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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 15-10-2019 em

  1. 5 pontos
    Quando você não está de férias mas quer viajar e não tem muito tempo, Pirenópolis é uma boa opção! Fica bem pertinho de Brasília (2h mais ou menos) e em 2 dias você consegue ter um gostinho de tudo que dá para fazer na cidade. Para organizar a nossa viagem queríamos aproveitar: as cachoeiras, a vida noturna da cidade e subir os morros da região. Os lugares que escolhemos para fazer isso foram: Cachoeiras dos Dragões; Rua dos Restaurantes; e Parque dos Pirineus. Cachoeiras dos Dragões Para começar, saímos de Brasília 7h da manhã, o caminho de ida foi pela BR 060, estrada muito boa com boa parte do caminho com via duplicada. O plano era ir direto para as cachoeiras dos dragões que fica num mosteiro budista mais ou menos a uns 45 minutos de Pirenópolis e funciona de 9h - 17h. Para chegar lá você terá que passar por uma estrada de terra de mais ou menos uns 15km, de carro comum você consegue chegar lá, porém pode sofrer um pouco pois é uma subida e tem muita terra fina. Mas é uma estrada bem sinalizada e não acho que vai precisar de um guia. Chegando no mosteiro você passa por uma orientação rápida sobre as regras do local e já pode ir para a trilha. No local você pode usar os banheiros e encher as garrafinhas de água. Na trilha você vai ter duas opções uma mais leve e outra um pouco mais pesada, as trilhas têm uma boa manutenção e são bem sinalizadas, acho que tem um nível de dificuldade baixa, mesmo sendo 4,5 Km no total você consegue fazer ela toda sem muita dificuldade. Eu fui em outubro lá, época que as chuvas ainda estão voltando então tinha 3 cachoeiras que estavam secas, por isso eles dão um desconto na entrada, mas ainda assim acho que vale a pena, você consegue chegar em lugares da rocha que não seria possível na época da cheia. Rua dos Restaurantes A cidade é bem charmosa e preparada para receber os turistas, ficar a noite apenas andando nas ruas e olhando a cidade já bem interessante. Muita coisa só funciona a noite, uma rua em especial fica cheia de gente e tem vários restaurantes para você escolher. Descobrimos por acaso essa rua apenas caminhando pela cidade, mas é muito interessante para ir jantar e aproveitar a noite, porque nessa rua também funciona algumas casas de festa. Ficamos hospedados no "camping do theo" que nos foi indicado pelas pessoas da cidade mesmo, é um local muito tranquilo fica perto do centro da cidade, então você pode passar pela cidade e voltar a pé mesmo, pode entrar com o carro no quintal e montar a sua barraca do lado. Ele disponibiliza os banheiros e é um senhor muito simpático, conversando com ele você pode usar a geladeira e fogão também. Parque dos Pirineus O parque fica bem próximo a Pirenópolis, porém você tem que pegar uma estrada de chão de mais ou menos 12km para chegar lá, que para ir de carro comum você vai gastar um tempo a mais, devido as imperfeições que a estrada fica por conta do vento. Se você for voltar para Brasília, deixar o parque como última atração é muito bom, porque você já tem uma saída para a direção de Brasília que corta uma grande caminho da estrada convencional. Você sai na BR 070 dessa vez, que não é duplicada, mas é uma estrada em boas condições e chega em Brasília em 1:15h apenas. O parque tem várias trilhas pela "cidade de pedras" porém são trilhas sem muita manutenção e nenhuma sinalização, então é importante ir com um guia se quiser fazer as outras trilhas do parque. Porém você pode ir para a atração mais visitada que é subir os morros, aí você não precisa de guia, pois o caminho é bem simples e você vai ter uma vista linda de toda a região, já que você vai está a 1385m de altura em relação ao nível do mar. O morro que tem a capelinha tem uma subida simples, mas se você quiser subir os outros a trilha não é tão simples e terá que subir por trilhas sem sinalização e com uma dificuldade um pouco maior. Mas se você gosta de paisagens vai gostar da vista que os morros têm.
  2. 4 pontos
    Esse é o meu relato de viagem sobre meu mochilão de 17 dias pela patagônia argentina e chilena. Não liguem pro tempo verbal, tem coisa que estou escrevendo ao vivo e tem coisa que estou escrevendo depois que aconteceu. Roteiro: 18/10 - Rio x Santiago (escala de madrugada em Santiago) 19/10 - Santiago x Punta Arenas x Puerto Natales 20/10 - Punta Arenas x Torres del Paine 21/10 - Torres del Paine 22/10 - Torres del Paine 23/10 - Torres del paine x Puerto Natales 24/10 - Puerto Natales x El Calafate 25/10 - El Calafate 26/10 - El Calafate x El Chalten 27/10 - El Chalten 28/10 - El Chalten 29/10 - El Chalten 30/10 - El Chalten x El Calafate 31/10 - El Calafate x ushuaia (avião) 01/11 - Ushuaia 02/11 - Ushuaia 03/11 - Ushuaia x Brasil A escolha do roteiro: Por que vou fazer nessa ordem, já que começar pela Argentina é mais barato? Meu motivo principal da viagem é conhecer Torres del Paine, então minha ideia foi começar por lá, já que eu chegaria com o corpo descansado pra fazer as trilhas do parque. Por que eu não vou direto para El Chalten depois de Torres, daí vou pra El Calafate de uma vez e pego o voo direto? Como calafate não tem trilhas seria o meu descanso entre as duas cidades que mais vou fazer trilhas. Então preferi colocar no meio para descansar (entre torres del Paine e El Chalten). O que eu reservei antes? Quanto paguei? Por que? 1 - Reservei os campings em maio, pq sou ansiosa e fico com medo de não conseguir depois. Reservei no cartão de crédito em única parcela (não lembro se dá pra parcelar), com a cotação pro real de 4,60 aproximadamente. Farei o circuito W, optei por 4 dias e escolhi reservar a barraca com eles. Camping Central - 25 dólares (21 dólares barraca alugada e montada) Camping Francês - 25 dólares (21dólares barraca alugada e montada) Camping Paine Grande - 11 (30 dólares barraca alugada e montada) Total aproximadamente: 611,80 reais. 2 - Paguei o mini trekking com a hielo y aventura no Brasil também: 6500 pesos argentinos, que no cartão de crédito veio por uma cotação de 4,60 e no final paguei 543,83 reais. Esse valor está incluso apenas o transfer e o mini trekking. Chegando no parque tenho que pagar minha entrada: 800 pesos argentinos. 3 - Paguei o passeio que vou fazer em ushuaia com a Piratur. Tá sentado? Total de 746,26 reais. Está incluso o transfer e pelo preço pensei que eu poderia levar um pinguim pra casa. Além do transfer tem a navegação do canal beagle e a entrada na estância. O nome do passeio é: caminhada + navegação. Os passeios 2 e 3 eu reservei com antecedência pelo motivo de eu ter pouco tempo nas cidades e roteiro apertado e eu não queria correr o risco de não ter vaga (apenas essas empresas fazem estes passeios, então não tem a opção de pesquisar preços). 4- ônibus que sai do aeroporto Punta Arenas para a rodoviária de puerto natales. Foi 47 reais. 7400 CLP se foi na hora. Quanto estou levando de dinheiro? Troquei meu dinheiro duas vezes: 1 vez = 1684 reais = 400 dólares 2 vez = 1281 reais = 300 dólares O dólar estava super em alta esse ano então eu juntei o dinheiro e fiquei de olho na cotação todo dia, toda hora em desespero mode on. Planejamento Antes de iniciar a viagem eu fiz uma planilha com todos os gastos de hospedagens e transportes que eu achei na internet, fiz o câmbio pra dolar e decidi levar esse valor citado. Início do relato: 18/01 - A caminho Meu vôo tava marcado pra 17:10. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência, pois eu tinha que consertar meu nome no bilhete de embarque do voo que eu faria no meio do mochilão (calafate-ushuaia). Separei meu líquidos no zip lock, mas como sempre ninguém viu. Tava na tensão sem saber se conseguiria embarcar com meu bastão de caminhada e meu pau de selfie, segundo as regras é proibido, mas coloquei eles na parte de dentro da minha mochila (50l _quechua) e deu tudo certo. Como meu voo estava cheio a companhia ofereceu despachar as bagagens, eu aceitei, não tava querendo procurar vaga pra ela no avião mesmo. Comi um bolinho Ana Maria na sala de embarque e esperei meu momento. Embarquei. Tô levando comigo alguns itens de comida, dizem que no Chile é um pouco chato a imigração. Então no papelzinho de imigração que a gente ganha no avião eu declarei que estava levando coisas de origem vegetal e/ou animal. O que eu levei de comida: 1 pacotinho de chá mate 1 pacote de cappuccino em sachês 2 pacotes de amendoim grandes 12 barras de proteína com bom valor nutricional 09 snickers 04 latas de atum 02 pacote de cookies integral 12 bananadas 03 pacotes de bolo Ana Maria 02 sopas com bom valor nutricional da essential nutrition (soup lift) 03 barras de cereal 01 pacote traquinas 01 pacote de biscoito de arroz 01 pacote de Club social 01 caixa do chocolate talento versão mini 19 quadradinhos de polenguinho 05 geleinhas estilo cesta de café da manhã 02 pacotinhos equilibri, estilo torradinhas Rolou tudo bem. Passei na parte de itens a declarar, a moça perguntou o que eu levava, eu contei, ela mandou passar no raio x e me liberou. Simples assim. Troquei 150 dólares no aeroporto de Santiago, pq tô com medo da cotação na patagônia ser pior. 150 dólares = 101.574 CLP Gastos do dia (a partir do momento que entrei no aeroporto): "Janta" de Mc donalds: 5640 CLP Dica: Sempre comprar voo com uma conexão grande, pra dar tempo de se alimentar, trocar dinheiro, fazer tudo sem pressa. Meu voo aterrissou as 21:50 e terminei de fazer tudo as 23:40. Agora estou aguardando o próximo voo no aeroporto.
  3. 2 pontos
    Mancha de neve que cruzei 4º DIA - 26/07/19 - de algum lugar entre Tyssevassbu e Torehytten ao vale do Rio Veig Duração: 8h15 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1473m Menor altitude: 995m Resumo: dia fácil pois, após uma subida inicial, o restante do dia foi quase todo de descida (com uma subida bem no final para o local de acampamento). A caminhada se tornou bem mais agradável e rápida pois em lugar dos campos de pedra agora há uma trilha bem marcada no capim. Deixei o local de acampamento às 9h56 já tendo de cruzar uma mancha de neve de mais de 40m. Subi no sentido nordeste. Cruzei um riacho às 10h29 e 10 minutos depois foi a vez de encarar a travessia de dois rios consecutivos. No primeiro foi possível atravessar pelas pedras mas no segundo tive de tirar as botas (água na altura da canela). Volto a subir. No alto parei por 34 minutos para conferir os caminhos no gps. Atinjo o ponto máximo do dia (1473m) às 12h31 e 4 minutos depois avisto ainda bem longe o Refúgio Torehytten à beira de um lago. Às 12h57 surge à direita o imponente pico Hårteigen, que eu avistara na tarde do dia anterior. Em 3 minutos encontro uma cachoeira que deságua num lago abaixo à esquerda. Desvio da mancha de neve acima do lago e tento continuar por uma trilha na encosta, mas ela vai sumindo e eu resolvo voltar à cachoeira e descer pela piramba de pedras soltas para tomar a trilha que segue abaixo, ao lado do lago. Às 13h22 cruzo um riacho pelas pedras com a espetacular vista do Pico Hårteigen refletido em suas águas. Uns 9 minutos depois atravesso uma mancha de neve de uns 30m com a dificuldade de ser inclinada para baixo, com maior risco de escorregar. Às 13h43 alcanço uma bifurcação e sigo para a esquerda após pegar água no riacho ao lado. À direita se vai ao Pico Hårteigen (e depois ao Refúgio Litlos), mas não planejei subi-lo durante essa travessia, quem sabe na próxima vez. Quando pensei que já estava chegando ao Refúgio Torehytten ainda tive de fazer um desvio à direita para contornar um canal que saía do lago. Desci ao canal, cruzei pelos blocos de pedra e subi a trilha íngreme do outro lado. Cheguei finalmente ao refúgio às 14h23. Fui recebido pela guarda e seu ajudante, ambos muito simpáticos, que me informaram que em Fossli/Liseth, vilarejo que é meu destino no dia seguinte, não havia lugar para comprar comida. Isso me obrigava a comprar comida-reserva ali mesmo e a guarda permitiu que eu pagasse em dinheiro (ao contrário da mal humorada do Refúgio Tyssevassbu). Anotamos tudo no formulário da DNT. Nesse local havia um trilheiro com queimaduras de sol pelo corpo todo, parece que eles não têm noção de como o sol pode ser perigoso. Nem boné eles usam. Esse refúgio é grande, ocupa duas casas, e tem uma despensa muito variada. Paisagens grandiosas A partir do Refúgio Torehytten há dois caminhos importantes: a noroeste se vai a Kinsarvik, voltando à rodovia 13 que passa em Odda, e a nordeste se vai a Fossli/Liseth e à rodovia 7. Como eu ia para Fossli e depois continuar para o norte tomei a direção nordeste, subindo, às 15h18. Às 15h56 avisto um grande lago azulado e passo a caminhar pelo alto de sua encosta oeste. Após o lago, o rio que se origina dele faz algumas curvas e desaparece num cânion. Mais abaixo ele despenca numa grande cachoeira ocultada pelos paredões e depois se espalha por um extenso e verdejante vale cortado pela trilha. Todo esse conjunto de paisagem chama muito a atenção pela beleza e grandiosidade. Considero que foi um lugares mais bonitos de todo esse trekking. A trilha segue pelo campo bem verdinho e me aproximo da margem esquerda do rio. Às 17h43 a sinalização continua na outra margem e sou obrigado a tirar as botas novamente para atravessar (água abaixo das canelas). Às 18h14 sigo a placa de Hadlaskard (refúgio), indo para a frente (esquerda) pois à direita se vai também ao Refúgio Litlos. Me aproximo de algumas casas isoladas, mas nenhuma é refúgio da DNT. Cruzo o rio raso pelas pedras bem em frente às casas e desperto a atenção de um cachorro, que começa a latir. Continuo caminhando pelos campos de vegetação baixa e às 19h36 cruzo um riacho pelas pedras. Às 20h06 aparece um rio à direita (Rio Veig) e começam a aparecer árvores também, algo que eu não via desde o início do segundo dia. Logo surge o Refúgio Hadlaskard na outra margem do Rio Veig. Às 20h22 vou à direita na bifurcação em que a esquerda leva ao Refúgio Stavali. Cruzo a ponte sobre o largo rio e entro no refúgio para conhecer. Ali também foi possível comprar comida sem burocracia. Coloquei o dinheiro num envelope e depositei numa caixa metálica de acordo com as instruções da guarda do refúgio, que não conferiu nada. Mas não acampei ali, achei que tinha gente demais e eu queria sossego. Também queria adiantar o percurso a Fossli/Liseth e tinha bastante tempo para isso nesse dia. Deixei o Refúgio Hadlaskard às 20h45 e tomei um caminho largo diretamente para o norte, seguindo o Rio Veig pela margem direita. Às 21h10 cruzei uma ponte de tábuas (peguei água para a noite) e em 5 minutos atravessei um conjunto de casas de pedra com vegetação no telhado (devem ser casas de pastores). Dali em diante a trilha subiu bastante e retomou a direção norte. A visão para o vale do Rio Veig se alarga. Às 21h58 parei numa clareira que surgiu à direita e montei a barraca com vista para o Pico Hårteigen (3,5km após o Refúgio Hadlaskard). Altitude de 1153m. Cachoeira Vøringsfossen 5º DIA - 27/07/19 - do vale do Rio Veig a Fossli/Liseth Duração: 8h25 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1188m Menor altitude: 670m na rodovia 7 em Fossli/Liseth Resumo: nesse dia desci ao Refúgio Hedlo e logo subi ao ponto mais alto do dia. Em seguida desci ao vale onde fica Hjølmo e subi a colina seguinte para descer ao ponto mais baixo do dia em Fossli/Liseth. Deixei o acampamento às 9h49 e continuei no caminho para o norte, inicialmente por extensas lajes de pedra, depois voltando a caminhar pelo campo bem verde. Às 10h19, numa bifurcação, a placa aponta para o Refúgio Dyranut à direita, mas sigo para o Refúgio Hedlo, em frente. Cruzei duas pontes consecutivas e em seguida passei por casas de pedra vazias. Me aproximo novamente do Rio Veig e ele forma um bonito lago com a água escorrendo sobre lajes. Continuo seguindo o rio e às 11h18 avisto o Refúgio Hedlo às suas margens. Numa bifurcação perto do rio uma placa aponta para o Refúgio Stavali à esquerda. Cheguei ao Refúgio Hedlo às 11h35 e ele é particular (não é da DNT) e staffed (com funcionário). É uma casa grande de dois andares ao lado de altas árvores. Numa demonstração da confiança que existe entre as pessoas na Noruega havia na sala uma mesa com guloseimas e refrigerantes e ao lado uma tigelinha onde se deixa o pagamento do que for consumido. Vi um grupo de noruegueses cinquentões (como eu) parar ali para descansar e, aproveitando a habitual simpatia norueguesa, fui conversar com eles e perguntar se eles sabiam de lugar para comprar comida na vila de Fossli. Também não conheciam. Eles estavam fazendo um circuito de trilhas a partir do Refúgio Vivelid. Deixei o Refúgio Hedlo às 12h41 continuando o caminho para o norte, seguindo as placas de Liseth (vila), Hjølmo (estacionamento) e Vivelid (refúgio). A trilha atravessa um pequeno bosque e tem muitas pedras. Às 13h16 avistei mais casas num vale mas a trilha não se aproxima delas, em vez disso as contorna pela esquerda e depois sobe a colina ao fundo, onde despenca uma bonita cachoeira. Nesse contorno pela esquerda cruzo uma ponte de tábuas às 13h40 e na bifurcação vou à direita (à esquerda se vai ao Refúgio Vivelid). Em seguida subo a colina e a visão do vale para trás vai ficando cada vez mais bonita. No alto (desnível de 169m) vou à direita na bifurcação às 14h20 seguindo a placa de Liseth (à esquerda se desce a Hjølmo). Uns 100m depois da placa parei por 18 minutos e escutei sinos de ovelhas por perto, portanto cuidado com a água! Subo mais e encontro sobre uma pedra um crânio de rena com uma grande galhada. Infelizmente essa foi a única rena que eu vi em todo esse trekking. Não há nenhuma sinalização indicando, mas consultando os mapas eu vi que estava saindo dos limites do Parque Nacional Hardangervidda. Rio Veig e Refúgio Hedlo Atinjo o ponto mais alto do dia (1188m) às 15h03 e para trás (sul) ainda vejo o Pico Hårteigen no horizonte. À esquerda (norte) enxergo bem longe também a ponta de um lago (Eidfjordvatnet) e de um fiorde (Eidfjorden). Começo a descer desse platô às 15h14 em direção a um vale (com algumas casas) e avisto montanhas nevadas ao fundo e Hjølmo à esquerda. Quase no final da descida passo por uma fonte de água e depois cruzo um riacho pelas pedras. Às 16h13 vou em frente na bifurcação com placa apontando Vivelid à esquerda e cruzo o rio principal do vale por uma ponte. Do outro lado não há placa e a trilha não é tão marcada, mas fui para a direita (leste), passei próximo das casas e a trilha vai fazendo uma curva para nordeste, subindo bastante pela encosta da margem direita verdadeira de um rio. Às 18h46 avisto a vila de Fossli/Liseth e pego uma trilha à esquerda bem marcada e até com estacas, mas não foi um bom caminho. Quando percebi que estava fora do trajeto gravado no gps já tinha descido bastante e achei que os dois fossem convergir, mas não aconteceu. Esse caminho tinha solo fofo (turfeira?) e foi ficando ruim de andar, mas continuei nele para ver onde ia parar. Desci bastante. Nas bifurcações que apareceram fui à esquerda (19h33), direita (180m depois) seguindo a placa Vøringsfossen e direita (15m depois). Me aproximei das primeiras casas e às 19h46 cheguei a uma estrada de cascalho, onde desci para a direita. Às 19h57 alcancei o asfalto da rodovia 7, chegando enfim a Fossli/Liseth. Fui para a direita por 800m, entrando na estrada de asfalto à esquerda. Subi e tomei a esquerda na bifurcação, chegando ao Fossli Hotel às 20h34. À esquerda (norte) do hotel começa uma trilha secundária para o Refúgio Rembesdalsseter, meu destino no dia seguinte. Mas antes de entrar na trilha fui visitar a maior atração do lugar, a linda cachoeira Vøringsfossen, que despenca 182m do platô Hardangervidda para dentro do Cânion Måbødalen, que corre em direção ao Eidfjorden (passando pelo Lago Eidfjordvatnet). O lugar é bem turístico, com passarelas e mirantes. Fica bem em frente ao hotel e o acesso é gratuito. No hotel fui informado de que os mercados mais próximos são: Coop em Eidfjord (18km a oeste pela rodovia 7) e no Garen Camping (2km a leste também pela rodovia 7). Como não quis fazer nenhum desvio da rota, teria que comprar comida no próximo refúgio. Entrei na trilha às 21h03 e subi. Coletei água num riacho onde havia mangueira de captação e subi mais. Procurei um lugar plano para montar a barraca e encontrei um bom local uns 160m antes de uma bifurcação que vem diretamente da Hospedaria Liseth. Essa é a trilha oficial da DNT, a que eu fiz nem sinalização tem. Altitude de 852m.
