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aline mota

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  1. Depois de merecido descanso... hora de voltar pra realidade. Pra descer, todo santo ajuda! Mas vai dando uma vontade de ficar mais tempo, sabe... pensamentos do tipo: quando vou poder vir aqui de novo... são inevitáveis!!! E uma saudade, do que ainda se está vivendo, já invade o coração... ai, ai... Depois dessa missão, uma foto clássica na Praça de São Pedro pra fechar o ciclo com chaves de diamante... pq ouro, pro Vaticano, é fichinha. Depois de gastar toda nossa pouca energia, fomos comer de verdade. Paramos num restaurante, barzinho, sorveteria (isso tudo concentrado num só lugar). Próxima parada Castelo de Santo Ângelo. Gente... a vista do Castelo é simplesmente incrível... depois que vc descobre como chegar lá encima! Não tivemos muita facilidade... ficávamos rodando e passando pelo mesmo lugar, ou seja, perdidas, e quase desistíamos de chegar a cobertura. Chegamos a conclusão de que não havia como chegar ao "topo"... até vermos uns vultos por lá e a caçada, pela passagem secreta, que de sigilosa não tem nada, reiniciou e finalmente chegamos ao top top do Castle... Depois de nosso dia de passeios, e apesar de nao ser tao tarde, as meninas queriam voltar ao hostel pra pegar a mala delas que ja deveria ter sido entregue no Alessandro por essas alturas e assim resolvemos regressar. Como sou a favor do uso múltiplo dos meios de transporte, dei a ideia de voltarmos de ônibus e nos perdemos... Devo dizer que andamos muuuuuuuuuuuuuuito!!!!! (Menos que o povo escolhido e mais Forest Gump). Procuramos por metrô e não enchergamos nem uma plaquinha. Caracas, me senti super mal por nos ter metido naquela roubada. Fiquei muito envergonhada e devo confessar... me perder sozinha foi bem melhor. Eu não me sentia culpada... era só eu mesma... eu me sentia idiota, é verdade... mas culpada? Jamais! rs Mas agora era diferente. Ia pedindo muita informação pelo caminho e depois de andar horrores, finalmente chegamos a uma parada de buzu e esperamos. Quando nosso bonde apareceu... Me senti aliviada e pedi mil desculpas as meninas. Quando, finalmente, conseguimos chegar ao hostel, tinhamos a visita esperada, mas já esquecida, de Fernando que havia combinado de aparecer pra nos levar em uma tarde de turismo por Roma. Entramos para checar a chegada da mala que nao havia aparecido, e foi como um banho de água fria nas meninas. Elas desistiram do passeio e, assim, foi apenas WIlly Wonka e eu. O guia quis fazer bonito, dessa vez estava motorizado e tudo! Fernando estava animadissimo!!! Nao sei se com minha companhia, coisa que duvido um pouco, ou com o fato de ter feito a farra nas lojas que haviam iniciado promoção naquele dia. Exibia feliz a aquisição de duas havaianas que haviam lhe custado os olhos da cara, mas que ele acreditava piamente ter feito o negocio das arabia! Cada uma havia custado 23 euros. Isso ja com o desconto de 50%. Ou seja, se vc vai a Europa... vire caixeiro viajante... leve sandálias havaianas e fique rico! O modelo mais simples da marca e ele feliz feito pinto no lixo: "São as legitimas, tem a bandeira do seu país!" Claro que eu não iria acabar com aqueles delírios, mesmo ele dizendo que estava arrependido de nao ter comprado mais e que voltaria a loja no dia seguinte pra adquirir mais algumas das legitimas brasileiras. Já disse... não gosto de ser portadora de más noticias... O passeio começou por um local que nao faço ideia de como se chama. Sei que há uma igreja bem no alto e de lá... essa vista. O passeio ainda incluiu a Villa Borghese, Piazza Del Popolo Sempre que paravamos pra bater as fotos, Fernando estacionava em lugares proibidos. Mas como era rápido, só o tempo de um click, não havia problemas. Mas... Chegamos em um local e Fernando estacionou. quando ele preparava-se para registrar o momento com minha super digital o carro da policia apareceu e cortou a liga do fotografo amador. Fernando tentou argumentar que nao iria demorar, era só o tempo de tirar uma foto e ele ja tiraria o carro do local proibido. Não que eu saiba italiano... mas é obvio que depois pedi ao guia que me dissesse o teor do dialogo. Mas os "puliça" italianos não queriam conversa, mandaram Fernando entrar no carro e tira-lo dali. E eu olhando toda a situação, já prevendo ser enquadrada em algum crime como cumplice contra o bom funcionamento e andamento do transito italiano. Fernando entregou-me a maquina e enquanto batia boca com os "cara" dizia pra eu ir tirando fotos. Eu apontava pra qualquer direção e clicava, nem prestava atenção no que era. O que eu queria mesmo era registrar a situação. Mas fiquei com medo dos policiais me interpretarem mal e ai sim eu seria deportada!!! Deus que me livre e guarde! E a discussão continuava... E eu louca pra saber se já tava rolando ameaça de prisão... Cansado e revoltado por argumentar e não ver meios de convencer os uniformizados sobre sua boa intenção, Fernando entrou no carro pra estacionar em outro lugar. Me disse: "Fique aqui fotografando." Ele mal andou alguns metros e já parou novamente. Quando já se preparava pra descer os policiais mandaram ele entrar no carro novamente que ainda estava errado. Fernando finalmente convenceu-se de que ali não havia chances de obter sucesso e me chamou pra irmos embora. Amém. Esse foi o meu melhor click. Depois dessa, fomos jantar. Iniciei a tentativa de educar meu paladar. Escolhi um vinho branco com a ajuda do guia e não tomei mais que um gole... Triste Depois de toda essa agitação achei que já era hora de voltar pro hostel. No quarto encontrei Ariel. Os pés bemmmmm pior que na noite anterior... Não acreditei quando ele disse que havia passado o dia na rua. O cara é louco! Mas depois entendi o tamanho do sacrifício do argentino... ele conheceu uma loira espetacular! E foi por conta daquela companhia que ele se autoflagelou naquele dia. "O que um homem não suporta por uma mulher..." Dei a ele informações sobre os hostels que ficaria hospedada - ele aprendeu a lição. Não estava mais disposto a ficar batendo perna sem rumo quando chegasse em outras cidades. Ele começou a fazer reservas nos albergues das próximas paradas. Ainda dei uma saída com as meninas pelas redondezas - ligar pra família, verificar o sábado a noite de Roma! Encontramos uma festa que parecia valer a pena. Mas quando chegamos na entrada, desistimos... não lembro porque... Retorno ao hostel e dormida certa.
