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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 14-07-2018 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Alguém aí topa ir em um mochilao sem grana? Acampando nos lugares, trabalhando em troca de hospedagem e comida. Nesse estilo. Alguém tem coragem? Haha
  2. 2 pontos
    Introdução: Fala pessoal! Como aqui no fórum não existem muitos relatos de viagem sobre a China achei que detalhar um pouco da viagem que fiz com minha namorada pode ajudar quem pretende ir para lá no futuro, pois é uma viagem de difícil planejamento e mesmo quando bem planejada tende a resultar em alguns perrengues. Vou focar mais em aspectos práticos do que paisagens em si, pois as fotos do Google são melhores que as minhas, uma vez que viajei apenas com o celular. Ao final do relato do dia os gastos estarão marcados em RBM (lê se Renminbi) e BRL PARA CADA PESSOA. No período em que viajamos (Novembro/16) pagamos R$3,32 no dólar em espécie o que convertendo para reais da 1 BRL = 2 RMB, o que facilitou muito as conversões durante a viagem. A moeda deles, se chama Renminbi e é dividida na unidade maior, o famoso Yuan, e a unidade menor, o Jiao (1/10 yuan), e uma terceira pouco usada (Fen) com a qual não tive contato. Roteiro: Dia 0 - 14/11/16 – São Paulo (GRU) > Frankfurt (FRA) Dia 1 - 15/11/16 – Frankfurt - Frankfurt (FRA) > Shanghai (PVG) Dia 2 - 16/11/16 – Frankfurt (FRA) > Shanghai (PVG) - Shanghai Dia 3 - 17/11/16 – Shanghai Dia 4 - 18/11/16 – Shanghai Dia 5 - 19/11/16 – Shanghai Dia 6 - 20/11/16 – Shanghai > Changsha > Zhangjiajie - Zhangjiajie Dia 7 - 21/11/16 – Zhangjiajie (se pronuncia algo como “dian diai dié”) Dia 8 - 22/11/16 – Zhangjiajie > Wulingyuan - Wulingyuan Dia 9 - 23/11/16 – Wulingyuan Dia 10 - 24/11/16 – Wulingyuan > Xian - Xian Dia 11 - 25/11/16 – Xian Dia 12 - 26/11/16 – Xian Dia 13 - 27/11/16 – Xian > Beijing - Beijing Dia 14 - 28/11/16 – Beijing Dia 15 - 29/11/16 – Beijing Dia 16 - 30/11/16 – Beijing Dia 17 - 01/11/16 – Beijing (PEK) > Frankfurt (FRA) > São Paulo (GRU) Dia 18 - 02/12/16 – São Paulo (GRU) QUER MESMO VIAJAR PARA CHINA? Acho que a partir daqui quem estiver lendo tem interesse em um dia viajar para lá. Por isso é importante explicar a parte ruim da viagem. A China é um país magnífico e a viagem foi, sem dúvidas, sensacional. O país carrega uma cultura única e estar lá é uma constante explosão de novas sensações. Entretanto, como todo país, tem seus problemas, e no caso da china eu diria que ele é representado pela personalidade de uma boa parcela da população. É importante contextualizar que a China é um país onde até pouco tempo boa parte da população não tinha pleno acesso à comida, e que nos últimos dois séculos mais de 150 milhões de pessoas literalmente morreram de fome, isso em crises oficiais, sem contar casos esparsos que elevam muito esse número. E no meu entendimento, ao longo dos anos isso esculpiu o comportamento egoísta e não receptivo dessa fatia da população. Coloque na sua mente que ao contrário dos países os quais você está acostumado a viajar, na China, para boa parte da população, você não é bem vindo. Muitas pessoas não querem e não vão te ajudar. Acostume-se a interferências não bem vindas: a tentarem cortar fila, a crianças chutando o seu banco a viagem inteira, a pessoas empurrando sua mala para longe no metrô para ficar no lugar dela, a sentarem no seu lugar marcado no ônibus e se recusarem a sair, a fecharem o guichê na sua cara após mais de uma hora de fila porque deu o horário de ir embora, a alguém dar risada na sua cara e virar as costas quando você pedir ajuda, entre outras tristes situações... Se você não consegue lidar com esse tipo de coisa talvez a China não seja o destino certo para você, mas se conseguir, embarque nessa, pois na viagem você também encontrará muitos chineses bons e receptivos, e quando você encontra tudo parece valer a pena Se prepare... para manter a calma. Outros pontos a ponderar antes de viajar para lá: • É um destino solitário para turistas estrangeiros: A maior parte dos turistas lá são chineses e até nos hostels é bem difícil fazer amizade. O fato de haver poucos e raros bares não ajuda muito. Apesar de eu ter o costume de viajar sozinho, no caso da China, aconselho fortemente embarcar com companhia ou já se preparar para uma viagem meio solitária. • A China não é o paraíso das compras. Embarquei achando que o país seria um Aliexpress gigante e me decepcionei muito. Basicamente, tirando celular, tudo é fabricado no país e praticamente nada é vendido por lá. Fui a diversos shoppings e nem uma GoPro conseguia encontrar. Não vá para lá esperando voltar com uma mala lotada de compras. • É essencial falar inglês no mínimo avançado. Parece uma contradição, já que você raramente vai encontrar outra pessoa que fale. Entretanto, em algumas situações você pode precisar, e muito. • Pedestres e veículos não convivem de forma harmônica na China. Até nas calçadas a preferência é dos carros e os pedestres devem literalmente correr por suas vidas. Presenciamos tentativas propositais de atropelamentos. • Como a maioria sabe, higiene (nos modos ocidentais) não é o ponto forte dos chineses.. Aceitando tudo isso se prepare para uma viagem com um país e uma cultura únicos. Preparativos A ideia de viajar para China surgiu, como na maior parte das viagens, a partir de uma promoção de passagens. Entretanto demoramos muito para comprar e no final das contas ou pagava caro ou viajava poucos dias. Optamos pela segunda opção o que limitou a viagem em 16 noites e 17 dias em território chinês. O que é muito pouco, pois fui embora da china com gosto de quero mais e várias cidades para ainda conhecer um dia. A passagem da Air China custou R$ 2399, incluindo taxas aeroportuárias e tarifa do decolar. Todos os voos foram operados pela Lufthansa (codeshare). Ida: São Paulo (GRU) – Shanghai (PVG) – escala em Frankfurt (FRA) Volta: Beijing (PEK) – São Paulo (GRU) – escala em Frankfurt (FRA) Para tirar o visto chinês é necessário ter o roteiro pronto e reserva (com seu nome escrito) de todos os hotéis em todas as noites em que estará na china. Por isso a viagem exige bom planejamento. Essa exigência que a princípio parece ser um pouco absurda é conveniente e necessária, pois todas as acomodações e passagens aéreas se esgotam rapidamente no país com 1,3 bilhões de pessoas, e certamente, sem essa exigência, seria comum turistas tendo que dormir na rua por lá. Tem diversos tutoriais de como tirar o visto chinês pela internet e por isso não vou me estender aqui. Hoje com a viagem concluída mudaria pouca coisa no roteiro e, pessoalmente, creio que ficou bem equilibrado, tendo visto o que eu considerava como mais importante para se visitar. A viagem foi feita por um engenheiro civil e uma arquiteta, com gostos pra sistemas de transporte, infraestrutura, planejamento urbano, arquitetura e etc. Talvez um apaixonado por paisagens naturais pudesse traçar um roteiro trocando Shanghai e Xian por Guilim e Jiuzhai. Ou alguém que gosta muito de história poderia trocar Shanghai por Pingyao, por exemplo. Cidades que eu não visitei e fui embora querendo muito visitar, especialmente as duas primeiras: • Guilim • Lijiang e Região • Jiuzhai • Hong Kong • Pingyao • Harbin (durante o festival de gelo no inverno). O que não faltam são paisagens de tirar o fôlego, basta digitar os nomes desses lugares no Google. Ainda falando em preparativos, se você for fazer algum trecho aéreo é importante comprar as passagens com antecedência, pois os voos nacionais comumente lotam. O que fizemos por lá, fora de temporada, decolou com 100% de ocupação. Comprei a passagem quinze dias antes de embarcar no ctrip.com e pelo que eu pesquisei o preço é mais ou menos tabelado com os outros sites. Já as passagens de trem bala intercidades compramos todas com um dia de antecedência, na própria estação que iriamos embarcar, e não tivemos problemas. Creio que não é o caso na alta temporada uma vez que, mesmo sendo baixa temporada, os trens partiam com praticamente 100% de ocupação. Adiante no relato retornarei ao tópico (compra de passagens de trem). GASTOS COM PREPARATIVOS: R$ 2770 (por pessoa) • Passagem Aérea Brasil>China – China>Brasil: R$ 2400 (O trecho interno dentro da China estará contabilizado no relato do dia). • Visto: R$ 160 • Seguro Viagem R$ 210 (encontramos por bem menos, apesar de ter optado por esse mais caro). + GASTOS DURANTE A VIAGEM: R$ 2870 (por pessoa) (Gastos detalhados dia a dia no relato) = TOTAL DA VIAGEM: R$ 5640(por pessoa, exceto compras) Custo total da viagem, tirando roupas e compras e lembranças, incluindo os gastos na Alemanha (escala na ida e volta). É possível reduzir bastante este custo, entretanto, no caso dessa viagem, não era a maior prioridade.[/color] Dia 1 - 15/11/16 Chegamos com todo gás em Frankfurt depois de 11 horas infernais adoráveis de classe econômica. Como a escala era de 8 horas resolvemos sair para conhecer a cidade e de cara fomos recepcionados por chuva e temperatura negativa. A passagem pela imigração alemã foi tranquila e sem diálogos. Não vou me prender à Frankfurt porque não é o objetivo deste relato, mas deu para conhecer muita coisa, mesmo com chuva foi sensacional, e o eficiente trem que conecta o aeroporto à cidade em 15 minutos facilitou muito a vida. Aproveitei para comprar uma blusa de frio nova na Primark, o que foi de suma importância uma vez que eu mal sabia o frio que me aguardava na terra do Mao Tse Tung. Voltamos para o aeroporto embarcamos para a nova jornada de 10 horas até Shanghai. Me animei muito ao me deparar com um A380 na ponte de embarque e mais ainda quando constatei que o avião iria bem vazio, com menos de 40% de ocupação na econômica, tendo sido possível até deitar entre assentos. Quase chorei de alegria. Em seguida me frustrei muito devido ao mais intenso e consistente cheiro de chulé que presenciei em minha vida, vindo de um passageiro próximo, o que tornou esse trecho ainda mais desconfortável do que a primeira perna. GASTOS DO DIA: R$ 57 • Bilhete DayPass: R$ 32 (trem e metrô) • Alimentação: ~R$ 25 • 0,8 kg de Lindt para comer durante a viagem: ~R$ 40 (promoção no free shop) Imenso e vazio! Dia 2 - 16/11/16 No monumental aeroporto de Shanghai a imigração é tranquila e silenciosa, uma vez que você já chega com o visto. Logo no desembarque fomos abordados pela já esperada multidão de pessoas oferecendo os mais diversos serviços, como câmbio, hotel, taxi, tradução, etc, todos com bom inglês. Por curiosidade resolvi checar a cotação de câmbio, que posteriormente constatei não ser tão desvantajosa, mas como na hora não sabia disso e ainda cobravam uma taxa fixa, resolvi deixar para trocar dinheiro mais tarde. Ainda no aeroporto pegamos um mapa turístico da cidade em inglês (MUITO IMPORTANTE!). Para ir do aeroporto até a cidade existem duas opções de transporte público convenientes. O sistema de metrô da cidade (12 RMB = 6 BRL ) e a única linha de Maglev comercialmente operante no mundo (50 RMB = 25 BRL, aceitavam cartão de crédito). Optei pelo Maglev e me desapontei um pouco, pois devido ao horário de pico (três picos por dia: início da manhã, almoço e fim da tarde) ele não operou em velocidade máxima (430 km/h), mas sim a 300 km/h, velocidade padrão de um trem bala chinês. O projeto já antigo do trem também não reluz conforto, o que não é nenhum absurdo, já que a viagem de 30 km até Pudong (centro de Shanghai) leva 5 minutos. Chegando em Pudong fomos recepcionados pelo primeiro perrengue da viagem. Imaginava que a estação que compreendia três linhas de metrô e uma de Maglev, relativamente próxima ao centro financeiro, fosse um lugar muito fácil de trocar dinheiro e que, na pior das hipóteses, compraria os bilhetes de metrô com cartão de crédito. Não havia casas de câmbio. Não havia caixas eletrônicos e o metrô não aceitava cartão. Descobrimos naquele momento também que raramente encontraríamos pessoas receptivas que falassem inglês para nos ajudar, e mesmo quando encontrássemos, que a barreira do idioma esgotaria rapidamente a paciência até dos chineses mais simpáticos. Minha namorada havia levado um dicionário de viagem com frases prontas em mandarim. (MUITO IMPORTANTE!!!) Após mais de uma hora tentando resolver a situação nos arredores, resolvemos sair pela cidade (ainda com mochilas), apontando no livro a frase “Where’s the nearest ATM” em Mandarin. A área entorno da estação de Pudong ainda está em processo de urbanização e é constituída por avenidas largas sem calçadas. Após meia hora de caminhada e muita confusão com as pessoas que conseguíamos abordar, finalmente encontramos um banco, e uma hora depois tínhamos Yuans na carteira!!!! Em outra parte do relato explicarei sobre como trocar dinheiro. Voltamos pegamos metrô para o hotel. Nos preparativos da viagem demorei para reservar acomodação e quando fui reservar, todos os bons hostels da cidade estavam cheios. Reservei então um hotel de uma grande rede, estilo Ibis, chamada “JinJiang Inn”, próximo ao estádio Hongkou. Quarto privativo para até três pessoas sem café da manhã. Ao sair da estação de metrô mais próxima (Hongkou Football Stadium, cerca de 700 metros), liguei o Google Maps para fazer o trajeto que eu havia salvo off-line. Acredito que pelo serviço ser banido na china a base de dados deixou de ser atualizada e simplesmente não é confiável. Andamos cerca de 2 km até o local onde supostamente era o destino. No caminho por ruas estreitas e locais muito pobres tivemos contato com toda pobreza que não se pode ver no Google. Se não fosse o cansaço extremo das últimas 30 horas, as mochilas pesadas e todos os dólares da viagem na carteira, teria sido um ótimo contato com essa realidade. O Google nos fez chegar dentro de uma fábrica de vidro. Novamente dependemos do bom e velho papel (reserva impressa do hotel com endereço em chinês) e da boa vontade de uma em cinco pessoas que abordávamos e nos ajudava. Estávamos no meio de um bairro onde não havia taxis. Depois de atravessar Luxun Park, depois do sol se por, depois de muito vai e vem e uma hora e meia de caminhada no total encontramos nosso hotel. A lição que fica é não usar os serviços de GPS na China. Se eu manualmente tivesse traçado no mapa o caminho para percorrer até o hotel e tirado um screenshot, nada disso teria acontecido. Um táxi a partir de Pudong também teria sido uma ótima ideia. A missão do dia agora era descansar e tentar fazer os pés desincharem para aproveitar o próximo dia. Um “lamen” comprado na venda ao lado seria a janta. É na verdade um miojo em pote, como se fosse um Cup Noodles gigante com muito sódio e especiarias, para consumo individual, e foi consumido praticamente dia sim/dia não durante a viagem, usando as ‘chaleiras elétricas’ que você encontra em todo lugar. Essas chaleiras também são ótimas para ferver água e abastecer as garrafinhas. GASTOS DO DIA: 183 RMB = R$ 92 (por pessoa) • Maglev: 50 RMB = R$ 25 • Metrô: 6 RMB = R$ 3 • Miojo, água e guloseimas: 11 RMB = R$ 6 • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58 (existem opções bem mais em conta). Maglev em Pudong Metrô de Shanghai: Todos no celular, parece ficção científica. Dia 3 - 17/11/16 Chuva na janela. Precisávamos gastar o dia em uma atração coberta. Resolvemos ir ao museu da ciência e tecnologia. Mas antes resolvemos tomar café da manhã no hotel. Custava 20 RMB e comia o quanto quisesse. O café da manhã era uma legítima refeição chinesa, contando com larvas de bicho da seda e outras iguarias as quais me mantive distante. O mais próximo da alimentação ocidental era um macarrão frito e uma espécie de ovos mexidos. Havia também uma salsicha quase incomível (muito popular em Shanghai) e uma espécie de café com leite de soja de causar arrependimento. Chineses comem rápido e dividem a mesa. Fomos então ao belíssimo museu da ciência e tecnologia. Aparte do edifício megalomaníaco, o museu é direcionado para crianças, e elas são milhares, correndo, gritando, fazendo picnic no chão do museu. Apesar de o museu contar com sinalização em inglês, as atrações são totalmente voltadas para as crianças chinesas. Teria me arrependido muito de ter ido lá, mas foi possível me divertir vendo todas aquelas crianças num momento tão próprio delas. Saímos de lá e fomos direto para Pudong ver os grandes prédios. A área é fácil e confortável de se locomover, com muitas passarelas elevadas exclusivas para pedestres e acesso direto aos shoppings. A altura e beleza dos prédios são de cair o queixo. Lado a lado se encontram três dos 10 maiores prédios do planeta, incluindo a recém-inaugurada Shanghai Tower (2º edifício mais alto da terra, com 632 metros). Apesar do entusiasmo, a chuva e a neblina interferiram com os planos e resolvemos nos abrigar para comer uma vez que estava começando a escurecer. Por ser uma área cara resolvemos comer no Mc Donalds do shopping. Em Shanghai o Mc custa quase metade do que em São Paulo, entretanto a qualidade é inferior e o hambúrguer fininho. Aliás, tenha em mente que o consumo de carne na china é bem baixo, especialmente carne bovina. Leite então é ainda mais raro (e caro) de se encontrar, assim como o queijo. Faz todo sentido, já imaginou 1,3 bi de pessoas comendo carne e bebendo leite nas proporções ocidentais? Não há planeta que aguente. Depois de comer, ficamos uns 40 minutos andando na garoa procurando a entrada do ‘Bund Touristic Tunnel’. É um túnel iluminado e divertido (muitos vídeos na internet) que parece uma balada e com um pequeno trem, atravessa o Rio Huangpu e conecta Pudong ao The Bund (‘promenade’ de shanghai em que se pode observar Pudong através do rio). Valeu a experiência de pegar o trenzinho, pois ele desembarca a poucos metros do The Bund. O The Bund é uma área extremamente convidativa para andar, gastar o seu tempo e admirar a cidade. De um lado muitos prédios do início do século passado que esbanjam arquitetura, do renascentista ao gótico, do barroco ao românico, demais. Do outro lado o movimentado (muito) passeio a beira do Rio Huangpu, com Pudong ao fundo. Tudo é tão bonito que nem mesmo a multidão disputando espaço com você pode estragar. Estava ficando tarde e resolvemos voltar para o hotel. No longo caminho até o metrô nos perdemos (pra variar) e por sorte encontramos o bairro de ‘Old City of Shanghai’. Foi inesperado e muito oportuno. O bairro é repleto de construções de arquitetura clássica chinesa. Após mais uma hora de caminhada voltamos para o hotel, perto da meia noite. Na china é fácil encontrar lojas de conveniência 24 horas. Aproveitamos e passamos em uma para comprar algo para comer e alguns mantimentos para o próximo dia, pois se estivesse sol, iríamos para Disney. GASTOS DO DIA: 314 RMB = R$ 157 (por pessoa) • Café da Manhã: 20 RMB = R$ 10 • Metrô: 14 RMB = R$ 7 (três vezes ao longo do dia) • Science Museum: 60 RMB = R$ 30 • Mc Donalds: 26 RMB = R$ 13 • Bund Touristic Tunnel: 50 RMB = R$25 • Água, café solúvel, lanches e besteiras na loja de conveniência: 28 RMB = R$ 14 • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58 (existem opções bem mais em conta). Café da Manhã no Hotel. Não espere muita higiene na disposição dos alimentos. Vista no ‘The Bund’ para o lado antigo. O lado do ‘skyline’ estava encoberto em neblina. Portal clássico chinês em ‘Old City’. Dia 4 - 18/11/16 Previsão de sol, dia de ir à Disney! Nunca fui em um parque deles e tinha vontade de conhecer. Acordamos cedo, tomamos café no hotel e fomos ao parque. É possível ir de metrô. O recém-inaugurado parque do Mickey em Shanghai é todo megalomaníaco, aos modos chineses e da Disney. A área de entorno é muito bonita, com um grande rio separando o parque do resort. Atenção, o parque é voltado para os chineses e estrangeiros definitivamente não são o público alvo. As atrações são todas em mandarim, o que foi extremamente frustrante, e muitas vezes a sinalização em inglês fica a desejar. Se não fossem os belíssimos banheiros temáticos que contavam com privadas normais entre às turcas eu diria que estrangeiros sequer eram bem vindos lá. Eu particularmente me decepcionei um pouco, pois esperava brinquedos de adrenalina. Entretanto as atrações são mais voltadas para crianças, envolvendo personagens da Disney. Ainda assim da pra se divertir bastante em meia dúzia de brinquedos, o que num dia cheio é o possível de se ir, contando até duas horas de fila para cada um. A dica é tentar pegar a fila individual (pessoas que servem para completar aqueles assentos ímpares), que chega a ser até cinco vezes mais rápida do que a fila em grupo. Encontramos um grupo de brasileiros por lá. Mais adiante só nos depararíamos com mais um brasileiro em toda viagem. O conselho que eu deixo para quem quiser ir é chegar cedo e preparar a paciência para as filas e para as pessoas que vão o tempo todo tentar corta-la. Se pudesse voltar atrás certamente teria gasto meu dia no aquário ou outras atrações da cidade. Entretanto, como toda a China, o parque, que caiu no gosto do povo é um grande canteiro de obras. Pode ser que daqui alguns meses tudo esteja muito diferente. GASTOS DO DIA: 442 RMB = R$ 221 (por pessoa) • Café da Manhã: 20 RMB = R$ 10 • Metrô: 12 RMB = R$ 6 (três vezes ao longo do dia) • Entrada para Disney: 370 RMB = R$ 185 • Casquinhas (muito melhores que Mc): 20 RMB = R$ 10 (duas) • Miojos a noite: 4 RMB = R$ 2 • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58 (existem opções bem mais em conta). Você definitivamente não precisa atravessar ao mundo para ir à um parque da Disney. Os armários tem um depósito de segurança de uma moeda de 1 RMB, entretanto nada em inglês ou alguém que te conte isso (demorou até entender). Dia 5 - 19/11/16 Vou passar rapidamente pelo dia, pois foram muitas atividades. Acordamos, saímos do hotel para tomar café em algum lugar chinês típico, terminamos no KFC. KFC é o fastfood mais popular da china e vocês vão perceber no relato dos outros dias. Depois disso resolvemos ir comprar as passagens para Changsha, aonde pegaríamos o trem para Zhangjiaje no próximo dia. Li na internet que os trens partiam de Shanghai South e tirei um screenshot de um site que mostrava alguns números de trens. Chegando em Shanghai South, a surpresa, todas as informações sobre trens estavam em chinês, NADA EM INGLÊS. Procurando ajuda por todos os lados, NADA. A única informação em alfabeto romano era os códigos e horários dos trens. Fomos direto ao guichê onde se compravam a passagem. Mandaram-nos pegar outra fila. Essa situação parece ser simples, mas é muito complicada. Pois o chinês não tem um grande respeito por filas e demorar mais do que 30 segundos falando com atendente é motivo para desmanchar uma fila e todo mundo se tumultuar na frente, te interrompendo enquanto você tenta explicar para o atendente para onde você quer ir e quando. O atendente que não quer ou não sabe falar inglês tenta fugir de te atender, tornando a compra de passagens um desafio. Depois de muito stress e esforço tentando desvendar os símbolos chineses que representam os nomes das cidades as passagens foram compradas. Depois disso, fomos visitar vários pontos turísticos da cidade e fazer sightseeing. Deu pra aproveitar muito bem. Para quem gosta de planejamento urbano, aconselho fortemente o Urban Planning Exibition Center, que conta a história de como a cidade cresceu e esbanja o planejamento urbano necessário para manter a maior cidade do planeta fluindo tão bem. Fica em People’s Park e do lado de fora tem umas barracas de comida fastfood chinesas que podem ser interessante para quem deseja experimentar, mas não tem coragem de comer nas banquinhas mais simples. Eu fiquei com batata frita mesmo. O período da tarde foi recheado de perrengues. O perrengue legal foi se perder na cidade procurando um templo e parar num bairro nada turístico extremamente movimentado. O perrengue ruim foi esperar 1h20 (!!!) pra trocar dinheiro no banco (precisávamos muito trocar) e na hora de ser chamado nos expulsarem do banco pois havia dado 18h e o banco iria fechar. Depois disso fomos para Nanjing Road. É o lugar mais vivo de Shanghai, uma rua larga para pedestres, muito iluminada, lotado de lojas daquelas que da pra gastar horas sem precisar comprar nada e se divertindo com street performers, restaurantes e etc. Nessa hora a neblina abriu um pouco e foi possível ver as nuvens no céu. Saímos em disparate para tentar subir a Shanghai Tower (segundo maior prédio do planeta). Pegamos metrô novamente. Chegando em Shanghai Tower o tempo já havia