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cid74

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  1. Aí DSS, tudo blz? 1ª Pergunta - nós terminamos o passeio a Isla Magdalena perto do meio-dia, e neste dia pegamos um carro alugado para ir até Puerto Natales, não fomos de onibus. Chegamos no começo da noite em Puerto Natales e ainda encontramos lugar aberto para alugar os equipos. 2ª Pergunta - sim pagamos PAR 1.000,00, equivalente na época à R$ 400,00 por 2 passeios (Navegação e Trekking no Glaciar Viedma), porem um trekking bastante curto, gostaria de ter explorado mais. A empresa não lembro o nome, mas acho que junta tudo em uma única. Obs.: Fizemos no Glaciar Viedma, para o Perito Moreno seria uns 30% mais caro. Um forte abraço e boa trip. Cid
  2. Valew Otávio, minha lista de sonhos de consumo está se preenchendo , mas ainda tem muitos a realizar e ainda depois que refaze-la outras vezes. Da tua "lista" e a do Getulio ainda faltam muitas trips, as do Divanei e do Jorge Soto e outros são muito hard core pra mim . Um forte abraço e boas trilhas. Cid
  3. Parabéns Divanei pela pernada, muito inspiradora. Um forte abraço e boas trilhas. Cid
  4. E aí galera mochileira, tudo bem? Então vou postar um breve relato da minha última escalaminhada. Desta vez fui comemorar o meu aniversário de 39 anos comemorados no dia 04/07/2013 na montanha mais alta do Sul do Brasil, o PP. Dia 06/07/2013 - Escalaminhada ao Pico do Paraná (1.877 m.s.n.m) - divisa dos municípios de Antonina e Campina Grande do Sul / Paraná Curiosidades: O Pico Paraná é a montanha mais alta da Região Sul do Brasil. É uma formação rochosa de granito e gnaisse, entre o município de Antonina e Campina Grande do Sul, no conjunto de serra chamado Ibitiraquire. Ele foi descoberto pelo pesquisador alemão Reinhard Maack através de suas incursões na Serra do Mar no estado brasileiro Paraná, vindo daí seu nome de batismo. Um breve relato Na sexta feira dia 05/07/2013, um dia depois do meu aniversário, saímos eu e minha namorada/esposa Araci com destino a Fazenda Pico Paraná, ou fazenda do Dilson. A Araci saíu de Jaraguá as 11:00 e passou onde eu trabalho (Joinville) ao meio dia para almoçarmos e pegar a estrada. Nossa chegada na Fazenda foi perto das 16:00h. Naquele dia (sexta) ainda não tinha muita gente na fazenda, então pudemos escolher um bom lugar para montar a barraca, visto que eu iria atacar o PP no estilo alpino, ou seja fazendo um bate e volta no mesmo dia e nossa base seria na fazenda como da outra vez. Pagamos a taxa (R$ 10,00 por pessoa, taxa irrisória), montamos acampamento, pegamos algumas besteiras para comer e tomamos um bom vinho e fomos dormir, pois minha ideia era acordar no outro dia (sábado) as 04:00 da manhã para pegar a trilha. No outro dia o despertador fez o trabalho dele, ou seja, as 04:00h me acordou e quem disse que eu levantei, fiquei arrumando mil desculpas para ficar na barraca, resumo levantei mesmo foi as 04:40 e depois de tomar um longo e preguiçoso café da manhã peguei a trilha eram 05:55. No início da caminhada senti os efeitos do meu sedentarismo e do pão com linguiça que comi no café da manhã hehe. Como estava bastante frio quando acordei, acabei me prevenindo demais no quesito vestimenta e depois que esquentei quase não teve espaço na minha mochila "de ataque" para colocar o fleece, o corta vento/abrigo e as pernas da calça/short que foram "sobrando" pela trilha. Outra coisa que exagerei foi na quantidade de água, trouxe comigo uma garrafa de 1,5l e naquele dia foi totalmente desnecessário, pois tinha muita opção de agua pelo caminho. Bom depois do "sufoco" inicial, quando cheguei na bifurcação do Itapiroca/PP já estava com a roupa apropriada para a temperatura que fazia. Para chegar até a bifurcação do Itapiroca/PP levei cerca de 2,5h, ou seja, cheguei ali eram 08:30h. A trilha estava com muita lama por conta dos vários dias de chuva que fizeram anteriormente, porem no dia que eu fiz a subida estava limpo com um céu de brigadeiro. Desta vez dei muita sorte. Passei direto pelas varias bicas de água, visto que tinha o