  4. 2 pontos
    Comprei as passagens em setembro/2017 e paguei R$2000,00 em SP-BUE; BUE-FTE; FTE-BUE-SP. Levei R$5000 para todos os gastos em 15 dias e voltei com R$800. DIA 01/01/2018 Saí de São Paulo bem cedo, num vôo da Copa muito tranquilo, mas sem nenhum entretenimento a bordo e com um bolo de laranja e uma barrinha de cereal como lanche. Não há suco disponível, apenas chá, café, água ou refrigerante. Chegando no Aeroparque em Buenos Aires, bem próximo ao desembarque internacional, esperei séculos na fila do Banco de La Nacion Argentina para trocar dinheiro. Nesse dia, a cotação era de R$1 = 5,7ARS. Troquei R$1000 achando que a cotação estava ótima, comprei o cartão SUBE por 25ARS, carreguei + 125ARS num quioste do open25hours (tem vários no aeroporto). No lado oposto do aeroporto, não lembro se desembarque ou embarque nacional, peguei o Arbus (arbus.com.ar) sentido centro. Custou 75ARS e foi pago com o cartão SUBE. Em menos de 25min o motorista avisou a parada do Obelisco e ali eu desci na avenida Corrientes e fui andando até o hostel. 06 Central Hostel (1375ARS por 6 noites) Hostel muito bem localizado, tem funcionários brasileiros e quartos e espaço de convivência amplos. Peca no wifi instável e no café da manhã super pobre. Recomendo pela localização que é excelente! Deixei tudo lá depois do check-in e saí sem rumo sentido Obelisco procurando um lugar para comer. Na Avenida Corrientes, 965 encontrei uma pizzaria que vendia combos de empanadas e comendo no balcão era mais barato. Paguei 75ARS em 2 empanadas + copo de refrigerante e ali perto comprei uma garrafa de 1,5L num quiosque open25h e paguei 45ARS. Vale a dica que a água da torneira é potável, só TEM sabor (no Chile é pior), o que é de se estranhar para nós. Decidi que faria diferente nessa viagem e fui andando perdida pela cidade sem nenhum destino. Passei pelo centro, Florida, Casa Rosada, Manzana de Las Luces, seguindo para San Telmo (e passando por uns lugares meio estranhos, mas felizmente policiados) e fui parar em Puerto Madero, que estava bem suja por conta da virada do ano. Decidi voltar para o hostel e dormir cedo porque tinha acordado de madrugada para o vôo. Gastos do dia: 25 pesos cartão sube 125 recarga (sendo 75 do arbus) 1375 hostel 06 central 75 empanadas + coca (corrientes 965) 45 pesos água 1,5L (open25h) Avenida 9 de Julio e entradinha da Corrientes ↑ Avenida 9 de julio ↑ Museu Fragatta Sarmiento em Puerto Madero ↑ Casa Rosada ↑ Dia 02/01/2018 Às 10h30, em frente ao Teatro Colón, saem grupos de Free Walking Tour para a Recoleta (http://www.buenosairesfreewalks.com/). Os guias ficam de camiseta laranja, não tem como errar. Começaram separando os grupos em espanhol e inglês e como tinha muita gente, foram 2 grupos só de inglês com umas 40 pessoas em cada. As paradas não são muitas, mas os guias explicam muito sobre a história da cidade, dos prédios e a cultura e o tour acabou sendo bem leve e menos cansativo do que eu imaginava só que mais longo também, finalizando no no cemitério da Recoleta (o meu acabou às 14:30, mas o previsto era 14h). A programação "Aline" era voltar para o centro e ir no City Center Tour da mesma empresa que começa às 15h. Como a caminhada de volta seria bem longa e eu estava com fome, desisti e fui andando sentido hostel. Descansei um pouco à tarde e à noite jantei no restaurante La Cabrera, indicação do taxista, porque o restaurante bem avaliado e escolhido antes estava fechado. Gastos do dia: 7ars 1maçã XXars tips free tour 139ars combo Mc Donalds 1300ars jantar para 2 no La cabrera Teatro Colon ↑ Dia 03/01/2018 Como o city tour do Centro no dia anterior não deu certo, decidi tentar com uma empresa diferente que tinha saída às 11h do Congresso Nacional (http://www.bafreetour.com/) com grupos apenas em inglês (antes passei na calle Lavalle que tem várias lojinhas de souvenirs). Foi um grupo menor com menos de 10 pessoas se não me engano, mas também muito leve. A guia era muito simpática, explicava super bem e de fato, deu dicas sobre a cidade e os portenhos. Depois do almoço que já era lanche da tarde (no mesmo restaurante do dia anterior - El Rey - Corrientes 965), fui para Puerto Madero novamente. Me apaixonei por esse contraste de novo e antigo da cidade e achei lindo o Parque de las Mujeres Argentinas. Gastos do dia: 199ars globo de neve (lavalle 969) 100ars por 2 bandeiras/patches para o mochilão 45ars sorvete XXars ba free tour 40ars água 500ml 60ars 2 pedaços pizza + refri (el rey) Congresso Nacional ↑ Obelisco ↑ Parque de las Mujeres em Puerto Madero ↑ Dia 04/01 O dia começou na caminhada até a livraria El Ateneo Gran Splendid e que coisa maravilhosa são livros dentro de um teatro! Fiquei apaixonada, nem um pouco envergonhada de tirar mil fotos e fazer vídeos porque tinham muitos turistas lá também. De lá, segui para a faculdade de direito de Buenos Aires, passei pela Floralis Generica e acabei no Museo Nacional de Bellas Artes (gratuito). Gastei umas 2horas andando ali dentro e quando bateu a fome, fui até o SanJuanino (Posadas 1515) almoçar (lanche da tarde já). Pedi uma empanada que estava deliciosa e depois uma massa, mas vi muitas pessoas que pediram apenas as empanadas, sem prato principal. À noite era dia de tango e decidi escolher um menos turístico, mais simples e optei pelo Centro Cultural Borges que fica dentro das Galerías Pacífico. Começou as 20h, com duração de 1h10, misturando o tango de 4 casais, performance de músicos e um cantor - tudo ao vivíssimo. Superou minhas expectativas! De volta ao centro (porque a Galería e a praça de alimentação fecham as 21h), jantamos no restaurante com melhor custo-benefício da viagem e porque quando eu gosto, gosto de verdade, repito muito mesmo e conto e levo todo mundo que encontro. Gastos do dia: 250ars almoço empanada + massa + Pepsi 430ars tango CC Borges 40ars pão de queijo Starbucks 147ars jantar pizza no El Rei El Ateneo ↑ Faculdade de direito de Buenos Aires ↑ Floralis Generica ↑ San Juanino Empanadas ↑ Dia 05/01 Planejamento de parques, dia incrível, ansiedade a mil e... chuva! Triste, mas estamos sujeitos a isso em qualquer viagem. O roteiro que eu deveria ter feito era esse, mas nada deu certo e junto com mais 2 brasileiros, fomos ao Malba (atente-se ao horário de abertura, porque, como nós, muitos turistas tiveram a mesma ideia e deram de cara com as portas ainda fechadas). Sobre o Museu: prefiro o Bellas Artes, mas tem quem ache incrível, então melhor ver com os próprios olhos. Saímos dali e fomos até o Il Quotidiano (Uber), restaurante de massas super aconchegante, com pratos muiiiito bons. De lá, pegamos o metrô para tentar a visita guiada do Congresso Nacional e chegando lá fomos informados que as visitas estavam suspensas até fevereiro por conta das férias. Não fez sentido algum porque a cidade estava cheia de turistas, mas enfim, eram férias dos portenhos também. Paciência, mais um negócio do roteiro que não deu para fazer. Fomos até a Calle Lavalle comprar o restante das minhas lembrancinhas e lá descobri a Bomboneria Royal Lavalle (número 951) com preços bem camaradas para alfajor (me empolguei um pouco). Das marcas que experimentei, os que mais gostei foram: Milka sabor Mousse; Negro (chocolate ao leite com recheio de doce de leite e coberto com castanhas); Jorgito da embalagem azul (chocolate branco por fora e recheio de doce de leite). À tarde/noite fomos na Florida e nas Galerías Pacífico novamente. Gastos do dia: 25ars uber 120ars Malba 18ars uber 209ars Il quotidiano 282ars alfajor 120ars 2 imãs geladeira 180ars 2 chaveiros mafalda 150ars 2 chaveiros 50ars lanche avulso mc donalds Brazucas no restaurante Il Quotidiano ↑ Dia 06/01 Impressões sobre Buenos Aires: maior do que eu pensava, mais limpa, mais bonita. A impressão que tive é de que tudo é muito grande - ruas, praças, parques e numa arquitetura linda de estilo europeu (minha sogra por ex não curtiu e achou tudo com cara de velho), com muito mais para ver do que eu tinha planejado. Fiquei 5 dias quase completos e me arrependo de não ter colocado mais 2 para ver tudo com mais calma ainda, voltar aos locais que não consegui por causa da chuva e fazer as visitas guiadas nos prédios que tinha programado. Não tive muito contato com os portenhos, mas o pouco que vi, mostraram-se bem educados, sempre simpáticos e ainda mais ao saber que eu era brasileira. Apesar de não ser o estilo de viagem que eu curto, gostei e voltaria com certeza! Esse dia foi praticamente perdido indo para El Chaltén. Saí do aeroparque às 12:50 e chegando no aeroporto de El Calafate, comprei o transfer Aeroporto FTE-Chalten e Chalten-Centro de Calafate com a empresa Las Lengas, que solicita a data de retorno, o hostel da saída e pede para confirmar um dia antes na rodoviária de El Chaltén sua partida. O transporte demorou aproximadamente 3h, com uma parada na La Leona, um hotel/restaurante/banheiro e mais duas paradas em miradores para o Fitz Roy. Cheguei já noite, deixei tudo no hostel e saí para jantar e tirar fotos no mochilão símbolo da cidadezinha. O mais impressionante foi jantar no Patagonicus com vista para as montanhas vendo o pôr-do-sol e as cores do céu depois das 22h. Incrível como os dias são longos! Gastos do dia: 110ars Uber para o Aeroparque 220ars Almoço no Hard Rock aeroparque 1300 Transfer FTE-Chalten e Chalten-calafate (las lengas) 2250ars Hostel La Luna Country 35ars kiwi e pêssego 40ars pão 120 Pizza no Patagonicus Chegando em El Chalten ↑ Parador La leona ↑ Uma das paradas que o motorista faz no caminho ↑ Mochila símbolo de El Chaltén ↑ Dia 07/01 Usei o aplicativo Windguru para a previsão do tempo porque é o mais recomendado para esse clima de montanha e o que mais acerta, pelo que eu ouvi dizer, fora que lá todo mundo usa esse. Havia previsão de chuva depois de meio-dia, então decidi acordar cedo e fazer a trilha para Laguna Torre porque tinha lido que eram só 14km e o sendero sai bem pertinho do hostel em que fiquei. Saí às 7h15 e em 2:30 cheguei na Laguna. A trilha não tem uma dificuldade alta e depois do km 5, vira praticamente uma reta só. Nos km 2, 7 e 8 você encontra pontos onde pode encher a garrafinha e no percurso vi 3 banheiros (recomendo fortemente que você fique apertado e não use, porque o cheiro é TENSO!). Chegando na Laguna (9km) e seguindo para o lado direito dela, a trilha continua por mais 3km (gastei 1h) até o Mirador Maestri, quando você chega bem mais perto do Glaciar. Essa continuação tem chão de pedrinhas soltas, uma desgraça que dificulta o percurso, mas a recompensa vale o esforço. Poucos viajantes continuam subindo até lá (encontrei apenas 2 voltando enquanto eu subia) e recomendo que você apenas faça isso se não houver ventos, porque é alto, em vários pontos estreito e fácil de escorregar. Qualquer ventinho que te desequilibre pode causar um acidente. Pausa para fotos, para contemplar aquela vista maravilhosa - SÓ PARA MIM, tempo fechando no Cerro Torre e decidi voltar. Enquanto voltava, o tempo fechou mesmo e começou a garoar um pouquinho. Essas mudanças são muito frequentes, então é importante ter um saquinho para proteger câmera, celular, passaporte e coisas de valor e um casaco de prefência impermeável. De volta ao hostel, depois de tomar banho e descansar um pouco, fui atrás de um mercado (achei 2 na cidadezinha), jantar e dormir. Gastos do dia: 55ars Frutas 84ars 3 iogurtes 270ars Jantar no La Estepa (+30ars gorjeta) Cerro Torre ao fundo ↑ Mirador para o Cerro Torre ↑ Laguna Torre ↑ Caminho para o Mirador Maestri: pirambeira de um lado e de outro também ↑ Vista do Mirador Maestri ↑ Dia 08/01 Previsão de chuva e ventos muito fortes, deixei de lado do plano de ir para Laguna de Los 3 e fui numa trilha mais de boas, sendo que cada trecho tem 3.5km. Saí umas 9h para o Chorrilo del Salto e tirando o vento forte que peguei na estrada aberta e dificultou muito a caminhada, a trilha é bem tranquila. Cachoeira linda só para olhar, com água congelante e queda muito forte para banhos. Depois do almoço, fui para outra trilha fácil que era Mirador de Los Condores (1km) e Las Aguilas (2km), que tem saída próxima da rodoviária. Começando pelo Mirador de Los Condores, a trilha é uma subida não muito íngreme que dá uma vista muito bonita para o cordão de Adela. Como ventava muito, acabei não continuando para Las Águilas mas me disseram que a vista de lá é ainda mais bonita, com alcance até o Lago Viedma. Gastos do dia: 300ars Almoço La Tapera Jantar no hostel (sobra do dia anterior) Caminhando contra o vento ↑ Chorrillo del Salto ↑ Vista de El Chaltén do Mirador de Los condores ↑ Dia 09/01 Com tempo favorável, reservei no dia anterior no próprio hostel o transfer para Hosteria Pilar, que me buscou às 8h e foi passando em outros hoteis pegando turistas. O percurso leva uns 30min, com uma parada num mirador para o Fitz Roy. Esse trajeto tem uma subida menos puxada que a trilha que sai direto da cidade e te possibilita ir e voltar por caminhos diferentes, com visões diferentes, com 10km em cada trecho. O caminho de ida é por bosques dentro da floresta que dão a sensação de filme, um cenário surreal, meio mágico, com pequenas subidas e descidas e o Fitz Roy te acompanhando do lado direito em boa parte do caminho. O brinde desse trajeto fica por conta do Glaciar Piedras Brancas - lindão lá no meio do nada. Depois ou um pouco antes do acampamento Poincenot, não me lembro bem, me deparei com umas 3 pequenas trilhas no caminho. Não reparei que uma delas tinha troncos pequenos colocados em cima e segui um pouco até perceber que tava estranho pois não havia ninguém na minha frente e nem atrás, então não pensei duas vezes e voltei. Não sei para onde elas iam, mas entravam mais na floresta, quando a trilha certa nesse ponto passava por um descampado. Minha dica então: sempre vá pela trilha mais batida e se encontrar pequenos troncos cruzados em alguma, essa não é a correta. Se estiver na dúvida, espere que algum turista vai chegar e você pode ir junto. O desespero começa mesmo no km 9 (levei umas 2h30 para chegar nesse ponto), quando você se depara com uma placa dizendo que falta 1km, com trilha de alta dificuldade desnível de 400m. Coma um alfajor, um gel de carboidrato ou qualquer coisa que dê energia e se tiver bastões de caminhada, não pense 2x e use muito! A subida é desgraçada, você começa achando que tá indo bem, aí os degraus de pedra começam a ficar cada vez maiores e mais molhados, você olha para cima achando que já andou bastante e vê umas formiguinhas se mexendo lá longe no alto. Nessa hora confesso que bateu o desespero, diminuí o ritmo, parei algumas vezes para respirar e apreciar a vista e uns 40min depois, cheguei na Laguna de los 3. Sério, nem todas as fotos da internet que eu tinha visto retratam o que é esse lugar! Pena que o Futz Roy tava meio tímido e encoberto durante todo o tempo que estive lá (e durante a trilha ele tava lindão todo se mostrando). Sentei, comi, quase chorei, continuei para o lado esquerdo e me deparei com a Laguna Sucia, do mesmo lindo tom de azul da sua vizinha maior. A volta foi punk, porque meus joelhos já podres (tenho condromalácia nos 2), resolveram que não era suficiente o problema que eu já tinha e me deram um novo no ligamento colateral lateral. Comecei a descida bem devagar, tentando não forçar muito (ilusão) e no final da descida (quase 1h depois, ou seja, mais tempo descendo que subindo esse trajeto), eu mal conseguia dobrar a perna esquerda. Continuei num ritmo tranquilo e dando graças a Deus que tudo virou uma reta quase infinita, passando por lugares lindíssimos. Depois de um determinado tempo você se depara com uma bifurcação que te dá a opção de contornar a Laguna Capri ou ir direto para Chaltén. Acredito que a distância seja a mesma, então vale a pena ir pela Laguna e ver uma paisagem linda e diferente. Nos últimos 3km mais ou menos, a reta dá lugar à descida (para o meu desespero e dor no joelho), mas nada muito íngreme. No último quilômetro temos o Mirador Rio de Las Vueltas com um visual lindíssimo que vale a parada. No final da trilha você chega no "finalzinho" do vilarejo, próximo a uma das ruas principais. Mortos de fome como estávamos (eu e mais um brasileiro), paramos no famoso restaurante Rancho Grande, com pratos bem servidos, wi-fi bom e preços bem razoáveis. Chegando no hostel, notei que meu joelho esquerdo estava muito inchado, então comecei a colocar gelo e tomar antiinflamatório torcendo para que não fosse nada sério. Gastos do dia: 150ars transfer hosteria el pilar 280ars almojanta no Rancho Grande No comecinho da trilha, perto da Hosteria Pilar ↑ Glaciar Piedras Brancas ↑ Laguna Capri vista de uma parte da trilha ↑ Finalzinho da trilha para Laguna de los 3 (quando vc acha que a subida acabou, percebe que ainda falta mais um tanto) ↑ Linda Laguna de los 3 e o Fitz Roy escondido ↑ Laguna Sucia ↑ Panorâmica da Laguna Sucia e de Los 3 ↑ Trilha de volta para EL Chalten ↑ Vista do Fitz Roy na trilha de volta (lembre de olhar para trás de vez em quando!) ↑ Laguna Capri ↑ Mirador Rio de las Vueltas ↑ Dia 10/01 O planejamento era fazer a trilha Lloma del Pliegue Tumbado, uma das mais bonitas segundo li e com aproximadamente 20km de percurso. Entretanto, nem tudo sai como planejado e ao acordar, meu joelho ainda doía muito, então decidi ficar de molho no hostel só tomando remédio e colocando gelo, já pensando em me poupar para o Big Ice que tinha reservado para fazer em Calafate. Saí apenas para almoçar, comprar frutas e alfajor. Gastos do dia: 140ars almoço (pizza) no Patagonicus 100ars 4 alfajor Milka 40ars Kiwi, banana e maçã Dia 11/01 Dia de terminar de arrumar o mochilão, fazer checkout e partir para El Calafate com o transfer que eu já tinha reservado quando cheguei no aeroporto na vinda. Logo de cara, percebe-se que El Calafate é uma cidade maior, mais bem estruturada para o turismo e com mais opções. Fiz checkin no Hostel Bla Guesthouse (recomendo pela qualidade do serviço, wifi e café-da-manhã muito bons, mas possuem poucos banheiros para a quantidade de quartos disponíveis) e fui para a avenida principal pagar pela reserva do Big Ice com a Hielo y Aventura (se você não possuir cartão de crédito ou não quiser pagar IOF, manda email para eles para reservar e pagar até 1 dia antes da data escolhida) e procurar as demais excursões que eu faria. Com o joelho ainda doendo muito e o esforço físico requerido para o Big Ice, achei melhor mudar a reserva e acabei pagando para o Mini Trekking. A única pergunta que fizeram foi porque da mudança e quando respondi, perguntaram se eu achava que estava bem o suficiente para o Mini. Na Chaltén Travel, na avenida principal, fechei o passeio Full Day para Torres del Paine e quase em frente, na própria agência da Estância Cristina, fechei o pacote Discovery. Jantei uma omelete gigante no Pietro's e depois tomei o famoso e delicioso sorvete de calafate (frutinha típica da Patagônia que parece uma blueberry) no Helados Tito. Sério, não vá embora sem experimentar o sorvete, porque a geleia não é tão boa quanto! Passei no Green Market, ao lado do Pietro's e comprei uma empanada para levar na excursão do dia seguinte. Eles tem sucos, empanadas, lanches naturais e várias opções de compra para levar aos passeios. Gastos do dia: 1412ars Hostel Bla Guesthouse 3300ars Mini trekking com Hielo y Aventura 2700ars Full day Torres del Paine com Chalten Travel 4280ars Estância Cristina Discovery 4x4 + 500ars pela entrada do Parque Nacional (cobram junto porque no local não há fiscais que recolham o dinheiro) 125ars Almojanta de omelete no Pietro's 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete de calafate no Helados Tito Hostel Bla Guesthouse ↑ Dia 12/01 Dia de mini trekking no Perito Moreno! Se não me engano, eles pegam no hostel às 9h. Quase 1h de estrada até a entrada do parque nacional, onde todos os veículos param e o fiscal cobra a entrada de todos presentes no ônibus. Eu tinha lido muito que residentes do Mercosul pagam mais barato que demais estrangeiros, entretanto, isso não é mais válido e apenas argentinos tem