 dólares de compras (frutas, biscoitos e isotônico) - 4 dólares de lavanderia - 1.500 colones no hambúrguer Total em dólares: US$ 58 Dia 11 (01/07/13): Monteverde (Canopy) Acordei bem melhor, tomei café e fiquei na recepcão esperando a van passar. Quem eu encontro? Ariel, uma americana que estava no msm quarto que eu em La Fortuna e que tbm estava hospedada no Santa Elena. Ela animou de fazer o passeio comigo e fomos juntos,mas antes a van passou pra pegar algumas pessoas e quem entra na van? Saly! Tbm americana que tbm estava no msm quarto que eu em La Fortuna. Agora éramos 3! Esse passeio consiste em 3 etapas: O canopy em si, o Tarzan Swing e o Superman. Vou explicar por partes: 1) Canopy: É aquilo que todo mundo conhece conhece. Vc vai passando de um ponto a outro pendurado pelos cabos, não tem mta emoção, vc tem a opção de frear se quiser. Mas em algumas partes é beeeem alto. 2) Tarzan Swing – O MELHOR!!!! MUITO BOM MESMO! Vc fica numa plataforma e pula e fica balançando. 3) Superman: Por fim vc chega no alto de uma montanha onde dá pra ver o Oceano Pacífico!!! Lembrando que Monteverde fica no interior do país!! Te penduram pelo tronco e pelos pés e vc vai de braços abertos e fica aproximadamente 1 minuto “voando” por cima das árvores a uma altura mto grande. Muito bom tbm, mas dá um pouco de medo! kkkkkkk Recomendo muito fazer esse passeio, a Xtremo foi excelente! Pontual, atenciosos e total segurança nos equipamentos. Nota 10! Uma uma dica para quem tem GoPro: Levem a sua com o acessório de fixar no capacete, pois eles tem capacetes para encaixá-la! No final dá para comprar um CD com as fotos que eles tiraram de vc por 10 dólares. Dividi com a Ariel o CD com as fotos, assim ficou 5 dólares para cada. Voltamos e resolvemos almoçar no restaurante do lado do hostel chamado Morphos. Comi um “casado” de arroz, feijão, carne (estava mto suculenta e macia), salada e banana. Paguei 14 dolares... Caro! Mas pelo menos o bife estava bom e era grande. Voltei para o hostel e consegui descansar um pouco. As 18h fui ao ranário que fica a 10 min do centro de Monteverde. No mesmo lugar, além do ranario, funciona um borboletário (que só vale a pena se estiver sol, pois só assim as borboletas ficam mais ativas) e um insetario. Paguei 17 dolares para ver os sapos e os insetos com guia. O esquema de ver os sapos é o seguinte: A maioria das espécies fica mais ativa durante a noite, então as chances de vc vê-las são maiores. Já as espécies venenosas (que são as mais coloridas) são de hábito diurno, então eles deixam vc fazer 2 visitas com apenas 1 bilhete. Mas se vc tiver tempo apenas para 1 visita faça a noite. Fica a dica. O ranário vale a pena! Só desse jeito para vc ver os sapos coloridos da Costa Rica (ou se vc tiver mta sorte de ver na natureza). No final dei 2 dólares de gorjeta para o guia. Já o tour pelo insetário eu não gostei mto... Achei meio infantil. As crianças devem adorar. A maioria dos animais estão fixados. Os vivos são: Um lagarto, um bicho-pau, uma tarântula, um besouro e um escorpião. Tbm dei 2 dolares de gorjeta para a guia. Não sou acostumado a dar gorjetas, mas gosto de valorizar esse tipo guia. Voltando para o hostel no meio do caminho eu escorreguei numa vala no passeio e raspei o joelho no meio-fio. Esfolou um pouco e ficou ardendo durante alguns dias. Passei na lanchonete em frente ao hostel e comi um hambúrguer (o mesmo do dia anterior). Gastos do dia: - 45 dólares no Canopy (incluía: Canopy, Tarzan Swing e Superman) - 14 dolares no almoço - 17 dólares no ranário e insetario - 4 dólares de gorjetas - 1.500 colones no hambúrguer – 1.500 colones em compras (biscoito, água e frutas) - 14 dólares na diária do hostel (quarto privado com banheiro compartilhado) Total em dólares: US$ 100 Dia 12 (02/07/13): Monteverde (Reserva de Monteverde e Night Tour na Reserva Santa Maria) Acordei as 5:30. Fui à padaria tomar um café e as 6:15 peguei o onibus público (em frente a padaria mesmo) para a reserva de Monteverde. Em 20 minutos estava na reserva. Paguei 9 dólares de entrada e fechei um guia por 15 dólares (na verdade eram 17 dólares, mas chorei e ele fez por 15) por 2 horas e meia. Começamos as 7:30. No início ele falava mto sobre as plantas e poucos sobre animais. Mas depois comecei a ver alguns bichos legais. Eu aconselho fortemente a contratar um guia... 15 dolares é mta coisa, mas os olhos deles estão treinados para achar os animais, além disto, um guia fala para o outro quando encontra alguma coisa. Se vc fizer por conta não vai ver nem a metade dos animais. Fizemos a caminhada até uma cascata e voltamos, sempre parando o quanto for preciso para tirar fotos. O tour terminou as 10:30. Segui para uma lanchonete onde eles colocam bebedouros para os beijaflores... Haviam dezenas deles! De várias espécies. E eles estão acostumados com a presença dos humanos, ou seja, dava para tirar fotos bem de perto. As 11:00 Peguei o onibus de volta para Monteverde (mas acho que poderia ter ficado mais e aproveitado para fazer algumas trilhas pela reserva... Dei mole!) e parei em frente ao ranario que havia ido na noite anterior. Aproveitei para ver as espécies venenosas que são mais ativas durante o dia. Almocei na lanchonete em frente ao hostel e decidi fazer o Night Tour na Reserva Santa Maria. O hostel agendou pra mim e as 17:30 a van passou para me pegar. Escolhi o guia em espanhol ja que só tinha 2 pessoas, enquanto que o guia em ingles tinham dezenas, fica a dica: Se puder escolher escolha o guia em espanhol que tem menos pessoas. No total são 2 horas de tour. Na primeira hora de tour vimos a serpente verde venenosa (beeem de longe), bicho-pau, 2 pássaros grandes muito bonitos e um bicho-folha. Na segunda vimos algumas formigas, um porco espinho e tarântulas! Sinceramente eu esperava mais. Principalmente os bichos preguiça... Mas pelo que vi esse passeio é sorte. Recomendo fazê-lo se vc estiver folgado de grana. E a noite adivinhem onde fui comer? Sim, o hambúrguer na lanchonete em frente ao hostel! Hahaha. Na verdade ele nem era tão gostoso assim, mas é pq era uma opção barata e perto do hostel. Gastos do dia: - 1.500 colones no cafe da manha (bolo e café com leite) - 1.200 colones em passagem ida e volta para a reserva de Monteverde (600 cada uma) - 9 dólares na entrada para Monteverde (com carteirinha de estudante) - 15 dólares no guia - 2.800 colones no almoço (frango grelhado com batata frita e salada) - 4 dólares em ima de geladeira - 1.500 colones em compras - 20 dólares no Night tour - 1.500 colones no hambúrger - 14 dólares na diária do hostel (quarto privado com banheiro compartilhado) Total em dólares: US$ 79 Dia 13 (03/07/13): Monteverde - Manuel Antonio Acordei as 5h, arrumei minhas coisas, tomei um café na padaria e fui para o centro comercial de Monteverde de onde partiu o ônibus as 6h com destino a Puntarenas. Cheguei em Puntarenas as 9h, esperei até o proximo onibus as 11h para Quepos. Aqui dá pra ver claramente a falha no trasporte na Costa Rica. Tem um ônibus para Quepos que sai as 9h (justamente no horáio que cheguei). Custava mudar o horario para 15 minutos mais tarde? Assim os turistas não teriam que ficar mofando 2h na rodoviária. Mas fazer o que, né? As 14h cheguei em Quepos e dps peguei mais um ônibus de 15 minutos (esse onibus tem toda hora) até Manuel Antonio finalmente! Ao todo foram 8h para chegar em Manuel Antonio, mas achei que compensou pegar o transporte público. O shutle estava 46 dolares! Fazendo por conta saiu por 7 dólares ou