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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 06-11-2018 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Aline Monteiro 13 h · São Gonçalo · Aline, não é perigoso viajar sozinha pela Ásia? Sim. Você corre um sério risco de se apaixonar por eles e não querer voltar para casa! hahahaa.. Contabilizo hoje 15 países visitados, 15 carimbos marcam folhas avulsas do meu documento favorito. Ahhh, se esses carimbos falassem... rs... bem, já que eles não falam, falo eu! Como uma forma de retribuição ao universo por ter me concedido a oportunidade de visitar tantos lugares lindos e conhecer pessoas sensacionais, estou escrevendo lá no blog os roteiros com sugestões de passeios e uma ideia de custos. Quebre essa crença limitante de que Maldivas é lugar pra rico e artista! Que Dubai é roteiro de milionário!!! Vou te provar que tem lugares no Brasil que podem sair até mais caro. Carnaval em Salvador com os abadás é um deles!!. Bem, a última vez que contabilizei eu tinha mais de 70 "roteiros" e já adianto logo que não estão todos lá não!!! ...É sempre bom alinhar as expectativas.. O projeto de escrever começou no segundo semestre do ano passado, então ainda não tem tanta coisa. Mas o que tem, tá legal!!! rs... Pois bem, quando você quiser viajar no feriado prolongado, quiser alguma dica de roteiro para as férias, dá uma olhada lá! Daí você vê a grana que tem disponível com um lugar legal! Eu posso não saber dar dicas sobre amor, mas de viagem eu sei!!!!. Então, meus pitanguinhos e pitanguinhas, acabei de postar sobre Maldivas!!! O roteiro que até ano passado eu achava que era inalcançável! Se eu fui, você também pode ir! . Acredite em mim! Desejo que você não só passe por essa vida, mas que viva essa vida com momentos inesquecíveis e paisagens de tirar o fôlego! www.vemcaqueeuteconto.com.br Saúde e muita prosperidade pra nós! Aline Monteiro
  2. 2 pontos
    Domingo, 14 de outubro de 2018 Levantamos 7h, tomamos o desayuno com huevos revueltos, chá, Nescafé e pão. Primeira parada no povoado de Julaca onde tem uma linha férrea e tinha um vagão parado lá. Aproveitamos bem mais pra tirar fotos em vagão ali porque só tinha a gente lá. Ali também tem as cervejas artesanais diferentes. É 18 bol a garrafa, mas quando você vai ter outra oportunidade de provar? Eu comprei uma de cacto e o Fábio uma de folha de coca. A de coca tem muito gás, fica até dificil de beber, já a de cacto eu gostei. Domingo, 9 da manhã, já tá na hora de iniciar os trabalhos alcoolicos . Os colombianos não quiseram, os franceses só provaram da nossa, mas cachaceiro mesmo só os brasileiros Paramos na Laguna Cañapa umas 9:30. Já deu pra ver que entramos nos planos de fundo do Windows. Depois uma parada num campo de pastagem de lhamas. Fomos lá tentar trocar ideia com bichos que estavam mais interessados em pastar mesmo. Atolamos um pouco e voltamos Seguimos pra um lugar mais alto, com umas formações rochosas interessantes. Depois paramos num lugar mais fundo, com menos vento, pra almoçar. Frango, macarrão, arroz e salada. Depois do almoço paramos na Laguna Blanca, Laguna Cachi e outras que esqueci o nome, mas todas muito bonitas e com muitos flamingos. Seguimos por desertos imponentes até chegar na Árbol de Piedra. Eu particularmente gostei mais de umas pedras onde vi o que pareciam 3 cachorros e ainda tinha uma raposa nervosa ali por perto. A essa altura o Sebastien já tava meio baqueado com a altitude, estávamos a mais de 4400m. O Martin tambem queixava um pouco de dor de cabeça. O Xochi e a Marcela não queixaram nada mas estavam tomando soroche pills. Eu e o Fábio estávamos de boa e sem tomar nada a não ser muita água. A última parada, Laguna Colorada. Primeiro pagamos a taxa de entrada na reserva de 150 bol. Deixamos as coisas no alojamento, dessa vez um quarto pra nós 6 e estávamos livres pra andar pela laguna Colorada que era em frente às hospedagens. O céu não tava completamente limpo por isso o Grover disse que a laguna não estaria tão vermelha, se o sol estivesse brilhando forte no máximo seria mais lindo. Mesmo assim é linda e fiquei ali perambulando até o sol esconder e o frio dominar. Voltei pro alojamento onde os franceses já estavam devorando o chá das 5 Só tinha o nosso grupo lá e um outro grupo de chilenos que estava começando o passeio pelo Atacama. Fiquei lá socializando com a galera, aprendendo trava línguas em francês, jogando cartas… Tinha wifi lá pagando 15 bol. Só o Sebastien pagou pois ele disse que a mãe dele já devia tá morrendo de preocupação em Paris. Ele disse que só conseguia mandar mensagens no zap, não dava pra enviar fotos nem audios e a conexão era muito limitada. Eu já tinha dito em casa que ia ficar 3 dias incomunicável Into the Wild então tava de boa e pelo que percebi, o tal wi-fail é pra passar raiva Também tinha ducha caliente por 15 bol mas ninguém se animou. Eu me animei mas acho que eu seria o único entre os 2 grupos então desanimei Jantar servido às 20h, sopa, macarrão a bolonhesa, garrafa de vinho. Depois do jantar o Fábio ainda foi lá fora tirar fotos das estrelas. Saí um pouquinho, frio pesado, fiquei uns 10 minutos e voltei. 21:20 todo mundo na cama. Segunda, 15 de outubro de 2018 A noite foi longa...Sebastien passando mal com a altitude, tossindo e mexendo muito. Xochi roncando. Eu tava de boa mas não conseguia dormir...4 da manhã já levantei, 4:30 uma doninha veio servir o café. 5 da manhã saímos. Grover disse que devia estar -2°C. Acho que tava isso mesmo. Ao sair do sol chegamos aos geiseres Sol de la Mañana. GPS do carro marcou 4920m de altitude no alto do morro antes de chegar ao gêiser, foi o ponto mais alto de toda viagem. Os gêiseres são bonitos, o governo boliviano tá encanando uns pra produção de energia. Não tava um frio de lascar, pra mim tava de boa, não tinha vento mas eu tava bem encapotado também, com todo meu arsenal de roupas de frio Mas em poucos minutos ia tirar tudo porque estávamos descendo pras termas. Claaaro que eu não ia perder essa oportunidade. Pra quem quer entrar nas termas a taxa é de 6bol. Sem pensar muito, tirei logo a roupa e corri na velocidade da luz pra beira da piscina. Meu pé tava gelado, daí quando a gente encosta o pé ou a mão gelada na água quente dá uma sensação de que tá queimando demais né. Pois bem, pus meu pé na água, tirei num tiro e soltei um ai que deve ter sido tão engraçado que a gringaiada tudo caiu na gargalhada lá uma mulher me disse pra entrar logo. Entrei. Água quente o pé congelado foi aos poucos voltando à vida. O corpo inteiro agradecia aquela água relaxante. Agora eu tava no paraíso Fábio e Marcela chegaram depois, acho que eles tavam pensando demais… Xochi, Sebastien e Martin não encararam. Nós na piscina só falavamos pra eles o tanto que eles estavam perdendo. É revigorante. Ficamos ali mais de meia hora. Também não pensei muito pra sair, mas como o sol já tava um pouco alto, já era quase 8 da manhã e o corpo tava bem quente, não foi doloroso sair. Vesti só metade das roupas que tirei. Fiquei sentindo calor ainda por um bom tempo. Não tenha dúvidas em entrar nas termas!!!! Passamos pelo Deserto de Dali e Laguna Verde. Achei que a laguna verde foi a mais bonita de todo passeio. Era o fim da linha. Fomos pra fronteira, eu e Fábio seguiríamos pro Atacama e os demais voltariam pra Uyuni. Quando chegamos na fronteira pouco depois de 9 da manhã nosso transfer que seria uma van da Pamela Tours já estava lá completa esperando só nós dois. Um tiozinho esbaforido já tava gritando que nem um doido pra gente ir logo e já dizendo que tinha que pagar 15 bol na fronteira. Eu já tinha preparado todo um discurso que não tinha dinheiro, que não ia pagar, apesar do Betto já ter avisado em Uyuni que tinha a propina, mas devido as circunstancias, o tio apavorado lá, todo mundo só esperando a gente, desisti e paguei. O próprio tio da van pegou nossos passaportes e o dinheiro e foi lá na fronteira carimbar enquanto mandava a gente botar nossas mochilas rapidinho na van dele. Ainda tava me despedindo dos meus amigos de tour quando o tio voltou esbaforido gritando vamos vamos vamos No caminho o tiozinho disse que tinha um hostel em San Pedro e uma agência também Ooooo tio, mas é nunca que eu fico no teu hostel nesse desespero em pessoa nunca!! Paramos na imigração do Chile. O tiozinho já botando terror pra todo mundo passar rápido. Ali não tinha cachorro farejador nem nada, mas estavam abrindo e olhando todas as mochilas. E o tio quase surtando com a demora. Na van um monte de orientais lendo seus e-books, uns alemães sisudos...falei com o Fábio imagina se esse tio apavorado fosse nosso guia no Uyuni e essa turminha aí fossem nossos colegas? Já tava com saudade do Grover, Xochi, Marcela, Sebastien e Martin Depois umas quase 2 horas de tédio naquela van, fomos libertados na praça de San Pedro onde soltam a galera Antes de sair do passeio em Uyuni reservei um hostel em San Pedro, procurei um mais ou menos no Hostelworld e reservei o Aji Verde. Olhei no mapa e fui atras dele. Andando de roupa de frio e mochilão no sol do meio-dia atacameño. O hostel fica a uns 15 minutos a pé dali. Chegando lá o recepcionista já perguntou se estávamos chegando do Uyuni. Tava na cara né Não lembro o preço da diária em pesos chilenos mas era em torno de 60 reais. Sim, hostel no Atacama é mais caro. Aliás, TUDO no Atacama é caro. Deixamos as coisas no quarto, colocamos roupa leve, uma bermuda e chinelo depois de dias...fomos ver que tinha pra fazer. Queria muito fazer o Salar de Tara. Tinha visto notícias que o Salar de Tara tava fechado pra recuperação da natureza, o que infelizmente confirmei ao chegar em San Pedro. Das 6 atrações do Salar de Tara só 3 estavam sendo visitadas e as catedrales que eram minha maior motivação não estavam sendo visitadas. Infelizmente, com dor no coração, não ia fazer o Salar de Tara. Acho que agora em novembro ou dezembro já reabre. Primeiro procurei câmbio. As casas de câmbio em San Pedro são todas próximas então fica fácil pesquisar. E tava variando bem de 138 a 167 pesos por real. Troquei 700 reais e mais 92 bolivianos que sobraram. E os bolivianos numa boa cotação. Valeria a pena ter trocado muito mais dinheiro na Bolívia e cambiar bolivianos em San Pedro ao invés de reais. Já queria ir pro Valle de la Luna naquela tarde. Procurei em 2 agencias que não tinha mais vaga mas na terceira tinha. E achei um bom preço, 12 mil pesos. Aproveitei e fechei as lagunas altiplanicas mais salar de Atacama e mirante de Piedras Rojas pro dia seguinte por 35 mil pesos, também um preço dentro da média. Pensei em fazer lagunas escondidas mas essa agencia não fazia. O Fábio fechou o tour astronômico com eles pra aquela mesma noite, não lembro o preço mas acho que 15 mil pesos. A agência era Volcano Expediciones na calle Caracoles. Pesos no bolso e passeios reservados, fomos procurar comida. Perto de onde a van deixou a gente tem umas barraquinhas que servem almoços bem baratos entre 3000 e 3500 pesos. Preferi um de 3200 pesos onde tinha uma opção com omelete e o Fábio pediu um chicharron de pollo. Antes vem aquele sopão pra já te encher e dar sustância. De bucho cheio, já 15h corremos pro hostel pra trocar de roupa de novo e voltar pro passeio. Chegamos na agência 16h em ponto e já com a galera entrando na van Nesse passeio paga 3 mil pesos de entrada e fomos primeiro no Valle de la Luna. Subimos lá no alto e o guia libera a gente pra fotos por quase 1 hora. Enquanto a galera foi toda pra direita que era um morro mais perto, eu o Fábio e mais uns poucos fomos mais longe pra esquerda, onde tem uma vista bem mais legal. Descemos as 17:30 e fomos pras cavernas de sal. Interessante atravessar as cavernas, mas nada muito empolgante depois do salar. Dali fomos pra Piedra del Coyote esperar o por do sol que seria as 19:30. Muita gente, muita muvuca, mas um lindo por do sol. Chegamos de volta em San Pedro as 20h e como o Fábio iria pro tour astronômico às 21h nem fomos pro hostel, ficamos numa cervejaria pra tomar um chopp, 2500 pesos o caneco. (R$ 15 ) Fábio foi pro tour e eu fui perambular em San Pedro. Já tinha visto muito céu estrelado e pra ele que tinha uma câmera fodástica poderia ser mais interessante. Comi uma empanada, procurei informações sobre o passeio das lagunas escondidas, passei de fora de um bar onde brasileiros cantavam Evidências a plenos pulmões , passei no supermercado pra comprar macarrão, presunto e queijo pra cozinhar no hostel, passei no terminal de buses pra sondar passagem pra Arica e fui pro hostel. O hostel tava bem parado, só tinha a menina da recepção, uma tcheca, tocando violão e cantando sozinha. Fiquei um tempinho lá com ela e fui dormir. Segunda-feira não tinha lá muitas opções na cidade e as tais festas no deserto, ilegais mas interessantes, só são divulgadas na ultima hora, então o jeito era ficar mais quieto mesmo
  3. 2 pontos
    Sexta, 12 de outubro de 2018 Seria um daqueles poucos dias que poderia dormir até mais tarde. Mas por acaso eu consigo ficar dormindo quando viajo? Pouco depois das 8 da manhã desci pro café. Café top e farto, esse hostel é muito bom!! Combinei com o Fábio e a Daniela o que fazer no dia e resolvemos ir ao Parque Cretácico ver qual era a dos dinos Eu e Fábio fizemos check out e o Fábio já comprou a passagem pra Uyuni na recepção do hostel. Eu já tinha comprado a minha uns dias antes pelo site Tickets Bolívia por 80 bol. Na recepção era o mesmo preço mais uma taxa de emissão de 2 bol mas compensava por não precisar ter que ir ao terminal pra isso. Resolvido, eu e Fábio iriamos pra Uyuni à noite e a Daniela ia ficar um pouco mais em Sucre antes de voltar pra Santa Cruz. Ela tava voltando de Uyuni e Potosi. Deixamos os mochilões no hostel e fomos bater perna. A Daniela ia perguntando qual onibus vai pro parque e onde pegava. Vira esquina aqui, vai ali, depois de um tempo indicaram a linha H e o ponto onde pegar. Ficamos lá esperando. Enquanto isso ouvi alguém gritar meu nome. Pensei que tava louco, afinal quem me chamaria em Sucre? Olho pra frente e dentro de um onibus parado no ponto estão Luana e Leonardo Eles estavam no onibus da linha 3 indo pro terminal comprar passagem pra Uyuni naquela noite também. Que legal esses encontros inusitados de viagem Falei que estávamos indo pro Parque Cretácico e eles disseram que iriam depois. Mais uns minutinhos o onibus H apareceu e fomos. A passagem é 1,50 bol (isso dá 85 centavos ) e é um trechinho bom. Fomos conversando pelo caminho, entendendo melhor a vida dos novos amigos. O ponto final é no parque. A entrada é 30 bol pra estrangeiros e 10 bol pra bolivianos. Como estávamos com a Daniela demos um migué e ela pediu pra comprar 3 ingressos. Nem olhamos muito pra bilheteria pra mulher não desconfiar da nossa cara nem um pouco boliviana O parque é interessante (para quem tem tempo em Sucre, claro que você não vai ficar um dia em Sucre só por causa dele) tem miniaturas de dinossauros, exposições e a parte das pegadas que foi reconstruída pois ela caiu com uma chuva forte há uns anos atrás. Tinha um tour guiado que ia sair ao meio-dia, ficamos esperando e enquanto isso a Luana e o Leonardo chegaram. Descemos pro tour, já pensando que iamos ter que subir de novo, mas eu ainda ia fazer o Canyon del Colca então não podia me espantar com aquilo de jeito nenhum O guia vai explicando sobre as pegadas, os dinossauros, mas eu não tava muito empolgado. Tinha gostado mais da parte lá de cima onde tinha uma vista bonita das montanhas. Terminado o tour, subimos. A Luana, grávida e já se sentindo mal com a altitude (devia ser uns 3000m ali) ficou pra trás pra descansar. Eu, Fabio e Daniela subimos sem problemas. Demos mais uma voltinha lá em cima e fomos embora. Assim que chegamos na portaria já tinha um micro onibus saindo. Mais míseros 1,50 bol na passagem e depois de uns 20 minutos descemos no ponto central que fica a umas 3 quadras da Plaza 25 de Mayo. Paramos num restaurante com menu del dia (sopa, prato principal e suco) por 20 bol em frente a Basílica San Francisco. Almoçamos e fomos pra praça. Por curiosidade, dei uma olhada no câmbio, 6,93 pro dólar igual Santa Cruz mas 1,60 pro Real, bem pior que Santa Cruz. Paramos numa lanchonete, tomamos um helado e ficamos lá um tempão batendo papo. Velhos amigos Falei pra irmos no mirante da Recoleta. Amei aquele lugar. De novo a mesma vibe. O Fábio, paulistano, disse que nem lembrava a ultima vez que viu uma molecada brincando na praça depois da aula. De novo um pouco de nuvens no horizonte, sem aquele sunset incrível, mas a vibe era incrível, era o que importava. Descemos ao escurecer. Como a Daniela ainda ia ficar mais uma noite no quarto, fomos pra lá e tomamos banho. Nos despedimos dela e fomos pra esquina esperar um táxi. Ia ser pouca diferença do onibus e compensa por causa dos mochilões. Logo veio um vazio, o cara cobrou 10 bol até o terminal de buses, 5 bol pra cada. Fui até o guichê da 6 de Octubre pra trocar meu voucher pela passagem. Na passagem dizia 70 bol, devia ser o preço de guichê. Paguei 80 pelo site, mas tudo bem, pelo menos já fui com o onibus garantido. Ainda faltava 1 hora pro busão, fomos num mercadinho do outro lado da rua comprar umas Paceñas e ficamos nos “hidratando” enquanto esperamos Pouco depois das 20h o busão parou na plataforma indicada na passagem. Já tava até preparado pra procurar o busão num canto escondido do terminal como vários outros relatos contaram mas dessa vez ele parou onde deveria Pagamos a taxa do terminal, o famoso derecho de uso de 2,50 bol, encontramos a Luana e o Leonardo e ela já tava saindo do busão pra ir no banheiro porque tinha descoberto que não tem banheiro no busão. Eu já sabia disso pelos relatos e fiquei com pena dela pela situação, grávida, indisposta e prestes a encarar 8 horas de busão sem banheiro. 20:30 partimos rumo a Uyuni. O motorista só parou uma vez pro galerão desfrutar do banheiro ecológico no meio do pasto do altiplano boliviano pouco depois da meia noite depois de ter passado de um pedágio na saída de Potosi. Mas ele parou outras duas vezes também mas só pra Luana descer. Acho que ela tinha pedido o motorista pra dar uma atenção mais vip pra ela Sábado, 13 de outubro de 2018 Madrugada no busão, lá fora um céu limpo e extremamente estrelado. De repente o onibus vira uma curva e aponta lá longe outro mar de estrelas no chão. Era Uyuni iluminada. Foi um golpe no coração. Ali me dei conta que estava efetivamente entrando naquele mundo dos sonhos, dos relatos que tanto tinha lido. Bateu uma emoção indescritível. Uma lágrima rolou… 4:30 da madruga desembarcamos em Uyuni. Já tinha falado com o Fábio da senhorinha salvadora de mochileiros. Assim que desci do busão já tinha uma mulher na porta chamando pra uma cafeteria mas o nome no cartãozinho era de outro café. Enquanto pegava minha mochila o Fábio já chega com outra doninha e fala: Enio olha ela aqui!! Na mão dela um cartãozinho do Snack Nonis. Ela existe!!! Pois agora ela tem até um motorista!! Ela capturou também um casal de colombianos e fomos de carro pra lanchonete dela. Nem tive tempo de despedir da Luana e do Leonardo, mas eles iriam pra um hostel pra ver no outro dia um passeio de só um dia pelo salar, pois pela situação dela ela não tava muito animada a ficar dias isolada por lá. Chegando no café da doninha, só nós e os colombianos capturados. Pedi um café continental por 25 bol, ela já ligou o aquecedor e passou o wifi, tudo conforme os scripts. Pedi pra tirar uma foto com ela dizendo que ela era muito famosa no Brasil. Ela disse que ia tirar o gorro pra ficar mais bonita e já voltava. Achei ela super simpática. Depois mandei a foto dela no instagram da @Maryana Telesmas ela disse que não era a mesma doninha. Era a mesma @rodrigovix? Talvez existam mais de uma ou um cartel de doninhas, mas fato é que elas salvam os mochileiros perdidos na madruga de Uyuni Junto com o café dela, na parte da frente, tem a agência do Betto Tours. Enquanto a gente tomava café o Betto, que deve ter um conluio com a doninha, já veio nos oferecer o passeio. Eu tava pensando na Esmeralda Tour que todo mundo falou bem aqui, mas ele passou um preço de 750 bol mais 70 de transfer pro Atacama. Daria 820 e negociamos por 800 bol. Tava dentro da média de preço que tinha olhado. Ofereceu por do sol e observação de estrelas depois. Os colombianos, Xochi e Marcela, já tinham fechado. Eu já tinha conversado um pouco com eles e achei eles bem legais. Todo mundo diz aqui que a interação entre a galera é um dos fatores mais importantes pro seu passeio ser inesquecível e eu senti que eles seriam uma boa companhia pra 3 dias pelo deserto. Fechamos. O Xochi e o Fábio são fotógrafos profissionais, com câmeras modernas, tripé e tudo mais. Ainda teria altas fotos Amanheceu e fui lá fora ver a cidade. Rua deserta, nenhuma viva alma, só faltava aquela música de fundo do velho oeste e a bola de feno rolando Ficamos mais um tempo de bobeira na lanchonete. Mais viajantes foram chegando, liberamos a mesa e deixamos os mochilões na agencia do Betto. Eu e o Fabio fomos dar uma volta por Uyuni mas ainda tinha muita coisa fechada e não muito o que fazer. Sentamos na praça e ficamos observando a vida começar a aparecer… Compramos 2 galões de água de 6 litros (13bol cada um) e essa agua daria até o Atacama. Aliás, beba muita água, para combater a secura e ajudar na altitude. As lojinhas abriram, comprei uns postais e umas lembrancinhas só pra recordar minha passagem por Uyuni. O saída do tour tava marcada pra 10:30 mas por não ter o que fazer, 9 e pouco já fomos esperar na agência. Chegando na agência, ainda faltava conhecer os outros 2 colegas de tour e lá estavam eles esperando. Dois amigos franceses, Sebastien e Martin, que falavam espanhol pra minha alegria e inglês pra alegria do Fábio!! Que sorte, o grupo era legal, a gente ia se dar muito bem!! Faltava o guia, rezando pra ser legal. Uns minutos depois ouço uma risada escandalosa e o Betto diz: lá vem ele. O guia. Grover. Uma risada característica que não vai ser fácil esquecer. Ele entra e diz: Hola chicos como les van!! Outra marca registrada dele. Perfeito, time pronto, tudo pra dar certo!! Como já estavamos prontos, saímos 10 horas. Fomos pro cemitério de trens, perto de tudo que viria pela frente era bem fraquinho. Depois Colchani onde tem uma feirinha e almoçamos lá num restaurante, sopa de quinoa, salada, bife de lhamalpaca e arroz. Seguimos o roteiro tradicional, não paramos nos montinhos de sal nem no hotel de sal. Paramos no monumento Dakar e nas bandeiras e depois no meio do salar pras fotos naquela imensidão branca e as fotos de perspectiva, que não fizemos muitas porque a turma não tava com muita criatividade Depois fomos pra Isla Incahuasi onde tem os cactos enormes e onde se paga 30 bol pra quem quiser subir. E acho que você tem que subir. Sebastien e Martin não subiram, foram dar a volta na ilha. Eu, Fábio, Xochi e Marcela subimos e cara, a vista lá de cima impressiona. Se você já sabe só de atravessar o salar que aquilo é imenso, lá de cima você certifica isso, fica abismado com a imensidão daquilo tudo e ainda consegue ver as marcas de sal na beira da ilha que mostram claramente as marcas das ondas do mar, comprovando que milhares de anos atrás aquilo tudo era mar. Impressionante, não encontro outra palavra pra descrever. Depois mais um tempo atravessando o salar até o hotel de sal. Passamos por uma parte úmida, não espelhada mas úmida, já que tinha chovido um pouco uns dias atrás e deu pra ter uma noção do quanto fascinante deve ser o salar espelhado. Chegamos no Hotel de Sal Nuevo Amanecer e nessa noite seriam quartos duplos. Só deixamos as mochilas lá, agasalhamos bem e saímos de novo pra ver o por do sol. Não fomos muito longe do hotel mas andamos alguns bons minutos. Agora o calor da tarde já tinha ido embora e um vento frio dominava. O sol foi caindo e cara…...que momento!!! EU AMO SUNSETS e aquele foi inesquecível. As cores do céu, o lugar onde eu estava, foi o ponto alto da viagem. Só conseguia ser grato a Deus. Passou um filme da minha vida na cabeça, tudo que vivi até hoje pra estar ali naquele momento vivendo tudo isso. Sem mais palavras Eu acho difícil eleger o lugar mais bonito que eu conheço pois cada lugar tem suas belezas diferentes e comparar é injustiça, mas no TOP 3 da minha vida eu coloco Machu Picchu, Salar de Uyuni e Patagônia. Depois fomos pra mais perto do hotel pra não ficar muito escuro no meio do salar e paramos até escurecer bem e poder observar as estrelas. Eu nasci na roça, vivi na fazenda toda minha infância e adolescência, já vi muito céu estrelado, mas os fatores do Salar, ar seco, altitude, isolamento, fazem com que a gente nunca tenha visto tanta estrela na vida!! Ficamos ali até quase 20h quando teríamos que ir pro hotel pra servirem a janta que foi sopa, milanesa de frango, tomate e pepino. O banho era 10 bol e cada quarto tinha um chuveiro, mas a água só era quente depois que você pagava e não era pra ir todo mundo junto então os colombianos foram primeiro, avisaram os franceses quando terminaram e depois eles falaram pra gente ir. E a ducha era beem quente e revigorante. Cansados, 22h todo mundo já na cama. Viajando é assim, dormir cedo no sábado e balada na segunda
  4. 2 pontos
    Olá, boa noite! Eu tbm tenho interesse. Se puder me incluir, me chama no whatsapp (11) 98125-8818
  5. 1 ponto
    Gostaria de saber se alguém tem interesse em passar ano novo no Peru ou na Bolívia. Estou procurando companhias. whats 21-96714-8383
  6. 1 ponto
    @lobo_solitário Obrigada pela resposta! Na verdade daria 11 dias ao todo. Mas estava pensando em sair de Londres para Paris de trem, ficaria lá 4 dias. Seguiria para Amsterdã de ônibus ou trem e ficaria 3 dias. Depois iria para Roma de avião, ficando mais 4 dias e de lá voltaria para o BR. Sei que é pouco tempo, mas exatamente pelo pouco tempo que tenho quero fazer as cidades que mais desejo conhecer...
