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  1. 6 pontos
    Apesar de já termos feitos diversas viagens de carro para alguns países da América do Sul, nunca postei relato por falta de tempo...essa viagem foi feita na metade de setembro de 2019, já faz algum tempo, mas como ela tem um roteiro diferente dos relatos que já li por aqui e teve algumas particularidades, resolvi postar mesmo assim. Espero que no futuro quando as coisas voltarem pelo menos um pouco ao normal, possa servir de alguma ajuda aos futuros viajantes! Viajantes: eu e o maridão. Dias de viagem: 10 Carro utilizado: Sandero 1.6 Roteiro: o roteiro original era para ter sido: 1º dia Aviá Teraí, 2º dia Humahuaca, 3º e 4º dia Uyuni, 5º dia Salta, 6º dia Cafayate, 7º dia Villa Unión, 8º dia Córdoba, 9º e 10º dia retorno. Porém, tivemos que fazer uma mudança, pelo motivo que relato abaixo, e no fim passamos o 3º dia em Sucre na Bolívia. Documentos que levamos: Passaporte, carta verde, leis de trânsito da Bolívia e Argentina, certificado de vacinação internacional, PID (documentos que levo em uma pasta organizadora sanfonada para agilizar caso precise de algum). Equipamentos que levamos: 2 triângulos e extintor de incêndio (obrigatórios), colete amarelo, cambão, kit primeiros socorros (não são obrigatórios, mas já viajamos diversas vezes pela Argentina e parados muitas vezes, nunca pagamos propina, multa...enfim, mas já pediram tudo o que é tipo de utensílio e documento, o cambão e o colete são itens baratos e não totalmente inúteis, vale a pena ter e não ter que pagar sabe-se lá quanto para os policiais e não se incomodar. Realmente pelas nossas experiências e pelo que li, os únicos lugares que ainda fazem esse tipo de abordagem é em Pampa de Los Guanacos, San Jaime de La Frontera e em Chajarí. Nas outras regiões da Argentina os policiais são inclusive bem simpáticos. Ajuda ligar o pisca alerta quando avistar um, reduzir a velocidade, baixar os vidros e saber o destino, eles costumam perguntar isso sempre. Nunca precisei usar, mas além das leis de trânsito levo o reporte de incidentes, que já foi citado neste post Não colocarei os gastos reais porque na época eu não anotei. Preço do combustível na Argentina dá para ver nesse site: https://preciosensurtidor.minem.gob.ar/index/mapa-busqueda-v2 A gente costuma fazer uma quilometragem bem alta por dia. Para isso, sempre saímos da hospedagem antes das 6h da manhã, é muito mais tranquilo dirigir pela manhã, o movimento é bem menor. Também costumamos fazer sanduíches de almoço, além da economia de dinheiro, a economia de tempo é enorme, em muitos lugares a distância entre postos de gasolina ou qualquer tipo de civilização é grande, às vezes não é tão simples achar um lugar que venda comida. Para fazer o roteiro sempre faço uma pesquisa das condições da estrada, preços da gasolina, pedágio, reservo todos as hospedagens com antecedência, localização de mercados e restaurantes, baixo mapas off-line pelo google maps, vejo se é feriado onde vamos estar, preço e horários das atrações que queremos ver, enfim, passo um bom tempo pesquisando porque como normalmente não temos muito tempo disponível para a viagem, é importante que a viagem seja, pelo menos quase, igual ao roteiro, pois assim conseguimos ver muito mais coisa. Ginkgo biloba: Quando fomos até Santiago do Chile de carro em outra viagem, fomos conhecer o Parque Aconcágua, que está a 3 mil metros de altitude, primeira viagem num lugar com altitude, e sentimos seu efeito, ficamos com dor de cabeça, sonolentos, nada que não deu para administrar, mas sentimos sim. Depois, ao planejar nossa viagem para o Atacama em 2018, fiquei com medo que passássemos realmente mal, pois só o Paso de Jama fica a 4.200 metros de altitude. Li em alguns lugares que o Gingko ajudava, também li que não adiantava nada, mas resolvi testar igual. Um mês antes da viagem começamos a tomar uma cápsula por dia (120mg) e realmente para nós funcionou, o único efeito que sentimos foi a falta de ar, que em relação a isso não tem o que fazer...de resto ficamos super bem em todos os passeios que fomos. Quando fomos em setembro para a Bolívia fizemos o mesmo “tratamento”, e novamente não sentimos nada. Enfim, recomendo. Dia 1, 12/09 Chapecó - Aviá teraí (hotel Las Curiosas): 13h30min, 1052km. Primeiro dia de viagem, passamos pela aduana de Dionísio Cerqueira. Uma dica que quem mora na região sabe, dependendo de onde vocês vão estar, o google maps indica ir até São Miguel do Oeste e entrar a direita passando por São José do Cedro, em Km realmente é menos, porém, em São José do Cedro a estrada está no pior estado possível, além de ter muito movimento de caminhões. A melhor opção é ir por Modelo, Campo Erê, Flor da Serra do Sul até Dionísio. A estrada não é a melhor do mundo, mas o pior trecho não chega nem perto do de São José do Cedro e o movimento é bem menor, leva bem menos tempo. Antes de passar a aduana abastecemos em Dionísio Cerqueira. A Aduana é tranquila, a única coisa que eles pedem é o destino e uma hospedagem de referência (normalmente eu imprimo o papel da reserva e entrego para eles conferirem). Em relação a revista, até hoje só pediram para abrir o porta malas e alguma bagagem. Até Aviá Teraí a estrada está em ótimas condições, a única observação é que depois de Eldorado até Posadas a polícia está fazendo fiscalização com radar, se avistar um furgão preto parado ao lado da ruta já pode desconfiar, pois eles ficam dentro desses furgões com os radares na mão. De resto a maioria da estrada é uma reta interminável, com várias capelinhas do Gauchito Gil, um santo local, até chegar no hotel Las Curiosas. É um bom hotel, bem simples, que atende o básico, tem banheiro privativo, Wi-fi, TV a cabo, ar condicionado, estacionamento e café da manhã (que nunca experimentamos porque sempre saímos cedo). Possui um restaurante também. Dia 2, 13/09 Dia de passarmos por mais retas intermináveis. Nesse dia passamos também a polícia caminera de Pampa de Los Guanacos, famosa pela corrupção, porém, nunca tivemos o “prazer” de sermos abordados por essa polícia, pois, como saímos sempre muito cedo, passamos pelo posto deles antes das 7h da manhã, nessa hora pelo jeito eles trocam de turno, que foi o que deu para perceber nas duas vezes que passamos por ali. Aqui a surpresa ficou por conta do trecho de Monte Quemado a Taco Pozo, que, quem já passou por ali sabe, está em estado deplorável. Em Setembro/2019 haviam começado a reparação da Ruta e tiraram todo o asfalto. Ainda havia muitos buracos, mas a probabilidade de rasgar um pneu ficou muito menor, deu para em alguns trechos atingir até 60km/h!! Infelizmente pelo que andei lendo em Dezembro suspenderam a obra pois estavam investigando uma suspeita de fraude...não sei como está agora o estado dela. Imagino que se estiver chovendo sem o asfalto fique bem complicado de dirigir, mas se o tempo estiver a alguns dias seco, melhor que antes com certeza ainda está. Depois desse trecho as retas se estendem por km, é preciso ter cuidado porque alguns animais atravessam a pista. Dessa vez quando entramos na ruta 9, que vai em direção a Salta, haviam diversos peregrinos, pois a festa do Señor y Virgen del Milagro em Salta é de 13 a 15 de setembro todo ano. Os peregrinos saem de várias regiões até Salta, alguns de bicicleta, outros a pé, existem pontos de apoio para eles poderem descansar, se hidratar e comer...realmente a devoção deles é emocionante de ver. Para quem tiver curiosidade de saber mais: https://www.360meridianos.com/especial/festa-de-senor-y-virgen-del-milagro-em-salta. Depois de tanta reta e postos bem pequenos sem muita infraestrutura, um posto grande fica à direita na rótula de entrada para a ruta que segue em direção a Salta à esquerda. Depois de San Salvador de Jujuy, está o Mirante do Río Grande, no lado direito da Ruta, rende umas boas fotos. Na outra viagem que fomos até o Atacama, já havíamos visto algumas atrações da região. Recomendo conhecer o Cerro de los siete colores em Purmamarca e Pukará de Tilcara em Tilcara. Em Tilcara para comprar artesanato é bem barato, vale a pena. Dessa vez fomos conhecer o Relógio de Sol, que marca a linha do Trópico de Capricórnio. Indo de Tilcara a Uquía, o relógio solar pode ser visto à esquerda a poucos metros do cartaz que anuncia Huacalera. É meio pega turista, mas não custa nada dar uma parada rápida para conhecer. Chegando em Humahuaca, decidimos ir direto para o Mirador da Quebrada de Humahuaca, Cerro de los 14 colores, pois já passava um pouco das 16h e queríamos ver antes de escurecer. Para chegar são 25 kms de rípio, em bom estado. Não tem muito erro, mas existem algumas bifurcações no caminho, é só seguir sempre reto. No final do caminho a subida é um pouco mais íngreme, vimos alguns carros menores tendo mais dificuldade para subir. Pagamos em torno de 70 pesos para entrar. Quando chegamos estava quase nevando, com muito vento. Os tons de terra ficaram mais escuros, mas ainda assim lindos. Se estiver em condições siga a pequena trilha até a melhor vista do cerro, a ida é só descida, mas vá preparado para o vento e o frio e volte caminhando devagar, pois a subida a 4.000m de altitude pode castigar os desavisados. Voltando a Humahuaca, estacionamos em uma ruela e fomos a pé até a praça, onde está o Cabildo, a Iglesia de la Candelária e uma escadaria que leva até o Monumento a los Héroes da la Independencia. Depos de Tilcara, só existe posto de gasolina em Humahuaca e em La Quiaca. Neste dia ficamos em uma hospedagem bem simples e confortável, a El reposo de mandinga cabañas temáticas, com banheiro privativo, Wi-fi, estacionamento, cozinha compartilhada e aquecimento, mas sem TV nem ar condicionado. Aqui preciso destacar um percalço que tivemos nesta viagem. Algumas semanas antes de qualquer viagem eu tenho o costume de olhar as notícias recentes dos lugares que vamos ir pelo google. Assim, umas 2 semanas antes de viajar, li uma notícia em um site da região que haviam fechado as fronteiras da cidade de Uyuni, porque os locais queriam que alguns conselheiros municipais renunciassem. Ninguém podia entrar nem sair, inclusive os turistas. Porém ainda faltavam alguns dias para a nossa viagem, pensei que resolveriam o problema até lá. Reabriram a cidade em 2 dias. Mas...infelizmente, 4 dias antes da nossa viagem, 08/09, fecharam as fronteiras novamente. Entrei em contato com o hotel que iríamos ficar lá e disseram que provavelmente em poucos dias eles iriam abrir a cidade novamente, o que não aconteceu. Fiquei lendo as notícias diariamente e vendo que as negociações estavam difíceis e aqui quero ressaltar como foi importante ter lido as notícias locais. No Brasil, elas só apareceram no dia 13/09, depois da primeira notícia que li, pois alguns turistas brasileiros já estavam a dias sem tomar banho e comer porque estavam presos lá. Então, isso vale para qualquer viagem, seja de carro, de avião...se puder antes de viajar ler as notícias de algum site local recomendo, pode evitar dor de cabeça. Fomos viajar sem saber se iríamos conseguir visitar Uyuni ou não. Tínhamos que decidir porque no outro dia seguiríamos direto para a Bolívia. Chegando na hospedagem fui ver novamente as notícias e estavam dizendo que iriam abrir a cidade no dia seguinte, falei com o hotel de lá e disseram que realmente era o que estavam comentando, mas que não podiam confirmar se realmente iriam abrir tudo. Como estava muito em cima, e com medo de até conseguirmos entrar em Uyuni mas não conseguir sair, decidimos abortar o passeio e ir até Sucre, conhecer a capital constitucional da Bolívia. Tive que baixar todos os mapas em pouco tempo, pois Sucre fica mais distante que Uyuni, nossa viagem assim aumentou em mais de 700km, pesquisei pontos turísticos e fomos dormir ansiosos pelo dia seguinte. As intermináveis retas Mirante do Río Grande Relógio de Sol Estrada para o mirante do Cerro de los 14 colores Dia 3, 14/09 Mais uma vez saímos cedinho. Rumo à Bolívia. Estrada em ótimas condições até La Quiaca, com alguns vilarejos no caminho e muitas lhamas. Chegando em La Quiaca, abastecemos no YPF que fica um pouco antes da aduana. Para quem não sabe, na Bolívia o preço do combustível é diferente para turistas e estrangeiros, e tabelado pelo governo. Para os estrangeiros é mais que o dobro do preço, e nem todos os postos abastecem para estrangeiros, pois para abastecer legalmente eles precisam de um sistema que registra os dados do veículo. Já outros postos abastecem sem o registro e fazem por um preço menor. Na Bolívia abastecemos 3 vezes, uma na ida em Betanzos, um povoado entre Potosí e Sucre, e duas na volta, uma em Potosí e outra em Villazon. Na aduana entre La Quiaca e Villazon os trâmites são: estacionar o carro (tem um pessoal da gendarmería da Argentina no local que orienta). Primeiro no posto da Imigração Argentina se carimba a saída no passaporte (fica na esquerda de quem está indo em direção à Bolívia). Do outro lado da rua está a Imigração Boliviana. Se preenchem alguns papéis para a entrada no país. Eles entregam a ¨Declaracion Jurada¨, que é a permissão para trafegar de carro pela Bolívia. Sem esse documento o veículo pode ser retido sob a acusação de entrada ilegal no país. Não precisa do seguro SOAT para dirigir na Bolívia. E eles não dão carimbo no passaporte. Depois de entregar a papelada o mesmo funcionário foi conferir o carro. Nós nos adiantamos e já fomos abrindo as portas e o porta-malas do carro, ele só deu uma olhada e disse que estávamos liberados. No nosso caso foi tudo muito rápido pois chegamos quando a aduana estava abrindo e só havia uma pessoa na nossa frente. Depois da aduana, na mesma rua, estão diversas casas de câmbio, trocamos toda a quantia que provavelmente iríamos gastar e seguimos viagem. Outro detalhe são os postos de pedágio na Bolívia. A maioria já é “moderna”. Antes só haviam casinhas na beira da estrada com um cordão no meio da pista. Só vimos 2 assim, um em Yotala, quase chegando em Sucre e outro em Atocha, entre Uyuni e Tupiza. Nesses precisa parar o carro antes do cordão, sair do carro e pagar o valor do pedágio na casinha, outro funcionário depois tira a cordinha e libera a passagem. Agora a maioria dos pedágios são os mesmos dos nossos. A casinha fica no meio da pista, é só parar o carro e pagar o valor. Em relação ao valor, em ambos na hora da cobrança o funcionário vai perguntar o destino. Os valores são definidos por trechos, normalmente entre os departamentos da Bolívia. Se aparecer outro posto de pedágio e você já tiver pago por ele, é só mostrar o ticket que eles irão dar no primeiro posto e eles liberam para você passar. Já sabíamos dessa informação ao entrar na Bolívia, mas, ao ver a placa de estrangeiro, no primeiro pedágio que paramos o funcionário foi bem atencioso e fez questão de explicar tudo e ressaltar várias vezes para não perdermos o ticket para não precisar pagar os trechos novamente. A estrada que percorremos de Villazon até Sucre está em perfeito estado. Passamos vários vilarejos, dá para ver que as pessoas vivem com pouco, mas todas que tivemos contato foram muito simpáticas. Na época alguns trechos inteiros de pista e umas casinhas estavam pintados com azul, preto e branco e o slogan de Evo Morales, pois era ano de eleição. Não dava para imaginar toda a confusão que iria acontecer depois e que ele iria renunciar. De Tupiza até Potosí subimos muito. As montanhas, algumas ainda com neve na época, se espalham ao redor. É realmente muito bonito. Chegando em Potosí, a paisagem muda. A altitude é altíssima, se nota os efeitos da extração da prata no ambiente. A rodovia que vai até Sucre passa na parte alta da cidade, o transito é meio caótico, e do lado esquerdo dá para ver que a maior parte de Potosí fica no meio de um enorme buraco, cercado de montanhas. Passando Potosí a estrada começa a descer e se torna um emaranhado de curvas. A paisagem começa a mudar, aparecem mais tons de verde e chegando em Sucre se percebe, pelo menos ali, que a qualidade de vida é melhor. Chegando em Sucre, era em torno de 15h, fomos direto procurar uma hospedagem. Fomos pegos de surpresa pelo intenso movimento na cidade. Trânsito quase parado perto do centro e muita gente nas ruas. Acabamos ficando no Hotel Sucre, bem perto do centro, com estacionamento, café da manhã, banheiro privativo, TV. Se não me engano pagamos R$ 150,00 por uma noite. E foi barato, afinal chegamos bem no dia da festa da Virgem de Guadalupe. Nem sabíamos da festa, o pessoal do hotel que comentou com a gente assim que chegamos se tínhamos vindo até Sucre para ver a festa. Fomos até a rua principal ver os desfiles. São vários grupos que se apresentam. A festa é linda, cheia de cor, trajes típicos, música e dança. Vale muito a pena. Depois fomos ver as principais atrações turísticas do centro a pé, prédios históricos, igrejas, praças. Sucre é chamada de cidade branca porque a maioria dos prédios históricos estão pintados com essa cor. Sugiro que comprem umas empanadas em uma das padarias da cidade, são deliciosas. A dica alcoólica fica por conta da cerveja Paceña e dos vinhos finos produzidos na região de Tarija, sul da Bolívia. Chegando no hotel, fomos ver as notícias e realmente Uyuni havia reaberto, assim, resolvemos ir até o salar no dia seguinte. As simpáticas lhamas Propaganda do Evo Morales As incríveis montanhas bolivianas Mirante no caminho até Sucre Sucre...a cidade branca! A festa da Virgem de Guadalupe Dia 4, 15/09 Mais uma vez saímos cedo. Voltamos pela mesma estrada até Potosí, e dessa vez tivemos que passar no meio da cidade. Não pegamos trânsito porque era cedo da manhã. De Potosí até Uyuni a estrada também está em perfeito estado e passa por alguns vilarejos. As paisagens mais uma vez encantam e, chegando em Uyuni a estrada começa uma descida, ao longe já se avista o imenso Salar, é de arrepiar. Chegando em Uyuni, se pega a rodovia em direção a Colchani, que é onde se encontra o Salar. Nessa estrada colocaram um pedágio há pouco tempo e o asfalto está novíssimo. Logo após o pedágio está Colchani. É só entrar a esquerda na rodovia, passar o povoado e ir sempre reto para chegar ao salar. Quando planejei a viagem íamos contratar um passeio para conhecer o Salar, mas indo com o nosso próprio carro decidimos ir apenas até as atrações do começo do Salar, pois sem guia é perigoso adentrar muito o deserto de sal. Mas para as atrações que fomos é simples, tem a indicação até no google maps. Na dúvida siga os carros ou as marcas de pneu, elas estão bem fundas, e, após alguns km já dá para avistar o hotel de sal ao longe. Ficamos nas atrações ao redor do hotel, que é o marco das bandeiras e o monumento em homenagem ao rally dakar. E aproveitamos para tirar diversas fotos em perspectiva. Sorte que havia visto algumas ideias na internet para ter uma noção de como fazer. Ficamos um tempão nos divertindo tirando as fotos e admirando o salar. É uma paisagem impressionante. Como não íamos dormir em Uyuni por medo de talvez fecharem a cidade mais uma vez, seguimos em direção ao cemitério de trens para conhecê-lo e depois seguir viagem. O cemitério fica em Uyuni, é uma atração boa para tirar algumas fotos, mas nada espetacular. Perto das 14 horas seguimos em direção a Tupiza. O começo da estrada está ótima e também passa por umas paisagens lindas. Depois de Atocha, na época em que fomos ainda estavam terminando de asfaltar um lado, mas faltava bem pouco para terminarem a obra. O único problema é que, chegando em Tupiza, nem começaram a fazer a ponte para atravessar o rio Tupiza, assim, tivemos que atravessar o meio do rio, ainda bem que ele estava com um nível baixo hehe A notícia mais recente da obra entre Uyuni e Tupiza que descobri é essa: http://www.abc.gob.bo/?p=10347 Ou seja, ainda falta 1km para asfaltar a rodovia e fazerem toda a ponte. Decidimos passar a fronteira e dormir em La Quiaca. Assim, voltamos para a estrada que havíamos passado no dia anterior e, chegando em Villazon, vimos pela primeira vez um policial usando controlador de velocidade móvel na estrada. Dessa vez, para sair, havia mais movimento e, antes de estacionarmos o carro para fazer os trâmites, um policial da Bolívia nos indicou um local para estacionar e um escritório deles em que deveríamos ir. Fomos até o local indicado, ele pediu para entrarmos numa sala, entrou junto e fechou a porta. Pediu o passaporte e a declaración jurada, deu uma olhada e disse que a gente precisava dar uma contribuição para a polícia. Eu, com a maior calma do mundo disse, em espanhol, que havia gasto todos os bolivianos que tinha e só possuía meu cartão de crédito no momento. Ele não gostou nada, mas, não discutiu e nos liberou sem maiores complicações, ainda bem. Depois fizemos os trâmites para entrar na Argentina, inclusive dessa vez passamos a bagagem pelo raio X. Depois, fomos procurar um hotel em La Quiaca. Não foi muito fácil mas conseguimos um hotel bem aconchegante e barato numa rua só para pedestres, a Hostería La Quiaca, que tinha TV, banheiro privativo, estacionamento e café da manhã. Estrada de Potosí a Uyuni Uyuni e o salar ao longe Da rodovia de Uyuni a Colchani as construções em cima do salar parecem flutuar Caminho dentro do salar Marco das bandeiras Dá-lhe tricolor hehe Monumento ao Rally Dakar Foto em perspectiva Cemitério de Trens Estrada de Uyuni a Tupiza Dia 5, 16/09 Nesse dia aproveitamos para descansar um pouco mais. Tomamos café-da-manhã no hotel e saímos às 8h em direção a Salta, que já conhecíamos. Fomos direto no Cerro San Bernardo, que tem uma bela vista para a cidade de Salta. Para chegar pode-se usar o teleférico ou ir de carro mesmo, que foi o que fizemos. Depois fomos dar uma volta no centro histórico. Ao redor da Praça 9 de Julho se encontra a catedral, o cabildo e o Museu de Arquelogía de Alta Montaña (como era segunda-feira estava fechado, mas já havíamos conhecido o museu em outra oportunidade, é imperdível). Outras igrejas ficam a poucas quadras da praça. Após o passeio fomos para o apartamento que reservamos pelo airbnb. Cerro San Bernardo Vista do cerro Iglesia La Viña Cabildo Catedral Iglesia San Francisco Dia 6, 17/09 Dia de sair cedo pois tínhamos várias atrações pela frente. Da outra vez que fomos de Salta até Cafayate passamos pela Quebrada de las conchas, que é um caminho lindo, com atrações imperdíveis como a Garganta del Diablo e o Anfiteatro. Dessa vez queríamos conhecer a Cuesta del Obispo e a Quebrada de las flechas. Saindo de Salta, em El Carril entramos à direita na Ruta 33, passamos pela região chamada de Quebrada do Rio Escoipe e paramos algumas vezes para tirar fotos. Logo depois começa uma subida e um pequeno trecho de rípio, que é onde está a cuesta del obispo, cheia de curvas. Chegando no topo (3340m), a estrada volta a ser asfaltada e é onde está a Piedra del Molino e a capilla de San Rafael. Estávamos ansiosos para chegar no topo e tirar a foto da cuesta com suas curvas intermináveis, mas a natureza nos presenteou com uma surpresa maravilhosa, ficamos acima das nuvens, que taparam a vista da cuesta, mas que se estendiam até o horizonte e pareciam água escorrendo pelas paredes das montanhas. Muito lindo. Logo após está o Mirador Los Secretos Del Cardonal, de onde se tem a vista dos cactos do Parque Los Cardones. O parque está na beira da rodovia e é gratuito. Neste trecho também está a recta del Tin Tin, que é do período Inca. É incrível pensar em como conseguiram deixar o traçado perfeitamente reto sem a tecnologia de hoje, apenas usando fogueiras para servir como marcos alinhados. Passamos Payogasta e Cachi e a estrada passou a ser de rípio. O rípio não está no melhor estado, então é preciso dirigir com cuidado. Foi difícil passar do 60km/h. Mas valeu a pena pelo cenário. A quebrada de las flechas tem uma paisagem surpreendente. No caminho estão alguns mirantes para apreciar o cenário. A ruta volta a ser asfaltada em San Carlos. Chegando em Cafayate, fomos em duas vinícolas, a Piatelli e a Domingo Hermanos, ambas têm um atendimento muito bom. Já tínhamos ido em algumas da outra vez, e, como bons apreciadores de vinho, não podíamos deixar de ir em alguma vinícola de novo. Cafayate é uma cidade pequena, fácil de se locomover e localizar, tem vários restaurantes ao redor da praça. Dessa vez ficamos novamente em um apartamento pelo airbnb. Subindo a cuesta del obispo Paisagem maravilhosa Vicunhas Vista do Mirador Los Secretos Del Cardonal...ao fundo a recta del Tin Tin Passando a recta del Tin Tin Parque los Cardones Em direção a Payogasta Quebrada de las Flechas Dia 7, 18/09 Saímos cedo mais uma vez. De Cafayate até o Parque Ischigualasto as estradas estão em geral bem conservadas, todos os trechos estão asfaltados. Pegamos movimento na estrada só quando passamos La Rioja, que é uma cidade maior e com mais infraestrutura. No restante do tempo poucos carros nas Rutas, principalmente depois de Patquía, quase chegando no Parque. Chegamos no Parque Ischigualasto às 14h30 e fomos logo comprar os bilhetes para o passeio. Bem no estacionamento um zorro já nos deu as boas-vindas. Como o nosso tour só saía as 15 horas, aproveitamos para ver as casinhas que vendem artesanato e o museu, que possui alguns dos fósseis de dinossauro que foram encontrados no local (o parque está em uma das áreas de fósseis mais ricas do planeta), além da representação de todas as espécies de animais que viveram no local. O tour sai a cada hora (o último é as 16h), tem 3h de duração e se faz com o próprio carro, percorrendo os 40km de estrada de rípio do parque. O guia vai na frente em uma moto própria e para em 5 atrações. Antigamente a visitação podia ser feita sem guia, mas, devido à depredação do local pelos turistas, eles tornaram a presença do guia obrigatória. Se consegue ver do parque uma parte do Parque Talampaya, que acabamos não indo conhecer. O circuito é dividido assim: 1ª parada Valle Pintado; 2ª parada La Esfinge e La Cancha de Bochas (o número de pedras era bem maior há alguns anos, os turistas acabaram levando várias); 3ª parada El Submarino; 4ª parada Museo de Sitio William Sill, que explica um pouco do paleontólogo que fez o Parque Ischigualasto ser reconhecido no mundo e demonstra como é feito o trabalho de escavação; 5ª parada El Hongo. Em cada parada o guia faz uma explicação bem completa da atração que está sendo vista. A paisagem é única, vale muito a pena. Terminamos o tour às 18h e fomos até Villa Unión, onde ficamos no Hotel Valle Colorado, bom e simples, que tem banheiro privativo, frigobar, TV a cabo, ar-condicionado, estacionamento, micro-ondas, chaleira e café da manhã. Para quem gosta de vinhos, não deixem de ir em um dos mercados de Villa Unión e comprar um dos vinhos da região. Os vinhos riojanos não são tão fáceis de encontrar como os de Mendoza e de Cafayate, e são excelentes. Um zorro Fósseis do museu do parque 1ª parada - Valle Pintado 2ª parada La Cancha de Bochas Ainda na 2ª parada La Esfinge Fundos do Parque Talampaya 3ª parada El Submarino 4ª parada Museo de Sitio William Sill 5ª parada El Hongo Dia 8, 19/09 Saímos cedo novamente. De Villa Unión até Córdoba as estradas estão em ótimo estado. Depois de Capilla del Monte o movimento de carros aumenta bastante e passando Valle Hermoso a estrada vai subindo uma serra muito bonita. Vale a pena passar por esse caminho. Chegando em Córdoba o movimento é intenso. Fomos direto para o apto reservado pelo Airbnb, que ficava bem pertinho do centro, arrumamos nossas coisas e fomos aproveitar a cidade a pé.Passamos pela Manzana Jesuítica, a Plaza San Martín e a Catedral, todos os lugares muito bem conservados. Também passamos no Museu da memória, que fica na Calle San Jerónimo, que possui um grande acervo contando a história e dando nome e rosto para as pessoas que sofreram com a ditadura militar da Argentina. É um museu com um clima pesado pelo tema, mas super completo e necessário para esse triste momento da história nunca ser esquecido. Depois fomos no Paseo del Buen Pastor, um complexo cultural onde antigamente era uma capela e, pertinho dali está a Paróquia do Sagrado Coração dos Capuchinhos, linda igreja de estilo neogótico. Manzana Jesuitica Catedral de Córdoba Museu da memória Paseo del Buen Pastor Paróquia do Sagrado Coração dos Capuchinhos Dia 9, 20/09 Nesse dia saímos às 5h porque teríamos muita estrada pela frente. Até a fronteira com o Brasil as estradas estão em ótimo estado, apenas alguns trechos na ruta 127 estão um pouco esburacadas. Passamos pela policia caminera de San Jaime de la Frontera e, dessa vez, não fomos parados. Sempre entramos no Brasil por Uruguaiana, mas, como de Uruguaiana até São Borja a estrada está muito ruim, decidimos pagar o caríssimo pedágio de Santo Tome (+-R$ 50,00) e entrar por São Borja. Pelas condições da estrada e a economia de tempo que tivemos valeu a pena, a viagem rendeu muito mais. Em Ijuí ficamos no Hotel 44, que fica bem na rodovia. É um hotel muito bom, com estacionamento, banheiro privativo, TV a cabo, e um café da manhã excelente (esse nós aproveitamos). Além disso, a tarifa nos finais de semana é mais barata. Dia 10, 21/09 Último dia de viagem. Depois do café, direto pra casa. De Ijuí a Panambi a estrada está em estado razoável. De Panambi até Palmeira das Missões a rodovia tem uns trechos bem ruins e de Sarandi a Chapecó ela está ótima, acabaram de asfaltar. E essa foi nossa aventura, espero que tenham aproveitado esse relato. Foi incrível ter relembrado tudo, é viajar de novo. Apesar do percalço de Uyuni, no fim da viagem ficamos felizes com o que aconteceu, pois ter conhecido Sucre foi maravilhoso. Fica a torcida para que a pandemia passe logo e nós, viajantes, possamos continuar desbravando esse mundo enorme e cheio de surpresas!
