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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 17-10-2021 em todas áreas

  1. Na minha opinião 30 dias para poder aproveitar esses 4 países é pouco tempo. A não ser que voce queira visitar apenas algum ponto específico de cada lugar, caso contrário, terá que fazer uma viagem correndo e mesmo assim deixará de ver/fazer muita coisa boa em cada país. Não sei se está levando em consideração o tempo perdido pra se chegar do outro lado do mundo, o tempo perdido nos deslocamentos internos e nos deslocamentos para os países pretendidos. Nos deslocamentos internos voce pode perder na melhor das hipóteses a metade do dia ou um pouco mais. Indo para outro país pode considerar um dia inteiro pedido. Fazendo uma conta simples por alto voce poderá perder uns dois dias (Brasil - Asia) + uns 3 dias em deslocamentos entre países, fora os deslocamentos internos. No fritar dos ovos voce poderá perder mais de 10 dias só fazendo deslocamentos. E se algum imprevisto acontecer o seu roteiro pra frente poderá ficar todo comprometido. Pondere também que os deslocamentos nesses países não são rápidos, os deslocamentos nas Filipinas são os mais demorados devido à distância entre as ilhas. As vezes voce poderá ficar cerca de 24hs dentro de um navio dependendo de onde estiver e pra onde quiser ir. Nem sempre há a possibilidade de ir avião, sem falar que também pode nao ter saídas diárias do local onde está e pra onde quer ir. Estou citando essas pontos pela experiência que já passei por esses países. Depois se quiser, poste o esboço do seu roteiro aqui para o pessoal poder opinar caso queira.
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  2. Viagem para Natal 30 á 02/11 alguém ?
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  3. Estou pensando seriamente em fazer uma expedição pelo norte da Argentina em Janeiro de 2022. Pode ser com ou sem Atacama. Já tenho um roteiro prévio que deve dar uns 7 mil km passando pela Puna (campos de altitude) e tentando conhecer o maior numero de atrações da região. A vantagem de ir para a Argentina é que o câmbio paralelo está dando uma ampla vantagem para o real. No momento 1 real compra 35 pesos, o que faz com que os preços fiquem bem atrativos para nós brasileiros. A gasolina (nafta para os argentinos) em Salta está em torno de 100 pesos, o que dá na conversão R$ 2,90!!! Diesel é mais barato ainda. Uma casa para 4 pessoas em Salta está entre R$ 25 e 50 por noite sem café da manhã. Uma garrafa de vinho que custa 25 a 30 no Brasil, lá vai custar de 8 a 15 reais!!! O detalhe é que no momento estou com um carrinho velho e 4x2: Pálio Adventure 2000 1.6 8v. Com possibilidades de trocar por um 4x4 até dezembro caso uma situação se desenrole. Algum maluco a fim de acompanhar para fazer comboio??? Segue o roteiro sem Atacama: Os valores de hotéis e combustíveis são aproximados. O custo de combustível foi pesquisado com base no meu carro que tem um consumo de 14 km/l na estrada. No Brasil calculei com valor por alto de 7,80 por litro para janeiro e na Argentina a 3,00 por litro. Projeto NOA 2022 gasolina hotel Dia Data Cidades Km 1º 27/dez Curitiba a Ituzaingó 964 266,00 R$ 60,00 1º 28/dez Ituzaingó a Termas del rio Hondo 925 174,00 R$ 60,00 2º 29/dez Termas del rio Hondo a Hualfin Via Andalgalá 400 80,00 R$ 50,00 3º 30/dez Hualfin a Antofagasta de la Sierra. 216 40,00 R$ 50,00 4º 31/dez A.D.L.Sierra passeios 100 20,00 R$ 50,00 5º 01/jan ADSL descanso 100 20,00 R$ 50,00 6º 02/jan ADSL a Antofalla 106 20,00 R$ 50,00 7º 03/jan Antofalla 100 20,00 R$ 50,00 8º 04/jan Antofalla a Tolar Grande 150 30,00 R$ 50,00 9º 05/jan Tolar Grande (passeios) 200 40,00 R$ 50,00 10º 06/jan Tolar Grande a San Antonio de los Cobres 200 40,00 R$ 50,00 11º 07/jan San ADLC a Cachi 145 30,00 R$ 50,00 12º 08/jan Cachi a Cafayate e quebrada de las flexas 157 30,00 R$ 50,00 13º 09/jan Cafayate (descanso, bodegas) 100 20,00 R$ 50,00 14º 10/jan Cafayate (ruinas Quilmes) Quebrada de las conchas 150 30,00 R$ 50,00 15º 11/jan Cafayate a Salta 200 40,00 R$ 50,00 16º 12/jan Salta (descanso e passeios) 100 20,00 R$ 50,00 17º 13/jan Salta a Purmamarca 193 40,00 R$ 50,00 18º 14/jan Purmamarca 0 R$ 50,00 19º 15/jan Purmamarca a Iruya 140 30,00 R$ 50,00 20º 16/jan Iruya 0 R$ 50,00 21º 17/jan Iruya a Tilcara 120 30,00 R$ 50,00 22º 18/jan Tilcara e atrações ao redor. 100 20,00 R$ 50,00 23º 19/jan Tilcara a Resistência 935 175,00 R$ 50,00 24º 20/jan Resistencia a Bernardo de Irigoyen 654 130,00 R$ 50,00 25º 21/jan Bernardo de Irigoyen a Araucária (via união da Vito) 537 266,00 R$ 0,00 26º 22/jan 6992 1.611,00 R$ 1.270,00
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  4. Roteiro com Atacama: Os valores de hotéis são aproximados. O custo de combustível foi pesquisado com base no meu carro que tem um consumo de 14 km/l na estrada. No Brasil calculei com valor por alto de 7,80 por litro para janeiro e na Argentina a 3,00 por litro. Projeto NOA e Atacama 2022 gasolina hotel Curitiba a Ituzaingó 964 R$ 266,00 R$ 60,00 Ituzaingó a Termas del rio Hondo 925 R$ 174,00 R$ 60,00 Termas del rio Hondo a Hualfin Via Andalgalá 400 R$ 80,00 R$ 50,00 Hualfin a Antofagasta de la Sierra. 216 R$ 40,00 R$ 50,00 A.D.L.Sierra passeios 100 R$ 20,00 R$ 50,00 ADSL descanso 100 R$ 20,00 R$ 50,00 ADSL a Antofalla 106 R$ 20,00 R$ 50,00 Antofalla 100 R$ 20,00 R$ 50,00 Antofalla a Tolar Grande 150 R$ 30,00 R$ 50,00 Tolar Grande (passeios) 200 R$ 40,00 R$ 50,00 Tolar Grande a San Antonio de los Cobres 200 R$ 40,00 R$ 50,00 San ADLC a Cachi 145 R$ 30,00 R$ 50,00 Cachi a Cafayate e quebrada de las flexas 157 R$ 30,00 R$ 50,00 Cafayate (descanso, bodegas) 100 R$ 20,00 R$ 50,00 Cafayate (ruinas Quilmes) Quebrada de las conchas 150 R$ 30,00 R$ 50,00 Cafayate a Salta 200 R$ 40,00 R$ 50,00 Salta (descanso e passeios) 100 R$ 20,00 R$ 50,00 Salta a Purmamarca 193 R$ 40,00 R$ 50,00 Purmamarca 0 R$ 50,00 Purmamarca a Iruya 140 R$ 30,00 R$ 50,00 Iruya 0 R$ 50,00 Iruya a Tilcara 120 R$ 30,00 R$ 50,00 Tilcara a Atacama 434 R$ 80,00 R$ 100,00 Atacama 100 R$ 20,00 R$ 100,00 Atacama 100 R$ 20,00 R$ 100,00 Atacama 100 R$ 20,00 R$ 100,00 Atacama a Salta Via Paso Sico 469 R$ 90,00 R$ 50,00 Salta a Resistencia 822 R$ 150,00 R$ 50,00 Resistencia a Bernardo de Irigoyen 654 R$ 130,00 R$ 50,00 Bernardo de Irigoyen a Araucária (via união da Vitoria) 537 R$ 266,00 R$ 0,00 Quilometragem 7982 R$ 1.796,00 R$ 1.670,00
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  5. Acabei comprando o da Decathlon de pluma mesmo. Até pesquisei aqui, mas não encontrei mais e não to lembrando do modelo hahaha Obrigada pela disponibilidade!
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  6. (esse post ainda está em construção e será editado conforme nossa disponibilidade de tempo) Viagem realizada com a @primporai Já compartilhamos bastante detalhes em nossos Instagrams, mas ainda falta organizar em texto, então caso queiram ver o que já postamos: https://www.instagram.com/anavoando/ https://www.instagram.com/primporai/ Eu e a @primporai nos conhecemos por causa do fórum Mochileiros.com e coincidentemente moramos na mesma cidade, desde então viramos muito amigas. Fizemos nossa primeira grande aventura juntas e hoje vou compartilhar um pouco com vocês uma visão geral de como foi realizar a Volta Completa em Ilha Grande/RJ. Foram 76km que realizamos em 8 dias e 7 noites. Fizemos apenas nós duas e sem guia, utilizando o Wikiloc e o Maps.me. É importante frisar que já fazemos muita trilha na nossa região, então consideramos que temos uma boa experiência e confiança de fazer sem guia. As trilhas em geral são bem demarcadas, mas sempre bom conferir os mapas, principalmente se estiver sem guia. Existe abundância de água em todo o caminho. É praticamente o tempo todo em mata fechada, sem vista para paisagens e muito imerso dentro da natureza. Não há tanta incidência do sol durante o trajeto, o que ajuda não ser tão desgastante, em contrapartida existe ganho de elevação em todos os dias. Recomendo o uso de bota. Os pernoites e trajetos foram feitos da seguinte maneira: Dia 01: Vila do Abraão até Saco do Céu, pernoite em Airbnb (A opção era ficar no Camping Gata Russa, mas estava mais caro que o Airbnb, o que não fazia muito sentido então optamos por passar a noite numa cama confortável); 8km Dia 02: Saco do Céu até Bananal, pernoite no Camping da Cristina; 10km Dia 03: Bananal até Araçatiba, pernoite no Camping do Bené; 14km Dia 04: Lagoa Verde de ataque pela manhã (sem peso), depois de Araçatiba até Aventureiro, pernoite no Camping do Luis; 14km Dia 05: Camping do Luis em Aventureiro, fizemos uma trilha curtinha até um coqueiro bem no fim da praia, gravei esse trecho também no Wikiloc. Foi nosso dia de descanso e para aproveitar um pouco da praia; Dia 06: Ataque até o mirante Sundara, pernoite no Camping do Luis em Aventureiro, mais um dia de descanso para recuperar de toda a caminhada dos últimos dias; - reparem que é "descanso" entre aspas, porque na verdade nos dois dias inventamos umas caminhadas curtas, as meninas não conseguem ficar paradas kkkk Dia 07: Aventureiro até Parnaioca, é necessário uma autorização com o INEA para atravessar as praias do Sul e do Leste, pernoite no Camping da Janete; 10km Dia 08: Parnaioca, Dois Rios e retorno para a Vila do Abraão. 16km Cortamos a parte de Lopes Mendes e Caixadaço pois não estávamos com equipamento para fazer camping selvagem. Optamos por realizar todas as refeições nos campings, compramos a maioria das comidas nos restaurantes para diminuir o peso de nossas mochilas. Também não fizemos a Gruta do Acaia, o que poderia ter sido feito com um pernoite a mais em Araçatiba, o que é uma boa dica já que a Lagoa Verde fica ali pertinho e é um dos lugares mais bonitos. Vale a pena ter mais tempo e aproveitar o dia por lá. Valores das refeições: Prato Feito em média R$ 30 por refeição, café da manhã média R$ 15. Os campings entre R$ 30 e R$ 40 por pessoa. (ainda vamos detalhar os custos certinhos, como eu falei no inicio, essa postagem ainda vai ser complementada com o relato da nossa experiência mais completo) Foi uma experiência desafiadora mas sem dúvida uma grande superação física para nós. Esperávamos um pouco mais de “vista” durante as trilhas, mas elas são dentro da floresta bem fechada, não conseguimos aproveitar tanto as praias, por isso optamos por dormir 3 noites em Aventureiro para realmente curtir a paisagem. Fizemos em Maio de 2021 o que foi ótimo porque praticamente não pegamos chuva, o tempo estava bem estável com dias ensolarados ou com sol entre nuvens. Ah e prepara-se porque é um sobe e desce saindo do nível do mar (e voltando) constante, o que em alguns momentos nos fez questionar o porque não estávamos em um barco, bebendo cerveja e fazendo churrasco como a maioria dos turistas “normais”. Hahhahaha mas quem gosta de trilha é um caso a ser estudado né? Ama um perrengue e nós estamos orgulhosas de ter completado esse desafio! Clique aqui para acessar o Wikiloc Em breve voltamos aqui para relatar dia a dia de como foi viver tudo isso
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  7. Olá Iara. Como seu voo é doméstico (Nacional), não terá problemas, porém, sugiro que você chegue antes no aeroporto e procure o guichê de atendimento de sua companhia aérea, pois algumas acabam 'criando caso' com isso. Nomes 'do meio' só servem para atrapalhar e o correto é você nem usar em bilhetes aéreos, porém, com já disse, não deverá ter problemas. E assim como bem relatou o coleta em sua citação, a Resolução 400/2016 da Anac permite que você altere e corrija a informação. O bilhete deve constar obrigatoriamente seu nome (primeiro) e sobrenome (último). Caso seja sobrenome composto, ambos vão constar no bilhete. E é OBRIGAÇÃO do passageiro solicitar a correção dos dados da passagem e o prazo máximo para isso acontecer é até o momento do check-in. Fica tranquila e boa viagem!!
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  8. Vou fazer um mochilão em janeiro de 2022 para Bolívia, Peru e Chile. Estou montando o roteiro e estou adaptando algumas coisas. Estou usando como base relatos de pessoas que já fizeram essa viagem. Claro que chamei amigos, ou não conseguem férias, ou falam a desculpa que todo mundo dá (dinheiro etc). Mas as vezes gastamos mais com roupa que uma viagem, a verdade é, só faz quem ama viajar. Então, nada melhorar que procurar aqui, pessoas que desejam fazer e querem e está procurando uma companhia para poder ir. Se tiver interesse de verdade, vamos nessa
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  9. Boa tarde Pessoal, por conta da pandemia, alguém sabe se esta sendo possivel atravessar a fronteira Foz do Iguaçu para Puerto Iguaçu e de lá pegar um onibus para Buenos Aires?
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  10. Olá @ana carolina cunha muito obrigado pelas informações que já ajudam bastante, mas assim como o Alan estou bastante curioso com os detalhes da experiência de vocês. Tenho apenas umas dúvida, vocês conseguiram a autorização do INEA para a travessia das praias do SUL e Leste? se sim como fizeram?
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  11. Olá, pessoal! Este vai ser meu primeiro relato de viagem aqui no fórum, então tenham paciência, por favor. Estou escrevendo mais de um mês após ter viajado e sem ter anotado nada, algumas coisas posso ter esquecido, mas vamos lá. Também coloquei os custos por dia e total por pessoa. Esta viagem ocorreu entre os dias 21 e 29/09/2016 para a Chapada Diamantina, onde eu (Bruno), meu irmão (Gian) e um amigo (Júnior) aproveitamos as diversas belezas do local em 9 dias, sendo que 2 deles foram de viagens ida/volta, com carro alugado, dormindo em pousadas e sem utilizar guias turísticos. Para nos guiarmos, utilizamos o gps do celular e mapas e fotos aéreas pré-carregadas dos apps Wikiloc e Google Maps. Se alguém quiser ir por conta própria desta forma também, recomendo um bom conhecimento na utilização destas ferramentas. Antes de tudo, já quero deixar um agradecimento a todo o povo do local e mochileiros que encontramos no caminho, todos foram educados e receptivos, sem exceções. A comida da região também é sensacional! Também me coloco a disposição para tirar qualquer dúvida ao meu alcance, pesquisei muito sobre o local para preparar o roteiro e posso ajudar com alguma coisa. Dia 1 (21/09/2016 - quarta-feira) Viagem e passeio em Lençóis Decolamos de nossa cidade Criciúma/SC, as 5h, e após 2 escalas, chegamos ao aeroporto de Lençóis/BA (que fica na cidade de Tanquinho) às 17h, onde já havíamos reservado um carro na locadora Pangola. Percorremos 25 km até a cidade de Lençóis, chegamos a pousada (Lençóis da Chapada Casas), deixamos as malas e demos uma volta na cidade a noite para jantar e conhecer. A cidade é bem histórica, bonita e agitada até por volta de 22h, com bares e restaurantes simples mas bem organizados e iluminados, além de mesas na rua. Gastos do dia: Alimentação (aeroportos): R$ 25 Hospedagem: R$50 Alimentação (Lençóis): R$ 25 Dia 2 (22/09/2016 - quinta-feira) Poço do Diabo, Grutas e Morro Pai Inácio Tomamos café na própria pousada (incluso) e percorremos 20 km para visitar o Poço do Diabo, uma cachoeira bem próxima a BR-242, no Rio Mucugezinho. O acesso é livre e para fazer a visita, deixamos o carro no restaurante que tem ao lado da rodovia e descemos a trilha pelo rio até a cachoeira. A trilha é curta, de menos de 1 km (ida), descendo algumas pedras, e fizemos em 15 minutos. O lugar é bem bonito! Tomamos um banho (há um cabo de aço para chegar na queda d’água), batemos umas fotos e continuamos a viagem, retornando ao carro. Pegamos o carro e percorremos 30 km até as Grutas Pratinha e Azul, que ficam na mesmo propriedade. Chegamos perto das 11h e pagamos a entrada e os tíquetes para fazer a flutuação na gruta e tirolesa. Começamos pela flutuação, de cerca de 30 minutos, que é feita com colete salva-vidas, snorkel e lanterna a prova d’água, gruta adentro no escuro, visualizando com a luz da lanterna todo o fundo da gruta e os peixes do local. Voltando à entrada da gruta fica mais legal ainda, com a transição gradual para luz natural e os cardumes de peixes, tornando a flutuação indispensável no passeio. Depois fomos almoçar no restaurante que tem dentro da propriedade, logo perto da entrada, com comida bem caseira e gostosa, e fizemos a tirolesa, que tem o final na Lagoa da Gruta da Pratinha, onde ficamos tomando banho por um bom tempo. Toda a Gruta da Pratinha e a Lagoa são sensacionais, água muito transparente e em temperatura agradável. Tentamos por duas vezes aproveitar a incidência de raios solares na Gruta Azul, mas não conseguimos. A primeira pelo tempo estar nublado e a segunda pelo horário, que quando apareceu o sol já não incidia na Gruta. Quem deseja visitar a gruta deve ficar atento aos horários conforme a época do ano que for, mas normalmente é entre 13 e 15h. Mesmo assim, conseguimos curtir um pouco da beleza do local. Perto das 16h fomos para o Morro Pai Inácio (20 km de distância), deixamos o carro no início da trilha e subimos o morro, cerca de 30 minutos a pé, para curtir o pôr do sol. Mas o tempo fechou assim que subimos e conseguimos aproveitar um pouco, tendo sido uma aventura na hora de descer por causa da intensidade da chuva. A vista lá de cima é sensacional, uma das mais bonitas e famosas da Chapada, indispensável na viagem de qualquer um. Pegamos o carro novamente e fomos para o Vale do Capão (45 km), que pertence ao município de Palmeiras, para fazer o passeio por lá no dia seguinte. Nos hospedamos na Pousada Lírio do Vale pela proximidade do início da próxima trilha. Jantamos em uma ótima pizzaria (comemos muito, a fome era grande) que existe bem no centro do Vale do Capão. Gastos do dia: Entrada nas Grutas: R$ 30 Flutuação na Pratinha: R$ 40 Tirolesa na Pratinha: R$ 20 Alimentação (almoço na Pratinha): R$ 25 Entrada no Morro Pai Inácio: R$ 6 Hospedagem: R$ 40 Alimentação (pizzaria no Vale): R$ 30 Dia 3 (23/09/2016 - sexta-feira) Cachoeira da Fumaça e Riachinho Depois de tomar café e deixar o carro na pousada, saímos a pé com nossas mochilas para fazermos a trilha da Cachoeira da Fumaça por cima (há também a trilha por baixo, mas não fizemos). Foi a primeira trilha mais pesada que fizemos, ela tem 6 km e demoramos 1h40m em cada trecho. O início dela é mais intenso, onde há um desnível de uns 350 m, mas depois o terreno é bem plano e seco, ótimo para caminhar. Ao final, chegamos a Cachoeira da Fumaça, a segunda maior do Brasil, com 340 m de queda d’água e o visual faz você esquecer toda a pernada para chegar ali, é sensacional e muito alta, de tirar o fôlego!! Tem uma pedra lá que é ótima para tirar fotos. Retornando perto das 14h, fizemos a trilha da volta e retornamos a pousada para pegar o carro. Tomamos um café lá e fomos em direção ao Guiné, que pertence ao município de Mucugê, parando no caminho no Riachinho, que fica próximo ao Vale do Capão ainda. Lá fizemos uma pequena trilha (menos de 10 minutos) para chegar a cachoeira, também muito bonita, e tomar banho. Chegando no Guiné (50 km), encontramos um lugar para dormir (Pousada Guiné), comemos em uma lanchonete no centro e nos preparamos para a trilha do próximo dia. Gastos do dia: Alimentação (lanche de trilha): R$ 10 Hospedagem: R$ 40 Alimentação (café da tarde): R$ 15 Alimentação (lanchonete): R$ 15 Dias 4 e 5 (24 e 25/09/2016 - sábado e domingo) Vale do Pati Para este passeio vou juntar os dois dias que utilizamos. Tomamos um café na pousada no Guiné bem cedo, deixamos o carro e pagamos para o dono da pousada nos deixar na subida da trilha para o Vale do Pati, no lugar conhecido por Aleixo. De lá, mochila nas costas e uma boa pernada pela frente. Já no início da trilha há um paredão de uns 250 m para subir, é bem cansativo, íngreme e se utiliza muito as mãos para subir também. Mas depois o terreno fica plano e tranquilo de caminhar. O primeiro ponto da trilha que visitamos foi o Cachoeirão por cima, foram 10 km até chegar nele, contando com o paredão, e levamos 3h. O trajeto cansativo, novamente, foi muito bem recompensado!! O lugar é maravilhoso, tem cerca de 260 m de altura! Havia duas quedas d’água quando fomos, mas nos falaram que quando o rio está mais cheio, há em torno de 20 quedas. Só visitando mesmo para conhecer a imensidão do local. Também há uma ótima pedra para bater fotos. Fizemos um lanche por lá e continuamos a trilha. Nosso destino foi a Casa do Sr. Wilson, uma das poucas hospedagens dentro do Vale do Pati, e escolhemos por proximidade da próxima trilha que faríamos. Andamos 9 km (2h30m) até lá e fomos pelo caminho conhecido por Arrodeio. Há um caminho mais perto para descer até o Vale do Pati, conhecido por Fenda, mas, por relatos lidos anteriormente, achamos meio arriscado. O caminho do Arrodeio tem aclives e declives médios, tranquilos para caminhar. A Casa do Sr. Wilson é administrada por ele e sua família (mulher e filhos). São 4 ou 5 quartos com beliches que recebem os mochileiros. Lá eles fornecem também janta e café da manhã (muito boas, principalmente os pães caseiros), já inclusos no valor. Devido a todos os caminhos possíveis ao Vale passarem por esses grandes paredões, não tem como chegar lá de carro nem de moto. O Vale é totalmente rústico e isolado, sendo que para comunicação com o exterior são utilizados bilhetes levados por guias. Também não há sinal de celular, rede telefônica ou de energia elétrica no Vale do Pati, apenas algumas casas têm painéis de energia solar para manter os refrigeradores (levados por 6 pessoas nos paredões por cordas), iluminação e tomadas para carregar celulares e câmeras apenas. A água do chuveiro é fria. Péssima hospedagem? Que nada, a paz e tranquilidade do local te fazem sentir estar em um dos melhores hotéis do mundo! Haviam vários outros mochileiros por lá, até estrangeiros. Dormimos uma noite muito tranquila, que nos deu muita força para continuarmos a viagem. No outro dia, após o café, pegamos a mochila (mais leve pois deixamos algumas coisas na casa) e subimos a trilha para o Morro do Castelo. São 3 km (1h15m) de uma subida bem pesada também, um paredão (200 m de desnível) quase tão íngreme quanto a subida do Aleixo. Mais pro final da trilha ela fica um pouco mais plana, então você chega em uma gruta, entra nela e sai do outro lado (levar lanterna), chegando a um dos pontos mais altos do Morro, onde subimos uma imensa rocha. Sendo repetitivo, a vista é também e maravilhosa, sendo possível visualizar uma boa parte do Vale do Calixto. Nesta trilha que fizemos, a vista era para esse Vale, e não para o Vale do Pati. Há algumas trilhas que possibilitam vistas do Vale do Pati, mas não tivemos tempo de procurar, já estava na hora de descer. Descendo o Morro do Castelo, passamos na Casa do Sr. Wilson para tomar um suco e pegar o resto dos nossos pertences e seguimos viagem, nosso objetivo era chegar ao Mirante do Pati. Levamos 1h30m (4 km) para chegar até em cima do Mirante, subindo pelo lugar conhecido por Rampa, um paredão de 200m de desnível bem pesado também. A vista do Mirante, sensacional, é de todo o Vale do Pati, podendo-se localizar o Morro do Castelo, o Arrodeio e os Gerais do Vieira, além de todos os outros morros que circundam o local. Ótimo lugar para tirar fotos também! Saímos do Mirante perto das 16h, caminhando 8 km (2h) de volta até o Guiné, descendo pelo lugar conhecido por Beco. Chegando lá, fizemos um lanche na mesma lanchonete de antes, pegamos o carro e fomos para a cidade de Mucugê (40 km), onde nos hospedamos na Pousada Monte Azul, ótima e com um café da manhã muito bom. Demos também uma volta na cidade e jantamos em uma pequena hamburgueria, mas muito boa. A cidade de Mucugê é muito bonita, histórica, limpa e organizada, de longe a melhor cidade que visitamos, apesar de todas serem boas. Gastos dos 2 dias: Transfer até o Aleixo: R$ 10 Alimentação (lanche de trilha): R$ 20 Hospedagem no Vale do Pati: R$ 110 Alimentação (lanchonete): R$ 15 Alimentação (hamburgueria): R$ 25 Hospedagem em Mucugê: R$ 65 Dia 6 (26/09/2016 - segunda-feira) Cachoeira do Buracão Depois do ótimo café na pousada, pegamos o carro e nos dirigimos até o local da Cachoeira do Buracão (100 km), que fica no município de Ibicoara. Ela fica fora dos limites do Parque Nacional da Chapada Diamantina, mas pertence ao Parque Natural Municipal do Espalhado, por isso a utilização de guia local credenciado é obrigatória. Nosso guia foi o Clayton, que mora no Povoado Mundo Novo, onde encontramos ele e fica 1 km antes da entrada do Parque. A trilha é bem tranquila, uma parte (7 km) é feita de carro até o rio, depois a pé (3 km, 1h). No caminho, já passamos por algumas pequenas cachoeiras e poços, também bonitos, e o final é uma descida um pouco mais pesada pelas pedras, mas bem tranquila. Para chegar a Cachoeira, há duas opções: pelo rio, entre os paredões, ou por uma passarela de madeira que liga os dois paredões. Fomos nadando pelo rio, onde o uso de colete salva-vidas é obrigatório. Você começa nadando no ponto final da trilha em direção a um “túnel” formado por dois paredões com rochas “folheadas” que já são bem legais, mas quando chega no final deles, olhando a esquerda, você avista a Cachoeira do Buracão, que é de tirar o fôlego, muito bonita!! A queda d’água é de 80m de altura, com um paredão ao redor de toda a área do poço da cachoeira. Simplesmente fantástica!! Você pode nadar tranquilamente até embaixo e sentir a queda d’água, que é bem legal também. Com certeza a cachoeira mais bonita que conheci até hoje! Retornamos ao carro, mudando um pouco o traçado da trilha para visualizarmos a Cachoeira por cima, voltamos para a pousada em Mucugê (mais 100 km), jantamos em um restaurante perto da praça central e dormimos. Gastos do dia: Alimentação (lanche de trilha): R$ 10 Hospedagem: R$ 65 Entrada no Parque: R$ 6 Guia turístico: R$ 40 Alimentação (restaurante): R$ 30 Dia 7 (27/09/2016 - terça-feira) Poço Encantado e Poço Azul Depois do ótimo café na pousada, pegamos o carro e nos dirigimos até a propriedade em que fica o Poço Encantado (45 km). Estacionamos o carro bem perto da entrada, pagamos a entrada e descemos a trilha, que é bem curta e íngreme mas tem corrimão e cordas para auxílio. É fornecido capacete com lanterna na entrada. O poço encantado é uma caverna com água parada e cristalina, onde não é possível tomar banho. Também há a questão da incidência dos raios solares, que faz com que a água fique azul. O tempo estava nublado e não foi possível visualizar este acontecimento, mas mesmo assim o passeio foi bem legal. Retornando ao carro, fomos para o Poço Azul (25 km). É bem parecido com o Poço Encantado, também depende dos raios solares para ficar mais bonito, mas é possível fazer flutuação nele, já incluso no valor da entrada. Eles fornecem snorkel e colete salva-vidas. É bem legal a flutuação, a água é realmente muito cristalina e podemos ver todo o fundo irregular do poço, mas o funcionários do local são meio chatos, qualquer mexida mais forte na água eles reclamam. Também há um restaurante com comida bem boa ao lado da entrada do Poço, onde almoçamos. Depois do almoço, retornamos a cidade de Lençóis (100 km), nos hospedamos na Pousada Recanto dos Mineiros, fomos fazer mais um passeio pela cidade, jantamos e dormimos. Gastos do dia: Alimentação (almoço na Gruta Azul): R$ 20 Hospedagem: R$ 50 Entrada no Poço Encantado: R$ 20 Entrada no Poço Azul: R$ 30 Alimentação (restaurante): R$ 30 Dia 8 (28/09/2016 - quarta-feira) Cachoeira do Mosquito e Ribeirão do Meio Tomamos café e fomos para a propriedade em que fica a Cachoeira do Mosquito (40 km). Deixamos o carro do lado do início da trilha e descemos a mesma, que é bem curta (1 km). A Cachoeira do Mosquito também é bem bonita, vale a visita em um dia mais calmo e tranquilo, sem querer cansar muito. Almoçamos na própria propriedade, uma comida bem caseira e gostosa. De lá, fomos direto para o Ribeirão do Meio (mais 40 km), que fica bem próximo ao centro de Lençóis, deixando o carro do lado do início da trilha. A trilha é bem leve (3km, 1h), e chegamos ao local, que é um escorregador formado pela água do rio corrente nas rochas. Bem divertido, ficamos um bom tempo lá descansando antes de retornar para a pousada. Demos mais uma volta na cidade de Lençóis a noite para jantar, comer um acarajé e comprar as lembranças e presentes da viagem, depois preparamos as malas e dormimos. Gastos do dia: Alimentação (almoço na Cachoeira do Mosquito): R$ 25 Hospedagem: R$ 50 Entrada na Cachoeira do Mosquito: R$ 6 Alimentação (janta): R$ 25 Dia 9 (29/09/2016 - quinta-feira) Retorno para casa Neste dia, tomamos café, fomos ao aeroporto (25 km), devolvemos o carro na locadora Pangola, que fica dentro do aeroporto de Lençóis, pegamos nosso vôo 10h e, após 3 escalas, chegamos em Criciúma/SC, nossa cidade. Gastos do dia: Alimentação (aeroportos): R$ 30 Total de gastos (por pessoa) Alimentação, hospedagens e passeios: R$ 1.053 Passagem aérea: R$ 900 Aluguel do carro: R$ 400 Combustível: R$ 80 Gasto total: R$ 2.433 por pessoa Obs.: não contabilizei alguns gastos menores, como águas e barras de cereal. Dicas 1. Visite a Chapada Diamantina!!! 2. Leve apenas o necessário, principalmente nas trilhas; 3. Barras de cereal são ótimas para manter a energia, leve bastante; 4. Tenha de 2 a 3 litros de água potável por dia disponível, a água da região pode causar problemas para algumas pessoas; 5. Utilize um calçado bom e confortável, impermeável e com meias que não sejam de algodão; 6. Tenha uma jaqueta impermeável (no mínimo uma capa de chuva) na mochila; 7. Se for utilizar capa de chuva, tenha uma blusa disponível, são altas altitudes e o vento normalmente é bem forte, causando frio; 8. Não deixe de visitar, principalmente, estes locais: Morro do Pai Inácio, Cachoeira da Fumaça, Vale do Pati (reserve mais de um dia) e Cachoeira do Buracão; 9. Se for por conta própria, tenha bom conhecimento de utilização de GPS e aplicativos de localização e leve um carregador portátil; 10. Visite a Chapada Diamantina!!!
