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  1. 5 pontos
    Salve salve mochileiros! Segue o relato da trilha feita no Réveillon rumo ao Pico do Corcovado situado no município de Ubatuba no litoral norte de São Paulo. --> 24km ida e volta  --> Nível de dificuldade: DIFÍCIL (trilha extensa com várias bifurcações no início e muita mas muita subida rss) Partida - 30/12/19 - Partida 18:00pm - São Paulo x Caraguatatuba x Praia da Lagoinha x Praia do Bonetinho - Ônibus R$65,00 - Transporte público R$5,50 Dia 30 de Dezembro geralmente costumo me organizar com antecedência o que vou fazer na virada pra não passar apuros nas correrias de final de ano. Mas ao contrário deste ano de 2019 eu não segui o protocolo e resolvi tudo na última hora, e lá estávamos nós, eu Tadeu e meu amigo Léo no dia 30 de Dezembro partindo de São Paulo capital sentido Caraguatatuba no litoral norte de São Paulo pelo empresa de ônibus Litorânea onde compramos as passagens por R$65,00. Em meio a milhares de pessoas correndo pra lá e pra cá no Terminal Rodoviário Tietê, nós conseguimos as passagens para às 18:00 com previsão de chegada para às 20:35. Chegamos por volta das 21:30 em Caraguatatuba por causa do trânsito intenso na rodovia de final de ano. Terminal Rodoviário Tietê Em Caragua o clima estava abafado mas sem nenhum sinal aparente de chuva. A previsão mostrava clima aberto pro dia 30 e 31 com 20% de chuvas isoladas. Aguardamos por um tempo no terminal para aguardar nosso proximo ônibus e neste tempo aproveitamos e caminhamos por uns 5 minutos até o supermercado Shibata que fica próximo ao terminal rodoviário para comprar comida e água para passar a primeira noite no camping. Compras feitas, retornamos ao terminal e então pegamos um ônibus de transporte público na rodoviária de Caraguatatuba com sentido a Ubatuba por R$5,50 e depois de 1 hora descemos no ponto da praia da Lagoinha próximo ao Mercado Garotão e ao Condomínio SARELA - Recanto da Lagoinha onde caminhamos até sua entrada na 1ª guarita e continuamos por dentro do condomínio até a 2ª guarita que é onde fica o início da Trilha da Sete Praias. Caminhamos por 40 minutos passando pela Praia do Oeste e Praia do Peres caminhando totalmente no escuro iluminando com lanternas até chegar na Praia do Bonete ou Bonetinho onde passamos a primeira noite em camping selvagem ou seja, camping sem estrutura nenhuma, mas com o essencial, mar aberto e uma fonte de água potável. Ai foi só montar as barracas! Camping Praia do Bonetinho O camping na Praia do Bonete além de selvagem é um camping proibido, na praia existe uma enorme placa lembrando os visitantes que aquele local ou aquela praia é uma propriedade particular. Então como chegamos já a noite, nós acampamos e desmontamos nossas barracas bem cedinho para ninguém ver e causar maiores problemas. Camping concluído com sucesso! Subida - 31/12/19 - Partida 9:00am - Praia do Bonetinho x Pico do Corcovado - Transporte público R$5,50 ; Acordamos por volta das 6:00 da manhã e desmontamos rápido nossas barracas. Fizemos um bom café da manhã, tomamos o último banho de mar de 2019, arrumamos nossas mochilas e caminhamos de volta para o começo da trilha das Sete Praias, pois teríamos que pegar um ônibus sentido Ubatuba para descer no ponto da Praia Dura que ficava a 4,7 km de onde estávamos. Então fizemos a trilha da Praia do Bonetinho de volta para o condomínio Recanto da Lagoinha, fomos para a 1ª guarita na entrada do condomínio e caminhamos para a direita na rodovia sentido Ubatuba por uns cinco minutos até chegar em um ponto de ônibus. Até tentamos pegar carona mas os carros pareciam estar todos lotados ou com bagagens ou de pessoas chegando para passar a virada de ano no litoral. Por sorte o ônibus não demorou muito e pegamos rápido um ônibus por R$5,50 sentido Ubatuba e alguns minutos depois descemos no ponto da Praia Dura em frente ao Supermercado Praia Dura que fica também no começo da estrada do Corcovado que seria o começo da nosso caminho rumo ao imponente Pico do Corcovado. Aproveitamos e compramos no supermercado alguns mantimentos e água. Levamos 2 garrafas de água de 1 litro e 1 litro e meio cada um. (Caminho até o início da trilha) Supermercado Praia dura x Casa do Sr. Tozaki - Guarita do Parque Estadual Serra do Mar -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- (Todo caminho percorrido) Wikiloc: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialArtifacts.do?event=setCurrentSpatialArtifact&id=45109332 Supermercado Praia dura x Casa do Sr. Tozaki - Guarita do Parque Estadual Serra do Mar x Pico Do Corcovado Começamos nossa caminhada para o pico por volta das 11:00 da manhã. Nosso ponto de partida foi do Supermercado Praia Dura, dali caminhamos por 1 hora os 4 Km da Estrada do Corcovado até a casa do famoso Sr. Tozaki (que infelizmente não tive a oportunidade de encontrar) onde fica situado a guarita do Parque Estadual da Serra do Mar PESM - Núcleo Picinguaba e início da Trilha do Pico do Corcovado. Casa Sr. Tozaki Guarita do Parque Estadual Serra do Mar - Núcleo Picinguaba Para subida e pernoitar no Pico do Corcovado é preciso realizar o agendamento com o Núcleo Picinguaba enviando um e-mail para [email protected] ou para [email protected] Nós até fizemos nossa parte e enviamos três e-mails para solicitar o agendamento em três emails diferentes, porém recebemos a resposta de que dois deles estavam desativados. O único e-mail que nos respondeu foi o [email protected] e disse assim: ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 31 de dez de 2019 às 13:59 "Bom dia! Informamos que a Associação Coaquira de Guia de Turismo, Monitor e Condutor de Ubatuba é responsável pelo ecoturismo realizando o controle de acesso, monitoramento e manutenção do atrativo do atrativo Pico do Corcovado por meio do Termo de Autorização de Uso (TAU /FF/CORCOVADO nº 01/2018 - Processo FF nº 726/2018 - NIS 2096616) assinado pela Fundação Florestal no ano de 2018. O atrativo Pico do Corcovado se encontra em área do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, Unidade de Conservação de Proteção Integral, instituída através do Decreto Estadual 13.313/79 e o principal objetivo da associação e a preservação, conservação e prática do Ecoturismo e Montanhismo de mínimo impacto no atrativo. A trilha para o Pico do Corcovado é monitorada, ou seja, há a necessidade de contratação de um Guia de Turismo ou Monitor Ambiental da Associação Coaquira para acessar o mesmo e realizar o procedimento de agendamento. É necessário realizar o agendamento com antecedência, dessa forma poderemos indicar um condutor para acompanhar o grupo, o procedimento será confirmado após a confirmação da disponibilidade da data solicitada, preenchimento do Ofício de Solicitação de Reserva, Termo de Isenção de riscos, Termo de Responsabilidade e Ficha Médica. Quanto a pernoite, é permitida seguindo as informações acima, agendamento e contratação de um Guia de Turismo ou Monitor Ambiental que disponibilizamos pela associação e respeitando a capacidade de carga do atrativo de 15 pessoas. As datas propícias e permitidas para atividade de camping são entre os meses de abril a outubro. Informamos que o atrativo estará fechado para pernoite de 19/11/2019 até 19/03/2020 pois durante esse período as chuvas no local são muito intensas, com a possibilidade de ocorrência de descargas elétricas, erosões e deslizamento do solo, causando graves riscos aos usuários. O trajeto bate e volta permanece liberado, desde que as condições climáticas estejam favoráveis e após feito todo o procedimento. Feliz 2020! Qualquer dúvida estamos a disposição. Att. Diretoria do Departamento Executivo do Atrativo Trilha do Pico do Corcovado da Associação Coaquira de Guia de Turismo Monitor e Condutor de Ubatuba ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ --> https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/pesm/nucleos/picinguaba/contato/?filter=agendar Como não tínhamos recebido nenhuma resposta dos e-mails enviados com a autorização e o agendamento quando começamos o caminho para o início da trilha por volta das 11:00 da manhã do dia 31 de Dezembro, decidimos ir sem agendamento mesmo. Pensamos em talvez conversar na guarita sobre os emails enviados para solicitar agendamento e que não tínhamos recebido nenhuma resposta, massss não foi necessário nada disso hehehehe. Quando nos aproximamos da guarita percebemos que não havia ninguém, nem mesmo o Sr. Tozaki estava em sua residência que fica no mesmo lugar da guarita do parque. Então decidimos começar a trilha sem falar com ninguém. Sabíamos do risco de encontrar algum guarda do parque que poderia nos multar por ter feito a trilha sem autorização e agendamento, mas estávamos decididos a subir e seguimos em frente. Seguimos em frente depois de uma corrente na estrada em frente a guarita e começamos realmente a trilha. A trilha se inicia em um bambuzal ao lado de uma cerca e é neste ponto que a trilha traz a maior dificuldade pois têm algumas bifurcações que levam a alguns lugares diferentes. Realizamos esta trilha com Wikiloc e mesmo assim demos umas vaciladas que foram corrigidas a tempo. Recomendo que façam esta trilha ou com guia ou com gps Wikiloc pois a trilha é muito cansativa, extensa e contém algumas bifurcações principalmente no seu começo. Os primeiros minutos da trilha são tranquilos, passamos por três vezes em riachos de águas geladas e potáveis, ótimas para se refrescar e beber, já que o clima com a mata fechada se torna muito quente e úmido em dias de sol forte nos fazendo suar muito. -->WIKILOC: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialArtifacts.do?event=setCurrentSpatialArtifact&id=45109332 A trilha no começo é tranquila, caminhamos por 1 hora aproximadamente passando por 2 pontos de água até chegar na primeira placa da trilha (PESM) e também no terceiro ponto de água. Deste ponto em diante sentimos o que realmente é a trilha do Pico do Corcovado hauhauhua. Tomamos bastante água no riacho, enchemos nossas garrafas e bora começar a subir o morro que nos aguardava ahuhaua. Estávamos em 206 metros de altitude e a partir dali iriamos subir até 460 metros para o primeiro mirante da trilha. Placa PESM - Parque Estadual Serra do Mar e 3º ponto de água Caminhamos por algumas horas e passamos pelo primeiro ponto de corda em 382 metros de altitude. Neste ponto temos um vista muito linda pois é um dos poucos pontos abertos na trilha. A subida até o primeiro mirante foi bem desgastante, mas quando chegamos, vimos o quão lindo é a vista, isso só nos deu mais ânimo para subir. Este ponto também chamado de Igrejinha nos mostrou só uma prévia do que nos aguardava no cume. Diz a lenda que à meia-noite próximo da Igrejinha seria possível ver a imagem do Frei Bartolomeu andando por lá. É claro que não ficamos lá pra ver isso kkkkkk. Neste mirante conseguimos ver o Pico do Corcovado pela primeira vez da trilha e um belo visual de algumas praias do litoral de Ubatuba. Ficamos por alguns bons minutos contemplando aquele visual e logo seguimos em frente. Neste trecho encontramos somente duas pessoas descendo a trilha, eram dois sul africanos que estavam fazendo um bate e volta. Conversando com eles descobrimos que não havia mais ninguém na trilha e nem no cume, isso significaria que não corríamos o risco de algum guarda nos ver e nos multar e também de ter a possibilidade de passar a virada de ano somente nós no cume! Yeahhhh!!! Mirante ou Igrejinha Depois deste ponto a trilha vai ficando cada vez mais íngreme e inclinada nos castigando bastante. Caminhamos bem lentamente até chegarmos até o último ponto de água que fica a 767 metros de altitude. Paramos um pouco para mais um descanso, fizemos um lanche, tomamos bastante água, enchemos novamente nossas garrafas pois aquele seria o último ponto de água até o cume. Então levamos água o bastante pra beber no restante da trilha e para pernoitar no cume do pico sem precisar voltar para buscar mais água. 3 km de trilha percorridos e ainda faltavam 5 km kkkkk Último ponto de água em 767 metros de altitude Neblina surgindo no meio da mata. Estávamos nas nuvens! Continuamos caminhando sempre subindo até chegarmos ao Camping 1 em 1000 metros de altitude. A subida mais uma vez nos castigou muito e paramos por diversas vezes para descanso e recuperar o fôlego. Chegamos no Camping 1 e ficamos um bom tempo descansando antes de enfrentar a última e mais difícil subida do percurso. Camping 1 O camping 1 tem espaço para aproximadamente umas 7 barracas. Após este ponto, no Camping 1, a trilha deu uma trégua na subida e começamos a caminhar olhando alguns momentos para o Pico do Corcovado em uma trilha mais plana e com poucos declives. Afinal já estávamos na crista da Serra do Mar e a mais de 1000 metros de altitude. Esta parte da trilha é simplesmente incrível, havia desfiladeiros dos dois lados que conseguíamos ver por entre as árvores, mas como a visibilidade estava baixa por causa da neblina, fomos ver realmente a dimensão do lugar que estávamos trilhando somente na volta com o tempo aberto. Caminhando por aproximadamente mais 40 minutos pela crista da Serra do Mar e chegamos em duas placas informando qual a direção que se deveria seguir. A placa da direita subindo dizia que o caminho estava em recuperação e que o acesso estava restrito, já a placa da esquerda era uma seta informando a direção a se seguir para chegar ao cume. Como estávamos seguindo a trilha com o Wikiloc resolvemos fazer a trilha de acesso restrito que era o que o nosso GPS estava guiando, mas esta trilha foi um das partes mais difíceis do caminho com uma subida quase que impossível e perigosa, mas nós conseguimos! Já a trilha da esquerda é um pouco maior com uma grande descida até um ponto de água que fica ainda mais próximo do cume e depois uma última subida mais tranquila até o cume do Pico do Corcovado, mas isso só ficamos sabendo na volta quando retornamos por este lado da trilha pois subimos pela trilha restrita. Placas direcionando a trilha correta e mais fácil a se seguir Após alguns minutos subindo os últimos 100 metros finais e os últimos 60 metros de altitude, onde o corpo já está a ponto de explodir com a mistura de tanta ansiedade, de cansaço, de adrenalina, sede e de todo o esforço feito pra chegar até ali, nós conseguimos vencer com muita superação a última e mais difícil parte da trilha. Uma "escalaminhada" que necessita de pés e mãos livres para subir pelas raízes das árvores que nos custou muito esforço com as mochilas nas costas depois de quase 6 horas de trilha para ai sim conquistar a 1160 metros de altitude o cume do imponente PICO DO CORCOVADO em Ubatuba na Serra do Mar. Foi surreal a primeira vista de lá de cima e as lágrimas simplesmente rolaram pela minha cara suada ahauhauh! Foi incrível! Os primeiros minutos em cima do Pico do Corcovado foram simplesmente mágicos. O tempo que estava fechado até então começou a se abrir e nos presenteou com um por do sol fantástico que nos deixou anestesiados pela beleza que estávamos contemplando. Gratidão era a palavra que mais me vinha a cabeça neste momento. Gratidão por estar ali, por ter condições e saúde pra chegar até ali, gratidão por todas as pessoas que estão comigo ou junto comigo de alguma forma, gratidão pela minha família, minha mãe, meu pai, meu irmão e minhas avós, pelos meus amigos e o mais importante grato pela VIDA! Obrigado Obrigado Obrigado... E lá se foi o último por do sol de 2019. Após esta fantástica exibição da natureza, nós assinamos os nossos nomes no livro do cume para registrar nossa subida e fomos armar nossas barracas pois de noite faria um pouco de frio com os ventos cortantes no cume. Existem duas áreas de camping no cume do pico, uma fica próxima ao livro do cume com um espaço menor, cabendo aproximadamente umas 4 barracas (camping 3), já o outro com um espaço maior cabendo aproximadamente umas 7 barracas e não tão exposto aos ventos (camping 2). Montamos as barracas na área de camping 2 que tinha um espaço maior e menos exposto ao vento. Camping concluído com sucesso! Acampamento armado, tratamos de fazer a nossa ceia de final de ano kkkk. Fizemos um ensopado de legumes e macarrão para recuperar nossas energias que perdemos nas quase 7 horas de subida intensa até o cume. Tivemos um problema com o nosso gás do fogareiro mas nada que impediu de fazer nosso rango. Barriga cheia ficamos esperando a meia-noite chegar pra ver a queima de fogos nas diversas praias que se consegue ver de cima do pico. Foi fantástico ver por 15 minutos a queima de fogos de quase 17 praias de cima do Pico do Corcovado. Foi uma visão única e surreal e que decidimos não filmar nada para ficar somente nas nossas memórias ahuahuahua. Foi fodástico! Descida - 01/01/2020 - Partida 11:00am - Pico do Corcovado x Praia Dura Dormimos por volta de 1:00 da madrugada. Conseguimos descansar um pouco e ainda acordamos por volta das 5:00 horas da manhã para ver o primeiro nascer do sol de 2020. Coloquei o despertador e quando deu o horário sai da barraca e o céu já estava com uma coloração laranja que avisava que o sol estava a caminho. Primeiro nascer do sol de 2020 Contemplamos o nascer do sol por uns 40 minutos e voltamos a dormir e descansar pois ainda tínhamos a descida pra fazer e tínhamos que ter pernas pra descer tudo que subimos ahuahuha. Consegui ficar na barraca até umas 10:00, pois a partir desse horário o sol começa a esquentar deixando a barraca muito quente. Acordamos tomamos um pequeno café da manhã e ficamos algumas horas contemplando aquela linda paisagem com um dia maravilhoso que a natureza nos presenteou. Gratidão. nam-myoho-rengue-kyo Após desmontar nossas barracas e montar novamente as mochilas, iniciamos nossa descida pelo outro caminho. Decidimos fazer o caminho que as placas estavam indicando quando estávamos subindo na trilha e não descemos pela trilha que estava de acesso restrito. A descida começa seguindo pelo camping 2 onde acampamos. Descemos por mais ou menos uns 30 minutos e já começamos a ouvir o barulho das águas. Chegamos em um ponto de água que não sabíamos que havia ali. Descemos a 1066 metros de altitude e encontramos água ainda mais perto do cume em um riacho com águas geladas e da mais pura que já havia bebido antes. Ficamos um bom tempo neste riacho onde fizemos um bom rango, aproveitamos para tomar um bom banho nas águas geladas e seguimos em frente. A trilha que se deve seguir esta antes do riacho e não seguir a diante atravessando o riacho. Fizemos este caminho e chegamos em um lugar sem saída, então retornamos e começamos a subir novamente até que vimos um trilha a direita e continuamos nela até chegarmos até as duas placas que informava o caminho. Pra quem esta descendo, a trilha correta a se seguir fica um pouco antes do riacho virando a esquerda. Como passamos direto não reparamos nesta entrada. Então retornamos entramos na trilha correta e caminhamos por uns 30 minutos até que depois de uma subida intensa chegamos nas placas que tínhamos visto antes na subida e a partir dai foi só seguir o Wikiloc novamente e seguir a trilha para descer sem se perder. Placas informando o caminho correto para o cume Depois das placas a trilha continua por um bom tempo com terreno plano com alguns declives caminhando sobre a crista da Serra do Mar e como comentei anteriormente o visual deste lugar que não conseguimos ver na subida por causa da neblina se mostrou o quanto é mágico e surreal. Dos dois lados haviam precipícios enormes com um visual fantástico e único das cadeias de montanhas de um lado e do outro a serra do Mar contrastando com as praias. Cada vez que parávamos para descansar ficávamos um bom tempo contemplando a natureza. A decida nos cansou mais que o esperado. Fizemos um bastão de trekking improvisado para ajudar na pressão que os joelhos sofrem na descida, isso nos ajudou muito. Gastamos por volta de 6 horas de descida, contando o tempo que ficamos no riacho e o tempo que perdemos na trilha. Chegamos por volta das 18:00 na guarita do PESM e ainda não havia ninguém la, nem mesmo o Sr. Tozaki estava em sua residência. Descansamos por alguns minutos em frente a guarita e seguimos rumo a rodovia para procurar um local para acampar aquela noite. No meio do caminho encontramos um mercado onde paramos para comer, ir ao banheiro, carregar nossos aparelhos de celular, comprar alguns alimentos para o próximo camping e brindar a nossa subida ao Pico do Corcovado com uma bela e gelada cerveja. Yeahhhh!!! Conversamos com alguns locais, e conversa vai conversa vem, resolvi perguntar se havia algum local para acampar por ali. O dono do supermercado ouvindo minha pergunta nos informou que na Praia Dura, a praia mais próxima de nós naquele momento, teria uma forma de acampar debaixo de duas pontes que passam sobre o Rio Escuro que deságua na praia. Seguindo esta informação caminhamos até a rodovia e seguimos a esquerda até as tais pontes. Chegamos nelas com pouco tempo de caminhada e logo vimos os caminhos para se chegar debaixo delas e vimos também que havia um enorme banco de areia. Ficamos um pouco receosos e com medo do local mas acampamos por ali mesmo. Camping concluído com sucesso! Praia - 02/01/2020 - Partida 9:00am - Praia Dura x Praia da Sununga - Camping R$25,00 Acordamos e vimos que a praia fazia parte de um grande condomínio e que a divisa se fazia até as pontes, então estávamos acampando em um lugar que não causaria problema pra ninguém. Isto quem nos disse foi o próprio guarda que ficava rondando a praia. Acordamos tomamos um bom café da manhã, tomamos um banho de rio, desmontamos nossas barracas e fomos ao encontro de alguns amigos na praia da Sununga que ficava a uns 6 km da Praia Dura. Pontes sobre o Rio Escuro na Praia Dura Como o trânsito ainda estava carregado na rodovia, optamos em ir a pé para a Praia da Sununga. Caminhamos pela rodovia por quase uma hora, entramos pelo Condomínio Pedra Verde na Paia Domingas Dias e atravessamos a Praia do Lázaro até chegarmos na Praia da Sununga onde encontramos mais dois amigos para finalizar nossa jornada ao Pico do Corcovado com chave de ouro. Pronto! Agora vamos dar um mergulho neste marzão prq nóiz merece! Yeahhhhhhhhhh Gratidão!!! Retorno - 03/01/2020 - Partida 8:00am - Praia da Sununga x Caraguatatuba x São Paulo - Transporte público R$9,00 - Van R$70,00 Dormimos este dia na Praia da Sununga no Camping Guarani pagando R$25,00 para dormir com chuveiro quente e cozinha compartilhada. Acordamos bem cedo e fomos para o ponto de ônibus na rodovia pegar um ônibus para Caraguatatuba. Pagamos R$9,00 até Caraguá e demoramos umas 2 horas para chegar por causa do trânsito. Na rua ao lado do Terminal Rodoviário de Caraguatatuba haviam várias vans com transportes alternativos para São Paulo. Conseguimos uma por R$70,00 e fomos direto e mais rápido para o Terminal Rodoviário do Tietê em São Paulo finalizando nossa aventura de final e começo de ano hauhauhaua! Valeu! Feliz 2020... Paparazzi nos fotografou no ponto de ônibus kkk Gratidão! Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  2. 3 pontos
    @Maiane Reis Antes de qualquer coisa, saiba que uma mochila de 70L é bem grande e quanto maior a mochila mais coisas desnecessárias voce irá carregar, e obviamente mais peso. Quanto maior a mochila, maior tambem será o valor dela. No nosso mercado voce encontra muitas marcas boas e com preços acessíveis como Trilhas e Rumos e Quechua. Há outras marcas tambem como Deuter, Curtlo dentre outras, porem sao mais caras. Comprar mochila pela internet sem ao menos ter visto o produto pessoalmente pode ser um tiro no escuro. As vezes por foto voce pensa que é uma coisa e quando o produto chega é outra totalmente diferente. Nao da pra afirmar que as suas escolhas acima sao boas porem a primeira mochila é quase que certo que nao é algo duradouro e resistente. Uma mochila de 60L por R$80.00 é de se duvidar da qualidade. Em meu primeiro mochilao eu tambem comprei uma mochila no mercado livre, mas tambem por falta de conhecimento, e antes de terminar a viagem a mochila ja tinha rasgado. Entao o que quero dizer é que vc nao vá apenas pelo preço, tente achar um equilibrio entre preço e qualidade pra vc nao jogar a grana fora e logo ter que comprar outra mochila. Antes de fazer a compra, vá pelo menos em alguma loja do gênero tipo a Centauro, Decathlon, etc e veja os tamanhos, qualidade do material, as regulagens existentes para entao decidir qual comprar. Mochila feminina é diferente da masculina por causa da regulagem na parte superior do tórax (região do seio), entao duvido muito que essas mochilas baratas tenha essa regulagem correta. Dentro da mochila tambem tem uma barra de aluminio estabilizadora, essas mochilas baratas dificilmente terão tambem. Enfim, são inúmeras coisas que uma mochila de qualidade vai ti oferecer no seu custo-beneficio que essas xing-ling nao tem.
