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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 15-01-2019 em todas áreas

  1. 4 pontos
    Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici “Nunca temamos com os ladrões nem os assassinos. Estes são perigos externos, pequenos perigos. Temamos a nós mesmos. Os preconceitos, esses são os ladrões; os vícios, esses são os assassinos. Os grandes perigos estão dentro de nós. Que importa o que ameaça nossa vida ou nossas bolsas?! Preocupemo-nos apenas com o que ameaça nossa alma.” Os Miseráveis, Victor Hugo Ficamos a manhã toda na rodovia em Indaial na tentativa de pegar uma primeira carona pra Ibirama. Caminhamos pela rodovia a procura de um bom lugar pra pedir carona, esse lugar não surgiu. A estrada estava entupida de caminhões. A primeira vista parecia que seria fácil conseguir, mas era só impressão. No fim da manhã começou a chover e vimos que não seria fácil chegar em Urubici nesse mesmo dia. Não queria perder o couchsurfing, tinha muita vontade de conhecer Urubici. As palavras do Luis estavam frescas na memória e parecia mais uma premonição, então decidimos desistir das caronas e ir de ônibus. Figura 2.1 - O insucesso das caronas em Indaial Uma coisa que me irrita um pouco tanto em Santa Catarina como no Rio Grande do Sul é a falta de informação de linhas e horários de busões pelo estado, além dos atendentes também não saberem informar nada mais do que os horários de saída na própria cidade. Assim, as únicas informações que tínhamos pra chegar em Urubici era por Floripa. Eu sabia que se seguíssimos para Ibirama a chance de termos sucesso e pegar algum ônibus que chegasse próximo de Urubici era grande, mas a falta de informação nos tornou conservadores e optamos de ir por Floripa, isso faria a gente dar uma volta bem maior. Voltamos pra Blumenau e de lá conseguimos um BlaBlaCar até Floripa. O interessante nesse ponto da viagem é que a guria que nos levou até Floripa faz um tipo de Uber nesse trajeto Blumenau/Floripa pelo BlaBlaCar. Ela coloca dois horários fixos todos os dias neste trajeto e se dá um número mínimo de pessoas ela segue viagem. Não sei bem o que acho sobre isso, porque a chance dela desmarcar a viagem é grande demais. A viagem foi engraçada, a moça só falava de tragédias que havia acontecido naquela rodovia, só estava eu e o Matheus como passageiros. Rezei para a lei da atração não se fazer valer (risos). As rodovias por Santa Catarina nunca decepcionam e este trecho é lindo demais. Porém, o que mais me chamou a atenção foi a guria da direção. O valor que ela cobra por pessoa neste trecho é de trinta reais, sendo que por trecho ela pode receber um valor bruto de cento e vinte reais. Em um dia ela faz duas viagens Blumenau/Floripa, o que equivale a quatro trechos, o que dá um valor bruto de 480 reais por dia. Isso parece uma boa grana, mas quase nunca o carro vai cheio e o maior agravante é que o carro não é dela. Ela aluga o carro por um valor de 120 reais o dia, fora o seguro, pedágio e a gasolina. Sai do carro naquele dia com a impressão que aquele negócio dela não era uma boa ideia. Anos antes quando eu fiz meu mochilão pelo Brasil não consegui couchsurfing e refuguei conhecer a serra catarinense, e acabei indo para a região dos cânions na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com isso, a serra virou um assunto mal resolvido. Queria muito estar lá. Por isso, deu um certo alívio chegar na rodoviária de Floripa e ter a certeza que manteríamos o combinado com a Leandra e chegaríamos naquele mesmo dia em Urubici. Urubici é uma pequenina cidade de pouco mais de dez mil habitantes situada na serra catarinense. As principais atividades da cidade são o turismo e a produção de frutas. A cidade se destaca por ter registrado a temperatura mais fria da história de nosso país (-17,8 graus registrado no Morro da Igreja no ano de 1996). Chegamos em Urubici já era quase meia noite, saímos caminhando pela cidade a procura da casa da Leandra. Mesmo com o horário, a Leandra nos recebeu com o sorriso no rosto, já a Kalyssa nos recebeu com suas lambidas e mordidas intermináveis. Conversamos bastante antes de dormir e a Leandra se mostrou muito alegre e alto astral. Faz pouco tempo que a Leandra está no couchsurfing, mas o que me chamou a atenção foi que ela estava meio desacreditada com a plataforma até então, porque vinha diversos pedidos de hospedagem para ela onde a galera (geralmente casais) fazia exigências pensando que a casa dela era um hotel. Não sei bem ao certo o que as pessoas acham o que é o couchsurfing, mas me entristece ver isso, porque uma má experiência para quem hospeda pode ser motivo da pessoa sair da plataforma e assim, tirar a oportunidade de muitas pessoas de conhecer um lugar por uma ótica diferente. A casa da Leandra é uma belezura de lugar. Hoje em dia ela ganha a vida alugando dois quartos de sua casa no Airbnb. Recentemente ela reservou um quartinho para disponibilizar no couchsurfing. A casa é toda aconchegante. A ideia da Leandra com o Airbnb é de se dar a oportunidade de viver viajando no futuro. Ela sente muita necessidade de sair de Urubici para conhecer novos lugares e novas pessoas. Acredito que ela esteja naquela fase de amarras e insegurança, e que falta apenas um impulso para sair viajando. Ela virou mãe muito cedo e teve que ralar muito pra criar os filhos. Hoje seus dois filhos já vivem suas próprias vidas. Creio que as amarras se foram, mas ainda é preciso superar a insegurança pra partir. Vou falar um pouco da minha experiência de partida. Só fiz meu primeiro mochilão com 27 anos, mas desde os 16 ou 17 anos sentia vontade de mochilar, principalmente para Machu Picchu. Os anos foram passando e sempre colocava outra coisa na frente da mochilada. Primeiro foi uma olimpíada do conhecimento, depois o trabalho, mais tarde o vestibular, graduação e trabalho novamente. Na graduação tive um descolamento entre pensamentos. Eu era muito convicto do que queria pra mim, pois sou de família humilde e ouvi a minha vida inteira que só estudando seria alguém na vida. Então, o que eu fiz foi estudar. Estudei muito. Tive muitas oportunidades com o estudo, mas ao mesmo tempo conforme ia ampliando o conhecimento técnico eu sentia um vazio dentro de mim. Estava ganhando muita coisa de um lado e de outro estava perdendo muitas outras coisas. A balança da vida é algo complicado. E esse vazio começou a desaparecer quando comecei a participar dos projetos sociais, como o Projeto Rondon e a TETO. A causa social que sempre esteve junto a mim ganhou prioridade e aquilo me fazia bem. Comecei a me contextualizar dentro da sociedade e queria de alguma forma ajudar. Estar no interior do Brasil ou dentro de favelas, me fez ser uma pessoa melhor, pois me fez perder diversos preconceitos. Ahh, como esses projetos me faziam bem. Quando a graduação terminou e me distanciei destes projetos, sentia a necessidade de viver o diferente novamente, de injetar vida em minha vida e a forma que encontrei foi mochilando. Por isso para mim, mais importante que viajar é como se viaja. Demorei dez anos para conseguir partir, agora pra mim a partida é fácil, pois quando vejo que endureço com a vida é hora de lembrar a quantidade de coisas boas que existem no mundo e o quanto que tenho a aprender com essa legião de boas pessoas que te ajudam sem mesmo saber quem é você. Não sou hipócrita de achar que essa é a única forma, para mim é a que funciona hoje, mas certamente num futuro próximo terei que buscar outras formas de não deixar a vida se escapar de mim. Acredito que cada pessoa que anseia mochilar, ao menos uma vez, terá que enfrentar seus próprios medos e encontrar a sua maneira de vivenciar esse mundo louco, mas cheio de belezas humanas e naturais. Acordamos cedo, como de costume. Pegamos umas dicas de lugares pra conhecer com a Leandra e decidimos seguir a pé para a cachoeira do Avencal. A cachoeira fica distante uns 8km da casa da Leandra. O acesso se dá na rodovia que liga Urubici com São Joaquim. Caminhamos na esperança de conseguir uma carona até a entrada do parque onde fica a cachoeira. O dia estava quente demais. Caminhamos e caminhamos. Para todo veículo que passava nós esticávamos o dedão na esperança de conseguir uma carona. Que saudades das Chapadas nessa hora, que mesmo sem pedir as pessoas ofereciam carona. A frase do Luis estava na cabeça e decidimos seguir caminhando sem pedir carona, e foi muito bom apesar do sol. Existem dois parques para avistar a Cachoeira do Avencal, fomos direto pro segundo, conforme conselho da Leandra. No primeiro mirante se paga cinco reais para entrar e se tem uma visão bem ruim da cachoeira. Sorte que a Leandra nos preveniu. No segundo mirante, que é o mais antigo, se paga sete reais na entrada e se tem uma bela vista da cachoeira. Ficamos um bom tempo ali, comemos nosso lanche e voltamos caminhando. Na volta o caminho é só descida e a visão da serra é lindíssima. Foto 2.2 - O início da caminhada Foto 2.3 - Na esperança de uma carona Foto 2.4 - Subindo Foto 2.5 - Não entre nessa Foto 2.6 - Quase lá Foto 2.7 - A cachoeira do Avencal Foto 2.8 - A cachoeira do Avencal Foto 2.9 - A cachoeira do Avencal Foto 2.10 - Para além da cachoeira Voltamos para a casa da Leandra, ainda era meio da tarde. Ela nos emprestou duas bicicletas e partimos para o Morro do Campestre. A pedalada foi boa. Tivemos que acelerar algumas vezes por causa de cachorros que estavam louquinhos para morder nossos pés. É possível avistar o morro de longe e quanto mais se aproxima mais lindo ele vai ficando. Depois de pouco mais de uma hora de pedalada chegamos ao pé do morro. Pagamos acho que dez reais de entrada e deixamos as bikes na entrada para subir a pé. Mais vinte minutos de caminhada e chegamos. Exploramos todo o morro. Pela tarde o tempo começou a fechar e as nuvens pintaram o céu. Por muito tempo foi somente eu e o Matheus no Morro do Campestre. Que belezura de lugar Foto 2.11 - .A subida de a pé até o Morro do Campestre Foto 2.12 - O bonitão do Campestre se anunciando Foto 2.13 - Matheus fazendo seu desejo após atravessar o portal Foto 2.14 - O cenário visto do topo do Morro do Campestre Foto 2.15 - Eu e o portal Foto 2.16 - E o céu se fechou Foto 2.17 - Explorando um pouco mais Foto 2.18 - Eu e a pose de sempre Na volta pedalamos mais tranquilamente. Caraca, como é bom pedalar. Cheguei a pensar em fazer essa viagem de bicicleta, foi a ideia que mais ficou em minha mente, mas não foi dessa vez, entretanto só de estar ali pedalando aquele trechinho a sensação de liberdade e autonomia era grande demais. Chegamos e cozinhamos um macarrão com atum, ficou meio bosta, mas a Leandra mentiu dizendo que estava bem bom. O dia foi bem corrido, bem cedinho já estávamos dormindo. Foto 2.19 - Matheus e a volta de bike Acordamos e vimos que chovia muito e a previsão era que choveria o dia todo. Assim, tiramos o dia pra tentar ajeitar alguma carona no futuro. Neste dia conversamos com muitos frentistas, donos de restaurante, etc. Todos diziam que seria muito fácil se fosse pelo meio de dezembro, na época de colheita das frutas, mas que por agora seria difícil. Fizemos o nosso dever de casa, tentamos. Era um sábado, dia de final de libertadores e eu e o Matheus estávamos muito afim de assistir o épico River x Boca. Foi difícil demais achar um boteco para ver o jogo. Sentamos e ficamos acompanhando a história do apedrejamento do ônibus do Boca. Fiquei bem chateado com tudo aquilo, queria demais que rolasse aquele jogo. Voltamos para casa da Leandra e o Matheus cozinhou uma lentilha bem encorpada. Ficou boa demais. Dessa vez a Leandra elogiou com razão. O Aílton