Mochilão América do Sul (Bolívia, Chile e Peru) @ Abril de 2016 - 31 dias (com fotos, vídeos, perrengues e gastos).

Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul
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Leandro Freire
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29 Jun 2016, 12:51  

Está muito bom seu relato ... ::hahaha:: ::hahaha::

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victorfirmes
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29 Jun 2016, 14:22  

Leandro Freire escreveu:Está muito bom seu relato ... ::hahaha:: ::hahaha::



Obrigado Leandro :D

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Flávio Amorim
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29 Jun 2016, 14:53  

victorfirmes escreveu:CAPÍTULO 1 (01/04 e 02/04/16): Hasta Luego Brasil e o primeiro susto da viagem: O sumiço de Judite!!! ::mmm:
IMG_8696.JPG

Com tudo pronto para iniciar a trip, pedi minha irmã para me levar na rodoviária da minha cidade com destino ao aeroporto de Vitória e depois São Paulo. Toda ansiedade que estava sentindo nos últimos dias tinha sido substituída por uma grande vontade em aproveitar cada segundo da jornada pelos 3 países.

Quando cheguei em Vitória, encontrei com o meu amigo Antônio que me deu de presente um carregador de celular, pois o meu estava só o caco e também me emprestou uma bateria portátil para recarregar eletrônicos que SALVOUUU os registros que fiz na viagem. Ele também disse que qualquer problema poderia ligar que me ajudaria.

Fiz o check-in e despachei o mochilão e ainda me lembro de ter perguntado a funcionária da Gol onde retiraria minha bagagem (São Paulo ou Bolívia). Ela me respondeu com TODAS as palavras que minha bagagem deveria ser retirada no aeroporto de Viru Viru (Bol). Sabe aquele momento que você está pressentindo que algo que errado poderia acontecer? Pois é, esse meu sexto sentindo quase nunca falha.

Cheguei na terra da Garoa e meu voo para Santa Cruz de la Sierra só seria no outro dia as 11:00 hrs, então só me restava esperar. SEM DRAMA! Esperei 9 meses para nascer, algumas horas ali no aeroporto não seria tão ruim assim. Fui em direção ao Starbucks, comi e fiquei usando a internet para passar essas últimas horas antes do embarque.

Depois fui tentar achar algum local para tirar aquele cochilo e acabei deitando ali mesmo nos bancos do Gate 238 do aeroporto. Quando eu consegui dormir veio um funcionário do aeroporto e me acordou dizendo que iria fechar aquele salão de embarque e que o mesmo serviria para embarque/desembarques nacionais.

Passei a noite praticamente em claro, a sorte que tinha o Wifi e Spotifi. O tempo passou, tomei um café e fiquei esperando um amigo chegar com sua esposa, pois iríamos no mesmo voo. Esse casal era o Vagner e a Patrícia e nos conhecemos de uma maneira um pouco inusitada através do fórum. Eu estava fuçando a meses os relatos dessa viagem. E não tinha quase informação nenhuma sobre um dos passeios mais esperados o Downhill na estrada da morte. Dois dias antes de viajar eu recebi um e-mail da viação Amaszonas, empresa que eu iria fazer o trecho Santa Cruz até Sucre, antecipando o vôo em 20 minutos e no e-mail tinham algumas pessoas em cópia. De relance eu vi o nome do Vagner e 10 min depois ele postou no relato do rodrigovix perguntando sobre o Downhill.

Mandei mensagem para o Vagner e começamos a trocar ideias sobre a viagem. No dia do embarque o mais engraçado que coincidiu que eles desembarcaram justamente no portão que eu tinha tirado um cochilo e tinha sido expulso na noite anterior. A Gol tinha colocado que a conexão para Santa Cruz sairia dali, mas tinha mudado e acabei salvando eles de perderem o voo, pois eles estavam esperando no portão errado.

