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tborges

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  1. Descrição Dificuldade: Média – categoria 1 Distância: 5 km Altitude Máxima: 1.840 m Circular: Sim Como chegar Vindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro para cunha, utilize a Rodovia presidente Dutra(BR-116) até a cidade de Guaratinguetá e depois pegue a rodovia Paulo Virgínio(SP-171) até cunha. A rodovia Paulo Virgínio é conhecida como rodovia Cunha-Paraty, para chegar a Pedra da Macela você não ira entrar dentro da cidade de Cunha, após passar a cidade, continue até o quilometro 65 da rodovia e entre a esquerda na estrada de terra que da acesso ao Bairro da Macela, você andará por mais 4 km na estrada de terra até chegar na porteira que da inicio a trilha. A Trilha Fizemos essa trilha no domingo, dia 22/02/2015 e ela já fazia parte do calendário de trilhas do Fé no Pé. Em dias de sol e céu aberto, no topo da Pedra da Macela tem-se um vista de 360º de Cunha e é possível avistar Ilha Grande e as baías de Angra dos Reis e Paraty, bom não foi o caso dessa vez. Como essa é uma trilha mais tranquila, minha mãe me acompanhou junto com meu pai e meu cachorro na subida e meu parceiro Renato Soares nos encontrou lá no topo depois. A trilha na verdade é uma estrada que furnas utiliza para chegar ao topo da pedra, não existe nenhum segredo, basta seguir a estrada até o topo, zero dificuldade de navegação, logo após a porteira existe um pequeno rio caso seja necessário captar água para a subida. A mata em volta da estrada esta muito bem preservada, mas não existem muitos pontos(para não dizer quase nenhum) com sombra na trilha, dessa forma, prefira iniciar a subida logo cedo para não pegar um sol muito forte. Na última curva antes do fim da estrada você avistara o prédio de Furnas onde estão as antenas, ao chegar até ele você verá uma placa a direita indicando o caminho para o mirante. No local não existe nenhuma infra-estrutura básica para visitação, existe apenas um pequeno espaço para acampar e por ser próximo as antenas de transmissão, não é permitido acender fogueiras. O ponto positivo é que a proximidade com as antenas garante sinal de celular no topo caso seja necessário. Como eu disse no começo, acabamos pegando bastante neblina e a visibilidade foi pequena, mesmo assim vale o passeio, principalmente para quem assim como eu, adora estar entre as nuvens. Fizemos a subida de forma bem leve, levando 45 minutos para subir os 2,5km, porém, o Renato Soares fez a subida em 19 minutos, então, diversão para todos os gostos, quem quer se desafiar tem uma bela subida e para quem quer um passeio em família a trilha proporciona também.
  2. Essa é o tipo de travessia que todo montanhista gosta de ter no currículo, a Travessia Marins x Itaguaré é uma das travessias mais técnicas da Serra da Mantiqueira, com diversos obstáculos naturais que dão um toque especial ao caminhar pelas belas paisagens da Serra que chora. Características Dificuldade: Alta Distância: 17,78 km Altitude Máxima: 2.432 m Circular: Não Como Chegar Piquete fica localizada nas encostas da Serra da Mantiqueira na região do Vale Histórico ou Fundo do vale e fica praticamente no centro do eixo Rio-SP, estando a 243 km do Rio de Janeiro e 240 km de São Paulo. Para chegar até Piquete o acesso é feito pela Rodovia Presidente Dutra até a cidade de Lorena/sp no Km 51 e de lá através da BR – 459, Rodovia que liga Lorena/SP a Itajubá/MG, passando a cidade de Piquete segue-se em direção a serra e após 2 km se inicia a subida para a base do pico. As condições da estrada vicinal são muito boas, com asfalto até a Vila dos Marins, depois de passar a vila a estrada passa ser de bloquetes e alguns trechos de terra, recomenda-se um carro 4×4 para pegar esse caminho. Outra alternativa é passar a cidade de Piquete sentido a Marmelópolis/MG e pegar a entrada para a estrada do Saequi, uma estrada de terra muito bem conservada que chega até o acampamento base do Marins. A Travessia Fizemos a travessia no feriado da páscoa, de 3 a 5 de abril de 2015. Essa travessia já estava planejada desde o ano passado e faz parte de um projeto nosso de fazer 4 travessias famosas no Brasil esse ano. O Luan que sempre me acompanha nas trilhas não pode ir devido ao trabalho, então ficou de apoio na logística nos levando até Piquete e depois fazendo o resgate em Passa Quatro, dessa forma quem me acompanhou nessa aventura foi meu pai Mario. Antes mesmo de entrarmos na trilha já tivemos a primeira aventura, contratamos um cara para nos levar de Piquete até o acampamento base do Marins pelo Bairro dos Marins, combinamos tudo e estava tudo certo, porém, ao chegar no trecho ruim da estrada o carro não subia e nada que fazíamos convencia ele a tentar subir, nisso chegou mais um carro com três chineses super gente boa que também parou no mesmo lugar da estrada. Arrumamos a estrada colocando umas pedras, madeiras e mato para o carro deles subir e depois ajudamos a empurrar no fim da subida até o carro sair do atoleiro, vendo nosso problema eles nos ofereceram carona até o acampamento base. Adoro esse espirito de companheirismo do montanhismo. Bom graças a ajuda chegamos ao acampamento base, pegamos água e começamos a subida, o plano para o primeiro dia era acampar no cume do marins. O inicio do trajeto é bem tranquilo por dentro da mata em uma trilha bem definida, depois de 15 minutos já começa uma bela subida em direção ao Morro do careca já sem proteção de arvores, bem exposta. O Morro do Careca esta a 1.608m de altitude e é realmente o inicio da trilha do Pico dos Marins. Desse ponto em diante a vegetação se transforma, deixando para trás o aspecto de mata atlântica, passando para pedra, muita pedra, vegetação rasteira, capim elefante e algumas flores como o Ypê Astro. Vale lembrar que não existe ponto de água potável no caminho até o cume, então tenha água suficiente para a subida. A trilha inicial é bem nítida e vai acompanhando a crista do morro de forma bem acentuada. Ao longo da subida a alguns mirantes e após alguns minutos já é possível avistar o morro do careca novamente. Boa parte da navegação é feita através de totens e alguns desenhos no chão(se for seguir as setas, siga as amarelas), o ponto de referencia para continuar até o primeiro maciço é o Grande Totem, uma enorme pedra que se equilibra sobre outra. O caminho é passando por ela e seguindo em direção a Pedra da Andorinha. Passando esse ponto, o topo do Pico do Marins deixará de ser avistado, do lado direito ficarão os paredões e outros maciços e do lado esquerdo as montanhas de Minas Gerais. Sempre siga os totens ou seu GPS, principalmente nas bifurcações para evitar entrar em locais de difícil navegação ou áreas de risco como as bordas dos maciços. Para quem é montanhista não precisa nem falar, mas nunca destrua os totens ou crie novos totens em qualquer lugar, isso atrapalha a navegação dos demais. Você deve sempre observar que o Pico dos Maris estará a sua direita praticamente a trilha toda e você irá contornar os outros picos menores pela esquerda, qualquer coisa diferente disso vocês esta no caminho errado . Chegando ao segundo pico os trechos de escalaminhada se intensificam e o primeiro desafio é “escalar” uma rocha, de aproximadamente 4 metros de altura, por uma fenda. Logo após contornar este segundo pico a trilha segue em direção ao cume do Pico dos Marins e você irá passar pelo vale dos cristais. A trilha que vai para o Marins e o caminho da travessia é o mesmo até pouco depois do vale dos cristais, a travessia em si não vai até o cume do Marins, ela segue direto sentido Marinzinho. A