fechado novamente. A própria atendente orienta a não subir pois eles não devolvem o dinheiro caso não haja visibilidade. (A ponta do prédio já estava dentro das nuvens). Pelo menos rendeu algumas boas fotos. Depois disso fomos ao The Bund nos despedir da cidade. Voltamos para o hotel perto da meia noite para dormir algumas horas antes de pegar o trem. Não tivemos forças nem para comer miojo. GASTOS DO DIA: 214 RMB = R$ 113 (por pessoa) • Café da Manhã no KFC: 14 RMB = R$ 7 • Metrô: 24 RMB = R$ 12 (seis vezes ao longo do dia) • Entrada para Shanghai UPEH : 30 RMB = R$ 15 • Lanche e café no fastfood chinês: 12 RMB = R$ 6 • Compras no supermercado (estoque de comida): 18 RMB = R$9 • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58. Maquete em escala da cidade, com representação real das ruas e edifícios no Urban Planning Exibittion Hall Anima um fastfood? Vista do skyline no The Bund com menos neblina e chuva que o primeiro dia. Dia 6 - 20/11/16 Acordamos bem cedo pra pegar o trem das 7h30 em Shanghai South para Changsha e depois o trem a Zhangjijiae. Chegando em Shanghai South fomos barrados na hora de entrar na estação. Depois barrados na outra entrada, como se estivéssemos no lugar errado. Na melhor das hipóteses apontavam um caminho que nos mandava de volta ao metrô. No metrô alguém conseguiu nos mostrar, apontando em um mapa, que estávamos na estação errada (!!!!). Bateu um pânico instantâneo. Nas passagens estava realmente estava escrito Shanghai Hongqiao to Changsha. Entretanto em momento nenhum pensei que Hongqiao seria outra estação, ou que em uma estação me venderam uma passagem partindo de outra. Depois de muita correria e stress conseguimos remarcar a passagem SEM CUSTO NENHUM para um trem três horas mais tarde (ufa). Nosso trem partiria da estação Shanghai Hongqiao. É o exemplo perfeito da megalomania chinesa. Uma estação de trens balas com mais de 30 plataformas com trens partindo para o país inteiro. Vendo aquela estação fica fácil entender porque hoje no planeta existem mais quilômetros de trem bala dentro da china do que fora dela. O trem bala chinês é igual ao japonês (houve transferência de tecnologia da Mitsubishi para estatal chinesa). Confortável, rápido e silencioso. A comida a bordo foi uma das melhores que tivemos na viagem e é possível dividir o prato para duas pessoas. O trem bala é uma experiência importantíssima pois é possível ver como 1,3 bilhões de pessoas conseguem ocupar a china. Grandes planícies de plantação de arroz intercaladas com pequenos agrupamentos rurais e grandes cidades, essas últimas com obras e mais obras, uma infinidade de condomínios de dezenas de torres sendo erguidos cidade a cidade. Grande parte das cidades pequenas e agrupamentos rurais estão sendo abandonadas num movimento onde a população chinesa caminha para essas grandes cidades, sendo possível observar uma outra infinidade de casas e pequenos prédios em cidades pequenas totalmente abandonados. Chegando em Changsha por volta das 15 horas, fomos surpreendidos por uma estação de trem megalotada, com filas intermináveis e ausência de alguém que pudesse dar uma informação. Creio que aquela situação era anormal e aconteceu por ser domingo. Como o tempo era curto, ao invés de perder mais de uma hora na fila resolvi tentar procurar a rodoviária para ir de ônibus. É impressionante a frieza de algumas pessoas que além de se recusar em nos ajudar riam na sua cara e viravam as costas. Depois de quase uma hora encontramos a rodoviária e conseguimos comprar a passagem. A viagem para 6 horas para Zhangjiajie foi uma loucura por si só, impossível de se explicar. O conselho aqui é tentar a todo custo ficar na parte da frente da fila e entrar rapidinho no ônibus para garantir seu lugar. Vale também tomar cuidado com as paradas, pois o ônibus pode facilmente partir sem você, acredite. Chegando em Zhangjiajie já depois da meia noite, conseguimos encontrar facilmente o Hostel, que ficava no centro, próximo à rodoviária e estação de trem. E lá fomos recepcionados pelas melhores pessoas que encontraríamos na China, e o melhor, que falavam inglês. Estavam todos acordados somente esperando chegarmos. Nos ajudaram com tudo que poderíamos querer e muito mais. Nos deram mapas, informações do que fazer e o que não fazer, onde comer e tudo mais. O hostel é novo em folha e excepcionalmente bonito e aliviou o dia preenchido por perrengues. Nem pense duas vezes na hora de reservar: - Pengjiapu Community, Guanliping Street, Yongding District, Yong Ding, Zhangjiajie. Pegamos quarto privativo. A noite em quarto compartilhado nesse Hostel saía por 40 RMB (R$ 20). Como de costume na China, não inclui café da manhã. Café da manhã é uma refeição um pouco atípica por lá. Eles curtem comer um macarrão de manhã ou omelete e não possuem o vício da cafeína. GASTOS DO DIA: 706 RMB = R$ 353 (por pessoa) • Trem de Shanghai para Changsha: 478 RMB = R$ 239 • Refeição no trem: 23 RMB = R$ 12 • Ônibus de Changsha para Zhangjiajie: 118 RMB = R$ 59 • Hostel Zhangjiajie Mini INN: 84 RMB = R$ 42 Se imagine nessa fila sem falar uma única palavra em chinês e ao chegar na sua vez não ser atendido... Sorte que optamos pelo ônibus! Dia 7 - 21/11/16 Acordamos cedo para visitar a Tiamen Mountain. Estivesse nublado, chovendo ou nevando, iriamos subir a montanha. Aqui vale a pena eu me estender sobre um aspecto da viagem que foi de dificílimo planejamento: Quem visita a cidade de Zhangjiajie tem pelo menos dois objetivos: Visitar a Tiamen Mountain e o Zhangjiajie National Park (famoso parque das montanhas do avatar). Com muita pesquisa compreendemos que, para a confusão dos já confusos turistas, a Tiamen Mountain é acessível do centro da cidade de Zhangjiajie, a partir de ônibus e teleférico oficiais do próprio parque Tiamen, já o imenso Zhangjiajie National Park, que carrega o nome da cidade, não é acessível a partir da cidade propriamente dita (pelo menos não facilmente), sendo que para visitar o parque é melhor você se hospedar em outra cidade ou em um dos vilarejos nas entradas do parque. A decisão que tomamos por visitar o Zhangjijae National Park a partir da cidade de Wulingyuan se provou como a mais acertada de toda a viagem, como será possível acompanhar mais adiante no relato e se você pretende visitar ambos não deve pensar duas vezes. Voltando ao relato: A entrada do teleférico que dá acesso à Tiamen Mountain fica no centro da cidade. Aqui não existem muitas opções e para subir a montanha, é obrigatório pagar 258 RMB (129 Reais), que além da entrada para o parque inclui ingressos para o maior teleférico do planeta e passagem de ônibus para estrada das 99 curvas. Suba de teleférico e desça de ônibus, a menos que o tempo esteja ruim de manhã e houver perspectiva de melhoria para a parte da tarde. A subida de teleférico é simplesmente sem palavras. Pegamos tempo com muita neblina, entretanto, repentinamente, o teleférico acendeu acima das nuvens e meu queixo simplesmente caiu. Um interminável colchão de nuvens, furado por picos de um lado, o sol do outro e a frente a imensa montanha de Tiamen. É um daqueles poucos momentos na vida que você sente que seus cinco sentidos não são suficientes para absorver o que está lá. Você não consegue exprimir o que está sentindo, se inquieta, e simplesmente começa a rir. Com esse novo ânimo chegamos ao topo da montanha prontos para fazer as trilhas da parte alta. Para nosso azar o tempo logo se fechou novamente, mas ainda assim o possível de se avistar era estonteante. Tem bastante coisa para fazer na montanha, para aproveitar bem é bom acordar cedo. O melhor de tudo é que tudo é bem sinalizado em chinês e inglês. É impressionante a forma como as extensas passarelas beiram o desfiladeiro e intrigante pensar como elas foram construídas, algo que você só vê na china. Você pode se divertir muito parando alguns minutos para observar como todos ficam impressionados com o que estão vendo. Pelas duas da tarde resolvemos iniciar a descida, pois temíamos que se o tempo piorasse não conseguiríamos ver a ‘Heavens Door’. Depois de intermináveis escadas rolantes chegamos em ‘Heavens Door’, e embora o tempo estivesse um fiasco, é uma experiência única. O olhar de cada pessoa descendo aquela escadaria demonstra o fascínio do momento. São 999 degraus e alguns deles tão íngremes que um escorregão resultaria facilmente em morte. Quando terminamos de descer já queríamos subir de volta, mas era hora de embarcar no ônibus pela estrada das 99 curvas (eles gostam do número 9). Chegamos de volta na cidade e já estava escuro. Terminamos o dia caminhando pelas vielas do centro de Zhagjajae e comendo nas excelentes padarias locais. GASTOS DO DIA: 382 RMB = R$ 191 (por pessoa) • Café da Manhã e mantimentos: 22 RMB = R$ 11 • Ingresso Tiamen Mountain: 258 RMB = R$ 129 • Sorvete e água em Tiamen: 6 RMB = R$ 3 • Lanche a noite: 14 RMB = R$ 7 • Hostel Zhangjiajie Mini INN: 84 RMB = R$ 42 Reze por tempo bom. Passarelas e desfiladeiros acima das nuvens. Viagem tem dessas coisas. Dia 8 - 22/11/16 Antes de ir à Wulingyuan precisávamos trocar dinheiro. Na saída o staff do hostel nos deu todas as direções que precisaríamos no dia e até nos deu um mapa artístico do parque, pelo qual eu me disporia a pagar pelo menos 20 RMB se ele quisesse cobrar. Ele também nos escreveu o nome do ônibus em chinês, o que foi extremamente necessário para conseguir encontrar o bendito ônibus público, que passava em frente ao teleférico que havíamos pegado no dia anterior. Ao contrário do que estamos acostumados, trocar dinheiro na china não é uma atividade corriqueira. Aparentemente o governo tem elevado controle sobre as transações cambiais e são necessários vários procedimentos burocráticos e assinaturas. Enquanto estivemos em território chinês trocamos dinheiro seis vezes e apenas uma dessas vezes nos custou menos de uma hora entre fila e atendimento. A troca de dinheiro é feita em bancos, e não casas de câmbio. A única casa de câmbio que vimos foi no aeroporto de Shanghai e a taxa estava pelo menos 10% maior do que a que pagamos mais tarde em um banco. Você vai se acostumar a ver meia dúzia de bancos na China e aparentemente a cotação varia muito pouco (ou nada) entre eles. Notei uma tendência de melhor atendimento e rapidez no banco chamado ABC (Agricultural Bank of China). Mas em Zhangjiajie o ABC não trocava dinheiro e tivemos que pegar um taxi para outro banco. O atendente do banco ABC foi extremamente prestativo, nos achou um taxi e deu instruções explícitas para o taxista nos levar á uma determinada agência de outro banco. Táxi oficial na China (amarelo) é muito barato. Uma corrida de dez minutos nos custou 6 RMB (R$ 3) entretanto é difícil parar os taxistas. Depois de mais de uma hora e dinheiro na mão, fomos pegar o ônibus para Wulingyuan. A baratíssima viagem, feita por estradas pequenas, leva pouco mais de uma hora e você deve pagar para um cobrador que entra no ônibus durante o trajeto e sai logo em seguida. O ônibus não é limpo nem vazio. Mochilas no colo e chineses olhando feio. Wulingyuan é um distrito/cidade turística usada como base para quem está visitando o Zhangjiajie National Park, e como já disse anteriormente, visitar o parque por essa cidade foi uma das decisões mais acertadas da viagem. A cidade é repleta de resorts e hotéis luxuosos e felizmente alguns lugares mais baratos. Ficamos no Zhangjiajie 1982 Chujian International Youth Hostel (Intersection of Jundi Rd and Tuofeng Rd, Wu Lingyuan, 427000 Zhangjiajie, China). É um dos hostels mais bonitos que já vi e também contava com staff excepcional, que mesmo não sabendo falar inglês muito bem, tomava o tempo que fosse usando os serviços de tradução para te explicar as coisas, e isso estava fazendo muita falta na viagem. Além disso, fica localizado logo na entrada do parque, um luxo. Mas o principal motivo pelo qual aconselho você a se hospedar lá é que eles vão te dar de presente um mapa do parque em inglês, e isso não tem preço, acredite, pois até então não havíamos encontrado a venda em lugar nenhum. O ingresso para o parque custa 245 RMB e é válido para quatro dias. A princípio parece caro, mas o parque é gigante (400 km²) e conta com um eficiente sistema de ônibus gratuito, com várias linhas, além de toda infraestrutura do parque em si (trilhas, e mais trilhas, escadarias sem fim, banheiro, limpeza, etc..). O plano era ir ao parque naquela tarde para verificar se havia sinalização em inglês. Caso não houvesse, tentaríamos através do hostel contratar um guia para o dia seguinte. Entramos no parque e pegamos um ônibus que percorria cerca de 7 km até a primeira parada. Não adianta eu tentar descrever a vista aqui porque uma pesquisa no Google valeria mais do que qualquer coisa que eu pudesse escrever. Mas imagine que é um constante exercício de negação dos seus sentidos e autoquestionamento do porquê você nunca esteve lá antes. Entre as selfies você então promete que vai repensar as metas da vida, passar a trabalhar menos, viajar mais, vai voltar lá um dia e assim por diante. Para nossa felicidade, o parque contava com uma recém-implantada sinalização em inglês, que somada com o fato de possuirmos um mapa, nos pouparia de ter que contratar um guia. Ainda assim aconselharia quem for lá com mais tempo a cogitar a ideia, pois o serviço de guia não é caro (ouvimos dizer que era entorno de 100 RMB a diária) e o parque certamente guarda muitos segredos que não constam nos mapas. Depois de duas horas de caminhada, muita chuva e frio voltamos para o hostel para planejar o próximo o dia. O cansaço nos derrubou e comemos o miojo e bebidas disponíveis no quarto. Perdemos a neve que caiu naquela noite. GASTOS DO DIA: 367 RMB = R$ 183 (por pessoa) • Taxi: 6 RMB/2 = R$ 1.5 • Ônibus para Wulingyuan: 14 RMB = R$ 7 • Ingresso para o parque: 245 RMB = R$ 123 • Lanche a noite: 8 RMB = R$ 4 • Hostel Zhangjiajie 1982: 94 RMB = R$ 47 Antes mesmo de pegar a trilha as montanhas do Avatar dão as caras. Decoração excepcional! Dia 9 - 23/11/16 Uma das coisas mais difíceis de planejar na viagem foi decidir quanto tempo ficaríamos no parque. Vi relatos na internet de pessoas que ficam dez dias por lá. Acabamos decidindo por passar a tarde do dia anterior (que foi atrapalhada pela chuva), aquele dia completo, e 70% do próximo dia, pois naquela noite teríamos um voo para o próximo destino. Olhando para trás diria que foi pouco. Acordamos bem cedo e fomos ao parque dispostos a subir a montanha por uma das trilhas (se prepare para subir e descer uns quatro mil degraus) para conseguir esquentar um pouco, já que não esperávamos temperaturas negativas e não tínhamos roupas para aquele frio . As trilhas têm chão e escadas de pedra e são bem sinalizadas, o que te deixa confiante a entrar. Depois de poucos minutos na trilha descobrimos um problema que iria atrapalhar muito nossa vida: gelo. Não neve, mas sim gelo impregnado nas superfícies. Caminhar em gelo e subir escadas congeladas é um desafio que requer energia e paciência. Um acidente ali poderia ser uma catástrofe, já que era comum passar até uma hora de subida sem encontrar outras pessoas. Não imagino como um resgate poderia ser feito também. Em toda viagem não vimos um único helicóptero e hospital na China é coisa raríssima de se ver. Não só pelo frio, mas principalmente pelo fator gelo, pondere muito antes de visitar o parque no inverno. Se decidir visitar esteja mais preparado do que nós, e leve roupas e calçados apropriados. Ainda assim nada poderia estragar o espetacular cenário que era avistado em cada curva ou claraboia. E apesar dos pequenos perrengues a motivação era ímpar. Chegamos ao topo onde encontramos várias excursões de turistas e barracas de comida. Abastecemos com chá de gengibre e omelete enquanto observávamos outros turistas escorregando/caindo no gelo. Já depois das 13:00 resolvemos continuar pegando outras trilhas. Um fato interessante que eu não sabia é que a bateria do celular tem dificuldades de funcionar em temperaturas negativas. O celular desligava sozinho e descarregou rapidamente. Por sorte estávamos com a câmera da minha namorada. Tínhamos planos de pegar um ônibus até um local onde pudéssemos descer por uma trilha rápida que o mapa apontava ser uma descida de 30 minutos. Depois de nos perdermos um pouco (bastante), pegar ônibus errado, ir parar em outra entrada do parque, esperar uma hora até sair outro ônibus e muita confusão, encontramos o caminho. Nessa hora um funcionário com boa vontade nos alertou que a linha de ônibus que pretendíamos pegar estava fechada por causa do gelo na estrada e quis passar um senso de urgência muito grande para nós, interpretado mais tarde como um sinal de que deveríamos correr muito para chegar de volta em Wulingyuan. Falou para um motorista que já havia encerrado o expediente para nos dar carona até determinado local. Começamos então a nos dar conta que já estava tarde e que estávamos no meio do nada. Correndo muito e com muita sorte conseguimos pegar a penúltima viagem do Elevador Bailong , o maior elevador ‘outdoor’ que existe, com uma cabine de vidro que sobe a 326 metros. Como já estava completamente escuro não conseguimos ver nada. Felizes por não ter passado um perrengue maior, encerramos a fria noite comendo em um despojado restaurante local, que contava com uma simpaticíssima garçonete que nos ajudou a fazer o pedido usando seu Baidu Tradutor. GASTOS DO DIA: 203 RMB = R$ 102 (por pessoa) • Pães e bolachas no café da manhã: 4 RMB = R$ 2 • Lanche no parque: 9 RMB = R$ 5 • Elevador: 72 RMB = R$ 34 • Restaurante Chinês: 24 RMB = R$ 12 • Hostel Zhangjiajie 1982: 94 RMB = R$ 47 Piso de pedra nas trilas e razoável sinalização transmitem confiança para explorar o parque. Mesmo com correntes, algumas linhas ficaram inoperantes. Ah, os ônibus dentro do parque são eficientes e gratuitos (incluídos no preço do ingresso). Tire a selfie antes do celular/câmera desligar sozinho (por causa do frio). Frio estúpido, perrengues e cenários impagáveis! Faria tudo de novo. Dia 10 - 24/11/16 Acordamos cedo para subir as montanhas por um dos teleféricos, (o mais próximo da entrada de Willinguan). Deixamos as malas arrumadas pois teríamos que pegar o ônibus para Zhangjiajie as 15h. Os chineses não brincam em serviço e sabem escolher muito bem aonde colocam seus teleféricos. A subida de uns 5 minutos é repleta de cenários que literalmente vão te deixar sem palavras. No alto da montanha a temperatura novamente estava negativa, talvez na casa do segundo dígito, fazendo com que o celular não parasse ligado e tornando dificílimo, senão impossível, ficar sem luva para as fotos. Novamente não tem o que eu escrever já que as fotos valem por mil palavras e tudo o que você consegue pensar é quando você vai voltar ali. La no alto tem bastante coisa pra ver e fazer, restaurantes (inclusive Mc Donalds) e até hospedagens. O teleférico, assim como o elevador Butong, é cobrado ‘per ride’, ou seja, pra descer tem que pagar o mesmo valor da ida, o que e bom porque motiva as pessoas a descerem pelas trilhas. A trilha assim como todo resto daquele lugar é sem palavras. O lugar estava repleto de gelo, e sem calçados apropriados, tínhamos que descer longos trechos de escadas engatinhando, de costas, de lado. Uma aventura a ser esquecida. Conforme fomos descendo o gelo foi sumindo e mais da metade do caminho foi feito ‘sem aperto’. Entretanto, a descida que era sinalizada no mapa (em inglês) como sendo de 40 minutos levou quase quatro horas. Apesar de termos demorado, o mapa sem dúvidas estava errado, o que pode colocar em encrenca quem deixa para fazer a trilha com o horário apertado. Somado ao fato de que a trilha era praticamente remota e deserta, um anoitecer no inverno pode facilmente resultar em catástrofe. Então tenha em mente para se programar que não existe descida/subida para parte alta da montanha com menos de 1h30-2h30 no Zhangjiajie National Park, nem no verão. Se pudesse voltar no tempo teria feito o contrário, subido a pé e descido de teleférico. Descer escadas exige muito mais do joelho do que subir, levando-se em conta que estamos falando de 3 mil degraus. Os joelhos que já tinham pedido arrego no dia anterior arriaram de vez e eu parecia um velho manco procurando corrimões. Acabou que daquele dia em diante na viagem não teria mais joelho para nada e recorreria a todos os corrimões, literalmente uma pessoa de mobilidade reduzida. Mas que valeu a pena valeu. Que vontade de voltar e ficar uma semana inteira no parque. Voltamos, comemos no mesmo restaurante tradicional do dia anterior, pegamos a mala no hostel, escovamos os dentes e fomos para Zhangjiajie. Passamos em uma das deliciosas padarias para nos despedir. E pegamos o táxi, que cobra uma taxa extra para ir até o aeroporto, devendo o preço ser combinado antes da corrida. A única dica referente ao aeroporto é que eles são altamente intolerantes com as revistas. Respeite o limite das baterias e jamais tente carregar isqueiro. O avião para Xian decolou sem um único lugar vazio. Não se assuste com chineses fazendo grandes refeições trazidas de casa ou jogando lixo no chão do avião durante o voo. Chegando em Xian, com muita e muita negociação (MUITA), conseguimos um taxi compartilhado para o centro da cidade por 100 RBM, em uma espécie de uber pelo que eu entendi. O simpático motorista se considerava um piloto de F1 com seu Hyundai Elantra a 150 km/h, em uma pista com resquícios de neve. Me ajudou a compreender porque vídeos de acidentes de carro na China se tornam cada vez mais frequentes na internet. Chegamos no hostel 1h30 da manhã e a eficiente recepção era 24 horas. GASTOS DO DIA: 648 RMB = R$ 324 (por pessoa) • Teleférico: 67 RMB = R$ 3 • Restaurante Chinês: 26 RMB = R$ 13 • Ônibus para Zhangjiajie: 14 RMB = R$ 7 • Gastos na padaria: 8 RMB = R$ 4 • Passagem AéreaZhangjiajie – Xian: 453 RMB = R$ 227 • Xian Ancient City Hostel: 80 RMB = R$ 40 Subida para a montanha! Ah, se quiser voltar de teleférico tem que pagar de novo (meio caro). Impagável! Impagável 2! Com vários animais em aquários na porta do restaurante, nos esforçamos para pedir comida ‘não viva’. Mas o arroz veio com bacon, que estava ótimo. Dia 11 - 25/11/16 A histórica Xian é uma cidade única. Relativamente grande, mas com um ar um pouco interiorano e uma atmosfera muito agradável. Dos lugares que visitamos na China é a que as pessoas aparentavam ser mais felizes e também a cidade na qual se vestiam melhor. Ao contrário dos outros lugares em que estivemos, era comum avistarmos hospitais e ambulâncias, e também haviam padarias gostosas por toda parte. A cidade é dividida urbanisticamente por uma muralha, sendo comum para se localizar se referir ao lado de dentro e de fora da muralha. Lar de tantos imperadores, a cidade é repleta de monumentos e prédios históricos. Além de tudo, é notadamente planejada e possui ruas largas e arborizadas, o que a faz parecer uma cidade europeia no meio da china. Tudo isso surpreendeu bastante uma vez que a cidade é lembrada quase que exclusivamente pelo sítio arqueológico dos guerreiros de Terracota (Terracota Warriors), a cerca de uma hora e meia de viagem. Voltando ao relato, esse foi um dos dias mais mal aproveitados da viagem, entretanto corrido como sempre. Antes de sair do hostel coletamos o máximo de informações. Tínhamos um mapa em inglês da cidade, fornecido pelo hostel, e iríamos até a estação de trem central da cidade, de onde saía o ônibus para Terracota. Após cerca de duas horas andando de um lado para o outro, trocando informações confusas com locais e sem conseguir encontrar a bendita estação desistimos de ir naquele dia. Andando por ali nos deparamos com um parque gigantesco no qual foi possível passar um tempo brincando com a neve que estava derretendo e com os cachorros de rua. Esse local acidentalmente encontrado era na verdade um sítio arqueológico gigante (gigante mesmo) chamado Daming Palace. Desistimos de entrar quando vimos no nosso guia que era necessário um dia inteiro para visitar. Usando o belíssimo e eficiente metrô da cidade, fomos ao Pagoda do Grande Ganso Selvagem. Aí sim demos sorte, um monumento belíssimo que com 1300 anos de idade, e na sua frente, um dos maiores chafarizes do mundo, medindo meio quilometro de comprimento! O show do chafariz acontece todo dia a noite e teríamos que voltar ali depois. Comemos no Burguer King (precisávamos!). Fomos a outro monumento (que estava fechado) e depois à estação de trem no extremo norte da cidade comprar nossa passagem de trem para