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  1. 7 pontos
    O clássico Chile-Bolívia-Peru, ou melhor, a Tríade Atacama-Salar-Cusco sempre esteve na minha lista de desejos. Dentre esses países, eu sempre tive uma vontade maior de conhecer a Bolívia. Como uma boa bióloga, eu sou apaixonada por parques nacionais e a Bolívia tem uns maravilhosos. Além disso, eu gosto muito de trekking em montanhas e estou planejando fazer em breve algumas montanhas bem altas, acima de 5.000 m, na África e na Ásia. Desde 2016 eu desenvolvi uma rara doença auditiva chamada Síndrome de Menière, que basicamente é pressão alta na cóclea. A doença é terrível, mas felizmente a medicação no meu caso ajuda a controlar bastante os sintomas da síndrome, exceto o zumbido e umas tonturas eventuais. O máximo de altura que eu já tinha ido até então foi 2.800 m no Monte Roraima em 2015 (que senti enjoo, mas darei mais detalhes depois). Porém como meu problema auditivo começou depois disso, eu queria saber como meus ouvidos iriam se comportar em altitudes maiores do que 2.800 m, antes de encarar por dias as montanhas que eu desejo na África e na Ásia. Daí juntou a fome com a vontade de comer. A Bolívia, que eu já queria muito conhecer, era um local ideal para ir, pois além de altitudes acima dos 4.000 m, é um país bem barato para se viajar. Então na Black Friday de 2018 eu consegui comprar minhas passagens pela Submarino Viagens por R$1641,00 chegando por Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) dia 16/09/19 e voltando por Cusco (Peru) dia 15/10/19 (mesmo pagando uma taxa para a empresa, ainda assim saiu mais barato do que comprar diretamente pelas cia aéreas. Tiveram dois problemas: o primeiro foi os horários loucos com mil pontes áreas e o segundo foi que eles trocaram os horários dos meus voos sem minha solicitação. Me mandaram só um e-mail pedindo a minha confirmação. Se eu não aceitasse eles iriam devolver o dinheiro, exceto o valor do serviço prestado pela Submarino). 16/09 (segunda): Depois de uma longa jornada de aeroportos (BH-Guarulhos-Santiago-Santa Cruz de la Sierra) que começou às 4:50h, cheguei no meu destino por volta das 20h. Passei pelo saguão do aeroporto pra trocar um pouco de dinheiro, mas as casas de câmbio estavam fechadas. Fui até o centro de informação ao turista e perguntei quanto dava um táxi em dólares até a Catedral, pois meu hostel ficava em frente (10 dólares). Peguei um táxi regular (branco com uma faixa azul. Eles ficam parados em frente ao desembarque). Por causa do trânsito, o trajeto demorou cerca de meia hora. O que não faltam nas cidades da Bolívia são táxis clandestinos. Em geral, todos os carros caem aos pedaços, literalmente. Sobretudo os taxistas clandestinos. Nenhum táxi, regular ou clandestino, tem taxímetro. Então sempre pergunte o preço da corrida antes de entrar. O trânsito na Bolívia é muito confuso e caótico (no Peru também, mas talvez um pouco menos do que na Bolívia. É uma loucura!). Não há placas de Pare. Os motoristas simplesmente embicam o carro na tora para passar nos cruzamentos. Eles não respeitam as faixas de pedestres, mesmo que o semáforo esteja aberto para os pedestres. Quase nunca dão seta, metem a mão na buzina a cada respiração, fazem fila dupla ou simplesmente param em qualquer lugar. A vida do pedestre é complicada. Para você atravessar a rua, vai ter que se enfiar na frente dos carros. Sinto de segurança é algo que praticamente não existe, inclusive nos ônibus que fazem as viagens intermunicipais. Ao chegar no hostel, deixei minhas coisas e fui dar uma volta de 10 minutos na praça da Catedral. Ela já é muito bonita, mas a iluminação a noite dá um toque especial. 17/08/19 (terça): fiquei no Nomad Hostel, que fica literalmente em frente à Catedral em uma rua lateral. O hostel é muito bom, mas não pode cozinhar. O que foi um problema pra mim. Fiquei duas noites lá e para a primeira noite tinha comprado vários legumes para fazer. Acabei conversando com o dono alegando que não fui informada sobre isso durante o meu check-in e que pelo aplicativo do Booking, por onde reservei, não havia essa observação lá. Acabou que ele permitiu que eu cozinhasse macarrão, pois era rápido e não faria sujeira. Fora isso, a estadia foi muito boa. A maioria dos comércios abriam a partir de 8:30h da manhã, fechando de 12 às 14h (isso serviu para toda a Bolívia, não apenas para Santa Cruz). Então não adianta sair mais cedo do que isso. Depois que tomei café da manhã no hostel, saí para trocar dinheiro. O câmbio para dólar estava 6,94 bs e reais estava 1,69 bs. Depois comecei a procurar agências de turismo para cotar passeios para o Parque Amboró. Para a minha infelicidade, praticamente não achei agências. E das raras agências que faziam o Parque, elas estavam querendo me cobrar entre 450 ou 550 DÓLARES (!!!) para me levar, uma vez que eu estava sozinha e era baixa temporada. Dá pra ir para o Parque de ônibus (mas você tem que dormir na cidade de Samaipata), mas exatamente por ser baixa temporada, achei que a probabilidade de conseguir guias lá seria menor porque Samaipata parece que não tem muita infraestrutura. Então não quis arriscar. Acabei ficando super frustrada pois queria demais ir ao parque fazer a trilha dos Helechos Gigantes. Enfim, me conformei. E acabei ficando um dia a toa em Santa Cruz, que tirando a Catedral, não tem nada de interessante. A cidade é bem grande e não achei ela muito segura, embora não tenha visto ou acontecido nada comigo. Mas em pleno centro durante o dia havia umas ruas vazias com aquele ar de suspeito em que seu sexto sentido diz: "não vai por aí". Curiosamente, depois me falaram que as cidades mais violentas aos turistas eram Santa Cruz e La Paz, que são as duas maiores cidades da Bolívia. Fui até a rodoviária para comprar passagens para Sucre. A rodoviária é uma zona. Tem gente gritando para tudo que é lado e você é abordado o tempo inteiro por pessoas querendo te vender passagens. Irritante. E a julgar pela aparência dos guichês das empresas, você acha que todos os ônibus serão uns cacarecos. Havia lido aqui no fórum as melhores empresas e mais confiáveis. Dentre elas, fui diretamente ao guichê da Transcopabana, que apesar de na sua faixada estar escrito que eles faziam o trajeto para Sucre, na prática eles não faziam. Fiquei então totalmente sem referência de qual empresa confiar e ir, pois até então tinha lido só coisa ruim sobre o transporte rodoviário, especialmente para o trajeto Santa Cruz-Sucre. Por sugestão de uma outra empresa que não fazia esse trajeto, acabei indo parar em uma empresa super escondida chamada Sin Fronteras. Lá eles me ofereceram um ônibus semi leito, de dois andares, sendo que no andar de cima havia 3 fileiras de poltronas (2 juntas e uma separada), com banheiro (coisa rara) e ar condicionado. De fato o ônibus tinha tudo o que oferecia, exceto Wi-Fi, mas tinha entrada Usb para carregar o celular. 18/09/19 (quarta): Basicamente enrolei o dia inteiro para pegar o ônibus para Sucre a noite. O ônibus não era novinho em folha, mas também não era ruim. Fui na fileira sozinha e a poltrona foi bem confortável para a viagem, que durou cerca de 12 h (saiu às 19h) e custou 100 bs. Antes de embarcar no ônibus a noite, eu estava bastante apreensiva por causa da qualidade do ônibus e por causa do trajeto em si. Havia lido que a estrada era péssima, extremamente perigosa por causa dos penhascos e que a maioria dos motoristas dirigem bêbados. Eu fiquei mais tranquila só depois que conversei com um outro passageiro que morava em Santa Cruz, mas estava indo fazer um trabalho em Sucre. Segundo ele, a estrada era nova e com guardrail, e que a empresa do ônibus era confiável. Para o nosso trajeto, ele também recomendou a empresa El Emperador, mas as passagens já haviam esgotado quando ele foi comprar e por isso acabou comprando da empresa Sin Fronteras. Antes de embarcar você deve pagar uma taxa de uso da rodoviária (não lembro se foi 2.50 ou 3.50 bs). O desconforto da viagem para mim foi que o trajeto tem muitas, mas muitas curvas fechadas. E pelo fato de estar no segundo andar do ônibus, a cada curva eu achava que o ônibus ia capotar. Então custei a relaxar. Se o ônibus que você pegar tiver banheiro, recomendo ir na parte de cima, pois o mal cheiro no primeiro andar é bem forte ao final da viagem. Recomendo também levar tampões de ouvido caso tenha dificuldade para dormir com barulho, como eu. Os bolivianos não usam fones de ouvido (uma senhorinha atrás de mim começou a tocar músicas às 5:30h da manhã. E quanto mais ela gostasse da música, maior era o volume. Eu queria matar a véia!). Leve também roupas de frio, pois de madrugada esfria bastante. Embora o ônibus que eu peguei tivesse banheiro, recomendo que não beba muita coisa antes de viajar. Um amigo meu viajou em um ônibus sem banheiro e o motorista não parou nenhum minuto. Segundo o relato dele, ele e os amigos tiveram que mijar da janela do ônibus em movimento. Imagina a cena! Também vi relatos de algumas meninas que também pegaram ônibus sem banheiro e tiveram que fazer xixi na estrada atrás do ônibus, depois de obrigar o motorista a parar ameaçando que iriam urinar dentro do ônibus. Fique esperto com as poucas paradas que o ônibus fizer na estrada. Tem alguns relatos contando situações inusitadas. No meu caso, depois de uns 10 minutos de ônibus parado em algum lugar, o motorista não conferiu os passageiros. Apenas gritou: "tá todo mundo aí?". Algumas pessoas responderam que sim e ele foi embora. 19/09/19 (quinta): Cheguei em Sucre por volta das 07:30h e todas as empresas na rodoviária estavam fechadas. Fui caminhando até o Condor hostel (subindo e descendo as inúmeras ladeiras da cidade) (40 minutos de caminhada lenta). Deixei minhas coisas no hostel e fui para a Praça 25 de Maio para pegar o ônibus (também chamado de Dinobus) para o Parque Cretáceo (15 bs ida e volta. De táxi dava cerca de 30 bs cada trajeto). O ônibus é vermelho e tem dois andares, escrito "Parque Cretáceo" na frente dele. Não tem como não ver. Ele para em frente a Catedral na praça 25 de Maio e passa às 09:30h, 11h, 12h, 14h e 15h. Eu peguei ele às 9:40h. Não achei casas de câmbio pelas ruas que andei em Sucre (certamente tem, eu que não vi). Os únicos lugares que eu vi que trocavam dinheiro foi em uma tenda logo na saída da rodoviária (dólar 6,92 bs, reais não aceitavam) ou uma farmácia 24 horas em uma esquina da praça 25 de Maio (dólar 6,84 bs). Eu achei Sucre bem bonitinha, principalmente o Centro. As praças são bem conservadas, os jardins bem cuidados. Na praça 25 de Maio tem Wi-Fi público, que não funciona muito bem, mas quebra um galho em emergências. O trânsito também era caótico, mas tive a impressão que era menos caótico do que em Santa Cruz. O Parque Cretáceo, embora pequeno, é sensacional! Lá pertence a uma fábrica de cimentos, que durante suas perfurações para extrair matéria prima descobriram pegadas de 4 grupos diferentes de dinossauros. São mais de 12 mil pegadas em um paredão (a maior coleção de pegadas do mundo) e por conta disso essa área foi tombada e é conservada como patrimônio (não tão bem conservada assim considerando que passam caminhões da fábrica na área o tempo todo, além das outras atividades). Então a fábrica de cimentos fez um parque dos dinossauros e possui várias réplicas em tamanho real (e muito bem produzidas), além de fóssils. O Parque funciona de terça a domingo, de 9 às 17h. Porém, para ir ao paredão ver as pegadas originais, os únicos horários são 12 e 13h. A entrada no parque custa 30 bs para estrangeiros e se você quiser tirar fotos, tem que pagar mais 5 bs, totalizando 35 bs (a visita ao paredão já está inclusa no ingresso). O clima em Sucre estava muito seco, mas no Parque Cretáceo estava pior ainda por causa do excesso de poeira. Se for visitar o paredão das pegadas originais, sugiro levar um lenço ou uma bataclava para proteger o nariz. Para ir ao paredão só pode entrar de sapato fechado. Saindo do Parque Cretáceo peguei novamente o Dinobus e pedi para descer na rodoviária para ver os horários de passagens para Potosí e Uyuni. Me indicaram a empresa Emperador (não é a El Emperador, que me indicaram como uma empresa confiável em Santa Cruz). Não tinha ninguém no guichê, mas na parede da empresa estava escrito os horários de saída para as duas cidades. Fui caminhando novamente até o centro e visitei a maioria dos museus. De longe o que eu mais gostei foi o Museu San Felipe de Neri (entrada 15 bs). Lá vc pode subir até o terraço e ver boa parte do centro. É bem bonito e rende fotos lindas da construção em si. A Catedral estava fechada para reformas. Depois de caminhar muito pelo centro, fui para o hostel descansar por volta das 17h. Comecei a sentir uma leve dor de cabeça, que atribui ao excesso de caminhada em um sol escaldante, à pouca ingestão de água e à noite mal dormida no ônibus de Santa Cruz. Porém a dor de cabeça começou a aumentar muito e comecei a ficar muito enjoada. Daí pensei que era algo que eu tinha comido (intoxicações alimentares na Bolívia são muito comuns. Cuidado com o que você come). Mas lá pelas 20h eu tava muito, mas muito mal. A dor de cabeça estava insuportavelmente forte, estava muito, mas muito enjoada, a ponto de vomitar toda a minha janta. 🤢 Já estava desconfiada de Soroche (que é o mal da altitude), mas não queria acreditar, pois não estava com dificuldade para respirar ou cansaço anormal. Comecei então a ler mais sobre o Soroche e uma informação crucial foi importante para que minha ficha caísse: você não começa a passar mal necessariamente assim que chega em uma determinada altitude (geralmente a partir de 2.400 metros algumas pessoas já passam mal). Algumas pessoas podem começar a se sentir mal com 20 minutos, mas outras pessoas podem levar até 10 horas para passar mal. Além disso, ao deitar, a frequência respiratória diminui, o que piora muitos os sintomas. E foi exatamente isso que aconteceu comigo. Comecei a me sentir mal cerca de 10h depois que eu cheguei em Sucre (que está a 2.800 m de altitude) e quando eu deitei para descansar. Quando eu levantava e começava a andar, o enjoo melhorava pois aumentava a circulação sanguínea no cérebro. E foi aí que minha ficha também caiu que eu tinha passado mal no Monte Roraima em 2015 por causa do Soroche, que na época atribuí a outros fatores. Mas a sintomatologia foi praticamente a mesma. Fui então até uma farmácia comprar Soroche Pills, que é um medicamento a base de ácido acetilsalicílico, e a vendedora disse para tomar a cada 8 horas por 3 dias, que é o período que geralmente as pessoas necessitam para aclimatar ( eu precisei tomar por 4 dias e no final da viagem tive que tomar de novo por mais 2 dias) . Cerca de 1 hora depois que eu tomei o remédio, comecei a sentir melhoras e consegui dormir. Cada pílula custou 5 bs. Importante destacar que não tem como você prever se sofrerá ou não com o Soroche. Os efeitos da altitude independem de sexo, idade, força ou resistência aeróbica. Só estando em altas altitudes para saber como seu corpo reagirá. O meu, mesmo depois de aclimatada, ainda assim não ficou 100%. 20/09/19 (sexta): acordei por volta das 7h da manhã com a minha cabeça começando a doer de novo e logo tomei outra Soroche pills. Tomei um café, peguei um táxi caindo aos pedaços até a rodoviária (5 bs) para pegar o ônibus para Uyuni às 12:30h, conforme eu tinha visto na parede da Empresa Emperador no dia anterior. Para a minha surpresa, a empresa não fazia o trajeto direto! Assim, tive que ir até Potosí (30 bs), desembarcar no cemitério (que é como eles chamam um terminal de ônibus antigo), pegar um táxi até um outro terminal para pegar outro ônibus da empresa até Uyuni. Isto é: nunca confie em nada que está escrito nas paredes. Sempre converse com o vendedor. Haviam outras poucas empresas que faziam o trajeto também, mas os ônibus saiam no final da tarde, chegando a Uyuni de madrugada (que segundo relatos de pessoas que conheci que fizeram essa viagem, não foi uma boa porque não tem nada aberto e você fica ao léu em um super frio - não tem nem uma rodoviária pra te proteger. Os ônibus param em uma rua no centro). Então preferi ir durante o dia, pois já não havia mais nada que eu quisesse fazer em Sucre. O ônibus era um ônibus convencional (1 andar com duas filas de cada lado). Não tinha ar, banheiro ou USB para carregar o celular. Ninguém conferiu a minha passagem. A taxa de uso do terminal foi de 2.50 bs. Foi muito bom ter pegado o ônibus durante o dia, pois pude apreciar a paisagem, que é deslumbrante. No início, a paisagem era mais bonita do lado esquerdo, mas a partir da metade da viagem o visual foi mais bonito do lado direito (que pega muito sol). O revelo dos Andes é muito maravilhoso. Geólogos ou entusiastas de geologia devem ficar doidos com a diversidade de rochas e paisagens. Você vê diversas formações, em diferentes ângulos e enxerga perfeitamente a influência da tectônica de placas e dos esculpimentos provocados pela água (nos passeios de Uyuni e Atacama são perfeitos para isso!). O clima é bem seco e o ar geladinho, mas nada que justifique as blusas de frio que os bolivianos usavam durante o dia pois o sol estava escaldante (e eu sou a pessoa mais friorenta do planeta!). Não sei se eles usam porque realmente sentem frio ou se é para proteger do sol. Embora eu acho que seja por causa do frio, pois quando mencionava em Santa Cruz ou Sucre que iria para Potosí, todos os bolivianos que conversei falaram: "Uh! Hace mucho frío!". Mas a medida que o sol foi se pondo, de fato começou a fazer frio. A estrada para Potosí é boa, mas realmente se der algum acidente e o ônibus sair da pista, já era. Os penhascos são gigantes. Fiquei um pouco apreensiva, mas não por causa dos penhascos em si, mas por causa da direção do motorista. Diversas vezes ele fez ultrapassagens em curvas que não se tinha boa visibilidade. Além disso, frequentemente o motorista metia a mão na buzina para outros automóveis na sua frente ou animais na pista, o que assustava bastante e me deixava as vezes apreensiva. Entre Sucre e Potosí passamos por apenas um pedágio, mas não consegui ver os preços. Na primeira metade da viagem há muitas curvas a maior parte do caminho é uma subida leve. Quando se atinge uma altura mais elevada, boa parte do caminho é plano e há mais retas. É interessante observar a vida de comunidades mais isoladas nos altiplanos. Há menos árvores e mais plantações (que não consegui identificar nenhuma). Chegamos em Potosí às 16h, porém o ônibus parou em um terminal novo, que não fazia viagens para Uyuni. Assim, tive que pegar um táxi (7 bs) até o terminal antigo (chamado por eles de Ex-terminal) e consegui um ônibus para Uyuni às 16:30h pela empresa Expresso 11 de Julho. O ônibus era ainda mais simples do que o ônibus Emperador que peguei em Sucre (que custava 40 bs). A taxa de uso do terminal foi de 1 bs. Foi impressionante como a questão da altitude é algo que realmente influencia o corpo. Assim que desci do ônibus em Potosí e andei uns 100 metros planos até a rua para pegar o táxi senti bastante cansaço. Parecia que tava correndo. Ao chegar ao antigo terminal fui ao banheiro, que fica no segundo andar. Como o ônibus para Uyuni já estava quase saindo, andei rápido e subi uns 40 degraus no máximo de escada. Parecia que eu tinha asma. Meu coração estava tão acelerado que eu tava tremendo e por mais que eu respirasse fundo, ainda era pouco. Antes de entrar no ônibus eu comprei um saquinho cheio de folha de coca no terminal (5 bs). E logo comecei a mascar e em pouco tempo senti diferença (que também foi influenciada por sentar no ônibus e ficar quieta. Nos dias seguintes depois que eu já tinha aclimatado, não senti diferença na respiração ao mascar folhas de coca. Só acelerava meus batimentos e me deixava um pouco enjoada. No Chile me indicaram a tomar chá de Chachacoma, que seria mais efetivo, mas não experimentei). Logo após sair de Potosí em direção a Uyuni paramos em uma provável barreira de pedágios, seguida logo após por uma barreira policial. Não sei se realmente era um pedágio, pois não vi placas com preços. E tanto no suposto pedágio, quanto na polícia, vi o motorista entregando um documento grande. A estrada para Uyuni também foi tranquila, em sua maior parte plana e mais reta. Em alguns pontos haviam Vicuñas cruzando a estrada (que é um animal que se parece com uma alpaca, mas menor e com menos pelos). Então tome cuidado a noite se for dirigir. Quando já estávamos quase entrando em Uyuni passamos por uma outra barreira de pedágio. Em Uyuni os táxis são melhorzinhos, mas a cidade é bem pequena e dependendo da localização da sua hospedagem, é melhor ir a pé. Depois de um longo dia de estrada, cheguei em Uyuni por volta das 21h e estava fazendo 5 graus (frio demais!!) Fui direto para o hotel (Le Ciel d'Uyuni) e tentei dormir (um dos sintomas que a altitude provoca é a insônia). De madrugada acordei com um pouco de dificuldade para respirar e com as narinas doendo bastante por causa do tempo seco (todas as cidades que tinha passado então eram muito secas, mas Uyuni e San Pedro de Atacama foram as piores). Só consegui dormir de novo depois de molhar um pedaço da toalha e deixar bem próximo ao nariz para ajudar a umedecer as vias aéreas. No dia seguinte meu nariz estava todo ferido por dentro e minhas melecas cheias de sangue (hemorragia nasal pode ser outro sintoma da altitude). 21/09/19 (sábado): Acordei cedo, tomei café da manhã no hotel (muito bom por sinal!) e comecei a procurar agências para o Salar. A maioria das agências ficam na Av. Ferroviária e o preço variou de 730 a 900 bs para um passeio de 3 dias (e duas noites com refeições inclusas) com destino final a San Pedro de Atacama, no Chile. Após pesquisar algumas agências acabei fechando com a Cordillera, que frequentemente é indicada aqui no fórum (embora também tenha várias não recomendações). Inicialmente a atendente me cobrou 900 bs, mas quando ela viu que eu não iria fechar, ela abaixou para 800 bs, aceitando o pagamento em dólares (116 dólares) (câmbio 6,90 bs) e ainda chorei um saco de dormir (que geralmente é alugado entre 40 ou 50 bs - e vi várias recomendações aqui no fórum para levar, principalmente para a segunda noite, onde o alojamento é no deserto a mais de 4 mil metros de altitude). Esse preço não inclui os valores que devem ser pagos no parque e na fronteira, que em geral somam cerca de 250 bs (somente bolivianos são aceitos). Todas as agências oferecem os mesmos passeios. O que parece que muda são os refúgios. Algumas agências também, principalmente as menores, terceirizam os passeios, encaixando-o em grupos de outras agências (isso aconteceu em praticamente em todos os meus passeios na Bolívia, no Peru e em San Pedro de Atacama no Chile. Isso é, você nuca sabe com qual agência de fato você estará indo e no final das contas o que muda é o preço). Os passeios das agências geralmente saem às 10:30h. Meu jipe saiu às 11:15h. Os carros levam até 8 pessoas, mas o mais comum é 7. No meu grupo tinha 6 pessoas (o motorista, mais 5 turistas - eu do Brasil, um casal da Alemanha, uma russa e uma húngara). Boa parte dos guias são bilíngues - inglês e espanhol. Inicialmente fomos ao cemitério de trens, que fica a 10 minutos da cidade. A estrada é de terra batida e é super tranquilo para um carro comum, mas vai trepidar bastante. Depois do cemitério, pegamos uma estrada asfaltada por uns 15 minutos e passamos por uma barreira de pedágios, que se eu não me engano é a mesma que relatei quando o ônibus estava chegando em Uyuni. Custou 5 bs, mas segundo o guia, você tem que pagar de acordo com a distância que irá. Não entendi muito bem como isso funciona, se é que eu entendi certo, pois ele explicou em um inglês que não tava entendendo quase nada por causa do sotaque dele. Saímos da estrada asfaltada e começou o chão de sal. Chegamos a uma fábrica de sal (entrada 10 bs) onde o processo é bem artesanal. Depois disso almoçamos (a comida estava muito boa e no local há banheiro por 2 bs) e fomos até o símbolo da Dakar, que também é onde tem as bandeiras dos países. De lá, entramos mais ainda para o deserto do salar e paramos para tirar as fotos em perspectiva. Sugiro levar uns brinquedos/bonecos pra brincadeira ficar mais legal e você ter umas fotos diferentes além das óbvias que todo mundo bate. A roupa suja bastante de branco ao sentar ou deitar no sal. Quando estávamos no caminho para a ilha dos cactos gigantes nosso jipe simplesmente parou. Teve algum problema elétrico e ficamos parados por quase uma hora, enquanto o guia e o alemão do meu grupo tentavam resolver. Sem solução, o nosso guia parou outros carros e nos colocou dentro de um para nos levar até a ilha enquanto eles rebocavam o carro até a ilha, pois teria outros jipeiros para ajudar a resolver o problema. A entrada na ilha dos cactos custou 30 bs e no local há banheiro (o uso já está incluído no preço do ingresso). O problema do nosso jipe foi solucionado e seguimos para o refúgio. Até um pouco antes de chegar ao refúgio o chão era de sal compactado, o que dá pra ir de carro normal sem problema. Porém perto dos refúgios o sal parece que estava molhado e somente carro 4x4 passava. Se alguém for tentar ir de carro próprio, sugiro que pesquise muito bem os mapas e tenha um GPS bom, pois o salar (e o deserto nos Andes nos dias seguintes) é tão grande que você fica totalmente sem referência pra que direção ir. O refúgio é bem legal. A construção é toda de sal, assim como o chão. A cama foi bem confortável, mas a noite foi bem fria. Além de todas as cobertas, tive que usar bastante roupa de frio. Os chuveiros tem água quente e o banho já estava incluso. Havia energia elétrica e tomadas nos quartos para carregar os equipamentos eletrônicos. Por volta das 19h eles serviram o jantar (e experimentei carne de Lhama, que é muito saborosa. Não é o meu caso, mas para vegetarianos a empresa prepara todas as refeições adaptadas). Uma dica de espanhol. Eu tinha esquecido o nome do guia e o chamei de "chico". O cara ficou extremamente emputecido. Pedi desculpa e falei que não sabia que era uma expressão ofensiva para ele (O que de fato não é! Inclusive o próprio guia nos chamava de chicos e chicas). Independentemente disso eu não curti nem um pouco nosso guia. Comparado com outros que eu vi, ele dava poucas explicações. Além disso, quando deixava a gente em algum lugar, de vez enquanto ele sumia. Quando perguntava alguma coisa pra ele, muitas vezes ele dava uma resposta bem seca e com bastante má vontade. 