bifurcação fica marcada em uma “parede” inclinada de pedra com tinta amarela, mas não é muito fácil de se visualizar, o ponto de referencia se você for fazer o caminho direto para a travessia é a área de camping que existe assim que se chega à base do Pico dos Marins e que fica antes da nascente do Ribeirão Passa Quatro, ali você deve ir para a esquerda. Nós seguimos a direita sentido ao Marins e descemos no dia seguinte. Passando o acampamento ande para a direita e você já verá a descida para a nascente com um escorrega, não beba essa água, ela esta contaminada, mais para frente explico onde tem água potável(ou pelo menos bebível já que estamos vivos rsrsrs) para você seguir a travessia. Passando a nascente já esta próximo, agora basta seguir os totens e tocar para cima. Devido ao feriado a montanha estava muito cheia, o cume do Marins estava com mais ou menos 24 barracas, então decidimos que não iriamos dormir no cume e montamos acampamento em um plato a cerca de 10 minutos do cume. Ali ficamos acampados sozinhos no maior sossego , bem de frente com os dois últimos paredões, com uma vista privilegiada para o Pico do Itaguaré de onde surgiu a lua cheia e para as serras do Vale do Paraíba onde o sol se pôs. Nós saímos do acampamento base as 10:30h e por volta das 16:00h já estávamos com a barraca montada, o jeito foi deitar um pouco para descansar e ir mostrando o caminho até o cume para quem passava por nós e claro ir preparando tudo para curtir e fotografar o pôr do sol. O pôr do sol ali é uma visão incrível, ele clareia o Pico do Itaguaré com raios por trás do Pico do Marinzinho o que deixa uma faixa espetacular no Itaguaré com varias tonalidades incríveis, deixando o Pico ainda mais belo e a visão do vale também é de tirar o folego. A lua cheia também foi um belo espetáculo surgindo bem ao lado do Itaguaré e clareando tudo, fizemos comida praticamente sem lanternas graças ao brilho dela. Com a lua cheia também veio o frio, ficamos mais um tempo tentando tirar algumas fotos das estrelas mas o frio estava demais, jantamos e fomos dormir cedo para estar descansado para o que viria no dia seguinte. O frio estava demais, meu saco de dormir aguenta até 10º e não foi uma boa escolha a temperatura devia estar muito abaixo disso, coloquei segunda pele, blusa, meia, toca e deu para dormir rsrsrsrs No sábado acordamos as 6:30h e ainda estava bem frio, começamos a arrumar o café da manhã e desmontar as coisas, as nuvens no vale estavam incríveis, um lindo visual para começar o dia. Barraca desmontada, mochilas prontas, era hora de descer o Marins e seguir para o Itaguaré. Em todos os relatos que lemos sempre falavam que não existia água potável durante a travessia e devido a isso já subimos o Marins carregados com 4l cada um imaginando que essa água teríamos que guardar até chegar no Itaguaré. Porém no fim de tarde da sexta encontramos o Guto Guia, ele já guia o pessoal lá a um bom tempo e ele nos informou que antes do platô sentido Marinzinho havia uma grota com água e que ele já bebia essa água a 20 anos, isso nos animou e desanimou ao mesmo tempo, se soubéssemos dela antes o peso da subia até o Marins seria bem menor, mas tudo bem. Descendo o Marins quando você passar a nascente do rio Passa Quatro que é contaminada, você vai virar a direita sentido a área de camping e seguir reto em direção ao plato antes do Marinzinho, antes de começar essa subida, na esquerda você verá bastante árvores que se destacam da vegetação na travessia, a água esta ali, entre na trilhazinha por entre as árvores e você vai chegar no riacho, entre nele pisando nas pedras até uma pequena queda d’agua e pode pegar água ali, ela é uma água amarelada mas o Guto já havia dito que sempre consumia e nós também consumimos sem nenhum problema, foi bom para trocar por uma água mais gelada. Voltando para a trilha, o caminho é subir o maciço em direção ao Marinzinho, até esse trecho sem erro basta subir seguindo os totens e ai começa a jornada de sobe e desce até o Itaguaré. Ao chegar no topo desse maciço, o caminho é descendo pela esquerda e passar no meio do capim elefante até a lateral do Marinzinho, cuidado com os pés, o terreno estava encharcado, tivemos que andar apoiando no capim para não afundar a bota inteira. A subida até o cume do Marinzinho(que na verdade é mais alto que o Marins) é muito técnica, ela é feita pela lateral esquerda do pico, com muito, mas muito trepa pedra, se você tem medo de altura, esquece, chegou a hora de desistir, em varios trechos é preciso subir nas pedras na “beira do abismo”. Chegando ao cume do Marinzinho, a trilha passa sob algumas rochas grandes e inicia uma forte descida em direção ao vale que separa o Pico do Marinzinho da crista que segue para a Pedra Redonda, tenha em mente que seu ponto de referencia é a pedra redonda, você precisa chegar até ela. Passando esse ponto vem uma das partes mais tensas ou mais divertidas, depende do seu estado emocional. Existe uma descida quase vertical de cerca de 5m que é feita com a ajuda de cordas, não sabemos quando elas foram instaladas, mas são três cordas diferentes e em diferentes estados de conservação, é bom dar uma testada na corda antes de descer. Após a descida da corda, a trilha é íngreme terreno abaixo até chegar no fundo do vale, e logo em seguida uma pesada subida também íngreme em direção a crista que vai chegar na pedra redonda. Terminando a subida existe um ponto bom para descansar já praticamente de frente para a famosa pedra redonda, dali até ela são menos de 10 minutos. O caminho até ela segue o mesmo esquema, desce o pico e sobe o pico, chegando na pedra redonda você fica inconformado, a pedra não tem nada de redonda rsrsrs Dependendo do seu cansaço existe um ponto de camping em um pequeno vale atrás da pedra, nada muito grande, devem caber umas 5 barracas e um pouco mais para frente, cerca de 350m existe outro espaço para umas 3 barracas. Descendo a pedra redonda, passa por um vale e depois começa um caminho incrivelmente chato por entre bambus que fecham e criam um túnel, mantenha tudo muito bem preso na mochila, não deixa nada além da linha da mochila pois vai enroscar nos bambus e te atrapalhar. Passando os trechos de bambu se inicia uma nova subida de onde já é possível avistar a crista em direção ao Itaguaré, nós nos perdemos um pouco nesse trecho devido a altura do capim que tampou a trilha e enquanto estávamos procurando o caminho para iniciar a descida, encontramos um grupo de 4 pessoas que também estavam perdidos, encontramos a descida e o grupo se juntou a nós no caminho até o Itaguaré, ali é uma longa descida até chegar ao fundo do primeiro dos últimos 3 vales que se tem que atravessar, nesses trechos os totens ajudam bastante e da para confiar neles, como são menos pessoas que passam por esses trechos e não existem tantos caminhos a seguir, o número de totens também fica reduzido. Como agora estávamos em maior número, já tínhamos nos perdido uma vez e o caminho era só subida e descida, o ritmo foi menor e ao final do terceiro vale qual a surpresa? para continuar a trilha é necessário tirar as mochilas das costas e passar no meio das pedras carregando(ou arrastando elas), o que nesse trecho da trilha depois de tanta subida e descida faz a mochila pesar uns 15kg a mais. Depois dessa ainda chegamos em um ponto onde a seta indicava que o caminho era por cima de uma pedra muito alta e do lado dela havia um buraco(uma mini caverna), como estava complicado subir na pedra que a seta indicava, eu entrei no buraco e andei de coque pela esquerda até achar um buraco no teto entre as pedras, subi nele, voltei por cima das pedras em direção a onde