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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 11-08-2017 em todas áreas

  1. 39 pontos
    Hoje ao acordar notei que tudo estava mais lindo, mais colorido, podia enxergar a alegria estampada em pequenos detalhes e afazeres. Não tinha como ser diferente afinal, não são todos os dias que fazemos aniversario, hoje dia 07/02/2018 faz exatamente 1 ano desde que sai do comodismo, do comum, da rotina estafante que vivemos, e continuamos, sabe por que ? por que temos a sensação de estar tudo bem, esta confortável, por que mudar algo que pensamos ser o melhor, afinal é seguro. Mas eu não, eu pensava diferente, não estava legal, não me completava, apenas me absorvia mais e mais, até que em certo ponto cansei de toda essa vida monótoma, e aqui estou completando 1 ano de viagem. Já contei minha historia aqui no grupo uma vez, mas vou contar uma segunda, pois sei que muitas pessoas mudaram sua forma de pensar e ver o mundo a partir do post que fiz. Sou christopher hoje com 23 anos, estou na cidade de Balneário Camboriú. Bom eu era normal como todos somos, o tipico jovem brasileiro, trabalho, casa, carro, relacionamento, amigos, festas etc. Mas certo dia algo mudou, não tinha mais aquela animação pra ir trabalhar, não tinha animação pra sair com os amigos, não tinha animação pra sair nem da cama se quer, apenas olhava tudo esvair de mim aos poucos, mais e mais, e cada vez mais era pisado pelo black dog, e me afundado em depressão, foi então que acabei saindo do emprego, pois não tinha animação pra ir, com o passar dos dias veio o termino do meu noivado, isso foi uma marretada para a angustia de um depressivo, logo as contas de fim de mês começaram a chegar, acabei vendendo meu carro para pagar-las e liquidar toda e qualquer divida que tinha. Então ali estava eu fechado em meu mundinho obscuro, cercado de pensamentos suicidas. Mas, surge aquela luzinha ao fim do túnel, então resolvo que eu tinha que sair dessa, minha vida não podia acabar ali naquela casa, sozinho, eu era mais que tudo aquilo, não era possível que vim ao mundo pra viver até os 22 anos e ser lembrado por amigos e familiares como o depressivo que se suicidou. Fui ao meu computador e resolvi terminar com tudo de uma vez, consultei o santo google ''Como sair de uma depressão'' eis que apareceu varias e varias coisas, abrangendo uma gama de assuntos sobre, mas algo me chamou muita atenção, ''viajar é o melhor anti-depressivo'' estava ali, era só absorver essa informação, mas poxa ''sou pobre, como vou viajar e conhecer o mundo ?'' consultei o google mas uma vez ''como viajar sem dinheiro'' advinha onde fui parar ? ''mochileiros.com'' me encantei com os relatos de viagens, pessoas que saíram meteram a cara com pouco e as vezes nada, então estava ali, era o que eu queria pra mim naquele momento, depois de me aprofundar nas teorias de viajeros, e aprender o ''básico'' sobre sobreviver na estrada, estava focado em sair, logo arrumei a bolsa que carregava meu antigo notebook, coloquei umas roupas, peguei minha carteira que tinha 170 reais e sai no outro dia logo cedo, as 7 horas da manhã do dia 7 de fevereiro peguei minha primeira carona de Cafelândia do Oeste para o mundo. e assim segui, conhecendo lugares incríveis, um mais lindo que o outro, conhecendo pessoas, pessoas essas que são como anjos para quem vive pela estrada, escuto muito dizerem que existe muita maldade no mundo que vivemos, mas acredite é minoria, a bondade é imensa quando você se permite mais. Bom, conheci o mar pela primeira vez no ano passado, quando sai de Cafelândia, sai com proposito único de realizar meus sonhos, e conhecer o mar era um deles, então fui ao litoral Catarinense, passei por lugares no Parana, São Paulo, uma beiradinha do Rio de Janeiro, Minas Gerais (estado que eu era encantado desde pequeno) Espirito Santo, e em cada lugar que ia, aprendia algo diferente que sempre me moldou a tornar-se um ser melhor, mais feliz, foi onde vi, que tudo de mal que vivi antes de meu renascimento, serviu apenas para mostrar que eu estava vivendo errado, e era necessário mudar minha forma de viver. para quem leu até aqui, muito obrigado, desculpa tomar tanto tempo, deixo para você uma frase para refletir ''Permita-se mais, não deixe para depois, o que pode ser feito agora, o depois pode não vir a existir''
  2. 33 pontos
    Uau... sempre gostei de ler e escrever mas 'em todos estes anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece' rsrs olho para a tela em branco mas as palavras não saem. Várias foram as vezes em que esta cena se repetiu nas últimas semanas e noto uma resistência interna em ordenar as palavras e externizá-las, permanecendo em silêncio degustando-as. Conheço bem essa resistência: é apego! Comumente remetemos o apego aos bens materiais mas quase sempre ignoramos que eles não passam de um símbolo. O real apego é sempre a ideia por trás do símbolo. Venho apegada à ideia da vida que vivi nos últimos dois anos e meio e soltar essa ideia é assumir que ela agora faz parte do passado. No entanto, o novo só vem quando soltamos o velho. E para isso se faz necessário ter coragem... As palavras que se seguem são um ato de coragem. CO.RA.GEM. substantivo feminino: 1.força ou energia moral diante do perigo; 2.sentimento de segurança para enfrentar situação de dificuldade moral; 3.atributo de quem tem determinação para realizar atividades que exigem firmeza. (Dicionário Michaelis) Ou, como uma irmã me ensinou um dia: do prefixo cor (coração) e do sufixo agem (do verbo agir): coragem é agir com o coração. E foi totalmente seguindo o meu coração que ao completar 26 anos em janeiro de 2015 escolhi ir viver as coisas nas quais acreditava. Contexto: na época uma angústia muito forte me acompanhava no dia a dia de faculdade, trabalho e nas pequenas efemeridades que caracterizam o cotidiano. No fundo, a angústia podia ser descrita como um sentimento de não pertencimento e até mesmo uma profunda incompreensão generalizada, não entendia o sentido de fazer as coisas que fazia pois enxergava uma sociedade doente e me apoiava em discursos de liberdade contra um "sistema opressor". No meu aniversário de 26 anos cansei de falar (lê-se: pregar) no facebook sobre as coisas nas quais acreditava e resolvi ir viver as coisas nas quais acreditava. Foi num ato repentino da mais profunda coragem num misto com a mais profunda inconsequência que parti. Com cinquenta e cinco reais no bolso, uma tampa de caixa de pizza escrito 'Alto Paraíso' e uma mochila extremamente pesada contendo 75% de inutilidades, fui para a BR. A única experiência que tinha era de ter pego carona com uma amiga até a cidade vizinha (interior de São Paulo, coisa de 100km de distância) poucas semanas antes, mas desde então sabia que se havia conseguido uma carona, conseguiria quantas precisasse. Afinal, muitos podem passar mas só preciso que 1 pare! E foi com essa confiança que, acompanhada de outra amiga que nunca havia viajado de carona, fui rumo a Chapada dos Veadeiros. Não olhei no Google, não tinha mapa, referências ou distâncias. Tudo o que sabia era que queria chegar na tal da Chapada e que pediria carona para isso. Há pouco tempo ouvi a seguinte frase sobre cair na estrada: "não tem como se preparar para isso". Essa é a mais pura verdade, e esse foi o primeiro grande aprendizado. Também é verdade que um único dia de BR te ensina muito mais do que toda a literatura que possa já ter lido, sobre todos os assuntos. Aprendi sobre política vendo a histórica desigualdade social na vida fora dos grandes centros urbanos e fora dos telejornais; aprendi sobre geografia percorrendo as estradas que cortam as paisagens entre serras e planaltos; aprendi sobre língua portuguesa e sobre licença poética nas placas pintadas à mão oferecendo os mais diversos trabalhos Brasil adentro; aprendi sobre matemática com os preços dos postos de combustível e suas lojas de [in]conveniência; aprendi sobre a biologia do corpo que, como um camelo, cobre distâncias incríveis sem uma única gota d'água; aprendi sobre a química da arte de cada estado em misturar água quente, pó de café e açúcar de maneira tão única (e gratuita!); e, sobretudo, aprendi a física envolvida no equilibrar de uma mochila nas costas de forma que ela (como um motor de Kombi que vem atrás) ainda assim te impulsione para frente. Sempre para frente. A BR é uma exigente professora muito dinâmica, com metodologia autodidata e tudo conta como matéria dada. E é justamente este nível de exigência da entrega total ao momento que nos permite absorver todo o seu conteúdo tão eficazmente. Afinal, não dá para estar na BR pensando no boleto que vai vencer ou na ração do gato. A BR te exige por inteiro. Mas essa exigência não é a toa, pois a todo aquele que se entregar plenamente, nada faltará. Nem a carona impossível do último raio de sol do dia, nem o alimento ora como cortesia, ora como oferta da natureza, nem o cantinho maroto para montar a barraca ou o banho, seja num rio, cachoeira ou nos oito minutos mais deliciosos de sua vida num chuveiro de posto de gasolina. Nada faltará! Esse foi o segundo grande aprendizado. Portanto, é um fato que a BR supre a todas as necessidades daquele que se entrega à ela, mas isso não quer dizer que nossas necessidades serão atendidas como gostaríamos ou quando gostaríamos, mas certamente sempre que realmente precisarmos. Aceitar essa falta de controle sobre as situações e ainda assim confiar que nada nos faltará é um desafio proporcional à magnitude do milagre de ser atendido. Porque a verdade é que nós não controlamos absolutamente nada. Abrir mão da ilusão de controle foi o terceiro grande aprendizado. Depois de aprender que não há como se preparar para isso, que são necessárias confiança e entrega e de ter aberto mão da ilusão de controle, algumas virtudes certamente já se apresentam desenvolvidas das quais destaco duas: a paciência e a gratidão. Estas duas virtudes são os maiores presentes que a BR me deu. A paciência de esperar o dia in-tei-ro por aquela carona naquela estrada de terra que não passa nem vento ou naquele trecho urbano em que milhares passam mas não param por medo. A gratidão de receber o dia chuvoso como se recebe o ensolarado, de ser grata pelo jejum assim como se agradece o banquete de coração ofertado. Tendo desenvolvido a duras penas a paciência e a gratidão, aprendi que a verdade é que tudo está em nossas mãos. Com paciência e gratidão criamos o que quisermos. Esse foi o quarto grande aprendizado. Esse é um dos mais belos paradoxos humanos: não temos o controle de nada e criamos tudo o que quisermos. As palavras nem ao menos tangenciam os processos dessas compreensões e permanecem assim no campo das inefabilidades. Mas afirmo: é real. No entanto, não acredite em mim. Duvide e tenha sua própria experiência. Além dos impulsos de buscar viver as coisas nas quais acreditava, também ansiava por ser maior do que meus medos. No angustiante período que antecedeu a partida, já havia compreendido que a crença em nossos medos é o que nos limita. Na época, havia feito uma lista com todos os meus medos dos mais esdrúxulos aos nunca antes pronunciados. Levei algo próximo de três meses para terminá-la, e esta lista finalizada lembrava em muito um pergaminho dado comprimento. Em seguida os analisei. Considerei medos-meus aqueles que havia tido uma experiência direta, real e empírica e considerei medos-não-meus aqueles adquiridos por indução social e inconscientemente reproduzidos. Fiz isso pois compreendia que poderia lidar com os meus medos e os demais devia apenas soltá-los, afinal não eram meus e gastava muita energia com eles... E de todo o pergaminho, a lista se reduziu a poucos ítens contados nos dedos das mãos. Esses eram os que me interessavam vencer, os demais , como disse, abandonei. Simples assim. Junte a angústia existencial gerada por uma sociedade de consumo com a vontade de vencer os medos limitantes e algumas sessões de 'into the wild' e você tem uma pessoa disposta a rasgar documentos, dinheiro, diplomas, desapegar-se de bens materiais e referências psicoemocionais, além de cometer um "socialcídio" nas redes sociais. Toda a viagem à Chapada dos Veadeiros durou entorno de duas semanas e, ao retornar, abri mão de todos os ítens acima citados. Quando voltei para a estrada possuía apenas o meu corpo, meus conhecimentos e uma mochila com algumas roupas e alguns poucos apegos que ainda permaneciam. Queria ver o mundo como ele era sem referências. Queria ver como eu era sem referências. Compreendia que o dinheiro era uma forma de energia mas não era a única e me propus a viver da troca de conhecimentos e da força braçal, bem como do voluntariado. Mas num bom e honesto português o que me motivou foi querer ver se o mundo era mesmo como o Datena falava que era, rsrsrs É com alegria e gratidão que posso afirmar que ele possui uma visão muito limitada (e triste) do que é o mundo... Nesse período de viagens de carona que se sucedeu com trocas e voluntariado, regado à paciência e gratidão, aprendi que quanto mais a gente se doa mais a gente recebe. Esse foi o quinto grande aprendizado. Também foi um período em que muitos valores morais e crenças caíram por terra. Descobri, como diria um professor que tive, que sou o extrato-do-pó-do-peido-da-pulga no universo! Rsrs E viajei, e viajei e viajei. Curiosamente, curtos foram os momentos em que viajei sozinha. Já viajei em dupla, em trio, com criança e em quarteto. Viajar bem acompanhada é delicioso! Comunhão, cumplicidade, respeito, reciprocidade, apoio e alguém que olhe sua mochila para ir ao banheiro! Rsrsrs No entanto, só quem já viajou mal acompanhado sabe o valor de se andar só. Uma vez li em algum lugar que a solidão só pode ser realmente sentida em meio a outras pessoas. Hoje compreendo isso. E foi ao escolher passar a viajar exclusivamente sozinha que compreendi a diferença entre solitude e solidão. A solitude é sobre estar só e não sentir solidão. A solidão é sobre estar acompanhado e se sentir só. Esse foi o sexto grande aprendizado. E ao aprender a apreciar a minha companhia e a ouvir tudo o que o silêncio tinha para me falar, a vida de caronas passou a ser incompatível com minhas novas necessidades introspectivas pois bem sabemos que o pegar caronas implica em conversar e interagir (além de responder várias vezes no dia as mesmas perguntas clássicas "de onde você é?", "para onde você está indo?", "você não tem medo?", "o que sua família acha disso?", Etc rsrsrs). As trocas me garantiam apenas o mínimo ao mesmo tempo em que recebia muitas doações, e foi quando passei a me sentir sustentada ao invés de me sustentar. Essa nunca foi a proposta. Concluí que estava na hora de ser autossuficiente, decidi investir em artesanatos e passar a viajar de bicicleta para ter mais independência. Viajar de bicicleta é outro universo...! Viajando de carona o mundo já é solícito, mas de bicicleta ele é escancarado! Minha bicicleta (Kali- A Negra) é dessas padrão, sem marca, aro 26 e 21 marchas onde os maiores investimentos que fiz foi instalar bar ends de deiz real, um selim mais largo e o bagageiro no qual amarrei dois baldes como alforges, com uma garrafa pet de paralama. Junte a cara de pau de uma bicicleta dessas circulando por aí como se fosse uma Specialized, o fato de eu ser mulher e estar viajando sozinha e você terá a trinca de ouro das portas abertas na sociedade. Tenho plena consciência da sociedade patriarcal em que vivemos e de como é nascer mulher em meio a isso, mas nunca havia experienciado isso de forma tão latente pois não se admiravam por ser uma pessoa viajando de bicicleta, mas por ser uma mulher sozinha, o que claramente indica a noção do inconsciente coletivo de que o mundo é sim um lugar hostil para mulheres, já que a mesma admiração não é comum aos homens viajantes solos. Também sinto que a hiperbólica solicitude que a bicicleta proporciona vem do próprio símbolo de liberdade atrelado à ela, afinal todos temos alguma memória afetiva de infância relacionada à sensação de liberdade com alguma bicicleta. Uma metáfora não-tão-metáfora-assim que a bicicleta me ensinou nos primeiros 10 minutos de viagem foi que não importa o peso que se carrega, mas sim como o equilibramos... E pedalei, e pedalei, e pedalei. Tomei chuva, me queimei no sol, atolei na lama, empurrei serra acima e senti a "mão de Deus no guidão" ladeira abaixo a 56km/h. Fui abordada diversas vezes pela própria curiosidade das pessoas, fui recebida e convidada à hospedagens e banquetes, ganhei dinheiro e presentes, orações, abraços cheios de ternura e querer bem e, por mais delicioso que tudo isso seja, estava looonge da intenção inicial de passar despercebida... Ao mesmo tempo isso ajudou com a venda de artesanatos (mandalas de papel com beija-flores, logo, Ciclobeijaflorismo) e pude experienciar o sucesso na autossuficiência plena com dinheiro suficiente para me hospedar em campings e realizar os desejos mais supérfluos de meu ego. É nesse ápice entre a plena autossuficiência profissional e a crescente necessidade de introspecção e silêncio não compatíveis com a imprevisível vida na BR que, com a Graça Divina, tive o maior dos aprendizados. Tudo o que fizera até então era em busca da liberdade, de acordo com os conceitos que possuía de liberdade. No entanto, em dado momento pude compreender que sempre fui livre. E pela primeira vez compreendi o que Renato Russo quis dizer quando afirmou que 'disciplina é liberdade'. Todos somos livres, sempre fomos e sempre seremos. Inclusive para nos prendermos ao que desejarmos. Esse foi o sétimo e maior aprendizado de todos nesses dois anos e meio de vida nômade. Faz aproximadamente quatro meses que parei de viajar e isso se deu por uma série de fatores, compreensões e necessidades do momento. Tudo o que materialmente ainda possuo é a bicicleta e os baldes alforges (tá, e documentos. Tenho todos novamente, rsrsrs), no entanto a bagagem que estes dois anos e meio me gerou eu ainda mal consigo mensurar (e nem tenho tal pretensão!). A proposta do momento é encerrar pendências diversas que a impulsividade de outrora deixou e, tendo renovado inclusive a CNH, dar início ao projeto da casa própria sobre rodas, afinal sou uma jovem senhora de quase 30 anos que busca alguns confortos que viver de mochila não oferece, rsrs. No entanto, como ou quando isso acontecerá não me pertence mas sei que assim como a estrada me chamou uma vez, quando houver de retornar não será diferente. Coração cigano só bate na poeira da estrada! E o que ficou disso tudo? O brilho dos primeiros raios de sol pela manhã refletidos na superfície de um rio; O aroma da primeira chuva que cai e toca a terra encerrando a seca. Uma verdadeira oração silenciosa de alívio e gratidão onde não se ouve nada além das gotas; A suculência da fruta madura saboreada direto do pé; O farfalhar das folhas com o vento no dossel; O toque da pele em cada rosto que se toca em um abraço ou das mãos que se apertam. E os sorrisos! Ah, os sorrisos... As donas Marias e os seus Zés... Esse foi meu relato de dois anos e meio de viagens conhecendo um pedacinho de cada uma das cinco regiões do Brasil, de carona, a pé e de bike com muito pouco ou nenhum dinheiro vivendo a base de trocas e voluntariado, posteriormente com a venda de artesanatos. Este relato não envolve descrição de lugares, roteiros, valores, dicas ou distâncias. Aliás, quando me perguntam sobre a maior distância que já percorri digo que foi entre querer viajar e colocar a mochila nas costas. Esta certamente foi a maior distância. Este relato apenas compartilha outros aspectos de um mochilão. E embora eu tenha dito que este é o meu relato, estou ciente de que também é ou pode ser o seu, afinal, Eu Sou o Outro Você. Dedico a todas e todos que abraçaram e abraçam o desconhecido, escolhendo ir além dos próprios medos. Agradeço a todos e todas que compartilham seus relatos de viagem. Agradeço a todas e todos que compartilham. Agradeço. Trilha sonora da escrita: *Quinteto Armorial - do Romance ao galope (1974) *Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto PRABHU AAP JAGO
  3. 30 pontos
    Saudações! Há pouco compartilhei um relato sobre como foi viajar e viver na BR nos últimos dois anos e meio conhecendo um pouquinho de cada uma das cinco regiões do Brasil de carona, a pé e de bike. O relato não aborda roteiros, preços ou dicas mas busca compartilhar outras dimensões e aprendizados que tive (e você pode entender ao que me refiro aqui: https://www.mochileiros.com/topic/66973-sobre-a-coragem/ ). Como venho assimilando as informações vividas nesse intervalo entre ciclos que se encerram e se iniciam - e como todos sabemos que "happyness is only real when shared" -, percebi que outros dois assuntos são recorrentes no curioso imaginário da arte de viajar ~por aí e resolvi compartilhá-los também buscando somar. No outro post, os aprendizados foram compartilhados a partir da óptica da coragem necessária para seguir o coração a despeito de quaisquer garantias ou certezas que um mochileiro enfrenta no início, e automaticamente me lembrei das muitas mentiras que também temos que encarar. Acredito que a maior mentira que a humanidade perpetua a si e ao coletivo - de maneira quase socialmente institucionalizada - é o "não tenho/deu tempo", que é a maneira politizada de dizermos que não-queremos-tanto-assim-fazer-algo-como-dizemos-que-queremos. Mas, uma vez tendo vencido este autoengano, me deparei com aquela que considero a segunda maior mentira do universo das viagens: "para viajar precisa de dinheiro". Criada num contexto de classe média baixa onde as viagens feitas não ultrapassaram os dedos de uma mão (e envolveram exclusivamente a visita a algum parente distante ou um bate e volta à praia mais próxima) cresci com a crença de que viagem é luxo e que precisa de dinheiro para isso. Ao me dispor a encarar esta máxima e colocar a sua veracidade em cheque, descobri que é balela: para viajar precisa ter vontade - e disposição, claro! Não estou pregando que o "certo" ou "errado" é viajar com dinheiro ou sem, até porque ele é apenas uma ferramenta. O que busco salientar é que ele não é obrigatório como cresci acreditando que era. Ao escolher viajar sem dinheiro precisamos das mesmas coisas que ao viajar com dinheiro (ou até mesmo se ficarmos parados!): precisamos comer, tomar banho, dormir em um lugar minimamente seguro, etc, a única diferença é que se faz necessário encontrar maneiras alternativas de suprir tais necessidades, e daí vai da disposição e criatividade de cada um. Como diz o ditado "quem quer arranja um jeito, quem não quer uma desculpa". Outra mentira na qual tropecei antes mesmo de colocar a mochila nas costas foi "é perigoso mulheres viajarem sozinhas". Tantas são as fobias e "-ismos" fortemente enraizados em nossa cultura que reproduzimos sem nem ao menos questionarmos as origens que eu mesma muito me admirei ao notar o sutil machismo que me habitava por acreditar nessa idéia. No entanto, após pensar um pouco, concluí que uma mulher viajar sozinha não é mais perigoso que uma mulher ir comprar pão, andar no transporte público ou ir para o trabalho. A sociedade é patriarcal e o assédio, infelizmente, encontra-se em todas as esferas sociais, logo é uma mentira acreditar que uma mulher viajando está mais susceptível à riscos do que qualquer outra mulher em qualquer outro lugar fazendo qualquer outra coisa. Outra ideia que tinha como verdadeira, e que descobri ser mentira muito rapidamente, é a de que "todo maluco de BR é paz e amor". Fui muito ingênua por acreditar nisso? Fui! Romantizava a vida na BR? Sim! Mas não levou muito tempo para que compreendesse que essa é uma inverdade por motivos lógicos! Hoje dou risada da magnitude de minha inocência por acreditar nesse estereótipo romantizado e assumo que compreender isso foi como levar um balde de água fria - necessário. Roubos, drogas, disputas e desonestidade são apenas alguns exemplos da realidade que não esperava conhecer entre os mais variados malucos de BR. Antes achava que todos eram "hippies saídos do Hair" ou "Cheech & Chong", embora estes existam em processo de avançada extinção... Rsrsrs sabe de nada, inocente... Mas de todas as mentiras, a que mais me pegou foi "só dá para viajar com equipamentos ~adequados (lê-se, caros)". Sonho em ter uma mochila da Deuter? Sonho. No entanto, consegui muito bem me virar, entre remendos e adaptações alternativas de baixo custo (a.k.a. gambiarra) com uma comprada na loja do chinês por R$80. É claro que poder ter um equipamento de qualidade implica diretamente na relação entre conforto e rendimento, mas nada que não possamos nos adaptar. Digo que foi um ponto que me pegou pois também passei pela situação inversa: investi em um equipamento de marca e me ferrei! Por muito tempo, após ter passado por uma experiência de chuva muito intensa com uma barraquinha dessas de supermercado sem ter nem ao menos uma lona (amadora, rsrs), juntei dinheiro decidida a investir na minipak. Como passaria a viajar de bicicleta, ela era leve e apresentava uma excelente coluna d'água pelo que a julguei perfeita. Porém, ao adquirí-la e usá-la realizei que não era funcional para mim pois sentia falta de ser autoportante, é muito chata de guardar, o teto é muito baixo para o cocoruto, é pequena para visitas (ou sou muito espaçosa...), o alumínio entorta fácil e a vareta com 3 meses de uso quebrou! Passei um bom tempo pensando em como uma simples lona custando 10x menos já resolveria meus problemas... Rsrsrs Dessa forma, aprendi que equipamento bom é o que temos pois atende às nossas necessidades e temos intimidade com ele. Mas ainda hei de comprar uma mochila da Deuter! Rsrs Outro tema recorrente aos mochileiros são os tais dos perrengues! Ouso até dizer que, aos que ainda sucumbem ao medo, eles interessam mais do que as viagens em si! Rsrsrs Os perrengues e dificuldades são tão relativos quanto possíveis, variando de viajante para viajante assim como em intensidade. Para alguns o maior pesadelo pode ser perder a reserva de hotel, para outros pode ser um pernilongo. Dentro do que me propus a viver, por saber e confiar que nada que realmente precisasse faltaria, também carregava a consciência de que assim como recebo posso ter tirado de mim, afinal o conceito de posse já não mais me acompanha. Dessa forma, por não carregar eletrônicos, documentos ou ítens de valor comercial reconheço que fica mais fácil não se preocupar com perrengues. Ou não. Ao menos era nisso que acreditava até tomar A MAIOR CHUVA dessa vida numa passagem pela Chapada Diamantina. Pelo meu característico amadorismo e excessivo despreocupar no começo da vida mochileira, nem lona carregava, logo, a barraquinha de R$50 do mercadinho só serviu para canalizar o fluxo d'água numa cachoeira central que molhou a.b.s.o.l.u.t.a.m.e.n.t.e. TUDO. Compreendo que qualquer adversidade que surja é passível de adaptação, no entanto ficar completamente molhado nos traz a pior sensação de impotência possível já que não se tem o que fazer... O perrengue de tomar uma chuva e ficar completamente molhado ainda se agrava pois a questão não é solucionada com o fim da chuva! Mochila, barraca, roupas e pertences permanecem molhados por dias e isso significa que também ficam mais pesados, fedorentos e com grande possibilidade de embolorarem, além do risco momentâneo de hipotermia. Certamente, nunca passei por perrengue tão intenso quanto ficar completamente molhada pela chuva. Por dias. Embora menos intensa quanto aos desdobramentos porém potencialmente problemática é a situação no outro extremo: ficar sem água. Houveram períodos em que levei bem a sério o Alex Supertramp e fui morar um tempo com minha barraquinha no meio do mato. O desafio principal está no fato de que não só o ser humano busca água como toda a natureza. Dessa forma, dividir a fonte com outros animais, fofos ou peçonhentos, é inevitável e saber a sua hora de usar a fonte e a hora deles é uma urgente sabedoria. Mas também houveram situações em que não havia uma fonte de água próxima e esse também se torna um desafio de captação, transporte, armazenamento e racionamento dessa água. Momentos como este reforçaram a consciência ecológica do desperdício-nosso-de-todo-dia com algo tão sagrado. Mas o perrengue mesmo é quando a água de beber acaba no meio do nada! A desidratação é um perigo silencioso e intenso pois o corpo buscará compensar a perda hídrica envolvendo todas as funções biológicas e então atividades simples como andar, falar e pensar se transformam em desafios homéricos. Saber calcular e administrar a relação distância x peso x sede é fundamental para evitar este perrengue. Além de ficar hipotérmica ou desidratada, os únicos perrengues que considero ter enfrentado derivam de um único fator: cansaço. Não me refiro ao cansaço físico pois este se resolve com uma ciesta, me refiro ao cansaço mental. Ter que retornar por caminhos já conhecidos, e que envolviam grandes centros urbanos, ou estar acompanhada de alguém com prioridades diferentes ou que só fazia reclamar são exemplos do que me causava o cansaço emocional. Então, mais de uma vez, a pressa por sair logo de uma dessas situações fez com que me colocasse no que chamo de vulnerabilidade desnecessária. Viajar exige uma pré disposição em se expor mas existem situações em que aceitamos nos submeter a uma exposição de alto risco sem real necessidade. Posso citar aquela carona que se aceita próximo do anoitecer pela pressa de chegar logo ou atravessar algum lugar, ou quando por preguiça de darmos uma volta maior mas que apresente menos riscos cruzamos trechos perigosos (estradas sem acostamento em trechos de serra, túneis ou viadutos), ou quando escolhemos parar em lugares sabidamente arriscados (como um leito de Rio ou cachoeira em época de chuvas, na praia aberta durante uma tempestade, sobre folhas secas ou chão batido certamente território de cupins ou formigas noturnas) ou quando aceitamos aquela carona cujo motorista apresenta nitidamente ao menos um pé na psicopatia - é raro, mas a energia que emanamos atraímos de volta). Felizmente aprendi rápido que o único remédio para o cansaço é descansar! Estes são exemplos da vulnerabilidade desnecessária que o cansaço mental atrai e transforma em verdadeiros perrengues. Sinto que as balelas e perrengues são intrínsecos a todos viajantes e, embora não pertençam ao lado glamouroso da viagem, são parte do alicerce. Que este compartilhar possa minimamente suprir a curiosidade dos que ainda buscam apoio na literatura assim como me confortam ao externizá-las, validando de certa forma as experiências que tive. Mas mais do que isso, que estas palavras sirvam de fermento ao questionamento. Não acredite no que falo. Duvide. Busque ter sua própria experiência. Dedico este compartilhar a todas e todos que têm ao menos um perrengue para contar pois acredito que este seja, no mais profundo, o seu propósito: transformar a história em estória... PRABHU AAP JAGO
  4. 26 pontos
    Olá mochileiras, sou Pernambucana, 28 anos, solteira e hetero. Procuro amigas para viajar pelo Brasil ou ate mesmo por Pernambuco, pelo nordeste... Enfim, procuro AMiGAS, gente do bem, sem frescuras, divertidas e que assim como eu goste de sair do lugar, fazer história, conhecer gente nova e se divertir muito. E se no meio de toda essa diversão e viagens, surgir uma amizade dessas pra vida, sabe? Aquelas que vc pode contar pra tudo. (Curtir um show, um barzinho, sair pra paquerar, ficar bebadas juntas, viajar ou até ficar em casa jogando conversa fora e quando preciso chorar juntas tbm) Vai ser muito massa! Tow numa fase meio F... de amigas, onde 80% estão comprometidas e os 20% são mais desanimadas do que cachorro quando perde o dono (rsrs). Então pensei... já viajei com tanta hente legal do mochileiros.com, porque não procurar amigas na pag.? (E aqui estou!) Agora é torcer pra esse post dar certo. E que no mínimo eu encontre boas companheiras de viagens. Zap: 81 9 9665-3192 Face: Morggana Natalia Insta: Morggana_nat Abraços!