22/09/19 (domingo): o café da manhã foi servido às 7h e a programação era sair às 7:30h, mas saímos só às 7:50h. Andamos pelo chão de sal que necessita de 4x4 por uns 10 minutos e depois pegamos uma estrada de terra batida, que tem um pedágio e custa 10 bs. Andamos por mais ou menos uma hora e chegamos em um povoado chamado San Juan, onde tem uma casa cultural da quinoa, que mostra o trabalho artesanal da produção de diferentes tipos de quinoa. Eu achei bem sem graça pra falar a verdade. Na rota 701 paramos para observar alguns vulcões (em quase todo o caminho há vulcões a alguns deles saem fumaça). Nesse momento estávamos a mais de 4 mil metros, mas apesar disso não estava tão frio. O vento estava geladinho, mas o sol muito quente (deu até pra ficar de camiseta). Entramos no parque nacional (150 bs, e é válido por 4 dias. Guarde esse ingresso pois precisa dele para sair do parque). Fomos em duas lagoas com flamingos. A primeira era menor e tinha uma concentração maior de sal. A segunda, que é maior e bem mais bonita, tem um tom esverdeado e mais animais. Paramos para almoçar nessa segunda lagoa onde tem um restaurante e banheiro por 5 bs. Depois do almoço, indo em direção a árvore de pedra, passamos por uns rochedos cheios de vizcachas (que é tipo umas chinchilas). A última visita do dia antes de ir para o refúgio foi a laguna colorada, outro lugar maravilhoso. Chegamos no refúgio às 18h, que não era bom. Ele era muito, mas muito gelado e tinha energia elétrica só entre 19 às 22h. Dormi com 4 blusas de frio, touca, luvas, 3 calças, saco de dormir, mais as cobertas que eles forneceram. Não dava nem pra mexer e ainda assim senti um pouco de frio. De fato, se eu não tivesse o saco de dormir, talvez eu passasse aperto. 23/09/19 (segunda): Acordamos às 4:30h, com previsão de sair às 5h, mas saímos às 5:40h. Estava muito, mas muito frio (imagino que devia tá próximo a zero). Fomos para os gêiseires (muito doido! Ponto alto da viagem no deserto para mim. E também foi o ponto mais alto da viagem, literalmente, a mais de 5 mil metros de altitude). Depois fomos para as piscinas termais (6 bs para nadar), paramos para tirar umas fotos no deserto de Dalí e depois fomos para a laguna verde. Saímos do parque nacional e fomos para a fronteira Bolívia-Chile, já que eu iria para San Pedro de Atacama. Primeiro você passa pela aduana boliviana, entregando uma declaração de saída que eles fornecem na própria aduana. Depois de uns 5km, vc passa pela imigração, onde tem o carimbo de saída no passaporte e você precisa pagar 15 bs (em nenhuma outra aduana que passei no resto da viagem tive que pagar nada. Eu desconfio que esses 15 bs é uma espécie de propina que já está tão arraigada que é considerada como praxe). Dali, havia uma van da Cordillera nos esperando para seguir adiante. Depois de alguns quilômetros de estrada (não deu nem 5 minutos de van), chegamos ao posto de imigração e aduana do Chile. É engraçado como as instituições da Bolívia e do Chile são muito discrepantes! Os postos da Bolívia é caindo aos pedaços, poucos funcionários que não conferem nem seu nome direito no passaporte. Já no Chile eles são super sérios, tudo organizado, vários funcionários. Primeiro você passa pelo posto de imigração, onde eles batem o carimbo no seu passaporte. Duas coisas importantes: primeiro, eles te dão um papel que você deve guardar para sair do país. Segundo, você deve ter pelo menos uma hospedagem já garantida, pois você tem que fornecer os dados de onde irá se hospedar. Saindo da imigração você vai para a aduana, onde eles revistarão todas as suas malas. Não pode levar nada de origem animal ou vegetal (ele recolheram minhas batatas e ovos, mas deixaram minhas folhas de coca). Não deixe de declarar o que você está levando. Se eles pegarem, você será multado. Em nenhuma aduana ou posto de imigração tem banheiro. A van seguiu para San Pedro de Atacama e parou no terminal de ônibus. A cidade é bem pequena (pelo menos a área onde se concentram a maior parte das hospedagens, restaurantes e comércios) e simples, o que dá um clima muito legal. Fui para o hostel Mamatierra e eu recomendo demais. Hostel super limpo, confortável, café da manhã excelente, se você vai sair antes do horário do café eles separam um lanche pra você, não cobram pra lavar roupa, nem pra guardar suas malas na recepção caso faça o check-out e vá passear. Tomei um banho e saí para o Centro onde ficam as agências de câmbio e de passeios. Há diversas opções. É bom pesquisar os preços pois há uma variação, mas não é tão grande assim. Assim como em Uyuni, várias agências terceirizam os passeios e no final você geralmente acaba indo com uma empresa diferente da que você fechou (isso vale para Cusco também). Todos os passeios que eu fiz foi com a Star Travel, que me ofereceu os preços mais baratos, mas cada dia eu estava junto com uma agência diferente. Talvez a única coisa mais importante, pelo menos no meu ponto de vista, seja você buscar uma boa agência para fazer o tour astronômico. Esse sim realmente tem muita variação, mas do serviço e nem tanto do preço. Há agências que oferecem mais telescópios e/ou com potências diferentes (inclusive algumas oferecem explicações científicas e outras oferecem explicações esotéricas). A van do tour astronômico me pegou às 20:20h no hostel, pegou outros passageiros e fomos para a casa do René, nosso guia. Fomos literalmente para o quintal da casa dele. Lá ele colocou umas cadeiras com cobertas (faz um frio bom) e nos serviu vinho quente enquanto ele nos explicava e ensinava várias coisas sobre as estrelas. Foi muito legal! Ele entende bastante, é super divertido e muito didático. Depois de quase uma hora fazendo observações e explicações, ele tirou duas fotos e cada participante (éramos 5) e entramos para a casa dele, onde ele nos serviu vinho, achocolatado quente (com água!) e uns petiscos. Ele é uma pessoa muito interessante de se conhecer e nos contou sobre um serviço astronômico diferente que ele faz que chama Gastro, isto é, a junção de astronomia e gastronomia. Fiquei super curiosa! (O contato dele: [email protected]). A única coisa que eu não gostei muito é que só tinha um telescópio (e a agência me ofereceu 3), mas que foi compensada pela pouca quantidade de pessoas, o que tornou o serviço bem personalizado (há agências que oferecem mais telescópios, mas vão grupos grandes, como 16 ou 20 pessoas). Ao fim do tour, a van me deixou de novo no hostel. 24/09/19 (terça): Às 08:30h uma van de outra agência (Andes Travel) me pegou no hostel e fomos pra ir até os petróglifos e Vale do Arco-íris (até a van pegar todo mundo era umas 9h quando de fato saímos para a estrada. A entrada custou 3 mil pesos chilenos). Eu achei o vale do Arco-íris maravilhoso e achei que o tempo de passeio foi muito curto. Queria ter passado mais tempo caminhando por lá. Chegamos na cidade por volta das 13:30h. Fui para o hostel, descansei um pouco e às 16h saí para o passeio do Vale de la Luna (fui na van da empresa Iutitravel). Outro lugar espetacular e a entrada custou 3 mil pesos chilenos. Ao final da tarde fomos para um mirante (Mirador de Kari) ver o por do sol (que teria sido infinitamente vezes mais bonito se fosse no Vale de la Luna). Cheguei no hostel por volta das 20:30h. 25/09/19 (quinta): acordei super cedo para ir para os gêiseres (a van da empresa Ilari Expediciones me pegou às 5:35h no hostel). Lá nos gêiseres está há mais de 4 mil metros e por causa das montanhas que bloqueiam o sol faz muito frio (o sol custa a iluminar no lugar onde a gente anda). Na área dos gêiseres há uma piscina termal que pode nadar e já está incluso no preço do ingresso (10.000 pesos chilenos). A tarde fui para as Lagunas Escondidas (entrada 5.000 pesos chilenos). São 7 lagoas pequenas e extremamente cristalinas que ficam em uma área com muito sal. O teor de sal das lagoas é mais de 45% e você não consegue afundar. É muito legal ficar boiando na água sem fazer nenhum esforço! A água é muito gelada, mas se você ficar só boiando, dá pra ficar de boa durante um bom tempo (até porque o gelado da água é compensado pelo sol quente). Só pode nadar na primeira e na última lagoa. Recomendo primeiro ir ver as lagoas e bater fotos, deixando para entrar na primeira lagoa quando estiver voltando pois o corpo vai ser sal puro depois, o que incomoda bastante para andar. Antes de entrar na van para ir embora tem que tomar uma ducha. Então leve toalha e roupas limpas para trocar. Das lagunas fomos ver o por do sol no mirante. Bom, o que eu achei do passeio do Uyuni e do Atacama? São passeios diferentes e complementares. Se você fizer só os passeios de San Pedro de Atacama (que são bate e volta), para fazer todos você precisará de uns 7 dias cheios. No meu caso, eu já tinha visto muita coisa no passeio de Uyuni, então não fiz várias coisas no Atacama, como as Lagunas altiplânicas, vulcões e termas. Então dois dias cheios para mim foram suficientes. Se você estiver em San Pedro e quiser fazer o passeio do Uyuni não contrate o pacote em San Pedro, pois é muito mais caro (tudo no Chile é caro) e são 4 dias ao invés de 3 (sendo que o quarto dia é basicamente só a volta para San Pedro. E partindo de Uyuni você ganhará tempo, já que pode voltar para San Pedro). Se eu fosse fazer Uyuni de novo eu contrataria a Cordillera de novo? Não. Não que tenha sido ruim com a Cordillera, mas a grama dos vizinhos me pareceu mais verde. Outras agências maiores me pareceram oferecer um serviço melhor. Porém não vou saber indicar os nomes das empresas e nem os preços. Sobre os gêiseres, os do Atacama são bem diferentes dos gêiseres do passeio do Uyuni. Primeiro que tem muito mais gêiser (segundo a agência é o terceiro maior gêiser do mundo). Segundo que nos buracos há água, ao invés de lama. Terceiro que você não pode chegar tão perto das aberturas, pois há muretas e limites de segurança. Eu fui mais impactada pelo gêiseres do Uyuni. Achei disparadamente mais legal, apesar de menor. Mas isso vai de cada um. Conheci gente que fez os mesmos passeios que eu que gostaram mais dos gêiseres do Atacama. Sobre as termas, eu não fui nas termas puritamas do Atacama, mas fui na terma dos gêiseres. A água é morninha, mas não é tão quente quanto o banho termal do Uyuni (que dava até pra suar!). Em alguns momentos senti até frio. Dá para ir de carro normal? No Atacama com certeza. As estradas são na sua maioria de terra batida. O carro só vai trepidar muito. Além disso, há placas nas estradas indicando o caminho é distâncias para as atrações. Mas é bom estudar bem os mapas e ter um bom GPS também. E é interessante você ter um guia para explicações sobre a região e culturas, o que enriquece muito os passeios e você vê algumas atrações com outros olhos, como por exemplo os petróglifos. O passeio do Uyuni dá pra fazer de carro normal? Na estação seca você pode até arriscar se seu carro for mais alto, mas eu definitivamente não recomendo (e olha que eu viajo muito de carro e enfio ele sem dó em estradas que ninguém acredita). As estradas tem muita areia e pedras. A possibilidade de você atolar ou furar vários pneus é enorme. Só de manutenção remediativa com certeza você gastaria mais do que contratar o passeio. Além disso, como eu já disse, lá você fica totalmente sem referência de que direção seguir. Se você for viajar para algum desses lugares de carro não vá sozinho. Apesar de pouco tráfego, as estradas são perigosas pelas condições ambientais extremas. Lembre-se: você estará em desertos e há quilômetros de ajuda de qualquer espécie, médica, tecnológica ou mecânica. Além disso, em altas altitudes dá muito sono por causa da baixa oxigenação e é comum muitos motoristas dormirem no volante sem perceber que está com sono. Eu mesma me peguei dormindo sem perceber em vários trajetos. En San Pedro de Atacama você pode alugar bicicletas e fazer vários passeios de bike. Eu não fiz e deve ser muito cansativo pelas distâncias e pelo sol. (A partir desse momento o relato será mais superficial, pois eu parei de escrever durante a viagem). Dia 26/09/19 (quinta): Para ir para La Paz tive que ir para Uyuni de novo, para então pegar um outro ônibus para La Paz. Cheguei no hostel em La Paz por volta das 4h da manhã. Quando deu umas 8h fui para o centro para começar a olhar agências. Fechei todos os passeios com a agência Bolivia in Your Hands. Passei o dia andando por La Paz, o que foi bem cansativo, pois a cidade é gigante e a altitude não colabora. Dia 27/09/19 (sexta): Fiz o downhill de bike na estrada da morte. E foi uma experiência surreal! As paisagens são espetaculares e a adrenalina vai a mil, mas o caminho é muito, MAS MUITO PERIGOSO. Sério. Eu não sei como aquela estrada é usada até hoje. O caminho é todo de terra com pedras e é a conta de um carro de passeio normal trafegar. Se vier outro em direção contrária, fudeu. Poucos são os trechos em que é possível passar dois carros pequenos. São pelo menos 3h de descida (Eu gastei 3:30h). Os primeiros 20 km você desce na nova estrada, que é asfaltada e um caminho bem fácil de se fazer. Só tem que tomar cuidado com o tráfego de carros e ônibus. Depois chega de fato a estrada antiga, que é o caminho da morte. Essa estrada tem esse nome não é atoa. Todos os anos ocorrem acidentes com os turistas que resolvem fazer essa aventura e você está muito exposto ao risco. Se você cair na estrada (como eu caí), você irá se machucar bastante. Se você cair fora da estrada, já era. A borda da estrada não é um barranco. É um penhasco, literalmente. É uma parede reta. O chão está literalmente há mais de 2 mil km. É TENSO DEMAIS!! Embora eu goste, eu não sou uma pessoa que pratica esportes de aventura com regularidade. Para mim o caminho foi muito extenuante. Não por esforço físico de pedalar (raramente eu pedalei, afinal 99,9% do caminho é descida) e sim pelo excesso de trepidação do guidão. No final da descida eu já não tinha mais força na mão para segurar o guidão e nem apertar o freio. Meu punho estava doendo absurdamente. Teve uma mulher do meu grupo que desistiu na primeira hora da descida pelo mesmo motivo. Porém no meu grupo havia uma outra mulher que para ela foi de boa (mas ela é muito acostumada com esportes radicais e academia). Então, isso vai depender da resistência física e psicológica de cada um. Pelas preferências do trânsito, você deve descer pela esquerda, que é o lado do precipício. Eu não fazia isso, pois é muito perigoso. Sempre ia pelo meio ou pela direita e se vinha um carro, aí sim eu ia pela esquerda. E exatamente por ir pelo meio eu me safei de um acidente que poderia ter sido fatal. Eu estava descendo pela esquerda muito rápido, passei por um trecho com pedras mais salientes e comecei a perder o controle da bike por causa do excesso de trepidação. Então resolvi ir pelo meio porque comecei ver a merda que aquilo poderia dar. Justamente quando eu tava começando a jogar a bike pro meio, eu não sei exatamente o que aconteceu, mas eu fui ejetada da bike. Eu literalmente fiz um super man no ar. Como eu estava indo em direção ao meio da pista, eu fui ejetada nessa direção. Mas se eu tivesse do lado esquerdo, tinha caído penhasco abaixo. Foi tenso demais e por causa das pedras, eu machuquei muito, mesmo usando os EPIs. Por sorte não quebrei nada, mas na hora da queda eu achei que eu tinha rompido algum orgão interno, de tanta dor abdominal que eu senti. Não conseguia nem respirar. E isso é uma dica que eu dou para qualquer um. Vá no seu ritmo, procure uma agência que te permita ir no seu ritmo e vá pelo meio ou pela direta da pista. Existe uma certa pressão dos guias para que você desça muito rápido. E foi justamente por tentar acompanhar o guia que eu me fodi. Dia 28/09/19 (sábado): Fiz um bate e volta para a montanha Chacaltaya e a tarde o passeio do Valle de La Luna. Os dois são muito bonitos. Chacaltaya é surpreendente e você tem uma visão muito bonita da montanha Huayna Potosí, que é bem famosa entre os amantes do trekking, como eu. O Valle de La Luna também é bem bonito, mas não me surpreendeu tanto pois eu tinha visto paisagens bem semelhantes no Atacama. A maior dificuldade de Chacaltaya é a altitude (são 5,395 m). A van chega muito próximo ao topo e a caminhada é relativamente curta, mas muito cansativa. Na alta altitude cada passo dado é como se você tivesse subindo uma escada de 50 degraus. Você respira, respira, respira, mas o ar não é suficiente. Além disso, tava muito, muito frio. Aquele frio que a mão dói de tão gelada. Essa somatória de condições (alta altitude + frio intenso + esforço físico intenso) te deixa muito cansado. O caminho que a van percorre para chegar até o estacionamento próximo ao topo desafia as leis da física e da gravidade. Ao longo de toda a minha viagem passei por estradas que eu duvidava que o carro ia passar e que não iríamos cair penhasco abaixo. Mas mesmo já um pouco acostumada, o caminho até Chacaltaya foi o que me deu mais medo. Tinha hora que eu só fechava o olho pra não ter um ataque do coração! Dá um nervoso sem igual. Durante todo o dia eu estava sentindo um pouco a musculatura dos meus antebraços por causa do esforço muscular da bike no dia anterior. Mas bem de boa. Chegou a noite meu braço direito inteiro começou a formigar e a medida que a noite foi avançando comecei a sentir uma dor insuportável no meu antebraço direito. A dor tava tão grande que analgésico não tava segurando a onda e nem consegui dormir. Dia 29/09/19 (domingo): Assim que amanheceu, a dor tava tão grande que eu tive que desistir de um outro passeio que já tinha contratado e que exigiria um esforço físico maior do que em Chacaltaya. Acionei meu seguro de viagem e fui para a emergência de um hospital. Chegando lá fizeram alguns exames e chegaram a conclusão que eu estava com Epicondilite lateral, uma inflamação decorrente de microrrompimentos das fibras dos tendões extensores do antebraço devido ao excesso de trepidação do guidão na estrada da morte. Resultado: 5 dias de anti-inflamatório e analgésico, braço imobilizado e tive que evitar de fazer esforço físico. Voltei para o hostel e acabei ficando por lá a toa o resto do dia. Dia 30/09/19 (segunda): Por causa do braço, resolvi ficar quieta no hostel o dia todo. Dia 01/10/19 (terça): Peguei um ônibus para Copacabana, chegando lá por volta de meio dia. Deixei minhas coisas no hotel e fui fazer um bate e volta em uma ilha no lago Titicaca. O lago é sensacional e o passeio foi bom, mas não me surpreendeu tanto. Muitos relatos do fórum recomendam ficar na hospedado na ilha, mas tudo é caríssimo. Cheguei em Copacabana novamente por volta das 18h. O clima a noite em Copacabana é legalzinho e há vários restaurantes legais. As ruas ficam cheias de turistas andando a noite. Se você for comprar alguma lembrancinha de viagem recomendo comprar tudo na Bolívia, antes de atravessar para o Peru. Você encontra praticamente as mesmas lembrancinhas em ambos os países, mas no Peru é muito mais caro. Dia 02/10/19 (quarta): Peguei um ônibus cedo em direção à Puno, para então seguir viagem para Arequipa. Embora a distância seja relativamente curta, a viagem durou longas 14h. Foi muito cansativo. O caminho é muito sinuoso, boa parte é de terra, causando grande trepidação do ônibus em boa parte da viagem. Com frequência sobem vendedores ambulantes no ônibus. Um desses vendedores que entrou no meu ônibus foi um vendedor desses chás de ervas que prometem curar tudo o que você puder imaginar. O abençoado ficou 1 HORA E MEIA falando na nossa cabeça com o microfone dele. Irritante, mas engraçado também ao mesmo tempo. Cheguei em Arequipa a noite e a cidade renovou todo o meu cansaço da viagem de ônibus. A cidade é incrível! Muito bonita e com um clima muito agradável. Fiquei andando pelas ruas do centro e depois fui para o hostel. Há vários passeios ao redor de Arequipa. O mais famoso é o passeio pelo Vale do Colca, porém como eu cheguei muito tarde, não consegui reservar passeios para o dia seguinte. Dia 03/10/19 (quinta): Passei o dia caminhando pela cidade de Arequipa. A cidade é muito rica culturalmente e historicamente. Há vários museus interessantes e casarões antigos por toda a cidade. Ao mesmo tempo, a cidade também tem algumas construções mais modernas e uma melhor infraestrutura. O que foi ótimo para dar um alívio dos perrengues que se passa na Bolívia, que é muito desorganizada e sem infra. Dia 04/10/19 (sexta): Peguei um voo cedo da VivaAir para Lima (de ônibus seria mais de 30h de viagem). Essa companhia aérea é uma lowcost que faz vários voos dentro do Peru (outra cia lowcost é a SKY). No meu caso a passagem não saiu tão barata pois comprei no dia anterior e tive que comprar o despacho de bagagem. Existem duas malandragens da VivaAir para arrecadar dinheiro. Primeiro é sobre as dimensões das malas de mão: as dimensões e o peso que eles exigem eram menores do que geralmente as outras cias aéreas exigem (e no Peru eles são bem rigorosos com as medidas e medem mesmo). Se chegar no avião e sua mala estiver fora do padrão deles, você pagará uma FORTUNA (não lembro e posso estar enganada, mas era algo tipo 400 doletas). Então muita gente acaba tendo que comprar o despacho de bagagens, como eu, que tinha a minha mala de mão dentro das exigências da Latam. A segunda malandragem é sobre o check-in. Durante a compra da passagem eles oferecem um valor de 4,50 dólares para imprimir o check-in com eles. Eu não comprei porque achei um absurdo. Depois que eu fechei a compra eu fiquei com aquilo na cabeça do porquê eles iriam cobrar para emitir uma um documento que poderia ser apresentado no celular. Então fui ler os termos de condições que aceitei sem ler (como todos fazem!). E lá eles deixam muito claro que o check-in deve ser apresentado IMPRESSO. Eles NÃO ACEITAM O CHECK-IN NO CELULAR. Se você não levar o check-in impresso, eles cobram 60 DÓLARES na hora!!! Surreal. Muito gentilmente a recepcionista do meu hotel imprimiu o check-in para mim. Mas se ela não tivesse imprimido, eu tava ferrada pois só vi essa condição do termo muito tarde na noite anterior. Tirei a sexta para fazer um Networking em uma universidade que tenho o contato de alguns pesquisadores que trabalham também na minha área. Dia 05/10/19 (sábado): Encontrei com um amigo limenho que me levou nos principais pontos da cidade. Foi um dia muito legal! Lima é uma cidade gigantesca e com um trânsito caótico (mas pra falar a verdade eu achei menos pior do que o trânsito na Bolívia). Passamos o dia inteiro rodando a cidade de carro e fomos em muitos, mas muitos lugares, além de Miraflores, que é o bairro mais turístico da cidade. De todos os lugares, disparadamente, o lugar mais imperdível na minha opinião é o Parque das Águas. Chegamos lá no entardecer e ficamos até a noite. No parque há várias fontes de água dançantes, com shows de iluminação e músicas. É fantástico! Outro lugar muito interessante que fomos é nas ruínas Huaca Pucllana, que pertenceu a uma outra civilização peruana, com uma arquitetura diferente e datada de mais de 1.500 anos. Dia 06/10/19 (domingo): Meu amigo e eu saímos de novo e fomos fazer um trekking em uma montanha chamada Lomas de Lúcumo, que fica em Pachacámac (cerca de 1 hora de Lima de carro). O lugar é muito bonito pois é composto por um bioma que ocorre somente no litoral do Peru. Demoramos umas 4 horas para fazer o caminho completo e saímos de lá absolutamente sujos de lama. Não vá com tênis normal, pois você escorregará muito além do normal. Vá de bota para trekking e impermeável. Leve uma roupa extra para trocar, pois é inevitável se sujar muito de lama. Dia 07/10/19 (segunda): Meu voo para Cusco saiu a tarde e foi uma peleja para conseguir imprimir meu check-in da VivaAir. O Uber que eu peguei foi muito gentil comigo procurando um lugar para eu imprimir o documento. Ele não sabia onde poderíamos conseguir e começou a descer no comércio e perguntar por indicações. Demoramos uns 20 minutos para conseguir encontrar uma copiadora. O voo foi super rápido e tranquilo (de ônibus demoraria cerca de 24h de viagem). Cusco é sensacional! A cidade é muito bonita e eu era capaz de andar nela por horas. A altitude (3,400 m) pesa um pouco nas caminhadas. Ainda que eu estivesse aclimatada, parece que os 3 dias em Lima (que é litoral) fizeram o corpo desacostumar um pouco com a altitude. A cidade faz bastante frio, especialmente a noite. Dia 08/10/19 (terça): Passei boa parte do dia fazendo cotações de passeios. Existem várias opções de passeios. Os preços das agências não