Pequim. Gastamos o restante de noite andando no movimentado e vivo centro comercial de Xian e tentando, sem sucesso, fazer umas comprinhas. As 20h30 voltamos ao Pagoda do Grande Ganso para, em meio à multidão, assistir o excepcional show do chafariz, que cumpre o que promete. Ufa! O bar do Hostel estava vazio, subimos para o quarto e encerramos a noite comendo guloseimas de padaria e o usual balde de miojo, o qual a essa altura do campeonato eu já havia compreendido ser essa a mais legítima experiência chinesa. GASTOS DO DIA: 124 RMB = R$ 62 (por pessoa) • Burger King: 24 RMB = R$ 12 • Mantimentos: 6 RMB = R$ 3 • Metrô ao longo do dia: 9 RMB = R$ 5 • Xian Ancient City Hostel: 80 RMB = R$ 40 • Miojo para o jantar: 5 RMB = 3 Você já deve ter visto um show de chafariz antes, mas não um em que você podia andar no meio, com meio quilometro de comprimento, em frente a um Pagode de 1300 anos. Paraíso dos eletrônicos? Não, paraíso da moda. Centenas de lojas de roupas e nenhuma Gopro. Dia 12 - 26/11/16 Você pode visitar o sítio arqueológico de Terracota através de um tour ou pode tentar fazer você mesmo, utilizando-se de transporte público (famoso ‘Bus 5 (306)’, o que te economizará um bom dinheiro. Escolhemos a segunda alternativa. Depois de tomar um café da manhã reforçado no hostel (relativamente caro, não valeu a pena), saímos cedo e pegamos um ônibus para a bendita estação de trem. Não sabíamos como pagar e nem conseguimos, tendo ficado essa viagem de graça. Depois de muito procurar encontramos o ônibus 5 (306) que ia para Terracota. É necessário muito cuidado para não cair nas armadilhas de diversas empresas de ônibus e tours privados que tentam se passar por ‘serviço púbico’, embora, pelo que eu vi, alguns deles até valessem a pena. O ônibus público era azul e de fato se parece com transporte público. O curioso ônibus híbrido conta até com um serviço de guia (em chinês) incluído no preço da passagem que dura uma hora e meia, passando por autoestradas e cidades menores. Não vou me estender sobre o sítio de Terracota em si porque com certeza não conseguiria escrever nada melhor do que os vários textos dedicados internet afora. Mas creio que seja a maior atração chinesa após a grande muralha e motivo de grande orgulho para o país. É a maior escavação arqueológica em andamento no planeta no entorno da qual foi construído um grande complexo turístico. É uma experiência riquíssima e interessante até mesmo para quem se considera desinteressado em história. É possível assistir aos arqueólogos trabalhando em tempo real. Além disso tem muita coisa na região e é possível passar dois ou três dias visitando as diversas atrações próximas (como Huaqing Hot Springs). Nas lojinhas diversas na saída de Terracota meus olhos brilharam quando me deparei com um restaurante Subway (o primeiro que encontramos na viagem até então). Ainda comemos um sorvete antes de ir embora. Na volta descobrimos que trânsito na china não é brincadeira e o trajeto de volta a Xian demorou quase 3 horas, sendo que ficamos 30 minutos parados em um único cruzamento. Chegando já a noite na cidade, o mapa mal feito fez que nos perdêssemos mais uma vez, cruzando a cidade de muralha a muralha. Depois fomos à Torre do sino no cetro da cidade, já era tarde e não dava pra entrar. Acidentalmente, seguindo outros turistas, descobrimos uma das coisas mais legais da cidade e que desconhecíamos, o ‘Muslim Quarter’: uma longa rua para pedestres, muito iluminada e animada, com muitos turistas, comida e coisas pra se ver entre as chinesas fantasiadas de islâmicas e os chineses batendo uma massa com marreta gigante. Resolvemos comer no lugar que tinha mais fila, decisão que se revelou acertada, pois o pão com “carne maluca apimentada” estava divino. Ótimo para comprar lembrancinhas da China e tudo com ótimos preços. Já perto da meia noite voltamos para o hostel, pois muito cedo pegaríamos o trem para Pequim, última parada da viagem. GASTOS DO DIA: 290 RMB = R$ 145 (por pessoa) • Café da manhã no hostel: 32 RMB = R$ 16 • Ônibus para Terracota (ida e volta): 14 RMB = R$ 7 • Ingresso para Terracota: 120 RMB = R$ 60 • Lanche no Subway e Sorvete: 22 RMB = R$ 11 • Mantimentos e água: 12 RMB = R$ 6 • Comida de rua no Muslim Quarter: 10 RMB = R$ 5 • Xian Ancient City Hostel: 80 RMB = R$ 40 Uma das três ‘tumbas’ do exército de Terracota. Apesar de ter bastante informação em inglês a história entorno do sítio arqueológico é complexa e exige um pouco de estudo prévio. A Torre do sino é o exato centro da cidade, dividindo a região dentro da muralha em Norte e Sul, Leste e Oeste. Passagem obrigatória, o ‘Muslim Quarter’ não tem nada de muslim. Carne suína é amplamente servida em todas as bancas e restaurantes, inclusive com carcaças penduradas do lado de fora. Dia 13 - 27/11/16 O hostel que havíamos escolhido fica exatamente ao lado de uma estação de metrô onde se cruzam duas linhas. Tomamos café no quarto e saímos, ainda no escuro, rumo a estação de trem XianBei (Xian Norte), aonde pegaríamos o trem bala para BeiJing (Capital do Norte). Antes de viajar para a china vale a pena estudar minimamente o idioma e símbolos básicos do Mandarin. Além de ajudar durante a viagem torna tudo mais divertido. Assim como as outras estações de trem bala que conhecemos na China, a estação de Xian também era colossal moderna e contava com ótima infraestrutura. O trem bala chinês tem assentos marcados, o que não impede a formação de uma grande fila no portão de embarque e um breve tumulto na abertura desses portões. Não duvido que em épocas de pico essa marcação de assentos seja totalmente desrespeitada. Novamente confortabilíssimo, a grande diferença desse trem Xian-Beijing para o Shanghai-Changsha é a paisagem. Enquanto a anterior era dominada por planícies e plantações de arroz o novo cenário intercala grandes relevos, montanhas áridas, dezenas ou centenas de quilômetros de paisagens com solo em aparente erosão. Não entendo a causa dessa erosão, por isso não vou me estender no tópico, mas é assustador, principalmente se você pensar que o país tem 1,3 bilhões de bocas para alimentar. A outra diferença na paisagem fica por conta das plantações nas planícies. O arroz deixa de ser regra e o trigo passa a dominar, o que explica porque havia tantas padarias gostosas em Xian e criou ótimas expectativas da comida que nos aguardava em Pequim. Chegamos a Pequim por volta das 14h e fomos para o metrô, que estava bem cheio com as pessoas voltando do trabalho, mostrando que alguns chineses aproveitam o domingo para sair mais cedo do serviço (a semana na China tem 7 dias úteis) . Pequim era uma nova realidade para nós. A extensa rede de metrô faz tudo parecer próximo, mas não é. A colossal cidade de 20 milhões de pessoas é tão grande quanto precisa ser para acomodar tanta gente e os deslocamentos invariavelmente demoram muito, coloque isso na conta quando for planejar sua visita na cidade. Sem grandes expectativas do que fazer naquela tarde fria, resolvemos tentar fazer umas compras (ainda queria minha GoPro e iria comprar eletrônicos para a família). No hostel a simpática recepcionista falava inglês suficiente para nos passar direções de como chegar no grande centro de eletrônicos da cidade, Zhongguancun, conhecido como o vale do silício chinês. Saímos do hostel e fomos trocar dinheiro para as compras (sim, o banco estava aberto na tarde de domingo), depois fomos para esse centro de eletrônicos. Já estava escuro quando chegamos lá. O lugar que eu pensava ser um bairro com iluminados bulevares e lotado de lojas a la best buy era mais parecido com uma Santa Efigênia vertical na hora da chepa (Santa Efigênia é uma rua de comércio popular de eletrônicos em São Paulo). Certamente o fato de ser uma noite de domingo não ajudou, mas o lugar não passava nenhuma confiança para se comprar. Encontramos uma única GoPro que um cara falou que tinha, foi dar uma volta pra procurar e voltou depois de 15 minutos. O preço era igual ao do Brasil. Tirando os celulares de fabricantes chineses não compensava comprar muita coisa por lá. Saímos de lá e fomos para o centro da cidade (Quiamen) procurar um restaurante que constava no nosso guia. O centro de Pequim é pouco amigável para pedestres e a maioria das avenidas são atravessadas por passagens subterrâneas, o que era de intenso sofrimento já que meus joelhos estavam falhando desde a descida da montanha em Zhangjiajie eu quase abraçava o corrimão para descer as escadas. Terminamos não encontrando o restaurante chinês e comemos novamente no KFC. Entretanto, acidentalmente, não era qualquer KFC, era o primeiro da china, aberto em 1987. As paredes continham murais explicando a expansão da rede no país “comunista” desde sua inauguração até o momento atual, sendo a maior rede de restaurantes do país, com mais de cinco mil lojas (mais unidades do que nos Estado Unidos). Impressionante, não? Demos mais uma volta pelo vazio e frio centro , até que jogamos a toalha e resolvemos voltar para o hostel, onde desabamos. GASTOS DO DIA: 655 RMB = R$ 328 • Entradas no metrô (1 em Xian e 4 Pequim): 18 RMB = R$ 9 • Trem Bala Xian - Pequim: 516 RMB = R$ 258 • KFC: 23 RMB = R$ 12 • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46 Eles vendem muitas "cachaças"... Essa bebidinha da foto é a única bebível (e é muito boa!)... Salvou a viagem e as pontas dos dedos de não congelarem em vários momentos. Uma cidade com 20 milhões de pessoas. Mas elas não saem de casa em noites geladas. Dia 14 - 28/11/16 Com a previsão de sol não pensamos duas vezes. A meta do dia era acordar cedo e visitar a tão aguardada muralha. Existem dois pontos principais para se visitar a muralha a partir de Pequim: Badaling e Mutianyu. Badaling é mais popular, pois existe um serviço de trem muito eficiente e barato que vai até lá. Entretanto é o ponto mais comercial e cheio, e pelo que eu andei lendo por aí, chega a ser insuportável na alta temporada. Mutianyu não é tão acessível quanto Badaling, entretanto também é restaurada e é bem menos cheia, além de ser possível descer a muralha de escorregador, em uma espécie de carrinho (pesquisem por “Mutianyu slideway” no youtube). Para chegar lá o melhor é ir de taxi (para ir de ônibus era bem complicado, uma vez que era necessário descer em uma rodovia para pegar outro ônibus). Existem outros pontos para se visitar a muralha que devem ser cogitados na alta temporada. Durante o inverno eu aconselho muito ficar nas duas principais. O tour para Mutianyu custava muito caro no hostel, e na falta de tempo de procurar outro, resolvemos então ir para Badaling. Tomamos café no quarto e saímos do hostel, onde iriamos de metrô até Changping North, uma vez que a estação habitual (Beijing North) estava fechada para reformas. Depois de uma hora de viagem e mais 40 minutos de confusão, descobrimos que o trem para Badaling saía de outra estação (o site Travel China Guide estava com informação errada). Chegamos em Huangtudian e na hora de comprar o ticket vimos nosso trem partir, o próximo só as 13:20. Frustrados os planos de conhecer a muralha resolvemos aproveitar o dia para conhecer o Summer Palace. Sem dúvidas um “must see”, foi um dos melhores dias da viagem. O Palácio de verão é um complexo de parques, lagos, jardins, templos, arquitetura, arte, religião e tudo o que você pode imaginar que representa o lado mais fino da cultura chinesa. Vale a pena comprar o ingresso completo, que dá acesso a algumas áreas internas e o mapa que é vendido na entrada. O complexo é sinalizado em inglês e tem muita informação. Programe um dia inteiro para visita-lo e torça por tempo bom para que você possa presenciar o impagável por do sol no lago Kunming. Após o por do sol nos perdemos e andamos por uma hora até encontrar a estação de metrô. Aproveitamos para comprar comida. Fomos então procurar o que fazer nesse restante de noite e depois de muita confusão na estação nos mandaram para estação mais próxima da famosa Wangfujing Food Street. Novamente acertamos na decisão e o lugar é tudo o que você espera. Muita gente, movimento e comida... um pouco para inglês ver, as barracas servem espetos de tudo que se mexe: escorpiões, aranhas, cobras, insetos, etc. Tem muita comida comum também. O ótimo preço faz a oportunidade ideal para você experimentar tudo o que conseguir entre salgados, doces e o que você não faz nenhuma ideia ser. Sem dúvidas o melhor lugar para experimentar todo tipo de comida chinesa. A noite surpreendente só foi frustrada por um yakisoba insosso que comemos em uma das lojas. O bairro é ótimo para comprar lembranças, incluindo o famoso chapéu do exército chinês. Acomodação em Pequim, assim como em Shanghai, é relativamente cara. Voltamos para o hostel e descobrimos que o bar, que é o principal atrativo do local, não abria na baixa temporada, sobrando apenas uma área externa para convivência, que talvez devido ao frio, não foi frequentada por ninguém da hospedaria nas quatro noites em que estivemos lá. GASTOS DO DIA: 188 RMB = R$ 94 • Ingresso completo para o Summer Palace: 50 RMB = R$ 25 • Água e mantimentos do dia e para o próximo: 24 RMB = R$ 12 • Comidas em Wangfujing: 18 RMB = R$ 9 • Metrô: 16 RMB = R$ 8 • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46 Arquitetura, natureza e good vibes pra animar a viagem. Ou o gelo era fino ou os chineses não gostam de patinar. Provável que as duas alternativas estão corretas. Os escorpiões são espetados vivos e muitos assim permanecem até a hora de assar, o que achei desnecessário. E quem é que come estrela do mar? Dia 15 - 29/11/16 Como não era dia de perder trem acordamos cedo para chegar com antecedência na estação, de onde partiríamos para Badaling. Mais cedo o metrô é muito cheio, padrão São Paulo mesmo, e a espera para entrar no trem é maior, tendo sido prudente sair com boa antecedência. O trem para Badaling é novo, bonito, eficiente e muito barato, sendo o serviço nitidamente patrocinado. Da estação de trem de Badaling você pode facilmente ir andando para a entrada da muralha, mas um bait bus (ônibus isca) colorido, na saída de estação, anunciando transporte gratuito até a muralha, se torna extremamente convidativo em temperaturas negativas. Como boas sardinhas entramos no ônibus, que te deixa de frente para um teleférico que leva ao topo da muralha. Achando que era o padrão para visitar a muralha, compramos o ingresso do teleférico que já incluía as entradas para a muralha, concretizando o golpe do ônibus. (assim é pago o “ônibus gratuito”). Ainda, assim como em grande parte das atrações chinesas, no teleférico eles tentam te vender uma espécie de seguro. Se você já tiver um seguro de viagem fuja dessa venda casada. O teleférico é legalzinho, entretanto não chegando aos pés daqueles em Zhagjaje, por isso não teve tanta graça. Entretanto não hesite em subir de teleférico caso você não tenha visitado as montanhas de Avatar. Antes de subir saí em busca de um copão de café para me deixar mais acordado. Uma lojinha local vendia um expresso a assustadores 36 RMB (18 reais). Saí correndo. Para fazer graça perguntei a um vendedor local onde era o KFC e prontamente me apontaram a direção :D:D Paguei 10 RMB em 600 ml de café (Americano, bem aguado). Deu pra nos esquentarmos bem. Então subimos a marulha e... PAUSA. Você olha o horizonte, amolece um pouco e conclui que realmente é tudo o que dizem. Simplesmente fantástico. Invariavelmente você se flagra pensando como foi que fizeram aquilo, como cada uma daquelas pedras impossíveis de serem carregadas sozinhas foram colocadas ali. E ao multiplicar isso pelo seu possível tamanho (algo entre 6 mil e 15 mil km), você imagina quantas vidas e gerações devem ter sido consumidas em toda a sua extensão para que aquele monumento existisse. Enfim, chega a ser filosófico. Aparte disso, mesmo com temperatura negativa o local estava bem cheio. Entretanto a multidão estava concentrada na saída do teleférico e se afastando um pouco já era possível ter tranquilidade para admirar o horizonte e tirar boas fotos. A atmosfera do local é muito boa, com todos felizes e passando pela mesma sensação que você. Escolhemos um lado para caminhar e após quinze minutos encontramos a verdadeira entrada da muralha, que era totalmente desvinculada do teleférico e custava menos da metade do preço que pagamos. A muralha, mesmo totalmente restaurada, é bem íngreme, chegando a ser quase necessário escalá-la em alguns pontos. Continuamos caminhando por uns 30 minutos e a presença de gelo no piso de pedra foi se tornando mais frequente, até que em determinado ponto, o piso estava completamente vitrificado e era proibido prosseguir, o que evidencia que os administradores da muralha derreteram o gelo da extensão da muralha por onde andamos. Na volta uma parada no Subway para reabastecer. Embora quiséssemos ficar para aproveitar a neve que começava a cair precisávamos pegar o trem de volta para Beijing, porque à noite iriamos a uma Peking Opera (espécie de ópera teatral regional), sendo necessário antes passar no hostel para se vestir adequadamente. Com muita confusão e atraso da minha parte (desci na estação errada, minha namorada quase me matou), chegamos atrasados no Lyuan Hotel, aonde assistiríamos a ópera. Entretanto a pessoa com quem reservamos o ingresso promocional pela internet não estava lá (site Beijing Theathre). A concierge do local que felizmente falava inglês bem fez umas ligações, mas não encontrou a pessoa, entretanto nos ofereceu uma suposta “exceptional offer” onde ao invés de ficar na plateia, ficaríamos nas mesas e teríamos ‘tea’ e ‘some finger food’ disponível, tudo isso por só 80 RMB a mais. Acho que essa proposta só foi feita porque era um dia de semana e era baixa temporada, porque fomos acomodados em uma mesa imediatamente a frente do palco com ótima comida, o upgrade foi ótimo. E apesar do atraso felizmente o show não havia começado. Sobre a Peking Opera é algo muito específico e característico que eu absolutamente não sei como descrever, mas que provavelmente agrada aqueles que têm cabeça aberta para arte e para música, o que felizmente era o nosso caso. Por sorte, havia um painel narrando à estória em inglês, o que fez a apresentação ser compreensível! No final das contas apesar de um pouco caro valeu bem a pena. Na saída constatamos que uma série de personalidades já se sentaram nas mesmas cadeiras que estávamos. Voltamos para o Hostel e desmaiamos. GASTOS DO DIA: 443 RMB = R$ 221 • Trem para Badaling: 8 RMB = R$ 4 (absurdamente barato) • Café em Badaling: 5 RMB = R$ 3 • Teleférico e entrada para a muralha: 80 RMB = R$ 40 • Subway: 20 RMB = R$ 10 • Peking Opera = 220 RMB = R$ 110 • Metrô: 12 RMB = R$ 6 • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46 Essa foto não tem nada demais, exceto pelo fato que é a estação que teriamos que encontrar na hora de ir embora (Badaling). Viajando na china fotografe os locais que você precisa ir para facilitar quando tiver que pedir informações sobre eles sem saber pronunciar uma única palavra. Muralha!!!!!! Peking Opera no teatro Lyuan: Na baixa temporada o teatro fica praticamente vazio, embora as performances aconteçam diariamente. Sentamos no mesmo lugar onde Margareth Thatcher se sentou. (Foto da Internet) Dia 16 - 30/11/16 Último dia antes do embarque! Acordamos cedo e tomamos café no Hostel “irmão”, na mesma rua (comida gordurosa, ruim, bem cara e que deu dor de barriga) e então saímos para visitar a ‘Forbiden City’. Antigo Palácio Imperial da China e hoje patrimônio mundial da humanidade a Cidade Proibida é demais para quem gosta de arquitetura e arte. Trata-se do mais perfeito exemplar da tradicional arquitetura chinesa dos palácios. Foram projetados e executados de uma forma tão bela, sendo inacreditável pensar que aquelas construções foram feitas no século 15! Visitar a Cidade Proibida é bem fácil, basta descer na Estação Tiananmen East e caminhar. Chegue tão cedo quanto puder pra evitar as multidões e escolha roupas e sapatos confortáveis porque sua caminhada dentro da cidade será longa. Como padrão para acessar qualquer espaço público com acesso controlado na china, antes de entrar é necessário passar todos seus pertences em uma máquina de raio-x, o que explica parte da demora no acesso. E não esqueça passaporte! De forma geral, a infraestrutura ao turista é muito boa. As placas estão escritas em Chinês e Inglês, há vários banheiros, lanchonetes e lojinhas de souvenirs. Logo na entrada são oferecidos vários serviços de guias aos visitantes. Contratamos um áudio-guia que era mais barato (40RMB) e tinha em português! O áudio-guia nada mais é do que um pequeno aparelho com fone de ouvido. Outra coisa legal é que o aparelho tem um mapa com os principais pontos de visitação, ele reconhece sua localização e automaticamente começa a contar as histórias e curiosidades daquele ponto. Além de acender uma pequena lâmpada de posição, o que facilita bastante porque é fácil demais se perder dentro da muralha. Como o tempo era curto, apenas meio período (à tarde faríamos compras!), Focamos em conhecer a arquitetura. Tente reservar um dia inteiro para conhecer a Cidade Proibida, pois só assim conseguirá ver tranquilamente o que for de seu maior interesse. Pois não deu pra entrar dentro da maior parte das construções e museus. Você iniciará a visitação seguindo o eixo Norte/Sul, nele encontrará os palácios mais importantes, onde o imperador exercia suas atividades como líder. Acostume-se a ficar de queixo caído ao ver tanto luxo e ostentação imperial. Cada palácio tem sua função específica e seu grau de importância. Olhe para o telhado e veja que nas pontas existem diversas estatuetas de animais. Quanto mais animais, mais importante é a construção. Todas as construções foram feitas em madeira e isso se torna ainda mais espantador ao pensar, como eles eram capazes de fazer algo tão grandioso naquela época. O grau de detalhamento das construções é extremamente absurdo, quase tudo já foi restaurado, motivo de estarem tão vibrantes e preservados. E como os chineses amam dragões, é claro que não faltará oportunidade de vê-los em várias formas, tamanhos e posições. Seguindo pelos vermelhos portões laterais, você encontrará as residências imperiais. E por um instante, se sentirá em uma cidade cenográfica! Particularmente, achei que este espaço parecia um labirinto. Por sorte estava mais deserto, o que rendeu ótimas imagens. Quando pensei que a visita estava no fim, eis que surge uma das surpresas mais agradáveis. O Jardim Imperial! É onde você entende o que seu professor tentou ensinar nas aulas de paisagismo! É um ambiente completo. Ele impacta visualmente porque é exuberante, e aos pouco você começará a perceber a volumetria das árvores, a beleza das flores, os espaços de sombra, as esculturas... Enfim, tudo lá parece não existir de forma isolada e sim como parte de um projeto harmônico e perfeito, muito além da nossa imaginação. Já à tarde, saímos de lá para fazer compras, pois parentes queriam celular computador, enfim... Comemos no Mc’Donalds e depois fomos a uma grande loja de eletrônicos, mas não encontramos nada diferente. Entretanto em frente a essa loja encontramos o inesperado: Walmart! Aquilo sim é o paraíso das compras. Tirando eletrônicos (que era o foco inicial) havia de tudo lá, corredores de doces diferentes, cervejas diferentes, bebidas diferentes, alimentos diferentes e tudo muito mais barato do que havíamos visto até então na viagem! Teria feito muito bem ter encontrado um Walmart antes, entretanto fez mais ainda termos encontrado no final. Compramos litros daquele saquezinho de abacaxi que mencionei anteriormente (uma garrafa mais bonita que a outra). Compramos tanta coisa e tanto doce que o único jeito de voltar para o hostel era de táxi, em pleno horário de pico. Voltamos para o hostel e estava passando a queda do avião da chapecoense no noticiário chinês. Tomamos banho e fomos para Salitun, bairro supostamente boêmio de Pequim. Não sei se a noite chinesa acaba cedo ou se é porque estava frio, mas o bairro estava meio vazio e miado. Perto da meia noite voltamos para o hostel para arrumar as malas. GASTOS DO DIA: 276 RMB = R$ 138 (por pessoa) • Café da manhã no hostel: 53 RMB = R$ 27 • Metrô: 9 RMB = R$ 5 • Forbiden City: 40 RMB = R$20 • Audioguide: 20 RMB = R$10 • McDonalds: 24 RMB = R$ 12 • Doces e outras guloseimas: 16 RMB = R$8 • Táxi: 16 RMB = R$ 8 • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46 Forbiden City! Chegue cedo, se prepare para filas e não esqueça o passaporte! Atenção ao detalhe, excepcional! Casa aonde o imperador levava suas convidadas para "ver as estrelas". Só na china o Walmart vende "comida viva". Dia 17 - 31/11/16 Saímos do hostel com quatro horas e meia de antecedência para o voô e, portando as pesadíssimas malas resultantes da compulsão do dia anterior, não havia como utilizar o transporte público. Um transfer a partir do hostel custava absurdos 300 RBM enquanto lemos na internet que um taxi era menos da metade disso. Fomos à avenida pegar táxi e entre muitos motoristas que não paravam e outros que paravam e recusavam a corrida conseguimos entrar em um táxi que topou, sendo necessário então apenas rezar muito para que ele tivesse entendido que queríamos ir para o aeroporto internacional. De repente nos deparamos com uma variável não computada: trânsito. O trânsito era impressionante e todos os motoristas simplesmente desligavam o carro pra esperar ele passar. O fato de chingarem pouco mostrou que aquele trânsito era esperado, o que me faz entender porque alguns taxistas recusaram a corrida. Começa a bater aquele nervoso, de estar parado no meio do nada sem sequer saber se está indo para o lugar certo e se vai acertar o terminal. No final das contas deu tudo certo e o motorista, que entendeu que estávamos atrasados, passou a se comportar como um piloto de F1 e nos deixou na porta de embarque do nosso terminal. Ganhou uma gorjeta de 30 RMB e ficou muitíssimo feliz. Entre sair do hostel e chegar ao aeroporto demoramos 2h30. O voo de volta para Frankfurt começou repleto de paisagens espetaculares. Entretanto na Rússia ficou tudo nublado e não vimos mais nada. Esse voo é muito curioso, pois se voa no sentido de giro da terra quase que paralelo ao equador. Saímos de Pequim meio dia e após dez horas de voo pousamos em Frankfurt às 15h. Como na escala da ida conhecemos os pontos turísticos aproveitamos essa volta para fazer mais umas compras e comer boa comida. A cidade estava enfeitada para o Natal. E nas lojas, com muitas pessoas falando português (na China encontramos só dois brasileiros), caiu a ficha que a viagem chegara ao seu final. GASTOS DO DIA = R$ 94 • Taxi para aeroporto: 66 RMB = R$ 33 (para cada um, inclui gorjeta) • Bilhete DayPass em Frankfurt: R$ 32 (trem e metrô) • Alimentação em Frankfurt: ~R$ 29 Aqui da pra ver bem o modelo de habitação chinesa explicado no relato (foto tirada sobrevoando a Mongólia interior, uma província chinesa) A Mongólia (dessa vez o país mesmo) não parece ser um lugar agradável para se visitar no inverno. Coisas importantes não mencionadas durante o relato: • O passe de metrô em todas as cidades vale apenas para o dia. • É comum diferentes linhas de metrô pararem na mesma plataforma, fique de olho na cor do trem, símbolos e avisos sonoros. • Guarde todos os seus bilhetes e ingressos de atrações, pois eles frequentemente pedem na saída. É isso pessoal. Escrever esse relato foi um exercício de memória muito agradável. Após umas 25 horas de escrita e muita colaboração da minha namorada que ajudou a lembrar de tudo revisou e até escreveu umas partes, este relato virou um pequeno livro que vou poder guardar para vida sobre uma viagem espetacular que fizemos. Espero ajudar quem pretende ir para lá. Qualquer dúvida é só postar