  3. 3 pontos
    HUACACHINA - PERU Pela janela do ônibus vão nos saltando aos olhos uma paisagem desoladora, como se uma guerra nuclear tivesse destruído e acabado com tudo. Minha esposa já havia me interpelado uma dezena de vezes o porquê de estarmos nos dirigindo para o sul do Peru, numa paisagem feia de dar dó , ainda mais depois de termos passado uma dezena de dias espetaculares, com paisagens de sonhos, junto à Cordilheira Branca , na região de Huaraz. Me mantive firme no meu propósito e ao invés de deixar que o desânimo tomasse conta de mim, me concentrei no outro lado do ônibus , onde o Oceano Pacífico insistia em nos dizer que o deserto não era tão feio quanto parecia. Mas não era a paisagem natural que nos assolava a alma e sim as construções e habitações dos povoados e pequenas cidades, casas cobertas de palha ou sem uma cobertura de telhado, apenas uma laje apinhada de tranqueiras e ferros espostos, coisa feia de se ver, toda empoeirada, numa sujeira desgostosa, praticamente sem nenhuma árvore. A falta de telhado era mais do que justificável, muito porque estávamos em meio ao deserto, onde praticamente não chove e mesmo na capital do país não há telhados, não como temos no Brasil. O ônibus que pegamos custou uma ninharia, não mais que 25 reais para 6 horas de viagem, mas foi pegando gente a laço pelo caminho, num sobe e desce interminável e mesmo no outono, fazia um calor dos infernos, sem ar condicionado ou qualquer outra mordomia, mas era o preço pela economia. Vendedores entravam a todo momento, vendendo de tudo que se possa imaginar, principalmente comida e petiscos, alguns com uma cara muito boa, outros nem tanto. Já era começo de tarde quando desembarcamos em ICA, uma cidade até grande se comparada ao porte dos vilarejos que passamos, mas o trânsito caótico, com carros barulheiros e tuk-tuk espalhados para todos os lados. Com as cargueiras gigantes nas costas, fruto das bugigangas compradas na Cordilheira, saímos à procura de um restaurante para almoçar, mas se tem uma coisa que peruano gosta, é comer, e achar algo vazio que conseguisse nos atender foi quase impossível. Minha mulher já estava emputecida pela situação, pela viagem extremamente cansativa, mas muito mais pela paisagem, do qual ainda não compreendia porque havíamos andado tanto para ver coisa alguma que prestasse. Por fim, resolvi logo abandonar Ica e me dirigir para o nosso destino, o objetivo daquela viagem, e embarcamos no primeiro taxi que nos abordou, uma lata velha caindo aos pedaços, que por uns 8 reais, chacoalhou por 5 km até nos desovar no meio do Deserto, num vilarejo cercado de Dunas Gigantes e com uma lagoa no meio e as caras carrancudas, deram lugar a um sorriso de orelha a orelha em meio à uma das mais belas paisagens do mundo, HUACACHINA era nossa. O Oásis é um lugar turístico e como tal, também pratica preços muito acima de outros lugares no Peru, ainda mais por ser fim de semana, mas foi só dar uma volta no minúsculo lugar para conseguir algo que coubesse no nosso bolso. O problema é que as coisas são tão baratas no Peru, que já havíamos nos acostumados com um padrão de preço e os 80 reais pagos na hospedagem nos pareceu uma fortuna, mas quando entramos no hotel e nos deparamos com uma acomodação chic , com banheira e até uma cozinha, minha esposa se alegrou de uma tal maneira que acabei achando que foi barato e comparado as hospedagem no Brasil, foi mesmo uma pechincha. Tomamos banho e fomos conhecer o vilarejo. As dunas são as mais altas do nosso continente e é quase impossível tirar os olhos delas, numa paisagem surpreendentemente diferente de tudo que vimos na vida. O lago e suas palmeiras dão um charme especial, ainda que hoje digam que ele é abastecido artificialmente. Como é um lugar turístico, é todo cercado de lojas, bares, hotéis, agências de turismo e todo tipo de comércio. Como é final de tarde, todo mundo se dirige para o alto de alguma duna para apreciar o pôr do sol, mas nós estávamos bem cansados e deixamos isso para o dia seguinte. Outra coisa que é um sucesso por ali é o passeio de bug, mas não são esses bugs mequetrefes que temos no litoral do Brasil não, são monstros construídos para destruir as dunas, mas nós mesmo não estávamos a fim de chacoalhar pelo deserto, já estávamos acostumados com nosso modesto 4 x 4 e em se tratando de emoção, nosso NIVA não ficava devendo nada para aqueles transformes peruanos. Depois que jantamos eu já deslumbrei dar a volta nas dunas no dia seguinte, coisa que minha mulher caiu fora, não passava pela cabeça dela levantar às 6 da manhã para escalar dunas de areia. Então no outro dia bem cedinho, apanhei minha mochilinha, coloquei uma garrafa d’água, uma máquina fotográfica, um lanche e assim que ganhei a rua, já enfiei os pés na areia e fui ganhando altitude. Mas era um passo para cima e dois passos para trás e mesmo ainda sendo nas primeiras horas da manhã, a areia fervia de tão quente e me senti um beduíno no meio do deserto. Aquela era a primeira experiência minha escalando uma duna e não demorou nadica para perceber que acabei subestimando aquele monumento natural. A areia quente começou a fritar meus pés e como estava apenas de sandálias, comecei a ficar desesperado. Parava às vezes e cavava um buraco na areia, tentando buscar um terreno menos quente, mas isso pouco resolvia, então a única coisa que consegui pensar foi a de colocar nos pés numa capa de saco de dormir que acabou ficando dentro da mochilinha e um saco de batatas fritas aluminado, aí eu já estava no desespero, meus miolos já haviam fritado também ou eu chegava logo no topo da duna ou tava morto. Do alto da grande muralha de areia o mundo se modificou. Lá embaixo o Oásis de Huacachina parecia uma pintura de um quadro e ao meu redor, o deserto parecia ter me introduzido dentro de um romance passado no Saara. O vento levantava uma areia fina e mesmo o sol queimando meus pés, ainda assim o encanto era maior que aquele sofrimento momentâneo. Cavei um buraco ainda maior e nele me enfiei, dando alívio aos meus pés e assim tive um maior conforto para apreciar aquela paisagem que talvez eu jamais veja novamente, talvez não com aquela proporção. Mas a minha intenção era a de dar a volta no oásis, então peguei minha mochilinha, tomei um gole d’água e parti, agora caminhando em nível, galgando as lombadas do terreno até que ser obrigado a abandonar a duna e quebrar à direita em direção aos bugs estacionados perto de um outro pequeno oásis. Perco altura lentamente, mas logo sou obrigado a despencar barranco à baixo porque a areia quente volta a fritar meus pés. O sofrimento recomeça e me vejo em desespero novamente, mas dessa vez o negócio ficou sério, então corro feito um calango do deserto até que chego à sobra de um dos bugs gigantes. Poderia muito bem abandonar aquela caminhada e a partir dali, voltar novamente para o hotel seguindo a trilha de areia que desce ao vilarejo, mas não vou arregar tão cedo. Continuo subindo até que passo pela caixa d’água instalada nesse selado de dunas, tomo um fôlego, ajeito a proteção tosca que havia colocado nos pés e sigo subindo até que alcanço de vez o cume mais alto daquele mostro de areia. São impressionantes o tamanho e a altura dessas dunas, de onde posso avistar povoados distantes, perdido num mundo árido e seco, sem árvores e totalmente desolados. Mas é justamente isso que torna esse oásis tão espetacularmente belo, é um sopro de vida no meio do caus. Minha água acabou, o sol já destrói minha pele, mas mesmo assim continuo caminhando, agora em nível sobre o cume da duna, quase completando os 360 graus ao redor de Huacachina, mas antes que esse ciclo se feche, resolvo fazer algo inusitado: despencar da duna mais alta do nosso continente, ao invés de ir perdendo altura lentamente em direção ao vilarejo. Aos saltos e aos pulos, vou escorregando rapidamente, quase sem controle e quando a força da gravidade resolve fazer troça da minha pessoa, perco o controle totalmente e saio rolando desgovernadamente. Uma hora vejo o céu, outra hora vejo areia, outra hora o topo da duna, outra hora já não vejo mais nada. Meus olhos, meu nariz, minha boca foi tomada pela areia fina. Minha mochila e minhas sandálias se perderam nas dunas e eu virei passageiro do além e do acaso. Miséria dos infernos!!!! Sou um homem humilhado. Me levanto da surra e procuro saber onde estou e quem sou eu e logo um monte de turistas, que estão passando nos pés das dunas me fazem recobrar a memória. Os japoneses ficam rindo e apontando para mim e eu apenas faço cara de paisagem, viro as costas e volto a subir a duna atrás dos meus pertences, só não encontrei minha dignidade. Recolho tudo e volto a descer até chegar a um chafariz no vilarejo, onde aproveito para lavar meus olhos, enquanto eu próprio não me contenho e caio na gargalhada com o ocorrido. Quando chego de volta ao hotel, sou obrigado a me jogar dentro de uma banheira de águas frias e por lá ficar até que meus pés se acalmem das queimaduras e eu consiga me livrar de toda areia que foi entrando em cada orifício. Resolvido o problema, saímos para um passeio mais demorado. É possível nadar no lago ou mesmo andar com umas canoas ou pedalinhos, mas eu queria mesmo era experimentar uma descida de sandboard, uma espécie de surf na areia, onde você pode alugar uma prancha pagando míseros 5 reais por 1 hora. Eu já havia feito isso uns 20 anos atrás nas praias da Joaquina em Florianópolis, mas havia me esquecido que não era tão fácil parar em pé como eu pensava e só fiz cair naquela desgraça, rolar sem rumo e encher meus olhos e meu nariz novamente de areia. Mas já que havia fracassado no surf de areia, ficamos por lá para assistir ao pôr do sol, isso sim era sucesso garantido. Huacachina é mesmo especial, um lugarzinho legal para descansar , experimentar umas comidinhas diferente ou simplesmente não fazer nada e como não fazer nada já começa a me irritar, tratamos logo de pegar nossas tralhar e picar a mula para outras paragens, fomos rumo ao Oceanos Pacífico, lá para as bandas de Paracás, outro lugarzinho lindo, com caminhadas e pedaladas para belas praias de águas geladas, onde pelicanos fazem sua morada, mas essa é outra história, o certo é que uma viagem ao Peru tem a capacidade de mudar sua visão de mundo para sempre, ninguém vai ao Peru e volta a mesma pessoa.
  4. 2 pontos
    Período 20 de Maio 2020 a 02/06/2020 - Cia para Londres,Paris, Amsterdã e Alemanha
  5. 2 pontos
    Salve mochileiros! Depois de muito tempo, voltando a escrever por aqui. Estava prestes a tirar a cidadania italiana em Fevereiro deste ano. Passagens compradas, documentos em mãos, férias agendadas e... nada certo. Está ficando cada vez mais difícil conseguir a cidadania italiana pelo meio comum (de ficar no país até a conclusão do processo). Devo migrar para o meio jurídico, que leva em torno de 1 ano e meio, mas sem necessidade de permanência na Itália. Contudo, com passagens compradas, o jeito é aproveitar e desbravar tudo o que o país tem à oferecer. Como vou em Fevereiro e volto em Março, por ser um período de inverno por lá, minha ideia inicial de ir para outros países (especialmente a Croácia) já ficou para trás. Uma possibilidade é incluir a Grécia, mas ainda sem definição. Enfim, como fiquei sabendo ontem que o processo não daria certo, tenho que correr contra o tempo pra fazer um roteiro para essa viagem. Vou postando aqui os preparativos e, posteriormente, farei um relato de toda a viagem. Abraços!
  6. 2 pontos
    Após cerca de 1h30 de voo cheguei ao aeroporto de Orly por volta de 19h horário local. E eis que então já começo a me deparar com os problemas decorrentes da greve geral. Meu plano inicial era pegar o OrlyVal (monotrilho que conecta o aeroporto até a linha RER B) para sair do aeroporto e acessar o sistema metroferroviário parisiense através da estação Antony do RER B, porém esta linha estava fechada, de modo que o monotrilho só circulava entre os terminais do aeroporto. Lembram que havia dito que essa seria a minha única opção sobre trilhos para chegar/sair do Hostel? Então, não tive outra alternativa a não ser apelar para o Uber (EUR 20,54 + EUR 6,00 de uma corrida cancelada pelo motorista), que se pega num bolsão de estacionamento fora do terminal (há algumas placas indicando em francês o ponto de parada de carros de aplicativos)...levei bem uns 30 minutos até conseguir pegar o Uber, num friozinho maroto de 6º. Chegando no Hostel, me deparei melhor como o lugar que tinha escolhido era fora de mão do resto de Paris, pois ficava na parte externa da Périphérique, uma espécie de anel viário que circunda a cidade. Mas o bairro parecia (e era) tranquilo...fiz check-in no Hostel cheguei na minha acomodação...um conceito diferente de cama-cabana que te dá mais privacidade, pois é como se pegassem um quarto e dividissem ao meio com madeira, só que uma pessoa dormindo na parte debaixo e a outra na de cima, deixando uma janela e um espaço para guardar as coisas além da porta. Quem tem claustrofobia certamente teria problemas, o que não foi o meu caso. Guardei minhas coisas e fui tomar um banho, estava tão cansado com voos + andança + fuso que nem saí pra nada, desmaiei. 26/12 - PARIS (Reconhecimento a pé) Na manhã do outro dia, devidamente revigorado, parti para explorar a cidade, já tinha pego informação na recepção do Hostel de que havia uma cafeteria Portuguesa a duas quadras dali e sem dúvidas foi onde tomei o meu Petit-Dejeneur...os donos são portugueses logo não precisei fazer nenhuma mímica para pedir um café com leite e um croissant sem recheio (EUR 2,40). Logo depois fui no Franpix que havia ali perto e comprei itens básicos de sobrevivência (água, sabonete, gilette, fruta e castanhas), tudo por EUR 6,40. Após guardar o que não ia carregar comigo no Hostel fui andando até a estação mais próxima do Tram (Linha 3) do metrô, uma vez que o RER só funcionava até 9h30 naquela manhã, e óbvio já tinha perdido o último trem...lá comprei um ticket para a região central de Paris (EUR 1,90). A máquina funciona do mesmo jeito que em praticamente todo o lugar na Europa que venda bilhetes...escolhe o idioma>escolhe o tipo de passe>escolhe a estação/região de destino>confirma>paga (atenção aqui pois muitas máquinas aceitam apenas moedas ou cartão, então andar apenas com notas pode não ser uma boa)>máquina cospe o bilhete e o troco. No Tram você valida o bilhete nas máquinas que ficam penduradas nas barras de apoio... E A TAL DA GREVE? COMO FAS? Bom agora faço uma breve pausa no relato para lhes apresentar um FAQ com orientações gerais sobre o sistema baseado nas minhas experiências e perrengues que passei por lá, para que você tome sua decisão se vale ou não a pena encarar o desafio: ***FAQ orientativo sobre o transporte público de Paris em período de greve*** 1 - Tá tudo fechado/parado mesmo? R: Não. Porém há severas restrições de funcionamento...Paris tem MUITA linha de metrô (14), de VLT (8) e de trem suburbano (13), mas algumas dessas sequer estão abrindo, em qualquer horário que seja. Outras abrem porém não percorrem todo o trecho da linha, restringindo-se a região mais central da cidade e arredores, e ainda por cima os intervalos entre trens são maiores (beem maiores fora do horário de pico, de 20 a 30 minutos). Em muitos casos estas restrições estão em efeito ao mesmo tempo (no RER B acontecia todo santo dia) o que acaba tornando a locomoção pela cidade uma tarefa árdua. 2 - Como então faço para saber quais linhas estão funcionando, durante quais horários e por qual trajeto ? R: O melhor jeito que encontrei foi (depois de pesquisar) baixar o aplicativo da RATP, que é a autoridade metropolitana de transportes da região. Nesse app você faz simulações de trajeto colocando estação ou região de partida e destino e ele lhe traz as melhores opções em tempo real, levando em conta as paralisações/restrições em curso. Adicionalmente, é fixado nas entradas das estações (no finalzinho do dia) o quadro de horários do dia seguinte (vide foto abaixo). O google Maps também atualizava as vezes o trajeto com base no que estava operando, porém não com o mesmo grau de precisão da RATP. 3 - Os trens que funcionam estão cheios? R: Pra caralho. Foram raras as vezes que peguei trem com lugares vagos para sentar, e se você for se aventurar em utilizar no horário de pico prepare-se para assistir cenas dignas dos metrôs brasileiros e asiáticos (empurra-empurra, discussões, etc...). Para meu azar a linha mais carregada era o RER B, a única que me atendia bem. Só conseguia pegar ela na Gare Du Nord, onde estava fazendo ponto final (nem sonhe em chegar ao CDG por ela, não me lembro de um dia sequer ela ir até lá). Se fosse pegar na estação Châtelet-Les Halles (que é meio que a estação central da cidade) era certeza que não iria conseguir entrar. Veja com seus olhos abaixo uma viagem típica nessa linha em horário de rush: 4 - Mas poxinha, TODAS as linhas estão esse caos? R: Não, das que eu percorri anda-se com dignidade nas linhas 1 e 14 (as vezes na linha 4 também). Os Trams também não vão tãao cheios assim. 5 - Ah...sou esperto, vou de ônibus... R: Filho(a), não é só você que vai ter essa ideia não, uma enxurrada de turista também, qualquer ônibus que passe perto dos principais pontos turísticos irão encher logo no ponto inicial. É comum ver ele partindo de um ponto sem conseguir pegar todo mundo que tá lá devido a falta de espaço. Vi isso acontecendo várias vezes. O problema nesse caso é que embora tenha visto os ônibus rodarem direto como a cidade é bem servida sob trilhos não há tantas linhas de ônibus como estamos acostumados aqui no Brasil (aliás é assim na Europa com um todo). Então imagino que tudo sobrecarregou devido a dificuldade do transporte metroferroviário. 6 - E a fiscalização no meio disso tudo? R: Inexistente...Como é de conhecimento geral lá você paga por zona percorrida, e tem que passar o bilhete na catraca de entrada e de saída. Mas não vi 1 funcionário sequer da RATP (nem SCNF) nessa função de caçar infratores. Isso assumindo que eles não andam a paisana, claro. Pelo contrário, em algumas estações fora da região central eu vi catracas liberadas para qualquer um passar e sem ninguém por perto vigiando. Tipo você tentava passar o bilhete para sair mas a catraca estava desligada e aberta, então você saía sem nenhum impedimento. Porém se quiser arriscar é por sua conta e risco. Eu sempre pagava antes pelo bilhete e só entrava/saía sem registrar se a situação assim demandasse, ou quando havia alguma gratuidade (por exemplo na véspera de ano novo a partir das 17h até o dia 01 era de graça até 12h) 7 - Então a estação fica aberta sem ninguém? R: Calma, não é bem assim...nas estações centrais (Gares e Châtelet) tem gente da RATP que fica direcionando fluxo e tirando dúvida do pessoal. Mas em outras vai ser bem difícil achar alguém para tirar uma dúvida. Porém vi cenas lamentáveis de moradores de rua dormindo em alguns lugares, muita sujeira e principalmente, muitas integrações confusas e que demandam uma caminhada gigantesca. Tem que estar bem atento às placas para não se perder. 8 - E nos trens de longa distância, tá essa zona também? R: Não, apenas no que tange aos horários disponíveis. Você percebe que as plataformas estão mais vazias que o normal, porém se você ver uma passagem disponível para compra nas máquinas de auto-atendimento ou internet, essa viagem será honrada, pois pelo que pesquisei nem estão abrindo para venda os horários que estão indisponíveis por causa da greve. Fiz um bate-e-volta a Estrasburgo comprando a passagem no dia anterior e viajei sem nenhum problema ou atraso. 9 - Conclusão? R: Vá preparado que a coisa não tá fácil. Informe-se bem do trajeto a ser percorrido e tenha espírito esportivo para encarar a lotação do sistema. Pense que você é o turista, para o resto ali o martírio está sendo diário e sem perspectiva de breve melhoria. Ou então faça como eu e ande a pé o máximo que suas pernas deixarem. ---
  7. 2 pontos
    Olaaaá... Alguém por lá, ou afim de ir pra Chapada das Mesas/MA entre 03/6 a 09/6/2020??? Ainda não fechei passagens e roteiros, mas estarei por la nesse período. Dicas e roteiros também são bem vindos!!!
