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diogomattos

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  1. diogomattos

    Japão - 15 dias - Setembro 2016

    Costumo usar o site Mochileiros como uma das referências para planejar minhas viagens, mas nunca retribuí as dicas colhidas aqui. Desta vez prometi a mim mesmo não deixar passar em branco o relato, afinal, as informações para viagem ao Japão não são tão abundantes assim. Fiz uma viagem de 15 dias e 16 noites, junto com meu amigo Felipe, que chegou ao Japão 10 dias antes de mim e explorou os Alpes japoneses neste péríodo. Era uma região que me interessava conhecer, mas por conta dele já ter ficado por lá, cortei do meu roteiro. Tomei como base para a programação guia Lonely Planet do Japão e o site japan-guide.com. Os três relatos abaixo também foram muito úteis, nem pretendo me estender muito no meu relato porque eles estão excelentes: - japao-e-coreia-do-sul-16-noites-casal-t120374.html - japao-18-dias-t130066.html - japao-15-dias-marco-de-2015-t111104.html Saí do Brasil sem todas as reservas e programação feitas, e com alguns dias ainda a definir o que faríamos. Tinha basicamente o seguinte itinerário em mente: - 14-17 setembro: Kyoto (com um dia em Nara) - 17-19 setembro: Osaka (que seria base para ir a Kishiwada - 19-23 setembro: não definidos os locais onde passaríamos as noites, mas pretendíamos visitar Himeji, Hiroshima e talvez Miyajima, Koya-san e Shikoku. - 23-29 setembro: Tóquio (indo ao Fuji e possibilidade de ir a Nikko) No fim das contas, as coisas não saíram exatamente como o planejado. Primeiro, o tempo não ajudou. O mês de setembro é bem chuvoso lá, por isso optamos por fazer a base em Osaka por mais dias, para que tivéssemos flexibilidade para ir moldando as programações de acordo com a previsão do tempo.Com isso, tivemos que cortar alguns destinos que exigiam tempo bom, como as trilhas de Koya-san Outra coisa a se considerar quando estiver planejando uma viagem pelo Japão é que, embora o sistema de transporte seja extremamente pontual, há de se considerar algum tempo que é perdido para se localizar nas ruas e estações. E também, para algumas tipos de reserva, demora-se um pouco a responder, e às vezes eles não entendem bem o inglês e a comunicação não flui tão bem. Assim ficou difícil fazer algumas coisas planejando em cima da hora, como dormir em um ryokan ou um shukubo. Caso queira fazê-lo, recomendo já iniciar os contatos com bastante antecedência no Brasil. Mas, apesar dos contratempos, fizemos a maioria das coisas que nos propomos e ainda acabamos tendo algumas boas surpresas durante a viagem. Assim, no final o itinerário realizado foi o seguinte: 14-17 setembro: Kyoto (não deu tempo de ir a Nara a partir de Kyoto) 17-23 setembro: Osaka (foi base para Kishiwada, Nara, Himeji, Hiroshima. Não deu para ir a Miyajima e Koyasan, mas acabamos conhecendo melhor Osaka e fomos também a Kobe) 23-29 setembro: Tóquio (com uma tentativa de ida o Fuji) Alguns pontos sobre a preparação para a viagem: Visto Bem fácil de tirar, é só preencher o formulário e levar tudo que é pedido no site. O pagamento é na retirada do visto, e eles não dão troco, então vá com o dineheiro trocado certinho. Câmbio O Lonely Planet dizia que poucos lugares no Japão aceitava cartão, o que me levou a fazer um câmbio de ienes grande no Rio de Janeiro. Não compensou. Mesmo com o IOF mais a taxa de saque, teria compensado mais sacar dinheiro nos caixas eletrônicos ATM no Japão do que ter feito câmbio no Rio de Janeiro. Fora um ou outro restaurante/bar e entrada em templos, a maioria dos lugares aceitava cartão de crédito ou débito normalmente. JR Pass Para quem não sabe, o JR Pass é um passe que te permite utilizar vários transporte ferroviários em todo o Japão, dos trens-bala interestaduais até a rede de trens municipais. Se você for viajar bastante pelo país, o JR Pass compensa demais, pois o transporte lá no geral é bem caro. Aqui caí em uma pegadinha. No site do JR Pass havia o endereço de um escritório do Rio de Janeiro