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Mostra conteúdo mais curtido desde 09-12-2017 em todas áreas

  1. 7 pontos
    Galera, eu uni o tópico criado pelo @clafacanha nesse aqui. Nele fizeram interações o @Dan Wollker , o @Taciano Bahia e o @D FABIANO . Peço pra você lerem esse tópico desde inicio pra saberem melhor sobre as mudanças e testes que estamos fazendo. @Nani84 logo de cara fica estranho mesmo. Mas falta algumas peças nesse quebra cabeça. Se ficasse apenas do jeito que está não iria ficar bom a as peças que faltam são as tags. No sistema antigo não havia tags, então a maneira de organizar a informação só poderia ser feito através de categorias, fóruns e sub-fóruns até chegar nos tópicos. Muitos dos tópicos criados nos diversos sub-fóruns tinham mensagens de até 10 anos atrás ou mais que isso e eram extremamente longos, poucas pessoas se aventuram a ler. Com as tags nós não precisamos mais nos focar em um só tópico para cada assunto, em vez disso teremos um só tag para cada assunto, dessa forma iremos inserir as tags em cada novo tópico onde boas informações forem inseridas. Por exemplo cliquem aqui na tag Torres del Paine Nós vamos criar uma página guia com todas as tags e elas podem ser infinitas, muito mais do que as categorias e quando tivermos boa parte do conteúdo com as tags poderemos reduzir as categorias a menos que 10, elas servirão como hoje funciona os tópicos ativos. Por exemplo, você vai selecionar a categoria relatos de viagem e verá a timeline de todos os relatos postados no site como hoje funcionam os tópicos ativos. Se a pessoa quiser saber sobre Torres del Paine, ela só irá precisar entrar na tag Torres del Paine, ao invés de ter de navegar com 3 ou mais cliques. Hoje estamos no meio do caminho, a maioria dos tópicos não estão tageados e ainda temos diversas categorias e isso vai gerar estranheza. Peço a compreensão e paciência de todos. Nós vamos precisar de ajuda pra implementar essas tags e fazer esse trabalho de curadoria de conteúdo. Quem tiver interesse por favor avise nesse tópico.
  2. 6 pontos
    Olá viajante! Seja [email protected] ao Mochileiros.com. Esse tópico vai lhe ajudar a encontrar o que você está procurando, basta seguir os passos abaixo: 1 - Faça uma busca É bem provável que as informações que você procura esteja em algum dos nossos 600 mil posts. Para encontrá-la utilize o campo de busca que aparece na parte superior do site. Utilize a opção "Tudo" como mostra a imagem abaixo: Use e abuse da ferramenta busca, faça várias pesquisas utilizando perguntas ou palavras-chave. 2 - Não encontrou o que procurava? Você já criou seu roteiro, já sabe pra onde e como ir? NÃO? Nosso fórum é uma comunidade de TROCA de informações entre viajantes, não fazemos consultoria de viagens, portanto é muito importante que você realmente saiba o que está procurando. Se quer apenas um atalho pra encontrar informações sem ter o trabalho de pesquisar e organizar seu próprio roteiro, dificilmente vai encontrar alguém que irá lhe ajudar aqui. Se você nunca viajou de forma econômica e independente aconselhamos que você leia antes nosso Guia do Mochileiro e utilize as informações aprendidas por lá para organizar e pesquisar seu próprio roteiro. SIM? Seu roteiro já está pronto, e você já tem uma ideia mínima pra onde vai e o que quer visitar, mas ainda tem várias dúvidas sobre os destinos? Então clique no botão Novo Tópico, selecione o destino e envie seu roteiro para que outros viajantes possam lhe ajudar. Você também pode postar dúvidas sobre um determinado destino. Faça uma pesquisa no fórum do destino, utilizando a opção "Tópicos" e veja se já não há um tópico da cidade ou região que procura informações. Se não encontrar nada, clique no botão "Novo Tópico", selecione a região onde está o seu destino, coloque o nome do destino no campo título e deixe suas dúvidas. 3 - Você tem apenas uma pergunta pontual? Se você tem apenas uma pergunta, clique no botão "Novo Tópico" selecione a opção Perguntas e Respostas e nomeie o tópico com a pergunta como nos exemplos da figura abaixo: 4 - Você está procurando companheiros para sua próxima viagem? Clique no botão Novo Tópico, selecione a opção Companhia para Viajar + o destino. Exemplo, se a viagem for para alguém destinos no Brasil, selecione Brasil - Companhia para Viaja. 5 - Quer enviar um relato da sua última viagem? Clique no botão "Novo Tópico" > Escolha a opção Relatos de Viagem + Destino >> Utilize o editor para enviar seu texto e fotos > Clique em enviar > Pronto! Ainda ficou com alguma dúvida de como participar do Mochileiros.com ou acha que está faltando alguma informação importante nesse tópico? ? Responda com suas dúvidas e sugestões!
  3. 5 pontos
    Olá Silnei, ou melhor @Silnei Haha, apesar de estar um pouco perdida estou achando o novo forum sensacional. Fiquei vários meses sem entrar e notei várias coisas diferentes, gostei mesmo das mudanças, deu um ar super dinâmico, dá pra ver que tem grande potencial. Só lamento que o logotipo amarelo e vibrante foi descartado, aquele logo era super bacana e tinha uma vibe muito positiva. Vc mencionou precisar de ajuda para organizar o conteúdo com tags: me coloco a disposição para ajudar em algum setor, aliás tentei nas minhas próprias mensagens mas não encontrei como se faz. A propósito, tem algum tópico explicando o beabá dos novos recursos e ferramentas...? Por exemplo: como citar (só um trecho, não acho legal citar a mensagem toda)... coisas básicas enfim.
  4. 5 pontos
    Depois de muito enrolar, aqui vai meu relato para o mochileiros.com, site que tanto me ajudou em praticamente todas minhas viagens. Espero que possa ajudar a quem se interessar, é meu único propósito, retribuir de alguma forma. Essa viagem foi longa (83 dias), passando por Marrocos (um dia), Portugal (19 dias), Suíça (8 dias), Itália (19 dias), Londres (seis dias), Paris (cinco dias), Espanha (cinco dias), Marrocos novamente (15 dias) e cidade de São Paulo no restante dos dias. Faz parte de um projeto bacana que transformou 2017 em um ano semi-sabático. Sou professor de geografia, moro em Nhandeara (interior de São Paulo), tenho 45 anos e sou mochileiro nato. A maior parte do trajeto foi feito com hospedagens em hostels, que geralmente adoro. Adquiri as passagens pela “Decolar.com”, a 2.600 reais (São Paulo-Casablanca, Casablanca-Lisboa e Casablanca-São Paulo), em março de 2017, ou seja, com 5 meses e alguns dias de antecedência, além de 3 trechos aéreos “internos” (Porto-Genebra, Nápoles-Londres e Paris-Madrid) e várias passagens de trem. Optei por fazer relatos separados por país. Assim, vou pular o primeiro dia no Marrocos e ir direto pros 19 dias portugueses. Já fiz várias viagens interessantes na vida, mas todas pela América Latina, de onde nunca tinha saído. Então, reuni os destinos europeus que povoavam meus sonhos, nessa viagem de arromba. São destinos em que depositava muitas expectativas (Suíça, Cinque Terre, Roma) ou outros obrigatórios, como Veneza, Londres e Paris (não tinha tanta expectativa, mas queria ver qual é a delas e o que poderiam me ensinar e me proporcionar. Além do que, será preciso ter grandes expectativas pra gostar delas? É provável que não). Portugal eu tinha certeza que seria muito agradável, por conta da língua e do povo, e Marrocos é o destino exótico que tá logo ali, então precisei aproveitar a oportunidade. A Espanha, nas minhas pesquisas, foi dos que mais me surpreenderam, então resolvi passar ali apenas como trampolim pro Marrocos e voltar exclusivamente pra ela numa outra oportunidade (além do que, tenho passaporte espanhol, meu avô veio de lá, o que pode facilitar as coisas – como um possível “não-retorno”). Pra você que se interessar, um bom proveito! Vou tentando postar algumas fotos também, mas quem quiser poderá encontra-las no meu facebook, por país em “álbuns”. 27-09: voltinha por Lucerna (Suíça) antes de pegar o trem Para Milão, às 16:18 (passagem comprada com três meses de antecedência, por 9 euros – mega pechincha – but, but, but... não sei por quais cargas d’água o site da Trenitália estava meio confuso e não me dava a passagem com tal antecedência. Daí, tive que recorrer ao site da RailEurope, que tinha a passagem baratinha mas cobrava uma taxa de 10 euros de comissão – não tive escolha e acabou saindo por 9 + 10, mesmo assim, um bom negócio). Com o trem passando em Lugano, já no sul da Suíça, quase todo mundo que entra fala italiano e é bem menos comedido que os suíços, muito louca esta gradual imersão no universo italiano. A paisagem é fantástica, com a cidade distribuída entre os paredões naturais e o lago local. E o sol se pondo. Cenário de filme mesmo. Cheguei às 19:45 na Estação Central de trens e metrô de Milão. Dali, fui até a estação de metrô QT8, com um passe para 24 horas que se compra em bancas de jornal por 4,50 euros (tem uma no subsolo da estação). Bem legal, pois pretendia usar várias vezes. Assim como em Portugal, é preciso validar o bilhete na entrada e na saída. Cheguei ao Hi hostel de Milão (Ostello Della Gioventu, a 300m da estação de metrô QT8), e eles confusos pra encontrar minha reserva. Acho que acabaram fazendo outra. Ainda bem que não era alta temporada e havia muitas vagas. Bom, às 21:30 já estava na praça do Duomo conforme combinado com minha querida ex-aluna Ester, o que me valeu uma senhora de uma surpresa, já que há toda uma iluminação especial pro Duomo. Lindo e impactante. E com a também impactante Gallerie Vittorio Emanuele II ao lado. OBS: A Itália foi o único país até agora (e já estou na fase final da viagem) em que, com uma certa frequência, na verdade por três vezes, reservas foram literalmente ignoradas. Isso em Milão (final feliz), Nápoles (final nada feliz) e Atrani (final feliz). Minha ex-aluna, Ester, que me encontrou em Milão, disse que é bom tomar cuidado com os hostels italianos, são cheios de rolo. Só bota fé naqueles da rede Hi Hostel. Foi o único país também em que percebi certa constância na falta de boa vontade do povo local para com quem quer que seja, até mesmo para com eles mesmos. Ou seja, é cultural o lance, só pode ser! Vi coisas como motoristas esculhambando velhinhos confusos! Comigo, rolou um dono de restaurante, ou gerente, me enrolando na conta, cobrando mais e inventando motivos pra isso. Um horror! Repito, em nenhum outro país sequer vi algo parecido. E comparando com o povo suíço e marroquino então, sem comentários o tanto que esses daí são gente boa! 28-09: acordei às 8:30 e fui correndo pro centro comprar um tênis e voltei pro hostel, peguei minhas coisas e lá fui eu tomar o trem das 12:05 pra Veneza, também com passagem comprada três meses antes e trem da Trenitália, a 9 euros, mais comissão de 10 euros da RailEurope, numa viagem de duas horas. Chegando na estação Santa Lúcia, fui comprar meu passe pra dois dias (30 euros) que dá direito ao transporte público (os famosos “vaporetos”, uma embarcação que cruza os canais), inclusive ilhas de Burano e Murano, já meio distantes. E fui pro Generator hostel (F.ta dela Croce 84-86), ligado à Associazione Italiana Alberghi per La Gioventú e ao Hi Hostel, 269,78 reais por duas noites (caro, mas com estrutura bem legal, mas sem café da manhã incluso). Fica no bairro da Giudecca, e praticamente de frente para a Praça São Marcos, só que do outro lado do canal, sendo só acessível por “vaporetos”, no caso, o número 2 que sai do cais A, logo atrás da estação de trem, não tem erro, mas não é o único. Dali, é só descer na “parada” Zitelle. O Albergue é quase em frente (uns 80 metros à direita de quem desce). Despesas: Dois lanchinhos básicos porém gostosos e um suco de abacaxi na estação Santa Lúcia (Relax Café): 11,80 euros. Sorvetinho: 3,50 euros. Comprinha básica no mercado (tem um cerca de uns trezentos metros do Hostel – 1,5 litro de água, uma coca lata, um pacote de biscoitos, um pacote de pão de mel, um lanchinho básico de atum com passas em pão integral, três maçãs red e um pacotinho de mix de frutas secas e castanhas): 10 euros. 29-09: Como tinha dois dias em Veneza mas receava que chovesse, acordei às 8:30 com o propósito de conhecer primeiro o que fosse mais distante, deixando o que fosse possível de Veneza pro dia seguinte antes de embarcar pra Florença, além do que a Praça São Marcos, meu principal objetivo, estava praticamente em frente ao Hostel. Então, fui pra Murano (famosa pelos trabalhos em vidro, bem interessantes, e é possível conhecer as fábricas, algumas mantém até um espaço próprio pra quem chega, mas não fui com receio do tempo) e Burano (casinhas mega coloridas pitorescas), lá chegando por conta do passe pra dois dias de transporte público, ou seja, vaporetos (demorei cerca de uma hora e 15 minutos pra chegar no primeiro destino, que é Murano, é bom ir com tempo). Depois, outro vaporeto pra Burano (esse é rapidinho); vi um restaurante que disponibilizava um menu do dia com entrada com Bruscheta, primeiro e segundo pratos, fechando com sobremesa, por 20 euros (algo “econômico” por essas bandas). Por tudo que oferecia, topei. Caí no conto. No cardápio constava suco de frutas por 4,50 euros e pedi suco de laranja. A bruscheta era microscópica. Ao pagar a conta, o suco ficou por 7 euros (o gerente justificou que o “suco de frutas” do cardápio era uma variante em lata) e a taxa de serviço, incluída compulsoriamente, de 20%. Portanto, fiquem espertíssimos com coisas do gênero. Acho que vale a pena perguntar TUDO antes. De novo, Itália cheia de rolo. Daí, voltei pra Veneza, parando com o vaporeto na Praça São Marcos. Linda de viver, mas que estouro da boiada é aquele? Fiquei imaginando o que seria em plenas férias, já que mesmo em setembro estava praticamente lotada, sendo difícil até de conseguir bons ângulos pras fotos. Conseguir se compenetrar, concentrar, nem pensar. A não ser que fosse um horário e circunstância muito particulares (provavelmente à noite e de manhãzinha), é provável que você tenha pouco sossego por aqui. Estava meio chateado com Veneza, pelos preços astronômicos, pela escassez de latas de lixo e por certa “pompa” presente no comportamento da gente fina que circulava por ali. Daí, fui ora caminhando ao léu e encontrando espaços que valem a pena, ora meio que seguindo o Grande Canal, chegando até a ponte do Rialto. Foi nesse passeio que percebi o encanto da cidade. Principalmente ao me afastar das multidões (não é tão simples). Os pequenos canais, as gôndolas, os noivos apaixonados, os becos alagados, tudo muito inédito, só ali mesmo. Faz valer a visita. E até achei uns mercadinhos mais baratinhos, tipo dois mix de frutas secas e castanhas por 1,98 euros. E dois lanches pequenos de atum e uma lata de fanta (500 ml) por 2,50. Praticamente um milagre. Uma dica importante de economia possível é ficar hospedado no “continente”, em Veneza Mestre, e atravessar a ponte pra conhecer a Veneza tradicional nas ilhas. Mas vai explicar isso pro meu subconsciente, que queria por que queria essa imersão total. Burano: Veneza 30-09: Acordei cedinho, fui pra Praça São Marcos pra aproveitar e conferir novamente as paisagens fantásticas de Veneza. Resolvi ver Veneza do alto do Campanário de São Marcos, ao lado da Catedral, com certeza uma vista excepcional (não me lembro exatamente mas acho que paguei 10 euros pra subir, com elevador). Desci, tomei sorvete, tirei umas fotos e fui pra ponte de Rialto. Daí, fotos e lanche depois, resolvi voltar antes que o tempo apertasse, pois às 13 meu trem saía pra Florença. Assim foi. Mais um lanche na estação Santa Lúcia, trem no jeito e simbora. Trem da Italo, € 23,90 e duração de 2:05, comprada a passagem em 25 de agosto. Caminho chato, nada atraente, bem diferente dos caminhos suíços, em que mesmo um caminho menos legal é bem legal, comparando. Fiquei mal acostumado. Chegando, fui direto pro Hostel Arco Rossi, bem legal, próximo à rodoviária, na rua Faenza número 94R (R$87,00 a diária e € 4,50 de taxa de visitação por 3 dias). Um pouco chatinho de achar, pois a numeração da rua muda num certo ponto. Mas é mais ou menos na altura da estação de trem e a cerca de 6 minutos a pé dela. Dali, fui pro centro (pertinho), já encontrando a praça do Duomo, fotografei (impossível resistir, é incrível), me assustei com a multidão que ali estava e fiquei pensando o que deve ser então os meses de férias de verão (julho e agosto). Mas um ritmo bem gostoso, todo mundo meio que hipnotizado curtindo o visual e a energia boa da multidão. Diferentemente de Veneza que é muita pompa e circunstância e não tem muito pra onde escapar (devido aos canais), em Florença foi uma multidão em clima constante de confraternização. Gostei. Dali, fui andando até o rio Arno passando ao lado da Galeria Uffizi (já impressiona só com as esculturas do lado de fora), atravessei a ponte e continuei até o jardim das Rosas, seguindo depois até a provável melhor vista panorâmica de Florença, o jardim de Michelangelo. E assim foi o dia: Você está feliz porque a cidade promete. E tem uma atmosfera permanente de confraternização. Mas tem também um lugar privilegiado com vista panorâmica, em que o povo se encontra, se paquera, se conhece. Mas, coincidentemente, é hora do pôr-do-sol. Aí, meu amigo, você junta tudo isso e agradece a vida! 01-10: Tinha sido alertado por uma ex-aluna em Milão que os museus são grátis no primeiro domingo do mês na Itália. E não é um golpe de sorte estar em Florença nesse dia? Acordei cedinho e já fui pro meu sonho de consumo cultural do dia, a Galleria degli Uffizi. Uma hora e quinze minutos de fila (quem tinha algum passe passava na frente) e até que nem foi tanto, por ser gratuito e comparado a um dia normal, segundo disseram. Normalmente, mesmo pagando, é daí pra mais. E lá fui eu: Da Vinci, Boticelli, Giotto, é coisa de louco. Grande parte daqueles quadros que ilustram livros didáticos estão lá. É um acervo de cair o queixo. Amei achar ali o “Nascimento de Vênus”, de Boticelli, entre tantos outros. Tentei ver tudo o mais rapidamente possível pois queria estar às 11:00 na igreja de Santi Michele e Gaetano, onde ocorreria uma missa em latim e acompanhada por cânticos gregorianos, estava muito curioso. Cheguei uns minutinhos atrasado, mas tudo bem. Pouca gente (umas 70 pessoas no máximo) e pouquíssima comunicação (você fica ali, vendo aquilo acontecer, mas não entende nada, então vale como curiosidade, mas não como sintonia entre fiéis e igreja, acho que tem tudo pra ter menos gente ainda futuramente, muitos matam a curiosidade e saem durante a missa. Aliás, isso foi uma constante em toda Europa, ou seja, pouca gente prestigiando as missas). Dali, fui pro Duomo ver se também era grátis, apesar de não ser um museu, mas estava com fome e a fila era muito grande. Fui comer ali ao lado. Achei um menu interessante (lasanha, saladinha farta, batata cozida/frita) por 10 euros (mais taxa de serviço de um euro). Valeu. Os preços de Florença são bem mais camaradas do que em Veneza. Tomei sorvete (dois sabores, 3 euros) e fui conhecer os jardins de Giordano. Não me pareceram tão interessante quanto esperava, mas no caminho passei pela Galleria Dell’Accademia, onde está a escultura David, de Michelangelo. Como a fila estava pequena, entrei (apenas uns dez minutos de espera). Incrível, com destaque para esculturas, mas também tem muitas pinturas, como na seção de arte bizantina. Depois, voltei pro centro da cidade, passei no Duomo novamente (visitas encerradas pra quem não tinha alguma passe) e fui zanzar por ali pra ver se algum outro museu estava recebendo “na faixa”. Encontrei o museu del Bergello, com pinturas e esculturas, sem dever nadinha pros outros dois. Florença: 02-10: Tinha duas opções. Ou ir a Siena e São Gimignano apenas pra conferir a arquitetura e traçado urbano tão caros a um geógrafo como eu, ou apenas a uma das duas com visitas mais detalhadas às igrejas e museus. Fiz a primeira opção, pois a composição da paisagem e o uso e distribuição dos equipamentos urbanos não só são a minha prioridade em termos geográficos como é o que me atrai mais esteticamente. Além disso, confesso que tinha grandes expectativas em relação ao sorvete da Gelateria Dondoli, em São Gimignano, e à Plaza del Campo, em Siena. Siena: de fato, um lugar que te joga na Idade Média. Juntamente com Évora (em Portugal, inigualável, a mais interessante de todas as cidades medievais que conheci) e a própria São Gimignano, foi a cidade em que mais precisamente senti isso. Muito bacana se perder por suas ruas e captar o clima local. Dois locais de destaque: a Plaza del Campo e a Igreja de Santa Clara, belíssima. Aproveitei pra comer uns doces (“bar” Nannini, Via Banchi di Sopra, 24). Pedi um “paste Nannini” (€ 1,00) delicioso, e um “bigne Chantilly Nannini” (€ 1,80), nem tanto. Fui de ônibus pra Siena (€ 7,80 - em Florença, a rodoviária – Via S. Caterina, 17 - fica a uns 100m da estação de trem, e o ônibus te deixa em Siena ao lado do centro histórico, em uma praça, muito prático). Depois, de ônibus pra São Gimignano (há praticamente de hora em hora, saindo do mesmo lugar em que se chega a Siena, a € 6,00 – a passagem é comprada no subsolo da praça anteriormente citada). É a chamada “Manhatan” da Idade Média, pois suas 14 torres (mas eram mais de 70 no passado) eram símbolo de poder. Mesma imersão no clima medieval, é bem menor, rapidamente se anda por tudo e com muito prazer, vale a visita. Mas é na praça principal que se encontrava minha meta: o tal sorvete Dondoli. Na verdade, ali temos duas “gelaterias”. Ambas trazem na fachada os anos em que foram laureadas “the best of the world”. A outra (não me lembro o nome), tinha uma fila menor. E lá fui eu conferir. Pedi três sabores: frutas do bosque, creme e amarena. É um bom sorvete, mas não tão impactante. Depois, saí pelas ruas a espiar a cidade, voltando a seguir pra experimentar o sorvete da Dondoli. Pedi pistache, oliva (diferentíssimo) e coco. E foi aí que, depois de muuuito sorvete bom mundo afora, me dei conta do que é ser “o melhor”. Cremoso, leitoso, suave, doce sob medida, nada em excesso. Tudo o que um sorvete tem que ser pra se tornar inesquecível. Esse sim merece todas as láureas. Passeio encerrado, lá fui eu pra Poggibonsi de ônibus (€ 2,50), de onde sairia o outro ônibus para Florença. Mas encontrei uma família brasileira que voltaria de trem e resolvi segui-los (€ 7,60 – Trenitália). Daí, atenção! Ao comprar o ticket na máquina (a bilheteria estava fechada), botei uma nota de 10 euros esperando o troco. Como a passagem custava € 7,60, caíram moedinhas totalizando 0,40 e uma mensagem, dizendo que faltavam moedas de um euro e que poderia ser reembolsado no guichê quando estivesse aberto, provavelmente no dia seguinte, apresentando o comprovante. Daí, ao chegar em Florença e ir no escritório da Trenitália (responsável pelo trem), eles apenas confirmaram que só no guichê da estação do ocorrido é que poderiam ressarcir o prejuízo. Ou seja, já era. Mais um “migué” italiano. Triste. Depois, em novas utilizações, só paguei com cartão pra evitar o lance. Voltando a Florença, e sendo meu último dia ali, lá fui eu pros arredores do Duomo pra mais um lanchinho de tomate com muzzarela de búfala, o melhor da Itália. A tristeza foi que já não havia mais, tive que me contentar com um pedaço de pizza do mesmo sabor (€ 4,00). Uma pena. Curiosidade: no estabelecimento, estavam eu, uma garota (chama-se Amanda e tem um blog, o “Girando Mais Que o Mundo”, não vejo a hora de conferir), duas mulheres e a atendente, todos brasileiros. E, dado estatístico, ao contrário de perfazer 90% do total de turistas como em Interlaken-Suíça, em Florença os orientais são algo em torno de 30%, me intriga o porquê dessa prevalência na Suíça e não na Itália. São Gimignano (Toscana) e o sorvete da Dondoli: 03-10: saída de Florença, trem pra Pisa (€ 8,40 – Trenitália, com passagem comprada ali mesmo um pouco antes do embarque) e depois Manarola (Cinque Terre), onde fiquei dois dias. Bagageiro da estação de trem pra visitar a Torre e arredores em Pisa: € 5,00; Vi a Torre e descobri que pra visitar a Catedral era apenas necessário um ingresso que se retira num local da própria praça, mas são limitados e o horário da visita depende da demanda. Assim, consegui um ingresso para 12:45. Já as visitas à Torre, ao Museu e ao Batistério são pagas. Pra quem quer subir a Torre, aconselha-se a reservar com grande antecedência, tal é a demanda. Com pouco tempo e muita expectativa para chegar a Manarola, dispensei. Trem de Pisa para La Spezia: € 7,60. La Spezia-Manarola: € 4,00. Cinque Terre Card, para ter acesso ao trem e às trilhas do Parque por um dia: € 16,00 (carinho, já que as melhores trilhas estão fechadas por conta de riscos, e as vilas são bem próximas entre si. Perguntei-me se haveria um controle rigoroso desse ticket em plena trilha, e a resposta é “médio”. Houve um posto de controle “consistente”, e em outro a funcionária discutia animadamente ao telefone, dispensando todo mundo de apresenta-lo). Hostel “Ostello Cinque Terre”, Via B. Riccobaldi, 21, atrás da igreja (a vila de Manarola é bem pequena): € 66,00. À noite, comi um nhoque ao molho pesto bem gostosinho, na “pizzeria Il Discovolo”, e uma fanta, por € 12,00. Assim, descobri o que seria uma constante nessa passagem por Cinque Terre. Ou seja, comida caríssima; não raramente, horrível. Qualquer salgadinho, mas qualquer mesmo, é o olho da cara e feito meio que às pressas. E é bom não ter expectativa nenhuma com o atendimento. Vi coisas assustadoras, como velhinhos escorraçados, inclusive. E não há muitas opções. Todos aqueles lanches-sonho com pães da nona, muito tomate (lindos, suculentos) e bastante muzzarela de búfala, torradinhos na hora, ficaram em Florença, onde se come muito bem a um preço camarada. Pra complicar, até tem uns mercadinhos, mas novamente os preços são totalmente fora da realidade. Cheguei a imaginar se não seria o caso do típico local distante de tudo e que necessita de numerosos esforços pra que as coisas cheguem ali, o que as encareceriam. Mas vale lembrar que as “Terres” são sim ligadas por rodovias. Ou seja, é exploração pura e simples mesmo. Se você é mochileiro, vale a pena levar um bom estoque de bebidas, biscoitos, doces, frutas etc., se possível. Acho que a região vive da fama conquistada quando as trilhas todas eram acessíveis e de seu mar realmente incrível, com águas azuis-esverdeadas transparentes que justificam qualquer visita. Quanto à beleza das “Terres” e suas vistas cênicas, encontrei isso na que fiquei, ou seja, Manarola. Afastando-se um pouco do centro, se veem passarelas costeando os paredões e, ali, vistas perfeitas da mais bela das “Terres”, na minha modesta opinião. Compensou todos os perrengues alimentícios. Mas me fez criar uma falsa expectativa de que as demais seriam tanto quanto. Manarola (Cinque Terre): 04-10: trilha de Manarola a Corniglia e, depois, de Corniglia a Vernazza. Bacanas, aparecem uns penhascos de vez em quando, mas não é nenhuma Suíça nem uma Costa Amalfitana (estas sim paisagens vertiginosas). O primeiro trecho até tinha algum tempo atrás uma outra opção mais cênica, mas fecharam por questão de segurança, assim como várias outros mais próximos ao mar entre as demais “Terres”, pelo mesmo motivo, depois que chuvas intensas de anos atrás comprometeram a estrutura das passarelas que compunham grande parte do circuito. Em Vernazza, resolvi ir de trem às demais “Terres”. Fui a Monterosso (me pareceu tudo menos uma aldeia, com numerosos hotéis, clima de badalação, gente chic e sofisticada, preços altos e nenhum mercadinho pra quebrar um galho). À noite, de volta pra Manarola, parada na Pastakeaway, Via Discovolo (a rua principal), 136, pertinho do hostel. Comi um nhoque ao molho de nozes e tomei uma coquinha por € 8,00, bem básico o lance. Nada de mais. É bem provável que haja opções incríveis de bons restaurantes nessa região, mas para o mochileiro que procura opções mais baratas é um perrengue-mega essa falta de comida pronta ou de mercados a preços justos. Vernazza (Cinque Terre): 05-10: Acordei às 8:40, tomei o café da manhã, me despedi de todo mundo e lá fui eu pra estação ferroviária. Por € 4,00 comprei uma passagem até Spezia. Lá, confiante na informação de que trens dessa região até Roma eram regionais e não necessitavam de compra antecipada de passagem e cujo preço não variava, fui lindão na máquina que emite passagens. E, realmente, lá estava minha vaguinha, mas ao preço de € 39,75. Como é um trecho semelhante em distância ao de Milão-Veneza e Veneza-Florença, achei demais. Segundo informaram ali, é possível sim comprar com antecedência a preços melhores. Deveria ter tentado ônibus, mas até encontrar a estação, comprar, esperar etc., achei melhor encarar preço alto. Tristeza de quem quer economizar. Mas, vida que segue. Bora pra Roma. Foram dois trens, na verdade. Um até Follonica, uma cidade-balneário interessante à beira mar, organizadinha, me pareceu moderna, ao menos não vi nenhum prédio histórico; tem uma estação ferroviária e um centrinho lindinhos, bastante verde, provavelmente voltada para um turismo regional, pouquíssimo movimento e... com uma pizza frita (novidade pra mim), recheada com farta ricota e coberta com toda muzzarela de búfala e molho de tomate que fazem aqueles salgadinhos malditos de Cinque Terre morrerem de vergonha, acompanhada por uma lata de fanta, tudo a € 4,60, que ficou na história. A Itália perfeita seria aquela em que se come isso todo dia (e por esse preço, né?). Vejamos Roma, no que dá nestes termos. Chegada ao hostel Roma, na Via Cavour, 44, por 4 diárias: € 73,60 (hostel bem legal, com quarto para 6 pessoas espaçoso e banheiro dentro, além de estar bem perto – 5 minutos - da estação de trem e metrô Termini, e relativamente próximo de ótimas atrações, mas não tem café da manhã). Comida pelas redondezas a preços bem acessíveis (numerosos Kebabs) e mercadinhos na estação Termini e nos arredores. Melhor, impossível. Aliás, na gigantesca estação tem uns bares bem sofisticados, points de happy hour, com bons preços. Xô fase de preços salgados e falta de opções lá de Cinque Terre. O único “se não”, que inclusive já havia lido em alguns relatos, é de que os arredores da estação Termini é meio parecido com uma Praça da República melhorada lá de São Paulo. Eu digo que andei à vontade e não me senti ameaçado nem incomodado. Mas é visível que tanto funciona uma mini cracolândia (encontrei-a ao contornar a estação umas 23:00 ao tentar erroneamente um acesso para um trem, onde me deparei com dezenas de sem-teto, uns chapados outros dormindo). Senti uma certa tensão no MacDonald’s local, onde muitos imigrantes (é o que me pareceram) talvez recém-chegados, provavelmente famintos e sem o domínio do idioma, tinham problemas pra dizer exatamente o que queriam, se esmolas, restos ou lanches, e