  2. Oi, Gisele. Pois é, Barcelona fiz couchsurfing. Meu anfitrião foi um senhor de 54 anos maravilhoso! Caso vc opte por esse tipo de hospedagem, precisa entrar no site e fazer seu cadastro - www.couchsurfing.org Faz a pesquisa dos lugares onde vc pretende arranjar um "sofá" e esperar que tudo role de boa. Uma dica: sempre leia o perfil completo da pessoa a quem vc pretende pedir guarita. Isso evita problemas. Bjs
  3. Já estou te acompanhando pelo blog, Nicole. Que bom que vc é independente. Faz diferença. Bem, espero chegar a Espanha e Portugal antes da tua viagem... rsrsrs Bjs
  4. Oi, Be_diniz. Olha, nós compramos nossas entradas pela internet. O romapass só garantiu a entrada sem fila. E a esfera... não tenho certeza sobre a data... mas sei que de antiga não tem nada. T+
  5. Por brevíssimos segundos imaginei que Samoa estivesse brincando, mas foram apenas poucos segundos porque a cara dela e de Jessica não deixavam muitas duvidas. Enquanto tomávamos o café, as meninas me puseram a par do que haviam passado pra chegar a Itália. Foi uma correria e confusão de atrasos e perdas de voos que vcs não fazem ideia. Realmente era impossível a mala delas não ser extraviada. E eu, contei a elas sobre minha busca implacável que incluía ladrões, traficantes, delegacias e por fim um avião afundando no Atlântico e um luto só não mais breve que manteiga na venta gato. Mas ninguém riu – não era muito fácil pra gente lidar com aquela situação – eu sentia a perda da mala das meninas tanto quanto elas. Não pq eu já tivesse passado por aquilo – que como vcs já sabem não me afetou muito já que eu estava mais tonta que barata depois de uma borrifada de veneno na cara – mas sim, pq Samoa estava trazendo remédio pra mim e ele estava na mala sumida. Estive em contato com Samoa desde o inicio da viagem e, nos meus dias em Atenas, ela soube que tive minha mala extraviada e isso a ajudou a ser cautelosa – ela preparou uma boa mochila com algumas roupas e o que havia de mais importante pra viagem, imaginando que isso também poderia acontecer com ela... isso que é imaginar com força! E lhe contei, também, sobre certos males que minaram meu frágil sistema imunológico assim que pus os pés em Atenas. Males, esses, que me são tão raros quanto fome e que não lembrei ou tive a inteligência de trazer medicação pra tão singular enfermidade. Depois de fazer algumas perguntas e diagnosticar o mal que me afligia a amiga me comunica que é medica. Não poderia ter recebido noticia melhor – sou hipocondríaca, serio – não é piada, hein! Enquanto estivesse em Roma eu poderia adoecer a vontade que teria uma médica pra me socorrer: já me via aos desmaios pelas ruas de Romas, com febres de causar delírios... ah... era o sonho que qualquer mochileira hipocondríaca poderia ter: mochilar com um médico a tira colo!! Eu estava em êxtase! Bem, como disse, Samoa havia cronometrado nossos dias em Roma, ela é muito eficiente. Nosso dia iniciava no vaticano. Já tínhamos comprado entradas pro museu pela internet quando ainda estávamos no Brasil, pagamos 15 euros. Na estação de metrô as meninas compraram meu romapass, enquanto eu enfrentava uma outra fila pra comprar minha passagem pra Florença aonde eu iria dali a poucos dias. Romapass 24 euros e Florença 22 euros. Acho que foi isso. As meninas e eu fazíamos um bom trio: Samoa encontrava o caminha, Jéssica decorava todo o percurso pra que não nos perdêssemos na volta e eu ia só no embalo. Mais uma vez encontrei quem me guiasse nos metrôs da vida. Era uma maravilha! Roma... que cidade linda! Claro que eu já havia chegado a essa conclusão antes. Mas com as companheiras era tao melhor. Era uma Roma diferente de quando estive so e de quando estive na companhia de Fernando. Afinal, eu ainda não havia ido ao vaticano, tao pouco usado os metrôs italianos. Mas poder ficar a vontade pra fazer os comentários, piadas que sempre aparecem, impressões sobre os lugares e ter o feed back e na minha língua... era bom demais!!! O vaticano, como já era de se esperar, pelos relatos que havíamos lido, afigura-se imponente e nos presenteava com nada mais, nada menos que uma fila simplesmente gigantesca que fazia curvas e... mais curvas e... mais curvas. Como nesses casos não há outro remédio a não ser ou o de furar a fila e correr o risco de ser assassinado ali mesmo sob a benção papal, ou encarar - com falso ânimo - toda aquela maré de havidos turistas, loucos pelos clicks que os eternize sob o teto da Capela Sistina, e Sim, eu tb comungava dessa unanime necessidade turística. Assim, entramos, é claro, na via sacra vulgo fila, para garantir nosso lugar ao sol enquanto Samoa ia investigar o que o romapass prometia: entrada sem riscos de vida! Em poucos minutos a amiga reaparece fazendo sinais de “vam bora” que a felicidade está por detrás dos muros e temos o romapass! Dica: comprem o romapass. (O ROMAPASS dá direito a entrada nos locais de visitações sem filas gigantescas, o transporte publico está incluído no pacote.) O vaticano é um lugar que vale muito a pena conhecer. Roma sem vaticano é bem goiabada sem queijo - se bem que nunca comi goiabada com queijo, sempre opto pelo creme de leite. Mas em Roma não há o que se pensar ou optar. Se vai à Roma tem que ir ao Vaticano. Eu fiquei simplesmente encantada e creio que com as meninas não foi diferente. Na Jéssica encontrei a parceira de fotos, pensa numa guria tao louca por fotos quanto eu. Era ótimo. Samoa ficava exausta de tantos clicks. E apesar de, as vezes, tentar dizer não, ela acabava cedendo no final pousando pra mais um click que ela jurava, sob pena de excomunhão, que não faria mais pose. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120507224448.jpg 500 375 Legenda da Foto]As gurias que fizeram toda a diferança: Jéssica e Samoa[/picturethis] Samoa tinha feito pesquisa minuciosa sobre os lugares e sobre o que encontraríamos em cada um deles. Assim quando algo nos chamava atenção e esse algo era tudo, a baiana folheava prazerosamente sua pequena bíblia e nos informa do que se tratava determinada estatua, pintura ou local por onde passávamos. Samoa é uma medica apaixonada por historia – graças a deus! Minhas pesquisas realmente tinham deixado a desejar... fazer esse trabalhinho antes de ir pra determinado local é bacana não so pra vc não se perder, não so pra se ter noção de como chegar lá. Mas, também, pra poder entender pq algo é considerado tao magico, ou tao importante pelas pessoas, pelo mundo. O vaticano é cheio de milhões de significados, historias, simbologias, é meio magico, mesmo, poder ver tudo isso já com essa ótica previa de compreensão. Do contrario, tudo acaba sendo so mais uma tela, mais uma estatua e vc so mais um turista. Ahhhh, não vale a pena gastar tanto, sacrificar tanto (enfrentar aquela fila desgraçada) por coisas sem significado. Claro que nem tudo se encontrava no diário de sobrevivência da doutora e, nessas horas nós mesmas tentávamos adivinhar do que se tratava. Descobrindo que erravamos quase ou sempre quando checávamos as plaquinhas. Era muito bom ter companhia! Essa esfera eu jurava de pés