  2. 4 pontos
    Travessia do Campo dos Padres – SC – julho de 2020 – 80 km em 5 dias – Do Cânion Espraiado, Morro da Boa Vista até o Morro das Pedras Brancas *INFORMAÇÃO*: Essa travessia é realizada em área particular é OBRIGATÓRIO solicitar AUTORIZAÇÃO para passar nas propriedades do Campo dos Padres. Vamos respeitar os proprietários e manter o local aberto para que possamos continuar com nossas travessias e trekking. Entrar em contato com a Fazenda Búfalo da Neve. Instagram: @fazendabufalodaneve via direct Fone: 48-99617 7552 Arno Philippi – 48-99152 1277 Lucas Philippi *IMPORTANTE* -NÃO FAÇA FOGO NUNCA – Use fogareiro -LEVE TODO O SEU LIXO EMBORA -TUBOSTÃO (Vamos todos começar a usar esse banheiro) nesta região estão muitas nascentes importantes de SC, é necessário mantermos o meio ambiente em equilíbrio e limpo. Temos outras áreas de montanha do Brasil como o Pico Paraná e Pedra da Mina que já estamos tendo problemas sérios de contaminação por conta das fezes, papel higiênico e dos lenços umedecidos deixados nos “banheiros” ao redor das áreas de acampamento. O TUBOSTÃO serve para vc levar tudo isso de volta para a sua casa e descartar no lixo. Vamos a Travessia Essa travessia eu tinha combinado com meu parceiro Bernhard que já havia ido comigo em Itatiaia, porém tive um imprevisto na empresa e acabamos não indo. Sorte nossa, pois foi bem na semana do tal ciclone bomba que destruiu muita coisa em Santa Catarina e no Campo dos Padres não foi diferente, tem áreas de mata lá que parece que passou um trator derrubando tudo. Neste interim entrou em contato comigo o Rafael @dinklerafa perguntando sobre a travessia solo que eu havia feito entre Urubici e Bom Jardim da Serra pelo PNSJ. E que ele estava programando vir para a serra catarinense fazer uma travessia, eu disse que ainda estava em aberto ir para lá e assim combinamos a parceria para a travessia. Marcamos então nos encontrar em Urubici na Pedra da Águia no vale do Rio Canoas no domingo a noite. O meu amigo Bernhard começou a trabalhar naquela semana infelizmente mas por sorte minha foi em Lages, e aproveitei a carona com ele saindo de Itajaí. 1° Dia – Pedra da Águia Este dia já começou de noite. Kkkkkkk cheguei no ponto de encontro quase as 20h, garoava um pouco naquele momento quando o Bernhard me deixou no Vale do Rio Canoas junto a propriedade Pedra da Águia que serve como base para camping e estacionamento para aqueles que vão para o Cânion Espraiado. Chamei na casa e ninguém atendeu apesar de as luzes estarem acesas e ter carro ali estacionado, tão pouco sinal do meu parceiro Rafa que a esse momento já deveria estar por ali, dei uma olhada ao redor para ver se já não estava acampado, mas não encontrei. Aproveitei o ultimo facho de luz do farol do carro e montei próximo ao rio minha barraca. Quando estava ajeitando minhas coisas o Rafa aparece do meio do nada! Ele disse que o taxista deixou ele uns 5 km adiante já em direção ao Cânion Espraiado e ele teve que voltar andando pela estrada na chuva. Ali nos conhecemos e fomos conversando, um cara muito bacana. Enquanto preparávamos nosso rango o papo fluía. Acertamos alguns detalhes referente a travessia como um todo e do próximo dia também, o qual ao invés de seguir o caminho tradicional pela estrada para alcançar o Cânion Espraiado, sugeri então contornar a Pedra da Águia e passar por trás dela e seguir até a borda da Serra Geral próximo ao Corvo Branco e então seguir sentido norte bordeando os peraus até chegar ao Cânion Espraiado. Logo em seguida fomos dormir para descansar. 2° Dia – Pedra da Águia até o Cânion Espraiado – 12km de trilha Acordamos cedo, ainda estava meio nublado mas entre as nuvens já víamos que iriamos ter um dia limpo pela frente. Enquanto a água ia fervendo para o café íamos desmontando o campo e arrumando a mochila. O vale do Rio Canoas nessa região é muito bonito com a vista da Pedra da Águia de fundo as araucárias na extensão do vale e o rio descendo suavemente entre as pedras. Após tudo pronto começamos nossa caminhada as 8h, os cachorros vieram nos seguindo uma parte da estrada e foram dispersando um a um, mas sobrou um pretinho que nos acompanhou toda a trilha. Logo quando contornamos a pedra da Águia passamos pela casa do Candimiro e ficamos ali um tempo de prosa com ele que nos autorizou passar pela propriedade e assim seguimos nosso rumo. Uma subida suave por uma antiga estrada que já não passa mais carro. Depois de uma hora e pouco de trilha chegamos a borda da Serra Geral ao sul estava a estrada da Serra do Corvo Branco na direção norte o Cânion Espraiado, paramos para curtir o visual e tirar fotos, naquele momento nos preocupamos um pouco com o cachorro pretinho que vinha nos seguindo. O caminho todo foi bordeando a serra seguindo a estradinha abandonada na margem direita do Espraiado. Em um certo ponto chegamos em uma depressão onde formava um pequeno Cânion afluente do rio Canoas em direção oposta a borda da serra geral ali tinha uma pequena faixa de mata para cruzar e adiante seguimos andando pelos campos, banhados e turfeiras que seriam uma constante em toda a travessia e também curtindo o visual do Cânion. Passado das 13h paramos de frente para a cachoeira do Adão para almoçar. Tinha sobrado um macarrão com linguiça Blumenau da noite anterior e já pus na panela, ainda fervi água para um bom chá de hortelã com gengibre e ali ficamos contemplando aquele visual. Quando retornamos a caminhada vimos logo acima do vértice do Cânion que havia um objeto retangular e ficamos imaginando o que poderia ser, o Rafa falou que poderia ser uma placa informativa eu já pensei que fosse tipo um deposito/armário de madeira para guardar o material do pendulo. Quando chegamos lá a nossa surpresa foi que era uma geladeira da Cervejaria Patagônia, eles estavam fazendo um comercial publicitário. Ali encontramos também a Carol proprietária da Fazenda Espraiado e ela nos indicou ir na cachoeira e avisou que a outra parte da borda do Cânion estava proibido passar por problemas de vizinhos e uso da área. Descemos até a cachoeira, que na realidade são 2 uma primeira menor que forma um baita poço para banho e a queda principal que desagua por 86m Cânion abaixo. Neste momento flagramos o pretinho abocanhando alguma coisa no mato e quando vimos era um tipo de roedor que em seguida ele soltou no chão. Logo fomos em direção a sede da fazenda onde é o camping e hostel do Cânion Espraiado. Ali conversamos com o Jacaré do Cânion que trabalha na fazenda, acertamos com ele o valor de R$ 40 pelo pernoite em camping, comemos um pastel muito bom e montamos nossa barraca, depois ficamos no galpão crioulo ao redor do fogo de chão proseando e tomando uma cerveja Patagônia com o Jacaré. Aproveitei para secar minhas meias, com os furos que minha bota tinha e os banhados no caminho esse seria um problema que eu enfrentaria todos os dias com os pés molhados. Também recarregamos o celular e aproveitamos para mandar as últimas mensagens pois a partir dali não teria mais sinal pelos próximos 4 dias. Preparei minha janta uma bela polenta com bacon e conversando com o pessoal, falaram que a partir dos 2 próximos dias viria uma frente fria muito forte. Pegamos umas dicas da trilha para o próximo dia cedo em direção ao Morro da Antena (agora montanha infinita) para ver o nascer do Sol e em seguida fomos dormir. 3° Dia – Cânion Espraiado – Campo dos Padres – parte alta do Rio Canoas - 18km de trilha Acordamos as 4h30 pois queríamos estar as 7h para o nascer do sol. Já fomos desmontando a barraca e o frio já era forte na escuridão da madrugada, havia um pouco de gelo no sobreteto da barraca. Após tudo desmontado tomamos um café passado pelo Jacaré dentro do galpão e comi meu pão sírio com polengui, queijo e salame, além do meu super brownie com malto e dextrose além de algumas castanhas (esse seria meu cardápio de café da manhã de todos os dias). As 6h horas seguimos pela trilha por entre a mata até o topo do morro da Antena e já no chapadão do cume presenciamos várias poças de água congeladas. As 7h05 foi o alvorada sobre um mar de nuvens aos nossos pés e um céu limpo sobre nossas cabeças, a vista do Cânion espraiado lá de cima é linda e ainda é possível ver toda a extensão da Serra Geral com destaque para as Pirâmides Sagradas e o Morro da Igreja. Estive nesse morro em 2001 subimos eu e o meu amigo BIG Daniel Casagrande de Toyota Bandeirante, na época ainda havia a Antena em pé, hoje ela foi derrubada, lembro que nós curtimos o visual por ali e quando decidimos ir embora atolamos a Toyota e quem disse que conseguimos tirar.... foi uma longa história e uma grande aventura. Voltando a 2020, nossa ideia original era seguir bordeando até chegar no rio canoas, pois pela carta teria somente 2 faixas de mata pra cruzar morro acima. Mas ai o Jacaré nos indicou seguir pela estrada e lá adiante passando a porteira entrar na antiga estradinha, eu sabia que havia essa trilha, mas tinha receio de seguir pois era uma mata grande, e imaginava ter vários caminhos por conta do gado. Mas enfim mudamos nosso plano inicial e seguimos então pelo caminho sugerido. Logo que passamos a porteira eu vi uma estradinha seguindo adiante e outra descendo, supus que essa seria a estrada, ledo engano..... descemos o morro e cortamos a estradinha para lá embaixo tentar encontrar ela de novo, havia um morro bem grande de mata a frente que se estendia a leste até a borda da serra e para o lado oposto a oeste entre esse morro havia uma encosta suave de mata e a borda do profundo Cânion do rio canoas, a trilha só podia ser nesta encosta suave e fomos descendo mas não encontrei a estrada. Seguimos adiante pela mata até chegar ao rio que já formava um pequeno desnível, pensei que já fosse o começo do Cânion afluente do Cânion principal do rio canoas. Demos uma volta enorme em círculo e voltamos para o mesmo lugar. Seguimos acompanhando a estrada e tentamos mais uma vez descer na direção daquela encosta, mas a mato tava muito fechado voltamos mais uma vez para a estrada e então decidimos seguir a estrada, logo adiante vimos uma casa e antes de chegar nela uma entrada a direita com cara de estrada abandonada. Só podia ser essa. Bingo! Já era 12h passado e então paramos ali na estradinha e fizemos nosso almoço o meu seguiu o mesmo cardápio do café da manhã sendo pão sírio, polengui, queijo e salame e chá de hortelã com gengibre, e assim foi todos os dias. Depois de 40min de pausa retornamos a trilha. A trilha é em uma antiga estrada abandonada que não é mais possível transitar de carro nem de 4x4, somente a pé ou a cavalo, uma descida suave por entre a mata de araucárias até chegar em um pequeno rio que corria sentido Cânion do rio canoas. Esse era o ponto mais baixo e após o rio a trilha começava a subir. “A algumas horas atrás chegamos bem perto deste rio porem a mata estava muito fechada e o rio afunilava em um brete e não conseguimos achar um caminho para passar e acabamos voltando”. Lá adiante na trilha encontramos um barraco destruído e depois cruzamos com um pequeno rio onde fomos seguindo ele rio acima até a trilhar sumir no mato, ali percebemos que em algum lugar lá atrás teríamos que ter contornado o morro. Resolvemos então subir aquela encosta de mata bem fechada com muitos xaxins, bambus e mata nebular. Foi um momento um pouco tenso pois já eram umas 17h sabíamos que estávamos no rumo certo, mas não na trilha e onde estávamos não tinha como acampar. Fomos mirando o topo tendo as copas das araucárias ainda iluminados pelo sol. Quando alcançamos então a parte mais alta abriu um pequeno descampado sujo com vassouras, porem plano e com condições de acampar. Decidimos seguir ainda um pouco mais adiante até as margens do Rio Canoas, mas de qualquer forma não fomos muito longe e acampamos por ali mesmo. Aquela noite prometia muito frio, tratamos de montar nossas barracas e a escuridão já tomou conta e o frio veio junto. Arrumei minhas coisas e tratei de ferver uma água para o chá e picar o bacon, quando comecei a fritar o Rafa já sentiu o cheiro maravilhoso do bacon, e ele com aquela comida liofilizada dele. Prometo que vou tentar de novo, nem que seja levar para uma noite a liofilizada, confesso que ainda venho tentando uma comida boa e leve sem abrir mão de certos luxos que conquistei nesses 30 anos de acampamentos, mas que agora com a idade e falta de tempo para treinar a boa forma já não posso mais carregar tanta coisa, sei que tenho que diminuir peso. Nesta travessia eu pesei item por item antes de sair de casa, desde celular, meia, cueca, itens de primeiros socorros, comida, enfim tudo grama por grama e encontrei que eu carregava no corpo 3kg contanto botas, roupas, bastão...; na mochila mais 24kg contando 4 litros de água que me dispus a levar mesmo com a fartura de água da região somente para testar meu consumo e uso em cozinha. É muito interessante pesar pois sempre imaginamos o quanto levamos, mas só anotando tudo e fazendo um verdadeiro checklist é que sabemos o quanto de peso realmente carregamos e não sabemos. Depois da janta ainda era cedo e não conseguiria dormir, então decidi sair da barraca para ver o céu estrelado, minha saída noturna não demorou mais que o suficiente para ir ao banheiro e voltar correndo para a barraca de tanto frio que fazia. Nessa noite os termômetros bateram negativos os - 8ºC dormi no limite do frio essa noite. 4° Dia – Parte alta do Rio Canoas – Cemitério – Borda da Trilha dos Índios – Morro do Campo dos Padres – Morro da Boa Vista - 15 km de trilha Acordamos pelas 6h mas o frio era tanto que não deu vontade de sair do saco de dormir, o sobreteto da barraca do Rafa congelou a condensação, neste quesito estava muito satisfeito com a minha Naturehike Cirrus pois o layout dela permite uma boa ventilação e evita o acumulo de condensação, mas vi que tinha que fazer alguns ajustes no sobreteto para incluir mais 2 pontos de cada lado para fixar mais espeques e poder abaixar mais a lona para o vento não entrar tanto em dias frios. Também tive minhas meias congeladas e a água nas garrafas estavam congeladas. Já pus a água para ferver e fazer meu café na Pressca e ao mesmo tempo já ir guardando minhas coisas. Mas foi difícil desmontar a barraca, os dedos doíam de tanto frio. Eram 7h30 e saímos, vimos que 1h30 era o tempo que precisávamos para começar o dia. Logo adiante avistamos uma cabana bem bonita de madeira que é a sede da Fazenda Búfalo da Neve, passamos ao lado e seguimos adiante descendo a encosta do vale do rio canoas até atingir suas margens, havia muita geada no pasto e as poças d´água no caminho estavam congeladas e também partes do rio onde a água estava parada. Aproveitamos para repor nossos cantis e tirar fotos com os pedaços de gelo. Essa parte é muito linda, o vale com os morros de mata de araucárias, o rio e suas curvas e os campos formavam uma bela paisagem. Fomos subindo o rio e logo alcançamos uma pequena cachoeira e uma taipa de pedra logo acima formando um caminho de tropeiros e por ali seguimos dando uma grande volta para desviar a várzea do rio que formava um banhado e suas turfeiras. Logo adiante vimos 1 casa azul e 1 galpão passamos por ela e logo a frente no vale havia um morro isolado, pelas minhas contas ali deveria ser o cemitério. Uma subida íngreme e logo no topo já vimos um quadrado de taipa e ali estava o cemitério, haviam 3 túmulos com cruz, uma lapide que não conseguimos ler e ao que parecia algumas covas abertas. Interessante imaginar um lugar inóspito daquele que outrora pessoas moravam ali em um passado não muito distante, mas longe da civilização. E tinham que ali mesmo enterrar seus entes queridos, escolheram um belo lugar para ser os Campos Elíseos destas pessoas. Logo descemos a encosta em direção ao rio canoas e dali iremos a leste para alcançar as bordas da Serra Geral. Naquela altura quando atravessamos o rio canoas ele era tão límpido e cheio de plantas aquáticas, uma pintura natural. Subimos uma pequena encosta e por acaso encontramos a trilha dos índios que liga a Anitápolis, dali subimos uma pequena mata e já no topo paramos para almoçar e contemplar a vista. O dia estava lindo e podia ver o horizonte bem longe, sendo possível ver a serra do tabuleiro e o contraste do mar mais a sudeste. Depois do almoço fomos bordeando os peraus tendo o Morro do Campo dos Padres na nossa direção e mais a noroeste o Morro da Boa Vista que é o ponto mais alto de Santa Catarina onde iriamos acampar. Para alcançar o morro do Campo dos Padres tivemos que dar uma volta para contornar a mata e depois seguir por uma subida bem íngreme. Bem ao longe no colo onde ligava esse morro com o morro da Boa Vista avistamos 2 capatazes campeando o gado. Alcançamos o topo do morro e ficamos um tempo ali contemplando uma das vistas mais bonitas da trilha. Depois seguimos em curva de nível até o colo e em seguida partimos para cima do Morro da Boa Vista, neste momento o Rafa começou a ficar sem água e chegou até a coletar um pouco nas turfas, eu ainda tinha água dentro do meu teste de consumo e cozinha, e ofereci para ele um pouco caso precisasse. Já no topo vibramos pois éramos as pessoas mais “altas” em solo catarinense, localizamos o marco geodésico e ali ao lado acampamos com a porta das barracas virada para o nascer do sol, porem naquele momento presenciamos um lindo pôr do sol, tiramos muitas fotos e vídeos e ficamos curtindo aquele momento. Já dentro da barraca tratei de fazer meu ritual de limpar e secar os pés úmidos dos charcos e passar vick vaporub, um santo remédio para o montanhista já que serve para muitas coisas. Pela primeira vez na vida levei lenço umedecido e tomei meu banho de gato, gostei do resultado melhor que toalha úmida. Tratei logo de me vestir pois fazia muito frio aos 1827m de altitude. Nesta noite cozinhei uma invenção que fiz com sopão+arroz+bacon, porem o arroz não cozinhou o suficiente e o sopão já começou a empelotar, não gostei nada. Ainda bem que sempre levo como emergência 2 pacotes de miojo e tive que atacar um com linguiça frita e queijo ralado. Durante a noite sai para ver o céu, estava menos frio que a noite anterior, mas ainda sim muito frio, consegui ficar um bom tempo ali observando as constelações e algumas estrelas cadentes, também vi ao longe a luminosidade das cidades como da grande Floripa que formava um grande clarão a leste e a oeste uma área menor porem mais luminosa a cidade de Lages. Me recolhi ao aconchego da minha barraca e dormi. Acordei com o vento batendo forte na barraca, chegando até a entortar as varetas, mas a barraca segurou bem. Não dormi muito bem pois volte e meia acordava com o vento. 5° Dia – Morro da Boa Vista – Arranha Céu – Morro da Bela Vista do Guizoni – Campos de Caratuva - 17km de trilha O vento batia forte na barraca, o céu estava bem nublado predizendo que o tempo estava mudando. Como montei a barraca a sotavento, pude deixar a porta aberta e curtir o nascer do sol no horizonte enquanto preparava meu café foi um alvorada fantástico mesmo com o céu nebuloso. Tomei meu delicioso café com brownie e pão sírio/queijo/salame a combinação perfeita e rápida para o desjejum. Logo em seguida desmontamos todo o acampamento. Nesse dia pude testar melhor uma pratica que encontrei para usar o banheiro de forma confortável e privativo (uma dica para as mulheres). A minha barraca Cirrus tem como desmontar o tapete e o mosquiteiro interno sem desmontar a lona do sobreteto e assim deixar o chão somente na grama. Desta forma com toda a mochila arrumada ficando somente o sobreteto e a armação por último, pude dentro da barraca mesmo pôr o meu jornal no chão com cal e dar uma cagada tranquila, depois só por mais cal em cima, embrulhar o jornal, por numa sacola plástica e aí dentro do tubostão. Usei um cano de pvc de 100mm com 2 caps nas extremidades e vedou muito bem, sem cheiro nenhum ou vazamento, tem na internet como fazer. Porem só achei um pouco pesado. Da próxima vez vou testar um pote de tampa larga e de rosca de 1l que tenho em casa, pois é bem mais leve e o volume é o suficiente para uns 4 dias de trilha. Saímos as 8h40 para a trilha o vento era muito forte e o sol já raiava, inclusive quando fui desmontar a lona ela quase sai voando. Nos protegemos bem e começamos a descida pelo colo do Boa Vista com o Morro do Campo dos Padres que é o divisor de águas do rio Canoas e do rio Itajaí, paramos numa pequena nascente e enchemos nossos cantis e seguimos bordeando a Serra Geral. Lá pelas 11h passamos pelo rio Campo Novo do Sul que corre aos pés do Morro Bela Vista do Ghizoni e demos uma parada para um banho rápido e gelado além de aproveitar que paramos fomos almoçar. Nesse momento o tempo voltou a nublar e esfriar. Depois deste descanso subimos até a rampa que dá acesso ao Ghizoni e deixamos nossas mochilas ali e demos uma esticada até o pico do Arranha Céu que estava na borda do Cânion que na outra ponta estava os Soldados do Sebold. Voltamos as mochilas e subimos mais uma rampa e deixamos a mochila novamente e caminhamos por 2h ida e volta no chapadão do Ghizoni por um grande charco de turfeira até subir os matacões do topo onde havia o marco geodésico, ali era o terceiro ponto mais alto de SC e o Morro da Igreja é o segundo. O tempo já estava piorando e voltamos até a mochila já passava das 16h e vimos que não alcançaríamos o objetivo do dia, pois quando olhamos ao longe vimos que iriamos cruzar a parte mais estreita do campo dos padres onde havia perau e Cânion para os dois lados, e tínhamos pelo menos 2 morros com mata para subir e cruzar. Conseguimos somente cruzar o primeiro que tinha uma trilha bem fechada com muitos caminhos de gado até chegar num ponto bem estreito com perau e uma antiga taipa utilizada para cercear o caminho do gado e não cair precipício abaixo. Chegamos em um campo que vimos lá do Ghizoni que tinha uma vegetação diferente, a princípio eu imaginava ser de vassourão, mas a tonalidade era outra, quando chegamos lá me surpreendi em constatar que eram o bambuzinho caratuva bem comum na região do Pico Paraná e que eu nunca tinha visto por essas bandas. Ali a cerração começou a fechar então decidimos já achar um lugar plano para acampar. Montamos nossa barraca bem ao lado da trilha que era bem demarcada e única. Não deu nem uma hora e caiu um temporal, era tanta chuva e vento que tínhamos que manter tudo bem fechado. Fizemos nossa janta nessa condição, uma das escolhas que fiz pela barraca cirrus foi o avanço um pouco maior para que me possibilitasse cozinhar em condições de chuva e vento e também espaço para 2 pessoas para que a cargueira ficasse dentro da barraca. Acabamos dormindo cedo nesse dia. Apesar que durante a noite levantei algumas vezes para conferir se estava tudo em ordem e seco na barraca, pois foi a primeira chuva torrencial que ela pegava, choveu a noite toda, e tudo se manteve seco. Passou no teste. 6° Dia – Campos de Caratuva - Morro das Pedras Brancas – Localidade das Pedras Brancas - BR 282 - 18km de trilha Lá pelas 7h a chuva parou, levantamos e já fomos tomando nosso café e desmontando as coisas. A trilha a nossa frente era um rio de tanta água, fomos secando o que dava na barraca para guardar na mochila e as 8h30 saímos e logo entramos na mata que estava muito molhada e fomos subindo o aclive em diagonal, era uma trilha bem batida na encosta que descia ao Cânion do Rio Campo Novo do Sul, havia muitas árvores caídas e quebradas por conta do ciclone bomba que havia atingido a região a uma semana atrás. Quando saímos no topo o sol já despontava meio tímido, mas a chuva já havia ido embora. Tinha uma bela vista do Morro do Ghizoni e do Cânion logo abaixo. E fomos seguindo pelos campos e cruzando algumas faixas de mata, banhados e turfeiras até chegar ao istmo como uma “ponte” de 5m de largura que ligava o campo dos padres até o Morro das Pedras Brancas, ultimo resquício de planalto ligado a Serra Geral. Já era 12h30 atrasamos meia hora pelas nossas contas, mas ainda sim estávamos muito longe do nosso destino final que era a BR 282 onde tínhamos combinado com nosso amigo Bernhard de o encontrar as 17h. Descemos a trilha íngreme aproximadamente 500m de desnível, nesse ponto o estrago do ciclone foi bem maior, a destruição era grande por toda a trilha. Alcançamos a estrada e fomos seguindo tendo o vale do rio Santa Barbara como caminho. Passamos pela comunidade das Pedras Brancas e precisávamos de sinal de celular e internet para avisar a todos que tudo estava bem e comunicar o Bernhard que estávamos ainda 1h atrasados. Aí passamos por uma propriedade que indicava “informações pousada do vô Chico” paramos ali e conhecemos o vô um senhor nascido ali e bem gente boa que nos emprestou a internet e nos deu uma carona até a estrada. Sorte nossa pois ainda havia uns 7 km a frente com subidas e descidas, mas uma estrada rural muito linda tendo sempre as Pedras Brancas ao fundo como destaque e o vale do Rio que vinha esculpindo um bonito Cânion. Chegamos a BR e encontramos nosso amigo e assim termina nossa pernada. Somamos 80 km de trilha no total
  3. 3 pontos
    QUANTO GASTEI EM UM MOCHILÃO NAS FILIPINAS E ROTEIRO! Em janeiro de 2020 fiquei 24 dias nas Filipinas e vou compartilhar com vocês meus gastos médios e roteiro por lá. Como eu estava em uma viagem de longo prazo preferi fazer uma viagem mais tranquila com dias livres para fazer alguns nadas. Viagem de longo prazo exige isso, e quando cheguei nas Filipinas eu já estava a quase 4 meses viajando, precisava dar uma desacelerada. Basicamente meu roteiro nas Filipinas foi o abaixo e está tudo em detalhes no Instagram @idasemilhas E tudo o que você precisa saber para viajar para as Filipinas neste post aqui: https://idasemilhas.com.br/viajar-para-as-filipinas/ Roteiro: Cebu - Bohol - Panglao - Coron - El Nido - Puerto Princesa e Moalboal. E minha programação em cada um desses lugares foi: Cebu: usei só para deslocamentos Bohol: Chocolate Hills, Pangas Falls e santuário de Tarsios (não recomendo este último, pois apesar de respeitar o limite dos mini primatas e ter que fazer silêncio absoluto, eles claramente não ficam confortáveis com turistas por lá e você mal consegue enxergar eles. Acho um passeio dispensável). Panglao: Alona Beach e Dumaluan Beach. Essa foi uma das praias que mais fiquei descansando nas Filipinas. Coron: fui de moto à Cabo Beach e também fiz um dos tours disponíveis onde visitei Kayangan Lake (cartão postal de Coron), Sunset Beach, Skeleton Wreck (navio japonês da guerra naufragado) e mais algumas ilhas próximas. Coron tem muita coisa para fazer e uma infinidade de passeios. El Nido: Nacpan, Vanilla e Las Cabañas Beach. Além disso fiz o Tour C, onde visitei Helicopter Island, Hidden Beach, Talisay Beach, Mantiloc Shrine e Secret Beach. Puerto Princesa: usei somente para deslocamento, mas à saber, lá tem o passeio pelos rios subterrâneos (Underground River), que é uma das 7 maravilhas da natureza. Moalboal: nadei com tartarugas e cardume de sardinhas em Panagsama Beach, fui à Kawasan Falls e White Beach. Filipinas tem uma infinidade de lugares para conhecer, e para quem mergulha é um paraíso. Fiz um roteiro de acordo com meu gosto e adorei todos os lugares que conheci. Minha única decepção foi ir para Chocolate Hills e começar a chover. Não mudaria nada em meu roteiro, mas se tivesse mais tempo incluiria Siargão e faria o Underground River tour em Puerto Princesa. Minha média de gastos lá ficou em 32 USD por dia (coloquei em dólar porque interfere diretamente no custo de nossas viagens, agora por exemplo seria mais caro em reais do que gastei na época que fui). Alimentação: 8 dólares por dia Hospedagem: 8 dólares por dia Passeios, entretenimento, etc.: 95 dólares TOTAL Transporte entre ilhas e cidades: 190 dólares total Transporte interno: 43 dólares total E ainda tive alguns gastos com lavanderia, chip de celular, etc. O dólar na época estava mais ou menos 4,10 e com isso a viagem sem contar a passagem de ida e volta, ficou em R$ 3200,00 (reais!), salientando que minhas viagens são de baixo custo, ficando em hostel, fazendo quase tudo por conta própria e procurando locais baratos para comer, porém não fiz couchsurfing, nem voluntariado nessa viagem. Se tivesse feito os gastos teriam sido mais baixos ainda. Uma passagem para Filipinas não é tão barata, mas como eu já estava na Ásia não foi caro. Para quem está no Brasil, uma sugestão é ir até Bangkok, Kuala Lumpur ou Singapura, que são países próximos e que é mais fácil conseguir promoção, e de lá comprar um vôo separado para Filipinas. É isso, espero que ajude! Instagram: @idasemilhas https://www.instagram.com/idasemilhas/
  4. 3 pontos
    Quanto que você está ganhando de comissão por cada pessoa que reservar pelos seus link? Nada contra ganhar comissão ou ganhar dinheiro divulgando sites ou serviços, mas é de bom tom ser ético e falar que você está ganhando comissão, e que o seu artigo pode não ser totalmente imparcial, mas sim motivado por interesses comercias, e as pessoas saberem que trata-se de um comercial e que não estão sendo enganadas por um artigo tendencioso.