os atendentes, dificuldade em entendê-los, gerando cenas preocupantes com gente sendo empurrada e um clima tenso e de indefinição no ar. Assim, é claro que se deve tomar todos os cuidados, aliás, estamos em um metrópole, mas realmente acho que é infinitamente mais seguro do que o centro das metrópoles brasileiras. Apesar do hostel ser pertinho, nele já melhora imensamente o aspecto urbano. Fiz o check in, digitei uns textos, já era noite e lá fui eu ao mercado (água, biscoito, uma coca de 600 ml e um pacote de castanhas e frutas secas, tudo por nem 7 euros) e depois atrás de refeição (como eu escrevi antes, muitas opções e preços acessíveis, tipo meio franguinho assado com saladinha, batata frita e pão, por 5 euros). A uma quadra do hostel subindo a rua Cavour em direção à estação Terminio, um hotel lindão chamado Massimo D’Azeglio oferecia um inacreditável buffet a 19 euros tudo incluído, até o serviço do garçom e sobremesa. Sei que é meio carinho pros padrões da proposta econômica, mas a comidaiada toda estava à mostra e parecia ser o paraíso em forma de alimento. Uns filés de frango suculentos, ricota, legumes cozidos, tomate seco, sopinhas em tigelas, uvas despencando aos cachos, meio decorando, meio provocando um coração glutão. Não resisti. Confirmei com o garçom se o serviço realmente estava incluído, se o alcance geográfico da mesa era aquele mesmo que eu presumia, se coisas terríveis não aconteceriam comigo ao final pedir a conta (trauma de Burano), se era possível que o refrigerante estivesse incluso (pra minha surpresa, eu poderia até optar por uma taça de vinho) e se realmente tudo não passava de um sonho bom. Confirmadíssimo, ponto pra Roma e simbora comer muuuito. Noite chegando, e eu excitadíssimo por estar num lugar-monumento. Não deu pra dormir. Como ainda eram 21:30 e o tempo estava agradabilíssimo (uns 20 graus de temperatura, sem vento), resolvi já conhecer o que desse pra alcançar a pé. Mapa na mão, lá fui eu. Daí, foi coisa de louco. Cheguei ao Coliseu, dois passos adiante já tropeçava no Foro Romano, com o belíssimo monumento a Vitorio Emanuele ao lado. Sem falar que tá cheio de parques urbanos (coisa que valorizo) e igrejas monumentais no caminho. Uns passinhos adiante, e lá estava pra mim a cereja do bolo, a Fontana de Trevi. Estava tão extasiado que, não fosse um apito do guardinha censurando um doido que já tava querendo fazer a “Anita Eckberg em La Dolce Vita”, eu mesmo faria a “sereia barbuda” e me apinchava na água. Com todo respeito aos demais monumentos, o que é essa fonte iluminada em uma noite de início de outono? Pena que foi de todos o que mais gente tinha, umas cento e cinquenta pessoas extasiadas num só suspiro, o que me desconcentrava (falta de consideração desse povo não deixar a fonte só pra mim). Mal sabia eu que, dois dias depois, ao voltar durante o dia, não restaria nem um metro quadrado de área livre ao redor, com centenas de pessoas se acotovelando por um foto impossível. Na real, Roma pede que se calibre novamente o que a gente chama de monumental, estando pro patrimônio histórico no mesmo patamar que Lauterbrunen (Suíça) está pras vistas panorâmicas. Humilhação total com os parâmetros. E, ainda por cima, em uma noite inspiradíssima. Já eram quase duas da madrugada. Fechei com chave de ouro o “dia”. Pra melhorar, a cama do hostel era divina. Fontana Di Trevi (Roma): 06-10: cama gostosa + corpo cansando + dormir tarde pra caramba + êxtase da cidade eterna com muita serotonina na cabeça = acordei às 13:00. Mas mega-feliz. E, sabendo que durante o dia deve ser o “estouro da boiada” pra visitar esses monumentos, fica aqui meu testemunho de que provavelmente poucas coisas valem tanto a pena quanto o tal do passeio à noite, tranquilo, por Roma cidade-eterna. Vai te dar inspiração pra uns bons anos de vida. Recomendo, mesmo não podendo visitar certos locais “por dentro”. Não havendo muito tempo disponível, resolvi dar uma voltinha pelo que houvesse nos arredores do hostel, e, sendo Roma, sempre há. No caso, bem próximo mesmo, as lindas Piazza Della Repubblica com a Fontana Esedra, e a igreja Santa Maria Degli Angeli. Ao lado da igreja, o Museu Romano junto às Termas de Diocleziano. Mas, ali, verifiquei que a visita ao museu necessitaria de bastante tempo e resolvi deixar pro outro dia. Então, visitei ao lado a gratuita e incrível Basílica Santa Maria Degli Angeli e Dei Martiri, lindona. Escaldadíssimo com informações duvidosas e preços altos, fui depois correndo pra estação Termini adquirir o mais rápido possível minha passagem de trem para Nápoles, dia 9 (€ 12,90). Feito isso, resolvi comer em um Kebab entre tantos que há até chegar ao hostel. Por meio frango (mas não tão grande), batatas em pedaços fartas, um pãozão gostoso (ok, assassinei a língua portuguesa mas dá bem a dimensão da coisa) e um pouco de salada, tudo gostoso: € 5,00. Sonho! 07-10: Nesse dia, praticamente refiz meu trajeto noturno do dia da chegada a Roma. E visitei o que foi possível e gratuito no caminho. Assim, conheci “por dentro” o monumento a Vittorio Emanuelle II, praticamente um museu, com vistas bacanas e panorâmicas de Roma. Dali, contornando o monumento por trás, dá pra chegar a uma vista panorâmica do Forum Romano e o conjunto de construções ao seu redor. Apesar de ser possível pagar pra ter acesso a ele, dá pra não só vê-lo detalhadamente como dele fazer uma boa análise, principalmente se tiver uma publicação qualquer que o acompanhe (no meu caso, o Lonely Planet). Contornando o Coliseu, foi tão possível espiá-lo por dentro, pelas aberturas, que até resolvi não entrar, apesar da ausência de filas. Além do quê, acredito que seu exterior seja seu melhor ângulo. No caminho para o Pantheon (interessante), a belíssima Igreja de San Ignázio Loyola (na ida) e o Templo de Adriano (na volta). E, ao retornar ao hostel, a uma quadra e meia dele, na própria via Cavour, encontrei aberta a belíssima igreja de Santa Maria Maggiore. Tudo grátis. 08-10: Visita ao Vaticano. A meta era tentar ver o Papa e visitar a Capela Sistina e o Museu do Vaticano. Resolvi ir a pé (uns vinte e cinco minutos ou menos, segundo meus cálculos) e aproveitar a paisagem urbana, abrindo mão de um trajeto mais linear mas optando por praças, largos, igrejas e monumentos, e quem sabe também surgisse alguma boa surpresa pelo caminho (lugares lindos, acolhedores ou de confraternização). Já sabia que teria que passar pela Piazza Spagna, que queria conhecer, e a Piazza Dei Popolo, e no rio Tibre e seus arredores. Parte do trajeto fiz acompanhando suas margens. Ou seja, nada de chegar em 25 minutos. Parei em um simpático café, onde tomei um suco de laranja, um lanche (com tomate e muzzarela de búfala), um cappuccino e uma torta doce, tudo por € 12,50 (carinho, mas o lugar é muito lindo e tudo gostoso), pra se ter uma noção de preços. Seguindo em frente, avista-se o Castel Sant’Angelo, redondinho, que resolvi que visitaria depois (mas mudei de ideia). Chegando ao Vaticano, passando por uma revista meia-boca e um detector de metais, estamos na Praça São Pedro. E uma surpresa desagradável: a Capela Sistina e o Museu fecham aos domingos. E outra agradável: o Papa em pessoa dá a benção às 12:00, de uma das janelas ao redor da praça (não era uma missa, apenas uns 15 minutos de celebração). Já eram 11:00. Era possível visitar a basílica (grátis) e a sua cúpula (€ 6,00 pelas escadas e € 8,00 pelo elevador – mas que não dispensa a última escadaria, claustrofóbica, mas tolerável). Ali você tem a oportunidade de ver a basílica por dentro, do alto da cúpula (vertiginosa imagem de uns cem metros de altura, mas bem seguro – tenho vertigem), e também visitar a parte externa, com vista privilegiada da Praça São Pedro. Não é uma visita que eu faria normalmente, mas pra compensar a impossibilidade de se ver a Capela Sistina e o Museu, tá valendo. Ao final, já quase 12:00, se desce as escadas, porém... como é estreitinho em um trecho significativo, e na sua frente tem velinhas simpáticas porém lentas, não deu tempo de ver a comoção popular na praça quando o Papa acena pela primeira vez. Peninha. Mas deu pra ouvir. Como a Basílica, nesse momento, estava praticamente vazia, desencanei do Papa e fiquei por ali, visitando-a, também porque transitar na praça nesse momento pra pegar ângulo bom pra ver Francisco é literalmente impossível. Aliás, já seria difícil conseguir ângulo para vê-lo. Fica pra próxima. Quanto à catedral, incrível, tem obra de Michelângelo (escultura de Moisés) entre outros figurões do mundo das artes. Saldo final: valeu bastante a visita, fiz média com minha mãe e sobrinha catolicíssimas, além de que já tinha visto muito museu (fator “a raposa e as uvas” – provavelmente nada se compara à Capela Sistina)! Membro da guarda suíça do Papa: Vista do alto da Basílica de São Pedro, Vaticano: 09-10: ida pra Nápoles, com trem regional da Trenitália, a € 12,30 em três horas (há outras opções mais rápidas, que fazem o trajeto em uma hora apenas, mas bem mais caros). Perceptível o empobrecimento do país conforme se avança para o sul. Daí, cheguei à Estação Central de trem e Piazza Garibaldi, e lá fui eu para o hostel de metrô, por € 1,10 – compram-se tickets nas tabacarias e bancas de revista (havia a opção de ir de ônibus, mas é difícil falar com os motoristas, explicar onde descer, daí a opção pelo metrô). Fui até a estação “Univesitá” e, com o mapa impresso do hostel, lá fui eu empurrando mala rua abaixo. Descobri depois que, ao contrário do informado pelo próprio hostel no site do Hostelworld, a estação Município é a mais próxima de lá. Chegando no hostel “Ostello Bella Napoli”, reservado meses antes pelo site do Hostelworld, qual não foi minha surpresa ao receber a notícia de que estava lotado. Nem adiantou dizer que o site já cobrara antecipadamente um determinado valor, passar o número da reserva, mostrar minha própria reserva impressa (sempre levo para evitar sobressaltos). E ficou por isso mesmo. A garota que me recepcionou me encaminhou para um outro hostel no andar de baixo do mesmo prédio (Via Guglielmo Melisburo, 4), por sinal, de nome parecido, “Hotel Bella Capri”, porém de valor maior: € 20,00. Mas tem vantagens: se trata de um quarto para duas pessoas, com ar condicionado, televisão e banheiro dentro. Mandei um email para o Hostelworld e estou aguardando resposta sobre o que fazer para reaver o dinheiro do adiantamento da reserva, provavelmente a taxa que o hosteleworld cobra pelo serviço prestado. Vejamos no que dá, mas já passou pela minha cabeça fazer um boletim de ocorrência na polícia depois de pedir para o próprio hostel devolver a grana (o que provavelmente não ocorreria). Um prejuízo de uns 10 reais. Vejamos o que vão dizer. Um bom teste pra saber como funciona esse serviço no caso de falha do hostel. Saí pra levar minha roupa pra lavar e secar (Via Sedile di Porto, 54). Uns sete quilos de roupa por € 8,00. Enquanto a roupa não ficava pronta (uma hora), fui comer alguma coisa. Achei uma pizza frita e imediatamente me veio à cabeça aquela inigualável que eu comi em Follonica. Pedi de ricota com molho de tomate e queijo. Apesar do pessoal ser uma simpatia, a tal pizza é uma droga, indigesta, massa meio crua por dentro, gigantona, enfim, um martírio na forma de comida, por € 5,50 já com o refrigerante. Fechei o dia indo a um mercado comprar coisas até para levar pra costa Amalfitana, escaldado com os preços e a falta de opção de Cinque Terre (são lugares de perfil semelhante). Em um mercadão próximo do hotel, pra se ter uma base dos preços napolitanos, comprei ricota, 0,75 kg de maçã Golden, uma porção de nhoque (muito bom), um punhadinho de salada de cenoura, dois yogurts, mozarela e umas seis torradas de pão italiano, tudo por € 7,95 (é um pouco mais barato que os preços de mercados em Roma). Obs: o pessoal do Hostelworld, dias depois, mandou mensagem dizendo que, após contactar o hostel problemático e averiguar o erro na reserva, estaria devolvendo o valor já pago. Preciso depois verificar se foi realmente creditado na minha fatura, já que havia sido pago via cartão de crédito na internet. Mas, de qualquer forma, tive resposta para minha solicitação. 10-10: Como é um dia perfeito pra você? Já tive vários nessa viagem, mas hoje foi um deles. Acordei meio tarde, meu colega de quarto assistiu ao jogo de futebol “Itália versus Albânia”, na noite anterior, pelas eliminatórias da copa (por sinal, nesse jogo a Itália venceu mas depois não se classificou). Depois, ele dormiu, mas roncava horrores. Daí, eu fiquei digitando esse relato, checando o facebook etc., esperando o sono vir com força total. E veio. Mas um sono tão gostoso que nem percebi mais o barulho do ronco. Dormi umas duas da madrugada, então me dei ao direito de ficar um pouco mais na cama, até lá pelas nove da manhã. Fiz minha mala, deixei-a no hostel e lá fui eu para uma visita ao Castelo Nuovvo, a mais ou menos uns duzentos metros do hostel (castelo “clássico” por fora, mas deixa a desejar no acervo. Há algo de errado com o castelo quando o fosso ao seu redor estiver cheio de entulho). Daí, a um mecadão próximo do hostel e lá comprei por doze euros: 2 litros de água, uma porção generosa de lasanha à bolonhesa, salada de cenoura já pronta, torradas com pão italiano, uma coca lata, quatro maçãs golden, um suco de maçã e um mix de frutas secas com castanhas. Voltei pro hostel, peguei minhas coisas e pedi pra me deixarem almoçar ali mesmo. E que almoço! Lasanha e salada ótimas, aliás, pra evitar comida ruim por aí, o melhor é isso mesmo, comprar comida pronta que eles vendem na maioria dos supermercados. Só a lasanha e a salada ficaram em sete euros, pra se ter uma base. Depois, de mala e cuia, lá fui eu em direção a Sorrento, com pausa em Pompeia Scava Vila Mistery, com o trem da Circunvesuviana, que sai da estação Garibaldi, por € 2,80 o bilhete. Cuidado! Não só fique atento à plataforma (3) quanto também ao trem, pois dali saem trens com vários destinos. Neste caso, é o trem que vai pra Sorrento que interessa. Há outro trajeto que também passa por Pompeia mas é outra estação. Chegando em Pompeia, tem bagageiro na estação de trem, onde deixei minha mala por € 3,00 podendo retirá-la até às dez da noite. Mas há também bagageiro gratuito ao lado da bilheteria para o Parque Arqueológico de Pompeia. Ali deixei minha mochila, a mala não caberia. Mas tem bagageiro maior pra malas pequenas. Comecei lá pelas 15:30, sendo possível a visita até às 19:30, se não me engano, por € 13,00 a inteira. É grande pra chuchu e estas poucas horas não foram suficientes, pois lá dentro tem a cidade em si mas também um museu, um antiquário, loja de souvenir e livraria. E é muito interessante. Pensar que tudo aquilo foi preservado por séculos vindo a ser o melhor testemunho da era Romana graças a uma tragédia sem tamanho, o sacrifício de tanta gente cozida, intoxicada e soterrada. Daí, vão aparecendo os detalhes que encantam, uma estátua aqui, uma arena de gladiadores ali, um anfiteatro, um prostíbulo, mosaicos, o luxo que não salvou ninguém... e você vai percebendo que tudo era muito parecido com o que é uma cidade hoje. Visita incrível completada, lá fui eu pra Sorrento (€ 2,40). Em Sorrento, tinha reservado um lugar meio diferenciado. Encontrei pelo hostelworld o “Campogaio Santafortunata”, um camping com cabanas, mas tinha uns comentários meio estranhos dizendo que o lugar era escuro, que era como cabanas na selva, tinha cobra... mas o lance “natural” me pegou, pois vi pelo google maps que eles tinham uma praia particular e ficavam no acesso para um dos lugares mais bacanas ao redor de Sorrento, o Bagni de Regina Giovanna (um “poço natural” cercado por ruínas romanas e com uma pequena comunicação com o mar). O ponto do ônibus em Sorrento que dá acesso ao camping está à esquerda de quem chega da rodoviária e vai pra cidade em direção ao mar, tem uma placa informando “Sita”. Mas tem que perguntar pro motorista se passa na frente do camping. E pedir pra ele avisar quando chegar lá. Isso na Itália é furada, nenhum motorista me avisou coisa alguma mas sempre deu certo no final, pois você mesmo detecta o local de dentro do ônibus. É sempre bom ter alguma referência visual de antemão, mesmo que uma informação prévia por email com o estabelecimento. Chegando, fui pagar as duas diárias, mas não foi possível pois queria pagar com cartão e, como já eram nove horas da noite, só dava pra pagar em “cash”. Sem nenhum estresse, o recepcionista disse que eu poderia pagar com cartão no dia seguinte. E lá foi o funcionário me acompanhar até meu “quarto”. Fomos descendo uma estradinha, com muuuuito verde e tudo muito bem cuidadinho, uma coisa meio Suíça, tudo de cerquinha de madeira com umas casas/chalés ao redor em meio às árvores. Adorei. Chegamos a nove cabaninhas enfileiradas, cada uma com uma oliveira e um deque na frente e escadinha de acesso num terreno íngreme, além de mesinha e cadeiras. Lindo. Abri a porta, já sem o funcionário. Uma cama de casal e outra de solteiro, banheiro, frigobar e ar-condicionado. Daí veio um medão de ter coisa errada na jogada, tipo, acorda Carolayn, que pelo valor da diária só poderia esperar um hostel, por mais que goste muito deles. Tipo um espaço compartilhado. E lá estava eu, com tudo só pra mim. Deu medo de que tivesse faltando um zero nos valores da internet. É por aqui que eu termino hoje. Com medo mas feliz. Vejamos amanhã se coisas “terríveis” vão acontecer na hora de acertar a conta e se “penas voarão” na confusão. Pompeia, com o Vesúvio ao fundo: 11-10: Acordei meio tarde lá pelas 9:30, pois o sono foi ótimo e quis aproveitar o quarto exclusivo. Fui até a portaria, paguei tudo (junto com o adiantamento da época da reserva e taxa municipal de visitação, dá € 58,00 por duas diárias). Tomei banho e fui dar uma conferida no acesso ao mar do camping. Lindão, com paisagens bem legais, mas tinha placa dizendo que não podia nadar caso não houvesse salva-vidas. Não que duas gringas não estivessem saindo da água fazendo “as egípcias” (como quem diz: não é comigo). Fui pro restaurante (vista panorâmica lindíssima ali) lá pelas 12:00 e pedi um filé de frango com um molho local, mais uma salada completa e suco de laranja, tudo por € 15,00. Depois, paguei internet por 24 horas (€ 4,00) e dei uma checada na vida virtual. Paguei um passeio pro dia seguinte de barco pra Capri, por € 45,00. Daí, fui conhecer algo que já tinha visto no google maps e estava muito curioso para conferir. É que o camping está próximo de umas ruínas romanas que rodeavam um “poço” chamado Bagni dela Regina Giovanna, de águas transparentes boas pra banho. Na verdade, é como se fosse uma micro-baía rodeada por um paredão e pelas ruínas e mato que cresceu ao redor. Fica no sentido oposto de Sorrento, em direção ao Cabo. Você sai do camping Santafortunata pela rodovia, anda por ela (um perigo, micro acostamento, cuidado) uns 300 metros até chegar a um bar do lado oposto chamado “Bar Del Capo”, e entrar em um caminho em direção ao mar ali em frente. Singelo, mas bem legal. Ao lado, locais ótimos para banho de mar (e a temperatura da água excelente para um início de outono europeu), já de frente para o mar aberto mas protegido por rochedos. E aquela água verdinha e transparente. Nadei e tomei um solzão de fim de tarde. Tempo ótimo. Voltei pro camping. Fiquei sabendo pelo funcionário brasileiro do restaurante do camping, o Rafael, que mais adiante tem uma praia de nudismo. Não a vi, mas tinha uns agitos nas moitinhas ao redor. Jantei no restaurante do camping uma lasanha com uma salada por € 15,50. Uma delícia. Apesar da minha gigantesca satisfação com o camping e sua localização, eu já tinha me tocado ao planejar a viagem que ele ficava meio longe de Sorrento, o que significa longe de mercados com artigos abundantes e variados. Até tem mercadinho próximo, mas pouca variedade de gêneros e preços nada camaradas. Aliás, tem mercadinho no camping. Pra se ter uma base, a água mineral sem gás de 1,5 litro custa € 1,5. Sabendo disso, eu trouxe aquele estoque de água e comida lá de Nápoles. Fica a dica. 12-10: Acordei, tomei o café da manhã do camping por € 7,00 (um bufê interessante e abundante), e fui esperar o pessoal do passeio (eles te pegam ali às 9:00, te levam pra marina Massalubrense, de onde sai o barco – 10:00 - dão a volta completa na Ilha de Capri, te deixam no porto principal – Marina Grande - às 12:00, e combinam de buscar todo mundo às 17:30). Lindão o passeio, passam próximo das entradas das grutas Branca, Azul e Verde (mas não podem se aproximar muito, pois o tamanho da embarcação, grandinha, não permite – é o que alegaram) e pelo meio dos Falagliones, rochedos peculiares que se sobressaem na paisagem, inclusive um deles possui um arco, como um túnel, e claro que o barco passa por ele, com o guia dizendo “l'arco dell'amore”, mas com uma tal malícia na voz que não dá pra levar a sério, é como se dissesse “o buraco da putariiiiiiiia”, muito engraçado. Ele deve estar de saco cheio de tanto falar isso o tempo todo e daí extravasa um pouco. Com o tempo restante (12:00 às 17:30), dá pra fazer uma programação meio que rápida pela ilha, inclusive ir até a famosa Gruta Azul. Tem saída pra lá do vilarejo de Anacapri, são ônibus específicos. Não me interessei, pois é muito trampo pra tão pouco tempo (dizem que nem cinco minutos de observação dentro da Gruta), mas falam que é uma experiência marcante. Preferi ir até o ponto culminante da Ilha, o Monte Solaro, a 589 metros de altitude. Pra se chegar lá, também tem que ir de ônibus do porto até Anacapri (€ 2,00 pra ir e mais € 2,00 pra voltar) e de lá pegar o teleférico (€ 11,00 ida e volta) que te leva até o topo (13 minutos cada “perna”). Lá tem um restaurante, banheiros e as vistas são incríveis mesmo e o tempo estava super ensolarado. Antes disso, almocei por Anacapri e até que os preços foram muito menores que os de Cinque Terre (ponto pra ilha, mais bonita e mais barata). Aliás, comi uma pizza de queijo, ricota e molho de tomate com massa de biscoito que estava uma delícia (€ 14,00 pela pizza mais uma coca, na Sciuè Sciuè, Via Giuseppe Orlandi, 73, Anacapri) - outro ponto pra Ilha de Capri, e olha que foi praticamente o primeiro lugar que apareceu – humilhou Cinque Terre, onde até escolhendo me ferrei. Fãs de Cinque Terre, perdoem-me, mas foi um fato. Com o fim do passeio e a volta pro “continente”, aproveitei uma carona do camping até o ponto de ônibus “Sita” próximo à estação de trem no centro de Sorrento, e lá fui eu de mala e cuia pra Atrani, na Costa Amalfitana, ao lado da própria Amalfi (€ 2,90). Isso no início da noite. E foi aí que a coisa pegou. Não se enxergava quase nada, apenas luzes, e o ônibus só que subia, subia, subia... naquela rodovia estreitinha que deixava o corpo de quem tivesse sentado do lado direito frequentemente a menos de 0,5 metros do precipício, conforme todos relatam e agora eu também. E dá-lhe curva, montanha russa, buzinaço e palavrão, a gente se acostuma. Fiquei imaginando aquilo durante o dia. Aliás, acredito que seja uma paisagem tão única e incrível demais da conta, que eu acho que teria que ter lei que proibisse essa viagem à noite. Depois de amanhã, voltando pra Nápoles eu vou me esforçar pra ir durante o dia e ver isso aí em melhores condições. Aliás, essa experiência da viagem e as características das cidades atravessadas já me permitem dizer o seguinte: pela segunda vez na viagem, sendo a primeira Lauterbrunen e arredores (Suíça) posso dizer que meu queixo caiu e não levantou mais. O que é essa Costa Amalfitana? Tudo aquilo e mais um pouco que eu esperava da Itália é aqui no sul que estou encontrando. E vejamos se amanhã tudo isso se confirma. Ou se me arrependerei horrores de pensar assim. Mas o meu impulso agora, que só tenho mais dois dias e meio na Itália, é remarcar minha passagem pra daqui uns seis dias ou até quem sabe eliminar Londres e ficar aqui, desmarcando o hostel de lá (possível até dois dias antes) e perdendo a passagem de trem Londres-Paris. A coisa pegou fortemente nesse tal de sul da Itália, a começar pelo caos adorável de Nápoles. E olha que vi coisa nesse país, hein? Apaixonado, mais nada! Que que eu faço, minha gente? Uma linda noite pra pensar... Se eu disser que cheguei em Atrani em êxtase, fui pro hostel e estava tudo fechado, mas eu já em estado de graça nem me incomodei. Daí um fulano (o primeiro que eu vi na frente, não tem muitos por aqui, é uma vila, adorável vila) já conhecia o dono, já foi chamar, já resolveu tudo. É o hostel A’Scalinatella, Piazza Umberto I, 5-6, duas noites por € 66,00 (já incluindo “taxas de visitação”), reservado meses antes pelo Booking. Estou aqui num quarto de hostel pra duas pessoas, com banheiro dentro, sacada com varanda, somente eu no quarto, felizão da vida, querendo que isso aqui não acabe nunca, com o sino da igreja tocando, quando abro a porta pra sacada é aquela paisagem urbana tipicamente sul-italiana, até pra mim tem varalzinho que dá pra rua e em cima do andar de baixo e eu já pendurei sunga molhada e toalha lá, meu Deus, Buda, Alá, energias, universo, como estou feliz! OBS: quando escrevi isso tudo, como puderam observar, a viagem estava acontecendo. E eu, empolgadíssimo com o sul da Itála. Mas mantive os planos iniciais e fui no dia marcado pra Londres. E ali foi tudo incrível, também me apaixonei por Londres, ainda bem que não mudei a programação original. Espero voltar tanto pro sul da Itália quanto pra Londres, entre outros destinos dessa grande viagem. Também tinha me esquecido de dizer que, chegando em Amalfi, pega-se outro ônibus no mesmo local em que o ônibus anterior te deixa, com destino a Atrani... que está a cinco minutos andando de Amalfi, é só seguir pela direção oeste. Tem também um túnel que liga as duas. Só vale a pena pegar o ônibus se as malas forem muito incômodas. Claro que o motorista não me avisou que andando era muito mais prático, apesar de termos esperado por uns quarenta minutos pelo horário da saída do ônibus. Alguns são realmente muuuito chatos. Entrada da Gruta Verde, Ilha de Capri: I Faraglioni, Ilha de Capri: 13-10: Acordei com o firme propósito de ir até Ravello e a Trilha Sentiero Degli Dei, entre Bomerano e Positano, passando por Nocelle. Mas, pensei, vou dividir as coisas. Como iria embora de Atrani no dia seguinte, resolvi deixar a ida a Ravello pro dia 14, pois é rápida (50 minutos até lá, subindo de Atrani, menos ainda pra voltar, pois é descida) e, quem sabe, faria até mesmo pela manhã antes do check-in. E lá fui eu pra trilha. Pega-se o ônibus pra Agerola em Amalfi, na praça que serve de ponto de chegada e partida pros ônibus (5 minutos andando de Atrani, sim, é pertinho demais) descendo em Bomerano - € 2,00 -paisagens incríveis nessa viagem). Como o ônibus só sairia 12:30, aproveitei o tempo pra passear em Amalfi, indo conhecer um complexo que reúno Claustro do Paraíso, Basílica do Crucifixo, Museu, Cripta e a Catedral (forte influência bizantina – visita simpática – mas o melhor de longe é a fachada da Catedral, impressiona). Dali, segui os passos de um rapaz que esqueci de pegar o nome, daqui do mochileiros, mas segui meeeesmo, é o mesmo que indicou o hostel de Atrani. Segundo ele, seria legal ao passar pelo centro de Bomerano (incontornável, pra quem vai pra trilha, mega bem sinalizada), na “salumeria”, comprar queijo “fior de Latte”, presunto “parma” e pão de focaccia. Deu tudo quase certo, mas não tinha o pão de focaccia, aí, cruzei a rua até a padaria e comprei pão ciabata (meio diferente dos nossos, mas muuuuito bom), além de umas peras e uma coca (€ 12,00 por tudo – o presunto foi meio carinho). E, claro, já levava água abundante, pois a trilha é longa (umas 4 horas ao todo, mas acabei fazendo ¾ dela). Paisagens lindas, penhascos super altos, bateu uma vertigenzinha num certo momento (tenho vertigem, mas acho que grande parte dela foi curada na Suíça, na base do vai ou racha), mas nada que atrapalhasse os planos. Vale a pena. E, nesse sentido, é quase somente descida. Daí, acho que vale a pena evitar o sentido contrário (Positano-Bomerano), a não ser que a tara por exercícios for incontrolável. Mas vai penar. Vi muita gente meio que arrependida dessa opção. A cara, a respiração e a cor deles diziam tudo. Voltando pra Atrani de ônibus por Positano (€ 2,00 - meio que envergonhado, pois estava pura poeira e provavelmente vermelho que nem peru, além do cheiro/suor) e, chegando no hostel, qual não foi minha surpresa ao saber que o check-in no dia seguinte seria às 10:00. Ok, alguns hostels são assim, mas quando você faz planos pra sua manhã você imagina que seria ao menos 11:00. E, detalhe sórdido, não permitem depósito de bagagem pra pegar quando voltasse de Ravello. Chorei as pitangas, mas toda a simpatia inicial virou um “isso aqui é um negócio, não posso agir assim!”, meio que ignorando como a coisa funciona no resto do mundo. Conclusão, ou acordaria muito cedo pra ir, curtir e voltar antes das 10:00 (mais banho e café da manhã) ou já era. Dormi mal pra caramba e não rolou Ravello, pois acordei mega cansado. Triste. Amalfi: 14-10: Ida pra Nápoles (€ 2,00 de ônibus até Sorrento mais € 3,90 de trem até Nápoles, além de € 1,10 de metrô até o hotel/hostel Bella Capri, diária por € 16,00 – quatro euros a menos do que da primeira vez, mas o quarto já não era o mesmo, agora era um quarto para quatro pessoas). Saí as 9:30 de Amalfi e cheguei às 14:00 no hostel, sempre com algum tempinho nas esperas/transições. Aproveitando o dia, fui conhecer a Praça do Plebiscito (interessante) e a Galeria Humberto I (linda, vale a pena), além de um passeio descomprometido pela orla até o Castelo do Ovo (sem entrar, já era tarde). Jantar que também valeu por almoço por € 23,00 - nhoque com molho pesto, salada do chef, coca e 4 bruschettas (aqueles pães com tomates picadinhos). Á noite, encontrei uma sorveteria mega boa na beira mar e dei conta de tomar € 8,00, tava inspirado. Muito linda Nápoles. Esse foi o último dia integral pela Itália. Amanhã, avião às 11:00 até Londres. 15-10: ônibus “Alibus” (€ 4,00), que sai da avenida Beira Mar em direção ao aeroporto (tem um ponto específico para ele a 2 minutos do hostel), por € 4,00 – o ticket pode ser adquirido em tabacarias ou em bancas. Voo Nápoles-Londres, saindo às 11:00, por € 143,69, chegando no aeroporto de Gatwick às 12:50 (caríssimo, mas quando fui comprar com cinco meses de antecedência, fiz toda a transação achando que fosse em reais e era em euros. Até hoje acho que em algum momento fui ludibriado pelo site. Mas deve ter sido mancada mesmo. Então, cuidado ao fazer as reservas). O relato agora segue em um tópico chamado “Londres-Paris-Madrid”, já que foram as únicas cidades pelas quais passei no Reino Unido, França e Espanha. Depois, tem o relato “Marrocos – 16 dias”.