juntos que era algo super antigo que da Vinci havia construído. Datava de 2006... uma data recente, feito por alguém que não lembro o nome mais que com certeza não se chamava Leonardo. Entramos, finalmente, no gigantesco museu do vaticano. Muita coisa pra ver x pouco tempo pra contemplar. Confessando minha ignorância, eu imaginava o museu do vaticano cheio de relíquias... mas todas ligadas a igreja católica. Mas há, na verdade, uma variedade de ” espécies” artísticas e relíquias, claro. Passando pelo Egito, Grécia e outros países que não lembro os nomes. Nossa saga, dentro do museu do vaticano, alias, essa é a situação de todas ali dentro, tinha como um dos maiores objetivos a capela sistina. O povo meio que já olha ate de banda tudo o que vai vendo pelo caminho ate chegar lá e ver o famoso Michelangelo. O museu é cheio de plaquinhas e todas com a mesma informação: capela sistina? Dobre a esquerda, a direita, va em frente e toda vez que nos deparávamos com uma escadaria ou grandes e luxuosas portas chegávamos a conclusão q era a capela sistina e quando chegávamos... pom pom pom ... Desilusão total. Quando já não esperávamos mais pela dita cuja e já falávamos aos sussurros: “agora é a capela sistina...” enquanto Jessica filmava cada um dos nossos infinitos fracassos, a abençoada se faz presente. É... deve ter dado um big trabalho pintar, criar tudo o que tem ali dentro. Alias, o museu é tão bonito que se não tivesse uma tela ou estátua ainda assim seria belo... as paredes são lindas, o chão é lindo, o teto é lindo, é tudo lindo!!! Mas eu espera um pouco mais da Cap Sistina... Eu imaginava que aquela tão famosa imagem do divino tocando o humano (creio que seja isso)fosse, pelo menos, um pouco maior. Quase preciso de uma lupa pra localiza-lo ali no teto no meio de tanto desenho... ops, arte. Mas tudo bem, agora eu podia dizer que tinha estado na Capela Sistina. É expressamente proibido bater fotos dentro da capela sistina... mas... A cada segundo vemos um (s) flashes sendo disparado. Isso É uma festa a parte... É hilário ver a cara dos turistas com olhares do tipo: não fui eu! E e outros cheios de indignação e inveja por não terem tido a mesma coragem sensurando com olhinhos miúdos o povo próximo aos disparos. Jessica desligou o flash da maquina, mesmo assim uma tia quase nos joga na fogueira da inquisao quando percebeu nossa movimentação tentando fazer casinha pra maquina de nossa super fotografa. Depois de boas horas enriquecendo nosso lado cultural no museu do vaticano parada pra repor as energias. E descobri que o vaticano deve ser o lugar mais caro do mundo. Uma coca-cola de 600ml custava só 6 euros. Fomos atrás de comer alguma coisa antes de entrar na catedral de são Pedro, e encarar a escadaria que dá acesso a uma das mais belas vistas da cidade. Não tive coragem de pagar pela coca de 6 euros e fiquei tomando meu super energetico enriquecido com 2 moleculas de hidrogênio e 1 de oxigenio colida a poucas 6 horas atrás, em uma fonte dentro do vaticano. Praticamente uma agua benta! Me convenci de que os beneficios desse liquido eram infinitos e trariam a cura pro mal que a droga extraviada prometia. Abastecidas de coca e agua benta, fomos pra igreja de São Pedro. Pra entrar na catedral é preciso estar com vestes adequadas: camiseta e minissaia não estão elencadas nessa categoria. Mas sempre tem um povo pelas redondezas, vendendo uns lenços, capaz de assegurar a entrada dos desavisados. Pra entrar na igreja não há romapass que nos salve! Lá, somos iguais perante a lei e não há indulgência que te aproxime do paraiso (a porta de entrada). Por isso, prepare-se! O caminho é longo!!! Duramos bons minutos ou horas... perdi a noção do tempo na fila de expiação dos pecados. Sim, pq depois de encarar aquela missão é obvio que aquele mal pensamento sobre seu chefe ou a inveja sentida daquele fulano lá na frente já foram todos perdoados. Ir ao vaticano pode te render bons créditos. Vc ganha um up grade e se livra do purgatório. Mas não vou mentir... enfrentei filas piores em Florença e em Paris... mas isso conto quando chegar lá! A igreja de São Pedro não fez feio... nossa... muuuuuito linda!!! Vale a pena ganhar esse up grade, hein gente! Agora sim hora de encarar a super missão... subir até o terraço da igreja. Vc tem duas opções: escadas do inicio ao fim da subida (entrada mais barata e, a não ser que vc tenha um super folego de nadador profissional, não aconselho) e elevador mais escadas (mais caro mas... garante sua sobrevivência de fumante, cardíaco, hipertenso, sedentário ao final do passeio. Optamos por essa). Ainda tínhamos folego pra sorrir, era o inicio. rsrs Eita subida que deu trabalho. Sério, o negócio é sinistro! Paramos varias vezes durante essa empreitada pra garantir nossa sobrevivência! Em algumas partes as escadas ficam super ingrimes e estreitas, só dá pra passar um aventureiro de cada vez... vc vai subindo e reza pra não esbarrar com ninguém descendo. Se for assim, de duas uma... ou vc tira na sorte e reza pra não perder ou encolhe o buxo, prende a respiração e... vai com Deus! A vista compensa...
  6. Mas ainda estou entre vcs... rsrsrs Pois é, Karen... uma hora termino esse relato, prometo! rs Valentina, tô só com uma baita inveja de vc... aproveita sem medo de ser feliz, vai dá tudo certo! Nat... conta essa tua historia, hein... com o povo que vc levou... Jesus!!! Deve ter rolado muita coisa bacana. Tô esperando seu relato. Rezitaa, vá! Vc não vai se arrepender. Tenho certeza!!! Enrafa, Be_diniz... já vou postar alguma coisa meninas. Desculpa tanta demora. Guênio, valeu pelo elogio. Bondade sua. Abraços
  7. Esse era Ariel. O argentino mais exausto, maluco e arrependido que tive a oportunidade de conhecer nessa viagem. Ele entrou, disse oi, boa noite, apresentou-se e começamos a conversar. A principio em inglês... e depois também. Pq o portunhol do Ariel era tão bom quanto meu inglês... simplesmente incompreensível. Então eu dizia a ele: ok… speak in english, please. Ariel começou me perguntando se eu estava viajando sozinha e eu respondi que sim. - Eu também. Ele disse. Deu um longo suspiro de cansaço. E desatou a falar sobre o drama dele, vulgarmente chamada de viagem... "Quando pensei nessa viagem, imaginei que seria maravilhosa: viajar sozinho, conhecer pessoas, fazer muitas amizades, ir a muitas festas mas não tem acontecido nada disso." (Pensei que ele fosse chorar) Ele me olhou e perguntou se eu estava gostando de viajar sozinha, se as coisas estavam saindo como eu achava que seriam. Olhei pra ele me segurando pra não rir... ( vcs não entenderam, né? Eu explico!) Gente, a cara do Ariel, a postura dele, a situação dele, tudo nele era estremante idêntico ao que eu vinha passando e sentindo. Era como se eu estivesse me olhando. A minha felicidade estava em saber que eu não era a unica desesperada e arrependida no mundo das viagens. Olhando o Ariel - um homem, com um inglês fantástico - naquele estado. Pow!! Era uma prova de que eu não era uma idiota, fraquinha simplesmente. Era a descoberta de que viajar sozinha não é mole não. As coisas