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Lucas Favaretto

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Sobre Lucas Favaretto

  • Data de Nascimento 03-10-1991

Bio

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    Administrador de Empresas
  1. Aí galera, to olhando pra comprar essa daqui: Mochila Cargueira Curtlo highlander 50 + 10 l alguém aí recomenda? To indo pra Machu Picchu, ficar 30 dias viajando! http://www.netshoes.com.br/produto/250-0061-006-01 Valeu, abraços!
  2. Oi Carol, tudo bem? Meu roteiro está parecido com isso e tem mais gente que vai por esses dias Estamos conversando por um grupo no facebook, que fica mais fácil, se tiver interesse adiciona lá http://www.facebook.com/lucas.favaretto.7 Quem quiser é só adicionar e trocar informações
  3. Olá, esse roteiro é baseado em uma viagem de família com carro, mas também pode ser adaptado para qualquer viajante... SP-FOZ: 1 Dia - 1050 Km FOZ: 1 Dia - Descansar e fazer compras no Paraguai FOZ - Resistencia: 1 Dia – 650 Km. A cidade de Resistência é bem bacana pra entrar no clima das cidades argentinas. Resistência-Córdoba ou Villa Carlos Paz: 1 Dia – 850 Km ou 900 Km. Saindo cedo e dirigindo bastante você chega tranqüilo, pois as estradas da Argentina são retas e desertas. Córdoba é a segunda maior cidade do país com mais de um milhão de habitantes, não sei te informar direito porque eu só passei por lá, mas parece ser uma cidade boa, tem bastante cultura. Villa Carlos Paz é bem legal, como é na beira de um rio e é uma cidade bem menor, o pessoal de Córdoba vai nos finais de semanas passear lá. Tem um ar de cidade praiana e a culinária é muito boa. Vale a pena ficar mais de um dia. Córdoba ou Carlos Paz: 1 Dia Carlos Paz-Mendoza: 1 Dia – 620 Km. A estrada é perfeita, de San Luis até Mendoza então são 250 Km de estrada dupla reta com a paisagem da Cordilheira dos Andes ao fundo. Mendoza: 1 ou 2 Dias. Aproveite toda a região, pesquise sobre as visitas às vinículas, coma um bom Bife de Chorizo, jogue no casino da cidade e não deixe de comer a comida mexicana do Restaurante Iguana. Mendoza-Uspallata: 1 Dia – 60 Km. A cidade tem umas termas muito legais e vale a pena passar o dia lá. Se não der siga a viagem. Mendoza ou Uspalatta-Los Andes: 1 Dia – 300 Km. A Travessia dos Andes. Sim, parece título de filme de cinema, simplesmente pelo fato de que as imagens são de cenários de filmes de cinema. Essa travessia é maravilhosa. Talvez dependa da época. Eu fui no verão, portanto não tive nenhum tipo de paralisação na estrada nem nada. São 300 km, mas de uma estrada perigosa, muitas curvas, caminhões e no inverno, neve. Neve de ficar 5 dias com a estrada fechada. Por isso você tem que tomar cuidado, muito cuidado. Puente Del Inca, Los Caracoles, Monte Aconcágua são coisas fascinantes. Novamente te digo pra ter cuidado, pois a estrada geralmente fecha na época de inverno e se prepare pra sentir MUITO frio. Los Andes é uma cidade pequena que eu parei quando fiz a travessia. O Objetivo era chegar em Viña Del Mar, mas como não tínhamos tempo paramos lá. Los Andes-Viña Del Mar: 1 Dia – 120 Km. O Pacífico. Lindo. A cidade tem um astral muito bom e vale a pena passar uma noite. Quando fui, passei a véspera de natal. Sensacional. Viña Del Mar-Santiago: 1 Dia – 150 Km. Santiago é uma cidade grande. Dos 17 milhões de habitantes do Chile, 6 Milhões moram em Santiago. Cercada pela Cordilheira dos Andes, vale a pena curtir a cidade. Santiago: 1 ou 2 Dias. Santiago-Região dos Lagos-Bariloche: 4 Dias – 1300 Km. Dá uma olhada na parte 2 e 3 desse roteiro. mochilao-meia-america-do-sul-bolivia-peru-chile-argentina-uruguai-e-brasil-t46837.html. Bariloche: 2 Dias. Cidade Maravilhosa. Aproveite muito a cidade. No inverno você pode andar de esqui e verá muita neve com certeza. Gastronomia lá é 10. Não deixe de ir no Bolicho Del Alberto e comer um bife de chorizo com papas fritas. Bariloche-Santa Rosa: 1 Dia – 950 Km Santa Rosa-Buenos Aires: 1 Dias – 600 Km Buenos Aires: 2 Dias. Aproveite muito a cidade. Caminito,La Bombonera, Puerto Madero, Casa Rosada. Buenos Aires-Posadas: 1 Dia – 1100 km. Talvez tu não consiga rodar tanto e essa rota é cheia de policiais corruptos, então deve ter cuidado. Não esqueça de nenhum item de segurança, pesquise tudo que você deve levar ou compre lá. Posadas-Ponta Grossa ou Curitiba: 1 Dia – 850 Km ou 980 Km. Ponta Grossa ou Curitiba-São Paulo: 1 Dia – 530 Km ou 400 Km. Quando Ir? Depende do que você quer e do que você pode. Se você for no inverno prepare-se pra muito frio, preços altos e problemas nas estradas. Mesmo no verão, terão lugares bem frios, mas vale a pena. Eu recomendo ir entre março e abril ou até maio que você pega neve. Mas tudo depende da sua disponibilidade e em qualquer época do ano vale a pena ir. Quanto? Esse cálculo é muito imprevisível. Depende de muito fatores. Como é uma viagem de carro, supondo que vá uma família com quatro pessoas, podemos dizer que gastaríam em torno de R$ 10.000. Mas esse valor é bem por cima,s em fazer cálculos nem nada. Depende do carro, se a família se contenta com pouco, se procura hotéis mais baratos. Cada um é diferente do outro. Enfim, dá 25 ou 27 dias de viagem e mais de 9000 km pra rodar. Mas com absoluta certeza você irá gostar MUITO. Se gostou me dá reputação Sugestões, dicas ou dúvidas estou aqui para conversarmos. É um prazer ajudar novos viajantes.