variam muito e é aquele mesmo esquema de todas as cidades por onde passei: você paga uma agência, mas no final das contas você nunca sabe com qual agência de fato irá. Dia 09/10/19 (quarta): Fiz o Vale Sagrado (Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero) + Ruínas de Moray + Salineras de Maras. A excursão durou um dia inteiro e valeu a pena demais. Muitos lugares diferentes e MUITO bonitos. É IMPERDÍVEL esse passeio! Dia 10/10/19 (quinta): Fui para Machu Picchu. E quase não fui ao mesmo tempo. Eu estava com uma mala de mão de rodinhas e por conta disso eu resolvi que não iria dormir em Águas Calientes pois não teria como transportar minha mala nas caminhadas. Resultado: mesmo sendo muito mais caro, optei por comprar minha ida e volta de trem, ao invés de fazer todo aquele esquema de ir andando pela hidrelétrica (existem dezenas de relatos aqui no fórum e no YT ensinando a ir para Machu Picchu de uma forma mais econômica). O preço do trem varia de acordo com os horários de partida e com o tempo de antecedência que você compra as passagens. O valor mais barato que eu consegui, dentre as possibilidades de horários, foi saindo de Ollantaytambo às 05:30h e voltando às 00h (total 212 dólares, incluindo o ingresso de Machu Picchu e todos os transferes). De Cusco à Ollantaytambo são cerca de 2h de van. Isto é, para pegar o trem às 05:30h, a van teria que me buscar no hostel às 3h. Acontece que a agência simplesmente NÃO ME BUSCOU! Eu fiquei extremamente brava e frustrada. O tempo inteiro tentei falar com o número de telefone da moça da agência e nada. A raiva era tanta que nem conseguir dormir depois disso eu consegui. Por volta das 6h da manhã, assim que a moça da agência acordou e viu todas as minhas mensagens e ligações, ela me ligou imediatamente, assustada, sem graça e sem saber o que aconteceu. Em menos de 15 minutos ela chegou no meu hostel com uma cara que deu até dó de tão apavorada e sem graça que ela ficou (ficou muito claro que realmente foi um erro que nunca aconteceu). Ela me prometeu que iria me encaixar em um outro trem e que me iria pessoalmente me buscar. E assim o fez. Às 8h ela me buscou para pegar a van e segui para Ollantaytambo para pegar o trem às 10h (obviamente a agência pagou toda a diferença, que foi uns 80 dólares). Chegando em Águas Calientes, uma van estava me esperando e seguimos diretamente para Machu Picchu. Em frente à entrada do Parque estava uma confusão sem igual. Há centenas e centenas de turistas esperando seus guias para entrar no Parque, filas e mais filas para pegar as vans de volta a Águas Calientes... e no meio disso tudo tive que procurar meu guia. Era impossível encontrar. Acabei conversando com uns dois guias aleatórios e eles fizeram um rádio peão entre eles e encontraram o meu guia, que foi ao meu encontro. Entramos no Parque por volta das 13h e não tive nenhum problema com relação ao horário do meu ingresso, que estava programado para as 11h. Eles nem conferiram isso. Realmente Machu Pichu é muito legal, mas é muito lotado. Ao término do passeio, retornei para Águas Calientes. A cidade é bem charmosa e o clima a noite é muito legal. Dá realmente vontade de passar uma noite por lá, mas como meu trem de retorno ia sair bem tarde, deu para conhecer relativamente bem a cidade. Eu achei as comidas e serviços oferecidos em Águas Calientes bem mais caros do que em Cusco, que já é uma cidade cara. Cheguei no hostel por volta das 2h da manhã. Foi tudo bem cansativo, mas no final acabou dando certo. Dia 11/10/19 (sexta): Para completar o estresse do dia anterior, peguei uma infecção alimentar, o que é algo considerado normal em viagens pela Bolívia e Peru. Resultado: fiquei no trono o dia todo, vomitando e com febre. No final da tarde meu amigo de Lima chegou em Cusco para curtir o fds comigo. Dia 12/10/19 (sábado): Meu amigo e eu fomos para o passeio das Montanhas Coloridas. Por causa da altitude e da inclinação na parte final da trilha, a caminhada exige muito, mas muito da respiração. Parávamos com frequência, mas chegamos lá! O lugar também é lotado e é bonito. Particularmente eu achei que me surpreenderia mais, mas ainda assim foi bem legal. Dia 13/10/19 (domingo): Meu amigo e eu iríamos para a Laguna Humantay (que é mais alta do que a montanha colorida), mas ele estava MUITO, mas muito mal devido ao Soroche. Achei que ia ter que levar ele pro hospital. E eu também ainda estava meio fraca por causa da infecção alimentar. Assim, acabamos achando melhor abrir mão do passeio e ficamos de bobeira em Cusco mesmo. Dias 14, 15 e 16/10/19 (segunda a quarta): Meu amigo foi embora na segunda bem cedo e eu fiquei o resto do dia a toa ou organizando minha bagagem para o meu voo de retorno ao Brasil na terça de manhã. A viagem de volta foi super longa (24h) e fiquei muito cansada. Cheguei na quarta de manhã em BH. Total de gastos: R$1.641,00 (passagens BH-Santa Cruz, Cusco-BH) U$ 1.400,00 (comprei o dólar a R$4,34) = R$6.076,00 Aproximadamente R$1.000,00 (passagens áreas para Lima e Cusco, Uber e comidas em aeroporto). Para quem tem Síndrome de Menière, eu não tive nenhum problema com a altitude. Muito pelo contrário, a minha frequência de tonturas até diminuiu. Não sei se por coincidência ou por algum efeito que a altitude proporcionou (apesar de não ver muita lógica nisso). Mas a questão é: já que eu não tive nenhum problema, agora o céu é o limite! hahaha! Eu sempre digo que cada mochilão me transforma de alguma maneira. Nessa viagem aprendi muito mais sobre mim, especialmente sobre aprender a respeitar os limites físicos do meu corpo. De longe a Bolívia e o Peru são os países mais culturalmente diversos que eu visitei até hoje e a minha maior recomendação é: vá sem medo. Essa viagem encheu a minha vida de novas cores, novos sabores e novos amores 🥰.
  2. 1 ponto
    MÉXICO, DE NOVO!!!! E DE NOVO SEM CANCUN!!!! Por que o México de novo? Porque dessa vez não escolhi o destino, ele me escolheu. Na verdade, foi a companhia aérea que escolheu pelo valor irrecusável da passagem. Juntar cinco cabeças, com personalidades, bolsos e objetivos de viagem distintos é um exercício para lá de desafiador! A minha cabeça sempre objetiva a viagem fotográfica e por isso me fez priorizar mais dias em Yucatan que em Quintana Roo, enquanto o pessoal foi para Cancún eu fui para Mérida, assim pude curtir mais sítios arqueológicos. Definida essa primeira parte, tentei colocar na roda os lugares que seriam um pouco menos para a “turistada". Chegamos pela Cidade do México, mas foi somente uma noite, que conseguimos usar para assistir a Lucha Libre e no dia seguinte deu para fazer as Pirâmides de Teotihuacán, que fizemos por conta própria, usando metrô e ônibus. Chegamos mais ou menos às 4 da tarde e do aeroporto pedimos um Uber até à Plaza Garibaldi, onde decidimos ficar pela proximidade da Arena Coliseo, onde aos sábados tem a Luta Livre. É uma cidade do México completamente diferente de onde fiquei quando me hospedei pela primeira vez em Juarez. Dá para identificar como, dessa vez fiquei na CDMX raíz e antes tinha ficado na CDMX Nutella. Ficamos no Hotel Plaza Garibaldi, bem no meio do fervo, pois é a praça da tradicional aresentação dos Mariachis, os músicos mexicanos das famosas serenatas. Bem... eu não pude fotografar a Luta Livre, na entrada, os caras revistam e as câmeras são proibidas (mas os celulares, não... vai entender). Tive que voltar ao hotel para deixar minha câmera (ainda bem que era perto). A apresentação é muito tosca, como o telequete da TV nos anos 70, acho que curtiríamos mais se não o cansaço do voo não tivesse batido. Rodamos pela praça, vimos uma apresentação aqui ou acolá, comemos no hotel mesmo. Na manhã seguinte, pegamos o metrô na Plaza e pela Linha 5 – Amarela para ir à Estação Autobuses del Norte, de onde no Guichê 8 saem ônibus a cada meia hora Teotihuacam. Tem que se ligar e pedir ao motorista para te deixar na entrada do sítio. Nós vacilamos e fomos parar na cidadezinha, de onde pegamos uma van de lotação. Na volta, é a mesma coisa, pegamos o ônibus no portão de entrada do sítio. Na minha primeira vez eu fui de tour, o que me deixou revoltada, porque é muito fácil ir por conta própria, dez vezes mais barato (gastamos uns 30 reais ida x volta) e muito mais legal, porque no tour se gasta um tempo danado parado em lojas macomunadas com as empresas de turismo. Da estação de ônibus, pegamos o metrô direto para o aeroporto. Tudo isso com muita facilidade, pois ao chegar, tínhamos deixado nossas malas em um locker e ficamos só com uma muda de roupa na mochila de mão. Ali nos separamos, eu peguei um voo para Mérida e os demais quatro seguiram para Cancun. Três dias depois, nos encontramos na porta de entrada de Chichen Itza. Mérida é considerada a cidade mais segura do México e, provavelmente, a mais quente. Da Cidade do México para lá, fiz em voo interno pela Interjet, uma lowcoast mexicana super boa. E me presentei nutellando na hospedagem, ficando no Gran Hotel Merida, fundado em 1901 em um tradicional prédio colonial no coração da cidade. Era um domingo à noite e a região estava fechada para o trânsito, famílias nas ruas, feirinhas de artesanato e muita música. Já havia contratado o tour pela Mayan Ecotours (http://mayanecotours.com/) para fazer os sítios de Uxmal e Kabah. E que me desculpem aqueles que acham que Chichen Itza é “O” lugar, eu achei Uxmal muito mais fantástico. Um lugar cheio de lendas que começa pelo imperador do lugar que era um anão e por isso a Grande Pirâmide tem degraus tão estreitos. Dizem que a cidade foi fundada por uma tribo chamada Los Xiues e que teve seu ápice entre os anos de 600 e 900 d.C, com uma população de 20 mil habitantes. Hoje, a cidade tem 15 edifícios em uma extensão de dois quilômetros. A primeira construção vista ao se entrar no parque é a Pirâmide do Adivinho, com quase quarenta metros de altura e laterais arredondadas e atrás dela o Quadrilátero das Freiras, subindo um pouco mais pelo terreno passamos pelo Jogo das Pelotas e em seguida o Palacio del Governador. O guia nos contou que o primeiro projeto de restauração do governo mexicano começou em 1927 e que em 1975 a rainha Isabel II esteve na festa de inauguração do espetáculo de luz e som, quando começou a tocar a oração maia ao Deus Chaac (da chuva), caiu uma chuva absurdamente forte fora da estação. Durante o percurso entre Uxmal e Kabah, perguntei ao Raul como conseguiram manter os sítios sem que os espanhóis os destruíssem e ele respondeu: “fueron las malezas” e eu na minha mente superticiosa pensei em proteção divina, até que ele me explicou que maleza é o mesmo que erva daninha, ou seja, por muitos anos os sítios ficaram escondidos no meio da mata. Kabah fica 18 Km distante de Uxmal, que quer dizer “mão forte”. A área foi habitada desde meados do século III aC. A maior parte da arquitetura agora visível foi construída entre o século VII e o século XI. A contrução mais interessassante é o Palácio Codz Poop, chamado também de Palácio das Máscaras, pois sua fachada é decorada com máscaras de pedra com o rosto de Chaac, o deus da chuva. Entre os dois sítios há um povoado chamado Santa Elena, cuja igreja se vê ao fundo e foi construída pelos espanhóis na parte mais alta da cidade com o objetivo de demonstrar que o cristianismo estava acima de tudo. O tour incluía o almoço (sem bebidas) em um restaurante típico yucateco. Estávamos em cinco: eu e mais dois casais mexicanos de Monterrey. É claro que mesmo com meu portuñol horroroso, conversamos pacas e uma delas me deu várias dicas de como não passar fome no México, já que eu não como milho. Minha vida no México mudou com a palavra “harina”, que é a farinha de trigo. Merida entrou nos meus planos por causa de uma foto que vi no instagram do Monumento a la patria (to the Fatherland). Então passei no hotel para uma ducha e uma horinha de descanso e fui e voltei à pé, batendo perna pela cidade até achar o monumento que fica no fim do Paseo de Montejo, uma avenida enorme, como uma Champs Elyses de Mérida, com casarões históricos, cafés, bares, bancos para sentar e ver a vida passar (e aproveitar o wifi free). No dia seguinte, fui na dica do recepcionista do hotel, que me ensinou a ir à Izamal de busão sem a necessidade de contratação de um tour. As ruas de Mérida são classificadas por números, subindo são ruas pares e as transversais ímpares e assim foi fácil chegar à estação de ônibus (praticamente na esquina da 50 com a 67). De Mérida a Izamal são 70 Km, percorridos em pouco mais de uma hora. Ao retornar voltei de van, quinze mil cabeças e eu a única turista no meio. Provavelmente o povo pensando: “o que essa louca está fazendo sozinha por aqui?” Izamal é uma cidade colonial chamada de “cidade amarela”, pois suas construções são praticamente todas dessa cor, a começar pelo Convento de Santo Antonio, que é o símbolo da cidade. Além da igreja, há um museu que guarda as fotos, roupas e até a cadeira usada pelo Papa João Paulo II durante sua visita à cidade para o Encontro dos Povos Indígenas em 1993. O convento foi construído sobre as ruínas de uma pirâmide. Há outras cinco na cidade, mas só subi até à Kinich Kakmó (ruínas mesmo, só se vê a base). De duas a três horas é o suficiente para rodar toda a cidadezinha a pé. Voltei cedo para Mérida porque queria ficar umas três horas no Gran Museu Maia, mas bati com a cara na porta, porque o museu não funciona às terças e eu não sei onde eu estava com a cabeça para não me programar. Se eu soubesse, poderia ter feito o museu no dia anterior ao retornar de Uxmal. À noite eu fui para a Praça do Relógio para assistir a um espetáculo (free) de Jarana, que é uma dança típica de Yucatan misturada ao sapateado. Os casais que dançam jarana fazem isso usando roupas típicas adornados com esplêndidos bordados de ponto de cruz, de cores e desenhos muito diferentes, mas principalmente de flores estilizadas, já os rapazes usam guayabera e calça branca. Foi o ápice da minha passagem por Yucatan e eu fiz muitas fotos das lindas bailarinas. Uns meses depois ao postar no Instagram, a amiga de uma das meninas a marcou na minha foto e eu tive a oportunidade de mandar todo o álbum. Olha o mundo se encontrando! E chegou então o dia do reencontro com a galera. Eles alugaram um carro em Cancun e eu peguei um ônibus às 6 da manhã para encontrar com eles em Chichen Itza. Chegamos com a abertura dos portões e conseguimos fazer o tour antes dos ônibus de turismo. Às 11 quando saímos, já estava insuportável. Fugindo das excursões, também chegamos (distante 3Km) ao cenote Ik Kil em um bom horário. Uma hora depois, já parecia o Piscinão de Ramos. Esse cenote é bem legal, ainda que o excesso de turistas tenha seu aspecto negativo. Está a 26 metros abaixo do solo e tem 60 metros de diâmetro (bem grande) com 50 metros de profundidade, o que te dá a segurança de pular sem medo. O lugar tem toda uma estrutura de vestiários, guarda volumes e até restaurantes, mas quando começou a encher nós resolvemos pular fora e seguimos para nossa próxima cidade de parada, onde ficamos duas noites: Valladolid, um dos “pueblos magicos”. Almoçamos em Valladolid no espetacular restaurante La Casona, um buffet com comida yucateca de primeira, onde o barril de Corona está liberado! É ou não um sonho? Além da comida ser ótima, destaque para a sopa de lima, o lugar é lindo e tem um altar de mosaico dedicado à Virgem de Candelária. A tadinha fomos ao Parque Francisco Canton Rosado e à Catedral de San Gervasio, construída em 1545. Na manhã seguinte, partimos para Ek Ballan, um sitio arqueológico que não entramos porque estava o dobro do preço da entrada do Chichen Itza (que já não é barato). Ficamos com a opção de alugar bicicletas e ir só para o cenote. Ficamos a manhã toda lá, afinal era um “private cenote”. Só nós cinco. Foi aí que me colocaram o apelido de Thanos, por sumir com as pessoas. Esse lugar foi bem legal!!! É cheio de uns pássaros azuis muito lindos. No caminho de volta à cidade paramos em um outro cenote, mas só lembro que traduzido era “umbigo”. Redondinho e fundo. Bem legal também, mas cheguei à conclusão que sempre vou gostar dos mais abertos. Fiz umas fotos turistonas com uns carinhas do lado de fora vestidos como maias (a cara de tristeza do cara mais alto depois que fui olhar as fotos me deixou bem chateada e até me arrependi de ter só colocado 50 pesos na caixinha). Almoçamos no Pizza Hut para relembrar os dias no Marrocos (hahahhaha). No fim da tarde fomos fazer o último cenote que fica numa Hacienda, o Oxman, é fundo, as escadarias sinistras, aí fomos nutellar na piscina e tomar uma cerveja. Finalizamos a noite andando pelas ruas da bonitinha cidade colonial, passando por toda Calçada dos Frades (de los Frailes) até o Convento de San Bernardino de La Siena. Voltamos pela mesma Calçada e paramos em um dos poucos bares abertos, bem típico de filmes mexicanos. Eu fiquei na Corona e a galera encarou os drinks a base de tequila. De Valladolid fizemos o tiro mais longo da viagem: 260Km até Bacalar, saindo de Yucatan para Quintana Roo. Antes demos uma passadinha no cenote Suytun, só para fotos (hahahhaa). Não me lembro como resolvemos colocar Bacalar no roteiro, só sei que achamos que era muito bom para gastarmos 4 horas de estrada e acho também que era o fogo no rabo de estarmos perto da fronteira com Belize e marcar mais um pin no mapa. Não sei quem decidiu, mas fomos... e foi o melhor lugar dessa viagem!!!! Afinal, é um lugar com as cores do mar do caribe, mas com água doce. Todo mundo que me conhece sabe que eu não sou muito chegada a água salgada. A lagoa tem 50 Km de extensão e 2Km de largura e ficamos hospedados em um hostel com o pé nela. Assim, a tarde foi para boiar, tomar cerveja e conversar até a língua cair. Nada de balada, a cidade não tem muito para fazer. Fomos ver o pôr do sol em Chetumal (40Km) no final da tarde e comemos por lá e ainda fomos nos aventurar na Zona Livre, entre o Mexico e Belize. Entramos em um Cassino muito tosco e ficamos lá rindo dos entranhos viciados na jogatina. Na manhã seguinte tomamos café no Madre Massa (porque no hostel não havia nada) e fizemos o passeio de barco pela lagoa, voltamos a Chetumal para ir pra Belize, mas a taxa de retorno era muito alta e não atravessamos (para não pagar a taxa, teríamos que ter 8 dias ainda no México), então fomos a Calderitas e voltamos para nossa hostel, onde a lagoa estava bem boa. Saímos à noite para comer uns tacos na cidade. Foi o máximo da nossa badalação na pacata Bacalar. Sem carro não teríamos feito nada. A locação do carro foi uma excelente opção. E assim, começamos a voltar no dia seguinte, parando para duas noites em Tulum. Tínhamos reservado um hostel na praia, um erro para quem está de carro, pois não tem estacionamento. Pagamos pela reserva e fomos parar em um outro hotel na cidade. Sem arrependimentos. Não curtimos nada de praia em Tulum, as águas estavam dominadas pelo sargaço (algas) e aquele azul lindo dos cartões postais estava avermelhado. Assim, focamos nos cenotes. Na tarde do primeiro dia, depois de conhecer o sítio arqueológico de Cobá (um tanto decepcionante), encontramos o “Car Wash”, um cenote aberto, não frequentado por turistas, super maravilhoso, com um tom de verde que nunca tinha visto antes. Foi eleito o nr 1 da viagem, sem falar que a entrada custou 50 pesos. Fomos também no Cenote Dos Ojos (350 pesos) e no Calavera (100 pesos) esse também muito maneiro, mas que merecia a visita ao meio dia com o sol incidindo diretamente no buraco (fomos cedinho, bom para curtir sem pessoas, mas não muito bom para fotos). Passamos a tarde no sítio arqueológico, o único a beira mar, o que nos faz deduzir que foi um porto maia. O sítio é muito bem preservado e vale demais a visitação. Saímos de Tulum em direção à Playa del Carmen, onde devolvemos o carro. Paramos em Puerto Morelos para dar uma olhada na praia, mas não entramos, o sargaço também tinha dominado tudo. Encontramos um cenote, aberto, grandão e ficamos por lá. Chegamos em Playa já no fim da tarde, podres de cansados. O Hostel era o exemplo de perfeição, ficava localizado na Quinta Avenida, ou seja, no fervo. Saímos para comprar o ticket para ir para Cozumel no dia seguinte e comemos fora do fervo, no restaurante indicado pela menina da agência de turismo, onde o pessoal local come. ADORAMOS tanto que voltamos lá no último dia de Playa. Só entramos na água em Cozumel, porque Playa del Carmem também estava tomada pelo sargaço. Então fomos a Cozumel sem gastar a fortuna que as pessoas normalmente pagam quando fazem um cruzeiro. Fomos de ferry boat, a partir de Playa. Ao chegar do outro lado, alugamos um carro para rodar a ilha. Dormimos lá e não havia necessidade, mas no final foi sorte, pois em Cozumel não tinha sargaço e então finalmente curtimos praias caribenhas. A questão está na privatização das praias. Assim como em Cancun, Cozumel tem 90% das praias privatizadas, logo para curtir você tem que estar hospedado em hotéis pé na areia, o que não foi nosso caso. Achamos a primeira praia possível, mas era vinculada a um bar, com consumo mínimo para poder utilizar. Era pagável e curtimos bem. Depois seguimos até Palancar, onde é opcional utilizar a estrutura dos restaurantes. Seguimos de carro até a Ponta Sur, mas o jeep pifou e ficamos um tempão esperando a troca. Finalizamos o dia em um outro bar com acesso à praia. Não lembro o nome, mas também não era bom. A noite é inexistentente em Cozumel, ficamos em hotel bem no centro, bom custo x benefício e piscina no terraço. Mas dormimos cedo, porque cedinho estava tudo fechado. Entregamos o carro cedo, porque o dia tinha sido reservado para o passeio de barco ao El Cielo, que é realmente muito fantástico, muitas arraias e estrelas do mar. No final da tarde, pegamos o ferry de volta para Playa e curtimos a noite na quinta avenida (mas comemos baratinho no El Fogon antes). Pegamos um ônibus da Ado até Cancun e de Cancun pegamos um voo interno para a CDMX, dessa vez ficamos em um hostel no Centro, justamente para dar um rolê pela manhã ao Zócalo, Palácio do Governo e Belas Artes. Na volta ao Brasil, a galera voltou porque só tinha 15 dias de férias e eu ainda tinha mais cinco dias. Então, quando o voo parou na conexão em Lima, eu resolvi descer e ficar o finalzinho das férias por lá, dei uma esticada até Cusco, mas isso é papo para um outro post. Hospedagem: Cidade do México - Hotel Garibaldi e Mexico City Hostel Merida – Grand Hotel de Merida Valladolid – Hostel Tunick Naj Bacalar – Ecocamping Yaxche Tulum – Siete Deseos Playa del Carmem – Hostal MX Cozumel – Hotel Plaza Cozumel As fotos estão publicadas no site: https://www.flaviamoreirafotografia.com/mexico-yucatan-e-quintana-roo Ou pelo instagram em: lugaresfotogenicos
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    Mochila artesanal 100% impermeável muito boa mesmo fiz ela com menos de 100 reais e pode ser usada como banco transporte de água, peixe , lenha, boia Veja o revil no link
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    Istambul inaugurou um novo aeroporto a menos de 6 meses, então dificilmente você vai conseguir informações corretas e precisas a respeito disto, dificilmente alguém aqui vai conseguir lhe dar certeza em relação a isto, pois tudo ainda é muito novo, passando por ajustes, algumas lojas ainda estão sendo montadas, etc... Então você vai ter que ir lá e ver o que já está funcionando. Banheiro com chuveiro, quando existe nos aeroportos, costuma ser cobrado a parte, e é meio caro, dificilmente fica por menos de de 15 ou 20 dólares para tomar um banho no aeroporto, mas não sei se tem este serviço no novo aeroporto de Istambul. Algumas salas VIP já estão funcionando, e se você tiver acesso a alguma delas, as salas vip geralmente tem chuveiro para você tomar um banho e esperar confortavelmente a sua conexão. Parece que o hotel do aeroporto já está funcionando também, custa 80 Euros para no mínimo 4 horas: https://www.yotel.com/en/hotels/yotelair-istanbul-airport-airside/day-rates
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    Pessoal, gostaria de conhecer SP e marquei alguns pontos turísticos que me interessam. Gostaria de saber se consigo fazer tudo em dois dias e quais rotas vcs surgerem. Chegarei 6:30 na rodoviária. Vou me hospedar no hostel Deck fica perto da Pinacoteca... Aceito todas as dicas! 😍
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    Ao ficar em Cusco, após adquirir o Boleto Turístico, recomendo a visita ao sitio arqueológico Sacsayhuaman. Ele fica na parte alta da cidade, dá para ir caminhando mas será um pouco cansativo pois é uma subida bem ingreme, mas nada assim tão difícil. Os taxis são baratos na região, então é uma das opções a serem consideradas. Abaixo o video do local: Video - Sacsayhuaman
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    @Graziela Gomes a informação acima está errada. Sua imigração será na Suiça pois ela faz parte do acordo de schengen. O @rodrigo0o confundiu união europeia, com a área de livre circulação do acordo de schengen. Na area schengen existem alguns paises que não são da União Europeia, mas fazem parte da livre circulação (Noruega, Suiça, Islandia e micro paises). Existem outros que são ue e serão obrigados mas ainda não foram aprovados na area livre (Bulgaria, Croatia, Cyprus and Romania). E ainda paises que são UE mas que conseguiram não entrar na area e possuem imigração propria (UK apesar de prometer sair, ainda é da união europeia, Irlanda e algumas areas especiais).
