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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 01-08-2020 em

  1. Vão falar mal de você se escolher viajar sozinhx. Vão falar mal de você se escolher viajar acompanhadx. Vão falar mal de você se escolher viajar sem dinheiro. Vão falar mal de você se escolher viajar com economias ou outras fontes de renda. Vão falar mal de você se escolher viver viajando sem endereço fixo. Vão falar mal de você se escolher viajar por curtos períodos de tempo e voltar para casa. Vão falar mal de você se for com uma mochila ou bicicleta baratinhos. Vão falar mal de você se for com os melhores equipamentos. Vão falar mal de você se escolher viajar postando tudo em redes sociais. Vão falar mal de você se escolher viajar sem celular. Vão falar mal de você se escolher viajar e for independente financeiramente de tudo e de todos. Vão falar mal de você se morar com seus pais e puder escolher viajar com a ajuda e o apoio deles. Vão falar mal de você se escolher explorar o mundo para além do batente da porta. Vão falar mal de você se escolher viajar apenas lendo os relatos alheios. O fato é: o tempo passa, as gerações mudam e VÃO FALAR MAL DE VOCÊ. Então, o que você tem a perder em escolher fazer as coisas do SEU jeito? Talvez você possa perder tudo. Talvez descubra que nunca precisou do que temia perder. Talvez descubra que ganhou muito mais do que jamais será capaz de relatar. Só dá pra descobrir com coragem. A coragem de escolher ser você através dos seus próprios passos, da sua própria caminhada. E pode dar muito errado. E pode dar muito certo. Tudo vai depender da sua capacidade de aceitar a impermanência, e do seu desapego em cima das suas própria ideias e crenças do que é "dar muito certo e dar muito errado". Já disse em um relato e volto a repetir: se você escolher ficar paradx dentro do seu quarto ou cair no mundo com uma barraquinha sem rumo, você vai precisar ter as mesmas necessidades básicas atendidas: vai precisar se alimentar, se banhar e dormir minimamente em segurança. Como cada um vai conseguir suprir essas necessidades é a magia do caminho. Porém, reforço: o mundo não nos deve absolutamente NADA. Autossuficiência para as necessidades mínimas é algo louvável para a entidade humana encarnada. Ponto. Não importa onde esse ser humano esteja e nem o que esteja fazendo. Mas não vamos confundir autossuficiência com a ilusão de que só vamos "mendigar" viajando se formos com nenhum ou pouco dinheiro. Ninguém, absolutamente NINGUÉM, faz nada sozinhx. Ainda que você viaje com os bolsos cheios de dinheiro, você vai precisar dos outros. A diferença é que, se você conseguir o que precisa pagando vai se caracterizar o comércio. Se conseguir sem precisar pagar, laços são criados: de amizade e fraternidade, de comunhão, de irmandade... E lembro que a maior mendicância que todxs praticamos é a emocional. O Olinto sabiamente já nos disse que uma viagem é feita de lugares E pessoas ( https://youtu.be/5qwW3qI-kXk pra você que não conhece o Olinto ). Uma das grandes sacadas - se não a maior de todas - de viajar é aprender a se relacionar consigo e com o outro. E, para isso, nossa conta bancária é irrelevante perto do conteúdo do nosso coração e das palavras que saem da nossa boca. Vão falar mal de você. E eu sinto muito por isso. Mas sinto mais ainda por quem escolhe falar mal ou criticar as escolhas alheias... O que te motiva a ir? O que te motiva a ficar? Quem determinou os seus limites em vigor? Está fugindo? Está buscando? Que possamos ir além das coisas que já nos machucaram para que não nos tornemos essa dor para os outros. Quando eu critico a escolha do outro, estou mostrando onde me machucaram... ******* Faz 6 anos que escolhi ser viajera-nômade-voluntária e, no auge dos meus 32 anos, esse é meu último relato para o fórum. Desde aquele final de 2014 quando comecei na arte de ser micróbio ( https://youtu.be/E2xYfyEANMw pra você que não sabe o que é ser um micróbio na sociedade), tantos foram os lugares e maneiras de viajar que me permiti experienciar... Sozinha, acompanhada, sem dinheiro, de carona e só com doações, com trocas (mangueando artesanato), contribuição voluntária, bicicleta com venda de artesanatos, de ônibus, em navio cruzeiro... Até que cheguei no voluntariado através de obras de caridade de instituições religiosas das mais variadas vertentes. E me encontrei. Sou grata àquela menina que saiu com um pedaço de papelão e uma mochila pedindo carona na BR, sem nem ao menos ter documentos. Ela permitiu que essa mulher que escreve hoje encontrasse sua maneira de servir no mundo. Sou grata a menina que não conseguia aceitar que a vida só se tratava de pegar filas, pagar boletos e vestir calças. Sou grata por ela ter duvidado do mundo que o Datena vende. Sou grata. E que essas palavras possam te incentivar a ser você mesmo. Independente das coisas que já leu, ouviu, aprendeu. Sempre terão novas coisas para ler, ouvir e aprender. Do SEU jeito. Dedico este post a cada pessoa que teve a coragem de ir e, mais que isso, teve a coragem de se expor e dividir como foi. Obrigada, mochileiros.com! "Perguntas-me como me tornei louco. Aconteceu assim: Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!” Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E, quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!” Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós." in O Louco, por Gibran Khalil Gibran.
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  2. Galera, gostaria de compartilhar com vcs algumas informações sobre minha trip roots. Pode ajudar vcs minha ideia era sair em grupo fiz uma grupo no whats com umas 10 pessoas. muito confirmaram no final só 3 foram. Meu nome é Francisco, eu larguei trabalho, casa a porra toda e saí pelo mundo em 01 de Janeiro de 2019. Destino até onde a natureza quiser. Objetivo: aprender a prosperar do zero. Aprender novas habilidades e Conhecer novos lugares, culturas e pessoas. Meu estilo de viagem no começo era rápido, mas sem distino fixo vi que gastava muito dinheiro, então desacelerei ao ponto de passar mais de um ano em uma cidade, resultado ao invés de gastar dinheiro comecei a ganhar dinheiro, uma grande mudança. Conheci: Brasil: lugares de Recife té o matogrosso do sul, não tanto porque no início tinha que me reunir com os parceiro de trip. Bolívia, Parte da Argentina, Parte da Bolívia e Paraguay. Minha atual localização: Foz do Iguaçu Próximos passos: outro mochilão roots pela América do Sul ou Europa agora em grande estilo porque ganhei muita experiência. Quem se interessar manter contato comigo: me segue nos instagram: @chicoalhandra ou manda um email pra [email protected] - Quem sabe não rola uma nova parceria aí. AGORAS AS DICAS: PARCEIROS - Arrume pessoas comprometidas com a causa ou vc termina ficando sozinho. Combinei sair em grupo com umas 10 pessoas, muitos confirmaram, no final só 3 foram comigo. Uma coisa que aprendi é que a estrada interage com você, novos parceiros surgem e alguns seguem outro caminho ou vc segue outro caminho. Mesmo se vocÊ sair sozinho encontra um parceiro pelo caminho. Saímos em 3, um segui conosco até meitade do caminho, depois ficamos só eu e uma menina brasileira que mora na espanha, depois encontramos um alemão em um trem e ele seguiu conosco, depois eu não pude continuar e a menina seguiu com ele, depois ela encontrou outros e seguiu com eles. conexões se formam e se desfazem o tempo todo. Isso é interessante e bom. CARONA - Melhor lugar pra carona é posto de gasolina e restaurante de beira de estrada, Só caminhoneiros dão carona, em último caso tento carros pequenos. Dedo é furada, melhor forma é falar direto com o motorista e explicar a situação, minha primeira carona na vida consegui assim e foi na primeira tentativa. Em último caso se não for rota de caminhão uso dedo. Brasil é ótimo pra carona, dizem que argentina também, bolívia não rola eles cobram pela carona (mas bus é super barato lá). LOCOMOÇÃO - Carona é o melhor, mas vá preparado que algumas vezes é preciso seguir a pé. Bike fiz 1000 km, mas é cansativo, melhor se preparar antes, e vc gasta muito dinheiro porquê para manter a energia é preciso comer bastante principalmente doces nutritivos tipo paçoca. Blablacar pode ser útil em emergência é mais barato que bus. DORMIR - Melhor forma barraca que venha com capa de chuva é importante, usei uma básica, mas uma ou outra vez molhou tudo. Isolante é importante, não usei, mas dormi no chão duro cheio de pedras, é foda. Melhor lugar pra camping posto de casolina, praia, parques ou natureza no geral. No posto é só chegar de boa já no final da tarde, antes de tudo parar e analisar o ambiente, localizar o melhor lugar escondido e que não incomode o pessoal do posto. feito isso analisar os funcionários e localizar o frentista que parece ser mais de gente boa ou doideira é perguntar se naquele local ele acha que vc pode armar a barraca para descansar e sair logo cedo. Geralmente, conversando depois rola um banho free (eles custam entre 2 e 4 reais). Às vezes quando muit ocansado ou em lugar turístico me permiti uma ou duas diárias em hostel ou camping. Pra que quem trabalhar na cidade dá pra ficar de mensalista nesses lugares ou voluntariado. COMIDA - É só pedir nos restaurantes perto do final do horário de almoço. Se vc não quiser esperar vai na cara de pau e pede às 12h que eles dão. É só dizer que não tem dinheiro. Ou pedir por uma sobra que não será vendida se for o caso de estar pedindo perto do final do almoço. Ambos funcionam, falar que viaja sem dinheiro não é bom. Se vc não conseguir no primeiro, no segundo vai. No começo eu esperava o final do almoço, mas aí minha amiga cansou um dia de esperar e começamos a pedir há qualquer hora daquele dia pra frente. Na época que eu viajei de carona eu comi melhor do qeu em casa, era churrasco todo dia. BANHO - Aproveite cada oportunidade pq às vezes pode rolar um ou outro dia sem banho. Vale tudo: postos, rio, ducha nas praias, pedir pra nas pra os trabalhadores nas obras, carrafa pet de 2 ou 3L salva sua vida se achar uma toneira enche 2 delas e já rola um banho. Sempre carregue uma por carantia. ÁGUA PRA BEBER - Só pedir nas casas ou pegar nas toneiras. Não levar cantil, o melhor é garrafa pet. TRABALHO EM TROCA DE ACOMODAÇÃO - Muito bom, é só falar com o pessoal dos hosteis com antecedência, diz quando vc vai chegar na cidade. É uma ótima opção vc tem uma casa, comida e roupa lavada em troca de algumas horas de trabalho limpando piso, banheiro, atendendo hóspedes, arrumando cama. No Brasil também rola muito isso. também te dá uma oportunidade para aprender coisas novas, aprender novas linguas falando com a galera do hostel. Conhecer a cidade mais a fundo. Procurar trabalho, ganhar dinheiro fazendo sabe-se lá o q vcs inventarem. DINHEIRO e GASTO - Querendo ou não vc precisa de dinheiro é bom levar o máximo que conseguir e não gastar com besteira, só com coisas essenciais. Não existe isso de viagem sem grana, se vc não levar vai ter arrumar um jeito de ganhar pelo caminho vale vender brigadeiro, bolo, sanduiche, água no sinal ou nas praças. Água mineral é bem rentável. Já subi em abacateiro catei um monte e levei pra vender na feira eu e um amigo fizemos 80 reais chegando tarde na feira. QUANTO MAIS LENTO VC VIAJAR MENOS DINHEIRO VC GASTA. Eu passei um ano em uma cidade e recuperei o dinheiro que gastei na viagem inteira. Se algum de vc é designer gráfico dá pra ganhar uma grana viajando, também dá pra vender suas fotos da viagem, eu sei que dá porque recentemente estou desenvolvendo um projeto pra tentar ganhar algum dinheiro com isso e sei que funciona porque já começou a render alguma coisa. É pouco mas já garante uns almoços, ou uma diária de hospedagem. EQUIPAMENTO: Não comprar nada além do essencial, vai só fazer peso e vc acaba largando pelo caminho porque não te serve de nada. Necessário barraca, mochila eu uso uma baratinha não é cargueira, ela é 40L acredito e expande pra 55 se eu não me engano, posso informar depois se alguém se interessar em saber, cabe minhas coisas quando expandida e normal posso usar como bagagem de mão pra avião (minha ideia era europa, por isso peguei ela, mas optei por america do sul). Bota é inútil e pesada, fui de chinelo de Recife em pernambuco até o Salar do Uyuni na bolívia, bike, carona, a pé. depois voltei pro brasil. O chinelo me serviu muito bem. É confortável. E como disse um mochileiro no youtube: É melhor entrar num restaurante com o pé levemente sujo de poeira do que fedendo a um chulé. Roupas nada de roupas especiais, só o básico e nessa vida andarilha MENOS É MAIS, se vc precisar de algo compra em bechó paga 5 reais por peça a medida que forem gastando. Um chapelão daquele de tecido tipo do exercito é útil o sol é foda. Talvez umas luvas pra braço daquelas de motoboy, são leves e não ocupam espaço. Nada de roupa de frio, isso se compra em brechó quando vc chega em um lugar frio. Panela leivei mas nunca usei, não precisa. Eu levaria um canivete daqueles com talheres e pronto lanterna USB me foi útil vc recarrega em qualquer lugar e ajuda nas caminhadas noturnas, tambem adptei ela pra usar na bike. Levei uma pequena caneca daquela de aluminio do exercito, usei muitas vezes mas não é tão necessario. Pretendo largar a panela e continuar só com a caneca. NADA DE LIVRO, COISA PEQUENA QUE ACUMULA PESO. Pra ler PDF no celular tá de bom tamanho. NAVEGAÇÃO: baixem o app MAPS.ME e baixem os mapas offline, é melhor que google map e tem GPS se precisar. Ele nunca me deixou na mão. O QUE APRENDI VIAJANDO: Comunicação, fazer dinheiro do zero, gerenciamento financeiro, profissão de recepcionista de hotel, inglês e espanhol (aprendi o básico em casa, e o resto no hotel falando com o povo). E um par de habilidades de sobrevivência urbana. Insta: @chicoalhandra email: [email protected]
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  3. Estou pensando fazer um mochilão pela bolivia, chile e peru em janeiro de 2022. Alguem tem interesse ? Eu sei que está longe, mas podemos compartilhar as ideias kkkkkkk.
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  4. INTRODUÇÃO Bom dia pessoas! Segue o relato da viagem em grupo que fiz neste final de semana (dias 15 e 16 de maio de 2021) até o município de Alfredo Wagner/SC, conhecida também como a capital catarinense das nascentes de Santa Catarina. Foto do grupo, no estacionamento - início da 'trilha de acesso'. De lá, seguimos por cerca de 17km em uma estrada do interior que leva até o ponto de estacionamento que dá início à 'trilha de acesso' aos Soldados Sebold. O caminho de carro até lá é de fácil acesso, você consegue se localizar através do GPS sem qualquer dificuldade - e quando a estrada no Maps acaba, haverão placas indicando o final do percurso até o estacionamento. É cobrada uma taxa de R$ 10,00 por veículo para deixa-lo estacionado (apenas dinheiro). Caso tenhas um veículo 4x4, podes seguir por um acesso que leva até ao acampamento (todavia você perde a chance de fazer a 'trilha de acesso'). Para poder acessar a fazenda particular onde os Soldados Sebold estão, é necessário reservar com antecedência (mas vi pessoas chegando de carro na hora e negociando na recepção - todavia não indico pois corre-se o risco de não haver mais vagas). Informações específicas sobre valores e reserva podem ser obtidos diretamente no site deles: www.soldadossebold.com.br. Estávamos em um grupo com 06 pessoas, fizemos a reserva com duas semanas de antecedência, e conseguimos apenas vagas para o 'acampamento alto' - todas as opções de hospedagem (refúgios) e as vagas no 'acampamento baixo' já estavam ocupadas. O valor por pernoite acampando é de R$ 50,00 por pessoa, com acesso à toda estrutura da fazenda (mesmo que você esteja no 'acampamento alto'). Bem, abaixo vou segmentar o relato, em ordem cronológica, falando das trilhas e da fazenda... TRILHA DE ACESSO Como já havia pontuado acima, a trilha começa no ponto de estacionamento, e segue inicialmente por uma larga estrada rural, passando em dois momentos por rios rasos, e depois um forte aclive até uma interseção que faz os caminhantes subirem o paredão por uma passagem, e depois retorna para uma estrada rural que leva até ao acampamento. O caminho em si é fácil, com apenas 7km (conforme nosso mapeamento - no site consta cerca de 6km) e 414m de elevação (qual se acumula após passar do segundo rio, até o topo do paredão). Ambas as passagens pelos rios podem ser feitas pelas pedras (com um pouco de trabalho - não tem um caminho bem definido). Ou tirando os calçados e passando pela água que chegará até a canela. Eu atravessei com botas de trilha de cano alto, pelas pedras. Primeiro rio, no primeiros momentos da trilha de acesso. Segundo rio, logo após o primeiro. Após o segundo rio, não demorará para chegar no início de um aclive acentuado pela estrada, com muitas pedras soltas. Ele é longo e sinuoso. Em certo momento, facilmente poderá se perceber um desvio para a esquerda (há inclusive marcações e uma plaquinha), onde saímos da estrada e pegamos uma trilha que nos levará até o topo do paredão. Trata-se de um caminho bem definido, com também muito aclive, e no final o solo argiloso fica úmido (mesmo em um dia ensolarado). Já no topo do paredão é possível ter o primeiro vislumbre das formações montanhosas (e dos Soldados Sebold) ao final do vale. Caminho pelo pasto logo após a subida do paredão (depois daqui quase não haverá mais aclives). A trilha percorre um pasto, disputando o espaço com algumas vaquinhas, e culmina na estrada rural, que ziguezagueia por cerca de 2km até a entrada da fazenda, com pequenas subidas e descidas. Quase chegando a porteira, temos ainda uma elevação considerável para encarar. Estrada rural que segue até a entrada da fazenda - já dar para ver os Soldados Sebold ao fundo. ACAMPAMENTOS BAIXO E ALTO Quando você chegar na porteira da fazenda, um funcionário verificará se os nomes estão na lista de reservas, daquele ponto a estrada se divide, com um caminho descendo até o 'acampamento baixo', e o outro subindo até o 'acampamento alto'. A recepção, os refúgios, os chuveiros, a lojinha/bar e praticamente toda estrutura da fazenda ficam no 'acampamento baixo'. Lá há sinal de wifi, tomadas para recarregar os equipamentos, água quente para banho e luz. Na cozinha compartilhada tu encontras um fogão e uma geladeira. Há algumas (poucas) mesas distribuídas pelo espaço, e também, obviamente, áreas para acampar distribuídas ao redor de toda estrutura. Um dos refúgios para locação na frente, a cozinha comunitária e outro refúgio ao fundo - parte da estrutura no 'acampamento baixo'. Há dois sanitários, três pias, e dois chuveiros (e também há um banheiro/chuveiro numa casinha de madeira pequeninha). Um dos chuveiros não estava esquentando nesse final de semana, e os demais ficavam mais 'fracos' quando ligados simultaneamente. Ah, a água é potável em todo acampamento! A lojinha/bar serve frituras, bolos, pinhão (nessa época) e outras coisinhas (camisas). Há também refrigerante e cerveja (Ecobier). Os preços são justos (considerando o isolamento do lugar - uma Ecobier de 600ml sai por R$ 10,00). É aceito cartão de crédito. Naturalmente pede-se para que todos tenham a sensibilidade com a questão do lixo, e no 'acampamento baixo' há um local para depósito de reciclados. Diferentemente do 'acampamento baixo', no 'acampamento alto' quase não há estrutura. Basicamente é um pasto enorme com vários pontos dispersos de acampamento (o espaço é bem amplo). Existem algumas torneiras distribuídas, e também uma pia. Tem uma casinha de madeira com um vaso, e ao lado de fora outra pia - mesmo durante o dia fica escuro lá, necessitando de uma lanterna para usar. Não há pontos de energia, nem luz, nem mesas - enfim, tem uma pegada mais selvagem. Conexão entre o acampamento baixo e alto, com aclive acentuado e cerca de 600m. Um dos lados do acampamento alto (ele é bem amplo), em foco o banheiro. Nós acampamos nessa área, e foi super de boas. É um pouco difícil achar áreas planas (eu não consegui - instalei a barraca da melhor forma que deu, mas ainda tinha desnível, e quem acampa sabe como isso é chato). Parece que os proprietários da fazenda estão tornando o local mais 'acessível' a outros públicos turísticos - estão sendo construídas cabanas e já vimos postes instalados nessa área (tudo indica que futuramente haverá energia aí também). Tivemos um azar terrível de um outro grupo acampar perto de nós, e fazer barulho (gritos e musica) até tarde. Mesmo havendo avisos sobre a questão de silêncio, parece que esse pessoal aí não sabia ler, ou muito menos ter mínimo de bom senso. Como a balbúrdia começou já no inicio da noite, não tivemos a chance de nos instalarmos em outro canto mais silencioso - e tivemos que aguentar a macaquice desses 'doutores' (uma ficava toda hora dizendo que tem CRM, outro que era engenheiro - uma piada pronta). Enfim, vale pontuar que os acampamentos ficam cerca de 600m um do outro. A distância não é muita, mas há um desnível considerável entre ambos, tornando essa caminhada extenuante. Tivemos que faze-la umas três ou quatro vezes durante nossa estadia. TRILHA ATÉ A BASE DOS SOLDADOS Essa trilha nos permite subir até o ponto de tocarmos a formação de rochas e arenito de Soldados Sebold. A fizemos no início de domingo, logo após nosso café da manhã. Ela começa em um dos extremos do 'acampamento alto' (há sinalização) e consiste em um aclive pesado por cerca de menos de 1km, onde chegamos no topo. Eu achei a subida perigosa, com muitos pontos que passava pela beirada, sem nada para impedir uma infeliz queda. O caminho também exigia que por vezes você deveria subir 'de quatro', usando as mãos para se segurar (e na boa, não é zoeira). Totalmente impossível de subir quando úmida. Mas obviamente, a visão lá de cima é extraordinária! Subida da trilha da base dos Soldados Sebold, com nuvens baixas. Outro ângulo durante a subida, em direção aos paredões. Captura de parte do acampamento alto, durante a subida para a base dos Soldados Sebold, cerca de um terço do caminho (sobe muito mais). Do mirante do topo, é possível subir por mais uns poucos metros e tocar nos Soldados Sebold, e deste caminho têm a opção para descer pelo caminho alternativo (que foi qual tomamos). É possível perceber que pouca gente opta por ele, dadas as condições da trilha (muito mais fechada e menos definida - mas sem problemas para navega-la). Ele é mais longo, mas achei mais seguro (apesar de também haverem pontos de exposição ao 'infinito'). Ao final você chega na interseção da trilha que leva para o 'arranha-céu' (uma trilha mais complicada que não fizemos, e exige reserva com guia credenciado), e volta por um caminho batido ao lado de um córrego até os pastos do 'acampamento alto' novamente. A trilha deu 2.5km (segundo nosso mapeamento), com 437m de aclive acumulado - esquecemos de mapear bem o início dela, então os números podem ser um tanto superiores. CÂNION DO LAJEADO Logo que terminamos a trilha até a base dos Soldados Sebold, retornamos para nossas barracas e começamos a levantar acampamento. Demos uma paradinha ainda no 'acampamento baixo' para usar os banheiros, tomar uma cerveja e seguimos pela 'trilha de acesso' para retornar até o estacionamento. Logo que saímos da fazenda, passados uns 400m, há a possibilidade de acessar o Cânion do Lajeado. É uma trilha extremamente curta e simples (só há uma escada para descer a parede), e tem um cenário bacana. Não custa nada a paradinha. Conforme você avança o cânion vai afunilando, mas necessita entrar na água. A volta foi tranquila, eu sempre acho mais fácil descer do que subir, então foi suave! Depois, bastou pegar os carros e encarrar a estrada até em casa. CONCLUSÃO Gente, vale muito a pena conhecer esse lugar - e eu sugiro ter essa experiência nesses moldes que adotamos. Fazer a 'trilha de acesso' e subir até os Soldados Sebold. Nós só subimos no domingo pois chegamos tarde no sábado, e ficava muito corrido tentar. O local é bem agradável para passar o dia, dá pra ficar curtindo a paisagem com tranquilidade. Infelizmente grupos barulhentos são comuns em todos os cantos, eu nunca vou entender a necessidade dessas pessoas virem para um canto de sossego só para fazer barulho (e ainda por cima gritar 'ninguém dorme')... e isso definitivamente estragou bastante a experiência para mim. Eu achei a fazenda bem estruturada, e o local é bem movimentado. Para nosso grupo, desconsiderando combustível, a despesa média ficou em cerca de R$ 80,00 por pessoa (considerando comida, besteirinhas que compramos por lá, entrada/pernoite e estacionamento). Naturalmente daria de fazer com muuuito menos. Enfim, foi um resumo da atividade, certamente deixei coisas de fora. Qualquer dúvida basta deixar uma mensagem que estarei respondendo! Eu praticamente no topo! @alankinder
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  5. Hoje ao acordar notei que tudo estava mais lindo, mais colorido, podia enxergar a alegria estampada em pequenos detalhes e afazeres. Não tinha como ser diferente afinal, não são todos os dias que fazemos aniversario, hoje dia 07/02/2018 faz exatamente 1 ano desde que sai do comodismo, do comum, da rotina estafante que vivemos, e continuamos, sabe por que ? por que temos a sensação de estar tudo bem, esta confortável, por que mudar algo que pensamos ser o melhor, afinal é seguro. Mas eu não, eu pensava diferente, não estava legal, não me completava, apenas me absorvia mais e mais, até que em certo ponto cansei de toda essa vida monótoma, e aqui estou completando 1 ano de viagem. Já contei minha historia aqui no grupo uma vez, mas vou contar uma segunda, pois sei que muitas pessoas mudaram sua forma de pensar e ver o mundo a partir do post que fiz. Sou christopher hoje com 23 anos, estou na cidade de Balneário Camboriú. Bom eu era normal como todos somos, o tipico jovem brasileiro, trabalho, casa, carro, relacionamento, amigos, festas etc. Mas certo dia algo mudou, não tinha mais aquela animação pra ir trabalhar, não tinha animação pra sair com os amigos, não tinha animação pra sair nem da cama se quer, apenas olhava tudo esvair de mim aos poucos, mais e mais, e cada vez mais era pisado pelo black dog, e me afundado em depressão, foi então que acabei saindo do emprego, pois não tinha animação pra ir, com o passar dos dias veio o termino do meu noivado, isso foi uma marretada para a angustia de um depressivo, logo as contas de fim de mês começaram a chegar, acabei vendendo meu carro para pagar-las e liquidar toda e qualquer divida que tinha. Então ali estava eu fechado em meu mundinho obscuro, cercado de pensamentos suicidas. Mas, surge aquela luzinha ao fim do túnel, então resolvo que eu tinha que sair dessa, minha vida não podia acabar ali naquela casa, sozinho, eu era mais que tudo aquilo, não era possível que vim ao mundo pra viver até os 22 anos e ser lembrado por amigos e familiares como o depressivo que se suicidou. Fui ao meu computador e resolvi terminar com tudo de uma vez, consultei o santo google ''Como sair de uma depressão'' eis que apareceu varias e varias coisas, abrangendo uma gama de assuntos sobre, mas algo me chamou muita atenção, ''viajar é o melhor anti-depressivo'' estava ali, era só absorver essa informação, mas poxa ''sou pobre, como vou viajar e conhecer o mundo ?'' consultei o google mas uma vez ''como viajar sem dinheiro'' advinha onde fui parar ? ''mochileiros.com'' me encantei com os relatos de viagens, pessoas que saíram meteram a cara com pouco e as vezes nada, então estava ali, era o que eu queria pra mim naquele momento, depois de me aprofundar nas teorias de viajeros, e aprender o ''básico'' sobre sobreviver na estrada, estava focado em sair, logo arrumei a bolsa que carregava meu antigo notebook, coloquei umas roupas, peguei minha carteira que tinha 170 reais e sai no outro dia logo cedo, as 7 horas da manhã do dia 7 de fevereiro peguei minha primeira carona de Cafelândia do Oeste para o mundo. e assim segui, conhecendo lugares incríveis, um mais lindo que o outro, conhecendo pessoas, pessoas essas que são como anjos para quem vive pela estrada, escuto muito dizerem que existe muita maldade no mundo que vivemos, mas acredite é minoria, a bondade é imensa quando você se permite mais. Bom, conheci o mar pela primeira vez no ano passado, quando sai de Cafelândia, sai com proposito único de realizar meus sonhos, e conhecer o mar era um deles, então fui ao litoral Catarinense, passei por lugares no Parana, São Paulo, uma beiradinha do Rio de Janeiro, Minas Gerais (estado que eu era encantado desde pequeno) Espirito Santo, e em cada lugar que ia, aprendia algo diferente que sempre me moldou a tornar-se um ser melhor, mais feliz, foi onde vi, que tudo de mal que vivi antes de meu renascimento, serviu apenas para mostrar que eu estava vivendo errado, e era necessário mudar minha forma de viver. para quem leu até aqui, muito obrigado, desculpa tomar tanto tempo, deixo para você uma frase para refletir ''Permita-se mais, não deixe para depois, o que pode ser feito agora, o depois pode não vir a existir''
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  6. Acho que depois de deletar Twitter e nem entrar mais no Facebook, aqui vai ser o próximo lugar que eu vou ter que evitar. Começo a ver o domínio da polarização, os comentários exaltados.... enfim Existiu uma quarentena muito bonita lá no final de março. Todo mundo ficou em casa, muita gente deixou de ir trabalhar. Isso não foi só no Brasil né, a gente sabe. Abril ainda tudo parado. Maio já começou a ter pressão popular mesmo pra que as coisas começassem a voltar. E agora o que vemos é que não adianta mais segurar. As pessoas não aguentam mais. Deveriam aguentar? Sim! Mas aguentam? Não! Cansamos de ver festas nos sítios. Sabemos que se 2 ou 3 amigos não estiverem reunidos em um bar eles estarão reunidos na casa deles, mas estarão reunidos. Juízo de valor, o que é certo e o que é errado, tudo isso nas palavras é muito bonito, mas a realidade é outra. Hoje, setembro, não adianta mais pregar o fique em casa, não cola mais. As pessoas (aqui eu tô falando da maioria da população) não ficam mais. Se lá no fim de março e abril elas ajudaram o governo pq acreditavam que se ficassem em casa iam salvar vidas, hoje elas já viram que ficando em casa ou não é isso que tá aí. Essa é a realidade. Seria lindo se todo mundo ficasse em casa hoje pra parar o vírus? Seria! Isso vai acontecer? Infelizmente não mais. A população está saturada. Isso é um problema só do Brasil? Eu vi nos jornais protestos contra a quarentena nos mais diversos lugares do planeta. Seria lindo uma sociedade onde todos priorizam a saúde à frente da economia né? Mas a gente sabe que vivemos num mundo em que se a economia parar, graves reflexos vem pra vida de muita gente. Precisamos do gari, da enfermeira, do caixa de supermercado. A manicure precisa de alguém pra fazer as unhas, o barbeiro precisa de alguém pra cortar o cabelo, o garçom precisa de alguém consumindo no bar, a camareira precisa de hóspedes...até quando todos esses profissionais poderão ficar em casa esperando uma vacina? O que o governo paga não os sustentará Não estou falando de praias abarrotadas. Vamos nos ater no título do post. Voltar a viajar. Não significa entupir uma praia de Copacabana. Pode ir no seu próprio carro pra uma praia isolada. Pode ir pra uma pousada na serra. Quantas pessoas não podem surtar por ficar em casa? Ou pode morrer de suicídio? De Covid não pode morrer mas de suicídio pq não cuidou da saúde mental... (Off topic) Estamos expostos a riscos todos os dias. Viver é um risco. Saiu de casa pode morrer atropelado, assassinado, em acidente de trânsito ou infartado de repente. Eu sei, isso não tem nada a ver com o coletivo. Seria tão lindo uma sociedade que pensa em coletivo. Mas qual é a realidade que vivemos? Bem, já tô viajando demais é aqui escrevendo. Com sorte ainda volte a postar aqui algum dia
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  7. Essa é um dos momentos mais bizarros que já passei viajando. É sério. Primeiramente, o relato só vai fazer sentido se todos souberem o que é couch surfing. Couch Surfing é um site que disponibiliza a conexão entre pessoas que querem oferecer hospedagem de forma gratuita pra viajantes. Eu procurei diversas casas em Santiago, mas só houve uma pessoa que me respondeu, e que é a responsável por esse perrengue. A história começa com meu voo atrasando horrores porque tivemos problema no trem de pouso. Com o atraso de quase 5 horas, eu cheguei na casa da chilena super tarde, e ela já não estava me esperando. Mando mensagem e nada, nada da chilena. Achei que a bonita não existia e era só uma trollagem do século XXI. Esperei por 3h na calçada. Fui na portaria confirmar se a menina morava no condomínio, o porteiro super gentil, confirmou e me deixou entrar esperando na sala de jantar do condo. Quando a querida chega, pede pra eu deixar minha mochila na casa que íamos sair, buscar a filha dela num amigo. Lá vai Gustavo no primeiro rolê chileno, buscar a filha da guria. Chegamos na casa onde a filha estava, e eu inocente, achando que era só buscar e voltar. Entramos na casa, ela me apresenta pro marido da amiga, me deixa na sala e vai pro quarto fofocar. Uma hora e trinta minutos conversando com o marido da menina, com quem eu não conseguia trocar uma palavra decentemente em espanhol. Essa foi minha primeira noite chilena. A casa da Martha (nome fictício), era muito longe do centro, cerca de duas horas, e na manhã seguinte ela me ofereceu uma carona. Ps.: acordei com um café da manhã na cama muito sensacional. Martha estava indo levar a filha numa sessão de fotos, e perguntou se eu não queria ir com ela. E ela me deixava no centro. Fui. A carona teve um preço: entrar no estúdio de fotografia com ela, conhecer a mãe, e ficar 45 minutos segurando roupas pras fotos da filha. Nessa segunda noite começaram a acontecer as bizarrices. Eu voltei do meu rolezinho em Santiago e Martha me pede uma coisa: Gustavo, você troca o pneu do carro? Acho que furou. Queridos, eu nunca tinha trocado um pneu, mas ok, fui pro serviço. Quando voltei, Martha tava de camisola no sofá, me chamando pra assistir tv com ela. Eu estranhei, mas beleza. Ela começa a me contar que assistia muitos canais do Brasil pq tinha um tv box e pegava canais pagos do nosso país tupiniquim. Me mostrou telecine, sportv, globo... até que começou a mostrar sexy hot. Sim. Ela começou a por uns pornô pesadão na tv, e como vcs sabem, eu sou bem tímido. Além disso, pegar a Martha não tava nos meus planos, quiçá partir pra cama. Dei meu maior migue dizendo que precisava tomar banho, estava sujo de pneu de carro e larguei ela na sala. No outro dia pela manhã, não teve café da manhã muito menos carona. Nesse terceiro dia, conheci uma galerinha na cidade, e marcamos de sair à noite. Fui para o bar, e quando me dei conta já era 2 da manhã, e eu precisava que a Martha estivesse acordada pra abrir a porta, ou deixasse a chave para eu entrar. Mandei mensagem e ela disse que tava me esperando. Chego em casa, e ela me pergunta se eu não queria ver um filminho com ela. Tentei contornar a situação dizendo que estava meio tarde e que amanhã assistia. Ela fica revoltada dizendo que ficou me esperando acordada até agora e que seria sacanagem eu não ver o filme com ela. Eu dou algum migué (não lembro qual haha) e vou pro banho e minha cama. Quando chego na cama, a Martha vem e deita comigo. Eu rezava, pedia pros deuses, pra oxalá, Jesus, Buda, pra todas as entidades que me deixassem ser um homem de paz. Mas aquela menina queria. Ela se esfregava, passava a mão em mim, e tentava num estilo Mário Jr, me seduzir a qualquer custo. Até que começa a reclamar que a calça dela tava incomodando-a, e simplesmente tira. E eu pensando, meu Deus, tem uma guria de calcinha na minha cama que eu não quero nada. Essa mina vai me comer daqui a pouco. Criei coragem, respirei e fui beijar ela, numa tentativa de falar que o resto a gente fazia outro dia. Quando beijei, pareceu que todo aquele tesão acumulado explodiu, e ela me empurrou e disse: eu tenho namorado. Não. Eu não estou zoando. Isso não é uma história pra ganhar likes. Ela fucking tinha um namorado! Que estava viajando na Europa!! Martha levanta, pega a calça e vai pro quarto dela, e eu fiquei numa mistura de MANO que que ta acontecendo. No dia seguinte ninguém se fala, ela não olha na minha cara. Penúltimo dia, Martha volta a falar comigo, e pede ajuda com umas entregas. As entregas eram filhotes de poodles, Martha estava vendendo eles e me chamou pra entregá-los. Essa foi a teoria. A prática: tive que ficar segurando 5 filhotes de poodle dentro do carro por 2 horas enquanto ela fazia as “vendas”. Entrei em 4 casas de chilenos desconhecidos, e me vi como traficante de poodle. Segue uma foto fazendo VISITAS ahahah. Eu nao sabia se ria ou chorava, eu não queria aquilo kkkkkk. Último dia: aviso Martha que nesse dia a noite eu ia continuar a viagem. Ela se desespera. Começa a dizer que vai terminar com o namorado porque quer ficar comigo. Pede desculpa pela noite que “me deixou na cama”. Que dessa vez vai ser diferente. Me pede pra eu ficar só mais uma noite, pra ser “inesquecível”. Meu irmão; eu só queria carpir o trecho. Peguei minha mochila, meu busão, e segui viagem Se você leu tudo, acho engraçado, tem mais histórias no meu Instagram: @klimza8
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  8. Se o mundo não acabar, lá vou eu kkkkk Já não dava para adiar o inadiável, tinha de ser agora ou sabe se lá quando. Sai de Porto Alegre às 13 horas do dia 28, previsão de chegada lá por volta das 16 horas. Passagem de volta só na Estação Rodoviária de Muçum, vou lá pegar a minha kkkk As estradas para o interior são muito boas, a paisagem é agradável aos olhos a primeira vista. Em Guaporé desci numa calçada, vi um táxi e pedi para me levar até o Hotel 55 54 9106-7404 Ande com um pouco de dinheiro rapaz, tive que ir numa agência sacar para pagar o taxista. No Hotel Rocenzi ninguém usava máscara, foi assim até o dia seguinte a minha saída. Fim de tarde tive que ir num mercado local debaixo de chuva, por insistência do Sr. Rocenzi levei seu guarda-chuva rsrs Tudo de boa no hotel, só aguardar pelo dia seguinte. Meu plano era sair sem café da manhã e caminhar até os trilhos, só que não. Fiquei para o café da manhã, deveria ter comido mais rsrs E o plano de ir a pé também rodou, chamei um táxi que me deixou na estação, a chuva caiu logo em seguida, teria tomado ela na cidade se tivesse saído a pé. Ajustei a mochila nas costas protegida com sua capa, usei uma jaqueta impermeável que comprei em Porto Alegre, na Decathlon, já sabendo que ficaria feio o tempo durante a minha travessia. A estação reformada de Guaporé. Primeiro Dia: Chuva, chuva e mais chuva "Não é um dia ruim só porque está chovendo." segui de boa, não tinha me entusiasmado tanto assim rsrs Os primeiros passos são... sei lá os primeiros passos, um pouco chato, margeando casas, estradas, lixo visível nas beiradas... Quando cheguei no meu primeiro túnel abri um sorrisinho, fiz o mesmo quando cheguei no meu primeiro viaduto. Choveu praticamente o dia todo e quando parava tinha de tirar a jaqueta impermeável para logo em seguida botar ela outra vez, o terreno castiga e os pés começam a sofrer, todo o caminho é só pedras, dormentes. Dentro dos tuneis bateu uns pensamentos sobre a morte, a solidão que me seguiram por boa parte da travessia. Eu tive a ideia de parar e desligar a lanterna para ficar naquele estado de completa escuridão e silêncio, talvez aquele fosse o mais próximo da morte estando vivo, consegue imaginar escuridão total e silêncio? Mas eu estava vivo e tinha de seguir, que alívio trouxe cada luz da saída. Fiz uma pausa para comer, descobri que tinha comprado pão de alho, não era bem isso que queria haha Nunca mais quero saber de pão de alho e atum em óleo. Optei por não fazer fogo, enlatados são uma boa opção, barrinhas de amendoim também, pão de alho não rsrs Lá pela metade do dia fez um solzinho. E o resto da tarde cairia mais chuva. Chuva pra caralho! cheguei na estação abandonada com a bota encharcada, a água escorreu da calça para a coitada da bota. A estação abandonada me segurou, ali tirei as botas e segui de chinelo, os meus pés agradeceram, os ombros não tinham muita escolha, lá perto do fim da tarde já chegava no meu limite. Parei perto do Recanto da Ferrovia; não estava nos meus planos ir lá. Quando cheguei fui recebido por um cachorro muito simpático, não vi uma alma humana, já tava querendo vazar dali, até que o proprietário do lugar, o Clair surge nada simpático se comparado com seu cão. Acho que pensou que estava invadindo, depois disse que tinha que ter reserva, trocamos umas ideias, cada um no seu cada um, acabei ficando assim mesmo, pra mim tava bom, ali tomei banho, escovei os dentes e me reorganizei para vazar pela manhã. O trem passou algumas vezes durante a noite, fazendo um tremendo barulho. Segundo Dia: Sol O sol já dava as caras quando passei pelo Viaduto Pesseguinho, este também vazado, dava pra andar num bom ritmo pelo meio e dificilmente você vai cair se ficar só no meio. Andava parando para olhar ao redor, meu medo de altura não é lá grande coisa, mesmo assim eu senti que ia travar por lá junto do receio do trem passando por ali, imagina a correria ali rsrs Há placas com avisos de que não é permitido fazer passeios por ali. Bem, o que não é permitido? kkk Tomem cuidado dentro dos tuneis, eu tropecei uma vez e quase fui ao chão, fora que meu pé torceu umas duas vezes; sem grandes problemas. Parte de alguns tuneis desabaram e devem estar desabando, vi água saindo das paredes no meio de um túnel, não precisei correr até um daqueles "abrigos". Havia dormentes arrebentados e soltos dentro do túnel, sinal de que poderia dar merda. Há um túnel de mais de 1200 metros, este deu pra perder a noção do tempo por lá, e outros que você sonha kkkk Tentei seguir uma trilha perto de um túnel, ela ia pra cima de um morro, subi com mochila e tudo, até que vi uma fita, acho que era uma fita vermelha, fiquei receoso sobre aquilo, desci rapidinho, mas de ré em alguns pontos, caso contrário a queda seria engraçada kkkk Ao longo do caminho se vê locais de acampamentos, eu sabia que mais tarde teria que procurar um, os bons foram ficando para trás. Há lixo deixado pelo caminho, guardem o seu lixo e jogue na lixeira da cidade mais próxima. Fiz o meu almoço diante desta linda paisagem e o rio Guaporé nervoso lá embaixo , Segui com o sol de rachar. Percebi que o lugar não é totalmente isolado; há sítios e fazendas por quase todo caminho, às vezes ouvia pessoas falando, cachorros latindo, carros transitando por alguma estrada... Há sinal de telefone e até o 3g tava dando sinal em alguns trechos haha Achei uma cachoeira perto de um túnel, melhor água que tomei, haha Água não falta pelo caminho, obviamente de procedência duvidosa, usem clorin moças e rapazes kkk Uma surpresa no trilho, tomando um sol talvez? A mochila já castigava novamente, os pés pediam para parar e minha teimosia de continuar era maior. Saindo de um certo túnel, já tinha perdido as contas de qual era, mas era perto do ponto mais "turístico". Ali vi pessoas de bobeira, a primeira impressão é de manter distância e ficar esperto, mas vi que era um casal, trocamos algumas ideias e segui... Mais pra frente, encontro outras pessoas, um grupo de amigos fazendo a travessia até Guaporé, trocamos umas ideias também. Havia pessoas em outro túnel com lanternas, poxa vida ali percebi que não estaria mais sozinho rsrs saindo dali mais um grupo de pessoas, que estavam retornando, segui junto deles, conversamos sobre como fui parar ali, de onde era, para onde vamos... Confesso que foi a primeira vez que senti seguro ao caminhar por outro túnel, na verdade a companhia das pessoas que tinha acabado de conhecer trouxe essa sensação, um deles se ofereceu para carregar minha mochila, passamos por trabalhadores fechando um lugar que tinha uns arcos, e mais pessoas surgiam, quando saímos do túnel tinha praticamente dezenas de pessoas do outro lado. O rapaz apertou minha mão, desejou me sorte e perguntou meu nome, respondi e ele me disse o seu, e seguimos nossos caminhos. Segui desviando das selfies, dos caras das agências kkkk fui parar lá no meio do v13, cansado, a paisagem maravilhosa, até que mais gente se aproximou e eu tinha de ir. Por ali passou pessoas com cachorros, crianças, dei boa tarde, uma mulher me perguntou o que estava fazendo ali com a mochila nas costas, há maluco para tudo né? rsrs E assim uma hora você está completamente sozinho, no outro dia encontra pessoas dispostas a carregar sua mochila, apertar sua mão e lhe desejar sorte. Experimente um pouco de solidão e boas companhias também E continuei com minha teimosia, só pararia se achasse um lugar para acampar quando o sol já tava se escondendo, muitos paredões de pedras... Fique atento aos sinais do corpo rapaz, é hora para tudo, hora de caminhar, hora de parar, de cansar, de descansar... Terminei o dia exausto, montei a barraca e tentei dormir, a noite choveu pra caralho e o fim estava próximo. Terceiro dia O último dia começou, escovei os dentes, desmontei a barraca, arrumei as coisas, já não estava me sentindo bem, o cansaço do dia anterior ainda estava lá, andava cambaleando, a água estava ficando intragável, só queria parar. Acabei sonhando com mais tuneis e viadutos, pensei que o v13 estava a minha frente, quando na verdade já tinha passado por ele, encontrei um casal indo na direção contrária, apenas um bom dia. Quando vi a plaquinha de Muçum vi que o meu "sonho cansado" tinha chegado ao seu fim. A travessia pede prudência, paciência e resistência. São quase 60km caminhando por dormentes, pedras, tuneis e viadutos. Em Muçum me hospedei no Hotel Marchetti 55 51 9566-8544 muito bom o lugar. Almocei no Kiosque da Praça, os caras não usavam máscara huehue Mas a comida compensou. A noite pedi um hambúrguer que fica ao lado do hotel, havia alguns jovens no local vivendo como se não houvesse segunda-feira haha As passagens para Porto Alegre são vendidas na estação rodoviária, só aceitam dinheiro. Em POA me hospedei na chegada no POA ECO HOSTEL 55 51 3377-8876. Fiz a reserva pelo HostelWorld Na volta para POA fiquei hospedado no Hostel Rock, acomodação econômica 55 51 9415-5531. Se um dia retornar optaria pelo POA ECO HOSTEL sem dúvidas A empresa que opera por aqueles lados é a Bento Transporte, comprei a passagem até Guaporé pelo app da Veppo. http://www.bentotransportes.com.br/horarios Minha viagem não terminou em Porto Alegre como previsto, mas em Santa Catarina, e isso é uma outra história Agora devo estar de quarentena, quem sabe? rsrs Até a próxima.