  7. 1 ponto
    Chegamos em El Calafate novamente as 21:00h. A viagem foi uma atração à parte, mas nada divertido. Tenso eu diria. O motorista simplesmente não andou na faixa dele na rodovia, ou ia no meio ou na contramão o tempo todo. Além de ter corrido excessivamente. Mas chegamos sãos e salvos. Para esta noite decidimos ficar no Folk Hostel (https://goo.gl/BcxeoA). Hostel excelente: ótimo atendimento e preços, quartos confortáveis, colchões excelentes, calefação funciona bem (até demais), boa localização (ao lado da rodoviária), estruturas novas e café da manhã honesto. Indico! • Dia 14: Após o café da manhã, aguardamos na recepção o transfer, como nosso hostel foi o último, demorou um pouco até que chegasse. Mas nada que fosse preocupante. Seguimos para o aeroporto de El Calafate rumo ao nosso último destino na Argentina, a capital Buenos Aires. Vôo, como foi a viagem toda, saiu no horário marcado e as 17h chegávamos à capital. Saímos do aeroporto Aeroparque e atravessamos a rua para tentar pegar um Uber, sem sucesso. Por sorte um taxi parou para desembarcar um pessoal e conseguimos um preço muito mais acessível que o cobrado no aeroporto. Coisa de $300 pesos, no aeroporto estavam cobrando $600,00! Chegamos no hostel, pegamos também o America Del Sur, fica no bairro de San Telmo. Um bairro bem charmoso de Buenos Aires. Localização ok, quartos ok, atendimento bacana também (https://goo.gl/RQ5Kfu). Fizemos algumas compras e comemos um lanche e voltamos para o quarto. • Dia 15: Esse foi o dia 25 de setembro, dia de “Paro General” na Argentina. Greve Geral, nada, absolutamente nada funcionava! Dia perfeito para andar muito pelo centro da Capital! Saímos pela manhã, após café no hotel (não incluso - $120,00 p/pax). Andamos algumas quadras e logo chegamos a famosa Av. de Mayo e já avistamos a linda Casa Rosada. Nossa primeira parada foi na Catedral Metropolitana de Buenos Aires, conhecemos ela por dentro, vale muito a pena, muito linda! Em seguida fomos a Praça de Mayo, Colón Park e Casa Rosada, mas não entramos, só pelo lado de fora, em seguida, fotos na Pirâmide de Mayo e fotos do antigo prédio Cabildo de Buenos Aires (foi sede do cabildo encarregado de representar a cidade frente à metrópole). Seguimos pela Av. de Mayo, com suas construções antigas e arquitetura inspirada em Paris, dizem. Passamos pelo Obelisco e em seguida pelo também famoso Palácio Barolo (lindíssimo, em Montevideo há um similar) e logo chegamos ao não menos bonito, Congresso Federal. Andamos um pouco pela maior avenida da America Latina, a Av 9 de Julio até encontrarmos o edifico que tem fotos da Evita nos dois lados. Paramos para almoçar e fomos atrás do Café Tortoni, mas devido á greve, estava fechado.. Seguimos então ao bairro San Telmo atrás da Fundación Mercedes Sosa, mas também estava fechado, então seguimos ao Mercado San Telmo em seguida fomos em direção ao Porto Madero e demos uma volta no parque Micaela Bastidas e, como tudo em Buenos Aires, a reserva Ecologica Costanera Sur também estava fechada. Mas tudo bem, valeu a pena passar pela lateral da reserva. Estava escurecendo e voltamos ao hostel. No total desse dia, caminhamos ao todo, 19 km!! A noite pedia uma cerveja gelada, Patagônia, claro, melhor pedida! • Dia 16: Neste dia decidimos conhecer o famoso Cemitério La Recoleta, como nos outros dias, decidimos ir a pé e conhecer outra parte da cidade. No caminho passamos em frente ao Teatro Colón. O cemitério é realmente muito bonito com muitas obras de artes e cada túmulo que era um show à parte. Demoramos para encontrar o mais famoso deles, da Eva Perón, é simples, mas interessante conhece-lo pela sua importância histórica. Fomos em seguida ao cemitério atrás do parque onde encontra-se a Floralis Genérica. Passamos ao lado da Faculdade de Direito e logo já a avistamos. Me surpreendi, confesso, com seu tamanho. Enorme!! De lá, nossa intenção era chegar ao Rosedal, fomos até a metade do caminho, quando a canseira dos dias anteriores cobrou sua conta e desistimos. Fica para uma próxima! Tenho certeza que um dia retornaremos! Mesmo assim voltamos a pé, passamos pelo bairro Palermo, bem bonito e só fomos almoçar no centro. Restaurante mais estranho e cafona que já entrei, mas a fome falou mais alto e já passavam das 16h.. Total caminhado neste dia, 15km. Não foi trekking, mas quase que a mesma coisa.. rsrs A noite no hostel, fomos tomar mais uma gelada e conhecemos uma turminha do Ceará, daí foi chegando mais gente, uma garota da Finlândia, um Inglês falante, argentinos, e foi uma torre de Babel bem divertida. • Dia 17: Dia de conhecer La Bombonera!!! Mas antes, fomos atrás do famoso banco de praça onde se encontra a ilustre moradora de Buenos Aires, Mafalda. Minha esposa tirou 400 fotos e pedimos um Uber para o Bairro La Boca. Rapidinho chegamos e ficou baratinho. Dessa vez não aguentaríamos ir caminhando. Canseira bateu forte. Chegamos no Caminito, várias fotos no famoso prédio, passeamos por uma linda galeria que não me lembro o nome, fugimos do pessoal que pede pra tirar fotos, como sugerido aqui, porque dinheiro já estava no fim e não estava disposto a pagar por fotos.. Seguimos em direção ao Estádio La bombonera. Gosto de futebol, embora não seja fanático. Mas, a sensação de estar de frente a um dos mais famosos estádios do mundo e indescritível. Entramos e compramos o tour mais barato, já dava acesso ao museu e as arquibancadas, para nós já estava de bom tamanho. Fantástico estar ao lado do campo e poder entrar nesse estádio. Confesso que foi das coisas que mais me marcaram em Buenos Aires. Em seguida, voltamos ao Caminito e passamos horas comprando lembrancinhas para família, colegas de trabalho, etc. Voltamos ao hostel e organizamos a mala, foi nosso último dia. • Dia 18: Nosso transfer chegou pontualmente as 3h da manhã, seguimos para o Aeroparque. Buenos Aires – São Paulo, São Paulo – Paulínia, pegamos o carro e seguimos para Caldas, sul de Minas Gerais matar as saudades dos dogs e da família. Pra quem quiser trocar idéia e/ou tirar dúvidas, estou á disposição! Espero contribuir assim como vários aqui contribuíram para que realizássemos esse sonho; confesso que hoje, passados 40 dias da viagem, já estou em abstinência da Patagônia! Preciso voltar!!!! rs
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    Voce vai viajar quando? De qualquer forma é complicado dizer que até tal data vc poderá conseguir bons preços ou não. Sugestão.. vai dando uma pesquisada por alto pra vc ter uma noçao de preço e caso voce perceba que as boas ofertas estao acabando ou o preço subindo daí entao saberá a melhor hora de fazer a reserva ou poder adiar mais. A maioria das hospedagens ti permite fazer a reserva e poder cancelar sem custo até uma data limite. Talvez essa possa ser uma opçao tambem para conseguir um bom local mas com a flexibilidade de poder cancelar caso mude de ideia quanto ao periodo das diárias.
  9. 1 ponto
    Meu insta @geovannamell e meu WhatsApp 47988310806
  10. 1 ponto
    @kelly.moralesbalthazar muito obrigada!! Já mandei pro seu e-mail. Espero q possa ajudar em seus planejamentos. Beijos
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    Olá pessoal! Seguindo a tradição de sempre devolver um pouco que esse fórum lindo ajuda a gente nos nossos roteiros, aqui vai a nossa mochila(dinha) de 15 dias desse ano. Regina (minha namorada) e eu tivemos de férias, juntos, os dias 15-07 a 30-07. ------------- Caso queiram complementar esse roteiro, vejam o dela nesse link, como ela fala em valores, eu vou focar em outros aspectos, bele? -------------- Decidindo aproveitar o máximo, fizemos um roteiro que passamos pelas seguintes cidades: San Pedro de Atacama (3 dias) Uyuni (apenas passagem) Potosí (2 dias) Uyuni (1 dia) Oruro (apenas passagem) Patacamaya (apenas passagem) Sajama (5 dias) Arica (1 dia) Foi mais ou menos assim: [aereo] São Paulo - Santiago (15/07) Saímos daqui de São Paulo de noite, pra pegar aquela maratona de aéreos na madrugada. Nosso voô saiu à meia noite com destino a Santiago e a expectativa era ficar 1 ou 2 horinhas no aeroporto no Chile e já pegar o seguinte pra Calama. [aereo] Santiago - Calama (15/07) Nunca tínhamos pego vôos assim, foi bem cansativo. Além disso, esquecemos de pensar no fuso horário que adicionou uma hora a mais na brincadeira. Mas aguentamos firme, nos ferramos nas comidas de aeroporto que são uns 30% mais caras, mas enfim chegamos em Calama. Calama (15/07) Chegamos em Calama de manhãzinha, lá pelas 7h. Uma das vantagens de viajar nesses horários malucos é pegar o nascer do sol no avião Vista do avião logo quando chegávamos em Calama [transfer] Calama - San Pedro de Atacama (15/07) Chegamos em Calama exaustos. Não conseguimos pensar me muita coisa além de ir no banheiro e buscar um transfer pra San Pedro. Na saída do aeroporto tem vários e, até onde saiba, todos confiáveis saindo a cada 15-20min. [transfer] Calama - San Pedro de Atacama (15/07) O transfer dura mais ou menos 1h (100km) numa estrada lindássa que já da pra ter uma ideia do que se vai encontrar pela frente. Obviamente dormimos metade, mas a outra metade apreciamos o rolê rs San Pedro de Atacama (15/07 a 18/07, 3 dias) Dia 1 (15/07) Chegando em San Pedro, pedimos para o motorista nos deixar no Ayllu de Larache. Tínhamos reservado no Airbnb do Jorge, que a indicação era nesse local. Aparentemente era um local facilimo de chegar, seguindo a calle Tocopilla um pouco depois de sair do centro do povoado. Tivemos uma pequena dor de cabeça pra encontrar um lugar que era mais fácil do que parecia. Andamos, andamos, andamos, andamos... Pensamos que Ayllu de Larache era uma espécie de rua ou viela que chegávamos da carretera; TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO Ayllu é como eles chamam os pueblos que foram a cidade de San Pedro (tem o Ayllu de Larache, tem o Ayllu de Quitor, o Ayllu de Sequitor, etc. etc.). Resumindo: era só a gente ter saído da carretera que estávamos na frente da pousada deles. Chegando finalmente lá, fomos recebidos pelo Jorge, é um cara muito simpático. Ele e o pai dele, o Don Antonio, construíram as cabanas e administram o lugar. Quando chegamos nosso quarto ainda não tava liberado. Eles nos receberam na propria casa deles, fizeram café/chá e assistimos a final da copa. Quando nosso quarto foi liberado fomos descarregar as coisas, tomar um banho e descansar um pouco. O banheiro é fora do quarto, mas super limpo, grande e confortável; água SUPER quente, o que conta bastante quando se vai tomar banho no fim da tarde (lá faz muito frio tarda pra noite). Nosso humilde jardim de frente na pousada do Jorge Mais a noite com as bateria carregadas, fomos pra cidade pra jantar e olhar preços de passeios. O Jorge sempre que está livre, se oferece pra dar caronas pra cidade no carro dele; mas é super perto, da uns 10-15min a pé, e mesmo a noite (apesar de escuro e precisar de uma lanterna) é bem tranquilo o caminho. Como boa parte do dia as pessoas estão fazendo os roteiros, a cidade começa a funcionar mesmo no meio da tarde e todas as agencias ficam abertas até umas 20h. Depois de almoçar e fazer cambio na calle Caraoles (ali tem uma loja atrás da outra pra comparar a cotação), começamos a pesquisar preços de passeios. Fechamos com umas brasileiras no Janaj Pacha o roteiro das Lagunas Altiplanicas e o passeio Astronomico para o dia seguinte. Dia 2 (16/07) No dia seguinte acordamos cedinho e saímos às 6 da matina pra nos arruar pro roteiro que tínhamos programado. Eles saem cedinho pra aproveitar bastante a manhã. O roteiro, além das Lagunas Aliplanicas, ainda passaríamos no Chaxa (aquele dos flamingos!) e nos povoados de Socaire e Toconao. Acho que de todos os rolês, é o que passa por mais lugares. Nossa van chegou britanicamente no horário e, como descobrimos ao longo do caminho, o motorista era competentíssimo e nos fez chegar em todas as atrações antes de um grande volume de turistas/vans se acumularem; ponto de ouro nesses rolês! Pegamos quase todas as atrações vazias e com pouquíssimas pessoas. Apenas uma coisa: podemos até postar várias fotos aqui e vocês podem ver tantas outras: mas na real o bagulho é muito mais doido. Foto raramente da pra se ter escala das coisas, e no Atacama tudo é monumental, principalmente as Lagunas! Vista das Lagunas (não lembro se essa era a Miscanti ou a Miñiques rs) Ah bom lembrar : as Lagunas ficam em local que bate 4.000m+ de altitude, então leve suas ojas de coca. Nesse rolê eu já descobri que meu organismo não se da muito bem quando passa dos 3.500m e comecei a experimentar dores de cabeça bem desagradáveis, principalmente depois da descida. A partir daqui, meu amigo de todos os dias (e noites!) foi uma boa cartela de paracetamol. Na volta nos deixaram na cidade lá pelas 13h. Almoçamos nos famosos trailers do centro da ciadade, melhor local pra conseguir uma comida simples e relativamente barata por San Pedro (infelizmente se gasta muito com comida). Daí passeamos um pouco pelo centro, mas logo voltamos pras cabanas porque minha dor de cabeça estava insuportável. Voltando, o Jorge nos indicou um mercadinho nas cercanias, onde fomos várias vezes fazer compras e economizamos MUITO. No nosso quarto ainda tinha uma mini-cozinha, então pudemos variar entre lanches e umas comidinhas rápidas. Recomendamos! Mais a noite, voltamos pro centro da cidade pra jantar e fechamos o roteiro astronômico com o proprio Janaj Pacha; importante ressaltar que, apesar de termos fechado com eles, por ser um roteiro bastante específico, eles repassam pra outra pessoa Comemos uma pizza de palta/abacate com palmito e azeitonas + cerveja cusqueña no Pachacutec, recomendamos! Dia 3 (17/07) No dia seguinte acordamos bem devagar, sem olhar no relógio e sem despertador. Passamos pela manhã novamente no mercado pra estocar água e comprar mais coisinhas pra viagem. Info importante pra quem quer ir à Uyuni sem ser pelo Salar: Também aproveitamos esse dia pra irmos até o centro novamente pra comprar a passagem de ônibus até Uyuni na Rodoviária.Existem três empresas que fazem o trajeto, mas apenas uma sai de San Pedro de Atacama: a Cruz del Norte, com saídas diárias às 3AM. As outras duas (Atacama 2000 e outra que não me lembro o nome) vendem em San Pedro mas só saem de Calama com saídas diárias às 5 e 6 da manhã, fazendo com que a pessoa vá pra lá um dia antes e pernoite por lá, já que o primeiro busão pra Calama é muito tarde pra conseguir pegar esse vai até Uyuni. Na dúvida, se forem fazer esse trajeto, vão de Cruz del Norte que é bem mais cômodo! De noite fomos para o roteiro Astronômico. Combinamos com as meninas do Janaj Pacha de nos encontrar umas 20:30 pra que elas nos apresentasse a galera que nos levaria. Como tínhamos jantado em caso nesse dia, buscamos um lugar pra tomar um café; mas um café CAFÉ. Toda pessoa que toma café diariamente tem um baque em San Pedro, porque lá eles só servem café instantaneo. Nossa busca nessa noite foi por isso! rs Único lugar que encontramos um foi no Barros Cafe e, olha, recomendamos! O roteiro em si foi ótimo e também recomendamos! Eles nos levam pra uma casa num local afastado da cidade onde estudantes de astronomia fazem essa atividade. Consiste basicamente em aprender a ler o céu estrelado (que em Atacama é BEM visível) e depois focalizar em estrelas, nebulosas, e planetas. Pra quem gosta, é prato cheio! [busão] Uyuni - Potosí (18/07) Jorge novamente foi MUITO solícito e nos ajudou a chegar ao centro da cidade às 3 da madrugada. Não pediu nada em troca da carona, mas fizemos questão de pagá-lo. Chegando lá tinham várias pessoas esperando (cerca de 10-15); o ônibus foi quase cheio. Seu caminho também passa por Calama, fazendo uma pausa longa pra encher o ônibus. A viagem em si é linda e sugiro que façam nesse horário, pois aproveitam a estrada do amanhecer até a tarde, vendo todas as mudanças de vegetação! É lindão! Você acaba nem percebendo as 10 horas de viagem rs Vista da parada na migra -- que frio!! [busão] Uyuni - Potosí (18/07) Chegando a Uyuni, como tínhamos desistido da ideia de ir ao Salar por que$$tões de ordem financeira, usamos a passagem só como pulo pra conhecer Potosí, um sonho antigo de historiador (o/). Chegando por lá, também não tinhamos boletos, mas não foi difícil de conseguir. Tem várias companhias que fazem a cada 15-30 min o caminho pra Potosí. Foram mais 4 horas de viagem, chegando já num limite de corpo/mente hehe Potosí (18/07 - 20/07, 2 dias) Dia 1 (18/07) Chegamos no fim da tarde em Potosí. Alugamos o apartamento do Luís/Anita inteiro pelo Airbnb bem no centro, local perfeito. Mas melhor que a localização é o próprio apê: é um sobradinho antigo, onde eles moram na parte de cima e o apartamento dos fundos fica independente. Tem sala, cozinha equipada, banheir(ão!) e uma cama confortabilisisma. Depois de uma viagem laaaaaaaaarga como fizemos, foi um porto seguro chegar no apartamento deles! No dia saímos só pra jantar e dar uma breve reconhecida no quarteirão. Como estava tarde, não queríamos arriscar, mas pareceu bem tranquilo à noite. Além disso, Potosí fica a quase 4.100m acima do nível do mar, uma das cidades mais altas do mundo. Tive já na chegada problemas com a altitude e não tinha como ficar arriscando. O destino depois do jantar foi paracetamol, chá de coca e cobertor! Nossa peatonal charmosa na noite que chegamos, linda demais! Dia 2 (19/07) Não tínhamos muitos planos pra Potosí. Sabia só que não queria fazer o tour antropologico de conhecer as minas (ainda em funcionamento) nem a praça onde os mineiros vão pra trocar cigarro. Mas Potosí é uma cidade colonial. E o que cidades coloniais tem de melhor? I-gre-jas! Primeiro fomos na base de turismo, que já fica numa antiga Torre de la Compañia de Jesus que os jesuítas construíram no séc. XVIII. Ali você pode já ver suas primeiras vistas panorâmicas da cidade, do alto da torre. Depois rumamos pro Convento de la Iglesia de San Francisco, onde você pode visitar os quartos dos antigos padres residentes, mas o prato principal é o mirador e as criptas! O mirador foi o melhor que visitamos, pois se pode percorrer por uma boa parte do telhado (e se não se segurar bem, o vento te leva!). Vista do mirador da iglesia de San Francisco -- quem aí conhecia a versão Assassins' Creed Bolívia? A parte chata de Potosí, pelo menos pra mim? Dei game over no primeiro rolê. Dor de cabeça constante, não aguentei a altitude de lá. Fomos de lá direto pro apê e recolhemos os hominhos do campo. Sorte que uma baita chuva armou e, de fato, não íamos conseguir aproveitar muito mais. Nisso, valeu