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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 12-10-2019 em

  1. 5 pontos
    Quando você não está de férias mas quer viajar e não tem muito tempo, Pirenópolis é uma boa opção! Fica bem pertinho de Brasília (2h mais ou menos) e em 2 dias você consegue ter um gostinho de tudo que dá para fazer na cidade. Para organizar a nossa viagem queríamos aproveitar: as cachoeiras, a vida noturna da cidade e subir os morros da região. Os lugares que escolhemos para fazer isso foram: Cachoeiras dos Dragões; Rua dos Restaurantes; e Parque dos Pirineus. Cachoeiras dos Dragões Para começar, saímos de Brasília 7h da manhã, o caminho de ida foi pela BR 060, estrada muito boa com boa parte do caminho com via duplicada. O plano era ir direto para as cachoeiras dos dragões que fica num mosteiro budista mais ou menos a uns 45 minutos de Pirenópolis e funciona de 9h - 17h. Para chegar lá você terá que passar por uma estrada de terra de mais ou menos uns 15km, de carro comum você consegue chegar lá, porém pode sofrer um pouco pois é uma subida e tem muita terra fina. Mas é uma estrada bem sinalizada e não acho que vai precisar de um guia. Chegando no mosteiro você passa por uma orientação rápida sobre as regras do local e já pode ir para a trilha. No local você pode usar os banheiros e encher as garrafinhas de água. Na trilha você vai ter duas opções uma mais leve e outra um pouco mais pesada, as trilhas têm uma boa manutenção e são bem sinalizadas, acho que tem um nível de dificuldade baixa, mesmo sendo 4,5 Km no total você consegue fazer ela toda sem muita dificuldade. Eu fui em outubro lá, época que as chuvas ainda estão voltando então tinha 3 cachoeiras que estavam secas, por isso eles dão um desconto na entrada, mas ainda assim acho que vale a pena, você consegue chegar em lugares da rocha que não seria possível na época da cheia. Rua dos Restaurantes A cidade é bem charmosa e preparada para receber os turistas, ficar a noite apenas andando nas ruas e olhando a cidade já bem interessante. Muita coisa só funciona a noite, uma rua em especial fica cheia de gente e tem vários restaurantes para você escolher. Descobrimos por acaso essa rua apenas caminhando pela cidade, mas é muito interessante para ir jantar e aproveitar a noite, porque nessa rua também funciona algumas casas de festa. Ficamos hospedados no "camping do theo" que nos foi indicado pelas pessoas da cidade mesmo, é um local muito tranquilo fica perto do centro da cidade, então você pode passar pela cidade e voltar a pé mesmo, pode entrar com o carro no quintal e montar a sua barraca do lado. Ele disponibiliza os banheiros e é um senhor muito simpático, conversando com ele você pode usar a geladeira e fogão também. Parque dos Pirineus O parque fica bem próximo a Pirenópolis, porém você tem que pegar uma estrada de chão de mais ou menos 12km para chegar lá, que para ir de carro comum você vai gastar um tempo a mais, devido as imperfeições que a estrada fica por conta do vento. Se você for voltar para Brasília, deixar o parque como última atração é muito bom, porque você já tem uma saída para a direção de Brasília que corta uma grande caminho da estrada convencional. Você sai na BR 070 dessa vez, que não é duplicada, mas é uma estrada em boas condições e chega em Brasília em 1:15h apenas. O parque tem várias trilhas pela "cidade de pedras" porém são trilhas sem muita manutenção e nenhuma sinalização, então é importante ir com um guia se quiser fazer as outras trilhas do parque. Porém você pode ir para a atração mais visitada que é subir os morros, aí você não precisa de guia, pois o caminho é bem simples e você vai ter uma vista linda de toda a região, já que você vai está a 1385m de altura em relação ao nível do mar. O morro que tem a capelinha tem uma subida simples, mas se você quiser subir os outros a trilha não é tão simples e terá que subir por trilhas sem sinalização e com uma dificuldade um pouco maior. Mas se você gosta de paisagens vai gostar da vista que os morros têm.
  2. 3 pontos
    Esse é o meu relato de viagem sobre meu mochilão de 17 dias pela patagônia argentina e chilena. Não liguem pro tempo verbal, tem coisa que estou escrevendo ao vivo e tem coisa que estou escrevendo depois que aconteceu. Roteiro: 18/10 - Rio x Santiago (escala de madrugada em Santiago) 19/10 - Santiago x Punta Arenas x Puerto Natales 20/10 - Punta Arenas x Torres del Paine 21/10 - Torres del Paine 22/10 - Torres del Paine 23/10 - Torres del paine x Puerto Natales 24/10 - Puerto Natales x El Calafate 25/10 - El Calafate 26/10 - El Calafate x El Chalten 27/10 - El Chalten 28/10 - El Chalten 29/10 - El Chalten 30/10 - El Chalten x El Calafate 31/10 - El Calafate x ushuaia (avião) 01/11 - Ushuaia 02/11 - Ushuaia 03/11 - Ushuaia x Brasil A escolha do roteiro: Por que vou fazer nessa ordem, já que começar pela Argentina é mais barato? Meu motivo principal da viagem é conhecer Torres del Paine, então minha ideia foi começar por lá, já que eu chegaria com o corpo descansado pra fazer as trilhas do parque. Por que eu não vou direto para El Chalten depois de Torres, daí vou pra El Calafate de uma vez e pego o voo direto? Como calafate não tem trilhas seria o meu descanso entre as duas cidades que mais vou fazer trilhas. Então preferi colocar no meio para descansar (entre torres del Paine e El Chalten). O que eu reservei antes? Quanto paguei? Por que? 1 - Reservei os campings em maio, pq sou ansiosa e fico com medo de não conseguir depois. Reservei no cartão de crédito em única parcela (não lembro se dá pra parcelar), com a cotação pro real de 4,60 aproximadamente. Farei o circuito W, optei por 4 dias e escolhi reservar a barraca com eles. Camping Central - 25 dólares (21 dólares barraca alugada e montada) Camping Francês - 25 dólares (21dólares barraca alugada e montada) Camping Paine Grande - 11 (30 dólares barraca alugada e montada) Total aproximadamente: 611,80 reais. 2 - Paguei o mini trekking com a hielo y aventura no Brasil também: 6500 pesos argentinos, que no cartão de crédito veio por uma cotação de 4,60 e no final paguei 543,83 reais. Esse valor está incluso apenas o transfer e o mini trekking. Chegando no parque tenho que pagar minha entrada: 800 pesos argentinos. 3 - Paguei o passeio que vou fazer em ushuaia com a Piratur. Tá sentado? Total de 746,26 reais. Está incluso o transfer e pelo preço pensei que eu poderia levar um pinguim pra casa. Além do transfer tem a navegação do canal beagle e a entrada na estância. O nome do passeio é: caminhada + navegação. Os passeios 2 e 3 eu reservei com antecedência pelo motivo de eu ter pouco tempo nas cidades e roteiro apertado e eu não queria correr o risco de não ter vaga (apenas essas empresas fazem estes passeios, então não tem a opção de pesquisar preços). 4- ônibus que sai do aeroporto Punta Arenas para a rodoviária de puerto natales. Foi 47 reais. 7400 CLP se foi na hora. Quanto estou levando de dinheiro? Troquei meu dinheiro duas vezes: 1 vez = 1684 reais = 400 dólares 2 vez = 1281 reais = 300 dólares O dólar estava super em alta esse ano então eu juntei o dinheiro e fiquei de olho na cotação todo dia, toda hora em desespero mode on. Planejamento Antes de iniciar a viagem eu fiz uma planilha com todos os gastos de hospedagens e transportes que eu achei na internet, fiz o câmbio pra dolar e decidi levar esse valor citado. Início do relato: 18/01 - A caminho Meu vôo tava marcado pra 17:10. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência, pois eu tinha que consertar meu nome no bilhete de embarque do voo que eu faria no meio do mochilão (calafate-ushuaia). Separei meu líquidos no zip lock, mas como sempre ninguém viu. Tava na tensão sem saber se conseguiria embarcar com meu bastão de caminhada e meu pau de selfie, segundo as regras é proibido, mas coloquei eles na parte de dentro da minha mochila (50l _quechua) e deu tudo certo. Como meu voo estava cheio a companhia ofereceu despachar as bagagens, eu aceitei, não tava querendo procurar vaga pra ela no avião mesmo. Comi um bolinho Ana Maria na sala de embarque e esperei meu momento. Embarquei. Tô levando comigo alguns itens de comida, dizem que no Chile é um pouco chato a imigração. Então no papelzinho de imigração que a gente ganha no avião eu declarei que estava levando coisas de origem vegetal e/ou animal. O que eu levei de comida: 1 pacotinho de chá mate 1 pacote de cappuccino em sachês 2 pacotes de amendoim grandes 12 barras de proteína com bom valor nutricional 09 snickers 04 latas de atum 02 pacote de cookies integral 12 bananadas 03 pacotes de bolo Ana Maria 02 sopas com bom valor nutricional da essential nutrition (soup lift) 03 barras de cereal 01 pacote traquinas 01 pacote de biscoito de arroz 01 pacote de Club social 01 caixa do chocolate talento versão mini 19 quadradinhos de polenguinho 05 geleinhas estilo cesta de café da manhã 02 pacotinhos equilibri, estilo torradinhas Rolou tudo bem. Passei na parte de itens a declarar, a moça perguntou o que eu levava, eu contei, ela mandou passar no raio x e me liberou. Simples assim. Troquei 150 dólares no aeroporto de Santiago, pq tô com medo da cotação na patagônia ser pior. 150 dólares = 101.574 CLP Gastos do dia (a partir do momento que entrei no aeroporto): "Janta" de Mc donalds: 5640 CLP Dica: Sempre comprar voo com uma conexão grande, pra dar tempo de se alimentar, trocar dinheiro, fazer tudo sem pressa. Meu voo aterrissou as 21:50 e terminei de fazer tudo as 23:40. Agora estou aguardando o próximo voo no aeroporto.
  3. 3 pontos
    Achei da hora sua reflexão. A vida sendo um jogo impossível de se ganhar e nós sempre insatisfeitos - e preocupados. Sabe que foi isso que me motivou a viajar? Eu tenho um problema de visão e nos últimos anos perdi muita acuidade visual. Agora que estou estável quero aproveitar cada instante, estar nos lugares e ver a vida das pessoas, conversar, sentir tudo... e deixar o amanhã pra amanhã, pois o futuro é invencível... Comecei esse ano. Primeira viagem sozinho para Ubatuba em Abril, 4 dias. Mês que vem estarei pela Argentina por VINTE! Sozinho também, pois descobri em mim um grande companheiro! Grande abraço!
  4. 2 pontos
    @Juliana Champi Ju, pondere o seguinte... custo da hospedagem + custo de transporte. Ficando na e o custo de transporte reduz bastante. E para se deslocar da zona 3 para as atrações é um gasto considerável. Ainda assim... se quiser ficar fora da 1 e 2... pense em Camden Town
  5. 2 pontos
    Laguna de los Caballeros Início: Cuevas del Valle Final: Tornavacas Duração: 11 dias Maior altitude: 2394m em Pico La Covacha Menor altitude: 611m em Jarandilla de la Vera Dificuldade: média para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. Há grandes subidas e descidas quase todos os dias, com desníveis positivos (subidas) que chegam a 995m. A Serra de Gredos se estende no sentido leste-oeste cerca de 130km a oeste de Madri e está inserida nas comunidades autônomas de Castela e Leão e Extremadura (comunidades autônomas na Espanha são mais ou menos como estados no Brasil). Ela está dividida em Maciço Oriental, Maciço Central e Maciço Ocidental. Nesse trekking eu percorri de ponta a ponta o Maciço Central, que vai de Puerto del Pico a Tornavacas. Do 1º ao 9º dia eu caminhei dentro dos limites do Parque Regional de la Sierra de Gredos. O único problema dessa caminhada foi a época escolhida. Em final de junho e início de julho o calor chega próximo dos 40ºC, o que é bastante desgastante e inapropriado para o trekking. No início de junho há o risco de ainda haver bastante neve nos picos mais altos. Creio que a melhor época seja o outono (set, out), antes das neves do final do ano. É bom lembrar que o acampamento selvagem nos parques da Espanha é proibido, mas em todo o percurso eu montei a barraca no cair da noite (ou quase), desmontei logo cedo e não deixei nenhum vestígio do meu pernoite no local. Serra de Gredos 1º DIA - 25/06/19 - de Cuevas del Valle à crista da Serra de Gredos Duração: 4h (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1839m na crista da Serra de Gredos Menor altitude: 844m em Cuevas del Valle Resumo: nesse dia encarei a subida inicial da Serra de Gredos a partir da cidade de Cuevas del Valle, com desnível de 995m desde essa cidade à crista da serra Na Estacion Sur em Madri tomei o ônibus da empresa Samar às 11h para a cidade de Cuevas Del Valle. Desci do ônibus às 13h52 e aproveitei que havia um restaurante a poucos metros para uma última refeição decente antes de entrar na trilha. Altitude de 844m. Iniciei a caminhada às 15h05 cruzando o asfalto da N-502 e depois a cidadezinha de Cuevas del Valle no sentido norte. Como era hora da siesta, o lugar estava completamente deserto. O calor ajudava a manter as pessoas dentro de casa, longe daquele sol forte. Há uma bica de água fresca num largo logo à entrada da cidade para abastecer os cantis já que não haverá muitas fontes nesse dia. Passei à direita da Capela de Nossa Senhora das Angústias e na bifurcação seguinte tomei a direita, subindo e seguindo a sinalização da GR 293 em direção a Puerto del Pico (para mais informações sobre as trilhas GR: es.wikipedia.org/wiki/Sendero_de_Gran_Recorrido). Esse caminho é chamado de Calzada Romana. Mas logo tive de fazer a primeira parada na sombra, por 30 minutos, pois o sol estava fritando. Continuando a subida, fui à direita na bifurcação e encontrei um cocho com água corrente, mas cheio de lama ao redor. Às 16h08 cruzei a N-502 e continuei subindo pelo calçamento de pedras da Calzada Romana. Parei mais três vezes na sombra. Às 17h34 cruzei mais uma vez a N-502 e 17 minutos depois parei na última água do dia para completar todos os cantis. O caminho faz um zigue-zague e já se avista Cuevas del Valle bem abaixo. Passo pelas ruínas do Portazgo (posto de pedágio do século 13) às 18h07 e 10 minutos depois termina a Calzada Romana junto à rodovia (altitude de 1371m). Esse lugar se chama Puerto del Pico (puerto em espanhol significa passo entre montanhas) e aqui entro nos limites do Parque Regional de la Sierra de Gredos. Puerto del Pico é o limite natural entre os maciços central e oriental da Serra de Gredos. Continuo por caminho paralelo à N-502 com a extremidade oriental do Maciço Central da Serra de Gredos à minha esquerda esperando para ser "escalada". Entrei no primeiro asfalto à esquerda e caminhei apenas 70m até um portão de ferro com mata-burro ao lado. Não cruzei o portão, entrei na trilha à esquerda antes dele às 18h25. Uns 170m depois entroncou uma outra trilha vindo da esquerda e a segui até encontrar uma cerca. Acompanhei a cerca subindo para a esquerda e ao final dela a trilha desapareceu por alguns metros. Segui os totens e a reencontrei. Já estava subindo a encosta da Serra de Gredos. Do outro lado de Puerto del Pico, a leste, avisto bem marcada a trilha de ascensão ao Pico Torozo, este já pertencente ao Maciço Oriental da Serra de Gredos. A subida pareceu ter fim aos 1622m, às 19h28, mas continuou. Procurei me manter à direita para chegar logo à crista. Novamente a subida pareceu ter fim aos 1749m, às 20h19, porém só atingi mesmo a crista da Serra de Gredos às 20h43, aos 1839m. Logo surgiu um aceiro vindo da direita e o tomei para a esquerda. Em 200m cheguei a uma estrada de terra bem no alto da serra (!?) e resolvi parar às 21h17 num lugar plano, abrigado do vento e sem tantas pedrinhas para montar a barraca. A primeira impressão da Serra de Gredos foi empolgante, com ampla visão em 360º. Há muitas formações rochosas de formatos curiosos, com grandes pedras equilibradas umas sobre as outras. Dali do alto também pude contemplar um belo pôr-do-sol às 21h45. Altitude de 1814m. Serra de Gredos 2º DIA - 26/06/19 - pela crista da Serra de Gredos até o Pico Peña del Mediodía Duração: 6h35 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2221m em Peña del Mediodía Menor altitude: 1810m Resumo: caminhada para oeste pela crista da Serra de Gredos, porém quase não há trilha definida. Procurar o caminho (ou abrir caminho) entre as moitas de piorno foi cansativo. Do local onde acampei na crista podia avistar toda a paisagem dos vales ao norte da Serra de Gredos e a continuação da serra para oeste, meu destino nos próximos dias. Deixei o acampamento às 10h42 e voltei a caminhar pela estrada no sentido oeste, mas quando ela fez uma curva para a direita (norte) subi à esquerda sem trilha seguindo totens para me manter na crista da serra. Às 11h39 um amontoado de rochas com uma coluna no topo me chamou a atenção e subi para conferir o que havia ali. Trata-se do cume La Fría, onde foi instalado um vértice geodésico. A visão para oeste se amplia bastante. Na continuação, me deparei com um grupo de cabras montesas que imediatamente fugiu, porém um filhote ficou para trás, no alto de uma pedra, apavorado com a minha presença. Ele saiu bem na foto, rs. A encosta norte da serra nesse ponto tem várias estradas de terra e há mais em construção, o que tira todo o "clima" de montanha do lugar. Às 12h25 cruzei uma fileira de mourões sem cerca (ainda) e 32 minutos depois encontrei uma bica de água quase seca, apenas um fio escorria, mas consegui coletar mais abaixo e bebi o máximo que pude pois as fontes são muito raras nessa serra (essa foi a única água desse dia). Um marco de madeira fincado tem uma plaquinha "Senda Puerto del Arenal". Continuei às 13h55 e 190m depois cheguei a uma placa em que se lê: Puerto del Arenal - Ruta Navarredonda-Puerto del Arenal PR-AV 45 (mais informações sobre as trilhas PR em es.wikipedia.org/wiki/Peque%C3%B1o_Recorrido). Nesse ponto chega uma trilha que vem da localidade de El Arenal pela vertente sul da Serra de Gredos e que serve como rota de fuga ou início alternativo a esse trekking. Já vinha avistando El Arenal lá embaixo no vale desde o Pico La Fría. Às 16h11 outra placa: Puerto de La Cabrilla - PR-AV 44, que é outro caminho de El Arenal a Navarredonda de Gredos. A partir daqui a serra começa a se mostrar mais florida pois surgem os grandes campos de piorno, que dá flores amarelas em abundância. A dificuldade era abrir caminho entre os piornos já que não encontrava trilha definida e contínua. Às 20h05 alcanço a maior altitude do dia no Pico Peña del Mediodía, de 2221m, também com uma coluna e um vértice geodésico. A partir desse pico aparece uma trilha ininterrupta, antes só pedaços de trilhas. Continuando para oeste, 400m depois do pico desvio alguns metros à direita até um marco de granito para fotos. A partir do marco a trilha inicia uma longa descida a um outro "puerto". Desconfiei que seria difícil encontrar um lugar plano para a barraca, então procurei nas imediações do marco, onde o terreno era plano e as moitas de piorno me davam alguma proteção contra o vento. Altitude de 2211m. Cabra montesa e ao fundo os picos Almanzor e La Galana 3º DIA - 27/06/19 - do Pico Peña del Mediodía ao Refúgio Elola Duração: 8h30 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2262m Menor altitude: 1948m na Laguna Grande Resumo: continuação pela crista da Serra de Gredos passando por dois refúgios em ruínas e descida ao Circo de Gredos, com a Laguna Grande e o Refúgio Elola Iniciei a caminhada do dia às 9h10, passei pelo marco de granito e comecei a descer ao Puerto del Peón. A decisão de acampar lá no alto se mostrou muito acertada pois encontrei um grupo enorme de jovens bivacando cerca de 300m antes do puerto. Como é proibido montar barraca eu teria no dia anterior que caminhar bem mais e me afastar deles para poder acampar. Às 9h42 passei pela placa que indica o Puerto del Peón, local que marca uma travessia no sentido sudeste-noroeste da Serra de Gredos e que provavelmente era o roteiro daquele grupo pois não os vi mais. Na continuação para sudoeste, a trilha cai por algum tempo para a vertente norte da serra e depois obriga a subir à crista outra vez. Cruzo mais campos de piornos floridos mas em seguida chego a uma região mais árida da serra, um local praticamente só de pedras, e ali, às 11h14, me deparo com as ruínas do Refúgio Los Pelaos, todo de pedras. Há bons espaços para pernoitar protegido do vento desde que você não se impressione com as paredes prestes a desabar. O local também é rota de uma travessia no sentido norte-sul da Serra de Gredos. Uma caminhada alternativa seria subir ao Pico La Mira, de 2343m (desnível de apenas 91m desde as ruínas), mas não encarei. O mais importante: tem água. Às 12h33 prossegui na trilha para oeste e 190m após as ruínas atinjo a maior altitude do dia, 2262m (alcançarei outra altitude igual ainda nesse dia). No horizonte a oeste já avisto uma cordilheira com os picos Almanzor, La Galana e o passo Portilla del Rey, pelo qual passarei entre a Laguna Grande e as 5 Lagunas. A trilha volta a cruzar o tapete amarelo de flores e a crista continua o seu sobe-e-desce. Caminho por alguns trechos com calçamento de pedras. Às 15h05 fui à esquerda (sudoeste) numa bifurcação seguindo os totens, sem trilha definida (à direita teria descido a um estacionamento chamado La Plataforma). Às 15h21 avistei a oeste o Refúgio del Rey, ainda bem distante. Desci e ao subir ao topo da colina seguinte visualizei a trilha à frente e abaixo. Desci novamente e a encontrei às 16h29. Com mais 8 minutos cheguei ao Puerto de Candeleda (com placas indicando ser a PR-AV 46), outra rota que cruza a serra de norte a sul. Parei para descansar e comer, e para meu espanto apareceu um outro louco solitário fazendo a travessia da serra com um enorme mochilão com não-sei-quantos litros de água. Conversamos um pouco e ele seguiu na frente. Às 17h22 continuei na direção oeste numa longa subida, percorrendo depois uma crista para o norte. Às 18h06 fui à direita numa bifurcação para ver de perto as ruínas do Refúgio del Rey. Ao lado fizeram um cercado com as pedras desabadas que serve como abrigo do vento para um bivaque. Perto do refúgio encontrei água quase parada mas 80m à frente (norte) havia uma ótima bica. Continuei para o norte por uma trilha larga às 18h55. Às 19h17 cheguei a uma cabeceira de vale com capim bem verde e bastante água, ao contrário da secura que vinha enfrentando até aqui. Seguindo os totens cruzei o riacho e subi por um caminho construído com pedras, passando por pequenas lagoas. Às 19h52 uma bonita visão para a esquerda (oeste) das montanhas pontiagudas próximas à Laguna Grande, meu destino nesse dia. Porém a laguna estava bem longe ainda e a descida direta para oeste não se mostrou animadora pela inclinação e ausência de trilha. O jeito foi continuar para o norte, dando uma volta bem grande, mas por trilha bem marcada e segura. Aqui atinjo também a maior altitude do dia, 2262m. Fui à esquerda na bifurcação e comecei a descer. Às 20h33 cheguei a uma bifurcação em T e continuei descendo para a esquerda. À direita se vai à Plataforma e esse é um caminho bastante usado para chegar ao Refúgio Elola. Passei por uma fonte de água e continuei no rumo sudoeste até as margens da Laguna Grande. Contornei toda sua margem leste e sul para enfim chegar ao Refúgio Elola às 21h36, quase no pôr do sol. Esse local é conhecido como Circo de Gredos. Este refúgio foi o único que encontrei guardado, ou seja, com guardas, que aliás estavam jantando e por sorte sobrou alguma janta para mim também. Dentro do refúgio deve-se usar apenas chinelos ou crocs, disponíveis em prateleiras na entrada. Há armários com chave. Os quartos são coletivos e têm beliches bem largas onde dormem muitas pessoas uma ao lado da outra, por sorte havia pouca gente e não precisei dormir espremido. A reserva costuma ser obrigatória mas pelo número pequeno de hóspedes não houve problema em não tê-la feito. O banheiro não tem vaso sanitário e sim uma peça de metal com buraco no chão, como no Nepal. Altitude de 1958m. Talvez o principal destino dos montanhistas que procuram esse refúgio seja o Pico Almanzor, o mais alto da Serra de Gredos, com 2591m.