  8. 2 pontos
    Só se você estiver falando da Asia porque na europa lhe garanto que isso não acontece até porque sou cidadão europeu meu caro. mas obrigado pela preocupação. tente ser menos negativista e pensar mais positivo. não encontre problemas e entraves e viva de maneira mais simples. aproveite o momento e tudo o que este planeta nos dá. um abraço meu caro.
  9. 1 ponto
    Alguém por lá nesse carnaval ?! Quero companhia pros blocos 😬
  10. 1 ponto
    Procuro companhia, para ITALIA, PARIS E BERLIM - ABRIL DE 2020. Serão 22 dias, estou aberta a idéias de novos lugares, passeios. To vendo várias dicas por aqui e por outros blogs bem legais
  11. 1 ponto
    Bom dia, procuro companhia de algum grupo que queira fazer alguma trilha na região de São Paulo ou no parque Nacional do Itatiaia. Eu estou aberta a sugestões visto que estou com vontade de fazer alguma trilha que nunca fiz, se alguém quiser subir o pico das agulhas negras ou o morro do couto também, seria bacana!! Conheço as trilhas na região do litoral norte paulista Super topo alguma travessia também, estou buscando companhia por conta da segurança e das experiências de fazer junto com mais alguém !!
  12. 1 ponto
    Ahhh Veneza... Desde que assisti o filme O Turista com o muso Johnny Depp, esse destino entrou para minha listinha de coisas para fazer antes de morrer... Porém, por ser uma cidade conhecida pelo romantismo, fui deixando de lado já que vivo viajando solo (tá difícil um mozão kkk). No entanto, esse ano a oportunidade irrecusável surgiu! Com meu intercâmbio em Malta (pertinho da Itália), era a hora de conhecer a cidade das gôndolas!! Vou contar então o que fiz em 2 dias por lá, conhecendo muitos pontos turísticos e também pontos não muito conhecidos! Vou falar sobre coisas que legais que você faz de graça e outras que vale a pena gastar um pouquinho! E no final, estou passando dicas para não voltar falido!! Primeiro conselho que dou é: Veneza é a cidade perfeita para se perder!! Bater perna e andar sem rumo... Entrar e sair de rua e aproveitar as surpresas do caminho! Vamos lá ao roteiro: 1º dia Para iniciar o roteiro, nada melhor que partir do coração da cidade.. Piazza San Marco Ela é a praça principal de Veneza e considerada como salão de visitas da cidade! Muito popular pelo seu tamanho e prédios em seu entorno! A praça é considerada como ponto mais visitado de Veneza, então dá para ter uma idéia da quantidade de gente por lá né... Ao interessante sobre a praça é que ela é o ponto mais baixo de Veneza e quando a maré está alta, ela fica alagada transformando totalmente o cenário. Eu não sou fã de lugares lotados, mas a praça em si é tão bonita que vale a pena!! E fiquei um bom tempo por lá. Já que estamos aqui, o que mais chama atenção na Piazza San Marco, sem sombra de dúvida, é a magnífica Basílica di San Marco!! Ela é realmente grandiosa, acho que nunca vi nada parecido!! Uma arquitetura belíssima, considerada uma obra-prima bizantina fora do território do Império do Oriente. Para se ter uma noção de sua grandiosidade, a basílica possui 4 mil metros quadrados de mosaicos. A entrada na basílica é grátis, mas quem quiser entrar no museu é preciso pagar 5 euros e com essa entrada você tem direito de subir até o terraço e apreciar a vista. Para visitar o tesouro são mais 3 euros e a pá de ouro mais 2 euros. Continuando pela praça, contemple a Torre do Relógio, ou Torre dell’Orologio. Ele mostra as horas, dia, fazes da lua e zodíaco. No alto dele existem duas estátuas, um senhor e um jovem que batem as horas no sino representando a passagem do tempo. Nesse também está a figura do leão de São Marcos, um dos símbolos de Veneza. Ainda na praça, do outro lado do relógio, visite mais uma atração icônica de Veneza, o Campanário di San Marco. Essa impressionante torre possui 98,5 metros de altura, e claro, é o edifício mais alto da cidade! No alto do Campanário tem uma pirâmide, mais uma vez composta pelo típico leão e no seu topo a figura do Arcanjo Gabriel. Fonte: www.brandpress.com.br A entrada custa 8 euros. Ainda no entorno da praça, siga para o Palácio Ducale. O imponente edifício gótico, também conhecido como Doge’s Palace ou simplesmente Palácio do duque, foi construído como castelo fortificado, depois acabou sendo utilizado como prisão e fortaleza, então como sede do governo de Veneza e por fim, hoje é um importante museu. Quem deseja conhecer mais sobre a historia de Veneza, a visita é uma boa pedida. Um fato interessante é que o famoso escritor Casanova foi prisioneiro do local em tempos antigos e conseguiu fugir pelo telhado. O ingresso custa 19 Euros. Depois da visita ao palácio, atravesse a famosa Ponte dos Suspiros, que ligava o palácio a uma antiga prisão. Desse fato saiu a lenda sobre o nome da ponte, que dizia que os prisioneiros davam seus últimos suspiros de liberdade quando passavam por ela. Já em frente ao Palácio, caminhe pela super movimentada avenida Riva degli Schiavoni e aproveite para tirar fotos nos pontos de estacionamento das gôndolas. Dali você também terá uma vista linda para a imponente Basílica de San Giorgio Maggiore. Essa é uma das vistas mais famosas de Veneza. Depois de passear e tirar fotos, siga em direção a Ponte Rialto. A mais famosa e movimentada ponte de Veneza e foi a primeira a ligar as duas margens do Canal Grande. Ela é linda, com muitos detalhes e uma vista linda! Possui duas rampas, onde em seu interior existem várias lojas. Atravesse ela para visitar o Campo San Giacometto, um antigo ponto comercial. E é lá também que fica a igreja mais antiga da cidade, a igreja de San Giacomo. Ela fica no coração de Rialto e possui um relógio solar. A visita no interior da igreja de San Giacomo é gratuita e achei a região bem agradável e tradicional. Dali volte para a direção do Grande Canal e passeie pela avenida Riva degli Vin. Essa margem e bem bonita e possui vários restaurantes e cafés italianos. O preço é salgadinho, como tudo ao redor do grande canal, mas com certeza vale a visita. * DICA: Durante todo esse caminho você vai passar pelo Grande Canal que é a maior via aquática de Veneza, mas também vai passar por lindos outros pequenos canais. Existem por volta de 150 canais cortando a cidade, cada um com seu charme e sua ponte. Vale muito a pena se perder entre eles. 2º dia Para o segundo dia reservei conhecer as partes menos turísticas de Veneza!! Iniciei meu dia no bairro mais genuíno da cidade o Cannaregio! O bairro é bem tradicional, onde você pode ver os costumes e cotidiano dos venezianos, sem muito movimento turístico! Passeie com calma, sentindo o clima! No bairro siga para o Gueto Judeu. Considerado o primeiro gueto hebraico da Europa, a região em um mergulho tradicional!! A região é linda e foi uma das coisas que mais gostei de fazer em Veneza. Por lá existem ainda restaurantes e lanchonetes que servem comidas e doces típicos judaicos. Um lugar no Gueto que gostei muito foi a praça Ghetto Nuovo, onde vi vários judeus bem tradicionais. As sinagogas do bairro foram construídas em meio aos prédios, sem alarde, sendo até difícil identificá-las. Depois do passeio, siga em direção ao bairro Castello e dedique um tempinho para conhecer o Campo Santi Apostoli. O lugar é lindo e super fotogênico!! Por lá você poderá visitar também a igreja Santi Apostoli, comer algum lanche em barraquinhas e tirar muitas fotos na ponte do canal da praça. Siga novamente para a ponte Rialto para atravessar o canal e seguir até a igreja Santa Maria dei Frari. Em frente a igreja, esta mais um belo campo de Veneza. Com uma ponte muito bonita! A igreja Santa Maria dei Frari é muito importante e abriga obras famosas, como uma escultura de madeira de São João Batista feita pelo famoso Donatello. O valor da entrada são 3 euros que ajudam na preservação da igreja. Esses foram os pontos que visitei, mas o que mais fiz em Veneza foi me perder e andar sem rumo. A cidade é linda e única... Cada cantinho aguarda uma surpresa! Dicas práticas para você economizar na sua viagem: Substitua o passeio de gôndola Muita gente vai a Veneza justamente para fazer o passeio de gôndola com todo seu misticismo romântico, porém, prepara o bolso. São 80 euros para mais ou menos 40 minutos de passeio pelos canais. Vale lembrar que esse valor é por gôndola. Mas para quem quer passear pelos canais, mas não quer gastar tanto, vale pegar um watertaxi para se locomover. Com isso você pode montar seu próprio city tour. Passeio panorâmico pelos canais fora da gôndola Mais uma dica é pegar a linha 1 do Vaporetto (transporte publico em Veneza) para fazer um passeio panorâmico pela cidade. A linha cruza as principais atrações da cidade. Lojas X barraquinhas Por Veneza você vai ficar maluco com tanta loja vendendo coisas lindas!! Desde souvenir até as famosas máscaras venezianas. Muitas lojas tradicionais vendem máscaras bem caras, mas se você não puder gastar muito e quiser trazer uma máscara de recordação, minha sugestão é comprar em alguma barraquinha de rua. Foi exatamente o que fiz, comprei a minha por 12 euros e ela é linda! Hospedagem Se não quiser falir se hospedando em Veneza, minha sugestão é ficar na região de Mestre ou Marghera. Eu fiquei no Camping Village Jolly em Marghera e valeu muito a pena!! Não se assuste com o nome camping, porque lá você vai ficar em uma casinha de madeira com banheiro e wifi! Além de ter uma linda e organizada estrutura, o camping oferece uma hospedagem barata, com restaurante e mercado dentro do local e ainda transporte de ônibus ida e volta para Veneza por 5 euros. Em 15 minutos eu chegava na estação de trem em Veneza, já pertinho da Piazzale Roma. Almoço e janta Veneza possui muiiiitos restaurantes caros, principalmente perto das atrações mais turísticas e entorno do Grande Canal. Para fugir disso, dê preferência aos restaurantes nas ruelas alternativas. Além de ter muitas opções de estabelecimentos que vendem pedaços de pizza, sanduíches e até kebabs.
  13. 1 ponto
    Viajo sozinha para a Califórnia e fico de 12/03 a 24/03/2020. Alguém animado ai para fazer Rod Trip de São Francisco a Vegas passando por Los Angeles e Grand Canyon? (17) 99625-1771.
  14. 1 ponto
    Estou procurando companhia para planejar viagem pela Califórnia, posteriormente uma viagem por outros estados dos EUA de carro, 15 dias de viagem ao total no mês de abril.
  15. 1 ponto
    Eu costumo reservar 30 euros por dia para isso
  16. 1 ponto
  17. 1 ponto
    Sem sombra de dúvida, o da worldnomads é o com a melhor cobertura de todos os seguros de viagem Cobrem quase qualquer coisa!
  18. 1 ponto
    @frade qual período em junho? Eu posso ir 21 dias a partir de 01/06.
  19. 1 ponto
    Oi pessoal eu acabei de retornar da Europa. Fui em dezembro, e fiz Londres, Berlim e Paris. como sugestão sugiro não colocar mais de 3 países para períodos curtos principalmente quando se tem Londres no meio. Londres é muito grande e tem muita coisa para fazer sugiro ficar no mínimo 5 A 7 dias ! Sem dúvida são lugares que VALE MUITO A PENA IR. Já estive em Amsterdam que é mais que suficiente dois dias, a menos que queira conhecer Rotterdam. agora ir para Paris e Berlim com dois/três dias é muito pouco. Vai dar tempo de ver metade da cidade e ainda Vai passar bem rápido! Perde a chance de aproveitar sobre a história dos lugares. Perdi muito passeio dessa vez em Paris e Berlim por falta de tempo! Irlanda fui em março, se curte ir em pubs e etc sugiro algo em torno de 5 dias. Os passeios valem muito a pena, porém são quase todos distantes, perde o dia todo É só uma dica! Abraços
  20. 1 ponto
    Vocês já decidiram onde vão ficar por lá? Eu tava pensando em coachsurfing dependendo do preço das pousadas/hostels, não sei... estão indo com mais amigos?
  21. 1 ponto
    Parabéns pelo relato. Lugares fantásticos!
  22. 1 ponto
    @Silnei Perfeito então Silnei... Obrigado! Forte abraço.
  23. 1 ponto
    @Silnei Obrigado Silnei...a imagem esta aparecendo no post... obrigado! As visualizações do post continuam zeradas ok... não esta aparecendo quantas pessoas visualizaram o post.
  24. 1 ponto
    Alguém indo para Espanha e Portugal em outubro de 2020?
  25. 1 ponto
    @Murilo Pereira Há de 3 pinos aonde pode se encaixar 2 e o outro espaço deixar vazio ou de 2 também, mas tudo é pino redondo. O padrão desse país que está acostumado só existeaí,disseram na época que criaram que seria igual a Europa.Só esqueceram de ir lá ver como é.kkkkk
  26. 1 ponto
    @Tadeu Pereira Yeah Ras! Rolezao irado! Belas fotos, jah bless!
  27. 1 ponto
    Olá! Sou da região metropolitana de sp, estou há 2 anos colocando energia nesse mochilão. Cursei uma faculdade e não me identifiquei com a área; sentia que meu lugar é na estrada vivendo a impermanência. Me formei como professor de yoga e depois como massoterapeuta (que é meu ganha pão), e assim pretendo ir me sustentando durante a viagem que já começou e não faço ideia de qdo vai terminar. Fiz um "teste drive" de maio até agora novembro, e vi que é isso msm que quero nesse momento. Então retornei à minha base em sp, tô ajeitando uns detalhes para não deixar nada pendente e ir mais uma vez.. tenho várias idéias mas estou bem aberto e atento aos sinais do universo. Tenho passado por centros de meditação, Ashrams, centros de yoga e hostels. A idéia basicamente é ir e viver. Se te anima com a ideia e tem coragem pra meter o pé, bora lá! Deixe um contato seu de forma privada, ou me add no face: Shiatsu Felype Langovisk. *O único requisito é não ser fã do BOZO rs..
  28. 1 ponto
    Bom dia! Eu e meu amigos faremos um mochilão pela América Central em Maio desse ano. Gostaríamos de algumas dicas.
  29. 1 ponto
    Quando chega em huaraz não tem mais, to chorando aqui, mas te adoro sem te conhecer kkkkk
  30. 1 ponto
    To querendo ir tbm, to atras de cia...a gente podia criar um grupo no zap
  31. 1 ponto
    Outubro já começa a esfriar, se for mais pro final do mês então fica mais frio ainda. Se for logo nos primeiros dias do mês talvez nao esteja com a agua tão fria, mas de toda forma é bom olhar as previsoes na internet.
  32. 1 ponto
    Saudades de Cuba e dos cubanos ,segui o Bozó,lugar de comunista é em Cuba.Fui lá e adoraria ter ficado para sempre. Esperando a continuação do relato.
  33. 1 ponto
    Foram muitos meses de planejamento e pesquisa sobre como viajar MUITO gastando POUCO. Quando descobri o mundo do voluntariado minha mente se abriu e enxerguei um mundo de INFINITAS possibilidades. Descobri que poderia trocar minhas habilidades por acomodação. E inclusive, desenvolver muitas outras. Entendi também que viajar não é apenas conhecer lugares incríveis. O que faz das minhas viagens tão especiais são as pessoas que conheço e me conecto. E o principal de tudo, GERAR VALOR pra cada uma delas. . Estar longe de casa, dos seus familiares e amigos te faz valorizar cada momento vivido. Te faz pensar e refletir sobre toda trajetória da sua vida. Que não existe certo, nem errado, mas sim, PADRÕES que a sociedade te impôs desde o seu nascimento, basta você decidir por você mesmo RESSIGNIFICAR tudo e reconstruir uma nova MENTALIDADE que faça sentido pra você. . O que fiz foi apenas um QUESTIONAMENTO para onde minha vida estava me levando se seguisse todas as crenças e limitações que foram instaladas na minha mente. Joguei tudo no lixo, disse CHEGA pra qualquer superficialidade do momento e mudei o meu ESTILO DE VIDA, que hoje se baseia em VIVER um dia de cada vez, presente no momento e pronto pra AÇÃO. #colombia #medellin #cartagena #backpacking#dicadeviagem#mochilaoamericadosul #sulamerica#viajaromundo #viajarbarato#traveler #placestovisit #placestogo #worldpackers#couchsurfing#umamenteinabalavel #expansaodeconsciencia#nomadedigital #digitalnomadism
  34. 1 ponto
    Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia! Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta. Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem. A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena. Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo. Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias. Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito! Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa. Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos. Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia. O melhor ainda está por vir! Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo. Até logo, aventureiro!
