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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 22-10-2019 em

  1. 1 ponto
    Este é um relato de uma viagem de 8 dias na África do Sul, feito por um casal de dois homens brancos. É importante destacar este lugar de fala pois ao planejar nossa viagem lemos vários relatos, mas percebemos que a África do Sul são várias, você pode percorrer os mesmos caminhos que percorremos e encontrar outro país. Quando embarquei sabia muito pouco sobre a África do Sul, escolhemos a África do Sul basicamente porque houve uma promoção da LATAM, e ao mesmo tempo, conhecer algum país africano sempre foi um sonho. Ao planejar a viagem, pelos relatos percebemos que seria muito importante alugar um carro, para ter maior liberdade na locomoção e porque o valor dos aluguéis de carro na África do Sul são bem em conta. Fizemos o aluguel pelo site rentalcars.com, com retirada e devolução no aeroporto de Joanesburgo. A vantagem de alugar o carro e o seguro pelo site é que você não paga nenhuma taxa de IOF, a cobrança é feita no Brasil. Não é preciso ter carteira internacional, quando pegamos o carro a CNH brasileira foi suficiente, assim como quando a polícia nos parou. Eu indico a você a ter o seguro do carro, em alguns locais da África do Sul é igual ao Brasil, sem oficinas mecânicas perto, sem estrutura para te amparar com o carro, o seguro pode ser uma boa ajuda quando você não tem a menor ideia do que fazer, e não é caro, por 8 dias pagamos R$650,00 (aluguel+seguro). As estradas são MARAVILHOSAS, muito boas mesmo, então vale bem a pena. De carro fizemos os seguintes trajetos: Joanesburgo -> Cape Town = pela N1, uma das principais rodovias do país, ficamos muito impressionados com a qualidade da rodovia. É uma viagem para pessoas que estejam de bem com a vida, assim você vai conseguir ter prazer na viagem. São em média 16 horas, já incluído o tempo em que você vai parar para abastecer, almoçar, parar numa cidade ou outra e comprar uma água e tirar umas fotos pelo caminho. A maior parte do tempo você vai ver savanas, campos de agricultura, pastos de ovelhas, e montanhas, muitas chapadas. O vento é bem forte, e chega a empurrar o carro de vez em quando, era só ir um tiquim mais devagar que dava tudo certo. A chegada a Cape Town é algo indescritível, muito bonito. Eu super achei que valeu a pena… éramos duas pessoas dirigindo, e queríamos conhecer o interior do país… não tem muita coisa relacionada a cidades/povoados pra ver, mas é uma experiência muito enriquecedora, e as estradas ajudam muito. Lá existem duas gasolinas a 93 e a 95, não sei bem a diferença, mas nos disseram que a 95 é melhor para estrada (mais econômica). O litro da gasolina era em média 16 RANDS. Quanto mais distante de Joanesburgo, mais barata é a gasolina. Cape Town -> Joanesburgo= essa é uma viagem INDISPENSÁVEL, você vai passar pela Garden Route, que é simplesmente maravilhosa, cheia de pontos turísticos, e tente programar o pôr do sol para a saída de Cape Town. A ideia é ir com calma, parando em alguns trechos da estrada que já tem o local para estacionar o carro e apreciar a vista. Nas estradas da África do Sul, em vários pontos, existem pontos de descanso, para uma refeição ou descansar mesmo… são pontos que ajudam bastante. Nós saímos de Cape Town, fomos até a praia de Muizenberg, demos um mergulho no mar, catamos umas conchas, depois fomos para Simon´s Town, o caminho até a cidade é muito lindo, em vários pontos paramos para fotografar, depois fomos até a praia onde ficam os pinguins, lá você tem acesso a uma praia privativa e ao santuário dos pinguins, decidimos não entrar, porque no caminho até a entrada do santuário vimos muitos pinguins, já foi suficiente. Depois saímos e fomos para Swellendam, passando sempre pela R44 e R43, para ver a vista a beira mar. Espetacular a vista, neste trecho recomendo fortemente que seja feito no horário do pôr do sol. Mas não enrole muito porque tem muita coisa bonita pra ser vista ainda, e o ideal é que não esteja a noite. Dormimos em Swellendam, saímos cedo e seguimos viagem, passamos no Tredici para tomar um bom café, depois na cidade Barrydale onde dizem ter o melhor milkshake do mundo, no Diesel & Cream Milkshakes, é realmente muito bom… depois fomos para a praia de tentar ver baleias… não vimos nenhuma!rs… mas a paisagem já valeu a pena. Uma boa fonte de info sobre a Garden route: https://www.melhoresdestinos.com.br/garden-route-dicas-africa-do-sul.html Sobre os safaris, é muito importante