  3. 2 pontos
    Oláa mochileiros, Estou planejando uma trip no modo econômica pra America do Sul, ainda não escolhi os países que quero conhecer (se pudesse, conheceria toooodooss) também não estou com roteiro definido, o que facilita caso alguém queira embarcar nessa comigo, vamos planejar juntos! Bom, estou em busca de companhias pra essa trip, pessoas com vibe beem bacana e aquela pitada de alto astral pra se divertir muito e fazer essa trip ficar na historia. rsrsr Se alguém vai estar em algum pais da América do sul em novembro, fala comigoo a gente pode se encontrar! E se alguém está na mesma situação que eu, acabou de achar companhia! \0/ Vamos conversar e fazer essa trip rolar. Meu Zap: 81 9 9665-3192 Abraçoos!
  4. 2 pontos
    Oi, tudo bom? Espero que sim! Estava esperando um pouco para postar sobre esse "projeto", mas como vi posts parecidos e com datas similares, acho que seria bom já postar, começar a planejar e buscar por interessados em embarcar nessa! Meu nome é Mayara, tenho 21 anos, sou do interior de SP e também sou ou era estudante de Jornalismo, tranquei a faculdade no último ano para viajar pelo Brasil. Tenho dois irmãos mais velhos que felizmente tiveram o prazer de realizar RTW e eu já me cansei de só ouvir sobre como é capaz de transformar uma pessoa e tudo aquilo em que ela acredita! Eu quero viver isso também. Só não quero viver sozinha! Acredito que compartilhar é sempre melhor. Também não quero fazer tudo do meu jeito, mas quero que esteja tudo planejado e que ocorra de acordo com o planejado! Por isso, já estou procurando futuros amigos para planejar isso comigo.
  5. 2 pontos
    Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho. Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas. O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo. Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões. Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né? Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas. O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares. Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul. A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros. O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser. Post original em https://www.lljj.com.br/ Imagem em Pixabay
  6. 2 pontos
    Oi Vicente, Estou programando um fim de semana em Pipa com duas amigas aqui do mochileiros. Vamos em agosto e provavelmente no final do mês também. Ainda não reservamos hospedagem, mas é certeza que vamos. Me add no zap. 81 9 9665-3192 Como você vai passar as férias pela região, eu posso te ajudar um bocado com teu roteiro, já fui pra Pipa e região milhões de vezes rsrsr. Se quiser umas dicas, pode chamar. E podemos organizar para nos encontrar lá em Pipa. Abraço!
  7. 2 pontos
    Oie eu chego dia 5 em santiago! Me add aí, 11 989897802 e vamos nos falando!
  8. 2 pontos
    Bem, então fui agraciada 😊porque não tenho muito o que reclamar, mas depende também do seu estilo de viajante. No deserto as coisas são bem precárias mesmos. Eu fiquei em hostel e durante o percurso também. As acomodações são básicas, porém limpas e organizadas. Quando a gente contrata o tour para o Salar esses lugares já são selecionados por eles. Fiz recentemente uma postagem sobre os lugares que passei chamada Santiago Atacama Salar de Uyuni 11 dias de belas paisagens. Se quiser conferir lá estão todas as dicas.
  9. 1 ponto
    Olá viajantes! Vou agora em Agosto entre os dias 4 e 11 para Santiago conhecer a cidade ( cultura, culinária e claro a neve) já estou com tudo reservado Alguém está indo nessas datas para fazer companhia, estou indo sozinha! Sou de BH.
  10. 1 ponto
    Pessoal, aquele mochilão por volta de setembro até dezembro (ou antes), alguém com o roteiro definido ou a definir? gostaria de compania/fazer, tenho 28, sou arquiteto. Espero encontrar novos amigos viajantes!
  11. 1 ponto
    Esqueça tudo que você viu e viveu até hoje. Posso te garantir: sua vida só começa depois de conhecer o Egito. É simplesmente uma experiência avassaladora para quem ama vivenciar novas culturas. O Egito é barato mas também é caro. Pode ser muito barato. Mas também pode te levar à falência em um dia. Para início de conversa: fui sozinha. E estava morrendo de medo de como isso seria. Não li um relato agradável na internet. Inclusive aqui no site, tem relato de gente que até apanhou de leve na rua rs... É sério, procurem que vocês vão encontrar as coisas mais bizarras. Mas vamos ao que interessa. Durante o relato vou fazendo as considerações para vocês. Dia 01 Cheguei no aeroporto do Cairo, exatamente às 16h55 min. No meu voo tinha apenas eu de brasileira e um grupo de senhorinhas que estavam fazendo turismo religioso. De resto, todos eram árabes. Por esse motivo, a alimentação era especial, já que muçulmanos só podem comer comida Halal. Chegando no aeroporto fui (para varias) barrada pelo cara da "polícia federal" deles. Mas não se assustem. Ninguém no meu avião foi barrado. O problema é sempre pessoal. Isso já aconteceu em diversos países que eu visitei. Talvez por eu ser mulher, solteira, sem filhos... enfim, o que eles consideram uma pessoa perfeita para entrar em qualquer país e nunca mais sair. Passei um belíssimo sufoco e acho que foram mais de 40 minutos tentando convencer o cara que eu não era uma salafrária. Ele me questionou várias vezes porquê uma mulher sozinha, sem amigos ou família tinha escolhido o Egito para passar as férias,, se eu realmente não conhecia ninguém lá. Mesmo mostrando documentos do hotel, passagem, passaporte, visto, dolares, euros... o fdp resolveu que ia me Cristo (ou para qualquer outro profeta) naqueles dia. Depois de até revistar meu celular e eu dar um ataque que já estava misturando inglês, português, italiano e espanhol, o escroto do cara resolveu me liberar às gargalhadas. Ali tive certeza que ele só estava mesmo zombando da minha cara! Nesse primeiro instante fiquei bem apavorada e com medo do que viria dali para frete. Pensei que aquilo ali poderia ser apenas o início de uma viagem trágica ao Egito mas graças a Deus não. Foi só um susto e depois foi tudo lindo e maravilhoso. Na saída do aeroporto comprei meu chip da VodaFone que me custou 35 libras egípcias com um pacote de dados de internet e SMS. Ah, e tem banco onde você pode trocar algum dinheiro. Não troque tudo porque a cotação é péssima. Na rua você encontra preços bem melhores. Quando saí do aeroporto tinham uns taxistas, mas resolvi seguir as dicas da internet e usar o UBER que já estava previamente instalado no meu celular. Deu super certo e foi o que eu usei a viagem toda. Barato e seguro (eu via as rotas pelo google mapas e ninguém me enrolava não). Saí do aeroporto em direção ao meu Hostel (super bem localizado por sinal), depois de 3 dias viajando (fiz várias conexões - passagem promocional ne gente?), morta e arrasada de cansaço mas com um pôr do sol único e com a sensação de felicidade imensa. Ah e eu nem me importei com o trânsito naquele momento (não tenha dúvidas, você vai pegar trânsito por todos os lugares). Meu hostel era o Freedom Hostel, extremamente bem localizado, eu entrei em contato com eles antes de ir para o Cairo e um dos responsáveis, o Eslam, sem muito simpático, respondia todos os emails rapidamente e detalhadamente. O hostel fica bem pertinho da Praça Tahir e do Museum e tem estação de metrô próximo (mas eu não usei). Tem restaurante, ruas cheias de lojas de roupas, eletrônicos, turismo, câmbio, tudo pertinho. O UBER do aeroporto para o hostel deu 40 EGP (libras egípcias) Me assustei chegando no hostel, o prédio é velho e caindo aos pedaços. Mas logo você se acostuma e percebe que tudo no Egito é assim. O hostel fica no último andar do prédio e sofri um bocado para subir com minha mala (e olha que só pesava 14kg). Sempre digo que vou de mochilão, nunca vou e sempre me arrependo, claro! Fui muito bem recebida pelo próprio Eslam. Meu quarto era logo o primeiro, dividia com 6 pessoas, cada uma de uma nacionalidade diferente. O Wi-fi é liberado. Depois de me acomodar eu só precisava de um banhinho quentinho e sair para comer porque a fome era maior que o cansaço. À essa altura do campeonato já estava me achando rica milionária. Pedi indicação ao Eslam do restaurante mais top e com comidas típicas do Cairo e ele me indicou o Sequoia. Pedi um UBER (valor da corrida ida e volta 40EGP) e fui. Ele fica às margens do Rio Nilo, todo aberto para você comer e admirar as belezas daquele lugar. Só indo pra vê gente. Pedi todas as comidas típicas que eu ahcei no cardápio (em inglês) naquele dia. Sério, comi como se não houvesse amanhã. Comida maravilhosa, cheia de gordura e fritura, do jeito que meu tecido adiposo gosta. Depois de comer como um trator, no final pedi um café egípcio e um karkadec (chá de hibiscus), então por aí vocês tiram o quanto eu comi e bebi nesse dia. A conta deu míseros 200 EGP (aprox 40 reais). Eu comi como se não houvesse amanhã, mas tinha amanhã e ele era nebuloso... Cheguei no hostel passando muito mal, claro. Eu não to acostumada com esse tipo de comida, estava sofrendo com o fuso horário (pela primeira vez tive jetleg), não dormia bem há dias... resultado: o fígado reclamou e eu passei a madrugada em claro (sem sono pelo jetleg) e chamando o Hulk no banheiro do hostel. Os meninos da recepção do horário da noite me fizeram chá preto e me deram um biscoito muito parecido com cream craker (apra vocês verem que amor). E às 5h da manhã (meia-noite ainda no Brasil). Eu estava acordada feito um zumbi. Devo ter pego no sono depois de 3 dramins, 2 xantinons e 4 epoclers. Hostel: Freedom Hostel: 6 Bank Misr Street Off Sherif St.Front of the Central Bank of Egypt., Cairo, Egito (Peçam para falar com o Eslam) - Restaurante: Sequoia: 53 Abou El Feda, Zamalek, Cairo, 11211 Cotações do dia: No aeroporto: 1 dolar = 15 EGP Na casa de câmbio perto do hostel: 1 dólar = 19.50EGP OBS:. não se troca reais por EGP no Cairo, mas eles te dão a cotação para você ter uma ideia e sempre fica em torno de 1 real - 5 EGP Gastos do dia: Chip Vodafone: 35 EGP UBER aeroporto - hostel: 40EGP UBER hostel -sequoia: 40 EGP (20 ida e 20 volta) Sequoia: 200 EGP Total: 315 EGP (aprox 63 reais ou 16 dólares) Dia 02 Depois de dormir pouquinho devido a madrugada dos horrores já mencionada acima rs, acordei às 8h, tomei um café preto com um pão apenas. O Hostel tem um café da manhã modesto mas bem bonzinho e que dá pro gasto. E o melhor, sem fritura. Preferência nacional de qualquer prato no Egito. Conversei com o Eslan e ele conseguiu um UBER para mim. Acabou que no final fechei todos os dias com esse rapaz do UBER, um senhor muito distinto, educado e simpático, mas que infelizmente não tirei foto nem decorei o nome dele. Mas acredito que, se você pedir no seu hostel, com certeza você consegue um guia ou UBER bem em conta como eu. Mas vamos ao que interessa, quem vai ao Cairo quer ver o que? Pirâmide. Então vamos de Pirâmides no primeiro dia e não quero nem saber se é a cereja do bolo rs... A programação do dia era Pirâmides de Queops, Pirâmide de Djoser e Sacara. Mas vai por mim, você não vai conseguir fazer isso tudo por alguns motivos: 1) A logística é impossível, 2) o transito não deixará, 3) Queops é imenso e você vai ficar tão absudamente boquiaberto com tudo que vai querer passar o dia inteiro lá. E foi o que eu fiz... O UBER me cobrou 60 EGP para me levar e buscar (tava com o whatsapp dele). No caminho além do trânsito caótico que não me deixava esquecer que estava no Egito, de longe eu conseguia avistar a pontinha das pirâmides, e claro, comecei a chorar (se você for manteiga que nem eu vai chorar mesmo, é uma energia, uma emoção sem tamanho...) O carro me deixou na entrada e fui para a fila comprar meu ingresso. Eu tenho uma carteirinha internacional de estudante. Se você tem uma a dica é: leve-a. Eu paguei meio na maioria dos locais que eu fui no Egito. eles super valorizam a carteirinha. Comprei o ingresso que dava direito a entrar nas pirâmides e custou 100 EGP (lembrando que era meia, tá?). Entrei... e quase morri! Só indo para ver. Não vou ficar detalhando a beleza e imensidão. Não tem como. Vamos nos atear a logística da coisa. Depois de passar uns 10 min abraçada nas pedras da pirâmide, fui procurar um guia e um camelo. Acredite, você vai precisar de um. Ah, e antes que alguém venha falar dos direito dos animais eu já aviso: eu sou vegana e luto diariamente para isso, mas você não vai resistir a andar de camelo nas pirâmides, por mais que esteja com o coração partido e morrendo porque está colaborando com a exploração dos animais. Então, aceite! Fechei com um guia um passeio completo pelas pirâmides e até o ponto mais alto por 500 EGP (aprox 100 reais). Não achei caro, já tinham me oferecido por 1000, 800 e depois de chorar consegui o desconto. Aliáaaaasss, chore muitoooooooo no Egito, provavelmente você consiga descontos do tipo 80% (e não to brincando não). É muitooo emocionante andar de camelo, naquela paisagem. Gente, não tem explicação. O guia foi muito bacana e tirou várias fotos show (depois rolou 50 EGP por fora, claro). Outra observação: no Cairo, no egito em geral, tudo tudooo é comissionado. Se eles te derem uma informação, vão te pedir comissão. Acostume-se e separe uma grana pra isso. Não é de bom tom não dar e você será xingado em árabe por umas 15 gerações. O guia dá a volta inteira nas Pirâmides. Esse passeio dura umas 3 horas e no final ele te leva num lugar para comprar essências e perfumes egípcios. Alias, quase todo passeio terminam nessas perfumarias, tapeçarias ou "papirarias" (onde vendem os papiros). Dentro de Guizé é beeemmm caro e não recomendo comprar nada por lá. Depois ele voltou comigo para dentro da área das pirâmides. Acho que já eram por volta das 17h e estava quase escurecendo. O pôr-do-sol naquelas bandas é de babar. Apreciei mais um pouco cada pedacinho daquele lugar, tirei mais 600 fotos, beijei a esfinge, segurei a pirâmide e virei artista por 15 min. Vocês podem imaginar o que uma ocidental loira com os cabelos expostos pode causar nas crianças egípcias? Eles adoram. Pedem para tirar foto a cada passo que você dá. Você é assediado como se fosse um artista hollywoodiano. O guia teve que pedir pelo amor de deus para eu não ser tão simpática porque ele não aguentava mais parar para tirar foto com as mulheres de burca e as crianças rs... E acredite, você adora no início, mas no final da viagem tava fechando a cara já, porque enche o saco e daí entendi porque os artistas também ficam de saco cheio rsrs... Ah, durante o dia nas pirâmides eu não comi absolutamente NADA! Você não vai lembrar de ter fome, acredite. Quando cheguei no hostel pedi um pão e chá preto e eles me forneceram, e não me cobraram por nada. Voltei para o hostel e combinei com o UBER dele me buscar para ir a Khan El Khalili. Estava muitoooo ansiosa e deixei para comprar algumas lembrancinhas lá. Ele me buscou por volta das 19h30. Explore o máximo que você puder de Khan. Eu sinto não ter podido ir lá de manhã. Deve ser lindamente colorido. Porque à noite já era. As luzes e cores são tão fortes por lá que quando você sentir esse cheiro novamente, com certeza, lembrar das ruas de El Khalili (aconteceu comigo em Sharm). Eu comprei muitas lembrancinhas lá e por um preço muitooo em conta. Cada papiro comprei a 10 EGP e mais miniaturas de piramides e gatos, esfinge, deuses (cada um a 10 EGP). Mas chore muito que o preço cai. Eles custavam 80 EGP hahaha. Depois achei um café que havia sido recomendado pelo guia do UBER e parei lá para jantar, chamado Naguib. É bem carinho perto dos preços do Cairo, mas quem liga né? Lá é proibido tirar fotos mas tirei da entrada pra vocês verem. Mas é bem divertido, tem música ao vivo e as pessoas cantam alegremente. Aliás, cantar alegremente é uma coisa que os egípcios adoram fazer. Gastos do dia: UBER até as pirâmides: 60 EGP (ida e volta) Entrada das Pirâmides: 100 EGP Passeio de Camelo + fotos: 550 EGP UBER para o jantar: 50 EGP (ida e volta) Jantar: 250 EGP Dia 03 Tinha combinado com o motorista do UBER bem cedinho nesse dia. Nesse dia fomos a Saqqara, Dsjor, um passeio pelo deserto do Saara e Memphis. Acordei cedo, tomei café no hostel e saí por volta de 8h30. Todas as entradas eu paguei meia com o cartão de estudante. O guia ia me explicando tudo e dei muita sorte. Nenhum dos lugares estava cheio. Nesse dia, apesar do frio extremo no Cairo, fez um pouco de calor e como eu estava com roupa térmica, mais blusa segunda pele, casaco, cachecol passei mal. E ainda juntou que passava muitas horas sem me alimentar. O guia parou num feirante e compramos um cacho de banana rsrs... o mais vegan que eu achei por aquelas bandas. Para o guia o cacho custava 5 EGP mas quando ele viu que era eu quem queria comprar ele se recusou a vender por esse preço e fui obrigada a pagar 7 EGP. Isso é bem comum no Egito, bem mesmo. Se um nativo pergunta o preço, para ele com certeza, ser[a mais barato. Nada tem preço tabelado ou exposto. Justamente para isso. Todas as pirâmides ficam no mesmo completo e quando você compra o ingresso já compra tudo junto. O templo fica bem afastado e na entrada já encontramos aquelas clássicas pilastras que vemos em várias fotos. É enormemente impressionante. Existe um sítio arqueológico aí dentro e o ingresso dá direito a entrar. Quando você entra, encontra o complexo funerário de Djoser. Tem uma tumba lá dentro com uma múmia. Não lembro qual rei é. Mas se procurar no Google acha. Aliás, se você não tem boa memória que nem eu, é bom levar um caderninho para anotar o nome das múmias, porque você verá muitaaaassss delas, por todos os lugares. Dentro do complexo fica um Beduíno. Ele te explica tudo mesmo sem você querer e vai pedir gorjeta. Prepare-se. Cogitei em não pagar e o guia me disse que não era de bom tom e nem seguro (quando ele uso essa palavra saquei 20 EGP e dei ao cara). Mas valeu a pena! Se você não fala bem inglês pode se enrolar no Egito. Eles são muito simpáticos e solícitos mas o inglês e o árabe são o idioma. É bom procurar por um guia que domine o idioma que você também domina. Mas tirando o seu guia que pode falar diversos idiomas (inclusive o russo - eles amam russo), tudo será em inglês. Nesse dia o guia do UBER me acompanhou o tempo todo. Então não paguei apenas a ida e volta. Mas valeu cada centavo. Ele me explicou sobre tudo e me senti muito segura com ele próximo além de tê-lo como fotógrafo e não precisar ficar pagando gorjeta para cada árabe que pedia pra tirar foto. Se você pegar um guia maneiro, ele ainda vai te ajudar em fotos maneiras essa daí embaixo. Você só paga sua entrada. Os guias sempre entram de graça. Quando saímos dessa pirâmides fomos para o Complexo que fica no meio do deserto do Saara. Dá pra entender porque eu passei mal né? Devia estar uns 35 graus e era inverno (à noite caía abaixo de zero) e eu entupida de roupa. Prepara-se para comer muitaaaa areia porque o vento é alucinante. Não há cabelo que resista rsrs. Mas vai valer a pena. Pegamos o carro e fomos para a Pirâmide de Dashur também conhecida como Pirâmide Curvada e eu gostei demais dessa. Beeemm diferente mesmo. Logo depois pegamos o carro de novo e percorremos o deserto para chegar na Pirâmide Vermelha. Nada especial nessa. Essas pirâmides ficam no meio de uma área militar então não é dificil ver carros do Exercito rodeando o carro do guia e soldados olhando pra você como cara de poucos amigos. A Pirâmide Vermelha só serviu para o meu guia me ajudar a fazer as maiores estripulias e tirar as fotos mais doidas. Como eu disse, nesse dia, só estavamos eu e o guia nas pirâmides. É bem diferente das grandes de Guizé, que são lotadas e dificilmente você conseguirá uma foto sem um intruso. Saimos de lá fomos para Memphis ver a Estatua de Ramsés II Voltei pro Hostel. Estava exausta, tinha comido toda a areia do deserto, estava imunda mas terrivelmente feliz. Combinei com o UBER que ligaria para ele me buscar para jantar. Ele passou no hostel por volta das 21h e fui jantar num restaurante no Nile City. É um restaurante na beira do Nilo em formato de navio. Comi uma salada e tomei um suco. Sentei numa mesa que dava para o Rio Nilo e pensando no quanto Deus é bom conosco porque nos permite realizar sonhos como esse. UBER me pegou e voltamos para o Hostel. Gastos do dia: Entradas: 20 + 20 + 40: 80 EGP Guia = UBER: 500 EGP Cacho de banana: 7 EGP Gorjetas: 20 EGP Uber para o jantar: 50 EGP (ida e volta) Jantar: 150 EGP [Em Construção]
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    Olá meninas me chamo Carla sou do Rio de Janeiro estarei de férias em Outubro e gostaria de viajar para Florianópolis ou algum outro lugar se alguém estiver interessada e gosta muito de viajar como eu Me Add 21 97011-7730
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    Prezados, Boa Noite, To querendo comprar um modelo da vento para fazer a trilha inca do peru. Não entendi muito bem pelo site deles qual a diferença entre os modelos Caos, Finesterre, Jackal e Titã. Alguém sabe me informar se a diferença é só estética ou se existe diferença técnica entre elas? qual delas seria mais indicada para uso na trilha inca tendo em vista que existe a possibilidade de encontrar temperaturas próximas a 0º ?
