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amaro.cristiano

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Sobre amaro.cristiano

  • Data de Nascimento 04-08-1982

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  1. Agora sim galera, é uma grande vitória pra gente Prefeitura facilita o acesso ao Pico do Paraná O Pico do Paraná é um dos principais pontos turísticos de Campina Grande do Sul. Frequentado, há anos, por montanhistas e apreciadores de uma bela e inesquecível paisagem, a entrada ao local era cobrada e de responsabilidade de uma propriedade privada. Cenário que foi revertido semana passada pela prefeitura municipal. Por meio de uma ordem judicial de imição de posse em favor do município, a entrada à maior montanha da região Sul do Brasil, foi desapropriada da Fazenda Pico do Paraná, o que reverterá na retirada de qualquer barreira de acesso ao local e tornará a entrada de visitantes, gratuita. Com a desapropriação do local, a fiscalização da subida ao cume do Pico do Paraná passa a ser de responsabilidade do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) juntamente com a prefeitura municipal. O próximo passo a ser desenvolvido é a construção de uma base operacional, que dará mais suporte e segurança aos montanhistas. Por meio dessa iniciativa, a prefeitura municipal tem como objetivo fomentar o turismo na região e no município. link da noticia: http://www.pmcgs.pr.gov.br/hotsite/visual_noticias.php?id=132
  2. Oi Getúlio, Valeu!!! Muito bom saber sobre o Montain Forest... eu não sabia, mas agora q vc falou dei uma olhada... uma pena, se eu soubesse antes teria ido ao Araçatuba! Mas enfim, foi uma experiência muito bacana mesmo assim! Quanto ao Dilson eu também não sabia que já estava rolando o processo de desapropriação. Mesmo que demore já é alguma coisa... fico contente em saber! Obrigado pelas informações!!! Abraço!!!
  3. Valeu pelo apoio dsborgi!!! Olha, sempre vi lixo na trilha, mas desta vez estava excessivo! Quanto ao atendimento da Fazenda também é lamentável. Como consumidores devemos exigir um atendimento de acordo com o que pagamos. Não quero conforto e nem faço questão de utilizar a "estrutura" do Dilson, com exceção ao estacionamento. Agora pagar R$15,00 e ser atendido pelo rádio me deixa bem chateado mesmo. Abraço!!!
  4. Vou começar este relato agradecendo meus parceiros Rodrigo Quimm e Washington Starke, que foram feras na trilha e não se mixaram com a chuva, o vento e o frio. Gostaria de agradecer também a todos os membros do Montanhoso e familiares, que nos deram apoio e estavam torcendo por nós. Valeu galera!!! Eu sempre acompanho a previsão pelo Montain Forest (http://www.mountain-forecast.com/peaks/Pico-Parana/forecasts/1877) e na segunda feira pela manha tinha previsão de 16cm de neve no Pico do Paraná. Quase fiquei doido com a possibilidade... Próximo do almoço resolvi manifestar meu interesse através de um post no facebook, mais do que rápido o Washington e o Jefferson me procuraram e começamos a combinar a empreitada, aquela coisa de sempre, tralhas, logística... No final das contas o Jefferson teve que desistir, sua esposa estava nos últimos dias de gestação. O Rodrigo me mandou mensagem perguntando se ainda havia vaga, então ele se tornou o terceiro elemento. Relato Nos encontramos no Detran as 16:45, passamos no mercado e vazamos sentido fazenda PP. A chuva que não cessava nos deixou bem animados, afinal sem chuva sem neve. – Saindo de Curitiba pra chegar na fazenda deve-se pegar a BR-116 sentido São Paulo, alguns quilômetros depois do pedágio tem o posto de gasolina Tio Doca, que fica na pista sentido Curitiba, depois do posto, média de 1km, tem uma estrada bem discreta que fica na lateral da ponte sobre o rio Tucum. Siga a estrada até o fim que não tem erro. Chegamos na fazenda pouco depois das 18h, adentramos a porteira e paramos na corrente em frente a propriedade. Fomos atendidos remotamente pelo radinho que deixam no casebre ao lado estacionamento... No final do relato detalharei minha indignação sobre esse e outro assunto. As 19:30 começamos nossa caminhada, chovia e fazia muito frio, mas nossos ânimos estavam animados hsuhasuhasua. – Sempre costumo dizer que a subida até o morro do Getúlio é a prova de fogo, várias pessoas desistem nesse ponto, na metade do caminho tem uma rocha conhecida como pedra do grito, ela fica ao lado esquerdo da trilha, possibilitando uma vista interessante. O Washington e o Rodrigo não conheciam o PP, mas passaram no teste, chegaram no cume do Getúlio sem dificuldades, levamos em torno de 1 hora. Paramos um pouco pra algumas fotos, o corpo esfriou e o frio apertou, então continuamos a pernada. - Saindo do Getúlio a trilha fica mais aberta até chegar na bifurcação que leva ao Caratuva, cerca de 10 minutos. Decidimos parar um pouco na bica (15 min depois da bifurcação) pra abastecer água e comer um lanche. Agora a chuva estava mais intensa, assim como o vento e o frio... apertamos o passo. A trilha fica mais fechada e íngreme até a próxima bifurcação, a do Itapiroca. Depois dessa parte a trilha fica mais plana, mas em compensação mais difícil de caminhar também, muitas pedras e raízes traiçoeiras. Ruim com as raízes, pior sem elas, em muitos trechos elas formam escadas naturais que facilitam transpor alguns obstáculos. Estávamos quase chegando no A1 (acampamento 1) quando começamos a ouvir vozes, lembrei que o Kelvin