desconto no valor. Quase 30min depois andando pelo parque vemos a imensidão de gelo que é o Perito Moreno em algumas curvas que o ônibus faz (para essa visão, sente do lado esquerdo do veículo). Quando chegamos às passarelas, uma guia nos explica o percurso e por quais deveríamos andar e ter melhor visão dos descolamentos de gelo e quais eram melhores para o tempo que tínhamos disponível. O tempo estava horrível, uma chuva grossa, muita gente abrigada na plataforma principal que tem uma pequena cobertura... mas como o clima na Patagônia é bem variável, pouco depois depois já tinha parado e um leve sol surgiu (que também não durou muito tempo). No período em que estava andando por lá e observando, vi um descolamento gigante (mas não estava com a câmera fácil para gravar) e muitos outros pequenos. Esse é o motivo porque tantos turistas esperam nas passarelas, mas é um pouco triste saber o porquê de tais rupturas acontecerem. Uma hora e meia depois, voltamos ao ônibus para ir até o porto de onde sai o barco que nos leva até a base para os trekkings. A navegação leva uns 15min e chegando lá, você encontra um abrigo com banheiros onde pode deixar seus pertences para levar apenas o essencial. Uma caminhada rápida de 5min nos leva às cabanas onde são colocados os grampones e separados os grupos por idioma (inglês ou espanhol). Daí começa o mini trekking de verdade: próximo às cabanas, já subimos no gelo onde a guia nos explica como andar, subir e descer e todas as demais recomendações. Nos informes da Hielo y Aventura, é explicado que o tempo caminhando no gelo é de 1h30, entretanto, nosso grupo ficou quase 2h, o que eu achei suficiente e nem um pouco arrependida de ter mudado do Big Ice, visto que dá trabalho caminhar com os grampones e requer um esforço dos joelhos (talvez você não sinta se não estiver com o joelho machucado, como eu estava). Durante todo o caminho, são 2 guias que dão suporte, se oferecem para tirar fotos, falam sobre os glaciares e o Perito Moreno e ao final, chegamos no famoso whisky com gelo diretamente do glaciar. Eu passei a bebida (não gosto), mas peguei uma trufa de chocolate regional que eles deram como surpresa. Um bônus: naquele mesmo dia mais cedo, uma caverna de gelo se abriu bem perto das cabanas dos grampones e nossa guia nos levou para ver. Que negócio incrível! Achei bem legal da parte dela porque já tinha passado do nosso horário e outros grupinhos do mini trekking não viram o que o meu viu. Considerações sobre o mini trekking: posso dizer apenas sobre aquilo que vivi, então aqui vai: achei o mini trekking excelente! Não fiquei com vontade de fazer o Big Ice e pelo que eu entendi e um colega brasileiro que fez me contou, a grande diferença entre os dois (além do preço, claro), é o tempo caminhando no gelo e as cavernas de gelo que se pode visitar no Big Ice. Como eu dei sorte e vi uma caverna de gelo no mini trekking, fiquei super satisfeita. Além disso, toda a estrutura e o respeito que os profissionais tem com o lugar fazem com que o preço tenha valido cada centava pago. Mais 15min de navegação de volta, quase 1h30 de ônibus e cheguei no hostel por volta das 19h. Jantei no restaurante San Pedro na avenida principal e não anotei quanto paguei, mas comi uma pizza (para variar). Comprei umas empanadas para deixar no hostel umas bolachas para levar para Torres del Paine no dia seguinte. Gastos do dia: 500ars Entrada no Parque Nacional 70ars Empanadas no Green Market 85ars Bolachas num quiosque Vista do ônibus ↑ Nas passarelas, setor azul se não me engano ↑ Observe o tamanho das pessoinhas lá embaixo perto da geleira ↑ Outro grupo lá embaixo começando o mini trekking ↑ Com os grampones nos pés (use calçado impermeável!) ↑ Toda felizinha passando frio ↑ Caverna de gelo ↑ Esperando o barco chegar para ir embora ↑ Dia 13/01 Às 5h30 da manhã a empresa Always Glaciar me pegou no hostel depois de um pequeno susto - meu nome não constava na lista e aparentemente não tinha mais lugar disponível. Os locais de parada podem ser vistos no site da Chalten Travel (http://www.chaltentravel.com/main.php) e mesmo sabendo que seria extremamente cansativo por conta do tempo dispendido no ônibus eu quis arriscar e minha opinião: não vale a pena! hahahaha As paisagens são incríveis mas o parque é imenso e de fato vale a pena perder muito mais que 1 dia por lá. Fiquei com vontade de ver mais e não recomendaria a excursão porque além dos fatores já citados, tem o clima também. Pegamos um vento absurdamente forte, não conseguimos fazer a trilha de 1h até o Mirador para os Cuernos del Paine e tivemos que voltar. Não recomendo essa empresa pois o guia que estava conosco simplesmente saiu andando sem olhar para trás enquanto todos os outros estavam sentados sem conseguir andar por causa do vento e um jovem senhor americano caiu e cortou o rosto nessa empreitada. Quando chegamos na van, o guia soltou um: "eu avisei" e foi isso! Achei muito desrespeito, sério! O almoço é o ponto alto da excursão (já incluso no preço): num restaurante lindo ao lado de um lago lindo com vista para os Cuernos, com entrada (filé de peixe empanado), prato principal (uma carne que não reconheci e purê de batata) e sobremesa (pudim de leite), além de vinho ou refrigerantes. Cheguei em Chaltén em torno de 21h (o retorno deveria ser às 23h se tivéssemos feito a pequena trilha até o mirador) e fui jantar no Pietro's novamente (porque tinha wifi, era próximo do hostel, preço bem ok e eu gostei da comida). Gastos do dia: 200ars Pizza no Pietro's Cerro Castillo ↑ Vista ainda de fora do parque ↑ Vicuñas ↑ Lago impossível de escrever o nome e Cuernos del Paine ↑ Cachoeira Salto Grande Pequena demonstração do vento patagônico (fiquei com medo de perder o celular e saiu isso aí) ↑ Dia 14/01 Não sei o que dizer sobre a Estância Cristina além de "VÁ!", SIMPLESMENTE VÁ! Uma das coisas mais incríveis que meus olhos viram até hoje foi esse lugar. Existem 3 tours diferentes e eu escolhi o 4x4 porque um era mais barato mas não via tudo e outro era mais caro e tinha um trekking de 14km, então meus joelhos decidiram por mim e escolhi o conforto do carro. O tour começa te buscando no hostel às 7h e você leva mais ou menos 1h (não lembro com certeza) para chegar no porto Punta Bandera, onde pega uma linda embarcação e navega por quase 3h pelo Lago Argentino, com muitas pausas para foto e icebergs pelo caminho. Depois de tanto tempo, parabéns! você praticamente chegou no fim do mundo (ou foi assim que me senti). A estância foi criada em 1914 pela família Masters, que veio da Inglaterra quando ouviu falar sobre um lugar inóspito onde praticamente davam terras de graça a quem se interessasse. Hoje, tudo que era da família faz parte do Parque Nacional Los Glaciares, visto que não sobraram herdeiros. O tour começou num pequeno museu onde o guia explica sobre a história da família e você pode ver itens originais usando tanto na casa principal como itens que eles utilizavam na criação das ovelhas e para retirada da lã. De lá, um pequeno passeio em torno da propriedade principal, mostrando detalhes da flora e construções da família. Depois tivemos 1h para o almoço (custa 800ars se você reservar no barco e acredito que 500ars se você comprar junto com a excursão), mas não se apavore: muita gente não compra o almoço (como eu que levei minhas empanadas e alfajor) e pode comer junto com todo o restante no restaurante, sem problemas. Pelo que eu lembro, era oferecido uma entrada, um prato principal e sobremesa, além de água diretamente do glaciar da propriedade (bebidas são cobradas a parte). A melhor parte então: o 4x4! São dois carros que fazem um percurso de mais ou menos 40min só ida e o guia vai explicando muito sobre a história, sobre a fauna e a flora. Quando você acha que viu tudo, chega-se no Mirador do Glaciar Upsala e meu Deus, quase chorei de tão bonito! Ele delimitava a parte norte da propriedade dos Masters e eu só conseguia pensar em como eles conseguiam fazer tudo que faziam há 100 anos atrás, sem a tecnologia que temos hoje e num lugar de clima tão difícil. Uns 40min depois de ficar só apreciando (dica: prendam os cabelos o máximo que puderem, porque o ventinho patagônico não dá trégua e tudo vira um bolo infinito de nós), voltamos no 4x4 e pegamos o barco de volta para Punta Bandera, que não faz paradas para foto e portanto leva umas 2h, além do ônibus do porto até Chaltén, chegando por volta das 18h, quando fui bater perna no centrinho, comprar as geleias que eu queria e tals. Não jantei, só comi uma empanada e tomei um sorvetinho para me despedir. Consideração sobre o passeio: vale cada mísero centavo. Desde a organização, até a distância percorrida, você vê que tudo é extremamente bem cuidado, bem feito e sente que vale tudo que pagou. Recomendo mil vezes e voltaria com certeza! PS: eles tem um hotel e pelo que pesquisei, as diárias custam em torno de 500 dólares (sonho meu!) Gastos do dia: 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete no Helados Tito 160ars Por 2 geleias de calafate 96ars Por 3 alfajor Iceberg no Lago Argentino ↑ Iceberg diferentão no caminho (não lembro da explicação sobre a cor dele) ↑ Parte das hospedagens da Estância Cristina ↑ Pequena capelinha ↑ Moinho construído pela família Masters e rio de degelo dos glaciares ↑ Chegando no Mirador Upsala ↑ Glaciar Upsala (todo esse lago foi glaciar ainda em meados de 1950) ↑ Completamente apaixonada por esse lugar! ↑ Dia 15/01 Arrumei minhas malas e às 11h o transfer que reservei pelo próprio hostel passou para me pegar. Como fui a única passageira, o trajeto levou só uns 20min até o aeroporto. Fiz o ckeckin para o vôo que saia depois das 13h, almocei e fiquei esperando a hora de voltar para casa. Gastos do dia: 150ars transfer até o aeroporto 230ars almoço no aeroporto Sobre os hostels: Recomendo todos que eu fiquei, apesar dos pontos negativos já citados, todos tinham excelente localização e só isso já me conquista. Sobre comidas: Principalmente em Buenos Aires, existe opção para todos os gostos e bolsos. Eu comi a famosa carne argentina só uma vez porque de fato, não sou muito carnívora. As empanadas são outra coisa que você precisa comer pelo menos uma vez (e para isso, recomendo fortemente o restaurante San Juanino). Na região da Patagônia você tem que provar o cordeiro. Particularmente, achei a carne muito gordurosa e não gostei, mas valeu a experiência. Alfajor: Experimentei várias marcas e minhas preferidas foram Negro e Jorgito da embalagem azul marinho (super baratinho e me conquistou). Simplesmente esqueci de comprar doce de leite, mas tinham me recomendado a marca San Ignacio. Fim do meu relato e de mais um sonho realizado!
  5. 2 pontos
    @Juliana Champi Ju, pondere o seguinte... custo da hospedagem + custo de transporte. Ficando na e o custo de transporte reduz bastante. E para se deslocar da zona 3 para as atrações é um gasto considerável. Ainda assim... se quiser ficar fora da 1 e 2... pense em Camden Town
  6. 2 pontos
    Queridos mochileiros, Esse relato é da minha primeira travessia, já havia feito trilhas difíceis e longas, mas uma trilha de dias de duração, foi a primeira. No ano novo de 2012/2013 fui de Trindade até Ponta Negra, acampando na Praia do Sono. Foi então que, encantada com a paisagem selvagem da região inserida em uma Unidade de Conservação, em 2015 eu e mais duas amigas resolvemos ir de Trindade até Pouso da Cajaíba. Gostaria de aproveitar e agradecer os relatos que li aqui no fórum, nos ajudaram muito nessa travessia, posso garantir que não nos perdemos nenhuma vez. Obrigada a todos que colaboram nessa rede. Saímos de São Paulo bem cedo no dia 26/12/2015 de ônibus, rumo a Paraty-RJ. Pedimos ao motorista para nos deixar na entrada da Vila de Trindade, lá esperamos o ônibus Municipal de Paraty para descer até a vila. Ponto de ônibus na beira da Rio-Santos, entrada da Vila de Trindade. Na foto da esquerda para a direita: Eu, ainda estudante na graduação de Engenharia Florestal, Angela, chilena, na de medicina e a Nara também na florestal. Pegamos o ônibus e descemos no último ponto, a Vila do Oratório. É lá que inicia-se a trilha para a Praia do Sono. Um sol forte, mesmo já tendo passado das 14:00, nos deixou bastante ofegantes, mas a trilha é bem demarcada e fácil. Chegando lá, nos aconchegamos num camping mais ao fim da praia, a fim de ficarmos próximas da trilha para a Praia dos Antigos, seguiríamos bem cedo no dia seguinte . Nem começou e já deu uma canseira kkkk. Na praia do Sono, depois de desarmar nosso camping. De manhã, como combinado, fomos rumo a Praia da Ponta Negra. A primeira parada foi na Praia dos Antigos, lá tem uma pequena queda d'água que desemboca na praia, ficamos lá um bom tempo, estava extremamente quente e o mar era um convite irrecusável nesse paraíso. Subida íngrime entre a Praia do Sono e a Praia de Antigos, já de manhã o sol castigava nossas cabeças! Como podem ver, a Angela resolveu levar seu violão para a viagem! No cantinho com sombra na praia, passamos um bom tempo curtindo a Praia dos Antigos. Paraíso, sem mais. Chegando a Praia de Ponta Negra, acampamos no Camping da Branca, resolvemos dormir cedo, pois no dia seguinte faríamos a trilha para a Cachoeira do Saco Bravo, a ideia era passar o dia lá e dormir novamente em Ponta Negra, para só então no outro dia seguir em frente na travessia para a Praia de Cairuçu das Pedras. A caminho da Cachoeira do Saco Bravo Ponta Negra vista de cima. Vista linda da trilha. Suando muito, mas tudo muito bem compensado com essa vista verde a perder-se no horizonte. É uma satisfação enorme ver a Mata Atlântica assim S2. Minhas queridas! Curtindo muito fazer a trilha sem o peso dos mochilões! A cachoeira do Saco Bravo é incrível, fiquei realmente impressionada com o lugar. A cachoeira fica no costão rochoso, desaguando portanto no mar. A única forma de acesso é por trilha, não há como ir de barco. Reparem na proporção, o tamanho da pessoa lá embaixo. Mais uma desse pico incrível. Na volta da trilha, nos deparamos com flores lindas na mata. Chegamos no fim da tarde em Ponta Negra, tomamos um banho, jantamos e fomos dar uma volta para se despedir do pico. Bateu uma saudade essa foto! Vista linda da Praia da Ponta Negra. Partimos pela manhã para Cairuçu das Pedras, a trilha é longa, mas escolhemos ir devagar e parando para curtir a trilha, demoramos cerca de quase 5 horas, com toda certeza dá pra fazer em menos tempo. Porém paramos para comer, curtir algum curso d'água que estivesse pelo caminho e cantar muito com o violão! Nessa foto, estamos ainda em Ponta Negra com mochilão e violão! Flor extraterrestre. Pelo caminho, só as belezas da Mata Atlântica. Reparem nessa bromélia! Chegamos em Cairuçu das Pedras ainda de dia. A praia é lindíssima e as águas límpidas. Acampamos no quintal dos caiçaras que nos receberam super bem, o camping fica no alto. De lá, a vista da praia com o céu estrelado é um show e serviu de palco para muitas canções com o violão na única noite que passamos por lá. Uma das fotos mais lindas da viagem!! No deck em frente a Cairuçu. Mais uma nessa praia maravilhosa. Nos munimos de banana para seguir viagem, agora, rumo a Martim de Sá para passar a virada de ano! Olhem a vista de Cairuçu!!! Bem cedinho, partimos para Martim de Sá, nosso objetivo era passar a virada de ano lá e também ficar alguns dias (mas acabamos estendendo até o dia 12 de janeiro). A trilha foi tranquila, quando chegamos lá, nos deparamos com o camping bem lotado. Depois de dar várias voltas, conseguimos achar um cantinho legal para armarmos nosso acampamento. Martim de Sá tem uma vibe e energia únicas, é fácil fazer amizades e logo todo mundo vira uma grande família. Nossa estada lá foi i-nes-que-cí-vel, é um verdadeiro paraíso na Terra. Parada para refrescar a caminho de Martim de Sá. Impossível não parar a trilha para curtir essa água doce transparente no meio da mata! A trilha também é atração principal, tanto quanto o destino final! Martim de Sá tem muita coisa pra fazer, não dá pra ficar entendiado! Tem o Encontro dos Rios, a cachoeiras, além de estar num local estratégico para ir até Cairuçu, Praia da Sumaca e Pouso da Cajaíba num tempo de trilha relativamente curto. O ano novo foi demais, foi feita uma fogueira na praia e todo mundo do camping se reuniu para celebrar a passagem do ano, vibe indescritível da galera, o céu "estralando" de estrelas, o clima perfeito! Curtindo a praia de Martim de Sá antes da grande virada. Um pouco do clima de Martim de Sá! Goró na mão pra não passar em branco! kkkk Feliz, feliz, feliz..... É disso que to falando! S2! Fogueira e música. Os dias transcorreram com muita alegria e aventura, como disse, acabamos ficando até o dia 12 de janeiro. Nesses dias fomos conhecer a Praia da Sumaca, voltamos a Cairuçu e íamos frequentemente para Pouso da Cajaíba para pegar mais comida e bebidas e dar um alô para nossa família. O camping, assim como em Cairuçu, é bem roots, o que pra mim não é problema algum, lá não tem energia elétrica e nem sinal de celular, é uma experiência única ficar REALMENTE desconectado do mundo moderno, posso afirmar que você curte sua viagem de maneira diferente e com certeza mais intensa. A conexão com a natureza nesse lugar é muito forte e logo começa a transparecer no nosso corpo físico. Eu me sentia extremamente bem lá, sempre disposta e com muita energia! Nosso mental/emocional fica muito ZEN e você se vê sendo gentil, amável e sociável com todas as pessoas. Lugar mágico! Cachu em Martim de Sá. Em dia de chuva em Martim, era comer e tocar violão. Camping esvaziando após a virada de ano. Um pouco mais do camping. Sossego em Martim. Eu no canto direito de Martim de Sá, por onde parte a trilha até o Encontro dos Rios. Bica no meio da praia Martim de Sá. Cachoeira do escorrega, mais conhecido como escorreguinha. 10 minutos de trilha. A caminho da Sumaca. Trilha para a Praia da Sumaca, já estávamos próximas. Na descida para finalmente chegar a Praia da Sumaca Morrendo de calor, mas estamos aí! Praia da Sumaca A Praia da Sumaca é ma-ra-vi-lho-sa. Dá para acampar também. Assim como em Martim, mora apenas uma família caiçara no local que dispõe de uma área para camping, também sem energia elétrica e sinal de celular: Roots! Eu e a praia da Sumaca S2 Outra grande atração de Martim de Sá é o Encontro dos rios. Um grande curso d'água que deságua direto no mar, para chegar até lá, basta pegar uma trilha rápida no canto direito da praia. Angela no Encontro dos Rios. Pescaria. Na dúvida de pular ou não! Vai que vai! Vários protelando o momento do salto! Com tantos dias em Martim, aproveitamos e retornamos num bate-volta até Cairuçu das Pedras com toda a turma do camping! Turma reunida para a foto, que lembrança! Após o bate volta para Cairuçu, começava a chegar a hora de partir de Martim de Sá. Aproveitamos nossos últimos dias no paraíso para então levantar acampamento até Pouso da Cajaíba, onde pegaríamos o barco para Paraty. Eu e minha irmãzinha Nara aproveitando os últimos dias em Martim. Hang Loose! Angela, mandando bem nos malabares. Abacaxi! Em Pouso da Cajaíba, aguardando a saída do barco até Paraty. Depois de muitos dias, tomando um guaraná geladíssimo! Pouso é uma delícia também, na próxima, pretendo acampar um dia lá antes de ir para Martim de Sá. Chegando em Paraty descobrimos que só tinha passagem para dali 2 dias, então aproveitamos duas noites super agitadas na cidade. O bom é que a despedida foi gradual, seria muito abrupto sair daquele lugar tão isolado, rodeado pela natureza, e já ir direto para São Paulo! Espero que tenham gostado do relato dessa odisseia. Recomendo muito esta aventura, estou a disposição para tirar dúvidas! Aliás, foi ótimo relembrar a viagem através desse breve relato, é o meu primeiro, então pode não estar bem estruturado, mas tentei passar um pouco da minha experiência com as fotos e os textos breves! No inicio deste ano (2019), fiz uma viagem de uma semana para a Praia do Puruba em Ubatuba, lugar mágico! Em breve farei o relato dessa trip! Abraços, mochileiros!
