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jackelinemota

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Tudo que jackelinemota postou

  1. jackelinemota

    Los Roques

    Oi Leo, qual foram as agencias que vc usou? Obrigada!
  2. jackelinemota

    Los Roques

    Oi pessoal, td bem? Estou com viagem marcada agora em fevereiro. Estou vendo uma pousada que não inclui os passeios, então queria saber se alguém poderia me dizer os preços dos passeios por dia e pessoa (estou indo com meu marido). Muito obrigada!
  3. jackelinemota

    Los Roques

    Olá pessoal, eu queria saber se alguém fez los roques + canaima com agencia, em uma única viagem, um seguido do outro. Obrigada! abs,
  4. Muita gente fica na dúvida se é possível comer bem e barato em Lima. A resposta é: sim! Chifas, a comida sino-peruana É impossível falar de Lima sem contar que comemos bem, muito bem na cidade. E o melhor é que não comemos bem apenas um tipo de prato ou tendo que gastar muito. Em Lima comemos pescado, carne, em restaurante de chef, de rede e no sujinho da esquina. Nos próximos posts vamos destacar o que provamos e aprovamos para clima, paladar e bolsos diferentes em Lima. Para começar nossa primeira indicação é para quem está com pressa, com poucos soles na carteira ou querendo conhecer algo bem local. Nestes casos indicamos as Chifas. Sabe o que é isso? O Peru tem uma população oriental bem significativa, especialmente na capital. A influência dos vizinhos do outro lado do pacífico é possível de ser notada nos carros asiáticos que circulam pelo país e também na culináia através das muitas chifas espalhadas por todo lugar. As chifas nada mais são que restaurantes de comida chinesa. Mas uma comida chinesa bem peruana. O que nos disseram é que ao chegar ao Peru os chineses procuraram reproduzir sua culinária com ingredientes locais e tanto à comida quanto ao local onde são servidos esses pratos deram o nome de Chifa, uma variação para as palavras “comida e bebida”, em Chinês. Como o preço é bom (e a comida também) as chifas se tornaram bem populares. Acho que dá pra comparar com as nossas pastelarias mantidas por chineses aqui no Rio (que a gente chama de “chinas”, como por exemplo “pastel do china”). Tem em todo lugar, a comida é honesta e baratinha. Em Lima as chifas servem muitas, muitas versões de pratos com macarrão, arroz e frango, principalmente. As porções são bem generosas e baratas. Nós provamos combinados: um de arroz com frango e outro de talharim com legumes. Cada um por 8 soles. Isso mesmo, 8 soles! A porção de frango enrolado saiu por 12 pesos. Não falei que não era preciso ter grana para comer bem em Lima?
  5. Onde ficar em Lima Como contei aqui optamos por ficar em Barranco. Nossa opção no bairro foi o Barranco B&B, excelente custo/benefício. Por US$ 50 tivemos um quarto muito confortável, todo equipado como um moderno hotel e uma atenção pessoal como só num bed and breakfast. Barranco ou Miraflores? Se alguém me pergunta qual o melhor lugar para ficar em Lima eu preciso dizer que para nós, é Barranco. Mas é claro, tudo depende do objetivo da sua viagem. A maior parte dos turistas fica em Miraflores (e também San Isidro) e é claro que eu não teria a pretensão de dizer que tenho mais razão que a maioria das pessoas. Miraflores é um excelente local pois tem muitas opções de bares, restaurantes, tem shopping, orla e fica a uma distância razoável do centro, onde também há atrações turísticas. Além disso é um bairro turístico tradicional, então você pode esperar ruas bem iluminadas e uma sensação de segurança para andar a pé. O Centro vai te deixar perto dos museus e atrações, mas certamente vai trazer uma noite com menos opções e mais insegurança para andar pela rua sozinho, como em qualquer grande cidade de América Latina. Já Barranco fica mais longe do centro e é mais local. O bairro era um destino de veraneio dos limeños, tem orla com areia e muitos casarões, o clima é mais calmo durante o dia, mais para um balneário que para uma capital. Tem muitas casas, é residencial, mas também tem muita opção de bar, pois tem uma tradição artística. Acho que é a Santa Teresa de Lima, só que sem ladeiras. Então se você não for ter um roteiro puxado pro lado do centro, vai gostar. O Barranco B&B Nós ficamos no Barranco B&B, (ou 3B), e adoramos. O preço foi excelente, US$ 50 na época a noite incluindo café da manhã (em uma breve olhada achei agora por R$ 150). O B&B funciona num casarão e dali era fácil se locomover em ônibus ou táxi. O quarto: o quarto era espaçoso e muito bem equipado, tudo moderno e novinho. Além da cama o quarto tem armário, TV e mesa com cadeira. Uma janela dá para um jardim de inverno. O banheiro era uma graça, super limpo e novinho também. Os amenities, da marca Jardín del Eden, são ótimos. Esta marca peruana tem um cheirinho delicioso. Até já tentei comprá-la no Brasil, mas infelizmente não vendem aqui. Atendimento: excelente, desde a reserva até a saída. Na recepção chamavam táxi, davam dicas sobre a cidade, faziam reservas, tudo perfeito. Área comum: o hotel tem uma recepção onde estão disponíveis computadores e guias e uma salinha onde é servido o café da manhã, além de jardins externos. A decoração é uma graça. A cozinha pode ser usada pelos hóspedes e também há estacionamento grátis. Café da manhã: é servido de 6h às 11h (excelente!) e bem farto. Alguns itens ficam liberados como suco, bebidas quentes, torradas, manteiga e geléia. Outros itens podem ser pedidos à atendente como ovos, salada de frutas com iogurte, sanduíche de queijo e presunto e cereal. Ponto positivo extra: água, café, leite e chá ficam à disposição dos hóspedes 24h por dia, liberados. Ponto positivo extra 2: no dia de nossa saída, às 4h, prepararam café para a gente e como não tivemos tempo de tomá-lo prepararam saquinhos para tomarmos no caminho ao aeroporto. Abs,
  6. Começando a falar de Lima: Não me canso de repetir o quanto é importante respeitar seu gosto e ritmo ao preparar uma viagem para transformar qualquer roteiro em um sucesso. Afinal, se muitas vezes viajar significa fugir de uma rotina onde não temos poder de escolha o tempo todo, por que ceder a imposições justo durante nossas escapadas? Pois bem, foi por nos conhecer bem, muito bem que tivemos um fim de semana maravilhoso em Lima e foi por nossa experiência ter sido ótima na cidade que nos apaixonamos por ela. Lima foi a parada número 10 de um mochilão que havia começado em La Paz e já seguia por 11 dias. Enquanto viajávamos em sua direção, em ônibus, carros por 4×4, barco e avião eu relia As Veias abertas da América Latina, do Eduardo Galeano, para reavivar o conhecimento da história do continente. E em uma das passagens eu havia lido que o apelido de Lima desde tempos coloniais era Lima, a fea. O motivo era que, apesar de quase nunca chover em Lima, também quase faz pouco sol em comparação a outras cidades na mesma latitude e no inverno há muita neblina. Portanto, achavam o clima de Lima feio. Acho que isso já despertou em mim um apreço por Lima, pois eu adoro cidades cinzas e me compadeço delas que sofrem o preconceito da maioria das pessoas (que amam sol, calor e praia). Tinha lido antes da viagem muita coisa sobre Lima e anotado muitos programas interessantes, de modo que se fosse fazer tudo precisaria de uns 7 dias na cidade. Mas nós tínhamos duas opções apenas: ou ficávamos 3 noites antes de embarcar para Cusco ou nem ficávamos em Lima. Fechei nas 3 noites então já sabendo que isto significaria que esta seria apenas uma primeira ida a Lima. Entre as atrações da cidade havia muitos museus interessantes, a maioria pelo Centro, bem como atrações turísticas como um balé de águas que uma amiga me recomendou vivamente, mas que por culpa do meu gosto estranho (amo céu cinza, lembra?) não me despertou muito interesse não. Também tinha muita coisa pelo bairro de Miraflores, incluindo um shopping (er, nada atraente para mim) à beira mar.E tinha um monte de opções de hotéis executive que não eram mesmo o que eu queria depois de passar dias em alojamentos, hostels e hotéis simples.. E o fato é que no caminho das pesquisas o que mais havia me empolgado mesmo eram as notícias sobre uma cena gastronômica renovada, com indicações de bares e restôs para ficar um mês na cidade. Nessa de pesquisa daqui, busca dali acabei encontrando um B&B hiper simpático no bairro de Barranco, um bairro descrito como boêmio, à beira-mar, um pouco além da turística Miraflores. Conversei com marido e decidimos apostar no bairro. Para combinar, fechamos um roteiro sem tantas roteirices. Apenas um museu, muitas opções de restaurantes e bares anotadas para escolhermos lá e um passeio de bicicleta. Bicicleta, esse amor. Quando chegamos em Barranco descobrimos um bairro calmo, arborizado e cheio de charme. Nosso B&B se revelou um grande hotelão no quesito conforto e acomodações e um delicioso B&B quando se tratou de atenção e acolhimento. Já na primeira noite apenas dobrando a esquina descobrimos um bar que virou nosso standard para elogiar bons bares. Carta de drinks criativa e vasta, comidinhas gostosas para acompanhar (como não amar porção de churros?) e um climinha cool perfeito para unir numa mesma balada casais enamorados e quem quer se jogar na night. O passeio de bicicleta no dia seguinte nos apresentou uma grande extensão da cidade tendo a orla por fio condutor e um céu azul nos acompanhou. Fomos ao ponto onde a cidade nasceu, onde fatos importantes de guerras e paz ocorreram, comemos num armazém com data de nascimento no período colonial e vimos monumentos e tradições românticas. No museu e no centro fizemos o turismo mais tradicional, embora Huaca Puclana seja um museu não tão tradicional: ruínas a céu aberto bem no meio da cidade expõem o contraste entre o passado e o presente. E na gastronomia nos refestelamos com os sabores, ainda mais saborosos depois de dias estranhando a comida boliviana. Adoro história contrafactuais, mas não posso dizer qual teria sido o resultado caso tivese programado 7 dias num roteiro detalhadíssimo em Lima. Poderia ter amado, certamente. Mas nosso fim de semana sem preocupações com o que não estávamos vendo e aquele hotelzinho calmo em Barranco era tudo o que precisávamos naquele ponto daquela viagem. E por que em Lima encontramos o que buscávamos, fomos felizes naquele fim de semana. Texto: Jackie; Edição: Rômulo; Fotos: viaje sim!