suficiente e as 10:15 cheguei no Acampamento A1. Caramba que visão se tem do PP do Acampamento A1, já falei para a Araci, quando voltarmos para aquelas bandas, vamos fazer de tudo para acamparmos no A1, imagina acordar de manhã e ao abrir a barraca dar de cara com aquele paredão, não tem preço pra isso. Ainda no Acampamento A1, encontrei o Regis, montanhista experiente que já escalou entre outras montanhas Aconcagua, Sajama, Parinacota, Pequeño Alpamayo, etc. desmontando acampamento e se preparando para ir encarar os grampos com a cargueira nas costas. Ficamos trocando "figurinhas", pedi muitas dicas a ele, nos despedimos, visto que eu estava leve e fui encarar os grampos. Na ida, encontrei somente 04 montanhistas já voltando do Cume e nenhum outro passou por mim, então achei que meu ritmo não estava tão ruim. Quanto aos grampos do PP, eu achei bastante tranquilo. Cheguei ao Cume do PP as 11:55 h, na média o pessoal leva 05:00h para chegar ao Cume e eu levei exatas 06:00h. No cume já tinham 03 montanhistas que tinham saído antes que eu, assim que cheguei já chegaram atrás o Vinicius e o Roni com os quais fiz amizade e combinamos de fazermos outras trilhas juntos. Fiquei no Cume fazendo um lanche, batendo fotos e de bobeira e somente até as 13:15 e comecei a descida aproveitando a "carona" do Vinicius e do Roni. No início consegui acompanhar os dois, mas depois que desci os grampos da desistência e encarei aqueles 03 ou 04 grampos que antecedem o A1 pedi "arrego" e falei para irem na frente, pois não estavam aguentando o ritmo deles. Nos despedimos e combinamos de em setembro encararmos o Olimpo juntos. Parei pelo caminho para bater mais algumas fotos e quando chego na bifurcação PP/Caratuva (as 17:00) me dei de cara com a Araci, fiquei muito contente que ela tenha vindo até ali para me receber. Com a chegada da Araci, a pressa de chegar na fazenda passou e ficamos ali no Getúlio esperando o por do sol. Chegamos na fazenda as 19:00h, eu estava bastante cansado, mas muito feliz de ter conseguido chegar até o Cume do PP, foi uma ótima forma de se comemorar um aniversário. Ficamos mais aquela noite no acampamento para irmos pra casa somente no domingo pela manhã. A noite pra janta fizemos um delicioso miojo e um omelete e logicamente tomamos outro bom vinho pra comemorar. Como pode um miojo feito em acampamento ser tão bom, em casa com certeza não é tão gostoso. Abaixo vou deixar algumas fotos desta empreitada.
  5. Grande Otávio, pois é aqui na região onde moro chove muuuuuuito. Nesse dia no qual nos subimos (sabado), tinha feito somente um dia antes de sol (sexta), mesmo assim resolvemos encarar, estava com bastante lama principalmente na parte baixa, no início. Depois que pegamos a parte mais inclinada já não tinha mais lama e estava somente um pouco úmida. Cara o visual lá em cima é bem bacana, tem um bom espaço para acampar, é bem protegido e cabem até umas 04 barracas pequenas. Não acampei, pois ainda não tenho uma barraca descente, mas me arrependo de não ter levado a minha Fit mesmo e ter acampado naquele dia, pois depois que os sem noção desceram ficou somente eu e minha esposa e ninguem mais. um forte abraço e boas trips pra vc. Cid
  6. Dia 22/06/2013 - Escalaminhada ao Morro da Igreja (847 m.s.n.m) na localidade de Rio Natal em São Bento do Sul / Santa Catarina Introdução: MORRO DA IGREJA: O Morro da Igreja, em São Bento do Sul, com acesso por Corupá, é formado por 3 pedras gigantescas que lembra a arquitetura de cúpulas, daí a origem do nome. A trilha é bastante tranquila e dura aproximadamente 1h 30min, inicia-se em uma chácara particular. O proprietário da chácara é bastante solicito, oferecendo a estrutura da sua casa para os aventureiros (estacionamento, banheiro) sem custo algum. O início da trilha é uma antiga estrada que foi feita para levar os materiais para a construção da cruz no cume do morro. Esta cruz que foi construida não exite mais, a natureza deu um jeito de nela, sobrou somente uma base de concreto e uns dois ferros retorcidos. Mais ou menos metade da trilha é esta antiga estrada (praticamente toda