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  12. Muito obrigada, Stanlley! Quanta informação relevante, valeu mesmo. Pesquisei o Savana e parece que não tem mais vaga Mas já entrei em contato com alguns próximo a esta rua que você indicou..espero que dê certo! rs
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  13. Não, não, não e não. Isso não é viagem, é correria! Vá somente à Paris, Praga e Budapeste. Tire todo o restante fora. 15 dias não são suficientes. Vocês ficarão cansados, não aproveitarão nada e as conexões que querem fazer são ruins. Todas essas cidades passaram por dezenas de guerras ao longo de 1000 anos (pelo menos) e continuam lá. Não vão sumir e vocês terão outras oportunidades. Infelizmente Lisboa não é um grande hub de aviação e, por isso, a maioria dos voos para outros lugares da Europa são com conexão. Entretanto, vocês podem ir para Paris e, de lá, voos diretos para Budapeste. De Budapeste, trem ou ônibus para Praga e volta para Paris ou Lisboa. NÃO desça em Beauvais Tillé (BVA) que algumas companhias low-fare chamam de "aeroporto de Paris". Fica nos quintos dos infernos, com pelo menos uma hora de trem. Além disso, o custo do trem + custo de mala não é atrativo. Prefira o Charles de Gaulle ou Orly que ficam realmente em Paris. Como as 3 cidades possuem inúmeras coisas para se fazer, sugiro que abra novos tópicos por aqui para cada uma delas, separadamente. Será mais fácil a ajuda. Boa viagem
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  14. Protocolos no aeroporto: Imigração, verificação de documentos e verificação de teste CPR + prova de vacinação Pegar a mala Pegar o trem e ir para o centro (compre o ticket nas máquinas no meio do saguão de Shiphol) Dicas de Amsterdam Alugue uma bike Ao atravessar as ruas, tome mais cuidado com as bikes que com carros Vá comer o melhor croquete do universo aqui: Van Dobben Não compre queijo na região central da cidade. Se quiser levar, entre num supermercado (AJ ou SPAR) e compre lá. É mais barato. Escrevi há alguns anos diversas dicas sobre Amsterdam onde morei. Você pode ler sobre clicando aqui. Welkom!
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  15. Olá, galerinha mochileira.. Acabei de voltar do Jalapão e como existem vários relatos sobre o lugar, vou só pontuar algumas coisas que achei interessantes-pertinentes. Caso alguém queira perguntar algo mais, fique à vontade! 1) Pegamos um carro alugado e é totalmente fazível! Se você não quer gastar com a expedição e prefere a liberdade de fazer seu horário, recomendo muito. Um exemplo, tinha uma expedição com 13 carros fazendo o mesmo percurso que nós..então eles e as outras expedições esperavam muito tempo para entrar nas atrações. Nós mudamos a ordem dos fervedouros e conseguimos focar sozinhos em alguns. 2) A estrada é realmente muito ruim, mas indo devagar é tranquilo de dirigir. Porém o lugar é muito inóspito, ou seja, se o carro quebrar vai ser difícil conseguir ajuda, pois não existe sinal de celular na maioria dos trechos - ir por agência é vantagem nesse quesito. 3) Ainda na questão direção, usamos um aplicativo chamado Wikiloc que além de funcionar off-line (usa o sinal de gps) ele mostra as imagens das estradas numa resolução super boa e tem todas as trilhas cadastradas. Você NÃO vai se perder lá. 4) Precisa de 4X4? Sim, precisa! Muitos trechos de areia fofa que fazem o carro atolar algumas vezes. Nosso carro meio que atolou numa subidinha com areia..fiquei imaginando empurrar aquela pick-up e seria muito tenso. Então para facilitar sua vida, pegue um carro alto e com 4x4. Não tem motivo para ir até lá passar sufoco. 5) O único trecho muuuuuito ruim é Ponte Alta-Mateiros. Enche o saco de tanto buraco e costela de vaca na estrada. O resto foi "de boas" dirigir. E se você quiser ir na Cacoheira da Velha-Prainha do Rio Novo, saia cedo! Nós nos atrasamos e demorou muito chegar lá.. levou 02 horas para ir e mais 02 para chegar nas dunas e pegar o por-do-sol. Nisso, ficamos apenas 01 hora na prainha, que embora seja muito bonita, foi muito esforço para tão pouco tempo. 6) Estão cobrando 150 pilas para ver as dunas! Não sabia dessa informação e fiquei bem puto quando cheguei lá. Principalmente porque o pretexto foi que o pagamento seria para um guia nos acompanhar, mas o cara pegou a grana e sumiu. 7) De resto, só aproveitar. Boa viagem.
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  16. Estive na Suíça por 2 meses,não vá atrás de conversa que é caro, pois é a mesma coisa de países que usam euro.A novidade é que terá de sair com o certificado suíço de vacinação, senão não entrará em nenhuma atração fechada. Se vai a Geneve,é imperdível o CERN,lugar que concentra cientistas do mundo todo e esses sabem lhe explicar muito bem a física e o maior acelerador de partículas do mundo. Lá não é frio como os Alpes, não vejo necessidade de muito casaco em um lugar que não neva continuamente.
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  17. Você não precisa pegar o voo de volta, porém podem perguntar se você tem um ticket para sair da Tailândia dentro de 30 dias, não importa para onde (Camboja, Indonésia, Malásia, etc). Nas 4 vezes que lá estive, nunca me pediram nada. Na última, entrei por Chiang Mai e saí por Bangkok e nada foi solicitado, mas isso foi em 2020 e não posso afirmar com 100% de garantia que não mudou. Verificando o site da embaixada da Tailândia na UK, eles são efusivos em dizer "Proof of air tickets that the applicant will not overstay and health insurance are required for COE application." Qualquer ticket de 30TBH para Kuala resolve o problema
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  18. Algém cruzou a fronteira para Argentina após a abertura em Outubro? Estão solicitando seguro viagem com cobertura de covid-19 na aduana? Segundo o G1 (https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2021/10/04/argentina-deixa-de-cobrar-por-teste-de-covid-para-brasileiros-na-ponte-tancredo-neves.ghtml) os requisitos são estes: Apresentar comprovante de vacinação completa com, pelo menos, 14 dias a partir da segunda dose, independentemente da marca da vacina. Apresentar um teste RT-PCR realizado no Brasil até 72 horas antes da viagem e um teste antígeno no ponto de entrada ao país, que agora passa a ser gratuito. Apresentar o RG na entrada do país Fazer declaração jurada pela internet, por meio de formulário preenchido no site do departamento de migrações de Missiones, imprimir duas versões e apresentar documento na aduana no momento de entrada e de saída do país. Entre o 5º e o 7º dia depois da chegada à Argentina, o visitante deverá apresentar um novo teste PCR. Quem não tiver o esquema completo de vacinação, incluindo os menores de idade, ficará isolado numa quarentena obrigatória, além de precisar realizar todos os testes mencionados. Porém na declaração jurada, está escrito que estou ciente da "la necessidad de contar con un servicio del salud del viajero para la cobertura medica".
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  19. Hoje ao acordar notei que tudo estava mais lindo, mais colorido, podia enxergar a alegria estampada em pequenos detalhes e afazeres. Não tinha como ser diferente afinal, não são todos os dias que fazemos aniversario, hoje dia 07/02/2018 faz exatamente 1 ano desde que sai do comodismo, do comum, da rotina estafante que vivemos, e continuamos, sabe por que ? por que temos a sensação de estar tudo bem, esta confortável, por que mudar algo que pensamos ser o melhor, afinal é seguro. Mas eu não, eu pensava diferente, não estava legal, não me completava, apenas me absorvia mais e mais, até que em certo ponto cansei de toda essa vida monótoma, e aqui estou completando 1 ano de viagem. Já contei minha historia aqui no grupo uma vez, mas vou contar uma segunda, pois sei que muitas pessoas mudaram sua forma de pensar e ver o mundo a partir do post que fiz. Sou christopher hoje com 23 anos, estou na cidade de Balneário Camboriú. Bom eu era normal como todos somos, o tipico jovem brasileiro, trabalho, casa, carro, relacionamento, amigos, festas etc. Mas certo dia algo mudou, não tinha mais aquela animação pra ir trabalhar, não tinha animação pra sair com os amigos, não tinha animação pra sair nem da cama se quer, apenas olhava tudo esvair de mim aos poucos, mais e mais, e cada vez mais era pisado pelo black dog, e me afundado em depressão, foi então que acabei saindo do emprego, pois não tinha animação pra ir, com o passar dos dias veio o termino do meu noivado, isso foi uma marretada para a angustia de um depressivo, logo as contas de fim de mês começaram a chegar, acabei vendendo meu carro para pagar-las e liquidar toda e qualquer divida que tinha. Então ali estava eu fechado em meu mundinho obscuro, cercado de pensamentos suicidas. Mas, surge aquela luzinha ao fim do túnel, então resolvo que eu tinha que sair dessa, minha vida não podia acabar ali naquela casa, sozinho, eu era mais que tudo aquilo, não era possível que vim ao mundo pra viver até os 22 anos e ser lembrado por amigos e familiares como o depressivo que se suicidou. Fui ao meu computador e resolvi terminar com tudo de uma vez, consultei o santo google ''Como sair de uma depressão'' eis que apareceu varias e varias coisas, abrangendo uma gama de assuntos sobre, mas algo me chamou muita atenção, ''viajar é o melhor anti-depressivo'' estava ali, era só absorver essa informação, mas poxa ''sou pobre, como vou viajar e conhecer o mundo ?'' consultei o google mas uma vez ''como viajar sem dinheiro'' advinha onde fui parar ? ''mochileiros.com'' me encantei com os relatos de viagens, pessoas que saíram meteram a cara com pouco e as vezes nada, então estava ali, era o que eu queria pra mim naquele momento, depois de me aprofundar nas teorias de viajeros, e aprender o ''básico'' sobre sobreviver na estrada, estava focado em sair, logo arrumei a bolsa que carregava meu antigo notebook, coloquei umas roupas, peguei minha carteira que tinha 170 reais e sai no outro dia logo cedo, as 7 horas da manhã do dia 7 de fevereiro peguei minha primeira carona de Cafelândia do Oeste para o mundo. e assim segui, conhecendo lugares incríveis, um mais lindo que o outro, conhecendo pessoas, pessoas essas que são como anjos para quem vive pela estrada, escuto muito dizerem que existe muita maldade no mundo que vivemos, mas acredite é minoria, a bondade é imensa quando você se permite mais. Bom, conheci o mar pela primeira vez no ano passado, quando sai de Cafelândia, sai com proposito único de realizar meus sonhos, e conhecer o mar era um deles, então fui ao litoral Catarinense, passei por lugares no Parana, São Paulo, uma beiradinha do Rio de Janeiro, Minas Gerais (estado que eu era encantado desde pequeno) Espirito Santo, e em cada lugar que ia, aprendia algo diferente que sempre me moldou a tornar-se um ser melhor, mais feliz, foi onde vi, que tudo de mal que vivi antes de meu renascimento, serviu apenas para mostrar que eu estava vivendo errado, e era necessário mudar minha forma de viver. para quem leu até aqui, muito obrigado, desculpa tomar tanto tempo, deixo para você uma frase para refletir ''Permita-se mais, não deixe para depois, o que pode ser feito agora, o depois pode não vir a existir''
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  20. Pra vc subir a Serra do Rio do Rastro, você têm várias opções de cidades, como vc vai de carro, tudo vai ficar mais fácil. Quando fizemos a serra à pé em fevereiro 2017 nem preocupamos em fazer reserva de hotel, chegávamos nas cidades e íamos atrás, não tivemos nenhum problema com relação a hospedagem. Vi uma pousada no início da serra, mas não sei se ainda funciona. Cidades que ficamos hospedados antes da Serra: Tubarão (várias opções de todo preço), Orleans e Guatá(cidade pequena na base da serra, cidade pequena, ficamos numa pousada simples).
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  22. Fala Viageiros! Vou contar um pouco dessa deliciosa viagem para o Sul da Bahia no início do ano. Mas antes, quem puder, segue lá a página no Instagram: @profissaoviageiro No YouTube também: Profissão Viageiro Em breve vou postar vídeos de todas as viagens! Para mais detalhes e fotos, acessem o blog: www.profissaoviageiro.com Ficamos 15 dias entre o extremo sul, em Caravelas onde fui fazer o mergulho em Abrolhos, e Ilhéus, de onde meu voo retornava. É a segunda vez que fui para essa região, mas dessa vez pude conhecer mais lugares lindos pelo caminho, como Cumuruxatiba, que não tive a oportunidade de conhecer da primeira vez. As principais cidades;praias que passamos foram: Porto Seguro – Caravelas – Prado – Cumuruxatiba – Caraíva – Trancoso – Arraial d’Ajuda – Ilhéus. A partir daí exploramos as principais praias e passeios dessas regiões. E foi assim: Dia 1 Cheguei em Porto Seguro já bem tarde. Fui direto para a pousada para descansar, o que não consegui fazer muito bem. O quarto não tinha nenhum isolamento acústico e os adolescentes durante a madrugada e os funcionários da pousada durante o início da manhã simplesmente não pararam de fazer barulho. Foi uma noite muito mal dormida. Pela manhã tomei café, que estava ok, e saí para passear pela cidade. Fui andando até perto da balsa, passando pela Passarela do Álcool! Fui para Porto Seguro na formatura do 3º colegial e aquele lugar só trazia lembranças boas!!!! Na volta paramos em mercado e farmácia para comprar as coisas que precisava para seguir viagem. Então fui até o Aeroporto para pegar o carro e iniciar a viagem rumo ao sul. Acabei dando muita sorte e consegui um upgrade. Peguei uma Pick Up Toro que realmente foi muito melhor que o carro pequeno que havia alugado. As estradas são terríveis! Bom, com tudo certo, parti para o sul! Amanhã é dia de mergulho em Abrolhos!!! Dia 2 Era o dia do mergulho em Abrolhos. Já havia deixado tudo organizado com antecedência com a operadora de mergulho que escolhi. Lá em Caravelas existem algumas que fazem o passeio. O que acontece é que algumas não fazem o bate e volta no mesmo dia, e isso já limita um pouco a oferta. Outro detalhe é que não é todo dia que existem saídas para o bate e volta. Sendo assim, é importante para quem tem o tempo contado, fazer a reserva primeiro antes de organizar o roteiro, porque nem sempre vai encontrar saída no dia escolhido. Para dormir embarcado lá em Abrolhos, existem opções de 2, 3, 4 dias. Até mais caso alguém queira é possível encontrar. Quando fui da primeira vez para lá, fiz o de 2 dias. Dessa vez foi no bate e volta mesmo. Bom, para chegar lá no horário, tive que acordar absurdamente cedo. A estrada estava linda com a névoa no meio dos coqueiros e o sol nascendo ao fundo... Lindo!!! Mas não tem nem acostamento na estrada, então não quis arriscar parar o carro no canto da estrada. O pessoal lá não é muto bom de volante e o horário ainda sugere gente com sono dirigindo! Me encontrei com o pessoal da agência no píer de Caravelas e lá descobri que a menina que tinha feito minha reserva não tinha anotado que eu iria fazer o mergulho...... Inacreditável... A sorte é que deu tempo do pessoal da agência ir buscar o equipamento par mim e no fim eu consegui fazer o mergulho, mas fiquei bem puto na hora. É um longo caminho até Abrolhos... Nessa lancha que é considerada rápida, foram 3 horas. Durante o trajeto não tem muito o que ver, especialmente em época que não é das baleias visitarem a região, mas quando chega lá, vale todo o cansaço! A água do mar é maravilhosa! Todo o arquipélago é muito bonito! Um lugar especial!!! A maioria das pessoas do barco não iria mergulhar, então logo que parou o pessoal já partiu para um snorkel perto de uma das ilhas, e eu me juntei a eles enquanto não chegava a hora do meu mergulho. Estava cheio de tartarugas nesse lugar. Muito lindo! Depois fui chamado de volta ao barco para me arrumar para o mergulho. Diferente de muitos outros lugares, eles faziam apenas 1 cilindro o pacote. Mas beleza... A parte ruim foi na hora que pulei na água... Minha câmera fotográfica travou e não funcionou o mergulho inteiro... Bem decepcionante! Mas o mergulho foi lindo. Foi um mergulho raso, mas cheio de vida em uma água maravilhosa! De volta ao barco o almoço estava pronto. Estava boa a comida. Fomos então para perto de outra ilha onde um casal iria mergulhar novamente e enquanto isso fui fazer um snorkel. Mais uma vez muito bonito o lugar. Depois o barco partiu lentamente passando pelas demais ilhas e aproveitei para tirar umas fotos. Essas cabras que são algo muito louco lá! Normalmente se pode descer em uma das ilhas para passear e ver as aves bem de pertinho, mas dessa vez por conta da pandemia a descida estava proibida. Como tudo para empresas estatais é motivo para fechar, não trabalhar e não pensar, essa pandemia está ajudando muito nessas metas de empresas públicas. Então estava proibida a descida em uma ilha inabitada! Bra zil zil zil! E foi isso. Depois de algumas horas muito bem aproveitadas iniciamos nossa volta. Mais 3 horas até o píer de Caravelas. Então seguimos para Prado, onde passamos os próximos dias. Dia 3 Esse dia ficamos em Prado mesmo e pegamos praia na Praia Novo Prado. A praia tem estrutura de restaurantes e uma longa faixa de areia. Passamos uma tarde bem gostosa lá. A praia estava bem tranquila e fizemos até umas fotos mais bacanas por lá! De noite fomos para o point de Prado, o Beco das Garrafas! Andamos por lá e escolhemos um restaurante bacana para jantar. E fomos pras cabeças! Pedimos um Camarão na Moranga para 4 pessoas! A Tati come muito pouco, então minha missão era comer por 3 pessoas e meia! Hahahaha!!!!! A missão foi árdua! Eu comi em um nível digno de programa de TV – Man X Food, versão Prado! Bom, fiz o que podia, mas ainda sobrou um restinho. Sobrou bem pouco, mas foi realmente muita comida! Eu tenho um bom histórico de suor de carne, mas hoje foi dia de suor de camarão!!!! Cheguei de volta à pousada molhado de suor e sem conseguir me mexer direito!!! E foi isso, preciso me recuperar dessa orgia! Dia 4 Esse dia era da visita ao Parque Nacional do Descobrimento, que fica em Prado. Lá a visita é guiada e eu fiz a reserva com alguma antecedência com o pessoal. Foi bem tranquilo. O parque estava deserto. Nós éramos os únicos visitantes do dia. Tudo bem que era época de pandemia e isso obviamente diminuiu muito as visitas, mas mesmo assim, o parque é muito pouco visitado em tempos normais. Não dá para entender... Fora do Brasil, qualquer pracinha arrumadinha ganha divulgação e recebe um monte de visitantes. Aqui, esses locais são esquecidos, mesmo sendo tão bacanas. O parque não tem uma estrutura boa, consequência óbvia de qualquer administração pública nesse país. Nem banheiro para visitantes tem. Tivemos que usar o banheiro dos funcionários. Já as pessoas foram ótimas! Desde a reserva da data até depois da visita que ainda tive contato com eles. Todos muito simpáticos e prontos para nos ajudar. Nosso guia foi o Márcio e adoramos ele! Foi muito legal ter feito o passeio com ele! Fomos com meu carro parando nas atrações do parque. Primeiro paramos na linda Gameleira e ficamos lá um tempo contemplando aquela linda obra da natureza! Depois paramos na torre de observação de incêndios do parque, onde um elevador (que está quebrado) leva o pessoal da brigada de incêndio para um observatório bem alto onde se tem uma ótima visão do parque e de eventuais focos de incêndio. De lá fomos para um mirante e ficamos curtindo um pouco aquele verde sem fim! Em seguida fomos para o lago que fica logo abaixo do mirante. O lugar é bonito e ficamos um tempinho por lá, aproveitando para tomar um lanche. A partir de lá saí para andar um pouco pelo parque e tirar umas fotos. Saímos para mais um trecho de carro onde também aproveitamos para descer um pouco e caminhar pela região. Depois voltamos para o lago e ficamos por lá. Voltamos então para a entrada do parque para a última trilha do passeio, a Trilha do Macaco. No final ainda batemos um papo com o Marcio sobre o parque e ele nos contou a história dele como guia. Eu vou postar isso lá no meu YouTube em breve! Eu ainda fiquei ali na região da entrada do parque tirando umas fotos de aves antes de ir embora. Até que rendeu algumas fotos! E foi isso, fomos embora com a vontade de voltar em breve para explorar mais esse lindo parque! Praia de Guaratiba – Prado Como ainda tínhamos algumas horas de sol, fomos para a Praia de Guaratiba, no sul de Prado. A praia é bonita e bem grande! Eu cheguei pela entrada principal, que não fica dentro dos condomínios de lá, que são predominantes por ali. Paramos no restaurante/barraca logo na entrada da praia para pedir algo para comer. O lugar já estava perto da hora de fechar e o cara era muito chucro. Eu quase tive que pedir desculpar por querer gastar meu dinheiro com ele! Inacreditável! Aí como não tinha muita opção, fomos procurar outro lugar e recebemos a indicação que dentro dos condomínios havia restaurantes abertos na beira da praia. Encontramos um lugar bem bonito e apesar do horário conseguimos comer e fomos bem atendidos. De bônus estava rolando um Rock N’ Roll dos bons no som! Eu não gosto de música na praia, mas um bom Rock não tem como reclamar! O peixinho estava ótimo! Depois de comer fomos tirar umas fotos porque a luz já estava ficando ótima! E assim encerramos o dia. De noite voltamos para o centrinho para jantar e passear um pouco. Não foi das melhores experiências porque paramos em um barzinho fora do Beco das Garrafas, bem na praça principal da cidade. A galera da cidade leva suas caixas de som para os bares e liga elas na maior das alturas, independente se outras caixas já estão ligadas e os carros na frente já estejam com seus porta-malas abertos com som no último volume. Quando percebi, estava no meio de um inferno auditivo e então pedi para o pessoal do bar embalar para viagem minhas coisas e fui embora o mais rápido possível. Comi no hotel e já logo capotei! Dia 5 Era o dia de sair de Prado e conhecer a Ponta do Corumbau. Fiquei um tempo ainda passeando ali na região da pousada para tirar umas fotos antes de partir. Fui então em direção à Ponta do Corumbau. Lá iria encontrar um casal de amigos que vieram de Caraíva para nos encontrar. A ponta do Corumbau tem uma boa estrutura de restaurantes, pousadas e um grande resort. É uma praia muito bonita, porém mais movimentada. Mas andando um pouquinho para longe da muvuquinha ao redor dos restaurantes, a praia já fica deserta e se pode curtir toda essa beleza bem tranquilo! Ficamos curtindo o dia inteiro por lá, um lugar muito lindo! A Gio e o Ross tinham hora para ir embora, pois tinham que pegar um buggy de volta para Caraíva. Acabei acompanhando-os até a saída do buggy. Depois voltei andando por dentro, na entrada da reserva indígena que tem ali. Já estava escurecendo e resolvi jantar antes de seguir para a próxima base, que seria em Cumuruxatiba, ainda no município de Prado. Que sorte que fiquei por lá, porque pude presenciar um pôr do sol de tirar o fôlego!! Depois do espetáculo da natureza chegou a janta. Estava tudo ótimo! Então parti para Cumuru porque esse dia já estava terminando! Dia 6 Acordei e fui conhecer a minha pousada, que era bem legal. Depois parti para o café da manhã e fui conversar com o dono da pousada para ver com ele algumas dicas de praias da região. Nesse dia escolhemos a praia Japara Mirim. Era uma praia ao sul do centro de Cumuru que parecia bem bonita! Chegando lá a previsão se confirmou, era uma praia linda e estava praticamente deserta! A praia possui lindas falésias e um mar lindo! Curtimos a tranquilidade da praia o dia inteiro!!! Em certo momento uma linda cachorrinha veio para perto de nós. E a partir desse momento ela não desgrudou mais da gente. Nós a chamamos de Mãezinha! Ela era tão magricela e tinha acabado de ter filhotes. Ficamos com muito dó. Começamos a dar nossa comida para ela. Pobrezinha, estava morrendo de fome. Bom, ela passou o dia inteiro co m a gente e nós demos absolutamente toda a comida que tínhamos levado para ela. Fomos caminhando até a praia vizinha, a Japara Grande. Lá existe um restaurante e é bem mais movimentado. Lá a vantagem é que o rio é bem bonito na chegada à praia! Voltamos para Japara Mirim para aproveitar o restinho do dia e fazer mais carinho na Mãezinha, que fez todo o passeio conosco. Só que na hora de ir embora foi muito triste. ☹ A Mãezinha percebeu a movimentação e já foi nos acompanhando nos olhando, muito ansiosa. Assim que entramos ela saiu na frente pela estrada de saída da praia. Talvez o que passe pela cabeça dela é que se dessa vez ela correr muito mesmo, ela vai finalmente conseguir ficar perto de alguém que tratou ela bem, mesmo que por tão pouco tempo....... Quando conseguimos ultrapassar ela na estradinha ela saiu correndo em disparada atrás do carro e aquela cena de abandono olhando pelo retrovisor foi uma cena terrivelmente triste. Aí eu comecei a pensar, quantas vezes essa pobrezinha já passou por isso? Quantas vezes ela "foi abandonada" e saiu correndo atrás de alguém que ela só queria dar amor??? E é isso que eu não consigo entender... Como que as pessoas por aí conseguem abandonar um cachorro que já foi parte da família?????? Como alguém consegue se olhar no espelho depois de ter visto seu cachorrinho ficando para trás pelo retrovisor??????? Uma pessoa dessas não tem mais nada por dentro, sério.... Eu estou viajando de férias, muito longe de casa e dependendo de hospedagens e transportes que não permitem animais. Naquele momento nós não poderíamos fazer muito. E infelizmente não tem como sair pegando todo cachorrinho e gatinho abandonado que encontramos nessas viagens, especialmente passando por regiões mais pobres que não existe nenhum controle para que esses vira-latihas não se reproduzam e só aumentem o problema. São muitos! Bom, o que me restou foi passar em uma loja de rações e comprar um monte de ração para levar lá nos dias seguintes, mesmo que fora da minha rota, para tentar dar um mínimo de comida para essa pobrezinha, que mesmo nessa condição tão ruim e sendo enxotada por outras pessoas só por chegar perto, só tinha amor e carinho para oferecer. Queria poder fazer mais. Foi triste demais. De noite pegamos um açaí e ficamos no hotel. Estávamos bem cansados. Dia 7 Era o dia de conhecer a Barra do Cahy e eu estava com ótimas expectativas para esse dia! Antes paramos para conhecer a praia central de Cumuruxatiba, a Praia do Píer. A praia era linda e com estrutura de restaurantes e pousadas. Essa praia era mais movimentada que outras que fui. Depois partimos para a Barra do Cahy, que não fica muito longe de Cumuru. Lá existe um estacionamento pago para deixar o carro. Logo na entrada já se chega pelo restaurante que tem na praia. A maioria das pessoas ficam perto do restaurante e acabam usando a sua estrutura. Os preços são bem salgados por lá! Como nós tínhamos nossas bebidas e comidas, fomos andando pela praia e encontramos um coqueiro bacana para nos dar sombra em uma parte bem bonita da praia. Montamos nosso acampamento por lá. E aqui estamos acomodados onde tudo começou para nosso Brasil! Apesar de por muito tempo a praia Coroa Vermelha em Porto seguro ser considerada a primeira praia do Brasil, hoje se sabe por estudos de pesquisadores que o primeiro local de desembarque dos portugueses foi na Barra do Cahy, aqui no município de Prado. A praia é muito tranquila sem dúvida uma das mais bonitas do Sul da Bahia. Não deve estar tão diferente da “Ilha de Santa Cruz” que foi avistada pelos portugueses mais de 500 anos atrás. Torço muito para que continue assim! Preservar lugares como esse é tão importante! Um pouquinho mais para frente, encontramos a Cruz e placa em homenagem ao reconhecimento da Barra do Cahy como a primeira praia do Brasil. A Terra de Vera Cruz! “Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças; e ao sol posto, obra de seis léguas da terra, surgimos âncoras, em dezenove braças — ancoragem limpa. Ali permanecemos toda aquela noite. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante, por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, dez e nove braças, até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente à boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas pouco mais ou menos. Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro. XXX Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.” - Pero Vaz de Caminha Bom, depois de passar um dia tão agradável e com tanta história, fomos para a foz do Rio Cahy, um pouco mais para frente ainda. A beleza do lugar é de tirar o fôlego! Ainda entrei no rio para nadar um pouco e curtir aquele lugar. O mar ali é meio agitado, então o lado do rio é a melhor escolha para relaxar. Antes do fim do dia a praia já estava deserta e curtimos o pôr do sol sozinhos! Conseguimos até fazer umas fotos ao estilo largados e pelados!!! Já no caminho de volta ainda tive que parar para apreciar mais um pouco o lugar. Na estrada da volta presenciamos uma cena dessas inusitadas... Eu que já não dirijo muito devagar, vou vendo um cara no retrovisor chegando rápido perto de mim. Naquela estrada de terra, a velocidade do cara não era muito segura, ainda mais com uma pick up dessas pequenas com a caçamba carregada, inclusive com uma antena parabólica nela. Na hora que ele foi me ultrapassar tinha uma lombada na pista e foi bem a hora que ele acelerou mais... Meu, o cara voou com aquela pick up e metade das coisas que ele tinha na caçamba saíram voando pela estrada para todos os lados!!! Foi muito engraçado! Cena de filme de comédia! O pior é que o cara era local. Ele conhecia a estrada. Provavelmente estava meio bêbado, igual a maioria da galera lá que está dirigindo ou andando de bike de noite. As leis lá não são iguais as daqui, e isso a gente percebe rápido!!! De noite depois de um belo banho, fui para o centrinho de Cumuruxatiba para jantar. Apesar das opções mais sofisticadas de lá, nesse dia acabei pegando um lugar mais voltado para os locais! Bem gostosa a comida! Ainda fui buscar a ração no carro para alimentar os cachorrinhos famintos que andavam por lá! Ainda deu tempo de um pudim no famoso Uh Tererê de Cumuru! Dia 8 Infelizmente já era hora de deixar Cumuruxatiba. Realmente adoramos Cumuru! Saímos já fazendo planos de quando voltaríamos! Tomei café da manhã, dei uma última voltinha e parti! Antes de cair na estrada, tive a experiência de usar um “posto de gasolina” local. Esse era em uma mecânica. A gasolina vem em garrafas pet de 2 litros. Sensacional!!! Não vou negar que para alguém que mora em São Paulo como eu moro, isso não seja um pouco impressionante... Abastecer o carro com garrafas pet e um funil no meio da cidade na porta de uma loja que armazena essa gasolina sei lá em que condições e por quanto tempo... É bem bizzaro! Um belo choque de realidade desse nosso Brasil. O outro Brasil não consegue nem aprovar lei que libera o sistema de self service em postos oficiais e fiscalizados, igual é nos EUA... Bom, vencida essa etapa, parti para Caraíva. No caminho tive que parar para fotografar essa obra de arte! Quando cheguei em Caraíva, fiquei assustado como aquele lugar mudou. Gente para todos os lados, estacionamento lotado, ônibus de excursão... Minha nossa! Aí parei o carro, deixei algumas coisas que não iria usar dentro do carro e fui para a travessia. Existe uma casinha que cobra um ticket ecológico para entrar, mas não é obrigatório. Eu acabei pagando, mas não precisava. Só tem que pagar a travessia para o pessoal já dentro do píer. Quando chega do outro lado, o pessoal vem oferecer de levar as malas e as pessoas de charrete. Eu sou absolutamente contra o uso de charrete. Tudo que escraviza um animal, eu sou contra. Decidi não pegar e levar eu mesmo. Foi uma decisão complicada... Minha pousada era meio longe e andar naquela terra fofa com a mala na cabeça foi muito complicado... Muito mesmo! Para quem não sabe, Caraíva é uma vila de pescador que virou point. Pousadas para todos os lados. A vila não tem asfalto, é uma terra fofa por toda a vila que as pernas ficam queimando se andar muito por lá. Praticamente não existem carro na vila. O que tem além das charretes são os buggys que o pessoal usa como taxi, mas eles não ficam rodando por lá, então é bem difícil de pegar um se não for lá no centrinho. Nesse dia acabei indo na praia lá em Caraíva mesmo. A praia lá é bonita, mas existem outras mais bonitas na região. Pegamos um pôr do sol incrível por lá! Saí já de noite da praia e acabei parando em um restaurante bem movimentado no centrinho, na beira do rio. Aí foi uma cervejinha e um delicioso pastel de arraia que animou minha noite. Daí foi só caminhar até a pousada e dormir Dia 9 Dia de visitar a Praia do Espelho. Tomei um café em um lugar bem na frente da pousada. Depois parti para a travessia do rio para ir buscar o carro. Não é muito longe o caminho até a Praia do Espelho. O estacionamento lá é pago. Um amigo meu estava hospedado lá no Espelho e fui encontrá-lo assim que cheguei. Essa é outra praia que está tão diferente desde a última vez que vim. Cheia de gente para todos os lados. Depois de um tempo ali na muvuquinha eu acabei indo para o outro lado da praia, cruzando o rio. Essa parte da praia eu gostei muito mais. É uma parte quase deserta. No mar um monte de tartarugas marinhas! Foi bem mais bacana ficar desse lado e aproveitei para fazer umas fotos da Tati por lá. Mais para o final do dia a praia já estava bem mais tranquila e fui caminhar pela praia. E assim o dia foi acabando. Na hora de ir embora ainda paramos no mirante e também na vendinha que fica no estacionamento. Aí mandamos um creme de Açaí com Cupuaçu. Uma delícia! Já em Caraíva fomos jantar mas estava tudo tão absurdamente caro que resolvemos mandar só um lanche e ir dormir. O problema é que nessa noite teve uma festa em uma praia que para se chegar tinha que passar na frente da minha pousada. A pousada não tem absolutamente nenhum isolamento acústico e a noite inteira ficou passando gente falando alto e buggys barulhentos que pareciam estar dentro do quarto. Foi difícil de dormir essa noite. Dia 10 Já era o dia de ir embora de Caraíva, mas ainda deu tempo de visitar a Prainha. A Prainha é uma praia de rio bem bonita no lado oposto do centrinho. Peguei um buggy para chegar lá, pois era uma caminhada razoável. Chegando lá foi uma grata surpresa. A Prainha é linda! E não tinha quase ninguém lá esse dia. Estava maravilhoso! Aí enquanto eu estava fotografando uns pássaros, aconteceu uma coisa bem chata. Acabei fazendo um resgate de um filhote de passarinho. Teve uma festa na noite anterior aqui na prainha e tinha muito saco de lixo com as coisas da noite anterior espelhadas por aqui. Eu estava passando e achei bem estranho uns barulhos de passarinho vindo de um monte de saco de lixo. Acabei parando para investigar, mas eu achei que era algum pássaro tentando comer restos que estariam em volta dos sacos. Procurei um monte e não achei nada. Foi quando percebi que o barulho vinha de dentro do saco! Acabei vendo uma pequena movimentação dentro do saco e chamei a Tati para me ajudar e filmar tudo. Tinha muita garrafa em cima dele, qualquer coisa poderia fazer as garrafas mexerem e esmagarem o pobrezinho. Ainda bem que a coleta de lixo não tinha chegado ainda. Eu realmente não faço ideia de como ele foi parar dentro do saco de lixo. Ele era muito bebezinho ainda. Os pais estavam por perto respondendo aos chamados, mas sem poder fazer nada. Então depois que eu o tirei de lá, fiquei procurando algum lugar seguro para deixá-lo. Não encontrei nada muito bom, então fizemos um “ninho” com uma toalha velha que achamos por lá e colocamos ele dentro. Os pais já correram levar comida para ele, que estava morrendo de fome! Ele até que ficou uns minutos por lá, mas logo já pulou e foi para o mato. Subiu em um galho e por lá ficou. Ele é um Papa Capim de Costas Cinzas - Sporophila ardesiaca. Não tinha muito mais o que fazer, mas ele aparentemente estava bem. Acho que ele era muito novo para estar fora do ninho e não é fácil sobreviver assim tão pequeno solto na natureza, mas ele estava lá e os pais estavam por perto levando comida... Sei lá. Ele já conseguia se empoleirar bem e eu acho que só podia torcer para o melhor. Fiquei feliz de estar atento e poder ajudar esse nenenzinho! Espero que ele tenha ficado bem! Aí infelizmente chegou a hora de voltar para poder seguir viagem. Como não tinha como chamar um buggy, fui andando até a pousada. O problema foi que a areia estava pegando fogo naquela hora. Mesmo com o chinelo foi um sofrimento até chegar na pousada, pois a areia é fofa e o pé afundava até a metade. Aí na hora de ir para o centro para pegar o barquinho para a travessia, não resisti e chamei uma charrete para nos ajudar. Eu não tinha condições nenhuma de carregar aquela mala na volta. Mas para não sobrecarregar o cavalinho, eu fui andando do lado. O importante era aquela mala chegar lá! A ideia nesse dia era conhecer a Praia do Sahy. Como já era meio tarde, parei em um lugar para almoçar e pensar no que fazer no dia. Acabei parando em uma pousada que servia comida que o dono era um cara bem bacana! Comemos bem, curtimos um som, e o cara nos levou para ver a vista de Caraíva lá do fundo do terreno dele. Ele nos aconselhou a não ir para a praia nesse dia, porque a maré já estava cheia. Ele ainda nos arrumou de nos levar de carro para a praia no dia seguinte. A opção que 90% das pessoas fazem é ir caminhando desde Caraíva. Ir de carro era show! Então segui para Trancoso que era o próximo destino e fiquei de acordar bem cedo no dia seguinte e voltar até lá para ir nessa praia tão bem falada. Já em Trancoso, fui para o Quadrado dar uma volta e jantar. O Quadrado de Trancoso é uma grande praça no centro que está cheia de lojas e restaurantes sofisticados. Na hora de dormir dei azar de novo. O quarto da pousadinha não tinha nem vidro na janela. A casa do lado foi alugada por um monte de adolescentes que ficaram fazendo festa até altas horas. Que desgraça! Dia 11 Depois dessa noite mal dormida cai da cama cedinho e segui para Caraíva. No horário cheguei lá e partimos para a Praia do Sahy. Deixa eu contar como é o esquema lá... Como comentei, a maioria das pessoas vem andando desde Caraíva até a Praia do Sahy. Ir de carro tem uma grande dificuldade... O acesso à praia é feito por dentro de uma fazenda. Apenas as pessoas que moram dentro da fazenda podem autorizar visitantes entrarem. Então ou você conhece alguém lá, ou não consegue entrar de carro, porque seu nome tem que estar na portaria da fazenda de manhã. Ouvi uma história que o dono da fazenda é um doleiro desses vagabundos que toda hora aparece em noticiário criminal. Uma tristeza essa país... Agora vamos ao que interessa... Essa praia é sensacional! Existem 2 bares mais arrumadinhos na praia, mas eles ficam tocando música, então ficamos bem longe deles. Ficamos cada hora em um lugar da praia, aproveitando a beleza de cada canto. Também fizemos snorkel naquele mar lindíssimo! Mais para o final do dia fomos até a foz do rio e paramos em uma barraquinha para comprar uma cerveja. Nessa parte perto do rio, fica uma argila branca que a mulherada passa para hidratar a pele e fazer uma graça para as fotos. A Tati deu uma geral com a argila!!!! O pior é que a pele fica muito macia mesmo! Impressionante! Bom, como sempre, decidimos ir embora quando já estava quase escuro. Pouquíssimas pessoas na praia ainda. Um pequeno detalhe que não nos foi avisado, é que a pessoa da portaria só fica lá até um pouco antes das 5 da tarde. Depois vai embora e só consegue abrir a porta o pessoal que mora lá....... Quando descobri isso, fiquei meio desesperado... Tentamos voltar lá na praia e o pessoal das casas não queria por nada ir até a portaria com a gente... Um cara que iria passar a noite na praia até ofereceu de compartilhar o peixe que ele iria assar durante a noite com a gente, caso não conseguíssemos sair. Eu não conseguia nem sonhar em ter que passar a noite lá ao relento. Porque a galera que iria passar a noite lá tudo tinha barraca e mantimentos. A gente não tinha nem água! Nisso falei para a Tati ir falar com o cara da barraca que compramos a cerveja. Por sorte ele iria sair e disse que a gente poderia sair com ele. Minha nossa, que sorte! O cara demorou muito para sair, mas no final deu tudo certo! O pessoal lá é meio estranho, para falar o mínimo... Tinha um outro carro que depois apareceu que parecia que estava na mesma situação que eu. Precisava que alguém abrisse a porta para eles saírem. Ele estava um pouco para trás da gente. Só para não ajudar esse cara, eles abriram a porta rapidinho, saíram e mandaram eu sair rápido. Aí fecharam a porta correndo e o cara ficou lá... Os caras ficaram com aquela cara de missão cumprida só porque conseguiram prejudicar o outro cara. Achei bem zoado. A educação dessa galera é.... diferente. E foi isso nesse dia. Dia 12 Dia de conhecer o Parque do Pau Brasil! Depois de mais uma noite mal dormida por causa da festinha dos adolescentes, fiz o check out e saí da pousada bem chateado. Parti para o parque com as malas no carro porque depois de lá já iria para Arraial d’Ájuda. O parque do Pau Brasil está sob concessão da iniciativa privada, então o esquema já é bem melhor que o Parque do Descobrimento. Uma estrutura melhor e mais organizada. O passeio foi feito no carro do parque, e por isso foi cobrado um valor extra. Fizemos várias trilhas dentro do parque e nos deparamos com lugares lindos. Vimos muitas bromélias no caminho. Quando uma árvore desse tamanho cai, abre um clarão na mata que é insano. Isso é um monstro que vai abrindo caminho por onde passa. E tem também essa árvore que parece árvore de desenho animado! Dá para imaginar tirando a cabeça de dentro com um bicho grudado no nariz! Ela é oca e dá para ver um pontinho de luz lá em cima! Mas a principal atração do parque é sem dúvida o Pau Brasil. Existem árvores de aproximadamente 1.500 anos nesse parque!!!! É realmente emocionante ver a força da natureza e estar diante de um gigante desses! Conhecemos 2 árvores que tinham aproximadamente essa idade. Uma curiosidade sobre o Pau Brasil é que as árvores crescem muito devagar. Uma árvore de 2 metros de altura já pode ter mais de 50 anos. Outra curiosidade é que o Pau Brasil tem espinhos apenas enquanto é “jovem”. Quando a árvore cresce, ela deixa de ter espinhos. Paramos depois desse encontro em um mirante. E partimos para a última trilha do passeio, até a cachoeira Salto do Jacuba. Essa trilha deu um medinho porque fizemos uma parte dela sozinho, porque o guia foi até a sede encontrar outros visitantes que haviam chegado. A trilha não é difícil, mas o medo de pisar em uma cobra não era pequeno. Acabamos indo bem devagar para tomar todo cuidado. A cachoeira fica em uma região bem bonita com umas mesas de pique nique. O rio é muito bonito com a água limpinha! E a cachoeira é bem legal! O único problema é o medo de entrar no poço dela, porque existem muitas cavernas e locais escuros que para aparecer uma cobra ali não custa nada! Eu me arrisquei um pouco ali, mas não cheguei a entrar debaixo dela. Aproveitamos para fazer umas fotos porque o lugar merecia!!! E foi isso. Voltamos para a sede, ficamos lá um pouquinho e andamos até um mirante ali perto. Depois seguimos para Arraial. No caminho, encontramos um restaurante bem caseiro que nos deliciamos com um belo arroz, feijão e macarrão!! Em Arraial ficamos em uma pousada bem bacana! Fizemos o check in e já corremos pegar uma praia em Arraial mesmo. Ficamos na Praia do Araçaipe e depois na Praia do Apagar-Fogo, já bem na margem do rio, de frente para Porto Seguro. Ali é lotado de condomínios que fecham o acesso para a praia. O acesso fica limitado aos pequenos corredores públicos que existem ali. Enquanto na rua, você vai andando na beira da praia, mas a única coisa que vê são muros altos. A vantagem dessas praias é que fazem parte de uma grande faixa de areia que facilita para encontrar um lugar tranquilo para montar o acampamento! As praias são bonitas e estavam limpas. Foi um passeio bacana, mas sem nada de especial. Na volta paramos no cento para nosso almojanta. Um peixinho delicioso! De noite fomos para o centrinho e mandamos essa extraordinária barca de açaí para encerrar o dia com estilo! Dia 13 Pegando dicas de praias com o pessoal de lá, nos sugeriram visitar a Praia Taípe, mais para o sul, indo em direção à Trancoso. Seguimos essa dica e fomos então curtir nosso último dia de praia em Taípe. Chegando lá, ficamos um pouco decepcionados com o lugar. Tinha inclusive 2 ônibus de turismo da CVC estacionados lá. Definitivamente não era isso que estávamos procurando. Como a praia tem estrutura de restaurante, fica uma bela muvuca ali. O estacionamento é pago. Bom, andamos um pouco por ali e avistamos mais ao sul uma parte da praia que parecia bem mais bonita e tranquila, cheia de coqueiros. Decidimos então voltar para o carro e tentar a sorte naquela direção. A estrada não beira o mar bem de perto, então precisa procurar onde que se tem acesso às praias pelo trajeto. Um pouco antes de chegar em Trancoso achamos um acesso por dentro de um condomínio para a Praia do Rio da Barra. Ali a praia era muito mais bonita e tranquila. Achamos um coqueiro para chamar de nosso e já nos instalamos! Obvio que aproveitamos para mais uma sessão de fotos! Já mais para o final do dia fomos até a foz do Rio da Barra. Lindo demais ali! O privilégio de pegar esse pôr do sol no último dia inteiro de praia! E como sempre só saímos da praia depois que o último raio de sol se apagou. De noite fomos para o centrinho de Arraial para passear e jantar. Assim como em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda também tem a sua passarela do Álcool! E a gente não poderia deixar passar a oportunidade de beber um Capeta!!!!! Quem passou a formatura do 3º colegial em Porto Seguro sabe quantas histórias boas começam com um porre de Capeta!!!! E sob efeito do Capeta, fomos para a pousada! Dia 14 Já com clima de despedida, ainda teríamos uma manhã em Arraial. Decidimos ficar curtindo a pousada para não ter que se envolver em nenhuma correria nesse dia. De tarde pegaríamos um ônibus de Porto Seguro para Ilhéus. Eu aproveitei que a pousada ficava em uma ária de bastante verde e saí para tirar umas fotos dos bichos. A Tati já foi direto para a piscina Depois eu deixei o carro para lavar, porque dava até vergonha de devolver o carro na situação que ele estava, e fui para a piscina também. Mas infelizmente chegou a hora de nos despedirmos de Arraial. ☹ Olha que anúncio maravilhoso nesse carro que estava na balsa! Aí devolvemos o carro no aeroporto e pegamos um Uber para a rodoviária que fica do lado do aeroporto. Embarcamos no horário e fomos para Ilhéus. Em Ilhéus o pessoal da pousada não conseguia informar direito o endereço da pousada e perdemos um tempinho até achar o lugar. Realmente não consigo entender como que com tanto aplicativo de localização alguém tem dificuldade de informar a localização da sua pousada, mas... Como já era de noite, não fizemos mais muita coisa esse dia. Dia 15 Tomamos café na pousada e já partimos para a praia, pois o tempo era curto. Nosso voo de volta para São Paulo era no meio da tarde. Pegamos praia na Praia do Milionários que era a mais próxima da pousada. Dizem que é uma das melhores praias de lá e uma das poucas com mar próprio para banho. Olha, foi uma decepção absurda. A praia estava imunda! Era difícil achar um lugar que não se deitasse em cima de algum tipo de lixo. A galera é muito porca! Se essa é uma das melhores praias por lá, imagino as piores... Que pena. Mas era isso para o momento e aproveitamos os últimos minutos de férias na Bahia por lá mesmo. E como não tinha outra saída, tivemos que fechar as coisas e voltar para casa! Olha, foram 2 semanas especiais que passamos lá! De verdade! A Tati não conhecia nada e eu já conhecia uma boa parte dos lugares que visitamos. Mas acho que a emoção foi a mesma que a dela. Lugares lindos, alto astral, sol, natureza exuberante e muitas fotos e histórias que se fosse escrever tudo aqui deixaria ainda mais longo o post. Olha, não tem uma semana que passa que não brincamos de largar tudo aqui e abrir uma pousada em Cumuruxatiba!!! Quem sabe! E é isso viageiros, qualquer coisa que eu puder ajudar com as dúvidas de vocês desses lugares é só perguntar! Abraço! Profissão: Viageiro Insta: @profissaoviageiro
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  23. @Gustavo Webber Não sei quanto é sua verba mas ACHO (puro achismo) que você pode conseguir alguns dias comprando passagens de ida e volta de locais diferentes (por exemplo entrando por Lima e voltando pelo Atacama) e pegando um avião entre Cusco x Lima. De Lima vc poderia fazer Huaraz, voltar pra Lima, fazer Paracas, voltar pra Lima e pegar avião para Cusco e de lá vir descendo, Colca, Puno, Copacabana, La Paz, Uyuni e fechar no Atacama. Isso tira Arequipa e Sucre do roteiro. Boa sorte.
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  24. Em minha experiência, durante o dia, todas as estações do Pigalle são tão seguras quanto as outras, desde que se tomem as medidas de precaução usuais comuns às grandes cidades do mundo. Antigamente, isto era verdade. Atualmente, infelizmente, não mais. Eu tomaria SEMPRE as precauções usuais, sem paranoia ou temor de qualquer estação. Até onde sei (e constarei), morar em Paris é muito caro. E por isto, os que têm menor poder aquisitivo moram fora dela. E o transporte público estará sempre cheio no horário de pico (e às vezes também fora dele, inclusive nos dias não úteis) em toda Paris, como em qualquer cidade grande. Salut !
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  25. Já comprei várias vezes com a Zupper e nunca tive problemas. Vou acompanhar o tópico para saber se o problema foi resolvido.
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  26. O importante é não ficar acima do permitido do seu visto de turista, se sair de lá antes disso não tem nenhum problema.
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  27. Eita, que vida boa hein! Haha! Então, não sei se recordas, mas eu meio que já andei perguntando coisa e outra pra ti pelo Insta. Semana passada me reuni com uns amigos, um grupo pequeno, e decidimos fazer a volta na ilha também, e agora estamos 'alinhando os pauzinhos'. Gostei muito do formato que vocês adotaram, e a nossa intenção é segui-lo (com algumas alterações, obviamente). Apesar de contar com equipamento para camping selvagem e fogareiro para minhas refeições - eu mesmo estou fortemente cogitando a ideia de comprar as refeições nos campings. Mas então, algumas dúvidas que talvez possas nos ajudar: 1. Quanto ao deslocamento até a Ilha Grande, eu pesquisei sobre fazer isso através de ônibus de linha e fastboat, mas no final das contas vi que existem ofertas de transfer que envolvem tudo com preços beeem convidativos (e o principal, nos pegariam no aeroporto no horário que chegaríamos, e o mesmo para retornar - nos dando um tempo precioso). Qual foi a escolha de vocês? Teriam alguém pra indicar? 2. Agora os campings, vi no Insta que vocês reservaram todos (exceto um) com antecedência, tiveram o perrengue lá, enfim... por acaso tu tens os contatos desses campings ainda e os valores individuais? 3. Vocês conseguiram comprar refeições em todos os campings que ficaram? 4. E é claro, aquela pergunta bem abusada - quanto vocês investiram nessa viagem (obviamente considerando apenas essa etapa de Ilha Grande)? Pode ser uma estimativa, só para termos uma base comparativa. Essas respostas aí já nos ajudariam um bocado para fechar umas lacunas no nosso roteiro. Abraços!
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  28. Se fizer voo separado, não é garantido ter remarcação sem custo por atraso do anterior, isso só vale para compra com conexão (ela já comprou as passagens). A ideia é boa, mas só faz sentido quem consegue visitar a Europa uma vez ao ano, em que pode a cada viagem ir conhecendo pouco a pouco (quem pode ficar na Suíça por 2 meses? Muitas poucas pessoas). Eu aconselho para primeira viagem ir nos lugares em que sempre quis visitar, mas claro, respeitando o tempo mínimo de dias na cidade, pois não tem melhor satisfação de ver com os próprios olhos aquilo que sempre quis ver.
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  29. O grande erro que falo dele há anos. Muita cidade e pouco tempo e só capitais. Se fosse só em Portugal daria para conhecer uma parte do país, mas quer França. Uma distância considerável. O demais nem vou comentar porqué não conheço de tão longe que é.Pense nisso, se vai a Portugal,Lisboa é o menos interessante junto com Porto. O melhor está no interior, Algarve ou Coimbra e não pode deixar passar o interior da Espanha. Fiz tudo isso em 2 vezes,3 dias cada cidade e pretendo voltar para terminar de conhecer Espanha, pois mais de 100 dias não foram suficientes, como aqui na Suíça aonde estou há 2 MESES,não será suficiente, embora todos cometam erros de colocar menos dias para lugares que tem o que ver e mais dias aonde não tem,por exemplo, Davos,tem muito a ver,porém o tempo não ajuda, azar meu, não dei sorte.É também um fator a ser considerado, o tempo.
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  30. Tô pensando em ir pra Belém (passar 1 ou 2 dias) e ilha de Marajó na última semana de novembro, roteiro ainda a definir, mas a ideia é passar uns 9 dias na ilha de Marajó, ficando em Soure (4 dias), Salvaterra (3 dias) e Joanes (uns 2 dias). Talvez depois ir de Belém até Santarém (Alter do Chão) de barco. Mas as passagens ainda estão com preços bizarros (cerca de 3 mil! - melhor ir para o Caribe), então tô acompanhando pra ver se diminuem.
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  31. Seguro e barato não existe no vocabulário de Paris 😆 Do 1 arr. ao 7 arr. é bem tranquilo, depois disso é só ficar longe de estação de trem, preferencialmente ao sul do rio.
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  32. Realmente, eu não saia muito à noite, geralmente saía do Hotel de manhã e só voltava a tardinha. Não tinha ideia de que a região era perigosa, mas sou bem atenta em todos lugares. Escolhi pela praticidade da localização dos meios de transportes. que região de Paris tu recomendaria que seria segura e barata?
