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  1. 2 pontos
    Como já mencionei no relato (3 dias no Qatar) que efetivamente começa esta viagem, Depois de 2 anos sem férias (troca de emprego = menos férias), 2019 era novamente vez das férias de 20 dias. Alvo era novamente Ásia. Japão, China, Indonésia, Filipinas, Coreia, o leque era grande. Com as passagens no Brasil escalando Himalaias, já na virada do ano comecei a prestar muita atenção nas promoções que surgiam no celular (Melhores Destinos) e email. E eis que surge a Qatar com 3 pratas para a China, partindo de São Paulo. Achei o preço muito bom, e logo fechamos. Ainda acho que foi um ótimo preço – no entanto foi a passagem mais cara de todas as viagens que já fizemos nesta década. Como era pela Qatar, tivemos a chance de programar um stop-over em Doha e conhecer a cidade, o que relatei aqui. Antes do relato, vou traçar umas considerações gerais. China? Sim, China! Conheço uma penca de outras pessoas que já foram, mas quase todas a negócios. Mergulhei em relatos – li diversas vezes os dois excelentes relatos que tinham aqui no mochileiros.com – e identifiquei que, se por um lado é um lugar moderno e em constante modernização, teríamos problemas com língua, costumes e afins. Presumidamente mais que em outros cantos do mundo em que já estivemos. Isso nos atraiu, de certa forma, e gerava uma certa ansiedade e curiosidade. Aquela coisa de sair da zona de conforto. Mas onde na China? País grande demais, tinha de escolher onde ir. Chegada e partida de Pequim, que era nosso porto. De cara buscamos as cidades mais ‘famosas’ (ao menos no nosso subconsciente), Xangai e Hong Kong. HK, aliás, hoje pertence à China, mas funciona meio que de modo separado. É China, mas não é. É por aí. Entre Pequim e Xangai tem Xian, famoso local dos guerreiros de Terracota. Rapidamente Xian entrou também. Por serem cidades grandes, alocamos uma quantidade razoável de dias para cada cidade (5 em Pequim, 4 em Xangai, 4 em HK), para permanecer mais dias nas cidades e se deslocar menos. País continental, quanto mais deslocamento, menos tempo curtindo. Imaginamos também o tempo de deslocamento *dentro* das cidades. Mas sobrava alguma folga. Fiquei fascinado com Zhangjiajie, mas Katia não se empolgou tanto. De modo que acabou sacada da viagem – ficou para uma próxima vez. Adoraria ir ao Tibete, mas a longa distância e o eventual perrengue (eventualmente a entrada fica proibida) me fizeram descartar também. Entre outras opções consideradas, no fim das contas incluí Pingyao nos dias faltantes. Ficava entre Pequim e Xian e parecia uma charmosa cidade pequena, coisa que faltava no nosso roteiro. Era tipicamente um lugar que incluiríamos num fim de viagem (tipo Cesky Krumlov, Bled, Bruges), mas que acabou no começo por força logística. Olhando para trás, eu mudaria muito pouco. Talvez cortasse um dia de HK, e teria incluído um para Suzhou. O galho é que as distâncias são grandes, ainda que preenchidas de forma veloz pela formidável malha ferroviária chinesa. Tendo mais tempo, teria ido a Hua Shuan, explorado os arredores desde Pingyao, mais ainda os arredores de Xian, Tibete e tantas outras coisas que tem por lá. Como foi? Foi ótimo, deu tudo certo. Curtimos demais, andamos demais, conhecemos demais, maravilhamo-nos demais. Tivemos menos problemas que o esperado. Quando voltei, sonhei com a China durante toda a semana seguinte. De noite saciava a seca assistindo a Pula Muralha e 2 a Mais, 2 interessantes e divertidos canais no Youtube com temática chinesa. Visto Rolou certa burocracia para emissão do visto. Felizmente moramos muito perto do consulado, então resolvíamos tudo rapidamente. Em nossa primeira ida, Katia não podia entrar de bermuda (!!), tinha de ser calça abaixo do joelho. As instruções dizem para preencher todos lugares onde iremos e estaremos (hotéis), e assim fizemos. Chegando lá, descobrimos que, mais importante que isso, é manter a formatação de 4 páginas. Então, contradizendo as instruções, melhor suprimir informação. No fim das contas, refazer o formulário. Para fechar, precisávamos de 2 entradas (iríamos a Hong Kong no meio da viagem, e, embora seja tecnicamente China, conta como saída), mas isso nos foi negado por conta de o passaporte ter validade somente até o fim do ano. Para 1 entrada, ok. Para 2, precisava de 9 meses de validade. Mas o cônsul deu a dica: se vc renovar o passaporte, te dou entradas múltiplas. Pensei rapidamente e optei por essa alternativa. Renovamos, ainda usamos na viagem ao Peru semanas antes, e depois pegamos o visto. Tudo certo, amém. Escrita, língua, etc. Segundo o Lonely Planet a China tem 8 grandes grupos de dialetos. Dentre vários outros pelo país... O mandarim é o mais famoso e oficial, o cantonês vem em seguida. Sobre a escrita está dito que sabendo de 1200 a 1500 dá pra se virar. Sabendo de 2000 a 3000 já dá pra ler jornal. Um indivíduo mais educado usa de 6000 a 8000 dos caracteres. Ou ideogramas, seja como for. Era para eu ter aprendido minimamente alguma coisa de chinês, mas a verdade é que aprendi praticamente nada além de oi e obrigado em chinês. Lá se vão os tempos em que cheguei a aprender cirílico para me virar na Rússia, agora tenho tido cada vez menos tempo de planejar. Foi bem complicado de se comunicar em geral – e, ainda assim, foi menos complicado do que eu esperava. Talvez tenha criado expectativas de quase não comunicação. Mas existe gestual, existe mímica, existem as palavras que a galera já sabe (beer!) e existem os tradutores. Seja do google, seja algum local – usei algumas vezes, e usaram comigo também. Quando digo que foi complicado se comunicar é pra reforçar o que se diz em geral: são raros os que falam inglês. Comparativamente, eu diria que deve ser próximo ao que um estrangeiro se depara ao visitar uma cidade brasileira: não há praticamente nada em inglês. Levamos o nosso livrinho icoon, de ilustrações que ajudariam na comunicação, achando que finalmente dessa vez iríamos precisar! Mas não usamos. Na hora da dificuldade, ou rolava a desistência, ou chamavam alguém que falava inglês, ou usávamos algum tradutor digital. Compramos o icoon no começo da década. Hoje parece defasado. Ah, de tanto ouvirmos galera contando até três para tirar foto, memorizamos algo como “i, ar, san”..., ou coisa semelhante. Então sabemos contar até 3 em chinês. Pessoas Em 10 entre 10 relatos que li, a galera relatava que se depararam com chineses que não eram lá muito amigáveis, ou que eram antipáticos, ou que se recusavam a ajudar, etc. Alguns textos chegavam a desprezar a população local. Acho que tive sorte: só tivemos contato com pessoas legais. Em diversas ocasiões em que caímos no lost in translation as pessoas buscaram nos ajudar. Chamavam alguém que falava alguma coisa em inglês, ou usavam algum aplicativo tradutor local, ou facilitavam logo as coisas (uma guarda não conseguia nos fazer entender que precisávamos do passaporte para obter os ingressos de um museu, então decidiu nos dar logo os ingressos), usavam as mãos, ou muito simpaticamente nos faziam entender que não haveria como nos comunicarmos, etc. Claro que vimos fura-filas (mas só pegamos micro-filas) e outras coisas de que nem me lembro direito, mas nada que se comparasse ao que li antes de viajar. Achamos os chineses pessoas legais e sorridentes em geral. E lá rolou uma coisa que vivemos na Índia, que é a galera pedir para tirar foto conosco (ou efetivamente nos fotografar). Curtimos bastante, tiramos várias fotos juntos. Filas Novamente, dez entre dez relatos sobre a China me alertavam para eu relaxar e me acostumar ao fato: haverá filas. Relaxei e esperei por isso. E, creiam, não peguei filas na China. Nem eu acredito nisso. Deve ser até manchete de jornal, mas é verdade. Não me refiro a fila de 2 ou 3 pessoas à sua frente, nem considero isso. Tô falando das filas de que se espera na China, quilométricas, com dezenas ou centenas de pessoas. Não pegamos. De novo: li que era para esperar por isso, e, repito, li isso em TODOS os relatos. Mas nada. Era uma surpresa atrás da outra. Na chegada na imigração (onde?), na hora de comprar ingresso (cadê a fila?), na hora de entrar na atração (fila, onde?), seja para entrar no Aeroporto ou estação de trem (para embarcar tinha, naturalmente), nada. No nosso último dia, enfim, nós vimos uma fila – para entrar na Praça da Paz. Era dessas que esperávamos ao longo de toda a viagem. E desistimos, o combinado era conhecer o Mausoléu do Mao somente se não houvesse fila. Era um sábado pela manhã. Até hoje fico impressionado com isso, e por isso repito: não pegamos fila na China. Comidas Busquei sempre comer coisas locais, evitei ao máximo a tentação da comida ocidental (mas cedemos à indiana!). Acho que tolero bastante comida apimentada, mas houve umas duas vezes em que estava MUITO apimentado (tive de comer em etapas, ehehehe). Comemos desde churrasquinho de rua até em restaurantes um pouco mais refinados – mas nem tanto, o Lonely Planet classificava com dois cifrões de um máximo de 3. Comi muita coisa boa, e outras tantas que não me disseram nada. Não desgostei de coisa alguma, mas em muitas vezes achei que não havia muito sabor. Pode ser em decorrência de as coisas não terem muito sal nem muito açúcar (ou melhor, de ter muito pouco de cada). Por exemplo, num trem eu comprei uma pipoca. Parecia ser de sal, mas não tinha gosto nem de sal, nem de açúcar. Fui até o vagão restaurante atrás de um saquinho de sal (a conversa foi desenrolada via tradutor deles) – e não tinha! A pipoca era daquele jeito mesmo. Visitamos diversos food stalls. Sempre que havia algum, percorríamos. Era muito bacana, vimos diversas coisas das quais não fazemos ideia do que se trata. Vimos comidas com cores maravilhosas – lembro de comer uma massinha com recheio algumas vezes, que pelo visto eles coloriam. Não sei o que era, mas eu gostava, era levemente doce. Lembro de ver diversos bichos e partes de bichos nos espetos. Algumas coisas identificávamos, outras não sei até hoje. Muito diferente e distante do que estamos habituados. Patas de galinha, rabo de alguma coisa, pata de porco (ao menos parecia), sapo, alguma coisa que se parecia com um pintinho, tudo isso vimos em espeto para churrasco. Comi espetinhos do que presumo que era carne de porco e ou carneiro. Era bom e geralmente barato. Katia comeu espetinho de polvo, e também gostou. Comemos vários quitutes (?) que comprávamos pela beleza, mas o sabor, como falei, não me dizia muita coisa. Não havia regra: comemos muito bem em locais bem populares e guerreiros. Comemos bem em restaurantes mais caros. Não comemos mal em canto algum. Em geral curtimos muito, mas observávamos mais do que comíamos. Via de regra, em viagem, só temos uma refeição – a janta. Ah! Em n cantos eu li e em n ocasiões ouvi: “não coma comida de rua”. Ignoramos. E foi muito legal! Segue então um flood de fotos de comida: Chás Bebemos inúmeros chás de garrafinhas, que comprávamos em qq vendedor de rua. No fim da viagem já conseguíamos identificar alguns de que gostávamos mais. Chás mais refinados de casas de chá, não fomos. Eventualmente pedimos nos restaurantes, mas preferimos sempre cerveja, ahahaha. A rigor, não somos muito de chá, embora eu, carioca, beba muito Mate. Café é uma coisa que achei bem cara por lá. Compramos (pó? granel? de) chá numa lojinha de Pingyao, que levamos para o resto da viagem. Esses eram muito bons. Então tomávamos chá antes de dormir todas as noites, pq em toda hospedagem na China tem garrafa térmica – tal qual Inglaterra. Restaurantes Os pratos vão chegando conforme ficam prontos, não tem isso de servir tudo junto. Tal qual outros cantos da Ásia, aliás. Os pratos são sempre apimentados. Vc pode evitar de comer os pedaços de pimenta, no entanto. Eu sugiro treinar o paladar. Ou apelar para comidas ocidentais, o que evito – e evitei. Eu não sou de comer pimenta no dia a dia (Katia sim, todos os dias), mas encaro numa boa. Achei a comida na China bem mais apimentada que na Índia, por exemplo (na Índia não comi carne). Esqueça essa coisa de carne sem gordura, sem osso, sem cartilagem. Lá vai tudo. Na China não tem 10% na conta. Em HK tem. Pagamentos Nós, turistas, pagamos em cash mesmo. Mas vi a galera local pagando tudo com celular via QR code. Google Toda a plataforma google é bloqueada, é verdade. Nada de gmail, nada de google.com, nada de maps, nada de Instragram, nada de whatsapp.... Mas whatsapp funcionou em alguns poucos momentos, não entendi o pq. Funcionou eventual e pontualmente entre Pingyao e Xangai. Isso NÃO se aplica a Hong Kong e Macau, onde o google funciona normalmente. Muita gente que não vive sem google acaba pagando por um VPN para burlar a censura. Katia fez isso e funcionou. Eu desencanei e preferi ficar sem google mesmo. Em geral, achei a Internet lenta por lá, provavelmente por ser controlada. A rede social predominante por lá é o we chat. Vimos em vários cantos. Mapas Li em diversos cantos que o google maps seria inútil por lá. Como o Google é bloqueado e sequer é possível baixar os mapas para ver offline, de fato não haveria como. No meu caso o google maps até aparecia, acho que os mapas ficaram no cache. Mas atesto: o google maps na China é fora de prumo, não é preciso. A dica é usar o maps.me – esse app foi salvador! Em alguns casos é até melhor que o google maps – ele fornece, por exemplo, a rota a pé de um ponto a outro, mesmo offline. Baixei os mapas antes e marquei alguns dos pontos que eu havia mapeado. Funcionou quase 100%, somente um ou outro ponto que estava mapeado errado. Então #ficaadica, na China usar MAPS.ME. Templos Via de regra limpíssimos e quase sempre parecendo novíssimos (repintados, ou conservados, seja o que for). Exceção somente para templos menores que visitamos em Pingyao, que pareciam estar mais empoeirados. Hábitos Vimos e ouvimos escarradas sim. Arrotos também. É relativamente comum, embora praticado por pessoas mais velhas. Mas não vi essa prática em locais públicos muito limpos, como metrô, estação de trem etc. – digo, não via escarrar no chão, nesses casos a galera ia escarrar na lixeira. Em HK ouvimos muito menos. Confesso que não vi, ou não reparei, se a galera come de boca aberta – essa era outra impressão que li de outros viajantes. Também não vi xixi em copo ou crianças com a parte da bunda aberta (mas a verdade é que não reparei). Mas vi campanhas educativas pelas cidades, sobretudo em vídeos no metrô: parar para pedestres atravessarem, estacionar em faixas determinadas, não fazer xixi nas ruas (e sempre havia banheiros públicos grátis!). Banheiros Encontrados com muita facilidade em tudo quanto era canto. Em Pequim, por exemplo, todo hutong tem banheiro. Às vezes mais de um e próximos uns dos outros. Eram sinalizados nas cidades, e em geral limpos. Para mulheres era mais complicado por conta do padrão chinês/asiático (squat position) – Katia conta que nem todos os femininos tinham privadas ‘ocidentais’ ou divisórias. Limpeza As ruas (e parques, e praças, e tudo quanto era lugar) das cidades onde estivemos na China são em geral MUITO limpas. Sem padrão de comparação com a imundície das grandes cidades brasileiras. Vi sim pessoas jogando coisas no chão na maior cara de pau, mas sempre havia alguém para limpar isso também. Lixeiras eram encontradas com facilidade. HK é visivelmente mais suja. Mas, ainda assim, muito menos que o Rio de Janeiro, por exemplo. Vale dizer: via de regra os jardins são MUITO bem cuidados, lindos. E as flores parecem perfumadas. Cheguei a desconfiar que borrifam perfume nos jardins. O trânsito e as ruas Em Pequim é tipo Brasil: o pedestre está em último na escala de prioridades. O mais forte vem em primeiro lugar. Bicicletas e elétricas têm pista exclusiva, no canto das avenidas. Largamente desrespeitada por carros, que por muitas vezes vi estacionados nelas, quando não havia divisória. Geralmente motos e elétricas transitam por lá, na área reservada a elas, mas não era incomum estarem nas calçadas também. Tal qual Brasil, ciclistas e motociclistas entendem que sinalização de trânsito serve apenas para carros. Seja sinal vermelho ou mesmo contramão. Habituados ao esquema Brasil, atravessávamos a rua do nosso jeito também. Em regra, ao atravessar ruas e avenidas, olhe para todos os lados, inclusive para trás. Lembre-se, vc como pedestre está em último na escala de preferências. Dito isso, reitero: para brasileiros não é muito diferente do que vivemos no dia a dia. Em geral as placas de proibido bicicleta, em áreas de pedestres, são solenemente ignoradas por bicicletas mecânicas, elétricas e motos. Buzinas avisam que vc deve sair da frente de quem tem prioridade na prática. Achei o trânsito mais organizado em Xian e Shanghai; Pingyao não conta muito. Em Hong Kong era mais 1º mundo. Em Hong Kong, nada de motos e bicicletas e elétricas. Lá havia trams e ônibus dois andares. Metrô e transportes internos Muito tranquilo de se usar. Máquinas com menu em inglês em todas as estações. Basta indicar a sua estação final e pagar que tudo se resolve. Necessário guardar os bilhetes até a saída. Se vc decidir mudar de planos durante a viagem? Sem galho, só pagar a diferença na estação de saída (tem guichê para isso). Metrôs novos e modernos, e muito, muito limpos. Em Pequim o painel de cada vagão indicava em qual porta sair na estação seguinte. Muito útil no rush! Mas não era em toda e qq linha. Tendo um guia à mão, é bom saber qual a melhor saída para sua atração. Poupa tempo. De qq forma, as estações têm mapa. Em vários vagões reparamos em vídeos educativos que (presumo) o governo patrocine para educar os modos da galera. Do tipo: ceder lugar aos mais velhos, grávidas ou portador de necessidades; não cuspir; não sujar; deixar o lado esquerdo livre nas escadas rolantes (neste caso funcionava somente algumas vezes, tipo Brasil), etc. Mas não vi galera retirando a mochila das costas em vagões lotados. Para entrar no metrô vc sempre precisa passar por raio x e detector de metais. Mas só pra constar, a inspeção é leve. Em HK não tem isso de raio x e detector. Vimos algumas estações com guardas. Eles entravam em alguns vagões também. Esses guardas do vagão sempre desembarcam e aguardam sinal de embarque para retornar. E impedem outros de entrar quando o sinal toca. Vimos tbm pessoas pedindo informações a eles. Ônibus é complicado pq todas as infos estão em chinês. Mas em HK andamos de ônibus, as infos estavam bem descritas em inglês em cada ponto. Leões nas portas Isso é algo que vc vai ver em tudo quanto é canto. Seja cidade pequena, seja nos grandes centros. As entradas estão guarnecidas por dois leões de pedra. Normalmente o macho está com a pata sobre uma bola e a fêmea tem a pata sobre um filhote (parece esmagar, mas na verdade está acariciando – ou protegendo?). Estão lá para espantar maus espíritos. Tomada Levamos um adaptador universal, mas não foi necessário. A tomada de dois pinos funciona numa boa por lá – em um lugar que ficamos em Pequim ficava meio mole. Mas deu pra carregar geral. Compras Não fizemos (não fazemos habitualmente). Segurança Relaxe. Não há padrão de comparação com grandes cidades brasileiras. Hospedagem Cidade – hotel - diária Beijing - 161 Wangfujing Courtyard Hotel – 405 CNY Pingyao - Pingyao Hongyuyuan Guesthouse – 92 CNY Xian - So Young City Center Hostel Huiya Tianmu Shop – 138 CNY Shanghai Blue Mountain Bund Youth Hostel – 499 CNY ibis Hong Kong Central and Sheung Wan – 473 HKD Novotel Beijing Xin Qiao – 437 CNY Via de regra escolho a região onde ficar em 1º lugar, e depois o mais barato que não seja (muito) esculhambado. Localização, quarto casal com banheiro, nada de não reembolsável. Nesse caso, acho que elevamos o padrão um pouco. E achei os hotéis nas grandes cidades bem caros. A diferença, por exemplo, entre os preços pagos em Xangai e Pingyao, de 5x, não se traduz na qualidade. Esperava por preços de hotéis mais na linha Sudeste Asiático. Mas eles estavam mais para Singapura grandes maiores. Em cada região, escolhi onde ficar. Wangfujing e arredores em Pequim, centrão em Pingyao, dentro da muralha em Xian (diria hoje que é desnecessário, mas felizmente dei sorte de ficar relativamente perto do Muslim Quarter), perto (mas nem tanto assim...) do Bund em Xangai e HK eu acabei não ficando onde queria, que era do outro lado do rio. Por conta dos preços, e da qualidade que eu via, acabei optando por uma boa promoção (não reembolsável, mas foi o jeito) do Ibis. Foi ótima opção, acertei sem querer (mas se voltasse ficaria mais perto do Soho). Na volta em Pequim, tinha reservado um albergue (Station hostel) e depois vi uma promoção do Novotel mais barato que o albergue (mas ambos caros). Achei aquilo bizarro, e não recusei o esquema-patrão. Padrão dos banheiros de hotéis, pousadas e albergues que ficamos era ter: 2 escovas com pasta, 1 pente. Xampu e sabão líquido, 1 sabonete sólido. Transportes Trecho - preço por cabeça Avião: RJ x SP – Gol – 162 BRL SP x Doha x Pequim – Qatar - 1500 BRL Trens: Beijing West – Pingyaogucheng – 183 CNY Pingyaogucheng - Xian North – 150 CNY Xian North - Shanghai Hongqiao – 670 CNY Avião: Shangai Hongqiao x Hong Kong – China Eastern – milhas Hong Kong x Pequim - China Southern – milhas Pequim x Doha x SP – Qatar - 1500 BRL SP x RJ – Latam – 132 BRL Comprei tickets de trem adiantadamente com a China Highights, agência online. Pedi para entregar no nosso hotel em Pequim. Paga-se taxa para tudo isso, optei pela comodidade. E deu tudo certinho. Tickets estavam lá no nosso hotel quando chegamos, instruções foram perfeitas, tickets todos certinhos conforme compramos. A ideia, que li em 10 entre 10 relatos, de filas e miscommunication para comprar nas estações de trem me levaram ao conforto de antecipar essa parte por agência. Usamos trens D e G, que são de alta velocidade. G é o de mais alta. Trens (e metrô) tinham informações e anúncios em inglês. Mas não era tudo traduzido, era somente o necessário. Sobre os trens, preferimos sempre os de noite, como qualquer outro transporte. Olhando para trás, talvez pegasse algum sleeper. Rola um barato também de viajar de dia, observar visual e tal. De noite é dormir, ou ler (e sempre lia o guia, livro, Piauí, etc.) OU ainda netflix. Dez entre dez relatos e guias dizem que estrangeiros não tem como comprar passagens pela inet no site oficial, e nem mesmo nas máquinas automáticas das estações. Nem tentei. Eu faria os trechos internos para e de Hong Kong de trem também, mas em ambos os casos me tomaria um dia inteiro de viagem, mesmo em alta velocidade. Então optamos por avião. Acabou que consegui usar milhas de longa data que tinha da Flying Blue, e que estavam prestes a expirar!, para emitir passagens para os dois trechos. Amem!
  2. 2 pontos
    Geralmente os armários estão inclusos nos preços das diárias do hostel, dificilmente eles cobram a parte pelos armários. Agora a questão da segurança, é algo meio relativo, mas no geral é sim bem seguro. A maioria dos hosteis fornecem armário com chave ou cadeado, em alguns você pode colocar um cadeado adicional no armário, e por fim, tem hostel que pede para você trazer o seu próprio cadeado. Pessoalmente, quando eu ficava em hostel, levava um cadeado de 20 ou 30 mm para usar onde fosse possível e dificultar um pouco a vida do eventual larápio Mas se alguém realmente quiser roubar as suas coisas, não vai ser uma fechadura ou cadeado que vai impedir a pessoa de furtar as suas coisas. A melhor estratégia para evitar furtos ainda é manter um estilo mais low-profile durante a sua viagem, não ficar ostentando itens valiosos que possam despertar a cobiça ou inveja em alguém. Mas na verdade, a grande maioria dos casos de furtos em hostel acontecem por que a pessoa deu bobeira demais, deixou coisas valiosas, como celular, laptop, relógio, câmera, jóias, eletrônicos, etc largadas por ai enquanto foi tomar banho, dorme, ou foi passear na rua. Se você deixa as suas coisas largadas pelo quarto como se estivesse em casa, você está facilitando demais a vida de um potencial ladrão, então alem de manter um estilo mais low-profile, uma outra dica valiosa de segurança é sempre deixar as suas coisas guardadas no armário, para não facilitar demais a vida do larápio.
  3. 2 pontos
    Conhecer Buenos Aires dá para fazer tudo com muita autonomia, cidade segura e com meios de transporte muito bons, para me movimentar na Argentina utilizei o app Moovit, ele é muito bom e mostra todas as linhas (metrô/ônibus) trocas de meios, etc. Tudo você faz com o mesmo cartão SUBTE, as tarifas variam e você pode deixar ele até 2 passagens negativas (se não me engano), pode ser utilizado por mais de uma pessoa tranquilamente também. É uma cidade Noturna, então não adianta sair tão cedo assim, pois vai encontrar muita coisa fechada. Pouquíssimas pessoas em Buenos Aires terão paciência com estrangeiros, mas a cidade continua lindaaa!! Ps. O nome do meio de transporte eu chamo de metrô, mas o correto é SUBTE, mas é mais fácil o entendimento. Chegamos a noite e nesse dia apenas fomos direto ao hotel, viemos de buquebus da Colônia del Sacramento, bem mais barato que de Montevideo, rsrs Muito rápido tbm. Quando chegamos a internet só funcionava antes de desembarcar, depois esqueça como pedir uber, aí tive que pagar caro em um transfer, mas foi o jeito, eles te mostram uma tabela e você pode pagar em seu cartão de crédito ou money. No dia seguinte saímos turistar, ficamos hospedadas no Koten Hotel, bem simples, barato pela região e com café da manhã, mas nada de luxo não, ficava uma quadra da plaza Itália, então muitos ônibus, estação de metrô e com muito comércio perto e não posse deixar de dizer o mais importante, uma Western Union bem pertinho! O dia era domingo e eu morrendo de medo de não ter casa de câmbio aberta, pois deixei para trocar direto na Argentina, mas esqueci que era domingo, para minha alegria e sorte a WU estava aberta, geralmente melhor cotação. Pagamos o metrô na plaza Itália e descemos na Catedral, que é uma quadra da casa Rosada, para nossa alegria um dia lindo, ensolarado e aberta a parte da casa rosada (outro dia passamos e só estavam tirando foto de longe), peguei um mapa, pois o wifii das praças de BA diferente do Uruguai NÃO FUNCIONAM quase nunca... Encontramos uma feira e fomos passeando por ela, depois descobri que era a de San Telmo, grande variedade, barata!! Indo por ela que se encontra a escultura da Mafalda também, geralmente tem pessoas tirando foto, no domingo filas, rsrs Tiramos várias fotos na casa rosada e aproveitamos o sol que tinha no meio da praça, caminhamos até o Obelisco, lá é beeem organizado para foto, com fila, ninguém atrapalha ninguém, gostei disso!! Fomos almoçar em um restaurante mais barato, masss, aí tem uma questão SEMPRE confiram bem a contagem e o que vem cobrado, me cobraram café q nem tomamos, etc. Contestei óbvio, mas ainda assim foi em conta, 100 para duas pessoas com bebida. Caminhamos um pouco mais, procurando wifii, fui em um kiosko e não me venderam chip, falaram que eu tinha que ir em uma loja, no fim, fomos no shopping e eu mesma cadastrei, tudo pelo face, bem rápido! Fomos no Starbucks, pegamos com Doce de Leite, claro! Ma-ra-vi-lho-so. Final de tarde no Porto Madeiro, bonito, cheio de restaurantes, um pouco mais caros... A noite fomos no Sullivans era open de Quilmes (Porteño ñ gosta de Quilmes em geral), mas para a brasileira foi ótimo, bebi algumas!! Hahahaha 350 pesos o open! Depois queríamos sair dançar, mas segunda é complicado... Iamos caminhar até a balada, nos pararam oferecendo para entrar no Brujas, é péssimo, não gostei, falaram que tocaria Kumbia (o mais próximo de sertanejo kkkk) não tocou, falamos com o cara que nos vendeu sobre isso e para nossa supresa!!! FOMOS EXPULSAS KKKKK não nos deixaram nem pedir uber. Um ponto de atenção é que o uber não está legalizado, então inclusive, nessa área tivemos que pedir mais distante, aeroporto dizem ser quase impossível, mas ir ao aeroporto bem tranquilo. No segundo dia passamos o dia no Caminito, pegamos se ñ me engano o 64, na plaza Itália e parou lá na frente, muito fácil e prático. Amei! Lá tem os pega turistas das fotos do Tango, caso queira sua foto negocia antes o valor... Adorei os artesanatos, realmente mais baratos ali, inclusive me arrependi de não ter comprado algumas coisas!! Para equilibrar e tentar economizar nesse dia almoçamos fast food, dei uma nota e aguardei o troco, acredita que a menina não iria me passar? Isso são situações chatas, mas que aqui no Brasil também ocorrem, então tranquilo... A noite fomos ao mercado, comemos uma empanada e um chocolate em um café e deitamos cedo, turistar cansa também. No terceiro dia, esse quase morri, caminhamos MUIIITOOO, depois quando estávamos quase chegando lembramos que poderíamos ter pego ônibus/metrô kkkkk Fomos ao Rosedal de Pallermo, muito lindo, o lugar que mais me encantou, de verdade!! E ainda quando chegamos os trabalhadores nos entregaram rosas que estavam podando, achei linda a atitude e fiquei toda boba! Hahahahaha Depois disso fomos caminhando até a Floralis, tiramos umas fotos e descansamos, acerca dali tem a faculdade de derecho, aproveitamos e passamos no cemitério, mas como não faz muito nosso estilo de turismo, não quisemos ficar muito ali, rsrs na praça do cemitério tem aquelas cabines de telefone (igual de London) para fazer fotos. E não paramos por aí, hahahaha Fomos na biblioteca El Ateneo, muito linda, tem um café no fundo, amei!!! Almoçamos, tipo jantar junto, pois era bem tarde... fast food novamente, rsrs E nesse dia nem pensar em levantar, estávamos MORTAS! Pois ainda caminhamos até o hotel, rsrs No último dia, fomos ao Jardim botânico, bem bonito, organizado... Fomos sentido casa Rosada novamente caminhamos mais (nesse dia q estava fechado os portões), fomos até o Obelisco e ali próximo almoçamos em um restaurante muito bom (precisávamos comida). A tarde caminhamos na calle Florida, tem várias lojas, lembrancinhas, tudo que você imaginar na verdade, uma coisa que eu não podia deixar de passar antes de ir embora era o café Havanna, muito charmoso, gostoso, lógico que pedimos outro de doce de leite! A noite fomos no local onde minha amiga trabalha, cara, que lugar MASSA, o nome é BIERLIFE, você gosta de chopp artesanal? Tem que ir lá!! Várias torneiras de chopp de todos os tipos, você pode provar antes de pedir e tem o happy hour, voltamos umas 21 e foi bem tranquilo de SUBTE, até porque a cidade é noturna. No dia seguinte pedimos Uber para o aeroporto, foi metade do valor que seria de táxi, ou seja, vale muito a pena, como não está regulamentado, sempre sentar adelante e tratar como conhecido ao descer. Eu super retornaria, pois a cidade é bonita, limpa, fácil de se locomover e conhecer tudo por conta. Umas das coisas que mais queria conhecer era o zoo de Lujan, mas ir sozinha é complicado pelas fotos, mas o bom que tem ônibus que vai direto até lá e não precisa pagar o absurdo dos transfer, joga no moovit e já aparece!!