irmão da Leandra jantou conosco nesse dia também. Foto 2.20 - A Catedral de Urubici A Leandra sabia que nossa principal intenção na cidade era conhecer o Cânion Espraiado. O Cânion fica mais de 40km do centro da cidade, então não daria pra ir caminhando. Caronas seria quase impossível, a cidade estava vazia naquele final de semana e os poucos que trafegavam por lá não se mostraram muito receptivos em oferecer carona. Neste sábado a Leandra conseguiu um carro emprestado para o dia seguinte nos levar até a entrada do Espraiado. O Aílton se prontificou de ir dirigindo, pois nem eu, nem Leandra e Matheus dirigem. Cara, nesse dia fui dormir mais que feliz, ver a Leandra e o Aílton se mobilizando para que nos dois tivéssemos a oportunidade de conhecer o Espraiado é das coisas mais bonitas que aconteceu nessa viagem. Acordamos cedo e partimos para o Espraiado. O dia se anunciou todo ensolarado, com pouquíssimas nuvens no céu. O caminho até a entrada é bem bonito, primeiro pega-se um rodovia asfaltada e depois um pista toda de terra. A Kalyssa foi junto e fez a festa dentro do carro. Chegamos cedo na entrada da trilha, nesta parte seguiu somente eu e o Matheus. A Leandra e o Aílton voltaram pra Urubici e combinamos um horário pra nos encontrarmos no mesmo lugar. Deste ponto até o Espraiado são 8km, e seguimos caminhando. O caminho é uma belezura, todo envolto de montanhas, árvores, flores e um rio para embelezar ainda mais o cenário. A caminhada foi tranquila. Quando chegamos no ponto mais alto era possível avistar o Cânion Espraiado. Quando eu o avistei sai correndo. A neblina estava subindo e começando a esconder o Espraiado. Pela minha experiência com cânions, sabia que era questão de minutos para que a neblina tomasse conta de todo o cânion. Enfim, corri. Chegamos na borda do cânion e ainda era possível ver o seu contorno. Seguimos caminhando pela borda. Como tinha chovido no dia anterior, o terreno parecia um brejo e atolamos umas duas vezes pelo caminho. A neblina dominava. Sentamos para comer. Quando terminamos tudo estava encoberto por neblina, não era possível enxergar mais que um metro na frente. Nessa hora o respeito a natureza tem que existir, e assim cuidadosamente seguimos o caminho para longe da fenda do cânion. Ainda ficamos um tempo no topo de uma cachoeira. No inicio da tarde iniciamos a trilha de volta ao ponto de encontro. A volta foi tranquila. Quando avistamos o ponto de encontro a Kalyssa estava junto da Leandra caminhando. Foto 2.21 - O ponto inicial Foto 2.22 - Que belezura! Foto 2.23 - Matheus caminhando Foto 2.24 - Eu e essa beleza de lugar Foto 2.25 - Matheus e essa foto show Foto 2.26 - O caminho pro Espraiado Foto 2.27 - O momento que decido correr Foto 2.28 - O Espraiado e a invasão de nuvens Foto 2.29 - A chegada na fenda Foto 2.30 - Eu e o Espraiado Foto 2.31 - Uma pose desnecessária Foto 2.32 - A nuvem Foto 2.33 - Matheus desaparecendo na neblina Foto 2.34 - O único lugar que não estava tomado por neblina Foto 2.35 - Que agora estava começando a ser tomado pela neblina Foto 2.36 - O topo da cachoeira Foto 2.37 - A cachoeira vista de cima Foto 2.38 - O caminho de volta Foto 2.39 - O caminho de volta [2] Foto 2.40 - Leandra e Kalyssa No caminho de volta pra casa da Leandra paramos na Gruta Nossa Senhora de Lourdes. A gruta abriga uma mini igreja ao ar livre com direito a uma cascatinha que deságua do lado do altar. Coisa linda de se ver. Nunca tinha visto nada parecido. Depois eu e o Matheus fomos para o mercado e compramos os ingredientes para fazer cachorro quente e também umas cervejas, afinal meu aniversário era no dia seguinte. Pela noite comemos e bebemos. Demos risadas e a despedida já marcava o tom da conversa. Foto 2.41 - Gruta Nossa Senhora de Lourdes Foto 2.42 - Gruta Nossa Senhora de Lourdes Foto 2.43 - Eu, Matheus, Kalyssa, Leandra e Thayran (filho da Leandra) Acordamos cedo, fizemos uns lanches para levar na viagem. Resolvemos seguir de ônibus até o nosso próximo destino. Nos despedimos da Leandra e seguimos para Bom Retiro e depois Lages. Essa etapa da viagem foi das mais importantes. Eu e o Matheus conversamos bastante sobre como estava dando certo a viagem até aqui e que só faltava encaixar algumas caronas para tudo ficar perfeito. Nos dias em Urubici também conversamos muito sobre a necessidade de ter raiz em algum lugar e tentar fazer algo por esse lugar, e de alguma forma retribuir as oportunidades que tivemos nessa vida. Outra coisa da qual filosofamos um pouco foi que era fácil encontrar beleza em qualquer lugar enquanto se é viajante, mas que o principal desafio é ter essa mesma perspectiva no lugar em que estamos no dia a dia. Leandra, como eu te disse pessoalmente, muito obrigado por ter me dado a oportunidade de conhecer sua cidade e essa beleza que é a serra catarinense. Espero, de coração, que você consiga realizar esse seu sonho de conhecer novos lugares, de conhecer a visão de mundo de novas pessoas e de caminhar pelo desconhecido. Espero também que nunca perca sua alegria e que deixe as coisas acontecerem no seu devido tempo, mas quando partir for uma necessidade insuportável, apenas vá. Afinal, haverá diversas Leandras por ai de coração aberto para te ajudar em seu caminho. Novamente, obrigado e um beijo na alma.
  2. 3 pontos
    "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.” Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?" De pernas pro ar, Eduardo Galeano O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão. Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minha histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível. Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras! Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta e os reencontros Parte 16 - Reflexões
  3. 2 pontos
    Olá pessoal, venho aqui humildemente relatar minha experiência, a viagem que eu fiz para Portugal, do dia 25-12 a 02-01-19. Como fiz tudo de maneira bem econômica, pode servir de informação para alguém com planos parecidos. Resolvi fazer só Portugal, gosto de envolver com um país por vez, acho que a experiencia fica mais rica. A imigração foi supertranquila, perguntou qual era meu destino, quanto tempo eu iria ficar, onde eu iria ficar hospedado, e depois repetiu a pergunta até que dia eu iria ficar. Hospedagem: Resolvi ficar hospedado somente em Lisboa e fazer outras cidades no esquema de bate e volta. Fiquei em um hostel no bairro de Misericórdia, perto do centro. Transporte: O transporte coletivo, em Portugal funciona extremamente bem, é muito tranquilo andar de metro, ônibus, bonde e trem. 25-12 Cheguei pela manhã em lisboa, como era feriado, não tinha nada aberto. Minha ideia era comprar um Chip de dados no aeroporto, só que estava fechado a loja. Tinha que arrumar um transporte para o centro. Fui para o metro, fica bem na saída do aeroporto. Para usar o metro e necessário ter um cartão chamado, Viva Viagem. Em todos os metros tem uma maquina de autoatendimento onde é possível carregar o cartão e se você não tem um cartão é só solicitar o cartão na mesma maquina. Adquirido o cartão e só recarrega-lo toda vez que for usar o metro. O cartão custa 0,50 euros, e uma viagem do metro custa 1,45 euros. Eu achei que não ia conseguir. pois a maquina só aceitava moedas e notas de até 10 euros e eu só tinha notas de 50 euros. Resolvi tentar usar meu cartão Nubank e não é que deu certo, as maquinas aceitam cartão internacional. As estações de metro de lisboa são super bem sinalizadas e cheias de informação. Olhei o mapa e indicava que deveria pegar essa linha vermelha do aeroporto, descer na estação Alameda e tomar a linha verde, rumo ao centro da cidade. Quando fui mudar de linha no metro, vi uma lojinha de celular aberta e comprei o chip de estava querendo, 15 euros, 5 giga de dados de internet por até mês. Fui procurar o hostel . Os checkin's em portugal são bem tarde só depois das 15:00. Mas eles deixam você deixar suas coisas e voltar mais tarde. Larguei tudo no hostel e fui bater perna pela cidade. Estava bem cansado da viagem e fiquei mesmo só andando sem pressa, fui até a praça do comercio, fiquei ali andando pelas margens do Rio Tejo. Mas tarde eu fui para o Miradouro São pedro de alcantra, onde tinha músicos de rua, varias barracas de comida e bedida da boa. Fui dormir cedo. 26-12- City tour, Castelo de São Jorge, Museus A primeira coisa que sempre gosto de fazer quando a disponibilidade é um City Tour. Achei na internet um Free walking tour que começaria as 10:30. Antes do tour começar eu vi uma barraca de apoio ao turista e resolvi comprar um Lisboa Card. Esse cartão tem validade de 24, 48 ou 72 horas e dá acesso gratuito e vários museus, descontos, e acesso gratuito a todo transporte urbano de lisboa. Comprei o de 48 horas. Não consegui achar um tour em português, só em espanhol e inglês. Escolhi o em inglês, no ponto de encontro tinha vários brasileiros todos eles foram fazer o tour em espanhol. No meu só tinha japoneses e franceses. O tour foi bem bacana ficamos rodando pelo bairro alto e pelo baixo chiado. Muita informação local e histórica. Toda vez que o guia ia falar alguma coisa relacionada ao Brasil ele olhava pra mim e perguntava se estava certo a informação. O tour durou cerca de 2 horas e meia. No final você contribui se quiser com quanto quiser. Terminado o tour fui comer alguma coisa e começar a usar os benefícios do meu Lisboa Card. Fui ao Castelo de São Jorge (desconto entrada lisboa card). Vista maravilhosa da cidade. Depois fui ao museu teatro romano, museu militar e museu do azulejo. Todos museus gratuitos com o lisboa card. A noite, peguei o metro e fui visitar o Shopping Colombo, é gigante, dá até para se perder. Alguns dizem que é maior shopping da Europa. Acabei aproveitando a oportunidade para assistir o filme do Aquaman, era em IMAX, uma tecnologia que ainda não tinha experimentado. 27-12 - Belém Tirei o dia para ir a Belém, e não me arrependi é espetacular. Não há linhas de metro, então fui pegar o bondinho, chamado de elétrico, 15E, ele leva exatamente para lá. Desci ao lado do Mosteiro dos Jerônimos. Ainda eram 9:00 e resolvi começar provando dos famosos pasteis de belém, muito saborosos. Depois visitei o mosteiro, lugar muito bonito. Ao lado do mosteiro tem o Museu de arqueologia, ambos free com lisboacard. Desci então a praça ao lado do mosteiro para achar o monumento Padrão do descobrimento. Depois voltei um pouco caminhando até o museu dos Coches e o museu MAAT. Faltava a cereja do bolo, e para terminar fui visitar a magnifica torre de belém. 