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    Urubuservando essa ideia. Tô doido para ir ao nordeste nessa data.
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    Gente, link de viagens com gente do Brasil inteiro, que sempre faz encontros e viaja juntos. Quem tiver interesse, só entrar! https://chat.whatsapp.com/2RxbfDB8jET7w6c1fOX2uM
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    Olá pessoal! Estarei realizando minha primeira eurotrip em Junho e se alguém mais estiver por lá na mesma época ou estiver sem cia, só dar um "Oi"!! Passagens e hospedagens fechadas!! Transportes internos e ingressos também!!! Já somos em 4 meninas, aki do Mochileiros mesmo, então se alguém mais quiser embarcar nessa, só falar....rs! Sairemos dia 30/05 ate 27/06 e nosso roteiro passará por: Paris Londres Amsterdam Bruxelas Itália (Veneza, Verona, Milão, Florença, Pisa e Roma) Grécia (Zakynthos, Santorini e Atenas)
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    Pensando em ir para a África do Sul? Já sabe o que fazer lá? Vou contar para vocês como foi a minha viagem de 17 dias pela África do Sul, com os gastos diários o total que gastei na viagem toda, dicas de passeios, restaurantes, hotéis, locomoção, cultura, enfim vou fazer um resumão completinho sobre a África do Sul e a minha aventura por lá. Desde criança ouvi falar da África, mas não de uma forma boa. Pelo contrário, quando eu não comia toda a comida do prato na escola ou em casa, eu escutava frases do tipo “Não vai comer tudo? Não sabe que as crianças na África passam fome?” então eu imediatamente terminava de comer toda a comida do prato, pois não queria ser a responsável pela fome das crianças na África. Foi com essa ideia da África que eu cresci, a África era um continente pobre onde as pessoas estavam morrendo de fome e só. Quando comecei a entender melhor e com a ajuda da internet. Pesquisei sobre esse continente, eu não queria acreditar que era só isso. Fiquei deslumbrada com o que vi, como a África era maravilhosa! Se eu vi que realmente as crianças passavam fome? Claro que sim, assim como em qualquer lugar tem crianças passando fome, inclusive no país em que vivemos, mas o que eu descobri foi muito além disso, essa realidade era a única coisa que eu sabia da África e foi o que acreditei por muito tempo. Hoje eu quero contar para vocês um pouquinho desse meu sonho de criança de conhecer esse lugar incrível e contar como foi a minha viagem para lá, também quero mostrar como eu estou grata por ter ido atrás e descoberto que a vida vai muito além do que as pessoas nos contam ou ensinam e o mundo está aí para ser vivido! A África do Sul foi o meu primeiro país na África e tenho plena certeza que será o primeiro de muitos, pois quero conhecer cada pedacinho desse continente incrível. Confira como era o nosso roteiro inicial por esse país incrível: Mochilão África do Sul 2018 – Roadtrip Dia 1: O que fazer na África do Sul: Londrina -> São Paulo -> Joanesburgo Dia 2: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo – Arts on Main. Pata Pata Restaurant e festa de ano novo do hostel no rooftop. Dia 3: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo: Museu do Apartheid, Visita ao Soweto, Nelson Mandela Square, Berço da Humanidade – Cradle of Humankind, Montecasino. Dia 4: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo: Dirigir até o Paul Kruger Gate – Rest Camp Skukuza no Kruger National Park. Safári Guiado Sunset. Dia 5: O que fazer na África do Sul: Safári por conta própria. Ver o amanhecer no Lake Panic Hide Dia 6: O que fazer na África do Sul: Dirigir até Joanesburgo e voo para Durban. Dia 7: O que fazer na África do Sul: Durban – Temple of Understanding (Hare Krishna Temple). Atirar-se no maior swing do mundo, dentro do Moses Mabhida Stadium. Praia. Dia 8: O que fazer na África do Sul: Port Elizabeth. Praia. Shark Rock Pier. Kings Beach. Dia 9: O que fazer na África do Sul: Jeffreys Bay – Praia Dolphin Beach/Supertubes. Fazer compras: outlets e lojas de fábrica: Billabong, Quicksilver, Element, Rip Curl entre outras. Dia 10: O que fazer na África do Sul: Stormsriver. Maior Bungee Jump de uma ponte do planeta. Tsitsikamma National Park. Dia 11: O que fazer na África do Sul: Mossel Bay com parada em Plettenberg Bay (Lookout Rocks) e Knysna (The Heads – east head view point). Sandboard na Dragon Dune. Santos Beach. Cape St Blaize Cave. Dia 12: O que fazer na África do Sul: Dirigir até Cape Town com parada em Cape Agulhas. Dia 13: O que fazer na África do Sul: Dirigir pela Garden Route – Camps Bay. Chapman’s Peak. Boulders Beach. Cape of Good Hope. Dia 14: O que fazer na África do Sul: Table Mountain. Waterfront. Dia 15: O que fazer na África do Sul: LionHead. Kirstenbosch. Long Street. Dia 16: O que fazer na África do Sul: Ilha Robben e voo para Brasil. Dia 17: O que fazer na África do Sul: Voo SP > Londrina. Me acompanha nessa aventura e saiba o que fazer na África do Sul! No final do artigo vou deixar todos os valores que gastamos nessa viagem e também os sites para comprar os passeios e tours online. Vamos lá! Dia 1: O que fazer na África do Sul: Londrina > São Paulo > Joanesburgo Saímos às 7 horas da manhã de Londrina no Paraná de ônibus em direção a São Paulo, almoçamos na estrada e como a viagem é longa, assistimos vários episódios do Grey’s Anatomy no celular para passar o tempo. Chegamos na rodoviária de São Paulo e pegamos um Uber para o aeroporto, não teríamos tempo para esperar o busão. Lanchinho rápido no aeroporto e fomos para o embarque. Nosso voo saiu às 19:45 e logo foi servido o jantar, só comi e dormi feito um bebê, ainda cansada da viagem de ônibus, acordei na conexão em Luanda na Angola, onde aproveitamos para escovar os dentes e passar aquele lencinho umedecido maroto, já que banho não iria ter no dia, praticamente todas as mulheres do avião tiveram a mesma ideia, fila no banheiro com lencinhos na mão. Já aviso para sempre levarem esses lencinhos na bagagem de mão para quando encontrarem banheiros em aeroportos como o de Luanda, precário e sem papel higiênico, assim estarão preparadas. Voamos de TAAG aproveitando uma promoção de passagens para a África do Sul, com ida para Joanesburgo e volta por Cidade do Cabo (Cape Town). Pagamos R$ 1600,00 cada um pela passagem, isso viajando para ano novo. Não temos reclamações sobre a cia aérea, é simples, mas atende a todos os requisitos. A conexão em Luanda era de 2:30 de duração e foi tranquila, passageiros em transito não precisam de visto, único problema era que só tinha uma pessoa para atender a todos os passageiros de conexão, ele que olhava no monitor enquanto as malas de mão passavam e ele que revistava quando apitava em vermelho as pessoas, deu até dó do coitado, mas mesmo assim foi relativamente rápido e logo estávamos embarcando para Joanesburgo. Durante o voo de Luanda a Joanesburgo, almoçamos, assistimos filmes e tentamos nos manter ocupados e acordados para nos acostumar com o novo fuso horário de 4 horas de diferença do Brasil. Chegamos em Joanesburgo as 13:45 e agora sim a aventura começa. Dia 2: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo – Réveillon No aeroporto comprei um chip de internet para o celular, trocamos um pouquinho de dólares por rends (moeda da África do Sul) para emergências, pois pretendíamos trocar mais em uma casa de câmbio, a cotação do aeroporto era horrível, como é sempre em qualquer aeroporto, depois fomos procurar a companhia que alugamos o carro, fizemos tudo online ainda do Brasil, inclusive o pagamento, então foi só chegar, retirar e pronto, estávamos motorizados e dirigindo pela primeira vez na mão inglesa e com câmbio manual. Era cômico ver o Fernando ligar o limpador toda vez que queria dar seta! Mas fiquem tranquilos que chegamos vivos ao hostel, ele pegou o jeito rapidinho. Em Joanesburgo ficamos hospedados no Curiocity Backpackers. Quando comecei pesquisar o que fazer na África do Sul, Joanesburgo na verdade, só entrou no roteiro porque é a porta de entrada para quem quer fazer o safári no Kruger Park e também porque é por onde chegam os voos mais baratos do Brasil, não era um lugar que eu tinha desejo de conhecer, mas já que estávamos em Joanesburgo ou Joburg, como é carinhosamente chamada por lá, e era ano novo, tínhamos que aproveitar, certo? Chegamos no hostel já era final de tarde, só tomamos um banho e fomos jantar. Jantamos no restaurante Pata Pata, fomos a pé, fica a 2 quadras do hostel, o restaurante é bom, mas achei muito caro, R$ 108,40 para duas pessoas (sim, preço em reais e não em rends), e o pior é que um prato dava para duas pessoas comerem tranquilamente, mas eles não deixavam pedir só um prato para duas pessoas, pedimos dois pratos e veio comida para umas 8 pessoas, claro que não conseguimos comer nem metade, por sorte veio um senhorzinho e disse que estava com fome, se poderíamos dar-lhe um pouco de comida, falamos que não iriamos comer mais e se ele não se importava pediríamos para embrulhar e dar para ele, ele falou que seria a melhor comida que ele comeria em muito tempo e ficou muito grato, então fizemos isso e vimos ele sair contente de lá. Uma coisa que vimos na África do Sul, foi a desigualdade, tem pessoas que tem muito dinheiro e pessoas que passam fome literalmente, claro que isso existe em todo lugar, mas o que eu quero dizer é que lá não existe meio termo ou classe média, ou você tem bastante ou não tem nada. Dirigindo pela África do Sul vimos muitas e muitas favelas, em todo lugar, não é em apenas um lugar isolado, é em todo lugar, isso que passamos apenas pela rota mais turística, mas conversando com pessoas que moram lá, nos contaram que nas rotas menos turísticas é bem pior. Também ainda existe muita rixa por causa do preconceito racial, mas tem melhorado a cada dia, e como eles mesmo dizem por lá, eles têm certeza que as gerações futuras jamais vão passar por isso, vai ser apenas uma lembrança de um passado distante. Depois de ter deixado o rim lá para pagar a conta do restaurante, fomos para o hostel dar uma dormidinha antes do ano novo. Dessa vez colocamos 15 despertadores para não acordar só no outro dia como aconteceu na nossa viagem da Tailândia, acordamos com a insistência do despertador. Os meninos que estavam no quarto com a gente já tinham saído, pegamos um quarto misto para 8 pessoas. Depois de nos arrumarmos, fomos para uma festinha, que ficava a meia quadra do hostel, a festa era do hostel mesmo com entrada gratuita, só que era em um rooftop com vista para a cidade toda e churrasquinho de graça. O Fernando e eu éramos os únicos de roupa branca na festa de ano novo, acho que lá não tem esse negocio igual tem aqui que a cor da roupa atrai o que você deseja no ano. Eu também não acredito nisso não, mas no Brasil é tradição, então nos acostumamos a vestir branco no ano novo. Na festa estavam todos com roupas coloridas, felizes dançando, a dança deles é diferente da nossa, é lindo de ver e difícil de fazer igual. Os drinks também eram diferentes, era uma mistura de tudo que existe alcoólico e algo muito doce junto, tomei dois e já estava alegre. De lá conseguimos ver os fogos e comemoramos juntos a chegada de um novo ano em nossas vidas. Conhecemos um casal e mais 2 rapazes na festa, eles vieram conversar com a gente e foi amizade instantânea, logo eles estavam convidando a gente para ir em outra festa com eles, que iriam tentar passar a gente sem termos que pagar, a festa era próxima dali e iriamos todos a pé. E não é que deu certo? Eles falaram “façam como a gente, só nos sigam, vocês têm cara de gente fina, nem vão conferir as entradas”. Eles já tinham entrado na festa, antes de ir para o rooftop, então tinham um carimbo no braço, colocaram a gente no meio da fila e entraram dançando, só seguimos eles dançando e entramos tranquilamente. A festa era eletrônica e foi incrível, em um lugar chamado Che Argentine Grill. Eu me senti uma princesa nessa festa, ou melhor durante a viagem toda, mas principalmente nessa festa, recebi muitos elogios, as meninas no banheiro elogiavam meu cabelo, minha roupa, meu corpo, minha tatuagem, tudo! O povo querido demais nessa África do Sul, massagearam o meu ego sem pedir nada em troca, só um sorriso bastava. Resultado da festa? Fomos dormir muito tarde e acordamos quase uma hora da tarde do outro dia, ok tínhamos perdido a manhã, então agora era correr para aproveitar a tarde do nosso último dia em Joanesburgo. Curiocity Backpackers Rooftop Dia 3: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo: Museu do Apartheid, Visita ao Soweto, Nelson Mandela Square Fomos conhecer a Mandela Square onde tem a famosa estatua do Nelson Mandela, aproveitamos para almoçar por lá, almoçamos no Rocomamas e que delicia de comida! A comida da África do Sul é muito parecida com a nossa, inclusive os temperos, é só um pouquinho mais apimentada, eu adorei. Depois de nos perder no shopping da Mandela Square, sim nos perdemos literalmente dentro do shopping, gente do interior quando vai para a cidade grande dá nisso. Depois de andar muito, conseguimos sair na porta onde tínhamos deixado o carro no estacionamento. Fomos em direção ao Museu do Apartheid, que na verdade era a única coisa que eu realmente queria fazer em Joanesburgo, mas o que a gente esqueceu? Era dia primeiro de janeiro, ou seja, feriado. E claro que o museu não abria no feriado, fiquei bem chateada e tudo que consegui foi tirar uma foto do lado de fora. Antes de ir para a África do Sul e ao pesquisar o que fazer na África do Sul eu li em algum lugar que se sua viagem para Joanesburgo é curta, você sairá daqui satisfeito, apenas conhecendo o Museu do Apartheid. Eu vi que as consequências desse regime fazem parte do dia-a-dia dos sul-africanos, principalmente em Joanesburgo e eu queria muito conhecer o museu, pois tenho certeza que seria uma imersão na história do país, diferente do que passou na mídia sobre o Apartheid lá eu teria acesso aos detalhes desse regime que existia até bem pouco tempo atrás, mas infelizmente por ser feriado não consegui visitar o museu. Saímos de lá tristes, mas tudo bem, a viagem estava só começando e tinha muito o que fazer na África do Sul. Mas fica a dica, quando for pesquisar o que fazer na África do Sul e ao fazer o seu roteiro, tenha cuidado para deixar o Museu do Apartheid em um dia que seja feriado. Fomos para o Soweto que é considerado o maior bairro do mundo (com mais de 3 milhões de habitantes). Mais conhecido por ser uma favela, o Soweto é a área urbana com a maior concentração de negros em Joanesburgo e também carrega um peso histórico muito grande, é um dos principais símbolos da história da África do Sul e do Apartheid, o regime de segregação racial instituído na década de 20 e que se estendeu até 1994. Foi residência, inclusive de Nelson Mandela. O Soweto cresceu muito na década de 50, com mais negros se mudando para lá, já que não podiam mais ficar nas áreas para brancos designadas pelo governo. Rodamos um pouco pelo bairro e fomos conhecer a Orlando Towers, famoso ponto para saltos de bungee jump, mas é claro que estava fechado, mesmo assim a vista de fora era ótima. Na estrada para as torres encontramos algumas crianças que pediam para nós tirar fotos delas, as crianças adoram fotos e tem os sorrisos mais gostosos da vida! O Soweto com certeza merece estar na sua lista de o que fazer na África do Sul. Era final de tarde quando lembramos que tínhamos que trocar dinheiro e comprar suprimentos para o safári do dia seguinte. Por ser feriado, praticamente tudo na cidade estava fechado, inclusive as casas de câmbio e mercados, rodamos, rodamos e não encontramos nada aberto, então voltamos para o hostel para tomar banho e ir jantar. Lembramos de um mercadinho que vimos no dia anterior, a duas quadras do hostel e resolvemos dar uma ultima chance e tentar encontrar um mercado aberto, e não era que estava aberto? Infelizmente era mais uma conveniência, e não tinha quase nada, pensávamos em comprar comida para fazer nos dois dias de safári e cozinhar no bungalow, mas não tinha nada, então compramos biscoitos, suco e água. Ao sair perguntei para o atendente no caixa se ele sabia de algum lugar onde poderíamos trocar dinheiro, ele disse que tinha uma pessoa e chamou um rapaz que veio falar com a gente, o rapaz disse que trocaria para a gente, a cotação era ruim, mas realmente precisávamos de dinheiro vivo, pois sairíamos ainda na madrugada para o safári e ouvimos dos locais para não viajar sem dinheiro, pois normalmente policiais faziam blitz e só deixavam passar com um suborninho. Um exemplo era você passar por uma placa com limite de velocidade de 100 e logo depois encontrar uma de 80 e a 50 metros depois dessa placa de 80 os policiais medindo a velocidade, claro que iriamos respeitar os limites de velocidade enquanto dirigíamos para o Kruguer Park, mesmo assim resolvemos não arriscar. Trocamos 200 dólares por rends e fomos jantar. Jantamos no Revo Revo a uma quadra do hostel, um macarrão ótimo. Depois de tomar uma cerveja na temperatura ambiente (sim, cerveja gelada não existe na África do Sul, eles dizem que é gelada, mas não é, cerveja gelada só no Brasil mesmo. Mais tarde descobrimos que o chopp era gelado, depois disso só tomamos chopp) fomos para o hostel arrumar as mochilas e descansar porque íamos dirigir para o Kruger Park antes do sol nascer. Queríamos ter feito o Cradle of Humankind (Berço da Humanidade) em Joanesburgo, mas como o nosso tempo era limitado acabou não dando tempo, mas deixamos essa sugestão para vocês de mais uma coisa de o que fazer na África do Sul. O Cradle of Humankind é um parque considerado Patrimônio Mundial da Unesco por abrigar milhares de fósseis de ancestrais do homem. O lugar tem cavernas, fósseis de hominídeos de milhões de anos atrás e é um passeio bem interessante para conhecer melhor a evolução do homem. Além disso também escrevi um artigo com mais opções de o que fazer em Joanesburgo, clique aqui para ler. Joanesburgo Mandela Square Mandela Square Museu do Apartheid Orlando Towers – Soweto Dia 04: O que fazer na África do Sul: Acampamento Skukuza – Safári no Kruger Park Acordamos as 6 da manhã, fizemos check out, sincronizamos o gps do celular rumo ao Kruger Park, abastemos o carro e partimos rumo ao tão esperado safári na África. A estrada é bem tranquila e demoramos 5 horas para chegar, isso parando para tomar café no caminho e parando em um mercadinho para tentar comprar comida para os dois dias de safári, porem também não tinha nada, compramos frutas e um tipo de sopa. Ao chegar no portão de entrada do parque descemos do carro e fomos na recepção, como tínhamos comprado tudo pela internet, foi rapidinho, só preenchemos uma ficha e fomos liberados para entrar. Quando comecei a pesquisar o que fazer na África do Sul, fiquei impressionada como fazer um safári era caro, até descobrir que eu poderia fazer um safári por conta própria, sem pacotes. Não se preocupe que eu fiz um artigo inteirinho ensinando como fazer um safári por conta própria no Kruger Park e também mostrando todos os sites que eu usei, clique aqui para ler. Para chegar no Skukuza Camp, onde ficava nosso bungalow, foi bem fácil, foi só seguir as placas pelo caminho, do portão de entrada até o acampamento demora mais 20 minutos, mas não se preocupe, você não vai ver o tempo passar, pois assim que entra no parque você já começa a ver os animais. Assim que você entra no portão do Kruger Park, você já se sente aventureiro, começa a olhar para todos os lados para ver se avista algum animal, e logo nos primeiros metros já vimos o primeiro animal da viagem, as impalas, são quase sempre quem faz as honras da casa, tem mais de 110 mil impalas no Kruger Park. Logo depois vimos muitos javalis, imaginem a minha emoção ao ver o Pumba pessoalmente! E ainda antes de chegar no acampamento tivemos que parar o carro e esperar uma família de elefantes que estava atravessando a rua, foi lindo demais ver o nosso primeiro Big Five. Assim que chegamos no Skukuza Camp fizemos check-in e fomos para o nosso bungalow, era um charme, quase consegui me sentir morando na natureza selvagem, quase né, porque o ar-condicionado entregava o jogo. A nossa primeira opção era as tendas, mas quando fizemos a reserva online as tendas estavam todas lotadas, então optamos pelo bungalow, e não nos arrependemos, é um pouquinho mais caro, mas compensa pelo conformo e praticidade. Como tínhamos tomado café da manhã tarde, estávamos sem fome, então comemos frutas, descansamos um pouco, fomos conhecer as outras áreas do acampamento. O Skukuza é um dos únicos acampamentos que tem wi-fi, mas o único lugar que pega é no restaurante, também tem posto de gasolina, caixa eletrônico, mercado, loja de souvenires e piscina. Contratamos ainda aqui no Brasil um safári guiado que saia as 16:30, pegava o por do sol e voltava as 7:30, os carros saem do lado da recepção, deixamos nosso carro lá e fomos embarcar no carro do safári. Recomendamos que vocês peguem pelo menos um safári guiado, porque os guias já sabem onde ir para ver muitos