  4. 2 pontos
    Quem nunca ouviu o ditado, ‘quem vê cara não vê coração’. Essa frase é excelente para traduzir as lutas, dores e dificuldades de uma conquista. Para o amor, não existe montanha alta o bastante, não existe caminho difícil demais, não existe desafio impossível, não existe um horizonte que não possa ser alcançado. Muitas vezes retratada e imortalizada diante um click de uma câmera, a alta montanha se assemelha ao amor. Não vou neste modesto texto desfocar o que disse o consagrado George Mallory que, ao ser indagado por qual motivo ele buscava o cume das montanhas, respondeu de forma simples e clara: “Porque ele está lá”, mas produzir uma metáfora com o tão buscado e verdadeiro amor. É tudo muito lindo quando fotos são postadas nos bastidores do Facebook, muitas delas nas alturas, a dezenas de graus célsius abaixo de zero, quilômetros acima das nuvens. Um difícil click que, muitas vezes, foram necessárias semanas de preparo, dias de aclimatação e uma caminhada árdua e que colocou a própria vida do protagonista em risco. Pelo caminho, muito além de flores, cenários deslumbrantes e pássaros, foram encontrados precipícios, temperaturas extremas, e as gretas traiçoeiras, que são as fendas no gelo, que podem ter dezenas de metros e que ficam encobertas por uma camada fina de neve, ocultas como um alçapão à espera do montanhista descuidado. É pisar, cair e morrer. Sim, muitas fotos trazem consigo o renascimento e a oferta de uma nova vida. O frio também cobra seu preço. Mesmo ‘mumificado’ com roupas especiais, temperaturas que podem chegar a 70 graus negativos costumam acometer as extremidades do corpo, sendo pontos vulneráveis os dedos e o nariz. Da mesma forma exemplifico o amor. Existem pessoas que nunca ousaram subir alto, admiram fotos e reportagens sobre a alta montanha e jamais se imaginam enfrentar tamanho desafio. Existem também os persistentes, insistentes e desafiadores, que enfrentam desafios para trazer para casa suas conquistas. Existem também aqueles que se contentam apenas em observar de camarim e aqueles que estendem uma toalha aos pés das altas montanhas, sem pretensão alguma de escalar. Seja lá a forma que você se enquadra, todas as opções refletem a busca pelo amor. Cada um em uma forma específica. Mas é aí que paramos para pensar, será que nos esforçamos de forma suficiente para encontrar o amor? Até onde preciso subir para que esse encontro se efetive? Por vezes, estamos no pé de uma montanha e lá estacionamos. Estagnados, permanecemos à espera do amor que pode estar poucos metros acima. Nos iludimos e nos conformamos com o fácil, acreditando que já estamos alto suficiente para encontrar o amor. O caminho do amor não se apresenta de forma fácil, muito pelo contrário, é árduo, perigoso e tal encontro não acontece por acaso, sem que você pare de sentir suas extremidades ou que sua respiração esteja beirando o impossível, diante o ar rarefeito e o despreparo para ver o que realmente o amor tem a lhe mostrar. Caminhos para o cume são vários e é você quem escolhe o que mais lhe convém, porém, visão do alto você não muda, existe apenas uma. Eu já estive lá em cima. Mas o que poucos, ou que quase ninguém sabe, é que por vezes quase não voltei. A neve faz o caminho desaparecer e, sem uma orientação eficiente, o seu retorno pode jamais acontecer. E lá está você, no alto da montanha, à espera do momento único de encontrar o seu amor. Sorriso no rosto ao perceber que superou adversidades e obstáculos que pareciam intransponíveis e, de repente, do nada, quando tudo parecia lindo, uma avalanche te surpreende. Você fica praticamente sem chão e seus pés tremem em uma base instável e sem sustentação. Todo seu esforço parece ruir, sua luta em busca do amor parece que de nada valeu. E em minutos você desce desgovernado sem entender o motivo que está te levando para baixo. Ao abrir os olhos, você percebe que está novamente aos pés da montanha e que só lhe resta juntar os destroços e, quem sabe, fazer uma nova tentativa, talvez, em uma outra montanha, sem ignorar as condições geográficas, climáticas, os perigos mortais e desafios muitas vezes ocultos. Ironia do destino, por mais bonito que pareça ser, ninguém pode viver no cume, que é um lugar para escalar, contemplar, deixar registrado uma marca e marcar sua história, e então descer e se preparar para arriscar montanhas mais altas e ter novas histórias para contar. Sim, eu já estive lá em cima. Por algum tempo, mas estive. Talvez não na mais alta montanha da minha vida, mas já estive lá. Tenha a consciência que você pode até mover montanhas e para isso precisa começar carregando pedras pequenas. Não espere a perfeição de imediato, pois essa é uma montanha que muitas vezes levará toda uma vida para ser escalada, um pouco a cada dia. Siga seu caminho, para o alto e avante. Lembre-se, nós não tropeçamos nas grandes montanhas, mas nas pequenas pedras. O amor realmente é uma montanha, e eu perdi o medo de altura. E por mais que saibamos que o cume é apenas um lugar de visitação, em uma destas aventuras podemos encontrar o amor bem lá no alto, em um lugar lindo e quente, e contra toda a regra da vida façamos desse lugar um lar eterno. Leve com você o ensinamento do provérbio chinês: não importa o tamanho da montanha, ela nunca poderá esconder o sol de sua vida. Bons Ventos!!! Luka Izzo
  5. 2 pontos
    RELATO Saímos de Doha de manhã e chegamos em Pequim no começo da madrugada, mas antes do previsto. Logo na chegada havia máquinas para vc já scanear suas impressões digitais. Coisa rápida e sem fila. A máquina inteligente identifica que vc é do Brasil e fala em português com vc. Um papel é emitido, que vc leva para a imigração. Imigração, aliás, que foi rápida, talvez pelo horário. Primeira fila esperada que não rolou. Vencida a primeira etapa, fui buscar o Bank of China pra fazer câmbio. Não achei, ou estava fechado, não sei. Tinha essa dica de já fazer antes de sair do desembarque, mas não achei. Lá fora havia um câmbio a 6,25 para o dólar, e ainda tinha comissão. Achei baixo, tinha visto que estava na faixa de 6,80. Havíamos agendado um transfer com nosso hotel para 1 da manhã, e desembarcamos antes disso, então fui pesquisar em outras áreas do aeroporto. Aliás, embora monumental, achei o aeroporto de Pequim – ao menos aquele terminal – meio datado e não muito claro. Achei outra casa de câmbio no embarque, que pagava melhor: 6,54, também com comissão. Ainda achei baixo e deixei para arriscar no dia seguinte na cidade (e fiz muito bem, troquei no Bank of China por 6,81 sem comissão). Nosso transfer chegou, partimos para a cidade para nosso hotel, que ficava num hutong. Tivemos boa impressão do quarto, embora a janela fosse interna – todas eram internas. TV só em chinês. Fomos dormir tarde, umas 3 da madrugada. (Relato começa no dia 5, os dias anteriores foram em Doha) Dia 5. Saímos meio tarde, eram umas 9am. Fui conferir se minha correspondência havia chegado, com os bilhetes de trem, e sim, tudo ok. Partimos para um Bank of China por lá perto para fazer o câmbio. Já tivemos nosso primeiro contato com um local, perguntando informação – o moço simpático não sabia dizer. Mas o guarda apontou onde era o banco. Só tinha uma pessoa na fila. E os atendentes falavam inglês! Primeiras boas impressões na cidade. O processo é burocrático e toma um tempinho (papelada, preenche, assina, etc.), mais tempo que nas casas de câmbio argentinas, por exemplo. Resolvida a parada fomos desbravar o metrô. É simples, tem as informações em inglês. Como tem muita linha, é bom identificar antecipadamente a estação para onde vc vai e qual linha passa por lá. Valor varia conforme distância e conexões, mas fica entre 3 e 6 CNY por viagem. Tinha lido que não adianta comprar antecipadamente, então sempre comprávamos na hora mesmo. Partiu Tiananmen! E, claro, Cidade Proibida, que era nosso foco do primeiro dia. Começar logo pelo principal! Descemos em Quianmen e ficamos curtindo um pouco o boulevard ali por perto. Rodamos e fomos em direção à monumental Praça da Paz Celestial. Conforme avançávamos, íamos identificando por onde entrar e para onde ir. Atravessar ruas geralmente é por passagens subterrâneas. Como tem muita gente eventualmente há setores para grupos e outros separados para quem estiver solo. Fomos seguindo o fluxo e dali a pouco estávamos nela, a Praça da Paz Celestial, ou a Praça Tiananmen. Somente muito depois fui me dar conta de que não pegamos fila alguma para chegar lá. Embora houvesse muita gente na região, a maioria era de grupos que ficavam reunidos com seus guias. De alguma forma milagrosa, não entramos em fila. Apenas flanávamos pela monumental praça e seus diversos cantos, quando vimos uma entrada para alguma atração e lá fomos nela. Fomos barrados, não podia entrar de bolsa. Voltamos e Katia deixou a bolsa num guarda volumes do outro lado da avenida. Voltamos para a fila. Galera correndo, acho que fechava meio dia. Descobri que era o Mausoléu do Mao. De novo: zero de fila! Mas... eu estava com câmera fotográfica, e também não era permitido. Teria de voltar, e não haveria mais tempo para visitar, fechava meio dia. Sem galho, voltamos, pegamos a bolsa de volta e seguimos passeando pela praça. Destino: Cidade Proibida. Embora monumental, acho que estávamos tão maravilhados com tudo que não nos demos conta do quanto andamos por toda a Praça Celestial da Paz. Andávamos, admirávamos, fotografávamos, curtíamos. Sempre avançando na direção da Cidade Proibida. Sem pressa, tínhamos todo o tempo do mundo. Olhei para o lado e vi a fachada do Museu Nacional da China. Queria conhecer, mas entrar em museu não era prioridade do dia. A fotografia do Mao aparecia cada vez maior na nossa frente – a fachada estava em reforma, mas muito bem escamoteada por um pano da mesma cor do que estava antes. Ali já havia muita gente, mas com espaço para todos. Eventualmente já recebíamos alguns olhares curiosos, presumidamente de chineses que chegam de outras cidades menores para conhecer e que não tem contato com ocidentais. E então revivemos uma experiência muito divertida (ao menos nós achamos divertido...) que é tirar foto com a galera. Eles pedem para fotografar conosco, e nós pedimos para fotografar com eles também. Todos curtem. Isso se repetiu nos dias seguintes e em Pingyao. Fomos seguindo o fluxo e dali a pouco lá estávamos, a entrada da Cidade Proibida. Meridian Gate. Onde era a bilheteria? Não estava indicado, ou eu não identifiquei. Mas o LP indicava que era nas laterais. De fato. Lá fui comprar. Zero de fila. Entrega o passaporte e paga, somente isso. Em seguida fui alugar um audioguide. Eu não alugaria normalmente, mas um amigo insistiu que eu fizesse uma visita guiada, “ou então eu não entenderia nada”. Fui de audioguide – e era mesmo interessante, qdo eu prestava atenção; é tanta coisa bela e monumental que os olhos desviam a atenção. O cérebro acaba preferindo os olhos aos ouvidos. Enfim, no audioguide já tivemos a primeira experiência com um fura-fila. Havia apenas uma menina comprando na minha frente e lá veio um fura-fila direto no guichê. De audioguide na mão e ingresso no passaporte, entramos. Vasculhamos a cidade proibida por umas 4 horas, até praticamente a hora de fechar. Em princípio busquei seguir o roteiro descrito pelo Lonely Planet. Eventualmente caíamos em exposições em que só havia coisas escritas em chinês! Mesmo dentro da Cidade Proibida, há atrações que demandam pagamento adicional (depois vi que isso é comum na China) – havia uma de relógios que era sensacional, valeu muito a pena o ingresso extra. Em geral são monumentos seguidos de monumentos que nos deixavam de queixo caído sucessivamente. Uma ou outra pausa breve para descanso no meio do caminho. De resto busquei explorar tudo o que pudesse por lá. Havia muita gente sim, eventualmente não dava para ver alguma coisa dentro de uma sala porque só havia uma porta aberta e um monte de gente vendo, mas era só esperar a vez que chegava. No fim da tarde, acho que umas 17 hs, encerramos e saímos. Do outro lado da rua tem o parque Jingshan, nosso destino seguinte. Eu achava que fechava logo a seguir, mas acho que não. Logo na entrada fomos abordados por uma simpática moça, que, depois de conversar um pouco, perguntou se não queríamos tomar um chá. Nós não iríamos mesmo (havia uma programação a cumprir!), mas logo nos lembramos do famoso golpe do chá que rola por lá, sobretudo em Xangai (é só dar um google). Apenas dissemos não e seguimos nosso passeio. Subindo as trilhas do parque Jingshan vc tem uma vista sensacional da Cidade Proibida. Ah, o parque é pago, acho que 20 CNY. Os parques na China geralmente são pagos. Fomos subindo e curtimos um bom tempo admirando aquele espetáculo da Cidade Proibida ao cair do sol. Havia poluição, conforme esperado, mas nada que impedisse de admirar. Não era um fog (de partículas de poeira!) nada pesado. Ainda rodamos pelo parque, e foi muito bacana: músicos praticando (alguns muito bons, outro muito iniciantes) diversos instrumentos ao ar livre, embora relativamente escondidos. Havia pessoas dançando (mais tarde vimos que isso é muito comum na China), havia pessoas fazendo Tai Chi Chuan (adoro ver!). Tudo muito limpo e organizado no parque. Saímos pela porta leste e fomos jantar no Little Yunnan, que estava listado e recomendado no Lonely Planet. Não me lembro mais do que comemos, mas gostei. Foi também nosso primeiro contato com a cerveja local, que viríamos a beber tantas outras vezes, a Tsingtao. Nada de mais, é uma skol da vida, e que geralmente custava barato (10 CNY). A versão de trigo, no raros locais em que encontrei, me agradava bem mais. Jantados, fomos andando para uma breve parada no hotel (reservar nosso passeio do dia seguinte até a Muralha!), e logo partimos para conhecer a famosa rua Wangfujing. Estávamos hospedados perto dela – na verdade, busquei um hotel perto dela. Mas a parte em que ela é fechada para carros era mais distante. Na nossa caminhada até lá, vimos enormes grupos dançando, um barato. Geralmente senhoras, e de meia idade. Todos curtindo, sem vergonha alguma (quem vos escreve teria vergonha, daí o destaque), muito legal. Era um grupo atrás do outro ao longo da avenida. Passamos ainda por uma bela igreja cristã (São José), fechada, e com a galera curtindo o jardim dela praticando... dança! A Wangfujing fechada aos carros é cheia de grandes lojas e tal. O que eu queria ver era a área das comidas (food stalls), mas passamos batidos na ida. Na verdade é uma ruela lateral, que sai da Wangfujing. Na volta encontramos e entramos. Ali, sim, é área de comida guerreira! Como havíamos jantado, e bem, não provamos nada, só curtimos visualmente a galera e as comidas. Na verdade, teríamos mais contato com comidas ‘estranhas’ -- aos nossos olhos – em outras cidades. Acabamos o dia tomando uma cerva artesanal caríssima curtindo um som ao ar livre local. Dia 6 Dia de conhecer a Muralha da China. Mal chegamos e já desbravamos aquela maravilha monumental que é o conjunto Praça Celestial da Paz e Cidade Proibida, e já partíamos para conhecer outra maravilha (mais monumental ainda) da China. E do planeta. O acordado era que uma van nos buscaria às 7am na esquina do hutong. Havia outros esperando também, acho que do nosso hotel. Foi tudo certinho. Primeiro van, depois desce todo mundo e segue num busão. Tem guia, que falava bem inglês e era divertido. Havia opção de subir a pé, o que foi desmotivado amplamente pelo guia. Galera que vai no esquema guerreiro, ou que vai também pelo trekking, escolhe essa opção. Nó subimos de bondinho. 120 CNY ida e volta, cada. O dia nublado e com mais poluição no ar do que o normal (que já é alto) não permitia visuais amplos. Mas sempre curto muito passear de cable car. Enfim, chegamos. A Muralha da China. Não precisa de mais palavras pra descrever. O guia havia nos orientado seguir até a torre 20, que é meio que um final de rota. A muralha está reformada até ali – e na verdade, ela fica fechada a partir daquela torre. Nada que impeça a galera de seguir viagem (pulando ou driblando o muro!), mas era a referência. A chegada é entre as torres 14 e 15, salvo engano. E a caminhada até a 20 é subida – depois é só descer! Assim fizemos, curtindo cada pausa pelo caminho (e foram algumas, estávamos fora de forma). Na volta Katia optou por descer para o ponto de encontro, eu ainda estiquei até a torre 10, descendo, curti e voltei. Tínhamos 3 horas para curtir (limitações de excursões em grupo!), curti todo o tempo disponível. Voltamos, almoçamos com a galera (comida saborosa para a turistada!), e voltamos. Chapei no ônibus. Demos uma passada no hotel e decidimos conhecer o 798 Art District naquele resto de dia. As atrações já estariam fechadas àquela hora, e o dia nublado não recomendava conhecer alguns belos parques da cidade, então essa nos pareceu uma boa opção. Leva um tempo até lá de metrô, e ainda tem uma caminhada a ser feita, mas fomos. Chegamos no fim de tarde, já sabendo que as galerias estariam fechadas, ou fechando por aquela hora. Mas ainda curtimos bastante o lugar. O 798 Art District é uma área muito bacana. Arte de rua, galerias, restaurantes moderninhos, etc. Tudo isso em meio às antigas instalações de uma fábrica, então diversos “restos” da fábrica foram reaproveitados como arte, ou mesmo adaptados ao novo cenário. A área é grande, estamos falando de alguns quarteirões. Foi lá que tivemos nosso primeiro problema de comunicação. Fomos comprar um chá e a menina foi apontando cada um para saber qual queríamos (falando não rolava, embora os nomes estivessem em inglês!). Eleitos os chás, na hora de pagar ela não tinha troco, e não aceitava cartão de crédito (galera lá usar QR code direto), pelo que entendi. Sei que ela foi extremamente simpática, mas demonstrou que não havia jeito. Ok, seguimos em frente. Fui tomar chá em outro canto, num lugar que tudo estava em chinês – escolhi o mais barato e tinha algo parecido com leite (soja?) misturado. Era bom. Bacana ver as maquininhas de tampar/vedar os copos automaticamente, para sair tomando de canudinho pela rua (lá toma-se chá como se fosse refrigerante – ou mate! – por aqui). Bateu uma ameaça de chuva e nos abrigamos num japa local, onde jantamos. Nesse dia Katia não tava bem, achou melhor pular a janta. É muito comum, mas fui dormir pensando que, em dois dias na China, tinha conhecido duas das maiores atrações do planeta: Cidade Proibida e Muralha. Que dias! Dia 7 Dia mais relax com viagem de trem pela tarde. Katia ainda se recuperando do revertério de ontem, saímos um pouco mais tarde que o habitual. Fomos no templo Lama e no templo de Confúcio, que ficam numa mesma região (salvo engano chamada de Arrow). São belos e amplos templos onde, além de toda a beleza, pudemos observar os chineses em seus rituais religiosos. Já tinha visto em alguns vídeos antes da viagem. Pagamos para entrar no Lama, mas o do Confucio foi grátis. Lá também é a região do Wudaoying hutong, área bem badalada turisticamente, que foi onde fizemos uma pausa para comer. Não é normal pararmos para comer durante o dia, mas Katia queria uma comfort food depois de um dia de estômago sensível. Nossa ideia com trens era sempre pegar o mais tarde, pegar o transporte de noite. Mas nem sempre o que queremos é o que está disponível, de modo que quebramos um pouco o dia com a viagem. Além disso, tinha lido em dez entre dez relatos (e também nas instruções que recebemos da agência que nos vendeu os bilhetes) a recomendação para chegar nas estações com uma hora de antecedência. E que possivelmente haveria fila para entrar na estação, porque todos passam por raio x para entrar. Com tudo isso planejamos então de sair 2hs antes da partida. Para dar tempo de pegar mochilas no hotel + metrô para estação + todo esse tempo que nos diziam ser necessário para a estação. Não é Europa em que vc chega 5 minutos antes e tá na boa. Enfim, demos esse tempo todo e... não havia fila alguma pra entrar na estação. Entramos na fila errada, mas logo uma boa pessoa nos indicou simpaticamente onde deveríamos ir (nosso bilhete era de outro tipo, requer outra entrada). Entramos e fomos para nossa sala de embarque. Lotada, conforme esperado. Ali sim havia fila, o que é natural – é como a fila para entrar no avião. O trem chega e o embarque é aberto uma meia hora antes, ou menos. E aí vai a galera, em teóricas filas. Sei que novamente estávamos na fila errada, e novamente uma boa alma nos indicou qual era a nossa. Depende do bilhete que vc tem. Rosa ou azul (nada a ver com Damares). O trem é primeiro mundo total. Novo, rápido, limpíssimo. A disposição era de fileiras de 3 x 2. O nosso era o de 2, e havia um cara sentado num dos nossos assentos, mas que logo se levantou quando chegamos. A comissária também foi muito simpática e disse que nos avisaria quando chegássemos em Pingyao. De novo: todas pessoas bacanas conosco. A viagem foi numa boa. Alternei a curtição do visual, com leitura, com Netflix e com algum sono. De fato, ainda há gente que parece desconhecer a existência de headphones e assiste a vídeos no celular ou ipad com volume aberto no máximo (ou muito alto). É algo que ocorre também no Brasil, enfim. Chegamos em Pingyao e fui direto para o taxi. Mostrei o nome do hotel para ele, que ligou para o lugar. Disse que o dono nos buscaria na muralha. Bacana. Cobrou um preço fechado (malandro!) um pouco acima do que eu tinha em mente, mas tava tão relax que não grilei com isso. Fomos de taxi até a muralha e de lá o dono da pousada nos recebeu. Nem taxista nem ele falavam nada de inglês, as frases trocadas eram todas via aplicativo do taxista. Houve alguma falha de comunicação pq o moço da pousada veio sozinho com uma moto, e éramos 2. Logo depois chegou outra, e lá fomos nós em direção à pousada. Fomos muito bem recebidos por uma moça surpreendentemente falando inglês e nos dando orientações, além de um saboroso chá. Nosso quarto era ótimo, num courtyard – um padrão em Pingyao. Preço excelente pela qualidade. E já partimos para curtir a noite na cidade. Era fim de semana, sábado de noite, e estava cheio de gente nas ruas. Lojinhas, comidas, e muita gente. Teoricamente é área somente para pedestres, mas -- lembre-se! -- motos ignoram regras, então volta e meia havia uma buzinando para a galera sair e abrir espaço. Nada que fosse problema. Pingyao mostrava ser mesmo uma cidade graciosa. Rodamos bastante de noite, jantamos o pingyao beef (meio que uma carne defumada gelada), aproveitei para fazer massagem (thai moment!) e fomos dormir. Tudo estava fechado às 23:30.
  6. 1 ponto
    Dia 15 Em todos os lugares que eu lia, galera falava que leva mais de 1 hora até o aeroporto de taxi. Que tem de chegar no aeroporto 3 horas antes, ainda mais na China. De metrô só chegaria lá às 7 (olhando para trás, eu vejo que deveria ter organizado de dormir por lá perto). Eu via no maps.me e a estimativa de taxi era de meia hora. Mas, enfim, vamos conforme recomendações. Pegamos o taxi às 4:30. E chegamos no aeroporto em 20 minutos, confirmando estimativa do maps.me. Pra piorar, o check-in só abria às 6 da manhã. PQP. Novamente nada de fila para entrar no aeroporto – não havia quase ninguém por lá! Enfim, não precisava ter saído tão cedo. Hong Kong Chegamos em Hong Kong debaixo de chuva. Pegamos o trem (comprando para 2 tem desconto) e o busum grátis para o nosso hotel. Dez dias depois, google estava de volta. Cheio de msg no gmail para apagar. Comprovei que existe vida sem google. Quando a chuva deu folga, descemos para dar um rolê pela área. Era um domingo, mas felizmente havia onde fazer câmbio. Subimos a Hollywood Rd., conhecemos o Mo Temple, passamos pelo belo HK Park (inclusive no enforme viveiro) e seguimos para pegar o tram par ao Victoria Peak. Chegando lá, o tram estava fechado para obras. Teria de andar sei lá até onde para pegar um busum. Desencanamos disso e fomos seguir nosso rolê de exploração dos arredores, mas acabamos achando ao acaso um ponto final de ônibus que seguia justamente para o Victoria Peak, então não recusamos! No caminho, vimos um protesto dos estudantes pela democracia em Hong Kong, o que vem ocorrendo até a presente data. Paradoxalmente era o mesmo domingo de passeatas no Brasil, onde grupos pediam o fechamento do Congresso e do STF. O busum vai serpenteando pelos morros. Aliás, mão inglesa! E muito inglês nas ruas, além de muitos estrangeiros. Ainda assim, em diversos locais só havia coisas escritas em chinês. Lá no alto, ótimos visuais da cidade. Curtimos bastante, inclusive com uma caminhada por uma das trilhas (pavimentadas), para curtir mais visuais. Tinha um quê de Paineiras. Láno alto tinha também um shopping com acesso pago a uma plataforma com visual mais amplo, mas não fomos. Sequer entramos no shopping, aliás. Depois de curtir mais visuais das trilhas, pegamos o busum de volta. Vimos muita gente acampada nas ruas, majoritariamente mulheres. Não sei bem o que era, mas varias faziam coreografias de dança. Devia estar rolando alguma coisa nesse sentido naquele dia, pq não vimos esses grupos nos dias seguintes. Aliás, era domingo, havia muita gente nas ruas. Fomos para o deck dos ferries e partimos para a roda gigante. Fila, finalmente! Mas não demorou. Era fim de tarde, umas 1830, mas o tempo não ajudava para um pôr do sol com sol. Foi sem. Achei a roda gigante incrivelmente barata (20 HKD) para o padrão local. Era patrocinada, deve ser isso. Aliás, a moeda local, o dólar de Hong Kong (HKD) era nominalmente 15% acima da chinesa. Mas os preços reais eram muito mais altos do que na China. Para efeito de comparação: a tarifa básica do metrô era 11 HKD por lá, enquanto na China saía por 3 CNY. Depois da roda gigante, pegamos a barca para o outro lado. 3.1 HKD no fds, 2.2 HKD em dias da semana. O trajeto já e um visual, bem barato. Do outro lado, Tsim Sha Tsui, curtimos o espetáculo de cada dia de ver as luzes dos prédios acendendo. Tipo Bund, mas em Hong Kong rola música, efeitos, etc. É um espetáculo coordenado. Que começa às 20hs em ponto. Ainda demos um rolê pelo Promenade e Av. of Stars antes de voltar ao outro lado do rio, agora de metrô. Nesse dia fomos jantar no Soho, a preços MUITO mais alto que na China. E, se já havíamos achado Xangai mais cosmopolita, HK era muito mais. Dia 16 Dia amanheceu nubladaço e, na hora que iríamos sair, desabou o maior toró. Aguardamos acalmar e saímos pra tentar fazer uma caminhada por um roteiro que o LP sugeria. Mas a chuva voltou a apertar, de modo que ativamos o plano B: museu. Compramos o Octopuss card (devia ter feito isso ontem!), que facilita a vida, e ainda dá desconto de 1 HKD nas passagens. No metrô vimos propagandas de roupas intimas femininas. Isso não tem na China! Provamos um delicioso pão local de manhã, um tal Pineapple branco com manteiga. Fomos para o Museu de História de HK, e entramos logo que abriu ás 10hs. Estava na lista para visitar, e é muito bom, muito informativo e bem transado. Vale muito a pena. Depois da visita, a chuva prosseguia. Como havia previsão de melhora para a tarde, fomos almoçar (coisa rara!) e depois ainda tentamos passear pelo parque Kowloon. Assim que a chuva sinalizou acalmar, decidimos pegar o metrô. A ideia era conhecer o longo teleférico até o Buda gigante. Chegamos e havia pouca ou quase nenhuma chuva. Ufa! O teleférico é uma facada: opção normal por 235 HKD, ou cabine fashion (sei lá qual diferença) por 315 HKD. O teleférico é um barato, longo, com altos visuais. Gosto muito de teleféricos e esse foi dos mais legais. E o melhor: em diversos relatos que li, galera falava de neblina, que não dava pra ver nada, etc. Embora estivesse meio chuvoso, não havia neblina! Chegamos lá já no fim do expediente, de modo que tivemos de fazer uma visita acelerada a tempo de pegar o último teleférico de volta – mas que foi suficiente. O tempo firmou (não choveu mais), e curtimos muito o Buda gigante, além do monastério que fica logo ao lado. O monastério, aliás, é dos mais bonitos que vimos na viagem. Mas não pode entrar nos halls. Voltamos e pegamos o metrô. Até pensamos em arriscar algum busum, mas optamos pela certeza e rapidez do subsolo. Direto para o Tsim Sha Tsui para curtir o espetáculo. Passamos num 7/11 local para comprar umas cervas para acompanhar o espetáculo. Não sei se pode beber em público por lá (vimos outros fazendo, mas...), de modo que fomos discretos. Curtimos o show das 20hs de novo! Depois fomos percorrendo várias ruas e blocos numa longa caminhada noturna desde a Nathan Rd. Passamos pelo Night Market local (tipicamente Chinatown), Ladies Market (uma área de muita vida noturna) e fechamos a desbravada com uma cerva artesanal num bar chamado Tap Project. Na volta pegamos um busum para experimentar. Cartão Octopuss na mão e roteiro descrito nos pontos é outra coisa. Além de estar precisamente descrito no google maps. Já era tare e não tinha nenhum restaurante chinês aberto nos arredores. Arrisquei um noodles do 7/11, então. Larguei o pozinho todo e, pqp, haja pimenta. Tive de comer e 3 etapas. Em HK vi grandes variações de preço de um mesmo item entre lojas. Refiro-me a garrafinhas de chá, refri, cerveja. Ou de água mesmo. Mesmo nos 7/11 vi diferenças significativas de preço (p.ex, 8 x 12) entre lojas. Dia 17 Dia reservado para conhecer Macau. Acordamos bem cedo. Sem chuva! Até sol estava ameaçando. Atrasamos um pouquinho a saída. O tempo fechou e a chuva desceu forte na partida da barca. Foi bom, pq foi só ali que choveu no dia! Durante o trajeto já achei bacana ouvir o speech de segurança em português! Chegamos em Macau com o céu mais claro depois de chuva forte. Pegamos um busum grátis para um dos hotéis com cassino, o Grand Lisboa. Demos um breve rolê lá dentro, cassinos não me atraem. Depois fomos andando para o centro histórico. Vai, Portugal! Em Macau, circulamos pela rota turística. Provamos biscoitos, bolinho de bacalhau, pastel de nata. Chão de pedras portuguesas. Bacana ver coisas em português. De fato o português é oficial, mas inglês vem tomando espaço claramente. Aliás, provavelmente fala-se mais inglês que português por lá. Fora do centro, fomos andando até a Fortaleza, suando muito! Umidade mais alta, pelo visto. Visual nada demais, vale pelo monumento em si. Na volta, cedemos à tentação da culinária local e demos uma pausa num restaurante focado em pratos da culinária portuguesa e suas colônias – inclusive brasileira! Mas fomos de bacalhau, que estava muito bom! Depois do almoço focamos em atrações mais ao sul, até fechar a visita no alto do morro da Penha. Ficamos até tarde em Macau, ainda voltamos aos cassinos para ver um diferente e na esperança de pegar o shuttle de graça de volta pra estação, eheheheh. Mas acabamos pegando um taxi e voltamos. A volta foi mais cara, pq era noite. Ida às 8:30 a 170 HKD volta às 20:15 a 200 HKD. HK e Macau não requerem visto. E não carimbam o passaporte. Dia 18 Dia de ir pra longe, mas em HK. Primeiro fomos na Ping Shan Heritage Trail. Achei bem caído, ainda que com algumas coisas interessantes. Voltamos logo e pegamos o light rail pra o Wetland Park. Dia nublado, mas sem chuva. O parque é bacana. Tem trilhas sobre passarelas de madeira, muito birdwatching. Fica geograficamente perto de Schenzen. Rodamos o parque todo e pegamos o busum volta. Nos arredores de Wetlando tem muitas construções residenciais. E já havia dezenas de espigões. É muita gente. Descemos na região onde estávamos e fomos andando para Wai Chai, bairro que tem um mercado de rua (novamente estilo Chinatown). Seguimos então para o Centro de Convenções e Exposições de HK, local do grande evento que selou a devolução de HK para a China. Do lado de fora havia várias estátuas de comics locais, bem bacana. Ficamos de relax ali, curtindo os personagens e o visual do rio. Estava sem chuva, mas rolava um sereninho e neblina, com nuvem baixa encobrindo prédios. Pegamos o ferry para o outro lado para curtir a Av. of Stars de dia. Chegando lá, a chuva apertou para uma garoa forte. Pegamos o metrô de volta. Ficamos tomando umas cervas no Soho, enquanto a garoa apertava e diminuía. Curtimos nossa última noite por ali mesmo, o visual (e o local!) do espetáculo noturno estaria prejudicado pela chuvinha. Jantamos num indiano muito bom perto do hotel.
  7. 1 ponto
    Se vc gosta de sítios arqueológios, Moray é uma boa opção. Neste passeio vc vai também à salineira de maras, que é legal. É passeio de meio dia. Se quiser aventura, pode fazer este passeio em atvs (aquelas "motos" de 4 rodas). Pisac está incluído no passeio do vale sagrado. Se vc gosta de feirinha de artesanatos, pesquisa antes o dia mais legal para fazer o vale sagrado, pois 3 dias da semana tem uma feira gigante em Pisac (eu sei que domingo tem, não sei os outros 2). Saqsaywaman e Qorikancha estão incluídos no city tour. Se vc quiser pode também passear pela cidade, que tem vários museus, igrejas É um passeio interessante. San Blas é um bairro muito charmoso, com vários cafés e um mercado de souvenirs muito legal (é considerado o bairro artístico de Cusco). O mercado san pedro também é um lugar legal parta se ir e achar coisas boas com preço bom, e conhecer de perto o povo de cusco. Não se esqueça de comprar o bilhete turístico no seu primeiro dia. Vc vai precisar dele no city tour. Na plaza de armas de Cusco tem uma loja que tem (tem várias outros locais que vendem, mas lá é um local bonito, então vc junta as duas coisas).
  8. 1 ponto
    Depois de anos de aventuras desde Aconcagua, Chapada Diamantina até o calor dos Lençóis Maranhenses, o que eu percebi é que qualquer mochila com armação interna rígida e uma barrigueira estruturada vai transferir adequadamente o peso para a cintura (se bem regulada). Hoje o que importa, pra mim, em uma mochila é a robustez e a facilidade de acesso ao interior, por isso acho Trek 900 Forclaz a melhor mochila do mercado, custo beneficio, parruda, detalhes bem pensados pra trekking e viagem, e a abertura frontal total que deixa as demais parecerem mochilas do século passado. Como estou cagndo pra griffes e marcas, é a minha escolha sem pestanejar.
  9. 1 ponto
    Excelente relato e ótimas dicas, parabéns pela viagem. O Peru está no meu radar para o ano que vem e estava lendo relatos hoje mesmo, vai ajudar muito.
  10. 1 ponto
    Boa tarde! Vc depois de Bruxelas iria pra Amsterdam e depois voltaria pra Paris? Sugiro ir de Londres pra Amsterdam, depois Bruxelas e Paris. Bruxelas é pequena e em um dia vc conhece bem. Em outro dia vc pode ir pra Bruges e Gent q vale muito a pena. Derrepente neste mesmo dia vc pode pegar um trem noturno pra Paris pra já ganhar tempo. Em Bruxelas eu sugiro q fique no Hostel 2G04. Fica do lado da Grand Place, no miolo do centro da cidade. Praticamente todas as atrações turistícas (com exceção do atomium) ficam perto do centro.
  11. 1 ponto
    Alguém indo ou querendo ir conhecer o Círio de Nazaré em outubro? Estou querendo ir, praticamente um bate/volta, Indo na sexta e voltando no domingo. Se alguém se animar.
  12. 1 ponto
    já fiz todas essa cidades meu Instagram tem tudo @abrantesfontenelle
  13. 1 ponto
    Em 30 dias de viagem dá para fazer bastante coisas! Descontando uns 2 dias perdidos na ida e 2 dias na volta, sobrariam uns 25 a 26 dias. Quanto tempo em cada local depende dos seus interesses, mas uns 5 dias em Londres, 3 dias em Amsterdam, 4 dias em Berlin e 3 ou 4 dias em Praga costumam atender as necessidades da maioria das pessoas. E você teria só 16 dias, ainda teria outros 10 dias "livres" Se não tiver nada de especial planejado para a Bélgica, uns 3 dias lá costumam agradar a maioria das pessoas, 1 ou 2 dias em Bruxelas, 1 dia para um bate-volta a Brugges e algumas pessoas gostam de 1 dia em Gent. Uns 3 ou 4 dias em Budapeste costumam ser o suficiente para a maioria. A Polônia é bem grande, dá para ficar os 30 dias só na Polônia e não esgotar tudo, mas se for fazer o básico que a maioria das pessoas aqui faz, que é visitar só Cracóvia, 3 dias em Cracóvia devem ser suficientes para a maioria das pessoas. Mas Cracóvia seria o local mais longe e fora mão da sua viagem, seria interessante reservar 1 dia adicional para chegar lá, e outro dia adicional para sair de lá, caso você não tenha interesse de passar a noite todo viajando num ônibus meio desconfortável. Bélgica você encaixaria entre Londres e Amsterdam, e Cracóvia encaixaria entre Praga e Budapeste ou entre Berlin e Praga, escolha a opção que tiver os horários e preços mais convenientes.
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  15. 1 ponto
    Salve Galera!!! Estarei no Peru em Setembro, mais precisamente na cidade de Huaraz do dia 7/9 a 29/9 fazendo os trekkings nas lagunas e o circuito Huayhuash + Santa Cruz Trek. Quem tiver afim da um salve!
  16. 1 ponto
    Estou indo nesta mesma época e farei 4 dias Amsterdã ( com bate volta a Bruges ), 5 dias Londres e 4 dias Paris . Acredito ser o suficiente .
  17. 1 ponto
    Olá Fernanda, tudo bem? Pois é, acredito que tenha gasto no total uns R$ 1.700,00. Machupichu é o mais caro. Mas com essa agencia reservei com eles a ida, o hotel em aguas calientes e a volta no outro dia. Tudo muito organizado, e também os outros passeios. Eles, dessa agência são bem tranquilos para negociarem e fecharem seus passeios. Espero ter ajudado! abraços,
  18. 1 ponto
    Eu tenho interesse! E disponibilidade pra sair agora pois não estou trabalhando hehe Meu whatsapp é (48) 9847 61231
  19. 1 ponto
    Que aventura heim ?? Peguei algumas caronas em minhas viagens, a maioria por falta de transporte no horário que eu precisava. Conheci pessoas fantásticas.
  20. 1 ponto
    Ótimo relato! Qual foi sua percepção no que diz respeito a segurança? Mulher viajando sozinha, é comum por lá? Obrigada
  21. 1 ponto
  22. 1 ponto
    Ei, @koga, tudo bem? To querendo conhecer o Leste europeu tb, me interessei. Especialmente Cracóvia-Praga-Budapeste-Liubliana. Como estão seus planos agora?