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    Pessoal, muita obrigada pelas dicas! A resposta de cada um de vocês agregou a pesquisa que fiz ontem na internet :) Encontrei esses sites, mantidos pelo Governo do Curitiba, que além de listarem vários atrativos, apresentam informações básicas de cada ponto como: endereço, dias e horários de funcionamento. Espero que ajuda mais alguém! https://turismo.curitiba.pr.gov.br/categoria/atrativos-turisticos/3 https://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/parques-e-bosques/267 Abraços,
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    Oi, sou de Manaus. E criei um site recentemente falando sobre o que fazer em Manaus, e seus arredores. São várias dicas para incrementar nas suas viagens! Dicas sobre o Amazonas. E se surgir alguma dúvida pode entrar em contato no instagram que respondo mais rápido (@aprazzivel)
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    Durante o dia: Jardim Botânico, andar pelo centro da cidade, museu do olho, bosque do alemão, bosque do papa, parque barigui, museu paranaense, aos domingos tema feira no largo da ordem. Durante a noite: Largo da ordem e rua Trajano Reis onde tem varis bares legais.
  10. 1 ponto
    Olá pessoal, tenho férias de 04/11/19 a 20/11/19. Vou para Chapada das Mesas, se alguém estiver afim me adiciona no WhatsApp para irmos juntos 015991686040😉
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    Terminei um namoro e me bateu uma Bad gigante mas não posso deixar de viver, então eu procuro companhias legais (LGBT) ou meninas em geral para que possamos marcar de fazer trilhar, acampar, viajar, pelo Rio de Janeiro ou pelo Brasil e quem sabe pra fora. divido meu tempo entre Int de São Paulo e Rio de Janeiro. Quem se interessar pode me chamar... gosto de aventurais e coisas ligadas à natureza.
  12. 1 ponto
    Oi [email protected], Estou querendo fazer algum roteiro diferente pela Europa, pois muitos dos "principais" países já conheci e não queria repetir. Minha preferência de data é de 11 de junho à 11 de julho, para pegar época de calor antes do período de férias. Roteiro sugerido, mas em aberto: Croácia (várias partes) - 10 dias Bósnia (Mostar que é do lado da Croácia) - 1 dia Hungria (Budapeste) - 2 dias Eslováquia (Bratislava) - 2 dias Mas podemos estender em qualquer outra cidade, adicionar stopover por exemplo em Londres, etc. Mínimo de 15 dias "úteis" de viagem tirando os deslocamentos. Alguém anima? Podemos fazer um grupo e ir esperando uma promoção boa para começar os planejamentos.
  13. 1 ponto
    Sou de Salvador e te falo: se for contratar guia sozinho fica salgado. O interessante seria vc se instalar e nas várias agências locais vc se encaixar num grupo. Moleza.
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    A trilha vai ser dia 15 mesmo,por quê a ideia e fazer uma bate e volta,vou precisar está de volta ja no sabado em Curitiba...
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    Uma mochila de 50L tambem ultrapassa as medidas para a bagagem de mão. Querer embarcar com uma mochila desse tamanho pode ate dar certo se a mesma nao estiver muito cheia, mas caso queria arriscar ja saiba das possiveis taxas que terá que pagar la na hora. Uma mochila de 40L - 45L será mais tranquilo de embarcar.
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    Olá pessoal. Sei que parece loucura, mas as vezes é bom fazermos algumas kkk Então, por isso decidir fazer esse mochilão, porém só tem 2 mil reais ( vcs lembram que falei em fazer loucuras né ) vou no meio de novembro, pretendo ficar 30 dias ou ate o dinheiro acabar kkk Qual roteiro vcs me indicam? Quem quiser me acompanhar nessa loucura também, sera bem vido (a).
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    Obrigada pela publi, certeza estará em um dos lugares que tenho que conhecer. Deslumbrante a energia que transmite ❤️
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    Estarei do dia 21 até dia 27 de novembro, sou do interior de SP!
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    Sou mais Ghent que Bruges. Bruges é meio que "fabricada", foi totalmente reformada para dar aquele aspecto de cidade da idade média... justamente pro a economia da cidade estava decadente. Guent é mais bonita e vibrante... naturalmente...
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    Olá mochileiros, vou contar um pouco da minha experiência de viagem por Dubai e Abu Dhabi (04/03/2019 -- 22/03/2019) Dubai primeiras impressões: - Voo tranquilo saindo de GRU e com escala em Joanesburgo pela Emirates (Melhor classe econômica que vc vai conhecer rs)..depois de 26 horas de voo chegamos no maior e mais moderno aeroporto do mundo em Dubai (Elevadores por comando de voz e com capacidade para 50 pessoas, colunas e detalhes em ouro e diamantes, salas vip que mais parecia um hotel árabe) saindo do aeroporto você pode pedir um táxi (corrida até Deira ou Marina por aproxi. 80 AED - R$ 90,00 a frota é feita por carros novos e modernos - Lexus/ BMW/ Mercedes) OBS.: cuidado com motoristas indianos pois passamos situações desagradáveis, não falam inglês e erram o caminho de propósito para cobrar mais. Pois bem. Ficamos em um ótimo hostel na Marina de Dubai, excelente localização 5-15 min de restaurantes, bares, Pier 7, Barasti Beach, Dubai Marina Mall, passeios de barco e etc...para você que não quer se preocupar com transportes, sugiro ficar na marina de Dubai, 18 diárias nos custou R$ 800,00 – depositamos metade antes e pagamos a outra metade quando chegamos – checking super tranquilo...anfitrião e dono do hostel muito receptivo, nos ajudou em muita coisa e sempre com paciência e um sorriso no rosto. Agora vou contar um pouco dos passeios e lugares que visitamos: Burj Khalifa + Dubai Mall + Fontes de Dubai: - Acordamos cedo e saímos para tomar um café da manhã em um restaurante árabe perto do hostel (25 AED – R$ 29,00 suco de laranja + torta) Então seguimos para o metrô na Marina (Muito confortável e tem ar - sugiro evitar pegar metrô antes das 8H da manhã e das 17H - 18:30 da tarde, pois vai e volta muito lotado com os trabalhadores) – OBS.: Metrô leva aos principais pontos turísticos da cidade alguns deles são: Burj Khalifa, Dubai Mall e Dabai Frame. Entrando no metrô vai direto e compre o cartão cinza passe livre (30 AED) Você consegue usar por 3-4 dias tranquilo (recarregue depois disso pelo mesmo valor). Chegamos no Dubai Mall, maior e mais moderno shopping do mundo, para se ter uma idéia dentro desse shopping tem um aquário gigante com tubarões, pista de esqui e um ZOOLÓGICO - isso mesmo que você ouviu, tem um zoológico dentro do shopping...é tão grande o lugar que aconselho a reservar um dia inteiro para dar a volta no shopping e outro dia só para visitar o aquário e o zoológico (Pagamos cerca de 150 AED – R$ 170,00 para as duas atrações, você pode comprar junto, pois fica um do lado do outro) Como o Burj fica colado, quase dentro do shopping Mall, não tivemos problemas em achar e na verdade é super tranquilo tem varias placas em todos os lugares indicando, não passamos pela bilheteria já tínhamos comprado o ingresso pelo site - https://www.headout.com/ pagamos cerca de R$ 200,00 para os Pisos 124/125 – no site você pode pagar mais caro para subir mais alto, tem opções de horários e dias - manhã/ tarde ou noite. Recomendo ir entre 10H da manhã e 14H da tarde para pegar o pico do dia e tirar as melhores fotos. Chegando lá em cima da maior torre do planeta, se prepare para se surpreender com a tecnologia, altura, grandiosidade...não sei descrever em palavras, uma das vistas mais bonitas que eu vi nas minhas viagens. Você consegue ver tudo de lá de cima, desde a antiga Dubai e do outro lado a nova Dubai, desertos, aeroporto e etc. Depois desse momento incrível na saída do Dubai Mall, vai estar na sua frente as fontes de Dubai, famosas por seu show de água, luzes e música recomendo esperar anoitecer para apreciar a dança das águas com o Burj Khalifa iluminado ao fundo, parece um sonho ou coisa de filme mesmo, ao passo que toca desde Andrea bocelli a cantores atuais com uma mistura de luzes, se prepare para se maravilhar. (Se você for ficar até tarde naquela região do shopping/ Burj e fontes - o metrô de Dubai funciona até 12PM - meia noite – passou desse horário se prepare para pagar um valor salgado no taxi rs) Dubai Frame: - Metrô vai parar ao lado da atração, você vai andar por 15 min e atravessar o parque de Dubai – recomendo fazer essa atração no mesmo horário do Burj (10 Hrs – 14 Hrs) mas em dias diferentes. Pode comprar na hora o ticket, sem problema nenhum...fizemos isso e não pegamos fila, paguei cerca de 90 AED - R$ 100,00 para subir até o topo, pode ficar quanto tempo quiser lá em cima, assim é o Burj não tem horário fixo ou excursão. Você compra para determinado dia e o horário é por sua escolha ou opção, a revista para essas duas atrações Burj + Frame é bem rigorosa, então não se assuste. No aeroporto tbm a revista é bem rigorosa, guardas armados com armas pesadas a cada 30 metros. Mas se você não tem nada a esconder, abra um sorriso e siga em frente. Deserto + Aquaventure Waterpark + Aquário do Atlantis: - Você tem a opção de pegar um metrô saindo da Marina, Deira ou Downtown até Palm Jumeirah, a partir dai fica fácil, você vai até a estação do Dubai Monorail - chegando lá compra um ticket de ida e volta para o Atlantis, eu não usei esse meio de transporte para chegar lá...mas tinha uma brasileira no hostel que foi e nos contou como foi, ela pagou 30 AED ida e volta - R$ 35,00 para usar o Palm Jumeirah Monorail até o Atlantis. A melhor opção na minha opinião é fechar um pacote de atrações com o Big Bus Tours – tem um balcão na entrada do shopping Dubai Marina Mall, tem outra no Dubai Mall e uma no Mall of Emirates e muitas outras espalhadas pelos principais pontos de Dubai, lembro até agora do carisma e simpatia da vendedora chamada Rose, nos tratou muito bem, nos aconselhou qual era opção mais em conta e ao mesmo tempo que nos atendesse... depois de alguns minutos de conversa fechamos 8 atrações (Dubai Museum, Aquário do Atlantis, Aquaventure Waterpark, Deserto, Dubai Miracle Garden, Madinat Jumeirah - Hotéis de luxo junto com um souk incrível, Shopping Wafi, Mall of Emirates por R$ 600,00) Você deve pensar que esse valor está muito alto. Mas na verdade está MUITO barato - pois se fossemos comprar separado iriamos gastar o dobro desse valor, além do transporte. A partir do momento que você compra o pacote, você tem uma semana para usar, ótimo custo beneficio, pois pagamos R$ 600,00 para o transporte e ingresso para 8 atrações. Deserto: - Escolhemos a opção do final da tarde para pegar o pôr do sol no deserto, além disso estava incluído passeio de camelo, segurar gavião, 2 fotos de brinde e chá/café (Atenção quando for fazer essa atração aconselho a ir de calça e blusa, mesmo que esteja muito calor na cidade, quando chega no deserto parece que você está no polo norte, isso mesmo o vento é muito forte) Se informe o local de saída para o deserto, geralmente sai do shopping Wafi City Mall. Para fazer um roteiro legal nesse dia, recomendo para você sair cedo com o Big Bus e ir até o museu de histórias de Dubai, onde ali conta um pouco da história da cidade, além disso tem roupas, utensílios, quadros, maquetes e etc...depois daqui siga para o Wafi City Mall, em frente tem um mercado gigante onde vende perfumes, roupas. O preço não é barato, mas é legal entrar para conhecer, pois para entrar não paga. Saindo você pode entrar no shopping Wafi e comer alguma coisa e depois passear pelo shopping, interessante que dentro tem varias estátuas e objetos dos tempos dos egípcios antigos. Espere até dar o horário e siga para o deserto (Isso foi o que eu fiz, se informe para ver se mudou o local de saída para o deserto) Aquaventure Waterpark + Aquário do Atlantis: - Recomendo fazer em um dia sem pressa o Aquário (Muito grande o lugar) - tirar fotos a vontade, andar pela orla da praia que fica em frente ao Atlantis the Palm e apreciar tudo a sua volta e no dia seguinte o fazer o parque aquático que tbm é muito grande, se tiver sorte você vai pegar o parque vazio, então vai conseguir repetir quantas vezes quiser os tobogãs (tem dois que são os maiores do mundo) Se quiser comer lá dentro se prepare para pagar caro (não pode entrar com comida ou bebida) então recomendo tomar um café da manhã bem reforçado e se sentir fome lá dentro, compre alguma coisa só para enganar o estômago (lanche pequeno ou salgado) Se você gosta de adrenalina, esse é o lugar certo pra você. Não tem segredo, tem o armário para guardar suas coisas e depois é só curtir. Hatta: - Um lugar que vai surpreender. Longe dos grandes arranhas céus e badalação de Dubai se encontra esse paraíso no meio do deserto, cercado por montanhas...uma paisagem de tirar o fôlego. Alugamos um carro por 3 dias em um balcão dentro do shopping Dubai Marina Mall (600 AED – R$ 680,00 é obrigatório ter a permissão internacional para dirigir) E seguimos para dentro do deserto, rumo ao Hatta (OBS.: Quem tiver interesse em conhecer o Hatta é só jogar no Waze que chega tranquilo, foi isso que fizemos) A distância de Dubai até o Hatta é de aproxi. 1 Hora e 30 min. Chegando lá alugamos um caiaque por 40 AED – 45 reais para o dia inteiro e entramos no enorme lago que tinha entre as montanhas, para quem gosta de aventura/ adrenalina, tem opção de alugar bike e fazer trilhas, quem não curti muito a bike, tem a opção de trilhas a pé. Para quem tiver interesse - tem hotéis na região e um parque aquático, como não usamos, não vou comentar. Ferrari Wolrd + Mesquita Sheikh Zayed (Abu Dhabi) - Acordamos cedo e seguimos para Abu Dhabi (Coloca no waze que chega tranquilo, estradas perfeitas, largas e sem trânsito) depois de 1H e 30 min dirigindo finalmente chegamos em uma das atrações mais desejadas por todos o parque da Ferrari em Abu Dhabi (Compramos pelo site https://www.headout.com/ - pagamos 295 AED – R$ 335,00 para o pleno acesso de todas as atrações) Recomendo tirar um dia inteiro só para o parque, pois você pode repetir quantas vezes quiser a montanha russa mais rápida do mundo e diversos outros brinquedos que até os adultos vão amar, não pagamos estacionamento. Se prepare para gastar uma pequena fortuna com alimentação e brinde lá dentro, um chaveiro paguei 35 AED e uma pizza grande para dois 150 AED. - No final do dia fomos para a mesquita Sheikh Zayed (30 Min do parque até lá – via Waze) Você vai pagar um valor simbólico de 30 AED – R$ 35,00 para entrar e as mulheres são OBRIGADAS a colocar uma burca para cobrir a cabeça e os homens a colocar uma calça para cobrir os joelhos (Tanto a burca como a calça é emprestado na entrada e você devolve na saída) Talvez você se pergunte, nossa mais porque tudo isso, mas lembre-se que você está em uma país que tem o respeito máximo pela religião local. A mesquita fica aberto até as 20h da noite , por isso aproveitamos e fizemos o tour a noite mesmo. Praias: - Nosso hostel estava 15 min a pé das melhores praias de Dubai. É muito parecido com Miami Beach...tem academia a céu aberto, praias para surfar, aluguel de bike, MUITA ferrari e Lamborghini e carros esportivos em geral parados em frente a praia. As mulheres podem usar biquíni a vontade na areia e ao entrar no mar, mas pisou fora da praia o ideal é estar com a roupa no corpo, se um árabe se sentir ofendido pela sua saia, decote, biquíni e ele resolver chamar a policia, você vai ter um enorme problema, assim serve para o homens que andarem sem camisa, de sunga e etc. Se prepare para calor de pelo menos 50° no pico do dia 11h – 15H. Então recomendo pegar uma praia logo bem cedo ou bem no final da tarde, mas não espere chegar as 18H porque a noite em Dubai faz muito frio por causa do deserto. Barasti: - De dia pool party e a noite balada. Conhecida como o melhor lugar de Dubai para beber e dançar. O Barasti é uma das melhores pool party/ baladas do mundo, você não paga nada para entrar, mas passa por uma revista rigorosa e é obrigado a deixar o passaporte e retirar na saída. Se prepare para pagar 50 AED - R$ 57,00 em um chopp e 20 AED - R$ 23,00 em um red bull, se tiver sorte você pode até pegar um show de um DJ famoso. Global Village: - Outro lugar que não é prioridade da maioria, mas me surpreendeu e muito é o Global Village - uma mistura de parque temático, teatro a céu aberto, shows ao vivo e circo - alem disso você vai encontrar réplicas do Burj Khalifa, Big Ben, Torre de Pisa, Estátua da liberdade e Coliseu e muitos templos e mesquitas, fica no meio do deserto por isso metrô e big bus não chega nem perto. Se você estiver na Marina, pega um ônibus na Marina Walk direto para o Global Village. O melhor horário para visitar é final de tarde e ficar até a noite, a entrada custa 15 AED - R$ 18,00 - preste atenção nos horários de volta do ônibus, pois funciona até a 12PM - meia noite. O objetivo desse lugar é celebrar a união dos povos. Burj Al Arab: - O que todos se perguntam é - Posso entrar dentro do Burj Al Arab??? A resposta é - SIM - Você pode ter uma das melhores experiências da sua vida - entrar em uma dos maiores e mais caros hotéis do planeta. O hotel aceita reserva de não-hóspedes para todos os seus sete restaurantes - para isso você deverá fazer a reserva através do telefone (4/301-7600) ou pelo e-mail [email protected] - Na solicitação da reserva deve ser informado quantas pessoas estarão a mesa, assim como horario de entrada ecolhido (13:00, 13:30, 16:00, 16:30) - No email de confirmação é enviado um código que deve ser informado a portaria para ter acesso a ilha do hotel. Obrigatório uma vestimenta mais social ou smart casual ou seja de jeito nenhum pense em ir de tênis, sandália, chinelo, boné, shorts, bermuda, regata. Mulheres atenção, não deixe as partes muito expostas. São solicitados os dados do cartão de crédito para segurar a reserva e não há cobranças - valor da reserva aproxi. - 200 AED - R$ 225,00. Alimentação: - Se você é como eu e gosta de economizar, sugiro comprar comida pronta, frutas, cereais e etc.. nos mercados espalhados pela cidade e comer no hostel. Pois duvido que você esteja disposto a gastar R$ 120/150 por dia em alimentação – chutando baixo. Um prato tipico árabe caprichado acompanhado de bebida não sai por menos de 60/70 AED - R$ 70/80 reais. Clima: - Em Dubai não chove, faz um calor horroroso – chegando aos 50° fácil e a noite faz muito frio. Recomendo a você andar de metrô, pois o mesmo leva para quase todos os lugares, se estiver com mais pessoas pode alugar um carro popular, que dividindo o valor fica barato. Como o tempo é seco aconselho a andar com manteiga de cacau e uma garrafa de água gelada sempre na mochila, protetor solar, óculos de sol e boné recomendado. Transportes: - Ônibus super tranquilo de usar e bem equipado com ar e poltronas confortáveis, funciona igual o metrô - você compra o passe livre por 30 AED e usa a vontade (acabando, só recarregar). Quem vai com bastante grana para gastar, pode usar táxi (corrida da Marina até Burj Khalifa aproxi. 100 AED - R$ 115,00) Tem a opção de uber, mas não usei então não vou entrar nesse assunto. Metrô nem se fala, de longe a melhor opção de transporte em Dubai como já foi falado nos tópicos anteriores - barato, confortável e rápido. Homens e mulheres não podem sentar juntos no metrô, tem um vagão só para mulheres - está marcado com uma faixa rosa no chão e azul para os homens - não pense em desobedecer, pois você pode ser expulso do metrô ou levar multa. Ônibus e Big Bus casais podem sentar juntos a vontade. Segurança: - Pode andar na rua de dia, a noite ou de madrugada em qualquer lugar de Dubai seja no centro ou lugares mais afastados, pois é muito bem policiado e com agentes a paisana em quase todos os lugares. Vai ser difícil você presenciar algum assalto em público em Dubai ou Abu Dhabi. Eles visam muito a segurança dos turistas, por isso tem um grande investimento nessa área, pois grande parte da economia vem do turismo (diferente do Brasil nos Emirados a lei funciona). Fique atento com a roupa que você vai usar em lugares públicos (menos praia e parque aquático) as mulheres devem evitar saias muito curtas ou decotes provocativos, isso pode dar um problema grande para você - como já disse nos tópicos anteriores se um árabe se sentir ofendido ele com certeza vai gritar e fazer um escândalo na rua mesmo (infelizmente presenciei isso) e vai chamar a policia com toda certeza. Compras: - Na minha opinião compensa e muito comprar eletrotônicos, perfumes e roupas em Dubai é meio padrão USA os preços - os melhores lugares são o Dubai Mall (shopping ao lado do Burj) e Mall of Emirates (shopping) - metrô chega dentro de ambos. O duty free de Dubai tbm achei preços bons de bebidas e perfumes. Para comprar lembranças, chaveiros, imãs, miniaturas do Burj, camisetas, bonés e etc...tem duas opções comprar no Walmart do Dubai Mall ou pegar o metrô até Deira - onde você vai encontrar muitas lojinhas e feiras para comprar o que quiser. * Um alerta que vou fazer é a respeito do bairros mais afastados de Dubai (não tem a ver com a segurança) - tome cuidado logo quando descer do ônibus, big bus, táxi ou metrô com homens que irão abordar você oferecendo Iphones e Ipads para comprar e vão dizer que são originais (pior que são mesmo) mas são produtos roubados, eles vão insistir muito...é só falar que vai chamar a policia que vão deixar você em paz. Se quiser comprar Iphone ou Ipad novos - tem a loja da apple no segundo piso do Dubai Mall. Hostel: - O hostel que fiquei não está mais disponível no hostelwolrd e AirBnb por isso não coloquei o link. Mas na Marina tem vários outros hostel com preços bacanas. Por isso se você for pesquisar no hostelwolrd e AirBnb para ficar uma semana, irá conseguir o mesmo valor que eu paguei em 18 diárias - R$ 800,00. Sharjah, Mascate, khasab e Passeio de Balão: - Se você for com bastante dias e grana, super recomendo alugar um carro e ir explorando de Dubai para Mascate (Omã) inicie por Sharjah, pode incluir Hatta no caminho, Sohar (Cidade portuária, mas muito bonita) aconselho dar uma parada em Saame - dizem que é umas cidades mais bonitas de Omã e enfim Mascate (capital de Omã) Só não fiz esse roteiro pela falta de grana mesmo, pois tinha dias o suficiente. - Está a 2 hrs de carro de Dubai, portanto de sair bem cedo consegue aproveitar esse paraíso escondido, tudo que é oferecido em Khasab, você encontra no Hatta...então na minha opinião compensa fazer só um lugar. - Queria muito ter feito uma das melhores experiencias de Dubai, mas não tive coragem de pagar R$ 1.500,00 tirando o transporte, quem tiver interesse, segue o link https://www.getyourguide.com.br/dubai-l173/passeios-de-balao-tc47/ Moeda: - Levamos dólar americano do Brasil e trocamos metade quando chegamos no shopping Mall of Emirates (Super tranquilo e organizado) - e a outra metade fomos trocando aos poucos conforme a necessidade, tem pontos de cambio em toda cidade (Dubai Mall, Dubai Marina Mall, Mall of Emirates, Wafi) Mas a melhor cotação que conseguimos foi em um prédio na Marina que tem vários restaurantes, não lembro o nome mas fica entre a Marina Walk e o Pier 7. Conclusão: - Muitos associam Dubai e Abu Dhabi como cidades impossíveis de visitar, por ser tudo muito caro. E é mesmo muito caro, mas longe de ser impossível...tudo depende do seu planejamento, qual o objetivo da sua viagem, quais passeios vai fazer, lugar que vai se hospedar e etc...O que já ouvi muitos dizerem tbm é o seguinte - " Dubai só tem o Burj Khalifa e Burj Al Arab" - Bom, cada um tem sua opinião, mas uma coisa que sempre faço em minhas viagens é explorar o máximo o lugar que estou, isso sempre me surpreende.. pois descubro coisa novas e muito interessantes. Então se você pensa em fazer uma conexão de três dias ou até mesmo ficar por mais de duas semanas, você vai saber e ver que fez o básico ou fez tudo. Visto, vacinas e seguro: - Brasileiro que vai para Dubai não precisa de visto: http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/tabela-de-vistos-para-cidadaos-brasileiros - Porém é obrigatório tomar a vacina contra a febre amarela (uma vez só) Depois disso você vai ter que emitir na anvisa o certificado internacional contra a febre amarela. - Seguro viagem não é obrigatório para entrar nos Emirados, mas recomendo você que faça, pois nunca se sabe o que pode acontecer. Espero ter ajudado de alguma forma, qualquer dúvida estou a disposição !!!