a seta indicava, peguei a mochila de todos e ai sem peso nas costas uns subiram a pedra direto e outros foram pelo mesmo caminho. Passando essa pedra falta pouco, mas como em todo caminho, falta uma subida bem ingrime, vá seguindo os totens que não tem erro, essa é a subida final até a base do Itaguaré. Ao final dessa subida, a direita você vai sentido cume do Itaguaré e a esquerda, contornando uma grande pedra redonda pela esquerda você vai sentido a vários platos que são as áreas de camping e a nascente de um rio. Chegamos nesse ponto as 18:30h, já escuro, esfriando e uma chuva ameaçando cair, tudo o que eu queria era pegar água nova, montar a barraca e dormir. O primeiro camping era pequeno e antes do rio, então decidimos continuar com a mochila cargueira até o rio e ver como estavam as outras áreas de camping, o grupo que encontramos decidiu parar por ali mesmo, então fomos só meu pai e eu. Para entrar no rio você segue uma trilha pela direita que forma um túnel e vai caminhando por ela em direção a esquerda sempre seguindo o que deve ser um rio em época de muita chuva. Pegamos só um pouco de água ali pois ainda tínhamos um pouco e fomos em direção ao camping subindo por entre as pedras no escuro só com o headlamp o que não é tão legal assim. Para nosso alivio havia um pequeno espaço nessa área para uma barraca, já havia uma galera acampada lá. Assim que chegamos já comecei a montar a barraca e o pessoal que já estava acampado nos ofereceu um macarrão que eles tinham acabado de fazer, como tudo que eu queria era realmente deitar, só meu pai foi comer. Tudo arrumado, comi só um atum e cama. Essa noite foi bem menos fria que a noite no Marins, mas os ventos foram bem fortes durante a madrugada. Nosso plano era acordar cedo, subir até o cume do Itaguaré e ai ir embora até o ponto de resgate, porém, ao acordamos tudo estava nublado, com ventos fortes, sem visibilidade nenhuma e ai nosso ataque ao cume do Itaguaré já era. Desmontamos tudo então e ai vem a duvida, sem conhecer o caminho, seria uma boa partir por entre as pedras no meio daquela neblina até o ponto de resgate? Nessa o pessoal que estava acampado ali antes já estavam indo embora e perguntaram se queríamos ir com eles pois já conheciam o caminho. Nem precisaram perguntar duas vezes, já colocamos as mochilas rapidinho e os seguimos. Esse primeiro trecho saindo da área de camping é muito ruim, são descidas por pedras grandes e lisas, tinha trecho que era mirar em alguma coisa e descer escorregando e a ajuda deles foi muito bem vinda devido a baixa visibilidade. Como eu disse no outro post, adoro esse espirito do montanhismo de ajuda e por isso nunca negue ajuda a alguém que precisa se estiver ao seu alcance, logo na frente pode ser você a precisar. Após passar as pedras a trilha entra na mata e a descida fica muito bem demarcada, mais ou menos em 2 horas em ritmo tranquilo e estávamos no descampado onde é a área de regaste, já praticamente no fim da descida existem três riachos para pegar água caso necessário. Como chegamos muito cedo, por volta das 10:00h e nosso resgate só deveria chegar lá pelo meio dia ficamos lá conversando com o pessoal que nos ajudou na descida, troca telefone, troca facebook e ai quem sabe novas companhias para outras trips, depois ainda chegou um grupo grande do Rio de Janeiro que também conhecemos na trilha. Em resumo a travessia é espetacular, bem pesada, não recomendo para qualquer pessoa, existem muitos trechos bem técnicos e se for a primeira vez vá com alguém que conheça a região ou contrate um guia. Mesmo não subindo até o cume do Itaguaré valeu muito a pena, tivemos um pôr do sol e uma lua cheia de tirar o folego, fora as belas paisagens que só a Serra da Mantiqueira proporciona e já estava passando da hora de ter essa travessia no currículo. Dicas Planeje bem como será a logística da travessia, quem irá levar e quem irá resgatar se não quiser caminhar bastante em estradas de terra, mais abaixo vou deixar alguns contatos para ajudar nesse planejamento. Leve protetor solar, existem raros pontos com sombra. Sempre caminhe de calça e se possível vá de luva, o capim elefante corta bastante e subir as rochas com a luva ajudam um pouco. Mesmo com os pontos de água indicado, se for fazer a travessia em época de seca leve um pouco de água reserva, melhor sobrar do que faltar. É uma travessia pesada, só leve o que realmente for usar para evitar peso extra. Contatos Carlos Moura: E-mail: [email protected] Telefones:(12) 98109.3292 Facebook: carlos.moura.3998 Milton: E-mail: [email protected] Telefones:(11) 99770.1991 / (11) 98214.1992 Facebook: milton.gouveafranco Guto Guia: Telefones:(35) 3371.3355 / (35) 9169.9878 Facebook: guto.guia Paulo e Marcia(Novos donos do acampamento Base do Marins): Telefones:(12) 3152.4077 / (12) 3152.4977 / (12) 99606.2531 Facebook: alojamento.marins
  3. Cara em um ritmo forte da para chegar no topo em menos de 4 horas, o único problema é que a subida depois da igrejinha judia, é difícil manter um ritmo forte o tempo todo.
  4. Vlw Monique...estou um pouco com falta de tempo para os trekkings da vida mas estamos ai, conheço pouca gnt de SP mesmo aqui no mochileiros rsrsrs, bora juntar todo mundo.
  5. Cara o segurança na praia da Indaiauba me disse que a melhor época é dezembro, segundo ele, as águas ficam mais cristalinas ainda e com sorte é possível ver os golfinhos próximo da praia. Fiz agora em abril e só tive problema por causa das chuvas nos dias anteriores, mas o clima estava muito bom nos dias da trilha.
  6. Dificuldade: Médio - Categoria 2 Distância: 35 km Altitude Máxima: 196 m Circular: Sim Continuação do Post Trilha do Bonete + Indaiauba - Ilhabela / SP Parte I A Trilha - Parte 2 Conforme dito no post anterior, nossos planos era acordar cedo no Bonete, tomar um café da manhã, desmontar as barracas e partir em direção a Castelhanos. Já no camping meu pai conversou com um cara que estava acampando lá e que que conhecia a trilha e ele disse que a trilha estava difícil devido as chuvas do dia anterior e que do Bonete para lá era bem puxado, gastando cerca de 7h ou 8h de caminhada. Resolvemos então ir perguntar para os caiçaras, o Luan foi conversar com algumas pessoas e eu fui conversar com os pescadores e todos disseram que a trilha estava impraticável devido as chuvas e que muitas arvores haviam caído no caminho dificultando e até mesmo escondendo a trilha. Isso nos desanimou bastante e como nunca havíamos feito a trilha resolvemos cancelar a ida até Castelhanos, voltando para o camping, o próprio cara que disse que a trilha era difícil disse para irmos pelo menos até a praia de Indaiauba que era a praia mais bonita da ilha e valia a caminhada. Pois bem, decidimos então ir tomar um café na pousada que fica na vila em frente ao orelhão, pagamos R$15,00 cada pelo café da manhã bem servido, deixamos as mochilas no camping e iniciamos a trilha leve já que seria apenas um bate volta. O começo da trilha é pelo meio da vila mesmo, siga pelo lado direito da igrejinha, após o quadra de futebol vire a direita e vá seguindo as placas até a ponte de madeira, após passar a ponte a trilha é um corredor entre casas por cerca de 300m e ai começa a subir a encosta. A próxima praia após o Bonete é a praia da Enchova, fica a 3,7km de distancia e da Enchova até Indaiauba são mais 3km de caminhada, sempre pelo costão, ou seja, com o mar sempre a sua direita. O inicio da subida após sair do Bonete praticamente não tem sombra, é bem estilo um estradinha de terra e sobe toda a encosta do lado esquerdo da praia. Após 1km de caminhada você verá uma placa indicando o mirante a direita e a trilha para Enchovas