tomada pelo mato novamente) e a outra metade é uma trilha bem demarcada (erudida), somente em alguns poucos pontos está um pouco mais fechada pelas taquaras. Breve relato da Caminhada: Eu e minha companheira Araci, iniciamos a subida ao Morro da Igreja as 15:00h com o objetivo de apreciarmos a lua cheia no cume do morro, levamos até um vinho pra brindar. Devido as fortes chuvas, a trilha estava bastante lameada. Por conta disto e de outros fatores (principalmente fisico) fizemos a trilha em 3h, chegando ao cume as 18:00. Valeu a pena o esforço, a lua cheia estava divina. Tomamos nosso vinho sem pressa e as 20:00h iniciamos a descida e chegamos de volta ao estacionamento as 22:30h. Nota Negativa No mesmo dia em que subimos, na nossa frente, subiu uma molecada (uns 5) e um adulto. Estavam empolgadas para subir até na "pedra", levavam com eles 3 descartáveis de refrigerante nas mãos e uma sacola com guloseimas e todos estavam sem nenhuma mochilinha sequer. Na metade da trilha já ficou a sacola com os plásticos de wafer e bolacha, como eles subiram e retornaram logo, pois não tinham lanterna, passaram na volta por nós de mãos abanando. Resumindo das 3 garrafas Pet, duas ficaram na montanha, só não ficaram as 3 porque uma eu avistei fora da trilha e fui buscar e trouxe comigo novamente. Este tipo de atitude me revolta, se mais alguns sem noção resolverem ter a mesma atitude igual a destes, imagina como ficará a montanha? Queria poder ter comunicado o ocorrido ao proprietário, mas o mesmo não estava lá quando voltamos. Quero ver se retorno qualquer dia desses e faço a sugestão de que ele coloque uma placa no início da trilha alertando para trazer o lixo de volta, eu sei que para muitos é totalmente desnecessário, mas pude observar que nem todos tem esta conciência. Desculpe-me o desabafo. Segue algumas fotos do lugar:
  7. Aí Bullseye, tudo blz? Cara muito obrigado pelas dicas e informações, vou leválas em consideração na tomada de decisão. Um forte abraço. Cid
  8. Valew Renato por tirar esta minha dúvida (telada ou não) e por compartilhar a sua experiência juntamente com sua esposa. Vou analisar os prós e contras de uma 03 e de uma 04 estações. Um forte abraço. Cid
  9. Grande Getulio, sempre contribuindo. Então esta sua Marmot é uma 04 estações certo? Vejo que vc já "rodou" mais de uma vez nossas montanhas aqui pelas redondezas, pela sua experiência utilizando esta sua barraca, vc indicaria uma igual a sua, ou seja 04 estações (Marmot Grid ou Manaslu Discovery Mountain) ou eu deveria comprar uma 03 estações, visto que a minha utilização seria também as mesmas montanhas que vc está "calejado" de conquistar. Tem um porem, pretendo voltar para a patagônia e utiliza-la naquele clima "louco" de lá (chuva, vento, neve e sol tudo no mesmo dia). Eu sei que não existe a barraca perfeita e muitos optam em uma 03 estações e caprichar no saco de dormir, eu dificilmente vou sair para fazer uma trip com tempo para chuva, por isso pra mim seria importante uma que aguente mais o tranco do frio, porem é sabido que a barraca não aquece nada e sim o próprio calor nosso corpo que faz o trabalho. Outro porem é que no nosso clima (Brasil) o tempo muda do nada e um belo dia de sol pode-se transformar em chuva. Então me conta sobra a sua barraca como ela se comporta no frio, calor e em dia de chuva. Um forte abraço e boas trilhas. Cid PS. assim que eu tiver uma barraca decente, e se eu puder participar é claro, gostaria de fazer parte do projeto 05 cumes que vcs tem.
  10. Aí Otávio, tudo blz? Cara o único problema se ela for toda telada é que provavelmente estarei voltando para a patagônia e tenho medo de mesmo com saco de dormir tenha ventilação demais nela hehe, porem quando estiver utilizando no PP será uma blz né? Como vcs falam, não tem almoço grátis. Compando Manaslu x TNF: 3 estações - TNF Tadpole custa U$ 219,00 obamas(aprox. R$ 500,00) e a Discovery Light custa R$ 650,00 dilmas. TNF mais barata. 4 estações - TNF Assault custa U$ 439,00 obamas (aprox. R$ 1000,00) e a Discovery Mountain custa R$ 710,00 dilmas. Manaslu mais barata. O dúvida cruel.