  7. Chegando e saindo de Paracas de ônibus Após Nazca, nossa próxima parada programada no Mochilão era Paracas. Mas nosso plano era ir de Nazca para Ica, passar o fim de tarde e noite por lá para ver a paisagem local e pela manha ir para Paracas, onde faríamos o passeio às Islas Ballestas e à Reserva de Paracas. À noite seguiríamos de Ica para Lima. Então, voltando do sobrevôo sobre as linhas de Nazca fomos em busca de um ônibus para Ica. Eram ainda cerca de 13h, mas não havia ônibus para lá naquele dia na pequena rodoviária de Nazca. E nem nos outros “pontos de ônibus” que fomos procurar pela cidade sob um sol inclemente. Por fim, depois de rodar quase uma hora mudamos os planos e decidimos ir direto para Paracas. Acabamos achando uma pequena agência local que tinha passagem no ônibus da Cruz del Sur que sairia às 15h20. Compramos com eles logo as passagens, um hotel em Paracas (porque não tínhamos reservas lá) e o tour das Islas Ballestas e Reserva pro dia seguinte. O ônibus custou 35 soles por pessoa; o hotel 70 soles a diária; e o o tour 180 soles. E assim seguimos bem tranquilos já com a programação do dia seguinte pronta. A viagem foi ótima. O ônibus da Cruz del Sur era muito confortável, com 2 andares, ar-condicionado e wi-fi (como não amar!). O trecho é bem desértico e o cenário só começa a mudar quando se aproxima de Ica, que me pareceu bem bonitinha. Nós seguimos até Paracas, onde descemos na rodoviária local, que parecia bem improvisada. Na verdade, Paracas foi quase toda destruída no terremoto de 2007. Realmente a chegada à cidade é bem estranha, pois não lembra em nada um balneário à primeira vista. Já tinha gente nos esperando quando chegamos na cidade, então pegamos as mochilas, entramos no carro e seguimos pro hotel que tínhamos reservado. Já para sair de Paracas no dia seguinte o esquema foi bem menos confortável e tranquilo. Os ônibus para Lima não saem a toda hora e por serem escassos também é preciso comprar com antecedência a passagem. Como decidimos antecipar nossa saída de Paracas para o início da tarde, não conseguimos ônibus logo. No hotel nos aconselharam a pegar um táxi e ir para a rodovia Panamericana, que fica a uns 20 minutos de Paracas. Assim fizemos. Mas o “táxi” era na verdade um carro particular e mesmo tendo sido providenciado pelo hotel me deixou bem receosa. O motorista fazia muitas perguntas e realmente me assustou. Enfim na rodovia, descemos e ficamos fazendo sinal para os ônibus. Alguns não nos aceitaram e quando um finalmente nos pegou não foi muito agradável e muito menos seguro. Nenhum tíquete foi nos dado para retirar nossa bagagem ao final da viagem, quase não havia lugares para sentar e fazia muito calor no ônibus. A cada parada um “cobrador” passava e pedia o bilhete. Perdi a conta de quantas vezes tivemos que mostrar! Mas ó, tinha serviço de bordo. Ok, na verdade tinha uma senhora vendendo salgados durante a viagem. Acho que o nome da empresa era Soyra. O trajeto me pareceu longuíssimo, porque o ônibus parava a toda hora e em mil vilarejos. Lembro de ter parado em Pisco, que era outro destino que também cogitamos conhecer. A paisagem não era muito bonita. De repente começamos a ver muito lixo acumulado e isso foi o anúncio de nos aproximávamos da periferia de uma metrópole sul-americana. Antes das 17h estávamos em Lima: a fea que conquistou nossos corações.
  8. E chegamos a Nazca finalmente! Quando começamos a programar o mochilão Bolívia-Peru decidimos logo que incluiríamos Nazca no roteiro. Como gostamos de ver canais de documentários já tínhamos assistido muito sobre as linhas de Nazca, linhas retas e figuras com formatos variados, como animais e outros desenhos, marcados no chão da região e sem origem certa. Mas, nem de perto imaginávamos algo tão grandioso. E nem tão radical como o sobrevôo: encarar aquele aviãozinho e suas acrobacias requer estômago. Chegamos a Nazca bem cedo e fomos recebidos pelo pessoal da agência Alegría, conforme pacote contratado em Arequipa. Fizemos o cadastro e pesagem – exigida para controlar o peso total nos aviões – tomamos café e usamos o wi-fi no hotel Alegría e seguimos em van pro aeroporto. No pequeno aeroporto pagamos uma taxa de 25 soles e esperamos o embarque, que só ocorreu por volta de 11h. No nosso avião fomos os dois pilotos, Rômulo, um casal de alemães e eu. O avião é bem pequeno e já bate um medinho, mas encaramos na boa. Havia pesquisado e há registro de acidentes com essas aeronaves, mas decidi omitir isso do Rômulo (e da minha mãe, claro). O vôo tem duração de cerca de meia hora e o que eu não sabia é das “acrobacias” da aeronave. Para que todos os passageiros possam ver bem os desenhos o piloto primeiro sobrevoa um desenho inclinando o avião para a esquerda e depois faz a volta e sobrevoa a mesma figura com o avião inclinado para a direita. Mas é uma inclinação muito grande. Na minha cabeça – e no meu estômago – o avião estava praticamente de cabeça para baixo. Mas o pior é que o estômago da alemã não aguentou e ela vomitou o passeio todo. Mas bem, fora a emoção a cada volta foi realmente incrível ver os desenhos. O circuito sobrevoa 14 figuras e elas são realmente impressionantes. Primeiro, pelo tamanho, porque eu achava que seriam menores, mas há figuras com até 3 km (o trapézio). Vendo tudo lá de cima as mesmas perguntas que todo o mundo se faz desde a descoberta das linhas na década de 1920 vieram à minha cabeça: como aquilo foi feito e para quê? Como tudo se mantém até hoje eu já sabia, pois recebemos uma explicação ainda no aeroporto e achei bastante curioso. Os desenhos se mantêm devido à geografia da área e característica do solo. O terreno ali é de pedra e não de areia e o sol ajudou a sedimentar as linhas. Já como as linhas foram feitas e para quê permanece um mistério cheio de explicações. Há várias teorias, seriam um sistema de irrigação, representações astronômicas, um lugar de culto religioso ou até mesmo instruções para ETs (Eram os Deuses astronautas). Outras informações são conhecidas como a de que foram construídas pelo povo Nazca, descendente dos Paracas, a partir de 200 AC. Pessoalmente eu acredito que as linhas tenham algum significado de culto, pela sua dimensão e pela forma que foram feitas – para serem vistas de cima. Mas não tenho certeza de nada, a não ser que foi uma excelente decisão em passar por Nazca no Mochilão. Certamente um dia pretendo voltar e mostrar o lugar aos meus filhos. Saindo do aeroporto voltamos ao centro de Nazca em van e almoçamos em um fast food peruano (franguinho) na frente do hote Alegria. Sobrevôo de Nazca: Empresa Alas Peruanas, US$ 130 por pessoa (em 2012) Texto e edição: Jackeline Mota; Fotos: Viaje Sim!