  5. 3 pontos
    Boa noite me chamo Jeferson tenho 25 anos, atualmente moro em Cabo Frio / RJ não tenho experiência alguma como mochileiro e gostaria de iniciar nisso no momento quase que sem dinheiro pois me separei recentemente e acabei tbm perdendo meu emprego sendo assim deixando a casa pra minha ex e tendo que morar de aluguel sendo que agora com essa pandemia ficou complicado as dividas apertando e minha depressão voltando. Nunca fiz mas tenho vontade minha ideia é a principio ir acampando e fazendo trampos para se sustentar no começo, tbm trabalho com Design e Marketing Digital talvez sirva para algo, e quem for do RJ e tiver afim estou aqui não tenho compromisso com nada quero apenas sair dessa cidade e rodar o Brasil sem rumo e sem tempo pra voltar se é que volto!
  6. 3 pontos
    Tudo bem pessoal, Em fevereiro deste ano fomos para o Ushuaia, saindo de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. Foram 26 dias conhecendo as belezas da região. Descemos pela Rota 40 até o Ushuaia, e voltamos pela Rota 3. Tentei resumir nesse material as informações que muita gente está me perguntando. Meu gasto total com gasolina foram R$ 2.600 Gasto total da viagem R$ 7,000. (total 2 pessoas) Tem um pdf em anexo com o roteiro, abração Roteiro Patagônia- Fora de Àrea.pdf
  7. 3 pontos
    Fala galera, cidade pequena que eu moro não tem ngm pra topar esse desafio kkkkkk, pretendo viajar ao atacama em janeiro de 2021 se o corona passar ou diminuir muito isso, caso contrario só em janeiro de 2022 Moro Perto de Foz do Iguaçu, consequentemente, a saída pode ser lá ou nos encontrarmos por lá, tenho uma fazer 250, e ja fiz viagens pelo mundão ai... para demais duvidas chama no Whats(no caso de esquecer de entrar nesse site) 45 988091294
  8. 3 pontos
    Pessoal, fico muito, muito, muito feliz e contente pelo feedback dos senhores. Vcs nao imaginam o quanto isso nos enche de alegria e orgulho. Acabei de ser informado sobre um dado muito legal e quero compartilhar com vxs em primeira mao: A nossa avaliação hoje, 13 de julho de 2020 no ReclameAqui.com.br é Olhando o Ranking das melhores empresas, entre TODAS as empresas do Brasil vemos isso: Ou seja, no dia de hoje o atendimento do nosso pós venda está entre os TRES MELHORES DO BRASIL! Entre todas as empresas de todos os setores do país. Pra uma empresa que a 4 anos estava a beira da falência é muito legal ver isso. Do fundo do meu coração agradeço aos Mochileiros e Mochileiras por terem confiado na Vento e na Indústria Brasileira. Em nome de todos nossos colabradores, MUITO OBRIGADO!
  9. 3 pontos
    Fiquei impressionado! Como pessoas deste fórum ainda não entenderam que cada cabeça é um mundo, que cada viajante tem um jeito de viajar e que as pessoas são diferentes? Simples. Acreditem, é simples entender isso! Quer dizer, parece simples mas tô vendo que é muito complicado pra algumas pessoas perceberem a "essa altura do campeonato". Cada um deve buscar a própria felicidade. Se alguém acha que será feliz viajando sem dinheiro, vivendo como hippie ou qualquer coisa parecida, que tente. Mesmo que precise fazer algo ilegal, como viver clandestino em algum país (desde que as consequências sejam apenas para si). Uma coisa é chamar a atenção para os possíveis problemas de uma aventura como essa (e parabéns pra que dedica seu tempo nesse sentido). Outra, bem diferente, é criticar o estilo de vida que alguém escolheu. Estava tentando não entrar em polêmicas desnecessárias mas, como viram, não consegui 😒
  10. 3 pontos
    Oi pessoal, queria pedir a ajuda de vocês que tem mais experiências com viagens. Então, sendo bem objetiva, eu sou de Belém do Pará e decidi começar a viajar pós pandemia. Minha situação atual é essa aqui: Pra onde quero ir? Ainda não sei. Tenho uma leve intuição de que seria legal iniciar pelo Brasil para adquirir experiência, mas também a Patagônia Chilena é um destino que me chama atenção a muito tempo. Enfim, não sei. O que sei é que os risco que eu vou correr pra ir aqui perto, serão os mesmo que ir pra mais longe. Eu acho! Tenho dinheiro? Um pouco, em torno de 2 a 3 mil que posso dispor de imediato, mas planejando, muito provável que eu consiga mais. Até Outubro, se eu tiver com tudo decidido, me programo para juntar. Tenho uma fonte de renda? Cara eu já trabalho em regime HomeOffice, tenho uma mini consultoria e apesar de meus clientes necessitarem da minha presença virtual todos os dias, já não estou vinculada a nenhuma empresa. O que tenho é um contrato de trabalho CLT que vai até Setembro de 2020. Eu trabalho com design gráfico, fotografia e como social media. Imagino que possa dispor dessas minhas habilidades para gerar renda durante AS VIAGENS, porque pretendo fazer mais de uma. Fora isso estou criando um e-book que vou tentar vender e gostaria muito de criar um canal no youtube e um instagram até pra guardar os registros de viagem. Tenho transporte? Eu tenho uma moto, uma Elite 125 que acredito que não seja possível viajar nela por ser uma shutter. Até porque não me sinto muito confortável com essa ideia. Pelo menos não agora. Mas não deixa de ser uma opção se tiver companhia. Então vai ter que ser mesmo por avião, ônibus ou frete de carro, sei lá. Tenho tempo? Aí é onde está a minha principal limitação. Eu tenho 2 cachorros lindos que, apesar de ter onde ficar enquanto eu viajo, não posso deixá-los por muito tempo, pois a responsabilidade é minha de qualquer forma. Por isso a minha intenção é fazer viagens curtas de 1 ou 2 semanas no máximo. Já pensei demais em levá-los comigo. Eu adoraria isso, mas não faço ideia de como posso fazer isso acontecer. Tenho medo de fazer isso sozinha. E quanto ao local para ficar? Imagino que deva ser mais fácil pra mim que não tenho muita experiência, viajar como voluntária e ir ficando nos hostels da vida. Porque acampar nunca nem vi. O Couchsurfing acho perigoso e mesmo assim me acrescentaria muito pouco em termos de conhecer e experimentar. Imagino que em hostels existe uma troca bem maior. Por isso penso na Worldpackers. Dormir em qualquer lugar tipo viagem roots, também não quero não. Não agora! Pois é pessoal, eu resolvi escrever esse post porque eu tenho essa vontade, mas estou muito confusa de como viabilizar isso. Acho que o medo tá me impedindo de seguir em frente. E mesmo assim, não sei por onde começar a planejar. Queria muito a opinião de vocês sobre possibilidades para mim. Talvez abra minha mente as mensagens de vocês. Fiquei até pensando se esse seria um post de busca por ajuda de como posso começar ou de incentivo para eu não desistir antes de tentar (rsrsrs). O fato é que eu preciso falar com alguém que possa me dar aquele empurrão. Talvez arranjar uma companhia pra essa primeira viagem. Talvez arranjar um lugar pra onde ir com propósito... Não sei. Fico aguardando as respostas. Espero realmente que tenham respostas. Abraço!
  11. 2 pontos
    Galera, gostaria de compartilhar com vcs algumas informações sobre minha trip roots. Pode ajudar vcs minha ideia era sair em grupo fiz uma grupo no whats com umas 10 pessoas. muito confirmaram no final só 3 foram. Meu nome é Francisco, eu larguei trabalho, casa a porra toda e saí pelo mundo em 01 de Janeiro de 2019. Destino até onde a natureza quiser. Objetivo: aprender a prosperar do zero. Aprender novas habilidades e Conhecer novos lugares, culturas e pessoas. Meu estilo de viagem no começo era rápido, mas sem distino fixo vi que gastava muito dinheiro, então desacelerei ao ponto de passar mais de um ano em uma cidade, resultado ao invés de gastar dinheiro comecei a ganhar dinheiro, uma grande mudança. Conheci: Brasil: lugares de Recife té o matogrosso do sul, não tanto porque no início tinha que me reunir com os parceiro de trip. Bolívia, Parte da Argentina, Parte da Bolívia e Paraguay. Minha atual localização: Foz do Iguaçu Próximos passos: outro mochilão roots pela América do Sul ou Europa agora em grande estilo porque ganhei muita experiência. Quem se interessar manter contato comigo: me segue nos instagram: @chicoalhandra ou manda um email pra [email protected] - Quem sabe não rola uma nova parceria aí. AGORAS AS DICAS: PARCEIROS - Arrume pessoas comprometidas com a causa ou vc termina ficando sozinho. Combinei sair em grupo com umas 10 pessoas, muitos confirmaram, no final só 3 foram comigo. Uma coisa que aprendi é que a estrada interage com você, novos parceiros surgem e alguns seguem outro caminho ou vc segue outro caminho. Mesmo se vocÊ sair sozinho encontra um parceiro pelo caminho. Saímos em 3, um segui conosco até meitade do caminho, depois ficamos só eu e uma menina brasileira que mora na espanha, depois encontramos um alemão em um trem e ele seguiu conosco, depois eu não pude continuar e a menina seguiu com ele, depois ela encontrou outros e seguiu com eles. conexões se formam e se desfazem o tempo todo. Isso é interessante e bom. CARONA - Melhor lugar pra carona é posto de gasolina e restaurante de beira de estrada, Só caminhoneiros dão carona, em último caso tento carros pequenos. Dedo é furada, melhor forma é falar direto com o motorista e explicar a situação, minha primeira carona na vida consegui assim e foi na primeira tentativa. Em último caso se não for rota de caminhão uso dedo. Brasil é ótimo pra carona, dizem que argentina também, bolívia não rola eles cobram pela carona (mas bus é super barato lá). LOCOMOÇÃO - Carona é o melhor, mas vá preparado que algumas vezes é preciso seguir a pé. Bike fiz 1000 km, mas é cansativo, melhor se preparar antes, e vc gasta muito dinheiro porquê para manter a energia é preciso comer bastante principalmente doces nutritivos tipo paçoca. Blablacar pode ser útil em emergência é mais barato que bus. DORMIR - Melhor forma barraca que venha com capa de chuva é importante, usei uma básica, mas uma ou outra vez molhou tudo. Isolante é importante, não usei, mas dormi no chão duro cheio de pedras, é foda. Melhor lugar pra camping posto de casolina, praia, parques ou natureza no geral. No posto é só chegar de boa já no final da tarde, antes de tudo parar e analisar o ambiente, localizar o melhor lugar escondido e que não incomode o pessoal do posto. feito isso analisar os funcionários e localizar o frentista que parece ser mais de gente boa ou doideira é perguntar se naquele local ele acha que vc pode armar a barraca para descansar e sair logo cedo. Geralmente, conversando depois rola um banho free (eles custam entre 2 e 4 reais). Às vezes quando muit ocansado ou em lugar turístico me permiti uma ou duas diárias em hostel ou camping. Pra que quem trabalhar na cidade dá pra ficar de mensalista nesses lugares ou voluntariado. COMIDA - É só pedir nos restaurantes perto do final do horário de almoço. Se vc não quiser esperar vai na cara de pau e pede às 12h que eles dão. É só dizer que não tem dinheiro. Ou pedir por uma sobra que não será vendida se for o caso de estar pedindo perto do final do almoço. Ambos funcionam, falar que viaja sem dinheiro não é bom. Se vc não conseguir no primeiro, no segundo vai. No começo eu esperava o final do almoço, mas aí minha amiga cansou um dia de esperar e começamos a pedir há qualquer hora daquele dia pra frente. Na época que eu viajei de carona eu comi melhor do qeu em casa, era churrasco todo dia. BANHO - Aproveite cada oportunidade pq às vezes pode rolar um ou outro dia sem banho. Vale tudo: postos, rio, ducha nas praias, pedir pra nas pra os trabalhadores nas obras, carrafa pet de 2 ou 3L salva sua vida se achar uma toneira enche 2 delas e já rola um banho. Sempre carregue uma por carantia. ÁGUA PRA BEBER - Só pedir nas casas ou pegar nas toneiras. Não levar cantil, o melhor é garrafa pet. TRABALHO EM TROCA DE ACOMODAÇÃO - Muito bom, é só falar com o pessoal dos hosteis com antecedência, diz quando vc vai chegar na cidade. É uma ótima opção vc tem uma casa, comida e roupa lavada em troca de algumas horas de trabalho limpando piso, banheiro, atendendo hóspedes, arrumando cama. No Brasil também rola muito isso. também te dá uma oportunidade para aprender coisas novas, aprender novas linguas falando com a galera do hostel. Conhecer a cidade mais a fundo. Procurar trabalho, ganhar dinheiro fazendo sabe-se lá o q vcs inventarem. DINHEIRO e GASTO - Querendo ou não vc precisa de dinheiro é bom levar o máximo que conseguir e não gastar com besteira, só com coisas essenciais. Não existe isso de viagem sem grana, se vc não levar vai ter arrumar um jeito de ganhar pelo caminho vale vender brigadeiro, bolo, sanduiche, água no sinal ou nas praças. Água mineral é bem rentável. Já subi em abacateiro catei um monte e levei pra vender na feira eu e um amigo fizemos 80 reais chegando tarde na feira. QUANTO MAIS LENTO VC VIAJAR MENOS DINHEIRO VC GASTA. Eu passei um ano em uma cidade e recuperei o dinheiro que gastei na viagem inteira. Se algum de vc é designer gráfico dá pra ganhar uma grana viajando, também dá pra vender suas fotos da viagem, eu sei que dá porque recentemente estou desenvolvendo um projeto pra tentar ganhar algum dinheiro com isso e sei que funciona porque já começou a render alguma coisa. É pouco mas já garante uns almoços, ou uma diária de hospedagem. EQUIPAMENTO: Não comprar nada além do essencial, vai só fazer peso e vc acaba largando pelo caminho porque não te serve de nada. Necessário barraca, mochila eu uso uma baratinha não é cargueira, ela é 40L acredito e expande pra 55 se eu não me engano, posso informar depois se alguém se interessar em saber, cabe minhas coisas quando expandida e normal posso usar como bagagem de mão pra avião (minha ideia era europa, por isso peguei ela, mas optei por america do sul). Bota é inútil e pesada, fui de chinelo de Recife em pernambuco até o Salar do Uyuni na bolívia, bike, carona, a pé. depois voltei pro brasil. O chinelo me serviu muito bem. É confortável. E como disse um mochileiro no youtube: É melhor entrar num restaurante com o pé levemente sujo de poeira do que fedendo a um chulé. Roupas nada de roupas especiais, só o básico e nessa vida andarilha MENOS É MAIS, se vc precisar de algo compra em bechó paga 5 reais por peça a medida que forem gastando. Um chapelão daquele de tecido tipo do exercito é útil o sol é foda. Talvez umas luvas pra braço daquelas de motoboy, são leves e não ocupam espaço. Nada de roupa de frio, isso se compra em brechó quando vc chega em um lugar frio. Panela leivei mas nunca usei, não precisa. Eu levaria um canivete daqueles com talheres e pronto lanterna USB me foi útil vc recarrega em qualquer lugar e ajuda nas caminhadas noturnas, tambem adptei ela pra usar na bike. Levei uma pequena caneca daquela de aluminio do exercito, usei muitas vezes mas não é tão necessario. Pretendo largar a panela e continuar só com a caneca. NADA DE LIVRO, COISA PEQUENA QUE ACUMULA PESO. Pra ler PDF no celular tá de bom tamanho. NAVEGAÇÃO: baixem o app MAPS.ME e baixem os mapas offline, é melhor que google map e tem GPS se precisar. Ele nunca me deixou na mão. O QUE APRENDI VIAJANDO: Comunicação, fazer dinheiro do zero, gerenciamento financeiro, profissão de recepcionista de hotel, inglês e espanhol (aprendi o básico em casa, e o resto no hotel falando com o povo). E um par de habilidades de sobrevivência urbana. Insta: @chicoalhandra email: [email protected]
  12. 2 pontos
    Olá pessoal, boa tarde! Alguém aí querendo viajar em outubro agora para Maceió? Busco companhia.