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  9. Se for pra estudar, crescer na vida e ficar ignorante igual você.. é melhor viajar mesmo!
    8 pontos
  10. Buenas pessoas, dessa vez vim trazer um relato de uma aventura que fiz nesse final de semana com alguns amigos. Nosso destino foi Florianópolis, onde decidimos passar um dia acampando na Praia de Naufragados, no extremo sul da ilha. O deslocamento da ponte até a Caieira (onde começa a trilha que leva até a praia) é simples, porém demorado, pois o trajeto passa por uma ruazinha que disputa seu espaço com as casas próximas da costa. Chegando ao final da estrada, há opção de dois estacionamentos pagos (R$ 20,00 reais por 24 horas, com direito a banheiro e ducha fria). Não vi estacionamentos públicos (e não tem como deixar o carro na estrada sem bloquear o trânsito). O pessoal do estacionamento é bem receptivo e o lugar é protegido (não tivemos nenhum problema), e eles ficam logo no início da trilha. Começamos a trilha aí pelas 08:30 horas - é um caminho tranquilo, bem aberto e definido (possuí algumas saídas em alguns pontos, mas é fácil perceber qual o caminho correto). Todo ele é coberto e tem alguns pontos de água (inclusive uma bica). O percurso começa pelo estacionamento com uma elevação tranquila, e culmina com uma descida até a praia (sem muito sobe e desce) - o solo é de barro vermelho por vezes coberto por folhas (é escorregadio quando úmido), além disso tem muitas pedras para auxiliar. Deve-se passar em dois momentos por riachos bem rasos (há pedras para quem não quer molhar o calçado). Chegando à praia (a trilha dura cerca de 40 minutos), você logo dá de cara com a parte 'urbana' dela - há um acampamento pago a direita (com ducha e banheiro) e dois restaurantes a esquerda (ambos com banheiro e aceitam cartão de crédito - mas nem sempre tem sinal). Nós queríamos acampar por conta, perto do mar, e o acampamento pago era estabelecido mais ao fundo, pela orla, então nem cogitamos de nos instalar por lá (não sei os valores das diárias, mas a ducha saía por R$ 2,00 reais e tinha a opção de recarregar o celular por R$ 5,00 reais). Dos restaurantes frequentamos apenas um deles, o cardápio contava com pratos prontos, porções, pastéis e bebidas. Os valores eram altos, mas nada tão absurdo considerando o isolamento do lugar. Pois bem, logo após essa área urbanizada (é só a forma de falar), descemos logo para a areia e seguimos até a ponta oeste da praia (para onde desemboca o rio). É um trajeto por arreia compactada bem tranquilo, e o rio muda sua forma diversas vezes durante o dia - as vezes obrigando a passar por dentro dele (água rasa) e outras permitindo que pulássemos sobre pequenos vãos. Logo após o rio chegamos perto do costão de pedras, e depois de analisar um pouco o lugar, decidimos acampar perto de um casal de Rio Grande do Sul que já estava instalado por lá. Por mais que acampamos diretamente na areia de praia, os specs se firmavam muito bem - só era preciso tentar montar as barracas o mais próximo do paredão de pedras para aliviar o impacto do vento (que era constante). Passamos o dia por lá, levamos uma bola de futebol americano para brincar de passes, e também inventamos de subir nas pedras próximas para ter um visual bacana da extensão da praia. Em outro momento também fizemos a trilha pela costa que levava até parte da estrutura de defesa da ilha, que naquele ponto contava com três artilharias em um ponto alto de um dos morros - não seguimos até o farol (eu já tinha ido lá em outro momento e não via nada de interessante - você não consegue entrar nele). Tínhamos nos equipado de forma autônoma, mas era a primeira vez de algumas das pessoas que estavam conosco, e daí decidimos dar um pulo no restaurante e pegar uns pratos prontos. Ao final da tarde, fizemos nossa janta lá no acampamento mesmo (eu levei equipamentos novos então estava oportunizando o momento para testá-los). O dia não estava muito bonito, alternava entre períodos nublados e com garoa, e a noite não foi diferente - a temperatura abaixou bastante e a garoa virou chuva por algumas horas (com aquele vento de sempre). Dormimos cedo com o objetivo de tentar pegar o nascer do sol logo às 04:30 horas, mas o amanhecer foi com garoa e não deu de ver muita coisa. Após alguns momentos a garoa cessou e pudemos fazer nosso café com tranquilidade, para depois desmontar o acampamento e iniciar o retorno até o estacionamento. Na trilha enquanto voltávamos fomos abordados por um grupo grande de saguis (bem curiosos). Chegando ao estacionamento, nos despedimos de um casal de amigos e decidimos dar uma voltinha ainda pela ilha. DETALHES: - Apesar de ser uma praia isolada, há um movimento intenso de pessoas que passam o dia por lá (a trilha de acesso é muito fácil e há estrutura no lugar); - Há a opção de transfer de barco até a praia saindo da Caieira (não utilizamos e não perguntei o valor); - Almoço Comercial (servido no Bar do Andrino) sai por R$ 45,00 e serve bem duas pessoas; - Cerveja Lata sai por R$ 6,00 e Caipirinha de Cana por R$ 15,00 (pequena); - Pegamos água do banheiro do bar e estava tranquila (não pegamos água do rio); - Vimos diversos grupos acampando na orla (onde fica o acampamento pago) e além de nós, apenas outros dois grupos na praia; - Na hora de acampar é preciso analisar bem o solo para não correr o risco de ficar em um lugar onde a maré alta pode chegar (o mar avança bastante perto do rio). Bom gente, é isso! Eu gostei muito da experiência, serviu muito bem para meu objetivo de testar alguns equipamentos e não deixou de ser um final de semana agradável na companhia de bons amigos.
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  11. Travessia do Campo dos Padres – SC – julho de 2020 – 80 km em 5 dias – Do Cânion Espraiado, Morro da Boa Vista até o Morro das Pedras Brancas *INFORMAÇÃO*: Essa travessia é realizada em área particular é OBRIGATÓRIO solicitar AUTORIZAÇÃO para passar nas propriedades do Campo dos Padres. Vamos respeitar os proprietários e manter o local aberto para que possamos continuar com nossas travessias e trekking. Entrar em contato com a Fazenda Búfalo da Neve. Instagram: @fazendabufalodaneve via direct Fone: 48-99617 7552 Arno Philippi – 48-99152 1277 Lucas Philippi *IMPORTANTE* -NÃO FAÇA FOGO NUNCA – Use fogareiro -LEVE TODO O SEU LIXO EMBORA -TUBOSTÃO (Vamos todos começar a usar esse banheiro) nesta região estão muitas nascentes importantes de SC, é necessário mantermos o meio ambiente em equilíbrio e limpo. Temos outras áreas de montanha do Brasil como o Pico Paraná e Pedra da Mina que já estamos tendo problemas sérios de contaminação por conta das fezes, papel higiênico e dos lenços umedecidos deixados nos “banheiros” ao redor das áreas de acampamento. O TUBOSTÃO serve para vc levar tudo isso de volta para a sua casa e descartar no lixo. Vamos a Travessia Essa travessia eu tinha combinado com meu parceiro Bernhard que já havia ido comigo em Itatiaia, porém tive um imprevisto na empresa e acabamos não indo. Sorte nossa, pois foi bem na semana do tal ciclone bomba que destruiu muita coisa em Santa Catarina e no Campo dos Padres não foi diferente, tem áreas de mata lá que parece que passou um trator derrubando tudo. Neste interim entrou em contato comigo o Rafael @dinklerafa perguntando sobre a travessia solo que eu havia feito entre Urubici e Bom Jardim da Serra pelo PNSJ. E que ele estava programando vir para a serra catarinense fazer uma travessia, eu disse que ainda estava em aberto ir para lá e assim combinamos a parceria para a travessia. Marcamos então nos encontrar em Urubici na Pedra da Águia no vale do Rio Canoas no domingo a noite. O meu amigo Bernhard começou a trabalhar naquela semana infelizmente mas por sorte minha foi em Lages, e aproveitei a carona com ele saindo de Itajaí. 1° Dia – Pedra da Águia Este dia já começou de noite. Kkkkkkk cheguei no ponto de encontro quase as 20h, garoava um pouco naquele momento quando o Bernhard me deixou no Vale do Rio Canoas junto a propriedade Pedra da Águia que serve como base para camping e estacionamento para aqueles que vão para o Cânion Espraiado. Chamei na casa e ninguém atendeu apesar de as luzes estarem acesas e ter carro ali estacionado, tão pouco sinal do meu parceiro Rafa que a esse momento já deveria estar por ali, dei uma olhada ao redor para ver se já não estava acampado, mas não encontrei. Aproveitei o ultimo facho de luz do farol do carro e montei próximo ao rio minha barraca. Quando estava ajeitando minhas coisas o Rafa aparece do meio do nada! Ele disse que o taxista deixou ele uns 5 km adiante já em direção ao Cânion Espraiado e ele teve que voltar andando pela estrada na chuva. Ali nos conhecemos e fomos conversando, um cara muito bacana. Enquanto preparávamos nosso rango o papo fluía. Acertamos alguns detalhes referente a travessia como um todo e do próximo dia também, o qual ao invés de seguir o caminho tradicional pela estrada para alcançar o Cânion Espraiado, sugeri então contornar a Pedra da Águia e passar por trás dela e seguir até a borda da Serra Geral próximo ao Corvo Branco e então seguir sentido norte bordeando os peraus até chegar ao Cânion Espraiado. Logo em seguida fomos dormir para descansar. 2° Dia – Pedra da Águia até o Cânion Espraiado – 12km de trilha Acordamos cedo, ainda estava meio nublado mas entre as nuvens já víamos que iriamos ter um dia limpo pela frente. Enquanto a água ia fervendo para o café íamos desmontando o campo e arrumando a mochila. O vale do Rio Canoas nessa região é muito bonito com a vista da Pedra da Águia de fundo as araucárias na extensão do vale e o rio descendo suavemente entre as pedras. Após tudo pronto começamos nossa caminhada as 8h, os cachorros vieram nos seguindo uma parte da estrada e foram dispersando um a um, mas sobrou um pretinho que nos acompanhou toda a trilha. Logo quando contornamos a pedra da Águia passamos pela casa do Candimiro e ficamos ali um tempo de prosa com ele que nos autorizou passar pela propriedade e assim seguimos nosso rumo. Uma subida suave por uma antiga estrada que já não passa mais carro. Depois de uma hora e pouco de trilha chegamos a borda da Serra Geral ao sul estava a estrada da Serra do Corvo Branco na direção norte o Cânion Espraiado, paramos para curtir o visual e tirar fotos, naquele momento nos preocupamos um pouco com o cachorro pretinho que vinha nos seguindo. O caminho todo foi bordeando a serra seguindo a estradinha abandonada na margem direita do Espraiado. Em um certo ponto chegamos em uma depressão onde formava um pequeno Cânion afluente do rio Canoas em direção oposta a borda da serra geral ali tinha uma pequena faixa de mata para cruzar e adiante seguimos andando pelos campos, banhados e turfeiras que seriam uma constante em toda a travessia e também curtindo o visual do Cânion. Passado das 13h paramos de frente para a cachoeira do Adão para almoçar. Tinha sobrado um macarrão com linguiça Blumenau da noite anterior e já pus na panela, ainda fervi água para um bom chá de hortelã com gengibre e ali ficamos contemplando aquele visual. Quando retornamos a caminhada vimos logo acima do vértice do Cânion que havia um objeto retangular e ficamos imaginando o que poderia ser, o Rafa falou que poderia ser uma placa informativa eu já pensei que fosse tipo um deposito/armário de madeira para guardar o material do pendulo. Quando chegamos lá a nossa surpresa foi que era uma geladeira da Cervejaria Patagônia, eles estavam fazendo um comercial publicitário. Ali encontramos também a Carol proprietária da Fazenda Espraiado e ela nos indicou ir na cachoeira e avisou que a outra parte da borda do Cânion estava proibido passar por problemas de vizinhos e uso da área. Descemos até a cachoeira, que na realidade são 2 uma primeira menor que forma um baita poço para banho e a queda principal que desagua por 86m Cânion abaixo. Neste momento flagramos o pretinho abocanhando alguma coisa no mato e quando vimos era um tipo de roedor que em seguida ele soltou no chão. Logo fomos em direção a sede da fazenda onde é o camping e hostel do Cânion Espraiado. Ali conversamos com o Jacaré do Cânion que trabalha na fazenda, acertamos com ele o valor de R$ 40 pelo pernoite em camping, comemos um pastel muito bom e montamos nossa barraca, depois ficamos no galpão crioulo ao redor do fogo de chão proseando e tomando uma cerveja Patagônia com o Jacaré. Aproveitei para secar minhas meias, com os furos que minha bota tinha e os banhados no caminho esse seria um problema que eu enfrentaria todos os dias com os pés molhados. Também recarregamos o celular e aproveitamos para mandar as últimas mensagens pois a partir dali não teria mais sinal pelos próximos 4 dias. Preparei minha janta uma bela polenta com bacon e conversando com o pessoal, falaram que a partir dos 2 próximos dias viria uma frente fria muito forte. Pegamos umas dicas da trilha para o próximo dia cedo em direção ao Morro da Antena (agora montanha infinita) para ver o nascer do Sol e em seguida fomos dormir. 3° Dia – Cânion Espraiado – Campo dos Padres – parte alta do Rio Canoas - 18km de trilha Acordamos as 4h30 pois queríamos estar as 7h para o nascer do sol. Já fomos desmontando a barraca e o frio já era forte na escuridão da madrugada, havia um pouco de gelo no sobreteto da barraca. Após tudo desmontado tomamos um café passado pelo Jacaré dentro do galpão e comi meu pão sírio com polengui, queijo e salame, além do meu super brownie com malto e dextrose além de algumas castanhas (esse seria meu cardápio de café da manhã de todos os dias). As 6h horas seguimos pela trilha por entre a mata até o topo do morro da Antena e já no chapadão do cume presenciamos várias poças de água congeladas. As 7h05 foi o alvorada sobre um mar de nuvens aos nossos pés e um céu limpo sobre nossas cabeças, a vista do Cânion espraiado lá de cima é linda e ainda é possível ver toda a extensão da Serra Geral com destaque para as Pirâmides Sagradas e o Morro da Igreja. Estive nesse morro em 2001 subimos eu e o meu amigo BIG Daniel Casagrande de Toyota Bandeirante, na época ainda havia a Antena em pé, hoje ela foi derrubada, lembro que nós curtimos o visual por ali e quando decidimos ir embora atolamos a Toyota e quem disse que conseguimos tirar.... foi uma longa história e uma grande aventura. Voltando a 2020, nossa ideia original era seguir bordeando até chegar no rio canoas, pois pela carta teria somente 2 faixas de mata pra cruzar morro acima. Mas ai o Jacaré nos indicou seguir pela estrada e lá adiante passando a porteira entrar na antiga estradinha, eu sabia que havia essa trilha, mas tinha receio de seguir pois era uma mata grande, e imaginava ter vários caminhos por conta do gado. Mas enfim mudamos nosso plano inicial e seguimos então pelo caminho sugerido. Logo que passamos a porteira eu vi uma estradinha seguindo adiante e outra descendo, supus que essa seria a estrada, ledo engano..... descemos o morro e cortamos a estradinha para lá embaixo tentar encontrar ela de novo, havia um morro bem grande de mata a frente que se estendia a leste até a borda da serra e para o lado oposto a oeste entre esse morro havia uma encosta suave de mata e a borda do profundo Cânion do rio canoas, a trilha só podia ser nesta encosta suave e fomos descendo mas não encontrei a estrada. Seguimos adiante pela mata até chegar ao rio que já formava um pequeno desnível, pensei que já fosse o começo do Cânion afluente do Cânion principal do rio canoas. Demos uma volta enorme em círculo e voltamos para o mesmo lugar. Seguimos acompanhando a estrada e tentamos mais uma vez descer na direção daquela encosta, mas a mato tava muito fechado voltamos mais uma vez para a estrada e então decidimos seguir a estrada, logo adiante vimos uma casa e antes de chegar nela uma entrada a direita com cara de estrada abandonada. Só podia ser essa. Bingo! Já era 12h passado e então paramos ali na estradinha e fizemos nosso almoço o meu seguiu o mesmo cardápio do café da manhã sendo pão sírio, polengui, queijo e salame e chá de hortelã com gengibre, e assim foi todos os dias. Depois de 40min de pausa retornamos a trilha. A trilha é em uma antiga estrada abandonada que não é mais possível transitar de carro nem de 4x4, somente a pé ou a cavalo, uma descida suave por entre a mata de araucárias até chegar em um pequeno rio que corria sentido Cânion do rio canoas. Esse era o ponto mais baixo e após o rio a trilha começava a subir. “A algumas horas atrás chegamos bem perto deste rio porem a mata estava muito fechada e o rio afunilava em um brete e não conseguimos achar um caminho para passar e acabamos voltando”. Lá adiante na trilha encontramos um barraco destruído e depois cruzamos com um pequeno rio onde fomos seguindo ele rio acima até a trilhar sumir no mato, ali percebemos que em algum lugar lá atrás teríamos que ter contornado o morro. Resolvemos então subir aquela encosta de mata bem fechada com muitos xaxins, bambus e mata nebular. Foi um momento um pouco tenso pois já eram umas 17h sabíamos que estávamos no rumo certo, mas não na trilha e onde estávamos não tinha como acampar. Fomos mirando o topo tendo as copas das araucárias ainda iluminados pelo sol. Quando alcançamos então a parte mais alta abriu um pequeno descampado sujo com vassouras, porem plano e com condições de acampar. Decidimos seguir ainda um pouco mais adiante até as margens do Rio Canoas, mas de qualquer forma não fomos muito longe e acampamos por ali mesmo. Aquela noite prometia muito frio, tratamos de montar nossas barracas e a escuridão já tomou conta e o frio veio junto. Arrumei minhas coisas e tratei de ferver uma água para o chá e picar o bacon, quando comecei a fritar o Rafa já sentiu o cheiro maravilhoso do bacon, e ele com aquela comida liofilizada dele. Prometo que vou tentar de novo, nem que seja levar para uma noite a liofilizada, confesso que ainda venho tentando uma comida boa e leve sem abrir mão de certos luxos que conquistei nesses 30 anos de acampamentos, mas que agora com a idade e falta de tempo para treinar a boa forma já não posso mais carregar tanta coisa, sei que tenho que diminuir peso. Nesta travessia eu pesei item por item antes de sair de casa, desde celular, meia, cueca, itens de primeiros socorros, comida, enfim tudo grama por grama e encontrei que eu carregava no corpo 3kg contanto botas, roupas, bastão...; na mochila mais 24kg contando 4 litros de água que me dispus a levar mesmo com a fartura de água da região somente para testar meu consumo e uso em cozinha. É muito interessante pesar pois sempre imaginamos o quanto levamos, mas só anotando tudo e fazendo um verdadeiro checklist é que sabemos o quanto de peso realmente carregamos e não sabemos. Depois da janta ainda era cedo e não conseguiria dormir, então decidi sair da barraca para ver o céu estrelado, minha saída noturna não demorou mais que o suficiente para ir ao banheiro e voltar correndo para a barraca de tanto frio que fazia. Nessa noite os termômetros bateram negativos os - 8ºC dormi no limite do frio essa noite. 4° Dia – Parte alta do Rio Canoas – Cemitério – Borda da Trilha dos Índios – Morro do Campo dos Padres – Morro da Boa Vista - 15 km de trilha Acordamos pelas 6h mas o frio era tanto que não deu vontade de sair do saco de dormir, o sobreteto da barraca do Rafa congelou a condensação, neste quesito estava muito satisfeito com a minha Naturehike Cirrus pois o layout dela permite uma boa ventilação e evita o acumulo de condensação, mas vi que tinha que fazer alguns ajustes no sobreteto para incluir mais 2 pontos de cada lado para fixar mais espeques e poder abaixar mais a lona para o vento não entrar tanto em dias frios. Também tive minhas meias congeladas e a água nas garrafas estavam congeladas. Já pus a água para ferver e fazer meu café na Pressca e ao mesmo tempo já ir guardando minhas coisas. Mas foi difícil desmontar a barraca, os dedos doíam de tanto frio. Eram 7h30 e saímos, vimos que 1h30 era o tempo que precisávamos para começar o dia. Logo adiante avistamos uma cabana bem bonita de madeira que é a sede da Fazenda Búfalo da Neve, passamos ao lado e seguimos adiante descendo a encosta do vale do rio canoas até atingir suas margens, havia muita geada no pasto e as poças d´água no caminho estavam congeladas e também partes do rio onde a água estava parada. Aproveitamos para repor nossos cantis e tirar fotos com os pedaços de gelo. Essa parte é muito linda, o vale com os morros de mata de araucárias, o rio e suas curvas e os campos formavam uma bela paisagem. Fomos subindo o rio e logo alcançamos uma pequena cachoeira e uma taipa de pedra logo acima formando um caminho de tropeiros e por ali seguimos dando uma grande volta para desviar a várzea do rio que formava um banhado e suas turfeiras. Logo adiante vimos 1 casa azul e 1 galpão passamos por ela e logo a frente no vale havia um morro isolado, pelas minhas contas ali deveria ser o cemitério. Uma subida íngreme e logo no topo já vimos um quadrado de taipa e ali estava o cemitério, haviam 3 túmulos com cruz, uma lapide que não conseguimos ler e ao que parecia algumas covas abertas. Interessante imaginar um lugar inóspito daquele que outrora pessoas moravam ali em um passado não muito distante, mas longe da civilização. E tinham que ali mesmo enterrar seus entes queridos, escolheram um belo lugar para ser os Campos Elíseos destas pessoas. Logo descemos a encosta em direção ao rio canoas e dali iremos a leste para alcançar as bordas da Serra Geral. Naquela altura quando atravessamos o rio canoas ele era tão límpido e cheio de plantas aquáticas, uma pintura natural. Subimos uma pequena encosta e por acaso encontramos a trilha dos índios que liga a Anitápolis, dali subimos uma pequena mata e já no topo paramos para almoçar e contemplar a vista. O dia estava lindo e podia ver o horizonte bem longe, sendo possível ver a serra do tabuleiro e o contraste do mar mais a sudeste. Depois do almoço fomos bordeando os peraus tendo o Morro do Campo dos Padres na nossa direção e mais a noroeste o Morro da Boa Vista que é o ponto mais alto de Santa Catarina onde iriamos acampar. Para alcançar o morro do Campo dos Padres tivemos que dar uma volta para contornar a mata e depois seguir por uma subida bem íngreme. Bem ao longe no colo onde ligava esse morro com o morro da Boa Vista avistamos 2 capatazes campeando o gado. Alcançamos o topo do morro e ficamos um tempo ali contemplando uma das vistas mais bonitas da trilha. Depois seguimos em curva de nível até o colo e em seguida partimos para cima do Morro da Boa Vista, neste momento o Rafa começou a ficar sem água e chegou até a coletar um pouco nas turfas, eu ainda tinha água dentro do meu teste de consumo e cozinha, e ofereci para ele um pouco caso precisasse. Já no topo vibramos pois éramos as pessoas mais “altas” em solo catarinense, localizamos o marco geodésico e ali ao lado acampamos com a porta das barracas virada para o nascer do sol, porem naquele momento presenciamos um lindo pôr do sol, tiramos muitas fotos e vídeos e ficamos curtindo aquele momento. Já dentro da barraca tratei de fazer meu ritual de limpar e secar os pés úmidos dos charcos e passar vick vaporub, um santo remédio para o montanhista já que serve para muitas coisas. Pela primeira vez na vida levei lenço umedecido e tomei meu banho de gato, gostei do resultado melhor que toalha úmida. Tratei logo de me vestir pois fazia muito frio aos 1827m de altitude. Nesta noite cozinhei uma invenção que fiz com sopão+arroz+bacon, porem o arroz não cozinhou o suficiente e o sopão já começou a empelotar, não gostei nada. Ainda bem que sempre levo como emergência 2 pacotes de miojo e tive que atacar um com linguiça frita e queijo ralado. Durante a noite sai para ver o céu, estava menos frio que a noite anterior, mas ainda sim muito frio, consegui ficar um bom tempo ali observando as constelações e algumas estrelas cadentes, também vi ao longe a luminosidade das cidades como da grande Floripa que formava um grande clarão a leste e a oeste uma área menor porem mais luminosa a cidade de Lages. Me recolhi ao aconchego da minha barraca e dormi. Acordei com o vento batendo forte na barraca, chegando até a entortar as varetas, mas a barraca segurou bem. Não dormi muito bem pois volte e meia acordava com o vento. 5° Dia – Morro da Boa Vista – Arranha Céu – Morro da Bela Vista do Guizoni – Campos de Caratuva - 17km de trilha O vento batia forte na barraca, o céu estava bem nublado predizendo que o tempo estava mudando. Como montei a barraca a sotavento, pude deixar a porta aberta e curtir o nascer do sol no horizonte enquanto preparava meu café foi um alvorada fantástico mesmo com o céu nebuloso. Tomei meu delicioso café com brownie e pão sírio/queijo/salame a combinação perfeita e rápida para o desjejum. Logo em seguida desmontamos todo o acampamento. Nesse dia pude testar melhor uma pratica que encontrei para usar o banheiro de forma confortável e privativo (uma dica para as mulheres). A minha barraca Cirrus tem como desmontar o tapete e o mosquiteiro interno sem desmontar a lona do sobreteto e assim deixar o chão somente na grama. Desta forma com toda a mochila arrumada ficando somente o sobreteto e a armação por último, pude dentro da barraca mesmo pôr o meu jornal no chão com cal e dar uma cagada tranquila, depois só por mais cal em cima, embrulhar o jornal, por numa sacola plástica e aí dentro do tubostão. Usei um cano de pvc de 100mm com 2 caps nas extremidades e vedou muito bem, sem cheiro nenhum ou vazamento, tem na internet como fazer. Porem só achei um pouco pesado. Da próxima vez vou testar um pote de tampa larga e de rosca de 1l que tenho em casa, pois é bem mais leve e o volume é o suficiente para uns 4 dias de trilha. Saímos as 8h40 para a trilha o vento era muito forte e o sol já raiava, inclusive quando fui desmontar a lona ela quase sai voando. Nos protegemos bem e começamos a descida pelo colo do Boa Vista com o Morro do Campo dos Padres que é o divisor de águas do rio Canoas e do rio Itajaí, paramos numa pequena nascente e enchemos nossos cantis e seguimos bordeando a Serra Geral. Lá pelas 11h passamos pelo rio Campo Novo do Sul que corre aos pés do Morro Bela Vista do Ghizoni e demos uma parada para um banho rápido e gelado além de aproveitar que paramos fomos almoçar. Nesse momento o tempo voltou a nublar e esfriar. Depois deste descanso subimos até a rampa que dá acesso ao Ghizoni e deixamos nossas mochilas ali e demos uma esticada até o pico do Arranha Céu que estava na borda do Cânion que na outra ponta estava os Soldados do Sebold. Voltamos as mochilas e subimos mais uma rampa e deixamos a mochila novamente e caminhamos por 2h ida e volta no chapadão do Ghizoni por um grande charco de turfeira até subir os matacões do topo onde havia o marco geodésico, ali era o terceiro ponto mais alto de SC e o Morro da Igreja é o segundo. O tempo já estava piorando e voltamos até a mochila já passava das 16h e vimos que não alcançaríamos o objetivo do dia, pois quando olhamos ao longe vimos que iriamos cruzar a parte mais estreita do campo dos padres onde havia perau e Cânion para os dois lados, e tínhamos pelo menos 2 morros com mata para subir e cruzar. Conseguimos somente cruzar o primeiro que tinha uma trilha bem fechada com muitos caminhos de gado até chegar num ponto bem estreito com perau e uma antiga taipa utilizada para cercear o caminho do gado e não cair precipício abaixo. Chegamos em um campo que vimos lá do Ghizoni que tinha uma vegetação diferente, a princípio eu imaginava ser de vassourão, mas a tonalidade era outra, quando chegamos lá me surpreendi em constatar que eram o bambuzinho caratuva bem comum na região do Pico Paraná e que eu nunca tinha visto por essas bandas. Ali a cerração começou a fechar então decidimos já achar um lugar plano para acampar. Montamos nossa barraca bem ao lado da trilha que era bem demarcada e única. Não deu nem uma hora e caiu um temporal, era tanta chuva e vento que tínhamos que manter tudo bem fechado. Fizemos nossa janta nessa condição, uma das escolhas que fiz pela barraca cirrus foi o avanço um pouco maior para que me possibilitasse cozinhar em condições de chuva e vento e também espaço para 2 pessoas para que a cargueira ficasse dentro da barraca. Acabamos dormindo cedo nesse dia. Apesar que durante a noite levantei algumas vezes para conferir se estava tudo em ordem e seco na barraca, pois foi a primeira chuva torrencial que ela pegava, choveu a noite toda, e tudo se manteve seco. Passou no teste. 6° Dia – Campos de Caratuva - Morro das Pedras Brancas – Localidade das Pedras Brancas - BR 282 - 18km de trilha Lá pelas 7h a chuva parou, levantamos e já fomos tomando nosso café e desmontando as coisas. A trilha a nossa frente era um rio de tanta água, fomos secando o que dava na barraca para guardar na mochila e as 8h30 saímos e logo entramos na mata que estava muito molhada e fomos subindo o aclive em diagonal, era uma trilha bem batida na encosta que descia ao Cânion do Rio Campo Novo do Sul, havia muitas árvores caídas e quebradas por conta do ciclone bomba que havia atingido a região a uma semana atrás. Quando saímos no topo o sol já despontava meio tímido, mas a chuva já havia ido embora. Tinha uma bela vista do Morro do Ghizoni e do Cânion logo abaixo. E fomos seguindo pelos campos e cruzando algumas faixas de mata, banhados e turfeiras até chegar ao istmo como uma “ponte” de 5m de largura que ligava o campo dos padres até o Morro das Pedras Brancas, ultimo resquício de planalto ligado a Serra Geral. Já era 12h30 atrasamos meia hora pelas nossas contas, mas ainda sim estávamos muito longe do nosso destino final que era a BR 282 onde tínhamos combinado com nosso amigo Bernhard de o encontrar as 17h. Descemos a trilha íngreme aproximadamente 500m de desnível, nesse ponto o estrago do ciclone foi bem maior, a destruição era grande por toda a trilha. Alcançamos a estrada e fomos seguindo tendo o vale do rio Santa Barbara como caminho. Passamos pela comunidade das Pedras Brancas e precisávamos de sinal de celular e internet para avisar a todos que tudo estava bem e comunicar o Bernhard que estávamos ainda 1h atrasados. Aí passamos por uma propriedade que indicava “informações pousada do vô Chico” paramos ali e conhecemos o vô um senhor nascido ali e bem gente boa que nos emprestou a internet e nos deu uma carona até a estrada. Sorte nossa pois ainda havia uns 7 km a frente com subidas e descidas, mas uma estrada rural muito linda tendo sempre as Pedras Brancas ao fundo como destaque e o vale do Rio que vinha esculpindo um bonito Cânion. Chegamos a BR e encontramos nosso amigo e assim termina nossa pernada. Somamos 80 km de trilha no total
    7 pontos
  12. concordo em gênero, número e grau com o que foi colocado aqui. As pessoas estão realmente Insanas, carentes, rancorosas, invejosas e com coração murcho, independente do ESPECTRO POLÍTICO, IDEOLÓGICO ou SOCIAL do qual fazem parte. E a modinha da atualidade é isso, vomitar achismo, destilar ódio e "cancelar", prejudicando as outras pessoas para ganhar alguns likes e compensar a própria miséria pessoal. As redes "sociais" são tudo, menos "sociais", hj em dia. Sinceramente não sei pq ainda tenho facebook, por exemplo. Se não fossem os memes, e algumas notícias verídicas de fontes independentes que não são circuladas por muitos meios tradicionais de imprensa, acho que sequer o visitaria. O esgoto da humanidade está reunido, em boa parte, ali. Twitter, nunca tive conta, e nem pretendo ter, que está indo no mesmo caminho. Insta ainda é mais brando, mas é aquele grande mural da "vida perfeita e ostensiva de quem não aguenta ficar 1 hora sem provar ao mundo que existe". E outros fóruns por aí. Graças ao bom nível dos usuários daqui, o mochileiros ainda se mantém na média da civilidade. Talvez por não ser politizado, apesar de algumas exceções. Não leve para o lado pessoal essas bizarrices, se vc (e outras pessoas) sabe que agiu certo, se vc vai seguir todos os cuidados possíveis, viva para si. Vc, fez sua parte e merece voltar, aos poucos, à normalidade, e merece um descanso de toda essa confusão que foi esse ano. O Brasil, país de dimensões continentais, já voltou à normalidade em alguns lugares. Aqui em Manaus, se não fossem as máscaras, ninguém diria que estamos no meio de uma pandemia, a vida vai bem, quem quer viajar está viajando, e é isso. Em outros lugares, realmente há uma cultura diferente, ainda há a questão do medo, lockdown e tudo mais, mas nada justifica esse comportamento hostil para cima de um(a) viajante. E mais, viajar = fomentar a economia de outros lugares, e a ordem do dia do pós-pandemia será a retomada da fragilizada economia. Simples.