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    Ótima contribuiçao!!! Sempre tive curiosidade sobre Malta e fazia tempo que não via informações mais atualizadas! Valeu man
  9. 1 ponto
    Que eu saiba, centro e parte histórica são praticamente a mesma coisa em Lisboa e Porto, eles meio que se sobre-põe. Em Lisboa, a maioria dos bares e simulares se concentra na região do Bairro Alto, em Porto eu não sei... Pessoalmente eu tenho um pé atras em relação a ficar hospedado em regiões de muita vida noturna, é bom naqueles dias que você quer sair, mas naqueles outros dias onde você quer ou precisa ir dormir cedo, pode ser um tormento ficar hospedado numa região muito próxima a vários bares ou casas noturnas. Então pessoalmente eu costumo pegar um meio termo, nem muito longe, e nem perto de mais da região dos bares e casas noturnas,.
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    Com 13 dias acho que daria até pra conhecer outras cidades, hein? Se olhar nos roteiros pelo Google, mencionam na maioria uns 5 dias em Cartagena. Poderia talvez visitar San Andres.
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    Düsseldorf e Colônia até valem uma visita, mas são locais que não demandam mais do que 1 dia para você visitar as coisas, ou seja, dá para ir de manhã e voltar a noite tranquilamente. Não sei quanto tempo você vai ficar lá, se tiver um final de semana, dá para visitar as duas num final de semana tranquilamente. Hamburgo, pessoalmente eu acho mais interessante, dá para você passar 2 dias lá sem problema, mesmo no inverno, quando alguns dos passeios são bem prejudicados, Hamburgo tem mais opções de passeios indoor para você fazer no inverno. Já em relação a Hannover, pessoalmente eu não vejo nada de interessante na cidade, no lugar de Hannover, pessoalmente eu colocaria Bremen, que é muito mais interessante em termos de turismo e história, ou até mesmo Münster, que eu também acho mais interessante que Hannover... Bremem e Münster também não demandam mais do que 1 dia cada. Mas tem um complicador, janeiro é inverno aqui na Alemanha, e as vezes o clima é uma m..., com chuva intermitente o dia todo, cheio de neblina, as vezes com neve, o que deixa qualquer atividade na rua horrível, e nestas cidades, tem muita atividade na rua. Então você tem que estar ciente de que se tiver azar e pegar uma semana de meu tempo, o que não é raro de acontecer, você pode ter os seus passeios bem prejudicados. Tirando Hamburgo, são todos locais onde você não fica mais do que 1 dia, o que vai significar que você vai ficar pulando de cidade em cidade a cada 1 dia, ou então ficar fazendo um monte de bate-voltas, o que vai fazer você gastar bastante dinheiro com passagens, uma vez que cada passagem vai lhe custar uns 20 euros. Viajando no inverno, pessoalmente eu sempre recomendo focar em cidades maiores, onde você tem bastante opções de atividades indoor para aqueles dias de frio, chuva e neve que quase sempre você pega no inverno alemão, e neste sentido Berlin ou Munich são uma boa opção as cidades pequenas. E do ponto de vista do custo, acho que seria mais barato você pegar um trem para Berlin, ficar 4 dias lá do que ficar fazendo um monte de pinga=pinga ou bate-volta... Tirando Hamburgo, são todos locais onde você fica mais do que
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    Assista em Video no Youtube - Salineras de Mara Comentarei sobre as Salineras de Maras. Conforme as primeira imagem do video, ele não está contemplado no Boleto Turístico, então terá que pagar 10 soles à parte, que dá em torno de R$ 12,00. Mas antes de chegar por lá, próximo à cidade, eles passam em uma pequena loja que vendem os sais da região, isso para quem gosta de culinária mais sofisticada. Vi que os preços eram razoáveis, não era assim tão caro, vale a pena você levar alguns para presentear amigos ou familiares. Estava variando em média de 5 a 15 soles cada quilo de sal. Além dos sais, são vendidos chocolates salgados com o sal de Maras, eles até oferecem para você experimentar. Não achei nada demais, prefiro chocolate doce ao leite. Tem também bonecos de lhamas, malas, artesanatos, quinoa, bebida alcóolica e por aí vai. Em relação a Salineras de Maras, segundo Wikipedia, desde os tempos pré-incas, o sal era obtido em Maras, através da evaporação da água salgada de um riacho subterrâneo local. Dizem que esta região ficada debaixo d'água há cerca de 20 milhões de anos atrás. Essa água altamente salgada é direcionado para alguns dos canais, até chegar em pequenos lagos com terraços. Terraços esses que tem menos de 4 metros quadrados de área e nenhuma excede 30 cm de profundidade. São aproximadamente 4 mil bancos de sal. E conforme o tempo, a água vai se evaporando por conta do aquecimento solar e assim vão sobrando pequenos cristais de sais. Depois são raspados cuidadosamente o sal seco. A cor do sal varia de branco a um bronzeado claro avermelhado ou acastanhado, dependendo assim da habilidade de um trabalhador individual. Segundo o guia, em épocas de chuva, não são extraídas os sais, já que compromente com a qualidade do produto. Vocês poderão perceber que geralmente ficam na tornalidade de marrom. Mas em épocas secas, quando realmente há a produção de sais, a paisagem fica mais na tornalidade de branco. Dizem que são poucas as regiões que produzem o sal rosa, um deles é exatamente aqui Maras. Mas o mais conhecido é o do Himalaia. Dizem que os benefícios do sal rosa é que contém alguns minerais como o magnésio, cálcio, potássio e silício, mas sou cetico em relação a ísso, pois algumas pesquisas diziam que a concentração de tais minerais eram tão pequenos, que os benefícios eram irrisórios. Por isso, sou mais adepto a comprar sal comum no supermercado rs. O lugar é bem grande e vale a pena o passeio. Recomendo muito! Após o passeio, vamos para a cidade de Urubamba para um almoço na região. Depois disso o próximo destino será Ollantaytambo. Espero que gostem do video, deixe seu like, compartilhe e se inscreva no canal. Valeu!
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    Olá Camila, esta viagem inclui ida e volta, ao todo foram 20 dias, a volta foi mais rápido, tinha cidade que passava e as pessoas me chamavam para me darem churrasco com mandioca, e também melancia, houve caso de um dono de posto, entrei na camionete com ele e fomos ao restaurante, ele pagou, e ainda me deu 20 mil guaranis, as pessoas são nota dez eu dormia em postos de gasolina todos postos me deram lugar, foram raro os que não tinham banho, tomei muito tererê kk,comi muita mandioca com linguiça, que por sinal é uma delícia, agora estou traçando um roteiro pela América do sul sem data e pressa para voltar.
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    Costuma fazer temperaturas entre 10ºC e 15ºC em Portugual nesta época, ou seja, é frio, e você vai precisar levar casacos e blusas para enfrentar um frio de 10ºC. Se você residir em SP ou no Sul do Brasil, pode levar as roupas de frio que você já tem, mas se residir ao norte de SP, provavelmente não tenha roupas de frio adequadas, e neste caso é muito importante você providenciar pelo menos uma casaco ou blusa grosa ainda antes de viajar, pois já vai estar fazendo 10ºC assim que você descer do avião lá em Lisboa, e se você não tiver roupa de frio adequada, já arruma uma pneumonia logo no primeiro dia antes de conseguir comprar roupa adequada e estraga o resto da viagem. O truque é se vestir por camadas, de manhã cedo vai estar frio, e você sai do hotel com uma camiseta, blusa de lã/moletton e a jaqueta, mas na hora do almoço, se tiver sol, vai esquentar e você vai tirar a jaqueta e talvez a blusa de lã/moletton, mas logo depois já esfria e você vai colocando as camadas de volta... Você precisa de pelo menos um sapato ou tênis fechado, que não entre vento e nem que entre água facilmente. Uma duas calças jeans e umas legging para usar por baixo dela caso sinta muito frio, camisetas, uma ou duas blusas de lã ou malha/moletton para usar por cima da camiseta, e uma jaqueta para frio, para usar por cima de tudo. Meias de cano longo são muito úteis, pois não deixam o vento gelado congelar as suas pernas tão facilmente, luvas e cachecol são interessantes também ter, pois ajudam um monte se tiver vento, mas estes, compre lá em Lisboa. No centro de Lisboa há literalmente centenas de lojas de roupas, para todos os gostos e bolsos, então não vou indicar nada, pois é melhor você mesma bater perna no centro e escolher alguma coisa que lhe agrade e que caiba no seu orçamento. Se quiser comprar roupas de marca, veja na Av. da Liberdade, se quiser algo um pouco mais em conta, procure nos arredores da Praça da Figueira, ou então vá num shopping eu acho o Shopping da Estação Oriente ou o Centro Comercial Colombo os mais práticos para se chegar de metrô, ou vá numa loja Primark. Não sei se você vai visitar algum outro local alem de Portugal, mas Portugal é relativamente quente, mas outros locais, como Paris, Amsterdam, Londres, leste europeu já são bem mais frios nesta época do ano, chega a fazer 0ºC ou mesmo -3ºC em alguns locais, e ai você já precisa de roupa de frio melhor, que aguente temperaturas abaixo de zero. O que visitar depende muito dos interesses de cada pessoa, e cada pessoa tem gostos e interesses diferentes, o que eu achar lega, você pode achar a maior chatice do mundo, e vice-versa. Então o ideal é você ler pelo menos uns 3 ou 4 roteiros e relatos de viagem sobre cada cidade que você vai visitar, assim você mesma pode escolher os passeios e atividades que mais lhe agradam. Aqui no site há centenas de relatos, e no google, há literalmente milhares sobre cada cidades, então: Sugestão de leitura: https://www.google.com/search?source=hp&q=roteiro+4+dias+em+lisboa
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    Sim, é possível! Tudo depende do seu esforço. Para te motivar.. Dá uma olhada nessa série de videos do canal Via Infinda: https://www.youtube.com/watch?v=lTpkiaH-cTk&list=PLjTMPzPKvE7_PPH3e0Ci4-2P0WOtxj6wA Na aba de cupons do fórum.. tem um cupom de desconto para o WP, já é uma ajuda.
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    @João Senger Cara teu roteiro tá bem legal e coerente. Entre Salta e Tarija tem as cidades que o @_Umpdy falou. Eu já estive nelas e são bem bacanas. Vale o passeio. Purmamarca é muito legalzinha. Uma ideia é pegar algum passeio em Salta subindo a Quebrada de Humahuaca e pedir para o tour te deixar em Humahuaca, daí de lá vc pega um bus pra Bolívia, assim aproveita para conhecer e já faz o trajeto. O tour ao Salar realmente é imperdível. Em La Paz recomendo o downhill na estrada da morte. Muito massa. Teu orçamento é um pouco enxuto mesmo, vai ter que escolher os passeios que vai fazer. Normalmente são um pouco caros. Sobre subir a Machu Picchu a pé, eu fiz em 2016 (com 26 anos rsrsrs) foi de boa. Depois ainda subi WP e antes disso tinha feito a Salkantay Trek por 4 dias kkkk. Vai muito do teu preparo. Eu sou trilheiro, então to acostumando. Abrs e boa trip!
  17. 1 ponto
    Esse é o meu relato de viagem sobre meu mochilão de 17 dias pela patagônia argentina e chilena. Não liguem pro tempo verbal, tem coisa que estou escrevendo ao vivo e tem coisa que estou escrevendo depois que aconteceu. Roteiro: 18/10 - Rio x Santiago (escala de madrugada em Santiago) 19/10 - Santiago x Punta Arenas x Puerto Natales 20/10 - Punta Arenas x Torres del Paine 21/10 - Torres del Paine 22/10 - Torres del Paine 23/10 - Torres del paine x Puerto Natales 24/10 - Puerto Natales x El Calafate 25/10 - El Calafate 26/10 - El Calafate x El Chalten 27/10 - El Chalten 28/10 - El Chalten 29/10 - El Chalten 30/10 - El Chalten x El Calafate 31/10 - El Calafate x ushuaia (avião) 01/11 - Ushuaia 02/11 - Ushuaia 03/11 - Ushuaia x Brasil A escolha do roteiro: Por que vou fazer nessa ordem, já que começar pela Argentina é mais barato? Meu motivo principal da viagem é conhecer Torres del Paine, então minha ideia foi começar por lá, já que eu chegaria com o corpo descansado pra fazer as trilhas do parque. Por que eu não vou direto para El Chalten depois de Torres, daí vou pra El Calafate de uma vez e pego o voo direto? Como calafate não tem trilhas seria o meu descanso entre as duas cidades que mais vou fazer trilhas. Então preferi colocar no meio para descansar (entre torres del Paine e El Chalten). O que eu reservei antes? Quanto paguei? Por que? 1 - Reservei os campings em maio, pq sou ansiosa e fico com medo de não conseguir depois. Reservei no cartão de crédito em única parcela (não lembro se dá pra parcelar), com a cotação pro real de 4,60 aproximadamente. Farei o circuito W, optei por 4 dias e escolhi reservar a barraca com eles. Camping Central - 25 dólares (21 dólares barraca alugada e montada) Camping Francês - 25 dólares (21dólares barraca alugada e montada) Camping Paine Grande - 11 (30 dólares barraca alugada e montada) Total aproximadamente: 611,80 reais. 2 - Paguei o mini trekking com a hielo y aventura no Brasil também: 6500 pesos argentinos, que no cartão de crédito veio por uma cotação de 4,60 e no final paguei 543,83 reais. Esse valor está incluso apenas o transfer e o mini trekking. Chegando no parque tenho que pagar minha entrada: 800 pesos argentinos. 3 - Paguei o passeio que vou fazer em ushuaia com a Piratur. Tá sentado? Total de 746,26 reais. Está incluso o transfer e pelo preço pensei que eu poderia levar um pinguim pra casa. Além do transfer tem a navegação do canal beagle e a entrada na estância. O nome do passeio é: caminhada + navegação. Os passeios 2 e 3 eu reservei com antecedência pelo motivo de eu ter pouco tempo nas cidades e roteiro apertado e eu não queria correr o risco de não ter vaga (apenas essas empresas fazem estes passeios, então não tem a opção de pesquisar preços). 4 - Ônibus que faz o trajeto Punta Arenas Aeroporto - Puerto Natales. Paguei 7400 CLP = 47 reais. Ou seja, se você não pretende ficar em Punta Arenas, faz esse caminho direto, o valor é o mesmo caso você pegasse o ônibus na rodoviária. Quanto estou levando de dinheiro? Troquei meu dinheiro duas vezes: 1 vez = 1684 reais = 400 dólares 2 vez = 1281 reais = 300 dólares O dólar estava super em alta esse ano então eu juntei o dinheiro e fiquei de olho na cotação todo dia, toda hora em desespero mode on. O site que eu uso pra acompanhar a cotação é melhorcambio.com e lá eu faço a proposta de quanto eu quero pagar no dólar. Planejamento Antes de iniciar a viagem eu fiz uma planilha com todos os gastos de hospedagens e transportes que eu achei na internet, fiz o câmbio pra dolar e decidi levar esse valor citado. Início do relato: 18/01 - A caminho Meu vôo tava marcado pra 17:10. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência, pois eu tinha que consertar meu nome no bilhete de embarque do voo que eu faria no meio do mochilão (calafate-ushuaia). Separei meu líquidos no zip lock, mas como sempre ninguém viu. Tava na tensão sem saber se conseguiria embarcar com meu bastão de caminhada e meu pau de selfie, segundo as regras é proibido, mas coloquei eles na parte de dentro da minha mochila (50l _quechua) e deu tudo certo. Como meu voo estava cheio a companhia ofereceu despachar as bagagens, eu aceitei, não tava querendo procurar vaga pra ela no avião mesmo. Comi um bolinho Ana Maria na sala de embarque e esperei meu momento. Embarquei. Tô levando comigo alguns itens de comida, dizem que no Chile é um pouco chato a imigração. Então no papelzinho de imigração que a gente ganha no avião eu declarei que estava levando coisas de origem vegetal e/ou animal. O que eu levei de comida: 1 pacotinho de chá mate 1 pacote de cappuccino em sachês 2 pacotes de amendoim grandes 12 barras de proteína com bom valor nutricional 09 snickers 04 latas de atum 02 pacote de cookies integral 12 bananadas 03 pacotes de bolo Ana Maria 02 sopas com bom valor nutricional da essential nutrition (soup lift) 03 barras de cereal 01 pacote traquinas 01 pacote de biscoito de arroz 01 pacote de Club social 01 caixa do chocolate talento versão mini 09 quadradinhos de polenguinho 05 geleinhas estilo cesta de café da manhã 02 pacotinhos equilibri, estilo torradinhas Rolou tudo bem. Passei na parte de itens a declarar, a moça perguntou o que eu levava, eu contei, ela mandou passar no raio x e me liberou. Simples assim. Troquei 150 dólares no aeroporto de Santiago, pq tô com medo da cotação na patagônia ser pior. 150 dólares = 101.574 CLP Gastos do dia (a partir do momento que entrei no aeroporto): "Janta" de Mc donalds: 5640 CLP Dica: Sempre comprar voo com uma conexão grande, pra dar tempo de se alimentar, trocar dinheiro, fazer tudo sem pressa. Meu voo aterrissou as 21:50 e terminei de fazer tudo as 23:40. Agora estou aguardando o próximo voo no aeroporto.
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    Tbm tenho interesse nesta rota. Estou de olho em passagens para o meio de 2020 aproximadamente..
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    Pessoal que for pro Azerbaijão, acho que compensa fazer um tour que contempla vários lugares que são próximos a Baku mas disntantes entre si. Fechei o meu no próprio hostel, o tour passa pelos seguintes locais: vulcões de lama, um lugar que me fugiu o nome agora, patrimônio da unesco, onde tem pintura rupestre de mais de 10 mil anos; passa pelo templo de fogo, da religião zoroastra e por último passa pelo yanar dag, um local que está pegando fogo há anos devido a saída de gás natural no local. nesse passeio também está incluído um almoço num buffer de comida azeri Interessante que o Azerbaijão é um dos países muçulmanos mais lights, pode-se beber, festa e até prostituição, por conta disso o local é cheio de árabes que vão la passar alguns dias aproveitando as coisas mais carnais haha No hostel que fiquei também oferecia, e imagino que outras agências também, varias day trips para alguns lugares mais distantes, acabei não fazendo nenhum por falta de tempo, mas me chamou a atenção Sobre a geórgia, acho imperdível o passeio que vai até Kazbegi/Stepantsminda. Lá está a Igreja da Trindadede de gergeti, que fica num alto de uma montanha com o monte Kazbegi atrás, é sensacional
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    Continuando DIA A DIA Levei comigo várias fotos de 1985 e tentei reproduzir os locais, então algumas fotos estarão com as 2 datas. Outras Locais eu filmei e acabei não tendo nenhuma foto bem legal, ou que mostrasse o ângulo que eu queria, então peguei no google. , mas na medida do possível , as que encontrei, o crédito está embaixo. Saída Istambul / Chegada em Yerevan - 2º feira - 06/05 Embarcamos as 23:30hs e chegamos na madrugada do dia 07 . A imigração foi tranquila, apesar das perguntas de praxe : Quantos dias? Porque veio ? Aonde vai ficar ? Etc... Não sei dizer se por sermos descendentes de armênios, foi assim tão tranquilo. Na saída do aeroporto TODOS tem que passar a bagagem em no raio-x , não é escolha aleatória , mas um protocolo deles. O motorista da Hyur já estava na porta nos esperando e nos ajudou com a bagagem. 1º Dia – 3º Feira – 07/05 Como chegamos de madrugada, deixamos esse dia livre, sem a agência Fomos passear pelas redondezas, fazer “ reconhecimento” de área. Quando estive lá ainda era uma república soviética ( 1985) e agora, vendo tudo tão diferente , confesso que fiquei encantada com as mudanças e a resiliência desse povo, depois de tudo que já passaram. Inclusive a guerra com o Azerbaijão, por causa da Nagorno-Karabach, eles reconstruíram o país em menos de 30 anos. Shushanna nos contou que a Armênia ficou sem energia por quase 3 anos , pois a mesma era fornecida pelo Azerbaijão e foi cortada, logicamente. Para se aquecerem no inverno, com temperaturas negativas, cortaram muitas árvores, que faziam uma espécie de “ cinturão verde” na cidade de Yerevan. Na era soviética, cada uma das republicas fornecia algo para as outras, fazendo com que todas fossem interdependentes. Com a independência, faltava de tudo no país. A maioria dos edifícios de Yerevan tem um revestimento de pedra rosa pálido. Esta pedra rosa é chamada de "tufo" e é um tipo único de rocha vulcânica encontrada apenas nesta parte do mundo. Semelhante a Jaipur da Índia, Yerevan também ganhou, portanto, o apelido de "Cidade Rosa". A cidade possui quarteirões grandes e avenidas largas, sendo que seu centro é cercado por uma espécie de anel de parques. Hoje só existe quase metade dele, devido os cortes de árvores para aquecimento da população Sua arquitetura e planejamento urbano é fascinante. Foto : Google - Não consegui o autor Nosso hotel ficava a 20 metros da Northern Avenue, um boulevard ( calçadão) cheio de vida, com vários restaurantes, bares , com seus ombrelones e com uma rua subterrânea, para circulação no inverno. Para quem conhece Toronto, é similar, não tão bonito nem grande, claro, mas é a mesma proposta... Esse calçadão, acaba em um parque, aonde tem a Ópera e mais acima Cascade Complex. No lado oposto, acaba em uma das principais avenidas, que dá na Praça da Republica, aonde fica o prédio do governo, Museu de Historia e outros Os dois lados da Cascade é repleto de restaurantes e bares também. Nosso roteiro do dia : · Praça Charles Aznavour – Homenagem ao cantor que era descendente de armênios · Cinema Moscow – Era originalmente uma igreja apostólica armênia: a Igreja de Saint Paul e Peter ,construída durante os séculos V e VI. Foi demolida em novembro de 1930 para dar lugar ao Cinema de Moscou · Opera - O edifício semicircular, lembrando o Coliseu romano, foi construído no estilo de arquitetura medieval armênio. Desde que foi inaugurado, o local já realizou mais de 200 óperas e ballets diferentes por compositores armênios, russos e europeus ocidentais. · Estátua Alexander Tamanyan - O grande responsável pela arquitetura e urbanismo da cidade que inclusive, dá nome a uma das avenidas mais importantes. · Complexo da Cascata - Foi originalmente concebido pelo arquiteto Alexander Tamanyan que desejava conectar as partes central e norte da cidade com uma vasta área verde de cascatas e jardins. A obra, ainda incompleta, é uma suntuosa escadaria de 500 metros de extensão com uma largura de 50 metros, com terraços de jardins, mirantes e fontes, que conecta duas partes da capital. A construção das escadas começou durante a era soviética e continua até hoje. Atualmente, o local se tornou um centro de arte contemporânea, que muitas vezes recebe exposições e shows de música ao vivo. · Cafesjian Center for the Arts - Dentro dele há um café, uma loja e 5 galerias distintas, como a Gafesjian, um museu de arte. Você pode ir ao Complexo em qualquer dia da semana, andar pelos corredores, subir e descer as escadas rolantes e apreciar as diversas obras de arte espalhadas por seus pavimentos, inclusive esculturas de artistas famosos, como Fernando Botero. Cascade Complex – Estátua Alexander Tamanyan Mai/2019 Fotos : Arquivo pessoal Jul/1985 Fotos : Arquivo pessoal Ópera Fotos : Arquivo pessoal Fomos depois comer , uma “ almojanta” meio de caminho entre o almoço e jantar, no Restaurante Lavash. Comida típica deliciosa, farta e ambiente lindo. É possível ver as senhoras fazendo o pão. Infelizmente só filmei, então vou postar fotos que tirei do site mesmo, para terem uma ideia do local. Fotos : Site do restaurante Voltamos para o hotel , um bom banho e cama !