  13. 2 pontos
    RELATO OBJETIVO SOBRE A BOLIVIA E PARQUE SAJAMA EM MARÇO 2020. Roteiro: Belo Horizonte>> La Paz >> Parque Sajama>>La Paz >> BH Sai de BH dia 05\03 18 hs de voo com conexão em SP e Chile. Havia reservado o hostel Wild Rover- hostel agitado, muitos gringos ( só eu de brasileiro)com bar bem movimentado, muito bom para curtir a noite. Restaurante bom, banho quente, No entanto se pretende descansar não é um a boa escolha. LA PAZ Em LA PAZ não há muito o que fazer. Dei uma volta na cidade. Muito comercio de rua. Mais do que lojas oficiais. Fui lá nas ruas de equipamentos esportivos, realmente o preco é melhor que no brasil, além das marcas que não temos. Por eemplo uma bota merrel 800 bolivianos. Preço melhor que na amazon com a taxa de importação, mas ainda assim caro. Muita roupa falsa de marcas de montanha. Melhores coisas de LA PAZ. comida de rua e o teleferico, as tia gorda vende de tudo na rua, Pasteis, bolos, empanadas muito melhores que nos restaurante. Sanduiches de pernil, frutas e vários tipos e formas de milho, comi de tudo. não tive um desarranjo intestinal. Teleférico, melhor atração de LA PAZ, porque nele você verá toda a cidade e os majestosos nevados no entorno. São várias as linhas, tem a linha celeste que fica no centro prto do mercado camacho. No final dele tem conexão com os outros, tem um que chama mirador, é o mais alto da cidade.. No dia 08\3 partir para Parque Sajama. Peguei ônibus no terminal de Buses de La Paz, com destino a Arica no Chile. Ônibus de viagem bem confortável. Passagem 75 bolivianos. Pedir para descer no Parque Sajama, umas 3 hs de viagem. Desci na entrada do parque. Minutos depois apareceu um van, que deixou 2 mochileiros da rodovia. Esta mesma van me levou a Vila.( 10 bolivianos). Estas Vans fazem este serviço de forma regular. Então não esquenta em descer e não ter carona para a vila. Além dos diversos carros que passam e oferecem carona. Hospedagem na Vila Sajama foi um suplicio. Fiquei no Hostel Sajama, péssimo, caro, sem agua quente, sem refeições, inclusive para comprar. 100 bolivianos a diária em quarto individual e 60 em quarto compartilhado. Andando pela mini Vila para encontrar um lugar para jantar, encontrei o Hostel Parinacota, bem organizado. Lá eles servem jantar e café da manha,( para não hospedes), O jantar estava ótimo com chá e sobremesa. Lá fiz contato com um dos donos o Gregorio , que também é 'guia' de montanha. Combinei com ele em ir ao Acotango. Apenas o transporte sem Guia. 1000 bolivianos. Ele me buscou na pousada as 04 hs e chegamos na base do Acotango antes das 06 hs. 09\03 Vestir os equipamentos e partir sozinho. ( ele ficou em baixo dentro do carro esperando). Tem uma subida pesada logo após o primeiro Vale. Esta é a única subida mais difícil. Depois e caminhar na neve até o cume. A descida realizou por outro lado. Como se voce continuasse a caminhar após o cume. Bem tranquilo so neve fofa. Fiz alguns trecho de esqui bunda. - LEMBRENTE : 6000 metros mexe muito com a fisiologia, tive dor de cabeça, mas foi auto limitada. O sol amplificado pela neve queima demais. enato muito cuidado. Sempre de óculos bem escuros preferencialmente balacrava ou duas bandanas. Agora começa a loucura... Após a ascensão do Acotango, resolvi subir ficar no campo base do Parinacota. Por lá, aos 5200 metros de altitude fiquei 4 noites. Sozinho. Novamente paguei 1000 bolivianos. Para o Gregorio me deixar no campo base. Ele me deixou com 6 litros de agua da torneira do hostel. No campo base tem um abrigo grande de pedras, com 5 beliches, com colchoes novos, cobertas grossas boas. NÃO TEM AGUA!! como o solo é de por de rocha vulcânica, não tem agua escorrendo do topo do vulcão. O nível da neve é bem alto 1 hora de caminhada. Neste primeiro dia optei por dormir na barraca. Pois minha barrca nunca tinha enfrentado frio verdadeiro. A minha Naturehike cloud up 2, passou bem pelo teste. Nevou a noite toda. O vento não incomodou. Acordei com neve até o 1\4 inferior da barraca. A noite ouvia o excesso de neve escorrer pela barraca. No entorno havia 30 cm de neve em todo lugar. Logo fiquei feliz, acabou meu problema com água !! Só que não é tão simples derreter neve. Exige-se um volume grande de neve e muito FOGO. Como eu levei apenas um botijão pequeno para o fogareiro. Optei por não derreter a neve no fogo. Enchi um saco plástico transparente e deixei a radiação solar fazer sua parte, depois de 2 dias eu tinha 4 litros de neve derretida e com processo de produção mantido. Resolvido o problema de agua. Agora era apenas torna-la potável. Já havia gasto 8 pastilhas de clorin na agua que o guia me deu. Joguei no galão 2 litros de neve derretida, e minha ultimas 2 pastilhas de clorin, deu certo so tiver um episodio de diarreia no primeiro dia e não tive mais. Comida não era um problema, havia levado 4 refeições liofilizadas, muita castanha do Pará, frutas secas e barras de proteína e chocolate. Levei uns saches de chá e alguns de leite em pó. Tinha também soro de reidratação e tomava um litro por dia. Resumindo não passei fome nem sede. Banho! apenas paninho com álcool nas partes e creme antibacteriano que eu levei. Nevou dia e noite sem parar. Minha barraca ficou enterrada na neve. A segunda noite ... Seria a noite de ataque ao cume. Optei por dormir no abrigo, pois iria acordar de madrugada e vestir a roupa de alta montanha no abrigo. Seria.... Acordei as 23 horas com uma dor de cabeça, falta de ar pior da vida. Tomei ibuprofeno e paracetamol. So melhorou pela manha. Quando conseguir dormir um pouco. Tomei ibuprofeno 8\8 hs e melhorou durante o dia. Dei umas voltas pelo entorno, neve fofa e alta pra todo lado. Almocei, tomei cha e leite. Li meu livro( Transpatagonia, pulmas não comem ciclistas, Guilherme cavallari). Algo indispensável nestes momentos de solidão. Tinha até medo de terminar de ler rápido. DIA DE CUME!!! 10\03\2020 Dormir no abrigo, jantei um frango liofilizado. Tomei um chá e mais copo de leite. Fui dormir. Não conseguir acordar as 01 horas como previsto. Acordei as 04 hs!! muito tarde. Resolvi ir assim mesmo. Tempo bom. Tomei café, comi um biscoito, castanhas e barra de proteína. tomei um leite e preparei um chá para levar. Aqueci agua e enchi a garrafa. 04:30 partir do abrigo. Lua cheia escondida por nuvens, mas deixava passar claridade. Não precisava de lanterna. Estava quente, fui com a jaqueta de plumas e um fleece. Logo logo, retirei a pluma e fiquei só com o fleece. Como nevou muito não vi os famosos penitentes. Peguei um subida a direita neve fofa entre algumas grandes pedras negras. Subida íngreme. Pesada. Continuei subindo em direção a direita. Coloquei os crampons logo após a ultima pedra negra. Logo estava em uma parede de 50graus de neve fofa -+30 cm. Para minha infelicidade o sol já havia nascido e estava em brilho total, céu de poucas nuvens. Pouco vento e muito calor. Em uma rajada de vento, foi-se meu boné... As 10 horas parei, fiz um lanche e tomei um chá. Sol a pino, neve refletindo o sol direto no rosto! Continuei em um diagonal para a direita, alternando com alguns períodos de subida reta. 11 horas e agora e um paredão de gelo e neve 20 cm 60graus de inclinação a menos de 300 metros do cume. Continuo na subida, com muito sol que ficava ainda pior refletido na neve. Tinha dois sois a me fritar. A insolação minou minhas forças, comia neve para hidratar, a boca estava seca e quente. Tomei toda minha água. continou por mais uma hora. olhei do GPS 12:17 horas, altitude 6210 metros , 480 millibar. cansado, desidratado, sozinho faltando MISEROS 170 METROS ATÉ O CUME. Desisto! Iniciei uma descida rápida. com alguns tombos. Neve fofa devido ao sol. Atolando ate o joelho. Descia quase paralelo ao paredão de gelo e neve. Comendo neve com muita frequência, já estava desidratado. Sentia um calor, um vapor sair do rosto, nem imaginava que eram as queimaduras solares. Bati algumas vezes os crampons na minha bota, perigo total. Assim que além de estragar a bota, ocorrem os ferimentos na perna. Finalmente cheguei a a região onde iniciava as pedras pretas. Retirei os crampons, não foi uma boa ideia. Estava muito escorregadio, o pe afundava na neve e iniciava escorregão, como um patins. Em um desses tiver que utilizar o piolet para minha retenção. Finalmente cheguei a base da montanha, agora era apenas uma caminhada na neve ate o abrigo. Andava muito rápido, devido ao calor insuportável que sentia no rosto. Esfregava neve e comi sem parar. Cheguei ao abrigo em menos de 2 horas !! Joguei muita agua gelada no rosto. Bebi um litro de agua de uma vez. Tirei a roupa, esquentei agua, fiz um chá e comi uma canja de galinha liofilizada. Fui cuidar do estrago das queimaduras no rosto. Passei um camada generosa de bepantol e protetor solar. Morto, destruído fui dormir. Devia ser umas 14 horas. Acordei poucas vezes para tomar agua e fiquei feliz, quando deu vontade de urinar, sinal de boa hidratação e perfusão. Dormir a noite toda. Senti um pouco de frio, talvez pela falta de calorias. 12\ 3 Dia do resgate Acordei, tomei um leite, comi umas barras de chocolate e castanhas. Desmontei a barraca , juntei meu lixo guardei a agua e agora era so esperar o resgate. Fui deitar ainda estava muito cansado. Algumas horas depois, entra o motorista, falando que o 4x4 não conseguiu subir ate o abrigo. Descemos caminhando 30 minutos e pegamos o carro. Rumamos para Vila Sajama. VILA SAJAMA>>LA PAZ Ele disse que me deixaria em Tambo Quemado, porque lá possui mais opções de transporte a La Paz. Tambo Quemado é uma cidade fronteiriça com o chile. Fiquei encostado no controle alfandegário, um portico azul. Ao lado tem um patio grande onde tem vários caminhões parados e vans. O motorista disse que eu posso pegar uma van para Patacamaya ou Oruro e de lá outra para La Paz. Havia muitas vans inclusive uma que iria sair em 30 minutos para Patacamaya. Como eu fui de ônibus da Nordic que vai ate Arica na costa Chilena e sabia que ele retornava e passava ali entre 15:30 e 17 horas. Este lugar lembra uma parada de caminhoneiros, com vários restaurantes e pequenos comércios em volta. Optei por comer algo descente e aguardar o ônibus direto para La Paz. Pra variar comi pollo(frango) com arroz. Foi o melhor frango frito da viagem. Também dias comendo só liofilizados. Logo passou o ônibus, antes das 17 horas. Várias pessoas o pegaram. Mas ele ainda estava vazio, passagem 40 bolivianos. Fui tranquilo, com espaço e segurança até La Paz umas 4 horas de viagem. No terminal de Bus estavam medindo temperatura de todos que desciam dos ônibus. Peguei um taxi, 40 bolivianos, ate o meu hostel, o mesmo Wild Rover, no centro de La Paz. No hostel fiquei em um quarto com 6 beliches, que fica onde era o sotão da casa, chama quarto D. Péssimo sem ventilação. como peguei um resfriado na montanha estava tossindo muito, piorou ainda mais naquele quarto abafado. Eu tinha a pretensão de ir ao Huyana Potosi no dia 13. Mas todo queimado e com resfriado abortei a ideia. Fiquei um dia besuntando a cara de bepantol e protetor solar, curti um pouco a noite no bar do Hostel. No outro dia fui ao LAGO TITICACA . LA PAZ >> COPACABANA ( LAGO TITICACA) Resolvi fazer um bate e volta a Copacabana, local mais conhecido a beira do lago. No próprio hostel tem uma agencia de viagens. Perguntei sobre o ônibus Bolívia HOP. Fui informado que era 40 DOLARES ate Copacabana, voce pode descer onde quiser e pegar o ônibus quando quiser também. Caro demais 200 reais. O barman do hostel me falou que havia vários ônibus de saiam de Cementerio com destino a Copabana. Peguei uma van perto do mercado camacho 2 bolivianos. Pedi para descer no cementerio que iria pegar o ônibus para Copacabana. Este Cementerio é um bairro na parte alta de La Paz. A van para perto de uma praça com vários ônibus e vans paradas. Tipo um rodoviária informal. Lá havia varias pessoas oferecendo passagens para Copacabana. Comprei em um ônibus grande de viagem, 20 bolivianos. São umas 3 horas de viagem. Quando chega no lago tem que passar de balsa. Todos descem o ônibus vai vazio. Voce descer vai a bilheteria compra a passagem do barco de passageiros 2 bolivianos. Atravessa e espera o ônibus nom outro lado na praça da cidade. -decora o nome e placa de seu ônibus! Chegando a Copacabana é um vila pequena, bem bonita, com mirantes no entorno, uma linda igreja logo no inicio da vila. Vários restaurantes que servem o prato principal da cidade- trucha do lago Titicaca. Descia rua principal, com sol forte vindo do lago, eu igual um tuareg com o rosto protegido com bandanas. Fui a beira do lago de aguas cristalinas e geladas, tirei umas fotos. No entorno do lago tem vários quiosques, que vendem passeios para as ilhas do lago. Como cheguei tarde não havia mais passeios. Existem muitos hostels a beira do algo e a maioria possui um restaurante com um térreo, com cadeiras e guarda sol. Lugar perfeito para curtir a vista do lago, comer uma trucha tomar uma pacena gelada. Fui no ultimo restaurante ao lado esquerdo da rua principal tem uns sofas no terraço, muito confortável. Sobre Copacabana, é um vila que vale pena ficar alguns dias. La os hostel é mais barato, percebi muita gente mais alternativa. Pode-se inclusive partir de lá para o Peru. tem vários ônibus que fazem este trajeto. È mais perto que LA PAZ. COPACABANA>> LA PAZ Teem vários horários de ônibus de volta a LA PAZ , eu peguei o de 18:30 hs , mas vi que o ultimo sai 22 horas. A volta é o mesmo esquema de balsa e barco em Tiquina. o ônibus te deixa no terminal de BUS de LA PAZ, no centro. DICA: banheiro só na hora de pegar o barco, 1 boliviano. levar uma blusa de frio. LA PAZ >>> BH Meu voo seria dia 15 as 8:45 hs. Sai do hostel as 7 horas. Estava chovendo e não conseguir chegar a tempo-perdi o voo! Tentei sem êxito ao menos chegar a Santiago que era minha conexão de 14 hs para Guarulhos. Não tinha um voo para o chile neste dia. Então tentei um para Guarulhos para pegar minha conexão para Confins , nada não tinha um voo também. Conseguir um voo para Guarulhos pela BOA , Saindo as 6:30 chegando em Guarulhos as 12:30 horas . Com troca de aeronave em Santa cruz de la Sierra. 1600 REAIS, com bagagem. De Guarulhos para confins comprei voo da gol 360 reais com bagagem. CORONAVIRUS Em LA PAZ alguma pessoas com mascaras, a maioria com mascaras de panos estilizadas. No hostel aquela muvuca de 15 pessoas em um quarto, tossindo e espirando( provavelmente resfriado), claro que sem mascaras. Nos aeroportos principalmente em Santiago e Guarulhos a grande maioria de mascara. Varios tipos, alguns usando no queixo, outros com uso intermitente. Casais um com mascra outro sem. Na volta em gaurulhos e Confins, haviam mais pessoas usando mascaras. Pouco depois que cheguem vi as noticias de fechamento de fronteiras na Bolivia e grande parte da America latina. Como cheguei resfriado e passei por aeroportos e principalmente por Sao Paulo onde há transmissao comunitaria. Institui auto quarentena domiciliar de 7 dias. Como profissional de saúde nao posso trabalhar com sintomas gripais. DICAS GERAIS: TRANPORTE PUBLICO TELEFERICO E VANS, SÃO BARATOS E EFICIENTES. NAO TEM UBER. TAXI NÃO É MUITO CARO. EXEMPLO PARA O AERORPORTE, QUE LONGE OUTRA CIDADE 70 BOLIVIANOS. COMIDA COMPRA NOS MERCADOS OU NA BANCAS DE RUA, NOS HOSTELS SÃO MUITO CAROS. COMPRA MUITA AGUA BEBA 4 LITROS POR DIA. O SOL É MUITO FORTE, DEVIDO A ALTITUDE , USE MUITO PROTETOR SOLAR, BONE E OCULOS ESCUROS E BANDANA (BUFF). FAZ FRIO TODO DIA, SEMPRE SAIA COM UM CORTA VENTO UM ANORAK TODO DIA. DA UMA VONTADE DANADA DE URINAR TODA HORA. TEM MUITOS BANHEIROS PUBLICOS, 1 BOLIVIANOS. OS BANHEIROS SÃO USAVEIS. SEGURANÇA, NÃO VI UM FURTO OU ROUBO, NÃO FUI ABORDADO POR NINGUEM. TEM MUITA POLICIA NA RUA. PASSEIOS: LAGO TITICACA -COPACABANA VALE UMA PERNOITE ALTA MONTANHA; PRA MIM FOI O MOTIVO PRINCIPAL DA VIAGEM. TEM MUITAS AGENCIAS PROXIMO A IGREJA SAO FRANSCISCO RUA MURILO, ILAMPU. ISAAC TAMAYO, SARNAGA. MEDIA DE PREÇO PARA HUAYANA POTOSI 800 BOLIVIANOS COM EQUIPAMENTOS DELES. EU LEVEI MEUS EQUIPAMENTOS, MAS O ALUGUEL NAO E CARO. UMA BOTA 30 BOLIVIANOS POR DIA . OS OUTROS PASSEIOS , DE BIKE, TREKKING ETC... NÃO FIZ MAS VALE MUITO A PENA FAZER. GASTOS: PASSAGEM 1600 REAIS BELO HORIZONTE -LA PAZ. HOSTEL 40 BOLIVIANOS\DIA CERVEJA 24 BOLIVIANOS AGUA 2 LITROS 8 BOLIVIANOS PASTEL DA TIA GORDA 4 BOLIVIANOS.
  14. 2 pontos
    Acabei nunca postando como foi a viagem, que no final das contas foi Grécia, Turquia, Itália: Roma (2 dias) Santorini (3 dias) Mykonos (2 dias) Atenas (3 dias) Istambul (4 dias) Bolonha (2 dias, incluindo bate-volte de uma tarde em Modena) Florença (3 dias, incluindo passeio em duas vinícolas na Toscana) Roma (3 dias) Segue 2 fotos: em Santorini em 28/set/19 e do alto da Basílica de São Pedro (Vaticano) em 17/out/19. Na primeira estava prestes a experimentar o ouzo. E na segunda foi após longa subida de 320 degraus! Recomendo pagar pela opção de ir pelo elevador.
  15. 2 pontos
    Quero fazer um grupo para trocarmos experiências e nos apoiarmos, até mesmo se ajudar e fazer novas amizades. Quem tiver interesse chama no +55 84 991763846 fala comigo, que te coloco no grupo.
  16. 2 pontos
    Uma das poucas coisas boas que dá para tirar desta crise toda do Covid, é que as empresas e empregadores ficaram mais abertos a possibilidade de home-work e trabalho remoto, eles viram que isto pode funcionar muito bem, as vezes funciona até melhor do que ir todo dia bater ponto no escritório.. Uma coisa que eu e minha esposa estávamos conversando estes dias atrás, é que quando esta história toda passar e o mundo começar a voltar a normalidade, nós iriamos alugar um motor-home e passar pelo menos uns 3 meses viajando pela Austrália, EUA, Canada, ou America do Sul ou algum outro local ainda a decidir, parando uma ou duas semanas em cada local e trabalhando em home-office nos nossos empregos atuais para pagar as despesas do dia-a-dia. Ainda é só uma conversa inicial de um domingo a tarde entediados em casa sem muita coisa para fazer, mas que agora ficou mais viável de realizar por ter menos resistência dos empregadores em autorizar o home-office...
  17. 2 pontos
    Venho aqui compartilhar o meu mochilinha de 27 dias pela Europa. Essa foi a 1ª experiência no continente. Com certeza, voltarei muitas outras vezes. Bom, iniciarei pelo planejamento. Comprei passagens de ida e volta por Bruxelas, pois tenho uma amiga que mora numa cidadezinha não muito longe de lá: Boortmeerbeek. Comprei com muita antecedência, no mês de maio, mas consegui um bom negócio: 2400 reais pela cia Air Europa. Os voos tinham escala em Madri, pois não há, por nenhuma cia, voos diretos até Bruxelas. No mês de setembro reservei os hostels em Paris, Amsterdã, Berlim e Londres. E comecei a pensar como faria os trechos internos. Bom, na maioria dos casos utilizei o trem, todos tíquetes comprados com 3 meses de antecedência para pagar um menor valor. Os trechos Bruxelas>Paris e Paris>Amsterdã foram realizados com o Thalys. No primeiro paguei 22 euros e no segundo 29 euros. Já de Amsterdã a Berlim, preferi fazer aéreo, pois o trem demorava 6 horas e além de tudo o preço não era atraente. Acabei comprando a passagem pela Easyjet (60 euros, com direito a despachar uma mala); no trecho Berlim>Londres comprei pela Easyjet também, com o mesmo preço e as mesmas condições. Em Londres queria fazer um bate-volta a alguma cidade do interior, e acabei escolhendo Cambridge pelo preço das passagens de trem (12 libras ida e volta!). Para finalizar, fiz o trecho Londres>Bruxelas de Eurostar, uma facadinha: 60 euros! =( Tíquetes de atrações, só comprei 2 de forma antecipada: visita à casa da Anne Frank em Amsterdã (10 euros) e London Eye (24 libras). Com tudo certo, só restava viajar! E numa data inusitada: 31 de dezembro! Como não ligo muito para Ano Novo, decidi ir nessa data: um dos motivos para as passagens estarem baratas! hehehe Fiz o voo de São Paulo a Madri em uma saída de emergência, pois o atendente ao ver a minha altura (1,91m), ficou com pena de mim! O voo foi ótimo! =) A aeronave era um pouco antiga, mas não foi um problema. A comida servida era muito boa! E tinha água e refrigerante no fundo da aeronave à vontade, era só pedir. Uma vez em Madri, esperei cerca de 3h pela conexão, nada que atrapalhasse, mas o aeroporto estava com as lojas fechadas e meio vazio. O segundo voo também foi em aeronave antiga, mas foi tão tranquilo quanto ao outro. Ao chegar em Bruxelas, andei, andei, andei, andei até chegar à área onde estavam as esteiras, peguei a minha mala (ufa, ela chegou!) e esperei a minha amiga chegar para me buscar. A casa dela não era muito distante do aeroporto, em cerca de 40 minutos, já estava lá, local que ficaria 4 dias no início da viagem e mais 1 no final. Nesse primeiro dia, praticamente descansei, almocei e depois à noite fui até Bruxelas encontrar uma amiga que estava lá por coincidência! =) Para ir até lá, fui de trem. Na Bélgica os trens regionais funcionam bem e quase sem atrasos. As compras podem ser realizadas pelo site da Belgium Rail, ou em máquinas nas estações. As máquinas aceitam cartão e moedas, esqueçam dinheiro! Passagem de ida e volta comprada, era só embarcar. De Boortmeerbeek até Bruxelas era mais ou menos 1 hora, com uma troca de trem em Mechelen, uma cidade maior e com mais conexões. Há trens muito antigos, mas também há aqueles modernos, porém vários deles são pichados na parte externa, achei estranho Bom, chegando na estação Brussels Centraal/Bruxelles Central (tudo em Bruxelas é bilingue, inclusive o nomes das cidades!) fui até a Grand Place/Grote Markt de lá, que é um espetáculo à parte. Ainda estava rolando a feira de Natal, além de a cada hora um lindo show de luzes. Quando cheguei encontrei a praça assim: Linda, não? É o lugar mais bonito de Bruxelas, sem dúvida! =) Encontrando a minha amiga, fomos até ao Bar Little Delirium (não fomos ao grande, por ser muito lotado). Lá pudemos provar vários tipos de cerveja belga (as melhores da viagem) por preços razoáveis. Também aproveitei a ocasião para provar uma daquelas delícias culinárias belgas: o waffle. Esse tinha nutella e morangos! Muita vida! hehehe Depois de mais um rolê pela cidade, me despedi dela, pois era tarde e tinha que pegar o trem até Mechelen (ou Malines, em francês), onde a minha amiga e o seu noivo me esperavam, pois não haveria mais trens para Boortmeerbeek. =( Eles aproveitaram para me mostrar, de carro, como era a cidade. O lugar mais interessante é a Catedral Metropolitana, que possuía na idade média, uma das torres mais altas da Europa, pois a cidade era um entreposto comercial importante. Bom, escrevi bastante. No próximo post continuo o relato. (Obs: pode ser que demore um pouco, tanto pelos detalhes, quanto falta de tempo mesmo! hehehe) Até a próxima!
  18. 2 pontos
    Algum interessado em fazer europa sem grana. Nada dessas armadilhas pra turista, a ideia é andar mesmo e conhecer gente e lugares. Eu já rodei um pouco da América do Sul. Por enquanto não tenho nada planejado, é apenas uma sondagem pra ver se alguém se interessaria. Vale tudo, a pé, carona, bus, trem. O trajeto não importa só gostaria de começar or terminar na Alemanha. Sem data pra voltar, talvez eu fique por la mesmo. Alguém se interessaria? Já estou um ano longe de casa então tenho alguma experiência do que funciona e do que não funciona. Até pessoas seria interessante pra mim. Já viajei em trio, complica um pouco nas caronas, mas ainda é viável. Quem se interessar me chama no whats 45 998183987 e se alguém quiser ver fotos da minha viagem aqui no br e américa do sul me segue no insta: @chicoalhandra Estilo da viagem quanto mais lento melhor, e quando eu digo lento é realmente lento Uma nova trip pela américa do sul também é uma possibilidade, mas Europa é o grande foco agora.
  19. 2 pontos
    Depois de mais de 3 anos sem concluir o relato, decidi voltar e terminá-lo! A pandemia me deixou bem saudoso do momento que podíamos sair desbravando o mundo. Agora é hora de fazer uma viagem ao passado! hehehe A minha memória vai falhar bastante, mas acredito que conseguirei recuperar com ajuda das minhas fotos! 😃 Continuarei falando de Londres! Dia 22 Para este dia, tinha comprado passagens de trem para Cambridge (lembro que foi bem em conta, por volta de 12 libras ida e volta). Eu e minha amiga nos dirigimos até a estação de trem da Liverpool Street. Os serviços oferecidos pela empresa National Rail partem de várias estações de Londres, fique atento de qual estação partirá o seu trem! (Foto da estação Liverpool Street) Foi uma viagem curta, em 50 minutos chegamos em Cambridge, uma das cidades universitárias mais importantes da Inglaterra. Só para citar alguns cientistas que estudaram lá: Isaac Newton, Charles Darwin e Stephen Hawking! Não é qualquer dia que se visita um local desses! Bom, ao descer da estação ferroviária, constatamos que estava chovendo muito, mas muito mesmo! E eu não estava muito bem, não sabia, mas a minha sinusite estava atacada e sentia calafrios! Acho que esse foi um dos meus maiores perrengues chiques! Hahahaha Decidimos comprar o bilhete do ônibus CitySightseeing, famoso hop-on, hop-off, pelo menos assim estaríamos protegidos do frio. Outro problema que constatei ao chegar na cidade foi que não havia planejado nada! Nem ao menos ter salvo alguns lugares no Google Maps fizemos! Por ser um passeio bate-volta, é interessante fazer isso, para otimizar o seu tempo e não perder lugares importantes a serem visitados. (Cara de morto ao lado do rio Cam) Descemos próximo dos primeiros “Colleges”, que são as diferentes faculdades. Infelizmente, turistas não podem entrar na maioria dos prédios durante o ano letivo, apenas em períodos de férias, ou seja, julho e agosto. Outra coisa legal de se fazer que não foi possível é o punting, que é remar os barcos típicos da cidade pelo rio Cam, com o frio e a chuva, não deu! =( Passamos pelo Saint Catharine’s College, Queen’s College, andamos ao lado do rio Cam. (Saint Catharine's College) A fome bateu e eu estava cada vez pior! Então fomos em direção ao shopping que existe lá perto, porém não havia uma praça de alimentação! Acabamos achando um restaurante italiano, mas não lembro o que eu comi! Hahaha É possível apenas entrar em alguns lugares, e somente na região dos gramados, dentro dos prédios não! Com isso na cabeça, passamos em frente ao King’s College, o mais importante deles. (King's College) Um rapaz se dizendo aluno de História e Arquitetura da universidade nos abordou oferecendo um passeio guiado por dentro dos Colleges! Uau! Acho que ele cobrava 20 libras de cada um. Falamos que estávamos com o tempo curto, pois tínhamos que pegar o trem de volta a Londres, acabou nos oferecendo um passeio mais curto... Entretanto, tendo em conta que sabia das restrições para visitantes, o questionei sobre o que estava escrito na placa a 10 metros de distância. Começou a gaguejar e disse a ele essas palavras “quem sabe na próxima!” hahahaha Depois disso voltamos para o ônibus, e o tempo decidiu melhorar! Há muitos lugares legais para se conhecer em Cambridge, mas estar doente e também não se planejar da melhor maneira pode atrapalhar e muito qualquer passeio. Ao retornar a Londres, chegamos já era noite! Estava me sentindo mais disposto e fomos caminhar pela Oxford Street, a rua de compras londrina! Por lá também vimos a Chinatown. (Oxford Street) Uma dica preciosa para a Inglaterra, especialmente é fazer uma das suas refeições com coisas compradas no supermercado! Restaurantes são bem caros, então aproveite para se esbaldar no mundo Tesco! Tem tanta coisa legal nas geladeiras: sanduíches, saladas, pratos prontos para serem aquecidos em micro-ondas! Com a libra é uma moeda muito valorizada, não custa nada economizar um pouco! (Na Piccadilly Circus e com a sacola do Tesco na mão hahaha) Ainda faltam alguns dias da viagem para eu terminar o relato! Espero que vocês tenham gostado e me desculpem se a minha memória falhou depois de mais de 4 anos! Hahahaha Até a próxima! Prometo não demorar 3 anos para continuar! hahahaha
  20. 2 pontos
    Prezados, Respeitar os diferentes estilos de viagem de cada um tudo bem, mas aconselhar a utilização de subterfúgios para permanecer ilegalmente pela Europa é verdadeiramente insano, depois turistas brasileiros reclamam que são discriminados por lá não sabemos porque né...