  35. 1 ponto
    Esta foi, sem dúvida, uma trip que compensou as horas de pesquisa por meios de transporte baratos para conseguir ir ligeiramente longe da capital paulista... São Roque, conhecida como a capital do vinho, em São Paulo, reune diversas atrações, além de suas adegas, como o Ski Mountain Park(parque de ski) e o Morro do Saboó, com seus 1000m de altitude. Como a cidade fica a mais de 60km da capital, não há transporte fácil e barato para lá, sendo as linhas rodoviárias as únicas alternativas para quem quer conhecer o lugar... espere! será mesmo??... O fato é que, pesquisando árduamente pela internet, durante algumas semanas, acabei achando um meio extremamente barato de se chegar lá, saindo de São Paulo, economizando quase 60% do valor da passagem rodoviária! Segue o relato desta trip... ------------------------------------------------------------------ http://rotamassa.blogspot.com/2011/06/caminhada-pela-sorocabana-de-sao-roque.html Trip realizada no dia 24 de Junho de 2011 O que era para ser uma 'escalaminhada' até o Morro do Saboó, acabou tomando novos rumos... Já havia mais de 3 semanas que estavamos planejando esta trip, a fim de se chegar ao cume do Morro do Saboó, em São Roque, a 65km de São Paulo. Conseguimos bastante gente desta vez! Prontos para mais uma viagem, nos reunimos na Estação Barra Funda, às 8h, e assim, embarcamos no trem para Itapevi, de onde saia um ônibus regional que nos deixaria em São Roque, num tempo de viagem de 2h30. Detalhe para o preço de São Paulo a São Roque: fomos de transporte público, por apenas R$5,75 contra os R$13,25, do ônibus rodoviário!! Ao desembarcar na Rodoviária de São Roque, fomos conhecer a cidade, aproveitando para passar num mercadinho para comprar os lanches. Sentamos na 'praça do relógio' e alí fizemos nosso pic-nic. Sem darmos conta do tempo que havia corrido desde então, percebemos que já eram 11h30, e que nosso precioso tempo restante para ir e voltar do Saboó já não seria mais suficiente, o que nos fez mudar de roteiro, drasticamente. São Roque é uma estância turística, localizada no interior do Estado de São Paulo, a 65km da capital, e é conhecida como 'a Terra do Vinho', por abrigar várias adegas, onde são oferecidos dos mais diversos tipos de vinho. Outras atrações marcantes são o Ski Mountain Park, que possui uma pista de ski artificial, com 400m de extensão, e o Morro do Saboó, ponto culminante da região, com 1000m de altitude. Vista da cidade de São Roque, com o Ski Mountain Park à esquerda, ao fundo Ski Mountain Park, um dos atrativos turísticos de São Roque A partir de agora, nós passamos a fugir do 'roteiro turístico tradicional' e fomos explorar cantos ainda desconhecidos por esse pessoal que vem a conhecer a cidadezinha do vinho. Nosso roteiro agora incluia um caminho um tanto exótico, seguindo a pé pela ferrovia, entre São Roque e Mairinque, de onde saem pequenas trilhas e caminhos, que levam a pontos curiosos, como o famoso Morro do Cruzeiro e a Pedreira de São Roque. Para acessar os trilhos, caminhamos para sudoeste da cidade, até sair na Rod. Raposo Tavares, que, durante certo tempo, corre em paralelo à via férrea. Pegamos a primeira passagem de nível e alí estava a grande 'escada horizontal'. Placa invertida hehe Por esta, caminhando cerca de 1,25km, chegamos à nossa primeira parada: a antiga Estação de São Roque, desativada para o uso ferroviário, porém, em restauração pela Prefeitura - ainda bem, não? - , que se encarregou de manter preservado tal patrimônio histórico-cultural. Apreciamos sua arquitetura, fizemos algumas zueiras, fotos, e logo, partimos para nossa segunda atração, logo ao lado da estação: o Morro do Cruzeiro. Este morro, coberto pela areia fina e branca, sujeita a erosão, é caracterizado pelo crucifixo e pela estátua de São Roque - santo que originou o nome do município - , presente em seu ponto mais alto, 860m acima do nivel do mar. Na Estação de São Roque... eu, Nelson, Gabriel, Finazzi e Ariel Fotos da antiga Estação de São Roque Finazzi atropelado hawuhuwhu Escadaria de acesso ao caminho do Morro do Cruzeiro Gabriel, Finazzi, Verônica, Nelson e Ariel... Galera subindo o Morro do Cruzeiro o/ Crucifixo no alto do Morro do Cruzeiro Estátua de São Roque, padroeiro do município que herdou seu nome 1,25km: o tanto que nós percorremos até aqui De volta à ferrovia, seguimos por mais 6,5km, até chegarmos a um local onde repousava, ao aguardo dos efeitos do tempo, alguns vagões usados na época da extinta Ferrovia Paulista S/A - FEPASA. Era impressionante o estado de conservação dos vagões, estavam quase perfeitos #IronicModeOn! Vagões inutilizados da extinta FEPASA, sendo destruidas lentamente pela ação do tempo Este container estava tão distorcido que parecia ser feito de papel! Estávamos a cerca de 1,6km de Mairinque, porém, desconheciamos essa informação. Não sabiamos quanto teriamos aque andar e quanto tempo mais teriamos até chegar em Mairinque, então, decidimos terminar a caminhada por alí mesmo, temendo pelo nosso resquício de tempo restante, pois ainda teriamos que voltar os quase 8km antes que escurecesse - apesar de, durante o dia ser seguro caminhar pela ferrovia, os moradores da região não recomendam andar pela ferrovia durante a noite, pois, além de a visibilidade ser ruim e podermos encontrar animais selvagens, as pontes e estações ao longo do percurso tornam-se pontos de encontro de usuários de droga e o risco de assaltos é grande!. Deixamos a estrada de ferro pelo primeiro acesso à frente, e demos de cara com um ponto de ônibus - Oh Gosh!. Não resistimos a essa tentação, e, mudando novamente nossos planos, decidimos pegar o ônibus para São Roque, que não demorou a passar. Em 15min, estávamos de volta ao nosso ponto inicial. - Antes que alguem pergunte por que, então, não fomos até Mairinque... o fato é que, assim como São Roque, Mairinque tem alguns atrativos turísticos, e mais, abriga algumas trilhas à beira da ferrovia, após a cidade. E isso nos convenceu a deixar Mairinque como um roteiro de dia inteiro, numa próxima oportunidade! - A ajudinha do ônibus nos presenteou com cerca de duas horas, uma vez que não precisariamos mais fazer o caminho de volta a pé, então, nos restava terminar de conhecer São Roque, desta vez, pelo seu outro lado, o caminho do Shopping. O principal centro de compras da cidade é simples, nada que se compare aos daqui de São Paulo, é claro , mas atende muito bem às necessidades da população da região, contando, inclusive, com um cinema e praça de alimentação com elevador panorâmico. Ficamos sentados nos bancos da praça de alimentação, comendo e vendo nossas fotos tiradas durante o passeio - e claro, tirando mais fotos! Nós no Shopping Center de São Roque Um último lanche antes de embarcar para Itapevi Enfim, às 17h30, nos dirigimos ao terminal, pois às 17h50, chegaria o ônibus que nos deixaria na Estação de Itapevi. De fato, após 2h30 de viagem, estavamos todos só o pó, em Sampa, onde conversamos sobre nossas trips e enfim, nos despedimos!! > Back home! Detalhes da Trip Como chegar: na Estação Palmeiras-Barra Funda, embarque na Linha 8-Diamante, da CPTM, com destino a Itapevi. Ao lado da estação de Itapevi, há pontos onde passa o ônibus do Expresso Regional, com destino à Rodoviária de São Roque. Quanto custa: a tarifa na CPTM é de R$2,90. Na linha do Expresso Regional Itapevi / São Roque, o valor da passagem é de R$2,85. Para ir de São Roque a Mairinque - e vice-versa -, por ônibus - Viação São Roque - a tarifa é de R$2,30. Nossa viagem saiu, no total, por apenas R$13,80 - para efeito de comparação, uma passagem - só ida - de São Paulo a São Roque, em ônibus rodoviário, custa R$13,25! Importante: evite caminhar pela ferrovia quando estiver escuro, pois, além dos riscos de tropeçar ou encontrar animais selvagens, as pontes e alguns outros pontos do percurso tornam-se ponto de encontro de usuários de droga e o risco de se sofrer um assalto é grande - durante o dia é tranquilo e os próprios moradores circulam pela linha.
  36. 1 ponto
    Olá pessoal, Acabei de chegar de uma viagem que fiz a Costa Rica. Fui participar de um congresso internacional e depois fui passear um pouco pelo país. Fui na baixa temporada (Junho/julho) e fiquei 16 dias no total. Como achei poucos relatos aqui no Mochileiros, achei que seria uma boa fazer uma contribuição! Optei por escrever um relato detalhado para vcs terem a exata idéia de como foi a experiência e de quanto eu gastei com base no que comi, onde fiquei hospedado, etc. Por fim gostaria de agradecer todas as pessoas que me ajudaram respondendo minhas perguntas ou postando seus relatos. Valeu! Roteiro: Dia 1: (21/06/13) – Rio de Janeiro - San Jose Dia 2: (22/06/13) – San Jose (vulcão Poás) Dia 3: (23/06/13) – San Jose (vulcão Irazu) Dia 4: (24/06/13) – San Jose (Congresso) Dia 5: (25/06/13) – San Jose (Congresso) Dia 6: (26/06/13) – San Jose (Congresso) Dia 7: (27/06/13) – San Jose - Rafting - La Fortuna Dia 8: (28/06/13) – La Fortuna (Cerro Chato e cascata do rio Fortuna) Dia 9: (29/06/13) – La Fortuna (Rio Celeste) Dia 10: (30/06/13) – La Fortuna – Monteverde Dia 11: (01/07/13) – Monteverde (Canopy) Dia 12: (02/07/13) – Monteverde (Reserva de Monteverde) Dia 13: (03/07/13) – Monteverde – Manuel Antonio Dia 14: (04/07/13) – Manuel Antonio (Manuel Antonio National Park) Dia 15: (05/07/13) – Manuel Antonio – San Jose Dia 16: (06/07/13) – San Jose – Rio de Janeiro [media]https://maps.google.com.br/maps?saddr=San+Jos%C3%A9,+Costa+Rica&daddr=La+Fortuna,+Alajuela,+Costa+Rica+to:Monteverde,+Costa+Rica+to:parque+Manuel+Antonio+National+Park,+Quepos,+Puntarenas,+Costa+Rica+to:San+Jos%C3%A9,+Costa+Rica&hl=pt&ie=UTF8&ll=9.976966,-84.498596&spn=1.647312,2.705383&sll=9.976816,-84.499436&sspn=1.647312,2.705383&geocode=FYXgkgAdDRj--inFFQ3FQuOgjzE26ENkKayO_w%3BFfq5nwAdh3T0-imZ6WAGiQygjzHmLFfSe6jjaQ%3BFdTxnAAdycXx-inJ3b6-ChmgjzEn2DobP6lVZg%3BFbRQjwAd5Cv8-iGGSlzOOWHmlSlL9ambnHGhjzGGSlzOOWHmlQ%3BFYXgkgAdDRj--inFFQ3FQuOgjzE26ENkKayO_w&oq=san+&mra=ls&t=m&z=9[/media] Considerações gerais: Vacina: Atenção pessoal! Os brasileiros precisam apresentar o cartão internacional de vacina contra a febre amarela ao chegar no país! Para consegui-lo vc deve tomar a vacina no mínimo 10 dias antes da viagem e depois levar seu cartão de vacina no escritório da ANVISA no aeroporto mesmo e retirar seu cartão internacional. Teve muitos brasileiros que iriam para o congresso, mas foram barrados no check-in, pois não tinham tomado a vacina. Teve uma mulher que foi deportada, pois não cobraram o cartão no check-in e só foram cobrar na Costa Rica e ela não tinha. Portanto fiquem ligados! Hospedagem: Não reservei nenhum hostel aqui no Brasil (exceto o de San Jose) e foi tranquilo! Ainda mais porque viajei na baixa temporada. Mas se vc pretende ficar em hostels da rede The Costa Rica Hostel Network (http://www.costaricahostelnetwork.com/) eu recomendo reservar antes, pois vive cheio. Essa rede de hostels é a melhor que já fiquei na vida! Provavelmente eles possuem um dos melhores hostels do mundo! Agora, uma visão geral dos hostels que passei na CR: São mal estruturados! Na verdade grande parte deles parece que, anteriormente, eram uma casa e que resolveram fazer um hostel! Mas tbm não procurei muito, fechava com o primeiro barato que encontrava. Até na Bolívia encontrei hostels melhores. O café da manhã tbm não é grandes coisas. Trasporte: O trasporte na CR é precário, especialmente se vc quer se deslocar de um lugar para outro que não seja San Jose. Por exemplo: Para ir de La Fortuna para Monteverde vc precisa fazer baldeação em Tilaran, o que te tomará tempo. Agora, se vc vai para San Jose ou sai de San Jose para algum lugar, é tranquilo. Além disto, não tem ônibus a noite, ou seja, vc vai ter que gastar tempo durante o dia para se descolar. Uma dica importante se vc esta de carro: NUNCA confie no Google Maps para calcular o tempo de um lugar ao outro. As estradas são péssimas, não tem acostamento nem pista dupla. E para chegar a alguns lugares percorre-se kilometros em uma estrada de chão que, na época das chuvas, ficam terríveis. Uma alternativa para fugir destes problemas e fechar um shuttle que sai muito mais caro do que ir por conta, mas pelo menos é mais rápido. Neste site (http://thebusschedule.com/EN/cr/ ) e neste (http://www.visitcostarica.com/ict/paginas/leyes/pdf/itinerariobuses_es.pdf) vc encontra os horários de ônibus. Outra dica: Se vc for pegar um taxi, peca pra o motorista ligar o taxímetro! Sai mto mais barato do que preço combinado! Dinheiro: Preparem o bolso! A CR é um país muito caro. Pelo que andei lendo é um dos mais caros da América Central. A moeda da Costa Rica e o Cólon. Mas a melhor coisa é levar dólares. Eu levei tudo em dinheiro vivo e um cartão de credito (que só e aceito em alguns lugares). O dolar eles aceitam em todos os lugares (a cotação é de 1 dólar = 500 colones), mas e sempre bom ter alguns colones trocados para pegar um onibus por exemplo. Dica: Se vc pegar um voo da Copa Airlines vc fará uma escala no Panamá. O Free Shopping deles é excelente! Achei os preços muito bons. Passeios: Não vi muita diferença nas empresas que fazem os passeios. No geral me pareceu que todas são muito boas. Acho que é porque 90% dos turistas na CR são americanos então eles tem que manter a alta qualidade. Comida: Eu particularmente nao gostei da comida. Simplesmente pq eles usam coentro em quase tudo. E eu odeio coentro. Sempre perguntava se tal prato tinha a tal erva (“colantro”). Tirando isso achei a comida sem tempero... Nao sei, mas estou acostumado com a comida mineira bem temperada e senti falta disso. Roupa: Fui na estação das chuvas e senti calor, podem levar muita roupa fresca em qualquer época do ano. Acho que 1 blusa de frio e 1 calça jeans já bastam. Recomendo levar uma bota de trekking pra fazer as trilhas, pois tem muito barro. Uma capa de chuva tbm é muito importante. Surf: Não passei por nenhuma cidade famosa pelo surf, mas pelo que ouvi falar, algumas das principais são Puerto Viejo, Jacó e Montezuma. Povo: Gostei muito dos costa-riquenhos. São simpáticos, estão sempre dispostos a dar informação e a conversar. O lema deles é “Pura vida”! Quanto aos turistas, prepare-se para encontrar muitos americanos! Eles simplesmente dominam o turismo na CR. Segurança: De maneira geral me senti seguro em todos os lugares que passei, exceto San Jose. Fui abordado 3 vezes por mendigos na capital, o que me deixou apreensivo. Algumas pessoas que estavam no Congresso que participei foram assaltadas a mão armada. No hostel me recomendaram a não andar sozinho a noite pela cidade. Mas o esquema é não dar mole, pois violência tem no Brasil, na França e na Costa Rica também! Seguro viagem: Fechei com a Porto Seguro (http://www.portoseguro.com.br/seguros/seguro-viagem) e paguei R$78. Fiz o cadastro online e paguei com o cartão. Mesmo que vc ache que não vá precisar eu recomendo fortemente fazer um seguro em todas as viagens internacionais! Biodiversidade: Apesar de muita gente dizer que o Brasil se parece com a Costa Rica nesse quesito eu digo que é diferente! A riqueza de especies na Costa Rica é maior! Vc anda um pouco na trilha da mata e já vê muitos animais em pouco tempo. Em Manuel Antonio por exemplo tem uma quantidade enorme de lagartos de todos os tamanhos. Mas atenção: Sempre que possível, contrate um guia para ajudar a encontrar os animais. Eles tem os olhos treinados para isto, e além do mais, eles carregam um telescópio para vc enxergar os animais de longe. E por fim a dica mais valiosa de todas: Comunique-se! Peça informação no hostel, converse com outras pessoas, faça amizades, pergunte quais passeios valem a pena (e quais não valem)... Enfim, troque ideias! Eu garanto que a sua viagem vai ser diferente (e para melhor!). Agora vamos ao relato em si... Dia 1 (21/06/13): Chegada a San José Sai do RJ pegando o voo da Copa Airlines com conexão no Panamá. Paguei R$2.400,00 na passagem... Caríssima! Comprei com 2 semanas de antecedência, mas pelo que vi o valor não muda muito se vc comprar com meses de antecedência. O serviço da Copa foi mto bom, comida boa e os voos saíram no horário previsto (tanto na ida quanto na volta). Chegando ao aeroporto de San Jose peguei um taxi e segui direto para o Hostel Aldea que já havia feito reserva (http://www.aldeahostelcostarica.com/). Mas não precisa ir de taxi, ir de ônibus é super de boa... Dei mole! Mas se vc quer ir de taxi, saia do aeroporto e pegue um na rua e peça para ligarem o taxímetro que sai bem mais barato! O taxista foi muito simpático e inclusive me perguntou como estavam as manifestações no Brasil. Fiz o check-in em um quarto privado pra poder descansar melhor. Minha primeira impressão da cidade: Muito parecida com algumas cidades brasileiras. Uma coisa interessante: Quanto o sinal do pedestre esta quase fechando, comeca a soar o pio de um pássaro. Na primeira vez fiquei olhando para cima tentando achar a ave! Hahaha. Fui caminhando ate o Mercado Central. Um lugar bem legal que tem de tudo. Muitas lanchonetes, açougues e artesanato. Tomei um sorvete na famosa Sorveteria Lolo Mora que existe desde 1901 e atualmente e comandada pela 4ª geração da mesma família! Tem apenas 1 sabor de sorvete: Baunilha com canela. Como nada me agradou no Mercado Central fui comer em uma rede de fast food tipo KFC. Passei no supermercado da rede “Pali” e descobri que eles se cobram 10 colones por sacola plástica que vc quiser levar! Achei justo! Saindo do supermercado um mendigo veio me abordando para pedir dinheiro... E detalhe: falando inglês! Hahaha. Como diria minha vó: A necessidade faz o sapo pular! Descansei mais um pouco e no final da tarde fui no Subway. Gastos do dia: - 20 dólares de taxi - 30 dólares de diária no hostel (quarto privado com banheiro) - 1.750 colones em imã de geladeira - 1.200 colones no sorvete de creme com canela - 3.000 colones no frango com batata frita - 3.100 colones no supermercado (água, suco, chocolate e biscoito) - 2.900 colones no Subway Total em dólares: US$ 74 Dia 2 (22/06/13): Vulcão Poás Acordei pagando mico! Achei que a diferenca de horário para o Brasil fosse de 2 horas, e na verdade são 3! Acordei para tomar o café achando que fosse 7h e eram 6h! Hahaha. Voltei e dormi mais um pouco. Um aviso: Os cafés da manhã nos hostels da CR são muito francos! Nesse hostel foi café, biscoito doce e banana. Conversei na recepção e consegui continuar no quarto privado pelo valor de 25 dolares (5 dólares a menos). Segui para a estacao da compahia TUASA para pegar o onibus ate Alajuela (onibus de San Jose para Alajela tem todo minuto!). Chegando em Alajuela, desci uma quadra e já estava em outro terminal onde as 9:15 (Acho que existe apenas este horário durante o dia) peguei o onibus ate o Vulcão Poás. No caminho o onibus faz uma parada de 15 minutos em uma lanchonete que vende salgados, bebidas e frutas. Lembre-se de sentar do lado esquerdo do onibus, pois a vista é melhor (ve-se plantações de morangos e café) Cheguei no Parque já era umas 10:30. O Parque e bem estruturado, tem um pequeno museu, banheiros estacionamento e lanchonete. Extrangeiros pagam 10 dólares a entrada. Para chegar até a cratera tem que andar alguns minutinhos. No inicio do trajeto aconteceu uma cena engracada: Estava andando na beira da mata e de repente começo a ouvir um barulho estranho... Parecia um chocalho de uma cobra, ou o coachar de um sapo, ai pensei: Oba! Vou ver meu primeiro animal na CR... pois bem, adentrei um pouco na vegetação para conseguir avistar o animal e para minha surpresa, era uma TORNEIRA que de vez em quando fazia barulhos estranhos... kkkkkkkkkkkkkk. Fiquei de longe espiando as pessoas que passavam e todas achavam que eram um tipo de animal! Bem, a cratera do Poás é legal mas não e anda de exorbitante. Acho que seria legal se fosse uma escalada de verdade, gastando horas para chegar até a cratera, passando um pouco de perrengue... Ai eu iria gostar mais! Toda hora surge uma nuvem para cobrir a cratera, mas que some em poucos minutos. Venta bastante então leve um casaco. Dependendo da direção do vento, a fumarola que sai de dentro do vulcao com cheiro de enxofre (ovo podre) pode ir em direcao ao mirante, mas nada que atrapalhe. Depois de ficar alguns minutos e bater muitas fotos decidi ir ate o mirante da Laguna Botos. Segui um caminho demarcado no meio da floresta ate chegar a Laguna. Durante o percurso tinha um casal de americanos com um guia que tbm era fotografo particular. Um pássaro marrom sem graça cruzou a trilha e eles: Oh My God! Hahaha. A Laguna Botos não tem nada de especial, mas dizem que ela tem um verde muto bonito qnt faz sol, mas este dia estava nublado. No mirante da Laguna tinha muitos esquilos sem vergonha. Eles ficam loucos querendo comida e são capazes de comer na sua mão! Dps disso desci de volta a entrada do parque e gastei o resto do tempo na lanchonete e no museu. O onibus parte as 14:30 em direção a Alajuela. Chegando lá, vc deve pegar o ônibus para San Jose fazendo o caminho inverso. Bom, minha opnião sobre o passeio: Faça se vc for por conta. Definitivamente não compensa pegar tour! De transporte, gastei 3.390 colones (aproximadamente 7 dólares para ir e voltar) sabe quanto é o tour fechando com agencia? 