seja, economizei 39 dólares! Excelente! Fiz o check-in no Backpackers Manuel Antonio (http://www.backpackersmanuelantonio.com/index.php/en/) em um quarto compartilhado por 12 dólares a diária. Não gostei do hostel. Não senti um clima legal, sei lá. E pra piorar os quartos eram muito quentes e as pareces não iam até o teto, ou seja, dava pra ouvir o que se falava no quarto do lado! Almocei no restaurante em cima do hostel chamado El Tipico e finalmente comi algo gostoso: um “casado” de frango que vinha arroz, feijão (com pouquíssimo coentro... Aee!) frango grelhado, salada e um omelete de vagem. Descansei um pouco e peguei o ônibus para a principal praia de Manuel Antonio chamada Playa Espadilla Norte (que fica fora do parque e é de graça). Gostei da praia, mas o ruim é a quantidade de turistas. Existem vária coisas para se fazer: aulas de surfing, banana, paraglider (puxado pelo barco), snorkeling, etc. Caminhei um pouco eu peguei o ônibus de volta para o hostel. E assim terminou o dia. Gastos do dia: - 1.000 colones no café da manhã - 1.500 colones na passagem Monteverde – Puntarenas - 1.850 colones na passagem Puntarenas – Quepos - 280 colones na passagem Quepos – Manuel Antonio - 12 dólares na diária do hotel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro compartilhado) - 560 colones de passagem de ida e volta para a Praia de Manuel Antonio (280 colones cada) - 2.300 colones em compras - 3.800 colones em almoço Total em dólares: US$ 45 Dia 14 (04/07/13): Manuel Antonio National Park Acordei às 6h, passei no restaurante em cima do hostel para tomar café. Como pretendia ficar o dia todo sem almoço resolvi encarar o gallo pinto e gostei. Nada de muito especial, mas só de não ter o coentro já estava bom. Peguei o ônibus e às 7h (a hora que o parque abre) eu já estava na porta. Lembre-se que o parque não abre na segunda-feira e sempre é bom chegar na hora que abre, pois depois fica lotado de turistas. Paguei 10 dolares de entrada e não fechei com o guia e acho que foi uma boa. Queria liberdade de ir para onde quiser e consegui ver todos os animais que queria. Minha impressão sobre o parque: Foi a maior surpresa da viagem! Simplesmente não esperava aquela beleza, na verdade não tem nada de exepcional, mas acho que subestimei. Não pensava ver tantos animais. A vegetação encontrando com o mar é sensacional! Só tinha um problema: estava calor demais!!! O parque tem 3 praias: Playa Espadilla Sur, Playa Manuel Antonio e Playa Puerto Escondido. Em 1 dia dá para conhecer todas. A que eu mais gostei foi a Playa Manuel Antonio, e entre ela e a Espadilla Sur tem uma pequena trilha com alguns mirantes que valem a pena. Em alguns pontos do parque existem banheiros com duchas de água doce grátis. Tome muito cuidado com os guaxinins, pois eles mexem nas mochilas para procurar comida! Voltei para o hostel às 14h e pouco tempo depois começou a cair uma chuva descomunal que se estendeu ate altas horas da noite! Gastos do dia: - 12 dólares de diária (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro compartilhado) - 3.500 colones no café da manhã (gallo pinto com suco) - 560 colones no ônibus de ida e volta para a praia (280 colones cada passagem) - 10 dólares na entrada do parque - 2.000 colones em compras - 5.500 colones no burrito com suco Total em dólares: US$ 45 Dia 15 (05/07/13): Manuel Antonio – San Jose Acordei às 6h e peguei o ônibus até a rodoviária de Quepos para comprar minha passagem para San Jose. Me recomendaram comprar antes pra não correr o risco. Depois disto fui para a Playa Espadilla Norte e andei um pouco por lá. Voltei pro hostel, almocei e às 13h peguei o ônibus direto para San Jose. Cheguei as 16:30 e peguei um taxi para o hostel Aldea de novo. Apesar do que aconteceu comigo e de não recomendar o hostel eu tive que voltar, pois deixei algumas coisas que não queria ficar carregando na viagem. A noite fui à Pizzaria do hostel. Gastos do dia: - 4.465 colones na passagem de Manuel Antonio para San Jose - 550 colones no café da manha - 280 colones no ônibus de Manuel Antonio para a praia - 1.000 colones no sorvete - 280 colones no ônibus de volta para o hostel - 4.800 colones no almoço com suco - 1.800 colones de taxi da rodoviária até o hostel - 13 dolares de diaria no hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 4.000 colones em uma pizza e suco Total em dólares: US$ 47 Dia 16 (06/07/13): San José - Brasil Dia de voltar para o Brasil. Mas como meu voo era só a tarde aproveitei para ir ao Teatro Nacional e dps no Mercado Municipal para comprar os últimos presentes, mas não achei nada que me agradasse. Como tinha visto uma loja de suvenires chamada La Campesina do lado do Hotel Wyndham Herradura onde aconteceu o congresso, peguei o ônibus no terminal Tuasa e fui até a loja. São 2 andares com todo os tipos de suvenires. Achei o que queria! Almocei e voltei pro hostel para arrumar as coisas. Peguei o onibus direto para Alajuela que me deixou em frente ao aeroporto, assim e conomizei uns bons dólares! E uma última facada: Paga-se 29 dólares de taxa para deixar o país! Gastos do dia: - 15 dólares de suvenires - 530 colones de ônibus para ir até a loja de souvenir - 3.500 colones no almoço - 530 colones de ônibus para ir até o aeroporto - 29 dólares de taxa no aeroporto Total em dólares: US$ 53 E foi isso... Espero que tenham gostado do relato e me desculpem se fui muito detalhista! rs O melhor e o pior: O lugar mais bonito: Rio Celeste. A natureza nesse lugar é privilegiada. Aquele azul do rio e aquela cascata são para ficar na memória. O lugar mais feio: San Jose. Não gaste seu tempo na cidade. Não tem nenhum atrativo a não ser os vulcões. Se for perder um dia aqui vá até o vulcão Poás. A maior surpresa: Manuel Antonio e Canopy Ouvi dizer que a praia de Manuel tinha muito turista que isto e aquilo, o que reduziu minhas expectativas. Quando cheguei e vi aquele mar esverdeado e de água quente, a floresta encontrando o oceano, aquela quantidade de animais... Fiquei surpreso. Voltaria em Manuel Antonio com certeza! Já o canopy eu achava que seria apenas aquilo de ficar indo de um lugar pra outro no meio da floresta, mas o Trazan Swing e o Superman são demais! Muita adrenalina! Altamente recomendáveis! Um must do: Rafting no rio Pacuare Já sabia que esse passeio ia ser fantástico! E todas as expectativas foram atendidas. As cachoeiras, os cânios, a mata preservada... Todos os cenários são incrivelmente belos! Um passeio que te coloca dentro da natureza da Costa Rica. Vale cada centavo gasto! Considerações finais: Meus gastos gerais foram: - R$70,00: Ida e volta de ônibus da minha cidade até o Rio de Janeiro - R$2.400,00: Passagens aéreas - R$78,00: Seguro viagem (plano básico) - US$897,00 ou R$2.036,19 (com o dólar a R$2,27): Soma dos gastos com hospedagem, alimentação e passeios. Lembrando que exclui os gastos referentes aos 3 dias que fiquei no congresso Assim, o total da viagem ficou em R$4.584,19 Recomendo muito um mochilão pelo país, mas acrescentaria mais países no roteiro. Ainda mais com o preço caríssimo das passagens acho que compensa conhecer mais lugares, como por exemplo um país que possua Caribe de águas azuis (por exemplo, San Blás no Panamá) já que a parte caribenha da CR não é tão bonita. De uma maneira geral a CR me surpreendeu. Esperava encontrar algo bem parecido com o Brasil, mas descobri um país com identidade própria e extremamente rico em biodiversidade. Se vc gosta de natureza e de aventura é um prato cheio! “PURA VIDA!”