Embarcamos com destino a Santa Cruz e o voo foi tranquilo. Durante a viagem foram distribuídos dois formulários para entrada na Bolívia. Um foi entregue na imigração e o outro na saída. Este papel deve ser guardado, pois ele será solicitado na saída do país. Ao sair da imigração fui em direção a esteira no desembarque para pegar meu mochilão e passar no raio-X. Aqui que começou o primeiro perrengue. Passaram diversas mochilas e nada da minha.

Eu apelidei carinhosamente minhas duas mochilas de Judite e Jurema. Judite era o mochilão que estava pesando 13 kg, tava um pouco gordinha, mas não tinha ultrapassado o máximo de 23 kg permitidos para voos na América do Sul. Já Jurema a filha de Judite, vulgo mochila de ataque, estava magrinha pesando apenas 5 kg. Fiquei aguardando quase 10 minutos e nada de aparecer Judite. Chamei o funcionário da Gol que ficava em um guichê próximo a esteira, apresentei o comprovante e recebi a triste notícia: Tinham esquecido Judite no aeroporto de Guarulhos.

Eu fiquei com tanta raiva disso que por um momento achei que ia perder o controle e mandar o funcionário da Gol para aquele lugar. Ele só sabia falar em espanhol sobre procedimento e blá blá blá. Eu tinha feito tudo corretamente e eles esqueceram só a minha bagagem. Aos poucos fui me acalmando e pedi para falar com o supervisor da Gol. Esse cara simplesmente cagou para minha situação. Primeiro falou que não podia fazer nada que o máximo que a Gol podia fazer era mandar a mochila no outro dia e arcar com despesas parciais, que ele disse que seria em torno de 50 dólares, até a chegada da mochila.

Ele entrou para o escritório e o funcionário me chamou para abrir o processo de envio da mochila e ele disse que eu tinha que seguir para Sucre mesmo sem minha mochila. Eu descobri que os 50 dólares na realidade eram apenas 200 bolivianos (100 reais) e então percebi que os funcionários da Gol não tinha qualquer orientação para casos igual ao meu. Até mesmo o próprio supervisor desconhecia dos procedimentos. Eles disseram a todo momento que minha mochila chegaria no outro dia e eles enviariam a Sucre. Quase perdi a conexão para Sucre de tão descontrolado que eu fiquei. Nessa hora bateu uma bad sinistra, pois todos meus planos tinham ido pro espaço.

Nós tínhamos combinado de seguir diretamente para Uyuni nesse mesmo dia e iniciar o passeio do Salar no outro dia. Sucre seria apenas uma cidade de passagem. Na espera do voo para Sucre conhecemos duas cariocas super gente boas, a Mary e a Elisa. Elas e outros brasileiros que iriam embarcar ficaram sabendo o que tinha acontecido comigo e ficaram pensando se tivesse acontecido com eles o que fariam. Aqui a corrente do bem dos mochileiros já aparecia. A Mary também fazia parte do relato do Rodrigo, assim como todos nós. Vocês se lembram que eu disse que em algum momento todos se encontram? Esse tinha sido o primeiro dos encontros, que na realidade era um desencontro hahahahaha.

Seguimos para embarcar no avião e sem sacanagem, parecia um busão de transporte coletivo. Acabei conhecendo uma menina que agora não lembro o nome que morava em uma cidade do lado da minha. O mundo é realmente pequeno... Quando estávamos chegando em Sucre o tempo fechou de uma forma que eu pensei que o mundo ia acabar. Começou uma turbulência sinistra justamente na hora que eu tava no banheiro. Na mesma hora eu corri, afivelei o cinto e bateu um mal estar de tanto que o avião balançava. Não sei se a altitude ajudou mas fiquei ali concentrado torcendo para chegar logo em terra.
G0033281.JPG