  4. Olá, estou em Posadas na Argentina e queria saber se alguém já viajou de carro pelo Paraguay? É seguro? Por favor, gostaria muito de saber logo, Muito Obrigado
  5. Olá Rafaela, que bom que gostou! Valeu mesmo, em relação a grana, não posso te confirmar com certeza. No total pra toda minha familia foi em torno de 7 ou 8 mil. Mas são quatro né, estávamos de carro e dividiamos muita coisa. Tu tem que ver, se for sozinha fazer uma viagem parecida, é bom levar uns R$ 3000,00 pra eventuais problemas né, porque com essa grana acho que tu vai tranquila! Sempre é bom ter a mais, pois nunca se sabe o que pode acontecer, mas viver no extremo também deve ser uma aventura e tanto nesses lugares x) Beeijos
  6. Olá mochileiros e mochileiras do meu Brasil !!! Demorei alguns dias para escrever este relato, pois fará três anos que fiz esta viagem, portanto foi difícil lembrar de tudo... Espero que todos gostem, comentem, questionem, aprovem, mas que principalmente, acrescente algo na vida de vocês e numa possível viagem inesquecível! 21/12/2007 Nossa viagem começou no dia 21 de dezembro de 2007. Eu já tinha os meus 15 anos completos e uma considerável experiência em viagens pelo centro-sul da América do Sul. Saímos de Novo Hamburgo pelas 6h00 e sem saber onde dormiríamos. Almoçamos em Jaguarão, fronteira com o Uruguai, e aproveitamos para fazer umas compras no “free shop”. Depois disso, partimos rumo à capital Montevidéo, fomos emendando e quando vimos já estávamos em Colônia Del Sacramento prontos para pegar o Buque Bus (um navio que faz a travessia do Rio da Prata até Buenos Aires). Resultado, no primeiro dia, a meia-noite, nós já estávamos na Argentina. A primeira coisa que fizemos foi procurar hotel na capital dos hermanos. Infelizmente, ou felizmente, estava tudo lotado. Então decidimos jantar (detalhe que era uma da manhã, quando fomos comer um bife de chorizo com “papas fritas”), encostar o carro num posto e dormir. 22/12/2007 Acordamos as seis da matina novamente, cansados pela noite mal dormida, mas felizes pelo que ainda tinha pela frente. Demoramos mais de duas horas no trânsito de Buenos Aires para acharmos a saída certa até Bahia Blanca pela Ruta 3, que nos levaria até o Fim do Mundo. Chegamos ao nosso destino por volta das 16h e fomos ao mesmo hotel que havíamos nos hospedado três anos antes. Aproveitamos a cidade e descansamos muito bem naquela noite. 23/12/2007 Depois de 1700 km em dois dias, tínhamos mais 600 km pela frente até chegar à Península Valdéz. Apesar da grande quilometragem, não era tão demorado fazer 400, 500 km na Argentina se comparado ao Brasil. Por exemplo, se formos à Florianópolis, faremos em média 480 km em 7 horas. Na Argentina, pode ser feito quase 800 km nesse mesmo período. As estradas são retas, têm pouco movimento, não existem radares eletrônicos e as rodovias são bem conservadas. Enfim, chegamos à Península por volta das 17h00. Encontramos uma pousada muito legal no povoado de Puerto Piramides (base para explorar a península), onde conhecemos dois casais brasileiros de São Paulo (pai, mãe, filha e o marido). Aliás, encontrar brasileiros fazendo esta rota é algo super normal, divertido e pode te ajudar bastante. Saímos de noite para jantar e fomos dormir. 24/12/2007 Véspera de Natal. Saímos cedo para conhecer a península. É extremamente bonita, existem certos pontos em que os turistas podem ver leões-marinhos, pingüins, baleias, focas, entre outros animais. Fizemos o passeio na parte da manhã, encontramos mais dois casais brasileiros, esses eram do Paraná e depois do almoço fomos em direção à Trelew, chegando nessa cidade, andamos mais um pouco até Playa Unión. Uma calma cidade litorânea, feia se comparada com as praias daqui, mas que foi onde passei o melhor Natal da minha vida com certeza. Não porque ganhei um baita presente nem nada parecido, mas pelo momento vivido. Nós estávamos cansados, com frio e com fome. Pior, não havia nada aberto naquela hora. Todos os restaurantes estavam se preparando para a ceia de Natal e os preços eram absurdos. Foi então que achamos uma pizzaria que fazia somente entregas. Decidimos pegar uma pizza e comê-la na beira do mar, estava uma delícia. Depois fomos caminhar pela cidade e encontramos um barzinho muito bacana, também na beira do mar, vazio. Tirando os empregados, tinha apenas três argentinos com um violão e gaitas de boca. Foi aí que a história ficou interessante. Em 2006, meu pai comprou um cd da banda La Renga quando foi para o Uruguai. Quando ele nos apresentou, meu irmão e eu achamos horrível. Apenas uma música, aquela música, “La Balada Del Diablo e La Muerte” nos chamou atenção. Enfim, a coincidência foi a seguinte, resolvemos sentar e assisti-los. Os caras eram muito bons, tocavam uma mistura de blues com rock argentino sensacional. Depois de algumas músicas, eles começaram a tocar uma que nós reconhecemos, era aquela música, “La Balada Del Diablo e La Muerte”. De repente, durante a música, a lua começou a nascer atrás de um morro, sim, eu disse nascer, como o sol de manhã, amarelada, cheia, quem sabe a imagem da lua mais linda que já vi. Foi um momento perfeito, a lua, o som do mar, da música que cantávamos junto, do violão, da gaita de boca, tudo. Depois da música, surgiu a dúvida. Será que esses são os caras do La Renga? O cara cantava igual, e o violão e a gaita eram perfeitos, só podiam ser eles. Depois do show particular fomos conversar com os caras, trocamos idéias e tiramos a dúvida. Enfim, não eram os caras, mas isso não tirou nem um pouco a emoção do momento que com certeza vou guardar para sempre e toda vez que eu ouço “aquela música”, lembro dessa véspera de Natal. 25/12/2007 Depois de uma ótima noite, acordamos e fomos até a colônia de pingüins chamada Punta Tombo. É INCRÍVEL. Os pingüins passam na sua frente com a maior naturalidade. Você segue uma trilha e fica bem pertinho dos bichinhos. Não é aconselhável dar comida e nem mexer com eles, pois apesar de serem uma graça, são bem irritadinhos. Durante a caminhada, encontramos mais brasileiros. Aqueles mesmos casais da Península Valdez e mais um de Porto Alegre, que encontraríamos mais vezes durante a viagem. Descemos até Puerto San Julian. Mais uns 750 km numa paisagem muito bela, misturando as montanhas com o mar do Oceano Atlântico. Chegando na cidade, procuramos um hotel e dormimos. 