  39. 1 ponto
    E aí galera, meu relato de hoje vai ser sobre Aurora Boreal de um jeito que quase ninguém fala por aqui e em lugar nenhum, já que ta na época dela e não é tão fácil assim de ver igual td mundo acha. Eu vi na Islândia ano passado e vou contar meu relato. Primeiramente, pra ver essa coisa linda você depende de alguns fatores como: tempo, dinheiro e sorte. Nessa ordem. Tempo você precisa tanto do seu tempo e paciência pra esperar como o tempo meteorológico, pq se não estiver com as condições legais, pode ter a grana que quiser que não vai ver. Dinheiro, pq você pode escolher do jeito mais barato (igual eu escolhi por 70 euros) e sair em excursão com várias pessoas que vai pra um lugar que nem vai ta rolando, ou pode pegar um 4x4 (300 a 400 euros) que vai te levar lá onde ela ta rolando seja uma beira de estrada, seja na pqp da trilha com neve. Sorte, pq se vc tiver e vc estiver no lugar certo e na hora certa, ela vai ta la e as vezes não vai gastar nada. No meu caso eu não tinha tempo (pq fiquei uma semana), não tinha dinheiro e tive uma sorte nos acréscimos do segundo tempo, e aí que começa meu relato: Cheguei na Islândia em dezembro do ano passado (20180 e peguei a excursão mais barata (70 euros) pra ir atrás da aurora de busão com umas 30 pessoas onde eles saiam da capital Reikjavik as 20:00 e ficava até 2 da manha parando em beira de estrada procurando. O tempo tava ótimo, mas como o busão não podia entrar mais pro meio das trilhas, não deu pra ver tão bem, mesmo ela estando lá e dando pra ver muito fraquinha, que foi onde eu tirei essa primeira foto super bonita. As vezes ela ta la e vc não consegue ver, mas a camera sim. Detalhe que eu fui o único que conseguiu uma foto dessas pq eu quebrei os protocolos e sai andando no meio do nada enquanto a galera ficou dentro do busao com frio. O bom das agências é que se vc não vê a aurora, você pode continuar indo nos próximos até conseguir, é só mandar um email. E foi isso que fiz. Na segunda vez, ninguém viu nada. Tirei dois dias pra fazer um road trip pelo país (super recomendo) e nesse tempo td mundo da excursão viu a aurora. Remarquei pro meu último dia no país, ficamos até tarde atrás dela e nada. Já era quase 2 da manhã qdo estávamos indo embora já e o guia do busão deu um grito "ela chegou". O busão parou e quando descemos ela estava lá, toda linda. A parte ruim é que eu estava sozinho, todo mundo ficava passando na frente da minha câmera (isso que é foda de excursão) e não consegui uma foto boa. A parte legal é que eu desencanei de fotos e fiquei sentado lá só vendo ela dançando pelo céu. Por mais que nas fotos ela fique bem mais linda, ao vivo não tem explicação No final, deu tudo certo, e dei check na lista -> Aurora Boreal É isso, quem tiver dúvidas sobre esse role ou algo da Islândia eu tenho tdas as informações de agências e aluguel de carro. Me chama no insta que aqui chega como spam e eu nunca vejo ->@raonitoratti É isso.. espero que tenham gostado.
  40. 1 ponto
    Em 1999, percorri o Caminho Francês de Santiago, partindo de San Jean em direção à Santiago de Compostela. Já naquela ocasião, eu ouvia falar que existiam 4 rotas sagradas do Cristianismo na Idade Média, que seriam o Caminho de Santiago, Jerusalém, Roma, e um quarto Caminho que eu nunca descobri qual era, num tempo em que a internet estava engatinhando e o acesso à informação era mais batalhada. Em 2018, decidido a refazer a peregrinação à Santiago de Compostela, comecei a investigar a respeito do Caminho do Norte, o qual fiz partindo de Irun (quase França) e percorrendo o norte da Espanha, novamente rumo à Santiago. E nessa pesquisa descobri acerca do caminho que faltava. Trata-se do Caminho Lebaniego, uma rota de peregrinação que possui seus anos jubilares desde 1512, e que tem como destino o Monastério de Santo Toríbio de Liébana, onde está depositado a Lignun Crucis, que reza a lenda, trata-se da maior parte ainda conservada da Cruz de Cristo, a qual foi confeccionada com o braço esquerdo da cruz original, e hoje é uma cruz menor acondicionada em um relicário de Ouro, prata e cristal. Esse caminho está situado no Parque Nacional Picos de Europa. Um lugar belíssimo, com várias outras trilhas e atrações aos caminhantes em busca de locais bucólicos. Porém em geral são trechos que exigem um certo preparo, pois o relevo é muito acidentado (vindo daí a beleza do local). O Caminho Lebaniego está localizado na Cantábria e é apenas uma das quatro rotas para chegar em San Toríbio. O interessante é que essas rotas podem ser conjugadas com o Caminho de Santiado, pois elas unem o Caminho do Norte ao Caminho Francês. Assim, em uma única viagem é possível fazer as duas peregrinações juntas. Em certos trechos inclusive encontramos juntas as setas amarelas (Caminho de Santiago) com as setas vermelhas (Caminho Lebaniego). O Caminho Lebaiego em si, constitue-se de 72 km, que unem San Vicente de La Barquera a Santo Toríbio de Liébana, podendo ser percorrido entre 3 a 5 dias. Eu particularmente sugiro partir de Santander, que é a cidade onde retiramos a Credencial do Peregrino, elevando assim em mais 76 km a viagem. Para quem pretende fazer o Caminho do Norte de Santiago, o trecho entre Santander e Muñorrodero já faz parte do Caminho, apenas se separando aqui no sentido sudoeste, podendo depois retornar ao Norte, ou seguir até o Francês. O Caminho Lebaniego conta com uma estrutura para os peregrinos, de albergues e rede wi-fi (que ao menos estava disponível no último ano santo). E para os amantes da culinária regional, não deixem de provar a truta e o Cocido Lebaniego.
  41. 1 ponto
    Boa noite, pessoal! Estou querendo iniciar o meu primeiro mochilão em Janeiro/2020 e queria tentar pelo Worldpackers ou Workaway, para tentar economizar uma grana e viver algumas experiencias diferentes. Pesquisei muito na internet e vi relatos de que o Worldpackers é uma plataforma melhor e mais fácil de mexer, mas que o Workaway possui mais anfitriões e consequentemente, mais oportunidades. Essa informação procede? Outra coisa, na internet parece ser super fácil de conseguir anfitriões e a galera migra numa facilidade absurda pelos voluntariados. Queria saber se realmente é fácil assim, pois pesquisando por ambas as plataformas não tem taaaaantas oportunidades assim. Se alguém com alguma experiencia puder sanar essas dúvidas, vai me ajudar demais! Obrigado!!
  42. 1 ponto
    Dê uma lida no tópico abaixo, ja vai ti ajudar a ter um norte:
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    O relato vai continuar pelo Atacama e um bate-e-volta maluco pela Bolívia. E claro, vamos passar pela Argentina de novo na volta. Mas importante dizer: o norte da Argentina é APAIXONANTE. 💗 É lindo, maravilhoso, o povo é querido, que quentinho estava meu coração. Penso que uma viagem desta sem carro fica muito comprometida e deve ser cara, pois andei vendo os preços de passeios desde Salta e me pareceram bem salgados. Visitem o norte da Argentina por favor! Tem outras atrações locais que não conheci, como o famoso trem das nuvens (não pesquisei muito, não sei como funciona), e com certeza muito mais de história e arqueologia pra explorar. A ruta que vamos pegar a seguir, que liga SSJ a SPA (ruta nacional 9, depois a 52, ainda na Argentina) é a estrada mais FODA que já estive na vida. A paisagem se transforma a cada minuto e vc não cansa de se espantar com a beleza, com a natureza... Eu não consigo ser tão exagerada a ponto de honrar tudo que vi, mesmo que pareça!