disse que também iria, com alguns amigos, em busca da neve. Do A1 até o A2 tem que descer um pequeno vale, que segue mais ou menos pela crista, pra depois começar a subir. Nesse ponto tem o auxilio de corrente e escada de metal. O Rodrigo e o Washington ficaram um pouco assustados, afinal nunca haviam subido uma montanha que precisasse destes recursos. Chegamos no A2 as 00:30h, um bom tempo já que estávamos de mochila cargueira, andando de noite e na chuva. Estávamos ensopados, famintos e um pouco desanimados com o vento excessivo. Montar a barraca foi bem chato mesmo. Acampamos na direção da casa de pedra, enquanto o Kelvin e seus amigos na direção da trilha que segue para os Camelos. Pra tristeza do Washingnton seu saco de dormir estava ensopado, ele confiou na impermeabilidade (mito) da sua mochila e não levou um saco estanque. Frio, passamos muito frio. Teve momentos que parecia que o vento ia levantar a barraca hehehe. Já passei algumas noites de frio no Campo dos Padres e Serra Fina, inclusive com temperaturas bem abaixo de zero graus, mas confesso que nunca havia sentido frio na minha vida. Pouco antes de amanhecer o Kelvin e seus amigos iniciaram a descida, eu mal olhava pra fora da barraca e já fechava o zíper. E a chuva e o vento persistiam... 8h da manha e nada de neve. Liguei na casa do meu pai e ele me disse que estava nevando em Curitiba, não acreditei nele, pensei que era zueira, mas minha namorada confirmou na sequencia. A chuva sessou e não teve neve, já estava conformado. Só nos faltava então subir até o cume... pelo menos. Arrumamos as tralhas nas mochilas, largamos elas perto da casa de perdra e começamos a subida ao cume, apenas com um cantil de água. Andar sem peso as x é muito bom hehe. Sem pressa chegamos ao cume, rajadas de vento varriam as nuvens e o sol penetrava timidamente entre as rochas, evaporando as poças, estava difícil até pra ficar em pé. Apreciamos a vista, hora aberta, hora encoberta, registramos nossa presença no livro de cume e iniciamos a descida. Assistimos o por do sol no cume do Getúlio e voltamos pra fazenda. Não vimos a neve, mas foi um desafio muito bacana. Curti cada momento, reforcei minha amizade com o Washington e fiz um novo amigo, o Rodrigo. Embora tenha sido por pouco tempo, o convívio que tivemos nessas horas de aventura foi intenso, provavelmente um laço pra toda vida. Montanhoso, Subindo Montanhas e Conquistando Amizades. Indignação: Cobrança de acesso x Lixo Cobrança de Acesso Sei que esse assunto incomoda algumas pessoas, principalmente os “puxa-saco” do DIlson (dono da Fazenda do PP), mas não posso ficar quieto. O Dilson diz que não cobra o acesso à trilha do PP, alega oferecer uma estrutura ao montanhista, justificando o valor de R$ 10,00 por pessoa das 07h às 18h e R$ 15,00 das 18h às 22h. Mas onde está a estrutura? A estacionamento onde deixamos apenas 1 carro? O Casebre com banheiro padrão boteco? Ou o camping que não usamos? Fomos atendidos por um rádio comunicador, onde recebemos instruções pra preencher o cadastro e deixar o dinheiro. Isso é um absurdo, nem atendimento humano tivemos. Cadê a porra da estrutura? Alguns falarão, ele faz a manutenção da trilha, como ele mesmo me disse da ultima vez que conversamos. Até acho justo daí, porque não é trabalho fácil, a trilha é bem extensa. Pagaria sem reclamar! Mas nunca encontrei tanto lixo na trilha, como podem ver nas fotos abaixo: Lixo Não estou colocando a culpa no fazendeiro, isso é filha da putice dos porcos que fazem a trilha, mas também não seja cara de pau de dizer que faz manutenção na trilha. Galera isso é muito grave, é de dar vontade de chorar, tinha até barraca inteira abandonada na casa de pedra.
  5. Travessia Serra Fina – 3 dias Quem foi Fomos só eu, Cristiano Amaro, e meu irmão Atla Amaro. Os outros parceiros tiveram dificuldade em negociar folga, já que precisaríamos de alguns dias da semana livre. Planejamento e Preparativos Como essa travessia é considerada uma das mais difíceis do Brasil iniciamos o planejamento e os preparativos com bastante antecedência. Programamos nossa saída de Curitiba para o dia 10/05/13 (sexta) e retorno no dia 15/05/13, que acabou sendo antecipado em 01 dia (mais abaixo saberão por que). Uma das maiores dificuldades da Serra Fina é a escassez de água, de modo que planejamos que cada um levaria 5,5 litros do liquido precioso, dividido em 2 garrafas pet 2 litros e 1 cantil de 1 litro. Isso somado ao restante da carga das mochilas pesou mais de 19kg (outro fator preocupante é o peso). Download do track para GPS (gpx) ou Google Earth (kml) acessem: http://montanhoso.blogspot.com.br/2013/05/travessia-serra-fina-maio-2013.html Ônibus Ida Curitiba – São Paulo Embarque Tipo Tarifa Duração Previsão Empresa 23:20 CONV R$73,50 06:00 11/05/2013 05:20 COMETA São Paulo – Passa Quatro Embarque Tipo Tarifa Duração Previsão Empresa 07:00 CONV R$47,47 04:50 11/05/2013 11:50 COMETA Fiquei com medo de comprar a passagem pra esse horário e o busão de Curitiba pra São Paulo atrasar. Por curiosidade olhei na noite de sexta feira como estavam as reservas e pra minha decepção o ônibus das 7h já estava lotado, assim como o das 8h. Pra garantir comprei a passagem para o próximo horário, 12:15h Programação Inicial 11/05/13 Rodovia MG 158 – Toca do Lobo 10 km – 4h (previsão de chegada 16h) 12/05/13 Toca do Lobo – Acampamento 01 Capim Amarelo Pegar água na Toca do Lobo 5 km - 8h (previsão