26/12/2007 O Natal foi muito interessante, conhecer os pingüins foi algo muito especial. Passamos o sexto dia inteiro no carro. De Puerto San Julian fomos até Rio Grande, já na Terra do Fogo. Foram mais 700 km. A paisagem era curiosa, muito vento naquela região e o dia muito longo. Perdemos muito tempo nas aduanas, afinal, tínhamos que sair da Argentina, entrar no Chile, sair do Chile 150 km depois e entrar na Argentina novamente. Eram quase nove horas da “noite” quando chegamos à Rio Grande. As aspas são para destacar que a noite no verão da Terra do Fogo começa por volta das 22h30min, ou seja, quando chegamos o céu ainda estava claro. Ficamos hospedados no mesmo hotel que o casal de Porto Alegre e os dois do Paraná. Todos ansiosos para o próximo dia, quando chegaríamos à cidade mais austral do mundo. 27/12/2007 O sétimo dia começou cedo, tomamos o café no hotel e saímos com o casal de Porto Alegre rumo ao Fim do Mundo. A estrada é belíssima, apesar da neblina, conseguimos ver as montanhas com picos nevados, a vegetação praticamente intocável e as curvas da conservada Ruta 3 completavam a paisagem. Foram 200 km de encher os olhos. Chegamos na cidade mais austral do mundo por volta do meio-dia. Linda, Linda, Linda! A cidade é muito charmosa, limpa, bucólica e cheia de turistas de todo o mundo. Almoçamos no restaurante El Turco, uma delícia. Passeamos pela cidade e fomos visitar o Parque Nacional Tierra Del Fuego. Pra variar, lindíssimo. Hospedamo-nos em uma pousada super aconchegante que havia inaugurado fazia uma semana. Conhecemos uma família de São Paulo muito legal, (aliás, todos os brasileiros que conhecemos foram muito legais, talvez o espírito aventureiro desses viajantes e a satisfação em encontrar compatriotas em terras longínquas tornam as pessoas mais simpáticas) o pai e a mãe haviam feito a mesma viagem quase 20 atrás, na sua lua-de-mel. Mas desta vez estavam levando as duas filhas junto pelo mesmo caminho que tinham realizado. Nós jantamos na pousada mesmo e fomos dormir. 28/12/2007 Acordamos cedo para conhecer o Glaciar Martial. Nesta época do ano, ele fica bem reduzido, e a quantidade de neve é bem pequena. Subimos pelo teleférico e descemos a pé. A vista lá em cima é muito bonita, conseguimos tocar na neve e na volta tomamos um chocolate quente num “chalé-lancheria”. Encontramos o pai, mãe, filha e marido da Península Valdez e conhecemos um jovem casal paulista. A manhã foi muito boa, almoçamos novamente no El Turco e aproveitamos um pouco mais a cidade. De noite tivemos uma triste e desagradável surpresa. O memory stick de 2 GB que tínhamos comprado no free shop queimou e perdemos todas as nossas fotos até ali. 29/12/2007 Estávamos nos despedindo de Ushuaia, almoçamos no El Turco mais uma vez. Saímos do Fim do Mundo rumo ao Chile, mais precisamente, Punta Arenas. Foram quase 600 km por uma estrada que já conhecíamos. Chegamos à cidade quase às 22h e com o sol ainda brilhando. Achamos um lugar pra ficar, jantamos e fomos dormir. 30/12/2007 Punta Arenas possui uma Zona Franca que mais parece uma cidade. São mega lojas de tudo que é tipo. Tem até concessionária de automóveis. Infelizmente, como era domingo, havia apenas duas grandes lojas, estilo atacado, que estavam de portas abertas. Fizemos um rancho. Não cabia mais nada dentro do carro. Compramos tudo que precisávamos para acampar no Parque Torres Del Paine. Depois do almoço, fomos até Puerto Natales, cidade base para o parque. Foram mais 230 km. Conhecemos uma família paulista, pai, mãe, e três filhos, enquanto passeávamos pela cidade. Acabamos ficando amigos e nos hospedando no mesmo hostel que eles. Conversamos bastante, dois deles já tinham feito um mochilão até Machu Picchu e eu e meu irmão conseguimos várias informações para o que vamos fazer. Conseguimos informações também sobre o parque que visitaríamos no dia seguinte e foi difícil encerrar a conversa para dormirmos. 31/12/2007 Sem dúvida, a melhor virada de ano da minha vida. Não pela questão de festa, nada disso, mas sim pelo momento vivido. O dia começou cedo. Junto com o casal de Porto Alegre, fomos em direção ao Parque Nacional Torres Del Paine. A paisagem é fantástica, a preservação do lugar é algo fascinante, a fauna, a flora, as montanhas, os lagos, os campos, as geleiras, os rios, tudo. Tudo é demais. Apesar do frio e do vento que faz na região mesmo nessa época e do pouco tempo, a experiência foi maravilhosa. Só a estrada até a base das Torres Del Paine valeu o dia, visitamos o Glaciar Gray e fizemos algumas caminhadas até chegar ao camping. Montamos nossa barraca e começamos a arrumar a “ceia de ano novo”. O casal de Porto Alegre, que passou o dia com nós estava lá também. Conhecemos um casal bastante aventureiro, uma brasileira e um holandês, que tinham terminado o “Circuito W”, uma trilha de 11 dias e quase 85 km que percorre todo o Parque e só pode ser realizado caminhando. Encontramos também os casais do Paraná, mas estes ficaram no hotel Explora, que também é uma atração do Parque, pela bela arquitetura. Atrás da nossa barraca, estava o jovem casal paulista que conhecemos no Ushuaia, foi uma coincidência super boa. No fim, jantamos todos juntos, em frente a uma fogueira, com um violão e o céu mais estrelado que eu já vi. Ah, dizem que no Torres Del Paine “o céu do parque tem tantas estrelas cadentes, que é possível esgotar em minutos nosso estoque de pedidos”. Claro que a frase é um pouco exagerada, mas pela primeira vez, vi uma estrela cadente, uma só não, mas duas! Vou confessar que nenhum dos pedidos se realizou até agora e olha que eu não contei pra ninguém, mas ainda tenho fé. Dormimos na barraca esperando pelo primeiro dia de 2008, dia que subiríamos até as torres. 