  23. 1 ponto
    Oiê, tô planejando passar 1 mês na Tailândia do início de fev pra mar. Me adiciona nesse grupo, por favor! (61)98163-2451 Gabriella meu nome
  24. 1 ponto
    Relato de uma viagem feita sozinho durante 58 dias no México entre os dias 02/05 e 28/06/2019. Muitas das informações aqui apresentadas já foram em parte compartilhadas no meu Instagram de viagens criado há pouco tempo: https://instagram.com/viajadon_/ Obs.: os preços informados são em peso mexicano. PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS: Cidade do México, Teotihuacan, Tepotzotlan, El Tajín, Papantla, Huasca de Ocampo, Mineral del Monte, Bernal, Querétaro, Jalpan, Huasteca Potosina, San Luis de Potosí, Real de Catorce (local mais ao norte), Guanajuato, San Miguel de Allende, Puebla, Atlixco, Cholula, Zacatlán, Chignahuapan, Cuetzalan, Orizaba, Oaxaca, Chiapa de Corzo, San Cristóbal de las Casas, Comitán de Dominguez, Laguna Miramar, Toniná, Palenque, Bacalar, Tulum, Cobá, Isla Mujeres, Holbox, Valladolid, Ek Balam, Las Coloradas/Río Lagartos, Chichén Itzá/Pisté, Mérida, Uxmal/Ruta Puuc. MAPA GERAL COM PONTOS DE REFERÊNCIA: - Local mais ao norte: Real de Catorce - Local mais ao "sul" (próximo da Guatemala): Lagos Montebello (em passeio partindo da cidade de Comitán Dominguez) Mapas interativos: https://drive.google.com/open?id=1fd9QocEx5PbMuHYldzdv9zf3LNjCAXjF&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=1XZ6l1GJdttfU1UDeC8xXpW1izBhMntlK&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=18fij8kYrSgXfXdRvMRBA5e3Jdq3ADbYQ&usp=sharing Arquivos Kmz: México - Estados de Hidalgo, Querétaro, San Luís Potosí, Guanajuato e cidades de interesse em Michoacan.kmz México - Estado do México, Veracruz, Puebla e Oaxaca.kmz México - Estados de Chiapas, Yucatan e Quintana Roo (sulleste).kmz ITINERÁRIO RESUMIDO: Planilha editável: Tabela de deslocamentos - realizado (espaçado).docx INFORMAÇÕES BÁSICAS POVO - Os mexicanos são muito acolhedores, honestos e simpáticos com o turista brasileiro de forma geral. - No país encontrará pessoas falando outras línguas, além do espanhol, como nahuatle (em El Tajín e em pueblos do estado de Puebla) e tsotsil (San Cristóbal de las Casas) e outras línguas da família maia. CÂMBIO - Não leve reais e muito menos leve pesos mexicanos comprados aqui no Brasil! - Apesar de ter lido em um relato que o euro era mais vantajoso do que o dólar na conversão para pesos mexicanos, não verifiquei isso em nenhuma casa de câmbio. Sendo assim, o conselho é levar dólares. - Melhores cotações ao longo de toda a viagem nas casas de câmbio do Terminal 1 do Aeroporto. Atenção que o seu voo chegará no Terminal 2, onde as casa de câmbio oferecem cotações menos favoráveis. Para ir ao 1 procure pelo Aerotrem (trem de conexão entre os terminais). Ao chegar no túnel de acesso ao Aerotrem, te pedirão a sua passagem. Informe que você acabou de chegar de viagem e que quer ir às casas de câmbio (deu certo comigo e acho que geralmente dá com qualquer um). - Nos mercados da rede Soriana (há em várias cidades do México) é possível pagar em dólar e receber troco em pesos por uma excelente taxa de conversão (troco a $18,80 enquanto em casa de câmbio estava a $18,25). PREÇOS - O México em geral é mais barato do que o Brasil. O preço de artesanato é absurdamente barato e os de transporte, hospedagem, alimentação e transporte serão discutidos nos tópicos a seguir. TRANSPORTE - O México é muito bem atendido por linhas de transporte. Mesmo entre cidades pequenas no interior costuma haver transporte regular (geralmente kombis) e entre várias cidades, há opções de ônibus executivos confortáveis do grupo de empresas da ADO, da Futura ou do grupo da Estrella Blanca, com preços mais ou menos correspondentes aos praticados no Brasil. - Para se locomover entre cidades do circuito turístico nos estados ao norte da Cidade do México (até San Luis de Potosí) ou entre a Cidade do México e Puebla ou Oaxaca, encontrará opções mais econômicas no Bla Bla Car (app de compartilhamento de carona). No app, muitas vezes a viagem sai por um terço do preço dos ônibus regulares e além disso, vc ainda pode conhecer pessoas massa, como aconteceu na viagem até Querétaro, em que conheci dois mexicanos e um belga super "chidos", que depois ainda tomaram uma cerveja comigo. - Para viajar para alguns pueblos, muitas vezes haverá apenas opção de colectivo (kombi ou van) ou em caso extremos haverá apenas opção de caminhão (pau de arara), como entre Laguna Miramar e Ocosingo. Às vezes a única opção de transporte regular (nos dois sentidos da palavra) pode ser também a carroceria de uma camionete, como para visitar Toniná partindo de Ocosingo. - Uma forma bastante popular de se viajar, especialmente em ou entre cidades pequenas é o táxi coletivo. São basicamente táxis que circulam meio que como vans ou ônibus pegando mais de um passageiro. Em algumas situações colocam até 5 passageiros, sendo dois na frente (sim, há um banco adaptado em cima do freio de mão 😂). - O transporte dentro das cidades costuma ser muito barato (ex. metrô a $5 na Cidade do México). Dicas para economizar: a) cheque o Bla Bla Car antes de comprar passagens de ônibus; b) nos estados de Chiapas, Campeche, Quintana Roo e Yucatán, verifique sempre se há opção de colectivo, além do ônibus (é mais desconfortável, mas às vezes muito mais em conta e com saídas mais frequentes); c) sempre quando for comprar passagem de alguma empresa do grupo ADO (OCC, AU e a própria ADO), cheque o site com 2-3 dias de antecedência, pois geralmente há cotas promocionais que reduzem o preço em até 40-50%; e c) ao comprar passagem em terminal rodoviário, cheque sempre se não outra empresa que faz o percurso, pois geralmente o atendente te informará apenas a com horário de saída mais próximo. Geralmente há outra empresas com ônibus simples, sem banheiros, porém com poltrona confortável, que fazem o mesmo trajeto das empresas mais caras. HOSPEDAGENS - O México é um país barato para se viajar. Peguei alguns hostels de boa qualidade com preços absurdamente baratos, como $85 com café da manhã no Torantelo em San Cristóbal de las Casas ou $30 no Lucky Traveller em Tulum. 🎉 De forma geral, encontrará bons hostels entre $120 e $240 na maior parte das cidades. - Em alguns pueblos e cidades menos turísticas pode ser que não encontre hostels. Neste caso, confira o Airbnb se quiser reservar com antecedência. - Dica importante: caso esteja viajando em baixa temporada, sem muita preocupação com disponibilidade de hospedagens, deixe para pagar a diária do hostel a cada novo dia, sempre conferindo o preço no Booking. Direto aparecem promoções de diária para o local onde vc já está hospedado. Essa é a regra, porém quando o valor já está absurdamente barato ao se reservar inicialmente, pode ser melhor reservar logo por vários dias, com atenção a alterações nos valores das diárias por este maior período. p.s.: Ao final do relato, encontrará a lista de todas as minhas hospedagens. COMIDAS E BEBIDAS - É bom ter um glossário de comidas mexicanas! Muitas coisas são bem parecidas. Às vezes só de acrescentar um item em alguma coisa, esta já recebe outro nome. - Ser vegetariano no México às vezes é um pouquinho complicado se você não está na pilha de fazer sua própria comida. - Comidas de rua e refeições em mercados (tipo os nossos mercados municipais) são bem econômicas e em geral os restaurantes chiques custam menos do que muitos restaurantes razoáveis do Brasil. - Um outro atrativo do México para mim são suas simpáticas padarias. Muitas delas vendem apenas opções de pães doces com preços geralmente super em conta! Em Orizaba, por exemplo, paguei $5 (!) por três tipos diferentes de pães doces. - Pimenta! 🌶️ Sim, os mexicanos realmente amam pimenta. Tudo o que você pede pode levar pimenta no seu preparo, até mesmo uma raspadinha de gelo ou frutas no copo. É comum também ter à disposição molhos de pimenta verde ou vermelho de preparo próprio. Caso vc não curta pimenta, relaxa que geralmente as comidas não vêm apimentadas da cozinha (exceto o "mole" ou alguns pratos típicos que são feitos à base de pimenta), mas é sempre bom perguntar. - Outra coisa interessante é que nos menus (combos de comidas), o arroz às vezes pode vir como opção de segundo prato, após a entrada (geralmente uma sopa ou caldo) e antes do prato principal. - Ah, e esqueça o tradicional arroz nos pratos. Os mexicanos muitas vezes usam as tortillas como base dos seus pratos. Às vezes quando o prato vem com arroz, eles inclusive misturam o arroz com o acompanhamento e colocam na tortilla. hahaha - Há diversos tipos de antojitos (classe do comidas dos tacos e quesadillas). Tive dificuldade para diferenciar um de outro algumas vezes, mas tranquilo, já que os próprios mexicanos quando questionados sobre as diferenças fazem confusão. hahahaha - Em relação à bebida, o preço da cerveja é mais ou menos o mesmo do Brasil (aqui é um pouco mais barato). Uma garrafa de 1,5 L de água custa geralmente entre $9 e $14. Refrigerante eu não lembro, mas dado o alto consumo mexicano (mais do que 6x a média mundial), acho que é bem barato. - Os mexicanos também são doidos por suco! Nas ruas geralmente há várias banquinhas de suco. Na verdade, o suco lá geralmente é feito com fruta em infusão durante um bom tempo e se chama "agua (de sabor)". Já os sucos de pura fruta, sem adição de água, que são chamados de "jugo". - Outra coisa que os mexicanos amam é tamarindo. Há inclusive um preparo tipo uma calda muito popular à base de tamarindo e pimenta, chamado "chamoy", que eles usam em diversos alimentos. Os doces feitos com a fruta, especialmente os picantes, são deliciosos! 🤤 - Paleta! Sim, o termo "paleta" não é invenção de empreendedor brasileiro. Os picolés mexicanos realmente se chamam "paletas". Os de fruta são deliciosos! Mesmo aqueles baratinhos de carrinhos de rua são super saborosos. Eu costumava curtir mais as paletas de fruta (especialmente as com pimenta) do que os sorvetes ("helado" se for à base de leite ou "nieve" se for à base de água). Bem acho que é isso... segue aí uma listinha de coisas que comi ou bebi com um breve comentário: - Camote - doce de batata doce vendido em Puebla - Cemita - pão tipo "brioche" (desses com gergelim usados para sanduíches). Também é o nome do sanduíche em si, muito popular em Puebla, o qual leva carne de porco, queijo, abacate e pode levar pimenta. É bom, mas é só um sanduíche em torno do qual o povo local cria todo um "hype". - Chalupas: massa de milho frita recoberta depois com um molho e ingredientes a gosto. Parece com salbute. - Chamoyada - raspadinha de gelo com pimenta - Chapulines - grilos - Chicatanas: formigas - Elotes e esquites - milho com limão, pimenta, maionese e queijo. Esquites é a versão com o milho no copo. Uma delícia! - Flor de calabaza - flor de abóbora refogada. É bem gostosa e geralmente é servida em tortillas. - Gordita - tem a versão de nata, que é tipo um pãozinho doce feito à base de nata e que pode ser recheado com geleias, doce de leite ou nutella. Tem a versão salgada que é massa de milho frita e recheada. Ambos eu achei bem gostosos. - Habas - favas grandes salgadas, vende-se em lugares que tbm vendem amendoim - Huaraches e sopes: para mim são iguais, mas têm um formato diferente. Tortilla de milho, com feijão, alface e queijo. - Huazontle - empanado recheado com queijo feito com uma folha fibrosa (o próprio huazontle) que se parece brócolis . Não curti muito! - Huitlacoches - fungo que dá no agave. Uma delícia nas tortillas. - Memela: massa de milho frita coberta com feijão e molho verde ou vermelho. O que eu comi perto do Balneario Axocopan em Atlixco foi o antojito mais gostoso de toda a viagem. - Molletes - pão com queijo, tomate, alface, que lembra uma bruschetta. - Molote - tipo de antojito frito parecido com quesadilla. Gostoso! - Nopales - folha de palma mto negligenciada aqui no Brasil, mas super populares no México. São servidas em antojitos ou em pratos. Eu adoro! - Palanqueta - parecem barrinhas de cereais feitas com semente de amaranto. Eu acho gostosas. - Pan de espelon: tamal com feijão preto e lomitos (carne assada). Muitooo bom! Popular em Yucatan. - Panucho: taco com feijão colado frito em óleo de banha de porco. Leva em cima alface, tomate e abacate no caso do pedido sem carne de porco. Bem gostoso! Popular em Yucatan. - Papadzules: parecem panquecas recheadas com ovo duro e com molho de tomate por cima. Não curti muito! Popular em Yucatan. - Pipián - molho a base de semente de abóbora. Popular em Cuetzalan. - Polcanes: espécies de bolinhos de milho fritos recheados com carne de porco desfiada. Não curti! Popular em Yucatan. - Relleno negro: parece um caldo feito com carne de perú, com tomate, feijão adocicado, salsa e queijo. Sabor forte. Muito gostoso! Popular em Yucatan. - Salbute: parece o panucho, mas não se coloca o feijão na hora de fritar - Sopa de lima: sopa rala de frango, com tomate, cheiro verde e lima - Tamal chachacua: tamal feito enterrado em chão com pedras quentes, geralmente recheado com carne de porco e frango. Muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal de macalun: com hoja santa, semente de abóbora. Muitooo, muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal vaporcito: feito no vapor. Gostoso.Popular em Yucatan. - Tlacoyos de requesón - um dos antojitos mais gostosos que comi. São encontrados na Cidade do México. - Tlayuda - massa de milho verde frita com cobertura de feijão e outras coisas que são vendidas nas ruas de Cidade do México. Essa eu achei ruim. Já a tlayuda de Oaxaca são gostosas, parecem tortillas grandes dobradas e recheadas com feijão, alface, abacate, tomate e queijo (e carne). Frutas: - Huaya: frutinha verde que parece pitomba, também conhecida como mamomcillo - Mamey: fruta grande cujo sabor lembra um pouquinho o de mamão. Achei deliciosa - Nanche: murici - Tuna: fruta do cactus que eu não curti Bebidas: - Atole - bebida feita a base de milho; a de cacahuate (amendoim) é uma delícia - Pozol: é uma bebida de milho com cacao parecida com o tascalate. É gostosa, mas é enjoativa. Há também a versão branca, com coco, que não achei gostosa. Popular nos estados de Chiapas e encontrada também em Quintana Roo e Yucatan. - Pulque: bebida alcoolica meio azeda feita a partir da fermentação do agave. Eu gostei da versão com fruta. - Rusas: bebida de água gaseificada ou refri de limão ou sangria com limão, pimenta e sal. É uma delícia! - Tascalate é uma bebida de chocolate feita a partir de uma mistura de milho torrado, chocolate, pinhão moído, achiote, baunilha e açúcar. Bem gostosa, mas o gosto é forte e enjoativo. Popular em Chiapas. - Tepache: bebida fermentada geralmente de abacaxi - Yolixpa: bebida alcoólica indígena a base de 23 ervas vendida em Cuetzalan. Achei gostosa. ROTEIRO DIA 1) BRASÍLIA - CIDADE DO MÉXICO De antemão, já deixo registrado que a Cidade do México é incrível, com diversas atrações interessantes. Se possível reserve ao menos uma semana para curtir a cidade. Ah, e se liga em duas coisas importantes: a) muito atrativos da Cidade do México (e de outras cidades) são fechados na segunda-feira; e b) a entrada em muitos museus é gratuita aos domingos. Bem, agora vamos ao relato. Comecei bem a viagem: sendo parado na imigração. Deve ter sido pq a atendente na triagem inicial me fez uma pergunta em espanhol rapidamente e eu não entendi, para não dizer que tenho cara de gringo querendo migrar para os EUA ou de narcotraficante árabe (e olha que minha barba tava curta). Fiquei um tempo aguardando e depois o funcionário que me atendeu fez uma chuva de perguntas: quanto tempo ia ficar, quanto dinheiro tinha, se já tinha viajado para outros países, qual meu emprego e salário, se tinha outro passaporte (estava com um novinho), se tinha visto pros EUA (perguntou duas vezes), quais minhas intenções no México, se conhecia alguém no país. Uma penca de perguntas. Acho que consegui me desvencilhar da encheção principalmente depois de mostrar o meu roteiro e a passagem de volta de Mérida a Cidade do México e depois para Brasília. Dicas para se dar bem na imigração: tenha seu passaporte antigo em mãos, passagem de volta impressa, tenha uma quantia considerável de dinheiro e se for empregado, leve o seu contracheque. Depois de uma hora e meia na migração, peguei minha mochila, fui ao terminal 1, troquei os meus dólares e euros (ver tópico câmbio mais acima) e peguei o metrô rumo ao hostel (relação das hospedagens ao final do relato). O metrô fica praticamente contíguo ao terminal 1, basta sair na porta mais à esquerda (olhando para a rua) e andar uns 200 m. Esse foi um dia basicamente de uma volta no Zócalo e conhecer a grandiosa catedral e de fazer o reconhecimento do centro histórico, caminhando meio que sem propósito até chegar na Plaza Garibaldi (praça que reúne vários barzinho e onde se concentram vários grupos de mariachis). O Zocálo citado por si só já é uma grande atração. É comum ver apresentações de grupos de dança mexica, jogo de pelota e nos finais de semana há uma movimentação louca de gente com vários vendedores e pessoas com trajes indígenas benzendo e defumando quem tiver interesse. DIA 2) CIDADE DO MÉXICO Dia de caminhar para caramba (bem uns 17 km)! Primeiro fui de metrô até a Universidade Nacional do México - UNAM, onde visitei primeiramente o Museo Universitário de Arte Contemporáneo. Lá estava rolando uma exposição do Ai Weiwei, que fazia um paralelo entre a destruição de patrimônio histórico chinês e o assassinato em massa de estudantes mexicanos em Iguala em 2014 promovido por cartéis em parceria com forças paramilitares e polícias. Pesado! Em seguida peguei um ônibus gratuito interno no campus com destino à Reitoria e à Biblioteca (com direito a pulinho no MUCA - Museo Universitario de Ciencia y Arte...vale a pena se tiver com tempo sobrando). Depois segui caminhando até o Museo Soumaya Plaza Loreto. Após a visita segui até o Museo El Carmen, passando no caminho pelo Mercado Melchor Musquiz (recomendo demais todo esse trajeto a pé). Depois iniciei o que seria um trajeto super agradável pela região de Coyoacán, com belas ruas e praças. Primeiro fui ao parque Viveros (dispensável no roteiro), passando pela charmosa Fonoteca Nacional, e segui até a movimentada e agradável praça da Igreja San Juan Baptista (adorei o clima desta parte da Cidade do México e recomendo demais ir no final da tarde!). Por fim, fui no ótimo Museu Nacional de Culturas Populares e dei um rolê no bairro caminhando até a entrada do Museu da Frida. Nesta última parte do trajeto, há várias barraquinhas de comida para matar a fome. - Museu Universitário de Arte Contemporáneo: museu com excelente estrutura com exposições temporárias interessante (como a do Ai Weiwei). Entrada $40 - quinta-feira a sábado e $20 quarta e domingo. Segunda e terça não abre. - Reitoria e Biblioteca da UNAM: possuem lindos e grandiosos painéis dedicados à cultura mexicana. São tantas informações nestes painéis que há algumas visitas guiadas para apresentá-los. - Museo Soumaya Plaza Loreto: (atenção que já mais de um Soumaya!) o museu está inserido em um complexo com diversos restaurantes e em que frequentemente há apresentações de música e feiras temáticas. O museu em si têm uma coleção de peças artísticas de calendário, exposição sobre 100 anos da Constituição mexicana, pinturas do séc XVII e XIX e alguns artefatos da história da fotografia no país. Particularmente, achei legalzinho, mas acho que é dispensável. Entrada gratuita. - Museo El Carmen: antigo convento que abriga algumas múmias. Visita interessante! Entrada $60. - Fonoteca Nacional: local charmoso e agradável para quem está de bobeira, com tempo de sobra. Entrada gratuita. - Museu Nacional de Culturas Populares: grande museu com boa coleção e ótimas exposições temporárias. Curti demais! DIA 3) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê por atrações no Centro Histórico. - Templo Mayor: o coração da sociedade mexica (erroneamente chamada de "asteca") de Tenochtitlan, que continha em seu centro uma grande pirâmide de mais de 40 m de altura dedicada às cerimônias com sacrifícios humanos. A visita ao Templo Mayor contempla um museu incrível com diversos artefatos mexicas. Entrada $75. - Palácio Nacional: com belo interior e 10 painéis de Diego Rivera. Vale a pena fazer a visita guiada passando pelos painéis. Entrada gratuita - Museu Nacional de Arte do México: belo prédio com uma grande coleção de artistas dos séculos XVIII e XIV (para mim, é o tipo de arte que depois de uma tempo cansa, mas vale a pena a visita). Entrada $60. - - Torre Latinoamericana: na década de 50 esteve entre um dos 50 prédios mais altos do mundo. Tem uma incrível vista panorâmica e um museu legalzinho com a história de algumas estátuas espalhadas na cidade. Entrada $110 (cara demais!) DIA 4) CIDADE DO MÉXICO Mais um dia de rolê na parte central da Cidade do México. Segue abaixo a relação dos locais visitados e como não teria mais tempo depois para conhecer outros atrativos nessa parte central, fica o registro de ainda faltou conhecer a Secretaria de Educação, que tem vários painéis de Diego Rivera; o grandioso Museo Memoria y Tolerância; Museu de la Ciudad de Mexico, Museo de Las Culturas e vários outros museus na região. - Palácio Postal: do ladinho do Museu de Bellas Artes. Acaba passando batido na visita de muita gente, mas é um prédio com um interior maravilhoso. - Museu de Bellas Artes: incrível tanto por fora pela sua grandiosidade arquitetônica quanto por dentro, com exposições temporárias maravilhosas e os painéis de Diego Rivera, Rufino Tamayo, David Alfaro Siqueiros, e José Clemente Orozco. Entrada $70. - Museu Painel Diego Rivera: abriga um grande painel do artista, com placas informativas sobre o que representa cada figura exposta. Entrada $35. VID_20190505_135126.mp4 - Teatro de la Ciudad Esperanza Iris: teatro lindo em que eu pude ver uma bela apresentação de marimbas do Mario Nadayapa Quartet e convidados (a quarta postagem no Instagram é sobre este rolê especial). DIA 5) CIDADE DO MÉXICO/TEOTIHUACÁN Dia longo iniciado dividido em três partes: 1) visita a Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas e em seguida caminhada pelo interessante bairro onde se situa o sítio até a estação de metrô Tlatelolco; 2) deslocamento até Teotihuacán e visita de todo o sítio arqueológico; e 3) retorno à Cidade do México com visita à Biblioteca Vasconcelos, Kiosko Morisco e uma cervejinha artesanal boa no barzinho Estanquillo El 32. Parte 1) Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas: Tlatelolco foi um importante centro da civilização mexica, onde se desenvolveu um rico comércio e relações de intercâmbio com Tenochtitlan. Atualmente assim como o Templo Mayor, possui apenas vestígios, como corredores e bases das pirâmides, que testemunharam a destruição espanhola, aqui representada pelo convento franciscano (erguido em 1537) e Templo de Santiago Apostol (1609). A terceira cultura representada seria a do México contemporâneo, com construções como a da Secretaria de Relações Exteriores, que atualmente abriga um museu em memória aos estudantes que foram massacrados pelo Estado mexicano na praça durante uma manifestação em 1968 (até hoje não se sabe o número exato de mortos, girando entre 300 e 400). Parte 2) Teotihuacán: destino básico em qualquer viagem à Cidade do México. Fica a aproximadamente 1h30 de ônibus da Cidade do México, mais exatamente da estação de ônibus Autobuses del Norte. Não há a menor necessidade de ir em tour para esse sítio arqueológico. Basta pegar um metrô até a referida estação e depois comprar a passagem na loja da empresa Teotihuacán, que fica no final do lado esquerdo . A passagem custa $104 pesos ida e volta e ônibus sai a cada meia hora mais ou menos. Teotihuacán começou a ser desenvolvida aproximadamente a 200 a.C. Teve o seu apogeu entre os séculos II e VI, chegando a ter aproximadamente 175 mil habitantes. Depois entrou em declínio e por volta de 750, a sua estrutura social já havia sido extinta. O nome Teotihuacán na verdade foi dado pelos mexicas, séculos depois do seu declínio. Ainda não se sabe qual o nome original da civilização, que construiu o complexo de pirâmides, entre as quais se destacam a enorme Piramide del Sol, com 65 m de altura, e a Piramide de la Luna, geralmente visitadas por todas as pessoas. Porém o Templo Quetzacoatl, situado no sentido oposto da Piramide de la Luna na desembocadura na Calzada de los Muertos, também é uma visita fundamental pela sua riqueza arquitetônica (foto abaixo com esculturas nas pirâmides). Dica para conhecer bem o sítio: recomendo ir com pelo menos 3h livres para fazer todo o trajeto. Leve muita água, chapéu e não economize no protetor solar porque o sol lá é de rachar. E por último: as lojinhas de lá vendem coisas mais ou menos pelo mesmo preço de mercados da Cidade do México. Parte 3) - Biblioteca Vasconcelos, uma biblioteca pública em que qualquer pessoa, inclusive estrangeiros, pode pegar livros emprestados para consulta local e pessoas registradas podem fazer empréstimos por 21 dias. A biblioteca é enorme e sua arquitetura é arrojada. Foi criada em 2006, conta com mais de 575 mil livros e é uma das mais frequentadas da América Latina. - Kiosko Morisco, que fica no agradável e charmoso bairro de Santa Maria de la Ribera. É uma construção bem bonita em ferro e madeira desmontável, que foi criada em 1884 para uma exposição internacional em New Orleans. O Kiosko fica bastante cheio no final da tarde, quando muitas pessoas o frequentam para dançar, praticar atividade física ou relaxar. O caminho da estação de metrô até a biblioteca pela rua Mosqueta é um atrativo à parte com os seus prédios grafitados. E quem curte cerveja artesanal, recomendo ir num barzinho que se chama Estanquillo El 32, que fica perto do Kiosko. Super recomendo pelo atendimento (troquei várias ideias com o dono), pelo ambiente acolhedor e pela diversidade de cervejas! DIA 6) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê em Chapultepec. A região é meio que um grande parque e reúne algumas das melhores atrações da Cidade do México, entre elas a mais incrível para mim: o Museu de Antropologia. Se vc estiver hospedado perto do Zócalo, vale a pena ir caminhando pelo Paseo de la Reforma até a região, curtindo os prédios modernos ao longo da avenida. Seguem os atrativos visitados: - Museu de Antropologia: puta que pariu que museu sinistro! O museu mais incrível que já visitei na vida. Logo na entrada, vc dá de cara com um guarda-chuva lindo (foto 4),mas, apesar da arquitetura imponente, o grande destaque está na sua coleção distribuída ao longo de 53 salas. Diversos artefatos de diferentes culturas pré-hispânicas com destaque para o calendário asteca, que na verdade não é um calendário e é melhor chamar aquele povo de "mexica". Toda essa coleção se encontra no térreo e nas salas no subsolo. Há ainda um primeiro andar dedicado aos povos indígenas atuais. Eu cheguei às 16h30, peguei a explicação da guia do museu e acabou que tive só 1h30 para percorrer tudo por conta própria. Claro que faltou um monte de coisas e o primeiro andar eu basicamente ignorei por falta de tempo. Dá para ficar um dia todo facilmente no museu. Entrada 10h às 19h, $75. - Castelo/Museu Nacional de História: um belo castelo, construído entre os anos 1778 a 1788. Tem uma coleção sobre a história da Nova Espanha e muitos quartos abertos para visitação, além de um belo jardim e uma vista incrível do Paseo de la Reforma. Entrada 9h às 17h, $75. - Museu de Arte Moderna: ótimo museu com esculturas na parte externa e três alas internas, uma dedicada a uma exposição temporária, outro para artistas modernos e a última dedicada aos grandes nomes da arte do México, como María Izquierdo, Orozco, Diego Rivera, Frida e outros. Tem visita guiada às 12h e 13h. Vale muito a pena! Entrada de 10h às 17h, $75. Muitas coisas?! Pois é, ainda faltou conhecer na área: Museu de História Natural, Museu Tamayo e quatro centro culturais. E depois de tudo isso ainda curti uma luta-livre à noite no Arena México. A arena tem uma putaaa estrutura e eu achei massa a experiência de assistir à luta. Para mim é basicamente mim é uma dança acrobática, muito bem ensaiada de caras fortes (espero que os fãs do esporte não leiam isso hahaha). Os mexicanos deliram com as lutas, tanto que são até transmitidas na TV para o grande público. Confira os ingressos em site de venda, pois eu acho que sai mais em conta do que pagar na hora. A cadeira que peguei custou $140 na hora (era a segunda categoria mais barata). DIA 7) CIDADE DO MÉXICO/TEPOTZOTLAN A cidade é um pueblo mágico com várias construções antigas em cor ocre e vermelho. Fica a quase 40 km da estação de metrô Autobuses del Norte na Cidade do México. Para chegar lá é fácil: pegue um metrô até a referida estação e depois pegue um ônibus (camion) da empresa Autora na plataforma (andén) D lado norte. Acho que saí a cada 30 min . Apesar da cidade ser próxima, as condições de trânsito fazem com que a viagem dure mais de 1h. Passagem: $20 O ônibus vai te deixar bem no centro da cidade. Ali está a sua maior atração: o Museu del Virreinato. Logo mais eu falarei dele. Antes vou explicar o que é um pueblo mágico, já que isso aparecerá várias vezes por aqui. Pueblo mágico é uma cidade credenciada pela Secretaria de Turismo, que oferece aos visitantes uma experiência mágica, devido ao seu folclore, culinária, patrimônio arquitetônico e artístico, relevância histórica e hospitalidade. Atualmente são 83 pueblos mágicos registrados no país. Dito isso, vamos às atrações: - Arcos del Sítio (Acuedutos de Xalpa): a 30 km do centro da cidade fica o incrível aqueduto formado por um conjunto de arcos 43 arcos, 61 m de altura e 438 m de comprimento que teve sua construção iniciada no séc XVII e finalizado apenas em 1854. Foi considerada a maior obra do tipo na época. É possível ir de táxi ($150 a 250) ou ônibus ($16). Optei por esta opção. Vi em fóruns que só havia uma opção de ônibus até lá, o com destino a San José Piedra Gorda, com apenas 3 horários de saída ( 8h, 12h, 16h). Lá descobri que havia outra opção com destino a Cabanas Dolores, mas com parada mais longe (20 min de caminhada). Acabou que eu peguei o San José já às 13h. Demorou 1h para chegar lá por conta da estrada. Chegando perguntei ao motorista quando haveria um para voltar e ele me disse que em 40 min. Me programei para voltar neste tempo, para não correr riscos. - Museu del Virreinato: caramba, que museu em um dos complexos religiosos mais incríveis que já visitei na minha vida. Abrange o antigo Colégio Franciscano San Francisco Javier, com construção iniciada em 1580, e a incrível igreja anexa. Considere 2h pelo menos para a visita porque são várias salas com esculturas, pinturas e fachadas de tirar o folego. Por fim, recomendo almoço no mercado perto da praça central. DIA EL TAJÍN E PAPANTLA Esse foi um dia de rolezão enorme. Primeiro acordar cedinho para estar no metrô às 5h e tentar pegar o ônibus com destino a Poza Rica de 6h para uma viagenzinha de 5h de duração. Depois pegar outro ônibus até El Tajín (40 min). El Tajín é um sítio arqueológico que tem como pirâmide de maior destaque a Pirâmide dos Nichos. Acredita-se que começou a ser construída no século I e que foi ocupada até o século XIII, tendo seu apogeu entre os anos 800 e 1100. Foi a capital do povo totonaca. Possui um grande número de campos para o jogo da pelota, 17 no total. Acredita-se que tinham importante função na estabilidade social. A entrada custa $75 e o passeio completo pelo complexo Duran entre 1h30 e 2h. Na frente do sítio tem uma apresentação da Danza de los Voladores (vídeo), que surgiu na região como uma cerimônia relacionada no início da primavera para garantir uma boa colheita. Consiste em uma marcha dos dançarinos até o mastro, depois uma série de movimentos em torno dele ao som de flauta e tambor e depois sobem e fazem mais uns movimentos antes de se arremessaram para executar 13 voltas em torno do mastro. Eu peguei só um pedacinho da apresentação, que tem cerca de 25 min de duração total, mas não liguei muito para isso, pois depois veria a apresentação em Papantla, onde se localiza o maior mastro para a dança do México (37m de altura). Fui para Papantla em um táxi coletivo ($20). A cidade tem um centro movimentado no qual se destaca a sua igreja e ao fundo o Momento al Volador. Acabou que eu não consegui assistir à dança porque aconteceria apenas às 17h e eu tinha que pegar um táxi coletivo a Poza Rica e em seguida um ônibus às 18h com destino a Pachuca, onde me hospedaria para visitar Huasca de Ocampo e Mineral del Monte. Nesta viagem a Pachuca, tive uma grata surpresa com a bela paisagem montanhosa ao longo do caminho. DIA 9) HUASCA DE OCAMPO E MINERAL DEL MONTE Huasca de Ocampo e Real del Monte (ou Mineral del Monte) são dois charmosos pueblos mágicos próximos de Pachuca, uma cidade de porte médio no estado de Hidalgo a aproximadamente 90 km da cidade do México. Para chegar em ambas as cidades, basta pegar uma van em Pachuca no mercado Benito Juarez. Fui primeiro a Huasca (50 min de viagem e passagem a $29). Ao chegar na última parada (Hacienda San Miguel Regla), eu e outras duas passageiras negociamos com o motorista para nos deixar nas Prismas Basalticas por $20 a mais. As Primas são consideradas uma das 13 maravilhas naturais do México. É um conjunto de colunas de basalto com até 40 m formadas pelo resfriamento da lava vulcânica em contato com a água. Realmente a formação em si é fantástica, mas PQP quantas intervenções artificiais no local! Restaurante na beira do leito do rio, leito pavimentado até a cascata e o pior: a própria cascata é formada por água canalizada! Difícil de saber como ela era no passado. Tudo isso acaba tirando em muito a sua beleza. Beta para não pagar absurdos $100 de entrada nas Prismas: caminhe pela calçada na rua lateral aos Prismas. Uma hora o muro vai ficar mais baixo e vai ter uma janela onde se pode observar as cachoeiras. O único problema é que assim vc não terá a vista da Hacienda Santa Maria Regla de cima como na foto abaixo. A 600 m das Primas, está a Hacienda Santa María Regla, para mim o ponto alto de Huasca. A Hacienda, que atualmente é um hotel, no século XVIII foi dedicada ao beneficiamento de ouro e prata e foi um das haciendas mais imponentes do mundo. É um lugar incrível, com um bela capela e uma série de túneis, salões e quartos que serviram para diferentes propósitos no passado. Conta ainda com uma bela cachoeira formada pela desembocadura do mesmo rio que forma as Prismas Basálticas. Reserve pelo menos 2h para percorrer todos os seus túneis e ir até a cachoeira. Entrada $85. Acho que vale a pena contratar um guia (não fiz isso e fiquei muito perdido). Outro local destaque é a Hacienda San Miguel Regla. Assim como a anterior, hoje tbm é um hotel. Já está bastante descaracterizada, mas a visita ainda vale pela bela estrutura na orla do lago. Entrada $50, passeio de 50 min. Depois de conhecer esses locais, fui curtir o centro de Huasca. Em seguida peguei uma van até Real del Monte. Real del Monte é uma cidadezinha simpática, muito visitada por turistas mexicanos. Tem um centrinho legal e muitas lanchonetes de pastes (espécie de pastel de forno delicioso). Recomendo não deixar de comê-los na visita à cidade. Recomendo também conhecer a Cerveceria La Viscaina e tomar um dos seus chopps artesanais e trocar uma boa ideia com o seu dono super gente boa. Pude conferir que há van de volta de Mineral a Pachuca pelo menos até 21h (passagem a $11,50). DIA 10) BERNAL E QUERÉTARO Cheguei na rodoviária de Querétaro e já fui direto a Bernal. Para ir ao pueblo, basta pegar ônibus da Coordenados no edifício B da rodoviária (preço $49) com saída a toda hora. Na volta, o ônibus sai de hora em hora com último às 18h ($51). O pueblo mágico de Bernal é bem bonitinho e tem como sua maior atração a Peña de Bernal, um monolito de 433 m de altura, um dos mais altos do mundo, considerado uma das 13 maravilhas naturais do México (mais uma!). É possível subir até próximo do topo da Peña, sem equipamentos de escalada. A subida é um pouco cansativa e inclinada em algumas partes, tendo uma duração de 40 min a 1 hora. Depois de conhecer Bernal, retornei a Querétaro (detalhes da cidade no próximo tópico). DIA 11) QUERÉTARO Querétaro (Santiago de Querétaro) é a capital do estado de mesmo nome. É uma cidade de médio porte (mais de 700 mil habitantes), localizada a 180 km da Cidade do México. Possui um centro histórico lindo e vibrante (pelo menos nos finais de semana), que foi decretado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1996. Os melhores rolês na cidade são: a) andar pelas suas ruas, algumas delas exclusivas para pedestres, apreciando as fachadas dos edifícios e as belas praças; b) entrar em cada uma das suas igrejas, com destaque para o templo de Santa Rosa de Viterbo e Templo de la Merced, o qual se destaca pelo seu belo interior; e c) ir até o mirador do aqueduto para apreciar essa grande obra arquitetônica. Fui tbm em três museus na cidade. O primeiro deles, o MACØ (Museu de Arte Contemporânea), tem uma coleção legal que eu curti bastante (entrada gratuita). O segundo foi a Casa de la Zacatecana, que é simples, mas é legal para ver como eram as casas da elite do século XVIII (entrada $45). O terceiro foi o Museo Regional de Querétaro, que eu esperava mais da sua coleção, mas é interessante pela sua arquitetura, com pátios com fontes e chafarizes, e pelo seu histórico de ocupações com diferentes propósitos (entrada $60). DIA 12) JALPAN E XILITLA Dia de sair de Querétaro e ir até Ciudad Valles, passando por Jalpan e Xilita. Primeiro peguei um ônibus econômico da empresa Vencedor até Jalpan ($270, enquanto nas outras empresas era $400). O caminho é feito por estradas sinuosas, passando por barrancos profundos e paisagens da Sierra Gorda de tirar o fôlego. Jalpan, seria a princípio apenas um local de passagem, mas depois de ver uma bela reprodução da fachada da sua igreja, Misión de Jalpan, no Museu Regional de Querétaro, me deu uma grande vontade de conhecê-la. A igreja, construída por franciscanos entre os anos 1751 e 1758, realmente tem uma fachada barroca linda em que está representada a busca pela fé. O seu interior ao contrário é bastante simples. Para conhecê-la, desça do ônibus na parada perto do centro. Depois da igreja, peguei um táxi colectivo até o terminal, onde peguei um ônibus da Vencedor até Xilitla (2h de viagem). A cidade marca o início das minhas andanças pela Huasteca Potosina, uma região com várias cachoeiras lindas, dolinas profundas e cavernas. O meu interesse na cidade era apenas conhecer o Castelo Surrealista de Edward James (Las Pozas), um lugar com umas esculturas surreais (óbvio!) imersas na mata, escadas sem fim e ainda uma cachoeira lindíssima. Edward era poeta, artista plástico e foi mecenas de Salvador Dali e René Magritte. Conheceu Xilitla em 1945 e a partir de 1947 começou a criar orquídeas na propriedade que adquiriu. Depois de uma forte geada, em que perdeu toda sua plantação, decidiu começar a construir o castelo em 1962. Em 1984, ele faleceu, deixando a obra inconclusa. O Castelo é interessante, mas vou ser sincero que não correspondeu às minhas expectativas. Fiquei muito incomodado com as faixas coloridas bloqueando acesso, com os funcionários de colete no meio das esculturas e também fiquei um pouco frustrado com muitas das esculturas em si e com o excesso de pavimentação na parte mais natural. Acabei gostando mais da cachoeira do que das esculturas em si. O valor de entrada é $100 e o passeio dura pelo menos 1h40. Por fim, peguei um ônibus até Ciudad Valles ($143, 2h de viagem), a cidade que serviria de base para os meus passeio pela Huasteca Potosina. DIA 13) HUASTECA POTOSINA A Huasteca Potosina é a parte da região da Huasteca no estado de San Luis Potosí. Abrange 20 municípios. Já citei ela aqui quando falei do Castelo Surrealista. É uma região cheia de cachoeiras, cavernas, nascentes de rios de águas cristalinas e sótanos (dolinas - buracos profundos formados com o colapso da parte superficial do relevo). A melhor forma de conhecer a Huasteca Potosina é com carro próprio, pulando de cidade em cidade. Caso não possa alugar um, o melhor é