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    Oi, sou de Manaus. E criei um site recentemente falando sobre o que fazer em Manaus, e seus arredores. São várias dicas para incrementar nas suas viagens! Dicas sobre o Amazonas. E se surgir alguma dúvida pode entrar em contato no instagram que respondo mais rápido (@aprazzivel)
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    Vamos la… Em continuação, acordo no dia seguinte e logo de manhã acordo e vou em direção a Guatapé. passo no supermercado que é ao lado da estação Poblado e pego o metrô em direção a estação Caribe, onde fica o terminal de onibus Sul. (Para quem pretender viajar por Medellin, acho interessante comprar o bilhete do metrô e ja colocar um credito equivalente a umas 3,4 viagens por dia. Pois da para fazer “tudo” em Medellin de metrô, isso evita filas para fazer compra de passagens). Chegando ao Terminal, pego o bus, passagem no valor de 12,5mil se não me engano, só prestar atenção na hora da compra que há um onibus que vai para a cidade de guatapé e um para a Pedra). A viagem dura em torno de 2 horas e meia, por aí. Chegando na Pedra, passo meu maior vexame. kkkkkkk Caí totalmente numa conversa de comerciante. Um cara me ofereceu um Cavalo para subir até a escadaria da pedra. Logo pensei que seria uma boa, pois vendo a pedra parecia ser bem distante e uma caminhada a cavalo seria legal, já que o Paisa cobraria apenas 5mil pelo rolê a Cavalo. Nessa eu vou lá e aceito, o rapaz me vem com uma Mula bem cansadinha. Não ligo muito e subo, e começo a caminhada, que duraria em media de 3 minutos ou até menos. HAHAHAHAHHAHAHA Viro a esquina e subo uma ruazinha, e o rapaz me diz que era até ali, pois apartir do portão era propriedade do parque e ele nao podia entrar. Fiquei com uma cara de “WHAT” , e subi andando, praticamente o caminho que levaria a pé sem cavalo. HHAHAHA Chegando na Pedra subo sua incansavel escadaria, com uma bela recompensa ao subir e ter um observatorio muito belo da região, fiquei uma hora mais ou menos la em cima. Tomei uma Cerveja com Manga e Sal afim de experimentar, pagando uns 7,10 mil nao me recordo. E descubro que estragaram a cerveja, a manga e até o sal. Que bebida desnecessaria. Enfim, desço e puta que pariu. A descida é pior que a subida, para o joelho e para ferrar meus pés que ja estavam todo ferrado devido ao futebol. No “pé” da pedra,há muitas motonetas que levam as pessoas para o centro de Guatapé, como já havia caído do cavalo, ou melhor, da mula. Resolvo ir de bus ou ir a pé, até pq é bem role pra turista os da motoneta, cobram uns 10mil para levar até la, ou até mais, nem me lembro. Desço até a estrada novamente e pego um Bus que parte pra la, que saiu na media de uns 2mil pesos. Se desejar ir a pé, da uns 40 minutos no pé, Mas dependendo do estado fisico acho que não vale a pena. hehe Chegando em guatapé dou uma pernada por la, almocei e tomei uma cerveja vendo um jogo do Liverpool x Bayern num bar de locais so que repleto de gringos. A cidade em sí bem bonitinha e historica, vale muito a pena ir até la, conheci alguns turistas que iriam dormir por la. Mas acho que um bate volta é o suficiente. Fiz o retorno, e cheguei no fim de tarde em medellin, onde já me preparei para pegar o onibus noturno que seguiria até Santa Marta, meu proximo destino. Uma das ruas de Guatapé Fiz a compra da passagem e fiz uma viagem bem tranquila, nao era buscama, mas tive uma viagem melhor que a de BOG-MED, talvez porque estava esgotado dessa maratona em Medellin. SANTA MARTA Chegando em Santa Marta, desço na rodoviaria e CARALHO, que calor da porra, logo as 8 da manhã. Decido ir a pé até meu Hostel, achava que seria proximo, mas foi uns 35 minutos no pé. Fiquei no Hostal Kaia, pagando 30mil a diaria com café da manhã, hostel muito gostoso e bem tranquilo. Os lockers eram meio vagabundos, tipo armario de vestiario de piscina que é de latão..Mas ja estava em uma que nao tinha nada que me roubar, dinheiro estava andando com ele e oculos, celular tbm ficava comigo ou na minha mochila de ataque. Outro ponto que pode ser negativo dele mas pra mim não foi, é a distancia da praia e do centro. Digo que pra mim nao foi pois fui uma vez apenas no centro. Usei Santa Marta apenas como “check point” para ir até o Tayrona. Então deixei em cima da cama mesmo e ja era. Fiz o check-in e ja saí em direção a Minca, peguei um onibus na avenida do hostel em direção ao Centro para poder comprar agua e frutas para levar. Comprei passagem em frente ao mercado municipal para ir até Minca, nao me recordo o valor até la, mas é um preço bem de boa. LEVEM AGUA E FRUTAS. Chegando em Minca, ja me deparo com diversas oficinas de turismo e um monte de gente querendo te ofercer serviço ou querendo arrancar sua grana, lá já era um sinal de estar em contato com um povo que passaria a ter ranço, pois eles vão querer arrancar grana ao maximo de você. Assim é o povo do norte colombiano, onde não há amizade, nada é de graça e tudo “estás tranquilo”. Como não estava ná de ficar conversando ou negociando e nem como muito tempo, resolvi ir na cachoeira mais proxima e fui andando, levo uns 40 minutos na caminhada para ir até a cachoeira Marinka. La existe duas cachoeiras, foi um banho maravilhoso pra mim, pois amo cachoeira e suas aguas geladas e já nao aguentava mais ficar nas outras metropoles. Valeu super a pena. Porém digo uma coisa: Qualquer cachoeira que voce tenha ido aqui no Brasil, independente do estado. Será melhor que as cachoeiras de lá, mas mesmo assim achei bem valido pois cada cachoeira tem seu charme. Mas nao espere nada. Cascata Marinka Voltei no fim de tarde para Santa Marta e ja fui pernar no centro de Santa Marta, em um deck da praia paro pra tomar uma cerveja e fico umas duas horas conversando com uma venezuelana (Charlote), uma dos 2 milhoes que lá estão vivendo, em busca de algo melhor do que o seu país pode oferecer atualmente. Foi uma conversa bem pesada e ao mesmo tempo bem legal e sincera, tudo a fim de entender mais da situação de seu país e de coisas da vida. Logo depois fui em uma festa no Hostel La Brisa Loca e gente, é um puta festão. Galera se pegando e o caraio a4. kkkkk fiz amizade com uns locais de uns 17,18 anos que me parecem que sempre vão na festa para tentar ficar com algm, e queriam me usar por ser estrangeiro para poder chegar nas garotas (Eu ajudava os meninos, mas eles não conseguiam nada, muito novinhos e acho que sem malícia ainda) kkk Pedi uma informação se dava para voltar de bus, os mesmos foram muito sinceros e falaram que era melhor pegar um taxi, pois Santa Marta é uma cidade bem perigosa, a noite então, o bixo pega. Segui a regra deles e voltei por volta da uma da manhã. Nao bebi muito na festa, foi algo mais pra conhecer mesmo, mas nao era muito minha praia. Acordando faço meu check-out no Hostel, peço para deixar meu mochilão com eles e vou ao mercado fazer compra de frutas e agua para ir para o Parque Tayrona. Parque Tayrona Pego o onibus na avenida do hostel, e de la sigo viagem até a entrada do parque. Chegando ao parque ficam pessoas querendo ja vender hospedagem dizendo que tem de reservar la em cima pois no parque não há vagas. TUDO BALELA de vendedor, pois lá há muitas vagas (ao menos nessa data que fui, março). Pago a entrada do parque , acho que era uns 45mil pesos. De la você pode pegar uma Van (PAGA) até a entrada da trilha ou pode ir andando, é uma caminhada boa se for andando, entao paguei a VAN, ja que haveria mais a trilha para fazer. Como me informaram que em Cabo San Juan era mais caro e mais badalado, resolvi ficar em Arrecifes, num camping de um tiozinho hippie. O mesmo me fez o preço da barraca pelo preço da rede. 20 ou 25 mil a noite. Só que não sabia que a barraca era compartilhada, no fim deste relato informo como fiquei sabendo que era compartilhada. Quando entrei na mesma achei em cima do colchao um ovo, retirei e coloquei num lugar protegido. Saí para meu dia, que com certeza seria meu pior dia da viagem. Saí para as trilhas contemplando o belo parque que é o Tayrona, passei algumas praias e cabo san juan e fui indo a norte, até chegar em umas 3 praias depois que sao praias totalmente desertas e que algumas pessoas podem praticar o nudismo. Na mochila eu estava com a erva que tinha ganho do Lucas, o rasta que conheci em Bogotá, como não sou usuário, acabei nem fumando e pensei; vou experimentar na praia que é mais de boa e nao corro risco. RÁ, quem dera, nem fumei nem nada, estava deitado na areia sem pensar em nada e surge um segurança do parque nacional querendo me revistar, na hora eu nem tchum. Até pq nem lembrava da erva, o malandro ve e começa a fazer um teatro que ia me levar preso, quando ele abre a pochete dele, eu juro que devia ter uns 300gramas de erva, era muuuita maconha e notei cocaina tbm, creio que todo gringo deve levar esse tipo de droga pra la. Na hora ja vi que ele nao me prenderia porra nenhuma e ia querer levar uma grana. Na hora falei pra ele que dava 30mil pesos e ele começou a me ameaçar de uma maneira brava, dizendo que eu estava querendo comprar ele, que a multa disso é 300mil pesos. Informei ele que era brasileiro e que sabia oq ele queria, pois de onde nasci sei muito bem desse tipo de pratica. Ai ele viu que nao conseguiria arrancar nada, e a merda que eu só tinha nota de 50mil. La se foi meu 50mil pesos, meti o loko ainda pedindo pra ele me pagar uma cerveja depois. E ele disse que sim. Fiquei putasso, mas muito puto mesmo que roubou toda minha brisa do momento. Nao pela perda da erva e sim pela grana e pela situação que tu se sente vulneravel. Na volta dele ele passou por mim e veio querer dar uma de amigo, perguntou onde eu estava acampado para a noite ele ir conversar comigo como amigo pra amigo. Ja mais frio falei menti pra ele que estava em cabo san juan, pois mesmo que ele pegasse uma cerveja, nao valeria a pena eu conviver com esse tipo de gente. E na verdade mesmo ele ia querer revender toda aquela erva. Passei o dia e o dia seguinte sem ostentar, nao tomei cerveja e nem comi em restaurante, comi meu lanche mesmo e vivi de agua. Querendo compensar os 50mil perdidos. kkkkk Mas confesso que fiquei o dia todo pensando nisso, esse é o bom e o ruim de se viajar sozinho. Em situações como essa voce nao tem ngm pra desabafar, tem de se trabalhar muito a mente. Na Bolivia roubaram um oculos escuro meu e não fiquei 50% puto do que fiquei nesse dia, pois tinha outras pessoas comigo. A noite fiquei no bar que tem ao lado do acampamento que estava em arrecifes, onde locais ficam ouvindo musica a noite. E so a noite tem eletricidade no local, ligado por um gerador. Resolvi ficar na praia vendo as estrelas e fui dormir. Pela manhã, acordo com uma galinha na minha barraca (tinha um furo na lateral da barraca, bem pequeno, nao sei como ela entrou por ali), tentei colocar ela pra fora mas nao consegui, resolvi voltar a dormir um pouco e deixei ela dormindo comigo, até pq ela estava bem quietinho no canto, de uma barraca que era dela). No final do segundo dia resolvo voltar, pego a trilha e la pego a van até a porta. Quando saio do parque. CADÊ MINHA POCHETE ? (só estava tudo que tinha de valor nela no momento e meus documentos). Deixei cair na van que faz o translado até a portaria, voltei desesperado e a Van ja tinha voltado. Os funcionarios do parque viram que eu estava desesperado e informei eles, os mesmos chamaram um cara de moto e pediu para ele me levar até o inicio do translado. No caminho o cara me diz que ia cobrar 10mil pesos para andar aquela distancia de 5 minutos de moto. Tentei relutar, mas nao rolou. Aceitei, ja que estava na merda e precisava muiito da bolsa. Chegando la a VAN estava parada, e la estava minha bolsa no fundo da van sem ngm ter visto ou mexido. (GRACIAS DIOS MIO). Expliquei pro motorista o ocorrido e pensei que ele iria me levar de volta até a entrada. Que nada, o cara nao teve empatia alguma e queria cobrar de novo. Mesmo sem as vans irem lotadas. Virei as costas puto e resolvi ir andando. La ja estava puto com o povo daquele lugar, era orgulho nao dar mais dinheiro pra eles. kkkkkkkkkk Nunca andei com a cabeça tao erguida, mas por dentro putasso. Não via a hora de saír de Santa Marta, cheguei no hostel fiz check in por uma noite e dia seguinte fiz check out e parti para a rodoviaria (agora sim de onibus) e fui em direção a Cartagena. Chegando na rodoviaria de Cartagena, resolvi pegar um moto taxi, por ser mais barato que o uber, até porquê a rodoviaria fica bem longe de Getsemani, local dentro da cidade amuralhada que fica a grande parte dos hostels. Uns dias antes, tinha reservado pelo booking o Hostel Music Hostel, era o mais barato da cidade,paguei uns 23mil num quarto com umas 10 camas sem café. A primeira vista o hostel é meio fuleiro, banheiro pequeno. Porém não tive problema algum e a galera que estava la era bem gente boa. Lembrando que ele tem uns lockers bem vagabundos. Mas ja estava naquelas de não ter nada de valor, so oq andava no bolso mesmo. Lembrando que Cartagena é uma cidade “perigosa” para o turista, vc pode ser sorteado em ser furtado ou algo assim, uma conhecida mesmo que estava lá, me informou que tinha tido a mala roubada de dentro do quarto do hostel (ela fez um topico alertando isso aqui no mochileiros). O hostel tbm guarda o mochilão para os hospedes caso queiram ir até san andreas. Enfim, chegando na cidade ja peguei, deixei minhas coisas no hostel e fui pernar. Num calor do caralho, ja comprei uma cerveja e comecei a andar naquela linda cidade (a amuralhada). Aquela cidade é muito turistica, entao vai ter gente enchendo o saco para venda a toda hora, pq tem gente que compra. É muito destino de mãe e de casais que curtem ir para gastar. Dentro da cidade amuralhada é absurdo de caro. Ja no final da tarde resolvi ir até o tão esperado Café del Mar, e realmente é maravilhoso o por do sol. Porém comprei uma cerveja com ambulante e fiquei ao lado, pois é carissimo qualquer tipo de bebida no café del mar. Mas vai, que é muito bonito ver o por do sol no mar. Palenqueras - Mulheres afrocolombianas com trajes tipicos de Cartagena Indo de volta para o hostel, fui atacado pela primeira vez na Colombia, até perceber que estava sangrando numa fila de um mercadinho. O criminoso era nada mais nada menos que um GATO. Fiquei acariciando um gato na rua e na hora de eu ir embora, do nada o safado deu um golpe ninja com suas unhas. Do nada vejo meu braço todo vermelho de sangue. hahahahaha . Mas nada demais, bola pra frente e um abraço pro gatinho fofo. Dia 2 em Cartagena. Peguei para ir ao Castelo de Sao Felipe logo pela manhã, paguei acho que 25mil pesos para entrar. Da para ir andando bem de boa. E sinceramente, achei interessante, porém super descartavel. Se voce nao for, ou nao tiver tempo, acho que rola cortar ele do roteiro. Depois fui andar mais pela cidade, explorar bem pra ver qual que era. Dei um role pela praia de cartagena, que sao umas praias bem normais. Mas serviu para eu pegar umas informações com uns vendedores para um passeio no dia seguinte, onde estava em duvida de ir até playa branca ou ir até Orika, que é um pueblo que fica nas islas del rosario, um povo descendente de escravos que sao meio que esquecidos pelo governo e vivem de um eco turismo. (ESTÁ NO ROTEIRO NO INICIO DO RELATO). Fui informado por um vendedor de imãs, que antes de me falar onde ir, tentou me converter hehe, ficou falando de Jesus, muito bonzinho. Até me adicionou no facebook depois. E me deu uma boa dica, disse para eu ir até Punta Arena que é uma praia parecida com a praia branca e uma opção barata. E me deu uns toques para ir até la de maneira barata. Tendo que ir até o hospital de Boca Grande, pegando qualquer lotação na orla da praia. Chegando la tem umas lanchas que fazem os transportes dos moradores e de alguns turistas. Ele me informou que o transporte ida e volta é de 10mil a 15 mil pesos. Chegando la falei com os meninos que queriam cobrar mais, ja joguei a real sabendo quanto que era o preço e que até tinha sindo indicado. Fizeram 15mil ida e volta (as 15 hrs), só pediram pra eu nao falar nada para 2 casais que foram juntos, e se perguntassem era pra falar que eu estava pagando 40mil pesos. kkkkkkkkkkkkk Chegando la a praia é muito bonita e nao deve nada para a praia branca. Chegando la o menino do barco levou o casal em uns quiosques chiques com camas na praia. E o curioso que me senti um pobretão, pois ele falou para eu esperar. Depois de levar os gringos nos quiosques que o aluguel da cama era 80mil pesos. Ele me levou num outro quiosque mais humilde na beira da areia tbm, me apresentou para a senhora dona do quiosque e me deixou numa cadeira e mesa de graça. Nisso a senhora mostrou o cardapio pra mim e disse que qualquer coisa ela diminuia os preços do cardapio. Lembrando que as praias sao muito doidas e sem segurança, na questao dos jetskis, a galera aluga e deixa qualquer um andar. Na volta, tinha marcado de encontrar uma trup de brasileiros de um grupo de whatsapp, pessoas que estao no meu coração. Incriveis, resolvemos ir até a festa do hostel media luna. que ocorre nas quartas feira. Ficamos bebendo numa praça de getsemani, onde todo mundo se reune pra ver artistas de rua e pra beber, conhecemos outros gringos e resolvemos ir para a festa que é bem carinha. 20mil pesos a entrada no seco. Pra quem esta hospedado no hostel nao paga. Chegando la, encontrei até um casal de tiozoes argentinos que tinha conhecido em punta arena e tinha convidado. Uma festa bem cheia e bem animada. Achei valido ir, mas vai uma graninha nessa brincadeira. Cerveja é cara, embora informei que ia pra rua “fumar” comprei cerveja na rua e voltei pro hostel com ela mesmo. Dia 03 - IDA A SAN ANDRES. Chegara o dia mais esperado da viagem, a ida a San Andres… Fiz a compra da passagem pra San Andres pela Viva Colombia, paguei 380mil pesos, uma semana antes quando ja tinha direcionado oque fazer no final da viagem. Paguei mais caro, mas porque nao tinha me planejado. Peguei um taxi mesmo em Getsemani, e dividi com um casal que estava no hostel que tambem ia à ilha. Deu uns 4mil pesos para cada um, até porque o aeroporto é proximo. Na volta fui andando até o hostel (rolezinho, mas da para ir). LEMBRE-SE que tem que imprimir o cartão de embarque para pegar os avioes dessas companhias colombianas, eles nao aceitam ler o QR CODE do celular. Caso vc nao imprima, tem de pagar uns 30mil pesos, 40, sei lah. Mas gasta uma grana. Tem de pagar uma taxa de turismo na ilha: 110k por pessoa. O Hostel, mais uma vez fui na de economizar em hostel e dei um tiro no escuro de pegar o hostel mais barato de San Andres. E foi um tiro certeiro, pois tive os melhores dias da viagem no hostel Palo Alto. Reservei pelo booking, 40mil pesos a diaria do hostel. Um hostel que andando do centro de San Andres da uns 15 minutos. É longinho, ou nao. Levando em consideração que as vezes voce esta cansado de praia e so quer chegar em casa, ou que vc va ao centro diversas vezes e volte ao hostel e acabe cansando. Chegando no hostel, a maior surpresa. O hostel é uma casa e não tem ngm na recepçao, cheguei e fui recebido por um casal de argentinos (hospedes) que me informaram que PROVAVELMENTE minha cama era uma que estava escrito “reservada”. La coloquei minhas coisas e ja era, eu fui conhecer a dona do hostel depois de 2 dias. KKKKkkk A chave fica num cofre com senha na porta, onde cada um chega, abre a porta e guarda a chave. Eu particularmente tive muita, mas muuita sorte. Pois todos que estavam hospedados na casa eram pessoas incriveis, eram 6 argentinos, uma paraguaia e uma israelense. Fizemos uma amizade incrivel, tao incrivel que uma das argentinas ja veio me visitar em São Paulo. Mas isso creio que foi uma sorte, pois pode acontecer de pegar pessoas mais relaxadas, mas como tivemos um elo muito forte de amizade os 4 dias que ficamos zelavamos pelo hostel. No caminho do hostel tem um mercadinho que é possivel fazer compras para cozinhar, pois la a cozinha é bem completinha. E os quartos possuem ar condicionado e banheiros com agua quente. Porém agua salgada, como em toda a ilha. No primeiro dia, dei uma conhecida na praia central, conheci muitos brasileiros. E logo ja marquei para o dia seguinte o Mergulho, me indicaram 2 pessoas que fazem mergulho, um é o Karamelo (muito conhecido entre os brasileiros, fala caralho em toda frase formulada). E o outro é a Blanche, uma brasileira que seu marido David que é o guia de mergulho e faz o mergulho personalizado. Resolvi ir pela Blanche, o seu marido fala portugues e faz um passeio bem legal, nunca tinha feito mergulho e foi uma experiencia incrivel e segura. Onde ficou um rapaz o tempo todo só comigo. Paguei 140mil pesos o passeio, onde o seu marido me buscou no hostel. Tel dela: 55 41 9244 2529 - Blanche Caroline. Se você tem duvidas sobre fazer um mergulho, apenas faça. Pra mim foi algo surreal e lindo. Os corais do caribe sao um espetaculo a parte. A diversidade de peixes, nao é muito grande. Um rapaz que foi junto disse que alguns lugares do brasil vc acha mais diversidade maritima. Mas pra mim, continuou sendo um espetaculo. Saindo do mergulho, pedi para o David me deixar na praia de Rocky Cay, onde estavam os argentinos. Cheguei por volta as 13 hrs, almocei numa casa na beira da estrada, paguei por 14mil pesos