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  33. Olá pessoal, trago um relato da Chapada Diamantina, um roteiro feito em 10 dias tentando explorar ao máximo o melhor de tudo que vimos na Bahia. A data da Viagem foi em Junho de 2018 Nosso estilo de viagem consistiu em avião Cuiabá/MT x Salvador/BA Alugamos um veículo econômico (Ford Ka) no aeroporto (reservando com meses de antecedência você vai pagar MUITO mais barato), para aproveitarmos ao máximo o tempo reduzindo a limitação por deslocamento, apesar de irmos apenas em casal digo que vale MUITO a pena, pois a Chapada é muito grande e consiste em cidades diversas, então eu penso que é um investimento de tempo e dinheiro. DICA DE OURO: Antes de fechar uma reserva de veículo abra em todos os navegadores possíveis < Celular, Chrome, Explorer, aba privativa.. > os preços variam no mesmo aluguel, no mesmo carro e na mesma locadora, confere e me conta. 🤑 CUSTOS TOTAIS: Passagens Aéreas: R$ 350,00 cada Aluguel de Veículo: R$ 732,54 Combustível: R$ 531,96 Pedágio: R$ 13,80 Lavagem+Balsa: R$ 50,00 Total de Transporte: R$ 1.678,30 Estadias: R$ 955,92 / 2 = R$ 477,96 por pessoa Alimentação: Mercados R$ 417,62 + Restaurantes R$ 513,93 Total alimentação: R$ 931,55 / 2 = R$ 465,77 por pessoa Entradas e Vouchers: R$ 461,00 / 2 = R$ 230,00 por pessoa VALOR TOTAL DO ROTEIRO DE 10 DIAS POR PESSOA: R$ 2.012,88 ROTEIRO: Mapa principal que utilizamos da Chapada Diamantina Para você se contextualizar Dia 01 - Salvador > Palmeiras > Vale do Capão (474 km) Deslocamento Aéreo Cuiabá > Salvador Fomos ao centro conhecer o Elevador (estava quebrado no dia) e o Mercado Modelo (Tipo Mercadão/Feira) Seguimos viagem Salvador > Vale do Capão (474 km) Hospedagem em Hostel Pajé Gaudeé (Vale do Capão) - 3 diárias por R$ 300,00 casal com café Chegamos de Madrugada no Vale do Capão (01h30 da manhã), é muito importante dizer que o Capão é beeem depois de Palmeiras, ficamos perdidos porque não acreditávamos que era tão adiante e já era de madrugada, ninguém para nos informar, então chegando em um vilarejo mantenha a esquerda e continue por alguns quilômetros a mais. (aprox. mais 20 km de terra) Centro de Salvador - Aonde fica o Mercado Modelo e o Elevador que leva ao Pelourinho (quebrado no dia) Dia 02 - Cachoeira da Fumaça (por cima) Localização: Vale do Capão Distância: 12km de trilha ida e volta. Não precisa guia. Trilha de nível: Médio Entrada: R$ 9,00 (Não existe uma taxa oficial, é feita uma doação no valor que puder) DICA: Leve jaqueta de frio e lanterna para ficar para o pôr do sol no ponto mais alto da trilha. Vista da trilha da Cachoeira da Fumaça por cima Vista do Mirante que há de frente para a Cachoeira, se der sorte, se molhará mesmo desta distância É inacreditável ver ela "cair" pra cima, as gotinhas dançam aos céus em uma sintonia delicada e harmônica. Pôr do Sol no retorno da trilha Dia 03 - Fazenda do Pratinha + Morro do Pai Inácio Cidade: Iraquara Dificuldade: Não possui trilha. Não precisa guia. Entrada: R$ 40,00 por pessoa. Incluso: Flutuação no Rio Pratinha, observação da Gruta Azul e observação da Gruta Pratinha. Se quiser flutuar na Gruta Pratinha terá um adicional de R$ 40,00 por pessoa. A vantagem é poder observá-la mais de perto e adentrar a cerca, mas se tiver limitação com locais escuros, fechados e morcegos, aconselho que não vá. Rs! Almoço no Pratinha: R$ 20,00 por pessoa A Fazenda tem ótima infraestrutura, a observação da Gruta azul é ideal às 14h pois é quando entra o feixe de luz na gruta, se possível chegue um pouco antes pois formam filas para fotografar no momento. Rio Pratinha (Mirante) - Acesso à agua por baixo (não é muito profundo, no máximo 2m) Gruta Pratinha - Para observação ou flutuação Gruta Azul - Caminhada leve de 500m Localização: Iraquara Morro do Pai Inácio Dificuldade: 800 metros de subida rápida, 20 minutos. Não precisa guia. Entrada: R$ 6,00 por pessoa Último horário para entrada: 17h, ideal é chegar até as 16h. Vá para o pôr do sol Morro do Pai Inácio Morro do Pai Inácio - pôr do sol Ao fim do dia fizemos as compras necessárias para fazer o Vale do Pati no dia seguinte, a noite o Vale do Capão é bem movimentado e gostoso de caminhar. Compre um mapa físico (R$ 30,00) como garantia em qualquer Hostel da rua principal, várias cidades não pegam sinal e mesmo que consiga um Wifi não conte com isso para carregar seus mapas, o mapa físico é uma garantia a mais caso você fique sem bateria, afogue o celular, etc. Vai te ajudar a entender os nomes e localizações e depois fica de lembrança. Dia 04 - Vale do Capão > Guiné > Vale do Pati (48 km) Saímos do Hostel Pajé Gaudée (hoje não existe mais ) e seguimos viagem para Guiné: a cidade de apoio mais próxima do Vale do Pati. Se trata de uma vila MUITO pequena com apenas um restaurante funcionando, não funciona internet em local nenhum após Palmeiras, o local é simples mas são muito hospitaleiros, comida gostosa e com preço justo, porém, cuidado com o dia e horário que passará lá pois não possuem muitos estabelecimentos. Hostel Pajé Gaudée - Check Out A entrada para o Vale do Pati fica bem próximo do centro de Guiné, carregue tudo no Waze no Wifi do seu Hostel no Capão. Almoço Guiné R$ 24,00 por pessoa Localização: Vale do Pati (Guiné) Entrada: Gratuito. Não precisa guia, mas precisa GPS, usamos sempre o Wikiloc. Dificuldade da Trilha: Difícil Aqui vou te convencer a alugar o carro: como o Pati é um trekking muito pesado, e fizemos uma viagem "eclética" com nossos itens de mergulho, roupas para muitos dias, entre outras coisas, pudemos deixar o excesso de peso no porta malas do carro e fazer o Pati só com o necessário. A porta de entrada do Pati, glorioso! O carro ficou estacionado bem a minha direita, na foto superior, é relativamente seguro, não costuma acontecer nada com os carros aqui. Mirante do Vale do Pati - Da entrada até este ponto são 6km de trilha :: Elevação de 1.200m A partir daqui você fará a "descida da rampa" que é uma ladeira íngreme até a base do vale. Na base da Rampa haverá uma tri-furcação, para frente você vai para Dona Raquel, são uns 3km até lá (hoje em dia ela já tem Instagram). À Esquerda para a Igrejinha - 1km À direita para o Cachoeirão por cima - 8km Escolhemos a Igrejinha pois já estava tarde, lá é uma hospedagem que oferece quartos, pensão completa ou camping. Tudo bem rústico, mas de boa qualidade. A "Igrejinha" é o local aonde mora o filho da Dona Raquel, se tratam de pequenas construções abrigadas no Vale. Pagamos R$ 40,00 por pessoa por uma boa cama com cobertor e direito a banho gelado, desistimos de acampar pelo cansaço e frio. Mas carregamos todo o peso de barraca/colchonetes pois não tínhamos como reservar e saber se haveria cama para nós. Hoje em dia eles já possuem Instagram para facilitar este contato (@hospedagemigrejinha). Para economizar não pagamos os R$ 40,00 por refeição, por pessoa, escolhemos pagar R$ 5,00 por dia pelo uso do gás deles, e lá possuem um "mercadinho" em que você consegue comprar comida por R$ 2,00 o molho de tomate; R$ 5,00 o macarrão e etc. Lembrando que estes são os valores de 2018, vale consultar novamente. Igrejinha - Vale do Pati Nosso quarto com vista privilegiada - Igrejinha - Vale do Pati Dia 05 - Cachoeirão por cima (18km ida e volta) Dificuldade: Difícil. Gratuito. Não precisa guia, mas precisa GPS. A cada passo uma paisagem, é impossível descrever o Pati, todo o ambiente te convence de como vale a pena viver para ver este cenário, e registrar tudo te fará lembrar com grande saudade o que foi vivido ali. Só vai! Vale do Pati - Caminho para o Cachoeirão por cima Vista para o Vale de um dos Mirantes do Cachoeirão por cima Vale do Pati - Retorno da trilha para o Cachoeirão por cima Dia 06 - Vale do Pati > Guiné > Mucugê > Ibicoara Após o desgaste da última trilha desistimos de fazer o Morro do Castelo, mas aconselho reservar um dia a mais para fazê-lo. Retornamos a trilha para Guiné, pegamos o carro, almoçamos novamente na cidade e seguimos para Ibicoara. DICA: Se precisar, saque dinheiro em Mucugê pois Ibicoara não possui caixa eletrônico. Localização: Ibicoara Ficamos em um AirBnb chamado: Hospedagem da Ivana - 2 diárias por R$ 295,92 E até hoje nada superou essa experiência. Se puder fique em AirBnb, é mais barato e é uma experiência ÚNICA, e melhor ainda, fique na Ivana, esse casal é mais que especial, hoje são amigos, e nos deixaram usar a máquina e o varal para lavar as roupas, fora as dicas e um café colonial baiano sem igual. s2 Café Colonial Baiano da Hospedagem da Ivana - AirBnb Dia 07 - Cachoeira do Buracão + Mirante do Campo Redondo Nível da Trilha: Fácil. Obrigatório Guia, contratamos o Luciano (77) 99130-0392 Ele cobrou R$ 120,00 casal + taxa de R$ 6,00 por pessoa que é pago para a administração local Cachoeira do Buracão - Vista por baixo Cachoeira do Buracão - Vista por cima No retorno para Ibicoara existe o Mirante do Campo Redondo que fica na beira da estrada, gratuito, sem guia, é parada obrigatória. Se organize para estar voltando um pouco antes do pôr do sol. A subida é de 5 minutos, muito fácil. Mirante do Campo Redondo Dia 08 - Ibicoara > Itaetê > Nova Redenção > Lençóis Saímos de Ibicoara e seguimos viagem para Itaetê para conhecer o Poço Azul e Poço Encantado. Poço Encantado Entrada: R$ 20,00 por pessoa, sem guia, apenas observação. São montados grupos para descer. O raio de sol reflete na água das 10:00 às 13:30h Poço Encantado - Apenas observação Almoçamos em um local simples do lado do atrativo e seguimos viagem sentido Nova Redenção para conhecer o Poço Azul. Poço Azul Entrada: R$ 30,00 por pessoa, não precisa guia, apenas flutuação com colete e máscara. Obs: Levamos pé de pato mas não permitem o uso. O sol incide na água entre às 12h30 e 14h00, mas priorizamos o Poço Encantado pela logística. No poço azul é preciso pegar uma balsa (R$ 20,00) para chegar ao outro lado do rio, você também pode ir de barco, mas como pretendíamos seguir viagem pelo caminho mais curto, atravessamos, se você for retornar para Itaetê, não precisará atravessar o carro. Para realizar a flutuação você entra na lista de espera e aguarda sua vez, essa parte pode se tornar estressante pois você passa mais tempo esperando para descer do que dentro do atrativo. E quando dá o seu horário quem estava no horário anterior demora sair da água então conseguir uma foto com o poço limpo é tipo jogar na loteria, ou você tem que ser o primeiro, ou o último. Balsa para o Poço Azul Poço Azul - Fomos os últimos do dia para conseguir a tão sonhada foto Mas o melhor nos aconteceu neste meio tempo, ao negociar a balsa, um morador local nos ofereceu para, enquanto esperávamos a lista do Poço Azul andar, fossemos conhecer a Nascente Olho D´água que fica próximo em uma comunidade. (Mais um motivo para ir de carro) Então atravessamos de barco, colocamos nome na lista de espera, voltamos de barco, pegamos o carro e fomos para a Nascente e depois retornamos e conhecemos o Poço Azul com o último grupo do dia. E a Nascente foi o melhor mergulho da Chapada Diamantina. Apenas frequentada por locais, levamos pé de pato e não tínhamos conseguido usar em local nenhum, e fomos presenteados: Nascente Olho D´água Entrada: R$ 25,00 por pessoa para o guia local. Nascente Olho D'água - até 5m de profundidade Seguimos a estrada de terra sentido Nova Redenção, desviamos sentido Lençóis, chegamos de noite na pequena e encantadora cidade. Nos hospedamos em um outro AirBnb, chamado: Casa LIS, mas não recomendamos. É uma casa de família simples, mas não por isso, fica em uma viela de difícil acesso, e não nos explicaram muito bem sobre isso. Insistiram em saber nosso roteiro e tentaram "empurrar" um guia tentando nos colocar medo sobre a trilha. Já éramos conscientes das dificuldades, mas passamos desconforto com essa questão, não gostamos de contratar guia pela economia e também pois nos sentimos pressionados, apressados e desconfortáveis, e com a fotografia precisamos de tempo para fazer registros e nem sempre compreendem isso. Dia 09 - Cachoeira do Sossego (14km de trilha ida e volta) Cidade: Lençóis Entrada: Gratuito, nível da trilha: Difícil Não necessita guia, mas necessita GPS. Caso você não tenha NENHUMA experiência sozinho ou em casal, aconselho que contrate sim um guia local, mas um que seja indicado por alguém de preferência. Baixamos a trilha no Wikiloc porém por serem cânions o GPS fica doido! O maior aviso e cuidado nesta trilha é sempre o mesmo: Cascavel. Se você for picado, será muito difícil te socorrer pois é uma trilha técnica com muitas pedras enormes e as cobras adoram ficar entre elas para tomar o seu sol. Cachoeira do Sossego - Lencóis Cobra Cascavel - Trilha para Cachoeira do Sossego Dia 10 - Lençóis > Salvador (435km) Finalizamos neste dia nosso roteiro na Chapada Diamantina retornando para Salvador. Valeu cada memória. Espero que nosso roteiro auxilie outros a montarem os seus. Poderão notar que fizemos a volta na Chapada, infelizmente não contemplamos todos os locais e cidades, mas escolhemos as que melhores pudemos para aproveitar o melhor de cada região, mas quem puder ficar mais, tenho certeza que não se arrependerá, e um detalhe importante da viagem é o povo baiano que é sem igual. Relato: Caroline Brito Fotografia: Murillo Raggiotto Todos os direitos reservados.
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  34. Eu planejei essa viagem por cerca de dois meses, junto com dois amigos. Viajamos em 19/04/2019 e retornamos em 02/05/2019, passando pelo Jalapão, pela Chapada das Mesas e por Taquaruçu (distrito de Palmas), sendo que no Jalapão ficamos 5 dias e na Chapada das Mesas ficamos 3 dias. Os relatos que li aqui no Mochileiros foram essenciais pra que essa viagem saísse do papel, então me senti na obrigação de retribuir isso de alguma forma. Aqui vai nosso roteiro (o Jalapão por minha conta e a Chapada das Mesas por conta de um dos meus amigos, ao final). É POSSÍVEL VIAJAR AO JALAPÃO SEM AGÊNCIA E SEM GUIA? Sim! Evidente que isso vai dar muito mais trabalho, você vai enfrentar contratempos, imprevistos, é preciso ter alguma experiência com mapas (google maps e wikiloc foram fundamentais), alguma experiência em estrada de terra e gostar de digirir, mas nada paga o preço da liberdade e da aventura. Se você não possui esse perfil, se você prefere o conforto, eu sugiro que contrate uma agência (que vai montar o roteiro inteiro pra você desde a sua chegada em Palmas até a sua volta pra casa) ou monte seu roteiro e contrate um guia pra te levar nos lugares (pode ser um meio-termo pra quem não tá muito a fim de se aventurar). Na real, Jalapão é perrengue em qualquer dessas alternativas, porque as estradas realmente são ruins e os atrativos são longe, então não espere o conforto de um resort. Por outro lado, fazer a viagem por conta própria te dá a flexibilidade ficar mais ou menos tempo nas atrações, e poder, eventualmente, substituir um passeio por outro a depender do clima e da vibe do grupo. As agências, por sua vez, possuem roteiros pré-determinados e tempo fixo em cada lugar. No nosso caso, a gente detesta viajar preso a agência e guia, então, quando vimos aqui no Mochileiros que era possível ir por conta própria, não pensamos duas vezes. Agora, ao final da viagem, vejo que tomamos a decisão certa, pois é perfeitamente possível e muito mais divertido fazer essa viagem por conta própria. Pra isso, alugamos uma 4x4 na Localiza em Palmas (pesquisamos no rentcars.com mesmo). Recomendo reservar com antecedência, porque existe chance de esgotar esse tipo de carro, e confirmar com a locadora se a categoria que você está escolhendo é 4x4, pois a nomenclatura das categorias é um pouco confusa, muda de locadora pra locadora e sem tração nas 4 rodas é praticamente impossível se deslocar no Jalapão. Há muitos trechos com areia fofa, muitos trechos com depressões, terreno irregular, trecho com lama, trecho em que você atravessa riachos, então a viagem sem um carro 4x4 vai tornar cada trecho desses um inferno. Por sorte, conseguimos uma Hilux e ficamos impressionados com a força desse carro. Parece um caminhão, passou em tudo quanto foi terreno tranquilamente, não atolava, não escorregava, nem arrastava o fundo. E, mesmo no único lugar em que patinou (uma poça enorme quase chegando em Mateiros), ligamos a tração reduzida (um botão chamado L4) e ele saiu como se nada tivesse acontecido. Vimos muitas L200 (Mitsubishi) lá também. Acredito que qualquer 4x4 dê conta do recado. Só recomendaria evitar a Amarok, da VW. No fervedouro do Buritizinho, encontramos uma família que estava de Amarok e havia perdido 3 pneus furados na estrada de Novo Acordo pra São Félix (eles fizeram o roteiro ao inverso do nosso), mas o pior nem foram os pneus perdidos, e sim a dificuldade de encontrar pneus de Amarok nas borracharias. Segundo eles, o aro desse pneu é maior que o dos outros carros da categoria, então rodaram quase todas as borracharias de Palmas até encontrar. Todas as cidades do Jalapão têm posto de gasolina com Diesel S-10 (era o combustível do nosso carro), então isso foi bem tranquilo. Apesar de o tanque ser grande, abastecemos em todas as cidades antes de sairmos, pois seria importante ter combustível de sobra pro caso de dar algum problema e precisarmos ficar dentro do carro com ar condicionado ligado por muito tempo. Todos postos aceitavam cartão. Ainda em Palmas, passamos no mercado pra comprar alguns itens básicos pra viagem de carro, como biscoitos, frutas, bastante água, papel higiênico e sacos de lixo daqueles pretos. Também montamos um kit de primeiros socorros e remédios. E, por precaução, levamos uma barraca de camping. Disso tudo, só usamos as comidas nos intervalos entre as refeições (principalmente entre o almoço e o jantar) e os sacos de lixo (importantíssimo pra embalar eventual bagagem que precise ficar na caçamba do carro, por causa da poeira, da terra e de eventual chuva). Também aproveitamos pra sacar dinheiro em espécie, o que foi importante pra pagar a entrada dos atrativos, os almoços e o passeio de rafting. A pousada de São Félix não aceitava cartão, mas conseguimos pagar com transferência bancária (Banco do Brasil), e assim poupamos o dinheiro em espécie que tínhamos. Acho que algumas dessas cidades até têm banco, mas preferimos não arriscar (principalmente porque parte do trecho era final-de-semana). Há alguns mapas da região disponíveis na internet (só jogar no google imagens). Imprimimos todos eles mas não usamos nenhum. Não existe nada melhor que googlemaps e wikiloc pra se deslocar no Jalapão. Praticamente todos os atrativos estão marcados no googlemaps, então é só colocar a rota e seguir. Os que não estão marcados ou que estão com marcação errada eu vou dizer mais abaixo quando estiver relatando cada atrativo. Como não tem sinal de celular, nem de 3g, é imprescindível ter os mapas salvos off-line nos celulares de todos que estiverem no carro (e sempre no modo satélite, vale frisar!). Eu não consegui fazer funcionar direito essa funcionalidade off-line no meu, então tive que apelar pro “cache”, ou seja, coloquei a escala em 200 metros e fui seguindo o traçado das rotas e isso foi salvando no celular as imagens mais próximas das estradas. Depois, é só não fechar o app que estará tudo lá. Todas as pousadas tinham wifi, então deu pra fazer isso rapidinho nas noites anteriores. Se você só tiver o mapa de longe, talvez a estrada fique embaçada e você não consiga ver direito as bifurcações e os trechos alternativos. Pra garantir, pesquise os trechos no wikiloc, confirme se eles coincidem com o que você traçou no googlemaps, salve off-line no wikiloc também e faça o mesmo procedimento do “cache”. Há um plano pago do wikiloc que também permite que você siga a trilha que outras pessoas fizeram pra aquele local (tipo a navegação do googlemaps) e dá 14 dias grátis, usamos isso na Chapada das Mesas num trecho que também nos disseram que era “impossível” sem guia. Por fim, antes de sair, faça o teste desligando a sua internet e veja se os mapas continuam lá, isso garantirá que está tudo salvo e você poderá seguir. É importante que todos no carro tenham feito isso. No nosso caso, eu tive problemas com o googlemaps e um amigo teve problemas com o wikiloc, mas sempre havia outro celular pronto pra nos guiar. Lemos uns relatos indicando levar GPS, o que deve ajudar mesmo, nós levamos um mas acabamos nem usando. Minha principal recomendação é: acordem sempre cedo e andem sempre com folga no roteiro do dia, pois, como o clima e as estradas são muito dinâmicos, não se sabe exatamente o que vamos encontrar pela frente. Algumas outras dicas que reunimos na pesquisa foram: - levar toalhas no carro, pra saída dos fervedouros - NÃO usar protetor e repelente antes de entrar nos fervedouros - calibrar com 22 até no máximo 28 libras (lembrar de encher de novo ao sair do parque) - andar de marcha baixa nas pancadas de areia - buzinar e reduzir a velocidade ao fazer curvas fechadas. Não é claro quando uma rua é mão dupla ou única. Mesmo quando a via é mão única há motoristas que vem na contramão. Por isso, se você não conseguir ver o que está atrás de uma curva comece a buzinar para alertar - assim como fique atento para ouvir se outro motorista se aproxima. A sensação que tivemos é que as pessoas (ou mesmo as agências e os guias) vendem uma dificuldade muito maior do que ela realmente é. Claro que isso é muito pessoal, cada pessoa tem um perfil, um nível de experiência, gostos e desejos diferentes e enxergam a realidade de uma forma peculiar. Mas não vimos nem de perto essa “impossibilidade” que ouvimos de todos os cantos sobre viajar ao Jalapão sozinhos. Pelo contrário. Tirando a Cachoeira da Fumaça (já conto abaixo a situação bizarra), todo o restante do roteiro foi muito tranquilo de fazer. QUANDO IR Por tudo que lemos e ouvimos, as chuvas no Jalapão (o inverno da região) acontecem mais ou menos entre outubro e abril. De maio a setembro é seca (verão de lá), então costuma ser a época em que há mais turistas na região. Eu havia lido que não havia época boa ou ruim pra visitar o Jalapão, alguns relatos até diziam que na época mais chuvosa era menos difícil se locomover por lá, porque seria mais “fácil” atolar na areia seca que na lama. A nossa escolha pelo mês de abril foi um pouco aleatória, mas acabou sendo perfeita. Praticamente não havia turistas na maioria dos atrativos que visitamos. Em alguns (como Cachoeira da Fumaça, do Soninho, da Velha e do Prata) não havia absolutamente ninguém além de nós. Nos fervedouros, pudemos ficar o tempo que quisemos, pois não havia ninguém na fila, só algumas pessoas na água e em alguns nem isso. Conseguimos tirar foto de praticamente todos os atrativos vazios. Pegamos um ou dois dias de chuva, mas sempre passageiras, nenhuma delas impediu que a gente cumprisse integralmente o roteiro planejado. O pior foi o primeiro dia, em que ficou nublado praticamente o dia inteiro, mas chuva mesmo pegamos pouca, pois elas se deslocam muito rápido. No penúltimo dia, começou a chover quando estávamos no Fervedouro Bela Vista, daí resolvemos sair pra Cachoeira do Prata, no caminho o tempo abriu e, quando chegamos lá, estava sol. No dia que fomos de Ponte Alta pra Mateiros, vimos uma chuvarada imensa justamente no destino pra onde estávamos indo, mas no meio do caminho ela foi se dissipando e, quando chegamos nas Dunas, já não havia mais chuva (só dava pra saber que choveu ali pelas marcas na areia). Já tínhamos percebido essa dinâmica em Palmas no dia em que chegamos, e ela se confirmou lá. Não sei dizer como isso funciona no auge da época chuvosa, mas, em abril, a chuva não foi um problema pra nós. O maior contratempo que as chuvas nos trouxeram foi a mudança das estradas. Como as estradas são de terra, as chuvas muitas vezes fazem algumas delas desaparecerem, então o pessoal abre caminho por outros lugares. Se você vir muito mato na continuidade da estrada que você está seguindo, desconfie, aquilo pode ser uma estrada antiga que deixou de ser usada por causa da chuva e mais à frente vai ficar intransitável. Passamos por isso no dia da Cachoeira da Fumaça e, se não fosse o wikiloc, esse atrativo teria ficado pra trás. Por outro lado, alguns atrativos ficam realmente cheios na época seca. Nos fervedouros, há limite de 15 minutos por pessoa e filas imensas. Em alguns, como do Ceiça, vimos vários bancos na entrada do fervedouro, que ficam lotados de pessoas esperando pelos seus 15 minutos. Considerem isso. ONDE FICAR Vou listar abaixo as pousadas que pesquisei e outras que encontrei listadas nos relatos. Nossa intenção era apenas tomar um banho, dormir confortavelmente e tomar um bom café no dia seguinte antes de partir, então não buscamos luxo. Por conta disso, e também porque há épocas de maior procura na região, deixei listadas mesmo aquelas pousadas mal avaliadas (se tudo esgotar, é melhor dormir num lugar ruim que não ter onde dormir, certo? Haha). Liguei pra algumas mas acabei fechando todas pelo Booking mesmo. Em Ponte Alta, a Águas do Jalapão é a mais luxuosa da cidade, pelo que eu entendi, mas também a mais cara. Ficamos na Veredas das Águas, por R$ 228 a diária do quarto triplo. O quarto era ok e o café era ok também. Em Mateiros, ficamos no Hotel Aconchego, por R$ 184 a diária do quarto triplo. Pelo visto, foi construído há pouco tempo, tudo novinho, só o banheiro que não tinha cortina no box, nem blindex, e aí molhava tudo (depois percebemos que isso é normal por lá, ficamos em outros lugares assim também), mas o quarto era bastante confortável e o café era muito bom, até nutella tinha! Rsrsrs. Em São Félix, ficamos na Pousada Cachoeiras do Jalapão, por R$ 222,75 a diária do quarto triplo. Também parecida ter sido construída há pouco tempo, bastante confortável e café muito bom. Como todas essas cidades são muito pequenas e você estará de carro, a localização não faz muita diferença. Abaixo, a lista. PONTE ALTA Águas do Jalapão (R$ 290,00 a diária do quarto triplo) -Rodovia TO-255 KM 131, Ponte Alta do Tocantins -Nilton 63 99996-4550 / João (63)99975-1950 / Jota (63)98472-4491 / recepção (63) 98467-6740 / (63) 33781677 -http://www.aguasdojalapao.com.br [email protected] [email protected] -café bom -tem restaurante (R$ 35, mas tem que reservar a refeição) -tem piscina -um pouco afastada do centro mas tranquilo de carro Pousada Planalto (R$ 210,00 a diária do quarto triplo – mal avaliada no tripadvisor) -Praça Capitão Antonio Mascarenhas, 436, Ponte Alta do Tocantins -(63) 3378-1141 /63 3378-1170/(63) 98409-0888 -http://www.jalapao-pousadaplanalto.com.br [email protected] Pousada Veredas das Águas (R$ 228 a diária do quarto triplo) -Avenida Palmas, quadra 05, lote 05, Bela Vista, Ponte Alta do Tocantins -Avilon (63) 3378-1581 Pousada Beira Rio -Rua Manoel Cavalcante, 751, Centro, Ponte Alta do Tocantins -(63) 3378 1172 / (63) 8409 4468 -http://www.facebook.com.br/jalapaopousadabeirario [email protected] Pousada Portal do Jalapão (mal avaliada no tripadvisor) -Av. Brasília, 264, Ponta Alta Tocantins MATEIROS Santa Helena do Jalapão (R$ 340 a diária do quarto triplo – bem avaliada) -caro, café razoavel -Avenida Maranhão, s/n, Mateiros -(63) 3534-1050 / (63) 9971-1058 [email protected] -http://www.pousadasantahelenajalapao.com.br Pousada Monte Videl (R$ 150 casal, em 09/2018) Pousada Domiciliar/Dunas do Jalapão/Vaneça (R$ 240 a diária do quarto triplo) -R$75,00 por pessoa em quarto duplo (08/2016) -tem quarto com 3 camas -café da manhã excelente -63 99956-4948 (Vaneça Ribeiro) Pousada Panela de Ferro (R$ 296 a diária do quarto triplo – bem avaliada) -Avenida Tocantins, quadra 7, lote 5, Mateiros -(63) 3534-1038 / (63)99999-7417 -http://www.paneladeferro-jalapao.com.br Pousada Buritis do Jalapão (R$ 274 a diária do quarto triplo – bem avaliada) -Rua Três, quadra 5, lote 1, Mateiros -(63) 3534-1139 / (63) 3534-1046 Pousada Cardoso -Rua Aureliano Pereira dos Santos, quadra 13, Mateiros -(63) 3534-1213 / (63) 33388-3370 Pousada Vereda Tropical -Rua Vinte, Mateiros -(63) 3534-1071 / (63) 99947-2577 Jalapão Recanto do Salto -(63) 9968 5333 / (63) 9994 0021 / (63) 9956 1049 / (63) 9992 0021 -http://www.jalapaorecantodosalto.net *para emergências, há um camping em frente à entrada das Dunas (R$ 25 reais/pessoa, maio/2018) SÃO FÉLIX Pousada Cachoeiras do Jalapão (R$ 222,75 a diária do quarto triplo) -R$ 170 casal em 09/2018 -também tem restaurante (R$ 35, pode encomendar quando chegar ao final da tarde) Pousada Capim Dourado -tem quarto triplo -R$ 56/dia/pessoa, em 10/2016 -R$ 70/pessoa, quarto quádruplo, em 08/2016 -ar condicionado e frigobar -63 99934-4339 (Maria) Jalapão Ecolodge -Rodovia TO 030 km 140, Catedral do Jalapão, Estrada Cênica Novo Acordo -(63) 99994-0514 Pousada da Irá -Avenida Tocantins, s/n, centro -(63) 3576-1035 Pousada do Paulin ONDE COMER Apesar de muitos atrativos no Jalapão realmente serem muito remotos, eu tentei montar o roteiro com a maior quantidade possível de almoços em restaurantes. Isso só não foi possível nos dois primeiros dias (Cachoeira da Fumaça e Cachoeira da Velha), pois os atrativos eram realmente isolados e não havia nada por perto. Um dos meus amigos e eu fizemos uma trilha em Torres del Paine, no Chile, em 2015 e usamos um fogareiro muito bom e seguro (o parque era cheio de restrições de segurança por conta de incêndios recentes). Em Palmas, compramos miojo, talharim instantâneo, almôndegas em lata, carne em lata (fiambre), atum e sardinha também enlatados. Então, nesses dois primeiros dias, nós fizemos nosso próprio almoço. Na internet você pode encontrar o fogareiro e o cartucho de gás, que é tipo um botijão, só que bem menor e bem mais leve. Joguei aqui no google e achei na Netshoes o modelo que compramos: https://www.netshoes.com.br/fogareiro-apolo-nautika-preto-535-6562-006?campaign=gglepqpla&gclid=EAIaIQobChMI7OSJgaCH4gIVhoaRCh2tiwBREAQYAyABEgLVnPD_BwE. A gente comprou no Rio (Rua Buenos Aires, 170) e foi R$ 115 o fogareiro e R$ 22,30 cada cartucho (acabamos só usando um mesmo). O grande problema disso é que esse cartucho de gás é proibido de ser transportado em avião. Talvez uma alternativa seja comprar na internet e pedir pra entregarem no hotel onde for se hospedar em Palmas. Ou encontrar algum lugar que venda em Palmas. Na Cachoeira da Fumaça (primeiro dia), há uma pequena prainha na parte de cima da cachoeira, onde dá pra tomar banho e tem espaço pra deixar as coisas e fazer a comida. Na Cachoeira da Velha (segundo dia), a praia é mais pra baixo (há um placa indicando a trilha de 1km), mas não tínhamos muito tempo e acabamos almoçando ali mesmo, num mirante do lado da queda d’água da cachoeira. Em um outro dia, encontramos um guia que disse que era proibido comer ali e que poderíamos ter sido multados pela fiscalização ambiental. A gente não sabia, mas fiquem ligados nisso. Organizem pra fazer a trilha e comer na prainha do Rio Novo a 1 km dali. No dia que fomos de Mateiros pra São Félix (terceiro dia), almoçamos na Comunidade Carrapato, que fica na estrada principal entre o Fervedouro do Ceiça e a Cachoeira do Formiga. Comida caseira, muito boa, salvo engano foi 30 ou 35 reais (acho que é o padrão da região). Nesse dia, é tranquilo de achar lugar pra almoçar, pois praticamente todos os fervedouros oferecem almoço, assim como a Cachoeira do Formiga. Também existe a opção de almoçar na Comunidade Mumbuca, caso esteja no roteiro, ou mesmo voltar pra Mateiros, na pior das hipóteses. Muitas pessoas nos disseram que esses restaurantes só trabalham com reserva, mas a gente não queria ficar preso a horários, então preferimos arriscar e acabou dando certo. Quem vai negar comida a viajantes famintos, né? Hahaha Em São Félix (quarto dia), é o trecho mais fácil de almoçar, pois os atrativos são bem próximos à cidade. De todo modo, o Fervedouro Bela Vista (tenho quase certeza que o Alecrim também) serve almoço, nessa faixa de 30-35 reais, então dá pra almoçar no atrativo. Também não fizemos reserva e conseguimos almoçar. Nesse dia, é mais fácil de se organizar pra reservar o almoço, pois os atrativos são perto e não são tantos quanto no trecho de Mateiros pra São Félix. O último dia (quinto) foi o único que reservamos almoço, na Cachoeira das Araras. E que almoço! Incrível! Fechamos a viagem com chave de ouro. Tudo artesanal, nenhum tempero artificial na comida, umas opções veganas muito boas (nem é muito a nossa vibe mas caímos dentro) e o atendimento sensacional. A propósito, esse é um ponto a ser destacado. Todos esses lugares são casas de família em que as pessoas oferecem almoço, então é sempre aquela comida caseira deliciosa e a receptividade que te faz se sentir em casa também. Leve dinheiro em espécie, pois nenhum deles aceitava cartão. Pra jantar. Em Ponte Alta, parece que só há um restaurante, em frente ao posto de gasolina. Comemos lá nos dois dias em que dormimos na cidade. Em Mateiros, comemos no Bahamas. Também nos sugeriram o Malibu e uma pizzaria que não me lembro o nome. Havia um outro restaurante na avenida principal da cidade, mas estava fechando quando chegamos. Em São Félix, comemos no restaurante Dunas do Jalapão (agradecimento especial ao Tiago, dono do restaurante, e à sua mãe, com mãos abençoadas), muito bom também. Há um bar chamado Rota 22, que estava fechado no dia pois duas funcionárias precisaram faltar, e há um espetinho em frente a ele, onde comemos no dia seguinte, pra assistir o jogo do Vasco hehe. QUAL A MELHOR SEQUÊNCIA DE CIDADES? A estrada de Palmas pra Ponte Alta é melhor que estrada de São Félix pra Palmas. Mas a estrada de Ponte Alta pra Mateiros é MUITO pior que a estrada de Mateiros pra São Félix. No nosso caso, preferimos pegar essa estrada ruim de Ponte Alta pra Mateiros no início. Esse também é o sentido que a maioria dos relatos que