  9. Mais dois relatos sobre Arequipa: passeio pelo Centro e hostel Saímos da Praça de Armas pela Calle Santa Catalina, já que nosso destino final seria o Monastério de Santa Catalina. Nesta rua há muitas lojas turísticas, de souvenirs e também agências de viagem (onde compramos o pacote pra Nazca, mas conto isso depois). Tanto essa como as ruas ao redor são ótimas para se bater perna sem horário, sem pressa. E é esse clima que me fez apontar "andar pelas ruas de mãos dadas olhando o passado e planejando o futuro" como "o que há de melhor para se fazer em Arequipa", apesar da cidade ter uma lista longa de atrações. Muros do Monastério Pois bem, enveredando pela Calle Santa Catalina quem estiver procurando bons locais para comer irá se encontrar. Além de lanchonetes mais simples e restaurantes dentro de centros culturais há ali uma filial do Chicha, do famoso chef Gastón Acurio (fomos ao Chica em Cusco, mais para frente postaremos). O Chicha de Arequipa fica um pouco antes do monastério, que é impossível não ver, pois ocupa quase um quarteirão inteiro. É como uma pequena cidade, com praça, ruas, galeria de arte. E é grande mesmo, então precisa estar com disposição para passear por tudo. A entrada traz um contraste bacana, pois embora todo o muro e o portão sejam cinzentos, assim que entra-se no monastério vêem-se muros "cor de tijolo", vivo, colorido. Há outras partes coloridas, com cores muito vivas. Isto foi o que me chamou mais atenção, pois esperava um ambiente mais "clean" em um local criado para a clausura. No entanto nem essa alegria colorida convenceu o Rômulo a se demorar por lá. Na verdade ele me acusou de estar tentando nos tornar freis ou algo assim porque já tínhamos ido a muitas igrejas e conventos nesta viagem. E com medo de perder a mulher para a vida religiosa, me carregou para continuarmos andando por Arequipa. Mas para quem quiser admirar melhor esse local histórico, o convento fica aberto de 9h às 17h e custa 35 soles. A fundação do convento é do século XVI e uma senhora muito rica, María de Guzman foi uma das grandes responsáveis por sua construção, pois doou seus bens para o monastério. Assim como outras construções de Arequipa, ele também sofreu com os terromotos e já foi restaurado diversas vezes. Saindo do monastério entramos pela rua Zela e fomos até a Praça São Francisco, onde está a Igreja do mesmo santo. Outro lugar delicioso para ficar pensando na vida, namorando. Encontramos alguns wine bars em frente, que estavam fechados àquela hora, mas que pela concentração indicavam que à noite o local devia ser movimentado. Voltando, encontramos um Sebo e como somos traças natas, entramos. Nos apaixonamos por mil itens, especulamos como enviar um piano de Arequipa para o Rio, ouvimos explicações do dono e por fim saímos com apenas uma aquisição: uma edição em espanhol de "Robison Crusoé", o livro preferido do Rômulo, com carimbo de seu dono primeiro, um também médico. Ainda andamos pela calle San Francisco até a Plaza de Armas. Tomamos café e compramos sanduíches no Cusco Café, como contamos no post anterior e, passamos da Praça e voltamos até nosso hostel pela Villalba. Ou seja, fizemos muito o melhor programa de Arequipa. Esse foi nosso dia na cidade onde tudo dá certo, Arequipa. Mas há muito, muito mais para se ver por lá. No Museu Santuários Andinos, por exemplo, está a famosa múmia Juanita, de mais de 500 anos e para quem fica mais de um dia é possível fazer passeios ao Canion del Colca. O hostel E o Hostel que ficou famoso no primeiro post sobre Arequipa é o Estela de Oro. Em janeiro ele ainda era novo, pois havia sido aberto em setembro de 2011. Aqui segue uma resenha do local. Localização Fica muitíssimo bem localizado, a duas quadras da Praça de Armas, permitindo fazer todo o passeio pelo Centro a pé. A rua é a Cruz Verde. O quarto simples, mas confortável, novo e muito limpo Banheiro, também novinho e limpo Recepção do hotel Atendimento O atendimento foi incrível, pois nos indicaram tour, providenciaram serviço de lavanderia, chamaram táxi. Nota dez, Quarto Decoração simples, mas tudo novinho e muito limpo e um tamanho razoável. O quarto tem cama de casal, armários e tv. O banheiro também é espaçoso, limpo e, importantísimo, tinha um bom chuveiro e água quente. O wi-fi funciona no quarto. Meu único porém é que o quarto era um pouco abafado, pois a única janela dava pro corredor e por isso não queríamos abrir. Acabamos tendo que abrir, porque era janeiro, verão, e ficou quente. Mas ressalto que só ficou quente no meio da noite, e era alto verão. Também é preciso ver se nos quartos que dão pra rua não há janelas mais tranquilas de ficarem abertas. De todo modo, achei o quarto excelente pro preço. Café da manhã Muito simples, mas suficiente. Eles trazem o café para a mesa. Para duas pessoas serviram água quente (para café solúvel ou chá), 4 pães, suco de laranja, manteiga e geléia. Preço Pagamos 60 soles pela diária e mais 20 soles para day use, já que ficamos no hotel às 18h do dia seguinte (80 soles no total, o equivalente a uns R$ 65). No hotel a tarifa de balcão era 120 soles.
  10. Mais uma postagem sobre Arequipa: Depois de termos conseguido reencontrar nosso hostel fomos conhecer o centro de Arequipa. No nosso planejamento original só conheceríamos mesmo o Centro, então já estávamos com um bônus por termos feito o tour pela manhã. Corremos, claro, para a Praça de Armas, que, sabíamos, havia sido declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO no ano de 2000, devido a suas características arquitetônicas e culturais típicas. Consta lá no site da Unesco que uma das razões para a concessão do título à Praça é por ela ser uma obra-prima da integração criativa entre as características européias e nativas. E realmente, enquanto eu examinava as construções da praça o fato de uma informação no guia dizer que a cidade havia sido fundada em 1540 não significava muito; ao olhar a Catedral, os balcões que cercam a praça cheio de turistas almoçando, os prédios coloniais reutilizados por farmácias, restaurantes e lojinhas, os senhores lendo jornal sentados nos bancos, eu não pensava na Praça em termos de origem, começo, criação pronta; eu só conseguia encará-la como um local de fluxo, com diversas versões, arena de conflitos que foram sintetizados e que logo adiante seriam novamente colocados em xeque. Eram estes fluxos que hoje nos davam aquela Praça de Armas e que amanhã, daqui a 2 anos, quando eu a visitasse novamente com meu filho seria outra. Sou, sem dúvida, admiradora da preservação da história, mas admiro essa história rica de locais que são passíveis de continuarem a sofrer mudanças, que continuam a ser expostos às forças do homem e da cidade. E, em Arequipa, especialmente às forças da natureza. A Catedral que acompanha toda a lateral da praça, por exemplo, começou como uma simples capela, por volta de 1544. Depois virou catedral e já foi destruída e reconstruída diversas vezes, por causa de incêndios e terremotos. É difícil não ficar embasbacado com a construção, enorme e branca. Ali todas as construções são em sillar, a pedra vulcânica branca que, segundo uma das versões sobre a história de Arequipa, teria garantido à cidade sua alcunha de ciudad blanca. A outra versão diz que chamavam-na branca por ser habitada por la gente blanca, os espanhóis. Foram eles que fizeram a praça de armas, no meio de um espaço já habitado por povos locais. Se você já viajou ou leu sobre a América do Sul vai se lembrar que em toda cidade colonizada pelos espanhóis há uma plaza de armas ou plaza mayor. Para a Plaza de Arequipa foram reservadas algumas peculiaridades, como o tamanho (é uma praça muito grande) e a posição da catedral, com a frente voltada para a Praça. Mas o sentido da praça é o mesmo que em toda as cidades colonizadas. As praças, para os espanhóis, eram um espaço pensado para ser aberto, para o comércio e outras atividades. Vale lembrar que os espanhóis tinham que subjugar civilizações muito desenvolvidas em sua parte das Américas, como os próprios incas que dominavam da Colômbia até o Chile e, por isso, na estratégia espanhola ter cidades bem estruturadas e com capacidade de resistir a ataques militares bem elaborados era fundamental. Os espanhóis teriam logo logo desenvolvido uma rápida capacidade de construir suas cidades sobre as fundações das civilizações nativas (Cusco é o maior exemplo desse aproveitamento de bases) e utilizaram o método "em rede" ou tabuleiro, com quadradinhos, para a organização urbana. Voltando ao nosso passeio, pois bem, a catedral está ali com 107 metros de largura e uma arquitetura cheia de detalhes entalhados. Na praça em si há bancos e árvores que nos permitem ficar sentados admirando os balcões que dominam as outras três laterais. Esta parte central foi remodelada no último século para permitir justamente o passeio (uma influência do urbanismo parisiense?). Hoje com chafariz, árvores, bancos, antes era muito "limpa", para permitir o uso que a cada momento melhor conviesse ao governo. Os arcos, que hoje vemos simétricos, também são obra de remodelações, bem como o segundo andar, que originalmente não existia. Na maioria deles funcionam cafés e restaurantes. Obviamente os restaurantes na parte de cima dos arcos são mais caros. No andar térreo há lanchonetes mais simples e farmácias e lojinhas para turistas. Ainda traumatizados pela comida de Puno decidimos não correr riscos e comemos uma pizza, aquela comida que até ruim é boa. À noite, quanto voltamos à praça para nos despedir fomos a um Café no térreo bem simpático, uma espécie de Starbucks peruano, o Cusco Café, que nos rendeu ótimos sanduíches para lanche durante a ida a Nazca. Mas ali pela hora do almoço comemos pizza, tiramos umas fotos e nos lembramos pela primeira vez durante a viagem que estávamos no verão. Já começava a fazer calor, uma siesta teria sido boa, mas decidimos andar um pouco sem rumo, como tanto amamos. Olhando as ruas, de mãos dadas na cidade branca onde tudo dava certo. Referência: Enquanto pesquisava para nossa viagem, encontrei este post aqui que indico para quem quiser conhecer em detalhes a evolução arquitetônica da praça (tem um vídeo bem bacana). A ida à Arequipa faz parte de nosso mochilão pela Bolivia e Peru em janeiro de 2012. Read more: http://www.viajesim.com/2012/11/praca-de-armas-arequipa-peru.html#ixzz2CtRsXPDV