  5. 20 pontos
    Olá! Você que aparece por aqui dizendo que “gostaria de começar a viajar mas que não tem dinheiro e nem sabe como”, sua hora chegou! Estas palavras são digitadas pensando em VOCÊ! Antes, vamos iluminar alguns pontos: O Mochileiros.com é um fórum [lê-se: o maior e mais completo fórum] de troca de experiências e certamente você poderá encontrar riquíssimos relatos de viagens para se inspirar, dicas do que usar, orientações de onde ir e informações que deixam qualquer CAT (Centro de Atendimento ao Turista) no chinelo! Dessa forma, sugiro que procure, fuce, explore! Como já diziam as nossas avós “Quem procura, acha!”. Fatão! Dessa forma, te convido a degustar isso aqui: https://www.mochileiros.com/forum/20-guia-do-mochileiro/ Outro ponto que sinto ser importante iluminar é que, ainda que leia TUDO isso e muito mais, nada, NADA, vai te ensinar mais do que a prática. Esteja ciente. E, o mais importante é aquele velho ditado “quem quer arranja um jeito, quem não quer arranja uma desculpa”. Porque quando você REALMENTE quiser fazer algo, nada, ABSOLUTAMENTE NADA, poderá te impedir de realizá-lo. Inclusive viajar. A ideia é que, a partir do compartilhar destas experiências que tive, você possa se inspirar e traçar o seu norte de acordo com sua proposta de viagem. Se você ainda não sabe disso vou te contar uma coisa: não existe certo ou errado, inclusive para viajar. Viajar sem dinheiro não te faz uma pessoa melhor do que quem viaja com dinheiro, e vice versa. O que nos faz uma pessoa melhor é nossa capacidade de expressar o Amor [em todas as suas faces como a paciência, a honestidade, a gentileza, o perdão...] através de nossos pensamentos, palavras e ações. Em toda e qualquer circunstância. A todo e qualquer momento. Você só saberá se viajar sem dinheiro - ou como dizemos, no modo roots – serve para você depois de se permitir ter sua própria experiência. Antes disso, qualquer pensamento não passa de masturbação mental e especulação. E isso também vale para quaisquer outros aspectos da vida. Permita-se. Vou separar por ordem das perguntas que mais recebi ao longo do tempo: SOBRE AS CARONAS :: Como pedir: tenha em mente que uma imagem vale mais do que mil palavras e que esta imagem que o(a) motorista receberá de ti irá durar pouquíssimos segundos para que decida parar ou não. A maior parte das vezes usei um grande pedaço de papelão como cartaz no qual escrevia bem grande o destino final, seguido de uma cidade intermediária logo abaixo. O papelão é importante pois ele não reflete a luz solar, além de ser facilmente encontrado por aí e ser suficientemente resistente contra a ventania da BR. Sempre carreguei três cores de tinta para tecido (branco, vermelho e azul/preto) e um pequeno pincel para caprichar na placa. Vale a pena. Sempre começava o dia antes de o Sol nascer e encerrava o deslocamento diário umas duas horas antes do Sol se pôr. Raras foram as vezes em que viajei de noite, até porque a exaustão física orientava os limites. Como acredito em trocas, sempre fiz pequenas lembranças (como filtros dos sonhos ou dobraduras) para dar como forma de agradecimento a cada carona recebida. Também é importante lembrar que a carona é um genuíno e sagrado ato de confiança mútua e geralmente o deslocamento é oferecido em troca da sua história! A maior parte das pessoas que oferece carona está interessada em ouvir sobre você por se identificar ou pela curiosidade em si. Além disso, no caso dos caminhoneiros(as) a conversa é uma forma de quebrar o silêncio dos longos quilômetros de solidão que enfrentam diariamente. Alguns querem ouvir histórias, outros querem contar as suas histórias, desabafar sobre alguma questão ou simplesmente ter a oportunidade de falar. Deguste estes momentos. Aprenda. Ensine. ::Onde pedir: se estiver em trechos de BR, no mais amplo e longo acostamento em linha reta possível, nunca em curvas pois tanto o(a) motorista quanto você não terão visão. Em trechos de subidas/descidas/morros não adianta pedir carona no início da descida ou no final dela pois os veículos descem embalados em alta velocidade e não vão parar. Neste caso, ande até chegar no topo da subida do morro onde a velocidade é reduzida ou até o próximo trecho de linha reta com acostamento. Às vezes você poderá andar quilômetros até encontrar este trecho... Também é possível conversar com caminhoneiros estacionados em postos de combustível e acertar a carona. Ficar na saída dos postos também é um bom lugar, assim como logo após radares e lombadas onde os(as) motoristas obrigatoriamente passam com a velocidade reduzida aumentando o tempo do olho-no-olho. Um pouco a frente dos postos da Polícia Rodoviária também pode funcionar. SOBRE DORMIR ::Como e Onde dormir: Só não dormi em barraca nas vezes em que fui convidada para dormir em alguma pousada, bangalô, hostel ou casa de amigos feitos durante a viagem. Houve ainda duas ocasiões em que montei a rede. Mas a via de regra para não gastar com hospedagem é dormir com a barraca “moitada” (escondida) em algum lugar. Em trechos de BR geralmente falava com o segurança do posto de combustível e perguntava onde poderia montá-la para passar a noite (o famoso "mocó"). Em trechos de interior encontrava algum mato no meio do nada que muitas vezes se tornava meu endereço fixo por dias, ainda mais se tivesse rio ou cachoeira nas proximidades! E enquanto viajava de bicicleta tive duas experiências muito positivas utilizando o www.warmshowers.org. Em trechos urbanos e pontos muito turísticos é realmente mais difícil (~quaaase impossível) encontrar um lugar minimamente tranquilo e seguro para passar a noite, então sempre que possível trocava trabalho por estadias em campings ou hostels caso fosse necessário ficar mais dias no meio da civilização. Dentre as definições de trabalho posso citar: carpir terreno, podar árvores, pintar ou envernizar portas e janelas, pintar paredes, desenhar mandalas, consertar tomadas, chuveiros, lâmpadas ou outros reparos básicos de elétrica, trabalhar na recepção, lavar banheiro e cozinha, cuidar de jardins, bioconstrução, permacultura, paisagismo, tradução de textos e inclusive troca de artesanatos. Quaisquer dons e talentos podem (e devem!) ser usados. Autoconfiança é tudo. rsrsrsrs Tenha em mente que sempre que for moitar quanto menos atenção chamar, melhor para seu sono, seja em um posto de gasolina ou no meio do mato. Monte a barraca chamando menos atenção possível (ainda que isso signifique que terá de esperar algumas horas a mais - mesmo estando exausto(a)!!! - para que o movimento diminua). Se estiver no mato, tenha ciência de que fogo chama atenção e deve ser sabiamente manuseado (ainda mais em áreas naturais em períodos de seca, e isso vale para cigarros, incensos, velas) e examine bem o terreno quanto a possibilidade de formigas, cupins, pedras e gravetos. No litoral facilmente poderá pernoitar em postos de Bombeiros Guarda Vidas ou quiosques a beira mar. SOBRE TOMAR BANHO Durante períodos de deslocamento, como a maior parte dos pernoites ocorriam em postos de combustível, os banhos eram tomados nos próprios postos. No Sudeste, a maior parte dos banhos são pagos (entre R$3 e R$7) e para ter acesso é necessário retirar uma ficha com o frentista. Nunca paguei, sempre pedi cortesia e sempre ganhei. Mas atente ao tempo: pode variar de 6 a 8 minutos, mas garanto que serão minutos deliciosos... rsrsrsrs Centro-oeste, Norte e Nordeste apresentam em sua maioria banhos livres e gratuitos onde será possível até lavar aquela roupa em estado de decomposição avançada, porém não espere por chuveiro aquecido (o que é uma dádiva devido ao calor!). No Sul, os chuveiros são aquecidos e em sua maioria gratuitos. A composição dos banheiros pode variar muito: desde um cano que cai água até o luxo dos boxes de vidro com paredes de mármore e regulagem de temperatura e pressão. Permita-se ser surpreendido... rsrsrsrs Já em trechos urbanos recomendo o mantra “durmo sujo(a), acordo limpo(a)”... ¯\_(ツ)_/¯ Mas já consegui (em uma ocasião em que estava quase ligando para a vigilância sanitária me interditar hahahaha) trocar um banho em um hostel às 22h no meio de Belo Horizonte por... cristais!!! rsrsrsrs Mas no geral, como meus destinos sempre envolveram rios e cachoeiras, isso nunca foi um problema. Já cheguei a passar bastante tempo no mato relativamente longe da fonte d’água, o que não me impediu de ir a cada dois dias encher os galões ou de fazer um chuveiro com garrafa pet. A necessidade é a mãe da invenção! SOBRE COMER A maior parte de minhas viagens foram baseadas na troca ou na contribuição voluntária, só depois passei a vender artesanatos. Esse processo foi ocorrendo naturalmente a partir da maneira que passei a me relacionar com o dinheiro e com minhas reais necessidades. A princípio, sempre busquei manter meu estoque de “lembas” (vide: The Lord of the Rings) cheio. Isso quer dizer que sempre carreguei alguns alimentos básicos: amendoim salgado torrado, aveia, chia, uvas passas e cacau africano em pó e, eventualmente, bananas, maçãs ou pepinos. Também sempre carreguei alguns temperos como sal rosa do himalaia, canela em pó, cravo e orégano. Independente da situação, passava muito bem com estes alimentos o tempo que fosse. Na verdade, raramente me alimentava durante o dia por saber que a barriga cheia diminui o rendimento (principalmente viajando de bicicleta). Então, posso afirmar que nunca passei fome. O que fazia ao chegar nos postos de gasolina era pedir uma marmita no restaurante self service dos caminhoneiros [que fica nos fundos dos postos de gasolina das grandes redes, como GRAAL ou BR – onde também tem café de graça] e sempre fui prontamente atendida. Ao passar pelas cidades, qualquer restaurante oferecia marmita ao final do expediente, alguns solicitavam que deixasse algum pote com tampa para retirar posteriormente. Muitos montavam mesas com banquetes na relação de “quanto menor a cidade, maior a generosidade e recepção”. É claro que houve casos em que negaram o pedido de comida e, independente da falta de generosidade ou empatia, o fato é que ninguém é obrigado a nos dar nada. Ninguém nos deve nada, assim como não devemos nada a ninguém. Esses foram “nãos” essenciais ao meu crescimento pessoal e à compreensão de que é sábio buscar ser autossustentável em todos os aspectos da vida. O verbo que recomendo que conheça é manguear: a arte de trocar o seu artesanato diretamente pelo produto que precisa, sem precisar vendê-lo intermediariamente para só depois utilizar o dinheiro. Já mangueei colares de macramê e filtros dos sonhos por marmitas, lanches e sucos. Se for ficar um período maior em alguma cidade, encontre o maior mercadinho que tiver e descubra quando é a xepa. A xepa é o dia que antecede a chegada de novos produtos de hortifruti quando é possível pedir pelas frutas e legumes mais passadinhos (no limite do consumo) ou você pode comprá-los pelo simbólico valor de R$0,99/kg. Evite os produtos com marcas de bolor (como mamão e caqui) pois isso pode te livrar de uma bela diarreia fúngica. Esta assepsia também te livra da cólera e de morrer por motivos estúpidos... rsrsrsrs Sempre que fiquei parada por mais tempo em algum lugar usava uma pequenina panelinha em um fogão feito com latinha de refrigerante à álcool etílico (atenção ao manuseio!!! Para apagá-lo é necessário abafá-lo!!!). As cidades também possuem Centros Espíritas assistencialistas que geralmente oferecem durante a semana refeições em algum determinado horário. Em alguns lugares é conhecido como “sopão”. A verdade é que muitas são as refeições que se recebe, ainda mais se viajar de bicicleta. SOBRE LAVAR ROUPA Pelo menos uma vez na semana será necessário fazer essa função. Sempre que possível lavar no banho e já pendurar a peça de roupa na barraca para secar até o dia seguinte: faça! Nas regiões mais quentes isso é tranquilo de fazer. Se você tiver dinheiro, os postos de combustível das grandes redes possuem lavanderias pagas e sua roupa é entregue lavada, passada, limpa como nova e tudo isso enquanto você dorme! Pessoalmente nunca utilizei esse serviço, mas pude testemunhar muitos caminhoneiros utilizando-o. Mas bom mesmo é poder ficar na beira do rio e lavar roupa na pedra... Mas não se esqueça de usar sabão biodegradável (de coco de babaçu ou de cinza), por amor! Também é possível lavar roupas sempre que algum convite para hospedagem acontece. E também é possível usar uma roupa sem lavar por mais tempo do que você está imaginando agora... rsrsrsrsr SOBRE IR NO BANHEIRO Não tem mistério: “Moça(o), posso usar seu banheiro?” hahahahah funciona na maior parte dos estabelecimentos, ainda que seja apenas um buraco no chão no melhor China Style! Se estiver pelo mato acampado(a), não faça do seu banheiro a beira dos cursos d’água. Faça looonge, e enterre bem! E, se for ficar acampado(a) por mais tempo e não conhecer os princípios de decomposição de um banheiro seco, não faça sempre no mesmo lugar. No caso de ficar complicado sair de noite para fazer xixi, as garrafas pet estão aí, né, gentem?! E para as meninas existe o oigirl ( https://www.oi-girl.com.br/ ) e o InCiclo ( http://www.inciclo.com.br/ ) Só sucesso! O que é realmente importante que tenha em mente é qual o seu objetivo e qual o preço que está disposto a pagar por isso? Quer viajar sem dinheiro por curiosidade? Diversão? Por liberdade? Convicção política? Fetishe? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Para conhecer algum destino específico? Para ter experiências únicas? Conheça o que te move e saberá o que pode te derrubar. Está disposto a ficar longe do conforto? Precisa dormir bem toda noite? Tem pressa? Não gosta de interagir? Saiba qual o preço que está disposto(a) a pagar e nada poderá te derrubar. Se quiser saber sobre o que aprendi viajando, clica aqui: Se quiser saber sobre perrengues, espia: Se está buscando inspiração audiovisual, vai fundo: O resto é poesia.
  6. 18 pontos
    Um semana depois de voltar de viagem sigo encontrando pessoas, revendo amigos e conhecidos que me perguntam sobre essa experiência. Encontros e conversas em que ouço perguntas e comentários que podem ser divididos em duas ou três categorias. As quais poderiam ser nomeadas como: os que me acham maluca; os que me acham corajosa e/ou admiram o feito; os que não estão nem aí, nem pensam nada sobre. E isso tudo que tenho ouvido está me fazendo pensar sobre 'o porquê viajo sozinha'. Até porque eu não sei em qual categoria destas eu me colocaria, ou qual delas eu penso ser a mais justa para o que aconteceu. Por que viajo sozinha? Sempre fui (e ainda sou) bastante insegura. Não naquilo que sou, nos meus valores, convicções e caráter. Sempre tive muito claro o que é certo, o que eu quero para mim e como quero ser lembrada pelas pessoas. Mas sou insegura naquilo que faço, naquilo que sei, naquilo que quero dizer. A primeira viagem que fiz sozinha foi quando finalizei a faculdade. Vivia um momento de 'e agora?', de passagem de uma vida de estudante e estagiária para profissional. Foi a primeira vez que me vi longe de casa, em um lugar que as pessoas não falavam a minha língua e que eu precisei me virar. Com uma mochila nas costas, uma passagem de ônibus e pouquíssimo dinheiro, organizei meu tempo, fiz escolhas, somei amigos e vivências. Voltei feliz e confiante que sendo capaz disso, seria capaz de outras coisas também, principalmente as quais mais despertavam medo em mim. Fiz a seleção para o mestrado mais ou menos confiante, sabia das minhas limitações teóricas e de currículo. Fui aprovada. Vivi quase três anos de idas e vindas entre a minha cidade e Porto Alegre em que, com poucas exceções, viajava pensando 'guria, tu tá fazendo mestrado em uma das melhores universidades do país, tu conseguiu'. Mesmo assim as dúvidas quanto a minha capacidade e merecimento do que estava vivendo, me acompanharam durante todo o processo. Defendi minha pesquisa frente a uma banca que a aprovou praticamente sem sugestões de correção. Após a conclusão do mestrado, um retorno do terrível 'e agora?'. Senti que era hora de me testar novamente. Uma viagem mais longa, com trocas de cidades e voos com conexão. Um medo imenso, misturado com uma vontade quase necessidade de me arriscar. Fiquei dez dias longe de casa, sozinha com minha mochila, de hostel em hostel. Um planejamento que me acalmava, mas que dava espaço ao inesperado. O que no fundo era o que eu mais queria. Queria me arriscar, me testar, sentir na pele a intensidade da solidão. Voltei feliz, energizada e gritando pra mim mesma que viagens são o que eu quero acumular nesta vida. Então, respondendo: eu viajo sozinha porque me faz bem! Uma forma um tanto egoísta de me abastecer de segurança, uma forma um tanto intensa de sentir que sim, as coisas vão dar certo. Não penso em viajar sozinha sempre, não quero pensar nada a respeito. O que sei é que estar imersa em outra cultura me ensina, me ajuda a ver como somos pequenos em nossa rotina, e que tudo aquilo que pode me deixar triste ou insegura é pequeno demais em um mundo tão grande. O Peru, país escolhido para essa viagem, se mostrou acolhedor a todas essas minhas inseguranças. Pessoas alegres e dispostas a ajudar, lugares bem sinalizados e já bastante povoados por turistas (apesar de estarem em baixa temporada agora). Vivi as ruas bonitas de Lima, a praia em Miraflores e o centro histórico em dias sol. Já em Cusco, a sensação de não estar em 2018, despertada pela arquitetura. Ruas estreitas e cheias de história e cultura, pessoas caminhando para todos os lados, disputando lugar entre as ofertas de tudo que se pode imaginar. A viagem de trem até Águas Calientes, a energia de uma cidadezinha ao pé daquilo que eu mais esperava. Minha subida até Machu Picchu foi pela trilha: eu recomendo! Uma paisagem que motivava degrau por degrau e que foi compensada pela beleza de uma cidade lindíssima. Arrepio e choro ao entrar, saudade e muitas fotos ao sair. Viajo sozinha não porque não tenho amigos ou pessoas para me acompanhar, mas porque vejo nessas experiências a oportunidade de conversar somente com a Fernanda, levar ela para o mundo e deixar que ela veja que há muito mais lá fora. Muitas vezes senti minha mão sendo pega por mim mesma, como se houvesse outra Fernanda, bem mais segura, que garantia 'é por aqui'. Por isso não me sinti sozinha. Não fui nem sou triste comigo mesma, pelo contrário. Viajo sozinha para provar para mim mesma que eu sou o que tenho de mais importante. Que minha família e as pessoas que sinto saudade são as que quero sempre por perto.A intensidade de estar só e longe de casa possibilita outro ângulo de olhar, faz ver o que realmente importa. Um deslocamento que sacode e faz ver a pequenez de tanta coisa que, de perto, parece grande. E, por fim, viajo sozinha também porque sou, como dizia Frida Kahlo "o assunto que conheço melhor", minha melhor companhia, a pessoa que quero mais bem e feliz. O que entendo ser uma construção primeira, algo que fará que eu seja uma boa companhia para quem for comigo nas próximas viagens, ou quem permanecerá perto por aqui mesmo. Viajem sozinhos. É o que desejo.
  7. 17 pontos
    Olá mochileiros e mochileiras ! Tudo bem com vocês ? Como estão os planos para a(s) próxima(s) viagem(s) ? Estes próximos posts são para quem está almejando uma viagem ao Peru, e para quem ainda não tem isso em vista, após conhecer esse pedacinho de mundo bem do nosso ladinho, vai querer passar na frente na lista de destinos! Estou aqui para compartilhar um pouquinho dessa experiência incrível que tive o prazer de me proporcionar nesse ano de 2017. O intuito é te ajudar! Da mesma forma que sempre recebo muita ajuda por essa galera sensacional desse grupo! Seja bem vindos à minha viagem ao Peru, em 16 dias, por 8 cidades, sozinha, de mochila nas costas, coragem, mente e coração abertos! Como tudo começou: Como todo mundo que passa por aqui, sou uma garota que ama viagens e viajar! Fiz algumas viagens fora do país a passeio e a trabalho no ano de 2014. Nos anos seguintes, 2015 e 2016 minha vida foi só trabalho, não tive tempo para planejar viagens internacionais, acabei optando por conhecer cantos do nosso Brasil (AMO!). Porém, é sempre bom esse contato com culturas diferentes, lugares diferentes, pessoas diferentes, então, estava faltando algo em mim, eu precisava "sair por ai". Depois dessas viagens que fiz, dentro de mim tinha que a próxima seria aqui na América do Sul, então no final de 2016 comecei a ler muito sobre isso. Passei por aqui muitas vezes, li muitos relatos. A princípio, estava lendo sobre fazer Peru, Chile e Bolívia na mesma viagem. Porém, como não teria mais que 20 dias, estaria sozinha e por sempre ter mais lugares no Peru que eu desejava visitar, acabei optando por somente Peru. Dica: Relato do Rodrigo (@rodrigoalcure) ! Muito bom! Preparativos: Como eu já sabia que seria uma viagem estilo mochilão, desde final de 2016 já comecei fazendo a lista das coisas que precisava comprar. Veja! Toalha de microfibra (Dechatlon) Bota para trecking (Bota Finisterre Vento) Mochila cargueira (Quechua Escape 50 litros) Mochila de ataque (A mochila Escape já vem com a de ataque) Power Bank (Asus) Óculos de sol polarizado (Speedo Voley) Roupa segunda pele (Dechatlon) Meias para trecking (Dechatlon) Blusa fleece (Dechatlon) Casaco corta vento (Dechatlon) Câmera (Troquei de celular, fiquei com a câmera do Zenfone 3, Asus) Como podem ver, a maioria das coisas adquiri na Dechatlon! Lá tem tudo e com um ótimo custo benefício. Os outros itens fora da Dechatlon foram alvo de muita pesquisa, com isso, após o uso, indico todos! Abaixo, outros itens importantes que adicionei na minha lista de coisas para levar: Capa de chuva Kit primeiros socorros (Com remédios essenciais, band-aid) Adaptador de tomadas Zip Lock Lenço umedecido Protetor solar Kit para sono (protetor auricular, tapa olho, suporte para pescoço) Cadeado Doleira Pinça Linha/agulha Álcool em gel Tesoura Fora isso, o básico, que seriam as roupas de frio (seguindo o protocolo de 3 camadas), cachecol, luvas, toucas. Dicas: Leve repelente! Eu não levei, porém, em Machu Picchu você vai precisar! Leve um relógio, pulseira, algo que te forneça o horário e seja de fácil acesso o tempo todo. Manter a pontualidade é de extrema importância! Eu utilizei a minha smart band o tempo todo "colada" em meu braço. A mochila cargueira da Escape não foi suficiente, pois era muito pequena. Precisei comprar outra mochila durante a viagem. Como fazer caber tudo na mochila? Leve somente o que você vai utilizar! Como por exemplo, não precisa do pote inteiro de shampoo, separe e leve em um recipiente o suficiente para o período que vai passar lá. Evite itens em vidros, pois pesa muito na mochila. Duas semanas antes da viagem eu já comecei a separar as coisas que iria levar em um canto. Isso te ajuda a não esquecer nada! Roteiro: O roteiro foi fruto de muitas pesquisas! É a junção de todos os lugares que me fizeram querer aproveitar para explorar dessa vez somente o Peru! Passarei por 8 cidades peruanas. Olhem só: Passagens: Comecei a busca por passagens por volta de 2 meses antes. Acompanhei por um bom tempo o vem e vai de preços. Com a ajuda do Google Flights, consegui acompanhar as promoções e peguei um bom preço e nas datas que eu precisava. Dica: No Google Flights é possível você cadastrar as datas, voos e horários que você quer acompanhar e ele te envia e-mails de notificação quando o voo aumenta ou diminui de valor. Muito, muito útil! Depois que conheci, não usei outro buscador. Acredito que já dei umas boas dicas nessa intro As próximas, vou passando conforme relato os dias. Bora pro Peru, partiu! ...Continuação nos próximos posts Beijos! Tabata Instagram: @tatablita
  8. 16 pontos
    Olá galera!!! Tudo bom? Eu sou a Paola, tenho 18 anos (sim, bem nova haha), sou da capital de São Paulo e vim retribuir toda a ajuda do site e dos relatos que eu li e que me incentivaram tanto a por uma mochila nas costas e ir com a cara e a coragem. Viajei para Bolívia, Chile e Peru por 29 dias com FUCKING 800 dólares (sim, eu sei que a maioria das pessoas- 99%- vai com mais dinheiro, mas fazer o que né ) e graças a isso passei vários perrengues e os melhores momentos da minha vida. Eu viajei com mais duas amigas, Carol e Yolanda. Viajamos do dia 11/12/17 à 09/01/18. Eu tenho muitas dicas para dar (coisas que ninguém conta haha), então espero que gostem e acompanhem . Roteiro: 12/12: São Paulo- Santa Cruz- Sucre 13/12: Sucre- Uyuni 14/12: Salar de Uyuni 15/12: Salar de Uyuni 16/12: Salar de Uyuni- San Pedro 17/12: San Pedro de Atacama 18/12: San Pedro de Atacama- Arica 19/12: Arica- Tacna- Arequipa 20/12: Arequipa 21/12: Arequipa 22/12: Arequipa 23/12: Arequipa 24/12: Arequipa (Já perceberam que moramos na cidade, né?) 25/12: Arequipa- Ica 26/12: Ica- Huacachina 27/12: Huacachina- Ica 28/12: Ica- Cusco 29/12: Cusco 30/12: Cusco 31/12: Cusco 01/01: Águas Calientes 02/01: Machu Picchu- Cusco 03/01: Cusco- Puno 04/01: Puno- Copacabana- La Paz 05/01: La Paz 06/01: La Paz 07/01: La Paz- Cochabamba 08/01: Santa Cruz 09/01: Santa Cruz- São Paulo Bom, fazia muito tempo que eu tinha o sonho de fazer um mochilão e acabou que me apaixonei pelo Salar de Uyuni e como não sou de ferro, fui colocando mais uma cidade e mais uma e mais uma, até que ficou três países haha demorou um certo tempo para conseguirmos o dinheiro, mas depois de muito tempo trabalhando duro, conseguimos, fomos, com pouco dinheiro, mas fomos. Então, se você quer vá lá e faça, foi nosso primeiro mochilão e aconteceu várias merdas- que fazem parte e deixam a viagem ainda mais legal- o que eu quero dizer é: SÓ VAI MANO! Com pouco dinheiro, com medo, mas VAI! O que levar: Eu não lembro tudo que eu levei, mas vou colocar os principais... Segunda pele: R$40 Fleece: R$20 Jaqueta Corta-vento: R$200 Duas luvas: R$15 (promoção) Doleira: R$8 Lanterna: R$10 Toalha Secagem rápida: R$35 Mochila de ataque: R$80 Mochilão 50L: 280 Calça segunda pele: R$40 3 pares de meia (grossas): R$25 Bota Impermeável: R$200 PS.: Fora a doleira e a lanterna, eu comprei tudo na Decathlon. Os preços lá eram mais em conta. Pra quem vai viajar mais pro final do ano, eu indico esperar até mais ou menos Setembro, porque já começa a aparecer umas promoções bem legais, por exemplo, a luva, paguei super barato nas duas e compensou muito o custo-benefício. 1 Touca 1 Cachecol 1 Calça jeans 1 calça legging 7 pares de meias 2 pares de meias (umas meias mais grossinha para os dias realmente frios) 8 blusas leves 10 calcinhas 2 sutiãs 1 short 2 vestidos 1 Moletom Biquini Chinelo Bandeira do Brasil (patriota que sou) Outras coisas: 2 Cadeados Batom de cacau Colirio Rinosoro escova e pasta de dente rolo de papel de higiênico (eu deveria inclusive ter levado o saco- mas não dava hahaha) (isso é muito importante, vai por mim) pote de shampoo, condicionador e hidratante lenços umedecidos (muito importante também, serve pra limpar qualquer coisinha) protetor solar e mais trezentas coisas PS.: Não se esqueçam do Certificado Internacional de Vacina da Febre Amarela, tecnicamente eles deveriam te pedir na fronteira, mas não pedem em nenhum momento. Mas sempre bom levar, afinal, você não quer voltar com febre amarela, né? PASSAGENS AÉREAS: Então, compramos nossa passagem com as milhas de um conhecido, saiu quase a mesma coisa, mas conseguimos economizar uns R$50, então foi válida a tentativa. Porém, nós acompanhamos os preços durante o ano todo esperando uma promoção. Pra quem vai viajar na mesma época que a gente ou até a partir de Outubro mesmo, fica esperando que lá pro final de Agosto começa a aparecer umas promoções muitos boas. Então, se puder, espere! Aguenta o coração. Porque, quando íamos pesquisar, geralmente estava mais de mil de reais e quando começou a surgir as promoções, estava lá pra R$850. Passagem de Guarulhos- SP para Santa Cruz- BO: R$823 Bagagens ida e volta (porque agora tem essa palhaçada ): R$70 Passagem de Santa Cruz para Sucre: R$130 (único luxo que nos demos ) Okay, chegou o dia 11/12. Tudo preparado. Coração a mil. Nosso embarque era o melhor horário: 23h30. Pegamos o transfer da Gol em Congonhas, depois de pouco mais de 1h30 chegamos em Guarulhos. Ficamos um bom tempo esperando o check-in, façam com antecedência, a fila da Gol sempre é enorme. Essa somos nós, ainda em Guarulhos, muito plenas antes da viagem No avião tivemos um lanchinho, recebemos o papel da imigração, cujo papel não entendi bosta nenhuma, mas só fui escrevendo na fé de que estava certo. Depois de 2h30 de viagem chegamos ao território Boliviano, chegamos por volta de 1h20, passamos pela imigração, carimbamos nossos passaportes, tudo ok. E o mochilão começou oficialmente!
