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  1. Circuito vale europeu caminhante, 9 dias em Santa Catarina. Desde de que fiquei sabendo da existência desse caminho em Santa Catarina, sonho em faze lo. Amigos me falaram, foram de bike. De bike o circuito é um pouco maior, mas passa pelas mesmas cidades. Não é um caminho peregrino, é mais um caminho contemplativo. Repleto de cachoeiras, serras, morros, mata nativa, e as influências da colônia européia. Dentre as cidades que o caminho contempla está Pomerode, a cidade mais alemã do Brasil, já Rio dos Cedros prevalece a influência italiana, e assim por diante. Convidei amigos, e a princípio, duas amigas toparam ir comigo, iríamos em 4 pessoas: eu, meu marido Adriano e duas amigas. A proposta era caminhar dia a dia e fazer os pousos no carro mesmo, já que o carro é grande e os bancos traseiros podem ser virados pra trás e sobra espaço para uma boa cama. Adriano seria o apoio, percorrendo os trechos de carro e nos esperando sempre com um almoço providenciado. Mas bem perto da data estimada, uma das amigas desistiu de ir por problemas pessoais, fiquei apenas com a parceria de Luci, 64 anos (a idade de minha mãe) japonesa, pequena em estatura e grande em valentia, garra e determinação! Decidi levar meus filhos: Heitor de 17 anos e Heloísa de 12, eles não tem nenhum hábito caminheiro, são crianças tipicamente contemporâneas, ligadas à internet e acostumados à vida mansa da cidade grande, a uma realidade em que os pais trabalham e nada lhes falta em casa, sendo assim seria muito bom pra eles sair da zona de conforto, passar uns perrengues brandos ao lado do pai e da mãe, além do contato com a natureza que eles bem sabe que eu muito aprecio. Tava decidido: iríamos em 5: eu, Adriano, Luci, Heitor e Heloísa. A viajem a princípio foi planejada pra ser em Abril, quando eu estaria de férias, mas por causa da pandemia minhas férias foram adiantas, e eu me conformei que não iria a lugar algum. Em meados de maio recebo a notícia que minhas férias tinha que sair e seria no mês seguinte: junho! A princípio protelei, pois o vale europeu é uma região serrana, chuvosa, em junho seria muito frio e não poderia aproveitar as cachoeiras. Mas, resolvi que não iria deixar passar, partiu vale europeu. Vou resaltar aqui que não conhecei o caminho pelo começo. O começo é em Indaial, eu comecei por Benedito novo zinco, pois deixei agendado previamente um passeio de trem em Apiúna dia 13 - o trem só faz o passeio uma vez por mês - então precisaria chegar em Apiúna dia 13, e como sai de Londrina no dia 11, iniciamos o caminho 2 cidades pra trás: Benedito Novo. 1° dia vale europeu - chegada em Benedito Novo cachoeira do zinco. Saímos à 1:00 do dia 11 de junho, passamos por serração, neblina, e eu, que apesar de estar com muito medo do trânsito, cai no sono... Mas a maior neblina parecia ser mesmo no trecho de Tamarana faxinal... Depois passou... Ou eu que dormi né... Chegamos as 13, na cachoeira do zinco onde segundo os mapas seria o ponto de chegada do dia anterior e o início do próximo... no meu caso, o ponto de partida. O caminho promete começar na lanchonete do zinco. Mas na cachoeira do zinco, não tinha nenhuma lanchonete! Então ali no meio do mato, com o carro parado no meio do nada, conforme fomos descendo do carro e nos desnumblando com a paisagem, abrindo o porta malas e separando as coisas... As crianças começaram a protestar: - mas chegou? É aqui? Como assim?... Frio sim, mas não como esperado, descendo do carro já tiramos as blusas, o sol tava até quentinho. Fui até a água, tirei o tênis, molheis os pés... Bem queria ter feito um banho, mas eu tinha guarda costas!! Heloísa tinha pressa... Li que tem como contemplar a cachoeira lá de baixo, vi em algum lugar que tinha um mirante... Mas tudo ficou por ver... Como o esperado, o comportamento das crianças não era animador, Heloísa tinha a cara amarrada, tipo: onde eu fui amarrar meu burro!! Preocupada com o secador de cabelos... Com lavar as mãos depois de comer frutas... E Heitor, eternamente cuidadoso e medroso, com medo da chuva (nem tava armando chuva), da altitude, de bichos... Nenhum deles relaxava, preferiram não descer do carro, como que estiverem passando pelo parque dos dinossauros... Com muito custo e insistência, desceram! Ali almoçamos pão com atum, bolo, frutas... Ali começamos nosso caminho... mas vesti a blusa de novo... Depois de entrar na água gelada, deu frio! No primeiro passo dado, parecíamos duas crianças que ganham um doce, empolgadas, desnumbladas, tudo era lindo, e agora, escrevendo esse resumo, vejo que ali não havia diferença de idade - Luci tem idade da minha mãe - mas eramos mesmo duas crianças brincando de caminhar... Tudo ela dizia: que lindo, que gostoso... Repetia isso como um mantra, a cada minutos, a cada árvore... atrás dessas palavras havia muita gratidão, e a conversa que se seguia iria só confirmar a valiosa história de vida daquela pequena grande mulher guerreira que viveu a vida em função dos filhos, mas que agora olha pra si, e sabe ser grata pela dádiva da vida. Olhando no mapa e seguindo rumo à saída de Benedito novo, 8 km depois, pegariamos seguido a Rodeio. Assim fizemos, achamos a saída pra rodeio aos 7 km, e conversando com uns trabalhadores que estavam fazendo roçagem, concluímos que tal lanchonete do zinco realmente existia, estava um pouco mais pra frente, sendo assim, pulamos 1 km do caminho... Seguindo em direção a Rodeio... Uma trilha encantadora rodeada por eucaliptos, sem sol, não por estar nublado, mas pelas sombras das árvores no entardecer, com bastante subidas mas também descidas, fomos presenteadas por um lindo por do sol, tão lindo que me emocionei, com lágrimas nos olhos eu pensava: se o primeiro dia é assim, imagine os outros! Muita subida, mas nada de mais, seguimos conversando sobre a vida... Sonhos e gratidão, eis que um lugar incrível nos chama atenção: uma lanchonete deserta e toda decorada de bicicletas, na fachada uma bicicleta gigante em madeira de uns 3 metros, e cada detalhe da lanchonete feito em madeira maciça, outra bicicleta em madeira um pouco menor do lado de lá, e conforme tirávamos fotos, percebemos o portão aberto, entramos... Nada, vazia... Banheiros abertos, limpos, com papel, sabonetes de erva doce... Nossa, nada como parar no meio de uma trilha no mato, num banheiro desses... E quando estávamos indo embora, lá vem nosso carro de apoio... Avistamos a blazer do Adriano, que chega contando notícias nada animadora de Rodeio: é uma cidade que não tem nada, só uma lanchonete que só tinha 2 pastéis e nós comemos (esse pastel depois vai dar o que falar) Faltavam 8 a 9 km para Rodeio, já eram 17 já e começava a anoitecer... Que tal ficar ali? Aliás tinha banheiros... E o dono não tava em casa... (Lembrei da Susi) mas não é chegou o proprietário!!! Fizemos a proposta e ele nos ofereceu um barraco, uma especie de barracão onde estacionamos e podemos armar a barraca por 15 reais por pessoa, tinha até banho quente, ali jantamos pão, tomamos banho, brincamos de esconde esconde.. olhamos as fotos, postamos, mandamos notícias (tinha até wi fi. Destaque para show que havia no céu: sem quase nada de iluminação artificial, o céu tava um espetáculo de encher os olhos. Armamos barraca dentro do barracão, e arrumamos o carro pra servir de quarto, as crianças ficaram com o carro, na barraca dormiu eu, Luci e Adriano. Eu acordei várias vezes na madrugada, muito desconfortável, duro, e dava pra sentir as pedras, mas, tava dentro da proposta. Sobre o trajeto e a caminhada, apenas 15 km dos 25 prometidos pra hoje, mas porque encontramos a oportunidade de pouso antes. É claro, contemplamos muito, paramos pra isso, fotografamos, mas fora isso, o ritmo foi puxado, Luci anda ligueiro... Chegamos até a correr na descida. Este relato foi feito picado, comecei a fazer lo na barraca neste dia, mas não dei conta, termino hoje... 9 dias depois, com a conclusão de que a planilha disponível no site não bate com uma oferecida a nós no 3° dia de Caminho em um hotel em que passamos, segundo a dona do hotel, a planilha oferecida por ela é atual, e a uma divergência de distância: na referida planilha atual a previsão é de 19,20 km e a descrição é que o bar das bikes (a bicicleta de madeira gigante) aparece no km 6 pra 7. E nós passamos por ela no km 15 a contar do zinco e por lá paramos. Desconfio que o caminho não é nem o mesmo... A tal planilha atual descreve esse trecho como Benedito Novo estava geral da liberdade até Rodeio, e a planilha do site que seguimos descreve como Benedito Novo zinco até Rodeio. Na época, ainda não tínhamos a tal planilha atualizada. Fim do primeiro dia! Resumo: cachoeira, entadecer, subidas, um céu estrelado memorável, momentos em família, melhor não poderia ser. 2° dia Vale Europeu: 12/06/202 - sábado Benedito Novo/Rodeio/Ascurra/Apiúna Começo lembrando que ontem deixamos uma parte do percurso por fazer: cerca de 9 km, por ter encontrado um pouso na lanchonete das bike. Sendo assim, a ideia era acordar bem cedo pra tirar o atraso. A distância prevista pra hoje era de 19,80 km, seria fácil incluir mais 9 km e chegar antes das 12 ou 13 no mais tardar. Não foi difícil acordar cedo... Foi uma noite mau dormida: acordei a noite toda, a cama na barraca estava dura, sentia cada pedrinha, o frio não tinha o que esquentava... 4:30 estávamos de pé. Desmontamos a barraca e dobramos as cobertas, as crianças ainda dormiram no carro, com a temperatura abaixo dos 10 graus, nos paramentamos de agasalhos e partiu. Adriano foi conosco até a saída da estrada principal, cerca de uns 200 m, isso pra gente não errar o caminho no escuro... E não é que a gente errou! Com uma boa lanterna de cabeça, na cabeça da Luci - a do celular parecia não valer nada - ao visualizar a estrada principal, os fundos do bar das bikes, seguimos sozinhas, Adriano voltou... Fiquei pensando... E se ele erra o caminho, ele tá só com a luz do celular, e se cai num buraco, as crianças estão dormindo sozinhas no carro... A gente só pensa bobagem! Seguimos num passo apertado e sem muito desnumbre... Tava um breu! Me fez lembrar o caminho das catedrais... Completamente escuro. Foi o dia em que saimos mais cedo e com mais escuro. Na minha cabeça, tínhamos que chegar em Apiúna o mais cedo possível, pra não perder o passeio de trem agendado (atenção, o passeio agendado é domingo, e hoje é sábado, mas eu ainda não me dei conta disso) e o caminho rendeu... Andamos mais de 5 km sem paradas, até que o dia começa a clarear e revelar as belezas do lugar, a trilha sonora dos passarinhos, dos quero quero... E as 7 hs o sol brota sorridente lá das montanhas, um espetáculo que de novo... Me emociona, sigo cantando com lágrimas nos olhos que a felicidade está no caminho... Casinhas no alto da montanha, uma luz e um colorido sem igual fazem o cenário parecer um quadro impressionista. A igreja de Rodeio, capela Nossa senhora de Lourdes, por dentro, no altar uma mesa cujo o pé, digo, a base, um tronco de árvore no seu formato original, mas todo trabalhado com entalhes e um desenho primoroso em alto relevo de uma mão (dizem que se reconhece um bom desenhista pelo desenho de mãos e pés) um sagrado coração e a imagem de um homem na época cristã, assim também é a base de uma mesinha que serve de altar para nossa senhora de Lourdes. Em frente a igreja já está o céu, o Cristo de braços abertos rodeado por anjos segurando hortências azuis, e pra baixo segue se o caminho dos anjos. Nessa hora pararam 3 carros com várias pessoas pra tirar fotos, a galera tirou fotos nossas diante do Cristo, e tiramos fotos da galera deles, todos juntos. Eram de Blumenau. Confesso que a espectativa que eu tinha para o caminho dos anjos não se superou: a informação que eu tinha é que era uma subida imensa com anjos dos dois lados, e aí... Se chegava ao céu. Acho que no circuito caminhante acontece o contrário: o céu aparece primeiro (Cristo e os anjos) além do que, pela internet as fotos desse lugar os anjos e todo o caminho está emoldurado por hortências, e quando passamos, as hortências estavam todas mortas, pouquíssimas ainda tinham cor pra se fazer notar, e os anjos precisam carecer de uma reforma: havia anjos sem cabeça, anjos sem dorso, ou tão sujos que mau se via a face, mesmo assim é muito bonito e capaz de encantar e até surpreender quem talvez não tivesse em mente uma descrição mais bonita do que vi pessoalmente. Descendo um pouco, uma casinha tão simples, mas sem muros ou portão, com uma linda e enorme gruta no quintal, tão grande que até parece uma construção pertencente ao caminho - e é - convida a entrar... Sou surpreendida pela dona da casa e entendo que estou entrando em prioridade alheia, peço licença pra ir até a gruta... E nos fundos, um córrego, águas limpídas e convidativas, de fácil acesso, eu se morasse ali tomaria banho de córrego todo dia! Uma riqueza de quintal. Trocamos um dedinho de prosa, a moradora tinha muitas queixas do lugar: "o quintal é bonito mas dá trabalho cuidar, aqui é tudo muito úmido e frio, mesmo nos dias de sol..." O quintal do vizinho é sempre mais verde! Seguimos encontramos uma especie de pia, uma torneira no meio da trilha que convidava: "Sirva se, agua de poço artesiano 100% natural" Juro que nunca bebi uma água tão gostosa!!! Chegamos em Ascurra com a impressão de uma simpática cidade, um lindo letreiro com as palavras: #eu Ascurra, uma igreja... praça... Aliás... Que igreja linda!!! Igreja de santo Ambrósio: datada de 1927, com colunas imponente na fachada externa, uma grande escadaria, no interior, lindos arcos entrecruzados no teto lembrando uma influência gótica, no altar, a mesa feita com a base de árvore entalhada igual à igreja de Rodeio, mas única, artesanal, vitrais coloridos, painéis imensos com pinturas de imagens de santo, meias colunas dividindo as partes da igreja e em cada divisão uma pintura diferente, servindo as colunas como molduras, nichos nas laterais com oratórios e imagens em tamanho grande de Santos... E uma paz que só estando lá!!! Paramos, fotografamos, agradecemos e fizemos nossos pedidos!! Lindo demais, talvez a igreja mais bonita de todo o Vale. No meio do caminho foi preciso dispensar um pouco os agasalhos, o sol já brilhava forte e o calor já era suficiente. A blusa mau cabia na bolsa. Seguimos por um trecho plano, de rodovia, tiramos foto zoando as placas de velocidade: 80 km por hora, paramos no meio da rodovia pra fazer fotos com o temporizador, usando pedrinhas pra segurar o celular, pra que nós duas aparecemos na foto passando pela placa proibido ultrapassagem, depois postei fazendo piada de que só não ultrapassei a Luci porque era proibido kkkk. Entrei dentro de uma manilha gigante na beira da rodovia, coisa de criança... E chegando na igreja matriz de Apiúna já as 13 hs fomos recebidas com uma delícia marmita, estava Verde de fome, mas antes, fui conhecer a igreja que aliás, estava fechada. Mas na fachada externa claramente estilo gótico brasileiro: duas torres pontiagudas, uma rosácea. Do lado um pequeno oratório. Chegamos aos 29 km (vontade de andar mais um só pra fechar 30 kkk), sentia que havia uma bolha no meu pé esquerdo, bem na sola do pé, chegando perto dos dedos, estava sentindo isso já a alguns km atrás, mas enquanto estamos andando, não incomoda tanto, agora sabendo que tínhamos chegando, parece que o pé entende e começa a doer, mas era uma dor de quem andou muito mesmo, e de bolha, eu furaria ela mais tarde. Enquanto saboreava minha marmita, mandei uma mensagem pra organização do passeio de trem em Apiúna dizendo: "boa tarde, cheguei na cidade, pode me mandar a localização?" A resposta veio rápido, antes mesmo do fim da marmita: continha a localização pedida e a seguinte mensagem: "lembrando que seu passeio é amanhã" Putz! Eu poderia jurar que era domingo, e ainda era sábado!!! Data do passeio: 13/06!!! Estávamos programadas pra comer e ir até o endereço do passeio... Mas agora, amanhã teríamos que ficar na cidade de boa durante a manhã, passear a tarde no trem (horário do passeio 15 hs) e seguir o trajeto depois das 16, e se assim fosse chegaríamos tarde no destino seguinte (Indaial), ou, ir até indaial no dia seguinte a pé cumprindo a planilha e voltar até Apiúna de carro tudo isso antes das 15. Pois foi essa a escolha. Decidimos que iríamos seguir o circuito no dia seguinte a pé e voltar de carro. Ficamos então com a tarde livre... Muito cansadas mas bem dispostas, somado a disposição do nosso apoio, partiu conhecer a rota das Cachoeiras: rodamos de carro mais de 40 km em meio as montanhas, por estradas que subiam tanto que parecia que o carro iria tombar pra trás, caminhos com desfiladeiros, precipicios, sem acostamento e com as laterais rompidas sabe se lá porque, e que dariam em buracos no vale... Não encontramos nenhuma Cachoeira. Claro que deve ter... Mas acho que um guia nesse caso ajudaria... Mas passamos por lindos lugares. Entravamos e saíamos do carro com dificuldades e dizendo: aí ai ai... Tudo doía! Mas Luci era uma Fortaleza, a queixa parava por aí... Eu tinha no rosto um grosseirão, em torno do nariz e boca sentia que a pele estava cheia de brotoejas e descamando, efeito do frio, como se fossem queimaduras do frio. Já entardecendo e precisando viabilizar um lugar com banho e descanso. Então fomos pra um posto, e lá, bem conversadinho, banho quente de cortesia, e a autorização pra ficar. Colocamos todas as malas em cima da blazer, arrumamos a cama e boa. Porém a cama mais uma vez era dura, acordei a noite inteira, as luzes do posto acessar durante toda a noite pois o posto era 24 hs e era noite de sábado, e Adriano acordou no meio da noite com um playboizinho mechendo nas nossas coisas!! Segundo Adriano, quando ele viu e abriu a porta do carro, saltou de dentro da blazer, o cara disfarça e tira a mão correndo de sabe lá o que que tava mechendo... Só notamos a falta da tampa do porta escova de dentes, que tava pra fora e bem no local onde o Adriano contou que o cara tava fuçando, de certo na pressa de tirar a mão, melhor era esconder a tampa do que colocar no lugar de novo... 3° dia Vale europeu - 13/06/2021 - de Apiúna à Indaial Saímos bem cedo, acho que 5:30, ainda com escuro, antes de sair tomamos café e frutas, passei uns cremes de rosto da Luci em volta do meu nariz e boca, saímos do posto e teríamos que voltar uns 8 km até pegar pra Indaial, pela rodovia, um caminho já conhecido de ontem, e assim partimos: uma rodovia perigosa e sem acostamento, no escuro não há muito o que contemplar, então o passo era largo. Estava inscrita em uma corrida virtual hoje, de 3 km apenas, então contei a Luci e na hora ela topa... Boa, partiu correr 3 km. Já havíamos andando 2 e o caminho era plano, parei o aplicativo e recomecei em modalidade corrida, mas com muito agasalho, mochila e cajado na mão, a corrida era na verdade uma caminhada de passos maiores, em 30 minutos, 3 km com Pace de quase 10 kkkk - quase - 9,58 na verdade. Encerrado, paramos e tiramos a primeira foto do dia: só eu pra constar na tela da corrida. Reiniciei o aplicativo de distância e prosseguimos. Serviu pra esquentar: mas ainda escuro e cedo demais pra tirar as blusas, seguimos... O dia começava a clarear quando passamos na bifurcação que pegava para Indaial no momento em que passava nosso apoio por nós, a partir de agora a estrada segue pelo meio da cidade, começam a surgir casas num cenário pitoresco, passamos pela igreja Luterana de Ascurra. O caminho margeava o rio Itajaí Açu, passamos por uma casinha que de longe avistei um corcel I 4 portas, laranja, e o provável dono na frente da casa agoando as plantas... Ah... Puxei conversa, pedi licença pra fotografar o corcel, contei que um dia tivemos um também e meu marido morre de saudades... A conversa vai longe, olhamos o "quintal" da casa que além de um lago cheio de plantas tipo de flor de lótus, patos, horta, flores... Ainda tem um morro nos fundos com uma trilha que nos chama atenção. A gente pergunta e ele responde que a trilha é do gado, mas que de vez em quando tem que subir, pois lá de cima vem água encanada das nascentes, e que quando chove demais é preciso ir até lá pra desentupir os canos. Ficamos encantadas!!! E seguimos. Em todo o trajeto, todos os dias passamos por pontes, quando elas não estão no meio do caminho, estão próximas, a vista, e desviamos pra passar por elas, só pra cruzar e voltar, ver a vista de lá, fotografar... Como duas crianças mesmo, só pelo gosto de passar na ponte! Igrejas luteranas tem de monte, sempre passamos por uma, e são lindas, e a e hoje... Um casamento: uma noiva saindo da igreja, linda! Passamos pela capela Nossa senhora Aparecida, fomos até a porta e dava pra ver que a mesa do altar tinha a mesma característica: a base feita de tronco de árvore entalhado. Na chegada, 28,36 km, almoçamos um delicioso pão com mortadela e já partimos de carro pra Apiúna, pelo mesmo caminho que percorremos, ou seja, voltamos todo o trajeto, pois hoje era enfim o dia do passeio de trem! E é muito gostoso ver de carro o tamanho da distância que percorremos a pé, nem da pra acreditar... A canseira era tanta que o sono bateu, o cansaço era grande, olho pro banco de trás e vejo que a Luci também está no mesmo estado: " pescando" e dormido. Tento não dormir e continuar a contemplar o caminho percorrido a pé, mas... Também cochilo. Chegando lá, descemos do carro com dificuldades: tudo dói! Descemos e alongamos, eu sigo mancando, a bolha que ontem eu furei voltou a encher e eu sentia a água dentro da bolha "chacoalhar" no meu pé desde de os últimos km do percurso de hoje. Chegamos cedo, as 14. O passeio é as 15. Dá tempo de pegar os bilhetes e escolher um lugar pra sentar. O lugar é lindo e cheio de cenários para fotos: portais com flores, carroças, bancos de madeira... Sentamos e ali mesmo tiro o tênis e furo de novo minha bolha da sola do pé, recoloco o tênis, continuo mancando... No sol, um calor gostoso e impossível ficar com blusa, na sombra... Um friioo... Tem que pôr blusa! Adriano deita no banco ao sol, faz das blusas um travesseiro e tira um bom cochilo, enquanto a gente aproveita o tempo pra tirar fotos nos cenários ao redor, e ver as fotos do dia. O trem chega apitando, e curioso é que a linha do trem é finita. Acaba Ali mesmo, mas o trem vai e volta... Por onde? Volta de ré? Embarcamos todos, tiramos fotos das janelas e inicia se um áudio com orientações sobre o percurso e orientações de segurança: "não coloque a cabeça pra fora, mãos... Não levante..." Heitor está do meu lado e me dá tanta bronca que mais parece minha mãe! Está com medo... O passeio começa e Maria fumaça sai apitando e fumaciando tudo... Passa pela mata, nas margens muitas casinhas singelas e precárias, chega a um ponto onde uma vista previlegiada do rio Itajaí Açu, túnel... Todos gritam... Muito legal, algumas luzes de celular mostram que o túnel é úmido, e depois do túnel logo chega a usina. O trem para e o áudio continua a explicar a história daquele trem, desde de sua construção até quando se torna obsoleto com a chegada das estradas, e que na verdade aquele trecho foi refeito para o passeio. Aí vem a surpresa que revela como o trem volta: basta virar o encosto para o outro lado, e sentar do contrário. Pronto! O trem volta pelo mesmo caminho. É um caminho reto. A volta é didática: parada pra encher os reservatórios de água (não lembro quantos mil litros) e depois uma para nova parada em cima do viaduto pra mostrar a capacidade de vapor, pede pra que a gente olhe pela janela e o que vimos é como se fosse tirar a pressão de uma panela de pressão, mas impressionante!!! O precedimento é repetido dos dois lados do trem, duas vezes pra que todos vejam, da pra ver que as pessoas que estão na rua, em baixo do viaduto, se desnumbram com a cena. O trem segue e finaliza o passeio no mesmo lugar em que começou. Saímos satisfeitos e felizes, e ainda tiramos fotos, tomamos sorvete e seguimos de volta pra Indaial, onde hoje foi o ponto de chegada da caminhada. Em Indaial, hoje muito cansadas e tudo doendo, acabamos topando a diária no hotel fink. Ponto de partida do caminho. O caminho começa aqui. Relembro que nossa opção foi começar por Benedito Novo pelo fato de não poder sair de Londrina antes do dia 11, e queríamos estar em Apiúna no dia 13 para o passeio de trem, só se chega em Apiúna no 8° dia de Caminho e se assim fosse, teríamos que sair 8 dias antes do dia 13, pois o trem só tem uma vez por mês. Sendo o hotel fink em Indaial o ponto de partida: lá adquirimos nossa credencial: com 3 dias de atraso. Custo: 20 reais. Junto com a credencial vem também uma planilha dia a dia que seguindo a dona do hotel, atualizada, e que aos poucos fomos notando algumas diferenças com a planilha oferecida pelo site oficial do vale. Custo da hospedagem: 280 para os 5. Pouco mais de 50 reais por pessoa, incluso café da manhã. Não é caro, mas para a família, se for pagar isso ao longo dos 9 dias, pesa! Banho quente, cama boa... O quarto tinha uma cama de casal onde dormimos as 3 meninas: eu, Luci e Heloísa, e duas camas de solteiro para os meninos. Estávamos tão cansadas que foi difícil ver as fotos do dia, mandar notícias e tudo mais sem que o celular caísse da mão... Lógico, não consegui escrever nada... Logo adormecemos. Dessa vez um sono só! Sem acordar de madrugada... Nada! Merecido descanso. 4° dia vale Europeu - 14/06/3/21 - De Indaial à Timbó. Pra aproveitar o pouso em hotel, dormimos até mais tarde, até porque o café da manhã era servido as 6:30. Então 6 hs estávamos nos arrumando. Não teve como não pensar: "a essa hora já estávamos longe ontem"... Mas mereciamos. Tomamos um café de rainha: ovos, bauru feito na chapinha, mamão, bolo, pão de queijo, suco de laranja, pão com requeijão, e ainda fizemos um lanchinho pra levar... Meu rosto melhorou bastante passando o hidratante, antes de sair passo de novo o creme. As dores no corpo se foram e nada mais dói. Era quase 8 quando saímos, as crianças ainda dormiam, Adriano ficou de acorda las pro café, e nós, agora com as devidas credenciais e carimbo, com a planilha "atualizada" na mão, nos orientamos com a dona do hotel pra saída daquele dia e lá fomos nós para o quarto dia, rumo a Timbó. Demoro a perceber que estou sem os óculos, sei que usei ontem pra ver o celular antes de dormir, mas não faço idéia de onde estejam. Seguindo orientações, tínhamos que caminhar até a ponte dos Arcos, mas a sinalização de placas até lá e a planilha é bem confusa, porém é um ponto conhecido por todos na cidade. Procurando por orientações das setas brancas a gente se perde fácil nesse trecho, e lá se foram uns 2 km perdidas... Achamos a tal ponte! E como os moradores disseram, eram duas pontes sobre o rio Itajaí Açu: uma paralela a outra, quando entramos na ponte dos Arcos, as pessoas num vai e vem que parecia segunda feira - e era - muito trânsito de carros, e de lá... Avista se a outra ponte: uma ponte mais normal. A ponte dos Arcos como o próprio nome diz, é formada por Arcos nas laterais, com passagem para duas vias de carros e duas passarelas para pedestre nas laterais. Quando saímos do outro lado, a indicação de pegar pra direita, independente da indicação, decidimos ir até a outra ponte, passar por ela e voltar, só por gosto, só pra poder fotografar a ponte dos Arcos à distância... Ida e volta na ponte, realizado o desejo de passar por pontes, lá fomos nós, só agora começam a aparecer setas brancas com uma certa regularidade. Eu já tinha colocado no Google maps o endereço de Timbó, por enquanto as indicações batiam. No trecho de atravessar a BR, muita confusão! Carência de setas, e uma obra no meio do caminho nos deixou completamente perdidas... Adriano que tentava seguir pelo mesmo caminho também encontrava dificuldades pra se orientar pela planilha e pelas setas que nesse trecho, não existem!!! Então íamos pelos próximos pontos de referência da planilha: como chegar a igreja tal... Tivemos que atravessar em meio ao canteiro de obras: muito barulho de máquinas, buracos, monte de pedras empilhadas... Passamos por ali perguntando para os trabalhadores: "pode mesmo passar aqui?" Atolamos o pé no barro branco que mais parecia argila, escorregamos... Enfim, depois de passar em meio ao canteiro de obras, cruzamos a BR... Adriano deu a volta sabe se lá por onde e conseguiu atravessar, a partir daí, seguiu pra Timbó onde ia nos esperar. Seguimos agora guiadas pelas setas brancas que reapareceram, e já onze horas passamos por um bosque de Pinheiros cercados por uma cerca de arame farpado... Eu que adoro bosques assim, achei um buraco na cerca e pulei lá dentro. Incrível como depois de colocar os dois pés dentro desse bloco de Pinheiros e estar em suas sombras, muda tudo: o ar é puro, a sombra é densa e o clima é outro, frescor que se não fosse pelo corpo quente de estar caminhando sob o sol a pino e de agasalhos, eu diria que dentro da "floresta" é frio, sinto o frescor de estar dentro do mato, caminho um pouco entre os Pinheiros, fotógrafo, coloco o temporizador pra fazer fotos de mim mesma, aceno pra Luci pra que ela entre também, mas ela, prudente, prefere ficar na beira da estrada me esperando. Fico ali não mais que 15 minutos, saio pelo mesmo buraco na cerca que entrei e seguimos. Seguimos pelo caminho rural, de vez em quando uma seta branca, já quase meio dia encontramos um bar, uma venda no meio do nada. O bar é um luxo: com detalhes em madeira maciça, rústico. A dona, paranaense nos conta alguma coisa sobre Arapongas eu acho, Luci toma um café, e eu, acabo tomando mesmo é um sorvete! E água! Devem faltar 10 km ou pouco mais e eu não bebi quase nada de água. Me chama atenção uma cabeça de gado na parede, tipo empalhado, usando máscara, o relógio de parede feito de forma artesanal com uma roda de carroça e garrafas azuis de Skol, e já indo embora: uma gatinha coisa mais linda! De três cores, mas arisca! Tentei pegar no colo mas levei foi uma unhada no peito que por sorte, com as blusas, não pega muito! Seguimos admirando e contemplado as serras, os morros... Sempre avista se uma casinha lá longe no meio das montanhas, que faz a gente acreditar que estamos dentro de um quatro, dentro de um filme! As propriedades na beira da estrada... Com lagoas e lindas flores nas cercas... já passa do meio dia quando chegamos a uma bifurcação onde uma placa indica: CACHOEIRA RECANTO BRILHO DO LUAR. Mas a seta branca manda subir. Os cachorros da propriedade que fica na beira da estrada chega latindo nos assusta, mas o dono vem atrás e resolvemos perguntar: "e essa cachoeira? É longe?" E pra nossa surpresa ele responde: "a 50 metros". Não precisou nem falar, só olhamos uma pra outra, e olhamos pro dono da casa e provável prioritário da cachoeira, ele disse pra gente: vão lá! Pode ir... Realmente, não mais que 50 metros. Era um lugar com algumas mesinhas e tudo mais, tipo, com infraestrutura pra se fazer um churras... E muito limpo, não havia lixo algum, eu já logo tirei a mochila das costas, tirei a blusa, fiquei só com top, tirei os tênis e meias, entrei devagar margeando a cachoeira, tinha um caminho feito com madeiras até a queda d'água que descia pela pedra, uma pedra enorme num angulo que parecia um escorregador gigante, de onde a água deságua... Dava pra deitar sobre a pedra e lá ficar, e a pedra não era toda tomada pela água, só no meio é que corria a água, talvez depois de chuvas o volume aumentasse, mas era mansa, com as pedras secas era possível subir até lá em cima. A água descia e formava uma enorme piscina que eu não me atrevi a entrar, embora o fundo fosse visível nas bordas... O meio, sabe lá né. A água... Gelada como água da geladeira!!! Não tive coragem de molhar além dos quadris. Luci tirou os tênis e molhou os pés, nada mais. Ficamos por ali cerca de meia hora. Voltamos. Seguindo pela indicação das setas brancas, um caminho em meio a mata nativa, uma vegetação linda, aqueles arbustos que tomam conta das árvores, flores pelo caminho e uma subida de tirar o fôlego, forte concorrente pra ser eleita a mais terrível do circuito, quase um rapel! Fizemos um bom uso do cajado. Subimos em silêncio e eu... Até pensava em parar pra descansar, mas fui no ritmo da Luci, me senti mais velha do que ela ao ser deixada pra trás, então apressei o passo, foram ... Sei lá, uns 2 km de subida assim, parecia que estávamos subindo um escorregador, no caminho