você sair de casa sabendo que você pode pagar para entrar no parque e não ver nenhum animal, a não ser muitos viados, que são lindos, por sinal. É muito importante que você vá muito cedo, ou depois das 15h, porque os animais não gostam muito do sol forte, acho que se tiver nublado deve ser o ideal…. a gente foi na hora do almoço, fomos ver animais mesmo só no fim da tarde, vimos elefantes, búfalos, muitos pássaros bonitos… Como tivemos muito pouco tempo, decidimos fazer o safari que está mais próximo de Joanesburgo, o de Sun City, o Pilanesberg. Basta você pegar a entrada para o aeroporto Pilanesberg International Airport, um pouco antes de chegar na entrada do Sun City, entramos pela entrada Kwa Maritane e saímos pela Bakubung. Ao todo pagamos 240 RANDS na entrada, não precisa comprar o mapa, basta tirar uma foto com o celular mesmo, e ir acompanhando, o parque é todo sinalizado. É possível ir ao Kruger Park, mas é mais distante e mais caro. Mas para quem gosta mesmo de Safari e quer encontrar os BIG FIVE (leão, elefante, búfalo, rinoceronte, leopardo) vale muito a pena a contratar um passeio a parte… os safaris são enormes, e muitas vezes você não tem os olhos treinados para enxergar os animais… confundimos muito toco de árvore com leões… quando a gente achava que era uma pedra era um elefante… e por aí vai.. vale a pena a dar uma estudada melhor nos safaris, se você realmente está interessadx em ver todos os animais, vale a pena dar uma estudada. Sobre a África do Sul, de uma forma em geral, assim como o Brasil, passou por um período de colonização por europeus. No caso da África do Sul é bem perceptível as consequências da colonização, ingleses bem ricxs, com os bolsos cheios de dimdim, morando em suntuosas casas, em bairros extremamente bem cuidados, ao passo que a maior parte das pessoas negras, estão em bairros com pouca estrutura. Na África do Sul houve uma lei que estabelecia várias normas as pessoas negras, para que elas não se “misturassem” com as pessoas brancas. Os bairros eram diferentes, as escolas eram diferentes, os espaços de lazer… enfim, processo de escravidão em que pessoas negras estavam sujeitas a uma formação braçal e as pessoas brancas a uma formação intelectual. Apesar da legislação ter sido alterada em 1994, ainda é perceptível ver o Apartheid muito presente. Praticamente todas as pessoas que nos serviram durante a viagem em áreas turísticas eram negras, todas as pessoas pedindo dinheiro nas ruas e nos sinais eram negras. Em muitas lojas, quando conversavamos com as pessoas atendentes negras, logo vinha x donx (brancx) conversar com a gente pra saber como poderiam nos ajudar… a pessoa branca ignorava completamente o atendimento da pessoa negra. Em um único lugar fomos atendidos por brancos, em uma boate LGBT, a BEEFCAKE, havia duas pessoas negras no lugar, uma estava trabalhando na limpeza, outra estava nos atendendo no bar, e quando todos os garçons subiram no palco, o único garçom negro ficou sendo escondido pelos brancos…. é bastante indigesto… o racismo está muito presente e muito forte. Entretanto é muito forte a luta, muita resistência e muitas pessoas negras ocupando espaços de poder, o Apartheid Museum é indispensável para conhecer melhor sobre a luta no país. Enfim, a questão do racismo foi uma coisa que me incomodou muito, escancara na nossa cara os efeitos da colonização, e aí a gente entende muita coisa do Brasil . Você vai provavelmente conhecer uma África muito mais “europeizada” do que espera. Não achamos nenhum prato de comida “africana”, por exemplo, comemos sempre algo inglês, indiano ou asiático. É isso, existe uma tentativa de apagar toda a cultura africana antes da chegada do invasor europeu. Sobre segurança, não vimos muita coisa diferente do Brasil. Sofremos uma tentativa de roubo: assim que saímos do Apartheid Museum, um carro parou ao nosso lado e nos disse que estávamos devendo o estacionamento, RANDS 50. Paramos o carro, e a pessoa nos disse que não poderia receber o dinheiro, mas eu deveria fazer um depósito no caixa rápido. Eu disse que chamaria a policia, ai ele disse que ele mesmo era a polícia, ficou nervoso comigo, fez um show dizendo que eu seria preso e tals…. eu fiquei assustado, mas quando saquei que era roubo mesmo, entrei no carro e disse que voltaria no museu, lá eu pagaria. Os caras nos seguiram, e quando estávamos chegando no museu, passaram ao nosso lado e disseram que poderia deixar pra lá sobre o pagamento… enfim, tem que ficar bem esperto, assim como no Brasil.