  11. Relato sobre a Isla del Sol, que eu não tinha postado: Isla del Sol - não roube, não minta, não seja preguiçoso Enfim, no meio da tarde, estávamos na Isla del Sol, bem no meio do Lago Titicaca. Aquele lago que sabíamos desde a 5ª série ser o lago navegável mais alto do mundo, na fronteira entre Bolívia e Peru. De fato podíamos sentir a altitude de mais de 3,8 mil metros nos afetando. Mas nossos espíritos também estavam afetados, não apenas pelo cansaço da viagem, mas também pela expectativa para conhecer de perto o berço da civilização inca. Poderíamos dizer também que estávamos sob influência de alguma energia especial local. Sim, se muita gente diz sentir "algo" em Machu Picchu, foi a Isla del Sol que conseguiu nos tocar de algum modo. Ao pisar aquele pedaço de terra no meio do Lago nos sentimos como chegando em casa. Nos sentimos parte daquele povo cujas leis são Ama sua, ama llulla, ama quella (não roube, não minta, não seja preguiçoso). E ao sair dali, no dia seguinte, nos sentiríamos completamente encantados e cheios de energia para prosseguir viagem e a vida. A Isla del Sol é a mais importante das 41 ilhas do Lago Titicaca. Segundo a lenda, teriam nascido ali Manco Cápac e sua irmã Mama Occlo, os fundadores do povo inca, bem como o próprio Sol. A Pedra do Puma, ou Titi Kahr'ka, que dá nome ao lago, também está ali. Quando desembarcamos, tínhamos tudo isso a agitar nossa alma e aquela paisagem de azul turquesa e verdes múltiplos a nos encher os olhos. Sentíamos que não pensávamos direito, ou que não precisávamos pensar. Simplesmente seguimos em frente, não o fluxo de turistas que estacionou ali pela parte sul, na comunidade Yumani, mas sim algum caminho que já parecíamos conhecer. Após pagarmos a taxa aos moradores ( 5 bolivianos cada) rapidamente nos vimos aos pés da Escalera (escada, em espanhol) del Inca. Começamos a subir, subir, subir, no automático. E logo a parar, parar, parar cada vez em intervalos menores para respirar. Perguntávamos a alguns meninos que encontrávamos no caminho quanto tempo faltava para o nosso hotel, que era ali naquele lado mesmo, e eles diziam: uma hora! Achávamos que estavam loucos. Porque certamente não aguentaríamos uma hora de caminhada numa inclinação como aquela. A cada parada aproveitávamos para conversar com quem íamos encontrando.Gente que descia, gente que subia mais rápido e se despedia de nós, gente que morava ali. Adultos, muitas, muitas crianças, bichos. Fomos reparando nos serviços oferecidos nas muitas casas que agora atendiam turistas. Alguma anunciavam internet e em uma das poucas vezes em nossas vidas isso não fez sentido. Não precisávamos nos conectar com o mundo lá fora. Somente com aquele mundo da ilha. E depois de quase duas horas, conseguimos. Estávamos no topo do topo do topo da ilha. Rômulo comemorou dançando e cantando a la Rocky Balboa e eu fiz uma promessa a la Scarlet O´hara: "Eu jamais aceitarei que me chamem de sedentária outra vez na vida". Isla del Sol, o lugar mais lindo em que já dormimos: Essa era a vista do nosso quarto no hotel Palla Khasa, na Isla del Sol. O título do post é merecido, não? Que paisagem! Como contamos aqui, o hotel fica no topo da Isla e chegar lá exigiu uma longa caminhada morro acima. Mas valeu a pena, o hotel nos encantou e está atualmente no topo da lista de lugares aos quais queremos voltar. Descoberto através de um guia impresso, sem fotos, o Palla Khasa foi a surpresa mais agradável da viagem. O lugar tem a arquitetura rústica predominante na Isla del Sol, simples, mas a localização oferece uma das vistas mais lindas que já vimos. Dá vontade de ficar horas nesse terraço cercado de muros baixos de pedra, com flores super coloridas e um cachorrinho simpático. Mas o quarto também é muito acolhedor. Também simples, tem móveis feitos de bambu e forrados com pele de lhama, cama macia, banheiro muito limpo e com água quentinha. Mas o melhor, é claro, é a vista. A cozinha do Palla Khasa também merece elogios. A comida é saborosa. Provamos o frango à milanesa e o talharim à carbonara, acompanhado de vinho, além do café da manhã que tinha ovos e pão caseiro. O restaurante onde as refeições são servidas é perfeito para se abrigar do frio noturno que faz na ilha. A lareira é constantemente alimentada pelo gerente do local. O hotel tem energia elétrica e água quente, mas não tem internet. Uma ótima oportunidade para você realmente se desconectar do mundo. Pelo quarto de casal, jantar e café da manhã pagamos US$ 50. Isso mesmo, cinquenta dólares toda a estadia. O hotel tem quartos duplos e também para grupos. Todo nosso contato foi feito por email com o Valentin ([email protected]; [email protected]; telefones celulares 73211585 e 71227616). Além da estadia e alimentação o hotel também pode, a pedido dos hóspedes, providenciar transporte entre Copacabana e a Isla del Sol (20 bolivianos para cada). Utilizamos o serviço para voltar a Copacabana e valeu a pena. O barco utilizado era bem mais confortável que o da ida, cujo ticket compramos em Copacabana por 15 bolivianos cada. O barco do Palla Khasa saiu por outro porto, diferente de onde chegamos. A descida levou menos de 1 hora e também trouxe lindas vistas. O hotel oferece ainda o serviço de transporte de bagagem do porto até o hotel, em burros.
  12. Oi Aletucs, obrigada pelos elogios e pela informação sobre o burguer king, vou vorrigir no meu blog também. Não postei aqui sobre a isla del sol? achei que tivesse, vou colocar, pois já postei no blog. Agora, como asim pediu em casamento lá? meu deus, que sonho! eu amei demais o lugar, quero tm voltar. e eu tenho um blog sobre casamento também, então achei sua história o máximo. Escuta, nao quer mandar a história desse pedido pra mim? Eu ia adorar publicar no blog. Os meus blogs são viajesim.com e a apalavraesim.com e meu email [email protected] Espeor que vc tope contar sua história pros meus leitores! abs,
  13. Continuando sobre Arequipa.... E lá estávamos nós sãos e salvos em Arequipa. Acordamos cedo, tomamos café e antes de dar tempo do Rômulo me perguntar "e aí, o que vamos fazer?" fico para morrer que ele não lê o roteiro , a recepcionista já tinha nos sugerido um city tour que saía naquele momento a duas quadras dali. Não curtimos muito city tours, preferimos fazer nosso próprio roteiro, mas às vezes é legal para dar uma idéia da cidade ou aproveitar o transporte entre pontos distantes. Como ela disse que não levaria o dia todo, fomos, pois teríamos o resto do dia para explorar Arequipa sozinhos, caso não curtíssemos o tour. Corremos e embarcamos no ônibus turístico, que já estava na segunda parada. E aí começamos a olhar a programação: alguns nomes impronunciáveis, uma mansão, um passeio a cavalo, um mini-zoológico. Oi? No nosso roteiro original prevíamos ficar apenas pelo centro - patrimônio cultural da humanidade - fazendo tudo a pé, visitando a Praça de Armas e o Convento de Santa Catalina. Mas o tour só previa uma parada no centro (a Praça de Armas, e já tinha ocorrido antes de subirmos a bordo) e depois era tudo bem longe dali. Ok, devia mesmo haver muita coisa para se ver além do centro, mas aqueles nomes não nos diziam nada. Achamos a programação no mínimo pitoresca. Mas como nada até aquele momento estava sendo convencional em Arequipa, entramos no clima e prosseguimos no "Campiña Tour". Segundo meu espanhol capenga, deveria ser algo como "um tour campestre". A primeira parada foi em Janaguara. Neste bairro há uma bonita praça, o Mirador de Yanahuara, cujos arcos são cobertos com frases de pessoas célebres de Arequipa, e uma igreja. Rende boas fotos, é bem bonita, já dá para tirar com o guia as dúvidas sobre a pedra vulcânica usada ali (se chama sillar). Tinha uma padaria pertinho em que fizemos a festa com rocamboles deliciosos (#ficadica!). Voltamos pro ônibus e rumamos para a próxima parada, passando por bairros bem pobres, típicos de periferia, até