o almoço e naquele calor infernal me servem um ensopado, que caralhos, Suei que nem um boi. Chegando em rocky cay, la fiquei e nao saí, praia muito gostosa, sem muito agito e nada surpreendente. Oque tem é a agua sempre bela, e uma pequena ilha que da para ir atravessando. A volta de rocky cay, fizemos de onibus publico, pagando 2mil pesos. O mesmo deixou no centro e de la fomos andando até o hostel. Fizemos uma janta e resolvemos a noite irmos para a Balada Coco Loco, uma balada bem carinha. Acho que 40 mil pesos, algo assim e a cerveja custando 20mil pesos. Mas como ja estava na chuva, resolvi me molhar e fui com a galera e foi bem divertido. Mas algo bem topzera, nao pode entrar de boné na balada. Essas coisas. No dia seguinte ja tinha marcado com as brasileiras de ir para o Aquario e Johnny Cay, fizemos com uma cooperativa de moradores da ilha que fica na praia no centro. Uma cooperativa muito boa e faz um otimo passeio. Lembrando que tem de comprar sapatilha para andar nessas aguas, devido a quantidade de ouriço na agua. E um snorkel vai bem tbm. Jhonny Cay, achei um dos melhores lugares de San Andres, pela energia do povo e pela praia bonita demais. Pena que fica pouco tempo, umas 15 hrs os barcos ja começam a retornar, entao vc acaba ficando umas 2,3 horas na praia, contando que tu almoça la e ja perde um tempo esperando o almoço. Johnny Cay Aquario Voltando de Johnny Cay fomos fechar o passeio de Parasail para fazer no domingo. Não achavamos lugar algum, pois esse é um passeio bem disputado. A principio nao iria fazer pq estava sem grana, mas resolvi fazer para domingo, Contando que eu ia embora na segunda. Fechamos o passeio que nao lembro o preço. No sabado informaram que o barco tinha quebrado e nao daria pra fazer o passeio. Apenas para segunda feira. Peguei meu dinheiro de volta e nao fiz o passeio. Pois eu iria embora na segunda e nao arriscaria fazer o passeio de manhã e perder o voo. Mas os BR foram. No dia seguinte: Sabado, fui para a piscinita e west view. Lugar muito gostoso, onde vc pode pular do trampolim ou de um toboagua que da direto ao mar. E achei mais interessante um bar ao lado, que é mais old school, um bar bem de reggae. Bem valido ir, ja que é de graça e west view tem de pagar para entrar. Por do Sol no Reggae Roots. Pra quem curte por do sol e brisa. Esse é o melhor lugar. AHH, e bebem o coco loco.Drink feito num coco com um misturado de bebida. Muito bom e uns 2 deixa loko mesmo. Lembrando que nao fui no Hoyo Soplador, pois todo mundo que foi falou que era uma bosta. Chegando no hostel, encontrei com os argentinos. E 2 ja tinham ido embora. E era feriado na cidade, resolvemos fazer uma festa no hostel. Chamei os brasileiros, uma argentina chamou 2 yankees que ela tinha conhecido. So foram os yankees, que chegaram com umas 40 cervejas, cachaças, sucos. Nao precisamos comprar nada, ficamos bebendo e ouvindo musica a noite e quando era uma da manha fomos para coco loco de novo. Todo mundo andando bebado pela ilha. Nao sei como, que entrei na balada sem pagar. Foi minha sorte. e minha economia. Hostel Palo Alto Na volta quando entro no meu quarto que tinha de estar vazio, encontro uma argentina literalmente pelada que tinha dado PT e vomitou na casa, bateu a nave. A real é que troquei bastante ideia com ela antes, e ela tinha me falado que tinha experimentado a coca de la e que era diferente da argentina e nao fazia mal a ela. QUE IRONIA hahahhahahaha Ctza que ela cheirou pra caramba e foi parar em Bagda depois. Sorte dela que todos que estavam na casa eram boas pessoas. Porque viajar e dar uma dessas, ainda mais sendo mulher é um perigo, ja que sabemos que homem é igual no mundo todo. Dia Seguinte eu nem lembro oq eu fiz. Só lembro que nao consegui fazer o parasil pois tinha sido cancelado. E sei que a noite fiz um role tosco demais, que puta que pariu. Que furada. Fomos numa festa BARRA LIBRE (open bar) em um barco. Paguei uns 60 mil pesos por ai, ou 50, sei la. Em um barco que sai a noite as 9hrs e retorna meia noite por ai. Algo assim, só que gente. É horrivel a festa, e o pior de tudo. Voce nao pode ir embora. kkkkk E o open bar é suco a estilo tampico, x tapa ou um refrigereco com cachaça ruim. Nao tem uma cervejinha. Nossa que pesadelo que foi aquilo. O que valeu mesmo foi ver a Lua cheia no meio do mar. SÓ. Quando cheguei ja estava sozinho no hostel, todos tinham ido embora. E eu ia no dia seguinte, recepcionei uma Austriaca de manha, apresentei o hostel do jeito que me apresentaram e fui para o aeroporto. Consideraçãoes de San Andreas: Apesar de ser um lugar muito turistico, me surpreendeu muito, as belezas naturais dispensam comentarios. Mas o custo la é não é caro, comparando com outros lugares da Colombia. Os nativos da ilha teem uma energia incrivel. E um lugar meio sem lei. Peguei o Voo e tinha mais um dia em Cartagena e pegaria meu voo as 18 hrs da terça feira. Chego em cartagena no hostel e encontro uma brasileira que me informou que iria no dia seguinte para praia branca, no qual nao tinha conhecido ainda. Mas avisei ela que o ultimo dia eu ia ficar de boa e até comprar umas lembrancinhas. De manha ela me acorda e me convence. A mesma disse que ja tinha ido antes de onibus, de uma companhia que sai em frente o relogio. Cobram 30 mil pesos o translado até praia branca de onibus e com almoço e 2 horas de open bar (ao mesmo estilo do barco). Deus é pai. Ela bateu o pé dizendo que 16::30 ja estava em cartagena, ja que da ultima vez foi assim. O idiota aqui resolveu ir, lembrando que meu voo era as 18:30. Resumindo: fui pra praia branca, nao achei nada demais. (Levando em consideraçao que nessa altura do campeonato eu ja comparava tudo com san andres). Praia cheio de comerciantes, jetskis na agua. Uma tremenda loucura. Eu nao curti nadinha daquela lugar. E o Bus saiu de la as 16 hrs, ou seja: era 17:00 hrs e ele estava parado no transito de Cartagena. Ja estava vendo eu perdendo meu voo. pqp. Comecei a ficar preocupado até uma hora que nao aguentei, desci do onibus e peguei um mototaxi desesperado para getsemani. Cheguei correndo no hostel, tudo cheio de areia, expliquei para a chica da recepção que eu estava atrasado, ela falou para eu ir tomar um banho, joguei uma agua no corpo enquanto ela fazia minha mala. Tudo isso em 5 minutos, ja tinha feito o check-out antes. Peguei outro mototaxi para o aeroporto e chego 18:10, ja estava quase desistindo. Quando entro no aeroporto há uma filha de umas 40 pessoas para dar baixa na imigração. Fui explicando para todo mundo que eu estava atrasado, sem saber falar ingles. Nem sabia como me comunicar de tao desesperado que eu tava, mas rolou. Passei na frente de todo mundo e fiz a baixa. Ao melhor jeito Joel Santana, dei um grito de felicidade no saguao em direção a fila: Thank you my people !!! Pessoal riu de mim como se eu fosse um idiota, mas a alegria era muita. Cheguei no portao de embarque e ainda nao tinha entrado ngm no aviao. Fiz uma viagem meio sujo, mas de boa. kkkkk Graças a Deus deu tudo bem. Uma viagem incrivel, com alguns perrengues. Mas que sao sempre validos, Considerações da Colombia: Em grandes metropoles como Bogotá e Medellin, notei que a população tem se conscientizado muito sobre equidade social, eduação. É realmente o país mais progressista da America do Sul. Logico que tem os mesmos problemas de violencia como qualquer país sulamericano. Mas é nitido que eles estao lutando para transformar isso. Ja no norte, Santa Marta, Cartagena, vejo que há uma desiguldade muito grande e achei o povo muito olho grande. Vao querer sempre sair ganhando algo de voce, nao importa como. Nada é de graça, talvez por ser mais turistico. Cartagena é uma cidade bem legal, bonita e historica. Mas se eu nao fosse, nao sentiria falta alguma. Pois oq ha para visitar é apenas a cidade amuralhada e a parte empresarial que é Boca Grande. Mas cada um cada um, certeza que a maiorias das pessoas que visitaram, curtiram muito. Achei o custo de vida até mais caro que aqui, nas questoes de refeições, cervejas. No total fiquei 23 dias Passei por Bogota, Medellin, Guatape, Santa Marta, Tayrona, Cartagena e San Andres. Ao todo gastei na media de R$: 5700,00 Foi uma grana alta, pois achei que gastaria menos. Mas como ja estava la, resolvi nao passar vontade de nada. saí sempre que pude, tomei cerveja quando tava com vontade. Nunca ostentando, mas nunca passando vontade. Foi uma viagem bem valida pra mim, pois viajar sozinho nos ajuda muito a conhecermos a si mesmo. Quando se está só, tem momentos que é voce e sua cabeça. Se voce ainda nao viajou sozinho. VÁ Não espere ninguem, pq o tempo passa e a vida é curta. Quem tiver duvidas, só da um toque que respondo em breve.
  24. 1 ponto
    Ahhh Veneza... Desde que assisti o filme O Turista com o muso Johnny Depp, esse destino entrou para minha listinha de coisas para fazer antes de morrer... Porém, por ser uma cidade conhecida pelo romantismo, fui deixando de lado já que vivo viajando solo (tá difícil um mozão kkk). No entanto, esse ano a oportunidade irrecusável surgiu! Com meu intercâmbio em Malta (pertinho da Itália), era a hora de conhecer a cidade das gôndolas!! Vou contar então o que fiz em 2 dias por lá, conhecendo muitos pontos turísticos e também pontos não muito conhecidos! Vou falar sobre coisas que legais que você faz de graça e outras que vale a pena gastar um pouquinho! E no final, estou passando dicas para não voltar falido!! Primeiro conselho que dou é: Veneza é a cidade perfeita para se perder!! Bater perna e andar sem rumo... Entrar e sair de rua e aproveitar as surpresas do caminho! Vamos lá ao roteiro: 1º dia Para iniciar o roteiro, nada melhor que partir do coração da cidade.. Piazza San Marco Ela é a praça principal de Veneza e considerada como salão de visitas da cidade! Muito popular pelo seu tamanho e prédios em seu entorno! A praça é considerada como ponto mais visitado de Veneza, então dá para ter uma idéia da quantidade de gente por lá né... Ao interessante sobre a praça é que ela é o ponto mais baixo de Veneza e quando a maré está alta, ela fica alagada transformando totalmente o cenário. Eu não sou fã de lugares lotados, mas a praça em si é tão bonita que vale a pena!! E fiquei um bom tempo por lá. Já que estamos aqui, o que mais chama atenção na Piazza San Marco, sem sombra de dúvida, é a magnífica Basílica di San Marco!! Ela é realmente grandiosa, acho que nunca vi nada parecido!! Uma arquitetura belíssima, considerada uma obra-prima bizantina fora do território do Império do Oriente. Para se ter uma noção de sua grandiosidade, a basílica possui 4 mil metros quadrados de mosaicos. A entrada na basílica é grátis, mas quem quiser entrar no museu é preciso pagar 5 euros e com essa entrada você tem direito de subir até o terraço e apreciar a vista. Para visitar o tesouro são mais 3 euros e a pá de ouro mais 2 euros. Continuando pela praça, contemple a Torre do Relógio, ou Torre dell’Orologio. Ele mostra as horas, dia, fazes da lua e zodíaco. No alto dele existem duas estátuas, um senhor e um jovem que batem as horas no sino representando a passagem do tempo. Nesse também está a figura do leão de São Marcos, um dos símbolos de Veneza. Ainda na praça, do outro lado do relógio, visite mais uma atração icônica de Veneza, o Campanário di San Marco. Essa impressionante torre possui 98,5 metros de altura, e claro, é o edifício mais alto da cidade! No alto do Campanário tem uma pirâmide, mais uma vez composta pelo típico leão e no seu topo a figura do Arcanjo Gabriel. Fonte: www.brandpress.com.br A entrada custa 8 euros. Ainda no entorno da praça, siga para o Palácio Ducale. O imponente edifício gótico, também conhecido como Doge’s Palace ou simplesmente Palácio do duque, foi construído como castelo fortificado, depois acabou sendo utilizado como prisão e fortaleza, então como sede do governo de Veneza e por fim, hoje é um importante museu. Quem deseja conhecer mais sobre a historia de Veneza, a visita é uma boa pedida. Um fato interessante é que o famoso escritor Casanova foi prisioneiro do local em tempos antigos e conseguiu fugir pelo telhado. O ingresso custa 19 Euros. Depois da visita ao palácio, atravesse a famosa Ponte dos Suspiros, que ligava o palácio a uma antiga prisão. Desse fato saiu a lenda sobre o nome da ponte, que dizia que os prisioneiros davam seus últimos suspiros de liberdade quando passavam por ela. Já em frente ao Palácio, caminhe pela super movimentada avenida Riva degli Schiavoni e aproveite para tirar fotos nos pontos de estacionamento das gôndolas. Dali você também terá uma vista linda para a imponente Basílica de San Giorgio Maggiore. Essa é uma das vistas mais famosas de Veneza. Depois de passear e tirar fotos, siga em direção a Ponte Rialto. A mais famosa e movimentada ponte de Veneza e foi a primeira a ligar as duas margens do Canal Grande. Ela é linda, com muitos detalhes e uma vista linda! Possui duas rampas, onde em seu interior existem várias lojas. Atravesse ela para visitar o Campo San Giacometto, um antigo ponto comercial. E é lá também que fica a igreja mais antiga da cidade, a igreja de San Giacomo. Ela fica no coração de Rialto e possui um relógio solar. A visita no interior da igreja de San Giacomo é gratuita e achei a região bem agradável e tradicional. Dali volte para a direção do Grande Canal e passeie pela avenida Riva degli Vin. Essa margem e bem bonita e possui vários restaurantes e cafés italianos. O preço é salgadinho, como tudo ao redor do grande canal, mas com certeza vale a visita. * DICA: Durante todo esse caminho você vai passar pelo Grande Canal que é a maior via aquática de Veneza, mas também vai passar por lindos outros pequenos canais. Existem por volta de 150 canais cortando a cidade, cada um com seu charme e sua ponte. Vale muito a pena se perder entre eles. 2º dia Para o segundo dia reservei conhecer as partes menos turísticas de Veneza!! Iniciei meu dia no bairro mais genuíno da cidade o Cannaregio! O bairro é bem tradicional, onde você pode ver os costumes e cotidiano dos venezianos, sem muito movimento turístico! Passeie com calma, sentindo o clima! No bairro siga para o Gueto Judeu. Considerado o primeiro gueto hebraico da Europa, a região em um mergulho tradicional!! A região é linda e foi uma das coisas que mais gostei de fazer em Veneza. Por lá existem ainda restaurantes e lanchonetes que servem comidas e doces típicos judaicos. Um lugar no Gueto que gostei muito foi a praça Ghetto Nuovo, onde vi vários judeus bem tradicionais. As sinagogas do bairro foram construídas em meio aos prédios, sem alarde, sendo até difícil identificá-las. Depois do passeio, siga em direção ao bairro Castello e dedique um tempinho para conhecer o Campo Santi Apostoli. O lugar é lindo e super fotogênico!! Por lá você poderá visitar também a igreja Santi Apostoli, comer algum lanche em barraquinhas e tirar muitas fotos na ponte do canal da praça. Siga novamente para a ponte Rialto para atravessar o canal e seguir até a igreja Santa Maria dei Frari. Em frente a igreja, esta mais um belo campo de Veneza. Com uma ponte muito bonita! A igreja Santa Maria dei Frari é muito importante e abriga obras famosas, como uma escultura de madeira de São João Batista feita pelo famoso Donatello. O valor da entrada são 3 euros que ajudam na preservação da igreja. Esses foram os pontos que visitei, mas o que mais fiz em Veneza foi me perder e andar sem rumo. A cidade é linda e única... Cada cantinho aguarda uma surpresa! Dicas práticas para você economizar na sua viagem: Substitua o passeio de gôndola Muita gente vai a Veneza justamente para fazer o passeio de gôndola com todo seu misticismo romântico, porém, prepara o bolso. São 80 euros para mais ou menos 40 minutos de passeio pelos canais. Vale lembrar que esse valor é por gôndola. Mas para quem quer passear pelos canais, mas não quer gastar tanto, vale pegar um watertaxi para se locomover. Com isso você pode montar seu próprio city tour. Passeio panorâmico pelos canais fora da gôndola Mais uma dica é pegar a linha 1 do Vaporetto (transporte publico em Veneza) para fazer um passeio panorâmico pela cidade. A linha cruza as principais atrações da cidade. Lojas X barraquinhas Por Veneza você vai ficar maluco com tanta loja vendendo coisas lindas!! Desde souvenir até as famosas máscaras venezianas. Muitas lojas tradicionais vendem máscaras bem caras, mas se você não puder gastar muito e quiser trazer uma máscara de recordação, minha sugestão é comprar em alguma barraquinha de rua. Foi exatamente o que fiz, comprei a minha por 12 euros e ela é linda! Hospedagem Se não quiser falir se hospedando em Veneza, minha sugestão é ficar na região de Mestre ou Marghera. Eu fiquei no Camping Village Jolly em Marghera e valeu muito a pena!! Não se assuste com o nome camping, porque lá você vai ficar em uma casinha de madeira com banheiro e wifi! Além de ter uma linda e organizada estrutura, o camping oferece uma hospedagem barata, com restaurante e mercado dentro do local e ainda transporte de ônibus ida e volta para Veneza por 5 euros. Em 15 minutos eu chegava na estação de trem em Veneza, já pertinho da Piazzale Roma. Almoço e janta Veneza possui muiiiitos restaurantes caros, principalmente perto das atrações mais turísticas e entorno do Grande Canal. Para fugir disso, dê preferência aos restaurantes nas ruelas alternativas. Além de ter muitas opções de estabelecimentos que vendem pedaços de pizza, sanduíches e até kebabs.
  25. 1 ponto
    Mercado da Ribeira tem vários box com comida típica. Se quiser experimentar o tempero de um chef portador de 2 estrelas Michelin procure o box do Henrique Sá Pessoa! Da para ir na Alfama conhecer o bairro mais antigo da cidade (ficou intacto depois do terreno de 1755), fundado na época da invasão dos Mouros no séc. V. Por lá tem o castelo de São Jorge, com destaque ao relógio astronômico projetado por Da Vinci. Tem os miradouro com vista de tirar o fôlego, a exemplo do de Santa Luzia... E a imperdível feira da Ladra! A noite pode desfrutar das casas de Fado (vadio de preferência... RS), que restam por lá .
  26. 1 ponto
    Passaporte vencido só lhe traz problema, ainda mais no exterior, geralmente você nem consegue comprar passagem com um passaporte vencido. Mesmo ele estando ilegal, eu procuraria o consulado brasileiro mais próximo e solicitaria um passaporte novo. Mas se ele quiser tentar comprar a passagem e ver o que acontece chegar na Espanha, é por conta e risco dele, pode ser que ele consiga chegar lá sem problema, mas a história dele na Europa também pode acabar lá no aeroporto, na hora do embarque... Me desculpe o seu amigo, mas é muito desleixo deixar chegar nesta situação, agora se ele não conseguir chegar a tempo na Espanha por causa do passaporte vencido, pode acabar perdendo talvez a única chance de conseguir se regularizar. Em todo caso, boa sorte.
  27. 1 ponto
    E aí galera! Me chamo Juliane, tenho 20 anos amo viajar, sou do Rio de Janeiro. Faço curso Técnico em Guia de Turismo. Tenho muita vontade de fazer um Mochilão porém sozinha tenho um pouco de medo RS minha idéia é mochilar sem ou com pouco dinheiro de carona. Dormir em hostels, camping tudo que for bem econômico. Estou querendo ir em Março de 2020. Procuro alguém com tempo e disposição. Se tiver alguém com o mesmo propósito só me chamar no WhatsApp (21) 98953-7397
  28. 1 ponto
    CARONA COLABORATIVA. TENHO O CARRO PARA IRMOS. SAINDO DO AEROPORTO DE BRASÍLIA 9H DA MANHA SENTIDO CAVALCANTE NO DIA 26/10 VOLTA DE SÃO JORGE X AEROPORTO BSB DIA 31/10 ÁS 6:30H DA MANHÃ.
  29. 1 ponto
    Quando estará em Lençóis? Vou de 24 A 27 de setembro.. inclusive procuro pessoas p dividir passeios rs
  30. 1 ponto
    Na primeira vez que visitei Colônia não gostei nem um pouco. Refletindo depois, descobri que o motivo principal foi ter escolhido a cidade para fazer a entrega do carro alugado e logo próximo a estação central. O trânsito caótico estressou , assim como acabei escolhendo errado os pontos a visitar. No seguinte voltei com um roteiro mais bem definido e tive outra experiência. Eis um resumo das minhas impressões : - Não tente dirigir no centro da cidade - A Catedral de Colônia é realmente impressionante por fora e por dentro e tem visita gratuita. - Os (melhoreS) pubs de kolsh são quase sempre lotados e os graçons são realmente mal humorados ou como dizem, tem um senso de humor peculiar. Mas são imperdíveis, até para quem não gosta de cerveja. - As cervejas kolsh são todas iguais , visitei uns seis pubs de cervejarias diferentes e não senti grande variação entre elas - O cartão de turista vale a pena se for entrar nos museus. Por falar neles, achei o Museu Wallraf–Richartz fantástico. Do jeito que eu gosto, pequeno o suficiente para não cansar e com uma qualidade de obras e variedade excepcional. O museu romano ao lado da Catedral também valeu bastante a visita. Recomendo os dois. - A região central de comércio da cidade é basicamente uma 25 de março, totalmente sem graça. Fuja. Foi um dos motivos de não ter gostado da primeira vez que visitei. - A região mais legal para bater pernas é bater pernas da ponte próxima a catedral até o museu do chocolate na beira do rio reno. Não deixer de visitar o quarteirão da Igreja St Martin, que concentra construções restauradas em estilo típico antes da guerra.