de chegada 15h) 13/05/13 Capim Amarelo – Acampamento 02 Pedra da Mina Pegar água no Rio Claro 7 km - 8h (previsão de chegada 15h) 14/05/13 Pedra da Mina – Acampamento 03 Pico Três Estados Pegar Água no Rio Verde (Vale do Ruah) 8 km - 9h (previsão de chegada 16h) 15/05/13 Pico Três Estados – Sitio Pierre 10 km - 5h (previsão de chegada 12h) Saída de Curitiba O ônibus, como de praxe, saiu atrasado em quase 40 min. Como nossa passagem pra Passa Quatro era só depois das 12h tínhamos tempo de sobra. Acordei muito cedo na sexta feira e estava bem cansado, foi sentar no busão e dormir. Mas meu sono durou apenas meia hora, as 00:30 fui acordado por um policial federal. - Você é o Cristiano Amaro? Respondi que sim e ele me pediu para que descesse do ônibus e o acompanhasse. Na hora pensei milhões de coisas ruins (tragédia com familiares, atraso de pensão alimentícia... isso que nem tenho filhos rs). Depois fiquei mais tranquilo quando descobri que se tratava de nossa bagagem que estava em meu nome. Um cão farejador (falhado rs) implicou com a mochila do Atla e os policiais pediram pra revistar a dita cuja. Fiquei com pena do meu irmão porque nossas mochilas estavam muito cheias e deu um trabalhão tirar tudo de dentro pra depois arrumar de novo. Resumindo, acho que desgraçado do cachorro gostou do cheiro da calabresa que estávamos levando e ficou ouriçado com a mochila. Não tínhamos drogas (nem camisa do Corinthians) e fomos liberados depois de longos 30 minutos. Gostei de ver a cara caída dos passageiros, que apostaram que éramos traficantes, quando voltamos para o ônibus hehe. Chegamos na rodoviária do Tiete antes das 6h da manhã. A primeira coisa que fizemos foi ir ao guichê da empresa Cometa e tentar antecipar o horário da passagem pra Passa Quatro. Por sorte colocaram mais um ônibus pras 8:30h e ainda tinha lugar. Um pouco depois das 13h estávamos em Passa Quatro. Dica: Evitem sair de Curitiba na sexta feira ou em véspera de feriados. Só assim você poderá reservar a passagem pra Passa Quatro sem medo do ônibus Curitiba / São Paulo atrasar e acabar perdendo o embarque pra Minas. Passa Quatro Depois de um almoço caprichado num restaurante próximo ao terminal rodoviário pegamos a rodovia sentido estrada Toca do Lobo, que fica a aproximadamente 2km do centro de Passa Quatro. Muito ruim andar por lá, não tem acostamento. Em poucos minutos estávamos no inicio da estrada e às 15h iniciamos nossa caminhada. Embora a estrada seja só subida, inicia-se com pouco mais de 960m e termina acima dos 1600m, dá pra vencer o percurso de aproximadamente 10km em menos de 4 horas de caminhada. A estrada é muito bonita e repleta de araucárias e eucaliptos. Pouco antes da chegada a Toca do Lobo dá pra ver como será o inicio da empreitada. Antes das 19h estávamos na Toca do Lobo, onde acampamos e fizemos um jantar caprichado, macarrão com calabresa. 1º Dia 12/05/13 – Da Toca do Lobo até o Maracanãzinho – Dia tranquilo com caminhada leve. Pra iniciar a trilha deve-se cruzar o rio bem em frente à Toca do Lobo. A maioria das pessoas, assim como nós, prefere pegar água nesse rio, mas um pouco antes do Quartzito tem um ponto de água. Depois de pegarmos 5,5 litros de água (cada um) iniciamos a travessia às 8h. Já de cara a trilha é bem íngreme e dá pra ter noção de como será dali pra frente. Poucos metros acima já dá ter uma vista bem interessante da cidade de Cruzeiro (acho eu) e do Quartzito, separado por um longo corredor sobre a crista dos morros. Encontramos com 2 montanhistas locais que estavam empenhados em abrir uma trilha que liga o centro de Passa Quatro (próximo ao terminal rodoviário) ao cume do Capim Amarelo, passando por algumas poucas montanhas e desviando a estrada da Toca do Lobo. Eles acreditam que em 1 ano terão concluído sua missão. As 11:30h, depois de muita subida, já estávamos no cume do Capim Amarelo. A principio esse era o objetivo do dia, mas como ainda estava muito cedo decidimos almoçar e avançar até o Maracanãzinho pra ganhar algum tempo pro dia seguinte, que no caso seria mais puxado que o anterior. As 15h depois de bater aquele rango (arroz, feijão e calabresa) e tirar uma soneca merecida, já que tínhamos dormido mal nos 2 últimos dias, partimos pro camping próximo ao Maracanãzinho. Do Capim Amarelo até lá levamos 1h e 40min. A descida tem que ser feita bem pela esquerda, é só seguir os totens. Assistimos o por do sol, muito lindo por sinal, armamos nossa barraca, jantamos e antes das 21h estávamos recolhidos no aconchego do saco de dormir. Dicas: - Mesmo que esteja munido de GPS poderá confiar nos totens; - Se chegar depois das 15h no cume do Capim Amarelo vale a pena acampar lá. O camping é bem protegido pelos capins altos e o chão é bem macio e plano. - Independente se quiserem pegar água na toca, ou antes do Quartzito, o recomendado é que levem de 4 a 6 litros. Talvez, como no nosso caso sobre, mas é melhor pecar pelo excesso quando se trata do liquido precioso. 