eu ia pensando na blazer, se subiu tudo aquilo sem problemas. Passamos por uma entrada secundária que era uma descida tão grande que mais parecia um buraco. A curiosidade bateu e desci, cerca de uns 50 m de um lindo caminho, uma propriedade encantadora, uma das mais lindas talvez... Um lago com patinhos, ao redor, mata muito bem cuidada e preservadas, nos fundos uma casa linda, uma roda d'água em movimento nos fundos da lagoa. Cheguei com receio de cachorro, chamei por "ó de casa", nada, ninguém em casa. Meio de longe só fotografei, não quis me adentrar na propriedade alheia. Subindo e subindo... Uma capelinha, uma placa do circuito anuncia um hotel: Hospedagem rural fazenda sacramento. Paramos pra tirar fotos enquanto chega um carro, uma moça pergunta: "estão precisando de algo? Água, banheiro?" Falamos que estamos fazendo o circuito, que está tudo bem... Mais pra frente vou lembrar essa mesma moça que agora esbanja simpatia, negando pra gente um simples carimbo na credencial. Ela nos diz: pra Timbó ainda falta uns 8 km, mas pelo menos não tem mais subida! E gente contando que só tinha uns 4... Pelo menos, não tem mais subida. E não tinha mesmo, descemos e descemos... Entrando na cidade, mais pontes: em meia hora duas pontes pencil, lindas, andamos e tiramos as clássicas fotos de costas, andando pela ponte... Passamos pelo Museo da música que a essa hora já estava fechado. Quando chegamos já era quase 17 hs. Chegamos em um lindo parque com mais uma ponte pencil, Adriano e as crianças já haviam passeado por ali, mas mesmo muito cansadas, ainda passeamos por todo o parque. Do outro lado da ponte, uma linda casa em estilo enxamel, e por trás de casinha, uma linda escadaria, mais uma roda d'água, tratava se de um lugar turismo, um parque que marca o início e o fim do circuito do vale europeu. Tudo muito bonito. Finalizamos o trajeto de hoje com 40 km, apesar do record em distância, a bolha do pé totalmente sanada, e o cansaço é grande, mas dores não temos mais. Nos sentimos mais fortes. Carimbamos nosso passaporte num hotel tão bonito e luxuoso que não tivemos coragem de perguntar o preço. Não achamos nenhum posto possível para passar a noite, então procuramos jantar em uma lanchonete, em seguida: sorveteria 60 sabores!!! Que delícia: sorvete sabor de nozes, sensação, maçã verde... Orientamos as crianças a irem no banheiro sabendo que depois não teria mais como. Voltamos ao lugar estacionado, perto da tal praça e parque que foi ponto de nossa chegada, e ali mesmo, no centro da cidade, arrumamos nossas camas: malas por baixo, colchonetes por cima, escovamos os dentes com água das garrafinhas, deitados agasalhadas, sem banho, não era nem 21 hs e todo mundo na cama, quer dizer: no carro... Momento de ver fotos e mandar mensagens, usei o celular até dormir (o que não demorou) e a bateria ficou abaixo de 50, no carregador da bateria do carro ficou o carregador externo, pra garantir nossas baterias de amanhã pelo caminho. E sabe que já estamos nos habituando com essa cama que hoje, até parece bem mais confortável... Dormimos, acordei algumas vezes, mas dormi bem. 5° dia vale europeu - Timbó à Pomerode - 15/06 Acordamos cedo, mas nem tanto... Antes das 6! Dessa vez deu até vontade de ficar na cama... Mas levantamos e comemos frutas e um resto de pão que ainda tinhamos, arrumamos frutas na mochila e partimos as 6:30, sem banheiro, só escovamos os dentes com água de garrafas, mas como o pouso era numa vaga no centro da cidade... Sem banheiro, e assim Adriano prometeu acordar às crianças e já sair dali em direção à algum posto onde pudessem usar banheiro. Nosso banheiro foi o mato, mas ainda demorou um bocado pois até a gente fazer a primeira parte do trajeto, uma parte urbana... E com tudo fechado, a cidade ainda dormia... banheiro pra nós demorou. Logo quando a gente entra em espaço rural, árvores margeando a estrada e uma nuvem de passarinhos brinca no céu, todos faceiros e assanhados... não estão migrando pra lado nenhum... Estão apenas celebrando o novo dia, são várias nuvens, elas vem e voltam pras copas das árvores, como se ali fosse o pique de um pega pega no céu. As árvores estão repletas de passarinhos... todas elas, e os bandos ficam se alternando pra apresentar no céu o balé das andorinhas. Acho que são andorinhas, são pássaros pretos e muito pequenos, mas se "uma andorinhas só não faz verão"... Um monte com certeza faz porque e lindo de ver... Ficamos ali olhando pra cima um bom tempo, inutilmente tentando fotografar, gravar... Nada pode registrar com exatidão a beleza daquele espetáculo. Aliás, todos os dias a essa hora, em estradas assim a perder de vista... Sempre caminhamos embaladas por trilha sonora do canto dos passarinhos... E muitas vezes eles estão ao nosso lado nos fazendo companhia: são pequenos, azuis, cinza, verdes, pretos, brancos... Como é bonito ver passarinhos solto na natureza. Fico pensando que gosto pode ter alguém que cria passarinhos em gaiola!!!! Nunca entendi essa ideia de se ter passarinho como bicho de estimação. Já na SC 110, uma capela a beira da rodovia nos faz atravessar a pista, e entrar... Lá, vitrais coloridos com lindas imagens, e no teto, uma pintura ilusionista nos remete ao céu... Uma paz... Atrás da igreja, um cemitério com o mesmo nome da igreja: São Roque. Ainda perto dali passamos por uma escola municipal e o que me chama atenção é as crianças em idade de ensino fundamental, brincando na quadra de bola queimada, o professor olhando, todos de máscara, sem exceção! E fico a pensar: tai a nossa nova realidade... E como é difícil praticar esportes com máscaras! Principalmente envolvendo corridas, tanto que futebol e outros esportes em equipe jogam sem ela (claro, sabemos que eles fazem teste rotineiramente e seguem uma série de protocolos). Ao ver crianças tão pequenas se acostumando ao uso de máscaras até na hora de jogar bola queimada, penso que o mundo nunca mais será o mesmo! Máscaras farão parte do nosso dia a dia tão costumeiramente que serão como os celulares: os jovens de amanhã não terão lembrança de um mundo sem máscara! Em frente a escola num canteiro... Um balanço enorme instalado ali... Porque eu não sei... Ah!!! Um balanço!!!!!! Não resisto!!! Deixo meu cajado num cantinho e corro sentar nele!!! Dá pra perceber que atrás do balanço tem um pequeno morro, que o balanço tem corda de sobra pra que se suba no barraco levando uma ponta da corda e consequentemente, o balanço... De forma que a largada seja lá de cima do barraco, e isso faça o balanço ir parar nas alturas!!!! Lógico!!! Me lembro de Minas (em Minas, em uma das paradas na casa de uma família, um balanço amarrado a uma árvore imensa, um barranco atrás... Dava pra balançar tão alto que quase cheguei ao céu!!!) Mas agora eu não tive coragem de subir no barranco, até porque em Minas eu fui puxada pro barranco depois de sentar no balanço pelo dono da casa... Mesmo dependo só do meu impulso... Que delíiiiciiaa!!! Enquanto balanço eu canto pra mim mesma que "a felicidade está no caminho..." E ou a música, ou o próprio balançar, ou os dois me fazem encher os olhos d'água. Tenho que deixar a Luci balançar também né!!! Ela balança, adora... Ficamos ali mais um tempo, mais um pouco pra mim, mais uma vez pra ela... Duas crianças brincando... O próximo trecho a chamar a atenção foi uma área cercada e um lago repleto de flores de lótus, eu nunca tinha visto uma flor de lótus, é de uma beleza hipnotizante, dava vontade de ficar olhando e não sair mais de lá... É como uma música boa... Só de olhar faz bem, faz a gente se encantar pela beleza, a gente se alegra por estar ali vendo, os olhos se enchem de tanta beleza é como se tudo no mundo fosse tão bonito quanto... Você esquece do resto! Simples assim... Essa sensação é fácil de entender quando estamos diante de coisas monumentais como quenios, picos, cavernas, desfiladeiros, infinitos, cachoeiras majestosas (cito exemplos de coisas que eu já vi e já senti essa sensação) mas foi uma flor!!!! É a delicadeza que encanta! Uma beleza que te preenche. Mais pra frente, de novo uma floresta de Pinheiros, cercada, dessa vez eu e Luci pulamos lá dentro, o acesso tava mais fácil... Andamos, tiramos fotos, usamos o temporizador, curtimos a floresta... O caminho ainda reservava mais pontes, na maioria das vezes pontes pequenas que cruzam córregos que vão pra propriedades particulares... Nós, só íamos e voltamos só pra dizer que passamos por lá. Lamento não ter contando os quantas pontes passamos. Passamos por uma parte cuja vegetação nativa encantava: uma cortina de cipós era tão bonita que parecia coisa de decorador, e era né, o maior de todos os arquitetos: Deus, a Mãe Natureza... Conversamos sobre essas passagens onde a natureza é intocável, onde as cachoeiras e a vegetação é inacessível, que ali a única interferência é a estrada de chão que passa. Como é bonito passar por lugares assim, e por aqui as pessoas parecem saber o valor dessa riqueza pois não há lixo, apesar dessa característica vegetação nativa e intocável em muitos trechos, a região é habitada, mas não vimos descarte irregular em nenhum lugar dos 245 km em que andamos, uma ou outra latinha em meio as rodovias, que diferença! Essa deve ser uma das razões do nome Vale Europeu. Ainda na estrada de chão numa bonita propriedade rural com uma casa em estilo enxamel, um cachorro nos assusta de verdade... Não deixa a gente passar, avança na gente, somos socorridas pela dona do bichinho que jura, é manso... Mas fica difícil de acreditar, ela precisa pegar no colo! Foi o avanço de cachorro que eu mais tive medo do caminho. Saímos da estrada rural. Normalmente o dia é divido em três etapas: a saída que quase sempre passa pela cidade e rodovias, a parte rural ou em meio as matas, e a aproximação com a cidade de chegada em meio ao perímetro urbano e ou rodovia de novo. E já perto de Pomerode, de novo cachorros! Mas sempre quando vem cachorros assim eu primeiro tento a conversa mole, e funcionou: o bichinho abanou o rabo e se derreteu todo. Aliás, já eram dois, uma cachorra grande e um pretinho, a cachorra é tão afável que chega a deitar no asfalto de rolar de barriga pra cima pedindo atenção. E pronto! Temos companhia! Eles nos seguem por um bom trecho. A cachorrinha fica em um ponto de ônibus porque as pessoas começam a conversar com ela inclusive chamando pelo nome: Lady. As pessoas nos contam que ela é da redondeza, e por lá ela fica, aos carinhos do pessoal do ponto de ônibus, e a gente segue na companhia do cachorrinho preto que nos seguiu por 5 ou 6 km, inclusive na rodovia, e a gente... Morrendo de medo dele ser atropelado naquela rodovia apertada e sem acostamento. Entrando em Pomerode, ausência total de setas brancas, sabemos que temos que chegar no portal de entrada na cidade, mas uma bifurcação aponta pra Blumenau, e nada de setas. Jogo no Google: portal de Pomerode, me informo com moradores, a gente vai por essas informações, e pelo meio da cidade, abandonando as orientações das setas brancas. Viramos uma esquina e pá: a galera lá tomando sorvete! A surpresa nos faz esquecer nosso amigo cachorro que até aquele momento estava conosco... Conversando com Adriano e as crianças que nos dizem estarmos próximos ao portal. Terminamos de chegar acompanhadas pela galera e quando vamos contar que o cachorrinho veio junto, já não tá mais! Seguiu sozinho! Caminhamos aquele último quilômetro acompanhadas das crianças e Adriano, ouvindo os relatos de todos sobre os passeios do dia: foram no zoológico, na vila dos dinossauros, no Museo... Muitos bichos lindos no zoológico... E nós ainda tinhamos que almoçar, estávamos cansadas, acabamos dizendo que tudo bem ficar sem ir no zoológico né, afinal, a galera toda já foi... Não vão querer ir de novo! Fizemos a foto de final da caminhada em frente ao portal: 24,58 e mais algumas fotos, ali mesmo era possível carimbar a credencial e partiu almoço. O almoço estava no carro nos esperando... Uma marmita fria mas deliciosa, o carro que estava estacionado na praça da cidade do lado do letreiro: eu amo Pomerode... Serviu de ponto para um delicioso descanso: Adriano dormiu uma boa soneca pós almoço, Luci também, eu dei umas pescadas e depois de um merecido descanso, fomos procurar um pouso que aliás, estava bem próximo de nós: ali mesmo em frente ao portal ficava um hostel, com um anúncio de pouso coletivo ou coisa assim. Entramos e um jovem muito simpático nos atende, liga pra mãe e pergunta quanto ele deve fazer, desliga o telefone e faz um excelente preço: 240 reais. Ficamos com o hostel que não servia café mas tinha uma cozinha coletiva, porém éramos os únicos hóspedes. Tivemos que esperar o menino terminar de limpar o quarto, o que durou cerca de meia hora ou mais, entramos no quarto muito confortável com uma cama de casal e duas beliches (até sobrou cama) banho quente e partiu mercado: compramos pizza pra fazer e pães com mortadela pra amanhã. Descanso garantido... Dormi como rainha. Depois Heitor contou que ouviu de madrugada alguém bater na porta e perguntar se tinha alguém, provavelmente em busca de pouso... Mas ninguém atendeu o pobre... Aquela casinha parecia ter apenas a gente mesmo. Eu não ouvi nada. 6° dia vale europeu - 16/06 - de Pomerode à Rio dos Cedros. Até que acordamos cedo: umas 6 hs, mas até tomar café... Saída às 6:50. Mas... O trajeto de hoje pela planilha era só 17 km, susse. Saímos do hostel e deixamos Adriano ainda com as crianças dormindo. Passamos pelo portal amanhecendo o dia, e já pegamos a rodovia, mas a rodovia muito bonita, rodeada de mata nativa... Com o rio correndo nas margens... Logo surge um luxuoso restaurante: restaurante recanto do salto. O rio passa entre as pedras, uma ponte de madeira faz a ligação para o restaurante, em baixo da ponte uma deliciosa cachoeira. E aquela hora do dia tudo estava fechado, mas a passagem da ponte ficava aberta, entramos, eu entrei até na água - só os pés, mas já valeu! Saindo de Pomerode, passamos pelo Museo do imigrante, uma linda construção em estilo enxamel, a foto de um relógio enorme em um monumento registra a hora daquele momento: 8:10. Nada de setas brancas, é preciso se informar com funcionários do Museo. Passamos por mais uma igreja luterana (são muitas lá) e em frente a uma linda roda d'água (também são muitas). Pela rodovia uma placa indica que cruzamos a fronteira de Pomerode com rio dos Cedros, brincamos com isso: tipo, aqui Pomerode, aqui Rio dos Cedros, em uma diferença de um pulinho. Já são cerca de 11 horas e como o trajeto de hoje é pequeno ... Não custa desviar um pouquinho... Avistamos uma igreja láaaa no alto, a rua nem é nosso caminho, mas bem dispostas vamos até lá... E chegando lá: uma subida quase na vertical de... Uns 150 a 200m, mas de respeito hem! Ficamos imaginando as velhinhas beatas pra ir à igreja todos os domingos!!! Bom, a igreja por fora é linda e por dentro estava fechada. Que pena. Fechamos o dia na praça, na igreja matriz de Rio dos Cedros, cerca de 13 hs, aos 20,59 km, nem deu pra cansar. A praça é enorme e a igreja está sendo lavada, então não dá pra entrar, chegamos a ir até lá, mas o funcionário nos atende com indiferença e nos diz que não, por ali não vai passar, procurem a entrada lateral. Ao fazer isso, outras duas moças que parecem conhecer bem a igreja nos atendem com a mesma indiferença: está fechada. Tava na cara que éramos de fora, poderiam ter sido mais maleáveis... Na praça fica um parque, as crianças brincam no parque, eu ainda tenho disposição pra brincar também, mas agora que já está tudo sossegado, olho no celular e vejo uma mensagem: "Patrícia, é do hostel de Pomerode, você esqueceu um agasalho bege"! Lembro que saímos e como sempre, quem organiza as coisas pra ir embora é sempre Adriano. Nem falo nada, só aviso da mensagem e lembro que dentro do bolso daquela blusa há 150,00. Bom, tá decidido né, vamos voltar de carro, já que é perto. Antes vamos almoçar em um restaurante, deliciosa comida, e satisfeitos, voltamos de carro à Pomerode. No caminho vou lembrando que eu não fui no zoológico, que ainda é cedo e que eu não estou nem um pouco cansada hoje. As crianças endoidam!!!! Querem ir de novo. Luci não quer ir, chego a dizer que posso ir sozinha, mas as crianças batem o pé, quem ir... Luci se deixa convencer, e lá vamos nós... Blusa resgatada, partiu zoológico! Foi a melhor coisa esquecer a blusa. Logo na entrada do zoológico um bando de Guarás!!! Que coisa mais linda, que espetáculo, ficou encantada, mas tão encantada que poderia ficar ali que já teria válido minha visita; são aves de uma coloração vermelha intensa, nunca tinha visto... o zoológico é lindo, verde, tem pássaros coloridos, patos, macacos, pinguins!!!! Isso mesmo, pinguins!!! As crianças se sentem nossos guias, se divertem mostrando tudo já com conhecimento prévio. E o Tigre!!!! Como é lindo o tigre!!! Fico hipnotizada por eles, tanto que as crianças dizem: "mãe, já deu, vamos mãe, não olha ele no olho não" o tigre parece mesmo estressado e nervoso, parece enfadado daquele lugar, e se ele quiser dá impressão que poderá mesmo pular em cima de alguém e vencer o buraco que há entre ele e o visitante. Mas é lindo demais, ele desfila diante de nós e nos encara, o tal olho no olho é mesmo hipnotizante. Já a onça é tão bonita e encantadora quanto, mas está localizada num buraco muito abaixo de nós, e embora pareça tão nervosa quanto o tigre andando pra lá e pra cá, só conseguimos vê lá de cima pra baixo, e não rola o olho no olho. As araras e papagaios das cores mais lindas que tem na Caixa de lápis de cores de Deus: vermelhos, amarelos, verdes tão intensos que deixa no chinelo qualquer Matisse ou Van Gogh, azuis de fazer inveja a Yves Klein. Passamos por dentro de um viveiro de aves com passarinhos de todas a cores e tamanhos, lindo, grande, mas... Ainda acho que lugar de passarinho é mesmo na floresta, e aliás, de todos os bichos... A zebra: será preta de listras brancas ou branca de listras pretas? Martin que o diga! E por último, os encantadores flamingos cor de rosa... Saimos de lá satisfeitos e felizes, valeu ter esquecido a blusa! Partiu rio dos Cedros. De volta à praça da igreja, tive a ideia de falar com o padre, pedir autorização para pouso no pátio do estacionamento da igreja do lado do banheiro. Nos apresentamos como caminhantes e dissemos que estávamos fazendo o vale europeu. Mas a resposta: "não. Vocês podem ficar com a praça, é seguro lá". O padre tão simpático como os funcionários da igreja! Sendo assim, fomos pro posto que perto das 21 hs fechava, mas ali jantamos uns pães de queijo e usamos os banheiros pra escovar dentes e tal, mas banho mesmo... Hoje não deu! Pouso arrumado, esquema de sempre: malas por baixo, cama por cima... Ninguém mais reclama, partiu descanso, amanhã tem mais. No carregador do carro fica o carregador externo, e o celular eu olho a fotos do dia antes de dormir, mas vai amanhecer a menos de 50%. 7° dia vale Europeu, de Rio dos Cedros à Benedito Novo - 17/06 Saímos tarde, 7 hs, e logo já estávamos em meio as estradas de terra, até passamos por um pouco de pés de café, os únicos que vi em todo o caminho, se quisesse dava até pra contar quantos pés de tão pouco, mas o suficiente pra me trazer a lembrança a imensidão da lavoura de café de Minas. O Horizonte era rodeado por montanhas e a névoa encobrindo tudo, um lindo cenário, logo estávamos subindo morros... Passamos por uma igrejinha simpática, e a subida começa a ficar cada vez mais ingrime... Até que chega a um ponto onde se vê um enorme desfiladeiro, uma visão panorâmica de encher os olhos nos faz avistar a Igrejinha que passamos a pouco como um pequeno ponto lá em baixo, rodeada pela neblina: coisa mais linda, um trecho tão lindo que merece uma parada e um tempo pra contemplação, fazemos fotos mas nada é capaz de reproduzir a beleza que vemos. Vimos nascentes brotando em meio a vegetação nas encostas das montanhas, e algumas pequenas cachoeiras e córregos límpidos em quintais de propriedades, quanta riqueza... Subindo, subindo... E de repente, estamos de novo no asfalto e logo chegamos ao letreiro: #eu Benedito Novo. O letreiro é colorido e está em frente a um bonito parque, um imenso gramado Verde, um monumento de peixe e as bandeiras da cidade, um portal todo adornado com rosas para servir de cenário para os apaixonados... Linda praça. Ficamos felizes porque chegou... Só que não! O ponto de chegada ainda está longe. Seguimos agora pela rodovia SC 477 e passamos em frente a uma linda construção em enxamel com flores coloridas em floreiras, mais adiante outra igreja Luterana e dessa vez os sinos começam a badalar assim que estamos passando... Ficamos encantadas e preferimos acreditar que nossa passagem é a razão das badaladas. Mais pontes, e quando menos se espera, as setas brancas nos tiram da rodovia e indica pra entrar de novo em estradas de terra (sim, por já ter passado pela entrada da cidade, saber que estávamos chegando, acreditávamos que já era última etapa via asfalto, a parte urbana do final) e pra variar... Subida! Subimos meio na incerteza, e foram cerca de uns 2 a 3 Km. Logo passamos por um trecho que indicava o caminho para doutor Pedrinho, entendemos que no dia seguinte com certeza teríamos que voltar um pouco e passar por ali. Em seguida chegamos a uma ponte para pedestre, estreita, de madeira, e que na verdade por ali passam muitas motos e bikes, a ponte dá nos fundos de um mercado, e uma trilha faz chegar a beira da estrada. A blazer está estacionada do outro lado da BR, num posto de gasolina. Fim do trajeto de hoje aos 25,55 km. Entendemos que o desvio pela estrada de terra é só uma estratégia pra deixar o caminho mais bonitos e menos urbano, pois saímos da SC 447 e nela estamos de novo. Almoçamos ali uma marmita fria, mas deliciosa temperada com o melhor de todos os temperos: a fome, na companhia de Simba, um lindo cachorrão fila, branco com pintas pretas e cara de bobão, não assusta ninguém!!! Havia uma colera com plaquinha gravada o nome: "Simba. Sou grande mas sou amigo, sou do rolê e meus donos me amam" e o número de telefone. Penso em ligar mas a lojinha do lado do posto me informa que Simba é de lá, mora lá em frente e está acostumado a "conversar" com todos que passam por ali. Com ele eu me encanto: ele senta, da a patinha... ganha um pouco do nosso almoço e nossos corações. Adriano nos conta que o posto não é 24 hs, e não é muito simpático, então de carro voltamos lá na praça do peixe, do #amo Benedito Novo, brincamos com as crianças e até uma corrida pra ver quem chega primeiro de um gol a outro que, lógico, quem ganha é Adriano. Essa praça fica em frente a um posto, ali estacionamos a blazer e nos informamos sobre a autorização para um pouso, mesmo não sendo 24 hs, por ali vamos ficar. Tem chuveiro só no banheiro das mulheres e o banho custa 10 reais, pagamos 4 banhos - Heloísa não quer saber - o chuveiro... Água só quebrava a friagem, nem norma pode se dizer, fazer o que! Tomamos o banho protestando cada um pra si mesmo, e devolvemos a chave com o banheiro aberto, fomos procurar algo pra comer na esperança de chegar e encontrar o banheiro ainda aberto. Atravessando a rodovia um pouco pra esquerda, uma boa pizzaria: barata e gostosa, um lugar agradável, excelente atendimento, tocava Jack johnson, muito bom. Chegamos de volta em casa - a blazer estacionada nos fundos do posto - o banheiro estava fechado, bobagem acreditar que eles fechariam o posto e deixariam o banheiro feminino aberto. Mas ... O banheiro masculino (horrível) ficaria aberto a noite toda, menos mau. Atrás de onde está a blazer tinha uma oficina mecânica que ao contrário do posto, parecia não ter hora pra fechar, aliás, o atendimento já estava encerrado, mas os funcionários, uma galera de rapazes, armavam uma festa com som alto e cerveja, a noite prometia não ser muito tranquila. Arrumamos a cama e deitamos, com tudo fechado já não se ouve tanto o barulho da festa. E naquele momento em que você pega o celular pra ver fotos do dia e tal... Me lembro que o óculos que enfim havia achado em meio as malas ontem, eu tinha esquecido lá na pizzaria ! Eu sei que o óculos tá com a perna quebrada, mas no momento é o único que tenho, levando e aviso que vou voltar lá na pizzaria!!! AFF, naquele frio, vento, com o cansaço do dia, lá vou eu em uma caminhada noturna e sozinha... Atravesso a rodovia, chego na pizzaria e a mesa em que comemos ainda está do mesmo jeito, ainda está tocando Jack johnson (agora upside down)... O óculos está lá, do lado do prato... Pego, agradeço, e parti pra casa quase que correndo. Mau fiz uso deles, logo dormi. 8° dia Vale Europeu - de Benedito Novo à doutor Pedrinho - 18/06 Acordamos tarde, lá pelas 6 e tanto já quase 7. Até comer, se arrumar... Lembrando que ontem optamos por pouso na entrada de Benedito Novo, mas o ponto de chegada não era esse, e sim a cerca de 6 km daí, sendo assim, Adriano nos levaria de carro pra lá, onde começa de fato a trilha de hoje. Então não basta nós estarmos prontas, hoje é preciso acordar às crianças pra que todos saímos daqui de carro. Mochila feita (hoje a capa de chuva vai na bolsa), dentes escovados, café tomado, crianças acordadas... Só sair com o carro... Mas o carro não sai! Sem bateria. Adriano diz que a bateria realmente nunca foi trocada, que tem mais de dois anos sem trocar e que ali onde estamos não dá pra dar tranco, e melhor é comprar outra lembrando que nos fundos do posto, ou seja, do nosso lado, a oficina mecânica que ontem ficou até tarde fazendo festa, deve ter bateria pra vender. Ele desce do carro e pede pra esperar, meche aqui meche ali, mas nada, o carro não sai do lugar. Decidimos ir dali mesmo! Eu tenho plena convicção de que Adriano vai tirar o carro de lá, talvez antes mesmo de abrir a oficina. Mas nós se ficarmos esperando vai ficar muito tarde. Lembro que ontem quando passamos por aqui (a entrada de Benedito Novo) estávamos há pouco mais de 6 km da chegada (chegada que seria o começo do dia de hoje) porém ainda entramos em um trecho de estrada de terra, mas que foi dar de novo da SC 477, então se fizermos direto, sem entrar na estrada de terra, chegaremos talvez mais rápido. Luci topou na mesma hora! E assim fomos: saindo da entrada de Benedito Novo pela rodovia direto até o ponto onde de fato começaria o trecho de hoje. No caminho... Passamos reconhecendo os pontos de ontem: a construção em enxamel, a igreja luterana... Até que desobedecendo a setas brancas e não entramos na estrada de chão, pela rodovia surgiram belezas que não tinhamos visto: pontes, a vista do rio Benedito, a construção de um túnel no meio do caminho, um mirante com escadas circulares que oferecida uma visão panorâmica do rio e dos arredores. Continuando subindo e subindo, a prosa tá tão boa que já esquecemos que esse pequeno trecho nem tá na conta, e que a hora vai longe... E quando só faltam menos de 2km, Adriano nos acha! Mas agora a gente já não quer mais carona, já incorporamos o trecho a mais. Logo no ponto final do trecho de ontem e começo correto de hoje, paramos todos pra café (um longo café numa padaria ótima) e em seguida mercado... E lá está nosso amigo Simba, passeando pra lá e pra cá. Voltei ao mercado e comprei mais um pão pra fazer um sanduíche especial pra ele, mas quando saio do mercado, cadê? Não acho mais. Nos despedimos de nossos apoios e seguimos tentando não pensar que na verdade, estamos começando o dia de hoje quase 10 hs. Deixo o sanduíche do Simba com a crianças que ficam com a missão de encontra lo, e nós, seguimos pelo trilho atrás do mercado e atravessando pela última vez a ponte de pedestre sobre o rio Benedito. No caminho de hoje mais pontes, nem que seja pra ir e voltar, a gente desvia um pouquinho... Caminhos de estrada de terra lindos, com vegetação nativa, flores, pássaros... Ah... E cerejeiras... As cerejeiras chamam atenção de Luci, lembram o Japão. Propriedades com quintais de encher os olhos, com lagos, montanhas, córregos, um cenário lindo. De repente em uma entradinha... um córrego... Um lugar feio cheio de lixo reciclável, mas mesmo feio, comparado aos nossos barracões de reciclagem tava bonito, nada fora do lugar, nenhum papelzinho jogado no chão, nada disso. São materiais recicláveis amontoados numa espécie de barracão. E ao dar a volta e seguir o curso do córrego e o som das águas... Uma surpresa: uma linda cachoeira nos fundos desse lugar. A cachoeira em si é difícil de acessar pois tem uma ampla piscina que sabe se lá a profundidade, e difícil de ser contornada, mas há uma tubulação que vem de lá da queda d'água e chega até os fundos do barracão e deságua numa bica como se fosse um chuveiro gigante!!! Tipo o "bicão" de Minas (uma bica d'água num cano de PVC que fica depois de uma rotatória na saída de ... ) Só que umas 5 vezes mais forte, pois o cano de PVC aqui é de um diâmetro... Sei lá, uns 6 de raio por aí. A bica é forte e... Gelada!!! Como eu sei? Porque não resisti e entrei lá!!! Tinha prometido pra mim mesmo que não iria entrar na água!!! Mas diante de um chuveiro desses... Ah!! Olhei bem ao redor, afinal era um barracão, ninguém por perto... Pra entrar eu teria que tirar quase toda a roupa, pois é diferente de entrar só com os pés ou sentar na água, aquilo era um chuveiro!! E o frio que fazia... Depois pra mim seguir molhada! Parti do princípio que "tudo vale a pena quando a alma não é pequena" e tirei os tênis, meia, calça, blusa de frio, blusa de baixo... O top? Pensei, pensei... Não, esse não tirei... Fui chegando perto... Friiooooo!!!!! Achando lugar primeiro para os pés, e foi!!!! Nossa que gelo!!! Acho que não fiquei nem 10 segundos! Luci só sabia dizer: cê é doida! Com o celular na mão, Luci se preparava pra bater mais fotos e eu me preparava pra mais 10 segundos: pensei: vou entrar mais e ficar mais. AFFF, devo ter ficado uns 12 segundos agora, mas só na beiradinha da bica, e ainda encolhida. Não! Assim a foto não fica boa!!! Tenho que entrar com tudo e jogar os braços pra cima como se a água estivesse quentinha!! Lá vou eu de novo... 1,2,3 e vou eu... Mas a força da água é tanta que eu simplesmente não consigo entrar na luz da bica! Levanto os braços pra cima e comemoro! Fico o máximo que consigo! Show! Saio, tiro o top, torço, uso ele mesmo molhado pra me secar e me visto com uma camiseta que está na bolsa, a blusa de manga longa por cima e o blusão de frio. A calça vai com muita dificuldade... Meias e tênis, seguimos, eu com os cabelos molhados, calça molhada e tremendo de frio... Logo que saimos dali cerca de uns 300 m encontramos nosso apoio, Adriano me pergunta porque estou molhada, falo que porque não resisti a um chuveiro gratuito no caminho, o único problema foi que era pior que o posto de Benedito Novo, não esquentava nem a pau! Mas ficava a dica: um bom banho gratuito de lavar a alma. Adriano nos avisa que já percorreu o trecho todo e que vamos chegar a um lugar onde não tem nada, e que já estamos quase chegando. A chegada de hoje é na igreja nossa senhora da Glória, mas a quilometragem não bate, estamos com 6 km a mais e mesmo assim ainda tem chão pra atingir a quilometragem do dia que é 26 e tantos. Passamos por uma igreja enorme, pegava toda a quadra, paróquia nossa Sra de Lourdes. O muro que contornava a esquina tinha um nicho pra cada santo, como se fosse uma capela pra cada um... Tanto santo que desisti de fotografar todos! E mais pontes, e mais capelinhas, e mais lindas estradas... E nisso o tempo vai esfriando... Já passava das 13 e nada de sol dar as caras, o tempo fechado e o frio só que aumenta, vamos subindo e subindo... Cenários bucólicos, pitorescos... E de repente nosso apoio que já foi, voltou, passeou e continua a nos escoltar passa por nós, vai encostando o carro no intuito de parar e... O carro vai atolando!!! Como se fosse uma areia movediça!! Não dá nem tempo de tentar acelerar, a estrada sem acostamento mas também sem meio fio pois é de terra... Eu vejo aquela cena e levo as mãos na cabeça dizendo a Luci que dali o carro só sai com ajuda. Adriano saí do carro rindo pra não chorar, e não é que vinha vindo um caminhãozinho no sentido contrário! Nosso desespero não durou nem um minuto! Naquela estrada que não passava ninguém de repente surgi justo um caminhãozinho!!! São dois homens, eles param e dizem dando risada que já caíram naquela mesma situação, o terreno ali é uma espécie de lamaçal, de