    7 pontos
  13. Circuito vale europeu caminhante, 9 dias em Santa Catarina. Desde de que fiquei sabendo da existência desse caminho em Santa Catarina, sonho em faze lo. Amigos me falaram, foram de bike. De bike o circuito é um pouco maior, mas passa pelas mesmas cidades. Não é um caminho peregrino, é mais um caminho contemplativo. Repleto de cachoeiras, serras, morros, mata nativa, e as influências da colônia européia. Dentre as cidades que o caminho contempla está Pomerode, a cidade mais alemã do Brasil, já Rio dos Cedros prevalece a influência italiana, e assim por diante. Convidei amigos, e a princípio, duas amigas toparam ir comigo, iríamos em 4 pessoas: eu, meu marido Adriano e duas amigas. A proposta era caminhar dia a dia e fazer os pousos no carro mesmo, já que o carro é grande e os bancos traseiros podem ser virados pra trás e sobra espaço para uma boa cama. Adriano seria o apoio, percorrendo os trechos de carro e nos esperando sempre com um almoço providenciado. Mas bem perto da data estimada, uma das amigas desistiu de ir por problemas pessoais, fiquei apenas com a parceria de Luci, 64 anos (a idade de minha mãe) japonesa, pequena em estatura e grande em valentia, garra e determinação! Decidi levar meus filhos: Heitor de 17 anos e Heloísa de 12, eles não tem nenhum hábito caminheiro, são crianças tipicamente contemporâneas, ligadas à internet e acostumados à vida mansa da cidade grande, a uma realidade em que os pais trabalham e nada lhes falta em casa, sendo assim seria muito bom pra eles sair da zona de conforto, passar uns perrengues brandos ao lado do pai e da mãe, além do contato com a natureza que eles bem sabe que eu muito aprecio. Tava decidido: iríamos em 5: eu, Adriano, Luci, Heitor e Heloísa. A viajem a princípio foi planejada pra ser em Abril, quando eu estaria de férias, mas por causa da pandemia minhas férias foram adiantas, e eu me conformei que não iria a lugar algum. Em meados de maio recebo a notícia que minhas férias tinha que sair e seria no mês seguinte: junho! A princípio protelei, pois o vale europeu é uma região serrana, chuvosa, em junho seria muito frio e não poderia aproveitar as cachoeiras. Mas, resolvi que não iria deixar passar, partiu vale europeu. Vou resaltar aqui que não conhecei o caminho pelo começo. O começo é em Indaial, eu comecei por Benedito novo zinco, pois deixei agendado previamente um passeio de trem em Apiúna dia 13 - o trem só faz o passeio uma vez por mês - então precisaria chegar em Apiúna dia 13, e como sai de Londrina no dia 11, iniciamos o caminho 2 cidades pra trás: Benedito Novo. 1° dia vale europeu - chegada em Benedito Novo cachoeira do zinco. Saímos à 1:00 do dia 11 de junho, passamos por serração, neblina, e eu, que apesar de estar com muito medo do trânsito, cai no sono... Mas a maior neblina parecia ser mesmo no trecho de Tamarana faxinal... Depois passou... Ou eu que dormi né... Chegamos as 13, na cachoeira do zinco onde segundo os mapas seria o ponto de chegada do dia anterior e o início do próximo... no meu caso, o ponto de partida. O caminho promete começar na lanchonete do zinco. Mas na cachoeira do zinco, não tinha nenhuma lanchonete! Então ali no meio do mato, com o carro parado no meio do nada, conforme fomos descendo do carro e nos desnumblando com a paisagem, abrindo o porta malas e separando as coisas... As crianças começaram a protestar: - mas chegou? É aqui? Como assim?... Frio sim, mas não como esperado, descendo do carro já tiramos as blusas, o sol tava até quentinho. Fui até a água, tirei o tênis, molheis os pés... Bem queria ter feito um banho, mas eu tinha guarda costas!! Heloísa tinha pressa... Li que tem como contemplar a cachoeira lá de baixo, vi em algum lugar que tinha um mirante... Mas tudo ficou por ver... Como o esperado, o comportamento das crianças não era animador, Heloísa tinha a cara amarrada, tipo: onde eu fui amarrar meu burro!! Preocupada com o secador de cabelos... Com lavar as mãos depois de comer frutas... E Heitor, eternamente cuidadoso e medroso, com medo da chuva (nem tava armando chuva), da altitude, de bichos... Nenhum deles relaxava, preferiram não descer do carro, como que estiverem passando pelo parque dos dinossauros... Com muito custo e insistência, desceram! Ali almoçamos pão com atum, bolo, frutas... Ali começamos nosso caminho... mas vesti a blusa de novo... Depois de entrar na água gelada, deu frio! No primeiro passo dado, parecíamos duas crianças que ganham um doce, empolgadas, desnumbladas, tudo era lindo, e agora, escrevendo esse resumo, vejo que ali não havia diferença de idade - Luci tem idade da minha mãe - mas eramos mesmo duas crianças brincando de caminhar... Tudo ela dizia: que lindo, que gostoso... Repetia isso como um mantra, a cada minutos, a cada árvore... atrás dessas palavras havia muita gratidão, e a conversa que se seguia iria só confirmar a valiosa história de vida daquela pequena grande mulher guerreira que viveu a vida em função dos filhos, mas que agora olha pra si, e sabe ser grata pela dádiva da vida. Olhando no mapa e seguindo rumo à saída de Benedito novo, 8 km depois, pegariamos seguido a Rodeio. Assim fizemos, achamos a saída pra rodeio aos 7 km, e conversando com uns trabalhadores que estavam fazendo roçagem, concluímos que tal lanchonete do zinco realmente existia, estava um pouco mais pra frente, sendo assim, pulamos 1 km do caminho... Seguindo em direção a Rodeio... Uma trilha encantadora rodeada por eucaliptos, sem sol, não por estar nublado, mas pelas sombras das árvores no entardecer, com bastante subidas mas também descidas, fomos presenteadas por um lindo por do sol, tão lindo que me emocionei, com lágrimas nos olhos eu pensava: se o primeiro dia é assim, imagine os outros! Muita subida, mas nada de mais, seguimos conversando sobre a vida... Sonhos e gratidão, eis que um lugar incrível nos chama atenção: uma lanchonete deserta e toda decorada de bicicletas, na fachada uma bicicleta gigante em madeira de uns 3 metros, e cada detalhe da lanchonete feito em madeira maciça, outra bicicleta em madeira um pouco menor do lado de lá, e conforme tirávamos fotos, percebemos o portão aberto, entramos... Nada, vazia... Banheiros abertos, limpos, com papel, sabonetes de erva doce... Nossa, nada como parar no meio de uma trilha no mato, num banheiro desses... E quando estávamos indo embora, lá vem nosso carro de apoio... Avistamos a blazer do Adriano, que chega contando notícias nada animadora de Rodeio: é uma cidade que não tem nada, só uma lanchonete que só tinha 2 pastéis e nós comemos (esse pastel depois vai dar o que falar) Faltavam 8 a 9 km para Rodeio, já eram 17 já e começava a anoitecer... Que tal ficar ali? Aliás tinha banheiros... E o dono não tava em casa... (Lembrei da Susi) mas não é chegou o proprietário!!! Fizemos a proposta e ele nos ofereceu um barraco, uma especie de barracão onde estacionamos e podemos armar a barraca por 15 reais por pessoa, tinha até banho quente, ali jantamos pão, tomamos banho, brincamos de esconde esconde.. olhamos as fotos, postamos, mandamos notícias (tinha até wi fi. Destaque para show que havia no céu: sem quase nada de iluminação artificial, o céu tava um espetáculo de encher os olhos. Armamos barraca dentro do barracão, e arrumamos o carro pra servir de quarto, as crianças ficaram com o carro, na barraca dormiu eu, Luci e Adriano. Eu acordei várias vezes na madrugada, muito desconfortável, duro, e dava pra sentir as pedras, mas, tava dentro da proposta. Sobre o trajeto e a caminhada, apenas 15 km dos 25 prometidos pra hoje, mas porque encontramos a oportunidade de pouso antes. É claro, contemplamos muito, paramos pra isso, fotografamos, mas fora isso, o ritmo foi puxado, Luci anda ligueiro... Chegamos até a correr na descida. Este relato foi feito picado, comecei a fazer lo na barraca neste dia, mas não dei conta, termino hoje... 9 dias depois, com a conclusão de que a planilha disponível no site não bate com uma oferecida a nós no 3° dia de Caminho em um hotel em que passamos, segundo a dona do hotel, a planilha oferecida por ela é atual, e a uma divergência de distância: na referida planilha atual a previsão é de 19,20 km e a descrição é que o bar das bikes (a bicicleta de madeira gigante) aparece no km 6 pra 7. E nós passamos por ela no km 15 a contar do zinco e por lá paramos. Desconfio que o caminho não é nem o mesmo... A tal planilha atual descreve esse trecho como Benedito Novo estava geral da liberdade até Rodeio, e a planilha do site que seguimos descreve como Benedito Novo zinco até Rodeio. Na época, ainda não tínhamos a tal planilha atualizada. Fim do primeiro dia! Resumo: cachoeira, entadecer, subidas, um céu estrelado memorável, momentos em família, melhor não poderia ser. 2° dia Vale Europeu: 12/06/202 - sábado Benedito Novo/Rodeio/Ascurra/Apiúna Começo lembrando que ontem deixamos uma parte do percurso por fazer: cerca de 9 km, por ter encontrado um pouso na lanchonete das bike. Sendo assim, a ideia era acordar bem cedo pra tirar o atraso. A distância prevista pra hoje era de 19,80 km, seria fácil incluir mais 9 km e chegar antes das 12 ou 13 no mais tardar. Não foi difícil acordar cedo... Foi uma noite mau dormida: acordei a noite toda, a cama na barraca estava dura, sentia cada pedrinha, o frio não tinha o que esquentava... 4:30 estávamos de pé. Desmontamos a barraca e dobramos as cobertas, as crianças ainda dormiram no carro, com a temperatura abaixo dos 10 graus, nos paramentamos de agasalhos e partiu. Adriano foi conosco até a saída da estrada principal, cerca de uns 200 m, isso pra gente não errar o caminho no escuro... E não é que a gente errou! Com uma boa lanterna de cabeça, na cabeça da Luci - a do celular parecia não valer nada - ao visualizar a estrada principal, os fundos do bar das bikes, seguimos sozinhas, Adriano voltou... Fiquei pensando... E se ele erra o caminho, ele tá só com a luz do celular, e se cai num buraco, as crianças estão dormindo sozinhas no carro... A gente só pensa bobagem! Seguimos num passo apertado e sem muito desnumbre... Tava um breu! Me fez lembrar o caminho das catedrais... Completamente escuro. Foi o dia em que saimos mais cedo e com mais escuro. Na minha cabeça, tínhamos que chegar em Apiúna o mais cedo possível, pra não perder o passeio de trem agendado (atenção, o passeio agendado é domingo, e hoje é sábado, mas eu ainda não me dei conta disso) e o caminho rendeu... Andamos mais de 5 km sem paradas, até que o dia começa a clarear e revelar as belezas do lugar, a trilha sonora dos passarinhos, dos quero quero... E as 7 hs o sol brota sorridente lá das montanhas, um espetáculo que de novo... Me emociona, sigo cantando com lágrimas nos olhos que a felicidade está no caminho... Casinhas no alto da montanha, uma luz e um colorido sem igual fazem o cenário parecer um quadro impressionista. A igreja de Rodeio, capela Nossa senhora de Lourdes, por dentro, no altar uma mesa cujo o pé, digo, a base, um tronco de árvore no seu formato original, mas todo trabalhado com entalhes e um desenho primoroso em alto relevo de uma mão (dizem que se reconhece um bom desenhista pelo desenho de mãos e pés) um sagrado coração e a imagem de um homem na época cristã, assim também é a base de uma mesinha que serve de altar para nossa senhora de Lourdes. Em frente a igreja já está o céu, o Cristo de braços abertos rodeado por anjos segurando hortências azuis, e pra baixo segue se o caminho dos anjos. Nessa hora pararam 3 carros com várias pessoas pra tirar fotos, a galera tirou fotos nossas diante do Cristo, e tiramos fotos da galera deles, todos juntos. Eram de Blumenau. Confesso que a espectativa que eu tinha para o caminho dos anjos não se superou: a informação que eu tinha é que era uma subida imensa com anjos dos dois lados, e aí... Se chegava ao céu. Acho que no circuito caminhante acontece o contrário: o céu aparece primeiro (Cristo e os anjos) além do que, pela internet as fotos desse lugar os anjos e todo o caminho está emoldurado por hortências, e quando passamos, as hortências estavam todas mortas, pouquíssimas ainda tinham cor pra se fazer notar, e os anjos precisam carecer de uma reforma: havia anjos sem cabeça, anjos sem dorso, ou tão sujos que mau se via a face, mesmo assim é muito bonito e capaz de encantar e até surpreender quem talvez não tivesse em mente uma descrição mais bonita do que vi pessoalmente. Descendo um pouco, uma casinha tão simples, mas sem muros ou portão, com uma linda e enorme gruta no quintal, tão grande que até parece uma construção pertencente ao caminho - e é - convida a entrar... Sou surpreendida pela dona da casa e entendo que estou entrando em prioridade alheia, peço licença pra ir até a gruta... E nos fundos, um córrego, águas limpídas e convidativas, de fácil acesso, eu se morasse ali tomaria banho de córrego todo dia! Uma riqueza de quintal. Trocamos um dedinho de prosa, a moradora tinha muitas queixas do lugar: "o quintal é bonito mas dá trabalho cuidar, aqui é tudo muito úmido e frio, mesmo nos dias de sol..." O quintal do vizinho é sempre mais verde! Seguimos encontramos uma especie de pia, uma torneira no meio da trilha que convidava: "Sirva se, agua de poço artesiano 100% natural" Juro que nunca bebi uma água tão gostosa!!! Chegamos em Ascurra com a impressão de uma simpática cidade, um lindo letreiro com as palavras: #eu Ascurra, uma igreja... praça... Aliás... Que igreja linda!!! Igreja de santo Ambrósio: datada de 1927, com colunas imponente na fachada externa, uma grande escadaria, no interior, lindos arcos entrecruzados no teto lembrando uma influência gótica, no altar, a mesa feita com a base de árvore entalhada igual à igreja de Rodeio, mas única, artesanal, vitrais coloridos, painéis imensos com pinturas de imagens de santo, meias colunas dividindo as partes da igreja e em cada divisão uma pintura diferente, servindo as colunas como molduras, nichos nas laterais com oratórios e imagens em tamanho grande de Santos... E uma paz que só estando lá!!! Paramos, fotografamos, agradecemos e fizemos nossos pedidos!! Lindo demais, talvez a igreja mais bonita de todo o Vale. No meio do caminho foi preciso dispensar um pouco os agasalhos, o sol já brilhava forte e o calor já era suficiente. A blusa mau cabia na bolsa. Seguimos por um trecho plano, de rodovia, tiramos foto zoando as placas de velocidade: 80 km por hora, paramos no meio da rodovia pra fazer fotos com o temporizador, usando pedrinhas pra segurar o celular, pra que nós duas aparecemos na foto passando pela placa proibido ultrapassagem, depois postei fazendo piada de que só não ultrapassei a Luci porque era proibido kkkk. Entrei dentro de uma manilha gigante na beira da rodovia, coisa de criança... E chegando na igreja matriz de Apiúna já as 13 hs fomos recebidas com uma delícia marmita, estava Verde de fome, mas antes, fui conhecer a igreja que aliás, estava fechada. Mas na fachada externa claramente estilo gótico brasileiro: duas torres pontiagudas, uma rosácea. Do lado um pequeno oratório. Chegamos aos 29 km (vontade de andar mais um só pra fechar 30 kkk), sentia que havia uma bolha no meu pé esquerdo, bem na sola do pé, chegando perto dos dedos, estava sentindo isso já a alguns km atrás, mas enquanto estamos andando, não incomoda tanto, agora sabendo que tínhamos chegando, parece que o pé entende e começa a doer, mas era uma dor de quem andou muito mesmo, e de bolha, eu furaria ela mais tarde. Enquanto saboreava minha marmita, mandei uma mensagem pra organização do passeio de trem em Apiúna dizendo: "boa tarde, cheguei na cidade, pode me mandar a localização?" A resposta veio rápido, antes mesmo do fim da marmita: continha a localização pedida e a seguinte mensagem: "lembrando que seu passeio é amanhã" Putz! Eu poderia jurar que era domingo, e ainda era sábado!!! Data do passeio: 13/06!!! Estávamos programadas pra comer e ir até o endereço do passeio... Mas agora, amanhã teríamos que ficar na cidade de boa durante a manhã, passear a tarde no trem (horário do passeio 15 hs) e seguir o trajeto depois das 16, e se assim fosse chegaríamos tarde no destino seguinte (Indaial), ou, ir até indaial no dia seguinte a pé cumprindo a planilha e voltar até Apiúna de carro tudo isso antes das 15. Pois foi essa a escolha. Decidimos que iríamos seguir o circuito no dia seguinte a pé e voltar de carro. Ficamos então com a tarde livre... Muito cansadas mas bem dispostas, somado a disposição do nosso apoio, partiu conhecer a rota das Cachoeiras: rodamos de carro mais de 40 km em meio as montanhas, por estradas que subiam tanto que parecia que o carro iria tombar pra trás, caminhos com desfiladeiros, precipicios, sem acostamento e com as laterais rompidas sabe se lá porque, e que dariam em buracos no vale... Não encontramos nenhuma Cachoeira. Claro que deve ter... Mas acho que um guia nesse caso ajudaria... Mas passamos por lindos lugares. Entravamos e saíamos do carro com dificuldades e dizendo: aí ai ai... Tudo doía! Mas Luci era uma Fortaleza, a queixa parava por aí... Eu tinha no rosto um grosseirão, em torno do nariz e boca sentia que a pele estava cheia de brotoejas e descamando, efeito do frio, como se fossem queimaduras do frio. Já entardecendo e precisando viabilizar um lugar com banho e descanso. Então fomos pra um posto, e lá, bem conversadinho, banho quente de cortesia, e a autorização pra ficar. Colocamos todas as malas em cima da blazer, arrumamos a cama e boa. Porém a cama mais uma vez era dura, acordei a noite inteira, as luzes do posto acessar durante toda a noite pois o posto era 24 hs e era noite de sábado, e Adriano acordou no meio da noite com um playboizinho mechendo nas nossas coisas!! Segundo Adriano, quando ele viu e abriu a porta do carro, saltou de dentro da blazer, o cara disfarça e tira a mão correndo de sabe lá o que que tava mechendo... Só notamos a falta da tampa do porta escova de dentes, que tava pra fora e bem no local onde o Adriano contou que o cara tava fuçando, de certo na pressa de tirar a mão, melhor era esconder a tampa do que colocar no lugar de novo... 3° dia Vale europeu - 13/06/2021 - de Apiúna à Indaial Saímos bem cedo, acho que 5:30, ainda com escuro, antes de sair tomamos café e frutas, passei uns cremes de rosto da Luci em volta do meu nariz e boca, saímos do posto e teríamos que voltar uns 8 km até pegar pra Indaial, pela rodovia, um caminho já conhecido de ontem, e assim partimos: uma rodovia perigosa e sem acostamento, no escuro não há muito o que contemplar, então o passo era largo. Estava inscrita em uma corrida virtual hoje, de 3 km apenas, então contei a Luci e na hora ela topa... Boa, partiu correr 3 km. Já havíamos andando 2 e o caminho era plano, parei o aplicativo e recomecei em modalidade corrida, mas com muito agasalho, mochila e cajado na mão, a corrida era na verdade uma caminhada de passos maiores, em 30 minutos, 3 km com Pace de quase 10 kkkk - quase - 9,58 na verdade. Encerrado, paramos e tiramos a primeira foto do dia: só eu pra constar na tela da corrida. Reiniciei o aplicativo de distância e prosseguimos. Serviu pra esquentar: mas ainda escuro e cedo demais pra tirar as blusas, seguimos... O dia começava a clarear quando passamos na bifurcação que pegava para Indaial no momento em que passava nosso apoio por nós, a partir de agora a estrada segue pelo meio da cidade, começam a surgir casas num cenário pitoresco, passamos pela igreja Luterana de Ascurra. O caminho margeava o rio Itajaí Açu, passamos por uma casinha que de longe avistei um corcel I 4 portas, laranja, e o provável dono na frente da casa agoando as plantas... Ah... Puxei conversa, pedi licença pra fotografar o corcel, contei que um dia tivemos um também e meu marido morre de saudades... A conversa vai longe, olhamos o "quintal" da casa que além de um lago cheio de plantas tipo de flor de lótus, patos, horta, flores... Ainda tem um morro nos fundos com uma trilha que nos chama atenção. A gente pergunta e ele responde que a trilha é do gado, mas que de vez em quando tem que subir, pois lá de cima vem água encanada das nascentes, e que quando chove demais é preciso ir até lá pra desentupir os canos. Ficamos encantadas!!! E seguimos. Em todo o trajeto, todos os dias passamos por pontes, quando elas não estão no meio do caminho, estão próximas, a vista, e desviamos pra passar por elas, só pra cruzar e voltar, ver a vista de lá, fotografar... Como duas crianças mesmo, só pelo gosto de passar na ponte! Igrejas luteranas tem de monte, sempre passamos por uma, e são lindas, e a e hoje... Um casamento: uma noiva saindo da igreja, linda! Passamos pela capela Nossa senhora Aparecida, fomos até a porta e dava pra ver que a mesa do altar tinha a mesma característica: a base feita de tronco de árvore entalhado. Na chegada, 28,36 km, almoçamos um delicioso pão com mortadela e já partimos de carro pra Apiúna, pelo mesmo caminho que percorremos, ou seja, voltamos todo o trajeto, pois hoje era enfim o dia do passeio de trem! E é muito gostoso ver de carro o tamanho da distância que percorremos a pé, nem da pra acreditar... A canseira era tanta que o sono bateu, o cansaço era grande, olho pro banco de trás e vejo que a Luci também está no mesmo estado: " pescando" e dormido. Tento não dormir e continuar a contemplar o caminho percorrido a pé, mas... Também cochilo. Chegando lá, descemos do carro com dificuldades: tudo dói! Descemos e alongamos, eu sigo mancando, a bolha que ontem eu furei voltou a encher e eu sentia a água dentro da bolha "chacoalhar" no meu pé desde de os últimos km do percurso de hoje. Chegamos cedo, as 14. O passeio é as 15. Dá tempo de pegar os bilhetes e escolher um lugar pra sentar. O lugar é lindo e cheio de cenários para fotos: portais com flores, carroças, bancos de madeira... Sentamos e ali mesmo tiro o tênis e furo de novo minha bolha da sola do pé, recoloco o tênis, continuo mancando... No sol, um calor gostoso e impossível ficar com blusa, na sombra... Um friioo... Tem que pôr blusa! Adriano deita no banco ao sol, faz das blusas um travesseiro e tira um bom cochilo, enquanto a gente aproveita o tempo pra tirar fotos nos cenários ao redor, e ver as fotos do dia. O trem chega apitando, e curioso é que a linha do trem é finita. Acaba Ali mesmo, mas o trem vai e volta... Por onde? Volta de ré? Embarcamos todos, tiramos fotos das janelas e inicia se um áudio com orientações sobre o percurso e orientações de segurança: "não coloque a cabeça pra fora, mãos... Não levante..." Heitor está do meu lado e me dá tanta bronca que mais parece minha mãe! Está com medo... O passeio começa e Maria fumaça sai apitando e fumaciando tudo... Passa pela mata, nas margens muitas casinhas singelas e precárias, chega a um ponto onde uma vista previlegiada do rio Itajaí Açu, túnel... Todos gritam... Muito legal, algumas luzes de celular mostram que o túnel é úmido, e depois do túnel logo chega a usina. O trem para e o áudio continua a explicar a história daquele trem, desde de sua construção até quando se torna obsoleto com a chegada das estradas, e que na verdade aquele trecho foi refeito para o passeio. Aí vem a surpresa que revela como o trem volta: basta virar o encosto para o outro lado, e sentar do contrário. Pronto! O trem volta pelo mesmo caminho. É um caminho reto. A volta é didática: parada pra encher os reservatórios de água (não lembro quantos mil litros) e depois uma para nova parada em cima do viaduto pra mostrar a capacidade de vapor, pede pra que a gente olhe pela janela e o que vimos é como se fosse tirar a pressão de uma panela de pressão, mas impressionante!!! O precedimento é repetido dos dois lados do trem, duas vezes pra que todos vejam, da pra ver que as pessoas que estão na rua, em baixo do viaduto, se desnumbram com a cena. O trem segue e finaliza o passeio no mesmo lugar em que começou. Saímos satisfeitos e felizes, e ainda tiramos fotos, tomamos sorvete e seguimos de volta pra Indaial, onde hoje foi o ponto de chegada da caminhada. Em Indaial, hoje muito cansadas e tudo doendo, acabamos topando a diária no hotel fink. Ponto de partida do caminho. O caminho começa aqui. Relembro que nossa opção foi começar por Benedito Novo pelo fato de não poder sair de Londrina antes do dia 11, e queríamos estar em Apiúna no dia 13 para o passeio de trem, só se chega em Apiúna no 8° dia de Caminho e se assim fosse, teríamos que sair 8 dias antes do dia 13, pois o trem só tem uma vez por mês. Sendo o hotel fink em Indaial o ponto de partida: lá adquirimos nossa credencial: com 3 dias de atraso. Custo: 20 reais. Junto com a credencial vem também uma planilha dia a dia que seguindo a dona do hotel, atualizada, e que aos poucos fomos notando algumas diferenças com a planilha oferecida pelo site oficial do vale. Custo da hospedagem: 280 para os 5. Pouco mais de 50 reais por pessoa, incluso café da manhã. Não é caro, mas para a família, se for pagar isso ao longo dos 9 dias, pesa! Banho quente, cama boa... O quarto tinha uma cama de casal onde dormimos as 3 meninas: eu, Luci e Heloísa, e duas camas de solteiro para os meninos. Estávamos tão cansadas que foi difícil ver as fotos do dia, mandar notícias e tudo mais sem que o celular caísse da mão... Lógico, não consegui escrever nada... Logo adormecemos. Dessa vez um sono só! Sem acordar de madrugada... Nada! Merecido descanso. 4° dia vale Europeu - 14/06/3/21 - De Indaial à Timbó. Pra aproveitar o pouso em hotel, dormimos até mais tarde, até porque o café da manhã era servido as 6:30. Então 6 hs estávamos nos arrumando. Não teve como não pensar: "a essa hora já estávamos longe ontem"... Mas mereciamos. Tomamos um café de rainha: ovos, bauru feito na chapinha, mamão, bolo, pão de queijo, suco de laranja, pão com requeijão, e ainda fizemos um lanchinho pra levar... Meu rosto melhorou bastante passando o hidratante, antes de sair passo de novo o creme. As dores no corpo se foram e nada mais dói. Era quase 8 quando saímos, as crianças ainda dormiam, Adriano ficou de acorda las pro café, e nós, agora com as devidas credenciais e carimbo, com a planilha "atualizada" na mão, nos orientamos com a dona do hotel pra saída daquele dia e lá fomos nós para o quarto dia, rumo a Timbó. Demoro a perceber que estou sem os óculos, sei que usei ontem pra ver o celular antes de dormir, mas não faço idéia de onde estejam. Seguindo orientações, tínhamos que caminhar até a ponte dos Arcos, mas a sinalização de placas até lá e a planilha é bem confusa, porém é um ponto conhecido por todos na cidade. Procurando por orientações das setas brancas a gente se perde fácil nesse trecho, e lá se foram uns 2 km perdidas... Achamos a tal ponte! E como os moradores disseram, eram duas pontes sobre o rio Itajaí Açu: uma paralela a outra, quando entramos na ponte dos Arcos, as pessoas num vai e vem que parecia segunda feira - e era - muito trânsito de carros, e de lá... Avista se a outra ponte: uma ponte mais normal. A ponte dos Arcos como o próprio nome diz, é formada por Arcos nas laterais, com passagem para duas vias de carros e duas passarelas para pedestre nas laterais. Quando saímos do outro lado, a indicação de pegar pra direita, independente da indicação, decidimos ir até a outra ponte, passar por ela e voltar, só por gosto, só pra poder fotografar a ponte dos Arcos à distância... Ida e volta na ponte, realizado o desejo de passar por pontes, lá fomos nós, só agora começam a aparecer setas brancas com uma certa regularidade. Eu já tinha colocado no Google maps o endereço de Timbó, por enquanto as indicações batiam. No trecho de atravessar a BR, muita confusão! Carência de setas, e uma obra no meio do caminho nos deixou completamente perdidas... Adriano que tentava seguir pelo mesmo caminho também encontrava dificuldades pra se orientar pela planilha e pelas setas que nesse trecho, não existem!!! Então íamos pelos próximos pontos de referência da planilha: como chegar a igreja tal... Tivemos que atravessar em meio ao canteiro de obras: muito barulho de máquinas, buracos, monte de pedras empilhadas... Passamos por ali perguntando para os trabalhadores: "pode mesmo passar aqui?" Atolamos o pé no barro branco que mais parecia argila, escorregamos... Enfim, depois de passar em meio ao canteiro de obras, cruzamos a BR... Adriano deu a volta sabe se lá por onde e conseguiu atravessar, a partir daí, seguiu pra Timbó onde ia nos esperar. Seguimos agora guiadas pelas setas brancas que reapareceram, e já onze horas passamos por um bosque de Pinheiros cercados por uma cerca de arame farpado... Eu que adoro bosques assim, achei um buraco na cerca e pulei lá dentro. Incrível como depois de colocar os dois pés dentro desse bloco de Pinheiros e estar em suas sombras, muda tudo: o ar é puro, a sombra é densa e o clima é outro, frescor que se não fosse pelo corpo quente de estar caminhando sob o sol a pino e de agasalhos, eu diria que dentro da "floresta" é frio, sinto o frescor de estar dentro do mato, caminho um pouco entre os Pinheiros, fotógrafo, coloco o temporizador pra fazer fotos de mim mesma, aceno pra Luci pra que ela entre também, mas ela, prudente, prefere ficar na beira da estrada me esperando. Fico ali não mais que 15 minutos, saio pelo mesmo buraco na cerca que entrei e seguimos. Seguimos pelo caminho rural, de vez em quando uma seta branca, já quase meio dia encontramos um bar, uma venda no meio do nada. O bar é um luxo: com detalhes em madeira maciça, rústico. A dona, paranaense nos conta alguma coisa sobre Arapongas eu acho, Luci toma um café, e eu, acabo tomando mesmo é um sorvete! E água! Devem faltar 10 km ou pouco mais e eu não bebi quase nada de água. Me chama atenção uma cabeça de gado na parede, tipo empalhado, usando máscara, o relógio de parede feito de forma artesanal com uma roda de carroça e garrafas azuis de Skol, e já indo embora: uma gatinha coisa mais linda! De três cores, mas arisca! Tentei pegar no colo mas levei foi uma unhada no peito que por sorte, com as blusas, não pega muito! Seguimos admirando e contemplado as serras, os morros... Sempre avista se uma casinha lá longe no meio das montanhas, que faz a gente acreditar que estamos dentro de um quatro, dentro de um filme! As propriedades na beira da estrada... Com lagoas e lindas flores nas cercas... já passa do meio dia quando chegamos a uma bifurcação onde uma placa indica: CACHOEIRA RECANTO BRILHO DO LUAR. Mas a seta branca manda subir. Os cachorros da propriedade que fica na beira da estrada chega latindo nos assusta, mas o dono vem atrás e resolvemos perguntar: "e essa cachoeira? É longe?" E pra nossa surpresa ele responde: "a 50 metros". Não precisou nem falar, só olhamos uma pra outra, e olhamos pro dono da casa e provável prioritário da cachoeira, ele disse pra gente: vão lá! Pode ir... Realmente, não mais que 50 metros. Era um lugar com algumas mesinhas e tudo mais, tipo, com infraestrutura pra se fazer um churras... E muito limpo, não havia lixo algum, eu já logo tirei a mochila das costas, tirei a blusa, fiquei só com top, tirei os tênis e meias, entrei devagar margeando a cachoeira, tinha um caminho feito com madeiras até a queda d'água que descia pela pedra, uma pedra enorme num angulo que parecia um escorregador gigante, de onde a água deságua... Dava pra deitar sobre a pedra e lá ficar, e a pedra não era toda tomada pela água, só no meio é que corria a água, talvez depois de chuvas o volume aumentasse, mas era mansa, com as pedras secas era possível subir até lá em cima. A água descia e formava uma enorme piscina que eu não me atrevi a entrar, embora o fundo fosse visível nas bordas... O meio, sabe lá né. A água... Gelada como água da geladeira!!! Não tive coragem de molhar além dos quadris. Luci tirou os tênis e molhou os pés, nada mais. Ficamos por ali cerca de meia hora. Voltamos. Seguindo pela indicação das setas brancas, um caminho em meio a mata nativa, uma vegetação linda, aqueles arbustos que tomam conta das árvores, flores pelo caminho e uma subida de tirar o fôlego, forte concorrente pra ser eleita a mais terrível do circuito, quase um rapel! Fizemos um bom uso do cajado. Subimos em silêncio e eu... Até pensava em parar pra descansar, mas fui no ritmo da Luci, me senti mais velha do que ela ao ser deixada pra trás, então apressei o passo, foram ... Sei lá, uns 2 km de subida assim, parecia que estávamos subindo um escorregador, no caminho eu ia pensando na blazer, se subiu tudo aquilo sem problemas. Passamos por uma entrada secundária que era uma descida tão grande que mais parecia um buraco. A curiosidade bateu e desci, cerca de uns 50 m de um lindo caminho, uma propriedade encantadora, uma das mais lindas talvez... Um lago com patinhos, ao redor, mata muito bem cuidada e preservadas, nos fundos uma casa linda, uma roda d'água em movimento nos fundos da lagoa. Cheguei com receio de cachorro, chamei por "ó de casa", nada, ninguém em casa. Meio de longe só fotografei, não quis me adentrar na propriedade alheia. Subindo e subindo... Uma capelinha, uma placa do circuito anuncia um hotel: Hospedagem rural fazenda sacramento. Paramos pra tirar fotos enquanto chega um carro, uma moça pergunta: "estão precisando de algo? Água, banheiro?" Falamos que estamos fazendo o circuito, que está tudo bem... Mais pra frente vou lembrar essa mesma moça que agora esbanja simpatia, negando pra gente um simples carimbo na credencial. Ela nos diz: pra Timbó ainda falta uns 8 km, mas pelo menos não tem mais subida! E gente contando que só tinha uns 4... Pelo menos, não tem mais subida. E não tinha mesmo, descemos e descemos... Entrando na cidade, mais pontes: em meia hora duas pontes pencil, lindas, andamos e tiramos as clássicas fotos de costas, andando pela ponte... Passamos pelo Museo da música que a essa hora já estava fechado. Quando chegamos já era quase 17 hs. Chegamos em um lindo parque com mais uma ponte pencil, Adriano e as crianças já haviam passeado por ali, mas mesmo muito cansadas, ainda passeamos por todo o parque. Do outro lado da ponte, uma linda casa em estilo enxamel, e por trás de casinha, uma linda escadaria, mais uma roda d'água, tratava se de um lugar turismo, um parque que marca o início e o fim do circuito do vale europeu. Tudo muito bonito. Finalizamos o trajeto de hoje com 40 km, apesar do record em distância, a bolha do pé totalmente sanada, e o cansaço é grande, mas dores não temos mais. Nos sentimos mais fortes. Carimbamos nosso passaporte num hotel tão bonito e luxuoso que não tivemos coragem de perguntar o preço. Não achamos nenhum posto possível para passar a noite, então procuramos jantar em uma lanchonete, em seguida: sorveteria 60 sabores!!! Que delícia: sorvete sabor de nozes, sensação, maçã verde... Orientamos as crianças a irem no banheiro sabendo que depois não teria mais como. Voltamos ao lugar estacionado, perto da tal praça e parque que foi ponto de nossa chegada, e ali mesmo, no centro da cidade, arrumamos nossas camas: malas por baixo, colchonetes por cima, escovamos os dentes com água das garrafinhas, deitados agasalhadas, sem banho, não era nem 21 hs e todo mundo na cama, quer dizer: no carro... Momento de ver fotos e mandar mensagens, usei o celular até dormir (o que não demorou) e a bateria ficou abaixo de 50, no carregador da bateria do carro ficou o carregador externo, pra garantir nossas baterias de amanhã pelo caminho. E sabe que já estamos nos habituando com essa cama que hoje, até parece bem mais confortável... Dormimos, acordei algumas vezes, mas dormi bem. 5° dia vale europeu - Timbó à Pomerode - 15/06 Acordamos cedo, mas nem tanto... Antes das 6! Dessa vez deu até vontade de ficar na cama... Mas levantamos e comemos frutas e um resto de pão que ainda tinhamos, arrumamos frutas na mochila e partimos as 6:30, sem banheiro, só escovamos os dentes com água de garrafas, mas como o pouso era numa vaga no centro da cidade... Sem banheiro, e assim Adriano prometeu acordar às crianças e já sair dali em direção à algum posto onde pudessem usar banheiro. Nosso banheiro foi o mato, mas ainda demorou um bocado pois até a gente fazer a primeira parte do trajeto, uma parte urbana... E com tudo fechado, a cidade ainda dormia... banheiro pra nós demorou. Logo quando a gente entra em espaço rural, árvores margeando a estrada e uma nuvem de passarinhos brinca no céu, todos faceiros e assanhados... não estão migrando pra lado nenhum... Estão apenas celebrando o novo dia, são várias nuvens, elas vem e voltam pras copas das árvores, como se ali fosse o pique de um pega pega no céu. As árvores estão repletas de passarinhos... todas elas, e os bandos ficam se alternando pra apresentar no céu o balé das andorinhas. Acho que são andorinhas, são pássaros pretos e muito pequenos, mas se "uma andorinhas só não faz verão"... Um monte com certeza faz porque e lindo de ver... Ficamos ali olhando pra cima um bom tempo, inutilmente tentando fotografar, gravar... Nada pode registrar com exatidão a beleza daquele espetáculo. Aliás, todos os dias a essa hora, em estradas assim a perder de vista... Sempre caminhamos embaladas por trilha sonora do canto dos passarinhos... E muitas vezes eles estão ao nosso lado nos fazendo companhia: são pequenos, azuis, cinza, verdes, pretos, brancos... Como é bonito ver passarinhos solto na natureza. Fico pensando que gosto pode ter alguém que cria passarinhos em gaiola!!!! Nunca entendi essa ideia de se ter passarinho como bicho de estimação. Já na SC 110, uma capela a beira da rodovia nos faz atravessar a pista, e entrar... Lá, vitrais coloridos com lindas imagens, e no teto, uma pintura ilusionista nos remete ao céu... Uma paz... Atrás da igreja, um cemitério com o mesmo nome da igreja: São Roque. Ainda perto dali passamos por uma escola municipal e o que me chama atenção é as crianças em idade de ensino fundamental, brincando na quadra de bola queimada, o professor olhando, todos de máscara, sem exceção! E fico a pensar: tai a nossa nova realidade... E como é difícil praticar esportes com máscaras! Principalmente envolvendo corridas, tanto que futebol e outros esportes em equipe jogam sem ela (claro, sabemos que eles fazem teste rotineiramente e seguem uma série de protocolos). Ao ver crianças tão pequenas se acostumando ao uso de máscaras até na hora de jogar bola queimada, penso que o mundo nunca mais será o mesmo! Máscaras farão parte do nosso dia a dia tão costumeiramente que serão como os celulares: os jovens de amanhã não terão lembrança de um mundo sem máscara! Em frente a escola num canteiro... Um balanço enorme instalado ali... Porque eu não sei... Ah!!! Um balanço!!!!!! Não resisto!!! Deixo meu cajado num cantinho e corro sentar nele!!! Dá pra perceber que atrás do balanço tem um pequeno morro, que o balanço tem corda de sobra pra que se suba no barraco levando uma ponta da corda e consequentemente, o balanço... De forma que a largada seja lá de cima do barraco, e isso faça o balanço ir parar nas alturas!!!! Lógico!!! Me lembro de Minas (em Minas, em uma das paradas na casa de uma família, um balanço amarrado a uma árvore imensa, um barranco atrás... Dava pra balançar tão alto que quase cheguei ao céu!!!) Mas agora eu não tive coragem de subir no barranco, até porque em Minas eu fui puxada pro barranco depois de sentar no balanço pelo dono da casa... Mesmo dependo só do meu impulso... Que delíiiiciiaa!!! Enquanto balanço eu canto pra mim mesma que "a felicidade está no caminho..." E ou a música, ou o próprio balançar, ou os dois me fazem encher os olhos d'água. Tenho que deixar a Luci balançar também né!!! Ela balança, adora... Ficamos ali mais um tempo, mais um pouco pra mim, mais uma vez pra ela... Duas crianças brincando... O próximo trecho a chamar a atenção foi uma área cercada e um lago repleto de flores de lótus, eu nunca tinha visto uma flor de lótus, é de uma beleza hipnotizante, dava vontade de ficar olhando e não sair mais de lá... É como uma música boa... Só de olhar faz bem, faz a gente se encantar pela beleza, a gente se alegra por estar ali vendo, os olhos se enchem de tanta beleza é como se tudo no mundo fosse tão bonito quanto... Você esquece do resto! Simples assim... Essa sensação é fácil de entender quando estamos diante de coisas monumentais como quenios, picos, cavernas, desfiladeiros, infinitos, cachoeiras majestosas (cito exemplos de coisas que eu já vi e já senti essa sensação) mas foi uma flor!!!! É a delicadeza que encanta! Uma beleza que te preenche. Mais pra frente, de novo uma floresta de Pinheiros, cercada, dessa vez eu e Luci pulamos lá dentro, o acesso tava mais fácil... Andamos, tiramos fotos, usamos o temporizador, curtimos a floresta... O caminho ainda reservava mais pontes, na maioria das vezes pontes pequenas que cruzam córregos que vão pra propriedades particulares... Nós, só íamos e voltamos só pra dizer que passamos por lá. Lamento não ter contando os quantas pontes passamos. Passamos por uma parte cuja vegetação nativa encantava: uma cortina de cipós era tão bonita que parecia coisa de decorador, e era né, o maior de todos os arquitetos: Deus, a Mãe Natureza... Conversamos sobre essas passagens onde a natureza é intocável, onde as cachoeiras e a vegetação é inacessível, que ali a única interferência é a estrada de chão que passa. Como é bonito passar por lugares assim, e por aqui as pessoas parecem saber o valor dessa riqueza pois não há lixo, apesar dessa característica vegetação nativa e intocável em muitos trechos, a região é habitada, mas não vimos descarte irregular em nenhum lugar dos 245 km em que andamos, uma ou outra latinha em meio as rodovias, que diferença! Essa deve ser uma das razões do nome Vale Europeu. Ainda na estrada de chão numa bonita propriedade rural com uma casa em estilo enxamel, um cachorro nos assusta de verdade... Não deixa a gente passar, avança na gente, somos socorridas pela dona do bichinho que jura, é manso... Mas fica difícil de acreditar, ela precisa pegar no colo! Foi o avanço de cachorro que eu mais tive medo do caminho. Saímos da estrada rural. Normalmente o dia é divido em três etapas: a saída que quase sempre passa pela cidade e rodovias, a parte rural ou em meio as matas, e a aproximação com a cidade de chegada em meio ao perímetro urbano e ou rodovia de novo. E já perto de Pomerode, de novo cachorros! Mas sempre quando vem cachorros assim eu primeiro tento a conversa mole, e funcionou: o bichinho abanou o rabo e se derreteu todo. Aliás, já eram dois, uma cachorra grande e um pretinho, a cachorra é tão afável que chega a deitar no asfalto de rolar de barriga pra cima pedindo atenção. E pronto! Temos companhia! Eles nos seguem por um bom trecho. A cachorrinha fica em um ponto de ônibus porque as pessoas começam a conversar com ela inclusive chamando pelo nome: Lady. As pessoas nos contam que ela é da redondeza, e por lá ela fica, aos carinhos do pessoal do ponto de ônibus, e a gente segue na companhia do cachorrinho preto que nos seguiu por 5 ou 6 km, inclusive na rodovia, e a gente... Morrendo de medo dele ser atropelado naquela rodovia apertada e sem acostamento. Entrando em Pomerode, ausência total de setas brancas, sabemos que temos que chegar no portal de entrada na cidade, mas uma bifurcação aponta pra Blumenau, e nada de setas. Jogo no Google: portal de Pomerode, me informo com moradores, a gente vai por essas informações, e pelo meio da cidade, abandonando as orientações das setas brancas. Viramos uma esquina e pá: a galera lá tomando sorvete! A surpresa nos faz esquecer nosso amigo cachorro que até aquele momento estava conosco... Conversando com Adriano e as crianças que nos dizem estarmos próximos ao portal. Terminamos de chegar acompanhadas pela galera e quando vamos contar que o cachorrinho veio junto, já não tá mais! Seguiu sozinho! Caminhamos aquele último quilômetro acompanhadas das crianças e Adriano, ouvindo os relatos de todos sobre os passeios do dia: foram no zoológico, na vila dos dinossauros, no Museo... Muitos bichos lindos no zoológico... E nós ainda tinhamos que almoçar, estávamos cansadas, acabamos dizendo que tudo bem ficar sem ir no zoológico né, afinal, a galera toda já foi... Não vão querer ir de novo! Fizemos a foto de final da caminhada em frente ao portal: 24,58 e mais algumas fotos, ali mesmo era possível carimbar a credencial e partiu almoço. O almoço estava no carro nos esperando... Uma marmita fria mas deliciosa, o carro que estava estacionado na praça da cidade do lado do letreiro: eu amo Pomerode... Serviu de ponto para um delicioso descanso: Adriano dormiu uma boa soneca pós almoço, Luci também, eu dei umas pescadas e depois de um merecido descanso, fomos procurar um pouso que aliás, estava bem próximo de nós: ali mesmo em frente ao portal ficava um hostel, com um anúncio de pouso coletivo ou coisa assim. Entramos e um jovem muito simpático nos atende, liga pra mãe e pergunta quanto ele deve fazer, desliga o telefone e faz um excelente preço: 240 reais. Ficamos com o hostel que não servia café mas tinha uma cozinha coletiva, porém éramos os únicos hóspedes. Tivemos que esperar o menino terminar de limpar o quarto, o que durou cerca de meia hora ou mais, entramos no quarto muito confortável com uma cama de casal e duas beliches (até sobrou cama) banho quente e partiu mercado: compramos pizza pra fazer e pães com mortadela pra amanhã. Descanso garantido... Dormi como rainha. Depois Heitor contou que ouviu de madrugada alguém bater na porta e perguntar se tinha alguém, provavelmente em busca de pouso... Mas ninguém atendeu o pobre... Aquela casinha parecia ter apenas a gente mesmo. Eu não ouvi nada. 6° dia vale europeu - 16/06 - de Pomerode à Rio dos Cedros. Até que acordamos cedo: umas 6 hs, mas até tomar café... Saída às 6:50. Mas... O trajeto de hoje pela planilha era só 17 km, susse. Saímos do hostel e deixamos Adriano ainda com as crianças dormindo. Passamos pelo portal amanhecendo o dia, e já pegamos a rodovia, mas a rodovia muito bonita, rodeada de mata nativa... Com o rio correndo nas margens... Logo surge um luxuoso restaurante: restaurante recanto do salto. O rio passa entre as pedras, uma ponte de madeira faz a ligação para o restaurante, em baixo da ponte uma deliciosa cachoeira. E aquela hora do dia tudo estava fechado, mas a passagem da ponte ficava aberta, entramos, eu entrei até na água - só os pés, mas já valeu! Saindo de Pomerode, passamos pelo Museo do imigrante, uma linda construção em estilo enxamel, a foto de um relógio enorme em um monumento registra a hora daquele momento: 8:10. Nada de setas brancas, é preciso se informar com funcionários do Museo. Passamos por mais uma igreja luterana (são muitas lá) e em frente a uma linda roda d'água (também são muitas). Pela rodovia uma placa indica que cruzamos a fronteira de Pomerode com rio dos Cedros, brincamos com isso: tipo, aqui Pomerode, aqui Rio dos Cedros, em uma diferença de um pulinho. Já são cerca de 11 horas e como o trajeto de hoje é pequeno ... Não custa desviar um pouquinho... Avistamos uma igreja láaaa no alto, a rua nem é nosso caminho, mas bem dispostas vamos até lá... E chegando lá: uma subida quase na vertical de... Uns 150 a 200m, mas de respeito hem! Ficamos imaginando as velhinhas beatas pra ir à igreja todos os domingos!!! Bom, a igreja por fora é linda e por dentro estava fechada. Que pena. Fechamos o dia na praça, na igreja matriz de Rio dos Cedros, cerca de 13 hs, aos 20,59 km, nem deu pra cansar. A praça é enorme e a igreja está sendo lavada, então não dá pra entrar, chegamos a ir até lá, mas o funcionário nos atende com indiferença e nos diz que não, por ali não vai passar, procurem a entrada lateral. Ao fazer isso, outras duas moças que parecem conhecer bem a igreja nos atendem com a mesma indiferença: está fechada. Tava na cara que éramos de fora, poderiam ter sido mais maleáveis... Na praça fica um parque, as crianças brincam no parque, eu ainda tenho disposição pra brincar também, mas agora que já está tudo sossegado, olho no celular e vejo uma mensagem: "Patrícia, é do hostel de Pomerode, você esqueceu um agasalho bege"! Lembro que saímos e como sempre, quem organiza as coisas pra ir embora é sempre Adriano. Nem falo nada, só aviso da mensagem e lembro que dentro do bolso daquela blusa há 150,00. Bom, tá decidido né, vamos voltar de carro, já que é perto. Antes vamos almoçar em um restaurante, deliciosa comida, e satisfeitos, voltamos de carro à Pomerode. No caminho vou lembrando que eu não fui no zoológico, que ainda é cedo e que eu não estou nem um pouco cansada hoje. As crianças endoidam!!!! Querem ir de novo. Luci não quer ir, chego a dizer que posso ir sozinha, mas as crianças batem o pé, quem ir... Luci se deixa convencer, e lá vamos nós... Blusa resgatada, partiu zoológico! Foi a melhor coisa esquecer a blusa. Logo na entrada do zoológico um bando de Guarás!!! Que coisa mais linda, que espetáculo, ficou encantada, mas tão encantada que poderia ficar ali que já teria válido minha visita; são aves de uma coloração vermelha intensa, nunca tinha visto... o zoológico é lindo, verde, tem pássaros coloridos, patos, macacos, pinguins!!!! Isso mesmo, pinguins!!! As crianças se sentem nossos guias, se divertem mostrando tudo já com conhecimento prévio. E o Tigre!!!! Como é lindo o tigre!!! Fico hipnotizada por eles, tanto que as crianças dizem: "mãe, já deu, vamos mãe, não olha ele no olho não" o tigre parece mesmo estressado e nervoso, parece enfadado daquele lugar, e se ele quiser dá impressão que poderá mesmo pular em cima de alguém e vencer o buraco que há entre ele e o visitante. Mas é lindo demais, ele desfila diante de nós e nos encara, o tal olho no olho é mesmo hipnotizante. Já a onça é tão bonita e encantadora quanto, mas está localizada num buraco muito abaixo de nós, e embora pareça tão nervosa quanto o tigre andando pra lá e pra cá, só conseguimos vê lá de cima pra baixo, e não rola o olho no olho. As araras e papagaios das cores mais lindas que tem na Caixa de lápis de cores de Deus: vermelhos, amarelos, verdes tão intensos que deixa no chinelo qualquer Matisse ou Van Gogh, azuis de fazer inveja a Yves Klein. Passamos por dentro de um viveiro de aves com passarinhos de todas a cores e tamanhos, lindo, grande, mas... Ainda acho que lugar de passarinho é mesmo na floresta, e aliás, de todos os bichos... A zebra: será preta de listras brancas ou branca de listras pretas? Martin que o diga! E por último, os encantadores flamingos cor de rosa... Saimos de lá satisfeitos e felizes, valeu ter esquecido a blusa! Partiu rio dos Cedros. De volta à praça da igreja, tive a ideia de falar com o padre, pedir autorização para pouso no pátio do estacionamento da igreja do lado do banheiro. Nos apresentamos como caminhantes e dissemos que estávamos fazendo o vale europeu. Mas a resposta: "não. Vocês podem ficar com a praça, é seguro lá". O padre tão simpático como os funcionários da igreja! Sendo assim, fomos pro posto que perto das 21 hs fechava, mas ali jantamos uns pães de queijo e usamos os banheiros pra escovar dentes e tal, mas banho mesmo... Hoje não deu! Pouso arrumado, esquema de sempre: malas por baixo, cama por cima... Ninguém mais reclama, partiu descanso, amanhã tem mais. No carregador do carro fica o carregador externo, e o celular eu olho a fotos do dia antes de dormir, mas vai amanhecer a menos de 50%. 