  31. 1 ponto
    Período: 11 a 16/08/18 Pessoas: 8 adultos e 3 crianças (2, 5 e 6 anos) Passagens: Latam – voo direto SDU a FOZ. Hotel: Tarobá – muito bom. Hotel com boa estrutura: área para crianças, piscina, guarda volumes, sala de repouso, sala de TV, agência de viagem, loja, cadeira de massagem, outros. Boa localização, limpeza e equipe muito atenciosa. Normalmente, compro tudo separado, mas comparando os preços, compensou fazer pela Decolar que trouxe voo direto e hotel de boa qualidade, podendo parcelar em 10x. Preços – maioria do Ticket Loko Roteiro dia a dia: Dia 1 (sábado) – pegamos ônibus 120 em direção ao Terminal de Transporte Urbano (TTU), valor R$ 3,55. É ônibus comum de linha, não daqueles rodoviários que têm bagageiro etc. Mas, entramos com nossas malas e foi tranquilo. Aproximadamente meia hora até o hotel. Fizemos o check in, almoçamos no mercado Mufato que fica perto do hotel. Aproveitamos para comprar itens como biscoitos, água, bolinhos, enfim, coisas essenciais para quem está com crianças. No mercado, há caixa 24h. Por volta de 17h30, saímos para o Marco das 3 fronteiras brasileiro. Lá no Marco, compramos o passaporte 3 fronteiras, custa R$ 89 para adultos e R$ 39 criança (a partir de 6 anos; se for menor de 6, não precisa comprar, pois a criança só vai pagar R$ 10 nas Cataratas). Dá direito à entrada no Marco, Cataratas e visita à Itaipu com Ecomuseu – além de alguns descontos que não usamos. Vale a pena! O Marco brasileiro é muito bonito, tem apresentações de dança, loja e locais para comer. Estava um frio absurdo. Se for à Foz no inverno, esteja sempre com agasalho na bolsa. Dia 2 (domingo) – em frente ao hotel, há um quiosque do Ticket Loko onde compramos os ingressos para todos os demais passeios que queríamos fazer. Eles trabalham com descontos e, passando de R$ 500, a compra pode ser parcelada em até 3x no cartão. Uma viagem à Foz, basicamente, inclui ficar saindo e entrando de atrações pagas. Não é aquele tipo de viagem de colocar a cadeira de sol na areia da praia e ficar o dia inteiro curtindo o vento. Então, separe um dinheirinho. Algumas agências (como a própria Decolar) vendem ingressos podendo parcelar em 10x, mas costuma sair mais caro que o Ticket Loko. Após a compra dos ingressos, pegamos o ônibus 120 sentido Cataratas. Resolvemos visitar primeiro o Parque das Aves (R$42,75). O local é muito bonito. Não almoçamos, comemos numa lanchonete lá no parque – a coxinha é maravilhosa! Saindo do parque, seguindo por uns 5 minutos, está o Parque Nacional das Cataratas \o/ (ingressos já inclusos no passaporte 3 fronteiras). Não sei se pela data (Dia dos Pais), o parque não estava tão cheio. Após entregar os tickets, você entra numa fila para apanhar um ônibus que para em alguns pontos dentro do parque. Conseguimos sentar na parte superior que é semiaberta, dali fomos curtindo o visual. Descemos no ponto a partir do qual se acessa uma trilha de cerca de 1,2 km para as Cataratas. Quem tiver dificuldades de locomoção, pode descer num ponto acima. A caminhada na trilha é muito tranquila, você vai adentrando e tendo a vista daquela maravilhosa obra de Deus. É fabuloso. Por volta de 16h, fomos até o ponto da trilha para fazer o passeio Macuco Safari (R$199). Primeiro, pegamos uma caminhonete até certo trecho, depois você pega um veículo elétrico que te deixa num ponto onde você pode guardar suas coisas (R$10, o armário). Leve roupa, chinelo e toalha. Como fomos no inverno, ao sair do passeio estava muito frio, felizmente, tínhamos levado casaco. Em seguida, pega-se um funicular que desce até o ponto do rio onde embarca-se num bote. O bote vai seguindo pelo rio e chega em um ponto onde se pode admirar as cataratas, depois ele segue para a parte mais emocionante que é o banho!!! O tempo total de passeio e deslocamentos é de cerca de 2 horas. O passeio é caro, mas vale muito. Nesse passeio, fomos meu marido, minha cunhada, minha filha de 5 anos (não pagou, acho que só cobram para crianças a partir de 8 anos) e eu. Eles dizem que o passeio é seguro e, me parece que crianças a partir de 2 anos já podem ir. Não recomendo para crianças tão pequenas, pois ele fica em baixo da queda d’água por uns segundos, parece que você vai se afogar, além daquele volume de água batendo no quengo rsrs. Minha filha curtiu a emoção do barco, mas não gostou da água gelada rsrs. Procurei protegê-la com meu corpo para que ela não tivesse essa sensação de perder o fôlego. No final, esse é um passeio que recomendo muito e que faria de novo! Na saída, há táxis e ponto de ônibus da linha 120. Dia 3 (segunda) – reservei esse dia para ir ao Paraguai, pois tinha lido que costuma ser mais vazio às segundas. Pegamos um ônibus perto do mercado (R$ 6). Demorou um pouco, pois a travessia da ponte é muito lenta. Antes da viagem, vi muitos vídeos sobre o Paraguai que me ajudaram a ter noção das coisas. É fundamental fazer uma lista, pois são muitas coisas para ver e o processo de compra nas lojas não costuma ser rápido (não é só escolher o produto e pagar no caixa; em geral, tem que fazer cadastro, se quiser testar, tem que entrar em outra fila etc etc.). Durante a viagem, acabamos voltando por mais 2 vezes. Percebemos que seria mais rápido ir de táxi e atravessar a pé. Os táxis ao lado do TTU cobram cerca de 18 reais, levam uns 10 minutos e, para atravessar a ponte, leva-se mais uns 10 minutos andando. Não nos pediram documentos para entrar e, para sair, em uma das vezes, um dos carros foi revistado. Tranquilo. Apesar de o dólar estar alto quando fomos (variando em R$3,96), ainda assim, compensa comprar. As lojas mais baratas que vimos foram: Mega e Mega Eletrônicos, Atacadão Games, Charme (Perfumes), uma loja logo na entrada do Shopping Del Este, lado direito, também tinha bons preços para produtos de cabelo. Recomendo levar somente bagagem de mão (até 10kg) e comprar, antes, um despacho de bagagem de volta (até 23kg). Daí, é só comprar uma mala no Paraguai para poder trazer as coisas sem preocupação com o peso. Com os índices de furto de bagagem, sugiro despachar roupas e itens de menor valor e levar as coisas mais caras na bagagem de mão. Dia 3 (terça-feira) – esse dia estava reservado para cataratas argentinas, mas alguns de nós não estávamos bem fisicamente e mudamos a programação. Fica para a próxima. À tarde, fomos no complexo Dreamland. Eu só tinha interesse no Vale dos Dinossauros e Bar de gelo. Porém, como o ingresso para fazer as 4 atrações era quase o mesmo preço de fazer só 2, acabamos comprando o pacote 4 em 1 que inclui Museu de Cera, Maravilhas do Mundo, Vale dos Dinossauros e Bar de gelo, já que alguns não conheciam (R$ 128, 86 adulto, para criança era em torno de 80 reais, não anotei). Minha dica é que se veja uns vídeos dos locais para se ter noção dos locais e avaliar se vale. Eu gostei muito do Vale, principalmente, por causa das crianças. O bar de gelo também é muito divertido, mas é muito difícil ficar até o final – os dedos congelam. Dica: apesar de eles oferecerem casaco e luva, leve agasalho pesado, principalmente, luvas, touca e meias. Nós levamos tudo, mas, ainda assim, alguns tiveram que sair antes, pois as crianças não aguentaram muito. Faz parte, mas, gostei kkk. Eles tiram várias fotos lá dentro. Ficam bem legais. Compramos o kit que eles mandam pelo WhatsApp por ser mais barato. No final, pegamos um táxi até o shopping onde jantamos. Dia 4 (quarta-feira) – pela manhã, pegamos um ônibus no TTU e fomos para Itaipu (ingressos já inclusos no passaporte 3 fronteiras). São as linhas 101 a 103; leva uns 30 minutos. Fizemos a visita panorâmica que é a permitida para crianças. O passeio é maravilhoso, é muito bonito ver uma empresa desse porte em nosso país, no trajeto, vê-se a integração da tecnologia com a natureza (muitas árvores e animais pelo caminho). Saindo de Itaipu, fomos ao Ecomuseu (ingressos já inclusos no passaporte 3 fronteiras). Ao lado do hotel Tarobá, há uma lanchonete/restaurante que serve pratos bons, com preço bacana. Almoçamos e descansamos um pouco. Às 16h, tínhamos agendado o citytour (R$ 60 adulto e R$30 criança) que vai para Argentina. Aqui, precisa apresentar documentos para entrar e sair e, se a criança estiver com apenas um dos pais, tem que ter a autorização autenticada em cartório daquele que está ausente. O roteiro inclui paradas na Aripuca (vale comprar a compota de madeira comestível), Marco das Três Fronteiras (vista bonita) e centro comercial (local simples onde se pode comprar doce de leite, azeite e outros). Dia 5 (quinta-feira) – fomos ao Paraguai pela manhã e depois arrumamos as malas para voltar. Como estávamos em um grupo grande, e agora com mais malas, optamos por um transfer. Essa viagem foi muito boa. Pegamos dias de sol e noites bem frias. O destino Foz, Ciudad Del Este e Puerto Iguazu tem muitas atrações e, como falei, a maioria é paga. Por outro lado, costuma se achar bons preços de passagens e hospedagem e o preço da alimentação é muito parecido com o que se paga no Rio de Janeiro, 25/30 reais numa refeição. Sobre a quantidade de dias, achei ideal o tempo que ficamos, pois conseguimos passear com calma. Ter disponível um carro alugado traz conforto e rapidez, mas, em geral, os deslocamentos podem ser feitos com os ônibus de linha ou táxi, sem grandes dificuldades. Algumas atividades como Cataratas Argentinas, Museu 3d, Templo Budista e Mesquita não foram feitas, pois tivemos contratempos de saúde. Ir a churrascarias e sair à noite não era nosso foco por conta das crianças. A viagem é super indicada para crianças e pessoas de todas as idades. Ver as cataratas é algo que todos deveriam fazer, pelo menos, uma vez na vida!
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    Bem vinda. Região de Atacama e Uyuni acredito não ser ideal para levar bebês, muito frio, no tour de 3 dias até Uyuni os recursos são um pouco escassos, é um deserto literalmente, locais para banho nem sempre tem água quente em abundancia.Se seu bebê tiver algum probleminha por lá, pode ser fatal. Agora em Santiago, La Paz e Cusco da para leva-lo sim.
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    01/11- Dia 2 (Um dia bem heterogêneo) Então, depois do aperto no dia anterior acordei cedo, mas não tão cedo assim, e resolvi fazer algo mais leve e também inédito para mim: andar de caiaque. A lagoa é um lugar muito calmo e tranquilo tanto para caiaque quanto para SUP, e como o hostel fica pertinho dela fui ver se valia a pena esse negócio aí, peguei o bicho e o levei nas costas mesmo, outro erro, aquela parada é pesada pra cacete, mas tudo bem, vim ao mundo para errar o máximo que puder e nessa viagem eu estava ficando bom nisso. O passeio foi ótimo, apesar do vento e da chuvinha que caiu deu para aproveitar bem, foram cerca de duas horas de passeio. O aluguel do caiaque era R$ 10,00 a hora ou R$30,00 o dia todo, como nunca tinha andado senti muito cansaço nos braços, então voltei meio rápido para devolvê-lo e tentar ir para a Barra da Lagoa andar pro mato, que é isso que nóis gosta de verdade. Outra coisa, acabei molhando um pouco, bem pouco mesmo minhas roupas e tive que lavá-las no mesmo dia, a água da lagoa tem um cheiro muito forte de peixe morto misturado com... seilá, pensem em algo bem fedido, em alguns pontos mais do que em outros, por isso tem tão pouca gente na água por lá (na 3ª foto da pra ver que não é tão limpinha assim). Então, por volta de meio dia saí do hostel, já sem o cheiro de peixe morto, arrumei minha mochilinha agora com lanterna, uma calça estilo do exército – pois ela é extremamente resistente, e comida, muitas frutas e bastante água. Peguei um latão até a Barra e assim, eu sou do interior do Paraná, não estou acostumado com essas coisas então, qualquer passeio de ônibus pela ilha e eu ficava bestificado com as paisagens, ficava feito uma criança sendo levada para passear, olhava pra um lado, para o outro, tirava foto de tudo e sorria para qualquer morro ou clareira onde via o mar ou lagoa , um completo idiota apaixonado pela natureza e pelas coisas simples que a vida nos trás, e estas ,completamente de graça. Bom, cheguei ao ponto final e fui em direção ao Projeto Tamar ver umas tartaruguinhas, é pertinho, dá uns 10 minutos a pé. A entrada também é barateza, se não me engano não chegava a R$10,00 a meia. Entrei, dei uma volta, tirei umas fotos e vazei, pois meu objetivo não era turismo de turista e sim entrar no mato pra sofrer um pouco. A Barra é bem bonita, praia limpa, e tem a entrada da Lagoa que tem uma água em um azul belíssimo. Passei a ponte e segui para as “piscinas naturais” que praticamente é uma barreira de pedras que fazem com que o mar fique menos agitado nessa região, porém o mar tava meio agitado demais e não deu para entrar, pouco antes disso tem como se fosse um mirante, umas pedras bem altas que dá pra ver até algumas praias mais ao norte da ilha, muito bonito e também foi onde eu vi um golfinho nadando não muito longe de uma tartaruga. Fiquei novamente bestificado, gritei avisando umas meninas que estavam saindo dali e talvez não tivessem visto essa cena, então uma delas me disse “– pois é, eles sempre estão aí.” virou as costas e foi embora. Novamente me senti um completo idiota do interior. Bom, na minha cidade não tem golfinho, então me sentei e fiquei ali os observando por mais algum tempo. Agora a trilha, para chegar desde a ponte até as piscinas é uma caminhada de cerca de 20 minutos bem tranquila, mas depois, bem, depois eu não sei pois entrei na trilha errada. Isso mesmo, consegui me perder antes mesmo de começar. A trilha começa nas piscinas naturais, dá a volta no morro, sobe a Pedra Da Boa Vista e termina na praia da Galheta. Mas como a única trilha que encontrei foi um carreirinho pelo meio do mato, resolvi segui-lo, e ao invés de dar a volta no morro eu acabei subindo ele, quando eu vi, já não tinha mais trilha na minha frente e eu estava no meio do mato sem saber onde estava, e desta vez eu só estava acompanhado da minha mochila. Pois bem, quando vi que estava completamente perdido sentei no chão, botei minha calça, aquela calça que só estava fazendo peso na mochila, vesti minha camiseta, que nesse dia tava muito quente mas eu precisava vestir ela, pois ia ter que praticamente abrir uma trilha, peguei meu celular e por sorte o GPS funcionou bem. Então eu tentei seguir uma linha reta onde eu achava que a trilha ia passar e fui, mais ou menos 1 hora abrindo trilha no chute e cagado de medo, que não foram poucas as vezes em que pisei no mato e vi ou ouvi uma cobra saindo dele. Mas na primeira vez eu já peguei um galho e ia batendo antes de pisar para tentar assustá-las e caso fossem morder que mordessem o pau e não meu pé. Então, quando já tava quase desistindo de encontrar e pensando em voltar, mesmo também não tendo certeza do caminho de volta, encontrei a trilha principal, e isso foi uma alegria enorme. Eu estava no alto de um morro, saindo do mato em uma clareira que tinha uma vista linda para o mar e para as pedras lá em baixo. Fiquei muito feliz pela minha estratégia ter dado certo pois não saberia o que fazer se tivesse que tentar voltar de onde estava. Segui então para a Pedra da Boa Vista, e o nome realmente faz jus à sua reputação, a vista é sensacional, tanto do mar de fora quanto da lagoa, do mar e das praias no lado de dentro, eu acho que foi a vista mais bonita que eu tive em toda a ilha. É nessas horas que eu vejo que cada arranhão, cada sufoco, cada gota de suor que eu via caindo do meu rosto, riscado pelos galhos enquanto eu abria um caminho no meio do mato, valeram a pena. Você não pode ignorar as dificuldades que a vida te trás, talvez ter ficado lá em cima sentado e fazendo meu lanche não tivesse sido tão prazeroso se eu não tivesse passado ralado tanto pra chegar lá, nós valorizamos bem mais as coisas na dificuldade, a dificuldade nos fortalece. E como eu adoro sentar e comer qualquer coisa olhando para um lugar belo, fiquei lá por alguns minutos, as fotos pelo celular não conseguem trazer a completa beleza do lugar, só estando lá para perceber. (nestas duas primeiras fotos dá pra ver parte da trilha do dia anterior, começa do outro lado, no meio da foto, naquele aglomerado de casas e termina, olha, eu não sei onde termina, mas pelo que eu vi no mapa, é pra frente daquela pequena vila no canto direito da segunda foto) Depois do merecido descanso era hora de descer, a descida é um pouco longa mas com o visual sensacional de sempre, visual este que eu não me cansava de apreciar, a saída fica na Praia da Galheta, linda demais mas não tirei muitas fotos, pois por ser uma praia de nudismo é melhor não arriscar aparecer uma gereba no meio dos arbustos, e também que é proibido, eu acho. Como estava um pouco frio e a praia quase deserta eu resolvi me molhar um pouco, não havia levado roupa para isso, mas também, nem precisava. Mergulhar pelado é bom demais, e o melhor de tudo é que das poucas pessoas que estavam ali, ninguém tava nem aí pra mim naquele, estado natural. Atravessei a Galheta, e no final dela tem uma pequena trilha para a Praia Mole, depois disso fui a pé mesmo para o hostel, bem longe por sinal, dá uns 6 km, mas eu não ia pegar 4 pila em um ônibus quando eu podia andar. Depois do banho resolvi que ia conhecer um lugar chamado The Wine Pub no centro da cidade, quando estava saindo conheci um pessoal e fomos todos juntos, eu já tinha ouvido falar bem do lugar, mas não imaginava que a experiência seria tão boa assim. A recepção, o lugar, o sistema, as companhias, tudo foi sensacional. Para quem não conhece vou falar um pouco sobre: eles utilizam maquinas chamadas “WineStation” onde eles botam a garrafa e vendem pequenas porções com preços proporcionais a garrafa dela, então vão ter doses de 30 até 150ml onde você pode pagar de R$9,00 até R$ 250,00 a dose. É uma ótima oportunidade para quem aprecia vinhos diferentes, ou para pessoas como eu, que não entendem absolutamente nada mas gostam de um vinhozinho. De qualquer jeito foi uma ótima experiência, bem diferente da próxima, onde vimos uma placa bem grande escrito “Rodízio de Pizza por R$25,00” e caímos feito um lambari vendo uma minhoca no anzol kkkkk. Mas vamos falar de coisas boas e não deixar essas experiências ruins atrapalharem um lindo dia. Depois disso, novamente terminei meu dia na Lagoa, tomando uma cervejinha e caminhando por lá, porém, agora com meus 5 novos amigos. Bom esse foi o segundo dia e quase que o mais cansativo, se alguém quiser informações sobre coisas boas, ruins, valores ou qualquer coisa é só dar um grito. Obrigado por lerem até aqui, acho que amanhã eu posto como foi o último dia, Abraço.
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    Casal100 , Muito legal o passeio de vcs, escolheram um roteiro muito bacana. Fazer tudo andando parece mais assustador do que realmente é, fiz uma caminhada semelhante a essa ano passado por praias nordestinas e podemos assegurar que a visão que temos do passeio muda radicalmente pra melhor quando é feita na sola do pé. Parabéns.
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    54 dia - 21.02.2017 - Terça-feira VALE DO CONTESTADO FINALMENTE CHEGADA A CHAPECÓ 22° dia Saída da entrada do distrito de Arvoredo e chegada a Chapecó - SC +- 22 kms em aprox. 04:30 hrs. Acumulado total: 1243 kms Acumulado rumo Chapecó: 367 kms kms(de Laguna a Chapecó). Ônibus: Acumulado Ônibus: 355 kms Acordamos mais tarde, pois o ônibus que nos levará até o ponto, que terminamos ontem, só sai às 07:30hrs. A rodoviária fica a uns 500 metros do hotel. Compramos passagem pela empresa Reunidas $7,15 por pessoa até o ponto. Em +- 30 minutos chegamos ao ponto, começamos a caminhar na mesma estrada asfaltada com acostamento estreito e com muito movimento de veículos. Dessa vez foi diferente, foi praticamente uma descida e uma subida, fortes e de mais de 10 kms cada. Lindo visual de montanha, paramos numa fábrica de sorvete na chegada de Chapecó e esbaldamos. Apesar do trecho ser curto, o forte calor atrapalhou muito . A chegada a Chapecó foi bem tranquila, no caminho já conhecemos a ARENA CONDÁ (estádio da Chapecoense) uma fila enorme de jovens inscrevendo na peneira do time. Rapidamente achamos um hotel razoável e já alojamos. Depois de um bom banho, pegamos um ônibus no terminal urbano no centro (uma quadra do hotel) e fomos conhecer o shopping center da cidade, aproveitamos e Almoçamos um Self-service à $44,90 o quilo. Descemos próximo à igreja matriz e conhecemos a redondeza. Hospedagem: Hotel Chapecó, centro, perto da matriz e terminal urbano. Camas boas, wifi, frigobar, ar condicionado, limpo. Preço $76 por pessoa com café da manhã. CHAPECÓ: a maior cidade da região, ótima estrutura hoteleira e de apoio ao turista. Linda e organizada. Algumas fotos: VER DIA ANTERIOR
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    53° dia - 20.02.2017 - Segunda-feira VALE DO CONTESTADO RUMO A CHAPECÓ 21° dia Saída de Seara e chegada a Entrada do distrito de Arvoredo - SC +- 21 kms em aprox. 04:40hrs. Acumulado total: 1221 kms Acumulado rumo Chapecó: 345 kms kms(de Laguna a Chapecó). Ônibus: Acumulado Ônibus: 355 km. Acordamos bem cedo, definimos que faríamos essa etapa de 43 kms em 2 dias, devido ao forte calor que estava previsto para a região, aliado às grandes e fortes subidas e descidas. Saímos por volta das 05:20hrs, andamos pequeno trecho dentro da cidade. Começamos a caminhar pela rodovia asfalta sem acostamento, com muitas curvas fechadas e uma íngreme e longa subida, com grande movimento de veículos, principalmente caminhões (maioria de porcos e ração). Depois dessa subida pegamos uma forte descida longa, em curvas. Paramos no posto Ipiranga (a uns 10 kms de Seara) tomamos um cafezinho e comemos torrone. Gentilmente a proprietária nos deu água gelada, que amenizou o forte calor que reinava. Continuamos na mesma toada, subidas e descidas fortes e longas, com muitas curvas fechadas, grande movimento de carros e caminhões, para piorar a situação o mato alto atrapalhava ainda mais a situação. Sabíamos que tinha um ônibus da empresa Reunidas que sairia às 09:30hrs de Chapecó com destino a Seara, então depois de pouco mais de 4 horas e meia, terminamos depois de uma forte subida e aguardamos a chegada dele, num ponto de ônibus coberto(entrada para o distrito de Arvoredo, ao lado de uma borracharia. Demos sinal para ele parar, e ele passou direto(todos os outros param ali, somente esse desse horário que é direto de Chapecó a Seara (pronto, o próximo só ia passar depois das 13:30 horas). Ficamos meia hora pedindo carona e apareceu o Juca, morador de Seara, que nos levou até a porta do hotel em Seara. Esse trecho tem muita mata fechada, grandes criações de porcos, frangos e bois, plantações de milho e eucalipto. Lindíssimo visual de montanha. Retornamos à Seara, comemos um excelente Self-service a $20 por pessoa à vontade, numa churrascaria próxima da JBS. Hospedagem: o mesmo do dia anterior. Algumas fotos: Rodovia asfaltada sem acostamento e com grande movimento de veículos Lindo visual de montanha Porcos sendo transportados para algum frigorífico da região CRUEL Colheita com carro de boi Chegada a CHAPECÓ SC DESTINO FINAL O índio e a loja da Chapecoense O desbravador O estádio
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    51° dia - 18.02.2017 - Sábado VALE DO CONTESTADO RUMO A CHAPECÓ 19° dia Saída de Jaborá e chegada a Concórdia - SC +- 39 kms em aprox. 08hrs. Acumulado total: 1159 kms Acumulado rumo Chapecó: 283 kms kms(de Laguna a Chapecó). Ônibus: Acumulado Ônibus: 355 kms Saímos às 05 da manhã, tempo aberto e fresco, caminhamos um pouco dentro da pequena cidade. Pegamos rodovia asfaltada com acostamento e com intenso fluxo de veículos, apesar do horário. Paramos em alguns lugares para comprar água e beber um cafezinho(neste trecho tem alguns distrito com bares, supermercados e postos). Paramos no posto da polícia rodoviária para ir ao banheiro, conversamos com os guardas por algum tempo (como são educados). Neste trecho, como nos outros, predomina as plantações de milho, soja, pinus, eucaliptos, com criações de peixes, porcos, frangos, peixes. Em todo trecho lindo visual de montanha, algumas subidas e descidas fortes e longas. As últimas 2 horas enfrentamos um calor forte. Comemos um excelente Self-service a $39 o quilo próximo ao hotel. Hospedagem: hotel Don Pita 49 3442-0626, centro, camas ótimas, tv aberta, ar condicionado, limpo. Preço $75 por pessoa sem café da manhã. CONCÓRDIA: cidade média, com ótima estrutura hoteleira, apesar de ser sábado o movimento era intenso. Algumas fotos: Grandes plantações, e sol forte na cabeça Chegada a Concórdia SC
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    49° dia - 16.02.2017 - Quinta-feira VALE DO CONTESTADO RUMO A CHAPECÓ 17° dia Saída de Treze Tílias e chegada a Água Doce - SC +- 20 kms em aprox. 04:20hrs Acumulado total: 1084 kms Acumulado rumo Chapecó: 208 kms(de Laguna a Chapecó). Ônibus: Acumulado Ônibus: 355 kms Saímos pouco depois da 05 da manhã, andamos um pequeno trecho dentro da cidade até o portal. Continuamos na rodovia asfaltada com acostamento estreito e com muito movimento de veículos, principalmente caminhões transportando porcos e uvas (hora cheiroso, ora fedido). Próximo da fábrica da Tirol paramos num posto para tomar um cafezinho. Continuamos namesma estrada, o movimento aumentou, o sol apareceu com toda força, sorte que terminamos bem rápido. Esse trecho tem subidas e descidas fortes e longas, lindo visual de montanha, grandes plantações de milho, criações de porcos e boi. Comemos um excelente Self-service a $20 por pessoa à vontade, numa churrascaria no centro da cidade. Hospedagem: Hotel Água Doce, na saída para Joaçaba, camas ótimas , tv aberta, frigobar. Preço: $40 por pessoa com café da manhã. ÁGUA DOCE: cidade pequena, tem 2 hotéis (um barato e outro caro), restaurantes, bancos, farmácias, supermercados, loteria. Algumas fotos: Criação do gado Lindo visual de montanha Chegada a Água Doce SC Monumento na chegada da cidade
  40. 1 ponto
    Depois de terminar o trecho do Rio Grande do Sul (de Portão a Torres), resolvemos partir com destino a Santa Catarina, primeiro, seguindo a dica de um morador de Treze Tílias, que encontramos em Bento Gonçalves na porta da Vinícola Salton, queríamos conhecer esse município catarinense. Outras pessoas falaram muito bem da subida da Serra do rio do rastro(já passamos por ela de carro várias vezes, a pé seria a primeira vez), segundo eles, muitos ciclistas sobem aquela estrada sem grandes problemas, baseado nisso, começamos a estudar como faríamos esse trecho até a Serra. Tínhamos algumas alternativas(por Criciúma, pelo litoral....). No ano passado fomos muito felizes no litoral norte de Santa Catarina, resolvemos fazer parte do Litoral sul Catarinense, começando em Torres -RS e terminando em Laguna-SC pelo litoral. Em Laguna iríamos atrás de informações de como chegar até a Serra do Rio do Rastro, pois tínhamos algumas alternativas, o problema que algumas cidades de alguns roteiros não tinham hospedagem, e os trecho eram em estradas asfaltadas. No final deu tudo certo, fomos até Laguna e de lá, caminhamos até Tubarão, Orleans, Guatá e finalmente, subimos a pé a Serra, tudo foi muito tranquilo e belo. Em Laguna decidimos que iríamos subir a serra até Bom Jardim da Serra e de lá iríamos rever a serra catarinense de ônibus(São Joaquim, Urubici e Lages), em Lages pegaríamos um ônibus até Fraiburgo-SC e faríamos um longo trecho à pé até CHAPECÓ-SC, passando assim em Treze Tílias. No final deu tudo certo, ficamos maravilhados com a acolhida do povo catarinense e a beleza de todo o estado. TREZE TÍLIAS, a grata surpresa de toda a viagem.