  11. Aí Galera, tudo bem? Tenho parente nos states e então para mim se torna viável comprar uma barraca gringa. Estou de olho em uma The North Face Tadpole 23. Estive vendo algumas fotos e vi diferenças, algumas mostram o interior dela todo "telado" e em outras fotos não. Alguem tem esta barraca para me tirar esta dúvida? Outra pergunta, como ela se comporta nas nossas montanhas mais altas, tipo Pico do Paraná, Pico da Bandeira, etc no quesito vento e frio? Um forte abraço e desde já agradeço a ajuda. Cid
  12. Valew Jajunior. Precisando de mais informações é só pedir. Um forte abraço e boas trips. Cid
  13. Legal que vc tenha retornado a "ativa" tbem, estar na montanha é muito bom né. Seus relatos também são muito bons e foi através deles junto com os do Otávio, Jorge Soto e outros que acabei "descubrindo" estes lugares que agora fazem parte da minha lista de sonhos de consumo. Vocês se mostram sempre prestativos a ajudar, continuem assim. PS. já fiz aquelas correções mencionadas na sua MP, muito obrigado pela informações e correções, putz que vacilo meu principalmente a inversão de localização do Caratuva e Itapiroca . Um forte abraço e boas trips. Cid
  14. Dia 01/05/2013 - Escalaminhada ao Pico Jaraguá (926 m.s.n.m) no Morro Boa Vista - divisa dos municípios de Massaranduba e Guaramirim / Santa Catarina Introdução: Apesar do Pico Jaraguá fazer a divisa dos municípios de Guaramirim e Massaranduba a sua via de acesso é pelo bairro Águas Claras em Jaraguá do Sul. Breve relato: Esta foi minha 4ª vez que "escalei" o Pico Jaraguá, a primeira foi em 2005. O grupo que iniciou a escalada neste ano foram eu, Giva, Lucas, Pandini e o Lourenço. Fomos de carro até a encruzilhada após a captação de água da Samae, deixamos o carro ali e as 04:15 começamos a caminhada. O início é por uma estrada que passa por uma plantação de eucalipto até a entrada do matagal. O tempo estava chuvoso e frio e logo o sedentarismo fez duas baixas, o Lucas e o Pandini fizeram meia volta e voltaram. Na clareira aberta para acampamento nos questionamos se continuaríamos ou não devido as condições climáticas, a opção foi em continuar. Devido a garoa chegamos no topo todos encharcados, chegamos no topo eram 06:15. Lá no topo não estava chovendo, porem a visibilidade era muito pequena. Ficamos ali no topo até as 08:00 para ver se o tempo abria e nada, como o tempo não tinha perspectiva de abrir iniciamos o caminho de volta. No caminho recolhemos lixo deixado por alguns sem noção e as 10:00 h chegamos aonde deixamos o carro estacionado. Apesar do tempo estar ruim, a caminhada foi muito boa por varios motivos: - reencontrei alguns amigos; - mantive o foco de uma escalaminhada por mês; - continuei com meu processo de "aclimatação" para objetivos maiores. Não vai ter muita opção de fotos, mas o Giva bateu algumas que irei postando no decorrer dos dias. Gastos para realizar a caminhada: R$ 10,00 (achocolatado, bolachas, barra de cereal).