  2. 1 ponto
    @Weder Junior fala irmão, tudo bem? Bom, sobre a escape 70l posso te dizer que cumpre com o prometido, é bem resistente e confortável para viagem de longo período, afinal já estou na estrada faz 10 meses. Agora quanto ao tamanho é muito pessoal, mesmo que vc for fazer uma viagem de 30 dias e for carregar artículos de camping, recomendo sim a 70l, porém se vc for ficar em hoteis da economizar nas roupas, de repente uma de 50 seja mais aconselhável, já que a de 70 é consideravelmente grande. Mas quanto a Quechua é uma excelente escolha, vale a pena investir para futuras viagens, é isso, qualquer dúvida estamos aí, espero ter ajudado.
  3. 1 ponto
    Depende do seu roteiro: se for bate e volta no grupo fica de 50 a 80,00 por dia, mas se for para passar uns dias girando no Pati a história é outra. Tenho um amigo no municipio de Andaraí que é entrada para o Vale do PATI, se quiser passarei o contato dele. Anote meu zap 71- 988292818
  4. 1 ponto
    Já fui 8 vezes a Bariloche e Villa la Angostura. Gosto tanto que virei referência entre amigos e no meu blog Atravessar Fronteiras. Fiz um Guia digital com dicas sobre as cidades http://www.atravessarfronteiras.com/2015/11/conheca-o-guia-de-bariloche-e-villa-la.html Vou postar aqui algumas dicas, mas fiquem à vontade para perguntar mais. Quando você vai a Bariloche você tem que escolher se quer ficar no centro e ter facilidade para andar pelas ruas, fazer compras, comer chocolate, etc. Eu já fiquei algumas vezes no centro (apesar de que prefiro ficar mais longe) e posso te dar algumas dicas de hotel. Só posso dizer que nunca fui a Bariloche sem carro alugado, e acho uma perda de tempo não alugar. As atrações mais legais, os restaurantes mais transados, ficam longe do centro, a maioria na av. Bustillo, que margeia o lago. Então inclua logo a despesa de alugar um carro na sua viagem. ONDE FICAR EM BARILOCHE? No centro, eu posso começar dizendo ONDE NÃO FICAR! O hotel Aconcágua é um horror! Quartos e banheiros pequenos e sujos, quente quando faz calor, barulhento. Se puder evitar, evite! E se você optar por ficar no centro, pergunte se o hotel em que deseja ficar aceita as excursões de adolescentes argentinos, que passam uma semana em Bariloche. A cidade fica LOTADA de adolescentes em qualquer época do ano, e imagino que se hospedar no mesmo hotel que eles não seja uma experiência … digamos… tranquila. Já fiquei também no hotel Edelweiss http://www.booking.com/hotel/ar/edelweiss.en.html?aid=850843. Esse eu recomendo, o quarto familiar era muito bom, o único problema é que não tinha wifi gratuito nos quartos. Já fiquei no centro também num hotel chamado http://www.costasdelnahuel.com.ar/, na beira do lago... Era simples, mas a vista compensava por tudo. A Av. Bustillo, que eu já falei aqui, margeia o lago, começa onde acaba o centrinho de Bariloche. E os números querem dizer os km que cada atração fica do centro. Por exemplo, se você for ficar num hotel na AV. Bustillo 3.400, fique sabendo que estará a 3,4km do centro. Em 2006, eu e Bruno fomos estudar espanhol em Bariloche, com o Arthur com apenas 2 anos. Ficamos 6 semanas ali, vivendo como eles, amando muito tudo aquilo. Ficamos num bangalô simples, mas delicioso, o http://www.elbosquedeloselfos.com.ar/. Estivemos lá agora depois, vi que mudaram os donos, mas os bangalôs continuam lá, à beira do Lago. Nas minhas duas últimas idas a Bariloche, fiquei nos bangalôs da minha professora de espanhol, a Ani, chamado http://www.booking.com/hotel/ar/bungalows-unsur.en.html?aid=850843, no km 8,4. A família da Ani é um amor, os bangalôs ficam próximos (menos de 10 km) à estação de esqui, Cerro Catedral, e o Jorge, marido dela, faz um