pantano... Enquanto os homens conversarem eu abro a porta e "salvo" as crianças, a blazer parece afundar cada vez mais! Os meninos passam uma espécie de fita, uma corda larga como uma fita, e puxam de ré a blazer: a fita arrebenta!!! Pois não é que os cara tinham um cabo de aço! Nos disseram que colocaram o cabo de aço novo no carro naquele dia! Agora sim, o caminhão puxou a blazer de ré, e viva!!!!! A roda traseira inteira atolada, e a dianteira quase inteira! Comemoramos, agradecemos e eles seguiram... Adriano vai embora sem nem se quer nos falar o que tinha pra falar quando encostou a blazer no acostamento! Mas não vai muito longe... Anda cerca de uns 500 m e vira, lá fica estacionado... Ainda falo brincando: ué? Será que atolou de novo? Pelo que parece não. Está apenas nos esperando. A estrada é tão limpa que nos permite ver a blazer nos esperando. Mas nós não temos pressa! Ao passar pela cerca de uma propriedade, um bebê cabritinho vem correndo ao nosso encontro e dizendo: béééé... Que fofinho, quanto mais a gente conversa com ele, ele responde béééé, a cerca é longe e não alçando pra fazer um cafuné... Vamos seguindo que estamos sendo esperada mais a frente. Chegamos ao ponto em que a blazer nos esperava, e Adriano nos fala que o ponto de chegada é ali. Há uma igreja mas não tem nada que indica o nome dela, também não a nada que indica o fim do caminho de hoje. A seta branca indica pra continuar, Adriano nos diz que vamos andar só mais um pouco e que a estrada acaba logo a frente, a certeza dele é tanta ele nos diz que podemos ir pra conferir, ele espera ali. Então vamos, mas a quilometragem não bate ainda. Realmente da a impressão de que a estrada acaba, mas olhando melhor há uma entradinha mais estreita e a seta branca quase passa despercebida indicando pra virar! Começa uma subida daquelas de respeito, talvez ainda maior do que aquela descrita em Timbó a Indaial. A subida é tanta que percebemos que estamos subindo o morro, o frio aumenta e cai agora uns fina garoa, a estrada de terra tem marcada como um desenho a linha que passa carro, onde a terra é tão batida, tão amassada que chega a estar escorregadia e nós precisamos andar pelas beiradas onde tem mais pedrinhas, e justamente nas beiradas se vê desfiladeiros com uma riquíssima vegetação nativa. Fico muito preocupada com Adriano que teimou em nos dizer que o caminho acabava ali, e que iria nos esperar, fico pensando quanto tempo ele vai levar pra perceber que a gente não volta tão cedo e que ele deve seguir, e se o carro vai conseguir subir tudo aquilo sem derrapar, já andamos mais de 5 km, mais de uma hora e ele ainda não passou por nós! Mando mensagens dizendo que ainda tinha muito chão e que a igreja que ele parou não é nossa senhora da Glória, mas não tem sinal de internet. Fico um pouco angustiada, comendo com a Luci, mas a angústia guardo pra mim. O caminho fica cada vez mais bonito em meio a neblina, ficamos pensando que talvez a capa de chuva vá ter que sair da bolsa. Passamos por uma placa que indica: Gruta de Santos Antônio. A placa diz que a gruta foi construída por um casal que teve uma graça atendida, pegamos a entrada da gruta que se trata de uma descida ingrime e uma trilha estreita, um buraco que dá até medo de olhar, uma placa diz: aproximadamente 300 m. Só de dar alguns passos na trilha já se perde a visão da estrada. Usamos a trilha pra fazer xixi, mas acabamos decidindo que não vamos crescer, naquele tempo que só piora, ameaçando chover, ali por ser em meio à mata, tudo está escuro e até parece anoitecer, além de temer estarmos descendo e perder a passagem do apoio pela estrada, voltamos e seguimos subindo... Ainda demora... Mas Adriano passa por nós nos contando que ficou ali parado por um bom tempo, que apareceu um senhor bom de prosa, e a prosa foi longe, o senhor diz que realmente aquele caminho ainda ia adiante, no fim da prosa Adriano saiu e segue pelo caminho indicado, caminho esse que ele teimou em dizer que acabava ali. Adriano nos conta que quase desceu na gruta procurando por nós, que desceu um pouco, se assustou com a descida e chamou pelo nosso nome, mas resolve seguir até que nos acha logo em frente. Aliviada por vê lo, seguimos, e ele segue pra nos esperar lá na frente. Nossa quilometragem já passou de 30, já passa das 16 hs, o cansaço tá batendo e nada de chegar. Passamos por uma placa que indica divisão de municípios entre Benedito Novo e doutor Pedrinho. Brincamos ali, fotografamos, mas que só agora estamos chegando na parte final do caminho: a entrada em doutor Pedrinho ainda na parte de mata, e que vamos andar até chegar na parte urbana. Passa por nós uma caminhonete vinda no mesmo sentindo, para, e nos oferece carona. Nos diz que depois de subir o morro, é preciso descer - faz sentido - e o senhor parece ser bom de prosa... Nos oferece laranjas, agradecemos e dizemos que vai nos pesar na viajem a pé. Ele pergunta onde estamos hospedadas e ao ouvir que não temos pouso, nos indica a pousada da Nina, e diz que vai passar por lá e deixar nossa sacola de laranja!! Agradecemos e seguimos. Por mais que prometemos pra nós mesmas não parar mais... A vegetação é tão encantadora que é impossível passar despercebida, folhagem quase do meu tamanho, de um verde que parece passado verniz, nascentes e cachoeiras inacessíveis... Enfim, já passa das 17:15 e garoa continua a cair, agora mais forte, e chegamos: aos 40,25 km. Agora sim, na igreja nossa senhora da Glória, onde a uma placa indicando o vale europeu. Cansadas, o jantar foi um lanche, passamos no tal hotel da Nina, mas o preço não agrada, ficamos apenas com o carimbo da credencial, sem coragem de perguntar pela sacola de laranja que "ganhamos" no caminho, partirmos para um posto, o único da cidade nos parece, o posto fica há cerca de 1 km da chegada de hoje. Ali nos arrumarmos o mais rápido possível, pois já está chovendo e já são quase 20 hs, o posto fecha em breve, usavamos os banheiros pra escovar dente, mas banho não tem. 20 hs já estamos na cama e uma chuva fina e constantes cai lá fora. A blazer está estacionada numa cobertura do posto ao lado passa um córrego, a força da água é tanta que parece uma cachoeira e nos garante um delicioso barulho de água. A cama hoje parece doce de boa. 9° dia Vale Europeu - Doutor Pedrinho à Benedito Novo de novo! 19/06/21 O dia amanheceu chovendo fraco, mas constantes. Choveu a noite inteira e o frio tá de cortar! A primeira coisa que me vem a cabeça é: hoje é dia de subir o morro até a cachoeira do zinco! Conhecemos parte desse trecho pois foi dali que começamos, foi até a cachoeira do zinco que subimos de carro pra começar o circuito, então sabemos que vamos subir muito morro acima hoje. Levantamos e tomamos café, hoje sim: capa de chuva já vestida, a mochila fica por baixo, difícil acesso. Aliás, difícil será acessar até o celular. Quando saímos de Londrina pra cá tínhamos certeza de que iríamos caminhar no frio, na chuva... Mas pra nossa surpresa... Não foi bem assim, foram 8 dias de boa. Então diante desse último dia chuvoso não tem como reclamar. Adriano desde de que abriu os olhos nos diz que hoje não vai subir morro, vai fazer o caminho pela rodovia e chegar no nosso ponto de chegada indo direto, sem seguir o caminho das setas, diz que teme derrapagens morro acima, pois já conhece a subida que nos espera. Parece que todos nós acordamos com a mesma preocupação: a subida da cachoeira do zinco. Já passa das 6 e o posto já abriu, estamos com a chave do banheiro e se arrumando pra ir... Estamos prontas e as crianças continuam dormindo, coloquei a chave do banheiro no teto do carro pois não adianta devolver ainda, mas penso: não posso esquecer. Então Adriano resolve nos levar até o ponto de início ainda com as crianças dormindo e sem desfazer a cama, entramos no carro em cima das camas e ele sai com o carro - o ponto de partida não é longe, talvez menos de 1 km, poderíamos até os dali, mas... Tá chovendo né - quando chegamos lembrei da chave do banheiro no teto do carro! Adriano fica bravo e vai ter que voltar, nos vamos voltando a pé pra ver se acha a chave caída no percurso... Já quase chegando no posto, Adriano já está voltando e conta que achou a chave caída ali mesmo no lugar onde estávamos, entregou e ufa! Pra quem não queria vir nem até o ponto de início de hoje a pé por causa da chuva, tivemos que voltar quase o trecho inteiro atrás da chave, e dar meia volta pra de fato iniciar o caminho, mas não foi nem 1 km a mais... O trecho de hoje na planilha é o maior de todos os 9 dias: 31 km. Mas nós já batemos 40 né, por duas vezes, então assusta mais pensar no tamanho da subida no morro, na chuva... Penso em subir e descer pra encontrar Adriano lá em baixo e passar de 50 km hoje... Então em cima da hora, já a caminho eu proponho a Luci ir pra Benedito novo pela SC 477, já que o caminho se encerra lá, nós iremos sim pra lá, mas não na cachoeira do zinco, e sim pro centro de Benedito Novo onde ontem estávamos. Pra praça do peixe. Olho no Google maps e ele indica o caminho pela SC 477 e a distância é 21 km, uma boa distância pra hoje! Tá de bom tamanho. Luci concorda. Acenamos pra Adriano que ainda está por perto e combinamos assim: nos veremos em Benedito Novo praça do peixe, #eu amo Benedito Novo. Entramos num concenso de que já conhecemos aquele trecho, que na chuva é perigoso para o carro entrar naquela serra e subir tudo aquilo, e assim, de comum acordo, partimos. Eu hoje uso a mesma camiseta de ontem desde a hora que sai da bica d'água, uma blusa de manga longa por baixo, o blusão de frio e outro blusão de frio em cima, a mochila fica até justa sob tanta roupa, em cima de tudo a capa de chuva, ando feito um robô de tanta roupa, parece que vou escalar o Everest. Luci não está muito diferente!! Ela consegue colocar até duas calças, não sei como. Decisão tomada, início a rota no Google por segurança, já são 7 hs mas ainda está escuro, fazemos algumas fotos pra registrar nossa caminhada na chuva, mas é difícil acessar celular. O início do caminho bate com a planilha, é aquela primeira etapa no caminho de todo dia né: sair da cidade em direção às estradas de terra. Mas não pense que hoje não tivemos trecho off roard... Uma longa estrada de chão pra percorrer em comum com as setas brancas e com o caminho do Google, muita neblina, dos dois lados um grande terreno pantanoso, e um show de pássaros no ar, um dos espetáculos mais bonitos de balé dos passarinhos da temporada, os bandos de revezam pra se apresentar no ar, fazem as mais lindas coreografias e vão para as árvores, aí sai de outra árvore outro bando e parecem executar números ainda mais difíceis, até parece combinando, olhando bem para as árvores, cada uma está repletas de andorinhas pretas... Coisa mais linda! Diante de um show como esses só pra nós, não tem como passar indiferente, paramos e admiramos! Ainda naquela mesma estrada de terra encontramos um senhor com guarda chuvas andando na rua, ele para e puxa uma prosa: pra onde vão, de onde vem... Nos diz que é uma pena estar chovendo naquele sábado, que quando chove no sábado, é porque vai chover 4 dias seguidos, e que pena que não vamos poder aproveitar as cachoeiras, mas diz ser possível subir até o zinco mesmo com chuva. Mas nós já acertamos com nosso apoio e realmente nossa opção hoje é por não subir morro. Seguimos. Na saída de doutor Pedrinho um monumento diz volte sempre pra quem vai, bem vindo pra quem chega. E numa espécie de mirante se vê uma linda vista panorâmica do rio Benedito, e uma espécie de barragem! E... Uma linda cachoeira! Ahhh quem disse que não vamos ver cachoeira hoje!!!! Cachoeira salto Donner. Não faço ideia de como faríamos pra acessa lá, mas só a vista em meio ao nevoeiro já compensou. Apartir dali mudamos a nossa rota, é ali que a seta indica virar, e nós, seguimos pela SC 477... Mas estávamos enganadas quando achamos que seria uma trilha tranquila... Longe disso: a rodovia é estreita, de mão dupla, sem acostamento, com desfiladeiros em muitos pontos nos obrigado a andar uma atrás da outra em fila indiana, muitas curvas fechadas em descidas fortes que não era possível ver os carros subindo, preferimos ir na contramão dos carros e é um alívio quando tem uma terceira faixa, pelo menos os carros não passam tão perto... Andamos 10 km e encontramos um bar, Luci quer parar e tomar um café. O bar oferece até o carimbo na credencial, e vende produtos do vale como por exemplo: camiseta. Mas só tem G. Então compro uma, e reluto até pra ir ao banheiro tamanha é a dificuldade com tanta roupa, mas... Já que paramos né... Ao seguir, a chuva não dá trégua, embora fraca é constante, a maior parte do trecho é descida, até nos arriscamos correr um pouco. De repente passamos pelo posto de Benedito novo, mercado, casa do Simba... Olha só, chegamos a Benedito Novo no já conhecido ponto de onde deveríamos ter saído ontem (se não tivéssemos saído lá da praça do peixe), sendo assim, a praça do peixe deve estar a uns 6 km daqui. Isso mesmo, o Google maps nos indicar faltar 7 km. Felizes por reconhecer o ponto, mando uma mensagem para Adriano dizendo que já estamos chegando, já estamos no posto de Benedito Novo. Seguimos andando na chuva até uns 2 km a mais quando toca meu telefone: é Adriano que parece aflito, a ligação não dá certo, e olho na nas mensagens, tem uma mensagem dele dizendo: "não saia daí, estou indo". Comento com a Luci que talvez alguma coisa possa ter acontecido na estrada talvez... Pois nós não precisamos de resgate. Consigo ligar pro Heitor, e falo com Adriano que mais uma vez... Teima comigo que estou no caminho errado (não sei o que ele entendeu de minha mensagem) mas eu, tranquila, só digo que faça o que combinamos: fique esperando na praça do peixe, pois estamos no caminho certo e chegando! Com um certo custo, assim fica. Ufa!! Seguimos, passamos pelo túnel em construção, mirante em espiral, ponte, igreja luterana, construção em enxamel, praça da peixe! Missão cumprida!!! Encerramos com 22 k. Felizes e realizadas, e morrendo de frio, vamos primeiro trocar de roupas ou pelo menos, trocar de meias e tênis, tirar a capa de chuva, mas banho... Não vamos pagar de novo 10,00 por banho frio naquele posto, melhor esquecer que ontem também não teve banho e boa, sem almoço e sem banho saímos dali dispostos a ir para Apiúna em busca dos carimbos que faltam na credencial, ainda é cedo e o almoço pode ser no meio do caminho. Olho no mapa dos hotéis de Apiúna pra ver onde podemos ir pra carimbar a credencial, pois a intenção é passar de carro pelas cidades onde ainda não tínhamos credencial, e assim carimbar. O hotel mais próximo parece ser fazenda sacramento, Adriano vai seguindo o Google vamos subindo o morro cada vez mais, eu e Luci vamos reconhecendo o caminho e vendo que a escolha não foi ideal, escolhemos a esmo e acreditávamos ser um hotel em meio a cidade, não era, estávamos subindo morro acima, mas a quilometragem estava próxima, então... Seguimos. Quando nos deparamos com uma enorme placa do vale e reconhecemos o lugar como sendo aquele lugar lá no 4°dia de Indaial à Timbó que paramos pra tirar fotos e uma mulher loira chega de carro, para e nos perguntou se precisávamos de algo. A fazenda sacramento é enorme e a mesma mulher, agora de guarda chuvas na mão, vem na janela do carro e pergunta pra Adriano se ele é outra pessoa, diante da negativa, ela olha melhor, vê que o carro está cheio e pergunta se precisamos de algo: "somos caminhantes e precisamos de carimbo na credencial" - explicamos que quando passamos por aqui não tínhamos ainda a credencial e que já encerramos o caminho, só precisamos dos carimbos. Ela também nos reconhece e pra nossa surpresa diz que não, que não pode carimbar nossas credenciadas porque nós não nos hospedamos ali! Dizemos que viemos até ali só pelo carimbo porque a informação é que qualquer hotel ou pousada pode carimbar a credencial, ela então nos diz pra esperar, pois está esperando um hóspede, e depois que ele chegar ela pode entrar lá e pegar o tal carimbo. Agradecemos e ficamos boqueabertos olhando uns pra os outros, aquela mesma mulher que fora tão simpática e que agora fora insensível. Nesse meio tempo o tão esperado hóspede chega, ela abre a porteira e some lá pra dentro, não vamos ficar lá fora esquecidos, vamos embora... E a experiência valeu pra desencanar com a credencial, não queremos mais carimbo algum, que fique faltando! Não tem problemas. Dali já digitamos no Google: Londrina. E seguindo as indicações, a saída se dá por doutor Pedrinho, mais uma vez passamos por Benedito Novo na SC 447, de novo reconhecendo os caminhos percorridos a pé, e chegando em doutor Pedrinho vimos as placas que indicam pegar pra cachoeira Paulista, a 10 km!!! É sábado e não são nem 14 hs, peço pra que Adriano pegue o caminho pra cachoeira, afinal é uma das atrações mais famosas do vale, e está fora de todas as trilhas. Ele segue a indicação da cachoeira e entra numa trilha muito bonita e pra variar... Ingrime! Pra quem não quis subir a serra hoje!!!! Não escapou! Vamos subindo, subindo... E chegamos a uma entrada como se fosse a um parque nacional. Um estacionamento, tudo lindo. Somos recepcionados por uma simpática moça que nos diz que é cobrado 15 reais pra entrar e fazer a trilha mesmo com chuva, ou... 40 reais pra ficar e acampar. Que pena, pelo mau tempo não compensa acampar, se não, seria o caso de ficarmos por ali até amanhã! A cachoeira não é visível dali, o estacionamento fica num ponto estrategicamente posicionado pra não avistar a cachoeira, a menos que pague, basta caminhar 100 e ter acesso ao mirante. Luci diz que vai nos esperar, não quer ir. Com muito custo consigo convencer as crianças a descerem com a gente. De sombrinha descemos uma trilha e passamos por um portãozinho, pronto, mais alguns passos e estamos diante do Mirante, e que espetáculo!!!! Meu Deus! Que cachoeira!!!! Como descrever...são duas cachoeiras sendo uma mais imponente que desagua lá de cima como uma cortina, e outra um pouco abaixo, ambas se encontrar antes de tocar o chão. Da pra ver que lá embaixo sopra um vendaval, mas aqui não tem nenhum vento. O vento é do volume de água. Depois do Mirante tem uma trilha que sobe um morrinho e de lá, desce uma tiroleza que deve ser incrível, mas estava fechada pelo mau tempo (não que eu iria né). Ainda ali naquele morrinho, dois balanços incríveis, com uma vista exuberante inclusive da cachoeira, e mesmo na chuva eu largo a sombrinha e balanço nos dois! Maravilhoso!!! Tem uma entrada que dá acesso à uma trilha, a trilha começa com uma escada que desce num buraco sinistro, uma placa do lado avisa: "para acessar a parte inferior da cachoeira somente pessoas em BOAS CONDIÇÕES FÍSICAS, na dúvida não descer" olhamos de novo pelo mirante e da pra ver que a escada termina ali, no "pé" da cachoeira. As crianças ficam com medo e dizem que não descem, eu quero muito descer, então subimos com as crianças e deixam eles com a Luci, voltamos pra descer a trilha!!! A trilha é estreita e o guarda chuvas esbarra em tudo, é melhor fechar. Descemos a encantadora escadaria, até 100 degraus eu contei, depois perdi as contas, no meio do caminho uma espécie de gruta, e descendo mais ainda... Lá está ela: magestosa, imponente, assustadora cachoeira Paulista! Fotografamos, mas logo depois das primeiras fotos a bateria do celular acaba! Reinício, consigo mais umas 3 ou 4 fotos e já era de novo, mas não reclamo, é daqueles típicos lugares que a foto não dá conta de mostrar toda a beleza que há. Satisfeitos, vamos embora e eu só lamento não conseguir acampar de sábado pra domingo. Pegamos a estrada pra Londrina só parando pra comer, ao optar por se guiar pelo Google, Adriano pegou um caminho diferente que nem por Curitiba passou, os planos de passeio no domingo acabaram ficando de lado. Chegamos em casa na madrugada do domingo, ainda a tempo de um bom descanso. Vale Europeu Há cerca de dois anos ouvi falar do vale, vi fotos, ouvi relatos de amigos que foram e voltaram desnumblados, passei a sonhar com esse caminho... Coloquei esse trajeto na minha lista de sonhos. E minha lista de sonhos tem várias classificações: desde de sonhos pequenos até sonhos insanos... Acredito que a vida é feita de sonhos, não importa se eles vão se realizar ou se vamos leva lo conosco até o fim de vida, mas alimenta Los todos os dias, acordar a cada novo amanhecer e olhar pra janela, saber que novos desafios nos esperam e que somos capazes de realiza lo, para mim é alimento. E eu passei a acreditar que sonhos se realizam, fazer esse caminho veio afirmar minha crença. O melhor de fazer esse caminho foi estar junto da minha família. A presença deles foi determinante para consolidar minha opção de ser caminhante e da importância que essa atividade tem para mim: eles viram de perto minha felicidade, minha realização. Eu me transformei em caminhante, peregrina, mochileira ou qualquer que seja o termo a pouco tempo, e ressalto essa palavra que talvez tenha passado despercebida: TRANSFORMAÇÃO. Quando me apaixonei por caminhos fui rotulada como louca por sair andando em grandes distâncias, mas quanto mais eu caminhava, mas estabelecida parcerias que me fizeram crescer, que reafirmaram minha fé que é possível acreditar nas pessoas, que esse mundo é feito de muito mais coisa boas do que ruins. Quero sair pra caminhar como quem sai pra trabalhar, sem que ninguém precise perguntar porque, que entendam que essa paixão por caminhos é irreversível. Em cada quilômetro que andei eu tinha plena consciência de que estava realizando um sonho, então andei de olhos e coração aberto pra que nada me passasse despercebido, por isso entrei nas águas mesmo no frio, me despi dos medos que tinha e fiz o meu melhor, acredito que as águas das nascentes são sagradas e tem poder curativo pra alma, alimentam... Sempre que vou à cachoeira estou com amigos que me levam pela mão pra debaixo d'água, sabem do meu medo de água, mas dessa vez estava sozinha pra enfrentar as águas, Luci muito prudente preferiu não se arriscar. A parceria de Luci foi determinante pro sucesso desse feito: ela com a idade da minha mãe, ao vê lá tão disposta, tão grata por cada passo, só podia apertar o passo e caminhar ao seu lado sem reclamar, e muito grata fiquei por aprender com ela. Numa viagem como esta em que a proposta era caminhar por 9 dias, chegar todos os dias e ainda providenciar um pouso que na verdade nada mais era do que uma vaga pra estacionamento, e dormir acampada e embolada com a gente... Se algo a desagradou, ela não falou... Não cabia reclamações, se a situação era aquela, então era vivenciar isso da melhor forma possível: com bom humor e gratidão! Sendo assim foi um caminho sem sofrimento algum: eu não tinha preocupação com a família, tinha uma parceria e tanto, não tive dores além do normal... Só fui feliz! Caminhamos em parceria, conversamos sobre tudo, conheci melhor a vida e a força de Luci e se antes já a via como uma grande mulher, passei a admira lá ainda mais. Luci é um dos presentes que os caminhos me trouxeram, e sempre quando a gente divide com alguém um caminho tão longo e especial, a gente fortalece o vínculo e sela pra sempre uma amizade sólida e pra eternidade, independente da distância ou das direções distintas que a vida nos coloca. Sabendo disso, toda vez que vou fazer um longo caminho, se fosse por minha vontade eu gostaria que tantas outras pessoas me acompanhassem... E de certa forma, muitas pessoas eu carreguei comigo... Eu mandava mensagens, notícias, mas sobretudo carrega as comigo, pois eu não me fiz sozinha, eu sou tanta gente... Sou aqueles que torcem por mim, aqueles que apreciam minha companhia, aqueles que me oferecem ouvidos, que me estendem a mão, sou aqueles que me contam com alegria feitos mirabolantes, aqueles que quando conseguem planejar realizar seus sonhos, me chamam pra fazer parte, ou se não chamam, me contam o que fizeram... Sou tanta gente... E sigo pelos caminhos em frente na expectativa de estabelecer novas parcerias que me façam crescer, velhas parcerias... Sendo assim, cada vez acredito mais que sonhos... Se realizam! Devo resaltar também um caloroso agradecimento ao meu marido Adriano, que a cada vez que me permite ir e vir, fortalece nossa relação baseada no respeito do outro e na confiança, pelo apoio incondicional a essa travessia, sua presença conosco possibilitou a companhia das crianças, criou uma memória única de uma aventura em família, me trouxe segurança e tranquilidade para que eu apenas caminhasse, seu bom humor e disponibilidade foram sem dúvida, determinante para o sucesso desse caminho. Obrigada por me permitir ter asas pra voar, voar é muito bom, mas voltar ao ninho é uma das melhores partes.
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  2. Estive acompanhando esse post, lendo as opiniões do pessoal. Gente, tenho 30 anos, e sempre fui relutante em 'gastar dinheiro' com viagens - achava isso algo de pessoas descompromissadas, quais não se importam com seu futuro. Afinal, precisamos de dinheiro para tantas coisas... um terreno, uma casa, um carro, etc... Ai ai... quisera eu ter descoberto antes quão enganado estive por todo esse tempo. Em fevereiro de 2020 fiz minha primeira viagem (dessas que dá para realmente chamar de 'viagem'), qual fiquei pouco mais de um ano organizando e sonhando - não sei dizer ao certo o que me tirou da área de conforto, que me fez decidir arriscar em algo qual eu sempre julguei de forma tão negativa. Foi uma viagem simples e breve (Patagônia Argentina, muito hiking), cerca de 10 dias, mas eu nem consigo expressar como isso impactou na minha forma de enxergar as coisas. Voltei dela com planos, muitos planos! Logo que retornei já defini meu próximo destino - o Circuito O de Torres del Paine - conversei com amigos próximos, montamos um pequeno grupo e batemos o martelo! Estava tudo certo, todo roteiro levantado, analisado e devidamente votado, equipamentos adquiridos - exceto pelo fato da pandemia... A nossa previsão apontava para agora, nesta época (maio/junho) ficarmos de olho nas primeiras oportunidades de reservas dos pontos de acampamento (que supostamente são super concorridos), e com a definição destas reservas, organizarmos os demais pontos para conseguirmos fazer isso acontecer em novembro. Enfim, é difícil dizer como tudo isso me abalou - e é sério sabe... encontrei algo que faltava na minha vida, e comecei a alinha-la para 'fazer valer', e agora fico aqui, buscando formas alternativas de ocupar meu tempo (pequenos passeios), mas nenhuma destas me dá o gostinho de como foi aquela primeira viagem. Mas enfim, vida que segue! Espero que, assim que tudo se resolver, não demore muito para normalizar.
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  3. Era 31 de janeiro de 2020. Os jornais falavam sobre um tal vírus que tinha aparecido na China. Eu (e a maioria das pessoas no resto do mundo) não dava muita bola pra isso. Já tinha um roteiro programadinho pras minhas férias de maio em Portugal e na Espanha e encontrei um preço legal pra Lisboa. Comprei a passagem e já estava super animado pra pisar pela primeira vez na Europa. Naquele dia, ninguém tinha a dimensão do que ia desencadear aquelas notícias "quase irrelevantes" do tal vírus. Diante do desenrolar dos fatos, viagem cancelada, férias adiada e um perrengue de quase 1 ano pra pegar o dinheiro de volta. A partir daí comecei a pensar em outras formas de viajar. Como trabalho numa cidade vizinha, nesses tais serviços essenciais, meu trabalho presencial não parou um dia sequer. Todos os dias, voltando pra casa no final da tarde, passava pelo alto de serra e parava lá as vezes pra olhar o por do sol. Um dia vi um carinha armando a barraca pra passar a noite lá. Pensei: nunca acampei na vida! Será que eu consigo? Fui amadurecendo a ideia e comecei também a cogitar a ideia de viajar de carro. Afinal passagens de ônibus e avião estavam sendo canceladas, mas meu carro é meu e ninguém vai cancelar. Comprei uma barraca, fiz a revisão no carro e em novembro eu fui, cara e coragem, pra minha primeira viagem longa de carro e com barraca de camping. Deixei até um relato dessa viagem aqui. Fui pra Cumuruxatiba, sul da Bahia, voltei pelo Espirito Santo, lugares pequenos, praias isoladas, campings lindos, pra mim que já gostava de uma viagem com vibe trilhas e natureza, foi bom demais. Gostei tanto de acampar que fui pra Serra do Cipó no reveillon e pra Carrancas em março, sempre no meu carro e com minha barraca. Agora minhas próximas férias serão em setembro. Tô até cogitando a ideia de comprar uma passagem aérea e ir pra Jeri, mas tô ainda muito inseguro com a instabilidade da pandemia, talvez prevendo o trauma de comprar uma passagem com antecedência e passar de novo todo o perrengue do ressarcimento, prefiro esperar mais perto da data e ver se o preço não aumenta demais pra eu animar. Ando com um pé atrás (talvez os dois) com esse lance de programar viagens longas. Mas esse é plano B. Na verdade, já comprei um saco de dormir, olhei uns roteiros, o carro e a barraca são meus e ninguém tira, dá pra fazer um rolê legal pro Sul de Minas, Monte Verde, Cunha, Paraty, Trindade, Serra dos Órgãos... A Europa no momento me parece um sonho bem mais distante. Se não estou seguro pra planejar uma viagem aérea nacional, imagine pra Europa! Também não quero conhecer uma Europa "arredia"; provavelmente só vou cogitar Europa de novo quantos as coisas estiverem bem mais "normais" lá e cá. É interessante, eu que sempre viajava planejando comprar passagem aérea e ficando em hostel, agora me peguei viajando no meu carro e acampando. Me reinventei. E quem não se reinventou no último ano? É como diz o ditado, vamos dançar conforme a música!
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  4. Cara, não discordo. Porem não estou a falar aqui de açoes governamentais (que voce tem todo meu respeito e concordância pelas colocações que fez). Estou a falar da consciência de cada um de nos sobre como nossos atos podem contribuir para a melhoria ou a piora do cenário pandêmico mundial. E tratando-se de turismo, o deslocamento entre diferentes regiões, abre uma porta enorme para a recombinação genética do vírus e a transmissão de variedades de um lugar para outro. É um realidade que esta longe do Brasil principalmente, respeitar regras. É algo meio complicado no Brasil. Então, ainda que existissem protocolos nacionais eficazes... "O povo" respeitar é o mais difícil. Isso se aplica em maior ou menor grau ao primeiro mundo também, sem essa de complexo tupiniquim de que tudo aqui é pior. Embora o comportamento do brasileiro tenha sido deplorável. Seria o óbvio enxergar que não é "simplesmente fechar tudo". O que precisa saber é se existem alternativas ao fechamento para todos setores de atividade. Precisaria de um planejamento bem definido e políticas publicas para subsidiar custos dos diversos setores de atividade. A questão é que nem todos os países tem essa grana para segurar a onda enquanto determinados setores estiverem sem funcionar. Além do que existem setores para os quais não existe alternativa: Bandas de musica - Vai trazer uma banda para tocar para 200 pessoas? Teria aceitação se assistir um show num drive in dentro de um carro? Infelizmente, para muitos setores, a melhor solução seria o controle mais rápido da pandemia. Ao invés deste setores ficarem no recorrente processo de abre e fecha, restringe horários, etc... De repente abrem-se os bares e restaurantes. Vira farra! Como virou no Leblon, na Villa Madelena, No Rio vermelho, na Praia do Rosa. Os casos explodem e fecha-se ou restringe-se tudo novamente. Até quando voce acha que esse ciclo é suportável economicamente por uma empresa? Porque sem a vacinação em massa esse ciclo vai ser eterno... Em que pese, meu caro, o fato de que ocorrendo num desse ciclos de alta de contagio uma mutação favorável ao Vírus, todo esse esforço da vacinação pode passar a ser ineficaz. Resumindo, "a batata" também esta em nossa mão. Volto a fazer uma provocação aqui. O termo "mochileiro" esta associado a um série de valores intrínsecos a um determinado estilo de vida. Creio eu que a sustentabilidade do meio ambiente (O que inclui a sociedade humana) é pilar ideológico básico para alguém que diz mochileiro. Volto a perguntar, no atual momento é sustentável a atividade de turismo?? A minha resposta é não!