01/01/2008 Infelizmente, começamos o ano mal. Chovendo, acabamos indo embora do Parque sem fazer a mais famosa das trilhas. Rumamos até El Calafate, na Argentina. Andamos uns 300 km até a cidade que serve de base para conhecer o Glaciar Perito Moreno. El Calafate é muito bonita e sua principal atração é o imponente Glaciar Perito Moreno. Procuramos uma pousada para ficar e fomos conhecer mais a cidade e sobre os passeios pelos glaciares. Voltamos ao hotel depois de uma janta maravilhosa e fomos dormir. 02/01/2008 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104160959.JPG 500 375 Legenda da Foto]Glaciar Perito Moreno.[/picturethis] Acordamos cedo e com a notícia que havia nevado na região dos glaciares. Fomos direto ao Perito Moreno. Ele é sensacional, incrível e impressionante. Na verdade, não tem como descrever a sensação de estar perto dele. De ver o quão pequeno somos perto daquela imensidão de gelo. Infelizmente, comecei a passar mal e não aproveitei o passeio de barco onde passamos perto da geleira. Fiquei dormindo a tarde toda pra ver se passava a dor de cabeça e aquela febre. Quando acordei já estava melhor e fomos todos jantar. Voltamos para a pousada e dormimos. 03/01/2008 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104161144.JPG 500 375 Legenda da Foto]Estrada para Él Chalten.[/picturethis] Ainda bem que eu tinha melhorado, pois esse dia foi bem puxado e muito lindo. Saímos de El Calafate com um céu e um sol maravilhosos. Foram mais 200 km até El Chaltén, cidade que fica aos pés do Cerro Fitz Roy. A estrada era ótima e a paisagem magnífica. A cidade é muito pequena e também muito bonita. Pela tarde fizemos uma trilha de duas horas pra ficar mais perto da montanha. As fotos comprovam que não estou mentido e realmente, o lugar é lindo. Enfim, jantamos e começamos a preparar nosso roteiro de volta. Estava tudo indefinido, queríamos ir até Bariloche pela argentina Ruta 40, mas nos disseram que não havia postos de gasolina por muitos quilômetros e isso nos preocupou bastante. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104161413.JPG 500 375 Legenda da Foto] Trilha para o Cerro Fitz Roy - Él Chalten.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104161615.JPG 500 375 Legenda da Foto]Trilha para o Cerro Fitz Roy - Él Chalten.[/picturethis] 04/01/2008 Incertos, pegamos o carro, enchemos o tanque e mais 20 litros e fomos em direção a algum lugar. A princípio dormiríamos em Perito Moreno (a cidade, não o glaciar). Andamos 450 km até encontrarmos um casal argentino que faria a famosa “Carretera Austral”. Digamos que estávamos bem confusos e acabamos indo com eles para conhecer essa estrada. Antes de chegar a Perito Moreno, entramos em direção ao Chile. Na aduana tinha um vento absurdo. Na verdade todos os lugares na patagônia têm ventos fortes, mas naquele dia estava demais. Quando chegamos a Cochrane, no Chile, estávamos tensos, cansados, meio perdidos e com fome. Acabamos comendo uma pizza e fomos dormir. 05/01/2008 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104161803.JPG 500 375 Legenda da Foto]Cabana em Coihayque no Chile.[/picturethis] Estávamos muito longe de casa e precisávamos chegar logo. Durante toda a cansativa Carretera Austral (detalhe que a estrada é de rípio, nome dado as estradas de chão com cascalhos) as paisagens eram magníficas. Era o prêmio por estar sofrendo com o rípio. Andamos 300 km até chegar a Coihaique. Ficamos em uma cabana super aconchegante e encontramos os argentinos que tinham nos convencido a fazer a tal Carretera. Fizemos uma janta na cabana e fomos dormir bem tranqüilos. 06/01/2008 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104162049.JPG 500 375 Legenda da Foto]Carretera Austral - Chile.[/picturethis] Cansados do rípio, mas maravilhados com a paisagem, fizemos mais 350 km até chegar a Futaleufu, divisa do Chile com a Argentina e o fim da nossa aventura pela Carretera Austral. Foram mais 100 km até chegar a Esquel. Cidade bonita, mas que enche de turistas apenas no inverno em função dos esportes na neve. 07/01/2008 Depois de Esquel, fomos em direção a Bariloche, mais 200 km. A capital brasileira na Argentina nós já conhecíamos, portanto ficamos apenas um dia. Descansamos bastante, “comemoramos” o título do Inter da Dubai Cup, passeamos, comemos chocolate e jantamos no “Boliche Del Alberto”, mesmo lugar de quando fomos em 2004. Voltamos ao hotel e dormimos. 08/01/2008 Relaxados, andamos mais uns 200 km até San Martin de Los Andes para conhecer a cidade. Infelizmente estava chovendo e a visita não foi muito boa. Este foi o último dia que aproveitamos bem a cidade onde paramos, pois faltavam quase 3000 km e quatro dias para chegarmos em casa. 09/01/2008 Acordamos cedo para fazer uma grande quilometragem para fazer neste dia. Fizemos quase 400 km para almoçarmos em Néuquen, no pampa argentino. A cidade estava com ventos muito fortes e tempestades de areia, o que deu uma impressão ruim. Andamos mais quase 600 km para chegar até Santa Rosa, onde encontramos um hotel e fomos dormir. 10/01/2008 Neste dia fizemos quase 800 km até Gualeguaychú, divisa do Uruguai com a Argentina para descansarmos. 11/01/2008 Faltando este e mais um dia para chegarmos em casa, saímos de Gualeguaychú, entramos no Uruguai e foram 500 km até chegar em Melo, perto da divisa do Uruguai com o Brasil, onde descansamos para o dia seguinte. 12/01/2008 Restando apenas 500 km para chegar em casa, estávamos tranqüilos. Paramos no Free Shop em Jaguarão e almoçamos na churrascaria Lobão em Pelotas. Chegamos em casa por volta da seis ou sete da noite depois de rodar mais de 11.000 km e cheios de fotos e histórias pra contar. Considerações Finais: A maior viagem que fiz com a minha família. As atrações foram tantas que em sete páginas ainda penso que não consigo passar aquilo que vivi e senti. Fotos também não podem expressar as diversas e maravilhosas sensações que tive na viagem. A única coisa que posso dizer é que aproveitem seu tempo. Ganhem bastante dinheiro, mas gastem muito também. Gastem em experiências, não em materiais, pois nunca devemos esquecer que “caixão não tem gaveta e dessa passagem, aprendizagem é a única bagagem levada”. Então, levantem a bunda do sofá e caiam na estrada.