7° dia vale Europeu, de Rio dos Cedros à Benedito Novo - 17/06 Saímos tarde, 7 hs, e logo já estávamos em meio as estradas de terra, até passamos por um pouco de pés de café, os únicos que vi em todo o caminho, se quisesse dava até pra contar quantos pés de tão pouco, mas o suficiente pra me trazer a lembrança a imensidão da lavoura de café de Minas. O Horizonte era rodeado por montanhas e a névoa encobrindo tudo, um lindo cenário, logo estávamos subindo morros... Passamos por uma igrejinha simpática, e a subida começa a ficar cada vez mais ingrime... Até que chega a um ponto onde se vê um enorme desfiladeiro, uma visão panorâmica de encher os olhos nos faz avistar a Igrejinha que passamos a pouco como um pequeno ponto lá em baixo, rodeada pela neblina: coisa mais linda, um trecho tão lindo que merece uma parada e um tempo pra contemplação, fazemos fotos mas nada é capaz de reproduzir a beleza que vemos. Vimos nascentes brotando em meio a vegetação nas encostas das montanhas, e algumas pequenas cachoeiras e córregos límpidos em quintais de propriedades, quanta riqueza... Subindo, subindo... E de repente, estamos de novo no asfalto e logo chegamos ao letreiro: #eu Benedito Novo. O letreiro é colorido e está em frente a um bonito parque, um imenso gramado Verde, um monumento de peixe e as bandeiras da cidade, um portal todo adornado com rosas para servir de cenário para os apaixonados... Linda praça. Ficamos felizes porque chegou... Só que não! O ponto de chegada ainda está longe. Seguimos agora pela rodovia SC 477 e passamos em frente a uma linda construção em enxamel com flores coloridas em floreiras, mais adiante outra igreja Luterana e dessa vez os sinos começam a badalar assim que estamos passando... Ficamos encantadas e preferimos acreditar que nossa passagem é a razão das badaladas. Mais pontes, e quando menos se espera, as setas brancas nos tiram da rodovia e indica pra entrar de novo em estradas de terra (sim, por já ter passado pela entrada da cidade, saber que estávamos chegando, acreditávamos que já era última etapa via asfalto, a parte urbana do final) e pra variar... Subida! Subimos meio na incerteza, e foram cerca de uns 2 a 3 Km. Logo passamos por um trecho que indicava o caminho para doutor Pedrinho, entendemos que no dia seguinte com certeza teríamos que voltar um pouco e passar por ali. Em seguida chegamos a uma ponte para pedestre, estreita, de madeira, e que na verdade por ali passam muitas motos e bikes, a ponte dá nos fundos de um mercado, e uma trilha faz chegar a beira da estrada. A blazer está estacionada do outro lado da BR, num posto de gasolina. Fim do trajeto de hoje aos 25,55 km. Entendemos que o desvio pela estrada de terra é só uma estratégia pra deixar o caminho mais bonitos e menos urbano, pois saímos da SC 447 e nela estamos de novo. Almoçamos ali uma marmita fria, mas deliciosa temperada com o melhor de todos os temperos: a fome, na companhia de Simba, um lindo cachorrão fila, branco com pintas pretas e cara de bobão, não assusta ninguém!!! Havia uma colera com plaquinha gravada o nome: "Simba. Sou grande mas sou amigo, sou do rolê e meus donos me amam" e o número de telefone. Penso em ligar mas a lojinha do lado do posto me informa que Simba é de lá, mora lá em frente e está acostumado a "conversar" com todos que passam por ali. Com ele eu me encanto: ele senta, da a patinha... ganha um pouco do nosso almoço e nossos corações. Adriano nos conta que o posto não é 24 hs, e não é muito simpático, então de carro voltamos lá na praça do peixe, do #amo Benedito Novo, brincamos com as crianças e até uma corrida pra ver quem chega primeiro de um gol a outro que, lógico, quem ganha é Adriano. Essa praça fica em frente a um posto, ali estacionamos a blazer e nos informamos sobre a autorização para um pouso, mesmo não sendo 24 hs, por ali vamos ficar. Tem chuveiro só no banheiro das mulheres e o banho custa 10 reais, pagamos 4 banhos - Heloísa não quer saber - o chuveiro... Água só quebrava a friagem, nem norma pode se dizer, fazer o que! Tomamos o banho protestando cada um pra si mesmo, e devolvemos a chave com o banheiro aberto, fomos procurar algo pra comer na esperança de chegar e encontrar o banheiro ainda aberto. Atravessando a rodovia um pouco pra esquerda, uma boa pizzaria: barata e gostosa, um lugar agradável, excelente atendimento, tocava Jack johnson, muito bom. Chegamos de volta em casa - a blazer estacionada nos fundos do posto - o banheiro estava fechado, bobagem acreditar que eles fechariam o posto e deixariam o banheiro feminino aberto. Mas ... O banheiro masculino (horrível) ficaria aberto a noite toda, menos mau. Atrás de onde está a blazer tinha uma oficina mecânica que ao contrário do posto, parecia não ter hora pra fechar, aliás, o atendimento já estava encerrado, mas os funcionários, uma galera de rapazes, armavam uma festa com som alto e cerveja, a noite prometia não ser muito tranquila. Arrumamos a cama e deitamos, com tudo fechado já não se ouve tanto o barulho da festa. E naquele momento em que você pega o celular pra ver fotos do dia e tal... Me lembro que o óculos que enfim havia achado em meio as malas ontem, eu tinha esquecido lá na pizzaria ! Eu sei que o óculos tá com a perna quebrada, mas no momento é o único que tenho, levando e aviso que vou voltar lá na pizzaria!!! AFF, naquele frio, vento, com o cansaço do dia, lá vou eu em uma caminhada noturna e sozinha... Atravesso a rodovia, chego na pizzaria e a mesa em que comemos ainda está do mesmo jeito, ainda está tocando Jack johnson (agora upside down)... O óculos está lá, do lado do prato... Pego, agradeço, e parti pra casa quase que correndo. Mau fiz uso deles, logo dormi. 8° dia Vale Europeu - de Benedito Novo à doutor Pedrinho - 18/06 Acordamos tarde, lá pelas 6 e tanto já quase 7. Até comer, se arrumar... Lembrando que ontem optamos por pouso na entrada de Benedito Novo, mas o ponto de chegada não era esse, e sim a cerca de 6 km daí, sendo assim, Adriano nos levaria de carro pra lá, onde começa de fato a trilha de hoje. Então não basta nós estarmos prontas, hoje é preciso acordar às crianças pra que todos saímos daqui de carro. Mochila feita (hoje a capa de chuva vai na bolsa), dentes escovados, café tomado, crianças acordadas... Só sair com o carro... Mas o carro não sai! Sem bateria. Adriano diz que a bateria realmente nunca foi trocada, que tem mais de dois anos sem trocar e que ali onde estamos não dá pra dar tranco, e melhor é comprar outra lembrando que nos fundos do posto, ou seja, do nosso lado, a oficina mecânica que ontem ficou até tarde fazendo festa, deve ter bateria pra vender. Ele desce do carro e pede pra esperar, meche aqui meche ali, mas nada, o carro não sai do lugar. Decidimos ir dali mesmo! Eu tenho plena convicção de que Adriano vai tirar o carro de lá, talvez antes mesmo de abrir a oficina. Mas nós se ficarmos esperando vai ficar muito tarde. Lembro que ontem quando passamos por aqui (a entrada de Benedito Novo) estávamos há pouco mais de 6 km da chegada (chegada que seria o começo do dia de hoje) porém ainda entramos em um trecho de estrada de terra, mas que foi dar de novo da SC 477, então se fizermos direto, sem entrar na estrada de terra, chegaremos talvez mais rápido. Luci topou na mesma hora! E assim fomos: saindo da entrada de Benedito Novo pela rodovia direto até o ponto onde de fato começaria o trecho de hoje. No caminho... Passamos reconhecendo os pontos de ontem: a construção em enxamel, a igreja luterana... Até que desobedecendo a setas brancas e não entramos na estrada de chão, pela rodovia surgiram belezas que não tinhamos visto: pontes, a vista do rio Benedito, a construção de um túnel no meio do caminho, um mirante com escadas circulares que oferecida uma visão panorâmica do rio e dos arredores. Continuando subindo e subindo, a prosa tá tão boa que já esquecemos que esse pequeno trecho nem tá na conta, e que a hora vai longe... E quando só faltam menos de 2km, Adriano nos acha! Mas agora a gente já não quer mais carona, já incorporamos o trecho a mais. Logo no ponto final do trecho de ontem e começo correto de hoje, paramos todos pra café (um longo café numa padaria ótima) e em seguida mercado... E lá está nosso amigo Simba, passeando pra lá e pra cá. Voltei ao mercado e comprei mais um pão pra fazer um sanduíche especial pra ele, mas quando saio do mercado, cadê? Não acho mais. Nos despedimos de nossos apoios e seguimos tentando não pensar que na verdade, estamos começando o dia de hoje quase 10 hs. Deixo o sanduíche do Simba com a crianças que ficam com a missão de encontra lo, e nós, seguimos pelo trilho atrás do mercado e atravessando pela última vez a ponte de pedestre sobre o rio Benedito. No caminho de hoje mais pontes, nem que seja pra ir e voltar, a gente desvia um pouquinho... Caminhos de estrada de terra lindos, com vegetação nativa, flores, pássaros... Ah... E cerejeiras... As cerejeiras chamam atenção de Luci, lembram o Japão. Propriedades com quintais de encher os olhos, com lagos, montanhas, córregos, um cenário lindo. De repente em uma entradinha... um córrego... Um lugar feio cheio de lixo reciclável, mas mesmo feio, comparado aos nossos barracões de reciclagem tava bonito, nada fora do lugar, nenhum papelzinho jogado no chão, nada disso. São materiais recicláveis amontoados numa espécie de barracão. E ao dar a volta e seguir o curso do córrego e o som das águas... Uma surpresa: uma linda cachoeira nos fundos desse lugar. A cachoeira em si é difícil de acessar pois tem uma ampla piscina que sabe se lá a profundidade, e difícil de ser contornada, mas há uma tubulação que vem de lá da queda d'água e chega até os fundos do barracão e deságua numa bica como se fosse um chuveiro gigante!!! Tipo o "bicão" de Minas (uma bica d'água num cano de PVC que fica depois de uma rotatória na saída de ... ) Só que umas 5 vezes mais forte, pois o cano de PVC aqui é de um diâmetro... Sei lá, uns 6 de raio por aí. A bica é forte e... Gelada!!! Como eu sei? Porque não resisti e entrei lá!!! Tinha prometido pra mim mesmo que não iria entrar na água!!! Mas diante de um chuveiro desses... Ah!! Olhei bem ao redor, afinal era um barracão, ninguém por perto... Pra entrar eu teria que tirar quase toda a roupa, pois é diferente de entrar só com os pés ou sentar na água, aquilo era um chuveiro!! E o frio que fazia... Depois pra mim seguir molhada! Parti do princípio que "tudo vale a pena quando a alma não é pequena" e tirei os tênis, meia, calça, blusa de frio, blusa de baixo... O top? Pensei, pensei... Não, esse não tirei... Fui chegando perto... Friiooooo!!!!! Achando lugar primeiro para os pés, e foi!!!! Nossa que gelo!!! Acho que não fiquei nem 10 segundos! Luci só sabia dizer: cê é doida! Com o celular na mão, Luci se preparava pra bater mais fotos e eu me preparava pra mais 10 segundos: pensei: vou entrar mais e ficar mais. AFFF, devo ter ficado uns 12 segundos agora, mas só na beiradinha da bica, e ainda encolhida. Não! Assim a foto não fica boa!!! Tenho que entrar com tudo e jogar os braços pra cima como se a água estivesse quentinha!! Lá vou eu de novo... 1,2,3 e vou eu... Mas a força da água é tanta que eu simplesmente não consigo entrar na luz da bica! Levanto os braços pra cima e comemoro! Fico o máximo que consigo! Show! Saio, tiro o top, torço, uso ele mesmo molhado pra me secar e me visto com uma camiseta que está na bolsa, a blusa de manga longa por cima e o blusão de frio. A calça vai com muita dificuldade... Meias e tênis, seguimos, eu com os cabelos molhados, calça molhada e tremendo de frio... Logo que saimos dali cerca de uns 300 m encontramos nosso apoio, Adriano me pergunta porque estou molhada, falo que porque não resisti a um chuveiro gratuito no caminho, o único problema foi que era pior que o posto de Benedito Novo, não esquentava nem a pau! Mas ficava a dica: um bom banho gratuito de lavar a alma. Adriano nos avisa que já percorreu o trecho todo e que vamos chegar a um lugar onde não tem nada, e que já estamos quase chegando. A chegada de hoje é na igreja nossa senhora da Glória, mas a quilometragem não bate, estamos com 6 km a mais e mesmo assim ainda tem chão pra atingir a quilometragem do dia que é 26 e tantos. Passamos por uma igreja enorme, pegava toda a quadra, paróquia nossa Sra de Lourdes. O muro que contornava a esquina tinha um nicho pra cada santo, como se fosse uma capela pra cada um... Tanto santo que desisti de fotografar todos! E mais pontes, e mais capelinhas, e mais lindas estradas... E nisso o tempo vai esfriando... Já passava das 13 e nada de sol dar as caras, o tempo fechado e o frio só que aumenta, vamos subindo e subindo... Cenários bucólicos, pitorescos... E de repente nosso apoio que já foi, voltou, passeou e continua a nos escoltar passa por nós, vai encostando o carro no intuito de parar e... O carro vai atolando!!! Como se fosse uma areia movediça!! Não dá nem tempo de tentar acelerar, a estrada sem acostamento mas também sem meio fio pois é de terra... Eu vejo aquela cena e levo as mãos na cabeça dizendo a Luci que dali o carro só sai com ajuda. Adriano saí do carro rindo pra não chorar, e não é que vinha vindo um caminhãozinho no sentido contrário! Nosso desespero não durou nem um minuto! Naquela estrada que não passava ninguém de repente surgi justo um caminhãozinho!!! São dois homens, eles param e dizem dando risada que já caíram naquela mesma situação, o terreno ali é uma espécie de lamaçal, de pantano... Enquanto os homens conversarem eu abro a porta e "salvo" as crianças, a blazer parece afundar cada vez mais! Os meninos passam uma espécie de fita, uma corda larga como uma fita, e puxam de ré a blazer: a fita arrebenta!!! Pois não é que os cara tinham um cabo de aço! Nos disseram que colocaram o cabo de aço novo no carro naquele dia! Agora sim, o caminhão puxou a blazer de ré, e viva!!!!! A roda traseira inteira atolada, e a dianteira quase inteira! Comemoramos, agradecemos e eles seguiram... Adriano vai embora sem nem se quer nos falar o que tinha pra falar quando encostou a blazer no acostamento! Mas não vai muito longe... Anda cerca de uns 500 m e vira, lá fica estacionado... Ainda falo brincando: ué? Será que atolou de novo? Pelo que parece não. Está apenas nos esperando. A estrada é tão limpa que nos permite ver a blazer nos esperando. Mas nós não temos pressa! Ao passar pela cerca de uma propriedade, um bebê cabritinho vem correndo ao nosso encontro e dizendo: béééé... Que fofinho, quanto mais a gente conversa com ele, ele responde béééé, a cerca é longe e não alçando pra fazer um cafuné... Vamos seguindo que estamos sendo esperada mais a frente. Chegamos ao ponto em que a blazer nos esperava, e Adriano nos fala que o ponto de chegada é ali. Há uma igreja mas não tem nada que indica o nome dela, também não a nada que indica o fim do caminho de hoje. A seta branca indica pra continuar, Adriano nos diz que vamos andar só mais um pouco e que a estrada acaba logo a frente, a certeza dele é tanta ele nos diz que podemos ir pra conferir, ele espera ali. Então vamos, mas a quilometragem não bate ainda. Realmente da a impressão de que a estrada acaba, mas olhando melhor há uma entradinha mais estreita e a seta branca quase passa despercebida indicando pra virar! Começa uma subida daquelas de respeito, talvez ainda maior do que aquela descrita em Timbó a Indaial. A subida é tanta que percebemos que estamos subindo o morro, o frio aumenta e cai agora uns fina garoa, a estrada de terra tem marcada como um desenho a linha que passa carro, onde a terra é tão batida, tão amassada que chega a estar escorregadia e nós precisamos andar pelas beiradas onde tem mais pedrinhas, e justamente nas beiradas se vê desfiladeiros com uma riquíssima vegetação nativa. Fico muito preocupada com Adriano que teimou em nos dizer que o caminho acabava ali, e que iria nos esperar, fico pensando quanto tempo ele vai levar pra perceber que a gente não volta tão cedo e que ele deve seguir, e se o carro vai conseguir subir tudo aquilo sem derrapar, já andamos mais de 5 km, mais de uma hora e ele ainda não passou por nós! Mando mensagens dizendo que ainda tinha muito chão e que a igreja que ele parou não é nossa senhora da Glória, mas não tem sinal de internet. Fico um pouco angustiada, comendo com a Luci, mas a angústia guardo pra mim. O caminho fica cada vez mais bonito em meio a neblina, ficamos pensando que talvez a capa de chuva vá ter que sair da bolsa. Passamos por uma placa que indica: Gruta de Santos Antônio. A placa diz que a gruta foi construída por um casal que teve uma graça atendida, pegamos a entrada da gruta que se trata de uma descida ingrime e uma trilha estreita, um buraco que dá até medo de olhar, uma placa diz: aproximadamente 300 m. Só de dar alguns passos na trilha já se perde a visão da estrada. Usamos a trilha pra fazer xixi, mas acabamos decidindo que não vamos crescer, naquele tempo que só piora, ameaçando chover, ali por ser em meio à mata, tudo está escuro e até parece anoitecer, além de temer estarmos descendo e perder a passagem do apoio pela estrada, voltamos e seguimos subindo... Ainda demora... Mas Adriano passa por nós nos contando que ficou ali parado por um bom tempo, que apareceu um senhor bom de prosa, e a prosa foi longe, o senhor diz que realmente aquele caminho ainda ia adiante, no fim da prosa Adriano saiu e segue pelo caminho indicado, caminho esse que ele teimou em dizer que acabava ali. Adriano nos conta que quase desceu na gruta procurando por nós, que desceu um pouco, se assustou com a descida e chamou pelo nosso nome, mas resolve seguir até que nos acha logo em frente. Aliviada por vê lo, seguimos, e ele segue pra nos esperar lá na frente. Nossa quilometragem já passou de 30, já passa das 16 hs, o cansaço tá batendo e nada de chegar. Passamos por uma placa que indica divisão de municípios entre Benedito Novo e doutor Pedrinho. Brincamos ali, fotografamos, mas que só agora estamos chegando na parte final do caminho: a entrada em doutor Pedrinho ainda na parte de mata, e que vamos andar até chegar na parte urbana. Passa por nós uma caminhonete vinda no mesmo sentindo, para, e nos oferece carona. Nos diz que depois de subir o morro, é preciso descer - faz sentido - e o senhor parece ser bom de prosa... Nos oferece laranjas, agradecemos e dizemos que vai nos pesar na viajem a pé. Ele pergunta onde estamos hospedadas e ao ouvir que não temos pouso, nos indica a pousada da Nina, e diz que vai passar por lá e deixar nossa sacola de laranja!! Agradecemos e seguimos. Por mais que prometemos pra nós mesmas não parar mais... A vegetação é tão encantadora que é impossível passar despercebida, folhagem quase do meu tamanho, de um verde que parece passado verniz, nascentes e cachoeiras inacessíveis... Enfim, já passa das 17:15 e garoa continua a cair, agora mais forte, e chegamos: aos 40,25 km. Agora sim, na igreja nossa senhora da Glória, onde a uma placa indicando o vale europeu. Cansadas, o jantar foi um lanche, passamos no tal hotel da Nina, mas o preço não agrada, ficamos apenas com o carimbo da credencial, sem coragem de perguntar pela sacola de laranja que "ganhamos" no caminho, partirmos para um posto, o único da cidade nos parece, o posto fica há cerca de 1 km da chegada de hoje. Ali nos arrumarmos o mais rápido possível, pois já está chovendo e já são quase 20 hs, o posto fecha em breve, usavamos os banheiros pra escovar dente, mas banho não tem. 20 hs já estamos na cama e uma chuva fina e constantes cai lá fora. A blazer está estacionada numa cobertura do posto ao lado passa um córrego, a força da água é tanta que parece uma cachoeira e nos garante um delicioso barulho de água. A cama hoje parece doce de boa. 9° dia Vale Europeu - Doutor Pedrinho à Benedito Novo de novo! 19/06/21 O dia amanheceu chovendo fraco, mas constantes. Choveu a noite inteira e o frio tá de cortar! A primeira coisa que me vem a cabeça é: hoje é dia de subir o morro até a cachoeira do zinco! Conhecemos parte desse trecho pois foi dali que começamos, foi até a cachoeira do zinco que subimos de carro pra começar o circuito, então sabemos que vamos subir muito morro acima hoje. Levantamos e tomamos café, hoje sim: capa de chuva já vestida, a mochila fica por baixo, difícil acesso. Aliás, difícil será acessar até o celular. Quando saímos de Londrina pra cá tínhamos certeza de que iríamos caminhar no frio, na chuva... Mas pra nossa surpresa... Não foi bem assim, foram 8 dias de boa. Então diante desse último dia chuvoso não tem como reclamar. Adriano desde de que abriu os olhos nos diz que hoje não vai subir morro, vai fazer o caminho pela rodovia e chegar no nosso ponto de chegada indo direto, sem seguir o caminho das setas, diz que teme derrapagens morro acima, pois já conhece a subida que nos espera. Parece que todos nós acordamos com a mesma preocupação: a subida da cachoeira do zinco. Já passa das 6 e o posto já abriu, estamos com a chave do banheiro e se arrumando pra ir... Estamos prontas e as crianças continuam dormindo, coloquei a chave do banheiro no teto do carro pois não adianta devolver ainda, mas penso: não posso esquecer. Então Adriano resolve nos levar até o ponto de início ainda com as crianças dormindo e sem desfazer a cama, entramos no carro em cima das camas e ele sai com o carro - o ponto de partida não é longe, talvez menos de 1 km, poderíamos até os dali, mas... Tá chovendo né - quando chegamos lembrei da chave do banheiro no teto do carro! Adriano fica bravo e vai ter que voltar, nos vamos voltando a pé pra ver se acha a chave caída no percurso... Já quase chegando no posto, Adriano já está voltando e conta que achou a chave caída ali mesmo no lugar onde estávamos, entregou e ufa! Pra quem não queria vir nem até o ponto de início de hoje a pé por causa da chuva, tivemos que voltar quase o trecho inteiro atrás da chave, e dar meia volta pra de fato iniciar o caminho, mas não foi nem 1 km a mais... O trecho de hoje na planilha é o maior de todos os 9 dias: 31 km. Mas nós já batemos 40 né, por duas vezes, então assusta mais pensar no tamanho da subida no morro, na chuva... Penso em subir e descer pra encontrar Adriano lá em baixo e passar de 50 km hoje... Então em cima da hora, já a caminho eu proponho a Luci ir pra Benedito novo pela SC 477, já que o caminho se encerra lá, nós iremos sim pra lá, mas não na cachoeira do zinco, e sim pro centro de Benedito Novo onde ontem estávamos. Pra praça do peixe. Olho no Google maps e ele indica o caminho pela SC 477 e a distância é 21 km, uma boa distância pra hoje! Tá de bom tamanho. Luci concorda. Acenamos pra Adriano que ainda está por perto e combinamos assim: nos veremos em Benedito Novo praça do peixe, #eu amo Benedito Novo. Entramos num concenso de que já conhecemos aquele trecho, que na chuva é perigoso para o carro entrar naquela serra e subir tudo aquilo, e assim, de comum acordo, partimos. Eu hoje uso a mesma camiseta de ontem desde a hora que sai da bica d'água, uma blusa de manga longa por baixo, o blusão de frio e outro blusão de frio em cima, a mochila fica até justa sob tanta roupa, em cima de tudo a capa de chuva, ando feito um robô de tanta roupa, parece que vou escalar o Everest. Luci não está muito diferente!! Ela consegue colocar até duas calças, não sei como. Decisão tomada, início a rota no Google por segurança, já são 7 hs mas ainda está escuro, fazemos algumas fotos pra registrar nossa caminhada na chuva, mas é difícil acessar celular. O início do caminho bate com a planilha, é aquela primeira etapa no caminho de todo dia né: sair da cidade em direção às estradas de terra. Mas não pense que hoje não tivemos trecho off roard... Uma longa estrada de chão pra percorrer em comum com as setas brancas e com o caminho do Google, muita neblina, dos dois lados um grande terreno pantanoso, e um show de pássaros no ar, um dos espetáculos mais bonitos de balé dos passarinhos da temporada, os bandos de revezam pra se apresentar no ar, fazem as mais lindas coreografias e vão para as árvores, aí sai de outra árvore outro bando e parecem executar números ainda mais difíceis, até parece combinando, olhando bem para as árvores, cada uma está repletas de andorinhas pretas... Coisa mais linda! Diante de um show como esses só pra nós, não tem como passar indiferente, paramos e admiramos! Ainda naquela mesma estrada de terra encontramos um senhor com guarda chuvas andando na rua, ele para e puxa uma prosa: pra onde vão, de onde vem... Nos diz que é uma pena estar chovendo naquele sábado, que quando chove no sábado, é porque vai chover 4 dias seguidos, e que pena que não vamos poder aproveitar as cachoeiras, mas diz ser possível subir até o zinco mesmo com chuva. Mas nós já acertamos com nosso apoio e realmente nossa opção hoje é por não subir morro. Seguimos. Na saída de doutor Pedrinho um monumento diz volte sempre pra quem vai, bem vindo pra quem chega. E numa espécie de mirante se vê uma linda vista panorâmica do rio Benedito, e uma espécie de barragem! E... Uma linda cachoeira! Ahhh quem disse que não vamos ver cachoeira hoje!!!! Cachoeira salto Donner. Não faço ideia de como faríamos pra acessa lá, mas só a vista em meio ao nevoeiro já compensou. Apartir dali mudamos a nossa rota, é ali que a seta indica virar, e nós, seguimos pela SC 477... Mas estávamos enganadas quando achamos que seria uma trilha tranquila... Longe disso: a rodovia é estreita, de mão dupla, sem acostamento, com desfiladeiros em muitos pontos nos obrigado a andar uma atrás da outra em fila indiana, muitas curvas fechadas em descidas fortes que não era possível ver os carros subindo, preferimos ir na contramão dos carros e é um alívio quando tem uma terceira faixa, pelo menos os carros não passam tão perto... Andamos 10 km e encontramos um bar, Luci quer parar e tomar um café. O bar oferece até o carimbo na credencial, e vende produtos do vale como por exemplo: camiseta. Mas só tem G. Então compro uma, e reluto até pra ir ao banheiro tamanha é a dificuldade com tanta roupa, mas... Já que paramos né... Ao seguir, a chuva não dá trégua, embora fraca é constante, a maior parte do trecho é descida, até nos arriscamos correr um pouco. De repente passamos pelo posto de Benedito novo, mercado, casa do Simba... Olha só, chegamos a Benedito Novo no já conhecido ponto de onde deveríamos ter saído ontem (se não tivéssemos saído lá da praça do peixe), sendo assim, a praça do peixe deve estar a uns 6 km daqui. Isso mesmo, o Google maps nos indicar faltar 7 km. Felizes por reconhecer o ponto, mando uma mensagem para Adriano dizendo que já estamos chegando, já estamos no posto de Benedito Novo. Seguimos andando na chuva até uns 2 km a mais quando toca meu telefone: é Adriano que parece aflito, a ligação não dá certo, e olho na nas mensagens, tem uma mensagem dele dizendo: "não saia daí, estou indo". Comento com a Luci que talvez alguma coisa possa ter acontecido na estrada talvez... Pois nós não precisamos de resgate. Consigo ligar pro Heitor, e falo com Adriano que mais uma vez... Teima comigo que estou no caminho errado (não sei o que ele entendeu de minha mensagem) mas eu, tranquila, só digo que faça o que combinamos: fique esperando na praça do peixe, pois estamos no caminho certo e chegando! Com um certo custo, assim fica. Ufa!! Seguimos, passamos pelo túnel em construção, mirante em espiral, ponte, igreja luterana, construção em enxamel, praça da peixe! Missão cumprida!!! Encerramos com 22 k. Felizes e realizadas, e morrendo de frio, vamos primeiro trocar de roupas ou pelo menos, trocar de meias e tênis, tirar a capa de chuva, mas banho... Não vamos pagar de novo 10,00 por banho frio naquele posto, melhor esquecer que ontem também não teve banho e boa, sem almoço e sem banho saímos dali dispostos a ir para Apiúna em busca dos carimbos que faltam na credencial, ainda é cedo e o almoço pode ser no meio do caminho. Olho no mapa dos hotéis de Apiúna pra ver onde podemos ir pra carimbar a credencial, pois a intenção é passar de carro pelas cidades onde ainda não tínhamos credencial, e assim carimbar. O hotel mais próximo parece ser fazenda sacramento, Adriano vai seguindo o Google vamos subindo o morro cada vez mais, eu e Luci vamos reconhecendo o caminho e vendo que a escolha não foi ideal, escolhemos a esmo e acreditávamos ser um hotel em meio a cidade, não era, estávamos subindo morro acima, mas a quilometragem estava próxima, então... Seguimos. Quando nos deparamos com uma enorme placa do vale e reconhecemos o lugar como sendo aquele lugar lá no 4°dia de Indaial à Timbó que paramos pra tirar fotos e uma mulher loira chega de carro, para e nos perguntou se precisávamos de algo. A fazenda sacramento é enorme e a mesma mulher, agora de guarda chuvas na mão, vem na janela do carro e pergunta pra Adriano se ele é outra pessoa, diante da negativa, ela olha melhor, vê que o carro está cheio e pergunta se precisamos de algo: "somos caminhantes e precisamos de carimbo na credencial" - explicamos que quando passamos por aqui não tínhamos ainda a credencial e que já encerramos o caminho, só precisamos dos carimbos. Ela também nos reconhece e pra nossa surpresa diz que não, que não pode carimbar nossas credenciadas porque nós não nos hospedamos ali! Dizemos que viemos até ali só pelo carimbo porque a informação é que qualquer hotel ou pousada pode carimbar a credencial, ela então nos diz pra esperar, pois está esperando um hóspede, e depois que ele chegar ela pode entrar lá e pegar o tal carimbo. Agradecemos e ficamos boqueabertos olhando uns pra os outros, aquela mesma mulher que fora tão simpática e que agora fora insensível. Nesse meio tempo o tão esperado hóspede chega, ela abre a porteira e some lá pra dentro, não vamos ficar lá fora esquecidos, vamos embora... E a experiência valeu pra desencanar com a credencial, não queremos mais carimbo algum, que fique faltando! Não tem problemas. Dali já digitamos no Google: Londrina. E seguindo as indicações, a saída se dá por doutor Pedrinho, mais uma vez passamos por Benedito Novo na SC 447, de novo reconhecendo os caminhos percorridos a pé, e chegando em doutor Pedrinho vimos as placas que indicam pegar pra cachoeira Paulista, a 10 km!!! É sábado e não são nem 14 hs, peço pra que Adriano pegue o caminho pra cachoeira, afinal é uma das atrações mais famosas do vale, e está fora de todas as trilhas. Ele segue a indicação da cachoeira e entra numa trilha muito bonita e pra variar... Ingrime! Pra quem não quis subir a serra hoje!!!! Não escapou! Vamos subindo, subindo... E chegamos a uma entrada como se fosse a um parque nacional. Um estacionamento, tudo lindo. Somos recepcionados por uma simpática moça que nos diz que é cobrado 15 reais pra entrar e fazer a trilha mesmo com chuva, ou... 40 reais pra ficar e acampar. Que pena, pelo mau tempo não compensa acampar, se não, seria o caso de ficarmos por ali até amanhã! A cachoeira não é visível dali, o estacionamento fica num ponto estrategicamente posicionado pra não avistar a cachoeira, a menos que pague, basta caminhar 100 e ter acesso ao mirante. Luci diz que vai nos esperar, não quer ir. Com muito custo consigo convencer as crianças a descerem com a gente. De sombrinha descemos uma trilha e passamos por um portãozinho, pronto, mais alguns passos e estamos diante do Mirante, e que espetáculo!!!! Meu Deus! Que cachoeira!!!! Como descrever...são duas cachoeiras sendo uma mais imponente que desagua lá de cima como uma cortina, e outra um pouco abaixo, ambas se encontrar antes de tocar o chão. Da pra ver que lá embaixo sopra um vendaval, mas aqui não tem nenhum vento. O vento é do volume de água. Depois do Mirante tem uma trilha que sobe um morrinho e de lá, desce uma tiroleza que deve ser incrível, mas estava fechada pelo mau tempo (não que eu iria né). Ainda ali naquele morrinho, dois balanços incríveis, com uma vista exuberante inclusive da cachoeira, e mesmo na chuva eu largo a sombrinha e balanço nos dois! Maravilhoso!!! Tem uma entrada que dá acesso à uma trilha, a trilha começa com uma escada que desce num buraco sinistro, uma placa do lado avisa: "para acessar a parte inferior da cachoeira somente pessoas em BOAS CONDIÇÕES FÍSICAS, na dúvida não descer" olhamos de novo pelo mirante e da pra ver que a escada termina ali, no "pé" da cachoeira. As crianças ficam com medo e dizem que não descem, eu quero muito descer, então subimos com as crianças e deixam eles com a Luci, voltamos pra descer a trilha!!! A trilha é estreita e o guarda chuvas esbarra em tudo, é melhor fechar. Descemos a encantadora escadaria, até 100 degraus eu contei, depois perdi as contas, no meio do caminho uma espécie de gruta, e descendo mais ainda... Lá está ela: magestosa, imponente, assustadora cachoeira Paulista! Fotografamos, mas logo depois das primeiras fotos a bateria do celular acaba! Reinício, consigo mais umas 3 ou 4 fotos e já era de novo, mas não reclamo, é daqueles típicos lugares que a foto não dá conta de mostrar toda a beleza que há. Satisfeitos, vamos embora e eu só lamento não conseguir acampar de sábado pra domingo. Pegamos a estrada pra Londrina só parando pra comer, ao optar por se guiar pelo Google, Adriano pegou um caminho diferente que nem por Curitiba passou, os planos de passeio no domingo acabaram ficando de lado. Chegamos em casa na madrugada do domingo, ainda a tempo de um bom descanso. Vale Europeu Há cerca de dois anos ouvi falar do vale, vi fotos, ouvi relatos de amigos que foram e voltaram desnumblados, passei a sonhar com esse caminho... Coloquei esse trajeto na minha lista de sonhos. E minha lista de sonhos tem várias classificações: desde de sonhos pequenos até sonhos insanos... Acredito que a vida é feita de sonhos, não importa se eles vão se realizar ou se vamos leva lo conosco até o fim de vida, mas alimenta Los todos os dias, acordar a cada novo amanhecer e olhar pra janela, saber que novos desafios nos esperam e que somos capazes de realiza lo, para mim é alimento. E eu passei a acreditar que sonhos se realizam, fazer esse caminho veio afirmar minha crença. O melhor de fazer esse caminho foi estar junto da minha família. A presença deles foi determinante para consolidar minha opção de ser caminhante e da importância que essa atividade tem para mim: eles viram de perto minha felicidade, minha realização. Eu me transformei em caminhante, peregrina, mochileira ou qualquer que seja o termo a pouco tempo, e ressalto essa palavra que talvez tenha passado despercebida: TRANSFORMAÇÃO. Quando me apaixonei por caminhos fui rotulada como louca por sair andando em grandes distâncias, mas quanto mais eu caminhava, mas estabelecida parcerias que me fizeram crescer, que reafirmaram minha fé que é possível acreditar nas pessoas, que esse mundo é feito de muito mais coisa boas do que ruins. Quero sair pra caminhar como quem sai pra trabalhar, sem que ninguém precise perguntar porque, que entendam que essa paixão por caminhos é irreversível. Em cada quilômetro que andei eu tinha plena consciência de que estava realizando um sonho, então andei de olhos e coração aberto pra que nada me passasse despercebido, por isso entrei nas águas mesmo no frio, me despi dos medos que tinha e fiz o meu melhor, acredito que as águas das nascentes são sagradas e tem poder curativo pra alma, alimentam... Sempre que vou à cachoeira estou com amigos que me levam pela mão pra debaixo d'água, sabem do meu medo de água, mas dessa vez estava sozinha pra enfrentar as águas, Luci muito prudente preferiu não se arriscar. A parceria de Luci foi determinante pro sucesso desse feito: ela com a idade da minha mãe, ao vê lá tão disposta, tão grata por cada passo, só podia apertar o passo e caminhar ao seu lado sem reclamar, e muito grata fiquei por aprender com ela. Numa viagem como esta em que a proposta era caminhar por 9 dias, chegar todos os dias e ainda providenciar um pouso que na verdade nada mais era do que uma vaga pra estacionamento, e dormir acampada e embolada com a gente... Se algo a desagradou, ela não falou... Não cabia reclamações, se a situação era aquela, então era vivenciar isso da melhor forma possível: com bom humor e gratidão! Sendo assim foi um caminho sem sofrimento algum: eu não tinha preocupação com a família, tinha uma parceria e tanto, não tive dores além do normal... Só fui feliz! Caminhamos em parceria, conversamos sobre tudo, conheci melhor a vida e a força de Luci e se antes já a via como uma grande mulher, passei a admira lá ainda mais. Luci é um dos presentes que os caminhos me trouxeram, e sempre quando a gente divide com alguém um caminho tão longo e especial, a gente fortalece o vínculo e sela pra sempre uma amizade sólida e pra eternidade, independente da distância ou das direções distintas que a vida nos coloca. Sabendo disso, toda vez que vou fazer um longo caminho, se fosse por minha vontade eu gostaria que tantas outras pessoas me acompanhassem... E de certa forma, muitas pessoas eu carreguei comigo... Eu mandava mensagens, notícias, mas sobretudo carrega as comigo, pois eu não me fiz sozinha, eu sou tanta gente... Sou aqueles que torcem por mim, aqueles que apreciam minha companhia, aqueles que me oferecem ouvidos, que me estendem a mão, sou aqueles que me contam com alegria feitos mirabolantes, aqueles que quando conseguem planejar realizar seus sonhos, me chamam pra fazer parte, ou se não chamam, me contam o que fizeram... Sou tanta gente... E sigo pelos caminhos em frente na expectativa de estabelecer novas parcerias que me façam crescer, velhas parcerias... Sendo assim, cada vez acredito mais que sonhos... Se realizam! Devo resaltar também um caloroso agradecimento ao meu marido Adriano, que a cada vez que me permite ir e vir, fortalece nossa relação baseada no respeito do outro e na confiança, pelo apoio incondicional a essa travessia, sua presença conosco possibilitou a companhia das crianças, criou uma memória única de uma aventura em família, me trouxe segurança e tranquilidade para que eu apenas caminhasse, seu bom humor e disponibilidade foram sem dúvida, determinante para o sucesso desse caminho. Obrigada por me permitir ter asas pra voar, voar é muito bom, mas voltar ao ninho é uma das melhores partes.
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  14. Salve! Faz um tempo que sonho em fazer um mochilão pela América do Sul, porém nunca aconteceu etc... Só que agora estou me organizando direitinho para ir. Alguém anima?
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  15. Oi pessoal! Acabei de voltar de um mochilão de 10 dia em Alagoas e, como sempre busco informações aqui, nada mais justo que contribuir também. Vou tentar ser o mais sucinta possível e,se tiverem dúvidas, podem perguntar. Cheguei pelo aeroporto de Recife já de noite e, pelas informações, não existe transporte público direto para Maragogi, meu primeiro destino. Como eu queria estar em Maragogi logo cedo, optei por pagar um transfer que, apesar do preço salgado, me economizaria tempo e uma diária em Hostel de Recife. Valor transfer Recife -Maragogi R$220 Empresa: Mota Transfer Contato: 82 8862-2717 O carro era muito bom, só me incomodou o motorista querer, a todo momento, me vender passeios, mesmo eu falando que só resolveria o que fazer depois de chegar lá. A minha hospedagem em Maragogi foi no Maraga Hostel em quarto misto com 4 camas. O quarto é mto bom (quarto maragogi), com ar condicionado, locker e uma vista de tirar o fôlego. O café da manhã é excelente, com frutas, bolos, pães, ovos mexidos, molho de salsicha, cuscuz e a funcionária ainda faz tapioca se vc pedir. A localização é ótima, bem em frente a praia da cidade,de onde saem os passeios. Hostel: Maraga Hostel Contato: 82 8124-8810 Valor: R$50 a diária (mas tem quartos mais baratos) A noite é bem parada, a melhor opção é um barzinho de argentinos chamado Pallets, que é um ambiente mais descolado e com música ao vivo. Como fui em baixa temporada, estava tudo beeemmm parado. É importante ficar atento pq todo mundo vi querer vender passeios pra todos os lugares, mas encontrei meios alternativos para não gastar tanto. Para ir para as praias do norte tem vans que saem de frente da Unidade Mista (posto de saúde) e que custam bem baratinho,de R$3 a R$4, dependendo da praia que vc for. Pra mim a praia mais linda foi a de Ponta do Mangue com maré baixa. Cara, é sem noção, água transparente e quentinha. A praia de Antunes é na sequência, dá pra ir andando pela praia, não deixem de ir! É mto incrível! A praia de Antunes tem mais barraquinhas, mas em ponta do mangue é praticamente inexistente. Levem água e um lanchinho e, por misericórdia, levem o lixo de volta!!! A praia de Barra grande também é muito bonita, mas só dá p ficar lá na maré baixa. É mto importante ficar ligado na taboa de Marés pois os passeios nas piscinas naturais só saem com maré até 0.6. Esse passeio vale mto fazer, se tiver snorkel, leve! É maravilhoso ver os peixinhos! Valor: R$60 de lancha (é mais rápido e menos muvucado) Fiz também o mergulho com cilindro e achei dinheiro jogado fora. Eles falam q o mergulho dura 15min mas é mentira, filmei todo o mergulho e não durou mais que 5min. Depois do mergulho eles não deixam ficar lá curtindo e vc tem q subir na lancha p voltar. Desse passeio só salvou pq depois paramos no banco de areia (caminho de Moisés) que é inacreditável de tão lindo, Ms dá p ir lá na maré baixa e TB no passeio das piscinas TB param lá. Valor: R$120 Não sou base p falar de alimentação pq é uma economia que não faço. Mas lá vc consegue comer um PF de R$13 ou almoço de R$200, depende da sua escolha. A cozinha do hostel TB é bem equipada e vcs podem fazer comida lá. De Maragogi fui para Maceió de microônibus. Acho que são uns 4 ou 5 horários por dia e saem do mesmo ponto que as vans das praias. Valor: R$23 Aproximadamente 3h de viagem entre as duas cidades. Em Maceió utilizei muito Uber e 99. Primeiro fiquei em um.hostel chamado Lupita e nao indico. O lugar estava trocando de dono, tinham tirado os móveis de lá e não tinha nem mesa pra sentar. Também não tinha locker e nem ar condicionado. Só estava eu lá e me senti em um galpão abandonado. Combinei com.o dono a café da manhã no dia seguinte, fiquei esperando e não apareceu. Quando eu já estava esperando a van para ir para o Gunga ele me mandou msg perguntando se eu já estava saindo e q ele tinha feito meu café, só que esse café não apareceu. Quando cheguei do passeio só peguei minhas coisas e fui pra outro hostel. Valor: R$50 (1 noite dormida) Fiz o passeio para praia do Francês, Barra de São Miguel e Gunga com excursão. É a forma mais prática e econômica de chegar no Gunga, pois não tem transporte público p lá. Mas vou falar pra vocês viu, ôôô saco andar com excursão!!!! A guia ficava fazendo aquelas coisas de guia (bom diaaaaa!!!! Tá muito fraco!!! Bommmmm diaaaaa!!! Vocês não tomaram café naoooo?!?!?). Eles fazem parada de 20min no Francês e em Barra de São Miguel para FOTO! no pode nem entrar na água! (E eu tô avisando que é p vcs não passarem raiva). No francês eu nem fui ver direito, preferi tomar café (já não tinha tomado no hostel). Em Barra de São Miguel o guia vai tentar te empurrar um passeio de lancha, que vai de lá pro Gunga. Quem não quiser fazer, segue de van. Eu não fiz pq era caro e já tinham me falado que não valia. Eis que chegamos no Gunga!!! Lá é lindo! Mas a praia é bem ingrime, ou seja, cuidado pq fica fundo rápido. Também te oferecem passeio de buggy ou quadriciclo. Esse eu fiz e achei q vale a pena, pq vc vai nas falésias e toma banho em uma lagoa deliciosa. A excursão deixa em um restaurante com excelente estrutura mas, óbvio, com preços não muito amigáveis. Os pratos p 2 pessoas dá p.3 e até p 4, dependendo a quantidade que comem. Se forem fazer o passeio nas falésias, encomendem a comida antes p estar pronto na volta, pq demora pacacete! O retorno é às 15h Empresa excursão: Edvantur (te busca na porta do hostel) Preço excursão: R$25 Preço passeio falésias: R$50 de buggy e R$120 de quadriciclo (se forem 2 pessoas cada um paga R$60, se vc for sozinho ou precisar de acompanhante, é R$120. Não precisa de habilitação pra conduzir o quadriciclo, mas se vc não tem noção nenhuma,não recomendo. A menina que dividiu comigo quis conduzir e quase joga a gente numa pirambeira! Pensa num aperto!) Fiquei sabendo que tem transporte público para a praia do Francês, mas não deu tempo.de.voltar. Chegando do passeio fiz checkout no hostel e fui pra outro, o Meu Hostel. Ele é mais distante do centro,mas a proprietária, Aline, é uma gracinha, dá altas dicas e adora trocar ideia, como só tinha eu lá TB,de noite fomos nós e o Thales, voluntário lá, tomar uma cerveja. Fiquei no quarto misto com 8 camas, tem locker e luz individual! Café da manhã é modesto mas gostoso. Também tem piscina, bar e ar condicionado que é ligado às 21h e desligado às 9h. O hostel TB disponibiliza prancha de surf, bicicleta e skate para aluguel. Hostel: Meu Hostel Valor: R$50 diária Contato: 82 3185-4410 No dia seguinte fui para Piranhas,conhecer os cânions do São Francisco e a rota do cangaço. Foi muito difícil encontrar referência de transporte pra lá, no tem nada muito oficial e é bem longe,umas 5h de viagem. Depois de ler muito aqui encontrei uma menina falando de uma van que sai 5h da manhã da rodoviária de Maceió, chegando em piranhas 10h e, na volta, saindo da rodoviária de Piranhas 14:30 e chegando em Maceió 20h. Não lembro o nome do cara :( Contato: 82 8144-3389 Valor: R$48 (ele oferece para buscar no hostel por mais R$10. Foi assim mas não achei que valeu a pena. Ficou mais caro q ir de Uber pra rodoviária e ele me buscou 1h antes e saiu buscando o restante do pessoal) Em piranhas fique no hostel Albergue Maestro Egídio Vieira, ele fica na parte antiga da cidade, que tem uns barzinho super charmoso de noite e é do lado do São Francisco. Quem toma conta do albergue é o Ney, um amor de pessoa e que faz absolutamente tudo para te agradar. O hostel tem ar condicionado e locker Hostel: Albergue Maestro Egídio Vieira Contato: 82 8806-1566 Valor: R$70 Em Piranhas fiz o passeio dos cânions que é incrível! Recomendo muito que façam. O passeio sai de um restaurante,chamado Karrancas, que fica em Canindé do São Francisco (Sergipe). Pra chegar lá, saindo de Piranhas, só de moto táxi. Quando fui tinham dois horários de saída dos catamarãs, 10:30 e 11:30. Valor: R$40 ida e volta de moto táxi Catamarã: R$110 Voltei pro hostel quase desmaiando de calor, lá é muito quente e muito seco, não esqueça de passar mto protetor solar, óculos de sol, chapéu e o q mais servir pra proteger do sol. No dia seguinte fui com Ney acertar o passeio para a rota do Cangaço (o lugar de embarque é pertinho do hostel). Como era baixa temporada não tinha gente suficiente para ir de catamarã, então fomos de lancha (fizeram o mesmo preço do catamarã). Fui só eu e mais dois casais. Enquanto esperava o horário da lancha, visitei o museu do Sertão, R$3 o ingresso e tem guia, vale mto a pena. Fomos para um lugar chamado Cangaço Eco parque. Lá é uma delícia, tem uma prainha do rio, uma.area gramada verde, muito bem cuidada e restaurante. De lá sai guia para a trilha que leva até a Grota do Angico, lugar que o bando de Lampião sofreu a emboscada e ele foi morto. A trilha não é muito acidentada, a maior dificuldade é a temperatura. É muuuito quente. Eles não deixam pessoa hipertensão, cardíacas ou com cirurgia recente fazer a trilha. Se vc está nessa condição, não faça! Provavelmente vai dar ruim! São 1,6km de trilha e a esperta aqui foi de chinelo. Entrou um espinho na sandália e feriu meu pé, nada grave. É importante lembrar que lá é caatinga e os espinhos fazem parte desse tipo de vegetação. Valor: R$82 (transporte barco e taxa de embarque) Valor trilha: R$10 (valor para fazer trilha com guia) Lembre-se de levar pelo menos 1lt de água pra trilha. Se vc levar congelado, melhor, pois vai descongelando ao longo da trilha e nao vira um chá. A comida e bebida no parque são a parte. Tem passeio que vai para outro restaurante, chamado Angico, por lá a trilha é bem menor mas parece que o restante não tem estrutura tão boa quanto a do eco parque. Se vc não está acostumado com trilha ou não tem preparo físico, opte pelo lugar a trilha é menor. Após o passeio voltei para Maceió. Cheguei em Maceió por volta de 20h, passei no mercado, peguei qualquer coisa congelada, levei pro hostel,comi e fui dormir. Ah, deixei a cargueira no hostel em Maceió pra ir pra piranhas só com a mochila.menor. No dia seguinte fui fazer um roteiro cultural passando por estes.lugares: * Mirante são Gonçalo (Uber do hostel até lá) * Catedral (a pé) * Museu floriano Peixoto (a pé) * Mercado do artesanato ( achei mais barato que o mercado da Pajuçara - a pé) (Uber) * Mercado Pajuçara * Almoço Casa de Mainha Voltei para o hostel, dormi um pouquinho e, de noite, fui para uma cervejaria chama da Tapanacê. Lá é ótimo! Tem uma grande quantidade de chopps artesanais produzidos em Alagoas e com preço justo. Nesse dia também tinha banda de Rock. Os donos e do lugar são ótimos (um casal, Pedro e Glaucia), troquem um ideia com eles,vcs vão curtir. Outro bar legal é o El Lugar. No dia seguinte fiz o passeio de jangada nas piscinas naturais da Pajuçara e aqui peço atenção! Em Maceió é permitido que visite as piscinas em qualquer maré e os jangadeiros querem é ganhar dinheiro. Eles querem te levar independente do horário e da maré então fique atento a taboa de Marés. Eu fui a maré estava muito alta e não deu para ver piscina e ainda levei uns caldos . O que valeu foi só o rolê de jangada! Valor passeio de jangada: R$30 (os valores vão de 30 a 40). No fim do dia peguei meu vôo de volta mas meu coração ficou em Alagoas! No meu Instagram vcs podem conferir algumas fotos @yane_cerqueira
    6 pontos
  16. Caros amigos Mochileiros, fui pra Chapada dos Guimarães em Abril de 2021 e fiquei 5 dias. Me hospedei no Hotel Turismo MT, próximo a rodoviária e a praça principal. O café da manhã, a localização e o custo benefício são muito bons. Os passeios estavam funcionando normalmente com exceção do Vale do Rio Claro que estava fechado devido a pandemia. Fui de ônibus, não aluguei carro. A dica que dou é reservar com os guias os passeios compartilhados com antecedência. Segue o contato dos guias que eu fui e recomendo. Domingos: 65 9222-8933 Camila: 65 9611-0587 Iziel: 65 9966-3050 (também aluga bike) Este foi meu roteiro: 1 - Dia da Chegada - Mirante Geodésico de Bike. 2 - Cavernas Arôe-Jari 3 - Cidade de Pedras 4x4 e a tarde Cachoeira do Marimbondo e Geladeira de Bike 4 - Morro São Jerônimo 5 - Circuito Águas do Cerrado e a tarde Mirante Morro dos Ventos. PS: se tiver comentários na próxima viagem posto mais. Mirante Geodésico Caverna Arôe-jai Lagoa Azul Cidade de Pedra Véu de Noiva - Cartão Postal da Chapada dos Guimarães Morro São jerônimo Cachoeira da Geladeira Águas do Cerrado - Poço do Amor Águas do Cerrado - Cachoeira da Pedra Furada Mirante Morro dos Ventos
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  17. Lamento que isso tenha ocorrido com sua família, mas acho que acreditar ou não em igreja, não vem muito ao caso no nosso assunto, meu caro. Confesso que era mais ingênua nessa época da viagem (tinha 19, e vou fazer 22 em julho) mas se o senhor não quiser ver o resultado de acreditar nos outros, sugiro que não continue a leitura: pois essa viagem só foi possível porquê acreditei no que há de bom nos outros, e segui a minha intuição. Passei 9 meses tendo que contar com a bondade das pessoas, e se estou aqui hoje, é porquê deu certo confiar em desconhecidos. Mas sei que o mundo não é cor-de -rosa e cheio de arco-íris, afinal, provei do mundo, passei perrengues por não ter confiado na minha intuição. Como já disse no comentário anterior, não faria igual se fosse hoje. Mas por ter feito do jeito que fiz, aprendi coisas que não teria aprendido se não confiasse nas pessoas.