  21. 2 pontos
    @Renato Santini é isso aí mesmo! A logística envolvida acaba por ser muito cara, e como já citado por outros, algumas economias podem se mostrar escolhas caras no final, como a necessidade de abortar a expedição por um erro de estratégia! Se tu tiver muita experiência de montanha e se sentir confortável em tomar decisões em condições muito adversas daí sim pode abdicar de alguns itens, como mais sherpas ou mais garrafas de oxigênio! O ideal é ter feito quantas montanhas com mais de 6000 quanto possível! Eu não fiz nenhuma montanha no Nepal antes do Everest, mas tinha uma boa bagagem de montanhas de 6000, autônomo ou em expedição, nos Andes, e entendo que foram importantíssimas! Desde esse ano o governo nepalês estudava incluir essa experiência prévia no Nepal para a emissão do permit, mas ainda assim entendo o Aconcágua como uma montanha importante nessa preparação! Se quiser saber mais só chamar aí!
  22. 2 pontos
    Opa Brother Voces vao mesmo ? Estava pensando em montar esse roteiro pro ano que vem por conta da pandemia. tem interesse ? to solo nessa ideia. Meu primeiro mochilao
  23. 2 pontos
    Olá amigo. Parabéns pela viagem. Soube que não tem mais rípio na Ruta 3 até o Ushuaia. É certo isso? E a Ruta 40? É tranquilo?
  24. 2 pontos
    Concordo plenamente com você, o grande problema é ficar dando palanque para quem quer ser ilegal e ainda defender esse "estilo" não tenho absolutamente nada contra mochilão roots mas desde a primeira postagem dese tópico a pessoa já deixou clara que talvez o plano era ficar pela Alemanha mesmo....
  25. 2 pontos
    Uma coisa que eu vejo bastante aqui, é que alguns participantes do fórum são muito preconceituosos e rudes com "viajantes de agência" ou com pessoas que simplesmente pedem alguma informação sobre alguma agência ou pacote de viagem, alguns colegas são bem preconceituosos, rudes e até um pouco ofensivos nas respostas, e estas pessoas, que algum dia poderiam se tornar "mochileiros", nunca mais retornam ao site. Tudo bem que o foco do fórum é o viajante independente, que você pode preferir viajar de forma independe, mas nem todo mundo é igual, ou tem a mesma experiência ou coragem para cair na estrada sozinho e por conta própria logo na primeira viagem, e se pessoa pediu seria nossa obrigação tentar ajudar no que for possível, e deixa-la confortável, para que quando ela criar coragem de viajar sozinha e por conta própria, ela volte a frequentar o fórum. A única coisa que eu sou totalmente contra, é ficar levando adiante discussões de como burlar as leis e regras da imigração que volta e meia aparecem aqui, por que isto pode ser considerado algum tipo de apologia ao crime ou contravenção, e pessoalmente nestes casos eu tento alertar a pessoa dos riscos e problemas envolvidos neste tipo de coisa, e encerrar a discussão.
  26. 2 pontos
    Cara, na real, a sua história e planos para o futuro são a "história da vida" da maioria dos moradores de rua que eu conheço e que estão passando fome e dormindo embaixo das marquises dos prédios. A minha esposa também trabalhou algum tempo na FAS (Fundação de Ação Social) da prefeitura de Curitiba e ela lidava quase todos os dias com pessoas em situação de rua, e pelo que ela sempre contava, a "história de vida" da maioria das pessoas que ela atendia era exatamente igual a sua.... A história destas pessoas geralmente começa com elas perdendo o emprego, ai acontece alguma outra coisa ruim, como por exemplo uma separação, morte de algum familiar, etc, ou ao contrário, se separa, perde alguém próximo e depois acaba perdendo o emprego, com esta serie de coisas ruins, a pessoa acaba entrando em depressão, e ai longe de casa, sem amigos e família próximos, sem trabalho e sem dinheiro, acabam morando na rua. Algumas pessoas acham que sair por aí sem rumo e sem dinheiro, fugindo dos problemas é a solução para esta fase ruim, mas não poderiam estar mais enganadas! Viver por aí sem rumo e sem dinheiro não é fácil, é uma vida cheia de preocupações e privações, por exemplo, o que você vai fazer quando estiver com fome e o seu dinheiro tiver acabado e não tiver arranjado algum trabalho? Arranjar um trabalho mesmo que temporário neste momento em que o desemprego está alto devido ao covid não está sendo fácil! Você estaria disposto a ficar mendigando por um prato de comida na porta dos restaurantes ou comer coisas do lixo se não tiver dinheiro para comprar algo? E o que você faria se lá pela segundo ou terceira semana o seu dinheiro tiver acabado e você não conseguir mais pagar por um local para dormir? Você estaria disposto a dormir na rua? Ai você estará lá sozinho, longe de casa, sem amigos ou familiares que lhe possam ajudar, sem dinheiro, sem lugar para dormir, sem dinheiro para comer, e a sua depressão só aumentando, o que por sua vez vai fazer ter ainda menos vontade de sair por aí atrás de algum trabalho, e o resultado nós todos sabemos qual será, em poucas semanas você muito provavelmente estará morando na rua e provavelmente viciado em drogas. Esta fase atual está sendo bem complicada para a maioria das pessoas, mas em algum momento vai passar e as coisas vão melhorar, o importante agora é você estar perto de amigos e familiares, que possam lhe ajudar quando a coisa ficar complicada e você não conseguir mais sair da situação sozinho, afinal amigos e familiares servem para isto também, lhe apoiar nos momentos ruins. Não tenha vergonha de pedir ajuda a familiares ou amigos, a maioria das pessoas em algum momento já precisou pedir ajuda, e isto não nos torna menores, na verdade, saber os nossos limites e saber quando não somos mais capazes de resolver as coisas sozinhos e precisamos de ajuda, nos faz crescer como pessoa, e nos torno uma pessoa melhor.
  27. 2 pontos
    Bom, vou colaborar com nosso relato de viagem por dois países da América Central realizado entre fev e mar/19. Ressalto que a melhor época para visitar a região é de janeiro a abril para fugir das chuvas. O custo total da viagem foi R$6000,00, sendo: R$1500 (passagem São Paulo – San José) pela Avianca R$ 500 (passagem San José – Cidade da Guatemala) pela Copa R$ 600 (hospedagens em hostel) R$ 500 (ônibus/shuttles na Guatemala) R$ 400 (aluguel do carro) + R$150 combustível na Costa Rica (valor por pessoa em carro 4 pessoas) + demais custos com alimentação e passeios Os roteiros foram os seguintes Costa Rica 9 dias: todo o roteiro realizado com carro alugado (aprox. 50usd/dia) Chegada em San José – Pq. Manuel Antonio – Cartago (vulcão Irazú) – Vulcão Poás – La Fortuna (Arenal + Rio Celeste) – Tamarindo (Playa Conchal e Hermosa) Guatemala 9 dias: todos os deslocamentos realizados por ônibus/shuttle (possível comprar pelo site GuateGO), mas recomendo fechar com as agências locais que fica bem mais barato. Chegada na Cidade da Guatemala – Antígua (vulcões Pacaya e Acatenango) – Panajachel (Lago Atitlán) – Lanquin (Semuc Champey) – Flores (Tikal)
  28. 2 pontos
    FOTOS DA VIAGEM: COSTA RICA Eu estava devendo uma fotos da viagem, então vou compartilhar para ajudar: Cachoeira La Fortuna; Vulcão Irazú; Playa Conchal; Playa Tamarindo
  29. 2 pontos
    Em agosto de 2019, passei 4 dias no Pantanal Norte, que fica no Mato Grosso, foi difícil achar relatos desse lugar, por isso, resolvi fazer um. Eu vou focar nas dicas de passeios, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia(até porque tenho péssima memória). Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais no meu instagram, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato Pantanal O Pantanal é uma região bem grande, sua parte norte, que fica no Mato Grosso, tem como ponto central para visitação a Rodovia Transpantaneira, uma estrada de 145km de terra batida, que dá acesso às várias pousadas/hotel fazenda, e onde você encontrará muitos animais no seu percurso, principalmente jacarés, tuiuiús, garças, capivaras e se tiver sorte até onças-pintadas. No início dessa estrada, fica a cidade de Poconé, e no final dela, fica a região de Porto Jofre, nas margem do Rio São Lourenço(é bom lembrar desses pontos para o resto do relato). Esse é um mapa que peguei com um guia de lá, dá pra ter uma boa ideia da localização dos pontos mais importantes. Existem outras cidades na parte norte que podem ser usadas de base para conhecer o Pantanal Norte, como Cáceres mais para o lado da Bolívia, e Barão de Melgaço que pega a parte do Rio Cuiabá. Roteiro: Fiquei 4 dias em Poconé, e todas manhãs saía em direção a Estrada Transpantaneira para fazer algum passeio, e valeu a pena fazer assim, pois consegui economizar muito com hospedagem, que é o mais caro da viagem. Se fosse fazer novamente, eu ficaria 3 dias no Sesc Pantanal, que é um pouco mais caro do que ficar em Poconé, mas pelo preço vale a estrutura do lugar, e ficaria 1 ou 2 dias em Porto Jofre, pois fazer o bate/volta para lá no mesmo dia é cansativo, melhor passar a noite lá e voltar no outro dia. Caso decida não ficar hospedado nas pousadas, alugar um carro acaba sendo necessário, caso contrário vai ficar dependendo das opções de passeio da sua pousada/agências, o que acaba deixando a viagem mais cara, por outro lado, se você escolher ficar numa dessas pousadas, acho que ficar apenas nela aproveitando o lugar seja de forma mais tranquila seja uma opção. Alugar um carro compensou para mim, pois foi possível visitar várias pousadas, e fazer os passeios de cada uma delas, assim consegui observar animais diferentes, em regiões diferentes, já que cada pousada fica bem distante uma da outra Chegando lá: De Cuiabá, são apenas 100 km até chegar em Poconé, a estrada é asfaltada e muito boa. Existe a opção de ir de ônibus, mas eu recomendo que você alugue um carro para se locomover com mais liberdade por lá. Na época de seca(fui em agosto) aluguei um carro 1.0, até deu conta de atravessar a Transpantaneira, foi meio desconfortável em vários pontos, pois a estrada é toda de terra, e as pontes são de madeira, algumas caindo aos pedaços, então recomendo que alugue um carro alto ou até um 4x4. Dicas: Uma coisa que você tem que ter em mente antes de ir, é que mais de 90% dos turistas no pantanal, são gringos, e por causa disso, o preço dos serviços é bem caro, principalmente hospedagem. A melhor hora de fazer os passeios, quando os bichos estão mais ativos, é no início do dia, e no fim de tarde, então evite passeios de barcos/trilha que aconteçam bem ao meio dia. A exceção a isso são as onças, elas ficam mais movimentadas no meio do dia. Ainda sobre onças, apesar da chance pequena de vê-las em outros lugares, se você quiser 90% de certeza de encontrá-las, precisa ir até Porto Jofre, que fica no final da Transpantaneira. Se a sua meta é economizar, ao invés de ficar hospedado naqueles pousadas mega caras, é pegar apenas o Day Use que algumas oferecem, fiz isso na Pousada Piuval, onde paguei R$90, incluído aí aproveitar o lugar(com piscina), um almoço e um passeio de trilha. O que compensou pra não pagar $700 da diária do quarto. Uma dica sobre a estrada Transpantaneira, me recomendaram ter cuidado com búfalos (que até então, eu nem sabia que existiam lá), pois eles podem atacar os carros, e fazer um bom estrago, então é bom não parar quando avistar um. Época do ano Costuma chover muito forte e todos os dias entre dezembro e fevereiro, então o ideal é ir bem depois dessa época, eu fui em agosto e estava beem seco, o que foi bom pra se locomover pela Transpantaneira. Hospedagem: De início quase desisti de ir, pois só achava opções caras, mas pesquisando bastante e depois indo lá, descobri que existem opções para todos os bolsos. As pousadas, que são mais voltadas para os gringos(ou se você dispõe de R$800 para cada diária), tem uma ótima estrutura, além de ter a vantagem de ficar no meio da área selvagem do Pantanal, então é comum ter muitos animais andando em volta e até dentro da propriedade, é uma ótima experiência para quem consegue pagar. A opção intermediária, é o SESC Pantanal, ele tem uma estrutura de primeira, e tem preços mais acessíveis(pra quem tem a carteirinha do SESC fica ainda mais barato), o ponto negativo é que ele está localizado um pouco longe da Transpantaneira, no município de Barão de Melgaço, não que não seja bonito ou não tenha muitos bichos, tem muitos sim, é a opção que eu recomendo. E tem a opção mais em barata, se você não tem carteirinha do SESC, que é ficar em algum hotel em Poconé, assim ainda pode contar com a estrutura da cidade, para sair pra comer a noite, ir no mercado comprar sua comida e tal, recomendo o Hotel Canoas, foi onde fiquei, ele está no km 1 da Estrada Transpantaneira. E a opção mochileiro-raiz-sem-grana, algumas pousadas tem camping, que pode ser uma alternativa mais barata ainda, consegui encontrar duas, a O Porto Jofre Pantanal , no final da Transpantaneira e a Pousada Pantaneira Poconé, que a entrada fica na mesma estrada indo para o SESC. Passeios: Por questões de consciência ecológica, não fiz alguns passeios, como pesca ou cavalgada, já que a intenção era ir observar/fotografar os animais em seu habitat natural, e não explorá-los. Passeios de barco, fiz 4 no total, foram bem diferentes um do outro, e que gostei de todos, recomendo que você faça vários em lugares diferentes se possível, agende em outras pousadas se estiver hospedado em uma. O da Pousada Rio Claro (R$70 por pessoa, 2 horas), gostei dessa, em alguns momentos, o condutor do barco jogava peixes na água, para alguma ave próxima ir pegá-lo, fazendo um rasante na água, e em outro momento alimentou um jacaré, que segundo ele se chamava Dorotéia(o que rendeu boas fotos rs) . O da Pousada Pantaneira Poconé (R$150 o barco por 1 hora), esse foi mais tranquilo, poucos animais, mas a paisagem era bem mais bonita. O da Pousada Piuval (R$90 por pessoa), foi mais focado em observar pássaros, pois os outros passageiros(hóspedes) estavam ali só pra isso, no final do passeio fomos para uma torre de madeira, no meio da mata, com uma vista muito bonita, ver o pôr do sol ali foi ótimo, compensou todo o passeio. O da Pousada Porto Jofre Pantanal, que foi basicamente a busca por onças, e que foi o melhor que fiz, vimos muitos outros bichos, como ariranhas e até cobra sucuri, mais detalhes abaixo. Passeios para ver as onças, esse passeio é cobrado pelas pousadas e agências de Poconé por R$500/pessoa (além de R$400 pelo transfer de ida/volta), se assim como eu, você quiser economizar, pode ir direto para Porto Jofre de carro, e conversar com os pescadores e donos de barcos que tem por ali, ou ir na Pousada Porto Jofre Pantanal, eles cobram pelo barco, R$700 por 4 horas(ou R$1.000 por 8 horas), como eu estava com mais uma amiga, ficou $350 por pessoa, se estiver em grupo, sai mais barato ainda fazer dessa forma. Acho que só pra quem vai sozinho que vale pagar os R$500 que as agências cobram. Focagem noturna, fiz na Pousada Piuval (R$50), fomos numa caminhonete, não chegamos a ver muitos bichos, mas é sempre questão de sorte pra ver. A trilha na mata é algo rápido, e estava incluso no Day Use, vale a pena, mas prefira ir no início ou no fim do dia, que é quando tem mais chances de ver animais. Não recomendo o passeio fotográfico, você pode fazer por conta, dirigindo pela Estrada Transpantaneira e parando em qualquer lugar para fotografar os animais(se avistar um grupo de pessoas parada em algum ponto da estrada, pode ir lá que deve ter algo interessante), o ideal é sair no amanhecer, ou no fim do dia, que é quando os animais estão mais ativos e saem, além de aproveitar um pôr do sol que só o Pantanal vai te proporcionar.
  30. 2 pontos
    @Rafael_Salvador foi muito legal ir para Helsinque e tirar minhas próprias impressões, pois se dependesse da opinião de outros eu nem teria ido rs. Eu não comprei chip para o celular na Rússia, mas pelo que pesquisei é fácil de encontrar (inclusive no próprio aeroporto). Eu consegui me comunicar bem em inglês em restaurantes e pontos turísticos, mas pra pedia informação no metrô ou qualquer outra pessoa na rua é difícil, nem todos falam inglês.
  31. 2 pontos
    26/01 – Ida definitiva para Paris Último dia em Tours e, enfim, iríamos definitivamente para Paris. O trem já estava confirmado. O trecho de Tours à Paris foi um dos menos afetados pela greve, então não me causou muita preocupação. Acordamos um pouco mais tarde e fomos tomar café da manhã no hotel pela última vez. Depois ficamos matando tempo no quarto, pois o trem só sairia 12h34. Fizemos o check-out perto de 12h00 e acertamos o valor das taxas turísticas e café da manhã, que deu 54,20 euros para duas pessoas. A viagem entre Tours e Paris dura pouco menos de 1h. A passagem havia sido comprada no Brasil por 14,60 euros por pessoa. Desembarcamos na Gare Montparnasse. Como era um pouco distante do hotel que escolhemos para ir caminhando puxando as malas, pegamos um Uber. O motorista era um senegalês bem simpático. Gostava de futebol e meteu pau no Neymar. A viagem deu 11 euros, mas como causei transtorno para ele por ter embarcado no carro em local não permitido, dei 20 euros ao todo. No começo ele achou estranho, mas expliquei para ele o porquê e ele aceitou feliz o valor a mais. Pegamos quatro diárias no Familia Hotel. Foi com certeza o hotel mais simples da viagem, mas a diária saiu por um preço bom para o padrão intramuros de Paris, os quartos, apesar de pequenos, eram aconchegantes, havia elevador, e o mais importante, estava numa localização boa. Fica no 5º arrondissement, perto de duas estações de metrô e com vários restaurantes e atrações acessíveis a pé. Todas as diárias saíram por 1886,66 reais, pagos ainda no Brasil. Como já era perto de 14h00, não tínhamos muita esperança de achar um restaurante próximo que ainda estivesse servindo almoço. Felizmente, praticamente ao lado do hotel havia um restaurante americano chamado Breakfast in America que funciona em horário corrido. O local estava lotado. Esperamos um pouco e entramos para comer. Ainda estavam servindo o cardápio do café da manhã, que vale por um almoço. Eu e minha esposa pedimos uns combinados que vinham salsicha, bacon, ovos, panquecas e outras coisas, bem no estilo americano. Era muita comida. Com as bebidas a refeição saiu por 40 euros. Com a barriga extremamente cheia, fomos para a estação de metrô Cardinal Limoine. Compramos os tickets nos guichês eletrônicos. Tem um combo que 10 tickets que saem por 1,69 euros cada, contra 1,95 euros do preço normal. O metrô parisiense é enorme. Possui várias linhas, mas o Google Maps ajuda bastante quais delas pegar para chegar mais rápido no destino ou fazer menos baldeações. Iriamos para a estação Charles de Gaulle – Étoile, uma das mais próximas do Arco do Triunfo, local de começo do nosso passeio. No caminho, uma breve visão da Torre Eiffel. Não tínhamos intenção de subir no Arco do Triunfo, então ficamos contemplando ele a partir Av. des Champs-Élysées e tiramos algumas fotos. Depois seguimos pela avenida na direção da Place le la Concorde. Há muitas lojas no local, mas nem todas são de grifes, como eu imaginava. Caminhamos com tranquilidade e entramos em alguns estabelecimentos. Aproveitamos também para tomar sorvete na Häagen-Dazs. Já era noite quando chegamos na Place le la Concorde. Ficamos admirando o local, apreciando o Obélisque de Louxor e observando de longe a Tour Eiffel, que brilhava espetacularmente. Pretendíamos também entrar no Jardin des Tuileries para sair no Museu do Louvre, mas como o local estava mal iluminado, achamos melhor deixar para outro dia. Perto das 19h00, fomos para a estação de metrô Concorde e voltamos para próximo do hotel. Antes de subir e descansar, passamos em um mercado para comprar água e depois decidimos jantar, novamente no Breakfast in America. Dessa vez provamos os hambúrgueres do local. Deliciosos e bem servidos. A refeição para o casal saiu por 29,30 euros com as bebidas. Gastos do dia: 54,20 euros de taxas e café da manhã no Hotel Kyriad Tours - Saint Pierre des Corps 29,20 euros em duas passagens de trem Tours -> Paris (R$ 146,97) 20 euros de Uber até o hotel de Paris 1886,66 reais em quatro diárias no Familia Hotel 40 euros de almoço no Breakfast in America 16,90 euros em 10 tickets do metrô de Paris 8,60 euros em dois sorvetes Häagen-Dazs 2 euros em mantimentos no mercado 29,30 euros em jantar no Breakfast in America 27/01 – Dia de conhecer a Torre Eiffel O dia hoje seria para conhecer o Hôtel des Invalides e a Torre Eiffel. Devido ao cansaço acumulado da viagem, acabamos acordando um pouco mais tarde. Tomamos café da manhã no próprio hotel, que não estava incluído na diária. Não era buffet livre. Os funcionários traziam na mesa as bebidas quentes, suco, croissant, biscoitos, geleias e outras coisas. Não foi o melhor da viagem, mas valeu pela comodidade. O tempo estava nublado e algumas vezes caiam pancadas de chuva. Seguimos para a estação do metrô às 10h30. Descemos na estação Varene, em rua lateral ao Hôtel des Invalides. O ingresso comprado na hora saiu por 12 euros por pessoa. Era uma das atrações que eu mais esperava na viagem. Sou fanático por história medieval e sabia que o museu contava com um vasto acervo sobre o tema. Mas com certeza o que mais me impressionou foi o acervo das duas Grandes Guerras Mundiais. A forma como são exibidas as peças deixa qualquer amante da história arrepiado. Elas retratam os acontecimentos no mundo que antecederam a Primeira Guerra Mundial até chegar à Segunda Guerra Mundial, mostrando as várias etapas dos conflitos e as frentes de batalha em uma ordem cronológica perfeita. Confesso que ver tudo aquilo me emocionou, tanto por ver nossa história quanto por imaginar o sofrimento que as pessoas passaram com tudo aquilo. Demos uma pausa no passeio e, para não perder tempo, almoçamos no Le Carré des Invalides, restaurante localizado dentro do complexo que compõe o Hôtel des Invalides. A comida não era grande coisa. Estava mais para um “bandejão”. A refeição para o casal saiu por 28,30 euros. Faltava ainda visitar a Tumba de Napoleão Bonaparte. Pela grandiosidade do local vê-se a importância que o cara tem para a França. No fim, um passeio que estimei durar pouco mais de uma hora, durou três horas. E se pudesse ficaria muito mais tempo lá, mas tínhamos horário marcado para subir na Torre Eiffel. Fomos então caminhando para o Campo de Marte. Nessa hora a chuva deu