  5. 5 pontos
    @Andressa garcia motta , como você pode ver não são todas as pessoas que tem esse mesmo espírito Mochileiro aqui no fórum...hahahaha. Eu acho que pela experiência de vida é válido sim e você vai conhecer bastante gente do Brasil e do Mundo durante esse mês, pode ter certeza. Só por isso já valeria a pena..
  6. 4 pontos
    @TatoSR As informações antigas não serão retiradas do conteúdo, elas só não serão mais vitrine da comunidade.
  7. 4 pontos
    Questão de adaptação... Melhor fórum, independente das mudanças que são inevitáveis... Todos do blog estão de parabéns! Só por favor não retire essas informações antigas!!! Eu leio até os comentários de 10 anos atrás kkkkkkkkk antiga ou nova a informação é sempre bem-vinda! (Pelo menos para mim kkk)
  8. 4 pontos
    Modelo A Arábia Saudita, Aruba, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Bermudas, Bolívia, Brasil, Cambodja, Canadá, China (com barras metálicas nos plugs ligeiramente mais curtas do que as utilizadas nos outros países), Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Filipinas, Guam, Guatemala, Guianas (as três), Haiti, Honduras, Ilhas Cayman, Jamaica, Japão, Laos, Líbano, Libéria, Maldivas, Nicarágua, Nigéria, Panamá, Peru, Porto Rico, Tailândia, Taiti, Taiwan, Venezuela, Vietnam e Yemen. Modelo B os mesmos países que adotam o tipo A, exceto Bangladesh, Bolívia, Cambodja, China, Maldivas, Peru, Tailândia, Taiti, Vietnam e Yemen. Também é encontrado nos Açores, Belize e Trinidad e Tobago. Modelo C Açores, Albânia, Alemanha, Algéria, Angola, Argentina, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Bolívia, Bósnia, Brasil, Bulgária, Burundi, Cabo Verde, Casaquistão, Chile, Congo, Coréia, Croácia, Dinamarca, Djibuti, Egito, El Salvador, Eritréia, Espanha, Filipinas, Finlândia, Gabão, Gibraltar, Grécia, Guadalupe, Guinéia, Hungria, Ilhas Canárias, Ilhas Madeira, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Israel, Iugoslávia, Kuwait, Laos, Líbano, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Madagascar, Marrocos, Martinica, Mauritânia, Mauritus, Moçambique, Mônaco, Nepal, Netherlands, Nigéria, Noroega, Omânia, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Romênia, Ruanda, Rússia, Senegal, Síria, Somália, Sudao, Suécia, Suíça, Surinane, Tailândia, Togo, Tunísia, Turquia, Uruguai, Vietnam, Zaire, Zâmbia. Modelo D Afeganistão, Bangladesh, Benin, Botswana, Camarões, Chad, El Salvador, Emirados Árabes, Equador, Etiópia, Gana, Grécia, Guadalupe, Hong-Kong, Índia, Iraque, Israel (Jerusalém), Jordânia, Kênia, Líbano, Líbia, Macau, Madagascar, Maldivas, Martinica, Mônaco, Namíbia, Nepal, Níger, Nigéria, Paquistão, Quatar, Senegal, Serra Leoa, Sri Lanka, Sudão, Tanzânia, Yemen, Zâmbia, Zimbabwe. Modelo E Bélgica, Burundi, Camarões, Chad, Congo, Djibuti, El Salvador, Eslováquia, Guiné Equatorial, França, Guiana Francesa, Grécia, Guadalupe, Ilhas Canárias, Indonésia, Laos, Lituânia, Madagascar, Mali, Martinica, Mônaco, Marrocos, Nigéria, Polônia, Senegal, Síria, Taiti, Tunísia. Neste tipo de tomada é possível encaixar plugs do tipo C. Modelo F Açores, Alemanha, Algéria, Aruba, Áustria, Bulgária, Cabo Verde, Chad, Coréia, Croácia, El Salvador, Finlândia, França, Grécia, Guiné, Hungria, Ilhas Madeira, Indonésia, Itália, Jordânia, Laos, Luxemburgo, Moçambique, Mônaco, Netherlands, Nigéria, Noroega, Portugal, Romênia, Samoa, Suécia, Surinane, Turquia, Uruguai. Neste tipo de tomada é possível encaixar plugs do tipo C. Modelo G Arábia Saudita, Bangladesh, Belize, Botswana, Brunei, Camarões, China, El Salvador, Emirados Árabes, Gâmbia, Gana, Gibraltar, Granada, Guatemala, Guianas (as três), Hong Kong, Ilhas Seychelles, Inglaterra, Iraque, Irlanda, Jordânia, Kuwait, Líbano, Macau, Malásia, Malawi, Maldivas, Malta, Mauritus, Nigéria, Oman, Quatar, Serra Leoa, Singapura, Tanzânia, Uganda, Vietnam, Zâmbia, Zimbabwe. Modelo H Gaza, Israel. Modelo I Argentina, Austrália, China, El Salvador, Guatemala, Ilhas Fiji, Nova Zelândia, Okinawa, Panamá, Papua, Tadjiquistão, Tonga, Uruguai. Modelo J El Salvador, Etiópia, Madagascar, Maldivas, Ruanda, Suíça.(brasil) Modelo K Bangladesh, Dinamarca, Groelândia, Guiné, Madagascar, Maldivas, Senegal, Tunísia. Modelo L Chile, Cuba, El Salvador, Etiópia, Itália, Maldivas, Síria, Tunísia, Uruguai. Modelo M África do Sul, Moçambique, Suécia (esse modelo possui os pinos mais grossos).
  9. 4 pontos
    Gostei da ideia das Tags, acho que irá melhorar bastante a busca.
  10. 4 pontos
    Exato! Destinos antes de Perguntas e Respostas. Sinto que vale a experiência. Sobre o novo fórum, deixo aqui algumas sugestões: Como encontrar respostas Chegou agora? Aqui contamos como pode encontrar o que procura. Como navegar - [menos sedutor, em minha opinião, pois todos pensamos que não precisamos e já sabemos de tudo rsrs] Este fórum contém orientações para que possa ajudar e ser ajudado. Chegou agora? Neste fórum contamos como pode encontrar o que procura além de conter orientações de como nos ajudar e ser ajudado. Sugestão de conteúdo: "Desde 1999 o Mochileiros.com é a maior comunidade de troca de informações sobre viagens em suas mais diversas modalidades. Aqui ajudamos com seu roteiro, compartilhamos relatos de viagem, trocamos dicas sobre equipamentos e ainda encontramos parceiros dispostos a encarar a mesma aventura ou a responder nossas dúvidas. Se você é viajante de primeira viagem o Guia do Mochileiro é para você. É importante lembrar que é muito provável que encontre no fórum todas as informações sobre o destino que procura nos mais diversos roteiros e relatos de viagem [pensei em colocar 'entre os mais de 10.000 relatos de viagem' mas ao invés de passar credibilidade apenas alimentaríamos o nosso inimigo: a preguiça! Rsrs] com informações detalhadas. Mas se mesmo depois de pesquisar pelos destinos não encontrar uma resposta específica, ainda pode tirar sua dúvida no fórum de Perguntas e Respostas. Leia, pesquise, pergunte, responda: o Mochileiros.com é uma comunidade feita por viajantes para viajantes."
  11. 4 pontos
    Olá, @Silnei ! Gratidão por essa clareza! Assumo que nas últimas semanas não sabia como seria mais efetivo auxiliar nesse processo... Sempre que surgia alguma questão no tópico Perguntas e Respostas bem clássica como "quero fazer um mochilão e não sei por onde começar" ou "o que tem para fazer em tal lugar", tão rápido quanto possível entrava com a sugestão para que a pessoa explorasse o fórum e de quebra já orientava com o link do tópico onde poderia encontrar a resposta, como Guia do Mochileiro ou Roteiros e Relatos de viagem. No entanto, como bem disse, também é um trabalho infinito e paleativo. O que tenho pensado é que talvez algo que poderia ajudar seria não deixar o tópico de Perguntas e Respostas como o primeiro da lista de tópicos pois dessa forma é quase automático que aquele que chega - dados os vícios da sociedade imediatista - vá logo perguntando sem nem ao menos descer a tela (digo isso pois acesso o site pelo celular no navegador, não sei como fica o acesso pelo aplicativo ou em um PC, mas creio que a lógica é a mesma). O que pensei é que no lugar do primeiro tópico de Perguntas e Respostas poderia ter um tópico chamativo e autoexplicativo como "chegou agora? vem/clique aqui que a gente te explica" onde, em no máximo três parágrafos, orientamos como funciona. Ou, ainda nesse tópico "chegou agora(...)", ao invés de orientarmos como funciona, separamos os tópicos por três blocos como, por exemplo: tudo sobre lugares para viajar - contendo links de relatos, roteiros, destinos, blogs de viagem, etc; tudo sobre formas de viajar - contendo links de mochilão roots, pedir e oferecer carona, carro, barco, moto, companhia para viajar, etc; tudo sobre equipamentos - contendo links sobre lojas, equipamentos, reviews, venda, compra, etc; E, por último, o ítem não encontrou o que procurava em nenhum destes links? Deixe sua pergunta no título aqui - contendo o link de perguntas e respostas. Concordo em gênero, número e grau com a maior parte do exposto aqui, sobretudo com a parte em que a @Nani84 diz sobre estarmos nos tornando dinossauros da internet, rsrsrs. No entanto insisto na ideia de que talvez, mais do que o próprio vício do imediatismo, a preguiça seja um fator de peso para o não garimpo das próprias respostas, o que acaba por ser alimentado com o tópico de Perguntas e Respostas oferecido assim, de bandeja, logo de cara! Rsrsrs Ao menos essa é a impressão que tenho. Aproveito para agradecer a @LF Brasilia pela oportunidade de discutirmos este ponto. Também acompanho o fórum há bastante tempo embora também tenha me registrado apenas recentemente. O curioso é que sempre o usei em busca de informações sobre equipamentos pois esse negócio de pesquisar sobre lugares em si é bastante recente na minha vida (ai, como eu era vidaloka hahaha ) E adiciono que um dos tópicos mais hilários da minha vida, do qual sou fã e sempre volto para dar risada ou compartilhar com algum amigo, é o sobre como evitar cobras em trilhas e acampamentos selvagens! Fica a dica para dar boas risadas e a gratidão por esse espaço! P.S.: se falei abobrinha mandem um feedback, mas acredito muito fortemente que nós mesmos estamos incentivando as perguntas superficiais cujas respostas já existem ao mantermos o Perguntas e Respostas logo de cara, assim como sinto falta de um aviso que contenha a informação de que "provavelmente a sua resposta já existe, basta procurá-la" de uma maneira elegante, claro rsrsrs
  12. 3 pontos
    Pesquisando destinos na internet, me deparei com a cidade de Forquetinha, e a princípio nem acreditei, no que vi. Achei que era alguma cidade do vale Europeu de Santa Catarina, como Pomerode, Blumenau, Joinville ou algo assim. Tamanha a beleza das edificações e construções do lugar. Mas para meu espanto, dizia que a cidade se localizava no vale do Taquari/RS, próximo a Lajeado. Estranho... Pois já havia ouvido falar de Teutônia, Lajeado, e até Westfália, como as referências da colonização alemã, naquela região. E assim passaram quase seis meses de expectativa. Sendo que apesar das diversas idas e vindas da Serra e a Região Central do RS, nunca conseguia encaixar a tal visita. O que só aumentava a ansiedade. Tornando Forquetinha quase uma lenda pra mim. E quanto mais via fotos e relatos do lugar, mais aumentava minha duvida se realmente ele existia. Eis que no ultimo final de semana retornando de Santa Maria para Caxias, num dia nublado e com pancadas de chuva, decidi arriscar, " e se fomos...". Passando Lajeado, uns 5 km, já avistei o Pórtico da cidade, no estilo Enxaimel, bem pintado e conservado, vi uma placa indicando 14 km para a cidade. E um trecho de estrada de chão. Ixi... será que é fria? Me enfiei na estrada empoeirada e cheia de pedras soltas, mas o trecho curto, maior parte do trajeto é asfaltado, e acho que nem da 10 km, na verdade. E quanto mais me aproximava do destino, mais a emoção aumentava. Logo me deparei com a praça central, um encanto aos olhos, com estatuas e enormes edificações estilo enxaimel. Realmente quem projetou a cidade, foi um tanto megalomaníaco, pois, os prédios são enormes, posto de saúde, biblioteca, prefeitura, tudo parecendo tirado de um conto de fadas germânico. E muitas placas dos monumentos escritas somente em alemão. Por mim já estava de bom tamanho, mas tinha mais, muito mais. Destino a cereja do bolo, Parque de Exposições Christopher Bauer. Não consta no google maps, mas é fácil achar, é só perguntar para algum morador que indicam bem certinho. Na passada mais prédios lindos, todos em estilo alemão, coisa nunca vista. E as casas, jardins e pátios, muito bem cuidados e floridos, um capricho só. Ao chegar em frente ao Parque, meu coração quase saiu pela boca, o lugar é imenso, com casarões, estatuas, um gigantesco papai noel, um labirinto verde, local lindíssimo desde o portal de entrada. Quando entrei no Parque a vontade era de sair correndo feito criança, tamanha a euforia. Que lugar magnifico! Sensação indescritível, Gramado, Canela e Nova Petrópolis que me perdoem, mas em minha modesta opinião o titulo de mais bela cidade alemã do estado vai para... Forquetinha. O parque é coisa de louco, até um pavão feito de flores, existe no lugar. Ainda bem que a chuva havia parado, e consegui registrar várias imagens. No local existem restaurantes, e casa de artesanato, mas como eram 19 horas passada, já estava tudo fechado. Não sei como um lugar de tamanha beleza, é tão pouco conhecido. Pra mim um dos lugares mais incríveis do estado com certeza, junto com o Parque Witeck de Novo Cabrais e Praça das Tupiarias de Vitor Graeff. Rota: Postado há 1 minute ago por Sant' Anna
  13. 3 pontos
    Esta viagem teve início em NOV/2017 - Trilhas pela Patagônia, Torres Del Paine, El Calafate, El Chaltén e Ushuaia, a busca de um sonho! Este é um relato longo, que eu expresso após 11 anos sonhando com esta viagem aqui para todos vocês. Preludio Esta história começou em São Paulo, no Brasil, quando em algum momento de 2005, sim, há mais de 11 anos, eu li um relato sobre quatro amigos que em Novembro de 1998 saíram com dois veículos Renault e desceram rumo a Ushuaia de carro. Km e mais km de rutas, 3 e 40, a mítica 40, e a partir deste momento, despertava em mim o desejo de conhecer o tal fim do mundo de qualquer forma, e inspirado por este relato, e depois por outros, inclusive que aqui li, desenhei o que seria a minha aventura perfeita a esta tal de Patagonia. Eu devo ter lido e relido esta e outras histórias umas 2000 vezes, e não me cansava, a cada ano eu programava e desenhava roteiros, estudava mapas, um ano eu queria ir de carro, outro de moto, no outro carro, e com isso alguns anos se passaram e eu não havia conseguido completar esta jornada, de nenhuma forma, até então. Em 2013, ainda em SP - Brasil, ja casado então, eu e minha esposa decidimos que iriamos em algum momento de nossas supostas férias, Dez/2013 - Jan/2014. Começamos o planejamento, desenhamos rotas, compramos mapas, tínhamos o carro, minha irmã iria trazer alguns equipamentos do Canadá para nós, ou seja, tudo planejado, nada poderia dar errado, se não fosse uma “certa" jogada do destino… Resumo: Meu cunhado e minha irmã nos convidaram para morar no Canadá, indo em Fev/2014 e nós aceitamos, cancelando mais uma vez a tão sonhada viagem……….. Passa ano, vira ano e sempre falando da viagem, até que em Outubro de 2017, sentado em uma conversa com a minha esposa, chegamos em um consenso de que não conseguiremos ir juntos para a Patagonia, não até meados de Ago/2018…. E em um rompante, minha esposa diz, vai sozinho, e depois vamos de novo juntos. Isto era 21 de Outubro de 2017. Dia 22 eu comprei as passagens e sai do Canada dia 31 de outubro de 2017, exatos 9 dias após a conversa com minha esposa. Como acampamos bastante aqui no Canada, eu tinha quase tudo referente a equipamentos, e de certo, ja havia todo o planejamento mental do que eu gostaria de fazer. Como foi uma viagem sem antecedência, voei com a mente aberta, sem desenhar roteiros, sem reservas de hostel, sem nada, somente com as datas fixas dos vôos, o resto seria desenhado ao bel prazer dos ventos patagônicos, como vocês lerão abaixo. Este era o único roteiro planejado: 01/NOV - Toronto > São Paulo 04/NOV - São Paulo > El Calafate 06, 07, 08/NOV - Reserva de campings em Torres Del Paine 19/NOV - El Calafate > Ushuaia 25/NOV - Ushuaia > São Paulo Todo o resto fora acontecendo conforme meus passos eram dados, dava vontade, eu fazia, tava cansado? Descansava, dava vontade? Eu ia…. E assim começa este relato. Sábado 04/11/2017 - Dia 01 - BRA -SP - ARG BsAs - ARG El Calafate Primeiro dia de viagem, meu Pai me levou para o aeroporto GRU, despachei as malas e meu Vôo saiu de SP as 07:35am rumo a Buenos Aires, 2 horas de vôo, rápido e tranquilo com um pequeno lanche a bordo. A chegada em BsAs foi um pouco conturbada, pois o primeiro vôo saiu um pouco depois do horário programado, com 30 min de delay, que a Aerolineas já havia me notificado por e-mail um dia antes, e me deixado um pouco preocupado, pois a minha próxima conexão seria bem apertada, visto que eu deveria descer do primeiro vôo, pegar a mochila, trocar $$$, (falarei mais disso a frente), e achar o portão para o próximo vôo…. Mas no final deu tudo certo e tudo se encaixou como uma luva. Mochilinha na mão, portão de embarque localizado, mochilona despachada de novo e agora era só esperar…. Saindo de BsAs para El Calafate as 11:15am, vôo lotado, bem diferente do primeiro que veio vazio, do meu lado duas senhoras que estavam voando pela primeira vez… rsrsrs Estavam reluzentes com a novidade!!! Tirei umas 200 fotos para elas, pois eu estava na janela e elas não sabiam usar direito o celular!!! Lol O Piloto anuncia, “Srs passageiros, sugiro fotografarem e filmarem bastante, este tempo lindo e aberto, sem absolutamente nuvens não é tão comum aqui, então aproveitem!!!” Recado dado e aceito, fotos e filmagem a rodo do avião !!! Rsrsrs Chegada as 02:30pm, super tranquila, peguei a mochila, tirei a capa de proteção, embalei tudo e perdi uns 15 minutos em êxtase por ter chego a Patagônia, por estar dentro do meu sonho, e também observando o aeroporto e as pessoas sairem e pegarem taxis ou vans em sentido a cidade. Depois destes minutos de êxtase, dei-me conta que não tinha reserva de nenhum hostel ou similar, e que deveria procurar algo pra começar… kkkkkkk Tentei conexão com a internet do aeroporto de El Calafate, mas como vim a descobrir depois, a internet na Patagônia não é lá muito funcional… e a net do aeroporto não estava funcionando. Bem, pedi um taxi.... taxista: “Para onde sr?” Eu: Não sei, me leva para a cidade….. Taxista:”Como assim? Vc não sabe par onde vai? Não tem reserva?” Eu: Não, não tenho…. Me leva para a cidade q está bom… vc me indica algum hostel? Taxista:”Chê, você é doido…kkk vamos então! Batemos um papo durante os 16km de distância entre o aeroporto e a cidade e acabei parando no America del Sur Hostel, paguei os absurdos ARG$480 pelo táxi, o preço é tabelado, e fui para a porta do hostel. Recepcionista me pergunta, tem reserva? Digo, eu não, tem cama? Recepcionista, tá é doido….kkkk mas tem sim… cama comprada, lá vamos nós começar a passear pelo hostel e arrumar as coisas e pegar informações. O staff do hostel foi muito bacana, me ajudaram com todas as informações que eu necessitei, o hostel em si é muito bonito e bem infra estruturado, por sinal posso dizer que foi o mais legal/bacana que eu fiquei durante esta trip. Paguei CAD$ 20 pelo quarto, este com 4 camas beliche e locker espaçoso o suficiente para colocar a mochila inteira dentro. Você tera que usar seu próprio cadeado para tal, não se esqueça. Banheiros dentro do quarto e água quente ok! Bem, passagem para Puerto Natales no Chile comprada, agora é só curtir um pouco o hostel e descansar. Domingo 05/11/2017 - Dia 2 - ARG El Calafate - CHL Puerto Natales De acordo com o staff do Hostel o ônibus passaria na porta do hostel as 5:45am, acordei mais cedo, empacotei tudo que precisava e sai para tomar meu desajuno. Café da manhã incluso na diária, e bem completo, com direito a pães, ovos, cream cheese, dulce de leche, café leite, sucos entre outras coisinhas. Conversei um pouco com uma Californiana que também iria para TDP e pegamos o ônibus. Viagem tranquila e sem percalços, com uma parada no meio do nada para café e WC. Alfândega tranquila e sem novidades, leva um tempinho para passar para o Chile, mas nada fora do normal. Aqui, se você tem algo proibido, você será revistado, inclusive eles tem raio-x para verificar sua bagagem. Você não pode carregar nada de frutas-verduras, mel, carnes, etc… inclusive carne seca. Foram 352km rodados em 04h30m, chegada em Puerto Natales tranquila, fui caminhando até o Hostel Last Hope, uns 10 quarteirões da rodoviária… Hostel bem honesto, CHL$13.800 pagos, quartos com 4 camas tipo beliches, e locker pequeno, serve para guardar valores e pequenos itens, a mochila não cabe e ficou no chão. Banheiro e chuveiros compartilhados e fora dos quartos, banho quente ok. Larguei tudo pelo hostel e fui passear na charmosa cidade de Puerto Natales para buscar algumas coisas que eu precisava. Lembrando que, na Patagonia, tudo fecha para almoço e só abre a tarde, tipo 4:30pm…kkkkkk e par piorar, ainda chegue no Domingo!! Bem, achei um mercado aberto, comprei algumas coisas tipo amendoim e chocolates para levar, e comida para minha janta. PS: Não espere muito dos mercados de Puerto Natales, não tem muita variedade, e se você der azar como eu de chegar em um Domingo, vai pegar todas as prateleiras vazias…. Bem compras feitas, fui em busca de álcool para meu fogareiro, no mercado não tinha, então a próxima parada foi em um posto de gasolina. Bem, no chile não tem álcool combustível, mas o anti congelante para carros é basicamente álcool e serve como tal. Cheguei no posto e perguntei sobre para o frentista, e o mesmo me informou que o anti congelante estava no armário do posto, o rapaz que estava com a chave do armário so voltaria no dia seguinte… como embarco amanha as 7am não daria para esperar, fui em busca do plano C = Farmácia. Lembra que era Domingo? Pois bem, tudo fechado kkkk mas descobri que uma farmácia tem q estar sempre aberta, então me disseram para bater na porta. Foi o que fiz e alguém abriu para mim!!!! Aleluia! Fui direto na prateleira e achei a última garrafa de álcool disponível na cidade, acredito!!! Kkkkk Álcool comprado, voltei ao hostel para jantar e descansar. Comprei a passagem para TDP no Hostel mesmo, o preço é o mesmo que na rodoviária, então sem problemas. Fui jantar e descansar. Segunda-Feira 06/11/2017 - Dia 3 - CHL Puerto Natales - CHL Torres del Paine Camping Las Torres Levantei bem cedo para arrumar tudo e tomar cafe, também incluso no preço, com Paes, queijos, presunto, sucos, leite, etc. Acabei me atrasando e tive que correr 10 quarteirões de subida até a rodoviária para não perder o ônibus. Detalhe, 19.5kg de mochila!!!! Kkkkkkk Peguei o ônibus e lá fui para Torres del Paine. 116km rodados em 1h35m, viagem rápida e tranquila. O ônibus para na portaria, la pagamos as entradas e assistimos o vídeo explicativo sobre as regras, na sequência pegamos o ônibus que faz o transfer do pessoal da entrada do parque para o Camping Las Torres. Ao chegar na portaria do hotel Torres, caminhei um pouco até a entrada do camping, aonde fiz meu check in e fui procurar um spot para montar minha barraca. Barraca montada e pronta, pequei a mochila de ataque com agua e lanche, alem das roupas impermeáveis e fui a caminho “das torres”!!!!! Eu estava empolgado, muito empolgado! Empolgado ao extremo!!!! Eu ja falei que estava empolgado? Kkkkk Afinal depois de mais de 11 anos vendo fotos e lendo relatos, eu estava lá! Indo, caminhando em TDP!!! Não cabia em mim de tanta felicidade! Por isso comecei a trilha para as Torres empolgadíssimo, indo a milhão montanha acima! Primeiro erro, isso iria cobrar um preço, que logo vocês saberão. Clima perfeito, céu azul, quase sem nuvens, temperatura super agradável, calor rolando, subi a montanha como se não houvesse amanhã, parei para um brevíssimo descanso, segundo erro, no camping Italiano, tomei agua, comi um snack e continuei subindo. Como era de se esperar, cheguei no último km quase morto, cansado, e o último KM é o pior, com uma subida de pedra horrível e chata, que eu ja sabia, mas a empolgação me cegou ate este momento. Meus joelhos começaram a reclamar, e a energia havia acabado, cada pedra escalada parecia que meu coração iria sair pela boca. O que ajudou foram as pessoas que estavam descendo, te dão a maior força! “Tá chegando”, “Vai que você consegue!”, “Não desiste, você está quase” e por ai vai, te dá o maior animo, e realmente me ajudou a chegar lá! Quando cruzei a última pedra e visualizei as torres e o lago, meus olhos marejaram, não aguentei. Parei por um minuto em um choro interno. Mas um choro de conquista, de realização, da pura felicidade. É engraçado mas não me conti, passado um minuto, caminhei em direção ao lago das torres e caminhei sem sentido batendo fotos e fazendo vídeos. Me dei conta que precisava descansar um pouco, e ao mesmo tempo começou um vento forte com chuva, tive que por a roupa impermeável, sentei e descansei, comi mais um snack, tomei agua, respirei um pouco e aproveitei a vista e o momento. Bati mais fotos, filmei e comecei a me preparar para a descida, afinal no topo da montanha o clima não estava mais muito amigável. Do camping Las torres até a base do mirador foram 10.30km, 3h40m, 812m de acensão. Iniciada a volta, logo no começo da descida de pedras, tomo um belo de um escorregão e caio sentado, como se não bastasse, um dos bastões escapa da minha mão, cai, bate em um pedra e ricocheteia no meu nariz!!!!! Além de cair tomo uma bastonada no nariz!! Kkkkkkk Vou falar que ficou doendo por 3 dias essa pancada! Kkkk Me levanto e continuo, a volta ocorre sem problemas ate a barraca. No camping torres, toda a infra estrutura estava funcional, WC, chuveiros, agua quente etc, tomo um belo banho, e vou preparar minha janta, fico ainda um pouco caminhando pelo camping e vou dormir na sequencia. Desnecessário dizer que simplesmente desmaiei. Terça-Feira 07/11/2017 - Dia 04 TDP Camping Las Torres - Camping Francés Acordo cedo, não lembro a hora, mas era bem cedo, preparo meu café da manhã de ovos mexidos com bacon e café preto que eu adoro, empacoto tudo e me preparo para caminhar até o Camping Francés. Começo a caminhada empolgado, localizo o inicio da trilha e meto o pé! Bem, vocês se lembram que no dia anterior falei que pagaria um preço por um erro cometido, pois bem, o preço começou a ser cobrado aqui, a apenas 1 hora de trilha iniciada…. Começo a sentir um incomodo na minha perna direita, para ser preciso no músculo da batata da perna direita, não precisa dizer que a distensão leve chegou apenas alguns minutos depois……………… A partir dai tudo se complicou, mochila pesada, trilha de pedra com bastante partes de agua, e por ai vai…. 