  7. Olá mochileiros e mochileiras do meu Brasil !!! Demorei alguns dias para escrever este relato, pois fará três anos que fiz esta viagem, portanto foi difícil lembrar de tudo... Espero que todos gostem, comentem, questionem, aprovem, mas que principalmente, acrescente algo na vida de vocês e numa possível viagem inesquecível! 21/12/2007 Nossa viagem começou no dia 21 de dezembro de 2007. Eu já tinha os meus 15 anos completos e uma considerável experiência em viagens pelo centro-sul da América do Sul. Saímos de Novo Hamburgo pelas 6h00 e sem saber onde dormiríamos. Almoçamos em Jaguarão, fronteira com o Uruguai, e aproveitamos para fazer umas compras no “free shop”. Depois disso, partimos rumo à capital Montevidéo, fomos emendando e quando vimos já estávamos em Colônia Del Sacramento prontos para pegar o Buque Bus (um navio que faz a travessia do Rio da Prata até Buenos Aires). Resultado, no primeiro dia, a meia-noite, nós já estávamos na Argentina. A primeira coisa que fizemos foi procurar hotel na capital dos hermanos. Infelizmente, ou felizmente, estava tudo lotado. Então decidimos jantar (detalhe que era uma da manhã, quando fomos comer um bife de chorizo com “papas fritas”), encostar o carro num posto e dormir. 22/12/2007 Acordamos as seis da matina novamente, cansados pela noite mal dormida, mas felizes pelo que ainda tinha pela frente. Demoramos mais de duas horas no trânsito de Buenos Aires para acharmos a saída certa até Bahia Blanca pela Ruta 3, que nos levaria até o Fim do Mundo. Chegamos ao nosso destino por volta das 16h e fomos ao mesmo hotel que havíamos nos hospedado três anos antes. Aproveitamos a cidade e descansamos muito bem naquela noite. 23/12/2007 Depois de 1700 km em dois dias, tínhamos mais 600 km pela frente até chegar à Península Valdéz. Apesar da grande quilometragem, não era tão demorado fazer 400, 500 km na Argentina se comparado ao Brasil. Por exemplo, se formos à Florianópolis, faremos em média 480 km em 7 horas. Na Argentina, pode ser feito quase 800 km nesse mesmo período. As estradas são retas, têm pouco movimento, não existem radares eletrônicos e as rodovias são bem conservadas. Enfim, chegamos à Península por volta das 17h00. Encontramos uma pousada muito legal no povoado de Puerto Piramides (base para explorar a península), onde conhecemos dois casais brasileiros de São Paulo (pai, mãe, filha e o marido). Aliás, encontrar brasileiros fazendo esta rota é algo super normal, divertido e pode te ajudar bastante. Saímos de noite para jantar e fomos dormir. 24/12/2007 Véspera de Natal. Saímos cedo para conhecer a península. É extremamente bonita, existem certos pontos em que os turistas podem ver leões-marinhos, pingüins, baleias, focas, entre outros animais. Fizemos o passeio na parte da manhã, encontramos mais dois casais brasileiros, esses eram do Paraná e depois do almoço fomos em direção à Trelew, chegando nessa cidade, andamos mais um pouco até Playa Unión. Uma calma cidade litorânea, feia se comparada com as praias daqui, mas que foi onde passei o melhor Natal da minha vida com certeza. Não porque ganhei um baita presente nem nada parecido, mas pelo momento vivido. Nós estávamos cansados, com frio e com fome. Pior, não havia nada aberto naquela hora. Todos os restaurantes estavam se preparando para a ceia de Natal e os preços eram absurdos. Foi então que achamos uma pizzaria que fazia somente entregas. Decidimos pegar uma pizza e comê-la na beira do mar, estava uma delícia. Depois fomos caminhar pela cidade e encontramos um barzinho muito bacana, também na beira do mar, vazio. Tirando os empregados, tinha apenas três argentinos com um violão e gaitas de boca. Foi aí que a história ficou interessante. Em 2006, meu pai comprou um cd da banda La Renga quando foi para o Uruguai. Quando ele nos apresentou, meu irmão e eu achamos horrível. Apenas uma música, aquela música, “La Balada Del Diablo e La Muerte” nos chamou atenção. Enfim, a coincidência foi a seguinte, resolvemos sentar e assisti-los. Os caras eram muito bons, tocavam uma mistura de blues com rock argentino sensacional. Depois de algumas músicas, eles começaram a tocar uma que nós reconhecemos, era aquela música, “La Balada Del Diablo e La Muerte”. De repente, durante a música, a lua começou a nascer atrás de um morro, sim, eu disse nascer, como o sol de manhã, amarelada, cheia, quem sabe a imagem da lua mais linda que já vi. Foi um momento perfeito, a lua, o som do mar, da música que cantávamos junto, do violão, da gaita de boca, tudo. Depois da música, surgiu a dúvida. Será que esses são os caras do La Renga? O cara cantava igual, e o violão e a gaita eram perfeitos, só podiam ser eles. Depois do show particular fomos conversar com os caras, trocamos idéias e tiramos a dúvida. Enfim, não eram os caras, mas isso não tirou nem um pouco a emoção do momento que com certeza vou guardar para sempre e toda vez que eu ouço “aquela música”, lembro dessa véspera de Natal. 25/12/2007 Depois de uma ótima noite, acordamos e fomos até a colônia de pingüins chamada Punta Tombo. É INCRÍVEL. Os pingüins passam na sua frente com a maior naturalidade. Você segue uma trilha e fica bem pertinho dos bichinhos. Não é aconselhável dar comida e nem mexer com eles, pois apesar de serem uma graça, são bem irritadinhos. Durante a caminhada, encontramos mais brasileiros. Aqueles mesmos casais da Península Valdez e mais um de Porto Alegre, que encontraríamos mais vezes durante a viagem. Descemos até Puerto San Julian. Mais uns 750 km numa paisagem muito bela, misturando as montanhas com o mar do Oceano Atlântico. Chegando na cidade, procuramos um hotel e dormimos. 26/12/2007 O Natal foi muito interessante, conhecer os pingüins foi algo muito especial. Passamos o sexto dia inteiro no carro. De Puerto San Julian fomos até Rio Grande, já na Terra do Fogo. Foram mais 700 km. A paisagem era curiosa, muito vento naquela região e o dia muito longo. Perdemos muito tempo nas aduanas, afinal, tínhamos que sair da Argentina, entrar no Chile, sair do Chile 150 km depois e entrar na Argentina novamente. Eram quase nove horas da “noite” quando chegamos à Rio Grande. As aspas são para destacar que a noite no verão da Terra do Fogo começa por volta das 22h30min, ou seja, quando chegamos o céu ainda estava claro. Ficamos hospedados no mesmo hotel que o casal de Porto Alegre e os dois do Paraná. Todos ansiosos para o próximo dia, quando chegaríamos à cidade mais austral do mundo. 27/12/2007 O sétimo dia começou cedo, tomamos o café no hotel e saímos com o casal de Porto Alegre rumo ao Fim do Mundo. A estrada é belíssima, apesar da neblina, conseguimos ver as montanhas com picos nevados, a vegetação praticamente intocável e as curvas da conservada Ruta 3 completavam a paisagem. Foram 200 km de encher os olhos. Chegamos na cidade mais austral do mundo por volta do meio-dia. Linda, Linda, Linda! A cidade é muito charmosa, limpa, bucólica e cheia de turistas de todo o mundo. Almoçamos no restaurante El Turco, uma delícia. Passeamos pela cidade e fomos visitar o Parque Nacional Tierra Del Fuego. Pra variar, lindíssimo. Hospedamo-nos em uma pousada super aconchegante que havia inaugurado fazia uma semana. Conhecemos uma família de São Paulo muito legal, (aliás, todos os brasileiros que conhecemos foram muito legais, talvez o espírito aventureiro desses viajantes e a satisfação em encontrar compatriotas em terras longínquas tornam as pessoas mais simpáticas) o pai e a mãe haviam feito a mesma viagem quase 20 atrás, na sua lua-de-mel. Mas desta vez estavam levando as duas filhas junto pelo mesmo caminho que tinham realizado. Nós jantamos na pousada mesmo e fomos dormir. 