muito a pena mais uma vez a escolha do apê do Luís e da Anita! Dia 2 (20/07) No segundo e último dia em Potosí, tínhamos três missões: conhecer mais alguma igreja, trocar dinheiro e voltar a tempo do almoço para partirmos pra Uyuni novamente. Primeiro fomos na Iglesia Catedral que fica bem no centro do centro da cidade. É lindíssima e também possui um mirador do alto de uma das torres. Como Potosí é uma cidade bem alta e o centro não tem quase predio, os mirantes são sempre passeios bem legais rs Mais um mirador pra conta, mais uma vista linda! Agora a missão trocar dinheiro: onde? Nos indicaram a Casa Fernandes, tradicional e segura, mas não vimos nenhum dos dias aberta. Daí indicaram o mercado em uma galeria perto do mercado municipal, que fica em uma praça na parte de trás da calle Junin. É uma galeria bem simples com boxes pequenos e, pelo que entendemos, todas fazem cambio! Missões cumpridas, voltamos pro apê pra almoçar e pegar nossas coisas e ir de volta pra Rodoviaria. [busão] Potosí - Uyuni (20/07) No caminho de volta, nenhuma surpresa. Vários ônibus diários de Potosí a Uyuni e super fácil de comprar. Chegando uma hora antes, é suficiente. Dica: Todos os terminais da Bolívia cobram taxa de embarque separadamente da passagem (alguém sobre no ônibus antes dele sair e vai cobrando). É coisa pouca, 1bob, mas é bom guardar moedas pra isso! Nós não guardamos e passamos vergonha haha Uyuni (20/07 a 21/07, 1 dia) Chegando a Uyuni já no fim da tarde, fomos pro nosso hostel. Alugamos um quarto privativo no Hostal Oro Blanco (https://www.hostaloroblancouyuni.com/). A cidade é bem pequena, e a área turística, então, ocupa uma dúzia de quarteirões no máximo. A cidade em si só existe como dormitório e suporte para os turistas que vão ao Salar. Como nossa intenção principal era chegar no parque Sajama, apenas dormimos no hostel para pegarmos o trem no dia seguinte a Oruro. E realmente, meio dia foi mais que suficiente pra uma cidade que não tem absolutamente nada haha Único destaque, caso passem por aqui, é o restaurante Pachamama. Ele fica logo virando a esquina à direita na peatonal em sentido contrário à estação ferrocarril. É um restaurante muito simples, que só uma vozinha boliviana atende; tenha paciência, pois ela anota os pedidos e faz a comida (e quando dizemos faz, ela FAZ, do começo ao fim). Muita gente entrou e saiu nervosa porque não foi atendido; nós não tínhamos pressa e fomos recompensados com a melhor comida de vó Além de comida de vó, tem chazinho de coca vó! Aquece o coração [trem] Uyuni - Oruro (21/07) Pegamos o trem noturno. Coloco aqui dia 21 pois compramos o da meia noite. São algo como 4 saídas semanais a Oruro, por duas companhias diferentes. Dica: O valor é muito barato, portanto, não economizem se forem no inverno e no noturno. A classe econômica é um FRIO da porra! Ainda mais o dia que fomos, que nevou. Aí já viu, viramos pinguim no trem haha [van] Oruro - Patacamaya (22/07) Aqui começou a parte incerta do roteiro. De Oruro até Sajama tínhamos apenas indícios de como chegar. Mas no fim é bem simples! Primeiro que a estação de trem não é próxima a de ônibus. Não parece ser tão distante, também, mas no horário que chegamos (7h) o ideal era pegar um táxi. Já no táxi perguntamos como faríamos para chegar até Patacamaya, o ponto médio até Sajama. Na rodoviária o taxista gentilmente nos deixou perto das vans e nos apontou quais pegar. Aparentemente as vans saem com bastante recorrência; chegamos lá e tinha uma pronta pra sair. Esperamos algo como 15-20 min para encher o carro e partimos. A viagem durou cerca de 1h30, no máximo, num caminho bastante tranquilo. [van] Patacamaya - Sajama (22/07) Chegamos a Patacamaya estourando 9 da manhã. Sabíamos, segundo relatos, que uma van saía daqui às 13h. Chegando lá, uma confusão do cacete na rua que servia como terminal de ônibus, vans, mercado e tudo mais (além da lama da neve que tinha caído e tava secando rs), fomos procurar onde saía a tal da van pra Sajama. “Ahí!”, “Allá”, “Más adelante!”, “En frente del mercadito”... nossa referencia era que as vans saíam em frente ao “Restaurante Capitol”; não encontramos o tal restaurante, mas encontramos as vans. Haha Não sei se a quantidade de vans e horários aumentaram, mas quando chegamos já estavam enchendo uma pra partir. Estávamos em dois (Regina e eu) e mais três franceses. Esperamos algo como 30-45 min ali; como não vinha ninguém, o cara da van decidiu partir com 5 mesmo e bem mais cedo que o esperado, às 10h. Dois parêntesis aqui: Tudo na nossa viagem deu certo, tudo. Mas conversando com os franceses, vimos que tivemos foi sorte e estávamos certos em esperar algum contratempo. Eles tiveram. Vieram de Oruro a Patacamaya um dia antes que nós, mas ficaram presos na cidade por conta da nevasca que fez as estradas até a divisa com o Chile fechar. A Regina foi até o banheiro em Patacamaya. Era um dos “baños publicos”, porém dentro da casa de uma pessoa. Ela entrou, a porta trancou e quando foi sair a pessoa estava longe e ela ficou um bom tempo pra conseguir sair; se forem aproveitar a parada pra ir no banheiro, vão em dois rs Chegamos a Sajama depois de umas 3 horas de viagem e, quanto mais avançávamos na estrada mais neve víamos. Parece que a nevasca tinha sido das brabas mesmo; sorte pra nós! Essa era nossa visão na estrada. Achávamos que tínhamos nos ferrado... ...masss nossa sinhora da boa viage ajuda bastante nois, e deu um céu bonito, neve e muitas lhaminhas num cenário pra lá de bucólico! Sajama (22/07 a 27/07, 5 dias) Chegamos exaustos de 7h de viagem de trem + 5 de van, sem contar as paradas. Então a única coisa que queríamos era chegar no hostel. Ficamos no Hostal Osasis (http://hostal-oasis.com/) que fica bem na entrada da cidade. Vista da praça central e igreja Sobre hospedagem, importante abrir pequeno-grande um parêntesis: Sajama é uma vila indígena aymara que vive basicamente do turismo de montanhismo de gringos e galera, igual a gente, que quer conhecer um local diferente e ficar entocado na montanha. Apesar das atrações ser bem parecidas às do Atacama (contando com geisers, lagunas altiplanicas, etc., etc., apesar de proporções modestas) é um local bem menos badalado. Quando saímos para a viagem, gostamos de deixar tudo certinho, principalmente as reservas pra não termos surpresa. Os dois únicos hostals que tem site em Sajama são: Oasis e Sajama. Entretanto, cada uma das famílias da cidade tem seu próprio alojamento, muitos inclusive sem nenhuma propaganda, já que o acesso a internet já é bem limitado. Então, podem ir sem medo de não ter reserva, pois além de contribuírem com a uma maior rotatividade da economia local, vocês podem ajudar essas famílias que acabam perdendo clientes pros dois maiores hotéis da vila. Caso ainda sim queiram ir com a estadia garantida e agendada, vou deixar aqui o contato de whatsapp da Reina: +591 74840766. Nós conhecemos por meio da sua mãe, que tem tienda America em uma das praças da cidade. A hospedagem dela é um pouco mais pra dentro na cidade, cabaninhas muito simpáticas e recém-construídas, além de terem um preço mais em conta. Um alerta: se vocês, assim como eu, tiveram problemas de adaptação com a altitude, peguem leve em Sajama! Aqui é ainda mais alto que Potosí, já que a região fica a 4.200+ de altitude. Isso influenciou bastante no nosso ritmo e foi muito bom termos ficado bastante tempo! Quase todos os passeios são longe, não existe um complexo de transporte e roteiros turísticos aqui. A prática é você fechar com moradores que tem carro, e eles em geral apenas levam; dificilmente ficam com você para trazer de volta. Levando em conta que boa parte das atrações ficam a, pelo menos, 6-8km de distância, precisa-se estar bem adaptado à altitude e com bastante preparo! Nossos passeios fora basicamente dois nesses dias: Mirador de Sajama, que fica bem próximo à vila. Por um sendero que começa por uma das ruas do povoado, você segue em direção ao monte mais próximo. É bem fácil de encontrar, apesar de tudo estar bem nevado e ter sido difícil de encontrar o caminho. Pelo mesmo motivo, foi difícil chegar ao topo (além da falta de ar haha ), mas conseguimos ir até a metade do caminho e valeu super a pena! Com o local mais seco, tenho certeza que vocês vão conseguir ir até o topo, não é muito íngreme e até a Regina que tem problemas de joelho foi traquilamente. Mirador a meia altura! Laguna Huañacota, que fica a mais ou menos uns 9km do povoado. Como dissemos, é possível ir de carro e voltar a pé, é o que geralmente as pessoas fazem. No nosso caso, fizemos os mais de 18km de ida-volta à pé, beeem devagar. Foi cansativo mas valeu a pena, tendo inclusive uma companheira por boa parte do caminho, uma perrita chamada Luna que foi nos mordendo o calcanhar até a laguna! rs No mesmo caminho dessa laguna existe algumas termais; a principal fica entrando por uma bifurcação da estrada principal, mais ou menos ha uns 2-3km da cidade. Acabamos não indo, mas vale a pena! Panorâmica da Laguna Huñacota (Luna pode ser vista pro canto direito da foto haha) Os dois passeios são coisa pra metade de um dia; mesmo a laguna e seus muitos km a ser percorridos podem ser feitos em 6 horas tranquilamente. Caso pensem em passar nas termais, saiam mais cedo que conseguem fazer tudo em 8-10h tranquilo. Apesar de ainda existirem outras muitas atrações (pelo menos mais uma laguna e geiseres, além de pueblos próximos) acabamos por optar por descansar e viver um pouco o vilarejo. O esquema é muito familiar e não existem restaurantes; para você almoçar ou jantar, precisa falar em alguma das tiendas com as cholas e marcar um horário que passarão para comer. Fazendo isso em um lugar a cada dia, você conhece diversas famílias e conversa com muitas pessoas. Com isso aprendemos muito sobre o funcionamento da cidade. É literalmente uma comunidade indígena que se urbanizou e semi-modernizou; aqui, todos tem responsabilidade para com o bem público. Todos os meses, no dia 28, as pessoas da cidade se reúnem pra conversar sobre o que tem acontecido, os problemas e as soluções, construções que precisam ser feitas, etc. Também são os proprios moradores que fazem a limpeza das ruas e, pelo que nos foi dito, fazem uma coleta seletiva e o que podem vendem/reciclam em La Paz. Fiz questão de tirar foto da placa de uma das pontes da cidade, por constar essa parada do trabalho popular. O parque, como sabem, tem uma entrada que custa 100bobs por pessoa; infelizmente, pelo que nos foi dito, esse dinheiro não é revertido para a comunidade, apesar do governo entrar com uma parte das obras estruturais, mas ao que parece boa parte é feita pelos próprios moradores. Acho que conhecer mais sobre o pueblo e seus moradores, pra mim, foi um dos pontos altos do rolê e valeu mais que qualquer laguna, geiser ou mirador. Se forem até lá, façam isso! Vista da Tienda America, lugar onde almoçamos algumas boas vezes com a dueña Benigna e conhecemos bastante da cidade. [van] Sajama - Tambo Quemado e [busão] Tambo Quemado - Arica (28/07) Essa foi uma das dificuldades que encontramos, principalmente de encontrar relatos precisos sobre como chegar no Chile a partir de Sajama. Como o lugar é um pueblo e não tem rodoviária nem serviço de transporte que não seja até Patacamaya, o caminho mais fácil e lógico é o de Oruro-La Paz. Se o roteiro de vocês for esse, vão sem medo. Se tiverem como objetivo chegar em Arica, vocês precisam conseguir uma van até Tambo Quemado, que é uma parada de caminhões próxima à divisa Bolivia-Chile. Logo que chegarem na cidade, conversem com alguém da trans-sajama. Demos sorte de conhecer o David, um senhor muito gentil que, por coincidência, iria à Tambo no dia que partiríamos (calhou de ser o dia que tem uma feira de artesanato que eles vão rs). De qualquer forma, não é nada difícil de conseguir uma carona até lá. É preciso chegar cedinho, lá pelas 8h, pois o primeiro busão de La Paz pro Chile começa a passar por ali la pelas 9h30-10h. Pelo que nos disseram são um total de 5 ônibus e, com certeza, um deles vai ter lugar. No nosso caso, o primeiro que passou já tinha exatamente dois lugares vagos e fomos nele mesmo! Por ser internacional, eles aceitam tanto bolivianos quando pesos chilenos; pagamos 100 bolivianos por passagem, se não me engano. Mas é basicamente isso; sem muitos problemas conseguimos chegar no Chile. Ah, importante! na fronteira nos pediram a carteirinha de vacinação internacional de febre amarela; não esqueçam de levar! A viagem dura umas 5h e, logo no começo, passa-se pelo parque Lauca (parque irmão do Sajama do lado Chileno); se tiverem o interesse, vale descer e conhecer e depois pegar outro ônibus, apesar de ser um rolê caro, visto que se paga o preço cheio da viagem duas vezes. Pela janela já é uma ótima visão! Vista da janela do busão do Parque Lauca Enfim, a viagem envolve a descida dos Andes de 4.200m até o nível do mar. Pode se preparar pra bastante sono e vertigem; mas é lindo também e foto nenhuma consegue captar o que se vê com os olhos ali, sem dúvida algo que vale a pena ser feito! Arica (28/07 a 29/07, 1 dia) Chegamos em Arica no meio da tarde. A cidade costaneira do lado do Pacífico fica muito, mas MUITO próxima do Peru. Já no terminal é possível ver ônibus que partem para Tacna, que fica algo como 50km de Arica. Infelizmente não tínhamos tempo, mas nossos planos era ter subido até Cusco, passando por Arequipa, como muitas pessoas fazem. Saímos da rodoviária e estranhamos o asfalto e o trânsito, depois de tanto tempo em Sajama. Ficamos no aribnb do Sebástian e Ricardo, que fica bem pertinho da praia. Coisas que aderimos à dieta quando voltamos: pão com palta (abacate) Arica foi apenas um local pra que a gente voltasse pro Brasil, então nem pensamos muito onde ir ou o que aproveitar. Chegamos de Sajama e só pensamos em cair na cama e dormir. No dia seguinte, arrumamos nossa mala e deixamos tudo pronto pra sairmos à noitinha. Saímos pra explorar a cidade. Arica é uma cidade bem pequena e, ficando onde ficamos, da pra ir e voltar a pé ao centrinho que tem a maior parte das atrações. Dia nublado e na praia, vendo o Pacífico! No fim da noite, combinamos com Sebastian um Uber que nos levaria ao aeroporto e partimos. [aereo] Arica - Santiago (29/07) e Santiago São - Paulo (30/07) De novo passamos a noite no aereo, dessa vez mais cansados ainda. Mas, apesar de tudo isso, voltamos pro Brasil revigorados!
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    É como citei mais acima, não da pra afirmar que vai dar tudo certo ou nao. Depende muito de cia pra cia (algumas fazem vista grossa outras seguem à risca as medidas), se o voo está cheio ou nao e o fator sorte também. Então se for arriscar já tem que estar ciente das possíveis tarifas. Outro detalhe é que despachando na hora sua bagagem nao é etiquetada como lá no balcão do checkin, no máximo colam mais ou menos um etiqueta com seu nome na mochila, se a cola grudar bem, se nao amém. Minha mulher trabalha em cia aérea e diz que nessas horas o pessoal nao importa muito se a etiqueta vai grudar mesmo ou nao, o que eles querem é tirar o voo na hora sem atrasos (com 1 min de atraso a comida de rabo é a mesma como se fosse 15 min, tudo é atraso). Entao se vc pegar um voo direto nao tem perigo da sua mala ser extraviada, caso contrário o risco aumenta consideravelmente. São detalhes que nem sempre paramos pra observar.
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    Venho visitando o Cânion Espraiado na cidade de Urubici em Santa Catarina há alguns meses e a cada expedição tenho uma conexão mais forte com o lugar. Em nossa última visita, fizemos diversas aventuras, desfrutando de momentos épicos em um dos lugares mais incríveis que eu já vi na vida! E para finalizar o final de semana resolvemos aproveitar a vista de um ângulo diferente, instalamos uma rede no meio das montanhas! Tivemos a oportunidade de estar onde ninguém nunca esteve antes, sentado na rede, sentindo o lugar e a energia. Centenasde metros do solo, “flutuando” em meio a imensidão do cânion, se pode ouvir os pássaros, o riacho passando lá em baixo, o vento. Utilizamos os recursos e conhecimentos da nossa prática de highline (que é o slackline nas alturas) para montar a rede. Essa experiência é recomendado para pessoas com conhecimento sobre as técnicas do highline, lembrando que estamos presos e com segurança a todo momento. Todos do grupo quiseram desfrutar um pouco dessa experiência. O Canion é uma propriedade privada onde você só tem acesso mediante a 3 horas de trilha ou com um veículo 4x4. Deixo o convite se quiser conversar e conhecer mais sobre as nossas expedições e aventuras meu Instagram é @angelomaragno
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    Tenho interesse. Mas minhas férias são apartir do dia 15
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    Topo!!! podemos ver ate ITACARÉ - me adc. 11 95856-2823
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    @Rômulo Carvalhaes fala Rômulo blz ? Já tem uma ideia de roteiro ? To querendo ir dia 21/12. me add pra trocarmos ideia. 19 99830-6040
  17. 1 ponto
    Então... Ouvi muito isso antes da viagem: "Você está louco? Todos saindo de lá e você querendo ir? Pois é... Os motivos são diferentes... Estão saindo por falta de condições... E nós indo para fazer turismo... Mas sabe que me senti bem fazendo isso? Vi que é uma forma de ajudá-los... Gastando dinheiro lá, movimentamos a economia e assim criamos condições para que continuem em seu país... O turismo é uma das formas de se reerguerem... Um abraço... Viva o povo Venezuelano...
  18. 1 ponto
    Olá! Estou querendo ir pra lá em fevereiro também. Já tem roteiro? Bjs
  19. 1 ponto
    Oi Flávia! tudo bem? nunca fiz nenhum mochilão, mas pretendo fazer meu primeiro para a América do Sul em jan-2019 e ficar aproximadamente um mês também. Se criarem um grupo me adicionem por favorr (43) 999683233
  20. 1 ponto
  21. 1 ponto
    Galera passei 2 horas lendo o topico todo kkk Estou planejando viajar para australia ano que vem... fica entre 1-2 anos... eu usava uma mochila OCELOT 60l (comprada na argentina em 2011)... recentemente vendi ela porque ja estava ficando velhinha e agora preciso adquirir outra... Eu tava pensando em uma mala, mas nao é muito minha cara... Ai encontrei essa FORCLAZ 70 e FORCLAZ 90 (LINK)... Sera que a Forclaz 90 vai ser MUITO grande?? Nao encontrei as specs no site ... porque uma diferença de R$ 50,00 para 20 litros é muito CxB ao meu ver... e tambem nao li nada sobre a 90l... agradeço a ajuda!!! muita informação util...