  6. 2 pontos
    Boa tarde @[email protected]_aurelio Eu também uso essas insulinas, vou fazer um mochilão ano que vem e minha maior preocupação é com a temperatura das insulinas. Gostaria de saber como foi sua experiência quanto a isso, você teve algum problema? Estava pensando em comprar as canetas de insulina, assim eu acho que iria me ajudar.
  7. 2 pontos
    Ótimo relato! Estou indo em janeiro com uma amiga e não somos religiosos, deu uma outra vista do que fazer!
  8. 1 ponto
    Oi, sou de Manaus. E criei um site recentemente falando sobre o que fazer em Manaus, e seus arredores. São várias dicas para incrementar nas suas viagens! Dicas sobre o Amazonas. E se surgir alguma dúvida pode entrar em contato no instagram que respondo mais rápido (@aprazzivel)
  9. 1 ponto
    Vim trazer o meu relato pessoal e algumas dicas para quem for a Cusco. Foram 8 dias inesquecíveis. Meu voo foi dia 27 de setembro, de Salvador na Bahia a Cusco foram 2 conexões (em Guarulhos e em Santiago do Chile), um total de 14 horas de viagem com conexões curtas (a maior foi 3 horas em SP, suficiente apenas para comer alguma coisa e seguir). Minhas passagens não incluíam bagagem, portanto viajei apenas com bagagem de mão, mas despachei ainda em Salvador pq não tinha espaço no avião (para meu alívio, a mala chegou sã e salva em Cusco). Cheguei em Cusco as 16h, peguei um taxi no aeroporto por 20 soles (o hotel chegou a pedir meus dados para o transfer, mas não confirmou e nem foi me buscar). Nesse primeiro momento fiquei no hotel Qolqampta, indico fortemente, local agradável, café da manhã ok, quarto confortável. A única desvantagem foi a localização, apesar de perto da plaza de armas, o prédio fica no topo de uma ladeira (tudo em Cusco é ladeira!), e num primeiro momento de aclimatação, seu corpo pode reclamar um pouco. Ainda no Brasil eu contratei a empresa Qorianka para fazer o passeio de Machu Picchu (o único que contratei antes de chegar la, dado a disponibilidade de ingressos). A noite Max da empresa estava me esperando para explicar como funcionaria o passeio mais aguardado da vida. Eu super indico a empresa. Preço ok, responsabilidade, compromisso, serviço de excelência. Foi ele que me indicou um lugar com melhor câmbio para comprar soles, os melhores lugares para comer, foram eles que compraram meu boleto turístico. Literalmente, fazem de tudo para nos sentirmos confortáveis e seguros. Acabei comprando os outros passeios com eles. Dia 28 - reservei o dia para me adaptar a Cusco, conheci o mercado San Blas, o Mercado São Pedro, comprei soles e orcei os outros passeios. Dica importante: usem protetor solar! O clima em Cusco no geral é frio, a noite e pela manhã é muito, muito frio (entre 5 e 10 graus), mas no decorrer do dia vai esquentando e o sol queima (estou bronzeada como se tivesse ido para alguma praia do nordeste). Fiz a cotação de preços dos passeios e a sensação que tive foi a seguinte: nos lugares confiáveis o preço parece ser tabelado. Descartei os mais baratos e os mais caros por motivos óbvios, e recorri à Qorianka. Como já tinha fechado MP com eles, pedi um desconto e funcionou. Primeiro vou descrever meu roteiro e a seguir passo minhas impressões e conselhos. Plaza de Armas Dia 29: contratei o passeio Vale Sagrado + MP, com a Qorianka incluia traslado do hotel + passeio pelo Vale Sagrado dos Incas (Pisac, Ollantaytambo) + trem voyager inca rail de ida e volta + ônibus de subida e descida a MP + ingresso de entrada da cidadela, com montanha machu pichu (que eu escolhi subir) + almoço do dia 29 + diária no povoado de águas calientes + traslado de volta Ollanta - Cusco. Sai as 8h do hotel fiz checkout (como ia ficar uma noite em aguas calientes, encerrei no qolqampta e reservei o hostel milhouse a partir do dia 30. a Qorianka cuidou de pegar minhas malas em um hotel e levar para o outro), passamos por pisac, almoçamos em um restaurante buffet muito bom, seguimos para ollantaytambo, e depois do city tuor peguei o trem para Aguas Calientes. São 1h30 de viagem, chegando no povoado já tinha um rapaz do hotel me aguardando com meu nome. Esse hotel terrazas de luna é um espetáculo à parte, muito confortável, o banheiro tem até banheira, o café da manha sensacional. A noite uma representante da Qorianka foi me encontrar para me explicar como funcionaria a subida a MP no dia seguinte. Ollantaytambo Dia 30: sai cedo do hotel, peguei o ônibus de subida a MP. Entrei na cidadela as 7h, fiz um tour guiado até 7h50, e subi a montanha (o ingresso da montanha era de 7h as 8h). A subida é, para dizer o mínimo, extenuante. São necessárias cerca de 3 horas para ir e voltar, a subida é íngreme e toda em escadarias. É cansativo, mas vale muito a pena. A vista panorâmica de MP é sensacional!!! Subi as 7h55 e as 10h50 estava de volta. Aquela história de que para descer todo santo ajuda é balela, sofri demais na descida, joelhos e tornozelos doeram bastante. Fiquei em MP até as 12h, peguei o ônibus as 12h30, cheguei em águas calientes, almocei e peguei minha mochila no hotel. Meu trem de retorno foi as 15h. Chegando em Ollantaytambo já tinha uma pessoa segurando meu nome em um cartaz, pronto para me levar de volta a Cusco. Chegando em Cusco me deixaram no hostel Milhouse, minha mala já estava lá. Fiz o checkin e aproveitei o bar e restaurante de la (maravilhosos, por sinal). Vista da cidadela de cima da montanha Machu Picchu Dia 1: reservei Laguna Humantay. O traslado da Qorianka foi me buscar pontualmente as 4h15 no hostel. O pacote inclui: traslado + café da manhã + guia + almoço. O trajeto é um pouco longo, mas como é cedo, aproveitei para dormir. Tomamos café num hostel de uma cidadezinha q fica no caminho e seguimos viagem. Percorremos cerca de 1h30 até o lugar que a van nos deixa e começamos a caminhada. Percorri o trajeto de ida em 1h45, sofri um pouco nesse trajeto. A subida até a laguna é em terreno acidentado e cerca de 80% subida, chegamos a mais de 4.000 metros de altitude, o que deixa o ar rarefeito e causa o temido mal da montanha. Quem quiser, ou não aguentar, pode fazer mais da metade desse trajeto a cavalo, eu percorri caminhando mesmo. Dentre as sensações está o cansaço extremo, a frequente falta de ar e a dor de cabeça, mas para mim, nada insuportável. Ao chegar no destino, vc esquece toda essa dor. É lindo demais. Lindo e muito, muito frio. Aproveite para tirar muitaas fotos em ângulos diferentes (a cor da água muda conforme a incidência da luz). Ficamos cerca de 30 minutos e retornamos. A descida foi mais tranquila, alguns trechos consegui correr um pouco em zig zag, oq ameniza um pouco o esforço do joelho. Chegamos na van, percorremos cerca de 1h30 e paramos para o almoço estilo buffet, depois retornamos a Cusco. Chegando por volta das 16h. Novamente, aproveitei o bar e restaurante do milhouse. Laguna Humantay Dia 2: Salineras de Maras e Moray. Esse passeio é de meio dia e incluia: traslado + guia. A van da Qorianka me pegou no hotel pontualmente as 8h. Passamos em Chinchero, onde vc vai ter a explicação completa de como os tecidos são produzidos, vai ser muito bem recebido com um chá delicioso, poder tirar belas fotos e fazer algumas comprinhas. Depois segue para Moray, um laboratório de experimentação agrícola lindissimo. O último ponto da viagem são as salineras, que custa 10 soles a entrada, e n está incluida no pacote, que também vai te render fotos maravilhosas. Chegamos em Cusco as 14h. Já em Cusco aproveitei o mercado São Pedro para fazer compras (considerei o melhor preço), tomei café numa lanchonete e fui dormir. Moray Dia 3: Montaña Colorida. O passeio da Qorianka incluia: traslado + guia + café da manhã + entradas + almoço. A van me pegou as 4h30 pontualmente. Seguimos viagem por cerca de 1h30 e paramos para tomar um belo café em estilo buffet. O guia nos passou as explicações gerais de como seria a subida, cuidados a tomar, dificuldades que poderíamos encontrar. Depois do café seguimos viagem por cerca de 1h e chegamos ao local q as vans ficam e começa a caminhada. A subida da Montaña é menos íngreme do que a da Laguna, mas a altitude é bem maior (chegamos a 5.200 metros no topo do deck para tirar as fotos), e por isso algumas pessoas sofrem muito mais. Eu me senti bem mais disposta. Realmente não senti nenhum desconforto, nem na subida nem na descida, mas fiz o trajeto no meu tempo (cerca de 3h entre subida e descida dos 8km total). Tem a opção de subir a cavalo, mas dispensei. existem 3 pontos q fornecem banheiros, ao custo de 1 soles. A vista é simplesmente fenomenal. A montanha é tudo aquilo que vemos nas fotos e mais um pouco. mas só conseguimos ficar no topo por cerca de 20 minutos devido ao frio. É realmente congelante. Algumas pessoas do grupo passaram mal na descida. Voltamos, paramos para almoçar no mesmo local do café, depois seguimos viagem. Chegamos em Cusco as 16h. Já em Cusco o meu corpo sentiu tudo que não tinha sentido nos outros dias. Tive o mal da montanha no último dia da viagem e passei muito mal o resto do dia. Montaña Dia 4: meu voo saiu as 10h. Max da Qorianka me deu de brinde o traslado até o aeroporto. Me pegaram as 8h em ponto no hostel, cheguei no aeroporto as 8h20. Meu voo de volta incluia 2 conexões (em Lima e em Guarulhos). Como a ida, a volta durou 14h de Cusco a Salvador. Cheguei na Bahia as 2h45. Gente, Machu Pichu é tudo que dizem, e mais um pouco. É maravilhoso. A sensação de subir a Montanha e ver a cidadela la de cima é indescritível. No fim das contas, considerei meu roteiro apertado, acredito que o ideal para não levar meu corpo à exaustão, deveria ter sido 10 dias (incluindo os 2 necessários para a ida e volta). A Qorianka foi sensacional. Indico fortemente! A logística toda funcionou perfeitamente, não tive nenhum imprevisto e eles estavam sempre disponíveis para me ajudar. Considerando que viajei sozinha, não ter qualquer preocupação com roteiros e imprevistos foi muito importante. Os 10 soles que a gente paga para entrar na salineras fica retido com a empresa que é responsável pela compra e beneficiamento do sal, nada desse valor é destinado às famílias responsáveis por retirar o sal (a elas cabe apenas o valor pago pelos sacos). Juro que se soubesse disso, não teria entrado. Eu acredito em um turismo que ajuda a fortalecer a população local, não uma empresa especifica. Comam em restaurantes peruanos, comprem dos peruanos. Os guias de Cusco são extremamente organizados e politizados, além de serem excelentes no que fazem. A comida peruana é muito boa. Os restaurantes tem o menu turistico: por 20 a 25 soles vc desfruta de uma refeição completa- entrada, prato principal, sobremesa e/ou bebida. Indico experimentar o ceviche peruano, a trucha, a sopa crioula (maravilhosa), a chicha morada, o pisco sour e o lomo saltado. Comprei vitamina C efervescente la em Cusco, e tomava 1 pela manha e 1 a noite. Considero que foi essencial para manter minha imunidade ok. O frio em Cusco é cruel. As mudanças de temperatura são drásticas. Para quem tem rinite, sinusite e amidalite, não ter sentido absolutamente nada, foi uma bênção. Estou à disposição para dúvidas. Esses relatos me ajudaram demais a montar a viagem perfeita!!
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    Uma mochila de 50L tambem ultrapassa as medidas para a bagagem de mão. Querer embarcar com uma mochila desse tamanho pode ate dar certo se a mesma nao estiver muito cheia, mas caso queria arriscar ja saiba das possiveis taxas que terá que pagar la na hora. Uma mochila de 40L - 45L será mais tranquilo de embarcar.
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    Olá pessoal. Sei que parece loucura, mas as vezes é bom fazermos algumas kkk Então, por isso decidir fazer esse mochilão, porém só tem 2 mil reais ( vcs lembram que falei em fazer loucuras né ) vou no meio de novembro, pretendo ficar 30 dias ou ate o dinheiro acabar kkk Qual roteiro vcs me indicam? Quem quiser me acompanhar nessa loucura também, sera bem vido (a).
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    Obrigada pela publi, certeza estará em um dos lugares que tenho que conhecer. Deslumbrante a energia que transmite ❤️
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    Estarei do dia 21 até dia 27 de novembro, sou do interior de SP!
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    Sou mais Ghent que Bruges. Bruges é meio que "fabricada", foi totalmente reformada para dar aquele aspecto de cidade da idade média... justamente pro a economia da cidade estava decadente. Guent é mais bonita e vibrante... naturalmente...