lemos seguiram. Então a sequência que fizemos foi Palmas-Ponte Alta-Mateiros-São Félix-Palmas (via Novo Acordo). Muita atenção ao trecho São Félix-Palmas, pois a partir de Novo Acordo a estrada em direção a Palmas é asfaltada e aparenta ser muito boa, contudo, surgem buracos aleatórios na estrada. Caso você esteja em alta velocidade não conseguirá frear (lembram da família da Amarok? Pois é, foi assim que eles perderam os pneus e tiveram que retornar a Palmas). Minha recomendação é: ainda que a estrada te sugira a ir acima de 80-90 km/h, respeite essa velocidade. Os buracos são grandes e surgem repentinamente. ROTEIRO [DIA 0: PALMAS-PONTE ALTA] A nossa ideia era pegar o carro de manhã cedo, pra chegar em Ponte Alta por volta da hora do almoço, almoçar, conhecer os atrativos mais próximos, que são o Cânion de Sussuapara e a Cachoeira do Lajeado e pegar o pôr-do-sol na Pedra Furada. Mas um dos meus amigos teve um problema no voo pra Palmas, só conseguiu chegar no fim da tarde, então tivemos que mudar um pouco o roteiro. Retiramos um dia (que virou esse dia 0) e remanejamos os atrativos pros demais dias. O Cânion e a Cachoeira pro dia que iríamos de Ponte Alta pra Mateiros (que se tornou dia 2) e a Pedra Furada pro que se tornou o dia 1, quando faríamos as Cachoeiras da Fumaça e do Soninho. Levamos cerca de 2h de Palmas pra Ponte Alta. Chegamos lá no início da noite, então nesse dia só deu tempo mesmo de jantar e dormir cedo. [DIA 1: PONTE ALTA] ATRATIVOS: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada (pôr-do-sol) Acordamos cedo e partimos pra Cachoeira da Fumaça. A nossa ideia era chegar até ela, que seria o atrativo mais longe do dia, voltar na mesma estrada para a Cachoeira do Soninho e depois pra Pedra Furada, cuja entrada fica próximo da mesma estrada. A cachoeira está indicada corretamente no googlemaps, mas o caminho que o aplicativo dá não é o melhor, pois ele não reconhece algumas estradas de terra que levam à cachoeira como um caminho possível. Nesse caso, usamos o aplicativo só mesmo pra ir guiando pela bolinha da localização dentro das estradas. No wikiloc há o traçado correto. O que utilizamos foi esse: https://pt.wikiloc.com/trilhas-off-road/ponte-alta-do-tocantins-cachoeira-da-fumaca-jalapao-19206400 Você deve descer a TO-130 no sentido sul, em direção a Pindorama. Passados cerca de 17 km, haverá uma saída para a esquerda. No googlemaps é possível enxergar essa saída com bastante nitidez. Ela está quase na mesma linha horizontal da Pedra Furada, que também está indicada corretamente no mapa (deixe o mapa sempre na orientação correta, com o norte para cima). Cerca de 4 km à frente haverá uma bifurcação, onde a estrada da esquerda (dos eucaliptos, grave isso) levará à Pedra Furada e a da direita levará à Cachoeira da Fumaça. A partir dali, siga o traçado do wikiloc. Nesse trecho nós ainda não havíamos nos dado conta da importância do wikiloc e de como as estradas no Jalapão são dinâmicas. O traçado que estávamos seguindo, mandava pegar à esquerda em uma bifurcação que fica a cerca de 19 km da estrada da Pedra Furada, contornar por cima para sair do outro lado da vegetação mais verde do mapa, próximo à Cachoeira do Soninho. Ocorre que esta estrada não existe mais. Em dado momento, havia algumas bifurcações que pareciam estradas mas com muito mato, o que indicaria que havia tempo que não passava carro por ali. Ainda assim, não parecia haver opção àquela altura do mapa e resolvemos seguir por uma delas. Pouco tempo depois ela voltou a se tornar uma estrada “transitável”, achamos que o problema estava superado, foi quando surgiu uma cerca bem no meio da estrada! Bateu um desespero enorme, pois parecia que todo trabalho havia sido em vão. Não havia como contornar, pois a cerca era interminável. Daí lembrei que havia salvo este trecho no wikiloc, fomos com os dois aplicativos abertos em dois celulares e conseguimos voltar pro traçado correto. A ponte de madeira quebrada, próximo à Cachoeira da Fumaça, não existe mais. Ela foi reformada e agora é de concreto. Mesmo assim, preferimos não arriscar, deixamos o carro antes da ponte e seguimos andando. Há duas trilhas para a Cachoeira, a da direita do Rio (de quem vem da ponte) leva a um mirante que permite ver a Cachoeira de cima. Se estiver sol, é bem capaz de você ver um arco-íris ali. Não tivemos essa sorte. A trilha da esquerda, leva ao pé da Cachoeira e, com cuidado, dá pra entrar até atrás dela. A Cachoeira é enorme, imponente, e a sensação de estar ali no meio da fumaça é indescritível. O problema no trajeto nos tomou mais de uma hora, então decidimos não almoçar mais na Cachoeira do Soninho e sim ali na Cachoeira da Fumaça mesmo. Há uma parte tranquila do Rio na parte de cima da Cachoeira, onde dá pra tomar banho e fazer a comida. Dali, seguimos pra Cachoeira do Soninho, na mesma estrada. A Cachoeira fica à esquerda de quem vem da Cachoeira da Fumaça e está indicada corretamente no googlemaps. Na entrada da estrada que leva à Cachoeira, vimos pegadas enormes, quase da metade de um pé humano, que desconfiamos ser de onça. Depois, conversando com pessoas na região, confirmamos que há onças por ali mesmo. Também há um grande desnível de pedras, que pensamos ser impossível de atravessar, mas a camionete deu conta do recado. Lemos relatos de que, a 500 m antes dali, próximo a uma ponte, era possível acessar a parte tranquila da Cachoeira, mas, como havíamos perdido muito tempo com o erro no trajeto e queríamos chegar na Pedra Furada a tempo de assistir o pôr-do-sol, só tiramos umas fotos e partimos pra Pedra Furada. A Pedra Furada fica a cerca de 1 hora da Cachoeira do Soninho. Programe-se pra chegar lá por volta as 17h, pra conseguir tirar fotos tranquilo (às vezes, há fila pra isso) e assistir ao espetáculo da natureza sem correria. Há duas trilhas. A da direita leva à parte de baixo da pedra, chamada Portal do Jalapão. A outra trilha leva à Pedra Furada, que fica na parte de cima. Não confunda, o Portal do Jalapão é enorme, você consegue ficar em pé embaixo dele. A Pedra Furada é pequena, só dá pra ficar sentado dentro dela. É lá que rola o show. Pra chegar na Pedra Furada vindo da Cachoeira do Soninho é tranquilo, só seguir o mesmo caminho da ida voltando e entrar na estrada de eucalipto observando a indicação da Pedra no googlemaps. Nesse dia, nós cogitamos inicialmente tentar visitar a Lagoa do Japonês, que fica a cerca de 2h de Ponte Alta, descendo a TO-130 em direção a Pindorama, mas era impossível encaixar todos estes atrativos em um dia só. E ainda teríamos que abrir mão do pôr-do-sol. Também não encontrei outros atrativos próximos à Lagoa que justificassem ficar um dia a mais em Ponte Alta. Por isso, abortamos. Mas todos disseram que lá é muito bonito também. [DIA 2: PONTE ALTA-MATEIROS] ATRATIVOS: Cânion de Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha e Dunas do Jalapão Esse é o dia em que se parte de Ponte Alta pra Mateiros. Como disse, nossa ideia era visitar apenas a Cachoeira da Velha e as Dunas neste dia, mas precisamos incluir o Cânion e a Cachoeira do Lajeado por conta do imprevisto do voo de um dos meus amigos. Isso não teria sido um problema se a gente tivesse saído cedo da Pousada em Ponte Alta. Mas valeu aquela velha máxima: quanto mais tempo você tem, mais tempo você perde. Acordamos cedo, mas tomamos café lentamente, arrumamos a bagagem no carro com calma, fizemos checkout e acabamos saindo tarde da Pousada. Mas, no fim, acabou dando tudo certo. O Cânion de Sussuapara está indicado corretamente no googlemaps e fica bem perto de Ponte Alta. Salvo engano, pagamos 10 reais para entrar. O lugar é bonito, mas ficamos com a sensação de que é daqueles atrativos de ecoturismo superestimados. Tiramos algumas fotos e colocamos o pé na estrada novamente. A Cachoeira do Lajeado também está indicada corretamente no googlemaps e fica na mesma estrada. Vindo do Cânion, após cerca de 17,5 km (os postes acompanham), você verá à sua direita uma estrada de areia. Ao final dela, há um riacho com pequenas quedas, é a parte de cima da Cachoeira. No sentido do curso do rio, pela margem esquerda (atravesse o riacho pelas pedras), há uma trilha que leva ao poço. A vista da cachoeira lá de baixo é linda e o poço é grande e fundo, dá pra nadar tranquilo e ficar ali por horas. Mas a trilha, apesar de curta, é bem difícil. Eu não sei se pegamos a trilha errada ou se a chuva havia deteriorado o caminho, mas havia trechos muito íngremes que só dava pra passar se seguram nas árvores e muitos trechos com pedras escorregadias. De todo modo, valeu muito a pena o esforço porque o visual lá de baixo é muito bonito! De lá, partimos pra missão Cachoeira da Velha. Esse é o trecho em que a estrada está em piores condições. Há muitas pedras pontiagudas, principalmente no início da estrada que leva à Cachoeira (depois de sair da principal), então muito cuidado neste trecho pra não furar pneus. Acabou sendo o único trecho em que levamos mais tempo que o previsto pelo googlemaps. Levamos cerca de 2h30 até lá. Este é o único atrativo do dia que não está na estrada que leva de Ponte Alta pra Mateiros, mas a saída pra Cachoeira é bem visível no googlemaps e o traçado que o aplicativo dá está correto. Chegando no estacionamento da Cachoeira, você já ouvirá o barulho da queda e haverá uma trilha suspensa que leva até ela. Este atrativo já está dentro do Parque Estadual do Jalapão, então há placas indicativas dos órgãos públicos responsáveis pela área, parece algo bem organizado na alta temporada, mas não havia ninguém por lá além de nós. Ao final da “trilha” suspensa, você chegará ao nível de cima da queda d’água. Um pouco mais abaixo, há um mirante. A nossa ideia era ir até a prainha do Rio Novo, que fica a 1 km dali, almoçar por lá, tomar banho e fazer o rafting. Dá pra ir caminhando (o início da trilha é sinalizado) mas vimos uma estrada no googlemaps também. Como tínhamos pouco tempo, por conta do nosso atraso na saída da pousada, resolvemos ir de carro. Seguimos a saída indicada no googlemaps, mas ela não dava em lugar nenhum, terminava em um matagal, sem nenhum sinal de continuidade da estrada. Depois da nossa experiência na Cachoeira da Fumaça, resolvemos não seguir. Voltamos pra Cachoeira da Velha e almoçamos no mirante. Nós achamos que o rafting tinha ficado apenas na vontade, mas depois descobrimos que, naquele dia, ainda nem estava acontecendo ali por conta do volume de água que ainda estava grande, mas que estava acontecendo em São Félix, então conseguimos fazer lá. Mais detalhes à frente. Da Cachoeira da Velha pras Dunas, leva-se cerca de 2 horas, mas a estrada melhora um pouco depois que se volta pra “principal”. Pra chegar nas Dunas, o ideal é marcar no googlemaps pela “Recepção e Controle às Dunas do Jalapão”, ou pelo “Bar Benita”, que fica em frente. Há um horário limite pra entrar no parque das Dunas, às 17:00, então o ideal é se programar pra sair da Cachoeira da Velha no máximo às 15h. Há uma estrada de areia que funciona como um atalho da estrada da Cachoeira pra estrada principal, e sai mais na frente, no sentido Dunas, sem precisar voltar ao ponto em que saímos quando vínhamos de Ponte Alta, mas preferimos não arriscar e voltamos ao ponto em que entramos e seguimos sentido Mateiros. Li relatos dizendo que há algumas lagoas pra conhecer nas Dunas, e realmente o parque é enorme, mas é difícil encaixar isso no roteiro, então fomos com o objetivo de assistir o sol se por. Na entrada do parque, há um funcionário da Naturatins (órgão que administra o parque) colhendo o nome de quem acessa, fomos bem recebidos e seguimos. Leve água, pois não há sombra rss. Há um milhão de bifurcações da entrada do parque até o estacionamento das Dunas, mas todos dão no mesmo lugar. E o pôr-do-sol de lá é realmente incrível! Seguindo pra Mateiros, aproveitamos pra tentar visualizar a entrada da trilha pra Serra do Espírito Santo, que seria o atrativo do dia seguinte, de onde veríamos o sol nascer. Há placas na estrada indicando. [DIA 3: MATEIROS-SÃO FÉLIX] ATRATIVOS: Serra do Espírito Santo, Fervedouro do Buritis, Fervedouro Rio Sono, Fervedouro da Ceiça (Bananeiras), Cachoeira do Formiga, Fervedouro Macaúbas Nesse dia, acordamos por volta das 03:30 pra assistir o nascer do sol na Serra do Espírito Santo. No dia anterior, já havíamos marcado na estrada o ponto de acesso à trilha, que fica a cerca de 25 km de Mateiros, mas não tem muito erro, pois há placa pros dois sentidos da estrada indicando. Levamos frutas, biscoitos, geleia e agua, pra comer lá em cima ou na trilha, se fosse necessário, pois ninguém teve pique de comer tão cedo. Chocolate é muito útil nessas horas também, mas acabamos esquecendo de levar. Não esqueça das lanternas. A trilha é curta, cerca de 250 metros, e bem demarcada, mas bastante íngreme. Há alguns bancos no caminho, que também são mirantes depois que o dia amanhece, e facilitam bastante o descanso no caminho. Não é impossível de ser completada, mas lemos relatos de pessoas que fizeram em cerca de 30 minutos e pessoas que fizeram em 1 hora e 40. Então, a depender do seu preparo e da sua experiência em trilhas, ajuste o horário pra começar a subir e não perder o nascer do sol no meio do caminho, o que começa a acontecer por volta das 05:15. Quando estávamos descendo (já de manhã), encontramos um grupo grande subindo (era um grupo da Korubo, que, segundo o guia, não faz esse atrativo na madrugada) e havia idosos dentre eles. No fim da subida, você encontrará uma placa apontando pra esquerda, informando “MIRANTE 3.000 METROS”. NÃO SIGA ESTA PLACA! O NASCER DO SOL ESTARÁ À SUA DIREITA! Basta dar poucos passos à sua direita e você encontrará um pequeno caminho que leva ao mirante onde é possível assistir o nascer do sol. Paramos ali e “tomamos café” assistindo a mais um espetáculo da natureza. Depois que o sol já havia nascido completamente, voltamos à tal placa e fizemos a trilha que dá acesso ao outro mirante, a 3 km dali, que é uma trilha plana e muito tranquila de fazer, praticamente uma caminhada sob a brisa da manhã. Esse outro mirante é bem legal também, tem uma vista irada das Dunas e de toda a área por que passamos no dia anterior. Voltamos pra pousada, tomamos um café da manhã de verdade e partimos rumo aos fervedouros. A gente tinha lido que muitos fervedouros tinham limite de tempo, então eu listei todos os fervedouros que tinha ouvido falar e organizei o dia pra visitarmos o que desse, sem correria, além da Cachoeira do Formiga, que era o atrativo que eu mais esperava conhecer no Jalapão. A gente já tinha percebido que o Jalapão estava meio vazio, então tinha a esperança de que os fervedouros também estivessem, e realmente estavam. Visitamos todos pelo tempo que quisemos e, com um pouco de paciência, conseguimos fotografar todos vazios. Eu já tinha traçado na cabeça todo o trajeto com a ajuda do google maps, mas também guardei os mapas no wikiloc pra eventual emergência. O mais completo que achei, com todos os atrativos que queríamos visitar foi este: https://pt.wikiloc.com/trilhas-off-road/jalapao-fervedouros-buriti-sono-buritizinho-mombuca-cachoeira-do-formiga-19302184. O primeiro fervedouro vindo de Mateiros em direção a São Félix é o Fervedouro Buritis. A localização que o googlemaps dá está certa, mas o aplicativo não reconhece a estrada que dá acesso a ele, então você deve pegar a saída à esquerda anterior ao ponto que o google maps dá, e que fica a cerca de 14 km vindo de Mateiros. Após 7 km nesta estrada, você estará no fervedouro. Tenho quase certeza que há uma placa indicando. Dali, seguimos na mesma estradinha por cerca de 1,5 km pro Fervedouro Rio Sono. E, do Rio Sono, seguimos na mesma estrada e desembocamos de volta na estrada principal, que liga Mateiros a São Félix. A primeira saída à esquerda dá acesso ao Fervedouro do Ceiça. A verdade é que, chegando ao primeiro fervedouro, você chega em todos, pois estes atrativos são próximos um do outro e são em propriedades privadas (por isso são pagos), então sempre haverá alguém pra te indicar o caminho pro próximo fervedouro. Depois do fervedouro do Ceiça, paramos na Comunidade do Carrapato, na estrada principal, e almoçamos por lá. Dali, seguimos pra Cachoeira do Formiga. O traçado que o googlemaps dá está correto neste trecho. Ficamos na Cachoeira muitas horas, porque o lugar é realmente lindo. Acho que nunca vi nada parecido, que lugar! Como não estava certo do tempo que poderíamos ficar em cada fervedouro, deixei os atrativos menos interessantes pra nós por último, que foram a Comunidade Mumbuca e o Fervedouro Encontro das Águas. A comunidade, pelo que lemos, é basicamente um ponto de venda de artesanato, que não era nossa vibe (e já tínhamos comprado algumas coisas em Materiros). O Fervedouro Encontro das Águas é o mais forte da região, mas soubemos que sua água não é tão bonita quanto dos outros, então achei que valeria a pena curtir mais os outros atrativos, que correr só pra visita-lo. Li em algum relato que também havia um fervedouro depois da comunidade, mas era algo meio selvagem, achei meio perrengue chegar nele. Esse rearranjo do roteiro nos permitiu visitar dois fervedouros muito bacanas no caminho da Cachoeira do Formiga pra São Félix, o Fervedouro Buritizinho (de longe o mais bonito que vimos) e o Fervedouro Macaúbas, que foi aberto pra visitação há poucos meses (e foi o mais forte que visitamos). Ambos estão indicados corretamente no googlemaps, sendo que o Buritizinho está bem próximo da beira da estrada e o Macaúbas tem que pegar uma estradinha. Este fervedouro não estava no nosso roteiro, mas ouvimos falar dele tantas vezes durante a viagem que resolvemos passar lá como último atrativo deste dia rumo a São Félix. Ficamos lá até cansar e partimos pra São Félix, já anoitecendo. À exceção do Buritizinho, os fervedouros, na essência, são muito parecidos entre si, variando basicamente pelo tamanho e pela força da água que brota do chão. Pagamos entrada em todos eles e também na Cachoeira, de 15 a 20 reais. [DIA 4: SÃO FÉLIX] ATRATIVOS: rafting no Rio Sono, Fervedouro Bela Vista e Cachoeira do Prata A nossa ideia de fazer o rafting na Cachoeira da Velha não deu certo, porque não estava rolando ainda (por conta do volume de água decorrente das chuvas anteriores). Mas a família da Amarok que conhecemos no Fervedouro Buritizinho nos disse que também havia rafting em São Félix, no Rio Sono, e nos passaram os contatos do Juninho (63 99276-8107) e do Simão (63 9249-5983). No bar Rota 22 também é possível fechar o passeio. Fechamos o rafting pro dia seguinte às 08:00. O carro da empresa que faz o passeio nos buscou na pousada e nos levou ao ponto do rio em que se inicia o passeio. E foi muito maneiro! Segundo eles, o Rio Sono é um rio nível 2 a 3 (numa escala que vai a 5, salvo engano), então é um bom rio pra quem nunca fez rafting, que era o nosso caso. O Rio Novo, na Cachoeira da Velha, é nível 4, então é bem mais radical. O passeio durou umas 3 horas e termina na Cachoeira das Araras, onde não ficamos porque nossa ideia era visita-la no dia seguinte, no caminho pra Palmas. Então, voltamos pra pousada. De volta ao roteiro, partimos pro Fervedouro Bela Vista, onde sabíamos que tinha almoço. Os atrativos em São Félix são bem fáceis de achar, porque são muito perto da cidade e estão indicados corretamente no googlemaps. Se você chegou até aqui, você chega nos fervedouros Bela Vista e Alecrim até sem gps haha. Alguns minutos depois que chegamos ao Fervedouro Bela Vista, começou a chover. Então, decidimos abortar a ideia de ir ao Fervedouro Alecrim em seguida (pois lá provavelmente estaria chovendo também, já que é bem próximo dali) e decidimos ir direto pra Cachoeira do Prata. Deu certo, no caminho pra Cachoeira a chuva se dissipou e, quando chegamos lá, estava sol. A localização da cachoeira no googlemaps está correta, mas ele dá o caminho errado. O caminho certo é pegar a estrada de volta pra Mateiros (a mesma do dia anterior) e, depois da Comunidade do Prata (também indicada no googlemaps, a uns 20 km de São Félix), pegar a saída à esquerda. Aproximadamente 2 km depois, haverá uma bifurcação e você deve pegar a direita, sentido sul. Depois dali, é só seguir a estradinha até o local que o googlemaps indica pra cachoeira. A cachoeira é bem bonita, mas não conseguimos entrar. À esquerda de quem olha a queda d’água de frente, há uma trilha pra parte de cima da cachoeira. Até tentamos encontrar algum ponto pra banho ali, mas a trilha era desconfortável pela quantidade de mato (a impressão era de que ninguém subia ali) e o rio parecia forte demais pra um banho. Então, decidimos abandonar a ideia e voltar pro roteiro original que era visitar o fervedouro Alecrim. Já estava no final da tarde e, no caminho pro fervedouro, você passa por uma praia de rio onde rolam uns shows de vez em quando, chamada Prainha do Rio Soninho. Como estava tarde e tínhamos um tempo relativamente folgado no próximo dia, resolvemos deixar pra visitar o fervedouro com calma no dia seguinte e terminamos a tarde tomando banho de rio ali mesmo. O visual de fim de tarde ali é bem maneiro. [DIA 5: SÃO FÉLIX-PALMAS] ATRATIVOS: Fervedouro Alecrim e Cachoeira das Araras Último dia no Jalapão. Começamos pelo Fervedouro Alecrim, que é bem perto da cidade e corretamente indicado no googlemaps, e depois fomos pra Cachoeira das Araras. Na noite anterior, reservamos o almoço na Cachoeira, pois, como era dia de partir de volta pra Palmas, já sabíamos que estaríamos ali na hora do almoço. O contato do restaurante da cachoeira é (63) 9952-0011. Pra chegar na cachoeira, você deve pegar a TO-030 sentido Palmas. Mais ou menos uns 10 km depois de sair da cidade, haverá uma saída à esquerda. Só seguir nela até o ponto que o googlemaps indica pra cachoeira. O restaurante fica ao final desta estradinha, um pouco depois da cachoeira. A volta pra Palmas exige muita paciência. A estrada é de terra até Novo Acordo (ruim, mas incomparavelmente melhor que o trecho Ponte Alta-Mateiros). Depois de Novo Acordo, a estrada é de asfalto, mas não abuse! Apesar de parecer bom, há muitos buracos que aparecem do nada, então, se você estiver correndo, fatalmente vai cair em alguns deles e aí corre um sério risco de acidente ou de furar os pneus. Levamos cerca de 5 horas (o googlemaps dá a previsão errada neste trecho). No caminho da Cachoeira das Araras pra Novo Acordo, é possível avistar a Serra da Catedral. Ouvimos falar que havia uma trilha pra subir, mas não achamos que valeria a pena o esforço, depois de termos subido as Dunas e a Serra do Espírito Santo, além de não ser um horário muito favorável (de tarde, sol tinindo na testa). Então, só tiramos foto de dentro do carro mesmo. O visual é maneiro, foi um bom “até logo”. LINKS Por fim, alguns links de relatos que utilizamos. Aproveito pra deixar registrada a nossa gratidão, vocês foram fundamentais pra que a nossa viagem desse certo! https://www.mochileiros.com/topic/75794-jalap%C3%A3o-e-serras-gerais-%E2%80%93-2904-a-0605-%E2%80%93-duster-16-e-renegade-18/ https://www.mochileiros.com/topic/63932-de-bras%C3%ADlia-ao-jalap%C3%A3o-em-carro-pr%C3%B3prio-e-por-conta-pr%C3%B3pria/ https://www.mochileiros.com/topic/8967-de-s%C3%A3o-paulo-ao-jalap%C3%A3o-sem-guia-serra-das-confus%C3%B5es-e-serra-da-capivara-parte-1/ https://www.mochileiros.com/topic/49830-6-dias-no-jalap%C3%A3o-sem-guia-setembro2016/(foi por são félix) https://www.mochileiros.com/topic/46003-jalap%C3%A3o-em-5-6-dias-sem-guia-e-de-duster-check-list-de-dicas-uteis/(checklist e coordenadas) https://www.mochileiros.com/topic/52395-jalap%C3%A3o-sem-ag%C3%AAncia-8-dias-gastos-e-fotos/… https://www.mochileiros.com/topic/55758-jalap%C3%A3o-chapada-das-mesas-em-12-dias-com-fotos/ ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- CHAPADA DAS MESAS (por Daniel) A princípio, tínhamos reservados 12 dias para conhecer o Jalapão, mas assim que a viagem foi ganhando corpo e as pesquisas sobre os roteiros se intensificaram, percebemos que esse período de tempo era maior do que qualquer outro que vimos nos mochileiros ou ofertados pelas agências, este apenas como parâmetro. A partir disso começamos a pesquisar roteiros alternativos próximos e que se encaixassem nos dias disponíveis que sobrariam do Jalapão. Por sugestão de um amigo resolvemos encaixar a Chapada das Mesas. Aqui acredito que vá a dica mais valiosa, apesar de valer muito a pena, de possuir belezas naturais incríveis, a Chapada das Mesas é um roteiro complementar. Acredito que 3 dias são mais do que suficientes para conhecer as atrações mais interessantes. Bem, dispúnhamos de 5 dias para sair de Palmas conhecer a Chapada e retornar à capital tocantinense. Dividimos da seguinte forma, dia 1: Palmas X Carolina/MA + pôr do sol no portal da chapada; Dia 02: Encanto Azul, Poço Azul, Cachoeira Santa Bárbara; Dia 03: Cachoeira da Prata e Cachoeira São Romão; Dia 04: Complexo da Pedra Caída; Dia 05: Carolina/MA x Palmas/TO. Para se chegar a Carolina/MA partindo de Palmas o trajeto de menor percurso oferecido pelo google maps é tomando uma via à direita na cidade de Colinas do Tocantins. Contudo, descobrimos que, apesar de um pouco mais longo, o trajeto passando por Araguaína/TO encontra-se em melhor condição. Então, para não haver risco de erro, sugiro colocar no google maps, primeiro Araguaína/TO e depois Carolina/MA. A estrada encontra-se muito bem conservada. Até Araguaína há bastante trânsito, então bastante cuidado. Mas a viagem é gostosa. Fizemos o trajeto Palmas X Araguaína em 4h de viagem. De Araguaína para Carolina/MA são cerca de 110km em pista em bom estado de conservação. Para se chegar a Carolina/MA pega-se a balsa em Filadélfia/TO, o custo para uma camionete foi de R$ 21,50, por cada travessia. A balsa circula 24h por dia, e sai em intervalos pequenos, se não me engano de 20 em 20min. Fizemos uma excelente viagem, nosso piloto, filho do Michael Schumacher rsrsrs, fez a viagem render e chegamos antes das 16h na pousada em Carolina/MA. É neste município que se encontra a maior parte das atrações, bem como dispõe da maior rede de pousadas da região da chapada. [DIA 1: PALMAS/TO X CAROLINA/MA + PÔR DO SOL NO PORTAL DA CHAPADA] ATRATIVOS: Portal da Chapada (pôr-do-sol) Acesso muito simples, partindo de Carolina trafegar por cerca de 20km no sentido Estreito/MA em estrada pavimentada e em boas condições, logo em seguida à esquerda, e bem sinalizada, estará a entrada de uma pequena trilha, 600m, pela qual se chega ao ponto de onde se observa o pôr do sol e onde há a formação rochosa que lembra o mapa do estado do TO, apesar de estarmos no MA. Rsrsrs. Também lá de cima é possível ver o morro do chapéu, um dos cartões postais da chapada. Pagamos R$ 10,00 reais para poder fazer a trilha. [DIA 2: CAROLINA/MA] ATRATIVOS: Cachoeira da Prata e do São Romão. Não, você não leu errado, tampouco indiquei incorretamente acima no roteiro as atrações. Em um primeiro momento tínhamos feito a opção de fazer o encanto azul, poço azul/Cachoeira Santa Bárbara nesse dia. Porém, ao chegarmos a Carolina todas as pessoas com quem conversamos disseram que estas atrações seriam as de mais difícil acesso, e que seria indispensável a presença de guia. Mas, como já relatado antes, o espírito dessa viagem era a aventura e o desejo de fazer coisas que ordinariamente os turistas não fazem. E mesmo com a recomendação expressa do dono da pousada bem como de um dos hóspedes de que seria imprescindível um guia, fizemos pesquisas a 6 mãos e percebemos que para quem havia feito trilhas com a dificuldade das que encontramos no Jalapão esse roteiro seria “tranquilo”. Usamos o perfil premium do aplicativo wikiloc, meio pelo qual o app te dá a opção de seguir a trilha de alguém que já tenha feito o trajeto, e não teve erro! Chegamos à Cachoeira da Prata antes do horário previsto. Inclusive, cabe mencionar, no google maps há um roteiro para essa cachoeira. Como fomos no final do período chuvoso, a cachoeira estava bem cheia, e linda. Tiramos diversas fotos, mas em razão do grande volume de água não foi possível tomar banho no local. Importante dizer que no local há espaço para almoço e cobra-se R$ 20,00 apenas pela visitação à Cachoeira. Após partimos para a Cachoeira São Romão. Seguindo, ainda, pelo wikiloc. Novamente, tudo certo. Chegamos sem nenhum contratempo maior à Cachoeira. Apenas tivemos de passar por diversas porteiras/Tronqueiras/Colchetes, mas num veículo 4x4 não houve maiores problemas. A cachoeira São romão é muito bonita, quando em período de seca é possível ir atrás da coluna de água, entretanto, de novo, como fomos no fim do período chuvoso, a queda d´água estava muito forte e não foi possível acessar essa região. No entanto, um pouco mais abaixo há um remanso do rio, onde é possível banhar-se, independente de ter muito ou pouco volume de água. Almoçamos nesse local. Não tenho mais o telefone do proprietário, mas lembro que se chama Giovani, abaixo, quando for comentar sobre o local de hospedagem, informo o telefone do dono da pousada na qual nos hospedamos e que possui o contato do proprietário. Também paga-se R$20,00 para visitação à Cachoeira. O almoço para 3 pessoas saiu a R$ 60,00, pelo telefone ele te dá as opções, galinha caipira, carne de sol ou carne de porco. Pedimos Galinha caipira, que veio acompanhada de arroz, pirão, farofa e salada. [DIA 3: CAROLINA] ATRATIVOS: Encanto Azul, Poço Azul e Cachoeira Santa Bárbara. Os 3 atrativos situam-se no município de Riachão/MA, distante cerca de 140km de Carolina. Acordamos cedo e pegamos a estrada. A via é integralmente pavimentada até Riachão, de lá, seguindo mais 2km em direção a Balsas/MA entra-se à esquerda, no sentido Feira Nova do Maranhão, trafega-se mais 5km em via pavimentada até a entrada das atrações, após, entra-se à direita e são mais 17km até atingir a entrada do Poço Azul/Cachoeira Santa Bárbara. Mais 5km seguindo na estrada e atinge-se a entrada do Encanto Azul. Resolvemos começar o passeio por esta atração, e não nos arrependemos. Na minha opinião o lugar mais bonito do nosso roteiro, incluindo o Jalapão. É a natureza em seu estado mais belo de existência. A água absolutamente transparente que, pela incidência do sol e disposição das pedras no fundo assume um tom azul. Algo indescritível. Nenhuma máquina fotográfica é capaz de extrair 10% da beleza real do lugar. Minha sugestão, não deixe em hipótese alguma de ir, é lindo. Pagamos R$ 20,00 para conhecer o lugar, há ainda aluguel de coletes e snorkel ao custo de R$10,00 cada. No encanto azul ainda não oferecem almoço, porém, dentre em breve o farão, estão construindo uma estrutura que servirá de futuras instalações do restaurante do local. Após quase termos uma overdose de beleza natural, seguimos para o Poço Azul. No local há uma estrutura muito grande, particularmente até retira um pouco daquele ar de natureza do lugar. A entrada custa R$ 60,00, aceitam cartão, estudante e idoso pagam meia. Há um restaurante self-service muito bem estruturado e com bastante variedade. Porém, esqueça o tempero caseiro e o sabor de comida feita por mãe. Após o almoço fizemos uma sesta nas redes espalhadas pelo espaço. Feita a digestão seguimos para o poço azul por uma “trilha” suspensa. Como eu disse acima, o que torna a água “azul” é a incidência do sol e a posição das pedras no leito do lago, como fomos no período da tarde, o lago não estava azul, mas sim verde. Ainda assim muito bonito. Seguindo na “trilha” suspensa atinge-se a Cachoeira Santa Bárbara. Que tem uma queda d´água de quase 70m. A depender do horário, eles oferecem rapel na parede da cachoeira. Muito bonita. Além de contemplativa há um poço onde é possível tomar banho. [DIA 4: CAROLINA] ATRATIVOS: Cachoeira da Aldeia Leão, Cachoeira do Capelão e Cachoeira do Dodô. De novo, não houve equívoco na indicação das atrações. Inicialmente tínhamos destacado para esse dia o Complexo da Pedra Caída. Talvez o principal cartão-postal da chapada das mesas. Porém, o local assume contornos de um resort. Paga-se R$ 60,00 para acesso e mais um valor em dinheiro que varia de acordo com o conjunto de cachoeiras do complexo que se quer conhecer. Dentro desse complexo chega-se à cachoeira da pedra Caída, do santuário, do capelão, garrote, porteira… Como essa estrutura foge ao nosso propósito e, apesar de ter valido a pena, no dia anterior já termos ido ao poço azul/Cachoeira santa bárbara, resolvermos adotar um roteiro alternativo. Por orientação de um guia cultural de Carolina entramos em contato com a proprietária da cachoeira do Aldeia Leão, é fácil conseguir isso na cidade. Agendamos o almoço via whatsapp. Depois partimos para a cachoeira do capelão, que tanto pode ser acessada pelo roteiro alternativo que fizemos, quanto por dentro do complexo da pedra caída. E finalmente no caminho de volta para Carolina na Cachoeira do dodô. Apenas a título ilustrativo, caso seja seu interesse conhecer atrações com facilidade de acesso, a cachoeira do Itapecuru também é indicada, há estrutura de restaurante e banheiros. [DIA 5: TODO CARNAVAL TEM SEU FIM. CAROLINA/MA X PALMAS/TO] ONDE FICAR Diferente do Jalapão a Chapada das Mesas possui fácil acesso. A cidade base para a maioria dos passeios é Carolina/MA onde há diversas opções de hospedagem. Fechamos pelo booking mesmo. Ficamos na Pousadinha Filhos da água, (99) 9 9189-0265; (62) 9 8508-8274 ONDE COMER Carolina é uma cidade pequena, cerca de 20 mil habitantes, mas possui opções de restaurantes, espetinhos, pizzarias e lanchonetes. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- É isso aí! Essa foi a nossa forma de agradecer e retribuir a ajuda que este fórum deu pra nossa viagem se tornar realidade. Espero que este relato também ajude outros aventureiros a realizar este sonho! Pé na estrada!