  22. 1 ponto
    INTRODUÇÃO Fala galera! Vou relatar aqui a viagem que fiz com um amigo pela Bolívia (La Paz, Uyuni e Copacabana), Chile (San Pedro do Atacama e Arica) e Peru (Arequipa, Chivay, Cusco e Machu Picchu). Um mochilão pela América do Sul sempre fez parte dos meus planos e a ideia se tornou realidade quando outro amigo (Daniel - DSS, também membro deste fórum) topou! Nossa ideia era simples: juntar dinheiro ao longo de um ano, fechar o roteiro e embarcar pra quase um mês de viagem pelos Andes! Para quem curte conhecer extremos, esta viagem é ideal. As paisagens passam de deserto a neve, lagos a mar, cidades caóticas a vilarejos, vulcões a florestas fechadas, centros históricos a centros modernos... Separei o relato por dia para ficar mais simples. Ao final de cada dia, coloquei os gastos detalhados na moeda específica e valor em real (USD: dólar – 1 USD = R$2.18/ B$: boliviano – 1 B$ = R$ 0.30/ $: peso chileno – 250$ = R$ 1 e S/.: novo peso peruano – S/. 1.25 = R$ 1) assim como alguns endereços importantes (como agências e restaurantes), fotos e dicas. A ideia é que pessoas que ainda não conhecem esta região que fica tão próxima se animem e embarquem o mais rápido possível para lá! O mochilão aconteceu entre os dias 21/12/2012 e 13/01/2013. O roteiro da viagem foi o seguinte: PARTE 1 – BOLÍVIA E CHILE Dia 01 – Juiz de Fora (MG) - São Paulo (SP) - La Paz (BOL) Dia 02 – La Paz (BOL): City Tour - Uyuni (BOL) Dia 03 – Uyuni (BOL): Salar de Uyuni Dia 04 – Uyuni (BOL): Lagunas Altiplânicas Bolivianas Dia 05 – Uyuni (BOL): Geysers - San Pedro do Atacama (CHI) Dia 06 – San Pedro do Atacama (CHI): Laguna Cejar, Ojos del Salar & Laguna Tebinquinche Dia 07 – San Pedro do Atacama (CHI): Salar de Pujsa & Salar de Tara Dia 08 – San Pedro do Atacama (CHI): Salar de Atacama & Lagunas Altiplânicas Chilenas Dia 09 – San Pedro do Atacama (CHI): Passeio de bike & Valle de la Muerte/Valle de la Luna Dia 10 – San Pedro do Atacama (CHI): Subida ao Vulcão Lascar PARTE 2 – PERU Dia 11 – San Pedro do Atacama (CHI) - Arica (CHI) - Tacna (PER) - Arequipa (PER) Dia 12 – Arequipa (PER): City Tour Dia 13 – Arequipa (PER) - Chivay (PER): Valle del Colca Dia 14 – Chivay (PER) - Arequipa (PER) Dia 15 – Arequipa (PER) - Cusco (PER): City tour e Sítios Arqueológicos Dia 16 – Cusco (PER): Salineras de Mara & Moray Dia 17 – Cusco (PER): Pisac e Ollantaytambo - Pueblo de Machu Picchu (PER) Dia 18 – Pueblo de Machu Picchu (PER): Machu Picchu - Cusco (PER) Dia 19 – Cusco (PER): City tour - Copacabana (BOL) PARTE 3 - BOLÍVIA Dia 20 – Copacabana (BOL): City tour Dia 21 – Copacabana (BOL): Isla del Sol Dia 22 – Copacabana (BOL) - La Paz (BOL) Dia 23 – La Paz (BOL) - Estação de esqui mais alta do mundo, Chacaltaya Dia 24 – La Paz (BOL) - Downhill de bike pela Estrada da Morte Dia 25 – La Paz (BOL) - São Paulo (SP) - Juiz de Fora (MG) Este incrível video foi feito pelo Daniel, com imagens do mochilão.. Ele mostra muito bem o que foi esta viagem!! Antes de começar o relato detalhado, vou falar de algumas dicas gerais: 1) Por ser uma região com uma altitude bem elevada, todo mundo que não está acostumado acaba sofrendo com o "mal da altitude" também conhecido como soroche. Os sintomas são basicamente enjoo e falta de ar (subir três degraus já é um sofrimento!). Mas com o tempo você acaba se adaptando! 2) Nunca confie que seu cartão de crédito vai funcionar. Nossos cartões não eram aceitos no Peru (nos disseram que nenhum cartão com chip funciona por lá, mas não sei) e isto quase foi um pesadelo para a viagem. Tivemos que recorrer ao Western Union. Então a dica é sempre levar dinheiro vivo. 3) Ao levar dólares, sempre lembrar de levar notas intactas! Qualquer rasgadinho já é motivo para o vendedor não aceitar o dinheiro. 4) Na entrada de cada país, todo mundo preenche um documento na alfandêga e acaba ficando com um canhoto. Nunca jogue este canhoto fora! Guarde sempre em local seguro. Você terá que devolvê-lo ao sair do país e caso você perca, terá que pagar uma multa! 5) Por não ter taxímetro, o preço da corrida do taxi deve ser combinado antes. E pode ser que este preço mude ao longo do trajeto (dependendo de como está o trânsito, por exemplo). Por isso é importante que o preço fique bem claro!! 6) Antes de fechar a diária em hostels/hotels, sempre peça para ver o quarto antes! E sempre confira se a água do chuveiro é quente mesmo! 7) Um grande problema das viagens de ônibus é a segurança. Ouvimos diversos casos de pessoas que foram roubadas enquanto dormiam. Então é importante se atentar para algumas dicas: o preço da passagem de ônibus não é tão cara assim, então sempre tente comprar de empresas melhores (indico algumas neste relato); sempre coloque cadeado nas mochilas; nunca coloque sua mochila no chão do ônibus... tente mantê-la sempre no seu colo; 8 ) Pechinche! Pechinche em tudo... Passagens, compras, hotéis... Conseguimos bons descontos por sermos brasileiros e por chorarmos descontos... Talvez seja por isso que os brasileiros são famosos por serem mãos-de-vaca! 9) Eu não sou fluente no espanhol, mas mesmo assim deu pra me virar tranquilamente! E também dava para recorrer ao inglês quando a coisa pegava... 10) Não deixe de conhecer os seguintes lugares: a) Machu Picchu (o lugar é mágico), b) Vulcão Lascar (a escalada não é tão impossível assim), c) Downhill Estrada da Morte (é surreal!!!), d) Laguna Tebinquinche, e) Isla del Sol (outro lugar mágico!) e f) Salar de Uyuni. Já não considero tão interessante assim conhecer o Valle del Colca (a única vantagem é a de conhecer os famosas terraças... De resto, é um tour com o único intuito de tirar dinheiro de turista) Os gastos finais com cada país foram o seguinte: Passagem e outros gastos - Brasil R$ 1252 Bolivia - R$ 761 Peru - R$ 1354 Chile- R$ 1075 Total - R$ 4442 - (sem contabilizar gastos com roupas) Bora detalhar a viagem então! Observação: As fotos que postei aqui são minhas e também do Daniel (DSS). Aproveitando o espaço, obrigado Daniel pela dedicação aos preparativos do mochilão! PREPARATIVOS Escolhemos a empresa aérea Boliviana de Aviación por ter sido o melhor preço encontrado na época. Compramos as passagens em junho/2011 e pagamos R$ 837,42 pelos trechos: (IDA) São Paulo  Cochabamba (BOL)  La Paz (BOL) e (VOLTA) La Paz (BOL)  Santa Cruz de La Sierra (BOL)  São Paulo. Por ser uma empresa nova, ficamos um pouco receosos, mas o resultado foi incrivelmente dentro do desejado. O atendimento de bordo é excelente (principalmente quando comparado aos encontrados em empresas brasileiras) e tivemos apenas alguns problemas “normais” com atrasos. Eu comprei minhas passagens por telefone via depósito bancário (Banco Itaú) e acabei não pagando uma taxa que meu amigo pagou por ter comprado pela Internet. Além disso, verificamos se estávamos em dia com as vacinas. É importante que todo viajante tenha vacina contra febre amarela (pelo menos 10 dias antes da viagem) e no aeroporto mesmo ele deve pegar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) junto ao posto da ANVISA. Em nenhum momento da viagem nos pediram para apresentar este certificado. Mas é melhor não correr o risco! É de graça e bem rápido para fazer... Também fizemos um plano de assistência médica, mas felizmente não precisamos usá-lo. E finalmente, para tentar amenizar os efeitos de altitude (quase 4.000 metros lá nos Andes), tomamos o acetazolamida (famoso Diamox) um dia antes de embarcar (e continuamos tomando na viagem). GASTOS: Passagem SP – La Paz & La Paz - SP - R$ 837.42 Seguro saúde - R$ 130.20 Total - R$ 967.62 Dia 1 (20/12/2012) – Juiz de Fora (MG) - São Paulo (SP) - Chochabamba (BOL) - La Paz (BOL) Primeiro dia do mochilão! E ele não poderia começar melhor: uma viagem de mais ou menos seis horas de Juiz de Fora até o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Isto na verdade foi fichinha perto da duração das viagens que estávamos prestes a enfrentar... Ao chegar ao aeroporto, fizemos os procedimentos padrões para o embarque e depois de muito consultar, compramos bolivianos (dinheiro, claro!) para facilitar a chegada à Bolívia. E já no aeroporto começamos a sentir o efeito do acetazolamida (Diamox®): pedimos um refrigerante e achamos que ele estava com muito gás. Pedimos para trocar e o mesmo problema continuava. Só depois fomos perceber que este era um dos efeitos do remédio... Depois de uma longa espera que incluiu dormir no aeroporto junto com bolivianos, pegamos nosso voo em direção ao nosso primeiro destino: Chochabamba, na Bolívia! Mais ou menos depois de três horas de viagem, chegamos ao Aeropuerto Intl. Jorge Wilstermán em Cochabamba. Lá mesmo já passamos pela bagunça chamada Imigração Boliviana: ninguém faz fila, todo mundo gritando, nosso voo para La Paz quase saindo, portunhol ainda arranhando... Enfim, conseguimos embarcar para La Paz (com a ajuda de uma funcionária que correu com a gente pelo pátio onde o avião estava). Pouco tempo depois já estávamos no El Alto Aeropuerto (principal acesso para La Paz). O procedimento para pegar um táxi lá é bem tranquilo: você é abordado por meia dúzia de taxistas e negocia o valor ali, sem taxímetro. Fechamos por Bs 15,00/pessoa e então seguimos para nosso hostal que pretendíamos ficar (Hostal Copacabana). O aeroporto fica realmente no alto (4.150 metros de altitude) e no caminho você pode ver La Paz lá “embaixo”. Fomos para Avenida Illampu, chegamos ao hostal e fechamos uma noite. O efeito da altitude já havia se manifestado: Daniel passando muito mal durante a noite (com direito a sonho de invasão de aranhas). Para quem ter alergias como eu, o primeiro susto já chega: cobertores grossos que nunca foram lavados! Mas o cansaço foi tanto que isto foi só um detalhe... Com duas horas a menos, fomos dormir para tentar aproveitar ao máximo o primeiro dia em La Paz. ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Hostal Copacabana - Hostal Copacabana - Av. Illampu #734. GASTOS: Passagem Juiz de Fora - São Paulo - R$ 85 Transfer Rodoviária - Aeroporto Guarulhos - R$ 35 Lanche Aeroporto de Guarulhos - R$ 50 Taxi Aeropuerto El Alto - La Paz - B$ 15 = R$4.54 Total - R$ 174.54 Dia 2 (21/12/2012) – La Paz (BOL): City Tour – Uyuni (BOL) Um dos dias mais corridos do mochilão. Acordamos e já fomos para Avenida Illampu comprar o material que iríamos usar ao longo da viagem (principalmente roupas para o frio). Deixamos para comprar em La Paz porque sairia mais barato do que no Brasil. No café da manha já recebemos uma dica de alguns brasileiros: correr para Illampu e comprar roupas de marcas famosas, como The North Face, com as cholitas (nunca as chame de cholas! Dizem que é ofensivo...) que estão espalhadas pelas calçadas. A dica é ir até às 09 da manhã e se preparar para chegar a um acordo sobre o preço. O povo brasileiro do hostal nos disse que estas roupas são originais e estas peças são usadas como pagamento destas cholitas que trabalham nas fábricas. Outras pessoas já falaram que eram “réplicas”. Não sei qual é a verdade... Mas acabamos não comprando nada. Depois desta primeira aventura, fomos a algumas lojas “oficiais” para compras. Com uma boa negociada, consegui comprar mochila, Anorak, luvas impermeáveis, bota, gorro, segunda pele e outros acessórios para o frio. O preço é geralmente dado em dólar com uma cotação indicada pelo próprio dono da loja (mas geralmente não é muito mais que a cotação real). La Paz é uma bagunça. Não tem sinal de trânsito, é uma mistura de pessoas, carros, cachorros e o povo boliviano parece ser um pouco fechado... Mas são apaixonados pelo Brasil (principalmente o futebol). Depois da longa manhã fazendo compras, tiramos a tarde para conhecer um pouco da cidade. Tomamos café no famoso Alexander Coffee (há vários espalhados pela cidade) e seguimos nosso tour caminhando pelos principais pontos ali mesmo no centro. Primeiro conhecemos a Iglesia de San Francisco e depois a Plaza Murillo, com a sede do governo boliviano, muitos pombos e crianças e uma igreja. Cuidado com uma senhora nesta igreja que te coloca um broche sem pedir licença e te cobra B$ 5 por isso... Se você falar não, ela despeja umas cinco frases incompreensíveis e ameaçadoras... Finalmente conhecemos a colorida e pequena Calle Jaen. E esta rua já era caminho para a rodoviária, nossa próxima parada. Precisávamos encontrar a empresa de ônibus Todo Turismo para fecharmos nossa ida até o vilarejo de Uyuni, ao sudoeste da Bolívia. Demoramos mais tempo do que desejado para acharmos esta empresa. Em uma dessas procuras fomos descansar e comprar água na rodoviária e a mistura do espanhol, mal de altitude e confusão de dinheiro me fez pagar 6 dólares em uma mísera garrafa de água mineral. Parece que ninguém faz ideia de onde fica a Todo Turismo e quando já estávamos sem esperanças, encontramos a porta de vidro do escritório deles (fica realmente de frente para a rodoviária. Só atravessar a avenida). E chegando lá recebemos a feliz notícia de que não haveria tour pelo Salar durante o Natal e nossa única opção seria embarcar ainda nesta noite para Uyuni. Com esta inesperada mudança nos planos, compramos nossa passagem que seria feita em um ônibus com semi-leito, jantar/café da manha e calefação (as saídas são diárias com um único horário: 21h). Depois da passagem comprada, pegamos um táxi e corremos para a Illampu. Uma dica sobre táxi em La Paz: o motorista pode aumentar o preço da corrida se o trânsito estiver pesado... Jantamos no El Viajero e seguimos para o hostal arrumar as malas e descansar um pouco. No horário previsto (uma hora antes da saída do ônibus), chegamos ao escritório da Toda Turismo. Depois de um “pequeno atraso” no embarque, pegamos o ônibus às 22:30h lotado de turistas e malas. No ônibus todo mundo recebe um travesseiro e um cobertor. Neste ônibus encontramos com uma brasileira que vimos no aeroporto ainda em Guarulhos. Estou mencionando isto porque ela vai ser importante em um ponto do relato... Ela estava na poltrona de trás no ônibus e mesmo vendo que éramos brasileiros, ela fez questão de falar espanhol quando o Daniel pediu permissão para abaixar a poltrona... O efeito do dramim já estava pegando, mas mesmo assim consegui jantar: frango com arroz e um molho que não me lembro. É meio complicado equilibrar o prato no suporte da poltrona e comer meio dormindo, mas consegui... ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Loja Tattoo - Av. Illampu #838 2) Loja Fair Play - Av. Illampu, quase esquina com a Calle Mariano Graneros. 3) Alexander Coffee - Calle Potosi #1091; Av. 20 de Octubre #2463; Av. 16 de Julio #1832. 4) Restaurante El Viajero - Não encontrei o endereço dele na Internet. Talvez porque ele é bastante simples. 5) Agência Todo Turismo - Av. Uruguay # 102, Building Paola. Site: http://www.todoturismo.bo/index.php GASTOS: Hostal Copacabana - 24 USD = R$ 52.32 Café Alexander Coffee - B$ 10 = R$ 3.03 Lanche + Almoço El Viajero - B$ 20 = R$ 6.06 Passagem La Paz - Uyuni (Todo Turismo) - B$ 230 = R$ 69.69 Compras roupas - 395 USD = R$ 861.1 Total - R$ 992.2 Dia 3 (22/12/2012) – Uyuni (BOL): Salar de Uyuni Por volta das nove horas da manhã chegamos a Uyuni (parece que 50% dos habitantes são guias). O vilarejo de Uyuni é a porta de entrada para conhecer o Salar de Uyuni (o maior deserto de sal do mundo) e as Lagunas Altiplânicas bolivianas. O ônibus deixa em uma rua já lotada de agenciadores de passeio e a confusão lá é muito grande. Todos te oferecendo pacotes e ameaçando que as vagas estavam acabando e por ser quase Natal, ninguém iria fazer o passeio (depois descobrimos que isso era mentira!). Fomos com a ideia de fechar pela agência Cordillera (por indicações). Não fazíamos ideia de onde ficava a rua onde a agência estava localizada e fomos inocentes ao confiar nas direções dadas pelos outros agenciadores. Claro que foram informações falsas que nos fizeram rodar pelo pequeno vilarejo com mochilões pesados. Já estávamos preocupados com o horário e o nervosismo começou a bater... Mas depois de um tempo, encontramos a tal agência e fechamos o passeio que seria de três dias e duas noites e incluiria Salar de Uyuni & Lagunas Altiplânicas, duas noites em hotel e alimentação. Para o terceiro dia de tour, o trajeto seria Geysers  Lagunas Verde  Laguna Blanca  San Pedro de Atacama (CHI). Fomos informados que havia um protesto entre dois grupos no sul da Bolívia que iria impedir a ida a estas lagunas e consequentemente atravessar a fronteira (próxima à Laguna Verde). A opção seria fazer outra rota que incluiria voltar pelo caminho que iríamos e passar por outra alfândega (Ollagüe). Fizemos o passeio com mais quatro pessoas: duas brasileiras (Paola e Maria), uma australiana (Steph) e um sul africano (Andrew). Nosso motorista foi o Félix e tirando alguns imprevistos (detalhados abaixo), ele foi um bom condutor/guia. Neste tempo de espera, aproveitamos para fazer algumas compras para a viagem: água, biscoito, folhas de coca... O passeio saiu por volta das 10:30h e já de cara tivemos o primeiro imprevisto: fomos parados em uma blitz boliviana. Os policiais não queriam deixar o carro sair... Tinha muita coisa fora de ordem: não havia cinto de segurança para todos, sem extintor de incêndio e o Félix nervoso com os policias. Pronto. Todo mundo já achando que o tour seria cancelado. Eis que o Félix sai do carro, tira um bolo de bolivianos do bolso e nós somos liberados na maior tranquilidade. Ele não quis comentar sobre o assunto, mas claro que percebemos (talvez por sermos brasileiros) o que havia acabado de acontecer ali. Depois de uns minutos, chegamos à primeira parada da viagem: Cemitério de Trens. É um lugar legal, mas perto de tudo que nos aguardava, acabou sendo sem graça. Mas como estava incluso no passeio, nos esprememos entre turistas para tentar as melhores fotos. Depois desta parada, vem uma parada estratégica no povoado de Cochani. Um vilarejo cheio de barracas de artesanato e se pode comprar artesanato feito de sal (comprei um imã que acabou sendo destruído com a umidade brasileira). Depois de lá, seguimos para o Salar de Uyuni. Bons óculos de sol são indispensáveis! A imensidão branca que se une ao céu é incrível! Félix parou no meio do deserto de sal para que pudéssemos tirar fotos (e as famosas fotos em perspectiva) e depois fomos para o círculo no salar onde ficam as bandeiras de diversas nacionalidades. Logo após, seguimos para a Isla del Pescado. Esta ilha fica no meio do Salar e é preciso pagar uma taxa para ter acesso ao local. Antes de entrar na ilha, provamos o almoço preparado pelo Félix: quinoa, salada e vaca. Mas tarde fui descobrir que fomos enganados e que a carne era na verdade de lhama. É uma carne com um gosto mais forte e mais consistente. Depois do almoço, seguimos nossa “escalada” até o topo da ilha. É bem cansativa... Mas conseguimos chegar até lá e visão de lá é ainda mais incrível! Hora de descer e seguir viagem para o hotel. O hotel fica em um pequeno vilarejo, fora do salar. É um hotel todo feito em sal (inclusive as camas), quase sem energia e sem acesso a qualquer meio de comunicação. São quartos duplos com apenas um banheiro com água quente para todo mundo. A fila se forma cedo e como você tem que pagar extra pelo banho quente, você acaba sendo fiscalizado pela “simpática” dona do hotel! É a mesma que pega sua câmera para carregar, mas grita se você invadir sua cozinha procurando por ela. A dica é: antes de ir para seu quarto já peça para que esta senhora carregue seus aparelhos eletrônicos! Tomei banho e o jantar já estava servido na sala: sopa, frango com batata frita e de brinde, uma garrafa de vinho!! ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Agência Cordillera - Av. Ferroviaria. Site: http://cordilleratraveller.com/ GASTOS: Compras mercado - B$ 20 = R$ 6.06 Passeio 3 dias/ 2 noites Uyuni/Lagunas - Cordillera - B$ 930 - R$ 281.81 Entrada Isla del Pescado - B$ 30 - R$ 9.09 Banho hotel de sal - B$ 10 - R$ 3.03 Total - R$ 299.99 Dia 4 (23/12/2012) – Uyuni (BOL): Lagunas Altiplânicas Bolivianas Acordamos muito cedo e fomos para a sala para o café da manha. Várias mesas preparadas e como fomos os primeiros, corremos para a melhor (uma que tinha dulce de leche argentino e suco de pêssego). Sentamos, abrimos tudo e percebemos que algo estava errado. O dono do café e outro motorista vieram nos falar (nervosos) que aquela mesa não era nossa. Cada motorista prepara uma mesa para seu grupo. Claro que houve uma calorosa discussão matinal... Sorte que deu tempo de comer um pouco do doce! Acabamos nosso café (metade roubado, metade nosso), colocamos as malas no carro e seguimos para as lagunas. A primeira parada foi na Laguna Canapa. Por ser a primeira laguna, a surpresa foi muito grande. Foi o primeiro encontro com os muitos flamingos... Depois de uns minutos seguimos para a Laguna Hedionda. Outra laguna bonita, mas o tempo estava bem fechado. Mesmo assim conseguimos fotografar e continuar a viagem. Como já estava chovendo, o Félix não quis parar na Laguna Honda e no Monte de Siete Colores (foi uma pena porque o lugar é um dos mais fantásticos do altiplano!). Com a trégua da chuva, paramos nos Arbol de Piedra (muito vento, muito frio) e depois seguimos para o almoço. Só não sabia que o almoço seria no meio do deserto, com um vento forte e temperatura negativa... O Félix não deixou ninguém almoçar no carro e por isso tivemos que comer o frango com pasta no frio. Foi o almoço mais rápido da viagem e já corremos para a Laguna Colorada. No caminho para a Laguna, em uma dessas passagens cheia de pedras que obrigava o carro a ir bem devagar, encontramos com aquela nossa amiga brasileira que gostava de falar espanhol no ônibus. Ela estava em um momento de reflexão: urinando no meio das pedras. Quando ela viu o carro chegando, ela tentou simular naturalidade, mas todo mundo já estava rindo pra caramba... Belo reencontro! Chegamos à Colorada e logo veio uma das únicas decepções da viagem: com o tempo fechado, a laguna não estava tão vermelha. Tentamos negociar com o Félix uma volta no outro dia, mas ele foi direto: sem chances. Ele deu a opção de irmos até o outro mirante da laguna e assim fizemos. O tempo estava melhor e deu para fazer uma caminhada ao redor da laguna. Sem chances de conseguir uma laguna mais vermelha acabamos indo para o acampamento. O acampamento fica em uma região totalmente isolada. Ficamos nós seis no mesmo quarto e o lugar estava praticamente vazio. Não tem opção de banho (mesmo frio) e a única alternativa então foi tomar banho na pia com lenços umedecidos. Depois desta batalha, corremos para o alto de um monte próximo ao acampamento para ver o por do sol. E quando se fala em correr em altas atitudes, o sofrimento é triplicado. Falta de ar misturado com um frio sinistro! Descemos para nosso jantar (sopa de entrada e macarrão com queijo) e conhecemos uma colombiana bem gente fina... Antes de ir dormir, o Félix veio nos falar que teríamos que acordar cedo para seguirmos para a fronteira com o Chile e por conta disto, acabaríamos não indo aos Geysers. Claro que todo mundo ficou indignado. Depois de uma pequena discussão (incluindo ameaças de ligações para Cordillera – mesmo sem sinal para celular), o motorista aceitou nos levar lá. Como iríamos acordar cedo, já decidi vestir minha roupa de frio... Melhor coisa a ser feita. É acordar quente e sem precisar desprender energia em se encapotar... Dia 5 (24/12/2012) – Uyuni (BOL): Geysers - San Pedro do Atacama (CHI) Natal! Nada melhor do que acordar às 3h da manha! Nos arrumamos rápido e corremos pro carro. Sem motivos para ficar nervoso, o Félix nos levou até os Geysers. A regra é clara: não chegar, nem entrar no círculo de fumaça dos geysers. Foi um dos momentos mais frios da viagem. Tão frio que os flashes das câmeras não funcionavam (ainda não entendi o porquê). Conseguimos tirar algumas fotos no escuro e voltamos para o acampamento antes do nascer do sol. Tomamos um café rápido e já corremos pra fronteira Bolívia-Chile. Na volta, paramos novamente na Laguna Hedionda para tirarmos as últimas fotos. Seguimos viagem e chegamos à alfândega boliviana. O procedimento de saída é simples: pegue seu passaporte com um formulário de entrada (que recebemos no avião), junte com mais B$ 15 de propina e dê aos policiais de fronteira. Nunca tente discutir sobre a ilegalidade deste pagamento... E nunca jogue este formulário fora... Nossa amiga jogou o dela e teve que pagar B$ 300 de multa (ou bônus de natal) para os policiais. Depois deste procedimento, fomos colocar nossas malas no ônibus da Cordillera que já estava nos esperando para seguir até San Pedro do Atacama. Preenchemos uns formulários chilenos e seguimos de ônibus até a alfândega. O motorista coloca todo mundo em fila (com preferência pros que estão passando mal) e tivemos nossos passaportes carimbados. Depois seria a hora de revistar as bagagens. Joguei tudo que era orgânico fora (incluindo as folhas de coca) e ficamos ali esperando os policiais almoçarem... Depois de mais ou menos uma hora de espera, começou a revista. Eles basicamente enfiam a mão nas mochilas e te mandam seguir viagem. A viagem foi muito cansativa. Mais ou menos cinco horas de viagem, espremidos em uma cadeira que mal cabia uma perna. A diferença entre a Bolívia e Chile é marcante logo de início: alfândegas mais organizadas, rodovias bem estruturadas e clima mais seco. Chegamos à Callama (CHI) e fomos para uma lanchonete comer: papas fritas, hot dog com abacate e coca-cola. Sacamos dinheiro em um caixa na lanchonete e a confusão com o câmbio já tinha começado. 250 pesos chilenos ($) equivaliam aproximadamente à R$ 1. Era estranho pagar 1000 $ em uma água ou sacar 100.000 $ de uma vez só... A viagem ainda não tinha terminado ainda e seguimos então para San Pedro do Atacama (SPA). SPA é quase um oásis no meio do deserto e o vilarejo se resume praticamente à Calle Caracoles. Foi ali que o ônibus nos deixou e fomos recepcionados por dois caras, donos de um albergue. Como não tínhamos reservado nenhum hotel (como em toda a viagem), juntamos eu, Daniel, Paola e Maria e acabamos aceitando conhecer o hostal deles (Hostal Laskar). Ficamos meio receosos, mas o preço estava muito bom perto do normal para a cidade: 6.000 $/pessoa com banheiro privado. Ele fica um pouco afastado do centro (cerca de 20 minutos caminhando), mas valia a pena. O banho era para ser quente, mas foi frio. E isso não é muito interessante quando se fala em noite em deserto. Acho que o segredo é ficar pulando debaixo do chuveiro... Como era noite de natal, fomos todos cear no Restaurante Casa de Piedra: lomo a lo pobre com vinho chileno! É um restaurante razoável perto dos outros da cidade... Na hora de pagar tivemos mais uma confusão: não tinha dinheiro trocado e a caixa não quis aceitar. Depois de uma pequena insistência ela acabou aceitando... Fomos para o hostal e como o quarto privado só cabiam três pessoas, eu fui sorteado para ir pro quarto coletivo! Foi bem tranquilo... Minha cama ficava a meio metro do teto, de dez em dez minutos chegava um hóspede bêbado e depois das quatro da manhã começava a chegar ônibus de tour. ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Hostal Laska - O hostal não tem site e não encontrei o endereço. Mas vale a pena procurá-lo! Fica próximo ao cemitério da cidade. 2) Restaurante Casa de Piedra - Av. Caracoles #225. GASTOS: Propinas para policiais bolivianos - B$ 15 - R$ 4.54 Jantar Casa de Piedra - 9000 $ - R$ 36 Total - R$ 40.54 Dia 06 – San Pedro do Atacama (CHI): Laguna Cejar, Ojos del Salar & Laguna Tebinquinche Primeiro dia em SPA. Eu e Daniel tiramos o dia para conhecer a cidade enquanto Maria e Paola passeavam de bike pelo Valle de La Luna. Tivemos café da manha no Saloon (hostal não dava café) e fomos procurar a agência Maxim Experience para fecharmos os passeios pelo Salar de Tara, Salar de Atacama e Lagunas Altiplânicas Chilenas para os próximos dias. E depois fomos até a Ecoandino e fechamos um tour pelas Lagunas Cejar e adjacências para aquela tarde. Tomamos o famoso sorvete na Heladeria Babalu e almoçamos um sanduíche seco de frango com tomate no Saloon (péssimo atendimento, péssima qualidade dos pratos). Depois corremos para agência pegar nosso ônibus para Cejar (passeios sempre saem por volta das 16h). O passeio foi guiado por uma menina bem simpática que fazia piadas com uns paulistanos do ônibus. A primeira parada foi na Laguna Cejar (paga-se uma taxa de entrada). Este é o segundo corpo d’água mais salgado do mundo (perde só para o Mar Morto) e por conta disso, é possível boiar! Pena que estava empilhada de turistas... O segredo é ir para uma pequena laguna próxima à Cejar! Ela é mais funda e quase ninguém vai nela (se você boia não tem porque ter medo...). Outra coisa: leva muita água para tirar o sal do corpo! Não tem aqueles chuveirões de praia lá e como levei pouca água, fiquei com uma generosa crosta de sal... Depois desta laguna, o ônibus segue para os Ojos del Salar. São dois olhos de água no meio do deserto. Um é destinado para mergulho e outro para fotos. Tinham dois caras nadando livremente no Ojo errado e claro que eram brasileiros! Finalmente o ônibus seguiu para o último destino: Laguna Tebinquinche. De lá iríamos ver o por do sol. É sem duvida o top 3 de lugares incríveis da viagem! Uma mistura de cores com o vulcão Lincancabur ao fundo. Tudo muito surreal! Terminamos tomando o não-tão-bom-mas-tradicional pisco. Pra fechar o dia, fomos ao Café Adobe para jantarmos. Parece ser o melhor restaurante de SPA e curti bem o atendimento de lá! Comi um Pollo Merquen Chancaca e de sobremesa (a melhor sobremesa que já comi), um Tres Leches (não deixem de experimentar!). A maioria dos restaurantes em SPA tem uma “fogueira” no meio. Prepare-se para ficar com cheiro de fumaça...A noite terminou com todo mundo morto de cansaço, dormindo cedo... Uma última dica: tudo na Caracoles é mais caro. Ficamos sabendo que comer fora dela ficava mais barato. ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Agência Ecoandino - Caracoles #317, locas 13, Galeria El Peral. 2) Heladeria Babalu - Av. Caracoles #160 3) Café Adobe - Av. Caracoles #211 GASTOS: Café da manha Saloon - 3500 $ - R$ 14 Passeio Laguna Cejar – Ecoandino - 15000 $ - R$ 60 Sorvete Heladeria Babalu - 3000 $ - R$ 12 Entrada Laguna Cejar - 1500 $ - R$ 6 Jantar Café Adobe - 16000 $ - R$ 64 Total - R$ 156 Dia 07 – San Pedro do Atacama (CHI): Salar de Pujsa & Salar de Tara Acordamos às 7h e nos despedimos da Maria e Paola que estavam seguindo viagem para Arequipa. O dia seria dedicado ao Salar de Tara... Ficamos esperando nossa van e ela nos pegou pontualmente na porta do hostal. Fomos com mais três brasileiros: Silvia e os dois nadadores do Ojo proibido: Guilherme e Fernando, juntamente com motorista/guia francês Nicholas. Nicholas estava fazendo um mochilão pela América do Sul de moto com sua namorada (que também trabalha na Maxim Experience) e estava trabalhando em SPA para juntar dinheiro. Por também ser mochileiro, este guia era mais flexível, ficava mais tempo nas paradas e ainda de quebra ia pra lugares que não estavam no roteiro. A primeira parada foi no Mirador de Quepiaco, onde é possível observar o típico Bofedal Andino. Lá eu fiz a primeira oferenda da viagem. Não matei nenhuma virgem andina aos pés do Licancabur... Fiz apenas um monte de pedras como agradecimento aos deuses (é possível ver estes montes espalhados por todos os lugares nos três países que visitamos! Eles levam esta tradição muito a sério). Oferenda feita, seguimos para um lugar extra e fora do roteiro (ideia do Nicholas): Salar de Pujsa. Ele fica dentro de uma reserva natural e por não ser turística, estava totalmente vazia. Foi ali que tivemos nosso café da manhã. O lugar é lindo! Vale muito a pena tentar fechar o passeio com o Nicholas (se ele ainda não partiu pra seu mochilão) e pedir para ele incluir este salar no tour. Seguimos então viagem para o Salar de Tara! Paramos nos Monjes de La Pocana e depois as Catedrais com o mirante. Ao longo do caminho vimos lhamas, vicunhas, emas... Incrível, incrível! Chegamos ao Salar de Tara... É um lugar impressionante! Almoçamos no salar (cup noodles, atum e tomate) e voltamos para SPA (mais ou menos três horas de viagem). Chegamos ao final da tarde e recebemos sinceros agradecimentos do Nicholas por proporcionarmos a ele a chance de ter um trabalho tão maravilhoso! Tiramos o resto do dia para passear pela cidade e comprar nossas passagens para Arica (CHI) na TurBus. Escolhemos o semi-leito e mesmo tendo comprado com uma considerável antecedência, quase não tinha passagens! ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Maxim Experience - Calle Caracoles #174. Site: http://www.maximexperience.cl/ 2) TurBus - Calle Licancabur #294. Site: https://www.turbus.cl/wtbus/indexCompra.jsf GASTOS: Passeio Salar de Tara – Maxim Experience - 45000 $ - R$ 180 Lanche Saloon - 2500 $ - R$ 10 Passagem SPA - Arica - 27000 $ - R$ 108 Total - R$ 298 Dia 8 (27/12/2012) – San Pedro do Atacama (CHI): Salar de Talar & Lagunas Altiplânicas Chilenas Acordamos às 06:30h para conhecer o Salar de Talar e as Lagunas Altiplânicas. Pontualmente às 7 da manhã nosso ônibus chegou e embarcamos com mais cinco franceses e um guia argentino, Víctor. Tomamos café em um povoado chamado Socaire e depois partimos para o Salar de Talar (também conhecido como Salar do Atacama). Este é o terceiro maior salar do mundo e deve ser o mais frio... As montanhas deste salar tem um aspecto “nevado” bem legal... Depois de uma sofrida caminhada no vento e frio seguimos para as Lagunas Altiplânicas. São duas lagunas (Miscanti e Miniques) que ficam a mais ou menos 4.220 metros de altitude. Ambas pertencem à Reserva Nacional Los Flamencos. Pagamos uma taxa de entrada e a primeira laguna visitada foi a Laguna Miscanti. Ela fica localizada aos pés do vulcão Minique e tem uma cor azul escura com uma barreira negra de macroalgas. Nesta laguna vimos (claro) muitos flamingos e vicunhas! Todo o turismo chileno é feito praticamente dentro de cercas. Nesta laguna, por exemplo, havia caminhos de pedras destinados aos turistas. Nunca tente ultrapassar este caminho... Nem mesmo para tirar uma foto rápida de algum flamingo... Depois desta laguna, seguimos para a Minique. É uma laguna menos interessante, mas nosso guia disse que ela é importante por ser o refúgio de um pássaro ameaçado. Na volta para SPA, almoçamos no vilarejo de Socaire (quinoa, tomate e pollo) e depois do almoço fomos para a Laguna Chaxa (refúgio dos flamingos). Esta laguna não é a mais bonita e não vejo muito motivo para visitá-la. Mas já que estava no pacote... Na volta do tour, passamos pelo vilarejo de Tocanao e o guia para em uma igreja construída no século XXI, feita de cacto. Também fomos surpreendidos por duas lhamas (mães e filha) na porta de um mercadinho. Elas invadiam o mercado e só saiam quando a dona abria um pacote de salgadinho para elas! Espertas... Chegamos a SPA e tiramos o restante do dia para comprarmos souvenir para o povo do Brasil e alugarmos a Bike para o passeio do dia seguinte. Alugamos na Tour H2O Es O2 uma bike intermediária por um dia. Eles fornecem informações básicas sobre o uso dela, um mapa da cidade e arredores e uma câmara de ar reserva. Depois fomos fechar nosso tour de subida ao vulcão Lascar. Várias empresas fazem a subida, mas confiamos na Maxim Experience. Já havíamos fechado todos os passeios com eles e a vantagem é que eles fechavam a subida só comigo e o Daniel, sem precisar completar grupo. O preço inclui roupas especiais para o frio, bastões de trekking e lanches. Tivemos uma conversa com nosso guia (Felipe), que nos passou algumas dicas. Depois da conversa, seguimos para Delicias de Carmen, comemos uma pizza de toucino e fomos para casa. Não sei qual a atração que existe entre cachorro e bicicleta, mas fui atacado por uns 10 enquanto ia pra casa... No meio da praça principal. ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Tour H2O Es O2 - Calle Caracoles #295-A. 2) Restaurante Delicias de Carmen - Gustavo Le Paige #370. GASTOS: Passeio Lagunas Altiplânicas/Sala do Atacama - Maxim Experience 45000 $ 180 Compras de presentes - 10500 $ - R$ 42 Restaurante Delicias de Carmen - 3500 $ - R$ 14 Entrada Lagunas Altiplânicas - 1500 $ - R$ 6 Entrada Laguna Chaxa - 2500 $ - R$ 10 Aluguel Bike - Tour H2O Es O2 - 4000 $ - R$ 16 Total - R$ 268 Dia 9 (28/12/2012) – San Pedro do Atacama (CHI): Passeio de bike & Valle de la Muerte/Valle de la Luna O dia começou um pouco tumultuado: sem banho quente e depois descobrimos que o hostal estava sem vaga e tínhamos que procurar outro. Além disso, nenhum caixa da cidade estava funcionando... Hora de gastar os dólares reservas! Pegamos nossas bikes com as malas e partimos a procura de um novo hotel. Tomamos café de novo no Saloon (não sei porque tomamos tanto café neste lugar que não era tão bom assim) e no caminho achei um hostal (Hostal La Florida) com banho quente e quarto duplo! Deixamos nossas bagagens e seguimos para nosso passeio de bike. O primeiro destino foi o antigo forte de Pukara de Quitor, a poucos quilômetros de SPA. É tudo bem sinalizado e ainda tínhamos o mapa dado pela agência das bikes. Chegamos ao Pukara e fomos recepcionados pelo guia: um senhor simpático que nos indicou o caminho até ao mirador de Pukara. Desistimos de chegar ao cume. Descemos e o guia também nos mostrou um vulcão em erupção com seus binóculos... Nos despedimos e seguimos para a Quebrada da Chulacao, desviando do Rio San Pedro. O caminho é de subida e entre grandes rochas vermelhas. A ideia do passeio é que fosse algo mais tranquilo e menos cansativo. Ilusão. Chegamos a um grande túnel e voltamos para SPA. Pra descer todo santo ajuda! Mesmo se um cão te acompanhar e ficar tentando se entrelaçar no pneu dianteiro da bicicleta... Chegamos a SPA, corremos para devolver a bike e tivemos o melhor almoço da viagem no La Estaka: risoto de quinoa e salmón na mantequilla acompanhado de repolho frito com anéis de cebola. Logo em seguida já engatamos o segundo passeio do dia: Valle de La Muerte e Valle de La Luna. Nosso guia foi o Felipe (o mesmo que faria a subida ao Laskar). Ele também disse que não gostava de roteiros tradicionais (acho que era algo comum aos os guias da Maxim). Paramos em um vilarejo para algumas fotos e depois seguimos para o El Mirador onde tiramos fotos com a famosa Pedra del Coyote! Claro que enfrentamos uma pequena fila para esta foto... Depois fomos até o Valle de la Muerte e lá tivemos a oportunidade de caminhar pelo deserto mais seco do mundo, o Deserto de Atacama. E não tente fazer esta travessia usando chinelos havaianas... Mandamos mal... Depois fomos para o Valle de La Luna. A ideia lá era que atravessássemos uns túneis naturais com o uso de uma lanterna. Fomos acompanhados de uma brasileira que só sabia reclamar que preferia “mil vezes estar em New York” e que não merecia aquilo ali... Após desta travessia, fomos ao Anfiteatro (mais uma vez, não tentem sair do caminho determinado para turistas) e então subimos uma grande duna para vermos o por do sol. Lindo! Mesmo sendo difícil encontrar um lugar seguro e vazio... Depois do por do sol, seguimos para casa dormir cedo. O dia seguinte seria destinado ao Vulcão Lascar! Mas antes fomos jantar no Grado 6: torta de batata de entrada, arroz com curry e pollo napolitano e jugo de mélon com sobremesa de um pudim com frutas vermelhas! E tudo bom e bem barato... Um milagre em SPA! ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Hostal Florida - Calle Tocopilla #406 2) Restaurante La Estaka - Calle Caracoles #211 3) Restaurante Grado 6 - Calle Gustavo Le Paige com Calle Tocopilla GASTOS: Hostal Laskar - 30000 $ - R$ 120 Café no Saloon - 3000 $ - R$ 12 Hostal Florida - 10000 $ - R$ 4 Entrada no Pukara de Quitor - 1500 $ - R$ 6 Almoço La Estaka - 7000 $ - R$ 28 Jantar Grado 6 - 5000 $ - R$ 20 Entrada Valle de La Luna - 1500 $ - R$ 6 Passeio Valles - Maxim Experience - 8000 $ - R$32 Total - R$ 228 Dia 10 (29/12/2012) – San Pedro do Atacama (CHI): Subida ao Vulcão Lascar Acordamos às 3:30h e nos preparamos para a grande escalada ao Vulcão Lascar. Nosso guia Felipe nos pegou às 4h e então partimos para o vulcão. Este vulcão tem 5.592 metros de altitude é um dos mais ativos do mundo (Felipe nos disse que são erupções de pedras) e sua última atividade foi em abril de 2006. De acordo com ele o ciclo de erupção é de seis anos. Se a última foi em 2006 e nossa subida foi no dia 29 de dezembro de 2012, dois dias apenas para o fim de 2012... Nossas chances seriam grandes! Paramos na Laguna Lejia para tomarmos café da manha e comermos cup noodles. Dormimos cerca de uma hora e meia até o sol aparecer. Após o sol nascer, começamos os preparativos. Basicamente estávamos com segunda pele (calça e blusa com manga longa), um anorak, uma calça impermeável, um gorro, luvas, óculos de sol, bastões de trekking, botas impermeáveis. Felipe nos disse que já subiu 52 vezes o Vulcão Licancabur, assim como outras montanhas na Venezuela, Equador, Bolívia e Peru. Faz 7 anos que ele está neste ramo de montanhismo! Começamos a subida às 8:20 e fizemos duas paradas até o topo. O guia nos deu bastantes dicas como não parar sem que ele autorize (mesmo para tomar água), sempre seguir em fila indiana e como economizar oxigênio. Chegamos ao topo e a visão da cratera é espetacular! E o cheiro de enxofre é muito forte... Ficamos por lá por uns 30 minutos e então descemos. O trajeto total durou três horas! Na descida encontramos com a Silvia (aquela brasileira que foi com a gente para o Salar de Tara) que estava subindo com um grupo. Parece que todo mundo se encontra em SPA... De volta a SPA, almoçamos novamente no Café Adobe (Lomo a lo Pobre, Jugo de Lémon e Tres Leches). Como não tínhamos mais quarto, ficamos na área comum do Florida e conhecemos uma francesa que odiava franceses, Natalie. Muito simpática e corajosa (ela só bebia água da torneira). Tomamos banho e nos despedimos de SPA. Pegamos o nosso ônibus em direção à Arica (cidade chilena que faz divisa com o Peru) às 20h. No ônibus somos convidados a entregar nossos passaportes ao cobrador (isto dá certo medo, mas deu tudo certo). Tomei remédio para dor muscular e dor de cabeça, mais um dramim, coloquei cadeado na minha mochila, coloquei no meu colo e dormi como nunca. O ônibus faz uma parada em Callama e oferece café da manhã! GASTOS: Subida ao Lascar - Maxim Experience - 80000 $ - R$ 320 Almoço Café Adobe - 10000 $ - R$ 40 Guardar Bagagem + Banho La Florida - 2000 $ - R$ 8 Total - R$ 368 Dia 11 (30/12/2012) – Arica (CHI) - Tacna (PER) - Arequipa (PER) Às 5h da manhã chegamos à cidade litorânea de Arica. Em Arica teríamos que pegar um táxi em direção à fronteira chilena e depois a peruana e então seguir para Tacna. Ficamos fazendo hora na rodoviária para tentarmos juntar mais gente para dividirmos o táxi. Tomei um café da manha na rodoviária mesmo e por sorte encontramos um casal de brasileiros: os capixabas Alba e Francisco. Decidimos conhecer um pouco da cidade antes de irmos para a fronteira. Pegamos um táxi e fomos ao mirante. De lá é possível ver a cidade e o oceano pacífico. Por ser domingo, tudo estava bem calmo. Descemos até uma praça principal cheia de palmeiras e pegamos um ônibus até a rodoviária. De lá, pegamos outro táxi especial até Tacna. O motorista foi bem simpático e não parava de fumar no carro. A primeira parada foi na alfândega chilena e depois a peruana. Ambas são bem organizadas e modernas. E depois de todos os trâmites feitos, seguimos para Tacna (mais ou menos uma hora de viagem). O táxi nos deixou na desorganizada e perigosa rodoviária de Tacna. Tentamos sacar dinheiro, mas não conseguimos. Fomos então comprar nossas passagens na Moquegua’s Tour para Arequipa. Na verdade o som da rodoviária é: “Arequipa, Arequipa, Arequiiiiiiiiipa”. Todo mundo quer te enfiar uma passagem, oferecendo todas as vantagens possíveis. Mas a Moquegua’s Tour era a mais indicada e conseguimos passagem no segundo andar, cadeiras de frente! Depois das passagens, fomos tentar trocar dinheiro na rodoviária. Uma bagunça. Cada cambista faz sua própria cotação e por lá o real vale menos que o novo sol peruano (soles). Decidimos não trocar nada. Fomos então almoçar em um lugar na rodoviária. Fomos corajosos. O local não era muito higiênico e eu e Daniel dividimos um frango empanado com arroz e papas fritas. Aliás, todo prato no Peru foi feito para ser dividido. É difícil dar conta de um sozinho. Tudo bem que achamos uns fios de cabelo e o frango estava bem engordurado, mas com fome que estávamos... Acabamos de almoçar e corremos para pegar o ônibus. A estrada para Arequipa é muito perigosa! E os motoristas são um pouco barbeiros... O ônibus faz uma parada em Moquege e por volta das 19h chegamos à Arequipa. Da rodoviária mesmo já pegamos um táxi até o hotel que queríamos ficar (Home Sweet Home) e tinha vaga para nós quatro! Sorte! Pegamos um quarto duplo e dei o azar de ser o único a não ter água quente pro banho (dica: nunca seja o último a tomar banho). Este hotel tem laundry service! De banho tomado, tiramos o final da noite para um rápido passeio pela Plaza das Armas, no centro da cidade. A cidade mais bonita de todo o mochilão! Uma arquitetura espanhola bem marcante! ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Home Sweet Home - Calle Rivero #509 GASTOS: Café da manha Rodiviária Arica - 1350 $ - R$ 5.4 Táxi até o Mirante + ônibus de volta Arica - 2000 $ - R$ 8 Táxi para Tacna (por pessoa) - 2500 $ - R$ 10 Passagem Tacna->Arequipa - Moquegua's Tour - S./ 20 - R$ 17 Almoço Tacna Rodoviária - S./ 7 - R$ 5.6 Total - R$ 46 Dia 12 – Arequipa (PER): City Tour Acordamos três horas antes do previsto porque meu relógio ainda estava no horário chileno. Tomamos um excelente café americano no hostal e deixamos nossas roupas na recepção para serem lavadas. Tentamos mais uma vez sacar dinheiro, mas nada. A única opção foi ir até uma agência do HSBC que encontramos na Plaza de Armas. Chegando lá, eles nos informaram que nenhum cartão com chip funciona no Peru (não sei se é verdade). O que fizemos então foi tirar dinheiro do crédito do nosso cartão diretamente no caixa. Eles ligaram para o Banco do Brasil e eles autorizaram. Pagamos uma taxa alta por isto, mas era a única opção. Com o problema mais ou menos resolvido, seguimos para o Museo Santuarios Andinos. Este museu foi criado para abrigar os achados encontrados nos santuários das regiões vulcânicas e a principal estrela do museu é a Juanita. É a múmia bem preservada de uma menina que foi sacrificada aos deuses no fim do século XV. Escolhemos uma guia que falava português (Analice) e a visita começa com um documentário sobre Juanita. Depois disto ela segue pelas diversas salas do museu, explicando sobre cada peça. Por último, ela leva até a Juanita. Demos sorte porque era o último dia de exposição dela. Depois ela seguia para uma sala especial onde os arqueólogos a mantinham até abril de 2013. Não sei se isso acontece todo ano, mas vale a pena se informar antes. Terminamos a visita e fomos procurar um lugar para almoçar. Fomos até o Manolo Chicken. Como quase todos os pratos da viagem, a dica é pegar um prato para duas pessoas. Escolhemos um supremo de pollo com uma jarra de suco de limão. O atendimento é péssimo, mas o almoço foi bom... Depois do almoço fomos fechar nosso tour pelo Valle del Colca pela Ecotours. Era um passeio de dois dias, uma noite que incluía hotel em Chivay. O único problema era que o cara da agência não sabia se iríamos pagar a taxa de latinos (S./ 40) ou a nova taxa vigente para 2013 (S./ 70). Mais tarde eu fui saber que esta taxa não pode ser obrigatória. Na verdade é um dinheiro que eles pedem para você entrar no Valle e isso seria ilegal. Mas de qualquer forma pagamos para não criar confusão. Tour fechado, seguimos para o Mosteiro de Santa Catalina. Basicamente uma viúva rica construiu uma verdadeira cidadela com ruela com nomes de cidades espanholas em 1579. O passeio não é tão interessante assim, mas vale a pena pra quem está cansado e quer relaxar um pouco. Caminhamos mais ou menos uma hora e meia. Não pegamos nenhum guia e pode ser por isso que não foi tão interessante assim. Saímos do museu e seguimos para o mirante de Yanahuara. É um bairro colonial que possui uma igreja barroca de 1750 na sua praça principal. Além de ter uma visão bem bonita da cidade e do vulcão El Misti. Ficamos por lá por uns 20 minutos, pegamos um táxi e fomos comer. Comemos de Antojitos de Arequipa: empanado de pollo, torta de chocolate e café. Não gostei do local... Esperava bem mais! Depois de lá fomos andar mais pela Plaza de Armas e conhecer a Iglesía de La Compania. Finalmente fomos ao restaurante Terrace, ainda na Plaza de Armas. De lá, vimos o por do sol e tomamos a famosa cerveja Arequipena. Como era noite de réveillon, corremos para o mercado comprar nosso espumante e nos prepararmos para a noite. Quase um fracasso. Fomos para Plaza de Armas e ela já estava cheia de peruanos e turistas. Mas não tinha nenhuma música, nenhum relógio marcando o tempo para o ano novo e muito menos fogos de artifício. Na verdade, um monte de gente estava com uns foguetes e tacavam aquilo em direção ao povo na praça. Passamos o réveillon desviando dos fogos. O jeito foi abrir o espumante e voltar para o hotel. ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Museo Santuarios Andinos - La Merced. 2) Mosteiro de Santa Catalina - Calle Santa Catalina #301 3) Manolo Chicken - Mercaderes #113 4) Antojitos de Arequipa - Em frente a Iglesia de La Compania. 5) Terrace - Na Plaza de Armas. 6) Ecotours - Av. Jerusalén #409. Site: http://www.facebook.com/ecotours.peru GASTOS: Tour Valle del Coca - Ecotours - S./ 90 = R$ 72 Entrada Museo Santuarios Andinos - S./ 20 = R$ 16 Mosteiro Santa Catalina - S./ 35 - R$ 28 Almoço Manolo - S./ 20 - R$ 16 Lancha Antojitos de Arequipa - S./ 7 - R$ 5.6 Mercado - S./ 15 - R$ 12 Total - R$ 149.6 Dia 13 – Arequipa (PER) - Chivay (PER): Valle del Colca Nos despedimos do Francisco e Alba e às 08:15h o transfer nos pegou para irmos para Chivay no Valle del Colca. Como fomos os primeiros a serem pegos, tivemos que rodar a cidade inteira pegando mais turistas. Chivay fica a 160 km de Arequipa e até chegar lá o guia Percy fez algumas paradas: umas duas vezes dentro da Reserva Nacional das Vicunhas, outra em um mirante e uma última no mirante de Chivay. Depois de cinco horas de viagem, chegamos ao vale. Pagamos a taxa de S./ 40 soles para entrar na cidade e o transfer seguiu direto para o hotel/restaurante Los Portales. Na verdade ali é uma parada para todo mundo almoçar. Você quase que obrigatoriamente tem que comer ali. Eles dão só uma hora de almoço e como não conhecemos a cidade, ficamos com medo de não dar tempo. Mas não aconselho a ficar ali. Conseguimos encontrar opções mais baratas no centro de Chivay (que não fica tão longe do Los Portales). Depois do almoço, o guia levou cada um ao seu respectivo hotel. O nosso era aquele mesmo em Los Portales. Quarto duplo com banho quente, finalmente! Descansamos um pouco e às 16:30h o transfer nos pegou para irmos para Águas Termais. Chegamos lá e decidimos não entrar. Parecia não ser tão interessante (na verdade me lembrou mais um clube de interior). Depois de uma hora voltamos para Chivay. Conhecemos o centro da cidade e jantamos ali pela praça mesmo. Voltamos para o hotel para descansar, mas o recepcionista do hotel estava fazendo uma festa particular na cozinha. Sorte que ele parava toda vez que ouvia algum barulho nos corredores. A festa acabou cedo! ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Hotel e Restaurante Los Portales - Calle Arequipa #603 GASTOS: Entrada Valle del Colca - taxa para latinos - S./ 40 - R$ 32 Almoço buffet Los Portales - S./ 25 - R$ 20 Jantar na praça - S./ 9 - R$ 7.2 Total - R$ 59.2 Dia 14 – Chivay (PER) - Arequipa (PER) Pela manhã iríamos conhecer o Mirador Cruz del Condor no Valle del Colca. Este é o vale mais profundo do mundo (duas vezes mais profundo que o Grand Canyon). Acordamos às 05:30h e descemos para o café da manhã. O transfer nos pegou por volta das 06h. A primeira parada foi no Pueblo de Yanque. Mal descemos na praça e já fomos bombardeados por cholitas que pediam soles em troca de dança. Havia muitas dançando no meio da praça, com águias, lhamas... Na verdade esta parada foi a primeira tentativa de tirar dinheiro dos turistas. Se você parasse para apreciar o dança, logo já vinha um bonde de cholitas dançando e pedindo dinheiro. O negócio é puxado! A próxima parada foi em um mirante onde é possível ver as famosas terraças e depois de três horas de viagem, chegamos ao Mirador. A ideia do Mirador era apreciar o voo dos condores. Mas eles não apareciam. Quando o guia colocou todo mundo dentro da van, eles apareceram. Uns três! Depois desta aparição, o guia seguiu viagem e parou no Pueblo de Maca. Não queria descer porque estava cansado e sabia que seria mais uma parada estratégica. Mas o motorista disse que a van estava sem ar condicionado e que seria obrigado a descer (claro que era mentira). Depois de uns 10 minutos a van seguiu viagem. Chegando a Chivay, o guia queria levar para outro restaurante pré-determinado. Como ainda estávamos com o problema dos cartões, conversei com ele e fomos comer na praça por ser mais barato. Comemos o lomo a lo pobre e esperamos até 12:30h para van nos pegar. Voltamos para Arequipa, corremos pro hotel, pegamos nossas malas que estavam na recepção, e fomos para Plaza comer (sanduíche no Mamut e café no Starbucks). De lá pegamos um táxi até a rodoviária de Arequipa. Chegando lá fomos ao guichê da empresa Tepsa e compramos nossas passagens para Cusco (que saia às 20:30h). O ônibus saiu pontualmente e foi o melhor que pegamos na viagem: com jantar e café da manhã, wi fi, tomadas para carregar eletrônicos, livros... E tudo por 70 soles! ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Mamut Restaurante - Calle Mercaderes #111 2) Starbucks Coffee - Calle la Merced #135 Cercado GASTOS: Banho no Home Sweet Home - S./ 3 - R$ 2.4 Lanche Mamut + Café Starbucks - S./ 25 - R$ 20 Taxi até rodoviária (por pessoa) - S./ 9 - R$ 7.2 Passagem Cusco – Empresa Tepsa - S./ 70 - R$ 56 Total - R$ 85.6 Dia 15 – Arequipa (PER) - Cusco (PER): City tour e Sítios Arqueológicos Chegamos a Cusco por volta das 07:30h e lá pegamos um táxi até a Plaza de Armas para procurar hostal. Achamos todos os hostals bem caros ali na Plaza e decidimos ir para outros locais próximos. Fomos então até a Plaza San Braz e lá achamos um quarto duplo por S./ 50 para duas pessoas (Casa Hospedaje La Samblena). Deixamos nossas coisas e fomos tomar café na Plaza de Armas. Comemos um strudel de maçã e café na famosa Ayllu e fomos para uma agência Western Union pegar nosso dinheiro (nosso cartão ainda não funcionava). A alternativa foi pedir para um amigo do Brasil tirar o dinheiro da nossa conta e mandar por WU. Eles cobram uma taxa absurda por isto, mas mais uma vez era a única opção. Depois fomos para a indicada Chasqui’s Tours. Apesar de ser bem recomendada por mochileiros, eu não aconselho fechar passeio com eles. Vou explicando ao longo do relato. Fechamos o tour por Maras & Moray e Vale Sagrado (incluindo Machu Picchu com subida ao Waynapicchu). Tente fechar este passeio o quanto antes, ainda mais se há interesse em escalar o Waynapicchu (número de visitantes é limitado). Finalmente fomos até o Instituto Nacional de Cultura para comprarmos o boleto turístico. Este boleto inclui a entrada em 16 atrações (museus e centros arqueológicos) e tem a validade de 16 dias. Paguei S./ 70, mas pessoas maiores de 25 anos pagam S./ 130. Almoçamos na Trattoria Adriano. Comi uma pasta à bolonhesa. Não curti o restaurante. Achei caro e o atendimento não é muito bom. Acabamos o almoço e fomos pegar o ônibus para o city tour, com a guia Regina. Várias empresas vendem o city tour e o ponto de encontro é uma rua atrás da Plaza de Armas. O tour começa com uma visita ao Convento de Santo Domingo del Cusco (entrada não incluída no boleto turístico). Seria mais interessante se não tivesse tanto turista. O passeio dura em média uma hora e a guia explica bastante sobre a arquitetura inca do local (e como ela é caracterizada pela simplicidade, simetria e solidez). Depois seguimos para os sítios arqueológicos ao redor da cidade. Estava chovendo muito e o passeio foi feito basicamente debaixo do guarda-chuva. Comprei uma capa de chuva na rua (a rua estava dominada por vendedores de rua). Percebi que o preço da capa depende da intensidade da chuva e da sua nacionalidade! A minha saiu por 5 soles porque era brasileiro e não estava chovendo tanto. A primeira parada foi Sacsayhuamán. Prepare-se para piadinhas do tipo: estamos indo ao Sexy Woman. Trata-se de uma gigantesca edificação e no final do pequeno tour é possível ver a cidade de Cusco. Depois seguimos para Q’enqo (local de oferendas onde é possível ver uma mancha de sangue no altar principal), Tambomachay (vários terraços com um fio d’água) e Puka Pukara (ruínas de uma pequena fortaleza inca). Terminamos o tour e no final veio a parte de tentar tirar dinheiro dos turistas. No caminho de volta, vários vendedores de livros autorizados pegam carona no ônibus e oferecem seus produtos. Além disto, a parada final é em uma fábrica de roupas de lã de alpaca. A senhorinha ensina a diferenciar entre lã verdadeira e sintética (a explicação fica chata a partir dos cinco minutos iniciais). Chegamos à Plaza de Armas e fomos jantar no O sabor de casa (nome brasileiro, mas cardápio peruano). Comi um sanduíche de pollo e experimentamos a famosa chicha morada (uma bebida de milho fermentada). ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Casa Hospedaje La Samblena - Calle Suitucato #766, Barrio de San Blas 2) Café Ayllu - Calle Almagro # 133. 3) Chasqui Tours - Portal Confiturias #265, Plaza de Armas. 4) Instituto Nacional de Cultura - Av. El Sol #103. 5) O Sabor de Casa Restaurante - Calle Espinar #159 GASTOS: Café da manhã Ayllu - S./ 7 - R$ 5.6 Pacote City Tour, Maras/Moray, Vale Sagrado (Machu Picchu/Waynapicchu) - Chaqui's Tour - USD 225 - R$ 490.5 Boleto Turístico Cusco - S./ 70 - R$ 56 Almoço Trattoria Adriano - S./ 22 - R$ 17.6 Entrada no Convento de Santo Domingo del Cusco (Estudante) - S./ 5 - R$4 Jantar O Sabor de Casa - S./ 19 - R$ 15.2 Táxi até San Blaz - S./ 2 - R$ 1.6 Total - R$ 590.5 Dia 16 – Cusco (PER): Salineras de Mara & Moray Esse era o dia de visitarmos as Salinas de Maras e Moray. Acordamos, tomamos café no hotel e seguimos para Chaqui's Tour. Não se esqueça de levar o boleto turístico (permite a entrada em Moray e ruínas de Chinchero). O tour começou às 09:30h e foi guiada por um velho falante, o Léo. Ele chama o grupo dele de Pachacútec e ele passa o tempo todo falando (misturando quéchua com inglês). A única pessoa que estava prestando atenção dele era uma japonesa que estava do lado dele. Coitada. A primeira parada foi no povoado de Chinchero. Depois de uma longa explicação em inglês e espanhol, descemos e fomos até o Balcon del Inka. Parada estratégica (como todo o turismo peruano). Neste local há várias mulheres locais que ensinam como trabalhar a lã de alpaca (bem legal!). Depois, é claro, somos convidados a comprar algumas peças delas. O guia disse então que iríamos para as Salinas de Maras (pulando assim as ruínas de Chinchero). Um grupo de argentinos puxou uma discussão e o guia acabou aceitando. Fomos para as ruínas, conhecemos uma igreja secular e conversamos mais com aquela pobre japonesa: era uma designer de Tokio, chamada Mariko Sato. Terminamos o passeio e seguimos para as Salinas de Maras. Trata-se de grandes piscinas incas usadas para a extração de sal. O caminho até lá é muito perigoso! Pagamos uma taxa para entrar e o caminho até as salinas é cercado por um comércio pesado (que vai de imã de geladeira a sementes e bananas fritas). Cuidado ao caminhar no pequeno espaço entre as salinas. Vimos alguns desafortunados caindo quase dentro da salina. Depois seguimos para Moray (são círculos gigantes da época inca, onde eles faziam experimentos agrícolas). A descida até o centro do círculo é puxada. Bem no centro os turistas colocam oferendas (moedas, mensagens). Quando chegamos ao centro, nosso guia chamou para subir rápido. Mais uma escalada sem oxigênio. Sorte que tinha balas de coca. Voltamos para Cusco (com o guia dando intermináveis explicações em espanhol e inglês) e fomos almoçar em um local indicado pela mulher da Chasqui’s Tour: Q’ori Sara. Comi um prato bem generoso de arroz frito com frango empanado e tomei a chicha morada. Tudo estava mais ou menos bom até ver o balde onde eles tiravam a chicha morada e como eles tiravam aquele liquido. Depois do almoço fomos visitar o Museu Historico Regional (incluído no boleto turístico). Caiu uma chuva sinistra de granizo em Cusco! Ainda estávamos com o problema do cartão que não funcionava. O jeito foi jantar no KFC da Plaza de Armas e ir dormir cedo. ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Q’ori Sara - Calle Garcilaso #290 2) KFC - Portal de Carnes, Plaza de Armas GASTOS: Entrada na Salinas de Mara - S./ 7 - R$ 5.6 Almoço Qóri Sara - S./ 11 - R$ 8.8 Jantar KFC - S./ 8.9 - R$ 7.12 Total - R$ 21.52 Dia 17 – Cusco (PER): Pisac e Ollantaytambo - Pueblo de Machu Picchu (PER) Dia de conhecer o Valle Sagrado (Pisac e Ollantaytambo) e depois, Machu Picchu! Acordamos cedo, deixamos as mochilas cargueiras no hotel e fomos para Chasqui’s Tour pegar as entradas para Machu Picchu. Não se esquecer de levar o boleto turístico para ruínas de Pisac e Ollantaytambo. Fomos pegar o ônibus, pegamos o ônibus errado, fomos trocados e finalmente conseguimos iniciar a viagem. Nosso guia foi o Will. A primeira parada foi em um mercado de produtos peruanos (mas é claro). Depois de uns 20 minutos, chegamos ao povoado de Pisac. Lá paramos em uma oficina de trabalhos com prata (claro que tentaram nos vender tudo). Pelo menos deu para aprender que a prata é mais resiliente e não entorta. Seguimos para as ruínas de Pisac, que era um local de agricultura e estoque de alimentos. Vimos onde que o Inca Soberano e sua mulher eram enterrados, assim como a montanha cheia de buracos onde era enterrado o restante do povo. Não se esqueça de comer um milho cozido vendido ao longo do caminho! Depois das ruínas, o ônibus segue até Ollantaytambo (uma hora e meia de Pisac). Chegando lá, almoçamos em um lugar determinado pela agência (era o restaurante da mãe do guia). Não vale a pena. É caro e é só sair na calçada para achar lugares melhores. Saímos do almoço e seguimos até as ruínas de Ollantaytambo. Chegamos lá às 15h e o nosso trem para Pueblo de Machu Picchu sairia às 16h. O guia deu uma rápida explicação sobre os terraços de coca, monumento de adoração ao sol e o rosto nervoso talhado na montanha. Depois ele explicou a triologia Inca: Puma em Cusco, Condor em Machu Picchu e a serpente que é o rio Urubamba. Descemos correndo das ruínas e fomos direto para a estação de trem. Era só descer a rua principal até o final (uns 10 minutos de caminhada) para chegar à Estação de Trem de Ollantaytambo. Nosso trem era o Inca Rail. Todo mundo deixa as malas em um espaço na frente de cada vagão e cada cabine comporta quatro pessoas. A viagem até o Pueblo de Machu Picchu (ou Águas Calientes) dura uma hora e quarenta e cinco minutos. O caminho até lá é lindo! Passamos por florestas tropicais densas e bastantes montanhas. O serviço de bordo oferece café e água. Chegamos ao Pueblo e como combinado na Chasqui’s Tour, ficamos esperando alguém com uma plaquinha com nossos nomes na estação. Só que isso não aconteceu. Não tínhamos como ligar para a agência e ficamos esperando até todo mundo ir embora. Sobramos nós dois e a Mariko! Encontramos com ela novamente... Mas ela nos deixou e seguimos andando pelo pequeno vilarejo. Fomos até outro hotel e pedimos informação. A recepcionista ligou para Chasqui’s Tour e eles deram o nome do nosso hotel (esqueci de anotar o nome do hotel... Mas nem vale a pena ficar lá). Fomos até lá nervosos e a menina que trabalha lá nos disse que não sabia nossos nomes e que a Chasqui’s Tour não tinha falado nada. Ponto pra Chasqui. Fomos para nosso quarto reservado, conversamos com nosso guia que iria nos levar ao Machu Picchu e depois sai para comer e conhecer a cidade. É um vilarejo muito intrigante. Ele é cercado por umas três montanhas muito altas e cortada por um rio bem caudaloso. E o vilarejo deve ter no máximo umas 10 ruas. Fui jantar no Yahuita y Todo e depois fui comprar as passagens do ônibus até a entrada do Machu Picchu. O pagamento foi feito em dólar e leve apenas notas intactas. Eles não aceitam novas manchadas, rasgadas... Tem a opção de ir caminhando até lá em cima, mas preferimos chegar lá bem cedo e de ônibus. A luz e o barulho do hotel em que ficamos incomodava bastante. Junto com isso tinha as crianças gritando no corredor até tarde. Mas como tinha que acordar cedo, o jeito foi tentar dormir assim mesmo. GASTOS: Almoço Buffet - S./ 20 - R$ 16 Passagem ônibus de Pueblo até Machu Picchu (ida e volta) - USD 18.9 - R$ 41.2 Jantar Yahuita y Todo - S./ 23 - R$ 18.4 Hostal Casa Hospedaje La Samblena - Cusco - S./ 50 - R$ 40 Total - R$ 75.6 Dia 18 – Pueblo de Machu Picchu (PER): Machu Picchu - Cusco (PER) A ideia então era acordar cedo, pegar uns dos primeiros ônibus de subida ao santuário de Machu Picchu e lá encontrar com o nosso guia às 07:45h no portão principal (havíamos combinado com ele na noite anterior). Acordamos às 05h, tomamos café no hotel (pedimos para a recepcionista deixar preparado) e seguimos para o local dos ônibus. Tem bastante ônibus subindo! Depois de uns 25 minutos de viagem, chegamos ao portão (por volta das 07h). A subida é bem bonita e vale a pena ir caminhando! Mas seria melhor descer caminhando porque todo mundo que chegava, chegava bem suado. Já tinha uma fila se formando para entrar no Machu Picchu e ficamos esperando o nosso guia Nelson, como combinado. Ele chegou com uma hora e meia de atraso. Reclamamos bastante com ele e ele ficou bastante sem graça. A espera só não foi pior porque encontramos de novo com a nossa amiga japonesa. Finalmente entramos no parque. Carimbamos nosso passaporte com a estampa de Machu Picchu e seguimos o tour guiado pelo Nelson. Ele mostrou alguns detalhes da construção e não é viagem falar que este foi o melhor ponto do mochilão. Só quem vai lá entende o clima do lugar. É realmente bem místico... Às 10h, o guia nos deixou na porta de entrada para o Waynapicchu. Nosso horário de ingresso ao Waynapicchu deveria ocorrer entre 10 e 11h, com um número limitado de 200 turistas. A fila para entrar já estava bem grande e todo mundo faz um cadastro no início. Começamos a subida por volta das 10:30h. É uma subida bem puxada! Bastantes pedras, algumas escaladas quase a 90 graus, escadas sem corrimão, uma caverna bem fechada... Mas conseguimos subir todas as ruínas até o topo. Chegando lá se prepare para lutar com os turistas pelos melhores locais para fotos. Vale a pena o esforço! A visão dela é bem diferenciada e é possível ver Machu Picchu com o caminho sinuoso que leva até lá assim como o rio com a floresta densa. Tiramos algumas fotos e começamos a descida pelo mesmo caminho que subimos (parece que existe uma descida alternativa). Encontramos novamente com a nossa amiga japonesa! Finalmente chegamos ao portão de entrada por volta de 12:30h. Aproveitamos para tirar mais fotos de Machu Picchu e depois pegamos o ônibus de descida para a cidade. Almoçamos e ficamos no terraço do hotel esperando a hora da saída do trem. Conversei um pouco com a recepcionista e ela me disse que nasceu ali no Pueblo, mas que nunca tinha visitado o Machu Picchu (mesmo sendo de graça para eles)! Achei aquilo bem curioso!! Às 19h pegamos o trem em direção à Ollantaytambo. Depois de uma hora e meia de viagem chegamos ao destino final. Descemos e fomos procurar pela plaquinha com nossos nomes para pegarmos o ônibus para Cusco. Claro que não havia plaquinha nenhuma. Mais um ponto para Chasqui. Mas conseguimos encontrar algum responsável pelo transporte que nos enfiou em uma van lotada de turistas. E quem estava lá? A amiga japonesa. E quem não parou de fazer perguntas sobre o Brasil enquanto todo mundo na van queria dormir? A amiga japonesa. A maioria dos motoristas peruanos dirige nas duas pistas. Eu fui no banco da frente e não consegui dormir por conta disto. Mas chegamos bem até Cusco depois de uma hora e meia de viagem. Comemos um KFC e corremos para a o hotel Casa Hospedaje de Samblena. GASTOS: Almoço - S./ 16.5 - R$ 13.2 Lanche KFC - S./ 9 - R$ 7.2 Total - R$ 20.4 Dia 19 – Cusco (PER): City tour - Copacabana (BOL) Este foi o único dia extra da viagem. A ideia era gastá-lo em alguma cidade mais interessante e acabou ficando para Cusco. Aproveitamos o dia para conhecer um pouco mais do centro da cidade. Fomos até a Pedra de Doze ângulos e fomos literalmente expulsos da igreja principal da Plaza de Armas por ainda não ser o horário de visita. Vale a pena também conhecer o Mercado Municipal de San Pedro. Lá é possível encontrar de frutas típicas a roupas de lã. Os vendedores são bem impacientes e nem pense em tocar nas frutas deles. Experimentamos uma fruta chamada tuna e outra chamada pepino. São bem saborosas. Eu já tinha comprado a maioria dos presentes no centro da cidade e acabei encontrando as mesmas coisas neste mercado por um preço bem menos salgado! Também fomos conhecer o Museu de Arte Popular (só vale a pena porque está incluso no boleto turístico). Em geral Cusco é uma cidade bem interessante, com cafés legais e bastante turistas. A vida noturna de lá parece ser bem animada... Era hora então de seguir para a rodoviária para pegarmos o ônibus para Copacabana. Compramos passagem pela San Luiz (era uma empresa nova). Foi o pior serviço de bordo da viagem. Ônibus mais velho, sem cobertor e travesseiro e muito menos lanches. Às 22h o ônibus saiu em direção a Puno no Peru. GASTOS: Café da manha Café X3 - S./ 9 - R$ 7.2 Almoço Qóri Sara - S./ 12.5 - R$ 10 Jantar no hostal - S./ 11.5 - R$ 9.2 Hostal Casa Hospedaje La Samblena – Cusco - S./ 25 - R$ 20 Total - R$ 26.4 Dia 20 – Copacabana (BOL): City tour Chegamos à rodoviária de Puno (PER) por volta das 05h e a passagem daria direito à ida até Copacabana (BOL). O problema é que teríamos que trocar de ônibus e ninguém dava informação correta. Perguntei todo mundo na rodoviária até que um guarda me ajudou. Ao chegar a Puno, todo mundo tem que ir a um guichê chamado Titikaka. A listagem é feita por ordem de chegada e por pouco não tivemos que esperar pelo outro ônibus. Pegamos então o ônibus certo (ele se chama Titikaka da TurBus) às 06h. No ônibus ainda, um trocador de 10 anos de idade nos entregou os formulários de entrada para a Bolívia. Paramos em Puno para imigração peruana e depois na boliviana. O ônibus deixa você e você tem que fazer o trajeto caminhando. Lá ainda dá pra comprar bolivianos, mas a simpatia do cambista assusta um pouco. Chegamos ao centro de Copacabana por volta das 10h e ainda dentro do ônibus o motorista faz um discurso oferecendo hotel. Claro que não vale a pena aceitar. Mas alguns turistas acabaram aceitando depois que o cara falou que a cidade já estava lotada e com quase todos os hotéis lotados. Conhecemos um casal de cariocas no ônibus (Gabriel e Illa) e fomos juntos procurar um hotel. Achamos o Hostal 6 de Agosto que tinha um preço bom com quarto duplo e banho quente. Também aproveitamos para comprar nossa passagem de barco até a parte norte (Challapampa) da Isla del Sol (a passagem foi comprada em uma barraquinha na orla do Titicaca) e a passagem de ônibus para La Paz (a vendedora disse que o ônibus era o melhor disponível – Vicuna – e que iria para na Av. Illampu). A parte gastronômica deste dia foi quase perfeita: almoçamos na orla do Titicaca, em um restaurante chamado Coffee Europa. Comemos trucha a La mantequilla com suco de pina. O almoço estava excelente! Tomamos café no Colonial: café muito ruim e uma panqueca de pseudo-chocolate. E jantamos no Huanchaco: trucha a la parrilla. Muito bom! E também experimentei a cerveja Pasena! Durante a tarde conhecemos a Catedral de Nossa Senhora de Copacabana e subimos o Cerro Calvário (é uma subida bem puxada). Lá de cima é possível ter uma visão do Titicaca incrível! Na descida do cerro aconteceu uma cena marcante: estávamos quase chegando ao centro da cidade quando uma cholita na nossa frente simplesmente abaixou e urinou na nossa frente... Fomos saber depois que se tratava de um costume deles onde eles urinam como oferenda à Pachamama... ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Hostal 6 de Agosto - Plaza Sucre 2) Restaurante Coffe Europa - fica na orla do Titicaca. Bem fácil de encontrar. 3) Restaurante Huanchaco - não encontrei o endereço, mas fico muito próximo ao Hostal 6 de Agosto. GASTOS: Hostal 6 de Agosto - B$ 25 - R$ 8 Almoço Coffee Europa - B$ 60 - R$ 18 Passagem parte norte Isla de Sol - B$ 25 - R$ 8 Ônibus Copacabana-La Paz - B$ 25 - R$ 8 Café Colonial- BS 26 - R$ 8 Jantar Huanchaco - B$ 70 - R$ 21 Total - R$ 33 Dia 21 – Copacabana (BOL): Isla del Sol Dia de conhecer a Isla del Sol. Acordamos cedo, tomamos café na rua e fomos pegar o barco para a parte norte da ilha. O plano era descer na parte norte, caminhar até a parte sul, arranjar um hotel e voltar no outro dia cedo para Copacabana. O barco saiu às 08:30h e às 11h chegamos ao destino. Chegando lá começamos então a caminhada. Não tem muito mistério. É só andar pelo único caminho existente (com exceção da parte final onde há uma bifurcação... Mas tudo é bem indicado). A caminhada é bem interessante... É possível ver cachoeiras, plantações, alguns animais, vilarejos... Duas horas e meia depois estávamos na entrada do vilarejo maior. Lá decidimos ficar em um hotel logo na entrada. Foi sem dúvida o melhor da viagem. Ele se chama Palla Khasa e fica de frente para o Titicaca. Neste hotel nós almoçamos (pollo a la naranja), jantamos (1/2 lomo) e vimos o por do sol. Também aproveitamos para conhecer o vilarejo principal (nada de muito especial para conhecer). As crianças desta ilha merecem um destaque. Em uma destas idas ao vilarejo, encontramos com duas menininhas bolivianas no meio de uma plantação pegando um ramo. Na hora em que elas nos viram, elas começaram a pedir “caramelitos”. Pedimos para tirar fotos com ela e elas falaram que tirariam mediante pagamento. E no final elas ainda deram o tal ramo para mim... E ficaram brigando sobre o uso do ramo (se era para fazer chá ou pescado). Outro garoto especial foi o filho de um funcionário do hotel, o Miguel. Ele não falava nenhuma palavra em espanhol, mas queria brincar de bola o tempo todo... ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Palla Khasa - Yumani, Isla del Sol. GASTOS: Café Castillo - B$ 20 - R$ 6 Almoço Palla Khasa - B$ 60 - R$ 18 Hotel Palla Khasa - USD 17.5 - R$ 38 Taxa por deixar mala na 6 de agosto - B$ 5 - R$ 2 Jantar Palla Khasa - B$ 40 - R$ 12 Total - R$ 62 Dia 22 – Copacabana (BOL) - La Paz (BOL) O dono do hotel havia nos dito que diariamente saia um barco pela manhã com um número limitado de 15 pessoas até Copacabana. Ele sempre sai de um pequeno porto próximo ao hotel. Estávamos contando com isto, mas ele disse que o barco já estava cheio. A alternativa então foi caminhar cerca de 30 minutos e chegar ao porto principal. Compramos nossas passagens e ficamos esperando a hora da saída do barco. Neste momento aconteceu algo que entrou para a coleção de coisas estranhas vistas no mochilão: uma cholita de idade saiu de sua turma e foi até as margens do Titicaca. Chegando lá, ela se abaixa, tira a dentadura e lava ali mesmo, sem a menor cerimônia. Finalmente subimos no barco e demos bem sorte de termos sido os primeiros. O barqueiro foi só colocando gente até um ponto em que uma argentina ficou nervosa e fez todo o excesso sair e ir para outro barco. Nesta confusão toda perdemos no mínimo uns 30 minutos. Começamos a viagem, assim como o desconforto. Ficamos dentro de uma cabine saturada de fumaça do motor do barco e sem saída de ar. O resultado foi uma das viagens mais desconfortáveis até então. Algumas pessoas passaram mal. O jeito é tentar dormir (mesmo com o balanço forte do barco). Depois da uma hora e meia mais longa da minha vida, chegamos ao pequeno porto de Copacabana. Corremos para o hostal, comemos por lá mesmo e fomos para a rua principal pegar o ônibus em direção à La Paz. Quando compramos a passagem, a atendente nos disse que o ônibus seria da empresa Vicuna (qualidade superior). A verdade é que foi um ônibus velho e em péssimas condições de conforto. Mas não tinha o que fazer. A viagem até La Paz é quase toda feita com vista para o Titicaca (por conta disto, aconselho sentar no lado direito do ônibus). Depois de três horas de viagem (que incluía atravessar um rio em uma balsa), chegamos à rodoviária de La Paz. Também havia sido dito que o ônibus iria até a Av. Illampu. Mais uma mentira. Pegamos um táxi e fomos procurar algum hostal barato na Illampu. Acabamos encontrando o Hotel Gloria (que tinha laundry service) e tinha um preço até justo. Deixamos nossas coisas e fomos fechar o downhill de bike pela estrada da morte pela empresa El Solario. O pacote inclui bicicleta, roupas de proteção, ida e volta até a estrada, lanche, um almoço no final do passeio (incluía banho e piscina), um cd com fotos e uma camisa escrita: “Yo hice el camino de la muerte y sigo vivo”. Depois de fecharmos este tour, seguimos para o recomendado Sol & Luna. É um pub holandês bem legal. Pena que não soube escolher o prato. Pedi um frango caliente (o garçom me disse que não estava tão apimentado), mas estava muito! Não consegui comer nada... Sorte que depois fomos ao Hard Rock Café e deu para comer melhor! ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Empresa El Solario - Calle Murillo #776 esq. calle Santa Cruz. Site: http://www.elsolario.com/salar-engl.htm 2) Restaurante Sol & Luna - Calle Murillo #999. 3) Hard Rock Café - Calle Santa Cruz #399. GASTOS: Barco Isla del Sol - Copacabana - B$ 20 - R$ 6 Almoço 6 de Agosto - B$ 17.5 - R$ 5 Imposto atravessar rio (caminho La Paz) - B$ 1.5 - R$ 0.5 Lanche Sol & Luna - B$ 70 - R$ 21 Hard Rock Café - B$ 35 - R$ 4 Total - R$ 37.5 Dia 23 – La Paz (BOL) - Estação de esqui mais alta do mundo, Chacaltaya Havíamos combinado na noite anterior com um taxista (o senhor Humberto) para que ele nos levasse até Chacaltaya. Chacaltaya está localizada na Cordillera Real a uma elevação de 5421 metros de altitude. Hoje ela está desativada, mas mesmo assim muitos turistas vão até ela diariamente com o objetivo de subir até o ponto mais alto. O caminho até lá é também muito perigoso. Curvas fechadas, ribanceiras e buracos ao longo do caminho. Vimos um ônibus subindo na estrada e ficamos duvidando que ele fosse conseguir fazer o caminho sem tombar! Depois de uma hora e meia de viagem, chegamos até Chacaltaya. Havíamos sido informados na noite anterior de que não havia neve no pico, mas já no caminho percebemos que era mentira. Estava inclusive nevando! Chegando lá começamos a subida de 100 metros até o cume. Demoramos uns 20 minutos (entre tombos e fotos) e lá em cima encontramos com um grupo de sul coreanos loucos que estavam sem camisa! Tiramos mais fotos e descemos até a base de novo. Lá encontramos com uma família mochileira bem gente fina de Mato Grosso do Sul! Pegamos o táxi de volta e por volta das 14h o Humberto nos deixou na entrada do centro da cidade (a placa do carro dele não podia circular naquele dia). Seguimos caminhando até a Calle Tarija e lá encontramos o restaurante Little Italy. O restaurante é ótimo! Comi um Alfredo de Pollo, suco de limão e bruschetta de jámon y queso. O restaurante ainda oferece um Buffet de salada! Depois do almoço seguimos para conhecer a Calle de las Brujas e fazer umas compras finais. Nesta rua é possível ver os famosos fetos de lhamas, ervas e outros produtos bolivianos. Na parte da noite fomos até ao The Steakhouse para comermos carne! Comemos um T-Bone e um Skewered Chicken com uma bebida feita de suco de limão e água gasosa. Este restaurante também oferece um Buffet de pães, arroz e verduras. Mas peca pelo atendimento: poucos garçons e demora nos pratos. Além de existir um prato que leva uma apresentação pirotécnica que deixa todo o restaurante com fumaça! Depois do jantar, nos despedimos de Gabriel e Illa... ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Restaurante Little Italy - Esquina da Calle Murilo com Tarija. 2) Restaurante The Steakhouse - Calle Tarija #243B. GASTOS: Taxi ida-volta Chacaltaya - B$ 75 - R$ 23 Café da manhã - B$ 8 - R$ 2 Almoço Little Italy - B$ 120 - R$ 36 Jantar The Steakhouse - B$ 110 - R$ 33 Total - R$ 95 Dia 24 – La Paz (BOL) - Downhill de bike pela Estrada da Morte Outro grande dia do mochilão: Downhill pela estrada da morte! Acordamos às 6h e como combinado, chegamos às 7h na agência El Solario para tomarmos o café da manhã. Durante o café, os guias (eram um seis) deram as instruções do passeio e nos deram os equipamentos que iríamos usar: uma camisa de bike, casaco/calça corta-vento, luvas, capacete e protetores para joelho e cotovelo. Partimos então para a descida. Eram mais ou menos umas 50 pessoas. A primeira parada foi no La Cumbre (mais ou menos uma hora de La Paz). Lá, eles nos deram mais instruções e então nos deram as bicicletas. De lá começamos a descida. Era uma descida asfaltada que não fazia parte do caminho da morte ainda. O trajeto levou mais ou menos uma hora. A descida ficou mais complicada quando passamos por um trecho de neblina densa. Era complicado porque tínhamos que dividir a pista com caminhões e muitas pessoas caíram (tombos bem feios, aliás!). Toda a descida é acompanhada pelos guias. Ninguém fica sem acompanhamento e em diversos momentos eles gritam quando a pessoa está fazendo algo errado. E quem não consegue fazer o trajeto pode ir para a van e descer mais confortavelmente. Passamos por dois postos: um policial e outro turístico. Neste turístico pagamos uma taxa de B$ 25,00 para seguirmos caminho até a estrada da morte. Lá nós pagamos, lanchamos (a agência banca coca-cola, sanduíche de queijo, banana e chocolate) e colocamos as bicicletas na van para seguirmos até o inicio da estrada da morte. Chegando lá recebemos mais instruções (como a de sempre seguir pelo lado esquerdo – ou seja, do lado da ribanceira) e começamos a descida. Ela é marcada por uma paisagem tipicamente amazônica com presença de cachoeiras (inclusive no meio do caminho) e muita, muita pedra. A descida foi bem mais tranquila do que imaginava. Ao longo da descida um guia fica tirando fotos... Fizemos quatro paradas (quem chegasse primeiro a cada parada tinha que esperar o restante do grupo). A última parada aconteceu em um barzinho a 1200 metros de altitude. Muito quente e com muito mais ar disponível! Chegamos lá por volta das 14h e todo mundo acaba tomando uma cerveja para comemorar a descida! Assim que todos chegaram seguimos para o restaurante La Jongla (também incluído no pacote). Este restaurante fica no meio da floresta e se prepare pra enfrentar mosquitos! Saí de lá marcado... Acabamos o almoço, esperamos os atrasados e seguimos viagem até La Paz. Foram quatro horas de viagem e chegando lá fomos até a agência pegar nossa camisa e as fotos. Era o último dia do mochilão. Deixamos este dia para comemorarmos em algum restaurante melhor. Fomos até a Av. 20 de Octubre, que é uma região nobre de La Paz. Prédios altos, ruas limpas... Bem diferente da realidade da Av. Illampu. Escolhemos um bistrot francês (mas o cardápio não era francês e a música era brasileira). O melhor é que dá pra esbanjar em um restaurante destes e mesmo assim pagar barato! Comi um pollo al curry e mousse de chocolate, tiramisu e creme brûlée para sobremessa e ainda um champagne com calda de cassis. E tudo isto pagando apenas uns 40 reais! Acabamos, fomos para o hotel e arrumamos nossas malas... Último dia do mochilão... ENDEREÇOS IMPORTANTES: 1) Restaurante La Guinguette - Calle Fernando Guachalla 399, esquina com Avenida 20 de Octubre. GASTOS: Descida Estrada da Morte - El Solario - 50 USD - R$ 109 Entrada Estrada da Morte - B$ 25 - R$ 8 Táxi ida e volta Av. 20 Oct - B$ 11 - R$ 3 Jantar La Guinguette - B$ 120 -R$ 36 Total - R$ 156 Dia 25 – La Paz (BOL) - São Paulo (SP) - Juiz de Fora (MG) Acordamos às 3h e o Humberto (taxista) já estava nos esperando para irmos para o aeroporto. Às 3:40h chegamos ao Aeropuerto El Alto. Lá no check in, descobrimos que nosso voo iria para Santa Cruz de La Sierra antes. Deve-se pagar uma taxa de 25 USD pelo uso do aeroporto! O voo atrasou por conta das péssimas condições de tempo, mas às 07:50 voamos em direção ao Aeropuerto de Viru Viru. Lá fizemos os serviços de imigração e também tivemos nossas mochilas revistadas. Às 10:45 levantamos voo em direção a São Paulo e nosso mochilão tinha chegado oficialmente ao fim. Chegamos ao Aeroporto de Guarulhos três horas depois e lá pegamos um ônibus até a rodoviária e outro até Juiz de Fora. GASTOS: Taxi Illampu-Aeroporto B$ 35 - R$ 11 Café Alexander - B$ 27 - R$ 8 Taxa de uso do Aeroporto El Alto - 25 USD - R$ 55 Ônibus Guarulhos - Rodoviária - R$ 25 Passagem São Paulo - Juiz de Fora - R$ 85 Total - R$ 183 É isso, pessoal! Qualquer dúvida é só perguntar!! Espero ajudar o máximo possível e também espero que todos animem a fazer esta viagem!!