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    E aí, Eduardo, beleza? Eu vou estar passando por Mendoza em alguma data entre 12 - 25 de novembro. Quais as datas que você tem em mente? Eu notei que esse observatório é bem ao Sul - o caminho contrário que estou fazendo, porém vamos trocar idéia!
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    Oi,@F M Eu acho que o mais lógico geograficamente falando seria Paris>Bruxelas》Munique》Berlim Boa viagem
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    Achei da hora sua reflexão. A vida sendo um jogo impossível de se ganhar e nós sempre insatisfeitos - e preocupados. Sabe que foi isso que me motivou a viajar? Eu tenho um problema de visão e nos últimos anos perdi muita acuidade visual. Agora que estou estável quero aproveitar cada instante, estar nos lugares e ver a vida das pessoas, conversar, sentir tudo... e deixar o amanhã pra amanhã, pois o futuro é invencível... Comecei esse ano. Primeira viagem sozinho para Ubatuba em Abril, 4 dias. Mês que vem estarei pela Argentina por VINTE! Sozinho também, pois descobri em mim um grande companheiro! Grande abraço!
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    Ótimo relato! Estou indo em janeiro com uma amiga e não somos religiosos, deu uma outra vista do que fazer!
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    A cidade andaluz celebra em 2019 o V Centenário da 1ª Volta ao Mundo. A 10 de agosto desse ano 329 marinheiros da cidade saíram para Sanlúcar de Barrameda, de onde a expedição partiria a 20 de setembro do mesmo ano. Tinham o objetivo de encontrar uma nova rota para a India que respeitasse o Tratado de Tordesilhas com Portugal. Não é por isso que visitámos Sevilha. Escolhemos a cidade porque fica a caminho do Caminito del Rey e, apesar de ser um destino repetido para ambos, já nenhum se recordava bem da cidade. Outrora foi uma cidade algo perigosa, suja, mas soube lavar-se da má fama e tornar-se uma atração para além da Feria de Abril, onde mulheres vestidas a rigor não faltam. A Raquel lembra-se do espaço abandonado onde foi a Expo’92 e do calor abrasador de julho. O Tiago lembra-se da vista do topo da Giralda e do parque de diversões Isla Mágica. A influência árabe é evidente, principalmente na arquitetura. Fernando III pode ter conquistado a cidade, mas felizmente não lhe conseguiu retirar o que os árabes construíram. Dessa época encontra-se a Giralda, o Alcazar e a igreja de são Marcos. Tem grandes influências na cidade de outros impérios e culturas, como a romana, visigoda, moura e judia. Torna-se uma grande cidade quando Colombo chega à américa, passando a ser o centro do comércio do império. Era aqui que se controlava o que vinha do novo continente e que se dirigiam as viagens. Mais tarde, quando os barcos deixam de navegar no rio Guadalquivir, começa a queda de Sevilha, perdendo estatuto para Cadiz. A cidade cheira a laranjas e flores de laranjeiras, cheira a sol e a bom tempo. Mas não vamos mentir, também cheira a cavalo, já que uma das atrações turísticas principais é o passeio de charrete. No entanto, todas as madrugadas entram em ação equipas que lavam as ruas da cidade para que Sevilha amanheça limpa e agradável. O que visitar: Bairro de Santa Cruz: os pátios e as ruas estreitas atraem turistas. Também é chamado de Judiaria, de onde noutros tempos os judeus foram expulsos e o bairro abandonado. Está cheio de casas com pátios interiores. Catedral de santa Maria da Sede: de influência árabe, é “só” a maior igreja gótica do mundo. Muitos vão-vos dizer que é a terceira maior catedral do mundo, pondo como 1º São Pedro de Roma e 2° São Paulo de Londres. Se todas as igrejas fossem reconhecidas pelo Vaticano como catedrais, a maior seria na Costa do Marfim e a basílica do Rio de Janeiro também entraria na lista, confundindo este podium. Fica aqui a Torre Giralda, a segunda torre mais alta da cidade, atrás da Torre de Sevilha, construída em 2015. Dica: visitar de manhã, assim que abre, e subir logo à Giralda para conseguir uns 10 minutos (mais) sozinhos no miradouro. Preço: 9€ e funciona das 11h às 17h de segunda-feira a sábado e das 14:30h às 18h aos domingos. Há visitas guiadas pela cobertura a 15€. La Giralda, antigo minarete da mesquita que deu origem à catedral. Vejam o Giraldillo (deusa Nike), no topo da torre, ou, mais próximo, a réplica que está na entrada da catedral. Tem 24 sinos e 110m de altura, percorridos numa subida em rampa com 17% de inclinação equivalente a 35 andares (mais 17 degraus) para chegar a uma das melhores vistas da cidade. Túmulo de Cristovão Colombo: veio de Cuba quando esta se tornou independente e é um dos pontos altos da visita à catedral. Temos pena de não se poder ver também de cima (fica a sugestão de umas escadinhas). Pátio de los Naranjos: não dissemos que a cidade cheirava a flor de laranjeira? Puerta del Perdon: a vistosa porta permite sair da catedral pelo pátio das laranjeiras. Real Alcázar: de estética mourisca, está construído sobre ruínas romanas. Os seus jardins foram cenário para Dorne na Guerra dos Tronos. A família real espanhola ainda fica aqui quando visita a cidade, sendo por isso o palácio mais antigo do mundo ainda em utilização. Para celebrar o V Centenário estão disponíveis visitas noturnas teatralizadas. Estas decorrem até 31 de outubro, às quintas e sextas, e também aos sábados, em julho e agosto. Os quartos da família real fazem parte de um bilhete à parte. Comprámos os bilhetes antes, por planearmos visitar num feriado (custaram mais 2€ por serem comprados online, o que achamos injusto). Dica: visitar à tarde (a partir das 16h tem menos fila). Preço: 11,50€ / visitas noturnas – 14€ / Quartos reais – 4,5€ Archivo General de Indias: se gostam de história e principalmente da época dos descobrimentos, guardam-se ali alguns documentos originais, como o Tratado de Tordesillas, assinado a 7 de junho de 1494. Comemoram-se os 525 anos da sua assinatura e esteve também exposto em Tordesillas, temporariamente. Entrada grátis, fecha às segundas-feiras. Real Fábrica de Tabacos: Sevilha caiu perante Cádis, mas manteve o comércio do tabaco durante muitos anos. Foi a primeira fábrica de tabaco da Europa, o aumento da procura fez com que se introduzisse a mulher na produção. Descobriu-se que eram menos exigentes no salário, e mais produtivas. As mãos mais pequenas enrolavam o tabaco mais rápido. A figura da cigarreira nasce assim, imortalizada na ópera Carmen. Na fachada a escultura de topo representa Fama. Existem alguns mitos urbanos associados à escultura. Hoje a antiga fábrica é a reitoria da universidade. Entrada grátis. Abre à sexta e sábado, para visitas guiadas, marcadas. Palacio San Telmo: vistoso, distingue-se bem ao chegar à Praça de Espanha. Começou por ser o Seminário e foi residência oficial dos Duques Montpensier. Tinha embarcadouro direto para o rio e chegava até ao que é hoje o Parque de María Luisa. Desde 1992 é a sede da Presidencia de la Junta de Andalucía. Entrada grátis. Abre às quintas, sábados e domingos, com reserva prévia. Parque de María Luisa: o verão é tórrido na cidade, então 34 hectares de parque verde ajudam a refrescar e a descansar à sombra. O parque, até ser doado, pertencia ao palácio San Telmo. Plaza de España: quando, em 1929, acontece a Exposição Ibero-americana, constrói-se esta praça emblemática. Gonzalez queria representar a metrópole a abraçar as ex-colónias. As quatro pontes sobre os canais onde é possível navegar de barco representam o reino. As bancadas em painéis de azulejo simbolizam as províncias espanholas e dão cor à praça. Todas as 46 províncias estão representadas (excepto Sevilha). Para os amantes de Star Wars, já foi cenário de um dos filmes. Formando uma praça em formato semi-circular, o edifício central une-se aos laterais, terminando em duas torres. Podem subir até ao primeiro andar de alguns dos edifícios e apreciar a vista das janelas. É imponente e um dos mais visitados pontos da cidade. Foi construído para ser o pavilhão de Espanha e hoje alberga os serviços de migração e mais alguns serviços públicos. Pertinho temos o Consulado Português, assustadoramente vazio quando ousámos entrar pelos portões. Passeios de barco: 6€ de barco a remo / 12€ a motor – 35 minutos Bairro Encarnácion Metropol Parasol: é a maior estrutura de madeira do mundo e forma algo que apenas conseguimos descrever como uma espécie de mega-cogumelo. Jürgen Mayer renovou a Plaza de la Encarnación com este projeto em 2011. O miradouro é visitável das 9:30 às 23h e custa 3€. Comprámos com antecedência, com direito a uma bebida, e escolhemos a horas da visita pelo pôr do sol. No bar de cima o vale de bebida só direito a 1€ de desconto, enquanto no bar do piso 0 passa a oferta. Fecha às 23h, por isso aconselhamos visitar durante a golden hour (subam perto das 20:30h no verão). Mas cuidado, pode ter fila. Também têm em baixo o Antiquarium, umas ruínas visitáveis até as 20:30h, por 2,10€ . Bairro Museo Museo de Bellas Artes de Sevilla: dos maiores do país, a seguir ao Prado, de Madrid. Fica num antigo convento, o Convento de la Merced Calzada. Custa 1,5€, mas é grátis para cidadãos da UE. Bairro Arenal Plaza del Cabildo: uma praça interior pouco conhecida, em formato semi-circular. Ao domingo de manhã forma-se o mercado dos selos, onde vagueiam e conversam os amantes da filatelia e da numismática. O edifício que dá forma à praça foi construído sobre as ruínas do Colégio de S. Miguel. Postigo del Aceite ou Arco del Postigo: acesso à cidade através das antigas muralhas da cidade. Rio Guadalquivir e Torre del Oro: a Torre del Oro foi construída em 1220 para proteger a cidade. Atualmente Museo da Armada, as visitas têm a duração de 20 minutos e custam 3€. Plaza Nueva: na praça localizava-se o antigo convento franciscano que estava em ruínas. Foi destruído em 1811 na época da ocupação francesa. Apesar de ter sido reconstruído acabou por ser desmantelado anos mais tarde. Ayuntamento: começa a ser habitual estarmos em Espanha nos feriados religiosos, desta vez foi o Corpus Christy, uma tradição belga importada que tivemos oportunidade de assistir no feriado. O edifício é renascentista, dos primeiros em Espanha, onde, tal como em Portugal, tudo chegava tarde. Com a chegada de D. Carlos I ao trono, educado em Flandres, atual Bélgica e Países Baixos, veio o estilo da época na europa. Depois, D. Carlos I, primeiro rei de espanha, casa-se em Sevilha com Isabel de Portugal, filha de D. Manuel. Então, temos um edifício neoclássico do lado da Plaza Nueva, renascentista na Plaza San Francisco e, para terminar, também moderno, como símbolo de que ficou por acabar devido à crise económica. Este rei D. Carlos é o mesmo do Mosteiro de Yuste, de que falámos aqui. Teatro Coliseu: construído em 1928 para a exposição Ibero-americana, serviu como teatro até 1955, passou a cinema, e agora é o Ministério da Economia. Tanto este edifício como o hotel Alfonso XIII recriam a arquitetura típica sevilhana antiga. Bairro de Triana e Puente de Triana: a casa mãe do flamenco. É um bairro na outra margem da cidade, a zona ideal para jantar, comer tapas ou beber um copo. Grandes casas de flamenco, menos turísticas, são aqui. Falamos de um bairro tipo Lapa no Brasil ou Alfama em Portugal. Saímos às 2h do bairro para regressarmos ao Airbnb, com máquina fotográfica em punho, e foi seguro (escondemos só o cartão de memória por precaução). Corral Herrera: Não sabemos se é visitável, ou seja, se as visitas são bem-vindas, porque continuam a ser casas privadas, mas em Triana há uns pátios de vizinhos. O edifício de vários apartamentos dava para um pátio central. Ali, vizinhos ficavam na palheta (jogar conversa fora) pela noite dentro, eram ajudados e celebravam juntos. Vive-se aqui um ambiente muito familiar, com festas, batismos e casamentos celebrados em comunidade. Este corral tem mais de 100 anos e foi todo renovado em 1994. Não haverá mais de 30 em Sevilha. Dizem que fazem grandes festas durante a Feria de Abril. Faz lembrar o que se conta dos bairros típicos de Lisboa e do Porto, e também aqui a população jovem quis recuperar o espírito e quer morar nestes locais, fazendo disparar os preços dos arrendamentos. Mais uma vez, uma coisa criada por vizinhos que viviam com dificuldades, agora tornou-se a moda, e a moda encarece as coisas. Bairro La Cartuja Isla Mágica: Para quem adora um bom parque de diversões, tem de ir aqui. A temática do parque é a história da cidade, dos descobrimentos espanhóis, o Novo Mundo e as lendas do El Dorado e da Fonte da Juventude. Tem graça, porque as atrações têm nome de locais que conhecemos na américa. Preço: Custa entre 14 e 32€ por adulto, dependendo do dia. Centro Andaluz de Arte Contemporáneo: fica no edifício do Monasteiro de la Cartuja de Santa Maria de las Cuevas. Aqui encontrou-se a imagem de uma virgem de 1248 e nasce o mosteiro. Cristovão Colombo esteve aqui “sepultado” durante 30 anos, depois do corpo ser trazido de Cuba, porque era assíduo frequentador do mosteiro. D. Filipe II também usou as instalações para retiro espiritual. Napoleão quando chega invade o mosteiro e utiliza-o como quartel. Os monges fogem para Portugal. De 1841 a 1982 foi uma fábrica de porcelana chinesa. Fecha às segundas. Não fomos por falta de tempo. Preço: Custa 1,8€ para ver o monumento e 3€ a visita total. Sábados das 11-21h e terças a sextas é grátis das 19 às 21h. Torre Sevilha: a torre de 180,5m destronou Giralda e é a torre mais alta de Sevilha, mas também da Andalucia. Vê-se bem junto às margens do rio ou de qualquer ponto mais alto, como Giralda ou Metropol. É um shopping e um hotel. Enclave Monumental San Isidoro del Campo: fica mais afastado da cidade. O mosteiro foi construído onde se pensa que foi sepultado o santo. Entrada grátis. Fecha à segunda-feira. Onde dormir: Hotel EME Catedral Hotel: se querem uma estadia central e especial é aqui. Tem piscina, rooftop, vista para a catedral e é vistoso por dentro. Preços variam entre 240 e 664€ nas datas em que procurámos. Vista de Giralda sobre o Hotel Eme Hotel Alfonso XIII: o hotel é provavelmente o mais bonito da cidade, é luxuoso e foi construído para a Exposição Ibero-americana. Agora pertence à cadeira Marriott. Foi neste hotel que se hospedaram embaixadores e os atores para as filmagens dos diversos filmes. Preços variam entre os 360 e os 1017€ nas mesmas datas que acima. Eurostars Torre Sevilla: ocupa os últimos 19 andares da torre, por isso tem uma vista previlegiada sobre a cidade. Preços variam entre os 268 e os 2298€ nas mesmas datas. Nós escolhemos um airbnb. Uma casa típica andaluza, com portões antigos de madeira. Um pátio interior. O pequeno-almoço apesar de ser industrializado é servido em loiça inglesa e talheres de prata. Marieta, descobrimos mais tarde, é uma estilista conhecida de trajes sevilhanos e já nos prometeu que nos prepara a rigor se quisermos voltar na altura da Feria de Abril. O problema destas casas é que não há suites e ouve-se quando alguém conversa perto dos quartos. Onde comer: Gelados: Bolas, há várias. Nós comprámos no mais perto da catedral. Aconselhamos la Medina (laranja, gengibre e canela) e o kitkat, que tem pedaços. Uma taça com dois sabores são 3,80€. Viemos comer o gelado na Plaza del Salvador, na escadaria da igreja, a apreciar o ambiente de rua. No centro histórico encontram várias opções: Mercado Lonja del Barranco: procurem por tapas e sangria. Senza: pareceu-nos o sítio da moda. O espaço é giríssimo, estava quase todo reservado, os funcionários são eficientes e dão-vos um shot no fim. Gastámos, com sobremesa partilhada, 40€. A sala interior é mais interessante. Taberna Manolo Cateca. Passámos à porta e pareceu-nos muito apelativo. António Romero Bodeguitas. Peçam nos montaditos piripi, peçam bochecha de porco, a mini hambúrguesa. Gastámos 20€. Atravessando a ponte de Triana, para irem atrás do flamenco encontram vários espaços como: Las Golondrinas. Aqui bebemos uma cerveja enquanto fazíamos tempo antes da abertura da Casa Anselma, as tapas têm bom ar. Cerveceria La Grande. Fica na rua principal de Triana (Calle San Jacinto), seguindo a ponte. Não tem um ar fancy ou fotografável, mas só tinha espanhóis na esplanada. A montra de marisco também nos pareceu bem. Devem comer tapas, nós não somos um bom exemplo porque nem sempre vamos para a comida típica. Cuidado com a rua junto à universidade. Come-se relativamente barato, mas vão ter sempre gente a tentar pedir-vos gorjeta em troca de performances. Não são obrigados a dar, mas a pressão é enorme e incomoda o almoço. Onde ver flamenco Várias sugestões surgem na internet, ir ao Museo del Baile Flamenco com os seus espetáculos pagos a 25€. Também surgem opções mais naturais, como La Carboneria, Academia de Baile Tronío e a Casa Anselma, em que só pagam o consumo. Sair à noite Junto à margem do rio encontram vários bares onde não faltam despedidas de solteiro e gente a desfrutar da noite amena sevilhana. O que estava mais cheio era o Pinzon. Atenção que a sexta feira é uma noite animada. Os espanhóis gostam de beber cerveja, tinto de verano ou sangria a porta dos bares, cervejarias mesmo em pé. Às vezes picam umas tapas, mas nem sempre. As espanholas levam o sair à noite como uma oportunidade para saírem produzidas. Saírem vestidos como backpackers vai-vos fazer destoar. https://365diasnomundo.com/2019/07/24/sevilha-espanha/
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    @TRIMDADE oii.. Eu topo, mas pretendo fazer algumas dessas cidades e vou ficar apenas 10 dias. Me chama no wpp qqr coisa, 21 98223-8535
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    booooy tu é muito massa nas narrativas pow. sou teu fã macho!!!