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  5. ESCÓCIA Desde que assisti ao filme Coração Valente pela primeira vez, me encantei com a história de William Wallace e da Escócia. Ao longo dos anos, fui me familiarizando com personagens como Robert de Bruce e Mary Stuart, e com histórias interessantes como toda a luta pela independência contra a Inglaterra. Mais recente outra obra audiovisual entrou com tudo na nossa casa: uma série chamada Outlander, obra de ficção histórica que se passa na época da revolta Jacobita. A série ajudou, finalmente, a tirar do papel o plano de conhecer a Escócia, e quando planejamos nossa viagem para o Reino Unido em 2019, decidimos incluir 10 dias na Escócia, 11 dias contando com o dia de embarque no Brasil, de 30 de abril até 10 de maio. Esta parte da viagem, vamos compartilhar com vocês para tentar ajudar e facilitar a quem está planejando conhecer esse belíssimo país. Viajamos em casal e entre os principais locais/regiões que visitamos na Escócia estão: Edimburgo, Rosslyn, Stirling, Highlands e Ilha de Skye. Nosso itinerário foi o seguinte: OBS: lembrando que a viagem começa no dia anterior, já que o voo sai do Brasil em um dia e chega ao país de destino no dia seguinte. Dia 1: Chegada. Pegamos o Voo da KLM de Fortaleza para Edimburgo com escala rápida em Amsterdã. Chegamos em Edimburgo por volta de 12:40. Imigração tranquila, a única pergunta que o agente fez, foi se era a nossa primeira vez na Escócia e pronto, passaporte carimbado. No Aeroporto, para ir ao centro, pegamos um ônibus bem confortável, na parada D, o Arlink 100, e descemos na última parada Warvely Bridge. Comprando ida e volta (open return) é mais barato, esse ticket custou 7,50 Libras em 2019 e pode ser comprado tanto no guichê quanto com o motorista, porém comprando no motorista o dinheiro tem que estar na conta certa, pois ele não dá troco. O Hotel que ficamos foi o Hub Premmier Inn Edinburgh Royal Mile, o preço foi de 240 Libras por 4 noites. Os Hotéis estilo Hub da rede Premmier Inn possui quarto pequeno, mas bem moderno, espaço dividido e funcional. Esse hotel específico fica uns 10 minutos da estação de trem e menos de 5 minutos da Royal Mile. Depois de descansar 1 horinha da viagem, o dia restante da chegada foi para fazer o reconhecimento da rua mais famosa de Edimburgo, a Royal Mile. Uma volta no tempo. O ideal é explorar a rua sem compromisso para ir admirando a arquitetura e explorar os vários becos da cidade, as famosas Closes. Indo no sentido ao Castelo, você passa pelo beco mais famoso, Mary King Close, pela Saint Giles Cathedral, e já no final, perto do Castelo de Edimburgo, tem uma loja chamada Tartan Weaving, com 5 andares. É lá que dá para comprar blusas, chales, gorros e outras coisas com as famosas estampas escocesas. Continuando a caminhada, indo para o lado esquerdo e descendo umas escadas saímos na Victoria Street, a famosa rua oval com as fachadas das lojas coloridas. Dizem que a J.K. Rowling se inspirou nessa rua para criar o Beco Diagonal da série Harry Potter. Descendo e virando a direita encontramos a Grassmarket, uma praça bonita com alguns restaurantes. No final da praça se tem uma visão belíssima do Castelo. Depois, voltando um pouco e subindo uma rua no sentido oposto da Victoria Street saímos no Cemitério de Edimburgo. Não, não é um passeio fúnebre é um dos cemitérios mais bem cuidado e bonito que já vimos. Em frente, atravessando uma pequena rua, tem uma estátua do cachorro Bobby, símbolo de fidelidade da Escócia. Nessa mesma rua da Estátua fica o famoso restaurante Elephant house, mas deixamos para entrar outro dia, pois fomos bater nosso ponto no Hard Rock Café da cidade. Victoria Street Dia 2: Voltamos a andar pela Royal Mile, mas dessa vez para visitar as atrações. A primeira foi a Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões, uma atração bem divertida e interativa eu diria até que imperdível, assim como o Castelo de Edimburgo. Muitas salas com ilusão de ótica, truques utilizando a física e ao final da visita, no telhado, local que rende excelentes fotos da cidade, tem uma experiência surpresa bem bacana. A visita durou mais ou menos 1h30 – 2 horas. O valor do ingresso individual foi 16 Libras. Depois, bem pertinho da Câmera, fomos ao Castelo de Edimburgo, talvez a principal atração da cidade. Ficamos praticamente umas 4 horas dentro do Castelo e deu tempo para explorar tudo. As atrações que mais gostamos foram: - O tiro do canhão as 13 horas, One o’Clock Gun, que tem toda uma preparação e um ritual antes do disparo. - A sala da coroa, com as joias da coroa escocesa e a pedra do destino, utilizada na coroação dos reis por séculos, desde Eduardo I, aquele da briga com William Wallace, até os dias de hoje. Na próxima coroação da monarquia britânica, essa pedra será levada para a Abadia de Westminster para ser colocada embaixo do trono da coroação. - Royal Palace, antiga moradia da família real. - Grande Salão, decorada com itens medievais. - Sala de prisão de guerra, localizada no subterrâneo do castelo, era um local de prisão, execução e tortura. Existem muitos itens no local que remete a época medieval. No castelo ainda tem a sala de guerra e a St. Margaret’s Chapel, uma capela pequena e bem pitoresca. Não menos importante, a vista que se tem da cidade do terraço do castelo é espetacular. O ingresso individual custou 17,50 Libras. Continuando o passeio do dia, descemos até ao Princes Street Gardens. Vimos o Scott Monument, mas não subimos, são 287 Degraus, preferimos continuar caminhando por 1 hora no parque. Ao lado do parque tem a Princes Street, avenida que tem lojas como a Boots, Primark e H&M. Paralela a Princes Street tem uma rua chamada Rose Street, bem charmosa. Uma curiosidade: ali perto, na 128 St. Charlote Street, morou Graham Bell, o inventor do telefone. Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões Dia 3: Foi o dia de visitar o National Museum of Scotland, o Museu Nacional da Escócia, e que museu, ficamos das 10:00 até 13:30, mas dava para ficar o dia inteiro. Uma das atrações mais interessante do Museu é a ovelha Dolly empalhada. Como o museu é grande, o ideal é estudar e anotar as principais atrações que você tenha interesse para visitar. As salas que achamos bastante interessantes foram as alas da História da Escócia, História Egípcia e Animal World. O museu é bastante interativo, tem algumas salas com alguns itens para você interagir, dá para pilotar um simulador dentro de um carro de fórmula 1 por exemplo. Destaque também é o salão principal com uma arquitetura muito bonita. Nesse dia, almoçamos no famoso café Elephant House, que fica perto do museu, e nos sentamos mais ao fundo do restaurante, perto da janela onde a J.K. Rowling tinha a visão do cemitério e escrevia alguns trechos da saga Harry Potter. Sobre a experiência do restaurante, esperamos uns 10 minutos para sentar, atendimento normal e a comida foi ok, não era ruim, mas também não era nada espetacular. Depois descemos a Royal Mile no sentido contrário ao que fizemos no 1º dia para fazer a visita ao Palace of Holyroodhouse. Quase tiramos essa atração do roteiro e ainda bem que não fizemos isso, o palácio é muito bonito, com muita história relacionada aos Stuarts. E as ruínas da Abadia do século XII, frequentada por Robert de Bruce, para quem gosta de história antiga é de tirar o folego. No palácio, tem uma sala onde ocorreu o assassinato de David Rizzio, secretário da rainha Mary Stuart, pelo então marido da rainha Lord Darnley. Tem uma mancha no piso da sala, que dizem ser do sangue de Rizzio. Demoramos 2 horas para visitar todo o complexo. O ingresso individual custou 15 Libras com audioguia incluso. Depois do palácio fomos subir o Arthur’s Seat, isso já era umas 18:00. Foi uma das melhores atrações que fizemos em Edimburgo. A subida é bem bonita, com bastante flores típicas amarelas escocesas, a vista vai ficando cada vez mais interessante, porém vá preparado com gorro, luvas e etc, porque faz muito frio e venta bastante no local. Demoramos uns 40 minutos para subir. A visão lá do topo é espetacular. É bom levar lanche e água para recuperar as energias para a descida. Depois de descer o Arthur’s Seat, já escurecendo, entramos num beco da Royal Mile, chamado Bakehouse Close. Para quem assiste a série Outlander, é o local que foi filmado a gráfica do personagem Jamie Fraser na terceira temporada, onde acontece o reencontro entre a Claire e o Jamie. Cansados, comemos num Pret A Manger da estação de trem e depois, finalmente, chegamos ao Hotel para um merecido descanso. Ovelha Dolly Trecho da subida do Arthur’s Seat Dia 4: Último dia em Edimburgo, mas a atração que reservamos para finalizar nossa estadia na cidade não fica na capital escocesa, fomos visitar a famosa capela de Rosslyn. Na Parada North Bridge Stop NE, pegamos o ônibus 37 e descemos na parada Original Rosslyn Hotel. A Capela de Rosslyn é famosa pelos mistérios envolvendo os templários e por ter aparecido no filme Código da Vinci nas cenas finais. Os mitos contam que ela foi construída pelos templários para abrigar o Santo Graal. Você não pode tirar foto dentro da Capela, mas realmente ela é intrigante. Os tetos, os pilares e as janelas são cheios de detalhes, como rostos, objetos e alguns símbolos esculpidos no local. Cada cantinho da capela revela uma surpresa. Um dos principais destaques, é o Pilar do Aprendiz, uma coluna linda, toda trabalhada, cheia de detalhes e com uma história interessante sobre a sua construção. Dizem, que o mestre escultor viajou em busca de inspiração, então seu aprendiz, aproveitou a ausência do mestre para esculpir o pilar. Quando o mestre voltou, ele viu a verdadeira obra de arte que ficou o pilar, porém, por inveja, assassinou o aprendiz. Existe um rosto esculpido, do lado oposto, que fica olhando na direção do pilar, que dizem ser do mestre como forma de punição pelo assassinato. Também dá para visitar a cripta mostrada no filme Código da Vinci, mas é um pouco diferente do que foi mostrado na adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown. Apesar de ser pequena, ficamos umas 2 horas dentro da capela vendo todos os detalhes. O ingresso individual custou 9 Libras. Depois saímos e fomos no sentido das ruínas do Castelo Rosslyn, que também aparece no filme, porém preservado só tem o portal e uma parte que foi transformada em Hotel. Descendo as escadas ao lado das ruínas encontra-se o Rosslyn Glen Country Park. Nesse parque fica o local da Cave Wallace onde segundo os historiadores, William Wallace teria se escondido após a batalha de Rosslyn. Não encontramos a caverna, mas depois de muito andar encontramos um local onde foi filmado uma cena de Outlander da 1ª temporada, episódio 9. O parque é bacana para quem quer explorar e fazer uma pequena trilha, possui alguns pontos com muitas flores, pequenos rios, paredões de pedra, mata um pouco mais fechada, ruínas de casas e castelos. Para voltar ao centro de Edimburgo pegamos o mesmo ônibus, porém no lado oposto da parada da primeira descida. No final da tarde, ainda deu tempo de visitar o Calton Hill em Edimburgo, e mais uma vez com uma vista exuberante da cidade. Uma despedida perfeita de uma das cidades mais bonitas que já visitamos. Capela de Rosalyn Dia 5: Stirling. Aqui começa a aventura pela Escócia. Pegamos o mesmo ônibus da chegada, o Arlink 100, para voltar ao aeroporto e pegar o carro que alugamos. Decidimos alugar no aeroporto porque como no Reino Unido a direção é na mão contrária, não queríamos arriscar dirigir dentro da cidade de Edimburgo, mas sim, pegar logo de cara uma rodovia onde não teria muito trânsito, nem sinais e o caminho seria mais reto. Também deixamos para fazer isso pós Edimburgo porque eu queria aproveitar para ir observando trânsito e a forma como eles dirigem. Abrindo um parêntese sobre dirigir na mão contrária: o atendente da Localiza (um espanhol) foi bem solícito, me acompanhou até o pátio e deu umas voltas comigo para ir familiarizando com a direção oposta. No começo foi estranho, inclusive na primeira rotatória deu um branco e tive que parar, acabei levando uma buzinada, mas também foi só isso de problema que aconteceu na viagem toda. Depois de 20 minutos de direção, seu cérebro parece que se adapta e sua mente já se acostuma com a nova forma de dirigir. Na verdade, é só pensar tudo ao contrário, a via mais rápida é a da direita, a entrada na rotatória é pela esquerda, ultrapassagem pela direita e assim vai. Uma dica importante, e que ajudou muito, foi alugar carro automático, vale muito a pena pagar mais caro por isso. Acho que só posso dizer que foi fácil dirigir na mão contrária por causa do câmbio automático, não tive que me preocupar em trocar de marcha com a mão esquerda. Estudar as placas e os sinais do trânsito da Escócia, antes de viajar, também ajudou bastante. Voltando para a viagem, nosso destino final do dia era a cidade de Stirling, mas antes fizemos uma parada em Lallybroch, que na verdade se chama Castelo Midhope. Aqui é outra parada para os fãs de Outlander e uma das principais eu diria. Se você não assiste a série não compensa fazer esse pequeno desvio. A visita é rápida, tem um estacionamento pequeno no local e em 20 ou 30 minutos você faz uma visita na área externa. Não tem acesso ao interior do castelo. O ingresso custou 3,50 Libras por pessoa e compra na hora. Após essa parada, seguimos para Stirling e antes de parar no hotel fomos direto ao William Wallace Monument, que para mim seria uma das atrações mais aguardadas dessa viagem, pois desde o filme Coração Valente essa parte da história da luta pela independência da Escócia me atraiu bastante. Almoçamos no local e pegamos uma van, já inclusa no ingresso, para subir até o monumento, que foi construído no local onde Wallace montou sua base na batalha de Stirling. É uma torre construída, por volta de 1869, com a doação de dinheiro dos escoceses e de alguns estrangeiros para homenagear o herói escocês. São 3 pisos, além do terraço, onde você conhece um pouco da história de William, da batalha de Stirling e da Escócia. Na visita, o destaque vai para a espada gigante que pode ter pertencido ao Wallace, várias armas da época medieval e a vista espetacular do topo do monumento, a qual você consegue observar o castelo e o campo da batalha de Stirling, hoje um campo verde e tranquilo, ao redor do Rio Forth, uma vista espetacular. A visita durou mais ou menos 1h30 e o preço do ingresso individual foi 10,50 Libras. Na volta, descemos a pé o mesmo percurso realizado pela van na ida, para curtir um pouco da paisagem. Fomos para o Hotel, fizemos o checkin, deixamos as malas e partimos para o Castelo de Stirling. O hotel que ficamos foi o Premmier Inn Stirling - Stirling City Centre e o preço da diária foi 43 Libras. Quarto excelente, espaçoso, limpo e bem localizado. Fica perto do centro, mas numa área tranquila ao lado de um bosque onde vimos muitos coelhos e esquilos, uma ótima escolha. A visita ao Castelo de Stirling durou 3 horas, deu tempo de ver praticamente tudo. Muito bem preservado, lá você vai conhecer mais da história de Robert de Bruce, William Wallace, da família Stuart e de toda a confusão entre Escócia e Inglaterra. Só para se ter uma ideia o castelo, entre 1296 e 1342, mudou de domínio 8 vezes. Vimos uma exposição do Castelo que conta a história da dinastia Stuart, vimos uma grande cozinha conforme era na época medieval, visitamos o Grande Salão, o maior da Escócia, e vestimos até roupas de época. O Royal Palace dentro do castelo é um show a parte, bem restaurado o destaque vai para uma sala onde o teto é decorado com esculturas de alguma cabeças. Caminhar pelas muralhas e apreciar a vista do castelo também é impressionante. O valor da entrada individual foi de 15 Libras, compramos ainda no Brasil pelo site oficial para evitar as filas. Depois do castelo caminhamos pelo centro da cidade e no fim de tarde e fomos até a ponte de Stirling, local da famosa batalha de Stirling em 1297 em que William Wallace derrotou o exército inglês. Atravessamos a ponte até chegar ao campo de batalha, que hoje é um local tranquilo com uma bandeira da Escócia fincada no chão. Foi emocionante pisar onde essa história aconteceu, foi excelente para encerrar o dia. Espada de William Wallace Vista do William Wallace Monument Dia 6: Loch Lomond/Luss/Highlands. Esse dia talvez tenha sido o mais interessante da viagem. Pegamos o carro, saímos de Stirling, umas 10:00, até a cidade de Fort William nas highlands escocesas, um percurso total de mais ou menos 180 Km, mas até chegar ao destino final, fizemos várias paradas em locais maravilhosos. Mesmo se não houvesse paradas já teria valido a pena, pois essa rota da estrada A82 é bastante cênica. O primeiro ponto de parada foi o Loch Lomond, mais precisamente numa cidadezinha pitoresca chamada Luss. Primeiro, compramos um sanduíche e nos sentamos numa área verde com bancos e mesas de madeiras bem perto do lago. O local tem um estacionamento amplo, é só não esquecer de colocar uma moeda na máquina (1 Libra), pegar o ticket e colocar no carro. Depois passeamos pelo lago até o píer de madeira e entramos na cidade de Luss. A cidade de Luss parece um local daquelas histórias de contos de fadas, uma cidade pequena, com casas feitas de pedras, paisagismo interessante, e flores e jardins bem cuidados. Na cidade, ainda tem uma igrejinha bem pequena com uma espécie de cemitério na frente, onde a atração é uma sepultura Viking de aproximadamente 1000 anos. A cidade e seus arredores são tão interessantes que perdemos a hora. Ficamos umas 3 horas no local. Se você tiver mais dias, vale a pena se hospedar na região e tirar 1 dia inteiro para aproveitar Luss e o Loch Lomond, tem trilhas interessantes para fazer no local, não fizemos por falta de tempo. Depois dessa parada seguimos nossa expedição nas Highlands. Ainda no Brasil, pesquisamos e marcamos vários pontos de parada para descer e aproveitar o lugar, entre vales, montanhas, quedas d’água, lagos e paisagens cinematográficas. Os pontos que marcamos foram: Loch Tulla, Loch Ba, Etive Mor Waterfall, Glen Etive Park, Glencoe Valley, Three Waters, Three Sisters, Loch Achtriochtan. Loch Tulla e Loch Ba foram uns bons aperitivos para o ponto alto das nossas paradas que foi o Glen Etive, que para chegar até o local tem que sair da rodovia principal e fazer um desvio, mas não se preocupe, é só colocar no google maps ou algum GPS que você chega lá. Assim que você sai da rodovia A82 para ir ao Glen Etive, tem um recuo do lado esquerdo que é a parada para conhecer o Etive Mor Waterfall. Atravesse a rua, caminhe para o lado oposto e terá um cenário de uma belíssima e pequena queda d’água com uma montanha ao fundo. Seguindo nesse desvio por uns 40 minutos, e alguns veados no caminho, chegamos ao Glen Etive. Na estrada, tem que tomar algum cuidado, pois em alguns trechos só passa 1 carro, mas existe vários recuos para você encostar e dar a passagem para o carro que está na direção contrária. A regra é, quem estiver mais perto desses pontos de passagem é quem encosta o carro. A estrada vai margeando o rio etive, e sério, perdemos a conta de quantas vezes paramos no percurso para contemplar a beleza do cenário e paz do local. Ao chegar no local, foi só contemplar o Loch Etive, e que cenário. Ficamos 1 hora entre contemplação, tirar fotos e fazer um lanche (tem que levar, não tem onde comprar nada). Só tomar cuidado que tem uma parte do lago que a água sobe com o tempo, não percebemos e quando fomos voltar, vimos que o mesmo local em que pisamos já estava cheio de água. Tivemos que fazer uma pequena volta para conseguir sair da beira do lago e voltar ao estacionamento. Sobre o estacionamento, é na margem do lago, não é grande, não tem estrutura é um lugar bem rústico mesmo. Infelizmente, e ao mesmo tempo felizmente, tivemos que seguir viagem, por mim passaria a tarde naquele lugar. Detalhe: vimos várias barracas de acampamento no caminho. Voltando para a estrada, as 2 próximas paradas também têm uma das paisagens mais belíssimas que vimos da viagem, o Vale Glencoe. Como já estávamos perto do fim de tarde as paradas no Glencoe Valley e na Three Sisters foram bem rápidas. Se você quiser pode caminhar pelo Glencoe, vimos pessoas fazendo isso, mas não tínhamos mais tempo, já que não queríamos dirigir a noite na mão contrária. Nós tínhamos programado sair de Stirling 09:00, mas como saímos as 10:00 faltou essa hora, que poderíamos ter usado para caminhar no Vale, mas imprevistos de viagem acontecem. Ainda fizemos a última parada rápida no Loch Achtriochtan, outro cenário lindo com uma casinha perdida no meio de um lago e montanhas, e chegamos em Fort William por volta das 20:30 já escurecendo. Chegando em Fort William, fomos jantar num Mcdonalds perto do Hotel e dar uma voltinha no centro, uma pequena rua bem deserta, mas interessante. Nos hospedamos no Premier Inn For William, 39 Libras a diária. A hospedagem foi excelente, no padrão Premier Inn e o melhor de tudo é que fica ao lado da estação de trem que sai o Jacobite Exprees, o passeio do dia seguinte. Luss Glen Etive Glencoe Dia 7: Jacobite Express/Eilean Donan Castle. Reservamos esse dia para fazer o passeio no Jacobite Exprees ou, se preferir, trem do Harry Potter. O trem sai as 10:15 de Fort William e chega 12:25 na cidade da Mallaig, com uma parada na cidade de Glenfinnan. O ideal é comprar com antecedência no site da atração, o valor da passagem de ida e volta custou 39,85 Libras individualmente. Você pode comprar somente 1 trecho também. Eles mandam os tickets por e-mail, já com os assentos marcados. A paisagem do percurso é bonita, mas o ponto alto é a passagem pelo famoso viaduto de Glenfinnan. Na ida, saindo de Fort William, o ideal é você ficar do lado esquerdo. Não se preocupe em relação ao assento, se na ida você ficar no lado contrário, na volta você vai ficar no assento do lado certo para ver o viaduto. Uma dica para pegar uma foto ou um vídeo excelente do viaduto é: assim que o trem sair da estação de Glenfinnan, levante da sua cadeira e se posicione na janela que fica perto da porta de saída do vagão, onde não tem assento, você não disputará as janelas do vagão com todos os passageiros que se levantam para tentar ver e fotografar o viaduto. Nesse local você terá a janela só para você. O engraçado é que um casal de escoceses que estava na poltrona do nosso lado viu a gente fazendo isso e na volta fizeram também. Em Mallaig você terá quase 2 horas para curtir o local, mas a cidade não tem muito a oferecer, apenas um pequeno Porto. O melhor da cidade foi comer umas focaccias e tomar um refrigerante de rosas gostoso num local chamado Bakehouse em frente ao cais. 14:10 o trem saiu de Mallaig para fazer o caminho de volta e chegou em Fort William as 16:00. Voltamos para o Hotel, pegamos as nossas malas, o carro, e partimos em direção a Ilha de Skye. No caminho, paramos no famoso e talvez o Castelo mais fotografado da Europa, o Eilean Donan Castle. Chegamos por volta das 18:30 e foi o melhor horário que poderíamos ter chegado. O sol estava iniciando o movimento para se pôr, e a luz estava ótima. Não tinha quase ninguém, era o castelo e a famosa ponte de pedra praticamente só para nós. Não dava para visitar o interior do castelo, pois estava fechado, mas dava para andar em toda a área externa. Uma paisagem cênica, que rende ótimas fotos tanto perto quanto longe do castelo. Falando em paisagem, quem for de carro para essa região pode se preparar, porque em todo percurso entre Fort William até a Ilha de Skye você vai parar muito para apreciar e tirar fotos dos vários mirantes ao longo da estrada, cenários impressionantes, sem falar que as estradas são floridas e bem verdes. Vale dirigir com calma, sem pressa e curtir a viagem. Chegamos no início da noite ao nosso hotel, o Larchside Bed and Breakfest, que aliás foi a melhor hospedagem da viagem. Não fica no centro de Portree, mas fica apenas uns 3 a 5 minutos de carro. Quarto grande, muito limpo e aconchegante, e o anfitrião Craig é muito simpático e solícito, explicou tudo da região e deu dicas das atrações. Um comentário engraçado que ele fez, é que ultimamente estava recebendo muitos brasileiros de Minas Gerais. Café da manhã delicioso com frutas frescas (framboesa, amora etc.) e você escolhe no dia anterior o que vai querer comer no dia seguinte. O Hotel na verdade é uma casa grande, onde ele aluga os quartos. O valor foi de 180 Libras 2 diárias. Viaduto de Glenfinnan Paisagem durante o percurso Eilean Donan Castle Dia 8: Ilha de Skye. De início vou logo deixar um aviso, 1 dia é pouco para aproveitar a região. Tivemos que escolher entre quais atrações visitar. Para explorar as principais atrações da Ilha, o melhor seria ficar 2 dias cheios, ou seja, 3 pernoites. Começamos o dia em Portree, a cidade que é o centro da ilha. Tiramos aquela famosa foto das casinhas coloridas no melhor ponto que é na rua Bosville Terrace. Fomos até a Mackenzies Bakery e compramos alguns pães e lanches para passar o dia, já que as atrações ficam em locais sem estrutura para comida. Nossa primeira parada foi nas Fairy Pools. Lá tem estacionamento a Fairy Pools Car Park. Precisa de fôlego, já que tem subidas e descidas no percurso. Foram uns 20 minutos de caminhada até a primeira piscina. O local é maravilhoso, com várias quedas d’águas no percurso. Cuidado para não deixar passar o tempo. Demoramos cerca de 2 horas e meia no local e deu para curtir bastante. De lá, fomos para o Nest Point Lighthouse, um pouco mais de 1 hora entre uma atração e outra. No caminho, paramos num café chamado Lephin. Podem anotar é uma excelente parada para usar o banheiro e recarregar as baterias. A sopa de tomate é uma delícia, assim como Brownie. Um parêntese importante, em vários pontos da estrada é aquela via única, mas tem vários pontos de passagem para você parar e deixar o carro que está na mão contrária passar. O fato de você dirigir pela ilha já é uma atração a parte, parece que você está num belíssimo fim de mundo, com uma natureza exuberante a sua volta, com suas montanhas, lagos, flores e muitos animais no caminho como ovelhas e as famosas vacas Highlanders. Em muitos momentos é apenas você, seu companheiro(a) e a Escócia, uma paz imensa. Bem, chegamos ao Nest Point, uma paisagem espetacular. Um alerta: aqui venta muito forte, vimos lenços e chapéus voando. Aqui também precisa de fôlego e para quem tem mobilidade reduzida o local não é interessante, pois tem um escadão enorme para você descer e subir na volta. A subida na volta foi difícil. O local é mágico. Um farol antigo no alto, uma vasta área verde, várias famílias de ovelhas pelo local e a imensidão do Mar ali pertinho de você. Um local para contemplar. Você ainda pode deixar sua marca montando uma torre de pedras para a posteridade. Ficamos também umas 2 horas aproveitando a paisagem. Para estacionar, assim como nas Fairy Pools, foi tranquilo, tem muito espaço. Depois do Nest Point, pegamos o carro e fomos para a próxima atração, Fairy Glen. Mais 1 hora e 10 minutos de estrada. O local para deixar o carro é bem pequeno, tem que deixar na margem da estrada entrando um pouco na grama. Depois subimos um pequeno morro e do outro lado encontramos a Fairy Glen. Quando você caminha por aquelas montanhas, parece que você está pisando num tapete verde macio, uma sensação boa. Na parte de baixo das montanhas, no “chão”, tem um famoso símbolo em espiral, que dá uma áurea mística ao local. Pena que começou a chover e tivemos que ir embora. Ficamos quase 1 hora no local. Já pegando a estrada para voltar ao Hotel, demos uma paradinha em outra atração importante da ilha, o Quiraing. Não descemos do carro, mas valeu a pena admirar de perto essa cadeia de montanhas. Posteriormente, fizemos a última parada do dia na Kilt Rock. Parada rápida para ver a linda queda de água e ver o corte das rochas que lembram um Kilt. Tiramos umas fotos e pronto. A parada foi rápida pois estava muito frio. Tirei a luva para bater uma foto e meus dedos quase congelaram, já era fim de tarde/início de noite e o vento estava muito gelado. Chegamos na pousada já escurecendo. Foi um dia longo, cansativo, mas muito, muito proveitoso e inesquecível. Fairy Pools Ilha de Skye Nest Point Fairy Glen e a chuva chegando Dia 9: Lago Ness e Inverness. Penúltimo dia na Escócia e logo cedo tivemos que deixar esse paraíso chamado Ilha de Skye. Antes, fizemos uma última parada na Sligachan Old Bridge, uma ponte antiga de pedra inserida num cenário espetacular rodeada por montanhas belíssimas. Essa ponte fica no caminho de saída da Ilha. Outra atração que vimos no percurso foram as famosas vaquinhas highlanders, aquelas com os olhos cobertos pelo “cabelo”, tinha pelo menos umas 10 no local. Paramos o carro para muitas fotos e conseguimos até pegar nelas. A parada final desse dia foi a cidade de Inverness, mas até chegar a cidade fizemos várias paradas legais e interessantes pelo caminho. Novamente, paramos no Eilean Donan Castle e dessa vez foi para fazer a visita ao interior do Castelo. O castelo é pequeno e a visita é rápida, leva mais ou menos 1 hora. O castelo tem os ambientes medievais bem preservados e lá você aprende sobre a história do local, como por exemplo o motivo da sua construção no século XIII, que foi para se defender dos ataques Vikings. No Castelo, que já pertenceu ao clã Mackenzie e hoje pertence ao clã Macrae, foram realizadas várias filmagens, como o filme Highlander. A entrada individual custou 10 Libras com audioguia incluso. A Próxima parada foi no Castelo Urquhart e no famoso Lago Ness. 1 hora e meia de estrada entre os 2 castelos e mais uma vez um percurso com muitas flores amarelas na margem da estrada e com bastante mirantes com vistas espetaculares. O Urquhart é um castelo histórico as margens do Lago Ness, esteve sob os domínios de Robert de Bruce e foi importante na época da luta pela independência da Escócia. Hoje está em ruínas e sobrou pouca coisa de pé, mas é uma visita interessante. Antes de visitar a área do castelo, você entra numa espécie de sala de reunião onde assiste um vídeo com a história do local, e quando o vídeo acaba, de repente, as cortinas da sala se abrem e você dá de cara com as belas ruínas. Instigante. Algumas torres ainda estão de pé, o que dá uma bela vista do Lago Ness, assim como a cozinha e um espaço que era utilizado para prisão. Falando no lago, na visita você pode aproveitar, descer uma escada e dar de cara com o Lago Ness. Não, não vimos nenhum monstro, apenas algumas aves nadando tranquilamente, mas podemos garantir que a água estava bastante gelada. A visita custou 12 Libras o ingresso individual e ficamos umas 2 horas e meia no local, contando com o tempo para o almoço. Mais uns 40 minutos de estrada e chegamos em Inverness. O hotel que ficamos foi outro da rede Premier Inn, o Inverness Centre (Millburn Rd), onde tivemos o único problema de hospedagem da viagem. O aquecedor não funcionou e não trocaram a gente de quarto, só deram outro cobertor o que não resolveu o problema do frio. Chegando ao Brasil, reclamamos no site, pediram desculpas e mandaram um cheque com o valor da hospedagem, o que não adiantou muita coisa pois não conseguimos descontar. Se tivéssemos pago com cartão de crédito, teriam estornado o valor da hospedagem no cartão, mas como economizamos grana na viagem e resolvemos pagar esse hotel em dinheiro ficamos sem ter o estorno. Sobre Inverness, caminhamos pelo centro da cidade e visitamos alguns locais como a Old High Church, onde os Jacobitas que sobreviveram a batalha de Culloden foram levados pelos ingleses para serem executados. Também vimos a catedral e o castelo de Inverness, mas somente por fora. Mas a melhor coisa para se fazer em Inverness é caminhar pela margem do Rio Ness, uma caminhada agradável, relevando o frio que fazia na cidade, que estava 4 graus a noite no início de maio. Vaca Highlander Castelo de Urquhart e o Lago Ness ao fundo Dia 10: Museu Culloden e Falkland. Último dia na Escócia e para aproveitar acordamos cedinho, 09:30 já estávamos no Museu de Culloden. Fica apenas uns 15 minutos do hotel que estávamos hospedados. Esse local conta a história da batalha final dos Jacobitas onde os ingleses massacraram os escoceses em uma luta que durou apenas alguns minutos. Além do museu, que conta toda a história Jacobita, visitamos o campo onde ocorreu a batalha. Um campo verde enorme marcadas por bandeiras vermelhas, posicionadas onde estavam as tropas inglesas, e por bandeiras azuis, onde estavam posicionadas as tropas escocesas. Ainda no campo de batalha, existe um monumento emocionante com pedras com os nomes dos Clãs escoceses que lutaram na batalha. Claro que o mais procurado para fotos é a pedra do clã Fraser por causa do sucesso da série Outlander. A entrada individual custou 11 Libras, com audioguia incluso, e o tempo de visitação foi de 2 horas. Seguindo já o caminho de volta para entregar o carro no aeroporto de Edimburgo, após 2h40 de estrada fizemos uma última parada numa pequena cidade chamada Falkland. Aliás, a estrada é uma atração a parte, com muitas flores amarelas típicas escocesas no percurso o que deixou o passeio belíssimo. A cidade em si é bem charmosa, parece que parou no tempo com as casas de pedras e suas flores nos parapeitos, além das ruas estreitas de pedras. Aqui foram filmadas algumas cenas da série Outlander como se fosse a cidade de Inverness nos anos 40. No centrinho, por exemplo, tem uma fonte antiga de pedra chamada Bruce Fountain, onde foram filmadas algumas cenas do início da série. Mais 2 curiosidades sobre essa bela cidade: É lá que existe o campo de tênis mais antigo do mundo construído por volta 1540, e o lendário cantor Johnny Cash visitou o local algumas vezes devido ao registro de alguns dos seus ancestrais na cidade. Ficamos apenas 30 minutos, pois tínhamos horário para devolver o carro e depois para pegar o trem para Liverpool. Mas a cidade merece pelo menos 1 dia cheio para aproveitar bem todo o charme que ela oferece. Mais 1 hora de percurso e chegamos ao aeroporto por volta das 16:00. Aqui tivemos um pequeno contratempo, pois não consegui acertar a saída da avenida para a entrada do aeroporto na primeira vez. O GPS estava desatualizado nesse trecho, então seguimos reto na avenida até encontrar uma rotatória para poder voltar e pegar uma outra saída para o aeroporto. Um pequeno susto, mas deu tudo certo. Devolução do carro super-rápida, menos de 10 minutos e já partimos para a estação de trem com destino a Liverpool, mas isso é papo para outro dia. O que posso dizer da Escócia, é um país mágico, com uma história riquíssima e paisagens naturais de tirar o fôlego. Entrou para o top 5 das nossas viagens com certeza. Ficou um gostinho de quero mais e no futuro voltaremos para desfrutar e curtir mais esse belíssimo país. Campo de Batalha de Culloden