  23. 1 ponto
    Belém - 05/07/2015 Desembarcamos no aeroporto de Belém por volta das 14:00, ficamos hospedados no Senador Pousada Hotel que está situado no bairro do Reduto, sua localização é de fácil acesso para Estação das docas, Mercado Ver o Peso, terminal hidroviário e para quem não liga de andar um pouco também é possível ir e voltar a pé ao parque Mangal das Garças e Casa das 11 janelas. Apesar de ter poucas opções de canais na TV e a cama com um colchão de molas não muito agradável, o chuveiro é quente e servem um bom café da manhã, sem contar que os funcionários são super atenciosos, e a sua boa localização facilita muito. Fizemos nosso check in, trocamos de roupas e fomos dar uma voltar para fazer o reconhecimento da área,seguimos até a estação das docas e no mercado ver o peso. Por ser domingo e já final de tarde a maioria das barracas no mercado já estavam fechadas, acabamos almoçando em um restaurante na estação das docas mesmo. Gastos: -Táxi aeroporto até hotel – R$ 45,00 -Almoço na Estação das Docas – R$ 88,30 -Torta Marajoara – R$ 10,00 -Sorvete de Taperebá – R$ 7,50 -2 águas – R$ 6,00 -Farmácia – R$ 9,43 -Barzinho a noite – R$ 53,00 Belém – 06/07/2015 Na segunda feira voltamos ao famoso mercado Ver o Peso, e nos surpreendeu a quantidade e diversidade de produtos lá oferecidos (frutas, temperos, alimentos, artesanatos). Fomos provar um pouco da culinária maravilhosa. Gastos: -Sucos de Taperebá e de Bacurí (copo grande) – R$ 6,00 -Porção de Peixe DOURADA – R$ 10,00 -Porção de Camarão com legumes e refrigerante – R$ 10,00 -2 Cervejas e refrigerante – R$ 18,00 -Doce de Cupuaçu – R$ 3,00 Saímos do Ver o Peso e andando pela redondeza entramos no mercado municipal para conhecer seu comércio, lá perguntamos onde poderíamos provar o famoso Tacacá e nos indicaram na esquina da Travessa Ocidental com a Rua 15 de Novembro, na barraca das “2 Irmãs”.Pedimos 2 tacacás para as proprietárias, dona Helena e dona Elvira, e enquanto aguardávamos ficamos conversando com dona Helena que nos contou que estava ali a mais de 20 anos e que no início era ela e a irmã que já faleceu e agora trabalhava ela e a sobrinha. Ela contou que aprendeu com a mãe as receitas e técnicas no preparo de diversos pratos como o Tacacá e a maniçoba, e que foi com o suor diário no preparo dos alimentos que conseguiu criar seus filhos. Orgulhosa por ter vencido todas as dificuldades porém, um pouco triste pois a cultura da sua família estava terminando, seus filhos cursando o ensino superior não tinham o interesse naquele tipo de negócio. É uma pena, pois a sua dedicação e satisfação no trabalho eram visíveis. Um detalhe importantíssimo foi o estado em que estavam suas panelas “SIMPLESMENTE BRILHANDO!!!” todas personalizadas com a gravação “2 irmãs”, confesso que acho que nunca tinha visto uma panela tão bem areada. Recomendo a todos que por ali estiverem que procurem a barraca das “2 Irmãs” vale a pena. Gastos: -2 Tacacás – R$ 20,00 -Mercadinho água e cerveja – R$ 16,30 Belém – 07/07/2015 Fomos até a rodoviária para comprar nossas passagens para Marudá, é de lá que saem os barcos para Ilha do Algodoal. O acesso até Marudá pode ser de Ônibus ou de Van, fomos nos dois guichês perguntar os preços das passagens e o tempo de viagem: no guichê das Vans nos informaram que o tempo de viagem seria de 3 ½ a 4 horas a um valor de R$ 30,00 no guichê do Ônibus 3 horas e a um valor de R$ 23,10 e optamos pela passagem de ônibus mesmo. Saindo da rodoviária e não muito distante, pode-se visitar: o Parque da Residência (antiga residência dos governadores do estado e atual sede da Secretaria Estadual de Cultura), o Museu Emílio Goeldi, a Basílica Santuário de Nazaré. É possível fazer todo esse trecho sem precisar de condução. De lá pegamos um ônibus até as proximidades do parque Mangal das Garças, depois visitamos a Casa das Onze Janelas e de lá voltamos para o Ver o Peso, tudo a pé. Gastos: -Ônibus até rodoviária – R$ 5,00 -Passagem para Marudá – R$ 46,20 -Entrada Museu Emilio Goeldi – R$ 4,00 -Lanche no Mangal das Garças- R$ 13,50 -Entrada para Borboletário (Mangal) – R$ 10,00 -Lembranças no Ver o Peso – R$ 30,00 -Sucos Taperebá e Graviola – R$ 6,00 -Porção de peixe frito (Dourada) e cervejas – R$ 29,00 -AlmoJanta no Rei do Bacalhau – R$ 56,00 -Mercado – R$ 26,00 . Algodoal - 08/07/2015 Fizemos o check out e pegamos um táxi para a rodoviária, nosso ônibus sairia às 06:20. É bom levar algo para comer e beber durante a longa viagem, que foi muito além do que nos disseram, chegamos em Marudá as 11:05 ou seja 04:45 de viagem, detalhe fui me informar da distância entre Belém e Marudá e descobri que é somente 165 km. Todo esse tempo foi devido ao trânsito e ao sobe e desce de passageiros, então paciência é tudo, mas a beleza a ser contemplada no destino final irá valer a pena. Já próximo do nosso destino um dos passageiros nos perguntou se estávamos indo para Algodoal, como disse que sim ele nos disse para descermos com ele, pois que o ônibus nos levaria até o cais de onde saem os barcos para Algodoal, o bagageiro do ônibus havia muitos mantimentos para a barraca na praia que é de sua propriedade “Point do Kite” (deve ter dado uma gorjeta para o motorista e tudo certo). Pegamos o barco que levou cerca de 40 minutos até Algodoal, como na ilha não é permitido motor a combustível, um dos meios de transporte é a charrete, pegamos uma até nossa pousada. Ficamos na SALMO 23, pousada extremamente simples, nosso quarto só tinha ventilador, o banheiro além de minúsculo (minúsculo mesmo!) tem seus utensílio (pia, torneiras) de plástico, péssimo para o manuseio e água fria. Apesar da simpatia os donos da pousada no quesito indicação de passeios ou locais a se conhecer a nota é “0”, tirando a praia praticamente na frente da pousada só nos indicaram a praia da Princesa ou Praia Grande. Gastos: -Almoço no Restaurante da Iza – R$ 51,00 -À noite cerveja e água – R$ 10,00 Algodoal - 09/07/2015 Depois do café (desorganizado) servido na pousada fomos à Praia da Princesa, procuramos a barraquinha Point do Kite Surf e ficamos por lá tomando umas cervejas e depois o almoço. À noite saímos um pouco para dar umas voltas. Gastos: -01 garrafa de água 1,5 l – R$ 4,00 -Almoço + cervejas Point do Kite – R$ 81,00 -Travessia de canoa – R$ 4,00 -Jantar + cervejas – R$ 47,00 Algodoal - 10/07/2015 Tomamos café e fomos novamente para a Praia da Princesa Gastos: -Almoço + cervejas – R$ 90,00 -Travessia de canoa – R$ 4,00 -Jantar (lanches + sucos) – R$ 33,00 -Sorvete – R$ 5,50 Belém - 11/07/2015 Data da nossa saída de Algodoal, a impressão que tivemos é que ficou faltando alguma coisa a mais para ser feita, ou algo a mais para ser explorado, é um local simples, mas que ainda preserva bem as suas belezas naturais, e esse sentimento nos deixa a vontade de voltar novamente. Nosso destino saindo de Algodoal era Belém, lá passaríamos a noite e no dia seguinte seguir em direção a Ilha de Marajó, então nada de especial nesse dia apenas comprar algumas lembranças e nos preparar para o dia seguinte. Assim que deixamos nossas malas no hotel seguimos em direção ao terminal hidroviário para comprar as passagens para Marajó, porém não sei qual o motivo, mas não vendem passagens antecipadas, somente compra na hora. Fiquei com certo receio de não conseguir então me informei que as vendas das passagens começavam a partir das 07:00. Gastos: -Charrete – R$ 10,00 -Barco para Marudá – R$ 15,00 -Táxi para rodoviária – R$ 10,00 (não é longe se estiver com pique e poucas malas, dá para seguir caminhando) -Van para Belém – R$ 50,00 (saída às 09:25 e chegada às 12:50) -Ônibus até Hotel – R$ 5,40 -3 sucos – R$ 9,00 -2 Almoços – R$ 32,00 -2 cervejas Litrão – R$ 12,00 -1 sorvete – R$ 6,50 -Castanha do Pará 2,5 kg – R$ 70,00 -Castanha de Caju 1 kg – R$ 45,00 -Pizza – R$ 32,00 Belém - Dia 12/07/2015 Acordei mais cedo e antes de tomar o café fui para o terminal hidroviário, não demorou nem 20 minutos o trajeto a pé, cheguei um pouco antes das 07:00 e já tinha umas 8 pessoas na minha frente, pensei então que foi bom ter ido cedo, comprei as passagens voltei para o hotel, tomamos café e pé na estrada novamente. Em Marajó, escolhemos a Pousada Canto do Francês que fica no município de Soure, super recomendo, ótimas instalações e bem localizada, só o café da manhã que achei que poderia ser um pouco melhor, mas vale a pena. Quando fechamos com essa pousada já nos informaram sobre o translado do Sr. Edgar e já contratamos. O tempo de viagem de barco é de + ou – 3 horas, recomendo a área VIP que custa R$ 35,00, local reservado com poltronas confortáveis e com ar condicionado. O preço da área normal éR$ 20,00 com as cadeiras de fibra de vidro, um calor e o barulho que não são fáceis de suportar. Após o desembarque nos informamos sobre o transporte do Sr. Edgar e disseram que ele estava chegando o que nos deixou um pouco mais tranquilo, demorou um pouco mas chegou. Gastos: -Táxi para terminal hidroviário – R$ 12,00 -Passagem para Porto Camará – R$ 70,00 -Jornal – R$ 2,00 -Translado para Soure – R$ 26,00 -Almoço (Filés de Búfalo + cervejas) – R$ 52,00 -Água – R$ 4,00 -2 sorvetes - R$ 4,00 Marajó - Dia 13/07/2015 Tomamos nosso café e fomos em direção a praia da Barra Velha, a distância da pousada até a praia é + ou - 3 km, como ainda era cedo e o sol não estava forte fomos andando mesmo. O acesso até a praia é livre porém temos que passar por uma propriedade particular e na entrada (na porteira) fica uma senhor que quer cobrar dos turistas a quantia de R$ 10,00 para quem quiser fotografar. Não caiam nessa, mesmo porque não vimos nada de interessante para fotografar até chegarmos na praia. O lugar é lindo, uma beleza sem igual. Escolhemos um quiosque e nos instalamos, eu estava ansioso para provar o tão famoso Turú, para quem não conhece é um bicho que dá em madeira podre no mangue, também conhecido como cupim do mar. Não ficamos muito no quiosque e logo trocamos pois as cervejas não estavam bem geladas como gostamos. No segundo sim, estava perfeita e tinham caldo de turú, porem eu queria experimentá-lo in-natura. Pedi um pouco, não demorou muito e a atendente me trouxe alguns e uma tigela com tempero. Confesso que não se pode dizer que é um manjar dos Deuses, mas também não é tão ruim assim. Valeu pela experiência. Para voltar pegamos 2 moto-táxi afinal depois de algumas cervejas o caminho seria muuuito mais longo. Em vez de irmos para a pousada voltamos ao restaurante Patu Anu para almoçarmos. Gastos: -Água – R$ 3,00 -Petiscos (Cervejas, turu, porção de macaxeira) – R$ 52,00 -Moto Táxi – R$ 12,00 -Almoço (Filhote, filé de búfalo e 4 sucos) – R$ 66,00 -2 sorvetes – R$ 4,00 Marajó - Dia 14/07/2015 Reservamos o passeio na Fazenda São Jerônimo, sua atração maior é a possibilidade de se andar de búfalo, para ir à São Jerônimo é necessário veículo, então contratamos 2 moto táxis para fazer o percurso: -da pousada para São Jerônimo, -da São Jerônimo para a praia do Pesqueiro, -da praiado Pesqueiro para o centro. O passeio é fantástico, eandar de búfalo para nós foi uma experiência incrível, é impressionante a força que ele tem, tanto que é utilizado pela polícia de Marajó, pois é um animal que se necessário consegue atravessar atoleiros sem problemas. Após o passeio anda-se por uma passarela pelo mangue enquanto o guia nos conta algumas histórias do folclore local, e em seguida um passeio de barco pelo igarapé. Lindo. No fim pode-se tomar um belo suco de taperebá ou cajarana e comer algumas bolachinhas. Gastos: -Passeio São Jerônimo – R$ 140,00 -Comes e bebes na praia do Pesqueiro – R$ 83,00 -Moto táxi – R$ 70,00 -Jantar – R$ 107,00 Belém - Dia 15/07/2015 Fizemos o checkout no Canto do Francês e aguardamos nosso transporte até o porto de Camará onde embarcamos para Belém. Na manhã seguinte tínhamos que pegar o avião com destino a Santarém, como nosso vôo era super cedo então procuramos na internet um hotel que fosse próximo ao aeroporto para facilitar. Achamos um que não nos agradou em nada,o Hotel esquisito, acho que só nós estávamos hospedados lá, mas como seria apenas por algumas poucas horas de sono encaramos esse desafio mesmo kkkk. Acordamos super cedo e fomos direto para o aeroporto, lá poderíamos tomar um café tranqüilo. Gastos: -Passagem para Camará – R$ 26,00 -Passagem para Belém – R$ 70,00 -Táxi para o Hotel – R$ 30,00 -Pizza e cervejas - R$ 46,00 -Táxi para o aeroporto – R$ 13,00 Ponta de Pedra - Dia 16/07/2015 Chegamos em Santarém por volta das 10:30, os táxis que ficam logo na área de desembarque cobram + ou – R$ 120,00 para levar até Ponta de Pedras mas conseguimos ou outro taxista mais em conta. Ficamos na pousada Ponta de Pedra, quartos com ar condicionado, frigobar TV e chuveiro quente, e um café da manhã muito bom. Os donos são super atenciosos e fazem de tudo para agradar, principalmente porque o local ainda está pouco desenvolvido e não há comércios por perto. O rio Tapajós ainda estava bem cheio, a visão daquela imensidão de água é maravilhosa. Segundo o dono na pousada a largura do rio naquele trecho é de 16 km. Após nos instalarmos fomos ao restaurante Panela de Barro que fica praticamente em frente da pousada, já com a indicação fomos experimentar o bolinho de Piracuí e o famoso Charutinho (peixe) eles fazem inclusive o Festival do Charutinho, acho que em setembro. No restaurante conhecemos o Milanês morador na região que tem um quiosque um pouco mais a frente, porém com o rio ainda cheio, todos que têm quiosque na beira do rio fazem um rodízio, e a cada semana só uma barraca abre, as outras se possível (porque ficam totalmente alagadas) só no final de semana. Esse senhor tem um barquinho e se propôs a fazer um passeio pela redondeza. Finalizarmos nossos petiscos enquanto ele buscava nosso meio de transporte. Saímos a navegar pela redondeza, ele nos levou a um local chamado Lago Preto, Naquele trecho a temperatura da água é mais quente que em outros locais, o que nos proporcionou um banho delicioso.Suas águas são cristalinas possibilitando visualizar o fundo do rio e vários peixinhos, inclusive peixes que tive quando criança no aquário. Gastos: -Táxi para Ponta de Pedra – R$ 80,00 -Bolinho de Piracuí, Charutinho e cervejas- R$ 83,00 -Passeio com o Milanês – R$ 10,00 -Jantar Pirarucu e cervejas - R$ 109,00 Ponte de Pedra - Dia 17/07/2015 Combinamos com o Milanês para nos levar de barco até Alter de Chão e conhecermos a praia de Pindobal, o percurso durou + ou - 1 hora. Em Alter você encontra várias pousadas e Hotéis, bares, restaurantes, lojas de artesanatos. Demos uma volta e já aproveitamos para procurar alguma pousada que também nos agradasse, pesquisamos algumas pousadas e escolhemos o Hostel Pousada dos Tapajós, lá mesmo já contratamos o transfer para nos apanhar em Ponta de Pedras. Com pousada reservada seguimos para a praia do Pindobal para curtir o resto do tempo. Gastos: -Petisco, almoço e cervejas - R$ 105,00 -Passeio até Pindobal – R$ 150,00 -Jantar (2 files de pirarucu + cervejas – sucos) – R$ 79,00 Alter do Chão – dia 19/07/2015 O dia amanheceu fechado e com uma garoa forte, nós tínhamos planejado um passeio muito recomendado para a Floresta Encantada, depois banho e almoço em uma praia que não lembro o nome e no final da tarde apreciar o por do sol do alto do morro do Cururu, infelizmente não foi possível, assim que a garoa que se alternava em chuva fraca cessou, aproveitamos para comprar algumas lembrancinhas. Para almoçar nos foi recomendado o Restaurante Tribal, pedimos um Tucunaré com molho de camarão, simplesmente maravilhoso, recomendo. No cardápio tinha também o Pato no Tucupi e como nossas férias estavam terminando não podia ir embora do Pará sem provar esse prato tão famoso, encomendei ½ porção para o jantar. O tempo permaneceu fechado o dia todo, por isso não foi possível fazer algum passeio. À noite voltamos para o Tribal para provar o Pato no Tucupi, foi melhor do que eu esperava, muito bom. Gastos: -Lembrancinhas – R$ 52,00 -Tucunaré + cervejas – R$ 87,00 -Pato no Tucupi + cervejas – R$ 51,00 -Sorvete – R$ 8,00 Alter do Chão – dia 20/07/2015 Infelizmente nossas férias chegaram ao fim, passarem-se 16 dias desde a chegada no Pará, visitando: Belém, Ilha do Algodoal, Ilha de Marajó, Ponta de Pedras e Alter do Chão, foram dias em locais maravilhosos cada um com sua beleza, peculiaridade, seu charme e seu encanto, era o dia do retorno a São Paulo, a correria e agitação da cidade grande, a loucura e o estresse. Mas ficando com o gostinho de quero mais, com a vontade enorme de planejar a próxima viagem, o próximo destino e com ela a expectativa do que nos reserva. A experiência que se adquire e vive com as conversas ou simples bate papo durante o café na pousada, durante as cervejas no bar, na sorveteria, e com as pessoas que encontramos pelo caminho é simplesmente “ESPETACULAR”. Conhecer pessoas com outras culturas onde há a troca de informações é sem palavras... Gastos: -Almoço no Tribal (Tambaqui assado + cervejas) – R$ 80,00 -Transfer até aeroporto – R$ 70,00 Esperamos que tenham gostado, e que de alguma forma possa ajudar aqueles que desejam conhecer um pouco mais da região norte desse Brasil “MARAVILHOSO”! Abraços Fernando e Beth
  24. 1 ponto
    Oi pessoal. Olha, respondendo à pergunta, eu contra-indico a impermeabilização por experiência própria. Comprei um bota pra neve da Quechua na Decathlon e como ia pra NY no inverno, resolvi bancar a espertinha. Eu tinha comprado um impermeabilizante spray nos EUA em viagem anterior, pra aplicar em produtos de artesanato e prevenir pó e sujeiras. Apliquei em todo o exterior da bota, pois ela é cor de creme bem clarinha e pensei: Assim não vai sujar mesmo que neve muito (final de 2012 - inicio de 2013 quando deu a nevasca forte na região). Duas surpresas: uma que mal vimos neve, ela caiu forte só depois o Natal; outra que depois de calçar a bota pois pro padrão do Brasil estava bem frio (-2, -5), e ir passear no Museu (Metropolitam), onde ficamos da hora que abriu até quase fechar, voltei para o hotel e tirei a bota....affff Pensa...dia inteiro, bota quente, bota impermeável por fora...resultado: ng aguentou o cheirinho da bota...ela impediu a transpiração e por ter pêlos do lado de dentro, virou um forno. Não senti nada de anormal com aquilo, mas meu pé estava branco, enrugado, descascando nas pontas dos dedos e na sola, de puro suor que acabei não sentindo devido aos pêlos que retiveram a humidade e à meia de lã por dentro da bota... Nunca mais faço dessas... fica a dica e ficaram as risadas depois desse mau momento...
  25. 1 ponto
    Luiza, como vai? Infelizmente nao é possivel. Esse tipo de produto até ajudar um pouco, mas não vai deixar sua bota completamente impermeável e ainda pode diminuir a transpirabilidade do calçado, o que é muito ruim. A única forma de você ter uma bota completamente impermeável e RESPIRÁVEL é construindo ela com uma membrana tipo Cllimatex, Goretex ou similares. Bem, mas isso so pode ser feito em uma fabrica, na hora que a bota está sendo produzida. Resumindo, ou vc ja compra uma bota impermeável e respirável, ou nao há o que fazer. espero ter ajudado. grande abraço.
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