e esquerda. Após 1,5 km a trilha começa a ficar com sombra, o caminho em si não tão erro, o único problema são as subidas e descidas, praticamente não existe nenhum trecho plano. Após 2 km de trilha já é possível avistar o mar em alguns pontos em meio as árvores. O último quilometro da trilha é só descida e como havia chovido estava bem escorregadio. Ao final da trilha existe uma passagem entre uma grande pedra que leva até a praia e uma trilha a direita que é a continuação para a praia de Indaiauba. Essa é uma praia muito bonita, quando chegamos não havia ninguém na praia, existe duas casas apenas lá. Ela é praticamente toda coberta por pedras, segundo a senhora que mora lá, essas pedras não existiam antes, elas foram trazidas pelo mar no último ano, incrível não? No meio da praia existe um rio, água muito gelada e cristalina. Aproveitamos para tomar um banho de mar e depois tirar o sal do corpo no rio. Na entrada da casa que fica na beira da praia existem placas informando que é uma propriedade particular e é proibida a entrada, devido a isso pensamos que a continuação era no fim da praia, caminhamos até lá e não encontramos nada, voltamos e vimos os moradores da casa limpando peixe no rio, mas com o barulho da correnteza não conseguimos falar com eles. Decidimos então arriscar e entrar na propriedade e ir lá buscar informações, pois bem, a trilha era realmente entrando na propriedade deles, não se assuste com a placa, entre no caminho de frente ao mar, passe ao lado da casa laranja em direção a plantação de bananeiras, logo após elas, do lado direito já é possível ver o rio e placa indicando que ali é a trilha para Indaiauba. Para continuar a trilha é preciso passar por dentro do rio, tome cuidado pois as pedras são extremamente lisas. A partir desse ponto a trilha fica mais pesada, o caminho se torno mais fechado, logo no começo da trilha eu passei por cima de uma cobra sem nem perceber, somente meu pai e o Luan perceberam depois que eu passei e ela saiu, então tomem cuidado. Ainda lá no camping haviam nos dito que o trecho desse ponto seria mais pesado e com muitas subidas, nos falaram que quando achássemos que estávamos chegando ainda teria mais subidas e estavam totalmente certo. A mata estava bem úmida e muito escorregadia, conforme íamos subindo já íamos imaginando como seria voltar pelo caminho tão escorregadio. Em alguns pontos a trilha é bem estreita subindo em algum barranco, com a mochila cargueira a caminhada seria bem mais lenta sem duvida. Em Indaiauba existe um condomínio de luxo, então quase no final da trilha existem placas informando que existe monitoramento por câmeras, não se assuste, existem câmeras e seguranças mesmo. O último trecho de trilha de terra é uma enorme subida, após terminar a subida chegamos em um trecho pavimentado. Logo de cara vieram dois cachorro correndo em nossa direção, o labrador deu um pulo no meio peito, sujou tudo minha camiseta branca e "roubou" o "cajado" que o Luan estava usando para verificar se haviam cobras no caminho rsrs Assim que entrar na parte pavimentada, pegue a descida a direita e se prepare para uma bela descida, como esta pavimentado ao lado esquerdo existem degraus, mas nesse caso já estávamos sofrendo por antecipação pela subida na volta. No caminho existem varias mansões dos dois lados, chegando próximo a praia existe um mirante com uma poltrona de madeira, isso sim é uma boa forma de curtir o fim do dia A praia de Indaiauba é realmente maravilhosa, como é uma praia que só é possível chegar por trilha ou de barco existem poucas pessoas. A água é cristalina, muito bonita mesmo, vale os 6,7 km de caminhada desde o Bonete. Chegando lá conversamos um pouco com um dos seguranças e descansamos por cerca de 30 minutos. Como já sabíamos que o caminho de volta não seria dos mais fáceis decidimos não demorar muito para voltar para o Bonete. Esse é o mesmo caminho para Castelhanos, caso queira seguir para Castelhanos, no meio da praia da Indaiauba existe uma placa indicando o caminho da trilha, o segurança nos disse que é uma caminhada de 1:30h no máximo, mas olhando no GPS ainda faltavam 7 km até lá, então 1:30h é uma caminhada puxada e sem peso extra. No caminho de volta paramos na praia da Enchovas novamente para tomar uma água de coco, o Senhor Abelardo que mora lá(e que havia nos dado a informações de onde a trilha continuava) vende cocos a R$5,00 cada e claro não existe energia, então não são gelados, mas depois da caminhada estavam ótimos. Chegamos de volta no Bonete por volta das 15:00h e já havíamos combinado com o barqueiro Kleber de nos levar de volta de barco as 17:00h, pagamos R$50,00 cada pelo retorno. Como tínhamos tempo fomos comer e curtir um pouco a praia até irmos embora. Havíamos deixado o carro na ponta da Sepituba e questionamos o Kleber se dava para chegar de barco lá, ele nos disse que dava sem problema, então acabamos arrumando a mochila de qualquer jeito para voltar, afinal desceríamos do barco próximo do carro. Doce ilusão rsrs. Pouco antes das 17:00h encontramos Kleber e fomos para o barco, junto conosco no barco estava mais um casal. Partimos em direção a Sepituba, o Kleber acelerando o barco, um belo visual com o sol querendo ir embora, só curtição, fim de trilha, fim de dia. Chegamos então na Sepituba, o barco encostou em uma pedra a uns 20m da margem, a frente dele outra pedra alta, tiramos as mochilas do barco e colocamos na pedra menor, o barqueiro foi embora e agora? rsrs Agora começa a aventura, meu pai subiu na pedra e pegou as mochilas todas, o Luan subiu na pedra, desceu do outro lado e começou a recolher as mochilas colocando-as já na pedra de baixo, ajudamos também o casal que estava conosco a passar essa pedra. Passado o aperto inicial, colocamos as mochilas nas costas, a essa altura os 7kg já se pareciam 20kg, ainda mais porque arrumamos as mochilhas de qualquer jeito pensando que não usaríamos mais ela. O caminho até o estacionamento leva em torno de 10 minutos, mas passa por uma trilha estreita, cheia de pedras e cheia de buracos, onde se faz necessário pular de uma pedra na outra, não é nada muito complicado, foi mais o impacto inicial, de qualquer forma, evite voltar de barco até a Sepituba com o sol se pondo para não ter que fazer essa trilha no escuro, alguns buracos no caminho não são pequenos. O sufoco final só animou mais a trilha, essa foi sem duvida até agora a trilha mais bonita que já fiz, em grande parte devido a beleza do céu estrelado, vale a pena a visita. Na próxima visita a Ilhabela pretendemos fazer apenas a trilha de Castelhanos já que não conseguimos chegar lá dessa vez. Bônus Vídeo feito no barco voltando do Bonete para a Sepituba.