Sucre, capital da Bolívia, vista do alto é uma cidade muito grande, parece um favelão, pois todas as casas são cor de tijolo. A primeira impressão da cidade não foi muito boa, mas depois confesso que gostei muito de lá. Quando saímos do desembarque apareceu um batalhão de taxistas falando diversos preços. Fechamos por 5 bols para cada até o terminal de buses para comprar as passagens para Uyuni. Quando chegamos no terminal fomos direto na empresa 6 de Oct., queridinha dos Mochileiros, porém não tinha mais passagens para aquela noite. Eu chorei de todas as formas, justificando que todos brasileiros sempre compram ali etc, mas não colou. Paguei 70 bols na passagem. O pessoal comprou em outra viação para anoite.
G0053291.JPG

Passagens compradas, optamos por ir comer algo no centro histórico e de lá eu seguiria na busca de um hostel e o pessoal voltaria para o terminal. Achamos um táxi que fez por 20 bols (4 para cada) e embarcamos. Chegando na Plaza 25 de Mayo e fomos cambiar e comer, estávamos famintos. O local do câmbio se chama Oasis Bolívia e fica na rua lateral da Plaza. Cambiei 225 dólares a 6,91 bol cada dólar num total de 1555 bol. Me senti rico só que não.
IMG_8765.JPG

Jantamos no restaurante Cosmo café, paguei 46 bols em uma lasanha e uma água. Eu estava sem almoçar, então a comida estava muito boa e aproveitei para usar o Wifi e avisar a família dos últimos acontecimentos. Ao sair do restaurante começou a chover torrencialmente com direito a relâmpagos e trovoadas. O pessoal entrou no táxi e vazou e eu fiquei forever alone em uma cidade a noite e sem hostel e não fazia ideia onde ia achar um.
IMG_8704.JPG

Eu tinha olhado no booking alguns hostels com preços bons, pura enganação. Depois de rodar muito acabei ficando no hostal San Francisco que só tinha de bom mesmo a localização. Não aconselho ninguém a ficar lá, pois é salgado e eles ainda não cumprem com o que oferecem. Fiz o check-in e sai em busca de um telefone publico para ligar para Mondial (seguro viagens), pois eles ofereciam apoio no extravio de bagagens. Não consegui falar com eles e depois descobrir que eles também não resolvem nada. Comprei uma água de 2 litros voltei pro hostel e apaguei.
IMG_8706.JPG



GASTOS:

Táxi Aeroporto X Terminal de buses: 5 bols
Passagem Sucre X Uyuni: 70 bols
Táxi Terminal de buses X Plaza: 4 bols
Jantar (Lasanha e água): 46 bols
Água 2L: 6 bols





Fala brother to curtindo muito seu relato ! anotando cada detalhe e informação assim como dicas ! ::lol4:: Maluco eu não saberia o que fazer se extraviassem a minha bagagem ! Acho que pegaria o cara da gol e ::quilpish:: . Victor esclareça minha duvida da pra comprar a passagem area de st cruz p sucre em boleto bancario ?

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rodrigovix
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29 Jun 2016, 15:08  

Putz, Victor. Foi contigo que rolou a bad da mochila esquecida? Que m*rda, ein?! Pelo menos no final deu tudo certo. Acompanhando o relato aqui...
Mochileiro?
Então segue lá: www.instagram.com/queridopassaporte

RELATO: Bolívia + Chile + Peru (26 dias) TUDO por 1.600 dólares.

"Viaje. Sem desculpas. Apenas vá."
(Jeff Goins)

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Flávio Amorim
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29 Jun 2016, 15:17  

[quote="victorfirmes"]CAPÍTULO 2 (03/04/2016): Desbravando a capital da Bolívia - Sucre enquanto esperava Judite.


Cara que sacanagem da Gol ! 2 dias esperando a Judite é demais ! imagino como isso deve ter interferido em todo seu roteiro !

Pega esse encarregado e ::toma:: !

Aguardando pra ler a continuação e ver qual a justificativa da gol !