2º Dia 13/05/13 – Do Maracanãzinho ao cume da Pedra da Mina – Dia relativamente puxado com trechos de escalaminhada e alguns vales. As 7h da matina iniciamos nossa jornada até a Pedra da Mina. Algumas subidas e vales e lá por 10:30h estávamos no riacho, último ponto de água antes do cume da Pedra da Mina. Aproveitamos pra nos lavar e dar uma vadiada. Já que teríamos que almoçar mesmo aproveitamos pra fazer o grude ali mesmo, assim poderíamos lavar a louça com a água do riacho e pouparíamos o liquido. Depois de um almoço e mais um cochilo rsrs rumamos pro ataque a Pedra da Mina, eram 14h e 20min. Mais uma vez coletamos 5,5 litros de água cada um. A subida é bem puxada com alguns trechos de escalaminhada, mas como estávamos descasados vencemos o trajeto em pouco mais de 1 hora e as 15h e 30min estávamos apreciando a vista do cume. Montamos acampamento (o vento atrapalhou um pouco) e ficamos assistindo a mais um por do sol, mais fascinante ainda que o anterior. Ali no cume tem poucas opções de camping, mas como não tinha ninguém além de nós dois arranjamos um lugar bacana e relativamente protegido do vento, que estava forte por sinal. Jantamos e antes das 20h nos recolhemos em nossa barraca. Foi a noite mais agradável que tivemos, dormi muito bem. Dicas: - Antes do riacho tem a Cachoeira Vermelha, mas não é um bom lugar pra pegar água; - Se fizerem a travessia em algum feriado correram risco de não achar lugar pra acampar no cume da Pedra da Mina desça até o Vale do Ruah que bem no comecinho tem uma clareira legal pra acampar. No track que estou disponibilizando tem várias áreas de camping marcadas; - Mais uma vez fique atento aos totens, não invente caminhos alternativos, acredite, não vale a pena. 3º e último dia – Da Pedra da Mina até a BR-354 – Dia intenso, com muito sobe e desce, escalaminhada, encharco e vales repletos de bambus. As 19h e 10min iniciamos a descida da Pedra da Mina sentido Vale do Ruah. A descida é bem forte e íngreme, além de perigosa levando em consideração a dificuldade de se equilibrar com quase 20kg nas costas. Não caia na tentação de subir o morro (que inclusive tem alguns totens bem visíveis) que fica no final da descida. Pegue a esquerda e termine de descer até o vale do Ruah. Nesse ponto a caminhada é lenta devido ao capim alto e solo “pantanoso”, mas pra quem está acostumado com terreno assim fica divertido. O esquema, depois de caminhar até o Rio Verde (1/4 de distância entre o inicio e o fim do vale) siga sempre margeando ele pela direita, nunca cruze o rio. A trilha é bem fechada e confusa, repleta de “caminhos de rato”. Se tiver um GPS em mãos e seguir meu track poderá ganhar um tempo precioso. Depois do último ponto de água (também está marcado) a trilha começa a rumar mais para a direita e o vale termina iniciando a subida que dá acesso ao Cupim de Boi. Novamente deve-se abastecer com água, principalmente se pretende acampar no cume dos 3 Estados. Depois de algum sobe e desce (mais sobe do que desce), antes do meio dia, estávamos no cume dos 3 Estados. Pra nossa tristeza o tempo estava totalmente encoberto, impossibilitando qualquer tipo de vista. Não achamos que valia a pena acampar ali e ainda era muito cedo então decidimos fazer um lanche rápido e terminar a travessia naquele mesmo dia, afinal da li até a BR calculamos que levaríamos no máximo mais 5 horas de caminhada. Começamos a descer o cume por volta de 12h e 30min. A trilha fica bem pesada com muito, mas muito sobe desce passando hora pela crista dos morros, hora por vales repletos de bambu. As descidas são bem fortes também, mas os galhos e o matinho ajudam a diminuir a carga das pernas. A mais emocionante escalaminhada, no meu ponto de vista, é a do Alto dos Ivos, nos divertimos muito. Depois de suar a camisa (fizemos muito rápido mesmo) por 3h e 30min já estávamos no final da trilha. Lá tem uma bifurcação, pegue a estrada da direita que leva ao Sitio do Pierre. Não tinha ninguém no Sitio do Pierre, mas paramos ali perto pra fazer mais um lanche e tomar um suco, na verdade tomamos 1 litro de suco cada um hsuahuashsaua. Dali até a BR dá pra fazer em menos de uma hora. A estrada passa por 2 porteiras e alguns pontos de água, uns fracos e outros fortes. Lá por 17h estávamos na BR, onde ligamos pro taxista / motorista de funerária (kkkk) José Roberto (35) 9113-4325, que nos cobrou a bagatela de R$60,00 pra nos levar até Itanhandu, distante quase 40km, onde pegamos o Cometa pra Sampa. Dicas: - Se pretende fazer a travessia em 4 dias vale a pena acampar no cume dos 3 Estados; - Como a trilha é repleta de bambus use manga longa e calça comprida, mesmo que esteja calor, ou ficará cheio de arranhões nas pernas e braços; - Se pretende fazer em 3 dias esqueça de almoço no último dia, faça um lanche rápido. Montanhoso, Subindo Montanhas e Conquistando Amizades http://www.montanhoso.blogspot.com
  6. Oi Augusto, obrigado A chuva do primeiro dia realmente desanimou um pouco, mas por sorte já no segundo dia fomos abençoados com um sol maravilhoso. Entre a primeira e segunda investida, percebemos que o número de gados aumentou consideravelmente. Realmente preocupante. Mas teve uma diferença positiva também, desta vez quase não haviam indícios de queimadas. Não tem nada de estranho não ahaha, é praticamente uma cópia fiel... Da primeira vez que fomos fizemos com base em seu track e o seguimos a risca... inclusive nos utilizamos de todos os marcadores. Da segunda vez foi quase igual também, mas melhoramos um pouco, procurando caminhar mais próximo das encostas e diminuindo um pouco o trajeto no primeiro vara mato, mas como no primeiro mantivemos todos os seus marcadores com seus respectivos títulos, sem nenhuma alteração. Se colocar uma sobre a outra verá uma sutil diferença nas linhas do trajeto. Gostei tanto que voltarei lá, mas desta vez faremos um trajeto diferente... Valeu Augusto, Abraço!!!