uma trégua. Seguimos na direção da Torre Eiffel. Enfim pudemos apreciar com calma toda a beleza da Dama de Ferro. Tiramos várias fotos. À medida que nos aproximávamos da Torre, os ambulantes incomodavam cada vez mais, insistindo em vender seus produtos. E foi assim durante toda a permanência ao redor da torre. O horário agendado para a subida na torre era 16h30. Aproveitamos então para admirá-la a partir do Jardin du Trocadéro. Infelizmente a chuva voltou e com um pouco mais de força. Resolvemos então tentar a sorte e ir para a entrada da torre antes do horário. Cada ingresso custou 16,60 euros, comprados pelo internet, com direito a acessar por elevador o segundo andar. Não disponibilizaram ingresso para o terceiro andar no período da viagem. Não descobrir com certeza o motivo, mas parece que o ponto mais alto da torre estava passando por reformas. É possível subir até o segundo andar também por escadas. Paga-se um pouco mais barato por isso, mas o elevador foi uma mão na roda, ainda mais nessa altura da viagem em que eu já tinha passado dos 100 km de caminhada. Foram 150 km durante toda a viagem, segundo a smartband que uso. Já no segundo andar, cada vez tinha mais certeza que não conseguiria ver o por do sol por conta do clima. Restou torcer para a chuva dar uma trégua, pois até tirar fotos do lado de fora estava difícil. Mas mesmo com o tempo desfavorável, era possível notar a beleza da cidade de cima da torre. Dava para observar o Jardin du Trocadéro, Campo de Marte, Hôtel des Invalides, Notre Dame, Arco do Triunfo, Basílica de Sacré Cœur e outras atrações. Quando escureceu a chuva voltou a aliviar de novo, e a cidade ficou ainda mais bela. Que espetáculo! Ao ir embora da torre, resolvi descer pelas escadas, enquanto minha esposa e as companheiras foram pelo elevador. Não se tem nenhuma visão privilegiada indo pelas escadas, mas é interessante para ver como é a estrutura da torre mais de perto. Procuramos jantar nos arredores da Torre. Fomos ao restaurante Il Grigio, de comida italiana. A vitrine não é muito chamativa, mas a comida é gostosa e o preço não é um assalto para a localização. Para duas pessoas saiu por 41,50 euros com bebidas inclusas. Fomos para a estação do metrô École Militaire e retornar ao hotel para descansar. Nesse dia percebi que os brasileiros, que eram escassos nas outras cidades que visitei, estavam aos montes em Paris. Na Torre Eiffel então, dava a impressão que eram a maioria. Gastos do dia: 24 euros em dois ingressos para o Hôtel des Invalides 28,30 euros em almoço no Le Carré des Invalides 33,20 euros em dois ingressos para a Tour Eiffel (R$ 167,44) 41,50 euros em jantar no Il Grigio 28/01 – Palácio de Versalhes Acordamos bem cedo hoje. Iríamos visitar o Palácio de Versalhes e queríamos chegar cedo para evitar muitos turistas. Por comodidade tomamos café-da-manhã novamente no hotel. Às 08h00 já estávamos na rua para pegar o metrô e depois o RER para a Gare de Versailles Chateau Rive Gauche, a mais próxima da entrada do Palácio de Versalhes. A linha, a RER C, era a mais problemática durante a maior parte da greve. Quase sempre estava paralisada. Mas felizmente, desde que retornamos para Paris, a greve não nos incomodou mais. Comprei duas passagens com destino à Gare de Versailles Chateau Rive Gauche usando a máquina automática da estação de metrô próxima ao hotel. Cada uma saiu por 3,65 euros. Quando chegasse à estação do metrô que eu precisava descer para pegar a conexão do RER C, imaginei que teria que seguir as placas e já estaria na plataforma aguardando o trem. Mas não foi isso que aconteceu. Tivemos que sair da estação de metrô e entrar na estação do RER C, tudo sinalizado, mas foi necessário passar por nova catraca de validação de passagem. E a nossa já estava validade da estação do metrô. Pra evitar qualquer tipo de multa, preferi comprar mais duas passagens do RER C. Chegamos a Versalhes por volta de 09h00. Os ingressos para o Palácio foram comprados ainda no Brasil, ao custo de 20 euros por pessoa. Depois de uns 10 minutos caminhando, estávamos na fila para quem já tinha o ingresso. E que fila! Se estava assim na baixa temporada, imagina na alta. Depois de 30 minutos pegando um vento forte, finalmente entramos no Palácio. Que lugar maravilhoso. É incrível a riqueza de detalhes das paredes, teto, dos móveis... A Galeria dos Espelhos é provavelmente o local mais espetacular do interior do Palácio. Cerca de uma hora e meia depois, fomos para o lado de fora do Palácio. A temperatura não era tão baixa. Estava na casa dos 10 ºC, mas o vento causava uma sensação muito ruim. Era forte e constante. Não deu trégua durante todo o passeio. Minha esposa, que resolveu ir sem cachecol porque tinha sol, sofreu bastante com isso. Os jardins são imensos, mas por conta do inverno várias esculturas e plantas estavam cobertas, o que deixou a paisagem um pouco sem graça. As fontes, espetaculares, estavam desligadas, mas pelo menos estavam descobertas. Os espelhos d’água são enormes. Para fugir do vento, entramos no restaurante La Flottille, localizado nos jardins do Palácio, antes de começar a servirem o almoço. Pedimos um café para esquentar um pouco o corpo. E a calefação no local também foi um alívio. Pontualmente ao meio dia iniciaram o serviço de almoço. Nesse dia chutei o pau da barraca e comi muito. Para mim, pedi um prato com carne de pato e um “foie gras” para experimentar. O pato estava delicioso. O “foie gras” não era ruim, mas não era algo que dava prazer em comer. Ainda tomei parte da sopa da minha esposa. A conta do casal saiu por 60,30 euros. Perto do restaurante passava o Petit Train Trianon, que roda todo o complexo do Palácio de Versalhes. Queríamos ir ao Grand Trianon. Não estava longe do restaurante, mas depois teríamos que fazer todo o percurso de volta ao Palácio a pé, e com o vento forte não seria algo tão prazeroso. Infelizmente não era possível comprar o ticket direto com o condutor, que era vendido apenas no quiosque próximo do Palácio. O preço por pessoa é de 8 euros. Embarcamos no Petit Train e alguns minutos depois estavam no Grand Trianon, um palácio menor que Luis XIV mandou construir para se isolar da corte. O local é muito bonito, com os cômodos decorados. Vale a pena o deslocamento. E como já estávamos perto, fomos também ao Petit Trianon, que é bem mais sem graça. Após, retornamos com o Petit Train para o Palácio de Versalhes e de lá seguimos para a estação para pegar o RER de volta a Paris. Deixamos o Palácio às 15h00 e ainda era impressionante o tamanho da fila para entrar nele. Fizemos uma conexão com o metrô e às 16h30 já estávamos de volta ao hotel. Ainda dava tempo de fazer alguma coisa, mas o cansaço era maior que a vontade e ficamos descansando no hotel até a hora do jantar. Já era nosso 12º dia de viagem e minhas companheiras, que não são tão corajosas em provar comidas e temperos diferentes, já estavam com saudade da comida brasileira. Fiz uma rápida pesquisa e encontrei alguns restaurantes de comida brasileira em Paris. O que pareceu mais original e um dos mais perto do hotel foi o Sabor da Roça. Ficava a menos de 20 minutos caminhando. Foi nossa escolha. A dona é uma brasileira, que por coincidência cresceu na mesma cidade que eu, Taguatinga/DF. Esqueci o nome dela, mas é uma simpatia de pessoa. Pedimos uma moqueca de peixe, tábua de carnes, pudim e bebidas. Tudo bem gostoso. Minha parte e da esposa saiu por 52,50 euros. Antes de voltar para o hotel, caminhando, paramos em um mercadinho para comprar um pouco de água. Depois, finalmente pudemos descansar. Gastos do dia: 14,60 euros em quatro passagens no RER Paris -> Versalhes 40 euros em dois ingressos para o Palácio de Versalhes (R$ 201,40) 60,30 euros em almoço no La Flottille 16 euros em duas passagens no Petit Train Trianon 7,30 euros em duas passagens no RER Versalhes -> Paris 52,50 euros em jantar no Sabor da Roça 0,75 euros em Água no mercado. 29/01 – Museu do Louvre A única atração definida para o dia seria a visita ao Museu do Louvre, que estava marcada para as 16 horas. Então como não tínhamos maiores obrigações, acordamos mais tarde. Dessa vez não tomamos café da manhã no hotel. Deixamos para comer no Café Le Petit Cardinal, localizado bem próximo ao hotel. Minha parte e da esposa saiu por 10 euros. De lá partimos para a estação de metrô e descemos na região da Rue Bonaparte, onde havia uma loja Citypharma que minhas companheiras queriam conhecer. Orientei-as em qual direção ir a outras lojas depois e segui em uma caminhada solo para conhecer partes de Paris que ainda não havíamos visitado. A primeira parada foi na Église de Saint Germain des Prés, que nem sabia que estava tão perto. Achei-a meio que por acaso, enquanto seguia em direção ao Rio Sena. A entrada é gratuita, então aproveitei para dar uma olhada em seu interior. É a Igreja mais antiga de Paris ainda de pé. Seu estilo, românico, contrasta com um interior bem colorido. Segui para o outro lado do Rio Sena e dei de cara com o Museu do Louvre. É enorme. Tirei algumas fotos externas e segui para o Jardin des Tuileries, agora com luz do dia. O jardim é bonito, mesmo no inverno. Havia bastante gente caminhando por ele. Voltei para o Rio Sena e segui por sua margem até a Île de la Cité. No caminho, muitas pessoas querendo assinatura de petições. São bem insistentes e tentam se comunicar em diversos idiomas. O jeito é ignorar e fingir que eles não estão ali que uma hora de largam. Já na Île de la Cité, minha intenção era entrar na Sainte-Chapelle, mas confesso que a fila que se formava do lado de fora e o custo de 10 euros me fizeram mudar de ideia. Voltei então para a margem direita do rio para poder ver o Hôtel de Ville, a prefeitura de Paris. Retornando à Île de la Cité, enfim pude ver a fachada da Catedral de Notre-Dame de Paris. É uma pena que o incêndio destruiu o local. Com certeza estava na lista dos monumentos que eu mais queria conhecer no mundo. Mesmo destruída ainda havia bastante turistas ao seu redor. Fui para a margem esquerda do Rio Sena em direção ao Le Jardin du Luxembourg. Atravessei-o todo e segui até a Rue de Rennes para se juntar com minhas companheiras. Paramos para almoçar no Le Trait d’Union. A comida era boa. Minhas companheiras pediram uma pizza cada, que era enorme. No fim, comi minha refeição e a pizza da minha esposa. O valor do casal saiu por 40,60 euros. Saímos do restaurante e iriamos bater pé pelas lojas enquanto chegava a hora de visitar o Museu do Louvre, porém a região foi tomada por policiais que se preparavam para uma manifestação por conta da greve que ocorria na França. Para evitar qualquer emoção e chance do metrô ser paralisado, fomos para a estação mais próxima e seguimos para o Museu. Ainda faltava mais de uma hora para o horário marcado no Museu, então ficamos tirando algumas fotos da área externa. Como estava começando a esfriar, fomos até a entrada da pirâmide de vidro pedir para entrar antes do horário marcado. O funcionário liberou sem problemas. Compramos o ingresso no Brasil, ao preço de 17 euros por pessoa. Na época ocorria uma exposição sobre Leonardo da Vinci. Como o valor era o mesmo, incluímo-la no ingresso. O Museu do Louvre é o maior do mundo, contando com coleções diversas, e tem potencial para agradar qualquer pessoa que tenha um mínimo apreço por cultura. Confesso que não tenho tanto interesse em pinturas, mas gosto muito de esculturas e artefatos históricos. E isso o Museu tem aos montes. Na verdade é tanta coisa exposta que é possível gastar o dia todo lá. E não é exagero. Começamos o passeio pela exposição do Leonardo da Vinci. Sinceramente, para quem não é amante de pinturas e suas técnicas, meu caso, a exposição tende a ser bem sem graça. Fizemos uma passagem rápida e seguimos para a exposição permanente do Museu, essa sim espetacular. Por conta do tamanho do Museu, tracei uma estratégia de visitação. O foco era principalmente as seções com artefatos das civilizações da Antiguidade. Também pretendíamos ver a “tal” da Monalisa. Iniciamos pelo setor de Antiguidades Gregas, Romanas e Etruscas. Aqui estão, provavelmente, as mais belas esculturas do Museu. São muitas, e algumas saltam aos olhos de tão impressionantes. Seguindo os corredores chegamos ao setor de Antiguidades Egípcias. Um espetáculo. Podemos ver diversos sarcófagos, esfinges, restos de templos egípcios, estátuas, múmias, papiros, etc. Havia artefatos com cerca de seis mil anos de idade! Eram tantas salas e corredores que às vezes nos perdíamos. Acabamos parando, meio que ao acaso, num setor com diversos artefatos da Idade Moderna francesa, com várias mobílias, artes e joias pertencentes à nobreza da França e seus palácios. Esse setor revigorou as forças da minha esposa para caminhar, que gosta bastante da temática por conta dos diversos seriados de época que ela vê. Encontrar a Monalisa é provavelmente a tarefa mais fácil do Museu. São diversas placas indicando seu caminho. Assim, chegamos à sala onde ela se encontrava. Havia uma fila para poder chegar mais próximo da pintura. Minhas companheiras, que pareciam ser as mais interessadas na obra, não quiseram encarar a fila. Então usei o zoom da câmera e aproveitei minha altura para tirar uma foto do quadro à distância. Minhas companheiras já estavam cansadas, então fiz um acordo com elas. Propus de elas me aguardarem na saída do Museu enquanto eu iria visitar outras seções. Ainda queria ir ao setor das Antiguidades do Oriente Próximo, com coleções das civilizações existentes na Mesopotâmia, Levante e Pérsia. As coleções egípcias eram espetaculares, mas é difícil descrever a sensação que tive ao ver os artefatos do berço da civilização. Senti-me no “fantástico mundo de Pedro”. Desde criança sempre tive um fascínio por tudo isso. Lia enciclopédias sobre o tema desde os seis anos de idade. Ver o código de Hamurábi, exemplares milenares de escrita cuneiforme, restos de palácios persas, esculturas com cerca de nove mil anos de idade, como a Estátua de Aïn Ghazal... Só de lembrar dá vontade de voltar ao Museu o mais rápido possível para poder ver tudo de novo. Depois de mais de 4 horas deixamos o Museu, com a certeza de que não vimos metade do que havia no acervo. Voltarei para Paris um dia, e com certeza haverá um retorno ao Museu do Louvre. Na saída tivemos uma bela visão da área externa do Museu iluminada e da Torre Eiffel, que podia ser apreciada de longe. Cansados e com fome fomos para a estação do metrô. Descemos em uma estação próxima do restaurante Sabor da Roça. Gostamos tanto da comida que resolvemos voltar nele novamente. Dessa vez a refeição para o casal saiu por 40 euros. Depois de finalizada a refeição, ficamos batendo papo por um tempo com o pessoal do restaurante. Já passava das 22h00 quando saímos de lá. Quando chegamos ao hotel aproveitei para organizar nosso transfer para o aeroporto no dia seguinte. Precisei adiantar 32 euros de um total de 72 euros. Obs: aproveito o momento para tecer alguns comentários sobre os “perigos” de Paris. A coisa que mais li foram a respeito foram os batedores de carteira e os golpes “pega turista”. Meu amigo do trabalho que havia ido à Paris dois meses antes de mim disse a mesma coisa. Sinceramente, achei a cidade bem tranquila para o porte dela. De noite nós andamos na região da Torre Eiffel, fizemos a Champs-Élysées até o Jardin des Tuileries, andamos na região do Louvre e também nas ruas próxima ao hotel em que estávamos. Não houve qualquer momento em que nos sentimos ameaçado. E foi assim na França inteira. Se forçar muito a barra, poderia citar as pessoas mal encaradas na Gare Saint Charles em Marselha. Gastos do dia: 10 euros em café da manhã no Le Petit Cardinal 40,60 euros em almoço no Le Trait d’Union 34 euros em dois ingressos para o Museu do Louvre (R$ 170,30) 3,20 Água 40 euros em jantar no Sabor da Roça 32 euros em transfer para o Aeroporto Charles De Gaulle 30/01 – Última dia Diferentemente das outras viagens que fizemos para a Europa, que o voo de retorno foi no início da manhã, nosso voo para o Brasil sairia de Paris apenas às 21h30. Na teoria teríamos o dia quase todo para fazer alguma coisa. Infelizmente o clima não ajudou na maior parte de dia. A manhã começou com chuva. Não era forte, mas o suficiente para atrapalhar qualquer caminhada. Meu plano inicial era acordar bem cedo e pegar o metrô até a estação mais próxima da Basílica de Sacré Cœur, para conhecê-la, e depois voltar caminhando para o hotel. Mas não deu. Fizemos o check-out no hotel e pagamos pelo café da manhã de dois dias e taxas. Perto das 10h00, com a chuva dando uma trégua, fomos tomar café da manhã novamente no Le Petit Cardinal. Minha parte e da esposa saiu por 10 euros. De lá, pegamos o metrô até a estação La Muette. Precisamos comprar mais dois tickets de metrô, ao custo de 1,95 euros cada. A região que fomos possuía algumas lojas de nosso interesse. Conseguimos ir a uma, mas foi só sair dela que a chuva voltou a engrossar. Entramos em uma garagem subterrânea e aguardamos por quase uma hora. Já batendo a fome, procurei um restaurante próximo. Mesmo com a chuva, saímos em disparada e entramos no Restaurant Le Bois. Pedi um prato de carne com molho béarnaise e batatas grelhadas e minha esposa um hambúrguer no prato com acompanhamentos. Tive a chance de experimentar escargot, mas na hora amarelei. A comida estava deliciosa. O atendimento foi impecável. O casal de cozinheiros veio pessoalmente perguntar o que achamos da comida. Mais uma vez o francês preocupado em servir comida de qualidade. A conta deu 58,60 euros para o casal. Como a chuva ainda continuava, desistimos de qualquer programação e pegamos um metrô de volta ao hotel. Ainda queria ir ao Museu do Quai Branly, mas não havia estações de metrô tão próximas para evitar que chegássemos encharcados a ele. No hotel ficamos aguardando por um tempo na recepção. Quando a chuva pareceu ter ido embora de vez, aproveitamos para comprar algumas coisas antes de ir embora. Demos uma passada em um Carrefour próximo e compramos umas 20 barras de chocolates. Tem uns chocolates da marca Côte d’Or que são uma delícia. Infelizmente são difíceis de achar no Brasil, e quando acha custa uma fortuna. Depois segui com minha esposa para mostrar para ela o que sobrou de Notre Dame. Também entramos em algumas lojas de souvenires, onde aproveitei para levar algumas coisas para a família. Às 17h00 nosso transfer chegou ao hotel. No caminho para o aeroporto o motorista passou em outro hotel e pegou um casal jovem espanhol, que não estavam no local na hora marcada. Não sei se eles eram inimigos do banho, mas a moça sentou do meu lado e estava num cheiro de asa terrível. Parecia que não conhecia desodorante. Por conta do atraso do casal, o transfer pegou um trânsito bem pesado. Eles quase perderam o voo. Nós ainda chegamos ao aeroporto com duas horas e meia de antecedência. Depois de passar pelo despacho de bagagem, migração e controle de segurança, finalmente nós estávamos na sala de embarque. Não havia muitos locais para comer, então pegamos uns lanches na loja Relay existente no aeroporto. Às 21h30 coloquei o telefone em modo avião. Já estávamos na iminência de decolar e deixar para trás um país espetacular, e não a toa, o mais visitado do mundo. Gastos do dia: 37 euros de taxa e café da manhã no Familia Hotel 10 euros em café da manhã no Le Petit Cardinal 3,90 euros em duas passagens no metrô 58,60 euros em almoço no restaurante Le Bois 4 euros em transfer para o Aeroporto Charles De Gaulle (72 euros no total) 10,70 euros no Relay do Aeroporto Charles De Gaulle Contabilizando os gastos: Para as despesas pagas em euro em espécie, utilizei a cotação de 1 euro = 4,65 reais para conversão. Considerei 1 CHF = 1 euro para facilitar as contas com as despesas na Suíça em espécie. Para as despesas pagas em euro no cartão, considerei o IOF e o valor de fechamento da fatura. Após o fim da viagem, os gastos totais ficaram o seguinte, lembrando que são relativos ao casal: Hospedagem: 8 CHF + 413,30 euros (220 euros em duas diárias e 193,30 euros de taxas e café da manhã não incluídos na diária) + 4.681,01 reais em 12 diárias pagas no Brasil = 6.640,05 reais; Passagens aéreas: 4.995,38 reais do trecho internacional + 758,62 reais do trecho nacional = 5.754,00 reais Seguro de viagem: 259,02 reais para duas pessoas; Passagens de trem de longa distância: 480,20 euros (194 euros pagos na viagem e 1.456,00 reais pagos no Brasil). Total: 2.358,10 reais; Transporte público e transfer: 129,30 euros de táxi/transfer e 76,30 de metrô/trem = 956,04 reais; Refeições: 68,30 CHF + 847,10 euros = 4.256,61 reais (média de 65,38 euros por dia); Atrações: 7 CHF + 252,20 euros (145 euros pagos na viagem e 539,14 reais pagos no Brasil). Total: 1.245,94 reais; Carro alugado: 225,96 euros (1.146,14 reais) de aluguel + 20,10 euros de estacionamento + 25 euros de gasolina. Total: 1.355,85 / 2 = 677,92 reais; Outros gastos (mercados, celular, água...): 4,05 CHF + 62,27 euros = 308,38 reais. Houve o pagamento de uma diária a mais que o previsto, devido à impossibilidade de chegar a Carcassone. A diária de lá já estava paga e não consegui o ressarcimento. Esse imprevisto também resultou numa compra de passagem de trem adicional. No fim, tive um gasto não esperado de 252 euros, ou 1.171,80 reais. O gasto médio por dia com refeição para duas pessoas ficou ligeiramente mais baixo que da nossa viagem para a Itália. Considerei para as contas 14 dias de viagem. Ficou dentro do valor estimado. As despesas com os carros alugados foram divididas por dois, então somarei no valor total da viagem metade do valor. Somando tudo, a viagem nos custou cerca de 22,4 mil reais para duas pessoas, desconsiderando os gastos com coisas supérfluas que compramos. No fim, dos 2320 euros que levamos em dinheiro, ainda sobrou 190 euros, e o cartão de crédito só foi utilizado para compras de passagens de trem não previstas e despesas extras com o aluguel dos carros. Se retirasse o gasto a mais que tive por não conseguir chegar a Carcassone, o valor total da viagem seria cerca de 21,3 mil reais para duas pessoas. Espero que tenham gostado do relato.
  32. 2 pontos
    Então uma coisa que tu não fez ainda foi viver, não existe nada que aumente a experiência de vida e renove o espírito de uma pessoa do que passar trabalho no meio do mato.