  7. Dificuldade: Médio - Categoria 2 Distância: 35 km Altitude Máxima: 196 m Circular: Sim Como chegar Ilhabela está localizada no eixo São Paulo – Rio, próxima de cidades como Ubatuba, Paraty, Angra dos Reis e Ilha Grande. Distante 210 quilômetros da capital paulista, e a 440 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, há várias maneiras de chegar à ilha. Saindo da capital paulista, o motorista tem a opção de pegar as rodovias Ayrton Senna / Carvalho Pinto (SP 70) e Presidente Dutra (BR 116) no sentido norte. Na altura da cidade de São José dos Campos, deverá utilizar a saída para a Rodovia dos Tamoios (SP 99), no sentido Litoral (Caraguatatuba e São Sebastião). Essa via, que está em obras de duplicação, dá acesso à Rodovia Rio-Santos (BR 101), em Caraguatatuba. seguir sentido sul, em direção a São Sebastião, onde há a balsa para Ilhabela. A partir do Rio de Janeiro, outro caminho indicado é pela Rodovia Rio-Santos, com direito as paradas nas belas cidades do litoral sul fluminense e litoral norte paulista. O acesso à Ilhabela é feito por balsa para pedestres, automóveis e ônibus. O tempo médio de travessia é de 15 minutos e as saídas acontecem a cada 30 minutos, das 6h às 24h, após este horário de uma em uma hora até as 6h do dia seguinte. Para quem não vem com carro próprio, existem várias formas de transporte. Os que preferem conforto e comodidade devem contatar os receptivos locais, que fazem transfers privativos em carros e vans. Para grupos maiores, micro ônibus e ônibus leito estão disponíveis. A trilha fica no lado sul da ilha, então saindo da balsa pegue a avenida principal da ilha saindo pela direita. Se você optar ir de carro existem 2 estacionamentos próximos da trilha, um lado do restaurante Nova York no Borrifos que fica a 2km do inicio da trilha e o outro é o estacionamento do Zé da Sepituba que fica a 10m do começo da trilha, ambos na beira da estrada. Deixamos o carro no Zé da Sepituba e pagamos R$20,00 por cada dia. Agora se decidir ir de ônibus, ao sair da balsa pare no primeiro ponto de ônibus a direita e pegue o Borrifos, o ponto final dele fica a 3km do inicio da trilha. A Trilha A Praia do Bonete é a mais larga de Ilhabela, com mais de 600 metros de extensão, lá existe uma comunidade caiçara com cerca de 100 famílias, existe uma boa infraestrutura, com quiosques, pousadas, escolas, hospitais, etc. Em Ilhabela é proibido acampar na praia, no Bonete existem dois campings. Fizemos essa trilha nos dias 18/04 e 19/04, quem me acompanhou foram meu pai e o Luan. Nossa ideia inicial era fazer a trilha da ponta da Sepituba até o bonete no primeiro dia, no segundo dia sair do Bonete até Castelhanos e lá em castelhanos decidir se voltaríamos pela trilha de Castelhanos até o lado norte da ilha, voltar de 4x4 ou voltar para a Sepituba de barco, porém, no Bonete vários caiçaras nos informaram que devido as chuvas a trilha estava impraticável, inclusive com um grupo de 8 pessoas voltando da trilha por não conseguir achar o caminho, pois algumas árvores haviam caído na trilha, isso nos desanimou, já estavamos pensando em voltar quando um cara que tinha ido até o Bonete de caiaque nos disse para irmos pelo menos até a praia de Indaiauba pois era a praia mais bonita da ilha, esse foi a melhor dicas de todas a praia é realmente linda. Devido a isso fizemos a trilha no primeiro dia até o bonete e no segundo dia fizemos um bate volta até a praia de Indaiauba. Chegamos na ponta de Sepituba muito tarde devido a uma carreta tombada na rodovia Tamoios, chegamos na entrada da trilha quase as 14h e nosso receio era ter que caminhar durante a noite, a ilha tem uma "fama" de ter muitas cascáveis e não queríamos caminhar no escuro e acabar encontrando uma rsrs, devido a chegar tarde na trilha decidimos apertar os passos desde o começo. No começo da trilha é comum achar várias pessoas, pois boa parte delas vai apenas até a cachoeira da laje que é relativamente próxima, a trilha toda não é complicada, porém, são poucos(para não dizer raros) trechos planos, você sobe e desce o tempo todo. Com aproximadamente 30 minutos de caminhada já começamos a avistar uma grande quantidade de pássaros, encontramos também alguns macacos que pelo visto não estavam gostando da nossa presença, enquanto tentávamos tirar algumas fotos eles quebravam os galhos das arvores e jogavam em nós e depois encontramos também alguns esquilos ao decorrer da trilha. Após caminhar cerca de 50 minutos chegamos até a cachoeira da Laje, haviam umas 15 pessoas lá, como estávamos com o cronograma apertado decidimos parar apenas para bater algumas fotos e seguir em frente. A trilha "acaba" exatamente no rio, desça um pouco o rio a direita e existe um "tobogã" na cachoeira, do lado esquerdo da trilha existe um pequena saída que chega na ponte que passa sobre o rio, a ponte esta muito bem feita, sem nenhum problema para atravessar. Até a cachoeira da laje a trilha é praticamente uma estrada, depois dela a trilha já começa a ficar com mais cara de trilha mesmo, mesmo sendo larga, a vegetação já cobre quase tudo e há grande quantidade de pedras no caminho, como havia chovido a trilha estava úmida e escorregadia. Depois de caminhar por mais 1 hora chegamos até o rio areado, esse não existe ponte, precisa atravessar por dentro dele mesmo, água muito gelada e pedras bastante escorregadia. Até esse ponto se totaliza 6,5km de caminhada. Caminhar na água gelada da uma boa aliviada no corpo, a grande quantidade de subida e descida judia um pouco. Passando o rio a trilha continua com cara de trilha, caminhando mais 3,5km chegamos até a cachoeira do Saquinho, como é uma cachoeira pequena também decidimos não parar, ainda mais sabendo que faltava apenas pouco mais de 1km para chegar no Bonete. Passando da cachoeira a trilha volta a ficar com cara de estrada e poucos minutos depois já é possível avistar a praia do Bonete em vários mirantes que se formam durante a descida. Mesmo já sentindo o desgaste da trilha toda caminhando rápido(média de 4.2km/h), ao ver a praia já da um animo maior e em cerca de 10 minutos chegamos até a praia, ainda bem que conseguimos chegar com luz do sol. Ao chegar na praia a primeira coisa que fizemos foi procurar o camping para montar as barracas o quanto antes, fomos informados que existem 2 campings, um no meio da praia bem de frente ao mar, ficamos nesse e pagamos R$15,00 por pessoa, não há lugar para fazer comida e nem água quente, porém, fica ao lado de um restaurante que serve arroz, feijão, salada e peixe por R$25,00 e serve duas pessoas. O segundo camping fica na vila e segundo nos informaram custa R$30,00 por pessoa e tem água quente. Você vai encontrar vários relatos na internet falando que não existe energia na praia e que a comida é barata, isso ocorria quando eles não tinham geradores, agora existe um gerador a diesel comunitário na vila, permitindo aos caiçaras terem energia para as geladeiras, lampadas, etc e com isso vem o aumento de custo de tudo, como eles precisam pagar a taxa de energia as coisas começam a ficar mais caras, um porção de lula custa R$40,00 e uma coca-cola de 2l custa R$15,00. Mesmo tendo energia, a iluminação é minima, existem apenas alguns postes mas na vila, na praia mesmo fica tudo escuro. Montamos as barracas rapidinho, preparamos nossa comida e fomos dar uma volta na praia. Ao cair da noite a praia ficou realmente escura e como não existe muita luz nada atrapalha o brilho das estrelas, pegamos um céu estrelado perfeito, nunca na vida eu havia visto algo parecido, estava perfeito. Infelizmente minha câmera não conseguiu tirar uma foto decente, a foto abaixo foi pega na internet de alguém que tirou foto de lá apenas para ilustrar o que vimos, fica muito, mas muito próximo disso. Ficamos um bom tempo apreciando o céu, algumas pessoas fizeram uma fogueira ao nosso lado e ficaram curtindo a noite. Como ainda tínhamos planos de ir para Castelhanos no dia seguinte fomos dormir para acordar cedo, desarmar as barracas e seguir viagem. Na próxima postagem vou relatar nosso segundo dia de trilha, saindo do Bonete e indo até a praia de Indaiauba e nosso retorno até a ponta de Sepituba.
  8. vlw, a trilha é bem legal mesmo, vale a pena... Deixei dentro do condomínio, não precisa falar nada, só entrar mesmo, porém, lá dentro você precisa pagar a zona azul, paguei R$10,00 que vale para o dia inteiro.
  9. tborges

    Fé no Pé

    Fala galera queria convidar todos a visitarem o blog Fé no Pé, um blog para divulgar trilhas, dicas e tudo mais relacionado a aventuras. Quem estiver afim de escrever no blog também só entrar em contato, serão bem vindos.