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    Olá mochileiros, vou contar um pouco da minha experiência de viagem por Dubai e Abu Dhabi (04/03/2019 -- 22/03/2019) Dubai primeiras impressões: - Voo tranquilo saindo de GRU e com escala em Joanesburgo pela Emirates (Melhor classe econômica que vc vai conhecer rs)..depois de 26 horas de voo chegamos no maior e mais moderno aeroporto do mundo em Dubai (Elevadores por comando de voz e com capacidade para 50 pessoas, colunas e detalhes em ouro e diamantes, salas vip que mais parecia um hotel árabe) saindo do aeroporto você pode pedir um táxi (corrida até Deira ou Marina por aproxi. 20 dólares - a frota é feita por carros novos e modernos - Lexus/ BMW/ Mercedes) OBS.: cuidado com motoristas indianos pois passamos situações desagradáveis, não falam inglês e erram o caminho de propósito para cobrar mais. Pois bem. Ficamos em um ótimo hostel na Marina de Dubai, excelente localização 5-15 min de restaurantes, bares, Pier 7, Barasti Beach, Dubai Marina mall, passeios de barco e etc...para você que não quer se preocupar com transportes, sugiro ficar na marina de Dubai, 18 diárias nos custou R$ 800,00 – depositamos metade antes e pagamos a outra metade quando chegamos – checking super tranquilo...anfitrião e dono do hostel muito receptivo, nos ajudou em muita coisa e sempre com paciência e um sorriso no rosto. Agora vou contar um pouco dos passeios e lugares que visitamos: Burj Khalifa + Dubai Mall + Fontes de Dubai: - Acordamos cedo e saímos para tomar um café da manhã em um restaurante árabe perto do hostel (25 AED – R$ 29,00 suco de laranja + torta) Então seguimos para o metrô na Marina (Muito confortável e tem ar - sugiro evitar pegar metrô antes das 8H da manhã e das 17H - 18:30 da tarde, pois vai e volta muito lotado com os trabalhadores) – OBS.: Metrô leva aos principais pontos turísticos da cidade alguns deles são: Burj Khalifa, Dubai Mall e Dabai Frame. Entrando no metrô vai direto e compre o cartão cinza passe livre (30 AED) Você consegue usar por 3-4 dias tranquilo (recarregue depois disso pelo mesmo valor). Chegamos no Dubai Mall, maior e mais moderno shopping do mundo, para se ter uma idéia dentro desse shopping tem um aquário gigante com tubarões, pista de esqui e um ZOOLÓGICO - isso mesmo que você ouviu, tem um zoológico dentro do shopping...é tão grande o lugar que aconselho a reservar um dia inteiro para dar a volta no shopping e outro dia só para visitar o aquário e o zoológico (Pagamos cerca de 150 AED – R$ 170,00 para as duas atrações, você pode comprar junto, pois fica um do lado do outro) Como o Burj fica colado, quase dentro do shopping Mall, não tivemos problemas em achar e na verdade é super tranquilo tem varias placas em todos os lugares indicando, não passamos pela bilheteria já tínhamos comprado o ingresso pelo site - https://www.headout.com/ pagamos cerca de R$ 200,00 para os Pisos 124/125 – no site você pode pagar mais caro para subir mais alto, tem opções de horários e dias - manhã/ tarde ou noite. Recomendo ir entre 10H da manhã e 14H da tarde para pegar o pico do dia e tirar as melhores fotos. Chegando lá em cima da maior torre do planeta, se prepare para se surpreender com a tecnologia, altura, grandiosidade...não sei descrever em palavras, uma das vistas mais bonitas que eu vi nas minhas viagens. Você consegue ver tudo de lá de cima, desde a antiga Dubai e do outro lado a nova Dubai, desertos, aeroporto e etc. Depois desse momento incrível na saída do Dubai Mall, vai estar na sua frente as fontes de Dubai, famosas por seu show de água, luzes e música recomendo esperar anoitecer para apreciar a dança das águas com o Burj Khalifa iluminado ao fundo, parece um sonho ou coisa de filme mesmo, ao passo que toca desde Andrea bocelli a cantores atuais com uma mistura de luzes, se prepare para se maravilhar. (Se você for ficar até tarde naquela região do shopping/ Burj e fontes - o metrô de Dubai funciona até 12PM - meia noite – passou desse horário se prepare para pagar um valor salgado no taxi rs) Dubai Frame: - Metrô vai parar ao lado da atração, você vai andar por 15 min e atravessar o parque de Dubai – recomendo fazer essa atração no mesmo horário do Burj (10 Hrs – 14 Hrs) mas em dias diferentes. Pode comprar na hora o ticket, sem problema nenhum...fizemos isso e não pegamos fila, paguei cerca de 90 AED - R$ 100,00 para subir até o topo, pode ficar quanto tempo quiser lá em cima, assim é o Burj não tem horário fixo ou excursão. Você compra para determinado dia e o horário é por sua escolha ou opção, a revista para essas duas atrações Burj + Frame é bem rigorosa, então não se assuste. No aeroporto tbm a revista é bem rigorosa, guardas armados com armas pesadas a cada 30 metros. Mas se você não tem nada a esconder, abra um sorriso e siga em frente. Deserto + Aquaventure Waterpark + Aquário do Atlantis: - Você tem a opção de pegar um metrô saindo da Marina, Deira ou Downtown até Palm Jumeirah, a partir dai fica fácil, você vai até a estação do Dubai Monorail - chegando lá compra um ticket de ida e volta para o Atlantis, eu não usei esse meio de transporte para chegar lá...mas tinha uma brasileira no hostel que foi e nos contou como foi, ela pagou 30 AED ida e volta - R$ 35,00 para usar o Palm Jumeirah Monorail até o Atlantis. A melhor opção na minha opinião é fechar um pacote de atrações com o Big Bus Tours – tem um balcão na entrada do shopping Dubai Marina Mall, tem outra no Dubai Mall e uma no Mall of Emirates e muitas outras espalhadas pelos principais pontos de Dubai, lembro até agora do carisma e simpatia da vendedora chamada Rose, nos tratou muito bem, nos aconselhou qual era opção mais em conta e ao mesmo tempo que nos atendesse... depois de alguns minutos de conversa fechamos 8 atrações (Dubai Museum, Aquário do Atlantis, Aquaventure Waterpark, Deserto, Dubai Miracle Garden, Madinat Jumeirah - Hotéis de luxo junto com um souk incrível, Shopping Wafi, Mall of Emirates por R$ 600,00) Você deve pensar que esse valor está muito alto. Mas na verdade está MUITO barato - pois se fossemos comprar separado iriamos gastar o dobro desse valor, além do transporte. A partir do momento que você compra o pacote, você tem uma semana para usar, ótimo custo beneficio, pois pagamos R$ 600,00 para o transporte e ingresso para 8 atrações. Deserto: - Escolhemos a opção do final da tarde para pegar o pôr do sol no deserto, além disso estava incluído passeio de camelo, segurar gavião, 2 fotos de brinde e chá/café (Atenção quando for fazer essa atração aconselho a ir de calça e blusa, mesmo que esteja muito calor na cidade, quando chega no deserto parece que você está no polo norte, isso mesmo o vento é muito forte) Se informe o local de saída para o deserto, geralmente sai do shopping Wafi City Mall. Para fazer um roteiro legal nesse dia, recomendo para você sair cedo com o Big Bus e ir até o museu de histórias de Dubai, onde ali conta um pouco da história da cidade, além disso tem roupas, utensílios, quadros, maquetes e etc...depois daqui siga para o Wafi City Mall, em frente tem um mercado gigante onde vende perfumes, roupas. O preço não é barato, mas é legal entrar para conhecer, pois para entrar não paga. Saindo você pode entrar no shopping Wafi e comer alguma coisa e depois passear pelo shopping, interessante que dentro tem varias estátuas e objetos dos tempos dos egípcios antigos. Espere até dar o horário e siga para o deserto (Isso foi o que eu fiz, se informe para ver se mudou o local de saída para o deserto) Aquaventure Waterpark + Aquário do Atlantis: - Recomendo fazer em um dia sem pressa o Aquário (Muito grande o lugar) - tirar fotos a vontade, andar pela orla da praia que fica em frente ao Atlantis the Palm e apreciar tudo a sua volta e no dia seguinte o fazer o parque aquático que tbm é muito grande, se tiver sorte você vai pegar o parque vazio, então vai conseguir repetir quantas vezes quiser os tobogãs (tem dois que são os maiores do mundo) Se quiser comer lá dentro se prepare para pagar caro (não pode entrar com comida ou bebida) então recomendo tomar um café da manhã bem reforçado e se sentir fome lá dentro, compre alguma coisa só para enganar o estômago (lanche pequeno ou salgado) Se você gosta de adrenalina, esse é o lugar certo pra você. Não tem segredo, tem o armário para guardar suas coisas e depois é só curtir. Hatta: - Um lugar que vai surpreender. Longe dos grandes arranhas céus e badalação de Dubai se encontra esse paraíso no meio do deserto, cercado por montanhas...uma paisagem de tirar o fôlego. Alugamos um carro por 3 dias em um balcão dentro do shopping Dubai Marina Mall (600 AED – R$ 680,00 é obrigatório ter a permissão internacional para dirigir) E seguimos para dentro do deserto, rumo ao Hatta (OBS.: Quem tiver interesse em conhecer o Hatta é só jogar no Waze que chega tranquilo, foi isso que fizemos) A distância de Dubai até o Hatta é de aproxi. 1 Hora e 30 min. Chegando lá alugamos um caiaque por 40 AED – 45 reais para o dia inteiro e entramos no enorme lago que tinha entre as montanhas, para quem gosta de aventura/ adrenalina, tem opção de alugar bike e fazer trilhas, quem não curti muito a bike, tem a opção de trilhas a pé. Para quem tiver interesse - tem hotéis na região e um parque aquático, como não usamos, não vou comentar. Ferrari Wolrd + Mesquita Sheikh Zayed (Abu Dhabi) - Acordamos cedo e seguimos para Abu Dhabi (Coloca no waze que chega tranquilo, estradas perfeitas, largas e sem trânsito) depois de 1H e 30 min dirigindo finalmente chegamos em uma das atrações mais desejadas por todos o parque da Ferrari em Abu Dhabi (Compramos pelo site https://www.headout.com/ - pagamos 295 AED – R$ 335,00 para o pleno acesso de todas as atrações) Recomendo tirar um dia inteiro só para o parque, pois você pode repetir quantas vezes quiser a montanha russa mais rápida do mundo e diversos outros brinquedos que até os adultos vão amar, não pagamos estacionamento. Se prepare para gastar uma pequena fortuna com alimentação e brinde lá dentro, um chaveiro paguei 35 AED e uma pizza grande para dois 150 AED. - No final do dia fomos para a mesquita Sheikh Zayed (30 Min do parque até lá – via Waze) Você vai pagar um valor simbólico de 30 AED – R$ 35,00 para entrar e as mulheres são OBRIGADAS a colocar uma burca para cobrir a cabeça e os homens a colocar uma calça para cobrir os joelhos (Tanto a burca como a calça é emprestado na entrada e você devolve na saída) Talvez você se pergunte, nossa mais porque tudo isso, mas lembre-se que você está em uma país que tem o respeito máximo pela religião local. A mesquita fica aberto até as 20h da noite , por isso aproveitamos e fizemos o tour a noite mesmo. Praias: - Nosso hostel estava 15 min a pé das melhores praias de Dubai. É muito parecido com Miami Beach...tem academia a céu aberto, praias para surfar, aluguel de bike, MUITA ferrari e Lamborghini e carros esportivos em geral parados em frente a praia. As mulheres podem usar biquíni a vontade na areia e ao entrar no mar, mas pisou fora da praia o ideal é estar com a roupa no corpo, se um árabe se sentir ofendido pela sua saia, decote, biquíni e ele resolver chamar a policia, você vai ter um enorme problema, assim serve para o homens que andarem sem camisa, de sunga e etc. Se prepare para calor de pelo menos 50° no pico do dia 11h – 15H. Então recomendo pegar uma praia logo bem cedo ou bem no final da tarde, mas não espere chegar as 18H porque a noite em Dubai faz muito frio por causa do deserto. Barasti: - De dia pool party e a noite balada. Conhecida como o melhor lugar de Dubai para beber e dançar. O Barasti é uma das melhores pool party/ baladas do mundo, você não paga nada para entrar, mas passa por uma revista rigorosa e é obrigado a deixar o passaporte e retirar na saída. Se prepare para pagar 50 AED - R$ 57,00 em um chopp e 20 AED - R$ 23,00 em um red bull, se tiver sorte você pode até pegar um show de um DJ famoso. Global Village: - Outro lugar que não é prioridade da maioria, mas me surpreendeu e muito é o Global Village - uma mistura de parque temático, teatro a céu aberto, shows ao vivo e circo - alem disso você vai encontrar réplicas do Burj Khalifa, Big Ben, Torre de Pisa, Estátua da liberdade e Coliseu e muitos templos e mesquitas, fica no meio do deserto por isso metrô e big bus não chega nem perto. Se você estiver na Marina, pega um ônibus na Marina Walk direto para o Global Village. O melhor horário para visitar é final de tarde e ficar até a noite, a entrada custa 15 AED - R$ 18,00 - preste atenção nos horários de volta do ônibus, pois funciona até a 12PM - meia noite. O objetivo desse lugar é celebrar a união dos povos. Burj Al Arab: - O que todos se perguntam é - Posso entrar dentro do Burj Al Arab??? A resposta é - SIM - Você pode ter uma das melhores experiências da sua vida - entrar em uma dos maiores e mais caros hotéis do planeta. O hotel aceita reserva de não-hóspedes para todos os seus sete restaurantes - para isso você deverá fazer a reserva através do telefone (4/301-7600) ou pelo e-mail [email protected] - Na solicitação da reserva deve ser informado quantas pessoas estarão a mesa, assim como horario de entrada ecolhido (13:00, 13:30, 16:00, 16:30) - No email de confirmação é enviado um código que deve ser informado a portaria para ter acesso a ilha do hotel. Obrigatório uma vestimenta mais social ou smart casual ou seja de jeito nenhum pense em ir de tênis, sandália, chinelo, boné, shorts, bermuda, regata. Mulheres atenção, não deixe as partes muito expostas. São solicitados os dados do cartão de crédito para segurar a reserva e não há cobranças - valor da reserva aproxi. - 200 AED - R$ 225,00. Alimentação: - Se você é como eu e gosta de economizar, sugiro comprar comida pronta, frutas, cereais e etc.. nos mercados espalhados pela cidade e comer no hostel. Pois duvido que você esteja disposto a gastar R$ 120/150 por dia em alimentação – chutando baixo. Um prato tipico árabe caprichado acompanhado de bebida não sai por menos de 60/70 AED - R$ 70/80 reais. Clima: - Em Dubai não chove, faz um calor horroroso – chegando aos 50° fácil e a noite faz muito frio. Recomendo a você andar de metrô, pois o mesmo leva para quase todos os lugares, se estiver com mais pessoas pode alugar um carro popular, que dividindo o valor fica barato. Como o tempo é seco aconselho a andar com manteiga de cacau e uma garrafa de água gelada sempre na mochila, protetor solar, óculos de sol e boné recomendado. Transportes: - Ônibus super tranquilo de usar e bem equipado com ar e poltronas confortáveis, funciona igual o metrô - você compra o passe livre por 30 AED e usa a vontade (acabando, só recarregar). Quem vai com bastante grana para gastar, pode usar táxi (corrida da Marina até Burj Khalifa aproxi. 100 AED - R$ 115,00) Tem a opção de uber, mas não usei então não vou entrar nesse assunto. Metrô nem se fala, de longe a melhor opção de transporte em Dubai como já foi falado nos tópicos anteriores - barato, confortável e rápido. Homens e mulheres não podem sentar juntos no metrô, tem um vagão só para mulheres - está marcado com uma faixa rosa no chão e azul para os homens - não pense em desobedecer, pois você pode ser expulso do metrô ou levar multa. Ônibus e Big Bus casais podem sentar juntos a vontade. Segurança: - Pode andar na rua de dia, a noite ou de madrugada em qualquer lugar de Dubai seja no centro ou lugares mais afastados, pois é muito bem policiado e com agentes a paisana em quase todos os lugares. Vai ser difícil você presenciar algum assalto em público em Dubai ou Abu Dhabi. Eles visam muito a segurança dos turistas, por isso tem um grande investimento nessa área, pois grande parte da economia vem do turismo (diferente do Brasil nos Emirados a lei funciona). Fique atento com a roupa que você vai usar em lugares públicos (menos praia e parque aquático) as mulheres devem evitar saias muito curtas ou decotes provocativos, isso pode dar um problema grande para você - como já disse nos tópicos anteriores se um árabe se sentir ofendido ele com certeza vai gritar e fazer um escândalo na rua mesmo (infelizmente presenciei isso) e vai chamar a policia com toda certeza. Compras: - Na minha opinião compensa e muito comprar eletrotônicos, perfumes e roupas em Dubai é meio padrão USA os preços - os melhores lugares são o Dubai Mall (shopping ao lado do Burj) e Mall of Emirates (shopping) - metrô chega dentro de ambos. O duty free de Dubai tbm achei preços bons de bebidas e perfumes. Para comprar lembranças, chaveiros, imãs, miniaturas do Burj, camisetas, bonés e etc...tem duas opções comprar no Walmart do Dubai Mall ou pegar o metrô até Deira - onde você vai encontrar muitas lojinhas e feiras para comprar o que quiser. * Um alerta que vou fazer é a respeito do bairros mais afastados de Dubai (não tem a ver com a segurança) - tome cuidado logo quando descer do ônibus, big bus, táxi ou metrô com homens que irão abordar você oferecendo Iphones e Ipads para comprar e vão dizer que são originais (pior que são mesmo) mas são produtos roubados, eles vão insistir muito...é só falar que vai chamar a policia que vão deixar você em paz. Se quiser comprar Iphone ou Ipad novos - tem a loja da apple no segundo piso do Dubai Mall. Hostel: - O hostel que fiquei não está mais disponível no hostelwolrd e AirBnb por isso não coloquei o link. Visto, vacinas e seguro: - Brasileiro que vai para Dubai não precisa de visto: http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/tabela-de-vistos-para-cidadaos-brasileiros - Porém é obrigatório tomar a vacina contra a febre amarela (uma vez só) Depois disso você vai ter que emitir na anvisa o certificado internacional contra a febre amarela. - Seguro viagem não é obrigatório para entrar nos Emirados, mas recomendo você que faça, pois nunca se sabe o que pode acontecer. Espero ter ajudado de alguma forma, qualquer dúvida estou a disposição !!!
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    Queridos mochileiros, Esse relato é da minha primeira travessia, já havia feito trilhas difíceis e longas, mas uma trilha de dias de duração, foi a primeira. No ano novo de 2012/2013 fui de Trindade até Ponta Negra, acampando na Praia do Sono. Foi então que, encantada com a paisagem selvagem da região inserida em uma Unidade de Conservação, em 2015 eu e mais duas amigas resolvemos ir de Trindade até Pouso da Cajaíba. Gostaria de aproveitar e agradecer os relatos que li aqui no fórum, nos ajudaram muito nessa travessia, posso garantir que não nos perdemos nenhuma vez. Obrigada a todos que colaboram nessa rede. Saímos de São Paulo bem cedo no dia 26/12/2015 de ônibus, rumo a Paraty-RJ. Pedimos ao motorista para nos deixar na entrada da Vila de Trindade, lá esperamos o ônibus Municipal de Paraty para descer até a vila. Ponto de ônibus na beira da Rio-Santos, entrada da Vila de Trindade. Na foto da esquerda para a direita: Eu, ainda estudante na graduação de Engenharia Florestal, Angela, chilena, na de medicina e a Nara também na florestal. Pegamos o ônibus e descemos no último ponto, a Vila do Oratório. É lá que inicia-se a trilha para a Praia do Sono. Um sol forte, mesmo já tendo passado das 14:00, nos deixou bastante ofegantes, mas a trilha é bem demarcada e fácil. Chegando lá, nos aconchegamos num camping mais ao fim da praia, a fim de ficarmos próximas da trilha para a Praia dos Antigos, seguiríamos bem cedo no dia seguinte . Nem começou e já deu uma canseira kkkk. Na praia do Sono, depois de desarmar nosso camping. De manhã, como combinado, fomos rumo a Praia da Ponta Negra. A primeira parada foi na Praia dos Antigos, lá tem uma pequena queda d'água que desemboca na praia, ficamos lá um bom tempo, estava extremamente quente e o mar era um convite irrecusável nesse paraíso. Subida íngrime entre a Praia do Sono e a Praia de Antigos, já de manhã o sol castigava nossas cabeças! Como podem ver, a Angela resolveu levar seu violão para a viagem! No cantinho com sombra na praia, passamos um bom tempo curtindo a Praia dos Antigos. Paraíso, sem mais. Chegando a Praia de Ponta Negra, acampamos no Camping da Branca, resolvemos dormir cedo, pois no dia seguinte faríamos a trilha para a Cachoeira do Saco Bravo, a ideia era passar o dia lá e dormir novamente em Ponta Negra, para só então no outro dia seguir em frente na travessia para a Praia de Cairuçu das Pedras. A caminho da Cachoeira do Saco Bravo Ponta Negra vista de cima. Vista linda da trilha. Suando muito, mas tudo muito bem compensado com essa vista verde a perder-se no horizonte. É uma satisfação enorme ver a Mata Atlântica assim S2. Minhas queridas! Curtindo muito fazer a trilha sem o peso dos mochilões! A cachoeira do Saco Bravo é incrível, fiquei realmente impressionada com o lugar. A cachoeira fica no costão rochoso, desaguando portanto no mar. A única forma de acesso é por trilha, não há como ir de barco. Reparem na proporção, o tamanho da pessoa lá embaixo. Mais uma desse pico incrível. Na volta da trilha, nos deparamos com flores lindas na mata. Chegamos no fim da tarde em Ponta Negra, tomamos um banho, jantamos e fomos dar uma volta para se despedir do pico. Bateu uma saudade essa foto! Vista linda da Praia da Ponta Negra. Partimos pela manhã para Cairuçu das Pedras, a trilha é longa, mas escolhemos ir devagar e parando para curtir a trilha, demoramos cerca de quase 5 horas, com toda certeza dá pra fazer em menos tempo. Porém paramos para comer, curtir algum curso d'água que estivesse pelo caminho e cantar muito com o violão! Nessa foto, estamos ainda em Ponta Negra com mochilão e violão! Flor extraterrestre. Pelo caminho, só as belezas da Mata Atlântica. Reparem nessa bromélia! Chegamos em Cairuçu das Pedras ainda de dia. A praia é lindíssima e as águas límpidas. Acampamos no quintal dos caiçaras que nos receberam super bem, o camping fica no alto. De lá, a vista da praia com o céu estrelado é um show e serviu de palco para muitas canções com o violão na única noite que passamos por lá. Uma das fotos mais lindas da viagem!! No deck em frente a Cairuçu. Mais uma nessa praia maravilhosa. Nos munimos de banana para seguir viagem, agora, rumo a Martim de Sá para passar a virada de ano! Olhem a vista de Cairuçu!!! Bem cedinho, partimos para Martim de Sá, nosso objetivo era passar a virada de ano lá e também ficar alguns dias (mas acabamos estendendo até o dia 12 de janeiro). A trilha foi tranquila, quando chegamos lá, nos deparamos com o camping bem lotado. Depois de dar várias voltas, conseguimos achar um cantinho legal para armarmos nosso acampamento. Martim de Sá tem uma vibe e energia únicas, é fácil fazer amizades e logo todo mundo vira uma grande família. Nossa estada lá foi i-nes-que-cí-vel, é um verdadeiro paraíso na Terra. Parada para refrescar a caminho de Martim de Sá. Impossível não parar a trilha para curtir essa água doce transparente no meio da mata! A trilha também é atração principal, tanto quanto o destino final! Martim de Sá tem muita coisa pra fazer, não dá pra ficar entendiado! Tem o Encontro dos Rios, a cachoeiras, além de estar num local estratégico para ir até Cairuçu, Praia da Sumaca e Pouso da Cajaíba num tempo de trilha relativamente curto. O ano novo foi demais, foi feita uma fogueira na praia e todo mundo do camping se reuniu para celebrar a passagem do ano, vibe indescritível da galera, o céu "estralando" de estrelas, o clima perfeito! Curtindo a praia de Martim de Sá antes da grande virada. Um pouco do clima de Martim de Sá! Goró na mão pra não passar em branco! kkkk Feliz, feliz, feliz..... É disso que to falando! S2! Fogueira e música. Os dias transcorreram com muita alegria e aventura, como disse, acabamos ficando até o dia 12 de janeiro. Nesses dias fomos conhecer a Praia da Sumaca, voltamos a Cairuçu e íamos frequentemente para Pouso da Cajaíba para pegar mais comida e bebidas e dar um alô para nossa família. O camping, assim como em Cairuçu, é bem roots, o que pra mim não é problema algum, lá não tem energia elétrica e nem sinal de celular, é uma experiência única ficar REALMENTE desconectado do mundo moderno, posso afirmar que você curte sua viagem de maneira diferente e com certeza mais intensa. A conexão com a natureza nesse lugar é muito forte e logo começa a transparecer no nosso corpo físico. Eu me sentia extremamente bem lá, sempre disposta e com muita energia! Nosso mental/emocional fica muito ZEN e você se vê sendo gentil, amável e sociável com todas as pessoas. Lugar mágico! Cachu em Martim de Sá. Em dia de chuva em Martim, era comer e tocar violão. Camping esvaziando após a virada de ano. Um pouco mais do camping. Sossego em Martim. Eu no canto direito de Martim de Sá, por onde parte a trilha até o Encontro dos Rios. Bica no meio da praia Martim de Sá. Cachoeira do escorrega, mais conhecido como escorreguinha. 10 minutos de trilha. A caminho da Sumaca. Trilha para a Praia da Sumaca, já estávamos próximas. Na descida para finalmente chegar a Praia da Sumaca Morrendo de calor, mas estamos aí! Praia da Sumaca A Praia da Sumaca é ma-ra-vi-lho-sa. Dá para acampar também. Assim como em Martim, mora apenas uma família caiçara no local que dispõe de uma área para camping, também sem energia elétrica e sinal de celular: Roots! Eu e a praia da Sumaca S2 Outra grande atração de Martim de Sá é o Encontro dos rios. Um grande curso d'água que deságua direto no mar, para chegar até lá, basta pegar uma trilha rápida no canto direito da praia. Angela no Encontro dos Rios. Pescaria. Na dúvida de pular ou não! Vai que vai! Vários protelando o momento do salto! Com tantos dias em Martim, aproveitamos e retornamos num bate-volta até Cairuçu das Pedras com toda a turma do camping! Turma reunida para a foto, que lembrança! Após o bate volta para Cairuçu, começava a chegar a hora de partir de Martim de Sá. Aproveitamos nossos últimos dias no paraíso para então levantar acampamento até Pouso da Cajaíba, onde pegaríamos o barco para Paraty. Eu e minha irmãzinha Nara aproveitando os últimos dias em Martim. Hang Loose! Angela, mandando bem nos malabares. Abacaxi! Em Pouso da Cajaíba, aguardando a saída do barco até Paraty. Depois de muitos dias, tomando um guaraná geladíssimo! Pouso é uma delícia também, na próxima, pretendo acampar um dia lá antes de ir para Martim de Sá. Chegando em Paraty descobrimos que só tinha passagem para dali 2 dias, então aproveitamos duas noites super agitadas na cidade. O bom é que a despedida foi gradual, seria muito abrupto sair daquele lugar tão isolado, rodeado pela natureza, e já ir direto para São Paulo! Espero que tenham gostado do relato dessa odisseia. Recomendo muito esta aventura, estou a disposição para tirar dúvidas! Aliás, foi ótimo relembrar a viagem através desse breve relato, é o meu primeiro, então pode não estar bem estruturado, mas tentei passar um pouco da minha experiência com as fotos e os textos breves! No inicio deste ano (2019), fiz uma viagem de uma semana para a Praia do Puruba em Ubatuba, lugar mágico! Em breve farei o relato dessa trip! Abraços, mochileiros!