se hospedar em Ciudad Valles e usar a cidade como base de apoio para os passeios. Muitos deles podem ser feitos sem agência. Como é o caso de todos abaixo, exceto Minas Viejas. No primeiro dia fui para o município de Tamasopo de ônibus ($128 ida e volta com a empresa Vencedor, 1h30 de viagem), onde conheci Puente de Dios e Cascadas de Tamasopo. Puente de Dios tem um poço lindo no qual desembocam cachoeiras e uma pequena gruta de água azul-turquesa. Para chegar lá, o táxi cobra $70 ou pode-se tentar uma carona. Já as Cascadas Tamasopo são duas cachoeiras: uma com uma grande parede e várias quedas d'água e outra mais simples, mas com um belo poço onde rola de fazer pêndulo ou saltar de trampolins. São bem bonitas e de fácil acesso a partir da cidade, mas tem uma intervenção humana pesada, com muita pavimentação, barragens e piscinas artificiais. VID_20190514_174348.mp4 DIA 14) HUASTECA POTOSINA Dia de conhecer conhecer Minas Viejas e Cascada El Meco de carona com amigos que fiz no hostel. Minas Viejas é bem afastada e não sei como seria o acesso por conta própria. É um complexo lindão de cachoeiras com bons poços para tomar banho. Já El Meco é uma cachoeira enorme, maravilhosa (!!!), em cidade (El Naranjo) acessível por transporte coletivo. No local há três opções de passeio: um de lancha até a base da cachoeira, outro que envolve saltar as cachoeiras acima do El Meco e outra que é um trekking até El Salto (um conjunto de poços acima no rio). Acabei optando pelos saltos de cachoeira, que foi bem legal e bonito, mas talvez eu recomendaria mais o passeio de lancha. Atenção: o último ônibus da cidade volta às 19h para Ciudad Valles. Acabei o perdendo, mas por sorte encontrei com duas amigas que conheci no dia anterior em Tamasopo e pude aproveitar uma carona de volta. DIA 15) HUASTECA POTOSINA E LAGUNA DE LA MEDIA LUNA No período da manhã, fui na Cascada de Los Micos, que fica pertinho de Ciudad Valles e é possível ir de táxi coletivo até lá ($30). Tem uma entrada paga, mas não é preciso desembolsar nada para conhecê-la. Basta descer por umas escadas que ficam no estacionamento onde o táxi te deixará e que cruzar a pista por baixo. Ao descer, vc verá a sequência de cachoeiras a partir de baixo. Depois volte pra pista e ande cerca de 700m até uma pequena central hidrelétrica. Logo depois da sua entrada de acesso, há umas escadas em que vc poderá descer e curtir a paisagem lindona mostrada em fotos abaixo. Foi um lugar que eu curti demais por ser mais natural e sem muitas intervenções como nos demais. Depois de curtir a Huasteca, peguei um ônibus até Rio Verde. O meu objetivo era conhecer a Laguna de la Media Luna, a cerca de 14 km da cidade. Para chegar lá, peguei um táxi colectivo até El Refugio ($14) e depois fui caminhando pela estrada rumo ao atrativo, pedindo caronas. Acabei andando bastante, mas consegui caronas em dois trechos, que me auxiliaram bastante a chegar no destino antes do anoitecer. A Laguna é bonita e tem uma série de canais onde se pode tomar banho em uma água de temperatura agradável. Porém a ocupação é muito intensa. Fui numa quinta e tinham muitas famílias acampando e fazendo churrasco lá, o que por um lado é legal pq mostra que os mexicanos curtem esses programas, mas por outro lado é ruim, pois significa lugares cheios. Passei a noite lá, acampado em uma barraca que aluguei no local ($170 com colchão). A infraestrutura de banheiros não é das melhores, com apenas uma pia, e vi apenas um local para lavar louça (disponibilidade de água potável e para este tipo de atividade é um ponto negativo no México de forma geral). DIA 16) ESTACIÓN DE CATORCE Curti parte da manhã no laguna e depois fui para estrada para tentar um carona com destino a estação de ônibus de Rio Verde para seguir até os meus próximos destinos: San Luis de Potosí e Real de Catorce. Acabou que consegui uma carona super rápido e ainda com direito a ganhar de presente uma garrafa de mezcal...os mexicanos são hospitaleiros demais! Chegando no terminal de Rio Verde, comprei a primeira passagem a San Luis de Potosí. Depois de de 2 h de viagem, ao chegar na rodoviária de San Luis, verifiquei se ainda era possível comprar passagem de ônibus para Matehuala, chegando a tempo para um conexão a Real de Catorce, mas não era mais possível. Com isso, comprei uma passagem a Estación de Catorce, cidade mais próxima de Real de Catorce, na esperança de ainda conseguir transporte até este destino nesse dia. Porém, chegando a Estación, descobri que há transporte regular - feito em Jeep Willys - entre as duas cidades apenas cedo pela manhã, a depender de demanda. Estación de Catorce é um pueblo no meio do deserto e assim como Real de Catorce, fazia parte da lucrativa rota de extração de prata que floresceu na região no séc XVIII. A cidade tem uma cara de "parada no tempo" e é uma interessante base de apoio para depois de se conhecer Real de Catorce. DIA 17) REAL DE CATORCE Real de Catorce é um pueblo mágico no meio do deserto a 250 km ao norte da cidade de San Luis Potosí. Tem aproximadamente 1000 habitantes regulares e tem atraído turistas pelas suas construções de pedras, por uma certa áurea e mística e pela disponibilidade nos arredores de peyote (cactus com substâncias psicoativas, ou melhor dizendo, alucinógenas hehehe). Conforme citei no tópico anterior, para chegar ao pueblo em transporte coletivo há 2 opções: uma indo por Matehuala (aprox. $410 no total) e outra indo para cidade de Estación 14 ($270) e depois seguindo em um Jeep Willys até Real de Catorce ($50-80). Eu acabei não tendo que usar o Jeep, pois consegui carona com uma galera muito massaaa que estava de passagem por Estación Catorce, indo comemorar o aniversário de um deles em Real. Eu curti demais toda a experiência de conhecer Real de Catorce. Primeiro porque a ida de Estación até lá passa por paisagens desérticas lindas. Segundo porque a experiência de entrar na cidade por si só já é massa, pois envolve a passagem por um túnel antigo por onde passava o trem que escorria a prata da região. Terceiro porque a cidade tem meio que um clima de cidade fantasma. DIA 18) SAN LUIS POTOSÍ Depois de conhecer Real de Catorce, voltei a San Luis Potosí. A cidade é legalzinha, mas não tem muitos atrativos. Tem uma praça bonita onde está a Catedral; o Museu das Máscaras, que é legal, mas não tem nada de mais; e tem uma atração que por si só já vale a ida a cidade: o incrível Centro de las Artes com o Museo Leonora Carrington. O centro parece um castelo. No passado foi uma penitenciária, onde foram aprisionados inclusive alguns ilustres presos políticos. Hoje o lugar é um espaço cultural que, além de abrigar o Museo Leonora Carrington, também abriga teatro, espaço de dança e outras exposições artísticas. Leonora foi uma importante artista surrealista e se relacionou com importantes nomes do movimento, como Max Ernst, Remedios Varo, André Breton e Luis Buñuel. Ela pintou muitos quadros e escreveu livros. Apenas nos anos 2000, nos seus últimos 10 anos de vida que se dedicou às esculturas. DIA 19) GUANAJUATO Guanajuato é uma cidade a 195 km San Luis Potosí e 360 km da Cidade do México. É uma cidade linda, colorida, construída ao longo de uma serra. O melhor a se fazer na cidade é percorrer o seu centro histórico, meio que sem preocupações, apreciando os seus edifícios e cada detalhe das suas vívidas ruas estreitas. A cidade possui belas igrejas, de arquitetura impactante, como a Iglesia de San Diego e o Templo de la Compañia de Jesus. Possui ainda alguns museus que devem ser interessantes, mas eu infelizmente estava na cidade na segunda-feira,o "Dia Nacional dos Museus Fechados no México", e só pude conhecer o Museo de las Momias e as exposições da Universidade de Guanajuato. Não recomendo ir no Museo de las Momias. O preço de entrada é caro ($100), a coleção não é lá das mais interessantes (as múmias são do século XX!) e há poucas informações disponíveis para os visitantes. O maior atrativo no local é a múmia de um recém-nascido, que morreu junto com a mãe durante uma cesária (macabro!). O museu da universidade é gratuito e tinha uma exposição linda de uma fotógrafa chamada Florecen Leyret. Valeu muito a visita! Um outro lugar interessante na cidade é o Funicular, de onde se tem a vista da primeira foto. E uma curiosidade: embaixo da cidade tem um sistema de túneis sinistro 🦇, onde há estacionamentos pagos e por onde circulam inclusive ônibus de linhas regulares. Eu e meu amigo Luca, que estava dirigindo a van em que fui de carona, nos perdemos algumas vezes nesses túneis. DIA 20) SAN MIGUEL DE ALLENDE San Miguel de Allende é uma bela cidade no estado de Guanajuato, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, com casas de cor ocre, vermelho e amarelo (as cores lembram bastante as de Tepotzotlan). A cidade possui a maravilhosa Parroquia de San Miguel Arcángel, que teve a sua construção nos moldes atuais iniciada no ano de 1685, e algumas outras belas igrejas dos séculos XVII e XVIII, como o Templo del Oratorio de San Felipe Neri e Templo de la Purísima Concepción. Uma outra atração interessante na cidade é o Museo La Esquina (del Juguete Popular Mexicano) (entrada $50). É um museu de brinquedos que se iniciou a partir de uma coleção particular. Atualmente o museu realiza um concurso anual de brinquedos artesanais. Os premiados são gratificados e depois passam a compor a coleção em exposição. Vou ser sincero que não tinha muitas expectativas para este museu (caretismo puro meu!), mas fui surpreendido. Muitos brinquedos são verdadeiras obras de arte! Também fui no Museu Casa de Allende (entrada $55), que foi a casa de Ignácio de Allende, um dos primeiros revolucionários da independência mexicana. Foi bom para saber um pouco da história mexicana, mas vou falar que o museu é bem simples e a visita não vale a pena para nós gringos. Nos arredores de San Miguel há também algumas atrações interessantes, como a Galeria Jimmy Ray, a Galeria Atotonilco e a Zona Arqueológica Cañada de la Virgen. Infelizmente não tive tempo para conhecê-las. DIA 21 E 22) PUEBLA Depois de curtir Guanajuato e San Miguel de Allende, o meu destino estava em outro estado, o primeiro ao sul da Cidade do México: Puebla, no estado de mesmo nome. Para chegar na cidade, eu peguei dois Bla Bla Car. O primeiro de San Miguel Allende a Querétaro em carro ($50) e o segundo de Querétaro a Puebla ($250) em ônibus. Puebla em si não é uma cidade muito bonita, comparada com outras por onde passei no México. Porém tem um atrativo super curioso - Cuexcomate, o menor vulcão do mundo (detalhe: é possível descer em seu interior por $12,50) (foto 1 e 2) - e tem ainda outros quatro atrativos incríveis sobre os quais falarei abaixo. - Catedral de Puebla: um pouco parecida com a catedral da Cidade do México, porém achei o seu interior ainda mais bonito - Capilla del Rosario: construída entre 1650 e 1690, é um anexo do Templo de San Domingo e é um dos maiores marcos do barroco novo-hispânico. Maravilhosa demais! - Museo Amparo: grande museu com uma boa coleção de artes pré-hispânicas, com ambientes virrenais bem decorados e uma exposição de arte contemporânea muito boa! - Museu Internacional del Barroco. Um museu enorme com uma arquitetura super moderna, com muitos recursos multimídias e com uma boa coleção artística. Ainda dei sorte de ter duas coleções temporárias ótimas em exposição: uma de obras do Rembrandt e outra de bordados de Carlos Arias. Esse museu é demais! Fui ainda em várias igrejas, no Paseo de los Gigantes (parque com miniaturas de prédios icônicos do mundo) e andei nas ruas das Artes, dos Doces e aleatoriamente por várias outras ruas da cidade. Conheci muitos lugares, mas ainda faltou conhecer o parque em que está inserido o Forte Loreto, que parece ser uma região bem bacana da cidade. Para comer, recomendo ir no Mercado de Sabores, onde há várias opções de bancas com comida regional, incluindo o famoso sanduíche "cemita". DIA 23) CHOLULA Cholula é um pueblo mágico, que fica coladinho em Puebla, 10 km de distância. É um pueblo com um belo centro, onde se destaca o grande convento de San Gabriel Arcángel. Porém os destaques de Cholula não estão bem no centro da cidade. Dois deles estão bem próximos - Pirâmide de Tepanapa e Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios - e outros dois - Templo San Francisco Acatepec e Templo de Santa María Tonantzintla - um pouco mais afastados. Vou começar falando destes dois últimos porque muita gente os desconsidera na passagem pela cidade. O Templo San Francisco Acatepec começou a ser construído em 1560 e foi finalizado em 1760. É uma igreja barroca com ornamentações em folha de ouro. Maravilhosa! O Templo de Santa María Tonantzintla é menor do que o anterior e possui uma fachada externa mais simples, porém em sua parte interior é ainda mais ornamentada. É diferente de todas as igrejas que já vi, pois foi construída pelos indígenas com várias referências a Tonantzin, divindade ligada ao milho, e com anjos morenos e muitas ornamentações muito coloridas. Incrível! (infelizmente não é permitido tirar fotos no interior). Vamos agora às atrações mais populares. A Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios teve construção iniciada no ano de 1594 e se encontra sobre um templo da Pirâmide de Tepanapa. Foi destruída por um terremoto em 1864 e em seguida foi reconstruída. A pirâmide de Tepanapa é a maior pirâmide em largura e volume do mundo. Teve construção iniciada a em aproximadamente 300 a.c e finalizada entre 200 a 700 d.C. Tem um grande sistema de túneis que podem em parte ser percorridos pelos turistas. DIA 24) ATLIXCO Na verdade, Atlixco consta aqui no dia 23 apenas por uma questão de organização, pois na verdade cheguei na cidade na noite do dia 21 e ela foi a base de saída para Cholula. É mais um pueblo mágico pertinho (1h15 aprox.) da cidade de Puebla. A cidade por ser uma grande produtora de flores é conhecida como Atlixco de las Flores. Possui uma praça central bem bonita da qual se irradiam ruas com vários vasos de flores, bares e lojinhas de artesanato. Atlixco possui ainda um belo morro ("cerro") bem próximo de seu centro, no qual está uma pequena igreja. Segundo os mitos populares, o morro é uma pirâmide que foi enterrada no passado para evitar os saques de espanhóis. Dele é possível avistar bem a cidade, vários pequenos pueblos próximos, um belo conjunto de morros e vulcões, incluindo o grande e belo Popocatépetl, o qual consegui ver com nitidez, sem nuvens encobrindo-o, apenas no meu último dia na cidade. Ah, tem que subir cedinho para conseguir ter uma boa vista do horizonte. Eu subi para ver o nascer do sol de lá e foi um espetáculo! Na cidade conheci ainda a área dos viveiros, o nacimiento (olho d'água) perto do Balneario Axocopan e a Cascada Altimeyaya. A cidade foi uma ótima surpresa, que não estava no meu roteiro inicialmente. Um lugar que ficará no coração, especialmente pelo acolhimento do amigo Maho e de sua família, que me receberam de braços abertos em seu lar. p.s.: Caso queira se hospedar pagando pouco na cidade, há um hostel na rua Hidalgo chamado Hostal San Martin. DIA 25) ZACATLÁN Zacatlán de las Manzanas se situa a aprox. 100 km de Puebla. É conhecida por esse nome não à toa. Em vários lugares da cidade há lojinhas com produtos feitos de maçã: suco, licor, refresco, vinho, cerveja e a deliciosa Manzana rellena (maçã cozida coberta com pão doce e recheada com queijo, noz e passas). Que trem gostoso da gota! A cidade possui um centro bem bonito com o Templo Parroquial San Pedro e um jardim com o Reloj Floral, um relógio elaborado com elementos florais. Por sinal, Zacatlán é também a cidade dos relógios por conta da empresa Centenário, responsável pela construção de relógios monumentais que foram exportados para diversos países, inclusive o Brasil. Na fábrica da empresa há um museu bacaninha e barato (só $10), onde é possível ver o processo de fabricação dos relógios e vários modelos antigos e atuais expostos. Além disso, a cidade possui uma vista maravilhosa para a Barranca de Los Jilgueros, um grande vale verde onde é possível avistar duas cachoeiras, e um belo mural com mosaicos de ícones culturais da cidade. Um pueblo bem bonito! DIA 26) ZACATLÁN/CHIGNAHUAPAN Comecei o dia conhecendo o incrível complexo de cachoeiras Cascadas Tuliman, que fica entre as cidades de Zacatlán e Chignahuapan (entrada a $100). Para me deslocar até próximo da entrada do local, peguei uma kombi na esquina do Museu Regional del Vino "La Primavera" (passagem $9). Dica: pague mais $35 pelo transporte dentro do complexo, já que as estradas internas são bem íngremes (não paguei na ida, mas paguei na volta). Depois outro coletivo até Chignahuapan (passagem $9), pueblo a 14 km de Zacatlánn conhecido como a cidade das esferas (bolas de árvore de Natal), já que se encontra esse objeto à venda durante todo o ano em várias lojinhas. A cidade também tem um centro bem bonito, com destaque para a Parroquia de Santiago Apóstol e para o Belo Kiosko Mudéjar, que me lembrou o Kiosko Morisco de Cidade do México. Vale a pena ainda ir até a Casa Esmeralda, espaço que reúne a Casa del Axolote, dedicada a exibição de axolotes (grupo de salamandras criticamente ameaçados), e outros espaços, como a oficina de artesanato de barro e outro oficina em que é possível ver o processo de fabricação da esfera (entrada $50). E por último recomendo, conhecer a Basílica de Imaculada Concepción com sua enorme escultura em madeira, considerada a maior escultura da América Latina no interior de um ambiente fechado. DIA 27) CUETZALAN Dia de uma viagem com muitas baldeações. Achei que duraria um total de 2h30, mas acabou durando mais de 5h. Primeiro peguei uma kombi até a cidade de Zapotitlán ($50). Depois peguei uma outra ($35) até uma espécie de entroncamento de rodovias (La Cumbre). Por fim, peguei minha última kombi até o destino final ($18). Detalhe importante: em La Cumbre não deixe de apreciar o visual do vale, onde verá uma bela cachoeira. Cuetzalan é bem charmosa e tem bastante cara de cidade histórica pequena. Algumas ruas me lembraram um pouco Diamantina/MG. Primeiro pelas casa históricas e segundo pela inclinação do relevo. Tem um centrinho bem bacana, com a bela Iglesia de San Francisco, grandes casas históricas, um jardim grande e muita gente sentada conversando e curtindo o desenrolar da vida naquele ritmo pacato de uma cidade do interior. Do centro parte uma ruazinha com alguns restaurantes familiares bem econômicos. Isso é meio que raridade por aqui, já que os centros daqui são muito bem cuidada e neles costumam estar os restaurantes mais caros. Próximo de Cuetzalan, está o povoado de Yohualichan, onde há um sítio arqueológico com características parecidas com as do sítio de El Tajín (para chegar no povoado pegue um coletivo na esquina da Coppel- $10). O sítio foi fundado em 400 d.C pelos totonacas até o ano 800. Depois foi ocupado pelo toltecas até 1200 e em seguida pelos chichimecas. É interessante que o sítio está totalmente imerso no pueblo atual, onde muitas das suas atuais casas residenciais foram assentadas sobre construções que faziam parte dessa civilização no passado. Dicas de comida e de goró, experimente alguma comida com molho pipián rojo, feito a partir de chiles secos, tomate e sementes de abóbora, e bebida tradicional indígena Yolixpa, feita a partir de 23 ervas (santo remédio!). Uma curiosidade: Cuetzalan tem aproximadamente 60% da sua população composta por indígenas. É comum ouvir o idioma náhuatl nas ruas. Curti demais esse pueblito. Valeu a pena todo o rolê para chegar e depois a contramão para ir até o meu próximo destino: Orizaba. DIAS 28 e 29) ORIZABA Mais um pueblo mágico na viagem. Inclui no roteiro muitos dos pueblos a partir de listas como "10 pueblos más bonitos", "Top 10 de los pueblos mágicos" e "Los 16 pueblos mágicos favoritos". Este último coloca Orizaba como favorito. Definitivamente não foi o meu favorito, porém Orizaba tem um lugar especial nas minhas memórias de viagens por uma série de motivos. A cidade é rodeada por vários morros, é muito limpa, sendo considerada a mais limpa do México, e é super bem organizada, com placas voltadas ao pedestre, praças lindas com wi-fi livre e ruas com prioridade ao pedestre. Os seus atrativos principais do meu ponto de vista são: 1) Ex-convento de San Juan de la Cruz: último convento construído por jesuítas espanhóis no México no século XIX (1803-1828), que pouco depois teve que ser abandonado por conta das reformas da independência da independência. A partir de 1860, passou a ser a ser um Conic da vida (brasilienses entenderão), sendo abrigo de prostitutas, loja maçônica, escola protestante, entre outras, até 1993. Hoje poderia ser facilmente uma locação de filmes de terror trash envolvendo freiras malignas 🤣. Entrada $50. 2) Palácio de Hierro + Catedral: um do ladinho do outro, ambos com praças com belos jardins e belas construções . 3) Palácio Municipal: atualmente um edifício com diversos órgãos do governo municipal e com o primeiro painel de Orozco, que enfoca a luta pela independência. Vale a ida também pela rua com preferência ao pedestre em frente ao palácio. 4) Teleférico: acima do Cerro del Bodego é possível ter uma visão maravilhosa da cidade. Pena que o tempo estava um pouco nublado e nesta época está pairando no céu meio que uma neblina ou smog. Entrada $30. 5) Museu de Arte de Veracruz: fica em um belo prédio, com uma boa coleção virreinal e uma ótima coleção de obras de Diego Rivera mostrando diferentes fases do artista. Entrada gratuita 6) Poliforum Mier y Pesado: um prédio da segunda metade do séc XX, porém com cara de palácio do século XIX. 7) Paseo del Río: este vale um tópico especial logo abaixo. Dica de restaurante: recomendo demais o restaurante Pozolazo (próximo do Museu de Arte de Veracruz). É bem econômico e tem uma comida gostosa, bem temperada Paseo del Rio O Paseo são calçadas nas duas margens do rio Orizaba, que cruzam a cidade de norte a sul e que passa ao longo de pracinhas charmosas, casas, quiosques de comida, paredes com grafites e do teleférico (já citado aqui). Há pontes suspensas cruzando o rio, tirolesa e é comum ver gente correndo ou caminhando para ir de um lugar a outro da cidade ou apenas namorando e curtindo o ambiente. Até aí tudo bem, né?! Seria super interessante do ponto de vista da mobilidade urbana, do direito à cidade e do ponto de vista ambiental, de construção de cidades mais verdes e integradas com o meio ambiente. Mas aí vem mais um detalhe: ao longo do Paseo tbm há uma reserva animal, uma espécie de zoológico urbano, com cativeiros, serpentários e aviários abrigando cerca de 300 espécies. Por um lado a reserva tem um grande efeito na educação ambiental. Imagina só toda uma população com um zoológico super acessível em que se pode encontrar informações sobre as espécies e sobre conservação ambiental. Por outro lado fiquei pensando nos animais ali abrigados. Muitos estão em espaços super pequenos, com pouca sombra e recursos (carentes de um bom enriquecimento ambiental), e sem contar que estão completamente imersos no espaço urbano, com trânsito e poluição sonora muito próxima. Sem contar que a proximidade com as pessoas é muito grande. Uma criança pode facilmente esticar o braço e alcançar a grade das onças, por exemplo. O nível de stress dos bichos deve ser muito alto. Vi o urso e outros animais realizando pacing (movimento estereotipado de um lado ao outro), comportamento que costuma ser indicativo de stress. O Paseo é um lugar super interessante sob diversos pontos de vista e me deixou com vários questionamentos e reflexões. DIA 30) OAXACA Cheguei cedo e depois de deixar as coisas no hostel, fui a Monte Albán, um sítio arqueológico bastante próximo da cidade de Oaxaca, facilmente acessível por coletivos de transporte. Começou a ser construído em 500 a.C e foi capital dos zapotecas até aprox 800 d.C, sendo depois ocupado pelos mixtecos. Foi construído em cima de um dos morros do vale de Oaxaca e em seu ápice chegou a ter cerca de 35.000 habitantes. Monte Albán é um lugar incrível, com muita história, lindas vistas do vale de Oaxaca e um museu com uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos. Entrada $75 e transporte $60 (ida e volta). A cidade de Oaxaca por sua vez pode ser dividida em duas partes: uma abaixo da sua Catedral e outra acima. A primeira parte é caótica e feia, com muita movimentação de pessoas e barracas por todos os lados. Já a segunda parte é o lindo centro histórico, que foi tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, juntamente com o Monte Albán, em 1987. Os grandes destaques do centro histórico são o Templo de Santo Domingo de Guzmán e o seu anexo, o Museo de las Culturas. O templo começou a ser construído em 1551. Possui uma linda fachada e muitas ornamentações em estilo barroco. Já o Museo de las Culturas faz parte do ex-convento de Santo Domingo de Guzmán e possui diversas salas, com um incrível acervo pré-hispânico, no qual se destaca a coleção da Tumba 7. A Tumba 7 foi encontrada em Monte Albán em 1932. Com diversos artefatos de ouro e outros metais preciosos,é considerada um dos maiores achados do México. O museu ainda tem salas dedicadas ao Virreinato, aos povos indígenas e à modernidade do México. DIA 31) OAXACA Dia de passeio em tour. Eu costumo ter um pouco de preguiça com tours. Primeiro pela falta de autonomia para tudo (local de comida, tempo nos atrativos, rotas etc); segundo, porque pode ser uma furada dependendo do seu grupo e do guia; e terceiro, pq geralmente saem mais caros do que se vc fizer o passeio por conta própria. Porém, resolvi fazer um tour com a empresa Lascas, partindo de Oaxaca, considerando o excelente preço que tinha ($200) e o número de atrativos a serem conhecidos (em ordem): Árbol de Tule, destilaria de mezcal (com degustação 🤤), casa de produção artesanal de tapetes em Teotitlán del Valle, sítio arqueológico de Mitla e Hierve el Agua (cascadas petrificadas). Árbol de Tule é uma árvore da espécie ahuehuete, que tem 2000 anos de idade e é considerada a mais larga do mundo com 58 metros de circunferência. É impressionante (entrada $10)! Mitla, por sua vez, é um sítio arqueológico de origem zapoteca muito interessante por seu formato trapezoidal e por suas ornamentações nas paredes (18 padrões geométricos diferentes) (entrada $65). Já Hierve el Agua é um balneário com uma formação natural muito diferente que emergiu a partir de escorrimento de água carbonatada. Parece uma formação de caverna, porém a céu aberto (entrada $25). Interessante também que no local há uns pequenos canais de irrigação que foram feitos pelos zapotecas há mais de 2000 anos. Além desses atrativos maravilhosos, o ateliê de tapetes de Teotitlán é incrível e foi bem legal conhecer o processo de produção de mezcal (e é claro o melhor: degustar muitos tipos diferentes da bebida hehehe). No final, valeu muito a pena fazer o passeio, mesmo com o tempo corrido especialmente em Mitla e Hierve. DIA 32) TUXTLA GUTIERREZ E CHIAPA DE CORZO Dia de passeio maravilhoso no incrível Canon del Sumidero. O passeio parte da cidade de Chiapa de Corzo de dois embacaderos. Ambos oferecem o mesmo preço para o passeio ($250). Se estiver hospedado em algum hotel na cidade, é possível encontrar mais barato. O Canion é uma falha geológica com altura máxima de pouco mais de 1000 m e com profundidade de rio de mais de 250m. No passado o rio Grijalva não era navegável, porém se tornou depois da construção de um hidrelétrica. Ao longo do passeio é possível avistar animais como macaco-aranha e crocodilos. A cidade de partida do passeio, Chiapa de Corzo, foi a primeira construída no estado de Chiapas e no passado foi a capital deste estado. Tem um centro bem bonitinho, com destaque para a fonte em estilo mudéjar construída no séc XVII. A cidade ainda foi o berço do fundador do grupo Mario Nadayapa Quartet (citado no dia 4) e tem um museu dedicado a marimbas, que acabei não visitando. Depois de conhecer o Canion e Chiapa de Corzo, peguei uma kombi na praça central com letreiro "Soriana" ($15) e depois uma outra kombi ($55) para chegar ao meu próximo destino: San Cristóbal de las Casas. DIA 33) SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS San Cristóbal é um pueblo mágico do estado de Chiapas, que tem um centro bem charmoso com bastantes casas históricas e uma rua para pedestres com muitos bares e restaurantes (caros de forma geral), incluindo muitas opções vegetarianas (raridade no México). Infelizmente como podem perceber pelas fotos, o tempo estava bastante ruim no dia que cheguei, com muita neblina e chuva. Uma experiência super interessante na cidade foi conhecer o mercado de Santo Domingo, com muitas roupas e artesanatos bonitos a preços bastante acessíveis, e logo ao lado conhecer o Mercado Viejo, com várias frutas, legumes e comidas de vários tipos. Nas proximidades do Mercado Viejo saem kombis com destino ao pueblo San Juan Chamula, uma comunidade pequena com população predominantemente de chamulaa: indígenas da etnia tzotzil, de família Maya. Na segunda-feira que fui, estava havendo uma procissão religiosa, com pessoas em trajes típicos tocando instrumentos, cantando como em ritmo de lamúrias e soltando muitos fogos de artifício que alguns deles mesmo confeccionavam na hora. Ao adentrarem na igreja (da foto 8), fizeram uma cerimônia de troca de roupas de um dos vários santos ricamente ornamentados, expostos nas laterais da igreja. Ao entrar na igreja parece que se é transportado a outra realidade. No seu interior há um forte cheiro de incenso natural no ar. Não há luz artificial, sendo iluminada apenas por velas e não há cadeiras. As pessoas se sentam no chão sobre um tapete de folhas de Pinus, acendem muitas velas, colocam garrafas de Coca Cola e outras bebidas no chão, como se fossem oferendas, e fazem orações geralmente com o corpo curvado como se estivessem murmurando. Após o ritual tomam as bebidas. É um sincretismo religioso muito diferente que mescla o misticismo indígena com o catolicismo. Uma experiência incrível que recomendo fortemente. . Mais infos: a entrada na igreja custa $25. Não é permitido tirar fotos ou fazer vídeos no seu interior. Por sinal, os chamulas não gostam desses registros por acreditarem que roubam a alma ou trazem azar. DIA 34) COMITÁN DE DOMINGUEZ Comitán é uma cidade situada a pouco mais de 90 km de San Cristobal. Possui um belo centro com uma bela igreja e algumas opções de restaurantes e de comida de rua (infelizmente não o visitei apenas à noite. A cidade foi a minha base para conhecer a famosa cachoeira El Chiflón e os Lagos Montebello. Pela manhã antes a El Chiflón (entrada $50 + $70 de kombi ida e volta, que peguei na Av. Boulevard). Um conjunto de cascatas e cachoeiras, sendo que a principal tem 70m de altura. Na época de seca, as cascatas e cachoeiras tem uma cor azul-turquesa/verde lindona, como podem ver na foto abaixo tirada na internet. Infelizmente fui no dia seguinte a uma forte chuva e o rio estava super caudaloso com cor marrom. Segundo um funcionário do local, já fazia 5 dias que a água estava com aquela coloração por conta das chuvas. Triste, mas pelo lado positivo fica um motivo para querer voltar a esta região em viagens futuras. Depois de conhecer El Chiflón, voltei para a cidade para pegar um kombi na Av. Guadaloupe, 30020 (passagem a $60) até os Lagos Montebello (ou Lagunas de Montebello). O atrativo é um parque nacional com mais de 50 lagos situado a cerca de 1h30 da cidade de Comitán de Domínguez (entrada $25). Os lagos são cenotes (cavidades naturais ou dolinas...vcs ainda vão ver esse nome algumas outras vezes por aqui) que se comunicam através do lençol freático. Alguns tem mais de 50m de profundidade.Como os lagos ficam relativamente longe um do outro se recomenda fazer o passeio em carro próprio ou com algum dos motoristas locais que ficam na entrada do parque. Eu paguei $250 em um passeio que segundo o motorista custa $700 ou $800 na alta temporada. No passeio de cerca de 2h, o motorista me levou ao Lago Caracol, 5 Lagos (o único onde as empresas de turismo de San Cristóbal costumam levar), Lago Pojoj, Lago Tziscao e Lago Internacional. Este último tem esse nome por estar na fronteira entre México e Guatemala. Passeio maravilhoso demais, que incluiu ainda uma parada em um quiosque para almoçar queso fundido (queijo na chapa com cogumelo, acompanhado de feijão, salada e tortilhas). Depois de conhecer os lagos, fui à estrada e consegui uma carona com caminhoneiros de volta a Comitán. 🥳 Faltou apenas conhecer o sítio de Tenam Puente, que estava programado para este dia. DIAS 35, 36 e 37) LAGUNA MIRAMAR Já antecipo dizendo que este é lugar mais maravilhoso que conheci no México e certamente também um dos mais lindos em que já estive em toda a minha vida. E o lugar foi ainda mais especial para mim, porque foi onde comemorei o meu aniversário.🥳🎉 A Laguna Miramar é uma lagoa com muitos estromatólitos em suas margens, cercada por morros, vegetação nativa preservada e com água com coloração azulada e esverdeada em diferentes tonalidades. Vc, por exemplo, sai de um local com água verde cristalina e em poucas remadas chega em um local com água azul-turquesa, que forma um espelho do céu e da vegetação. O local fica no leste do estado de Chiapas, relativamente próximo da fronteira com a Guatemala. Para chegar há duas opções: a) pegar uma van ($100) em Margaritas (próximo da cidade de Comitán Domínguez) com destino a Emiliano Zapata e fazer uma viagem de 5h30, sendo 3h30 em estrada de chão em más condições de conservação e com muitas curvas, ou b) pegar um caminhão em Ocosingo e fazer uma viagem de 4h em estradas em melhor estado de conservação, porém com muito menor conforto na carroceria do caminhão, com bancos de madeira duros. Para pegar a Kombi a Margaritas ($18, primeira saída às 6h, com tempo de viagem de 40 min), se deslocar até a Praça Central de Ocosingo, descer duas quadras pela Primeira Avenida Sur e depois virar a esquerda e andar duas quadras e meia pela 3a Sur. Já pagar pegar a kombi até Emiliano, caminhar 2 ou 3 quadras depois da praça de Margaritas até as kombis a San Quintín/Emiliano Zapata. Saídas teoricamente às 6h30, 8h, 10h, 12h e 13h, porém não seguem a risca esses horários. Em Emiliano Zapata, descerá em um centro de visitantes onde será muito bem recebido e onde poderá deixar algumas coisas que não precisará na laguna. Aí realizará o pagamento pela entrada ($50) e por tempo de hospedagem ($50 por dia). No local também poderá alugar botas em caso de chuva ($40), barraca para acampar ($130 para uma pessoa ou $250 para duas), rede para dormir ($40), cobertor entre outras coisas. Tenha em conta que as duas únicas opções de estadia na laguna são rede ou barraca. Depois dos pagamentos, há uma caminhada até a laguna de aprox. 4,5 km. O caminho é plano e será feito em aprox. 