28-12 - Sintra Ir de Lisboa à Sintra é bem simples. É só pegar o trem que sai da estação Rossio. Dá para aproveitar o mesmo cartão do metro, desde que ele esteja vazio, então só comprar na maquina a passagem. Peguei o comboio das 09:00 e 09:40 eu já estava em Sintra. Tirei a parte da manhã para visitar a Quinta da Regaleira, um dos lugares que eu mais queria visitar nessa viagem, e realmente não me decepcionei. Tem ônibus, mas achei caro 5 euros, e caminhei por cerca de 20 minutos até a entrada do parque. O lugar é imenso, fiquei umas três horas explorando o lugar e não foi suficiente para ver tudo. Voltei para o centro da cidade, almocei e fui pegar o ônibus 434 circuito pena. Desci no Castelo dos Mouros e fui explora-lo. A grandeza das muralhas e a vista que se tem do alto do castelo é de tirar o folego. Depois fui ao parque da pena, o lugar é imenso e explorei mais o palácio, ponto principal do parque e fui a alguns jardins. Começou a descer uma nevoa que dificultava até a andar e decidi encerrar minha visita. Voltei para o centro da cidade, fiz um lanche e fui para estação de Sintra pegar o comboio de volta para Lisboa. Ficou a sensação que se a viagem já tivesse terminado teria valido a pena. Dia 29-01 - Évora Para ir à Évora existem duas possibilidades, de trem ou ônibus. Os valores são bem parecidos e o tempo de deslocamento também. Optei por ir de ônibus, pois, os trem tem poucos horários disponíveis, já ônibus tem muitos horários, flexibilizando a viagem. Os ônibus saem do terminal rodoviário Sete Rios, dá para chegar lá rapidamente de metro pegando a linha azul e descendo na estação Jardim Zoológico. Cheguei em Évora e fui caminhar até centro histórico. Apesar de ter muitos turistas, a cidade tem um ar de muita tranquilidade. Escolhi visitar primeiro o templo romano, então coloquei no gps do celular e fui. No caminho cai bem na praça do Giraldo um dos lugares mais importantes de cidade onde tem uma belíssima igreja e os principais restaurantes da cidade. Visitei o templo, tirei umas fotos, bem em frente ao templo tem um pracinha bem tranquila, vale uma parada para tomar um café. Bem perto dali está a catedral de Évora, muito bonita. Tem varias opções de entrada. Eu peguei a completa e fui visitar a igreja, o claustro e o telhado. O telhado se tem um bela vista da cidade, vale a pena perder uns minutos só contemplando os vales que se perdem a vista. Depois fui visitar a bizarra capela dos ossos. O lugar é pequeno, mas vale a visita para tirar umas fotos e conhecer a história do lugar. Além da entrada na capela o ingresso também da direito a acessar algumas exposições que tem nos pisos superiores do prédio ao lado. Tinha uma exposição de presépios bem bonita, devia ter uma centena deles, de diversos tipos e materiais. Voltei para a praça do Giraldo, comi um lanche, e percebi que estava meio cansado e então resolvi voltar para terminal de pegar as 17:00 o ônibus de volta para Lisboa. Dia 30-12 - Cascais e Cabo da Roca Muito simples ir a Cascais desde Lisboa, é só pegar o trem que sai em intervalos curtos na estação Cais de Sodré. Cheguei em Cascais e já percebi a diferença na arquitetura da cidade, grandes mansões e casas de praia. Sai da estação e fui em busca de ver as praias próximas, apesar de pequenas são lugares até charmosos e bonitos. Por incrível que pareça a temperatura ambiente era 10 graus e tinha gente tomando banho. Visitei algumas praias, fiquei um tempo contemplando a paisagem, depois fui caminhando até a boca do inferno, ponto turistico. Voltei para o centro para almoçar. A tarde fui pegar um ônibus que leva ao famoso Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu. A estação de ônibus fica bem perto da estação de trem, a linha é a 403, que faz a rota de Cascais até Sintra e para no Cabo da Roca. O lugar é fantástico, uma paisagem muito bonita e uma energia muito boa. Passei horas simplesmente sentado contemplando o oceano e as formações rochosas. 31-12 Lisboa - Parque das Nações, Oceanário, Estádio do Benfica, réveillon. Ultimo de dia do ano, resolvi conhecer o parque das nações, fácil de chegar pela linha vermelha do metro, descendo na estação oriente. Fui ao Shopping Vasco da Gama. Depois desci para visitar o Oceanário de Lisboa, sensacional fauna marinha. Fiquei dando umas voltas pela região. Depois fui para outra ponta da cidade conhecer o estádio do Benfica. Infelizmente o estádio não estava aberto para visitação e visitei só o museu. Para encerrar fui a noite para o show da virada na praça do comercio, onde acompanhei a belíssima queima de fogos. 01-01 - Almada Nesse dia eu não tinha programado nada para fazer, acordei por volta do 12:00 devido a noite de réveillon. Acordei bem disposto e resolvi visitar o mercado da ribeira, não tinha muita coisa aberta, mas a gastronomia estava e deu para almoçar um belo Bacalhau a Braz. Ao caminhar pela beira do Tejo pensei porque não ir até o outro lado rio e assim o fiz. Tem uma estação hidroviária que leva de barco até Casilhas em Almada, viagem rápida, menos de 15min. É muito bonito ver Lisboa na outra margem, fiquei ali sentado um bom tempo contemplando-a. Explorando o lugar vi que tinha uma linha de ônibus que levava até o Santuário do Cristo e resolvi conhecer o lugar. O Santuário é muito bonito e vale a pena ser visitado até mesmo se você não for religioso. O miradouro de lá da uma vista fantástica de lisboa e em especial da ponte 25 de abril. 02-01 Porto Continua...
  4. 2 pontos
    GRU - HAV 11/2018  Ida GRU LIM (conexao rapida e sem problemas volta GRU BOG (conexao 24h com mais de horas de espera check-in Avianca, cheio de caes farejadores e dezenas de policiais armados - nao me senti turista!) Cheguei aeroporto Havana as 16h e em um aviao da Taca de medio porte, e: - preenchi declaraçao de saude e que nao havia recem viajado a Africa (03 meses) - certificado vacina febre amarela internacional apresentado (obrigatorio) - nao me foi solicitado seguro saude No aeroporto de Havana já é possivel sacar 400 CUC porem nao sei ao certo quais bandeiras Existe um ponto de venda da ETECSA no aeroporto e voce pode comprar logo o cartao de 5hs que custa 5 CUC (se comprar na rua certamente havera fila de quase 1h todo dia) Ha uma CADECA no aeroporto e quando cambiar nao pegue notas de 50 CUC pois estas precisam de passaporte para trocar pelas ruas! (notas de 20 ou menos é melhor) Traslado eu paguei 9 euros (somente ida porem contratei a volta com eles tbm) com cartao de credito agendado ainda no Brasil via app GetYourGuide (android nao sei se existe pra outros sistemas) Traslado via APP é do aeroporto ate algum hotel (nao leva para casas, hostel, nada diferente de hotel!) veja no mapa um hotel perto de onde vai ficar e vá caminhando se possivel (onibus cubano 1 CUP) Onibus em Havana custa 0,40 centavos de 1 CUP (moeda nacional) (nao cinfunda com CUC que vale 24 CUP!) Onibus A40 com 1 CUP serve para duas pessoas e te leva ate a praia de Santa Luzia (hotel tropicoco) praia tao linda quanto varadero e com mais sombra e preços estatais (lojas estatais sao as mais baratas) Hostel mais barato de toda Cuba é o Hamel Hostel (HAVANA) 5 CUC por estadia + 1 CUC cafe da manha é incrivel e infelizmente esgota rapido (faça reserva pelo hostelworld.com com duas semanas de antecedencia) Há hostel de 7 CUC + 3 CUC cafe proximo ao Hamel Hostel porem o Hamel é imbativel! Casas noturnas em Havana a maioria vai dar o preço apos voce abrir a boca! Pergunte na fila a algum cubano o quanto paga para entrar (no bar rola a mesma coisa, se possivel va com um cubano e deixe que ele compre) Refeiçao em restaurantes voltados para cubanos pode te custar entre 3 e 4 CUC já com a bebida! Se for em local frequentado por maioria turista vai pagar dobro ou triplo disso! Nao tenha vergonha, pergunte a um cubano onde eles comem (se perguntar um local sem dizer que quer comer onde cubanos vao, te indicarao local de turista e vai ser esfaqueado!) Terminal Viazul nem sempre fica perto do centro da cidade e deve usar onibus cubano 1 CUP ou saia a rua e faça cara de perdido que algum taxi particular te levara por 5 CUC. Se solicitar taxi no hostel, o valor é 10 CUC pois 5 é comissao de quem solicitou! Nunca deixe que alguem te leve em algum lugar pois certamente te pedira 1 CUC ou mais ao final da "ajuda" Nao faça cambio na rua pois ha risco de notas falsas, ha sempre uma casa de cambio proximo a voce! (nao responda a intrometidos que te perguntarem se vai cambiar, quanto, etc) Onibus da Viazul é possivel planejar tudo ainda no Brasil e pagar todos os trechos com cartao em dolares (leve tudo impresso pois se falhar o sistema deles, vc deixa a folha e segue viagem!) Pizzas nas ruas pode custar de 7 CUP a 25 CUP (comi em todo canto e nao me fez mal) Sucos nas ruas nao recomendo pois tive diarreia 2x. Suco nos restaurantes nao ha problema! Tente nao chamar a atençao com relogios brincos etc etc alem da roupa basica pois do contrario pode ocorrer de muita gente te pedir dinheiro ou ate mesmo a sua roupa do corpo ! (nao existe assalto etc) Santa Clara e Vinales é possivel comprar caixa lacrada de charuto por 25 CUC (Havana vendem por ate 100 CUC!!!!) Lavar as roupas em Santa Clara pode te render uma economia de 50% ou mais, fora o restaurante Sabor e Arte que é obrigatorio (preços baixos e comida incrivel) Ao final da viagem percebi que calça jeans pra Cuba nao rola pois o calor é tanto que vale sair de bermuda ou algo mais confortavel ja do Brasil e nao ficar carregando muita tralha) Se levar muita coisa, vai fcar na mao de taxistas que vao te cobrar 5 a 10CUC por "corrida" as vezes de 2km! Caso va fazer conexao em Bogota, veja a previsao do tempo pois a maxima la nao passa de 20 graus! (levei uma blusa so por causa dessa conexao!) Sempre procure por pontos de venda estatal pois os privados compram do estatal e vendem pelo dobro ou mais! (nao podem importar diretamente) Cuidado com as duas moedas! Quando te falarem que o preço é 60 centavos, estao dizendo que é 0,60 de CUC = aproximadamente 15 CUP! Santa Marta é uma cidade ao lado de Varadero e os precos para estadia e alimentacao sao infinitamente mais baixos! (ha onibus cubano 1 CUP pra 2 pessoas) Se for viajar na baixa temporada (ate inicio de novembro), pode ir ser reserva de estadia e pechinchar la! Em media paguei 20 CUC por diaria e pessoas sozinhas me disseram que pagaram 10 CUC Onibus turistico vermelho em Havana compensa pois custa 10 CUC e faz um tour completo. Em Varadero custa 5 CUC e nao compensa pois bus cubano faz o mesmo por 1 CUP!!! Comida no local de estadia na maioria das vezes nao compensa! Acerte o cafe da manha do primeiro dia e pros demais faça uma busca na regiao que pagara muito menos! Parque El Nicho (Cienfuegos) custa 10 CUP para cubanos e 10 CUC para turistas! FACADA ABSURDA! (taxi compartilhado ate la 15 CUC incluso ida e volta) Cienfuegos ha onibus e caminhao para Sancho Luna por 1 CUC no terminal de onibus (fui e voltei de caminhao) Trinidad foi sem graça pois a cidade é toda de pedra nas ruas, cheia de restaurantes com precos altos, voltadas para turistas comuns. Balada La Cueva custa 5 CUC entrada + bebidas 4 CUC um lixo de Mojito! FUJA Comer em Varadero pode te custar 7 CUC um cafe com pao e queijo (leve tudo de Santa Marta pois nao existe vendedor na praia de Varadero) Baixe os mapas offline e mesmo quando for orientado por alguem, verifique no mapa se esta correto ou use o mapa para viagens onibus cubano para que saiba em que ponto descer! Nunca mostre a quantidade de dinheiro que possui pois se alguem ver, o preço pode subir na mesma hora! Serviços "pessoais" em Cuba podem sair mais caros que Miami pois a comparaçao é feita por estes profissionais, todo o tempo! Nao se iluda que vai ficar com um cubano(a) por que gostou de voce! Se for homem, as mulheres arrancarao dinheiro bebendo varias coisas, pra voce pagar ao final! Vi varios trouxas que cairam nesse golpe! Se alguem começar a falar com voce do nada, certamente ao final te pedira 1 CUC ! (fuja) Para os golpistas voce nao é Fulano ou Cicrano, teu nome é BANCO e esta escrito na tua testa! O povo cubano é cordial, alegre e prestativo e tudo acima relatado foi sobre pessoas acostumadas a dar golpe em turistas e nao reflete a essencia das pessoas em geral! Se estiver disposto a andar, leve bastante protetor solar para o dia e repelente para a noite, alem de bone para proteger o rosto! Quando estiver numa praça acessando internet, evite olhar nos olhos pois os golpistas so enchem o saco de quem os olha nos olhos. Andei de madrugada com carteira e celular nos bolsos e nada me passou, nem um susto sequer! O pais mais seguro que ja conheci! Bicitaxi sempre será um roubo! Prefira mototaxi que é o mais barato de todos e ha mototaxi compartilhado que custa 5 CUP!