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    Saindo de Campo grande Salar de Yuni Dias 01/10/2019 saida bora comigo 67 991212053
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    E aí, Eduardo, beleza? Eu vou estar passando por Mendoza em alguma data entre 12 - 25 de novembro. Quais as datas que você tem em mente? Eu notei que esse observatório é bem ao Sul - o caminho contrário que estou fazendo, porém vamos trocar idéia!
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    Antes de começar este relato gostaria de agradecer IMENSAMENTE ao ilustre @rodrigovix, um dos grandes responsáveis por tudo isso ter acontecido. Para quem não conhece acho difícil estar procurando estes relatos e não o conhecer, ele é um dos responsáveis por escrever um dos relatos mais lidos (se não o mais) aqui do Mochileiros. - Man, muito obrigado por me inspirar e me estimular a seguir o mesmo caminho para realizar a experiência mais foda que eu já realizei na vida até o momento. Cerca de 90% desta viagem foi baseada em seu roteiro e seguida A RODO, cada mínimo detalhe. Mas ok, agora vamos ao que interessa! Ajeita essa coluna na cadeira, pegue aquela pipoquinha, coloca a coca no copo e se senta que lá vem MUITA história! 😆 Tudo começou no início de 2016. Eu e meu amigo David (que por sinal será muito citado neste relato... grandes emoções nessa viagem ein, mano? HAHAH aguardem!) formulávamos o projeto da mochilar pela américa do sul. Após todo o processo de coleta de dados, ler 73 relatos e mudar de ideia 14x (vai pensando que planejar viagem é de boa, fiu) decidimos o que seria uma das melhores escolhas de nossas vidas: MOCHILAR pela BOLÍVIA, CHILE e o PERU por exatos: 21 dias. Loucura para alguns? Talvez. Mas era a loucura que a gente sonhou, planejou e imaginou por 1 ano. E ela finalmente iria acontecer. A priori iríamos eu e o David. Mas faltando apenas 1 mês para o início meu primo João Paulo resolveu de última hora (DO NADA!) comprar a passagem e embarcar nessa maluquice junto com a gente. Irei dividir este relato em várias partes. Procurarei descrever cada detalhe, mostrar as fotos de cada local e de cada situação e tentar passar um pouco para vocês de uma experiência totalmente ÚNICA. Entretanto, faz 2 anos que fiz essa viagem e não lembro exatamente dos valores de cada coisa (eu não anotei nada 😐), somente do valor total que gastei, então infelizmente isso não será um diferencial aqui neste relato, beleza? Mas vou me esforçar para lembrar os mais importantes ao longo da escrita. Não se incomode caso esse relato se assemelhe em váááários pontos com o do RodrigoVix. Vou pegar a estética do dele pois está muito foda, porém vou trazer a MINHA experiência o que foi totalmente diferente em vários pontos, fechou? Bom, seguindo o protocolo você deve estar se perguntando: Mas Luquinhas, primeiramente o que eu preciso para fazer um mochilão pela América do Sul? 🤔 A PRIMEIRA COISA QUE TODO MUNDO ME PERGUNTA E SEMPRE QUER SABER e foi a primeira coisa que eu quis saber antes de fazer o meu também rs você precisa: coragem para se desafiar e se conhecer, vontade de sair de uma bolha que as vezes nem imagina que vive e claro... a bendita grana! Tentamos fazer a melhor viagem, da forma mais econômica (dentro das nossas formas de curtir uma viagem) e foda possível. E o resultado: levamos 1200 dólares e ainda voltamos com 100 no bolso, GRUUVA. TUDO. Mais uma vez, eu disse TUDOOOOOO, desde um pão de queijo na rodoviária, a bota comprada na internet, tudo tudo tudo, saiu por aproximadamente 7.000 reais. Fruto de pessoas que sabem pechinchar e não ligavam pra comer bem e dormir em hotel HAHAHA Nossa grana era pra aproveitar a maior quantidade de passeios possível. Bom, mas além disso, aqui vai uma relação do que eu levei, anote aí! Com antecedência: - PASSAGEM BRASIL (São Paulo) X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL - PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE - SEGURO VIAGEM - (Escolhi a MONDIAL TRAVEL) - INGRESSO PARA MACHU PICHU: Muitas pessoas falam que precisa comprar com antecedência. Isso porque o limite máximo de pessoas (por dia) em MP é de 2500 e, em períodos de alta estação esse número pode se esgotar rapidamente. Mas sinceramente eu acho muito difícil... relaxe, você vai conseguir comprar de boa. Chegamos em Cusco e na mesma hora já compramos para o dia seguinte, foi muito tranquilo. Antecedência Opcional: - RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOURS: Aqui eu acho que vale a pena, apesar de ser muito tranquilo lá na hora, mas foi legal ver que tinha uma pessoa perguntando por meu nome na praça de Uyuni, me senti aqueles caras famosos chegando no aeroporto e um chofer esperando HAHAHAH. Mandamos um email uns 2 meses antes e fechamos por 850 bolivianos, preço média por lá mesmo. O que tinha dentro do meu mochilão: 7 camisetas 3 bermudas 8 cuecas 1 toca 1 par de luvas 1 toalha microfibra (secagem rápida) 1 Money Belt (doleira) 1 relógio 1 sabonete 1 shampoo médio 1 protetor solar grande 1 protetor labial 1 repelente 1 cadeado 1 escova de dentes 1 creme dental 1 barbeador elétrico 1 desodorante aerossol 1 perfume 1 cortador de unhas 1 bepantol creme 1 par de óculos de sol 1 celular 1 carregador 1 par de fones de ouvido 1 caneta 1 bloco de anotações 1 capa de chuva 1 pasta plástica para documentos 1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional 1 mochilão + toalha de secagem rápida sdds minha toalha que perdi em um hostel em SPA 😢 (comprei no site da Decathlon por R$352,00 os dois) 1 bota de Treking (comprei uma bem basicona na Centauro em um promoção por R$92,00... não recomendo porque estragou muito rápido, melhor investir e comprar uma melhor que dure bem mais!) NA PASTA DE DOCUMENTOS: · Cartões de embarque · Cartão internacional de vacina para Febre Amarela (ANVISA): dizem ser obrigatório, mas nunca pede pra ninguém. PORÉM FAÇA, custa nada! · Certificado do Seguro Viagem · Todos, eu disse TODOS os papéis que você receber durante a viagem!!! NO MONEY BELT: 1200 Dólares (na época comprei o dólar no Brasil por uns 3,76 salvo engano...) 300 Reais Passaporte 03/01 Adiós Brasil! Estava de férias no interior de minha avó. Eu e David seguimos de Ônibus para Vitória no ES. De lá pegaríamos um voo para Sampa, onde encontraríamos com meu primo João Paulo e seguiríamos para Santa Cruz de La Sierra na Bolívia. Foi um longo trecho... zero saudades dormir nessa cadeira tããão confortável tsc. O nosso voo era as 11:30 da manhã do dia 04/01. E aí já começou a bagaceira. Era 11:00 e João Paulo (que estava vindo de Salvador) ainda não tinha chegado no aeroporto de São Paulo. Pronto! JÁ COMEÇAMOS A VIAGEM BEM, JÁ IA DAR MERDA VEI. Por sorte, faltando poucos minutos ele chegou como se nada tivesse acontecido (calmo, para variar... vocês vão ver que esse ignóbio nunca liga para nada ao longo do relato) e embarcamos para LA PUTCHARIA! Momento CÓPIA RODRIGOVIX porque estou com preguiça de escrever rs: No voo para Santa Cruz, os comissários nos entregam 2 formulários. Um para a Aduana, onde você declara os bens e valores que está levando, e o outro para a imigração (cuidado com as folhas carbono atrás dos formulários, não tire uma via de cima da outra). Preencha com calma. Se errar, eles te fazem preencher tudo de novo. MAS ENFIM, DEPOIS DE UM TRECHO NÃO MTO LONGO: CHEGAMOS CARAI! 04/01 OLÁ BOLÍVIA! Dedo no cu e gritaria! E, de lei, qual a primeira coisa a fazer? Cotação! Como em qualquer lugar do mundo, evitem ao máximo cambiar em aeroportos, shoppings ou zonas muito turísticas. Optem pelas regiões centrais, sempre que possível. Mais comércio, mais concorrência, melhores preços. Mas nesse caso iríamos fazer apenas uma escala para Sucre com a Amaszonas, então... se fudemos e tivemos que cambiar no aeroporto mesmo (estava caro p/ porra, mas é o jeito). Voozinho de boas, rápido... chegamos em Sucre. Sucre (2.810 m de altitude) é a capital oficial da Bolívia, diferente de La Paz (capital administrativa). Estava um frio do caralho e tínhamos uma única missão em Sucre: cambiar 100 dólares e seguir rumo a Uyuni, de ônibus. Aqui vai uma dica: ATENÇÃO PARA NÃO VACILAR COM OS TAXISTAS FILHAS DA PUTA!! Logo quando você vai na porta uns 200 vão vindo em sua direção falando um espanhol chato pra disgraça que te deixa nervoso. Resumindo: chore aquele desconto maroto e entre no carro do que achar mais confortável. __________________________________________________________________________ Saindo da rodoviária de Sucre: Lá nos compramos o ticket da taxa terminal (Bs.1,50), obrigatório para embarcar. Essas taxas são bem comuns nas rodoviárias desses 3 países, fiquem sempre atentos a elas. E MAAAAAAANO, que rodoviária doida da porra man. Estava a 1 dia e meio sem tomar banho. Neste momento entrei em um banheiro e lavei foi o cabelo na pia mesmo, pivete! Uma gritaria da porra... nós 3 estávamos sem entender nada, UMA BAGUNÇA generalizada. Foram poucos minutos em Sucre: suficientes para não vermos a hora de chegar em Uyuni e sair daquele lugar HAHAHAH. (Ouvi relatos que Sucre não é ruim... tenho um amigo que foi e que curtiu a cidade. Minha experiência foi breve e ruim. Só queríamos entrar no ônibus e ir pra Uyuni logo rs.) Ao entrar no Ônibus conhecemos duas alemãs que estavam viajando também para o Salar do Uyuni. Pedimos água para se entupir de Dramin e aguentar a noite de sono (já estávamos enjoados com a altitude elevada e estava difícil dormir). Elas nos encarou pensando que estávamos consumindo drogas KKKKKKK Foi uma cena engraçada. Curioso que as encontramos no Chile depois, em uma longa história (que me dá raiva só em lembrar) que irei contar em breve. _____________________________________________________________________ 05/01 - Chegando em Uyuni: o mistério do velhinho de capuz e guarda-chuva! O Cemitério de Trens e o maior Deserto de Sal do MUNDO! Eram umas 05:30 da manhã quando o Ônibus parou em uma rua deserta, chuvosa e sombria, com uma sensação térmica de 2ºC. Juro, parecia uma cena de terror. A nossa primeira experiência na Bolívia já não tinha sido das melhores. Pegamos nossos mochilões e seguimos pelas ruas a procura de um local para tomar café e se aquecer (estava um frio do CARAAAALHO mermão). Mendigos bêbados nos abordavam pedindo dinheiro, a chuva começava a engrossar, um silêncio de terror, até que... no canto da rua um moço de capuz e um guarda-chuva nos abordou e disse que tinha um bom lugar para nos acolher. MANO: tá no inferno abraça o capeta. Seguimos o velho debaixo do guarda-chuva e depois de poucos minutos nossos olhos brilharam: O VELINHO ERA O DONO DO SNACK NONIS! 😍 Simplesmente a lanchonete que o RodrigoVix disse que era para tomar café em seu relato. A gente riu feito a porra de felicidade e já foi logo entrando para comer, tirar aquela tralha toda e descansar um pouco antes de fechar os passeios. O Snack Nonis foi uma excelente parada. Se você tiver a oportunidade de ir lá nos mande uma foto do nosso post it que deixamos na parede (se é q ainda tem lá 😆). Carregamos nossos celulares, compramos umas tocas na rua, cambiamos mais uns dólares e fomos ao Esmeralda Tours para acertar o passeio ao Salar. Acabamos fechando com a Esmeralda Tours mesmo. Primeiro porque o atendimento foi muito bom (quem nos atendeu foi a Eva). Segundo porque a agência tinha boas referências. E terceiro porque era o melhor preço médio que havíamos encontrado. Estava saindo por Bs.800 para quem fosse retornar para Uyuni e Bs.850 para que os fossem seguir para San Pedro de Atacama (cobra-se Bs.50 pelo transfer, isso em qualquer agência). Uma dica é: Também procure pela Andrea Tours e a Cordillera para avaliar os preços... Mas é quase tudo igual. _______________________________________________________________ O passeio pelo Salar do Uyuni dura 3 dias. No primeiro você visista o Cemitério de Trens. Pela tarde tira as fotos pelo Salar do Uyuni e durante a noite dorme no Hotel de Sal. No 2º dia você visita mais um tanto de plano de fundo do Windows, o Árbol de Piedra, e vários vales/montanhas... Já no 3º e último dia ou você pode voltar para Uyuni ou seguir direto para San Pedro do Atacama (o que foi o nosso caso), no Chile. Seguimos em um 4x4 somente de BRASILEIROS. Isso mesmo! Éramos 3 e a empresa nos colocou com mais 3 meninas brasileiras. Era uma mãe que viajava com suas duas filhas. São 3 dias juntos, dormindo junto e compartilhando histórias de vida. Ensinando e aprendendo. Impossível não sentir a primeira emoção de mochilar: compartilhar a vida de uma maneira que você nunca imaginou, em locais surreais, em diferentes situações. PRIMEIRA PARADA: CEMITÉRIO DE TRENS! Sinceramente: nada de mais. Um local legal para tirar fotos... mas não passa de uma pasto com ferragens, resumidamente HAHAHA. Ficamos uns 20-30 minutos, tiramos uma fotos e seguimos para O LOCAL MAIS FODA. No caminho para o Salar o carro ainda para em um poços lá, mas nada de mais também... acho que é um Geiser. Mermão, eu só sei que sai um fedorzão de ovo podre do caralho. mas numa viagem dessa, parceiro, até se a parada fosse pra ver uma galinha cagando eu não tava nem aí: TÔ NA BOLÍVIA MAAAAN! 🤩 Mais uns Km e TCHARAM! O maior deserto de sal do MUUUUUNDO, porra! 🤩 Confesso, foi 200x mais incrível do que eu tinha em minha cabeça. O carro dá uma parada em um restaurante no meio DO NADA onde tem 47 empresas de turismo almoçando com seus clientes, tiramos foto no marco das bandeiras, e voltamos a andar pelo enorme Salar onde faríamos paradas para ver o pôr do sol (um dos momentos mais fodas), o salar espelhado (sorte em ter visto, só ocorre em poucos meses do ano), a Isla Del Pescado e, finalmente, voltar para o hostel onde passaríamos a noite. Segue algumas fotos de cada trecho: O exato momento em que eu abri uma Coca e ela explodiu molhando a mesa toda. Só a PORRA DO RESTURANTE INTEIRO olhou pra mim e aquela bagunça toda, de boas. 😑 Marco das Bandeiras Aqui jpá foi depois do almoço. Vamos para o meio do Salar tirar vária fotos e ficamos uns 30min pra admirar. Isla Del Pescado: um vale no meio do NADA. MUITO foda e bonito pra caralho esse momento. A chance de ver o Salar levemente espelhado. Pausa para um foto ridícula, mas vale a recordação HAHAHAH Finalizamos com um pôr do sol SINISTRO que não cabe em nenhuma foto, apenas na memória. PQP, só olhar para aquela imensidão e refletir coisa pra caralho. O processo de se conhecer em um mochilão está nos mínimos detalhes. ______________________________________________________________________ Seguimos para o nosso hostel passar a noite mais fuuuuuudida que eu já passei na vida. E foi assim que fui pego pelo MAL DA ALTITUDE, é meus amigos... torça para não ter, por que parceeeeeeeeeiro: eu quis morrer vei. Taquicardia pra caramba, falta de ar e um mal estar dos infernos. Para variar, ainda tinha um grupo de holandeses bebendo vodka na sala fazendo um barulho da porra as 3 da manhã piorando ainda aquela noite que foi uma das piores da viagem. Os primeiros perregues estavam começando a chegar, em apenas 2 dias de viagem. VAMOS Q VAMO! Nota: Sim, o deserto é TODO de SAL. O chão, as paredes, as cadeiras KKKKKKKK É bizarro, experiência foda. __________________________________________________________ 06/01 - Salar do Uyuni 2º dia: Lagunas e mais lagunas! to be continue..
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    Oi,@F M Eu acho que o mais lógico geograficamente falando seria Paris>Bruxelas》Munique》Berlim Boa viagem
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    @Felipe Asvezes Muito legal sua reflexão. "Só encontraremos a plena felicidade, quando amarmos ficar junto com nós mesmos " Quanta redundância, mas é a pura verdade.
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    Eu encontrei tudo o que eu precisava nesse fórum. Faço o uso de insulina e eu aplico com a seringa, meu medo é quanto a temperatura da insulina mas como o @lobo_solitário falou eu vou levar um caixinha de isopor com a insulina. Estava pensando em comprar as canetas de insulina, por que assim facilitaria minha vida muitíssimo. Muito obrigada @Juliana ChampiVocê não tem noção do quanto me ajudou!!