1h45 em período de seca ou em até umas 3h em período de chuva, por tempo do lamaçal que vira a trilha. No local há duas opções de passeio em barco para explorar aos arredores. O primeiro envolve conhecer duas estátuas maias e ainda ir a ilhas de vegetação no lago. O segundo envolve conhecer pinturas rupestres em paredões e busca de tartarugas em caverna (importante levar lantrena). Ambos passeios são legais, mas recomendo mais fortemente o passeio às ilhas (imperdível!). Custam $400 para grupo de 4 pessoas (grupos maiores têm um preço individual mais em conta). Leve comida! Há panelas disponíveis e geralmente há água potável na torneira. Porém dei um certo azar e no meu segundo dia no local houve problema no encanamento e assim tive que ferver água da lago para beber. Transporte de retorno: kombis a Las Margatiras a 0h, 2h, 7h, 9h30, 11h e 13h; caminhões a Ocosingo às 0h, 1h, 2h, 3h e 4h (da madruga mesmo...tenso!). DIA 38) TONINÁ E CASCADAS DE AGUA AZUL Depois de conhecer a maravilhosa Laguna Miramar o meu próximo era Palenque, mas antes, no mesmo dia, havia uma viagem longa e desconfortável em caminhão de madrugada e em seguida a primeira ruína maia do roteiro - Tonina - e as belas Cascadas de Agua Azul. O transporte da base de recepção da Laguna Miramar a Ocosingo pode ser resumido em uma palavra: TENSO! Foram 4 horas de estrada ruim na carroceria de um caminhão, sentado em uma banco de madeira duro, que estava meio solto; passando frio com o vento; e ainda estava apertado ao lado de uma mina que desmaiou e que o tempo todo vinha com a cabeça no meu ombro. Ela era baixa e magra, mas tinha a capacidade de se transformar em um peso de 30kg sobre meu ombro. VID_20190608_040931.mp4 Cheguei em Ocosingo 5h da manhã no meio de uma feira. Às 6h30 peguei uma camionete ($15, mais uma carroceria no dia e, sim, este é o transporte regular) com destino a Tonina. Passagem a $15. Tonina é uma bela e pouco visitada cidade maia. Foi construída ao longo de um morro e se considerar toda a sua extensão é bastante alta (260 degraus para subir!). Teve construção iniciada em 300 d.C e apogeu em 900. Em seguida voltei a Ocosingo e paguei mais $25 pro motorista da camionete me deixar no terminal de Ocosingo. Do terminal, peguei uma van ($50) até um entrocamento na estrada e aí peguei um táxi coletivo até às Cascadas de Agua Azul ($25). As Cascadas são uma sequência linda de cachoeiras com várias piscinas boas para banho. Evite ir em fds! O lugar fica mto cheio. As Cascadas são lindas, mas sofrem de um problema como outros locais naturais do México: ocupação bastante intensa, que no caso acontece com várias barraquinhas de artesanato e de comida. Depois de curtir esse atrativo segui rumo a Palenque em outra van colectivo ($50) DIA 39) PALENQUE Pense num lugar quente! Cêtádoido! Derreti em um suor em Palenque! Agora sobre o destino: a cidade em si não tem nenhuma atração relevante. Na verdade nem achei a cidade bonita. Porém a poucos quilômetros do centro da cidade estão as maravilhosas ruínas de Palenque e um pouquinho mais afastado, mas acessível em tour estão os incríveis sítios de Yaxchilán e Bonampak. O tour dura o dia todo e sai cedinho. Paguei $800, com almoço incluso. Yaxchilán fica a mais de 160 km de Palenque no lado mexicano da fronteira com a Guatemala. Para chegar, é preciso se deslocar por cerca de 20 min em canoa pelo rio Usumacinta, o qual é muitas vezes atravessado por guatemaltecos em busca de uma vida melhor no norte, e depois caminhar através da floresta. O sítio era um importante ponto de controle de comércio no rio Usumacinta e é muito conhecido pelos seus edifícios com painéis superiores (cresteria) super bem preservados. Bonampak por sua vez significa "Muros Pintados" e é conhecido exatamente pelas paredes pintadas ainda super bem conservadas em que se retratam guerras, sacrifícios humanos e festividades maiais. É uma experiência incrível ver os painéis com mais de 1000 anos de idade (estima-se que foram pintados entre 580 e 800 d.C) super bem preservados. DIA 40) PALENQUE Dia de conhecer o sítio arqueológico de Palenque. O sítio é é bem grande, com várias ruínas imersas na paisagem florestal. Destaca-se pela sua arquitetura e por suas esculturas ainda em parte bem preservadas. Acredita-se que a cidade começou a ser construída em 100 a.C, tendo o seu apogeu nos 600 e declínio no final dos anos 800. Uma coisa que achei interessante em Palenque foi percorrer um caminho através da floresta, passando por cachoeiras e casa de banho maias. Infelizmente fui em uma segunda (dia nacional dos museus fechados) e assim não pude conhecer o acervo no seu museu, mas acho que é bem bacana. Entrada: $75 + $36 (taxa do Parque Nacional) Depois de conhecer o sítio, retornei à cidade para almoçar e matar tempo até a saída do meu ônibus a Chetumal. Recomendo o restaurante El Oasis na praça central. Tem muitas opções de comida, inclusive vegetarianas, por um bom preço. DIA 41) BACALAR Depois de conhecer Palenque e seus atrativos próximos, o meu próximo destino - Bacalar - estava um pouquinho longe: 8h de viagem em ônibus até Chetumal e depois mais 40 min até Bacalar. Bacalar é um pueblo mágico conhecido pela sua laguna. É realmente maravilhosa! De uma coloração esverdeada incrível. Infelizmente Bacalar sofre de um problema comum no México: a restrição de acesso a um local público por conta da ocupação privada de seu entorno. Porém é possível acessar a laguna por algumas passarelas/decks de madeira e curtir a água deliciosa. Eu fiquei em uma barraca em um hostel chamado Magic Bacalar e minha experiência foi muito boa! Conheci uma galera massa, com a qual ainda tenho contato, e tomei muita cerveja e joguei conversa "dentro" no deck do hostel. Também conheci o centrinho da cidade, com o belo forte San Felipe Bacalar (não conheci por dentro porque achei a entrada de $108 cara e porque li que havia poucas coisas no interior), e dei uma boa caminhada durante o dia do hostel até o Cenote Azul. Caminhei ao longo da laguna, curtindo os grafites nos muros da cidade e refletindo sobre a falta de acessibilidade e observando as variações na cor da laguna quando abria uma brechinha entre os muros. O Cenote Azul é legal, mas eu não recomendo fortemente, já que é basicamente uma lagoa com um entorno de vegetação florestal. Enfim, amei Bacalar! Foi um dos meus lugares favoritos no México. p.s1: Para economizar no rango (caro de forma geral na cidade) e ainda se divertir, recomendo o restaurante da Alberta (do lado do Galeón Pirata), uma senhora figuraça, que faz uma comidinha gostosa. p.s2: Rolam uns passeios de lancha ($200), que levam até dois cenotes dentro da lagoa e para o Canal de los Piratas. Acho que é legal, mas acabei não fazendo. DIA 42) TULUM As pessoas costumam falar super bem de Tulum. Eu particularmente não achei a cidade lá grandes coisas. Achei meio gourmetizada e cara. Os grandes atrativos de Tulum são cenotes, praias e obviamente o seu sítio arqueológico à beira-mar. Nas fotos que circulam na internet, as ruínas resplandecem sobre uma falésia, com um fundo de mar azul-turquesa. Lindo demais! Bem, até uns anos atrás (seis anos talvez), era exatamente assim o ano todo, mas de alguns anos para isso mudou. Agora, em boa parte do ano, o sargaço está tomando conta das praias caribenhas desde Belize até Cancún. Esse fenômeno tem acontecido com maior intensidade entre os meses de abril a setembro, mas com as mudanças climáticas e com o lançamento de fertilizantes no mar, nunca se sabe como será o ano seguinte. Tenha isso em consideração quando planejar a sua viagem pro Caribe. Eu mesmo alterei muita coisa no meu roteiro por conta da grande quantidade de sargaço nas praias. DIA 43) TULUM/COBÁ Dia de ir a Cobá em um dos ônibus da empresa Mayab, que partem frequentemente da estação da ADO ou do Palácio Municipal da cidade ($100 ida e volta). O sítio de Cobá se encontra a cerca de 50 km de Tulum e teve o seu início de construção entre 100 a.C e 300 d.C, atingindo o período de auge construtivo entre os anos 800 e 1000. Agrupou diversas construções ligadas através de caminhos de pedra e que se conectavam a outros sítios maiais, como Yaxuná a 100 km de distância. A parte de visita geral agrupa ruínas imersas na floresta, com três centros principais e a pirâmide mais alta da península de Yucatán que ainda pode ser escalada. Muitas pessoas recomendam alugar bicicleta para percorrer o sítio. Porém o aluguel é caro ($100) e do meu ponto de vista, dispensável para uma pessoa com saúde plena e sem problemas de locomoção. Percorremos todo o sítio em 2h30 de caminhada. Depois de conhecer o sítio arqueológico, aluguei bicicleta ($50) em uma mercadinho antes do sítio de Cobá, para conhecer dois cenotes a cerca de 6,5 km do sítio: Tamcach-Ha e Multun-Ha. Ambos os cenotes são cavernas fechadas com amplos salões e algumas estalactites. Estão próximos um do outro (3 km) e cada um tem o preço de entrada de $100. Achei os dois bastante parecidos. Acho que pelo valor não compensa visitar ambos. Se for visitar apenas um, acho que Tamcach-Ha é mais divertido por ter duas plataformas de salto (5m e 11m). Iuhuuu! Nas proximidades há também o cenote Choo-Ha, mais raso e menos amplo e pelas fotos na internet parece ter água mais clara. Bizú: os cenotes ficam cheios à tarde com a chegada de grupos em tours. Tente ir o mais cedo possível. DIA 44) TULUM Era um dia que eu pretendia conhecer o cenote Gran Cenote e depois ir até a praia Xcacel, mas acabou que choveu bastante no dia e eu me enrolei, tendo tempo de conhecer apenas o cenote. Tulum tem vários cenotes ao seu redor. Gran Cenote, Carwash, Calavera, Nicte-Ha, Sac Actun e Dos Ojos são alguns deles. Porém, como a cidade é super turística, os preços de entrada nesses atrativos não são lá muito atraentes. Hehehe Como eu já iria conhecer muitos cenotes nas proximidades de Valladolid e como eu não queria gastar tanto - para ter ideia o preço de entrada no Dos Ojos é $340 e no Sac Actun é mais de $600 -, acabei optando por conhecer apenas o Gran Cenote cujo preço de entrada é de $180. E que escolha boa! O cenote a pouco mais de 5 km de Tulum (na estrada sentido Cobá) possui a água bem clara e duas ilhas conectadas por um túnel com formação parecida com a de uma caverna. Na água transparente é possível ver peixinhos e cágados (não confundir com tartarugas), que parecem não se incomodar com a grande quantidade de visitantes. Pena que tive problemas com a GoPro que levei e não tenho fotos boas para mostrá-los. DIA 45) ISLA MUJERES Saí de Tulum e cheguei a Cancún: o destino sonho de muitos brasileiros, com resorts all-inclusive na beira da praia, hotéis luxuosos, cassinos, baladas animadas e restaurantes xiques. O lugar que tenho menos vontade de conhecer na vida hahaha . Não é tipo de turismo que me atrai nem um pouco. Sendo assim, não fui na parte dos hotéis e na praia que a galera frequenta. Passei longe. Fui só até o centro (sem graça), peguei um ônibus (ruta 6 - $10) em frente ao mercado Soriana (ótimo lugar para comprar em dólares e conseguir troco em peso em cotação muito melhor do que a de qualquer casa de câmbio...leia o tópico "câmbio") e segui até o Puerto Juárez, para pegar o ferry mais barato ($275 ida e volta) para Isla Mujeres. A ilha não estava sofrendo com o sargaço e li vários relatos dizendo que a sua Playa Norte é uma das mais lindas do México. Fui com alguma expectativa, mas sem tanta assim porque imaginava que era muito cheia. Percorrendo as ruas da ilha, fui surpreendido pela tranquilidade, mas ao mesmo tempo confirmei que a ilha é bastante cara e mesmo com algumas lojinhas e ruas agradáveis, tem meio que uma cara de cidade turística padrão, meio estéril. Ao chegar à Playa Norte, que decepção da porra! Praia lotada, muitos barcos, ocupação desenfreada da estreita faixa de areia e muitas barricadas, acredito eu que feitas para evitar a retração da praia. Sim, a água é azulzinha e gostosa. Mas para mim, não é só a cor da água que faz a praia. Enfim, depois das decepção, resolvi alugar uma bicicleta ($70 a hora) e dar uma volta na ilha, que tem cerca de 8 km de extensão. Aí sim, conheci uns cantinhos bonitos e agradáveis, como a parte do Parque Garrafón, onde a galera faz snorkelings (caros pácaceta) com tartarugas e onde é possível avistar golfinhos de vez em quando; a Punta Sur, onde há um templo maia ($30 para andar poucos metros e conhecê-lo); e o lado voltado pro oceano com praias tranquilas e gostosas. Valeu muito a pena o rolê ! Pena que fiz mto rápido pq queria pagar só 1h de aluguel. DIAS 46 e 47) HOLBOX Saí de uma ilha e fui à outra: de Isla Mujeres a Holbox. De uma ilha que não curti muito para outra que amei. Fui pra Holbox meio com o pé atrás depois de ler uma matéria sobre os impactos do turismo na ilha. Em suma: há pouco mais de 5 anos não havia ferry boat até a ilha e ela era um povoado de 20 quadras e cerca de 1500 habitantes, entre os quais muitos pescadores. Com a chegada dos ferries, o turismo cresceu de forma acelerada. Hoje são cerca de 20.000 pessoas na ilha na temporada alta. Os resultados são degradação desenfreada dos mangues, crescimento desordenado da vila e da rede hoteleira, problemas hídricos, grande quantidade de resíduos que não tem disposição adequada e impactos na fauna. Os tubarões que chegavam próximo da praia agora passam longe. A pesca foi reduzida. Vôos de helicóptero estão destruindo áreas de nidificação. E por aí vai a lista de problemas. Porém apesar disso tudo a ilha continua linda. A água, que não estava com sua usual coloração esverdeada, ainda estava bem clarinha, livre de sargaço e em uma temperatura deliciosa. A verdade é os problemas não chegam aos olhos do turista que vão apenas à praia. Para percebê-los, é necessário uma caminhada pela rua por trás da faixa de hotéis e uma conversa com os moradores tradicionais. Na ilha ainda é possível avistar flamingos, ver o fenômeno da bioluminescência (fora da lua cheia) e fazer passeios até às 3 Islas e snorkelings com tubarão-baleia. Eu fiz esse passeio com tubarão-baleia e que experiência incrível! Foi cara ($2.200), mas valeu cada centavo investido. O passeio sai às 7h e tem uma duração de aprox. 8h. É possível chegar bem pertinho dos animais. Além disso o passeio inclui a passagem pelas maravilhosas 3 Islas e ainda um snorkeling em um ponto onde se pode avistar arraias e outros peixes de diferentes espécies, além de ter almoço de ceviche com peixe fresco, lanchinhos e água à disposição. p.s.: A balsa tanto de Chiquila quanto de Holbox sai a cada meia hora e tem custo de $150 (cada trecho). DIA 48) VALLADOLID Valladolid é um pueblo mágico fundado em 1543, que possui diversos edifícios coloniais. Um dos grandes destaques na cidade é o grande ex-convento San Bernardino de Siena, onde diariamente às 21h acontece um video mapping mostrando a história da cidade. No interior do ex-convento há um antigo acesso, atualmente fechado, para um cenote, no qual foram achados diversos artefatos dos espanhóis. Outros destaques são a bela rua Calzada de Los Frailes com muitas casas históricas preservadas e o agradável centro onde se encontra a catedral, o bazar municipal e muitos restaurantes. Eu curti demais o eixo histórico da cidade e o clima de tranquilidade que permeia toda a cidade Valladolid ainda possui um belo cenote - Cenote Zaci - praticamente no seu centro e nas suas redondezas há diversos outros cenotes. A cidade ainda funciona bem como base para conhecer as ruínas de Ek Balam e de Chichen Itza. No primeiro dia peguei uma bicicleta no hostel e conheci o ex-convento San Bernardino de Siena e três cenotes: Xkeken, Samula e San Lorenzo Oxman. Xkeken e Samula fazem parte do complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid. Cada um tem preço individual de $80 individual ou ambos podem ser visitados por $125. Eu recomendo fortemente o ingresso para ambos. Fui primeiro no Xkeken. É um cenote fechado, com uma abertura no teto.. No horário que visitei, entre 10 e 11h, um feixe de luz entra por essa abertura e ilumina o local parcialmente. A outra parte é iluminada por luz artificial. Xkeken é incrível pelo seu conjunto da obra. Há uma boa diversidade de formações espeleológicas, raízes que se projetam do teto rumo à água e a água tem coloração azul-turquesa. Foi o meu cenote favorito de toda a viagem. Samula, por sua vez, é um cenote também fechado, porém com com um salão mais amplo e muito mais alto e com uma abertura maior no teto por onde penetra mais luz e andorinhas que fazem um belo espetáculo à parte no interior do cenote. Lindão também! E fechando o dia de cenotes com chave de ouro: fui ao cenote San Lorenzo Oxman. O cenote fica em uma hacienda ("fazenda" em tradução literal, mas que no caso aqui parece mais uma chácara) e tem custo de $80 (ou $150 convertidos em consumação e com direito a uso de uma piscina no local). É um cenote do tipo aberto, sendo meio que um poço profundo no solo circundado por paredes rochosas sobre ás quais há árvores que projetam suas raízes em direção à água. É lindão também e é super divertido por ter um pêndulo para se lançar na água. VID_20190618_145529.mp4 p.s.: Os meios de transporte para os cenotes são táxi ou bicicleta, sendo que este foi o que eu usei por ter disponível no hostel. DIA 49) VALLADOLID/EK BALAM O sítio Ek Balam fica a aproximadamente 30km do centro de Valladolid. Como não tem transporte público até o local, fui até lá de bicicleta. O caminho é bastante plano, mas o calor de 36°, a bicicleta pesada e sem marchas e o sedentarismo não contribuíram muito com o desempenho. Ek Balam foi um dos últimos sítios descobertos na região, com escavações iniciadas em 1998. O sítio maia começou a ser construído entre 100 a.C. e 300d.C e teve seu apogeu entre 700 e 900 d.C. O seu grande destaque é a sua pirâmide principal super larga e com cerca de 32 m de altura, na qual se encontra uma tumba que era acessível por uma entrada, atualmente restaurada, ornamentada por uma boca de jaguar e figuras como a de guerreiros com asas. Por sinal, Ek Balam é muito conhecida por sua arte bastante refinada em comparação com outros sítios maias. Do alto da pirâmide, após uma subida de 106 degraus, se tem uma boa visão da floresta e de outras estruturas que compõem o sítio. O sítio tem um custo absurdo de $413 ($75 do Instituto Nacional de Antropologia e História e o restante cobrado pelo governo estadual). Foi a primeira vez que paguei mais de $75 para visitar um sítio arqueológico. Colado nas ruínas está o Cenote de Xcanche (entrada a $80). Bom para se refrescar no calor danado. O cenote tem uma formação parecida com a de San Lorenzo Oxman, sendo um pouco mais largo do que este. Após conhecer o sítio arqueológico e Xcanche, segui de volta pela estrada rumo a Valladolid. A cerca de 15 km da cidade, fiz um desvio para conhecer o cenote Hubiku. O cenote possui um salão enorme e tem um bom poço para tomar banho se vc gosta de água fria. hehehe Porém o local tem poucas formações espeleológicas e tem boa parte de sua beleza sequestrada pelo excesso de pavimentação, além de ser bastante caro ($100). Imagino que pela estrutura de estacionamento, loja e restaurante gigante na entrada, o cenote seja ponto de parada de vários tours. Felizmente no horário que cheguei, às 16h30, estava bem vazio. DIA 50) VALLADOLID/PISTÉ (CHICHÉN ITZÁ) A capital dos maias em Yucatán e uma das sete maravilhas do mundo, Chichén Itzá, é realmente fantástica. Para chegar, há ônibus com saídas regulares do terminal da ADO em Valladolid (passagem $35). O sítio começou a ser construído em 525 e teve alguns ciclos de ocupação, sendo que o mais importante foi o que ocorreu entre 900 e 1200, encabeçado pela liga de Mayapán (esse nome aparecerá de novo em outra postagem à frente). Chichén Itzá é famosa pela sua pirâmide de Kukulcán (Serpente Emplumada), que durante os equinócios da primavera e outono projeta a imagem da deusa-serpente maia sobre o chão, indicando o grande conhecimento astronômico dos maias. Porém, Chichén Itzá guarda outros grandes tesouros, como o Caracol, um observatório em uma construção circular e La Casa de las Monjas, uma pirâmide com diversos quartos (cuidado para não deixar esses dois locais passar batido, como eu deixei hahaha); a enorme quadra de jogo de pelota; Templo de Los Guerreros, com suas mil colunas; e diversas esculturas e artes entalhadas nas rochas do sítio. A entrada custa absurdos $481 (se lascar governo de Yucatán) e a dica do Don é chegar o mais cedo possível, pois às 10h30, 11h chegam em peso os ônibus de tour vindos de Cancún. Depois de conhecer o sítio arqueológico, fui até o cenote Il-Kil a 4 km de Chichén Itzá (entrada $80). Há coletivos frequentes na rodovia ($15) com destino ao local. O cenote é do tipo aberto e lembra em partes Oxman, porém é mais fundo e tem uma vegetação diferente que se projeta sobre a água. Por ser próximo de Chichén Itzá, está incluído no pacote de tours que saem de Cancún. O cenote é bonito e vale a visita, apesar da grande quantidade de pessoas. Depois de conhecer esse cenote, fui até a cidade de Pisté ($20 em táxi coletivo), onde caminhei até o restaurante Zac Seh, a cerca de 5 quadras do centro. De frente ao restaurante saem táxis coletivos com destino a Yaxunah (passagem a $30), povoado a cerca de 20 km de Pisté. Este cenote é bem bonito tbm! É do tipo aberto, assim como Il Kil, porém é bastante vazio e tem uma boa vegetação em seu entorno. A água é de um tom azul escuro e é muito boa para tomar banho. Eu e meu amigo finlandês Kristoffer ficamos lá cerca de 1h30 e não chegou ninguém. Entrada a $50. Há estrutura de banheiro ao lado. Yaxunah ainda tem um sítio arqueológico simples nas proximidades, porém acabamos optando por não conhecê-lo. Depois de curtir o cenote, voltamos a Pisté, onde almoçamos numa espécie de mercado com alguns restaurantes, na beira da rua principal. Comi um Papadzule (não recomendo!). Em seguida, pegamos um ônibus em Pisté de volta a Valladolid ($35). Dica: como Yaxunah é bem pequeninha, combine com o motorista um horário de volta. Sugiro ficar ao menos uma hora no cenote. DIA 51) VALLADOLID/LAS COLORADAS Na internet circulam fotos de lugares que te fisgam e imediatamente vão parar naquela wishlist de destinos a conhecer. Este foi o caso de Las Coloradas. Vi algumas fotos do local e logo pensei "que lugar incrível! Preciso conhecer!". Quando sou capturado assim, nem procuro pesquisar muito a respeito do local para não criar muitas expectativas e atrapalhar a minha vivência pessoal. Porém não posso negar que fui até o destino com uma certa expectativa, a qual infelizmente foi um pouco frustrada. Primeiro porque achava que no local havia uma lagoa natural com água rosa e na verdade havia apenas uma salina (piscina artificial para extração de sal). Segundo porque queriam cobrar $50 para chegar um pouquinho mais perto da salina. Claro que não pagamos! No final, curtimos mais a bela praia (de águas muito salgadas) que aparece na foto abaixo. O passeio incluiu ainda uma ida até um rio com mina de água na cidadezinha de Rio Lagartos, que foi ótimo para tirar o sal do corpo. Na região há também a opção de se fazer um passeio de lancha para avistar flamingos e áreas de mangue, mas a galera não estava muito na pilha de desembolsar $150, $200 pelo passeio. Se quiser fazê-lo, vá até Rio Lagartos, espere a galera abordar e negocie. Las Coloradas é acessível por tours que partem da cidade de Valladolid ou por meio de taxis, que partem da cidade próxima de Rio Lagartos ou de Tizimín (um pouco mais distante, a 50 min de ônibus de Valladolid - passagem a $31). Acabei escolhendo ir por meio desta última opção com dois amigos que conheci no hostel, já que o valor de $600 pelo táxi saindo Tizimín (passeio completo) não seria caro, dividido por nós três. DIAS 52 e 53) VALLADOLID E MÉRIDA No período da manhã em Valladolid, ainda curti o cenote Zaci. Um grande cenote localizado praticamente no centro da cidade. Tem um paredão rochoso, com algumas formas espeleológicas (poderia considerar assim, geólogos? hehehe), que forma meio que uma concha sobre o grande poço de água margeado imediatamente também por algumas árvores. Depois de uma horinha, curtindo o cenote, segui ao meu próximo destino: Mérida. A cidade fundada em 1542 é uma das mais antigas do México e possui o segundo maior centro histórico do país, com diversos casarões e edifícios coloniais bem conservados. No centro, agradável de se percorrer a pé (desconsiderando o calor de 40º que enfrentei), destaca-se a praça central, onde se encontra a catedral, que é bastante movimentada e é palco de apresentações de dança, de partidas de jogo de pelota e no domingo recebe várias barraquinhas de comidas típicas. Por sinal, no domingo também se fecham algumas ruas da cidade aos automóveis para a alegria de pedestres, ciclistas e vendedores ambulantes (amo ruas vivas!). Na praça, vale ainda destacar o pequenininho, mas bonito Museo Casa Montejo e o museu de arte moderna e contemporânea Museo Fernando Garcia Ponce Macay. Ainda na parte histórica, um pouquinho afastada dessa parte mais central, encontra-se o Paseo de Montejo, com belos casarões. Um dos grandes destaques do Paseo é o Palacio Cantón. Construído entre 1904 e 1911 o palácio foi moradia do então governador de Yucatán e desde 1966 é um museu (entrada $60), que atualmente abriga uma boa coleção de esculturas maias e faz um bom apanhado da história das pirâmides mexicanas (ótima revisão de informações no final da viagem). Falando em acervo maia, na cidade encontra-se também o monumental Gran Museo del Mundo Maya. O moderno museu possui uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos, possui muitas informações sobre a cultura maia em diferentes formatos multimídia e é massa também que traz diversos dados sobre a organização e cultura dos atuais descendentes maias. Nos arredores de Mérida, estão o pueblo mágico de Izamal - que infelizmente não visistei, mas que parece ser maravilhoso -, povoados com vários cenotes e ainda diversas zonas arqueológicas, com destaque para Dzibilchaltún (não visitei), Mayapán, Uxmal e a Ruta Puuc (temas dos próximos tópicos). DIA 54) MÉRIDA/UXMAL E RUTA PUUC Antecipo já dizendo que Uxmal foi a minha zona arqueológica favorita em toda a viagem! 💚 Explico os motivos: 1) A cidade maia construída entre os anos 600 e 1000 e que chegou a ter uma população de 25000 habitantes, abriga a Piramide del Adivino, uma grande pirâmide diferentona, com bordas ovaladas;. 2) Possui muitos edifícios com ricas ornamentações, como o Palacio del Gobernador e suas ornamentações do Deus Chaac (associado à água e chuva) e os edifícios do Cuadrangulo de las Monjas e suas variações ornamentações envolvendo serpentes, aves, macacos, humanos e formas geométricas; 3) Possui a Gran Piramide, talvez tão alta quanto a Piramide del Adivino, onde ainda é permitida a subida até o topo, do qual se tem uma boa vista da zona; 4) Possui exemplos de edifícios com cresteria conservada (elemento da arquitetura maia construído sobre o teto dos edifícios e que os projetam ao céu); 5) Há muitas andorinhas, que fazem um belo espetáculo; 6) E por último, não tem vendedores ambulantes te assediando constantemente e não é visitado por muitas pessoas. O único problema é o custo de acesso - absurdos $413 (mesmo valor de Ek Balam) - e não haver muitas linhas de ônibus para retorno (cheque no terminal os horários de retorno). Para ida, há ônibus regular da Sur ($76), que sai do terminal da ADO em Mérida às 8h, 9h05, 10h40, 12h05, 14h e 14h30. Se estiver de carro, recomendo tirar o dia para conhecer também as outas atrações da Ruta Puuc, todas mais simples que Uxmal. Eu não estava de carro, mas mesmo assim contando com a sorte, acabei conseguindo uma carona na estrada e pude conhecer a Ruta. RUTA PUUC) "Puuc" no idioma maia significa "morro" e se refere a pequenos morros na plana Península de Yucatán, sobre os quais foram construídos os sítios arqueológicos que no passados eram conectados por sacbés (calçadas maias). Em uma concepção ampla, a Ruta abrange os seguintes sítios: Uxmal, Kabáh, Sayil, Xlapak, Labná e Grutas de Loltún (esta por ser mais distante, não foi visitada). 1) Kabáh é o mais impressionante entre os quatro, especialmente pelas grande dimensão de seus edifícios e pela riqueza de detalhes nas esculturas que ornamentam as suasconstruções. Vale também conhecer o Arco Triunfal, que marca o começo do sacbé até Uxmal; 2) Sayil é um sítio mais extenso em que se destacam o Palácio, um dos edifícios mais notáveis da ruta, com seus ao menos três andares com formas geométricas e colunas circulares; e a escultura do Deus da Fertilidade; 3) Xlapak possui um conjunto de edifícios, entre os quais se destaca o Palácio, com uma fachada recheada de formas geométricas e esculturas de Chaak (Deus da Chuva); e 4) Labná é um sítio simples com duas construções que chamam bastante atenção: El Mirador, uma construção bem elevada, e o Arco, com bela arquitetura maia. DIA 55) MAYAPÁN Cidade a 45 km de Mérida construída à semelhança de Chichén Itzá. Alcançou seu esplendor entre os anos 1200 e 1450, quando foi capital política e cultural do povo maia. Chegou a ter uma população de aproximadamente 12 mil pessoas, as quais contribuíram com a construção de cerca de 4000 estruturas em uma área de pouco mais de 4 km quadrados. A cidade teve seu declínio com a revolta de grupos sociais que opunham aos Cocom, à família nobre governadora. Como resultado, os líderes Cocom foram mortos e a cidade foi saqueada, queimada e abandonada. Além de sua importância histórica, uma coisa bacana em Mayapán é a diversidade de edifícios representativos da cultura maia em uma área compacta e ainda a existência de painéis com pintura bem conservados. Cheguei ao sítio de ônibus ($27 partindo do terminal Noreste com rumo a Telchaquillo). A ideia era conhecer o local e depois seguir rumo aos cenotes Kankirixche e Yaal-Utzil a cerca de 20 km de distância. Infelizmente não há transporte regular nesta rota. Teria que pegar um táxi coletivo e depois um táxi normal para chegar até os cenotes. Como ficaria muito caro, acabei desistindo da ideia. 😞 DIA 56) CIDADE DO MÉXICO Dia de retorno à Cidade do México em voo low-cost da Viva Aerobus. Na cidade fiz compras no Mercado de la Ciudadela, um ótimo local para comprar artesanatos e depois fui ao museu Soumaya do bairro chique e moderno de Polanco (fiquei com medo de pela minha aparência, ser abordado pela polícia no caminho do metrô até o museu hahaha 🤣). O Museu Soumaya é um museu com arquitetura arrojada com fachada revestida por 16.000 pastilhas de alumínio. São seis andares que reúne obras de grandes mestres mexicanos, arte em marfim chinês, muitas pinturas renascentistas e de grandes mestres europeus dos séc XIX e XX e o seu sexto (e último) andar agrupa várias esculturas de importantes artistas, especialmente de Rodin. Um museu incrível que exige ao menos duas horas para uma boa visita (o Wikipedia em português tem boas informações do museu para atiçar ainda mais a sua curiosidade). Ao seu lado fica o Museo Jumex, que também tem exposições incríveis. Acabei não o conhecendo, pois ia encontrar com uma amiga. À noite, a minha amiga me levou no Monumento a la Revolución, considerado o arco triunfal mais alto do mundo, localizado na Plaza de la Republica. Acho que vale super a pena uma visita durante o dia para apreciar melhor a construção. DIA 57) CIDADE DO MÉXICO Último dia da minha viagem. 😕 Acabei fazendo passeios em direções opostas da Cidade do México. O primeiro deles foi conhecer o Santuário da Basílica de Guadalupe. que é a segundo santuário católico mais visitado do mundo, perdendo apenas a Basílica de São Pedro no Vaticano. O Santuário agrupa a moderna basílica e outras igrejas, entre elas a antiga Basílica, que foi a primeira igreja do México dedicada à Virgem de Guadalupe. (espaço que seria dedicado a fotos, mas acho que perdi minhas fotos da Basílica 😥) Depois desse rolê, fui fazer o percurso de barco nos canais de Xochimilco. O melhor ponto para o contratá-lo é o Porto de Nativitas, pois é onde há mais opções de embarcações e onde há maior fluxo de gente. Assim vc pode se juntar a um grupo para baratear os custos. Foi o que fiz e acabei me juntando a uma simpática família colombiana, que me acolheu super bem, inclusive me dando alguns copos de cerveja. O passeio de 2h, dessa maneira, saiu por $150. O passeio é feito em trajineras, pequenos barcos muito coloridos e geralmente com nomes de mulheres (esposas dos donos), que são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Os seu condutores usam bastões de madeira para empurrar o leito e projetá-los pelos canais. As origens de Xochimilco remontam aos tempos pré-coloniais, quando os mexicas construíram canais e chinampas, ilhas artificiais onde se desenvolvia a agricultura. Ainda hoje há várias hortas e floriculturas na região. É comum os mexicanos realizarem comemorações de aniversário e de formatura nos passeios. Há muitas traineiras com estudantes bebaços, curtindo som alto. Muitos mariachis aproveitam também para tocar nas trajineras e animar ainda mais os passeios. O passeio passa por uma ilha onde há uma reprodução da Ilha das Bonecas (original), onde um senhor solitário juntava bonecas e as pendurava para, segundo as diferentes versões, espantar os maus espíritos ou para entreter o espírito de uma criança que foi encontrada afogada. O passeio para essa ilha é caro ($2000) e mais longo, 8h no total. Valeu super a pena como uma curiosidade cultural! DIA 58) RETORNO Fim da viagem! 😥 HOSPEDAGENS - Cidade do México: Mexico City Hostel (booking) - excelente hostel, muito bem localizado com boa estrutura e bom café da manhã! Meu único porém é o excesso de controle no uso da cozinha. - Pachuca de Soto: Airbnb Happy place (anfitrião Ignacio) - cama confortável, quarto espaçoso, anfitrião super gente boa, porém não há água quente no chuveiro, sendo preciso esquentar água em cuia usando uma resistência. - Ciudad Valles (Huasteca Potosina): Hostal Casa Huasteca (booking) - excelente hostel, com cama confortável, quarto espaçoso, ótimo café da manhã e atendimento super atencioso. O único e grande problema do meu ponto de vista é a cobrança por água potável do filtro. - Querétaro: Jirafa Roja (booking) - hostel bem localizado, porém achei o quarto sujo e tive problemas para fazer o check-out por não haver ninguém na recepção cedo. - Estacion de Catorce: Hotel San Jose (no local) - hotel simples com cama grande e confortável e consegui um ótimo preço depois de conversar com a dona - San Luis de Potosi: Sukha Hostel (booking) - hostel super em conta, com uma boa área para interação e banheiros limpos. - Guanajuato: Hostal Seis 7 (booking) - hostel muito simples, bem localizado. Porém não há cozinha, o banheiro é apertado e o do meu andar estava com um cheiro péssimo. - San Miguel de Allende: Black and White (conferir no Google) - eu acabei parando nesta hospedagem porque o que eu havia reservado pelo Booking estava em reformas e sua dona era irmã da dona destre outro. Não é bem um hostel, é mais um esquema Airbnb, com quarto com beliches. Gostei do local e especialmente da atenção da proprietária. O único problema é que é um pouquinho mais distante do centro. - Puebla: Gente de Más (booking) - excelente hostel. Quarto espaçoso, banheiro limpo e boa cozinha. - Atlixco: casa de uma pessoa que conheci aleatoriamente - Zacatlán de las Manzanas: Airbnb Hostal Zacatlán - o proprietário é super gente boa. Porém tive problemas por a localização informada no Airbnb ser diferente da localização real, por ter imaginado que era um hostel com recepção e ser apenas uma casa e no período em que fiquei o chuveiro elétrico não estava esquentando a água. Tirando isso, o quarto era bom e a cozinha era ótima. - Cuetzalan: Posada los Abuelos (no local) - pousada super simples, com quarto espaçoso e cama confortável, porém com um cheiro forte de parede de cimento. - Orizaba: Airbnb - Hostal Tlachichilco - na verdade não é um hostel. É um quarto anexo à casa da proprietária, que é bastante atenciosa. Cama ótima e banheiro dentro do quarto. Os únicos problemas são o sinal do wi-fi é fraco e não haver cozinha disponível (e logo não haver filtro de fácil acesso). - Oaxaca: Hostal de las Americas (booking) - excelente hostel! Quarto confortável, bem localizado e com staff atencioso. - San Cristobál: Torantelo B&B (booking) - hostel super barato, com cama confortável e com excelente café da manhã. - Comitán de Dominguez: Airbnb Casa Calli - quarto privado com cama meio desconfortável e janela sem cortina. O dono é super gente boa. - Palenque: Casa Janaab (booking) - excelente hostel, com estrutura maravilhosa! - Bacalar: Magic Bacalar (booking) - fiquei na barraca deles no camping. Achei ótima com uma cama super confortável. O hostel tem também um ótimo café da manhã e fica na beira do lago com um deck bom para se fazer amizades (tomei muita cerveja ali com os amigos que fiz no local). - Tulum: Lucky Traveller Hostel (booking) - hostel gigantesco, que já foi um hotel all-inclusive. Super econômico, com excelentes quartos e com algumas bicicletas disponíveis para empréstimo gratuito. Problemas: a cozinha é usada apenas por eles para fazer as refeições que são vendidas no hostel e distância grande do centro. - Isla Mujeres: Hostel Azucar (booking) - hostel bem simples com staff super atencioso e cama confortável, porém o quarto é meio apertado. - Holbox: Be Holbox (booking) - hostel bom, com quartos bastante ventilados e banheiros limpos. - Valladolid: a) Hostal Casa Chauac ha (booking) - excelente hostel com quarto amplo, banheiros limpos, bom café da manhã e com bicicletas gratuitas à disposição (só é um pouquinho caro); b) Hostal Casa Don Alfonso (booking) - ótimo hostel com dono super gente boa e com ovos no café da manhã. Único problema é que desligam o ar-condicionado após 3h e o quarto acaba ficando um pouco quente. - Mérida: Hostel Le Luj (booking) - excelente hostel com bom café da manhã incluso e com uma ótima cozinha! Único problema foi a grande quantidade de muriçoca na área de convivência e na cozinha. TOP, TOP CENOTES (todos que conheci) 1ª) Cenote Xkeken - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid ($80 individual ou $125 com o cenote Samula) 2º) Gran Cenote - a uns 6 km de Tulum na pista com sentido a Cobá ($180) 3º) Cenote San Lorenzo Oxman - a uns 3 km de Valladolid, no mesmo sentido do complexo Dzitnup ($80) 4º) Cenote Samula - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid 5º) Cenote Lol - Ha - no povoado de Yaxunah a 20 km de Pisté ($50) 6º) Cenote Il Kil - a 4 km de Chichen Itza ($80) 7º) Cenote Xcanche - no sítio arqueológico de Ek Balam a uns 28 km de Valladolid ($70) 8º) Cenote Zaci - dentro da cidade de Valladolid ($30) 9º) Cenote Hubiku - na pista no sentido de Ek Balam a 16 km de Valladolid ($100) 10º) Cenote Tamkach Ha - a 6,5 km de Cobá ($100) 11º) Cenote Multum Ha - a 1,5 km do anterior ($100) TOP, TOP ATRAÇÕES RELIGIOSAS 1º) Templo de Santa María Tonantzintla - Cholula 2º) Museu del Virreinato - Tepotzotlan 3º) Templo San Francisco Acatepec - Cholula 4º) Capilla del Rosario (Templo de San Domingo) - Puebla 5º) Templo de Santo Domingo de Guzmán - Oaxaca 6º) Iglesia de San Juan Bautista - San Juan Chamula 7º) Parroquia de San Miguel Arcángel - San Migue de Allende 8º) Catedral de Puebla - Puebla 9º) Santuário da Basílica de Guadalupe - Cidade do México 10º) Catedral da Cidade do México - Cidade do México TOP, TOP MUSEUS 1º) Museu de Antropologia - Cidade do México 2º) Templo Mayor - Cidade do México 3º) Museo de las Culturas - Oaxaca 4º) Museu Amparo - Puebla 5º) Museu de Bellas Artes - Cidade do México 6º) Gran Museo del Mundo Maya - Mérida 7º) Museo Internacional del Barroco - Puebla 8º) Museo Soumaya de Polanco - Cidade do México 9º) Centro de las Artes - San Luis Potosí 10º) Museo de Arte Moderna - Cidade do México TOP, TOP SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS 1º) Uxmal 2º) Teotihuacan 3º) Chichén Itzá 4º) Palenque 5º) Bonampak 6º) Monte Álban 7º) Toniná 8º) El Tajín 9º) Ek Balam 10º) Mitla TOP, TOP PUEBLOS MÁGICOS 1º) Real de Catorce 2º) Bacalar 3º) Cuetzalán 4º) Orizaba 5º) Tepotzotlán 6º) Bernal 7º) Zacatlán 8º) San Miguel de Allende 9º) San Cristobál de las Casas 10º) Valladolid
  25. 1 ponto
    Oii Lais, estarei de férias do dia 18/09 até 29/09.. planejando ficar do dia 19 até 24 no Rio, já fui uma vez mas seria a primeira sozinha.. pretendo ficar num hostel em Ipanema, mas poderiamos nos encontrar para as praias e baladas 😘
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    Bora fazer um grupo galera? Como quem tá interessado? Fica mais fácil pra se comunicar kkjk https://chat.whatsapp.com/ChyBqgSMKjuCTtrQR6hQsn Ai ajudo vocês, e podemos até combinar de ir junto nos mochiloes
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    Tô disponível agora em agosto, vc vai com grana ou sem?
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    Olá, boa noite! Estou fazendo um roteiro pelo sul da África e fiquei na dúvida por quais países fazer. Vou chegar pela África do Sul, ficar alguns rodando perto de Durban e alguns em Cape Town, depois ir até Moçambique pegar praias e pensei em Zanzibar na Tanzânia ou ir pra Namíbia. O que vcs acham que vale mais a pena: Moçambique, Namíbia ou Zanzibar? Tenho dois meses de férias para rodar, mas não queria fazer os 4 países para não ficar muito corrido.
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    O relato vai continuar pelo Atacama e um bate-e-volta maluco pela Bolívia. E claro, vamos passar pela Argentina de novo na volta. Mas importante dizer: o norte da Argentina é APAIXONANTE. 💗 É lindo, maravilhoso, o povo é querido, que quentinho estava meu coração. Penso que uma viagem desta sem carro fica muito comprometida e deve ser cara, pois andei vendo os preços de passeios desde Salta e me pareceram bem salgados. Visitem o norte da Argentina por favor! Tem outras atrações locais que não conheci, como o famoso trem das nuvens (não pesquisei muito, não sei como funciona), e com certeza muito mais de história e arqueologia pra explorar. A ruta que vamos pegar a seguir, que liga SSJ a SPA (ruta nacional 9, depois a 52, ainda na Argentina) é a estrada mais FODA que já estive na vida. A paisagem se transforma a cada minuto e vc não cansa de se espantar com a beleza, com a natureza... Eu não consigo ser tão exagerada a ponto de honrar tudo que vi, mesmo que pareça!
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    Também é bom sempre levar kinésio (leukotape) para poder proteger o pé de bolhas caso comece a senti-las!
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    Estou meio por fora das câmeras de entrada.. mas vou dar minha opinião. Importante saber que equipamento fotográfico é muito caro e nessa faixa de preço ficará bem limitado quanto a qualidade de imagem. E a questão de ser compacta dificulta mais ainda. Com base no mercado livre, você encontra uma Canon T7 por cerca de 1900 com lente do kit 18-55mm sendo nova. Outras opções como a Canon T6 e T5. São câmeras menores, mais leves e bem limitadas. O que pode procurar é por semi nova.. a partir de uma Canon T3i, T4i.. um até mesmo uma 60D até a 80D (essas são um pouco maiores). Outras opções são as Sony a partir do modelo A6300, porém, muuuuito mais cara. As Sony aguentam um ISO maior, que será fundamental para as fotografias noturnas. Lembrando que todas citadas são câmeras quem tem as objetivas intercambiáveis.. e futuramente pode investir em lentes. Não vou opinar sobre Nikon porque não conheço.. não quero falar besteira. rs Outra coisa!! Se quiser fazer foto da lua, terá que comprar uma lente de 200mm pra cima!
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    Em teoria, a ordem mais lógica seria: Brasil -> Portugal -> Espanha -> França -> Holanda -> Alemanha -> Praga -> Viena -> Budapeste -> Brasil. Mas passagens voltando de Budapeste para o Brasil costumam lhe custar um rim, geralmente são bem mais caras! Ou seja, já que é pra ser uma viagem low-cost, a melhor sequencia vai ser aquela onde você achar passagens mais baratas, e pela minha experiência, provavelmente seria algo mais ou menos assim: Brasil -> Lisboa -> Paris -> Berlin/Munich -> Praga -> Viena -> Budapeste -> Madrid -> Brasil Onde: Lisboa x Paris, Paris x Berlin/Munich e Budapeste x Madrid seria feito de avião, e o restante de trem ou ônibus. Mas você teria que cotar várias combinações e sequencias diferentes, sempre somando todos os preços para ver qual combinação tem o menor custo total final. Quando eu faço uma viagem envolvendo vários destinos, geralmente eu faço umas 6 ou 10 simulações com sequencias diferentes até achar aquela que tem o melhor custo total e com horários que não me causem problema. Por falar em horários, na hora de fazer as simulações e cotações de preços, não pode olhar só o preço do voo, trem ou ônibus, pois um voo saindo as 06:00 da manhã de Paris pode até barato, mas é furada total, pois você teria que chegar no aeroporto as 04:00 da manhã, horário que não há metrô e nem ônibus para o aeroporto, e você terá que pagar uma fortuna de táxi, o que anular toda economia que você conseguiu pegando um voo destes. Da mesma forma, por exemplo um voo que chegue em Madrid as 23:50, apesar de barato, também seria problemático, pois também não há metrô ou ônibus para o centro, e você também teria que pagar caro num táxi. E o mais importante de tudo, para um mochilão low-cost é planejar e comprar todas as passagens com antecedência de 60 ou 90 dias, pois quanto mais próximo da data da viagem, mais caras as passagens, e os hosteis bons e baratos vão ficando lotados, e geralmente sobram só os locais ruins e caros.