serviço de levar os turistas até lá na van. Os bangalôs são confortáveis, não ficam bem em frente ao lago mas dá vista para o lago e o preço é imbatível! ONDE COMER EM BARILOCHE? barix2É também às margens do Nahuel Huapi que ficam as melhores opções de comida em Bariloche. O meu restaurante preferido é El Patacón, que fica próximo ao centro (coisa de 7km). É um restaurante chique, lindo, com atendimento impecável, onde se come bem e não se paga tanto assim. Não comparado aos restaurantes chiques do Brasil. Outro lugar onde sempre vamos muuuuuito é a Cervecería Blest, que já fica um pouco mais distante, no km 11 da av. Bustillo. Lugar despojado, com centenas de recados deixados por frequentadores, miniaturas de aviões, foguetes, trens penduradas no teto, uma lojinha gostosa dentro. A comida: pizza e cerveja artesanal. Pra que mais? Eu não posso ir a Bariloche sem ir à Blest. Outras opções são a Família Weiss, que é bem turística, bem no centro de Bariloche, também tem o Rincón Patagonico, que fica a 14km. Ah, e os chocolates... hummmm. Nem precisa falar nada, é só chegar e escolher uma das dezenas de opções... Ah, os alfajores... Eu sou viciada em alfajores, para mim, os melhores são da Abuela Goya. Mas é melhor provar todos e fazer sua própria escolha. Clima em Bariloche Bariloche faz frio quase o ano todo. Já fomos para lá no inverno, já fomos na primavera, já fomos no verão e no outono. Eu, particularmente, prefiro o verão. As praias são deliciosas, as pessoas realmente aproveitam para tomar um sol, entrar no lago gelado, etc. Tem caminhadas para todo gosto. Mas prepare-se para, mesmo no verão, pegar temperaturas congelantes, se você der azar de topar com uma frente fria. Eu cheguei lá em 2012 no fim de dezembro e estava NEVANDO nas montanhas de Bariloche. Fiquei uma semana com temperaturas que não passaram dos 10 graus. Mas já ouvi dizer que é normal chegar até a 30 graus no verão mesmo. No verão pode-se aproveitar todos os minutos dos dias longos. Adoro. Cerro Otto no inverno, BarilocheFui no inverno em 2011 e só posso dizer uma coisa: prepare-se! O frio é cortante, mas se você quer esquiar, prepare sua viagem para a última semana de julho. Antes disso, pode não encontrar estação de esqui aberta. No inverno, a única coisa a fazer é aproveitar a neve, então os outros passeios de natureza ficam cancelados. A única estação de esqui de Bariloche é o Cerro Catedral, e tem atrações para todo tipo: crianças, iniciantes e experts. Se você gosta de esquibunda, não deixe de subir o teleférico do Cerro Otto, que tem esquibunda para todo tipo, adulto e criança. Uma diversão. O Cerro Otto é um passeio imperdível em qualquer época do ano, a vista é linda demais! Outro teleférico que você não pode deixar de subir é o Campanário, bem longe do centro, cuja vista é tida como uma das mais impressionantes do planeta. Cerro Tronador, Argentina O QUE FAZER em Bariloche Fomos ao Cerro Tronador, um passeio que dura o dia todo. O Tronador é a maior montanha da região, fica sempre nevada. O caminho é maravilhoso. Fomos uma vez em setembro e tinha tanta neve que não conseguimos chegar aos pés do tronador, colocamos o Arthur na mochila e saímos caminhando na neve (veja o vídeo aqui). Passeio imperdível. Fomos outra vez em abril, fazia muuuuuuito frio mas não tinha neve no chão. Passear pelo lago também é muito bom. Tem um passeio que todos fazem, mas vale muito a pena, vai para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes (já em Angostura). O passeio é delicioso, e você ainda sai do porto em frente ao hotel Llao llao, ponto turístico de Bariloche, quando eu crescer que ficar hospedada ali.
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