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Flávio Amorim
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29 Jun 2016, 15:21  

rodrigovix escreveu:Putz, Victor. Foi contigo que rolou a bad da mochila esquecida? Que m*rda, ein?! Pelo menos no final deu tudo certo. Acompanhando o relato aqui...


Fala Rodrigo e ae cara ?
Brother ja li teu roteiro 2 vezes ! Agora to lendo a 3 vez e anotando tudo ! Pretendo fazer o mesmo roteiro que c fez so que ate Cusco e de la vou pra Lima e Huaraz !

Seu relato é fenomenal !!! ::otemo::

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victorfirmes
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29 Jun 2016, 15:23  

Flávio Amorim escreveu:
victorfirmes escreveu:CAPÍTULO 1 (01/04 e 02/04/16): Hasta Luego Brasil e o primeiro susto da viagem: O sumiço de Judite!!! ::mmm:
IMG_8696.JPG

Com tudo pronto para iniciar a trip, pedi minha irmã para me levar na rodoviária da minha cidade com destino ao aeroporto de Vitória e depois São Paulo. Toda ansiedade que estava sentindo nos últimos dias tinha sido substituída por uma grande vontade em aproveitar cada segundo da jornada pelos 3 países.

Quando cheguei em Vitória, encontrei com o meu amigo Antônio que me deu de presente um carregador de celular, pois o meu estava só o caco e também me emprestou uma bateria portátil para recarregar eletrônicos que SALVOUUU os registros que fiz na viagem. Ele também disse que qualquer problema poderia ligar que me ajudaria.

Fiz o check-in e despachei o mochilão e ainda me lembro de ter perguntado a funcionária da Gol onde retiraria minha bagagem (São Paulo ou Bolívia). Ela me respondeu com TODAS as palavras que minha bagagem deveria ser retirada no aeroporto de Viru Viru (Bol). Sabe aquele momento que você está pressentindo que algo que errado poderia acontecer? Pois é, esse meu sexto sentindo quase nunca falha.

Cheguei na terra da Garoa e meu voo para Santa Cruz de la Sierra só seria no outro dia as 11:00 hrs, então só me restava esperar. SEM DRAMA! Esperei 9 meses para nascer, algumas horas ali no aeroporto não seria tão ruim assim. Fui em direção ao Starbucks, comi e fiquei usando a internet para passar essas últimas horas antes do embarque.

Depois fui tentar achar algum local para tirar aquele cochilo e acabei deitando ali mesmo nos bancos do Gate 238 do aeroporto. Quando eu consegui dormir veio um funcionário do aeroporto e me acordou dizendo que iria fechar aquele salão de embarque e que o mesmo serviria para embarque/desembarques nacionais.

Passei a noite praticamente em claro, a sorte que tinha o Wifi e Spotifi. O tempo passou, tomei um café e fiquei esperando um amigo chegar com sua esposa, pois iríamos no mesmo voo. Esse casal era o Vagner e a Patrícia e nos conhecemos de uma maneira um pouco inusitada através do fórum. Eu estava fuçando a meses os relatos dessa viagem. E não tinha quase informação nenhuma sobre um dos passeios mais esperados o Downhill na estrada da morte. Dois dias antes de viajar eu recebi um e-mail da viação Amaszonas, empresa que eu iria fazer o trecho Santa Cruz até Sucre, antecipando o vôo em 20 minutos e no e-mail tinham algumas pessoas em cópia. De relance eu vi o nome do Vagner e 10 min depois ele postou no relato do rodrigovix perguntando sobre o Downhill.

Mandei mensagem para o Vagner e começamos a trocar ideias sobre a viagem. No dia do embarque o mais engraçado que coincidiu que eles desembarcaram justamente no portão que eu tinha tirado um cochilo e tinha sido expulso na noite anterior. A Gol tinha colocado que a conexão para Santa Cruz sairia dali, mas tinha mudado e acabei salvando eles de perderem o voo, pois eles estavam esperando no portão errado.