  5. 2 pontos
    A ideia inicial seria descer sentido a Buenos Aires pela costa do Brasil, e de la contornar a argentina e subir para o Chile, mais aceito sugestiones de trajeto tbm ou podemos combinar essa ideia louca, bora nessa aventura criei um grupo no face para conversamos melhor, porque nao no zap? porque estou sem celular kkkkk e ir trabalhando por onde passar para arranjar dinheiro se virando nos 30 pedindo comida e tals obvio que levaremos uma grana para nao passar perrengue né moro em Ribeirão preto sp lembrando que nao vou com uma bicicleta mto ruim irei em uma gallo de aluminium com suspenção dianteira, naõ é mil maravilhas mais e oque meu bolso da para comprar minha esposa irá junto Link do grupo no face https://www.facebook.com/groups/500605967117513/
  6. 2 pontos
    Capítulo 12: O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida! 12º dia (22 de outubro) Pouco depois das 5h da manhã já estávamos de pé. Afinal, o tão aguardado momento havia chegado. Estávamos na expectativa de um belo esfregão da natureza na nossa cara, daqueles que dizem "olha como eu sou linda pra caralho, humanos" rs. E não nos desapontamos. Fomos os primeiros a botar a cara pra fora na (ainda) resistente escuridão. Mas não os únicos. Poucos minutos depois, um outro casal nos seguiu subindo para o alto de uma pequena colina de onde observaríamos melhor o espetáculo. O sol começou a romper a madrugada, e o céu foi se pintando de um azulado. Algum tempo depois, um guia e mais três turistas surgiram - ao que tudo indica, não é incomum que as pessoas acordem de madrugada e venham até essa parte da ilha presenciar o nascer do sol. Eis que ele surge. No seu tempo, imponente. Cada vez mais belo. Eu havia planejado tantas fotos, mas não fiz nem a metade. É que às vezes me pegava parado admirando aquela beleza toda, quase sem reação. E não me arrependo nem um pouco disso. Preciso falar alguma coisa? Não, né? Ainda sonho com esse momento. Aproveitamos pra fazer algumas fotos nas casas das árvores (uma delas ilustra a capa de abertura desse relato). Esse local, de 2017 pra cá, inevitavelmente se tornou um dos principais motivos pelos quais muitos turistas vêm até essa parte da ilha. A maioria sequer dorme aqui ou presencia o nascer do sol. Só vem, faz umas fotos, e vai embora. Eu nunca vou me esquecer desse lugar. Lembro que acordei à noite na casa da árvore e fiquei olhando um tempo pro teto de palha, ouvindo o barulho das ondas batendo nos paredões e ecoando longe. Lembrei na hora da sensação de quando estava numa viagem pelo Peru e passei uma noite numa cabana dentro do Canyon del Colca. "Meu Deus, olha onde eu tô!". Sem palavras. Eu agradeço demais nessas horas. Pegamos nossas coisas, subimos nas motos e seguimos viagem de volta ao centrinho de Nusa Penida, do outro lado da ilha. Havíamos combinado de devolvê-las às 8h e não queríamos atrasar. Compramos outro protetor solar no mesmo local da vinda, porque estava bem barato (Rp. 55.000) e a gente tava usando bastante. Ainda paramos pra fotografar umas paisagens das plantações de alga, uma das principais fontes econômicas em Nusa Penida. Eles exportam bastante para o Japão. Devolvemos as motos e fomos tomar café no lugar de sempre. Isso porque decidimos manter essa diária no bangalô que estávamos, pois deixamos todos os nossos pertences e mochilões lá, levamos apenas as mochilas de ataque pra noite na casa da árvore. Foi uma decisão bem prática. Voltamos ao bangalô, tomamos um banho gelado e arrumamos os mochilões. Fizemos o check-out com aperto no peito. Recomendo muito o Jati Bungalows para quem for se hospedar em Nusa Penida. A Jati é muito atenciosa, prestativa e o lugar é incrível e com um preço justo. Fomos almoçar e gastar um pouco do tempo, pois nosso barco só sairia às 16h. Almoço: 2 noodles, 2 cocas, 2 panquecas de batata, 3 tipos de doce e uma garrafa de água (total Rp. 115.000). Trocamos 50 dólares (não trocamos muito porque a cotação em Bali seria melhor), pegamos nossos mochilões e fomos para o barco. Lá no local de onde nosso barco saia, não estavam localizando nossos nomes. Liguei para o Roby pelo whatsapp (com quem eu havia combinado as passagens) e ele resolveu com o atendente. Pagamos Rp. 250.000 cada no barco de retorno de Nusa Penida para o porto de Sanur, em Bali, mais o transfer de Sanur para o nosso hotel em Kuta, região do aeroporto onde passaríamos uma noite para então pegar o nosso voo cedo no dia seguinte. Chegando em Kuta, fizemos check-in no nosso hotel (Rp. 218.050) e saímos para conhecer a região. Honestamente, achei uma região bem feia. Não sei se era porque eu tinha vivenciado lugares paradisíacos e mágicos até então, mas achei a região de Kuta muito muvucada, a praia feia, suja, e o local com a sensação de ser muito perigoso, com vendedores te abordando na rua o tempo todo. Enfim, não demoramos nem 20 minutos na rua e já quisemos voltar para o hotel. Quando foi de noite, pegamos um táxi até a região de Seminyak (Rp. 75.000), conhecido por ser um bairro mais "nobre". Queríamos conhecer o Motel Mexicola, um restaurante super descolado e com uma decoração mexicana SENSACIONAL. Tava lotado de gringos, tinham vários ambientes, e vez ou outra eles pegavam alguns clientes e levavam pra cima de uma espécie de ringue que tem no meio do restaurante e lá rolava altas brincadeiras. Galera bem animada. Realmente, o lugar era incrível, porém com preços muito acima dos nossos padrões mochileiros mão-de-vaca naquele momento hehehe. Fizemos umas fotos e logo fomos embora. Eu fiz no celular mas acho que perdi as fotos, então vou deixar algumas imagens da internet aqui: Na saída, compramos um milho doce (Rp. 15.000) e depois enchemos a pança numa promoção de um Burger King pelo qual passamos (Rp. 100.000). Pegamos o táxi de volta para o hotel (Rp. 70.000). Foi nossa última noite em Bali. Mas nem deu pra ficar muito triste, porque já estávamos na expectativa do dia seguinte. Pegaríamos um voo para Singapura, onde encontraríamos um casal de amigos e com eles passaríamos a semana lá. E um detalhe: já chegaríamos direto para uma inesquecível (e nada econômica) diária no lendário Marina Bay Sands. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 27.500 - protetor solar Rp. 10.000 - coca-cola Rp. 57.500 - almoço Rp. 250.000 - barco + transfer hotel Rp. 218.050 - diária hotel Kuta Rp. 72.500 - táxi ida e volta Rp. 7.500 - milho doce na brasa Rp. 50.000 - burger king TOTAL: Rp. 693.050 (USD 51) PRÓXIMO CAPÍTULO: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands.
  7. 2 pontos
    @LF Brasilia fico feliz em saber que esteja curtindo esse relato também. Ainda tenho muita coisa pra escrever
  8. 2 pontos
    @Diego Minatel, sempre gosto de ver como você narra a experiência humana das suas viagens, a marca das pessoas que você encontrou pelo caminho. As fotos ficaram incríveis! E gostei da legenda da foto 2.5!