  9. 16 pontos
    Saravá, mochileiros! Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato! Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz! Gastos Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão: Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00 Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00 Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00 Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00 Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00 Total com passagem aérea: R$ 3736,00 Total sem passagem aérea: R$ 2340,00 Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha! Câmbio Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz! Hostels Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo! Condicionamento Físico A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha. Roupas Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres! Roteiro A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro: Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires 15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno. Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo! Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola! No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado! Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta. Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/). Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê! Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre. A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas! Mirador de Los Condores! Mirador de Las Águilas! Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha) E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos! Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história! Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico! O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte! A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha! Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas Mergulho a 0º! Pensem num lugar da paz! Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue! Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando. Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo. Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue. Chorrillo del Salto! Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca! Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h. Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta. Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar! Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte! Pliegue Tumbado! "Pulo" Tumbado! Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria! E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén! A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê! Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre! Eu e Ellie no verão patagônico de 0º! Magnífica Chaltén! Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora! Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir! O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso. Conclusão Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018. Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza! Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
  10. 15 pontos
    E aí Pessoal? Já fiz três mochilões na minha vida. Um na Austrália, outro na Nova Zelandia e outro por alguns países da Ásia. Todos variando entre 10 a 30 dias. Meu próximo objetivo é realizar este mochilão pela América do sul, com duração de um mês, no máximo. Ainda não tenho o roteiro planejado. Não sou muito boa em viajar sozinha, na verdade nunca viajei sozinha, e não gostaria que este mochilão fosse a primeira vez. Alguém teria interesse em se juntar a mim nesta viagem? Moro em Natal-RN. Bjss
  11. 15 pontos
    Galera eu ia até escrever um textão mais a coisa é simples to procurando alguem pra viajar comigo sem dinheiro tenho 20 anos e ja to cansado da minha vida kk quero muito viajar por ai e não tenho dinheiro e se alguém quiser se aventurar junto só chamar .. Tenho barraca pra 2 pessoas e todos acessórios necessários.(o básico) Sou do Paraná mas se você nâo for desse estado a gente marca encontro por ai e começa a aventura.. Enfim só to esperando alguém pra ir junto mesmo kk chamei alguns dos meus melhores amigos pra ir junto mas eles não querem ir dizem que é loucura .. Entâo é isso, obgd e se quiser ir junto só chamar.
  12. 15 pontos
    Em agosto de 2017, tirei férias do trabalho e decidi embarcar para o meu primeiro mochilão pela América do Sul. Procurei encaixar um roteiro barato e que durasse em torno de 15 dias, e, após longas pesquisas, defini uma rota e me joguei sozinho! Muitas pesquisas fiz aqui, no Mochileiros, e me ajudaram muito! Vou compartilhar minha experiência e quem sabe ajudar quem pretende fazer o mesmo. 15 dias (12/08 a 27/08) Gasto aproximado = R$ 2.300,00 (Incluindo passagens aéreas) Levei: - Dólar e Real (em espécie) - Cartão de Credito (não usei) - Cartão Débito (Precisei sacar na Argentina) Países: Bolívia, Chile, Argentina e Paraguai. Cidades: São Paulo - Campo Grande – Corumbá – Puerto Quijarro – Santa Cruz de La Sierra – Sucre – Uyuni – San Pedro de Atacama - Salta - Purmamarca -- Tilcara – Posadas – Encarnacion – Ciudad Del Este – Foz do Iguaçu – São Paulo. 12/08 – SP X CAMPO GRANDE Embarquei num sábado a noite de avião rumo a Campo Grande, ao chegar lá fui direto p/ a rodoviária comprar passagem para Corumbá. VOO – SP X CAMPO GRANDE = R$ 170,00 ÔNIBUS - CAMPO GRANDE X CORUMBA = R$ 120,00 13/08 – CAMPO GRANDE X CORUMBÁ Embarquei as 07:00 em Campo Grande e por volta das 12:30 cheguei em Corumbá. Decidi ir caminhando até o terminal de ônibus municipal, 1 km mais ou menos, lá peguei um ônibus para a fronteira por menos de R$ 4,00. Cheguei na fronteira, ainda no Brasil, carimbei meu passaporte, e caminhei uns 5 minutos até chegar em Puerto Quijarro no lado boliviano. Logo que sai do posto policial, peguei um taxi por R$ 10,00 e fui até a Estação de Trem para embarcar no trem da morte com destino a SANTA CRUZ DE LA SIERRA. Dicas: 1- Pechinche TUDO! Desde água até a passagem de ônibus. 2- Troque TODOS os reais na fronteira. Nossa moeda vai desvalorizando à medida que saímos da fronteira. 3- TREM DA MORTE é cansativo, lento e não tem nada de mais, a não ser que você queira dormir muito, comprar galinhas, frutas, sucos, espetinhos duvidosos...prefira fazer o trajeto de ônibus é mais rápido e mais barato. TAXI FRONTEIRA = 20 Bolivianos (R$ 10,00) TREM DA MORTE = 70 Bolivianos (R$ 35,00) 14/08 – SANTA CRUZ DE LA SIERRA X SUCRE A viagem no trem da morte durou umas 16 hrs. Cheguei em Santa Cruz de la Sierra de manhã, umas 06:00 hrs e a ideia era conhecer um pouco a cidade. Sem condições! Estava chovendo, Santa Cruz é uma cidade muito grande e eu já estava exausto! Fui de taxi até o aeroporto Viru Viru e comprei a passagem de avião p/ Sucre. TAXI P/ AEROPORTO = 30 Bolivianos (R$ 15,00) VOO P/ SUCRE = 240 Bolivianos (R$ 120,00) 14/08 - SUCRE Sucre é conhecida como Cidade Branca, fica a 2800 mts de altitude. Muito bonita, limpa, organizada e com uma arquitetura colonial que lembra as cidades históricas de MG. Vale a pena conhecer! Fiquei 2 dias por lá. Conheci a Plaza 25 de Mayo, Catedral Metropolitana, La Casa de La Libertad, Mirador La Recoleta, Parque Simon Bolívar e o Centro Histórico. HOSTEL – DIÁRIA C/ CAFÉ DA MANHA = 70 Bolivianos (R$ 35,00) 15/08 – SUCRE X UYUNI Pela manhã aproveitei para trocar meus Dólares em Sucre, foi a melhor cotação que encontrei até então, depois, fui até a rodoviária para comprar minha passagem para Uyuni. DICAS: 1- A única empresa que faz o trajeto Sucre x Uyuni é a 6 de Octubre, as outras vão primeiro para Potosi e de lá tem que comprar outra passagem para Uyuni. 2- Beba muita água, isso facilita a adaptação na altitude. 3- Na Bolívia todos os banheiros são pagos, então não beba tanta água assim kkkkkkkk 4- Blusas, toucas, luvas etc é mais barato comprar em Sucre do que em Uyuni. 5- Portunhol nem sempre é compreendido pelos nativos, algumas palavras são um pouco diferentes, principalmente as comidas. 6- Para quem viaja sozinho o inglês é importante. Vá nem que for com o básico! ONIBUS – SUCRE X UYUNI = 70 Bolivianos (R$ 35,00) 16/08 - UYUNI Cheguei em Uyuni por volta das 05:00 da matina, certamente esse foi o dia que eu mais passei frio em toda a minha vida! Não sei qual a temperatura estava, mas certamente estava abaixo de 0. Quando desci do Ônibus, uma senhora me abordou me oferecendo um lugar aquecido com café da manhã. Era uma lanchonete com calefação, WiFi e um monte de gringo na mesma situação que eu, com muito frio! Esperei lá até amanhecer e as 7:30 fui para rua para fechar meu pacote para o Salar. Os preços do tour de 3 dias variam de 700 a 800 bolivianos. Além disso, tem que pagar a parte: 30 bolivianos para Isla do Pescado, 10 para banho quente no hostel, 150 para entrar no Parque Nacional, 50 para alugar saco de dormir (opcional) e mais 50 de transfer para o Atacama. Isso tudo, daria em torno de 1.000 bolivianos e no momento eu tinha apenas 850. Negociei muito, pedi desconto e.....nada! tentei em umas 6 agências diferentes e nenhuma queria baixar o preço. As agências geralmente começam os tours entre 10 e 11 da manhã, às 10:30 hs eu ainda não havia fechado com ninguém. Por sorte, uma senhora que me ofereceu o tour por 800 bolivianos a algumas horas atrás, aceitou 580 kkkkkk me encaixou num grupo de 5 amigos italianos. TOUR SALAR DE UYUNI Apesar do frio intenso (inverno), cada momento foi especial e por mais que eu descreva aqui tudo o que aconteceu, seria impossível passar a vocês a sensação de estar lá. Antes de ir, li muitos relatos de pessoas que passaram perrengues e tal, mas eu, particularmente, não tenho do que reclamar. Tudo vai da sorte, é claro. 16/08 Cemitério dos Trens, Deserto de Sal (único dia), fotos com perspectivas, monumento Dakar, Isla do pescado, noite no hostel (frio suportável). 17/08 Lagunas, lagunas, lagunas, flamingos, vulcões, lagunas, árbol de piedra, lagunas, muitas lagunas, gelo, noite no hostel (frio insuportável e altitude acima dos 4.000 mts). 18/08 Logo de manhã fomos ao geisers (segundo nosso guia a temperatura estava -15°C), depois tomei banho de piscina natural aquecida pelos vulcões algo assim kkkkkkkk (revigorou) e fomos para a laguna verde (que estava branca de gelo) já na fronteira com o Chile. Me despedi dos amigos italianos, que voltariam para Uyuni e embarquei sozinho em uma van para San Pedro de Atacama. IMPORTANTE! Tem que pagar mais 15 Bolivianos para sair da Bolívia. 18/08 – SAN PEDRO DE ATACAMA Cheguei no Chile por volta das 13:00 e fui procurar lugar para ficar. Na aduana me ofereceram hospedagem a 7.000 pesos (R$ 35,00), achei bom o preço. Fechei 2 diárias. Dicas: 1- San Pedro de Atacama é uma cidade pequena e com excelente estrutura, porém tudo é caro. Vá preparado! 2- Grande parte dos passeios incluem lagunas, desertos, geisers e vulcões, quase tudo já visto no tour de 3 dias no Salar de Uyuni. 3- Todo comércio fica na rua Caracoles e arredores, procure se hospedar perto de lá. 4- Para consumir bebida alcoólica tem que comprar também algo para comer. O único lugar que se consegue beber sem comer, chama-se: ChelaCabur. O primeiro dia em SPA aproveitei para descansar e conhecer a cidade. Os brasileiros estão por toda parte. Aproveitei também para reservar o passeio no Valle de La Luna para o dia seguinte. PASSEIO VALLE DE LA LUNA – 8.000 pesos (R$ 40,00) HOSTEL 2 DIÁRIAS = 14.000 pesos (R$ 70,00) 19/09 - BIKE TOUR + VALLE DE LA LUNA Acordei cedo, e logo me enturmei com os espanhóis que conheci no hostel. Resolvemos alugar bicicletas e fazer um tour pelo Atacama até Catarpe, passando por Pukará de Quitor e Garganta Del Diablo. Pouco mais de 1 hora pedalando. Foi incrível! São paisagens indescritíveis, dignas de papel de parede do Windows. Pelo caminho cruza-se com rios, cânions, ruínas. É um passeio barato e surpreendente. Garganta Del Diablo é demais! ALUGUEL DA BIKE = 3.000 pesos (R$ 15,00) por 5 horas. Já no final da tarde, fui para o passeio do Valle de La Luna e Valle de la Muerte, destinos tradicionais do Atacama. A fila para tirar foto na pedra do Coyote estava gigante, desisti! O pôr do sol do Atacama é uma das coisas mais sensacionais que eu já vi. 20/09 – SPA X SALTA Achei que ficar mais dias no Atacama ia me custar muito $$$ e já estava satisfeito com o que tinha visto, então fui para a rodoviária e comprei passagem pra Salta. Era um domingo e o ônibus saia as 08:30, comprei a passagem às 8:00. Caso não fosse no domingo, teria que esperar o próximo ônibus que só sairia na quarta-feira. ONIBUS – SPA x SALTA = 20.000 pesos (R$ 100,00) Foram quase 10 hrs no ônibus, confortável e com vista para a cordilheira, não desgrudava da janela. Muitas curvas e precipícios também. Cheguei em Salta umas 19:00 e fui procurar um hostel. Encontrei um perto da Plaza 9 de Julio com diária a 150,00 pesos argentinos. HOSTEL 2 DIÁRIAS = 300 Pesos Arg. (R$ 60,00) 21/08 - SALTA Tirei o dia todo para conhecer a cidade. Salta é uma cidade agradável, fica ao norte da Argentina. Muitas praças, Igrejas, muitas cores, arquitetura clássica, museus, feiras e povo animado. A tarde fui ao teleférico San Bernardo, que te leva a um mirante com vista panorâmica da cidade. TELEFERICO = 120,00 Pesos Arg. (R$ 24,00) 22/08 – QUEBRADA DE HUMAHUACA A melhor maneira de conhecer a Quebrada é de carro ou por agências de turismo, as estradas são boas e as cidades ficam próximas umas das outras, de ônibus fica um pouco mais complicado. Acordei cedo e fui de ônibus até a Quebrada de Humahuaca (Purmamarca e Tilcara) passando por S. Salvador de Jujuy. Conheci o Cerro de Los Siete Colores em Purmamarca e Pucará de Tilcara. Tudo na correria e com medo de ficar sem ônibus pra voltar. Cheguei de volta em Salta pouco depois das 20:00. ONIBUS - SALTA X S. S. JUJUY X PURMAMARCA X TILCARA X S. S. JUJUY X SALTA = 450 pesos Arg.(R$ 90,00) 23/08 – SALTA A ideia era conhecer a região de Cafayate (200 km de Salta), achei que de ônibus ia ser puxado, tinha que voltar as 18:00 para embarcar para Corrientes. Decidi ficar em Salta e curtir mais a cidade. 24/08 – CORRIENTES - POSADAS - ENCARNACION Embarquei num ônibus que saiu de Salta até Corrientes, foram 12 horas de viagem. Depois até Posadas, mais 4 horas. Nesse momento poderia seguir viagem para Puerto Iguazu (fronteira com o Brasil) ou seguir pelo Paraguai. Decidi me aventurar por terras paraguaias. Encarnacion é uma cidade banhada pelo rio paraná (lembra muito praia) e faz fronteira com a Argentina. A cidade superou todas as minhas expectativas. Me hospedei em um hostel próximo a “orla”. Muita gente bonita, muitos gringos, cerveja barata, muito calor e um pôr do sol sensacional! Próximo dali, estão as ruínas Jesuítas de Trinidad e Jesús de Tavarangue, vale muito a pena a visitar. Dicas: 1- Encarnacion fica a uns 30 km das Ruinas Jesuitas, dá pra ir de ônibus ou taxi. Vale muito a pena conhecer! 2- Os paraguaios falam mais guarani do que espanhol, em alguns momentos, não se entende nada do que falam. 3- Tudo no Paraguai é barato: comida, bebida, ônibus, hospedagens. ONIBUS – SALTA X CORRIENTES X POSADAS = 1.000 Pesos Arg. (R$ 200,00) ONIBUS – POSADAS X ENCARNACION = 20 Pesos Arg. (R$ 4,00) HOSTEL – 1 DIÁRIA = 65.000 Guaranis (R$ 36,00) RUINAS JESUÍTAS = 25.000 Guaranis (R$ 14,00) 25/08 ENCARNACION – CIUDAD DEL ESTE – FOZ DO IGUAÇU Depois de conhecer as ruinas em Encarnacion peguei um ônibus até a Ciudad del Este. São umas 5 horas de ônibus num calor infernal, com paradas a cada 30 minutos. Cheguei lá por por volta das 20:00. Tinha poucos Guaranis no bolso, então, resolvi atravessar a fronteira caminhando, queria chegar logo no Brasil. Demorei 20 minutos para atravessar a ponte da amizade caminhando. ONIBUS – ENCARNACION X CIUDAD DEL ESTE = 50.000 Guaranis (R$ 28,00) 25/08 - 26/08 - FOZ DO IGUAÇU Cheguei em Foz do Iguaçu perto das 21:00 exausto, peguei um moto táxi na fronteira e fui até um hostel que ficava perto do terminal de ônibus. No terminal parte um ônibus que vai direto para as cataratas passando inclusive pelo aeroporto. Tudo que eu precisava! No dia seguinte, acordei cedo e fui conhecer as Cataratas, fiquei lá a manhã toda, lugar incrível. MOTOTAXI – FRONTEIRA X HOSTEL = R$ 15,00 DIÁRIA HOSTEL = R$ 35,00 INGRESSO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU = R$ 37,00 VOÔ – FOZ X SP = R$ 213,00 Bom, assim foram os meus 15 dias viajando sozinho pela América do Sul. Um pouco corrido, mas consegui aproveitar bastante. Abraço a todos! Instagram: @aleeexoliver
  13. 15 pontos
    San Andrés - Dia 4 e 5, Cartagena e a volta Tirei os últimos dois dias para descansar. A gripe me derrubou muito. Senti muitas saudades de casa e de um pouco de conforto. Confesso que entrei em crise com a questão de mochilar... Teria eu envelhecido? Seria uma fase ou definitivo? Porque essa necessidade de conforto que eu nunca tive? Nesses dias tive esse conflito... Achei que seria o fim do meu hobby de mochilar... Graças a Deus passou e estou ansiosa pelo próximo mochilão. Aprendi a parar quando for necessário. Não fui a todos os lugares que queria, mas me contentei em fazer o melhor por mim e pela minha saúde. A viagem não pode ser uma escravidão de que se você não esteve em lugar X não compensou ter ido. Andei bastante pela cidade nas horas que me sentia mais disposta. Tomei toda a limonada de coco que podia. Comprei estoque de melatonina para dois anos. Não sou muito chegada à compras, mas para quem gosta, a cidade é excelente para isso. É possível comprar perfumes, maquiagem e chocolates a preços realmente muito bons. Eu já tinha quebrado de um tanto que troquei os reais que são meu plano B nas viagens. Ao contrário dos itens acima, comer bem não é tão barato. Não experimentei o restaurante caseiro que fica próximo ao hostel porque estava sempre muito cheio. Gastei sempre mais de 30.000 COP com comida. Até que chegou a hora de ir e fui. Voo da Wingo (novamente), mas acompanhada com um time de alguma coisa da cidade e seus acompanhantes. Foi o voo mais insano desta vida. Nunca vi tanta gente mal educada em um avião. Batiam nas pessoas para olhar pela janela, cantavam como se estivessem na excursão da quinta série, se estapeavam na fila do banheiro. Foi assustador. Sobrou um dinheirinho de San Andrés e tinha que tomar algumas decisões sobre o que faria com ele. Estava na dúvida se dormiria no aeroporto ou não, já que meu voo sairia as 5h da manhã. Uma das meninas voltou no mesmo voo que eu, então: Peguei um táxi com ela - Me hospedei no mesmo hostel que ela (assim poderia tomar um banho e dormir, antes de iniciar uma saga de 20h até chegar em casa) - Passeei mais um pouco por Cartagena - Lanchei - Peguei um táxi para o aeroporto - E ainda tomei um cappuccino do Juan Valdez Café com o resto! (eita 80.000 COP que renderam). Saí da Colômbia, mas não antes de ser questionada pela polícia sobre o que tinha ido fazer por lá, onde eu tinha ido e porque estava viajando sozinha (calejada dessa pergunta). Fiz uma outra conexão no Panamá e retornei para o meu lar! A Colômbia me surpreendeu muito positivamente. É um país muito bonito, com uma diversidade incrível e um povo amável. Como li muito, creio que é o povo mais parecido com o brasileiro. Recomendo muito essa viagem! O custo não é tão baixo como um mochilão pela Bolívia e Peru. Os preços praticados são semelhantes aos do Brasil. Cartagena e San Andrés são mais caras. Medellin é intermediária e Bogotá é barata. Vamos viajar, povo! O mundo é enorme e interessante! Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos.
  14. 14 pontos
    Antes tarde do que nunca resolvi me debruçar para escrever meu relato aqui no fórum. Este é o principal instrumento para o planejamento dos meus mochilões. Como gratidão só posso compartilhar a minha experiência. A Colômbia tem sido muito procurada pelos brasileiros ultimamente. Graças a Deus a quantidade de relatos aqui é enoooorme! E mais uma vez quero encorajar as pessoas a viajarem sozinhas, em especial, a mulherada! Vá... Vá porque a vida é muito curta para ficar esperando alguém para fazer alguma coisa por você. O mundo é legal, vai por mim. E a maior arma contra a insegurança é o planejamento e o estudo. Tanto aqui no fórum, quanto no grupo do face, como na internet inteira, a quantidade de material para subsidiar viagens para qualquer lugar do mundo é enorme. Então não espere ter dinheiro, companhia e tempo ideais para fazer seu sonho de viajar acontecer... Condições ideais geralmente não existem. Apenas VÁ. Se estiver com medo também vá assim mesmo. O medo é real, mas a satisfação de conseguir completar a sua saga é impagável. Pois bem, essa viagem para a Colômbia foi concebida em cima da hora (não sou de fazer isso, mas como macaca velha no ramo, me permiti). Fiquei esperando meu namorado decidir se poderia ou não viajar comigo nas férias. Enquanto isso namorava (relacionamento aberto rs) uma passagem a um preço muito bom para a Colômbia (pela copa airlines). Quando ele resolveu que não poderia ir, comprei a passagem só para mim. PS 1 - O preço se manteve o mesmo durante todo o tempo e comprei a passagem 20 dias antes de viajar. PS 2 - O consentimento e o apoio que meu namorado me dá para que eu viaje só me faz amá-lo cada vez mais. Comprei ida e volta, Brasília - Cartagena, por 1200 mangos. Escolhi conexões longas no Panamá, na ida e na volta, propositalmente para dar um rolé por lá. Para efeitos de organização, escrevi sobre minha parada no Panamá no tópico do próprio país, porque tive MUITA dificuldade de achar como circular no Panamá de forma econômica DE VERDADE, principalmente em como sair do aeroporto (e não tentem me convencer que pagar 100 dólares para um taxista circular com você pela cidade é o modo econômico, porque viajei com 700 dólares, então 100 dólares representava parcela significativa do meu orçamento). Para ler mais sobre, o link é: https://www.mochileiros.com/topic/66761-conexão-no-panamá-aproveitando-o-tempo/ Passado isso, escolhi as cidades que gostaria de ir com base em um globo repórter da Colômbia que passou este ano e por curiosidade de conhecer alguns lugares, por exemplo Medellin. Selecionadas Cartagena, Bogotá, Medellin e San Andrés, hora de resolver como viajar dentro do país na maior barateza possível. Quando é assim, faço um super rascunho com as cidades, mudando-as de ordem, e faço a cotação das passagens para cada conjunto de cidade em ordens diferentes (ficou meio confuso, né, mas é tipo raciocínio lógico para pessoas de humanas, escrevendo todas as sequências de cidades possíveis no papel...) o que der o total mais barato é a minha escolha. A passagem de avião de Bogotá para Medellin estava muito cara e optei fazer esse trecho de busão. Ficou assim: Cartagena: 3 dias Cartegena - Bogotá - Wingo - 73.000 COP (sem bagagem despachada, bagagem de mão inclusa - 1 volume de até 10 Kg e 1 volume de 6 Kg) - Distribui minhas coisas em uma mochila de 60L não muito cheia e uma de 18 L cheia e foi sossegado. Bogotá - 3 dias Bogotá - Medellin - Expreso bolivariano - 65.000 COP Empresa topíssima, foi recomendada pela staff do hostel. Dá pra comprar por outras empresas por menos. Inclui sala vip na rodoviária com água, TV, wifi e tomadas pra carregar o telefone. O ônibus tinha TV individual, tomada para dividir com o vizinho e era confortável. 10 horas de viagem, conforme o prometido. Medellin - 2 dias (o planejado era 3, mas tive um problemão que me comeu 1 dia) Medellin - San Andrés - Avianca (inicialmente) 140.000 COP com bagagem despachada. Meu BO foi aqui... Os pilotos da avianca entraram em greve e meu voo foi remarcado para o dia em que voltaria para o Brasil. Fui ao aeroporto, dei um show e consegui uma passagem pela Viva Colômbia. Nessa, perdi 1 dia em Medellin. San Andrés - 5 dias San Andrés - Cartagena - Wingo - 68.000 COP Cartagena e San Andrés parecem o inferno de tão quente. Medellin tem clima ameno e Bogotá é fria. Então precisei levar roupa de verão e inverno e consegui fazer isso muito bem, obrigada, em 8Kg de bagagem, propositalmente despachada em Brasília para que eu pudesse passear pelo Panamá sem gastar com guarda volumes (5 dólares dá um lanche, gente!) Já tinha o cartão da vacinação de febre amarela e ele foi solicitado tanto no Panamá, quanto na Colômbia. Na verdade, no check in em Brasília já me pediram ele. Creio que não seja possível embarcar sem ele (a empresa não quer ter problemas com ingresso negado de passageiros).