chegar ao mirador de Carmen Alto. É uma espécie de fazenda/centro cultural em que se tinha uma ótima vista dos vulcões de Arequipa: Chachani, Pichu Pichu e o Misti. O Misti é o mais famoso, pois está apenas adormecido e não extinto, como os outros dois. ao ônibus rumamos para uma parada beeem turística: uma loja de produtos de alpaca. Mas, mesmo para quem não quiser comprar nada (os produtos de alpaca não são baratos) a parada vale para ver o mini-zoológico e também para receber uma explicação sobre a alpaca verdadeira e assim evitar levar lhama por alpaca em qualque loja no Peru. No zôo a loja mantém 4 espécies bem parecidas entre si: lhama, alpaca, guanaco e vicuña. O Guanaco é o mais selvagem e como no grupo tinha um tiozinho mala que tentou mexer com ele deu logo uma cusparada na cara do tio e deixou a parada ainda mais legal. Em seguida fomos para a Mansão do Fundador. É, o fundador da cidade. Parece boring? Pois não julgue assim à primeira vista. A parada tem uma parte turística clássica - uma senhora oferece gaviões para fotos na entrada, há lhamas soltas pelo jardim, um carro antigo estacionado na porta - mas lá dentro há relíquias. O prédio data do século XVI, construído em sillar, em estilo hacienda, contém muitas obras e mobília originais da construção. Mas, para mim, o melhor foi descobrir resquícios da Guerra do Pacífico dentro do armário de um dos quartos. Ali há pinturas deixadas pelo exército chileno em sua campanha contra o Peru. #Pirei Outro atrativo do lugar é que daria um belo casamento. É, eu perguntei e eles alugam para até 120 pessoas (US$ 1 mil para 60 pessoas). Um belo destino pro World Wedding, né não? A última parada foi na região de Sambadía, nos Molinos coloniales. Ali pode-se andar a cavalo. Fiquei bem empolgada com isso porque o senhor meu marido só tinha andado quando criança. Eu como boa roceira e neta de vaqueiro fui dar umas noções para ele. Mas é coisa rápida o passeio e não consegui entender a lógica de sua inclusão no roteiro. Eu teria adorado o passeio, porque gosto quando o marido tem a chance de fazer coisas novas, mas fiquei receosa quanto ao tratamento recebido pelos animas, pois alguns estavam pele e osso, coitadinhos. Então, até achei interessante a inclusão desse passeio no city tour, mas espero que os animais sejam tratados decentemente. Durante o tour ainda vimos, sem descer do ônibus, outras atrações como o Palácio Goyeneche e vários vales, e ficamos sabendo que a cidade é a maior produtora de cebola roxa do país (amo!). A parada final do ônibus é no centro, onde ficamos. Onde ficamos perdidos, quero dizer, já que contrariando uma dica que damos por aqui e para todos com quem viajamos, saímos do hostel sem pegar um cartão ou panfleto de lá. Como havíamos chegado naquela confusão da noite, não nos lembrávamos do endereço do lugar e ninguém conhecia o hostel pelo nome (era novo, lembram?). Pois ali estávamos, perdidos no meio de Arequipa. Mas a guia do ônibus era muito gentil e foi ligando para todos os hostels que tinham enviado clientes até que achou o nosso. Se o ar de arquipa fazia bem pros asmáticos eu não sei, mas que fazia mal para nossas cabecinhas, ah, isso fazia. Informações: fizemos o city tour com a empresa "Tours Class Arequipa". Nosso roteiro foi o "Campiña tours", custou 35 soles (em janeiro de 2012) e durou cerca de 3 horas. A empresa oferece outros roteiros. Read more: http://www.viajesim.com/2012/10/mochilao-peru-city-tour-arequipa.html#ixzz2A3Zzk97D
  14. concordo totalmente com vc, Aletucs. É um lugar unico, e embora tenha sim sofrido mt influencia do turismo, ainda acho que vale muitissimo a pena ser cohecido. infelizmente nao sei dizer de que forma poderia ser visitado por um monte de gente do mudo td e nao sofrer influencia. a questão das mudanças trazidas pelo turismo a comunidades tradicionais é mt complicada. Abs,
  15. Depois de um longo inverno, escrevi mais um pouco, começando a falar de Arequipa: Quando estava fazendo o roteiro do mochilão sempre lia ótimas opiniões sobre Arequipa. As pessoas voltavam apaixonadas pela cidade branca. Então, fiz questão de incluí-la no roteiro. Nós também voltamos de lá encantados, passamos um dia super agradável e ficamos pensando que a cidade seria perfeita para uma lua de mel. Mas, antes de contar a história do passeio em Arequipa, temos outra história para contar. É a história da noite em fizemos tudo aquilo que a gente sempre diz que um turista não deve fazer para sua segurança. A história de como, apesar disso, chegamos sãos e salvos a um quarto de hotel em Arequipa. Apesar de eu estar convencida de que adoraríamos Arequipa, o Rômulo só queria dar uma passada pela cidade. Então, segundo nosso roteiro, chegaríamos pela madrugada, quase manhã, passaríamos o dia por lá e à noite seguiríamos para Nazca. Tudo redodinho. No papel. Na vida real, a saída de Puno foi bem complicada, pois a empresa que eu tinha como referência (era um ônibus leito que os relatos diziam ser perfeitos para descansar à noite) já não tinha mais passagens para aquele dia. Rodamos a pequena rodoviária da cidade até encontrar outra empresa que fosse para Arequipa ainda naquela noite. Achamos a Juani. Compramos as passagens para as 20h (custaram 35 soles cada), o que era bem mais cedo do que nosso roteiro previa e o que nos impediu de sair da rodoviária e procurar um hostel para tomar banho antes de embarcar, por exemplo. Mas enfim, comemos uma pizza e um hamburguer bem ruins na rodoviária e embarcamos. Rômulo gostou do ônibus, eu achei um pouco desconfortável, mas foi uma viagem tranquila. Lá pelas 2h chegamos à Nazca. É, 2h. No nosso planejamento chegaríamos às 6h e iríamos a pé procurar um hostel pelo entorno da rodoviária. Mas àquela hora não achei que devíamos sair da rodoviária. Arequipa é uma cidade de 1 milhão de habitantes, eu tinha lido relatos sobre golpes em táxis, assaltos na rua. Então, o que fazer? Começamos a conversar e o Rômulo, que não estava nem um pouco empolgado pela cidade, disse que por ele iríamos direto a Nazca. Fomos, então, checar o horário do próximo ônibus pra lá. Mas, não adiantava, chegaríamos depois do horário de saída do passeio na cidade (o sobrevôo das linhas de Nazca). E aí ficamos naquele impasse. Ficamos? Onde? Vamos dormir aqui na rodoviária até amanhecer? Arriscar um táxi? Ir direto para Lima? Enquanto conversávamos uma senhora se aproximou e nos disse que no segundo andar funcionava um escritório de turismo da cidade, onde poderíamos pegar informações. Então, lá fomos nós. E a senhora que tinha vindo falar conosco, também. Ela trabalhava lá. Já achamos esquisito. Nos entreolhamos, acendendo o modo turista em alerta. Mas lá fomos nós. Ela nos mostrou um mapa da cidade, disse que poderia nos arrumar um hostel com bom preço. Ela falava e íamos concordando e trocando olhares incrédulos. A moça então ligou e reservou o hostel por um preço ótimo (60 soles!). Pensei, "ok, em algum momento teremos que pagar uma comissão, mas está ótimo, íamos ficar abandonados aqui na rodoviária mesmo". Mas não, ela não pediu nada. Quando ela disse que estava reservado eu perguntei sobre o táxi, que tinha lido que era perigoso, pois tinha táxi pirata e ela confirmou tudinho que eu tinha lido. Então, se levantou e disse: eu levo vocês. Meu olhar e do Rômulo se cruzaram e tive certeza que ele pensava o mesmo que eu: pronto, ela vai nos sequestrar, vamos acordar sem um fígado, vou virar escrava. Mil possibilidades de golpes passaram pela nossa cabeça. Porque afinal, infelizmente, não é comum uma pessoa sair da sua mesa de trabalho, fazer mais que sua obrigação, ir resgatar dois turistas que nem tinham pedido ajuda a ela e os ajudar com tudo, informações, reserva e até serviço de delivery. Era bom demais para acreditar. E a imagem da minha mãe infartando ao saber disso tudo não saía da minha cabeça. Mas acreditamos e fomos com ela. Pegamos um táxi e levamos uma aula sobre táxis piratas. Fiz questão de levar minha mochila comigo no colo, pois pensava que em algum momento iam nos jogar para fora do carro. Tinha lido sobre um caso assim em Caracas. Rômulo não entendeu meu olhar quando sinalizei isso e colocou a mochila dele no porta-malas. Memorizei a placa do carro também. O táxi se afastou da rodoviária e enquanto andávamos, eu ia vendo como a cidade era grande. Tentava imaginar para onde nos levavam. Então, à medida que percebi que a cidade ficava mais branca soube que estávamos, de fato, indo em direção ao centro histórico. Ali, numa ruazinha branca, o táxi parou. Descemos. O hostel ficava em um prédio branco. Fizemos o check in, acompanhados da nossa anfitriã. Vi na parede o preço original - o dobro do que estávamos pagando - e a moça se despediu. Assim, sem pedir nada, dando conselhos sobre o que fazer no dia seguinte, ela foi embora. Subimos uma escada, entramos no quarto, pequeno, mas muito limpo e muito novinho. Usamos o wi-fi, ligamos a TV - ficamos sabendo naquele dia sobre o naufrágio do Costa Concordia, que tinha ocorrido há vários dias. Tomamos um banho quente e ainda pensávamos: em que momento vai chegar a conta dessa sorte toda? Dormimos super bem e pela manhã tomamos o café, simples, e a recepcionista nos arrumou lavanderia e um city tour. Passamos um dia muito agradável, nos apaixonamos por Arequipa. À noite, ao voltarmos ao hotel nos arrumaram um táxi para irmos à rodoviária. Ainda a caminho de lá pensávamos: é, vai ser agora que vai acontecer algo ruim. Nada podia ser tão perfeito. Mas foi. Embarcamos (em um ônibus ótimo!) e assim saímos de um dia em que cuidaram de tudo para nós. Um dia em que um anjo parece ter se importado com dois mochileiros com roteiro furado. É, acontece. 