    4 pontos
  6. Oi, pessoal!! Eu que consumo tanto as informações desse lugar, hoje decidi relatar como foi a minha expedição no Jalapão, e quem sabe assim poder ajudar também! Minha expedição foi de 16/06/21 a 21/06/21 – 6 dias Bom ir para o Jalapão nunca foi um sonho, inclusive tinha outras opções que gostaria de conhecer antes, mas por indicações de amigos decidi ir ao Jalapão. A primeira coisa a fazer é contratar uma agência, eu pesquisei algumas, mas preferi ficar com a Jalapa Adventure, que um amigo me indicou fortemente e não me arrependo! Já aviso que é uma viagem roots, de difícil acesso e cara também, mas quando você chega lá, dá para entender o porquê, lá é tudo muito distante mesmo, as estradas são péssimas e o acesso não é nada fácil. Todo o meu pacote fechei com a Jalapa Adventure, então foi o pacote de 6 dias e 5 noites, que incluiu entrada nos atrativos, hospedagens, café da manhã, almoço e janta, exceto as bebidas (o pacote ficou R$ 2.800,00 sendo 30% de entrada, e o restante você paga em Palmas, antes de sair para a expedição e eles parcelam em até 3x). Obs. Esse valor não inclui os passeios opcionais como Rapel, tirolesa, rafting, Morro do Espírito Santo, Morro do Sereno. Peguei também com a agência a meia diária em Palmas e o Uber do primeiro e do último dia. (R$ 390,00 paguei um dia antes da viagem). A única coisa que comprei por conta própria foi a passagem aérea (de São Paulo para Palmas R$ 1.500,00) Uma outra coisa importante, a agência pede o teste do COVID, pode ser teste rápido. Mas achei isso muito bom, porque você vai ficar no carro com mais outras pessoas, então é bom prevenir. (paguei no teste do cotonete 109,00). Obs. Não são todas as agências que pedem. A agência passou meu contato para o Uber que ia me buscar, ele me mandou mensagem antes e alinhamos mais o menos o horário que eu chegaria em Palmas. Sai de São Paulo às 23:50 e cheguei em Palmas às 2h. Quando cheguei no aeroporto o meu uber já estava me esperando na saída. Demoramos uns 30min até chegar no hotel em Palmas. No hotel fiz o check-in e fui dormir (quarto individual), a minha saída no dia seguinte seria às 8h. Obs. No meu grupo, expedição de 6 dias, seria eu e mais 4 pessoas, mas como uma delas testou positivo para a covid e as demais tiveram contato com ele, tiveram que reagendar a expedição. Sendo assim, eu fui remanejada para um outro grupo, porém esse outro grupo começaria um dia depois do meu, porque a expedição deles eram de 5 dias. 1ºDia - Dia Rota das Cachoeiras em Taquaruçu Acordei, me arrumei e desci para tomar café. O guia (Cristiano, vulgo Fifity) chegou no horário combinado às 8h. Obs. Eu estava de chinelo, mas troquei por uma botinha de trilha, já que íamos caminhar um pouquinho (trilha fácil e curtinha). Mochilinha pequena, só para levar toalha, protetor, chinelo etc. O primeiro dia fiz a rota só eu e o guia, já que meu grupo havia cancelado. Mas foi bem tranquilo, o guia foi sensacional! A primeira cachoeira foi a do escorrega macaco e depois a cachoeira da roncadeira, as duas são no mesmo local, e na roncadeira você pode fazer Rapel, passeio opcional, esse eu não fiz (R$ 120,00 por pessoa). Obs. Antes de iniciar a trilhar tem banheiros. Ahh essa trilha é bem legal, você pode ver uns macaquinhos, macaco prego, uma graça! A cachoeira não estava muito cheia, dava para entrar tranquilo. Saímos dessa cachoeira direto para o almoço, que foi na Cachoeira do Evilson. Fomos os primeiros a almoçarmos, o que foi ótimo porque depois descemos para a cachoeira e estava vazia, deu para tirar várias fotos e ouvir só o barulho da natureza . Voltamos para Palmas umas 16h, fiquei no mesmo hotel que estava. Foi ótimo chegar cedo, porque eu estava super cansada, já que não tinha dormido na noite anterior. 2º Dia – Lagoa do Japonês e Pedra Furada Saímos do hotel de Palmas às 7h. E aqui já conheci meus companheiros dos próximos dias. Um casal Nat e Caio, uns fofos. No fim toda a exposição foi em 3 pessoas + o Guia Fifity. Partiu rumo à Lagoa do Japonês. Demoramos em média umas 3h muitaaa estrada ruim e muito calor (mas ficamos todos os dias com o ar-condicionado do carro ligado), aproveitamos o tempo na estrada para nos conhecermos. A Lagoa do Japonês é maravilhosa, linda demais, uma água cristalina de tirar o fôlego. Mas já aviso se você não souber nadar, que nem eu rs, não tem como aproveitar muito, tem umas partes rasas, mas a melhor parte fica onde só vão os nadadores kkkkk. Nessa parada tem uma ótima estrutura, banheiros, restaurante com comida muito boa e ótimos drinks! Obs. Aqui na lagoa tem a tirolesa, passeio opcional (R$ 40,00 por pessoa). Saímos da lagoa umas 15h e partimos rumo à pedra furada... Ai meu amigo aqui começa a emoção, pensa em umas estradas que é só área fofinha, parecia que estávamos nas dunas antes mesmo de chegar, uma sensação de que o carro estava surfando . Por isso é importante ir com guia, eles conhecem o caminho e sabem como conduzir o carro em todas as situações, realmente o Jalapão é bruto! Chegamos na pedra furada é simplesmente lindo demais... Um ponto negativo, aqui começam a filas para tirar fotos, siiimmm tem fila para as fotos, o pior é que sempre tem alguém que gosta de tirar 1000 fotos e nunca está satisfeito , o ruim é que quanto mais uma pessoa demora nas fotos, mas aumenta a fila, bom tirando isso o lugar é bem legal e tem um mirante lindo do cerrado! Aqui também tem banheiro. Hora de partir para a pousada, mas estrada de areia fofinha e estrada de terra. Chegamos umas 18h, ficamos na pousada Águas do Jalapão. Eu simplesmente amei!! Tem piscina, tem ofurô natural, tem massagem, tem lojinha, e tudo muito limpo e aconchegante. Os quartos não são pequenos (o que eu fiquei tinham 2 camas) e tem ar-condicionado. O café da manhã e o jantar são bem servidos e com variedades de comidas. Ahh tem um bar com drinks deliciosos e vários tipos de cervejas, dá para aproveitar beem! Recomendo que provem o drink de Açai e a caipirinha de Rapadura! 3º Dia - Cânion Sussupara, Prainha do Rio Novo, Dunas e chegada em Mateiros Sem sombra de dúvida foi o dia mais cansativo! Às 6:40 já estávamos tomando café. O Fifity já estava pronto, colocou gelo no cooler, limpou o carro e estava só esperando a gente para guardar as malas. Ele simplesmente madrugava, para que quando acordássemos o carro estivesse prontinho só esperando a gente! Às 7h saímos da pousada, rumo ao Cânion Sussuapara, esse lugar é incrível! Parece um lugar meio sagrado tem uma energia surreal, uns paredões de rocha onde a água desce, é indescritível... Esse foi um dos lugares que mais gostei! Ficamos nesse ponto um tempinho e partimos. A próxima parada foi no almoço. Almoçamos na comunidade rio novo, é um lugar bem simples o restaurante é pequeno, mas tem uma comida maravilhosa!! Aqui também você pode experimentar sovertes artesanais com frutas da região, recomendo! O local tem banheiros. Obs importantíssima: Nessa parada eu vi muitas pessoas ficarem sem almoço, como comentei o lugar é pequeno e lá funciona por reserva, ou seja, aquelas pessoas que vão sem uma agência muitas vezes não sabem disso, e chega na hora não tem reserva e ficam sem almoço. Saímos da comunidade direto para a Prainha do Rio Novo que fica bem pertinho... o lugar é uma delícia, passamos um tempão lá. O nosso guia Fifity sempre nos lavava para almoçar cedo e isso era ótimo porque logo após o almoço partíamos para os atrativos e que na maioria das vezes estava bem vazio, já que todos estavam almoçando ainda. A Prainha é maravilhosa, de água calma nas margens, do meio para frente tem uma correnteza bem forte e pode ser perigoso. Obs: Aqui não tem banheiro, tem só um espaço para se trocar. Partimos rumo as Dunas, mas antes fizemos uma parada no Recanto das Dunas, onde tiramos fotos com a Serra Espírito Santo de Fundo, tem também a Arvore dos Desejos para tirar foto e amarrar sua fitinha . Aqui também tem um bar bem legal, eu particularmente passaria o dia bebendo e vendo o cerrado. Continuamos o caminho para as Dunas, paramos o carro em um ponto e fomos andando até as Dunas, dá uns 15, 20min. Bom preciso nem falar que é lindo demais, geralmente as pessoas ficam até o sol se pôr. Chegamos às 18:30 na pousada Buritis do Jalapão (que fica em Mateiros) a pousada é mais simples em comparação com a anterior, mas é bem confortável e nos quartos tem tv, frigobar e tem wi-fi. Descarregamos as malas, nos arrumamos e saímos às 19:30 para o jantar. Jantamos no Restaurante Extremo, um lugar muito fofo, comida boa e tem drinks e cervejas! Após a janta partiu descansar, porque esse foi um dia tenso. 4º Dia - Fervedouros Aqui começa a rota dos fervedouros! E o primeiro foi o Rio Sono. O nosso guia Fifity foi muito bom, ele inverteu toda a ordem dos fervedouros e com isso pegamos alguns exclusivos, siiim só para nós, e em alguns casos tinham outras pessoas, mas não estava cheio. Bom nesse primeiro fervedouro foi o que mais aproveitamos sem sombra de dúvida, ficamos mais de 1h lá (geralmente tem limite para ficar nos fervedouros de 20min, caso tenha muita gente), até chegar o próximo grupo. Fizemos vários vídeos, fotos, e aproveitamos muito! Eu sinceramente não sei descrever como é um fervedouro, é algo muito diferente do que eu já vi na vida. A água é cristalina, com uma coloração incrível, tem uma temperatura agradável, e aqui você não afunda o que foi ótimo para mim que não sei nadar kkkkk. Seguimos para o Fervedouro Encontro das Águas, depois Fervedouro Buritis, bom todos são lindos, o que muda é que cada um tem uma característica de coloração e a maneira que cada um deles traz a água do subsolo à tona, com maior ou com menor pressão da nascente. Nesse dia almoçamos no Restaurante Rio Sono, a comida é maravilhosa demais, e eles são bem caprichosos, o lugar é muito bem cuidado e tudo muito limpinho. Visitamos os Artesanatos da Região, aqui tem várias coisas feitas de capim dourado, comprei algumas coisinhas rsrs. Eles aceitam cartão. Chegamos na pousada por volta das 17h, descansamos um pouco e nos arrumamos para ir jantar. Saímos às 19:30 para a janta, dessa vez comemos em lugar que vendia uns espetinhos, tinham várias opções de espetinhos e tinha opção que vinha com arroz, farofa e vinagrete. Estava bem bom os espetinhos! 5º Dia – Morro do Sereno, Cachoeira da Formiga e Fervedouro Ahhh para mim a melhor parte da viagem =D Dia do passeio opcional Morro do Sereno, o casal que estava na expedição comigo não foi, então eu fui alocada a um outro grupo só para fazer esse passeio. Acordei as 3:30, coloquei a legging, blusa de frio, botinha, mochilinha com água e barrinhas de cereal e partiu! Sai às 4h da pousada e chegamos no início da trilha 4:30. No início da trilha eles te dão uma perneira para proteger da cobra, casa tenha, te dão um bastão de pau e uma lanterna, já que ainda estava escuro. Eu sou uma trilheira iniciante e cada vez mais apaixonada então para mim foi a parte mais incrível da viagem. Aqui é uma trilha com nível de dificuldade médio, tem em média 660 degraus SUBIDA TODA VIDA, demoramos +/- 1:30h até chegar no topo. Eu particularmente não achei fácil, mas consegui subir, tem uns bancos no caminho que dá para você sentar e pegar um ar. Bom quando você chega lá em cima é muito frio, por isso leve blusa! O céu de lá é tão lindo, super limpo sem nuvens, só as estrelas e a lua, vale muito a pena! Um pouco antes do sol nascer eles montam uma mesinha, com café, chá e club social, fofo demais! Aiii o sol começou a da sua presença ilustre, maravilhoso demais, eu fiquei ali um tempão admirando e agradecendo por tanta beleza e claro tirei várias fotos incríveis, ahh lá tem uns balanços para tirar foto, lindo demaisss. Umas 6:40 começamos a descida... Eu recomendo fortemente esse passeio. Obs: Esse é um passeio opcional e você paga para o seu guia (R$ 200,00 por pessoa). Às 7:40 eu cheguei na pousada, encontrei com o meu grupo, tomamos café e partiu mais um dia de fervedouros. E aqui pegamos nossas malas porque nossa próxima pousada fica em São Felix. A primeira parada foi na Cachoeira da Formiga. É um dos pontos mais bonitos sem sombra de dúvida, a água tem uns tons esverdeados que lembram esmeraldas e a água é super transparente. O ponto negativo aqui é que estava muito cheio, foi o ponto mais cheio que pegamos. A Dunas estava cheia, mas lá é bem maior então é mais tranquilo, agora a cachoeira da formiga não é muito grande então ficam todos muito aglomerados. Aqui tem um restaurante. Partimos para o Fervedouro Por Enquanto. E chegamos lá estava bem vazio, só tinha um grupo que já estava de saída. Aqui tem um restaurante e foi onde almoçamos, tem sorvetes de sabores da região. Ficamos um tempão aqui, aproveitando o fervedouro só nosso e depois almoçamos! Depois do almoço fomos para o Fervedouro do Alecrim, lindo também. E depois fomos para a pousada em São Felix. Ficamos hospedados no Fervedouro e Pousada Bela Vista! Que pousada lindaaaa, e tem um fervedouro dentro dela, depois das 18h o fervedouro fecha para visitantes de fora e fica aberto só para quem está hospedado na pousada, você pode entrar no fervedouro a noite, de madrugada a hora que quiser!!! A pousada é maravilhosa demais, os quartos são lindos e grandes, tem restaurante e tem um bar. Entramos no fervedouro a noite, depois nos arrumamos e fomos para o jantar. 6º Dia – Cachoeira das Araras, Rafting e Retorno para Palmas Último dia =( Nesse dia tem um passeio opcional que é o rafting, eu não fiz, como não sei nadar fiquei com medo. Às 7h estamos tomando café, saímos da pousada às 8h para o rio onde se iniciava o rafting. O casal foi, como eu não fiz, fui com o guia Fifity para o fim do rio, onde finalizava o rafting e lá perto tem a Cachoeira das Araras, fiquei umas 2h, que foi o tempo de terminar o passeio do casal. Almoçamos no restaurante que fica onde termina o Rio, mas não lembro o nome do restaurante rsrs. Se você não sabe nadar, pode ir ao rafting caso queira, falaram que é bem tranquilo que é um nível fácil. (Passeio Rafting opcional 200,00 por pessoa) Após o almoço partimos para Palmas. No caminho tem uma parada para tirar foto na Serra da Catedral. Chegamos em Palmas umas 17:30h, o guia Fifity nos deixou na pousada e acabou a expedição =( . Ao todo foram 1200km rodados! Eu não dormi porque meu voo era para às 2h da madrugada, então a agência agendou para o transfer ir me buscar na pousada à 1h... Algumas dicas importantes!! - Veja bem a agência que você vai contratar, como relatei teve pessoas que ficaram sem pousada e sem almoço. As vezes o barato sai caro... - Não vá de chinelo branco. Sério eu fui de chinelo branco e ele ficou MUITO sujo. - Essa dica aqui é meio que opcional, leve uma escovinha pequena para lavar o chinelo na hora do banho e uma bucha de banho para lavar o pé, sério o meu ficou muiiito sujo kkkk. - Leve TUDO, absolutamente TUDO, que você possa precisar de uma farmácia/perfumaria. A farmácia no jalapão tem quase nada! Ou seja, leve remédios (eu levei remédio para dor de cabeça, para estomago, para cólica, para alergia e para enjoo porque passamos muito tempo dentro do carro e pode precisar) e produtos de uso pessoal. - Leve uma blusa de manga longa, a noite no jalapão faz um friozinho. - Se for fazer o passeio opcional das trilhas, leve um tênis e prefira ir de legging, porque a saída é de madrugada é faz frio. - Não vá de mala de rodinha, prefira mochilas ou mochilão. Isso porque o carro balança muito durante toda a expedição, então pode acabar danificando a mala, sem contar que é difícil colocar 5 pessoas e mais 5 malas de rodinha em um carro, mesmo sendo 4x4. - Nos fervedouros não pode usar protetor solar ou repelentes. - Não precisa levar muitas toalhas, eu levei duas e que acabei usando só nos passeios, todas as pousadas tinham toalhas. - Se você pretende ir sem agência, PLANEJE MUITO BEM ANTES. O Jalapão não é um lugar de fácil acesso, e é só estrada ruim, não tem sinal de celular e acho que nem oficina de carro tem rs! Então pense bem, principalmente se você não tem experiência. Eu mesma não iria por conta própria kkk. - Agende seu voo com um dia antes da saída expedição e um dia depois do fim da expedição, ou com boas horas de folga. Isso porque vimos um carro de uma agência que quebrou no último dia da expedição deles e o voo do grupo saia de madrugada, ou seja, eles estavam desesperados com medo de perder o voo. Melhor ter uma folga e não correr o risco, além de que você tem um tempo para descansar e em palmas tem algumas coisas para aproveitar também! - Leve dinheiro em espécie, muitos lugares não aceitam cartão, inclusive para os passeios opcionais. - Não jogue lixo na rua ou no cerrado, vi alguns lugares com garrafa de cerveja e papel jogado, muito triste ver isso. Vamos fazer um turismo consciente e ajudar a preservar a natureza! - Leve sacolas plásticas, para colocar o chinelo quando terminar a expedição, colocar biquínis ou roupas sujas, ou para jogar seu lixo durante as viagens. - Leve sapatinha aquática, para usar nas cachoeiras e na lagoa do japonês. - O sinal do celular não pega no Jalapão, só em alguns restaurantes ou pousadas que tem wi-fi. - O Jalapão pode ser visitado durante todo o ano. Mas dizem que de maio a novembro é a alta temporada. - Não tenha medo de ir sozinha(o), eu fui e foi muito tranquilo mesmo! - VÁ DE CORAÇÃO ABERTO e não espere luxo ou grandes estruturas - O Jalapão é um dos lugares mais lindos que já visitei. Se o Jalapão não está na sua lista de desejos, eu recomendo COLOQUE! Bom tentei relatar o máximo possível, mas são tantos detalhes kkkk, caso tenham dúvidas, podem me mandar mensagem, ficarei feliz eu ajudar! Eu fui com a agência Jalapa Adventure, mais que recomendo eles! Inclusive vou voltar ao Jalapão em breve e quero fazer Chapada das Mesas também, tudo com eles kkkk Instar: jalapaadventureoficial Telefone: (63) 99953-0606 Meu instar caso queiram ver algumas fotos: prihmp Ou então só jogar na internet o nome dos lugares, vocês vão ficar encantados!
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  7. Particularmente, penso em adotar a máscara no dia a dia, mesmo após a pandemia.... Costumava ficar resfriado no mínimo 2x por ano... Desde fev/20 que nem eu e nem minha esposa ficamos resfriados/gripados.... Claro que o contato com pessoas reduziu bastante, mas atribuo isso ao uso da máscara e uso constante de álcool em gel....
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  8. @danielbotelho23 esse roteiro bolivia / peru / chile é o clássico, foi por ele que também fiz o meu primeiro mochilão. Aqui no fórum você poderá encontrar inúmeros relatos que poderão ti ajudar a criar seu próprio roteiro. Por aquelas bandas os deslocamentos são um tanto quanto lentos, é comum os ônibus atrasarem e se você der sorte, não quebrarem pelo caminho rs. Então sugiro não fazer um roteiro totalmente cronometrado. Deixe pelo menos uns 3-4 dias livres para possíveis imprevistos ou para caso de voce querer prolongar a estadia em algum lugar para poder aproveitar mais alguma cidade. Então se voce tiver somente 20 dias disponíveis, nao acho que seria interessante tentar incluir os três países. Quando fiz essa trip, viajei no início de Janeiro, se nao me engano na primeira semana. Essa é uma época de chuvas naquela região, mas tambem nao quer dizer que você pegará chuvas diárias. Eu mesmo so peguei algumas poucas chuvas no peru, durante a trilha inca. Essa época é muito boa para visitar o salar para poder ver os espelhos d'água. Sobre vida noturna agitada, talvez nao encontre algo muito badalado, mas ao fazer amizades nos hostels, sempre vai ter alguem que conhece algum lugar mais animado um pouco no qual a galara vai. Quando estive em Cusco, em volta da Plaza das Armas tinham várias boates no qual voce poderia até ganhar um free drink na entrada, com isso o pessoa sempre fica entrando e saído de uma pra outra. Mas nao espere ganhar nenhuma bebida gostosa rs.
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  9. Quero começar meu mochilão pela América do Sul no mês de janeiro de 2022, consideram viável? Não sei se as fronteiras vão estar abertas! Obs: Países do percurso são Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia e Peru!
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  10. Estou pensando fazer um mochilão pela bolivia, chile e peru em janeiro de 2022. Alguem tem interesse ? Eu sei que está longe, mas podemos compartilhar as ideias kkkkkkk.
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  11. Numa viagem você tem 3 períodos que são maravilhosos: o planejamento, a viagem e o pós-viagem, são fases distintas onde você vai curtir muito. Portanto curta a primeira fase na sua plenitude, veja fotos e assista no YouTube filmes sobre as regiões que você tem interesse (Angra(ilha grande), Arraial e Paraty, ou até mesmo a cidade do Rio de Janeiro), e faça o mesmo sobre alguns lugares do litoral Paulista(São vários lugares legais: Ubatuba, Guarujá, ilha bela......). Leia relatos de viagem aqui no mochileiros, tem um monte, isso será um tempo muito legal. Defina um lugar ou dois em cada estado, analise bem a logística pra chegar lá, aqui é importante, veja se da sua cidade ao lugar que definiu é fácil chegar(Se tem ônibus direto, quanto tempo gastará para chegar ao destino, o custo de passagem, táxi, uber....), perder muito tempo e ter stress no início e no final da viagem não é bom. Por exemplo, da sua cidade talvez você terá que ir ao Rio de Janeiro e pegar outro ônibus para, por exemplo, Arraial do Cabo(uma passagem do Rio até Arraial está mais de $100, portanto só neste trecho o custo será de +-$500), análise se o horário de chegada será próximo à saída do ônibus para Arraial, nao sei, mas pode acontecer de ter que esperar 4 horas dentro da rodoviária, isso gera stress. Feito isso é hora de fazer a PREVISÃO de custos totais da viagem, para verificar se está dentro do seu orçamento (Dificilmente vc saberá antecipadamente quanto gastará), por isso sempre coloque valores um pouco mais alto nos itens e deixe uma margem de segurança pra imprevistos. Como estarão de férias do trabalho, o melhor é viajar pra região praiana durante a semana, pois nos finais de semana os preços são bem mais altos e costumam lotar (planeje em chegar no domingo (contra fluxo) e fiquei até sexta-feira(contra fluxo também). Em alguns casos vcs terão uma praia só pra vcs..kkkk com $2.400,00 talvez dê pra ficar até mais dias (vamos fazer uma previsão) Suponhamos que depois de analisar tudo isso vocês definiram (a opinião da mulher sempre é a mais importante, não esqueça desse pequeno grande detalhe kkkkkk), que vão conhecer o Guarujá (pq a logística para vcs é melhor, ela fica perto de Santos, tem Praia Grande, bem próximo, os preços são legais.......). No próximo post vou tentar te ajudar no planejamento do custo.
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  12. Naturalmente, teu argumento é válido. Entretanto, sinto que está havendo uma polarização ao que tange a questão da pandemia - e digo isso sem minimizar a questão. Não é preciso ser técnico de qualquer área para perceber que não se pode apenas agir em uma única frente. Meu ponto é que pouco adianta vencer a pandemia, se isso resultar em um revés tão forte em todas as demais áreas que também são prioritárias. Me admira que o corpo técnico de um governo seja incapaz de elaborar um plano de contingência realmente eficiente, respeitando às necessidades de cada setor, em busca de uma solução para o problema. Até aceitei nos primeiros meses, dada a situação ter nos surpreendido, que todos, inclusive o próprio governo, ter sido pego desprevenido, não soubesse exatamente como agir - mas aqui também faço um adendo, vergonha de um governo sem planos pré estabelecidos para situações anormais, e tão quanto, cadê a inteligência de um país que é incapaz de monitorar esse tipo de evento? Num mundo globalizado é o mínimo esperado. Eu acho que deve-se haver um incentivo ao turismo, mesmo agora, todavia buscando meios de mitigar os impactos decorrentes da pandemia. O que eu não concordo é apenas bloquear as coisas e nem tentar encontrar alternativas que sejam viáveis para todos - sim, nem tentar, porque é o que está havendo. E por fim, só para exemplificar parte do meu argumento: no ano passado, aqui no Brasil os esportes recreativos coletivos estavam proibidos, exceto o futebol. Eu jogo vôlei de forma amadora, desde os meus 14 anos, e é uma atividade fundamental para minha saúde. Tudo proibido, mas futebol não... na época eu fiz uma denúncia ao ministério público qual apenas 'disse que não era com eles'. Provoquei o governo municipal da forma que pude para que tentassem questionar esse absurdo, mas apenas alegavam que 'a lei vem de cima'. Esse ano apenas mudaram as estúpidas e mal pensadas regras de combate a pandemia e, pasmem, podemos jogar nosso vôlei novamente (observe que enquanto isso o futebol rolava solto). Mas enfim - esse é um resumo da minha opinião - qual certamente muitos vão discordar, mas que faz parte do diálogo.
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  13. Capítulo 8: Thetford e família Costa Quando estava indo para a Inglaterra, planejava passar um tempo em Londres, usando Couchsurfing e Worldpackers – contudo, eu havia contatado Valdeiza, uma amiga de meu pai que mora na Inglaterra, pedindo ajuda quanto à carta convite. Ela me mandou, e se ofereceu para me buscar no aeroporto. Aceitei, muitíssimo grata à oferta e à carta. Em Londres, passei 40 minutos na imigração por dizer que só tinha 200 euros e ia viajar usando couchsurfing e pegando carona na estrada. Depois de muita conversa, o oficial falou bem seriamente: olhe garota, não quero ver nenhuma notícia sobre você no jornal! Disse que ele não ouviria falar de mim e passei. Finalmente, Inglaterra! Esperei um pouco pela Valdeiza e quando nos encontramos, ela perguntou se eu não gostaria de passar um tempo com a família dela no interior. Pareceu-me uma ótima ideia, visto que ainda não tinha planos concretos. Quando chegamos à Thetford, conheci seu marido português, o Luís, mas não consegui conversar muito, pois estava morta de sono. Perguntei onde poderia dar um cochilo e capotei. Dormi por 16 horas! Lembro bem da voz da Valdeiza depois desse longo “cochilo”: menina achei que você tinha morrido! Na casa também havia o Samuel, o filho deles: uma criança serelepe e travessa, e ainda sim, extremamente cativante, sendo impossível não gostar daquela criatura traquina. Passei o mês na casa deles e vivi muitas coisas lá. Conheci muita gente da família, e inclusive mais tarde a Wânia e o Elson, irmãos da Valdeiza, iriam me abrigar em Oxford. Fui alguns sábados para a igreja adventista com eles, e lá, tinha a oportunidade de praticar inglês (foi bem difícil no início entender o culto e conversar com as pessoas, por conta do sotaque britânico), mas foram tantas coisas que se eu escrever sobre tudo, passarei tempo demais falando dessa primeira parte na Inglaterra. Mas fico muito feliz por todos que conheci. Fico feliz de ter participado um pouco da vida daquelas pessoas. Ah, e nesse mês em Thetford, pude fazer alguns bate-voltas: conheci Bury St Edmunds, Norwich, Colchester, Cambridge... Agora, algumas anotações que fiz durante a viagem: “Ajudei em um evento da igreja deles, e me senti bastante útil. Lembro-me de passar horas cortando e plastificando coisas. Foi um evento dos desbravadores. Ajudei bastante na casa, e a Deiza me ajudou muito. Por conta dela, consegui minhas primeiras 100 libras (lembrando que cheguei na Inglaterra tendo só 200 euros) . Ela me conseguiu trabalho como pintora artística em uma festa infantil, fiz brigadeiro e ajudei em bastante coisa da festa também. Eu dormia no quarto com o Samuel. Lembro que uma vez ele se deitou na cama comigo, e a Deiza veio para tira-lo. Fofo. Outra vez ele sentou no meio da noite e falou algo como “i will take you to hell” (vou te levar para o inferno) Fiquei com o c* na mão na hora e rezei (e olha que não sou religiosa); no outro dia dei risada sobre isso. Conheci a dona Izilda e seu marido, um casal fofo de portugueses. Ela tricotou sapatinhos para mim; essas gentilezas inesperadas mexem comigo. Acredito que com todos. Fomos para uma floresta e caminhamos bastante. Em uma delas estávamos com a Kristen, seu marido e os meninos, e fizemos um piquenique. Na outra, estávamos com a Lu, e era um lugar lindo. Deitamos na grama. Acho que foi o mesmo lugar. Um carneirinho escapou da cerca e estava chorando, a mãe dele também chorava. O Luís conseguiu pega-lo e colocar de volta junto com a mãe. O Lucas, filho da Lu, caiu no chão e chorou Lembro-me de sentir frio, e a Lu também sentia. Ficamos dentro do carro. Conversei sobre meio ambiente com a Kristen, e sobre como as mulheres alemãs já não querem ter filhos. Fizemos um piquenique em Thetford. Saí para caminhar com o Thiago. Ele me comprou doces de 1 libra, e fomos em uma biblioteca. Peguei três livros. Não cheguei a terminar nenhum. O Samuel me deu um ukulele que estava parado em seu quarto, e comecei a aprender. Lembro-me de estar um dia do lado de fora, admirando a lua e tocando para ela. A brisa era fria, mas agradável.” “04/04/2019 Você já tá no teu caminho, não precisa ficar se planejando pra quando voltar. Estava conversando com o meu pai, e eu sou muito grata pelo suporte que ele e a minha me dão. Ele disse que quando perguntam sobre mim, ele enche a boca pra falar que estou na Inglaterra. E que eu estou seguindo a minha intuição. Aqui eu tenho muito tempo para pensar, e notei que gasto muito tempo pensando em como vai ser a minha vida quando eu voltar. Mas eu já estou seguindo. Estava caindo na mesma armadilha de ficar planejando o futuro. Claro que devo planejar. Mas poxa, olha o agora que eu tenho. Eu vim para o presente que eu queria e eu não quero gastar o meu presente planejando o meu futuro. Embora um dos principais motivos dessa viagem seja descobrir o que eu quero fazer da minha vida, eu já estou fazendo o que eu quero da minha vida agora. Estou sentindo e absorvendo o reflexo desse processo. E é difícil, o processo de autoconhecimento pode ser por vezes, doloroso. Não dá pra fugir de si mesmo. Como meu amigo Guilherme me lembrou "fui fugir de mim, mas pra onde eu ia, eu estava lá". Acho que a intenção sempre foi me colocar em um beco sem saída comigo mesma. Compreender-me. Ontem fui a uma reserva florestal, e em um determinado momento eu deitei na grama, fiquei acariciando-a e encarando o céu, dizendo baixinho várias vezes "obrigada". Não sei exatamente a quem exatamente eu estava agradecendo. Talvez fosse ao universo, à terra, à alguma divindade ou até à mim mesma. Hoje voltando de outra reserva florestal, paramos pra tirar uma foto em um campo de canola. Corri em direção ao campo, gritando de alegria, sem saber exatamente o porquê. Pela beleza daquele lugar? Pela vida? E ainda ontem à noite, estava triste e mais uma vez, sem saber a razão. Estou começando a notar que tá tudo bem não racionalizar as minhas emoções sempre. As vezes, tudo que a gente precisa, é sentir. É o sentir.” Bem, e assim foi um pouco do meu tempo no condado de Norfolk. Um mês mais calmo e Family friend. Infelizmente não estou conseguindo adicionar imagens no momento, mas logo mais, adiciono algumas fotos tiradas em Bury St. Edmunds. Próxima parada: Oxford e caronas até Edimburgo!