92 DÓLARES!!! Mas com a agência, além do vulcão, eles te levam para uma plantação de café e para a La Paz Waterfall que tbm tem um pequeno borboletário e ranário, mas como iria para La Fortuna e Monteverde, veria várias cachoeiras, sapos e borboletas, então pra mim não valeria a pena! No final do passeio conheci 2 brasileiros. O Tom e o Luiz. Chegando em San Jose fomos jantar no restaurante do Hostel Casa Colon. O lugar parece bem com um hotel... Gostei! Jantei muito bem por 3.700 colones. Gasto do dia: - 25 dolares de diária no hostel (quarto privado com banheiro) - 530 colones de ônibus San Jose – Alajuela - 1.165 colones de ônibus Alajuela – Poás - 800 colones em uma empanada - 10 dólares de entrada no vulcão - 1.000 colones em uma lata de suco - 1.165 colones de ônibus Poás – Alajuela - 530 colones no ônibus Alajuela – San Jose - 3.700 colones no jantar (arroz, feijao, carne e salada) Total em dólares: US$ 43 Dia 3 (23/06/13): Vulcão Irazu Acordei as 7h, tomei cafe da manha e fui pegar o onibus para o vulcão Irazu. Mais uma vez compensou mto mais ir por conta do que fechar por agencias que pediam aproximadamente 50 dólares. O onibus partiu às 8h do ponto em frente ao Grand Hotel Costa Rica (próximo ao ministério da Fazenda, é só perguntar que todo mundo sabe onde fica!) indo direto para o vulcão, mas antes ele pega alguns passageiros na cidade de Cartago. No caminho, quase chegando no vulcão começou a chuviscar. Pagamos a entrada de 10 dolares e entramos no parque. Assim que cheguei fui direto para a cafeteria comprar um poncho de plástico vagabundo (saco de supermercado era mais resistente que aquilo) caríssimo! Segui em direção a cratera, mas ela estava encoberta de nuvens fazia um frio descomunal!!! Ventava MUITO! Não me lembro de ter sentido tanto frio assim, sério! Pra piorar fui de bermuda, minhas pernas congelaram, meu nariz começou a escorrer, me deu dor de ouvido e dps dor de cabeça... Corri pra tomar um chocolate quente. Quando faltava meia hora para o onibus partir o sol saiu e as nuvens foram embora, corri para ver a cratera. Realmente ela impressiona pelo tamanho, mas o lago esverdeado que existe no fundo estava seco! Achei o vulcão Poás mais bonito. Se tiver de escolher apenas 1 passeio escolha o Poás! O onibus de volta para San Jose saiu as 12:30. Chegando em San Jose fui de Subway mesmo. Voltei pro hostel e dormi. Gastos do dia: - 4.550 colones no ônibus ida e volta de San Jose – Irazu – San José - 1.600 colones em compras de biscoito e chocolates - 10 dolares de entrada no parque - 1.515 colones em uma capa de chuva de plástico - 1.825 colones em um chocolate quente e um muffin - 1.000 colones em um adaptador de tomadas. Obs.: Na CR as tomadas são diferentes do Brasil, então leve adaptadores. - 7 dólares no Subway - 25 dólares na diária no hostel (quarto privado com banheiro) Total em dólares: US$ 63 Dia 4, 5 e 6 dedicados ao congresso, mas aconteceu uma coisa que vale comentar: Bem, quando cheguei no hostel voltando do congresso mega cansado, passei na recepção e me informaram que eu não poderia usar o vaso pq tinha ocorrido uma infiltração, fiquei meio puto pq eu paguei um quarto privado para ter esse tipo de conforto, mas deixei passar pq no dia seguinte ia apresentar meu trabalho e não queria aborrecimentos. Quando cheguei no quarto reparei q meus sapatos e o lençol na cama estavam em lugarem diferentes... Fui pegar um chocolate que tinha comprado e ele simplesmente tinha sumido! Conferi o resto das coisas para ver se todas estavam no lugar e nada além do chocolate tinha desaparecido. Desci na recepção e reclamei! Ganhei um jantar no restaurante do hostel. O que eu acho queaconteceu foi o seguinte: Os trabalhadores que entraram no quarto para consertar o vaso pegaram o chocolate... Tenho certeza disto! Tudo bem que era apenas uma barrinha de chocolate de 500 colones mas peraê, ne? Pois bem, ganhei uma pizza e ice tea por conta disto e economizei 3.500 colones! Então fiquem atentos: ALDEA HOSTEL DE JEITO NENHUM!!! Dia 7 (27/06/13): Rafting no rio Pacuare (classe III & IV) Bom, dps que terminou o congresso fui fazer o rafting pelo rio Pacuare por 99 dólares. Fechei com a Exploradores Outdoor (fazer reserva com alguns dias de antecedência). Eles passaram no hostel para me pegar as 6:10. Durante o percurso o guia foi explicando os comandos a serem feitos durante o rafting. Paramos em um lugar especial da empresa e nos serviram o café da manhã... Tinha o famoso Gallo Pinto, mas desisti de experimentar pq logo senti o cheiro de coentro que eu detesto! Fomos para o rio. Não lembro no nome do guia do nosso bote mas o apelido era Teddy Bear. O nosso bote era: Eu, o americano Noah, as nepalesas que moram nos EUA: Jeny, Ota e Sony, e uma costa riquenha. Entramos no bote e treinamos um pouco. O guia me colocou junto com Noah de “capitães” do bote, aqueles que ficam na frente. Pois bem, comecamos o rafting e logo o guia me tirou do posto e colocou a costa riquenha que ja tinha feito rafting antes... Realmente eu não estava dando conta dos comandos. No inicio é um pouco confuso, mas dps fica tranquilo. Mas vou confessar: Ser o capitão não e uma boa! Requer mais atenção! Se vc fica atrás, vc só copia os movimentos do capitão! Hahaha. Fica a dica! Com 5 minutos dps do inicio, Ota, a única que não sabia nadar, caiu na água... hahaha...Tadinha! Durante o percurso vc vai passando por várias cachoeiras sendo que uma delas quase cai dentro do bote certa hora! Incrível! Na parte final passamos no meio de um cânion bem legal com uma ponte abandonada... Parecia cenário de algum filme de aventura! O guia deixa vc cair na agua 2 vezes durante o percurso. Ficar boiando na água refrescante e deixar a correnteza te levar não tem preço! Recomendo muito esse passeio. Dps voltamos para o mesmo lugar onde tomamos café da manhã para almoçarmos. O almoço foi um burrito. Durante o percurso um guia vai tirando fotos que dps é vendido um CD por 25 dólares. Como as nepalesas ja tinha hostel em La fortuna, decidi ir para o hostel delas e aproveitamos e compramos o CD juntos que foi dividido por 4, então saiu 6 dólares para cada! No msm local onde almoçamos pegamos a van da empresa direto para La Fortuna (já incluso nos 99 dólares). Esse esquema de transfer e bem legal: Vc pode sair de determinadas cidades, fazer o rafting e dps ir pra outra cidade... as opções são: San Jose, Puerto Viejo ou La fortuna. Qualquer dúvida entre em contato com a empresa e se informe mais sobre esse esquema(http://www.exploradoresoutdoors.com/pacuare-rafting.html). Chegando em La fortuna fomos direto para o Arenal Backpackers (http://www.arenalbackpackersresort.com/). Nunca vi uma estrutura como esta para um hostel! Mais parecia um resort: piscina, quartos com ar condicionado, um barzinho bem legal, banheiro amplo e com água quente (atá as 22h). Nota 10 com louvor! Recomendo reservar com alguns dias de antecedência. A noite tomamos uma cerveja e comemos no hostel msm: um macarão que estava muito bom. Acabei conhecendo o Vincent, um americano que assim como eu gosta de trekking! Decidimos fazer a caminhada até o Cerro Chato Volcano no dia seguinte. Gastos do dia: - 99 dólares no rafting no rio Pacuare - 6 dólares no CD de fotos - 15 dólares na diária do hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 10 dólares no macarrão e uma cerveja Total em dólares: US$ 130 Dia 8 (28/06/13): Cerro Chato Volcano e Cascata do rio Fortuna Acordamos as 7h passamos no supermercado antes para comprar algumas coisas para a caminhada. Recomendo levar uma garrafa de agua de 2L para a caminhada, pois faz muito calor e a caminhada é pesada. Para chegar no Cerro Chato vc deve seguir o msm caminho em direção a cascata do rio Fortuna. A caminhada até lá é de aproximadamente 1h. Nós fomos a pé, mas se preferir dá pra pegar um taxi. Chegando lá vc tem a opção ou de ir na cascata ou subir o Cerro Chato. Cada um custa 10 dolares a entrada. Se vc não esta com água o suficiente, esta é a chance de comprar! Seguimos para o Cerro Chato. A caminhada é beeem puxada... No inicio é tranquilo, mas qnd entra na mata, é subida que não acaba mais! Demoramos 2h para chegar no lago (isso pq paramos muito pouco) e 1h30 para descer. O lago é bem bonito, nada mto especial, mas só de saber que aquilo é a cratera de um vulcao extinto acho que vale a pena! E o interessante e q dps de alguns poucos passos em direção a água, fica fundo muito rápido, ou seja, é uma cratera mesmo! Antes de chegar no lago tem um pequeno mirante de onde se vê o vulcão Arenal, mas vc tem que ter sorte para pegá-lo sem nuvens, e nós tivemos! Descemos até a entrada do parque e eu fui para a catarata do rio Fortuna e o Vincent foi pra casa, pois já tinha ido no dia anterior. Mais 10 dolares para entrar e lá fui eu. Para chegar até a queda vc tem que descer algumas escadas, nada de mais. A catarata e simplesmente linda! Perfeita! Pode-se nadar, mas nao dá para se aproximar mto da queda, pois a força que a água cai é tão violenta que cria uma corrente que te impede de chegar perto. Uma dica: leve uma sandália ou algo antiderrapante... Tem muitoo lodo nas pedras e vc pode se machucar facilmente. Eu mesmo fui descalço e quase cai vária vezes. Durante o caminho de volta comecei a me sentir fraco e minha garganta comecou a querer doer... Acho que juntou o cansaco com a falta de comida (até entao so tinha comido alguns nachos e uma garrafinha de iogurte durante todo o dia!) e minha imunidade estava ficando baixa. Passei em uma vendinha e comprei um isotônico. Voltei pro hostel morto de cansado. Descansei um pouco e ao invés de comer algo que preste fui comer no Burger King que tinha promoção do hamburger chamado “Tica”... Carne, tomate e uma especie de nacho com pasta de feijao! Hahaha... Mas estava gostoso. Passei no Luigi’s Hotel para fechar com eles o tour pelo Rio Celeste no dia seguinte. Eles ligaram para todas as compahias de turismo e nehuma iria fazer o tour no dia seguinte, pois eles precisam de no minimo 2 pessoas. Nesse meio tempo um cara me abordou e disse que se eu não conseguisse, que ele me ensinaria a chegar lá sozinho, que seria mais barato, mas que se eu fosse com um guia seria melhor. Logo dps a moça me disse que havia conseguido. Eu iria sozinho com um guia por 85 dolares. Fechei com eles! A noite fizemos uma pool party particular com o pessoal do quarto que rendeu até as 23h! Gastos do dia: - 5.000 colones em compras - 15 dólares de diária no hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 2.450 colones no Burger King - 10 dólares na entrada do rio Fortuna - 10 dolares na entrada do Cerro Chato Total em dólares: US$ 50 Dia 9 (29/06/13): Rio Celeste Acordei cedo e fui para o Luigi’s Hotel esperar o guia passar para me pegar as 8h como combinado. As 8:25 chega o guia. Era uma francesa de nome Caroline que morava a 6 anos na CR. Até ai tudo bem. Fui para o carro e reparei que era um carro comum e não de turismo. E mais: o filho dela de 3 anos estava la!! Seguimos em direção ao rio. Paramos em uma cidadezinha onde tomamos café (eu paguei o meu) e continuamos viagem. Ela parou algumas vezes no caminho para perguntar qual a direção e as 10:30 chegamos no parque. Iniciamos a caminhada nós 3: Eu, ela e o seu filho. Durante o trajeto ela não disse absolutamente nada a respeito do Parque ou da floresta ou dos animais, apenas conversava com o filho. Fomos primeiro na parte onde o rio “comum” se transforma em celeste. Nessa parte ela me explicou muito mais ou menos como ocorria a reação química. Dps fomos em direção a cascata, mas o filho dela reclamou do cansaco e eu fui sozinho enquanto ela me esperava. Chegamos aproximadamente as 16:00 em La Fortuna. Ela me deixou no hostel e eu senti que ela estava esperando uma gorjeta. Se ela falasse alguma coisa eu ja tinha a resposta pronta!! Ela não era uma guia de verdade e não me deu atenção nenhuma! O que conteceu foi que, como a moça do Luigui’s Hotel não achou nenhuma agencia, ela ligou pra essa mulher e ofereceu uma grana para ela me levar. Tenho certeza disto! Mas apesar de tudo, valeu a pena... A cor da água é inacreditável!! Quanto mais fundo o rio mais azul fica. A cascata, aahh a cascata.... Fenomenal! Tem uma placa dizendo que não se pode nadar mas não ia perder a oportunidade. Dica: Depois eu percebi que dá pra fazer o passeio por conta sim!! Se vc estiver um grupo e fechar um taxi sai bem mais barato. E a trilha é bem demarcada e não é necessário guia. Chegando no hostel já não estava me sentindo mto bem. Fechei o shuttle para Monteverde para o dia seguinte as 8:30 por 22 dólares no hostel mesmo. Comi 2 burritos com batata frita e fui dormir. Gastos do dia: - 85 dólares no passeio pelo rio Celeste - 1.500 colones em uma garrafa de 2L de água - 15 dólares de diária no hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 1.340 colones em compras (Biscoitos, banana e suco) - 2.000 colones em 2 burritos com batatas fritas Total em dólares: US$ 110 Dia 10 (30/06/13): La Fortuna - Monteverde Acordei mal. Minha cabeca estava pesada e doendo um pouco. Acho que estava ficando desidratado. Tomei café da manha no hostel msm enquanto esperava o shuttle. O esquema do shuttle foi o seguinte: Van – Barco – Van. Nesse esquema vc atravessa o Lago Arenal e corta caminho . Se fosse fazer por conta teria que ir para Tilaran e de lá para Monteverde, demoraria umas 2-3h a mais. Como não estava me sentindo muito bem, valeu o investimento! A van me deixou no centro de Monteverde que é uma cidade bem pequena. Fui para a Pensão Santa Elena (http://www.pensionsantaelena.com/). Peguei um quarto privado com banho compartido e café da manha por 14 dólares a diária. O hostel é bem legal, os unicos problemas são: Não tinha tomada no meu quarto e as paredes eram muito finas e feitas de madeira, então dava pra ouvir tudo o que falavam na recepção, além da música que ficava tocando o dia todo. Mas o hostel tem cozinha e os banheiros compartilhados são limpos. Recomendo se vc quer apenas um lugar para dormir, pois durante o dia era impossível dormir (pelo menos no meu quarto). Passei o dia de molho. Fui no restaurante Tico y Rico e comi uma espécie de arroz de forno com frango, batata frita e salada... Tomei vergonha na cara e resolvi gastar dinheiro com comida de verdade. Passei na farmácia e comprei vitamina C e paracetamol. Aproveitei e fechei o Canopy para o dia seguinte na Xtremo (http://monteverdeextremo.com/) as 10:30. Estava na dúvida de fazia o Canopy em La Fortuna ou em Monteverde. Conversei com o recepcionista do hostel em La Fortuna e ele me disse que o melhor canopy da Costa Rica é em Monteverde, então fica a dica! A noite comi um hambúrguer em frente o hostel e fui dormir. Gastos do dia: - 22 dólares de shuttle para Monteverde (Van-Barco-Van) - 14 dólares na diária do hostel (quarto privado com banheiro compartilhado) - 1.300 colones em Paracetamol e vitamina C - 3.500 colones no almoço no Tico y Rico - 5 dólares de compras (frutas, biscoitos e isotônico) - 4 dólares de lavanderia - 1.500 colones no hambúrguer Total em dólares: US$ 58 Dia 11 (01/07/13): Monteverde (Canopy) Acordei bem melhor, tomei café e fiquei na recepcão esperando a van passar. Quem eu encontro? Ariel, uma americana que estava no msm quarto que eu em La Fortuna e que tbm estava hospedada no Santa Elena. Ela animou de fazer o passeio comigo e fomos juntos,mas antes a van passou pra pegar algumas pessoas e quem entra na van? Saly! Tbm americana que tbm estava no msm quarto que eu em La Fortuna. Agora éramos 3! Esse passeio consiste em 3 etapas: O canopy em si, o Tarzan Swing e o Superman. Vou explicar por partes: 1) Canopy: É aquilo que todo mundo conhece conhece. Vc vai passando de um ponto a outro pendurado pelos cabos, não tem mta emoção, vc tem a opção de frear se quiser. Mas em algumas partes é beeeem alto. 2) Tarzan Swing – O MELHOR!!!! MUITO BOM MESMO! Vc fica numa plataforma e pula e fica balançando. 3) Superman: Por fim vc chega no alto de uma montanha onde dá pra ver o Oceano Pacífico!!! Lembrando que Monteverde fica no interior do país!! Te penduram pelo tronco e pelos pés e vc vai de braços abertos e fica aproximadamente 1 minuto “voando” por cima das árvores a uma altura mto grande. Muito bom tbm, mas dá um pouco de medo! kkkkkkk Recomendo muito fazer esse passeio, a Xtremo foi excelente! Pontual, atenciosos e total segurança nos equipamentos. Nota 10! Uma uma dica para quem tem GoPro: Levem a sua com o acessório de fixar no capacete, pois eles tem capacetes para encaixá-la! No final dá para comprar um CD com as fotos que eles tiraram de vc por 10 dólares. Dividi com a Ariel o CD com as fotos, assim ficou 5 dólares para cada. Voltamos e resolvemos almoçar no restaurante do lado do hostel chamado Morphos. Comi um “casado” de arroz, feijão, carne (estava mto suculenta e macia), salada e banana. Paguei 14 dolares... Caro! Mas pelo menos o bife estava bom e era grande. Voltei para o hostel e consegui descansar um pouco. As 18h fui ao ranário que fica a 10 min do centro de Monteverde. No mesmo lugar, além do ranario, funciona um borboletário (que só vale a pena se estiver sol, pois só assim as borboletas ficam mais ativas) e um insetario. Paguei 17 dolares para ver os sapos e os insetos com guia. O esquema de ver os sapos é o seguinte: A maioria das espécies fica mais ativa durante a noite, então as chances de vc vê-las são maiores. Já as espécies venenosas (que são as mais coloridas) são de hábito diurno, então eles deixam vc fazer 2 visitas com apenas 1 bilhete. Mas se vc tiver tempo apenas para 1 visita faça a noite. Fica a dica. O ranário vale a pena! Só desse jeito para vc ver os sapos coloridos da Costa Rica (ou se vc tiver mta sorte de ver na natureza). No final dei 2 dólares de gorjeta para o guia. Já o tour pelo insetário eu não gostei mto... Achei meio infantil. As crianças devem adorar. A maioria dos animais estão fixados. Os vivos são: Um lagarto, um bicho-pau, uma tarântula, um besouro e um escorpião. Tbm dei 2 dolares de gorjeta para a guia. Não sou acostumado a dar gorjetas, mas gosto de valorizar esse tipo guia. Voltando para o hostel no meio do caminho eu escorreguei numa vala no passeio e raspei o joelho no meio-fio. Esfolou um pouco e ficou ardendo durante alguns dias. Passei na lanchonete em frente ao hostel e comi um hambúrguer (o mesmo do dia anterior). Gastos do dia: - 45 dólares no Canopy (incluía: Canopy, Tarzan Swing e Superman) - 14 dolares no almoço - 17 dólares no ranário e insetario - 4 dólares de gorjetas - 1.500 colones no hambúrguer – 1.500 colones em compras (biscoito, água e frutas) - 14 dólares na diária do hostel (quarto privado com banheiro compartilhado) Total em dólares: US$ 100 Dia 12 (02/07/13): Monteverde (Reserva de Monteverde e Night Tour na Reserva Santa Maria) Acordei as 5:30. Fui à padaria tomar um café e as 6:15 peguei o onibus público (em frente a padaria mesmo) para a reserva de Monteverde. Em 20 minutos estava na reserva. Paguei 9 dólares de entrada e fechei um guia por 15 dólares (na verdade eram 17 dólares, mas chorei e ele fez por 15) por 2 horas e meia. Começamos as 7:30. No início ele falava mto sobre as plantas e poucos sobre animais. Mas depois comecei a ver alguns bichos legais. Eu aconselho fortemente a contratar um guia... 15 dolares é mta coisa, mas os olhos deles estão treinados para achar os animais, além disto, um guia fala para o outro quando encontra alguma coisa. Se vc fizer por conta não vai ver nem a metade dos animais. Fizemos a caminhada até uma cascata e voltamos, sempre parando o quanto for preciso para tirar fotos. O tour terminou as 10:30. Segui para uma lanchonete onde eles colocam bebedouros para os beijaflores... Haviam dezenas