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  18. Eu não sei se você sabe, mas o mochileiros é um fórum de discussão! Além do que as pessoas pesquisam no google e caiem direto na página, por isso tiveram a preocupação de explicar certinho. Para de ser chato, cara!
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  19. 𝙈𝙄𝙉𝘼𝙎 𝙂𝙀𝙍𝘼𝙄𝙎 - 𝘿𝙞𝙖𝙢𝙖𝙣𝙩𝙞𝙣𝙖 | 𝙊𝙪𝙧𝙤 𝙋𝙧𝙚𝙩𝙤 | 𝙈𝙖𝙧𝙞𝙖𝙣𝙖 | 𝙎ã𝙤 𝙅𝙤ã𝙤 𝘿𝙚𝙡 𝙍𝙚𝙞 | 𝘽𝙚𝙡𝙤 𝙃𝙤𝙧𝙞𝙯𝙤𝙣𝙩𝙚 | 𝙈𝙖𝙘𝙖𝙘𝙤𝙨 | 𝘾𝙖𝙥𝙞𝙩ó𝙡𝙞𝙤 Recentemente estive em Minas Gerais com um amigo conhecendo algumas cidades, ressalto que assumi o risco de manter a viagem mesmo com toda situação da pandemia, mantive os cuidados necessários e respeito as opiniões adversas. Compartilho abaixo algumas dicas dos pontos que visitei, para quem quiser acompanhar mais fotos meu Instagram é @danluiz_ 𝘽𝙀𝙇𝙊 𝙃𝙊𝙍𝙄𝙕𝙊𝙉𝙏𝙀 Praça da Liberdade; Feira Hippie; Basílica Nossa Senhora de Lourdes; Igreja São José (fechado) Museu Gerdau (fechado); Parque Municipal Centro Cultural Banco do Brasil; Parque Municipal Américo Renné Giannetti (ambos locais próximo ao Hostel que fiquei hospedado fiz o trajeto nos pontos caminhando) Lagoa da Pampulha - Capela São Francisco de Assis, (famosa arquitetura de Oscar Niemeyer) Museu Casa Juscelino Kubitschek (ambos os pontos são próximos, fiz o trajeto caminhando). Parque das Mangabeiras e Praça do Papa. Observação : Acesso aos parques mediante ao agendamento de horário pelo site da prefeitura de BH, já o acesso ao Centro Cultural BB acesso mediante cadastro via QR Code na entrada do local, ambos gratuitos. Alimentação Ponto da Empada - Mercado Central (salgados de sabores diversos, preço barato, super recomendo as empadas são deliciosas); Pão de Queijaria - Savassi (pão de queijo recheado com sabores diversos, achei o preço um pouco alto, mas a qualidade é muito boa, recomendo, após passei por outros lugares que oferecem pão de queijo recheado com preço mais atrativo). Hospedagem BR Hostel - Savassi valor da Diária R$ 47,50. 𝙈𝘼𝘾𝘼𝘾𝙊𝙎 Capela São Sebastião das Aguas Claras; Caminhada até um riacho para banho, também há opções para passeio de quadriciclo. Alimentação Restaurante do Gerson (comida típica mineira, prato bem servido, preço justo, recomendo, próximo ao restaurante há um local que vende sorvete artesanal Sorveteria da Casa, recomendo muito bom). Transporte Ônibus linha 3915 (saída de BH, aproximadamente 25km valor R$ 7,00) 𝘿𝙄𝘼𝙈𝘼𝙉𝙏𝙄𝙉𝘼 Cento histórico com casarões pintados com cores vibrantes, não sei foram se foram restaurados recentemente ou foi impressão minha; Museu do Diamante e Casa Chica da Silva (fechado) Mirante do Cruzeiro da Serra; Vista do Caminho dos Escravos (aproveitei o trajeto de carro até o mirante e já parei para ver o Caminho dos Escravos) ; Parque Estadual de Biribiri acesso ao paredão com arte Rupestre; Cachoeira dos Cristais e Sentinela (em ambos locais do parque é permitido acesso de veículos com estacionamento gratuito próximo). Alimentação Bar e Restaurante do Adilson - Vila do Biribiri (comida típica mineira no fogão a lenha, preço justo, recomendo, próximo do restaurante há um local que vende cerveja capistrana, para acesso a vila é cobrado uma pequena taxa por visitante). Hospedagem Hostel Central - próximo ao centro histórico com padaria e mercado perto, valor da diária R$ 50,00 sem café da manhã. Transporte Buser de BH para Diamantina, valor R$ 79,80 (ida e volta); Observação: Quando cheguei na cidade já era tarde da noite e uma moradora local informou que para solicitar carro é pelo Buski aplicativo de viagem de carros pois lá não tem Uber; 𝙊𝙐𝙍𝙊 𝙋𝙍𝙀𝙏𝙊 O Centro histórico é diferente de Diamantina, achei que o centro histórico de Ouro Preto é mais antigo e me lembrou o Pelourinho de Salvador; Museu da Inconfidência (fechado) ; Basílica Matriz Nossa Senhora do Pilar; Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos; Feirinha da Pedra do Sabão perto da Igreja São Francisco de Assis (ambos locais são próximos fiz o trajeto nos pontos caminhando). Hospedagem Buena Vista Hostel, próximo ao centro histórico, valor da diária R$ 50, 00 tem café da manhã. 𝙈𝘼𝙍𝙄𝘼𝙉𝘼 Centro histórico; Mina da Passagem de Mariana (R$ 100,00 inteira, pagamento somente no dinheiro, não trabalham com cartão débito ou crédito, o passeio com direito a visita guiada no interior da mina e parada num lago para registro de foto, há também um museu na parte externa com exposição de fotografia da época e equipamentos utilizados na extração, achei o valor cobrado alto, mas valeu a pena o passeio) ; Alimentação Restaurante Lua Cheia - comida típica mineira sistema self-service, bastante opção de carne, de sobremesa provei um sorvete de queijo com goiabada delicioso, preço justo, recomendo 2x! Haha. Transporte Ônibus de BH para Ouro Preto R$ 81,20 (ida e volta) Ônibus convencional de Ouro Preto para Mariana aproximadamente 1 hora, R$ 14,00 (ida e volta). 𝙎Ã𝙊 𝙅𝙊Ã𝙊 𝘿𝙀𝙇 𝙍𝙀𝙄 Visita ao centro histórico; Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar (cobrada uma taxa de R$ 5,00 para visita) é sede da Diocese de SJDR, o interior do local é surpreendente com talha dourada, pinturas no teto e estátuas considerado Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Loja de Artesanato preço barato, incluindo bolsas, cachaça, chaveiro, etc, localizada próximo ao Bob's e Igreja São Francisco de Assis. Alimentação Taberna d'Omar na Rua Getúlio Vargas, cento servem almoço e café, preço justo e comida de qualidade recomendo. Hospedagem Hostel Dom Bosco, próximo da rodoviária de SJDR, ambiente excelente, a proprietária Simone é uma querida, recomendo, valor da diária R$ 54,00, sem café da manhã, mas há opções de padarias e mercados próximos. 𝙏𝙄𝙍𝘼𝘿𝙀𝙉𝙏𝙀𝙎 Centro histórico mais lindo que conheci; Igreja Matriz de Santo Antônio (fechada) , São Francisco de Paula (localizada numa colina que permite visualizar o centro histórico de Tiradentes) visitei os pontos uma parte caminhando e outra parte pelo passeio de charrete que passa pelos principais pontos turísticos com um guia explicando sobre os fatos e curiosidades da região, permite parada para fotos nos locais, sinceramente acho que o roteiro das falas que os guias seguem é padrão tipo narrado, pois perguntei algo sobre o Alferes Tiradentes o moço não sabia explicar, mas valeu a pena o passeio poupei um pouco a caminhada. 𝘽𝙄𝘾𝙃𝙄𝙉𝙃𝙊 De Tiradentes aproveitei para ir para Bichinho em Prados, chamei um motorista pelo aplicativo Uaiber (lá não tem Uber) que levou até o Museu do Automóvel da Estrada Real com exposição de carros antigos, bem legal, valor da entrada R$ 30,00 e após segui caminhando com meu amigo até o centro de Bichinho passamos pela famosa pela Casa Torta para registro de fotos (não entramos pois é cobrado achei que pelo valor não compensava). Transporte Blablacar de Ouro Preto para BH, R$ 45,00 Ônibus de Ouro Preto para SJDR, R$ 70,00 Passeio de Charrete Tiradentes, R$ 70,00 Uaiber de Tiradentes até Bichinho, R$ 21,00 Uaiber de Bichinho até SJDR, R$ 46,00 Blablacar de SJDR para BH, R$ 45,00 𝘾𝘼𝙋𝙄𝙏Ó𝙇𝙄𝙊 Reservei um carro para ir de BH até Capitólio pois estava acompanhado com um amigo e dividimos os gastos, são cerca de 4 horas o trajeto e a estrada é boa para dirigir durante o dia, pois não tem iluminação próximo à Capitólio; Escarpas do Lago deixei um rim no restaurante haha mas o local é bonito, com um lago e bares e restaurantes; Passeio de lancha no lago de Furnas que passa pelos Canyons e faz parada para banho numa cachoeira que conta com uma estrutura para ancoramento da lancha e possui bar, reservei o passeio de 3 horas de duração, acertei pois o tempo mudou repentinamente e começou a chover quando já estávamos voltando, caso tivéssemos optado pelo passeio de 4 ou 7 horas de duração acho que não iriamos curtir tanto com a chuva; Trilha do Sol com acesso nas Cachoeiras No Limite (tranquila para banho) ; Grito e Poço Dourado (permite caminhar cerca de 900 metros até chegar a cachoeira passando dentro da água, bem tranquilo e no caminho as pessoas empilham pedrinhas, deixam nos cantos e fazem pedidos, muito lindo). Fomos cedo e conseguimos aproveitar todas as cachoeiras até umas 14hs, após o tempo mudou começou a chover e fecharam o acesso nas cachoeira, ficamos no restaurante até o tempo melhorar; No dia seguinte fomos na Cachoeira da Capivara que conta com uma trilha composta com vários lagos para banho até o final da trilha, muito boa, recomendo! Mirante dos Canyons : Estacionei o carro bem perto dos Canyons no acostamento da estrada mesmo e bati a foto! *Gratuito* (caso esteja disposto a bater a foto no mirante mesmo, para o acesso o local é cobrado uma taxa de R$ 40,00). Passeio de Lancha Lago de Furnas: R$ 95,00 Trilha do Sol : R$ 40,00 Cachoeira da Capivara: R$ 40,00 Alimentação Restaurante do Turvo: Prato para 02 pessoas mas serve 3 pessoas tranquilo - Traíra (peixe recheado com queijo, molho e patata palha por cima + acompanhamento fritas, arroz, porão e salada) uma delícia, preço justo, comida de qualidade! Recomendo! R$ 137 total. Casarão Hostel - localizado Centro de capitólio, aproximadamente 5 km até o Lago Escarpas e 25 km do Lago de Furnas e Cachoeiras Trilha do Sol e Capivara. R$ 63,00 valor da diária, café da manhã por mais R$ 12,00 por dia). Há 3 opções de café que é possível escolher, a estrutura do Hostel é muito boa, clima tranquilo e familiar, Lucas o anfitrião foi muito gente boa e receptivo, recomendou passeios com desconto e deu dicas de lugares próximos. 𝙍𝙀𝙎𝙐𝙈𝙊 Adorei conhecer as cidades de Minas Gerais, os mineiros são um dos melhores anfitriões que já conheci, sobre o cumprimento dos protocolos de segurança por conta da pandemia Covid 19 percebi que os Hostel que fiquei hospedado estão mais bem preparados que os aeroportos GRU e SDU que estão uma bagunça! (minha opinião). Alguns dos Hostel inclusive estão deixando o quarto privativo para os hóspedes que fazem parte da mesma reserva, exemplo Hostel Central em Diamantina; Casarão Hostel de Capitólio; Hostel Dom Bosco de São João Del Rei e Buena Vista Hostel de Ouro Preto, todos os lugares estavam higienizados com limpeza constante . Uma outra dica legal é o 𝗣𝗮𝘀𝘀𝗮𝗽𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗘𝘀𝘁𝗿𝗮𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗮𝗹 que é um documento tipo um passaporte de viagem mesmo, para aquisição é necessário realizar um cadastro no site institutodaestradareal.com.br e a retirada nos pontos de entregas conforme relação no site mediante à doação de um kg de alimento não perecível e você pode carimbar nos lugares indicados no site e registrar a sua passagem pelas cidades que pertencem a estrada do caminho real. 𝙂𝘼𝙎𝙏𝙊𝙎 Passagem aérea Floripa > BH (ida e volta) pelo site Mytrip R$ 250,00 Hospedagem - (15 dias) R$ 740,00
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  20. Estive em 2019 no Japao por 60 dias ...de Tokio ate Okinawa ...meu ingres é pessimo ..e japones entao ??? Necas ... Fiz o planejamento tudo pelo google ...booking..visto pronto ..malas..bora Japao !!! Fui pela Air Canada ..escala em Toronto ..meu travesseiro inflavel foi otimo ..dormi no chao do aeroporto de Toronto ..na proxima farei por Emirates com parada em Dubai ..34 horas de voo nao é mole nao !!!! Chegando no aeroporto de Haneda ...parei na maquininha da SUICA ...pus 10.000 ienes e peguei o cartao ..um pra mim e outro para a esposa ...esse cartao voce usa em todo o Japao ..serve pra tudo Metro ..onibus ..lanchonete..supermercado ..lojas ..entao nao ha necessidade de se comunicar com o atendente ... Ja com o roteiro do trem visto no google ..chegamos a estacao de Nihombashi ..perto do hotel Belken ... Na portaria ja me entregaram o Wi Fi pocket que tinha pedido no Brasil ..com esse aparelhinho vc tem internet em qualquer lugar ...com o google maps e google translate ...voce roda o Japao inteiro sem saber uma palavra em japones ...bom pelo menos Oraiyo e arigato né ??? Tenha uma bateria extra para seu celular ...eu quase me lasquei com 2% de carga ...as estacoes de trem sao tao gigantescas que se perder é facil ... No subsolo das estacoes geralmente tem supermercados com variedades de comida ..Mc Donalds pra matar a saudade de carne e os precos sao mais baratos do que na Europa .. Como nao tem assalto ..depois de uns tempos voce fica muito desatento ... O povo é extremamente atencioso com turistas ..basta mostrar um folheto com mapa ..que as vezes o japones para o servico dele pra tentar te ajudar ... O metro é calculado por trecho ...passa o ticket no ponto A e na hora de sair passa na catraca do ponto B ...como usei o SUICA ..voce passa no ponto A e depois no B e automaticamente debita o valor ...muito facil andar de metro com SUICA ou PASMO .... Carnes e frutas sao mais caras ...e se voce tem paciencia ..os pratos nos supermercados comecam a ter desconto a partir da 18 horas ..cheguei a comer um prato de sushi com 50% de desconto ..fresquinho !!! as vezes tem local proprio para comer ..ou leva para o hotel !!! Toquio..Oshino Hakai..Matsumoto..Hakuba ..Kanazawa..Takayama..Nagoia..Osaka ..Kioto..Hiroshima ..Fukuoka ..Okinawa ..faltou muitas ainda ...qual me encantou mais ??? Kioto !!! Os hoteis 2 a 3 estrelas que fiquei..sao minusculos nao adianta levar malas grandes ...tem uma loja em Tokio chamada Ginza Karen otimas malas precos excelentes ..vende que nem agua !!!! Deixe para o ultimo dia !!!! O trem rapido ..shinkanssem ..extremamente pontual ...so fique esperto com o Golden Day em Maio ..todo mundo viaja nessass datas ...passe é vendido no Brasil 7..14..21 dias acho ..dias sequentes ..caso precise ..compre 2 passes..um de 7 e mais um de 21 dias exemplo ...sao varios trens mas o turista fica limitado ..por exemplo se estiver escrito Nozomi ou MIzuho é so pro japones ... Se quiserem mais dicas ..perguntem !!!
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  21. Boa noite me chamo Jeferson tenho 25 anos, atualmente moro em Cabo Frio / RJ não tenho experiência alguma como mochileiro e gostaria de iniciar nisso no momento quase que sem dinheiro pois me separei recentemente e acabei tbm perdendo meu emprego sendo assim deixando a casa pra minha ex e tendo que morar de aluguel sendo que agora com essa pandemia ficou complicado as dividas apertando e minha depressão voltando. Nunca fiz mas tenho vontade minha ideia é a principio ir acampando e fazendo trampos para se sustentar no começo, tbm trabalho com Design e Marketing Digital talvez sirva para algo, e quem for do RJ e tiver afim estou aqui não tenho compromisso com nada quero apenas sair dessa cidade e rodar o Brasil sem rumo e sem tempo pra voltar se é que volto!
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  22. Pelo wordpackers você fica dependente da disponibilidade do local, se tornando mais difícil montar um roteiro pelo os lugares que vai passar. Então não pode contar 100% com esse serviço! Para viajar dessa forma deve ser complemente independente.. tendo desapego de absolutamente tudo. É possível? Sim, é! Mas se você sentiu desencorajado em ler os relatos.. acredito que viajar dessa forma não seja para você! Pelo menos por enquanto.. junta uma grana e faça um mochilão menos roots, conforme for ganhando confiança, faça como preferir.
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  23. Dia 29 de agosto saí de BH em direção a Botucatu para passar duas semanas na UNESP e dar andamento às minhas linhas de pesquisas (vulgo, balbúrdias). Fui de carro sozinha pela BR381 até São Paulo, onde deixei umas amostras dos meus materiais com um pesquisador do Instituto Butantã. Dormi em um hotel no centro de Osasco e no dia seguinte segui pela BR374 (Rodovia Presidente Castelo Branco) até Botucatu. Todas as vezes que vou para Botucatu (essa foi a minha 4ª vez), sempre tento fazer caminhos e paradas diferentes para conhecer lugares novos, como já contei em outros relatos. Porém, por causa da pandemia, dessa vez resolvi ir direto e não parar em nenhum lugar novo para explorar. Para quem sai de BH, certamente a opção mais segura e rápida até Botucatu (são cerca de 830 km) é o trecho que fiz nessa viagem (BR381, BR374). As estradas são muito boas, duplicadas, com boa sinalização, em sua maior parte com longas retas e com velocidade média de 100 a 110Km/h. Porém, o conforto, a segurança e a rapidez têm seu preço. Entre ida e volta, passei por 26 pedágios e gastei R$132,70, o que corresponde atualmente a cerca de meio tanque de gasolina do meu carro (Palio Attractive, rendimento médio na estrada de 16 a 17 km/L). Eu fico indignada como que os Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro podem ter tantos pedágios… fica bem caro, ainda mais pra quem viaja sozinha, como eu. Depois de 2 semanas de árduo trabalho no laboratório na UNESP, ao ir embora, resolvi dar um pulo em Brotas. Sempre tive vontade de conhecer as cachoeiras da região. Dei uma boa pesquisada nas possibilidades e nos locais que poderiam estar mais vazios. Em Brotas, pelo que eu vi, basicamente todas as cachoeiras estão dentro de propriedades privadas. Então prepare-se para gastar uma boa grana. Saí de Botucatu às 6:30h do dia 12 de setembro (sábado) em direção a Brotas. A estrada estava muito ruim (não tinha pedágio). Estrada simples, boa parte sem acostamente, com MUITOS buracos, principalmente na região da serra entre os municípios de Santa Maria da Serra e Torrinha. Antes de chegar em Brotas, peguei uma estrada local para a minha primeira parada: O Recanto das Cachoeiras (o asfalto vai até a entrada). Cheguei no local por volta das 8:30h e já havia começado a formar uma fila para a entrada às 9h. A entrada custou R$120,00 e dava direito a acessar as trilhas/cachoeiras e a piscina (https://www.recantodascachoeirasbrotas.com.br/). O local é muito bonito e muito bem estruturado. As trilhas para as duas cachoeiras são bem curtinhas (a primeira 5 min e a segunda cerca de 10 min) e autoguiadas. Como fui uma das primeiras a entrar, não havia quase ninguém no local. Porém, antes de ir embora, por volta das 10:30h, dei um pulo na piscina, que já estava beeeem cheia. Vale a pena visitar o local? Bom, eu não voltaria. Embora eu tenha gostado, de longe não vale os R$120,00. Um preço justo seria por volta de 70 ou 80 reais (durante a semana a entrada é R$90,00). Agora quem gosta de ficar a toa o dia todo, esticado em uma cadeira de sol o dia todo e pegando piscina, talvez valha. Mas definitivamente esse não é o tipo de programa que eu faço. Saindo de lá fui para outra propriedade, o Ecoparque Cassorova (cerca de 15 min de distância) (https://www.cachoeiracassorova.com.br/). Para chegar até ela peguei uma estrada de terra com alguns trechos bem arenosos (o carro as vezes escorregava). Essa sim valeu os R$100,00 de entrada. Que lugar lindo! Local super estruturado também, com trilhas autoguiadas e um pouquinho maiores (cerca de 20 min de caminhada e escadarias). No local também há uma piscina para uso, que está incluída no preço da entrada. E o local estava muito mais vazio do que o anterior. Saí do Cassorova por volta das 15h e fui para Brotas para a minha hospedagem. Chegando lá, a surpresa: não tinha vagas! Fiz a minha reserva pelo Booking na noite anterior, mas parece que era algum erro da plataforma. Pois mesmo a hospedagem não tendo vagas, ela aparecia disponível pelo app. O dono da pousada chegou a tentar falar comigo por e-mail ou whats, mas como eu estava sem sinal na estrada e nas cachoeiras, acabei não vendo. Daí começou a minha saga de tentar achar uma hospedagem em Brotas durante o final de semana. Por ser uma cidade turística, TUDO é caro. Ainda mais se tratando do estado de SP. Liguei para várias, mas nem as hospedagens caras estavam tendo vagas. A única que consegui, a diária estava 700 pilas!!! Sem condições! Então, meu conselho é que você não arrisque deixar para buscar hospedagens lá, pois como todo fds a cidade fica cheia, é bem possível que você enfrente problemas como eu enfrentei. Pensei em dormir no carro, como tantas outras vezes. Mas acabei encontrando uma pernoite em um Motel (Motel Luha, pernoite R$145,00 com café da manhã) na rodovia na entrada da cidade e fui pra lá. Melhor decisão. Eu já estava bem cansada das últimas duas semanas de trabalho e do dia nas cachoeiras, tava um calor insuportável (39°C), estamos em tempos malucos no Brasil e de pandemia e foi apenas 20 reais mais caro que a hospedagem inicial que deu problema. E o Motel era bem arrumadinho. Foi bem engraçado porque as recepcionistas do local não estavam acostumadas a receber “turistas”. Então quando fui sair a noite e voltar, tinha que ficar explicando o porquê eu ia sair e voltar. No final as meninas já estavam dando risada comigo quando eu passava na recepção do Motel. A noite fui para a Fundação CEU (Centro de Estudos do Universo), que em outras palavras, era um planetário (https://www.fundacaoceu.org.br/). Que lugar lindo! Eu amo astronomia e adoro fazer esse tipo de passeio. Embora já tenha visto várias vezes alguns planetas e estrelas durante os planetários que já fui em minhas viagens, sempre é legal rever e eu sempre aprendo coisas novas. Depois das observações nos telescópios, eles transmitiram uma animação (Chamada de GeoShow) sobre a formação do relevo do Estado de São Paulo. No local há uma réplica em tamanho real do dinossauro Alossauro, uma réplica do sítio arqueológico de Stonehenge (Inglaterra), além de alguns lagos, paisagismo e iluminação noturna bem bonitos. Entrei às 20:30h, as observações iniciaram às 21h e a apresentação do GeoShow por volta das 22:30h. A entrada custou R$70,00 e tem a minha TOTAL recomendação. Fiquei com vontade de ir durante o dia também. Às 10h do dia seguinte (domingo, 13 de setembro) fui para agência “Águas Radicais” (https://aguasradicais.com.br/), horário que estava previsto a saída do ônibus para a prática de Rafting no Rio Jacaré-Pepira, que é uma das principais atividades de Brotas. Sobre os preços dos raftings, aconselho a pesquisar bem. Há uma variação bem grande dos preços e a maioria das empresas fazem o mesmo percurso. Então no final das contas o que realmente muda é o preço. Eu paguei R$109,00. Entre a saída, a atividade e o retorno para a agência foram cerca de 4h de duração. Eu adoro rafting e já tive a oportunidade de fazer duas vezes anteriormente. Foi legal, mas achei beeeeeeem lento. Com poucas quedas maiores. Talvez a adrenalina não tenha sido alta por causa da baixa vazão de água do rio, que estava no seu período de baixa. Ao retornar para a agência, dei um pulo no Parque dos Saltos, que é um parque dento da própria cidade, de acesso gratuito, com algumas cachoeiras e bem próximo à agência do rafting. O parque estava muito cheio e praticamente todos sem máscaras. Fui embora rapidinho, pois fiquei muito incomodada com o volume de pessoas e o risco durante a pandemia. Além disso, achei o local muito sujo e mal conservado. Não recomendo. Saí de Brotas às 15h e fui para Rio Claro (cerca de 1h) para dormir na casa de um amigo meu que está fazendo o doutorado lá. Aproveitei e fui conhecer o laboratório dele na UNESP (Nerd demais! hahaha!). No dia seguinte, deixei meu amigo em Campinas e segui direto para BH (BR381). A viagem foi bem mais longa do que o previsto por causa do trânsito, mas no final deu tudo certo. Assim como qualquer um da atual geração, eu nunca tinha vivenciado uma viagem em plena pandemia. Se você fizer como eu, tentando evitar ao máximo pessoas e aglomerações, a viagem certamente será mais cara. Por exemplo, ao invés de ficar em hostels, eu fiquei em hotéis/motel. Consequentemente a facilidade de cozinhar também fica limitada. Então você precisa comer fora ou pedir comida com mais frequência, o que encarece bastante a viagem. Também deixei de aproveitar melhor ou ir em vários locais para evitar pessoas. E com isso, a solidão desde o início da pandemia, acaba dando uma pesada. Ainda mais para mim que sou uma pessoa extremamente sociável, comunicativa e que adora uma aglomeração. Mas só o fato de sair da minha rotina limitada desde fevereiro, já me deu um baita de um suspiro. A saudade de mochilar tá grande! Sai coronga!!
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  24. Livros e filmes nos ajudam a fazer planos, criar sonhos, e viajar sem sair do lugar. Depois da lista que fiz com filme para quem ama viajar, faço também uma com livros! Todas as fotos são de livros que possuo, e essa lista está sempre em constante atualização, pois histórias sempre acontecem e são contadas. Boa leitura! 1 – On the Road On the Road – Jack Kerouac O primeiro livro da lista foi o livro que despertou em mim a paixão pelas viagens de carro, a contracultura, e os anos 50 e 60. Embora eu ainda goste a ideia da viagem que eles fizeram no filme, acho a rotina bem tóxica, além de todas as outras questões envolvendo o movimento Beatnik. “On the Road é um livro do escritor estadunidense Jack Kerouac. Considerada a obra-prima de Kerouac, um dos principais expoentes da geração beatnik dos Estados Unidos, sendo uma grande influência para a juventude dos anos 60, que colocava a mochila nas costas e botava o pé na estrada.” 2 – Pé na África Pé na África – Fábio Zanini Este foi o primeiro livro sobre o continente Africano que li, e me apaixonei! Depois dele, tive a chance de ler mais alguns, e minha vontade de vistar vários países do continente só aumentou. No livro, Fábio relata as suas andanças por 13 países do continente e cerca de 30 cidades. 3 – Islândia, seus vulcões e Eu Islândia, seus vulcões e Eu – Luciana Nobile “O livro conta a história da autora de sua viagem à Islândia, onde esteve para rever uma amiga islandesa que conhecera 40 anos antes, em um intercâmbio estudantil.” Acabei chegando a esse livro por acaso, enquanto olhava a parte de turismo de uma livraria, e me espantou o quanto tinha um valor elevado, apesar de ser bem curto. Gostei da leitura, e saí um pouco do estilo de livro de viagens que costumo ler, pois é uma viagem de turista, com estrutura e sem grandes aventuras, mas que conta uma boa história. Assista também: 4 – De Istambul a Nova Délhi – Uma aventura pela Rota da Seda Rota da Seda – Guilherme Canever O Guilherme é um verdadeiro mochileiro, que conhece muitos países do continente Africano, além de vários outros pelo mundo. Este foi o segundo livro que li do autor (o primeiro foi sobre uma viagem na África), e foram apresentados a mim países dos quais eu não conhecia absolutamente nada, além de muita história do mundo. 5 – Fé em Deus e Pé na Tábua Fé em Deus e Pé na Tábua – Donald Miller O livro do Donald Miller é uma história bem pessoal, mas que não deixa a desejar no quesito aventuras em viagens. Ele faz uma road trip muito legal, e escreve de uma forma fácil e acessível. 6 – Guia Fuja Por um Ano Guia Fuja por Um Ano Este guia foi um dos meus primeiros livros de viagens longas, e nele você lê histórias de pessoas que tiraram meses ou anos sabáticos, tem dicas de planejamento e destinos, além de se inspirar! Assista também: 7 – China, Diário de Bordo China – Leonardo Alves Eu não conhecia quase nada sobre a China além de algumas questões políticas e tecnológicas, e decidi ler este livro para aumentar meu conhecimento. Infelizmente me deparei com um autor extremamente preconceituoso, que me ajudou sim a ter mais familiaridade com a China, mas também me mostrou como não agir em uma viagem, e nem como ser na vida. Vale a leitura por conta da China, mas o autor está longe de ser um viajante de verdade. 8 – Na Natureza Selvagem Na Natureza Selvagem – Jon Krakauer O livro é famoso, e o filme mais ainda. Conta a história real de uma rapaz que largou o conforto da família e foi se aventurar no Alaska. O livro tem muitas informações novas, e vale como complemento do filme, embora eu ache que são obras bem diferentes. 9 – Walden, ou a vida nos Bosques Walden – Thoreau Este livro chegou a mim pelo filme de Na Natureza Selvagem, e se tornou um marco em minha vida. Cheio de marcações, ele parece ser um consolo em momentos de desilusão com a sociedade, pois tem muitas mensagens importantes, e que podem ajudar em nosso crescimento como pessoa (e sociedade). Thoreau morou dois anos na floresta, em uma casa que ele mesmo construiu, e conta a história neste livro. Assista também minha visita em um lugar inspirado pelo livro: 10 – Candongueiro Candongueiro – João Fellet Este é meu livro preferido sobre o continente Africano! João Fellet me deixou feliz e me fez chorar, enquanto contou tudo que viveu em alguns países. Vale muito a leitura! Temos muito a aprender com o povo da África. 11 – Aventuras de uma Pseudovirgem Aventuras de uma Pseudovirgem – Iris Bahr Neste livro uma mulher de Israel faz um mochilão pela Ásia, e conta sua história, falando sobre sexualidade e conhecimento. Embora o título fale mais sobre sexo, o livro é bem recheado de viagens. 12 – Vida Nômade Vida Nômade – Robison Portioli Neste livro Robson fala sobre aventuras e viagens, que vão desde as que viveu com sua família enquanto ainda era criança, até as que vive atualmente rodando o Brasil e o mundo. É uma leitura bem pessoa, e vale a pena conhecer! Assista também: 13 – Projeto 5 Continentes Projeto 5 Continentes – Raphael Karan ” Conheça a partir de 160 mil km de estrada, a história e lendas do Oriente Médio, Ásia, África, America do Sul, Central e do Norte, Europa e Oceania.” Raphael fala sobre viagens de moto, intimistas, vivencialistas, e empolgantes. Vale a leitura! 14 – Kilimanjaro Kilimanjaro – Gustavo Ziller e Gabriel Tarso Gustavo tem um programa no Canal OFF chamado 7 cumes, onde o objetivo é escalar os 7 cumes mais altos do mundo. E este livro fala de um dos 7 objetivos, que é o ponto mais alto do continente Africano, o Monte Kilimanjaro, na Tanzânia. O livro é ilustrado pelas fotos do sempre incrível Gabriel Tarso. 15 – CHILE CHILE – Diogo Rodrigues Gonçalves Este livro é um pequeno relato de um mochilão que fiz pro Chile em 2011, a minha primeira viagem sozinho, primeira fora do Brasil, e até mesmo meu primeiro voo de avião. Pode ser baixado de graça aqui: http://www.mediafire.com/file/vxozcm56plgrb5j/CHILE_-_Diogo_Rodrigues_Gon%25C3%25A7alves.rar/file 16 – Piracanga Piracanga – Diogo Rodrigues Gonçalves Em 2017 visitei a comunidade de Piracanga, na Bahia, com o intuito de aprender mais sobre permacultura, sustentabilidade, ecovila, autogestão, e demais assuntos que lá são aplicados, além de vivenciar como é um modo de vida alternativo. Contei minhas impressões positivas e negativas neste livreto, e você pode baixá-lo de graça aqui: http://www.mediafire.com/file/48c6wposox7o3t1/Piracanga_-_Diogo_Rodrigues_Gon%25C3%25A7alves.pdf/file Meu vídeo sobre Piracanga: 17 – De Cape Town a Muscat – Uma aventura pela África *foto da internet Este foi o primeiro livro que li do Guilherme, um verdadeiro mochileiro que busca lugares fora do eixo do turismo. Uma viagem por vários países do continente Africano, ilustrado com fotos e ilustrações incríveis. Vale MUITO a leitura! Good trips!
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  25. Interessante suas dicas, obrigada por compartilhar. Seu tópico devia ser leitura obrigatória para quem está com ilusões que dá pra viajar por aí sem dinheiro...