Embarcamos com destino a Santa Cruz e o voo foi tranquilo. Durante a viagem foram distribuídos dois formulários para entrada na Bolívia. Um foi entregue na imigração e o outro na saída. Este papel deve ser guardado, pois ele será solicitado na saída do país. Ao sair da imigração fui em direção a esteira no desembarque para pegar meu mochilão e passar no raio-X. Aqui que começou o primeiro perrengue. Passaram diversas mochilas e nada da minha.

Eu apelidei carinhosamente minhas duas mochilas de Judite e Jurema. Judite era o mochilão que estava pesando 13 kg, tava um pouco gordinha, mas não tinha ultrapassado o máximo de 23 kg permitidos para voos na América do Sul. Já Jurema a filha de Judite, vulgo mochila de ataque, estava magrinha pesando apenas 5 kg. Fiquei aguardando quase 10 minutos e nada de aparecer Judite. Chamei o funcionário da Gol que ficava em um guichê próximo a esteira, apresentei o comprovante e recebi a triste notícia: Tinham esquecido Judite no aeroporto de Guarulhos.

Eu fiquei com tanta raiva disso que por um momento achei que ia perder o controle e mandar o funcionário da Gol para aquele lugar. Ele só sabia falar em espanhol sobre procedimento e blá blá blá. Eu tinha feito tudo corretamente e eles esqueceram só a minha bagagem. Aos poucos fui me acalmando e pedi para falar com o supervisor da Gol. Esse cara simplesmente cagou para minha situação. Primeiro falou que não podia fazer nada que o máximo que a Gol podia fazer era mandar a mochila no outro dia e arcar com despesas parciais, que ele disse que seria em torno de 50 dólares, até a chegada da mochila.

Ele entrou para o escritório e o funcionário me chamou para abrir o processo de envio da mochila e ele disse que eu tinha que seguir para Sucre mesmo sem minha mochila. Eu descobri que os 50 dólares na realidade eram apenas 200 bolivianos (100 reais) e então percebi que os funcionários da Gol não tinha qualquer orientação para casos igual ao meu. Até mesmo o próprio supervisor desconhecia dos procedimentos. Eles disseram a todo momento que minha mochila chegaria no outro dia e eles enviariam a Sucre. Quase perdi a conexão para Sucre de tão descontrolado que eu fiquei. Nessa hora bateu uma bad sinistra, pois todos meus planos tinham ido pro espaço.

Nós tínhamos combinado de seguir diretamente para Uyuni nesse mesmo dia e iniciar o passeio do Salar no outro dia. Sucre seria apenas uma cidade de passagem. Na espera do voo para Sucre conhecemos duas cariocas super gente boas, a Mary e a Elisa. Elas e outros brasileiros que iriam embarcar ficaram sabendo o que tinha acontecido comigo e ficaram pensando se tivesse acontecido com eles o que fariam. Aqui a corrente do bem dos mochileiros já aparecia. A Mary também fazia parte do relato do Rodrigo, assim como todos nós. Vocês se lembram que eu disse que em algum momento todos se encontram? Esse tinha sido o primeiro dos encontros, que na realidade era um desencontro hahahahaha.

Seguimos para embarcar no avião e sem sacanagem, parecia um busão de transporte coletivo. Acabei conhecendo uma menina que agora não lembro o nome que morava em uma cidade do lado da minha. O mundo é realmente pequeno... Quando estávamos chegando em Sucre o tempo fechou de uma forma que eu pensei que o mundo ia acabar. Começou uma turbulência sinistra justamente na hora que eu tava no banheiro. Na mesma hora eu corri, afivelei o cinto e bateu um mal estar de tanto que o avião balançava. Não sei se a altitude ajudou mas fiquei ali concentrado torcendo para chegar logo em terra.
G0033281.JPG