acontecem e vc tem que dar conta do recado, se virar nos trinta ou então fazer o que o Ariel eu tentamos fazer: checar o seguro viagem tentando encontrar uma maneira de tentar mudar a volta pra casa sem grandes prejuízos pro bolso. E assim como eu ele tb não conseguiu visualizar essa proeza. kkkkkkkkkkkkk Essa descoberta foi o meu Nirvana. Mas enfim, tentando fazer o olhar mais consternado do mundo, já nem lembrando que tinha matado duas amigas a minutos atras, disse ao Ariel que não tinha sido uma boa ideia viajar sozinha, que eu também estava super arrependida. - Quanto tempo falta pra acabar a sua viagem? Ele quis saber. - 40 dias ainda... (também dei um longo suspiro de cansaço) e pra vc? - Um pouco mais. Minha viagem deveria durar 50 dias. - A minha também! E Ariel contou-me do presente que o universo deu a ele. - Eu tive um problema com meu voo. Liguei pra companhia pra reclamar o aborrecimento. Reclamei e briguei muito... sabe o que eles me deram pra compensar o aborrecimento e transtorno que me causaram? Eu não fazia ideia. Pensei que tivessem dado alguns milhoes de dolares... sei lá! Então perguntei: o que? - Uma semana a mais pra ficar na Europa!!! Agora, ao invés de ficar 50 dias, vou ficar 57! Gente, quando ele disse isso não dei mais conta. Explodi numa gargalhada que o luto foi parar lá na Que merda... isso que é um tiro sair pela culatra! Ariel ficava me olhando... mas não tinha como não rir de toda aquela desgraça! E o arrependido continuo... - Eu estou exausto... (não que ele precisasse dizer.rsrsrs) viajei com todo meu roteiro aberto. Não fiz reservas em lugar nenhum. Sabe que horas eu cheguei em Roma? A tarde! E desde então estou procurando hospedagem. (Com uma mochila enorme nas costas! rsrsrs) Não tem vaga em lugar nenhum! Tudo lotado! E só agora consegui achar uma vaga aqui. (Isso já era quase meia noite.) Meus pés estão cheios de calo. (Quando ele me mostrou a situação em que estavam os pés dele... ai me deu pena... eram bolhas enormes espalhados por todo os pés do rapaz. Eu não sei como ele tava conseguindo andar com aquilo! Incrivel!!) E ele continuou... - Comprei aquele cartão de passagens de trem pela Europa (o Eurail). Pra viajar pra qualquer lugar. Não presta e é muito caro! Tenho que ficar olhando na internet, ligando, dá muito trabalho! Pensei que fosse ser mais simples. Já liguei pra companhia de voo pra mudar meu retorno pra casa... mas é muito caro pra remarcar! É melhor cancelar e comprar outra que sai mais barato!!! (Ele estava indignado... e eu morrendo de rir!) Quando essas férias acabarem, eu vou precisar de novas férias pra descansar das férias... (Ai que eu ria mesmo... lagrimava de tanto rir. Mas concordei com ele... eu tb precisaria de ferias depois dessas ferias. Isso era fato! rsrsrs) De repente, Ariel me trouxe pra realidade: "se vc quiser, podemos andar juntos por aqui. Eu conheci uma moça..." (Enquanto ele falava, me lembrei das falecidas companheiras e do nada me veio a unica ideia que eu não tinha me ocorrido desde o inicio.) Samoa tinha me falado que tava com medo de ter problemas em um voo pq tinha colocado o nome dela errado numas das reservas. Que na hora não iria bater o nome do passaporte com o da reserva. E bingo! Entrei na internet novamente, anotei o nome de Samoa completo e direitinho com todos os y que tinha. Sai do quarto que nem uma bala, deixando o argentino falando só e fui até a recepção. Entreguei o nome dela e pedi ao abençoado pra olhar novamente - eu sempre dizia só o nome dela, sabe Deus como ele não digitava. Uma letra errada e ela não iria aparecer no sistema deles. Enquanto ele digitava eu cruzava os dedos e rezava. Então o recepção me olhou... repetiu o nome dela... perguntou se a reserva era pra duas pessoas... e... sim. Ela estava nos registros desde as 5 da tarde, se não me engano. Ele me falou o quarto delas, mas disse que eu não poderia ir até lá pra não incomodar as outras hospedes. Meu Deus, eu não sabia se ficava feliz por elas não estarem mortas ou se deixava meu ódio tomar conta de mim e matar aquele recepção que não tinha entregado meu recado a elas e me tinha feito sofrer e desesperar atoa. Meti minha mão no monitor dele, arranquei meu recado e sai. Ele protestou:"ei vc não pode fazer isso!" (ele queria morrer!) Voltei irada, com um olhar que espantaria qualquer demônio pra bem longe. Eu estava fora de mim. - Esse papel é meu. Eu faço com ele o que quiser. Você devia ter entregado esse recado. Mas vc nem leu!!!! Ele ficou me olhando... e não disse mais nada. Não sei se pq não decifrou meu inglês ou pq minha cabeça estava prestes a dar uma volta de 360°! Voltei pro quarto e deixei Ariel usar o resto de net que eu ainda tinha. Não queria mais nem papo com computador. Só queria dormir! Acordei super cedo pra não me desencontrar das meninas - era obvio que elas não saberiam em que quarto eu estava, então não viriam atras de mim. Tomei meu banho nas carreiras, vesti o que vi pela frente e parti pro quarto delas. Bati na porta e Samoa abre mais viva que nunca! rs Nossa, como fiquei feliz em ver Samoa e Jéssica. E graças a Deus, senti que nossos santos bateram na hora! Se eu tenho historia pra contar vcs deveriam ouvir Samoa e Jéssica... a viagem delas não foi mole não... e só pra começar elas me comunicam: "Aline, vc não vai acreditar, nossa mala foi... extraviada!" Sejam bem vindos ao caso mala - o retorno!
  8. Finalmente chegou o momento de começar a me alimentar um pouco melhor. O Alessandro oferece café da manhã! Levantei cedo pra não perder o 0800. Logo as meninas estariam chegando e resolvi sair pelas redondezas pra comprar umas besteirinhas (Shampoo, hidratante e afins. Gastei uma pequena fortuna e fiquei triste por não ter trazido tudo do Brasil. Eu li várias informações sobre transporte de líquidos em viagens internacionais e todo mundo SÓ dizia que o máximo permito eram vidros de 100ml. Pena que esqueceram de esclarecer que isso é pra BAGAGEM DE MÃO!!! Na mala vc pode levar quantos litros quiser!!!! ). Não demorei muito e montei guarda na recepção do hostel ansiosa pela chegada das parceiras. Pelos meus cálculos, elas deveriam chegar entre 12:00h... 12:30h pelo hostel e, como não poderiam ir pros quartos, nós logo sairíamos pra turistar. Samoa havia, quase, cronometrado cada um dos nossos passos nesses dias em Roma. Ainda nem a conhecia pessoalmente mas já adorava Samoa pela organização dela. :'> Mas quando as 12:00h chegaram sem Samoa e Jéssica, calculei que já não seria possível fazer alguns dos passeios planejados pro dia. Mas tudo bem, eu podia viver sem isso... 13:00 horas e meus olhos não olhavam outra direção a não ser o monitor que mostrava a entrada do hostel sem as amigas. O voo delas devia ter atrasado um pouco (tudo era possível) e com essa agora conclui que deveríamos pular o almoço e já ir logo passeando por Roma... pra que comer? rsrs 14:00h e o monitor mostrava a guria da recepção e os staffs tirando maior sarro da cara dela. Perguntando quem era ela, de onde vinha, o que queria lá... de repente aquilo me soou tão familiar... e então saquei o que eles haviam