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  14. ESCÓCIA Desde que assisti ao filme Coração Valente pela primeira vez, me encantei com a história de William Wallace e da Escócia. Ao longo dos anos, fui me familiarizando com personagens como Robert de Bruce e Mary Stuart, e com histórias interessantes como toda a luta pela independência contra a Inglaterra. Mais recente outra obra audiovisual entrou com tudo na nossa casa: uma série chamada Outlander, obra de ficção histórica que se passa na época da revolta Jacobita. A série ajudou, finalmente, a tirar do papel o plano de conhecer a Escócia, e quando planejamos nossa viagem para o Reino Unido em 2019, decidimos incluir 10 dias na Escócia, 11 dias contando com o dia de embarque no Brasil, de 30 de abril até 10 de maio. Esta parte da viagem, vamos compartilhar com vocês para tentar ajudar e facilitar a quem está planejando conhecer esse belíssimo país. Viajamos em casal e entre os principais locais/regiões que visitamos na Escócia estão: Edimburgo, Rosslyn, Stirling, Highlands e Ilha de Skye. Nosso itinerário foi o seguinte: OBS: lembrando que a viagem começa no dia anterior, já que o voo sai do Brasil em um dia e chega ao país de destino no dia seguinte. Dia 1: Chegada. Pegamos o Voo da KLM de Fortaleza para Edimburgo com escala rápida em Amsterdã. Chegamos em Edimburgo por volta de 12:40. Imigração tranquila, a única pergunta que o agente fez, foi se era a nossa primeira vez na Escócia e pronto, passaporte carimbado. No Aeroporto, para ir ao centro, pegamos um ônibus bem confortável, na parada D, o Arlink 100, e descemos na última parada Warvely Bridge. Comprando ida e volta (open return) é mais barato, esse ticket custou 7,50 Libras em 2019 e pode ser comprado tanto no guichê quanto com o motorista, porém comprando no motorista o dinheiro tem que estar na conta certa, pois ele não dá troco. O Hotel que ficamos foi o Hub Premmier Inn Edinburgh Royal Mile, o preço foi de 240 Libras por 4 noites. Os Hotéis estilo Hub da rede Premmier Inn possui quarto pequeno, mas bem moderno, espaço dividido e funcional. Esse hotel específico fica uns 10 minutos da estação de trem e menos de 5 minutos da Royal Mile. Depois de descansar 1 horinha da viagem, o dia restante da chegada foi para fazer o reconhecimento da rua mais famosa de Edimburgo, a Royal Mile. Uma volta no tempo. O ideal é explorar a rua sem compromisso para ir admirando a arquitetura e explorar os vários becos da cidade, as famosas Closes. Indo no sentido ao Castelo, você passa pelo beco mais famoso, Mary King Close, pela Saint Giles Cathedral, e já no final, perto do Castelo de Edimburgo, tem uma loja chamada Tartan Weaving, com 5 andares. É lá que dá para comprar blusas, chales, gorros e outras coisas com as famosas estampas escocesas. Continuando a caminhada, indo para o lado esquerdo e descendo umas escadas saímos na Victoria Street, a famosa rua oval com as fachadas das lojas coloridas. Dizem que a J.K. Rowling se inspirou nessa rua para criar o Beco Diagonal da série Harry Potter. Descendo e virando a direita encontramos a Grassmarket, uma praça bonita com alguns restaurantes. No final da praça se tem uma visão belíssima do Castelo. Depois, voltando um pouco e subindo uma rua no sentido oposto da Victoria Street saímos no Cemitério de Edimburgo. Não, não é um passeio fúnebre é um dos cemitérios mais bem cuidado e bonito que já vimos. Em frente, atravessando uma pequena rua, tem uma estátua do cachorro Bobby, símbolo de fidelidade da Escócia. Nessa mesma rua da Estátua fica o famoso restaurante Elephant house, mas deixamos para entrar outro dia, pois fomos bater nosso ponto no Hard Rock Café da cidade. Victoria Street Dia 2: Voltamos a andar pela Royal Mile, mas dessa vez para visitar as atrações. A primeira foi a Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões, uma atração bem divertida e interativa eu diria até que imperdível, assim como o Castelo de Edimburgo. Muitas salas com ilusão de ótica, truques utilizando a física e ao final da visita, no telhado, local que rende excelentes fotos da cidade, tem uma experiência surpresa bem bacana. A visita durou mais ou menos 1h30 – 2 horas. O valor do ingresso individual foi 16 Libras. Depois, bem pertinho da Câmera, fomos ao Castelo de Edimburgo, talvez a principal atração da cidade. Ficamos praticamente umas 4 horas dentro do Castelo e deu tempo para explorar tudo. As atrações que mais gostamos foram: - O tiro do canhão as 13 horas, One o’Clock Gun, que tem toda uma preparação e um ritual antes do disparo. - A sala da coroa, com as joias da coroa escocesa e a pedra do destino, utilizada na coroação dos reis por séculos, desde Eduardo I, aquele da briga com William Wallace, até os dias de hoje. Na próxima coroação da monarquia britânica, essa pedra será levada para a Abadia de Westminster para ser colocada embaixo do trono da coroação. - Royal Palace, antiga moradia da família real. - Grande Salão, decorada com itens medievais. - Sala de prisão de guerra, localizada no subterrâneo do castelo, era um local de prisão, execução e tortura. Existem muitos itens no local que remete a época medieval. No castelo ainda tem a sala de guerra e a St. Margaret’s Chapel, uma capela pequena e bem pitoresca. Não menos importante, a vista que se tem da cidade do terraço do castelo é espetacular. O ingresso individual custou 17,50 Libras. Continuando o passeio do dia, descemos até ao Princes Street Gardens. Vimos o Scott Monument, mas não subimos, são 287 Degraus, preferimos continuar caminhando por 1 hora no parque. Ao lado do parque tem a Princes Street, avenida que tem lojas como a Boots, Primark e H&M. Paralela a Princes Street tem uma rua chamada Rose Street, bem charmosa. Uma curiosidade: ali perto, na 128 St. Charlote Street, morou Graham Bell, o inventor do telefone. Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões Dia 3: Foi o dia de visitar o National Museum of Scotland, o Museu Nacional da Escócia, e que museu, ficamos das 10:00 até 13:30, mas dava para ficar o dia inteiro. Uma das atrações mais interessante do Museu é a ovelha Dolly empalhada. Como o museu é grande, o ideal é estudar e anotar as principais atrações que você tenha interesse para visitar. As salas que achamos bastante interessantes foram as alas da História da Escócia, História Egípcia e Animal World. O museu é bastante interativo, tem algumas salas com alguns itens para você interagir, dá para pilotar um simulador dentro de um carro de fórmula 1 por exemplo. Destaque também é o salão principal com uma arquitetura muito bonita. Nesse dia, almoçamos no famoso café Elephant House, que fica perto do museu, e nos sentamos mais ao fundo do restaurante, perto da janela onde a J.K. Rowling tinha a visão do cemitério e escrevia alguns trechos da saga Harry Potter. Sobre a experiência do restaurante, esperamos uns 10 minutos para sentar, atendimento normal e a comida foi ok, não era ruim, mas também não era nada espetacular. Depois descemos a Royal Mile no sentido contrário ao que fizemos no 1º dia para fazer a visita ao Palace of Holyroodhouse. Quase tiramos essa atração do roteiro e ainda bem que não fizemos isso, o palácio é muito bonito, com muita história relacionada aos Stuarts. E as ruínas da Abadia do século XII, frequentada por Robert de Bruce, para quem gosta de história antiga é de tirar o folego. No palácio, tem uma sala onde ocorreu o assassinato de David Rizzio, secretário da rainha Mary Stuart, pelo então marido da rainha Lord Darnley. Tem uma mancha no piso da sala, que dizem ser do sangue de Rizzio. Demoramos 2 horas para visitar todo o complexo. O ingresso individual custou 15 Libras com audioguia incluso. Depois do palácio fomos subir o Arthur’s Seat, isso já era umas 18:00. Foi uma das melhores atrações que fizemos em Edimburgo. A subida é bem bonita, com bastante flores típicas amarelas escocesas, a vista vai ficando cada vez mais interessante, porém vá preparado com gorro, luvas e etc, porque faz muito frio e venta bastante no local. Demoramos uns 40 minutos para subir. A visão lá do topo é espetacular. É bom levar lanche e água para recuperar as energias para a descida. Depois de descer o Arthur’s Seat, já escurecendo, entramos num beco da Royal Mile, chamado Bakehouse Close. Para quem assiste a série Outlander, é o local que foi filmado a gráfica do personagem Jamie Fraser na terceira temporada, onde acontece o reencontro entre a Claire e o Jamie. Cansados, comemos num Pret A Manger da estação de trem e depois, finalmente, chegamos ao Hotel para um merecido descanso. Ovelha Dolly Trecho da subida do Arthur’s Seat Dia 4: Último dia em Edimburgo, mas a atração que reservamos para finalizar nossa estadia na cidade não fica na capital escocesa, fomos visitar a famosa capela de Rosslyn. Na Parada North Bridge Stop NE, pegamos o ônibus 37 e descemos na parada Original Rosslyn Hotel. A Capela de Rosslyn é famosa pelos mistérios envolvendo os templários e por ter aparecido no filme Código da Vinci nas cenas finais. Os mitos contam que ela foi construída pelos templários para abrigar o Santo Graal. Você não pode tirar foto dentro da Capela, mas realmente ela é intrigante. Os tetos, os pilares e as janelas são cheios de detalhes, como rostos, objetos e alguns símbolos esculpidos no local. Cada cantinho da capela revela uma surpresa. Um dos principais destaques, é o Pilar do Aprendiz, uma coluna linda, toda trabalhada, cheia de detalhes e com uma história interessante sobre a sua construção. Dizem, que o mestre escultor viajou em busca de inspiração, então seu aprendiz, aproveitou a ausência do mestre para esculpir o pilar. Quando o mestre voltou, ele viu a verdadeira obra de arte que ficou o pilar, porém, por inveja, assassinou o aprendiz. Existe um rosto esculpido, do lado oposto, que fica olhando na direção do pilar, que dizem ser do mestre como forma de punição pelo assassinato. Também dá para visitar a cripta mostrada no filme Código da Vinci, mas é um pouco diferente do que foi mostrado na adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown. Apesar de ser pequena, ficamos umas 2 horas dentro da capela vendo todos os detalhes. O ingresso individual custou 9 Libras. Depois saímos e fomos no sentido das ruínas do Castelo Rosslyn, que também aparece no filme, porém preservado só tem o portal e uma parte que foi transformada em Hotel. Descendo as escadas ao lado das ruínas encontra-se o Rosslyn Glen Country Park. Nesse parque fica o local da Cave Wallace onde segundo os historiadores, William Wallace teria se escondido após a batalha de Rosslyn. Não encontramos a caverna, mas depois de muito andar encontramos um local onde foi filmado uma cena de Outlander da 1ª temporada, episódio 9. O parque é bacana para quem quer explorar e fazer uma pequena trilha, possui alguns pontos com muitas flores, pequenos rios, paredões de pedra, mata um pouco mais fechada, ruínas de casas e castelos. Para voltar ao centro de Edimburgo pegamos o mesmo ônibus, porém no lado oposto da parada da primeira descida. No final da tarde, ainda deu tempo de visitar o Calton Hill em Edimburgo, e mais uma vez com uma vista exuberante da cidade. Uma despedida perfeita de uma das cidades mais bonitas que já visitamos. Capela de Rosalyn Dia 5: Stirling. Aqui começa a aventura pela Escócia. Pegamos o mesmo ônibus da chegada, o Arlink 100, para voltar ao aeroporto e pegar o carro que alugamos. Decidimos alugar no aeroporto porque como no Reino Unido a direção é na mão contrária, não queríamos arriscar dirigir dentro da cidade de Edimburgo, mas sim, pegar logo de cara uma rodovia onde não teria muito trânsito, nem sinais e o caminho seria mais reto. Também deixamos para fazer isso pós Edimburgo porque eu queria aproveitar para ir observando trânsito e a forma como eles dirigem. Abrindo um parêntese sobre dirigir na mão contrária: o atendente da Localiza (um espanhol) foi bem solícito, me acompanhou até o pátio e deu umas voltas comigo para ir familiarizando com a direção oposta. No começo foi estranho, inclusive na primeira rotatória deu um branco e tive que parar, acabei levando uma buzinada, mas também foi só isso de problema que aconteceu na viagem toda. Depois de 20 minutos de direção, seu cérebro parece que se adapta e sua mente já se acostuma com a nova forma de dirigir. Na verdade, é só pensar tudo ao contrário, a via mais rápida é a da direita, a entrada na rotatória é pela esquerda, ultrapassagem pela direita e assim vai. Uma dica importante, e que ajudou muito, foi alugar carro automático, vale muito a pena pagar mais caro por isso. Acho que só posso dizer que foi fácil dirigir na mão contrária por causa do câmbio automático, não tive que me preocupar em trocar de marcha com a mão esquerda. Estudar as placas e os sinais do trânsito da Escócia, antes de viajar, também ajudou bastante. Voltando para a viagem, nosso destino final do dia era a cidade de Stirling, mas antes fizemos uma parada em Lallybroch, que na verdade se chama Castelo Midhope. Aqui é outra parada para os fãs de Outlander e uma das principais eu diria. Se você não assiste a série não compensa fazer esse pequeno desvio. A visita é rápida, tem um estacionamento pequeno no local e em 20 ou 30 minutos você faz uma visita na área externa. Não tem acesso ao interior do castelo. O ingresso custou 3,50 Libras por pessoa e compra na hora. Após essa parada, seguimos para Stirling e antes de parar no hotel fomos direto ao William Wallace Monument, que para mim seria uma das atrações mais aguardadas dessa viagem, pois desde o filme Coração Valente essa parte da história da luta pela independência da Escócia me atraiu bastante. Almoçamos no local e pegamos uma van, já inclusa no ingresso, para subir até o monumento, que foi construído no local onde Wallace montou sua base na batalha de Stirling. É uma torre construída, por volta de 1869, com a doação de dinheiro dos escoceses e de alguns estrangeiros para homenagear o herói escocês. São 3 pisos, além do terraço, onde você conhece um pouco da história de William, da batalha de Stirling e da Escócia. Na visita, o destaque vai para a espada gigante que pode ter pertencido ao Wallace, várias armas da época medieval e a vista espetacular do topo do monumento, a qual você consegue observar o castelo e o campo da batalha de Stirling, hoje um campo verde e tranquilo, ao redor do Rio Forth, uma vista espetacular. A visita durou mais ou menos 1h30 e o preço do ingresso individual foi 10,50 Libras. Na volta, descemos a pé o mesmo percurso realizado pela van na ida, para curtir um pouco da paisagem. Fomos para o Hotel, fizemos o checkin, deixamos as malas e partimos para o Castelo de Stirling. O hotel que ficamos foi o Premmier Inn Stirling - Stirling City Centre e o preço da diária foi 43 Libras. Quarto excelente, espaçoso, limpo e bem localizado. Fica perto do centro, mas numa área tranquila ao lado de um bosque onde vimos muitos coelhos e esquilos, uma ótima escolha. A visita ao Castelo de Stirling durou 3 horas, deu tempo de ver praticamente tudo. Muito bem preservado, lá você vai conhecer mais da história de Robert de Bruce, William Wallace, da família Stuart e de toda a confusão entre Escócia e Inglaterra. Só para se ter uma ideia o castelo, entre 1296 e 1342, mudou de domínio 8 vezes. Vimos uma exposição do Castelo que conta a história da dinastia Stuart, vimos uma grande cozinha conforme era na época medieval, visitamos o Grande Salão, o maior da Escócia, e vestimos até roupas de época. O Royal Palace dentro do castelo é um show a parte, bem restaurado o destaque vai para uma sala onde o teto é decorado com esculturas de alguma cabeças. Caminhar pelas muralhas e apreciar a vista do castelo também é impressionante. O valor da entrada individual foi de 15 Libras, compramos ainda no Brasil pelo site oficial para evitar as filas. Depois do castelo caminhamos pelo centro da cidade e no fim de tarde e fomos até a ponte de Stirling, local da famosa batalha de Stirling em 1297 em que William Wallace derrotou o exército inglês. Atravessamos a ponte até chegar ao campo de batalha, que hoje é um local tranquilo com uma bandeira da Escócia fincada no chão. Foi emocionante pisar onde essa história aconteceu, foi excelente para encerrar o dia. Espada de William Wallace Vista do William Wallace Monument Dia 6: Loch Lomond/Luss/Highlands. Esse dia talvez tenha sido o mais interessante da viagem. Pegamos o carro, saímos de Stirling, umas 10:00, até a cidade de Fort William nas highlands escocesas, um percurso total de mais ou menos 180 Km, mas até chegar ao destino final, fizemos várias paradas em locais maravilhosos. Mesmo se não houvesse paradas já teria valido a pena, pois essa rota da estrada A82 é bastante cênica. O primeiro ponto de parada foi o Loch Lomond, mais precisamente numa cidadezinha pitoresca chamada Luss. Primeiro, compramos um sanduíche e nos sentamos numa área verde com bancos e mesas de madeiras bem perto do lago. O local tem um estacionamento amplo, é só não esquecer de colocar uma moeda na máquina (1 Libra), pegar o ticket e colocar no carro. Depois passeamos pelo lago até o píer de madeira e entramos na cidade de Luss. A cidade de Luss parece um local daquelas histórias de contos de fadas, uma cidade pequena, com casas feitas de pedras, paisagismo interessante, e flores e jardins bem cuidados. Na cidade, ainda tem uma igrejinha bem pequena com uma espécie de cemitério na frente, onde a atração é uma sepultura Viking de aproximadamente 1000 anos. A cidade e seus arredores são tão interessantes que perdemos a hora. Ficamos umas 3 horas no local. Se você tiver mais dias, vale a pena se hospedar na região e tirar 1 dia inteiro para aproveitar Luss e o Loch Lomond, tem trilhas interessantes para fazer no local, não fizemos por falta de tempo. Depois dessa parada seguimos nossa expedição nas Highlands. Ainda no Brasil, pesquisamos e marcamos vários pontos de parada para descer e aproveitar o lugar, entre vales, montanhas, quedas d’água, lagos e paisagens cinematográficas. Os pontos que marcamos foram: Loch Tulla, Loch Ba, Etive Mor Waterfall, Glen Etive Park, Glencoe Valley, Three Waters, Three Sisters, Loch Achtriochtan. Loch Tulla e Loch Ba foram uns bons aperitivos para o ponto alto das nossas paradas que foi o Glen Etive, que para chegar até o local tem que sair da rodovia principal e fazer um desvio, mas não se preocupe, é só colocar no google maps ou algum GPS que você chega lá. Assim que você sai da rodovia A82 para ir ao Glen Etive, tem um recuo do lado esquerdo que é a parada para conhecer o Etive Mor Waterfall. Atravesse a rua, caminhe para o lado oposto e terá um cenário de uma belíssima e pequena queda d’água com uma montanha ao fundo. Seguindo nesse desvio por uns 40 minutos, e alguns veados no caminho, chegamos ao Glen Etive. Na estrada, tem que tomar algum cuidado, pois em alguns trechos só passa 1 carro, mas existe vários recuos para você encostar e dar a passagem para o carro que está na direção contrária. A regra é, quem estiver mais perto desses pontos de passagem é quem encosta o carro. A estrada vai margeando o rio etive, e sério, perdemos a conta de quantas vezes paramos no percurso para contemplar a beleza do cenário e paz do local. Ao chegar no local, foi só contemplar o Loch Etive, e que cenário. Ficamos 1 hora entre contemplação, tirar fotos e fazer um lanche (tem que levar, não tem onde comprar nada). Só tomar cuidado que tem uma parte do lago que a água sobe com o tempo, não percebemos e quando fomos voltar, vimos que o mesmo local em que pisamos já estava cheio de água. Tivemos que fazer uma pequena volta para conseguir sair da beira do lago e voltar ao estacionamento. Sobre o estacionamento, é na margem do lago, não é grande, não tem estrutura é um lugar bem rústico mesmo. Infelizmente, e ao mesmo tempo felizmente, tivemos que seguir viagem, por mim passaria a tarde naquele lugar. Detalhe: vimos várias barracas de acampamento no caminho. Voltando para a estrada, as 2 próximas paradas também têm uma das paisagens mais belíssimas que vimos da viagem, o Vale Glencoe. Como já estávamos perto do fim de tarde as paradas no Glencoe Valley e na Three Sisters foram bem rápidas. Se você quiser pode caminhar pelo Glencoe, vimos pessoas fazendo isso, mas não tínhamos mais tempo, já que não queríamos dirigir a noite na mão contrária. Nós tínhamos programado sair de Stirling 09:00, mas como saímos as 10:00 faltou essa hora, que poderíamos ter usado para caminhar no Vale, mas imprevistos de viagem acontecem. Ainda fizemos a última parada rápida no Loch Achtriochtan, outro cenário lindo com uma casinha perdida no meio de um lago e montanhas, e chegamos em Fort William por volta das 20:30 já escurecendo. Chegando em Fort William, fomos jantar num Mcdonalds perto do Hotel e dar uma voltinha no centro, uma pequena rua bem deserta, mas interessante. Nos hospedamos no Premier Inn For William, 39 Libras a diária. A hospedagem foi excelente, no padrão Premier Inn e o melhor de tudo é que fica ao lado da estação de trem que sai o Jacobite Exprees, o passeio do dia seguinte. Luss Glen Etive Glencoe Dia 7: Jacobite Express/Eilean Donan Castle. Reservamos esse dia para fazer o passeio no Jacobite Exprees ou, se preferir, trem do Harry Potter. O trem sai as 10:15 de Fort William e chega 12:25 na cidade da Mallaig, com uma parada na cidade de Glenfinnan. O ideal é comprar com antecedência no site da atração, o valor da passagem de ida e volta custou 39,85 Libras individualmente. Você pode comprar somente 1 trecho também. Eles mandam os tickets por e-mail, já com os assentos marcados. A paisagem do percurso é bonita, mas o ponto alto é a passagem pelo famoso viaduto de Glenfinnan. Na ida, saindo de Fort William, o ideal é você ficar do lado esquerdo. Não se preocupe em relação ao assento, se na ida você ficar no lado contrário, na volta você vai ficar no assento do lado certo para ver o viaduto. Uma dica para pegar uma foto ou um vídeo excelente do viaduto é: assim que o trem sair da estação de Glenfinnan, levante da sua cadeira e se posicione na janela que fica perto da porta de saída do vagão, onde não tem assento, você não disputará as janelas do vagão com todos os passageiros que se levantam para tentar ver e fotografar o viaduto. Nesse local você terá a janela só para você. O engraçado é que um casal de escoceses que estava na poltrona do nosso lado viu a gente fazendo isso e na volta fizeram também. Em Mallaig você terá quase 2 horas para curtir o local, mas a cidade não tem muito a oferecer, apenas um pequeno Porto. O melhor da cidade foi comer umas focaccias e tomar um refrigerante de rosas gostoso num local chamado Bakehouse em frente ao cais. 14:10 o trem saiu de Mallaig para fazer o caminho de volta e chegou em Fort William as 16:00. Voltamos para o Hotel, pegamos as nossas malas, o carro, e partimos em direção a Ilha de Skye. No caminho, paramos no famoso e talvez o Castelo mais fotografado da Europa, o Eilean Donan Castle. Chegamos por volta das 18:30 e foi o melhor horário que poderíamos ter chegado. O sol estava iniciando o movimento para se pôr, e a luz estava ótima. Não tinha quase ninguém, era o castelo e a famosa ponte de pedra praticamente só para nós. Não dava para visitar o interior do castelo, pois estava fechado, mas dava para andar em toda a área externa. Uma paisagem cênica, que rende ótimas fotos tanto perto quanto longe do castelo. Falando em paisagem, quem for de carro para essa região pode se preparar, porque em todo percurso entre Fort William até a Ilha de Skye você vai parar muito para apreciar e tirar fotos dos vários mirantes ao longo da estrada, cenários impressionantes, sem falar que as estradas são floridas e bem verdes. Vale dirigir com calma, sem pressa e curtir a viagem. Chegamos no início da noite ao nosso hotel, o Larchside Bed and Breakfest, que aliás foi a melhor hospedagem da viagem. Não fica no centro de Portree, mas fica apenas uns 3 a 5 minutos de carro. Quarto grande, muito limpo e aconchegante, e o anfitrião Craig é muito simpático e solícito, explicou tudo da região e deu dicas das atrações. Um comentário engraçado que ele fez, é que ultimamente estava recebendo muitos brasileiros de Minas Gerais. Café da manhã delicioso com frutas frescas (framboesa, amora etc.) e você escolhe no dia anterior o que vai querer comer no dia seguinte. O Hotel na verdade é uma casa grande, onde ele aluga os quartos. O valor foi de 180 Libras 2 diárias. Viaduto de Glenfinnan Paisagem durante o percurso Eilean Donan Castle Dia 8: Ilha de Skye. De início vou logo deixar um aviso, 1 dia é pouco para aproveitar a região. Tivemos que escolher entre quais atrações visitar. Para explorar as principais atrações da Ilha, o melhor seria ficar 2 dias cheios, ou seja, 3 pernoites. Começamos o dia em Portree, a cidade que é o centro da ilha. Tiramos aquela famosa foto das casinhas coloridas no melhor ponto que é na rua Bosville Terrace. Fomos até a Mackenzies Bakery e compramos alguns pães e lanches para passar o dia, já que as atrações ficam em locais sem estrutura para comida. Nossa primeira parada foi nas Fairy Pools. Lá tem estacionamento a Fairy Pools Car Park. Precisa de fôlego, já que tem subidas e descidas no percurso. Foram uns 20 minutos de caminhada até a primeira piscina. O local é maravilhoso, com várias quedas d’águas no percurso. Cuidado para não deixar passar o tempo. Demoramos cerca de 2 horas e meia no local e deu para curtir bastante. De lá, fomos para o Nest Point Lighthouse, um pouco mais de 1 hora entre uma atração e outra. No caminho, paramos num café chamado Lephin. Podem anotar é uma excelente parada para usar o banheiro e recarregar as baterias. A sopa de tomate é uma delícia, assim como Brownie. Um parêntese importante, em vários pontos da estrada é aquela via única, mas tem vários pontos de passagem para você parar e deixar o carro que está na mão contrária passar. O fato de você dirigir pela ilha já é uma atração a parte, parece que você está num belíssimo fim de mundo, com uma natureza exuberante a sua volta, com suas montanhas, lagos, flores e muitos animais no caminho como ovelhas e as famosas vacas Highlanders. Em muitos momentos é apenas você, seu companheiro(a) e a Escócia, uma paz imensa. Bem, chegamos ao Nest Point, uma paisagem espetacular. Um alerta: aqui venta muito forte, vimos lenços e chapéus voando. Aqui também precisa de fôlego e para quem tem mobilidade reduzida o local não é interessante, pois tem um escadão enorme para você descer e subir na volta. A subida na volta foi difícil. O local é mágico. Um farol antigo no alto, uma vasta área verde, várias famílias de ovelhas pelo local e a imensidão do Mar ali pertinho de você. Um local para contemplar. Você ainda pode deixar sua marca montando uma torre de pedras para a posteridade. Ficamos também umas 2 horas aproveitando a paisagem. Para estacionar, assim como nas Fairy Pools, foi tranquilo, tem muito espaço. Depois do Nest Point, pegamos o carro e fomos para a próxima atração, Fairy Glen. Mais 1 hora e 10 minutos de estrada. O local para deixar o carro é bem pequeno, tem que deixar na margem da estrada entrando um pouco na grama. Depois subimos um pequeno morro e do outro lado encontramos a Fairy Glen. Quando você caminha por aquelas montanhas, parece que você está pisando num tapete verde macio, uma sensação boa. Na parte de baixo das montanhas, no “chão”, tem um famoso símbolo em espiral, que dá uma áurea mística ao local. Pena que começou a chover e tivemos que ir embora. Ficamos quase 1 hora no local. Já pegando a estrada para voltar ao Hotel, demos uma paradinha em outra atração importante da ilha, o Quiraing. Não descemos do carro, mas valeu a pena admirar de perto essa cadeia de montanhas. Posteriormente, fizemos a última parada do dia na Kilt Rock. Parada rápida para ver a linda queda de água e ver o corte das rochas que lembram um Kilt. Tiramos umas fotos e pronto. A parada foi rápida pois estava muito frio. Tirei a luva para bater uma foto e meus dedos quase congelaram, já era fim de tarde/início de noite e o vento estava muito gelado. Chegamos na pousada já escurecendo. Foi um dia longo, cansativo, mas muito, muito proveitoso e inesquecível. Fairy Pools Ilha de Skye Nest Point Fairy Glen e a chuva chegando Dia 9: Lago Ness e Inverness. Penúltimo dia na Escócia e logo cedo tivemos que deixar esse paraíso chamado Ilha de Skye. Antes, fizemos uma última parada na Sligachan Old Bridge, uma ponte antiga de pedra inserida num cenário espetacular rodeada por montanhas belíssimas. Essa ponte fica no caminho de saída da Ilha. Outra atração que vimos no percurso foram as famosas vaquinhas highlanders, aquelas com os olhos cobertos pelo “cabelo”, tinha pelo menos umas 10 no local. Paramos o carro para muitas fotos e conseguimos até pegar nelas. A parada final desse dia foi a cidade de Inverness, mas até chegar a cidade fizemos várias paradas legais e interessantes pelo caminho. Novamente, paramos no Eilean Donan Castle e dessa vez foi para fazer a visita ao interior do Castelo. O castelo é pequeno e a visita é rápida, leva mais ou menos 1 hora. O castelo tem os ambientes medievais bem preservados e lá você aprende sobre a história do local, como por exemplo o motivo da sua construção no século XIII, que foi para se defender dos ataques Vikings. No Castelo, que já pertenceu ao clã Mackenzie e hoje pertence ao clã Macrae, foram realizadas várias filmagens, como o filme Highlander. A entrada individual custou 10 Libras com audioguia incluso. A Próxima parada foi no Castelo Urquhart e no famoso Lago Ness. 1 hora e meia de estrada entre os 2 castelos e mais uma vez um percurso com muitas flores amarelas na margem da estrada e com bastante mirantes com vistas espetaculares. O Urquhart é um castelo histórico as margens do Lago Ness, esteve sob os domínios de Robert de Bruce e foi importante na época da luta pela independência da Escócia. Hoje está em ruínas e sobrou pouca coisa de pé, mas é uma visita interessante. Antes de visitar a área do castelo, você entra numa espécie de sala de reunião onde assiste um vídeo com a história do local, e quando o vídeo acaba, de repente, as cortinas da sala se abrem e você dá de cara com as belas ruínas. Instigante. Algumas torres ainda estão de pé, o que dá uma bela vista do Lago Ness, assim como a cozinha e um espaço que era utilizado para prisão. Falando no lago, na visita você pode aproveitar, descer uma escada e dar de cara com o Lago Ness. Não, não vimos nenhum monstro, apenas algumas aves nadando tranquilamente, mas podemos garantir que a água estava bastante gelada. A visita custou 12 Libras o ingresso individual e ficamos umas 2 horas e meia no local, contando com o tempo para o almoço. Mais uns 40 minutos de estrada e chegamos em Inverness. O hotel que ficamos foi outro da rede Premier Inn, o Inverness Centre (Millburn Rd), onde tivemos o único problema de hospedagem da viagem. O aquecedor não funcionou e não trocaram a gente de quarto, só deram outro cobertor o que não resolveu o problema do frio. Chegando ao Brasil, reclamamos no site, pediram desculpas e mandaram um cheque com o valor da hospedagem, o que não adiantou muita coisa pois não conseguimos descontar. Se tivéssemos pago com cartão de crédito, teriam estornado o valor da hospedagem no cartão, mas como economizamos grana na viagem e resolvemos pagar esse hotel em dinheiro ficamos sem ter o estorno. Sobre Inverness, caminhamos pelo centro da cidade e visitamos alguns locais como a Old High Church, onde os Jacobitas que sobreviveram a batalha de Culloden foram levados pelos ingleses para serem executados. Também vimos a catedral e o castelo de Inverness, mas somente por fora. Mas a melhor coisa para se fazer em Inverness é caminhar pela margem do Rio Ness, uma caminhada agradável, relevando o frio que fazia na cidade, que estava 4 graus a noite no início de maio. Vaca Highlander Castelo de Urquhart e o Lago Ness ao fundo Dia 10: Museu Culloden e Falkland. Último dia na Escócia e para aproveitar acordamos cedinho, 09:30 já estávamos no Museu de Culloden. Fica apenas uns 15 minutos do hotel que estávamos hospedados. Esse local conta a história da batalha final dos Jacobitas onde os ingleses massacraram os escoceses em uma luta que durou apenas alguns minutos. Além do museu, que conta toda a história Jacobita, visitamos o campo onde ocorreu a batalha. Um campo verde enorme marcadas por bandeiras vermelhas, posicionadas onde estavam as tropas inglesas, e por bandeiras azuis, onde estavam posicionadas as tropas escocesas. Ainda no campo de batalha, existe um monumento emocionante com pedras com os nomes dos Clãs escoceses que lutaram na batalha. Claro que o mais procurado para fotos é a pedra do clã Fraser por causa do sucesso da série Outlander. A entrada individual custou 11 Libras, com audioguia incluso, e o tempo de visitação foi de 2 horas. Seguindo já o caminho de volta para entregar o carro no aeroporto de Edimburgo, após 2h40 de estrada fizemos uma última parada numa pequena cidade chamada Falkland. Aliás, a estrada é uma atração a parte, com muitas flores amarelas típicas escocesas no percurso o que deixou o passeio belíssimo. A cidade em si é bem charmosa, parece que parou no tempo com as casas de pedras e suas flores nos parapeitos, além das ruas estreitas de pedras. Aqui foram filmadas algumas cenas da série Outlander como se fosse a cidade de Inverness nos anos 40. No centrinho, por exemplo, tem uma fonte antiga de pedra chamada Bruce Fountain, onde foram filmadas algumas cenas do início da série. Mais 2 curiosidades sobre essa bela cidade: É lá que existe o campo de tênis mais antigo do mundo construído por volta 1540, e o lendário cantor Johnny Cash visitou o local algumas vezes devido ao registro de alguns dos seus ancestrais na cidade. Ficamos apenas 30 minutos, pois tínhamos horário para devolver o carro e depois para pegar o trem para Liverpool. Mas a cidade merece pelo menos 1 dia cheio para aproveitar bem todo o charme que ela oferece. Mais 1 hora de percurso e chegamos ao aeroporto por volta das 16:00. Aqui tivemos um pequeno contratempo, pois não consegui acertar a saída da avenida para a entrada do aeroporto na primeira vez. O GPS estava desatualizado nesse trecho, então seguimos reto na avenida até encontrar uma rotatória para poder voltar e pegar uma outra saída para o aeroporto. Um pequeno susto, mas deu tudo certo. Devolução do carro super-rápida, menos de 10 minutos e já partimos para a estação de trem com destino a Liverpool, mas isso é papo para outro dia. O que posso dizer da Escócia, é um país mágico, com uma história riquíssima e paisagens naturais de tirar o fôlego. Entrou para o top 5 das nossas viagens com certeza. Ficou um gostinho de quero mais e no futuro voltaremos para desfrutar e curtir mais esse belíssimo país. Campo de Batalha de Culloden
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  15. O problema galera é um só, se todo mundo que vacinar achar que acabou a pandemia o risco de novas variantes aumenta. É preciso entender que a vacina evita a morte do vacinado, mas não evita que o vacinado contraia o vírus e dissemine. E é justamente a disseminação descontrolada que eleva o risco das novas variantes... É preciso controlar isso em nível mundial para realmente nos vermos livres... As vacinas protegem das variantes conhecidas atualmente, mas se surgirem novas? Então, na pratica continua a mesma coisa... ate atingir um nivel de imunizadas mundialmente relevante. Dei a sorte de vacinar com a Jansen e estava pensando em ir ao México em Janeiro, mas como minhas ferias foram antecipadas sa minhas perspectiva é para meados de 22 voltar a UE.
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  16. Mais do que saudades, eu diria que estou com síndrome de abstinência rsrs A última antes da pandemia pra mim foi em fevereiro de 2020, dei sorte como você de aproveitar os últimos meses possíveis. De lá pra cá tudo que já tinha programado cancelei. Mês passado, após vacina, foi a primeira viagem, dentro do Brasil mesmo. Desde que comecei a viajar, nunca passei mais de uma ano sem sair de casa como foi dessa vez.
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  17. @Peruzi Porto Seguro e região é tranquila, não há necessidade de fazer um planejamento tão rigoroso. Também depende do seu tempo de estadia por lá. Vou passar minha experiencia , já estive lá varias vezes em tempos normais, com a pandemia não fui ainda. Santa Cruz de Cabrália, não tem nada, não perca tempo lá. A não ser que faça um passeio as uns ilhas por lá, o passeio sai de lá de barco. Coroa Vermelha tem umas praias calminha, estilo lagoa, 1 dia está bom. Arraial D'Ajuda : Reserve 1 dia para a praia da Pitinga que é um pouco afastado. 1 dia para o parque aquatico não sei se está funcionando devido a pademia. 1 Dia para as praias do Arraial Transcoso : um dia dá para fazer tudo, um pouco longe. da para ir de carro, ou as lotações ( onibus, vans, kombis) que levam e buscam. Caraiva : uma vila de pescadores, é bem rustico o local. Uns 3 dias para ficar lá, hospede lá, Fazer o bate e volta nao compensa , é um pouco longe , só de estrada de terra batida uns 45 km. O melhor e ir de lotação, não compensa ir de carro proprio, as estradas não são boas, apesar de ser plana , há uns morrinhos que se chover estes carros normais nao sobe, patina e você pode ficar garrada por lá. A estrada é bem deserta,com o certeza o socorro vai demorar. Em porto seguro tem atrações e praias. As famosos barracas como Axémoi e barramares. Como falei, com a pademia nem sei se elas estão funcionando. Voce pode hospedar tanto em Arraial ou em Porto seguro, é só atravessar o rio de balsa e seguir. Eu geralmente hospedo em Porto Seguro, há mais opçoes e preços melhores. Qualquer duvida é só perguntar.
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  18. Olá pessoal, tbm quero sair inicio do ano que vem, em janeiro 2022 meu estilo é roots mesmo, acampando, pegando carona e fazendo voluntariado. sem data pra voltar.
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  19. Olá Gabriel, eu estou planejando e economizando pro mochilão pelo Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Atacama e Bolívia.
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  20. Olá Sabrina, Tenho um pouco de experiência de viagens de carro. Fiz 5 viagens pela Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Uruguai. Em todas as viagens passei pela Argentina e Chile. Primeira coisa a saber: de preferência os veículos deverão estar no nome dos viajantes pois caso sejam financiados terão de pedir uma permissão da financiadora para essa viagem. O carro deve ter extintor de incêndio (dentro da validadde), dois triângulos, Um cambão ou cabo de reboque de aço de 2 m no mínimo (dizem que não é necessário, mas isso pode te ajudar em caso de quebra em um lugar mais isolado). No Chile é obrigatório carregar um colete reflexivo para usar quando se está trocando pneus ou alguma pane. Na Argentina é proibido engate de reboque fixo, só pode aqueles que vc pode sacar a ponta. Além disso é proibido quebra mato e não pode nada que ultrapasse 5 cm do para-choques. É lenda que vc tenha de levar uma mortalha para cobrir um corpo de alguém que tenha falecido na estrada. TEM QUE ANDAR de faróis acesos em todas as estradas. Na Argentina, principalmente na ruta 14 que vai para Buenos Aires os guardas costumam inventar histórias para pegar propina. Principalmente naqueles que ficam embaixo dos viadutos, se vir isso de longe saia a direita antes do viaduto e retorne para a 14 depois dele pela alça de saída adiante. Sempre viaje com um Seguro de saúde para viajantes. Principalmente na atual situação, apesar que vcs vão só em 2023. Para as fronteiras de Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia e Perú vc pode passar apena com o seu RG, mas ele tem que ter até 10 anos de emissão. Se for mais antigo não passa. O melhor mesmo é o passaporte, geralmente demora menos com ele para passar. Atualmente é melhor levar reais pois a cotação do real paralelo está em 33 pesos por real. Até 2023 não sei como estará. Existem duas maneiras de se trocar real por peso na Argentina: 1ª com cambistas e a 2ª enviando com o aplicativo Western Union. 1ª - Nas cidades de fronteira perto das aduanas Argentinas sempre tem pessoas vendendo pesos. Já comprei diversas vezes e valores grandes de até 3 mil reais e nunca tive uma nota falsa sequer. Geralmente a troca em casas de câmbio oficiais é bem menos vantajosa sendo de 30 a 50% menos que com cambistas. 2ª - O aplicativo Western Union. Com ele vc deposita para vc mesmo no Brasil e recebe nas diversas agências e correspondentes da W.U. na Argentina. Inclusive o Correio Argentino é correspondente da W.U. Quando vc estiver na Argentina vc escolhe a cidade a receber e resgata o seu dinheiro já convertido em pesos. Esse aplicativo tem um câmbio quase tão vantajoso quanto os arbolitos (cambistas). Indico que vc faça pequenos envios ao invés de uma grande quantia de uma só vez. Por vezes os correspondentes podem não ter o montante e ainda é meio perigoso vc ficar rodando por ai com uma quantia muito grande de dinheiro. No Chile é mais complicada a compra de pesos chilenos. Em São Pedro de Atacama tem muitas lojinhas que fazem câmbio em uma rua que cruza a calle Caracoles que é o centro da pequena cidade. Qualquer outra dúvida é só perguntar. E entrando no meu perfil dá para ver os relatos das minhas 5 viagens na parte de viagens de carro: relatos.