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  26. Em 2019, realizei a maior viagem da minha vida e agora, finalmente decidi compartilhar um pouco dela aqui espero que gostem! Capítulo 1: Preparação e França Em setembro de 2018, decidi largar a faculdade e juntar dinheiro para me jogar em uma aventura na Europa. Estava trabalhando em uma ONG de intercâmbio voluntário e fechei um pacote para passar 45 dias na Croácia por R$400 reais. Muito barato! Pelo menos tinha a hospedagem garantida. (Só vim saber exatamente onde ia dormir quando cheguei na Croácia, mas essa parte fica para outro momento) Tinha pouquíssimo tempo e pouquíssimo dinheiro (somente R$1000 guardados) pois planejava passar o ano novo em Paris (já que as passagens no inverno são mais baratas). Vendi praticamente TUDO o que eu tinha, roupas, livros, e vendia comida na rua (principalmente bolo vegano)! Contava a história de que estava indo realizar meu sonho de mochilar, e muitas pessoas me davam dinheiro sem nem pegar a fatia, para que eu vendesse para outra pessoa. Lembro-me de um dia em que ofereci o bolo para dois senhores em um restaurante chique: Um me deu uma nota de R$50 e outro, de R$20. Quase engasguei de surpresa hahaha depois de vender muito bolo, pastel e etc, consegui juntar R$2500, que somando com o que eu tinha guardado, foi o preço da passagem de ida e volta! Poderia ter pago bem mais barato se tivesse comprado com mais antecedência, então essa é a primeira dica: Se você for fazer na loucura que nem eu, presta atenção nas promoções e procure as datas mais baratas (usei o Skyscanner para isso) mas se você tem mais tempo, compre com antecedência, pois isso pode te fazer economizar uma boa grana! Outra dica: se você vai vender na rua para juntar grana e viajar, não seja seletivo. Eu era um pouco mais tímida, e só oferecia para pessoas que não estavam em grandes grupos e ainda era seletiva, escolhia na rua para quem ia oferecer. OFEREÇA PRA GERAL! HAHA Sério! Fiz vaquinha, continuei vendendo e tive também uma ajuda dos meus pais. Acabei indo com cerca de 800/900 euros (ou seja, eu iria me virar com uma média de 100 euros por mês). Na época, isso seria mais ou menos R$4000. Cheguei em Paris e nem podia acreditar que estava ali. Eu nunca nem havia saído do nordeste! Estava fazendo 7 graus, e eu estava com um agasalho de inverno. Porém quando eu digo inverno, é inverno nordestino, ou seja, não servia para quase nada me lasquei de frio, então outra dica: Não seja mão-de-vaca como eu fui na hora de investir em roupa de inverno. Porquê meu pensamento foi "São menos de três meses de frio, eu vou sobreviver". NÃO PENSEM ASSIM, PELO AMOR DA BICICLETINHA! Fiquei uma semana em Paris e dei um bate e volta em Versailles com uma amiga peruana que fiz através do Couchsurfing. Fui no museu do Louvre de graça (o Louvre é gratuito nos sábados à noite, na baixa temporada! Outro motivo de querer ir pra Paris no ano novo). Fui na Sacred Coeur, Notre Dame (não entrei porquê era pago) e bati bastante perna! Os franceses a quem pedi informação foram gentis e prestativos. O segredo é começar com "Bonjour/Bonsoir! Excusez-moi parlez-vous anglais?" (Bom dia/boa noite! Com licença, você fala inglês?) A ideia era pagar pelo transporte (e ainda paguei algumas vezes) mas os próprios parisienses me ensinaram como burlar o metrô quase não paguei transporte público nesse mochilão. Não estou dizendo que é certo, mas era a forma que eu tinha de economizar. Se você puder pagar, pague, pois se você for pego, paga uma multa de em média 100 euros! Duas vezes pedi informação sobre como comprar um ticket de metrô pois estava toda enrolada, nas duas vezes, as pessoas tentaram me explicar, mas resolveram pagar pra mim. Gentileza que você não espera! Fiquei na casa de duas pessoas do Couchsurfing. Me senti muito desconfortável na casa do meu primeiro host, era um francês que morava sozinho e era uma pessoa inconveniente, mas no da segunda, foi ótimo uma paquistanesa super gente fina, que morava com o namorado francês e tinha um gatinho, o Pablito. Eles foram ótimos! A paquistanesa falava seis idiomas, incluindo português (se eu não soubesse que ela era do Paquistão, diria que era paulista pelo sotaque!) Maas, na noite de ano novo, acabei dormindo no hostel onde a minha amiga do Peru estava se hospedando. O metrô estava fechado (eram 3h da manhã) e eu teria que esperar até às 7h. Tinha uma cama vazia no quarto que ela estava: Ela parou um pouco, pensou e disse baixinho: "Fica aí até às 7h, antes de checarem os quartos para limpeza"! Dei um cochilo, às 7h acordei e meti o pé. Passei pela recepção sem olhar para trás, mas a pessoa que estava na recepção nem disse nada. Provavelmente é difícil saber quem é hóspede ou não em uma época tão festiva. Voltei para a casa do meu host com o c* na mão, pois quando cheguei na estação da zona que ele mora, eram 8h da manhã e ainda estava escuro - e não tinha ninguém na rua. Porém em um determinado momento passei por uma menina que estava andando e mexendo no celular tranquilamente e fiquei um pouco mais tranquila. A pessoa só faria isso em um lugar minimamente seguro, não é? Mas ainda fiquei em alerta até chegar na casa do meu host. Depois da França, peguei um voo para a Croácia (que estava incluso naqueles R$3500). Cheguei em Zagreb e peguei uma van até Rijeka, a cidade onde ficaria por 45 dias (acabei ficando 50 dias). 20190102_161214.mp4 20190103_132615.mp4
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  27. Escrever um relato de viagem em 2020 é, sem dúvida, algo desafiador. É polêmico. Os debates entre a turma do fique em casa e a turma do siga a vida foram muito acalorados e ainda rendem demais até hoje. Cada um tem sua consciência, sabe muito bem o que deve fazer depois de tantos meses de pandemia, visões opostas sempre vão ocorrer nesse tema e o respeito em um bom debate deve sempre prevalecer. Não vou entrar nessa discussão, como o tema aqui são os relatos de viagem vou registrar a viagem que fiz na primeira quinzena de novembro de 2020 e ficam as informações a quem interessar em conhecer esses lugares, seja ainda em 2020 ou em 2050. Desde julho já pensava no que poderia fazer nessas minhas 2 semanas de férias em novembro. Pra começar, não tinha segurança em pesquisar uma viagem que envolvesse compra de passagem aérea. O cenário instável que prevalecia no meio do ano (e até hoje) faz com que a gente fique com um pé atrás na hora de comprar uma passagem com antecedência que pode vir a ser cancelada com qualquer mudança nesse cenário caótico do mundo. Por isso, resolvi que faria uma viagem diferente. Seria minha primeira "road trip". Nunca tinha viajado longe de carro, mas era a melhor opção no momento. Afinal o carro é meu, e eu posso planejar a viagem tranquilamente que quando chegasse o dia da viagem se a situação estivesse favorável eu ia viajar, se não estivesse, eu não iria, e o carro ia continuar sendo meu, sem nenhum prejuízo, sem ter que preocupar com cancelamentos. E no final das contas achei que super valeu a pena. Gastei em torno de 550 reais com combustível e rodei ao todo 2017 km. Uma passagem aérea não sairia apenas isso. Ainda tive a flexibilidade de visitar vários lugares. E sozinho. Se fosse com o carro cheio então, seria baratíssimo pra todos. A escolha do destino teve que ser de acordo com o meio de transporte. Como ia de carro, não podia ser muito longe pra não dirigir demais e ser cansativo. Não conhecia o Sul da Bahia e era um destino interessante pois dava pra fazer com 2 dias de viagem, viajando só de dia e parando pelo caminho onde achasse que tinha algo interessante, aproveitando a estrada, curtindo sem pressa o prazer de dirigir. Quando se pensa no sul da Bahia, se pensa em Porto Seguro. Mas o forte da cidade são as baladas e não tá tendo. Pesquisando lugares tranquilos e bonitos, me apareceu um nome grande e difícil de falar: descobri Cumuruxatiba, distrito de Prado. Falésias, coqueiros, praias desertas...tudo que eu precisava. Na volta, ir parando pelo Espírito Santo, em Itaúnas e na Pedra Azul. Definido o roteiro, tinha que pensar em outro ponto bastante afetado pela crise: a hospedagem. Sempre fico em hostel quando viajo e nessa região quase não tinha hostel. Os poucos que tinham estavam fechando os quartos coletivos só para grupos completos. Então, seguindo as pesquisas, descobri algo que tem bastante naquela região: campings. Porém...eu nunca tinha acampado na vida!!! Bem, pra tudo tem uma primeira vez. Seria minha primeira road trip e seria também a primeira vez que eu ia acampar. Comecei a pesquisar sobre barracas e comprei uma Vênus Guepardo. Ótima! Aguentou muita chuva em Cumuruxatiba, resistiu bravamente. Carro revisado e barraca comprada, saí de casa em Conselheiro Lafaiete/MG no domingo, 1° de novembro, bem no meio do feriadão. Ótimo viajar no meio do feriadão, estradas vazias e muito tranquilo. Nesse primeiro dia, dirigi 400km até Governador Valadares, onde cheguei por volta de 17h e procurei um hotelzinho pra passar a noite. No dia seguinte, feriado de Finados, fiz o trecho restante, mais uns 400 e poucos km até Prado/BA. Pelo caminho, essa maravilha na estrada pouco depois de Teófilo Otoni. Entre as vantagens de viajar de carro: parar e aproveitar a paisagem quando quiser. Parei pra almoçar num beira de estrada em Nanuque e pouco depois das 16h cheguei em Prado debaixo de muita chuva. Como sabia que até Cumuruxatiba eram mais de 30km de estrada de terra, resolvi ficar em Prado pois estava chegando no fim da tarde e com tanta chuva não me animei a seguir. Como nunca tinha acampado, fiquei com medo de procurar um camping debaixo daquele aguaceiro e isso transformar minha primeira experiência num camping em algo meio traumático, então decidi procurar alguma pousadinha em Prado. Como era final de feriadão, a cidade estava esvaziando e todas as pousadas tinham vagas. Os preços mais em conta que achei no centrinho foram entre 100 e 120 reais. Por causa da chuva e do fim do feriado, o tradicional Beco das Garrafas no Prado estava deserto. Apenas procurei algo pra comer e voltei pra pousada. Terça, 3 de novembro. O dia começou apenas nublado, tomei o café da manhã da pousada e já saí pra Cumuruxatiba. A estrada de terra (na verdade me pareceu mais arenosa do que de terra) estava bem molhada e em alguns pontos com poças enormes cobrindo toda a estrada. Realmente tinha chovido muito nas últimas horas. Mas deu pra passar sem nenhum perigo de atolar. Porém a estrada não é nada boa. Foram pouco mais de 30km que eu levei mais de uma hora pra fazer Chegando em Cumuru, já por indicações aqui do site, escolhi ficar na Hospedaria Cumuruxatiba, mais conhecida como camping do Jef, o suíço que mora há 25 anos em Cumuru, em frente a represa de água do rio onde toma seus banhos. Fui recebido por sua esposa, Isabel, que me passou os preços: 25 reais pra acampar ou 60 no quarto privado. Como estava só nublado e eu já louco pra estrear no mundo do camping, resolvi montar a barraca e deixar o quarto só pro caso de eu encher o saco com a barraca. Terminando de montar a barraca, já começou a chover. Só estávamos eu, o Jef e a Isabel e 4 jovens que estavam fazendo voluntariado lá. Ficamos a tarde toda na mesa que tem na área coberta da pousada, conversando, depois jogando Uno. Por volta de 7 da noite que a chuva parou. Saí pra reconhecer o território. O camping fica bem no começo da vila, o centrinho mais movimentado fica uns 600m a 1km dali. Tava tudo bem deserto, tinham uns 3 ou 4 butecos, 2 padarias, 2 mercadinhos, movimento zero, interior mesmo, nada que lembrasse turismo, completamente isolado num pós feriadão chuvoso. Passei minha primeira noite dormindo numa barraca. Choveu demais de madrugada mas a barraca ficou sequinha. Adorei a experiência, não tinha nenhuma diferença assim tão gritante de dormir num quarto. Já tinha a sensação que eu ia gostar de acampar. Agora tenho certeza. Na quarta-feira, aproveitei a manhã nublada mas com um certo mormacinho pra ir caminhando pela praia. Fui até a Praia do Moreira, uns 3 km ao norte da vila. Não deu pra aproveitar, logo começou a chover. Voltei pra Cumuru, pedi um super e farto PF de 18 reais no restaurante Ema, onde segui almoçando nos próximos dias, e voltei pro camping porque o tempo tava uma merda E assim o tempo ficou na quinta também, chuva fina, temperatura de 20 graus, até o pessoal que mora lá tava estranhando tantos dias de chuva e vento frio em novembro. Na sexta ainda amanheceu chovendo, mas finalmente o tempo começou a firmar a partir da tarde. Fui caminhando pelas praias um pouco ao sul, acompanhando as falésias. Depois fui pra praia do centro onde um tumulto já acompanhava a cena mais bizarra do dia: um playboy doidão resolveu entrar com a sua Land Rover pela areia pra deixar o jetski mais perto da água. A maré subiu, ele não conseguiu sair e foram umas 2 horas de odisseia pra resgatar o carro do maluco Foi o assunto da vila. Segui pra umas barraquinhas pra comer tapioca. A maioria delas estava fechada mas o tiozinho da tapioca disse que era porque o tempo tinha estado muito ruim e a turma tava desanimada. Ali em frente funcionava o mais gourmet dos restaurantes de Cumuru, o Samburá Duzé, onde a turma vai gastar um pouquinho mais de grana… E no sábado, enfim solzão da Bahia. Dia de enfim ir na Barra do Caí. Minha intenção era alugar uma bike. Cheguei na borracharia onde aluga, estava fechada, me disseram que o dono morava ao lado, chamei lá mas uma mulher me disse que ele tinha saído e só ia chegar lá pras 10 horas. Ainda era 8 e pouco e resolvi que ia andando. Dá uma boa caminhada, acho que uns 12 km, mas eu adoro caminhar então fui tranquilo pelas praias que eu já tinha passado na quarta, praia do Rio do Peixe, Peixe Grande e Peixe Pequeno até as falésias da Praia do Moreira que é o meio do caminho e onde precisa subir o barranco e seguir pela estradinha que vai até uma bela fazenda, uns cavalos pastando, aparentemente sem morador, mas com uma bela churrasqueira, cercada de coqueiros no alto da falésia e descer pra praia de Imbassuaba. Praia do Moreira Uma fazendinha dessas bicho... Praia de Imbassuaba Depois continuei pela areia seguindo até a Barra do Caí. Foram 2 horas e meia de caminhada. Fui andando rápido e sem parar muito. Se for devagar e parando mais pode botar bem mais tempo nessa conta. Dizem que foi na Barra do Caí que os portugueses chegaram no Brasil pois vindo pelo mar é onde dá pra ver o Monte Pascoal e descrição do local bate com a carta do Pero Vaz. Tem uma cruz e uma placa lá falando que foi ali que o Brasil começou. Só tem uma barraca de praia lá, o Restaurante Glória. Pelo isolamento do local, por ser a única opção, não é barato, uma garrafa de cerveja 600ml tava 16 reais mas com o sol do meio-dia chegando e depois de uma bela caminhada decidi que eu merecia esse presente e fiquei tomando umas brejas, curtindo o bom som MPB e pop rock nacional da barraca até umas 14:30. Voltei andando pelo mesmo caminho, dessa vez um pouco mais devagar e levei 3 horas até Cumuru. O resto do pessoal que tava lá tinha ido de carro. Encontrei algumas pessoas de bike pela areia mas não sei que caminho eles tomaram pra desviar do penhasco na Praia do Moreira, creio que devem ter seguido pela estrada dos carros. No domingo o sol continuou, 5 da manhã já está claro e eu já estava caminhando pela praia. Aproveitei a manhã de sol e por volta das 10h levantei acampamento e segui meu caminho antes que o Jef começasse a pensar que eu ia morar pra sempre no gramado dele Só por informação, não tem posto de combustível em Cumuru. Eu estava com meio tanque e o ideal é que você vá abastecido, mas em caso de emergência, na loja de material de construção o cara vende gasolina na garrafa pet, vi várias motos abastecendo lá, então fica a dica num caso de emergência. Ao contrário da vinda, que eu passei pela estrada mais ao interior que é mais plana e estava com muita chuva, a volta foi com tempo seco, sol e fui parando nas praias. A maioria delas parei apenas pra uma foto. Comecei na Praia de Japara Mirim que estava deserta e tem uma estradinha bem estreita pra chegar. Depois fui na de Japara Grande que é mais famosa e tinha uns 4 carros lá. Essas duas precisa sair da estrada principal, já as próximas ficam na beira da estrada pra Prado mesmo, é só parar e aproveitar. Parei na Praia das Ostras, deserta. Depois na Praia do Tororão que é mais famosa e tem até uma cachoeirinha que cai na praia e tinha vários carros lá. Tinha um restaurante (ou barraca grande, sei lá) mas não parecia muito atraente. Depois parei na Praia da Paixão onde aí sim tem várias barracas de praia. Pedi uma cerveja lá que era 15 reais a garrafa de 600ml mas não gostei do atendimento e segui rumo. Parei na Praia do Farol que já é quase chegando em Prado. Lá tem a Barraca do Jorge que ali sim eu gostei, som bacana, carros estacionados debaixo dos coqueiros, galinhas passeando , cerveja a 10 reais e PF por 20. Fiquei um bom tempo por lá. Antes de chegar em Prado ainda dei uma passadinha pra conferir a Praia da Lagoa Grande e segui pro camping que tinham me indicado, Camping Vista pro Mar. O nome já fala tudo, beira mar, gramado bem cuidado, tem área coberta (não precisava ter ficado em pousada naquele dia que cheguei debaixo de chuva ) o dono é um goiano chamado Marcelo super gente fina, tava lá tomando umas brejas com um casal que tava num motorhome e já me chamaram pra juntar com eles. Tinham outros 2 casais viajando em trailer lá também. Tem uma escadinha pra descer do camping direto pra praia, foi o melhor lugar que fiquei na viagem, só faltou mesmo uma cozinha pra quem gosta de cozinhar e um filtro de água. Depois que anoiteceu fui no centro do Prado pra ver o movimento. Tava bem sossegado num final de domingo mas melhor que naquele dia chuvoso que cheguei. Fiz um lanche no Lampião Burguer e voltei pro camping. Nessa hora todos os 3 casais estavam lá e foi o único momento na viagem que eu socializei mais com uma turma viajante, conversei sobre viagens e tal. Como era minha primeira viagem em camping notei essa diferença pra mim que tô acostumado a ficar em hostel. Embora sempre tenham exceções, camping dá mais família, casal, poucos viajantes solitários, pessoal dorme e acorda cedo. Hostel já é o oposto. Mas o espírito viajante e a interação da galera é a mesma. Segundou e acordei com o sol das 5 da matina invadindo a barraca. Fiquei lá estirado no gramado do hostel curtindo o sol da manhã. Depois desci pra praia. A praia de Prado é mais brava, muita onda, bem diferente das praias mansas e rasas de Cumuruxatiba. Fiquei até umas 10 da manhã, paguei os 35 reais da diária e aproveitei a hora mais quente do dia pra seguir viagem. Foram 5 horas de viagem, contando com 1 hora de parada pra almoçar, até Itaúnas/ES. Tem uns atalhos por estrada de terra pra quem vem da Bahia, mas não compensa. Uma coisa que eu não sabia é que a rodovia de Conceição da Barra até Itaúnas já está quase toda asfaltada, tem apenas alguns poucos trechos de terra em obras e no geral um asfalto novo de boa qualidade até chegar em Itaúnas. Fui pro Tribo de Gaia, que é hostel, pousada e camping. O quarto coletivo era 60 reais e estava vazio. Era segunda-feira e a dona me disse que nos fins de semana tem dado sorte de fechar os quartos coletivos apenas para grupos. Seu quarto tem capacidade pra 5 pessoas e se não fosse fechar pra grupo poderia hospedar apenas 2 pessoas o que seria inviável, por isso prefere não trabalhar com hostel no momento. Se eu quisesse poderia ficar porque estava vazio mas eu preferi montar a barraca na parte de baixo da pousada onde tem um espaço pra camping em que ela cobra 35 reais. A área comum de cozinha e banheiros pode ser usada por todos. Dei uma volta rápida pela vila ao cair da noite, dava pra ver que tinha um pouco mais de movimento turístico que Cumuruxatiba, mas tava bem sossegado, provavelmente por ser segunda-feira, já que a dona da pousada disse que o fds tava bem agitado, tendo até os tradicionais forrós de Itaúnas. Na terça, dia 10 de novembro, tirei o dia todo pra curtir as Dunas de Itaúnas. Fui pela trilha do Tamandaré, que passa pela única casa que sobrou da antiga vila de Itaúnas e chega bem no começo da praia. Fui andando pela praia até onde ficam as barracas. São 6 barracas de praia mas no meio da semana apenas 3 funcionam. Fiquei na Barraca Sal da Terra. Todas tem basicamente os mesmos preços e a cerveja é latão. Foi um dia só de praia mesmo, relaxar tomando uma cerveja e olhando as ondas… Sobre as Dunas de Itaúnas, passei por elas na hora de ir embora. Pra quem já conhece Genipabu/RN ou Huacachina/Peru, Itaúnas não empolga. As dunas são bonitas mas são bem modestas. Era uma vontade que eu tinha de conhecer mas não achei nada de excepcional. Como tava meio que no caminho da volta e pelo dia bonito de sol na praia, valeu a pena, mas as dunas não me empolgaram. No dia seguinte segui cedo pra Linhares, fiquei na casa de uma amiga que me levou pra conhecer uma praia a 50km de Linhares, Pontal do Ipiranga, praia larga, comprida e deserta (meio de semana né) Na quinta-feira segui caminho, subi a serra, parei na cidade de Santa Teresa apenas pra almoçar mas pude ver que é uma cidade bacana, arquitetura bonita, colonização italiana, vale a pena uma visita com mais tempo. Seguindo pela estrada, passei pela cidade de Santa Maria de Jetibá cuja placa dizia ser a cidade mais pomerana do Brasil. Fato que a serra capixaba tem muita tradição de imigrantes. Cheguei de tarde na Pedra Azul, com uma chuvinha ameaçando. Parei na lanchonete da Pousada Peterle que fica no trevo da BR-262 com a Rota do Lagarto onde tem o letreiro da Pedra Azul e uma vista bacana. Depois segui pela Rota do Lagarto até depois da entrada do parque onde fica, no km3, o Ecoparque Pedra Azul, onde tem o camping. Tem uma área coberta também, água de nascente, um pessegueiro carregado e uma vista magnífica da pedra. Na sexta-feira 13 fui logo de manhã pro Parque Estadual da Pedra Azul, a pé mesmo, fica a uns 2 km do camping. Por causa da pandemia, tinha mandado um e-mail 2 dias antes pra agendar minha visita já que estão entrando apenas 50 pessoas por turno com agendamento. Mas tava bem vazio, na hora que eu fui estava sozinho e deu pra ver na lista do guardinha que não tinham nem 15 pessoas agendadas pra aquela manhã nublada. A trilha no parque é normal na mata, bem suave, a mais difícil é a que vai pras Piscinas Naturais mas como tinha chovido bastante à noite, estava bem molhado e escorregadio, além de friozinho e nublado, me desaconselharam a fazer. O diferencial de fazer a trilha no parque é que dá pra você por a mão na pedra. Pra fotos não é interessante, o ideal pra fotos é lá embaixo na estrada onde tem a portaria do parque. Meu plano era ficar o dia todo por ali, mas as opções eram restaurantes aparentemente caros, passeios com cavalos escandinavos, coisas que não eram bem o meu estilo. A parte de trilha e a linda vista da pedra eu já tinha curtido, então resolvi levantar acampamento, aproveitar a flexibilidade que o carro proporciona e caçar caminho de casa, pois na segunda-feira já estaria de volta ao batente. Depois de 7 horas de estrada e algumas paradas pra lanche, cheguei em casa à noite. Esse foi o resumo do rolê, Cumuruxatiba é linda, tem praias maravilhosas e pra esse povo que pensa que ES é só praia, se passar na rodovia perto da Pedra Azul não perca a oportunidade de explorar aquela região espetacular. Até a próxima mochileiros!!
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  28. Estive acompanhando esse post, lendo as opiniões do pessoal. Gente, tenho 30 anos, e sempre fui relutante em 'gastar dinheiro' com viagens - achava isso algo de pessoas descompromissadas, quais não se importam com seu futuro. Afinal, precisamos de dinheiro para tantas coisas... um terreno, uma casa, um carro, etc... Ai ai... quisera eu ter descoberto antes quão enganado estive por todo esse tempo. Em fevereiro de 2020 fiz minha primeira viagem (dessas que dá para realmente chamar de 'viagem'), qual fiquei pouco mais de um ano organizando e sonhando - não sei dizer ao certo o que me tirou da área de conforto, que me fez decidir arriscar em algo qual eu sempre julguei de forma tão negativa. Foi uma viagem simples e breve (Patagônia Argentina, muito hiking), cerca de 10 dias, mas eu nem consigo expressar como isso impactou na minha forma de enxergar as coisas. Voltei dela com planos, muitos planos! Logo que retornei já defini meu próximo destino - o Circuito O de Torres del Paine - conversei com amigos próximos, montamos um pequeno grupo e batemos o martelo! Estava tudo certo, todo roteiro levantado, analisado e devidamente votado, equipamentos adquiridos - exceto pelo fato da pandemia... A nossa previsão apontava para agora, nesta época (maio/junho) ficarmos de olho nas primeiras oportunidades de reservas dos pontos de acampamento (que supostamente são super concorridos), e com a definição destas reservas, organizarmos os demais pontos para conseguirmos fazer isso acontecer em novembro. Enfim, é difícil dizer como tudo isso me abalou - e é sério sabe... encontrei algo que faltava na minha vida, e comecei a alinha-la para 'fazer valer', e agora fico aqui, buscando formas alternativas de ocupar meu tempo (pequenos passeios), mas nenhuma destas me dá o gostinho de como foi aquela primeira viagem. Mas enfim, vida que segue! Espero que, assim que tudo se resolver, não demore muito para normalizar.
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  29. Era 31 de janeiro de 2020. Os jornais falavam sobre um tal vírus que tinha aparecido na China. Eu (e a maioria das pessoas no resto do mundo) não dava muita bola pra isso. Já tinha um roteiro programadinho pras minhas férias de maio em Portugal e na Espanha e encontrei um preço legal pra Lisboa. Comprei a passagem e já estava super animado pra pisar pela primeira vez na Europa. Naquele dia, ninguém tinha a dimensão do que ia desencadear aquelas notícias "quase irrelevantes" do tal vírus. Diante do desenrolar dos fatos, viagem cancelada, férias adiada e um perrengue de quase 1 ano pra pegar o dinheiro de volta. A partir daí comecei a pensar em outras formas de viajar. Como trabalho numa cidade vizinha, nesses tais serviços essenciais, meu trabalho presencial não parou um dia sequer. Todos os dias, voltando pra casa no final da tarde, passava pelo alto de serra e parava lá as vezes pra olhar o por do sol. Um dia vi um carinha armando a barraca pra passar a noite lá. Pensei: nunca acampei na vida! Será que eu consigo? Fui amadurecendo a ideia e comecei também a cogitar a ideia de viajar de carro. Afinal passagens de ônibus e avião estavam sendo canceladas, mas meu carro é meu e ninguém vai cancelar. Comprei uma barraca, fiz a revisão no carro e em novembro eu fui, cara e coragem, pra minha primeira viagem longa de carro e com barraca de camping. Deixei até um relato dessa viagem aqui. Fui pra Cumuruxatiba, sul da Bahia, voltei pelo Espirito Santo, lugares pequenos, praias isoladas, campings lindos, pra mim que já gostava de uma viagem com vibe trilhas e natureza, foi bom demais. Gostei tanto de acampar que fui pra Serra do Cipó no reveillon e pra Carrancas em março, sempre no meu carro e com minha barraca. Agora minhas próximas férias serão em setembro. Tô até cogitando a ideia de comprar uma passagem aérea e ir pra Jeri, mas tô ainda muito inseguro com a instabilidade da pandemia, talvez prevendo o trauma de comprar uma passagem com antecedência e passar de novo todo o perrengue do ressarcimento, prefiro esperar mais perto da data e ver se o preço não aumenta demais pra eu animar. Ando com um pé atrás (talvez os dois) com esse lance de programar viagens longas. Mas esse é plano B. Na verdade, já comprei um saco de dormir, olhei uns roteiros, o carro e a barraca são meus e ninguém tira, dá pra fazer um rolê legal pro Sul de Minas, Monte Verde, Cunha, Paraty, Trindade, Serra dos Órgãos... A Europa no momento me parece um sonho bem mais distante. Se não estou seguro pra planejar uma viagem aérea nacional, imagine pra Europa! Também não quero conhecer uma Europa "arredia"; provavelmente só vou cogitar Europa de novo quantos as coisas estiverem bem mais "normais" lá e cá. É interessante, eu que sempre viajava planejando comprar passagem aérea e ficando em hostel, agora me peguei viajando no meu carro e acampando. Me reinventei. E quem não se reinventou no último ano? É como diz o ditado, vamos dançar conforme a música!
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  30. Olá pessoal, entre 6 e 10 de Junho de 2021 fui para Itamonte-MG com o objetivo de subir umas montanhas pela primeira vez e quero contar aqui minha experiência de forma breve (não foi breve), sem foto, sem nada, só um relato rápido do que você, que quer iniciar no montanhismo pode esperar do incrivelmente lindo Parque Nacional do Itatiaia. Escolhi essas montanhas porque achei que fosse algo realmente voltado para iniciante. Não é. Bom, talvez seja. Enfim, sei lá. Eu sou uma pessoa sedentária, não nego, mas costumo aguentar o tranco de longas distâncias. O que eu não sabia era da dificuldade técnica das montanhas. 1) Prateleiras Acabamos escolhendo ela porque na portaria do parque nos falaram que tinha muita gente nas Agulhas e nos permitiram mudar de ideia. A trilha até a base é suave com um leve desnível. A parte difícil é quando começa o 'trepa pedra'. Em vários trechos eu, com meus 1,65 de altura, tive alguma dificuldade de passar de uma pedra para outra por causa da altura. Fora os vários trechos que uma escorregada pode ser fatal. Muitas fendas e buracos, meu joelho tremia. Pouco antes do cume, tem um trecho em que é necessário corda. Foi a primeira vez que fiz 'rapel' na vida mas achei bem tranquilo na verdade. Depois desse rapel chegamos no cume. Assinei o livro, me senti dona do mundo. Meu guia confessou lá em cima que achou que eu não ia conseguir porque eu tive muito medo em vários momentos de maior exposição. Mas lá estava eu no fim das contas. A volta foi o mesmo processo da ida: bastante medo nos trechos expostos ou com valas enormes mas conseguimos. Em 3 horas a gente subiu e desceu. Foi bem cansativo, as coxas pediram socorro mas deu. Estava muito satisfeita com o meu desempenho. 2) Agulhas Negras Tinha dado uma LEVE GAROA NO FIM DA MADRUGADA/ MANHÃ daquele dia, isso vai ser importante lá na frente. Só tinha a gente na montanha naquela terça-feira, 8 de Junho de 2021. Inicio de trilha suave como sempre. Para ascensão das Agulhas tem vários trechos que são paredes de pedra bem íngrimes que vc simplesmente sobe andando sem corda sem nada. Precisa duma boa bota, bem aderente. Diferente das Prateleiras, as Agulhas pega mais pelo cansaço da extensão da trilha. Não é tanto 'trepa pedra' (pelo menos até a parte que eu fui - já dando spoiler do final) mas são subidas bem íngrimes. No primeiro trecho de corda, é uma parede quase de 90 graus que o guia vai na frente, subindo pelas fissuras da rocha para amarrar a corda pra gente. Nessa parte, a gente começou a ver de fato uma prova do que já havíamos notando antes: ele tava escorregando demais para fazer algo que já tinha feito muitas vezes na vida. Ou seja, a rocha tava mesmo mais escorregadia que o normal. Aquela garoa da manhã, super leve, ficou acumulada na pedra. Juntando com a areia das pessoas do dia anterior, possivelmente ficou um 'sebinho' ali a tornando a situação mais complicada. O problema veio depois dessa primeira corda. Nesse trecho de paredão a minha bota simplesmente não parava na pedra. Consegui subir aos trancos encaixando o joelho na fissura (o que me rendeu váááários hematomas) mas subi. As outras duas pessoas do meu grupo não conseguiram subir nessa parte, mas o guia jogou uma corda (contra a vontade dele pois ali naquele trecho não havia onde amarrar a corda, ficou eu e ele segurando e isso é muito perigoso) e ai eles subiram. Mais pra cima havia um trecho de duas pedras sobrepostas com uma vala entre elas. Ali, infelizmente não tinha espaço para encaixar o joelho pois a fissura era bem mais 'rasa'. Não deu jeito. Escorregar ali eu poderia cair na vala e a minha bota não firmava de jeito nenhum. Olhei para a cara do meu marido e da outra moça que estava no grupo e ambos, que já tinham tido problemas no trecho anterior, não quiseram nem tentar subir ali. Voltamos. Não consigo colocar em palavras o quão frustrada eu fiquei. Orgulho ferido demais. Faltava tão pouco. (informação complementar, caso queiram saber, uso a bota Titã da marca Vento) Visto que ainda era cedo, algo em torno do 12h30 quando voltamos para a base da montanha, o guia sugeriu levar a gente no Morro do Couto, uma trilha mais simples. Vou falar que nessa altura do campeonato, meu joelho e coxas não existiam mais. Mas vamos lá. A trilha do Morro do Couto é bem tranquila. Na parte final, pouco antes do cume rola um 'trepa pedra' mas nem se compara com a dificuldade e exposição que tivemos nas Prateleiras. A vista do Morro do Couto é muito bonita pois dá pra ver as Agulhas Negras e as Prateleiras em um só panorama. Foi um belíssimo prêmio de consolação. Apesar da minha lerdeza (por causa das muitas dores que eu já tava sentindo) levamos 2h30 para ir e voltar do topo do Morro do Couto (contando do início da trilha). 3) Mirante Pedra do Picu A trilha é fácil pois não tem nenhum trecho técnico e nem é tão longa. No entanto, é muuuuito íngreme, especialmente nos metros finais, o que a torna extremamente cansativa. Talvez se não tivesse acumulado as dores no joelho e na coxa do dia anterior, teria sido mais fácil. A vista lá de cima é muito linda e foi o único lugar que a Claro deu sinal no meu celular (rs). A gente levou 2 horas para subir e 1h20 para descer. Meu único problema aqui foi ter tropeçado COM FORÇA numa raiz de arvore que me rendeu um dedão inchado por vários dias e hoje é apenas uma unha preta (que talvez caia em breve). 4) Considerações finais e indicação de guia O que eu aprendi: melhorar meu cardio pra ontem. Fazer agachamento e subir escada todos os dias da minha vida daqui pra frente. É isso pessoal, essa foi minha experiência, espero que tenha sido útil. Caso queiram, vou passar o contato do meu guia Alan (WhatsApp: 35 9129-9245). Ele fez um preço muito bacana pra gente porque (já falei trocentas vezes aqui nesse fórum) aqui em casa não dirigimos e é sempre uma m* resolver alguns deslocamentos. Não existe ônibus direto de São Paulo para Itamonte, a cidade mais próxima que o ônibus para é Itanhadu, cerca de 20km. Fechamos com o Alan um pacotão completo com transfer da rodoviária de Itanhandu para Itamonte, hospedagem numa casa na roça da família dele, em Itamonte (sem wi-fi, sem TV e fogão a lenha, foi uma experiência bem legal), transfer todos os dias de Itamonte até as trilhas (dentro do Parque do Itatiaia e até a Pedra do Picu), as três guiadas e transfer de volta para a rodoviária de Itanhandu no último dia: R$1.600,00 para duas pessoas. Como as estradas dentro do Itatiaia são péssimas... Achei um valor muito bacana. Se forem fechar com ele, fala que a Rafaela indicou aqui no fórum (não vai ter desconto mas é só pra comentar mesmo hahaha). Até uma próxima!
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  31. Roma está decadente desde que os bárbaros invadiram a cidade. Vai tranquilo, ela nunca foi uma cidade organizada e super limpa, mas o valor histórico sobrepõe qualquer coisa.
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  32. Voce mora na Europa para saber disso? Acho que voce tem preconceito contra europeu, isso sim, alèm de não entender nada de politica da UE. Respondendo sua pergunta, entre Junho e Outubro de 2020 as fronteiras abriram dentro da UE, sabe porque? Porque a política da UE è não ter fronteiras, é extremamente òbvio que primeiro se cuide dos cidadão europeus e os estrangeiros são segundo plano. é uma falta de noção gigantesca ter essa mente fechada de "os europeus fazem panelinha" sendo que existe a União Européia literalmente para isso. Moro na Alemanha e em Abril viajei para Rep. Dominicana porque a restrição existe até para viajar dentro da UE. 99% dos paìses aqui estão fechados, minha única opção de tirar fèrias foi no Caribe, nem na Alemanha posso me hospedar em um hotel para fins turìsticos, jà fazem 5 meses que literalmente que o alemão não pode turistar DENTRO do pròprio paìs. O mundo todo està com pandemia, tà ruim para todo mundo, não sò brasileiro. Sem contar que as restrições que existem é puramente estatìstica. Se tal paìs tem X por mil hb. de casos, simplesmente fecham a fronteira. Inglaterra estava na lista negra da Alemanha por um bom tempo, depois foi Portugal, por uns 3 meses não se aceitava ninguèm vindo de là. Aqui não existe fronteira faz muito tempo, voce não tem noção o quão bizarro é ser impedido de viajar dentro da própria UE, é quase como o São Paulo impedisse pessoas do Amazonas de entrarem no estado. O negòcio é aguardar, não tem o que fazer. Em 2020 eu tive que tirar minhas fèrias em casa sem fazer nada porque não tinha o que fazer.
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  33. "O ano de 2020 tirou a vida de muita gente. De tantas outras levou um ano inteiro. Sem reembolso. Irei atrás desse reembolso" ~ pensamentos de um mochileiro júnior frustrado no final de suas férias, março de 2021 Pois bem, o objetivo deste relato é expor uma visita à "ilha da magia", com duração de 8 dias. para quem não conhece, Florianópolis é a capital do grande estado de Santa Catarina, uma herança da colonização litorânea portuguesa e presença açoriana, além de imigrantes de vários lugares da Europa. Nos dias atuais é considerada um paraíso do ecoturismo e uma capital do surfe, além de um nicho cultural fomentado pelos moradores mais antigos. Falarei das praias, mas tentarei focar mais no que dá para fazer longe das mesmas. E téleze! Como tem coisa pra fazer! "MAS PERAÍ, VIAJANDO EM PLENA PANDEMIA, SEU GENOCIDA, FASCISTA, TAXISTA...[INSIRA OFENSA FREQUENTEMENTE USADA AQUI] ??????" Calma que não é bem assim, caro(a) leitor(a). Bem, essa pequena viagem é fruto de 2 cancelamentos, sendo um mochilão em Minas Gerais organizado em 2019 (antes dessa coisa toda ocorrer), que foi perdido em 2020 e convertido em um mochilão, de fato, por SC que deveria ter ocorrido nesse mês de março de 2021 (pessoa inocente que achava que o país estaria mais tranquilo em relação à pandemia). Chega 2021, ameaça de lockdown geral no Estado, mais uma viagem que duraria 20 dias cancelada. A passagem teria que ser usada em 2021 ou a perderia. E não havia mais espaço no ano para isso. Em virtude das circunstâncias do meu emprego, acabei sendo imunizado no início do ano. Já tinha contraído a doença há uns meses atrás, e, com esta proteção adicional, + um perfil de viajante que procura evitar aglomerações ao extremo (leia-se anti-social ), veio a certeza de que não iria dar trabalho ao já comprometido sistema público catarinense. Reuni coragem e resolvi usar a passagem para andar por uma semana na ilha. Claro, isso não me impediu de obedecer as recomendações sanitárias e respeitar o próximo, fazendo uso das máscaras, álcool gel, etc. Mas no final das contas minha maior medida de prevenção foi o isolamento in natura (vc vai entender). Sei que fiz o necessário para evitar quaisquer problemas e a viagem correu perfeitamente bem em virtude disso, sem febre ou espirros na fuça dos outros. Consciência limpa, com ou sem julgamento alheio. E deixo claro que só fiz esta viagem por já estar devidamente imunizado. Esclarecido? Ok, vamos lá. A época escolhida foi os dias 22-29 de março, início do outono na região, fora da alta temporada. As águas marinhas ainda estavam na temperatura ideal, e lindas de se ver (azul numa hora, esverdeado em outra, aí já viu). O clima deu uma colaborada, pois ia de nublado a sol forte durante o dia, caindo a chuva somente no início da noite. Primeiro mandamento de quem quer conhecer bem a ilha: NÃO.VÁ.EM.ALTA.TEMPORADA.NUNCA.JAMAIS. Primeiro: obviamente as coisas encarecem e a hospedagem fica concorridíssima. Segundo: a ilha não dá conta de tanta gente no mesmo lugar. Para você ter uma ideia, formam-se filas quilométricas de carros parados nas ruas e avenidas, devido a pouca quantidade de rotas alternativas (sabe aquelas matérias do datena cobrindo o caos no Tietê de fim de tarde? Pois é). Não convenci? pera lá: Essa é a avenida das rendeiras, uma das principais da lagoa da conceição, e o principal acesso para o lado leste da ilha. É uma avenida estreita demais, dada a sua importância, e às vezes em dias de semana formam-se filas de carros. Imagina isso na temporada... Essa é uma cachoeira no sul da ilha num final de semana, isso com o "medo" da pandemia (que pandemia?). Imagina na temporada... Chegando na cidade no dia 22/03, como não conhecia patavinas do lugar, achei que uma voltinha inicial no Centro e arredores seria uma boa prévia. Já adiantaria lembranças e iria adquirir informações sobre a locomoção na ilha. Em virtude da pandemia, a maior parte dos museus ou estava fechada, ou funcionado em horários muito restritos, o que desmotivou, nesse primeiro momento, um roteiro mais "cult". Confesso que queria ter conhecido o Museu do Lixo da comcap, ou o Museu Estação do Mar, que abordam a relação do homem com o meio ambiente. Fica para a próxima. O centro de Floripa é bem pequeno, então vc consegue explorar o comércio local em uma manhã, sem problemas. Fui atrás das lembrancinhas e de um café no mercadão municipal, e depois fiquei circulando pelas ruas. Tem magazine, tem véio da havan, lojinha de 4,99, enfim, opções para vários gostos. Ah sim, o centro é um bairro mais marginalizado, como em qualquer capital, então cuidado redobrado ao andar por aí. Le mercadão. Dessa vez sem espaço para jogar moedinhas como no mercadão de POA Na mesma área tem a famosa praça XV de novembro. Anote essa referência pois tem muitos lugares para visitação nesse entorno. A figueira centenária por si só já é uma maravilha da natureza, e nem cem máquinas humanas poderiam recriar a história e o simbolismo deste ser. Os galhos são tão frondosos que foi necessária a instalação de barras para estabilizar a gigante. Sabe o que é uma árvore estar aí desde o início do Brasil-república? Majestosa Le catedral metropolitana, bastante visitada também Ainda na região do centro, passei pela beira mar norte, com uma vista da ponte Hercílio Luz, o grande cartão-postal urbano da cidade. Tem um museu histórico de armas embaixo dela, que aparentemente estava aberto, mas como precisava passar na decathlon local para comprar uma coisa ou duas, passei batido dessa vez . O orgulho manezinho Ainda numa breve andada pelo beira mar, encontro o obrigatório point para fotos e uma curiosa escultura. O cão Harry, que era uma figura conhecida, supostamente é a primeira escultura brasileira em homenagem a um cão (ou a todos, se formos pelo contexto dos cães de rua). Achei simplesmente o máximo Para quem quer declarar seu amor à cidade, tem um desses no mirante da lagoa da conceição, também Compras feitas, fui para minha base secreta. Segunda dica: fora da temporada, o transporte coletivo de Floripa funciona muito bem. Estava só, então carro alugado estava fora de cogitação. Mas você tendo o aplicativo local em mãos (floripa no ponto, embora o moovit tbm ajude), fica bem fácil e barato se deslocar pelos diversos pontos da ilha. Basta ter timing e disposição. Floripa tem alguns terminais de integração que facilitam bastante o deslocamento (sempre um prefixo TI + a inicial da região de referência, por exemplo, TICEN - Terminal do Centro; TILAG - Terminal da Lagoa da Conceição, e assim por diante). Caso quiser poupar no transporte, decore os terminais, suas localizações, e veja as melhores rotas no app. Claro, no momento da pandemia, havia redução de ônibus, com ênfase nos finais de semana, mas deu tudo certo, a meu ver. Outra opção é alugar bicicleta (o ciclismo é bastante forte na ilha). Fui para a Lagoa da Conceição, uma recomendação geral, e faço coro a tal dica, pois o bairro é bonito, é tranquilo, e é "central", ou seja, dá para pegar as 4 direções da ilha a partir dali. Acertei o checkin e fui tratar de descansar, pois os próximos dias seriam bem agitados. No dia 23 (aniversário de 348 anos da cidade, diga-se de passagem ), levantei cedinho para realizar a primeira atividade na ilha. Queria algo afastado do povo (por motivos óbvios), e diferente de praia, então vamos de trilha! A ilha possui várias, 90% delas bem conservadas e acessíveis, rendendo aqui uma estrela de bom menino para a gestão das mesmas O hostel onde fiquei hospedado fica próximo da Trilha da Costa da Lagoa, uma das mais populares (e longas também, 7,5km em sua extensão completa). Uma trilha que "arrudeia" a lagoa propriamente dita, alternado entre caminhadas na mata, subidas em pedras, ruínas históricas, mirantes do lago, e pequenas vilas de moradores, Um charme. partiu?? A única aglomeração que quero é a de árvores. O único sintoma que desejo é euforia. E a única infecção que almejo é a de boas vibes A trilha tem uma dificuldade baixa, a meu ver, o único porém dela é a distância, como já informado, e isso pode ser contornado pegando barcos em certos portos da trilha (como disse, existem vilas e comunidades ao longo dela, então fica fácil retornar). Por ser exatamente "feriado" de aniversário, não sabia como seria o funcionamento dos barcos, então acabei fazendo a ida e volta a pé mesmo (aproximadamente 15km). Perto do fim da trilha há uma bela recompensa, a Cachoeira da Costa da Lagoa. Por ser de manhã, num dia de semana, não havia ninguém além do caseiro local. Aquela lindeza e suas águas claras e geladas seriam só para mim =D Eeeeeee maravilha =D gatilho? mago d'água lvl 1 Fiquei bastante feliz por ter aquele "isolamento" ao ar livre, por um tempo. Somente lá para meio-dia que começou a aparecer gente, o que dá a entender que Deus ajuda quem cedo começa a caminhar Creio que nos finais de semana isso lote, pela facilidade do acesso, o que é mais um motivo para você visitar lugares como esse nos dias de semana, e fora da temporada. Hidratado e fresco, fiz a trilha de volta, encontrando algumas famílias no caminho. Sortudos são por terem lugares assim para fortalecerem seus laços familiares. Depois do almoço, decidi que iria conhecer a primeira praia, a Praia da Joaquina. Ela fica relativamente próxima da Lagoa da Conceição, embora aparentemente não tenha uma linha de ônibus que te deixa lá (ao menos era isso que o app dizia). Então fui de Uber (meu único uso em toda a viagem), e voltei a pé ao anoitecer. Essa praia é bem famosa pela prática de surfe, e tem uma história mórbida sobre seu nome. Banho tomado, andei um pouco nas famosas Dunas da Joaquina, que é vista de longe em vários mirantes da ilha, e é onde se faz sandboard (um snowboard sem neve, tá ligado?). Eu, com experiência ZERO disso, resolvi colocar meu corpinho jovem de 31 anos à prova e aluguei uma prancha. Caí algumas vezes, em outras comi areia, e em raras ocasiões conseguia me manter em pé. Quase quebro o toba de tanto cair. valeu a pena? Valeu, claro. =] Dunas e praia da Joaquina Vai lá, ow Tony Hawk desnutrido, vai se achando o fodão do sandboard, vai "Se a coluna ficar dormente não liga não que daqui a uns dias volta ao normal" Depois de passar vergonha na areia, começou a chover, e precisava voltar para o hostel. Estava bem feliz (e quebrado) com o tanto de coisa que vi e fiz em um único dia. Mal imaginava que era apenas um aquecimento para o que estava por vir... O dia 24 (quarta) foi dedicado à famosa Trilha da Lagoinha do Leste. Junto com a costa da lagoa com certeza é a mais popular pelo seu fabuloso e conhecido mirante. Torcendo para ter a trilha somente para mim, madruguei no TILAG, rumo ao Sul da Ilha. Pessoalmente achei massa as trilhas começarem do nada em alguma rua aleatória de um bairro, fico imaginando os moradores acordando com o som de passos dos trilheiros. O clima foi perfeito nesse dia, pois o céu ficou aberto, deixando a trilha e o oceano lindos aos olhos do visitante. Segundo partiu?? Pausa pro H2O. Tem algumas fontes no caminho que aparentam ser confiáveis Essa trilha é fácil, até porque as escadas de toras de madeira e pedras estão bem colocadas para ajudar o trilheiro. Apesar de ser meio "nutella", o resultado ficou muito bonito. Se não me engano leva aproximadamente 1 hora para fazer ela. A praia estava com poucas pessoas, a maioria surfistas de plantão. E assim que cheguei, lá estava o morro da coroa convidando mais um visitante. Essa é a parte "gostosa" do passeio. A trilha clássica para chegar ao topo do morro é feita pela praia, fazendo uma escalaminhada até o final. É um pouco difícil, e mesmo perigosa para quem não for acostumado(a) com essa intensidade. Precisei parar algumas vezes para pegar um ar e me hidratar. Mas o visual vai ficando cada vez mais lindo. Olhando assim vc não dá nada pra subida, ne? Bora que nem cheguei na metade ainda Pausa para contemplação. Calliandra, uma das minhas flores favoritas. O esforço é grande, mas o resultado sem dúvidas vale a pena! Lá de cima você pode seguir por outras trilhas para acessar alguns pontos da encosta do Pântano do Sul, mas que requerem cuidado redobrado e paciência (pois como não são trilhas oficiais, por vezes são difíceis de acompanhar em virtude da mata fechada). Mas o negócio mesmo é a pedra do surfista, provavelmente o ponto mais googleado da ilha. Para interessados, o local também é plano o suficiente para o camping. Lamentei por não ter levado minha barraquinha nessa trip. Mas sim, chapada dos veadeiros isso agora??? Por mim a viagem podia acabar amanhã, esse momento já valeu tudo Após as fotos e um tempinho para contemplação (sozinho por um bom tempo), um merecido mergulho no mar para recarregar as energias. Na praia existem algumas banquinhas que vendem o básico, a um preço meio exorbitante. Mas ponto turístico é isso ne? Depois do nado, pensei em fazer a trilha para o Dedo de Deus (que é outro ponto com um visual muito massa), mas a fome, o sol e a água acabando estavam acendendo o sinal amarelo. Fica para a próxima. Retornei à cidade, comprei algumas besteiras para comer/beber, e fiquei um tempo na praia do Pântano do Sul. Ah, da Lagoinha do Leste tem uma trilha que te leva até a Praia do Matadeiro, essa já mais colada com a cidade. Mas a trilha é longa (2-3 horas), e pelo mesmo motivo pelo qual não fiz o Dedo de Deus, acabei não fazendo ela nessa viagem. Antes de voltar para o hostel, no fim do dia, fiz um desvio. Ao invés de seguir para a lagoa, peguei um ônibus que entra no Campeche (um bairro com uma praia e ilha de mesmo nome, bem famosos, aliás), pois queria encerrar o dia com uma visão privilegiada. Então tratei de subir o Morro do Lampião. Não tem exatamente uma trilha, e sim um "ramal" de argila, pedras e cascalho, que vc sobe por uns 15, 20 minutos. A vista é sensacional, te dando um 180 graus que vai da Joaquina (norte) até morro das pedras (sul), com a Ilha do Campeche quase que na sua frente. Pela facilidade do acesso, e por ser dentro da área urbana, confesso que bateu receio de assalto, mas como me disseram em mais de uma ocasião que Floripa é mais de boa em termos de segurança pública, coloquei minha vontade de viver e aproveitar em frente dos receios. Le início aos poucos a obra de arte vai se revelando, só continuar a subir... Show Le Campeche. Com o anoitecer nesse mirante, o dia estava fechado. As pernas iriam me xingar a partir do dia seguinte sob a forma de pontadas de dor, mas, nada que desmotivasse o tio. No dia 25, o destino acabou sendo uma das praias mais isoladas da ilha, Naufragados, no extremo-sul, com um acesso demorado por uma única estrada e aparentemente feito por uma única linha de ônibus. Notei que curiosamente do lado oeste da ilha as praias não são tão badaladas (até por estarem mais em contato com as cidades, as ondas serem mais fracas, e os locais serem usados mais para a pesca do que para o banho em si). A trilha de naufragados é de nível fácil, bastante aberta, com fontes de água, perfeita para levar a família Seria um guardião que me testaria para saber se sou digno da passagem? A trilha termina em uma comunidade que se divide entre os moradores pesqueiros locais e alguns moradores alternativos (uma coisa que notei é que tem muita gente roots, hippie na ilha, assim como o consumo de maconha é bem pesado, mas o pessoal de lá é mais de boa, não são como traficantes ou viciados de outros lugares), sendo que há alguns locais para o camping (pago), mas nada que te impeça de levantar acampamento em outros lugares da praia. Aproveitei para catar conchinhas (é, não tive infância), curtir o dia, e explorar o lugar. Como eu tenho raiva da raça humana e sua porquisse Ahh, bem melhor Além da praia em si há umas trilhas que te levam para 3 canhões de treinamento e defesa da época da segunda guerra, no topo de uma pequena colina, e uma trilha (esta meio mal conservada) para um farol da União/forças armadas, que supostamente te dá uma visão privilegiada de algumas ilhas pequenas (incluindo a ilha da fortaleza), e do continente, mas que na ocasião estava fechado com cadeado e avisos de proibição. Como não queria correr o risco de cruzar com milico de passagem e tretar, não quis invadir o farol (MST não curtiu isso). Mas os canhões compensaram a visita, um espaço aberto muito legal para um piquenique e contemplação. me amarro em artefatos históricos. Bélicos então, nem se fala Mete bala nesse invasor fi duma égua, pau na moleira!!!! Esse dia foi dedicado única e exclusivamente a naufragados. A trilha é gostosa de se fazer, a praia é bem isolada, tem curiosidades para serem vistas, posso dizer que já é uma das minhas praias favoritas. O que me incomodou bastante foi a presença de lixo de alguns sem noção. Diz que não há coleta de lixo naquelas partes, o que complica um pouco. Se fosse morador organizaria um mutirão ocasional. Adianta? Adianta nada, só um milico dando cacetada no joelho de cabra que sujasse a trilha mesmo O famoso peixe-porco da ilha, bastante consumido ali. Para deixar claro, esse carinha foi solto logo em seguida. O legal de estar fazendo todos esses passeios era a independência total. Sem agências, sem gente burocratizando os locais. Só eu mesmo e até onde as pernas e determinação levam. Estava curtindo muito cada dia ali. E queria aumentar o nível mais uma vez. O dia 26 era dia de "Sextou" com "S" de subida, e era o que iria fazer. Depois de um pouco de estudo no mapa de Floripa, fiquei bastante interessado na Trilha da pedra da Boa Vista. Essa trilha fica na Barra da Lagoa, no leste da ilha, bairro famoso por suas piscinas naturais. O bom é que partindo da lagoa da conceição é um dos lugares mais fáceis de se chegar de ônibus. A barra é bastante usada para pesca, deu para ver a rotina de alguns moradores locais. Amanhecer nos molhes da barra (não o gaúcho) A prainha da barra, diz que tem um sítio arqueológico na área, inclusive com uma pegada de dinossauro Essa trilha com certeza é uma das mais fáceis da ilha. Mais nutella que isso só sendo carregado, rs. Alguns minutos e eu já estava na área das pedras e piscinas. Aparentemente tem que esperar a maré dar uma baixada para curtir melhor Aquecimento O legal das piscinas, a meu ver, não era nem o banho em si, mas a riqueza de vida marinha nos mínimos detalhes. Acho que passei mais tempo observando a vida local do que na água, de fato. caranguejos, mestres do stealth Depois do breve banho, tratei de comprar uns lanchinhos e procurar a entrada da trilha (meio escondida mas bem sinalizada). A trilha tem uma dificuldade moderada (chegando ao difícil para quem é cheio das frescuras). Muita subida, inclusive em pedras, com poucas oportunidades de se esconder do sol forte. Muito mato fechado também, o que sugere que não é bom fazer trilha noturna, em virtude das cobras. Mas é uma atividade, no mínimo, prazerosa e revigorante. O legal é que em uma boa parte da trilha tem sinal, então dá pra fazer uma ligação, ou mandar fotos pro insta lá do alto e matar a galera de inveja. Até aqui ainda é de bobs Tá melhorando, tá melhorando =D Que visão espetacular, essa foi a melhor fritada que levei do sol neste ano Chegando lá em cima, o visual é surreal. Você tem um 360 daquele ponto da ilha, com a cidade de um lado e a imensidão azul do outro. É uma sensação muito boa poder estar no topo daquelas grandes elevações que vc fica