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    @CharlesLuz Sinceramente acho inviável, são muitos locais, só de dia de deslocamentos vc vai perder 6 dias. Fora em valor de passagem, transfer etc.. Não sei qual o seu estilo de viagem, se tem grana ou não, mas acho que além de caro vai ficar cansativo. Também não sei se é sua primeira viajem a Europa, pois na primeira viagem, olhando no mapa achamos que da pra fazer tudo, mas não é bem assim. No seu lugar eu priorizava no máximo 3/4 países, que sejam geograficamente próximos, dividindo os dias conforme seu interesse em cada local. Por exemplo, Paris 3 dias é muito pouco, tendo em vista que você ainda vai perder o dia de deslocamento, restando assim 2 dias "úteis" lá. Na maioria das vezes comprando a passagem na modalidade múltiplos destinos, sai mais barato. Uma "regra" meio que geral, para o básico da maioria das cidades: Cidades grandes 4/5 dias inteiros (sem deslocamentos) Cidade pequenas 2/3 dias inteiros. Mas cada um tem seu próprio estilo. Abraço
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    A cidade andaluz celebra em 2019 o V Centenário da 1ª Volta ao Mundo. A 10 de agosto desse ano 329 marinheiros da cidade saíram para Sanlúcar de Barrameda, de onde a expedição partiria a 20 de setembro do mesmo ano. Tinham o objetivo de encontrar uma nova rota para a India que respeitasse o Tratado de Tordesilhas com Portugal. Não é por isso que visitámos Sevilha. Escolhemos a cidade porque fica a caminho do Caminito del Rey e, apesar de ser um destino repetido para ambos, já nenhum se recordava bem da cidade. Outrora foi uma cidade algo perigosa, suja, mas soube lavar-se da má fama e tornar-se uma atração para além da Feria de Abril, onde mulheres vestidas a rigor não faltam. A Raquel lembra-se do espaço abandonado onde foi a Expo’92 e do calor abrasador de julho. O Tiago lembra-se da vista do topo da Giralda e do parque de diversões Isla Mágica. A influência árabe é evidente, principalmente na arquitetura. Fernando III pode ter conquistado a cidade, mas felizmente não lhe conseguiu retirar o que os árabes construíram. Dessa época encontra-se a Giralda, o Alcazar e a igreja de são Marcos. Tem grandes influências na cidade de outros impérios e culturas, como a romana, visigoda, moura e judia. Torna-se uma grande cidade quando Colombo chega à américa, passando a ser o centro do comércio do império. Era aqui que se controlava o que vinha do novo continente e que se dirigiam as viagens. Mais tarde, quando os barcos deixam de navegar no rio Guadalquivir, começa a queda de Sevilha, perdendo estatuto para Cadiz. A cidade cheira a laranjas e flores de laranjeiras, cheira a sol e a bom tempo. Mas não vamos mentir, também cheira a cavalo, já que uma das atrações turísticas principais é o passeio de charrete. No entanto, todas as madrugadas entram em ação equipas que lavam as ruas da cidade para que Sevilha amanheça limpa e agradável. O que visitar: Bairro de Santa Cruz: os pátios e as ruas estreitas atraem turistas. Também é chamado de Judiaria, de onde noutros tempos os judeus foram expulsos e o bairro abandonado. Está cheio de casas com pátios interiores. Catedral de santa Maria da Sede: de influência árabe, é “só” a maior igreja gótica do mundo. Muitos vão-vos dizer que é a terceira maior catedral do mundo, pondo como 1º São Pedro de Roma e 2° São Paulo de Londres. Se todas as igrejas fossem reconhecidas pelo Vaticano como catedrais, a maior seria na Costa do Marfim e a basílica do Rio de Janeiro também entraria na lista, confundindo este podium. Fica aqui a Torre Giralda, a segunda torre mais alta da cidade, atrás da Torre de Sevilha, construída em 2015. Dica: visitar de manhã, assim que abre, e subir logo à Giralda para conseguir uns 10 minutos (mais) sozinhos no miradouro. Preço: 9€ e funciona das 11h às 17h de segunda-feira a sábado e das 14:30h às 18h aos domingos. Há visitas guiadas pela cobertura a 15€. La Giralda, antigo minarete da mesquita que deu origem à catedral. Vejam o Giraldillo (deusa Nike), no topo da torre, ou, mais próximo, a réplica que está na entrada da catedral. Tem 24 sinos e 110m de altura, percorridos numa subida em rampa com 17% de inclinação equivalente a 35 andares (mais 17 degraus) para chegar a uma das melhores vistas da cidade. Túmulo de Cristovão Colombo: veio de Cuba quando esta se tornou independente e é um dos pontos altos da visita à catedral. Temos pena de não se poder ver também de cima (fica a sugestão de umas escadinhas). Pátio de los Naranjos: não dissemos que a cidade cheirava a flor de laranjeira? Puerta del Perdon: a vistosa porta permite sair da catedral pelo pátio das laranjeiras. Real Alcázar: de estética mourisca, está construído sobre ruínas romanas. Os seus jardins foram cenário para Dorne na Guerra dos Tronos. A família real espanhola ainda fica aqui quando visita a cidade, sendo por isso o palácio mais antigo do mundo ainda em utilização. Para celebrar o V Centenário estão disponíveis visitas noturnas teatralizadas. Estas decorrem até 31 de outubro, às quintas e sextas, e também aos sábados, em julho e agosto. Os quartos da família real fazem parte de um bilhete à parte. Comprámos os bilhetes antes, por planearmos visitar num feriado (custaram mais 2€ por serem comprados online, o que achamos injusto). Dica: visitar à tarde (a partir das 16h tem menos fila). Preço: 11,50€ / visitas noturnas – 14€ / Quartos reais – 4,5€ Archivo General de Indias: se gostam de história e principalmente da época dos descobrimentos, guardam-se ali alguns documentos originais, como o Tratado de Tordesillas, assinado a 7 de junho de 1494. Comemoram-se os 525 anos da sua assinatura e esteve também exposto em Tordesillas, temporariamente. Entrada grátis, fecha às segundas-feiras. Real Fábrica de Tabacos: Sevilha caiu perante Cádis, mas manteve o comércio do tabaco durante muitos anos. Foi a primeira fábrica de tabaco da Europa, o aumento da procura fez com que se introduzisse a mulher na produção. Descobriu-se que eram menos exigentes no salário, e mais produtivas. As mãos mais pequenas enrolavam o tabaco mais rápido. A figura da cigarreira nasce assim, imortalizada na ópera Carmen. Na fachada a escultura de topo representa Fama. Existem alguns mitos urbanos associados à escultura. Hoje a antiga fábrica é a reitoria da universidade. Entrada grátis. Abre à sexta e sábado, para visitas guiadas, marcadas. Palacio San Telmo: vistoso, distingue-se bem ao chegar à Praça de Espanha. Começou por ser o Seminário e foi residência oficial dos Duques Montpensier. Tinha embarcadouro direto para o rio e chegava até ao que é hoje o Parque de María Luisa. Desde 1992 é a sede da Presidencia de la Junta de Andalucía. Entrada grátis. Abre às quintas, sábados e domingos, com reserva prévia. Parque de María Luisa: o verão é tórrido na cidade, então 34 hectares de parque verde ajudam a refrescar e a descansar à sombra. O parque, até ser doado, pertencia ao palácio San Telmo. Plaza de España: quando, em 1929, acontece a Exposição Ibero-americana, constrói-se esta praça emblemática. Gonzalez queria representar a metrópole a abraçar as ex-colónias. As quatro pontes sobre os canais onde é possível navegar de barco representam o reino. As bancadas em painéis de azulejo simbolizam as províncias espanholas e dão cor à praça. Todas as 46 províncias estão representadas (excepto Sevilha). Para os amantes de Star Wars, já foi cenário de um dos filmes. Formando uma praça em formato semi-circular, o edifício central une-se aos laterais, terminando em duas torres. Podem subir até ao primeiro andar de alguns dos edifícios e apreciar a vista das janelas. É imponente e um dos mais visitados pontos da cidade. Foi construído para ser o pavilhão de Espanha e hoje alberga os serviços de migração e mais alguns serviços públicos. Pertinho temos o Consulado Português, assustadoramente vazio quando ousámos entrar pelos portões. Passeios de barco: 6€ de barco a remo / 12€ a motor – 35 minutos Bairro Encarnácion Metropol Parasol: é a maior estrutura de madeira do mundo e forma algo que apenas conseguimos descrever como uma espécie de mega-cogumelo. Jürgen Mayer renovou a Plaza de la Encarnación com este projeto em 2011. O miradouro é visitável das 9:30 às 23h e custa 3€. Comprámos com antecedência, com direito a uma bebida, e escolhemos a horas da visita pelo pôr do sol. No bar de cima o vale de bebida só direito a 1€ de desconto, enquanto no bar do piso 0 passa a oferta. Fecha às 23h, por isso aconselhamos visitar durante a golden hour (subam perto das 20:30h no verão). Mas cuidado, pode ter fila. Também têm em baixo o Antiquarium, umas ruínas visitáveis até as 20:30h, por 2,10€ . Bairro Museo Museo de Bellas Artes de Sevilla: dos maiores do país, a seguir ao Prado, de Madrid. Fica num antigo convento, o Convento de la Merced Calzada. Custa 1,5€, mas é grátis para cidadãos da UE. Bairro Arenal Plaza del Cabildo: uma praça interior pouco conhecida, em formato semi-circular. Ao domingo de manhã forma-se o mercado dos selos, onde vagueiam e conversam os amantes da filatelia e da numismática. O edifício que dá forma à praça foi construído sobre as ruínas do Colégio de S. Miguel. Postigo del Aceite ou Arco del Postigo: acesso à cidade através das antigas muralhas da cidade. Rio Guadalquivir e Torre del Oro: a Torre del Oro foi construída em 1220 para proteger a cidade. Atualmente Museo da Armada, as visitas têm a duração de 20 minutos e custam 3€. Plaza Nueva: na praça localizava-se o antigo convento franciscano que estava em ruínas. Foi destruído em 1811 na época da ocupação francesa. Apesar de ter sido reconstruído acabou por ser desmantelado anos mais tarde. Ayuntamento: começa a ser habitual estarmos em Espanha nos feriados religiosos, desta vez foi o Corpus Christy, uma tradição belga importada que tivemos oportunidade de assistir no feriado. O edifício é renascentista, dos primeiros em Espanha, onde, tal como em Portugal, tudo chegava tarde. Com a chegada de D. Carlos I ao trono, educado em Flandres, atual Bélgica e Países Baixos, veio o estilo da época na europa. Depois, D. Carlos I, primeiro rei de espanha, casa-se em Sevilha com Isabel de Portugal, filha de D. Manuel. Então, temos um edifício neoclássico do lado da Plaza Nueva, renascentista na Plaza San Francisco e, para terminar, também moderno, como símbolo de que ficou por acabar devido à crise económica. Este rei D. Carlos é o mesmo do Mosteiro de Yuste, de que falámos aqui. Teatro Coliseu: construído em 1928 para a exposição Ibero-americana, serviu como teatro até 1955, passou a cinema, e agora é o Ministério da Economia. Tanto este edifício como o hotel Alfonso XIII recriam a arquitetura típica sevilhana antiga. Bairro de Triana e Puente de Triana: a casa mãe do flamenco. É um bairro na outra margem da cidade, a zona ideal para jantar, comer tapas ou beber um copo. Grandes casas de flamenco, menos turísticas, são aqui. Falamos de um bairro tipo Lapa no Brasil ou Alfama em Portugal. Saímos às 2h do bairro para regressarmos ao Airbnb, com máquina fotográfica em punho, e foi seguro (escondemos só o cartão de memória por precaução). Corral Herrera: Não sabemos se é visitável, ou seja, se as visitas são bem-vindas, porque continuam a ser casas privadas, mas em Triana há uns pátios de vizinhos. O edifício de vários apartamentos dava para um pátio central. Ali, vizinhos ficavam na palheta (jogar conversa fora) pela noite dentro, eram ajudados e celebravam juntos. Vive-se aqui um ambiente muito familiar, com festas, batismos e casamentos celebrados em comunidade. Este corral tem mais de 100 anos e foi todo renovado em 1994. Não haverá mais de 30 em Sevilha. Dizem que fazem grandes festas durante a Feria de Abril. Faz lembrar o que se conta dos bairros típicos de Lisboa e do Porto, e também aqui a população jovem quis recuperar o espírito e quer morar nestes locais, fazendo disparar os preços dos arrendamentos. Mais uma vez, uma coisa criada por vizinhos que viviam com dificuldades, agora tornou-se a moda, e a moda encarece as coisas. Bairro La Cartuja Isla Mágica: Para quem adora um bom parque de diversões, tem de ir aqui. A temática do parque é a história da cidade, dos descobrimentos espanhóis, o Novo Mundo e as lendas do El Dorado e da Fonte da Juventude. Tem graça, porque as atrações têm nome de locais que conhecemos na américa. Preço: Custa entre 14 e 32€ por adulto, dependendo do dia. Centro Andaluz de Arte Contemporáneo: fica no edifício do Monasteiro de la Cartuja de Santa Maria de las Cuevas. Aqui encontrou-se a imagem de uma virgem de 1248 e nasce o mosteiro. Cristovão Colombo esteve aqui “sepultado” durante 30 anos, depois do corpo ser trazido de Cuba, porque era assíduo frequentador do mosteiro. D. Filipe II também usou as instalações para retiro espiritual. Napoleão quando chega invade o mosteiro e utiliza-o como quartel. Os monges fogem para Portugal. De 1841 a 1982 foi uma fábrica de porcelana chinesa. Fecha às segundas. Não fomos por falta de tempo. Preço: Custa 1,8€ para ver o monumento e 3€ a visita total. Sábados das 11-21h e terças a sextas é grátis das 19 às 21h. Torre Sevilha: a torre de 180,5m destronou Giralda e é a torre mais alta de Sevilha, mas também da Andalucia. Vê-se bem junto às margens do rio ou de qualquer ponto mais alto, como Giralda ou Metropol. É um shopping e um hotel. Enclave Monumental San Isidoro del Campo: fica mais afastado da cidade. O mosteiro foi construído onde se pensa que foi sepultado o santo. Entrada grátis. Fecha à segunda-feira. Onde dormir: Hotel EME Catedral Hotel: se querem uma estadia central e especial é aqui. Tem piscina, rooftop, vista para a catedral e é vistoso por dentro. Preços variam entre 240 e 664€ nas datas em que procurámos. Vista de Giralda sobre o Hotel Eme Hotel Alfonso XIII: o hotel é provavelmente o mais bonito da cidade, é luxuoso e foi construído para a Exposição Ibero-americana. Agora pertence à cadeira Marriott. Foi neste hotel que se hospedaram embaixadores e os atores para as filmagens dos diversos filmes. Preços variam entre os 360 e os 1017€ nas mesmas datas que acima. Eurostars Torre Sevilla: ocupa os últimos 19 andares da torre, por isso tem uma vista previlegiada sobre a cidade. Preços variam entre os 268 e os 2298€ nas mesmas datas. Nós escolhemos um airbnb. Uma casa típica andaluza, com portões antigos de madeira. Um pátio interior. O pequeno-almoço apesar de ser industrializado é servido em loiça inglesa e talheres de prata. Marieta, descobrimos mais tarde, é uma estilista conhecida de trajes sevilhanos e já nos prometeu que nos prepara a rigor se quisermos voltar na altura da Feria de Abril. O problema destas casas é que não há suites e ouve-se quando alguém conversa perto dos quartos. Onde comer: Gelados: Bolas, há várias. Nós comprámos no mais perto da catedral. Aconselhamos la Medina (laranja, gengibre e canela) e o kitkat, que tem pedaços. Uma taça com dois sabores são 3,80€. Viemos comer o gelado na Plaza del Salvador, na escadaria da igreja, a apreciar o ambiente de rua. No centro histórico encontram várias opções: Mercado Lonja del Barranco: procurem por tapas e sangria. Senza: pareceu-nos o sítio da moda. O espaço é giríssimo, estava quase todo reservado, os funcionários são eficientes e dão-vos um shot no fim. Gastámos, com sobremesa partilhada, 40€. A sala interior é mais interessante. Taberna Manolo Cateca. Passámos à porta e pareceu-nos muito apelativo. António Romero Bodeguitas. Peçam nos montaditos piripi, peçam bochecha de porco, a mini hambúrguesa. Gastámos 20€. Atravessando a ponte de Triana, para irem atrás do flamenco encontram vários espaços como: Las Golondrinas. Aqui bebemos uma cerveja enquanto fazíamos tempo antes da abertura da Casa Anselma, as tapas têm bom ar. Cerveceria La Grande. Fica na rua principal de Triana (Calle San Jacinto), seguindo a ponte. Não tem um ar fancy ou fotografável, mas só tinha espanhóis na esplanada. A montra de marisco também nos pareceu bem. Devem comer tapas, nós não somos um bom exemplo porque nem sempre vamos para a comida típica. Cuidado com a rua junto à universidade. Come-se relativamente barato, mas vão ter sempre gente a tentar pedir-vos gorjeta em troca de performances. Não são obrigados a dar, mas a pressão é enorme e incomoda o almoço. Onde ver flamenco Várias sugestões surgem na internet, ir ao Museo del Baile Flamenco com os seus espetáculos pagos a 25€. Também surgem opções mais naturais, como La Carboneria, Academia de Baile Tronío e a Casa Anselma, em que só pagam o consumo. Sair à noite Junto à margem do rio encontram vários bares onde não faltam despedidas de solteiro e gente a desfrutar da noite amena sevilhana. O que estava mais cheio era o Pinzon. Atenção que a sexta feira é uma noite animada. Os espanhóis gostam de beber cerveja, tinto de verano ou sangria a porta dos bares, cervejarias mesmo em pé. Às vezes picam umas tapas, mas nem sempre. As espanholas levam o sair à noite como uma oportunidade para saírem produzidas. Saírem vestidos como backpackers vai-vos fazer destoar. https://365diasnomundo.com/2019/07/24/sevilha-espanha/
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    @TRIMDADE oii.. Eu topo, mas pretendo fazer algumas dessas cidades e vou ficar apenas 10 dias. Me chama no wpp qqr coisa, 21 98223-8535
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    booooy tu é muito massa nas narrativas pow. sou teu fã macho!!!
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    Belo relato! Uma das ultimas das grandes atrações turísticas do RS, da minha lista para conhecer. Mas como falado anteriormente, o acesso difícil intimida. Os guias e empresas estão cobrando alto para a visita ao Parque, aí fica esse dilema. A missão vai sempre sendo adiada, quem sabe esse ano vai... kkk
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    E graças ao seu post que deu up neste tópico eu tive a oportunidade de me matar de rir por alguns minutos, pensa num relato engraçado gente!
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    Gostei da ideia de roteiro. Pretende fazer isso em quanto tempo? E saindo de qual cidade da Australia? se quiser chama no insta: gmurussi
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    @Luana Alves de Alencar realmente é pouca grana pra uma viagem dessa, ainda mais querendo passar 30 dias. Faça um roteiro sobre quais serão seus destinos, o que fazer em cada lugar e de que forma voltará pra casa. Viajar com dinheiro contato é ruim pois muita coisa legal voce nao conseguirá fazer, sem falar dos imprevistos que podem surgir e acabar comprometendo seu orçamento. Tente ao menos levar um cartao de credito para alguma eventualidade. Na internet voce acha muita coisa sobre valores dos passeios, valores dos transportes, valores das hospedagens, com isso voce ja terá uma estimativa de quanto gastará e até quando conseguirá seguir em frente com a grana que tem. Planeje bem pra nao correr o risco de ficar no meio do caminha sem completar a viagem, sem dinheiro e sem como voltar pra casa. Boa sorte
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    @gabinendes já tem companhia para essa viagem? Estou pensando em passar o Réveillon em Punta Del Este.