  10. Dificuldade: Difícil - Categoria 2 Distância: 48 km Altitude Máxima:1.514 m Circular: Não Como chegar São José do Barreiro esta localizada aos pés da Serra da Bocaina, estando a 273 km de São Paulo e 214 km do Rio de Janeiro, São José do Barreiro está ligado à Rodovia Dutra pela Estrada dos Tropeiros que, agora reformada, oferece um acesso fácil e seguro aos visitantes. Como essa não é uma trilha circular, a não ser que vá até a cidade com mais alguém no carro que possa leva-lo embora o ideal é ir de ônibus. Existe um ônibus por semana saindo de São Paulo para São José do Barreiro, o melhor lugar para pegar um ônibus para a cidade é partindo de Guarantigueta/SP que possui mais horários de ônibus, a operadora de Ônibus é a Pássaro Marrom. A estrada que vai até a entrada do parque esta sendo toda reformada, já sendo possível um carro de passeio subir quase até a portaria do parque, caso não queira arriscar com seu próprio carro existem pessoas na cidade que fazem esse trajeto, alguns contatos são: Elieser: (12) 3117-2123 Reginaldo: (12) 99747-9651 Roger: (12) 3117-2050 O Elieser oferece o serviço de levar o seu carro até a cidade de Mambucaba para que você já siga viajem de lá, o Reginaldo faz o resgate no próprio carro também na cidade de Mambucaba. A logística para essa trilha não é das mais simples, vale a pena ligar para alguém da cidade antes de ir e também já combinar um resgate na saída da trilha para não ficar na mão. Planejamento É muito importante fazer um belo planejamento antes de iniciar essas travessia, isso pode reduzir o peso que vai carregar e seus joelhos e suas pernas vão agradecer no último dia. A travessia pode ser feita de 2 a 4 dias, considero 3 dias o ideal para aproveitar bem. É possível pernoitar em pousadas ou acampar em alguns lugares no próprio parque, abaixo algumas distancias para uma decisão de onde ira acampar. Portaria -- 8km --> Cachoeira das Posses -- 22km --> Cachoeira do Veado -- 18km --> Fim Portaria -- 18km --> Pousada Barreirinha -- 12km --> Cachoeira do Veado -- 18km --> Fim A Trilha A trilha é parte da história do Brasil, foi construída pelos escravos entre os séculos XVII e XIX, a partir de trilhas dos índios Guaianazes, ponto de passagem obrigatório, nos séculos XVII e XVIII, o caminho ligava Minas Gerais a Rio de Janeiro e São Paulo. No chamado "Ciclo do Ouro". Antes de tudo é preciso de uma autorização para entrar no Parque, para isso envie um e-mail para [email protected] solicitando tal autorização. Fizemos essa travessia pela primeira vez em fevereiro de 2012 e decidimos refazer ela agora com mais conhecimento, equipamentos e claro preparo físico, nessa segunda travessia acabamos pegamos uma bela chuva no segundo dia, por esse motivo mesclei as fotos da postagem com a primeira travessia afim de ilustrar melhor como é a trilha. Quem me acompanhou nessa trilha foram meu pai Mario, meu irmão Mateus e meu cunhado Luan, sendo que essa seria a primeira trilha da vida do meu irmão. Fizemos ela nos dias 15,16 e 17 de novembro. Nosso trajeto foi sair de Guaratinguetá no ônibus das 7h até São José do Barreiro e já havíamos combinado com o Reginaldo para nos levar até a entrada do parque, chegamos na cidade por volta das 9:30h e já começamos a subida com o Reginaldo, chegando na entrada do parque por volta das 11h. Durante a subida existem vários trechos que formam mirantes belíssimos, vale a pena pedir para dar uma paradinha rápida. Nosso planejamento era acampar o primeiro dia na cachoeira das Posses e o segundo dia na Cachoeira do Veado, dessa forma o primeiro dia é o mais tranquilo, partindo da portaria com 1,5km de caminhada se chega na Cachoeira Santo Izidro, ela fica a esquerda da trilha e é uma bela descida até chegar na base da cachoeira, dependo do preparo físico considere "esconder" as mochilas próximo da trilha e pega-las na volta. Voltando para a trilha, andando cerca de 1,5 km existe um atalho que reduz a trilha em 1,3 km, caso opte em não usar o atalho some essa distancia nos valores descritos acima. Bom considerando que você pegou o atalho, da cachoeira Santo Izidro até a cachoeira das Posses são cerca de 6,5 km em um caminho relativamente tranquilo. A Cachoeira das Posses fica do lado esquerdo da trilha, quando começar a ver as araucárias é porque esta bem próximo da entrada. Logo no começo da trilha em direção a cachoeira existe uma casa abandonada no lado direito, é um opção de acampamento fechado. Um pouco mais a frente existe uma boa área de camping para 4 ou 5 barracas. Atras dessa área existe mais uma casa abandonada, nós acampamos dentro dessa casa, na "cozinha" da casa existe espaço para 3 barracas, as paredes laterais caíram mas mesmo assim é uma boa proteção do vento e existe um fogão a lenha que pode ser utilizado para cozinhar ou apenas para fazer uma "fogueira" para esquentar a noite. Como dito o primeiro dia é o mais tranquilo, então caminhando bem você terá bastante tempo para curtir a Cachoeira das Posses, ao lado da casa e da área de camping existe uma trilha com uma placa indicando o caminho da cachoeira, cerca de 200 m a frente existe a primeira queda, nada muito grande, continue descendo a trilha por mais cerca de 600 m até a base da cachoeira. Para quem assim como nós decidiu não acampar na pousada Barreirinha, o segundo dia é o mais cansativo e longo, são 22 km até a cachoeira do Veado, sendo boa parte sem árvores e com algumas subidas pesadas se levar em consideração que estamos com peso nas costas. Acordamos cedo e demos uma última passada na primeira queda da cachoeira das Posses para "tomar banho" e saímos que a caminhada seria longa. Os primeiros 4 km são tranquilos, ainda estão protegidos pelas árvores e com poucas subidas e ainda com pontos de água no caminho. Depois disso começa o caminho por estrada de terra, sem árvores e com algumas subidas e descidas bem cansativas, caminhando em torno de 6 km encontrasse a Pousada Barreirinha, é um bom lugar para trocar a água e até mesmo para comer ou beber alguma coisa, de qualquer forma, corte caminho pela pousada que vai desviar de uma bela subida ingrime e curta. Saindo da pousada ainda faltam 12 km até a cachoeira do Veado, cerca de 8 km do percurso continua sem árvores e em estrada da terra, nesse percurso 2 km depois de passar por um pasto com uma pousada ao lado tem uma subida bem pesada, é praticamente o último trecho em estrada de terra, ou pelo menos estrada que aparenta ter condições de passagem de carro. Após essa subida já começa um pouco mais de vegetação com alguns pontos de bastante árvores e já alguns trechos com o calçamento real, desse trecho até a cachoeira do Veado faltam pouco mais de 5 km, quase chegando na fazenda central existe um rio com um pinguela para atravessar, considere um bom ponto para trocar de água novamente caso necessário. Desse ponto para frente falta pouco até a cachoeira, na primeira vez que fizemos a trilha acabamos chegando tarde nesse ponto e decidimos acampar ao lado da fazenda central por já estar escurecendo e existe uma boa área de camping ao lado de um lago. Passando a fazenda central falta bem pouco, porém, começam algumas descidas e o terreno é bem ruim, ainda mais se estiver chovendo(ou muito molhado), mesmo sendo um trecho relativamente curto leva uns 30 minutos para atravessar. Assim que terminar a descida, do lado esquerda existe uma "gaiola" para atravessar o rio, se trata de uma caixa de metal suspensa em um cabo de aço para fazer a travessia, do outro lado do rio existe uma pousada com área para camping, essa é uma parte bem divertida da trilha. Continuando a trilha sem pegar a gaiola é o caminho até a cachoeira do Veado e após um pequeno pasto já começam as áreas de camping próximo da cachoeira, nós decidimos acampar logo após o pasto. O ideal é acelerar a caminhada dos 22 km desde a Cachoeira das Posses para aproveitar a Cachoeira do Veado ainda no segundo dia e no terceiro dia já pegar a trilha logo cedo. A Cachoeira do Veado é a mais bonita da travessia, com duas quedas, totalizando 80m de altura, o acesso a última queda é bem tranquilo, já para chegar a segunda queda já é mais complicado. O terceiro dia são 18 km até a ponte de arame onde geralmente é feito o resgate, para continuar é necessário atravessar a gaiola e passar por traz da pousada para continuar a trilha. Cachoeiras a parte, o terceiro dia da trilha é o mais bonito pois é quase por completo dentro da mata e com o calçamento real, existem vários trechos de subidas e descidas pelo calçamento, as pedras estão muito lisas e com chuva o caminho se torna ainda mais difícil. Durante a descida existem vários pontos com água, não precisa descer carregado de água pois é muito fácil encontrar no meio do caminho. Em alguns trechos as pedras do calçamento já se soltaram e em períodos de chuva viram um barro só, por isso todo cuidado na descida é pouco. Faltando quase 4 km para o fim da trilha é necessário atravessar o rio Mambucaba, a ponte que corta o rio esta caindo, nas duas vezes que fizemos a trilha não tivemos coragem de atravessar a ponte, mas alguns grupos assim o fizeram, como no trecho onde a trilha encontra o rio ele esta mais raso é preferível cruzar pelo rio mesmo. Atravessando o rio, falta pouco, mais 4 km e é o fim da trilha, a trilha termina em uma estrada de terra e do lado direito tem a ponte que também cruza o rio Mambucaba, ela é conhecida como ponte de arame, existem algumas casas nessa estrada próximo da ponte, se você não deixou um resgate combinado existe a possibilidade de bater em alguma casa e com sorte achar alguém que te leve até a rodovia ou ir caminhando cerca de 20 km até a Rodovia Rio x Santos. Essa é uma trilha muito bonita e ainda tem o charme de ser parte da história do Brasil, com um bom preparo físico e Fé no Pé é um belo programa.