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  35. Show, estive planejando de ir agora em Jan/2021 mas a pandemia acabou com tudo, assim que vacinarem todos vamos retomar as viagens. Valeu!!
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  36. Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente. Enquanto me planejava, era questionado diversas vezes do porquê de ir à Bolivia; porque não para outro país “melhor”; o que fazer num país que não havia nada ou até mesmo se não havia outro país mais bacana mesmo com a moeda mais desvalorizadaem relação à nossa. Hoje vejo com mais clareza o preconceito e o estereótipo que ronda sobre a Bolívia, porém, no fundo, nada disso me importava. Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou. É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem. Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo. A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida. As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar. Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões. Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor. Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua. A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo. A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós. E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um. Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo de tudo. - se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas
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  37. @YunesPipa e muito chato.Em minha opinião só 2 dias no máximo.Praia tem em todo lugar é o que lá tem. Eu iria sim,a Gostoso ou a Cunhaú e Punaú que não estão na lista. Outro lugar em que não há nada é no cajueiro, apenas uma árvore gigantesca,que virou atração da CVC para o dia da chegada dos pacotes.RN é o estado, junto com PI,que menos oferece o que ver.
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  38. Fala mochileiros! Cheguei recentemente de um passeio no chamado "caribe brasileiro" (nome mais do que merecido, diga-se de passagem), ou Alter do Chão, para quem não conhece, e, como me surpreendi com a experiência que tive lá (principalmente em relação a gastos, uma vez que destinos exclusivamente turísticos acabam sendo por vezes temidos pelos custos de viagem), nada mais justo do que compartilhar. Então, partiu!!! Alter do chão lá de cima, com a ponta do cururu bem definida. Acreditem, caminhei boa parte disso aí de praia A época escolhida foi a segunda semana de novembro, logo após o agito derivado do tradicional Sírio de Nazaré em outubro. As passagens deram uma aliviada, e consegui pegar uma ida e volta de 400 mangos (com barco, de Manaus, você gasta quase esse mesmo valor de ida e volta, só com passagem, e fica de um dia e meio a quase três dias nos rios dos trechos, enquanto que o vôo dura nem uma hora). Fato rápido: as praias do norte costumam estar mais bonitas na segunda metade do ano em virtude da seca, mas, diferentemente do Amazonas, que seca demais e não fica tão bacana no ponto mais baixo, certos rios do Pará secam menos e mantêm sua beleza natural em virtude da proximidade geográfica com o oceano. E com o belo rio Tapajós não foi diferente. A propósito, Santarém tem seu próprio encontro das águas, assim como Manaus, só que é Tapajós e Amazonas, ao invés do Rio Negro e Solimões (não a dupla sertaneja) da minha terrinha Bando de copião, pegaram o encontro das águas amazonense e fizeram uma versão deles kkkkkkkkk é brincadeira, mas é igualmente impressionante e belo Estamos em um período de calor intenso, então acreditei que iria encontrar um sol de rachar cuca no Pará, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, houve uma grande frente fria e transição de massas de ar e pressão atmosféricas (aqueles papos de previsão do tempo, não vou entrar em detalhes) que preencheu a maior parte do país com chuvas e temporais. Os cariocas sentiram isso na pele, infelizmente, e em outros estados o estrago foi menor. Mas exatamente nessa semana pegaria umas chuvas no Pará. Pois bem, vida que segue.... Cheguei no aeroporto de STR no domingo (4), após deixar Manaus embaixo de um toró, por sorte as nuvens de chuva estavam mais no Amazonas, e no Pará ainda tinha um pouco de sol. Mais perdido que cego em tiroteio, tratei de procurar um jeito de me deslocar para Alter. Tinha apenas 5 dias disponíveis para conhecer os lugares, uma estadia boa, a meu ver, para conhecer as principais atrações, mas dessa vez não fiz um roteiro rígido para ser seguido. Conhecia uns lugares e simplesmente iria na cara e na coragem pq acredito que as viagens ficam mais interessantes assim, e é bom você saber lidar com imprevistos. Levei apenas 500 bonoros para essa viagem, e acreditem, deu e sobrou. Fato do aeroporto de STR: os taxistas chegam em cima de você que nem urubus numa carcaça, e os preços deles não são muito convidativos (50 pila para ir ao centro de Santarém, 100 a 120 para ir para Alter). Mas fica a dica do tio: esperem passar o bus para Santarém, pois tem uma linha que faz essa integração, ou rachem o táxi com alguém, que com certeza vai ter gente afim. De santarém tem ônibus para alter, mega fácil de pegar, e barato, vale esperar um pouquinho. Mas como não sabia desse fato, resolvi rachar o táxi com uma família que iria direto para alter Pessoalmente acho massa ter uma ciclovia entre a cidade e a vila turística, em Manaus não temos isso O táxi rachado me custou apenas 34 reais, o que foi uma boiada e tanto! Desci perto da famosa ilha do amor, já na orla da vila. O "centro" é ali mesmo, e você não vai se afastar muito dali, a não ser para os passeios para os lugares distantes. Tem pousada pra dedéu, hotéis, e redários com camping, que era o que eu estava procurando (eu prefiro acampar e ter o desconforto e privacidade da minha barraquinha ). Não lembro de ter visto hostel, mas creio que tenha sim. Não andei muito e logo de frente pra ilha achei um camping com redário, rústico, bem localizado, além dos donos serem bem receptivos, e com um preço MEGA em conta, considerando a sua localização. Altas vibes naquele lugar (estilo roots, espere encontrar hippies e pessoal alternativo, se você tem algum preconceito com esse tipo de gente, não recomendo o camp, mas não achei nem um pouco ruim). Le acampamento base. Fui muito bem tratado aqui. Honestamente pensei que só ia chegar no domingo com tempo de achar um lugar para ficar, mas estava no meio da tarde, e não queria perder o dia, então conheci a dona, fechei as diárias, e tratei de dar um rolê pelo lugar. A vila até parece meio feinha com o rio seco, mas vai por mim, lá na frente é a coisa mais linda de se ver. Detalhe para a conhecida serra da piroca A vila é tranquila, mesmo nos fins de semana, confesso que achei bem vazia de gente, e desconheço a alta temporada de lá, apesar de ter chutado o mês de outubro. O lugar é cheio de moradores e visitantes latinos, no camp mesmo haviam argentinos e chilenas de passagem. O cajueiro parece ser o capim de lá, de tanto que tem, existem ruas onde você passa e sente o cheiro gostoso, de tanto caju (e cajuí) que tem no chão. Curiosamente não encontrei nenhuma bebida específica feita dele na vila. Se eu tivesse vontade de comer caju, era só olhar para uma árvore e colher. Caju hoje, caju amanhã, caju sempre Andando pela praia da ilha do amor (que na seca pode ter seu curso d'água atravessado a pé, só tomar cuidado pq dizem que tem arraia lá), decidi ir a pé para a conhecida ponta do cururu. Quando os rios secam, faixas de areia são descobertas pela água e ficam em contato com a parte mais funda e bonita do rio, em Alter há várias pontas, sendo as do cururu, pedras e muretá as mais conhecidas. Na cheia não dá para chegar nelas a pé, ou simplesmente nem dá pra acessar (por já não existirem!), sendo obrigatório pagar barqueiro para levar lá. Li que os valores não são dos melhores para quem está só, fora que eu não estava afim de fazer um passeio regrado com hora para ir e voltar, e como você deve ter visto na foto lá de cima, tinha uma mega praia formada em todas as margens da região, então resolvi botar as panturrilhas para trabalhar e ir a pé. Partiu ponta do Cururu A "andada" leva mais ou menos 1 hora e 20 minutos, de alter até chegar lá, e você fica com aquela ansiedade de estar vendo o horizonte, e não chegar perto dele, mas deu para me distrair com os achados da praia. Corais, peixes mortos e muitos mexilhões se faziam presentes na margem (de noite é possível achar caranguejos). Ah, nas praias também é possível achar MUITOS sapinhos, eles são um símbolo da vila, e representados na cultura local por esculturas e amuletos com o nome de muiraquitã (embora não seja o nome certo pro sapo em si, apesar de tentarem te convencer do oposto). Sapo na areia, embaixo de sol, durante o dia nunca tinha visto, isso me encantou. Eu desconheço o gênero e espécie, mas lá parece haver pelo menos 3 ou 4 espécies de diferentes cores e tamanhos, até sapinho de meio centímetro achei Chegando na ponta, senti na pele o porquê de chamarem aquele lugar de caribe brasileiro. Nossa, que praia sensacional!!!!! Água semelhante à do mar (transparente e azul-esverdeada), agitada, e areia branquinha. Agradeci à Deus e à minha mãe por estar naquele momento e naquele lugar tão únicos, e com o sentimento de conquista de mais um lugar paradisíaco de nosso Brasil Recadinho básico pra mandar pra patroa em casa É vontade de ficar aqui e não sair mais, difícil imaginar uma paisagem dessas que não é no litoral A minha foto favorita dessa viagem. Depois das altas fotos, um bom banho Engraçado que só eu tinha vindo a pé, todos os demais presentes estavam nos seus barcos de passeio ou particulares, fiquei pensando no quanto que devo ser louco para fazer essas proezas, mas sem crise!! Dizem que pôr do sol é perfeito nessa ponta, mas infelizmente, em virtude desse clima de nublado e chuvas, o céu não ficou legal para o crepúsculo em nenhum dia da minha estadia. Fica para a próxima. Uma história engraçada: não ajustei meu relógio para o fuso horário do Pará, e por isso saí bem tarde da praia, achando que ainda era uma hora mais cedo os demais barcos indo embora e eu sobrando na praia, e com mais de uma hora de caminhada no breu total. Mas como uma pessoa precavida vale por duas, tinha levado minha lanterna na bolsinha, então o "passeio noturno" foi mais divertido que frustrante. Adorei achar caranguejos na margem, nesse processo. Que que foi, maninho, tá olhando o q? Já me vu.... Apesar da caminhada ter sido ótima, andar na areia dá uma fadiga aos músculos do pé, batata da perna, calcanhar, etc., e cheguei em alter pedindo um torsilax para não amanhecer com as patas doendo. Armei a barraca, fui procurar o que jantar e depois, dormir. 2o. dia: Tsunamis aéreos e a tentativa de subir a careca A segunda iniciou com temporais, com direito a raios de minuto a minuto, e eu, desde a madrugada dormindo com aquele barulho gostoso de chuva batendo na barraquinha. Como a chuva estava forte durante a manhã toda, não tinha como procurar uma panificadora e comprar itens pro café, o povo do camp estava todo em off nas suas redes tbm então o jeito era me acomodar na barraca, e planejar o que fazer pro dia, caso o temporal não parasse mais. Teve uma hora que precisei sair para improvisar uma "vala" pra água acumulada vazar, ou minha casinha provisória seria inundada Depois de meio-dia, a chuva finalmente deu uma trégua, e estava na hora de andar na vila e procurar algo para comer. A falta de paciência para cozinhar algo na cozinha do camp me fez apelar para o bom e velho PF, que veio numa quantidade generosa, me fazendo dividir ela com o Robervaldo (um vendedor de arte e viajante que conheci lá, gente boa, inteligente e bom de papo, com esse deu pra conversar até sobre política sem haver atritos). Como o sol estava ainda tímido, mas querendo aparecer, achei que o melhor seria ir para algum lugar próximo da vila, então resolvi subir a piroca, literalmente March!!!!!! Esse lugar é diferenciado Sim, é isso que você leu. Um ponto conhecido de alter, que está em praticamente todas as fotos turísticas e artísticas é a chamada serra da piroca (que está mais para morro a meu ver, mas vai da sua interpretação). A etimologia do nome é justa: significa algo como "vegetação rala" ou "careca", que tem a ver com a vegetação do alto do morro e o nosso falo masculino A trilha é sussa, vc leva uns 40 minutos andando até chegar ao topo. Infelizmente, nesse dia, não deu pra chegar no topo, topo mesmo, por causa de insetos, não precisa ser biólogo(a) para saber que depois de grandes chuvas certos insetos como cupins e formigas saem para namorar aos montes na mata e no céu. Pois bem! Tinha uma espécie de "muquitinho" que resolveu fazer uma verdadeira suruba galáctica bem no alto da piroca (!), não é exagero amigos, o bicho é do tamanho de um mosquito, mas eram enxames de enxames, tantos, que dava pra ouvir alto e claro o barulho das asas deles da base do morro, e o céu escurecia um pouco lá no topo. Mosquito grudando no meu corpo suado, batendo nos olhos e ouvidos obviamente incomodava bastante, além de eu não saber se eram bichos nocivos de alguma forma, então me vi obrigado a descer. A trilha é super de boa e demarcada na subida, mas não recomendaria para pessoas de idade e com problemas cardíacos ou de locomoção O máximo que deu pra subir. Ahlá a vila, o lago verde e a ilha do amor no fundo Como ainda haviam umas três horas de luz do dia, resolvi ficar no lago verde de bubuia, curtindo o final da tarde. Ele é bem raso por tipo, um quarto de quilômetro na seca, então pra criança brincar é mais de boa, e a água é igualmente gostosa. Tem aluguel de caiaque também. Fiquei brincando de caiaque por uma hora, e depois apenas boiando na água Até aqui e ainda está bem raso Com tempo de sobra, em comparação com o dia anterior, resolvi andar e conhecer a vila de noite. Achei o lugar relativamente tranquilo e seguro (apesar de não ter visto policiamento, o que sugere que não é bom ficar dando sopa nas ruas até tarde da noite). Além da orla para passear existe a praça central, onde tem wifi gratuito (quando está pegando), várias lojas de lembrancinhas e uma praça de alimentação. Em algumas ruas próximas há restaurantes, lanches e moradores que fazem refeições prontas a um valor ok. Particularmente não sou um "gourmet", então não fiz questão de provar as especiarias locais (até pq já provei a maniçoba num festival paraense de Manaus, uma vez, e não gostei muito, fiquei com receio de gastar muito num prato que não me agradasse), então comprar um prato do bom e velho vatapá já estava de bom tamanho 😀 10 pila num pratão desse vale cada mordida!!! 3o. Dia: Ponta do Muretá e mais caminhadas na praia Segundo dia consecutivo em que amanhece com as altas tempestades, não tinha muito a ser feito a não ser aguardar na barraquinha a chuva passar, e dormir ao som da chuva. De madrugada, um visitante inesperado no meu quartinho: Mas ein??????? Bom, tinha conhecido a ponta do cururu, a ilha do amor, morro da piroca e lago verde, hoje poderia ser uma nova atração. Como tinha visto anteriormente no "gugrou maps", a ponta do muretá fica próxima da vila (em termos pq é mais uma hora de caminhada na praia), então não vi o motivo de não fazer essa atividade. Estava decidido. Dessa vez o povo do camp se juntou pra fazer um frango guisado MA-RA-VI-LHO-SO (Parabéns ao Robervaldo, nível master chef já ). De tarde dei mais um rolê na vila, a procura de lembrancinhas para levar para casa, e após isso segui rumo à ponta. Não é complicado, só seguir a margem do rio pela cidade, não pela ilha do amor. A ponta do Muretá é curiosa pq ela tem um lago atrás que tem um formato triangular, assim como a ponta. Fonte: google maps, 2018 A caminhada foi sussa, tirando o esforço óbvio nas pernas e pés por andar na areia, mas o segredo é ficar mais perto da água onde a areia é mais firme. A ponta do Muretá também é linda!!!! Com ondas batendo o tempo todo, e dessa vez, sem sinal de vida, salvo pelos barcos de passeio que passavam (mas não paravam) e botos que brincavam perto da praia (sim, vi botos na superfície, mas era difícil registrar os danados). A praia era só para mim naquela tarde 🤩 Por essa tarde, declaro a ponta do Muretá território Stanlístico! Detalhe: no horizonte é a serra da piroca e mais à direita da imagem fica a ponta do cururu Praise the Sun! O pôr do sol também ficou impedido pelas nuvens, mas foi melhor do que no cururu. Lindo demais, uma pena que tinha que voltar logo para a vila antes que anoitecesse. Só a nível de curiosidade, os gastos foram mínimos nesses dias: tirando as diárias do camping, só gastei um pouco com comida, leite-achocolatado-pão-queijo-presunto-ovo para café + lanche, e as lembrancinhas nesse dia, estava bem alimentado e com um espaço seguro para acampar, que pra mim era o principal. Poderia ter gastado mais, poderia, se eu quisesse fazer os passeios, mas optei por não fazer, pelo medo de chover e o passeio não valer a pena (fora que sempre gosto de fazer as coisas de forma mais independente). 4o. Dia: despedida de Alter do chão Esse seria meu último dia na vila, até porque queria conhecer Santarém um pouquinho. Me recomendaram ficar em Alter pq valia mais a pena e tal, mas acabei seguindo meu coração das cartas. O dia seria para visitar lugares previamente visitados. Sei muito bem que deixei de visitar a ponta das pedras, que meio mundo diz ser o lugar mais bonito da região. Os valores dos barcos não estavam justos, a meu ver (prefiro não informar), e a praia infelizmente é bem isolada, sendo necessário um transporte próprio para chegar lá, se não for contratando barqueiro. A pé, pelas praias, até é possível, mas levaria o dia inteiro, fora o cansaço, então penso que essa atração serviria para me motivar mais ainda a retornar (pensando seriamente em trazer a mãe aqui em 2020). Esse foi o primeiro dia em que não amanheceu chovendo, pelo contrário, fez até um solzinho forte que duraria o dia todo, então com esse tempo bonito, imaginei que daria para chegar ao topo do morro sem me deparar com os insetinhos (descobri que as chilenas que estavam acampando foram lá de noite, e chegaram no topo sem problemas, me arrependo de não ter pensado em fazer essa trilha noturna ) Tomei um café reforçado, pois só iria retornar no meio da tarde à vila, então comecei o dia na trilha do morro. E dessa vez deu tudo certo, apesar de lá haver um outro inseto chatinho (que lembra uma abelha sem ferrão), deu para ficar lá em cima por um bom tempo, e tirar altas fotos para matar os amigos de inveja. Melhor vista. Reconhece aquela ponta ali? Agora posso dizer pra família e amigos: subi a piroca, minha gente!!! Após terminada essa trilha, como eu tinha gostado bastante da ponta do cururu, e como eu tinha chegado lá no final da tarde de domingo, imaginei como estaria bonita em plena quarta ensolarada. E acertei em cheio! As águas estavam bem agitadas, e com uma cor maravilhosa aquele local digno de cartão-postal havaiano. E a melhor parte: novamente estava com a ponta só para mim Que água transparente é essa, cara? O calor não faz muito bem pros anuros, então o jeito é procurar uma sombrinha, ne Ah, o paraíso Perfeição base montada, passei umas horinhas brincando na areia, nadando, ou simplesmente boiando nas ondas, e era uma felicidade sem fim! Um cabra de quase 30 com a alma de 10 brincando na praia, mas como alegria de pobre dura pouco, a fome estava batendo, e precisava retornar para a vila. Umas 13:00 me despedi daquele cantinho do céu e tratei de retornar. Recadinho para o povo que iria assistir o pôr do sol, antes de ir embora 🤭🤭🤭 Almoço devorado, era hora de enfim me despedir do pessoal do camp., agradecer à anfitriã pela hospitalidade, e pegar o rumo à Santarém. Existe uma única linha que faz a integração Santarém-Alter, que passa pelas paradas de ônibus sinalizadas nas ruas. Então é só ir, comprar um chopão geladinho (vc sabe o que é chopão?), e esperar, pq se não me engano é de meia em meia hora que passa. Ah o Rober na breja se depedindo de mim. Obrigado a todos presentes nesses dias! Cheguei em Santarém no final da tarde, no centro, e fiquei perambulando pela famosa orla, procurando possíveis lugares para pernoitar (enfim, dormir numa cama!! 😭😭😭), até que encontrei o hotel alvorada. Uma casa no melhor estilo do início do século passado,um pouco rústica, comparando com o padrão de hotel e pousada atual, porém receptiva e com um ótimo custo-benefício (paguei nem 100 reais por duas diárias, isso com café e wifi incluso), com vista pro rio, e ainda localizada no centro da cidade. Definitivamente acertei em cheio e recomendo, se você está numa estadia em Santarém, e não faz questão de muito luxo, ou quer uma experiência de vivência do homem do norte autêntica, e uma ótima localização. Le orla com a área recreativa A cultura do sapo presente também em STR. Com isso, só restava arrumar as coisas, tomar um banho merecido, e dormir. 5o. Dia: conhecendo um pouquinho de Santarém O dia foi resumido a simplesmente conhecer alguns dos principais pontos da cidade. A mãe estava sempre mandando mensagens para eu tomar cuidado com isso e aquilo, mas confesso que dificilmente me senti inseguro em alter e STR. A cidade é razoavelmente policiada, e a impressão que tive é de que a criminalidade lá é pequena, comparando com Belém e outras regiões do estado. Além do mais, a cidade tem vários pontos em comum com Manaus, então, de certa forma me senti familiarizado ao andar por ali Alguns pontos que você precisa saber se quiser conhecer a cidade: * Santarém, como já disse, tem um centro comercial colado com a orla, onde a maioria dos ônibus passa (incluindo o ônibus para alter). Se você se hospedar no centro, tem um retorno garantido. * No centro, a melhor referência de parada de ônibus é a praça Barão de Santarém (também chamada de praça São Sebastião). Lá tem museu e uma catedral, também. * O encontro das águas pode ser visto do início da Orla, nessa data que fui estava em reforma, mas, diferente de Manaus, onde você precisa pegar uma balsa ou um barco particular para ver a atração, o encontro dos Rios Amazonas e Tapajós é mais de boa para ver e registrar. * Uber não existe lá. Mas particularmente não vi como um problema, uma vez que a cultura de mototáxi é forte, e passam muitos ônibus nas avenidas principais da cidade. * A orla é bem movimentada de noite, porque tem uma parte da praia que é destinada para o lazer, atividades físicas, fora o calçadão, onde as pessoas comem e fazem caminhada. Super de boa. * Há um zoológico legal para visitar, mas que é de difícil acesso, é altamente recomendado você ter transporte próprio para chegar nele. * Há Wifi gratuito nas principais praças da cidade, é só se registrar e usar, se estiver disponível. Pela tranquilidade das pessoas usando, deu a entender que o receio de assaltos era mínimo. * O parque da cidade fica próximo do centro, dá para ir até a pé, mas vai de cada um. * O melhor horário para visitar a Orla, a meu ver, é do fim da tarde até umas 21 ou 22 horas, pelo fluxo de pessoas. Na área do conhecido bar do mascotinho tem uns restaurantes, pizzarias e bares bacanas. * Existem umas praias bacanas próximas do aeroporto de STR, mas que necessitam de transporte próprio (ou money para o taxi) para chegar lá, numa delas fica a badalada casa do Saulo, pela correria e ausência de transporte, acabei não indo também para esses lugares. O primeiro ponto que fui conhecer foi o parque municipal, gosto de espaços naturais para o convívio e prática de exercícios e ações sociais, fui me orientando pelo localizador + google maps, vi que dava para ir andando, e logo cheguei ali. A pista de cross para quem curte uma bike marota. Uma coisa que achei muito legal do parque é a preocupação com a educação, ali existem inúmeros avisos de conscientização, e uma pegada forte para o cuidado com o meio ambiente, com foco no reaproveitamento de pneus, os mesmos foram utilizados para a trilha de mountain bike, e confecção de animais e plantas de pneus. Simplesmente show de bola! Viveiro de quelônios, de plantas, e até um minhocário foram pontos interessantes de se ver. O parque pega pesado (num bom sentido) na pegada ecológica, além de ser bem arrumado. Parabéns! Idéias que viram inciativas que embelezam o lugar Espaço saúde para caminhadas e trilhas Depois do passeio, o próximo ponto de interesse era o Zoológico da UNAMA. Este fica praticamente na zona rural da cidade, foi meio tenso o mototáxi me deixando numa rua de terra e me dando as direções mas o maps estava indicando que era ali mesmo, e os moradores confirmaram a direção. O zoológico estava passando por uma reforma e ampliação, nessa semana em que estava indo, mas deu pra curtir. É cobrado um valor simbólico de entrada, e um valor adicional para visitar o "berçário" dos peixes-boi, segundo o rapaz que estava me atendendo era uma taxa para ajudar na compra de material para fazer o leite "manipulado" dos filhotes, pessoalmente pagar os R$ 3,00 de entrada mais os R$ 3,00 de manutenção dos viveiros dos peixes-boi vale MUITO a pena, pelo prazer de colaborar para o desenvolvimento de um espaço de lazer e conhecimento. Que gutyyyyy 🤩 As araras-vermelhas estavam livres no espaço, eu não sei se podia fazer algo além de tirar foto com elas (até porque uma delas quase rouba minha bandana e belisca minha orelha ), mas achei isso legal, pois promove uma interação maior com os visitantes, além de dar uma liberdade maior para os animais (só as araras, no caso). De resto, haviam algumas gaiolas com espécies nativas, algumas vistas no Pará e não no Amazonas, acho sempre válido conhecer elementos da nossa fauna. Infelizmente não haviam tantos animais, comparando com outros zoológicos que visitei, mas gostei bastante do espaço (trilha no meio da mata), e como já disse, o zoo está em expansão, então provavelmente no ano que vem já existirão mais espécies em exibição. Era o animal mais próximo dessa visita Saí do Zoo na hora do almoço, então peguei dois ônibus em direção ao Shopping da cidade (acho que o único), mas não cheguei a ver nenhum restaurante bacana, então fiquei por pouco tempo lá. Creio que era melhor ter ido de tarde, até para assistir um filminho, mas sem crise!!! Retornei para a pousada no meio da tarde, descansei um pouco, e de noite, fui dar mais uma volta na orla, para beliscar uma besteira ou outra, e curtir a vibe noturna da cidade. No dia seguinte seria apenas para dar uma voltinha no centro comercial, ver se tinha algo que valia a pena comprar, e pegar o vôo para Manaus, então não entrarei em detalhes. Então é isso. A viagem foi extremamente prazerosa, feita na base dos improvisos, em alguns aspectos, mas valeu cada segundo aproveitado. E ao contrário do que um ou outro pode achar ou pregar, não é um destino caro. Alter é um lugar para todos os bolsos, penso que se a pessoa consegue fazer contatos, ou se dedica um pouquinho a pesquisar sobre os lugares, ela se programa tranquilamente, e honestamente, isso nem é necessário. A corrente da boa vibe do lugar por si só te carrega sem maiores problemas. Só seguir a onda =D Agora às informações básicas, como de praxe em meus relatos: Melhor época para ir: semelhante ao Amazonas, Pará possui um período de cheia (que é mais evidente nos primeiros meses do ano e vai até o mês de Junho, mais ou menos, as águas estarão mais cheias, chuvas se farão mais frequentes), e um período de seca (de junho a novembro, onde chove bem menos e os rios dão uma secada, mas como disse, as praias ficam melhores nesse período, peguei chuva nessa semana por puro azar mesmo). Acredito que entre Agosto e novembro seja a melhor época, se você quiser evitar o movimento do final de ano. Em alter existe a famosa festa do Çairé, um grande e importante festival da região, que vale a visitada pela importância cultural. custos: cara, levei R$ 500,00 e gastei aproximadamente R$ 390,00, e pude ficar super de boa lá. Tomava café, almoçava, lanchava, jantava e/ou comia besteira quase todo dia, acampei em 3 dias e fiquei hospedado em um quarto próprio de hotel em 2, pude comprar lembrancinhas, e se quisesse teria comprado mais. O que realmente dói no bolso do visitante são os passeios de barco ou o transporte alugado, pois muitas atrações são de difícil acesso por terra, ou estão um pouco longe, ou mesmo em outras vilas. Penso que você vai gastar mais em alter mesmo. O que fazer lá: Só a vila de alter por si só possui a ilha do amor e as praias próximas como referência (atrações 0800), a trilha para a serra da piroca, o lago verde e suas adjacências. As pontas, como mostrei, podem ser acessadas por terra, mas somente durante a seca, e exige um esforcinho, então o melhor jeito de chegar nelas é de barco. Há passeios com preços variados. Existem atrações ainda mais distantes como a FLONA (que pessoalmente não me interessa por eu já ter muito contato com a floresta amazônica), a tal cidade das casinhas dos americanos, etc. Em Santerém também tem muitos lugares interessantes, mas que vão exigir pesquisa e um transporte próprio. De principal, o centro, o parque, o zoológico e algumas praias que ficam lá nas proximidades do aeroporto. Dinheiro ou cartão: leve ambos, porque há sinal de cartão em alter, e alguns bancos. Como me senti seguro andando na vila e na cidade, para mim bastou levar o dinheiro muito bem escondido e uma parte na carteira, de uso imediato. O cartão de crédito sequer foi utilizado. Transporte: recapitulando, em Santarém existem ônibus que circulam pela cidade quase toda, uma linha que vai para o aeroporto, e uma linha comum que vai para alter. A menos que você realmente não goste de ônibus, existem pontos de táxi e mototáxi em alguns lugares da cidade. O mototaxi é mais frequente. Em alter não vi taxi de nenhum tipo, então basicamente você se desloca por barco para certos lugares. Hospedagem: Tanto em Alter quanto em Santarém, lugar para ficar não falta, e tem para todos os bolsos. Pessoalmente não gostei dos preços dos estabelecimentos ofertados pelo booking, então penso que vale a pena andar um pouco e encontrar um lugarzinho bom e barato. Sejam felizes, e curtam bastante a vibe paraense! =D
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  39. Você comparou as especificações entre os sacos de dormir deuter e os makalu e forclaz 900? tenho saco de dormir de 600 dólares e te digo o deuter e ruim...