  44. 1 ponto
    Fiz uma viagem muito especial pela Paraíba, conhecendo João Pessoa, as praias do sul do Estado, Cabedelo, Areia, Campina Grande, Barra de Mamanguape, Cabaceiras e o Lajedo de Pai Mateus. De tudo que eu gostaria, só não consegui ir para Baía da Traição porque precisei voltar para casa antes do tempo. Comecei por João Pessoa, onde me hospedei na casa de uma amiga que fiz numa viagem pelo Uruguai. João Pessoa é a terceira capital mais antiga do país e lá o sol nasce antes das cinco da manhã. Eu cheguei até lá de ônibus partindo de Recife e em duas horas de estrada fui de uma capital à outra. Paguei R$ 44,50 na passagem pela empresa TOTAL, mas também existe a Viação Progresso que faz esse trecho e as duas são boas companhias. Logo na chegada fui para o Hotel Globo, que era super badalado entre 1930 e 1950 e hoje podemos visitar, foi lá que presenciei a despedida do sol atrás do Rio Sanhauá, foi muito lindo de assistir. No centro, além do Hotel, fica a Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, a Praça Anthenor Navarro com casinhas coloridas e super charmosa e com 15 minutos de caminhada fica o Centro Cultura São Francisco, que possui visita guiada. São 05 praias principais em João Pessoa: Praia do Seixas, Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa (apelidada de Caribessa). é entre Tambaú e Cabo Branco que fica o maior agito, tanto durante o dia como a noite. É por ali que fica a placa EU AMO JAMPA e tem a maior parte dos hoteis da cidade. A praia de Manaíra é bem sossegada. A Praia do Seixas tem uma mística de ser a ponta mais oriental do nosso continente, é pequena mas lota de excursões que saem para as piscinas naturais do seixas, que aliás recomendo demais fazer. Deixei mais alguns detalhes e lista de lugares para comer em João Pessoa no https://alemdacurva.com/o-que-fazer-em-joao-pessoa-na-paraiba/ Cabedelo Uma cidade que se confunde com João Pessoa, de tão perto que é. Meu Uber até o final da cidade deu R$ 25,00, mas existe um ônibus da empresa Reunidas em João Pessoa chamado Cabedelo Direto 5101 que sai da Av. Epitácio Pessoa e vai para a cidade do pôr do sol mais famoso. Cheguei e fui direto para a Fortaleza de Santa Catarina. Paguei R$ 2,00 para entrar e uma guia contou tudo sobre o local para mim. Lá dentro avistamos a Igrejinha de Santa Catarina Alexandria, prisões, Casa Pólvora, Casa do Capitão, Alojamento dos Soldados e Oficiais, túneis, um poço e um paiol. Além de avistarmos o fim do Rio Paraíba. Você pode conhecer em Cabedelo também as Ruínas do Almagre, que é tombada pelo IPHAN. E a cidade possui inúmeras praias, que eu acabei não aproveitando, mas vocês podem: Intermares, Camboinhas (de onde saem os barcos para a Areia Vermelha, um passeio recomendadíssimo), Areia Dourada, Dique de Cabedelo (onde há o encontro do mar com o Rio Paraíba chamado de Pororoca da Paraíba), Miramar, Ponta de Mato, Formosa, Praia do Poço e Ponta de Campina. UFA! rs Mas a minha intenção mesmo ao ir para Cabedelo era conhecer o famoso pôr do sol no Jacaré, que muitos dizem ser o mais bonito da Paraíba. A Praia do Jacaré na verdade é o Rio Paraíba e de lá saem embarcações para curtir o pôr do sol ao som do Bolero de Ravel, apresentado por Jurandy do Sax. Minha opinião: fiquei sentada na "orla" do Jacaré e tive exatamente a mesma vista do pessoal que entrou no barco e consegui ouvir perfeitamente o som do Jurandy. Eles param a pouca distância da gente, não entendi o bafafá em cima desse passeio. Eu mostro as fotos aqui no https://alemdacurva.com/por-do-sol-em-cabedelo/ Praias do litoral sul da Paraíba São as praias super famosas, que a maioria que vai pra lá acaba conhecendo. O ideal é fazer de carro, mas eu não dirijo e minha amiga não poderia me acompanhar nesse dia. Consegui fechar um taxista com mais 03 meninas que também iriam fazer esse lado da Paraíba. Outra opção é fazer passeios com excursões. As empresas geralmente oferecem passeios divididos entre as praias, sendo parte em um dia e parte em outro dia. Tem também passeio de buggy, que dai fazem as praias que você quiser em um só dia. As praias que conheci foram: Barra de Gramame (ainda faz parte de JP e tem pouca estrutura, o que eu adorei), Praia de Tabatinga (na cidade do Conde e tem característica mais rústica com falésias e um mirante bem bonito), Praia Bela (com uma estrutura maior), Praia de Tambaba - praia de nudismo (a que eu mais gostei, mas fica lotadinha na parte em que banhistas com roupa podem acessar), Praia do Coqueirinho (a mais famosa da região, super lotada e com a maior infraestrutura de todas, inclusive deixei um rim como pagamento no almoço) e Praia do Amor (visitei bem rapidamente, ela possui uma pedra onde os supersticiosos passam por baixo para ter sorte no amor). As fotos de todas elas estão aqui https://alemdacurva.com/praias-do-litoral-sul-da-paraiba/ Barra de Mamanguape Aqui já começou as surpresas da Paraíba para mim, minha amiga pegou um final de semana e me levou para esse paraíso, que na minha opinião possui o melhor pôr do sol da Paraíba, desculpem os amantes da Praia do Jacaré rs. Barra de Mamanguape fica em Rio Tinto e pra lá fomos de carro mesmo. Pegamos a BR 101, entramos pela cidade de Mamanguape (que não tem nada a ver com a Barra de Mamanguape) para ir à Rio Tinto, de onde se pega a estrada para Barra. Outro caminho é pegar um acesso que tem na BR 101 que segue por meio de canaviais a estrada inteira até chegar em Barra. Mas tomem cuidado porque por ali vez ou outra ocorre assaltos. Foram 02 horas de estrada de João Pessoa até Barra de Mamanguape. Dá para chegar de ônibus, mas não é tarefa fácil. Você precisa pegar um ônibus em JP até Rio Tinto bem cedo, pois você precisa chegar até umas 10h30 no máximo na cidade. O ônibus que sai de Rio Tinto pra Barra de Mamanguape parte as 11hrs de segunda a sexta. De sábado ele sai até mais cedo, as 10hrs. E pra voltar de Barra o ônibus passa de segunda a sábado às 05h30 com destino à Rio Tinto. Disseram que em Barra de Mamanguape existem moto-táxis mas eu não vi nenhum. Nos hospedamos no Sua Casa na Barra, uma casa que acomoda 04 pessoas do Nilton, que nos atendeu super bem. Pagamos R$ 160,00 no final de semana. Ele possui camping também para quem quiser e mais uma casa para alugar. Barra de Mamanguape é Área de Preservação Ambiental e já foi lar de peixes-boi, animal em extinção. Fizemos passeio de barco pelo Rio Mamanguape que foi tão incrível. Pagamos R$ 30,00 por pessoa. Passamos pelos mangues, antigo cativeiro do peixe boi, recifes (onde podemos avistar tartarugas) e banco de areia, com parada para almoço na Aldeia do Tramataia. A comida era uma delícia, bem farta e pagamos R$ 17,00 com a bebida inclusa. Existem outros passeios para fazer como trilhas que vão de 4,5 a 12 km, além de passeio de buggy, caiaques, pedaladas na praia e até luau. Lá em Barra de Mamanguape há o encontro do rio com o mar, também. Eu amei ficar ali, praticamente sozinha. O lugar é muito rústico, sem estrutura nenhuma e uma natureza forte ao redor. Lindo! Aqui tem fotos https://alemdacurva.com/barra-de-mamanguape-pb/ Inclusive, o pôr do sol por lá foi de cair o queixo, fiquei impressionada com tanta beleza. O sol se põe atrás do encontro das águas. Um espetáculo a parte. Areia Descobri essa cidade por conta da minha amiga que mencionou super sem querer. Lá fui eu pesquisar e me apaixonei. A cidade é muito fofa! Ela