  7. Legal Getúlio, Obrigado pela informação, isso me deixou com vontade de percorrer um caminho maior sentido sul!!! Abraço!!!
  8. Verdade compensa muito... um dos poucos lugares que caminhei sem encontrar ninguém pelo caminho... Espero voltar mais vezes lá! Valeu Getúlio, Abraço!!!
  9. "Embora seja pouco conhecida, muitas pessoas já fizeram essa travessia, algumas até compartilharam sua experiência aqui no Mochileiros. Foi através do relato do Augusto e com informações do Jorge Soto que realizamos a travessia pela primeira vez em 2010. Muito obrigado a esses dois grandes trilheiros! Gostei tanto do lugar que voltamos em 2012, dessa vez muito mais emocionante. Tentei ser o mais rico possível em detalhes pra ajudar aqueles que pretender encarar os platôs. Abraço a todos!!!" Saiba mais sobre a travessia. Fotos, dicas, download do arquivo kml e muito mais: http://montanhoso.blogspot.com.br/2012/ ... al-sc.html [align=] Ficha Técnica Dificuldade: Difícil / Pesado Extensão: Aprox. 88 km Tempo de duração: 4 dias Ponto culminante: Morro da Boa vista com 1.827 metros Aquisição de dados: GPS Garmin 60 CSX Travessia Platos Serra Geral - SC.kml Itinerário, distância e custos Empresa Trecho Distância Custo Catarinense Curitiba / Lages 364 km R$ 56,06 Reunidas Lages / Alfredo Wagner 100 km R$ 26,26 Reunidas Urubici / Florianópolis 171 km R$ 35,01 Catarinense Florianópolis / Curitiba 300 km R$ 44,25 Custo Total R$ 161,58 (preços praticados em Maio de 2012) Histórico Localizada entre os municípios de Bom retiro, Alfredo Wagner e Urubici, passando pela Serra Geral, Campo dos Padres e Serra da Anta Gorda, essa travessia é considerada a mais bela e difícil da região sul do Brasil. Parte da travessia é constituída por estradas rurais e o restante por platôs e vales. A temperatura é extremamente baixa durante o outono e inverno. A geada é muito comum e alguns dias do ano chega a nevar. Participantes Cristiano Amaro Elder Ribeiro Fernando Amaro Heder Amaro Ronaldo Oliveira Thiago Bürguer Relato Quase dois anos após a primeira empreitada resolvemos encarar a travessia novamente. Desta vez contamos com a participação de mais 4 integrantes e tivemos também uma baixa, o Marcelo. Mais uma vez o Atla não pode participar, agora por conta de uma cirurgia recente. Começamos o planejamento com pelo menos 01 mês de antecedência, decidindo cardápio, cronograma, avaliando a possibilidade de ir de carro até Lages, etc... No final das contas resolvemos ir de ônibus, por questões de segurança e conforto. Eis que chega o dia tão esperado: - Sexta feira 27/04/12 – Segura Peão Mochilas prontas, saímos da minha casa às 20h, eu (Cristiano), meus irmãos Fernando e Heder, o Ronaldo e o Thiago, rumo à rodoferroviária de Curitiba onde encontraríamos o Elder. Véspera de feriado prolongado as imediações da rodoviária fica intransitável, por isso não quisemos carona e fomos de busão mesmo. (como ainda morava no bairro Uberaba pegamos o ônibus Canal Belém, a aventura já começou ai, a rua cheia de buracos e remendos x motorista apresado = touro mecânico kkk). Pouco depois de chegar na rodoviária encontramos o Elder, que veio de carona com sua esposa. A galera ainda não o conhecia, então aproveitamos o tempo que restava, até a chegada do ônibus, pra quebrar o gelo. Sem atraso o ônibus sentido Lages chegou as 23:55h Dica: - Prefiram sempre o ultimo horário de ônibus para Lages, caso contrário ficarão muito tempo na rodoviária. O primeiro ônibus pra Alfredo Wagner só sai as 9h. - Sábado 28/04/12 – Prova de Fogo, ou melhor d’água. Chegamos em Lages pouco antes das 6h da manhã e fazia muito frio. Combinamos de comprar nosso lanche, que seria a principal refeição do dia, no mercado próximo à rodoviária, que só abre às 8h, mas como o primeiro ônibus que vai pra Alfredo Wagner só sai às 9h tínhamos tempo de sobra. Pra nossa tristeza começou uma chuva fraca que logo ganhou força. Próximo das 11h desembarcamos na rodovia, bem próximo da entrada da estrada rural que iríamos percorrer. E a chuva não dava trégua. De acordo com o planejado, fizemos uma parada pra lanchar em um pequeno cemitério que fica perto de uma igreja evangélica. Nesse momento todos estavam um pouco desanimados com o risco da chuva não parar. De barriga cheia, ou quase, retomamos nossa caminhada. Conversei um pouco com um morador local e ele nos desanimou mais ainda, disse que um tempo atrás um grupo subiu os platôs, mas se obrigaram a desistir devido a forte chuva. Seguimos adiante mesmo assim. Pouco depois do cemitério pegamos uma rua a esquerda que dá acesso a uma propriedade particular. Demoramos pra achar a trilha, mas com um pouco de paciência conseguimos nos localizar e iniciamos a subida por volta das 16h. Cada um estava levando em media 15 kg de bagagem, mais o peso da água acumulada e o cansaço da viagem e da estrada, fizeram com que a subida fosse interminável. O Ronaldo estava na frente seguido do Heder e do Fernando, enquanto eu o Elder e o Thiago ficamos por último. Fomos avançando lentamente a dura e íngreme subida enquanto escurecia, chovia e esfriava cada vez mais. O pior é que sabíamos que o local do primeiro acampamento