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    Amigos, fiz uma viagem em 2017 pelo Equador, tendo ficado ao todo 14 dias no país. Me encantei com o que vi, realmente me surpreendeu, principalmente porque poucos brasileiros acabam indo até lá, então acabou sendo um destino meio inusitado. Em 2014 minha cidade (Cuiabá-MT) recebeu alguns jogos da Copa do Mundo e vieram muitos gringos para cá, acabei pegando o contato de algumas pessoas, dentre eles com meu brother Andres, um Equatoriano que estava por aqui. Me chamou para ir um dia conhecer o Equador e assim o fiz. Em abril de 2017 acabei tirando ferias compulsórias e, como nao tinha planejado nenhuma viagem, mandei um zap perguntando se aquele convite feito em 2014 ainda estaria de pé rsrsrs Foi minha primeira viagem internacional, não sabia falar nem ingles e nem espanhol, fui com a cara e a coragem para um país totalmente estranho para nós brasileiros. O fato de ter esse contato lá acabou me ajudando muito, se eu tivesse ido sozinho, sem falar outro idioma, acredito que teria me complicado um pouco, pois como lá eles nao constumam receber muitos brasileiros, o portugues acaba sendo uma lingua estranha para eles. Nos primeiros dias encontrei bastante dificuldade pra me comunicar, eu falava calmamente e parecia que estava falando em japones, os equatorianos nao entendiam quase nada e vice-versa. Minha sorte foi ter esse brother por lá, que acabou me ensinando algumas coisas do espanhol e com isso pode me virar tranquilamente. Acabou que ele e o irmão dele me guiaram por Quito e pelas cidades nos arredores. Vamos lá ao que fiz: 1 - QUITO: Me encantei com a cidade, tanto que acabei ficando por ali mais tempo que desejava, fiquei ao todo 8 dias na cidade. Foi minha primeira interaçao com o exterior, entao tudo estava deslumbrante. A cidade é grande, tem 1,6 milhoes de habitantes. Se parece com qualquer cidade grande brasileira, com muitos carros (a grande maioria velhos), ruas, engarrafamentos, sujeira, etc... Via de regra é uma cidade bonita, pois como está em região de serra, vc acaba tendo muitasa vistas belissimas. Quito está na regiao da cordilheira dos antes, localizada a quase 3000m de altitude, então, se prepare para possivelmente ser alcançado pelo Mal de Altitude, a tao famosa "Soroche''. É possivel que sinta vertigem, ansia de vomito, dor de cabeca, indisposicao... Sintomas comuns quando se ultrapassa os 2500m. Se te atacar, fique tranquilo pois em até umas 12h seu organismo estará acostumado e as coisas se normalizarao, vc nao conviverá com ela durante toda a viagem. Para amenizar os sintomas, tomar um chá de coca pode ajudar. Outro detalhe importante: Faz frio, ás vezes muito frio! Peguei temperatura de 2graus por lá. Durante o dia é comum o sol apareccer, entao é bom estar preparado para as duas situaçoes. Se voce costuma ser uma pessoa friorenta, leve bons agasalhos para nao sofrer. Os onibus lá, assim como os carros, sao em sua maioria velhos. Os taxis, idem. Qdo estive por lá ainda não havia UBER e a internet era um fator dificultador, pois todo crédito que eu colocava em poucos minutos a operadora me roubava tudo, era impressionante como podiam ser piores que a VIVO. Os valores das passagens de onibus sao mto baixos (depende das linhas, mas na media 20cents) e os taxis tb sao baratos. Para se hospedar é recomendavel ficar na regiao de MIRAFLORES, fica na parte central da cidade, com acesso a tudo e repleta de hosteis, bares, lanchonetes, com muitos gringos zanzando por lá. A regiao bohemia é a PLAZA FOCH, uma praça muito tradicional e bonita, frequentada por toda a gringaiada, cheia de bares e casas noturnas. A vida noturna em Quito comeca cedo (20h ta tudo aberto) e encerra cedo tb (2h da matina o povo comeca a te chutar de lá). Outra região famosa pela vida noturna é a CALLE LA RONDA, uma rua muito bonita, histórica, muito bem preservada e cheia de bares e restaurantes (principalmente restaurantes). Pegue um onibus daqueles de turismo, que sai da Plaza Grande (muito conhecida e charmosa, ótima para tomar um café no final do dia). Um daqueles onibus de 2 andares, ele percorre os principais pontos turisticos da cidade e voce pode descer em qualquer um deles, ficar o tempo que quiser e depois pegar o proximo onibus usando o mesmo ticket. Um passeio imperdivel é ir ao teleferico Quito. O teleferico leva voce para mais de 1000m acima da cidade, ficando a 4050m de altitude. Muito alto, a vista é muito linda da cidade e do vulcao Cotopaxi. Vale a pena. Faz muito frio, leve agasalho. Separe pelo menos um dia para caminhar pelo centro historico de Quito. Ele é muito conhecido e nao é a toa. É o centro historico mais bem preservado de toda a América Latina, reconhecido como patimonio da unesco. Lindissimo! Mas, como em todo passeio, sempre há aquele lugar mais desejado de se conhecer, a cereja do bolo... Em de Quito (acho que em todo Equador), a cereja do bolo é: conhecer onde passa a Linha do Equador... Aquela mesma linha imaginária que tanto estudamos nos livros de geografia, aquela que divide o mundo em dois hemisferios: o norte e o sul. Foi construido um monumento chamado Monumento Mitad Del Mundo, muito bonito mesmo. Lá existe uma linha desenhada no chao, mostrando exatamente onde passa a Linha do Equador, além de ter um museu bem legal e um mirante que voce pode acessar e ter uma vista previlegiadissima do parque, além das lojas lindas de souvenirs. Fiquei 8 dias na cidade, mas acho que 4 ou 5 dias no maximo estaria bom por ali. Minha hospedagem foi na casa do meu amigo. Em quito, recomendo ir a: Plaza foch / Calle La Ronda / Virgem del Panicilio / Calle de las 7 cruces (rua com 7 igrejas, incluindo a mais famosa do pais, a Companhia de Jesus) / Iglesia Compañia de Jesus (Cheia de ouro por dentro, linda, a mais famosa do pais) / Basilica del Voto Nacional / Teleferico de Quito / Plaza Grande / Palacio do Presidente (se pode visitar, aberta todos os dias, porém dependendo do fluxo é necessario agendar) / Monumento Mitad del Mundo 2 - OTAVALO: Na minha estadia em Quito, reservei 2 dias para conhecer a cidade, que fica a umas 2h ao norte. Fiz a viagem de onibus, partindo da estacao ce onibus de Quito. Otavalo e muito conhecida pela sua feira, mas na verdade a cidade é pequena, então se pensar apenas em termos de cidade, nao reserva muitas emocoes em termos de turismo. No meu caso, como estava com o imão do meu amigo equatoriano, ele me levou até uma comunidade andina que existe proximo a cidade e passamos um dia e uma noite por lá. Foi uma experiencia incrivel ver como vive uma comunidade andina (é como se fosse uma comunidade indigena nossa, porem de indios dos andes, que só n andam pelados pq faz mto frio rsrsrs), comemos por lá a comida feita por eles, dormimos nas casas deles, passamos o dia conversando de tudo, conhecendo como estudam, como trabalham, como as criancas se divertem, de tudo... foi muito show! Aproveitamos que estavamos por la e fomos conhecer a laguna de um vulcao que esta desativado. A laguna se chama Laguna Cuicocha, formada na boca do vulcao cotacachi. É uma paisagem belissima, de um lago formado ao longo de milhares de anos com águas cristalinas. Fizemos um passeio de barco por lá, foi muito jóia. 3 - COTOPAXI: Terceiro ma ior vulcao ativo do mundo, tem 5800m de altitude, um passeio realmente incrivel. Esta localizado a 60km ao sul de Quito, é possivel chegar lá tomando um onibus a partir da estacao rodoviaria de Quito. Para subir o vulcao é necessario um guia, que vc pode contratar antecipadamente ou simplesmente chegar até a base do vulcao e procurar uma das casinhas que tem ali com guias (fiz assim). Voce aguarda formar um grupo suficiente para lotar uma caminhonete e entao voces partem rumo a subida. A subida e descida demora algumas horas. Boa parte do trajeto e feita de carro e voce acaba subindo somente a parte final do vulcao, o que ja é muito cansativo devido ao oxigenio escasso, aos fortissimos ventos, ao terreno que é arenoso e cheio de pedras, e propria inclinacao da montanha. A experiencia é muito legal, me senti como um alpinista pois as rajadas de vento que batem sao muito fortes e barulhentas, voce sobre com fumaça saindo da sua boca o tempo todo e quando está subindo tem uma vista espetacular do horizonte, vendo incllusive por cima das nuvens. No ponto mais alto da subida há gelo (nunca tinha visto tambem). Vale muito a pena! Se nao me engano, o custo com o guia foi de 20 dolares. Separe praticamente um dia para o passeio. 4 - BAÑOS: Cidade que fica ao sul de Quito, a algumas horas de viagem. Fica na cordilheira dos andes também, situada mais precisamente na base do vulcao A cidade fica no pé do vulcao Chimborazo, o mais alto do pais (mais de 6200m). Este vulcao frequentemente está soltando fumaça. As aguas termais que saem da base desse vulcao inundam varios pontos turisticos da cidade, por isso tem esse nome de Baños, por haver inumeras piscinas naturais por lá. É um ponto turistico perfeito e encantador. Durante o dia, é repleto de atividades pra turista nenhum botar defeito. A cidade é muito conhecida pelo turismo radical, la voce pode alugar bugues, bikes, fazer tirolesa, rapel, para-quedismo... muiras opcoes mesmo, é ate dificil de escolher. No meu caso, como estavamos em 2, alugamos um bugue. Nos custou 55 dolares (caro), se nao me engano por 3h de aluguel. Fiz tirolesa sobre uma cachoeira que tem por ali, passando por cima de um grande canyon, o que me custou se nao me engano 5 dolares. Uma visita que vale muito a pena e a uma cachoeira que chama El Pailon Del Diablo. Ela fica afastada da cidade, a alguns minutos. Voce pode alugar um bugue, ou uma bike para chegar ate la. O trajeto é feito pela rodovia, dividindo espaco com onibus, caminhoes, carros... muito legal, vale a pena! A cachoeira é grande, tem uma estutura turistica bem impressionante, voltada para o rustico, mas muito bem preparada. Bem legal o passeio! Tem muitas pousadas, muitas casas noturnas, bares. A noite é movimentada, assim como o dia. Os gringos saem a caça... cachaca, mulherada e homaiada a role... Aqui me hospedei em um hostel. Muito legal, foi minha primeira experiencia em hostel, achei super bacana. O hostel era bem jovem, tinha mesa de sinuca, musica, bar, filme rolando a todo tempo... gente de todo mundo conversando. Fiquei um pouco timido porque nao falava nenhuma lingua ali, entao estava deslocado kkkk Mas foi muito legal. 5 - RIOBAMBA: Comecei a mudar meu trajeto, com o intuito de chegar a Guayaquil, de onde partiria meu voo de volta. Decidi parar nesta cidade. Pequena, bem aconchegante, fria. Tem um passeio de trem que voce pode fazer que sai dali e vai para outras cidades, mas nao sai todos os dias. Nessa cidade bebi muita cerveja e wiskye. Até aqui meu amigo Andres ainda me acompanhava e tentava me convencer a seguir para montañita, porém a essa altura eu ja estava com meus dias contatos para partir, nao tinha mais tempo para ir a outra cidade. Nos hospedamos em um hostel barato, pois meu objetivo ali ja era apenas passar por mais uma cidade antes de chegar a guayaquil. 6 - GUAYAQUIL: A cidade mais populosa do Equador, possui mais de 2,2milhoes de habitantes. Particularmente, nao vi graca nenhuma na cidade. É uma metropole que nao tem muitos predios, é muito quente e humida, ótima para voce contrarir doencas. Eu peguei tercol na cidade, coisa que jamais tinha pego antes. Me hospedei em um hostel barato, pois ja havida bebido boa parte de meus dolares e o hostel estava lotado de venezuelanos fugidos de se pais. O nivel era fulera, mas nao muito tambem. Nao tinh ar-coondicionado, entao era quente o hostel, muito quente. Parecia mais um albergue no sentido estrito. Nao gostei, recomendo que procure algo meio termo e que opte por local com ar-condicionado. Os unicos 3 pontos turisticos que sao unanimidade sao: A - Malecon 2000, uma orla que foi toda construida as margens do rio Guayas, é praticamente um shopping a ceu aberto, muito bonita; B - Plaza das Iguanas, uma praca com dezenas de iguanas que vivem ali, voce pode tirar fotos com ela, alimenta-las, beija-jas, abraca-las, frita-las... fazer de tudo ali que elas ne ligam. C - Escadaria de Las Peñas, uma escadaria bem bonita, que voce sobe e ao final tem um mirante de onde se pode ver a cidade. Na praca das iguanas peguei um desses onibus de turismo de 2 andares, nao gostei, a cidade é muito quente o calor era escaldante la em cima e embaixo voce nao ve nada demais. Fiquei 2 dias em Guayaquil, o que achei mais que suficiente, depois parti de volta. Sobre a cidade, minha recomendacao é que voce a conheca, pois é a maior do pais e voce frequentemente ira ouvir falar dela quando se fala de Equador, principalmente quando tem jogo de futebol, varios dos grandes times equatorianos sao sediados ali. Porem, nao gere muita expectativa, pois é uma cidade grande convencional. RAPIDINHAS: * MOEDA DO PAIS: Dólar Americano. Isso mesmo, a mesma moeda que vc usa nos EUA é a oficial aqui. A propósito, lá realmente circulam muiiiiiiiiiitas moedas. Para nós aqui no Brasil, moedas quase nao tem mais valor, porém lá voce irá ficar cheio de moeda. Tudo que voce compra, te dao um monte de moeda de troco. * IDIOMA: Espanhol (não compreendem o portugues com tanta facilidade como em outros paises como Peru, Bolivia, Argetina... onde sao acostumados a receber brasileiros). Muitos falam ingles tb. * GEOGRAFIA: O país é um destino realmente muito bacana, pois como é pequeno, voce pode visitar a Amazonia (parte da Amazonia fica no norte do país), a "Sierra" (a Cordilheira dos Andes, ela corta o país ao meio e é onde está localizada Quito e muitas otras cidades... As altitudes ali passam dos 4000m... a cordilheira dos andes é conhecida por "La Sierra", repleta de vulcões), a praia (lado oeste do pais). * CLIMA: Irá variar muito de acordo com o local onde voce esteja do país. Se estiver na regiao central, na cordilheira dos andes, o clima será de montanha, com o frio predominando quase sempre, é bom ir bem agasalhado (leve umas roupas leves tb, pq de dia costuma fazer um solzinho com calor moderado). Se estiver na região Amazonica o clima será tropical, com chuvas e calor moderado. Se estiver na regiao mais próxima ao litoral, o clima será quente e húmido e, acredite, faz caloooorrrr (palavra de cuiabano já conhecedor disso). * COMIDA: Comem muita batata (papa em espanhol), abacate (aguacate), milho (maíz) e carne de frango (pollo) ou porco (cerdo). Encontrar carne de vaca por ali é meio raro. * BRASILEIROS LÁ: Nao é um destino muito comum para nós, primeiro por estar longe e nao haver voos diretos, segundo porque acaba saindo um pouco caro se voce considerar o fator moeda, já que o dolar sempre acaba nos matando. Em toda minha viagem, topei apenas com um brasieiro que estava fazendo intercambio por lá. O pais é muito visitado por americanos e europeus, é impressionante como eu vi varias nacionalidades distintas nos livros de acesso aos diversos pontos turisticos pelos quais passei. Brasileiro nao vi nenhum assinando nos livros. * TRANSLADO ENTRE AS CIDADES: No meu caso, apenas utilizei onibus para ir de Quito a Otavalo, para ir de Quito ao Cotopaxi e tambem de Riobamba a Guayaquil. O acesso a eles e muito facil, sempre pelos terminais rodoviarios, e tambem é barato perto dos nossos precos aqui no Brasil. Os demais translados fiz de carro, com meu amigo equatoriano, * GASOLINA: A gasosa vendida la é quase pura, diferente da nossa misturadona e custa em torno de 1 dolar o galao (com 4 litros), ou seja... +- 0,25 cents por litro... +- R$ 0,75 o litroooo... assim mata o papai... * RECOMENDACOES DE CIDADES/REGIOES A VISITAR: Otávalo, Quito, Baños, Riobamba, Cuenca (n fui), Guayquil, Montañita (n fui) e, claro, se voce tiver tempo e dinheiro, o famosissimo Arquipelago de Galápagos (n fui). * RECOMENDACOES GERAIS: Leve protetor solar, o sol realmente queima / Leve agasalhos e roupas leves, pois o clima la pode variar muito durante o dia / Se vc tiver estomago fraco, busque nao comer muito as comidas de rua, pois costumam ser pesadas, fortes, gordurosas / Água: tenha sempre em maos, sempre disponivel, pois na altitude voce se desidrata muito / Quando puder e se vc gostar, compre uma dessas bolsinhas porta-moeada, pois vc ira precisar guardá-las rsrs, sao muitas realmente, isso pode te ajudar a nao perde-las (lembre que é dolar, vale ouro pra nós brasileiros). *VALE A PENA? Qdo voltei de viagem, muitas pessoas começaram a me perguntar sobre o país, sobre o pq de eu ter ido para lá e se havia algo para se ver no Equador... essas coisas tipicas do pessoal que quando pensa em exterior só pensa em USA, Europa, Argentina, Chile e Peru. Só posso dizer uma coisa para voces: VALE MUITO A PENA! O país é perfeito pra turismo, muito 10 mesmo, muitas opcoes de coisas para se ver em um pequeno pedaço de chão, fora que qdo vc fala q e brasileiro o pessoal lá adora, acham muito diferente ver um brasileiro por lá... me senti um ET kkk.... Ta com duvidas se vale a pena por o Equador no seu roteiro? VALE! E olha que estou escrevendo esse relato em out/2019, há exatos 2 anos e meio depois da viagem e já tendo conhecido outros 4 países depois. Espero ter contribuido com o grupo, pois aqui foi muito importante para me ajudar no preparo da viagem que fiz. Seguem mais algumas fotos: Veste tipica dos andes Vista do Teleferico de QUITO Plaza Foch - Muito bom pra beber e conhecer gente Alto do Vulcao Cotopaxi - Muito vento, muito frio Bug que alugamos na cidade de Baños, é caro, mas vale a pena. Pode-se alugar bikes tb, que sao uma otima opcao. Vista da corredeira da cachoeira Pailon del Diablo, em Baños tb Stifler (ou stifodão) do American Pie - Obviamente mentira, era um australiano gente-fina que comandava o bar do primeiro hostel no qual me hospedei na vida, em Baños Monuento Mitad del mundo, em Quito (imperdível, se nao for lá nao foi ao Equador)
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    @Gabimendes Vou chegar em Montevideo e seguir para Punta del Diablo -> Cabo Polonio -> Punta del Este (Reveillon) - > e terminar em montevideo, onde pretendo fazer um bate e volta a colonia del Sacramento. Minha maior preocupação no momento é se devo ou não comprar as passagens de ônibus com antecedência (por conta da alta temporada) ou se dá pra comprar tudo na hora.
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    O centro de visitante do canal abre das 08:00 da manhã até as 18:00. E para complicar, o canal fica num lado da cidade, e o aeroporto no lado oposto da cidade, o que significa que você tem que atravessar todo o centro para chegar no aeroporto. Para um voo internacional saindo as 11:40, é bom você está no aeroporto umas 2 horas antes, lá pelas 09:40 ou 10:00 no máximo. De táxi, do centro de visitantes do canal até o aeroporto você leva entre 40 e 60 minutos para chegar no aeroporto, ou seja, você teria que sair do Canal no mais tardar as 09:00 da manhã. O que significa que você teria menos de 1h de tempo livre lá no canal, mas a visita leva umas 2 horas para você passar pelas exibições e ver as eclusas. Isto se você estiver de táxi, mas se for fazer de ônibus, precisa de quase 2h para ir do canal até o aeroporto. Ou seja, com estes horários que você tem, é muito apertado, não vai dar tempo. Mas se você conseguir um outro voo, com umas 7 ou 8 horas de conexão durante o dia, aí sim daria para pensar em ir visitar o Canal. Mas conexões com menos de 6 horas, eu nem sairia do aeroporto, até chegar no centro ou no canal e voltar ao aeroporto, não sobra tempo para nada, e você ainda corre o risco de ter um imprevisto no transito e acabar perdendo o voo.
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    9º dia (12/05) Domingo, dia das mães, eu e minha mãe nunca tivemos problemas por passar essas datas longe um do outro, não era a primeira vez, mas mesmo assim fica aquele sentimento de querer estar perto né. Acordei às 04h00, e no Brasil eram 06h00, mandei mensagem para ela e como sempre estava de pé logo cedo, falamos um pouco, me arrumei e saí às 04h30. Andamos bastante de carro, até entrar no famoso Parque Nacional de Huascarán, paramos para tomar café, mas quem quiser pode levar seu próprio café e comer lá na parada e claro no percurso. Eu comi pão, ovo e chá. Como você viram até aqui eu ainda estou sem nenhuma mochila de ataque, então comprei 2 bananas e 500ml de água, isso para que? Para andar 14km, vão lendo... kkkkkkkkk O guia nos instruiu sobre o percurso, da parada lá em cima, e da volta, então seguimos, e todos sabemos né, trilha, tem de tudo, então era bom eu passar um protetor solar, mas nem comento mais nada, e me arrependo demais por não ter pedido para algum gringo apenas uma mão de protetor, pois já faria toda diferença... Comecei a trilha, que belas paisagens tem aquele lugar, sério gente, é incrível, minha mãezinha rsrs, durante a trilha tem sol, frio, sol de novo e mais frio, então é um tal de tira casaco, coloca casaco danado kkkkk Fotos da SJCAM Tirando que eu estava com minha humildes bananas e água na mão haha (tenso viu). Chega uma parte que são umas subidas, e sempre tem o lance da altitude mas até que foi tranquilo. Aos que querem fazer a laguna 69, devem saber da dificuldade que é andar todo esse trecho, realmente não é fácil, mas se preparem um pouco antes, pois faz diferença e vale a pena. Ao chegar no fim da trilha, hum... Sinceramente não tenho palavras para descrever, apenas vejam as fotos... Tirei algumas fotos, e depois fiquei ali sentado comi o que tinha, bebi um pouco de água e lá estava eu olhando aquela bela paisagem, e pessoal, não se preocupem tanto com fotos, parem para observar aquelas águas caindo, aquela camada imensa de gelo e tudo aquilo sabendo que você viu pela internet agora está no seu melhor retrato que são seus olhos. Antes de descer, eu passei a mão no rosto, e geeeente, e já sentia meu rosto queimado e todo seco, peguei um pouco de água e passei, mas noooossaaaaa, fui me protegendo todo na volta, que saudade do meu protetor, que saudade da minha mochila!! Voltei pela trilha, vendo a paisagem das minhas costas de início, sério que lugar show! Fiz a ida em 2:30 Volta 1:45 Cheguei no hostel umas 18h30, fui na venda comprar pão e miojo, comprei água também. E decidi ficar mais um dia em Huaraz. Pessoal, volto em breve! Novamente, obrigado por lerem e espero estar ajudando.