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    Para Tailandia voce obrigatoriamente precisa apresentar o certificado de vacianaçao da febre amarela, sem ele vc nem sai do aeroporto.
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    Na primeira semana de outubro, fui com um amigo conhecer Arraial d'Ajuda e cidadezinhas próximas: Trancoso e Caraíva. Fomos do Rio de Janeiro de GOL (vôo com escala em Brasília), chegamos em Porto Seguro às 11:20h. Não alugamos carro, fizemos tudo por conta própria. Vou detalhar tudo para vocês. Fiquei hospedada em 2 hotéis da Rede Porto Firme: Saint Tropez e Arraial Bangalô. Do dia 02 a 04 no primeiro, e do dia 04 a 07 no segundo. Ambos são MARAVILHOSOS! O Saint Tropez tem um ar de sofisticação e o atendimento foi perfeito, a praia do Parracho, que fica em frente, é tranquila e muito bonita. Andando 800m para a direita, praia da Pitinga, e 800m para a esquerda, praia do Mucugê. Fiz ambos os trajetos andando pela areia. Tranquilo! A localização é um pouco afastada do centro, mas taxis levam e trazem por R$20 o trecho. Fui em dupla, então, R$10 pra cada (as vans custam R$3,50). OBS.: Para ir ao centro, o hotel oferece uma van às 18h para os hóspedes. Super recomendo para quem gosta de glamour, sofisticação, sossego e pé na areia! O Arraial Bangalô é todo cercado de árvores e pé na areia mesmo (cadeiras de sol na areia dentro do hotel). A praia em frente é a Apaga Fogo, que possui em algumas épocas do ano, desova de tartarugas bem em frente ao hotel. Quando a maré está baixa se formam algumas piscinas naturais em frente ao hotel. E por possuir muitos recifes de corais e pedras em frente (com ouriços e peixinhos), basta andar 30 metros para direita ou esquerda, para conseguir entrar no mar. A praia é deserta, muito tranquila! Ponto positivo: O hotel fica muito perto da balsa que leva a Porto Seguro e mais perto do centro. Vans passam a todo instante e rodam a noite toda. R$3,50 é o preço. PRIMEIRO DIA (02/10 - terça-feira): Chegamos em Porto Seguro pela GOL às 11:20h. Do aeroporto pegamos um táxi até a balsa de Porto - Arraial d"Ajuda (R$30 reais). Atravessamos de balsa (R$4,50) e do outro lado pegamos uma van que fica parada logo ao lado da balsa (R$6,00). Encheu, saiu. A van nos deixou em frente ao nosso hotel (Saint Tropez). Fizemos nosso check in e fomos almoçar na Cabana Uikí, que fica ao lado do hotel (melhor acesso pela areia). Tinha uma banda ao vivo, muito animada. Pedimos uma moqueca de frutos do mar para dois (R$119), que servia três. Muito saborosa. Aproveitamos o resto do dia no hotel, tomando nosso drink de boas vindas e tirando fotos da paisagem e atrativos. A Praia do Parracho é bem tranquila e bonita. À noite, pegamos a van do hotel (exatamente às 18h eles disponibilizam para os hóspedes uma van para levar ao centro) e fomos conhecer a Rua Mucugê e o Beco das Cores. Depois, fomos à Pizzaria Paolo, localizada próximo à Rua Mucugê, no coração de Arraial D'Ajuda. O restaurante é muito aconchegante e acolhedor, com mesas em volta de uma gigantesca árvore. As opções de pizza são inúmeras. Pizza de massa feita NA HORA e bem fina, assada em forno à lenha, muito saborosa. Você vê sendo feita, um charme a parte! Uma pizza grande serve tranquilamente 4 pessoas e tem preço justo! No sabor, há opções para todos os gostos, inclusive combinações de ingredientes, com toque especial do Chef Paolo, uma figura muito simpática e acolhedora. Escolhemos metade Portuguesa Especial e metade Caprese (com mussarela de búfala, rúcula e tomate cereja), uma delícia. Pedimos cerveja para acompanhar. Uma das melhores pizzas que já comi! Super recomendo o restaurante pelo ambiente (que é uma graça), pela comida e pelo excelente atendimento. SEGUNDO DIA (03/10 - quarta-feira): Tentamos fechar um passeio para Trancoso + Praia de Taípe, mas não haveria saída na quarta. Então, resolvemos conhecer Trancoso por conta própria. Pegamos um táxi para o centro (R$20), e esperamos a van para Trancoso (R$12). Uma hora depois, chegamos à Praia dos Coqueiros. Lá, ficamos na Cabana Enseada Beach Trancoso. Tomamos uma Original 600ml (R$20) e só. Achamos os valores bem altos. O espaço tem chuveirão e banheiro. Além de rede para descanso junto ao restaurante. Andamos um pouco até a Praia dos Nativos (tem que atravessar o rio) e voltamos para conhecer o Quadrado. O vilarejo é muito tranquilo e traduz a paz. Lá tomamos um açaí de 500ml na Açaiteria Trancoso. Delicioso! Pegamos a van de volta à Arraial d"Ajuda às 14:30h (R$12), visitamos o Centro Histórico (igreja, mirante das fitas e lojinhas para comprar lembrancinhas) e depois paramos na Rua Mucugê para um "almojanta" PF de respeito (no Varanda Mucugê) e depois aproveitamos o finzinho de tarde no hotel. TERCEIRO DIA (04/10 - quinta-feira): Este dia foi um pouco corrido, já que precisaríamos fazer check out e check in no hotel novo. Acordamos cedo e fomos conhecer a Praia da Pitinga. Praia linda com falésias e mar calmo. Voltamos umas 10h, arrumamos nossas coisas e fizemos check out no Saint Tropez. Deixamos a mala na recepção e fomos almoçar na Cabana La Plage, na Praia de Mucugê (800m do hotel pela areia). O ambiente é lindo e acolhedor, tem espreguiçadeiras, redes e lounges para uso dos clientes, um excelente lugar para passar o dia e tirar muitas fotos lindas. Pedi uma cerveja assim que cheguei, e já agendei meu almoço. Fiquei relaxando no lounge, curtindo a música e olhando o mar. O almoço é servido em mesas dentro do ambiente. Sem problemas deixar os pertences longe. Mesmo para uma Carioca acostumada com a violência, confiei e me surpreendi. Almocei uma moqueca de camarão para dois (que serviu duas pessoas duas vezes, rs), bem temperada e muito saborosa, e, para acompanhar, uma cerveja, que estava super gelada. O preço é abaixo de outras cabanas que conheci. Voltaria, com certeza e indiquei para todos os amigos! Destaque para o DJ pelas ótimas escolhas musicais, tocou de rock à eletrônico. Dancei e cantei junto. Parabéns ao dono, Laurent, pela administração do local, e aos seus funcionários pela simpatia e cordialidade! Quando vier, não deixe de passar por aqui. Voltamos para pegar nossas malas e pedimos um táxi até o Arraial Bangalô (R$35). Fizemos check in e passamos o resto da tarde aproveitando a piscina do hotel tomando um drink de morango delicioso. À noite, novamente, fomos à Rua Mucugê e comemos um hambúrguer artesanal na Hamburgueria Mucugê. Super recomendo! O pão se assemelha com o do Madero e paguei apenas R$18 num hambúrguer artesanal e muito gostoso. Pedimos meia porção de fritas e um refrigerante para acompanhar. Neste dia, queríamos ir à Quintaneja do Morocha Club, mas começava as 23h e tínhamos passeio no dia seguinte. Voltamos! QUARTO DIA (05/10 - sexta-feira): Fechamos o passeio para a Praia do Espelho com a Portal Turismo (R$60 no dinheiro) e eles passaram pra pegar a gente às 8:10h. O guia Fernando e o motorista baiano que me fugiu o nome agora, são muito atenciosos e divertidos. Nota 10 para o serviço! No caminho passamos por uma aldeia indígena, a Aldeia de Imbiriba. Descemos para tirar fotos e comprar utensílios. Dica: as crianças deixam você tirar foto com as aves, dois reais e elas ficam felizes da vida. Entre para ver os preços das peças e se surpreenda positivamente. Chegamos na Praia do Espelho às 10:30h e lá ficamos no Bar e Restaurante Aconchego do Espelho. Não nos cobraram consumação mínima porque eles são parceiros da Agência, mas consumimos uma carne de sol com mandioca (R$60) e uma Brahma 600ml (R$12). Voltamos no horário combinado (15:30h) e passamos para dar outra volta em Trancoso (40min). Tomamos um sorvete na Sorveteria Mucugê, no Quadrado. A loja tem uma árvore imensa dentro, saindo pelo seu telhado. Incrível! Chegamos às 18h no hotel. Cansados! rs Pedimos um hamburguer do hotel e dormimos cedo, amanhã tem mais passeio! QUINTO DIA (06/10 - sábado): Queríamos conhecer Caraíva, mas ficamos com receio de ir por conta própria, mas depois vimos que seria tranquilo, porém mais demorado. Então fechamos um passeio com a Cacau Tour (já que a Portal não tinha fechado grupo) - (R$70 no dinheiro). Passaram pra buscar a gente também às 8:10h. O motorista Nando é um amor! Às 10h chegamos para atravessar o rio. Ao chegar em Caraíva há estacionamento "do lado de cá" do rio (não sei o valor). Dali é só cruzar de canoa (R$5) e em menos de cinco minutos você já estará na vila, onde não circulam carros. A Vila é toda de areia fofa. Fomos direto para a praia e nos largamos no bar da Casa da Praia, que possui puffs da Corona muito confortáveis e colchões com almofadas coloridas. É pra relaxar MESMO! Conhecemos a praia e tomamos banho no rio ao lado esquerdo no final e depois voltamos para petiscar uma batata-frita (R$29). O atendente Junior é super atencioso. Infelizmente (ou não), em Caraíva não tem fácil acesso a internet. Fiquei o dia inteiro sem redes sociais! rs Às 16:30h atravessamos de volta (R$5) e esperamos o Nando para voltar para Arraial d'Ajuda. Chegamos no hotel ainda com sol e degustamos um espumante para já ir nos despedindo do paraíso! À noite fomos jantar no Cantinho Mineiro (na Brodway). Comi um contra-filé acebolado (R$24) e uma Brahma 600ml. Muito gostoso! SEXTO DIA (07/10 - domingo): Nosso vôo era cedo, infelizmente. Tomamos café da manhã e fomos para a balsa de van (R$3,50), atravessamos o rio (a volta é de graça) e pegamos um táxi até o aeroporto (R$30). Escala em Confins. Chegamos no RJ às 14:50h. DICAS: • Se tiverem mais tempo, conheçam Taípe e Araçaípe. • Sempre perguntem se as cabanas e bares das praias possuem consumação mínima. • Não tenham medo de andar de transporte púbico.
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    Defendo um sub-fórum apenas de humor de viajante para que mais histórias assim sejam compartilhadas 😂😂😂😂 Vc não existe, meu, muito bom oh! E a forma como escreveu, definitivamente do jeitinho brasileiro!!!!! fez minha quarta menos cinzenta, parabéns....por estar viva e pronta pra próxima! kk
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    Alguém já ouviu falar do ID JOVEM? Sobre dificuldades para conseguir as passagens em terminais rodoviários? Já estou com o documento em mãos, mas, ainda não me desliguei do trabalho, o objetivo é começar o mochilão passando por 11 Estados do Brasil com partida em janeiro/ fevereiro 2018, utilizando o ID JOVEM, que dá direito em passagens interestaduais em ônibus convencionais. A saída será de Manaus > Alter do Chão, de barco com outros amigos e depois seguirei para a rodoviária da capital Belém/Pará, sozinha, pretendendo ainda passar por: Maranhão Ceará Paraíba Alagoas Salvador Espirito Santo Rio de Janeiro São Paulo Brasília Goiás Estou ainda delimitando as cidades, a quantidade de dias que ficarei em cada Estado, e claro com o mínimo de gasto possível. O tópico também tem o intuito de: Filtrar sugestões de cidades e lugares dentre os Estados citados acima que devem constar no meu mochilão. Ficar ativo durante a viagem para conhecer pessoas do mochileiros.com ou criar um blog Companhia por trechos ...e tudo que venha para somar e for do bem. E aí, mande um help daí de qualquer lugar que você esteja agora e vamos conversar?
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    Amigos, Em forma de agradecimento de todas as vezes que sempre acho respostas às minhas dúvidas por aqui, montei um simples relato sobre minha viagem que aconteceu em Outubro/2010. Eu e mais uma amiga nesta trip fantática que durou no total 26 dias. Espero que as informações possam ajudar... e se puder ajudar com outras dúvidas, farei com certeza (Neste caso, por favor, envie via MP... pois, às vezes passo muitos dias sem entrar no site e via MP receberei um alerta no meu e-mail ) ROTEIRO: EGITO - JORDANIA - ISRAEL (finalizando em Amsterdam com mais 2 dias). EGITO Cairo Cidade louca, barulhenta, por muitas vezes suja.. porém encantadora. Voltaria ao Cairo dezenas de vezes. Mulheres Sozinhas: Tranquilo desde que vestidas com decoro. Usei muito bata de manga longa e calças pantalona (tipo indiana). Isso não evitou o assédio, mas com certeza reduziu, e muito! Em meu caso, não estava sozinha, pois, uma outra amiga viaja comigo, mas sempre somente nós duas. Metrô: Meninas, não pensem duas vezes... Usem! Porém utilizem o vagão dedicado especialmente para mulheres. Super tranqüilo, sem perturbação alguma. Hostel: A entrada do hostel, bem como o elevador, assustam (e muito!), mas ao chegar ao hostel a surpresa é ótima. Ambiente aconchegante, limpo e staff super atencioso. Ficamos em quarto privado e valeu muito a pena. (Meramees Hostel - 32 Sabri Abou Alam Street, Cairo, Egypt ) http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Meramees-Hostel/Cairo/2332 Ponto Negativo do Hostel: Ao lado de uma mesquita, portanto, prepare-se para despertar por volta das 5:00 da manhã com o primeiro chamado do dia. Aproveite para fechar o passeio às pirâmides no hostel mesmo. Se possível, com o taxista Mohamed. O cara é 10! Super gente boa e nos respeitou o tempo todo. Museu do Cairo: Parada obrigatória. Não pode entrar com câmera.. Nem perca o seu tempo tentando, pois, você vai passar por Raio X. Tem que deixar a câmera em uma espécie de guarda-volume do lado de fora. O assédio de guias dentro e fora do museu é grande. Tenha em conta que: é impossível conhecer o museu em um só dia. Como eu dispunha só de ½ dia, acabei contratando um senhorzinho que falava espanhol. Ele tinha pilha Duracell..rsrs.. Por Deus! Era difícil acompanhá-lo. No começo achei meio furada, mas depois achei que valeu, pois, ele levou nos principais pontos e nos alertou para pontos que eu jamais prestaria atenção se tivesse andando sozinha. Geralmente você contrata o serviço por 2 horas ou mais. Algo em torno de EGP 200. Dentro do museu, para visitar a sala das múmias é necessário pagar uma taxa à parte (EGP 100). Recomendadíssimo!!!! Não deixe de ir. Tem uma coleção enorme de múmias. A sala de tesouros do Tutankamon é um deslumbre aos olhos. Gostei muito. Comida: Muita atenção para comida. Evitem peixe, pois, é um lugar muito quente e as condições de higiene são péssimas. Minha amiga pegou uma mega infecção intestinal e tivemos que fazer uma consulta por fone aqui com o Brasil. Depois de uns 3 dias ela melhorou, mas foi bem punk! Eu não voltaria ao Egito sem um bom antibiótico para esse tipo de infecção. O médico daqui disse que é muito comum em viajantes, pela mudança de clima, comida, água,etc. Sendo assim, cautela no quesito comida. Tive muita sorte, pois, não tive nada,masssss.. melhor não vacilar. Sufi Dancing: Esta foi a melhor surpresa que tive no Cairo. Uma apresentação gratuita acontece às Segundas, quartas e sábados (confirme no albergue se continuam esses dias). A apresentação é por volta das 20:00h, mas chegue as 18:00h, caso contrário não encontrará vaga. Foi a apresentação local mais surpreendente e emocionante que já vi até hoje. Acontece no Wikalet al-Ghouri pertinho do Mercado de Khan-el-Khalili. Mercado de Khan el-Khalili: Imperdível! Fui simplesmente todos os dias neste mercado... quer seja durante ou dia, ou à noite. Adorei. São dezenas de quarteirões e ruelas que formam verdadeiros labirintos. Pechinche muito (sempre!). Aproveite para conhecer o restaurante Khan Khalili Restaurant/Naguib Mahfouz Café (recomendado no Lonely Planet e perfeito!) http://www.nileguide.com/destination/cairo/restaurants/naguib-mahfouz-cafe/509830 Visita às mesquitas: Mohamed Ali, King Hassan..etc... Fomos por conta própria ao bairro Cristão e depois às mesquitas. Sinceramente, acho que seria melhor ter pago uma espécie de tour. Sei que sairia infinitamente mais caro, mas ainda assim, barato, já que para nós daqui do Brasil o custo do Egito é baixo. Caminhamos muito em um sol a pino e muitas vezes, por estarmos sozinhas, preferimos pegar um táxi. Então, acredito que o melhor seria de fato ter fechado lá no albergue um taxista para “rodar”com a gente pela cidade. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915225311.JPG 500 375 Giza] Giza[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915225632.JPG 500 375 Cairo]Cairo - Imediações do Khan-el-Khalili[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915225903.JPG 500 375Sufi Dance]Sufi Dance[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915230546.JPG 500 375 Cairo]Cairo[/picturethis] De Cairo a Aswan Trem (sleeping train - http://www.sleepingtrains.com ) Cerca de USD 60 em cabine dupla ou USD 80 sozinho. Viaja a noite toda e chega lá pela hora do almoço. Detalhe: Se estiver com fome ao embarcar, nem conte com a janta do trem porque é péssima. Recomendo levar algo para comer. O café da manhã é até que razoável. Reserve sua passagem assim que chegar, pois, nem sempre tem vaga para última hora. Levando-se em consideração a quantidade de horas no trem, pagar a cabine em minha opinião é a melhor opção, pois, poderá ir dormindo durante o caminho e a cabine (dentro do possível) é confortável. Cruzeiro: Para aqueles que podem incluir o cruzeiro no orçamento eu recomendo. Contratei uma agência chamada ATB Holidays (http://www.atbholidays.com) para fazer o cruzeiro e o passeio para Abu Simbel. Foi o dinheiro mais bem gasto na viagem. O cruzeiro inclui além de todas as refeições os passeios a todos os principais pontos entre Aswan e Luxor. Existe a opção de Aswan a Luxor e o inverso. Escolhi partindo de Aswan porque depois de Luxor eu continuaria a viagem para Dahab. Com relação à ATB: Encontrei essa agencia no Google e comecei a manter contato com eles questionando o passeio, preços, etc. O atendimento era muito bom. Sempre respondiam aos meus e-mails muito rapidamente. O pagamento foi efetuado por Cartão de crédito via Internet (site seguro). Sem problema algum. Aswan Fiquei no hostel Hathor. Gostei. Piscina no terraço com umas cadeiras para ficar simplesmente assando naquele sol absurdo! A localização do hostel é boa e a limpeza também. Staff super simpático. Tem um micro gratuito para os hóspedes que usei para baixar fotos para meu pen drive. Aswan, ao contrário do que eu pensava é uma cidadezinha super agradável. http://www.hathorhotel.com/requests.aspx Às margens do Nilo, o fim de tarde nas felucas é um passeio obrigatório. Como minha amiga não estava bem (lembram que falei que ela teve infecção??), fui passear sozinha pela cidade e almocei no MC Donalds. (e viva o Fast Food!!!). Ali mesmo, perto do MC contratei um senhorzinho para passear comigo de feluca.... Fui sozinha bem no finzinho de tarde para ver o pôr-do-sol. Doce lembrança! Como eu já havia informado a agência do cruzeiro onde eu estaria hospedada, eles ligaram na recepção avisando sobre o horário que nos pegariam no Hostel para irmos para Abu Simbel. Como meu tempo estava muito apertado, contratei a mesma agência (ATB) para fazer o passeio para Abu Simbel. Não achava uma boa fazer com eles, pois, era muito caro (USD 135), porém, como eu tinha que fazer o check-in no navio naquele mesmo dia depois de Abu Simbel, acabei optando pela agência, pois, se chegasse após o check-in com eles eu não teria problemas...diferentemente se estivesse por minha conta. Enfim, nos pegaram no hostel as 02:45h da madruga para iniciarmos o passeio. Chegamos a Abu Simbel as 06:00h e as 08:00h já estávamos finalizando o tour a caminho do ônibus. A esta altura comecei a entender melhor o motivo de ir tão cedo... não é só pela distancia, mas também pelo calor que é quase insuportável. Neste dia o termômetro do ônibus bateu os 42 graus por volta das 12:00h, mas a sensação térmica era muito pior que isso. Lembre que Abu Simbel é a 40 km do Sudão.... sendo assim, muito mais calor! Após retorno de Abu Simbel, fizemos o check-in no navio, almoçamos e depois partimos para o passeio da tarde em Aswan. O cruzeiro no Nilo é algo fabuloso. O navio não balança praticamente nada.. muito calmo. O navio que ficamos era o MISS EGYPT e minha nota para ele é 10! Padrão 5 estrelas. Já fiz alguns cruzeiros e posso afirmar que o padrão deles é de Transatlântico, sem dúvida. Os passeios a todos os pontos era com serviço de guia e carro com ar condicionado. Detalhe: serviço VIP. Sim!!! Um guia somente para nós... sem o esquema CVC que estamos acostumados a ver. O guia falava um espanhol muito bom e era um arqueólogo formado pela Universidade do Cairo. Um crânio em história! O difícil era guardar tudo o que ele falava..rsrs. Para os interessados, o cruzeiro custou USD 345 (preço final com todos os passeios + traslados hotel/cruzeiro/hotel ). Além disso, você vai gastar com bebidas (assim como na maioria dos cruzeiros) e é claro com as gorjetas que é uma praxe em cruzeiros. Achei que tudo o que economizei em Hostels valeu gastar no cruzeiro, pois, uns diazinhos de conforto foram muito bem-vindos. Terminar um dia, após fritar o cérebro no calor escaldante de Luxor, na Jacuzzi do terraço olhando o pôr-do-sol, foi algo inesquecível. Portanto, caso seu Budget permita uma regalia como essa, eu recomendo. Terminando o cruzeiro em Luxor, pudemos fazer um late check-out, saindo da cabine somente às 13:00h e deixando o navio somente as 15:00h. Como o pacote inclui tranfers, um guia chegou para nos levar até a estação rodoviária para pegar o ônibus da East Delta para Dahab. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915230234.JPG 500 375 Aswan]Aswan[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915230429.JPG 500 375 Aswan]Aswan[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915230708.JPG 500 375 Abu Simbel]Abu Simbel[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915230856.JPG 500 375 Abu Simbel]Abu Simbel[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915233733.JPG 500 375 Miss Egypt]Miss Egypt - Cruzeiro no Nilo - Vale muito a pena[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915231457.JPG 500 375 Luxor]Luxor[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915231630.JPG 375 500 Luxor]Luxor[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915235728.JPG 500 375 Hatshepsut Temple]Hatshepsut Temple[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120916000136.JPG 500 375 Templo de Karnak]Templo de Karnak[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120916000332.JPG 500 375 Edfu - Templo de Horus]Edfu - Templo de Horus[/picturethis] De Luxor a Dahab O caos! Pois é, saí da mordomia do cruzeiro para enfrentar o caos nesta travessia. Mas essa é a graça de se viajar por conta própria de mochilão! rs. Bom, pesquisei muuuuito em como ir de Luxor a Dahab... Lonely, fóruns, aqui no Mochileiros.com.. enfim, acabei chegando à conclusão de que de ônibus direto era a melhor opção ...e de fato seria!!! (Seria se o busão não tivesse quebrado e se não tivesse parado uma centena de vezes). Em nenhum momento fomos importunadas... talvez porque nossas caras não eram de “boas amigas”... rsrs... Enfim, resumindo... enfrentamos centenas de check points, a quebra do busão no Deserto (ficamos parados por 2 horas até um filho de Deus parar e conseguir ajudar). Depois de umas 12 horas trocamos de busão em uma estação rodoviária que nem lembro mais onde era. Enfim... Dahab... 25 horas depois. SIM! 25 horas. O estimado por todos os guias era de 14 a 16h.... acho que foi castigo pela mordomia no cruzeiro...kkkkkkk... Portanto, NÃO RECOMENDO IR DE BUSÃO. Não economize e vá de avião mesmo. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915232936.JPG 500 375 Ônibus de Luxor a Dahab] Ônibus de Luxor a Dahab - 25 horas a bordo!!! Caos![/picturethis] DAHAB Paraíso para os mochileiros. Fiquei somente 2 noites, mas adoraria ficar um mês naquele lugar. Hospegadem: O Penguim Village é fantástico. A área do Restaurante é fantástica... extremamente confortável, comida boa e barata. A vilinha tem algumas lojas e um pequeno agito à noite. (Penguin Village -Mashraba Street, Dahab Sinai, Dahab, Egypt ) http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Penguin-Village/Dahab/15355 Se gosta de mergulho ou quer experimentar um mergulho inicial faça sem hesitar! Na média de USD 38. Já mergulhei em outros pontos, mas nada se compara ao Mar Vermelho! Um encanto. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915233405.JPG 500 375 Dahab]Dahab - Penguin Village - Água salgada no chuveiro, mas o lugar é encantador[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915234239.JPG 500 375 Dahab]Dahab - Excelente ponto de mergulho em pleno Mar Vermelho[/picturethis] Travessia DAHAB – JORDANIA Pesquisei muito em como fazer essa travessia e acredito que minha escolha foi a melhor, ainda que não fosse a mais econômica. A maioria do pessoal vai por Nuweiba para Aqaba, que é uma tragédia pelo que amigos falaram. Tudo atrasa (e muito!) e o tratamento é péssimo. No meu caso eu fiz: Dahab – Eilat – Aqaba – Wadi Rum No Penguim contratei um carro para nos levar até a fronteira com Eilat (EGP 300). O valor é pelo carro, portanto, se tiver mais gente para dividir, esse valor sai uma pechincha. Fechei no próprio Penguim que arrumou o carro (no caso foi uma VAN!). No caminho para Eilat fizemos umas 2 paradas para fotos em uma paisagem incrível. Existe uma Van mais econômica (coletiva) que vai para Eilat, porem só saia as 10:00h e eu queria sair mais cedo, para ver se pegava as coisas mais tranqüilas nas fronteiras. E Bingo! Acertei. Eilat- Aqaba: Claro que rola muita pergunta em Israel.. Aquele stress que todo mundo comenta que geralmente passa... No meu caso, pegaram no meu pé, revistaram tudo, tudinho, abriram mala, bolsa, tudo.. enfim... aquele questionário.. mas em 1 hora já tinha finalizado tudo. Detalhe: Cheguei cedo em Eilat... acredito que por 9:00h da manhã. Atravessando a fronteira, logo na saída peguei um táxi para ir até Aqaba. Paguei USD 20 pelo taxi, mas tem ônibus que vai até Aqaba para quem quiser economizar um pouco mais. Lembre que para sair de Israel, ainda que em trânsito para a Jordânia, tem que pagar a taxa de saída que foi de NIS 98, que pode ser pago no cartão de crédito. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915231302.JPG 500 375 Caminho de Dahab à Aqaba]Caminho de Dahab à Eilat/Aqaba[/picturethis] Aqaba-Wadi Rum: Taxi novamente. Paguei USD 35 para nos levar até Wadi Rum, onde o beduíno já nos esperava para levar para o acampamento. Resumindo: Sei que saímos as 08:00h de Dahab e as 15:00h já estava no vilarejo de Wadi Rum. Como ouvi muita gente falando de atrasos de até 5/ 7horas só em Nuweiba, achei que valeu a pena. JORDANIA Iniciei por Wadi Rum, que confesso, não esperava tanto e foi para minha surpresa um dos lugares que mais gostei de toda a trip. Acho imperdível. A experiência de passar uma noite em acapamento beduíno é inigualável. Ficamos com o AYESH (http://www.wadirumdiscovery.com/site/About%20Us.html ), que foi um achado na Jordânia. Extremamente educado e atencioso, ele nos respondeu a todos os e-mails sempre muito rápido e fechamos tudo por e-mail, pagando lá na hora quando chegamos. O acampamento dele é ótimo, bem estruturado com um banheiro decente bem no meio do deserto (e eu imaginando que teria que ir atrás da moita...rsrs). Perfeito! O pacote dele inclui tudo... transfer, noite em acampamento, refeições, água, passeio de 4x4 e passeio de camelo. Tenho o contato dele e terei o maior prazer em compartilhar com quem queira. Wadi Rum – Petra: O próprio Ayesh nos arrumou um taxista para levar até Petra. JOD 35 para o trajeto, porém sei que tem ônibus que sai de Wadi Rum para Wadi Musa. Vale se tiver tempo, pois, vai economizar bem. Petra: Fiquei no Cleopetra. Muito bom! O dono, Mosleh, é mega atencioso, responde a todos os e-mails e o hostel é muito limpo e confortável. Parece um hotelzinho mesmo. O único incoveniente é que não é muito perto de onde ficam os restaurantes, lojinhas, etc.. para sair à noite, mas nada que JOD 6 (ida/volta) não resolvam para pegar um táxi e economizar as pernas para andar em Petra. http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Cleopetra-Hostel/Petra/16194 Petra: Minhas dicas aqui são: 1) Vá cedo 2) Vá até o mosteiro 3) Suba a montanha para ver a Treasury por cima 4) Leve Lanchinho Justifico: 1)Vá cedo. Tem uma quantidade infinita de turistas lá. Os portões abrem as 06:00h. As 06:15 eu estava no portão. Petra foi a razão da minha viagem para aquela região, portanto, eu não queria ter que apreciar aquele lugar com centenas de pessoas. Não num primeiro impacto. Enfim, foi muito bom, e muito emocionante andar pelo SIQ sem ninguém muito perto da gente.. no silencio.. só ounvindo nossos passos e respiração... e foi muito mais emocionante, ao terminar o Siq ver a Treasury com uma meia dúzia de pessoas somente. Foi um momento Mastercad... “Não tem preço”.rs 2)Vá até o monastério A subida até lá não é tão hard, mas para quem está sedentário vai cansar bem.. imagina isso com o sol a pino. Por isso, chegando cedo, poderá subir enquanto o sol não está escaldante. Chegando aqui, pode ter certeza que o lanchinho cairá bem! RS PS: Vi várias pessoas reclamando da contratação dos burricos como táxi, pois, eles não vão até o topo... deixam em determinado ponto. 3)Suba a montanha para ver a Treasury por cima Outro momento “impagável”. É bem cansativo e leva cerca de 45min a 1hora para subir os mais de 600 degraus. Mas vale cada esforço ver a Treasury lá de cima no silencio absurdo da montanha. Os meninos com os Táxis “burricos”, ficarão insistindo para contratá-los, mas acho furada. 4) Leve Lanchinho Bem melhor do que ficar comendo por lá, embora eu tenha almoçado no restaurante self-service mais econômico que tem lá... (se não me engano tem dois). A comida não é lá essas coisas, mas é "comível" e confesso que com a fome que estava até achei boa! Recomendo mais 03 lugares em Petra: - The Cave Bar – bacana para tomar algo, mas bem carinho. Vale para conhecer - Pizzaria Oriental Restaurant: fica na mesma calcada do hotel Movenpic – Excelente pizza e barata. - Hostel Petra Gate – A refeição servida por eles é bem simples, mas é muuuito boa. Jantei por JOD 5 e valeu muito a pena. Mesmo não sendo hospede vc pode ir jantar lá.. fica a poucos metros do Cleopetra (que tb serve janta a preço similar). [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915231954.JPG 500 375 Petra]Petra[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915232108.JPG 375 500 Petra]Petra[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915233153.JPG 500 375Petra - Monastério]Petra - Monastério[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915232320.JPG 500 375 Wadi Rum - Acampamento Beduíno]Wadi Rum - Jordania - Acampamento Beduíno[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915232748.JPG 500 375 Wadi Rum] Wadi Rum - Jordania[/picturethis] Travessia Jordânia – Jerusalém Contratei um taxi, pois, queria passar por alguns lugares na King’s Highway. O Taxi ficou em JOD 90 (o carro) e nos pegou no hostel e depois parou em: Shobak Castle, Mount Nebo, Mar Morto, um outro lugar que não lembro o nome, rsrs.. e enfim na fronteira com Israel. O táxi foi organizado pelo próprio Mosleh do Cleopetra. Fronteira – Lado Jordaniano: A demora aqui acontece porque eles esperam lotar um ônibus para levar todo mundo para a fronteira de Israel (acho que é cerca de uns 2km no máximo, mas pelo que entendi só pode ser com o ônibus deles). Detalhe: eles cobram pelas bagagens aqui... portanto, deixem alguns JOD para pagar o busão. Se não me engano foi algo em torno de JOD 1,25 por peça. Fronteira – Lado Israel: Bem... como muitos já relataram aqui é o CAOS! Muita pergunta, muita desconfiança e se der azar, chá de cadeira. No meu caso, entre chegada na Jordania e saída definitiva da imigração israelense demorou 5 horas. Um absurdo para um trajeto tão curto.. Mas enfim, faz parte! A dica IMPORTANTÍSSIMA daqui é a seguinte: Quando desembarcar do ônibus, terá que passar por um guichê e depois pelo Raio-X. Pois bem, na ocasião era necessário deixar toda a bagagem (exceto a de mão) para retirá-la depois que passar por toda a imigração. O sistema para deixar a mala é a de colar um ticket numerado na sua mala e te dar a outra parte. Com isso, pensei que quando fosse retirar a mala teria alguém checando se a numeração batia. Náo tinha um “infeliz” checando isso e pior... a criatura iluminada que pegou nossa bagagem, colou uma numeração na mala diferente do comprovante que nos deu, ou seja, trocou com a mochila de outra pessoa. Por sorte, ninguém havia levado a nossa mala, mas foi um belo susto quando chegamos ao pátio onde as malas estavam e vimos que faltava uma delas. Fiquei uma fera na hora e esbravejei todos os palavrões que eu conhecia . O cara responsável por colocar as malas veio perguntando se podia me ajudar (o único filho de Deus que em Israel se propôs a ajudar! Acho que foi porque viu que eu estava a ponto de matar alguém...rsrsrs!). Explicamos o caso e ele foi buscar lá dentro. Minutos depois, voltou com a mala. Ufaaa.. foi um alívio. Outro ponto importante é: Independente de qual fronteira você irá cruzar, tenha em mente que deverá checar os horários de funcionamento de cada uma delas, levando-se em consideração os dias da semana também. ISRAEL Fronteira Israel – Old City (Jerusalém)Faça o câmbio antes de sair pelo menos para a passagem e compre o ticket para o microônibus que leva até a cidade velha. Em torno de NIS 38. A viagem dura cerca de 45 minutos a 1 hora e deixa em um dos portões da cidade velha. Como achei que estava longe do portão onde eu ficaria, acabei rachando um táxi com um casal, mas 2 meninas que foram a pé, chegaram poucos minutos depois da gente, por conta do trânsito local. Old-City: Acho que o tour gratuito vale à pena se tiver um tempinho na cidade. Como eu não tinha, paguei o Holy City (NIS 70 por pessoa) e achei que valeu, pois, foi um passeio um pouco mais completo visitando diversos lugares inclusive entrando em grande parte deles. (http://www.newjerusalemtours.com/ ) (http://www.indie-travelers.com/ ). O segredo em Jerusalém (assim como outros lugares) é caminhar e muito. Pegue um mapa e veja que grande parte das atrações fará sozinho, seguindo o mapa. Santo Sepulcro, Monte das Oliveiras e outros, são facilmente visitados com a ajuda de um mapinha para não se perder nas ruelas. Hospedagem: Hostel Citadel. Perto do Jaffa Gate, que por sinal é a melhor localização na minha opinião. O hostel é péssimo em questões de higiene. Achei bem sujo, mas porque peguei a parte ruim dele. A parte superior, perto do telhado parece ser melhor. O staff era ótimo e tem uma rotatividade absurda de hóspedes. Reserve antes, pois, vi que muita gente que chegava tentando na hora não conseguia vaga. http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Citadel-Youth-Hostel/Jerusalem/13019 Belém, Nazareth, Cafarnaum, Rio Jordão, Massada e Mar Morto: Fiz com a mesma agência que oferece o tour gratuito e com a United Tours (http://www.unitedtours.co.il/ ). Achei que valeu a pena, pois, não compensava alugar um carro para poucos dias. Ficaria mais caro do que pagar os tours. Gostei de todos os passeios e achei que todos valeram muito a pena. Com atenção especial à Massada que foi meu preferido. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915234509.JPG 500 407.831646244 Duomo da Rocha - Old Jerusalem]Duomo da Rocha - Old Jerusalem[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915234722.JPG 500 375 Rio Jordão - Israel]Rio Jordão - Israel[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915234842.JPG 500 375 Ruelas na Old Jerusalem]Ruelas na Old Jerusalem[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120915235051.JPG 500 375 Vista da OId Jerusalem]Vista da OId Jerusalem[/picturethis]
  38. 1 ponto
    Olá Mochileiros!!!!! Após alguns meses vou relatar meu mochilão..... Sempre quis viajar sozinha, fazer um mochilão e finalmente tive coragem e dinheiro . Ano novo VIDA NOVA.....conversando com minha amiga Debora s2 pensei Por que não ir!!! Comecei a procurar relatos aqui no mochileiros, e no Google e achei vários relatos maravilhoso, todos detalhados.... Rodrigo Vix melhor relato ever!!! TEMOS UM GRUPO NO WHAT´s (e a maioria virou amigo) que acompanhou meu mochilão ao vivo praticamente, todos os meus perrengues, choros, risadas, fotos, desafios!! não seria ninguém se não fosse o Márcio e o Leo ao me colocarem nesse grupo do zap....... obrigada!!!!! A minha mamis que cuidou do meu pequeno para eu fazer essa loucura!!!! Bom vamos começar.... Viajar sozinha - é difícil, não é fácil mas apenas VÁ!!!!! Você nunca fica sozinho, sempre tem alguém para te fazer companhia, sempre tem um brasileiro (encontrei poucos na minha viagem mas esses poucos fizeram toda a diferença), nunca fale para taxista ou pessoas que está sozinha, diga que tem alguém te esperando no hostel ou que irá chegar mais tarde. em Lima e Cusco a primeira coisa que os taxistas perguntam é se você está sozinha, se tem marido ou namorado. diga que sim..... não sabemos o que eles podem fazer. Vacina FEBRE AMARELA: É obrigatória!!!!! Pessoal li em relatos que a galera teve que voltar pois não tinha a vacina, Não custa NADA, NÂO Dói, então tomem! Muitos dizem que chega na fronteira os policiais não pedem mas até ai pode ter sido sorte! Em fevereiro por conta da "epidemia! de ZIKA e DENGUE aqui no Brasil eles estavam olhando todas as carteirinhas, Vá ao posto de saúde, depois é so ir em algum posto para pegar o certificado internacional! link da ANVISA http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/quais-paises-exigem-vacina-de-febre-amarela-/219201?inheritRedirect=false Passaporte : Quem não tem ok pode ir somente com o RG pois os países do Mercosul (link http://www.brasil.gov.br/turismo/2012/04/mercosul-com-rg) não precisa apresentar o passaporte ..... Mas nada como colecionar os carimbos no seu passaporte ...... saber o idioma - Não se preocupe, mimica, apontar e falar devagar ajuda muito Seguro Viagem: FAÇAM! tem da Mondial, tem dos bancos, tem de vários jeitos e formar ...... Relatos da galera do grupo que passaram mal e utilizaram.... Eu não usei mas fiz pela Mondial, liguei lá pois no site não tinha promoção, paguei R$ 169 para 23 dias nos 3 países. Esse seguro não é só para quem passa mal, ele cobre várias coias como por exemplo perda de mochila , dinheiro - Eu levei apenas real..... na época o dólar estava $3,45, não valia a pena.... tem muitos relatos, fóruns (inclusive eu fiz um) e não me ajudou kkkkkkkkk, perder todos irão perder, ninguém sai ganhando..... então faça a conta.... e se valer a pena leve dólar se não leve real.... troquei com facilidade em todas as cidades grandes e com bom cambio.... apenas em Arequipa pagaram uma merreca e em Huaraz não trocavam então troquem sempre nas cidades grandes ou em aeroporto.... Levei R$ 5 mil em notas de 50, separei por bolinhos de mil.... deixei na doleira.... (horrível de levar no corpo então deixei dentro da mochila de ataque e fui com uma bolsinha de lado e deixava o dinheiro que iria usar no dia ali.... a doleira, a mochila de ataque ficava com cadeado e sempre comigo ou dentro de um locker (locker é um cofre grande que cabe um mochila ) . Onde comprar a doleira - 25 de março, revista da avon, decathlon, sites de vendas. Tomadas e voltagem : A maioria das tomadas pelo mundo é diferente, lá é a tomada de dois pinos ( igual a do celular) então se não for levar nada que tenha 3 pinos , não precisa levar adaptador.... Eu levei uma extensão que foi muito util pois em alguns hostel (quase todos ) tem poucas tomadas então minha extensão tinha 3 entradas para meu celular e minha maquina e um adaptador se precisasse e claro pra quem estivesse no quarto também poderia compartilhar. Levei meu SECADOR Siiiiiiiiiiiiiiim, por que odeio ficar com o cabelo molhado comprei um secador bivolt nas lojas americanas, pequeno , lindo compacto por R$70. (marca PHILCO). Internet : Eu usei apenas o WIFI dos restaurantes e hostel..... queria me desligar, então avisava quando tinha.... mas quem quiser compra o chip eles vendem, com pacote de dados e precisa do RG ou passaporte..... Roteiro... O roteiro eu copiei quase tudo do Rodrigo Vix e 3 dias antes eu li o relato da Mariana que tinha ido para Huaraz (foi ai que tudo mudou kkkkkk), mas chegando lá deixei de fazer alguns lugares para conhecer outros que achei mais interessante . A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz. Sobre a altitude: não senti os efeitos, no primeiro dia no UYUNI eu tomei o chá de soroche e tomei apenas um soroche pills, Levei NEOSALDINA e tomei quando sentia dor de cabeça, bebi muita água (não muita pois nos 3 dias de UYUNI não tem banheiro toda hora ahah ), não corram, não ande rápido, vá no seu tempo..... que esperem você chegar o que faz passar mal é a falta de oxigenação no cérebro por isso passamos mal. Quase 4.500 km rodados em 23 dias, de ônibus, Van, a pé...de táxi e avião Roteiro por dia..... 25/02 - SP - SUCRE - STL 26/02 - UYUNI 27/02 - UYUNI 28/02 - UYUNI/ATACAMA 01/03 - ATACAMA 02/03 - ATACAMA - CALAMA (21:30h saída) 03/03 - ARICA -TACNA-AREQUIPA (viajando) 04/03 - viajando - ICA (HUACACHINA) 05/03 - PARACAS - LIMA 06/03 - LIMA - HUARAZ 07/03 - HUARAZ 08/03 - LIMA - CUSCO (24h viajando) 09/03 - VIAJANDO 10/03 - CUSCO 11/03 - VALE SAGRADO (CUSCO) 12/03 - HIDROELTRICA (PARA ÁGUAS CALIENTES) 13/03 - MACHU PICCHU 14/03 - HIDROELÉTRICA - CUSCO 15/03 PUNO - COPACABANA - LA PAZ 16/03 - LA PAZ 17/03 - DOWHILL (LA PAZ) - STL 18/03 - RETORNO A SP Passagens: Comprei minha passagem pela GOL , Ida e volta por Santa Cruz de la Sierra .... saindo de GRU dica 1 - Se eu soubesse teria comprado ida por STL e a volta por la paz (a GOL não tem voos que fazem esse trecho ) mas poderia ter feito por outra companhia. As pessoas acham que comprando os voos mais baratos vão sair ganhando mas acabei gastando com passagem de STL a Sucre ( R$ 170 ) e mais R$ 35 de bus de SUCRE ao Salar do Uyuni e na volta acabei comprando a passagem de La Paz para STL..... pois não iria ter tempo de fazer o dohwill =/ Sobre as taxas que o pessoal sempre tem duvidas, eu paguei a taxa do aeroporto da Bolívia com a passagem, estava descrito no meu voucher. Dica 2 - Pense no seu roteiro.... muitas pessoas compram passagem para Santiago para ir até o Atacama e depois subir para La Paz pu Cusco (vejam a distancia mais de 1000 km) ou você terá que comprar uma passagem aérea para fazer esse trecho ou ir de bus (24h). Sobre as Roupas Comprei minha mochila na Decathon 50 litros ..... link: http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/mochilas-de-trekking-de-varios-dias/mochilas-de-50-a-90-litros/mochila-de-trekking-forclaz-50-litros-feminina-quechua?skuId=2021263 Ela foi perfeita..... Perfeita para um mochilão pois não é tão grande nem pequena, a quantidade de roupa que você vai precisar não é muita pois em todos os países tem lavanderia. Lavam e passam a roupa, eles cobram por peso. Lavei 3 kg de roupa em Cusco após 15 dias de viagem paguei 6 soles. Levei a minha mochila de ataque também ( A que eu uso para levar meu note no trabalho kkkkk). Comprei também a capa para a mochila na decathlon... peguei muita chuva ahahahha SIM, mas ela protege muito quando você despacha ela no aeroporto e no bus.... ela protege bem! As bandeirinhas dos países comprei no mercado livre...... mas lá tem para vender.... Minha bota também comprei na Decathlon em promoção..... da Quechua paguei R$159. quentinha , a prova ´d'água (claro que não afoguei minha bota) mas ela serviu e não estrago, está pronta para a próxima trilha. lista do que levei: -passaporte -carteirinha de vacina -RG -xerox do seguro viagem -xerox das passagens -caderno de anotações/caneta -mini pasta para documentos -doleira -capa de chuva - celular - carregador de celular - maquina fotográfica Cannon / carregador / cartão de memoria -remédios (NEOSALDINA, POLARAMINE, DORFLEX, POMADA NEBACETIN, REMÉDIO PRA DOR DE ESTOMAGO) -repelente -protetor solar -óculos de sol -cadeado para a mochila e para o locker -creme para o corpo -pasta de dente/escova de dente/escova de cabelo -sabonete/shampoo/condicionador/desodorante/perfume -LENÇO UMEDECIDO ------- SEU MELHOR AMIGO!!! -Papel higiênico -pinça/lixa de unha -biquini - 14 calcinhas - 2 sutiã - 1 blusa de frio básica - 3 calça leggin - 1 shorts jeans - luva/lenço/toca (mas acabei comprando lá pois é mega barato) - 10 meias (la vende meias quentinhas) - chinelo - bota -rasteirinha -jaqueta corta vento (A jaqueta corta vento ela também é hemipermeável, comprei na decathlon para ir nas cataratas em 2009). - 5 blusinhas básicas - 1 FLEECE - A minha comprei na loja....por R$29,99 não achei no site ela mas segue o link para que possam ver como ela é..... http://www.decathlon.com.br/search/dept/roupas-femininas-de-trilha-e-trekking/fleece%20femo - 1 toalha de banho http://www.decathlon.com.br/fitness/bolsas-e-acessorios/outros-acessorios/toalha-fitness-feminino-rosa - 1 canga (para Paracas) Cheguei lá e comprei blusa... lá é tudo muito barato , pois na Bolívia o real vale o dobro kkkkkkkkk Sobre o Frio .... Faz muito frio a noite, na época que eu fui Fevereiro e Março estava chovendo muito, muito mesmo..... peguei neve no SAlar e na fronteira do Atacama, Choveu no Deserto do Atacama, perdi o tour astronômico (Que não é feito em dia de lua cheia por causa da luminosidade ) mas eu perdi por conta da chuva..... Mas peguei um lindo Arco Iris. "Provavelmente nunca serei rica, mas sempre terei as minhas lembranças e é isso que importa. Alguns dias são mais difíceis que os outros , mas de vez em quando aparece um arco-íris para lembrar que sempre há um pote de ouro , nem que seja um pote cheio de sonhos e esperanças de que dias melhores sempre virão ! E ele sempre vem" Borá para a viagem mais louca da minha vida!!!