2 horas depois não conseguia apoiar meu pé direito completo no chão, a trilha se tornou um pesadelo. No mapa do parque, o tempo de trilha é de 6h30m do camping torres até o camping Frances, levei 8h50m para percorrer os 17.04km de trilha. Parei bastante para fotos e vídeos também! Cheguei no camping Francés morto, exausto, só cheguei pois estava com bastões de caminhada, que me permitiram caminhar sem ter que apoiar todo o pé direito no chão. Honestamente se não fossem os bastões não teria chego. Localizei o check in do camping, e corri o mais rápido que eu pude para armar a barraca e tomar banho. Banho quentinho tomado, higiene feita, fui preparar a janta. Emocional recuperado, estômago apaziguado, hora de cuidar das pernas e pés. Tomei um anti inflamatório para meu músculo distendido, cuidei dos meus pés e desmaiei pela segunda noite consecutiva. Sono dos anjos. Quarta-Feira 08/11/2017 - TDP Camping Francés - Vale Francés Acordei recuperado, energias mil, afinal eu estava na Patagonia, caminhando em TDP! E hoje o dia prometia, eu tinha reservado duas noites no camping Frances, então hoje eu caminharia leve pelo vale do Francés ate o mirador Britânico, e foi exatamente isso que eu fiz. Abro um parênteses aqui, quanto acordei, percebi que o anti inflamatório fez efeito, e eu me sentia bem melhor das dores, o que significa que eu estava sim sentindo dores ruins, mas eu conseguia caminhar sem a ajuda dos bastões. Por isso, como iria só com mochila de ataque, paguei para ver como seria o dia. E o dia foi ótimo, clima perfeito como nos outros dias, sensação a mil de estar em TDP e um incomodo em meu calcanhar esquerdo…… Percorri os 7.36km para o mirador Britânico em 3h40m, vale ressaltar aqui que o último km também é uma bela subida de pedras ao melhor estilo Mirador Torres, mas menos pior por assim dizer. Um ponto interessante é que no camping Francés voce escuta o som de avalanches, e que do mirador Frances e mirador Britanico voce com sorte conseguira ver alguma, eu vi!!!! Kkkkkk Voltei ao camping Frances e como de costume, tomei um excelente banho quente, jantei, bati um pouco de papo com os outros caminhantes, cuidei dos meus pés e capotei. Quinta-Feira 09/11/2017 TDP Camping Francés - Camping Paine Grande - Puerto Natales Lembram do incomodo no meu calcanhar esquerdo? Pois bem, levantei, WC, cafe da manha e preparação para caminhar até o Camping Paine Grande. Aqui a história tem um desfecho, eu descobri que tinha bolhas de sangue em meus calcanhares…. Sim terríveis bolhas… explico: eu nasci com as pernas tortas, e levei meus primeiros 9 anos de vida usando botas ortopédicas para tentar corrigir o problema. Por isso, tenho calos “cronicos" nos dois calcanhares, que camuflaram as bolhas!!! Como eu machuquei a perna direita, sobrecarreguei o calcanhar esquerdo, de acordo com meu amigo médico…. Aqui vale outra ressalva: Eu só tinha reserva para os campings feita até hoje, 1 noite torres, 2 noites francês, eu não havia conseguido as reservas da (Terrivelmente péssima empresa), vértice patagonico, eles não atendem telefone e muito menos respondem e-mail, eu liguei para eles mais de 200x sem brincadeiras….. e sem sucesso. Seguindo as indicações do gerente do hostel, se eu chegasse e pedisse eles são obrigados a te “liberar" para acampar, mediante pagamento em especie, lógico. Ressalva feita, eu discuti comigo mesmo e as opções seriam, caminhar ate Paine Grande e ver como minha perna + calcanhar reagiria, se estivesse ok, acampava no Paine Grande, se não, pegava o catamarã para Pudeto e consequentemente voltaria para Puerto Natales antes do previsto. Desnecessário dizer que mal consegui chegar em Paine Grande com a bendita distensão e as bolhas. 9.44km percorridos em 3h, Fui direto para a fila do catamarã e embarquei no das 11h30am sentido Pudeto > Puerto Natales. Cheguei na cidade e parei no primeiro Hostel na frente da rodoviária, não me lembro o nome, a dor não me deixava pensar muito, e paguei caro pois não tinha mais quartos compartilhados, somente single, a dona até tentava ser simpatica, a internet não funcionava e a casa toda de madeira rangia ao menor passo que você desse. Não era ruim, mas o fato de pagar caro, estar sentido dores, e não ter internet, me deixaram puto da vida e descontente, sem contar que foi o café da manha mais fraco de todos os hostels ate agora. O fato de ficar sem internet por si so não era um problema, mas como minha esposa estava em casa, falar com ela um pouco seria muito bom, visto que ela estava a 10.000km de distância, e também seria interessante pesquisar meus próximos passos/hostels durante os próximos dias. Ponto bom, ficar em um quarto sozinho me deu certa liberdade, lavei roupas no WC e sequei no aquecedor do quarto, dormi a vontade e tive a liberdade de cuidar das minhas bolhas tranquilamente. Ou seja, tudo tem o seu lado bom, e estes próximos dois dias de descanso seriam fundamentais para o resto da viagem. Sexta-Feira 10/11/2017 - CHL Puerto Natales - ARG El Calafate - El Chaltén Sábado 11/11/2017 - El Chaltén - Camping Poincenot - Laguna de Los Três Acordei cedo, fui até um café em frente ao hostel, comi um tostado de queso e jamon, café e ovos, terminei meu desajuno e fui até os guarda parques pegar mais informações e partir para trilhas, como as trilhas são relativamente mais curtas, não me preocupei em sair super ultra cedo. Após conversar com os guarda parques, decidi subir para o camping Poincenot, rumo a laguna de los três. A trilha começou e terminou super tranquila, sem graus de dificuldade, e relativamente plana e sem percalços. Como de costume, a última milha sempre é a mais difícil, pedras, subidas, mais pedras e tal, mas nada fora do padrão patagonico de ser!! Kkkk Foram 10.70km caminhados em 03h11m com 401m de ascensão até o camping Poincenot, e depois mais 2.27km caminhados em 01h19m com 351m de acénsão em pedras, do Poincenot até a laguna de los três. Voltei, armei acampamento, preparei tudo, jantei, descansei, conversei com um casal de argentinos gente boa, conheci outro argentino muito gente boa também, papeamos e entrei para a barraca para descansar. No camping Poincenot é somente uma área para acampar, não possui nada, somente uma “casinha" que nada mais é do que um buraco no chão para fazer as suas necessidades, não possui chuveiros ou qualquer outro tipo de serviço. Neste dia o banho foi de toalhinha…kkkkkkk Domingo 12/11/2017 - Camping Poincenot - Camping De Agostini - Laguna Torre Como de costume, acordei cedo, tomei café, arrumei tudo e parti rumo ao próximo acampamento. Fora uma noite muito tranquila, sem novidades, um descanso providencial. Caminhei por uma trilha transversal, que liga as trilhas da Laguna de Los Três com a Laguna Torre. Trilha calma e tranquila, 10.85km, em 03h14m com 151m de elevação, trilha super plana e sossegada, encontrei um grupo de brasileiros, conversamos um pouco e segui caminho até o camping. Como de costume, arrumei o acmpamento, fui passear até a Laguna, voltei e descansei, dia calmo e sem novidades. Segunda-Feira 13/11/2017 - Camping De Agostini - El Chaltén Acordei, como de praxe tomei café debruçado nos mapas das trilhas e desenhei o que seria os meus próximos dias. A ida a Laguna Toro e a sequencia O “Passo Del Viento” !!!! Obrigatóriamente eu deveria voltar para a cidade, não se pode fazer esta trilha sem prévia autorização dos guarda parques, sob pena de tomar uma bela e cara multa se você for pego. Foram 9.71km de caminhada descendo a montanha em direção a cidade, feitos em 2h52m. Como não era a minha intenção, planejei a volta para a cidade, e neste dia voltei para o Hostel, tomei um delicioso e merecido banho quente e cai na rua para providenciar tudo o que eu precisaria para meu próximo dia. Para fazer a trilha da Laguna toro + Paso Del viento, você necessita de uma cadeirinha de rapel, com as respectivas cordas e mosquetões, pois em um determinado ponto desta trilha, existe uma tirolesa para cruzar o rio Tunel, e você devera possuir tudo isso para faze-la, sem este equipamento, você não consegue a autorização. Já seabendo destes requisitos, fui até uma loja de aluguel de equipamentos, aluguei tudo o necessário e voltei para o hostel para arrumar tudo, jantar e descansar para a próxima trilha. Terça-Feira 14/11/2017 - El Chaltén - Laguna Toro Acordei não muito cedo, pois antes de entrar na trilha precisava da minha autorização, e os guarda parques so começavam atender as 9am. O bom é que a trilha começa atrás da casa dos guarda parques….rsrsrrsr De posse de todo o meu equipamento, me apresentei, preenchi todos os papeis necessários, você é obrigado a mostrar para eles todo o seu equipamento, como, cinto de rapel com linha da vida e mosquetões, fogareiro com comida, bastões de caminhada, mapa de papel das região, GPS (não obrigatório mas recomendado), Radio VHF, (não obrigatório mas recomendado), barraca e saco de dormir, etc. Basicamente tudo para um camping. Tudo mostrado o guarda parques me disse que não recomenda que eu fizesse esta trilha solo, mas me autorizou. Ele me explicou que legalmente não pode me proibir de fazer sozinho, mas definitivamente não é recomendado. Ele ainda me disse que provavelmente eu ficaria bem por possuir experiência anterior em rapel e resgate em cordas, mas me recomendou muita atenção e cuidado, com bastante precaução. Observação importante aqui: Você assina sobre sua responsabilidade que qualquer problema que você tenha é sua a responsabilidade, e se eles tiverem que te resgatar, você ira arcar com todos os custos necessários e pertinentes ao resgate. Lembrando que é uma região bem difícil de resgate. Burocracia cumprida, segui montanha acima em direção a Laguna Toro. 16.74km caminhados em 5h37m, 698m de elevação, com um pico de subida de 1040m de altitude. É uma bela e cansativa subida, com uma bela descida na sequencia. Nestes dois dias de descanso que antecederam o dia de hoje, eu tive uma recuperação excepcional da distensão na perna, e uma excelente melhora nos meus calcanhares, (bolhas), e extremamente motivado para fazer esta trilha, a fiz em tempo recorde, rsrsrs. Esta não é propriamente uma trilha fácil, muito barro e água, muitas de subida lisa, muita descida lisa, vacas selvagens e muito pasto, pasto até não acabar mais, e por todo este pasto, charco e turba, muito charco e muita turba encharcada. É muito fácil se perder nesta trilha, e muito fácil atolar também, em algumas partes, o pasto turba é fundo, e você pode se enrascar sozinho….rsrsrs Nada de ruim aconteceu e cheguei tranqüilamente ao acampamento Lagura Toro. Escolhi um belo spot para montar minha barraca e como a dita laguna fica um pouco depois do camping, fui caminhar um pouco. Como de praxe, jantei me arrumei e fui descansar… so que não! Rsrsrs 3:30 da madrugada, acordo ouvindo algo no arredor da minha barraca….humano? Não… Sim um animal, meio distante ele começa a circundar minha barraca, 1, 2 voltas em torno…. Minha mente calcula possibilidades: Vaca? Veado? Não, eles tem casco e o barulho é diferente, eles não são animais noturnos…. Lebre? Acho q não, elas não espreitam…. Zorro ou Puma? Talvez……. Minha mente estava a milhão… estou acordadissimo e alerta, minha faca na mão, continuo deitado em silencio completo, só pressentindo e avaliando….. O suposto animal dá mais uma volta mais perto da minha barraca e “encosta" o focinho na minha cabeça e “respira”…. Uma bela de uma fungada na qual senti até o ar quente!!!! A barraca é diminuta, minha cabeça estava encostada na parede, nesta hora com a minha faca em mãos, bati com toda força a faca em uma frigideira que eu tinha, fazendo um estridente barulho, imediatamente abri o zíper da barraca e olhei ao redor…. Como era de se esperar não vi nada…. Acabou que acordei quatro pessoas que estavam também acampando, e nada vimos. Não conseguia mais dormir, ficava pensando na sensação do animal encostando o “nariz” na minha cabeça, e um pouco depois comecei a sentir o famoso vento patagonico. Sim amigos, ele faz barulho igual ao Godzilla, e bate forte, muito forte. Depois que começou a ventar foi mais difícil ainda voltar a dormir… Quarta-Feira 15/11/2017 - Laguna Toro - El Chalten A barraca aguentou super bem toda a pressão, entortou, balançou, chacoalhou mas aguentou excepcionalmente bem!!! Mas o pior eu descobri ao amanhecer… este vento todo rugindo, levanta muita poeira, um pó extremamente fino, que entrou em tudo, barraca, mochila, roupa, saco de dormir… em resumo, tudo! Eu tinha 3mm de pó dentro de tudo!!! Kkkkkkkk Com muito custo consegui fazer um café com pó….rsrsrrr mesmo depois do vento arremessar meu fogareiro com água e tudo a mais de 200m de distancia!!! Kkkkk Sim, não estou brincando, mas no final deu tudo certo. Uma nota: Em El Chalten não tem previsão do tempo, o mais perto que existe é a previsão de El Calafate, o que torna impreciso, você pode consultar o windguru mas também não é exato, e eu sabia que o dia de hoje existia uma previsão de piora com aumento significativo de ventos e tempo fechado. Tal qual previsto, o dia amanheceu terrível, ventos fortíssimos, chuva, nuvens fechando tudo…. A idéia de ir ao passo Del viento era a de justamente ver os gelos glaciares patagonicos, um dos três campos de gelo do mundo, os outros dois estão no polo sul e na Groenlândia. No acampamento os ventos estavam na ordem de 100km/h, tudo fechado por nuvens, chuva… imagina no passo Del viento, so para chegar lá são 6 horas de caminhada em pedras para ir, e mais 6 horas para voltar…. Visto que teria 48 horas de mau tempo, eu não teria esse tempo livre, a prudência me fez abortar a ideia de visitar o passo Del Viento, o pessoal que estava no camping junto comigo até tentaram me convencer, mas não aceitei a idéia e no final todos decidiram descer comigo. Seria a melhor decisão tomada, visto o mau tempo. O tempo de fato não melhorou este dia, e voltamos para a cidade para desfrutar de um bom banho quente e descansar mais um pouco. Quinta-Feira 16/11/2017 - El Chaltén - El Calafate Acordei, arrumei tudo, almocei e embarquei para El Calafate novamente, este dia foi sem novidades, somente aproveitando para caminhar a esmo e descansar… aproveitei para caminhar pelas ruas de El Calafate, coisa que até então não havia feito ainda. Sexta-Feira 17/11/2017 El Calafate - Glaciar Perito Moreno Na noite anterior comprei um pacote no próprio hostel, America Del sur, de passeio para o Glaciar Perito Moreno, com um extra de passear em uma estancia local com apoio de guia. Foram ARG$700 pesos pelo passeio que me pegou na porta do hostel as 7am. Ida tranquila, conhecemos uma estrada de rípio muito bonita, o clima realmente ajudou aqui, céu limpo e muitas belas paisagens. Conhecemos uma bela estancia gaucha, com seus costumes e animais de criação, tomamos café, ouvimos um pouco de história, passeamos pela propriedade e voltamos para o ônibus. Durante todo o percurso, a guia e o motorista explicam coisas sobre historia local e as paisagens, inclusive parando para fotos, recomendo este passeio. Chegamos no Glaciar, ouvimos as instruções da guia e seguimos cada um para seu lado, a caminhar e apreciar o glaciar. Tínhamos basicamente 3 horas livre de passeio. Passeei, filmei, fotografei, observei, vi gelo caindo, e realmente o Glaciar é muito grande… valeu cada minuto apreciando. Não achei que vale a pena navegar. O barco não chega perto do glaciar por segurança, e em alguns pontos a plataforma fica mais perto do glaciar do que o barco, então não fiz esta parte do passeio e economizei uns pesos!!! Kkkk Na hora combinada, todos se encontraram no ônibus e voltamos para a cidade, lembrando que o glaciar fica a 80km de distancia da cidade de El Calafate. O Resto do meu tempo livre gastei passeando pela cidade. Sábado 18/11/2017 - El Calafate Aqui mais um dia aproveitando a cidade de Calafate e comprando lembranças para a família. Aproveitei o tempo para um tour gastronômico e experimentando sorveterias deliciosas! Rsrs Dia calmo e sem novidade, aproveitei para organizar muitas coisas do equipamento, falar com a família, organizar finanças e descansar mais. Para ir ao aeroporto no dia seguinte, contratei um taxi no hostel mesmo, caríssimos ARG$300, imagina? Preço tabelado… Domingo 19/11/2017 - El Calafate - Ushuaia Ushuaia é uma cidade impar, cravada no final de tudo, aonde o vento faz a curva, e os mares se encontram, ela tem um charme especial, magnético, ela é simples, cravada no pé das montanhas, mas com charme único. Como em Ushuaia decidi não fazer trilhas para acampar, mudo aqui um pouco o estilo do relato, deixando de lado o dia a dia e focando na cidade. Conheci no Hostel um brasileiro, Bruno, e dois argentinos, Nicolas e Julian, pessoal gente muito boa, fizemos amizade e combinamos um passeio os 4 no Parque Nacional Tierra ele Fuego, ARG$500 pelo transfer ida e volta + ARG$300 de entrada do parque, passamos pelo correio do fim do mundo, caminhamos pelas trilhas do parque, circundando o canal de Beagle, visitando a Laguna Roca e finalizando no “final” da Ruta 3. Quando cheguei na mitica placa do final da ruta 3, aquela mesmo que eu tinha visto tanto em fotos, um sorriso não saia do meu rosto, um misto de alegria e felicidade por tel alcançado um sonho. Nem parecia verdade, mas era… Neste mesmo dia, combinamos de jantar uma Centolla, (pronuncia-se cem-tô-ja), no Chiko Restaurant, típico carangueijo gigante da patagonia, também conhecido como King crab. Fomos ao restaurante e experimentamos um Chupe de Centolla, servido com um creme delicioso de batata e queijo parmesão, valeu cada centavo, comemos e bebemos muito bem, saiu ARG$750 para cada um dos quatro, um pouco caro mas experimentem, realmente delicioso! Em minha exclusiva opinião, eu achei a Patagônia um pouco cara, mesmo morando no Canada, e gastando em dólar, achei tudo muito caro, o que me fez optar por alguns passeios e pular outros. Caminhei muito a pé, economizando para comer outro prato que eu gostaria de experimentar, o salmão com centolla e batatas noissetes. Desnecessário dizer que estava delicioso! Experimentem. Fui visitar o Museo Marítimo y Del Presidio de Ushuaia, ARG$300 pesos e vale para dois dias se assim você quiser, basta ao final do seu passeio solicitar o carimbo para poder voltar no outro dia. Passeio tranquilo, aonde você aprenderá sobre a história local e da prisão e conhecera um pavilhão intocado, todo original, recomendo. Tambem fiz a navegação do Canal de Beagle, ARG$1700, aproximadamente 6 horas de passeio ida e volta, você sai do porto, conhece o canal de beagle, o farol do fim do mundo, pequenas ilhas pelo canal, vê muitos pinguins e lobos marinhos, para na beira de uma ilha cheia de pinguins e volta. Todo o passeio tem guias explicando tudo em espanhol e inglês. Passeio bem tranquilo e agradável. Como previsto bastante vento, chuva e frio, vá agasalhado. Eu e o Julian fizemos a trilha da Laguna Esmeralda, o Bruno e o Nicolas ja tinham partido, trilha cheia de lama e barro. A trilha em si não é difícil, o problema é escapar do barro e da lama, sem dizer dos campos de turba, terríveis. Vi muita gente afundando a perna até o joelho no barro ou na turba, inclusive ajudamos uma menina com o namorado a sair da lama, ela estava presa na lama acima do joelho. Como estávamos usando bastões, fomos tateando o terreno antes de pisar e nos demos bem!!! Fica a dica. O pessoal que não estava usando literalmente se afundou na lama…. Rsrsrs Linda Laguna, verde emeralda, dai o nome, mas voltamos logo pois o tempo não ajudou muito. Avistamos também as castoreiras, mas nenhum castor Fui passear no shopping center Passeo del fuego, visitei o Museo del Fin del Mundo, andei pelos “duty frees” da cidade, conheci todas as ruas e avenidas, fui jantar um “tenedor libre”, (rodizio) de carnes argentinas! Kkkkkk Esta foi uma atração a parte, o Julian fez questão de me levar a uma churrascaria de rodízio para que eu experimentasse todas as carnes argentinas, inclusive o tão famoso cordeiro patagonico de Ushuaia, uma delicia a parte. Provei todos os cortes e sabores, realmente uma delicia, me apaixonei por uma costela, que infelizmente não me recordo o nome, mas fica a dica, experimentem!!!! Sábado 25/11/2017 - Ushuaia - São Paulo Dia de voltar, a última parte da minha trip acabou. Ficou a vontade e acampar no parque nacional, o tempo não ajudou, mas a aventura foi maravilhosa, gosto de quero mais. Se eu planejasse não teria sido tão perfeito, tudo tão acertado. Aproveitamento máximo, agora é so planejar a volta com a esposa, quem sabe o ano que vem!!!!! Resumão de dicas Dinheiro / Cartões de Crédito Eu levei cartões de crédito e US$700, que troquei uma parte por pesos no aeroporto de Buenos Aires. As cidades pequenas não tem casa de cambio oficial, você poderá trocar dinheiro com os comerciantes, muitas vezes não vale a pena. Esteja preparado para isso. Nem todos aceitam dólares, principalmente na alta temporada, aonde tem muita oferta. Tanto no Chile quanto na Argentina, você encontrara bancos e caixas eletronicos, você poderá sacar e moeda local sem problemas, no Chile esta foi a minha única opção, precisava de peso chilenos em pleno Domingo e iria sair as 7am da segunda. Na próxima viagem levo um mínimo de dólares e saco tudo no local, não tive problemas com cotações ou taxas abusivas, na verdade foi bem prático e simples sacar no cartão. Hostel / Hotel Não reservei praticamente nada, chegava e procurava, usei o aplicativo Hostelword, magnífico e funcional, não tive nenhum problema, usei e abusei, imprecindivel para a viagem. So tome cuidado com a alta temporada, você pode não ter a mesma sorte. Dias livres Programe dias livres entre as trips/cidades/passeios, como eu expliquei acima, se algo te acontece, você tem tempo para respirar e se ajeitar, os dias de decanso foram fundamentais para a minha recuperação e aproveitamento da viagem depois. Não abra mão disso, ou diminua o numero de passeios/cidades. Não corra riscos desnecessários correndo entre cidades, deixe algo para depois, é uma excelente desculpa para voltar! Comida Não abro mão de experimentar a culinária local em minhas viagens, mas normalmente sai caro, por isso, nos outros dias usei e abusei da cozinha do hostel e comprei comida em supermercados locais, você gasta menos e tem a chance de fazer muitos amigos!!!! Segurança Em todas as cidades que visitei pela Patagonia, não me senti inseguro em nenhum momento. Andei sozinho por tudo e sempre muito tranquilo. No hostel use o locker para coisas de valor, passaporte e eletronicos. Eu deixei várias vezes celular carregando na tomada sem estar perto e não tive problemas. Inclusive todo o meu equipamento, como mochila cargueira etc, ficava sempre no chão do quarto. Aeroporto Hoje em dia voar é super tranquilo, mas a segurança no aeroporto e muito maior e rigorosa, evite itens proibidos nas malas de mão, leve uma mala pequena ou mochila pequena com você e despache a mochila maior. Leve uma garrafa de água vazia e deixe para encher no bebedouro depois do raioX. Quanto mais leve no aeroporto melhor, e sempre confuso e so piora com as pessoas demorando para embarcar com suas mochilas gigantescas que não cabem no guarda volumes do avião, evite fila, todos vão entrar na aeronave, sem excessão, normalmente quem esta no fim do avião embarca primeiro, então fila é inútil. Dica pessoal Vá leve, indepente se você esta indo para turistar, ou indo para trilhar, vá leve. O máximo que você puder. Corte peso de tudo, roupas desnecessárias, objetos sem uso para viagem, corte tudo, ainda mais se você estiver indo para trilhas, lembre-se que você vai carregar isso por todo o tempo, inclusive no aeroporto! Kkk Equipamentos que eu levei Barraca The North Face Stormbreak 2 Colchão Big Agnes Insulated AirCore Ultra 3 season Saco de dormir The North Face Aleutian -7C Mochila Deuter ACT Lite 65 +10 Mochila de ataque ultralight Fogareiro Trangia 27-4 UL (otimizado para uma pessoa só) Bastões de caminhada Black Diamond Trail Poles Aluminum 460GR Lanterna de cabeça Petzl Zipka 200 lumens Lanterna de barraca Coghlan’s Led Micro Lantern Canivete suíço Victorinox com faca, e mais algumas funções 100 metros de paracord 550 2 Sacos de compressão Outdoor Research UL (1 para saco de dormir, 1 para roupas) 1 Filtro de água Sawyer mini 2 garrafas de água flexíveis platypus 1L e 500m 1 pá cat hole 1 Powerbank 20.000 mAh Aukey Mosquetões variados para múltiplos usos Sacos plásticos diversos (lixo, etc) Fita adesiva Gorilla Tape / Silver Tape Câmeras video/foto 1 Gopro Session com SD Card de 64GB 1 Iphone SE 64GB Comida 15 pacotes variados de comida liofilizada incluindo refeições, carne seca, (Jerk beef) e cafés da manhã Café solúvel Starbucks VIA Instant, embalados individualmente Pelas cidades que passava comprava sempre algo mais, doces/chocolates, amendoins, macarrão, etc. Roupas 2 calças segunda pele, sendo uma ventilada especial para esportes 2 camisetas de manga longa, sendo uma especifica para caminhadas e transpiração 2 camisetas manga curta dry fit 1 shorts curto dry fit 1 calca/bermuda nylon Columbia 1  fleece fino Mountain Warehouse 1 jaqueta ultralight Columbia 1 colete ultralight Patagonia 3 pares de meia liner isocool Mountain Warehouse 1 par de meia Columbia para frio intenso 2 pares de tenis ultralight para trekking Columbia, de cano baixo 1 Chinelo 1 Boné 1 Gorro de lã 1 luva liner (Bem fina) 1 luva (mais grossa 1 óculos de sol 100% uvAB filter 1 jaqueta ultralight impermeável Columbia 1 calça ultralight impermeável Mountain Warehouse 1 Neck Gaiter/Pescoçeira de fleece Quechua 1 Neck Gaiter/Pescoçeira dry fit Nike Farmácia pessoal Antibiótico Anti inflamatorio Anti Diarreia Anti Enjoo Anti Gases Pomada antibiotica Gases + Esparadrapo Colirio Carvão ativado (Diarreia leve, intoxicação alimentar/veneno) Protetor solar (imprescindível) Super cola/Superbonder (Serve para fechar pequenos cortes na pele, sem sangue) Aquatabs (para purificar água) Alfinete de segurança e agulha Palito de dente + Pinça pequena (Meu canivete suíço tem e sempre uso) Kit de Higiene pessoal Escova de dentes Fio dental Pente Aparelho de barbear Sabonete liquido biodegradável multi uso (serve para banho, cabelo e roupas) Condicionador de cabelo Gel para cabelo Lencos humidecidos Mini espelho APPs usados no celular (Iphone) Gaia GPS - Este app merece um tópico a parte, mas resumindo, GPS com mapas topográficos e trilhas do mundo todo offline, pago a assinatura anual e foi sem dúvida o que eu mais usei para tudo. XE Currency Pro - Sem dúvida o melhor app para converter moeda offline, ele usa seu ultimo acesso a internet como ref. Bem preciso, usei muito nas confusas conversões de pesos x dolares Google Maps - Fiz o download de mapas offline das cidades que iria caminhar. Google Translate - Com línguas offline just in case Hostelword - Para reservar hostels pelo mundo Airbnb Trivago Netflix - Com uns filmes offline para assistir durante os voos kkkkkk Lastpass - Carteira de senhas digitais
  14. 3 pontos
    Mochilao quase sem dinheiro [emoji574] [emoji571] [emoji578] [emoji593] [emoji591] [emoji597] [emoji605] [emoji602] [emoji125] usando todos os meios de gratuidade, trabalhando em troca de comida, hospedagem, passagem etc. Sair pelo mundo. Alguém pra me acompanhar? Previsao de ida Julho/2018 sem previsão de volta. Dinheiro: tenho no máximo R$500,00. Partiu? Veja o plano de roteiro. 28999257337 whatsapp [email protected]
  15. 3 pontos
    @Silnei Gostaria de ajudar nas tags, acho que vai facilitar muito a navegação.