28/12/2007 Acordamos cedo para conhecer o Glaciar Martial. Nesta época do ano, ele fica bem reduzido, e a quantidade de neve é bem pequena. Subimos pelo teleférico e descemos a pé. A vista lá em cima é muito bonita, conseguimos tocar na neve e na volta tomamos um chocolate quente num “chalé-lancheria”. Encontramos o pai, mãe, filha e marido da Península Valdez e conhecemos um jovem casal paulista. A manhã foi muito boa, almoçamos novamente no El Turco e aproveitamos um pouco mais a cidade. De noite tivemos uma triste e desagradável surpresa. O memory stick de 2 GB que tínhamos comprado no free shop queimou e perdemos todas as nossas fotos até ali. 29/12/2007 Estávamos nos despedindo de Ushuaia, almoçamos no El Turco mais uma vez. Saímos do Fim do Mundo rumo ao Chile, mais precisamente, Punta Arenas. Foram quase 600 km por uma estrada que já conhecíamos. Chegamos à cidade quase às 22h e com o sol ainda brilhando. Achamos um lugar pra ficar, jantamos e fomos dormir. 30/12/2007 Punta Arenas possui uma Zona Franca que mais parece uma cidade. São mega lojas de tudo que é tipo. Tem até concessionária de automóveis. Infelizmente, como era domingo, havia apenas duas grandes lojas, estilo atacado, que estavam de portas abertas. Fizemos um rancho. Não cabia mais nada dentro do carro. Compramos tudo que precisávamos para acampar no Parque Torres Del Paine. Depois do almoço, fomos até Puerto Natales, cidade base para o parque. Foram mais 230 km. Conhecemos uma família paulista, pai, mãe, e três filhos, enquanto passeávamos pela cidade. Acabamos ficando amigos e nos hospedando no mesmo hostel que eles. Conversamos bastante, dois deles já tinham feito um mochilão até Machu Picchu e eu e meu irmão conseguimos várias informações para o que vamos fazer. Conseguimos informações também sobre o parque que visitaríamos no dia seguinte e foi difícil encerrar a conversa para dormirmos. 31/12/2007 Sem dúvida, a melhor virada de ano da minha vida. Não pela questão de festa, nada disso, mas sim pelo momento vivido. O dia começou cedo. Junto com o casal de Porto Alegre, fomos em direção ao Parque Nacional Torres Del Paine. A paisagem é fantástica, a preservação do lugar é algo fascinante, a fauna, a flora, as montanhas, os lagos, os campos, as geleiras, os rios, tudo. Tudo é demais. Apesar do frio e do vento que faz na região mesmo nessa época e do pouco tempo, a experiência foi maravilhosa. Só a estrada até a base das Torres Del Paine valeu o dia, visitamos o Glaciar Gray e fizemos algumas caminhadas até chegar ao camping. Montamos nossa barraca e começamos a arrumar a “ceia de ano novo”. O casal de Porto Alegre, que passou o dia com nós estava lá também. Conhecemos um casal bastante aventureiro, uma brasileira e um holandês, que tinham terminado o “Circuito W”, uma trilha de 11 dias e quase 85 km que percorre todo o Parque e só pode ser realizado caminhando. Encontramos também os casais do Paraná, mas estes ficaram no hotel Explora, que também é uma atração do Parque, pela bela arquitetura. Atrás da nossa barraca, estava o jovem casal paulista que conhecemos no Ushuaia, foi uma coincidência super boa. No fim, jantamos todos juntos, em frente a uma fogueira, com um violão e o céu mais estrelado que eu já vi. Ah, dizem que no Torres Del Paine “o céu do parque tem tantas estrelas cadentes, que é possível esgotar em minutos nosso estoque de pedidos”. Claro que a frase é um pouco exagerada, mas pela primeira vez, vi uma estrela cadente, uma só não, mas duas! Vou confessar que nenhum dos pedidos se realizou até agora e olha que eu não contei pra ninguém, mas ainda tenho fé. Dormimos na barraca esperando pelo primeiro dia de 2008, dia que subiríamos até as torres. 01/01/2008 Infelizmente, começamos o ano mal. Chovendo, acabamos indo embora do Parque sem fazer a mais famosa das trilhas. Rumamos até El Calafate, na Argentina. Andamos uns 300 km até a cidade que serve de base para conhecer o Glaciar Perito Moreno. El Calafate é muito bonita e sua principal atração é o imponente Glaciar Perito Moreno. Procuramos uma pousada para ficar e fomos conhecer mais a cidade e sobre os passeios pelos glaciares. Voltamos ao hotel depois de uma janta maravilhosa e fomos dormir. 02/01/2008 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104160959.JPG 500 375 Legenda da Foto]Glaciar Perito Moreno.[/picturethis] Acordamos cedo e com a notícia que havia nevado na região dos glaciares. Fomos direto ao Perito Moreno. Ele é sensacional, incrível e impressionante. Na verdade, não tem como descrever a sensação de estar perto dele. De ver o quão pequeno somos perto daquela imensidão de gelo. Infelizmente, comecei a passar mal e não aproveitei o passeio de barco onde passamos perto da geleira. Fiquei dormindo a tarde toda pra ver se passava a dor de cabeça e aquela febre. Quando acordei já estava melhor e fomos todos jantar. Voltamos para a pousada e dormimos. 03/01/2008 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104161144.JPG 500 375 Legenda da Foto]Estrada para Él Chalten.[/picturethis] Ainda bem que eu tinha melhorado, pois esse dia foi bem puxado e muito lindo. Saímos de El Calafate com um céu e um sol maravilhosos. Foram mais 200 km até El Chaltén, cidade que fica aos pés do Cerro Fitz Roy. A estrada era ótima e a paisagem magnífica. A cidade é muito pequena e também muito bonita. Pela tarde fizemos uma trilha de duas horas pra ficar mais perto da montanha. As fotos comprovam que não estou mentido e realmente, o lugar é lindo. Enfim, jantamos e começamos a preparar nosso roteiro de volta. Estava tudo indefinido, queríamos ir até Bariloche pela argentina Ruta 40, mas nos disseram que não havia postos de gasolina por muitos quilômetros e isso nos preocupou bastante. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104161413.JPG 500 375 Legenda da Foto] Trilha para o Cerro Fitz Roy - Él Chalten.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104161615.JPG 500 375 Legenda da Foto]Trilha para o Cerro Fitz Roy - Él Chalten.[/picturethis] 04/01/2008 Incertos, pegamos o carro, enchemos o tanque e mais 20 litros e fomos em direção a algum lugar. A princípio dormiríamos em Perito Moreno (a cidade, não o glaciar). Andamos 450 km até encontrarmos um casal argentino que faria a famosa “Carretera Austral”. Digamos que estávamos bem confusos e acabamos indo com eles para conhecer essa estrada. Antes de chegar a Perito Moreno, entramos em direção ao Chile. Na aduana tinha um vento absurdo. Na verdade todos os lugares na patagônia têm ventos fortes, mas naquele dia estava demais. Quando chegamos a Cochrane, no Chile, estávamos tensos, cansados, meio perdidos e com fome. Acabamos comendo uma pizza e fomos dormir. 