  38. 1 ponto
    @casal100 Junta alguém seria legal, mas sozinho também é muito bom, já fiz no meu estado e é muito louco ❤️. Obrigado pelo apoio 😍
  39. 1 ponto
    Bora!!! So vamo!!! Eu vou sair por esse brasilzao nos proximos meses... com uma mochila nas costas, barraca na mão e pouco dinheiro.. vou trabalhando em hostel, fazer dinheiro com musica!!! Vou so IR. estou nessa vida para o que de ir vier Meu zap : 85 9986477561
  40. 1 ponto
    Voltei gente, desculpem a demora rs 2º dia (05/05) - Salar de Uyuni Chegamos em Uyuni às 04h00, estava um frio, mas um frio da peste rsrs, e já tinha pessoas de agências na rua, ao pegar as malas no ônibus, Rafael e Eu notamos uma brasileira que não estava conseguindo pegar o mochilão dela pois havia perdido o ticket de "guarda-volumes", e logo falamos 'deu ruim pra ela', então vimos uma Sra oferendo passeios, mesmo sabendo das mais conhecidas, fomos com ela, afinal, estava um frio que não era possível ficar na rua até às 06h00, ela nos levou para um lugar quente, apresentou o passeio e valores, mas não fechamos nada, então ela nos dispensou hahahaha, então vimos outra pessoa e voltamos a ir para um lugar quente hahaha Quando estavamos chegando nesse lugar, chega quem? A Brasileira que quase ficou sem a mala haha, mulher de Brasília, chamada Fran, super viajava e gente boa, e como ela mesma disse, "vive perdendo as coisas" hahahaha Ok, entramos no local, era um restaurante chamado Breakfast Noñis, que tem com parceiro a empresa Betto Tours, conversamos com a Fran sobre essa agência, ela pegou indicação e nos indicou, perguntamos o preço e decidimos fechar. Então tomamos café da manhã simples (pão, manteiga, geleia, café e chá), conversando o dia foi amanhecendo, e fomos comprar coisas para os 3 dias no Salar de Uyuni e também cambiar dinheiro, infelizmente com a correria do primeiro dia, não consegui cambiar em Sucre, e lá o câmbio era bem melhor, sem dúvidas. A cidadezinha de Uyuni é bem simples, estava tendo feira no dia, e vende diversas coisas, papel higiênico, sabonete, tudo no meio da rua mesmo rs. Comprei água, pacote de bolacha clube social e um salgado na rua, então cambiei dinheiro, voltei para o restaurante e fechei o passeio (tudo incluso, tours de 3 dias, com café da manhã, almoço, janta, dormitório e transfer para Atacama) Partimos por volta das 10h00, e paramos em um hostel para pegar 3 pessoas, uma Holandesa (Danique), e um casal de Australianos (Jamie e sua esposa (esqueci o nome)), todos super gente boa! Eu não falo taaaanto inglês assim, mas deu pra dar boas risadas com eles. Partiuuuuu Uyuni A primeira parada e muito próxima (da pra ir a pé hahaha) é o cemitério de trens, é muito legal gente, coisa simples sabe, mas pelo menos eu não vejo um trem abandonado todo dia hahahaha, tiramos umas fotos e tals, abaixo comento de onde são as fotos, pois quando vai se conhecendo algumas pessoas, acabam que tirando de seus aparelhos e passando depois, mas vou mencionar do meu celular e também da minha SJCAM. Cemitério de trem, valeu a pena!! E alí o clima já é auto astral total, geral curtindo, porra é muito bom mesmo!!! Saudade! Foto da SJCAM: Foto da SJCAM: Foto da câmera da Fran (não lembro qual é, mas é show, e a mulher era bem fotogênica haha) Então, já eram umas 12h30 quando paramos para almoçar. Comemos carne (medo de comer e passar mal, mas estava aparentemente normal rs), alpaca, salada, banana e batata. E após o almoço o Rafael me pergunta: Gosta de whisky Kamilo? Eu: Whisky? Gosto muito hahahahahahah Ele tirou uma garrafa e começamos a beber hahahaha Mas ai fica uma dica, muitas pessoas gostam de beber e tals, e como a altitude é diferente lá, é bom tomar cuidado, mas vamos nessa hahaha Dali partimos realmente para o Uyuni, e é legal por que o carro está andando, e de repente você está em uma imensidão branca, é top demais, que coisa linda, o dia estava um espetáculo, céu azul e um deserto todo branco ao redor, EU ESTAVA NO SALAR DE UYUNI Então paramos no monumento da Bolívia, acho muito bonito, tiramos uma fotos e fomos andando até onde ficam as bandeiras, também super da hora... ali eu me via vendo fotos na internet, é tão bom ter o prazer e conquista de poder admirar certas coisas de perto, fico feliz por mim mesmo, de poder sair do país, ver paisagens, conhecer aventureiros, histórias, ser feliz! Espero que todos vocês possam sentir sensações assim em suas viagens! Foto da SJCAM: Saindo de lá, andamos um caminho e paramos bem no meio do deserto para tirar as famosas fotos clássicas rs, foi uma diversão só, pulando, de ponta cabeça, com dinossauro, em cima do 4x4, a Fran tirou até de biquini hahahahahah Foto da SJCAM: Seguimos viagem para a ilha dos cactos, esse passeio tem que ser paga a parte, mas vale muito a pena, além de ver os cactos bem de perto, eles são conhecidos por crescerem 1 cm por ano, e podem ter altura de 12 mts, é só fazer uma continha rs, e quando você visita essa ilha, pode-se ter uma visão show do Salar, bonito demais. Partimos para ver o pôr do sol e fechar o passeio do dia, e meus amigos, que pôr do sol, OH MY GOD! Como havia dito antes eu estava convicto que não iria pegar o deserto alagado, mas de repente, o carro entra em uma região de água, na hora eu pedi para descer, "Eu quero descer", "Deixa eu descer" hahahahahahah Gente, é sério, ver aquele lugar espelhado é foda demais, aquelas montanhas, o sol caindo, que luz, que vibe. Foto da SJCAM: Foto do meu celular (Moto G4): Então fomos para o hostel, era um hostel de sal, haha bem diferente. Pra variar eu estava com fome rs, antes de tomar banho, jantamos, sopa, frango, salada e batata. Ai fui para o banho, e gente que banho haha, quando eu falo o título do roteiro é porque realmente sou mochileiro pobre louco hahaha, a noite já tinha chego e com ela a baixa da temperatura, e o banho estava muito, mas muito gelado meeeesmo, e o melhor, era 30segs de água quente, e 1min de água fria então pense em um banho kkkkkkk, mas é normal, nesses mochilões não podem exigir ne, estamos ali para isso, é a vida, e isso que causa graça no role e o valor das coisas. Essa noite eu dormi bem, as cobertas que eles oferecem são suficientes, no entanto acordei algumas vezes, pois é tão frio, mas tão frio que só do rosto estar descoberto, você acorda rs, mas ok, vamos nessa... Gastos do dia: Cambiei R$ 800,00 - Cotação 1,55 bols Café da manhã - 15 bols Água (galão de 6lts) - 12 bols Salgado - 3 bols Pacote de clube social - 12 bols Passeio do Uyuni - 750 bols Entrada para ver os cactos - 30 bols Pessoal, ainda hoje posto o dia seguinte!
  41. 1 ponto
    Oii Eu gastei mais ou menos R$ 7.000,00 com tudo, passagem, hospedagens, passeios, ônibus, alimentação, etc. A minha passagem não foi das mais baratas, já que sai de Floripa. Acho que saiu uns R$ 2.300,00 Dá pra economizar mais se você não beber, cozinhar no hostel. Confesso que cozinhar só pra mim já rola uma preguiça, ainda mais depois de chegar morta das trilhas 😂
  42. 1 ponto
    @Carol Hedro, nunca me hospedei mas tive bastante recomendações do ClinkNOORD... Pretendo ficar nele ano que vem
  43. 1 ponto
    @Edurasta esses produtos nao impermeabilizam as botas. Eles as deixam hidrorepelentes. É muito diferente. Os "impermeabilizantes" fazem com que as fibras do calçado nao absorvam a agua tornando-as temporariamente hidrofóbicas. Só que eles nao fecham as tramas dos tecidos e os milhões de furos que existem num cabedal de calçado. Entao, se você forçar um pouco a agua ela vai passar. E esse "forçar" é gerado pelo próprio atrito ou flexão gerados durante a caminhada. Agua é danada. Se acha um furinho, ela passa. Fraternal Abraço Fábio Monroe.'.
  44. 1 ponto
    Cara, que história! Estou passando pela mesma situação. No começo do ano passado comecei a sentir os sintomas de depressão profunda devido a vários problemas e a mais ou menos 1 ano atras comecei a ter pensamentos suicidas. Perdi o emprego, as contas chegavam eu não sabia mais o que fazer, acabei jogando meu namoro de 4 anos no lixo, me isolei do mundo e então os pensamentos suicidas começaram a ficar ainda mais fortes. Nesse meio tempo já estudava uma maneira de sair pelo menos da cidade onde morava, pois queria uma nova vida, uma nova oportunidade de viver e me reconhecer. Comecei a pesquisar sobre mochilão pelo mundo, vi que era possível realizar isso com pouca grana e decidi que em breve vou me jogar de cabeça. Estou acabando de estudar, me organizar, comprar as coisas que preciso e tbm aproveitando para juntar uma graninha. Espero conseguir sair para conhecer o mundo o mais rápido possível. Obrigado pelo seu relato, você me inspirou ainda mais a continuar com um sonho antigo.
  45. 1 ponto
    Uma coisa é fato, quanto maior a mochila maior a quantidade de coisas (talvez desnecessárias) que voce irá levar. Tipo aquilo, vou levar isso vai que eu preciso. A mochila é grande sim, mas voce tem que levar em consideraçao a frequencia com que irá usa-la depois, pois uma mochila menor voce consegue usar melhor em viagens curtas, ja um mochilao nem tanto. E se seu uso nao for para viagens longas posteriormente talvez até encontre uma mochila menor e mais em conta. Por mais que seja uma viagem de quase um mês, voce tem que levar roupas para 1 semana e a medida que for usando vai lavando. Sobre levar o mochilao no bin, eu ja me deparei com uns aventureiros que tiveram sucesso. Porém acho arriscado e eu mesmo nunca arrisquei tentar a sorte e ter que deixar um rim no aeroporto pra despachar a mochila na hora. Se voce ja acha caro comprar uma franquia de bagagem antecipado, vai chorar se tiver que comprar na hora, principalmente se for cia low-cost.
  46. 1 ponto
    Oie Boa noite.. estou afim de entrar em algum grupo de acampamento rs estou afim de novas aventuras.. visitar cachoeiras e contemplar a natureza
  47. 1 ponto
    Após os 4 dias de Cruzeiro, desembarcamos e fomos retirar o carro que já havíamos alugado daqui do Brasil e seguimos para orlando. Em orlando ficamos no hotel Rodeway inn. Olha, se for apenas pra dormir ok... Se quiser mais conforto eu não recomendo. No primeiro dia em orlando fomos às compras no Premium Outlets Orlando. Vale a pena mesmo, comprado aos preços do Brasil. Depois seguimos para uma maratona de parques: 7 parques em 7 dias, além de visitas à alguns outlets! Um pouco cansativo, mas queríamos aproveitar ao máximo! E realmente o clima de orlando e dos parques é encantador... A gente volta mesmo a ser criança.É incrível!!! Após a maravilhosa semana em Orlando, retornamos à Miami, onde escolhemos um Hotel pé na areia para poder aproveitar Miami Beach e descansar da maratona em Orlando!!! Ficamos no Newport Beachside Hotel & Resort. Vale à pena! A praia em que o hotel fica é bem bonita e o hotel conta com suites bem espaçosas e confortáveis! Em relação às compras, eu preferi comprar em Orlando do que em Miami... achei os preços melhores e tem a facilidade de vários vendedores serem brasileiros!!! Bom, espero que meu relato tenha ajudado. Grata e até a próxima
  48. 1 ponto
    Em Relação ao Cruzeiro, passamos por duas ilhas das Bahamas, Coco Cay e Nassau(capital). Coco Cay é uma ilha que pertence à Royal caribbean, o legal de lá e que toda a alimentação já está inclusa no valor pago no cruzeiro, então o seu gasto é zero. Em Nassau, optamos por fazer um passeio com interação com golfinhos, no famoso hotel Atlantis Paradise Island, o que incluia a entrada ao parque aquático que fica dentro do hotel. O valor do passeio é bem salgado (U$ 250 por pessoa), mas vale a pena experiência. Bom, como eu disse achei a experiência muito bacana. Vale a pena com certeza!!!!
  49. 1 ponto
    william: manual-de-compra-mochila-cargueira-t31604.html te tira 90% das dúvidas gerais. mochilas-qual-comprar-t4248.html onde vc discute que modelo específico que escolheu pra comprar, se é a compra certa ou não. pronto, a ajuda tá dada. só não pode ter preguiça de ler.
  50. 1 ponto
    este é um guia sucinto para quem vai comprar a sua primeira mochila cargueira - aquela mochilona gigante que muita gente usa pra viajar e também em determinadas atividades ao ar livre. não se trata de uma demonstração das mochilas existentes no mercado, mas informações para você comprar a sua mochila cargueira, para saber escolhê-la, sem jogar dinheiro fora num produto muito barato que logo estragará nem em um produto extremamente caro com detalhes que você nunca usará. serve de guia para você que quer parecer um mochileiro descolado - pois todo mundo acha descolado parecer um viajante desencanado, mas poucos efetivamente o são..... SITUAÇÕES QUE NOS FAZEM PENSAR EM COMPRAR UMA BOA MOCHILA CARGUEIRA. primeiro vamos descrever 4 cenas: 1. final dos anos 70, num aeroporto do nordeste. o garoto de uns 8 anos de idade, já sabendo ler, vê um viajante com cara de estrangeiro, loiro, pele muito queimada, cabelos longos mal tratados pelo sol e pela areia do mar, chinelos de couro, e uma mochila imensa nas costas. começa a seguí-lo, curioso, pelo aeroporto. consegue ler o que está escrito atrás (sem saber que era a marca da mochila), a palavra "lowe". um dado momento o viajante percebe o olhar curioso do menino, vira-se, dá um sorriso, fala alguma coisa (provavelmente em inglês, mas o menino não entende nada), passa a mão em sua cabeça, e vai para o portão de embarque de algum voo. o menino não percebeu, mas se tornou mochileiro naquele dia. 2. anos 80, um grupo de adolescentes escoteiros, todos metidos a rambo, pegam um domingo para fazer trilhas em paranapiacaba, distrito de santo andré, cidade do ABC paulista. descem a serra, por dentro da mata atlântica. conhecem bem as trilhas dali e, naquele domingo, sem que seus chefes escoteiros soubessem, armaram o passeio. enganaram os pais, avisando que haveria adultos entre eles. dia nublado, nas costas do adolescente uma mochila tiger, de nylon. mochila simples, apenas o compartimento principal e um bolso, já tinha sido utilizada em um zilhão de atividades escoteiras e ainda era usada para levar o material escolar. o adolescente num dado momento, tem que fazer como os demais, e atravessar um rio com a mochila sobre a cabeça. no meio do rio as solas dos coturnos velhos siplesmente descolam, transformando as botas em polainas. nas pernas os joelhos da velha calça jeans rasgam. e meia hora depois, caminhando no resto da trilha que os levaria o pé da serra (o passeio consistia em descer toda a serra do mar, até cubatão), a mochila rasga nas duas alças. com um saco plástico e um pedaço de cordelete de sisal, o adolescente improvisa uma mochila simples, e coloca toda a sua tralha lá dentro, consistente, de uma garrafa de água, os restos da outra mochila, o lanche, uns dois isqueiros e uma faca - e os restos da bota. voltou calçando um par de tenis que um outro simplesmente esquecera dentro de sua mochila. e assim o adolescente descobriu que mochilas e calçados simplesmente não podem dar defeito em trilhas sob hipótese alguma. 3. anos 00. advogado e professor universitário embarca num projeto utópico de criação e implantação de um curso universitário a 400 kms de sua casa. começa a viajar semanalmente para a dita cidade, carregando sempre muita carga: roupas e muitos livros. em um ano detona porta-ternos, malas, bolsas e etc. cansado de gastar dinheiro com malas que não duravam nada, resolve comprar uma mochila cargueira. achando que sabe de tudo, que é muio esperto, compra uma mochila grande da náutilka. na terceira viagem a mochila começa a esgarçar o tecido. com aquela sensação ruim de ter gastado dinheiro em besteira, fuça na net, acha o mochileiros.com, lê um monte de posts de outros usuários e depois, no orkut, acha alguém que esteja vendendo uma boa mochila usada, uma mont blanc alpinist 60+15 que já tinha sido usada na trilha inca e no caminho de santiago de copostela. compra a mochila e, nos primeiros 5 minutos da viagem seguinte, os primeiros 5 minutos com a mochila carregada nas costas percebe o que é uma boa mochila, com boa transferência de carga. e mesmo com cerca de 10 anos de fabricação, a mochila vai firme e forte. com apenas um reparo. 4. final de anos 00. o personagem da historinha anterior vê um outro colega, que participa do mesmo projeto útópico a 400 kms de são paulo, que também levava ternos, roupas, livros e ainda mais alguns pesos de musculação pra se exercitar no hotel, chegar a um outro local de trabalho fulo da vida: ao descer do ônibus com a mala, a mesma teve sua alça arrebentada. e no caminho próximo ao outro local de trabalho, a mala simplesmente se desfez. depois de muitos xingamentos, o dono da mala pergunta ao personagem da historinha anterior, onde comprar uma mochila cargueira decente. pois se algo resiste a levar carga ao topo do everest, deve resistir a levar alguns pesos pra musculação em viagens. são quatro situações diferentes, evidentemente. a primeira retrata a figura normalmente fascinante do mochileiro aos olhos dos outros. as outras três mostram o porquê de algumas pessoas preferirem as mochilas - com alguma qualidade, claro. ao contrário do que muita gente pensa, não é uma mera questão de estilo, de aparência, de "atitude". mas de um modo de viajar. um modo que tem vantagens e desvantagens. por exemplo, pra se deslocar no piso liso de um aeroporto, nada melhor do que uma mala de rodinhas, cujo peso não está nas costas, mas no piso, diretamente. malas você pode levar quantas quiser e quantas puder pagar para que o carregador leve. já a mochila limita o tamanho da sua carga ao tamanho e resistência da mochila e, também, à sua capacidade de carga (que apenas em situações raras deve passar de 10% do seu corpo). então, se você vai fazer um tour por paris, e quer levar aquela coleção de sapatos lindos, por favor, não tente bancar o mochileiro. vá com uma mala, que é melhor. agora, pra entender o porquê de algumas pessoas usarem mochilas, vamos entender sua história. BREVE HISTÓRIA DAS MOCHILAS os indígenas americanos (norte, centro e sul-americanos) tinham diversos sistemas de carregar as coisas. as américas conheceram a roda apenas com a chegada dos europeus. então, o que não se carregava nas costas de um animal como a lhama (os cavalos também só chegaram com os europeus), se carregava nas costas de alguma pessoa. carregar as coisas na mão, apenas para objetos leves, o resto os índios penduravam no corpo, em bolsas menores como bornais feitos de couro, de palha, ou mesmo cabaças penduradas, e objetos maiores nas costas ou sobre os ombros, presos por tiras. em alguns casos, cestos grandes e compridos, ou armações de madeira onde poderia se amarrar os objetos, eram presos às costas por alças presas aos ombros, à cintura, ou mesmo à testa. claro, o modo mais leve de carregar uma coisa é usar alguém que faça isso por você. durante séculos os indigenas das américas tiveram escravos. incas submetiam outras populações, os astecas fizeram o mesmo, e hans staden descreve como os tupis escravizavam tapuias e vice-versa; posteriormente, houve a introdução dos escravos negros nas américas. então, durante séculos, carregar as coisas era problema dos subjugados. por isso, a figura mítica do aventureiro do século XIX ou do começo do século XX é de alguém que possui atrás de si uma fila de carregadores mal-trapilhos. a mochila começa a aparecer junto com o desaparecimento da chaga, da mancha da escravidão. talvez por isso ela nos transmita essa sensação de liberdade.... aquele que carregas próprias coisas não submete outro a fazê-lo por si. mas a mochia não surge como conceito representativo da liberdade em abstrato, mas como instrumento da vida prática. mais especificamente, como instrumento da vida prática dos soldados das américas. os teatros de guerra europeus nunca foram muito extensos. as distâncias são pequenas na europa, que está cortada pro caminhos e estradas "rodáveis" há milhares de anos. assim, os soldados carregavam muito pouca coisa, normalmente cabendo em bornais. mas nas guerras das américas as distâncias percorridas pelos soldados sempre foram muito longas. assim, as linhas de suprimentos eram mais falhas, e o grau de autonomia dos soldados tinha que ser maior. na guerra do paraguai e na guerra da secessão, nos e.u.a., nós já vemos soldados carregando coisas às costas, em bolsas com duas alças, uma pra cada ombro. posteriormente, na I guerra mundial, os soldados já estavam usando, em sua maioria, mochilas. (miniatura de soldado confederado - guerra da secessão - e.u.a., usando mochila) no imediato pós-guerra (1919 em diante) nós vemos os ex-soldados mantendo essa peça do equipamento militar, e usando-as em