  11. Dificuldade: Fácil- Categoria 1 Distância: 8,9 km Altitude Máxima: 227 m Circular: A escolher Como chegar Ubatuba está situada no Litoral Norte de São Paulo – SP. Faz divisa ao norte com a cidade histórica de Paraty, no estado do Rio de Janeiro, e ao sul com Caraguatatuba (SP). Na parte oeste as divisas são com as cidades do Vale do Paraíba paulista, municípios de São Luis do Paraitinga e Natividade da Serra. Para quem vem de São Paulo, duas opções de estradas: 1- Rodovia Dutra ou Ayrton Senna/Carvalho Pinto até São José dos Campos, Rodovia dos Tamoios até Caragua e Rodovia Rio-Santos (sentido Rio de Janeiro) até Ubatuba. 2- Rodovia Dutra ou Ayrton Senna/Carvalho Pinto até Taubaté e Rodovia Osvaldo Cruz direto até Ubatuba. Saindo de Minas Gerais: 1- Rodovia Antonio Simões de Almeida (MG-173) até Paraisopólis, a seguir pela (SP-123) até Taubaté e a partir daí Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125) até Ubatuba. 2- Rodovia dos Bandeirantes (MG-158) até Cruzeiro, a seguir pela Presidente Dutra (BR-116) até Taubaté e a partir daí Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125) até Ubatuba. Para chegar em Ubatuba saindo do Rio de Janeiro, a melhor opção é a Rodovia Rio-Santos, direto do Rio a Ubatuba. A trilha começa na Praia da Lagoinha, para chegar até a praia é necessário entrar pelo condomínio que fica a margem da Rio-Santos, para deixar o carro é necessário pagar a zona azul. A Trilha Essa é uma trilha bem tranquila, ideal para iniciantes e garante um belo passeio pelo litoral. Ela começa na Praia do Oeste e passa pela praia do Peres, Praia do Bonete, Praia Grande Bonete, Praia Deserta, Praia do Cedro e praia da Fortaleza. Fizemos essa travessia no carnaval dia 02/03/2014, não recomendo faze-la em datas festivas onde o litoral esta cheio, a trilha acaba ficando com bastante turista o que tira um pouco a graça das "praias desertas" Quem me acompanhou dessa vez foram meu pai, minha mãe, minha esposa e meu amigo João Paulo, essa foi a primeira trilha da minha mãe e da minha esposa. Iniciamos nossa caminhada na praia da Lagoinha, para achar o inicio da trilha não tem segredo, ela começa no lado esquerdo da praia, logo após o rio(nos falaram que atravessaríamos com água até na cintura, mas dessa vez não cobriu nem a canela), o começo da trilha é uma caminha tranquila com muitas arvores, ainda com casas do lado esquerdo e com a maior quantidade de turistas devido a ser o caminho para algumas praias que só se chega de barco ou pela trilha. Aproveite para apreciar a bela vista do mar do lado direito da trilha. A caminhada até a praia da Bonete leva em torno de 1 hora com uma caminhada tranquila e parando para tirar fotos e apreciar a paisagem, as praias até lá tem uma infraestrutura simples, a praia do Perez já possui quiosque, na praia do Bonete existem uma infraestrutura melhor com quiosques, algumas casas e fica com bastante turista, aproveite para descansar até seguir caminho para a praia do cedro, desse ponto para frente a trilha já fica um pouco mais fechadas, com a primeira subida e já praticamente sem turistas. Para continuar a trilha vá até o canto esquerdo da praia, mas não siga a trilha que passa ao lado direito da casa vermelha, você precisa ir margeando a mureta do lado esquerdo da casa e entrar em uma pequena trilha entre as duas casas, dali para a frente começa primeira subida, ao final da subida vai existir um "cruzamento" com trilha para a esquerda e direita, continue em frente. A subida judia um pouco mas o visual do topo compensa, ao final da subida a praia Deserta e a praia do Cedro se encontram a esquerda, são duas praias separadas apenas por uma pedra. A Praia do Cedro é onde geralmente o pessoal acampa, a trilha para a praia da fortaleza fica mais ou menos no meio da praia, é uma subida com um trecho um pouco ainda mais fechado, dali até a praia da Fortaleza restam mais ou menos 40 minutos caminhando tranquilo. Após o final da subida, caminhando mais alguns minutos já é possível avistar a ponta da praia da Fortaleza. Após avistar a ponta faltam poucos minutos de descida, quando estiver praticamente no nível do mar haverá uma bifurcação na trilha, a trilha da direita leva até a ponta da praia da Fortaleza, a trilha da esquerda leva até a praia da Fortaleza, se decidir ir até a ponta deverá depois voltar e continuar a trilha da esquerda. A praia da Fortaleza já é uma praia bem "populosa" com muitos barcos e lanchas ancoradas, barzinhos e tudo mais. Daqui você tem três opções, voltar a trilha a pé até a praia da Lagoinha, pegar um ônibus e voltar pela Rio-Santos ou pegar um barco, nós escolhemos voltar de barco, a viagem dura pouco menos de 20 minutos e nos custou R$150 para 5 pessoas. Essa é uma trilha que agrada a todos, quem nunca vez consegue faze-la sem maiores problemas e quem já tem experiencia pode curtir a beleza do litoral norte, só aconselho realmente não faze-la em feriados na alta temporada para poder curtir mais as praias, no passado a trilha se chamava "7 praias desertas", hoje já não são tão desertas assim e durante os feriados menos desertas ainda. Bônus Vídeo gravado na volta de barco até a praia da Lagoinha.
  12. Dificuldade: Médio - Categoria 1 Distância: 7,0 km Altitude Máxima: 1.035 m Circular: Sim Como chegar Ilhabela está localizada no eixo São Paulo – Rio, próxima de cidades como Ubatuba, Paraty, Angra dos Reis e Ilha Grande. Distante 210 quilômetros da capital paulista, e a 440 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, há várias maneiras de chegar à ilha. Saindo da capital paulista, o motorista tem a opção de pegar as rodovias Ayrton Senna / Carvalho Pinto (SP 70) e Presidente Dutra (BR 116) no sentido norte. Na altura da cidade de São José dos Campos, deverá utilizar a saída para a Rodovia dos Tamoios (SP 99), no sentido Litoral (Caraguatatuba e São Sebastião). Essa via, que está em obras de duplicação, dá acesso à Rodovia Rio-Santos (BR 101), em Caraguatatuba. seguir sentido sul, em direção a São Sebastião, onde há a balsa para Ilhabela. A partir do Rio de Janeiro, outro caminho indicado é pela Rodovia Rio-Santos, com direito as paradas nas belas cidades do litoral sul fluminense e litoral norte paulista. O acesso à Ilhabela é feito por balsa para pedestres, automóveis e ônibus. O tempo médio de travessia é de 15 minutos e as saídas acontecem a cada 30 minutos, das 6h às 24h, após este horário de uma em uma hora até as 6h do dia seguinte. Para quem não vem com carro próprio, existem várias formas de transporte. Os que preferem conforto e comodidade devem contatar os receptivos locais, que fazem transfers privativos em carros e vans. Para grupos maiores, micro ônibus e ônibus leito estão disponíveis. A Trilha Quem me acompanhou nessa trilha foi o João Paulo no dia 03/03, essa seria a segunda vez que eu alcançava o topo, ou pelo menos pensava isso, mais para baixo explico melhor, o link da primeira subida é esse aqui Pico do Baepi - Primeira Subida. O pico do Baepi possui 1.048 m de altitude, é a 5ª montanha mais alta de Ilhabela e também a mais fácil de ser atingida. Este pico, mesmo não sendo o mais alto da Ilha Bela, destaca-se mais de qualquer outro por ser visto de diferentes ângulos O seu enorme paredão rochoso com mais de 150 metros, voltado para a cidade de São Sebastião foi escalado uma única vez na década de 1980. A trilha é muito bem demarcada e sinalizada em diversos trechos, não exige nenhum grau de navegação, o nível de dificuldade é devido a grande inclinação em pouca distancia, no último quilometro da trilha o nível de inclinação aumenta bastante exigindo um bom preparo físico. A trilha faz parte do programa "Trilhas São Paulo" e por isso exige um guia ou pelo menos que alguém assine como tal antes de iniciar a subida. O acesso ao pico é simples, ao sair da balsa siga em direção ao centro até a praia do Itaguaçu, ao lado da Igreja Assembleia de Deus vire a direita sentido Morro da cruz e se prepare para a subida que é íngreme, apos subir cerca de 200m de altitude existem duas "caixas d'água" da SABESP, após isso se inicia a trilha para o pico, no começo da subida o cenário ao fundo é o porto de São Sebastião, a partir daqui a fechação ainda é baixa, caminhando cerca de 10 minutos se encontra um mirante de madeira também virado para o porto de São Sebastião. Saindo do mirante caminha-se em torno de 10 minutos até entrar dentro da