  15. Cara, este final de semana fui dar uma volta de carro e desci novamente a serra de São Bento do Sul até Corupá pela localidade de Rio Vermelho e Rio Natal. Esta estrada passa bem pertinho do Morro da Igreja, vi placas indicativas de montanhismo nela e estou muito afim de tentar "escalar" ela. Me conta, apesar de vc não ter feito o cume, a trilha é bem sinalizada? É possível ir sozinho? Nescessita de material de escalada, ou é uma escalaminhada tipo o Caratuva? Um forte abraço e desculpe-me o monte de perguntas, mas não tem muitas informações a respeito deste tema. Cid
  16. Valew Otávio. Já li todos os seus relatos, alguns dos "points" relatados por vc fazem parte da minha lista de sonhos de consumo. Um forte abraço e obrigado por compartilhar suas experiências e de dar incentivo aos "novatos" como eu. Boas trilhas..... Cid
  17. Então vou postar um breve relato da minha última escalaminhada. A idéia inicial era fazermos os picos do circuito Marumbi em Morretes, mas devido a greve dos funcionários do IAP acabei convencendo a galera e fomos até a fazenda Pico Paraná e optamos em escalar o Pico Caratuva. Dia 20/04/2013 - Escalaminhada ao Pico Caratuva (1.850 m.s.n.m) - divisa dos municípios de Antonina e Campina Grande do Sul / Paraná Curiosidades: O Caratuva é a segunda maior montanha em altitude do sul do Brasil com 1850m, a vegetação é composta por floresta ombrófila densa montana e alto-montana, e uma das diferenças entre as montanhas próximas é a presença de rádio amador em seu cume, onde pode ser vista de longe. A subida ao topo é de cerca de 3h dependendo do ritmo do grupo, passando por paisagens de rara beleza e conjunto paisagístico diferenciado pela natureza e sua Floresta Atlântica, rios, bromélias e caraguatás. O topo é composto por sua maioria por uma vegetação chamada de Caratuva, uma espécie de bambu anão de altitude e que batiza a montanha. A localização do Caratuva proporciona lindas paisagens, podendo observar o conjunto Ibeteruçu aonde localiza-se o Pico Paraná, litoral paranaense principalmente a baía de Antonina e a cidade de Morretes; a Oeste, a represa do Capivari; ao Norte, o Taipabuçu e o Ferraria; e na porção sul/sudeste/sudoeste destacam-se o Itapiroca em primeiro plano, Tucum, Camapuam, Ciririca e ao longe a serra da graciosa, Baitaca e do Marumbi. Dicas - A taxa de visitação é cobrada na Fazenda Pico Paraná, onde tem estrutura para camping e estacionamento para os veículos. - Leve sempre lanternas e pilhas reservas, a maioria dos acidentes é causada direta ou indiretamente pela falta delas. - Seguindo pro cume do Caratuva, é possível encontrar água de boa qualidade no riacho que desce do morro, à direita da trilha de subida. Não há placas, mas se parar e escutar notará barulho de água correndo, bastando seguir a primeira "entrada" à direita que encontrar. Fica a poucos metros da trilha principal. Em situações de volume de água normal é praticamente impossível não perceber. Às vezes, no auge do inverno, em épocas de seca, este riacho quase seca e o barulho de água diminui bastante. No início da trilha do Caratuva (logo após a bifurcação) é possível encontrar água também, embora sua qualidade não seja a mesma da outra fonte citada. Basta prestar atenção ao caminho e notará (especialmente no verão, época de maior umidade) um pequeno filete de água que passa por baixo da trilha (sob alguns troncos caídos e galhos). Outra coisa: se seguir, na bifurcação, à direita (sem entrar à esquerda na trilha do Caratuva e sem seguir à frente pro PP) notará que a floresta é mais "aberta" nesta área e notará uma trilha tênue. Se seguir por uns 100 metros encontrará um pequeno riacho, com água de boa qualidade na maior parte do ano (corrigido a informação da água com auxilio do sempre prestativo mochileiro Getulio) - Faça a caminhada logo pela manhã, além de aproveitar melhor o dia, as fotografias são melhores até o sol das 10h, e com o sol nascendo atrás das montanhas é um espetáculo a parte. Um breve relato Acordei as 03:00 da manhã e "derrubei" o restante da turma da cama (Araci, Dhaya e Sávio). Nos arrumamos, preparei nosso pão para o almoço e pegamos a estrada as 03:45. Para chegar ao Parque do Marumbi, optamos em descer a belíssima estrada