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  40. @José Luiz Gonzalez Obrigado! Tive sorte com o tempo sim, inclusive moradores da região disseram que era muito raro uma sequência de tempo aberto tão grande. E aproveitavam pra passear pelas trilhas, vi muita criança, idoso....
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  41. DIA 11 - Refuge La Flegere a Les Houches (16,2 km) Já estava acostumado em acordar cedo todos os dias, arrumar a mochila e caminhar. Mas o costume não torna a trilha fácil. Hoje foi uma prova disso. O dia começou nublado e com uma chuva leve. Na trilha, pouco se via à frente, devido à neblina. Me perdi algumas vezes, mas graças ao GPS achei o caminho novamente. Não dá para confiar somente na sinalização local. Logo no início, a trilha terminava de repente em um monte de pedras que haviam deslizado montanha abaixo. Subi por um caminho que contrariava o GPS, porém, lá em cima, consegui ver que a trilha continuava após as pedras. Retornei e encontrei uma passagem meio escondida no meio delas. Deixei uma marcação para quem passasse por ali posteriormente. O percurso seguia quase plano, com exceção de uma subida por encostas estreitas cruzadas muitas vezes com ajudas de correntes fixadas aos paredões. Após algum tempo, cheguei até a estação de teleféricos de Plan Praz. Alguns grupos guiados iniciavam a caminhada do dia por ali, tendo pernoitado provavelmente em Chamonix e subido por este transporte. Confesso que acelerei um pouco o passo, pois logo após a estação, uma trilha estreita e íngreme seguia para do passo do Brevént. E eu não queria ter a passagem fechada pelos lentos grupos de caminhantes guiados. O passo do Brevent é famoso por providenciar a vista mais bonita do Mont Blanc de todo o tour. Infelizmente o tempo fechado me negou esta experiência. Mas tudo bem, eu já havia recebido tantas outras tão espetaculares. E caminhar nesta trilha com mau tempo seria um desafio interessante à esta altura do campeonato. Aliás, este dia me pareceu mais como uma prova final de um curso. Tive um pouco de cada dia anterior. Subidas por bosques, por rochas, travessias em campos de neve, vias ferratas, tudo isso somado à chuva, o que tornava tudo um pouco mais difícil. Um teste à ferro e fogo (ou à gelo). Consegui cumprir os desafios utilizando as habilidades adquiridas nos dias anteriores. A neve, que me causava receio nos primeiros dias, hoje escorregava devido à chuva. Mas foi transposta com confiança e segurança (finalmente justificando o uso dos spikes em alguns trechos mais tensos). Alcancei o ponto mais alto do dia e lá parei para um breve descanso. O tempo estava tão fechado que não enxerguei a estação do Le Brevent, onde alguns caminhantes paravam para um café. Logo segui em frente, cruzando alguns campos de neve mais complicados. Muitos em descida, o que para mim era algo mais difícil. Caso eu enxergasse o final e a inclinação não fosse exagerada, não raro eu escorregava sentado, me divertindo um pouco. Após os campos de neve, uma longa descida pelas pedras até o refúgio de Bellachat. Mas passei batido por este também, provavelmente por algum desvio. O caminho a partir dali consistiu em uma longa e tediosa descida através de um bosque até Les Houches. Haviam muitas bifurcações, e a maioria indicava o mesmo destino (Chamonix ou Les Houches). Eu simplesmente escolhia aleatoriamente e continuava. Não vi mais nenhum caminhante a partir dali, o que me levantou dúvidas se estaria no caminho certo, apesar das placas. E nunca mais encontrei as pessoas que eu havia conhecido e divido uma cerveja em alguns momentos do tour. Ao fim da trilha pelo bosque, cheguei finalmente à área urbana de Les Houches. Após uma curta caminhada pelas ruas, alcancei finalmente o ponto que eu havia estabelecido como término do tour (que também havia sido o início do mesmo para mim), a oficina de turismo da cidade. Chegando lá, nenhuma recepção especial, nenhum aplauso, nem um marco oficial. Só uma selfie solitária em frente à oficina como lembrança. Mas a conquista interna estava estabelecida. E, como acontece com frequência em nossas vidas, se nos colocamos em ação apenas na esperança de reconhecimento externo, aplausos e recompensas, é certo que iremos nos desapontar. Quando encontramos a real motivação interior, o destino, com seus marcos e confetes, se torna secundário frente às grandes vivências e aprendizados do caminho em si. Grande abraço a quem teve paciência de ler até aqui! E até as próximas!
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  42. DIA 9 - Trient a Le Tour (14,1 km) "Ando devagar porque já tive pressa..." Logo pela manhã descobri o motivo da caminhada do dia anterior ter sido pesada para mim. Uma sombra que me derrubou no Caminho de Santiago e tentava novamente. Uma bolha. No mesmo pé, na mesma posição e com a dor familiar. Apareceu de vez hoje de manhã apesar de estar se manifestando a um tempo. Tenho convicção de que ela, como da vez anterior, surgiu por conta da pressa de chegar ao destino. A passada fica ruim e o suor completa o serviço. Talvez pelo tédio pelos intermináveis bosques de pinheiros, subindo e descendo através das montanhas suíças. Ou pela alimentação exagerada do ego ao ultrapassar os outros caminhantes. Queria chegar logo ao destino e corria. E o castigo veio. Então nesta manhã decidi andar devagar. Procurei mudar a pisada. E assim segui, pegando uma subida pesada logo de início até o passo de Balme. E, de repente, estava lá em cima, sem me cansar ou sentir dores. Assim como na vida, às vezes precisamos mudar a estratégia e recomeçar devagar para atravessar alguma adversidade. Após cruzar o passo, me despedi dos intermináveis bosques suíços e voltei para o território nevado e rochoso da França. Estava de bom humor e com energia. O clima do dia correspondia. A previsão de tempo nublado e possibilidade de chuva acabou não se concretizando, mas a frente fria trouxe uma brisa fresca para substituir os dias quentes e penosos que me torturava. Até o Mont Blanc, sempre cheio de nuvens cobrindo seu cume, aparecia limpo, imponente na vista durante boa parte do percurso. E, pelo alto da trilha, pude enxergar toda a extensão do vale onde as cidades de Argentiere, Chamonix e Les Houches se localizavam. Deixando o Refúgio de Balme, há algumas opções de caminho a se tomar: Uma descida direto à Le Tour ou Argentiere, descer via teleférico até estas cidades ou seguir a variante pelo pico Aiguilette des Posettes. Como eu estava me sentindo bem, decidi por esta última. Opção acertada, pois logo após a última subida do dia, alcancei um dos pontos mais bonitos do tour. Do pico, é possível avistar todo o vale, o Mont Blanc e glaciares em volta. Fiquei por ali por um bom tempo curtindo aquela visão. E depois segue-se uma longa descida até Le Tour. Somando a sorte do bom tempo com a mudança do modo de andar, a caminhada de hoje foi bastante agradável. E um exemplo de como um obstáculo pode te levar a novos aprendizados e vivências. E compreender que o que importa mesmo é ir tocando em frente....
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  43. DIA 6 - Rifugio Bonatti a La Fouly (19,8 km) Depois do trajeto tranquilo do dia anterior, o mapa de altitude prometia um dia mais pesado para hoje. Um sobe-desce de respeito. Mas creio que o corpo já se acostumou, pois achei o percurso bem tranquilo. O único percalço, bem no início, foi uma ponte de gelo perigosamente fina, sobre um riacho. Optei por passar pela água (com bota molhada eu sei lidar, com risco de queda do gelo, não...). Os anos da adolescência jogando Super Mario se justificaram e consegui pular de pedra em pedra sem molhar os pés. Alguns corajosos arriscavam cruzar a ponte de gelo. Faziam um desvio para cima, na esperança da mesma estar menos fina. Mas não havia como se certificar. Era arriscado. A subida do dia foi bem íngreme. Mas subi com tranquilidade, tentando ultrapassar alguns grupos que caminhavam em fila. Uma cerveja no refúgio Elena, no meio do percurso, ajudou a dar um gás. Chegando ao passo Ferret, parei para ficar de bobeira e tirar fotos. Ali era também a fronteira entre Itália e Suíça. Continuando para o lado suíço, a trilha agora constituía em uma longa descida até o vilarejo de La Fouly. Logo no início, um campo de gelo que parecia assustadoramente íngreme se revelou como apenas uma ilusão de perspectiva. E eu já estava me acostumando com o caminhar no gelo. Fiquei tão confortável que levei o primeiro tombo, felizmente em uma parte sem perigo algum. Vi algumas pessoas mancando e descendo de lado, reclamando de dor nos joelhos. E eu com minhas joelheiras aposentadas, guardadas dentro da mochila. E apesar de estar andando por locais cercados por montanhas cobertas de neve, faz muito calor durante o dia e o sol está de rachar. Estou com queimaduras piores do que quando vou à praia, apesar de parar sempre para reaplicar protetor. Quem diria que sairia do Brasil para pegar um bronze nos Alpes. La Fouly é um vilarejo suíço bem característico, com chalés de madeira, flores coloridas nos jardins e varandas e claro, a cadeia de montanhas nevadas em volta. Há uma pequena estrutura com caixa eletrônico, mercado e uma loja de equipamento esportivo. Os dormitórios coletivos dos hotéis seguem o padrão dos refúgios, com colchões dispostos lado a lado, colados uns aos outros. Isso geralmente não representava problema para mim, até esta noite em especial.
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  44. DIA 5 - Courmayeur a Rifugio Bonatti (12,2 km) Acordei tarde para aproveitar o café da manhã do hotel. Tenho comido relativamente pouco se contar o esforço físico. As comidas dos refúgios sao bem regradas, e não é raro eu caminhar por 8 horas somente com o café da manhã no estômago. Hoje resolvi seguir a trilha comum, no lugar da variante. De Cormayeur, uma subida íngreme pelo bosque, que levou cerca de 2 horas, terminava no Refugio Bertone. De lá, o caminho bifurca para a trilha oficial ou para a variante pelos passos de montanha. O caminho que segui era praticamente plano a partir dali, seguindo pelas encostas das montanhas que cercavam o vale. Um cenário bem diferente do dia anterior, com muitos campos floridos, resquícios da primavera que mal terminara. A vista por todo o percurso era sensacional. Cruzei com muitos habitantes das cidades ao redor, que aproveitavam o bom tempo (me disseram por lá que uma sequência de dias de tempo aberto como aqueles era bem raro por ali) para subir a trilha e aproveitar o sol. Muita gente de roupa de banho lá em cima, deitados na grama ou fazendo piquenique. Também vi muitos corredores que treinavam para a ultramaratona que ocorre anualmente por ali. O ponto negativo da trilha mais “fácil” foi a presença massiva de grupos de caminhantes. Dá para diferenciá-los pelas roupas caras e muito limpas, mochilas pequenas e a tendência bizarra de andarem sempre em bando, colados uns aos outros, com velocidade reduzida. Isso causava um certo congestionamento no caminho, pois é difícil ultrapassá-los nas trilhas estreitas. Seria legal se as agências/guias reforçassem algumas boas práticas de trilha, como ceder passagem e não fazer tanto barulho. O caminho foi tão tranquilo que demorei a chegar ao destino do dia, pois ficava enrolando sentado curtindo a paisagem. Como esse semi-descanso poupei as minhas pernas, pois o dia seguinte prometia ser pesado. No refúgio Bonatti, onde pernoitei, novamente vi muitas pessoas que claramente eram habitantes dos vilarejos em ao redor, que faziam pequenos trechos em bate-volta para curtir o local. Este refúgio possui, na minha opinião, uma das mais espetaculares vistas da trilha, com um paredão de montanhas nevadas (incluindo o Mont Blanc) à frente. Pena que não me permitiam ficar do lado de fora depois das 22, pois eu pretendia tirar algumas fotos do céu estrelado e o dia estava muito propício. Paciência...
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  45. Muito show ajuda muito 👏🏼👏🏼👏🏼
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  46. Hoje, depois da resolução 400 já não é mais problema, se for voo dentro do Brasil. Mas se for voo internacional, o ideal é solicitar a alteração do nome, com certeza, para ficar igual ao passaporte.
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  47. Chapada Diamantina já estava nos meus planos faz tempo, faltava oportunidade. Planejamos esta viagem desde outubro de 2013, quando compramos as passagens aéreas Vitória x Salvador x Vitoria pela Azul com valor promocional. A Expedição de fato se realizou agora, em maio/14. A princípio iríamos em 3 amigos (Eduardo – Welder e eu) mas no último momento o Richard também se juntou ao grupo. Desde o princípio nossos planos eram conhecer a Chapada de maneira mais econômica, mas quando começamos a pesquisar verificamos que turismo na Chapada pode sair caro, muito caro. O Motivo? Os atrativos são distantes, são 70.548 Km2 numa faixa de 270 km de extensão. Não existe transporte regular. As agências cobram preços nas alturas. Fazer passeios com os guias locais pode baixar o custo, mas geralmente eles não têm transporte próprio. A ideia inicial era ir de ônibus Salvador x Lençóis e fazer os passeios, mas depois de muita pesquisa constatamos que seria uma péssima idéia, já que ficaríamos reféns dos guias ou engessados a fazer apenas os passeios próximos a Lençois. A solução encontrada foi alugar um carro em Salvador e fazer todo o passeio de maneira independente. Pela locadora Movida 7 dias com quilometragem livre saiu por R$ 440,00 e gastamos R$ 500,00 com combustível para rodar 2.100 km de estradas (Terra e asfalto). Custo por passageiro: R$ 235 para ter total liberdade e conhecer ate as atrações mais distantes. Não curto roteiro engessado nas viagens, mas ter um certo conhecimento das atrações que deseja visitar são importantes. Contei com a ajuda de muitos amigos que deram dicas preciosas: Alessandra – Dellano – Makita etc. Decidimos começar nossa aventura de sul para o norte da Chapada. Chegamos em Salvador às 9 da manhã e às 17 h já curtíamos o por do sol na Vila de Igatu ( Machu Picchu brasileira) encravada na encosta da Chapada, essa pequena vila já foi um próspero local de garimpo. Pernoitamos em Andaraí e no dia seguinte pela manhã já começamos a nossa aventura pela Chapada. Conhecemos o Balneário de Paraguassu, um rio de aguas escuras que é possível se banhar. Bem próximo tem a Cachoeira/represa Donanas, lugar muito bacana e ótimo para um mergulho nas suas águas geladas. Seguimos viagem rumo as principais atrações do dia: Poço Encantado e Poço Azul. Poço Encantado fica em uma gruta e as visitações são guiadas, não é permitido entrar na água. O Poço de ate 61 m de profundidade de aguas cristalinas quando recebe a luz solar reflete um azul intenso deixando qualquer viajante extasiado. Apenas de abril a novembro esta gruta recebe luz solar o que torna ainda mais bela. Seguimos para o Poço Azul, este sim, permite flutuação, acompanhado por guias e uso obrigatório de coletes. Assim como Poço Encantado este local quando recebe a luz do sol em suas águas é de uma beleza indescritível!!! Nosso destino final neste dia seria a cidade de Ibicoara e passamos por Mucugê, cidadezinha muito simpática, também reduto do garimpo no passado. Conhecemos o projeto Sempre Viva e suas trilhas levam a cachoeiras e é possível conhecer o ecossistema da Chapada e ainda assitir um vídeo. Também conhecemos o Cemitério Bizantino de arquitetura singular quando visitado a noite é bem interessante. Chegamos em Ibicoara por volta das 21h e já alojados numa pequena pousada, seguimos a procura de um guia para nos levar no dia seguinte a Cachoeira de Buracão. Combinamos com o Alessandro Guia para nos levar as 8 da manha. O dia começou chovendo e adiamos para as 10 h o inicio do trekking. Tivemos sorte o tempo melhorou e Buracão é uma das atrações mais incríveis da Chapada. Antes mesmo de chegar ate Buracão passamos pela Cachoeira das Orquideas, Recanto Verde e Parque do Espalhado lugares incríveis já nos anunciava o que vinha pela frente, Chegar nos cânions de Buracão provoca uma sensação de extase, parece um local único no planeta, relembra uma era pre histórica com seus paredões de pedra encaixados de maneira simétrica, o rio de aguas escuras e a curiosidade de visualizar logo a queda dágua. Para isso é necessário subir o rio aproximadamente 200 metros (opcionalmente se usa coletes) e percorrido esse trajeto pelo canion se depara com uma obra perfeita da natureza, jamais conseguiria descrever aqui com palavras a Cachoeira Buracão. Banhamos, tiramos muitas fotos e fomos até bem próximo a queda daqua num poço enorme e sem imaginar a profundidade dele. Dali seguimos para conhecer Buracão por cima. Ao chegar temos a perfeita noção e grandiosidade daquele lugar. O precipício é muito alto e o barulho das águas descendo a cachoeira torna o espetáculo ainda mais perfeito. Estavámos no terceiro dia da Expedição e nosso destino a cidade de Lençois. Almoçamos por volta das 16 h e seguimos viagem!!! Nossos próximos 4 dias tivemos como base a cidade de Lençois onde é possível conhecer muitas atrações. Algumas bem próximas se faz até mesmo sem carro, outras é necessário usar o veiculo. Pela manha seguimos com destino a Caverna Lapa Doce, 70 km de distancia de Lençois, O lugar é muito bacana e seus salões imensos são visitados com a presença de um guia, já incluso no preço da entrada (R$ 20,00) . Lá mesmo ficamos sabendo que nossa atração seguinte estava comprometida: A filha do dono da fazenda Pratinha havia falecido e o local estaria fechado. Mesmo assim seguimos adiante, afinal Gruta da Pratinha seria uma das melhores atrações do dia. Ao chegarmos na Pratinha, logo na entrada fomos informados do falecimento e que os passeios estavam suspensos naquele dia, mesmo assim recebemos autorização para conhecer o lugar. Ironia do destino, mas economizamos R$ 45 por pessoa, deu para conhecer tudo e 0800. O Rio Pratinha com suas aguas cristalinas e sua cor azulada é muito lindo. A Gruta Pratinha é de beleza única, local onde foi a abertura da novela Além do Horizonte da Globo é realmente espetacular. Ao chegar na Gruta estavam a disposição snorkels e mascaras sobre uma pedra. Por desconhecimento e nenhum aviso de restrições, banhamos, mergulhamos e só bem depois chegou um funcionário nos informando que não é permitido andar dentro da agua (apenas flutuação) , já era tarde, havíamos cometido a peripécia do dia rsrsrsrs. Famintos seguimos para o restaurante anexo ao Rio Mucugezinho, comida caseira muito boa, feita em fogão a lenha. Após almoçar seguimos caminhando um pequeno trecho para conhecer o Poço do Diabo e suas aguas escuras e com profundidade desconhecida. La ocasionalmente tem uma tirolesa mas neste dia não estava funcionando. O por do sol seria no Pai Inácio, cartão postal da Chapada, subida fácil e boa parte feita de carro sem nenhum problema. No ultimo trecho tem uma pequena portaria onde é cobrado R$ 5,00 tx de visitação. 15 minutos de subida numa pequena trilha e a paisagem da Chapada a seus pés. Pode-se explorar todo o topo do Pai Inacio onde é possível avistar o Morrao, Morro do Camelo e a bela vista da chapada. O por do sol é incrível e a peripécia do dia estava por vir... Eduardo havia planejado uma foto radical nos penhascos do Pai Inacio e eu incumbido de fazer a foto. Quando ele se dependurou a 120 m de altura apenas com uma mão foi o suficiente para me deixar bastante aflito e não fazer a foto perfeita, o que o obrigou a fazer essa loucura mais três vezes... O dia seguinte estava reservado para conhecer a Cachoeira da Fumaça a 75 km de distancia de Lençois. Seguimos cedo e a estrada bem sinalizada não é necessário guia. Um quilometro antes da cidade de Capão inicia a trilha de 12km (ida e volta) que não exige muito desde que esteja com um bom preparo físico. Ao finalizar a trilha deparamos com a Cachoeira da Fumaça e seus 400 m de altura, lugar incrivelmente belo e assustador, desafiar o medo e se aproximar do penhasco só para os corajosos. Conhecemos apenas por cima esta cachoeira, existe um treking de 3 dias onde é possível conhece-la também por baixo. Dizem ser um passeio fantástico!!!! Fomos ao outro lado da Cachoeira onde é possível avista-la de lado e ficar de frente ao imenso paredão de pedra se tem a noção da altura e grandiosidade daquele lugar. No caminho de volta conhecemos a Cachoeira Riachinho, muito bonita mas como estava tarde e um pouco frio não entramos na agua. Dia seguinte seria nosso ultimo dia na Chapada e acordamos cedo para conhecer Ribeirão do Meio, um grande tobogã natural é possível descer ate o poço, a trilha inicia bem próximo a Lençois, não necessitando ir de carro. A mesma trilha leva ate a Cachoeira Sossego, mas é bastante confusa e desistimos de ir. Nesta é sim necessário um guia para acompanhar. Seguimos para Cachoeira do Mosquito há 80 km de Lençois (ida e volta) , a estrada é bem tranquila e diferente do que dizem dá para fazer sem guia numa boa. Mosquito surpreende pela sua beleza, foi capa da Revista Guia da Chapada 2013 e merece o reconhecimento. Lembra vagamente Buracão mas são belezas bem distintas e nesta é possível chegar bem embaixo da queda dagua. As aguas não são profundas e rendeu muitas fotos. A despedida da Chapada seria uma nova subida ao Pai Inacio para o Eduardo conseguir a foto perfeita pendurado no abismo e assistir novamente o por do sol. Tudo planejado, aguardamos a melhor hora, onde não tivesse guia por perto ou turista prestes a entrar em pânico com a cena. Após aguardar quase meia hora surge o momento e Eduardo parte em disparada para a tão sonhada foto. Desta vez fiz varias de muitos ângulos, acreditando que dali sairia a foto perfeita, mas... as checar no display constatei que o autofoco estava desligado e seu rosto desfocado nas fotos. Putz uma quarta tentativa, o sol já posto, pouca luz, foi Eduardo na sua quarta tentativa da foto perfeita. É não foi desta vez que teve sua foto dos sonhos, mas graças a Deus correu tudo bem e não aconselho ninguém a fazer essa... digamos... loucura. Setimo dia da viagem seguimos para Salvador e às 12 h já estávamos em direção a Praia do Forte, Guarajuba e Aldeia Hippie de Arembepe, lugar muito bacana que nos surpreendeu com suas paisagens, historias e um por do sol magnifico. Voltamos para Salvador,onde fomos recebidos por meu amigo mochileiro de longa data, parceiro na Expedição a Huaraz (Peru) em 2013 e no Caribe (Los Roques em janeiro/14, Marcus Vinicius!!!! Gentilmente nos ofereceu cervejas geladas e depois de um bom banho nosso destino foi o Pelourinho curtir um pouco da noite de Salvador. Último dia, já sentindo saudade da Chapada, ultimo tour por Salvador, Farol da Barra, e o sol forte convidando para um bom banho de mar no Porto da Barra!!! Assim terminou nossa Expedição pela Chapada Diamantina com suas paisagens incríveis deixando certo uma oportunidade para voltar e conhecer muitas outras belezas daquele lugar!!!! Expedição Chapada Diamantina – Maio 2014 2.100 Km percorridos de carro 1° Dia – Vitória x Salvador x Andaraí – Por do sol em Igatu 2º Dia – Balneário Rio Paraguassu – Cachoeira Donana – Poço Encantado – Poço Azul – Sempre Vivas - Cemiterio Bizantino 3º Dia – Cachoeira Orquideas – Parque do Espalhado – Recanto Verde - Cachoeira Buracão – Ida para Lençois 4º Dia – Gruta Lapa Doce – Rio Pratinha – Gruta da Pratinha – Gruta Azul – Mucugezinho – Poço do Diabo e Morro Pai Inácio 5º Dia – Cachoeira da Fumaça – Riachinho 6º Dia – Cachoeira Ribeirão do Meio – Cachoeira do Mosquito – Morro Pai Inácio (de novo) 7º Dia – Ida cedo para Salvador – Praia do Forte – Praia Guarajuba – Aldeia Hippie de Arembepe – Recepção apê amigo baiano Marcus Vinicius – Pelourinho 8º Dia – Farol da Barra – Praia Porto da Barra – retorno para Vitória. Planilha suscinta de gastos – fora a passagem aérea Aluguel carro 7 diarias R$ 440,00 R$ 110,00 (por pessoa) Combustivel 500,00 R$ 123,00 por pessoas 6 noites pousada simples sem café manha R$ 150,00 Entrada Poço Azul 20 Entrada Poço Encantado 15 Guia Cachoeira Buracao (Obrigatorio) 100,00 25 Entrada Pai Inacio (2 vezes) 10 Entrada Lapa Doce 20 Entrada Gruta Pratinha com flutuação 45 (foi 0800) ----- Entrada Cachoeira Mosquito 10 Café da manha, almoço,lanche e muitas cervejas 317 TOTAL POR PESSOA 800 Informações de distâncias: Lençóis/Vale do Capão: 70km Lençóis/Andaraí:100km Lençóis/Mucugê:150km Lençóis/Ibicoara:230km Lençóis/ Poço Azul: 110km Lençóis/Poço Encantado: 150km Lençóis/Pai Inácio:30km Mucugê/Ibicoara: 80km Ibicoara/Buracão: 30km No link tem um video que resume o tão fantastica foi a nossa Expedição!!!!! MELHOR ASSISTIR OPÇAO HD Este link tem o album de fotos da Expedição: https://www.facebook.com/wesley.ribeiro.16547/media_set?set=a.10202062165898902.1073741873.1329519609&type=1