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    De 8 a 12 vou p São Miguel do Gostoso. Se quiser tenho vaga.
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    Gostei da ideia de roteiro. Pretende fazer isso em quanto tempo? E saindo de qual cidade da Australia? se quiser chama no insta: gmurussi
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    @Luana Alves de Alencar realmente é pouca grana pra uma viagem dessa, ainda mais querendo passar 30 dias. Faça um roteiro sobre quais serão seus destinos, o que fazer em cada lugar e de que forma voltará pra casa. Viajar com dinheiro contato é ruim pois muita coisa legal voce nao conseguirá fazer, sem falar dos imprevistos que podem surgir e acabar comprometendo seu orçamento. Tente ao menos levar um cartao de credito para alguma eventualidade. Na internet voce acha muita coisa sobre valores dos passeios, valores dos transportes, valores das hospedagens, com isso voce ja terá uma estimativa de quanto gastará e até quando conseguirá seguir em frente com a grana que tem. Planeje bem pra nao correr o risco de ficar no meio do caminha sem completar a viagem, sem dinheiro e sem como voltar pra casa. Boa sorte
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    @gabinendes já tem companhia para essa viagem? Estou pensando em passar o Réveillon em Punta Del Este.
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    Amigos, fiz uma viagem em 2017 pelo Equador, tendo ficado ao todo 14 dias no país. Me encantei com o que vi, realmente me surpreendeu, principalmente porque poucos brasileiros acabam indo até lá, então acabou sendo um destino meio inusitado. Em 2014 minha cidade (Cuiabá-MT) recebeu alguns jogos da Copa do Mundo e vieram muitos gringos para cá, acabei pegando o contato de algumas pessoas, dentre eles com meu brother Andres, um Equatoriano que estava por aqui. Me chamou para ir um dia conhecer o Equador e assim o fiz. Em abril de 2017 acabei tirando ferias compulsórias e, como nao tinha planejado nenhuma viagem, mandei um zap perguntando se aquele convite feito em 2014 ainda estaria de pé rsrsrs Foi minha primeira viagem internacional, não sabia falar nem ingles e nem espanhol, fui com a cara e a coragem para um país totalmente estranho para nós brasileiros. O fato de ter esse contato lá acabou me ajudando muito, se eu tivesse ido sozinho, sem falar outro idioma, acredito que teria me complicado um pouco, pois como lá eles nao constumam receber muitos brasileiros, o portugues acaba sendo uma lingua estranha para eles. Nos primeiros dias encontrei bastante dificuldade pra me comunicar, eu falava calmamente e parecia que estava falando em japones, os equatorianos nao entendiam quase nada e vice-versa. Minha sorte foi ter esse brother por lá, que acabou me ensinando algumas coisas do espanhol e com isso pode me virar tranquilamente. Acabou que ele e o irmão dele me guiaram por Quito e pelas cidades nos arredores. Vamos lá ao que fiz: 1 - QUITO: Me encantei com a cidade, tanto que acabei ficando por ali mais tempo que desejava, fiquei ao todo 8 dias na cidade. Foi minha primeira interaçao com o exterior, entao tudo estava deslumbrante. A cidade é grande, tem 1,6 milhoes de habitantes. Se parece com qualquer cidade grande brasileira, com muitos carros (a grande maioria velhos), ruas, engarrafamentos, sujeira, etc... Via de regra é uma cidade bonita, pois como está em região de serra, vc acaba tendo muitasa vistas belissimas. Quito está na regiao da cordilheira dos antes, localizada a quase 3000m de altitude, então, se prepare para possivelmente ser alcançado pelo Mal de Altitude, a tao famosa "Soroche''. É possivel que sinta vertigem, ansia de vomito, dor de cabeca, indisposicao... Sintomas comuns quando se ultrapassa os 2500m. Se te atacar, fique tranquilo pois em até umas 12h seu organismo estará acostumado e as coisas se normalizarao, vc nao conviverá com ela durante toda a viagem. Para amenizar os sintomas, tomar um chá de coca pode ajudar. Outro detalhe importante: Faz frio, ás vezes muito frio! Peguei temperatura de 2graus por lá. Durante o dia é comum o sol apareccer, entao é bom estar preparado para as duas situaçoes. Se voce costuma ser uma pessoa friorenta, leve bons agasalhos para nao sofrer. Os onibus lá, assim como os carros, sao em sua maioria velhos. Os taxis, idem. Qdo estive por lá ainda não havia UBER e a internet era um fator dificultador, pois todo crédito que eu colocava em poucos minutos a operadora me roubava tudo, era impressionante como podiam ser piores que a VIVO. Os valores das passagens de onibus sao mto baixos (depende das linhas, mas na media 20cents) e os taxis tb sao baratos. Para se hospedar é recomendavel ficar na regiao de MIRAFLORES, fica na parte central da cidade, com acesso a tudo e repleta de hosteis, bares, lanchonetes, com muitos gringos zanzando por lá. A regiao bohemia é a PLAZA FOCH, uma praça muito tradicional e bonita, frequentada por toda a gringaiada, cheia de bares e casas noturnas. A vida noturna em Quito comeca cedo (20h ta tudo aberto) e encerra cedo tb (2h da matina o povo comeca a te chutar de lá). Outra região famosa pela vida noturna é a CALLE LA RONDA, uma rua muito bonita, histórica, muito bem preservada e cheia de bares e restaurantes (principalmente restaurantes). Pegue um onibus daqueles de turismo, que sai da Plaza Grande (muito conhecida e charmosa, ótima para tomar um café no final do dia). Um daqueles onibus de 2 andares, ele percorre os principais pontos turisticos da cidade e voce pode descer em qualquer um deles, ficar o tempo que quiser e depois pegar o proximo onibus usando o mesmo ticket. Um passeio imperdivel é ir ao teleferico Quito. O teleferico leva voce para mais de 1000m acima da cidade, ficando a 4050m de altitude. Muito alto, a vista é muito linda da cidade e do vulcao Cotopaxi. Vale a pena. Faz muito frio, leve agasalho. Separe pelo menos um dia para caminhar pelo centro historico de Quito. Ele é muito conhecido e nao é a toa. É o centro historico mais bem preservado de toda a América Latina, reconhecido como patimonio da unesco. Lindissimo! Mas, como em todo passeio, sempre há aquele lugar mais desejado de se conhecer, a cereja do bolo... Em de Quito (acho que em todo Equador), a cereja do bolo é: conhecer onde passa a Linha do Equador... Aquela mesma linha imaginária que tanto estudamos nos livros de geografia, aquela que divide o mundo em dois hemisferios: o norte e o sul. Foi construido um monumento chamado Monumento Mitad Del Mundo, muito bonito mesmo. Lá existe uma linha desenhada no chao, mostrando exatamente onde passa a Linha do Equador, além de ter um museu bem legal e um mirante que voce pode acessar e ter uma vista previlegiadissima do parque, além das lojas lindas de souvenirs. Fiquei 8 dias na cidade, mas acho que 4 ou 5 dias no maximo estaria bom por ali. Minha hospedagem foi na casa do meu amigo. Em quito, recomendo ir a: Plaza foch / Calle La Ronda / Virgem del Panicilio / Calle de las 7 cruces (rua com 7 igrejas, incluindo a mais famosa do pais, a Companhia de Jesus) / Iglesia Compañia de Jesus (Cheia de ouro por dentro, linda, a mais famosa do pais) / Basilica del Voto Nacional / Teleferico de Quito / Plaza Grande / Palacio do Presidente (se pode visitar, aberta todos os dias, porém dependendo do fluxo é necessario agendar) / Monumento Mitad del Mundo 2 - OTAVALO: Na minha estadia em Quito, reservei 2 dias para conhecer a cidade, que fica a umas 2h ao norte. Fiz a viagem de onibus, partindo da estacao ce onibus de Quito. Otavalo e muito conhecida pela sua feira, mas na verdade a cidade é pequena, então se pensar apenas em termos de cidade, nao reserva muitas emocoes em termos de turismo. No meu caso, como estava com o imão do meu amigo equatoriano, ele me levou até uma comunidade andina que existe proximo a cidade e passamos um dia e uma noite por lá. Foi uma experiencia incrivel ver como vive uma comunidade andina (é como se fosse uma comunidade indigena nossa, porem de indios dos andes, que só n andam pelados pq faz mto frio rsrsrs), comemos por lá a comida feita por eles, dormimos nas casas deles, passamos o dia conversando de tudo, conhecendo como estudam, como trabalham, como as criancas se divertem, de tudo... foi muito show! Aproveitamos que estavamos por la e fomos conhecer a laguna de um vulcao que esta desativado. A laguna se chama Laguna Cuicocha, formada na boca do vulcao cotacachi. É uma paisagem belissima, de um lago formado ao longo de milhares de anos com águas cristalinas. Fizemos um passeio de barco por lá, foi muito jóia. 3 - COTOPAXI: Terceiro ma ior vulcao ativo do mundo, tem 5800m de altitude, um passeio realmente incrivel. Esta localizado a 60km ao sul de Quito, é possivel chegar lá tomando um onibus a partir da estacao rodoviaria de Quito. Para subir o vulcao é necessario um guia, que vc pode contratar antecipadamente ou simplesmente chegar até a base do vulcao e procurar uma das casinhas que tem ali com guias (fiz assim). Voce aguarda formar um grupo suficiente para lotar uma caminhonete e entao voces partem rumo a subida. A subida e descida demora algumas horas. Boa parte do trajeto e feita de carro e voce acaba subindo somente a parte final do vulcao, o que ja é muito cansativo devido ao oxigenio escasso, aos fortissimos ventos, ao terreno que é arenoso e cheio de pedras, e propria inclinacao da montanha. A experiencia é muito legal, me senti como um alpinista pois as rajadas de vento que batem sao muito fortes e barulhentas, voce sobre com fumaça saindo da sua boca o tempo todo e quando está subindo tem uma vista espetacular do horizonte, vendo incllusive por cima das nuvens. No ponto mais alto da subida há gelo (nunca tinha visto tambem). Vale muito a pena! Se nao me engano, o custo com o guia foi de 20 dolares. Separe praticamente um dia para o passeio. 4 - BAÑOS: Cidade que fica ao sul de Quito, a algumas horas de viagem. Fica na cordilheira dos andes também, situada mais precisamente na base do vulcao A cidade fica no pé do vulcao Chimborazo, o mais alto do pais (mais de 6200m). Este vulcao frequentemente está soltando fumaça. As aguas termais que saem da base desse vulcao inundam varios pontos turisticos da cidade, por isso tem esse nome de Baños, por haver inumeras piscinas naturais por lá. É um ponto turistico perfeito e encantador. Durante o dia, é repleto de atividades pra turista nenhum botar defeito. A cidade é muito conhecida pelo turismo radical, la voce pode alugar bugues, bikes, fazer tirolesa, rapel, para-quedismo... muiras opcoes mesmo, é ate dificil de escolher. No meu caso, como estavamos em 2, alugamos um bugue. Nos custou 55 dolares (caro), se nao me engano por 3h de aluguel. Fiz tirolesa sobre uma cachoeira que tem por ali, passando por cima de um grande canyon, o que me custou se nao me engano 5 dolares. Uma visita que vale muito a pena e a uma cachoeira que chama El Pailon Del Diablo. Ela fica afastada da cidade, a alguns minutos. Voce pode alugar um bugue, ou uma bike para chegar ate la. O trajeto é feito pela rodovia, dividindo espaco com onibus, caminhoes, carros... muito legal, vale a pena! A cachoeira é grande, tem uma estutura turistica bem impressionante, voltada para o rustico, mas muito bem preparada. Bem legal o passeio! Tem muitas pousadas, muitas casas noturnas, bares. A noite é movimentada, assim como o dia. Os gringos saem a caça... cachaca, mulherada e homaiada a role... Aqui me hospedei em um hostel. Muito legal, foi minha primeira experiencia em hostel, achei super bacana. O hostel era bem jovem, tinha mesa de sinuca, musica, bar, filme rolando a todo tempo... gente de todo mundo conversando. Fiquei um pouco timido porque nao falava nenhuma lingua ali, entao estava deslocado kkkk Mas foi muito legal. 5 - RIOBAMBA: Comecei a mudar meu trajeto, com o intuito de chegar a Guayaquil, de onde partiria meu voo de volta. Decidi parar nesta cidade. Pequena, bem aconchegante, fria. Tem um passeio de trem que voce pode fazer que sai dali e vai para outras cidades, mas nao sai todos os dias. Nessa cidade bebi muita cerveja e wiskye. Até aqui meu amigo Andres ainda me acompanhava e tentava me convencer a seguir para montañita, porém a essa altura eu ja estava com meus dias contatos para partir, nao tinha mais tempo para ir a outra cidade. Nos hospedamos em um hostel barato, pois meu objetivo ali ja era apenas passar por mais uma cidade antes de chegar a guayaquil. 6 - GUAYAQUIL: A cidade mais populosa do Equador, possui mais de 2,2milhoes de habitantes. Particularmente, nao vi graca nenhuma na cidade. É uma metropole que nao tem muitos predios, é muito quente e humida, ótima para voce contrarir doencas. Eu peguei tercol na cidade, coisa que jamais tinha pego antes. Me hospedei em um hostel barato, pois ja havida bebido boa parte de meus dolares e o hostel estava lotado de venezuelanos fugidos de se pais. O nivel era fulera, mas nao muito tambem. Nao tinh ar-coondicionado, entao era quente o hostel, muito quente. Parecia mais um albergue no sentido estrito. Nao gostei, recomendo que procure algo meio termo e que opte por local com ar-condicionado. Os unicos 3 pontos turisticos que sao unanimidade sao: A - Malecon 2000, uma orla que foi toda construida as margens do rio Guayas, é praticamente um shopping a ceu aberto, muito bonita; B - Plaza das Iguanas, uma praca com dezenas de iguanas que vivem ali, voce pode tirar fotos com ela, alimenta-las, beija-jas, abraca-las, frita-las... fazer de tudo ali que elas ne ligam. C - Escadaria de Las Peñas, uma escadaria bem bonita, que voce sobe e ao final tem um mirante de onde se pode ver a cidade. Na praca das iguanas peguei um desses onibus de turismo de 2 andares, nao gostei, a cidade é muito quente o calor era escaldante la em cima e embaixo voce nao ve nada demais. Fiquei 2 dias em Guayaquil, o que achei mais que suficiente, depois parti de volta. Sobre a cidade, minha recomendacao é que voce a conheca, pois é a maior do pais e voce frequentemente ira ouvir falar dela quando se fala de Equador, principalmente quando tem jogo de futebol, varios dos grandes times equatorianos sao sediados ali. Porem, nao gere muita expectativa, pois é uma cidade grande convencional. RAPIDINHAS: * MOEDA DO PAIS: Dólar Americano. Isso mesmo, a mesma moeda que vc usa nos EUA é a oficial aqui. A propósito, lá realmente circulam muiiiiiiiiiitas moedas. Para nós aqui no Brasil, moedas quase nao tem mais valor, porém lá voce irá ficar cheio de moeda. Tudo que voce compra, te dao um monte de moeda de troco. * IDIOMA: Espanhol (não compreendem o portugues com tanta facilidade como em outros paises como Peru, Bolivia, Argetina... onde sao acostumados a receber brasileiros). Muitos falam ingles tb. * GEOGRAFIA: O país é um destino realmente muito bacana, pois como é pequeno, voce pode visitar a Amazonia (parte da Amazonia fica no norte do país), a "Sierra" (a Cordilheira dos Andes, ela corta o país ao meio e é onde está localizada Quito e muitas otras cidades... As altitudes ali passam dos 4000m... a cordilheira dos andes é conhecida por "La Sierra", repleta de vulcões), a praia (lado oeste do pais). * CLIMA: Irá variar muito de acordo com o local onde voce esteja do país. Se estiver na regiao central, na cordilheira dos andes, o clima será de montanha, com o frio predominando quase sempre, é bom ir bem agasalhado (leve umas roupas leves tb, pq de dia costuma fazer um solzinho com calor moderado). Se estiver na região Amazonica o clima será tropical, com chuvas e calor moderado. Se estiver na regiao mais próxima ao litoral, o clima será quente e húmido e, acredite, faz caloooorrrr (palavra de cuiabano já conhecedor disso). * COMIDA: Comem muita batata (papa em espanhol), abacate (aguacate), milho (maíz) e carne de frango (pollo) ou porco (cerdo). Encontrar carne de vaca por ali é meio raro. * BRASILEIROS LÁ: Nao é um destino muito comum para nós, primeiro por estar longe e nao haver voos diretos, segundo porque acaba saindo um pouco caro se voce considerar o fator moeda, já que o dolar sempre acaba nos matando. Em toda minha viagem, topei apenas com um brasieiro que estava fazendo intercambio por lá. O pais é muito visitado por americanos e europeus, é impressionante como eu vi varias nacionalidades distintas nos livros de acesso aos diversos pontos turisticos pelos quais passei. Brasileiro nao vi nenhum assinando nos livros. * TRANSLADO ENTRE AS CIDADES: No meu caso, apenas utilizei onibus para ir de Quito a Otavalo, para ir de Quito ao Cotopaxi e tambem de Riobamba a Guayaquil. O acesso a eles e muito facil, sempre pelos terminais rodoviarios, e tambem é barato perto dos nossos precos aqui no Brasil. Os demais translados fiz de carro, com meu amigo equatoriano, * GASOLINA: A gasosa vendida la é quase pura, diferente da nossa misturadona e custa em torno de 1 dolar o galao (com 4 litros), ou seja... +- 0,25 cents por litro... +- R$ 0,75 o litroooo... assim mata o papai... * RECOMENDACOES DE CIDADES/REGIOES A VISITAR: Otávalo, Quito, Baños, Riobamba, Cuenca (n fui), Guayquil, Montañita (n fui) e, claro, se voce tiver tempo e dinheiro, o famosissimo Arquipelago de Galápagos (n fui). * RECOMENDACOES GERAIS: Leve protetor solar, o sol realmente queima / Leve agasalhos e roupas leves, pois o clima la pode variar muito durante o dia / Se vc tiver estomago fraco, busque nao comer muito as comidas de rua, pois costumam ser pesadas, fortes, gordurosas / Água: tenha sempre em maos, sempre disponivel, pois na altitude voce se desidrata muito / Quando puder e se vc gostar, compre uma dessas bolsinhas porta-moeada, pois vc ira precisar guardá-las rsrs, sao muitas realmente, isso pode te ajudar a nao perde-las (lembre que é dolar, vale ouro pra nós brasileiros). *VALE A PENA? Qdo voltei de viagem, muitas pessoas começaram a me perguntar sobre o país, sobre o pq de eu ter ido para lá e se havia algo para se ver no Equador... essas coisas tipicas do pessoal que quando pensa em exterior só pensa em USA, Europa, Argentina, Chile e Peru. Só posso dizer uma coisa para voces: VALE MUITO A PENA! O país é perfeito pra turismo, muito 10 mesmo, muitas opcoes de coisas para se ver em um pequeno pedaço de chão, fora que qdo vc fala q e brasileiro o pessoal lá adora, acham muito diferente ver um brasileiro por lá... me senti um ET kkk.... Ta com duvidas se vale a pena por o Equador no seu roteiro? VALE! E olha que estou escrevendo esse relato em out/2019, há exatos 2 anos e meio depois da viagem e já tendo conhecido outros 4 países depois. Espero ter contribuido com o grupo, pois aqui foi muito importante para me ajudar no preparo da viagem que fiz. Seguem mais algumas fotos: Veste tipica dos andes Vista do Teleferico de QUITO Plaza Foch - Muito bom pra beber e conhecer gente Alto do Vulcao Cotopaxi - Muito vento, muito frio Bug que alugamos na cidade de Baños, é caro, mas vale a pena. Pode-se alugar bikes tb, que sao uma otima opcao. Vista da corredeira da cachoeira Pailon del Diablo, em Baños tb Stifler (ou stifodão) do American Pie - Obviamente mentira, era um australiano gente-fina que comandava o bar do primeiro hostel no qual me hospedei na vida, em Baños Monuento Mitad del mundo, em Quito (imperdível, se nao for lá nao foi ao Equador)
  37. 1 ponto
    Olá! Estou indo para o México em janeiro também. Quero conhecer alguns lugares da sua lista. Vou dia 13 e volto dia 23.