  16. 3 pontos
    @caio.acquesta Se você para pra pensar essa separação é só uma estrutura de cliques, com as tags nós vamos retomar essa estrutura sem deixar que as informações apareçam como datadas. Eu entendo que alguns destinos são menos procurados que outros, mas vou usar aqui um exemplo de um destino muito popular, a Chapada diamantina. O tópico "oficial" da chapada diamantina é esse aqui Criado em 2005 com quase 2.000 interações. Se você clicar na Tag Chapada Diamantina ele aparacerá lá como último resultado. Agora o que é mais fácil? Alguém abrir um novo tópico perguntando algo sobre a Chapada Diamantina e SE esse novo tópico gerar boas informações e aí basta taguear ele. ou obrigar alguém a fazer essa navegação de vários cliques pra postar nesse tópico aí? O mais fácil irá prevalecer, entende?
  17. 3 pontos
    Compartilho da opinião da @Adriana T-Tresch: estou um pouco perdida mas achando que as mudanças estão no caminho certo. Acho bem natural que qualquer plataforma vá se adaptando à utilização que seus usuários fazem e deve ser muito difícil para os administradores encontrar o equilíbrio entre aproveitar o que é bom e coibir o que é mau uso. De qualquer forma, mudanças são difíceis, mas ficar estagnado no tempo é pior. E @Silnei, também me disponho a ajudar no que eu puder nesse trabalho com as tags.
  18. 3 pontos
    Olá amigos, também não gostei da exclusão dos países em separado , pra mim ficou mais confuso do que podia estar antes (que pra mim não era confuso). Era bem legal procurar os países e visualizar seus tópicos específicos.
  19. 3 pontos
    Kkkkk calma gente e obrigada pelas respostas Entendi a posição de alguns de vocês, não sou boa vida mas tenho uma condição viajar de uma forma sem ser essa. Mas é bom ter algo pra se entreter a final é um mes sozinha no mesmo local. Kkk assim posso economizar e aproveitar ao mesmo tempo
  20. 3 pontos
    Olá, Jackson. Dá tranquilo pra viajar pela Europa no inverno com uma mochila cargueira e outra de ataque. Fiquei 30 dias por lá entre Dezembro e Janeiro e não passei nenhum perrengue. Lembre-se que esse site chama-se "mochileiro.com", então qualquer dica que fuja do propósito de ser mochileiro não faz sentido algum aqui. Mochileiros não usam uma roupa diferente a cada dia da viagem. Viajamos com o mínimo necessário pra fazer uma viagem tranquila e confortável. Procure hotéis/hostels com serviço de lavanderia para poder lavar suas roupas, principalmente as roupas íntimas e camisetas. Blusas, jaquetas, gorros e cachecóis aguentam bem uma viagem de 18 dias sem ter que lavar. Boa viagem.
  21. 3 pontos
    @Andressa garcia motta @Andressa garcia motta vá! Se nada te impede, se joga! Eu tbm nunca tinha viajado sozinha, nunca tinha me afastado da minha família nem por pouco tempo, e surgiu uma oportunidade de trabalho em Fernando de Noronha. O que eu fiz? Me joguei! Também nunca tinha trabalhado com turismo, ou em pousadas, e hoje estou (ainda) trabalhando em uma pousada domiciliar aqui. E quer saber? Vale super a pena! Pela experiência pessoal, experiência profissional, vivências, aprendizado, autoconhecimento, amadurecimento, amizades que se faz... Hoje não me vejo mais saindo daqui e voltando para a vida que eu levava. Estou cogitando sair daqui e ir pro sul ou algum outro país da América do sul fazendo a mesma coisa
  22. 3 pontos
    Conheço gente com dinheiro que vive e viaja de maneira simples. Isso não tem necessariamente a ver com dinheiro, mas com o que vc quer e espera vivenciar. E ainda bem que as pessoas são diferentes nessa vida né!? Pq é cada uma...
  23. 3 pontos
    Realmente cara uhauhauhauhauhahuahua ... A pessoa que opta por essa experiencia e vem aqui pedir ajuda .. não tem vida boa, mesmo que tenha são simples e humildes!
  24. 3 pontos
    Como bons ratos de fórum que somos compreendo que a generalização das subcategorias possa causar estranheza a princípio, mas considerando que o intuito é tornar o fórum fluido para aqueles que não têm o hábito desse tipo de navegação categorizada e instintiva, relativamente preguiçosos e imediatistas, sinto que funciona! Até a junção das categorias de oferecer e pedir caronas ficou mais lógica. Explico: ter uma gaveta só com meias brancas, uma só com meias pretas e uma só com meias coloridas funciona para mim. No entanto, se peço para alguém pegar uma meia branca para mim a pessoa reclama por ter tantas divisões pois para ela deveria ter só uma gaveta de "meias", ainda que isso signifique que ela terá que procurar mais para encontrar uma branca. Foi uma analogia, mas espero que tenha servido para exemplificar que te compreendo @Nani84 , rsrsrsrs (até porque não tenho gavetas faz tempo em minha vida... Hahaha). Também já senti uma diferença boa no montante que se refere as Perguntas e Respostas. Vamos continuar observando. Agora, tem uma coisa que nunca entendi. Por que o tópico Guia do Mochileiro fica tão "escondido" (não estou encontrando uma palavra melhor)? Rsrsrs Pergunto pois, na minha cabeça, ele seria o carro chefe, o cartão de visitas do fórum! Mas sei lá... Apenas uma curiosidade que vira e mexe surge na minha cabeça... Rsrsrs Mas de uma maneira geral achei muito legal a união dos dois tópicos que mais carregam as informações buscadas: roteiros e destinos. Vamos continuar observando. Valeu, @Silnei !
  25. 3 pontos
    Fala pesoal, afim de reunir uma galera pra firmar amizade e montar um grupo para viagens. Os destinos não estão definidos, bora trocar ideia e decidir isso em conjunto. O título do grupo é "héteros" pq a intenção é reunir uma turma que leve um estilo de vida discreto, fora do meio GLS. Valew
  26. 3 pontos
    Santiago do Chile, 7 anos depois. Estivemos lá em 2010, quando conhecemos o Deserto do Atacama. Foi das primeiras viagens que fiz no período que chamo de desibernação viajante, foi também um dos meus primeiros relatos no mochileiros.com. Naquela vez, ficamos na cidade 1,5 dia antes do Atacama e alguns outros dias depois. Dessa vez seria uma viagem para rever, reviver e conhecer outros cantos. Aproveitamos preços razoáveis (mas não promocionais) da Latam em se tratando de feriado, e fomos. Foi no feriado de 2 de novembro. Chegamos, fizemos um câmbio rápido no embarque, já que todas as do desembarque estavam fechadas. Constatei que a diferença de se fazer câmbio nos aeroportos de Santiago e Buenos Aires é colossal. Em Buenos Aires (Banco de La Nacion) precisa preencher ficha, pegar dados do passaporte, notas de USD são recusadas por qualquer micro-mancha, etc. Perde-se muito tempo, forma-se uma longa fila, um horror. Em Santiago entreguei a nota e recebi o equivalente em pesos. Ponto final, simples assim. Sem filas. Questão de minutos. Mas o câmbio é naturalmente ruim, de modo que só vale trocar o necessário para chegar até a cidade. Pegamos um taxi compartilhado para nosso hostel, o Bella. Deu 7.600 CHP pra cada. Era pra ter pego o taxi especial (para 2 pessoas acho que sai umas 20 pratas, um pouco mais caro que o taxi compartilhado), mas muquiranei. Fomos os últimos a ser deixados, mas foi bacana pra rodar de madrugada pela cidade. O hostel estava dominado por brasileiros, até na recepção. Como já era madrugada, nem saímos. Fomos dormir. Dia 1, Quinta-feira Fomos passear pelo Centro. Fomos rever Plaza de Armas, arredores, ruas, igrejas, Mercado, etc. Faltou rever o Museu de História e o de Arte Pré-Colombina. Aproveitamos para fazer câmbio na Augustinas, tem diversas casas e os câmbios variam quase nada. E o processo, mais uma vez, é colossalmente mais rápido que na Argentina. Ou melhor: é o mesmo processo que se tem quando se faz câmbio nas cuevas de Buenos Aires (que ainda existem, mesmo com o spread muito reduzido). Catedral La Moneda Aproveitamos para dar uma esticada por outras áreas e acabamos passando do lado do Palácio Cousiño, que não estava no nosso roteiro. Vimos e entramos. Uma agradável visita pelo antigo casarão da família que produz o famoso vinho. Minhas viagens recentes andam tão menos planejadas que antes, que fui reler meu relato de 2010 depois desta viagem e vi que na ocasião não apenas o Palácio estava no meu roteiro como eu passei por lá e estava fechado! Agora, então, finalmente curtimos. As visitas são guiadas e saem de hora em hora. Mas há grande tolerância pra quem chega depois (junta-se ao grupo e depois o guia refaz a parte que faltou do passeio). Não pode fotografar dentro do Palácio. Palácio Cousiño Ainda aproveitamos para rever a agradável região Paris-Londres, onde nos hospedamos pela 1ª vez na cidade. De tarde fomos rever o Cerro Santa Lucia. O tempo fechou, mas felizmente não choveu. Muito interessante um morro como aquele encravado no meio da área urbana. Curtimos um bom tempo por lá. Cerro Santa Lucia Esticamos para o bairro Lastarria, onde nos deparamos com uma espetacular pintura estilo "trompe d'oeil" em um dos prédios. Linda demais, ficamos fascinados. Admiramos por um longo tempo aquela arte. Pinturas impressionantes no estilo "trompe d'oeil" em um prédio no Bairro Lastarria Aproveitamos que estávamos por lá e fomos no Museu de Artes Visuais. Acabou sendo uma visita rápida, o que estava exposto não nos atraiu muito. Paramos num lugar para saborear um pisco sour, e então me dei conta de uma regra chata no Chile (que nem sempre os estabelecimentos seguem), em que não podem servir álcool sem alguma coisa para comer. Nem sempre quero comer e acabo obrigado e pedir algum petisco em função disso. Enfim, é a regra. Sugiro verificar antes com o local se é possível pedir apenas bebida. Aproveitamos para ir num lugar recomendado de vinhos, Bocanariz, que foi excelente. Vc pede alguns queijos para saborear e combinar com os vinhos, que vc tbm pede em doses. Claro que pode pedir uma garrafa (tem dezenas!), mas acho que o barato é saborear diferentes tipos. Momento muito agradável. É meio esquema patrão. Bocanariz Nesse dia jantamos no Barandiaran, que eu tinha lido como recomendado. De fato, muito saboroso! Anos antes nós fomos em diversos restaurantes bacanas na cidade, e um deles era o Como Água para Chocolate, que agora já não era mais tão recomendado assim e com preços mais altos que os concorrentes. Depois da janta ficamos tomando saideiras nos arredores do Patio Bellavista, sempre agradável. Aquela região de Bellavista é sempre bacana para a noite. Night no Bellavista Dia 2, Sexta-feira. Eu tinha agendado por e-mail uma visita à Vinícola Cousiño Macul. Em 2010 dispensei visitas a vinícolas. Em 2017, depois de uma penca de vezes no Vale dos Vinhedos, decidi experimentar ao menos uma. Fomos para lá de metrô + taxi (no que vc sai do metrô tem taxis esperando, mas pode pegar busum ou mesmo ir a pé, dá uns 2 ou 3 km). As visitas são caras, eu achei (mas está sempre cheio, sinal de que o preço não está alto). Na hora de escolher o tour, escolhi o mais caro. A diferença é na hora da prova, o tour pela área é o mesmo. Brasileiros são maioria expressiva entre visitantes, tanto que há tour em espanhol e em português. Mesmo no tour em espanhol, a maioria é de brasileiros. E o guia, escolado, já traduz automaticamente diversas palavras. Para quem já visitou Miolo ou Casa Valduga, o esquema é o mesmo. É bom, e as degustações no fim, combinando com queijos, é mesmo muito bacana. Mas uma visita está de bom tamanho para mim. Ao longo das nossas idas às vinícolas do Vale dos Vinhedos, passei a curtir cada vez mais as vinícolas menores, com atendimento mais personalizado (ainda que recentemente as pequenas estejam cada vez mais “profissionalizando” a visita). Aliás, um passeio que me pareceu ser uma ótima ideia pra fazer lá na Cousiño Macul é o de bicicleta! Cousiño Macul Na hora da volta fomos pegar o ônibus para nos deixar no metrô. Eu tinha indicação do número do busum a tomar (17 ou 57, não lembro agora). Chegou e entramos. E só aí que vimos que não tem como pagar dentro do ônibus, vc precisa comprar antes um cartão e carregá-lo. Fomos de calote involuntário. No final ainda fui falar com o motorista como que poderíamos fazer para pagar. E falou que teria de ir no metrô, comprar, voltar, etc. Ou seja, muito tempo, e ele já teria saído. Estava na boa. Que bom. Pegamos o metrô e fomos até o Centro Artesanal Los Dominicos, que é um grande mercado de artesanato, mas num esquema “cidadezinha”. São lojinhas de artesãos locais, mas tem tbm exposições (havia uma de insetos que achamos do cacete) e restaurantes. Um lugar bacana para conhecer. Para quem quer comprar artesanato, um ótimo lugar. Los Dominicos De volta ao metrô, nossa ideia agora era conhecer a tal rua Alonso de Córdova, tida como a Oscar Freire local. Descemos num lugar errado (na verdade, a área “Oscar Freire” da rua não fica perto de metrô algum) e ainda pegamos uma rua errada. No fim das contas foi bacana: conhecemos o parque Araucano, que une o Parque João Paulo II até a Alonso de Cordova. Tinha uma feira gastronômica no meio do parque (mas com entrada paga, e o valor não era simbólico, então não entramos) e um lindo rosedal. Valeu a pena ter errado a saída! Parque Araucano e seu belo rosedal Ainda seguimos andando até a parte Oscar Freire, mas, embora seja interessante, não nos atraiu. Logo pegamos um taxi para conhecer o Sky Costanera. Não existia quando fomos na cidade em 2010, o céu estava azul, então esse era o dia. Fica num shopping e, lá dentro, acha-se facilmente a entrada. Quase não havia fila. O visual é mesmo um espetáculo! Vista ampla dos arredores, indicativos das coisas que vc pode ver (e tradução eventualmente errada para português...), além de uma parte externa, mas sem grande diferença para a parte fechada. Ficamos um bom tempo por lá, curtimos bastante. Sky Costanera Shoppings muito raramente fazem parte de qq programação nossa em viagem (exceto se for um lugar bacana a céu aberto, como o Asiatique em Bangkok, ou se for para usar o banheiro!), mas eu queria dar uma conferida nas lojas de equipamentos de montanha para ver os preços. Em 2010 comprei casaco, calça e mochila de marcas como North Face e Columbia (não os da linha shopping, mas os para montanha mesmo) e os uso até hoje. Foram seguramente dos melhores investimentos (caros) que já fiz na vida. Por outro lado, uma bota da Columbia que comprei numa promoção na Nova Zelândia não entregou o prometido: apesar de muito confortável, fez bico e deixou de ser impermeável. De modo que as botas da Columbia estavam, naquele shopping do Chile, novamente numa bela promoção, mas acabei não comprando por conta desse histórico. No fim das contas não comprei nada. Nem mesmo na Tattoo, que fica ali perto e que fui conferir também. Os preços, em geral, não me pareceram tão mais atrativos do que nas Decathlons da vida no Brasil. As opções, sim, são mais variadas. Caída a tarde, fomos jantar no bairro Lastarria. Queria curtir o bairro de noite, achei o lugar muito bacana. Mas antes compramos um vinho para dar uma calibrada no hostel, depois saímos. Acabamos escolhendo o Tambo, famoso peruano com filiais pela cidade. Foi bom, mas o da noite anterior foi melhor. Lastarria de noite Dia 3, Sábado Fomos para a região oeste da cidade. Queria conhecer o Museu da Memória. Não me lembrava se ele já existia em 2010, depois vi que não. Aproveitamos para passear um pouco novamente pela Quinta Normal. Parque Quinta Normal O Museu da Memória é excelente. Trata-se de um museu destinado a contar a história das vítimas da ditadura militar chilena dos anos 70. Conta desde o golpe em 1973 até o período em que o poder voltou às mãos civis. Milhares de pessoas foram torturadas e assassinadas e as histórias de diversas delas estão lá. Muito audiovisual. Fotos não são permitidas lá dentro. Museu da Memória Dali aproveitamos para fazer uma longa caminhada, começando pelo próprio bairro, que eu acho bem pitoresco. Primeira parada foi na simpática Plaza Yungay, com e bela, e deteriorada, Paróquia de San Saturnino. Depois fomos rever um lugar especial, o Boulevard Lavaud, sempre uma opção muito boa. Um restaurante-antiquário, talvez. O lugar é muito bacana, temos de ir um dia jantar lá. Tanto dessa como da vez anterior, apenas beliscamos alguma coisa (ceviche!). Dessa vez havia uma pequena exposição num andar de cima, que o simpático maitre nos convidou a conhecer. Boulevard Laveaux Seguimos andando pelo bairro, passamos pela tbm simpática Plaza Brasil e nos deparamos com uma pequena feira de ceramistas no bairro Concha y Toro. Tem uma região nesse bairro, justamente a região onde rolava essa feira, que era muito pitoresca. O tempo nublado reforçava essa sensação. Bairro Concha y Toro Demos um tempo por lá, e seguimos andando. Passamos em frente ao Museu de Solidariedade Salvador Allende -- em 2010 eu visitei, dessa vez pulamos. Cruzamos o Parque O’Higgins, que é grande, mas sem muitas atrações. Não me lembrava que já tinha passado por lá da outra vez que estive na cidade. Fomos andando até um mercado ao sul da cidade, que eu tinha lido erradamente (provavelmente não li direito) que era um mercado interessante de antiguidades. Chegando lá, era uma 25 de Março, ou um Saara. Cheio de gente, cheio de bugingangas mil. Voltamos correndo de lá, pegamos o metrô e descemos no centro novamente. Estava rolando uma grande feira geek, ou coisa parecida, no Parque Bustamante. O nome oficial era Encontro Literário, Medieval e Fantástico Leyenda em Tierra Firme. Ficamos lá um tempo, curtindo as fantasias, as performances e etc. Bem legal. Ficaríamos mais, só que queríamos ir na La Chascona antes de fechar. Então escapamos no fim da tarde e lá fomos. Em 2010 eu não fui na La Cascona, mas fui na La Sebastiana, em Valparaíso. As casas do Neruda são muito legais. Queria gostar de ler Neruda, mas poesia não é minha praia. Encontro Literário, Medieval e Fantástico Leyenda em Tierra Firme Ainda fomos curtir uns piscos na happy hour do Patio Bellavista (e o melhor, sem precisar pedir petisco!) e, nos arredores do Patio, vimos uma galera local tocando um olodum bem bacana, na rua mesmo. Ficamos um tempo curtindo tbm. Nesse dia novamente calibramos um vinho no quarto para depois sair. Fomos rever a badalada pizzaria Tiramisu, na Isidora Goyenechea, que tinha sido nossa última janta da outra vez e que tínhamos adorado. Continua muito boa (e muito cheia). Como chegamos ainda relativamente cedo, havia mesas. Quando saímos, havia fila de espera. O lugar é enorme, e os restaurantes nos arredores não estavam cheios. O sucesso prossegue, pelo visto. Tiramisu Voltamos para Bellavista para curtir nossa última noite. Dia 4, Domingo Era o dia de rever o Cerro San Cristobal. Fomos direto para lá, ficava próximo do hostel. Chegamos lá e já tinha fila para o trenzinho vertical. Afinal, era Domingo! E de sol, céu azul. Então decidimos subir a pé mesmo. Ótimo para o visual do alto. Aliás, tanto no Sky Costanera quanto no San Cristobal tivemos a sorte de estar céu azul. Viva São Pedro! Subimos pela trilha. Muita gente subindo, correndo, pedalando. Galera curtindo o domingo de sol. Movimento parecido com a praia de Copa/Ipanema, ou Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio aos domingos. Chegamos no alto e vimos que não havia fila para o teleférico, então achamos melhor curtir o passeio logo. Estava fechado quando estivemos lá anos antes. Ignoramos a parada do meio e descemos na outra base. Tinha um grupo de meninas fazendo espetáculo de dança (com direito a funk carioca!) na entrada do parque que estava divertido. Teleférico Fomos andando até o Parque das Esculturas, que beira o rio. Parque bacana, público, com diversas esculturas a céu aberto. Curtimos um tempo por lá. Parque das Esculturas Na volta que fomos curtir devidamente todo o visual do Cerro San Cristobal. Aliás, parece que tem muita trilha para explorar por todo aquele parque, mas que não curtimos dessa vez. Ficamos admirando a vista e tomando um mote con huesillos, pra tentar curtir uma de local. Cerro San Cristobal Nesse dia almoçamos (não haveria janta!) muito bem no Galindo, que fica numa esquina movimentada de Bellavista. Preços abaixo dos dias anteriores, pratos saborosos da culinária chilena. Depois ficamos curtindo as cervas da Kunstmann até dar a hora de ir para o aeroporto. Voltamos para o hostel, pegamos um uber (motorista era da Venezuela!) e voltamos. E assim foi mais um feriado explorando (e revendo) algum canto da América do Sul! [Fotos majoritariamente do Instagram da Katia]
  27. 3 pontos
    Galera, agora o fórum abre como padrão na versão fluída que mostra uma lista com tópicos. Para mudar pra versão com as categorias é só clicar no quadradinho ao lado do botão novo tópico . O primeiro tópico da lista é o de ajuda: https://www.mochileiros.com/topic/67773-chegou-agora-aqui-contamos-como-pode-encontrar-o-que-procura/ Pra ficar menos confuso nós unimos os fórums de Roteiros e Destinos. Apenas os relatos e o companhia para viajar continuam sub-categorizados. Vamos acompanhar a resposta dos usuários e fiquem a vontade para sugerir novas mudanças ou inserir mais informações no tópico fixo, ok?