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    26° dia - 24.01.2017 - Terça-feira Saída de Tainhas (SFP) e chegada ao Cambará Lodge (pousada rústica ). +- 21 kms em aprox. 05:30hrs Acumulado: 546 kms. Acordamos por volta das 03:15hrs e saímos as 04 da manhã. Como estávamos na casa do amigo do Mário, não tinha café da manhã (também não pagamos pela hospedagem). O tempo estava frio com muita neblina, pegamos a rodovia do sol em asfalto e com acostamento. Apesar do horário o movimento de veículos era muito grande(pessoal indo pra praia) caminhamos alguns quilômetros até ao trevo que dá acesso a Cambará do sul, viramos à esquerda e pegamos estrada asfaltada com acostamento estreito com algumas subidas e descidas médias. Grandes plantações de milho, eucaliptos e pinus, poucas criações de bois. Lindo visual de montanha apesar das plantações. Vimos um tatu atravessar a rodovia ainda deu tempo para tirar uma foto. Como não tínhamos tomado um cafezinho preto, vimos uma pousada do lado direito e resolvemos perguntar se poderiam vender para nós. Um ciclista de Porto Alegre estava tomando café, ficamos conversando, ele me informou que ali era o acesso a entrada do Parque do Cannyon de Itaimbezinho, sabendo disso, resolvemos hospedar naquele lugar. Pessoal super atencioso com uma ótima comida ($25,40 por pessoa à vontade ). Hospedagem: Cambará Lodge http://www.cambaralodge.com.br (pousada rural) fone 054 99702-7013 e 99613-8566. Camas boas, wifi, tv, ar condicionado, limpo e silencioso pois fica longe da cidade. Preço $67,50 por pessoa com bom café da manhã (eles deixaram um kit de café da manhã, pois saímos às 05:30hrs). RECOMENDO Obs.: a pousada está sendo reformulada, por isso o quarto é pequeno, a janela não fecha direito, o chuveiro quente não funciona bem. Mas o atendimento é nota 10, nos ajudaram em tudo. Acompanhe o site Booking que tem boas promoções. Neste local tem somente essa pousada. OBS.: pra quem vai ao parque, esse é a pousada mais próxima pra quem vem de Tainhas. Fica a uns 12 kms de Cambará do sul. Algumas fotos: Um tatu bola atravessou a rodovia na nossa frente, entrou no mato e ficou ali imóvel Fazenda de criação de gado. Lindo amanhecer Pousada, do lado direito começa estrada de terra que dá acesso ao Cannyon Itaimbezinho
  42. 1 ponto
    22° dia - 20.01.2017 - Sexta-feira Saída de Sapiranga e chegada a Três Coroas - RS +-35 kms em aprox. 8:30hrs Acumulado: 456 kms Aguardamos o café da manhã que foi servido às 06 da manhã, foi um erro pois saímos tarde e pegamos muito calor num longo trecho. Resolvemos fazer esse roteiro passando por algumas cidades, saímos assim da rodovia movimentada. No início caminhamos pela rodovia duplicada até entrar à esquerda, numa estrada simples em asfalto e depois seguimos em estrada de terra (pequeno trecho ) até a cidade de Araricá. Cortamos toda a cidade, que é pequena. Voltamos ao asfalto e depois novamente em estrada de terra, logo chegamos à cidade de Nova Hartz. Esses dois trechos é praticamente reto, somente algumas subidas e descidas leves. Depois de Nova Hartz pegamos estrada de terra e logo na saída da cidade pegamos uma longa e forte subida num calor infernal, com lindo visual de toda região (inclusive da serra gaúcha ) Logo depois pegamos descida longa e forte. Rapidamente chegamos em Igrejinha, paramos para almoçar($14,90 por pessoa à vontade) e pensar se continuaríamos até mais à frente. Por ser perto, cerca de 9 kms, resolvemos partir, num calor infernal e, o pior, no asfalto. Quase dissolvemos, paramos algumas vezes para comprar água e esfriar o corpo. Chegamos em Três Coroas depois das 15 horas, passamos num hotel e não ficamos, preço muito alto. Andamos mais 2 kms e conseguimos uma pousada. Hospedagem: Pousada Raio de sol 2, camas boas, tv aberta, ventilador, wifi, banheiro compartilhado. Preço $70 por pessoa com café da manhã. TRÊS COROAS; cidade pequena com boa estrutura. Algumas fotos: Trecho rodovia duplicada com grande movimento de veículos Sombras que amenizavam o forte calor que estava fazendo Forte descida, à frente serra gaúcha Lindo visual Lindas casas antigas
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    19° dia - 17.01.2017 - Terça-feira 2° dia - ROTA ROMÂNTICA Saída de Santa Maria do Herval e chegada a Picada Café - RS +- 24 Kms em aprox. 05:10hrs Acumulado: 377 kms Preparamos nosso café da manhã, se saímos 06 da manhã. A saída foi simples, pegamos a Rua Urbano Schaumloeffel (no início em pedra depois em terra) com algumas subidas e descidas médias, passamos por algumas chacaras com lindas casas. Depois entramos na estrada Walhai e seguimos sempre na principal (trecho com subidas leves de fortes descidas), estrada de terra linda passando por belas matas. Num entrocamento viramos à esquerda e pegamos a Rua João Sandes Sobrinho (passamos por diversas chacaras com lindas casas). A chuva deu as caras, paramos num ponto de ônibus e aguardamos passar. Fomos até o final dessa rua e chegamos na rua Vicente Prieto asfaltada e dentro da cidade, passamos dentro do distrito de Joaneta (tem uma fábrica da Coca-cola, que produzem sandálias e tênis dessa marca). Logo a seguir chegamos a Picada Café. A cidade tem somente uma pousada que fica na beira da BR 116 a uns 200 metros do pequeno centro. Hoje o tempo esteve encoberto e com chuva no final. Grande plantações de milho, mandioca e eucalipto. Criações de porcos, frango e pouco gado e ovinos. Hospedagem: Pousada Camponesa 054 3285-1167, camas ótimas, tv aberta, ar condicionado, frigobar, limpo. Preço $75 por pessoa com café da manhã (não fornecem café antes das 07 da manhã ). PICADA CAFÉ : cidade dos lírios, tem banco do Brasil e Bradesco, alguns restaurantes, supermercados e farmácias. Algumas fotos: Forte descida Linda floresta Chuva chegou no distrito de Joaneta Lindas casas, essa com essa escultura natural em madeira Para chegar ao hotel na rodovia, tivemos que atravessar toda cidade, esse é o portal de entrada de Picada Café Fábrica famosa de produtos em couro
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    16° dia - 14.01.2017 - Sábado Saída de Gramado visita ao parque Caracol e chegada a Canela - RS +- 23 kms em aprox. 05:15hrs Acumulado: 319 kms . Acordamos e preparamos nosso café da manhã. A iluminação de natal ainda estava acessa, tiramos algumas fotos legais com fundo do amanhecer colorido. Subimos a Av. Borges de Medeiros até o final, entramos numa estrada asfaltada com subidas e descidas leves, lindas casas e visual maravilhoso da redondeza. Resolvemos pegar uma estrada de terra até chegar noutra rodovia asfaltada, viramos à esquerda e rapidamente chegamos ao parque do caracol ($18 por pessoa ). Fomos até o mirante, lindo visual frontal da cachoeira. Queríamos descer até o fundo, atraves de escadas de metal, mas está desativada para reforma. Resolvemos fazer as trilhas que ficam no topo da cachoeira, lindo visual da corredeiras e fortes subidas e descidas.. Saímos do parque e pegamos de novo estrada asfalta, pista única sem acostamento até o centro de Canela num calor infernal. Pegamos uma subida longa e forte antes da cidade. Almoçamos Self-service à vontade $24,90 por pessoa na praça próxima igreja matriz. Hospedagem: Pousada dos viajantes, defronte rodoviária Canela, camas boas, ventilador, tv aberta, ventilador, wifi. Preço $70 por pessoa com café da manhã simples. CANELA: Cidade turística, com boa estrutura turística, pena que não tem tantas atrações. O ponto alto é o parque Caracol, a igreja Matriz de pedra e alguns museus (que não eram nosso objetivo nesta viagem). Algumas fotos: Estrada entre Gramado e o parque Caracol em Canela RS Estrada de terra antes do caracol Cachoeira Caracol Trilha no alto da cachoeira, grande subida Chegada em Canela RS Igreja matriz
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    13° dia - 11.01.2017 - Quarta-feira Saída de Caxias do Sul e chegada ao distrito de Cristina(Caxias do Sul). +-24 Kms em aprox. 05:15hrs Acumulado: 249 kms. Acordamos cedo, o tempo estava nublado, logo depois começou um chuvisco, resolvemos sair assim mesmo. Logo depois da perimetral comecou a chover forte, paramos num posto de abastecimento e colocamos capas nas mochilas e aguardamos diminuir de intensidade. Meia hora depois a chuva parou, andamos mais um pouco pela periferia de Caxias, e seguindo as placas chegamos rapidamente ao portal da ESTRADA DOS IMIGRANTES. A primeira parte de uns 8 kms é em estrada asfaltada em pista simples e com pouco acostamento. Esse trecho têm várias casas de madeira bem preservadas, grandes plantações de uva, caqui, figo, pêssego, milho, babosa. . Terminando o asfalto, começa estrada de terra estreita com uma grande e íngreme descida, neste trecho pequenas fazenda com produção de uva, caqui, figo, pêssego e milho. Numa casa conversamos com um morador que gentilmente ofereceu uva para nós, só tivemos o trabalho de colher, MOSTRANDO NOVAMENTE O ESPÍRITO DE COOPERAÇÃO DO POVO GAÚCHO. POVO FASCINANTE! Uma ou outra criação de gado e ovelhas. Chegamos noutra estrada asfaltada, viramos à esquerda e depois de alguns quilômetros chegamos a outra rodovia asfaltada, seguindo dica de um morador, atravessamos a pista e fomos conhecer o HOTEL FAZENDA DO VALE, a um quilômetro da pist. Desistimos de hospedar neste "hotel" (mesmo sabendo que naquele distrito tinha somente aquele "hotel" é que teríamos que pegar um busao até Nova Petropolis), pelo pouco caso do gerente, pois chegamos suados e cansados pelo fortíssimo calor que estava fazendo(acho que se não sentirem confiança em receber caminhantes, é só dizer que o hotel está LOTADO. É muito melhor). No distrito confirmaram que funciona assim mesmo, e olhe que esse "hotel" é bem simples. Retornamos a rodovia e viramos à direita e depois de um quilômetro chegamos na BR116 no distrito de CRISTINA (caxias do sul ). Neste distrito tem somente esse "hotel", mas nem de graça ficaria ali. Em frente ao posto de abastecimento pegamos ônibus ($5,00 cada) até Nova Petropolis, descemos na rodoviária e seguindo dicas dos moradores entramos no primeiro hotel. À tarde fomos almoçar um rango a $25,90 por pessoa à vontade. Hospedagem: Pousada Serrana, camas ótimas, tv aberta, frigobar, wifi, sala de jogos, limpo. Preço $93 por pessoa com café da manhã ótimo. Obs.: na cidade tem opções mais barata, ficamos ali pq chegamos tarde e cansados. Algumas fotos: Portal início da estrada do imigrante, em Caxias do Sul Lindas flores Casas coloniais bem preservadas Estrada de terra com muita neblina
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    12° dia - 10.01.2017 - Terça-feira Saída de Caxias do Sul e chegada a Flores da Cunha - RS +- 23 kms em aprox. 05:10hrs Acumulado: 225 kms Acordei 05:30 horas e a previsão do tempo informou ALERTA LARANJA (perigo de tempestade e vento forte ), voltei a dormir, acordei as 08 horas e o tempo firme. Resolvemos sair, se por acaso chovesse voltaríamos para Caxias. Caminhamos uns 4 kms dentro da cidade, passamos em frente a casa de pedra e do parque de exposição da feira da uva(Subida bem forte). Atravessamos por baixo do viaduto da BR, poucos metros depois, começa o ROTEIRO TURÍSTICO CAMINHO DA COLÔNIA. Estrada asfaltada com subidas e descidas médias, lindas paisagens, grandes plantações de uva, Figo, pêssego, milho. Paramos numa casa com grande plantação de uva, gentilmente a dona abriu o portão e nos ofereceu uvas à vontade. POVO FANTÁSTICO! Lindas construções antigas em madeira e pedras com lindos jardins. Fomos até o centro de FLORES DA CUNHA, linda e pacata cidade. Ônibus Flores da Cunha x Caxias do Sul : $4,30 por pessoa (vários horários ). Depois de uns 50 minutos chegamos à Caxias do Sul, como os restaurantes estavam fechados, fomos até supermercado Big e compramos frango assado com maionese. Hospedagem: o mesmo do dia anterior. Mas negociamos por $58 por pessoa. Algumas fotos: Pavilhão da festa da Uva em Caxias do Sul RS Início do caminho da colônia entre Caxias do Sul e Flores da Cunha RS Grandes plantações de uvas Lindas flores nos jardins das casas à beira da rodovia O antigo com o novo Portal de entrada de Flores da Cunha RS
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    Olá Estou participando pela 1ªvez e gostaria de saber quem poderia me informar qual o melhor bairro para se morar em Poços de Caldas? Gostaria no centro ou mais central. Me indicaram o Jardim dos estados e também o funcionários. Gosto de ter comercio por perto, mas ao mesmo tempo uma rua tranquila e segura. Obrigada
  48. 1 ponto
    Ju, que peleja hein?! Menina, estou indo pra Buenos no Carnaval.. e já tô chorando com essa cambio horroroso! Semana passada 1 real tava 4,00. Hoje tá 3,60. Quanto as passagens, eu até que não achei tão ruim...por ser época de feriado, eu comprei a passagem ida e volta e o hotel 4 estrelas por R$ 1.750,00. Olhei hoje por curiosidade, só as passagens estão mais de R$ 3 mil!! O que vamos fazer??? Ajuda nós aí gente... a gente só quer viajar! rs.. Tô acompanhando o relato... vc escreve super bem!
  49. 1 ponto
    Este relato não é exatamente de um mochileiro, mas sim de um viajante que não quis fazer um pacote XXX. Resolvi registrar o passeio por João Pessoa, e deixar algumas dicas, para retribuir as que eu achei por aqui. Eu, meu marido e minha mãe passamos 5 dias na cidade, em outubro de 2011. Mais abaixo tem o relato dia a dia e algumas fotos. Agora um resumo.. SOBRE JOAO PESSOA (JP): Foi considerada pela ONU a segunda cidade mais verde do mundo, e é conhecida como "a cidade onde o sol nasce primeiro", devido ao fato de no município estar localizada a Ponta do Seixas, que é o ponto mais oriental das Américas. A água do mar é lindíssima, tons de azul e verde. A cidade parece de interior, pacata, calma e aconchegante. 5 dias são suficientes para conhecer os principais pontos turísticos. O turismo parece estar só começando. De domingo a cidade fica muito tranquila. Até a maioria das barracas em pontos turísticos e lojinhas de artesanato fecham. Dia perfeito para fazer o city tour. As praias da Paraíba são caracterizadas pelas falésias e recifes, o que deixa o visual perfeito: areia branca, mar azul, falésias avermelhadas, e muito verde!!! :'> HOTEL: Ficamos no VERDEGREEN, eles tem uma proposta ecológica, com certificado e tudo (muito legal). Para escolher segui a indicação da pontuação do booking.com, e foi exatamente o esperado: Fabuloso. :'> Café da manhã excelente, tudo novinho, limpo, boa acomodação, ótima localização, tudo perfeito. Durante o passeio para o Sul, conhecemos a CONCHAS POUSADA, um paraíso na praia de Tabatinga –> aconchegante, bem cuidada, ótimo atendimento, praia muito tranquila e linda. Fica na cidade do Conde, a 25 Km de JP. TRANSPORTE PASSEIOS: Pesquisei algumas agencias que fazem pacotes com os passeios, mas não me agradou o fato de ir em uma van, tendo que fazer o horário do grupo. Então pesquisei aluguel de carro (diária-80,00; taxa de aeroporto-100,00; limpeza-10,00; GPS-50,00; mais combustível e estacionamento). Porem, quando chegamos em JP, conhecemos um taxista muito gente boa e fechamos o pacote com ele. Saiu um pouco mais caro que o aluguel, mas sem preocupação com caminhos, e podendo beber uma cervejinha antes de pegar a estrada. Foi perfeito!!! :'> *Não vi ônibus de linha para as praias mais distantes. *Não tem muitas placas indicando a entrada das praias. Não sei dizer se o GPS salvaria. ALIMENTAÇÃO: como o café do hotel era muito bom, normalmente fazíamos mais uma refeição, e um sorvete a noite. A média de gasto, comendo bem, foi de 25,00 por dia, por pessoa. * Mangai - restaurante tradicional de João Pessoa. Tem um self-service de comidas típicas. Vale a pena. 37,90 o Kg * Sorvete - tem várias sorveterias por kilo perto do hotel Tambaú. Vale provar os sabores do nordeste (pinha, tapioca, cupuaçu, etc). * Praça de Alimentação em frente ao hotel Tambaú - muito engraçado. 1) A maioria dos quiosques tem um nome com 'tapioca' (rainha da tapioca, tapioca nordestina, xxx tapioca, etc) 2) os quiosques são pequenos, mas na frente de cada um, ficam uns 3 a 4 vendedores oferecendo o cardápio. Tem uma linha no chão que eles não podem ultrapassar para abordar o cliente. E assim que alguém põe o pé na praça de alimentação, eles começam a gritar loucamente, pedindo se podem mostrar o cardápio. Uma bagunça.. rsrs. 3) Dá pra comer barato. PASSEIOS: Para passeios de barco o ideal é que a maré esteja no máximo 0.5 As agencias oferecem estes passeios todos os dias, independente da maré, porem conversamos com pessoas que não gostaram de ir a Picãozinho com a maré um pouco mais alta (0.6). - Areia Vermelha (barco) - O embarque é feito a partir das praias do Poço ou Camboinha (município de Cabedelo – litoral Norte), em barcos que fazem a travessia de 15 minutos. A Areia Vermelha é um banco de areia que emerge a aproximadamente um quilômetro da costa durante a maré baixa; a cor avermelhada vem da areia e das algas existentes no local. A combinação da areia e de recifes de corais permite a formação de diversas piscinas naturais de águas paradas. Chegando lá vários barcos oferecem mesas com consumação mínima de 30,00 (preço varia de acordo com a quantidade de pessoas no local). Fomos com o barco Beethoven (Ok). Passeio interessante porem nada de especial. Fomos com a maré 0.4, não tinha piscinas com peixinhos.. - Picãozinho (barco) – é um conjunto de piscinas naturais que se formam a aproximadamente um quilômetros da costa durante a maré baixa. Os barcos para Picãozinho partem da Praia de Tambaú, bem ao lado do Hotel Tambaú. Não fomos neste passeio devido a maré. Dizem que este é o melhor passeio para ver os peixes e corais, porem recomenda-se saber nadar, pois os barcos atualmente têm que parar longe para não danificar os corais. - Por do sol no Jacaré – passeio obrigatório no Litoral Norte. Todo fim de tarde, na praia fluvial de Jacaré (Rio Paraíba), acontece o pôr-do-sol ao som do Bolero de Ravel, tocado ao vivo pelo Jurandir do Sax. Esse ritual é mantido diariamente há mais de 10 anos. Existem 4 bares com píer com visão privilegiada para o espetáculo, e com som amplificado. Após o Bolero de Ravel cada bar toca música ao vivo, cada um no seu estilo, forró, MPB, etc. No primeiro bar (Bombordo bar e restaurante) uma violinista toca a Ave Maria as 18:00. Para pegar uma boa mesa é importante chegar até umas 16:00, pois o pôr-do-sol inicia cedo, aproximadamente as 17:00. Os bares cobram couvert artístico(5,00). Também é possível ver do lado de fora. - Litoral Norte - O Litoral Norte, cuja principal cidade é Cabedelo, é separado da capital pelo Rio Paraíba. Isso torna o acesso para o Norte mais longo e difícil do que para o Sul. Por isso, houve maior desenvolvimento econômico e turístico nas praias do Sul. Não ficamos em nenhuma praia do norte. Apenas passamos de carro. Aproveitamos para visitar o Forte de Santa Catarina. Detalhes das praias em http://www.feriasbrasil.com.br/pb/joaopessoa/aspraias.cfm - Litoral Sul – As praias do Litoral Sul são as mais visitadas e com melhor infra-estrutura no litoral da Paraíba. A maioria situada na cidade do Conde. Destaques: *Barra do Gramame: o encontro do rio com o mar forma uma bela paisagem. *Praia do Amor: Tem uma pedra em forma de arco, quem passa por baixo, acaba casando... *Tabatinga: Belas falésias. Nas pontas os recifes deixam as águas calmas. No meio as ondas são mais fortes. A praia é praticamente deserta, pois a maioria dos ônibus/vans vão para a praia de Coqueirinho que fica bem ao lado, podendo ir a pé. *Coqueirinho: Considerada uma das mais belas praias brasileiras pelo guia quatro rodas. Tem boa infra-estrutura de barracas. *Tambaba: é a primeira e mais famosa praia oficial de naturismo do Nordeste. Na entrada tem uma parte bem pequena onde não é permitido ficar nu. Existem 2 barracas muito simples que servem de apoio. Na maré baixa é difícil entrar na água devido a grande quantidade de pedras vulcânicas. Quando a maré sobe, formam lindas piscinas de águas cristalinas. Atravessando uma escada, tirar a roupa é obrigatório. Aí se encontra uma belíssima praia, com uma parte de águas calmas. No meio as ondas são bem fortes. Existe uma pousada com mesas na praia para apoio ao turista, e também ao longo da praia tem quiosques de palha para proteger o bumbum branco.. *Praia Bela: fica mais afastada, no município de Pitimbu. Caracterizada pelas barraquinhas dentro da água do rio. Lugar bem calmo. Detalhes das praias em http://www.feriasbrasil.com.br/pb/joaopessoa/aspraias.cfm - City tour – João pessoa é a 3a cidade mais antiga do Brasil. O centro histórico é bem conservado, o que torna o city tour um passeio interessante e bucólico (Tranqüilo de domingo. Dizem que durante a semana é bem cheio de gente). É possível fazer o city tour entre 2 e 3 horas. * Casa do Artista Popular – espécie de museu sobre o artesanato local. * Parque Sólon de Lucena - Lagoa cercada de palmeiras do paisagista Burle Marx - Cartão postal da Capital – no centro tem uma fonte com iluminação, porem nunca se sabe quando estará ligada. * Praça João Pessoa – Muito bonita e bem cuidada, possuía um coreto central que foi substituído pelo busto de João Pessoa. É cercada de prédios históricos como o Palácio da Redenção, a Faculdade de Direito (antigo prédio dos jesuítas) e o Tribunal de Justiça. Na praça tem placas com explicação sobre a interessante bandeira da Paraíba (NEGO foi a palavra da rebeldia que João Pessoa pronunciou quando não quis aceitar a candidatura de Júlio Prestes à presidência da República. O preto simboliza o luto e o vermelho o sangue.) * Centro Histórico – casas em arquitetura barroca e sobrados com azulejos sec.VI (azulejos azuis) e VII (azulejos azuis e amarelos) * Igrejas: N. Sra Carmo, N. Sra das Neves, São Francisco (O conjunto arquitetônico da Igreja de São Francisco/ Convento de Santo Antônio é formado pelo Adro, Igreja, Convento e Cruzeiro, sendo considerado o maior monumento em estilo barroco da América Latina - tem guias para visitação.) * Casa da Pólvora - De estrutura simples, testemunhou os tempos de lutas e invasões. * Hotel Globo - Durante muito tempo foi ponto de encontro da sociedade da época, pois foi o primeiro hotel de 1ª categoria da cidade. Hoje é palco de eventos culturais. * Farol Cabo Branco - Ponto extremo Oriental das Américas, com uma bela vista para o litoral. * Estação Ciência – Ao lado do farol, é um lindo conjunto arquitetônico de Oscar Niemeyer. Possui exposições permanentes e temporária, restaurante, auditório, jardim com brinquedos baseados na física e um mirante com vista para litoral de JP. * Mercado de Artesanato – Na avenida da praia, em frente ao hotel Tambaú tem a feirinha de artesanato. Na avenida de trás, tem a feira de frutas e ao lado o Mercado de artesanato – um mini shopping de 2 andares. SITES ÚTEIS: Maré – http://www.mar.mil.br/dhn/chm/tabuas/index.htm Praias - http://www.feriasbrasil.com.br/pb/joaopessoa/aspraias.cfm Hotel – http://www.verdegreen.com.br Pousada – http://www.conchaspousada.com.br Taxi que utilizamos (Thiago ou S.Rogerio) – http://www.taxijampa.com Aluguel carro – http://www.joaopessoa.melhoreslocadoras.com.br - informe seu email, e várias agencias enviam a cotação para o aluguel. Artesanato - http://www.casadoartistapopular.pb.gov.br
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    Todos os Livros do Amyr Klink são espetaculares Recomendo todos Cem dias entre céu e mar Paratii entre dois pólos As janelas do Paratii Mar sem fim Agora, imaginem se o Amyr Klink abrisse um tópico no Mochileiros antes de sua travessia relatada no primeiro livro "Pessoal, estava pensando em cruzar o atlântico em um barco à remo, da África ao Brasil, o que acham ? dicas, sugestões?" Seria sem dúvidas tratado como louco hahaha O cara realmente é espetacular
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