feito comigo no dia anterior. Me tirando pra pagode, como se eu fosse coleguinha deles de trabalho. Fiquei com muita raiva. Mas o que importava naquela hora era a ausência das meninas, e a preocupação que começava a bater na minha porta. Não demorou muito e os pixels mostraram a figura do Fernando. eu nem lembrava que, segundo meus planos, eu não deveria estar ali aquela hora! Expliquei ao amigo o que estava acontecendo. Eu não podia sair pq estava esperando por amigas. Mas Fernando apelou pra um ponto fraco... almoço. E realmente aquela hora eu já estava verde de fome. Resolvi sair pra comer e voltar em seguida pra apanhar as parceiras que, evidentemente, já teriam chegado qd eu retornasse. Deixei um recado na recepção pra elas em letras garrafais que ficou pendurado no monitor do recepção. Daria tudo certo... era o que pensava... Meu atual guia, sacou que era uma viajante sem muitos recursos financeiros ( também com essa minha cara de pobre, não precisa ser vidente) rsrsrs – e me levou pra comer em um lugar barato mas... com comida de verdade! Terminado o almoço, Fernando me propõem ir até o Pantheon... pow! era golpe baixo... E lá fui eu. No caminho tudo é novidade até uma velha residencia ou sei lá o que era... fotos! Quando fomos pegar o ônibus eu não tinha passagem. Explico isso ao guia e ele puxa uma carteira dizendo que tinha passe livre nos transportes. - Certo, legal... vc mas e eu? Perguntei. - Vc ta comigo, não se preocupe... Olha que figura... só faltou dizer: "ta comigo, ta com Deus!" Mas fui, né! Paramos na Piazza Veneza e de lá caminhamos até um local muito bonito, tipo... outra antiga residência... com um jardim que achei um encanto! (Sim, tudo era um encanto! rsr) Finalmente chegamos ao Pantheon. Entrei, me maravilhei e agradeci imensamente a gentileza de Fernando em se dispor a mostrar sua cidade sem pedir nada em troca a não ser minha companhia. Ele me falou que eu lembrava uma amiga que morou algum tempo com ele. Ela era brasileira, acho que de fortaleza e infelizmente apesar te-lo ouvido pronunciar o nome dela varias vezes, não consigo lembrar agora. Sei que ele sentia uma grande saudade da garota e tinha vontade de vir ao Brasil pra reencontra-la. A companhia do Fernando foi agradabilíssima. O inglês dele era fácil de entender. O meu continuava uma porcaria mas era o suficiente. A seguir, fomos a Fontana de Trevvi... o que aquilo minha gente!!! É simplesmente lindo!!! Se não estou enganada... há uma loja de café enfrente a Fontana ou do Pantheon. Tudo o que se faz e vende lá dentro é de café inclusive sorvete. Quem tiver oportunidade e for amante de café como eu vale muuuuuuuuuuuito a pena ir até lá! Passamos por uma feirinha e, depois de muito caçar uma sombrinha, eis que vejo algumas. Quando vou comprar quase Fernando morre! rsrsrs Ele começou a dizer que aquilo era um absurdo!!! Que era verão. Tinha sol! E respondi – eu sei, por isso quero a sombrinha, é sol demais pro meu gosto. Mas o cara se transformou... (o que a neve não faz com as pessoas...) O sol é tão escasso que quando aparece aquela gente fica louca! Só faltam andar nus pelas ruas. Eu pegava a sombrinha e ele tomava da minha mão. Meu deus!!! - Você não pode comprar uma sombrinha. Ele dizia. - Eu preciso de uma sombrinha. Eu respondia. - Por que? Quis saber o candinho. E tentei explicar a ele que havia gastado milhões de dólares em um pelling. (não foi facil! kkkk) Então ele me levou a uma barraquinha que vendia chapéus e disse: "um chapéu vc pode comprar. Se é só o rosto o chapéu resolve! Só rindo mesmo. Bem, fazer o que??? Jogar meu guia fora, no lixo?? Não podia, né!... então aceitei e comprei meu lindo chapéu de camponesa. Depois dessa overdose de gastos, Fernando ainda sugeriu uma visita... já não lembro a que local... mas já era pouco mais de 5 da tarde e resolvi voltar pro hostel e encontrar Samoa e Jéssica! Cheguei a conclusão de que já havia conhecido coisas demais sem elas. E assim se deu. Chegando fui direto até a recepção e quando penso que encontraria as amigas, o que vejo?? ...Meu bilhetinho pendurado no mesmo local. Conclusão: elas não chegaram! A preocupação tomou força! Não era possível que tivesse atrasado tanto assim esse voo!!!! (claro que era. Mas sempre consigo piorar, e muito, a situação). Imaginei que se o problema fosse atraso, Samoa teria deixado um recado na internet pra mim. E ai iniciou o compra, compra de horas de net, já que no Alessandro cobra-se pelo acesso. Eu tinha certeza que se elas estivessem presas em algum aeroporto, eu teria a resposta no facebook, Orkut, msn qualquer sinal de vida Samoa teria me dado. Abrindo todas essas possibilidades... nem sinal da pequena. Não era possível! Quando meu tempo na net acabou, voltei a recepção pra comprar mais algumas horas e checar a possibilidade delas já estarem no hostel - nós não ficariamos no mesmo quarto - mas meu bilhete continuava lá e nada nos registros do hostel. Deu 7, 8 da noite e nem sinal de Samoa e Jéssica. Nada, nem no hostel e nem na internet. Cassei todos os parentes delas no facebook. Lia os murais, scraps, subs. Imaginei que se ela não tivesse lembrado de me deixar um recado, com toda certeza, a família ela diria se tivesse acontecido alguma coisa... mas nada. Absolutamente nada! Como sou ótima... comecei a procurar notícias sobre queda de aviões... e... Não havia noticias sobre isso também. Menos mal. kkkkkkk Mas eu já estava mais pálida do que sou por natureza. E por essas alturas, morrendo de medo de imaginar o que poderia ter acontecido a elas... mesmo assim imaginei. Na minha cabeça já tinha se passado de um tudo! - Elas chegaram, foram abordados por algum bandido, já estão nas mãos da máfia do trafico humano. Tadinhas. - No ultimo momento Samoa decidiu ir pra outro lugar... talvez um hotel! ( a família dela tb vinha fazendo terrorismo com ela) - Foram assaltadas e estão em alguma delegacia. (Essa era a melhor das opções.) rs Mas lá pelas 10 da noite... depois de ter imaginado milhões de possibilidades... finalmente cheguei a única conclusão plausível e, finalmente, toda a desgraça se materializou. Armada da explicação mais plausível, derrubei o avião da tap e matei Samoa e jessica... e mais alguns passageiros de quebra! Fiquei estarrecida. Era claro como agua. O avião tinha caído. Samoa e jessica estavam mortas. E agora, o que eu ia fazer?!!! Fiquei sentada na cama imaginando se devia ou não dar a noticia pra família. Graças a deus não gosto de ser portadarora de mas noticias, se não... Fiquei no meu quarto pensando se as meninas teriam sofrido muito antes de morrer. Como era triste vir passear e morrer dessa forma. Eu já estava de luto total. Roma já não fazia o menor sentido, alias a viagem toda, eu só queria voltar pra casa. Se eu tivesse sapatos vermelhos eu teria feito como Dorothy. Podem ter certeza. Enquanto eu lamentava solenemente a morte de minhas parceiras, isso já bem tarde da noite, a porta se abriu e entrou no quarto, um ser humano com uma cara que parecia mil vezes pior que a minha.( Me deu vontade de perguntar se o avião dos amigos dele tb tinha caído.)