  9. 2 pontos
    Olá.. Estarei de férias de 18/03 até 16/04, e tb vou para Peru. Ainda não comprei a passagem, mas vamos combinar. Estou indo sozinha e quero encontrar amigos de viagem. Vamos criar um grupo no WhatsApp
  10. 2 pontos
    Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez "Somos assim. Sonhamos o voo, mas tememos as alturas. Para voar é preciso amar o vazio. Porque o voo só acontece se houver o vazio. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Os homens querem voar, mas temem o vazio. Não podem viver sem certezas. Por isso trocam o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram." Religião e Repressão, Rubem Alves Desde que comecei o mestrado, eu sabia que no final iria viajar pela patagônia. Em duas oportunidades havia planejado conhecer a terra dos ventos e nessas duas vezes refuguei para ver outros lugares. Dessa vez não tinha como fugir, seria a patagônia. Porém, não sabia como seria essa viagem. Não havia nada planejado, somente recordações de planejamentos passados. Depois do turbilhão, pelo qual passei, contatei o Matheus e disse somente: - Bora viajar até Ushuaia com pouca grana?. Não fazia ideia de como seria, nem sei mesmo se tinha certeza da viagem, mas ele topou e agora tinha que ir. Matheus é um amigo que conheci na graduação. A proximidade entre nós veio a partir de trabalhos sociais dos quais participávamos. Depois disso, fizemos estágio na mesma empresa, dividimos um apartamento e fizemos o nosso primeiro mochilão juntos após o fim da faculdade. Depois cada um seguiu sua vida em lugares distintos do Brasil. Antes da viagem o Matheus estava morando em uma ecovila em Piracanga na Bahia. Costumeiramente, toda sexta-feira noite o pessoal de casa toma umas cervejas em frente de casa. Numa destas sextas o Leandro e Flávia pararam para conversar. A Flávia trabalhou muitos anos com minha mãe e o Leandro é caminhoneiro. Conversando com o Leandro, ele disse que estava sempre fazendo o trajeto até Joinville. Na hora já perguntei se teria como dar carona pra duas pessoas. Prontamente, ele disse que sim, mas que não necessariamente seria ele o caminhoneiro que iria nos levar. Assim, de maneira inusitada a viagem ganhou forma. Iriamos começar por Joinville. Depois de definido a primeira parada da viagem, veio em mente um destino que eu sempre tinha muita curiosidade em conhecer, a Serra Catarinense. Dei uma pesquisada rápida no couchsurfing e entrei em contato com a Leandra. Desde o princípio ela mostrou-se disposta a nos receber e, consequentemente, marcamos a data da nossa chegada em Urubici conforme a disponibilidade da Leandra. Entre a data de chegada em Joinville e o início dos dias em Urubici tinha cerca de quatro dias. Precisava preencher esses dias. Anos antes tinha iniciado meu mochilão solo pelo Brasil por Timbó, uma pequena cidade próxima de Blumenau, e tinha sido muito bem recebido pela família Nasato nesses dias, além de ter sido muito feliz ao lado deles. Tinha saudades daqueles dias. Assim, entrei em contato com a Brunê e expliquei a minha nova viagem que se iniciava e da minha vontade de estar ali de novo. Ela topou nos receber também. Agora o início do mochilão estava definido, sabíamos que iriamos pra Joinville, Timbó, Urubici e em algum momento Ushuaia. Era um domingo, dia 18 de novembro, acordei cedo e arrumei a mochila. Fiquei a manhã toda ouvindo música, pois sabia que sentiria falta disso. (Nas minhas viagens não levo música no celular e muito menos fones de ouvido. O motivo disso é porque gosto de estar em contato em todo momento com o lugar que estou, observando cada detalhe.) Almocei e fiquei aguardando o Matheus chegar de Piracicaba. Creio que era umas duas horas da tarde quando o Matheus chegou junto a seu pai. Nos cumprimentamos e ele parecia muito animado pela viagem que se anunciava. Depois de uns vinte minutos o Leandro chegou. O Leandro não seria o caminhoneiro que ia conosco até Joinville, mas ele veio nos buscar para levar até a empresa que sairia o caminhão. Colocamos nossas mochilas no carro, me despedi da minha mãe e partimos. Chegamos na transportadora e logo o Leandro nos apresentou ao Capitão, o caminhoneiro que iria nos levar. Ficamos um tempo conversando. Ajeitamos nossas mochilas junto a carga. O Matheus nunca havia viajado de caminhão e estava todo animado com tudo aquilo. Subimos na gigantesca cabine do caminhão e pela janela demos o último adeus para o Leandro. Foto 1.1 - A transportadora Acho que o Leandro é o personagem mais importante desta viagem. Se não fosse ele e seu pontapé inicial, talvez nem tivéssemos saído de casa. Mesmo não viajando por aquela rota nesses dias, ele foi atrás de alguém que faria o trajeto e conseguiu nos colocar naquele caminhão. Nos dias que antecederam a viagem eu e o Matheus pouco nos falamos, pois eu estava recluso pela perda da minha vó. Apesar de ter fechado passar por Timbó e Urubici, a partida não era certa. Quando recebi a ligação do Leandro com a confirmação do caminhão, senti que tinha que partir e deixar a estrada me levar. Só nesse momento tive a certeza que partiria. Leandro, muito obrigado por tudo e por fazer acontecer essa viagem. Estamos na estrada e vamos percorrendo a Washington Luís. Logo seguimos pela Anhanguera sentido São Paulo. A excitação de todo começo de mochilada me contamina. O clima dentro do caminhão é muito bom. Seguimos o caminho dando risadas. O Capitão é um cara gente boa demais, mineiro que há muito tempo vive em Rio Claro, é chamado de Capitão por causa do futebol, diz ele que fala bastante durante o jogo e sempre é o capitão dos times que joga. Os assuntos orbitavam entre futebol e mulheres. Clima leve, pista sem congestionamento. Entramos na Régis Bittencourt e, em seguida, paramos pra tomar um café e aproveitamos pra ver um pouco do jogo do tricolor. Seguimos na estrada. Chovia muito. Paramos pra outro café e comemos a torta feita pela minha mãe. Antes da meia noite chegamos em Curitiba. Paramos em um galpão da transportadora e arrumamos nossas coisas pra dormir ali, lá pelas quatro/cinco da manhã pegaríamos carona com outro caminhão até Joinville. Foto 1.2 - A estrada Quase não dormi nessa noite, até ali estava sem isolante térmico e dormi direto no chão e estava frio, mas não foi esse o motivo de eu não pregar o olho. Tinha uma cadela no cio no galpão e com isso uns vintes cachorros estavam na frente do galpão do lado de fora. A algazarra era grande. Eles ficavam se batendo no portão, enquanto a cadela uivava. Quando o silêncio tomou conta do galpão, já era hora de partir. Nos despedimos do Capitão e pegamos carona com o José. José é um cara muito tranquilo e que gosta muito de música sertaneja. Apesar de estar com muito sono, consegui conversar bastante com o José. Gostei bastante dele. A viagem foi tranquila. Foto 1.3 - O galpão Chegamos em Joinville e nos despedimos do José. Fomos até a rodoviária e checamos que não havia mais linhas que faziam Joinville/Timbó, com isso teríamos que ir pra Blumenau e depois Timbó. Compramos nossas passagens para o início da tarde e fomos até a Decatlhon comprar algumas coisas que faltavam. Comprei uma calça e uma camiseta segunda pele e também o isolante térmico. Na rodoviária vimos ônibus saindo para a cidade de Doutor Pedrinho (risos), já vi muitos nomes ruins de cidade, mas acho que Doutor Pedrinho é o pior deles, se alguém me falasse que era de Doutor Pedrinho (antes de saber da existência da cidade) eu ia achar que ela morava em um clínica ou estava de favor na casa do Pedrinho. Fomos pra Blumenau e chegando na rodoviária já estava saindo o bus para Timbó. Entramos no ônibus. No final da tarde estávamos em Timbó. Saímos caminhando pela cidade e todo carro que passava por nós buzinava ao nos ver com aquelas mochilas. Imaginamos naquele momento que seria muito fácil pegar carona, ledo engano. Sentados no meio fio esperando a Brunê (que estava voltando de um camping) viramos atração turística e os carros continuavam com o buzinaço. Depois de um tempo a Brunê surgiu na rua, que saudades eu estava. Foto 1.4 - Única foto de Joinville que tiramos Brunê é uma guria cheia de talentos. Hoje em dia junto com a Mel, comanda um restaurante vegano em Timbó chamado Aruanda. Ela está sempre sorrindo e coloca em prática quase todas as ideias que tem, enfim, ela tem atitude. Seguimos pra casa dela e fomos recepcionados pela Mog e suas lambidas. De longe vi a Rose (mãe da Brunê) e eu abri o sorriso nesse momento, parece clichê ou repetição, mas tinha muitas saudades. Na outra vez que estive na casa dos Nasatos, passei boa parte do meu tempo conversando com a Rose, é muito fácil ficar horas jogando conversa com a Rose. Dei um abraço forte e logo estávamos conversando na mesa da cozinha. Em seguida o Pini (pai da Bruna) apareceu também pela cozinha. Pini é um cara gente boa demais e logo que soube que nossa próxima parada seria Urubici tentou verificar com seus contatos se havia algum caminhão que podia nos levar pra lá. Não havia nenhum caminhão, mas só a atitude dele querer ajudar me deixou muito feliz naquele momento, fez eu ter mais certeza que tinha tomado a decisão correta de ter partido. Foto 1.5 - Grafite mais que bacana no quintal da casa da Brunê Timbó é uma cidade de pouco mais de quarenta mil habitantes. A maioria dos seus habitantes dormem com o portão aberto e quase não há problemas de violência na cidade. Apesar de ser pequena, Timbó tem um importante polo industrial com diversos tipos de industrias. Diferentemente do restante do Brasil, a cidade tem empregos de sobra e a saúde familiar instaurada no município funciona muito bem. Resumidamente, é um lugar calmo e cheio de oportunidades, e com certeza eu moraria ali. Foto 1.6 - Belezura de casa em Timbó No outro dia, acordamos cedo e fomos para o centro de Timbó. Resolvemos a questão de banco para o restante da viagem e sacamos o dinheiro que levaríamos em espécie. Depois compramos uma panela com tampa para cozinhar na estrada. De resto ficamos na frente do rio Benedito apreciando o cartão postal da cidade, que é uma ponte que atravessa o mesmo rio. No meio da tarde fomos pra Aruanda apreciar a gastronomia das meninas. Que comida boa. Nesse dia tinha um feijão com beterraba que era mais que bom. Depois voltamos para casa dos Nasatos e ficamos proseando com o Pini pelo resto da noite, ele ainda nos apresentou a iguaria pão com presunto, queijo e picles. Gostei bastante. Foto 1.7 - Cartão Postal de Timbó Foto 1.8 - Rio Benedito e a casa enxaimel Foto 1.9 - Matheus modelando No dia seguinte o Matheus acordou cedo e foi ajudar as meninas no restaurante. Ele trabalhou um pouco com gastronomia vegana na ecovila que ele morava e havia comentado sobre uma receita de lasanha que conhecia, as meninas gostaram da ideia e resolveram colocar no cardápio neste dia. Enquanto Brunê, Matheus e Mel