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  21. Oi pessoal mochileiro! Estou de férias em outubro (10 dias); emendei com o feriado do dia 12 ficando assim 17 dias para curtir algum destino nesse Brasilzão! Período de 08 a 24/10. Venho pedir dicas de destinos legais nessa época e se alguém tiver viagem programada e quiser uma companhia, estamos na área! Aberta a todas sugestões!
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  22. Olá, pessoal. Venho compartilhar com a comunidade um relato de viagem em que enfrentei dificuldades que servem de alerta a quem pretende fazer o mesmo roteiro. No último final de semana, fiz a travessia entre o Pico dos Marins e o Itaguaré num grupo de oito pessoas sob a condução do guia Milton, da agência Sobreviventes das Trilhas. A travessia foi concluída com sucesso e todos retornaram em segurança para as respectivas atividades. Mas tivemos problemas bem graves. O plano era ambicioso e se mostrou exageradamente exaustivo: fazer a travessia em dois dias e duas noites, passando a primeira noite em claro, caminhando. No sábado, após 14h de caminhada com pequenos intervalos (começamos às 3h30 com a intenção de parar às 17h30), nós não encontramos espaço para montar barracas nas proximidades da Pedra Redonda. Sem alternativa, caminhamos por mais uma hora e meia, já no escuro, até encontrar um lugar improvisado para a montagem das barracas. Foram 15h30 de caminhada, portanto, com alguns intervalos. A situação foi tensa e decorreu de fatores negativos diversos. Em primeiro lugar, o próprio plano de viagem se mostrou inadequado. Fazer a travessia em dois dias e suas noites, passando a primeira noite em claro, é exaustivo demais. Em segundo lugar, a inexistência de um parque nacional a abranger a área do Pico dos Marins, com controle de acesso, o que evitaria a superlotação e garantiria que todos encontrassem lugar para dormir sem maiores imprevistos. Por fim, o trabalho do guia Milton merece alguns comentários. Embora ele tenha ajudado os integrantes do grupo nos momentos mais críticos da trilha, deixou que o grupo se dividisse muitas e muitas vezes, não prestou o auxílio necessário em pontos muito difíceis da trilha e não demonstrou um humor dos melhores. Quem pretender fazer essa travessia em alta temporada deve estar atento, portanto, à superlotação das áreas de camping. Quem pretender fazer em dois dias deve estar preparado para caminhar até a exaustão. E quem contratar o guia Milton deve estar preparado para encarar boa parte dos desafios da travessia por conta própria, sem auxílio.
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  23. Na Grécia só tem 2 coisas que são caras: Os ferrys entre as ilhas As entradas da Acrópole e das outras ruínas em Atenas De resto se gasta pouco. Dá para comer uma ótima refeição com uns 10 ou 12 euros. Ou então fazer um lanche com bem menos que isso. Hospedagem em hostel também não é cara. Vinho de ótima qualidade e bem barato. Mas tem algumas coisas que você precisa levar em consideração na hora de montar o roteiro. Ilhas menores não tem hostel e nem transporte público. Então ir para ilhas menores e menos turísticas vai encarecer bastante o seu roteiro, significa depender de airbnb ou hotel, e muito provavelmente precisar alugar carro. E aí o que era barato vai ficar muito caro. Então na hora de escolher para quais ilhas você vai, leve isso em consideração.
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  24. Olá! Pretendo fazer minha primeira viagem pela Europa quando a pandemia tiver passado. Gostaria de uma experiência de viagem em grupo com outros brasileiros, principalmente porque acredito que assim é mais seguro. Gostaria de participar de algum grupo que já exista de pessoas com a mesma ideia,ou de formar grupo de whatsapp com pessoas que tenham interesse em começar a planejar um mochilão do zero, com tranquilidade, para período distante (2022 ou 2023). Meu telefone é 13 99676-2288.
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  25. Brother, se voce tem vontade de viajar o mundo a fora, sugiro voce criar seu roteiro, juntar sua grana e cair na estrada sem ficar dependendo de ninguem. Achar alguem pra ir aqui do lado na Patagônia já é dificil, quem dirá achar um grupo pra viajar o mundo todo? A grande maioria das pessoas fazem viagens curtas de férias e tirar um ano sabático requer planejamento bem antecipado. Eu já tirei um ano sabático e me planejei por longos 3-4anos antes de pegar a estrada, e agora com o dólar e euro nas alturas, ou voce ja deve ter uma boa grana guardada ou ter um bom orçamento mensal pra conseguir juntar muito dinheiro e começar a viajar daqui alguns meses. Não caia na besteira de querer iniciar a viagem para um ano sabático com pouca grana achando que pelo caminho voce conseguirá recursos para se manter e custear todos as gastos que isso é bobagem. E se voce nao achar ninguem pra ir contigo, vá sozinho mesmo. O fato de voce viajar sozinho nao quer dizer que estará sozinho o tempo todo, com certeza voce fará amizades pelo caminho e até encontrará gente que em certas partes do roteiro farão o mesmo trajeto que o seu. Boa sorte
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  26. CONHEÇA MINHA CIDADE! Olá a todos, aproveitando o período dessa pandemia onde viajar ainda está difícil, estava pensando em uma forma de viajar e conhecer as cidades através dessa grandiosa página. Após longos dias navegando e viajando pelos relatos dos mochileiros, resolvi criar esse tópico para que nós mochileiros/viajantes indiquem os pontos turísticos da nossa cidade. O intuito é fazer com que mais pessoas conheçam um pouco mais sobre o Brasil, nossas cidades, nossas culturas e viajem através desse tópico e também é uma forma de divulgação para que as pequenas cidades, assim como as grandes, fiquem mais conhecidas e que mais pessoas visitem e desfrutem da beleza brasileira. - Vai que alguém goste da sua cidade e resolva incluir no roteiro e passar por aí? Já imaginou que bacana daqui um tempo a pessoa relatar uma viagem na sua cidade e dizer que conheceu através do mochileiros e ainda mais, por você?! - Faça seu post conforme sua disponibilidade de tempo, podendo ser através de texto, fotos, vídeos e/ou relatos completos. Mas tente passar o máximo de informação ou indicação! Não deixe de informar o Estado, Nome da Cidade, quantos habitantes, culinária típica e oque tem de melhor para visitar. Você pode fazer isso indicando sua cidade natal a cidade que você mora (caso se mudou) ou uma cidade que conheceu e gostou. Desejo a todos uma boa viagem nesse tópico!
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  27. A idéia é boa, poderia gerar um tópico permanente no fórum (já pensei em fazer uma resenha menos "mainstream" de Manaus, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e afins, mas não queria colocar nos relatos de viagem, por eu não estar....viajando exatamente nesses lugares kkkkkk então não saberia onde enfiar isso). Talvez eu prepare algum material e coloque aqui no futuro. Pessoalmente acho muito legal cidades que têm esses monumentos gigantes que ajudam a divulgar a mesma no mundo. Isso me lembra os condados norte-americanos, onde existem as atrações "únicas" que dão fama ao lugar (com aquela placa de bem-vindo com os dizeres "lar da maior coisa do mundo"). Essa estátua da Santa é bem legal. Muito boas as informações, e desconhecia essa cidade, achei um destino interessantíssimo para quem está de passagem. Pena que não terei como encaixar ela no meu roteiro em dezembro no Estado, senão com certeza iria =D Parabéns viu
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  28. Não só de praia vive o Rio Grande do Norte. Por mais belas e paradisíacas que sejam as praias do litoral potiguar, o interior do estado guarda surpresas pouco conhecidas e muito surpreendentes. Segue abaixo um breve e objetivo relato fotográfico da cidade de Felipe Guerra, localizada à 359km da capital. Para quem curte cavernas, esse é o lugar. A cidade de Felipe Guerra até onde eu sei não possui rede de hospedagem. Em janeiro do presente ano 2021, tomei como base a cidade de Apodi que fica a cerca de 20km por pista de asfalto. Apodi, inclusive, serve de base também para quem quer conhecer o Sítio arqueológico do Lajedo Soledade( farei outro post ) e no quesito hospedagem o custo-benefício é muito agradável. Fiquei no hotel restaurante Apodi, single R$50, duplo R$70, triplo 90, com ar condicionado, tv, frigobar e café da manhã. Vizinho a esse hotel tem mais uns três com preços um pouco mais altos. Mas, voltemos às cavernas... Quem me acompanhou foi o guia nativo José (84) 99980-2386. Ele cobrou R$100 e nos guiou o dia inteiro! Preço muito bom e serviço excelente!!! A cidade possui cachoeiras sazonais, mas como fomos no mês de janeiro, as mesmas se encontravam secas. Tem ainda um olho D'água, ou seja uma nascente que forma um lago de águas transparentes, mas fomos impedidos de entrar no local devido ao fato de ter havido mortes recentes na família do proprietário e o mesmo se encontrava de luto. Fica pra outra vez. Mas... exibiremos logo abaixo a foto um pequeno lago de águas cristalinas que existe dentro de uma caverna que tivemos a honra de conhecer. Trata-se da caverna dos três lagos!!! Só conhecemos um, pois já estávamos exaustos... A caverna é muito, muito escura e quente, porém, quando jogamos a luz...
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  29. Companhia para viajar - Estado BA - em agosto de 2021
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  30. Olá, mochileiro/a! O principal objetivo deste pequeno relato é compartilhar como é possível se deslocar entre as praias do norte de Alagoas usando transporte coletivo. Os objetivos secundários são passar dicas de hospedagens, praias, caminhadas e campings. Fique a vontade para fazer qualquer comentários, tirar dúvidas ou propor sugestões de alteração de texto. Podem me encontrar também no Instagram @viajadon_ DESLOCAMENTOS - Quando se pesquisa em fóruns e blogs sobre transporte entre Maceió e Maragogi ou entre Maceió e São Miguel dos Milagres dificilmente se encontra informações sobre como fazer os deslocamentos em transporte público. Eu pelo menos tive bastante dificuldade para encontrar informações e acabei buscando ajuda ligando na Arsal -Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (já fica essa dica de opção de contato para obter informações). - Vamos às rotas e horários de transportes: · Aeroporto - Rodoviária: a parada fica logo na pista externa de embarque e desembarque no aeroporto. Uma pessoa que estava aguardando ônibus me informou que há 3 linhas que fazem o trajeto, mas consegui confirmar apenas duas: a 1002 (Ponta Verde) e a 1003 (Via Expressa). A passagem custa R$4,40, as saídas são frequentes e o tempo de viagem é de 1h15 mais ou menos. De Uber daria quase 50 reais. · Rodoviária - Maragogi: há uma linha regular com microônibus simples que opera nesta rota. Para pegar esse transporte, primeiro passe no guichê na parte interna da rodoviária e pague a taxa de embarque (R$3,40 se não me engano), em seguida se desloque até a baia de saída. A passagem custa R$23,50 e os horários estavam bem alinhadinhos com os da tabela de horários disponibilizada no site da Arsal (5h30, 8h40, 11h20, 13h25, 16h30 e 18h20). p.s.: Neste trajeto também é comum haver Bla Bla Car, mas no período em que estava, eu vi apenas como opção uns Bla Bla Car entre Maceió e Recife, que saiam por volta de R$54. Há também opção de transfers. Até cheguei ligar em um, mas não animei com o valor cobrado, R$100. Se quiser esta opção, o contato que tenho é (82) 3296-2529. · Rodoviária – São Miguel dos Milagres: não é a rota que eu fiz, mas fica aqui como bônus. O transporte (van) que se deve pegar é o que tem como destino Porto de Pedras. Os horários dos transportes estavam diferentes dos que constavam no site da Arsal. Segue abaixo os horários e os custos das passagens de acordo com o percurso. - Se você não for ficar na cidade de Maragogi, há diversas vans que saem frequentemente do “terminal rodoviário” (entre aspas porque apesar de aparecer como terminal rodoviário no Maps, é só uma praça de onde saem os transportes) rumo às praias de Barra Grande, Ponta de Mangue e Peroba. De Maragogi até Ponta de Mangue e Peroba sai por R$4. Até Barra Grande sai um pouco mais em conta. - O deslocamento entre Maragogi e São Miguel dos Milagres foi um pouco complexo e será explicado no DIA 4. DIA 1) Maceió a Maragogi e Ponta de Mangue Peguei o transporte de 13h25 e depois de 2h45 de viagem, cheguei a Maragogi. Em seguida peguei uma van ali mesmo no local onde desci do micro-ônibus e segui até Ponta de Mangue (20 min de trajeto, R$4), onde ficaria hospedado. A minha hospedagem foi em barraca no Camping Maragogi. Que camping maravilhoso! Praticamente na beira da praia, tem uma boa área de convivência, muitas conexões de energia, sombra em diversos pontos e ainda tem wi-fi. A cozinha tem geladeira e fogão e tudo o mais que vc precisa. Super bem cuidado. O banheiro está sempre limpo. E o melhor: o acolhimento e carinho da Josane (em especial!) e do Marcos. Recomendo demais comprar um óleo de coco e sabonetes de coco deles. Telefone de contato por Whatsapp: (81) 9470-6654. Depois de armar a barraca e arrumar as minhas coisas, saí para jantar. Na rodovia, próximo ao ponto onde desci da van, há dois restaurantes, um ao lado do outro, com opção de self-service. Um deles é o Ki-Sabor e o outro não tinha indicação de nome, mas no cartão de visita consta como Nossa Senhora das Dores. Acabei jantando neste último. Comi um prato com ovo, salada, muitaaa mandioca e feijão por apenas R$10. O preço normal lá é de R$15, mas como não pedi carne e como já era tarde deram um descontinho. Vale dizer que os donos e atendentes de lá foram super simpáticos! Lá também tem uma uma pousada simples nos fundos. Caso queira consultar, o telefone de contato é (81) 98201-8341) Antes de ir pro próximo dia, uma chamada de ATENÇÃO: no Google Maps atualmente a localidade de Ponta do Mangue e de Peroba estão invertidas. DIA 2) Ponta do Mangue e Peroba Meu segundo dia foi bem tranquilo no quesito de fazer turismo. Pela manhã, curti a praia de Ponta do Mangue. Próximo do horário do almoço, fui até a Praia de Peroba de carona com um casal que estava no camping. A Praia de Ponta do Mangue, a primeira que conheci, acabou sendo a minha favorita entre as praias próximas de Maragogi. É uma praia tranquila, pouco movimentada e sem muitas cadeiras e mesas na areia da praia. Tem bastante coqueiros e, em alguns pontos, tem restaurantes e quiosques de apoio para quem quer se sentar e consumir alguma coisa. Acho que é uma praia para todos os públicos: desde aqueles que gostam de sossego aos que gostam de ter alguma estrutura de apoio. Já a Praia de Peroba também é linda e um pouco mais movimentada do que a parte de Ponta do Mangue. Para mim, as duas na verdade formam visualmente uma única praia, sendo que Ponta de Mangue é a parte mais central e Peroba é o cantinho da praia, onde o litoral faz uma curva (na foto de cima é a curva da praia). As duas praias, assim como todas as outras praias do litoral norte de Alagoas (ao menos as diversas que visitei), têm uma coloração de água que varia de azul turquesa a verde e são muito tranquilas para banho, especialmente durante os períodos de maré-baixa, já que a barreira de corais ao longo da costa alagoana quebra as ondas e forma verdadeiras piscinas naturais. Depois de curtir a praia de Peroba, fui almoçar com o casal no restaurante Ki-Sabor. A Josane recomendou o restaurante para a gente por lá ter uma boa peixada e por ser barato. Gostamos da recomendação e reservamos por telefone uma peixada. Realmente a comida estava muito saborosa, com um temperinho especial, e o preço saiu bem em conta: R$20 para cada um. Só achamos que poderia ter um pouco a mais de comida. Talvez estávamos famintos mesmo! hahaha Depois do almoço, voltei ao camping e fiquei por ali a tarde toda, usufruindo do wi-fi para resolver algumas coisas à distância. Á noite, fiquei de bobeira no camping, lendo, conversando com novos amigos e depois fiz uma tapioca para janta. Como em todas as noites seguintes, o meu roteiro basicamente foi ler e jantar tapioca, omitirei informações sobre as minhas noites nos próximos dias. DIA 3) De Ponta do Mangue até Maragogi Primeiro dia de caminhadas mais longas. Saí de Ponta do Mangue e caminhei até Maragogi passando por Praia de Antunes, Barra Grande e o seu Caminho de Moisés e Praia Burgalhau. Dessas praias, a Praia de Antunes é a que tem a maior densidade de turistas atualmente (a foto abaixo acaba não mostando isso porque já tinha passado da parte mais lotada). Eu sinceramente não entendi bem o porquê. Primeiro, a praia em si não difere tanto de Peroba ou Ponta do Mangue. Sim, tem uns restaurantes e umas barracas de apoio que devem ser bons, mas sinceramente não sei se têm muita diferença dos demais. Em segundo lugar, quem está de carro tem que parar longe em algum estacionamento pago na rodovia e seguir caminhando por estrada de terra até a praia. Por fim, nessa parte específica da praia há um banco de areia que acaba deixando o local de banho ainda mais raso durante a maré baixa. Mas enfim, talvez eu esteja sendo um pouco ranzinza no meu julgamento! Vá, compare com as demais praias e tire a sua conclusão. Em seguida na caminhada, cheguei à Praia de Barra Grande. A praia também é bem frequentada, tem alguns restaurantes e uma boa quantidade de mesas e cadeiras de praia. Não é muito diferente das anteriores. Em Barra Grande, fica o Caminho de Moisés, que é um estreito banco de areia que se estende mar adentro e que pode formar um belo cenário dependendo da altura da maré. Para a faixa de areia ficar mais exposta e ficar bonita na foto, é necessário que a maré esteja bastante baixa, abaixo de 0,3, o que não era o caso no período da minha visita. Ainda assim, havia uma multidão no Caminho, em uma aglomeração danada mesmo durante a pandemia. Vai entender... Prosseguindo a caminhada, já próximo da cidade de Maragogi, cheguei a um trecho que achei bem agradável: a Praia Burgalhau. A praia é tranquila e tem um encontro do rio com o mar que forma um belo cenário. Por fim, cheguei à praia da cidade de Maragogi. Essa praia foi a que menos me agradou. Sendo sincero, não é tão bonita quando comparada a outras do Brasil e se comparada às anteriores, acaba ficando feia. Depois dessa caminhada, foi a hora de matar a fome. Fugi dos restaurantes ali da beira da praia e fui almoçar em um restaurante na rua paralela à praia. Aqui vem uma dica de economia: nessa rua há três opções de restaurantes self-service com comida à vontade pelo preço de R$16,90 a R$18,90. Escolha o que mais te agradar. Acabei gostando mais do que já fica mais pro lado do centro da cidade (dei mancada e não anotei o nome). Depois da saga, fui ao “terminal de ônibus” e peguei transporte de volta à Ponta do Mangue. Passei o restante de tarde ali na praia de Ponta do Mangue. DIA 4) De Ponta do Mangue até São Miguel dos Milagres e Praia do Riacho Dia de sair do querido Camping Maragogi e ir até o meu próximo destino: São Miguel dos Milagres. A logística do deslocamento foi um pouquinho complexa e envolveu vários meios de transporte: Van até Maragogi; Van até Japaratinga (R$5,50 e cerca de 35 min de deslocamento); Moto-táxi da entrada de Japaratinga, onde desci da van, até a balsa para travessia até Porto de Pedras. Custo de R$10 e cerca de 20 min de deslocamento, mas com um mochila pesado nas costas, pareceu que demorou o dobro de tempo . A cada quebra-mola ou freiada seguida de nova acelerada, tinha que me esforçar para manter o equilíbrio e não cair para trás hahaha. Apesar do sufoco, procurei apreciar a paisagem ao longo do trajeto. A gente passou por uma praia mais linda do que a outra. Tive vontade de pedir para o motociclista parar em todas. Espero voltar futuramente para conhecer as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão; Balsa, que é de graça para pedestre; Carona de Porto de Pedra até São Miguel dos Milagres. Tentei pegar carona com as pessoas que estavam saindo da balsa e não consegui. Depois fui pedir informações sobre transporte até São Miguel para uma moça que estava vendendo camarão em um carro junto com o marido. Acabou que depois, quando já estava em um local esperando o transporte, eles acabaram parando e me dando carona ; Por fim, a pé de São Miguel dos Milagres até Praia do Riacho. Com essa logística toda, sai muito mais rápido, bonito e eficiente do que ir de transporte até São Luis do Quitunde e depois pegar outro transporte até São Miguel dos Milagres Quando cheguei em São Miguel dos Milagres, sabia que ia ter que tentar a sorte em dois possíveis campings da cidade que apareciam no Google Maps, mas que não tinham praticamente nenhuma informação disponível. Primeiro fui no restaurante/camping Peixe Frito e fui informado que não estavam funcionando como camping porque estavam sem água. Não sei se já funcionaram ou se funcionarão em algum momento, se a resposta for positiva, fujam porque a estrutura para possível camping é bastante precária. Depois segui caminhando, por cerca de 700 m, até o Sítio do Seu Coconha e da Dona Iuda, onde o casal de idosos me informou que não havia área de camping e que funcionavam apenas como uma atração para os turistas em passeios de buggy. O jeito então era seguir caminhando pela praia até a Praia do Riacho, situada a pouco mais de 2km, onde eu tinha certeza que havia um camping funcionando regularmente: o Camping dos Milagres. Apesar da mochila pesada nas costas, essa caminhada foi incrível devido às praias maravilhosas. Chegando ao trecho da Praia do Riacho, fiquei deslumbrado com a beleza do local. É uma praia super sossegada com bastantes coqueiros e alguns poucos restaurantes com infraestrutura de apoio. Tem ainda uma linda foz de rio e uma igrejinha charmosa praticamente na beira da praia, que acabou me trazendo lembranças da Praia de Carneiros em Pernambuco. O pôr do sol visto dessa praia é simplesmente maravilhoso! No final das contas, foi a minha praia favorita da viagem! Depois de chegar ao camping, armar a barraca e organizar as minhas coisas, saí para almoçar em um quiosque que fica colado no camping e serve PFs por 15 reais. Infelizmente já era mais de 15h30 e já tinham encerrado o serviço. Fui então no restaurante ao lado do camping e os pratos para uma pessoa não me agradaram e ainda custavam o olho da cara. O jeito foi ir em um mercadinho e comprar pães, ovos e tomates, juntar com um queijo curado e folhas de moringa desidratada que estava carregando na mochila e fazer um delicioso sanduíche. Depois do almoço, fui curtir a praia e ver o pôr do sol na igrejinha, onde estava rolando uma cerimônia de casamento. Antes de passar para o próximo tópico, vale comentar sobre o Camping dos Milagres. Fica na beira da praia e relativamente perto de mercadinhos. É um excelente local para quem está de carro e com tudo o que é necessário para cozinhar, já que o lugar é bastante espaçoso e é possível parar o carro do lado de onde se vai montar a barraca. Outros pontos positivos: possui alguns cantinhos com boa sombra, número satisfatório de banheiros, limpos normalmente, e número razoável de pontos de energia. Pontos negativos: a cozinha é horrorosa (foto abaixo)! Uma palhoça suja, muito mal improvisada, onde entram galinhas. A geladeira é pequena e estava abarrotada, mesmo com o camping vazio. Tem só um fogão para cozinhar e uma leiteira à disposição (nada de panelas, pratos ou outros utensílios). O preço de 50 reais, altíssimo para o que o camping oferece. Infelizmente se paga pq não há outra opção de camping na região. DIA 5) Da Praia do Riacho até a Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio, passando pela famosa Praia de Carro Quebrado Dia de rolezão monstro a pé! A ideia inicial era de ir caminhando até a praia de Barra de Camaragibe, o que daria uma caminhada suave de cerca de 5 km. Chegando em Barra de Camaragibe tentaria atravessar um rio a pé para chegar na Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela (como ainda não entendi onde uma termina e a outra começa ou se ambos os nomes se referem à mesma praia, citarei assim...caso alguém saiba, me fala aí, por favor ). Para executar esse roteiro, saí de tênis, camiseta regata, castanhas, amendoim e rapadura na mochilinha e uma água de 1,5L na mão. Até cheguei a pegar uma camisa de manga longa com proteção UV, mas logo pensei “hoje vai ser de boa. Não vou caminhar tanto. Uma regatinha tá tranquilo” e acabei deixando de lado. Assim saí para andar até Barra do Camaragibe. O caminho até a Barra é bastante bonito e inclui uma passagem pela Praia do Marceneiro, onde mais pessoas se concentram. Esse trecho da praia é bonito, mas não tanto quanto o trecho da Praia do Riacho. Já a parte específica da praia de Barra de Camaragibe não considerei bonita. Tem muitos barcos e as casinhas ali são bem simples e avançam muito sobre a areia. Seguindo adiante na caminhada, passando a parte urbana da praia, cheguei até o rio Camaragibe. Acabei me deparando com um rio largo, com boa correnteza e um trecho que parecia ser bastante fundo. Tristeza inicial ao perceber que não teria como atravessar o rio caminhando, mesmo na maré baixa, e que poderia ser um pouco arriscado atravessar a nado, ainda mais tendo que segurar uma mochila em uma das mãos. Mas logo, essa tristeza foi revertida para felicidade ao perceber que, à montante no rio, havia travessia de balsas. Pronto! Poderia conhecer a Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela. A travessia na balsa custa R$5 cada trecho. Na hora de pagar, o barqueiro informou que poderia pagar na volta e assim acabei deixando para pagar os dois trechos de uma vez só. Logo ao desembarcar, segui por uma estradinha de terra até a praia. Chegando na praia, que visão! Que lugar lindo! A praia de cerca de 3 km de extensão tem areia branca, mar azul turquesa e uma larga faixa de areia. O seu trecho inicial é deserto e cheio de coqueiros. Percorrendo a sua extensão com o olhar, logo se vê que há algumas construções mais para o lado de sua extremidade oposta onde se avista uma linda falésia. É uma composição bem bonita mesmo! VID_20210117_122913.mp4 Fui caminhando pela praia com a ideia de ir até a falésia e retornar. No caminho passei apenas por um casal que provavelmente estava hospedado na luxuosa Villa Entre Chaves (entra no site desse lugar para ter uma ideia do quanto é playba), aquelas construções que avistei de longe. Já chegando mais próximo da falésia havia mais umas pessoas jogando tênis na areia. Tênis mesmo com rede própria e marcação na areia. Eu, matutão que nunca tinha visto essa versão do tênis, fiquei um tempinho ali assistindo. Depois fui concretizar a minha meta de ir até a extremidade da praia. Aí é aquela coisa, né?! Quando atingimos a meta, o que fazemos?! Siiiim, dobramos a meta! Vi que estava relativamente perto da Praia de Carro Quebrado e resolvi ir caminhando até lá. A partir da extremidade da praia, percorri um trecho de cerca de 1 km, com muitas pedras e ladeado por falésias. Em alguns dos seus pontos, formam-se piscinas boas para banho. Pelo Google Maps, esse trecho é chamado de Praia de Recifes, mas não achei nenhuma informação mais específicas a respeito. Acredito que a maior parte desse trecho, só pode ser percorrido durante a maré baixa. Depois cheguei até a pontinha onde se inicia (ou no caso, termina para os turistas usuais que vão à praia a passeio de buggy) a Praia de Carro Quebrado. Outra visão linda! Que felicidades de estar ali! Já tinha ido a essa praia em passeio há 15 anos atrás. Na época eu achei maravilhosa! A praia mais linda que então conheci em Alagoas. Ainda continuo achando uma praia linda, mas depois de conhecer diversas praias lindas com falésias no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba, e comparando-a com outras praias desta viagem, não a considero mais como uma das mais bonitas da vida (mais à frente você poderá ver uma listinha com as minhas praias favoritas nesta viagem). Segui caminhando até a parte onde ficam as barracas de praia. Chegando ali pedi informações para um vendedor sobre opções de transporte até São Miguel dos Milagres. Perguntei se passava transporte na rodovia ali perto da praia. Ele me respondeu que se eu fosse pegar ônibus na rodovia, eu teria que andar cerca de 14 km e que era melhor eu voltar pelo caminho que tinha feito. Fiquei meio hesitante com a volta pelo mesmo caminho e perguntei sobre opção de transporte a partir da cidade seguinte no litoral. Ele falou que também era uma opção e que eu teria que andar 7 km até a a Ilha de Croa e atravessar uma ponte para chegar no ponto de ônibus de Barra de Santo Antônio. Entre fazer o caminho de volta até a balsa de cerca de 6,5 km e andar 7 km vendo novas paisagens, preferi esta segunda opção. Comprei mais uma água com vendedor e segui caminhando. No caminho, já uns bons metros distante das barracas de comida e bebida onde há uma carcaça de um Fusquinha, descobri uma outra carcaça de Fusquinha e fiquei sem entender se o original que teria dado origem ao nome da praia era aquele anterior ou este. A resposta, depois de uma pesquisa aqui na internet, é que não é nenhum dos dois. Esses Fusquinhas são só firulas decorativas mesmo (se bateu a curiosidade para saber sobre a origem do nome, leia as informações neste site) A partir desse ponto, toda a extensão de praia até próximo de Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio fica meio monótona, mas ainda assim bonita, com coqueiros margeando a praia. Depois dos quase 7 km de caminhada sugeridos pelo vendedor de praia, cheguei até a Ilha de Croa. A praia é bastante frequentada. Na minha opinião, a sua parte mais bonita fica mais para o lado da Praia de Carro Quebrado, onde há menos barracas de praia e mais sossego. Já cansado da caminhada, entrei na cidade e fui buscar informações sobre como chegar na parada de ônibus onde passavam os ônibus até Porto de Pedras (essa é a linha que passa pela Praia do Riacho). Informaram-me o local certinho, a 2,5 km de distância, e disseram que se eu fosse rápido, eu conseguiria pegar o ônibus de 16h. Ê canseira! Mas vamos lá! Depois de andar mais de 20 km, 2,5 km era só um trechinho curto." O problema é que não era uma caminhada plana, como a caminhada na praia. Tive que atravessar uma ponte longa (muito maior do que tinha projetado na mente), o sol estava torrando os miolos e ainda Barra de Santo Antônio tem um bom declive. Tudo isso juntamente com o cansaço dificultou a caminhada rápida e acabei chegando já umas 16h10 na parada. Como ainda estava esperançoso de o ônibus das 16h estar atrasado, fui perguntar para uns motoristas de táxi que ficam no trevo na entrada da cidade, próximo da parada, se o ônibus já tinha passado, e eles me responderam que não. Ufaaa! Que sorte a minha! Sentei no banco da parada aliviado e fiquei esperando. Passam-se 10 min...20 min, começo a conversar com um rapaz que chegou de uma festa para esperar uma carona ali...30 min, o rapaz já pegou a carona...40 min, mais conversa com uma moça que chegou e ia para outra cidade...1h, a moça já pegou o ônibus dela, e nada do meu. Putz! Pensei: não é hoje que volto para a Praia do Riacho! Depois de mais de 1h esperando, chegou um senhor motorista de táxi e começamos a conversar. Logo ele engata o assunto de que estava havendo operação da polícia ao longo daquela rodovia porque estava tendo muito assalto principalmente de comerciantes e de pessoas em paradas de ônibus. Eu respondo “Rapaz! Vim da cidade grande! Tô prevenido!". E mostro um celular velho que estava no bolso enquanto o meu de uso regular estava guardado em doleira. Alguns anos de experiência em ser furtado e várias viagens nas costas me mostraram que doleira é um dos itens mais essenciais de um viajante que gosta de fazer rolês a pé ou em transporte coletivo. Conversa vai, conversa vem, o senhor sugere de a gente ir para o trevo, onde estavam os motoristas de táxi mais cedo, e aguardar o ônibus ali sentados em umas cadeiras. Segundo ele, o local era mais seguro, sombreado e ainda era ponto também de parada do ônibus. Fomos para lá e à medida que a gente ia conversando e o tempo ia passando, outras pessoas foram chegando na roda. Algumas que aparentemente estavam de bobeira, sem muito o que fazer, acabavam ficando para conversar e outras apenas passavam, cumprimentavam, falavam rápido e seguiam para pegar o seu transporte. Fiquei pensando o tanto que o que o tempo passa de uma outra diferente nessas cidades pequenas. Nesse contexto, uma conversa com um desconhecido com cara de turistão na parada de ônibus torna-se uma quebra prazerosa no cotidiano. Enfim, entre as conversas, a ansiedade da espera acabou se esvaziando e o tempo acabou passando mais rápido. Quando o micro-ônibus chegou, já próximo de 18h, estava tranquilo e feliz com toda a dinâmica de interações sociais durante aquelas quase 2h de espera. Depois de mais cerca de 1h30 no transporte, enfim cheguei até Praia do Riacho. Mas claro que depois da minha saga durante o dia, eu não podia chegar certinho, de uma vez no destino. Acabei, distraído com umas leituras, passando uns 300 m do meu ponto e tive que voltar andando em uma rodovia escura. DIA 6) Praia do Patacho e Porto de Pedras Dia mais tranquilo em relação à caminhada. Fui até a rodovia para tentar pegar o micro-ônibus até o ponto de acesso à Praia do Patacho. Como os horários são pouco frequentes, resolvi tentar uma carona. Depois de cerca de 5 min, consegui uma. E não poderia ter sido melhor! Acabei pegando carona com o gerente de um restaurante na beira da Praia do Patacho. Ô sorte! A Praia do Patacho é linda demais! Não sei se foi efeito da luz e do horário, mas a água ali me pareceu ter uma coloração mais azul turquesa do que nas demais. Além disso, não tem quiosques ou mesas e cadeiras em excesso na areia e ainda tem aquela franja de coqueiros ao longo da praia. Acho que já ficou até clichê falar de coqueiros nas praias, né?! Hehehe Vale ainda destacar que seguindo na praia no sentido de Porto de Pedras, formam-se umas piscinas naturais com recifes de corais na parte rasa. Enfim, pude usar o óculos e snorkel. Depois de um tempo vendo peixinhos, resolvi ir caminhando até Porto de Pedras. Esse caminho todo é bem bonito. Perde só um pouco da beleza quando chega bem próximo à cidade. Porto de Pedras é uma cidadezinha tranquila, bem cuidada e charmosa, com algumas casas históricas. Como já era próximo do horário do almoço, resolvi procurar um restaurante. Na cidade não há tantas opções. Acabei almoçando no restaurante do Neto. Comi um super prato feito por um precinho camarada (R$15). Depois de almoçar, fiquei um tempinho morgando, lendo um livro ali na sombra da grande árvore na frente do restaurante. Depois segui até o ponto de ônibus em uma pracinha com igreja. Mais uma vez o transporte – van da linha de Portos de Pedras a Maceió - demorou a passar, mas como estava lendo e curtindo uma música, foi tranquila a espera. DIA 7) De Praia do Riacho à Praia de Sauaçuhy e caminhada até a Praia de Ipioca Dia de deixar o camping e partir para o meu novo destino: Praia de Sauaçuhy. Para variar, cheguei atrasado na parada e acabei tendo que esperar um bom tempo pelo transporte. Às 10h20, peguei o transporte e cerca de 1h20 depois cheguei em Sauaçuhy. Pedi para descer no Restaurante Sauaçuhy, onde acabei almoçando. No restaurante há opções de self-service, com prato servido à vontade, por um bom preço (a partir de R$17,90). Depois do meu almoço segui até o meu hostel Proxima Estación Hostel, que era praticamente de frente para o restaurante, atravessando a rodovia. O hostel é bem localizado, a cerca de 1,2 km da praia e próximo de mercado e comércio. Tem uma boa área de convivência, cozinha com todos utensílios, cama confortável e além disso, é super econômico. Como o quarto exclusivo para mim – não quis ficar em quarto compartilhado por conta da pandemia – saiu abaixo do usual, não acho legal divulgar. Recomendo verificar a disponibilidade no Airbnb (se ainda não usou a plataforma, acesse usando este LINK). Depois de deixar minhas coisas no hostel, saí para a minha caminhada do dia até a Praia de Ipioca. A primeira praia de passagem é a própria Praia de Sahuaçuy. Vale dizer que a praia faz parte do bairro de Ipioca, o qual já é parte do município de Maceió, Porém nem parece que você está no município. Do hostel até o bairro Jatiuca em Maceió são 25 km de distância, sendo a maior parte desse trajeto através de áreas sem grandes adensamentos populacionais. Sobre a praia em si, ela tem uma faixa de areia bastante larga e é praticamente deserta. Acabou não me agradando muito. Na verdade, tanto essa praia quanto as demais que vou citar adiante não se comparam em beleza a maioria das praias do norte que citei anteriormente. Seguindo em direção à Praia de Ipioca, passei pelo Hibiscus Beach Club – lugar topzeira, para quem curte chiqueza - e cheguei até a foz de um rio. Esse trechinho da praia é basante bonito e gostoso. Se fosse ficar em algum lugar na Praia de Sauaçuhy, teria escolhido ficar nesse cantinho. Seguindo na caminhada, entre o rio e a pontinha onde se inicia a Praia de Ipioca, passei por um trecho bastante agradável onde há algumas casas e a referência da Barraca da Cantora no Google Maps. Continuando, cheguei à Praia de Ipioca, uma praia gostosa com casas, restaurantes e quiosques de apoio à beira mar e ainda bons trechos de praia mais calmos, tendo apenas coqueiros. É uma boa pedida para quem quer fugir das praias mais agitadas de Maceió. Curti um pouco a tarde ali e depois fui à rodovia para pegar um ônibus de volta ao meu hostel. Neste trecho, os ônibus são bastante frequentes. A passagem custa R$3,40. DIA 8 ) De Praia de Sauaçuhy a Praia de Sonho Verde passando pela Praia de Paripueira Mais um dia de caminhada suave, dessa em direção a praias ao norte da Praia de Sahuaçuy, no caso as praias de Paripueira e Sonho Verde. O primeiro destino, a Praia de Paripueira, acabou me gerando sentimentos ambíguos. Não curti nenhum pouco a sua parte onde a maioria dos banhistas se concentram. Não achei bonita a grande largura de areia ali e a coisa de haver meio que uma lagoa de água empoçada, seguida por uma baixa de areia, e depois o mar. Fica difícil de visualizar pelo texto, mas dá para ter uma ideia pela foto abaixo. Já a parte da praia mais ao norte, indo no sentido da Praia de Sonho Verde, eu achei super agradável. Passando esse trecho, cheguei à extremidade da praia, um ponto onde há bastante pedras. A partir dessa pontinha da praia, há tantas pedras, que se forma uma “praia” de cerca de 500 m de extensão, conhecida como Praia da Pedra. Passado esse trecho nem um pouco bonito e ainda assim abrigando algumas mansões incríveis, chega-se à bela Praia de Sonho Verde. Acho que de todas as praias dessa região dentro do município de Maceió ou em suas proximidades (Paripueira já é ouro município), essa foi a que eu mais curti. Tem barracas de apoio e uma franja de coqueiros linda! Mais um excelente refúgio para quem quer fugir da muvuca de Maceió. Tomei banho de mar e curti ali durante um tempinho e depois voltei caminhando até a Praia de Paripueira, onde parei para almoçar na Barraca da tia Maria, uma casinha metade amarela e metade branca, no trecho da praia mais para o lado da Praia de Sonho Verde. Para quem está caminhando pela praia um outra referência é uma placa de Área de Proteção Ambiental do ICMBio e a casinha Acarajé da Maria. Comi um excelente prato feito com posta de peixe frito, super barato. Sério! O prato era muitooo bem servido e custou apenas R$12. Depois de me empanturrar fui andando até a rodovia para pegar uma van de volta ao meu hostel (passagem a R$3). DIA 9) O dia da volta Depois de 8 dias incríveis, era a hora de voltar para casa. =( Na rodovia passam com frequência vans com destino à rodoviária de Maceió. Acabei pegando um carro particular. Se não me engano paguei 10 reais para o motorista desviar a rota dele e me deixar na rodoviária. Lá peguei o meu último ônibus até o aeroporto. RESUMO GERAL DO RELATO COM DICAS - Dá para fazer tudo de transporte coletivo. Atente-se apenas aos horários para não ficar esperando muito tempo nos pontos. - As praias do norte de Alagoas são incríveis! Particularmente curti mais as próximas de São Miguel dos Milagres do que as próximas de Maragogi. - Se tiver tempo, conheça as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão. Elas me pareceram muito lindas, observando-as de longe durante o meu trajeto de moto até a balsa para Porto de Pedras. - Acompanhe a tábua de marés para saber as melhores horas dos seus passeios. Isso vale especialmente para o passeio pelo Caminho de Moisés possível apenas marés super baixas. - É possível fazer uma excelente viagem. Gastando muito pouco, especialmente em comida, que é super barata. PRAIAS FAVORITAS 1) Praia do Riacho 2) Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela 3) Praia do Patacho 4) Praia de Carro Quebrado 5) Praia de Ponta do Mangue
    2 pontos
  31. Eu to na mesma também, e com um intercambio pago em Malta. Coloquei a data para maio do próximo ano. Mas vou deixar para comprar as passagens quando tiver ctz que vai tá aberto. Suíça abriu e agora a França abriu para brasileiros vacinados, já é um sinal positivo
    2 pontos
  32. Também estou com essa dúvida. Pretendo ir em março ou abril/22, porem vou aguardar mais uns 2 ou 3 meses pra ver como vai estar. Meus destinos são Londres e Paris também. Era pra ter ido em 2020, mas minha viagem foi cancelada por causa da pandemia. Paris que inclusive abriu as fronteiras para brasileiros vacinados hoje. Assim como o pessoal recomendou aí, é melhor esperar. Sei bem o que é ter uma viagem cancelada quase que as vésperas.