fica no brejo paraibano na Serra da Borborema e no inverno faz muuuito frio. Inclusive sedia o festival Caminhos do Frio, que passa por mais 8 cidades também. Eu fui de João Pessoa para Areia de ônibus, que demorou um cadim porque passa por várias outras cidades e custou R$ 31,50. Mas foi ótimo curtir a paisagem que ia mudando conforma saíamos do litoral. Cheguei na hora do almoço e encontrei o Restaurante e Cachaçaria Barretão super bem arrumadinho e bonitinho, com um self service gostoso por R$ 13,00. Lá em Areia faz-se muitas visitas aos engenhos, a mais famosa é a do Engenho Triunfo, que produz uma das cachaças mais vendidas do Estado. O Açúcar por lá também é forte e dá para visitar alguns engenhos, além de conhecer o Museu da Rapadura (ou do Brejo Paraibano). Não deixem de passear pelo centrinho, é uma coisa fofa demais aquelas casas coloridas e muito bem preservadas. As fotos vocês podem ver no https://alemdacurva.com/o-que-fazer-em-areia-na-paraiba/ O primeiro teatro da Paraíba encontra-se em Areia, é o Teatro Minerva. Não é luxuoso como a maioria que encontramos Brasil afora mas tem história. E se história é algo que você gosta, visite também a Casa de Pedro Américo, pintor d'O Grito do Ipiranga, que com certeza você já viu nas aulas de história. Areia também é lar da Comunidade Quilombola Senhor do Bonfim, que conta com uma história mega forte. Vale a pena demais passear por lá. De Areia eu ainda fui para Campina Grande de ônibus, para dar um abraço em uma amiga. Então por lá não conheci quase nada além do Açude Velho e do Museu de Arte Popular da Paraíba que é uma obra de Oscar Niemeyer e foi uma surpresa gratificante encontrá-lo, já que eu nem sabia o que tinha por lá. Cabaceiras Essa foi a cidade mais especial de toda a viagem. Cabaceiras é uma cidade do cariri paraibano de 5 mil habitantes e é uma das que menos chove no Brasil. Já deixa eu avisar: tomem MUITA água. Não é brincadeira o quanto nós precisamos nos hidratar em um local seco como lá. Eu passei mal quando voltei e por isso que precisei retornar antes para casa. Minha intenção era a de dormir por lá, eu gosto de aproveitar calmamente os locais, mas achei complicado na época ir sozinha. Quando cheguei perguntei como fazia e me disseram, então relato aqui: de João Pessoa vá até Campina Grande e de CG sai um ônibus para Cabaceiras, só não sei os horários nem preços. Eu acabei contratando uma agência porque não achei que sairia perdendo. Estava incluso transporte, guia em Cabaceiras e no Lajedo, além de um café da tarde. Apenas o almoço paguei a parte. Em Cabaceiras tem moto-táxi. Existem hospedagens por lá em pousadas, hoteis e campings. Uma das coisas que eu mais estava ansiosa para conhecer em Cabaceiras é a placa "Rolíude Nordestina" escrita desse jeitinho mesmo rs. Cabaceiras é considerada assim porque inúmeros filmes e seriados foram gravados ali, inclusive o meu brasileiro preferido "O Auto da Compadecida". Acho de uma originalidade incrível essa placa. Tem também o Museu Histórico-Cultural dos Cariris Paraibano que conta a historia dos moradores dessa região. São dois prédios, um era uma antiga cadeia pública onde um famoso cangaceiro ateou fogo para libertar uns presos e o outro era a residência oficial dos prefeitos. Depois fomos do Bar Zé de Cila, uma figura e patrimônio público na minha opinião rs. Ao ver os turistas chegando ele corre para colocar uma batina de padre e posar para fotografias. Ele foi dublê do Padre João no Auto da Compadecida e se orgulha muito disso. Um ponto que achei um pouco fraco foi o Museu Cinematográfico que conta basicamente com fotografias e retratos de jornais. Lá em Cabaceiras a gente não encontra uma alma andando na rua, mas na época da Festa do Bode Rei a cidade lota. Ela acontece de maio a junho e enaltece a caprinocultura. Por fim o ponto mais esperado pela minha pessoa nesse tour: A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, a do filme O Auto da Compadecida. Como nossa visita era guiada, foi muito mais divertido porque a guia ia relembrando as cenas e falando frases icônicas do filme... Não sei só sei que foi assim. Demos muitas risadas. As fotos todas de Cabaceiras estão aqui https://alemdacurva.com/o-que-fazer-em-cabaceiras/ Lajedo de Pai Mateus Passando para o momento mais inesquecível desse dia em Cabaceiras, fomos em direção ao Lajedo de Pai Mateus. Aqui eu chorei tanto, foi um lugar que senti uma energia reverberando por todo o meu corpo muito forte. O Lajedo fica aproximadamente 15 km do centro de Cabaceiras dentro de um Hotel Fazenda. Para chegar no lajedo terá que passar pelo hotel e eles cobram uma taxa de todos (hóspedes e não-hóspedes) para entrar lá. Foi lá que almoçamos e tomamos o café da tarde. Se estiver sem carro pode pedir para um moto-táxi te deixar lá. Mas o Lajedo não fica muito perto do Hotel e os guias acompanham os turistas nos carros dos turistas. Essa é a parte complicada de visitar sem carro. Mas você pode procurar alguma alma bondosa que te enfie no carro para ir junto. Antes de chegarmos no Lajedo, passamos pela Saca de Lã, que num resfriamento da terra se fraturou. Tem quem ache que foi algo natural mesmo e quem acredite que foi obra de ET. Ela fica em cima do Rio Boa Vista ou Rio Direito que desde fev/02 estava seco, vindo a encher apenas em abr/18. Já subindo para o Lajedo, era indescritível o que os meus olhos viam. Como aquelas pedras estavam paradas e não rolavam? É muito doido, os apoios de muitas pedras são irregulares e eu não entendo como estão de pé. Se quiser ver fotos desse passeio veja no https://alemdacurva.com/lajedo-de-pai-mateus/ O guia vai contando toda a história que ronda o local sobre o eremita curandeiro Mateus e os índios cariris. Um dos momentos mais lindos foi ver o pôr do sol no Lajedo de Pai Mateus. O guia pediu para que ficássemos em silêncio nesse momento e todo mundo obedeceu, inclusive as crianças. Não ouvia nenhum barulho. De um lado o sol se despedindo e do outro a lua toda lindona dando oi, tudo em 360 graus de visibilidade. Comecei e terminei esse post emocionada.
  45. 1 ponto
    Eu já tive uma experiência totalmente ao contrário com o Hoteis.com e Despegar, de eles cobrarem a hospedagem de todos os dias antecipado no cartão, mesmo quando falava que seria cobrado no hotel. O que existe em algumas cidades Portuguesas é um imposto municipal de 1 ou 2 Euros por noite, onde na lei fala que a taxa tem que ser paga pelo hóspede em dinheiro vivo no momento da chegada no hotel. Isto tem gerado muita reclamação, tanto de hotéis como de hóspedes, pois apesar de estar escrito claramente no site, na maioria das vezes o hospede não lê direito, não presta atenção, ou simplesmente esquece, e depois se sente "enganado" quando cobram 1 ou 2 euros a mais por noite referente ao imposto da prefeitura. Então alguns locais e sites, para facilitar a vida do hospede, já embutem a taxa da prefeitura no valor e cobram tudo junto, apesar de tecnicamente a lei falar que teria que ser separado...
  46. 1 ponto
    Olá Rafael, estou tb lendo aos poucos seu relato, comprei minha passagem para 03/09/2018, pretendo chegar a Saint Jean por Paris e se tudo der certo chegarei até Muxia (quem sabe esticar para Algarve...) Estou na ansiedade mas tbm na certeza de que apesar dos perrengues devo ter uma experiência valorosa assim como a sua! Muito obrigada pelas dicas e através delas o incentivo! Abraços!