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  16. Retomando os relatos: Uros, o povo que os incas não dominaram Demorei a retomar os relatos do mochilão, né? Mas aqui estamos para começar a falar do Peru. Atravessamos a fronteira da Bolívia com o Peru vindos de Copacabana e nossa primeira parada seria na cidade de Puno. É dali que sai o passeio até as Ilhas Uros, ou ilhas flutuantes, uma grande atração do Peru. As tais ilhas ficam no Lago Titicaca e são habitadas pelo povo Uros, um povo primitivo que chegou ali fugindo da expansão inca vinda do norte. O mais interessante é que as ilhas não existiam: elas foram feitas pelos Uros. Sim, as ilhas são artificiais, feitas utilizando o capim totora, típico do local. Hoje em dia existem aproximadamente 66 ilhas e 2,3 mil pessoas vivendo nas ilhas. Como estudo guerras fiquei enlouquecida com esse povo que para não se submeter ao domínio inca simplesmente criou um novo território, dentro do Lago, para continuar independente. Não é impressionante? Mas, claro, viver em uma ilha feita de capim tem seus problemas. Os Uros precisam ter muito cuidado para que a ilha continue a fluturar, por isso o trabalho de trançar o capim é contínuo. Além disso, a alimentação também teve que ser adaptada e o capim totora se tornou a principal fonte. E viver num solo úmido e macio (a ilha é firme, mas bem macia, como andar num colchão) gera muitos problemas de saúde, sendo bronquite e artrite os mais comuns. Enquanto moravam ali, isolados, os uros não tinham dinheiro. Mas hoje em dia já utilizam, especialmente o deixado pelos turistas que são muitos e chegam ali de barca para conhecê-los e podem comprar algum artesanato feito com o campim. Nós fizemos esse passeio, que já compramos lá em Copacabana mesmo. Descemos na rodoviária e fomos levados a um táxi, que nos deixou no cais. Pegamos a barca e depois de uns 30 minutos chegamos a uma primeira ilha, onde assistimos a uma apresentação sobre os Uros, com um guia e um menino local. Provamos o capim totora (tem gosto de palmito beeeeem aguado) e depois fomos conhecer o interior da casa de uma família. As casas são muito simples, um único cômodo para vários moradores. Na casa que visitamos morava Melina, seu marido e seus 5 filhos. Ela cria trutas, flamingos e faz artesanato. Compramos com ela um barquinho feito de capim totora. As crianças frequentam a escola. Há escolas para os Uros desde 1963 e a primeira foi uma escola adventista. Depois pegamos um barco de capim totora para outra ilha. Lá havia uma lanchonete, mas nem comemos nada e depois, de barca, voltamos ao cais. Esse é um daqueles destinos que nos fazem refletir sobre os efeitos do turismo. A mudança de cultura e hábitos dos Uros por conta das visitas é clara. Os moradores ficam esperando os turistas e são muito receptivos, por exemplo, para mostrar suas casas porque esperam alguma gorjeta em troca. Enquanto estávamos no barco de totora, por exemplo, umas criancinhas conataram uma versão em espanhol da canção My Bonnie. Era uma gracinha, claro, mas era obviamente um número ensaiado para os turistas. Então o passeio se tornou uma coisa bem turística, sim. Como a procura é alta (chegam barcos a toda hora, todos os dias), muitos uros se adaptaram a viver dessa atividade e isso é uma mudança importantíssima para um povo que sequer utilizava dinheiro. Ao mesmo tempo, esse dinheiro permite que os uros tenha acesso a bens modernos e que podem facilitar sua vida. Atualmente, por exemplo, usa-se energia solar na ilha, em vez de fogo, o que diminuiu drasticamente os acidentes gerados por fagulhas em ilhas feitas de capim. Ou seja, é uma questão complicada julgar os efeitos do turismo, se está deturpando a cultura ou se está ajudando-os a viver melhor. De todo modo, os Uros são entre os povos cotemporâneos o mais interessante que já conheci e sua história de resistência merece ser conhecida. Read more: http://www.viajesim.com/2012/08/uros-o-povo-que-os-incas-nao.html#ixzz24xksy3ej
  17. jackelinemota

    La Paz

    Throsseto, compre lá com certeza! É muito mais barato. As lojas não têm site, mas na Calle Illampu tem várias, com muita coisa boa e bom preço. Eu peguei emprestada e me arrependi, pq poderia ter comprado lá. Fiz compras por lá e foi ótimo negócio. POstei sobre as compras aqui, no relato que estou postando sobre nosso mochilão: relato-do-primeiro-mochilao-chile-bolivia-e-peru-t65964.html Abs,
  18. Vários amigos nossos tinham ido a Copacabana e, invariavelmente, os comentários eram sobre a beleza da cidade, a vontade de voltar e como tinha chovido. Influenciados por esses relatos estávamos esperando uma cidade cinzenta. E molhada. Mas chegamos a ela bem ao meio-dia, com o sol brilhando no céu e nos permitindo retirar os casacos que haviam nos aquecido na fria odisséia até ali. Estávamos tão certos de que pegaríamos chuva que tínhamos separado uma referência de hostel (o La Cupula) para nos abrigar na cidade enquanto lamentaríamos não ir à Isla del Sol. Mas já no caminho, embasbacados com a vista que tínhamos do ônibus, percebemos que poderíamos seguir nosso roteiro original. Desembarcamos, recuperamos as mochilas e fomos tratar de seguir viagem. Sim, ainda havia mais uma etapa a enfentar antes de podermos descansar no hotel Palla Khasa, sobre o qual a Jackie ia fazendo muito propaganda. Mas para arrumar o transporte para a Isla del Sol não precisamos nem dar um passo. Ali mesmo na calçada uma senhora já vendia a passagem de barco para a ilha. Saída às 13h30m (opa, como tínhamos lido nas pesquisas). Quinze bolivianos cada. Acertado. Tratamos então de buscar almoço. Enveredamos por uma ruazinha em descida e logo simpatizamos com o Hostal Colonial. Entramos, sentamos e pedimos. Comida fresquinha, servida na área aberta, mas protegida do sol por ombrelones. Relaxamos, enfim, e curtimos o ar e os sabores de Copa. Depois do almoço e da pequena fila para usar o banheiro - a cidade já se enchia naquela hora com quem voltava da Ilha e com quem esperava o embarque - demos uma volta e reservamos a passagem de Copa para Puno no dia seguinte. Depois, descemos em direção ao píer para ir à Isla del Sol. Mas sobre a ilha contaremos depois. Voltando a Copa, ficamos mais algumas horas na cidade na volta, mais uma vez sob sol. Desembarcamos no mesmo píer e pegamos a mesma rua em direção ao centro, dessa vez, subindo. Deixamos as mochilas na empresa onde havíamos reservado a ida pra Puno e fomos dar uma volta. Rumamos para a Praça e visitamos a Catedral da cidade, local importante para celebrações religiosas da região. Ali no altar, todo de ouro, está a Vírgen de Candelaria, a patrona da Bolívia. A imagem foi esculpida por um artista local, Francisco Tito Yupanqui, descedente de incas e os bolivianos creditam a ela proteção contra enchentes do Lago Titicada. A maior das festas da cidade é justamente para honrar a Vírgen e acontece no início de fevereiro. Não temos fotos do interior da igreja, pois havia uma placa indicando ser proibido fotografar ali e, embora houvesse gente fazendo isso, não curtimos desrespeitar as tradições e regimentos locais. A igreja começou a ser construída em 1601 e passou por diversas reformas e ampliações. A construção é toda branca, com aplicações de azulejos, grandes portas entalhadas em madeira, e espécies de "torres" espalhadas pelo extenso pátio. Depois da igreja, andamos um pouco pela praça logo em frente e pegamos uma rua em descida em direção novamente ao Lago. Vimos mais feiras e, finalmente, um mercadinho. Estávamos impressionados por não havermos visto ainda supermercados nem mesmo mercearias na Bolívia, somente camelôs e vendinhas nas calçadas. Pouco tempo depois embarcamos finalmente rumo a outro país, o Peru. Contaríamos depois a nossos amigos sobre as belezas da cidade, sobre nossa vontade de voltar e de como, sim, faz sol em Copacabana, na Bolívia. Abs,