observando lááá da rua. Essa parte em especial é muito boa para descansar ou fazer um piquenique com uma visão digna de aplausos. no fundo tem lagoa, praia mole, galheta e gravatá. Queria muito ter um drone nessas horas. Após um tempo para descanso, lanches de trilha e reflexões diversas, era hora de descer. Da pedra da Boa Vista você pode voltar para a cidade, ou fazer um desvio para a Praia da Galheta, famosa por, digamos, ser uma praia de nudismo oficial. Como o nudismo é opcional, tinha mais gente com roupa do que sem, salvo por alguns vovôs sem vergonha, alguns homossexuais, e umas moças de topless. Bom, já que estava aqui, então pq não ter uma conquista desbloqueada e uma história a mais para contar pros futuros filhos? Roupas jogadas, aproveitei para tomar um banho de mar do jeito que vim ao mundo =] Por motivos óbvios (sedução em massa, claro), não posso postar fotos. Vão e descubram! Após essa atividade, retornei à cidade para comprar lanches para a tarde, e como ainda estava cedo, fui conhecer outro lugar. Perto da Lagoa da Conceição existe a Trilha e Praia do Gravatá, então estava decidido. A trilha principal é pequena e fácil, embora tenha desvios para outras trilhas, que não pude explorar. Inclusive acredito que dê para chegar no topo de um morro que tem na área, dando uma vista privilegiada da Lagoa da Conceição. Descubro na próxima viagem. Aqui é um ponto de saída de parapente ou asa-delta, com uma vista privilegiada de Pedra Mole e Galheta. E pensar que há umas horinhas atrás estava no topo daquele morro do fundo A praia é pequena e de ondas tranquilas, acredito que ela seja bem "familiar" por isso (vi crianças e cachorros na água de boa, coisa que não tinha visto nas demais), e parece que tem muita coisa para ver nessa região. Uma pena que um temporal estava chegando na ilha, me obrigando a ir embora mais cedo (e o temporal no final das contas ficou isolado na região sul! ). Com o sábado chegou o temido final de semana , afinal, com esses dias de sol era óbvio que o povo iria para os banhos, com ou sem pandemia. Escolhendo a dedo no google maps, resolvi conhecer a Praia e Cachoeira da Solidão, no sul da ilha (do lado do Pântano do Sul, onde vc faz a trilha da Lagoinha do Leste). Antes eu soubesse que solidão seria a última coisa que sentiria ali! A cachoeira é de fácil acesso, seguindo uma trilha atrás de um pequeno conjunto de casas de bando de burguês safado gente mais privilegiada, não só a água é linda como o poço é bastante fundo para o mergulho, inclusive tem uma gruta atrás da cachoeira que mesmo eu, corajoso que só, não quis desbravar (bem claustrofóbica mesmo). Infelizmente já tinham algumas pessoas no local (aquele bem egoísta ), e só iria piorar dali para frente (sabe aquela aglomeração no início do relato? Pois é), então as fotos não saíram tão boas. Mas o lugar vale a visita (nos dias de semana, claro). Me disseram que é bem fundo o poço, com grutas submersas. Como a água é clara, um óculos, uma lanterna de mergulho e uma GoPro devem valer bastante a pena aqui. Para meu azar não tinha nenhum dos 3. Sorriso forçado de "ahhh que maravilha que tem uma pessoa no fundo da foto" Bom, aí começou a aglomeração master de gente, e como o espaço não é muito grande, era mais que justo ceder meu lugar para alguém e ir embora. Passei um tempo na praia propriamente dita, e aproveitei para brincar de ser criança novamente. A parte legal dessa brincadeira é que eu estava numa parte protegida por pedras, e com minhas coisas em cima de uma pedra grande. Logo depois dessa foto veio a água, NÃO SEI DE ONDE CARALHOS QUE NÃO TINHA DADO ÁGUA NAQUELA PARTE ATÉ O MOMENTO, levando tudo pela frente, inclusive meu corpo de sereio minha mochila e smart quase viram oferenda (dei um cagaço enorme pelo meu aparelho estar funcionando até agora só com uma oxidação na entrada USB). Eu não sei se foi um PUTA azar, ou se Iemanjá ficou pistola comigo por apropriação cultural. Do meu estado Iara não fica com essas paradas não, viu? Logo depois desse incidente, tive que tirar areia de tudo o que tinha levado banho, e ir embora, pois o buzu tinha um horário mais limitado. Nessa região tem uma trilha (saquinho) que não sei pq diabos não fiz, ao invés de levar água na praia. Mas sem crise. O domingo veio, penúltimo dia da minha estadia no paraíso, e tinha ficado interessado numa trilha no Parque Municipal da Lagoa do Peri, um local de preservação enorme e bonito, diga-se de passagem. Na verdade não iria fazer trilha no parque propriamente dito (que também vale a pena), mas sim a Trilha da Gurita, que fica dentro das dependências do parque. Inclusive a entrada é bem escondida, próxima do projeto Lontra. Essa trilha tem uma dificuldade moderada por 2 bons motivos: a distância (+ de 3km, o que levou 1 hora e meia por minha pessoa), e as várias modalidades de chão (de caminho firme dos pôneis sorridentes a subidas em raízes e pedras do tamanho de carros, e a parte mais escrota que são os pequenos lamaçais, é bom que você não tenha ciúmes de seu calçado limpinho ao fazer essa trilha, aviso dado). Tralalala oi passarinho oi planta oi céu azul tralalalalala.... ...GODDAMMIT, EU LAVEI ESTA CARALHA DE TÊNIS ONTEM MESMO!!!!! Um momento para exercitar a solitude e ter um bom papo consigo mesmo... A trilha termina numa cachu que na verdade é um conjunto de pequenas quedas d'água e piscinas naturais para o banho, a água estava meio turva (diferente dos outros lugares que visitei), mas o caseiro local disse que era resultado da chuva da noite anterior. Em todo o caso, uma belíssima paisagem. Tinha que aproveitar, pois logo receberia mais visitas. Vocês de Floripa são uns sortudos oh, mantenham esta obra limpa e preservada, por favor Valeu a pena. Cada segundo. Cada bendito segundo. Depois da cachu grande vc sobe um pouquinho que tem uma área mais "Vip", com uma queda legalzinha, acho ideal para casais que queiram um pouco de intimidade, se vc me entende ( ͡° ͜ʖ ͡°) Logo depois começou a chegar gente, aparentemente tem uma galera que faz SUP e caiaque de outros pontos do lago até a parte da cachoeira, cortando toda a trilha. Eis uma atividade que queria ter tido tempo para fazer, adoro fazer caiaque nos igarapés amazônicos. Também fica para a próxima. Banho tomado, tinha reparado que dali havia uma segunda trilha que dava para um tal de "Sertão do Ribeirão". Como estava cedo, então, pq não? Além do mais, nesse dia não tinha dado tempo de comprar nada para lanchar, então talvez houvesse algum mercadinho na tal estrada que o google maps dizia que levaria. Saí numa área de estradinha de terra e várias fazendas , realmente um sertão da ilha. Não havia mercadinho algum por ali, algumas fazendinhas vendiam produtos-base (ovos, leite, mel), e como não tinha aparato para transformar essas coisas em uma refeição, começou a dar a desanimada de fazer agora 5km de trilhas até voltar para a cidade. Mas eis que encontro o Sítio e Café Hortêncio, que salvou minha barriguinha da miséria com seus lanches caseiros. Um sítio muito bonito com hospedagem, visita guiada nas áreas dos bichos (uma coisa mais família com criança), e o café colonial propriamente dito. O pastel de queijo recém fabricado e goiabada caseira era uma coisa divina O outro pastel de pernil de porco completou minhas necessidades terrenas do momento Fui muito bem atendido, então faço questão de recomendar uma visita aqui se você passear pela região. Aliás, o Sertão do Ribeirão é uma atração por si só, pois possui mirantes, alguns alambiques e sítios para visitação. Só o filtro de barro já ganhou minha simpatia, isso vai de encontro com minha infância... Quando é feito com amor são outros 500 Pooo, vcs são muito show, voltarei a visitá-los no futuro Antes de ir embora, passei numa última cachoeira da região, aparentemente era a Cachoeira da Carabina, bem fácil de achar. Assim como gurita, possui várias quedinhas e piscinas para o banho. Essa em particular tem muita área perigosa, então não acho um lugar muito bom para crianças (pedras escorregadias e tal). Tinham umas oferendas ali num cantinho, acredito que é algo da cultura dos locais Bom, mais um banho tomado, e tudo mais, mas o horário já estava dando, um tempo de chuva suspeito estava formando, e tinha a questão dos ônibus, por ser domingo, então precisava ir embora. Mas a preguiça de voltar pela trilha bateu forte, MUITO forte então o que um turista que nunca pisou naquele lugar no meio do "nada" (apenas força de expressão, tinha achado um local muito interessante na ilha) poderia fazer? Seguir a estrada, ora! Então liguei o player do smart, comecei a cantar as músicas sozinho na estrada, e ver onde a mesma iria dar. Às vezes os melhores momentos da vida estão nas decisões mais sem noção e na certeza da incerteza à frente. Mais partiu??? Partiu Ahlá a lagoa do Peri no fundo Mas donde carajos estoy, google maps??? Essa estrada iria me deixar em 2 lugares: no bairro dos açores, próximo de onde a onda tinha me trollado no dia anterior, ou na armação do pântano do Sul, não muito longe da trilha da lagoinha do leste. Foi uma andada de 1 hora (achei que duraria mais, uma pena), até chegar na parada e esperar minha limusine com chofer me deixar no Hostel. A segunda-feira (29) foi meu último dia na ilha, mas resolvi dar uma descansada no corpo e ver se iria levar mais algumas coisas para casa, no centro. Fora que, coincidentemente nesse dia, choveu de manhã e de tarde, então de qualquer forma não faria nada. Sendo assim, o relato acaba por aqui, garotada =] Como de praxe em meus relatos, algumas informações adicionais: Gastos: para uma semana na ilha combinei que levaria exatos 1000 reais, apesar de que me conhecendo (economista, vulgo pata de vaca como minha mãe me chama), não usaria tudo. No final das contas, com os gastos essenciais foram usados aproximadamente R$ 500,00 (transporte, comida para cozinhar no hostel, restaurante, compra de lanches para trilha, essas coisas). De hospedagem dei uma sorte do hostel ter dado uma promoção muito boa para o período que fui, e não está incluso nessa conta (141 reais para 8 diárias no booking). Acredito que por ser período de pandemia, e ter ido fora da temporada ajudou bastante nos valores. Transporte: como dito, achei muito bom o serviço de coletivo da ilha, uma boa frota de ônibus em boas condições, e geralmente pontuais, fora os pulos em múltiplos terminais que te permitem gastar pouco para visitar todos os lugares da ilha. Uber é uma opção, mas pelo que me falaram, e pela demora que tive em conseguir um, não tem tanto motorista como em outras capitais brasileiras, então às vezes poder ser que vc fique na mão. Na alta temporada, em algumas praias afastadas existe o transporte de barcos, de volta para a cidade, o que é uma mão na roda. Outra opção (que eu acabei não usando mas recomendo) é o aluguel diário de bicicletas, mas tenha em mente que a ilha não é tão pequena assim, e que pode ser mais jogo ir de bus ou carro sem se cansar previamente antes de fazer uma trilha. Mas vale a pena, dado o respeito dos motoristas pelos ciclistas e a boa infraestrutura para os mesmos. Hospedagem: bom, não me considero um expert nesse quesito, mas vi opções para todos os gostos, desde hotéis de frente para o mar a campings 0800 em algumas atrações. Pessoalmente penso que uma hospedagem nas proximidades do centro ou da lagoa sejam boas opções em termos logísticos. Lugares para conhecer: eis aqui um ponto interessante. TODA A ILHA tem lugares para conhecer. Eu passei uma semana andando sem parar de um lugar para outro e posso dizer que só desbravei uma boa parte do Sul da ilha. Não quis ir ao norte por simplesmente não dispor de tempo para isso e para lá tem lugares conhecidos como o Jurerê, a vila de Santo Antônio de Lisboa, Canasvieiras, Ingleses..... Isso fora o que não explorei no centro e no sul. E isso eu falo de conhecer a pé. Tem os passeios de barco, tem as atividades mais radicais como vôo de parapente, asa-delta, lancha, caiaque, etc. tem passeio para certas ilhas. Tem as trilhas não oficiais que levam a lugares mais exclusivos e belos. Tem a zona rural e o Sertão. Tem as visitas a museus, institutos naturais e afins. Nossa, eu nem tenho ideia de quanto tempo disponível uma pessoa precisaria para "zerar" Floripa. Melhor época: eu já disse e repeti qual a época a ser evitada, certo? No mais, penso que por questões lógicas, evite o Inverno (que compreende o meio do ano) e vá para a serra catarinense beber chocolatinho quente. Dizem que no inverno dá surfista na ilha, pelas águas estarem mais "bravas", mas aí é confirmar com algum conhecido (caso vc praticar a atividade ne?) Mais alguma coisa? Leve bastante água, lanches, protetor solar e roupas que te protejam do sol, no caso das trilhas, ir de calça/legging ao invés de short (como o teimoso aqui foi) vai te poupar de canelas queimadas, picadas, mordidas, etc. Então é isso amigos, quando essa pandemia se acalmar, ou quando geral estiver vacinado, organizem um roteiro bacana na ilha da magia.
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  34. Eu e minha esposa Magali decidimos em setembro de 2020 fazer a travessia. Começamos a planejar e nos preparar desde então. Definimos que a melhor data seria na semana santa pois seria mais fácil de conciliar férias, folga etc e ainda daria uma margem de segurança maior caso fosse necessário estender a travessia. Fomos com o objetivo de caminhar no mínimo 35km/dia mas tentar fazer 40km/dia, que reduziria em um dia a travessia. Inicialmente iríamos seguir no sentido sul (Rio Grande x Barra do Chuí), porém na semana que antecederia nosso início a previsão indicava maior incidência de vento sul e optamos em inverter, saindo da Barra do Chuí no sentido norte. Saímos de Itapema/SC de carro até a rodoviária de Pelotas/RS no dia 27/03 onde deixamos nosso carro e pegamos o ônibus até Chuí. Chegando em Chuí levamos 20min até conseguir um taxi para a Barra do Chuí (lá não existe Uber/99 etc). Pernoitamos em um Airbnb lazarento, mas enfim, a ideia era ficar bem próximo da praia para conseguir começar a caminhada cedo. Obs: não conseguimos sinal de celular na Barra do Chuí. Dia 01 Iniciamos a caminhada as 06:00 do dia 28/03/2021 com vento sul moderado. Nossa ideia inicial era fazer uma parada a cada 10km, porém preferimos tocar direto até Hermenegildo e nos abrigar do vento. Foram aproximadamente 13km até essa primeira parada. Aproveitamos para comunicar os familiares. Trocamos as meias e seguimos a caminhada. Logo ao passar Hermenegildo começou uma chuva leve. Vestimos a capa de chuva e continuamos. Poucos km a frente a chuva engrossou, porém não havia local para abrigo e continuamos a caminhada por mais 5km até encontrar um barraco de pescador onde nos abrigamos por aproximadamente 1 hora até a chuva passar. Ao longo do dia o sol ia e vinha. Como era domingo, vários moradores de Hermenegildo passavam de carro. Estávamos aproximadamente no KM 38, totalmente secos quando uma chuva torrencial nos atingiu. Sem possibilidade de abrigo, seguimos até completar 40km e montamos acampamento em meio as dunas (agora sem chuva). Nessa noite ventou pouco, porém a chuva recente e o orvalho que se formou acabou gerando um pouco de condensação no interior da barraca. Jantamos, cuidamos dos pés e eu percebi a primeira bolha inesperada (bolha nos mindinhos eu já esperava). Distância: 41km (areia fofa) Dia 02 Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento. Eram aproximadamente 6:45 quando começamos a caminhar com as roupas e tênis molhados. Decidimos racionar a água para reabastecer na casa do Sr. Ricardo que possui poço e atingiríamos entre 10 e 11 horas da manhã. Faltando 1 km da casa do Sr. Ricardo, avistamos uma vaca deitada na beira da praia. Minha esposa achou que ela estivesse morta, mas eu percebi movimentos de orelha. Estávamos a 50mt dela quando nos observou e levantou assustada. Virou-se contra nós e avançou em nossa direção. Nesse momento tentei chamar atenção para mim e me afastei da minha esposa. Imediatamente empunhei os bastões como se isso fosse resolver alguma coisa. A vaca recuou e virou da direção da Magali quando pedi para ela ficar parada e fui até ela. A vaca ameaçou novamente e juntos erguemos os bastões lentamente até que a vaca recuou e se afastou pelo outro lado. Lentamente nos desviamos e seguimos nosso rumo. A adrenalina subiu bastante nessa hora e o susto foi enorme. Melhor que nada aconteceu e ficou apenas por isso. Chegamos na casa do Sr. Ricardo e chamamos por ele. Não estava, enchemos nossas garrafas e tratamos com cloro. Enquanto isso, aproveitamos a sombra para um descanso e para trocar as meias. Descobri uma nova bolha se formando em baixo do outro pé. Quando estávamos para sair chegou um veículo com 3 homens que estavam construindo uma nova casa para o Sr. Ricardo mais aos fundos (pois a atual está quase sendo tomada pelas dunas). Conversamos um pouco e seguimos nossa caminhada. Por ser 2a-feira, nesse dia praticamente não tivemos contato humano. Nesse dia encontramos o único caminhante que veríamos ao longo da nossa caminhada. Nos cumprimentamos, conversamos rapidamente e cada um seguiu seu destino. Nós querendo seguir e ele querendo terminar logo. No meio da tarde pegamos chuva novamente. Decidimos proteger os tênis com o saco que usávamos para atravessar os arroios pois não queríamos andar novamente com os pés molhados. Esse foi o pior dia e a pior noite, o dia todo foi um misto de "chega, vamos desistir, etc", por sorte não passou ninguém oferecendo carona. Quando paramos para acampar, ventava sudoeste e então montei a barraca abrigado por dunas nesse lado. Só havia abertura pequena para o leste e foi ai que começou nossa pior noite. Já estávamos dormindo (aproveitamos 21:30) quando o vento virou leste com chuva forte. Vacilei ao não reforçar o estaqueamento da porta que estava exposta ao leste e aconteceu o óbvio, o speck soltou e essa lateral "caiu". Fiquei sentado encostado no bastão para a lateral ficar de pé. Quando estiou sai à procura de algo para ancorar essa porta e achei um barril cortado que coloquei sobre o speck e enchi de arreia. Nessa noite continuou ventando muito e chovendo diversas vezes. Distância: 40km (areia fofa com bem pouca área firme) Dia 03 Despertador tocou as 5:00, estava chovendo e botei o soneca para + 15min. Continuava chovendo e seguimos dormindo até aproximadamente 6:15 quando parou de chover, então comemos e saímos para caminhar já eram 8:00. Decidimos que 30km estaria bom para esse dia. Seguimos +/- a ideia do dia anterior e racionamos a água para reabastecer no Farol Albardão que estava a 7-8km de distância. Fomos muito bem recebidos no Albardão onde bebemos água e reabastecemos todas nossas garradas. A água lá é potável, então não tratamos nem filtramos. Nesse dia percebemos que uma parada a cada 10km não era sustentável e decidimos parar a cada 7km. Nesse dia comecei a sentir fortes dores na junção do fêmur com o quadril e comecei a "mancar" para não estender a perna e doer mais. Assim foi praticamente até o final da travessia. Outro dia que tivemos pouco contato humano e com pouco vento, dessa vez sentido leste. Apenas no final do dia quando chegamos na área de reflorestamento que avistamos 2 caminhões saindo de uma área indo no sentido norte. Quase no final do dia, avistamos um morador indo recolher sua rede. Perguntamos se conhecia algum lugar bom para acampar na região querendo ouvir um "pode acampar no lado da minha casa" mas veio um "lá naquela baleia tem uma base do reflorestamento, talvez consiga lá". A tal baleia estava a uns 3-4 km e já estava começando a anoitecer. Deveríamos nos arriscar a andar toda essa distância e chegar lá de noite correndo o risco de nem achar a base? Preferimos seguir mais 1km e acampar em meio as dunas altas. Dessa vez ancorei muito bem praticamente todos os lados da barraca para não ter surpresas. Novas bolhas para cuidar. Dormimos magnificamente bem. Como todas as noites anteriores, choveu bastante durante a noite. Distância: 35km (areia fofa) Dia 04 Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento. Nesse dia acreditamos que seria difícil manter o ritmo e terminar em 6 dias. Já aceitamos que precisaríamos de 7 dias. Porém mantivemos o desejo de fazer os 35km. O dia foi bastante movimentado, muitos caminhões, ônibus, etc. Sabíamos que agora a água viria apenas dos arroios, porém perto das 11:00, quando devíamos ter apenas 1 litro de água, vimos um quadricíclo vindo em nossa direção. Pedi para parar e perguntei se sabia de algum ponto de água pela frente. Conversamos um pouco e o Mauro, funcionário da empresa de reflorestamento, se ofereceu para ir pegar água na base deles. Deixamos nossas 4 garrafas de 1,5lt com ele. Uma hora depois ele passou por nós e falou que deixou as garrafas em uma placa mais a frente para que não precisássemos carregar todo o peso. Caminhamos uns 2km até chegar nas garrafas, tratamos e filtramos. Ficamos absurdamente contentes, não tinha como ficar mais contente. Próximo das 15:00 uma caminhonete branca nos intercepta. São funcionários da empresa de reflorestamento. Conversamos um pouco e eles falam (se pedirmos) que iriam trazer água para nós quando voltassem. Ganhamos o dia e agora não tinha mais como melhorar mesmo. Uma hora depois passa outra caminhonete igual (também da empresa) e pergunta se queremos algo (água, comida, fruta etc). Respondo que aceitamos qualquer coisa, mas principalmente água. Ele diz que na volta trará algo para nós. Continuamos a caminhada e com o sol de pondo resolvemos achar um local para acampar. Enquanto montava a barraca a esposa ficava nas dunas de olho se vinha alguma caminhonete. Quando terminei de montar a barraca, avistei um veículo vindo e como já estava escuro sinalizei com a lanterna. Dois santos que caíram do céu. Nos trouxeram 4 litros de água tratada e gelada (com pedaços de gelo ainda). Não só isso, trouxeram duas marmitas e frutas. Estávamos nos sentindo reis. Só então percebemos que montávamos acampamento praticamente na entrada de uma base deles e nos falaram que o movimento de caminhões ali seria a noite toda pois a operação deles é 24hrs. Nos ofereceram ficar em um alojamento vago. Agora certamente não tinha como melhorar. Decidimos aceitar o convite pois o local onde estávamos era de dunas baixas e o vento provavelmente iria incomodar. Caminhamos quase 2km até chegar na base e nos deparamos com o inimaginável, além de tudo que já tinham nos oferecido, poderíamos tomar um banho quente em chuveiro a gás. Nossa energia se renovou absurdamente nessa noite. Decidimos dormir uma hora a mais nessa noite pois não precisaríamos arrumar muita coisa pela manhã. Agradecemos ao pessoal que nos recebeu e principalmente ao Rodrigo (encarregado). Pegamos seu contato para agradecer novamente quando concluíssemos. Nesse dia outras bolhas surgiram e algumas antigas começavam a parar de incomodar. Distância: 42km (enfim, areia firme) Dia 05 Despertador tocou as 6:00, comemos, organizamos as coisas, reabastecemos nossa água, nos despedimos do pessoal e começamos a caminhada. Pela distância percorrida no dia anterior, decidimos que esse dia seria de luxo, 35km bastaria. Saímos dá área do reflorestamento e começamos a avistar as torres geradoras de energia eólica. Que visão horrível. Você começa a enxergar elas a 20-25km de distância, então caminha, caminha, caminha e caminha ainda mais e nunca chega. Esse dia foi um dia caminhando olhando apenas para baixo, pois era desmotivador. Esse foi o 1o dia que não pegamos chuva na caminhada. O vento estava moderado a forte no sentido leste, o que fez com que a maré estivesse acima do normal, nos forçando a subir para areia fofa em vários momentos. Ao final do dia, chegamos em um trecho de dunas baixas e já bateu aquela sensação ruim para achar um local bom para acampar. Nós não queríamos ter que andar 500-700 metros para chegar nas árvores, querendo ou não é uma distância que pode fazer a diferença e em terreno ruim. Atravessamos o primeiro grande arroio e achamos um ponto menos exposto. Ancorei bem a barraca e dormimos igual reis. Distância: 38km (alternando entre areia firme e fofa) Dia 06 Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento. Esse seria o primeiro dia para captar água nos arroios. Estávamos com 1 litro de água e a esperança era conseguir água com quem passasse, afinal era feriado e teríamos movimento. Passou o primeiro carro e nada de água. Logo chegamos a outro arroio grande e decidimos captar água ali e garantir. Pegamos 4,5 litros, tratamos e filtramos. Esse dia estava puxado, o vento resolveu querer dificultar e virou norte moderado. Foi o dia todo contra o vento, mas nada nos seguraria. Muitos arroios pela frente, já estávamos exaustos de colocar e tirar a sacola nos pés, mas assim o fizemos durante todo o dia. No 4o ou 5o arroio a Magali não olhou bem o terreno e entrou em uma arreia movediça, ficando com os 2 pés enterrados até acima do tênis. Falei para não tentar sair, fui até ela e puxei ela pela cargueira. Saiu fácil mas encharcou os pés e os tênis. Andamos, andamos, andamos e a quilometragem não andava. Parecida que estávamos em uma esteira, andava sem sair do lugar. Dia bem movimentado, carros, motos, ônibus, bicicletas e o primeiro cachorro de toda travessia. Esse foi o 2o dia que não pegamos chuva na caminhada. Enfim chegamos a praia do Cassino, mas ainda tínhamos 13 km pela frente. Parece que foi a parte mais longa da travessia. A praia estava muito movimentada devido ao feriado. Às 16:30, enfim, chegamos aos molhes. Ficamos sem reação, apenas sentamos e aproveitamos o momento. Decidimos pegar um Uber até Pelotas e retornar direto para casa. Distância: 34km (areia firme) Distância total: 230,74 km Equipamentos que levamos: Murilo Magali Se alguém querer, posso passar também a relação dos alimentos levados. Tracklog
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  35. Olá pessoal, tbm quero sair inicio do ano que vem, em janeiro 2022 meu estilo é roots mesmo, acampando, pegando carona e fazendo voluntariado. sem data pra voltar.
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  36. @Ane Caroline.24Não fique dependendo de ninguem para colocar suas viagens em prática. Andar pelas ruas aqui do Brasil pode ser bem mais perigoso do que pelo mundo a fora. Voce pode até encontrar uma meia duzia de pessoas aqui supostamente interessadas no seus planos, mas dificilmente conseguirá tirar essa viagem do papel porque é muito dificil conciliar disponibilidade de tempo e dinheiro de todos. Na hora do vamos ver sempre terá alguem que estará apertado de grana, outra pessoa que nao conseguirá folga do serviço, outra pessoa que só conseguirá poucos dias de folga, etc. Outro problema que pode surgir em viajar com muitas pessoas é que cada um tem seus próprios gostos, cada uma anda numa "velocidade", e isso pode gerar um certo stress quando alguns querem ir para um lado, outros em outra direçao. Uns querem ir mais rápido, outros mais devagar e gastar mais tempo em determinado lugar, etc. Viajando com menos pessoas, duas ou três no máximo é melhor para gerenciar esse tipo de situaçao. Coloque na balança todos os prós e contras e veja se realmente vale a pena insistir em querer viajar em grupo. Tente encontrar algum amigo(a) no qual voce ja saiba como é o perfil da pessoa para viajar contigo. Viajar com estranhos a probabilidade de ocorrer algum desentendimento pode ser maior. Boa sorte
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  37. Essa é a diferença de um país sério combatando uma epidemia global comparado com nosso país liderado por um negacionista cheio de terraplanistas e anti-vacinas que o apoia
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  38. Ilha Grande é uma ilha localizada no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, integrante do município de Angra dos Reis, sendo a maior ilha do estado e a sexta maior ilha marítima do Brasil, e assim em novembro decidi passar 08 dias das minhas férias nessa região. Começo confessando o quanto eu me surprendi com a Ilha, para um amante da natureza como eu, aquele lugar é fantastico, com passeios de barcos, praias, trilhas e cachoeiras, tudo o que mais gosto de fazer no mesmo local, assim pude ter uma semana bem agitada, intercalando os passeios para aproveitar o máximo. A minha localização foi na Vila do Abrãao e meus dias na Ilha ficaram divididos assim: Dia 1: Chegada na Ilha Dia 2: Trilha para Cachoeira e Praia da Feiticeira Dia 3: Trilha para Praia Dois Rios Dia 4: Passeio de Barco - Volta a Ilha Dia 5: Dia Livre para descansar e relaxar Dia 6: Passeio de Barco - Meia Volta Dia 7: Trilha para Praia da Abraozinho Dia 8: Hora de voltar para casa Parte do mapa de Ilha Grande, suas trilhas, cachoeiras, montanhas e praias. - Hospedagem e Alimentação As opções de Ilha Grande são limitadas, logo em feriados ou férias escolares a procura deve aumentar bastante fazendo com que não aja tanta opção, logo é importante se planejar e reservar com bastante antecedencia, acabei ficando em um Airbnb, que pode ser reservado pelo Booking também, uma casinha bem pequena, com uma cama de casal, um banheiro e uma cozinha com geladeira e fogão, foi a hospedagem ideal para quem ia passar uma semana no local, fora que a decoração do lugar é demais e o local fica mais afastado do centro. O telefone do responsável é 0 (21) 96486-8183 se chama Romulo, lá você pode pedir por mais informações e fotos do local. Como tinha uma cozinha disponível por muitas vezes conzinhei meu proprio jantar e em outros momentos fui comer pela Ilha mesmo, e existe valores para todos os gostos, desde Pratos Feitos por 15-20 reais e restaurantes mais requintados, pé na areia. Existem diversos mercados na ilha, um preço um pouco mais caro que o normal, mas nada de absurdo, então não precisa trazer tanta coisa assim do continente e ir comprando lá conforme a necessidade. Na hospedagem - Transporte É proibido a entrada de carros em Ilha Grande, logo você precisa deixar ele no continente, acabei deixando o carro em Conceição do Jacareí, daonde sai transporte maritimo ate Vila do Abraão, no estacionamento os preços variam, desde 20$ a diaria ate 40$, dependendo da epoca, como fui em novembro e iria ficar com o carro por 7 diarias, negociei um valor a $110,00 para essas 7 diarias. O transporte ate a Ilha pode ser feito de lancha, $50,00 por pessoa levando em torno de 30/40 minutos ou de escuna, $20,00 e leva em torno de 1 hora, porém de lancha sai a qualquer momento e de escuna existem horarios demarcados (melhor consultar). - Atrativos Cachoeira e Praia da Feiticeira Esse foi meu primeiro passeio em Ilha Grande, não é necessário a contratação de guia pois o caminho é bem demarcado e sempre tem gente percorrendo a trilha, o bom desse passeio é que você também passa pelo Aqueduto (construção de 1896), Poção e Praia Preta, o mergulho no Poção é válido, agora a Praia Preta achei nada demais. A distância da Vila do Abraão ate a Praia da Feiticeira da em torno de uns 6 km, e você leva umas 2 horas para chegar lá, antes disso você consegue ir ate a Cachoeira da Feiticeira, fica em torno de 20 minutos da praia e há sinalização ate o local, na praia da Feiticeira tem estrutura com barracas vendendo comida e bebida e caso não queria voltar por trilha, há possibilidade de voltar de barco (20$). Trilha para a Praia Dois Rios No meu segundo dia decidi fazer a Trilha para Dois Rios, um bairro de Ilha Grande que fica do outro lado da Ilha, a trilha não tem erro pois é feita por uma estrada que liga Vila do Abraão a Dois Rios, é dali que se vai para o Pico do Papagaio e é por essa estrada é que se passa os únicos transportes terrestres da Ilha. A trilha começa em forte subida, são em torno de 4 km de subida e depois 3 km de descida, totalizando 7 km de trilha, 14 km no total, existem dois restaurantes no local e existe a possibilidade para aqueles que queiram voltar de barco. Pela trilha existem dois corta caminhos, mas sinceramente não valem muito a pena, acaba dando tudo na mesma, a Praia de Dois Rios fica do lado da ilha voltada ao oceano com dois rios nas suas laterais, o passeio vale mais pela trilha do que pela praia em si. Passeio de Lancha - Volta a Ilha Depois de dois dias de trilha estava na hora de fazer um passeio de lancha, a ideia era dar uma descansada no corpo, mas nem imaginei que passear de lancha também cansa rs, existem diversos passeios, com certa variação no valor, e por serem passeios de lanchas, o valor fica um pouco mais salgado, o passeio Volta a Ilha esta em torno de $220,00 por pessoa,ela da uma volta inteira na ilha, então esteja preparado para as oscilações do mar aberto, esse passeio só da para ser reservado dias antes pois depende muito das condições climaticas do dia. As paradas da Lancha são nas praias de Caxadaço, Parnaioca (nesse local tem uma igrejinha e atras dela o caminho para uma cachoeira, a parada é de uma hora no local), Aventureiros (no local tem um mirante de pedra e a parada é de uma hora) e a Praia de Meros, boa para mergulho, fora a parada do almoço em uma praia X, porém recomendo você levar uma mochila com comes e bebes e assim economizar no almoço. O passeio leva o dia inteiro praticamente, saindo as 9 da manhã e retornando as 16 horas, nesse dia tivemos a felicidade de ver uma Orca no mar. Passeio de Lancha - Meia Volta Depois de um dia de descanso, voltei ao mar para fazer o passeio da Meia Volta, o valor esta geralmente em torno de $150,00, e passa pela Lagoa Azul, Lagoa Verde, Praia do Amor, Praia da Feiticiera e Saco do Ceú. O ponto alto desse passeio são as Lagoas Azul e Verde, onde você encontra uma quantidade enorme de peixes, e ele praticamente funciona no esquema do passeio anterior, tem parada de almoço, mas tem possibilidde de você levar sua comida e bebida, a unica diferença é que o passeio sai as 10h da manhã e retorna as 16h da tarde. Quem quiser conversar sobre os passeios de Lancha, só chamar a Patricia (21) 99181-7990, ela nos ajudou a realizar os passeios de lancha no menor preço possível e dando todas as dicas para aproveitar o dia, quem nos passou o contato dela foi o Romulo, da hospedagem. Praia do Abraãozinho No ultimo dia de passeio em Ilha Grande, o destino foi a Praia do Abraãzinho, localizada no canto esquerdo da Vila, ali começa uma trilha que passa pela Praia da Julia, Bica, Comprida ate chegar na Abraãzinho, uma pequena praia com dois bares no local, perfeito para quem quer se afastar um pouco do centro e relaxar em um dia de praia, a trilha leva em torno de 40 minutos, existe a possibilidade de ir de barco e voltar de barco também. Assim foi minha estadia em Ilha Grande, um lugar incrivel que me surpreendeu demais, além desses passeios citados acima você pode fazer a trilha para a Praia Lopes Mendes, Trilha do Pico do Papagaio e o passeio de lancha pelas Ilhas Paradisiacas, com certeza Ilha Grande é um local que merece mais tempo para aproveitar tudo o que a ilha pode oferecer. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. 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  39. Noronha - que lugar incrível! Que beleza deslumbrante! Um local único no mundo! Uma ilha de pedras vulcânicas com águas cristalinas e de uma cor turquesa incrível! A oportunidade de admirar uma natureza completamente preservada, repleta de vida marinha em total equilíbrio com os seres humanos. Um destino desejo, de luxo, mas ao mesmo tempo rústico e simples, 0% frescura, em que a natureza é a estrela principal! Tivemos a oportunidade de ficar por oito dias nesse paraíso, entre 19 e 26 de dezembro de 2020. Sim, eu sei, estamos em pandemia. Mas infelizmente, perderíamos nossa passagem se não fossemos agora, e a ilha possui um rigoroso controle, em que você precisa fazer teste PCR para entrar e sair. Claro, em Noronha havia algumas limitações, mas valeu muitooo a pena! Antes de ir, é importante dedicar um tempo para dar uma pesquisada sobre a ilha, as praias e os principais passeios, para conseguir aproveitar ao máximo. Há muitas opções, e possibilidade de ter experiências muito diferentes em Noronha. Nós curtimos muito experiências de contato com natureza, e foi isso que valorizamos em nosso roteiro. Os melhores meses são setembro e outubro, fora da época de chuva e com mar mais calmo, o que dá melhores condições de banho e também visibilidade para os mergulhos, além de preços melhores. Infelizmente, tínhamos agendado para setembro, mas o vôo foi sendo cancelado e remarcado até dezembro, e acabamos pegando o mar mais agitado. Ao reservar seu lugar no vôo, pegue uma poltrona do lado esquerdo, para ter uma visão privilegiada do Morro Dois Irmãos, cartão postal da ilha, já na aterrisagem. Aproveite também e pague as taxas antes de embarcar, para eliminar tempo de fila no aeroporto. A primeira é a taxa de preservação ambiental, cujo valor é proporcional ao número de dias em que ficará na ilha, e pode ser paga pelo site: http://www.noronha.pe.gov.br/turPreservacao.php. A segunda, é o ingresso de entrada no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, que dá acesso às praias mais bonitas da ilha, e pode ser paga pelo site: http://www.noronha.pe.gov.br/turPreservacao.php. Primeiro dia - 19/12 Pousamos na ilha por volta das 17 horas, em um vôo de uma hora partindo de Recife. Pois é, a ilha fica a cerca de 500 km da costa, o que faz com que tenha até mesmo um fuso horário diferente, de uma hora a mais do que o horário de Brasília. Por isso, ao chegar, já ajuste o horário de seu relógio e celular! Seguimos o conselho de vários blogs, e não aceitamos o transfer que é oferecido pelas empresas de turismo para a pousada. Pelos relatos, este transfer é bastante demorado, pois te levam primeiramente para uma apresentação, na tentativa de te vender passeios, e depois passam por várias pousadas para deixar todos. Escapamos e pegamos um táxi direto para a pousada, a tempo de deixar a mala e correr para curtir o primeiro pôr do sol, na praia do Cachorro. Se prepare para andar muito em Noronha! Só para descer para esta praia e voltar, encaramos uma bela descida e subida em uma ladeira íngreme. Deu canseira, mas valeu a pena, claro! Na volta, por indicação do taxista, fomos jantar no restaurante Delícias da Ná. Pedimos uma carne de sol, com queijo coalho grelhado, arroz, macaxeira frita e farofa de banana da terra. O restaurante é simples, a comida saborosa, mas o preço salgadinho. A conta saiu quase R$ 200,00, para dois. Bem-vindo a Noronha! Segundo dia (20/12) Vi que muitas pessoas contratam o passeio Ilha Tour, em que um guia te leva de buggy para conhecer todas as praias da ilha. Particularmente, acho que só vale a pena se você tiver pouco tempo, ou se fizer questão de um guia, pois é fácil conhecer todas as praias por conta. Como tínhamos uma semana, essa foi a nossa opção! Usamos muito o ônibus por lá! São dois ônibus cruzando a ilha de ponta a ponta, trafegando pela BR e entrando em ruas em alguns pontos. É possível ter acesso ao itinerário pelo aplicativo Moovit, que inclusive aponta a sua localização em tempo real, bem como todos os pontos de parada. Mas, depois do primeiro dia, você já estará bem habituado, e será fácil se localizar. Um ônibus vem em sentido Sueste - Porto, e o outro, sentido Porto - Sueste. Como o percurso é curto, você provavelmente não aguardará mais do que meia hora do ponto de ônibus. Não pagamos nada pelo ônibus, mas creio que a gratuidade seja temporária, por conta da pandemia. Para algumas praias, como a do Porto e Sueste, a parada do ônibus é a um passo da praia. Já para outras, como Praia do Leão e Cacimba do Padre, é preciso alguma caminhada por estrada de terra. Pelo Google Maps é possível se orientar por estas estradinhas. Quando estiver cansado, sempre há a opção de pedir um táxi. Por muitas vezes fomos às praias de ônibus e a tarde, cansados, voltamos de táxi. Usamos a Nortax que é uma espécie de associação de taxistas, e gostamos muito do serviço. É rápido, e os preços são tabelados. Dependendo da distância, pagava-se R$ 26,00, R$ 34,00 ou R$ 40,00. Noronha também tem uma cultura forte de carona, e volta e meia nessas estradas alguém oferecia uma carona de buggy! Particularmente, a menos que esteja em quatro ou cinco pessoas, também não acho que vale a pena alugar buggy. A diária estava R$ 350,00, mais o combustível (R$ 7,00 o litro!), ou seja, é preciso pegar muitooo táxi para chegar neste valor! Neste dia, acordamos cedo e fomos conhecer as praias do mar de dentro. Começamos pela praia do cachorro, de onde uma pequena trilha leva a praia do meio. O acesso à praia do cachorro é por uma escadaria de pedra abaixo da Vila dos Remédios. Tem um ponto de ônibus na praça. Da praia do meio, você passa entre o famoso Bar do Meio para chegar à praia da Conceição, em cuja ponta esquerda se localiza o morro do Pico. Todas as três praias belíssimas e com o turquesômetro a mil! A cor da água é belíssima! As praias são todas bastante selvagens e preservadas, o que eu amo! Mas se você é do tipo que gosta de "estrutura", se prepare para encontrar praias que nem sempre possuem cadeiras e guarda-sóis e também restaurantes / barzinhos. Em época de mar calmo, dizem que a praia da Conceição é boa para a prática de snorkel. Aliás, esta é outra boa dica: compre e leve seu próprio equipamento. Na ilha há muitos lugares que alugam mas, por uma diária de R$ 20,00, e contando que diversas praias são boas para a prática, compensa adquirir o seu próprio. Compramos pelo mercado livre um bom conjunto de máscara e snorkel por cerca de R$ 100,00. Tentamos passar para a próxima praia, a do Boldró, pelas pedras, mas não conseguimos. Não sei se em época de maré baixa isso muda. De qualquer forma, optamos por voltar e almoçar na vila dos Remédios. A tarde, tomamos um táxi e fomos conhecer a praia do Boldró. Com vista para o Morro Dois Irmãos, dizem que também é um bom lugar para ver o pôr do sol. Mas, optamos por voltar e ir a um dos pontos mais famosos da ilha para este momento: o Fortinho do Boldró. No caminho, aproveitamos para ir ao Projeto Tamar e ICMBio para retirar nossa carteirinha do Parnanoronha e realizar o agendamento de trilhas. Faça esse agendamento o quanto antes, pois as vagas são limitadas e algumas trilhas são bem concorridas! O Fortinho do Boldró é um espaço em que as pessoas se reúnem para admirar o pôr do sol. Sentados nas pedras, ouvindo um som ao vivo e tomando uma cerveja, o espetáculo é certo! Chegue cedo para garantir um bom lugar! Neste dia, o sol deu um verdadeiro show! Voltando à Vila dos Remédios, jantamos no Empório São Miguel, uma opção de bom custo x benefício. Terceiro dia (21/12) Este foi o dia que dedicamos a conhecer as praias mais belas e famosas da Ilha. Começamos pela Praia do Sancho, que já foi eleita quatro vezes a mais bonita do mundo pelo Trip Advisors! Olha a responsa! E olha, por mais que você já tenha visto mil fotos e assistido dezenas de vídeos sobre esta praia, nada se compara a ter a oportunidade de admirá-la pessoalmente. A cor da água é simplesmente INCRÍVEL. Começa com tons de turquesa que se transformam em um verde água, ao mesmo tempo em que é tão cristalina, que do mirante é possível ver peixes, tubarões e arraias nadando bem na beiradinha. De tirar o fôlego! Descendo no ponto de ônibus mais próximo, é preciso uma caminhada de cerca de 15 minutos até o PIC Golfinho (Ponto de Informação e Controle), onde você precisa apresentar sua carteirinha do Parnanoronha. Neste ponto você encontra uma pequena lojinha, lanchonete e também banheiro e duchas. Depois, mais uma pequena caminhada sobre uma passarela te leva entre a mata até o Mirante. Quando fomos, o PIC estava abrindo às 09:00 hrs. Fique atento a isto! Chegando ao Mirante da Praia do Sancho, e seguindo pela direita, é possível chegar ao Mirante mais famoso da Ilha: o Mirante do Morro Dois Irmãos, que dá uma vista impressionante do Cartão Postal de Noronha. É preciso se atentar para os horários de subida e descida à praia do Sancho. Há alternância a cada hora entre subida e descida. A descida para a praia é feita por uma escada de ferro instalada em uma fenda entre as pedras. Creio que não seja muito recomendada para claustrofóbicos, obesos e idosos. Um pouco chatinha, mas vale muito a pena! A praia é tão bela lá de baixo quanto do mirante. Um paredão enorme de pedras rodeia toda a faixa de areia e, em época de chuvas, dizem que chega a se formar uma cachoeira. Deve ser incrível! Mesmo com mar agitado conseguimos ver muitos peixes com o snorkel. Lembre de levar o seu! Comemos um sanduíche natural no PIC Golfinho mesmo, e fomos para a Cacimba do Padre. Não é preciso voltar para a BR, há uma estradinha no meio do caminho que leva ao caminho para ela. A Praia da Cacimba do Padre fica atrás do Morro Dois Irmãos. É uma praia longa, linda e de ondas bem fortes. Estava cheia de sufistas quando fomos! No canto esquerdo da praia há uma trilha de degraus de pedra que dá acesso à Baía dos Porcos, a segunda praia mais bonita da ilha. A cor da água é incrível, o mesmo misto de turquesa e verde claro da Praia do Sancho. Também é possível fazer snorkel aqui e tirar belas fotos! Atenção para a dica: no topo da pedra que fica entre a Cacimba do Padre e a Baía dos Porcos está o melhor mirante da ilha! É a oportunidade de ficar pertinho do Morro Dois Irmãos e admirá-lo bem de perto. Incrível! Anota aí mais uma dica boa: caminhando pela direita da Cacimba do Padre, você passa pela Praia da Quixabinha e chega à Praia do Bode. No canto direito da Praia do Bode, há uma pedra, de onde se tem uma vista belíssima do pôr do sol. Se não estiver com pique para isso, assista o pôr do sol da areia da própria Cacimba do Padre. Ali o sol também dá espetáculo! Quarto dia (22/12) Este foi o dia que dedicamos a conhecer as praias do Mar de Fora. Começamos com a praia do Sueste que, em época de mar agitado, é a melhor para mergulho. O ônibus já te deixa na entrada no PIC Sueste onde, como no PIC Golfinho, há uma pequena lanchonete, guarda-volume, banheiros, ducha e também um ponto para aluguel de snorkel, colete salva-vidas e nadadeiras (R$ 20,00 cada um). Para mergulhar no canto direito da praia, onde se concentra a vida marinha, é preciso estar com o equipamento completo. Já no canto esquerdo, o mergulho não é permitido, por se tratar de uma área de estudo e preservação. É possível fazer o mergulho por conta, mas para quem não tem muita experiência, ou quer ter a certeza de ver animais como lagostas, tartarugas e arraias, o melhor é contratar um guia. Há sempre diversos guias credenciados no PIC oferecendo este serviço. Contratamos e não nos arrependemos! O valor foi de R$ 130,00 para duas pessoas, por cerca de uma hora de mergulho, mais R$ 70,00 para fotos e filmagem. O mergulhador vai nadando na frente, com uma bóia amarrada na cintura, onde nos seguramos para ser guiados por ele. Apesar de o mar estar um pouco mexido, vimos muitos peixes, arraias, polvo e uma tartaruga gigante! É indescritível a sensação de nadar ao lado de uma dessas! Novamente, comemos um sanduíche no próprio PIC, e pegamos a trilha que leva à Praia do Leão. No meio do caminho, há uma bifurcação para o Mirante da Praia do Leão, e Forte São Joaquim do Sueste. Ambos lindos, valem muito a pena! Depois, mais uma caminhada até a Praia do Leão. Ali, há outro PIC (Ponto de Informação e Controle), e uma passarela que leva até um mirante para a Praia. Achei a praia bonita, mas nada demais. A responsável pelo PIC nos aconselhou a voltar para vê-la no período da manhã, pois a experiência seria totalmente diferente. Decidimos fazer isso então no dia seguinte. Fomos ver o pôr do sol em outro ponto famosíssimo para isso: o Bar do Meio, que fica entre as praias do Meio e da Conceição. A estrutura é linda, tem uma deliciosa música ao vivo, e uma vista privilegiada para curtir o sol se pondo. Mas prepare o bolso: o couvert é de R$ 15,00 por pessoa, e um baldinho com cinco long necks custou impressionantes R$ 90,00. Aquela experiência de uma vez na vida! rsrsrs Jantamos novamente no Empório São Miguel, onde pedimos uma pizza de camarão deliciosa. Ótimo custo x benefício! Quinto dia (23/12) Seguindo a recomendação, voltamos à Praia do Leão. E como valeu a pena!! Se programe para conhecer esta praia pela manhã, porque realmente, a cor da água é impressionante! Dizem que é a terceira praia mais bonita da ilha, depois do Sancho e Baía dos Porcos, mas há quem a considere a mais linda! Fique atento ao horário de abertura do PIC. Quando fomos, abria às 09, como os demais. Depois da passarela, uma pequena trilha te leva até a praia. Há piscinas naturais nos cantos direito e esquerdo da praia, mas não é permitido nadar nelas, por se tratarem de áreas de preservação. Aliás, a Praia do Leão é o principal ponto de desova de tartarugas da ilha e, por isso, não é possível acessar algumas partes da areia. Na piscina do canto direito avistamos filhotes de tubarão. Incrível! A tarde, voltamos para a Vila dos Remédios e tomamos um açai no Açai Raízes de Noronha. Anota a dica: é delicioso! Optamos por fazer o passeio de barco menos tradicional, que sai no final da tarde para aproveitar o pôr do sol. O barco sai do porto e, logo no início, são disponibilizadas pranchas para a atividade de Aquasub. Essas pranchas, amarradas ao barco, permitem que você plane ou mergulhe na água. Especialmente na praia do Porto é possível avistar uma rica vida marinha e até um navio naufragado. A seguir, o barco segue até o Morro Dois Irmãos, e depois retorna para a praia do porto, onde é possível curtir um belíssimo pôr do sol, enquanto saboreia um churrasco de peixe preparado na hora. O passeio custou R$ 230,00 por pessoa. Pelo que entendi, a diferença do passeio de barco tradicional é que neste há uma parada na Praia do Sancho para mergulho de snorkel. Também deve ser lindo! Sexto dia (24/12) Acordamos bem cedo para fazer o que é, na minha opinião, o melhor passeio de Noronha: a Canoa Havaiana! Às 05:20 já estávamos na praia do porto, onde, depois de uma pequena aula, embarcamos na canoa para ver o sol nascer de dentro do mar. Uma experiência inesquecível! Depois, seguimos para a praia da Conceição, onde há uma pausa para mergulho. No caminho, cruzamos com uma grande quantidade de golfinhos! Dizem que em 98% dos dias é possível ver golfinhos! E como as canoas não possuem motores, eles chegam bem perto mesmo, e chegam inclusive a saltar rodopiando. Emocionante! Na volta, mais uma parada na praia do Porto para desfrutar um pouco mais da companhia dos golfinhos. O passeio todo tem a duração de duas horas. Fizemos com a Noronha Canoe Clube, cujo serviço é excelente e recomendo demais! Custou R$ 180,00 por pessoa. Depois de um pulinho da capelinha, tiramos um tempinho para fazer mergulho com snorkel na Praia do Porto. Novamente, vimos filhotes de tubarões! Para quem não tem equipamento, há local para aluguel no porto. Seguimos então para a Cacimba do Padre para provar o famoso peixe assado na folha de bananeira da Barraca Duas Irmãs. O valor é de R$ 120,00 para duas pessoas, e vem com diversos acompanhamentos: arroz, feijão, macaxeira frita, farofa e salada. Delicioso! Voltamos à Baía dos Porcos, nossa praia preferida. A água turquesa em meio ao paredão de pedras é impressionante! Um paraíso! Neste dia, jantamos no famoso Xica da Silva. Pedimos de entrada um ceviche, como prato principal o delicioso Sinfonia dos Mares (carangueijo, lula, peixe, lagosta e mexilhão ensopados, com arroz e uma farofa incrível) e de sobremesa mil folhas de tapioca com goibada e sorvete de coco. Preço salgado, mas delicioso! Sétimo dia (25/12) Este foi o dia dedicado às trilhas! Agendamos a Trilha do Atalaia longa para as 07:30. O início é na Vila dos Trinta, próximo ao supermercado Poty. Lá há um Portal, onde é preciso apresentar o comprovante de agendamento. Para a trilha curta não é necessário guia, diferente da longa - você precisa agendar com um guia por conta própria. Pagamos R$ 125,00 cada um. Neste portal também há aluguel de snorkel e colete salva-vidas, necessários para o mergulho nas piscinas naturais. O valor é de R$ 20,00 cada. A trilha até a primeira piscina natural leva cerca de 20 minutinhos, e passa em meio à mata. Chegando lá, há um responsável do ICMBio controlando a entrada na piscina. É permitido que cada grupo permaneça na água por um período de 30 minutos. Para não prejudicar os corais, só é permitido flutuar sobre a piscina. Foi o melhor mergulho que fizemos em Noronha! A água é absurdamente cristalina, um aquário! Voltamos pela mesma trilha e, no meio do caminho, o grupo se divide: quem vai fazer a trilha longa, segue por outro caminho. Particularmente, acho que quem não opta pela trilha longa, acaba perdendo uma parte belíssima do trajeto. É uma caminhada por um desfiladeiro de pedras vulcânicas, com aquele mar azul incrível abaixo. Descendo, há a pausa para mergulho na segunda piscina natural. Continuamos a trilha caminhando sobre as pedras na beira do mar até a terceira piscina, com pausa para mais um mergulho. A trilha toda tem duração de cerca de quatro horas. Achei o caminho lindíssimo, uma experiência única. Mas confesso que não acredito que seja para todos. Como uma pessoa não muito afeita a esportes (rsrsrs), achei um pouco cansativa, especialmente esta caminhada final sobre as pedras. Voltamos a pousada para descansar e recarregar as baterias para a segunda trilha do dia: Trilha do Piquinho. O Piquinho é um morro menor, próximo ao Morro do Pico. Do alto dele é possível ter uma visão 360° da ilha e admirar um pôr do sol espetacular! A trilha tem início na mata, próximo à pousada teju Açu, e dura cerca de 30 a 40 minutos para subir, e o mesmo tempo para descer. Não é necessário contratar um guia, mas acho altamente recomendável, pelo risco e especialmente pensando que na volta já estará escurecendo. Pagamos R$ 100,00 por pessoa. Depois de um trecho íngreme na mata, tem início a parte mais tensa da trilha: é preciso escalar um paredão de pedras para chegar ao topo. É aquele tipo de coisa que faz a gente pensar: "Meu Deus! Onde eu fui me enfiar?" rsrsrs Essa trilha definitivamente não é pra todo mundo! Como boa pessoa com fobia de altura, confesso que tremi na base para subir. Dizem que as pedras são tão bem encaixadas que é impossível rolarem. Mas que bate um medo... Ah, bate! No fim, a recompensa! Depois dessa aventura, jantamos no Salviano Sushi, na Vila dos Trinta. Uma ótima pedida para quem curte comida japonesa! Uma dica: peça o temaki jumbo, com cavala ou atum, ambos fresquinhos, pescados na ilha mesmo. Uma delícia! Oitavo dia (26/12) Acordamos de madrugada para ver o sol nascer no Forte de Nossa Senhora dos Remédios. Dizem que o nascer do sol na capelinha é ainda mais lindo, mas como ainda não tínhamos visitado o Forte, optamos por ir lá mesmo! Apesar das nuvens, achei lindo! O Forte é um lugar bem bacana para visitar. Todo revitalizado, é lindo, e tem uma vista maravilhosa de Noronha. Depois, seguimos para a Praia da Conceição, para relaxar um pouco e curtir nossas últimas horas na ilha. Passadinha na Praia do Cachorro na volta E então almoçamos, e partimos para o aeroporto, com dor no coração de deixar este paraíso! Sei que meu relato ficou bastante longo, mas busquei colocar todas as informações que sei que teriam facilitado muito minha estadia em Noronha se tivesse tido acesso antes! Noronha é um paraíso indescritível, a oportunidade de vivenciar uma imersão na natureza como acredito que pouquíssimos lugares no mundo consigam proporcionar! Uma das coisas que mais amei na ilha foi justamente este foco na natureza e o quanto a ilha é democrática. Em Noronha, não há espaço para esta história de restaurante ou hotel com praia privativa. As pousadas estão todas no centro, e a praia é para todos! Inclusive, dizem que uma rede de hotéis propôs fechar a Praia da Conceição com a construção de um resort, e foi barrada pelos moradores locais. Verdade ou não, esta impressão de mundo paralelo, te faz se sentir completamente imerso em Noronha: seja mergulhando com os animais, fazendo amizade com os locais ou mesmo curtindo as praias, a experiência é única. Não se deixe levar por esta história de que viajar para Noronha não vale a pena, pois é tão caro que é melhor viajar para o exterior. Será que é possível encontrar por aí um lugar tão único e paradisíaco quanto Noronha e contar ainda com a receptividade calorosa e alegria dos brasileiros? Acho que não. E por isso, eu digo para todos: Noronhe-se!