autorizado a vendê-lo, bem perto do meu trabalho, então deixei para fazer isso na última semana antes da viagem. Quando telefonei para eles, disseram que só o escritório deles em São Paulo trabalhava com isso. Comecei a temer, pois os Correios já haviam anunciado que poderiam ter atrasos nas entregas durante as Olimpíadas/Paralimpíadas. Felizmente a agência Quickly travel (recomendada, me atenderam muito bem) tinha funcionários viajando para o Rio justamente para a Paralimpíada, daí pude retirar o passe com uma funcionária em mãos. Hospedagem Aqui posso dar boas dicas, pois utilizei 3 tipos de hospedagem diferentes: hostel, hotel e apartamento pelo Airbnb. No geral, acho que, caso você não esteja viajando sozinho, os hostels não compensam financeiramente. Ao contrário de outros lugares para onde viajei, diária para duas pessoas em um quarto compartilhado de hostel saía pouca coisa mais barato ou às vezes até mais caro que um quarto de hotel ou apartamento do Airbnb. Se for viajar um grupo de 3 ou 4 pessoas e não se incomodar com um aperto, aí é que o Airbnb se torna um negócio melhor ainda, pois a maioria destes apartamentos que olhei comportava mais de 2 pessoas (embora, ressalto, com um certo aperto, pois os apartamentos japoneses em geral são bem pequenos). Em Tóquio, especificamente, o Airbnb acabou se revelando um ótimo negócio. Ficamos em localidades (Roppongi e depois Shibuya) onde pagaríamos mais caro para ficar em um quarto compartilhado de hostel, ou até o dobro para ficar em um hotel. Já em Osaka, os hotéis compensaram mais (a rede MyStays tem hotéis com bom preço lá). Em Kyoto, fiquei no Guest House Renjishi Kabuki, que fica há uns 15 minutos a pé da estação Kyoto. Kyoto tem uma particularidade: a região central da cidade (Downtown Kyoto) não é a da estação Kyoto (Kyoto Station Area). Portanto, se você não for usar a cidade como base para outras viagens de trem, não é muita vantagem ficar por ali. Mas, fora isso, recomendo bastante este hostel, muito limpo e organizado, e o dono é muito simpático e atencioso. Por conta do planejamento de ultima hora e de um imprevisto, ficamos em 3 hotéis diferentes em Osaka. Antes de sair do Brasil, tinha feito a reserva para 2 noites no Hotel Wako. Ao chegar lá, acabamos descobrindo que aquela área é considerada uma das mais perigosas do Japão. Óbvio que você anda nas ruas do lugar "mais perigoso" do Japão com muito mais tranquilidade até que teria em uma região nobre de uma grande cidade no Brasil. Foi até interessante conhecer este lado do país, mas caso não queira essa experiência, evite hospedar-se próximo às estações de metrô Tennoji e Dobutsuen-mae. E o Hotel Wako, embora bem barato, tinha instalações meio precárias. Outra dica: Osaka e Tóquio possuem linhas circulares de trens JR, que fazem um loop em torno da área central da cidade (onde está quase tudo que você vai querer conhecer). Em Tóquio dá para se deslocar para quase todos os pontos de interesse da cidade praticamente apenas usando esta linha. Então dê preferência a se hospedar próximo a uma destas estações, se você tiver um JR Pass. Por fim: o transporte público no Japão para de funcionar cedo (as principais linhas e estações vão até pouco depois das 23 horas - outras nem a esse horário chegam. E o taxi é absurdamente caro. Portanto, se gosta de aproveiar a vida noturna das cidades, indo a um bar no fim do dia ou estendendo a noite em alguma casa noturna, dê preferência a se hospedar nos bairros mais boêmios (Shibuya, Roppongi e Shinjuku em Tóquio; Dotombori e Namba em Osaka; Centro em Kyoto). Dá pra andar tranquilamente no Japão à noite, não há perigo de violência. Posteriormente postarei algumas fotos e relatos específicos das cidades visitadas. Qualquer informação a mais, é só perguntar
  2. Quando eu fui (2012), consegui um voo bem barato pela Germanwings a partir de Berlim, mas o destino foi Rijeka. Imagino que tenha mais opções baratas pela Itália. A volta da Croácia, inclusive, fiz para Milão, pela JAT Airways.
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