trabalhavam no restaurante, eu fiquei na casa e coloquei a prosa em dia com a Rose, ficamos quase a manhã toda conversando e depois fui para a Aruanda almoçar. Aruanda é uma quebra de paradigma em Timbó, pois numa cidade onde há dois grandes frigoríficos e pouca gente conhece a alimentação vegana é um negócio arriscado abrir um restaurante vegano, mas as meninas abraçaram a ideia e abriram o primeiro restaurante vegano de Timbó. E nos dias que fiquei pelo restaurante muita gente comeu por lá, parece que está dando muito certo. Foto 1.10 - Entrada da Aruanda Foto 1.11 - Aruanda Foto 1.12 - Aruanda Foto 1.13 - Aruanda Foto 1.14 - Aruanda Depois do almoço eu e o Matheus fomos caminhar até o jardim botânico da cidade. O lugar é bem longe do centro da cidade. Paramos por um momento pra tomar o primeiro Laranjinha da viagem. Sou viciado nesse refrigerante que mais se parece com um líquido radioativo e que só acho por Santa Catarina. O jardim botânico é um lugar bem bonito e como é de se esperar cheio de verde. Esse dia estava muito quente. Passamos boa parte da tarde ali e voltamos para a Aruanda. Foto 1.15 - Jardim Botânico de Timbó Foto 1.16 - Jardim Botânico de Timbó Foto 1.17 - Jardim Botânico de Timbó Na volta para a Aruanda, a Brunê perguntou se queríamos ir para Rio dos Cedros, pois ela iria levar uns equipamentos no centro holístico de lá. Dissemos "Bora". Aqui pela primeira vez minha vista ficou encharcada de tanta beleza nesta viagem. O caminho entre Timbó e Rio dos Cedros é lindo demais, cheio de morros, rios e verde, é coisa de cinema. Fiquei em silêncio e como um cachorrinho coloquei a cabeça pra fora do carro pra ficar admirando aquela belezura de caminho. Chegamos no centro holístico, caminhamos um pouco pelos arredores e conhecemos o Luis. Foto 1.18 - Matheus, Mel, Brunê e eu (foto tirado momentos antes de irmos para Rio dos Cedros) Foto 1.19 - Centro holístico em Rio dos Cedros Luis é um uruguaio de uns quarenta e cinco anos (um chute!) e que vive no Brasil desde o segundo Rock in Rio. Ele é um artista plástico que utiliza materiais recicláveis em suas obras. Sua história com o Brasil é meio maluca. Ele viajou para o Brasil de carona para assistir o Rock in Rio. Chegando em Porto Alegre ele teve algum problema e não conseguiu viajar para o Rio, e teve que ver numa televisão o show. Depois seguiu até Santa Catarina de carona, ao cruzar o estado ele ficou uns três dias na pista sem conseguir carona, ele queria chegar em Balneário Camboriú. De saco cheio resolveu ir caminhando e depois de trinta dias ele chegou em Balneário e é onde está até hoje. Ele enfatizava que caminhava 7km a cada período, ou seja, 7km pela manhã, 7km a tarde e 7km de noite, todos os dias. Luis é um sujeito peculiar e nos cantou a bola dizendo: - Aqui em Santa Catarina é muito difícil conseguir carona. Foto 1.20 - A belezura de casa em Rio dos Cedros Foto 1.21 - Matheus, Brunê e Luis Foto 1.22 - Eu camuflado no verde de Rio dos Cedros Foto 1.23 - O centro holístico Ficamos a noite vendo as obras do Luis. Confesso que fiquei fascinado por uma que era o desenho de uma rua comum cheia de casas em volta, mas com a diferença que a faixa de pedestre ocupava toda a rua. Quando ele explicou que a intenção da obra era dizer que a rua é dos pedestres e não dos carros, nesse momento eu só podia sorrir. Na volta paramos em um bar no centro de Timbó. Bebemos umas brejas, filosofamos sobre a vida e a situação política do país, e demos muitas risada também. Chegamos de madrugada na casa dos Nasatos, arrumamos nossas mochilas, pois queríamos sair bem cedo para a rodovia. Tinhamos que chegar em Urubici no dia seguinte e a ideia era fazer o trajeto de carona, então decidimos sair o mais cedo possível. Acordamos bem cedo e seguimos para Indaial. Saímos sem se despedir da Rose e o Pini (eles estavam dormindo), isso me deixou meio mal. A Brunê nos deixou na pista. Acho que dei uns três abraços de despedida nela. Agora era eu, o Matheus e a rodovia. Nesta parte da viagem eu ainda estava meio travado por tudo que havia me acontecido. Não conseguia aproveitar com plenitude a viagem, mas estar junto da família Nasato me fez mais que bem. As conversas com a Rose me fizeram pensar muito sobre como encarar toda aquela bagunça na qual estava minha mente. Sou só gratidão a Brunê, Rose e Pini por ter me recebido mais uma vez e dessa vez com o Matheus. Muito obrigado de coração, e espero que tenham muita vida nessa vida maluca. Um beijo na alma.
  11. 2 pontos
    Vai de easyfit, o custo beneficio é melhor do que pagar mais caro pela Deuter.
  12. 1 ponto
    CAPÍTULOS POSTADOS: PAG 1: CAPÍTULO 1: 06-08/05/2018 - Santa Cruz, voo cancelado, Sucre fechada e planos indo pro ralo; PAG 1: CAPÍTULO 2: UYUI 09/05: Não rolou a foto espelhada, mas nosso primeiro dia foi incrível; PAG 2: CAPÍTULO 3: UYUNI: 2º dia - 10/05: Lagunas e mais lagunas; PAG 2: CAPÍTULO 4: UYUNI: 3º dia - 11/05: Geysers, -15º graus, banhos nas termas e despedida de Uyuni. PAG 2: CAPÍTULO 5: SPA: 1º DIA: 11/05: Perrengues que vem para o bem. PAG 2: CAPÍTULO 6: SPA: 2º DIA: 12/05: Caverna de Sal e o incrível pôr-do-sol do Valle de La Luna. PAG 3: CAPÍTULO 7: SPA: 3º DIA: 13/05: A exuberância do Salar de Tara PAG 3: CAPÍTULO 8: SPA: 4º e último DIA: 14/05: Altiplânicas e nossa despedida de San Pedro de Atacama. PAG 3: CAPÍTULO 9: SPA x AREQUIPA: 14-15/05: Viagem que não tem fim. PAG 3: CAPÍTULO 10: 16-17/05/2018: A incrível Arequipa, Valle del Coca e o voo dos Condores. PAG 3: CAPÍTULO 11: 18/05: Chegada em Ica, bate volta em Huacachina e ida para Cusco. PAG 4: CAPÍTULO 12: 19-20/05: Meta de vida alcançada: Conhecer Cusco. PAG 4: CAPÍTULO 13: 21/05: As cores incríveis da Humantay. PAG 5: CAPÍTULO 14: 22-23/05: Trilha da Hidrelétrica, Águas Calientes Subida a pé e a chegada em Machu Picchu. PAG 5: CAPÍTULO 15: 24-25/05: Manifestação em Cusco, passeio cancelado, Tudo sobre o Vale Sagrado, noitada no Wild Rover e despedida de Cusco. PAG 6: CAPÍTULO 16: 26.05: Puno e as Islas Flotantes de Los Uros. PAG 6: CAPÍTULO 17: 27-28/05: Copacabana e a energia singular das Islas del Sol e da Luna. PAG 6: CAPÍTULO 18: La Paz, Teleférico, o famoso Mercado das Bruxas, Chacaltaya e Valle de La Luna. Chacaltaya - La Paz - Bolívia Para qualquer mochileiro de primeira viagem, a grande dificuldade é escolher o destino, até começar a ler relatos e mais relatos sobre o roteiro basicão e que inúmeros viajantes fazem: Bolívia, Peru e Chile. Você começa a se apaixonar pelos lugares e histórias e já era: Tá lá você lendo tudo sobre: Atacama, Uyuni, MacchuPicchu e afins. Melhor ainda quando você encontra pessoas como o Rodrigo e Maryana (Dispensa apresentações) que te entrega um monte de coisa de mão beijada. A Maryana foi uma das grandes incentivadoras e é uma pessoa incrível e sempre disposta a ajudar. Sigam ela no Instagram: @vidamochileira. Obrigado Mary!!!! Tentarei postar o mais rápido possível os relatos para que vocês consigam pegar as informações atuais e está planejando fazer essa trip. Todos os meus gastos foram convertidos em reais segundo a cotação atual de cada lugar, tendo em vista que cada pessoa consegue o dólar com um valor diferente. Um conselho que dou de antemão: Levem uma parte em dólar e outra em real. Percebi que em diversos lugares a cotação estava muito ruim e não valia a pena o real. Nessas horas o dólar salva, pois é sempre mais valorizado frente ao real. Algumas casas de cambio não aceitam real, então no sufoco, não fica na mão, desesperado.Vários passeios você também pode pagar com dólar na própria agência que fechar o passeio, REAL não! Inicialmente vou falar um pouco sobre os preparativos da viagem e depois vou postando sobre a experiência em cada lugar de pouco a pouco, os gastos e os passeios que escolhi fazer. Quem tiver interesse em seguir no instagram: @diegomoier > DECISÃO DE VIAJAR SOZINHO: Uma coisa é certa: Você nunca estará sozinho em uma viagem. Claro que o medo e a incerteza bate a todo momento, mas depois que você começa a panejar percebe que as coisas podem ser mais fáceis do que imagina. Inevitavelmente a vontade de desistir vem a todo momento e levar o plano até o final envolve persistência, coragem e determinação. Quando postei aqui no mochileiros dia 23 de janeiro 2018 o interesse em fazer essa trip, diversas pessoas me procuraram com o mesmo interesse e através de um dos membros: O Salgado, pude ingressar em um grupo de whatsApp e conhecer diversas pessoas que me ajudaram ali. Um salve especial para Ana, que ma ajudou pra caraio (@anacris_ms), Nath, Salgado e tantos outros que são ativos nos grupos e ajudam muito. Vou deixar alguns links de grupos que faço parte e que foram muito úteis antes e durante a viagem: Mochilão 2018: https://chat.whatsapp.com/A3esrzk2CyDJgu2jjJ9fbb TRIP BOLÍVIA, PERU E CHILE: https://chat.whatsapp.com/Bfq6ZSxxD9P5PmNMiKByce Trip Bolívia, Peru e Chile: https://chat.whatsapp.com/5hxFBEPWBzKBhe7WlISX4K Companhia para o Uyuni: https://chat.whatsapp.com/EszhFEPfvEkKtCmUExFqDZ Tem diversos outros grupos de outros destinos, mas deixarei apenas esses que são os principais para o mochilão que fiz. Através da postagem pude conhecer duas pessoas maravilhosas de SP: O Eri que faria apenas a Bolívia e a Angéllica que resolveu seguir até o final da viagem comigo. Um obrigado especial para essas duas pessoas que me aturaram. Mais para frente vocês irão vê-los em fotos comigo. Agradeço a companhia de cada um e com certeza foram essenciais para que se tornasse uma viagem inesquecível. No decorrer do relato vou falando de outras pessoas que se tornaram mega especiais e que já são parça do coração também. > VIAJAR PARA A AMÉRICA DO SUL: Uma coisa que precisa ficar bem clara quando você decide fazer esse roteiro: Você pode levar rios de dinheiro, não vai ter para onde fugir: Você vai respirar poeira horrores, vai passar um frio do cão, dormir em lugares não muito confortáveis, topar com comidas não muito simpáticas, pessoas simples, humildes, lugares sujos, assadura na pele por conta do frio, ou nariz ressecado, sol escaldante, etc. Para quem não está acostumado, desprenda-se do luxo e conforto da sua cama, tenha certeza que acima de uma viagem, é um aprendizado para a vida. Respeitar as pessoas, o seu espaço e costumes se torna uma obrigação. A HUMILDADE é uma das qualidades essenciais para essa viagem. > O QUE É PRECISO PARA VIAJAR PARA A AMÉRICA DO SUL: SEGURO VIAGEM: Coloquei como primeiro item da lista, não por ser uma obrigação, mas por ser algo essencial para a sua viagem. Fiz meu seguro viagem com a Alianz (Plano Básico): R$ 158.88. Site: www.Allianz.com.br / Telefones: 55 114331-5445 - 0800704 3840 Não precisei usar, pela glória, mas na minha primeira viagem para a Argentina, uma amiga deu dengue durante a viagem, precisou, não tinha e passou altos perrengues com hospital público, além