da Graciosa. Chegamos no posto de controle do IAP as 07:15 e para nosso desespero tinha somente um funcionário que não era do IAP informando que os funcionários do IAP estavam em greve e que não poderia deixar-nos entrar no Parque, tentamos dialogar, mas por questão de bom senso decidimos nem insistir muito, pois como não tinha ninguem do IAP de serviço e se caso ocorresse algum acidente a quem iríamos recorrer. Na entrada do posto de controle tinha uma galera que também não pode seguir adiante. Outra informação a respeito do Marumbi, o camping está a um ano fechado devido a uma reforma que começaram e não acabaram . Então o que fazer? Como eu tinha visto um relato do Danilo Dassi aqui no mochileiros que em 2009 tinha passado pelo mesmo problema (greve do IAP) e ele acabou indo para um plano B que foi ir ao Pico Paraná, optei em fazer o mesmo. O único problema é que este plano B estava somente na minha cabeça e teria que convencer o Sávio a Araci e a Dhaya do mesmo. O Sávio seria fácil, porém a Araci e principalmente a Dhaya daria mais trabalho kkkkk. Quando falei do Pico Paraná já vieram os questionamentos das mulheres, tem camping, banheiro, as trilhas são muito difícies, etc. A Dhaya já sacou do celular e acessou o site da fazenda Pico Paraná e tirou algumas informações. Falei a "verdade" pra eles e convenci de irmos até lá para ver se elas iriam gostar e fiz umas mil propostas diferentes para convence-las de que lá era melhor que os shoppings de Curitiba . Chegamos na fazenda Pico Paraná as 09:00 e o Dilson (pensa num cara gente boa ), responsável pelo cadastramento dos visitantes, nos deu todas as informações que precisávamos e a galera topou de ficarmos por ali, woohoo consegui convence-los. Pagamos a entrada na Fazenda (R$ 10,00 por pessoa), montamos acampamento, tomamos um café da manhã reforçado e as 11:00 pegamos a trilha (eu e o Sávio somente, as meninas ficaram no acampamento) . Devido termos chegamos tarde e nosso acampamento era na base da fazenda, optamos em fazer o Pico Caratuva que em média o pessoal demora umas 07 horas para ir e voltar até a portaria. O início da trilha é tranquila, primeiro sobe o Morro do Getúlio, depois pega um chapadão já nos campos de altitude até a bifurcação, a direita vai para o Itapiroca e Pico do Paraná e a esquerda vai para o Caratuva, Ferraria e Taipa, depois da bifurcação começa a escalada pelas raizes. Começamos num rítimo muito forte e devido nosso sedentarismo sentimos um pouco a subida do Getúlio, reduzimos o passo e encontramos o nosso rítmo e depois foi tranquilo. Paramos algumas vezes para bater fotos e respirar, depois que sobe o Getúlio tem uma parte "plana" pelos campos de altitude que serve para retomarmos o folego para a etapa final que é a mais difícil. As 12:30 (01:30 de caminhada) chegamos na bifurcação, bom sabíamos que metade do tempo já estava realizado, agora viria a parte "legal" a escalaminhada pela raízes até o cume do Caratuva. A trilha para o Caratuva está bem demarcada e erudida, portanto é quase impossível perder-se. As 14:10 (com mais 01:40 de escalaminhada), chegamos ao Pico do Caratuva a 2ª montanha mais alta do sul do Brasil. Fiquei bastante contente com meu desempenho, não estava competindo com ninguém mas a sensação de vitória e realização foi muito boa. No topo não tinha nuvens, porem estre os vales das montanhas tinha bastante nebulozidade, para o lado do Pico do Paraná estava cheio de nuvens, tanto é que o Pico do Paraná estava encoberto. Fizemos nosso registro no caderno do cume e fomos fazer nosso almoço de frente para o Pico do Paraná encoberto, ficamos la em cima esperando as nuvens dissiparem para podermos ver o P.P (carinhosamente chamado pelos montanhistas), dei uma cochilada e o Sávio me chamou, o vento nos ajudou e deu para ver a pontinha do cume do P.P por uns 2 minutos hehe. Depois de ver o P.P fomos do outro lado para vermos o Taipa e o Ferraria, para aqueles lados a nebulizidade era menor e o visual era deslumbrante, muito lindo mesmo. Começamos a descida as 16:00, viemos num ritmo acelerado. Passando pelo mirante natural que tem no início do Getulio a Araci e a Dhaya estavam ali nos esperando para vermos o por do sol juntos, gostei muito que elas vieram