deles! De várias espécies. E eles estão acostumados com a presença dos humanos, ou seja, dava para tirar fotos bem de perto. As 11:00 Peguei o onibus de volta para Monteverde (mas acho que poderia ter ficado mais e aproveitado para fazer algumas trilhas pela reserva... Dei mole!) e parei em frente ao ranario que havia ido na noite anterior. Aproveitei para ver as espécies venenosas que são mais ativas durante o dia. Almocei na lanchonete em frente ao hostel e decidi fazer o Night Tour na Reserva Santa Maria. O hostel agendou pra mim e as 17:30 a van passou para me pegar. Escolhi o guia em espanhol ja que só tinha 2 pessoas, enquanto que o guia em ingles tinham dezenas, fica a dica: Se puder escolher escolha o guia em espanhol que tem menos pessoas. No total são 2 horas de tour. Na primeira hora de tour vimos a serpente verde venenosa (beeem de longe), bicho-pau, 2 pássaros grandes muito bonitos e um bicho-folha. Na segunda vimos algumas formigas, um porco espinho e tarântulas! Sinceramente eu esperava mais. Principalmente os bichos preguiça... Mas pelo que vi esse passeio é sorte. Recomendo fazê-lo se vc estiver folgado de grana. E a noite adivinhem onde fui comer? Sim, o hambúrguer na lanchonete em frente ao hostel! Hahaha. Na verdade ele nem era tão gostoso assim, mas é pq era uma opção barata e perto do hostel. Gastos do dia: - 1.500 colones no cafe da manha (bolo e café com leite) - 1.200 colones em passagem ida e volta para a reserva de Monteverde (600 cada uma) - 9 dólares na entrada para Monteverde (com carteirinha de estudante) - 15 dólares no guia - 2.800 colones no almoço (frango grelhado com batata frita e salada) - 4 dólares em ima de geladeira - 1.500 colones em compras - 20 dólares no Night tour - 1.500 colones no hambúrger - 14 dólares na diária do hostel (quarto privado com banheiro compartilhado) Total em dólares: US$ 79 Dia 13 (03/07/13): Monteverde - Manuel Antonio Acordei as 5h, arrumei minhas coisas, tomei um café na padaria e fui para o centro comercial de Monteverde de onde partiu o ônibus as 6h com destino a Puntarenas. Cheguei em Puntarenas as 9h, esperei até o proximo onibus as 11h para Quepos. Aqui dá pra ver claramente a falha no trasporte na Costa Rica. Tem um ônibus para Quepos que sai as 9h (justamente no horáio que cheguei). Custava mudar o horario para 15 minutos mais tarde? Assim os turistas não teriam que ficar mofando 2h na rodoviária. Mas fazer o que, né? As 14h cheguei em Quepos e dps peguei mais um ônibus de 15 minutos (esse onibus tem toda hora) até Manuel Antonio finalmente! Ao todo foram 8h para chegar em Manuel Antonio, mas achei que compensou pegar o transporte público. O shutle estava 46 dolares! Fazendo por conta saiu por 7 dólares ou seja, economizei 39 dólares! Excelente! Fiz o check-in no Backpackers Manuel Antonio (http://www.backpackersmanuelantonio.com/index.php/en/) em um quarto compartilhado por 12 dólares a diária. Não gostei do hostel. Não senti um clima legal, sei lá. E pra piorar os quartos eram muito quentes e as pareces não iam até o teto, ou seja, dava pra ouvir o que se falava no quarto do lado! Almocei no restaurante em cima do hostel chamado El Tipico e finalmente comi algo gostoso: um “casado” de frango que vinha arroz, feijão (com pouquíssimo coentro... Aee!) frango grelhado, salada e um omelete de vagem. Descansei um pouco e peguei o ônibus para a principal praia de Manuel Antonio chamada Playa Espadilla Norte (que fica fora do parque e é de graça). Gostei da praia, mas o ruim é a quantidade de turistas. Existem vária coisas para se fazer: aulas de surfing, banana, paraglider (puxado pelo barco), snorkeling, etc. Caminhei um pouco eu peguei o ônibus de volta para o hostel. E assim terminou o dia. Gastos do dia: - 1.000 colones no café da manhã - 1.500 colones na passagem Monteverde – Puntarenas - 1.850 colones na passagem Puntarenas – Quepos - 280 colones na passagem Quepos – Manuel Antonio - 12 dólares na diária do hotel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro compartilhado) - 560 colones de passagem de ida e volta para a Praia de Manuel Antonio (280 colones cada) - 2.300 colones em compras - 3.800 colones em almoço Total em dólares: US$ 45 Dia 14 (04/07/13): Manuel Antonio National Park Acordei às 6h, passei no restaurante em cima do hostel para tomar café. Como pretendia ficar o dia todo sem almoço resolvi encarar o gallo pinto e gostei. Nada de muito especial, mas só de não ter o coentro já estava bom. Peguei o ônibus e às 7h (a hora que o parque abre) eu já estava na porta. Lembre-se que o parque não abre na segunda-feira e sempre é bom chegar na hora que abre, pois depois fica lotado de turistas. Paguei 10 dolares de entrada e não fechei com o guia e acho que foi uma boa. Queria liberdade de ir para onde quiser e consegui ver todos os animais que queria. Minha impressão sobre o parque: Foi a maior surpresa da viagem! Simplesmente não esperava aquela beleza, na verdade não tem nada de exepcional, mas acho que subestimei. Não pensava ver tantos animais. A vegetação encontrando com o mar é sensacional! Só tinha um problema: estava calor demais!!! O parque tem 3 praias: Playa Espadilla Sur, Playa Manuel Antonio e Playa Puerto Escondido. Em 1 dia dá para conhecer todas. A que eu mais gostei foi a Playa Manuel Antonio, e entre ela e a Espadilla Sur tem uma pequena trilha com alguns mirantes que valem a pena. Em alguns pontos do parque existem banheiros com duchas de água doce grátis. Tome muito cuidado com os guaxinins, pois eles mexem nas mochilas para procurar comida! Voltei para o hostel às 14h e pouco tempo depois começou a cair uma chuva descomunal que se estendeu ate altas horas da noite! Gastos do dia: - 12 dólares de diária (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro compartilhado) - 3.500 colones no café da manhã (gallo pinto com suco) - 560 colones no ônibus de ida e volta para a praia (280 colones cada passagem) - 10 dólares na entrada do parque - 2.000 colones em compras - 5.500 colones no burrito com suco Total em dólares: US$ 45 Dia 15 (05/07/13): Manuel Antonio – San Jose Acordei às 6h e peguei o ônibus até a rodoviária de Quepos para comprar minha passagem para San Jose. Me recomendaram comprar antes pra não correr o risco. Depois disto fui para a Playa Espadilla Norte e andei um pouco por lá. Voltei pro hostel, almocei e às 13h peguei o ônibus direto para San Jose. Cheguei as 16:30 e peguei um taxi para o hostel Aldea de novo. Apesar do que aconteceu comigo e de não recomendar o hostel eu tive que voltar, pois deixei algumas coisas que não queria ficar carregando na viagem. A noite fui à Pizzaria do hostel. Gastos do dia: - 4.465 colones na passagem de Manuel Antonio para San Jose - 550 colones no café da manha - 280 colones no ônibus de Manuel Antonio para a praia - 1.000 colones no sorvete - 280 colones no ônibus de volta para o hostel - 4.800 colones no almoço com suco - 1.800 colones de taxi da rodoviária até o hostel - 13 dolares de diaria no hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 4.000 colones em uma pizza e suco Total em dólares: US$ 47 Dia 16 (06/07/13): San José - Brasil Dia de voltar para o Brasil. Mas como meu voo era só a tarde aproveitei para ir ao Teatro Nacional e dps no Mercado Municipal para comprar os últimos presentes, mas não achei nada que me agradasse. Como tinha visto uma loja de suvenires chamada La Campesina do lado do Hotel Wyndham Herradura onde aconteceu o congresso, peguei o ônibus no terminal Tuasa e fui até a loja. São 2 andares com todo os tipos de suvenires. Achei o que queria! Almocei e voltei pro hostel para arrumar as coisas. Peguei o onibus direto para Alajuela que me deixou em frente ao aeroporto, assim e conomizei uns bons dólares! E uma última facada: Paga-se 29 dólares de taxa para deixar o país! Gastos do dia: - 15 dólares de suvenires - 530 colones de ônibus para ir até a loja de souvenir - 3.500 colones no almoço - 530 colones de ônibus para ir até o aeroporto - 29 dólares de taxa no aeroporto Total em dólares: US$ 53 E foi isso... Espero que tenham gostado do relato e me desculpem se fui muito detalhista! rs O melhor e o pior: O lugar mais bonito: Rio Celeste. A natureza nesse lugar é privilegiada. Aquele azul do rio e aquela cascata são para ficar na memória. O lugar mais feio: San Jose. Não gaste seu tempo na cidade. Não tem nenhum atrativo a não ser os vulcões. Se for perder um dia aqui vá até o vulcão Poás. A maior surpresa: Manuel Antonio e Canopy Ouvi dizer que a praia de Manuel tinha muito turista que isto e aquilo, o que reduziu minhas expectativas. Quando cheguei e vi aquele mar esverdeado e de água quente, a floresta encontrando o oceano, aquela quantidade de animais... Fiquei surpreso. Voltaria em Manuel Antonio com certeza! Já o canopy eu achava que seria apenas aquilo de ficar indo de um lugar pra outro no meio da floresta, mas o Trazan Swing e o Superman são demais! Muita adrenalina! Altamente recomendáveis! Um must do: Rafting no rio Pacuare Já sabia que esse passeio ia ser fantástico! E todas as expectativas foram atendidas. As cachoeiras, os cânios, a mata preservada... Todos os cenários são incrivelmente belos! Um passeio que te coloca dentro da natureza da Costa Rica. Vale cada centavo gasto! Considerações finais: Meus gastos gerais foram: - R$70,00: Ida e volta de ônibus da minha cidade até o Rio de Janeiro - R$2.400,00: Passagens aéreas - R$78,00: Seguro viagem (plano básico) - US$897,00 ou R$2.036,19 (com o dólar a R$2,27): Soma dos gastos com hospedagem, alimentação e passeios. Lembrando que exclui os gastos referentes aos 3 dias que fiquei no congresso Assim, o total da viagem ficou em R$4.584,19 Recomendo muito um mochilão pelo país, mas acrescentaria mais países no roteiro. Ainda mais com o preço caríssimo das passagens acho que compensa conhecer mais lugares, como por exemplo um país que possua Caribe de águas azuis (por exemplo, San Blás no Panamá) já que a parte caribenha da CR não é tão bonita. De uma maneira geral a CR me surpreendeu. Esperava encontrar algo bem parecido com o Brasil, mas descobri um país com identidade própria e extremamente rico em biodiversidade. Se vc gosta de natureza e de aventura é um prato cheio! “PURA VIDA!”
  37. 1 ponto
    Excelente ! Muito obrigada pelas dicas. Vou sozinha em dezembro
  38. 1 ponto
    Em 1999, percorri o Caminho Francês de Santiago, partindo de San Jean em direção à Santiago de Compostela. Já naquela ocasião, eu ouvia falar que existiam 4 rotas sagradas do Cristianismo na Idade Média, que seriam o Caminho de Santiago, Jerusalém, Roma, e um quarto Caminho que eu nunca descobri qual era, num tempo em que a internet estava engatinhando e o acesso à informação era mais batalhada. Em 2018, decidido a refazer a peregrinação à Santiago de Compostela, comecei a investigar a respeito do Caminho do Norte, o qual fiz partindo de Irun (quase França) e percorrendo o norte da Espanha, novamente rumo à Santiago. E nessa pesquisa descobri acerca do caminho que faltava. Trata-se do Caminho Lebaniego, uma rota de peregrinação que possui seus anos jubilares desde 1512, e que tem como destino o Monastério de Santo Toríbio de Liébana, onde está depositado a Lignun Crucis, que reza a lenda, trata-se da maior parte ainda conservada da Cruz de Cristo, a qual foi confeccionada com o braço esquerdo da cruz original, e hoje é uma cruz menor acondicionada em um relicário de Ouro, prata e cristal. Esse caminho está situado no Parque Nacional Picos de Europa. Um lugar belíssimo, com várias outras trilhas e atrações aos caminhantes em busca de locais bucólicos. Porém em geral são trechos que exigem um certo preparo, pois o relevo é muito acidentado (vindo daí a beleza do local). O Caminho Lebaniego está localizado na Cantábria e é apenas uma das quatro rotas para chegar em San Toríbio. O interessante é que essas rotas podem ser conjugadas com o Caminho de Santiado, pois elas unem o Caminho do Norte ao Caminho Francês. Assim, em uma única viagem é possível fazer as duas peregrinações juntas. Em certos trechos inclusive encontramos juntas as setas amarelas (Caminho de Santiago) com as setas vermelhas (Caminho Lebaniego). O Caminho Lebaiego em si, constitue-se de 72 km, que unem San Vicente de La Barquera a Santo Toríbio de Liébana, podendo ser percorrido entre 3 a 5 dias. Eu particularmente sugiro partir de Santander, que é a cidade onde retiramos a Credencial do Peregrino, elevando assim em mais 76 km a viagem. Para quem pretende fazer o Caminho do Norte de Santiago, o trecho entre Santander e Muñorrodero já faz parte do Caminho, apenas se separando aqui no sentido sudoeste, podendo depois retornar ao Norte, ou seguir até o Francês. O Caminho Lebaniego conta com uma estrutura para os peregrinos, de albergues e rede wi-fi (que ao menos estava disponível no último ano santo). E para os amantes da culinária regional, não deixem de provar a truta e o Cocido Lebaniego.
  39. 1 ponto
    Estou indo para o Peru em dezembro, como foco principal nos dias em Huaraz. No aguardo para a sequência do seu relato! A princípio, parabéns em retornar a este fórum para ajudar os outros após concretizar seu rolê, isso é muito importante!
  40. 1 ponto
    Maria Marchi, bom dia Moro em Cuiabá, aconselho você a pegar ônibus em Cuiabá mesmo, devido a localização da rodoviária. São 3 rodoviárias na região em Cuiabá, Várzea Grande e a do Coxipó, as 2 ultimas ficam totalmente fora de rota, a melhor escolha seria a de Cuiabá mesmo. Grande abraço e bom passeio
  41. 1 ponto
    Uau... sempre gostei de ler e escrever mas 'em todos estes anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece' rsrs olho para a tela em branco mas as palavras não saem. Várias foram as vezes em que esta cena se repetiu nas últimas semanas e noto uma resistência interna em ordenar as palavras e externizá-las, permanecendo em silêncio degustando-as. Conheço bem essa resistência: é apego! Comumente remetemos o apego aos bens materiais mas quase sempre ignoramos que eles não passam de um símbolo. O real apego é sempre a ideia por trás do símbolo. Venho apegada à ideia da vida que vivi nos últimos dois anos e meio e soltar essa ideia é assumir que ela agora faz parte do passado. No entanto, o novo só vem quando soltamos o velho. E para isso se faz necessário ter coragem... As palavras que se seguem são um ato de coragem. CO.RA.GEM. substantivo feminino: 1.força ou energia moral diante do perigo; 2.sentimento de segurança para enfrentar situação de dificuldade moral; 3.atributo de quem tem determinação para realizar atividades que exigem firmeza. (Dicionário Michaelis) Ou, como uma irmã me ensinou um dia: do prefixo cor (coração) e do sufixo agem (do verbo agir): coragem é agir com o coração. E foi totalmente seguindo o meu coração que ao completar 26 anos em janeiro de 2015 escolhi ir viver as coisas nas quais acreditava. Contexto: na época uma angústia muito forte me acompanhava no dia a dia de faculdade, trabalho e nas pequenas efemeridades que caracterizam o cotidiano. No fundo, a angústia podia ser descrita como um sentimento de não pertencimento e até mesmo uma profunda incompreensão generalizada, não entendia o sentido de fazer as coisas que fazia pois enxergava uma sociedade doente e me apoiava em discursos de liberdade contra um "sistema opressor". No meu aniversário de 26 anos cansei de falar (lê-se: pregar) no facebook sobre as coisas nas quais acreditava e resolvi ir viver as coisas nas quais acreditava. Foi num ato repentino da mais profunda coragem num misto com a mais profunda inconsequência que parti. Com cinquenta e cinco reais no bolso, uma tampa de caixa de pizza escrito 'Alto Paraíso' e uma mochila extremamente pesada contendo 75% de inutilidades, fui para a BR. A única experiência que tinha era de ter pego carona com uma amiga até a cidade vizinha (interior de São Paulo, coisa de 100km de distância) poucas semanas antes, mas desde então sabia que se havia conseguido uma carona, conseguiria quantas precisasse. Afinal, muitos podem passar mas só preciso que 1 pare! E foi com essa confiança que, acompanhada de outra amiga que nunca havia viajado de carona, fui rumo a Chapada dos Veadeiros. Não olhei no Google, não tinha mapa, referências ou distâncias. Tudo o que sabia era que queria chegar na tal da Chapada e que pediria carona para isso. Há pouco tempo ouvi a seguinte frase sobre cair na estrada: "não tem como se preparar para isso". Essa é a mais pura verdade, e esse foi o primeiro grande aprendizado. Também é verdade que um único dia de BR te ensina muito mais do que toda a literatura que possa já ter lido, sobre todos os assuntos. Aprendi sobre política vendo a histórica desigualdade social na vida fora dos grandes centros urbanos e fora dos telejornais; aprendi sobre geografia percorrendo as estradas que cortam as paisagens entre serras e planaltos; aprendi sobre língua portuguesa e sobre licença poética nas placas pintadas à mão oferecendo os mais diversos trabalhos Brasil adentro; aprendi sobre matemática com os preços dos postos de combustível e suas lojas de [in]conveniência; aprendi sobre a biologia do corpo que, como um camelo, cobre distâncias incríveis sem uma única gota d'água; aprendi sobre a química da arte de cada estado em misturar água quente, pó de café e açúcar de maneira tão única (e gratuita!); e, sobretudo, aprendi a física envolvida no equilibrar de uma mochila nas costas de forma que ela (como um motor de Kombi que vem atrás) ainda assim te impulsione para frente. Sempre para frente. A BR é uma exigente professora muito dinâmica, com metodologia autodidata e tudo conta como matéria dada. E é justamente este nível de exigência da entrega total ao momento que nos permite absorver todo o seu conteúdo tão eficazmente. Afinal, não dá para estar na BR pensando no boleto que vai vencer ou na ração do gato. A BR te exige por inteiro. Mas essa exigência não é a toa, pois a todo aquele que se entregar plenamente, nada faltará. Nem a carona impossível do último raio de sol do dia, nem o alimento ora como cortesia, ora como oferta da natureza, nem o cantinho maroto para montar a barraca ou o banho, seja num rio, cachoeira ou nos oito minutos mais deliciosos de sua vida num chuveiro de posto de gasolina. Nada faltará! Esse foi o segundo grande aprendizado. Portanto, é um fato que a BR supre a todas as necessidades daquele que se entrega à ela, mas isso não quer dizer que nossas necessidades serão atendidas como gostaríamos ou quando gostaríamos, mas certamente sempre que realmente precisarmos. Aceitar essa falta de controle sobre as situações e ainda assim confiar que nada nos faltará é um desafio proporcional à magnitude do milagre de ser atendido. Porque a verdade é que nós não controlamos absolutamente nada. Abrir mão da ilusão de controle foi o terceiro grande aprendizado. Depois de aprender que não há como se preparar para isso, que são necessárias confiança e entrega e de ter aberto mão da ilusão de controle, algumas virtudes certamente já se apresentam desenvolvidas das quais destaco duas: a paciência e a gratidão. Estas duas virtudes são os maiores presentes que a BR me deu. A paciência de esperar o dia in-tei-ro por aquela carona naquela estrada de terra que não passa nem vento ou naquele trecho urbano em que milhares passam mas não param por medo. A gratidão de receber o dia chuvoso como se recebe o ensolarado, de ser grata pelo jejum assim como se agradece o banquete de coração ofertado. Tendo desenvolvido a duras penas a paciência e a gratidão, aprendi que a verdade é que tudo está em nossas mãos. Com paciência e gratidão criamos o que quisermos. Esse foi o quarto grande aprendizado. Esse é um dos mais belos paradoxos humanos: não temos o controle de nada e criamos tudo o que quisermos. As palavras nem ao menos tangenciam os processos dessas compreensões e permanecem assim no campo das inefabilidades. Mas afirmo: é real. No entanto, não acredite em mim. Duvide e tenha sua própria experiência. Além dos impulsos de buscar viver as coisas nas quais acreditava, também ansiava por ser maior do que meus medos. No angustiante período que antecedeu a partida, já havia compreendido que a crença em nossos medos é o que nos limita. Na época, havia feito uma lista com todos os meus medos dos mais esdrúxulos aos nunca antes pronunciados. Levei algo próximo de três meses para terminá-la, e esta lista finalizada lembrava em muito um pergaminho dado comprimento. Em seguida os analisei. Considerei