  15. 14 pontos
    Olá pessoal... Venho contar um pouco dos 10 dias que estive em Cusco e contribuir para quem tem interesse de conhecer esse país com paisagens maravilhosas. 14/09/2017 - Saída de Curitiba para Guarulhos, tive que passar a noite no aeroporto de Guarulhos devido ao vôo para Lima só sair às 08h00 da manhã seguinte. Gastos: Passagem Aérea - R$ 1.450,00 15/09/2017 - De Guarulhos para Lima são 5 horas de viagem. O aeroporto de Lima não é grande, apesar de ser a capital, e achei bem confuso pelo tanto de taxistas na área. De lá peguei um vôo para Cusco. Cheguei em Cusco às 15h00. Saindo do avião você já sente o frio de lá. Dentro do aeroporto troquei o real por soles em uma quantidade pequena só para pagar o táxi, já que lá o câmbio é pior. Paguei 1 soles por 0,85 centavos. Os taxistas que ficam dentro do aeroporto geralmente são os mais caros, então saindo do aeroporto você vê uma cerca com vários taxistas atrás, negociei um por 20 soles até o hostel. Cusco é uma cidade bem movimentada, o trânsito é um caos e as casas mal acabadas. Reservei pelo Booking o hostel Eco Packers, fica localizada na rua Santa Teresa, uma quadra da Praça das Armas, não gostei do hostel devido ao piso de madeira fazer muito barulho, mas tem uma ótima localização. É importante reforçar que em Cusco existe muita ladeira, em alguns pontos até morro com escadarias, o que dificulta a caminhada. Por isso, ficar a uma quadra da Praça das Armas ou próximo av. El Sol é uma ótima opção. Logo que cheguei no hostel já comecei sentir de leve a dor de cabeça e tirei esse dia para me aclimatar, tomando chá e mascando coca, que é servido nos hotéis. Dica: No dia de aclimatação evite comida pesada, esforços físicos e principalmente bebida alcoólica. Gastos: Táxi - 20,00 soles Hospedagem para 9 dias - 360,00 soles 16/09/2017 - Pela manhã já estava melhor e sai para trocar o dinheiro, levei somente o real e paguei 0,94 centavos por 1 soles na av. El Sol. Existem várias lojinhas de câmbio nas proximidades da praça das Armas, pesquisei e todas estavam com a mesma cotação. Também nesta avenida El Sol e nas ruas Procuradores e Plateros se encontram várias agências de diversos passeios. Almocei no Los Portales, pedi um prato de lomo saltado (uma carne macia com molho de shoyo, cebola, tomate e cenoura, acompanha arroz e batata frita) e suco de chicha morada (suco de milho roxo, maçã, abacaxi e especiarias, uma delícia). O restaurante possui uma varanda com mesa em frente da praça Regozijo, mas me arrependi do lugar devido ao excesso de ambulante oferecendo coisas para comprar (eles vem de minuto a minuto e aquele vendedor que já passou por você volta a passar novamente na sua mesa, não consegui almoçar sossegada). Comecei com um passeio de leve, o City Tour (não tão leve assim porque tinha algumas subidas em alguns sítios), ele começa às 14h00 na Plaza das Armas e vai até 19h00 e a primeira parada foi a Catedral (opcional). Para entrar na igreja é necessário pagar 15,00 soles, eu não fiz pois já havia visitado durante a missa na manhã de sábado, após a missa a igreja é fechada e só é liberado com entrada paga. Então é bom visitá-la durante a missa, que até onde sei ocorrem nos sábados e domingos pela manhã (lembrando todas igrejas de Cusco não é permitido tirar foto e filmagem). A segunda parada foi em Qoricancha, lugar onde foi construído templos rituais dos Incas como Sol, Lua, Estrelas. As pedras são esculpidas de maneira que se encaixam perfeitamente sem o uso de argamassas, foram feitas de forma de trapézio e inclinada, suportando todos terremotos. Para entrar, também precisa pagar 15,00 soles. Na terceira parada era o sítio arqueológico Q'enqo, que possui uma parte em forma de labirinto e um templo para homenagear Pachamama, Deusa Terra (nessa parada é necessário ter o boleto turístico, você compra o boleto integral que é válido para 10 dias custando 130,00 soles ou compra o boleto parcial que é válido para 1 dia custando 70,00 soles, a cada local visitado ganha um furinho no boleto na entrada). A quarta parada em Sacsayhuamán é um centro de defesa do Império Inca, com pedras em bloco enormes com quase 5 metros de altura pesando mais de 100 toneladas, gostei bastante desse local. Na quinta parada fomos em Puka Pukara, que significa "forte vermelho", não conseguimos entrar no sítio, estávamos com tempo curto a parada foi rápida e visitamos apenas um mirante com vista do sol se pondo. A última parada foi em Tambomachay, uma construção Inca dedicada à Deusa Água, possui uma série de plataformas, nichos e fontes construídos em cima de uma nascente, mostrando a adoração pela água. Nessa parada não deu para ver direito pois já estava escurecendo. Paramos também em uma loja com produtos da lã de alpaca original, mas os preços eram absurdos. lá nos ofereceram chá de coca com hortelã (achei gostoso). Por fim retornamos a Cusco. Na janta escolhi uma pizza e refri Inka Cola perto do hostel. Dicas: Como o passeio é feito à tarde, não deixe de levar água, pois as duas primeiras visitas são feitas a pé. O boleto turístico pode ser comprado na primeira parada do sítio arqueológico ou você pode ir no escritório oficial COSITUC, algumas agências também vendem mas são poucas. Gastos: Mercado - 20,00 soles Almoço - 32,00 soles City Tour - 30,00 soles Entrada Qoricancha - 15,00 soles Boleto Turístico - 130,00 soles Janta - 20,00 soles 17/09/2017 - Solicitei no dia anterior um pacote para Machu Picchu de 2 dias e 1 noite (não saiu barato), com tudo incluso menos o ônibus de subida/descida. Deixei minha mochila maior no hostel e levei somente uma muda de roupa para um dia em uma mochila pequena (eles não cobram para deixar a mala no hostel). A van me buscou no hostel às 10h00 e fomos direto para Ollantaytambo, a viagem durou cerca de 1h40. Minha partida de trem era da empresa Inca Rail e saiu às 12h36. O trem é simples mas bom, serve chá, suco, café e snack, mas acho que o da empresa Peru Rail é melhor, pois tem vista panorâmica maior. Cheguei em Água Calientes às 14h00, saindo da estação estava o recepcionista do hostel me esperando com meu nome na placa, pedi para ele me levar até o lugar onde compra o bilhete para subir de ônibus até a entrada do parque Machu Picchu e comprei apenas subida (cada trecho do ônibus custa 12 dólar), é necessário já ter o ingresso de entrada do Machu Picchu e documento RG/passaporte. Não é possível circular pela cidade de carro, somente os ônibus circulam em uma rua para acesso a Machu Picchu. No fim da tarde o guia foi até o hostel explicar como seria o encontro no dia seguinte. Dicas: O tempo lá é doido então é importante estar com capa de chuva, eu já levei daqui pra lá. Não esqueça de levar repelente, é o lugar que mais tem mosquito. Compre os mantimentos e água em Cusco e leve na mochila. Gastos: Pacote Machu Picchu (inclui van ida/volta de Cusco/Ollantaytambo + trem ida/volta + hospedagem de uma noite + entrada Machu Picchu + guia) - 790,00 soles Ingresso de subida de ônibus - 12 dólar (39,00 soles) Mercado em Cusco - 40,00 soles 18/09/2017 - Cheguei na fila para pegar o ônibus às 04h30 da manhã e já estava gigante. Os ônibus começam a operar às 05h30, tem um atrás do outro. Chegando lá procurei o guia para podermos entrarmos juntos. É importante lembrar que sem o documento não entra no parque, pode ser RG em bom estado ou passaporte válido. Com poucos degraus você já vê a cidadela de Machu Picchu. O parque possui várias setas indicando o caminho e dependendo de onde você está não pode mais voltar, há guardas que monitoram os turistas que avançam em lugares proibidos ou tentam retornar no caminho. Você tem direito a entrar no parque apenas duas vezes com o ingresso. A primeira vez que entrei foi para ver a explicação do guia, ele nos mostrou os lugares para visitar. Como não é possível voltar pelo mesmo caminho, tive que sair do parque e entrar novamente para conseguir bater as fotos com mais tranquilidade. Vi que agora não é mais possível comprar o ingresso válido para o dia inteiro, será preciso optar pelo turno da manhã ou da tarde, mas não vi nenhum guarda fiscalizando a permanência, então quem vai no primeiro turno pode acabar ficando o dia todo no parque. Logo após a saída do portão do parque (perto da escada onde o pessoal sobe e desce a pé) tem um posto que você pode carimbar seu passaporte como lembrança de passagem. Para quem quiser subir a Montanha Machu Picchu e Huayna Picchu deverá comprar os ingresso pelo site com antecedência mesmo fora de temporada, pois as vagas são limitadas. Resolvi descer a pé, mas já adianto que não foi fácil descer todos os degraus, é cansativo. Passei no hostel pegar minha mochila que tinha deixado, "almocei" por lá e fiquei até dar o horário da partida do trem às 19h00. Chegando em Ollantaytambo às 21h00 a van já nos esperava para levar a Cusco. Gastos: Almoço no hostel - 20,00 soles 19/09/2017 - Reservei o dia de hoje para conhecer o sítio arqueológico Maras Moray e Salineras. O tour sai por volta das 09h00 de Cusco, a primeira parada começa com um povoado em Chinchero, fomos recebidos com chá de muña e as mulheres vestida com traje de quechua explica o processo artesanal da lã. Na segunda parada podemos nos deparar com a incrível vista do terraço de Moray, que fica a 45 km de Cusco. Para entrar é necessário ter o boleto turístico válido. Como são vários guias de agências diferentes, fomos seguindo o nosso por uma bandeirinha para ninguém do grupo se perder. Fomos seguindo enquanto ele explicava que que ali era realizada experimentação agrícola e que cada terraço possui temperatura diferente, os incas sabiam qual era exatamente a temperatura ideal para cada tipo de alimento cultivado. Após passarmos na cidade de Maras, há uma parada para compras de sal, chocolate com sal, milho e outras coisas que desejarem. De lá seguimos para as Salineras de Maras que fica aproximadamente 12 km de Moray, é necessário pagar 10,00 soles a entrada que não está incluso no boleto turístico. Existe cerca de 4.000 poças e cada família tem uma. Em época de seca a água salgada evapora e o sal forma uma crosta onde é refinado. O tour se encerra às 15h00 em Cusco. Gastos: Tour Maras Moray e Salineras - 40,00 soles Entrada na Salinera - 10,00 soles 20/09/2017 - Como não fiz o trekking de Salkantay, resolvi fazer a laguna Humantay. A van passou para pegar no hostel às 04h30, viajamos por 2 horas até a aldeia Mollepata, fizemos uma pausa para um simples café da manhã e continuamos por mais 1 hora de viagem rumo Soraypampa com 3.900 de altitude. Chegando lá a guia forneceu gratuitamente o bastão para trekking (lembrando que nem todas as agências fornecem, se informe antes de comprar o tour pois ajuda bastante tanto na subida quanto na descida). Antes de começar a subir o guia entregou folhas de coca para mascar pois chegaríamos a 4.200 de altitude. É possível pagar para subir à cavalo se não quiser ir a pé, pois a subida é BEM íngreme com duração de 1 hora e meia. Subi tranquila, um pouco mais devagar, com muitas paradinhas para conseguir respirar melhor. Quase não acreditei quando vi uma chinesa subindo com um bebê nas costas, até achei que ela subir de cavalo mas preferiu ir caminhando, passinho por passinho, até conseguir chegar. Logo atrás das montanhas você já se depara com uma paisagem deslumbrante. Ficamos cerca de 40 minutos admirando e, claro, tirando muitas fotos. Na descida é bom tomar cuidado com as pedras soltas, por isso o bastão é essencial para evitar queda. De lá fomos até a aldeia de Mollepata, paramos para o almoço e retornamos para Cusco. Já em Cusco fui comer empanadas com suco chicha morada e uma sobremesa torta de café na panificadora La Bondiet (amei o local e a comida). Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de entrar no parque no valor de 10,00 soles. Gastos: Tour Laguna Humantay - 100,00 soles Lanches em La Bondiet - 19,00 soles 21/09/2017 - Deixei minhas roupas na lavanderia do hostel e fui conhecer um dos pontos mais atrativos de Cusco, o Valle Sagrado dos Incas. Para entrar, tenha o boleto turístico válido. Saímos de Cusco às 09h00 e fomos direto para Pisac, situado a 22 km de Cusco. Chegamos lá e nos deparamos com os terraços utilizados para plantio de batatas de várias espécies e as ruínas no alto da montanha. Depois da explicação do guia ficamos 40 minutos explorando o local. A segunda parada foi numa loja que vende prata, ouvimos a explicação de como é fabricada e como identificar uma jóia. Tivemos cerca de 40 minutos para andar pela feira de artesanato. Seguimos para Urubamba, onde seria servido nosso almoço. O restaurante era muito bom com vários tipos de comidas servidas no estilo buffet, com sobremesa incluso, mas bebidas a parte. De lá fomos para Ollantaytambo, lugar onde muita gente abandona o grupo/passeio para pegar o trem para Machu Picchu. Ainda vale a pena entrar neste parque, mesmo que a construção seja parecida comas demais. Depois da explicação do guia, tivemos 40 minutos para explorar o parque. Depois, seguimos para nossa última parada, a cidade de Chinchero, que fica no alto de uma montanha. Subi a escadaria apreciando as casinhas típicas e a feira na praça principal. Entramos na igreja Virgem da Natividade e vimos o estilo da pintura da escola cusquenha, presente em várias igreja da época dos incas. Na volta comprei milho com queijo (a espiga é enorme, tem um sabor pouco diferente do nosso, mas é bom). Na volta levamos uma hora atá chegar em Cusco. Dica: Você pode comprar o Valle Sagrado sem o almoço incluso mas acredito que não valha a pena, pois a comida é muito boa!! Gastos: Lavanderia - 10,00 soles Tour Valle Sagrado com almoço - 60,00 soles Milho - 3,00 soles 22/09/2017 - Para conhecer mais um pouco do entorno de Cusco, fiz o Valle Sur ou Circuito Sur. A van saiu às 09h00, com a primeira para em uma "padaria" que tem um pão gigante e redondo (cerca de 30 cm de diâmetro), experimentamos e quem quisesse poderia comprar, até que era gostoso, mas grande demais para colocar na mochila. A segunda para foi Pikillacta, a única ruína pré-inca perto de Cusco, construída pela cultura Wari. A cidade era toda murada e restaram apenas restos das edificações. A terceira parada foi em Andahuaylillas, onde visitamos o pequeno Museo Ritos Andinos com entrada de 3,00 soles. Lá tem uma grande diversidade de milho e um estranho crânio maior que o normal que diziam ser de um Alien. Tomamos uma bebida diferente de boas vindas. Ao lado deste museu tem a famosa igreja conhecida como Capela Sistina do Peru, paguei 15,00 soles a entrada e vem um CD com livrinho. A igreja é linda, com uma incrível arte barroca, altares de ouro e pinturas espalhadas por toda a parte. Por fim, encerramos o passeio no sítio arqueológico em Tipón, onde foi construído terraços diante de um pequeno vale que servia para irrigar o plantio. Na volta a van fez uma paradinha para quem quisesse comprar "chicharrón", que nada mais é que o torresmo brasileiro só que em pedaço maior. Dica: nesse passeio não inclui almoço e o retorno é às 15h00. Gastos: Tour Valle Sur - 30,00 soles Entrada no Museu - 3,00 soles Entrada na igreja - 15,00 soles Lanches depois do passeio - 12,00 soles Mercado - 16,00 soles 23/09/2017 - Não podia deixar de fora o passeio da Montanha Colorida. Saímos às 04h30 do hostel, na van o guia nos ofereceu uma cobertinha pois a viagem seria longa e estava frio. Levamos cerca de três horas para chegar em um vilarejo para tomar café da manhã bem farto e delicioso. Seguimos mais uma hora de viagem. Quando chegamos o guia nos forneceu um colete do grupo e um bastão (caso a agência não forneça você pode alugar por lá mesmo). O bastão ajuda muito para quem vai subir a pé. Se preferir, tem a opção de subir a cavalo por 50,00 soles cada trajeto (diz que o preço é variável, dependendo da distância que você pega). O guia fica por último acompanhando aqueles que andam mais devagar. Já iniciei a subida mascando folha de coca com medo de passar mal e com passos normais. Mesmo com todo meu preparo físico chegou um momento que comecei a sentir minhas pernas tremendo e falta de energia. Parei, tomei água e comi barrinhas de cereais. Continuei subindo e logo comecei sentir dor de ouvido, deve ser por causa do vento forte. Olhava para o cume da montanha e meu cansaço gritava para desistir mas a vontade sussurrava "devagarinho você consegue". Parei de olha para a montanha e lá fui eu parando a cada cinco passos, hahaha. Levei mais ou menos cerca de três horas para chegar até a base, o primeiro mirante para a montanha colorida. Aproveitei para descansar e me hidratar, apreciando a beleza do lugar. Segui caminhando para chegar até o topo da montanha, o segundo mirante. O frio de lá é intenso, o vento é forte e gelado, mal conseguia tirar foto pois mesmo com luva a mão congelava, impossível ficar mais de 10 minutos. Comecei a descer e foi aí que percebi que o pessoal do grupo ainda estava chegando (tirando os três americanos do nosso grupo). Enquanto esperava, resolvi bater mais fotos. A descida foi tranquila, é cansativa, mas bem melhor e mais rápido do que a subida. Cheguei na van e esperei o resto do pessoal chegar. Vi muita gente passando mal durante o trekking, então cuidado! Voltamos para o vilarejo onde havíamos tomado nosso café e por volta das 16h00 almoçamos (almoço não inclui bebida). Encerramos a viagem com mais três horas de retorno a Cusco. Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de ingressar no parque. Gastos: Tour Montanha Colorida com entrada - 90,00 soles Coca cola no almoço - 5,00 soles 24/09/2017 - Reservei o dia para conhecer melhor Cusco. Acordei cedo porque não consegui me adaptar ao fuso horário. Tomei café e fui andar. Me deparei com um desfile na Praça das Armas e fiquei um tempo assistindo. Almocei truta com molho verde (truta é um peixe parecido com salmão) no restaurante La Trattoria e pedi de sobremesa um sorvete delicioso na panificadora La Bondiet. Passei no mercado de artesanato na av. El Sol já que o mercado San Pedro estava fechado (os mercados de Cusco são lugares mais baratos para quem quiser comprar lembrancinhas). Gastos: Almoço - 43,00 soles Sorvete em La Bondiet - 7,00 soles Lanches - 23,00 soles 25/09/2017 - Peguei um táxi às 04h00 para o aeroporto e infelizmente tive dois voos cancelados, o que fez com que eu perdesse conexões e atrasasse muito minha chegada. Achei a empresa Latam muito desorganizada no Peru, levei duas horas só para fazer o check-in. Fora isso, a viagem valeu muito a pena. Gastos: Táxi - 20,00 soles Dicas: Praticamente em quase todos os passeios a van passa ao lado de abismos, se tiver medo de altura prepare-se! Vale a pena pesquisar umas três agências (ou mais) para comparar preços, a maioria tem valores parecidos, mas sempre tem as careiras. Deixe para fazer os passeios com altitude mais elevada para o final, assim você estará mais aclimatado e não sofrerá tanto (ex.: Laguna Humantay, Montanha Colorida, Trekking Salkantay, Ausangate). Se for fazer um tour pela agência procure memorizar a placa da van ao sair do carro, isso facilita ao retornar para a van, afinal, são tantas... Praticamente todos os passeios contratados pela agência te buscam no hotel e te deixam próximo a Praça das Armas. Sempre tenha uma blusa ou casaco pois esfria ao anoitecer. Procure levar protetor solar e boné, pois dependendo do dia é sol o tempo todo. Leve também repelente. Leve alguns lanches, compre no mercado barras de cereais, chocolate, frutas, água porque em alguns passeios o almoço pode sair tarde. Total dos gastos: R$ 3.600,00
  16. 13 pontos
    Olá galera! Bom... A Jamaica era um sonho antigo, era a trip da minha vida e pude realiza-la no dia 01/02/2017. Quando definitivamente decidir ir, começou a minha dor de cabeça... Tive dificuldades para encontrar pessoas que viajaram para a Jamaica, na verdade eu encontrei um blog, mas a trip dessa mina estava completamente fora da minha realidade, logo, ela não serviu de parâmetro. Por ironia do destino, encontrei um amigo em um jogo no Pacaembu e comentei com o mesmo que iria para a Jamaica (Até então estava com a passagem comprada, mas sem nenhum tipo de roteiro), e ele falou que conhecia uma pessoa que já havia viajado para a Jamaica 2 vezes no esquema "Pobre louca" e sozinha... Haha... Eu pirei! Peguei o contato e logo viramos amigas (Beijos Dri)... Em questão de 5 mensagens trocadas com a Dri eu já estava com o meu roteiro pronto... Era só aguardar o grande momento! 1º Dia (01/02/2017 ) Comprei a minha passagem pela Copa Airlines, sinceramente? Foi a pior cia na qual eu já viajei. Mas é o que tinha para o momento. Sai de GRU ás 01:30hs do dia 01/02 e cheguei em Montego Bay por volta das 11hs (Horário Local da Jamaica). Antes de passar pela Imigração em Montego Bay é preciso pegar uma fila no "Healthy Control" para comprovar que tomou a vacina da febre amarela, tudo muito tranquilo. Depois que carimbaram o meu passaporte a emoção foi tamanha... Finalmente estava na Jamaica! Eu não quis perder tempo... No aeroporto peguei um transfer (Juta Tour) até Negril, pois eu queria muito ver o pôr do sol no Ricks Café (Único motivo da minha ida até lá) e dentro daquela van já pude sentir toda hospitalidade e alegria dos Jamaicanos. Cheguei na pousada, tomei um banho para dar uma balanceada no cansaço da viagem e já fui para o Ricks. Todo ser humano que for para a Jamaica, precisa passar por lá... é incrível! 2º Dia O meu segundo dia começou bem estressante. Havia fechado um tour com a "Tropical Tour" aqui do Brasil (Paguei cerca de USD 160,00), no passeio estava incluso um role pela Nine Milles (Saint Ann) e depois eles iriam me deixar em Ochos Rios (Pois a minha base nos próximos dias seria lá)... Bom, a agência iria me pegar na pousada por volta das 07:00hs, mas infelizmente o passeio foi cancelado, pois não fechou o número mínimo de pessoas (6) e eu fiquei sabendo disso apenas no dia... Ai começou o desespero, pois se ficasse mais 1 dia em Negril iria desandar todo o role... foi quando pedi algumas dicas para o segurança da pousada e ele me indicou um taxista particular para fazer todo o percurso até chegar Saint Ann e depois Ochos... Liguei para o taxista e no horário combinado ele já estava no portão... Porém para isso eu tive que pagar 300,00 "fucking Trumps"... Foi uma facada, mas não existe transporte público em Negril para fazer esse trajeto. Passado a "dor" de - USD 300,00 no bolso, procurei relaxar e aproveitar o passeio que durou umas 5 horas, o bom disso tudo é que o taxista, virou meu guia particular. Depois de 3 horas de role, cheguei na tão famosa "Nine Milles" o mausóleo do Bob Marley. O tour é guiado e tem duração de mais ou menos 2 horas, não me recordo o valor, mas o ticket não precisa ser comprado com antecedência. Eu fiquei mais apaixonada pela história do Bob Marley... A única parte triste do passeio é se deparar com o túmulo do mesmo, que fica "disponível" para visitas (É proibido fotografar) e o auge do tour é um show inesperado com uma banda, tocando todas as músicas do Bob Marley! Foi um sonho! Enquanto você curte o som, pode comprar uma Red Stripe (Cerveja Jamaicana) no bar e se curtir uma ganja pode se acabar, pois lá é tudo "legalize" kkkk! Terminando o tour, segui para Ochos Rios. Ochos é o melhor lugar para se hospedar na Jamaica, fica perto dos principais pontos turísticos... e o que não é tão perto, torna-se acessível, pois tem um bus station no centrinho da cidade. 3º dia “Esse dia foi louco” Haha! Meu 3º dia de trip foi absurdamente massa... Acordei cedo e fui para o bus station ao lado do hostel (Reggae Hostel) e peguei o ônibus sentido “Port Antônio”. Simmmmmmmmmmmmmmmmmmmm! Eu fui para a verdadeira “Lagoa Azul”! Iupii! Uma parte do filme “A lagoa Azul” foi gravado em Port Antônio nos anos 80 com a maravilhosa Brooke Shields. Levei 1 hora para chegar até o terminal de Port Antônio e de lá peguei um táxi. O taxista me cobrou USD 40,00 (ida e volta). O local é incrível, mas tirando a “Blue Lagoon” achei que não tinha nada mais para explorar... (Pesquisem antes de programarem mais de 2 dias na cidade). Assim que cheguei na “Blue” eu contratei um passeio na jangada, que também custou USD 40,00. O passeio tem duração de 30 minutos... é bem rápido, mas vale muito a pena. É uma experiência única estar naquele paraíso, juro! 4º Dia Ah! O 4º dia na ilha foi tipo “Jamaica Abaixo de Zero” Haha! Tirei o dia para curtir o parque “Rainforest Adventures”. Eu fechei o passeio com antecedência, custou mais ou menos USD 82,00... por esse valor eu puder curtir o “Boblsed” e também a “Dunn's River Falls”. Pra quem não sabe dentro desse parque encontra-se a montanha russa “Bobsled”, baseado na história dos competidores Jamaicanos que disputaram os campeonatos de inverno entre 1988 á 2014. No parque é possível acompanhar toda a história dos competidores em um museu. Não sei se alguém aqui viu a Glória Maria andando no “Bobsled”, mas é bem aquilo hahaa... Muita adrenalina, pois quem fica no controle de toda situação é “Você”! Haha Antes de terminar o percurso da montanha russa, um flash bem forte é disparado... Esse flash está programado para tirar foto do turista, uma forma do local adquirir mais dinheiro rs. Depois que ter me aventurado na montanha russa, me direcionei novamente para a van e fui na Dunn's River Falls. A Dunn's River Falls tem toda uma história pra mim, o clipe “Eu e Ela” do Natiruts, foi gravado lá nos anos 90 e como fã da banda eu tive que fazer o passeio. Lol. Para fazer esse passeio é preciso comprar aquelas sapatilhas especiais antiderrapentes, pois as pedras são bem escorregadias. É possível comprar as sapatilhas na entrada do parque por USD 10,00. Como todos os passeios anteriores, esse também vale muito a pena. 5º Dia Meu quarto dia na Jamaica foi bem “off”. Estava sem programação e muito cansada. Fiquei curtindo uma praia privativa ao lado do hostel em Ochos Rios. A praia é bem bonita e tranquila... Dá para deixar os pertences na areia e dar um “tichum” sem grilo. Para tirar uma onda lá é preciso desembolsar USD 1,00. Aproveitei esse “day-off” para visitar a feirinha que tem perto da praia e conversar com os nativos... eles amam conversar com brasileiros, vale a pena e de quebra ganhei um colar feito por uma jamaicana! Fofa! 6º Dia Quando eu comprei a minha passagem para a Jamaica, em nenhum momento passou pela minha cabeça sobre o aniversário do Bob Marley. Certo dia estava lendo o livro da Rita Marley (“No Woman no Cry”) e ela comentou que todo dia 06/02 rola um festival em Kingston promovido por ela, filhos e netos do Bob... Nessa hora eu paralisei, pois estaria na Jamaica no mesmo dia do festival e aniversário do Bob Marley. Eu comecei a curtir o som do Bob ainda na adolescência e vivenciar aquele momento na terra dele, seria bem surreal e foi. O festival acontece todos os anos no “Museu do Bob”... Não tinha mais ônibus disponível para Kingston saindo do bus station, logo, tive que pegar uma lotação com os nativos e mano do céu... foi muito engraçado! Haha Mas para chegar até o terminal das “lotações”, não foi tão simples assim... Na verdade até hoje não sei como faz para chegar nesse terminal... Eu lembro que pedi informação para uma policial, como ela viu que eu estava um pouco confusa, parou uma van no meio do nada e pediu para o cara me deixar nesse terminal... kkkkk Acho que eu fiquei uns 10 minutos na van até chegar nesse terminal, que mais parece um “lixão” (Juro kkk), mas ao invés de ter lixo, tem van... kkkk Entrei na Van que teria como destino “Kingston”, mas a Van (Ah! A van só deixa o terminal se estiver abarrotada de gente... kkkk) me deixou em uma favela e de lá eu peguei um táxi com 500 jamaicanos dentro rsrs... O taxista me deixou na frente do museu... Alivio por ter dado tudo certo! Rs A primeira coisa que eu vi ao adentrar no museu, foi a estátua do Bob... Ah! Quase chorei! Depois fiz amizade com uma menina da Suiça, que também estava sozinha... Foi minha companheira de cerveja, até conhecermos o nosso amigo “Rasta”... Um senhor bem fofo, que fumou maconha o role inteiro! Haha! Foi nesse festival que também pude conhecer o Julian Marley, na ocasião ele não foi muito simpático, acredito que estava sob efeito do cachimbão que ele havia acabado de tragar... Haha! (Gente! Eles fumam muito lá... e olha que não é legalizado kkk). Quando começou a escurecer eu fui embora para Ochos Rios, não me pergunte como eu cheguei, pois estava pra lá de Bagdá! Mas cheguei! É o que importa! Haha! 7º dia No penúltimo dia de trip, eu sai de Ochos e fui para Montego Bay. O trajeto foi rápido, peguei o ônibus no bus station (Comprem sempre com antecedência pelo site da aviação). Desci na parada do aeroporto de Montego Bay, pois seria mais fácil para chegar até a pousada. Assim que cheguei na pousada sai para comprar alguns souvenirs (Melhor local para comprar) e conhecer um pouco mais de Mobay. Fiquei em um pousada da frente da praia “Doctors Cave” a praia mais linda da Jamaica inteira na minha opinião... Almocei no restaurante que fica na frente da praia e depois cai pra água. Fiquei apenas 1 dia em Mobay e de fato não me arrependo, pois tirando essa praia não vi nada de muito interessante rsrs. 8º dia Último dia na Jamaica. Mas antes um mergulho para me despedir... Foi tudo muito rápido, mas bem intenso. Conheci basicamente a Jamaica inteira em 8 dias, sozinha... na maior vibe! A única coisa que eu não fiz, vou me infiltrar no meio “Trench Town”, não por tempo, por medo mesmo... Ouvi relatos que é muito perigoso cair de paraquedas lá, sem pedir permissão para entrar. Next time! Bom galera! Falei muito rápido... Eu sei... mas se não fosse dessa forma, não iria conseguir fazer o relato da viagem mais foda da minha vida. Peguei um dia aqui “a toa” no trampo e mandei ver! A Jamaica é um lugar absurdamente caro, então... preparem o bolso. Espero que a trip de vocês para esse paraíso, seja tão mágico quanto foi a minha! Eu sei que vão surgir várias dúvidas tipo nome do bus, tempo de locomoção... e estarei aqui para ajuda-los. Jamaica No problem!