  47. 1 ponto
    CAP.21: Vale a pena fazer o Downhill na Death Road em La Paz 20/04/2016 [Você pode ler esse relato ao som de We are Young] ( ) Chegou o dia do passeio mais esperado de La Paz. Eu tava tão ansiosa que me deu uma dor de barriga bizarra e acordei já indo direto pro banheiro. Como eu acordava antes que todo mundo pra falar com o boyfriend, não atrasei ninguém, mas o Mark não teve muito tempo pra falar comigo direito. Depois de já ter passado o susto (leia-se: a caganeira), acordei o resto da galera às 6:15 pra nos arrumarmos e esperarmos a van nos pegar no hostel (entre 6:45 e 7:00). Enquanto todos esperavam na recepção e tentavam se conectar na internet sem sucesso eu tava correndo de um lado pro outro que nem uma barata tonta pra tentar conseguir um bom remédio pra dor de barriga. Eu iria fazer o downhill nem que eu tivesse que descer os 63 km cagando nas calças. Falei com o moço da recepção e ele disse que o melhor remédio que eu poderia tomar era o chá de folha de coca. Corri no quarto, peguei minha garrafinha de água, esvaziei e corri no último andar onde serviam o café da manhã (não estavam servindo ainda) e pedi pra moça me arrumar água quente, ela foi muito gentil e me deu um pouco de água e eu peguei as folhas de coca que tínhamos comprado lá no tour do Uyuni, lembram? Aquele pacotinho que compramos no início da viagem e que quase fudeu a gente na fronteira do Chile... Enfiei quase meio saco dentro da garrafa e o moço falou pra eu sacudir e esperar uns 5 minutos e beber o quanto eu conseguisse. Caraaaa a parada era nojenta, mas fui bebendo de olho fechado e rezando pra dar tudo certo. O nosso guia chegou e nos levou até à van onde pudemos conhecer nossos companheiros de aventura. Vocês acreditam que tinha até um cachorrinho dentro da van?! Paramos em mais um ou dois hostels pra pegar mais gente e depois seguimos pra uma espécie de supermercado onde um dos guias desceu e comprou várias balas pra dar pra gente. Depois ele explicou rapidamente como seria a descida e pediu pra gente preencher um termo de autorização e consciência dos riscos do passeio. Ah! Ele ainda cobrou a taxa de 50,00 bolivianos de todo mundo. Seguimos direto por uns 30/45 minutos até o ponto onde tomaríamos café da manhã (incluso no pacote), colocaríamos os equipamentos e testaríamos as bikes. Lá tava bem frio mesmo. Sério! Congelante! Os guias montaram uma mesa com uns pães duros, manteiga, café e chá de folha de coca. Eu, obviamente, fui atacando o chá de folha de coca, mas Vagner vez o favor de derrubar no chão o recipiente que eles colocaram as folhas de coca (foi sem querer). Passamos por uma vergonha alheia básica, depois o Vagner meio que catou algumas folhas do chão, colocou de volta no potinho e colocou na mesa, como se nada tivesse acontecido. Todo mundo pulando, dando peteleco um no outro, correndo pra tentar espantar o frio, mas tava bem difícil. Tinha um guia que ficava tirando várias fotos nossas ao longo do passeio e aí ele organizou geral perto da mesa de desayuno e todos fingiram estarem super bem, sem qualquer tipo de problemas climáticos. Enquanto isso, o outro guia tava organizando os equipamentos (capacetes, luvas, joelheiras, cotoveleiras, jaquetas e calças) no chão em ordem de tamanho (do menor pro maior). Eu dei uma fugidinha e fui fazer xixi atrás da pedra e pedi pras meninas vigiarem pra não ir ninguém lá. Eis que um menino brota no chão e me vê naquela posição linda de cócoras, com um vento frio batendo na minha bunda e segurando um papel higiênico na mão. O garoto ficou tão sem graça quanto eu e acho que nem fiz o xixi todo de tanta vergonha. Trinquei o xixi lá dentro mesmo, me sequei e fiz uma cara de “agora você pode ir!”. Enfim, o guia posicionou cada um em frente ao que deveria ser seu equipamento e pediu pra todos vestirem. A gente tava todo agasalhado e ainda tava morrendo de frio, colocamos a jaqueta e a calça da empresa por cima das nossas roupas e ainda continuamos congelados. Quando vesti minha calça, parecia que tinham me dado uma calça de anão (nada contra anões, mas ficou mega pescando em mim e fora que tava dividindo e apertando minha bimbinha). Pedi pra trocar e me deram uma calça de homem que ficou parecendo que eu tinha um saco enorme, mas era melhor folgadinha do que fazendo pata de camelo, né? Todos equipados, chegou a hora de testarmos as bicicletas e recebermos as orientações. Como 90% do nosso grupo falava inglês e o Vagner e a Pate só entendiam espanhol, os guias fizeram dois grupos: um com todas as pessoas da van e outro só com os quatro brasileiros. O guia deu todas as explicações do tipo: cada um vai no seu tempo, não precisa acompanhar a velocidade do coleguinha, mantenha uma distância segura da pessoa da frente, ande com um metro de distância do penhasco (acho que isso nem precisava avisar, mas ok rs), nunca andar no meio, sempre à direita na parte do asfalto e à esquerda na parte de terra, se precisar frear, nunca aperte os dois freios de uma vez com força porque você pode derrapar, aperte suavemente o de trás e vá moderando com o dá frente, terá sempre um guia na frente e um atrás do grupo, a van sempre segue o grupo atrás, etc. Antes de partirmos, eu pedi pro guia me ajudar a prender a minha gopobre no guidon (não sei se é assim que escreve) da bicicleta pra ir filmando tudo. Algumas pessoas colocaram a gopro nos capacetes com suporte próprio e outras tinham aqueles coletes que dá pra prender a gopro. Eu queria prender a minha no guidon mesmo, porque seria mais fácil controlar quando filmar e quando tirar foto. Tudo pronto e lá fomos nós (um grupo de umas 12 pessoas) descer uma das estradas mais perigosas do mundo de bicicleta. Os primeiros 25 km foram no asfalto e tava muito frio. Se não me engano, pegamos 8°C. Nossos dedos pareciam ter congelado e chegava até a escorrer uma corisa involuntária do nariz (eca). Fizemos umas 3 ou 4 paradas para os guias irem checando como estávamos indo, se estava tudo bem e tal. Eu estava indo bem, até que começou a chuviscar e meus cílios congelaram de leve. Nesse momento, eu já não sentia mais os dedos das mãos e os dos pés eu jurava que já tinha perdido. Aí que começou a fuder o baile de vez: crise de claustrofobia misturada com caganeira! PQP! Me deu vontade de tirar aquela roupa toda, mesmo com todo frio. Aquele capacete já tava me irritando e a dor de barriga começava a dar sinais de que tava ficando mais forte. Decidi que não daria mais pra descer, pelo menos não aquela parte naquela hora, então, eu pedi pro guia se poderia ir um pouco na van pra tentar melhorar. Não que eu fosse cagar num saco e jogar pela janela, mas minha ideia era tomar mais do chá de folha de coca, tirar o capacete, aquecer minha mão e respirar fundo. A maioria das vezes que tenho claustrofobia eu consigo reverter me acalmando e respirando fundo (tirar o capacete ajudou muito também). A dor de barriga eu consegui controlar respirando bem fundo e rezando pra não pagar aquele mico ali, afinal, seriam 3 camadas de calça que teriam que ser jogadas fora, né? O problema foi que os 8 minutos que fiquei dentro da van, eram os 8 minutos finais na parte de asfalto e acabei não voltando pra andar lá. Todos entraram na van também, os guias colocaram as bicicletas de volta no teto da van e seguimos mais um pedaço do asfalto de van até chegar no início da estrada de terra. Eu já tava me sentindo bem melhor e pronta pra voltar pra adrenalina. Quando descemos da van, a temperatura tinha subido bastante e a gente até tirou um dos casacos. O nosso guia relembrou todas as orientações e pediu pra termos mais cautela nessa parte porque qualquer derrapada poderia ser fatal. Além disso, ele lembrou que nessa parte era preciso andar na esquerda com cuidado pra não dar de frente com os carros que vinham na outra direção e pediu que toda vez que fôssemos fazer uma ultrapassagem avisar/gritar por qual lado estávamos indo, pra evitar acidentes. Ah! Muito importante. Ele pediu pra gente ter muito cuidado com os freios, porque se apertássemos com força poderíamos derrapar muito feio ou até capotar. Pediu pra gente ficar de olho nas pedras soltas e que teriam partes que era melhor nem usar o freio. Todos prontos, começamos a descer e eu já vi que ficaria pra trás! Apesar de ser a mais empolgada pro passeio, eu tive problemas de entender a mecânica do donwhill no início e acabava não deixando fluir. Ficava freando e colocando o pé no chão toda hora. Deis umas boas derrapadas que conseguia ver meu coração saindo pela boca e voltando. Todo mundo tava lá na frente, inclusive a Pate e a Elisa que eram as que estavam com mais medo. As duas deram um show de bravura e foram sentando o pau na velocidade e eu lá, quase que descendo da bicicleta pra ir empurrando. O meu problema foi que em vez de deixar a velocidade me guiar, eu ficava apertando o freio direto e a roda quase nem girava direito e quando girava pegava de tal forma numas pedras que eu derrapava. Mas, eu não me forcei em nenhum momento a correr como as outras pessoas, fui no meu tempo. Tinha sempre um guia atrás de mim me ajudando e tal. Fizemos algumas paradas pra descanso, fotos e beber água. Conforme a gente ia andando eu ia ganhando mais confiança e pegando o jeito e o macete de fazer o downhill. Fizemos uma parada pro lanche (incluso no pacote) que tinha banana, pão com queijo, chips, coca-cola, água e chocolate. Nessa parada já estávamos suando