era irregular e cheio de touceiras. Finalmente chegamos até o local, exaustos molhados e de baixo astral. Armar acampamento se tornou uma tortura, ventava e chovia muito. Eu já não estava sentindo mais minhas mãos o que tornou a tarefa ainda mais complicada. Decidimos que não faríamos o jantar e comemos bolachas pra saciar a fome. Na da barraca, totalmente inclinada e molhada por dentro, passamos por uma prova de fogo. Choveu forte a noite inteira e acredito que todos estavam se perguntando se valeria a pena continuar no dia seguinte. Dica: - Cuidado, os motoristas não sabem onde fica a estrada, deixe o GPS ligado e informe onde quer descer. O bairro chama-se Lomba Alta e fica a aproximadamente 10 km da rodoviária de Bom Retiro. - Siga sempre pela estrada principal, não tem erro. - Domingo 29/04/12 – Ronaldo e seu Cajado Amanheceu. Junto com o amanhecer veio o sol e a chuva cessou. Estávamos mais uma vez animados, a felicidade era tanta que eu estava rindo até das piadas sem graça que eu mesmo contei kkk.Tomamos um merecido café da manha enquanto ajeitávamos as tralhas e então iniciamos oficialmente a caminhada pelos platôs. Com o tempo aberto tivemos a primeira vista dos platôs e das montanhas à sua volta. Nenhuma foto é capaz de descrever a beleza do local, mas dá pra ter uma noção. A mãe natureza foi muito generosa e nem mesmo a intervenção dos fazendeiros, com queimadas regulares, puderam estragar a paisagem. A vegetação estava encharcada, dificultando (e melecando rs) nossa caminhada. Para avançar com menos esforço preferimos andar pela lama, acumulada em uma pequena trilha de gado beirando um barranco. O inevitável aconteceu. Deparamos-nos com um pequeno rebanho de gado. Confesso que fiquei bem apreensivo porque o desgramado nos seguia com seu olhar macabro e não arredava os pés do lugar. Para evitar o confronto corpo a corpo nos enfiamos no mato e desviamos nosso caminho. Me disseram que só os touros são perigosos, como não sei diferenciar um touro de um boi e não estava a fim de perguntar pra ele, resolvi me acovardar mesmo. (mais vale um covarde safo do que um valentão chifrado hehe). Nesse meio tempo o Ronaldo arranjou um cajado. Foi amor à primeira vista, acho, inclusive, que ele até dormia com o dito cujo. No começo fomos meio relutantes, mas depois acabamos aceitando, dado as múltiplas funções que ele estava exercendo em função do grupo. Mais pra frente entenderão melhor. Próximo ao meio dia paramos pra fazer o almoço ao lado de um pequeno córrego. Dividimos as tarefas, como de praxe, e minha tarefa era fazer o fubá. Já estava ficando irritado com a demora do processo, o troço não engrossava de jeito nenhum. Eis que o Thiago me deu uma grande dica: “pô desse jeito não dá mesmo, você não ligou a fogareira!” kkkkkkkkkkkkkk O detalhe é que já fazia mais de 15 minutos que eu estava mexendo a gororoba hehe. Problemas técnicos resolvidos almoçamos, lavamos a louça L e voltamos a caminhar. Agora estávamos indo em direção ao primeiro vara mato, intitulado como ponto 33 no nosso GPS. Trata-se de passar de um platô para outro, e é claro que sempre tem um vale no meio. Como da última vez tivemos muita dificuldade em transpor esse obstáculo, avaliamos bem a direção a seguir antes de entrar no mato. Graças aos gados existem vários “caminhos” batidos, caso contrário à dificuldade seria bem maior. Procuramos manter a mesma altitude, para não descer o vale. Fomos costeando um morro até o ponto mais alto em comum com o outro, já do outro lado precisamos atravessar um banhado repleto de touceiras e caratuvas. Pronto, sem dificuldades já estávamos caminhando pelos platôs novamente. Nosso objetivo do dia era acampar próximo ao morro do seio. Já estava escurecendo e decidimos passar o morro descer e acampar perto do rio, como da última vez. Tomei uma decisão errada e subimos muito antes de desviar o cume. Isso nos custou muito tempo e energia, pois passamos do ponto de descida e tivemos que enfrentar um vara mato desnecessário. Foi um perrengue grande porque já estava escuro e o mato estava muito fechado. Recorremos ao GPS e tentamos, dentro da mata, acertar a direção. O problema é que não poderíamos descer muito porque existe um vale enorme à direita, ou seja, deveríamos manter a altitude e rumar à esquerda, mas estava impossível, a cada passo que dávamos nos afundávamos na lama até o joelho. Depois de muita peleia avistamos a clareira. A alegria foi geral. Montamos acampamento e começamos o procedimento do jantar, a temperatura despencou e antes das 23h o termômetro marcava quase 3ºC negativos. Pelo menos teríamos uma noite confortável, o lugar que acampamos era plaino, macio e seco e de quebra levei um colchão inflável. Pensei: “terei a melhor noite de sono da minha vida”. Doce engano antes da 1h da madruga acordei todo mundo com um berro: “filha da p...” a porcaria do meu colchão estava furado e esvaziou kkkk o Ronaldo teve o mesmo problema e se conformou quando soube que eu estava dormindo no “duro” também hehe. Pelo menos ele serviu como isolante térmico, pesado, diga-se de passagem, 2,5 kg kkkkkkkkk Dica: - Procurem caminhar pelas encostas, não caiam na tentação de cortar caminho pelo meio pois é muito difícil andar pela vegetação; - Certifiquem-se de a fogareira está ligada rs; - Nada de colchão, a melhor opção é o isolante térmico, embora não seja tão confortável ele não te pregará nenhuma peça; - Carta topográfica, bússola e GPS são indispensáveis para conforto e segurança do grupo; - Estudem a curva de nível do terreno, isso irá facilitar as coisas, principalmente na hora do “vara mato”. - Segunda 30/04/12 – Cadê o Junior? 