  17. 13 pontos
    Olá mochileiros! Meu nome é Júlio César, tenho 23 anos e sou deficiente visual. Sempre gostei muito de viajar, mas isto era meio limitado, pois dependia de familiares ou amigos que iam me ajudando nas mais diversas situações durante a viagem, sendo que eram raras as oportunidades em que nossas férias coincidiam, além de gostos bem diferentes no tocante a passeios. Depois de ler muitos relatos na internet de pessoas que viajaram sozinhas, resolvi tomar coragem e fazer um “mochilão adaptado” em que eu faria tudo sem a ajuda de conhecidos, tendo enfim aquela sensação indescritível de liberdade. O destino escolhido foi o estado do Maranhão, mais precisamente as cidades de São Luiz e Barreirinhas, que é a porta de entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Foram sete dias absolutamente incríveis, conforme relatarei para vocês. A história certamente será um pouco maior do que as demais contidas no fórum, tendo em vista que quero colocar com alguns detalhes para que outros deficientes visuais tomem coragem de viajar sozinhos também e descobrir o mundo de uma forma diferente. Se você conhece alguma pessoa com deficiência visual, compartilhe com ela este relato! Vamos lá! Dos gastos Passagem aérea: R$ 60,00 (custo apenas das taxas de embarque, vez que emiti as passagens com pontos) Hospedagem: quatro diárias em São Luiz (R$ 40 cada) e três diárias em Barreirinhas (R$ 60 cada) = R$ 320,00no total Transfer entre São Luiz e Barreirinhas (ida e volta): R$ 120,00 Uber / táxi: R$ 120,00 Passeios: R$ 550,00 Alimentação: R$ 250,00 Total: R$ 1.420,00 Como já mencionado, esta foi uma viagem cheia de adaptações por conta de minha deficiência visual. Passei os três primeiros dias de minha viagem em São Luiz, no Hostel Solar das Pedras. É um lugar bem simples, porém muito bem localizado no centro histórico de SLZ. Fiz amizade com todo mundo que ia passando pelo hostel e que também estavam viajando sozinhos. Fizemos um tour no centro histórico da cidade, visitamos Alcântara (passeio de dia inteiro), fiz aula de kitesurf na praia do Olho D’água e dei uma relaxada na praia do Calhau, que é uma das mais famosas da cidade. Destes três dias iniciais em São Luiz, destaco a receptividade do pessoal do hostel, a galera que conheci durante os passeios e que iam me ajudando com o deslocamento e principalmente me descrevendo tudo o que viam. No quarto dia pela manhã, peguei uma van até Barreirinhas, que fica a aproximadamente quatro horas de distância. Fiquei hospedado no Cama, Café & Aventura. Este hostel na verdade é a casa de uma família, que por sinal gostei bastante. Na parte da tarde, fiz o circuito da Lagoa Azul no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que exige menos esforço na caminhada, pois as dunas são um pouco menores. Na volta, o veículo 4 x 4 que nos trazia atolou e ficamos esperando quase duas horas para sair do atoleiro! Resultado: fiz amizade com um grupo de amigos de Brasília e com dois sul coreanos muito espirituosos! No quinto dia fiz o passeio de lancha no rio Preguiças. Destaque para o guia, que me descreveu desde a vegetação ciliar, passando pelos Pequenos Lençóis Maranhenses, até as vilas de Vassouras, Caburé e Mandacarú. Depois de tirar várias fotos no topo do Farol do rio Preguiças, nosso grupo foi assistir ao pôr do sol dentro da lancha, bem no meio do encontro do rio com o mar. Este momento foi muito emocionante e quase todo mundo do barco chorou enquanto eu contava um pouco de minha história. No sexto dia, fui até Cardosa, fazer flutuação no rio Formiga e de tarde tive uma aula de aquaplane no rio Preguiças. Infelizmente não consegui me equilibrar em pé na prancha que estava sendo puxada pela lancha, mas consegui ficar sentado e de joelhos! Na próxima vez eu acho que consigo ficar de pé e fazer bonito! Ah, também fiz bastante stand up no rio, que é bem mais tranquilo do que no mar, já que não existem ondas. Aliás, só quando passa uma embarcação do seu lado. A noite em Barreirinhas é bem animada, pelo menos neste período de julho, que é alta temporada. Jantei em pizzarias com preço razoável e tomei o famoso Guaraná Jesus. No sétimo dia, voltei para São Luiz morto de cansado, mas bem feliz com tudo que vivenciei. Voltei para o hostel em que tinha me hospedado no início, dormi bastante e viajei no dia seguinte de volta para Recife. Por onde eu passava com meus óculos escuros e minha bengala, as pessoas já se colocavam prontamente a minha disposição, perguntando se eu estava precisando de ajuda, as vezes eu aceitava e em outras fazia tudo sozinho, afinal ter independência é algo muito importante na vida de qualquer pessoa com deficiência. Se você é ou não deficiente visual, gostou de minha história e quer saber detalhadamente como fiz para montar esta viagem e como me virei nos diversos momentos dela, pode me mandar uma mensagem pelo Facebook ou Instagran, lá tem algumas fotos dos passeios e o vídeo em que estou fazendo aquaplane. Meu Facebook: https://www.facebook.com/julio.aguiarbarreto Meu Instagran: Julio.cesar00
  18. 12 pontos
    Olá mochileiros! Este é meu segundo relato aqui no fórum. Depois de uma grande aventura pela América do sul de carro, chegou a vez de viajar de avião. Pela primeira vez fui a Europa e posso dizer que superou minhas expectativas. Inicialmente a minha ideia era apenas de conhecer a Itália. Não tenho descendência, mas sempre gostei deste país e foi o tiro mais certeiro que poderia fazer. Foi tudo praticamente lindo, perfeito e maravilhoso. Li muita coisa aqui no fórum que me ajudou muito. Sou professor, então meu período de férias é no mês de janeiro. Minha maior preocupação na viagem seria a chuva, que muitos diziam cair com abundância neste período nos países europeus. São Pedro, foi muito legal conosco, posso garantir isso a vocês. Cidades que conhecemos na Itália: Roma, Milano, Torino, Monza, Venezia, Bologna, Imola, Firenze e Pisa. Paris entrou na viagem meio que de intrometida, mas valeu muito a pena. Estávamos buscando um voo barato do Brasil a Itália e vice versa. Para a volta a passagem mais em conta que encontramos foi a partir de Paris. Então colocamos a cidade francesa em nosso roteiro. E quem não gostaria de conhecer Paris, né? Comprei as passagens ainda em abril pelo Decolar.com, sendo que na ida fomos em um voo da Latam saindo de São Paulo para fazer uma escala em Paris e logo pegar um voo da Vueling no dia seguinte para Roma (com troca de aeroporto). A volta seria feita pela Royal Air Maroc (que medoooo) de Paris, com escala em Casablanca (Marrocos) até São Paulo. As passagens de ida saíram R$2.350,00 para duas pessoas. Enquanto as passagens de volta saíram por R$2.100,00 para duas pessoas. Totalizando R$4.450,00 para nós dois. Nós dois no caso, eu e minha mulher, Niceia. Acredito que foi um bom preço, pois não estava achando preço menos que R$6.000,00 entre abril e junho. Passagens compradas, comecei a definir meu roteiro. A ida seria foi dia 30 de dezembro de 2017 e a volta dia 17 de janeiro de 2018. Como sou amante de esportes, meus passeios sempre tem algo ligado a ele. Entre os meus destinos, queria conhecer os autódromos de Ímola e Monza, além de conhecer o Juventus Stadium e assistir um jogo do campeonato italiano, que acabou sendo entre Milan x Crotone. Antes da viagem fui acompanhando o aumento do euro e sempre comprava um pouco da moeda. Fiz compras no valor de R$3,87, R$3,90, R$3,95 e lá pelo dia 20 de dezembro acabei pagando R$4,13 na moeda da UE. Em todo o relato vou colocar os preços em euro, OK? Para uma fácil conversão em real, a média em que paguei na moeda ficou nos R$4,00 por euro. Mas, uma dica. Esqueça que o quanto o real vale. Se não você ficará louco. Eles ganham em euros, por isso o preço parece ser tão absurdo de tudo. No relato também não colocarei o que gastamos em compras pessoais. Compramos blusas, camisetas, calças jeans, cachecóis, gorros. GENTE, não comprem as coisas no Brasil. Blusa de frio e acessórios para as mulheres, não compre aqui. Compre lá. São melhores, tem mais opções, as blusas são próprias para o frio e o preço? Na Itália uma maravilha! Em Paris estava mais caro as coisas. Compre tudo na Itália. Mas vale aquela perguntinha: você realmente precisa disso? Algumas curiosidades que não esperava sobre a Itália e italianos: Italianos amam cachorros e bicicletas. Italianas (e italianos em uma quantidade menor) fumam e fumam muito. Chega a irritar. Meninas de 13 anos, pareciam chaleiras. Muitos monumentos na Itália parecem que vivem em reformas. Atrapalha e muita a paisagem, as fotos. E parece que são obras intermináveis. Os trens não atrasam como li muito por aqui. Nem os regionais. Peguei mais de 10 trens e apenas um atrasou (Milano a Torino). Italianos são muito receptivos. No norte da Itália, em hotéis, comercio e monumentos o inglês é falado com muita frequência. Não esperava isso. O transito é caótico em Roma Com exceção de Torino que o metro é novo (acredito que foi feito para as Olimpíadas de Inverno de 2006) os vagões são mais velhos que os de SP ou Rio. Mas são muito eficientes e tem a toda hora. Na Itália se vê muitos carros da Fiat (claro) e Ford. É normal ver um Masseratti nas ruas das cidades maiores. Os italianos italianas são muito, mas muito elegantes. Se vestem muito bem. Sexta, 29 de dezembro de 2017. Eu moro no Paraná, então a minha viagem começa antes e termina depois destes dias citados da compra das passagens aéreas. Não encontrei bons preços do Paraná para SP, então acabamos indo de ônibus para São Paulo. Chegamos um dia antes do voo para a Europa e ficamos hospedados no Hotel Íbis Styles da Barra Funda, bem perto do terminal da Barra Funda. Conhecemos um pouco da região da Barra Funda, passamos próximo ao Allianz Parque, fomos no hotel Bourbon e também em uma loja da Decathlon ali perto, na marginal tiete. Ônibus da Viação Garcia - Cabine cama: Tudo de bom! Parece executiva no avião. Gastos do dia R$198,00 – Passagens Londrina/SP – viação Garcia. R$120,00 – Alimentação R$177,00 – Íbis Styles Barra Funda R$9,00 – Uber. Total do dia: R$504,00. Sábado, 30 de dezembro de 2017. Depois de sete meses de espera de quando compramos as passagens e organizando a viagem, finalmente chegou o dia mais esperado de todos. Já era nosso 10º dia de férias, no entanto como teve Natal e a organização das malas. Passou rapidinhos essa fase pré viagem. Levamos três malas. Duas de mão e uma grande para despacho. Inicialmente, essa mala grande a ser despachada era para trazer vinhos. Claro que ela já foi com varias coisas, tripé (quase inútil), tênis, sapato (inútil), blusas e algumas guloseimas. Como sou cliente Accor Hotels (aconselho muito a todos serem, é de graça mesmo) pude fazer o later chek-out, então saímos do hotel próximo das 17h00 (horário limite para deixar o hotel) e pegamos um Uber até Guarulhos. Chegamos e logo despachamos a mala e já fomos para a sala de embarque. Passamos pela polícia e tudo mais. Só esperando o voo JJ8108 da Latam. O apertadíssimo B777 da Latam. Exatamente uma hora antes do voo começou o procedimento de embarque, às 21h35. Entramos no B777 e partimos rumo a Europa. Gastos do dia: R$45,00 – Alimentação R$58,00 – Uber. Total: R$103,00. Domingo, 31 de dezembro de 2017. Andei poucas vezes de avião no Brasil, mais ou menos uns 4 ou 5 destinos. Sempre voos de no máximo duas horas. Já imaginava que seria um porre o voo. Mas não esperava que seria tanto. Este avião B777 é uma das piores aeronaves que já voei, certamente a pior. Imagine ficar nesta posição por quase 12 horas. Felizmente, a pessoa que sentaria ao nosso lado não foi. Então tínhamos 3 assentos para duas pessoas. É de se comemorar muito. Os comissários da Latam foram legais, mas você sente um arzinho de superioridade neles. Chegamos em Paris exatamente as 12h50 como o programado. Um adendo aqui: quando comprei as passagens tinha a decolar deu a opção de realizar a continuação do voo para Roma no mesmo dia, as 21h30 (horário de Paris), mas como eu estava morrendo de medo de não dar tempo, preferi ir no outro dia cedinho, as 06h20 para Roma. Um erro gigantesco que cometi. Mas repito, a minha inexperiência causou isso. Eu pensava que 9 horas não era o suficiente para fazer a troca de aeroporto e tal. Tinha que ir do Charles de Gaulle para Orly. Fiz este trajeto em pouco menos de 3 horas, somando o tempo desde que o avião pousou, passando pela imigração (super tranquila, só pediram a passagem de volta, nem seguro, nem valor, nem comprovante de hotéis ou passeios, apenas o bilhete de volta) e depois para pegar as bagagens, que demorou um pouco. Inicialmente eu iria do CDG para Orly com um transfer do França entre amigos na casa dos 80 euros, mas li sobre o Le Bus Direct no conexão Paris, então resolvi arriscar, já que teria tempo caso desse algo errado. Paguei metade do valor do transfer no Le Bus Direct. Em Orly, às 4 da manhã esperando o busão que liga os terminais sud e ouest. Ficamos hospedados no Íbis Budget Orly (com atendimento em espanhol, inglês e francês, claro), ao lado do aeroporto de Orly no terminal Sud. Fizemos o check-in próximo das 15h30. Estávamos a praticamente 24 horas sem tomar banho. Então la se foi a primeira ducha em solo europeu. Nesse finalzinho de tarde começou a chuviscar, nada demais. Um friozinho de 5º, bem diferente dos 35º que estava no norte do Paraná. Eu queria saber onde era a Vueling no terminal Ouest em Orly, então, fomos em busca de desbravar o aeroporto. Entre 03:30 e 23h35 tem um ônibus que liga os dois terminais: sud e ouest. O ônibus é gratuito e faz cinco paradas entre um terminal e outro, pois ele vai parando nos estacionamentos ao longo dos terminais. Voltamos para o hotel próximo das 20h00 e fomos jantar no Íbis Orly, vizinho ao Íbis que estávamos, pois lá não tinha jantar. Por recomendação do Adriano aqui do mochileiros.com eu fiz essa reserva no hotel para poder dormir antes da viagem de fato se iniciar, pois no voo como muitos dizem e pude comprovar, é quase impossível dormir. Você tira cochilos, mas sono de qualidade esquece. Criança gritando, gente se esbarrando, servido de bordo, turbulências... sem chance dormir. Claro que a ansiedade aliada ao fuso horário e a virada de ano, foi difícil dormir. Mas foi possível repousar o corpo. Gastos do dia: €42,00 – Le Bus Direct (CDG – Orly) – Cartão de crédito. €29,00 – Jantar no Íbis Orly – Dinheiro €46,58 – Íbis Budget Orly Airport – Comprado no Brasil. Total: €117,58. Segunda, 01 de janeiro de 2018. Dia 1 Após tanta espera, vamos a Roma! Claro que sem um perrengue não poderia faltar. Comprei as passagens todas com duas bagagens despachadas de 32 kg por passageiros. Eu já sentia que teria problemas com isso, então no mês de outubro do ano passado enviei emails para o decolar.com sobre isso: o voo da Latam e depois a continuação com a Vueling. A resposta que tive do decolar.com naquela época é de que caso acontecesse qualquer coisa guardasse os comprovantes. Pois bem, aconteceu. Eles afirmaram que não tinha direito a mala despachada pois minha tarifa era a basic e tals que não dá direito a bagagem despachada: resultado? Paguei €40 para despachar uma mala. Lei de Newton? Sempre tem um pior né? Pois é, uma mãe e filha brasileira compraram a mesma passagem que eu, mas elas tinha 4 malas a serem despachada... multipliquem os €40 x 4... Mas, é claro que isso não me tirou nenhum pouco do sério, pois eu tinha todos os emails salvos do decolar.com, além dos comprovantes da venda deles e do pagamento que fiz lá na hora. Deixa isso pra depois, por bem ou por mal, eu recupero isso. Na pior das hipóteses na justiça ganho fácil. O avião decolou exatamente as 06h20 e chegamos as 08h15 em Fiumicino. Loja da Vodafone em Fiumicino Meus planos eram pegar as malas e partir rumo ao centro para aproveitar cada momento em Roma, pois eu teria menos 75 horas na cidade. Errei feio no planejamento nesta parte. Roma merece no mínimo 5 dias. NUNCA vá para ROMA e fique menos de 5 dias. É sério. Se você não ficar pelo menos 5 dias, vai ter que voltar lá. E eu farei isso com certeza. É tudo de bom Roma. Comprei o RomaPass pela internet no inicio de dezembro e escolhi tirá-lo no aeroporto para não perder tanto tempo. Segundo perrengue do dia. As 9 da manhã já estávamos com tudo nas mãos, prontos para ir ao centro. Fomos pegar o RomaPass e uma maldita plaquinha na porta do escritório deles: Giorno 1/1 a partire le 11:00. FDP! Perdemos duas horas em Roma. Logo em Roma? Onde já seria corrido. Eu com medo de não poder tirar no centro da cidade por ter escolhido ali, não queria ir. Perguntei para as pessoas (com meu super italiano) mas ninguém sabia de nada. Só ali mesmo. Resolvi esperar então né. Do que correr o risco de ter que voltar ali. Enquanto isso comemos nosso primeiro corneto italiano. O tempo não passava. Próximo do café tinha uma loja da Tim e uma da Vodafone. Tim eu não queria nem pintado de ouro, pois ela me deixa na mão todo instante aqui no Paraná. Pois bem, pensava que gastaria uns 30 euros no chip. Saiu por €55. A sensação de ser assaltado foi instantânea 3 coisas inesperadas em menos de 3 horas: a mala despachada paga, esperar o RomaPass e o valor do chip. Sabe quando você pensa “Putz, vai dar tudo errado nessa viagem!”? pois bem, pensei isso. Mas, felizmente os problemas ficaram por aí. Aí quando cheguei fazia aquela conta maldita de multiplicar um euro por 4 reais e pensava toda hora em quanto esse chip custou... faça as contas. É de doer o bolso, a alma, o coração. Mas eu sabia que seria necessário. E foi. Este plano da Vodafone era de 30GB para 28 dias. Nesses €55 entrava o chip (físico), o plano de 30GB e a ativação do chip. No aeroporto tinha wifi grátis. Pois bem. O tempo passava lentamente e depois abriu o escritório para retirar o RomaPass, logo encontrei os primeiros brasileiros ali. Nosso RomaPass era de 72 horas. ROMA, prima fermata! Contrariando muitos, eu optei por não ficar no centro da cidade. Confesso que estava com medo. Mas arrisquei e fiz um golaço modéstia a parte. Chegamos no hotel próximo das 13h00. Não peguei o Leonardo Express. Peguei o trem para Tiburtina que era mais em conta e o hotel ficava próximo da estação Tiburtina. Como era dia primeiro e feriado, já imaginava que tudo estaria fechado. Levamos as guloseimas e as detonamos. Só foi tomar um banho rapidão e cair fora para aproveitar Roma. Hotel Delle Province - Pensa em um atendimento e um café da manhã maravilhoso! Bairro do Hotel A distancia do metro ao hotel era de 600 metros – estação Bologna. Mais três estações estávamos em Termini. Logo fizemos a baldeação para outra linha e saímos no metro Republica. Aí sim começamos a andar a pé. Os primeiros quilômetros de centenas nesta viagem. Sim, centenas. Acredito que a média a pé nossa em km era superior a 10 por dia. Tinha um pequeno roteiro que não consegui seguir e “começamos a nos perder” nas maravilhosas ruas e becos de Roma. A cada esquina uma surpresa. A alegria por estar lá era gigante. Sol e garoa ao mesmo tempo. Estava friozinho, mas fazia calor de tanta emoção por estar na cidade eterna. Primeira foto em Roma com nossa máquina fotográfica: Piazza Repubblica. Da piazza Repubblica fomos em direção a piazza Barberini e logo depois ao monumento colona de Marco Aurelio. Estávamos bem pertinho da Fontana de Trevi e levamos um susto com a quantidade de gente. Por ser baixa temporada e feriado do dia primeiro, sabia que teria muita gente, mas não tanta. Entramos em algumas igrejas próximas e fomos em direção a piazza di Spagna. Começou a chuviscar e surgiram vendedores de guarda chuvas de todos os lados. Fontana di Trevi lotada! Andamos e andamos mais, a fome bateu. Não tínhamos almoçado, só comido as guloseimas. Vimos vários cardápios do lado de fora, mas resolvemos parar no restaurant pizzeria Cesar. Ficava há duas quadras do Vitorio Emanuelle, mas nessa altura eu já estava andando de qualquer jeito e deixei Google maps de lado. Logo no primeiro dia, o meu prato não poderia ser outro: pizza. Ristorante e pizzeria Cesar: Primeira refeição em pra valer em solo italiano. Já passava das 21h00. Estávamos meio que perdidos mesmo sem o maps, então, utilizei o maps para chegar ao metro e ir ao hotel. Quando vimos que o Coliseu estava perto, não tivemos duvidas. Fomos para lá. Quando saímos da estação do Coliseu, vimos a quantidade de gente que tinha na rua. Parecia altíssima temporada. Todo mundo tirando fotos e na rua que levava até o monumento Vittorio Emanuelle. Depois de uns 30 minutos tirando fotos e admirando o Coliseu fomos ao Vitorio. Lá mais um tempo deste. Voltamos pela mesma rua e pegamos o metro na frente do Coliseu para ir ao nosso hotel, a estação Bologna era da mesma linha do Coliseu. Então, chegamos no hotel as 23h30. Coliseu a noite. Monumento a Vitorio Emanuelle. Cheguei no hotel, estava bem cansado mas ainda deu tempo de fazer aquela reclamação no reclameaqui.com sobre o decolar.com, vueling e Latam. Gastos do dia: €40,00 – Despacho de bagagem Vueling Airlines – Dinheiro. €77,00 – RomaPass – Comprado no Brasil. €55,00 – Chip Vodafone – Dinheiro. €16,00 – Trenitalia (Fiumicino – Tiburtina) – Dinheiro. €213,00 - Hospedagem - (com o sogiorno €36) € 5,00 – Lanche/Água – Dinheiro. €30,50 – Jantar – Dinheiro. € 5,00 – Água/Salgadinho – Dinheiro. Total: €441,50 Terça-feira, 02 de janeiro de 2018. Dia 2 Acordamos bem cedo, tipo 06h30. Fomos surpreendidos com a qualidade excepcional do café da manhã do Hotel Delle Province. Vou deixar as fotos falarem por si. Nossa primeira parada era o Coliseu novamente. Mas agora, entrando nele. Não apenas fotos pelo lado de fora. A fila para quem não comprou o ingresso era grande, não gigante. Grande apenas. Nós, que tínhamos o RomaPass passávamos direto, não demorou nem 5 minutos para estar na frente do coliseu e já estar lá dentro, passando por todas as revistas, validar o ticket, essas coisas. Falar sobre o coliseu não é necessário. Fomos abençoados com um dia maravilhoso e as fotos ficaram legais. Nenhuma nuvem no céu. Ótimo dia para visitar o Coliseu. O famoso Arco de Constantino nos arredores do Coliseu. Do coliseu para o Palatino e Forum Romano. Chegamos as 08h30 no primeiro destino e saímos as 12h00. Andamos feito loucos por tudo que é lado. E ainda acredito que não fomos em todos os cantinhos. Mas andamos sem parar no Forum Romano. Determinado momento o chip do celular não funcionava mais porque recebi mensagens que estava sem crédito. Eu ainda estava puto com o valor que paguei no chip (funcionando e tal), imagina sem funcionar. Estava muito de cara. Depois dali, saímos próximo ao monumento Vitorio Emanuelle. Entramos lá e ficamos mais algum tempo, fotos vai e vem. E eu louco querendo ter o Google maps e internet para se localizar e otimizar o tempo né. Afinal, deixei poucos dias para Roma. Dali, saímos em direção a Via del Corso e logo nos primeiros 200 metros encontrei uma loja da Vodafone. Entrei e gastei todo meu italiano. O rapaz ficou uns 10 minutos mexendo e já estava nervoso também, afinal, não ia ganhar nada e estava perdendo tempo. Até que ele achou as configurações e mudou umas coisas da Tim Brasil para a Vodafone Itália. Internet funcionando a todo vapor. Continuamos na rua com as lojas de grifes e outras com preços bons e já fizemos as primeiras compras. O frio também exigia isso. Embora a tarde, estava na casa dos 14º C. a noite viria o frio com tudo. Vista de 180º do fórum romano. No final da via del Corso demos de cara com a piazza del popolo. Olhamos a entrada da Villa Borghese. Ainda tínhamos uma atração do RomaPass a usar, pois só tínhamos ido no Coliseu. Como a Galleria Borghese necessiatva ade ligar para reserva, estávamos em duvida no Musei Capitollino ou Galleria Borghesse no outro dia. Mas como tínhamos o Vaticano no dia seguinte, iria ficar pesado duas atrações parecidas. Pensamos no Capitollino. A fome batia, mas a vontade de bater perna era maior, até que indo em direção a piazza Navona, resolvemos almoçar, isso lá pelas 15h00. Piazza di Spagna. Bastante escadarias. Depois de almoçar, estávamos bem próximos da Piazza Navona e do Pantheon, fomos na praça primeiro. Lá tinha bastante pessoas e estava bem movimentado. Algumas fotos depois, fomos ao Pantheon, onde tinha mais gente. Começava a esfriar bem e a luz solar ameaçava ir embora. Já eram quase 17h. resolvemos andar mais e fomos em direção a corte suprema e a ponte Umberto I. de lá, resolvemos andar pelo parque Adriano. Já era mais ou menos umas 17h30 e avistamos o de Sant’Angelo e vi que poderia entrar com o RomaPass. Pensei e falei para a Niceia, vamos? Vai ser diferente! E foi. La na hora eram 12 euros para entrar se não me engano. No Castel Sant'Angelo - com vista para a cidade/Basílica de San Pietro. O passeio no Castelo durou mais ou menos uns 70 minutos. É escada pra caramba e boas rampas, mas também sobe até o topo dele. Valeu a pena porque tínhamos o RomaPass. Se não, não teríamos entrado. A atração fecha as 19h30. Saímos de lá próximo das 19h. Iríamos jantar no McDonald’s, pois ainda estávamos um pouco cheio do almoço. Sempre levamos na bolsa, o salgadinho San Marco, uma espécie de Elma Chips deles lá. O de batata com sabor de extrato de tomate é o melhor. Mas os McDonalds é tudo automatizado e só no cartão de crédito, não estava afim de usá-lo e pagar IOF. Voltamos pela Fontana de Trevi (mais uma vez) e lotada só para variar. Compramos nosso primeiro gelato na Itália na sorveteria Melograno, o melhor sorvete que encontramos em Roma. Minha mulher disse que foi o melhor da Itália. Eu ainda fico com da sorveteria Venchi. Não jantamos. Fomos embora e compramos um vinho na frente do nosso hotel, com salames e queijos. Estávamos comendo às 21h mais ou menos. Dormimos às 23h. Gastos do dia: €30,50 – Almoço – Dinheiro. €10,00 – Sorvete – Dinheiro. €11,00 – Mercado – Dinheiro. Total: €51,50 Quarta-feira, 03 de janeiro de 2018. Dia 3 Neste dia acordamos as 06h30 mais uma vez. Dia de conhecer o Vaticano. Depois do belíssimo café do Hotel Delle Province (insisto em falar, muito bom, quase um almoço) pegamos o metro e após fazer a troca da linha B (azul) pela linha A (vermelha) descemos na estação Ottaviano, até o momento estava calmo. De repente começou a brotar gente em direção ao Vaticano. Nem precisava olhar o Google maps, era só seguir o fluxo e os chineses. A fila no Vaticano era imensa. Nosso bilhete era o da visitação das 9h00. Chegamos lá 08h50. Em cima da hora. Quase ninguém na fila de quem comprou pela internet. Pagamos 4 euros a mais por pessoa para furar fila e mais 7 euros no áudio guia. NUNCA, nunquinha e em hipótese alguma você deve comprar os áudio guias, a não ser que você seja fanático pelas informações. Se você for apertar todos os códigos das obras, você sairá do museu só na outra semana. Jogamos 14 euros fora nesses áudio guias. Escutamos umas 10 coisas e olhe lá. Além de carregar no pescoço. Não sou católico, nem evangélico e de nenhuma outra religião. Acredito em Deus. Resolvi ir ao vaticano, pois é um passeio clichê e com familiares religiosos, já viram né. Tem obras lindíssimas e tal. A capela sistina não é nada outro planeta. Se você não faz questão de passar por lá, não vá. Mas, é aquela, foi em Roma e não foi no Vaticano. Eu sabia que seria meio xarope, mas não sabia que seria tanto. Fila do lado de fora do Vaticano para comprar ingressos. Compre pela internet e não se arrependerá? Dentro do Vaticano lugarzinho especial que o Papa Francisco fez. Adorei! Ficamos lá das 09h00 até as 11h00. Eu sinceramente não aguentava mais. Minha mulher e eu estávamos cansados e ela queria comprar um casado, pois iria começar os “Saldi” no dia seguinte. Queríamos conhecer a Basilica de San Pietro, mas havia uma fila monstruosa em caracol. Deveria ter no mínimo umas 2 mil pessoas naquela fila que fazia a volta naquele famoso e grande circulo do pátio do Vaticano onde são celebradas as missas. Tiramos umas fotos e fomos embora. Neste local, foi onde mais vimos pessoas pedindo esmolas e ajudas em Roma. Mas nada de pessoas chatas ou mal encaradas. Saímos de lá e fomos para o hotel, descansar um pouco. Acredite, anda e anda muito lá dentro Vaticano. Calculo que percorremos uns 2km lá dentro em corredores, escadas e jardins. Mais 3,5km do Vaticano até a estação Barberini. E mais uns 600 metros do metro até o hotel. Pode por 6km só na parte da manhã. Aí, conhecemos de vez a via del Corso. A Zara, a Kiko, Celio, Alcott. Lojas excelentes e com preços melhores ainda. Compramos casacos que não tem no Brasil. Cachecóis e outras coisas. Lá se foram euros que levamos separados do valor da viagem. Chegamos no hotel as 14h. logo saímos para almoçar e conhecer a vizinha do bairro do hotel. Já era tarde, mais ou menos 15h. Algumas coisas fechando, quando passamos em frente uma portinha, chamado Il Tunel ristorante e pizzeria. Pensa em um lugar massa e deve ser bem tradicional e bem a cara de Roma fora do centro. Muito legal, atendimento mil. Nos ajudaram a escolher o vinho. Todos que trabalhavam no local eram mais velhos, e tinha duas pessoas que devem bater o ponto lá todos os dias comendo, pois estavam no maior dos papos. Ristorante e pizzeria Il Tunel: lasagna bolognesa e spaghetti carbonara. Saímos dali e tínhamos duas missões ainda. Ir no Pantheon, pois no dia anterior estava lotado e também tirar fotos legais em Trevi, mas na Fontana sempre lotado. Minha mulher queria porque queria tirar fotos lá, então, ela armou o plano de acordarmos 5 da manhã na quinta, para ir a Fontana la pelas 6h, voltar ao hotel e ainda tomar café. Pantheon. Gratuidade está acabando. Conseguimos a Trevi só para nós! Também né, acordando as 5 da manhã (quinta pela manhã). Fomos ao Pantheon e claro, andar, andar, andar... Não sei se era por estar a noite, mas esperava um pouco mais do Pantheon. Vale lembrar que a partir de maio, será cobrado uma taxa de 2 euros para entrar no Pantheon. Até lá, é gratuito. Andamos mais um pouco e não jantamos de novo, apenas o sorvete. Comemos no hotel, pois tínhamos muitas coisas ainda a comer. Mas, sem vinho esta noite. Gastos do dia: €56,00 – Vaticano – Comprado no Brasil. €27,50 – Almoço – Dinheiro. €10,00 – Sorvete – Dinheiro. Total: €93,50.