  19. Seguindo... A gente queria muito ir à Isla del Sol. Muito. Ver o Lago Titicaca, dormir na Isla eram momentos mais que esperados por nós, que ainda nos lembrávamos das aulas do colégio sobre essa região. Então, a Isla era um dos locais que não abriríamos mão de ir, não sairia do roteiro por nenhum motivo. Por mais que os perrengues aparecessem. E como apareceram. Quando finalmente chegamos em Uyuni (leia sobre o fim do passeio aqui) corremos para tomar um banho, pois íamos encarar muitas horas de estrada. Nos nossos cálculos seriam mais ou menos umas 15 horas, já que íamos para Copacabana, com destino final Isla del Sol. Bem ao lado da agência Blue Line tinha um local que alugava banheiros (só o chuveiro, 10 bolivianos cada), então pagamos e tomamos nosso bainho quente. Saímos tranquilos em direção à Todoturismo (transporte turístico, como na nossa ida, leia aqui) para comprar nossa passagem de volta. Nosso planejamento era ir de ônibus turístico até La paz, lá pegar um ônibus local até Copacaba, mais 4 hs, e depois um barco às 13h30 para a Isla. Mas, sim, não tínhamos as passagens de volta de Uyuni a La Paz. Não me perguntem por qual motivo não tínhamos reservado. Um mole bobo, idiota que demos. E claro que não íamos ficar impunes a esse deslize de planejamento. Não tinha mais passagens para La Paz na Todoturismo. E nem nas mais de 10 agências de ônibus turísticos e locais que ficam ali pertinho e às quais corremos. Já estávamos pensando que ficaríamos mais um dia inteiro em Uyuni quando uma agência disse que tinha um ônibus para Oruro e que de lá poderíamos ir pa La Paz. Depois de discutirmos um pouco e já tendo verificado todas as agências, topamos. Compramos as passagens por 43 bolivianos cada, fomos comer algo e usar o banheiro, já que não tinha no ônibus. Quando fomos embarcar, puseram nossa mochila no bagageiro, mas não nos deram nenhum cmnprovante de despacho de bagagem. Pensávamos: é a última vez que vemos essas mochilas e o pior é que são mochilas emprestadas! Mas, alguém protege os duros com equipamento alheio pelo mundo. Subimos e o ônibus já estava lotado. Em muitas poltronas tinha crianças nos colos dos pais e alguns cachorrinhos também - educadíssimos, diga-se de passagem porque ninguém ouviu latidos. Nossos lugares eram separados, mas um senhor se ofeceu pra trocar. Depois rolou um barraco entre pessoas com passagens para a mesma poltrona. Nos valemos da nossa condição de turistas e fingimos não entender nada. E finalmente o ônibus saiu de Uyuni. E em poucos minutos a Jackie, que já sofria com a altitude começou a sentir falta de ar. Claro, o ônibus estava lotado e era todo fechado, como se tivesse ar-condicionado, mas claro que não tinha. Estava sufocante. E tremia. Muito. Lá fora era tudo muito escuro, não se via nada. E asim fomos por umas 5 horas até a parada. Uns 40 minutos parados no meio do nada, um casebre onde vendiam churrasquinho (mas deu pra usar o banheiro). Mais umas 3 horas e chegamos a Oruro. Às 3h da manhã. Mas foi só seguir o fluxo em direção à rodoviária local. Lá foi só seguir os gritos de "La Paz, La Paz", pagar 20 bolivianos e embarcar para La paz. E com janelas abertas! Mas dessa vez quem atrapalhou foi o frio. Muito. Fomos encolhidos e grudados pra nos aquecer. E 5hs depois chegamos na rodoviária de La Paz. Compramos a passagem para Copacabana, depois de penar um pouco com o mal atendimento (37 bolivianos cada). E tentamos usar o banheiro, pago, mas super lotado da rodoviária. Em vão. Demoramos mais de 30 minutos e nada. Tomamos café e partimos no micro-ônibus. Pouco mais de 1h depois fizemos uma parada providencial, com banheiro limpo e lojinha onde reabastecemos o estoque de Pringles, Coca-cola e Snickers. Mais 3hs e chegamos ao Lago Titicaca. Ali, o microonibus pega uma balsa e a gente outra, paga, pra atravessar (é preciso pagar, não anotamos o preço, mas é algo barato, como uns 2 bolivianos por pessoa). Pensávamos outra vez: adeus, mochilas. Essa travessia é bem rapidinha - também, qualquer coisa seria rapidinha depois daquela viagem, né? A gente sai de San Pablo de Tiquina para San Pedro de Tiquina. O nome do canal é estreito de Tiquina e a Marinha Boliviana fica ali, já que o país ainda reivindica a devolução de sua saída pro mar (perdida na Guerra do Pacífico, quando o Peru também perdeu território para o Chile, incluindo Iquique, onde havíamos passado, leia aqui). Ainda deu tempo de dar uma voltinha na feirinha por ali antes de entrar de volta no ônibus. Ai começamos a subir, subir, subir e... finalmente chegamos a Copacabana! Como no planejamento, chegamos lá por volta de 12h. Claro que não esperávamos que fosse ser tão complicado, mas estávamos felizes. Só nao estávamos ainda no nosso destino. Pra Isla del sol ainda teríamos que atravessar de barco. E não sabíamos que mais uma etapa da odisséia nos esperava após isso. Mas aí fica pros próximos posts. Abs,
  20. ùltimo dia do passeio pelo Salar: O último dia do passeio é o mais cansativo dos 3. A gente acorda super cedo - 4h20m - e corre para ver os gêiseres. É legal, mas às 5h é muito, muito frio. Frio do nível paralisante que impede de tirar uma foto digna. Preferi bem mais a segunda parada, as águas termais enquanto víamos o sol nascer. "Aí sim eu vi vantagem". Sem contar que adorei o termo em inglês "hot springs". Achei quase tão melódico quanto handkerchief . Mas deixando minhas preferências sobre a língua inglesa de lado e voltando ao passeio, tivemos uns 40 minutos para ficar lá no quentinho, mas acho que ficamos mais. Estava uma delícia! Posando pra foto. Depois entramos de roupa de banho É nessa parada mesmo que tomamos o café da manhã, finalmente. Depois andamos bastante tempo no carro e passamos pelo que chamam de Deserto Salvador Dalí, pela Lagoa Branca e pela Verde. Nessa última há uma montanha cujo cume está a 6 mil metros de altitude. É muito procurada pelos esportistas para escalada porque você chega a um ponto altíssimo, mas partindo de um "plano" já alto, a 4,8 mil metros. Seguimos até perto da fronteira com o Chile e esperamos a chegada do transfer de um dos casais, que seguiria para aquele país. Nesse ponto quem segue pro Chile precisa apresentar o bilhete do parque comprado no dia anterior. Essa é uma das opções de roteiro, seguir para San Pedro de Atacama. A outra é voltar para Uyuni. E olha, essa opção é chata, viu? Daí em diante é só uma longa volta. Fizemos uma parada para almoçar - arroz, atum e salada e gelatina de sobremesa - em uma pequena vila, onde dá pra usar o banheiro por 1 boliviano. Depois fizemos ainda uma parada para usar o banheiro e comprar bebidas em San Cristobal. No caminho vimos uma empresa que explora o Boro, o acampamento dos trabalhadores, uma plantação de quinua e outras coisas que tornam a viagem menos entendiante, mas é muito tempo sacolejando no carro. Chegamos em Uyuni por volta das 16h. E é isso. Esse terceiro dia é bem cansativo, por isso ficar de molho nas águas termais é providencial. Bom, aí acabou o passeio em si. E para nós começou uma peregrinação para chegar a Copacabana (a boliviana e não a princesinha do mar). Assunto para o próximo post! Abs,
  21. Tour pelo Salar de Uyuni: dia 2, o dia das lagunas O segundo dia do passeio pelo Salar de Uyuni (leia sobre o dia 1 aqui) poderia ser chamado de dia das lagunas, já que vemos várias e o objetivo é chegar à Laguna Colorada a tempo de ver sua mudança de cor, por volta de 15h30m. Por isso o dia começou cedo, às 7h, quando acordamos. Depois de embarcar as mochilas e tomar café, saímos do alojamento. A primeira parada foi no Vale de los Rocas, onde vimos a pedra com forma de Condor (o pássaro símbolo dos Andes). No caminho vimos a fumaça de um vulcão ativo, na direção do Chile. Depois começou a série "As Lagunas". Paramos na Laguna Hedionda, que tinha um cheirinho incoveniente (hehehe). Ainda passamos por outras duas, Cañapa e Chiarkota, que vimos só do carro e seguimos para a Laguna Honda a 4.125 metros de altitude. Ali demos a volta a pé na Laguna e fomos almoçar na nossa linda mesinha e cadeiras de pedra, arrumada pelo Juan. O almoço dessa vez foi frango com macarrão, legumes, laranjas e coca-cola. Depois do almoço o carro seguiu um bom tempo por uma paisagem que lembrava um cânion. Aí paramos no Mirante da Montanha de 7 cores e no deserto Silole. Nessa parte vimos um animalzinho que se chama Biscatcha, uma espécie de coelho. E tocamos para ver a árvore de pedra, uma formação de rocha vulcânica. Dica: ali tem banheiro. Nessa parte é preciso pagar uma taxa de 15 bolivianos para entrar no parque Eduardo Avaroa. O alojamento em que iríamos pernoitar é logo pertinho da entrada, bem em frente à Laguna. Compramos as entradas e rumamos logo para o mirador. A subida é demorada e o vento forte, cortante. Mas lá de cima a vista é linda, com a laguna se avermelhando e cheia de flamingos. Eu fiquei apaixonada por esse cenário. Se não o frio intenso por conta do vento teria ficado mais tempo por lá. Mas, ficamos o quanto aguentamos assistindo aquele espetáculo e aí descemos. Mais frio ainda na descida! Quando descemos do mirante e chegamos ao alojamento nosso guia já tinha descarregado as mochilas. Este segundo alojamento é inferior ao primeiro, porque é mais rústico, o chão sem acabamento e o banheiro menor (e eu achei sujo). Tomamos café e tomamos banho quente, pago (15 bolivianos). Lá pelas 19h30m serviram o jantar, que foi sopa de legumes com pão e macarronada. Mas para agradar, teve vinho =) Durante a noite senti frio, mesmo com vários cobertores. Fomos acordados às 4h20 pelo Juan e saímos em uns 10 minutos. Foi tudo tão rápido ( e escuro) que acabamos esquecendo nossos sacos de dormir no alojamento. Mas depois deu tudo certo e nosso guia combinou de ir lá pegar (ainda bem!). Saímos sem tomar café porque tínhamos que correr para as atrações do dia 3. Assunto para o próximo post.