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    Viajar sem o ingles realmente é mais dificil porque praticamente em todos os locais turisticos se falam essa língua. Mas se voce ja tiver pelo menos o básico já é possivel se virar bem nas coisas do dia a dia, o ruim é somente nos momentos de conversa informal na hora do passeio, no cafe da manha, etc.. que sao os momentos em que vc estará ao lado de pessoas de varias partes do mundo. De toda forma como vc ja esta fazendo um curso significa que vc ja está tendo contato com a lingua e quando viajar vai se acostumar mais ainda. Nos primeiros dias talvez pra ouvir e entender sejam mais dificeis pois vc pode nao estar acostumada, mas no decorrer da viagem voce vai se acostumando. Se ao fazer um checkin ou contratar um passeio vc nao conseguir entender algo pode ter certeza que o pessoal vai tentar falar mais devagar ou ate mesmo tentar ti explicar de outra forma para que voce compreenda a informaçao. É isso ai, estude o ingles, planeje seu roteiro e vá viajar, voce vai aproveitar do mesmo jeito e os perrengues serão historias pra rir e contar depois!
  40. 1 ponto
    Depois da trilha já estava ficando tarde, quase escurecendo. Pegamos o carro e fomos para a estrada. Seguimos em direção a Flam. Quando achamos uma cidade um pouco maior paramos em um posto de gasolina, jantamos e acabamos dormindo no estacionamento dentro do carro mesmo. Nesse momento cansaço nos definia. No dia seguinte continuamos seguindo para Flam. Na região existe uma rota histórica, bem sinalizada. Depois de dar uma volta na cidade – que é bem pequena – rodamos pelas redondezas, e fomos até o Stegasten Viewpoint. Que é uma estrutura acima do pico de um dos Fjordes. O local é bem daora, mas por não necessitar de nenhum esforço para chegar, a orda de ônibus turísticos carregados de asiáticos com suas máquinas fotográficas não dava trégua. Mesmo assim deu para curtir o lugar. Também na região tinha uma igreja de madeira. Resolvemos ir ver de qual que era, mas para entrar no jardim/cemitério da igreja precisava pagar. Acabamos dispensando. Tiramos uma foto de longe para registrar mesmo e pegamos a estrada para curtir mais um pouco da região. (Stegasten Viewpoint /Igreja de Madeira) Em Laerdal pegamos um ferry para atravessar o fjorde, e acabamos parando em uma cidade chamada Sogndal. A cidade não tinha nenhuma atração turística, mas curtimos demais o lugar e acabamos passando a tarde inteira andando pela cidade. Fomos ao shopping para aproveitar o banheiro grátis e dar um rolê. Sentamos numa sorveteria na praça da cidade e ficamos vendo o movimento. Não reparamos em nenhum turista estrangeiro enquanto estávamos na cidade. Como as cidades são envoltas por lagos e fjordes, em Sogndal não era diferente. Fomos em uma rua que morria no fjorde e também ficamos observando a rotina e o clima de um interior-desenvolvido da Noruega. Quando foi ficando tarde, pegamos a estrada novamente. Paramos em um camping na comuna de Luster (100 NOK a diária). Tomamos banho, jantamos nosso já de praxe pão com sardinha, e ficamos curtindo o wifi do lobby superconfortável do hostel até o sono bater. (Sogndal /Camping Luster) Depois de acordar decidimos que iriamos para Oslo. Procuramos no mapa uma rota que não tivesse ferrys pelo caminho e fomos. Nesse trecho da viagem, depois de pouco tempo de estrada já nos surpreendemos com uma paisagem totalmente diferente do que tínhamos visto pelo país até aquele momento. Bendita rota essa que escolhemos viu?! Não poderia ter sido melhor. Estávamos passando por dentro de Jotunheimen, as cordilheiras norueguesas. Com as montanhas mais altas do país a região era de tirar o folego. Mesmo no verão o cume das montanhas estava com neve acumulada. A região rendeu muitas fotos e paradas na estrada. Em uma dessas paradas, vimos que tinha um bloco de gelo relativamente próximo da estrada. Saimos da estrada e fomos andando em direção ao bloco. A caminhada foi curta, cerca de 40min. As botas impermeáveis foram uteis nessa caminhada. Uma camada bem espessa de um tipo de musgo se formava no solo por causa da umidade. A cada pisada, o pé afundava quase que pela metade no chão. A caminhada compensou. Depois de curtir um pouco o lugar, voltamos para o carro e continuamos viagem. O bacana de viajar sem roteiro é justamente isso. Em nenhum site/blog vi menções a este lugar, que acabou sendo um dos que mais curtimos em toda a viagem. E que não teria entrado no roteiro, se estivéssemos seguindo algum. Montanhas de Jotunheimen Depois que saímos das cordilheiras paramos em uma cidade chamada Lom para almoçar. Muito bacana a cidade também. Nela também tinha uma igreja de madeira mais conservada que a anterior. Compramos sanduiches em um supermercado e comemos na rua, sentados ao lado da praça central da cidade. Lom Depois de almoçar seguimos estrada rumo à Oslo. Chegamos na cidade por volta de 18h e já paramos o carro direto em um estacionamento ao lado do Vigelandsparken. Foi o único parquímetro que apanhamos. Nada de aceitar as malditas moedas, nem o maldito cartão. Depois de explorar todos os botões da máquina, pedimos arrego e perguntamos pra um cara que estava chegando no prédio vizinho como funcionava. O cartão devia ser inserido e já tirado na hora. O turista quarta feira estava inserindo e deixando ele na máquina esperando que fosse solicitado a senha... Vencida a batalha fomos caminhar pelo parque, que era bem preservado por sinal. Além da arborização em volta do parque com grades espaços vazios no centro pra galera sentar no final da tarde e conversar tomando uma garrafa de vinho, a característica mais marcando do lugar está em suas esculturas. Em todas a peça central eram figuras humanas nus, sempre em conjunto. Quase todas com uma feição de susto/tristeza. A hora do parquímetro estava vencendo. Corremos pra chegar no horário e procurar outro lugar para estacionar próximo aos outros pontos da cidade que queríamos conhecer e ficavam em próximos uns dos outros. (Vigelandsparken) Achamos uma vaga na rua próximo ao Palácio Real. Salvamos 70NOK, essa vaga era free. Andamos em direção ao palácio e logo começou a cair a chuva. Demos um tempo embaixo de uma árvore e quando perdeu um pouco de intensidade continuamos. O palácio estava em reforma. E mesmo se não estivesse, não era grande coisa. Depois de uma olhada expressa, já fomos em direção ao centro. Estava anoitecendo. Chegamos na Opera de Oslo, também estava em reforma. Se tivessem 10 guindastes à vista acredito que era pouco. Continuamos andando pelas ruas do centro, fui convencido a não comprar lembrancinhas em uma loja no centro – e acabei não achando em mais nenhum lugar até o final da viagem. Depois de algum tempo tentando lembrar onde o carro estava estacionado, o encontramos e fomos preparar a janta: mais pão com sardinha. Aproveitamos as mesas na calçada de um café que estava fechado, e ainda pegamos m pouco do wifi do lugar que estava ativado. Parecendo dois mendigos preparando a refeição na rua, fomos abordados por uns caras que pareciam ser indianos, bem vestidos, pedindo direção para o centro. Mostramos o rumo que era e continuamos nossa refeição. Já estava tarde e não queríamos gastar com hostel na cidade. Dirigimos para fora da cidade e logo encontramos um posto com estacionamento grande. Capotamos no carro mesmo e só acordamos com um verdadeiro barraco no meio da madrugada. Digno de Brasil. Tinha um carro parado de travessado bem atrás do nosso. Um casal estava de pé brigando aos berros. Pelo jeito o tema da briga era traição. Eu estava dormindo no banco de trás, me fingi de morto e só dei uma espiada de rabo de olho uma hora para ver quão perto estavam. Estava à postos para caso começasse a rolar tiros ahahaha. Depois de quase uma hora, foram embora.. Amanheceu e a missão do dia era conseguir trocar as coroas que sobraram em euros. Depois de uma verdadeira peregrinação, reviramos duas cidades de ponta cabeça e em nenhum lugar encontrávamos uma casa de câmbio. Na segunda cidade, em um dos bancos que fui pedir informação, uma mulher asiática proferiu a frase mais desanimadora da viagem quando perguntei onde conseguiria trocar o dinheiro: “Just in Oslo!” Puta que o pariu! Pensei comigo mesmo. Em caso nenhum voltaria para a capital só para trocar a grana, no pior dos cenários poderia deixar para trocar quando retornasse para Amsterdam. Porém, quase na fronteira com a Suécia, resolvi fazer mais uma última tentativa. Parei em uma cidade, e por sorte achei um Western Union. Trocaram apenas as notas. Mas já ajudou pra caramba, pois acabaram sobrando muitas coroas. Fiquei apenas com as moedas, que eles não aceitavam. Quando fui contar, vi que ainda tinha mais de 200 coroas em moedas. Comi elas no restaurante de um hotel de beira de estrada, bem na fronteira. Acabou por aí o rolê pela Noruega. Caímos na estrada e fizemos algumas paradas até a volta para Amsterdam, onde devolveríamos o carro. Ficamos um dia em Copenhagem e outro em Hamurgo, na Alemanha. Paramos em um posto a 40km de Amsterdam para almoçar e dar uma geral no carro, que estava podre de sujo. Maldita ideia! Uma van com 4 policiais parou do nosso lado, desceram da viatura e perguntaram o que estávamos fazendo. Explicamos que o carro estava muito sujo e que devolveríamos para a locadora assim que chegássemos na cidade. Não compraram nossa estória. Olhando a cena de fora até imagino o porquê... dois malucos cada um com uma camiseta molhada desesperados tentando tirar a sujeira impregnada no carro. Foram checar nossos passaportes no rádio, fizeram um milhão de perguntas para ver se entravamos em contradição. Depois de uns 20 minutos, nos liberaram. No final, um deles até arranhou umas palavras em português. Resumindo a viagem para a Noruega: vale a pena pra um caralho! E não é tão caro quanto dizem. Se a pessoa estiver disposta a fazer uma viagem econômica, fica inclusive mais barato do que outros países na Europa.
  41. 1 ponto
    Oi, pessoal! Eu e a minha irmã estamos há alguns meses nos organizando para acampar. Só que o seguinte, não queremos nada de camping e tal, queríamos acampar em ambiente selvagem, tipo uma floresta ou mata. Aqui no RS o lugar mais bacana pra isso é o "Parque Nacional dos Aparados da Serra", mas é proibido acampar por lá. Estamos procurando lugares ainda, já sabemos de locais perto de algumas cachoeiras em Rolante também. Então, se alguém souber indicar algum lugar aí!! Abraços!
  42. 1 ponto
    Preparativos No dia 31 de agosto à noite me encontrei com meu calouro de faculdade Haddad e meu primo Tobias no aeroporto de Guarulhos. Algumas horas depois partiríamos para um tour pela África. A passagem de ida pela Etiópia e volta África do Sul havíamos comprado alguns meses antes em uma promoção da Ethiopian Airlines por 1816 reais com taxas. Devido à falta de informações precisas pela internet, grande parte do roteiro foi sendo definido enquanto já estávamos por lá. Para que não morrêssemos de fome esperando as várias horas até o voo, procuramos algum lugar mais em conta no caro aeroporto. Descobrimos uma lanchonete chamada Bom Senso, onde a comida custa cerca de metade do preço. Ela fica instalada no térreo do terminal 2, mas como o acesso não é muito fácil de achar ou explicar, perguntem para qualquer funcionário (os principais clientes) como chegar lá. Dia 1 O voo foi conforme o esperado, nada de muito bom e nem muito ruim. Chegamos no início da noite na capital Adis Abeba, depois de breve escala em Togo. Pagamos os 50 dólares pro visto ser emitido, sacamos uma boa quantia da moeda local (birr!) e dividimos um táxi até a hospedagem, a Family Cozy Bed & Breakfast, cuja diária custou 15 dólares por cabeça com café-da-manhã. Apesar do Michael (o responsável pelo local) falar inglês fluente e ser muito simpático e prestativo, de resto ali já começamos a ter uma boa noção de como funciona o atrasado país. Mesmo na capital, praticamente ninguém fala esse idioma, apenas sua língua de caracteres indecifráveis que se chama amárico. Provavelmente por ter sido o único país do continente não colonizado por europeus. Outro motivo é o de receber poucos turistas de fora da África: durante os dias em que ficamos, pudemos contar nos dedos a quantidade de não negros que vimos por lá. A constatação seguinte foi quanto à precariedade das condições de higiene, como o rato que passeava pela cozinha da hospedagem – não é de se admirar que estava ocorrendo um surto de cólera naquele período. A infraestrutura também deixa muito a desejar: cartões de crédito aceitos somente em hotéis de luxo; quedas de luz não são raras; internet vai e volta; há pouquíssimos semáforos (o da praça principal leva 4 minutos para abrir!); fora a poluição. Apesar disso tudo, há um lado positivo. A experiência é mais original e o país é muito barato. Jantamos injera, o prato mais típico da culinária etíope. É uma massa esponjosa parecida a uma panqueca, mas à base do resistente grão tefe, o principal cultivado no país. Puro quase não tem gosto, mas ele sempre acompanha alguma proteína temperada com pimenta e coentro, entre outras especiarias. Apesar do coentro, eu e Haddad curtimos, Tobias não. Dia 2 A cia aérea estatal, a única que opera voos domésticos, é a primeira que eu conheço que vende passagens pelo preço quase igual no dia do voo ou meses antes. Acredito que seja pela baixa procura, já que a população local não tem condições financeiras, já que os voos não são nada baratos se comparados com os demorados trajetos terrestres. Dica: quem voa o trecho internacional com a Ethiopian Airlines tem direito a um desconto nos voos nacionais. Como no norte do país choveria nos próximos dias e estavam ocorrendo protestos violentos contra o governo, resolvemos deixar de fora os destinos mais conhecidos do país, Gondar e Lalibela. Em vez disso, compramos o voo para Arba Minch no sul. Uma hora depois já estávamos embarcando no turbo-hélice. O hotel, arranjamos no próprio aeroporto na chegada, ganhando uma carona até lá. Ficamos hospedados no decente Ezani Hotel – não parece haver albergues na cidade. Já naquela tarde conseguimos negociar um bom preço na associação de guias para um safári a pé na parte mais acessível do Nechisar National Park, colado em Arba Minch. Ficamos com receio do custo quando descobrimos que na entrada precisaríamos contratar um guarda armado como escolta, por causa dos grandes animais, mas assim como a taxa do parque, o preço foi irrisório. O valor total por pessoa, incluindo o tuk-tuk até a entrada, foi de uns 45 reais. Assim adentramos por alguns quilômetros a pé ao longo de uma estrada de terra, fazendo pequenas incursões na mata conforme detectávamos a presença de algum bicho diferente. Encontramos grupos de babuínos e colobos no topo das árvores, que aumentavam de tamanho à medida que nos aproximávamos da nascente de água. Vimos também algumas aves diferentes, especialmente na volta durante o pôr do sol, como o rabilongo-bronzeado (Cinnyris pulchellus), da família dos beija-flores do Velho Mundo, inexistentes em nossas terras. À noite comemos mais injeras e tomamos as boas (sem milho!) e baratas cervejas etíopes no próprio hotel. Foi quase no escuro, pois aparentemente eles não curtem muito iluminação noturna. Dia 3 Esse foi o dia de ver os animais grandes. Pagamos o triplo do preço por um safári mais completo no mesmo parque, mas em outro setor. Depois de quase perder a carona devido à demora na preparação do café-da-manhã (fato comum para todas as refeições nesse país, já que não existem redes de fast food), subimos num jipe que nos levou até a margem do Lago Chamo, donde embarcamos em uma canoa com motor até a outra margem. Logo de cara vimos diversas aves, um pequeno antílope, galinhas da Angola de cabeça azul e até um louva-a-deus minúsculo. Adentrando mais a fundo, começaram a surgir mamíferos de maior porte. Zebras e antílopes de outras espécies como a gazela de Grant (Nanger granti), com seus traseiros que mais parecem faces, chegaram relativamente próximas. Subimos uma colina para ter uma boa vista do descampado. No caminho de volta tivemos a sorte de ver um grupo de kudus (outra espécie de antílope), cujos machos portam imponentes chifres espiralados. A volta de barco foi por outro caminho, passando próximo à vegetação ribeirinha, o que permitiu ver pescadores em suas jangadas sem proteção alguma, junto a cegonhas, garças, águias e pelicanos... ...além dos 2 vertebrados que, depois das cobras, mais vitimam seres humanos no planeta, o hipopótamo e o crocodilo do Nilo. Nosso encontro com esse último foi um tanto arriscado. A besta de uns 3 metros estava descansando sobre a vegetação quando o barqueiro foi ao encontro dele. Nessa hora o crocodilo saltou pra cima da embarcação, momento em que todos tomaram um puta cagaço. Felizmente ele se jogou pro lado, mergulhou em seguida e se mandou. Com algum tempo sobrando à tarde, demos uma pequena volta pelo centro da cidade para comprarmos souvenires. O problema foi que era impossível caminhar pelas ruas sem que ninguém nos importunasse. Para o pôr do sol fomos ao mirante do hotel Bekele Mola, ao final da avenida onde estávamos hospedados. De lá se tem uma cena bacana do parque e dos grandes lagos, divididos por uma montanha. Dia 4 Na manhã fomos ao terminal de ônibus. Tivemos que esperar bem mais de 1 hora nesse local deplorável até o ônibus partir, pois assim como na maioria dos países africanos em que estive, o veículo só parte quando estiver cheio. Uma hora e pouco depois da partida, descemos no alto de um morro, com o clima bem mais fresco que o calor lá de baixo. No meio da neblina fica a tribo da etnia Dorze. Haddad foi logo cercado de crianças sorridentes. Pagando a entrada de uns 100 birr (~15 reais) e mais um guia local, já que os tribais não falam inglês, fomos levados à vila, onde tivemos acesso a algumas habitações e suas tradições. Cada família cerca uma pequena área, onde fica(m) a(s) oca(s), feitas de madeira, bambu e folha de bananeira e o jardim, onde cultivam as plantas e animais. Inexplicavelmente, eles fazem fogo dentro de suas cabanas e ainda colocam animais como vacas e cabras por lá. O resultado disso é que eu não consegui ficar mais de alguns minutos lá dentro, tamanha a quantidade de fumaça e fedor, além da escuridão. Outra demonstração foi de suas artes manuais, como a tecelagem e dos alimentos, como algo parecido com queijo feito da fermentação do caule da bananeira. Bebemos o forte destilado produzido localmente com, adivinhem, bananeira, que inclui lúpulo e até alho. Na despedida, enquanto aguardávamos o ônibus, paramos em um bar para provar outra iguaria, o tej, bebida milenar etíope que assemelha-se ao hidromel. O gosto é aceitável, mas o melhor de tudo é o preço: uma taça por menos de 1 real! Regressamos à capital novamente por via aérea e seguimos para o Museu Nacional da Etiópia. Por 10 birr, o espaço bilíngue demonstra bem superficialmente através de artefatos a história do país. No entanto, a seção principal é a de paleontologia e arqueologia. No país foram escavados e descobertos algumas das mais antigas espécies de hominídeos. Entre elas, encontra-se o esqueleto original da famosa Lucy, o australopiteco mais completo já encontrado. Para a janta, ficamos com um sandubão numa lanchonete próxima. Ao retornar para o mesmo hotel de antes, tivemos que nos contentar com mais um apagão de luz. Dia 5 A dor de cabeça para comprar o voo seguinte de saída para o Quênia foi grande, principalmente no meu caso. Como não conseguia de forma alguma pela internet no celular, tive que ir até o luxuoso hotel Hilton, onde ficavam os escritórios das únicas companhias que faziam a rota: Ethiopian Airlines e Kenya Airways. Muitos rolos depois, a situação foi resolvida por 198 dólares. Almoçamos pelo centro, levados por 2 nativos que queriam praticar o inglês com a gente (não, eles não pediram dinheiro no final). Em frente ficava o moderno metrô elevado construído há um ano pelos chineses, sendo o primeiro sistema do tipo em toda a África! Pagamos os míseros centavos de passagem para ver a cidade de cima. Logo que o trem saiu do centro infelizmente a miséria já ficou evidente. No fim do dia participamos do festival em comemoração ao ano novo... pois é, a Etiópia utiliza um calendário próprio de datas, onde até mesmo as horas são diferentes, uma confusão só! No pavilhão a céu aberto vendia-se de tudo, incluindo xing-lings; ficamos com as baratas (12 birr ~ 1,7 reais) e gostosas premium lager St. George, enquanto assistíamos aos shows musicais animadinhos. Aparentemente a mesma banda tocava todas as canções, trocando apenas o vocalista como num show de calouros. Dia 6 Voo para Nairóbi pela manhã. Quase fiquei preso na imigração, pois o oficial não aceitou meus dólares, pois as notas tinham sido emitidas há mais de 10 anos, apesar de estarem em bom estado de conservação! Meu passaporte ficou retido até que eu conseguisse trocar numa casa de câmbio para pagar os 50 dólares do visto de turismo. Enquanto aguardava a chegada de meus amigos, que vieram num voo posterior, fiz uma pesquisa de preço para os safáris. Com a negociação, conseguimos uma carona até um escritório no centro, onde fechamos acordo com a Big Time Safaris. 320 dólares para 3 dias de pura diversão, incluindo hospedagem, alimentação e transporte – talvez até menos do que se fôssemos por conta própria! O trânsito da desenvolvida Nairóbi é um dos piores que já vi. Ainda bem que pagamos uma tarifa fixa, pois levamos quase 2 horas para ir de lá até nosso maneiro albergue (Milimani Backpackers) na saída da cidade voltada pra rota do safári, no bairro residencial de alta renda Karen. Ali enfim pudemos relaxar e usar uma internet decente. Dia 7 Cedo a van para o Parque Nacional Maasai Mara (nomeado em referência ao povo semi-nômade que por ali vive) veio nos buscar. Nossos companheiros dos dias seguintes seriam o alemão de meia-idade Mike, o brasileiro Kako, o casal australiano Laura e Nick e o guia/motora Stanley. No começo da longa jornada o veículo para em um penhasco ao longo da estrada para que se fotografe o vale do Rift. Não caia na armadilha de comprar souvenires, pois você encontrará mais tarde preços bem menos exorbitantes. Por várias horas a paisagem resumiu-se a vilas e terras semiáridas com pastores. Paramos para almoçar, e no meio da tarde chegamos à área do parque, onde você encontra parte da tribo. Cuidado ao fotografar os nativos Maasai Mara, pois muitos deles acreditam que você está tentando roubar suas almas – o resultado pode ser uma chuva de pedras em sua direção. Tivemos tempo para umas 2 horas dentro dos portões do parque até o sol esvair-se. Foi tempo suficiente para perceber o quanto aquele lugar era especial. Gnus, búfalos, girafas, babuínos e muitas espécies de antílopes, como a vaca-do-mato (Alcelaphus buselaphus) da foto, todos se alimentando da rala vegetação que restava no fim da estação de seca. Para nossa surpresa, avistamos até mesmo os grandes (e preguiçosos) felinos leão e guepardo. Este último é o animal terrestre mais veloz do planeta – até 130 km/h! A janta, assim como as demais refeições, não possuía muita diversidade, mas ao menos tinha quantidade. Quanto à acomodação, próxima à entrada do parque, era uma tenda grande com camas e mosquiteiros similar a um quarto, e com um banheiro anexo. Dia 8 Com o dia inteiro de condução pela frente, o jipe explorou novas áreas da savana. Além dos animais já vistos, muitos outros se somaram à lista, convivendo em aparente harmonia. Entre as cenas mais diferentes que registramos esteve a carnificina na decomposição de uma carcaça de zebra por abutres e cegonhas. Outra foi a encarada de uma gazela-de-thomson (Gazella thomsonii) numa hiena que repousava sob uma sombra. Como se a tivesse provocando, ficou vários minutos naquela posição. Perdeu a noção do perigo? Certamente não, pois a velocidade dessas gazelas só é inferior a do guepardo. Famílias de elefantes e aves coloridas também chamaram nossa atenção, mas nada foi tão surpreendente quanto o que vimos enquanto almoçávamos às margens do rio que separa o Serengeti (Tanzânia) do Maasai Mara (Quênia), onde é mais visível a grande migração das zebras e gnus em busca de alimento. Receosos, os animais só fazem a travessia quando alguém toma as rédeas. Por quê? Foi o que descobrimos em seguida. Quando uma família de zebras estava no meio, malandramente um crocodilo se aproximou e abocanhou o pobre do filhote, que não teve chance alguma, submergindo imediatamente para nunca mais voltar. Impressionados com a cena, seguimos para o alto de uma colina, para uma foto coletiva longe dos animais, mostrando o cenário quase plano do parque. Antes de sair do parque vimos mais um tanto de animais, como esse abelharuco-dourado (Merops pusillus), de uma família ausente nas Américas de comedores de vespas e abelhas. Ainda à tarde, saímos do parque para visitar uma aldeia Maasai Mara. Depois de uma dança um tanto tosca e de um pagamento à parte, nos levaram ao cercado e mostraram seu modo de vida, com o pastoreio de cabras, as habitações minúsculas e precárias e como fazem fogo. Fiz até um escambo com o filho do chefe, trocando um relógio velho por algumas joias artesanais. Dia 9 Acordamos cedo para admirar um lindo nascer do sol dentro do parque. Com mais algumas sobrando, encontramos chacais atrás de galinhas da Angola, avestruzes e antílopes pastando, e leões e guepardos sentados. Esses últimos sem pressa alguma para caçar, devido à abundância de comida disponível para eles. No almoço não podia faltar o chapati, uma massa parecida com a de panqueca de origem indiana, mas comum no leste da África. Para não termos que nos deslocar, acabamos reservando um hotel bem no meio do centro, uma área perigosa amedrontadora pela noite. Nem saímos do hotel para jantar. Para meu desgosto escolhi um dos muitos pratos que vinham entupidos de coentro e super apimentados para padrões brasileiros. Eis o chicken tikka. O próprio hotel tinha um bar, onde nós (os únicos turistas) interagimos com os simpáticos locais. Dia 10 O destino do dia foi o Hell’s Gate National Park, o local no qual o filme Rei Leão foi baseado. Como fica um pouco afastado de Nairóbi, tomamos uma matatu (van) até Naivasha para não gastarmos com táxi. De lá, subimos em outro até a entrada do parque. Ali alugamos bicicletas e pedalamos na estrada de chão entre babuínos, antílopes, zebras, javalis e girafas. As feições geológicas são uma atração à parte. Uma delas é a caverna de obsidiana, uma rocha negra brilhante. Dentro dela encontrava-se um ser que não existe nas Américas, o hírax. Ao deixa-la, tive o infortúnio de ter o pneu furado. Ainda assim, resolvi continuar pelo caminho mais longo. As horas seguintes foram sofridas, empurrando aquele peso morto morro acima num sol de rachar. Tive a maior sorte quando, ao chegar ao mirante de onde se viam as fontes geotermais, encontramos um casal canadense que me cedeu uma bomba de ar que resolveu meu problema. Com o tempo perdido, tivemos que meter uma correria até os cânions dos portões do inferno. Abaixo de uma das torres do parque ficam gargantas próximas a algumas das fontes geotermais (algumas rochas e trechos de riacho apresentam altas temperaturas). Para acessar é recomendado um guia; pegamos um moleque na entrada da trilha que nos levou em troca de umas moedas. Algumas das fendas são estreitas, mas o acesso não é tão difícil. Quando regressamos já começava a escurecer e o parque a fechar, mas ainda tinha gente lá dentro. Para voltar à Nairóbi tivemos que negociar muito para pagar o caminho de volta, já que estávamos quase sem xelins quenianos ou dólares. Dia 11 Era cedo quando pegamos um ônibus bem meia-boca que fez o longo trajeto até o aeroporto de Kilimanjaro, passando pela fronteira de Namanga-Tanzânia, onde tiramos um visto de turista (50 dólares). Não é mais necessário levar fotos, eles tiram na hora. Do aeroporto de onde se mira a imponente maior montanha do continente, voamos por 57 dólares pela cia de baixo custo tanzaniana Fastjet. Não há nenhum serviço de bordo grátis e o entretenimento se resume a uma revista, além dos voos geralmente saírem com atraso. Ao menos, os aviões são grandes e novos. Chegamos à capital Dar es Salaam já na hora de dormir. Como teríamos um voo bem cedo e o táxi para estrangeiros era abusivamente caro, caminhamos até achar um hotel simples que nos custou 20 dólares por cabeça com café incluído, o Transit Motel Airport. Dia 12 Ao nascer do sol voamos novamente com a Fastjet para Mbeya, no sudoeste da Tanzânia, por 36 dólares. Chegando ao minúsculo aeroporto, dividimos um táxi até o local de onde saiam os ônibus para a praia de Matema, nosso destino final às margens do Lago Nyasa/Malawi. Foi um parto de viagem, pois estava um calorão e o ônibus que fazia uns barulhos estranhos parava a cada poucos km, tendo que esperar estar cheio novamente para seguir rodando. O que seria feito em menos de 3 h de carro levou quase 6. A viagem foi tão dura e a decepção de chegar num lugar tão subdesenvolvido (não por muito tempo, visto que há uma grande obra de infraestrutura chinesa) que Tobias decidiu se mandar dali! Azar o dele, pois o melhor ainda estava por vir. Caminhamos da vila de pescadores em direção oposta pela praia, à procura de hospedagem. Encontramos 3: a primeira um centro luterano não muito simpático, a segunda simples e em conta mas ainda não nos agradou, até que a terceira nos encheu os olhos. Apesar de mais distante e cara (30 dólares por cabeça pelo bangalô com café-da-manhã), a Blue Canoe Safari Camp, administrada por um alemão, é um lugar limpo, ecológico, confortável, silencioso, à beira da lagoa e possui o único ponto de internet da região. Com o sol se pondo, fomos à foz do Rio Lufirio, há uns 500 m dali. Tinha lido na internet que havia hipopótamos nesse ambiente. De fato, encontramos várias pegadas e ouvimos ruídos que só poderiam vir de um dos animais que mais matam humanos na África. Por isso, não chegamos a entrar na água, mas isso não nos impediu de ver um cenário de dar inveja. À noite jantamos espaguete vegetariano, o prato mais barato da pousada, e tomamos uma gelada na frente da lagoa, com um baita céu estrelado e silêncio quase total. Dia 13 Usei meu equipamento de snorkeling pela primeira vez na viagem. Há infinitas vidas atrás ocorreu um fenômeno de evolução biológica surpreendente no Lago Nyasa, devido ao isolamento em sua formação, o que resultou na multiplicação das espécies de peixes da família dos ciclídeos. Uma diversidade de cores existente apenas nesse e em outros grandes lagos da região. Para tentar acessar os melhores pontos de mergulho, próximos à vila de pescadores, começamos caminhando pela areia, mas veio tanta gente encher o saco dizendo que era proibido seguir sem guia que continuei pela água. Nadei por alguns km até onde ficava o suposto ponto, mas não o encontrei. Apesar disso, vi bastante peixe pequeno da família dos ciclídeos no trajeto, mais na parte rasa. Somente consegui voltar por terra porque uma alma bondosa, vendo que eu estava sofrendo (de verdade) com aquela areia grossa e fervente, me emprestou seu chinelo. Na própria vila de pescadores, já no meio da tarde, tivemos uma refeição caseira e infinitamente mais barata que a da nossa hospedagem. Tirando a gororoba verde, o resto estava bom. Regressamos à foz do rio, dessa vez em busca de aves. Além de alguns passarinhos indistinguíveis, maçaricos, uma águia e um frango d’água pintaram por lá. Destaque para os diversos martim-pescadores. À noite estávamos numa boa confraternizando com os outros poucos hóspedes da pousada, quando de repente a tela do meu celular derreteu. Ela já estava rachada há meses, mas dessa vez ela parou de aceitar o toque em partes da tela e logo depois de meu amigo ir embora parou de funcionar completamente. Agora sem GPS e internet as coisas iam ficar ainda mais complicadas. Dia 14 Dia de pegar a estrada novamente. Como não havia previsão da saída de ônibus de Matema, tomamos um dala-dala (van) até Kyela, que é a cidade mais próxima, e outro até Mbeya. Mais uma jornada chata. Como o tanso do Haddad havia comprado a passagem aérea para o dia errado, e para embarcar naquele momento estava impossivelmente caro, nossa despedida foi antecipada. Segui sozinho e sem celular para Dar es Salaam. Para não ter que arcar com o custo de um táxi sozinho, puxei papo com 2 alemães que sentavam ao meu lado e que se chamavam Tim. Acontece que eles eram técnicos do time de futebol tanzaniano Toto African. Como resultado, indo com eles consegui pagar a tarifa de táxi para residentes e ficar num hotel acessível. Jantei com os 2 e fui para o primeiro quarto privado da viagem. Dia 15 Peguei um dos ônibus modernos que contam com uma pista exclusiva e desci na estação da balsa para a ilha de Zanzibar. Como cheguei em cima da hora do embarque acabei caindo na lábia de uns golpistas que me venderam um ingresso mais caro do que os 35 dólares normais vendidos na própria estação. Fiquem mais atentos com isso. Uma hora e meia depois eu desembarquei. Zanzibar é um território semiautônomo da Tanzânia, com águas paradisíacas e um grande influxo de turistas não africanos. A maior cidade, onde aportam os navios, é a islâmica Stone Town. Terra natal de Freddy Mercury, tem suas construções históricas feitas com os corais que envolvem boa parte do arquipélago. Visitei o museu erguido no local do antigo maior mercado de escravos do leste da África. Conta e expõe a triste história da escravidão dos povos africanos, que demandados por portugueses e outros