medos-meus aqueles que havia tido uma experiência direta, real e empírica e considerei medos-não-meus aqueles adquiridos por indução social e inconscientemente reproduzidos. Fiz isso pois compreendia que poderia lidar com os meus medos e os demais devia apenas soltá-los, afinal não eram meus e gastava muita energia com eles... E de todo o pergaminho, a lista se reduziu a poucos ítens contados nos dedos das mãos. Esses eram os que me interessavam vencer, os demais , como disse, abandonei. Simples assim. Junte a angústia existencial gerada por uma sociedade de consumo com a vontade de vencer os medos limitantes e algumas sessões de 'into the wild' e você tem uma pessoa disposta a rasgar documentos, dinheiro, diplomas, desapegar-se de bens materiais e referências psicoemocionais, além de cometer um "socialcídio" nas redes sociais. Toda a viagem à Chapada dos Veadeiros durou entorno de duas semanas e, ao retornar, abri mão de todos os ítens acima citados. Quando voltei para a estrada possuía apenas o meu corpo, meus conhecimentos e uma mochila com algumas roupas e alguns poucos apegos que ainda permaneciam. Queria ver o mundo como ele era sem referências. Queria ver como eu era sem referências. Compreendia que o dinheiro era uma forma de energia mas não era a única e me propus a viver da troca de conhecimentos e da força braçal, bem como do voluntariado. Mas num bom e honesto português o que me motivou foi querer ver se o mundo era mesmo como o Datena falava que era, rsrsrs É com alegria e gratidão que posso afirmar que ele possui uma visão muito limitada (e triste) do que é o mundo... Nesse período de viagens de carona que se sucedeu com trocas e voluntariado, regado à paciência e gratidão, aprendi que quanto mais a gente se doa mais a gente recebe. Esse foi o quinto grande aprendizado. Também foi um período em que muitos valores morais e crenças caíram por terra. Descobri, como diria um professor que tive, que sou o extrato-do-pó-do-peido-da-pulga no universo! Rsrs E viajei, e viajei e viajei. Curiosamente, curtos foram os momentos em que viajei sozinha. Já viajei em dupla, em trio, com criança e em quarteto. Viajar bem acompanhada é delicioso! Comunhão, cumplicidade, respeito, reciprocidade, apoio e alguém que olhe sua mochila para ir ao banheiro! Rsrsrs No entanto, só quem já viajou mal acompanhado sabe o valor de se andar só. Uma vez li em algum lugar que a solidão só pode ser realmente sentida em meio a outras pessoas. Hoje compreendo isso. E foi ao escolher passar a viajar exclusivamente sozinha que compreendi a diferença entre solitude e solidão. A solitude é sobre estar só e não sentir solidão. A solidão é sobre estar acompanhado e se sentir só. Esse foi o sexto grande aprendizado. E ao aprender a apreciar a minha companhia e a ouvir tudo o que o silêncio tinha para me falar, a vida de caronas passou a ser incompatível com minhas novas necessidades introspectivas pois bem sabemos que o pegar caronas implica em conversar e interagir (além de responder várias vezes no dia as mesmas perguntas clássicas "de onde você é?", "para onde você está indo?", "você não tem medo?", "o que sua família acha disso?", Etc rsrsrs). As trocas me garantiam apenas o mínimo ao mesmo tempo em que recebia muitas doações, e foi quando passei a me sentir sustentada ao invés de me sustentar. Essa nunca foi a proposta. Concluí que estava na hora de ser autossuficiente, decidi investir em artesanatos e passar a viajar de bicicleta para ter mais independência. Viajar de bicicleta é outro universo...! Viajando de carona o mundo já é solícito, mas de bicicleta ele é escancarado! Minha bicicleta (Kali- A Negra) é dessas padrão, sem marca, aro 26 e 21 marchas onde os maiores investimentos que fiz foi instalar bar ends de deiz real, um selim mais largo e o bagageiro no qual amarrei dois baldes como alforges, com uma garrafa pet de paralama. Junte a cara de pau de uma bicicleta dessas circulando por aí como se fosse uma Specialized, o fato de eu ser mulher e estar viajando sozinha e você terá a trinca de ouro das portas abertas na sociedade. Tenho plena consciência da sociedade patriarcal em que vivemos e de como é nascer mulher em meio a isso, mas nunca havia experienciado isso de forma tão latente pois não se admiravam por ser uma pessoa viajando de bicicleta, mas por ser uma mulher sozinha, o que claramente indica a noção do inconsciente coletivo de que o mundo é sim um lugar hostil para mulheres, já que a mesma admiração não é comum aos homens viajantes solos. Também sinto que a hiperbólica solicitude que a bicicleta proporciona vem do próprio símbolo de liberdade atrelado à ela, afinal todos temos alguma memória afetiva de infância relacionada à sensação de liberdade com alguma bicicleta. Uma metáfora não-tão-metáfora-assim que a bicicleta me ensinou nos primeiros 10 minutos de viagem foi que não importa o peso que se carrega, mas sim como o equilibramos... E pedalei, e pedalei, e pedalei. Tomei chuva, me queimei no sol, atolei na lama, empurrei serra acima e senti a "mão de Deus no guidão" ladeira abaixo a 56km/h. Fui abordada diversas vezes pela própria curiosidade das pessoas, fui recebida e convidada à hospedagens e banquetes, ganhei dinheiro e presentes, orações, abraços cheios de ternura e querer bem e, por mais delicioso que tudo isso seja, estava looonge da intenção inicial de passar despercebida... Ao mesmo tempo isso ajudou com a venda de artesanatos (mandalas de papel com beija-flores, logo, Ciclobeijaflorismo) e pude experienciar o sucesso na autossuficiência plena com dinheiro suficiente para me hospedar em campings e realizar os desejos mais supérfluos de meu ego. É nesse ápice entre a plena autossuficiência profissional e a crescente necessidade de introspecção e silêncio não compatíveis com a imprevisível vida na BR que, com a Graça Divina, tive o maior dos aprendizados. Tudo o que fizera até então era em busca da liberdade, de acordo com os conceitos que possuía de liberdade. No entanto, em dado momento pude compreender que sempre fui livre. E pela primeira vez compreendi o que Renato Russo quis dizer quando afirmou que 'disciplina é liberdade'. Todos somos livres, sempre fomos e sempre seremos. Inclusive para nos prendermos ao que desejarmos. Esse foi o sétimo e maior aprendizado de todos nesses dois anos e meio de vida nômade. Faz aproximadamente quatro meses que parei de viajar e isso se deu por uma série de fatores, compreensões e necessidades do momento. Tudo o que materialmente ainda possuo é a bicicleta e os baldes alforges (tá, e documentos. Tenho todos novamente, rsrsrs), no entanto a bagagem que estes dois anos e meio me gerou eu ainda mal consigo mensurar (e nem tenho tal pretensão!). A proposta do momento é encerrar pendências diversas que a impulsividade de outrora deixou e, tendo renovado inclusive a CNH, dar início ao projeto da casa própria sobre rodas, afinal sou uma jovem senhora de quase 30 anos que busca alguns confortos que viver de mochila não oferece, rsrs. No entanto, como ou quando isso acontecerá não me pertence mas sei que assim como a estrada me chamou uma vez, quando houver de retornar não será diferente. Coração cigano só bate na poeira da estrada! E o que ficou disso tudo? O brilho dos primeiros raios de sol pela manhã refletidos na superfície de um rio; O aroma da primeira chuva que cai e toca a terra encerrando a seca. Uma verdadeira oração silenciosa de alívio e gratidão onde não se ouve nada além das gotas; A suculência da fruta madura saboreada direto do pé; O farfalhar das folhas com o vento no dossel; O toque da pele em cada rosto que se toca em um abraço ou das mãos que se apertam. E os sorrisos! Ah, os sorrisos... As donas Marias e os seus Zés... Esse foi meu relato de dois anos e meio de viagens conhecendo um pedacinho de cada uma das cinco regiões do Brasil, de carona, a pé e de bike com muito pouco ou nenhum dinheiro vivendo a base de trocas e voluntariado, posteriormente com a venda de artesanatos. Este relato não envolve descrição de lugares, roteiros, valores, dicas ou distâncias. Aliás, quando me perguntam sobre a maior distância que já percorri digo que foi entre querer viajar e colocar a mochila nas costas. Esta certamente foi a maior distância. Este relato apenas compartilha outros aspectos de um mochilão. E embora eu tenha dito que este é o meu relato, estou ciente de que também é ou pode ser o seu, afinal, Eu Sou o Outro Você. Dedico a todas e todos que abraçaram e abraçam o desconhecido, escolhendo ir além dos próprios medos. Agradeço a todos e todas que compartilham seus relatos de viagem. Agradeço a todas e todos que compartilham. Agradeço. Trilha sonora da escrita: *Quinteto Armorial - do Romance ao galope (1974) *Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto PRABHU AAP JAGO
  42. 1 ponto
    Salve @cacáfloripa R$ 1.100,00 realmente está um absurdo de caro, nem barraca importada BOA custa isso aí. Por exemplo, hoje em dia uma marca que está com a popularidade alta é a Naturehike, e ela vende boas barracas a preços razoáveis. Sobre as marcas e sugestões, aí vai depender do uso que vc quer dar à barraca. Pq barraca tem especificações e usos. Não vou comprar uma barraca que aguente o rigor da patagônia para campings de final de semana no sítio do meu tio Mas vamos lá. Das mais baratas, primeiramente NUNCA, JAMAIS compre barraquinha de supermercado. MOR, ECHOLIFE e TREEBO são ciladas, Bino! Barraquinha do telhadinho amarelinho? Sai voando e alaga na primeira chuvinha de verão. Escolha barracas pela MARCA e COLUNA D'ÁGUA, sendo que a partir de 1.500mm para os padrões de clima brasileiros já aguentam muita coisa. Das mais em conta vc encontra a marca NAUTIKA, que possui barracas "de entrada": não são as melhores mas aguentam aventuras mais simples e apresentam o mundo do campismo ao cliente. Elas custam entre 200 e 400 reais, dependendo do tamanho. A falcon é bem popular para o iniciante. Fonte: fuiacampar.com.br A indy é muito usada por grupos, tem esse avanço grandão que é quase uma sala extra. Fonte: fuiacampar.com.br A Windy é mais minimalista, só para uma pessoa mesmo, e ela é um caixãozinho, mais para quem vai só precisar pra dormir. Fonte: fuiacampar.com.br A Cherokee é uma promessa de barraca espaçosa e resistente à chuva. Fonte: arcoeflecha.com.br Depois da Nautika, te recomendaria a GUEPARDO, eles trabalham com barracas do mesmo nível, com modelos e preços variados. Aqui vc gasta entre 300 a 600 reais. Eu tenho duas dela, e sou bastante feliz, apesar de saber que existem melhores. A barraca Venus da Guepardo é bem espaçosa, com uma coluna d'água boa e tela de mosquiteiro na janela que permite que durma de porta "semi-aberta". Fonte: fuiacampar.com.br A everest não chega a ser uma barraca feita pro frio, apesar do nome, mas ela economiza espaço, peso, tem dois avanços generosos e é bem resistente a chuvas, além do seu design permitir resistência a ventos. Fonte: fuiacampar.com.br A guepardo Zeus, a famosa "barraca pra família", lembra bastante a Indy com aquele avanço gigante. Fonte: lojadecamping.com.br A nord (marca revendida pelas lojas centauro) possui um modelinho econômico que serve pro básico, o outdoor summit. É um custo-benefício razoável. Custa entre 100 e 200 bonoros. A barraca da Nord com a lona por cima do habitáculo. Fonte: youtube.com.br E outra marca que pode te interessar das mais baratas é a quechua. Ah, a quechua.... Essa queridinha da decathlon reúne barracas muito bem conceituadas, e a marca tem uma fama de custo-benefício ÓTIMO. Se vc mora em uma cidade com uma loja da decathlon, recomendaria fazer uma visita e ver alguns modelos. Os preços estão entre 300 e 600 reais. A quickhiker é uma barraca minimalista, semelhante à everest da guepardo, com melhor acabamento. Fonte: decathlon.com.br A arpenaz é um modelo bem popular, espaçoso, com boa resistência, e tem a versão fresh & black, que deixa entrar menos luz dentro do quarto. E por fim, te indicaria a marca AZTEQ. è a linha mais "técnica" da Nautika, as barracas custam um pouco mais, mas são feitas para situações mais extremas (montanhismo, trekking selvagem de longa data, chuva e neve, etc). Vc desembolsa de 400 a 800 reais nelas (veja bem, barracas TÉCNICAS custando menos que a super esquilo que vc disse). São barracas que realmente valem o investimento. A azteq katmandu é a mais em conta em muitas lojas, é a mais fraquinha da marca, mas não deixa de ser uma boa barraca, contando com um avanço generoso. Fonte: centauro.com.br A minipack é minimalista, resistente, mais para extremos, e para quem quer poupar espaço e peso. Pessoalmente, é um sonho de consumo meu. Fonte: fuiacampar.com.br A barraca Nepal é parecida com a Everest da marca guepardo, mas é BEM melhor. Basicamente oferece as mesmas vantagens: formato, espaço, ventilação. Fonte: fuiacampar.com.br A mykra é uma barraca leve e pequena que oferece qualidade para o minimalista. Fonte: casadeaventura.com.br No mais, é isso. Essas são as marcas mais vistas e escolhidas para compras no Brasil. Mas como te disse, vai depender do uso que vc dará para a ela.
  43. 1 ponto
    Pessoal, como não consegui garimpar na internet os circuitos que integram os dois parques e antecipar o que fazer com tão pouco tempo disponível, coloco aqui um guia o mais completo possível com as informações após a viagem. Aviso que será um post longo porque a região é complexa e enorme. O planejamento e escolha dos lugares e circuitos é essencial para aproveitar o máximo da viagem. De qualquer forma, você só conhecerá o essencial. Nem sei quanto tempo seria necessário para conhecer só os sítios arqueológicos da Serra da Capivara. A região é riquíssima de sítios, formações geológicas e descobertas sobre a história do homem que não existem em outra parte do planeta. GUIA COMPLETO Data da Viagem: SETEMBRO DE 2017 Informações Iniciais: Ida: João Pessoa/PB – São Raimundo Nonato/PI, via Petrolina/PE ~ 1.210 km (2 dias) Volta: São Raimundo Nonato/PI – João Pessoa/PB, via Ceará, com parada para dormir em Juazeiro do Norte/CE ~ 1.200 km (2 dias) Gasolina (preço médio do litro R$ 4,15): ~ R$ 1.200,00 (~ R$ 240/Pessoa) + R$ 150 conserto do cano de descarga (R$ 30/pessoa) Transporte: Carro (Sandero motor 1.6) Grupo: 5 Pessoas Hospedagem em Petrolina (Ida): Riviera Apart-Hotel, Booking, Quartos duplos, R$ 80 (R$ 40,00/pessoa) sem café da manhã, simples mas ok Hospedagem em São Raimundo Nonato: Pousada Ninho da Siriema, achei no Google Maps. Muito simples mas ótima. Colada na rodoviária, ideal para quem chega de ônibus, porém, afastada do centro. Recepção incrível do Ytamar (cantor e violeiro) e Ivete, sua mãe. Tem bar com cerveja barata, carne de sol, macaxeira, peixe fresco. Diária de R$ 35/pessoa, quarto com ar condicionado, café da manhã incluso e água gelada para as trilhas. (89) 98119-6013 e (89) 98124-0908, falar com o Ytamar Lewis (https://www.facebook.com/ytamar.lewis) Hospedagem em Juazeiro do Norte/CE (Volta): Pousada Portal do Cariri, Booking, 1 quarto triplo R$ 130 (~ R$ 43,30/pessoa). Quarto velho e sujo. Café da manhã médio. Guias na Serra da Capivara: Mário Filho (89) 99430-2800 e 98129-1038 (NÃO RECOMENDO); Bruno Freitas (89) 98111-1007 (Bom) Guia na Serra das Confusões: Naldo (89) 98115-5071 (mediano, quebrou o galho). Diária dos Guias: R$ 150 Serra da Capivara (R$ 30/pessoa/dia), R$ 100 Serra das Confusões (R$ 20/pessoa) Ingressos: R$ 16,00 (Portarias da Serra da Capivara), R$ 10 (Portaria da Serra das Confusões) e R$ 14 Museu do Homem Americano Detalhes importantes: A cidade base mais estruturada para conhecer o Parque Nacional da Serra da Capivara é São Raimundo Nonato (SRN), situada no sudeste do Piauí. Para chegar a SRN o aeroporto mais próximo é o de Petrolina (~ 300km via Remanso c/ 50km de estrada de terra ou ~ 400km via Afrânio só asfalto) ou Teresina (~ 550km via Floriano, asfalto) Existe opção de se hospedar dentro do parque, no Albergue Serra da Capivara. Quarto privativo e dormitório. Não sei o preço. Tem ainda opção de se hospedar no povoado Sítio do Mocó, na Pousada e Camping Pedra Furada. É o mais próximo da portaria principal do parque (~2km). Optamos por ficar em SRN pela comodidade de serviços e melhor fluência entre as diversas atrações da região. SRN fica a ~ 35km de qualquer portaria da Serra da Capivara. Contabilizar isso para a gasolina que é caríssima em SRN. A cidade base para conhecer o Parque Nacional da Serra das Confusões é Caracol, muito pequena e quase sem infra (hospedagem, restaurantes, etc), por isso sugiro bate-volta a partir de SRN. Não é permitido acessar os dois parques sem guia credenciado. Não é possível fazer os passeios sem carro ou sem contratar guia com carro ou moto. Não existe transporte coletivo, carona ou outro meio de transporte até os parques. Os preços dos guias são tabelados. Alguns aceitam negociar se for meia diária. Se você estiver de carro tem que contabilizar 1 das vagas do carro para o guia (éramos 5 + 1 guia = 6 pessoas; foram dias de muito aperto e calor). Não existe locadora de carro em SRN. O ideal é alugar carro em Petrolina ou Teresina. Diária de guias com carro: R$ 220 carro + R$ 150 guia = R$ 370/dia; portanto, se você fizer a conta vale a pena alugar carro simples em Petrolina ou Teresina. Não existem empresas de turismo organizadas em SRN e em Caracol com pacotes de tour organizados. Essas empresas são de fora (São Paulo, Teresina) e trazem turistas direto pra cá. Existe uma lista de guias autorizados pelo parque Serra da Capivara que devem ser contatados por telefone. Encontrei no site oficial do Icmbio: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/o-que-fazemos/visitacao/condutores_credenciados_PNSC_30.05.14.pdf Não encontrei lista de guias do Parque Nacional da Serra das Confusões e deixei para encontrar lá. A infraestrutura do Parque Nacional da Serra da Capivara é de Padrão Internacional, com placas, estradas e tudo em excelente estado de conservação. A administração da Serra da Capivara não é exclusiva do ICMBio (governo federal) e sim feita pela Fundação do Homem Americano (Fundham), de chefia da arqueóloga internacionalmente reconhecida Niéde Guidon desde a década 70. É uma vida inteira dedicada a pesquisa e desenvolvimento da região. A região é uma das mais quentes do país, com temperaturas que passam de 40ºC, por isso, carregar bastante água, chapéu/boné, blusa de manga comprida respirável, protetor solar e calçado leve (levei tênis de corrida comum com boa ventilação; levei bota mas não usei nenhum dia). Sugiro no mínimo 4 dias só na Serra da Capivara (para conhecer o básico) e +1 dia p/ Serra das Confusões (se tiver com carro de tração, ficar 2 dias na Serra das Confusões e ir até a Portaria do Barreiro). Guias e Circuitos: Durante o planejamento da viagem não consegui encontrar informação exata sobre os circuitos, rotas e núcleos de visitação dos dois parques que são enormes, por isso ficamos à mercê do guia. O nosso primeiro guia na Serra da Capivara (Mário Filho) estava de má vontade e, por isso, não conseguimos aproveitar o parque como poderíamos. Quando trocamos de guia no último dia, foi mais proveitoso. Indico o Bruno que nos acompanhou no último dia e o Waltércio que já estava ocupado mas que é super prestigiado e procurado. Como os passeios não são autoguiados a escolha do guia é fundamental. Não levei a sério e a experiência saiu prejudicada. Busquem referências de outras pessoas. Sobre os circuitos, para contribuir com todos os aventureiros que sonham em andar por aquele pedacinho isolado do país, fotografei ao máximo os mapas dos circuitos que gostaria de ter visto antes e deixo aqui a sugestão do que gostaria muito de ter feito com um bom guia: Dia 1: Circuito Desfiladeiro + Sítio de Meio Dia 2: Circuito Baixão das Mulheres + Boqueirão da Pedra Furada (BPF) Dia 3: Parque Nacional da Serra das Confusões (Portaria de Caracol) Dia 4: Fábrica de Cerâmicas Tradicional + Circuito Chapada Dia 5: Museu do Homem Americano + Circuito Serra Branca Mapa completo – Circuitos – Parque Nacional da Serra da Capivara Circuitos – Principais Trilhas – Parque Nacional da Serra da Capivara Circuitos – Principais Trilhas – Parque Nacional da Serra da Capivara Trilhas Acessíveis – Carro comum – Portaria de Caracol – Parque Nacional da Serra das Confusões Trilhas Inacessíveis de Carro Comum – Só Carro Traçado – Portaria Barreiro – Parque Nacional da Serra das Confusões No próximo post deixo relato fotográfico e descritivo do que visitamos.