  22. Oi Luana fico muito feliz em saber que meus posts ajudaram =) Olha, é tranquilo sim. Em td lugar a que fomos tinha vagas. Mas, assim, eu sou mt prevenida e se vcs forem como nós, é mt corrido então td tempo economizado com "burocracias" é bem vindo. Então eu te aconselharia a fazer as reservas daqui mesmo, porque a maioria não se paga antes, é por email mesmo. E drante a viagem vc vai checando se realmente vai estar naquele lugar,m naquela data. A gente fez isso. De certinho mesmo, reservado e pago só tinhamos La Paz, Cusco e Aguas calientes. Mas em tds os locais tinhamos reservas. A maioria ficamos no que reservamos mesmo. Alguns não rolaram, entao eu enviava um email antes cancelando. Mas se certifique que areserva nao será cobrada caso cancelada. Se não quiser fazer reserva, leve pelo menos o nome de 3 lugares em cada cidade. Abs,
  23. Oba, finalmente chegamos aos posts sobre a Travessia do Salar de Uyuni. Depois de contratarmos a agência para o passeio (contamos aqui) saímos às 10h30m em um carro dirigido pelo Juan, tendo mais dois casais como companheiros para o esperado Tour de 3 dias pelo Salar de Uyuni. Vale lembrar que o passeio tem esse nome, Tour ou Travessia do Salar de Uyuni, mas o Salar é uma pequena parte do passeio, onde vamos apenas no primeiro dia. Durante os três dias passamos por diversos povoados como San Cristóbal, Agencha e paisagens como lagoas, desertos etc. E a primeira parada é justamente o Salar. Nos dirigíamos para lá quando um policial nos parou e pediu carona até o povoado de Colchani. Não entendemos direito o que havia acontecido, mas parecia que ele ia verificar a morte de alguém (mas não era turista, nos disse o guia). Em Colchani o policial desceu e o guia nos disse que podíamos descer também para uma feirinha de artesanato, mas recusamos e seguimos para o Salar. Não demorou muito para entrarmos no terreno de sal com uma camada de água e para vermos os montes de sal amontoados pelo caminho. Nosso guia nos explicou que somente os moradores de Colchani podem trabalhar na exploração do sal. Os montes são feitos ali para secar o sal, que é levado de Colchani a Oruro e de lá para ser industrializado. Poucos minutos depois paramos no Museo de Sal. O deserto não estava tão branco, segundo o giua, porque havia ventado muito nos dias anteriores e com isso tinha vindo terra. Fomos tirar fotos e, claro, rolaram aqueles clássicos cliques "divertidos". Ao lado do museu de sal há um espaço com várias bandeiras. A brasileira, bem pequena, está lá =) Algum tempo depois o guia nos chamou para almoçar. Nosso "restaurante" estava montado na traseira do carro. A comida era quinua (gostosa!), bife de porco (beeem grandão), tomate e pepino. De sobremesa, bananas. E coca-cola para beber. Ah, a quinua é plantada ali na região mesmo e colhida uma vez por ano, em junho. Mais adiante passaríamos por um campo de quinua. Fomos então tirar fotos em grupo e aí começamos a interagir com nosso companheiros de viagem. Um casal era neozelandês e o outro suíço. Depois desse momento não faltou assunto entre nós. A seguir, entramos no carro e fomos para outra parte do Salar, onde havia mais montes de sal e a camada de água estava maior. Tiramos nossos sapatos e nos divertimos. Depois, carro. Passamos por Uyuni novamente, já que por conta da água tivemos que seguir pelas margens do Salar, e seguimos em frente rumo ao Cementerio de Trenes. Ficamos um bom tempo lá brincando entre os trens abandonados. Tiramos fotos e gravamos as "cenas" do nosso videozinho a la Indiana Jones, lembram dele? Saindo do Cementerio já era meio da tarde e nos dirigimos para nosso alojamento. Deixamos as mochilas no quarto, tomamos um café com biscoitos e fomos dar uma volta enquanto o sol se punha. Havia um campo com criação de lhamas pertinho e ficamos lá olhando as bichinhas e tentando abraçar uma baby lhama. Voltamos para o alojamento e eu corri para tomar um banho. Havia água disponível, incluída no pacote, mas para tomar banho quente era preciso pagar 10 bolivianos. Paguei sem pestanejar e tomei um delicioso banho. Quando saí do banheiro a menina suíça me procurava para ouvir a "música brasileira". Traduzindo, Michel Teló e seu onipresente "Ai, se eu te pego". Fomos então jantar. Sopa de legumes com pão, coxa com sobrecoxas de frango assadas acompanhadas de batatas, tomate e banana. Tudo estava gostoso, quentinho e suficiente para todos comerem bem. Depois do jantar servem café e chá. E há outras bebidas que podem ser compradas ali como cerveja e vinho. Também são vendidos itens como papel higiênico, água em galão e biscoitos. Depois disso conversamos um pouco enquanto ouvíamos música brasileira no rádio, coloquei minha câmera para carregar (yay!) e depois fomos pro quarto porque estávamos exaustos. A luz do local é desligada às 22h, mas nem vimos quando desligaram. No dia seguinte acordamos às 7h, nos arrumamos, embarcamos as mochilas e tomamos café antes de partir.
  24. Que bom que está curtindo. Ai, preparativos são tão bons, né? a gente curte a viagem um tempão antes dela acontecer. abs,
  25. O pequenino Museo de La Coca Cheguei ao Museo de la Coca meio cética, confesso. Estava apostando que ia ser chato, ou superficial ou que não me acrescentaria nada de novo sobre o tema. Mas, ainda bem, eu estava enganada. O pequenino museu tem uma proposta muito clara - oferecer informação simples e direta sobre a história da Coca, a folha originária dos Andes e que deu origem à substância cocína - e é muito bem sucedido em seu propósito. Localizado na Rua Linares, o museu fica nos fundos de uma galeria. A entrada custa 10 bolivianos por pessoa e dá direito a visitar a exposição no primeiro andar, com guia impresso em português, e ao café no segundo piso. A exposição é quase completamente composta de textos e fotos, cartazes, sem outros recursos. Apesar disso, me prendeu bem, não achei entendiante. O conteúdo é bem completo. Inclui informações históricas, sobre a origem da folha, o hábito nativo de mascá-la e como os espanhóis a utilizaram para a exploração dos indígenas. Descreve o uso da coca em bebidas e tônicos e o desenvolvimento da cocaína, em consultórios médicos (Freud utilizou bastante a substância)e o uso de derivados desta família (como a lidocaína etc) pela indústria farmacêutica. E explica também a evolução da legislação que tornou essa substância feita com a coca ilegal. Também há informação sobre o uso abusivo da cocaína, mostrando os efeitos sobre a saúde, o tráfico da droga e a guerra às drogas. E traz também informações sobre a composição nutricional da folha, seus efeitos quando utilizada da forma tradicional e diversos outros aspectos. Entre as fotos há interessantes anúncios de produtos dos anos 40 e 50 utilizando crianças e vendendo os benefícios da cocaína para a saúde. Uma informação que eu não conhecia é que a Coca-cola, a Coke americana, não foi a primeira bebida comercial a utilizar a coca na composição. Quando lançado, o refrigerante entrou no mercado para competir com o vinho Mariani, francês, e de bastante sucesso na época. Tão popular que o Papa Leão XIII apareceu em um anúncio endossando a bebida. No segundo andar do museu funciona uma cafeteria onde é possível consumir e comprar para levar para casa produtos à base de coca como cafés, bolos, doces e licor. Vale lembrar que é proibido entrar no Brasil com folhas de Coca, mas pode-se trazer produtos industrializados à base de Coca. O pequeno Museo de la Coca vale uma visita e vale ser divulgado, pois é uma pequena mostra de informação clara e útil.
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