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  40. Eu fiz um vídeo dessa 'carona perigosa', mas não indico fazer não heimm. É uma prática proibida e muito perigosa. Eu embarquei em Engenheiro Marsilac e desembarquei no túnel 5, onde tem uma trilha de acesso à rodovia. Não cheguei a ir até Santos porque o bendito trem quebrou e ficaria muito tarde para voltar. Vou postar o link do vídeo que fiz dessa aventura maluca aí. Por sinal, o vídeo já está com 2,5 milhões de views... O povo curte esse tipo de aventura!! Abração!
    5 pontos
  41. Data da viagem: 12 a 19/02/2020 Principais gastos: Passagens aéreas - BSB-SSA - Latam - R$897,40 (ida e volta, 2 pessoas,compra em 11/2019) Catamarã - Salvador-Morro de São Paulo - Biotur: R$384,10 (ida e volta, 2 pessoas, compra antecipada pela internet em 12/2019) Taxa de entrada em Morro de São Paulo: R$15 por pessoa. Taxa obrigatória independente dos dias que for ficar. No desembarque te encaminham para o pagamento. Aceitam cartão. Total: R$30. Hospedagem - Reserva pelo booking.com em 12/2019: Salvador - 2 diárias para casal no Hostel La Ventana - Total: R$130; Morro de São Paulo - 5 diárias para casal no Hostel Farofa Loca - R$620,40. Total: R$750,40. Passeios: Tirolesa - R$60 por pessoa (só eu fui); entrada na Toca do Morcego - R$15 por pessoa; Caiaque duplo - R$25 por pessoa; Volta a Ilha - R$ 180 por pessoa; barco de ida para Gamboa - R$7 por pessoa; Aluguel de snorkel - R$15 por pessoa.Total: R$ 544. Roteiro: Quarta - Salvador Chegada 15h Check in no Hostel La Ventana Visita a Igreja Nosso Senhor do Bonfim Pôr do Sol no Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat (15min andando da igreja ou Uber) Sorveteria da Ribeira (Uber a partir do Forte, também tem essa sorveteria em Morro de São Paulo, se preferir) Noite no Pelourinho (Uber a partir da sorveteria) Quinta - Morro de São Paulo Catamarã Biotur 9h Chegada 11h30 * Caso precise, os locais oferecem serviço de levar sua bagagem em carrinho de mão até a pousada. Eu não achei necessário. Check in Hostel Farofa Loca Almoço Restaurante Papoula na Rua da Lagoa (excelente custo x benefício) Caminhada da Primeira a Quarta Praia (30min) Tarde na Quarta Praia Final de tarde na Segunda Praia Jantar no Áurea na rua de acesso à Primeira Praia (bom custo x benefício) Noite na Segunda praia - Luau (mas abaixo explico melhor como é esse evento) Sexta - Morro de São Paulo Segunda Praia até o almoço Almoço Point na rua de acesso à Primeira Praia (bom custo x benefício) Descanso na Terceira Praia Café Solar das Artes na Praça Aureliano Lima (bom custo x benefício) Noite na feirinha da Praça e na Segunda Praia Gula's burguer na rua de acesso a Primeira Praia (bom custo x benefício) Sábado - Morro de São Paulo Mirante do Farol Tirolesa Praia de Gamboa de barco Bar Experimenta em Gamboa (baixo custo x benefício, porções muito pequenas) Retorno de Gamboa caminhando (maré baixa) Parada no paredão de argila Pôr do sol na toca do morcego (médio custo x benefício, qualidade do petisco e drink ruim, caro, mas lugar mto maneiro, vista linda, com DJ/banda ao vivo) Jantar no Bodeguita na rua de acesso à Primeira Praia (bom custo x benefício) Domingo - Morro de São Paulo Caminhada até Praia do Encanto (quinta praia) - 40min Retorno com parada na Quarta e na Terceira Praia Almoço no Restaurante Santa Luzia no deck da Terceira Praia (bom custo x benefício) Passeio de caiaque à Ilha de Caita (a partir da Terceira Praia), a travessia leva uns 10min, é bem tranquila, eles fornecem o snorkel sem acréscimo no valor Pôr do sol no Mirante do Farol Churrasco no hostel Noite na Segunda praia Segunda - Morro de São Paulo Passeio Volta a ilha - Este passeio inclui mergulho nas piscinas de Guarapuá, Praia de Moreré (ou as piscinas se a maré estiver baixa), Praia Boca da Barra (onde se pode dar uma volta na vila de Boipeba e almoçar, almoçamos no restaurante Ponta da Barra - bom custo x benefício, mas fica a critério do grupo), visita a comunidade Canavieira (degustação de ostras e lambretas) e centro histórico de Cairu (é cobrada uma taxa simbólica para os locais fazerem o tour até o convento). O passeio dura das 10 às 17h30. Pode levar gelo e bebidas e usar o cooler do barco. O barco sai da terceira praia e retorna no porto. Tem que fazer reserva e pagar o passeio com antecedência, se a ilha estiver movimentada. Fim de tarde no Bodeguita (saideiras com pessoal do passeio) Restaurante beira-mar Pedra sobre Pedra no início da segunda praia (bom custo x benefício, mais caro, mas vista bonita, dose dupla de drinks) Noite na Segunda Praia - Luau Terça - Morro de São Paulo/Salvador Segunda Praia Almoço Restaurante Papoula Caminhada no Forte Retorno - catamarã Rio Tur 15h Chegada em Salvador 17h30 Check in no Hostel La Ventana de novo Noite no Rio Vermelho - Praça Caramuru - Antigo mercado do peixe Bebidas no Bar e Restaurante Quatro Ventos (excelente custo x benefício, dose dupla de drinks, preços bons), e cocada e acarajé no famoso e delicioso Acarajé da Cira (excelente custo x benefício) Quarta - Salvador Retorno Brasília - voo 5h25 Informações úteis: - Hostel La Ventana: quarto de casal com ventilador (ar-condicionado fez falta), banheiro compartilhado, sem café da manhã. Muito limpo, recepção boa. Apenas para uma noite vale a pena devido ao valor e à proximidade do porto (fomos andando). - Hostel Farofa Loca: quarto para casal, banheiro privativo, ar-condicionado, piscina, café da manhã. Recepção e limpeza excelente, quarto confortável, bom para fazer amizades, mas localização não é estratégica, precisa caminhar bastante até às principais atrações. Com o passar dos dias fica cansativo. - Sobre as praias: a primeira não é muito movimentada e é pequena, é onde a tirolesa desce; a segunda é a principal, mais restaurantes e agito, à noite é o principal point, durante o dia achei uma das mais bonitas, na maré baixa formam piscinas naturais e é possível ver muitos peixinhos, tem aluguel de stand up para quem gosta; a terceira tem pouca faixa de areia e mais pedras, é de onde sai o passeio de caiaque para a Ilha de Caitá; a quarta é mais deserta e tem a água mais clara, é bem tranquila e muito bonita; e a quinta (Praia do Encanto) achei a mais linda de todas, a cor bem clarinha, é bem extensa, vale muito a pena a caminhada até lá, que dá uns 40/50min indo com calma. - Leve snorkel e sapatilha aquática se tiver. Caso não tenha, alugue pelo menos o snorkel para o passeio de volta na ilha. - Faça os passeios e vá as praias quando a maré estiver baixa, pois é quando se formam as piscinas naturais, as águas ficam mais claras e é possível ver mais peixes. Consulte a tábua de maré de Morro de São Paulo nesse link: https://www.morrodesaopaulo.net/mare. - No geral, os restaurantes e bares possuem preços bons, com exceção dos localizados na praia, mas mesmo esses não possuem preços absurdos. É possível gastar bem pouco com alimentação se quiser economizar. No geral, cervejas 600ml saem entre R$10 e 13; caipvodka custam entre R$15 e 18, experimentem as que levam pitaia! Delícia! O restaurante Papoula é uma excelente opção para almoço ou jantar, com pratos bem servidos e valores entre R$19 e 35 (pratos individuais), hóspedes do Farofa Loca ganham um shot de batida de maracujá. - Há vários pontos para assistir ao pôr do sol, se não quiser pagar a entrada do Toca do Morcego, vá ao Mirante do pôr do sol, no Farol, ou ao Forte. Retornando de Gamboa também é uma boa opção se a maré estiver baixa. - A Toca do Morcego, o Mirante do pôr do sol, o Farol e a Tirolesa ficam na subida que inicia em frente a Igreja da Nossa Senhora da Luz. O Forte fica na direção do local onde se paga a taxa de entrada na ilha. - Teatro do Morro não é teatro e Luau da Segunda Praia não é luau (voz e violão), são baladinhas. O Teatro geralmente tem DJ e banda, com dois ambientes, música eletrônica e música brasileira, o ingresso tava R$60 masculino e R$30 feminino, rola descontos para grupos, eu não fui, mas falam que é bem animado, tem que subir uma escadaria enorme para chegar, começa 00h e vara a madrugada, rola toda quarta e, às vezes, domingo. O Luau acontece às quintas e segundas, também começa à 00h, leve canga para descansar, é gratuito. - Toca do Morcego e Pulsar Disco são outras baladas famosas no Morro. Toca fica mais animada na sexta e Pulsar no sábado. - Para chegar ou voltar de Gamboa caminhando a maré precisa estar baixa, caso contrário, pegue um barco/lancha (R$7). Eu fui de barco e voltei andando, vale a caminhada de uns 45min. Para pegar o barco ou iniciar a caminhada é só ir no Porto. - Os preços dos passeios são tabelados, e dificilmente conseguirá descontos. - Quem tem problemas com enjôo, se medique antes de pegar o catamarã, pois balança um bocado. - Mais fotos e vídeos dessa viagem nos destaques do meu Instagram: @dressas_carneiro Boa viagem, espero ter ajudado!
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  42. Acho que o post começou a desviar da discussão e deu brecha para duas narrativas em choque. Melhor dar por encerrado mesmo. Até achei legal o que foi dito aqui, mas para evitar a "facebookização" ne... A última vez que lembro de uma treta no mochileiros foi de um possível caso de xenofobia para/com os norte-americanos num post de destinos da américa latina, se não me engano, rs. Um tempero de vez em quando é até interessante, mas é melhor mantermos o bom nível do convívio no mochileiros. Como disse anteriormente, é um dos poucos lugares onde há uma certa civilidade. E que a gente possa continuar assim. Mas a discussão foi boa, na minha concepção.
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  43. @Rafael_Salvador @luizh91 Ou seja, você pode correr risco 'por obrigação' dentro de um ônibus porque é necessário mas não pode correr risco 'por prazer' de ir a praia. E olha que a chance de pegar o vírus dentro de um ônibus fechado deve ser bem maior do que numa praia que é local aberto. Isso fica ainda mais dificil de argumentar em cidades que a praia está a fácil acesso de qualquer cidadão (Rio de Janeiro, Fortaleza, Vitória...) Pra mim ainda é hipocrisia. Mas sinceramente, acho que é uma discussão que não vai a lugar nenhum. Se estiverem esperando uma vacina eficiente, boa sorte, porque vai demorar.
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  44. Minha resposta a pergunta; Viva e deixem os outros viverem. Completarei 74 anos em outubro, gosto de viajar e o faço sempre só, de março a julho permaneci em isolamento, moro com uma filha e acatei os cuidados, mas dia 22 de julho com um estoque de máscaras e álcool gel fui para Aracajú, fiquei numa pousada com 20 quartos e apenas 3 hospedes. A orla litorânea é ampla e espetacular. Fui para Praia do Saco, Estância, pousada com 15 chalés equipados com cozinha, apenas 3 ocupados, quilómetros de praia totalmente deserta, percorri as dunas a pé tbm totalmente deserta, preparei minhas refeições no chalé (brinquei de casinha), permaneci por 21 dias. Voltei para Aracaju e conheci o parque Sementeira, Cajueiro, andei por alamedas incríveis, fui a Lagoa dos Tambaquis com uma agência de turismo, apenas 4 pessoas. De Aracajú a Salvador me desloquei com o blablacar carona, apenas 3 pessoas. Estou hospedada em casa de um amigo onde estamos tbm em 3 sendo que dois já contraíram covid a mais de 30 dias. Fiz o teste e negativei ao vírus dia 01/09. amanhã 09/09 irei para Boipeba e ficarei em casa de um amigo. Detalhe, minha alimentação diária são: frutas, legumes, verduras, café, vitamina de AaZ, colágeno. Cerveja só com companhia, destilado pra quebrar o gelo, vinho branco, tinto ou rosé, muito riso, piadas e uns namoricos pela internet. Meu lema: Para uma pequena desgraça, uma grande gandaia.
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  45. Rede social só serve para arrogancia, só serve para mostrar estar melhor que os outros, só traz inveja, nao existe 01 post 01 video que nao escorra falta de respeito e tudo mais, exclui minhas redes a quase 01 ano, a gente acaba vivendo pra postar no insta no face, viva porque VOCE QUER nao existe mais motivação, ngm mais vai pra academia, ngm mais vai num restaurante legal, ngm viaja pra nenhum lugar sem postar nas redes, sera que fariam as mesmas coisas se nao tivessem o vicio de ganhar likes e achar que alguem liga praaquilo ? liberte-se das redes viva sua vida, vai acabar é deixando de fazer coisas que antes só fazia porque no fim ia ter o que postar rede social faz parecer que voce é importante, que ligam pra ti, mas cada um só cuida de sua vida e transformam aquilo no ambiente mais toxico que eu ja vi na vida, de longe
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  46. QUANTO GASTEI EM UM MOCHILÃO NAS FILIPINAS E ROTEIRO! Em janeiro de 2020 fiquei 24 dias nas Filipinas e vou compartilhar com vocês meus gastos médios e roteiro por lá. Como eu estava em uma viagem de longo prazo preferi fazer uma viagem mais tranquila com dias livres para fazer alguns nadas. Viagem de longo prazo exige isso, e quando cheguei nas Filipinas eu já estava a quase 4 meses viajando, precisava dar uma desacelerada. Basicamente meu roteiro nas Filipinas foi o abaixo e está tudo em detalhes no Instagram @idasemilhas E tudo o que você precisa saber para viajar para as Filipinas neste post aqui: https://idasemilhas.com.br/viajar-para-as-filipinas/ Roteiro: Cebu - Bohol - Panglao - Coron - El Nido - Puerto Princesa e Moalboal. E minha programação em cada um desses lugares foi: Cebu: usei só para deslocamentos Bohol: Chocolate Hills, Pangas Falls e santuário de Tarsios (não recomendo este último, pois apesar de respeitar o limite dos mini primatas e ter que fazer silêncio absoluto, eles claramente não ficam confortáveis com turistas por lá e você mal consegue enxergar eles. Acho um passeio dispensável). Panglao: Alona Beach e Dumaluan Beach. Essa foi uma das praias que mais fiquei descansando nas Filipinas. Coron: fui de moto à Cabo Beach e também fiz um dos tours disponíveis onde visitei Kayangan Lake (cartão postal de Coron), Sunset Beach, Skeleton Wreck (navio japonês da guerra naufragado) e mais algumas ilhas próximas. Coron tem muita coisa para fazer e uma infinidade de passeios. El Nido: Nacpan, Vanilla e Las Cabañas Beach. Além disso fiz o Tour C, onde visitei Helicopter Island, Hidden Beach, Talisay Beach, Mantiloc Shrine e Secret Beach. Puerto Princesa: usei somente para deslocamento, mas à saber, lá tem o passeio pelos rios subterrâneos (Underground River), que é uma das 7 maravilhas da natureza. Moalboal: nadei com tartarugas e cardume de sardinhas em Panagsama Beach, fui à Kawasan Falls e White Beach. Filipinas tem uma infinidade de lugares para conhecer, e para quem mergulha é um paraíso. Fiz um roteiro de acordo com meu gosto e adorei todos os lugares que conheci. Minha única decepção foi ir para Chocolate Hills e começar a chover. Não mudaria nada em meu roteiro, mas se tivesse mais tempo incluiria Siargão e faria o Underground River tour em Puerto Princesa. Minha média de gastos lá ficou em 32 USD por dia (coloquei em dólar porque interfere diretamente no custo de nossas viagens, agora por exemplo seria mais caro em reais do que gastei na época que fui). Alimentação: 8 dólares por dia Hospedagem: 8 dólares por dia Passeios, entretenimento, etc.: 95 dólares TOTAL Transporte entre ilhas e cidades: 190 dólares total Transporte interno: 43 dólares total E ainda tive alguns gastos com lavanderia, chip de celular, etc. O dólar na época estava mais ou menos 4,10 e com isso a viagem sem contar a passagem de ida e volta, ficou em R$ 3200,00 (reais!), salientando que minhas viagens são de baixo custo, ficando em hostel, fazendo quase tudo por conta própria e procurando locais baratos para comer, porém não fiz couchsurfing, nem voluntariado nessa viagem. Se tivesse feito os gastos teriam sido mais baixos ainda. Uma passagem para Filipinas não é tão barata, mas como eu já estava na Ásia não foi caro. Para quem está no Brasil, uma sugestão é ir até Bangkok, Kuala Lumpur ou Singapura, que são países próximos e que é mais fácil conseguir promoção, e de lá comprar um vôo separado para Filipinas. É isso, espero que ajude! Instagram: @idasemilhas https://www.instagram.com/idasemilhas/
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  47. Saudações! Há pouco compartilhei um relato sobre como foi viajar e viver na BR nos últimos dois anos e meio conhecendo um pouquinho de cada uma das cinco regiões do Brasil de carona, a pé e de bike. O relato não aborda roteiros, preços ou dicas mas busca compartilhar outras dimensões e aprendizados que tive (e você pode entender ao que me refiro aqui: https://www.mochileiros.com/topic/66973-sobre-a-coragem/ ). Como venho assimilando as informações vividas nesse intervalo entre ciclos que se encerram e se iniciam - e como todos sabemos que "happyness is only real when shared" -, percebi que outros dois assuntos são recorrentes no curioso imaginário da arte de viajar ~por aí e resolvi compartilhá-los também buscando somar. No outro post, os aprendizados foram compartilhados a partir da óptica da coragem necessária para seguir o coração a despeito de quaisquer garantias ou certezas que um mochileiro enfrenta no início, e automaticamente me lembrei das muitas mentiras que também temos que encarar. Acredito que a maior mentira que a humanidade perpetua a si e ao coletivo - de maneira quase socialmente institucionalizada - é o "não tenho/deu tempo", que é a maneira politizada de dizermos que não-queremos-tanto-assim-fazer-algo-como-dizemos-que-queremos. Mas, uma vez tendo vencido este autoengano, me deparei com aquela que considero a segunda maior mentira do universo das viagens: "para viajar precisa de dinheiro". Criada num contexto de classe média baixa onde as viagens feitas não ultrapassaram os dedos de uma mão (e envolveram exclusivamente a visita a algum parente distante ou um bate e volta à praia mais próxima) cresci com a crença de que viagem é luxo e que precisa de dinheiro para isso. Ao me dispor a encarar esta máxima e colocar a sua veracidade em cheque, descobri que é balela: para viajar precisa ter vontade - e disposição, claro! Não estou pregando que o "certo" ou "errado" é viajar com dinheiro ou sem, até porque ele é apenas uma ferramenta. O que busco salientar é que ele não é obrigatório como cresci acreditando que era. Ao escolher viajar sem dinheiro precisamos das mesmas coisas que ao viajar com dinheiro (ou até mesmo se ficarmos parados!): precisamos comer, tomar banho, dormir em um lugar minimamente seguro, etc, a única diferença é que se faz necessário encontrar maneiras alternativas de suprir tais necessidades, e daí vai da disposição e criatividade de cada um. Como diz o ditado "quem quer arranja um jeito, quem não quer uma desculpa". Outra mentira na qual tropecei antes mesmo de colocar a mochila nas costas foi "é perigoso mulheres viajarem sozinhas". Tantas são as fobias e "-ismos" fortemente enraizados em nossa cultura que reproduzimos sem nem ao menos questionarmos as origens que eu mesma muito me admirei ao notar o sutil machismo que me habitava por acreditar nessa idéia. No entanto, após pensar um pouco, concluí que uma mulher viajar sozinha não é mais perigoso que uma mulher ir comprar pão, andar no transporte público ou ir para o trabalho. A sociedade é patriarcal e o assédio, infelizmente, encontra-se em todas as esferas sociais, logo é uma mentira acreditar que uma mulher viajando está mais susceptível à riscos do que qualquer outra mulher em qualquer outro lugar fazendo qualquer outra coisa. Outra ideia que tinha como verdadeira, e que descobri ser mentira muito rapidamente, é a de que "todo maluco de BR é paz e amor". Fui muito ingênua por acreditar nisso? Fui! Romantizava a vida na BR? Sim! Mas não levou muito tempo para que compreendesse que essa é uma inverdade por motivos lógicos! Hoje dou risada da magnitude de minha inocência por acreditar nesse estereótipo romantizado e assumo que compreender isso foi como levar um balde de água fria - necessário. Roubos, drogas, disputas e desonestidade são apenas alguns exemplos da realidade que não esperava conhecer entre os mais variados malucos de BR. Antes achava que todos eram "hippies saídos do Hair" ou "Cheech & Chong", embora estes existam em processo de avançada extinção... Rsrsrs sabe de nada, inocente... Mas de todas as mentiras, a que mais me pegou foi "só dá para viajar com equipamentos ~adequados (lê-se, caros)". Sonho em ter uma mochila da Deuter? Sonho. No entanto, consegui muito bem me virar, entre remendos e adaptações alternativas de baixo custo (a.k.a. gambiarra) com uma comprada na loja do chinês por R$80. É claro que poder ter um equipamento de qualidade implica diretamente na relação entre conforto e rendimento, mas nada que não possamos nos adaptar. Digo que foi um ponto que me pegou pois também passei pela situação inversa: investi em um equipamento de marca e me ferrei! Por muito tempo, após ter passado por uma experiência de chuva muito intensa com uma barraquinha dessas de supermercado sem ter nem ao menos uma lona (amadora, rsrs), juntei dinheiro decidida a investir na minipak. Como passaria a viajar de bicicleta, ela era leve e apresentava uma excelente coluna d'água pelo que a julguei perfeita. Porém, ao adquirí-la e usá-la realizei que não era funcional para mim pois sentia falta de ser autoportante, é muito chata de guardar, o teto é muito baixo para o cocoruto, é pequena para visitas (ou sou muito espaçosa...), o alumínio entorta fácil e a vareta com 3 meses de uso quebrou! Passei um bom tempo pensando em como uma simples lona custando 10x menos já resolveria meus problemas... Rsrsrs Dessa forma, aprendi que equipamento bom é o que temos pois atende às nossas necessidades e temos intimidade com ele. Mas ainda hei de comprar uma mochila da Deuter! Rsrs Outro tema recorrente aos mochileiros são os tais dos perrengues! Ouso até dizer que, aos que ainda sucumbem ao medo, eles interessam mais do que as viagens em si! Rsrsrs Os perrengues e dificuldades são tão relativos quanto possíveis, variando de viajante para viajante assim como em intensidade. Para alguns o maior pesadelo pode ser perder a reserva de hotel, para outros pode ser um pernilongo. Dentro do que me propus a viver, por saber e confiar que nada que realmente precisasse faltaria, também carregava a consciência de que assim como recebo posso ter tirado de mim, afinal o conceito de posse já não mais me acompanha. Dessa forma, por não carregar eletrônicos, documentos ou ítens de valor comercial reconheço que fica mais fácil não se preocupar com perrengues. Ou não. Ao menos era nisso que acreditava até tomar A MAIOR CHUVA dessa vida numa passagem pela Chapada Diamantina. Pelo meu característico amadorismo e excessivo despreocupar no começo da vida mochileira, nem lona carregava, logo, a barraquinha de R$50 do mercadinho só serviu para canalizar o fluxo d'água numa cachoeira central que molhou a.b.s.o.l.u.t.a.m.e.n.t.e. TUDO. Compreendo que qualquer adversidade que surja é passível de adaptação, no entanto ficar completamente molhado nos traz a pior sensação de impotência possível já que não se tem o que fazer... O perrengue de tomar uma chuva e ficar completamente molhado ainda se agrava pois a questão não é solucionada com o fim da chuva! Mochila, barraca, roupas e pertences permanecem molhados por dias e isso significa que também ficam mais pesados, fedorentos e com grande possibilidade de embolorarem, além do risco momentâneo de hipotermia. Certamente, nunca passei por perrengue tão intenso quanto ficar completamente molhada pela chuva. Por dias. Embora menos intensa quanto aos desdobramentos porém potencialmente problemática é a situação no outro extremo: ficar sem água. Houveram períodos em que levei bem a sério o Alex Supertramp e fui morar um tempo com minha barraquinha no meio do mato. O desafio principal está no fato de que não só o ser humano busca água como toda a natureza. Dessa forma, dividir a fonte com outros animais, fofos ou peçonhentos, é inevitável e saber a sua hora de usar a fonte e a hora deles é uma urgente sabedoria. Mas também houveram situações em que não havia uma fonte de água próxima e esse também se torna um desafio de captação, transporte, armazenamento e racionamento dessa água. Momentos como este reforçaram a consciência ecológica do desperdício-nosso-de-todo-dia com algo tão sagrado. Mas o perrengue mesmo é quando a água de beber acaba no meio do nada! A desidratação é um perigo silencioso e intenso pois o corpo buscará compensar a perda hídrica envolvendo todas as funções biológicas e então atividades simples como andar, falar e pensar se transformam em desafios homéricos. Saber calcular e administrar a relação distância x peso x sede é fundamental para evitar este perrengue. Além de ficar hipotérmica ou desidratada, os únicos perrengues que considero ter enfrentado derivam de um único fator: cansaço. Não me refiro ao cansaço físico pois este se resolve com uma ciesta, me refiro ao cansaço mental. Ter que retornar por caminhos já conhecidos, e que envolviam grandes centros urbanos, ou estar acompanhada de alguém com prioridades diferentes ou que só fazia reclamar são exemplos do que me causava o cansaço emocional. Então, mais de uma vez, a pressa por sair logo de uma dessas situações fez com que me colocasse no que chamo de vulnerabilidade desnecessária. Viajar exige uma pré disposição em se expor mas existem situações em que aceitamos nos submeter a uma exposição de alto risco sem real necessidade. Posso citar aquela carona que se aceita próximo do anoitecer pela pressa de chegar logo ou atravessar algum lugar, ou quando por preguiça de darmos uma volta maior mas que apresente menos riscos cruzamos trechos perigosos (estradas sem acostamento em trechos de serra, túneis ou viadutos), ou quando escolhemos parar em lugares sabidamente arriscados (como um leito de Rio ou cachoeira em época de chuvas, na praia aberta durante uma tempestade, sobre folhas secas ou chão batido certamente território de cupins ou formigas noturnas) ou quando aceitamos aquela carona cujo motorista apresenta nitidamente ao menos um pé na psicopatia - é raro, mas a energia que emanamos atraímos de volta). Felizmente aprendi rápido que o único remédio para o cansaço é descansar! Estes são exemplos da vulnerabilidade desnecessária que o cansaço mental atrai e transforma em verdadeiros perrengues. Sinto que as balelas e perrengues são intrínsecos a todos viajantes e, embora não pertençam ao lado glamouroso da viagem, são parte do alicerce. Que este compartilhar possa minimamente suprir a curiosidade dos que ainda buscam apoio na literatura assim como me confortam ao externizá-las, validando de certa forma as experiências que tive. Mas mais do que isso, que estas palavras sirvam de fermento ao questionamento. Não acredite no que falo. Duvide. Busque ter sua própria experiência. Dedico este compartilhar a todas e todos que têm ao menos um perrengue para contar pois acredito que este seja, no mais profundo, o seu propósito: transformar a história em estória... PRABHU AAP JAGO
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  48. DESPESAS COMPILADAS Eu tentei manter um controle de nossas despesas antes e durante a viagem, mas infelizmente algumas coisas passaram batidas. Todos os valores estão na proporção 'por pessoa'. Estacionamento (PareBem) 11 dias: BRL 36,30 (cartão). Aéreo (Aerolíneas Argentinas): BRL 1.409,81 (cartão). Hospedagem (Folk Hostel) 2 dias: ARS 3.272,73 (cartão). Minitrekking (Hielo y Aventura): ARS 9.000,00 (cartão). Entrada (Parque Nacional Los Glaciares): ARS 800,00 (espécie). Transfer (Laguna del Desierto) + Entrada (Glaciar Huemul): ARS 1.700,00 (espécie). Transfer (Estancia Los Huemules): ARS 550,00 (espécie). Entrada (Estancia Los Huemules): ARS 800,00 (espécie). Transfer (Hosteria El PIllar): ARS 500,00 (espécie). Remis (Aeroporto > Folk Hostel): ARS 400,00 (espécie). Onibus (Chalten Travel) de El Calafate até El Chaltén: ARS 1.000,00 (cartão). Onibus (Chalten Travel) de El Chaltén até o aeroporto: ARS 1.000,00 (cartão). Hospedagem (Nothofagus Bed & Breakfest) 7 dias: USS 700,00 (cartão). Seguro de viagem (Allianz): BRL 64,84. Dinheiro em espécie (18.000 pesos argentinos): BRL 1.280,00. Todas as compras que fiz durante a viagem, e em todos os momentos que precisei usar dinheiro em espécie, usei desse montante aqui. No final das contas, cada um estava com um saldo de quase 5.000,00 pesos argentinos. Eu gastei tudo com souvenirs. Enfim, como não registrei todas as despesas, não tenho como dar um valor exato, mas posso dizer que aproximadamente gastei pouco menos de R$ 5.000,00 com toda a viagem. ANÁLISE FINAL E DICAS GERAIS Eu poderia ter feito as mesmas coisas (sem mudar quase nada, apenas economizando em 'excessos') com R$ 4.200,00. Se eu pudesse fazer essa viagem novamente, teria optado por um hostel com cozinha compartilhada em El Chaltén, e teria feito minha própria comida. Acredito que isso reduziria as minhas despesas para R$ 3.500,00 sossegado (sem deixar de fazer qualquer passeio ou trilha). Eu tinha a sensação que a região toda era 'desabastecida', com poucas opções de alimentação. Não! Tanto El Calafate quanto El Chaltén vivem de turismo, e contam com diversas opções de cardápios e serviços. Eu achei a quantidade de dias e a forma que foram distribuídos aceitável para o meu perfil. Naturalmente há muitas outras coisas que poderiam ser feitas naquela região. Mas não sinto ter esquecido nada que desejaria muito fazer. Tão quanto, mesmo com diversos dias com clima ruim, conseguímos fazer tudo que estava planejado, sem nenhum dia vazio. O Minitrekking custa caro, mas se você tem condições de fazê-lo, eu devo incentivá-lo - não sei até quando teremos a chance de curtir uma experiência tão majestosa como essa. Eu não fiz o BigIce, mas não sinto ter perdido nada por ter optado pelo Minitrekking. Façam todas as trilhas principais de El Chaltén: Laguna de Los Três, Cerro Torre e Loma del Piegle Tumbado. Cada uma delas tem características únicas. Definitivamente passar menos de quatro dias líquidos em El Chaltén soa absurdo, não tem cabimento você ir para lá e não aproveitar o mínimo aceitável. Se você gosta de trekking, inclua a visita para a Estancia Los Huemules e pretigie a Laguna Azul - definitivamente a paisagem mais linda que pude presenciar em toda a minha viagem. Enquanto pesquisava, li diversos relatos sobre 'quanto tempo demora fazer tal trilha', ao menos para mim, todas elas demoraram muito menos (cerca de 50% do tempo anunciado), mas acredito que isso possa ser algo muito individual (desempenho). É frio, e venta muito! O clima é bem instável. Usem roupas que secam rápido e que cortem o vento. As extremidades do corpo sofrem bastante (dedos, lábios e nariz). Vai ter momentos do dia que você vai andar de camisa de manga curta e vai sentir calor, mas basta nublar um pouco ou garoar que a temperatura cai horrores, e se de quebra começar a ventar (o que é super comum), multiplica a queda.
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  49. Oii Eu gastei mais ou menos R$ 7.000,00 com tudo, passagem, hospedagens, passeios, ônibus, alimentação, etc. A minha passagem não foi das mais baratas, já que sai de Floripa. Acho que saiu uns R$ 2.300,00 Dá pra economizar mais se você não beber, cozinhar no hostel. Confesso que cozinhar só pra mim já rola uma preguiça, ainda mais depois de chegar morta das trilhas
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