de ser tudo muito caro lá fora. Nessa viagem também a Angéllica, que estava comigo deu infecção alimentar e precisou usar em San Pedro de Atacama. Ela pagou as despesas do bolso e vai pedir reembolso para a seguradora. Nunca sabemos quando vamos precisar, por isso é essencial precaver-se e fazer um seguro viagem para que possa ir com a cabeça tranquila. DOCUMENTAÇÃO e VISTO: Desde junho de 2008, os turistas dos países que compõem o Mercado Comum do Sul, podem apresentar apenas a cédula de identidade nas viagens realizadas nos locais que formam o bloco. Não é preciso levar passaporte nem visto de entrada. Os documentos de identidade devem ter fotografia atual, não podem ser plastificados e, caso gerem dúvidas, pode ser solicitado outro tipo de identificação, também com foto. Fonte: Ministério das Relações Exteriores Obs: Se você tem passaporte leva pois vai receber vários carimbos em diversos pontos turísticos pelos países. EMISSÃO DE PASSAPORTE: Para emitir seu passaporte deverá entrar no site: http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/requerer-passaporte e seguir os passos descritos no próprio site. Ao concluir o pagamento da GRU, agende e compareça ao posto da PF escolhido, no dia e horário agendados (recomenda-se com 15 minutos de antecedência) munido da documentação original exigida , boleto GRU, comprovante de pagamento e comprovante de agendamento. Somente menores de 3 anos devem levar fotografia. Para todos os outros, a fotografia coletada no momento do atendimento. O passaporte será entregue pessoalmente a seu titular, no horário e local indicados no dia da solicitação, mediante apresentação de documento de identidade, conferência da impressão digital e assinatura do documento. CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINA: quais países exigem? Acima de uma exigência da ANVISA, não se preocupe somente com a obrigação e sim com a sua saúde. Cada país vive uma realidade e se proteger é de extrema importância para que a viagem não se torne um pesadelo. A única obrigatória é a da Febre Amarela e o não cumprimento pode impedir que você entre no país. Portanto por mais que as pessoas em relatos e grupos falem que nunca pede na fronteira, FAÇA, SEM PENSAR DUAS VEZES. Como saber se a vacina é obrigatória para onde vou? Para a viagem que fiz entre os países: Bolívia, Peru e Chile, o único país que exigia era a Bolívia. Os demais era aconselhável. "A apresentação do certificado internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP), documento que comprova a vacinação contra a febre amarela, é necessária somente se você vai viajar para países que exigem tal comprovação. A lista dos países com risco de transmissão da febre amarela e dos países que exigem a vacinação preventiva é publicada e atualizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é sujeita a alterações periódicas. Embora haja, até o presente momento, 135 países que exigem o certificado do viajante, países como Estados Unidos, Reino Unido e Portugal não demandam o porte do CIVP. Se você não planeja viajar para países que exigem o certificado, não precisa solicitar a emissão do Certificado. É importante observar que, se sua viagem tem conexões em países que fazem a exigência, você também precisa do CIVP. Os Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa e serviços credenciados executam a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP e demais atividades de orientação aos viajantes sobre cuidados com a saúde. No entanto, os Centros da Anvisa apenas emitem o CIVP e não realizam a vacinação. A vacina pode ser encontrada em um posto de saúde público ou em serviços de vacinação privados credenciados. Após a vacinação, o viajante brasileiro poderá realizar o pré-cadastro no site da Anvisa e agilizar o processo de emissão do certificado quando este comparecer ao posto". Acesse o site da ANVISA: http://portal.anvisa.gov.br/rss/-/asset_publisher/Zk4q6UQCj9Pn/content/id/3339724 Lá você encontra todas as informações necessárias. Na minha cidade, tomei a vacina e no mesmo local já tinha um posto para emissão do certificado, onde eles mesmo agendaram e já emitiram. Foi bem rápido. IMPORTANTE: - Atentar-se se já tomou a vacina anteriormente. Se já, passe para o posto o local e data para que possam resgatar o registro da sua vacina e assim emitir o certificado; - A vacina não pode ser fracionada e sim a dose completa; - A vacina deve ser tomada no mínimo 10 dias antes da viagem. Não deixe para última hora, pois o certificado só poderá ser emitido apenas de esse prazo for respeitado. - Ao tomar a vacina informe que é para emissão do Certificado, pois no comprovante precisa constar a data e o lote da vacina. > PREPARATIVOS PRÉ-VIAGEM: Você vai precisar de muita organização, pois é um turbilhão de coisas que você precisa ver antes de sua viagem. Claro que algumas pessoas já viajaram, outras tem mais facilidades de organizar tudo. Vai de cada um. preparei uma lista das coisas que vi antes da viagem, porém por ser homem pode ficar faltando algumas coisas específicas para as mulheres. A ideia é acrescentar, portanto sempre faça o seu planejamento pessoal de acordo com a sua necessidade. 1 - Descobrir o clima de cada local na data que irá viajar; Assim você evitará levar coisas desnecessárias em sua mochila e não passará calor ou frio. 2 - Saber aproximadamente a cotação de cada país para a moeda que você tem disponível; Sabendo as cotações, poderá programar quanto deverá ter no mínimo para não passar sufoco e ficar sem grana tendo que pegar carona para chegar em casa (Quase tive que fazer isso!!! kkkk). 3 - Pontos turísticos de cada cidade que tem interesse em conhecer e valores aproximados de cada um; Nessa etapa você precisará ler muito, muito, mais muito. Pergunte nos grupos de whatsApp, leia relatos e mais relatos, mande e-mail para as agências e depois disso monte uma média (sempre para mais) dos valores de cada passeio e os custos envolvidos (Se tem alimentação no pacote, entrada dos pontos turísticos que são pagos a parte, tempo que leva, etc). 4 - Tempo que leva de deslocamento de cidade para cidade e qual tipo de transporte que vai te atender com o preço que você tem como pagar (Avião, ônibus, barco, a pé, jegue, etc.); Eu priorizei sempre andar de ônibus por conta do valor, mas vai de cada um e alguns preferem economizar tempo e pagar um avião. Procurando com antecedência pode encontrar uns valores promocionais. Sites indicados: https://www.rome2rio.com / http://www.cruzdelsur.com.pe / https://www.ticketsbolivia.com 5 - Tipos de hospedagem que quero ficar e preço aproximado; Eu preferi reservar hostel antecipadamente apenas em lugares que chegaria pela madrugada ou que a procura é maior, para não ter que ficar pela madrugada procurando hostel e não correr risco de ficar sem vaga no hostel que queria. Decida se você vai querer quarto privado, com ou sem banheiro compartilhado, localização desejada, etc. Eu novamente, pobre fufu que sou, preferi os mais em conta com pontuação e localização boa, porém em quarto compartilhado sempre. O Café da manhã incluído pode ser uma vantagem, ou não, pois alguns passeios (muitos deles) tem desayuno (Café da manhã para ales), ou saem muito cedo e não dá tempo você tomar o café da manhã no hostel. Ou seja vai pagar atoa pelo café. Verifique no hostel se tem diferença do valor com ou sem café. App/site indicado: Booking.com (Algumas hospedagens podem reservar sem cartão e sem taxa de cancelamento). Quase sempre, quando você reservar o hostel na hora, pagará menos do que reservar pelo booking por conta das taxas envolvidas. Aconteceu diversas vezes comigo. 6 - Aplicativos que podem ajudar na sua viagem; Tem diversos aplicativos que podem ajudar na sua viagem. Os que mais indico são: Booking e Navegação e mapas Offline (Maps, GPS e Navigation). Esse último você baixa o mapa do país quando tiver com internet e quando estiver offline pode navegar sem problemas, marcar favoritos, traçar rotas, achar hospedagens, hospitais, bares, etc. Vale muito a pena e me salvou diversas vezes. Vou deixar abaixo a imagem do app para quem tiver interesse em baixar. Detalhe: Funciona dentro do avião. Mostra qual a velocidade do avião. Se tem outros iguais, não sei, mas achei incrível e fácil de usar. Confesso que não sou muito antenado nessas paradas. kkkk 7 - índice de violência e assalto na cidade de destino; Qualquer lugar é perigoso, mas não custa dar uma sondada para ver o índice de assalto e violência no lugar. É sempre bom manter o alerta nos lugares mais perigosos. Uma coisa que sempre fazia quando estava andando pela cidade, era sondar com moradores locais, se aquele lugar era perigoso para andar a pé ou a noite. 8 - Prepare a sua saúde; Tendo em vista que você vai topar com todo tipo de pessoas, pegar temperaturas muito baixas em um dia e no outro muito altas, altitudes elevadas, climas secos, dormir em diversos lugares, comer na rua, é essencial preparar o seu sistema imunológico para aguentar tudo isso e não correr o riso de ficar doente. Eu comecei a tomar complexos vitamínicos, vitamina C e D 2 meses antes da viagem, além de reforçar minha alimentação. Uma consulta a um médico para ver como tá a sua imunidade é bastante válido também. > LEVAR DÓLAR ou REAL? Essa dúvida é frequente em diversos grupos e tópicos, então vamos lá: O Dólar sem sombra de dúvidas é mais valorizado que o real nos 3 países, mas o real é aceito na maioria das casas de câmbios pelas cidades, porém dificilmente outros lugares aceitam, tipo agências de turismo. Por experiência, para mim o melhor foi ter levado as duas moedas. Tudo vai depender da cotação para compra do dólar, se conseguir barato, vale muito a pena ir trocando de pouco a pouco. Algumas casas de câmbio não aceitam real, ou querem pagar muito pouco por ele. Nessa situação ter o dólar é uma escapatória para não levar prejuízo, por mais pequeno que seja. Centavos fazem toda a diferença em uma viagem quando somado o valor total. Diversos lugares aceitam o pagamento em dólar (Agências de turismo, restaurantes, hostel), então é só fazer uma conta rápida e ver o que vale mais a pena. Deixe o real para trocar em cidades que estejam pagando um valor melhor. Resumindo: - Leve Real e Dólar é uma boa pedida sempre (Se quiser levar tudo em dólar tudo bem também, só cuidado para não trocar muito caro aqui e levar prejuízo); - Dê preferência ao dólar em casos onde o prejuízo vai ser grande pagando/trocando por real; - Sempre procurem saber de alguém (grupos principalmente) quanto tá a cotação para as duas moedas na próxima parada, assim você consegue se preparar e trocar na cidade anterior, se compensar mais. - Se você for uma pessoa RIKKAAAA e tiver Euros ou Libras (Nem sei como é a nota), vai fundo, ahahahaa. > O QUE LEVAR PARA UMA VIAGEM DE 27 DIAS? Reforçando, a ideia da postagem