  9. Pois é, Fátima sou uma incorrigível, um caso perdido. rsrsrsrs Mas tenho persistido e pretendo chegar ao final! Ah... é só por uns dias Rafael. Logo a curiosidade acaba. rsrsrs
  10. Roma prometia, não poderia ter iniciado melhor! Quase perdendo minha mala já chegando a cidade. Mas, como nem toda feiticeira é corcunda, também, nem todo tipo perdido com historias malucas é golpista. Assim, depois de andar alguns metros pra longe de mim e, finalmente, perceber minha ausência, o romeno parou, olhou ao redor a minha procura e me viu paradinha na entrada do metrô. E é claro que ele logo concluiu “ essa desgraçada não vai me ajudar!” Então, depois de um longo suspiro perceptível por qualquer um a quilômetros de distancia, ele retornou, devolveu minha mala e tudo que consegui dizer foi um sinto muito, muito do seu fuleca. O rapaz num brevíssimo olhar respondeu que tudo bem, que não havia problema. Depois disso eu preferia mil vezes que ele fosse um bandido e tivesse levado minha mala!! Assim, fui abandonada pelo abandonado e como ele também segui adiante. Li pela milésima vez como chegar ao meu hostel e não conseguia encontrar a bendita saída indicada no endereço. Ia e voltava de um lado pro outro e nada. Eu olhava os populares que passavam por mim mas não perguntava nada a ninguém (depois dessas minhas aventuras decidi ficar um pouco mais criteriosa na hora de pedir ajuda. Agora a pessoa tinha q ter residência fixa, bons antecedentes crinais, coisas desse tipo. Tudo isso, passível de identificação, só numa olhada!) Finalmente apareceu um transeunte que preenchia a licitação – Fernando, um italiano de meia idade, com a cara do Gene Wilder, aquele cara da Fantástica Fabrica de Chocolates – alguém com a aparência do Sr Wonka tinha q ser confiável! Fernando estava saindo de uma sala na estação quando eu ia passando em minha... sabe deus que passada!!! Perguntei, em inglês, se ele poderia me ajudar, e como todo bom europeu ele tb falava inglês e se propôs totalmente: de corpo e alma a me ajudar – tô dizendo... era o Sr Wonka! Pegou meu papel, leu o endereço e disse “ é aqui perto. Vc não está achando a saída pq essa plataforma esta em reforma." Não fosse ele eu estaria por lá ate hoje ou enquanto durasse a reforma! Dessa forma, Fernando gastou seu tempo livre do trabalho, que ele poderia muito bem utilizar pra fumar algumas carteiras de cigarro, ou esconder papeis premiados em barras de chocolate... Pra me levar até o Alessandro downtown, o hostel no qual ficaria hospedada. O cara foi um gentleman! Também apoderou-se de minha mala e nessa hora fiquei com pé atrás. Mas como ele explicou que trabalhava ali na estação, estava no seu intervalo e era a reencarnação de Willi Wonka, relaxei. :'> Fernando ia conversando comigo - ora em inglês, ora em italiano. Ele simplesmente não se dava conta de que estava falando italiano – força do habito, com toda certeza – eu precisa lembra-lo disso em alguns momentos. Demoramos um pouco pra encontrar o endereço do Alessandro pq estava muitíssimo mal explicado ( palavras do guia: um italiano que conhece aquela parte da cidade como a palma da mão!). Chegamos e os abençoados "recepção" do Alessandro passaram dois séculos pra nos abrir a porta, fazendo milhões de perguntas e por alguns momentos imaginei se teria que ficar quase nua novamente. Quando cheguei a recepção eles pediram desculpas e disseram que era uma questão de segurança. Havia um senhor na minha companhia e eles estranharam. Mas estranharam o que exatamente?? Porque vi vários hospede da mesma idade e ate mais velho que Fernando no Alessandro!! A questão é que aquele povo que trabalha no Alessandro, com exceção de uma moça que não lembro o nome, são um bando de... Do Alessandro downtown é o que tenho pra reclamar – "os recepção”. Essa foi a primeira que eles me aprontaram. Enquanto fazia meu checkin me despedi de Fernando agradecendo a gentileza. Ele perguntou se eu não gostaria de sair. Eu não só queria como era fato que faria isso... mas achei melhor dizer não – o Termini em nada lembra a Fantástica Fabrica de Chocolates... Ele concluiu que eu deveria estar muito cansada... Aproveitei a deixa e disso que era exatamente esse o problema. Mas Fernando chegou a conclusão que poderíamos sair no dia seguinte, as duas da tarde, quando ele saísse do trabalho. Concordei. Mas eu sabia que não estaria por lá as duas da tarde do outro dia. Eu teria a desculpa do desencontro. Enquanto o checkin se prolongava apareceram uns brasileiros e, caracas pensa numa criatura feliz era eu quando vi aquela galera. Parecia pinto no lixo! Nem acreditei! Os 3 brazucas, dos quais não lembro o nome de num um – mais existe explicação pra isso – começaram me enchendo de perguntas e resolvemos colocar os pingos nos is durante o almoço. Nesse meio tempo, outro brasileiro, atraído, com toda certeza, pelo som da língua materna, veio se juntar ao grupo ( não lembro o nome dele, mas era um cara super gente fina). Na saída do hostel esperamos alguns minutos por outro parceiro deles que não havia conseguido hospedagem no Alessandro mas estava pelas proximidades - não tao próximas. Nada dele chegar, fomos atrás de um local pra almoçar mas não sem deixar um recado pro elemento caso ele aparecesse. Entramos em um restaurante bem bacana e já fiquei preocupada com os preços que vi na entrada. Pensei "meu Deus, se eu ficar andando com essa galera vou a falência!". Não lembro bem o preço do almoço. Mas sei que era bem salgado e eles, em unanimidade, haviam achado o preço bem razoável... Jesus! Assim que sentamos, eu, morta de sede fiquei esperando pelo meu super copo d'água tão comum na Grécia. Como ele não chegou, chamei o garçom e disse a ele que queria água. Ele me traz uma garrafa de 1 litro que custava 3 euros!!! Quase morri. E os quatro brazucas não entendiam minha surpresa. Acharam até bem baratinha a garrafa d'água. E um dos garotos que, não sei bem pq, mas talvez tenha sido pela minha reclamação dos preços, parece ter criado uma antipatia por mim e acreditem a reciproca tb era verdadeira. Ele foi logo dizendo, num tom bem poético: “acho que tá bem barato sim. O que vc queria, que fosse de graça?! Não deveria ter vindo pra Europa!” Meu Deus... Que homem grosso! Mas respondi, já P* da vida: Exatamente! Na Grécia era de graça! Mas isso não resolveu. Nossos santos realmente não bateram. Parece mentira. Conclui que não valia a pena bater boca. Perguntaram pq eu estava viajando sozinha e expliquei a eles um pouco da minha historia. Acharam tudo uma grande loucura, principalmente o fato de estar só - foi um chá de ânimo total! Veio minha vez de saber como tinha dado tão certo eles viajarem juntos. Me explicaram que se conheceram pela internet. As ideias sobre a viagem bateram e bingo! Um de Sampa, outro de Minas, outra acho que do Parana e a outra era... não lembro o estado mais era nordeste. Senti alguns kilos de inveja, confesso. O roteiro deles era super extenso e estariam sempre juntos. O outro conhecido que se juntou a nós, ainda no hostel, era mineiro e muito gente fina. Ele tinha vindo a Europa pra apresentar um trabalho num congresso em Veneza ou Viena, não lembro. E aproveitou pra andar pela Europa um pouco antes do congresso. Um cara super tranquilo, de fala mansa, humilde e muito inteligente. As vezes saia com umas sacadas muito bacanas. Bem, passados alguns minutos que estávamos no restaurante chegou o parceiro que faltava e já fiquei imaginando se não seria outra “gente fina” como os demais do grupo. Pedro, o único do qual consigo lembrar o nome, foi uma simpatia de ser humano. Conversamos um pouco e ele graças a deus não meteu o pau na