animais e eles se comunicam entre os carros sempre que avistam algum dos Big Five. Ao contrario do que muitos pensam os Big Five não são os maiores animais da África, se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. São eles: leão, elefante, búfalo-africano, leopardo e rinoceronte. Choveu um pouquinho a tarde, mas durante o passeio do safári não, o tempo estava nublado e começou a esfriar. Mas logo todos esqueceram o frio, assim que começou a aparecer os primeiros animais. As primeiras foram as zebras, era chuva de câmeras para tirar fotos a cada parada do carro, depois as girafas, macacos, e quando vimos muitos carros parados na rua, tínhamos certeza que era um Big Five, e estávamos certos, todos estavam olhando o Leopardo, que dormia na copa de uma arvore distante. Rolou uma inveja da menina que estava do nosso lado com uma lente de câmera que parecia uma arma de tão grande, ela conseguia capturar todos os detalhes, que a gente não enxergava só com os olhos, a minha lente não tinha o zoom tão longe, cada foto ela mostrava para a gente e ficávamos maravilhados. Mais a frente vimos mais um Big Five, os rinocerontes, lindos e gigantes e estavam pertinho do carro. Continuamos e vimos mais zebras, mais girafas, muitos elefantes, hienas, impalas, antílope, eram muitos animais! Assim que escureceu o guia teve auxilio de lanternas no carro que refletiam nos olhos dos animais, estávamos atrás dos leões. Infelizmente não conseguimos ver nem os leões e nem os búfalos para fechar os 5 Big Five, mas calma que ainda tinha o dia seguinte inteiro para tentarmos ver esses e muitos outros animais. Era hora de voltar para o acampamento, assim que chegamos vimos que nosso carro estava trancado no estacionamento, não tinha como tira-lo, pois, tinha carros dos lados e atrás. E adivinha? Não carros não eram das pessoas que foram fazer o safári com a gente, eram de funcionários do parque e que só voltariam ali no outro dia pela manhã. Ou seja: estávamos a pé até o dia seguinte! Imaginem o meu desespero, tudo bem que não deveria ter leões dentro do acampamento (pelo menos eu espero), mas e os outros animais? As cercas não eram tão altas, macacos podiam pular tranquilamente, e durante o dia os portões do acampamento ficavam abertos, ou seja, qualquer animal poderia ter entrado. Eu comecei a imaginar mil jeitos de morrer devorada, mas não tinha outra alternativa, teríamos que ir para o nosso bungalow a pé e a noite. Apenas com a lanterna do celular acesa, começamos a andar e eu tentei pensar em 50 assuntos diferentes para não pensar nos barulhos sinistros de animais que eu ouvia, andando o mais rápido possível conseguimos chegar sãs e salvos no nosso quarto. O Skukuza é enorme, demoramos uns 10 minutos andando para chegar no quarto, e não eu não iria até o restaurante ou mercado que ficava no lado oposto, nem que tivesse que dormir com fome. Por sorte tínhamos uma sopa de macarrão que compramos antes de ir, então fizemos aquilo mesmo, porém como não almoçamos direito eu continuei com fome, comi fruta, biscoitos e tudo que trouxemos. Depois que estávamos alimentados e que passou o susto, um banho e uma ótima noite de descanso era só o que faltava no dia. Kruger Park Kruger Park Kruger Park Kruger Park Kruger Park Kruger Park Kruger Park Kruger Park Dia 5: O que fazer na África do Sul: Safári por conta própria no Kruger Park O Fernando foi pegar o carro e fomos tomar café no restaurante do acampamento, uma delícia de café da manhã, tem várias opções de escolha. Depois disso era hora de começar a aventura, de fazer o safári com o nosso próprio carro e sozinhos! Ainda dentro do acampamento vimos 2 javalis, dentro do acampamento! Lembrar que eu estava andando a pé no escuro pelo acampamento no dia anterior me deu um frio na espinha. Também vimos várias placas para ter cuidado com os babuínos que ficavam pelo Skukuza. Logo que saímos do acampamento tivemos que esperar uma tartaruga atravessar a rua, e logo em seguida um macaco. Começamos o dia bem! Mais a frente vimos 2 carros de safári e fomos lá conferir, era um Big Five! Uma manada de búfalos, lindos e majestosos! O mais perigoso dos Big Five. Demos a volta para tentar vê-los mais próximos e conseguimos, ficaram pertinho do carro e tiramos milhares de fotos deles. Continuamos e vimos elefantes, e mais elefantes e muitos outros elefantes. Elefantes foram os animais que mais vimos, e toda a vez eles nos encantavam. Já tivemos uma experiência com os elefantes na nossa viagem para a Tailândia, mas os elefantes da África eram diferentes, eram muito mais selvagens e na minha opinião eram mais bonitos também. Continuei o relato com todos os gastos, dicas de passeios, restaurantes, hotéis, locomoção, cultura local e mais no blog! Clique aqui para ver http://oquefazer.blog.br/o-que-fazer-na-africa-do-sul/ Qualquer dúvida que tenha restado é só perguntar! Bora viajar gente? No blog também disponibilizo uma planilha gratuita para planejamento de custos de viagem! http://oquefazer.blog.br/planilha-gratis-para-planejamento-de-custos-de-viagem/ Finalizo com mais algumas fotos da viagem Espero que gostem do relato, continue lendo no blog que tá completinho http://oquefazer.blog.br/o-que-fazer-na-africa-do-sul/
  19. 1 ponto
    Saudações Procuro hostel bom e barato em Buenos Aires... Ano passado, por exemplo, fui no THE HOSTEL VILA MARIANA em SP, ... Paguei apenas 29 a diaria... Qual hostel muito barato em BA, mas, que seja bonzinho....???
  20. 1 ponto
    Olá pessoal, Acabei de chegar de uma viagem que fiz a Costa Rica. Fui participar de um congresso internacional e depois fui passear um pouco pelo país. Fui na baixa temporada (Junho/julho) e fiquei 16 dias no total. Como achei poucos relatos aqui no Mochileiros, achei que seria uma boa fazer uma contribuição! Optei por escrever um relato detalhado para vcs terem a exata idéia de como foi a experiência e de quanto eu gastei com base no que comi, onde fiquei hospedado, etc. Por fim gostaria de agradecer todas as pessoas que me ajudaram respondendo minhas perguntas ou postando seus relatos. Valeu! Roteiro: Dia 1: (21/06/13) – Rio de Janeiro - San Jose Dia 2: (22/06/13) – San Jose (vulcão Poás) Dia 3: (23/06/13) – San Jose (vulcão Irazu) Dia 4: (24/06/13) – San Jose (Congresso) Dia 5: (25/06/13) – San Jose (Congresso) Dia 6: (26/06/13) – San Jose (Congresso) Dia 7: (27/06/13) – San Jose - Rafting - La Fortuna Dia 8: (28/06/13) – La Fortuna (Cerro Chato e cascata do rio Fortuna) Dia 9: (29/06/13) – La Fortuna (Rio Celeste) Dia 10: (30/06/13) – La Fortuna – Monteverde Dia 11: (01/07/13) – Monteverde (Canopy) Dia 12: (02/07/13) – Monteverde (Reserva de Monteverde) Dia 13: (03/07/13) – Monteverde – Manuel Antonio Dia 14: (04/07/13) – Manuel Antonio (Manuel Antonio National Park) Dia 15: (05/07/13) – Manuel Antonio – San Jose Dia 16: (06/07/13) – San Jose – Rio de Janeiro [media]https://maps.google.com.br/maps?saddr=San+Jos%C3%A9,+Costa+Rica&daddr=La+Fortuna,+Alajuela,+Costa+Rica+to:Monteverde,+Costa+Rica+to:parque+Manuel+Antonio+National+Park,+Quepos,+Puntarenas,+Costa+Rica+to:San+Jos%C3%A9,+Costa+Rica&hl=pt&ie=UTF8&ll=9.976966,-84.498596&spn=1.647312,2.705383&sll=9.976816,-84.499436&sspn=1.647312,2.705383&geocode=FYXgkgAdDRj--inFFQ3FQuOgjzE26ENkKayO_w%3BFfq5nwAdh3T0-imZ6WAGiQygjzHmLFfSe6jjaQ%3BFdTxnAAdycXx-inJ3b6-ChmgjzEn2DobP6lVZg%3BFbRQjwAd5Cv8-iGGSlzOOWHmlSlL9ambnHGhjzGGSlzOOWHmlQ%3BFYXgkgAdDRj--inFFQ3FQuOgjzE26ENkKayO_w&oq=san+&mra=ls&t=m&z=9[/media] Considerações gerais: Vacina: Atenção pessoal! Os brasileiros precisam apresentar o cartão internacional de vacina contra a febre amarela ao chegar no país! Para consegui-lo vc deve tomar a vacina no mínimo 10 dias antes da viagem e depois levar seu cartão de vacina no escritório da ANVISA no aeroporto mesmo e retirar seu cartão internacional. Teve muitos brasileiros que iriam para o congresso, mas foram barrados no check-in, pois não tinham tomado a vacina. Teve uma mulher que foi deportada, pois não cobraram o cartão no check-in e só foram cobrar na Costa Rica e ela não tinha. Portanto fiquem ligados! Hospedagem: Não reservei nenhum hostel aqui no Brasil (exceto o de San Jose) e foi tranquilo! Ainda mais porque viajei na baixa temporada. Mas se vc pretende ficar em hostels da rede The Costa Rica Hostel Network (http://www.costaricahostelnetwork.com/) eu recomendo reservar antes, pois vive cheio. Essa rede de hostels é a melhor que já fiquei na vida! Provavelmente eles possuem um dos melhores hostels do mundo! Agora, uma visão geral dos hostels que passei na CR: São mal estruturados! Na verdade grande parte deles parece que, anteriormente, eram uma casa e que resolveram fazer um hostel! Mas tbm não procurei muito, fechava com o primeiro barato que encontrava. Até na Bolívia encontrei hostels melhores. O café da manhã tbm não é grandes coisas. Trasporte: O trasporte na CR é precário, especialmente se vc quer se deslocar de um lugar para outro que não seja San Jose. Por exemplo: Para ir de La Fortuna para Monteverde vc precisa fazer baldeação em Tilaran, o que te tomará tempo. Agora, se vc vai para San Jose ou sai de San Jose para algum lugar, é tranquilo. Além disto, não tem ônibus a noite, ou seja, vc vai ter que gastar tempo durante o dia para se descolar. Uma dica importante se vc esta de carro: NUNCA confie no Google Maps para calcular o tempo de um lugar ao outro. As estradas são péssimas, não tem acostamento nem pista dupla. E para chegar a alguns lugares percorre-se kilometros em uma estrada de chão que, na época das chuvas, ficam terríveis. Uma alternativa para fugir destes problemas e fechar um shuttle que sai muito mais caro do que ir por conta, mas pelo menos é mais rápido. Neste site (http://thebusschedule.com/EN/cr/ ) e neste (http://www.visitcostarica.com/ict/paginas/leyes/pdf/itinerariobuses_es.pdf) vc encontra os horários de ônibus. Outra dica: Se vc for pegar um taxi, peca pra o motorista ligar o taxímetro! Sai mto mais barato do que preço combinado! Dinheiro: Preparem o bolso! A CR é um país muito caro. Pelo que andei lendo é um dos mais caros da América Central. A moeda da Costa Rica e o Cólon. Mas a melhor coisa é levar dólares. Eu levei tudo em dinheiro vivo e um cartão de credito (que só e aceito em alguns lugares). O dolar eles aceitam em todos os lugares (a cotação é de 1 dólar = 500 colones), mas e sempre bom ter alguns colones trocados para pegar um onibus por exemplo. Dica: Se vc pegar um voo da Copa Airlines vc fará uma escala no Panamá. O Free Shopping deles é excelente! Achei os preços muito bons. Passeios: Não vi muita diferença nas empresas que fazem os passeios. No geral me pareceu que todas são muito boas. Acho que é porque 90% dos turistas na CR são americanos então eles tem que manter a alta qualidade. Comida: Eu particularmente nao gostei da comida. Simplesmente pq eles usam coentro em quase tudo. E eu odeio coentro. Sempre perguntava se tal prato tinha a tal erva (“colantro”). Tirando isso achei a comida sem tempero... Nao sei, mas estou acostumado com a comida mineira bem temperada e senti falta disso. Roupa: Fui na estação das chuvas e senti calor, podem levar muita roupa fresca em qualquer época do ano. Acho que 1 blusa de frio e 1 calça jeans já bastam. Recomendo levar uma bota de trekking pra fazer as trilhas, pois tem muito barro. Uma capa de chuva tbm é muito importante. Surf: Não passei por nenhuma cidade famosa pelo surf, mas pelo que ouvi falar, algumas das principais são Puerto Viejo, Jacó e Montezuma. Povo: Gostei muito dos costa-riquenhos. São simpáticos, estão sempre dispostos a dar informação e a conversar. O lema deles é “Pura vida”! Quanto aos turistas, prepare-se para encontrar muitos americanos! Eles simplesmente dominam o turismo na CR. Segurança: De maneira geral me senti seguro em todos os lugares que passei, exceto San Jose. Fui abordado 3 vezes por mendigos na capital, o que me deixou apreensivo. Algumas pessoas que estavam no Congresso que participei foram assaltadas a mão armada. No hostel me recomendaram a não andar sozinho a noite pela cidade. Mas o esquema é não dar mole, pois violência tem no Brasil, na França e na Costa Rica também! Seguro viagem: Fechei com a Porto Seguro (http://www.portoseguro.com.br/seguros/seguro-viagem) e paguei R$78. Fiz o cadastro online e paguei com o cartão. Mesmo que vc ache que não vá precisar eu recomendo fortemente fazer um seguro em todas as viagens internacionais! Biodiversidade: Apesar de muita gente dizer que o Brasil se parece com a Costa Rica nesse quesito eu digo que é diferente! A riqueza de especies na Costa Rica é maior! Vc anda um pouco na trilha da mata e já vê muitos animais em pouco tempo. Em Manuel Antonio por exemplo tem uma quantidade enorme de lagartos de todos os tamanhos. Mas atenção: Sempre que possível, contrate um guia para ajudar a encontrar os animais. Eles tem os olhos treinados para isto, e além do mais, eles carregam um telescópio para vc enxergar os animais de longe. E por fim a dica mais valiosa de todas: Comunique-se! Peça informação no hostel, converse com outras pessoas, faça amizades, pergunte quais passeios valem a pena (e quais não valem)... Enfim, troque ideias! Eu garanto que a sua viagem vai ser diferente (e para melhor!). Agora vamos ao relato em si... Dia 1 (21/06/13): Chegada a San José Sai do RJ pegando o voo da Copa Airlines com conexão no Panamá. Paguei R$2.400,00 na passagem... Caríssima! Comprei com 2 semanas de antecedência, mas pelo que vi o valor não muda muito se vc comprar com meses de antecedência. O serviço da Copa foi mto bom, comida boa e os voos saíram no horário previsto (tanto na ida quanto na volta). Chegando ao aeroporto de San Jose peguei um taxi e segui direto para o Hostel Aldea que já havia feito reserva (http://www.aldeahostelcostarica.com/). Mas não precisa ir de taxi, ir de ônibus é super de boa... Dei mole! Mas se vc quer ir de taxi, saia do aeroporto e pegue um na rua e peça para ligarem o taxímetro que sai bem mais barato! O taxista foi muito simpático e inclusive me perguntou como estavam as manifestações no Brasil. Fiz o check-in em um quarto privado pra poder descansar melhor. Minha primeira impressão da cidade: Muito parecida com algumas cidades brasileiras. Uma coisa interessante: Quanto o sinal do pedestre esta quase fechando, comeca a soar o pio de um pássaro. Na primeira vez fiquei olhando para cima tentando achar a ave! Hahaha. Fui caminhando ate o Mercado Central. Um lugar bem legal que tem de tudo. Muitas lanchonetes, açougues e artesanato. Tomei um sorvete na famosa Sorveteria Lolo Mora que existe desde 1901 e atualmente e comandada pela 4ª geração da mesma família! Tem apenas 1 sabor de sorvete: Baunilha com canela. Como nada me agradou no Mercado Central fui comer em uma rede de fast food tipo KFC. Passei no supermercado da rede “Pali” e descobri que eles se cobram 10 colones por sacola plástica que vc quiser levar! Achei justo! Saindo do supermercado um mendigo veio me abordando para pedir dinheiro... E detalhe: falando inglês! Hahaha. Como diria minha vó: A necessidade faz o sapo pular! Descansei mais um pouco e no final da tarde fui no Subway. Gastos do dia: - 20 dólares de taxi - 30 dólares de diária no hostel (quarto privado com banheiro) - 1.750 colones em imã de geladeira - 1.200 colones no sorvete de creme com canela - 3.000 colones no frango com batata frita - 3.100 colones no supermercado (água, suco, chocolate e biscoito) - 2.900 colones no Subway Total em dólares: US$ 74 Dia 2 (22/06/13): Vulcão Poás Acordei pagando mico! Achei que a diferenca de horário para o Brasil fosse de 2 horas, e na verdade são 3! Acordei para tomar o café achando que fosse 7h e eram 6h! Hahaha. Voltei e dormi mais um pouco. Um aviso: Os cafés da manhã nos hostels da CR são muito francos! Nesse hostel foi café, biscoito doce e banana. Conversei na recepção e consegui continuar no quarto privado pelo valor de 25 dolares (5 dólares a menos). Segui para a estacao da compahia TUASA para pegar o onibus ate Alajuela (onibus de San Jose para Alajela tem todo minuto!). Chegando em Alajuela, desci uma quadra e já estava em outro terminal onde as 9:15 (Acho que existe apenas este horário durante o dia) peguei o onibus ate o Vulcão Poás. No caminho o onibus faz uma parada de 15 minutos em uma lanchonete que vende salgados, bebidas e frutas. Lembre-se de sentar do lado esquerdo do onibus, pois a vista é melhor (ve-se plantações de morangos e café) Cheguei no Parque já era umas 10:30. O Parque e bem estruturado, tem um pequeno museu, banheiros estacionamento e lanchonete. Extrangeiros pagam 10 dólares a entrada. Para chegar até a cratera tem que andar alguns minutinhos. No inicio do trajeto aconteceu uma cena engracada: Estava andando na beira da mata e de repente começo a ouvir um barulho estranho... Parecia um chocalho de uma cobra, ou o coachar de um sapo, ai pensei: Oba! Vou ver meu primeiro animal na CR... pois bem, adentrei um pouco na vegetação para conseguir avistar o animal e para minha surpresa, era uma TORNEIRA que de vez em quando fazia barulhos estranhos... kkkkkkkkkkkkkk. Fiquei de longe espiando as pessoas que passavam e todas achavam que eram um tipo de animal! Bem, a cratera do Poás é legal mas não e anda de exorbitante. Acho que seria legal se fosse uma escalada de verdade, gastando horas para chegar até a cratera, passando um pouco de perrengue... Ai eu iria gostar mais! Toda hora surge uma nuvem para cobrir a cratera, mas que some em poucos minutos. Venta bastante então leve um casaco. Dependendo da direção do vento, a fumarola que sai de dentro do vulcao com cheiro de enxofre (ovo podre) pode ir em direcao ao mirante, mas nada que atrapalhe. Depois de ficar alguns minutos e bater muitas fotos decidi ir ate o mirante da Laguna Botos. Segui um caminho demarcado no meio da floresta ate chegar a Laguna. Durante o percurso tinha um casal de americanos com um guia que tbm era fotografo particular. Um pássaro marrom sem graça cruzou a trilha e eles: Oh My God! Hahaha. A Laguna Botos não tem nada de especial, mas dizem que ela tem um verde muto bonito qnt faz sol, mas este dia estava nublado. No mirante da Laguna tinha muitos esquilos sem vergonha. Eles ficam loucos querendo comida e são capazes de comer na sua mão! Dps disso desci de volta a entrada do parque e gastei o resto do tempo na lanchonete e no museu. O onibus parte as 14:30 em direção a Alajuela. Chegando lá, vc deve pegar o ônibus para San Jose fazendo o caminho inverso. Bom, minha opnião sobre o passeio: Faça se vc for por conta. Definitivamente não compensa pegar tour! De transporte, gastei 3.390 colones (aproximadamente 7 dólares para ir e voltar) sabe quanto é o tour fechando com agencia? 