  33. 2 pontos
    Salve salve mochileiros, segue mais algumas fotos da trilha do dia 24/05/20 da Cachoeira do Elefante... Se liga aew nas fotos! ... Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  34. 2 pontos
    Saudações! Há pouco compartilhei um relato sobre como foi viajar e viver na BR nos últimos dois anos e meio conhecendo um pouquinho de cada uma das cinco regiões do Brasil de carona, a pé e de bike. O relato não aborda roteiros, preços ou dicas mas busca compartilhar outras dimensões e aprendizados que tive (e você pode entender ao que me refiro aqui: https://www.mochileiros.com/topic/66973-sobre-a-coragem/ ). Como venho assimilando as informações vividas nesse intervalo entre ciclos que se encerram e se iniciam - e como todos sabemos que "happyness is only real when shared" -, percebi que outros dois assuntos são recorrentes no curioso imaginário da arte de viajar ~por aí e resolvi compartilhá-los também buscando somar. No outro post, os aprendizados foram compartilhados a partir da óptica da coragem necessária para seguir o coração a despeito de quaisquer garantias ou certezas que um mochileiro enfrenta no início, e automaticamente me lembrei das muitas mentiras que também temos que encarar. Acredito que a maior mentira que a humanidade perpetua a si e ao coletivo - de maneira quase socialmente institucionalizada - é o "não tenho/deu tempo", que é a maneira politizada de dizermos que não-queremos-tanto-assim-fazer-algo-como-dizemos-que-queremos. Mas, uma vez tendo vencido este autoengano, me deparei com aquela que considero a segunda maior mentira do universo das viagens: "para viajar precisa de dinheiro". Criada num contexto de classe média baixa onde as viagens feitas não ultrapassaram os dedos de uma mão (e envolveram exclusivamente a visita a algum parente distante ou um bate e volta à praia mais próxima) cresci com a crença de que viagem é luxo e que precisa de dinheiro para isso. Ao me dispor a encarar esta máxima e colocar a sua veracidade em cheque, descobri que é balela: para viajar precisa ter vontade - e disposição, claro! Não estou pregando que o "certo" ou "errado" é viajar com dinheiro ou sem, até porque ele é apenas uma ferramenta. O que busco salientar é que ele não é obrigatório como cresci acreditando que era. Ao escolher viajar sem dinheiro precisamos das mesmas coisas que ao viajar com dinheiro (ou até mesmo se ficarmos parados!): precisamos comer, tomar banho, dormir em um lugar minimamente seguro, etc, a única diferença é que se faz necessário encontrar maneiras alternativas de suprir tais necessidades, e daí vai da disposição e criatividade de cada um. Como diz o ditado "quem quer arranja um jeito, quem não quer uma desculpa". Outra mentira na qual tropecei antes mesmo de colocar a mochila nas costas foi "é perigoso mulheres viajarem sozinhas". Tantas são as fobias e "-ismos" fortemente enraizados em nossa cultura que reproduzimos sem nem ao menos questionarmos as origens que eu mesma muito me admirei ao notar o sutil machismo que me habitava por acreditar nessa idéia. No entanto, após pensar um pouco, concluí que uma mulher viajar sozinha não é mais perigoso que uma mulher ir comprar pão, andar no transporte público ou ir para o trabalho. A sociedade é patriarcal e o assédio, infelizmente, encontra-se em todas as esferas sociais, logo é uma mentira acreditar que uma mulher viajando está mais susceptível à riscos do que qualquer outra mulher em qualquer outro lugar fazendo qualquer outra coisa. Outra ideia que tinha como verdadeira, e que descobri ser mentira muito rapidamente, é a de que "todo maluco de BR é paz e amor". Fui muito ingênua por acreditar nisso? Fui! Romantizava a vida na BR? Sim! Mas não levou muito tempo para que compreendesse que essa é uma inverdade por motivos lógicos! Hoje dou risada da magnitude de minha inocência por acreditar nesse estereótipo romantizado e assumo que compreender isso foi como levar um balde de água fria - necessário. Roubos, drogas, disputas e desonestidade são apenas alguns exemplos da realidade que não esperava conhecer entre os mais variados malucos de BR. Antes achava que todos eram "hippies saídos do Hair" ou "Cheech & Chong", embora estes existam em processo de avançada extinção... Rsrsrs sabe de nada, inocente... Mas de todas as mentiras, a que mais me pegou foi "só dá para viajar com equipamentos ~adequados (lê-se, caros)". Sonho em ter uma mochila da Deuter? Sonho. No entanto, consegui muito bem me virar, entre remendos e adaptações alternativas de baixo custo (a.k.a. gambiarra) com uma comprada na loja do chinês por R$80. É claro que poder ter um equipamento de qualidade implica diretamente na relação entre conforto e rendimento, mas nada que não possamos nos adaptar. Digo que foi um ponto que me pegou pois também passei pela situação inversa: investi em um equipamento de marca e me ferrei! Por muito tempo, após ter passado por uma experiência de chuva muito intensa com uma barraquinha dessas de supermercado sem ter nem ao menos uma lona (amadora, rsrs), juntei dinheiro decidida a investir na minipak. Como passaria a viajar de bicicleta, ela era leve e apresentava uma excelente coluna d'água pelo que a julguei perfeita. Porém, ao adquirí-la e usá-la realizei que não era funcional para mim pois sentia falta de ser autoportante, é muito chata de guardar, o teto é muito baixo para o cocoruto, é pequena para visitas (ou sou muito espaçosa...), o alumínio entorta fácil e a vareta com 3 meses de uso quebrou! Passei um bom tempo pensando em como uma simples lona custando 10x menos já resolveria meus problemas... Rsrsrs Dessa forma, aprendi que equipamento bom é o que temos pois atende às nossas necessidades e temos intimidade com ele. Mas ainda hei de comprar uma mochila da Deuter! Rsrs Outro tema recorrente aos mochileiros são os tais dos perrengues! Ouso até dizer que, aos que ainda sucumbem ao medo, eles interessam mais do que as viagens em si! Rsrsrs Os perrengues e dificuldades são tão relativos quanto possíveis, variando de viajante para viajante assim como em intensidade. Para alguns o maior pesadelo pode ser perder a reserva de hotel, para outros pode ser um pernilongo. Dentro do que me propus a viver, por saber e confiar que nada que realmente precisasse faltaria, também carregava a consciência de que assim como recebo posso ter tirado de mim, afinal o conceito de posse já não mais me acompanha. Dessa forma, por não carregar eletrônicos, documentos ou ítens de valor comercial reconheço que fica mais fácil não se preocupar com perrengues. Ou não. Ao menos era nisso que acreditava até tomar A MAIOR CHUVA dessa vida numa passagem pela Chapada Diamantina. Pelo meu característico amadorismo e excessivo despreocupar no começo da vida mochileira, nem lona carregava, logo, a barraquinha de R$50 do mercadinho só serviu para canalizar o fluxo d'água numa cachoeira central que molhou a.b.s.o.l.u.t.a.m.e.n.t.e. TUDO. Compreendo que qualquer adversidade que surja é passível de adaptação, no entanto ficar completamente molhado nos traz a pior sensação de impotência possível já que não se tem o que fazer... O perrengue de tomar uma chuva e ficar completamente molhado ainda se agrava pois a questão não é solucionada com o fim da chuva! Mochila, barraca, roupas e pertences permanecem molhados por dias e isso significa que também ficam mais pesados, fedorentos e com grande possibilidade de embolorarem, além do risco momentâneo de hipotermia. Certamente, nunca passei por perrengue tão intenso quanto ficar completamente molhada pela chuva. Por dias. Embora menos intensa quanto aos desdobramentos porém potencialmente problemática é a situação no outro extremo: ficar sem água. Houveram períodos em que levei bem a sério o Alex Supertramp e fui morar um tempo com minha barraquinha no meio do mato. O desafio principal está no fato de que não só o ser humano busca água como toda a natureza. Dessa forma, dividir a fonte com outros animais, fofos ou peçonhentos, é inevitável e saber a sua hora de usar a fonte e a hora deles é uma urgente sabedoria. Mas também houveram situações em que não havia uma fonte de água próxima e esse também se torna um desafio de captação, transporte, armazenamento e racionamento dessa água. Momentos como este reforçaram a consciência ecológica do desperdício-nosso-de-todo-dia com algo tão sagrado. Mas o perrengue mesmo é quando a água de beber acaba no meio do nada! A desidratação é um perigo silencioso e intenso pois o corpo buscará compensar a perda hídrica envolvendo todas as funções biológicas e então atividades simples como andar, falar e pensar se transformam em desafios homéricos. Saber calcular e administrar a relação distância x peso x sede é fundamental para evitar este perrengue. Além de ficar hipotérmica ou desidratada, os únicos perrengues que considero ter enfrentado derivam de um único fator: cansaço. Não me refiro ao cansaço físico pois este se resolve com uma ciesta, me refiro ao cansaço mental. Ter que retornar por caminhos já conhecidos, e que envolviam grandes centros urbanos, ou estar acompanhada de alguém com prioridades diferentes ou que só fazia reclamar são exemplos do que me causava o cansaço emocional. Então, mais de uma vez, a pressa por sair logo de uma dessas situações fez com que me colocasse no que chamo de vulnerabilidade desnecessária. Viajar exige uma pré disposição em se expor mas existem situações em que aceitamos nos submeter a uma exposição de alto risco sem real necessidade. Posso citar aquela carona que se aceita próximo do anoitecer pela pressa de chegar logo ou atravessar algum lugar, ou quando por preguiça de darmos uma volta maior mas que apresente menos riscos cruzamos trechos perigosos (estradas sem acostamento em trechos de serra, túneis ou viadutos), ou quando escolhemos parar em lugares sabidamente arriscados (como um leito de Rio ou cachoeira em época de chuvas, na praia aberta durante uma tempestade, sobre folhas secas ou chão batido certamente território de cupins ou formigas noturnas) ou quando aceitamos aquela carona cujo motorista apresenta nitidamente ao menos um pé na psicopatia - é raro, mas a energia que emanamos atraímos de volta). Felizmente aprendi rápido que o único remédio para o cansaço é descansar! Estes são exemplos da vulnerabilidade desnecessária que o cansaço mental atrai e transforma em verdadeiros perrengues. Sinto que as balelas e perrengues são intrínsecos a todos viajantes e, embora não pertençam ao lado glamouroso da viagem, são parte do alicerce. Que este compartilhar possa minimamente suprir a curiosidade dos que ainda buscam apoio na literatura assim como me confortam ao externizá-las, validando de certa forma as experiências que tive. Mas mais do que isso, que estas palavras sirvam de fermento ao questionamento. Não acredite no que falo. Duvide. Busque ter sua própria experiência. Dedico este compartilhar a todas e todos que têm ao menos um perrengue para contar pois acredito que este seja, no mais profundo, o seu propósito: transformar a história em estória... PRABHU AAP JAGO
  35. 2 pontos
    Uma alternativa é fazer um ano sabático, e nem precisa ser literalmente um ano. Eu desde jovem (apesar de ainda ser) sempre tive esse sonho de viajar o mundo, mas por saber como é a vida de viver sem dinheiro, pois meu pai foi hippie no Brasil nos anos 70, viajou sem dinheiro até Bolívia e viveu assim por uns 3 anos, ele me contou como a vida era nesse estilo. Então, eu resolvi juntar dinheiro por 2 anos, me demiti do emprego e passei 3 meses viajando pela Europa. E acabei entendendo que, para mim, não era a questão de largar tudo e viver viajando, mas que só precisava de um tempo de férias prolongados para viajar. Hoje fico satisfeito viajar 3-4 semanas por ano, e poder ter regalia de gastar na viajem com coisas que quero e poder estar em hosteis confortáveis, sem prejudicar minha vida financeira, podendo ter um emprego estável no resto do ano. Mas para isso também foi questão de plano de vida. Eu com meus 20 anos com emprego de chão de fábrica e sem faculdade, resolvi investir primeiro nos meus estudos antes de tentar viajar por aí. Trabalhei enquanto estudava, e fácil nunca foi, e isso é pra todas as pessoas que precisam fazer isso, mas ao terminar a faculdade pude ter um emprego que me rendesse um salário mais decente e pude viajar (isso com 2 anos de economia, vendendo férias, fgts, etc) por 3 meses sem passar aperto, isso aos 25 anos de idade, ou seja, 5 anos depois. É uma questão de pensar nas consequências, hoje tenho um emprego estável que me rende viajar todo ano pois ter um meio de sustento é o que te garante ter esse estilo de vida por muitos anos. E, ainda sim eu penso em tirar umas férias prolongadas a médio prazo, daqui uns 5 anos acho, de dar uma volta ao mundo. O que faço agora é planejar e economizar para chegar ao meu objetivo.
  36. 2 pontos
    São Petersburgo A minha primeira parada foi na cidade mais europeia da Rússia onde as pessoas tem a mente um pouco mais aberta. Chegando pelo aeroporto de Pulkovo há opção de pegar táxi, Yandex (Uber da Rússia) ou ônibus municipal que custa 50 rublos (aprox. R$3,50). Como sou mochileiro pobre 😅 escolhi a opção mais barata já que os ônibus aceitam pagamento em cartão de crédito ou cash (não aceitam euros). Eu acabei passando um perrengue, pois meu cartão não passou e eu só tinha euro. A cobradora queria que eu descesse na rodovia, minha sorte foi que um russo gente boa pagou minha passagem. Então, mesmo com a péssima cotação do aeroporto, você deve ter um pouco de rublos caso for escolher essa opção. É necessário pegar o bus K39 ou 39EX que partem do aeroporto até a estação de metrô Moskovskaya/Московская (todo mundo desce então não precisa ter medo de passar direto). O sistema de metrô abrange bem a cidade e é melhor forma de se deslocar, sugiro que se hospede nas proximidades da Avenida Nevsky entre as estações Gostinyy dvor e Admiralteyskaya, assim estará perto dos principais pontos turísticos e com diversas opções de restaurantes. Principais passeios: PALACE SQUARE E ARREDORES: Praça onde está o Museu Hermitage e Alaxander Column é um bom ponto inicial para seu passeio. É possível conhecer diversos outros pontos turísticos caminhando. A Basílica do Sangue Derramado (entrada 350 rublos) fica próxima e recomendo a entrada para admirar as pinturas na parede. Nos arredores estão o Summer Garden (um lindo parque) e o Shadow Museum, um museu em que as obras são sombras feitas a partir de objetos e obras de arte (entrada 350 rublos). A Catedral de Cazã e o Museu Russo são outras duas opções que podem ser incluídas. PETERHOF: A minha experiência não foi tão boa neste local. Como viajo em modo econômico achei o preço de entrada extremamente desproporcional. Para acessar somente a área externa - jardins custa 900 rublos, já para acessar a parte interna custa mais 1000 rublos. A única forma que pude economizar foi utilizar transporte público para chegar até o local. Peguei o metrô até a estação Avtovo (que é a mais linda da cidade) e na saída da estação (no outro lado da rua) partem as vans para Petrhof pelo preço de 70 rublos (é só avisar ao motorista que quer descer no palácio Peterhof. Choveu muito no dia e atrapalhou muito o passeio pelos jardins, então se você viaja no modo econômico ou se o clima estiver meio estranho sugiro escolher algum outro passeio pela cidade de São Petersburgo mesmo Passeios alternativos: O Museu da Vodka é bem simples (na verdade é um anexo de um restaurante), mas como nós brasileiros adoramos essas coisas acho que vale a pena. É ir lá após visitar a Catedral de São Isaac pois fica bem perto. Estações de Metro: São Petersburgo e Moscou possuem belíssimas estações de metrô conhecidas como Palácio do Povo que foram construídas durante o regime comunista. As estações mais lindas que visitei foram Avtovo, Narvskaya, Kirovsky Zavod e Pushkinskaya. Annenkirche: Igreja luterana abandonada que foi transformada em um espaço cultural (gratuita a entrada). Muito interessante, recomendo. Cafés soviéticos: Por mais que hoje sejam extremamente turísticos, vale a pena visitar algum café soviético em um porão. Eu fui ao Dachniki que fica bem acessível na Av. Necsky Prospect. No geral minha impressão por St Peter foi ótima. É uma cidade segura, com linda arquitetura e com pessoas sociáveis (dentro do padrão russo haha)
  37. 2 pontos
    Exato, Guatemala é bem mais lado B. Eu curti bem mais! Outro país lado B que quero ir é a Nicarágua.
  38. 2 pontos
    Guatemala País barato e com lugares muito diferentes. Recomendo demais conhecer este país lindo Antígua: Cidade colonial (lembra um pouco Cartagena) e possui um centro histórico bem preservado. Vale um dia todo ou pelo menos meio período. Outro passeio obrigatório é a subida do vulcão Pacaya (tivemos muita sorte e conseguimos ver a lava do vulcão escorrendo), este passeio leva cerca de 6 horas para ser realizado. Subida do vulcão Acatenango: em Antígua há diversas agências que realizam a subida do vulcão Acatenango para poder observar o vulcão Fuego em atividade. Realizamos a subida pela agência Wicho & Charlie que cobrou 400 Qs (aprox. 50 usd por pessoa) incluindo traslado até o ponto de início, guias, lanche, jantar preparado pelos guias, acampamento no alto do vulcão com barraca, cama e saco de dormir, empréstimo de agasalhos (luva, jaqueta, gorro, cachecol) e aluguel de mochila e demais itens. A subida leva em torno de 5 horas e é bem cansativa, mas todo o esforçado é recompensado com as explosões de lava que você poderá visualizar a olho nu, mas em distância segura, Foi uma das experiências mais incríveis que já vivi. A descida leva em torno de 2 horas. Lago Atitlán; Lago lindo cercado por três vulcões e que possui diversos vilarejos ao seu redor. O vilarejo mais estruturado e mais próximo de Antígua é Panajachel. Usamos ele como base e utilizávamos barco para nos deslocar para os demais povoados. Visitamos os povoados de San Marcos, San Juan, San Pedro e Santiago. Cada um tem seu charme, mas os meus preferidos foram San Marcos e San Juan. Lanquín: Cidade base para visitar Semuc Champey é bem simples e tem pouca estrtura. Optamos por nos hospedar no Portal El Champey que fica a 5 minutos a pé do parque. O local fica bem isolado (não tem água quente, nem internet e energia elétrica só das 18 às 23), mas vale super a pena essa experiência. E Semuc Champey é um dos lugares mais bonitos que já estive!. O acesso custa 50 Qs (aprox 25 reais) Flores: Cidade bem charmosa que na verdade é uma ilha do Lago Petén. Possui diversas pousadas e restaurantes e um pôr do sol lindo com vista do lago. É a cidade base para visitar as ruínas maias de Tikal. Recomendo realizar o passeio que sai às 4h30 para evitar o calor forte (lá é muito quente) e para não estar lotado de turistas (a maioria sai de Flores por volta de 8:00 da manhã). Existe a possibilidade de assistir o sunrise ou o sunset em Tikal, porém é preciso pagar um valor maior. O acesso custa 150 Qs (aprox. 75 reais) e o transfer com guia custa 80 Qs
  39. 2 pontos
    Dia 12 O dia começou com uma novidade nos Países Baixos: chuva! Mas não conseguiu estragar a minha visita ao Vodelpark. Estava hospedado em frente. Mesmo com a chuva, o céu estava com cores que oscilavam entre vermelho, laranja e azul. Um espetáculo sem igual! Depois de dar um rolê no parque fui a pé até a Museumsplein para tirar uma foto com o letreiro I Am Amsterdam e entrar no Rijksmuseum (pronuncia-se “raiksmuseum”). O local é enorme e possui várias obras importantes da história holandesa, inclusive a “Vigia Noturna” Rembrandt. A entrada custou 13 euros, mais um museu memorável! Depois da visita fui de tram até a Leidsplein atrás de um restaurante. Acabei almoçando salada e pasta por 10 euros. Achei em conta. A ideia para depois do almoço era ir até a Heineken Experience, o museu da cerveja de mesmo nome. Mas não foi fácil achar, acabei me perdendo, entrei no canal errado e dei uma volta homérica, inclusive passei por um local com meninas na vitrine. Além disso vi dois arco-íris de uma vez, porém não deu tempo para registrar raro momento. Uma hora e meia depois cheguei na Heineken Experience, que ainda é local de fabricação da cerveja. A entrada foi 18 euros, com direito a tomar 3 copos de uma das cervejas mais famosas do mundo na fábrica. Só para constar: é bem melhor que as vendidas no Brasil. A visita é bem legal e interativa, também aprendemos passos sobre a fabricação de cervejas e da história da fábrica. Ao final, há jogos e brincadeiras! Depois de lá, decidi fazer algo não muito turístico: assistir ao filme “Os 8 odiados” do Tarantino no cinema! O ingresso foi 12 euros! Comprei antecipadamente, passei no hostel para tomar banho e assisti ao filme! Como de costume, tudo muito louco e muito sangue... hahaha Depois, passei na Leidsplein, que estava ao lado e jantei uma pizza de azeitonas com uma taça de vinho. A conta foi 9 euros! Última noite em Amsterdã e não fiz nenhuma loucura. Organizei as minhas coisas, pois no outro dia tinha que acordar bem cedo para ir ao meu próximo destino: Berlim! =) Dia 13 Seis da manhã estava de pé para partir para Berlim. O voo era apenas às 9h, mas não sabia quanto tempo demorava para chegar no aeroporto e se o ônibus demorava muito. O ônibus em direção ao aeroporto Schiphol passa em frente ao Rijksmuseum, portanto perto do hostel. Logo passou, a passagem custou 3 euros e em 40 minutos estava no aeroporto. Schiphol é imenso, mas bem sinalizado. Logo achei a área de embarque da Easyjet e realizei o check-in. Como saí rápido do hostel, optei por tomar meu café da manhã no aeroporto. Logo embarquei, o voo é relativamente curto, apenas 1 hora separam as 2 cidades. Chegando no aeroporto Schönefeld, fui até o balcão de informações turísticas e comprei o passe de 7 dias para as zonas ABC por 37 euros. Com esse passe já podia sair do aeroporto e chegar no Wombats City Hostel, localizado perto da Alexanderplatz. Peguei o trem mais um metrô e cheguei no hostel. Ainda não podia fazer o check-in, então deixei a minha mala no locker e decidi ir a pé até o portão de Brandemburgo. Foi uma caminhada longa, porém foi interessante fazê-la, já que se passa por vários pontos de interesse da cidade, além de ter feito esse trajeto várias vezes, é bem legal! =) Tinha um walking tour da Sandeman’s às 14h, cheguei com 20 minutos de antecedência e fui procurar algo para comer, optei por um croissant. Logo iniciamos o walking tour, como já estamos em frente ao portão a guia nos contou algumas curiosidades da região, inclusive de que um hotel bem perto de lá foi palco de uma situação um tanto bizarra do rei do pop Michael Jackson, ele balançou seu filho mais jovem e chocou o mundo... hehehe depois das curiosidades fomos em direção ao Memorial do Holocausto, que são aqueles gigantes blocos de cimento que representam os 6 milhões de mortos pelo nazismo nos campos de concentração. O espaço abriga também uma espécie de museu (gratuito) que homenageia os mortos. Logo após passamos pela região em que estava o bunker de Hitler, onde ele e sua espora Eva Brown se mataram logo após a chegada do exército soviético à cidade. Logo a seguir chegamos a Berlim Ocidental! Ou seja, passamos por uma seção do murou de Berlim. Essa seção foi preservada com era na época, inclusive ela está envolta em cercas para que não se possa realizar qualquer intervenção artística. Logo a seguir, chegamos até o Checkpoint Charlie, que nada mais é o local (mais ou menos) se verificavam os documentos para se cruzar o muro. Só lembrando que poucas pessoas tinham autorização para realizar tal travessia. Continuamos andando e chegamos até a praça onde se localizam as catedrais alemã e francesa. Uma é imitação da outra... hehehe Ao final chegamos a um dos prédios da Universidade Humbolt, onde ocorreram vários fatos históricos: lá que Hitler mandou queimar todos os livros de humanidades e foi lá que o primeiro-ministro da Alemanha Oriental fez um discurso equivocado no qual disse que não havia mais restrições para cruzar para o lado ocidental. Ou seja, foi declara ali, praticamente o fim da Alemanha dividida. Depois deste incrível banho de história, eu e mais uma brasileira (aliás a única do Walking Tour) decidimos passar o museu DDR (que é um retrato fiel de como era a vida na Alemanha Oriental). Chega até a ser bizarra algumas coisas, como as músicas que cantavam e o tipo de informação que o governo socialista veiculava. A entrada foi 7 euros. E o local é interativo. Altamente recomendo! Depois, seguimos até a Alexanderplatz, onde achamos um shopping e jantamos uma comida oriental, nem sei informar da onde é... hehehe Custou 7 euros, mais a coca. Era frango com um ensopado de curry. Muito bom! O dia se encerrou me despedindo da nova amiga. Combinamos de no dia seguinte irmos ao Campo de Concentração de Sachenhausen juntos. O dia seguinte fica para um próximo relato! Espero atualizar o relato mais rapidamente! Até mais !
  40. 2 pontos
    dia 5 Comecei o dia mudando de país! Com o Thalys, em 1h20 estava em Paris! =) A cidade luz estava a minha espera. Uma dica: não chegue com muita antecedência para pegar os trens europeus, pois eles só informam a plataforma com 20 minutos de antecedência e você precisa achar um lugar seguro para ficar. Em Bruxelas, fiquei em um café por um longo tempo, até se aproximar a hora de finalmente embarcar! Uma vez em Paris, utilizei a máquina de bilhetes para comprar 10, acho que custaram 14 Euros, se você compra o unitário paga 1,70. Portanto 3 Euros de economia. Peguei 2 metrôs e levei 15 minutos para chegar no Generator Hostel, que não é muito longe da Gare du Nord. Cheguei por volta das 12h no hostel, então não era hora de check in. Utilizei o locker (pago) para deixar as minhas coisas e fazer o walking tour da Sandman's que partia da Place Saint Michel às 13h. Ao descer na estação Saint Michel, já foi possível sentir como é Paris, muita beleza para todos os lados e nos menores detalhes. Já na Place Saint Michel é possível observar a Fontaine que leva o mesmo nome da praça. Muito bela! Como cheguei com certa antecedência, dei uma volta a pé na região para explorar e também almoçar. Saí da praça em direção ao Sena e o que vejo? A igreja Notre-Damme não muito distante! É uma daquelas sensações de deslumbramento que não acontecem sempre. Ver um monumento famoso mundialmente bem diante dos seus olhos! =) Depois destes pequenos momentos fui atrás de almoço e optei pelo Subway, pelo preço estar bom e também por não ter tanto tempo para almoçar, pois daqui a pouco começava o walking tour. Uma vez o grupo reunido, partimos em direção à pequenas ruas do Qartier Latin, um dos bairros mais bacanas de Paris, lá ficam o Pantheon e também boa parte da prestigiada Université Sorbonne. Também é possível comprar livros nos milhares de sebos do bairro e também os souvenirs, que lá são encontrados por bons preços. Na realidade, as compras e uma visita mais detalhada ao bairro eu fiz em outro momento. Outro lugar imperdível do bairro foi entrar na Shakespeare & Co, uma das mais prestigiadas livrarias especializadas no dramaturgo inglês. Mas não é só Shakespeare que se encontra lá. Mesmo que não compre nada (meu caso) entre para conhecer! Dali da frente da livraria é possível ver a Notre-Damme bem de perto. Atravessamos a rua e estávamos em frente à uma das igrejas mais famosas do mundo! A praça em frente é bem movimentada, com muitos turistas e moradores passando em frente. Não entramos, pois o walking tour tinha que cobrir uns 4 km da cidade. Depois de lá, andamos um pouco pela Île de la Cité, que além da igreja abriga o Palácio da Justiça e o Concierge, prédio que foi residência real francesa até o século XIV. Ao sair da Île, bordeamos o Sena até entrar próximo à entrada principal do Louvre. Quando se fala da entrada principal, fala-se da Pirâmide, que lá está desde 1989. Foi controversa no início, mas hoje todo mundo gosta dela. Ela representa a mistura do clássico (museu e suas obras) e modernidade. Lá dá pra brincar bastante com a pirâmide, com segurá-la com a ponta das mãos, saltar e tirar fotos. Foi bem divertido! =) Ali da pirâmide, também podemos perceber que o Louvre é montruoso! Qual o diferencial dele? É claro, a Monalisa está lá, mas antes de ser museu era um Palácio, que a primeira construção data de 1190! E ele foi ganhando puxadinhos até a pirâmide em 1989. Depois atravessamos a Place du Carroussel e entramos no Jardim das Tulleries, um dos parques mais importantes de Paris. Aliás lá nos despedimos da nossa guia, que foi uma fofa e fomos ao Starbucks usar a internet para decidir o que fazer. Conversando com uma americana, descobri que ela queria fazer a mesma coisa que eu: ir até a torre Eiffel. A princípio pensamos em ir de metrô, mas nos perdemos em um momento e fomos a pé! Passamos pela Place de la Concorde e entramos na Champs-Élyseés. As barracas da feira de Natal ainda estavam lá! Foi legal ver como funcionavam. A caminhada foi muito longa, depois meio que voltamos para o caminho do Sena, e fomos vendo que a Torre ia se aproximando... muito emocionante! Quando finalmente chegamos à base da Torre a vimos iluminada, pois já era noite! Ficamos por lá um pouco para conhecermos os detalhes da estrutura e tomamos direção do metrô. Já perto da estação, de repente, a torre começa o seu show de luzes piscantes! Lindo demais! Nos despedimos e voltei ao hostel. Cabe informar que ao passar muitos dos pontos turísticos, pode ser observado que os policiais estavam armados até os dentes, assim como soldados do exército francês. Parece que estavam prontos para atirar. dia 6 O dia começou chuvoso, mas tinha um local perfeito para ir com essas condições climáticas: o magnífico Museu do Louvre! Descobri que uma amiga estava na cidade e fomos juntos. A entrada custou 15 euros e pegamos guias em francês (na tentativa de praticar um pouquinho) e português. Não havia muita fila! Cuidado se você for ao museu com mala grande, não consegue entrar! Se estiver apenas de passagem pela cidade procure deixar a sua mala em um locker de qualquer estação de trem! Decidimos ir primeiro em direção à obra mais famosa do mundo, a Mona (hahahaha já ficou até íntima). É claro que pelo caminho também fomos observando a grandeza e beleza do museu e suas obras. Só para constar é muito fácil se perder pelos corredores, pois o museu é gigante! =) Bom, logo chegamos na sala da nossa amiga! hahaha Ela nos encarava sempre, pois isso que há tanta euforia. Justificável! Não havia muitas pessoas por perto, então a famosa selfie foi feita sem intrusos por perto! rá! Depois de andar mais um pouquinho achamos um dos quadros mais famosos do museu "A liberdade guiando o povo", de Eugine Delacroix, aquele quadro símbolo da revolução francesa. Dentro do museu, lembrando que era um palácio, também há vários comôdos montados com a mais fina e requintada mobília dos reis que por lá viveram, algo parecido com Versalhes. Outra estrela do Louvre é a Vênus de Milo que é uma relíquia grega e data de II a.c.! Incrível! São muitas obras para dar detalhes, sei que ficamos por volta de 3 horas dentro do museu e não foi suficiente! Acredito que é um lugar, assim como no Metropolitan (Nova York) e no British (Londres) para fazer várias pequenas visitas para aproveitar tudo que estes museus magníficos têm. Ao sair do museu procuramos algum restaurante para almoçar. Não foi achar um local bom e com preço razoável, se não me engano ficava próximo a rua Rivoli, mas em uma travessa. Depois de alimentados caminhamos em direção ao Arco do Triunfo, portanto passamos pelo Jardim da Tulleries e paramos na roda gigante (La roue de Paris). Foi uma ótima opção pois de lá pudemos ver todos os pontos de interesse da cidade: Notre-Damme, Sacre-Couer, Louvre, Arco do Triunfo e Torre Eiffel. A entrada custou 12 euros e demos 2 voltas! Depois de lá começamos a caminhada pela Champs-Élysées e a feirinha de Natal. Lá provamos um Gaufre de Bruxelas, que é um waffle! Maravilhoso! Aliás tudo que era comida boa era vendido naquela feira. Passamos rápido, pois iríamos comer de tudo! hahahaha Logo entramos na rua comércio mais chique da cidade! O ponto negativo cabe a vista que não tivemos do Arco ao caminhar, privilégio dos carros! =( Chegando próximos vimos que o monumento é maior do que se pensa! Há visitas para subir no topo do Arco, acredito que por 15 euros. Optamos por não subir pois já estava ficando tarde! A continuação do relato fica para um próximo post! Até lá!