Grécia. Bem, depois da refeição voltamos pro hostel, os quartos já estavam liberados. Ficamos de sair em seguida e nos encontraríamos na recepção ou na frente do hostel. Guardei minhas coisas, tomei um banho de europeu, ou seja, só lavei a cara e desci. Imaginei que fosse ter que esperar pelo povo, as meninas estavam loucas pra tomar banho e imaginei que elas fariam isso. Como eu não queria correr o risco de perder as companhias que não eram as melhores mas era o que eu tinha arranjado, desci. Perguntei ao recepção por eles e o cara diz que eles já haviam saído. Nossa, não acreditei. Eu nem tinha demorado. Mas ai veio a sacada e finalmente a minha ficha caiu. “Acorda garota, vc está viajando sozinha!! Ninguem tem obrigação de esperar por ti!” Pelo menos ate o dia seguinte. Apesar de não ter conseguido companhia pra viagem toda, arranjei companhia, aqui pelo mochileiros, em Roma e outra cidade mais a frente. Em Roma eu encontraria Samoa e sua prima Jéssica. Mas como disse, elas só chegariam no dia seguinte... assim eu imaginava. Então eu teria que ficar só apenas uma tarde... totalmente suportável! Peguei o mapa da cidade situei o hostel e sai. Pq uma coisa é certa, trancada no hostel é que não dava pra ficar. Eu estava em Roma!! E se eu me perdesse... sempre existe a opção do táxi! Sai, cheguei na frente do hostel olhei pro mapa, milhões de opções... escolhi uma e parti pra lá. Como vcs já sabem da minha facilidade em interpretações de mapas peguei o caminho errado. Mas tudo era lucro, eu não conhecia nada mesmo. Então nem esquentei a cabeça. O Alessandro tem a vantagem de ficar em um bairro super histórico. Os prédios são lindos. Adorei. Ficava que nem pateta olhando pra cima de boca aberta. Comecei a andar procurando minha opção e nada de encontrar. Finalmente cheguei em frente a uma igreja - coisa que não falta em Roma - e dessa vez minhas roupas eram adequadas! Rsrs Igreja de Santa Maria Maggiore. Muito bonita, entrei e fiquei feliz por não ter encontrado o que eu estava procurando - a outra opção era paga e essa era free total! A igreja é muito bonita. Depois de alguns clicks sai atrás da próxima atração que também não encontrei e que tb era paga (não fez falta! rs) Mas depois de uma boa pernada, encontrei nada mais, nada menos que o Coliseu – pra uma perdida... acho que tava bom! Caramba, como é complicado descrever o que se sente nessas horas... é uma mistura de tanta coisa boa... meio que salada de frutas de sentimentos: gratidão, felicidade, orgulho... enfim, realização! Bati horrores de fotos daquele baita “complexo”: coliseu ao fundo, Piazza Veneza mais a frente, ruinas e mais ruinas tudo muito lindo, maravilhoso. Simplesmente adorei tudo!!! Já ia passando um pouco das 7 da noite quando resolvi que era hora de tentar encontrar o caminho de volta pro hostel, pq a pernada tinha sido bem razoável até lá eu não queria correr o risco de ficar perdida quando a noite caísse... é que tenho medo do escuro, sabe. rsrs Quando cheguei no hostel encontrei o "garoto congresso". Conversamos um pouco e ele me avisou que a galera tinha marcado hora pra sair pra jantar e me convidou. E como não tenho vergonha na cara e nessa viagem eu era maior mendicante de companhia, aceitei! Jantamos numa pizzaria e dessa vez a galera foi mais humilde... não sei o que aconteceu no passeio deles, mas algo tava diferente. Rolou uma pesquisa de preços antes, uma pizza pra dois, um refri pra dois... era um verdadeiro milagre!!! kkkkkk E as mudanças não pararam por ai... É... se vc não aprender a ser gente, ou pelo menos um ser humano um pouco melhor numa viagem dessas... pode pendurar as chuteiras! Ainda andamos um pouco pelas ruas de Roma e depois voltamos pro hostel. Eu estava super feliz pq no dia seguinte minhas parceiras chegariam e meu status de "sozinha carente" chegaria ao fim! Fui deitar radiante... nunca pensei que a espera por duas desconhecidas, ainda por cima mulheres me deixariam tão feliz e ansiosa. Mas eu estava, estava MESMO!!! Mas no dia seguinte a felicidade se transformou em preocupação, depois em medo e finalmente em desgraça total!!
  11. kkkk Ok Diogo, assumo. Tenho feito de propósito mesmo! kkkkk Mas é pq o povo já batizou de novela... tenho q seguir a linha agora... rsrsrsrs Pois é, Edmilson... o cara levou... mas... tai o resultado. Valeu, Karen. Muito obrigada.
  12. Agora já sei de quem sugar cada informação quando eu definir meu roteiro América do Sul. Adorei o relato, Nando, e concordo com vc... realmente aprendemos muito viajando! Abraço.
  13. Viajar é crescer. Crescer como pessoa. É tornar-se um ser humano melhor. É olhar pro diferente e além do respeito ver beleza, ter admiração, emocionar-se! Viajar é literalmente transpor barreiras, fronteiras. Conhecer o novo e apropriar-se dele. Viajar é tornar-se cidadão. É colocar na pratica o direito de ir e vir. E foi um pouco disso que senti no aeroporto da Grécia. Não quando cheguei totalmente perdida, desamparada e não sabendo o que deveria fazer. Nessa segunda vez algo era diferente. Nunca me senti tão gente. Tão plena, possuidora e praticante dos meus direitos. Viajar é simplesmente viciante. Foi quando me senti realmente viva em toda a minha existência! Era como se eu pudesse fazer tudo, qualquer coisa. Como se tudo estivesse ao alcance das minhas mãos. A sensação de LIBERDADE que eu nunca, jamais, por mais que viva 1000 anos, irei esquecer! Tinha vindo à Grécia e apesar de todas as mazelas, trapalhadas eu tinha dado conta do recado! Acreditem, se eu consegui... qualquer um consegue! Me dar conta de tudo isso, sem sombra de duvidas, foi a melhor parte da minha viagem!! Eu não trocaria isso por nada, absolutamente nada nesse mundo! Viajar, minha gente, eu descobri naquele dia. Que viajar é VIVER! Sei que tenho extrapolado um pouco, ou talvez totalmente o modo de relatar-se uma viagem aqui no mochileiros - sendo tão detalhista, descrevendo o que senti na minha viagem. Sei que as pessoas querem objetividade... Mas esse foi o meio que encontrei de, principalmente, incentivar os futuros viajantes. Dizer que apesar das adversidades e dificuldades viajar é possível! Acompanhada, sozinha, com muito ou pouco dinheiro, falando ou não inglês, com roteiros abertos ou fechados... tudo tem seus pros e contras. E vale muito a pena ir e descobrir o que acontece... sempre valerá! Você com toda certeza encontrará pessoas que pensam o contrário, que vão achar que vc, sendo um pobre, economizar um, dois anos pra gastar tudo em uma viagem é simplesmente um louco! Então seja um louco, mas vá!!! Quando me perguntavam pq essa "loucura" de passar 50 dias viajando, a minha resposta era simples: cansei de ver o mundo pelos olhos dos outros, pelas impressões alheias. Li e reli vários relatos de viagem aqui do site. E apesar de serem um deleite pro meu cérebro de sonhadora, eu descobri que não poderia ficar com a descrição dos outros o resto da vida... eu precisa ter as minhas. Hoje, viajar pra mim tornou-se algo vital. FOI SÓ UM MOMENTO DESABAFO. AGORA O RELATO! O que mais gostei da Grécia sem dúvida as pessoas, o povo grego. Como disse antes, até agora não conheci gente igual! São espontâneos, excêntricos, gentis – se vc não reclamar da internet! São práticos, e falam inglês! A minha dica pra quem for a Grécia, ou melhor, pra quem for viajar: conheça pessoas, interaja com elas. Pode ter certeza de uma coisa a sua viagem será infinitamente mais interessante. Viajar sozinha é uma coisa, ficar sozinha o tempo é outra bem diferente. Ser assediada faz parte: mulher e ainda viajando sozinha é prato cheio (fica o aviso) mas vc não é obrigada a fazer o que não quer. Aceitei ajuda e