  19. 12 pontos
    Galera, Boa tarde! Minha busca é por pessoas que estão interessadas em conhecer a sí mesmo, enfrentando as adversidades da natureza e compartilhando momentos únicos. Tenho intenção de formar um grupo de mochileiros sólido para agendar viagens e trilhas interessantes pelo Brasil e mais pra frente pra fora do país também. Moro em São Paulo - Capital. Aos interessados deixem mensagem aqui e vamos nos falando! Obrigada!!
  20. 12 pontos
    Para mochilar mundo afora não basta só colocar uma mochila nas costas e sair por aí, é preciso planejar a viagem com antecedência e pesquisar bastante sobre os destinos que pretende visitar. Quanto maior for o seu conhecimento sobre os destinos, melhor (e mais barata) será sua viagem. As dúvidas abaixo são as mais frequentes feitas por mochileiros de primeira viagem. Se elas não responderem suas dúvidas, faça uma pesquisa utilizando o campo de busca que aparece no cabeçalho do site. Na busca você pode inserir perguntas e palavras chave da maneira que achar melhor. Para dúvidas rápidas e pontuais, abra um tópico no fórum Perguntas Rápidas e não esqueça que o título do tópico deve ser a pergunta. Por onde começar: 1 - Planejamento Antecipado e Documentação 2 - Como criar um Roteiro de Viagem 3 - Como Economizar em Transporte 4 - Como Economizar em Hospedagem 5 - Como Economizar em Alimentação 6 - Levar dinheiro, cartão pré-pago, crédito ou débito? 7 - Dicas sobre Segurança 8 - Como acampar pela Primeira vez 9 - FAQ - Perguntas frequentes
  21. 11 pontos
    Relato da viagem feita no período de 13/6/2017 a 4/7/2017. Vou começar com comentários gerais, pois eu não fiz planilha detalhada de custos nem anotações de gastos diários: - Passagem aérea: Comprei na Black Friday de novembro de 2016, por R$1.800 e alguns centavos, com valor das taxas inclusas (Saída do Aeroporto de Guarulhos), considerando que o voo seria no verão, na alta temporada praticamente, achei o preço muito acessível. -Imigração: Fiz uma conexão em Madrid na ida e na volta, e só digo uma frase: imigração espanhola sabe ser nojenta. Se eu não tivesse todos meus comprovantes de deslocamentos, hospedagens, passagens etc, eu não teria saído do aeroporto sem ir pra temida "salinha" de quem é retido na imigração. Falar espanhol também ajuda. Deixo claro aqui que eu FALO ESPANHOL, por isso escolhi ir por Madrid ao invés de por Paris que tinha um preço muito similar, e que educação e respeito é algo esperado em agentes de imigração de qualquer país. Quando cheguei, eu tinha uma conexão de uma hora apenas em Madrid, eu pedi em espanhol obviamente aos funcionários do aeroporto que me deixassem passar, já que tinha uma fila enorme e me foi vendido um voo com essa uma hora apenas, os funcionários falaram que dava tempo, quando cheguei, o agente já recebeu minha pasta com toda documentação impressa e mesmo tendo deixado claro que eu ficaria apenas em Portugal, com todos comprovantes de hospedagens, seguro saúde, passagens de ida e volta, etc etc, o cara ficou perguntando meu roteiro, eu respondi, mas avisei que eu tinha um voo que já tinha começado o horário do embarque. Só consegui pegar o voo para Lisboa porque literalmente saí correndo no aeroporto. Na volta, tinha uma fila escrito União Européia, mas estava indo gente no geral nela, eu questionei a um funcionário, ele disse que essa fila era para todos. O agente me recebeu sorrindo, quando pegou o passaporte e viu a minha nacionalidade, a expressão dele mudou para cara fechada, de raiva e de nojo inclusive, folheou meu passaporte, foi bom poque ele viu diversos carimbos, Portugal é meu sétimo país, eu não quis responder nada porque tive dias incríveis na minha viagem e não quis deixar uma atitude preconceituosa com sul americanos estragar a energia boa! Detalhe: pedi informações para locais nas ruas em Madrid e fui super bem tratada, quiseram saber de que país eu era e ninguém fechou a cara dessa forma, então meu ranço fica todo para a imigração mesmo. Até editei esse campo porque uma pessoa veio me mandar mensagem privada questionando se eu era mulher, sozinha e que não falava espanhol, se era "só" por isso (como se justificasse) que a imigração teve essa atitude. Sou mulher sozinha, no sétimo país sozinha, com vínculos comprovados no Brasil, e que sim, fala espanhol. Mesmo se não falasse, ressalto que respeito é algo que se espera em todo lugar. - "Só Portugal?": Ouvi essa pergunta várias vezes. Viagem tem muito a ver com os gostos pessoais de cada pessoa, mas eu fiz a escolha de ficar apenas em Portugal e pra mim foi muito satisfatório. Conheci cidades históricas, praias, um arquipélago, um Parque Nacional, e expandi meu roteiro para além do planejamento inicial. Se eu recomendo meu roteiro? Sim! a única coisa que eu vi "a mais" foram castelos que há em várias das cidades que visitei, mas isso não foi um incômodo. - Quanto custou? Reservei 1.500 Euros para essa viagem, e voltei com cerca de 500 euros. Todas as hospedagens foram pagas no local, exceto uma que foi cobrada antes pelo cartão de crédito, eu fiz as reservas pelo site da Booking mesmo. Com esse valor eu não precisei fazer economias de perrengue, cozinhei em Lisboa por opção e preguiça de sair pra comer por uma noite, de resto dá pra comer bem pagando desde 5 euros até 8 euros, comida farta e de qualidade. Também tomei uma sopa de noite que custou menos de 2 euros. Portugal faz valer a fama de país mais barato da Europa. - Sequência de cidades/locais visitados: Lisboa, Arquipélago das Berlengas (em Peniche, fiz bate e volta de Lisboa, é corrido mas dá e achei melhor, comprei as passagens de ônibus Lisboa x Peniche antecipadamente e fiz a reserva do barco pela internet, mas o pagamento desse barco com a reserva feita é pago na hora, o ônibus partiu bem vazio, o turismo por lá ainda é pouco conhecido, ufa!), Sintra, Évora, Óbidos, Nazaré (Óbidos e Nazaré estão muito próximas e como Óbidos é bem pequena, dá pra fazer as duas cidades no mesmo dia e voltar de Nazaré a Lisboa direto de ônibus, recomendo fazer assim), Lagos , Sagres (Cabo de São Vicente), Portimão e Aljezur ( Lagos ,Sagres, Portimão e Aljezur são parte do litoral do Algarve, Lagos foi minha cidade de base para o Algarve, pra quem tá a pé é a melhor opção de cidade pra escolher, na minha opinião), Porto, Parque Nacional Peneda Geres (na região norte também, fiz bate e volta desde Braga com uma brasileira que conheci em Lisboa), Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo, Braga, Guimarães e Aveiro. - Locomoção pelo país: Achei o transporte com preço justo e o deslocamento é bem fácil. Andei de ônibus, trem, metro e barco no caso de alguns passeios. Também fiz de carro o Parque Nacional Peneda Geres, poque estava com uma brasileira que conheci em Lisboa, com ela também me desloquei até Ponte de Lima, Valença e Viana do Castelo, tudo isso em dois dias, um só para o Parque e outro para as cidades, partindo de Braga. - Curiosidades: 1) Idioma: É muito diferente do nosso português em muitas coisas, desde o sotaque, à forma de falar, à rapidez da fala e às palavras que tantos nós quanto eles desconhecem. Suco por exemplo é sumo, dentre outras coisas; 2) Pessoas: Achei os moradores de Porto mais abertos à troca de experiências e ideias do que os moradores de Lagos por exemplo, já que Lagos é terra dos ingleses no verão. Mal se vê alguém falando português por lá. Lisboa tem uma diversidade, pessoas mais abertas e pessoas mais distantes; 3) Segurança: Até o momento, Portugal foi o país onde mais me senti segura, claro que temos que ter cuidados básicos, mas mesmo Lisboa, cidade onde vi muita gente em situação de alta vulnerabilidade (dormindo nas estações de metro aos montes por exemplo), não me senti insegura em nenhum momento. 4) A temperatura no verão: Pense num lugar que faz muito calor e o sol arde. Sim, é ali. Por sinal, no verão as noites portuguesas começam após 21h, ou seja, até esse horário ainda é dia! Dá para aproveitar muito bem o dia justamente por isso. 5) Sobre os comboios: Os comboios (trens aqui no nosso português) funcionam no geral da seguinte forma: você recarrega o bilhete, tem um local antes de subir no trem, na plataforma, aonde você encosta seu cartão para pagar a tarifa e sobe. Nesse percurso não tem ninguém te fiscalizando, não existe uma catraca te impedindo de subir no trem sem registrar a tarifa, a plataforma é livre, você por uma questão de honestidade vai encostar o cartão e subir. O curioso é que já com o trem em movimento, vem um fiscal e com uma máquina ele pega seu cartão e confirma se você pagou ou não a tarifa, caso não tenha pago, ele te cobra na hora. O duro é o cara guardar o rosto de todo mundo, porque estes trens vão parando e em cada embarque e desembarque vão entrando mais pessoas que o cara precisa conferir o cartão. Eu achei bem diferente de tudo que já tinha visto, mas me acostumei logo, até porque andava de trem em Porto com muita frequência. O mais doido é que no teu cartão fica o registro de onde você já foi, poque você compra a recarga no guichê dizendo pra onde vai. Um dia um atendente verbalizou a surpresa em ver o quanto eu já tinha andado na mesma semana. 6) Posto de gasolina: Esqueça o frentista, o esquema ali é você e a máquina, alguns postos ainda têm funcionários que te dão dicas caso não saiba abastecer o carro você próprio, no posto em que fui com a Caroline tinha uma pessoa e tinha loja de conveniência, mas ela comentou que passou por outros locais onde era só você e a máquina para abastecer. Te vira! - Registro fotográfico: Utilizei a Canon SL1 e a GoPro. Optei por fazer a postagem de fotos sem relatar extensamente o dia em que as fotos foram tiradas, já que imagens falam mais do que o relato em si! FOTOS DE LISBOA - DIAS 14 (CHEGADA NO FIM DA TARDE)E 15/6 Eu recém chegada em Lisboa! Esse Elétrico faz o percurso apenas de subida do morro de acesso ao bairro alto. Dá para subir caminhando, mas como eu havia feito um voo de dez horas e estava com mochila cargueira, acabei pegando o Elétrico, a subida dura cerca de 1 minuto e não é barata! O hostel em que me hospedei estava logo ali, bem perto da subida do morro. Recomendo conhecer o bairro alto, esse foi um dos bairros onde me hospedei em Lisboa, já que fiquei em três regiões diferentes da cidade. Foto também do primeiro dia, estava em reforma o Mirante do bairro alto, mas pelas grades deu pra ter essa linda vista de Lisboa. Dia seguinte, dentre as opções na região da Torre de Belém, eu recomendo começar com o Mosteiro dos Jerónimos por vários motivos: arquitetura espetacular, ter uma fila mais rápida que a da Torre de Belém, e principalmente porque dá desconto no ingresso comprar os ingressos do Mosteiro e da Torre de Belém juntos, e graças a isso, quando você chega na Torre e está aquela fila gigante pra entrar, ao ter já o ingresso comprado ali no Mosteiro, você passa à frente da fila e já entra. Aproveitando a belíssima arquitetura do Mosteiro dos Jerónimos. Neste dia, antes de sair do hostel, logo na recepção passando protetor solar, uma moça me abordou e se convidou pra sair andar comigo, no meio do caminho fi que dissemos nossos nomes. A Thelma foi uma excelente fotógrafa e também uma ótima companhia para este primeiro dia de andanças pela linda Lisboa. A ideia de começar pelo Mosteiro partiu dela, e eu achei muito válido. Saindo do Mosteiro, ao atravessar a rua você logo vê esses jardins muito bem cuidados, esse caminho leva à Torre de Belém. São poucos minutos de caminhada. O Marco do Descobrimento é um outro atrativo bem próximo também. A Torre de Belém e sua gigante fila para entrar. Com o ingresso comprado junto no Mosteiro, você dá um tchauzinho para esta fila e entra direto! Arquitetura externa, mas já "adentrada" na Torre! Cada detalhe dessa arquitetura é um arraso à parte. Aqui uma pequena amostra do visual do Rio Tejo de cima da Torre de Belém. Eu me sentei nesta muretinha para tirar essa selfie, é bem alto, não façam isso crianças! Ponte 25 de Abril, sensacional esse visual da ponte sobre o Rio Tejo. Ao lado esquerdo, o Marco do Descobrimento. Terra à vistaaaaaaa!!!! Marco do descobrimento. Era um dos meus sonhos pra essa viagem tirar essa foto aí, com um pouco da história do que foi essa invasão portuguesa no nosso país, que apesar dos pesares, aconteceu e faz parte da nossa história. Esse monumento é imponente, e extremamente preservado. Dá para entrar no Marco do Descobrimento, é cobrado também o ingresso, vale a pena pela vista que se tem lá de cima, é um local pequeno com passagem apertada se acumulam pessoas, mas achei que compensou a visita. Essa imagem da Torre de Belém e do Tejo vistos do alto foi tirada lá. Vista do Mosteiro dos Jerónimos do alto do Marco do Descobrimento. Logo ali perto do Marco do Descobrimento, tem o famoso local que vende os pastéis de Belém. Local concorrido para sentar, mas conseguimos uma mesa sem esperar tanto. Os pastéis são divinos, nós compramos a caixinha que vem com 6 e comemos cada uma um para provar. Esse visual maravilhoso de Lisboa foi visto do Castelo de São Jorge, antes de adentrar no castelo. Cabe pontuar que essa região é distante de Belém, nós pegamos um "bonde" que é tipo um trem com uma velocidade bem rápida que passa na frente de onde vendem os pastéis, lá nós buscamos informação de onde descer, eu pedi informação para uma senhora local, que por sinal estava indo para a região que nos deixaria num elevador gratuito que facilita o acesso ao castelo. Essa senhora foi pouco calorosa, mas muito solícita e nos ajudou a chegar mais rápido com as dicas. Ruínas na entrada para o castelo São Jorge! Considero obrigatório esse passeio do castelo em Lisboa. Com a Thelma, que eu conheci em Lisboa =) Castelo de São Jorge Visual de Lisboa desde o Castelo de São Jorge. Castelo de São Jorge Ao sai do Castelo de São Jorge, Thelma e eu fomos à Praça do Comércio, bem movimentada e com uma bonita vista do Tejo também. Nos arredores, passando o arco, tinha um cara vendendo pastel de cereja, no estilo pastel de Belém, só que recheado com cereja, eu curti bastante, apesar de ser bem doce. --- FOTOS DO ARQUIPÉLAGO DAS BERLENGAS - PENICHE - DIA 16/6 Como relatado, para chegar: ônibus Lisboa a Peniche, de lá toma-se um barco, esse da foto, que leva de 50 minutos a uma hora para chegar. No ônibus conheci duas meninas de Buenos Aires que me fizeram companhia durante todo esse dia e no dia seguinte também. Cabe colocar aqui uma curiosidade até nojenta: ao entrar no barco, um funcionário da tripulação começou a distribuir sacolas plásticas dessas pra pessoa vomitar dentro. Achei estranho e quase que gargalhei sozinha, mas aguardei. Apesar de ter boa estrutura, na ida o barco vai contra a maré e balança muito. Ao meu lado tinha uma moça que vomitou em pelo menos três sacolas, eu fechei os olhos e tentei ao máximo segurar o vômito e consegui, mas atrás de mim tinha mais gente vomitando, ou seja, mais da metade do barco vomitou. Desci bastante tonta e enjoada, mas isso foi passando ao longo do dia. Cabe ressaltar que vale muito a pena, apesar desse sufoco! Primeiro morrinho de caminhada do barco para explorar o arquipélago! Arquipélago das Berlengas Aquele lugar sem graça *risos* muito preservado e espero que o turismo não chegue desenfreado por lá. Lá embaixo, os barquinhos que fazem os passeios ao redor das muralhas. O forte. *clap clap clap* Foi exatamente esse "cartão postal" do arquipélago que me levou para conhecê-lo. Vista do forte! Teve passeio de barquinho, o forte visto do mar. Com a Sol e a Natalia, da esquerda para a direita! chicas argentinas muy tranqui FOTOS DE LISBOA - 17/6 Oceanário de Lisboa, é uma opção para fazer junto com o Parque das Nações, é um local tranquilo, rola até fazer um pique-nique se quiser embaixo das árvores. Eu sou bem crítica quanto a passeios envolvendo animais que não estejam soltos, mas resolvi conhecer o Oceanário e achei o lugar ok, não deixaria de indicar a visita; Oceanário - parece que tá rolando uma reunião entre os Pinguins. Essa lontra tava toda curtindo - Oceanário Oceanário Oceanário Estação Oriente de metrô - Uma região da "Lisboa moderna" em contraste com a Lisboa histórica mais tradicional. Esta estação tem uma arquitetura bem moderna e também é um ponto importante de deslocamento, já que conta também com um terminal de ônibus intermunicipais e é uma região de deslocamento ara diversas localidades que partem de Lisboa. Parque das Nações - Saída da estação oriente dá para um shopping, saindo do shopping temos o Parque das Nações, uma Lisboa de arquitetura moderna. Parque das Nações FOTOS DE SINTRA - 18/6 Castelo dos Mouros. Para chegar a Sintra há um comboio (trem) que leva uns 30 minutinhos, é barato e compensa. Estava com Sol e Natalia do passeio das Berlengas, estava conosco uma Venezuela que elas conheceram em Lisboa. Ao chegar lá em Sintra optamos por pegar um ônibus que faz o circuito dos palácios. A primeira parada é no Castelo dos Mouros. Castelo dos Mouros Palácio da Pena! Palácio da Pena Cabo da Roca - Sintra não é só a cidade dos palácios, Cabo da Roca tem um litoral bem interessante. Existe um ônibus desses de bairro que sai do centro de Sintra para Cabo da Roca o mar em Cabo da Roca Cabo da Roca Um brinde à vida em Cabo da Roca. FOTOS DE ÉVORA - 19/6 Évora é uma cidade que contemplei a linda arquitetura. Não é Grécia, é Portugal! A arte de colocar a câmera em disparo automático hahaha Capela dos Ossos. "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos" A energia desse lugar é muito forte e densa, mas acho imprescindível fazer a visita (paga) desse lugar. Capela dos Ossos. Diz nos escritos ali dentro que são ossos do cemitério da cidade, foram revestidos no cimento. A capela traz mensagens de valorização da vida, de se atentar à perda de tempo na vida etc. Capela dos Ossos, em Évora. Choque de realidade. FOTOS DO DIA 20/6 - ÓBIDOS E NAZARÉ *Óbidos Óbidos, pequenina e acolhedora. Castelo em Óbidos. Espaço de artistas alternativos independentes, como esse moço que saiu na foto. Óbidos charmosa! *Nazaré Nazaré, cidade que é um vilarejo de pescadores. Boa combinação: Óbidos de manhã e Nazaré de tarde. há um ônibus com bem poucas opções de horário que sai de Óbidos, deixa num terminal rodoviário próximo e de lá pega-se um outro ônibus a Nazaré. Parte baixa. De um funicular dá pra ir na parte alta de Nazaré, o visual vale muito a pena. Dá para ir caminhando também, mas com o sol intenso e o calor que fazia, preferi não fazer isso! FOTOS DA REGIÃO DO ALGARVE: LAGOS, SAGRES (CABO DE SÃO VICENTE, PORTIMÃO E ALJEZUR - DIAS 21, 22, 23, 24 E 25/6 *Lagos Lagos, a partir desse forte, subindo, começa um circuito de praias que eu recomendo demais, pode ser feito à pé como fiz. Praia da Batata - circuito de praias em Lagos Praia do Estudante, é um pouco "escondida", logo após a praia da Batata - circuito de praias em Lagos Praia do Pinhão - circuito de praias em Lagos Praia da Dona Ana - Circuito das praias em Lagos Praia do Camilo - Circuito de praias em Lagos - pra mim essa é a segunda mais bonita de Lagos. Ponta da Piedade - Circuito de praias em Lagos. Aqui não existe praia para banho, só mar aberto, mas o visual é sem palavras. Esplêndido. Ponta da Piedade - Lagos - Circuito de praias de Lagos Prainha - por algumas moedinhas dá para atravessar de barco até esse mar azul claro à esquerda, totalmente sem ondas, fica na parte central da cidade, recomendo um mergulho. A cidade de Lagos sua arquitetura histórica! *Sagres - Cabo de São Vicente Paredão de Sagres - Cabo de São Vicente. Tem poucos horários de ônibus de Lagos direto ao Cabo de São Vicente, pois é distante do centro Eu aguardei o ônibus sem pressa, contemplando esse lugar que é magnífico e venta um bocado, mesmo no verão. Sagres - Cabo de São Vicente - o Atlântico a seu dispor! Sagres - Cabo de São Vicente. *Portimão Portimão, fiz um passeio de barco pelas falésias, há vários ônibus e há também trem de Lagos a Portimão, é fácil e rápido de chegar. Passeio de barco em Portimão Passeio de barco em Portimão. *Aljezur Aljezur - com um nome até difícil de falar, essa cidadezinha faz parte também do litoral do Algarve, porém é muito pouco conhecida pelo turismo estrangeiro. Vi mais portugueses e alguns espanhóis, pouca gente. Existem poucos ônibus nos finais de semana, o que eu peguei não entra na cidade, era domingo e eu acordei invocada que queria ir neste lugar, peguei um ônibus que deixa na estrada, caminhei cerca de uns 15 minutos até a cidade, ao chegar lá são mais uns 5km até a praia, na ida um local me parou e ofereceu carona, pelo meu nível de cansaço com o calor, aceitei e não levou 5 minutos de carro, o cara me deixou no vilarejo da praia, esse da foto! Pense num lugar pitoresco, intocado e incrível, é ali. Natureza virgem de tudo. Fiquei em êxtase de conhecer, apesar de ter tido pouco tempo. Vilarejo de Odeceixe Pense: esta água que parece uma miragem é um rio, ou seja, existe um encontro do rio com o mar que é impressionantemente preservado, como é bom conhecer um local onde o turismo ainda não chegou, sem impacto ambiental, vazio, tranquilo. Odeceixe, na cidade de Aljezur, Algarve. Mar de