92 DÓLARES!!! Mas com a agência, além do vulcão, eles te levam para uma plantação de café e para a La Paz Waterfall que tbm tem um pequeno borboletário e ranário, mas como iria para La Fortuna e Monteverde, veria várias cachoeiras, sapos e borboletas, então pra mim não valeria a pena! No final do passeio conheci 2 brasileiros. O Tom e o Luiz. Chegando em San Jose fomos jantar no restaurante do Hostel Casa Colon. O lugar parece bem com um hotel... Gostei! Jantei muito bem por 3.700 colones. Gasto do dia: - 25 dolares de diária no hostel (quarto privado com banheiro) - 530 colones de ônibus San Jose – Alajuela - 1.165 colones de ônibus Alajuela – Poás - 800 colones em uma empanada - 10 dólares de entrada no vulcão - 1.000 colones em uma lata de suco - 1.165 colones de ônibus Poás – Alajuela - 530 colones no ônibus Alajuela – San Jose - 3.700 colones no jantar (arroz, feijao, carne e salada) Total em dólares: US$ 43 Dia 3 (23/06/13): Vulcão Irazu Acordei as 7h, tomei cafe da manha e fui pegar o onibus para o vulcão Irazu. Mais uma vez compensou mto mais ir por conta do que fechar por agencias que pediam aproximadamente 50 dólares. O onibus partiu às 8h do ponto em frente ao Grand Hotel Costa Rica (próximo ao ministério da Fazenda, é só perguntar que todo mundo sabe onde fica!) indo direto para o vulcão, mas antes ele pega alguns passageiros na cidade de Cartago. No caminho, quase chegando no vulcão começou a chuviscar. Pagamos a entrada de 10 dolares e entramos no parque. Assim que cheguei fui direto para a cafeteria comprar um poncho de plástico vagabundo (saco de supermercado era mais resistente que aquilo) caríssimo! Segui em direção a cratera, mas ela estava encoberta de nuvens fazia um frio descomunal!!! Ventava MUITO! Não me lembro de ter sentido tanto frio assim, sério! Pra piorar fui de bermuda, minhas pernas congelaram, meu nariz começou a escorrer, me deu dor de ouvido e dps dor de cabeça... Corri pra tomar um chocolate quente. Quando faltava meia hora para o onibus partir o sol saiu e as nuvens foram embora, corri para ver a cratera. Realmente ela impressiona pelo tamanho, mas o lago esverdeado que existe no fundo estava seco! Achei o vulcão Poás mais bonito. Se tiver de escolher apenas 1 passeio escolha o Poás! O onibus de volta para San Jose saiu as 12:30. Chegando em San Jose fui de Subway mesmo. Voltei pro hostel e dormi. Gastos do dia: - 4.550 colones no ônibus ida e volta de San Jose – Irazu – San José - 1.600 colones em compras de biscoito e chocolates - 10 dolares de entrada no parque - 1.515 colones em uma capa de chuva de plástico - 1.825 colones em um chocolate quente e um muffin - 1.000 colones em um adaptador de tomadas. Obs.: Na CR as tomadas são diferentes do Brasil, então leve adaptadores. - 7 dólares no Subway - 25 dólares na diária no hostel (quarto privado com banheiro) Total em dólares: US$ 63 Dia 4, 5 e 6 dedicados ao congresso, mas aconteceu uma coisa que vale comentar: Bem, quando cheguei no hostel voltando do congresso mega cansado, passei na recepção e me informaram que eu não poderia usar o vaso pq tinha ocorrido uma infiltração, fiquei meio puto pq eu paguei um quarto privado para ter esse tipo de conforto, mas deixei passar pq no dia seguinte ia apresentar meu trabalho e não queria aborrecimentos. Quando cheguei no quarto reparei q meus sapatos e o lençol na cama estavam em lugarem diferentes... Fui pegar um chocolate que tinha comprado e ele simplesmente tinha sumido! Conferi o resto das coisas para ver se todas estavam no lugar e nada além do chocolate tinha desaparecido. Desci na recepção e reclamei! Ganhei um jantar no restaurante do hostel. O que eu acho queaconteceu foi o seguinte: Os trabalhadores que entraram no quarto para consertar o vaso pegaram o chocolate... Tenho certeza disto! Tudo bem que era apenas uma barrinha de chocolate de 500 colones mas peraê, ne? Pois bem, ganhei uma pizza e ice tea por conta disto e economizei 3.500 colones! Então fiquem atentos: ALDEA HOSTEL DE JEITO NENHUM!!! Dia 7 (27/06/13): Rafting no rio Pacuare (classe III & IV) Bom, dps que terminou o congresso fui fazer o rafting pelo rio Pacuare por 99 dólares. Fechei com a Exploradores Outdoor (fazer reserva com alguns dias de antecedência). Eles passaram no hostel para me pegar as 6:10. Durante o percurso o guia foi explicando os comandos a serem feitos durante o rafting. Paramos em um lugar especial da empresa e nos serviram o café da manhã... Tinha o famoso Gallo Pinto, mas desisti de experimentar pq logo senti o cheiro de coentro que eu detesto! Fomos para o rio. Não lembro no nome do guia do nosso bote mas o apelido era Teddy Bear. O nosso bote era: Eu, o americano Noah, as nepalesas que moram nos EUA: Jeny, Ota e Sony, e uma costa riquenha. Entramos no bote e treinamos um pouco. O guia me colocou junto com Noah de “capitães” do bote, aqueles que ficam na frente. Pois bem, comecamos o rafting e logo o guia me tirou do posto e colocou a costa riquenha que ja tinha feito rafting antes... Realmente eu não estava dando conta dos comandos. No inicio é um pouco confuso, mas dps fica tranquilo. Mas vou confessar: Ser o capitão não e uma boa! Requer mais atenção! Se vc fica atrás, vc só copia os movimentos do capitão! Hahaha. Fica a dica! Com 5 minutos dps do inicio, Ota, a única que não sabia nadar, caiu na água... hahaha...Tadinha! Durante o percurso vc vai passando por várias cachoeiras sendo que uma delas quase cai dentro do bote certa hora! Incrível! Na parte final passamos no meio de um cânion bem legal com uma ponte abandonada... Parecia cenário de algum filme de aventura! O guia deixa vc cair na agua 2 vezes durante o percurso. Ficar boiando na água refrescante e deixar a correnteza te levar não tem preço! Recomendo muito esse passeio. Dps voltamos para o mesmo lugar onde tomamos café da manhã para almoçarmos. O almoço foi um burrito. Durante o percurso um guia vai tirando fotos que dps é vendido um CD por 25 dólares. Como as nepalesas ja tinha hostel em La fortuna, decidi ir para o hostel delas e aproveitamos e compramos o CD juntos que foi dividido por 4, então saiu 6 dólares para cada! No msm local onde almoçamos pegamos a van da empresa direto para La Fortuna (já incluso nos 99 dólares). Esse esquema de transfer e bem legal: Vc pode sair de determinadas cidades, fazer o rafting e dps ir pra outra cidade... as opções são: San Jose, Puerto Viejo ou La fortuna. Qualquer dúvida entre em contato com a empresa e se informe mais sobre esse esquema(http://www.exploradoresoutdoors.com/pacuare-rafting.html). Chegando em La fortuna fomos direto para o Arenal Backpackers (http://www.arenalbackpackersresort.com/). Nunca vi uma estrutura como esta para um hostel! Mais parecia um resort: piscina, quartos com ar condicionado, um barzinho bem legal, banheiro amplo e com água quente (atá as 22h). Nota 10 com louvor! Recomendo reservar com alguns dias de antecedência. A noite tomamos uma cerveja e comemos no hostel msm: um macarão que estava muito bom. Acabei conhecendo o Vincent, um americano que assim como eu gosta de trekking! Decidimos fazer a caminhada até o Cerro Chato Volcano no dia seguinte. Gastos do dia: - 99 dólares no rafting no rio Pacuare - 6 dólares no CD de fotos - 15 dólares na diária do hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 10 dólares no macarrão e uma cerveja Total em dólares: US$ 130 Dia 8 (28/06/13): Cerro Chato Volcano e Cascata do rio Fortuna Acordamos as 7h passamos no supermercado antes para comprar algumas coisas para a caminhada. Recomendo levar uma garrafa de agua de 2L para a caminhada, pois faz muito calor e a caminhada é pesada. Para chegar no Cerro Chato vc deve seguir o msm caminho em direção a cascata do rio Fortuna. A caminhada até lá é de aproximadamente 1h. Nós fomos a pé, mas se preferir dá pra pegar um taxi. Chegando lá vc tem a opção ou de ir na cascata ou subir o Cerro Chato. Cada um custa 10 dolares a entrada. Se vc não esta com água o suficiente, esta é a chance de comprar! Seguimos para o Cerro Chato. A caminhada é beeem puxada... No inicio é tranquilo, mas qnd entra na mata, é subida que não acaba mais! Demoramos 2h para chegar no lago (isso pq paramos muito pouco) e 1h30 para descer. O lago é bem bonito, nada mto especial, mas só de saber que aquilo é a cratera de um vulcao extinto acho que vale a pena! E o interessante e q dps de alguns poucos passos em direção a água, fica fundo muito rápido, ou seja, é uma cratera mesmo! Antes de chegar no lago tem um pequeno mirante de onde se vê o vulcão Arenal, mas vc tem que ter sorte para pegá-lo sem nuvens, e nós tivemos! Descemos até a entrada do parque e eu fui para a catarata do rio Fortuna e o Vincent foi pra casa, pois já tinha ido no dia anterior. Mais 10 dolares para entrar e lá fui eu. Para chegar até a queda vc tem que descer algumas escadas, nada de mais. A catarata e simplesmente linda! Perfeita! Pode-se nadar, mas nao dá para se aproximar mto da queda, pois a força que a água cai é tão violenta que cria uma corrente que te impede de chegar perto. Uma dica: leve uma sandália ou algo antiderrapante... Tem muitoo lodo nas pedras e vc pode se machucar facilmente. Eu mesmo fui descalço e quase cai vária vezes. Durante o caminho de volta comecei a me sentir fraco e minha garganta comecou a querer doer... Acho que juntou o cansaco com a falta de comida (até entao so tinha comido alguns nachos e uma garrafinha de iogurte durante todo o dia!) e minha imunidade estava ficando baixa. Passei em uma vendinha e comprei um isotônico. Voltei pro hostel morto de cansado. Descansei um pouco e ao invés de comer algo que preste fui comer no Burger King que tinha promoção do hamburger chamado “Tica”... Carne, tomate e uma especie de nacho com pasta de feijao! Hahaha... Mas estava gostoso. Passei no Luigi’s Hotel para fechar com eles o tour pelo Rio Celeste no dia seguinte. Eles ligaram para todas as compahias de turismo e nehuma iria fazer o tour no dia seguinte, pois eles precisam de no minimo 2 pessoas. Nesse meio tempo um cara me abordou e disse que se eu não conseguisse, que ele me ensinaria a chegar lá sozinho, que seria mais barato, mas que se eu fosse com um guia seria melhor. Logo dps a moça me disse que havia conseguido. Eu iria sozinho com um guia por 85 dolares. Fechei com eles! A noite fizemos uma pool party particular com o pessoal do quarto que rendeu até as 23h! Gastos do dia: - 5.000 colones em compras - 15 dólares de diária no hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 2.450 colones no Burger King - 10 dólares na entrada do rio Fortuna - 10 dolares na entrada do Cerro Chato Total em dólares: US$ 50 Dia 9 (29/06/13): Rio Celeste Acordei cedo e fui para o Luigi’s Hotel esperar o guia passar para me pegar as 8h como combinado. As 8:25 chega o guia. Era uma francesa de nome Caroline que morava a 6 anos na CR. Até ai tudo bem. Fui para o carro e reparei que era um carro comum e não de turismo. E mais: o filho dela de 3 anos estava la!! Seguimos em direção ao rio. Paramos em uma cidadezinha onde tomamos café (eu paguei o meu) e continuamos viagem. Ela parou algumas vezes no caminho para perguntar qual a direção e as 10:30 chegamos no parque. Iniciamos a caminhada nós 3: Eu, ela e o seu filho. Durante o trajeto ela não disse absolutamente nada a respeito do Parque ou da floresta ou dos animais, apenas conversava com o filho. Fomos primeiro na parte onde o rio “comum” se transforma em celeste. Nessa parte ela me explicou muito mais ou menos como ocorria a reação química. Dps fomos em direção a cascata, mas o filho dela reclamou do cansaco e eu fui sozinho enquanto ela me esperava. Chegamos aproximadamente as 16:00 em La Fortuna. Ela me deixou no hostel e eu senti que ela estava esperando uma gorjeta. Se ela falasse alguma coisa eu ja tinha a resposta pronta!! Ela não era uma guia de verdade e não me deu atenção nenhuma! O que conteceu foi que, como a moça do Luigui’s Hotel não achou nenhuma agencia, ela ligou pra essa mulher e ofereceu uma grana para ela me levar. Tenho certeza disto! Mas apesar de tudo, valeu a pena... A cor da água é inacreditável!! Quanto mais fundo o rio mais azul fica. A cascata, aahh a cascata.... Fenomenal! Tem uma placa dizendo que não se pode nadar mas não ia perder a oportunidade. Dica: Depois eu percebi que dá pra fazer o passeio por conta sim!! Se vc estiver um grupo e fechar um taxi sai bem mais barato. E a trilha é bem demarcada e não é necessário guia. Chegando no hostel já não estava me sentindo mto bem. Fechei o shuttle para Monteverde para o dia seguinte as 8:30 por 22 dólares no hostel mesmo. Comi 2 burritos com batata frita e fui dormir. Gastos do dia: - 85 dólares no passeio pelo rio Celeste - 1.500 colones em uma garrafa de 2L de água - 15 dólares de diária no hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 1.340 colones em compras (Biscoitos, banana e suco) - 2.000 colones em 2 burritos com batatas fritas Total em dólares: US$ 110 Dia 10 (30/06/13): La Fortuna - Monteverde Acordei mal. Minha cabeca estava pesada e doendo um pouco. Acho que estava ficando desidratado. Tomei café da manha no hostel msm enquanto esperava o shuttle. O esquema do shuttle foi o seguinte: Van – Barco – Van. Nesse esquema vc atravessa o Lago Arenal e corta caminho . Se fosse fazer por conta teria que ir para Tilaran e de lá para Monteverde, demoraria umas 2-3h a mais. Como não estava me sentindo muito bem, valeu o investimento! A van me deixou no centro de Monteverde que é uma cidade bem pequena. Fui para a Pensão Santa Elena (http://www.pensionsantaelena.com/). Peguei um quarto privado com banho compartido e café da manha por 14 dólares a diária. O hostel é bem legal, os unicos problemas são: Não tinha tomada no meu quarto e as paredes eram muito finas e feitas de madeira, então dava pra ouvir tudo o que falavam na recepção, além da música que ficava tocando o dia todo. Mas o hostel tem cozinha e os banheiros compartilhados são limpos. Recomendo se vc quer apenas um lugar para dormir, pois durante o dia era impossível dormir (pelo menos no meu quarto). Passei o dia de molho. Fui no restaurante Tico y Rico e comi uma espécie de arroz de forno com frango, batata frita e salada... Tomei vergonha na cara e resolvi gastar dinheiro com comida de verdade. Passei na farmácia e comprei vitamina C e paracetamol. Aproveitei e fechei o Canopy para o dia seguinte na Xtremo (http://monteverdeextremo.com/) as 10:30. Estava na dúvida de fazia o Canopy em La Fortuna ou em Monteverde. Conversei com o recepcionista do hostel em La Fortuna e ele me disse que o melhor canopy da Costa Rica é em Monteverde, então fica a dica! A noite comi um hambúrguer em frente o hostel e fui dormir. Gastos do dia: - 22 dólares de shuttle para Monteverde (Van-Barco-Van) - 14 dólares na diária do hostel (quarto privado com banheiro compartilhado) - 1.300 colones em Paracetamol e vitamina C - 3.500 colones no almoço no Tico y Rico - 5 dólares de compras (frutas, biscoitos e isotônico) - 4 dólares de lavanderia - 1.500 colones no hambúrguer Total em dólares: US$ 58 Dia 11 (01/07/13): Monteverde (Canopy) Acordei bem melhor, tomei café e fiquei na recepcão esperando a van passar. Quem eu encontro? Ariel, uma americana que estava no msm quarto que eu em La Fortuna e que tbm estava hospedada no Santa Elena. Ela animou de fazer o passeio comigo e fomos juntos,mas antes a van passou pra pegar algumas pessoas e quem entra na van? Saly! Tbm americana que tbm estava no msm quarto que eu em La Fortuna. Agora éramos 3! Esse passeio consiste em 3 etapas: O canopy em si, o Tarzan Swing e o Superman. Vou explicar por partes: 1) Canopy: É aquilo que todo mundo conhece conhece. Vc vai passando de um ponto a outro pendurado pelos cabos, não tem mta emoção, vc tem a opção de frear se quiser. Mas em algumas partes é beeeem alto. 2) Tarzan Swing – O MELHOR!!!! MUITO BOM MESMO! Vc fica numa plataforma e pula e fica balançando. 3) Superman: Por fim vc chega no alto de uma montanha onde dá pra ver o Oceano Pacífico!!! Lembrando que Monteverde fica no interior do país!! Te penduram pelo tronco e pelos pés e vc vai de braços abertos e fica aproximadamente 1 minuto “voando” por cima das árvores a uma altura mto grande. Muito bom tbm, mas dá um pouco de medo! kkkkkkk Recomendo muito fazer esse passeio, a Xtremo foi excelente! Pontual, atenciosos e total segurança nos equipamentos. Nota 10! Uma uma dica para quem tem GoPro: Levem a sua com o acessório de fixar no capacete, pois eles tem capacetes para encaixá-la! No final dá para comprar um CD com as fotos que eles tiraram de vc por 10 dólares. Dividi com a Ariel o CD com as fotos, assim ficou 5 dólares para cada. Voltamos e resolvemos almoçar no restaurante do lado do hostel chamado Morphos. Comi um “casado” de arroz, feijão, carne (estava mto suculenta e macia), salada e banana. Paguei 14 dolares... Caro! Mas pelo menos o bife estava bom e era grande. Voltei para o hostel e consegui descansar um pouco. As 18h fui ao ranário que fica a 10 min do centro de Monteverde. No mesmo lugar, além do ranario, funciona um borboletário (que só vale a pena se estiver sol, pois só assim as borboletas ficam mais ativas) e um insetario. Paguei 17 dolares para ver os sapos e os insetos com guia. O esquema de ver os sapos é o seguinte: A maioria das espécies fica mais ativa durante a noite, então as chances de vc vê-las são maiores. Já as espécies venenosas (que são as mais coloridas) são de hábito diurno, então eles deixam vc fazer 2 visitas com apenas 1 bilhete. Mas se vc tiver tempo apenas para 1 visita faça a noite. Fica a dica. O ranário vale a pena! Só desse jeito para vc ver os sapos coloridos da Costa Rica (ou se vc tiver mta sorte de ver na natureza). No final dei 2 dólares de gorjeta para o guia. Já o tour pelo insetário eu não gostei mto... Achei meio infantil. As crianças devem adorar. A maioria dos animais estão fixados. Os vivos são: Um lagarto, um bicho-pau, uma tarântula, um besouro e um escorpião. Tbm dei 2 dolares de gorjeta para a guia. Não sou acostumado a dar gorjetas, mas gosto de valorizar esse tipo guia. Voltando para o hostel no meio do caminho eu escorreguei numa vala no passeio e raspei o joelho no meio-fio. Esfolou um pouco e ficou ardendo durante alguns dias. Passei na lanchonete em frente ao hostel e comi um hambúrguer (o mesmo do dia anterior). Gastos do dia: - 45 dólares no Canopy (incluía: Canopy, Tarzan Swing e Superman) - 14 dolares no almoço - 17 dólares no ranário e insetario - 4 dólares de gorjetas - 1.500 colones no hambúrguer – 1.500 colones em compras (biscoito, água e frutas) - 14 dólares na diária do hostel (quarto privado com banheiro compartilhado) Total em dólares: US$ 100 Dia 12 (02/07/13): Monteverde (Reserva de Monteverde e Night Tour na Reserva Santa Maria) Acordei as 5:30. Fui à padaria tomar um café e as 6:15 peguei o onibus público (em frente a padaria mesmo) para a reserva de Monteverde. Em 20 minutos estava na reserva. Paguei 9 dólares de entrada e fechei um guia por 15 dólares (na verdade eram 17 dólares, mas chorei e ele fez por 15) por 2 horas e meia. Começamos as 7:30. No início ele falava mto sobre as plantas e poucos sobre animais. Mas depois comecei a ver alguns bichos legais. Eu aconselho fortemente a contratar um guia... 15 dolares é mta coisa, mas os olhos deles estão treinados para achar os animais, além disto, um guia fala para o outro quando encontra alguma coisa. Se vc fizer por conta não vai ver nem a metade dos animais. Fizemos a caminhada até uma cascata e voltamos, sempre parando o quanto for preciso para tirar fotos. O tour terminou as 10:30. Segui para uma lanchonete onde eles colocam bebedouros para os beijaflores... Haviam dezenas deles! De várias espécies. E eles estão acostumados com a presença dos humanos, ou seja, dava para tirar fotos bem de perto. As 11:00 Peguei o onibus de volta para Monteverde (mas acho que poderia ter ficado mais e aproveitado para fazer algumas trilhas pela reserva... Dei mole!) e parei em frente ao ranario que havia ido na noite anterior. Aproveitei para ver as espécies venenosas que são mais ativas durante o dia. Almocei na lanchonete em frente ao hostel e decidi fazer o Night Tour na Reserva Santa Maria. O hostel agendou pra mim e as 17:30 a van passou para me pegar. Escolhi o guia em espanhol ja que só tinha 2 pessoas, enquanto que o guia em ingles tinham dezenas, fica a dica: Se puder escolher escolha o guia em espanhol que tem menos pessoas. No total são 2 horas de tour. Na primeira hora de tour vimos a serpente verde venenosa (beeem de longe), bicho-pau, 2 pássaros grandes muito bonitos e um bicho-folha. Na segunda vimos algumas formigas, um porco espinho e tarântulas! Sinceramente eu esperava mais. Principalmente os bichos preguiça... Mas pelo que vi esse passeio é sorte. Recomendo fazê-lo se vc estiver folgado de grana. E a noite adivinhem onde fui comer? Sim, o hambúrguer na lanchonete em frente ao hostel! Hahaha. Na verdade ele nem era tão gostoso assim, mas é pq era uma opção barata e perto do hostel. Gastos do dia: - 1.500 colones no cafe da manha (bolo e café com leite) - 1.200 colones em passagem ida e volta para a reserva de Monteverde (600 cada uma) - 9 dólares na entrada para Monteverde (com carteirinha de estudante) - 15 dólares no guia - 2.800 colones no almoço (frango grelhado com batata frita e salada) - 4 dólares em ima de geladeira - 1.500 colones em compras - 20 dólares no Night tour - 1.500 colones no hambúrger - 14 dólares na diária do hostel (quarto privado com banheiro compartilhado) Total em dólares: US$ 79 Dia 13 (03/07/13): Monteverde - Manuel Antonio Acordei as 5h, arrumei minhas coisas, tomei um café na padaria e fui para o centro comercial de Monteverde de onde partiu o ônibus as 6h com destino a Puntarenas. Cheguei em Puntarenas as 9h, esperei até o proximo onibus as 11h para Quepos. Aqui dá pra ver claramente a falha no trasporte na Costa Rica. Tem um ônibus para Quepos que sai as 9h (justamente no horáio que cheguei). Custava mudar o horario para 15 minutos mais tarde? Assim os turistas não teriam que ficar mofando 2h na rodoviária. Mas fazer o que, né? As 14h cheguei em Quepos e dps peguei mais um ônibus de 15 minutos (esse onibus tem toda hora) até Manuel Antonio finalmente! Ao todo foram 8h para chegar em Manuel Antonio, mas achei que compensou pegar o transporte público. O shutle estava 46 dolares! Fazendo por conta saiu por 7 dólares ou seja, economizei 39 dólares! Excelente! Fiz o check-in no Backpackers Manuel Antonio (http://www.backpackersmanuelantonio.com/index.php/en/) em um quarto compartilhado por 12 dólares a diária. Não gostei do hostel. Não senti um clima legal, sei lá. E pra piorar os quartos eram muito quentes e as pareces não iam até o teto, ou seja, dava pra ouvir o que se falava no quarto do lado! Almocei no restaurante em cima do hostel chamado El Tipico e finalmente comi algo gostoso: um “casado” de frango que vinha arroz, feijão (com pouquíssimo coentro... Aee!) frango grelhado, salada e um omelete de vagem. Descansei um pouco e peguei o ônibus para a principal praia de Manuel Antonio chamada Playa Espadilla Norte (que fica fora do parque e é de graça). Gostei da praia, mas o ruim é a quantidade de turistas. Existem vária coisas para se fazer: aulas de surfing, banana, paraglider (puxado pelo barco), snorkeling, etc. Caminhei um pouco eu peguei o ônibus de volta para o hostel. E