europeus, em troca de armas e demais artigos manufaturados, capturavam suas tribos vizinhas com a ajuda de árabes e indianos, numa procissão de sofrimento interminável do interior à ilha, onde eram vendidos. Como era feriado, a cidade estava cheia de gente na orla. Dei uma passeada para ver as construções principais até o solzão se pôr. Na primeira noite fiquei hospedado no barato Manch Lodge, um albergue localizado em meio aos becos labirínticos de Stone Town. É tão difícil de se localizar ali quanto numa medina árabe, tanto que quando saí para jantar um hambúrguer de mil xelins tanzanianos (~1,60 reais) numa barraca de rua levei uma hora pra achar o caminho de volta. Ah, se meu celular ainda estivesse funcionando... Ainda que em meu quarto houvesse 20 camas, apenas 1 estava ocupada. Meu colega era o italiano Zali, que coincidentemente iria para o mesmo ponto ao norte da ilha que eu no dia seguinte. Dia 16 Pela manhã peguei um dala-dala até Nungwi, no norte da ilha. Mzushi, o doidão gente boa que responsável pelo Homeland Swahili Lodge me aguardava na estrada. É verdade que a hospedagem fica meio longe de tudo, mas sempre que alguém precisava de carona Mzushi levava em seu velho carro sem custo algum. Sendo assim, logo que cheguei fui à praia. Como era hora do almoço, tive uma refeição no mesmo restaurante popular que eu comeria em todos os dias e noites em Nungwi, o Mama Africa. Por 3 mil xelins você fica com uma porção de arroz ou chapati, feijão, um pedaço de carne não identificável ou peixe e algo de salada. A comida tem um sabor bem aceitável, e não há muitas opções de restaurantes baratos à volta. Depois da digestão peguei meu equipamento de snorkeling e segui pela praia de água turquesa (mais precisamente pelo mar, já que a maré estava alta) até Kendwa. No caminho, passei por diversos resorts luxuosos. Cheguei em seguida no Kendwa Rocks, badalado hotel onde há recifes de coral em sua praia semi-particular. Não sei se fui ao ponto exato, mas encontrei recifes dispersos a cerca de 50 m da areia. Fiquei observando as diversas espécies de peixes, como palhaço e corneta, e invertebrados, como estrelas, ouriços e anêmonas, até ficar desconfortável com a quantidade de pequenas águas-vivas buscando aquele mar quente em meio à visibilidade um pouco baixa. Retornei à praia de Nungwi e reencontrei Zali e mais o pessoal que faria parte da minha turma pelos próximos dias: o holandês Sjöerd, o inglês Sam, o boliviano Carlos e as alemãs Jule e Tony. Jogamos vôlei de praia até o incrível pôr do sol no mar, que também veríamos nos dias seguintes. De volta ao albergue, rolou um carteado até altas horas. Dia 17 Nesse dia eu e os rapazes fizemos um passeio de barco até o atol Mnemba, no outro lado da ilha. Na internet dizia que esse tour custava 45 dólares, mas fechando o acordo em Nungwi nos custou apenas 19 dólares por cabeça. Navegamos por águas belas até chegarmos ao ponto onde as embarcações atracam. Não é permitido ingressar na faixa de areia, pois a ilha é particular – o dono é nada menos que Bill Gates. Por quase uma hora nos maravilhamos com os muitos corais que cercam a ilha (embora houvesse branqueamento em parte deles) e toda fauna associada. A diversidade ali é bem maior do que em Kendwa, e há área útil suficiente para que você não fique esbarrando no colega ao lado. De lá, o barco seguiu à praia mais próxima, onde tivemos nossa refeição inclusa, à base de peixe. Voltamos a Nungwi, onde jogamos vôlei e futebol de areia. A grande noite chegou. Tive a sorte de estar em Zanzibar com essa turma bem no dia da Full Moon Beach Party, a festa da lua cheia mais famosa da África. Compramos um estoque de cervas a 3 mil xelins cada, agregamos 2 suecas, 1 holandesa e 1 alemão ao grupo, fizemos um esquenta com jogos alcoólicos e partimos em comboio pro agito. Apesar das bebidas estarem meio caras, a festa realizada nas areias do hotel Kendwa Rocks estava bem animada, com vários ritmos e músicas globais, além de performances. Até um ministro de terno caiu na dança. A festa foi ainda mais proveitosa pra quem formou casais entre a galera do albergue. Felizmente fui um deles, saindo de lá apenas no fim da festa ao clarear o dia. Dia 18 Como a festa foi longe e estávamos com uma certa ressaca, o dia foi preguiçoso. Não fizemos muito mais do que jogar cartas e relaxar na praia. Dia 19 Ao amanhecer, cada um do grupo partiu para um destino diferente. Eu voei de volta pra capital. Ainda que a distância fosse curtíssima, o avião da Fastjet era de porte normal, já que a empresa não possui aeronaves pequenas. E o preço foi pouco acima da balsa (48 dólares com taxas), diferença que seria anulada caso tivesse que pagar táxi até o aeroporto de Dar es Salaam, já que é para lá que eu iria em seguida, já que tomaria um voo à noite para a capital de Zimbábue (Harare). Esse voo saiu mais caro, quase 100 dólares. Mesmo sendo um voo de duração expressiva, a empresa não serviu sequer água de graça. Para passar na imigração só pude comprar o visto de entrada única, pois não aceitavam cartão, não havia máquinas para sacar antes e eu tinha apenas os exatos 30 dólares do visto. Como já era 2 da madruga, me atirei num banco quádruplo próximo aos guichês de check-in e passei a noite ali mesmo, enrolado na mochila. Considerei o lugar seguro para tanto. ------------ Por causa do tamanho do relato e da quantidade de fotos, o dividi em duas partes. Em breve lanço a parte 2. Enquanto isso, não deixem de conferir outros relatos mais detalhados no meu blog: http://rediscoveringtheworld.com
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    Como chegar: Siga sentido Sapopema, antes de chegar, indo de Maringá ou Londrina, pegar saída para distrito lambarizinho, a direita da rodovia. Distâncias (até o começo da estrada de terra): Maringá: 235 km Londrina: 139 km São Paulo: 539 km Curitiba: 304 km + cerca de 30 km de estrada de terra simples, possível fazer de carro baixo, mas com chuva é muito arriscado atolar. https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=1YOhvAYIMQvB2qda2rsntxkP76FA&ll=-23.882746414572438%2C-50.680476&z=12 Importante: Ligar com antecedência para reservar (se for acampar), devido ao limite de 20 pessoas que podem passar a mesma noite no pico. Facebook para contato: Pico Agudo Portaria Trilha: Começa na base do pico, que fica dentro de uma fazendo privada. R$15,00 cada um para entrar na fazenda. O carro fica na base da montanha. As cercas se fecham ao anoitecer e são abertas 6 da manhã. Cerca de 1 hora e meia a 2 horas de caminhada para subir. Mata parcialmente fechada, de início bem simples, quase plana, mas depois de um tempo torna subida íngreme, com dois pontos de “escalada” por uma corda. Evite levar coisas grandes e pesadas. O que não levar: coisas pesadas e grandes, difíceis de carregar, colchão de ar (difícil de carregar e ocupa muito espaço na barraca), garrafa de vidro (distribui tudo pra garrafa plástica, na hora de descer não ocupa espeço e nem pesa), violão. Não fazer como o rapaz da foto que levou COOLER, GRELHA DE CHURRASCO, CARNE ETC O que levar: lenço humedecido, roupa de frio (de preferência corta vento), isqueiro, lenha pra fazer fogo (não ultra necessário, mas vira muito levar algumas só pra fazer uma fogueira), lanternas, capa de chuva, saco de lixo grande e sacola de mercado, frutas, água (média de 3 litros por pessoa), corda, barraca e capa de chuva pra barraca, Comida: se tiver um fogareiro vira levar pra fazer um macarrão ou algo do tipo, sanduíche pronto é boa opção pra janta, barra de cereal, frutas. Para finalizar sobre o pico agudo em si, com certeza vale muito mais a pena passar a noite para aproveitar o amanhecer... o nascer do sol é espetacular, o ponto alto do passeio. - Sobra as cachoeiras: Tem 3: duas pro lado da estrada de terra sentido pico e uma no outro sentido (referência: rodovia). A isolada é bonita, porém não é boa para nadar. As outras duas pode nadar. Uma delas se encontra a 3 km da entrada da fazendo da pico (foto). Ao entrar nesta, terá uma caminhada de cerda de 15 minutos, com bastante barro e escorregadia, mas bem simples. Nesta, terão duas cachoeiras: uma pequena e suja, e uma outra grande e limpa (foto). Olha nois ai!! *Komodas* Pedro Vecchi. Pico do Agudo.docx
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    @rodrigo_bg, tudo bom? Roteiro legal! Entre Barcelona e Madrid escolheria Barcelona, ainda mais no verão, da pra curtir a praia. A quantidade de dias está ideal para conhecer o principal de cada cidade. Considere viagens low cost de avião para otimizar seu tempo, em poucas horas você chega no destino seguinte. Fique em hostel que é a melhor opção para economizar e conhecer gente do mundo todo. Na Europa se come bem com pouca grana, você vai achar boas opções por todo lugar.
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    Dia 14 (24/10) Último dia em Jerusalém. A ideia era deixar o dia todo para conhecer a parte "nova" da cidade, mas como não tínhamos conseguido ao Domo da Rocha nos dias anteriores, tínhamos que ir de qualquer jeito nesse dia. A esplanada onde fica a mesquita Al-Aqsa e o Domo da Rocha é um dos lugares mais sagrados do islamismo e só abre para não-muçulmanos das 07 às 10h30, se não me engano, e durante uma hora na hora do almoço, mas a fila é tão grande que nem vale a pena. Chegamos um pouco antes das 9 e tivemos que ficar na fila por cerca de uma hora, pois há um rigoroso esquema de segurança para se acessar a esplanada como detector de metais e revista de mochilas e pertences. Também há regras quanto às roupas, homens tem que estar de calça e mulheres com roupas "comportadas" pros padrões muçulmanos, nada de roupas curtas e blusas decotadas. (Para acessar o muro das lamentações, também é necessário passar por uma revista de segurança, mas fica aberta durante todo o dia e as regras para roupas são mais flexíveis. É possível ir de bermuda, por exemplo). O Domo da Rocha é muito impressionante de perto, a cúpula dourada e riqueza de detalhes da parte externa formam um conjunto muito bonito. Achei o lugar mais bonito de Jerusalém. Depois do Domo, almoçamos e pegamos o tram até o ponto final (Mount Herzl) para irmos no Yad Vashem, o museu do Holocausto de Jerusalém. Do ponto final, tem voltar um pouco e descer por cerca de 10 minutos até a entrada do museu. A entrada é de graça e o aluguel do áudio-guia custa NIS25 (tem em inglês e espanhol). O museu é bem impactante, completo e tem muita informação, mas muita mesmo, principalmente com o áudio-guia. A ideia é mostrar a existência do antissemitismo na Europa desde antes do regime nazista até os campos de concentração e o extermínio dos judeus. Passamos cerca de duas horas no museu, mesmo pulando alguns áudios no áudio-guia, por causa do tempo. O "trajeto" do museu termina com uma bela vista da floresta de Jerusalém. Voltamos do museu de tram, fiz meu check-out e fui pegar o ônibus pro aeroporto Ben Gurion. O ônibus é o 485, passa toda hora exata e custa NIS 16. O percurso dura cerca de uma hora até o aeroporto, contando o tempo da revista que é feita nas proximidades do aeroporto. O ponto do ônibus fica quase em frente à estação central de ônibus, na rua em frente. Vindo da cidade antiga, é só saltar na estação central e voltar uns dois minutos. É isso, fim de viagem, fim de festa. Minhas impressões tanto de Israel quanto da Jordânia foram muito positivas, lugares incríveis, culturas muito diferentes do que estamos acostumados e fomos muito bem recebidos e tratados em ambos os países. Qualquer pergunta ou dúvida, é só me perguntar, estou à disposição.
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    DICAS IMPORTANTES!!!!! Levem óculos de sol.... no Salar principalmente Salvem suas fotos na nuvem, ou facebook (modo privado). Leiam todos os ticket´s dos parques Sempre tenham dinheiro para pagar os parques e os terminais não bebam muito Vi muitas pessoas perderem os passeios por ficarem no hostel curtindo a noite kkkkkkkkkkk mas vai de cada um...... Comida vá com calma, lá o tempero e diferente..... Mais dicas vou relatando no dia a dia.......
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    Essa é o tipo de travessia que todo montanhista gosta de ter no currículo, a Travessia Marins x Itaguaré é uma das travessias mais técnicas da Serra da Mantiqueira, com diversos obstáculos naturais que dão um toque especial ao caminhar pelas belas paisagens da Serra que chora. Características Dificuldade: Alta Distância: 17,78 km Altitude Máxima: 2.432 m Circular: Não Como Chegar Piquete fica localizada nas encostas da Serra da Mantiqueira na região do Vale Histórico ou Fundo do vale e fica praticamente no centro do eixo Rio-SP, estando a 243 km do Rio de Janeiro e 240 km de São Paulo. Para chegar até Piquete o acesso é feito pela Rodovia Presidente Dutra até a cidade de Lorena/sp no Km 51 e de lá através da BR – 459, Rodovia que liga Lorena/SP a Itajubá/MG, passando a cidade de Piquete segue-se em direção a serra e após 2 km se inicia a subida para a base do pico. As condições da estrada vicinal são muito boas, com asfalto até a Vila dos Marins, depois de passar a vila a estrada passa ser de bloquetes e alguns trechos de terra, recomenda-se um carro 4×4 para pegar esse caminho. Outra alternativa é passar a cidade de Piquete sentido a Marmelópolis/MG e pegar a entrada para a estrada do Saequi, uma estrada de terra muito bem conservada que chega até o acampamento base do Marins. A Travessia Fizemos a travessia no feriado da páscoa, de 3 a 5 de abril de 2015. Essa travessia já estava planejada desde o ano passado e faz parte de um projeto nosso de fazer 4 travessias famosas no Brasil esse ano. O Luan que sempre me acompanha nas trilhas não pode ir devido ao trabalho, então ficou de apoio na logística nos levando até Piquete e depois fazendo o resgate em Passa Quatro, dessa forma quem me acompanhou nessa aventura foi meu pai Mario. Antes mesmo de entrarmos na trilha já tivemos a primeira aventura, contratamos um cara para nos levar de Piquete até o acampamento base do Marins pelo Bairro dos Marins, combinamos tudo e estava tudo certo, porém, ao chegar no trecho ruim da estrada o carro não subia e nada que fazíamos convencia ele a tentar subir, nisso chegou mais um carro com três chineses super gente boa que também parou no mesmo lugar da estrada. Arrumamos a estrada colocando umas pedras, madeiras e mato para o carro deles subir e depois ajudamos a empurrar no fim da subida até o carro sair do atoleiro, vendo nosso problema eles nos ofereceram carona até o acampamento base. Adoro esse espirito de companheirismo do montanhismo. Bom graças a ajuda chegamos ao acampamento base, pegamos água e começamos a subida, o plano para o primeiro dia era acampar no cume do marins. O inicio do trajeto é bem tranquilo por dentro da mata em uma trilha bem definida, depois de 15 minutos já começa uma bela subida em direção ao Morro do careca já sem proteção de arvores, bem exposta. O Morro do Careca esta a 1.608m de altitude e é realmente o inicio da trilha do Pico dos Marins. Desse ponto em diante a vegetação se transforma, deixando para trás o aspecto de mata atlântica, passando para pedra, muita pedra, vegetação rasteira, capim elefante e algumas flores como o Ypê Astro. Vale lembrar que não existe ponto de água potável no caminho até o cume, então tenha água suficiente para a subida. A trilha inicial é bem nítida e vai acompanhando a crista do morro de forma bem acentuada. Ao longo da subida a alguns mirantes e após alguns minutos já é possível avistar o morro do careca novamente. Boa parte da navegação é feita através de totens e alguns desenhos no chão(se for seguir as setas, siga as amarelas), o ponto de referencia para continuar até o primeiro maciço é o Grande Totem, uma enorme pedra que se equilibra sobre outra. O caminho é passando por ela e seguindo em direção a Pedra da Andorinha. Passando esse ponto, o topo do Pico do Marins deixará de ser avistado, do lado direito ficarão os paredões e outros maciços e do lado esquerdo as montanhas de Minas Gerais. Sempre siga os totens ou seu GPS, principalmente nas bifurcações para evitar entrar em locais de difícil navegação ou áreas de risco como as bordas dos maciços. Para quem é montanhista não precisa nem falar, mas nunca destrua os totens ou crie novos totens em qualquer lugar, isso atrapalha a navegação dos demais. Você deve sempre observar que o Pico dos Maris estará a sua direita praticamente a trilha toda e você irá contornar os outros picos menores pela esquerda, qualquer coisa diferente disso vocês esta no caminho errado . Chegando ao segundo pico os trechos de escalaminhada se intensificam e o primeiro desafio é “escalar” uma rocha, de aproximadamente 4 metros de altura, por uma fenda. Logo após contornar este segundo pico a trilha segue em direção ao cume do Pico dos Marins e você irá passar pelo vale dos cristais. A trilha que vai para o Marins e o caminho da travessia é o mesmo até pouco depois do vale dos cristais, a travessia em si não vai até o cume do Marins, ela segue direto sentido Marinzinho. A bifurcação fica marcada em uma “parede” inclinada de pedra com tinta amarela, mas não é muito fácil de se visualizar, o ponto de referencia se você for fazer o caminho direto para a travessia é a área de camping que existe assim que se chega à base do Pico dos Marins e que fica antes da nascente do Ribeirão Passa Quatro, ali você deve ir para a esquerda. Nós seguimos a direita sentido ao Marins e descemos no dia seguinte. Passando o acampamento ande para a direita e você já verá a descida para a nascente com um escorrega, não beba essa água, ela esta contaminada, mais para frente explico onde tem água potável(ou pelo menos bebível já que estamos vivos rsrsrs) para você seguir a travessia. Passando a nascente já esta próximo, agora basta seguir os totens e tocar para cima. Devido ao feriado a montanha estava muito cheia, o cume do Marins estava com mais ou menos 24 barracas, então decidimos que não iriamos dormir no cume e montamos acampamento em um plato a cerca de 10 minutos do cume. Ali ficamos acampados sozinhos no maior sossego , bem de frente com os dois últimos paredões, com uma vista privilegiada para o Pico do Itaguaré de onde surgiu a lua cheia e para as serras do Vale do Paraíba onde o sol se pôs. Nós saímos do acampamento base as 10:30h e por volta das 16:00h já estávamos com a barraca montada, o jeito foi deitar um pouco para descansar e ir mostrando o caminho até o cume para quem passava por nós e claro ir preparando tudo para curtir e fotografar o pôr do sol. O pôr do sol ali é uma visão incrível, ele clareia o Pico do Itaguaré com raios por trás do Pico do Marinzinho o que deixa uma faixa espetacular no Itaguaré com varias tonalidades incríveis, deixando o Pico ainda mais belo e a visão do vale também é de tirar o folego. A lua cheia também foi um belo espetáculo surgindo bem ao lado do Itaguaré e clareando tudo, fizemos comida praticamente sem lanternas graças ao brilho dela. Com a lua cheia também veio o frio, ficamos mais um tempo tentando tirar algumas fotos das estrelas mas o frio estava demais, jantamos e fomos dormir cedo para estar descansado para o que viria no dia seguinte. O frio estava demais, meu saco de dormir aguenta até 10º e não foi uma boa escolha a temperatura devia estar muito abaixo disso, coloquei segunda pele, blusa, meia, toca e deu para dormir rsrsrsrs No sábado acordamos as 6:30h e ainda estava bem frio, começamos a arrumar o café da manhã e desmontar as coisas, as nuvens no vale estavam incríveis, um lindo visual para começar o dia. Barraca desmontada, mochilas prontas, era hora de descer o Marins e seguir para o Itaguaré. Em todos os relatos que lemos sempre falavam que não existia água potável durante a travessia e devido a isso já subimos o Marins carregados com 4l cada um imaginando que essa água teríamos que guardar até chegar no Itaguaré. Porém no fim de tarde da sexta encontramos o Guto Guia, ele já guia o pessoal lá a um bom tempo e ele nos informou que antes do platô sentido Marinzinho havia uma grota com água e que ele já bebia essa água a 20 anos, isso nos animou e desanimou ao mesmo tempo, se soubéssemos dela antes o peso da subia até o Marins seria bem menor, mas tudo bem. Descendo o Marins quando você passar a nascente do rio Passa Quatro que é contaminada, você vai virar a direita sentido a área de camping e seguir reto em direção ao plato antes do Marinzinho, antes de começar essa subida, na esquerda você verá bastante árvores que se destacam da vegetação na travessia, a água esta ali, entre na trilhazinha por entre as árvores e você vai chegar no riacho, entre nele pisando nas pedras até uma pequena queda d’agua e pode pegar água ali, ela é uma água amarelada mas o Guto já havia dito que sempre consumia e nós também consumimos sem nenhum problema, foi bom para trocar por uma água mais gelada. Voltando para a trilha, o caminho é subir o maciço em direção ao Marinzinho, até esse trecho sem erro basta subir seguindo os totens e ai começa a jornada de sobe e desce até o Itaguaré. Ao chegar no topo desse maciço, o caminho é descendo pela esquerda e passar no meio do capim elefante até a lateral do Marinzinho, cuidado com os pés, o terreno estava encharcado, tivemos que andar apoiando no capim para não afundar a bota inteira. A subida até o cume do Marinzinho(que na verdade é mais alto que o Marins) é muito técnica, ela é feita pela lateral esquerda do pico, com muito, mas muito trepa pedra, se você tem medo de altura, esquece, chegou a hora de desistir, em varios trechos é preciso subir nas pedras na “beira do abismo”. Chegando ao cume do Marinzinho, a trilha passa sob algumas rochas grandes e inicia uma forte descida em direção ao vale que separa o Pico do Marinzinho da crista que segue para a Pedra Redonda, tenha em mente que seu ponto de referencia é a pedra redonda, você precisa chegar até ela. Passando esse ponto vem uma das partes mais tensas ou mais divertidas, depende do seu estado emocional. Existe uma descida quase vertical de cerca de 5m que é feita com a ajuda de cordas, não sabemos quando elas foram instaladas, mas são três cordas diferentes e em diferentes estados de conservação, é bom dar uma testada na corda antes de descer. Após a descida da corda, a trilha é íngreme terreno abaixo até chegar no fundo do vale, e logo em seguida uma pesada subida também íngreme em direção a crista que vai chegar na pedra redonda. Terminando a subida existe um ponto bom para descansar já praticamente de frente para a famosa pedra redonda, dali até ela são menos de 10 minutos. O caminho até ela segue o mesmo esquema, desce o pico e sobe o pico, chegando na pedra redonda você fica inconformado, a pedra não tem nada de redonda rsrsrs Dependendo do seu cansaço existe um ponto de camping em um pequeno vale atrás da pedra, nada muito grande, devem caber umas 5 barracas e um pouco mais para frente, cerca de 350m existe outro espaço para umas 3 barracas. Descendo a pedra redonda, passa por um vale e depois começa um caminho incrivelmente chato por entre bambus que fecham e criam um túnel, mantenha tudo muito bem preso na mochila, não deixa nada além da linha da mochila pois vai enroscar nos bambus e te atrapalhar. Passando os trechos de bambu se inicia uma nova subida de onde já é possível avistar a crista em direção ao Itaguaré, nós nos perdemos um pouco nesse trecho devido a altura do capim que tampou a trilha e enquanto estávamos procurando o caminho para iniciar a descida, encontramos um grupo de 4 pessoas que também estavam perdidos, encontramos a descida e o grupo se juntou a nós no caminho até o Itaguaré, ali é uma longa descida até chegar ao fundo do primeiro dos últimos 3 vales que se tem que atravessar, nesses trechos os totens ajudam bastante e da para confiar neles, como são menos pessoas que passam por esses trechos e não existem tantos caminhos a seguir, o número de totens também fica reduzido. Como agora estávamos em maior número, já tínhamos nos perdido uma vez e o caminho era só subida e descida, o ritmo foi menor e ao final do terceiro vale qual a surpresa? para continuar a trilha é necessário tirar as mochilas das costas e passar no meio das pedras carregando(ou arrastando elas), o que nesse trecho da trilha depois de tanta subida e descida faz a mochila pesar uns 15kg a mais. Depois dessa ainda chegamos em um ponto onde a seta indicava que o caminho era por cima de uma pedra muito alta e do lado dela havia um buraco(uma mini caverna), como estava complicado subir na pedra que a seta indicava, eu entrei no buraco e andei de coque pela esquerda até achar um buraco no teto entre as pedras, subi nele, voltei por cima das pedras em direção a onde a seta indicava, peguei a mochila de todos e ai sem peso nas costas uns subiram a pedra direto e outros foram pelo mesmo caminho. Passando essa pedra falta pouco, mas como em todo caminho, falta uma subida bem ingrime, vá seguindo os totens que não tem erro, essa é a subida final até a base do Itaguaré. Ao final dessa subida, a direita você vai sentido cume do Itaguaré e a esquerda, contornando uma grande pedra redonda pela esquerda você vai sentido a vários platos que são as áreas de camping e a nascente de um rio. Chegamos nesse ponto as 18:30h, já escuro, esfriando e uma chuva ameaçando cair, tudo o que eu queria era pegar água nova, montar a barraca e dormir. O primeiro camping era pequeno e antes do rio, então decidimos continuar com a mochila cargueira até o rio e ver como estavam as outras áreas de camping, o grupo que encontramos decidiu parar por ali mesmo, então fomos só meu pai e eu. Para entrar no rio você segue uma trilha pela direita que forma um túnel e vai caminhando por ela em direção a esquerda sempre seguindo o que deve ser um rio em época de muita chuva. Pegamos só um pouco de água ali pois ainda tínhamos um pouco e fomos em direção ao camping subindo por entre as pedras no escuro só com o headlamp o que não é tão legal assim. Para nosso alivio havia um pequeno espaço nessa área para uma barraca, já havia uma galera acampada lá. Assim que chegamos já comecei a montar a barraca e o pessoal que já estava acampado nos ofereceu um macarrão que eles tinham acabado de fazer, como tudo que eu queria era realmente deitar, só meu pai foi comer. Tudo arrumado, comi só um atum e cama. Essa noite foi bem menos fria que a noite no Marins, mas os ventos foram bem fortes durante a madrugada. Nosso plano era acordar cedo, subir até o cume do Itaguaré e ai ir embora até o ponto de resgate, porém, ao acordamos tudo estava nublado, com ventos fortes, sem visibilidade nenhuma e ai nosso ataque ao cume do Itaguaré já era. Desmontamos tudo então e ai vem a duvida, sem conhecer o caminho, seria uma boa partir por entre as pedras no meio daquela neblina até o ponto de resgate? Nessa o pessoal que estava acampado ali antes já estavam indo embora e perguntaram se queríamos ir com eles pois já conheciam o caminho. Nem precisaram perguntar duas vezes, já colocamos as mochilas rapidinho e os seguimos. Esse primeiro trecho saindo da área de camping é muito ruim, são descidas por pedras grandes e lisas, tinha trecho que era mirar em alguma coisa e descer escorregando e a ajuda deles foi muito bem vinda devido a baixa visibilidade. Como eu disse no outro post, adoro esse espirito do montanhismo de ajuda e por isso nunca negue ajuda a alguém que precisa se estiver ao seu alcance, logo na frente pode ser você a precisar. Após passar as pedras a trilha entra na mata e a descida fica muito bem demarcada, mais ou menos em 2 horas em ritmo tranquilo e estávamos no descampado onde é a área de regaste, já praticamente no fim da descida existem três riachos para pegar água caso necessário. Como chegamos muito cedo, por volta das 10:00h e nosso resgate só deveria chegar lá pelo meio dia ficamos lá conversando com o pessoal que nos ajudou na descida, troca telefone, troca facebook e ai quem sabe novas companhias para outras trips, depois ainda chegou um grupo grande do Rio de Janeiro que também conhecemos na trilha. Em resumo a travessia é espetacular, bem pesada, não recomendo para qualquer pessoa, existem muitos trechos bem técnicos e se for a primeira vez vá com alguém que conheça a região ou contrate um guia. Mesmo não subindo até o cume do Itaguaré valeu muito a pena, tivemos um pôr do sol e uma lua cheia de tirar o folego, fora as belas paisagens que só a Serra da Mantiqueira proporciona e já estava passando da hora de ter essa travessia no currículo. Dicas Planeje bem como será a logística da travessia, quem irá levar e quem irá resgatar se não quiser caminhar bastante em estradas de terra, mais abaixo vou deixar alguns contatos para ajudar nesse planejamento. Leve protetor solar, existem raros pontos com sombra. Sempre caminhe de calça e se possível vá de luva, o capim elefante corta bastante e subir as rochas com a luva ajudam um pouco. Mesmo com os pontos de água indicado, se for fazer a travessia em época de seca leve um pouco de água reserva, melhor sobrar do que faltar. É uma travessia pesada, só leve o que realmente for usar para evitar peso extra. Contatos Carlos Moura: E-mail: [email protected] Telefones:(12) 98109.3292 Facebook: carlos.moura.3998 Milton: E-mail: [email protected] Telefones:(11) 99770.1991 / (11) 98214.1992 Facebook: milton.gouveafranco Guto Guia: Telefones:(35) 3371.3355 / (35) 9169.9878 Facebook: guto.guia Paulo e Marcia(Novos donos do acampamento Base do Marins): Telefones:(12) 3152.4077 / (12) 3152.4977 / (12) 99606.2531 Facebook: alojamento.marins
  48. 1 ponto
    O mesmo digo de Huaraz, no seu caso teria q voltar pra Lima e por conta mas ai vc pode viajar durante a noite chegando pela manha e fazer o mesmo na volta. Tem empresas q viaja das 23hs chegando em torno das 5 da manha mas vc pode visitar os sites das empresas, la tem tudo os horarios, precos e todas informacoes q precisar. Eu indicaria a Cruz del sur, q eh a maior empresa peruana e vc ainda pode tentar pegar um assento Insuperable q eh bem mais conta ou entao a Oltursa q falam que eh a mais luxuosa.
  49. 1 ponto
    Boa Tarde amigos! Necessito do apoio de vocês, não me deixem na mão..rsrs Vou fazer uma viagem de carro na minha lua-de-mel (07/2009) saindo de São Paulo com destino à Maceio e depois Maragogi. Minha viagem pode durar exatos 26 dias. Nunca fui para Nordeste de carro e gostaria de um roteiro de locais inesquecíveis para ficar no caminha de SP à Maragogi. Como já conheço bastante as regiões dos lagos (RJ) e Espírito Santo, não pretendo pousar nesses Estados. A vigem deve durar 28 dias aproximadamente, com saída no dia 30/06/2009 e retorno no dia 28/07/2009 (dia 28 quero estar em SP) . Não conheço Bahia, Alagoas e nem a estrada de São Paulo para lá. Montei esse roteiro (prévia), mas gostaria de dicas, pois no caminho deve existir lugares lindos que não conheço. Gostaria realmente de opiniões. Também gostaria de dicas de quanto dá para ordar em um dia e onde pousar. Capricha galera porque é minha lua-de-mel. rsrs Veja o que pensei, em ** segue minha projeção de Viagem dia e dúvidas** : 1ºPasso : São Paulo – Conceição da Barra (Itaunas) Origem: São Paulo (SP) Destino: Conceição da Barra (ES) Distância percorrida: 1124 Custo de pedágio: R$ 22,80 Número de pedágios: 4 Custo total: R$ 22,80 **Não sei se dá para fazer isso em 1 dia de viagem** ***Não conheço Itaúnas. Vale a pena ficar um dia todo em Itaúnas?*** 2º Passo: Itaúnas - Arraial d'Ajuda/Trancoso Origem: Itaúnas (ES) Destino: Trancoso (BA) Distância percorrida: 323 Custo de pedágio: R$ 0,00 Número de pedágios: 0 Custo total: R$ 0,00 **Pretendo passar de 2 a 3 dias entre Arraial, Trancoso** 3º Passo: Arraial d'Ajuda - Morro de São Paulo (Valença) Origem: Arraial d`Ajuda (BA) Destino: Valença ( Morro de São Paulo (BA)) Distância percorrida: 460 Custo de pedágio: R$ 0,00 Número de pedágios: 0 Custo total: R$ 0,00 **Quais as condições nesses trechos de estrada?** ***Pretendo passar de 3 a 4 dias em Morro de São Paulo*** 4º Passo: Valença (Morro de São Paulo) – Penedo - AL Origem: Morro de São Paulo (BA) Destino: Penedo (AL) Distância percorrida: 554 Custo de pedágio: R$ 0,00 Número de pedágios: 0 Custo total: R$ 0,00 **Também não conheço as condições das estradas nesse trecho*** **Pretendo passar uma noite e um dia em Penedo** 5º Passo: Penedo - Maceio (praia do Francês, São Miguel, Duas Barras, Piaçabuçu) Origem: Penedo (AL) Destino: Praia do Francês (AL) Distância percorrida: 133 Custo de pedágio: R$ 0,00 Número de pedágios: 0 Custo total: R$ 0,00 **Pretendo passarr uns 6 a 7 dias em Maceió** **Condições da estrada nesse trecho?** 6º Passo: Maceio (praia do Frances) - Maceio (Maragogi) Origem: Praia do Francês (AL) Destino: Maragogi (AL) Distância percorrida: 127 Custo de pedágio: R$ 0,00 Número de pedágios: 0 Custo total: R$ 0,00 **Pretendo passar uns 2 a 3 dias em Maragogi** **Condições da estrada nesse trecho?** Senhores, sou marinheiro de primeira viagem para o nordeste.rs. Queria saber se tem algum lugar nesse meu percurso que vale visitar e se vocês têm alguma idéia que quanto tempo eu levo na estrada para fazer esses percursos. Mais uma duvida, será que em julho há necessidade de reservar pousadas nesses locais? Muito obrigado, mas muito obrigado mesmo por qualquer ajuda. Att, Rubens Rodero São Paulo - SP
  50. 1 ponto
    Dá pra ir sim, só que no Panamá tem um trecho de barco. Estou indo para Baltimore sem data definida. Podemos combinar! brigidabrisa aroba gmail ponto com
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