convite de muita gente, mas quando o "caboco" começava com o papo de como minha boca era bonita – e olha que ela nem é – eu pegava meu banquinho e saia de mansinho. Chegando à Itália. Desembarquei no aeroporto de Fiumiccino. Lá mesmo é possível comprar a passagem pro centro de Roma que fica um pouco distante. Paguei 15 euros de Fiumiccino até o Termini. Esse procedimento foi super tranquilo. Estava bem orientada: imprimi em português todas as explicações de como chegar aos hostels. Claro que nem sempre isso foi o suficiente pra não me perder... mas ajuda um pouco. Minha mala demorou mas chegou. Na saída tinha um povo da imigração e só pediram pra ver meu passaporte, perguntaram minha profissão e me deixaram passar sem bronca. Graças a Deus o trem não demorou a chegar, autentiquei meu passe e tive uma briga feia com minha mala: uma altura razoável do chão até o primeiro degrau do trem. Eu tinha que me desfazer daquela coisa. Já entrei no trem a procura de alguém a quem pedir informação sobre o Termini. Haviam pouquíssimas pessoas no vagão mas consegui visualizar uma vitima em potencial. Eis que Roma resolve me pregar uma peça de boas vindas. Eu achando que havia encontrado uma vitima... eis que o feitiço vira contra o feiticeiro! Sentei enfrente a um homem que, tadinho, parecia que havia fugido de algum campo de concentração. Se bem que eu também não estava muito longe disso... Perguntei ao "menino do pijama listrado" se ele conhecia a estação que eu deveria descer. Ele me olhou balançando a cabeça negativamente tentando explicar que não falava quase nada de inglês. Fazer o que?! Fiquei admirando a paisagem da viagem, nada de especial. De repente o cara pergunta minha nacionalidade e quando respondi que era brasileira os olhos dele até brilharam. (seria ele brasileiro?) Foi a minha vez ver alguém sair de Pantera Cor de Rosa pra Grilo Falante. E o cara ia falando um português horrível. Minha vontade era de cair na gargalhada mais mantive a seriedade que o momento pedia. O rapaz começou explicando que falava um pouco de português pq havia trabalhado durante alguns anos com um brasileiro não lembro onde. Felicidade explicada!! Bem, o cara tinha uma historia maluca e, eu não queria estar no lugar dele! Segundo o que consegui decifrar daquele português romeno,nacionalidade do rapaz, foi que ele havia viajado com a família. No retorno pra casa não conseguiu embarcar pq o passaporte dele havia perdido a validade. A família: esposa e os filhos voltaram pra casa e ele ficou. Pelo que pude perceber ele estava mais perdido que cego em tiroteio. Disse que tentaram orienta-lo sem êxito pq ninguem falava a sua lingua (ele estava revoltado por isso! Realmente todo mundo deveria falar romeno ou português nesse planeta! kkkkkkkkkkk). Fizeram-lhe uma reserva em um hotel em Roma, tinha pouco dinheiro e não sei bem como iriam resolver o problema do passaporte vencido. Só sei que era uma baita de uma confusão que, tenho certeza, não consegui compreender nem um terço da cagada que ele tentava me explicar. Era uma historia tão maluca e surreal que eu custava acreditar. Mas enfim, tentei ser solidaria ao rapaz, e tudo o que eu dizia era: “complicado hein...” já parecia o falso francês que so sabia dizer no problem. Foi ai que o sobrevivente da Lista de Schingler resolveu me ver como a salvadora da pátria, a Sassa Mutema, a amiga de infância, a Bia de Sampa dos olhos dele!! Por essas alturas ele já queria ir pro mesmo albergue que eu! Não sei se queria fazer o mesmo roteiro e voltar comigo pro Brasil mas de resto ele tava topando qualquer parada! Tadinhho. Isso que é desespero, hein! Perguntou se eu poderia ajuda-lo... Bem, eu não via como, mas perguntei de que forma seria isso, só por curiosidade. Eu e esse meu bocão... e o Buda me fala da iluminação que acabara de ter: ele queria que eu o acompanhasse até o local que haviam indicado no Termini, lá eu seria a tradutora dele já que eu falava inglês e ele não, vcs acreditam nisso, eu sendo interprete de alguém, era a piada do século!!! De lá NÓS iriamos até o hotel dele, cancelaríamos a tal reserva e voltaríamos pro hostel onde ele se oferecia pra ficar juntinho comigo (se o trem não estivesse em movimento eu teria saído correndo). Queria saber se havia vaga no hostel pro qual eu estava indo. (Meu deus ele era eu chegando na Grécia). Expliquei que não sabia, talvez tivesse ou não. Que seria melhor ele ficar no hotel dele. E acabei por convence-lo disso quando informei que nesse hostel eram varias camas em um mesmo quarto. (sim, na cabeça dele eu ficaria em um quarto sozinha e queria saber se eu via algum problema dele ficar comigo lá!!!) Um problema eu realmente não via... pq eu via vários, muitos, todos os problemas do mundo!!! Do outro lado iam sentados dois caras com traços indianos, num alinhamento de homem de escritório, com direito a terno e gravata. Eu não faço ideia se eles compreendiam alguma coisa da minha conversa com Seu Madruga, só sei que uma hora e outra eu olhava pra eles e como resposta eu os via balançar a cabeça negativamente pra mim. Como quem diz: sai correndo, mesmo com o trem em movimento! Como toda desgraça pra pobre ainda é pouco... comecei a achar que aquilo era golpe, eu não sabia bem que golpe mais não iria a lugar algum com aquele cara. A Bia que me desculpasse, mas eu não seria tão boa com o maior abandonado quanto ela havia sido comigo. Pra mim era uma questão de sobrevivência!! Fiquei imaginando como eu iria me sair daquele ser humano, tinha que encontrar um jeito. Quando chegamos a estação Termini me adiantei pra sair logo e bem depressa do trem, mesmo que nada, meu carma me atrasou bastante e quando percebo o cara já tava colado em mim. Sim, mordomo do Mr. Deeds!! Ajudou a descer a minha mala e apoderou-se dela. (porque essa abençoada não foi extraviada de novo?!) Bem, fui atrás de saber pra q lado ficava o metrô. Peguei informação e fui explicar pro romeno. E o cara diz, então vamos. Então vamos é muita gente. Então vá! Quis pegar minha mala e o cara segurando “vc não vai me ajudar?” Nossa, aquela pergunta me atingiu como um tapa na cara! Doeu lá na consciência. Eu só lembrava da Bia todo solicita comigo e, quando chega minha vez de retribuir a gentileza, eu agindo daquele jeito super egoísta... Me resignei e tentei ajudar o cara, mas não muito pq juro que pra mim aquilo parecia golpe. Iniciamos uma peregrinação pelo termine tentando, em vão, descobrir onde ele deveria ir. Eu não podia ver um balcão que pra mim significava a chance de ter a resposta ao problema do meu desorientado companheiro e minha carta de alforria – mas eu estava tão ou mais desorientada que o poverelo! Cheguei a conclusão que tinha, mesmo, que ser no metrô. Mas eu não via viva alma entrando naquele corredor da morte. Eu que não ia sozinha com o cara pra lá. Tentei explicar novamente o pouco que havia entendido ao rapaz e na hora de ir... eu não fui. Ele saiu levando minha mala e eu fiquei parada olhando. Vão-se os anéis e ficam-se os dedos!
  14. E eu achando que tinha uma mente fértil, hein Michel! kkkkkkkkkkkk Gente, desculpem o abandono do tópico. Atropelos do dia a dia... Agradeço a lembrança, ao detetive, né Karen... rsrsrs e o coro Lordello_br kkkkkkkkkkkk Mas prometi não fazer propaganda enganosa, então... Abraços e muito obrigada.
  15. Karen, agora foi minha vez de rir muuuuuuuuuuuuuuuito!!!!!!! Desculpa pela propaganda enganosa... Prometo que, a partir de agora, só escrevo qualquer outra coisa se logo em seguida eu for postar mais alguma parte do relato, ok? Nada mais de propaganda enganosa!!! Bjs kkkkkkkkkkkkk
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