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  33. Fala galera! Estamos em lockdown no Peru por mais de 2 meses e as coisas por aqui não estão melhorando. O isolamento obrigatório e total fica sendo extendido indeterminadamente a cada duas semanas. Assim, organizamos nossas fotos e vídeos de viagem, como um lazer terapêutico. Uma viagem pelas telas, uma fuga temporária da realidade. Meu marido e eu estamos viajando as Américas por mais de dois anos, quando a pandemia chegou sorrateiramente e suspendeu nossos planos. Mas foram dois anos muito bem vividos e eu gostaria de trazer nossos locais favoritos pra vocês. Temos o sonho e poder retomar a viagem no futuro e assim sabemos que tem muitos mochileiros por aí desenhando seus sonhos também, até como forma de manter a sanidade nesse momento tão difícil. Espero que esse relato lhe ajude a continuar sonhando! Imagens inspiram mais do que palavras, então para mostrar a vibe dos melhores locais, compilamos um vídeo E por escrito aqui vamos mandar os detalhes necessários para você poder fazer acontecer Brasil, destinos mais irados: Lençois Maranhenses (ir no período em que as lagoas estão cheias). Valeu muito a pena cruzar o parque a pé e fazer o passeio aéreo também https://vidaitinerante.wordpress.com/2018/08/06/logistica-para-a-travessia-dos-lencois-maranhenses-a-pe/ Chapada Diamantina - Outro parque nacional que vale a pena cruzar a pé. Indicamos o Guia Cid +55 (75) 99229-0256 Costa dos Corais (Pernambuco à Alagoas), gostamos bastante de São Miguel dos Milagres. É menor, menos turistas, melhor qualidade da água do mar. Para quem estiver de passagem, gostamos de visitar o Canyon do Xingó. Não recomendo dirigir até lá só para isso, mas quem estiver dirigindo pelo litoral Brasileiro, vale muito a pena a parada. Canoa Quebrada, CE Jalapão: fervedouros (nosso favorito foi o fervedouro encontro das águas pois é o mais forte), cachoeira da formiga, lagoa do japonês, nascer do sol Serra do Espírito Santos Fernando de Noronha (caro, porém vale muito a pena) Cânions na divisa de SC e RS. Recomendo a trilha do Rio do Boi *Não conseguimos ir para a Amazônia ainda Vídeo para ajudar no planejamento de quem quer conhecer todo o litoral Brasileiro de carro: Uruguai: Ver o carnaval deles, principalmente os encenarios populares no Teatro de Verano Colonia del Sacramento Cabo Polônio Argentina: Buenos Aires: Palermo Soho, Recoleta, Caminito Bariloche: é possível subir o bondinho até o topo da montanha de ski (Cerro Catedral) sem saber esquiar, caminhando. Melhor mês para curtir a neve é Agosto. Visitar a Colonia Suiza também, um charme Circuito Cafayate, Salta, Purmamarca, Salinas Grandes https://vidaitinerante.wordpress.com/2020/03/05/salta-preciosidade-ainda-nao-descoberta/ *Não adentramos no coração da Patagonia pois não havía boas condições de internet e trabalhamos remoto (somos nômades digitais). Então nossas dicas não estão levando em consideração locais que não fomos Chile: Circuito São Pedro de Atacama à Uyuni (tentar ir em Fev ou Mar para pegar o efeito espelhado) Deserto do Atacama: conhecer as várias lagunas (ex: Baltinache), Valle de la Luna, Valle de Marte/Muerte, Geiser (se não foi no trajeto para Uyuni, se foi, dá para pular) Iquique: duna gigante junto à cidade, sandboarding Paraguai - não achamos nada de especial que valha a pena os problemas estruturais (ex: corrupção policial) Peru (não conseguimos visitar todo o país, fomos interrompidos pelo coronga) Arequipa (com certeza a cidade mais bonita do Peru). Sillar, Misty, centro histórico Puno: fiesta de la candelaria e Ilhas de Uros Colca Canyon Macchu Pichu (ir na período de seca) Quem quiser saber todas as paradas que fizemos nesses dois anos, mapeamos no tripline: https://www.tripline.net/trip/Trecho_j%C3%A1_percorrido-7160000020541014A251C736C09EF5CD Cada estrelinha nesse mapa foram locais que conhecemos. Não apenas de passagem, locais que ficamos um tempo, visitamos. O sonho continua vivo e é isso que nos mantém fortes para superar momentos difíceis. Sigam firme galera! Se cuidem e cuide do próximo, vamos sair dessa juntos! Abraços
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  34. @Tito SantosPrimeira coisa é tomar vacina.Depois, com 2 doses, vai ter entrada permitida na Suíça e aproveita que a Swiss está vendendo passagens bem baratas,inclusive com descontos para mais pessoas. E mais, direito a remarcação gratuita da passagem.
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  35. Concordo com o Davi; espera mais um pouquinho. Contudo, se você tiver tempo extra, poderia fazer como alguns viajantes fizeram para ir à Europa; quarentena de 14 dias em um país que não está com as fronteiras fechadas para brasileiros (vi um cara indo pro México antes de ir pro Reino Unido e deu bom, sendo que ele precisou de mais 14 dias de quarentena na Inglaterra). Presumo que tu não possa estender tua viagem, então resta aguardar mais um pouco.
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  36. Espere até final de Outubro para decidir, pois até lá muita coisa vai ter sido resolvida (ou não) por causa da vacina.
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  37. Eu também tô na mesma turma do " money que é good nóis num have". Vontade nunca faltou, agora o tal do " faz me rir" tá difícil viu..
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  38. Na mesma pegada de @lobo_solitário ... So me falta glamour
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  39. Mochileirada... Fui pro Maranhão e fique 7 dias. Em Carolina em hospedei no New Center e em Barreirinhas na Pousada Vilas Boas. O clima estava perfeito. Meus Guias e Agencias: Chapada das Mesas: Indio Tour: (99) 9151-2540 / Guia Silvio: (99) 8198-1860 Lençois Maranhenses: Pousada Vilas Boas: (98) 98824-5593 Roteiro: 1 - Chapada das Mesas: Encanto Azul, Poço Azul e Cachoeira Santa Bárbara 2 - Chapada das Mesas: Pedra Caída: Cachoeira da Caverna e Capelão e Santuário , Teleférico com Pirâmide Mística + Portal da Chapada 3 - Lençois Maranhenses: Lagoa Bonita (Pôr do Sol) 4 - Caburé (Rio Preguiças , Vassouras, Mandacaru e Caburé com Quadriciclo 5 - Canto de Atins 6 - Lençois Maranhenses: Lagoa Azul 7 - São Luis City tour de Uber Fotos: Chapada das Mesas Poço Azul Santa Bárbara Capelão Pirâmide Mistica Complexo Pedra Caída Portal da Chapada das Mesas Lençois Maranhenses Lagoa Bonita Vassouras Parque Eólico em Caburé Macacos Domésticos em Vassouras Caminho para Atins Culinária maranhense em Famoso Restaurante à caminho de Atins Canto do Atins Descanso depois de Atins Lagoa Azul Orla de Barreirinhas Restaurante em Imperatriz - MA São Luis Catedral de São Luís na Praça Pedro II Convento das Mercês Palácio dos Leões Ponte José Sarney Ponta do espigão da Areia Praia do Calhau - A Mais Badalada em São Luis
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  40. Oi pessoal! Estou planejando uma viagem à Chapada Diamantina entre julho e agosto. Pretendo passar mais ou menos uma semana entre Lençóis - Capão - Ibicoara. Vou sem carro e por enquanto não tenho companhia. Alguém gostaria de se juntar? Aproveitando, gostaria de perguntar se alguém já deu/pegou carona na Chapada. Como vou sem carro e as rotas de ônibus são escassas, pensei em procurar alguma carona, principalmente em Ibicoara (cidade base para a cachoeira da Fumacinha). Nunca viajei de carona, seria bom ouvir alguns relatos positivos pra me dar mais coragem rs. Sobre a Cachoeira da Fumacinha, alguém já fez a trilha? Pelo o que pesquisei é considerada uma trilha difícil. Apenas fiz trilhas leves e moderadas, queria saber se realmente é tão desafiadora assim.
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  41. 15 dias é pouco para os 3 países. O roteiro "tradicional" é em torno de 28 a 31.. Até então muitos começam pela Bolívia por conta da passagem aérea ser mais barata.. ao menos era, não sei como está hoje. Ou pegar o trem da morte saindo de Corumbá. Iniciava por Santa Cruz e seguia por Sucre, Uyuni, Atacama, Arica, Arequipa, Cusco, Puno, Copacabana, La Paz, Santa Cruz retorno ao Brasil. Podendo tirar ou acrescentar alguma outra cidade do caminho.. mas a rota geralmente usada é essa. Como falei, estou por fora dos preço das passagens.. vai muito do que quer fazer em cada país e quanto tem disponível para a viagem.
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  42. Olá tbm irei na segunda metade de Setembro pra Maceio se tiver alguém nessa epoca manda um oi (011)9661-5491
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  43. Postagem somente para descontrair. Acredito que a maioria aqui, assim como eu, são do tipo de pessoa que ama viajar, ama aventuras, etc. Minha ultima viagem de verdade foi em janeiro de 2020, assim como muitos, tinha várias viagens programadas para os meses seguintes em 2020, aí venho a pandemia e jogou um balde agua fria nos nossos planos. Já com receio de possível contaminação, cancelei a viagem programada para carnaval de 2020, afinal estávamos todos alarmados, afinal, sabíamos apenas o que a mídia nos passava e já imaginava o fim do mundo... Ontem conversando com uma prima, estávamos falando sobre viagens, planos desfeitos e sobre o fim da pandemia. Acho que todos aqui pensam sempre positivo sobre um fim bem rápido dessa pandemia para podermos voltar a realizar o nos une aqui neste site. VIAJAR !!!! Saudades das viagens, percorrer novas cidades ou mesmo lugares que visitei e gostei tanto que voltei outras vezes, cidades essa como Salvador, São Paulo, lindas praias do nordeste e ainda outros países. Saudades de ouvir uma simples mensagem informativa. "Tripulação, preparar para decolagem."
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  44. Saudades de passar um perrengue.
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  45. Tem vários sites para simular passagens futuras. Claro que nao há garantia de preço no dia que for efetivamente comprar. Voce vai acompanhando os preços e juntando a grana. Quando estiver c o dinheiro e ver q a passagem chegou num valor legal (Já que voce esta acompanhando os preços semanalmente... diariamente...) voce compra. Geralmente a melhor janela é de 3 a 6 meses antes da data da viagem. Busque no google skyscanner que é o mais conhecido. Estou simulando para 22 alguns voos e achando bem caros, principalmente América Central. Europa já estou vendo preços razoáveis. O pior é que não sabemos como fica a situação da pandemia aqui.... lá onde queremos ir... Não sabemos se a vacina que vamos receber é homologada onde queremos ir... São muitas questões nessa nau a deriva chamada Brazil (Com "z", lógico). Não sei voces mas ando de saco cheio de viver nessas condições. Pior que n sou do perfil de largar tudo e cair no mundo p ver no que dá...
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  46. Estou planejando de fazer uma viagem em setembro pelo sul da bahia também, no meu roteiro está caraíva, estou indo sozinho. Se ainda for me chama no insta @phellipmancilha
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  47. @Ane Caroline.24Não fique dependendo de ninguem para colocar suas viagens em prática. Andar pelas ruas aqui do Brasil pode ser bem mais perigoso do que pelo mundo a fora. Voce pode até encontrar uma meia duzia de pessoas aqui supostamente interessadas no seus planos, mas dificilmente conseguirá tirar essa viagem do papel porque é muito dificil conciliar disponibilidade de tempo e dinheiro de todos. Na hora do vamos ver sempre terá alguem que estará apertado de grana, outra pessoa que nao conseguirá folga do serviço, outra pessoa que só conseguirá poucos dias de folga, etc. Outro problema que pode surgir em viajar com muitas pessoas é que cada um tem seus próprios gostos, cada uma anda numa "velocidade", e isso pode gerar um certo stress quando alguns querem ir para um lado, outros em outra direçao. Uns querem ir mais rápido, outros mais devagar e gastar mais tempo em determinado lugar, etc. Viajando com menos pessoas, duas ou três no máximo é melhor para gerenciar esse tipo de situaçao. Coloque na balança todos os prós e contras e veja se realmente vale a pena insistir em querer viajar em grupo. Tente encontrar algum amigo(a) no qual voce ja saiba como é o perfil da pessoa para viajar contigo. Viajar com estranhos a probabilidade de ocorrer algum desentendimento pode ser maior. Boa sorte
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  48. Olá pessoal, trago um relato da Chapada Diamantina, um roteiro feito em 10 dias tentando explorar ao máximo o melhor de tudo que vimos na Bahia. A data da Viagem foi em Junho de 2018 Nosso estilo de viagem consistiu em avião Cuiabá/MT x Salvador/BA Alugamos um veículo econômico (Ford Ka) no aeroporto (reservando com meses de antecedência você vai pagar MUITO mais barato), para aproveitarmos ao máximo o tempo reduzindo a limitação por deslocamento, apesar de irmos apenas em casal digo que vale MUITO a pena, pois a Chapada é muito grande e consiste em cidades diversas, então eu penso que é um investimento de tempo e dinheiro. DICA DE OURO: Antes de fechar uma reserva de veículo abra em todos os navegadores possíveis < Celular, Chrome, Explorer, aba privativa.. > os preços variam no mesmo aluguel, no mesmo carro e na mesma locadora, confere e me conta. CUSTOS TOTAIS: Passagens Aéreas: R$ 350,00 cada Aluguel de Veículo: R$ 732,54 Combustível: R$ 531,96 Pedágio: R$ 13,80 Lavagem+Balsa: R$ 50,00 Total de Transporte: R$ 1.678,30 Estadias: R$ 955,92 / 2 = R$ 477,96 por pessoa Alimentação: Mercados R$ 417,62 + Restaurantes R$ 513,93 Total alimentação: R$ 931,55 / 2 = R$ 465,77 por pessoa Entradas e Vouchers: R$ 461,00 / 2 = R$ 230,00 por pessoa VALOR TOTAL DO ROTEIRO DE 10 DIAS POR PESSOA: R$ 2.012,88 ROTEIRO: Mapa principal que utilizamos da Chapada Diamantina Para você se contextualizar Dia 01 - Salvador > Palmeiras > Vale do Capão (474 km) Deslocamento Aéreo Cuiabá > Salvador Fomos ao centro conhecer o Elevador (estava quebrado no dia) e o Mercado Modelo (Tipo Mercadão/Feira) Seguimos viagem Salvador > Vale do Capão (474 km) Hospedagem em Hostel Pajé Gaudeé (Vale do Capão) - 3 diárias por R$ 300,00 casal com café Chegamos de Madrugada no Vale do Capão (01h30 da manhã), é muito importante dizer que o Capão é beeem depois de Palmeiras, ficamos perdidos porque não acreditávamos que era tão adiante e já era de madrugada, ninguém para nos informar, então chegando em um vilarejo mantenha a esquerda e continue por alguns quilômetros a mais. (aprox. mais 20 km de terra) Centro de Salvador - Aonde fica o Mercado Modelo e o Elevador que leva ao Pelourinho (quebrado no dia) Dia 02 - Cachoeira da Fumaça (por cima) Localização: Vale do Capão Distância: 12km de trilha ida e volta. Não precisa guia. Trilha de nível: Médio Entrada: R$ 9,00 (Não existe uma taxa oficial, é feita uma doação no valor que puder) DICA: Leve jaqueta de frio e lanterna para ficar para o pôr do sol no ponto mais alto da trilha. Vista da trilha da Cachoeira da Fumaça por cima Vista do Mirante que há de frente para a Cachoeira, se der sorte, se molhará mesmo desta distância É inacreditável ver ela "cair" pra cima, as gotinhas dançam aos céus em uma sintonia delicada e harmônica. Pôr do Sol no retorno da trilha Dia 03 - Fazenda do Pratinha + Morro do Pai Inácio Cidade: Iraquara Dificuldade: Não possui trilha. Não precisa guia. Entrada: R$ 40,00 por pessoa. Incluso: Flutuação no Rio Pratinha, observação da Gruta Azul e observação da Gruta Pratinha. Se quiser flutuar na Gruta Pratinha terá um adicional de R$ 40,00 por pessoa. A vantagem é poder observá-la mais de perto e adentrar a cerca, mas se tiver limitação com locais escuros, fechados e morcegos, aconselho que não vá. Rs! Almoço no Pratinha: R$ 20,00 por pessoa A Fazenda tem ótima infraestrutura, a observação da Gruta azul é ideal às 14h pois é quando entra o feixe de luz na gruta, se possível chegue um pouco antes pois formam filas para fotografar no momento. Rio Pratinha (Mirante) - Acesso à agua por baixo (não é muito profundo, no máximo 2m) Gruta Pratinha - Para observação ou flutuação Gruta Azul - Caminhada leve de 500m Localização: Iraquara Morro do Pai Inácio Dificuldade: 800 metros de subida rápida, 20 minutos. Não precisa guia. Entrada: R$ 6,00 por pessoa Último horário para entrada: 17h, ideal é chegar até as 16h. Vá para o pôr do sol Morro do Pai Inácio Morro do Pai Inácio - pôr do sol Ao fim do dia fizemos as compras necessárias para fazer o Vale do Pati no dia seguinte, a noite o Vale do Capão é bem movimentado e gostoso de caminhar. Compre um mapa físico (R$ 30,00) como garantia em qualquer Hostel da rua principal, várias cidades não pegam sinal e mesmo que consiga um Wifi não conte com isso para carregar seus mapas, o mapa físico é uma garantia a mais caso você fique sem bateria, afogue o celular, etc. Vai te ajudar a entender os nomes e localizações e depois fica de lembrança. Dia 04 - Vale do Capão > Guiné > Vale do Pati (48 km) Saímos do Hostel Pajé Gaudée (hoje não existe mais ) e seguimos viagem para Guiné: a cidade de apoio mais próxima do Vale do Pati. Se trata de uma vila MUITO pequena com apenas um restaurante funcionando, não funciona internet em local nenhum após Palmeiras, o local é simples mas são muito hospitaleiros, comida gostosa e com preço justo, porém, cuidado com o dia e horário que passará lá pois não possuem muitos estabelecimentos. Hostel Pajé Gaudée - Check Out A entrada para o Vale do Pati fica bem próximo do centro de Guiné, carregue tudo no Waze no Wifi do seu Hostel no Capão. Almoço Guiné R$ 24,00 por pessoa Localização: Vale do Pati (Guiné) Entrada: Gratuito. Não precisa guia, mas precisa GPS, usamos sempre o Wikiloc. Dificuldade da Trilha: Difícil Aqui vou te convencer a alugar o carro: como o Pati é um trekking muito pesado, e fizemos uma viagem "eclética" com nossos itens de mergulho, roupas para muitos dias, entre outras coisas, pudemos deixar o excesso de peso no porta malas do carro e fazer o Pati só com o necessário. A porta de entrada do Pati, glorioso! O carro ficou estacionado bem a minha direita, na foto superior, é relativamente seguro, não costuma acontecer nada com os carros aqui. Mirante do Vale do Pati - Da entrada até este ponto são 6km de trilha :: Elevação de 1.200m A partir daqui você fará a "descida da rampa" que é uma ladeira íngreme até a base do vale. Na base da Rampa haverá uma tri-furcação, para frente você vai para Dona Raquel, são uns 3km até lá (hoje em dia ela já tem Instagram). À Esquerda para a Igrejinha - 1km À direita para o Cachoeirão por cima - 8km Escolhemos a Igrejinha pois já estava tarde, lá é uma hospedagem que oferece quartos, pensão completa ou camping. Tudo bem rústico, mas de boa qualidade. A "Igrejinha" é o local aonde mora o filho da Dona Raquel, se tratam de pequenas construções abrigadas no Vale. Pagamos R$ 40,00 por pessoa por uma boa cama com cobertor e direito a banho gelado, desistimos de acampar pelo cansaço e frio. Mas carregamos todo o peso de barraca/colchonetes pois não tínhamos como reservar e saber se haveria cama para nós. Hoje em dia eles já possuem Instagram para facilitar este contato (@hospedagemigrejinha). Para economizar não pagamos os R$ 40,00 por refeição, por pessoa, escolhemos pagar R$ 5,00 por dia pelo uso do gás deles, e lá possuem um "mercadinho" em que você consegue comprar comida por R$ 2,00 o molho de tomate; R$ 5,00 o macarrão e etc. Lembrando que estes são os valores de 2018, vale consultar novamente. Igrejinha - Vale do Pati Nosso quarto com vista privilegiada - Igrejinha - Vale do Pati Dia 05 - Cachoeirão por cima (18km ida e volta) Dificuldade: Difícil. Gratuito. Não precisa guia, mas precisa GPS. A cada passo uma paisagem, é impossível descrever o Pati, todo o ambiente te convence de como vale a pena viver para ver este cenário, e registrar tudo te fará lembrar com grande saudade o que foi vivido ali. Só vai! Vale do Pati - Caminho para o Cachoeirão por cima Vista para o Vale de um dos Mirantes do Cachoeirão por cima Vale do Pati - Retorno da trilha para o Cachoeirão por cima Dia 06 - Vale do Pati > Guiné > Mucugê > Ibicoara Após o desgaste da última trilha desistimos de fazer o Morro do Castelo, mas aconselho reservar um dia a mais para fazê-lo. Retornamos a trilha para Guiné, pegamos o carro, almoçamos novamente na cidade e seguimos para Ibicoara. DICA: Se precisar, saque dinheiro em Mucugê pois Ibicoara não possui caixa eletrônico. Localização: Ibicoara Ficamos em um AirBnb chamado: Hospedagem da Ivana - 2 diárias por R$ 295,92 E até hoje nada superou essa experiência. Se puder fique em AirBnb, é mais barato e é uma experiência ÚNICA, e melhor ainda, fique na Ivana, esse casal é mais que especial, hoje são amigos, e nos deixaram usar a máquina e o varal para lavar as roupas, fora as dicas e um café colonial baiano sem igual. s2 Café Colonial Baiano da Hospedagem da Ivana - AirBnb Dia 07 - Cachoeira do Buracão + Mirante do Campo Redondo Nível da Trilha: Fácil. Obrigatório Guia, contratamos o Luciano (77) 99130-0392 Ele cobrou R$ 120,00 casal + taxa de R$ 6,00 por pessoa que é pago para a administração local Cachoeira do Buracão - Vista por baixo Cachoeira do Buracão - Vista por cima No retorno para Ibicoara existe o Mirante do Campo Redondo que fica na beira da estrada, gratuito, sem guia, é parada obrigatória. Se organize para estar voltando um pouco antes do pôr do sol. A subida é de 5 minutos, muito fácil. Mirante do Campo Redondo Dia 08 - Ibicoara > Itaetê > Nova Redenção > Lençóis Saímos de Ibicoara e seguimos viagem para Itaetê para conhecer o Poço Azul e Poço Encantado. Poço Encantado Entrada: R$ 20,00 por pessoa, sem guia, apenas observação. São montados grupos para descer. O raio de sol reflete na água das 10:00 às 13:30h Poço Encantado - Apenas observação Almoçamos em um local simples do lado do atrativo e seguimos viagem sentido Nova Redenção para conhecer o Poço Azul. Poço Azul Entrada: R$ 30,00 por pessoa, não precisa guia, apenas flutuação com colete e máscara. Obs: Levamos pé de pato mas não permitem o uso. O sol incide na água entre às 12h30 e 14h00, mas priorizamos o Poço Encantado pela logística. No poço azul é preciso pegar uma balsa (R$ 20,00) para chegar ao outro lado do rio, você também pode ir de barco, mas como pretendíamos seguir viagem pelo caminho mais curto, atravessamos, se você for retornar para Itaetê, não precisará atravessar o carro. Para realizar a flutuação você entra na lista de espera e aguarda sua vez, essa parte pode se tornar estressante pois você passa mais tempo esperando para descer do que dentro do atrativo. E quando dá o seu horário quem estava no horário anterior demora sair da água então conseguir uma foto com o poço limpo é tipo jogar na loteria, ou você tem que ser o primeiro, ou o último. Balsa para o Poço Azul Poço Azul - Fomos os últimos do dia para conseguir a tão sonhada foto Mas o melhor nos aconteceu neste meio tempo, ao negociar a balsa, um morador local nos ofereceu para, enquanto esperávamos a lista do Poço Azul andar, fossemos conhecer a Nascente Olho D´água que fica próximo em uma comunidade. (Mais um motivo para ir de carro) Então atravessamos de barco, colocamos nome na lista de espera, voltamos de barco, pegamos o carro e fomos para a Nascente e depois retornamos e conhecemos o Poço Azul com o último grupo do dia. E a Nascente foi o melhor mergulho da Chapada Diamantina. Apenas frequentada por locais, levamos pé de pato e não tínhamos conseguido usar em local nenhum, e fomos presenteados: Nascente Olho D´água Entrada: R$ 25,00 por pessoa para o guia local. Nascente Olho D'água - até 5m de profundidade Seguimos a estrada de terra sentido Nova Redenção, desviamos sentido Lençóis, chegamos de noite na pequena e encantadora cidade. Nos hospedamos em um outro AirBnb, chamado: Casa LIS, mas não recomendamos. É uma casa de família simples, mas não por isso, fica em uma viela de difícil acesso, e não nos explicaram muito bem sobre isso. Insistiram em saber nosso roteiro e tentaram "empurrar" um guia tentando nos colocar medo sobre a trilha. Já éramos conscientes das dificuldades, mas passamos desconforto com essa questão, não gostamos de contratar guia pela economia e também pois nos sentimos pressionados, apressados e desconfortáveis, e com a fotografia precisamos de tempo para fazer registros e nem sempre compreendem isso. Dia 09 - Cachoeira do Sossego (14km de trilha ida e volta) Cidade: Lençóis Entrada: Gratuito, nível da trilha: Difícil Não necessita guia, mas necessita GPS. Caso você não tenha NENHUMA experiência sozinho ou em casal, aconselho que contrate sim um guia local, mas um que seja indicado por alguém de preferência. Baixamos a trilha no Wikiloc porém por serem cânions o GPS fica doido! O maior aviso e cuidado nesta trilha é sempre o mesmo: Cascavel. Se você for picado, será muito difícil te socorrer pois é uma trilha técnica com muitas pedras enormes e as cobras adoram ficar entre elas para tomar o seu sol. Cachoeira do Sossego - Lencóis Cobra Cascavel - Trilha para Cachoeira do Sossego Dia 10 - Lençóis > Salvador (435km) Finalizamos neste dia nosso roteiro na Chapada Diamantina retornando para Salvador. Valeu cada memória. Espero que nosso roteiro auxilie outros a montarem os seus. Poderão notar que fizemos a volta na Chapada, infelizmente não contemplamos todos os locais e cidades, mas escolhemos as que melhores pudemos para aproveitar o melhor de cada região, mas quem puder ficar mais, tenho certeza que não se arrependerá, e um detalhe importante da viagem é o povo baiano que é sem igual. Relato: Caroline Brito Fotografia: Murillo Raggiotto Todos os direitos reservados.
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