05/01/2008 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104161803.JPG 500 375 Legenda da Foto]Cabana em Coihayque no Chile.[/picturethis] Estávamos muito longe de casa e precisávamos chegar logo. Durante toda a cansativa Carretera Austral (detalhe que a estrada é de rípio, nome dado as estradas de chão com cascalhos) as paisagens eram magníficas. Era o prêmio por estar sofrendo com o rípio. Andamos 300 km até chegar a Coihaique. Ficamos em uma cabana super aconchegante e encontramos os argentinos que tinham nos convencido a fazer a tal Carretera. Fizemos uma janta na cabana e fomos dormir bem tranqüilos. 06/01/2008 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101104162049.JPG 500 375 Legenda da Foto]Carretera Austral - Chile.[/picturethis] Cansados do rípio, mas maravilhados com a paisagem, fizemos mais 350 km até chegar a Futaleufu, divisa do Chile com a Argentina e o fim da nossa aventura pela Carretera Austral. Foram mais 100 km até chegar a Esquel. Cidade bonita, mas que enche de turistas apenas no inverno em função dos esportes na neve. 07/01/2008 Depois de Esquel, fomos em direção a Bariloche, mais 200 km. A capital brasileira na Argentina nós já conhecíamos, portanto ficamos apenas um dia. Descansamos bastante, “comemoramos” o título do Inter da Dubai Cup, passeamos, comemos chocolate e jantamos no “Boliche Del Alberto”, mesmo lugar de quando fomos em 2004. Voltamos ao hotel e dormimos. 08/01/2008 Relaxados, andamos mais uns 200 km até San Martin de Los Andes para conhecer a cidade. Infelizmente estava chovendo e a visita não foi muito boa. Este foi o último dia que aproveitamos bem a cidade onde paramos, pois faltavam quase 3000 km e quatro dias para chegarmos em casa. 09/01/2008 Acordamos cedo para fazer uma grande quilometragem para fazer neste dia. Fizemos quase 400 km para almoçarmos em Néuquen, no pampa argentino. A cidade estava com ventos muito fortes e tempestades de areia, o que deu uma impressão ruim. Andamos mais quase 600 km para chegar até Santa Rosa, onde encontramos um hotel e fomos dormir. 10/01/2008 Neste dia fizemos quase 800 km até Gualeguaychú, divisa do Uruguai com a Argentina para descansarmos. 11/01/2008 Faltando este e mais um dia para chegarmos em casa, saímos de Gualeguaychú, entramos no Uruguai e foram 500 km até chegar em Melo, perto da divisa do Uruguai com o Brasil, onde descansamos para o dia seguinte. 12/01/2008 Restando apenas 500 km para chegar em casa, estávamos tranqüilos. Paramos no Free Shop em Jaguarão e almoçamos na churrascaria Lobão em Pelotas. Chegamos em casa por volta da seis ou sete da noite depois de rodar mais de 11.000 km e cheios de fotos e histórias pra contar. Considerações Finais: A maior viagem que fiz com a minha família. As atrações foram tantas que em sete páginas ainda penso que não consigo passar aquilo que vivi e senti. Fotos também não podem expressar as diversas e maravilhosas sensações que tive na viagem. A única coisa que posso dizer é que aproveitem seu tempo. Ganhem bastante dinheiro, mas gastem muito também. Gastem em experiências, não em materiais, pois nunca devemos esquecer que “caixão não tem gaveta e dessa passagem, aprendizagem é a única bagagem levada”. Então, levantem a bunda do sofá e caiam na estrada.
  8. Bah cara, a parte de Santa Cruza é por causa do famoso "Trem da Morte" que vai de Corumbá, no Brasil, até lá. Pois é cara, saíndo de BH e com 100 dias pra viajar te sugiro que tu vá até o sul do Brasil, entre por Montevidéo e segue viagem cara, dai nem precisa passar direito pela Boívia, só fazendo o contorno né, se é que tu me entende xDD Mas é isso aí cara, o roteiro tá aí, faça tuas mudanças e qualquer dúvida é só falar! Abraços!
  9. Opa, não sei se posso te ajudar em relação ao tempo e dinheiro, afinal são coisas que variam muito. Preço: Depende de - Lugar, se tem pontos turísticos ou não; - Se é alta temporada ou não; - Quantos e quais passeios você vai fazer; - Se irá de carro, ônibus, avião, carona. - Na Bolívia as coisas são praticamente de graça; - No Peru as coisas também são baratas, mas cidades como Cusco e Arequipa têm atrações turísticas mundiais, como Machu Picchu e o Cañon del Colca. Portanto, você acaba gastando mais para fazer esses passeios. Mas com certeza, são imperdíveis! - O Chile é o mais caro e mais parecido com o Brasil (lembrando que todos esses países são mais baratos do que aqui). Na região do Atacama é mais barato que no sul, mas os passeios podem encarecer seu orçamento. No centro e no sul é mais caro, parecido com o Brasil. Outros lugares que você pode gastar mais são Santiago, ilha de Chiloé e Parque Nacional Torres del Paine. - A Argentina é mais barata que o Chile, mas também depende da região também. Buenos Aires, Ushuaia, Mendoza, Bariloche são regiões túristicas muito procuradas, logo são mais caras. - O Uruguai também é bem mais barato que o Brasil, tirando Punta del Este e Montevidéo. São só algumas dicas, pois não tenho como te dar os preços pois eles variam muito nesses países e faz dois anos que fui pra Argentina e Chile e quatro que fui para Bolívia e Peru. Então, essas são coisas que você teria que ir pesquisando até sua saída. Em relação ao tempo, também depende. Cada parte varia em torno de 10 a 15 dias (menos a parte de Ushuaia à Buenos Aires que pode ser realizada em quatro ou cinco dias). Mas isso depende muito de você, do que quer conhecer, o que quer fazer e de quanto tempo terá disponível. Outra coisa que você terá que pesquisar. Se quiser eu dou dicas, em relação à tempo e tudo mais, mas não posso fazer a pesquisa por você, pois não sei realmente o que você procura. Mas se decidires se fará todas as partes, ou algumas, ou apenas uma dela responderei com imenso prazer. Espero ter ajudado de alguma forma, abraços!
  10. Bah cara, eu fui em tres partes pela América do Sul. Primeiro eu sai de Porto Alegre até Mendoza, Santiga, Região dos Lagos, Bariloche, Buenos Aires e Montevideo em Dez/Jan - 2004/2005. Depois sai de Porto Alegre, Salta, Atacama, Arequipa, Cuzco, MP, Copacabana, La Paz e voltei por Salta em Dez/Jan - 2006/2007. Outra viagem foi saindo De Porto Alegre, Buenos Aires, Puerto Piramides, Ushuaia, Torres Del paine, El CAlafate, El chalten, Bariloche, voltando por Buenos Aires denovo em Dez/Jan - 2007/2008. O roteiro é algo que eu ainda vou fazer misturando lugares que quero conhecer com coisas que eu já fiz e quero repetir. Infelizmente eu não posso dar base de preços, até porque não é um relato e o valor varia muito de pessoa pra pessoa. O que eu posso adiantar é que Peru e Bolívia são quase de graça. Argentina e Uruguai são baratos. E no Chile os preços são parecidos com os do Brasil. Claro que depende da região, se a cidade é turística ou não, os passeios que vai fazer e mais uma série de detalhes que não são previsíveis e se fossem, não dariam graça à viagem não é mesmo? Pois viajante que se preze, gosta de aventura e imprevisíveis para contar histórias depois, senão iria numa CVC e saberia até a marca dos lençois do Hotel iashsaiuhasuhsauhiasuhiasuhasiuh. Boa viagem pra ti cara, qualquer dúvida dá um grito, me adiciona e podemos conversar melhor, trocar ideias na boa.