e tiramos mais uma camada de blusa. Continuamos descendo e conseguíamos avistar uma cachoeira no meio da estrada. Nos organizamos em fila indiana atrás de um grupo de outra empresa. Cada um tirou uma foto individual segurando a bicicleta embaixo da cachoeira e depois esperava o resto do grupo do outro lado pra uma foto coletiva. Tiramos várias fotos e partimos pra continuar o trajeto. A essa altura eu já estava soltinha na pista, literalmente, já tinha entendido o macete de fazer downhill e aí é que ninguém me segurava mais. Eu desci direto sem usar o freio nenhuma vez, usando só a força do braço pra controlar o guidon e a posição do corpo pra controlar a bicicleta. Então, quando tinha muitas pedras, eu levantava a bunda e ia curvando meu corpo, segurando firme o guidon, sem apertar o freio. Quando eu via uma curva, abria levemente pra esquerda, dava uma apertada suave no freio antes da curva só pra diminuir a velocidade e continuava seguindo freneticamente com muito vento no meu rosto. MACETE: Tente não usar os freios com frequência. Parece loucura, mas são os freios que na maioria das vezes provocam os acidentes nesse tipo de passeio, porque se você frear bruscamente pode capotar e se ficar freando toda hora você vai quase que o caminho todo derrapando e isso também é perigoso. Deixe a velocidade te levar (parece maluquice, mas não é) e controle a bicicleta com os braços firmes e o corpo na curvatura certa. Não se preocupe, você vai pegar o jeito em algum momento do passeio. Eu mesma peguei o macete só no final (deviam faltar uns 20km pra acabar), mas aproveitei cada segundo da adrenalina. Sério! Eu tava me sentindo profissional. Tava super confiante e foi a partir do momento que eu ganhei confiança e me senti capaz de controlar a bicicleta em alta velocidade que de fato eu comecei a curtir o passeio e achar a parada realmente muito foda! Óbvio, que de vez em quando rolava umas derrapadinhas, mas nada demais. Passamos por dois rios e eu curtia o passeio cada vez mais, até que teve uma parte que não era mais descida (90% do passeio é descida) e sim plana com uma leve subida (quase que imperceptível). Putz! Aí cansou a gente demais! O sol e o calor já tavam fritando a gente dentro daquela jaqueta (optamos por não tirar, porque aquela era nossa “proteção” caso a gente derrapasse) e ainda tivemos que fazer um esforço inesperado aí deu uma quebradinha na firma, mas logo passou essa parte chata e voltamos a descer loucamente. Depois que passamos um dos rios, a gente tava descendo uma parte cheia de pedras que trepidava muito e minha gopobre acabou caindo sem eu nem perceber. Até que depois de uns 2 minutos sem ela no guidon, um menino me gritou e me devolveu. Maior sorte porque se ninguém tivesse visto ia ficar lá pra outra pessoa de presente, porque duvido que o guia voltaria comigo pra procurar uma parada que a gente não fazia ideia da onde tinha caído. De vez em quando, rolava uns sustos com pessoas que nos ultrapassavam sem avisar da onde vinham e a gente quase se batia. Teve até uma vez que um menino zigoto foi me ultrapassar e disse direita (o que significava que ele estava indo pra minha direita), aí eu comecei a jogar minha bike pra esquerda pra deixar ele passar pela direita como ele mesmo tinha gritado e o zigoto me brota na esquerda! Que ódio! Eu gritei “esquerda, seu doente! Próxima vez fala direito.” A gente quase teve um acidente mega feio o que resultaria em uma possível morte, já que estávamos do lado de um precipício. Vagner teve um imprevisto! O pneu dele furou e um dos guias trocou de bicicleta com ele pra ele não perder muito tempo esperando o guia consertar o pneu. O guia consertou o pneu, desceu normalmente e encontrou com a gente na metade do caminho. Depois de mais algumas paradas, seguimos mais alguns minutos até um barzinho onde foi nossa última parada. Tiramos os equipamentos e ficamos esperando os guias limparem as bikes pra colocarem em cima da van. Lá nesse barzinho a galera bebeu umas cervejas e a gente aproveitou pra relaxar um pouco, porque a bunda doía demais. Foram quase 4 horas de descida radical e emocionante. Eis que começamos a ser atacados por mosquitos e ficamos cheios de mordidas bizarras. Elisa ficou com o tornozelo parecendo um campo minado de tantas bolinhas vermelhas inflamadas. Aí, um guia sentou com a gente e começou a nos contar várias histórias sobre a estrada da morte (quantas pessoas tinha morrido por lá, quais foram os acidente mais bizarros, porquê tinha esse nome...). Ah! Ele fez questão de nos contar que 2 israelenses tinham morrido nesse passeio duas semanas antes do nosso passeio. #medo Quando ele acabou de contar todas as histórias, ele falou que quem quisesse contribuir com uma gorjetinha pra equipe podia ficar a vontade. Demos 5,00 bolivianos cada e entramos na van. Seguimos todos para os sítio com piscina onde seria servido nosso almoço buffet (incluso no pacote). O tempo já tinha virado de novo e não tava tanto calor assim pra ficar pulando em piscina, então, decidimos ir tomar banho logo e ir almoçar direto. Tomamos um banho delícia bem frio e fomos logo comer. A comida tava bem gostosinha, mas acabou rápido. Ficamos lá no sítio mais ou menos 1h30 minutos (eu acho) e fomos pra van pra voltar pra La Paz. Tiramos uma foto com a blusa que ganhamos de presente no passeio e nos acomodamos pra seguir nosso rumo. A viagem de volta foi bem demorada, porque pegaríamos a estrada nova pra La Paz e não a mesma estrada que viemos (antiga). Saímos por volta das 15:30/16:00 e demorou quase uma vida, mas chegamos por volta das 19:15 em frente à Xtreme Downhill pra pegar nossos DVD’s com as fotos e vídeos do passeio. Ficamos esperando uns 15 minutos até gravarem todos os DVD’s. Enquanto isso, tentávamos acessar o wi-fi da agência que no dia anterior pegou super bem. A moça disse que um cabo tinha sido cortado e que La Paz inteira tava sem internet. Óbvio que achamos que fosse mentira, mas tudo bem. Pegamos nossos DVD’s e fomos direto na agência do passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna pra marcarmos o horário exato que a van buscaria a gente no hostel, mas pra nossa surpresa a agência estava fechada. Fomos pro nosso hostel e tentamos ligar pro telefone que ela havia nos passado e falamos com a filha da moça que disse que iria confirmar com a mãe e nos dar um retorno. Enquanto isso, tentávamos acessar a internet no hall do hostel e nada. O moço que estava na recepção comentou a mesma coisa que a moça da agência do downhill. Já estávamos nos conformando de que ficaríamos aquela noite sem wi-fi, mas o problema era que precisávamos avisar nossas famílias que estava tudo bem, já que não seria muito legal fazer uma descida de bicicleta em uma das estradas mais perigosas do mundo e não dar notícias depois, né? Decidimos ir ao mercado Lanza pra comprar biscoitos pro dia seguinte, já que o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna não tem paradas pra almoço e nem para lanches. Eu e Elisa compramos alguns biscoitos e deu 6,00 bolivianos pra cada e eu comprei um sabonete pra mim e paguei 7,00 bolivianos. Voltamos das compras e fomos direto pra um restaurante em frente ao nosso hostel pra jantar. Pedimos nosso prato favorito da viagem: pollo a la plancha e pagamos 42,00 bolivianos cada. Já no hostel, eu e Elisa dividimos uma água por 6,00 bolivianos cada. Passamos na recepção pra ver se já tínhamos notícias do horário que a van nos buscaria no dia seguinte e o moço da recepção disse que eles passariam por lá às 8:20. Sem internet, só nos restava tomar um banho quente, arrumar nossas coisas pro dia seguinte e dormir. Eis que como um aviso dos céus, nós começamos a ouvir os barulhinhos das mensagens chegando no whatsapp e corremos pra ver se a internet tinha voltado. Acreditam que às 23:30 a internet voltou e conseguimos avisar às nossas famílias que tinha dado tudo certo no downhill? Depois do dever cumprido e de uma conferida em todas as redes sociais fomos, de fato, dormir. Obs: Algumas pessoas me perguntam se é perigoso fazer o downhill pra alguém que não tem experiência. Eu vou te falar que acho perigoso mesmo pra quem tem experiência, o que não significa que você não possa fazer. Como no meu caso, cada um faz no ritmo que se sente confiante. Ninguém vai ficar te apressando ou te forçando a nada. A experiência é incrível. Não tem como ir à La Paz e não fazer o passeio de downhill. Vá com cautela e com muito cuidado que tudo dará super certo e você se sentirá um vencedor (a) no final. Sério! Não deixe de fazer. Eu tive muito medo no começo, fui freando o caminho inteiro e depois de alguns km percorridos acabei me rendendo a adrenalina de descer sem freio, mas isso vem da confiança de cada um. Não deixe de fazer o passeio de downhill porque depois vai se arrepender. Esse foi, sem dúvida, um dos melhores passeios dos 23 dias de mochilão. SALDO DO DIA: - 50,00 bolivianos – Taxa local do Downhill - 5,00 bolivianos – Gorjeta para os guias do Downhill - 7,00 bolivianos – Sabonete - 6,00 bolivianos – Biscoitos - 42,00 bolivianos – Jantar - 6,00 bolivianos - Água TOTAL: 116,00 bolivianos PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.22) Chacaltaya – vencendo a altitude + Valle de la Luna – formado por sol, água e ar Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!
  48. 1 ponto
    Fui em editar perfil e editar cadastro e não consegui deletar meu perfil.