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  48. A idéia era passar 7 dias completos na Chapada e um ou dois dias em Salvador. Pesquisando aqui no fórum, comecei a quebrar a cabeça sobre como economizar ao máximo com passeios e transportes. A passagem foi comprada com um mês de antecedência pela Avianca , 570 reais ida e volta, São Paulo - Salvador . Para o trecho Salvador- Lençóis acabei comprando o passagem de ônibus, Rápido Federal (59 reais cada trecho). Cheguei à conclusão que a maneira mais barata seria alugar um carro em Salvador, porém essa opção teria o incoveniente de ter que dirigir sozinha todo o tempo ( meu acompanhante na viagem não dirige) e realmente eu não estava a fim de estresse com estrada, caminhos e caminhões rs, então preferi ir de ônibus mesmo. O avião também foi descartado ,pois os vôos só saem as 5as e Domingos, e eu não tinha flexibilidade de datas. 2a feira dia 15/7. Vôo as 8 h para Salvador saiu e chegou na hora, as 10:30. Como todo bom mochileiro, e com tempo para chegar na rodoviária, resolvi pegar o busão no aeroporto e quase me dei mal. Demorou pra passar, tinha recapeamento na Av. Paralela, chegamos na rodoviária de Salvador ás 12:40. Foi o tempo exato de pegar as passagens no guichê e comprar uns salgados para não morrer de inanição até a parada, que seria só as 18 h. Chegamos em Lençóis as 20 h, 1h mais que o previsto. A pousada Bons Lencóis, que reservei, tinha um transfer feito pela Chapada Adventure, que tive que ligar quando cheguei, pois não havia ninguém lá me aguardando ( embora o combinado por email tinha sido que haveria alguém lá). A pousada é simples, porém bem localizada, a uns 3 quarteirões do centrinho, e achei ótima a relação custo-beneficio, 105 a diária pra casal, quarto com ar condicionado, que nem usamos, ventilador, silencioso. O único inconveniente era um eterno cheiro de esgoto toda vez que entrávamos no quarto, mas que estando lá dentro, após alguns minutos não incomodava mais. Os lencóis (da pousada) nem são tão bons assim (rs), mas o conjunto agradou. O Daniel, que e o dono da Chapada Adventure, foi quem nos buscou. Como eu nao tive nenhuma idéia de passeio para o dia seguinte, acabei fechando com ele o passeio pelo famoso roteiro 1 com algumas alterações: gruta da torrinha, poço do diabo e por do sol no morro do pai Inácio, por 140 reais por pessoa. Não é a opção mais barata, mas certamente a mais pràtica. O aluguel de de um carro seria 100 reais, mais a gasolina, entradas e almoço, pra duas pessoas nao compensa tanto assim, fora o inconveniente de procurar os caminhos pra tudo e dirigir naquela Br. 242 cheia de caminhões ultra lentos. Eu realmente nao estava a fim de guiar nessa viagem. Queria descanso total ! Também não consegui contato de nenhum guia com carro, mandei um email pra associação dos condutores de lençóis que nunca foi respondido (vacilo dos caras). Enfim, acabei fechando o passeio de turista com agência. Deixando as coisas na pousada, fomos jantar. Perguntamos aqui e ali fomos parar no excelente Bodega, na Rua das pedras. Comi um refogadinho de carne com lasanha de beringela excelente ! um prato bem servido por 25 pilas. Valeu a pena. Fomos dormir cedo, cansados do dia. 3af. Acordamos umas 7:30. Café da manhã ok, frutas, pães, pão de queijo, bolos, tudo gostoso. Pontualmente 8:30 o jipe da agência estava lá pra nos pegar. 7 pessoas no total, uma família com dois meninos e um casal de japas maduro além de nós 2. Viagem de cerca de 1h até a gruta da torrinha. Após breve explicação do guia local sobre o percurso e procedimentos, entramos na caverna. O grupo era grande e o guia da caverna ( que e um específico pra isso) foi com o pessoal na frente, a mãe e os meninos, levando um lampião, e ficamos pra trás com o guia da agência (Enéas, figura). Acaverna é muito bacana, com formações raras e tal, e uma impressionante réplica em estalagmite do morro do pai inácio. Mas o percurso é longo e um pouco dificil em algumas partes, com um trecho escorregadio, frestas estreitas e uma parte que tinha que andar agachado. Dá umas 3h de passeio , vale a pena, mas achei mancada mandar um só guia com um grupo grande, e em nenhum momento ele parou para nos esperar. Como eu tenho um joelho muito zoado com ligamento rompido, tenho que fazer tudo mais devagar pra não escorregar. Por isso sempre acabo demorando um pouco mais. Saindo de lá fomos almoçar no restaurante da Lapa Doce (outra gruta próxima), razoável, buffet livre típico, e de lá fomos pro poço do diabo e rio mucugezinho, trilha tranqüila de 1km mais ou menos. Um poço gostoso com uma queda bonita. Última parada, subida no morro do Pai Inácio, cartão postal da Chapada. Na subida da trilha, uma cobra atravessou nosso caminho bem tranqüilamente rs. Nunca tinha visto uma cobra na trilha, foi especial. Pôr do sol magnifico, o tempo estava bonito. Como de costume, o dia amanheceu nublado e foi abrindo, ao longo do dia. Voltamos cansadíssimos pra Lençóis umas 18:30. Banho e jantar no Quilombola, ao lado do Bodega. Comi o famoso godó de banana com carne, bom, 19 por pessoa. Queríamos fazer o passeio pra Fumaça por cima, e acabei fechando mais esse com o Daniel da agência, mas nesse dia mesmo consegui o contato com um guia de carro, pra agendar o passeio pra cachoeira do Buracão. A agência cobraria 520 por pessoa com tudo incluso, achei muito caro, e além disso queria fazer o passeio nos dois últimos dia da minha estada na Chapada, e o passeio com a agência sairia antes disso. 4a f. No horário de sempre, o mesmo pessoal foi lá nos pegar. Os outros eram os mesmos do dia anterior, e mais o pais dos meninos que chegou esse dia, então eramos 8. Aqui, faço um adendo pra ressaltar o cuidado e atenção do Daniel, que enviou um guia a mais, pois eu disse a no dia anterior da nossa dificuldade em acompanhar o grupo na caverna (meu companheiro tem problema cardíaco e teve dificuldade na caverna). Chegamos na Fumaça umas 10:30 pra começar a subida. Na entrada da trilha, uma casinha da Associação dos Condutores do vale do capão, e um guia lá nada simpático, que falava o tempo todo quase excomungando a galera que ia subir a trilha sem guia, pra nao deixar lixo, arracar plantas, etc. Como se todos que sobem sem guia fossem esse tipo de turista, e todos os que vão com guia fossem monitorados o tempo todo pra nao arranca uma planta, ou deixar lixo. Achei o guia um mala. Entendo que o turismo é a fonte de renda da região, mas daí a coagir todos a contratarem guias, é demais. Sempre vai ter gente que contratar, e outros que não podem ou nao precisam, mochileiros que vão num esquema mais econômico de viagem. Todo mundo tem direito de fazer os passeios como bem lhe convier.Já vão deixar grana com comida e hospedagem. A fumaça é uma trilha razoavelmente tranqüila, dá pra subir sem Guia numa boa. Depois desse momento perrengue e idignação, com direito ao premio Mala sem alça pro guia da AC VC , comecamos a trilha. Eu, além de ter o joelho zoado, canso pra caramba pra subir, pois minha freqüência cardíaca sobe muito rápido, parei umas trocentas vezes pra recuperar o fôlego e o grosso do grupo nessas se distanciou, mas aí o Zenildo que era o 2o guia, nos acompanhou. Fizemos a subida em 2h 40. Lá em cima, visual fantástico da Fumaça, com pouca água, mas o suficiente pra fazer o belo espetáculo da fumaça se formando da água que nunca chega ao fundo. Eu nao consegui ver o poço, pois a pedra que tem que se deitar é meio inclinada pra baixo e me deu medinho e vertigem. Fiquei mais do lado e só vi uns 80 por cento do paredão, mas tá ótimo! Lanchamos, o lanche de trilha da agencia e ótimo, super completo, com 2 sanduíches, barrinha, fruta, suco de frutas, amendoim, bolo, etc. Achei melho nem comer muito pra não correr o risco de rolar na descida hehe. Descemos umas 14 h e para baixo todo santo ajuda né, claro que com cuidado, pois na descida o joelho reclama mais, até dei uma derrapadinha básica, sem maiores consequências. Ainda agüentei chacota do Zenildo lá em baixo, dizendo que a volta tinha sido em 2h, ou seja, na subida eu parei por 40 min pra descansar rsrs. Teve uma parada na cachoeira do Riaaachinho, na volta, mas eu preferi não ir e fiquei aguardando no carro. Depois daquela jornada master, não aguentava dar nem mais um passo. Retorno a Lençóis, banho e jantar. Dessa vez segui uma idicacao aqui do fórum e fomos comer no Beco's house, a famosa d. Ivandira, no bequinho ao lado de um larguinho que sai da rua das pedras, tem a farmácia Diamamnte lá e outros restaurantes. Comida boa, PFzão básico bem caseiro, 10 reais, ótima relação custo-beneficio. 5af. Dia 3. Depois dos 2 dias hard, resolvemos ficar mais de boa nesse 3o dia e tiramos a manhã de folga de passeios. Lá pelo meio dia fomos desbravar o caminho pro Serrano e a Cachoeira da Primavera. Logo de e cara erramos a trilha e pegamos uma trilha que sairia no vale do capão, depois de 80km. Felizmente, bem antes disso, percebemos que algo estava errado. O celular ainda tinha sinal, liguei pro Daniel e ele me disse que era a trilha errada. Voltamos e aí sim chegamos no Serrano, uns 15 min de caminhada depois que passa hotel de Lençóis. Muito bacana, poços e muitos turistas e locais. Como queríamos seguir até a Cachoeira da Primavera, perguntei a um menino, este foi um momento hilário davia iagem. Eu: Ô menino, da onde sai a trilha pra Cachoeira da primavera ? Ele: sai dali, mas e difícil chegar lá sozinho. Eu sou guia, posso te levar. Eu: mas eu quero ir sozinha, me disseram que da, é fácil de ver a trilha, nao é ? Ele: nao, nao dá não, é complicado ! Aí o menino chama o amigo, que estava perto, e pergunta a ele: - ô, nao e difícil chega lá na Primavera ? E o outro menino : é não!! Kkkk. Aí o primeiro ficou com cara de tacho, deu uma cutucada no outro, e ele rapidamente percebeu a gafe e disse: é, difícil !!! E eu rachando o bico. Subi a trilha e depois de uns 15 min, chegamos na Cachoeirinha, uma queda d' água pequena e fraca, mas bem gostosinha (boa pras crinaças). De lá perguntamos e tem que seguir a trilha pelo outro lado do rio. Na verdade, lá do serrano, pode-se pegar duas trilhas pra Cachoeirinha, ou pela direita ou pela esquerda dos poços. Como havíamos pego pela eireita,daquele momento, pra continuar subindo até a Primavera, o único caminho possível era pela direita Mais uns 20 minutos, chegamos lá. A cachoeira é bonita, escondida entre pedras enormes. Ficamos um pouquinho, pois já era meio tarde, e voltamos. Infelizmente nao achei a trilha pro Poço do paraíso, nem pro mirante, e nem pro Poço Halley e o Salão De areias coloridas, que estão todos próximos do percurso que fiz, mas vai ficar pra próxima. Nesse dia, como voltamos mais cedo, resolvemos experimentar o restaurante daTiia Zilda, lá no larguinho da farmácia, e foi excelente. Carne de sol com pirão de leite, feijão tropeiros arroz, muito bom ! Ultra bem servido, 21 reais por pessoa bem gastos para mais um dia sem almoço. Alias, normalmente minhas viagens se configuram da seguinte maneira no quesito alimentação : café da manha farto, lanche de trilha e almanta, que é o almoco e janta aglutinados. Embora pra pousada e cama! Nesse dia, falei com o Mateus, que e um dos poucos guias com carro de lençóis, e fechamos o passeio pro pros poços encantado, azul e a cachoeira do Buracão pro domingo e 2a feira. Consegui falar na pousada Casa da roça de ibicoara, pra dormir lá de domingo pra 2a.A pousada foi indicação aqui no fórum, pelo excelente cafe da manhã. O preço era 100 a diária, e ela cobraria mais meia diária pra podermos retornar do buracão à tarde e tomar banho pra retornar a lençóis. Tudo acertado pro grande momento da viagem. 6a f. Mais um dia light. O dia anterior que era pra ser de descanso, acabou. Sendo meio puxadinho, pois a trilha pra Primavera não é super longa, mas é íngreme e cansa um pouco, além das erradas de trilha que nos fizeram caminhar a mais. Meu joelho nesse dia ficou dolorido, então na 6a feira, que estava programando pra talvez ir na cachoeira do mosquito, acabei optando por outro passeio mais fácil e fomos caminhando para o ribeirão de baixo, seguindo a rua da pousada. Uns 4 km de caminhada, chegamos ao rio. Fomos seguindo áté o local que forma um ótimo poço ladeado por pedras lagarteantes ao sol. Nao tinha quase ninguém, apenas uma família. E uns 3 mochileiros do outro lado do rio. Esse foi o dia mais bonito, que amanheceu limpo e assim ficou o dia todo. Ficamos lá um bom tempo curtindo aquela tranqüilidade. Depois tentamos seguir o caminho pro ribeirão do meio, mas novamente não encontramos a trilha. Tem uma trilha que vai bem junto às pedras do rio, que num ponto forma um mini canion de uns 20m de altura. E nesse ponto a trilha ficou bem fechada e achei melhor voltar. Uma pena, mas também o dia foi pra descansar, e não desbravar trilhas meio encobertas. Voltamos cedo, umas 16:30, e voltamos no Bodega. Dessa vez o prato foi um frango com cogumelos hirataki, 23 reais, sensacional. No dia anterior, tinha pesquisado na internet opções de passeios que nao fossem cachoeiras com trilhas íngremes, acabei descobrindo a trilha pra Águas Claras, que sai proxima ao pai Inácio. Vai até este poço, são 6km. Esta trilha pode ir até o vale do Capão pordentro do parque, mas aí sao 12km e achamos muita coisa. Como já tinhamoss economizado em 2 dias fazendo passeios próximos, falamos com o Daniel e fechamos com ele, que seria 160 pilas por pessoa. Como foi decidido meio de última hora, também não deu pra fazer com o Mateus, que já tinha outro passeio agendado. Sábado. Nesse dia às 8:45 o pessoal da Chapada Adventure passou pra nos pegar, com mais um casal maduro e veterano da chapada, uns soteropolianos bem simpáticos. O Daniel nos deixou lá no início da trilha com o guia Pedro, gente boa. A trilha é uma delicia, plana quase o tempo todo. Aberta, com visual dos morros da Chapada doscdois lados. Depois de 2 horas caminhando chegamos em no poço Águas claras (que tem este nome por ser uma água de cor normal, e não cor de coca cola como a maioria dos rios da Chapada) Um poço pequeno e delicioso com uma queda pequena, pra ficar meio sentado levando uma ducha nas costas, muito bom ! Eu adorei esse passeio, meu joelho também rsrs. Sem muitas pedras, sem muita subida nem descida, um visual fantástico. Voltamos umas 15 h, e demos uma passada num orquidário, que eu queria conhecer. Nao era uma época boa, tinta poucas orquídeas, mesmo assim eu gostei. Valeu os 10 reais da entrada. Voltando, como era cedo, resolvemos fazer um lanche e jantar mais tarde. A opção foi uma tapioca no já familiar larguinho da farmácia ,ao lado da Tia Zilda (esqueci o nome). Comi uma tapioca de carne seca com rúcula e queijo, bem gostosa, 10 reais, e mais um açaí que tem na rua das pedras, 9 reais com cupuaçu, acabou virando a janta ! Ficamos pela centro pois ia rolar uma mostra de dança de Lençóis ali na praça. Achei que ia ser tipo um encontro de dançarinos, mas parecia mais apresentação de fim de semestre de uma escolinha de dança, com crianças se apresentando. Assistimos um pouco e voltamos pra pousada. Domingo. Fizemos o Check out na Bons Lençóis e um pouco antes da 9h, o Mateus estava lá pra seguirmos viagem. O carro dele é um Golf novo com banco de couro e ar condicionado, até perguntei como ele não tem pena de andar com o carro por aquelas estradas de terra mal conservadas da Chapada, mas o Mateus é super esperto, dirige muito bem e colocou uma suspensão a gás no carro. Ele também manja de mecânica e conserta o próprio carro. Além disso, é véio de guerra nos caminhos da Chapada, conhece tudo (apesar de ter só 30 anos), e também faz rapel desde moleque.Ele teve a façanha de descer os 3280 metros da Fumaça de rapel. Enfim, o Mateus é O CARA. Recomendo super fazer contato com ele quem vai pra lá, fica bem mais em conta que agência. Além disso ele é gente boa, se vc quiser conversar ele conversa, se não quiser ele fica na dele. Ainda volto na chapada pra fazer uns rapel com ele rs. Tel do Mateus (75) 99668363. Pode dizer que foi a Luciana de S. Paulo que indicou. Ele cobrou 600 reais pelo passeio de 2 dias, só pelo carro e pra levar. Ainda precisei pagar as entradas (20 poço encantado, 15 poço azul e 3 buracão), e o guia local de Ibicoara pro Buracão (obrigatório) mesmo assim saiu bem mais barato que o passeio da Chapada Adventure, que era 520 por pessoa com tudo incluso (hospedagem em Mucugê, almoço nos dois dias e lanche de trilha). Cotei com um outro guia de carro lá em Lençóis que pediu 800 pelo mesmo serviço, então eu super recomendo ir com o Mateus. Vc não tem que se preocupar em achar caminho, nem dirigir, nem nada. É só entrar no carro e curtir. Fomos direto pro poço Encantado, que fica a 1h30 mais ou menos de percurso, em Andaraí. Este é o melhor roteiro, apesar de ser meio contramão, pois o poço Azul fica antes no caminho, mas o horário que o sol bate no Poço Wncantado é das 9 as 13, e no poço Azul das 12 as 14:30 mais ou menos, então tem que ser dessa maneira pra pegar sol nos dois poços. Maravilhoso, sem comentários. O tempo estava nublado até entrarmos no poço, aí lá dentro São Pedro teve dó da gente e um belo raio de sol iluminou o poço, igualzinho às melhores fotos. Incrível !!! Dentro da gruta do poço, o dono resolveu escavar degraus nas rochas, pra facilitar o acesso, e por causa disso foi multado em 50 mil pelo Ibama, e o poço ficou 3 anos fechado. Isso o Mateus quem contou. Saímos de lá meio dia mais ou menos e fomos por uma estrada de terra pro Poço Azul. Você toma uma ducha antes de visitar, pois nele o banho é permitido (com coletes salva vidas, máscara e snorkel, inclusos na entrada). a temperatura da água é deliciosa, a mesma do ambiente, praticamente, e a sensação é de estar levitando em cima de um precipício de 65 m, pois a visibilidade é incrível. Além daquela água de um azul que chega a doer o olho. O raio de sol que entra é bem maior que o do poço encantado, faz um desenho lindo no fundo do poço. Eu simplesmente amei. Ficaria lá o dia todo, mas só deu pra ficar uns 20 min. Pelo menos éramos apenas 4 pessoas quando estive lá. Saí de lá completamente em êxtase, e almoçamos lá mesmo, um buffet bem típico por 17 reais, delicioso, recomendo. Tinha até o tal do mamão salgado que eu ainda não tinha provado (muito bom), além do refogado de palma(um cacto), galinha caipira, carne de sol, feijão tropeiro, tudo do bom e do melhor. E aceita cartão, tanto pro almoço como pras entradas do poço. Saindo de lá, próxima parada foi a incrível Igatu, a cidade de pedra. Igatu floresceu na época do garimpo, com a decadência e por fim proibição do mesmo , a cidade ficou meio abandonada e hoje vive do turismo. Tem um casario de pedra bem antigo, bonito, e no meio daquilo tudo um incrível museu de arte contemporânea, com mostras itinerantes e um Café com um sorvete caseiro maravilhoso ! Uma surpresa agradável. Depois, ainda passamos no bar de Igatu, cujo o dono, o seu Guina, é uma figura que eu gostaria de ter conversado um pouco mais. Nos mostrou alguns diamantezinhos brutos e um lapidado. Aproveitei pra tomar uma tubaína bainana hehehe. Deixamos Igatu umas 17 h e vimos o pôr do sol mais bointo da viagem na estrada. Chegamos em Ibicoara às 18, tudo fechado, nem um mercadinho pra contar história, e fomos pra Casa da Roça, que fica a 4 km da cidade. A dona, a Bárbara, fez a gentileza de nos preparar um café bem legal como lanche (10 por pessoa). O Mateus voltou pra cidade, pois a Casa da Roça não fornece hospedagem aos guias. A pousada é bem simples, porém com frigobar e ventilador. Foi indicação da Samantha aqui do fórum, sobretudo pela propaganda que ela fez do café da manhã. Realmente o café é muito bom, com pães caseiros, omeletes e panquecas de banana, geléias, etc. Mas se eu voltar pra Ibicoara, não ficarei lá de novo. Eles me cobraram meia diária a mais pra eu deixar as malas no quarto e poder voltar do Buracão e tomar um banho, sendo que não fiquei nem 24h na pousada e ela estava vazia, pois era uma segunda feira. Além disso, não hospedam os guias. Acho que poderiam ser mais flexíveis. Então acabei pagando 75 pela diária e meia, achei meio caro. 2a feira, tomamos o célebre café da manhã, aí como não tínhamos achado nada na cidade no domingo, perguntei se poderia levar algo do café para o nosso lanche. o Daniel que é um uruguaio, dono da pousada, marido da Bárbara, disse um "pode " não muito convincente, fiz só um sanduíche de pão com queijo pra cada um. Achei estranho, pois a Samantha tinha escrito no relato dela que o lanche deles (o grupo) que foi com ela, foram as sobras do café da manhã. Não tinha mais ninguém na pousada além da gente e nem comemos muito, enfim... O guia Joábio (outra indicação aqui do fórum ) tel. (77) 91516431 Tim, http://www.facebook.com/joabio.xavier, um rapaz de 25 anos super simpático, estava lá às 8:30 pra irmos pro Buracão. O Mateus nos levou até lá, dá 1h de viagem mais ou menos por uma estrada de terra bem ruim. Chegando lá no começo da trilha, Mateus ficou nos esperando no carro e fomos com o Joábio pra trilha. Dá mais 1h de trilha, entre pedras e cactos, e passa-se por mais três cachoeiras : o buracãozinho (!) e a cachoeira das orquídeas e uma cachoeira lá perto do Buracão, que esqueci o nome, enorme. Chegando perto do cânion do Buracão, existem duas opções : Ou você vai nadando ou vai pela borda do cânion pra chegar na cachoeira, tendo que para isso atravessar uma pinguela estreita com uma cordinha pra se equilibrar. Eu preferi ir nadando (também com colete salva-vidas que o monitor do parque oferece), e o Joábio foi pela borda com meu companheiro, e tirando fotos minhas. Aliás ele tira excelentes fotos, se interessa pelo assunto e já aprendeu várias dicas com os fotógrafos que guiou na vida. Realmente, a cachoeira do Buracão é impressionante. 85m de queda dentro de um cânion é uma visão magnífica, que só se alcança quando se está bem próximo à queda Ainda tivemos o privilégio de ter a cachoeira só pra nós 3 até o meio dia, pois a maioria do pessoal que vem por agência de Lençóis dorme em Mucugê ou Igatu, que têm mais estrutura turística que Ibicoara. Eu recomendo fazer exatamente como eu fiz, dormir em Ibicoara (tem outras opções de pousada lá), e chegar cedo e ter uma cachoeira só pra você. Ficamos até meio dia lá, aí começou a dar frio, e assim que subi da água e devolvi o salva vidas chegou uma turba de umas 25 pessoas. Maravilha, timing perfeito. Pegamos a trilha de volta e paramos na cachoeira das orquídeas, que tem uma queda ótima, não muito forte, para lanchar e voltar. Chegamos na Casa da Roça umas 16h foi o tempo de tomar um banho e seguir viagem. Paradinha rápida em Mucugê pra tomar um lanche (não deu pra ir no projeto Sempre viva devido ao horário), chegamos uma 20h em Lencóis. Ai jantamos novamente na Tia Zilda, aquele prato master e fomos pra rodoviária esperar o ônibus pra Salvador, às 23:30. A viagem levou 7:30 horas, com direito a um pneu furado que foi consertado sem a necessidade de ninguém descer do ônibus, lá pelas 5 da manhã, depois de Feira de Santana. Terça feira 23/7. Chegamos as 7h em Salvador, taxi até o hotel BarraMar na Barra, perto da praia (média de 140 a diária pro casal, reserva pelo Booking). Hotel simples, com um quarto razoável, porém um banheiro minúsculo, que tinha que fazer contorcionismo pra entrar no boxe, e um café da manhã simples, com vários bolos porém poucos frios (só queijo cheddar, bleargh). Mas pelo preço e localização, até que valeu, acho. Descansada básica, `a tarde volta nas praias do Farol da Barra e Porto da Barra, almoço na Barra (fraco, 15 reais por um risoto de frutos do mar), visita à igreja ao lado do Forte São Diogo (vista incrível da praia do porto da barra), Sorvete e açaí (bons!), e à noite fui assistir a um concerto de música contemporânea com a Orquestra da UFBA, lá na reitoria, no Canela. Fui lá também para rever uns amigos músicos que lecionam na UFBA. De lá fomos no Beco do Francês, no Rio vermelho, comer um arroz de polvo bestial. E muita cerveja e conversa, claro. Voltamos de táxi pra Barra. 4a Feira. Visita ao Mercado Modelo e Centro Histórico de Salvador eu já conhecia), o pelourinho e centro cheios de bandeirinhas do São João (ainda!), almoço no restaurante do Senac no Pelourinho (muito bom, 29 reais o quilo), volta ao hotel. Nos cobraram 10 reais a hora adicional pelo late check out, e às 15h pegamos o táxi pro Aeroporto (80 reais). Estava 30 graus em Salvador, chegamos em São Paulo (depois de um atraso de 2h30 no vôo) e aqui, chovendo e 6 graus em Guarulhos, baita choque térmico rs. E assim acabou essa fantástica viagem à Chapada, que certamente voltarei algum dia. Gasto Total da Viagem: 2500 reais. Dá pra gastar menos, se economizar mais nos passeios, dividindo com mais gente ou alugando o carro de Salvador, e gastando menos nas refeições. Apesar que achei os 20 ou 25 por pessoas gastos em Lencóis muito bem empregados hehehe. Consideração Final : Esta foi a primeira viagem que eu não me emputeci com guias turísticos ou pousadas. Ou seja, a primeira viagem que não tive nenhum perrengue muito grande desse tipo. Na Casa da Roça poderia ter tido o atendimento mais cordial, porém o combinado não é caro, eu fui sabendo que teria que pagar a meia diária a mais e concordei. Pro Daniel da Chapada Adventure, só tenho elogios. Ele é um nativo da Chapada que trabalhou anos na pousada onde fiquei, e conseguiu empreender a agência com muita competência, profissionalismo e sensibilidade. É mais caro, mas você não vai ter aborrecimentos. E ele não fica querendo te empurrar o passeio dele, te oferece o que você quer fazer. Nós fechamos o Águas Claras e não ia mais ninguém, depois da gente ele arrumou mais dois pra ir. E sempre sensível às suas necessidades. Alías, ele está prestes a se tornar uma agência com acessibilidade, pois já levou um cadeirante a uns passeios, agora em julho. Está se equipando pra isso. Quanto ao Mateus, também tudo de bom. Um super motorista e guia autônomo. O único perrengue que tive foi com os taxistas de Salvador, que sabidamente querem nos enrolar. Dizem que sabem e não sabem, tome cuidado. De resto, VIVA A CHAPADA ! (Fico devendo as fotos, coloco assim que tiver tempo)
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