até ali, ficamos de bobeira em cima da pedra até o sol se por e às 18:30 (02:30 de caminhada de retorno) já estamos novamente no acampamento. Tomei um banho quente e fomos fazer nossos miojos e tomarmos nosso vinho ao ar livre com um friozinho gostoso e eu já aproveite da situação favorável para ir negociando com a galera a volta para daqui um mês para fazermos o P.P. E isso aí apesar da frustração inicial de não poder fazer os picos do Marumbi, gostei demais de poder ter conhecido os picos no entorno do PP e ter chegado ao cume do Caratuva que também estava na minha lista de "sonhos de consumo" e o Olimpo vai ficar para uma próxima oportunidade. Vou deixar abaixo os custos e algumas fotos. Custos: Compras no mercado para o acampamento - R$ 54,24; Combustível - R$ 70,00; Pedágios - R$ 7,20; Ferry Boat - R$ 5,10; Entrada no camping Fazenda Pico Paraná - R$ 20,00 (casal); Almoço em Antonina - Barreado (prato típico do litoral paranaense), suco e refri - R$ 60,78 (casal). Total = R$ 217,32 Fotos:
  18. E aí Paulo blz? Que bom que gostou!!! Tambem dei uma "espiada" no teu relato da bolivia, show de bola. Cara a patagonia é algo indescritível, só estando lá pra poder ter a real idéia de como é. Um forte abraço e boas viagens Cid
  19. E aí Paulo, show de bola a Bolívia né. Já estive duas vezes naquelas bandas e prentendo ir muito mais vezes. Um abraço "vizinho" e boas viagens. Cid
  20. Oi Nair, tudo bem? Que bom que tenha gostado do relato. A Patagônia é um lugar indescritível, as fotos não fazem jus ao lugar. Quando vc chegar lá irá ver que é muito mais deslumbrante ainda. As trilhas que fiz foram bem leves, e alguns lugares tipo El Chalten é um pecado ficar só pela cidade. Um forte abraço e boas viagens. Cid
  21. Oi Aline que bom que tenha gostado do relato. Para chegar e voltar da Patagônia fomos de avião de Buenos Aires até Ushuaia e voltamos de Avião de El Calafate até Buenos Aires. Na Patagônia me desloquei de onibus, carro alugado e em passeios. Eu digo que a melhor maneira de se locomover entre as cidades depende do bolso de cada um. Para quem quer economizar ao máximo seria de carona, porem totalmente descartável devido ao pequeno fluxo que tem lá por aqueles lados. A segunda opção mais econômica seria de onibus, eu utilizei onibus nos trechos Ushuaia - Punta Arenas (são 620 km aproximadamente), de Punta Arenas até Puerto Natales (240 km aproximadamente) e ida e volta El Calafate até El Chalten (210 km aproximadamente). Ponto Positivo para o onibus: - Custo benefício. Ponto Negativo para o onibus: - Voce fica preso ao "roteiro" do onibus e sem muitas paradas, as vezes passa por lugares que gostaria de parar e apreciar e não é possível. Uma outra opção também seria aluguel de carro, porém bastante caro. Eu utilizei para para ir de Punta Arenas até Torres del Paine. Ponto Positivo para o aluguel do carro: - Liberdade para parar onde quiser e pelo tempo que quiser. Pontos Negativos para o aluguel do carro: - Alto custo (3 diárias R$ 555,00); - Ter que voltar a mesma cidade de origem para devolver o carro, senão encarece ainda mais. Outra opção, para quem não quer e não vai passar por Punta Arenas é ir de avião de Ushuaia para El Calafate, custa em torno U$ 160,00 cada passagem. Espero ter ajudado. Precisando de mais alguma dica é só pedir. Um forte abraço e boas viagens. Cid
  22. Ai Heron, blz? Esta opção do trem é muito boa sim, talvez a melhor, visto que o trem não tem como manifestantes bloquearem nos "Paros" que por lá acontecem. Como testemunho eu e minha namorada estivemos agora em dezembro por lá e optamos em não pegar o trem porque tinha que esperar até 01:00 da madrugada e talz e pegamos o onibus da Todo Turismo que saia no início da noite. Jmaá na saída nos falaram que possivelmente teria manifestação e dito e feito, de madrugada tivemos que descer do onibus e andar por 1h e 30min com as mochilas cargueiras, no escuro e frio e ainda depois de chegar do outro lado da manifestação ficamos parados por umas 4 h e tivemos que descer novamente e andar mais uns 30 min para depois pegar outro onibus e seguir viagem. Se tivessemos ido de trem não teria este problema, porque o "Paro" foi antes de chegar em Oruro e depois de lá até La Paz foi tranquilo.