Odeceixe, vilarejo em Aljezur. Mar de Odeceixe, vilarejo em Aljezur. Dica para quem vai de ônibus de Lagos a Aljezur ou qualquer outro local na região de Lagos que não tenha terminal rodoviário e desça na estrada: NÃO VÁ SÓ COM PASSAGEM DE IDA! Eu fui comprar a ida e a volta juntas, mas em Lagos o rapaz do guichê falou que não precisava. Conclusão? Na volta eu peguei um ônibus que nem era certo o horário, cada pessoa falou uma coisa, que passou na estrada, e o cara exigiu o bilhete do ônibus. Eu expliquei que tentei comprar em Lagos, mas o rapaz falou que era para comprar em Aljezur. Óbvio que eu quase chorei e implorei para o cara me levar, porque eles não vendem passagem no caminho, saca? Nossa, fiquei em pânico porque não queria ter que dormir ali, apesar de lindo vilarejo, eu já estava com minha diária do hostel em Lagos paga e no dia seguinte iria embora. O motorista resmungou, mas teve um bom coração e me deixou embarcar, disse que se algum fiscal parasse ele teria problemas, quando chegamos em Lagos ele pediu para eu ir ao guichê e me acompanhou, eu paguei a passagem lá como se fosse pegar outro dia, joguei fora e tudo certo, não se arrisque! *Lagos Praia da Luz - Lagos. Em Lagos, meu último dia foi aproveitando uma manhã livre nesta praia, que fica mais afastada do centro da cidade. Há ônibus regulares de linha que passam no local! Praia da Luz, Lagos - caminhando admirada com este mar de um azul incrível. Praia da Luz, Lagos -deste lado a praia é mais rústica. Me despedi de Lagos com as duas mochilas da viagem, uma de 10 litros e outra de 50 litros, optei por tomar um trem, comprado previamente, a estação de Lagos fica bem no centro, basta atravessar a ponte. O bacana de visitar um país pequeno é a agilidade de locomoção: de Lagos (sul) ao Porto (norte), com uma rápida passagem para embarque/desembarque em Lisboa, tive apenas 7h de viagem. Recomendo! Há ônibus que fazem o percurso, porém antecipado o trem estava consideravelmente mais barato do que o ônibus. FOTOS DE PORTO, PARQUE NACIONAL PENEDA GERES, PONTE DE LIMA, VALENÇA, VIANA NO CASTELO, BRAGA, GUIMARÃES E AVEIRO - 26/6 A 1/7 Porto WALKING TOUR EM PORTO - o tour tem saídas regulares pela manhã depois das 10h, acho muito válido fazer para ter detalhes da história da cidade. Também pude entender melhor do estilo de vida da população local, da realidade socioeconômica de quem vive com um salário mínimo etc, coisas que ir só a turismo sem esta troca não proporciona. O tour sai desta praça. Os hostel sabem bem como indicar o horário e o ponto de encontro. WALKING TOUR EM PORTO - Estação de trem central, uma das primeiras paradas do tour. WALKING TOUR EM PORTO - Parte interna da estação de trem central. Cada azulejo desses foi pintado a mão, os murais retratam a história de Portugal. WALKING TOUR EM PORTO WALKING TOUR EM PORTO - Teatro: o guia estava dizendo que a população que recebe um salário mínimo - média de 600 euros (mas tem despesas em euros também, né pessoal!) não tem renda que sobra para lazer como teatro ou viagens, portanto não são todos os moradores que conseguem usufruir de uma peça de teatro por exemplo. WALKING TOUR EM PORTO - Entrada de uma igreja que só está sendo visitada praticamente pelo pessoal do waking tour (esse pessoal na foto é de outro guia com walking tour também), ao lado direito, nesta parede branca, um antigo convento, no qual as meninas que não queriam se casar com pessoas "arranjadas" tinham opção de se instalar. O detalhe é que uma vez dentro do convento, contato ZERO com o mundo, ou seja, sequer recebiam visitas dos familiares, ali passavam, viam a família pelo lado de dentro, numa brecha na igreja, mas sem contatos de abraço, etc., até o resto da vida. Como é difícil ser mulher e não ter outra opção contra casamentos forçados a não ser fugir (o que faria uma menina a partir dos 12 anos fugida para sobreviver?), cometer suicídio ou se internar neste convento. Hoje ele é desativado e não pode ser visitado. Dentro da igreja, proibidas fotos. WALKING TOUR EM PORTO - Detalhe na pista: passa um trem que percorre a cidade bem nesses trilhos , se você não prestar atenção pode se machucar feio! WALKING TOUR EM PORTO - O dito-cujo do trem que passa bem no meio da rua! WALKING TOUR EM PORTO - A cidade foi apaixonante pra mim! WALKING TOUR EM PORTO - Visão de Gaia, do outro lado do rio, lado esquerdo. Dali saem os famosos vinhos. WALKING TOUR EM PORTO - Catedral de Porto. WALKING TOUR EM PORTO - Mirante no entorno da catedral. WALKING TOUR EM PORTO - Ruelas de Porto WALKING TOUR EM PORTO - Natas do céu doce típico. O guia leva para as ruelas onde ficam as casas de alguns moradores, ali tem o comércio de distribuição de doces de uma senhorinha e seu marido, havia outras opções, mas como este era doce típico, eu quis prová-lo! Adianto que é muito bom, mas tem alto teor de ovo! Boa parte dos doces portugueses são repletos de ovo. Eu gosto, mas fica enjoativo comer muito! WALKING TOUR EM PORTO - Esquerda para direita, as duas primeiras meninas são a dupla de amigas brasileiras, a terceira é a americana, o guia e eu! Fim do tour. Porto - Depois do walking tour, eu, uma brasileira que conheci antes do tour - local de encontro, Marilda (de calça preta na foto), mas que fez o tour em inglês e me encontrou depois para almoçar e curtir o dia, e mais uma sul coreana, alugamos uma bicicleta para explorar a cidade. Sou preguiçosa com bike quando tô sozinha, mas achei a ideia muito boa e foi divertido, fora que deu para conhecer muito mais da cidade. Tour de Bike por vários pontos da cidade do Porto! Tour de Bike pela cidade Depois de muito pedalar, devolvemos a bike e fomos percorrer a pé a cidade do Porto, Gaia fica do outro lado do rio. Olhares sobe a cidade do Porto. Do lado de Gaia, eis Porto e suas construções do lado de lá. *Parque Nacional Peneda Gerês Sobre o Parque: Tem cerca de 70.000 hectares, abrange o território de diversos locais, como Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. Saímos de Braga, local estava hospedada a Caroline, brasuca que conheci em Lisboa. Pouquíssimo frequentado por turistas, exige uma boa direção ao voltante, tem curvas bem acentuadas, mas estando vazio como estava, foi tranquilo. Nesta região do norte do país o tempo é mais frio, mesmo no verão. Não existe cobrança de entrada para visitação. . À esquerda a Caroline e eu, ao fundo a primeira cachoeira que visitamos. A primeira cachoeira. O que impressiona é a cor esmeralda da água do poço, que parece bem fundo e é alto! O parque é todo arborizado com estradas de asfalto como essa Cascata do Arado, eu diria que foi a cereja do bolo e o bolo inteiro do parque. Chovia na hora, não deu pra ficar por mais tanto tempo, mas esse lugar é magnífico. Não sei dizer se o acesso ao poço é fácil, mas só a contemplação foi indescritível. Mirante no parque nacional Saindo do Parque para voltar a Braga, este mirante incrível que achamos completamente aleatório! <3 *Ponte de Lima Cidadezinha bem ao norte do país, rolou um bate e volta saindo de Braga, alternando com outras cidades, de carro com a Caroline. Ponte de Lima é considerada a vila mais antiga de Portugal, é distrito de Viana do Castelo, tem arquitetura predominantemente medieval. *Valença Valença fica também ao norte, é distrito de Viana do Castelo, visitamos esta fortaleza, na qual também se encontram moradores, comércios, uma sede de prefeitura, algumas igrejas. A cidade fica na divisa com a Espanha (município de Tuí), separados apenas por uma ponte, dá pra cruzar a ponte a pé, não tem imigração alguma. Lado externo das muralhas! Então, se você cruzar o outro lado da ponte, ao final dela estará na Espanha, em Tuí. Rolou até piadinha com a imigração com dancinha do outro lado da fronteira kkkk Brincadeiras à parte (ou não), sambando na cara da imigração espanhola! *Viana do Castelo Uma cidade que pude conhecer muito correndo, mas achei uma gracinha, tem também lindas praias que diria que certamente devem vale a pena Dá para subir e ter um visual da cidade toda lá do alto, vale a pena! Lá no alto tem também essa catedral meio estilo Notre Dame, está em reforma, mas a arquitetura é bem impressionante! *Braga Braga apresentou um clima mais fresco e céu mais nublado, assim como Porto. Eu gosto assim! Santuário Bom Jesus do Monte. Tem ônibus no centro da cidade de hora em hora, deixa na frente de onde tem um bondinho pra subir ou as escadarias (que não são essas da foto, são bem antes), eu fui só andando e quando vi tava nas escadarias, fui e voltei por elas, são muitos lances de escada, mas deu pra ir. O local é bem bonito, não sou católica, mas gosto da arquitetura. Tem um jardim incrível também. Santuário Bom Jesus do Monte, logo que as escadarias acabam (mais ou menos, tem mais algumas escadinhas nas laterais que dá acesso à igreja, aos locais que vendem comida, ao banheiro, etc. Santuário Bom Jesus do Monte - destaque para o jardim! Santuário Bom Jesus do Monte - Braga vista do alto. *Guimarães Conhecida como a cidade dos castelos, confesso que não explorei tanto esta parte porque conheci Guimarães no mesmo dia de Braga e de transporte público, o que me fez chegar na cidade já quase no fim do dia. Ainda que os dias tenham sol até umas 21h no verão em Portugal, foi corrido, mas deu pra sentir um pouco desta cidade tão importante do país. Centro da cidade. Centro histórico *Aveiro Popularmente conhecida como a "Veneza de Portugal" por causa dos passeios de barco, principal atrativo da cidade. Eu não achei tudo isso, fiz o passeio de barco e não achei que valeu o que se paga, ele só passa pelo canal e é contada a história, é um passeio de uma hora só, estava em dúvida entre fazer ou não e acabei fazendo, mas se você tiver dúvida, é dispensável! Fábrica de cerâmica em Aveiro. Arte de rua. Eu e o famoso barco. Em Aveiro os doces típicos "Ovos moles" são mais populares, também há como comer ovos moles de recheio em algumas opções de massa tipo crepe, eu experimentei, achei muito doce e com muito ovo, mas é gostoso para comer sem exageros, senão enjoa hahaha De Aveiro eu retornei ao Porto para uma última noite, dia 1/7 e dia 2/7 eu peguei um ônibus para Lisboa, onde passei minhas últimas horas até pegar a conexão a Madrid e voar ao Brasil. Foi gratificante pra mim viver essa viagem! <3
  22. 11 pontos
    Olá Mochileiros! Segue o relato da minha trip solo pelo Uruguai, espero poder ajudar no planejamento de sua futura viagem. Vou primeiro separar em tópicos os gastos na viagem e depois faço o relato de cada dia. Passagens áreas: Rio x Montevidéu (Ida e volta) – Cia área GOL – R$ 682,27 Ônibus: Montevidéu x Punta Del Este – UYU 282 Punta Del Este x Montevidéu – UYU 298 Montevidéu x Colônia Del Sacramento – UYU 363 Colônia Del Sacramento x Montevidéu – UYU 367 Uber: 14.09 – AV. Daniel Fernández Crespo 1776, x Rodoviária Tres Cruces – UYU 92 15.09 – Rodoviária Tres Cruces x Hostel BO! – UYU 140 16.09 – Hostel BO! X Che Lagarto – UYU 130 18.09 – Mercado Del Puerto x Che Lagarto – UYU 153 19.09 – Che Lagarto x Hospital Britânico – UYU 78 19.09 – Hospital Britânico x Che Lagarto – UYU 79 19.09 – Che Lagarto x Aeroporto – UYU 611 Alimentação: 09.09 – Mc Donalds aeroporto – UYU 192,62 10.09 – La Barca (Shopping Punta) – UYU 240 11.09 – Doner (Shopping Punta) – UYU 325 12.09 – Almoço – UYU 300 – Jantar – UYU 250 13.09 – Almoço – UYU 150 14.09 – Jantar – R$ 44,00 15.09 – Jantar – UYU 503 16.09 – Restaurante – L’egregor – UYU 360 17.09 - Almoço – UYU 361 18.09 – Almoço – UYU 290 19.09 – Não comi nada nesse dia porque passei mal com gastrite. Hospedagem: Punta Del Este – Hostel El viajero – 2 Diárias – UYU 682 La Pedrera – Hostel Piedra Alta – 1 Diária – UYU 400 (Não lembro o valor exato) Cabo Polônio – Hostel Lobo – 1 Diária – UYU 500 Punta Del Este – Hostel El Viajero – 1 Diária – UYU 340 Colônia Del Sacramento – Hostel Del Rio – 1 Diária – R$ 52,50 Montevidéu – Hostel Bo! – 1 Diária – UYU 570 Montevidéu – Hostel Che Lagarto – 3 diárias – UYU 1800 (Não lembro o valor exato) Outras Despesas: Aluguel carro: US$ 110 (3 Diárias) Combustível : UYU 1840 Pedágio – UYU 85 x 2 = UYU 170 Estacionamento em Cabo Polônio – UYU 190 Câmbio: 09.09 – 16:59 –Cambio 18 – Punta – Reais 8,55 14.09 – 11:23 – Cambio Uruguay – Punta – Reais 8,20 14.09 – 12:03 – Aeromar – Punta – 8,70 15.09 – 16:07 – Varlix – Colônia – Reais 7,20 16.09 - 10:37 – Cambio Casa Central – Montevidéu – Reais 8,80 Saques: 09.09 – Aeroporto : UYU 6,47 16.09 – Av. 18 de Julio, Montevidéu – UYU 8,67 17.09 – Colonia, Montevidéu- UYU 8,81 Tarifa Banred UYU 177,60 por saque O Banco Santander me cobrou 24,20 de tarifa por saque IOF 6,38% Museus: Museu Del Mar: UYU 190 Casa Pueblo: R$ 30,00 Teatro Solis: UYU 90 Palácio Salvo: UYU 200 1º dia – 09.09 - Sábado Meu voo saiu 09:15 do RJ e Chegou às 12:25 em Montevidéu. Eu tinha feito um esboço de um roteiro, sabia mais ou menos as coisas que iria fazer, mas não estava engessado, ou seja, poderia mudá-lo, e realmente isso foi acontecendo por vários motivos que veremos mais adiante. No aeroporto liguei o wifi e comecei a pesquisa o que fazer, minha ideia era ir pro centro de Montevidéu trocar dinheiro e depois ir para a rodoviária Três Cruces e pegar o ônibus para Punta Del este. Eu já tinha reservada uma diária no Hostel El Viajero nesse sábado. Foi então que percebi que fazer isso seria contramão. Seria mais fácil ir pra Punta direto do aeroporto, pois havia no aeroporto uma cabine da COT (empresa de ônibus) que vendia passagem pra Punta. Fiz a besteira de sacar dinheiro no caixa eletrônico do aeroporto, podia ter trocado o dinheiro no cambio, podia ter pagado no cartão, menos isso, porque a cotação desse caixa eletrônico, se revelou a pior que vi em toda a viagem . Ao menos saquei apenas UYU 400. A ideia do saque no aeroporto surgiu ao ler num blog que sacar no Uruguai não é ruim, e as cotações costumam ser boas, percebi que isso vale pra lugares como no centro de Montevidéu, mas não vale para o aeroporto, fica a dica. Almocei no Mc Donald’s do aeroporto, conforme mencionei lá acima foi UYU 235 e teve desconto de UYU 42, total pago de UYU 192 no cartão. (Até o momento no cartão está R$ 22, a fatura ainda não está fechada). Esse desconto que mencionei acima, refere-se ao IVA 18,5% (Imposto de valor agregado, equivalente ao nosso ICMS). Esse desconto acontece quando se paga no cartão de crédito em restaurantes, e hotéis. Peguei o ônibus dás 14:45 e chequei por volta de 17h em Punta, fui ao câmbio e troquei o dinheiro por uma cotação aceitável de 8,55. Cheguei no Hostel El Viajero, que fica bem pertinho da rodoviária em Punta (dá pra ir andando de boa com o mochilão), tomei banho e fui dormir, estava exausta precisava descansar. 2º dia – 10.09 - Domingo Nesse dia não fiz o que tinha planejado, por que choveu, ventou, e não dava pra fazer muita coisa. Esse dia eu tinha reservado de ir a Piriápolis, tinha pesquisado que lá tem uns Cerros bonitos, mas como o tempo não ajudou, e esses passeios precisavam de tempo bom, resolvi não ir pra lá. Enfim, fica pra próxima viagem. Pra não dizer que foi um dia perdido, fui andando do hostel até o shopping de Punta, e comprei o chip da antel para ter internet no celular. A noite estive no Cassino Conrad que é bem pertinho do Hostel, dá pra ir a pé. Não joguei porque não gosto, mas foi interessante a visita. 3º dia – 11.09 – Segunda-feira Nesse dia eu fui ao monumento Los dedos, estava ventando muito, quase fui carregada, hahaha. Em seguida aluguel o carro (melhor coisa que fiz), e fui ao farol de Punta, após fui a Casa Pueblo, e por fim ao Museu Del Mar. Casa pueblo é bem legal, vale a pena ir, tanto pelo visita ao Museu quanto pela vista. Museu Del Mar pode passar batido, parece um deposito de coisas velhas, rs, pra mim só valeu a ida pelos esqueletos de baleia que nunca tinha visto. No hostel El Viajero conheci o Philipe. Como nós dois queríamos ir a Cabo Polônio, e eu disse que iria alugar um carro, ele se interessou em me fazer cia e assim poderíamos dividir as despesas. Cheguei depois das 16h no hostel e não tinha nenhum restaurante aberto pra comer, tive que ir novamente ao shopping de Punta almoçar. Essa é a parte chata de baixa temporada, Punta fica abandonada. Voltei ao hostel busquei o Philipe e fomos rumo a La Pedrera, cidade próxima a La Paloma, onde eu tinha 2 reservas. Chegamos no Hostel Piedra Alta já era tarde acredito que umas 19:20, depois que guardamos nossas coisas, fomos direto ao mercado que fechava as 20h. Numa cidade com 225 habitantes, em baixa temporada, há de se esperar que não tenha muitas opções de mercado e restaurantes, hahaha. Jantamos uma massa pronta de ravioli, acompanhado de um um vinho tinto uruguaio. O hostel cheirava Cannabis e tinha uma plantinha, que acredito que seja, mas como não sou conhecedora do assunto, não sei, rs. Ainda assim adorei o lugar, bem roots, mas bastante acolhedor. Eu tinha duas reservas nesse hostel, mas quando disse que estava querendo dormir em Cabo Polônio a recepcionista me devolveu o valor da segunda diária que eu já tinha pago. Isso não é comum, fiquei encantada com a cordialidade. 4º dia – 12.09 – Terça-feira Demos uma caminhada na praia de La Pedrera, onde tem um barco naufragado. Philipe entrou na água, mas eu nem cogitei essa hipótese, hahaha. Em seguida fomos para La Paloma, lá fomos até o farol, e depois almoçamos. Por fim fomos a Cabo Polônio, deixamos o carro estacionado e pegamos o ônibus (leia-se pau de arara) das 13:30. Ficamos hospedados no Lobo Hostel Bar. Local bem agradável, não há energia elétrica, mas tem água quente no chuveiro pois é a gás. Também é possível carregar o celular. Ahhh o que falar de Cabo Polônio... lindo, lindo e roots, rs. Amei aquele lugar, amei os lobos marinhos, amei o farol, a praia, o hostel, a vibe, enfim amei tudo, hehehe. 5º dia – 13.09 – Quarta-feira Pegamos o pau de arara pela manhã. Chegando no estacionamento, pegamos o carro, e fomos a Punta Del Diablo. O tempo não estava muito bom, tiramos umas fotos e seguimos a Rocha. Em Rocha almoçamos um chivito imenso, rs, em seguida fomos para a Bodega Garzon. No caminho passamos em Jose Ignacio, mais uma cidade com farol. Pernoitamos em Punta no Hostel El Viajero. 6º dia – 14.09 – Quinta-feira Entregamos o carro na locadora, em seguida pegamos o ônibus para Montevidéu. Ao chegarmos em Montevidéu, decidimos ir logo para Colonia Del Sacramento, onde chegamos somente a noite. Esse dia foi apenas de translado. 7º dia – 15.09 – Sexta-feira Colônia del Sacramento foi inicialmente uma colônia Portuguesa. Espanhóis e Portugueses revezaram diversas vezes a posse da cidade. Diante disso é possível ver a arquitetura desses dois países caminhando pelas ruas de Colônia. Uma manhã inteira, andamos por toda a cidade, ela é bem pequena. A tarde pegamos um ônibus de volta a Montevidéu e pernoitamos no Hostel BO. Esse hostel é super underground e fica pertinho da Ciudad Vieja. 8º dia – 16.09 – Sábado Demos uma volta na Ciudad Vieja pela manhã e almoçamos por lá. A tarde Philipe foi pro aeroporto, eu ainda dei uma volta na Plaza da Independência e fiz uma visita guiada ao Teatro Solis. A noite fui pro Che Lagarto, tinha reservado três diárias. Chegando no Che lagarto encontrei com a Stefani, a conheci no El Viajero na quarta-feira e marcamos de ir juntas a Feira Tristán Narvaja no domingo. 9º dia – 17.09 – Domingo Tomamos café e fomos a feira Tristán. A feira é uma loucura, tem fruta ao lado das roupas, é tudo junto e misturado, mas é sensacional. Tem uma parte de livros também, como nós duas gostamos bastante de livros ficamos loucas, hehehe. Após a feira fomos ao estádio centenário, chegamos lá por volta de 13h mas não conseguimos entrar, pois era dia de jogo, e que jogo, o clássico Peñarol e Nacional. Voltamos a Av. 18 de Julio e fomos andando até a Rambla. Fomos até um local onde havia várias pessoas pescando e assistimos ao por do sol. Nesse dia andamos 16 km, hahaha. 10º dia – 18.09 – Segunda-Feira A Stefani foi embora pela manhã. Duas brasileiras que estavam no quarto comigo me disseram que tinha uma loja na Av. 18 de Julio com roupas de frio em liquidação. Eu que amo uma liquidação e roupas de frio, não resisti e fui lá fazer umas comprinhas. E realmente estava barato comprei três casacos pesados mais uma blusa de lã por UYU 1899. Fui andando até a Ciudad Vieja. Fiz a visita guiada ao Palacio Salvo, e depois fui ao Mercado Del Puerto comprar uns souvenirs. 11º dia – 19.09 – Terça-Feira De madrugada passei bastante mal de gastrite , resolvi usar meu seguro viagem, e fui encaminhada para o hospital Britânico que fica a 1km do Che Lagarto. Fui muito bem atendida tanto pela médica quanto pelo enfermeiro que era gaúcho inclusive. Meu vôo foi às 16:55. Fui bem cedo para o aeroporto para fazer umas comprinhas no free shop, hehehe. Assim terminou minha trip no Uruguai. Voltei apaixonada por esse país e pelos Uruguaios que foram muito receptivos. Espero um dia poder voltar.
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    Aquele post que vc respeita, eu busquei minha experiência, faz 10 meses que viajo pelo Brasil sem nada de dinheiro, nem para um pastel.... E agora estou indo para Argentina.