Sucre, capital da Bolívia, vista do alto é uma cidade muito grande, parece um favelão, pois todas as casas são cor de tijolo. A primeira impressão da cidade não foi muito boa, mas depois confesso que gostei muito de lá. Quando saímos do desembarque apareceu um batalhão de taxistas falando diversos preços. Fechamos por 5 bols para cada até o terminal de buses para comprar as passagens para Uyuni. Quando chegamos no terminal fomos direto na empresa 6 de Oct., queridinha dos Mochileiros, porém não tinha mais passagens para aquela noite. Eu chorei de todas as formas, justificando que todos brasileiros sempre compram ali etc, mas não colou. Paguei 70 bols na passagem. O pessoal comprou em outra viação para anoite.
G0053291.JPG

Passagens compradas, optamos por ir comer algo no centro histórico e de lá eu seguiria na busca de um hostel e o pessoal voltaria para o terminal. Achamos um táxi que fez por 20 bols (4 para cada) e embarcamos. Chegando na Plaza 25 de Mayo e fomos cambiar e comer, estávamos famintos. O local do câmbio se chama Oasis Bolívia e fica na rua lateral da Plaza. Cambiei 225 dólares a 6,91 bol cada dólar num total de 1555 bol. Me senti rico só que não.
IMG_8765.JPG

Jantamos no restaurante Cosmo café, paguei 46 bols em uma lasanha e uma água. Eu estava sem almoçar, então a comida estava muito boa e aproveitei para usar o Wifi e avisar a família dos últimos acontecimentos. Ao sair do restaurante começou a chover torrencialmente com direito a relâmpagos e trovoadas. O pessoal entrou no táxi e vazou e eu fiquei forever alone em uma cidade a noite e sem hostel e não fazia ideia onde ia achar um.
IMG_8704.JPG

Eu tinha olhado no booking alguns hostels com preços bons, pura enganação. Depois de rodar muito acabei ficando no hostal San Francisco que só tinha de bom mesmo a localização. Não aconselho ninguém a ficar lá, pois é salgado e eles ainda não cumprem com o que oferecem. Fiz o check-in e sai em busca de um telefone publico para ligar para Mondial (seguro viagens), pois eles ofereciam apoio no extravio de bagagens. Não consegui falar com eles e depois descobrir que eles também não resolvem nada. Comprei uma água de 2 litros voltei pro hostel e apaguei.
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GASTOS:

Táxi Aeroporto X Terminal de buses: 5 bols
Passagem Sucre X Uyuni: 70 bols
Táxi Terminal de buses X Plaza: 4 bols
Jantar (Lasanha e água): 46 bols
Água 2L: 6 bols





Fala brother to curtindo muito seu relato ! anotando cada detalhe e informação assim como dicas ! ::lol4:: Maluco eu não saberia o que fazer se extraviassem a minha bagagem ! Acho que pegaria o cara da gol e ::quilpish:: . Victor esclareça minha duvida da pra comprar a passagem area de st cruz p sucre em boleto bancario ?


Fala Flávio, que bom que você está gostando do relato... No momento que eu descobri que eles tinham esquecido minha mochila em SP me deu vontade de descontar no funcionário da Gol, não vou mentir, mas depois fui me acalmando. Quando retornei de viagem vi pessoas que perderam suas bagagens que foram extraviadas para sempre. Eles tem um prazo de até 30 dias para localizar ::grr::... Vamos a sua dúvida. As duas empresas que fazem o trecho St Cruz x Sucre são: Amaszonas https://www.amaszonas.com/pt-br/ e a Boa http://www.boa.bo/BoAWebSite/. Por questões de logística compensou para mim comprar pela Amaszonas, pois chegaria em Santa Cruz e daria tempo de fazer a conexão, apesar do que eles mandaram e-mail adiantando o voo em 20 min, então tem que ficar ligado sempre no e-mail. Eu comprei pelo cartão de crédito internacional por USD 53,10 o que deu 370 bols ou 185 reais. No site da Amaszonas tem informando que da para pagar via cartão de crédito e Paypal. Quanto a BoA eu não sei pois descartei ela de cara, pois não daria tempo de fazer a conexão. Sugiro você olhar no site deles. O trecho de volta de La Paz até St. Cruz eu fiz pela BoA e comprei também pelo cartão de crédito internacional.Foi bom você ter perguntado pois achei o valor que tinha pagado na passagem. Qualquer outra dúvida só manda mensagem por aqui ou face.