  49. 1 ponto
    Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico. 13/04/15 Nosso transporte chegou por volta das 6h30. O passeio de hoje duraria o dia inteiro, com retorno previsto para umas 16h. Estávamos em 5, apenas. Sendo que 2 só fariam o passeio de Islas Ballestas e voltariam em seguida. Ou seja, para a Reserva Nacional de Paracas iríamos apenas eu, Antenor e mais um alemão geólogo muito gente boa que estava com a gente. Antes de sairmos, pagamos nossa estadia (30 soles cada). Chegamos a Paracas, e fomos direto ao porto. Pagamos a taxa de entrada da "Reserva Nacional Sistema de Islas, Islotes y Puntas Guaneras - Islas Ballestas", 15 soles (o próprio motorista recolheu os valores e foi lá pagar pra gente) + 2 soles pela taxa de embarque na lancha. 01_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr Porto de Paracas. Seguimos por uma fila e embarcamos na lancha. E aqui vai a minha primeira dica. Fiquem do lado esquerdo da lancha, é melhor. Isso porque, no final das contas, há mais paisagem a se ver pelo lado esquerdo do que direito, e como a lancha vai cheia de turistas, acabam atrapalhando um pouco as fotos. O bom também é a velocidade com que ela anda, bem rápida, o que nos deixou mal acostumados, porque quando fomos pra Isla del Sol em Copacabana foi uma tortura haha. Mas isso é papo pra outro capítulo. 02_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr Partiu Islas Ballestas. Primeira atração, el Candelabro de Paracas. Suas dimensões permitem distingui-lo das linhas de Nazca (não tem a mesma relação). Esse desenho que vocês estão vendo abaixo possui 180m de largura, e mais de 2.500 anos de idade. Sua origem ainda é um mistério, e a explicação para o desenho (que não é tão profundo) nunca ter se desfeito é que justamente nesse local o vento durante o ano é quase inexistente. 03_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr El Candelabro de Paracas. Logo em seguida, começamos a ver os primeiros sinais das Islas Ballestas. O local é um santuário de aves, leões-marinhos e até pinguins. O cheiro de cocô de pássaro é bem forte haha, por isso que os locais tentam vender chapéus para os gringos lá no porto dizendo que as aves defecam na sua cabeça, mas nós arriscamos ir sem e não fomos bombardeados, não (mas é um risco). Nessa estrutura da foto é onde as embarcações atracam para recolhimento das fezes que se acumulam, pois é um adubo altamente fértil e caro, e o Peru inclusive exporta esse produto. Já foi de muita importância econômica pro país, mas hoje eles vêm para recolher apenas uma vez por ano. 04_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr Islas Ballestas. 05_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr Aves, muitas delas, o tempo todo. 06_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr Islas Ballestas. 07_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr Encontrando alguns leões-marinhos. "Não estou disposto", eles diziam para nossas câmeras. 08_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr O lugar é realmente lindo. Ficamos cerca de 2 horas no mar (das 8h às 10h), e então voltamos ao porto de Paracas. Por lá nós ficamos cerca de 1 hora conhecendo uma feirinha de artesanato local, e também aproveitamos para tomar nosso café da manhã. Foram 2 desayunos por 14 soles. Seguimos viagem para a segunda parte do passeio, a Reserva Nacional de Paracas. Eu estava bem empolgado pra essa parte porque já tinha visto umas fotos na internet e achei o local lindo demais. Aquele encontro do deserto com o oceano a gente não vê todo dia. 09_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr Entrada da Reserva Nacional de Paracas. Vou resumir o passeio da Reserva. Nós conhecemos uma sequência de praias, e o guia nos dá algumas explicações geológicas de formações rochosas e orgânicas do local. É tudo bem bonito. Presenciamos até uma coleta de algas marinhas numa das praias, que também é uma atividade econômica importante pra região. Agora, sem sombra de dúvidas, o que mais me encantou foi a Playa Roja (areia vermelha, proibido pisar) e a Catedral, cuja estrutura foi quase inteiramente destruída após um forte terremoto em 2007. 10_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr Playa Yumaque. 11_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr Playa Roja, cenário incrível. 12_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr Dispensa legendas. Sensação indescritível. 13_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr La Catedral, com a estrutura destruída após o terremoto de 2007. Depois disso, o guia nos leva para a Playa Lagunilla, onde podemos almoçar em alguns restaurantes. Preciso dizer a vocês que essa parte é a típica parte pega-turista. O motorista já nos leva pra um restaurante específico, já nos apresenta o garçom, que já nos indica uma mesa, é tudo bem forçado. O nosso amigo geólogo, que não é bobo nem nada, saiu andando sozinho com um pacote de chips na mão e fugiu da lábia deles haha. Já eu e Antenor, bom, a gente tinha noção do que estava acontecendo, sabia que não seria uma comida barata, mas sabe quando você liga um belo f*da-se? Então. Foi aqui a primeira vez que nós realmente "esbanjamos" no mochilão. Queríamos comer bem, comer com conforto e apreciando aquela vista. Afinal, eles nos deram 2 longas horas pra ficar ali, pra vocês verem o quão pega-turista é essa parte do passeio rs. "Se tá no inferno, abraça o capeta", ou "O que é um peido pra quem tá cagado?". Eu não sei qual desses ditados é pior hahaha, mas ambos exemplificam bem a gente ali. Se já estávamos enfiando o pé na jaca, vamos fazer isso com prazer. Pedimos o prato mais completo deles: Ceviche con Chicharrom + maiz torrados + 2 pisco sours + 1 garrafa de Cusqueña. Tudo bem servido pra duas pessoas. Depois de muito pechinchar e inclusive chamar o gerente, o valor ficou por 78 soles. Foi caro pros padrões mochileiros? Sim, foi. Mas, olha, essa comida e essa vista... tô pra te falar que pagamos com um sorriso de satisfação no rosto. 16_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr Ahhh uma máquina do tempo agora. E ainda tínhamos a companhia de alguns pelicanos (me senti no filme do Nemo). 15_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr Pelicanos em Paracas. Depois, aproveitamos o resto do tempo para explorar o local, que é bem bonito. Achamos até uma caverna. 14_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr Reserva Nacional de Paracas. Fim do passeio, hora de voltarmos. Entramos na van e seguimos viagem. Chegamos lá por volta das 16h. Foi o tempo de pegar meus equipamentos e subir as dunas ao redor do oásis. Afinal, eu ainda queria registrar uma boa foto de Huacachina antes de seguir viagem. Equipamento montado, disparador testado, máquina configurada, agora era só curtir o por do sol. 17_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr Bastidores. 18_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr Por do sol em Huacachina. 19_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr Aguardando o momento certo da luz e... pronto. Um dos lugares mais lindos que já conheci. Voltamos ao hotel para pegar nossas mochilas. Fomos nos despedir de Nina e Lukka, já que eles ainda continuariam por ali mais uns dias. Decidimos tomar um shot de despedida. Fomos ao bar e pedimos ao barman 4 doses da bebida mais tipicamente peruana que ele tinha. E o resultado foi... Besitos Peruanos Flamejantes (10 soles por 2 shots). 20_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr É bem mentolado, mas é gostoso. Demos um abraço nos dois, sabendo que poderia ser nosso último encontro (mas nessa vida de mochileiro, nunca se sabe). Fomos lá fora pegar um táxi, e dessa vez queríamos um daqueles moto-táxis, bem comuns por aqui. Estrangeiro é assim mesmo, qualquer coisa é motivo de diversão haha. Olha a alegria do menino andando de moto-táxi. 21_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr Certeza que cabe todo mundo aí? rs. E ainda pagamos 2,50 soles cada, é muito barato. Ao chegar no terminal, ainda do lado de fora, compramos uns 20 soles em biscoitos, chocolates e água (como sempre), e ainda pedimos um combo de frango com batatas num restaurante que tinha ali perto (15 soles), que deu pra dividir. Embarcamos para Cusco às 22h. Mais uma noite naquela poltroninha assistindo meus filmes hehe. SALDO DO DIA: s/30 diária Casa de Arena s/15 entrada Reserva s/2 taxa embarque porto s/7 desayuno s/39 almoço ostentação s/5 besitos peruanos s/2,50 moto-táxi s/10 biscoitos, chocolates e água s/7,50 frango com batatas TOTAL: s/118 (US$ 35) Próximo capítulo: Cusco, a cidade histórica.
  50. 1 ponto
    Tem um app pra celular com Android ótimo para aprender as frases mais utilizadas em inglês: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.mobidiving.guideusa tem a versão free..com algumas categorias a menos: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.mobidiving.guideusafree ..pra viajar pro exterior, se o inglês for tão ruim quanto o meu..essa solução é genial.
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


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