  38. 1 ponto
    @Gabimendes Vou chegar em Montevideo e seguir para Punta del Diablo -> Cabo Polonio -> Punta del Este (Reveillon) - > e terminar em montevideo, onde pretendo fazer um bate e volta a colonia del Sacramento. Minha maior preocupação no momento é se devo ou não comprar as passagens de ônibus com antecedência (por conta da alta temporada) ou se dá pra comprar tudo na hora.
  39. 1 ponto
    Opa, Moro na Bay Area na regiao de San Francisco.... Se precisar de alguma dica... So perguntar...
  40. 1 ponto
    Bora!!! So vamo!!! Eu vou sair por esse brasilzao nos proximos meses... com uma mochila nas costas, barraca na mão e pouco dinheiro.. vou trabalhando em hostel, fazer dinheiro com musica!!! Vou so IR. estou nessa vida para o que de ir vier Meu zap : 85 9986477561
  41. 1 ponto
    20/02 Para os três dias seguintes, optei por contratar um pacote de viagens com a empresa “Info de Ushuaia”. Paguei cerca de R$ 1000,00, individual, pelos três dias full de passeios. Nesse primeiro dia, logo pela manhã fomos até ao Parque do Fim do Mundo, com passeio pelo Trem do Fim do Mundo. Não desembolsamos mais nada, se não me falhe a memória. Renderam algumas fotos.. o passeio é monótono também. Cansa, mas a vista compensa. Depois, rodamos no ônibus em outros pontos turísticos. Fui sozinho, pois a chuva deu uma apertada. Prejudicou até o uso da câmera.. molhava a lente e era horrível pra limpar depois. Ai tirei umas pelo celular. Fomos até a Bahia Lapataia, ao lago Acigami e, por ultimo, na “agencia” dos correios do fim do mundo – aqui, vários brasileiros de moto chegando no local. Finalizamos pela manhã o passeio e fizemos uma rápida refeição no local chamado “MARCOPOLLO FREE LIFE”. Local barato, de comida leve. Depois, começaríamos talvez o passeio que mais me chamaria a atenção, porém o tempo não deu a devida colaboração. Por volta das 15h, entramos num catamarã rumo as Islas Lobo, Pajaro e Tierra del Fuego, além do farol do fim do mundo. Durou umas 04 horas de passeio e, mesmo com chuva, foi sensacional. Um frio de rasgar, ventando muito, mas o contato com a natureza daquele lugar foi top. Leões marinhos, aves nativas da região, pinguins e até uma baleia que deu o ar da graça bem próximo à orla, navegando lentamente há menos de 100 metros da embarcação. Mesmo com o mau tempo, iria de novo sem problema. Apreciamos tudo que pudemos. Ao desembarcarmos, fomos até a lanchonete MARCOPOLLO novamente. Preço bom, comida boa.. melhor alternativa hehe. Fizemos a janta por lá mesmo, e depois fomos para o hotel por volta das 21h30min. Pinguins de Madagascar? Intruso Kattegat ao fundo.
  42. 1 ponto
    Oii Eu gastei mais ou menos R$ 7.000,00 com tudo, passagem, hospedagens, passeios, ônibus, alimentação, etc. A minha passagem não foi das mais baratas, já que sai de Floripa. Acho que saiu uns R$ 2.300,00 Dá pra economizar mais se você não beber, cozinhar no hostel. Confesso que cozinhar só pra mim já rola uma preguiça, ainda mais depois de chegar morta das trilhas 😂
  43. 1 ponto
    @Carol Hedro, nunca me hospedei mas tive bastante recomendações do ClinkNOORD... Pretendo ficar nele ano que vem
  44. 1 ponto
    YOGA, MEDITAÇÃO E AMOR EM RISHIKESH – ÍNDIA Eu acordo pela última vez no Mahatma Yoga Ashram.Ao longe, escuto os mantras da primeira aula do dia. Eles me acompanharam durante a semana e me ajudaram a sair dos padrões de pensamento demasiadamente analíticos que não contribuem para a minha melhora. É que muitas vezes a gente passa anos estudando algo que deveria te ajudar a despertar, mas o nosso materialismo e o ego nos aprisionam em processos cuidadosamente programados para nos manter onde estamos. Quando eu decidir vir à Índia, eu ainda não havia sido capaz de enxergar o propósito desse retiro de yoga e meditação. É verdade que o desejava sim, mas eu não sabia que ele conseguiria fazer com que eu saísse do intelecto e fizesse contato tão profundo com minha espiritualidade, medos, culpas, capacidade de agradecer. Rishkesh é o destino na Índia para muitxs que buscam o que o país tem de melhor – sua tradição espiritual. Aqui não se come carne, não vemos bebidas alcoólicas nos cardápios dos restaurantes e yoga, meditação e adoração aos deuses hindus e ao rio Ganges parecem ser a prioridade absoluta. Naturalmente, em termos energéticos, a cidade contribui imensamente para práticas de purificação e reflexão espiritual. Os ashrams são muitos e minha escolha pelo Mahatma Yoga foi influenciada pelos comentários achados na internet e por sua localização. Na beira do Ganges, cercado pelas montanhas cobertas de vegetação densa, não é possível ficar alheio à generosidade da natureza nesse mundo. Nosso programa começava às 7, com a aula de mantras. Nela, estudamos o significado dos mantras que entoamos e tentamos tocar alguns instrumentos para acompanhar. A intenção é se perder na música, relaxar a mente. Em seguida, dia sim, dia não, havia a purificação, que é a limpeza dos sinos usando um recipiente plástico com um orifício para derramar água por uma narina até ela sair pela outra. Parece incômodo, mas é eficiente e ninguém pareceu não gostar do processo. Em seguida, tínhamos o café da manhã, que era sempre delicioso. Aliás, a comida aqui no ahsram é divina! Depois do café, a primeira aula de yoga do dia. Mais tarde o almoço, mais yoga, em seguida, meditação, jantar e boa noite. Eu pensava que a rotina do ashram me tomaria todo o tempo, mas não foi bem assim. O ritmo é leve e sempre temos tempo para conversar, ler, descansar ou mesmo passear entre as atividades. Eles oferecem também uma massagem como parte do programa e você pode escolher entre participar de um rafting no Ganges ou um trekking para ver o amanhecer de um templo no alto dos Himalayas. Porque está muito frio, ninguém quis o rafting e devo dizer que a experiência do trekking foi perfeita para fechar esses dias de cuidado íntimo. Saímos de carro ainda de madrugada e fomos subindo a montanha. Aconteceu um deslizamento na estrada que nos forçou a largar o carro e subir um bom trecho a pé. Lá em cima, o céu coloria a criação divina com esmero, enquanto o sol subia calmo revelando as montanhas dos Himalayas. Incrível. Descemos a montanha a pé e os corajosos se aventuraram nas águas geladas da cachoeira. Outro momento muito especial foi uma visita que fizemos a uma vila na montanha, onde estava acontecendo um ritual de adoração a uma deusa hindu que só se repete uma vez a cada doze anos. Os devotos observavam um grupo de pessoas que, para mim que sou espírita, estavam em processo de transe mediúnico embaladas pelos espíritos e pelo som frenético do tambor. Uma vez por semana, a aula de yoga acontece na praia do rio Ganges. Ao final, o calor do sol da manhã, a água clara do rio e o som do vento me trouxeram uma onda tão forte de amor e alegria. Obrigado, meu Deus, por tanto amor nesse mundo! Quanto ao yoga, eu tinha esperança que 3 horas de prática diárias ajudassem a me tornar mais flexível. Porém, nosso corpo tem o seu ritmo próprio, principalmente no frio que fez aqui e eu precisei de me lembrar várias vezes de que yoga é amor, carinho, auto aceitação. Em especial, uma conversa que tive com uma de minhas professoras no Brasil se repetia em minha mente: “Matheus, você não é esse corpo”. Eu aprendi sim, aprendi muito nesses dias sobre asanas e detalhes das posturas que eu não havia prestado atenção antes. Mas o amor e cuidado comigo que eu sinto na prática com minhas professoras no Brasil, Letícia e Flávia, foram os sentimentos que eu procurei trazer toda vez que eu coloquei meus pés no tapete deste lado do mundo. Eu quero me lembrar sempre de que yoga é amor, não violência, é cuidado consigo mesmo. Dicas Oficialmente, o ahram oferece o programa por uma ou duas semanas, mas, na prática, eles são mais flexíveis. Não deve haver problema em ficar alguns dias a mais ou a menos. Mande um email para confirmar essa possibilidade. Dezembro e janeiro são meses de noites e manhãs geladas. No ashram não tem aquecedor. Venha preparado. O ashram não é muito rigoroso em termos de garantir que você cumprirá a rotina. Você é livre para participar das atividades ou não. Inclusive, você pode usar celular e eles até têm wifi. Eu recomendo aproveitar esses dias para dar um tempo das redes sociais, email, seriados e etc. Isso será crucial para você conseguir se concentrar nos seus processos íntimos. Uma das experiências mais incríveis que já tive foi participar dos aarti na beira do rio Ganges. Os aartis são cerimônias de adoração. Em Rishikesh, há duas delas dedicadas ao Ganges que é considerado o néctar da vida e é, portanto, sagrado. Compre um barquinho feito de folhas que carrega uma vela e flores na entrada (20 rúpias) para oferecer ao rio e aproveite para fazer seus pedidos de paz e libertação espiritual. A cerimônia pode ser vista em dois lugares (Parmath Niketan Ashram e Triveni Ghat) e acontece assim que o sol se põe. Se puder, vá nas duas. A do Triveni Ghat é mais vazia, menos turística, maior e costuma incluir dança. A do Parmath me tocou mais profundamente, talvez por causa da quantidade maior de devotos. Um passeio que vale a pena na cidade é a visita ao Beatles Ahsram. Ele é um ashram em ruínas onde os Beatles ficaram. O lugar é cheio de obras de arte lindíssimas!
  45. 1 ponto
    @Edurasta esses produtos nao impermeabilizam as botas. Eles as deixam hidrorepelentes. É muito diferente. Os "impermeabilizantes" fazem com que as fibras do calçado nao absorvam a agua tornando-as temporariamente hidrofóbicas. Só que eles nao fecham as tramas dos tecidos e os milhões de furos que existem num cabedal de calçado. Entao, se você forçar um pouco a agua ela vai passar. E esse "forçar" é gerado pelo próprio atrito ou flexão gerados durante a caminhada. Agua é danada. Se acha um furinho, ela passa. Fraternal Abraço Fábio Monroe.'.
  46. 1 ponto
    Uma coisa é fato, quanto maior a mochila maior a quantidade de coisas (talvez desnecessárias) que voce irá levar. Tipo aquilo, vou levar isso vai que eu preciso. A mochila é grande sim, mas voce tem que levar em consideraçao a frequencia com que irá usa-la depois, pois uma mochila menor voce consegue usar melhor em viagens curtas, ja um mochilao nem tanto. E se seu uso nao for para viagens longas posteriormente talvez até encontre uma mochila menor e mais em conta. Por mais que seja uma viagem de quase um mês, voce tem que levar roupas para 1 semana e a medida que for usando vai lavando. Sobre levar o mochilao no bin, eu ja me deparei com uns aventureiros que tiveram sucesso. Porém acho arriscado e eu mesmo nunca arrisquei tentar a sorte e ter que deixar um rim no aeroporto pra despachar a mochila na hora. Se voce ja acha caro comprar uma franquia de bagagem antecipado, vai chorar se tiver que comprar na hora, principalmente se for cia low-cost.
  47. 1 ponto
    Após os 4 dias de Cruzeiro, desembarcamos e fomos retirar o carro que já havíamos alugado daqui do Brasil e seguimos para orlando. Em orlando ficamos no hotel Rodeway inn. Olha, se for apenas pra dormir ok... Se quiser mais conforto eu não recomendo. No primeiro dia em orlando fomos às compras no Premium Outlets Orlando. Vale a pena mesmo, comprado aos preços do Brasil. Depois seguimos para uma maratona de parques: 7 parques em 7 dias, além de visitas à alguns outlets! Um pouco cansativo, mas queríamos aproveitar ao máximo! E realmente o clima de orlando e dos parques é encantador... A gente volta mesmo a ser criança.É incrível!!! Após a maravilhosa semana em Orlando, retornamos à Miami, onde escolhemos um Hotel pé na areia para poder aproveitar Miami Beach e descansar da maratona em Orlando!!! Ficamos no Newport Beachside Hotel & Resort. Vale à pena! A praia em que o hotel fica é bem bonita e o hotel conta com suites bem espaçosas e confortáveis! Em relação às compras, eu preferi comprar em Orlando do que em Miami... achei os preços melhores e tem a facilidade de vários vendedores serem brasileiros!!! Bom, espero que meu relato tenha ajudado. Grata e até a próxima
  48. 1 ponto
    Em Relação ao Cruzeiro, passamos por duas ilhas das Bahamas, Coco Cay e Nassau(capital). Coco Cay é uma ilha que pertence à Royal caribbean, o legal de lá e que toda a alimentação já está inclusa no valor pago no cruzeiro, então o seu gasto é zero. Em Nassau, optamos por fazer um passeio com interação com golfinhos, no famoso hotel Atlantis Paradise Island, o que incluia a entrada ao parque aquático que fica dentro do hotel. O valor do passeio é bem salgado (U$ 250 por pessoa), mas vale a pena experiência. Bom, como eu disse achei a experiência muito bacana. Vale a pena com certeza!!!!
  49. 1 ponto
    william: manual-de-compra-mochila-cargueira-t31604.html te tira 90% das dúvidas gerais. mochilas-qual-comprar-t4248.html onde vc discute que modelo específico que escolheu pra comprar, se é a compra certa ou não. pronto, a ajuda tá dada. só não pode ter preguiça de ler.
  50. 1 ponto
    este é um guia sucinto para quem vai comprar a sua primeira mochila cargueira - aquela mochilona gigante que muita gente usa pra viajar e também em determinadas atividades ao ar livre. não se trata de uma demonstração das mochilas existentes no mercado, mas informações para você comprar a sua mochila cargueira, para saber escolhê-la, sem jogar dinheiro fora num produto muito barato que logo estragará nem em um produto extremamente caro com detalhes que você nunca usará. serve de guia para você que quer parecer um mochileiro descolado - pois todo mundo acha descolado parecer um viajante desencanado, mas poucos efetivamente o são..... SITUAÇÕES QUE NOS FAZEM PENSAR EM COMPRAR UMA BOA MOCHILA CARGUEIRA. primeiro vamos descrever 4 cenas: 1. final dos anos 70, num aeroporto do nordeste. o garoto de uns 8 anos de idade, já sabendo ler, vê um viajante com cara de estrangeiro, loiro, pele muito queimada, cabelos longos mal tratados pelo sol e pela areia do mar, chinelos de couro, e uma mochila imensa nas costas. começa a seguí-lo, curioso, pelo aeroporto. consegue ler o que está escrito atrás (sem saber que era a marca da mochila), a palavra "lowe". um dado momento o viajante percebe o olhar curioso do menino, vira-se, dá um sorriso, fala alguma coisa (provavelmente em inglês, mas o menino não entende nada), passa a mão em sua cabeça, e vai para o portão de embarque de algum voo. o menino não percebeu, mas se tornou mochileiro naquele dia. 2. anos 80, um grupo de adolescentes escoteiros, todos metidos a rambo, pegam um domingo para fazer trilhas em paranapiacaba, distrito de santo andré, cidade do ABC paulista. descem a serra, por dentro da mata atlântica. conhecem bem as trilhas dali e, naquele domingo, sem que seus chefes escoteiros soubessem, armaram o passeio. enganaram os pais, avisando que haveria adultos entre eles. dia nublado, nas costas do adolescente uma mochila tiger, de nylon. mochila simples, apenas o compartimento principal e um bolso, já tinha sido utilizada em um zilhão de atividades escoteiras e ainda era usada para levar o material escolar. o adolescente num dado momento, tem que fazer como os demais, e atravessar um rio com a mochila sobre a cabeça. no meio do rio as solas dos coturnos velhos siplesmente descolam, transformando as botas em polainas. nas pernas os joelhos da velha calça jeans rasgam. e meia hora depois, caminhando no resto da trilha que os levaria o pé da serra (o passeio consistia em descer toda a serra do mar, até cubatão), a mochila rasga nas duas alças. com um saco plástico e um pedaço de cordelete de sisal, o adolescente improvisa uma mochila simples, e coloca toda a sua tralha lá dentro, consistente, de uma garrafa de água, os restos da outra mochila, o lanche, uns dois isqueiros e uma faca - e os restos da bota. voltou calçando um par de tenis que um outro simplesmente esquecera dentro de sua mochila. e assim o adolescente descobriu que mochilas e calçados simplesmente não podem dar defeito em trilhas sob hipótese alguma. 3. anos 00. advogado e professor universitário embarca num projeto utópico de criação e implantação de um curso universitário a 400 kms de sua casa. começa a viajar semanalmente para a dita cidade, carregando sempre muita carga: roupas e muitos livros. em um ano detona porta-ternos, malas, bolsas e etc. cansado de gastar dinheiro com malas que não duravam nada, resolve comprar uma mochila cargueira. achando que sabe de tudo, que é muio esperto, compra uma mochila grande da náutilka. na terceira viagem a mochila começa a esgarçar o tecido. com aquela sensação ruim de ter gastado dinheiro em besteira, fuça na net, acha o mochileiros.com, lê um monte de posts de outros usuários e depois, no orkut, acha alguém que esteja vendendo uma boa mochila usada, uma mont blanc alpinist 60+15 que já tinha sido usada na trilha inca e no caminho de santiago de copostela. compra a mochila e, nos primeiros 5 minutos da viagem seguinte, os primeiros 5 minutos com a mochila carregada nas costas percebe o que é uma boa mochila, com boa transferência de carga. e mesmo com cerca de 10 anos de fabricação, a mochila vai firme e forte. com apenas um reparo. 4. final de anos 00. o personagem da historinha anterior vê um outro colega, que participa do mesmo projeto útópico a 400 kms de são paulo, que também levava ternos, roupas, livros e ainda mais alguns pesos de musculação pra se exercitar no hotel, chegar a um outro local de trabalho fulo da vida: ao descer do ônibus com a mala, a mesma teve sua alça arrebentada. e no caminho próximo ao outro local de trabalho, a mala simplesmente se desfez. depois de muitos xingamentos, o dono da mala pergunta ao personagem da historinha anterior, onde comprar uma mochila cargueira decente. pois se algo resiste a levar carga ao topo do everest, deve resistir a levar alguns pesos pra musculação em viagens. são quatro situações diferentes, evidentemente. a primeira retrata a figura normalmente fascinante do mochileiro aos olhos dos outros. as outras três mostram o porquê de algumas pessoas preferirem as mochilas - com alguma qualidade, claro. ao contrário do que muita gente pensa, não é uma mera questão de estilo, de aparência, de "atitude". mas de um modo de viajar. um modo que tem vantagens e desvantagens. por exemplo, pra se deslocar no piso liso de um aeroporto, nada melhor do que uma mala de rodinhas, cujo peso não está nas costas, mas no piso, diretamente. malas você pode levar quantas quiser e quantas puder pagar para que o carregador leve. já a mochila limita o tamanho da sua carga ao tamanho e resistência da mochila e, também, à sua capacidade de carga (que apenas em situações raras deve passar de 10% do seu corpo). então, se você vai fazer um tour por paris, e quer levar aquela coleção de sapatos lindos, por favor, não tente bancar o mochileiro. vá com uma mala, que é melhor. agora, pra entender o porquê de algumas pessoas usarem mochilas, vamos entender sua história. BREVE HISTÓRIA DAS MOCHILAS os indígenas americanos (norte, centro e sul-americanos) tinham diversos sistemas de carregar as coisas. as américas conheceram a roda apenas com a chegada dos europeus. então, o que não se carregava nas costas de um animal como a lhama (os cavalos também só chegaram com os europeus), se carregava nas costas de alguma pessoa. carregar as coisas na mão, apenas para objetos leves, o resto os índios penduravam no corpo, em bolsas menores como bornais feitos de couro, de palha, ou mesmo cabaças penduradas, e objetos maiores nas costas ou sobre os ombros, presos por tiras. em alguns casos, cestos grandes e compridos, ou armações de madeira onde poderia se amarrar os objetos, eram presos às costas por alças presas aos ombros, à cintura, ou mesmo à testa. claro, o modo mais leve de carregar uma coisa é usar alguém que faça isso por você. durante séculos os indigenas das américas tiveram escravos. incas submetiam outras populações, os astecas fizeram o mesmo, e hans staden descreve como os tupis escravizavam tapuias e vice-versa; posteriormente, houve a introdução dos escravos negros nas américas. então, durante séculos, carregar as coisas era problema dos subjugados. por isso, a figura mítica do aventureiro do século XIX ou do começo do século XX é de alguém que possui atrás de si uma fila de carregadores mal-trapilhos. a mochila começa a aparecer junto com o desaparecimento da chaga, da mancha da escravidão. talvez por isso ela nos transmita essa sensação de liberdade.... aquele que carregas próprias coisas não submete outro a fazê-lo por si. mas a mochia não surge como conceito representativo da liberdade em abstrato, mas como instrumento da vida prática. mais especificamente, como instrumento da vida prática dos soldados das américas. os teatros de guerra europeus nunca foram muito extensos. as distâncias são pequenas na europa, que está cortada pro caminhos e estradas "rodáveis" há milhares de anos. assim, os soldados carregavam muito pouca coisa, normalmente cabendo em bornais. mas nas guerras das américas as distâncias percorridas pelos soldados sempre foram muito longas. assim, as linhas de suprimentos eram mais falhas, e o grau de