  11. Olha Rafa, não é muita volta não. Realmente as passagens estão muito baratas, dá até vontade de ir junto ashiasuhasuhus O que tu poderias fazer era seguir o roteiro até os Lagos Andinos, quem sabe até Bariloche e voltar à Santiago. De Santiago ir ou voltar de avião e ir ou voltar de carro entendeu? aisuhsauhsiasaihs dessa forma você veria a Cordilheira dos Andes do alto, que deve ser algo maravilhoso, e ver por baixo, tirando inúmeras fotos pra mostrar pra todo mundo hahaha. Ou você pode pagar uma excursão de Mendoza que faça o trajeto da travessia da Cordilheira que é IMPERDÍVEL!!! Eu te sugiro fazer o primeiro, indo de Santiago p/ Mendoza de avião e voltando de carro passando por Uspallata (região onde foi gravado o filme "7 anos no Tibet"), Puente Del Inca, Parque Provincial Aconcagua, Los Caracoles e todas as paisagens cinematográficas da Cordilheira dos Andes. Estrada de Mendoza em direção à Santiago: Puente Del Inca: Caminho de Mendoza-Santiago antes de chegar na fronteira com o Chile: Vulcão Osorno: (Lembrando que aí eu era muito piá asiuhsauhashi) Vista de cima do vulcão: Vista de baixo do vulcão Osorno: (a água estava congelante, mas ao mesmo tempo maravilhosa uashsahiash) Vista de Bariloche: Dicas: Em Mendoza experiemte a comida mexicana do restaurante Iguana e vá em várias vinículas Em Santiago visite os Cerros e o Teatro Nacional Em Bariloche vá no Boliche del Alberto e peça um bife de chorizo com papas fritas, uma delícia! Ah, em todas as cidades que puder visite a Plaza de Armas, sempre são bonitas Espero que eu tenha ajudado e novamente, boa sorte na viagem, qualquer dúvida é só falar
  12. Oi Rafa! Você tem ótimos destinos em mente e com 15 dias dá para fazer com tranquilidade e aproveitar bem cada cidade ou um roteiro mais puxado, mas conhecendo mais cidades. Eu fiz um roteiro parecido no final de 2004, era bem muleque, mas aproveitei e me lembro muito bem. Minha família e eu fomos de carro. Tinhamos 20 dias e saímos de Porto Alegre. Se fores para Santiago creio que dá pra conhecer muitas coisas com poucos dias. Você pode alugar um carro e tranquilamente viajar até a Região dos Lagos, dá uns 800 km de carro, mas numa estrada perfeita, a Rodovia Pan-Americana (que vai do sul do Chile até o Canadá). Esses 800 km são todos de pista dupla, reta, pouco movimento, com ótima sinalização e a cada pouco você encontra um posto de combustível super caprichado. Dependendo do seu carro, você anda a 150,160 km/h tranquilo. Os pedágios são caros, a comida e a casolina também, mas se há 6 anos quando fui estava daquele jeito, com certeza deve estar melhor ainda e a estrada compensa! Nem de longe se compara com alguma estrada do Brasil. Na Região dos Lagos, aproveite Osorno, Villarica, Pucón, Puerto Varas. De Osorno à Bariloche são 225 KM, depende de você, do seu tempo e entusiasmo, mas é uma boa pedida visitar Bariloche. Se você acha que é muita coisa e não sobrerá tempo pra ficar tanto dentro do carro, pode ficar ali por Santiago-Mendoza e aproveitar o máximo de cada cidade. Ali em Santiago, você pode ficar uma semana e ir até o litoral, em Viña Del Mar e Valparaíso para conehcer o Pacífico que é maravilhoso. Se você ainda não comprou a passagem de Mendoza-Santiago, não compre, pois será uma pena você passar aquela travessia da Cordilheira sem poder parar para tirar fotos e tal. Enfim, vou te ajudar dando dois roteiros: Roteiro mais apertado: Rio-Santiago - 1DIA Santiago - 2 DIAS Santiago-Villarica - 1DIA Villarica, Pucón e Osorno - de 3 a 4 DIAS Osorno-Bariloche - 1 DIA Bariloche - 1 ou 2 DIAS Bariloche-Santiago - 1 ou 2 DIAS Santiago-Mendoza - 1DIA Mendoza - 1 ou 2 DIAS Mendoza-Santiago-Rio - 1DIA De 13 a 17 dias, daí você escolhe né, dependendo do lugar que você gostar ou não... Roteiro mais folgado: Rio-Santiago - 1 DIA Santiago - 3 DIAS Viña Del Mar e Valparaíso - 1 DIA Santiago - 1 DIA Santiago-Mendoza - 1 DIA Mendoza - 5 DIAS Mendoza-Santiago - 1 DIA Santiago - 1 DIA Santiago-Rio - 1 DIA Como eu disse, esse é mais folgado, mas é uma pena você ir até o Chile central e não descer um pouco para conhecer a Região dos Lagos. Bom, tudo que eu te falei aqui são só sugestões, mas espero que te ajude bastante, que você tenha uma viagem inesquecível e depois me conte como foi iasuhiashiashias Qualquer dúvida a mais, eu respondo por aqui ou por e-mail Beijos e boa viagem!
  13. Bah, ótimo relato e a tua planília ficou de primeira, queria ver a foto de Saturno, como consigo teu e-mail? Fui para Cusco, Copacabana, La Paz, Atacama e Santiago...fiquei no mesmo hostel em Copacabana, tu chegou a jantar la? meu deus, barato demais e tu come que nem rei saihisauhiuash Quando fui pra Machu Picchu não fiz a Trilha Inca, mas estou planejando faz muito tempo. Atacama é coisa de outro mundo e o Chile inteiro, de norte a sul, é lindo demais x) Parabens pelo relato, beijos!
  14. Bah cara, pra 4 dias em Buenos Aires só dá pra aproveitar a cidade mesmo, nada em volta! Na vez que eu fui, fiquei dois dias apenas, mas já deu pra conhece bastante coisa. Não deixe de ir na Calle Florida, onde voce pode comprar várias coisas. Se gostar, um show de tango é uma ótima pedida. O caminito é um bairro muito bonita e aproveite para visitar a "La Bonbonera", estádio do Boca, mesmo para quem não gosta de futebol, vale a pena a visita x) A Casa Rosada, o Bairro da Recoleta, Palermo, San Telmo.. A Biblioteca, o Palacio dos Três Poderes, o Cemitério da Recoleta (onde está enterrado o corpo de Evita Perón) a Biblioteca Nacional, entre muitas outras atrações... Ah, e não deixe de levar a namorada para jantar em um dos restaurantes na beira do Rio da Prata!!! Uma ótima viagem, espero ter ajudado
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