6h da manhã, forte geada, um frio lascado! Para poupar espaço dentro da barraca colocamos as mochilas dentro de um saco. O Ronaldo (desavisado hehe) deixou sua calça em cima da barraca (não me perguntem por que) e ela ficou parecendo um pedaço de madeira, estava totalmente congelada, assim como a bota de quem deixou no tempo. Como sou esperto coloquei tudo dentro de um saco, dentro da mochila e a mochila dentro de outro saco... Foi uma tormenta atender as necessidades fisiológicas, se é que vocês me entendem, o júnior coitado nem queria dar as caras fora da cueca, fora o vento gelado batendo na bunda rs. O Heder e o Elder ficaram incumbidos de lavar a louça do jantar do dia anterior, coitados. Demoramos mais do que o planejado pra levantar acampamento e começamos andar quase ás 9h. Com os pés congelados iniciamos a subida de mais um morro, um dos últimos que subiríamos. Lentamente fomos ganhando ritmo e altitude. Batemos algumas fotos com a bandeira do Montanhoso e continuamos nossa caminhada. Antes de subir o derradeiro morro tivemos que encarar outro rebanho, que estava próximo da porteira que deveríamos passar. O problema é que do outro lado da cerca tinha uma vaca e os bois não saiam do caminho, de certo com interesses reprodutivos rs. Novamente a falta de coragem nos abateu, quem sabe se tivéssemos crescido no interior fossemos mais “corajosos”. Apelamos pra uma técnica muito antiga, o grito, mas nem deram bola, só tinham olhos e ouvidos para a fêmea. Fomos obrigados a margear a cerca e pular bem pra baixo de onde deveríamos, mas tudo bem deu tudo certo. A última subida foi tensa, ao menos pra mim, subi bem devagar tentando poupar energia. Logo estávamos começando a descer e pouco tempo depois fizemos o último e pequeno vara mato, composto basicamente por arbustos e caratuvas. Como planejado chegamos ao rio na hora do almoço. Na verdade fizemos um banquete, com direito a arroz tropeiro e feijão. Nem preciso dizer que comi demais né!? rs. Aproveitamos para nos limpar (se não perceberam até agora não comentei nada sobre banho, até porque não existiu kkk), todo mundo relaxado de pés descalços... kkkk quase morri de rir quando vi o pé da rapaziada (isso inclui o meu também), bolhas, feridas etc... Os platôs ficaram pra trás e mais um longo trecho de estradas rurais nos esperavam. Saímos do rio quase às 15h e no cair da noite estávamos pedindo água em uma propriedade particular onde dois sujeitos cuidam de cabras. Andamos até às 20h e arranjamos um lugar bacana pra acampar. Novamente a temperatura foi negativa e mesmo bem agasalhados e dentro do saco de dormir passamos frio. Não concordei com o grupo, achava que deveríamos ter andado mais durante a noite e acampado mais adiante, por sorte a maioria venceu e no outro dia percebi que aquele realmente foi o melhor lugar pra acampar e por sinal foi a melhor noite de sono que tivemos. Dica: - Programem com antecedência os pontos de parada; - Levem clorin (comprimido a base de cloro que pode ser encontrado em lojas especializadas de montanhismo) porque muitas vezes a água parece saturada, fora a contaminação pelas fezes dos gados. - Terça feira 01/05/12 – Pernas Pra Que te Quero / A Praça é Nossa Por ter acampado antes do local programado tivemos que andar a passos largos. Todos estavam delirando com a possibilidade de almoçar em um restaurante em Urubici. O cansaço nos pegou de vez e ainda faltavam alguns quilômetros para nosso destino final. Agora voltarei a falar do cajado do Ronaldo. Além de ter sido seu fiel companheiro o cajado nos ajudou a passar por buracos enlamaçados (sério, enquanto estávamos nas montanhas todos sujos nem ligávamos para a lama, bastou limpar a roupas e botas pra que ficássemos enjoados hehe). Embora tenha sido de muita utilidade o final do cajado foi trágico, andávamos lado a lado, eu e o Ronaldo, quando ele escorregou e não conseguiu segurar o pau kkkkkk fui atingido na barriga, o que causou muita, mas muita dor mesmo (fiquei mais de uma semana com hematoma). O Fernando, que já não ia com a cara do coitado (cajado) mesmo, ficou furioso e o lançou para o meio do mato. Senti pena do Ronaldo, achava que tava rolando um clima, sem viadagem, estilo o Wilson do Náufrago. Mas esse foi o fim do guerreiro. Depois de muito esforço chegamos até uma simpática pousada, nas proximidades do rio dos Bugres, onde conseguimos carona para vencer os 3 ou 4 últimos quilômetros. E o melhor, ainda eram 11h da manhã. Chegamos ao restaurante. Estávamos parecendo favelados e garanto que nosso cheiro não deveria ser de perfume Frances. A impressão que dava é que todos estavam nos olhando, mas a fome era tanta que acabamos