  28. 3 pontos
    Ah, acho que faltou adicionar que esse novo tópico seria travado (com o cadeado, sabe?) como somente leitura, o que induziria quem chega a fuçar e explorar. Do caso contrário sinto que tende a acontecer como a LF Brasília descreveu onde perguntam sobre "onde achar tal informação" e outro comenta "também quero essa informação só que sobre x assunto" e outro aparece concordando passando o whatsapp para conversarem! Rsrses
  29. 3 pontos
    Relato da viagem feita no período de 13/6/2017 a 4/7/2017. Vou começar com comentários gerais, pois eu não fiz planilha detalhada custos nem anotações de gastos diários: - Passagem aérea: Comprei na Black Friday de novembro de 2016, por R$1.800 e alguns centavos, com valor das taxas inclusas (Saída do Aeroporto de Guarulhos), considerando que o voo seria no verão, na alta temporada praticamente, achei o preço muito acessível. -Imigração: Fiz uma conexão em Madrid na ida e na volta, e só digo uma frase: imigração espanhola sabe ser nojenta. Se eu não tivesse todos meus comprovantes de deslocamentos, hospedagens, passagens etc, eu não teria saído do aeroporto sem ir pra temida "salinha" de quem é retido na imigração. Falar espanhol também ajuda. Deixo claro aqui que eu FALO ESPANHOL, por isso escolhi ir por Madrid ao invés de por Paris que tinha um preço muito similar, e que educação e respeito é algo esperado em agentes de imigração de qualquer país. Quando cheguei, eu tinha uma conexão de uma hora apenas em Madrid, eu pedi em espanhol obviamente aos funcionários do aeroporto que me deixassem passar, já que tinha uma fila enorme e me foi vendido um voo com essa uma hora apenas, os funcionários falaram que dava tempo, quando cheguei, o agente já recebeu minha pasta com toda documentação impressa e mesmo tendo deixado claro que eu ficaria apenas em Portugal, com todos comprovantes de hospedagens, seguro saúde, passagens de ida e volta, etc etc, o cara ficou perguntando meu roteiro, eu respondi, mas avisei que eu tinha um voo que já tinha começado o horário do embarque. Só consegui pegar o voo para Lisboa porque literalmente saí correndo no aeroporto. Na volta, tinha uma fila escrito União Européia, mas estava indo gente no geral nela, eu questionei a um funcionário, ele disse que essa fila era para todos. O agente me recebeu sorrindo, quando pegou o passaporte e viu a minha nacionalidade, a expressão dele mudou para cara fechada, de raiva e de nojo inclusive, folheou meu passaporte, foi bom poque ele viu diversos carimbos, Portugal é meu sétimo país, eu não quis responder nada porque tive dias incríveis na minha viagem e não quis deixar uma atitude preconceituosa com sul americanos estragar a energia boa! Detalhe: pedi informações para locais nas ruas em Madrid e fui super bem tratada, quiseram saber de que país eu era e ninguém fechou a cara dessa forma, então meu ranço fica todo para a imigração mesmo. Até editei esse campo porque uma pessoa veio me mandar mensagem privada questionando se eu era mulher, sozinha e que não falava espanhol, se era "só" por isso (como se justificasse) que a imigração teve essa atitude. Sou mulher sozinha, no sétimo país sozinha, com vínculos comprovados no Brasil, e que sim, fala espanhol. Mesmo se não falasse, ressalto que respeito é algo que se espera em todo lugar. - "Só Portugal?": Ouvi essa pergunta várias vezes. Viagem tem muito a ver com os gostos pessoais de cada pessoa, mas eu fiz a escolha de ficar apenas em Portugal e pra mim foi muito satisfatório. Conheci cidades históricas, praias, um arquipélago, um Parque Nacional, e expandi meu roteiro para além do planejamento inicial. Se eu recomendo meu roteiro? Sim! a única coisa que eu vi "a mais" foram castelos que há em várias das cidades que visitei, mas isso não foi um incômodo. - Quanto custou? Reservei 1.500 Euros para essa viagem, e voltei com cerca de 500 euros. Todas as hospedagens foram pagas no local, exceto uma que foi cobrada antes pelo cartão de crédito, eu fiz as reservas pelo site da Booking mesmo. Com esse valor eu não precisei fazer economias de perrengue, cozinhei em Lisboa por opção e preguiça de sair pra comer por uma noite, de resto dá pra comer bem pagando desde 5 euros até 8 euros, comida farta e de qualidade. Também tomei uma sopa de noite que custou menos de 2 euros. Portugal faz valer a fama de país mais barato da Europa. - Sequência de cidades/locais visitados: Lisboa, Arquipélago das Berlengas (em Peniche, fiz bate e volta de Lisboa, é corrido mas dá e achei melhor, comprei as passagens de ônibus Lisboa x Peniche antecipadamente e fiz a reserva do barco pela internet, mas o pagamento desse barco com a reserva feita é pago na hora, o ônibus partiu bem vazio, o turismo por lá ainda é pouco conhecido, ufa!), Sintra, Évora, Óbidos, Nazaré (Óbidos e Nazaré estão muito próximas e como Óbidos é bem pequena, dá pra fazer as duas cidades no mesmo dia e voltar de Nazaré a Lisboa direto de ônibus, recomendo fazer assim), Lagos , Sagres (Cabo de São Vicente), Portimão e Aljezur ( Lagos ,Sagres, Portimão e Aljezur são parte do litoral do Algarve, Lagos foi minha cidade de base para o Algarve, pra quem tá a pé é a melhor opção de cidade pra escolher, na minha opinião) ,Porto, Parque Nacional Peneda Geres (na região norte também, fiz bate e volta desde Braga com uma brasileira que conheci em Lisboa), Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo, Braga, Guimarães e Aveiro. - Locomoção pelo país: Achei o transporte com preço justo e o deslocamento é bem fácil. Andei de ônibus, trem, metro e barco no caso de alguns passeios. Também fiz de carro o Parque Nacional Peneda Geres, poque estava com uma brasileira que conheci em Lisboa, com ela também me desloquei até Ponte de Lima, Valença e Viana do Castelo, tudo isso em dois dias, um só para o Parque e outro para as cidades, partindo de Braga. - Curiosidades: 1) Idioma: É muito diferente do nosso português em muitas coisas, desde o sotaque, à forma de falar, à rapidez da fala e às palavras que tantos nós quanto eles desconhecem. Suco por exemplo é sumo, dentre outras coisas; 2) Pessoas: Achei os moradores de Porto mais abertos à troca de experiências e ideias do que os moradores de Lagos por exemplo, já que Lagos é terra dos ingleses no verão. Mal se vê alguém falando português por lá. Lisboa tem uma diversidade, pessoas mais abertas e pessoas mais distantes; 3) Segurança: Até o momento, Portugal foi o país onde mais me senti segura, claro que temos que ter cuidados básicos, mas mesmo Lisboa, cidade onde vi muita gente em situação de alta vulnerabilidade (dormindo nas estações de metro aos montes por exemplo), não me senti insegura em nenhum momento. 4) A temperatura no verão: Pense num lugar que faz muito calor e o sol arde. Sim, é ali. Por sinal, no verão as noites portuguesas começam após 21h, ou seja, até esse horário ainda é dia! Dá para aproveitar muito bem o dia justamente por isso. Optei por fazer a postagem de fotos, que falam mais do que o relato em si, vou separar as fotos por lugares/cidades visitada em sequência com dias, ao invés de fazer um relato dia a dia! FOTO DE LISBOA - DIAS 14 (CHEGADA NO FIM DA TARDE)E 15/6 Eu recém chegada em Lisboa! Esse Elétrico faz o percurso apenas de subida do morro de acesso ao bairro alto. Dá para subir caminhando, mas como eu havia feito um voo de dez horas e estava com mochila cargueira, acabei pegando o Elétrico, a subida dura cerca de 1 minuto e não é barata! O hostel em que me hospedei estava logo ali, bem perto da subida do morro. Recomendo conhecer o bairro alto, esse foi um dos bairros onde me hospedei em Lisboa, já que fiquei em três regiões diferentes da cidade. Foto também do primeiro dia, estava em reforma o Mirante do bairro alto, mas pelas grades deu pra ter essa linda vista de Lisboa. Dia seguinte, dentre as opções na região da Torre de Belém, eu recomendo começar com o Mosteiro dos Jerónimos por vários motivos: arquitetura espetacular, ter uma fila mais rápida que a da Torre de Belém, e principalmente porque dá desconto no ingresso comprar os ingressos do Mosteiro e da Torre de Belém juntos, e graças a isso, quando você chega na Torre e está aquela fila gigante pra entrar, ao ter já o ingresso comprado ali no Mosteiro, você passa à frente da fila e já entra. Aproveitando a belíssima arquitetura do Mosteiro dos Jerónimos. Neste dia, antes de sair do hostel, logo na recepção passando protetor solar, uma moça me abordou e se convidou pra sair andar comigo, no meio do caminho fi que dissemos nossos nomes. A Thelma foi uma excelente fotógrafa e também uma ótima companhia para este primeiro dia de andanças pela linda Lisboa. A ideia de começar pelo Mosteiro partiu dela, e eu achei muito válido. Saindo do Mosteiro, ao atravessar a rua você logo vê esses jardins muito bem cuidados, esse caminho leva à Torre de Belém. São poucos minutos de caminhada. O Marco do Descobrimento é um outro atrativo bem próximo também. A Torre de Belém e sua gigante fila para entrar. Com o ingresso comprado junto no Mosteiro, você dá um tchauzinho para esta fila e entra direto! Arquitetura externa, mas já "adentrada" na Torre! Cada detalhe dessa arquitetura é um arraso à parte. Aqui uma pequena amostra do visual do Rio Tejo de cima da Torre de Belém. Eu me sentei nesta muretinha para tirar essa selfie, é bem alto, não façam isso crianças! Ponte 25 de Abril, sensacional esse visual da ponte sobre o Rio Tejo. Ao lado esquerdo, o Marco do Descobrimento. Terra à vistaaaaaaa!!!! Marco do descobrimento. Era um dos meus sonhos pra essa viagem tirar essa foto aí, com um pouco da história do que foi essa invasão portuguesa no nosso país, que apesar dos pesares, aconteceu e faz parte da nossa história. Esse monumento é imponente, e extremamente preservado. Dá para entrar no Marco do Descobrimento, é cobrado também o ingresso, vale a pena pela vista que se tem lá de cima, é um local pequeno com passagem apertada se acumulam pessoas, mas achei que compensou a visita. Essa imagem da Torre de Belém e do Tejo vistos do alto foi tirada lá. Vista do Mosteiro dos Jerónimos do alto do Marco do Descobrimento. Logo ali perto do Marco do Descobrimento, tem o famoso local que vende os pastéis de Belém. Local concorrido para sentar, mas conseguimos uma mesa sem esperar tanto. Os pastéis são divinos, nós compramos a caixinha que vem com 6 e comemos cada uma um para provar. Esse visual maravilhoso de Lisboa foi visto do Castelo de São Jorge, antes de adentrar no castelo. Cabe pontuar que essa região é distante de Belém, nós pegamos um "bonde" que é tipo um trem com uma velocidade bem rápida que passa na frente de onde vendem os pastéis, lá nós buscamos informação de onde descer, eu pedi informação para uma senhora local, que por sinal estava indo para a região que nos deixaria num elevador gratuito que facilita o acesso ao castelo. Essa senhora foi pouco calorosa, mas muito solícita e nos ajudou a chegar mais rápido com as dicas. Ruínas na entrada para o castelo São Jorge! Considero obrigatório esse passeio do castelo em Lisboa. Com a Thelma, que eu conheci em Lisboa =) Castelo de São Jorge Visual de Lisboa desde o Castelo de São Jorge. Castelo de São Jorge Ao sai do Castelo de São Jorge, Thelma e eu fomos à Praça do Comércio, bem movimentada e com uma bonita vista do Tejo também. Nos arredores, passando o arco, tinha um cara vendendo pastel de cereja, no estilo pastel de Belém, só que recheado com cereja, eu curti bastante, apesar de ser bem doce. --- FOTOS DO ARQUIPÉLAGO DAS BERLENGAS - PENICHE - DIA 16/6 Como relatado, para chegar: ônibus Lisboa a Peniche, de lá toma-se um barco, esse da foto, que leva de 50 minutos a uma hora para chegar. No ônibus conheci duas meninas de Buenos Aires que me fizeram companhia durante todo esse dia e no dia seguinte também. Cabe colocar aqui uma curiosidade até nojenta: ao entrar no barco, um funcionário da tripulação começou a distribuir sacolas plásticas dessas pra pessoa vomitar dentro. Achei estranho e quase que gargalhei sozinha, mas aguardei. Apesar de ter boa estrutura, na ida o barco vai contra a maré e balança muito. Ao meu lado tinha uma moça que vomitou em pelo menos três sacolas, eu fechei os olhos e tentei ao máximo segurar o vômito e consegui, mas atrás de mim tinha mais gente vomitando, ou seja, mais da metade do barco vomitou. Desci bastante tonta e enjoada, mas isso foi passando ao longo do dia. Cabe ressaltar que vale muito a pena, apesar desse sufoco! Primeiro morrinho de caminhada do barco para explorar o arquipélago! Arquipélago das Berlengas Aquele lugar sem graça *risos* muito preservado e espero que o turismo não chegue desenfreado por lá. Lá embaixo, os barquinhos que fazem os passeios ao redor das muralhas. O forte. *clap clap clap* Foi exatamente esse "cartão postal" do arquipélago que me levou para conhecê-lo. Vista do forte! Teve passeio de barquinho, o forte visto do mar. Com a Sol e a Natalia, da esquerda para a direita! chicas argentinas muy tranqui FOTOS DE LISBOA - 17/6 Oceanário de Lisboa, é uma opção para fazer junto com o Parque das Nações, é um local tranquilo, rola até fazer um pique-nique se quiser embaixo das árvores. Eu sou bem crítica quanto a passeios envolvendo animais que não estejam soltos, mas resolvi conhecer o Oceanário e achei o lugar ok, não deixaria de indicar a visita; Oceanário - parece que tá rolando uma reunião entre os Pinguins. Essa lontra tava toda curtindo - Oceanário Oceanário Oceanário Parque das Nações FOTOS DE SINTRA - 18/6 Castelo dos Mouros. Para chegar a Sintra há um comboio (trem) que leva uns 30 minutinhos, é barato e compensa. Estava com Sol e Natalia do passeio das Berlengas, estava conosco uma Venezuela que elas conheceram em Lisboa. Ao chegar lá em Sintra optamos por pegar um ônibus que faz o circuito dos palácios. A primeira parada é no Castelo dos Mouros. Castelo dos Mouros Palácio da Pena! Palácio da Pena Cabo da Roca - Sintra não é só a cidade dos palácios, Cabo da Roca tem um litoral bem interessante. Existe um ônibus desses de bairro que sai do centro de Sintra para Cabo da Roca o mar em Cabo da Roca Cabo da Roca Um brinde à vida em Cabo da Roca. FOTOS DE ÉVORA - 19/6 Évora é uma cidade que contemplei a linda arquitetura. Não é Grécia, é Portugal! A arte de colocar a câmera em disparo automático hahaha Capela dos Ossos. "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos" A energia desse lugar é muito forte e densa, mas acho imprescindível fazer a visita (paga) desse lugar. Capela dos Ossos. Diz nos escritos ali dentro que são ossos do cemitério da cidade, foram revestidos no cimento. A capela traz mensagens de valorização da vida, de se atentar à perda de tempo na vida etc. Capela dos Ossos, em Évora. Choque de realidade. FOTOS DO DIA 20/6 - ÓBIDOS E NAZARÉ Óbidos, pequenina e acolhedora. Castelo em Óbidos. Espaço de artistas alternativos independentes, como esse moço que saiu na foto. Óbidos charmosa! Nazaré, cidade que é um vilarejo de pescadores. Boa combinação: Óbidos de manhã e Nazaré de tarde. há um ônibus com bem poucas opções de horário que sai de Óbidos, deixa num terminal rodoviário próximo e de lá pega-se um outro ônibus a Nazaré. Parte baixa. De um funicular dá pra ir na parte alta de Nazaré, o visual vale muito a pena. Dá para ir caminhando também, mas com o sol intenso e o calor que fazia, preferi não fazer isso! FOTOS DA REGIÃO DO ALGARVE: LAGOS, SAGRES (CABO DE SÃO VICENTE, PORTIMÃO E ALJEZUR - DIAS 21, 22, 23, 24 E 25/6 Lagos, a partir desse forte, subindo, começa um circuito de praias que eu recomendo demais, pode ser feito à pé como fiz. Praia da Batata - circuito de praias em Lagos Praia do Estudante, é um pouco "escondida", logo após a praia da Batata - circuito de praias em Lagos Praia do Pinhão - circuito de praias em Lagos Praia da Dona Ana - Circuito das praias em Lagos Praia do Camilo - Circuito de praias em Lagos - pra mim essa é a segunda mais bonita de Lagos. Ponta da Piedade - Circuito de praias em Lagos. Aqui não existe praia para banho, só mar aberto, mas o visual é sem palavras. Esplêndido. Ponta da Piedade - Lagos - Circuito de praias de Lagos Prainha - por algumas moedinhas dá para atravessar de barco até esse mar azul claro à esquerda, totalmente sem ondas, fica na parte central da cidade, recomendo um mergulho.
  30. 3 pontos
    Aproveitei uma promoção da Aerolineas Argetinas com trecho FLN-SCL por R$900 com taxas e resolvi finalmente conhecer o Chile, a viagem, que foi entre 20 e 27 de Setembro, vocês conferem abaixo! Tudo foi feito por conta própria, sem agências, já que o Chile é um País relativamente fácil e receptivo. Dia 1 (21/09) – Sai cedo do apartamento que tinha reservado pelo Airbnb - fiquei na região do metro Santa Lucia, na Calle Marcoleta, perto de absolutamente tudo no Centro! Fiz muita coisa a pé a partir do apartamento –, para sacar o dinheiro que tinha enviado via Western Union, dica , a cotação da WU foi de 203 Pesos por Real, contra 189 das casas de câmbio que encontrei em Santiago. Parece pouco, mas no fim da viagem gerou uma economia. Depois fui procurar uma loja da Claro para comprar um Chip, lá eles chamam de “Pre Pago con Internet”, na loja foram muito simpáticos e fizeram todo o processo pra mim, até a ativação do chip, sai com ele funcionando por 4.000 Pesos com 5GB de internet! Essa internet durou 7 dias com uso intenso de GPS, Redes Sociais... No aeroporto esse mesmo chip teria me custado 18.000 Pesos! Já eram 10hrs quando cheguei no Palacio La Moneda para o a Cerimônia de Cambio de Guarda, que acontece em determinados dias conforme o calendário disponível em http://www.gob.cl/cambio-de-guardia/, após a cerimônia aproveitei para conhecer os arredores do Palacio até o horário da Visita Guiada, que necessita de agendamento com antecedência! Visita encerrou meio-dia, encontrei outra brasileira turistando e fomos almoçar em um restaurante na Calle Jose Victorino Lastarria, fomos a pé do Palácio até lá e aproveitamos pra conhecer mais um pouco do Centro, depois do almoço fui para o Cerro Santa Lucia, lugar imperdível que vale a pena reservar um período de céu azul para visitar com calma. Por volta das 16hrs resolvi ir para o Cerro San Cristóbal e aproveitar o dia escurecendo tarde! A fila do Funicular estava enorme, mas o passeio vale qualquer espera em fila, o San Cristóbal é o Cerro mais alto da cidade, uma vista panorâmica indescritível e tem o Teleférico como atração, minha recomendação é, compre 2 “Tramos” de Funicular e 2 “Tramos” de Teleférico, assim você sobe de Funicular, desce de Tele, sobe de Tele de novo e desce de Funicular pra aproveitar bem o passeio e o visual, fiquei no Cerro até o horário do último Funicular descer, 19hrs. Dia 2 (22/09) – Sai às 6hrs do apartamento para ir buscar um carro na locadora e ir até Cajón del Maipo, esse dia foi sem dúvidas o melhor da viagem, recomendo que façam essa parte da viagem sem medo, dirigir no Chile, além de fácil, foi extremamente tranquilo, se você dirige nas grandes capitais do Brasil, não vai ter nenhuma dificuldade com um Waze funcionando no celular. Aluguei em SUV na Chilean Rent a Car na Calle Curico por 35.900 Pesos com taxas e seguros inclusos, considerei um bom preço depois de pesquisar bastante! Esse custo foi muito próximo ao preço do passeio por agência, sendo quase o mesmo, prefiro ir por conta e aproveitar do meu jeito. Sai da Chilean às 07:30 e 09:30 já estava chegando no Embalse el Yeso. O visual é de tirar o fôlego e não foi pela altitude! Lá você estaciona o carro na beira de uma ribanceira, e vai a pé o resto do caminho, chegando cedo você não vai se incomodar com as vans que lotam o lugar dificultando a chegada de outros carros. Minha dica é: VÁ DE CARRO, FAÇA SEU HORÁRIO, AGÊNCIA VAI CUSTAR MAIS DO QUE O ALUGUEL DE UM BOM CARRO! As fotos abaixo falam por si. Eram 11hrs quando encontrei uma família de brasileiros e resolvemos ir até Termas Colina, de Cajón del Maipo até lá são 2 horas em uma estrada muito ruim, em certos pontos passa por rios que cortam o caminho e muitas pedras grandes, dificilmente se consegue passar de 40km/h, carro alto é melhor. Saímos de Termas Colinas por volta das 16hrs e chegamos em Santiago às 18:30, ainda aproveitei para dar um pulo no Templo Bahá'i para ver o pôr do sol de um dos pontos altos da cidade que é onde fica esse, pelo que li, é o único da religião na América do Sul. Deixei o carro na locadora às 21hrs sem problemas, a única exigência deles é que entregue limpo, há vários postos com a placa "Lavado" que cobram 3.000 Pesos a cada 3 minutos de ducha que você mesmo tem que fazer, não tem ninguém que faça isso como temos aqui no Brasil. Dia 3 (23/09) - Sai novamente cedo e fui direto para o Terminal de Buses onde peguei um Tur Bus para Viña del Mar, outros brasileiros que encontrei por lá falaram um tanto mal de Valparaíso, que a cidade está muito suja e com assaltos a turistas, coisa que de acordo com alguns, não existia anos atrás! Isso me fez riscar Valpa e ir direto para Viña. A viagem de Santiago até Viña é de umas 2 horas e a estrada e os ônibus são realmente muito bons! Primeiro contato com as famosas Águas do Pacífico... Castillo Wulff, você pode entrar e conhecer esse Castelo que fica a beira de uma das praias de Viña, fiz praticamente toda a cidade a pé..! Os principais pontos são próximos e andar é descobrir. Playa el Sol com prédios altos na frente da praia, me lembrou um pouco como uma mini Balneário Camboriú aqui de SC. Lá as ruas são muito limpas e largas, carros importados pelas ruas, prédios altos e grandes, essa parte da cidade onde fica a Playa el Sol é como uma cidade a parte. Voltei para Santiago em um ônibus das 16hrs e cheguei no Terminal de Buses quase 18hrs. Em breve coloco a segunda parte com os dias que visitei as Vinícolas, mais um pouco de Santiago incluindo o prédio mais alto da América Latina, o Costanera Center com 300 metros de altura - é possível subir no último, 61° andar, - e a ida ao Valle Nevado!
  31. 3 pontos
    O mais "barato" é indo por Valença. - Pegar o ferry no Terminal São Joaquim, varia entre 5 a 7 reais o trecho (uma hora e pouquinho de travessia). Descendo em Bom Despacho vc já desembarca no local onde compra e pega o ônibus para Valença. Deve ser cerca de 20 e poucos reais o trecho (2 horas de viagem). Existem duas viações, Águia Branca e Cidade Sol. Quando fui os horários da Cidade Sol eram mais favoráveis pra mim, foi essa que usei. Comprei na hora mesmo. - Chegando em Valença o motorista avisa o local de descida mais perto do cais (peça pra avisar por precaução), onde se pega a lancha rápida. Deve estar cerca de 40 e poucos reais o trecho até Velha Boipeba (demora uma hora a travessia). Se vc for agora em alta temporada sugiro comprar antes pela internet. Quando fui em janeiro de 2016 muita gente no guichê querendo comprar e não tinha mais lugar para o dia todo, faça como eu, compre antecipado. Se isso ocorrer terá que fazer mais um trecho até Torrinhas para tentar outra lancha (os ônibus são latas velhas, não corra esse risco). - Para voltar sugiro comprar a volta da lancha antecipado tb, comprei no dia posterior a minha chegada. Quando estava na lojinha vários gringos querendo voltar naquele dia e tb não tinha mais lancha, então não compre no ultimo dia que estiver lá. OBS: Comece todo esse percurso cedo, porque demora muito e a última lancha sai de Valença as 16:00 se não me engano. Então é bom calcular mais ou menos o gasto de tempo para chegar até Valença, e assim comprar o horário certo na lancha. Cheguei as 7:30 no aeroporto, então comprei o horário de 14:40. Acabei chegando por lá as 13:20, tentei antecipar, mas como falei já estava tudo esgotado. Então é melhor sobrar tempo do que correr o risco de perder a lancha. Se for se hospedar em Moreré ainda terá que pegar o trator até lá, na época era 10 reais por pessoa e tem que esperar lotar a jardineira. Pra fretar toda era 100 reais se não me engano. Segue alguns links: Ferry: http://internacionaltravessias.com.br/tarifas-ferry-boat-salvador-ba/ Dáttoli (empresa das lanchas, comprei por esse site): http://www.boipebatur.com.br/ilha-de-boipeba/como-chegar/lancha-rapida-valenca-para-ilha-de-boipeba Relato da minha viagem: https://www.mochileiros.com/topic/42028-boipeba-janeiro-de-2016/
  32. 2 pontos
    @diogombra, blza? 1. Essa sequência da viagem seria uma boa ideia? Ou seria melhor começar por Lisboa, Barcelona,Londres, Paris, Amsterdam...? Como você vai viajar de um local para outro? Vi que você citou um trecho de trem, mas e o restante? Acho que seria uma boa você seguir uma sequência mais estratégica, por exemplo: Lisboa > Barcelona > Paris > Amsterdam > Londres > Porto. Dessa maneira, só olhar pelo mapa, você percorre caminhos mais curtos nas suas viagens independente se for de avião ou trem. Aí apenas na última viagem você percorre um trecho mais longo, no caso Londres até Porto. 2. O trajeto entre Amsterdam até Barcelona (considerando a sequencia q informei), é possível realizar todo de trem? Vale a pena? Possível é, mas você já viu a distância? No mínimo um dia inteiro de viagem. Você deve considerar isso. Sobre a mala não sei te falar. 4. Um orçamento diário por pessoa (com alimentação e transportes), de 60 euros por dia/pessoa (ou libras qdo na ING), seria o suficiente? Considerando que deve ser uma viagem sem "extravagâncias". Está de bom tamanho. Pode considerar para alimentação, transportes (metro, ônibus) e eventuais entradas de passeios, museus, etc. Na Europa se come bem por valores baixos. Se passa um dia bem por menos que isso até. 5. Algumas dicas de quando comprar a passagem de volta? Nesse momento não achei muitas opções utilizando milhas. Muito cedo para comprar passagens. Vá pesquisando até achar a melhor condição, da pra arriscar e aguardar até 3 uns meses antes das datas para tentar encontrar um preço bom.
  33. 2 pontos
    Oi @Adriana T-Tresch , esse logotipo atual não tem muita personalidade, precisa melhorar mesmo. Nós vamos contratar um profissional pra fazer um redesign e modernizar o logo antigo pra ele se encaixar melhor nesse novo design do site. Do jeito que ele estava ficou destoando muito. Obrigado por se dispor a ajudar no tagueamento, eu vou criar um tópico com as instruções de como taguear e libero essa função pra você. Vou criar também um tutorial com todas as novas funções da plataforma. @caio.acquesta , Eu entendo a sua estranheza em relação ao novo formato que estamos testando, afinal o fórum passou quase 20 anos de outro jeito. A questão é que não estava funcionando mais. A maioria dos tópicos estavam sem movimentação e muitos com a data de criação muito antiga. Essa nova geração de usuários das redes sociais não conhecem como funcionam os fóruns de internet e de cara associam isso com informação velha e ultrapassada. Não dá mais pra manter tópicos criados há 5, 10 ou 15 anos em tempos de WhatsApp, entende? Não funciona mais.. De qualquer maneira esses tópicos ainda estão no conteúdo, basta uma única busca para encontrá-los, a diferença é que antes você seguia um roteiro de cliques para encontrá-los, no que estamos implementando que são as TAGS que farão esse papel, são menos cliques para mais conteúdo. Pra encontrar informações sobre a Chapada Diamantina, antes você podia fazer uma busca ou clicar no fórum Destinos, depois no fórum Brasil, depois no fórum Bahia e aí procurar o tópico da chapada na listagem do fórum Bahia. Se quisesse ver relatos da Chapada Diamantina, teria que voltara pra página inicial e fazer toda essa sequencia de cliques novamente. Agora no modelo que estamos implementando basta clicar na tag: Chapada Diamantina que você encontrará todo o conteúdo relevante sobre a Chapada. O conteúdo mais recente aparece primeiro na listagem de busca da tag. Se você quiser navegar no formato antigo ainda é possível, é só estar logado e clicar nos botões quadradinhos que aparecem ao lado do botão "Novo Tópico" como mostra a figura abaixo. A opção "Tabela" mostra o fórum como na versão antiga, a opção "Fluído", mostra a listagem de tópicos e você pode de selecionar quais tópicos quer ver no lado direito (na versão Desktop) e em cima na versão mobile. Se não selecionar nada, mostra todos os tópicos do site. @Helen Pusch Obrigado pelo feedback vou criar o tópico das tags e marco você por lá!
  34. 2 pontos
    Amei esse com USB, não tinha visto desse modelo ainda, muito prático. Vou comprar desse, das últimas vezes acabei pegando emprestado pq sempre deixava pra ultima hora.
  35. 2 pontos
    Olá! Vou pra Bolívia em fevereiro, você já sabe qual data vai viajar?
  36. 2 pontos
    Ola mochileiros, Entre os dias 23-27/12/2013 fiz o Jalapão com 4x4 alugado na Unidas. Fui com minha esposa e meus 2 filhos, indo em 4 pessoas o custo do aluguel de 4x4 compensou e pude fazer os passeios no meu ritmo. Tinham fervedouros e cachoeiras que ficavamos por horas e após almoço ou lanche no local retornávamos para novos mergulhos, sem ninguém apressando para ir embora. Fizemos tudo sem guia, somente com as pesquisas feitas na internet e informações dos locais, e a maioria das atrações está sinalizado. No Jalapão só tem 3 estradas principais e as atrações ficam ao redor destas estradas, e não tem como se perder. As estradas estavam boas, a maior parte delas não foi necessária acionar 4x4, agora para chegar nas atrações precisavam de 4x4 e carro alto, pq eram areias bem cavadas. Muita gente acha que só consegue fazer o Jalapão com agências ou com guias por achar que vão se perder, mas se visse a quantidade de jipes e picapes, próprios ou alugados em Palmas, que param nas pousadas no fim do dia vão mudar de idéia. Quando viajamos com a agência a gente não presta atenção nas estradas e nas sinalizações, mas quando viajamos por conta nós procuramos o máximo de informações e ficamos atento com as sinalizações, além de envolvermos mais com os locais. Se tiver um grupo com 4 pessoas vale à pena fazer o Jalapão por conta, seja em veículo próprio ou alugado. Dia 1 Pela manhã cedo peguei vôo de Congonhas para Palmas, chegando em Palmas às 11h. Na locadora Unidas peguei o picape S10 4x4, foi rápido para retirar o veículo. O custo do aluguel foi de R$ 360,00 por dia com seguro completo + R$ 56,00 de lavagem, carro bom para dirigir, e eu nunca dirigi um picape antes. Saímos de Palmas e chegamos em Ponte Alta às 13:30 na pousada Águas do Jalapão, pousada bem simples que custou R$ 150,00 por um quarto quádruplo com café e R$ 20,00 p/p jantar que estava boa. Largamos as malas e fomos conhecer as cachoeiras da Fumaça, Soninho e a Pedra Furada. Todas estas atrações ficam na estrada que vai para Dianópolis, a Fumaça é a mais longe que fica à 90km de Ponte Alta, não dá para entrar, mas é uma cortina de água linda. E na volta passamos por Soninho e Pedra Furada, uma pedra no meio do nada com vários furos e morada de araras, para chegar na pedra passa por uma estrada de areião que necessita 4x4. Saímos às 14h e retornamos às 19h em Ponte Alta, levamos 1:30h para chegar na cachoeira da Fumaça. Abastecemos o carro, só tem diesel comum no posto, e compramos água e pão para dia seguinte. Dia 2 Após o café, saímos de Ponte Alta às 9h em direção ao Mateiros. No caminho entramos no canion Sussuapara, caminhada de 2min, lugar lindo e referescante para o calor de Jalapão. E após 17km, não tem sinalização, tem uma pequena entrada para esquerda que dá acesso a cachoeira Lajeado, são 3km até a cachoeira pela estrada de areia que em alguns momentos precisa acionar 4x4, mas nada difícil. Mas muitas pessoas não vão pq alguns guias e locais ficam falando que não dá para acessar nem de 4x4, mas dá para ir tranquilamente. No final da estrada já é cachoeira, na verdade várias lajes que formam uma belíssima cachoeira para banho, pelo lado esquerdo da laje dá para descer no poço, uma piscina incrível e gostoso para nadar. Gostamos tanto que na volta nós retornamos para cahoeira, só que neste dia estava chovendo e o rio ficou muito alto, ficando perigoso o banho e ficamos só contemplando o visual. Continuando a viagem, tudo sinalizado, paramos na cachoeira da Velha e na prainha do rio, comemos lanche na prainha e retornamos para estrada principal pelo atalho, só de areia, e prosseguimos para as dunas do Jalapão. Chegamos nas dunas às 16:30h, pagamos R$ 5,00 p/p para entrar, aqui precisa de veículo alto e 4x4 para areião, subimos as dunas e ficamos esperando o pôr do sol, que ficou meio encoberto pelas nuvens, e saimos das dunas às 18h para Mateiros. Chegamos em Mateiros às 19h e hospedamos na pousada Panela de Ferro, que recomendo, que foi nossa base por 3 dias. Suíte duplo R$ 140,00, tríplo R$ 165,00 e quádruplo R$ 190,00 com café. Em Mateiros não tem o que fazer, apenas dormir, abastecer o veículo e comprar mantimentos. Chegamos na véspera de Natal e tudo estava fechado, menos o restaurante da dona Rosa que foi a salvação nossa e de muitas pessoas, jantamos todas noites na casa da dona Rosa, uma simpatia de pessoa, a refeição custa R$ 15,00 p/p. Dia 3 É Natal, e para comemorar decidimos subir a serra do Espírito Santo, não fomos de madrugada pq nesta época fica nublado pela manhã e não é possível ver o nascer do sol, fomos após tomar o café. Deixa o carro na base da serra e a trilha já começa subindo, subida de uns 50min, no topo tem uma vista linda do vale e do Jalapão. Até mirante que fica do outro lado da serra tem que caminhar mais 3km no plano e sem sombra, lá tem vista das dunas e de outras serras. Ao todo foram 8km de trilha, tirando a subida a caminhada e fácil. Retornamos às 13h ao Mateiros e fomos almoçar na dona Rosa, comemos as sobras de ceia de Natal que estavam muito bons. À tarde, depois da chuva, fomos para fervedouro, que fica no começo da estrada para Mumbuca, mas a água estava marrom, o rio inundou o fervedouro e deixou marrom, o pior foi o rapaz do fervedouro dizendo que todos fervedouros e cachoeiras estavam sujos e não iria adiantar ir para outros, mentira do cara. Encontramos com várias pessoas que foram para outros fervedouros e estavam tudo normal, aí nós fomos para cachoeira da formiga para passar toda tarde. Esta sim, estava fenomenal, águas limpas, cristalinas e vazia, pegamos o snorkel e máscara e ficamos a toa mergulhando no poço. Estava R$ 10,00 p/p e para chegar pega uma estrada de areia bem cavada, mas nada difícil. Final do dia retornamos para Mateiros e jantar na dona Rosa que estava cuspindo de gente. Dia 4 Neste dia saímos tarde para os passeios, e pela manhã visitamos o fervedouro de Rio do Sono, rasinho e sem pressão mas com água bem cristalina, e o fervedouro de Buritizinho, fundo, baixa pressão e pequenininha mas com uma água azul e linda, mais parece com uma piscina natural do que fervedouro, custa R$ 10,00 p/p e neste lugar tem opção de almoço por R$ 20,00 p/p, comida boa e vc pode entrar quantas vezes quiser no fervedouro enquanto espera o almoço, ficamos por horas nesta piscina, tinha hora que estava sozinho na água. Estes fervedouros ficam próximos da cachoeira da Formiga. Depois dos fervedouros fomos para comunidade Mumbuca, estrada relativamente boa, só no trecho final tem umas erosões que precisou acionar 4x4. Pequena quilombola onde começou o artesanato de capim dourado, minha esposa comprou algumas lembranças e quando meus filhos começaram a fazer cachorrinho de bixiga para as crianças, não demorou 5min e estavam lotadas de crianças para ganharem as suas bixigas. Na comunidade tem um restaurante que faz galinhada, não sei o preço pq já tinhamos almoçado. Passamos um bom tempo com as crianças e retornamos para Mateiros. Dia 5 Eu tinha planejado sair de Mateiros via São Félix, mas como a turma tinha gostado da cachoeira do Lajeado, decidimos voltar pelo caminho que fizemos na ida, e neste dia choveu pela manhã e a estrada estava mais lamenta e escorregadio, liguei 4x4 e foi tranquilo a viagem até Ponte Alta. por causa da chuva, o rio estava alto e não deu para aproveitar a cachoeira do Lageado, comemos o lanche na cachoeira e prosseguimos a viagem até Palmas. O trajeto Mateiros-Palmas fiz em 5h, deu em torno de 350km, voltando pelo Ponta Alta-Santa Teresa-Palmas. Chegamos em Palmas às 15h, tomamos banho no hotel e às 16h saimos para conhecer a cidade e jantar. Para devolver a picape abasteci com diesel s10, que a locadora recomenda, mas no interior não tem, só tem diesel comum, mas a picape rodou tranquilo com a comum. E no dia seguinte pela manhã devolvemos o carro no aeroporto e seguimos para Chapada dos Veadeiros, e descobrimos que quase todos que vão de veículo próprio passam em Veadeiros na ida ou na volta, e na locadora me informaram que quase todos que alugam picape 4x4 vão para Jalapão. Considerações finais Jalapão por conta não é nenhum bicho papão, as estradas são razoávelmente boas com sinalizações das atraçoes. As cidades estão estruturadas com mercado, pousada e posto de combustível. Em Mateiros tem correio e uma lotérica, se possível leve dinheiro para não ter problemas, a maioria das pousadas não recebem cartão. Leve um bom GPS com mapa atualizada e coordenadas das atrações, eu levei GPS Garmin com mapa de 2 anos atrás e algumas coordenadas e me virei bem. Perguntando na pousada e com os locais consegue achar tudo. Para quem não tem ou nunca dirigiu, como eu, um 4x4 não se preocupe. Estude e assista vídeos de direção do 4x4 e saia com o carro, lógico com muita prudência e cuidado. Não vai querer colocar o carro em qualquer buraco ou terreno pq está num 4x4, aí atola e não tem ninguém para socorrer. E se tiver bomba para pneu e bom carregar, eu levei meu mas não foi necessário, carro era novo. Tinha um outro grupo que estava num hilux alugado de uma locadora pequena, além de pagar mais caro o veículo estava um pouco zuado. Nas proximidades da cidade pega o celular, vivo, mas vi umas pessoas da região usando celular no meio do nada, não sei qual a operadora mas não era vivo, pq meu vivo estava morto. Jalapão é bonito e as distâncias são longas, é sempre bom carregar água e algo para comer, pq tem lugares que vc passa e não vende nada. Com chuva ou sem chuva Jalapão é bonito, e a chuva não atrapalha em nada nos passeios, pq não chove dia todo. Na época de chuva as estradas de terra ficam com um pouco de lama, mas em compensação as de areia ficam mais duras e não fazem poeira quando passa. E na seca as de terra ficam secos e levantam muita poeira e pedrinhas e as de areia ficam fofas podendo atolar. Custos Pousada em Mateiros: Panela de Ferro - quádruplo por R$ 190,00 e duplo por R$ 140,00. Tem outras que são mais baratas. Refeições custam entre 15 e 20 reais. Pão, água, frios etc com preço similar de cidades grandes. Picape 4x4: Unidas: R$ 360,00 c/ seguro completo, reserva feita por internet + R$ 56,00 de lavagem. Diesel estava entre R$ 2,30 - 2,50. Rodei 1200km e gastei 127l de diesel, que foram R$ 320,00. Como peguei e devolvi no aeroporto não tive gastos com táxi ou locomoção em Palmas. Passeios: Os fervedouros e cahoeiras perto de Mateiros cobram em geral R$ 10,00 de entrada. Os guias cobram R$ 100,00 por dia, tinha um grupo que pegou guia em PA e ficou rodando com ele em Mateiros e deixou em PA na volta. Pareceu que em pousadas tem um quarto para eles e fazem as refeições de graça. Se tiver um grupo com 4 pessoas vá por conta e conheça tudo que vc quer e não fique preso nas agências, ouvi várias reclamações dos locais que as agências não levam os turistas para algumas atrações por não terem retorno financeiro. Espero que seja útil para aqueles que desejam enfrentar o Jalapão. Seja livre e seja feliz. Abraço.