mata onde começa a subida de verdade. A trilha toda esta bem demarcada e praticamente inteira com degraus feito na terra, o que em alguns pontos chega a atrapalhar devido a altura dos degraus. Nessa subida a mata estava incrível, estava bastante úmida o que deixa a vegetação com um verde lindo e realça o "cheiro de natureza". Os primeiros 2,5 km são "tranquilos". depois disso é que a trilha fica ingrime de verdade, tendo trechos com escadas cravadas nas pedras para auxiliar na subida. Passando esse trecho mais inclinado com a escada cravada no alto da subida esta quase no topo, é a partir dai que a história muda, chegamos ao "topo" onde existe uma placa informando para cuidar da mata, aproveitar os sons e tudo mais, passamos a placa e subimos na pedra, onde eu havia ido na última vez a vista de lá é incrível, se pode avistar a mata na parte de traz e o mar na parte da frente, aquela visão já vale a subida. Na pedra ao lado da que subimos encontramos uma cobra Caninana tomando um sol, ainda bem que na pedra ao lado porque subimos tão eufóricos com a vista que nem a teríamos visto de primeira. Como podem ver na foto acima a vista não fica totalmente panorâmica devido a vegetação que tampa um pouco a visão, mas mesmo assim curtimos o visual e decidimos voltar. Quando iniciamos a descida o João Paulo achou uma escada ao lado direito da placa e disse "onde vai isso?", pensei melhor descermos, já esta ficando tarde, porém, ele decidiu descer a escada e seguir a trilha, após descer a escada descobrimos que a pedra onde estávamos se chama Pedra do Sul e não era o topo do Baepi, caminhamos mais um pouco na trilha após descer a escada, existe uma mini ponte e após ela uma pedra bem ingrime com um "corrimão" de madeira para ajudar a subir, após essa subida sim é o topo do Baepi, uma pedra com espaço bem mais amplo e uma visão totalmente panorâmica, sem nada para atrapalhar a visão. Existem outros platos que é possível acessar após a ponte, todos com uma visão diferenciada do oceano e do continente. Como nos empolgamos com o novo ponto encontrado, quando nos demos conta já eram 16h e não queríamos pegar nenhum trecho da trilha de noite, resolvemos descer o mais rápido possível, mesmo não sendo o mais indicado, descemos a trilha correndo, uma sensação muito boa, batemos a velocidade máxima de 9km/h no meio da mata, chegamos de volta ao mirante do começo as 17h. Valeu a curiosidade do João Paulo para descobrir a tal escada, senão teríamos descido achando de novo que tínhamos chego ao topo do pico.
  13. Dificuldade: Alta Distância: 8 km Altitude Máxima: 1.181 m Circular: Sim Como chegar Ubatuba faz divisa ao norte com a cidade histórica de Paraty, no estado do Rio de Janeiro, ao sul com Caraguatatuba (SP) e a oeste com o Vale do Paraíba. Saindo do Rio de Janeiro a melhor opção é a Rodovia Rio-Santos, já para quem vem de São Paulo o melhor é na cidade de São José dos campos pegar a Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba e depois a Rio-Santos até Ubatuba. A Trilha O Pico do Corcovado Possui 1.181 m de altitude e é considerado o pico mais imponente da região, a visão dele da Rodovia Rio-Santos impressiona por seu alto maciço e sua alta inclinação. Para chegar até o inicio da trilha siga pela Rio-Santos até o Km 96 e entre no Bairro do Corcovado, poucos metros após sair da rodovia haverá uma bifurcação, siga pela esquerda na estrada asfaltada, mais ou menos 1 km a frente você verá placa indicando a direita o caminho para o Pico já em estrada de terra, entrando nessa estrada, após passar a ponte o inicio da trilha é na segunda entrada a direita onde é possível chegar de carro até um campo de futebol. A estrada é bem deserta mas não é aconselhável deixar o carro em qualquer lugar, praticamente em frente ao campo de futebol existe uma pequena casa do senhor Tozaki, um senhor muito gente boa e cheio de histórias para contar que guardou nosso carro nos dois dias de trilha, vale a pena chegar cedo para conversar. Quem me acompanhou nessa trilha foram meu pai e o Luan, fizemos ela nos dias 12 e 13 de Outubro de 2013. Após passar o campo de futebol siga estrada pela direita até uma pinguela, passando a pinguela o caminho é tranquilo por uma estradinha por mais uns 50 m até entrar realmente na trilha mais fechada que logo no começo já corta um rio, partindo desse trecho é praticamente só subida. Não existe muita dificuldade de navegação na trilha, a trilha esta bem visível, o que é necessário é um pouco de atenção em alguns trechos que induzem a pegar outro caminho "sem saída", outra coisa que se deve ter cuidado são animais, logo no começo o senhor Tozaki nos avisou que existem cobras venenosas na trilha e não demorou muito para encontrarmos. Após aproximadamente 2 horas de subida chegamos a "Igrejinha", não fique esperando nada construído pelo homem, trata-se de algumas pedras grandes amontoadas(diz a lenda que à meia-noite, próximo da igrejinha é possível avistar a imagem do Frei Bartolomeu rondando por lá), existe uma corda pressa nas pedras, não tentamos subir nelas até porque na subida o tempo estava meio fechado, caminhando alguns metros existe uma outra subida via trilha bem ao lado da igrejinha que é um belo mirante. A Igrejinha esta a aproximadamente 450 m de altitude, passando desse trecho a trilha vai ficando cada vez mais pesada, a inclinação junto com os altos degraus formados pelas raízes das arvores exigem bastante das pernas na subida. Depois de sair da igrejinha, caminhando por quase 900 m de distância e a alcançando 750 m de altitude, esta o último ponto de água próximo da trilha, a trilha segue pela direita e o ponto de água esta a esquerda, mesmo a distancia entre a igrejinha e o ponto de água parecendo ser pequena não se engane, andar tudo isso com a inclinação da trilha não é tão rápido. Continuando subindo após a "bifurcação" do trecho de água, andando por mais aproximadamente 850 m e chegando a 1.050 m de altitude esta uma clareira como primeiro ponto de camping, desse trecho até o pico falta pouco, porém, a última subida até o cume é bem pesada, dependendo do cansaço considere ou parar um pouco nesse trecho ou até mesmo acampar nele e seguir no dia seguinte. Partindo do camping a trilha segue pela direita e já na crista do pico lateral ao Corcovado, andando cerca de 5 minutos já é possível ter uma visão clara do pico. Esse trecho da trilha é bem suave levando em consideração o que já se passou, alguns trechos até com pequenos declives. O último trecho da trilha para chegar ao cume é uma "escalaminhada", essa é a hora do esforço final onde é necessário e muito a ajuda das mãos para subir os últimos 100 m de distancia e aproximadamente 60 m de altitude e alguns pontos com pedras molhadas que dificultam bastante a subida. Após passar a escalaminhada, a direita esta o cume do pico com uma pequena área de camping para no máximo 3 barracas pequenas e um pouco mais a frente um pequeno espaço para mais uma barraca, virando para a esquerda há uma área de camping maior e mais protegida do vento, nós acabamos acampando nessa área da esquerda. Acampamento montado é hora de desfrutar a beleza do lugar, do cume é possível avistar o mar, a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira, dizem que é possível avistar a Serra da Bocaina, porém, dentre as cadeias de montanhas não conseguimos identifica-la. Pelas fotos já da para perceber que faz frio durante a noite, então se prepare para os ventos e o frio, uma outra dica que não seguimos foi guarde todos os alimentos dentro da barraca, esquecemos um pacote de bolacha fora da barraca e durante a noite um quati tentou rouba-lo. Se programe para acordar bem cedo, afinal após subir tudo isso não se pode perder o lindo nascer do sol no mar certo? O nascer do sol no alto do pico é uma visão incrível que compensa qualquer esforço da subida. Depois de tudo muito bem apreciado, é hora da descida. A descida também não tem segredos de navegação, só prestar atenção e seguir a trilha, se na subida exige bastante das coxas e da panturrilha, na descida a força sobre os joelhos é grande, após caminhar quase 4 horas para descer a visão do rio lá do começo da trilha é tentadora e um banho ali da um animo a mais para o corpo se preparar para voltar para casa.
  14. Muito boa a iniciativa, se tiver algum grupo no Vale do Paraíba/SP to dentro
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