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    Comprei as passagens em setembro/2017 e paguei R$2000,00 em SP-BUE; BUE-FTE; FTE-BUE-SP. Levei R$5000 para todos os gastos em 15 dias e voltei com R$800. DIA 01/01/2018 Saí de São Paulo bem cedo, num vôo da Copa muito tranquilo, mas sem nenhum entretenimento a bordo e com um bolo de laranja e uma barrinha de cereal como lanche. Não há suco disponível, apenas chá, café, água ou refrigerante. Chegando no Aeroparque em Buenos Aires, bem próximo ao desembarque internacional, esperei séculos na fila do Banco de La Nacion Argentina para trocar dinheiro. Nesse dia, a cotação era de R$1 = 5,7ARS. Troquei R$1000 achando que a cotação estava ótima, comprei o cartão SUBE por 25ARS, carreguei + 125ARS num quioste do open25hours (tem vários no aeroporto). No lado oposto do aeroporto, não lembro se desembarque ou embarque nacional, peguei o Arbus (arbus.com.ar) sentido centro. Custou 75ARS e foi pago com o cartão SUBE. Em menos de 25min o motorista avisou a parada do Obelisco e ali eu desci na avenida Corrientes e fui andando até o hostel. 06 Central Hostel (1375ARS por 6 noites) Hostel muito bem localizado, tem funcionários brasileiros e quartos e espaço de convivência amplos. Peca no wifi instável e no café da manhã super pobre. Recomendo pela localização que é excelente! Deixei tudo lá depois do check-in e saí sem rumo sentido Obelisco procurando um lugar para comer. Na Avenida Corrientes, 965 encontrei uma pizzaria que vendia combos de empanadas e comendo no balcão era mais barato. Paguei 75ARS em 2 empanadas + copo de refrigerante e ali perto comprei uma garrafa de 1,5L num quiosque open25h e paguei 45ARS. Vale a dica que a água da torneira é potável, só TEM sabor (no Chile é pior), o que é de se estranhar para nós. Decidi que faria diferente nessa viagem e fui andando perdida pela cidade sem nenhum destino. Passei pelo centro, Florida, Casa Rosada, Manzana de Las Luces, seguindo para San Telmo (e passando por uns lugares meio estranhos, mas felizmente policiados) e fui parar em Puerto Madero, que estava bem suja por conta da virada do ano. Decidi voltar para o hostel e dormir cedo porque tinha acordado de madrugada para o vôo. Gastos do dia: 25 pesos cartão sube 125 recarga (sendo 75 do arbus) 1375 hostel 06 central 75 empanadas + coca (corrientes 965) 45 pesos água 1,5L (open25h) Avenida 9 de Julio e entradinha da Corrientes ↑ Avenida 9 de julio ↑ Museu Fragatta Sarmiento em Puerto Madero ↑ Casa Rosada ↑ Dia 02/01/2018 Às 10h30, em frente ao Teatro Colón, saem grupos de Free Walking Tour para a Recoleta (http://www.buenosairesfreewalks.com/). Os guias ficam de camiseta laranja, não tem como errar. Começaram separando os grupos em espanhol e inglês e como tinha muita gente, foram 2 grupos só de inglês com umas 40 pessoas em cada. As paradas não são muitas, mas os guias explicam muito sobre a história da cidade, dos prédios e a cultura e o tour acabou sendo bem leve e menos cansativo do que eu imaginava só que mais longo também, finalizando no no cemitério da Recoleta (o meu acabou às 14:30, mas o previsto era 14h). A programação "Aline" era voltar para o centro e ir no City Center Tour da mesma empresa que começa às 15h. Como a caminhada de volta seria bem longa e eu estava com fome, desisti e fui andando sentido hostel. Descansei um pouco à tarde e à noite jantei no restaurante La Cabrera, indicação do taxista, porque o restaurante bem avaliado e escolhido antes estava fechado. Gastos do dia: 7ars 1maçã XXars tips free tour 139ars combo Mc Donalds 1300ars jantar para 2 no La cabrera Teatro Colon ↑ Dia 03/01/2018 Como o city tour do Centro no dia anterior não deu certo, decidi tentar com uma empresa diferente que tinha saída às 11h do Congresso Nacional (http://www.bafreetour.com/) com grupos apenas em inglês (antes passei na calle Lavalle que tem várias lojinhas de souvenirs). Foi um grupo menor com menos de 10 pessoas se não me engano, mas também muito leve. A guia era muito simpática, explicava super bem e de fato, deu dicas sobre a cidade e os portenhos. Depois do almoço que já era lanche da tarde (no mesmo restaurante do dia anterior - El Rey - Corrientes 965), fui para Puerto Madero novamente. Me apaixonei por esse contraste de novo e antigo da cidade e achei lindo o Parque de las Mujeres Argentinas. Gastos do dia: 199ars globo de neve (lavalle 969) 100ars por 2 bandeiras/patches para o mochilão 45ars sorvete XXars ba free tour 40ars água 500ml 60ars 2 pedaços pizza + refri (el rey) Congresso Nacional ↑ Obelisco ↑ Parque de las Mujeres em Puerto Madero ↑ Dia 04/01 O dia começou na caminhada até a livraria El Ateneo Gran Splendid e que coisa maravilhosa são livros dentro de um teatro! Fiquei apaixonada, nem um pouco envergonhada de tirar mil fotos e fazer vídeos porque tinham muitos turistas lá também. De lá, segui para a faculdade de direito de Buenos Aires, passei pela Floralis Generica e acabei no Museo Nacional de Bellas Artes (gratuito). Gastei umas 2horas andando ali dentro e quando bateu a fome, fui até o SanJuanino (Posadas 1515) almoçar (lanche da tarde já). Pedi uma empanada que estava deliciosa e depois uma massa, mas vi muitas pessoas que pediram apenas as empanadas, sem prato principal. À noite era dia de tango e decidi escolher um menos turístico, mais simples e optei pelo Centro Cultural Borges que fica dentro das Galerías Pacífico. Começou as 20h, com duração de 1h10, misturando o tango de 4 casais, performance de músicos e um cantor - tudo ao vivíssimo. Superou minhas expectativas! De volta ao centro (porque a Galería e a praça de alimentação fecham as 21h), jantamos no restaurante com melhor custo-benefício da viagem e porque quando eu gosto, gosto de verdade, repito muito mesmo e conto e levo todo mundo que encontro. Gastos do dia: 250ars almoço empanada + massa + Pepsi 430ars tango CC Borges 40ars pão de queijo Starbucks 147ars jantar pizza no El Rei El Ateneo ↑ Faculdade de direito de Buenos Aires ↑ Floralis Generica ↑ San Juanino Empanadas ↑ Dia 05/01 Planejamento de parques, dia incrível, ansiedade a mil e... chuva! Triste, mas estamos sujeitos a isso em qualquer viagem. O roteiro que eu deveria ter feito era esse, mas nada deu certo e junto com mais 2 brasileiros, fomos ao Malba (atente-se ao horário de abertura, porque, como nós, muitos turistas tiveram a mesma ideia e deram de cara com as portas ainda fechadas). Sobre o Museu: prefiro o Bellas Artes, mas tem quem ache incrível, então melhor ver com os próprios olhos. Saímos dali e fomos até o Il Quotidiano (Uber), restaurante de massas super aconchegante, com pratos muiiiito bons. De lá, pegamos o metrô para tentar a visita guiada do Congresso Nacional e chegando lá fomos informados que as visitas estavam suspensas até fevereiro por conta das férias. Não fez sentido algum porque a cidade estava cheia de turistas, mas enfim, eram férias dos portenhos também. Paciência, mais um negócio do roteiro que não deu para fazer. Fomos até a Calle Lavalle comprar o restante das minhas lembrancinhas e lá descobri a Bomboneria Royal Lavalle (número 951) com preços bem camaradas para alfajor (me empolguei um pouco). Das marcas que experimentei, os que mais gostei foram: Milka sabor Mousse; Negro (chocolate ao leite com recheio de doce de leite e coberto com castanhas); Jorgito da embalagem azul (chocolate branco por fora e recheio de doce de leite). À tarde/noite fomos na Florida e nas Galerías Pacífico novamente. Gastos do dia: 25ars uber 120ars Malba 18ars uber 209ars Il quotidiano 282ars alfajor 120ars 2 imãs geladeira 180ars 2 chaveiros mafalda 150ars 2 chaveiros 50ars lanche avulso mc donalds Brazucas no restaurante Il Quotidiano ↑ Dia 06/01 Impressões sobre Buenos Aires: maior do que eu pensava, mais limpa, mais bonita. A impressão que tive é de que tudo é muito grande - ruas, praças, parques e numa arquitetura linda de estilo europeu (minha sogra por ex não curtiu e achou tudo com cara de velho), com muito mais para ver do que eu tinha planejado. Fiquei 5 dias quase completos e me arrependo de não ter colocado mais 2 para ver tudo com mais calma ainda, voltar aos locais que não consegui por causa da chuva e fazer as visitas guiadas nos prédios que tinha programado. Não tive muito contato com os portenhos, mas o pouco que vi, mostraram-se bem educados, sempre simpáticos e ainda mais ao saber que eu era brasileira. Apesar de não ser o estilo de viagem que eu curto, gostei e voltaria com certeza! Esse dia foi praticamente perdido indo para El Chaltén. Saí do aeroparque às 12:50 e chegando no aeroporto de El Calafate, comprei o transfer Aeroporto FTE-Chalten e Chalten-Centro de Calafate com a empresa Las Lengas, que solicita a data de retorno, o hostel da saída e pede para confirmar um dia antes na rodoviária de El Chaltén sua partida. O transporte demorou aproximadamente 3h, com uma parada na La Leona, um hotel/restaurante/banheiro e mais duas paradas em miradores para o Fitz Roy. Cheguei já noite, deixei tudo no hostel e saí para jantar e tirar fotos no mochilão símbolo da cidadezinha. O mais impressionante foi jantar no Patagonicus com vista para as montanhas vendo o pôr-do-sol e as cores do céu depois das 22h. Incrível como os dias são longos! Gastos do dia: 110ars Uber para o Aeroparque 220ars Almoço no Hard Rock aeroparque 1300 Transfer FTE-Chalten e Chalten-calafate (las lengas) 2250ars Hostel La Luna Country 35ars kiwi e pêssego 40ars pão 120 Pizza no Patagonicus Chegando em El Chalten ↑ Parador La leona ↑ Uma das paradas que o motorista faz no caminho ↑ Mochila símbolo de El Chaltén ↑ Dia 07/01 Usei o aplicativo Windguru para a previsão do tempo porque é o mais recomendado para esse clima de montanha e o que mais acerta, pelo que eu ouvi dizer, fora que lá todo mundo usa esse. Havia previsão de chuva depois de meio-dia, então decidi acordar cedo e fazer a trilha para Laguna Torre porque tinha lido que eram só 14km e o sendero sai bem pertinho do hostel em que fiquei. Saí às 7h15 e em 2:30 cheguei na Laguna. A trilha não tem uma dificuldade alta e depois do km 5, vira praticamente uma reta só. Nos km 2, 7 e 8 você encontra pontos onde pode encher a garrafinha e no percurso vi 3 banheiros (recomendo fortemente que você fique apertado e não use, porque o cheiro é TENSO!). Chegando na Laguna (9km) e seguindo para o lado direito dela, a trilha continua por mais 3km (gastei 1h) até o Mirador Maestri, quando você chega bem mais perto do Glaciar. Essa continuação tem chão de pedrinhas soltas, uma desgraça que dificulta o percurso, mas a recompensa vale o esforço. Poucos viajantes continuam subindo até lá (encontrei apenas 2 voltando enquanto eu subia) e recomendo que você apenas faça isso se não houver ventos, porque é alto, em vários pontos estreito e fácil de escorregar. Qualquer ventinho que te desequilibre pode causar um acidente. Pausa para fotos, para contemplar aquela vista maravilhosa - SÓ PARA MIM, tempo fechando no Cerro Torre e decidi voltar. Enquanto voltava, o tempo fechou mesmo e começou a garoar um pouquinho. Essas mudanças são muito frequentes, então é importante ter um saquinho para proteger câmera, celular, passaporte e coisas de valor e um casaco de prefência impermeável. De volta ao hostel, depois de tomar banho e descansar um pouco, fui atrás de um mercado (achei 2 na cidadezinha), jantar e dormir. Gastos do dia: 55ars Frutas 84ars 3 iogurtes 270ars Jantar no La Estepa (+30ars gorjeta) Cerro Torre ao fundo ↑ Mirador para o Cerro Torre ↑ Laguna Torre ↑ Caminho para o Mirador Maestri: pirambeira de um lado e de outro também ↑ Vista do Mirador Maestri ↑ Dia 08/01 Previsão de chuva e ventos muito fortes, deixei de lado do plano de ir para Laguna de Los 3 e fui numa trilha mais de boas, sendo que cada trecho tem 3.5km. Saí umas 9h para o Chorrilo del Salto e tirando o vento forte que peguei na estrada aberta e dificultou muito a caminhada, a trilha é bem tranquila. Cachoeira linda só para olhar, com água congelante e queda muito forte para banhos. Depois do almoço, fui para outra trilha fácil que era Mirador de Los Condores (1km) e Las Aguilas (2km), que tem saída próxima da rodoviária. Começando pelo Mirador de Los Condores, a trilha é uma subida não muito íngreme que dá uma vista muito bonita para o cordão de Adela. Como ventava muito, acabei não continuando para Las Águilas mas me disseram que a vista de lá é ainda mais bonita, com alcance até o Lago Viedma. Gastos do dia: 300ars Almoço La Tapera Jantar no hostel (sobra do dia anterior) Caminhando contra o vento ↑ Chorrillo del Salto ↑ Vista de El Chaltén do Mirador de Los condores ↑ Dia 09/01 Com tempo favorável, reservei no dia anterior no próprio hostel o transfer para Hosteria Pilar, que me buscou às 8h e foi passando em outros hoteis pegando turistas. O percurso leva uns 30min, com uma parada num mirador para o Fitz Roy. Esse trajeto tem uma subida menos puxada que a trilha que sai direto da cidade e te possibilita ir e voltar por caminhos diferentes, com visões diferentes, com 10km em cada trecho. O caminho de ida é por bosques dentro da floresta que dão a sensação de filme, um cenário surreal, meio mágico, com pequenas subidas e descidas e o Fitz Roy te acompanhando do lado direito em boa parte do caminho. O brinde desse trajeto fica por conta do Glaciar Piedras Brancas - lindão lá no meio do nada. Depois ou um pouco antes do acampamento Poincenot, não me lembro bem, me deparei com umas 3 pequenas trilhas no caminho. Não reparei que uma delas tinha troncos pequenos colocados em cima e segui um pouco até perceber que tava estranho pois não havia ninguém na minha frente e nem atrás, então não pensei duas vezes e voltei. Não sei para onde elas iam, mas entravam mais na floresta, quando a trilha certa nesse ponto passava por um descampado. Minha dica então: sempre vá pela trilha mais batida e se encontrar pequenos troncos cruzados em alguma, essa não é a correta. Se estiver na dúvida, espere que algum turista vai chegar e você pode ir junto. O desespero começa mesmo no km 9 (levei umas 2h30 para chegar nesse ponto), quando você se depara com uma placa dizendo que falta 1km, com trilha de alta dificuldade desnível de 400m. Coma um alfajor, um gel de carboidrato ou qualquer coisa que dê energia e se tiver bastões de caminhada, não pense 2x e use muito! A subida é desgraçada, você começa achando que tá indo bem, aí os degraus de pedra começam a ficar cada vez maiores e mais molhados, você olha para cima achando que já andou bastante e vê umas formiguinhas se mexendo lá longe no alto. Nessa hora confesso que bateu o desespero, diminuí o ritmo, parei algumas vezes para respirar e apreciar a vista e uns 40min depois, cheguei na Laguna de los 3. Sério, nem todas as fotos da internet que eu tinha visto retratam o que é esse lugar! Pena que o Futz Roy tava meio tímido e encoberto durante todo o tempo que estive lá (e durante a trilha ele tava lindão todo se mostrando). Sentei, comi, quase chorei, continuei para o lado esquerdo e me deparei com a Laguna Sucia, do mesmo lindo tom de azul da sua vizinha maior. A volta foi punk, porque meus joelhos já podres (tenho condromalácia nos 2), resolveram que não era suficiente o problema que eu já tinha e me deram um novo no ligamento colateral lateral. Comecei a descida bem devagar, tentando não forçar muito (ilusão) e no final da descida (quase 1h depois, ou seja, mais tempo descendo que subindo esse trajeto), eu mal conseguia dobrar a perna esquerda. Continuei num ritmo tranquilo e dando graças a Deus que tudo virou uma reta quase infinita, passando por lugares lindíssimos. Depois de um determinado tempo você se depara com uma bifurcação que te dá a opção de contornar a Laguna Capri ou ir direto para Chaltén. Acredito que a distância seja a mesma, então vale a pena ir pela Laguna e ver uma paisagem linda e diferente. Nos últimos 3km mais ou menos, a reta dá lugar à descida (para o meu desespero e dor no joelho), mas nada muito íngreme. No último quilômetro temos o Mirador Rio de Las Vueltas com um visual lindíssimo que vale a parada. No final da trilha você chega no "finalzinho" do vilarejo, próximo a uma das ruas principais. Mortos de fome como estávamos (eu e mais um brasileiro), paramos no famoso restaurante Rancho Grande, com pratos bem servidos, wi-fi bom e preços bem razoáveis. Chegando no hostel, notei que meu joelho esquerdo estava muito inchado, então comecei a colocar gelo e tomar antiinflamatório torcendo para que não fosse nada sério. Gastos do dia: 150ars transfer hosteria el pilar 280ars almojanta no Rancho Grande No comecinho da trilha, perto da Hosteria Pilar ↑ Glaciar Piedras Brancas ↑ Laguna Capri vista de uma parte da trilha ↑ Finalzinho da trilha para Laguna de los 3 (quando vc acha que a subida acabou, percebe que ainda falta mais um tanto) ↑ Linda Laguna de los 3 e o Fitz Roy escondido ↑ Laguna Sucia ↑ Panorâmica da Laguna Sucia e de Los 3 ↑ Trilha de volta para EL Chalten ↑ Vista do Fitz Roy na trilha de volta (lembre de olhar para trás de vez em quando!) ↑ Laguna Capri ↑ Mirador Rio de las Vueltas ↑ Dia 10/01 O planejamento era fazer a trilha Lloma del Pliegue Tumbado, uma das mais bonitas segundo li e com aproximadamente 20km de percurso. Entretanto, nem tudo sai como planejado e ao acordar, meu joelho ainda doía muito, então decidi ficar de molho no hostel só tomando remédio e colocando gelo, já pensando em me poupar para o Big Ice que tinha reservado para fazer em Calafate. Saí apenas para almoçar, comprar frutas e alfajor. Gastos do dia: 140ars almoço (pizza) no Patagonicus 100ars 4 alfajor Milka 40ars Kiwi, banana e maçã Dia 11/01 Dia de terminar de arrumar o mochilão, fazer checkout e partir para El Calafate com o transfer que eu já tinha reservado quando cheguei no aeroporto na vinda. Logo de cara, percebe-se que El Calafate é uma cidade maior, mais bem estruturada para o turismo e com mais opções. Fiz checkin no Hostel Bla Guesthouse (recomendo pela qualidade do serviço, wifi e café-da-manhã muito bons, mas possuem poucos banheiros para a quantidade de quartos disponíveis) e fui para a avenida principal pagar pela reserva do Big Ice com a Hielo y Aventura (se você não possuir cartão de crédito ou não quiser pagar IOF, manda email para eles para reservar e pagar até 1 dia antes da data escolhida) e procurar as demais excursões que eu faria. Com o joelho ainda doendo muito e o esforço físico requerido para o Big Ice, achei melhor mudar a reserva e acabei pagando para o Mini Trekking. A única pergunta que fizeram foi porque da mudança e quando respondi, perguntaram se eu achava que estava bem o suficiente para o Mini. Na Chaltén Travel, na avenida principal, fechei o passeio Full Day para Torres del Paine e quase em frente, na própria agência da Estância Cristina, fechei o pacote Discovery. Jantei uma omelete gigante no Pietro's e depois tomei o famoso e delicioso sorvete de calafate (frutinha típica da Patagônia que parece uma blueberry) no Helados Tito. Sério, não vá embora sem experimentar o sorvete, porque a geleia não é tão boa quanto! Passei no Green Market, ao lado do Pietro's e comprei uma empanada para levar na excursão do dia seguinte. Eles tem sucos, empanadas, lanches naturais e várias opções de compra para levar aos passeios. Gastos do dia: 1412ars Hostel Bla Guesthouse 3300ars Mini trekking com Hielo y Aventura 2700ars Full day Torres del Paine com Chalten Travel 4280ars Estância Cristina Discovery 4x4 + 500ars pela entrada do Parque Nacional (cobram junto porque no local não há fiscais que recolham o dinheiro) 125ars Almojanta de omelete no Pietro's 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete de calafate no Helados Tito Hostel Bla Guesthouse ↑ Dia 12/01 Dia de mini trekking no Perito Moreno! Se não me engano, eles pegam no hostel às 9h. Quase 1h de estrada até a entrada do parque nacional, onde todos os veículos param e o fiscal cobra a entrada de todos presentes no ônibus. Eu tinha lido muito que residentes do Mercosul pagam mais barato que demais estrangeiros, entretanto, isso não é mais válido e apenas argentinos tem desconto no valor. Quase 30min depois andando pelo parque vemos a imensidão de gelo que é o Perito Moreno em algumas curvas que o ônibus faz (para essa visão, sente do lado esquerdo do veículo). Quando chegamos às passarelas, uma guia nos explica o percurso e por quais deveríamos andar e ter melhor visão dos descolamentos de gelo e quais eram melhores para o tempo que tínhamos disponível. O tempo estava horrível, uma chuva grossa, muita gente abrigada na plataforma principal que tem uma pequena cobertura... mas como o clima na Patagônia é bem variável, pouco depois depois já tinha parado e um leve sol surgiu (que também não durou muito tempo). No período em que estava andando por lá e observando, vi um descolamento gigante (mas não estava com a câmera fácil para gravar) e muitos outros pequenos. Esse é o motivo porque tantos turistas esperam nas passarelas, mas é um pouco triste saber o porquê de tais rupturas acontecerem. Uma hora e meia depois, voltamos ao ônibus para ir até o porto de onde sai o barco que nos leva até a base para os trekkings. A navegação leva uns 15min e chegando lá, você encontra um abrigo com banheiros onde pode deixar seus pertences para levar apenas o essencial. Uma caminhada rápida de 5min nos leva às cabanas onde são colocados os grampones e separados os grupos por idioma (inglês ou espanhol). Daí começa o mini trekking de verdade: próximo às cabanas, já subimos no gelo onde a guia nos explica como andar, subir e descer e todas as demais recomendações. Nos informes da Hielo y Aventura, é explicado que o tempo caminhando no gelo é de 1h30, entretanto, nosso grupo ficou quase 2h, o que eu achei suficiente e nem um pouco arrependida de ter mudado do Big Ice, visto que dá trabalho caminhar com os grampones e requer um esforço dos joelhos (talvez você não sinta se não estiver com o joelho machucado, como eu estava). Durante todo o caminho, são 2 guias que dão suporte, se oferecem para tirar fotos, falam sobre os glaciares e o Perito Moreno e ao final, chegamos no famoso whisky com gelo diretamente do glaciar. Eu passei a bebida (não gosto), mas peguei uma trufa de chocolate regional que eles deram como surpresa. Um bônus: naquele mesmo dia mais cedo, uma caverna de gelo se abriu bem perto das cabanas dos grampones e nossa guia nos levou para ver. Que negócio incrível! Achei bem legal da parte dela porque já tinha passado do nosso horário e outros grupinhos do mini trekking não viram o que o meu viu. Considerações sobre o mini trekking: posso dizer apenas sobre aquilo que vivi, então aqui vai: achei o mini trekking excelente! Não fiquei com vontade de fazer o Big Ice e pelo que eu entendi e um colega brasileiro que fez me contou, a grande diferença entre os dois (além do preço, claro), é o tempo caminhando no gelo e as cavernas de gelo que se pode visitar no Big Ice. Como eu dei sorte e vi uma caverna de gelo no mini trekking, fiquei super satisfeita. Além disso, toda a estrutura e o respeito que os profissionais tem com o lugar fazem com que o preço tenha valido cada centava pago. Mais 15min de navegação de volta, quase 1h30 de ônibus e cheguei no hostel por volta das 19h. Jantei no restaurante San Pedro na avenida principal e não anotei quanto paguei, mas comi uma pizza (para variar). Comprei umas empanadas para deixar no hostel umas bolachas para levar para Torres del Paine no dia seguinte. Gastos do dia: 500ars Entrada no Parque Nacional 70ars Empanadas no Green Market 85ars Bolachas num quiosque Vista do ônibus ↑ Nas passarelas, setor azul se não me engano ↑ Observe o tamanho das pessoinhas lá embaixo perto da geleira ↑ Outro grupo lá embaixo começando o mini trekking ↑ Com os grampones nos pés (use calçado impermeável!) ↑ Toda felizinha passando frio ↑ Caverna de gelo ↑ Esperando o barco chegar para ir embora ↑ Dia 13/01 Às 5h30 da manhã a empresa Always Glaciar me pegou no hostel depois de um pequeno susto - meu nome não constava na lista e aparentemente não tinha mais lugar disponível. Os locais de parada podem ser vistos no site da Chalten Travel (http://www.chaltentravel.com/main.php) e mesmo sabendo que seria extremamente cansativo por conta do tempo dispendido no ônibus eu quis arriscar e minha opinião: não vale a pena! hahahaha As paisagens são incríveis mas o parque é imenso e de fato vale a pena perder muito mais que 1 dia por lá. Fiquei com vontade de ver mais e não recomendaria a excursão porque além dos fatores já citados, tem o clima também. Pegamos um vento absurdamente forte, não conseguimos fazer a trilha de 1h até o Mirador para os Cuernos del Paine e tivemos que voltar. Não recomendo essa empresa pois o guia que estava conosco simplesmente saiu andando sem olhar para trás enquanto todos os outros estavam sentados sem conseguir andar por causa do vento e um jovem senhor americano caiu e cortou o rosto nessa empreitada. Quando chegamos na van, o guia soltou um: "eu avisei" e foi isso! Achei muito desrespeito, sério! O almoço é o ponto alto da excursão (já incluso no preço): num restaurante lindo ao lado de um lago lindo com vista para os Cuernos, com entrada (filé de peixe empanado), prato principal (uma carne que não reconheci e purê de batata) e sobremesa (pudim de leite), além de vinho ou refrigerantes. Cheguei em Chaltén em torno de 21h (o retorno deveria ser às 23h se tivéssemos feito a pequena trilha até o mirador) e fui jantar no Pietro's novamente (porque tinha wifi, era próximo do hostel, preço bem ok e eu gostei da comida). Gastos do dia: 200ars Pizza no Pietro's Cerro Castillo ↑ Vista ainda de fora do parque ↑ Vicuñas ↑ Lago impossível de escrever o nome e Cuernos del Paine ↑ Cachoeira Salto Grande Pequena demonstração do vento patagônico (fiquei com medo de perder o celular e saiu isso aí) ↑ Dia 14/01 Não sei o que dizer sobre a Estância Cristina além de "VÁ!", SIMPLESMENTE VÁ! Uma das coisas mais incríveis que meus olhos viram até hoje foi esse lugar. Existem 3 tours diferentes e eu escolhi o 4x4 porque um era mais barato mas não via tudo e outro era mais caro e tinha um trekking de 14km, então meus joelhos decidiram por mim e escolhi o conforto do carro. O tour começa te buscando no hostel às 7h e você leva mais ou menos 1h (não lembro com certeza) para chegar no porto Punta Bandera, onde pega uma linda embarcação e navega por quase 3h pelo Lago Argentino, com muitas pausas para foto e icebergs pelo caminho. Depois de tanto tempo, parabéns! você praticamente chegou no fim do mundo (ou foi assim que me senti). A estância foi criada em 1914 pela família Masters, que veio da Inglaterra quando ouviu falar sobre um lugar inóspito onde praticamente davam terras de graça a quem se interessasse. Hoje, tudo que era da família faz parte do Parque Nacional Los Glaciares, visto que não sobraram herdeiros. O tour começou num pequeno museu onde o guia explica sobre a história da família e você pode ver itens originais usando tanto na casa principal como itens que eles utilizavam na criação das ovelhas e para retirada da lã. De lá, um pequeno passeio em torno da propriedade principal, mostrando detalhes da flora e construções da família. Depois tivemos 1h para o almoço (custa 800ars se você reservar no barco e acredito que 500ars se você comprar junto com a excursão), mas não se apavore: muita gente não compra o almoço (como eu que levei minhas empanadas e alfajor) e pode comer junto com todo o restante no restaurante, sem problemas. Pelo que eu lembro, era oferecido uma entrada, um prato principal e sobremesa, além de água diretamente do glaciar da propriedade (bebidas são cobradas a parte). A melhor parte então: o 4x4! São dois carros que fazem um percurso de mais ou menos 40min só ida e o guia vai explicando muito sobre a história, sobre a fauna e a flora. Quando você acha que viu tudo, chega-se no Mirador do Glaciar Upsala e meu Deus, quase chorei de tão bonito! Ele delimitava a parte norte da propriedade dos Masters e eu só conseguia pensar em como eles conseguiam fazer tudo que faziam há 100 anos atrás, sem a tecnologia que temos hoje e num lugar de clima tão difícil. Uns 40min depois de ficar só apreciando (dica: prendam os cabelos o máximo que puderem, porque o ventinho patagônico não dá trégua e tudo vira um bolo infinito de nós), voltamos no 4x4 e pegamos o barco de volta para Punta Bandera, que não faz paradas para foto e portanto leva umas 2h, além do ônibus do porto até Chaltén, chegando por volta das 18h, quando fui bater perna no centrinho, comprar as geleias que eu queria e tals. Não jantei, só comi uma empanada e tomei um sorvetinho para me despedir. Consideração sobre o passeio: vale cada mísero centavo. Desde a organização, até a distância percorrida, você vê que tudo é extremamente bem cuidado, bem feito e sente que vale tudo que pagou. Recomendo mil vezes e voltaria com certeza! PS: eles tem um hotel e pelo que pesquisei, as diárias custam em torno de 500 dólares (sonho meu!) Gastos do dia: 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete no Helados Tito 160ars Por 2 geleias de calafate 96ars Por 3 alfajor Iceberg no Lago Argentino ↑ Iceberg diferentão no caminho (não lembro da explicação sobre a cor dele) ↑ Parte das hospedagens da Estância Cristina ↑ Pequena capelinha ↑ Moinho construído pela família Masters e rio de degelo dos glaciares ↑ Chegando no Mirador Upsala ↑ Glaciar Upsala (todo esse lago foi glaciar ainda em meados de 1950) ↑ Completamente apaixonada por esse lugar! ↑ Dia 15/01 Arrumei minhas malas e às 11h o transfer que reservei pelo próprio hostel passou para me pegar. Como fui a única passageira, o trajeto levou só uns 20min até o aeroporto. Fiz o ckeckin para o vôo que saia depois das 13h, almocei e fiquei esperando a hora de voltar para casa. Gastos do dia: 150ars transfer até o aeroporto 230ars almoço no aeroporto Sobre os hostels: Recomendo todos que eu fiquei, apesar dos pontos negativos já citados, todos tinham excelente localização e só isso já me conquista. Sobre comidas: Principalmente em Buenos Aires, existe opção para todos os gostos e bolsos. Eu comi a famosa carne argentina só uma vez porque de fato, não sou muito carnívora. As empanadas são outra coisa que você precisa comer pelo menos uma vez (e para isso, recomendo fortemente o restaurante San Juanino). Na região da Patagônia você tem que provar o cordeiro. Particularmente, achei a carne muito gordurosa e não gostei, mas valeu a experiência. Alfajor: Experimentei várias marcas e minhas preferidas foram Negro e Jorgito da embalagem azul marinho (super baratinho e me conquistou). Simplesmente esqueci de comprar doce de leite, mas tinham me recomendado a marca San Ignacio. Fim do meu relato e de mais um sonho realizado!
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