  37. 2 pontos
    Depende do que você quer... Eu diria que América do Sul em geral dá pra viajar tranquilamente sem reserva nenhuma, exceto em datas festivas como natal, ano novo, e em alguns lugares carnaval. Eu reservo sempre na véspera pelo aplicativo do booking para não ter que ficar procurando pela cidade, e sempre reservo menos noites do que eu planejo ficar, assim se acontecer alguma coisa e eu não gostar do lugar não fico presa pela reserva. Raras foram as vezes que eu quis ficar mais tempo e não tinha vaga e tive que trocar de hostel. Agora se você quer ficar nos hostels mais badalados, o ideal é reservar antes, tem alguns lugares se são muito populares e às vezes 1 mês antes já estão lotados, mas isso requer um certo planejamento e engessamento de roteiro que muita gente (inclusive eu) não está disposta a fazer
  38. 2 pontos
  39. 2 pontos
    ahhh é ... tem gente que sempre comete essas gafes aqui
  40. 2 pontos
    Salve... estamos saindo de São Paulo e vamos fazer as seguintes cidades Punta del Diablo, Cabo Polonio, Punta del Leste, Montevideo, Colonia del Sacramento e Buenos Aires só acampando... vcs vão quando?
  41. 2 pontos
    fosse você consultava com o banco, e outra, não confie em cartão sempre, já passei por perrengue .. pode ficar fora de sistema, ou dá pro no chip, nunca se sabe .. negocio é grana na mão mesmo .. a questão do roubo é outra. eu sempre levo uma boa grana, do aero ate X lugar (uber ou taxi).. e lá guardo em cofre ... quando desloco novamente mesma coisa,... coloco na coxa com uma meia de coxa que nem baculejo dá pra sentir hehehehe . cartão só emergencia
  42. 2 pontos
    Depois de muito enrolar, aqui vai meu primeiro relato para o mochileiros.com, site que tanto me ajudou em praticamente todas minhas viagens. Espero que possa ajudar a quem se interessar, é meu único propósito, retribuir de alguma forma. Essa viagem foi longa (83 dias), passando por Marrocos (um dia), Portugal (19 dias), Suíça (8 dias), Itália (19 dias), Londres (seis dias), Paris (seis dias), Espanha (cinco dias), Marrocos novamente (15 dias) e cidade de São Paulo no restante dos dias. Fez parte de um projeto bacana de transformar 2017 em um ano semi-sabático depois de trabalhar desde os 13 anos, e desde os 14 com carteira de trabalho. Sou professor de geografia, moro em Nhandeara (interior de São Paulo), tenho 45 anos e sou mochileiro nato. A maior parte do trajeto foi feito com hospedagens em hostels, que geralmente adoro. Acho que mesmo se tivesse um dinheirão, ainda optaria pelos hostels e seus tipos humanos “universais”. Adquiri as passagens de ida e volta pela “Decolar.com”, a 2.600 reais, em março de 2017, ou seja, com 5 meses e alguns dias de antecedência. Optei por fazer relatos separados por país. Assim, vou pular o primeiro dia no Marrocos e ir direto pros 19 dias portugueses. Já fiz várias viagens interessantes na vida, mas todas pela América Latina, de onde nunca tinha saído. Então, reuni os destinos europeus que povoavam meus sonhos, nessa viagem de arromba. São destinos em que depositava muitas expectativas (Suíça, Cinque Terre, Roma) ou outros obrigatórios, como Veneza, Londres e Paris (não tinha muita expectativa, mas queria ver qual é a delas e o que poderiam me ensinar. Além do que, será preciso ter expectativas pra gostar delas? Acho que não). Portugal eu tinha certeza que seria muito agradável, por conta da língua e do povo, e Marrocos é o destino exótico que precisa ser desmitificado e que tá logo ali, então precisei aproveitar a oportunidade. A Espanha, nas minhas pesquisas, foi dos que mais me surpreenderam, então resolvi passar ali apenas como trampolim pro Marrocos e voltar exclusivamente pra ela numa outra oportunidade (além do que, tenho passaporte espanhol, meu avô veio de lá). Pra você que se interessar, uma boa viagem! Vou tentando postar algumas fotos aqui, mas quem quiser poderá encontra-las no meu facebook, por país em “álbuns”. Dia 01/09 – Chegada em Lisboa. Ônibus do aeroporto (aerobus) ao Cais do Sodré: € 4,00 (é possível ir de metrô - € 1,75 cada utilização – obs: só descartar o bilhete após sair do metrô, pois ele será necessário tanto para entrar quanto para sair), mas o ônibus permite ver a cidade neste primeiro contato, ainda mais que é um trecho significativo que te dá uma boa base do que é Lisboa, e não decepciona; o Sunset Destination Hostel, a € 22,49 a diária para quarto com 6 pessoas mix (muito bom – café-da-manhã, banheiros, quartos, funcionários, tudo maravilhoso, é considerado um dos melhores do mundo) fica no prédio da própria estação de trem e metrô Cais do Sodré. Além dessa vantagem gigantesca, ainda tem um mercadinho “Pingo Doce”onde é possível encontrar desde água mineral, até lanches, biscoitos, pilhas, frutas, tudo a preços justos. Depois de deixar as coisas no hostel, fui dar uma volta pela cidade, nos bairros do Chiado e Rossio, à procura de um tênis. Paixão à primeira vista. Incrível a sensação de se perder por uma cidade encantadora como Lisboa. Fui meio que na direção de uma loja de calçados indicada pelo funcionário do hostel e dali meio que ao léu fui entrando por ruas interessantes e curtindo muito o visual, com azulejos, construções históricas, praças-sonho, docerias, quiosques bonitinhos... Enfim, Lisboa me conquistou de primeira. Dia 02/09 – Não comprei nem o passe turístico nem o passe de transportes pois sou “andarilho” profissional e sabia que iria “camelar” ao máximo pela cidade, confiante nas minhas pernas. Além do que, o Cais do Sodré é mega-bem localizado, o que favorece os deslocamentos, e Lisboa é uma cidade pra se caminhar, tão linda é. Primeira visita: Museu arqueológico do Carmo (era um igreja que foi seriamente afetada pelo terremoto de 1755, como quase tudo em Lisboa; mas conservaram o que restou e inseriram um museu ao fundo, com acervo interessante); caminhada até o Castelo de São Jorge (€ 8,50 ), passando pelo bairro famoso de Alfama. Tanto no caminho quanto no Castelo, temos vistas panorâmicas incríveis da cidade. Consegui fotos bem interessantes ao final da tarde no Castelo, todo envolto em jardins e pinheiros “cênicos”. Dia 03/09 – Visita às praias da Costa da Caparica, aproveitando o dia com sol fortíssimo e tempo limpo. Terminal Fluvial do Cais do Sodré, ticket para Casilhas: € 3,00 (ida); ônibus ida e volta entre Casilhas e Caparica: € 5,50; Trem para se deslocar entre as 20 praias de Caparica: € 8,00 – se compra ali mesmo na praia, não é um trem convencional; ticket do Terminal Fluvial de Casilhas, de volta pro Cais do Sodré: € 3,00. O interessante na Costa da Caparica é o mar e as praias que são lindas. Mas muito parecidas com as que temos no Nordeste, inclusive com paredões naturais ao fundo. Tem muita gente que pratica nudismo nas praias mais distantes, da 17 até a 19. E muita paquera gay nessa altura nas trilhas por ali já mais afastadas da praia. Pegação mesmo. Então, acho que não é uma visita obrigatória, a não ser que nudismo, pegação e praia seja seu forte. Dia 04/09 – Sintra. O trem para Sintra sai próximo da estação Rossio do metrô. É necessário sair dessa estação e procurar um café Starbucks num dos cantos da praça. É ao lado do café. É fácil de achar pois é muito bonita, um prédio histórico. Se estiver difícil achar, é só perguntar onde fica a estação de comboio (trem) para Sintra, todos os locais vão informar. Esqueci de anotar o valor, mas acho que não passa de € 5,00. Chegando-se em Sintra, há várias opções de visita, como caminhar pela via principal até o Palácio Nacional de Sintra, no centro histórico. Nessa caminhada de uns 10 minutos, temos as legítimas e tradicionais queijadas da Sapa (é uma portinha super discreta, cuidado). Justamente na segunda-feira estava fechada, mas dizem que é a melhor queijadinha de Portugal. Comi outra e é praticamente a mesma queijadinha que se encontra no Brasil. Visita ao Palácio de Sintra: € 10,00; Quinta da Regaleira: com desconto para professor (50%): € 4,00; visita ao Castelo dos Mouros e Palácio da Pena (com um micro-desconto de 5% caso compre os dois ingressos simultaneamente: € 20,90; ônibus entre Sintra e Cascais: € 4,15. Trem entre Cascais e Cais do Sodré: € 2,20. De tudo isso, acho que são obrigatórios a Quinta da Regaleira e o Palácio da Pena. Se estiver com pouco tempo e tiver que sacrificar algo, que seja o Palácio de Sintra ou o Castelo dos Mouros (esse vale principalmente pelas vistas panorâmicas, com certeza seu ponto forte). São interessantes, mas não tanto quanto os outros. Particularmente, me encantei principalmente com a Quinta, pois é diferente de tudo que já vi na vida e vale a pena se perder por ali, atravessar os túneis, explorar os numerosos detalhes dos chafarizes, lagos, faunos esculpidos, vasos, jardins e museu. Tem muita sombra, verde constante, o que me agrada demais. E as construções parecem brotar em meio ao bosque. É uma harmonia só. Pra quem é maçom ou demolay, parece ser uma visita mais que obrigatória, pois tá cheia de detalhes que só os iniciados entenderão (não sou nem uma coisa nem fui a outra, mas é o que ouvi dizer). Dia 05/09 – Tive que aproveitar ao máximo este dia, pois não sabia ainda se voltaria pra Lisboa (tinha uns cinco dias “vagos” na minha programação e considerei essa possibilidade). Adquiri um Lisboa Card para um dia (19 euros). Assim, comecei pelo Mosteiro dos Jerônimos (belíssimo), fui pra Torre de Belém (pelo tamanho da fila desisti de entrar), Padrão do Descobrimento (monumento aos navegantes, tem como chegar até o topo, de onde se tem incrível vista panorâmida de Lisboa, a € 5,00 por adulto, com desconto pra quem tem Lisboa Card, ficando em € 3,50 – fui e adorei, a vista da praça logo em frente com o mapa das descobertas portuguesas ao redor do mundo – além de toda cidade e arredores - é incrível e garante fotos “antológicas”) e Oceanário (€ 15,30 pela exposição permanente, já com desconto de 15% pra quem tem o Lisboa Card – é impagável, adorei com intensidade máxima - e pela exposição temporária, no caso, florestas tropicais submersas, coisa linda). Minha referência de visita a “aquários” é o de Santos (SP) e sou do interior, sem muito contato com a vida marinha. Mesmo contando que a “caipirice” possa ter influenciado, achei o máximo do máximo do máximo o tal do Oceanário. Além de que, ao ter que desembarcar do metrô na estação Oriente, automaticamente se encontra uma Lisboa moderníssima, com prédios espelhados, toda a estrutura construída para abrigar a Expo-1997, como o pavilhão das nações, com as bandeiras dos países que participaram, além de um desenho urbano que favorece a visitação, centros de compras para os consumistas, muitos espaços de uso comum como praças e gramados agradáveis para piquenique e descanso, além da arquitetura da própria estação Oriente, assinada por ninguém menos do que Santiago Calatrava, ela mesma uma atração em si. Amei descobrir essa Lisboa inusitada. Dia 06/09 – Ida pra Lagos, de trem (saindo da estação de trens e metrô de Santa Apolônia, foram três trechos incluídos na mesma passagem, com troca de trens, sendo o mais extenso, da estação Oriente até Tunes, feito no trem de alta velocidade Alfa-Pendular, que chegou a 219 km/h), com passagem comprada antecipadamente pela internet no site do CP – Comboios de Portugal: € 11,10. Pelo caminho, muitas plantações de frutas (uva, figo, pera, laranja, romã), oliveiras, sobreiros (árvores de extração de cortiça) e um tipo de pinheiro rústico (menos alto e mais arredondado). Sol de rachar. Chegada no hostel da rede Hostelling International, a € 15,00 a diária (hostel bom), na rua Lançarote de Freitas, número 56. Pra quem possa interessar, Lagos tem camping a € 4,50 no Clube de Futebol Esperança de Lagos, fica na estrada da Ponta da Piedade, Rossio da Trindade, Apt. 680 (é o melhor lugar pra quem quer aproveitar as praias – bem próximo da praia da Dona Ana e do Camilo, as melhores de Lagos, e está a cerca de 500m da Praça do Infante, uma boa referência – fones: 351-282048328 e 351-282767696). Pra quem não tem barraca, eles alugam a € 6,00 uma barraca para duas pessoas. É possível também alugar um trailer. Estes preços são para alta temporada, que vai de 1 de junho até 30 de setembro. Uma das praias é de nudismo, já bem próximo à Ponta da Piedade. Muita arborização urbana com o sul-americano jacarandá-mimoso. Cidade jovem, não frequentei mas acho que a vida noturna é das melhores. Fiz o check-in no hostel e já fui pras praias. Brasileiro na praia tende a não se maravilhar com nada, pois as nossas são sim muito bacanas. Mas em Lagos elas são diferentíssimas. Saindo da cidade pelo acesso à Ponta da Piedade (a pé, sem problemas, nada muito distante), dá pra ir entrando e saindo delas e voltando pro acesso principal pra chegar na próxima, é super prático. Ou até mesmo ir caminhando pela praia, mas há trechos em que os penhascos não permitem seguir adiante. E é aí que está o diferencial. São penhascos, arcos, ilhotas, promontórios, cabos, pontas, toda uma geografia louca e acidentada que não temos no Brasil. E lanchas e caiaques pra todo lado explorando esses trechos. Muuuito legal. Não é possível alugar um caiaque sozinho e seguir ao léu. Obrigatoriamente, há grupos que saem do canal ao lado da praia da Batata e seguem com guia por um circuito padrão. São vinte e cinco euros mas vi quem fechasse por trinta. Já pra quem quer ir de lancha, me pareceu também muito legal e sai da própria ponta da Piedade. Tem umas escadinhas que levam até as lanchas e cobram 15 euros por pessoa. Apesar de um barqueiro ter informado que com maré baixa seria melhor, me pareceu o contrário, pois a maioria dos arcos não são acessados nessa circunstância. E eles são grande parte da atração. Acho que o barqueiro queria mesmo era garantir córum pros momentos de baixa procura. Sou bonzinho, perdoei-o e segui adiante. Mas não entrei no barco. Achei que a praia em si era minha melhor opção (nada, é que fiquei magoado e com orgulho ferido. Façam sim o passeio de barco que parece incrível). E lá fui eu pra praia de nudismo, um sossego só. Dia 07/09 – Acordei tarde, me enrolei com o facebook e telefonemas pra casa e perdi a chance de fazer um passeio mais longo. Problema nenhum, já que Lagos e suas praias são motivo mais que suficiente pra ser feliz por dias. Sucedem-se as praias da Batata, do Pinhão, Dona Ana, Camilo e Grande, assim chegando à incrível Ponta da Piedade, com penhascos que eles chamam de falésias (mas que, tecnicamente, são barreiras, diria o finado geógrafo Aziz Ab´Saber). Dia 08/09 – Faro e Tavira. Fui primeiramente de trem até Tavira, o destino mais longo, a € 9,30. Trem de Tavira para Faro: € 3,15; no caminho, novamente muitas plantações de frutas (laranja, uva, pera, figo) e, em Portimão, algo inusitado e que se repetiria depois na ida de ônibus pra Évora: no que pareciam ser chaminés desativadas de antigas fábricas, mas também em postes mais altos e em torres estratégicas de igrejas, ninhos de cegonha com uma ou outra delas por ali, na maior harmonia com a paisagem urbana. Além de resorts, campos de golfe e condomínios, mas sem aqueles muros ostensivos que só o Brasil tem, afinal a violência urbana deve ser imensamente menor em Portugal. Em Tavira almocei na Casa Simão, âs margens do rio Gilão, um filé de atum acebolado delicioso, a € 9,50 já com a entrada e o refrigerante. Em Faro, o Museu Municipal (cidade velha): € 1 (desconto de 50% para professor); Museu e Catedral da Sé – conjugados, sendo possível visitar a torre do sino: € 3,50; trem de Faro para Lagos: € 7,30. Em Távira, é possível alugar uma bike pra pedalar em um circuito à beira mar. Eu não fui, mas na Abílio Bikes (www.abiliobikes.com) o aluguel de uma bicicleta vai de 7 a até 35 euros por dia, a depender do modelo. Távira é muito simpática e preserva mais sua história, cultuando-a, com castelo, praças, ruas estreitas. Já Faro, tem um lado moderno ao redor da Cidade Velha protegida por muralhas. Equivocadamente, achando que fosse Faro, desci em Olhão. Andei um pouco até me dar conta do erro, e é muito simpática, com um passeio público bem agradável. Uma típica cidade-balneário do Algarve, sem culto à história das outras regiões mais ao norte. Dia 09/09 – Ida para Sagres. Ônibus (Eva Transportes, sai da rodoviária, mas tem outra opção que sai do centro, em um ponto de ônibus ao lado do correio): 3,90 €; visita à Fortaleza de Sagres: € 3; ônibus de volta: € 3,90. Aqui, me decepcionei um pouco, pois esperava mais da Fortaleza e da própria Sagres, isso por conta dos livros de história e da importância que teve pras Grandes Navegações. Pra quem gosta de praias, são lindas, mas tem que descer as escadarias/trilhas dos penhascos. Haja escada, os penhascos são altos. Só avistei, não desci. Dia 10/09 – Ida pra Évora. Passagem de ônibus (Rede Expressos, 4 horas de viagem): 18,30 €. Bacana, pois passa dentro de Portimão, Armação da Pêra, Albufeira (todas do Algarve), depois Beja, já no Alentejo, entre outras, vendo as paisagens. Sempre gostei de viajar de ônibus, ainda mais passeando. E todos aqueles ninhos de cegonha pra todo lado (e eventualmente uma delas). Um sol de fazer inveja aos trópicos. De novo muita oliveira, cortiça, romãs, laranjeiras e uva. No Algarve, paisagem mais acidentada sem ser montanhosa. No Alentejo, bem mais plano. Daí, cheguei em Évora às 16:30 e fui pro Old Évora Hostel, a € 14,00 por dia por quarto pra quatro pessoas (mas só tinha eu, apesar das 8 camas), com café-da-manhã. No dia seguinte, uma surpresa: a vantagem virou desvantagem. Colocaram mais cinco pessoas no mesmo quarto. Ficou quites. Reservei pelo site do Hostelworld no dia anterior , apesar do contratempo, afinal você paga mais por um quarto pra quatro pessoas, e está a menos de 10 minutos a pé da rodoviária. A localização compensa tudo pra quem tem malas com rodinhas. Fica dentro das muralhas da cidade velha e lá fui eu explorá-la. Moçada, preparem-se pra quando visitar Évora. É uma cidade medieval e também foi afetada pelo terremoto de 1755, mas bem menos do que Lisboa. Assim, conserva um ar realmente medieval. É impressionante. Ainda vou nessa viagem em outubro pra algumas cidades italianas medievais, mas não consigo imaginar como outra poderia ser mais impressionante do que Évora. Já fora das muralhas tem aqui uma arena pras touradas. Conforme apurei, já não podem matar o touro, mas ainda espetam o bicho, ou seja, há muito sofrimento ali. Dali, adentrando as muralhas já na cidade velha, fui parar no Paço de São Miguel onde há um complexo com um palácio onde se hospedou por longo tempo a realeza portuguesa. Como já eram quase oito horas (hora que encerram as visitas), fui autorizado a fazer um passeio rápido pelas instalações (vinte minutos) e são deslumbrantes. Dali, já apaixonado por Évora e um tanto empolgado, fui ao famoso templo romano que é o símbolo da cidade. Frutração. Está em reformas e cheio de tapumes e proteções que impedem de ser contemplado. Mas... ali do lado tem um restaurante cênico da pousado dos Lóios, chamado “Cinco Quinas”, muito simpático ainda mais na parte externa, onde fiquei. Jantei um bacalhau com legumes e suco de laranja a € 17,00 (delicioso, mas uma facada pra quem tem que pensar em economizar), mas não tinha visto nenhum outro restaurante aberto. Lei de Murphy: saindo dali de mapa em punho pra encontrar o hostel, passo por uma praça repleta de outras opções pra se comer por bem menos. Dia 11/09 – Grande expectativa pra conhecer Monsaraz. Vi num programa de viagens da Titi Muller (que eu adoro) sobre Portugal. A logística é complicada: saída 10:30 até Reguengos de Monsaraz (€ 3,90). Dali, ônibus às 13:45 para Monsaraz (mais € 3,10), onde tem um castelo e um vilarejo ao redor (não se paga nada pra visitar o castelo e o vilarejo, incluindo suas igrejas). Almoço delicioso na Casa do Forno, um bacalhau a Bráz com refrigerante, por 10 euros. Haveria uma tourada no pátio do castelo às 17:30, no mesmo horário do ônibus. Volta às 17:30, é o último ônibus. Assim sendo, daria pra tomar o café no hostel, explorar Évora até às 10:00 e depois ir pra lá. Quando as aulas começam, aumenta o número de ônibus que fazem o trajeto. Passeio bacana e, por ter ficado em Reguengos por uma boa hora e meia, deu pra transitar por ali e saber como é uma típica cidade portuguesa não-turística (coisa de professor de geografia). Dia 12/09 – Évora: ida à Universidade. Geralmente há uma taxinha pra visitá-la, mas, nesse dia, como estavam ocorrendo matrículas, não houve. Visitei a Catedral da Sé (legal), por € 4,00 incluindo o claustro e a torre com vista panorâmica. E também a igreja de São Francisco e a Capela dos Ossos (feita disso mesmo, para nos lembrar da “finitude da vida”, bem interessante) e o museu do Presépio (muito interessante), tudo por € 4. Almocei um filé mignon com queijo roquefort e tomando vinho sugerido pelo garçom, no restaurante Dona Inês, rua Diogo Cao, n.3. Tudo por € 13,50. Depois, peguei um ônibus (Rede Expresso, € 12,50 e duas horas de duração) para Lisboa (hostel Hub Lisbon, 18 euros, a cerca de 3 minutos da estação de metrô Picoas, muito bom). Às 20:30, fui ao encontro de uma ex-aluna incrível prum bate-papo. Dia 13/09 – Em Lisboa, minhas prioridades eram comer o pastel de Belém ali ao lado do Mosteiro dos Jerônimos, por € 1,00 cada (nada muito diferente dos demais, não vi grande vantagem, apesar da fila monstruosa que se forma e sair fresquinho, tal é a procura), e visita ao Museu do Azulejo (rua Madre de Deus, número 4), € 5,00 – incrível, principalmente o acervo de uma antiga igreja contígua ao museu e que não foi tão afetada pelo terremoto de 1755, conservando quase todo patrimônio, e um painel de 1700 em azulejos, de 23 metros, com a representação de Lisboa anterior ao terremoto, sendo o maior registro de como era a cidade antes da tragédia. Para se chegar até ele, tem as linhas de ônibus (aqui eles dizem autocarros, acham ônibus muito antiquado) 718, 742 e 794. O metrô mais próximo é a estação de Santa Apolônia. Dali, ou se pega um dos autocarros ou se caminha 20 minutos. Nesse dia, fui para Tomar, de comboio (trem), da estação Santa Apolônia (€ 9,95). Cheguei em Tomar após o horário do check in (até às 22:00) do Hostel 2300, e tive que procurar outro lugar pra ficar. Achei o Residencial Lux, a meia quadra da praça central, na rua Serpa Pinto, onde me cobraram € 18,00 por um quarto bem legal, com banheiro. Costumam receber peregrinos rumo a Santiago de Compostella (Espanha), pois há um caminho português (aliás, descobri ali que há várias opções além das duas principais, entre França e Espanha). Dia 14/09 – Visita ao Convento de Cristo e Castelo dos Templários (incríveis e míticos lugares principalmente pra quem gosta das histórias do Santo Graal, estão ligados um ao outro: € 6,00 e por si só já justificariam uma passagem por Tomar). Passagem rápida pelas Igrejas do Convento de São Francisco e de São João Batista (esta na praça da República, a mais central) - simpáticas. Museu do Fósforo: inusitado. Almoço na “Legenda Medieval” (Rua Cândido Madureira, 83), uma mini-sopa de feijão verde e um mini “entrecosto com favas”, além de dois pastéis de nata grandes, tudo por € 6,65. Janta incrível no Snack Bar (rua Aurora Macedo,25), um menu do dia a € 5,55 pela Feijoada Transmontana e uma taça de vinho, pechincha, ainda mais pela qualidade do prato. Comentário: apesar do mal-humor por ter perdido o horário do check-in do hostel, a passagem por Tomar foi incrível pelo que a cidade é. Pequena, bem cuidada, um rio piscoso de águas transparentes a corta de fora a fora, sem nenhum traço de poluição. Em suas margens, um parque urbano com verde abundante e quadras poliesportivas. Mesmo sem ser um destino turístico de massa (a maioria passa por ali apenas pra visitar sua maior atração, o Castelo dos Templários e o Convento de Cristo, o que é possível em uma única tarde), vi ao final da tarde bares cheios e famílias e estudantes frequentando os espaços públicos, creio que habitantes locais. Uma paz inabalável. Adorável. É tudo que eu espero de uma cidade. Dia 15/09 – Trem para Aveiro (7:11, com troca em Entrocamento, a € 15,55). Nessa passagem rápida por Aveiro, a ideia era ir até à beira mar e explorar os arredores e centro da cidade mas... se tivesse encontrado onde deixar a bagagem. Fui a pé da estação do trem (não tem bagageiro) até o centro (uns quinze minutos andando), na “Informação Turística”, que sugeriu um porta-volumes próximo mas que estava fechado, mas parecia mesmo que o local foi indicado erroneamente pela funcionária no mapa que me deu. Então, o que deu pra fazer foi zanzar pelo centro histórico carregando as tralhas, sem muita liberdade, comer a “tripa” e os “ovos moles”, pratos típicos locais, e dar uma espiadinha e tirar umas fotinhas do canal que atravessa a cidade tornando-a praticamente uma Veneza portuguesa, com passeio de barco e tudo. Também atravessei a Ponte da Amizade, sobre o canal, onde amarram fitas e botam cadeados “à moda de Paris”. Ou seja, valeu pra se ter uma noção da cidade. Trem para Porto: € 3,95. Me hospedei no Gaia Porto Hostel, por quatro noites, a 20 euros por dia. Fica na rua Cândido dos Reis, n.374-376 e é muito bom, tem metrô próximo (5 minutos da Estação General Torres), fica pertinho do rio Douro, ligado ao centro da cidade por ponte mas próxima a significativo agito às margens do rio. Só não é melhor pois pra ir do metrô ao hostel é descida e, pra voltar, subida, quem for preguiçoso vai espernear. Chegando na estação São Bento do metrô, já comprei um cartão do metrô (€ 0,60) carregado com quatro viagens (€ 1,20 cada). Brasileiros vão estranhar o uso do metrô, pois na maioria deles, nem bilheteria tem. Você valida a entrada numa máquina, o que permite que você não valide coisa nenhuma, caso queira. Mas funciona na base da confiança e não somos nós que vamos quebrar o sistema, né? Dia 16/09 – Visita à Torre dos Clérigos (subi até ao topo, mas não achei tão interessante), igreja e museu contíguos (tudo por € 5,00, mas quem quer conhecer só a igreja, ela fica quase sempre aberta gratuitamente e é linda); fui ali do lado à Praça da Cordoaria – simpática - e Igreja do Carmo – linda e gratuita; no almoço, um menu do dia por € 5,00, com sopa de entrada, bacalhau com natas de prato principal, e refrigerante , uma pechincha e a qualidade excepcional, além de estar no meio do buchicho, ali pertinho da Torre dos Clérigos (Alma Portuense, Praça Parada Leitão, 17, junto à Praça dos Leões - é como está no cartão do restaurante); peguei o trem pelo vale do Douro até Pocinhos. Sai da estação Campanhã, na qual se chega tanto por trem quanto por metrô (€ 23,65 ida e volta - bacana, mas não visitei nenhuma vinícola, que é o que a maioria faz; daí, quando o trem volta recolhendo o pessoal, a alegria abunda, muita gente bêbada ou quase isso depois de provavelmente tanta degustação); queria mesmo era ver como se sucede a paisagem do litoral até quase a divisa com a Espanha, coisa de professor de geografia; me decepcionei um pouco, esperava bem mais dessa paisagem. Na verdade, é um padrão que se repete quase o trecho todo: socalcos (terraços) com videiras, oliveiras eventuais e frutas, vilarejos e vinícolas. É possível fazer um pequeno trecho dessa viagem (o mais significativo, de Régua até Tua, passando por Pinhão, ou seja, a parte mais interessante) por um trem turístico (42,50 euros) da própria CT - Comboios de Portugal, a empresa responsável pelo transporte ferroviário no país. Parece interessante, principalmente pra quem gosta muito de vinho e nunca visitou uma vinícola. Mas não me interessei. Depois, retornando ao Porto, dei uma voltinha nas margens do Douro (o melhor “programa” na cidade do Porto, na minha opinião) antes de voltar pro hostel – ali na margem estava tendo festival de música italiana, bem legal, animado e gratuito, pois a banda se apresentava em um palco a céu aberto. Os artistas se revezavam a cada dia. Dia 17/09 – Explorei a cidade do Porto. Fui do hostel na Vila Nova de Gaia até a Ponte do Infante, fotografei tudo, fiz piquenique, andei que nem um doido pra cima e pra baixo, fotografei aquela paisagem da beira do rio Douro que não tem igual, as casas e pequenos prédios coloridos à beira do rio que eu achei que só fosse ver na Itália, em Cinque Terre e na Costa Amalfitana. Almocei umas sardinhas grelhadas (acho que a 8 euros, não lembro o nome do lugar, mas todo lugar tem mais ou menos a esse preço). Fiz o roteiro a pé sugerido pelo Lonely Planet, ou seja, Torre dos Clérigos, Praça da Liberdade, Estação São Bento, Catedral do Porto e seu claustro (2 euros, lindona), Rua das Flores, Igreja de São Francisco (a mais cheia de ouro de todas que vi em Portugal e na vida, incrível - € 5,00 para visita-la mais o claustro) e cais da Ribeira fechando o passeio. Dia 18/09 – entre Braga e Guimarães, escolhi Braga por esta ao lado da Igreja de Bom Jesus, na qual tinha grande interesse. Então, peguei o trem na estação São Bento para Braga. Lá chegando, fui explorar o centro antigo, perto da estação de comboios (trens), coisa de uns 10 minutos a pé ou nem isso. Fui à Catedral da Sé (€ 3), dei uma zanzada pelo centro histórico meio sem rumo (simpático), até que resolvi pegar o ônibus pra visitar a igreja de Bom Jesus. É um ônibus que para em vários pontos do centro. Se você ir até o local em que temos o letreiro “Braga”, onde todo mundo tira fotos, este ônibus passa na avenida que desce à sua frente. Paga-se € 1,65 para ir, mais outro tanto pra voltar, e acho o passeio obrigatório pois o conjunto de escadarias pra se chegar lá é qualquer coisa de incrível, além da própria igreja, que não é tão ornamentada mas não se paga nada pra visitar. Assim se encerrou a etapa portuguesa de minha viagem. Ela continua na Suíça.