  41. 2 pontos
    Continuando o relato... dia 2 No meu segundo dia na Bélgica, eu, minha amiga e seu noivo fomos a Gante, uma grata surpresa. A cidade é razoavelmente grande e estava bem agitada, pois moradores de toda a Bélgica aproveitaram o dia (2 de Janeiro) para visitar as atrações turísticas da cidade e fazer compras, já que lá estão grandes lojas de departamento europeias (H&M, Primark, C&A, entre outras). Fomos de trem, foram 2 de Boortmeerbeek até lá. Pegamos um até Leuven, e de lá fomos até a estação Sint-Pieters, que é a mais central da cidade. A estação fica um pouco distante do centro, portanto compramos um passe de ida e volta e fomos de tram até o centro da cidade, acredito que pagamos 5 euros. Uma vez no centro é possível circular pelas ruas e as principais atrações da cidade, como o Castelo de Gravensteen. Vale bastante a visita. A entrada custa 10 euros, e de lá se tem uma bela vista da cidade, além de haver alguns artefatos da Idade Média. Há também canais, mas os barcos não estavam funcionando por causa do inverno. Entramos em duas belas igrejas, a Saint Nicholas e a Sint-Michielskerk. Também aproveitamos para fazer algumas compras na Primark, que possui ótimos preços. Também passamos pela rua do Grafitti. Tinha até coisa em português brasileiro! =) Retornamos à Leuven por volta das 19h. Lá jantamos em um restaurante típico belga e provei umas das cervejas mais famosas de lá: Duvel, muito boa por sinal! dia 3 Como quem viaja não descansa, domingo de manhã acordei supercedo e fui só até Brugges, outro daqueles lugares especiais. Foram 2 trens até lá, com uma parada na estação de Mechelen. Em Brugges, é possível andar por toda a cidade sem utilizar transporte público, acho que foram uns 20 minutos até aparecerem os primeiros canais. Lá não entrei em igrejas, preferi andar pela cidade e fazer um dos passeios mais interessantes: subir as escadas da Belfry de Brugges! Foram muitos degraus e uma espera grande na fila, mas todo sacrifício foi recompensado pela linda vista da cidade (particularmente sempre procuro lugares altos para ver as cidades que visito!), depois andei pela Grote Markt de lá e por pequenas ruas e seus segredos. Pensei que os passeios de barco de lá também não funcionassem no inverno, eis que vejo um barco pelos canais. E estava bem perto da empresa que vendia os tíquetes! Muita sorte! O azar foi começar a chover bem na hora... tudo bem, só chove na Bélgica mesmo! Acho que choveu todos os dias que estava por lá! rsrs Bom, depois do passeio de barco, voltei para Leuven onde jantei com meus amigos. dia 4 Dia de voltar para Bruxelas, agora para fazer o walking tour da Sandman's que sai às 11h da Grand Place de lá, bem em frente à prefeitura, o prédio mais bonito de todos! =) passamos por alguns lugares como murais do Tin Tin, o Maneken Pis, um menininho urinando o tempo todo hahaha e também pelo Palácio e Parque Reais e outros prédios administrativos do País. Particularmente, preferi mais Gante e Brugges, mas a Grand Place é um local de tirar o fôlego. Depois do walking tour fui de metrô até a região do Atomium, que foi construído para a Expo de 1958, assim se tornando a Torre Eiffel de Bruxelas... rsrs É uma obra interessante, mas não tem o glamour da sua irmã parisiense. Ao lado fica a Mini Europa, mas não me interessei em entrar. Bom, logo mais continuo o relato, ainda há muitos dias e locais a serem contados e descobertos! =)
  42. 1 ponto
    Eu irei com 2 amigos para o norte da Argentina na metade do ano que vem, de 12 de julho até 25 de agosto. Iremos fazer trabalho voluntário em Salta e pretendemos visitar o Chile e a Bolivia nos finais de semana, posso mandar o roteiro que estou bolando pra essa viagem, se interessar vocês.
  43. 1 ponto
    Alugar um motor home no sul do país, e depois pegar as estradas pra ir Uruguai, Argentina, Chile e etc.
  44. 1 ponto
    Boraaaaaa meu filho eu também irei
  45. 1 ponto
    Sim, em teoria é válido. Mas quando você for entrar neste outro país, a imigração vai querer que você apresente uma passagem indo embora deste outro país e assim por diante... Alem disto, chegar lá em Madrid, Lisboa, Paris, etc com uma passagem só de ida, e apresentar uma passagem baratinha de 20 euros para Londres como prova de que vai embora, é uma história bem manjada que os agentes da imigração não costumam acreditar muito, geralmente eles querem mais provas de que você realmente pretende ir embora no final da sua viagem do que uma passagem baratinha de 20 euros que você pode deixar caducar sem maiores transtornos. Em resumo, você chegar lá com uma passagem só de ida e apresentar outra passagem de uns 300 ou 400 Euros/dólares para os EUA, Asia, África, etc passa muito mais credibilidade de que você realmente pretende ir embora na data prevista, do que se você chegar lá em Madrid, Lisboa, Paris, etc e apresentar uma passagem de 20 euros para Londres ou Marrocos...
  46. 1 ponto
    Concordo com vo6... Em minha unica viagem para Europa perguntei no grupo sobre ir para lá sem falar inglês. Muitos disseram que era loucura... fiquei até desanimado. Até q uma pessoa disse: que se isso fosse algum tipo de impedimento Surdo e Mudo não viajava.
  47. 1 ponto
    4º DIA (11/02/2020) – MIRADOR PIEDRAS BLANCAS / LAGUNA DE LOS TRES / LAGUNA CAPRI Acordamos as 07:00 horas, como já deixamos as mochilas arrumadas no dia anterior, foi só mesmo tomar o café da manhã e usar o banheiro. Um detalhe desse hotel é que eles servem o café da manhã apenas a partir das 07:30 horas. No início, pensamos que isso poderia comprometer nossas trilhas, pois segundo o que eu havia pesquisado ainda no Brasil, alguns trajetos poderiam demorar até 12 horas (gente do céu, só se for se arrastando). A verdade é que, a trilha que tomou mais de nosso tempo foi exatamente essa de hoje – mas quanto a isso, digo que nos dias que seguiram já estávamos mais habituados a região, às caminhadas e nossa alimentação alinhada. Isso tudo certamente contribuiu para termos um desempenho favorecido, e sendo assim, penso que se tivéssemos feito essa trilha por último, possivelmente teríamos feito-a mais rapidamente. Mas voltando ao relato, após o café da manhã, aguardamos na frente do hotel a empresa do transfer nos buscar, qual não demorou muito para aparecer (todas as vezes que trabalhamos com horários, as empresas envolvidas eram muito pontuais). Embarcamos na van, que passou pelo resto da cidade pegando outros passageiros, e então nos dirigimos pela Ruta 23 em direção ao Lago del Desierto (a Hosteria El Pillar fica no caminho, bem no inicio). É um passeio agradável, entre o pula-pula da estrada irregular (cheia de pedras), é bem bacana observar o Rio de las Vueltas à direita, e sua coloração deslumbrante. A manhã estava meio nublada, eventualmente algumas gotas avulsas caiam quando chegamos no acesso a Hosteria El Pillar – de lá andamos um pouco pela estrada até o início do ‘Sendero Pillar’. A sensação de andar por essa trilha é muito boa (tudo ainda era novidade), o formato das árvores, os enormes galhos secos no chão, a forma que o caminho serpenteava entre baixadas e pequenas elevações, quase sempre sob a proteção da copa do bosque. A trilha em si era bem fácil, entre subidas e descidas, poucas vezes tivemos aclives acentuados no caminho. Vimos diversos grupos com guias, quais explicavam tudo que havia pela frente. Como imaginado, água era algo que nunca faltava. O clima realmente não estava muito bom, e era possível, conforme avançávamos, ouvir o uivar do vento acima de nós, entre os galhos mais altos – felizmente, perto do chão, ele quase nunca nos tocava. Dado um tempo, chegamos no Mirador Piedras Blancas (já era possível vê-lo em alguns pontos antes) – infelizmente, estava absurdamente nublado, mesmo assim conseguimos ter uma noção de quão enorme eram esses glaciares. Não ficamos muito tempo aí, havia um grupo grande fotografando no mirante. Nesse ponto, o caminho passava por áreas mais altas, e já era possível sentir o vento e as eventuais gotas que caiam (eram geladas). Continuamos seguindo, já em campo mais aberto e plano, mas como sempre, fácil de localizar o caminho, até chegarmos em uma bifurcação com uma placa acusando que estávamos chegando no acampamento Poincenot (a outra opção era a Laguna Capri). O acampamento fica dentro de um bosque com árvores altas, que fornecem uma proteção extra contra os ventos e chuvas patagônicos, além de servir diversos pontos para armar sua barraca. Conta também com uma infraestrutura mínima, para não dizer miserável haha, mas faz parte. Caminhando por ele, você segue em direção ao rio (onde abastecemos nossas garrafas de água pela última vez antes de encarrar a subida do Fitz Roy) e atravessa ele em direção a outra margem (super tranquilo, com pequenas pontes improvisadas, água bem rasa). Vale dizer que aqui já era possível sentir uma queda brusca na temperatura – eu sempre usei touca porque os ventos facilmente me davam dor de cabeça, mas nesse momento valia o uso de luvas pra dar uma amenizada nas pontas dos dedos. Na margem oposta, você caminha um trecho, já com um aclive mais acentuado (mas nada ainda perto do que está por vir) e chega até uma espécie de abrigo (também com banheiros – mas eu os evitaria). Depois disso, podemos dizer que efetivamente começa o ‘ataque’ a Laguna de Los Três. Logo que começa, as árvores somem e você percebe que a trilha percorre uma ‘ferida’ até o topo da montanha, com muito cascalho e pedras soltas no chão. O clima havia piorado muito desde antes, e pequenos filetes de água corriam deixando tudo enlameado – mesmo assim, uma quantidade absurda de pessoas subiam em direção ao cume. Eu confesso que minha maior dificuldade com trilhas são aclives com degraus (e apenas para subir, de resto me viro super bem) – e foi exatamente isso que veio pela frente: a trilha ziguezagueava pela ferida na montanha, cheia de degraus que variavam entre uma breve levantada de perna até vezes que se fazia necessário dobrar todo joelho. E isso persistia, sem fim. Curioso foi ver alguns rapazes mais jovens subindo apenas de camiseta e shorts (daqueles de time de futebol), como se não fosse nada. Sei lá se esse pessoal tem super resistência, mas não fazia o menor sentido. Não se deixem enganar – é frio! Conforme subíamos, mais o vento nos agredia com gotas mais espessas e frias. A temperatura em si também havia caído muito – estávamos mais perto de um enorme bloco de gelo afinal. Por vezes o vento destampava minha cabeça empurrando a touca embutida do casaco para trás, e os degraus se tornavam mais exigentes ainda. Fizemos uma breve parada durante a subida para fazer nosso almoço – enquanto isso, pessoas e mais pessoas continuavam o trajeto (a grande maioria, confesso, com melhor desempenho que o meu). Depois disso, ainda havia muita subida e, quando você pensa que chegou no topo, há uma breve área plana e depois mais uma última subida. Note que essa parte, pelo menos conosco, foi terrível. A área parecia um funil entre as montanhas, e dessa forma, era um canal de vento muito forte – as pessoas paravam de andar quando vinham as rajadas para não se desequilibrarem. Eu realmente não sei dizer se é assim todos os dias, mas para mim o vento aí só ficou atrás da Laguna Azul (que foi mais para frente, no final da viagem). Passada a área plana e subindo a última parte, me encontrei com Diego, que havia acelerado na frente durante a subida, e estava abrigado próximo de uma pedra para tentar se proteger do vento. Estava muito frio mesmo, e era horrível o clima lá em cima, mesmo assim era impossível não curtir aquele lugar. Foi uma pena que o Fitz Roy se escondia nas nuvens. Fizemos algumas fotos, uns vídeos, subimos mais um trecho que permitia ver a Laguna Sucia por cima – muito linda também, com diversas pequenas quedas da água vindo da geleira alimentando o fluxo de água do lago. No final das contas, não ficamos muito tempo lá (não dava), e então retornamos até o acampamento. Durante a descida pudemos curtir alguns arco-íris que surgiam devido a garoa. Chegando próximo ao acampamento, decidimos tentar chegar até a Laguna Sucia – eu havia pesquisado e via que era uma opção que alguns pouquíssimos trilheiros faziam – e ao redor do acampamento haviam diversos caminhos menos batidos que aparentemente não levavam a lugar algum. Sem nenhuma placa para nos indiciar o caminho, decidimos seguir um deles que aparentemente seguia o fluxo do rio que vinha da Laguna Sucia. Logo no início nos deparamos com três trilheiros, perguntei para a moça se esse caminho levava para a Laguna Sucia, mas ela disse que não sabia, pois havia ido até certo ponto e retornado. Decidimos continuar mesmo assim. Era um caminho bem menos demarcado, e por vezes tínhamos que parar e observar para onde ir (algo comum em Santa Catarina, as trilhas menos badaladas daqui são por vezes praticamente invisíveis). vançamos significativamente entre pedras até chegarmos a um caminho bem demarcado, mas aparentemente pouco utilizado. Seguimos por ele até a margem do rio, que não dava de ser visto, pois era basicamente uma larga porção de pedras. Andamos entre as pedras e então sim conseguimos ver onde a água corria, com força, impossibilitando a travessia sem que nos molhássemos quase por completo. Tentamos seguir por uma possível passagem que margeava o rio, mas daí paramos e observamos nosso objetivo – aparentemente era necessário continuar seguido entre as pedras até uma montanha, razoavelmente longe, e daí não era possível ver mais nada (mas estávamos certos que atrás disso tudo chegaríamos na Laguna Sucia). Entretanto, analisamos o horário, e calculamos que para concluir isso teríamos que dedicar cerca de quase duas horas, então decidimos retornar ao acampamento. A trilha que pegamos para retornar não era exatamente a mesma, mas felizmente levava ao acampamento também, lá abastecemos novamente nossas garrafas, e seguimos nosso caminho de volta para El Chalten, mas desta vez pela trilha que passava pela Laguna Capri. De volta aquela bifurcação de antes, pegamos a rota para a Laguna Capri e andamos um bom tempo por uma área aberta, bem diferente das demais até vistas, com o caminho feito de areia e diversos ‘lagos de areia’ – eu não conseguia imaginar como eles surgiam (não consigo explicar – só vendo mesmo). Depois de certo tempo, chegamos a uma espécie de praia, bem à frente corria um rio com águas nervosas, mas não sabíamos por onde ir (mais tarde caiu a ficha: bastava ter olhado as pegadas no chão). Pois bem, confusos quanto ao caminho, vimos um pequeno grupo de jovens que nos observava de longe. Me aproximei e perguntei se eles sabiam onde era o caminho, e a garota respondeu sorrindo que estava esperando alguém passar pois também não sabia por onde era o caminho. Ela também disse que seus pais estavam vindo, mas ficaram um pouco para trás, então decidimos espera-los. Não demorou muito, surgiu um casal grisalho (mas com passos rápidos) do caminho que viemos. Logo que o grupo os avistou, deram sinal e então se aproximaram. Nos cumprimentamos e depois de explicarmos a situação, decidimos seguir por um caminho (eles também não faziam ideia do caminho correto). Ninguém sentia que esse caminho era o realmente correto, e dado uns poucos passos, olhei para trás e vi dois trilheiros passando – determinados – em direção à margem do rio. Nesse instante, chamei a atenção do nosso recém formado grupo, e falei que possivelmente aqueles lá sabiam o que estavam fazendo. Decidimos retornar e seguir o mesmo caminho, nesse instante a senhora grisalha sorriu e me disse: ‘realmente, esse caminho parece ser um pipiroom’ (em inglês, mas acredito que eram alemães). Avançamos pelo caminho, composto por áreas de mata fechada, outras com árvores altas, e por vezes regiões mais abertas com diversas rochas. Depois de certo tempo, chegamos em um mangue, com passarelas simplórias de madeira sobre pequenas poças e tufos de capim (nada de mosquitos haha), logo aí havia a intersecção que permitia o acesso ao caminho para as Lagunas Madre y Hija, e tão quanto o caminho que tomamos para a Laguna Capri. O caminho continuava, e então chegamos em outra interseção devidamente sinalizada – tínhamos a opção de seguir o caminho até o mirante do Fitz Roy, ou o outro que levava às margens da Laguna Capri e o acampamento (de mesmo nome) – qual foi o que tomamos. Já havíamos acelerado o passo e a família que nos acompanhava antes ficou para trás. Aqui encontramos um casal brasileiro que puxou conversa conosco – como estávamos em três brasileiros, conversávamos entre nós em português, e isso era um chamariz para outros brasileiros. Trocamos algumas palavras, nos perguntaram sobre nosso roteiro até então, mas como era nosso primeiro dia líquido em El Chalten, não conseguimos contribuir de forma significativa. Nos despedimos e avançamos. A Laguna Capri é um outro lugar lindo – é estranho ver uma massa tão grande água isolada no meio de tantas montanhas, sem contar que a água é cristalina. Seguindo pela margem, há um pequeno aclive que leva a um mirante da laguna, e depois continuamos pelo caminho por um bom trecho, passamos pelo acampamento Capri (com algumas pessoas acampando), até chegarmos na outra interseção – assim como antes, o nosso caminho agora se juntava com aquele que levava ao mirador Fitz Roy (decidimos que faríamos ele em outro dia – quando faríamos o caminho para as Lagunas Madre y Hija). O restante do caminho era basicamente repetições dos cenários anteriores, com a predominância de florestas de árvores robustas e galhos mortos no chão – mas isso não fazia desse trecho menos bonito. Aproximando-se da cidade, o cenário se tornou um descampado com um declive constante, percorrendo as laterais das montanhas até culminar no início da trilha (sim, pois optamos por fazê-la ao contrário). Essa é sem dúvidas a trilha mais cheia de pessoas (frente a frente com a que leva ao Cerro Torre). O fim da trilha nos deixa basicamente em um extremo da cidade, onde a Ruta 23 segue para o Lago del Desierto. Essa é a região que encontramos bons PUBs para nossa janta (La Birra e La Zorra). Hoje, conforme seguíamos em direção a nosso hotel, ficamos de olho nas opções que tinham no caminho, e decidimos visitar o La Birra – um estabelecimento muito bonito e aconchegante. Incrivelmente havia lugares disponíveis ainda (mesmo que tenhamos chegado aí pelas 19:00 horas), pois nos demais dias o lugar sempre estava lotado nesse horário. Nos acomodamos, sorrimos por termos chego bem no horário do Happy Hour, pedimos nossas cervejas (ARS 130,00 a unidade em Happy Hour) e cada um o seu hamburguer (ARS 550,00). Eu estava morrendo de fome, mas conforme fiquei sentado aguardando o pedido, meu corpo começou a adoecer devido ao excesso de esforço físico desse primeiro dia, e quando o hamburguer chegou, demorei um monte para conseguir comê-lo (mas depois de uns 30 minutos eu já estava novo em folha). O curioso desse fato é que nos demais dias eu estava super disposto e não senti nenhuma dificuldade em fazer as trilhas, dia após dia, nenhuma dor ou lesão. Sinto que esse mal-estar que me acometeu foi uma transição, onde o corpo entendeu qual era meu propósito em estar em El Chalten. Depois de comermos, estávamos todos cansados, e retornamos até o hotel. A polícia é bem presente na cidade, onde os guardas andam em trios pelas ruas observando o movimento – e posso dizer que são gentis também – pois enquanto voltávamos para o hotel, em certo momento eu dei um passo em falso ao descer de uma calçada, e dei aquela bamboleada. Um dos guardas que estava passando por perto viu, e me chamou, quando olhei, o mesmo apenas disse sorrindo: ‘Watch your step’. Depois disso, toda vez que alguém do grupo dava um tropicão nas trilhas, utilizávamos o jargão. Chegamos no hotel, arrumamos nossas coisas, tentei lavar algumas peças de roupa enquanto tomava meu banho, mas percebi que apenas as camisas dryfit efetivamente secavam durante a noite – minhas cuecas e meias infelizmente permaneciam úmidas (por isso, mais adiante decidi levar algumas coisas na lavanderia).
  48. 1 ponto
    Assista em video no Youtube - Argentina Estarei mostrando os pontos turísticos principais da cidade de Buenos Aires na Argentina, bem como algumas dicas para curtir a cidade. Foi necessário 3 dias para conhecer a cidade, mas creio que de 4 a 5 dias são mais do que o suficiente para visitar com mais tranquilidade. Em relação aos custos, achei os preços em torno de uns 10% mais barato que o Brasil, então realmente valia a pena viajar neste país. Na segurança, posso dizer que havia um ótimo policiamento na cidade, em todos os pontos turísticos, havia 1 policial a menos de 2 quarteirões. Use e abuse do Uber quando for num local que não é coberto pelo metrô ou de noite. O transporte público, existe um cartão chamado Sube, que é altamente recomendado a compra. É possível adquirir em qualquer estação do metro ou bancas de jornal. O cartão custa em torno de 90 pesos argentinos que dá em torno de R$ 8,50. Recarga em qualquer estação do metrô. Quase 80 a 90% dos pontos turísticos estão cobertos pelo metrô e o melhor de tudo isso, o valor de cada trajeto de metrô sai por menos de R$ 2,00. É muito barato! No Teatro Colón, dá para realizar visitar monitaras, mas estavam bem caros, em torno de 500 pesos argentinos, que dá em torno de R$ 45,00. Não vale o preço. Temos o Obelisco com as iniciais da cidade. No Café Tortoni, recomendo fazer um café da manhã. Venha um pouco cedo, senão terá que fazer filas para entrar. É um pouco caro, mas vale a pena a experiência. Na Catedral Metropolitana, tem o mausoléo com os restos do General José de San Martin, responsável pela independência da Argentina, do Chile e do Peru. A Casa Rosada é a sede da presidência da república Argentina. Recomendo visitar o bairro San Telmo de Domingo, já que nesse dia da semana é que acontecem as feiras de antiguidades e artesanato. No final da rua, teremos a escultura ou estátua da Mafalda. É um ponto turístico, mas que achei nada demais. Puerto Madero é um bairro residencial, com belos parques, ruas limpas e arborizadas. É bom para caminhar e conhecer. Mas o melhor está nos restaurantes próximo ao rio. Vale a pena visitar aqui de dia e também de noite, pois cada um tem o seu charme. Os preços dos restaurantes estão na média de 400 a 800 pesos, que dá em torno de R$ 40 a 80 reais. A visita no Museu Fragata, muito barato, tava custando uns 20 pesos, que dá em torno de R$ 2,00. A Puente de la Mujer, à noite tem uma outra iluminação que vale a pena conhecer. El Ateneo, é uma das livraria mais conhecidas em Buenos Aires, posso dizer que seria a mais bonita do mundo. Construído num antigo teatro Gran Splendid inaugurado em 1919. No fundo, onde tem o palco, fica o café, com o qual também recomendo passar. Na parte inferior, tem os livros focado para o público infantil. De todos os locais, o Barrio Chino é um lugar que não recomendo a visita. Seria praticamente que um Chinatown, mas se resumia a uma simples rua com no máximo 3 quarteirões com lojas ou restaurantes chineses. Foi uma perda de tempo. Aqui era o caminho que fiz entre diversos parques, para se chegar no Bosques de Pallermo. É bem bonito, bom pra fazer um piquenique, curtir a paisagem ou andar de pedalinho. Vi que muitos casais utilizavam o local pra fotos de casamento, achei isso interessante. O ponto ruim daqui é que tinha poucas árvores com sombra, então em dia de sol vai ser um pouco cansativo. No El Caminito fica um pouco afastado do centro de Buenos Aires, não tem metrô por perto, dá para chegar de ônibus ou Uber, que foi o meu caso. Recomendo não se afastar muito do ponto principal, pois as ruas ficam um pouco vazias. É ótimo pra fazer o seu almoço aqui, vendo os pequenos shows de tango. Na Faculdad de Derecho foi o caminho pra chegar na Floralis Genérica. Que é uma escultura metálica feita em 1943, localizado acima de um espelho de água, tem 23 metros de altura, a flor é de aço inoxidável com esqueleto de alumínio. Pesa 18 toneladas. Andando um pouco mais temo o Cemiterio de la Reconleta, dizem ser um dos cemitérios mais visitados do mundo e um dos principais pontos turísticos da cidade. Estão enterrados aqui grandes personalidades da história argentina, como presidentes, militares, economistas, poetas, escritores, ministros, artistas e pessoas que tem muito dinheiro. Como não conhecia muito a história da Argentina, fui visitar somente o túmula da Eva Perón a Evita, que foi a primeira dama da Argentina. * Links - App do Metro de Buenos Aires Android https://play.google.com/store/apps/de... IOS https://itunes.apple.com/us/app/bueno... - Cartão Sube https://www.argentina.gob.ar/sube
  49. 1 ponto
    kkkkkk que é isso, ainda quero ler o teu relato. Curto muito ler, e agradeço pelas dicas, tenho receio de perder tempo caçando agências também e tempo é o que mais vai me faltar nesse mochilão. Por isso o roteiro apertado kkk Grato e no aguardo do teu roteiro. Peru o que mais tem é agência atrás de cliente, nem se preocupe em correr pois eles vem até você
  50. 1 ponto
    kkkkkk que é isso, ainda quero ler o teu relato. Curto muito ler, e agradeço pelas dicas, tenho receio de perder tempo caçando agências também e tempo é o que mais vai me faltar nesse mochilão. Por isso o roteiro apertado kkk Grato e no aguardo do teu roteiro.
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