  23. Aí Igor tudo blz? Cara que bom que tenha gostado. Seguinte, os gastos foram um pouco alto para os padrões dos mochileiros, mas na patagonia é tudo muito caro mesmo. Nós esbanjamos um pouco em compras e nos demos o luxo de alugar carro e talz. No total foram gastos R$ 12,179.51 . Separei os gastos por tipo de gastos, por exemplo o gasto abaixo de R$ 2,417.65 é um gasto que não é necessário para se fazer a viagem. Total de gastos com Transporte R$ 4,293.36 Total de gastos com Compras R$ 2,417.65 Total de gastos com Hospedagem R$ 2,109.53 Total de gastos com Alimentacão R$ 1,780.08 Total de gastos com Passeios R$ 1,484.92 Total de gastos com Outros R$ 61.58 Total de gastos com Locutório R$ 32.40 Lembrando que os gastos contabilizados foram para um casal. Espero ter ajudado, um forte abraço e boas viagens. Cid
  24. Oi Renata, valew pelo comentário. Esta sua dúvida é uma dúvida cruel, tanto a patagonia quanto o deserto são belezas únicas. Fui para os dois lugares e voltaria tranquilamente para os dois.... Mas vamos a pergunta. Uma parte das roupas que utilizo nas minhas viagens foram compradas na Bolívia na 1ª vez que fui para lá (por isso as fotos só mudam os cenários kkkk) e algumas coisas comprei na Decathlon e Sport Center no Brasil. As roupas que comprei na Bolívia são "falsificadas" e mesmo assim estão dando conta do recado, somente a minha campeira comprei na Decathlon e a campeira da Araci foi comprada na Sport Center. Caso vc venha a fazer o salar de Uyuni e o Atacama, sugiro deixar para comprar as roupas em La Paz é muuuuuuuuito mais barato que no Brasil. Lá em La Paz tem a calle LLampu que das 06:00 até as 08:00 da manhã as cholas praticamente fecham a rua vendendo todo tipo de roupa (polar, abrigo, campeira, segunda pele, etc) e ainda tem uma infinidade de lojas nesta mesma rua com preços tambem muito bons, porem os das cholas é imbatível , porem é claro que são roupas falsificadas , mas como mencionei eu comprei em 2010 e ainda estão dando conta do recado . Nesta última viagem nossa a La Paz fizemos a "feira" novamente por lá, tive que comprar mais uma mochila e uma bolsa pra trazer a "muamba" toda kkkk. Caso vc venha a ir para a Patagonia, sugiro comprar as coisas aqui no Brasil mesmo, porque em Ushuaia e El Calafate as coisas são muito caras. No Chile tudo é muito caro, mas em Punta Arenas tem um local de Zona Franca que ameniza um pouco. Espero ter ajudado. PS. dá uma olhadinha no nosso outro relato: chile-deserto-do-atacama-bolivia-salar-uyuni-downhill-isla-del-sol-peru-nasca-ica-lima-t76630.html#p786220 Tem algumas dicas e informações dos desertos e talz que poderão auxiliar na tomada da decisão. Um forte abraço e boas viagens Cid
  25. Oi Hamanda, tudo bem com vcs vizinhos ? Que bom que tenham gostado do post. Quanto a reservar hotéis antecipadamente, eu reservei somente o de Ushuaia e um em Buenos Aires. Normalmente eu faço somente a reserva do início da trip e vou encaixando os outros conforme vão acontecendo. Pela opinião dos mochileiros em geral é totalmente desaconselhável reservar tudo com antecedência, pois engessa demais a trip. A única reserva que se deve fazer é os refugios que queiram utilizar em TDP, caso vcs venham a fazer algum dos circuitos e não queiram ficar em barracas. O restante dos lugares não necessita fazer reservas, exceto se for chegar em alguma localidade muito tarde da noite. O mes de jan/fev é alta temporada somente para nós do hemisfério sul, como a maioria dos turistas são europeus então não chega a ser considerada alta temporada. Vou deixar abaixo a listagem dos hoteis que ficamos e se recomendamos ou não. 1º dia - deslocamento de onibus - Não teve pernoite em hotel 2º dia - Buenos Aires - Park Central Unique Hotel - R$ 132,00 à diária - recomendo 3º,4º, 5º, 6º dia - Ushuaia - Hostal Malvinas - PAR 395,00 à diária - recomendo com resalvas 7º dia - Punta Arenas - Hotel La Patagonia - PAR 390,00 à diária - recomendo 8º dia - Puerto Natales - Hostel El Milodon - PAR 290,00 à diária - Não recomendo 9º dia - Torres del Paine - Não teve pernoite em hotel, ficamos em barraca 10º, 11º dia - Puerto Natales - hostel South Winds - PAR 295,00 à diária - recomendo 12º, 13º, 14º, 15º, 16º dia - El Chalten - hotel Las Piedras - PAR 250,00 à diária - recomendo 17º dia - Buenos Aires - Gran Hotel Hispano - PAR 305,00 à diária - recomendo com resalvas 18º, 19º dia - Buenos Aires - Embassy Apart Hotel - R$ 106,50 à diária - Não recomendo 20º dia - deslocamento de onibus - Não teve pernoite em hotel Espero ter ajudado. Precisando de mais alguma informação é só pedir. Um forte abraço e boas viagens. Cid
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