assim terminou o dia. Gastos do dia: - 1.000 colones no café da manhã - 1.500 colones na passagem Monteverde – Puntarenas - 1.850 colones na passagem Puntarenas – Quepos - 280 colones na passagem Quepos – Manuel Antonio - 12 dólares na diária do hotel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro compartilhado) - 560 colones de passagem de ida e volta para a Praia de Manuel Antonio (280 colones cada) - 2.300 colones em compras - 3.800 colones em almoço Total em dólares: US$ 45 Dia 14 (04/07/13): Manuel Antonio National Park Acordei às 6h, passei no restaurante em cima do hostel para tomar café. Como pretendia ficar o dia todo sem almoço resolvi encarar o gallo pinto e gostei. Nada de muito especial, mas só de não ter o coentro já estava bom. Peguei o ônibus e às 7h (a hora que o parque abre) eu já estava na porta. Lembre-se que o parque não abre na segunda-feira e sempre é bom chegar na hora que abre, pois depois fica lotado de turistas. Paguei 10 dolares de entrada e não fechei com o guia e acho que foi uma boa. Queria liberdade de ir para onde quiser e consegui ver todos os animais que queria. Minha impressão sobre o parque: Foi a maior surpresa da viagem! Simplesmente não esperava aquela beleza, na verdade não tem nada de exepcional, mas acho que subestimei. Não pensava ver tantos animais. A vegetação encontrando com o mar é sensacional! Só tinha um problema: estava calor demais!!! O parque tem 3 praias: Playa Espadilla Sur, Playa Manuel Antonio e Playa Puerto Escondido. Em 1 dia dá para conhecer todas. A que eu mais gostei foi a Playa Manuel Antonio, e entre ela e a Espadilla Sur tem uma pequena trilha com alguns mirantes que valem a pena. Em alguns pontos do parque existem banheiros com duchas de água doce grátis. Tome muito cuidado com os guaxinins, pois eles mexem nas mochilas para procurar comida! Voltei para o hostel às 14h e pouco tempo depois começou a cair uma chuva descomunal que se estendeu ate altas horas da noite! Gastos do dia: - 12 dólares de diária (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro compartilhado) - 3.500 colones no café da manhã (gallo pinto com suco) - 560 colones no ônibus de ida e volta para a praia (280 colones cada passagem) - 10 dólares na entrada do parque - 2.000 colones em compras - 5.500 colones no burrito com suco Total em dólares: US$ 45 Dia 15 (05/07/13): Manuel Antonio – San Jose Acordei às 6h e peguei o ônibus até a rodoviária de Quepos para comprar minha passagem para San Jose. Me recomendaram comprar antes pra não correr o risco. Depois disto fui para a Playa Espadilla Norte e andei um pouco por lá. Voltei pro hostel, almocei e às 13h peguei o ônibus direto para San Jose. Cheguei as 16:30 e peguei um taxi para o hostel Aldea de novo. Apesar do que aconteceu comigo e de não recomendar o hostel eu tive que voltar, pois deixei algumas coisas que não queria ficar carregando na viagem. A noite fui à Pizzaria do hostel. Gastos do dia: - 4.465 colones na passagem de Manuel Antonio para San Jose - 550 colones no café da manha - 280 colones no ônibus de Manuel Antonio para a praia - 1.000 colones no sorvete - 280 colones no ônibus de volta para o hostel - 4.800 colones no almoço com suco - 1.800 colones de taxi da rodoviária até o hostel - 13 dolares de diaria no hostel (quarto compartilhado com 8 camas e banheiro) - 4.000 colones em uma pizza e suco Total em dólares: US$ 47 Dia 16 (06/07/13): San José - Brasil Dia de voltar para o Brasil. Mas como meu voo era só a tarde aproveitei para ir ao Teatro Nacional e dps no Mercado Municipal para comprar os últimos presentes, mas não achei nada que me agradasse. Como tinha visto uma loja de suvenires chamada La Campesina do lado do Hotel Wyndham Herradura onde aconteceu o congresso, peguei o ônibus no terminal Tuasa e fui até a loja. São 2 andares com todo os tipos de suvenires. Achei o que queria! Almocei e voltei pro hostel para arrumar as coisas. Peguei o onibus direto para Alajuela que me deixou em frente ao aeroporto, assim e conomizei uns bons dólares! E uma última facada: Paga-se 29 dólares de taxa para deixar o país! Gastos do dia: - 15 dólares de suvenires - 530 colones de ônibus para ir até a loja de souvenir - 3.500 colones no almoço - 530 colones de ônibus para ir até o aeroporto - 29 dólares de taxa no aeroporto Total em dólares: US$ 53 E foi isso... Espero que tenham gostado do relato e me desculpem se fui muito detalhista! rs O melhor e o pior: O lugar mais bonito: Rio Celeste. A natureza nesse lugar é privilegiada. Aquele azul do rio e aquela cascata são para ficar na memória. O lugar mais feio: San Jose. Não gaste seu tempo na cidade. Não tem nenhum atrativo a não ser os vulcões. Se for perder um dia aqui vá até o vulcão Poás. A maior surpresa: Manuel Antonio e Canopy Ouvi dizer que a praia de Manuel tinha muito turista que isto e aquilo, o que reduziu minhas expectativas. Quando cheguei e vi aquele mar esverdeado e de água quente, a floresta encontrando o oceano, aquela quantidade de animais... Fiquei surpreso. Voltaria em Manuel Antonio com certeza! Já o canopy eu achava que seria apenas aquilo de ficar indo de um lugar pra outro no meio da floresta, mas o Trazan Swing e o Superman são demais! Muita adrenalina! Altamente recomendáveis! Um must do: Rafting no rio Pacuare Já sabia que esse passeio ia ser fantástico! E todas as expectativas foram atendidas. As cachoeiras, os cânios, a mata preservada... Todos os cenários são incrivelmente belos! Um passeio que te coloca dentro da natureza da Costa Rica. Vale cada centavo gasto! Considerações finais: Meus gastos gerais foram: - R$70,00: Ida e volta de ônibus da minha cidade até o Rio de Janeiro - R$2.400,00: Passagens aéreas - R$78,00: Seguro viagem (plano básico) - US$897,00 ou R$2.036,19 (com o dólar a R$2,27): Soma dos gastos com hospedagem, alimentação e passeios. Lembrando que exclui os gastos referentes aos 3 dias que fiquei no congresso Assim, o total da viagem ficou em R$4.584,19 Recomendo muito um mochilão pelo país, mas acrescentaria mais países no roteiro. Ainda mais com o preço caríssimo das passagens acho que compensa conhecer mais lugares, como por exemplo um país que possua Caribe de águas azuis (por exemplo, San Blás no Panamá) já que a parte caribenha da CR não é tão bonita. De uma maneira geral a CR me surpreendeu. Esperava encontrar algo bem parecido com o Brasil, mas descobri um país com identidade própria e extremamente rico em biodiversidade. Se vc gosta de natureza e de aventura é um prato cheio! “PURA VIDA!”
  21. 1 ponto
    Dos lugares que você citou , Berlin é o que tem hospedagem mais barata. Amsterda é uma das cidades mais caras para se hospedar da Europa (tanto que a prefeitura pede que você se hospede em cidades próximas) e Paris, depende bastante da localização. Mas como vocês são 5 pessoas e desejam WC privado, é muito mais provavel que alugar um ap saia mais em conta, já deu uma olhada no airbnb?
  22. 1 ponto
    Bom, vou começar o meu relato da minha maravilhosa viagem "coast" to "coast" no Canadá, já vou colocar os valores com as taxas, pois tudo é somado 15%. Primeiro o lado Leste(opção da minha agente de viagem ,q falou q deixou o mais belo para o fim - ela estava certa! Sem desmerecer a beleza da costa leste), chegamos 7am no aeroporto de Toronto(12 horas de viagem!), pegamos o carro "compacto"(era um carro Pointer - Sunfire, automático e tudo mais...), onde pagamos além do valor do aluguel(10 dias - CA$380,00), pagamos taxas e um tanque cheio(CA$195,54) e poderíamos devolver o carro no aeroporto de Montreal com o tanque vazio. Era cedo para ir fazer o check in no hotel(só às 3pm) decidimos ir direto para Niágara Falls(1h30m),é preciso parar o carro no estacionamento, não tem como parar na rua(CA$5,25), ao chegarmos, pensei q o Maid of the Mist estava fechado, tinha visto essa informação na net...fizemos o "Jorney behind the falls" (CA$10,75)e admirando uma das vistas do Niágara, vimos o famoso barquinho tentando chegar o mais próximo possível das Cataratas...é uma pena, naõ tinha achado qde coisa esses túneis...até pq dá para apreciar bem de perto a Catarata sem pagar nada...mas enfim, no final tudo vale! Voltamos para Toronto, fizemos uma paradinha no "Dixie Outlet", mas não sei se estávamos cansados...fomos para o hotel, e de lá explorar a cidade, as ruas, e o famoso "Eaton Centre" e a "Younge Street" q era muito próximo do hotel, e à noite fomos assistir um jogo de basquete dos Raptors(CA$18,25), no enorme Air Canada Centre, muito emocionante, o legal são as musiquinhas q eles colocam e sempre com um showzinho nos intervalos, um verdadeiro espetáculo! 2° dia: Pegamos o carro e fomos para Casa Loma(CA$10,00-desconto de $2,00 de um cupom de uma revista de turismo), é um castelo medieval no meio de Toronto, lá foi gravado o filme "Chicago" e "X-men", é enorme e cheia de labirintos, e um jardim q dá vontade de falar: "RApunzel!Jogue suas tranças! rs Decidimos deixar o carro no hotel e andar de metrô, a cidade estava em reformas...o trânsito estava terrível...acho q o valor era de CA$5,00 para 6 viagens, e de lá fomos para o CN Tower, o tempo não estava muito bom, antes de comprarmos a entrada...já éramos avisados da pouca visão, mas mesmo assim decidimos ir, pois não tinhamos muito tempo na cidade, mas foi maravilhoso e a vista estava muito boa, compramos o ticket apenas para o observatório(CA$22,00) e como boas turistas, tiramos fotos deitadas no famoso chão de vidro. Ao lado, estava o Sky Dome, parece q tinha um tour de CA$ 10,00 pelo estádio, mas entramos no Hard Rock e de lá dava para ver o enorme estádio coberto do Toronto Blue Jays. 3° dia: Toronto para Ottawa (400km, foram 5hs de viagem) AH! Nessa altura do campeonato já está vamos fãs do Honey Cruller, uma rosquinha macia do Tim Hortons, provem é uma delícia... Continuo outro dia, até mais, espero q gostem (Ei, Nhioka2, sabia q é possível trnsformas os negativos de fotos em fotos digitais?! )
  23. 1 ponto
    Estive a trabalho por dois meses na Escócia e nas horas vagas aproveitei para conhecer um pouco mais do pais. Se;gue abaixo um resumo e fotos dos principais lugares da Escocia. Aberdeen: É a terceira maior cidade da Escocia, fica bem ao norte e para chegar lá vindo do Brasil, pode-se fazer conexão em Londres pela Brithsh, em Paris pela Air France ou em amsterdan pela KLM. Foi a cidade onde fiquei pois é a cidade base para as plataformas do setor Inglês do Mar do Norte, uma espécie de Macaé britânica. Tem uma rede hoteleira muito boa, mas poucos atrativos turísticos. É basicamente uma cidade de negócios ligada a extração de petróleo. Quem gosta de balada vai curtir muito Aberdeen na sexta e sábado. Muitas discotecas e muitos estudantes vêm das cidades vizinhas para curtir a Night. Mas é só sexta e sábado. Algumas dicas de boates que valem a pena: Tiger-Tiger fica na Shiprow quase em frente ao Hotel Ibis, é uma danceteria mais sofisticada ponto das patricinhas. Priory, fica na Belmont street, é uma antiga igreja transformada em boate. As boates ficam abertas até as 3 da manhã quando acaba a música e as meninas, de cara cheia, saem pela Union Street ( a principal rua da cidade) para voltar pra casa . A maior diversão na cidade é realmente beber. Existem muitos pubs e restaurantes, mas a cozinha fica aberta até as 9 horas no máximo. Depois só vendem bebida. Uma opção para quem gosta de jantar um pouco mais tarde é o Shopping União Square ( o melhor shopping da cidade) onde os restaurantes fecham a cozinhas por volta das 10 da noite. De uma maneira geral , como todo o Reino Unido, é uma cidade cara. Uma refeição básica para 1 pessoa com entrada, prato principal e sobremesa sai por mais ou menos 20 libras (R$ 50,00). Existe um restaurante Brasileiro chamado Tropeiro, onde serve rodízio. Fica longe dos nossos melhores rodízios, mas quem como eu passou dois meses lá, é uma boa oportunidade de comer um feijão preto e uma farofa. O preço é 25 libras no jantar sem bebida e 12,50 libras no almoço, mas as carnes são limitadas. Os ingleses usam o jantar como refeição principal. Eles não tem muito o hábito de almoçar como nós. Para visitar vale a pena o Museu Marítimo e o Farol de Aberdeen. Aluguel de carro também é caro (sai por aproximadamente 80 libras/dia um carro compacto) e dirigir do lado direito requer muita atenção principalmente para nós. Entrei diversas vezes na contra-mão até me acostumar. Sorte minha que os ingleses andam devagar e são pacientes no trânsito. Achei tranqüilo dirigir por lá, mesmo do lado trocado. Centro Aberdeen Farol de Aberdeen Edimburgo: é a capital da Escócia e foi a única cidade onde vi escoceses de kilty andando pela rua. Durante o mês de agosto existe uma parada militar chamada Military Tatoo e a cidade fica lotada de turistas. Foi uma grata surpresa para mim, pois não levava a menor fé na cidade. É uma cidade muito bonita, bem no estilo medieval com a chamada cidade velha, muitos restaurantes e hotéis e um visual ótimo para fotos. Nào deixem de ir a Calton Hill, uma pequena colina atrás da estação de trem onde tem um observatório e um excelente ponto para tirar fotos de todos os ângulos da cidade. Saindo de Calton Hill pode-se dar uma passada no Shopping Saint james (nada de interessante) e ir ao Monumento Scott, que é um monumento em Estilo gótico em homenagem ao escritor de Ivanhoé, Sir Walter Scott. Fica 5ebem na rua principal e pode-se subir pagando uma entrada de se não me engano 7 libras. Atravessando o vale, outro lugar que deve ser visitado é o Castelo de Edimburgo. A entrada custa 15 libras e também é um excelente lugar para fotografar a cidade do alto. O tour do castelo leva aproximadamente 40 minutos e ao sair, logo ao lado do Castelo visite a loja Whisky Experience, onde vc poderá comprar diversas variedades do Single Malt. Detalhe: os preços não variam muito, portanto não vale a pena pechinchar pois vai encontrar basicamente o mesmo preço em todos os lugares. A catedral de Edimburgo também vale a pena a entrada. Em estilo gótico, como toda a cidade, é muito bonita. De Aberdeen para Edimburgo são 2 horas e meia de carro, passando por Dundee. Estacionar carro em Edimburgo não é muito fácil, procure o estacionamento da estação de trem, que embora um pouco distante é melhor que ficar rodando atrás de vaga. Ir de trem também é uma boa, mas o transporte de trem na Escocia não é barato. Uma ida e volta de Aberdeen a Edimburgo custa 75 libras. De resto é curtir as ielas da cidade velha, entrar nas lojinhas etc... É cidade para se visitar a pé. Vista da cidade de Calton Hill Castelo de Edimburgo Scott Monument Cidade Velha Glasgow: É a maior cidade da Escócia e também a menos atrativa do ponto de vista turístico. Uma típica cidade grande com bancos, comércio forte, shoppings ou seja tudo que a gente pode ver por aqui mesmo. Um centro com um calçadão de lojas e no final um grande shopping. Vários restaurantes de todas as nacionalidades, etc... Bem só fui mesmo pq estava lá há 2 meses e já estava faltando assunto. De bom mesmo o tour pelas destilarias de Whisky na perifieria de Glasgow. Tem uma que vale o destaque: Chama-se Glengoyne e fica a umas 20 milhas de Glasgow. Esta vale a visita. Tem um tour de aproximadamente 45 minutos onde eles explicam num inglês bem pausado, todo o processo de fabricação do Whisky, com um tour pelas instalações da destilaria. O tour é o mesmo e o preço varia de acordo com a quantidade de Whisky que você pretende degustar. Varia de 7 a 35 libras. Visite WWW.glengoyne.com . O tour vale a pena, não é cansativo e agrega conhecimento. Quanto a Glasgow....pode passar batido. Glasgow Glengoyne Destilary Inverness: É a cidade mais ao norte da Escócia, saída de barco para as ilhas mais ao norte e tem no Lago Ness e na historinha do monstro que ninguém nunca viu, seu principal atrativo turístico. Vale a pena um “Cruise” de 1 hora pelo lago. Existe uma empresa chamada Jacobite Cruise. (WWW.jacobite.co.uk) que tem vários tours interessantes pelo lago. Fiz um tour de 1 hora que sai do Claismann Hotel e vai até o Ulquhart Castle, outro ponto muito interessante a beira do lago e vale a visita ( 7 libras a entrada). Também tem um outro tour de 2 horas que para no píer do Castelo e você tem 1 hora para visitar o castelo. Um almoço no hotel Claismann com vista para o lago também vale a pena. É importante verificar a previsão do tempo para fazer o passeio. Com tempo chuvoso, coisa rotineira por aquelas bandas, pode esquecer o passeio. Se estiver de carro vale um a esticada para Fort Augustus, também a beira do lago. É interessante o sistema de comportas que fazem os barcos sair de um rio bem acima do lago descerem para entrar no Lago Ness. Não deixem de comprar um masacote da Nessie (o nome do tal monstro) para namorada, filha, amante,etc...é muito fofo.... Ulquhart Castle Hotel Clansman Fort Augustus Nessie Bem, espero que tenha contribuído em mostrar os principais atrativos da Escócia. Rodei por dois meses e uma coisa que não vi foi favela, nem nada parecido...O padrão de vida dos caras é bem alto. Ponto negativo é o clima, verão de 18 graus, um calor infernal para eles. Já no inverno, chega a -25 celsius mole.
  24. 1 ponto
    Também acho que independente do transporte, o importante é conhecer novos lugares, culturas e pessoas, sempre vale a pena.. eu considero inclusive fazer trrechos andando, dependo da distância... até 15 Km eu encaro!! rsrsrs Mas realmente viajar de trem é por uma questão pessoal mesmo, lembra muito meu pai, eu lembro com alegria dele e das viagens que fazíamos. Inclusive aqui em Salvador ainda tem o trem que vai para o subúrbio ferroviário, eu to sempre passeando nele... um passeio que os turístas quase nunca fazem em Salvador, pegar o trem na Estação da calçada (R$ 0,70), saltar na Estação Plataforma e atravessar de barco (R$ 1,00 - inteira) para o bairro da Ribeira, bairo tradicional onde tem o famoso sorvete. É lindíssimo!!! imperdível!!!! Quando vier para a Bahia não esqueça de entrar em contato, se precisar de ajuda e dicas!! abraços!!!
  25. 1 ponto
    Dia 8: Cape Town Fizemos um safári em uma dessas imensas fazendas perto de Cape Town. Foi no Inverdoorn Game Reserve. Fica há um pouco mais de 2 horas de Cape Town. Em uma revista de lá vimos eles anunciando que ficava a 2 horas de Cape Town... Acabamos saindo um pouco tarde, mas estava tranqüilo porque imaginei que tiraria a diferença na estrada... Eu só não contava que essas duas horas já era para quem quer tirar diferença na estrada!!! Eu fui muito rápido mesmo na estrada, inclusive na parte de terra, que levantava aquela poeira absurda atrás do carro igual aos rallys no deserto. Mesmo assim fiz em 2 horas a viagem e quase perdi o passeio... Mais uma vez todos esperando apenas por nós! Mas dessa vez a culpa foi deles. Alguém que anda no limite de velocidade não faz em menos de duas horas e meia o trajeto sob hipótese alguma. O único problema foi que perdemos o café da manhã que está incluído. O almoço também está incluído. Muito gostoso. No Safári vimos diversos animais e apesar do esquema não ser tão “selvagem”, curtimos bastante. O lugar é bem grande e possui muitos animais. Os felinos não ficam soltos... Uma das principais razões seguundo a nossa guia é que eles não poderiam arriscar que os felinos caçassem um búfalo, pois os búfalos custam uma fortuna! Valor: Safári para 2 pessoas: R$ 390 Dia 9 Cape Town / São Paulo Retorno para São Paulo. A locadora que alugamos o carro possuía devolução no aeroporto, o que facilitou muito nossa vida. Não era uma dessas grandes redes de rent a car. No aeroporto ainda tive tempo de pedir meu reembolso do imposto. A grana no final ficou só como lembrança da África mesmo, porque era muito pouco o que eu tinha para reembolsar e só a taxa para fazer o câmbio para dólares, que já tinha uma taxa que era bem desfavorável, já comia boa parte da grana. Das coisas que pesquisei antes de ir e não tive oportunidade de fazer foi o “safári no mar” para encontrar os Big 5 do oceano. Esse passeio me fará voltar à África do Sul assim que possível! Quem tiver oportunidade de fazer, não perca a chance, e depois poste aqui para contar como foi. Vista da janela do quarto do hotel Estádio da Copa do Mundo ainda no início de sua construção A África do Sul é um país que vale mesmo a visita. Pena que fiquei pouco tempo e ainda dei um pouco de azar do clima, mas deixou uma ótima impressão. A questão das desigualdades sociais ainda é muito forte por lá. O Apartheid deixou marcas que vão demorar muuuito tempo ainda para serem superadas. Ocasiões que deixam isso bem claro não são nada incomuns. Sem contar que para escolher presidente esses caras estão pior que a gente... Ou não também... O negócio aqui está feio!!!!! Mesmo assim, tanto negros como brancos, são muito gente boa. Um povo muito prestativo e alegre. Nesse aspecto realmente superou minhas expectativas! E é isso! Bom, se alguém tiver alguma dúvida em relação a esses locais que visitei, fique a vontade de perguntar. The End Abraço, Felipe
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