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29 Jun 2016, 15:26  

rodrigovix escreveu:Putz, Victor. Foi contigo que rolou a bad da mochila esquecida? Que m*rda, ein?! Pelo menos no final deu tudo certo. Acompanhando o relato aqui...


Grande Rodrigo, tudo bom meu camarada? Foi comigo que aconteceu o lance da mochila. A sorte que eu tinha mais dias no roteiro e esses dois que fiquei em Sucre não atrapalharam tanto no final. Você não faz ideia da quantidade de pessoas que mencionaram o seu nome durante toda viagem. Seu relato ajudou muita gente.

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29 Jun 2016, 15:29  

Flávio Amorim escreveu:
rodrigovix escreveu:Putz, Victor. Foi contigo que rolou a bad da mochila esquecida? Que m*rda, ein?! Pelo menos no final deu tudo certo. Acompanhando o relato aqui...


Fala Rodrigo e ae cara ?
Brother ja li teu roteiro 2 vezes ! Agora to lendo a 3 vez e anotando tudo ! Pretendo fazer o mesmo roteiro que c fez so que ate Cusco e de la vou pra Lima e Huaraz !

Seu relato é fenomenal !!! ::otemo::


Flávio, eu coloquei Huaraz no roteiro uma semana antes da viagem e foi a melhor escolha que eu fiz. Lá é muito mais barato que Cusco e os lugares são de cair o queixo (Laguna 69, Glacial Pasturori etc). Eu quase abri mão de MP para fazer o trekking de Santa Cruz de 3 dias. Mas pensei bem e agora tenho bons motivos para retornar lá.

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Flávio Amorim
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29 Jun 2016, 16:05  

Fala Flávio, que bom que você está gostando do relato... No momento que eu descobri que eles tinham esquecido minha mochila em SP me deu vontade de descontar no funcionário da Gol, não vou mentir, mas depois fui me acalmando. Quando retornei de viagem vi pessoas que perderam suas bagagens que foram extraviadas para sempre. Eles tem um prazo de até 30 dias para localizar ::grr::... Vamos a sua dúvida. As duas empresas que fazem o trecho St Cruz x Sucre são: Amaszonas https://www.amaszonas.com/pt-br/ e a Boa http://www.boa.bo/BoAWebSite/. Por questões de logística compensou para mim comprar pela Amaszonas, pois chegaria em Santa Cruz e daria tempo de fazer a conexão, apesar do que eles mandaram e-mail adiantando o voo em 20 min, então tem que ficar ligado sempre no e-mail. Eu comprei pelo cartão de crédito internacional por USD 53,10 o que deu 370 bols ou 185 reais. No site da Amaszonas tem informando que da para pagar via cartão de crédito e Paypal. Quanto a BoA eu não sei pois descartei ela de cara, pois não daria tempo de fazer a conexão. Sugiro você olhar no site deles. O trecho de volta de La Paz até St. Cruz eu fiz pela BoA e comprei também pelo cartão de crédito internacional.Foi bom você ter perguntado pois achei o valor que tinha pagado na passagem. Qualquer outra dúvida só manda mensagem por aqui ou face.[/quote]

Blz brother obr pela info, ja visitei o site das 2 companhias e cotei como se fosse dia 2 de agosto pela AMASZONAS sai BRL 105.41 e pela BOA sai BRL 138.31 achei muito barato as passagens nesse trecho, agora vou pesquisar como pagar pelo paypal . valeu !!!!



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