  43. 2 pontos
    @Pedro Elias Freitas, nesses 20 dias que você vai viajar da pra fazer bastante coisa nesses 3 países, intercalando com as três principais atrações que você apontou. Minha sugestão, é que você de fato comece por Sta Cruz, desça sentido Uyuni e logo em seguida São Pedro do Atacama. De São Pedro do Atacama até Cusco (Machu Picchu), tem bastante coisa legal para fazer. Vou te sugerir um tópico aqui do fórum muito famoso e que inclusive usei para fazer a minha trip. Depois de Machu Picchu, você segue sentido La Paz e pode finalizar sua viagem por lá ou retornar para Santa Cruz, o que é mais viável. Segue aí o tópico:
  44. 2 pontos
    um relato desse deveria levar 1000 likes automático por um ano.. Demais!!!!! Sobre o aero Eduardo é tenso mesmo... passei um ano durante 2015 indo do mês (ponte aérea) Rec x SSa é percebia a degradação.. então fui em 2016 um vez e fui esse ano, nossa .. é tenso mesmo.. Principalmente quando sai de um aero como recife que pra mim é um dos melhores do país junto com curitiba! Parabens pelo relato, me ajudou bastante
  45. 2 pontos
    A viagem tá de pe?
  46. 2 pontos
    chego ao Maranhão dia 22/jan. queria muito fazer a tal rota das emoções até jeriquaquara.. Mas tenho visto o povo falando que corre muito risco de chuva nessa época.. o que vocês acham? alguém anima??
  47. 2 pontos
    Olá, meu nome é Mariana Christiano, tenho 24 anos e moro no interior de São Paulo. Neste ano, no mês de Julho, embarquei em Guarulhos destino ao aeroporto de Viru-Viru em Santa Cruz de La Sierra (BOL), para começar um mochilão de 27 dias pela Bolivia, Chile e Peru. O roteiro do meu mochilão é um dos mais tradicionais, sempre relatado aqui no mochileiros.com, mas por mais tradicional que seja o roteiro, cada relato é tão particular que as experiências compartilhadas aqui no blog são sempre válidas. Então, neste meu relato extremamente pessoal, resolvi contar a viagem que aconteceu dentro de mim, enquanto conhecia o mundo afora. Sou praticante a algum tempo de yoga e meditação, participo de retiros, chás e afins que englobam toda esta filosofia de vida que possui traços budistas, mas que prefiro não vincular com nenhuma religião, e sim chamar de um processo de espiritualização do ser, totalmente particular e único. Com isso, que fique muito claro, que as experiências e técnicas que irei relatar aqui podem não servir para todas as pessoas, mesmo que elas tenham o mesmo desejo que eu: se autoconhecer. É preciso começar esse relato desvendando os mitos que giram em torno da meditação. A meditação não é uma prática onde a pessoa fica sentada na mesma posição por tempos sem pensar em absolutamente nada, pois (se fomos parar para pensar, rs) só de se pensar em não pensar em nada já se está pensando. A meditação prega apenas que a pessoa se atente ao presente, sempre resaltando que na vida é apenas este momento que importa. Por isso esse tipo de vivência é muito recomendada para ansiosos, angustiados e depressivos, pois se exclui as preocupações com o futuro e as angústias do passado. Partindo deste principio, vários tipos de meditação podem se aplicar em um mochilão, como por exemplo, meditações ativas, contemplativas, observativas, etc. Depois de embarcar em Santa Cruz e passar por algumas cidades cheguei no primeiro lugar em que achei digno de uma linda meditação, o Salar do Uyuni. A primeira meditação que pratiquei no Salar foi a contemplativa, que nada mais é que contemplar a beleza do lugar. Pode parecer simples, porém experimente contemplar algo bonito sem que na sua cabeça estejas pensando no que vai jantar hoje, ou no dinheiro que já gastou na viagem, etc. Tente apreciar a beleza do lugar e apenas isso, viver o momento presente. Observei toda aquela imensidão, e após isso me permiti me observar. Assim, sentei no meio do Salar e comecei uma prática meditativa chamada Vipassana, ou atualmente muito conhecida como Mindfulness, a meditação da atenção plena. Nesta prática, fechei os olhos e aproveitei todo o conforto do silêncio para me observar, desde minha respiração, até meus arrepios, meus pensamentos; e é só isso mesmo, parar e se observar, sem julgamentos ou repulsas. Se estiver feliz pela viagem, observe esse sentimento e o que ele provoca em você, ou se estiver triste (o que acho difícil naquele lugar maravilhoso, mas pode acontecer) observe também, investigue-se. Depois me levantei, tirei fotos, conversei e deu tempo de fazer tudo, ou seja, apreciei com calma toda aquela experiência única. Por isso sempre recomendo para amigos interessados em conhecer o Salar do Uyuni o percurso que dura três dias. Vale muito apena e se tem um bom tempo para tudo. (Observação: em épocas que o Salar está coberto com uma camada de água, a meditação Vipassana pode ser feita em pé, o importante é apenas manter-se com a coluna ereta) As noites no Salar do Uyuni também são um espetáculo a parte. O céu é completamente límpido e a falta de luz ao redor permite que nossos olhos se acostumem com o céu e ao passar de cada minuto é possível ver mais e mais estrelas. Não preciso nem repetir que a meditação contemplativa aqui é fácil, mas além de contemplar as estrelas podemos usá-las como um objeto fixo de meditação. Muitas vezes quando estamos com a mente agitada, podemos escolher um objeto para observa-lo durante um tempo. Esse estado é para simplesmente focar a mente em um ponto fixo. Porém, é mais tedioso quando esse ponto fixo não oscila em absolutamente nada, por isso as estrelas e o fogo são ótimos objetos meditativos. Deite no chão próximo ao seu hostel de sal, aprecie e observe o que será, provavelmente, um dos céus mais lindos que verá em sua vida. Essa noite é um verdadeiro privilégio! Depois do espetáculo que foi o Salar, cruzamos a fronteira e chegamos ao Chile, mais precisamente na pequena e apaixonante "cidadezinha" de San Pedro de Atacama. O lugar oferece mil e uma opções de passeios, e em todos eles é possível contemplar, observar e investigar a paisagem e o eu. Desde um banho congelante na Laguna Cejar, que fará você descobrir dores nunca antes sentidas pelo seu corpo, até passeios de bike totalmente relaxantes. Como nesse último exemplo, tive o prazer de pedalar pelas formações rochosas da Garganta Del Diablo, uma verdadeira meditação ativa. A meditação ativa é simplesmente focar na atividade que esta sendo realizada. Posso exemplificar esse estado com uma atividade simples: lavar louças. Quando lavamos louça geralmente não prestamos atenção na atividade em si, estamos ouvindo o jornal, pensando no almoço, etc; Com isso na meditação ativa se propõe que prestemos atenção na atividade em si, e assim no passeio de bike me propus a viver o momento presente, observando meu ritmo, respiração, pedaladas e equilíbrio. Em uma atividade física o controle da mente é crucial, principalmente quando é necessário superar limites. Fazia no mínimo 15 anos que eu não pedalava, não foi fácil, mas foquei e fui. Creio que nossos limites são impostos por nossa própria mente, é preciso sempre focar em superá-los. Medite sobre suas dificuldades. Ainda no Chile, conheci a cidade de Arica, a única em meu roteiro que é banhada pelo oceano. Oceano este que eu ainda não conhecia, o Pacífico, e que prazer enorme foi vê-lo pela primeira vez. No centro da cidade existe o morro de Arica, um ponto com 130m de altura que conta com um mirante e uma vista do oceano lindíssima. Nem preciso dizer que contemplei muito aquele lugar, e senti toda a sensação maravilhosa que a brisa do mar provoca em nosso corpo. Fiquei na cidade apenas um dia, mas como sou apaixonada por água, confesso que essa parada fez toda a diferença para mim. Sensações que só quem tem mar até no nome, irá entender. Finalmente chegamos ao Peru, último país do roteiro, mas com muita coisa linda ainda para conhecer. Passamos por várias cidades, muitas horas de viagem dentro de ônibus e vans, por vários dias, conhecendo muitos pontos do país, sempre em direção a mística Machu Picchu. Chegando em Cusco, fechamos os pacotes mais básicos para conhecer as construções Incas. O que posso concluir com isso? Que todos os percursos que poderíamos fazer a pé, a fim de economizar, nós fizemos! E que lindo foi ir da famosa hidroelétrica até Águas Calientes caminhando, fico pensando como seria sem graça fazer todo aquela trilha em apenas 30 minutos de trem. Ar puro, barulhinho das águas do rio por todo o caminho, sombra e zero pressa. Com quase nenhum trecho de subida ou descida, é só caminhar, contemplar, sentir e ser feliz. Dizem que o importante na vida é realmente isso, não é? Não só buscar a felicidade, e sim ser feliz durante todo o caminho de busca. Eu estava indo de encontro a uma das 7 maravilhas do mundo, mas durante todo o caminho eu já fui privilegiada. No dia seguinte madruguei e segui também de trilha para Machu Picchu, e nesse percurso assumo, perdi o foco. A escadaria é de tirar o fôlego de qualquer maratonista olímpico, mas cada um no seu ritmo, todos conseguiram chegar. Completei o percurso em uma hora, cheguei antes até dos meus amigos que foram de ônibus e por um pouco não vi o nascer do sol lá de cima. Lembro-me que era uma segunda-feira, a menos monótona e mais desafiadora da minha vida até hoje. Machu Picchu em si é linda e mística mesmo, mas é uma verdadeira competição por espaço. É enorme, mas cheia de turistas por todos os cantos, e confesso que preciso de calmaria para apreciar, pois ao contrário observo mais as pessoas do que o lugar em si. Naquela manhã minha felicidade verdadeira foi descobrir, quase já na hora de ir embora, a trilha da Ponte Inca. Praticamente vazia, apreciei uma das vistas mais lindas (e altas) da minha vida. Ao som do vento e alguns pássaros, ali eu não sei explicar por que, mas chorei por um tempo. Uma mistura de gratidão e felicidade tomou conta de mim, e nos poucos, mas maravilhosos minutos que passei ali pude enfim agradecer por todos aqueles momentos que estava vivendo. Fui capaz até de me adiantar e já agradecer pelos próximos dias que ainda viajaria. Agradeci por quem veio comigo, por quem esbarrei no percurso, e até por quem o meu caminho não cruzou. Minha viagem, graças ao universo, foi sem contratempos sérios e isso era um enorme motivo para agradecer, principalmente para mim, mochileira de primeira viagem. Nesta manhã percebi que agradecer é meditar com amor, amor do mais puro. Depois de alguns dias retornei para casa, e assumo que foi difícil meditar no meu presente tão sem graça perto das lembranças que tinha no meu coração. Aos poucos fui me reacostumando com o ritmo calmo e um pouco entediante da vida normal porém, sinto que o golpe é mais brando quando se tem a sensação que todos os momentos foram vividos, contemplados e sentidos inteiramente. Dizem que a energia está onde nosso pensamento está, e hoje concordo com isso fielmente, pois minha energia foi conduzida certeiramente para cada lugar que relembrei neste texto, e sinto que isso também é emanado por cada relato que leio aqui no mochileiros.com. Por fim, meditar não é nada de mais, é apenas viver a vida nua e crua, seja aqui, na Bolivia, no Chile ou no Peru, em qualquer lugar desse planeta, ou até fora dele, quem sabe!? Medite, toda positividade precisa circular, ESPALHE!
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    Olá,Kamila, Estou querendo ir sim pra Peru na verdade,ficar pelos menos uma semana,mas Março,eu lendo algumas informações,e MARÇO diz que e um tempo chuvoso,eu gostaria ir em MAIO,tem interesse?
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    VISITANDO A ETIÓPIA, by Marcelo Pera/Valinhos-SP MEU OBJETIVO COM ESSE POST É APENAS DE DIVULGAR CONHECIMENTO E FACILITAR A VIDA DE QUEM PRETENDE VIAJAR. VEJA TAMBÉM MEUS POSTS DA VIAGEM AO LAOS, CAMBODJA, VIETNAM E TAILANDIA (alguns ainda estão em produção de texto - Aguarde que logo publicarei) ([email protected]) Acabei de voltar (Eu e minha esposa) da Etiópia e gostaria de postar algumas informações para te ajudar a decidir a viajar para este pais tão desconhecido dos Brasileiros. A Etiópia é um pais exótico, lindo e maravilhoso e tenho certeza que não vai se arrepender. Seguem detalhes da viagem que com certeza vão te ajudar a programar a sua viagem e se tiver dúvida mande-me e-mail que te ajudo. Fiz vários vídeos que estão no fim do texto e tenho certeza vocês vão gostar !!! VOCES SABIAM QUE TODOS NÓS, HOMO SAPIENS, SOMOS ORIUNDOS DA ETIÓPIA ? ESTUDE E VEJA !!! DICAS DA ETIÓPIA PARA FACILITAR SEU PROGRAMA DE VIAGEM: 1 – PASSAGEM AÉREA - É muito fácil chegar a Etiópia a partir do Brasil. Explico melhor: Decidi ir pra Tailândia de férias e logo verifiquei que o preço da passagem pela Ethiopian Airlines estava muito convidativo e decidi comprar a passagem por essa cia aérea por um valor muito bom mesmo comparado as outras empresas aéreas. Sendo assim, decidi fazer uma parada na capital da Etiópia de 4 noites para poder conhecer esse lugar tão exótico e não me arrependi. A Ethiopian Airlines é a maior cia aérea da África hoje (já passou a South African airways) e considerei uma boa cia aérea com um razoável serviço de bordo, mas devido ao baixo custo da passagem, os voos são lotados. Opera nessa rota SP-ADDIS ABABA com os modernos Boeing 787 dreamliner e na ida faz uma parada de 1 hora para reabastecimento em Lomé, capital do Togo no oeste da África e depois cruza o continente até chegar. O avião possui um complexo e bonito sistema de entretenimento com dezenas de coisas pra assistir e jogos. O voo total dura 14 horas a partir de SP e é tranquilo e cheio de Brasileiros que vão para a Ásia (especialmente China e Tailândia) e Oceania. Encontramos até uma querida amiga no avião e foi uma surpresa bacana e inesquecível.Valeu muito a pena. https://youtu.be/3CTuhBgpa-Q Decolando do Togo para Addis Abeba 2 – AEROPORTO DE BOLE (ADDIS ABEBA) - O Aeroporto é bonito e relativamente fácil de embarcar e desembarcar. Assim que vc sai do avião você segue o caminho da imigração, desce a escada e já vê o balcão de VISA ON ARRIVAL onde compramos facilmente o VISTO de turista por 50 dólares. Em 5 minutos você pega a mala e sai direto no saguão de chegadas e enfim... você chegou na AFRICA...A maioria dos bons Hotéis faz traslado ou você pega um taxi !!! Outra coisa. Quando você estiver na sala de transito aproveite para comprar lembranças africanas, ou seja, artesanato, joias, bijuterias, quadros, etc etc e coisas boas também... Os preços não são baratos... mas você não vai sair da etiópia sem levar uma lembrancinha... não é ?: ETHIOPIAN AIRLINES - Boeing 787 - DREAMLINER AEROPORTO DE BOLLE - EM ADDIS ABEBA DECOLANDO DE LOME NO TOGO DURANTE ESCALA - DIRETO PRA ADDIS ABEBA EM MAIS 5 HORAS 3 – ADDIS ABEBA - É uma capital linda e que fica num platô de 2300 m de altitude... clima gostoso e a noite tem que usar uma blusa leve pois a temperatura estava +- 15 graus. É linda e bem arrumada/moderna porém não tem tantas atrações turísticas, por isso 4 dias é o suficiente ali... mas não vou me estender nos pontos turísticos pois outros relatos na net já tem descrição completas de todos esses pontos e não vou perder tempo repetindo. Visitei todos, mas o importante é que você adorará ficar lá por 3 ou 4 dias andando pelas ruas do centro, nas montanhas de ENTOTO ou mesmo visitando as demais atrações naturais e turísticas lindas de morrer...Não me arrependi de ficar em Addis Abeba e quero voltar. 4 – HOSPEDAGEM – Bem... lembre-se que vc está na África... ou seja, muito diferente dos padrões Brasileiros. O melhor lugar para se hospedar é sem duvida o bairro de BOLE, perto do aeroporto e com hotéis bons e tudo que vc precisa. Eu fiquei no Hotel Golden Tulip, perto do Edna Mall (shopping local), mas quando andava por la eu vi dezenas de hotéis bons de categorias mais simples... então hospedagem não é o problema e não são caros ! 5 – ALIMENTAÇÃO – Ali tem de tudo, não se preocupe. A comida africana típica é um pouco complexa pra nós . O prato nacional é a INJERA que é uma massa fermentada de feijão e com gosto levemente azedo... eu provei e gostei, mas muitos não vão gostar. Na cidade toda tem muitos cafés e lanchonetes onde você vai parar para descansar e pode comer a vontade pois é muito baratinho... Existem restaurantes pra todos os gostos, bares, lanchonetes e comemos muito bem a baixo custo. Nós particularmente tomávamos café Etíope e comíamos bolos de todos os tipos, pois são comuns lá. Cuidado com a alimentação de rua pois a agua que eles usam é sempre uma incerteza e cuidado com a pimenta pois eles abusam... então a todo momento diga: PLEASE NO SPICY !!! Outra coisa... existem muitos pequenos mercados então vc não terá dificuldade de comprar as coisas que você quer (no ultimo dia achamos um supermercado mais luxuoso do que o Pão de açúcar do Brasil, em plena Etiópia ... acredita nisso ?Nunca beba água a não ser de garrafas mineiras com lacre plástico. Existem também algumas redes de fast food locais que são ótimas, mas lembre-se vc está na África e todo o cuidado com alimentação é necessário para não estragar sua viagem. Na dúvida não coma, esse é o meu lema !!!. 6 - IDIOMA - A língua que se fala lá é o AMÁRICO, mas o inglês é arranhado bem ... dos países que viajamos nesta viagem (Laos, Vietnam, Camboja e Tailândia) é o que menos tive dificuldade em me comunicar (além da Tailândia) pois o inglês é bem falado especialmente pelos jovens, taxistas, hotéis e até pelos mendigos na rua ... 7 – TAXIS: Os taxis são fartos em todo lugar mas não se esqueça que você é turista e todos tentam te extorquir... então quando eles falarem o valor da corrida... ofereça a metade e faça cara feia e careta... e se não aceitarem... da um tempo e procura outro. Eu fiz isso várias vezes e fui bem sucedido Outra coisa: não se irrite com os taxistas... pois esse é o modo de vidas deles e não se esqueça de sempre acertar antes o valor da corrida e saiba que nem sempre o taxi velho e feio é o que tem o menor preço... Num determinado dia peguei um Taxi lindo na ida e paguei X e na volta voltei de taxi velho e ele queria o dobro da ida, ou seja 2X... Não aceitei e fui a pé... adorei !! 8 – METRÔ e TRANSPORTE PUBLICO – A Etiópia é o único pais da África que tem um metrô de superfície (construído pelos chineses)... muito bom e confortável e começou a operar em 2015 e ainda esta novinho. Ele cruza a cidade toda através de 2 linhas e eu o usei para ir na região do Mercatto e também na da catedral de São Jorge e também na região da PIAZZA. Custa 2 Birrs (menos de 30 centavos) e tem ar condicionado e é muito legal pois pela janela você vai vendo a moderna capital da Etiópia e já aproveita e faz turismo. Nos andamos muitas vezes de metrô para passar as horas, mas evite a hora do rush senão vc vai se sentir numa lata de sardinha pois os trens são pequenos (eu acho que foi um erro de projeto) e já não suportam a grande demanda das horas de rush. Sugiro pegar o metro na região da praça MESKEL que é a grande praça central de eventos deles (bem feia!!) bem no centro e o lugar mais perto do bairro de BOLE para pegar taxi pra voltar. Existem ônibus também e são muito baratos, mas não te sugiro a usa TÍPICO ONIBUS URBANO LOCAL METRO DE ADDIS ABEBA - ESTAÇÃO PRÓXIMA A PRAÇA MESKEL https://youtu.be/-RItXAbhh-0 Visitando o metro de Addis Ababa 9 – RELIGIÃO - Foi o forte dessa viagem pois aprendemos muito. Nunca vi povo mais religioso que o Etíope. A religião da grande maioria é a CATOLICA ORTODOXA ETÍOPE, muito exótica e difícil de entender e explicar por isso te aconselho a estudar detalhes desta religião antes de viajar e a entenda melhor... isso vai facilitar quando estiver nas igrejas e mesmo conversando com as pessoas, pois lá vc não terá acesso a informações devido a dificuldade do idioma... alias estude muito o pais antes de sair mesmo do Brasil... sua viagem vai ficar mais fácil e vai entender melhor essa cultura exótica, berço da humanidade!!! Existem diversas igrejas espalhadas pela cidade e no bairro de Bole, próximo ao Hotel fica a maior igreja ortodoxa que na verdade é uma Basílica linda com amplos jardins. Outra coisa - Mulher tem que usar véu dentro das igrejas... não esqueça, ou senão não entra !!! IGREJA DE SANTA MARIA - NAO DEIXE DE IR PATRIARCA DA IGREJA ORTODOXA ETHIOPE 10 - MOCHILEIROS - Eu não fui no estilo mochileiro, mas já fiz mochilagem pelo mundo...quero dizer que o pais, no âmbito geral, tem preços similares do Brasil (umas coisas mais caras e outras mais baratas) e você pode prever um gasto diário de no mínimo 50 dólares com taxi e alimentação, talvez um pouco menos. 11 – DINHEIRO – É o BIRR porem vale pouco com relação ao dólar. Tem notas lindas e você pode trocar nas maquinas ATMs espalhadas nos Hotéis, inclusive eu usava uma máquina que trocava notas de dólar por Birr. Muito fácil. Alguns lugares também aceitavam cartões de debito/credito, mas não se esqueça: Você está na África, por isso sempre tenha cash vivo em dólar para evitar problemas. 12 - POVO ETÍOPE - Você vais e apaixonar pelo povo. São extremamente simpáticos e adoram estrangeiros e querem conversar, mas é logicol, fique sempre atento e se não quiser ser incomodado faça cara de mau que eles não te abordam !!! 12 – VIDEOS - Veja os vídeos que fiz de lá para te ajudar a entender melhor: https://youtu.be/3CTuhBgpa-Q Decolando do Togo para Addis Abeba https://youtu.be/FZpzA50RYzk Visitando a Igreja Ortodoxa de Santa Maria - 1 https://youtu.be/pF23P5xMUPc Visitando a porta da igreja de Santa Maria https://youtu.be/bp5aY1ZgqmA Visitando a Igreja Ortodoxa de Santa Maria - 2 https://youtu.be/0o-GrC10GoY Jeguinhos subindo as montanhas de Entoto https://youtu.be/tKvPqyui5n4 Mulheres carregando lenha nas costas em Entoto https://youtu.be/lIM7BEq1vMU Visitando Lucy No Museu Nacional– Austrolopitecus Afdarensis de 3,2 milhoes de Anos https://youtu.be/i0xw39gxZ4M Tomando um cafezinho bem gostoso da ethiopia https://youtu.be/3mbU3hGvwZs Chegando em Addis Ababa – cidade linda ! https://youtu.be/GZUS7m0pHho Visitando a unica estação de radioamador na Ethiopia https://youtu.be/9YGQhPvH7Uo Conheca as lindas crianças Etíopes https://youtu.be/uRKYW3E_IWo Visitando a periferia de Addis Ababa https://youtu.be/4e2VXzfEnH8 Fazendo um amigo na rua, mas ele pensou que eu era militar 13 - MUSEU NACIONAL DA ETIOPIA - Pesquise no Google que tem tudo sobre esse museu e tb sobre Lucy, um dos hominídeos mais antigos do mundo - AUSTRALOPITECUS AFARENSIS APRESENTO A LUCY PARA VOCES. Só que ela tem 3,2 milhões de anos.
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    Olá Anaclara, Segue o link da acomodação em Punta del Diablo: http://www.portaldeldiablo.com.uy/pt/alojamientos/la-isla-1 Abraço!
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