autonomia dos soldados tinha que ser maior. na guerra do paraguai e na guerra da secessão, nos e.u.a., nós já vemos soldados carregando coisas às costas, em bolsas com duas alças, uma pra cada ombro. posteriormente, na I guerra mundial, os soldados já estavam usando, em sua maioria, mochilas. (miniatura de soldado confederado - guerra da secessão - e.u.a., usando mochila) no imediato pós-guerra (1919 em diante) nós vemos os ex-soldados mantendo essa peça do equipamento militar, e usando-as em viagens, por exemplo. é um período de crescimento do montanhismo, na europa (podemos remeter a história das escaladas ao século XVIII, mas o fato é que ela só se torna mais popular no século XX), e muitos daqueles que iam às montanhas, na europa, usavam mochilas. primeiro as mochilas militares, depois o saco alpino... durante a II guerra a mochila foi intensamente usada, e aí se criou o mito de que a mochila militar é a melhor mochila possível. pois durante mutio tempo isso foi verdade. a produção em alta escala deste artigo para suprir exércitos permitiu alguns refinamentos na época. no pós-guerra, nos e.u.a., teremos um monte de equipamento militar sem uso, sendo vendido barato, em lojas que eram frequentadas por aqueles que de algum modo frequentavam as florestas e montanhas: lenhadores, por exemplo. intensifica-se as atividades ao ar livre, o campismo. por ouro lado, a geração beatnik coloca o pé na estrada e, se em "on the road" de jack kerouac a mochila não aparece, no seu livro seguinte, "vagabundos iluminados", ela é o equipamento principal dos principais personagens. nos anos 50, inclusive, surge a necessidade de mochilas maiores do que aquelas usadas por soldados, e as armações progressivamente surgem. dick kelty (que seria o fundador da kelty), em 1952, inspirado nas armações de madeira que alguns índios norte americanos usavam para carregar coisas nas costas, cria a primeira mochila de armação (externa - greg lowe, fundador da lowe alpine, fará a primeira mochila de armação interna apenas em 1967), que ainda está em produção, a trekker (com cerca de 65 litros). em 1972 foi lançada a lendária kelty tioga, provavelmente a melhor mochila de armação externa já feita, e também ainda em produção. ainda hoje é possível encontrar nas largas e tradicionais trilhas norte-americanas (pacific crest trail, por exemplo) velhas mochilas kelty ainda em uso, algumas com cerca de 3 décadas de utilização. mas o pessoal da escalada tinha outras necessidades. mochilas de armação externa, se por um lado possuem uma capacidade incrível de carga, com um conforto ainda não superado pelas mochilas de armação interna (hum, alguns que lerão isso me xingarão, mas isso é verdade, eu já caminhei com uma kelty dessas nas costas...), por outro lado, pelo fato de serem largas e possuírem mais "cantos vivos", engatam muito em galhos e, principalmente, são difíceis de se utilizar em caminhos estreitos entre rochas, alem de darem mais trabalho ao seresm suspendidas por cordas. em pouco tempo as mochilas de armação interna lowe alpine foram se popularizando. (primeira mochila de armação interna - lowe alpine - 1967) um outro detalhe ajudou. é muito mais fácil produzir uma mochila de armação interna do que uma mochila de armação externa. enquanto a armação externa constitui-se de tubos curvados e soldados (há modelos atuais com armações em plástico e outros polímeros), e diversos conectores entre o corpo da mochila e a armação, nas mochilas de armação interna bastam duas ripas de alumínio, curvadas ou não, devidamente encaixadas verticalmente no costado da mochila, em locais com passadores costurados. assim, não é de estranhar que tenham se popularizado tanto. e tenham se tornado o padrão único em um país como o brasil. nos anos 60, com a carência de material produzido aqui, muitos usuários começaram a produzir seu próprio equipamento, que ia de mochilas e barracas a casacos, calças e mesmo botas.... esta é a origem de boa parte das marcas nacionais, grande parte delas concentradas em dois estados que possuem muitas montanhas: rio de janeiro e paraná. (elevation 90-145 lts, da equinox, do rio de janeiro) (fritz roy 75+15, da conquista montanhismo, do paraná) nos anos 90, algumas dessas marcas passaram a terceirizar a produção, produzindo na china, outras continuaram a produzir no brasil, produtos que se caracterizam pela simplicidade e pela qualidade - simplicidade pode inclusive vir a ser uma característica desejável, se não necessária, em determinados usos. pronto, depois desse histórico, já vimos as três vertentes que movem o desenvolvimento das grandes mochilas: as viagens, as trilhas (o trekking), o montanhismo. e assim, temos três grupos de necessidades a serem satisfeitas por diferentes mochilas. vamos aprender a indentificar e escolher. QUALIDADE DOS MATERIAIS E DA MOCHILA uma primeira coisa a se verificar nas mochilas, é a qualidade do seu feitio. não adianta a mochila ser bonitinha, cheia de detalhezinhos, se suas costuras abrirem com o peso da sua carga, assim que você sair de casa... ou pior ainda (pois quando o problema é na porta de casa, nós voltamos à ela), quando a sua mochila abre o bico no meio de uma trilha. eu já vi isso acontecer, uma mochila partir as duas alças e a barrigueira. tivemos que içar essa mochila num trecho da trilha, e improvisar consertos com cordeletes. o dono carregou-a de volta com todo o peso nos ombros, quadruplicando o esforço que já não seria pequeno em condições normais. boas mochilas são feitas de material resistente. nada de nylon, mas principalmente poliéster de alta tenacidade, com alta resistência à abrasão, cordura, ou mesmo kevlar, no caso de uns pucos produtos importados. isto por que mochilas normalmente estão expostas a raspões, tombos, enganchamentos em galhos, pedras e etc. é comum que se utilize um tipo de tecido denominado rip-stop ("to rip" é rasgar), meio quadriculado, cuja função é diminuir o tamanho dos rasgos possíveis. mochilas utilizadas em escalada precisam ser de material muito mais resistente. normalmente se utiliza poliester a partir de 400 denier e cordura a partir de 250 denier. o mais comum é a utilização de poliester 600D ou cordura 500D. em mochilas cargueiras utilizadas em escaladas, é comum a utilização de cordura 1000D. nas mochilas feitas para aproximação e içamento (petates), utiliza-se também cordura 1000D vinílica. (petate de 90 litros, da alto estilo, do paraná) muitos destes tecidos costumam receber uma película interna de proteção, que lhes dá uma certa resistência à umidade também. boas mochilas também possuem boas costuras. costuras duplas ou mesmo triplas, e arrematadas com viés. REGULAGEM DA MOCHILA uma segunda coisa a se verificar na mochila, é o grau de adaptabilidade para o seu corpo. mochilas devem ser "vestidas", devem ajustar-se ao corpo, perfeitamente, sem machucar ou apertar, e também sem balançar. devem ficar firmes. e, para verificar isso, precisamos entender as partes de uma mochila. as partes mais óbvias, são as alças. as alças normalmente possuem 3 (isso, três!) regulagens, cada uma. a mais conhecida é a de comprimento, na frente. a mais importante é a de inserção da alça no costado, nas costas, ou seja, sua altura. em algumas mochilas as duas alças são reguladas simultaneamente. em outras, separadamente, e em outras mochilas, essa regulagem inexiste (normalmente mochilas assim são vendidas em tamanhos, embora isso seja comum apenas no exterior). as fivelas de regulagem podem estar ocultas atrás do costado, ou mesmo embaixo, atrás da barrigueira. a terceira regulagem, é a das fitas de estabilização da carga, fitas acima dos ombros, que quando puxadas jutam a mochila fortemente aos ombros. (costado de cargueira da curtlo - as faixas horzontais coloridas no meio do costado servem para regular a altura da inserção das alças) a regulagem de inserção das alças deve ser feita apenas uma vez, adequadamente. depois de feita, nunca mais se mexe. a alça deve estar posicionada de modo a cobrir toda a curva do ombro. a regulagem de comprimento permite evitar que a mochila fique alta demais. e a de estabilização da carga é a regulagem mais comum, se faz toda vez que se veste a mochila. a outra parte, ignorada por muitos, mas que tem importância igual ou maior que as alças é a barrigueira. a barrigueira é um cinto largo que tem a função de transferir o peso para a bacia. deve ficar firme, apoiada sobre os ossos da bacia. nunca se deve levar uma cargueira pesada com a barrigueira aberta, pois desse modo estaremos com todo o peso sobre os ombros. mas é comum vermos em aeroportos e rodoviárias gente que carrega cargueiras pesadas sem fechar a barrigueira. fazem isso por total desconhecimento da arte de mochilar. esse inclusive é um modo de se identificar o falso mochileiro: está com uma mochila apenas por que ela está disponível, mas não sabe usá-la. grande parte das mochilas com barrigueiras possuem também duas fitas laterais, de ajuste, que têm a função de estabilizar lateralmente a mochila. MOCHILAS FEMININAS grande parte das mochilas é feita apenas pensando-se no corpo masculino. o fato é que o número de homens que usam mochilas, em países como o brasil, é maior, pricipalmente em razão do desconhecimento. lembram-se do não uso da barrigueira e do excesso de peso sobre os ombros? homens são naturalmente mais fortes, e mulheres com mochilas inadequadas recebem a mensagem errada de que mochilas não são para elas. mas há boas cargueiras adequadas ao corpo feminino. sua barrigueira é mais afunilada, adequando-se melhor à bacia da mulher, e suas alças são mais estreitas, para não pressionar os seios. uma boa cargueira feminina fica desconfortável num homem, e uma boa cargueira masculina fica desconfortável numa mulher. TAMANHO DA MOCHILA qual o tamanho? essa é uma pergunta comum. depende para quê. depende do que se vai levar. minha maior mochila uso em viagens. já cheguei a carregar em seus mais de 100 litros outra mochila cargueira, toda a tralha pra camping, roupas para duas semanas e os presentes de natal. mas há quem use o mesmo volume apenas numa viagem de final de semana. no geral, para passeios de um dia, se usam menos de 40 litros. para trilhas com um pernoite, uns 50 ou 60 litros no máximo. e acima de 70 litros apenas para trilhas com pelo menos 3 pernoites. em viagens de turismo (sem ter que carregar barraca, isolante, saco de dormir, fogareiro e etc), o tamanho da mochila varia de acordo com o grau de experiência em viagens do viajante. quanto mais experiente o viajante, menor é a mochila, pois se aprende a racionalizar o tamanho da carga. com o tempo aprendemos que não adianta levar 10 pares de calçados, nem 8 calças jeans. o padrão mais comum no mercado é de mochilas de 60 litros (e suas variações: 60+15, 50+10, por exemplo), que é um tamanho muito flexível. mas o mochileiro mais aguerrido costuma, com o tempo, ter mais de uma mochila, variando seu uso de acordo com a necessidades. eu tenho cinco cargueiras, 4 mochilas de ataque, e acho pouco... TIPOS DE MOCHILAS agora vamos aos tipos de mochilas. primeiro, as mochilas menores. algumas são de uso escolar, outras são as chamadas day-packs, mochilas para uso com equipamento para menos de um dia. alguns usam essas mochilas pra viagens curtas também. são conhecidas também como mochilas de ataque, pois originam-se das mochilas pequenas utilizadas em ataques ao cume, em expedições mais longas, onde se estabelece um acampamento próximo ao cume e se ataca o cume dali, levando o mínimo de peso possível, como um pouco de água, alguma comida, um agasalho extra e eventualmente material de escalada. muitas mochilas de ataque possuem daisy chains e loops para acomodar mosquetões e piquetas. daisy chain é uma fita costurada de modo a criar uma série de alças, para que ali sejam presos mosquetões que estão sendo levados pelo alpinista. e loops são alças circulares, na base da mochila, normalmente, para se encaixar uma piqueta. uma piqueta é uma espécie de mini-picareta usada em escalada em gelo. (síntese 25 litros, da equinox, com daisy chain à frente) nos últimos anos, as mochilas de ataque passaram a ser muito usadas por universitários e outros estudantes, de modo que daisy chains e loops/porta-piquetas hoje podem ser encontrados até em mochilas escolares! obviamente, de modo meramente decorativo, uma vez que muita gente começou a comprar mochilas que se pareciam mochilas de ataque, pois as achavam descoladas, mas sem saber o que estavam adquirindo.... mochilas de ataque costumam não ser muito grandes. é normal que tenham em torno de 20 litros de volume, e, em alguns casos podem chegar a uns 40 litros. não servem para levar muito peso, pois nessas mochilas o peso está concentrado nas alças, e a fita abdominal é apenas uma fita de estabilização da mochila para que ela não balance nas costas durante uma escalada. MOCHILAS GRANDES agora, às grandes mochilas. a primeira grande mochila com armação foi vendida em 1952. dick kelty, fundador da kelty, montou algumas armações de alumínio e sua esposa nena costurou as partes em nylon. no primeiro ano vendeu 29 mochilas, no segundo ano vendeu 90, no terceiro vendeu 500 mochilas e hoje a kelty é uma das mais respeitadas empresas do ramo. a mochila é a kelty trekker, ainda em produção com algumas mudanças, mas sendo essencialmente a mesma coisa. essas mochilas eram usadas, além dos viajantes, por escaladores e trilheiros. pois estes costumam dividir ambientes comuns. por exemplo, no brasil, no estado do paraná, o Pico Paraná é atingível por uma trilha, não se necessitando técnicas e material de escalada para se atingir o cume. mas também possui vias de escalada então há quem vá fazer a trilha até o cume, e há quem vá fazer a trilha para alcançar algumas das vias de escalada. ora, a não ser o escalador de ambientes fechados, a escalada se faz em locais de difícil acesso, tendo que se percorrer trilhas na chamada "aproximação". normalmente, o equipamento de aproximação costuma ser comum ao equipamento de um trilheiro não-escalador, um trekker. claro, o escalador estará levando muito mais equipamento, pois além de barraca, saco, isolante, roupas, equipamento de cozinha, alimento, água e outras miscelâneas (coisa que todo trekker carrega), estará levando também o material de escalada, que pode pesar muito: cordas, mosquetões, friends, freios e etc. a indústria, portanto, nem sempre produz produtos diferenciados entre esses dois grupos de usuários, e mesmo esses ususários um pouco diferenciados acabam por não eixigir produtos muito específicos. assim, é comum que vejamos trilheiros usando mochilas com acessórios mais específicos para escalada, como daisy chains, mesmo que esses acessórios sejam desnecessários. um outro dado é que a partir do final dos anos 80 vimos as cargueiras evoluírem para possuírem uma quantidade incrível de pequenos detalhes. se as primeiras eram essencialmente sacos com apenas uma abertura por cima, em anos de evolução surgiram diversos bolsos nos mais diversos locais. bolsos laterais, bolsos frontais, bolsos internos, bolsos específicos para garrafas de água ou cantis flexíveis, bolsos que viram mochilas de ataque pequenas, bolsos para celulares e gps nas alças, na barrigueira e etc. (air contact pro, da deuter) o aceso à mochila também muito mudou. antes apenas por cima, depois por cima e por baixo (realmente, é mais fácil acessar determinadas coisas no fundo com uma mochila com acesso por baixo), acessos frontais e etc. e claro, com tantas facilidades, algo da antiga arte de saber bem montar uma mochila (algo necessário em uma mochila com acesso só por cima), andou se perdendo. ultimamente parece haver um retorno à simplicidade, e em mercados mais avançados, como o mercado americano ou o mercado inglês, começam a surgir mochilas mais simples, que incorporam os avanços recentes tecnológicos (boas moldagens, tecidos mais leves e resistentes), com a simplicidade que se encontrava nos anos 60. o movimento se deu por inciativa de trilheiros qee começaram a não mais querer carregar mochilas de 3 kg de peso (lembrando que todo detalhe pesa...), para carregar menos de 10 kg de equipamento, e começaram a fabricar suas mochilas, mais frágeis, mas muito mais leves - alguns desses trilheiros receberam tantas solicitações de venda de seus produtos que passaram a fabricá-los e vendê-los, ou sob a forma de produtos acabados, ou sob a forma de kits. aqui no brasil essa "onda" ainda não chegou, uma vez que o brasileiro (por herança da escravatura, onde o sinhô usava os escravos como seus pés e mãos) parece não sentir o menor prazer em fazer seu próprio equipamento e ter vergonha (e não orgulho, como americanos e europeus, que enchem a net de blogs expondo suas criações) de usar algo feito em casa. assim, o mercado internacional oferece opções as mais variadas. desde mochilas pesando menos de 200 gramas para aproximadamente 50 litros de volume (é o caso das mochilas da z-pack), até mochilas de mais de 3 kg para volumes acima de 70 litros (alguns modelos da deuter, por exemplo). (blast, da z-packs, pesando menos de 150 gramas) mas podemos dividir essas grandes mochilas em 3 grandes grupos: - as superleves. muitas vezes não possuem sequer uma armação, fazendo o isolante térmico essa função. ou são cargueiras feitas com armação, mas sem muitos dos detalhes comuns às mochilas cargueiras: sem muitos bolsos e sem acesso por baixo, por exemplo. (alpina 77 litros, da conquista montanhismo, pesando 1270 gramas, sem acesso por baixo) - mochilas específicas de trilha, feitas com material leve porém resistente, algumas mais estreitas (para passar melhor entre caminhos cheios de galhos, por exemplo), sem detalhes desnecessários como daisy chains, porta-piquetas, mas com acesso por baixo ou frontal, bolsos laterais e etc. (poc itaimbezinho, de 65 litros, mochila estreita para canyons) - mochilas grandes e pesadas para carregar muito peso e muito volume nas expedições e aproximações a cumes, sendo comum que possuam detalhes específicos para uso em escalada: bolsos onde se pode colocar um capacete, daisy chains longas para muito equipamento, e etc. a questão é: qual delas ter? a minha recomendação é ter mais de uma - coisa que a gente efetivamente faz quando se torna um mochileiro empedernido. mas a principal dúvida é sobre a primeira mochila grande. qual ter? enquanto não temos claramente uma visão de que atividade nós estaremos desenvolvendo, o ideal é comprar uma mochila de boa qualidade mas com características que a tornam mais ou menos versátil. ou seja, um bom tamanho (algo em torno de 60 litros, que nos permite dias de viagem ou uns dois ou 3 dias de trilha), com alguns bolsos (até dominarmos a arte de arrumar a mochila e decorar exatamente onde está o quê, para podermos usar uma mochila sem bolsos), e uma adequada regulagem (para a adequarmos ao nosso corpo), feita de material resistente (cordura ou poliéster de alta tenacidade), bem costurada, bem feita, com boas fitas de compressão. alguns detalhes não devem ser decisisvos: capa de chuva incorporada (pode-se levar uma capa de chuva separadamente), bolsinho na alça, apito de emergência incorporado na alça... tanto mochilas boas podem ter isso, mas também produtos chineses de qualidade inferior, vendidos em supermercados, também os têm.... se a intenção é usar a mochila apenas em viagens, uma boa opção são as mochilas-mala. elas têm um formato mais quadrado (melhor para amassar menos a roupa, e acomodar melhor a bagagem), normalmente possuem uma forma de acesso por zíper que permite amplo acesso ao conteúdo da mochila, e uma capa que se fecha tampando as alças e barrigueira, e alças para se carregar com uma mala ou bolsa. (adventure, mochila-mala da curtlo) assim, acredito que aqui já existam elementos para você avaliar se estará fazendo uma boa compra ou não. lembre que nunca se escolhe uma mochila primordialmente pela estética. no mundo outdoor, a forma segue a função. bonito é o que funciona, e não quebra, não rasga, não pesa desnecessariamente, e não é caro, para não termos medo de usar. há algum tempo soube de alguém com uma mochila cara numa trilha, que ao desequilibrar-se preocupou-se em não cair sobre a mochila nova e cara, para não danificá-la. o movimento brusco de corpo para proteger a mochila acabou resultando numa fratura na perna, e num resgate muito demorado e dolorido. por outro lado, há algum tempo, ao descer um paredão, eu não tive medo de jogar de 4 metros de altura a mochila que eu estava usando. mochila leve, resistente, muito simples, e barata (e o isolante térmico, por dentro da mochila, servia de proteção a todo o equipo nela guardado). não tive pena da mochla, e chegando ao chão, só tive que espanar o pó, a mochila estava perfeita. melhor jogar a mochila do que correr o risco de despencar de 4 metros de altura correndo o risco de quebrar o pescoço. mochila é algo a ser usado. afinal, lembre da regra geral de atração do universo: semelhantes se atraem. mochilas atraem mochileiros, malas atraem malas. muitas vezes sem alça.... 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