  44. 1 ponto
    oi,poderiam me auxiliar? vou a porto ano que vem com conexao em casablanca. Tenho que fazer a imigração em Casablanca ou Porto? Obrigado
  45. 1 ponto
    Eu já tive uma experiência totalmente ao contrário com o Hoteis.com e Despegar, de eles cobrarem a hospedagem de todos os dias antecipado no cartão, mesmo quando falava que seria cobrado no hotel. O que existe em algumas cidades Portuguesas é um imposto municipal de 1 ou 2 Euros por noite, onde na lei fala que a taxa tem que ser paga pelo hóspede em dinheiro vivo no momento da chegada no hotel. Isto tem gerado muita reclamação, tanto de hotéis como de hóspedes, pois apesar de estar escrito claramente no site, na maioria das vezes o hospede não lê direito, não presta atenção, ou simplesmente esquece, e depois se sente "enganado" quando cobram 1 ou 2 euros a mais por noite referente ao imposto da prefeitura. Então alguns locais e sites, para facilitar a vida do hospede, já embutem a taxa da prefeitura no valor e cobram tudo junto, apesar de tecnicamente a lei falar que teria que ser separado...
  46. 1 ponto
    Boa tarde, Me chamo Rodrigo Gasparini(30 anos) e resolvi fazer uma trip andando a pé sozinho a mais de um atrás. Me programei e consegui iniciar dia 25 de outubro de 2017. Coloquei meu mochilao de 23kg nas costas e bora bater perna. Foram 4 meses de puro amor e 1122km. Trocando energias mágicas com todos. Ganhando comida, lugar pra dormir de pessoas que nao conhecia. Como o dia que fui passando pela praia do espelho e me chamam pra um velório, onde era pura festa! Rolando feijoada e cerveja. O falecido era conhecido por ajudar pessoas que passavam por ali. Delirante. Com direito a dormir na casa do pessoal que me chamou. Historias de apertos por estar sozinho somente com a natureza e minha fé. Uma delas foi um semi afogamento tentando atravessar a barra do rio entre Guriri e Conceição da Barra. Sorte que depois de ter praticamente desistido, o mar foi me levando novamente a praia. Outra por conta da maré alta e ficar preso entre o mar, as pedras e a falésia. E graças a Deus nem meia situação estranha com o ser humano. Dormindo praticamente todos os dias na beira da praia. Eu, rede, barraca, mar, e na maioria das vezes com a dança dos coqueiros. Atravessei mais de 40 barras de rio. E por incrivel que pareça para esse mundo capitalista, devo ter pago somente 4 ou 5. Outra coisa mágica é atravessar com qualquer tipo de barco esses rios, sendo longos, como rio Doce, Jequitinhonha e Sao Franciso, ou pequenos que você tem que ter a sorte de estar passando algum pescador. Ja tive situações de esperar 3,4 horas e também de chegar e ter um pescador encostando na areia na hora. Parei pra trabalhar no Universo Paralello, festival magnifico. Onde tive meu primeiro machucado. E atento todos os mochileiros. Passei entre duas barracas e uma delas foi tensionada com um fio de nylon. Nao deu outra, passei andando e cortei meu dedo do pé. Tive q dar 5 pontos e ficar 20 dias de repouso. Passei pela Bahia toda, sergipe foram apenas 3 dias com direito de passar por uma cachoeira linda no meio das dunas e comer muitos cajus. Frutas! Comi muitas!!! Tempo todo! Maracuja silvestre, abacaxi, acerola, pitanga, pitaya, jaca, manga e muito coco...tudo do pé. Alagoas em particular é a beleza natural mais linda desse nordeste que conheci até agora. Vale a pena conhecer tudo, principalmente acima de Maceió. E cheguei em pernambuco bem rápido também. Onde tive a possibilidade de curtir o melhor carnaval do mundo! No Recife antigo e Olinda. Agora quero continuar o nordeste e chegar ate o norte andando. Buscando ajuda financeira (gasto de 30 reais por dia). Quem tiver mais interesse @toandando
  47. 1 ponto
    Salve, salve galera mochileira! Estou de volta aqui pra relatar mais uma viagem que fiz, eu já postei um relato aqui sobre meu primeiro mochilão em 2014 (http://www.mochileiros.com/bolivia-e-peru-setembro-outubro-2014-meu-primeiro-mochilao-historias-gastos-fotos-e-videos-t103803.html), depois fiz um entre Chile, Argentina e Uruguai em 2015, mas acabei esquecendo de fazer anotações para relatar aqui; mas no ano passado em resolvi não deixar passar em branco e fiz um diário para poder escrever aqui sobre o destino da vez: a Colômbia. Só peço desculpas por só postar agora, quase um ano depois, pois meu ano foi bem corrido e quase não tive tempo para poder escrever, mas antes tarde do que nunca! A Colômbia já era pra ter sido meu destino no ano anterior, mas as passagens estavam muito caras. Aliás, elas continuavam caras, porém, eu participei de uma promoção da Avianca que acumulava milhas, e portanto consegui as passagens praticamente de graça, só tive que pagar as taxas, que me custaram singelos R$ 333,66. O problema é que promoção é daquele jeito, minhas férias eram entre setembro e outubro, e o único período disponível para adquirir as passagens pela oferta era de 10/09 a 08/10, ou seja, praticamente um mês de viagem. Além disso, o vôo não era direto, faria uma peregrinação tanto na ida quanto na volta: embarcaria em GRU às 5h da manhã, faria uma parada de meia hora em Juazeiro do Norte, depois uma conexão de 7h em Fortaleza e aí sim Bogotá; já na volta a única diferença é que a conexão em Fortaleza era só de 3h. Passagens compradas, comecei a elaborar o roteiro, fazer as pesquisas sobre hospedagens, passeios, transportes, fazer uma estimativa de gastos, tudo isso me pouco mais de um mês. A princípio, eu visitaria as cidades de Bogotá, Medelín, Cartagena e Santa Marta, e como teria que encher um pouco de linguiça, planejei passar uma semana em Quito, no Equador, no intervalo entre Bogotá e Medelín. Como também sabia que real seria mais complicado de trocar na Colômbia, principalmente em Cartagena e Santa Marta, resolvi levar dólares para não ter dor de cabeça, levei no total US$ 1.200 baseado no cálculo de despesas que fiz. Tudo certo e nada resolvido, bora começar o relato, que além de detalhar despesas, dar dicas, tem alguns perrengues interessantes (agora, claro). DIA 01 – 09/09 Decidi começar o relato antes mesmo de chegar à Colômbia porque conforme disse, essa viagem teve alguns perrengues e o primeiro deles já começou na ida para o aeroporto. Eu havia comprado pela Internet as passagens de ônibus da Viação Cometa tanto da rodoviária de PG para Guarulhos quanto o caminho inverso e o ônibus sairia às 17h30, então terminei minha mochila com calma, fui cortar meu cabelo, tudo dentro do horário, tomei banho e resolvi até sair um pouco antes do horário que previ para pegar o ônibus. O problema é que estava chovendo, e choveu sabem como fica o trânsito né, e pra quem pega ônibus multiplica o B.O. por dois. Resultado: o busão demorou muito pra passar, o motorista foi igual uma tartaruga e perdi o Cometa por 5 minutos . E era o último que saia de PG (sexta à noite ninguém deve ir pra aeroporto pelo jeito), eu teria que ir até São Vicente pegar o que saia às 20h30. Chamei um UBER e corri pra lá. Comprei a passagem e fiquei aguardando até dar a hora, bora pra Guarulhos! Mas a peregrinação só estava começando, cheguei no aeroporto por volta das 22h30, e o vôo era só às 5h. Fui fazer o check in no balcão e depois de passar um puta tempo na fila descubro que estava no lugar errado , ali era pra quem ia pra Bogotá direto, quem ia pra Fortaleza tinha que aguardar que ia abrir lá pra umas 2h, e eu louco pra despachar logo o mochilão. A hora não passava, tomei acho que uns 2 ou 3 cafés daquelas máquinas (que por sinal só tinham de um tipo, não importava qual tu escolhia). Estava cansado e entediado, até conseguir despachar a mochila e tentar descansar um pouco nos bancos do aeroporto. Continua...
  48. 1 ponto
    Dia 18 - Cusco -> Puno Era meu último dia em Cusco. Acordei mais tarde, tomei café, tomei um banho e fiz o check-out. não tinha nada planejado pra esse dia, aí tive a ideia de fazer o Free Walking Tour por Cusco. Vi o panfleto do Free Walking Tour lá no WR. Eles marcam de se encontrar com o pessoal em uma praça 13hs. Tem os tours em inglês e em espanhol. Como tava cedo ainda, deixei minha mochila lá no hostel e dei umas passeadas pela cidade.. Fui no mercado de novo e almocei lá um prato de linguiça com ovo eu acho, por 5s/. Depois de fazer muita hora, fui pro ponto de encontro. O tour começou 13:30 mais ou menos porque ficamos esperando mais gente chegar. Tinha umas 7 pessoas no grupo. A guia se apresentou, o nome dela é Ysla, pessoa muito simples e sabia absolutamente tudo sobre a cidade! Primeiro fomos em uma fábrica/loja de chocolates. Degustamos uns chocolates e licores diferentões lá. Depois fomos em um restaurante e degustamos carne de alpaca (uma delícia!!), vimos a pedra de 12 ângulos, alimentamos umas lhamas/alpacas, experimentamos roupas típicas e pra finalizar provamos um pisco sour em um bar. Foi muito legal esse tour e eu super recomendo vocês fazerem. Eu nunca acharia esses lugares sozinha andando pela cidade, até porque alguns são bem escondidos. A degustação das comidas/bebidas é grátis, mas no final do tour eles pedem uma ajuda, claro.. O problema foi que a guia falou que pra ajudar mesmo tinha que ser no mínimo 15s/. por pessoa, senão não fazia tanta diferença assim. Infelizmente eu só tinha 9s/. lá na hora, então dei os 9 mesmo. Mas gostei muito, recomento super!! Infelizmente não guardei o papelzinho do tour, mas lembro que o encontro é realizado na Plaza Regocijo e os guias ficam vestidos de laranja. lhamas by Natalia Natsumy, no Flickr fofinha by Natalia Natsumy, no Flickr O tour acabou umas 17hs, troquei uns dinheiros, comprei umas camisas pros meus pais, passei no supermercado pra comprar uns lanches e já fui jantar. Tinha visto um micro restaurante na esquina da rua do hostel que vendia o prato do dia a 5s/. Ia ser ali mesmo! E tava até gostosinho. Um pouco depois peguei a minha mochila e fui lá na clínica onde o Bernardo estava internado pra dar tchau pra eles e também comprar bolivianos do Gustavo, já que eles não iriam usar os que já tinham e eu tava prevendo que a cotação em Copa seria ruim. Troquei 100 dólares por 6,93 bol por dólar se eu não estiver enganada. Fui pra rodoviária quando estava quase na hora do ônibus sair. E gente, esse foi o melhor ônibus da minha viagem!! Não foi atoa que foi tão caro.. Acho que pra Puno só tinha bus-cama. Poltrona espaçoooosa, tinha até wi/fi que funcionava às vezes, mas.. Infelizmente uma hora mais ou menos depois de sair de Cusco eu comecei a passar muito MUITO mal. Não sei se foi o almoço nada higiênico que comi, ou se foi algo que degustei no FWT, ou se foi a janta em um lugar de aparência duvidosa, ou uma mistura de tudo isso. Sei que vomitei horrores, na coberta, no chão, na sacola.. Vomitei a noite toda, tive febre, foi uma noite bem longa. Ainda bem que eu tava em um assento individual, não tinha ninguém do meu lado! kkk Chegaria em Puno na outra manhã bem cedo.. GASTOS DO DIA: 56 s/. - 2 diárias WR5 s/. - almoço no mercado6 s/. - suco de laranja com abacaxi55 s/. - blusa 13 s/. - supermercado9,10 s/. - free walking tour22 s/. - camisas pra mãe e pai5 s/. - janta1,5 s/. - taxa terminal de bus TOTAL: 172,6 s/.
  49. 1 ponto
    Meu objetivo é apenas retribuir muitas informações que obtive desse site com algumas experiências que tive na viagem de 15/08/09 a 29/08/09, onde visitei as cidades de Campo Grande, Puerto Quijarro, Santa Cruz, La Paz, Copacabana, Cuzco, Santa Maria,Puno, Machu Pichu, Cuiabá. Avião: Guarulhos x Campo Grande: R$ 230,00 (Passagem mais Taxas - 01:50 de duração) Taxi: Aeroporto x Terminal Rodoviário: R$ 8,00 (com 3 pessoas) Onibus: Campo Grande x Corumbá: R$ 80,00 (06 a 08 horas - no pinga-pinga) Taxi: Corumbá x Puerto Quijarro: R$ R$ 5,00 (dividido com mais 7 pessoas) Melhor câmbio Boliviano x Real: 3,30 (Santa Cruz) Taxi: Puerto Quijarro x Hospedagem: bolivianos 8,00 (divido com mais 7 pessoas) Hospedagem: em frente a estação de trem: boliviano 20,00 (quarto com 3 pessoas) Trem: Puerto Quijarro x Santa Cruz: boliviano 115,00 (Pullmam) Onibus: Santa Cruz x La Paz: boliviano 120,00 (Classe Turismo) Onibus: La Paz X Copacabana: boliviano 70,00 (Classe Turismo) Barco: Copacabana x Isla del Sol: boliviano: 15,00 Onibus: Copacabana x Puno: boliviano 25,00 (Bus Cama) Melhor câmbio Soles x Real: 1,35 (Cuzco) Onibus: Puno x Cuzco: Soles 35 (bus Cama) Hospedagem: Cuzco: Soles 15 (com banho quente prox ao centro e prox ao terminal) Onibus: Cuzco x Santa Tereza: soles 30,00 (Com serviços de bordo) Van: Santa Tereza x Santa Maria: soles 8,00 (Van lotada) Hospedagem: Santa Maria: Soles 3,00 (quarto com 5 pessoas) Van: Santa Maria x Hidrelétrica: soles 5 (van lotada) Entrada Ruinas de Machu Pichu: soles 64,00 (Estudante, levar carteirinha ou boletim de notas e faltas) Van: Hidrelétrica x Cuzco: soles 40,00 (Van semi lotada, peguei com o pessoal que faz Tour que cobram até 100,00 dolares para fazer ida e volta) Onibus: Cuzco x La Paz: soles 70,00 (Bus semi-cama) Onibus: La Paz x Santa Cruz: boliviano 120,00 (Bus semi cama) Onibus: Santa Cruz x San Matias: Boliviano 80,00 (Bus semi cama) Taxi: San Matias x Fronteira: Boliviano 20,00 (3 pessoas) Onibus: Fronteira x Caceres: R$ 5,00 (4 horas no maximo) Onibus: Caceres x Cuiabá: R$ 42,50 (8 horas no máximo) Hospedagem: Varzea Grande: R$ 20,00 (cidade onde fica o aeroporto) Avião: Cuiabá x Guarulhos: R$ 460,00 (Passagem no dia e com escala em Campo Grande) Obs: 1.) Não trocar muito dinheiro em fronteira; 2.) Entrar na Bolivia o mais rápido, as despesas são mais baratas na Bolivia; 3.) Levar dolares para o Peru (cotação média de 2 soles por dolar); 4.) Agua por volta de R$ 5,00 (5 litros) tanto na Bolivia como no Peru; 5.) As viagens normalmente são desconfortaveis e a classe melhor não compensa, são mais caras e tem o mesmo serviço.; 6.) Tomar cuidado com informações de tempo e serviços no Peru (Enganam bastanta nesses aspectos); 7.) Não confiar em informações no Peru (Muita gente nota que vc é turista e querem te enganar); 8.) Comida muito Barato - come-se bem com menos de R$ 10,00; 9.) Compras melhor na Bolvia, é mais barato e o real vale mais; 10.) Na Bolivia, é possivel com pouco dinheiro fazer tour pelas cidades e arredores; 11.) Se for sozinho, em cada lugar vc consegue encontrar pessoas para dividir quartos e transporte; 12.) Não confiar em pessoas to terminal de Corumbá, vão tentar te tirar dinheiro na compra de passagens no Brasil, é mais barato passar a fronteira e comprar na estação; 13.) Puerto Quijarro não é perigoso; 14.) A Viagem que fiz para Machu Pichu foi por um caminho alternativo aos pacotes de Cuzco, saiu por menos de 100 soles, porém quem dispõe de mais recursos, pode fazer o By Car, que te busca em Cuzco com Van, faz um tour pelas ruinas em volta de Cuzco, tem hospedagem, refeição, te leva até Machu Pichu e retorna para Cuzco, esse pacote sai entre 100 a 150 dolares (depende da cia de viagem). Porém tem que ficar esperto, porque tem cia que promete algumas vantagens que na hora não entrega, as cia de viagens que conheci são muito desorganizadas e não tem comprometimento nenhum em cumprimento de horários; 15.) Não confiar e nem se stressar com cia de onibus, e sempre tenta pegar o pior serviço, porque mesmo vc pagando mais pelo menlhor serviço ele vai te oferecer o pior, e se vc reclamar o maximo que pode acontecer é devolverem seu dinheiro e vc perder tempo, porque vc só ira perceber isso no momento do embarque; 16.) Para pegar o onibus para Santa Maria (uma cidade antes do trilho de trem para Machu Pichu), vc pega no terminal de San Thiago (uma cidade grudada com Cuzco); 17.) Essa caminhada pela linha do trem (hidrelétrica até a base da montanha Machu Pichu) dura por volta de 2 horas, mas logo pela manhã tem muita gente fazendo o mesmo trajeto; 18.) Na Hidrelétrica tem muitos taxis que param ali e muitas vans, nos mais variados horários; 19.) Santa Maria normalmente serve apenas para dormir ( a cidade não tem quase nada e bem pobre, mas lá compre agua, e comida para Machu Pichu, pq nas ruinas comida e água são muito caros), porém é qse obrigatório dormi em Santa Maria tendo em vista que mesmo saindo bem cedo de Cuzco, dificilmente consegue chegar na hidrelétrica cedo para ir até Agua Calientes (cidade prox de Machu Pichu, onde tem as termas e mais agito), tendo em vista que a viagem de Cuzco a Santa Maria é muito longa; 20.) Para entrar no Peru e na Bolivia apenas RG serve, não precisa de passaporte, porém se vc levar passaporte, vc recebe o carimbo de Machu Pichu nele; 21.) Cuzco tem bastante baladas e muita gente jovem (gente de todo mundo), nas baladas a gde maioria são de estrangeiros; 22.) Nos terminais, observar que além das passagens de onibus vc tem que pagar uma taxa de embarque em um guiche especifico do terminal (fora da cia que vc comprou); 23.) As viagens de onibus de uma cidade para outra são muito longa, duram mais de 10 horas, porém 90% delas vc pega o onibus a tarde, dorme no onibus e no outro dia chega ao destino; 24.) Nos onibus da Bolivia os onibus tem banheiro (vc compra o onibus com direito ao banheiro) mas eles não abrem, porém vc precisando o motorista para para vc fazer na estrada. (interessante que vc verá um monte de gente descendo contigo e se embrenhando no mato para fazer as mais diversas atividadas fisiológicas); 25.) Na Bolivia foi comum os onibus ter alem de sua lotação e a noite ter pessoas locais (com condições de higiene pouco recomendáveis) nos corredores do onibus, então uma dica é sempre pegar o lado da janela, para não ter a situação desagradavel de dormir ou viajar sentindo cheiros ruins; 26.) Em San Matias não tem muitas lojas para compra e se vc trocar boliviano por real, vc perde muito dinheiro, uma dica e torrar a sobra de bolivianos em Santa Cruz e deixar o minimo para San Matias para para o Taxi; 27.) No Terminal rodoviário no Peru, vc chegando nas cidades turisticas, terão pessoas te oferencendo lugares para se hospedar, isso a qquer hora, pode ser de manhã, tarde, noite ou de madrugada. Espero ter colaborado um pouco com os amigos mochileiros.. Boa sorte e boa viagem
  50. 1 ponto
    Edson, qto a estadia depende de qato vc pretende gastar.... O melhor mesmo é ou aj ou acampar ememso (mas nao sei como vc vai nem com quem vai..)... De qualuqer forma, na minha opiniao se ficar em um hotel tente ficar na Praia de Ponta Verde, que é a melhor dentro da cidade... Aconselho vc a alugar um carro, é fácil a locomoção mesmo sem conhecer a cidade, até pq existem praias fantásticas, principalmente ao Sul, como a praia do frances e a Praia do Gunga (esta uma das 10 mais bonitas do Brasil), que fica no municipio de BArra do São Miguel... Poste aqui o que pretende fazer!! Igor
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