viagens, por exemplo. é um período de crescimento do montanhismo, na europa (podemos remeter a história das escaladas ao século XVIII, mas o fato é que ela só se torna mais popular no século XX), e muitos daqueles que iam às montanhas, na europa, usavam mochilas. primeiro as mochilas militares, depois o saco alpino... durante a II guerra a mochila foi intensamente usada, e aí se criou o mito de que a mochila militar é a melhor mochila possível. pois durante mutio tempo isso foi verdade. a produção em alta escala deste artigo para suprir exércitos permitiu alguns refinamentos na época. no pós-guerra, nos e.u.a., teremos um monte de equipamento militar sem uso, sendo vendido barato, em lojas que eram frequentadas por aqueles que de algum modo frequentavam as florestas e montanhas: lenhadores, por exemplo. intensifica-se as atividades ao ar livre, o campismo. por ouro lado, a geração beatnik coloca o pé na estrada e, se em "on the road" de jack kerouac a mochila não aparece, no seu livro seguinte, "vagabundos iluminados", ela é o equipamento principal dos principais personagens. nos anos 50, inclusive, surge a necessidade de mochilas maiores do que aquelas usadas por soldados, e as armações progressivamente surgem. dick kelty (que seria o fundador da kelty), em 1952, inspirado nas armações de madeira que alguns índios norte americanos usavam para carregar coisas nas costas, cria a primeira mochila de armação (externa - greg lowe, fundador da lowe alpine, fará a primeira mochila de armação interna apenas em 1967), que ainda está em produção, a trekker (com cerca de 65 litros). em 1972 foi lançada a lendária kelty tioga, provavelmente a melhor mochila de armação externa já feita, e também ainda em produção. ainda hoje é possível encontrar nas largas e tradicionais trilhas norte-americanas (pacific crest trail, por exemplo) velhas mochilas kelty ainda em uso, algumas com cerca de 3 décadas de utilização. mas o pessoal da escalada tinha outras necessidades. mochilas de armação externa, se por um lado possuem uma capacidade incrível de carga, com um conforto ainda não superado pelas mochilas de armação interna (hum, alguns que lerão isso me xingarão, mas isso é verdade, eu já caminhei com uma kelty dessas nas costas...), por outro lado, pelo fato de serem largas e possuírem mais "cantos vivos", engatam muito em galhos e, principalmente, são difíceis de se utilizar em caminhos estreitos entre rochas, alem de darem mais trabalho ao seresm suspendidas por cordas. em pouco tempo as mochilas de armação interna lowe alpine foram se popularizando. (primeira mochila de armação interna - lowe alpine - 1967) um outro detalhe ajudou. é muito mais fácil produzir uma mochila de armação interna do que uma mochila de armação externa. enquanto a armação externa constitui-se de tubos curvados e soldados (há modelos atuais com armações em plástico e outros polímeros), e diversos conectores entre o corpo da mochila e a armação, nas mochilas de armação interna bastam duas ripas de alumínio, curvadas ou não, devidamente encaixadas verticalmente no costado da mochila, em locais com passadores costurados. assim, não é de estranhar que tenham se popularizado tanto. e tenham se tornado o padrão único em um país como o brasil. nos anos 60, com a carência de material produzido aqui, muitos usuários começaram a produzir seu próprio equipamento, que ia de mochilas e barracas a casacos, calças e mesmo botas.... esta é a origem de boa parte das marcas nacionais, grande parte delas concentradas em dois estados que possuem muitas montanhas: rio de janeiro e paraná. (elevation 90-145 lts, da equinox, do rio de janeiro) (fritz roy 75+15, da conquista montanhismo, do paraná) nos anos 90, algumas dessas marcas passaram a terceirizar a produção, produzindo na china, outras continuaram a produzir no brasil, produtos que se caracterizam pela simplicidade e pela qualidade - simplicidade pode inclusive vir a ser uma característica desejável, se não necessária, em determinados usos. pronto, depois desse histórico, já vimos as três vertentes que movem o desenvolvimento das grandes mochilas: as viagens, as trilhas (o trekking), o montanhismo. e assim, temos três grupos de necessidades a serem satisfeitas por diferentes mochilas. vamos aprender a indentificar e escolher. QUALIDADE DOS MATERIAIS E DA MOCHILA uma primeira coisa a se verificar nas mochilas, é a qualidade do seu feitio. não adianta a mochila ser bonitinha, cheia de detalhezinhos, se suas costuras abrirem com o peso da sua carga, assim que você sair de casa... ou pior ainda (pois quando o problema é na porta de casa, nós voltamos à ela), quando a sua mochila abre o bico no meio de uma trilha. eu já vi isso acontecer, uma mochila partir as duas alças e a barrigueira. tivemos que içar essa mochila num trecho da trilha, e improvisar consertos com cordeletes. o dono carregou-a de volta com todo o peso nos ombros, quadruplicando o esforço que já não seria pequeno em condições normais. boas mochilas são feitas de material resistente. nada de nylon, mas principalmente poliéster de alta tenacidade, com alta resistência à abrasão, cordura, ou mesmo kevlar, no caso de uns pucos produtos importados. isto por que mochilas normalmente estão expostas a raspões, tombos, enganchamentos em galhos, pedras e etc. é comum que se utilize um tipo de tecido denominado rip-stop ("to rip" é rasgar), meio quadriculado, cuja função é diminuir o tamanho dos rasgos possíveis. mochilas utilizadas em escalada precisam ser de material muito mais resistente. normalmente se utiliza poliester a partir de 400 denier e cordura a partir de 250 denier. o mais comum é a utilização de poliester 600D ou cordura 500D. em mochilas cargueiras utilizadas em escaladas, é comum a utilização de cordura 1000D. nas mochilas feitas para aproximação e içamento (petates), utiliza-se também cordura 1000D vinílica. (petate de 90 litros, da alto estilo, do paraná) muitos destes tecidos costumam receber uma película interna de proteção, que lhes dá uma certa resistência à umidade também. boas mochilas também possuem boas costuras. costuras duplas ou mesmo triplas, e arrematadas com viés. REGULAGEM DA MOCHILA uma segunda coisa a se verificar na mochila, é o grau de adaptabilidade para o seu corpo. mochilas devem ser "vestidas", devem ajustar-se ao corpo, perfeitamente, sem machucar ou apertar, e também sem balançar. devem ficar firmes. e, para verificar isso, precisamos entender as partes de uma mochila. as partes mais óbvias, são as alças. as alças normalmente possuem 3 (isso, três!) regulagens, cada uma. a mais conhecida é a de comprimento, na frente. a mais importante é a de inserção da alça no costado, nas costas, ou seja, sua altura. em algumas mochilas as duas alças são reguladas simultaneamente. em outras, separadamente, e em outras mochilas, essa regulagem inexiste (normalmente mochilas assim são vendidas em tamanhos, embora isso seja comum apenas no exterior). as fivelas de regulagem podem estar ocultas atrás do costado, ou mesmo embaixo, atrás da barrigueira. a terceira regulagem, é a das fitas de estabilização da carga, fitas acima dos ombros, que quando puxadas jutam a mochila fortemente aos ombros. (costado de cargueira da curtlo - as faixas horzontais coloridas no meio do costado servem para regular a altura da inserção das alças) a regulagem de inserção das alças deve ser feita apenas uma vez, adequadamente. depois de feita, nunca mais se mexe. a alça deve estar posicionada de modo a cobrir toda a curva do ombro. a regulagem de comprimento permite evitar que a mochila fique alta demais. e a de estabilização da carga é a regulagem mais comum, se faz toda vez que se veste a mochila. a outra parte, ignorada por muitos, mas que tem importância igual ou maior que as alças é a barrigueira. a barrigueira é um cinto largo que tem a função de transferir o peso para a bacia. deve ficar firme, apoiada sobre os ossos da bacia. nunca se deve levar uma cargueira pesada com a barrigueira aberta, pois desse modo estaremos com todo o peso sobre os ombros. mas é comum vermos em aeroportos e rodoviárias gente que carrega cargueiras pesadas sem fechar a barrigueira. fazem isso por total desconhecimento da arte de mochilar. esse inclusive é um modo de se identificar o falso mochileiro: está com uma mochila apenas por que ela está disponível, mas não sabe usá-la. grande parte das mochilas com barrigueiras possuem também duas fitas laterais, de ajuste, que têm a função de estabilizar lateralmente a mochila. MOCHILAS FEMININAS grande parte das mochilas é feita apenas pensando-se no corpo masculino. o fato é que o número de homens que usam mochilas, em países como o brasil, é maior, pricipalmente em razão do desconhecimento. lembram-se do não uso da barrigueira e do excesso de peso sobre os ombros? homens são naturalmente mais fortes, e mulheres com mochilas inadequadas recebem a mensagem errada de que mochilas não são para elas. mas há boas cargueiras adequadas ao corpo feminino. sua barrigueira é mais afunilada, adequando-se melhor à bacia da mulher, e suas alças são mais estreitas, para não pressionar os seios. uma boa cargueira feminina fica desconfortável num homem, e uma boa cargueira masculina fica desconfortável numa mulher. TAMANHO DA MOCHILA qual o tamanho? essa é uma pergunta comum. depende para quê. depende do que se vai levar. minha maior mochila uso em viagens. já cheguei a carregar em seus mais de 100 litros outra mochila cargueira, toda a tralha pra camping, roupas para duas semanas e os presentes de natal. mas há quem use o mesmo volume apenas numa viagem de final de semana. no geral, para passeios de um dia, se usam menos de 40 litros. para trilhas com um pernoite, uns 50 ou 60 litros no máximo. e acima de 70 litros apenas para trilhas com pelo menos 3 pernoites. em viagens de turismo (sem ter que carregar barraca, isolante, saco de dormir, fogareiro e etc), o tamanho da mochila varia de acordo com o grau de experiência em viagens do viajante. quanto mais experiente o viajante, menor é a mochila, pois se aprende a racionalizar o tamanho da carga. com o tempo aprendemos que não adianta levar 10 pares de calçados, nem 8 calças jeans. o padrão mais comum no mercado é de mochilas de 60 litros (e suas variações: 60+15, 50+10, por exemplo), que é um tamanho muito flexível. mas o mochileiro mais aguerrido costuma, com o tempo, ter mais de uma mochila, variando seu uso de acordo com a necessidades. eu tenho cinco cargueiras, 4 mochilas de ataque, e acho pouco... TIPOS DE MOCHILAS agora vamos aos tipos de mochilas. primeiro, as mochilas menores. algumas são de uso escolar, outras são as chamadas day-packs, mochilas para uso com equipamento para menos de um dia. alguns usam essas mochilas pra viagens curtas também. são conhecidas também como mochilas de ataque, pois originam-se das mochilas pequenas utilizadas em ataques ao cume, em expedições mais longas, onde se estabelece um acampamento próximo ao cume e se ataca o cume dali, levando o mínimo de peso possível, como um pouco de água, alguma comida, um agasalho extra e eventualmente material de escalada. muitas mochilas de ataque possuem daisy chains e loops para acomodar mosquetões e piquetas. daisy chain é uma fita costurada de modo a criar uma série de alças, para que ali sejam presos mosquetões que estão sendo levados pelo alpinista. e loops são alças circulares, na base da mochila, normalmente, para se encaixar uma piqueta. uma piqueta é uma espécie de mini-picareta usada em escalada em gelo. (síntese 25 litros, da equinox, com daisy chain à frente) nos últimos anos, as mochilas de ataque passaram a ser muito usadas por universitários e outros estudantes, de modo que daisy chains e loops/porta-piquetas hoje podem ser encontrados até em mochilas escolares! obviamente, de modo meramente decorativo, uma vez que muita gente começou a comprar mochilas que se pareciam mochilas de ataque, pois as achavam descoladas, mas sem saber o que estavam adquirindo.... mochilas de ataque costumam não ser muito grandes. é normal que tenham em torno de 20 litros de volume, e, em alguns casos podem chegar a uns 40 litros. não servem para levar muito peso, pois nessas mochilas o peso está concentrado nas alças, e a fita abdominal é apenas uma fita de estabilização da mochila para que ela não balance nas costas durante uma escalada. MOCHILAS GRANDES agora, às grandes mochilas. a primeira grande mochila com armação foi vendida em 1952. dick kelty, fundador da kelty, montou algumas armações de alumínio e sua esposa nena costurou as partes em nylon. no primeiro ano vendeu 29 mochilas, no segundo ano vendeu 90, no terceiro vendeu 500 mochilas e hoje a kelty é uma das mais respeitadas empresas do ramo. a mochila é a kelty trekker, ainda em produção com algumas mudanças, mas sendo essencialmente a mesma coisa. essas mochilas eram usadas, além dos viajantes, por escaladores e trilheiros. pois estes costumam dividir ambientes comuns. por exemplo, no brasil, no estado do paraná, o Pico Paraná é atingível por uma trilha, não se necessitando técnicas e material de escalada para se atingir o cume. mas também possui vias de escalada então há quem vá fazer a trilha até o cume, e há quem vá fazer a trilha para alcançar algumas das vias de escalada. ora, a não ser o escalador de ambientes fechados, a escalada se faz em locais de difícil acesso, tendo que se percorrer trilhas na chamada "aproximação". normalmente, o equipamento de aproximação costuma ser comum ao equipamento de um trilheiro não-escalador, um trekker. claro, o escalador estará levando muito mais equipamento, pois além de barraca, saco, isolante, roupas, equipamento de cozinha, alimento, água e outras miscelâneas (coisa que todo trekker carrega), estará levando também o material de escalada, que pode pesar muito: cordas, mosquetões, friends, freios e etc. a indústria, portanto, nem sempre produz produtos diferenciados entre esses dois grupos de usuários, e mesmo esses ususários um pouco diferenciados acabam por não eixigir produtos muito específicos. assim, é comum que vejamos trilheiros usando mochilas com acessórios mais específicos para escalada, como daisy chains, mesmo que esses acessórios sejam desnecessários. um outro dado é que a partir do final dos anos 80 vimos as cargueiras evoluírem para possuírem uma quantidade incrível de pequenos detalhes. se as primeiras eram essencialmente sacos com apenas uma abertura por cima, em anos de evolução surgiram diversos bolsos nos mais diversos locais. bolsos laterais, bolsos frontais, bolsos internos, bolsos específicos para garrafas de água ou cantis flexíveis, bolsos que viram mochilas de ataque pequenas, bolsos para celulares e gps nas alças, na barrigueira e etc. (air contact pro, da deuter) o aceso à mochila também muito mudou. antes apenas por cima, depois por cima e por baixo (realmente, é mais fácil acessar determinadas coisas no fundo com uma mochila com acesso por baixo), acessos frontais e etc. e claro, com tantas facilidades, algo da antiga arte de saber bem montar uma mochila (algo necessário em uma mochila com acesso só por cima), andou se perdendo. ultimamente parece haver um retorno à simplicidade, e em mercados mais avançados, como o mercado americano ou o mercado inglês, começam a surgir mochilas mais simples, que incorporam os avanços recentes tecnológicos (boas moldagens, tecidos mais leves e resistentes), com a simplicidade que se encontrava nos anos 60. o movimento se deu por inciativa de trilheiros qee começaram a não mais querer carregar mochilas de 3 kg de peso (lembrando que todo detalhe pesa...), para carregar menos de 10 kg de equipamento, e começaram a fabricar suas mochilas, mais frágeis, mas muito mais leves - alguns desses trilheiros receberam tantas solicitações de venda de seus produtos que passaram a fabricá-los e vendê-los, ou sob a forma de produtos acabados, ou sob a forma de kits. aqui no brasil essa "onda" ainda não chegou, uma vez que o brasileiro (por herança da escravatura, onde o sinhô usava os escravos como seus pés e mãos) parece não sentir o menor prazer em fazer seu próprio equipamento e ter vergonha (e não orgulho, como americanos e europeus, que enchem a net de blogs expondo suas criações) de usar algo feito em casa. assim, o mercado internacional oferece opções as mais variadas. desde mochilas pesando menos de 200 gramas para aproximadamente 50 litros de volume (é o caso das mochilas da z-pack), até mochilas de mais de 3 kg para volumes acima de 70 litros (alguns modelos da deuter, por exemplo). (blast, da z-packs, pesando menos de 150 gramas) mas podemos dividir essas grandes mochilas em 3 grandes grupos: - as superleves. muitas vezes não possuem sequer uma armação, fazendo o isolante térmico essa função. ou são cargueiras feitas com armação, mas sem muitos dos detalhes comuns às mochilas cargueiras: sem muitos bolsos e sem acesso por baixo, por exemplo. (alpina 77 litros, da conquista montanhismo, pesando 1270 gramas, sem acesso por baixo) - mochilas específicas de trilha, feitas com material leve porém resistente, algumas mais estreitas (para passar melhor entre caminhos cheios de galhos, por exemplo), sem detalhes desnecessários como daisy chains, porta-piquetas, mas com acesso por baixo ou frontal, bolsos laterais e etc. (poc itaimbezinho, de 65 litros, mochila estreita para canyons) - mochilas grandes e pesadas para carregar muito peso e muito volume nas expedições e aproximações a cumes, sendo comum que possuam detalhes específicos para uso em escalada: bolsos onde se pode colocar um capacete, daisy chains longas para muito equipamento, e etc. a questão é: qual delas ter? a minha recomendação é ter mais de uma - coisa que a gente efetivamente faz quando se torna um mochileiro empedernido. mas a principal dúvida é sobre a primeira mochila grande. qual ter? enquanto não temos claramente uma visão de que atividade nós estaremos desenvolvendo, o ideal é comprar uma mochila de boa qualidade mas com características que a tornam mais ou menos versátil. ou seja, um bom tamanho (algo em torno de 60 litros, que nos permite dias de viagem ou uns dois ou 3 dias de trilha), com alguns bolsos (até dominarmos a arte de arrumar a mochila e decorar exatamente onde está o quê, para podermos usar uma mochila sem bolsos), e uma adequada regulagem (para a adequarmos ao nosso corpo), feita de material resistente (cordura ou poliéster de alta tenacidade), bem costurada, bem feita, com boas fitas de compressão. alguns detalhes não devem ser decisisvos: capa de chuva incorporada (pode-se levar uma capa de chuva separadamente), bolsinho na alça, apito de emergência incorporado na alça... tanto mochilas boas podem ter isso, mas também produtos chineses de qualidade inferior, vendidos em supermercados, também os têm.... se a intenção é usar a mochila apenas em viagens, uma boa opção são as mochilas-mala. elas têm um formato mais quadrado (melhor para amassar menos a roupa, e acomodar melhor a bagagem), normalmente possuem uma forma de acesso por zíper que permite amplo acesso ao conteúdo da mochila, e uma capa que se fecha tampando as alças e barrigueira, e alças para se carregar com uma mala ou bolsa. (adventure, mochila-mala da curtlo) assim, acredito que aqui já existam elementos para você avaliar se estará fazendo uma boa compra ou não. lembre que nunca se escolhe uma mochila primordialmente pela estética. no mundo outdoor, a forma segue a função. bonito é o que funciona, e não quebra, não rasga, não pesa desnecessariamente, e não é caro, para não termos medo de usar. há algum tempo soube de alguém com uma mochila cara numa trilha, que ao desequilibrar-se preocupou-se em não cair sobre a mochila nova e cara, para não danificá-la. o movimento brusco de corpo para proteger a mochila acabou resultando numa fratura na perna, e num resgate muito demorado e dolorido. por outro lado, há algum tempo, ao descer um paredão, eu não tive medo de jogar de 4 metros de altura a mochila que eu estava usando. mochila leve, resistente, muito simples, e barata (e o isolante térmico, por dentro da mochila, servia de proteção a todo o equipo nela guardado). não tive pena da mochla, e chegando ao chão, só tive que espanar o pó, a mochila estava perfeita. melhor jogar a mochila do que correr o risco de despencar de 4 metros de altura correndo o risco de quebrar o pescoço. mochila é algo a ser usado. afinal, lembre da regra geral de atração do universo: semelhantes se atraem. mochilas atraem mochileiros, malas atraem malas. muitas vezes sem alça.... 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