é apenas auxiliar e acrescentar. Cada pessoa tem sua particularidade e necessidade, portanto sempre faça o planejamento de acordo com as suas necessidades. A ideia sempre vai ser eliminar coisas desnecessárias para que não fique uma mochila muito pesada, pois você vai ter que carregar ela nas suas costas por um bom tempo. rsrs Vou deixar uma lista do que eu levei, o que foi válido ou não: DOCUMENTOS: - RG / Passaporte; - CPF; - Cartões de embarque impressos; - Ingresso Macchu Picchu (Caso compre antes); - Cartão Internacional de Vacina (ANVISA); - Certificado do Seguro Viagem; - Nota fiscal de equipamento fotográfico; - Reservas de Hostel impresso; - Todos os documentos foram escaneados e enviados por e-mail também. ROUPAS - 8 cuecas - 8 pares de meia - 1 sandália havaiana - 2 tênis leves e confortáveis - Tente ver um que seu pé já está adaptado. (Não me arrependo de ter levado 2, pois 1 eu acabei com ele na trilha para Macchu Picchu e abriu todo. O outro me salvou); - 6 T-shirts de algodão - Dê preferência para as escuras. (Levaria menos, pois usei apenas a metade. Na maioria do tempo era roupa de frio); - 2 camisetas regatas; - 1 camisa flanelada; - 2 camisas abertas de botão (Que usei muito) - 1 casado corta vento impermeável; - 1 moletom de capuz (Usei bastante). - Uma calça segunda pele - Dê preferência a uma térmica (A minha não era, mas fiquei de bouas); - 1 Cachecol; - 1 Touca; - 2 Calças Jeans; - 1 Calça mais leve de linho (Usei muito); - 2 Bermudas - 1 Jeans e uma de tecido (Usei muito pouco); - Uma bandana (Usei muito para colocar no rosto para não respirar muita poeira e proteger do vento gelado); - Um cinto; - 1 Toalha de banho - Prefira as mais leves e de rápida secagem (Levei uma de casa mesmo surrada e foi de boa). ROUPAS que comprei durante a viagem; - 1 Luva (Em San Pedro de Atacama); - 1 casaco bonito fechado de lã (Cusco); - 1 Cachecol grande que era bem quente e bonito também (Cusco). O que não levei, mas que é bom pensar na possibilidade de incluir: - 1 bota impermeável; - 1 Camisa térmica; MEDICAMENTOS Qualquer medicamente usado foi baseado no meu organismo e nas minhas limitações. Cuidado com a automedicação e sempre consulte um médico para ver o que é viável para você levar. - Diamox (Salve para o Diamox, usei sempre e me fez muito bem); - Rinossoro (Tenho rinite e sinusite e me salvou); - Nasonex (Específico para mim que tenho problema com sinusite); - Doril enxaqueca (Me salvou 2 vezes); - Band-Aid (Me salvou também); - Luftal; - Histamin; - Dipirona; - Dramin; - Eno; - Sonrisal; - Esparadrapo e Gaze; - Imosec; - Epocler; - Ibuprofeno; - Torsilax; - Remédio para gripe; - Vitamina C para ir protegendo o sistema imunológico; - 1 vidro pequeno de alcool 70; - Algodão; - 1 Pomada Minancora (Sou viciado em Minancora. kkkk) OBJETOS - 1 Mochilão trilhas e rumos - 50L; - 1 Mochila de ataque; - 1 agenda de anotações; - 1 caneta; - 1 pochete (Comprei outra em cusco, pois sou pocheteiro); - 1 Money Belt (Doleira); - 1 bolsa para a Câmera; - 1 Câmera T6; - 1 Lente 18-55mm - 1 Carregador para câmera - 1 Cartão de memória 32; - 1 Celular; - 1 Carregador para celular; - 1 Carregador portátil; - 1 Lanterna; - 1 Capa de Chuva (Acho que isso deveria estar em roupa); - 1 par de óculos escuros; - 1 Fone de ouvido; - 1 Adaptador de tomada (Que comprei em Buenos Aires e foi bem útil); - 1 Extensão (Bem útil); - 2 cadeados; - 1 isqueiro (Fumante controlado, mas pode ser para colocar fogo no hostel caso algo meu sumisse também, brinks!!!!) PRODUTOS DE HIGIENE PESSOAL - 1 Shampoo; - 1 Sabonete; - 1 Hidratante Nivea (Essencial); - 1 Protetor solar; - 1 Desodorante; - 1 Rolo de papel Higiênico; - 1 Manteiga de cacau para boca; - 1 Protetor solar para a boca; - Fio Dental; - Repelente (Essencial, principalmente para trilhas); - 1 Pasta de Dente; - 2 Escovas de dente - Sempre gosto de ter uma reserva (Tenho medo de cair no vaso sanitário); Posso ter esquecido algo, mas vocês organizados que são, vão lembrar e incluir na lista de vocês. Claro que há muitas outras coisas no planejamento de uma viagem, mas tentei unir o máximo de informações possíveis para ajudar, caso tenham esquecido alguma dessas coisas. Planejei com bestante antecedência, li muitos relatos, pesquisei bastante, perguntei.. Isso tudo é essencial para te dar mais segurança ao chegar nos lugares. Durante toda a viagem você vai topar com pessoas ótimas e dispostas a ajudar (algumas nem tanto, mas faz parte). Se apegue as pessoas do bem, sejam abertos a novas amizades e ajude quando for necessário, quem quer que seja. Respeite as pessoas e lembre-se sempre de sorrir e ser educado. O universo nos devolve sempre que tentamos ser pessoas melhores e fazer o bem. Em breve começo a postar cada lugar que passei, o trajeto, os custos e perrengues e estou aberto para tirar qualquer dúvida que tenham. No mais, tenham todos um bom planejamento de viagem e em breve você estará desfrutando do que o mundão tem a nos oferecer. Tenha certeza que sua recompensa será enorme, portanto vai em frente e não desista dessa trip incrível. Bju pocês!!!!
  13. 1 ponto
    Olá amigos, alguém indo ou querendo ir passar o carnaval em Florianópolis? Estou pensando entre os dias 01/03 à 04/03, qualquer coisa me chamem no whats (11) 9.5397-3692
  14. 1 ponto
    Boa tarde. Sou de Santa Catarina e procuro companhia para viajar, até a Argentina pro Lollapalooza 2019. Acontece no último final de semana de março. Escolhi a Argentina devido os preços serem muito mais atrativos e também pela seleção de bandas ser mais interessante que a versão nacional do festival. Minha ideia é uma viagem de carro. Mas estou aberto a outras opções também.
  15. 1 ponto
    Muito obrigado, @JanainaB. Fico feliz em ter ajudado. Já corre com essa trip pra Ásia porque você vai gostar demais!!!
  16. 1 ponto
    @nelson.mkt @nelson.mkt vou estar em cancun de 10 a 20 de março
  17. 1 ponto
    @callmebyjess Sou apaixonado por Portugal, tenho algo a te falar. Coimbra é uma cidade basicamente estudantil e muito fria.Acho que vai perder tempo lá,pois no fim do ano,há recesso estudantil. Não sei se funcionará o museu e a universidade em Si. Toledo é outra cidade encantadora dá de 1 milhão a zero em Ouro Preto.1 dia é muito pouco para conhecer o mundo de museu que há lá. Fátima é só igreja,se gosta está bom,se não, pode cortar.
  18. 1 ponto
    Estou querendo passar o carnaval em Ouro Preto/MG. Vi que o forte do carnaval de la são as republicas, alguem tem alguma republica para me indicar?
  19. 1 ponto
    1º dia – Passeio no calçadão conhecendo a Praia de Ponta Verde e Praia de Pajuçara + Passeio de barco às piscinas naturais da Praia de Pajuçara. Valor: R$30,00. 2º dia – Praia do Francês +Barra de São Miguel + Praia do Gunga. Passeio bate-volta realizado por agência. Valor: R$25,00. Passeio de quadriciclo até as falésias e lagoa. Valor: R$50,00. Total: R$75,00. 3º dia – Maragogi e piscinas naturais do centro de Maragogi. Passeio bate e volta realizado por agência. Valor: R$40,00 transporte + R$80,00 catamarã para as piscinas naturais + R$120,00 mergulho com cilindro e fotos subaquáticas. Total: R$240,00. 4º dia – São Miguel dos Milagres + Praia do Patacho + Praia de Lajes. Passeio bate-volta realizado por agência. Valor: R$45,00. Passeio de buggy para conhecer a Praia do Patacho, Praia de Lajes e Mirante. Valor: R$50,00. Total: R$95,00. 5º dia – Praia do Francês. Fui para o Centro de Uber (R$7,00 reais da Praia de Ponta Verde), conheci o centro de Maceió, fui até a praça da faculdade e peguei uma van no valor de R$4,75 para Praia do Francês. Total: R$11,75. 6º dia – Praia de Ponta Verde e Praia de Pajuçara. *Como fui no Verão acredito que os valores estavam bem mais salgados. Em baixa temporada deve ser mais em conta.Quando foi realizada: Janeiro de 2018Quantidade de pessoas: 1 pessoaDuração: 6 DiasGastos total com Transporte: R$ 451,75 (passagem avião ida e volta de Belo Horizonte-Maceió + uber + ônibus)Gastos com Comidas: +/- R$ 300,00Gastos com Hospedagens: R$ 360,00Custo total: +/- R$ 1.111,75 Gastronomia: Chiclete de Camarão em Maceió é perfeito, num restaurante chamado Parmegiano! Sensacional. Hospedagem: R$60,00 a diária com café da manhã. Porém não indico o Hostel que fiquei e não conheço nenhum outro bom para indicar. Maceió é bem fraco de Hostel, mas nada que estrague a viagem. *Quanto a Maragogi, um amigo que conheci na viagem ficou em um Hostel chamado PRAIAS e disse que é excelente. Compartilho este roteiro pois tive muita dificuldade de encontrar roteiros e valores para Maceió. Espero ajudar. Qualquer dúvida é só chamar aqui ou no Instagram: @tatidosantos
  20. 1 ponto
    Acho válido viajar no modo very economy para poder aproveitar tudo q a viagem pode oferecer, porem nao ter grana pra fazer nada é meio sem sentido, chegar no lugar só pra passar vontade? kkk Nao foi uma crítica, apenas uma observação/opinião! Boa sorte!
  21. 1 ponto
    Cara, venho pesquisando sobre as Terres para incluir no meu próximo roteiro... não precisa se hospedar lá. Você pode ficar em La Spezia, ou mesmo ficar em Gênova e acordar cedo partindo para La Spezia. Uma vez lá você tem a opção de comprar um ticket especial de barco* ou de trem que irá passar por todas as cidade e conhecer tudo em um dia só. *O Barco não passa apenas por uma das cidades: Corniglia. http://www.navigazionegolfodeipoeti.it/en/ http://www.cinqueterre.eu.com/en/cinque-terre-card
  22. 1 ponto
    pois é kelly, essa data não dá para mim! na verdade acho q irei a partir do dia 10 de janeiro só, e não mais na primeira semana como estava pensando.
  23. 1 ponto
    Ei Amanda, compartilho do mesmo problema que você. Amo viajar porém minhas amigas não se aventuram comigo. Algum destino em mente? Beijos
  24. 1 ponto
    Não deixe de fazer a Laguna Humantay em Cusco =) Agradeço se puder me contar se em Yungay tem alguma opção de hospedagem. Obrigada!
  25. 1 ponto
    Período: 24 a 28/02/2013 Cidades: Maragogi, Japaratinga, Porto de Pedras Maragogi é um importante pólo turístico de Alagoas, onde destacam-se as Piscinas Naturais de Maragogi ou Galés de Maragogi. Confira abaixo as dicas e informações gerais sobre a cidade. Obs.: Além da seção "Dicas" antes do relato, há outras dicas específicas espalhadas pela página. "Outras opções" referem-se às indicações que não foram testadas. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. A cidade Maragogi está localizada no litoral norte alagoano com localização estratégica entre Maceió e Recife. Faz limite com as cidades de Japaratinga, Porto Calvo, Jacuípe, Barreiros (PE) e São José da Coroa Grande (PE). Possui área de 334 km² e população de 28.749 habitantes (dados IBGE 2010). Tem clima tropical chuvoso, de monção com verão seco e temperatura mínima de 18 e máxima de 36°C.
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