desencanando. Pela foto dá pra avaliar o tamanho da fome hehe. Depois de um bom tempo comendo fomos em direção ao posto rodoviário, no centro de Urubici, de onde partiria o ônibus com destino a Florianópolis. Ainda era muito cedo e o busão só iria sair às 18h, então fomos até o banheiro do posto de gasolina trocar de roupa. Fiquei por último pra usar o banheiro e quando entrei dei de cara com um chuveiro kkkk eu tinha sabonete, shampoo, anti-transpirante, perfume... hehe Fui o único quem tomou banho. Estava me sentindo o rei da cocada preta, limpinho, cheiroso huahauhuahua o Ronaldo ficou morrendo de inveja! Sentamos na pracinha e ficamos papeando enquanto aguardávamos o ônibus, o Thiago tava parecendo um mendigo, pensei até que ele iria ganhar uma esmola de umas velhinhas que estavam fazendo piquenique. No horário certo embarcamos sentido Floripa e assim que chegamos lá já tinha um ônibus pra Curitiba na espreita. Pouco depois das 3h da madruga desembarcamos na rodoferroviária e nossa aventura chegou ao fim. Saiba mais sobre a travessia. Fotos, dicas, download do arquivo kml e muito mais: http://montanhoso.blogspot.com.br/2012/09/travessia-pelos-platos-da-serra-geral-sc.html[/align]
  10. Link desta postagem: http://montanhoso.blogspot.com.br/2012/04/trilha-costeira-de-zimbros-bombinhas-sc.html'>http://montanhoso.blogspot.com.br/2012/04/trilha-costeira-de-zimbros-bombinhas-sc.html 18.03.12 Download do aquivo para Google Erth Ficha Técnica: Dificuldade: Fácil / Moderado Distância: 8 km – ida e volta Pontos de Interesse: - Praia de Zimbros; - Praia do Cardoso; - Praia da Lagoa; - Praia Triste; - Praia Vermelha; - Cachoeira Praia Triste. Quem pode ir: Dado a dificuldade arrisco dizer que qualquer pessoa com pouco preparo físico é capaz. Localização: A trilha costeira de Zimbros inicia-se no final da praia de mesmo nome, localizada no município de Bombinhas em SC. Relato: Praia de Zimbros – Boi Na Linha Estávamos hospedados em uma pousada bem bacana na praia de Zimbros, próximo ao inicio da trilha. Por volta das 7h iniciamos nossa caminhada, eu e a Cricia. O dia estava perfeito, poucas nuvens e temperatura agradável. No final da praia havia três garotos, estavam equipados com arpão, snorkel, pés de pato... (pensei até que iam pescar tubarão ahaha). Quando perceberam que nosso intuito era fazer a trilha costeira começaram a nos assustar. Disseram que por conta da farra do boi (ainda muito forte em SC mesmo com a proibição por lei) haviam soltado um boi nas proximidades da Praia da Triste, um dos pontos ao qual deveríamos passar. Eles falavam tão rápido e cantado que foi a única coisa que conseguimos entender em 5 minutos de conversa rs. Decidimos continuar mesmo com a possibilidade de ter que encarar o boi. Praia do Cardoso – Pegadas na Areia Iniciamos a trilha de fato e já no começo tem uma subidinha íngreme e cheia de erosões, mas poucos metros adiante já estávamos na Praia do Cardoso. Percebemos que a areia era bem mais grossa que a de Zimbros, descobri depois que isso ocorre por conta de sedimentos, provenientes da criação de mariscos. Acredito que esta seja a praia com a faixa mais curta de areia, mas igualmente bonita e interessante. Praia da Lagoa – Pesca Mortal Saímos do Cardoso e retomamos a trilha. Os garotos estavam um pouco a nossa frente e constantemente gritavam: olha o boi ahahaha, estavam realmente querendo nos assustar. Este trecho é um pouco mais extenso que o anterior, mas em poucos minutos já pudemos avistar a Praia da Lagoa. E lá estavam os garotos preparando-se para “caçar” na lagoa de pouco mais de meio metro de profundidade kkkkkkkk Fiquei me perguntando pra que tantos aparatos hehe. Ficamos algum tempo apreciando a vista e batendo algumas fotos e então deixamos os garotos e seguimos adiante. Praia Triste – Triste? Muito cuidado, pouco depois de reiniciar a trilha, sentido Praia Triste, existe uma bifuração. Deve-se pegar a esquerda, caso contrário sairá no Morro da Antena. Pedi que a Cricia me aguardasse enquanto percorria parte da trilha a direita. Cheguei até a parte mais alta antes do pequeno vale que teoricamente daria acesso ao tal morro. A vista era sensacional, dava pra ver a fazenda de mariscos e a Praia do Cardoso. Voltei até a bifuração e continuamos nossa pequena jornada. Dali até a próxima praia o caminho ganha altitude e a vista fica cada vez melhor. Bati uma foto de Governador Celso Ramos, que lá de cima mais se parece com uma ilha. Então começamos a descer e trilha tinha cada vez mais erosão até que chegamos a Praia Triste, que de triste só tem o nome mesmo. Havia um grupo acampado lá, com direito a crianças e cachorros hehe. Conversamos um pouco com eles e constatamos que a história do boi era verídica, mas que ele já não estava mais por lá, tinha seguido em direção a Porto Belo. O Coitado foi levado amarrado até a praia de barco. Sabíamos que havia uma cachoeira ali perto, mas preferimos deixar pra volta. Praia Vermelha – Motos e Freud Existe um abrigo bem próximo da saída da Praia Triste, infelizmente em mal estado de conservação. Este é o mais longo e difícil trecho da trilha, cheio de subidas e erosões. Ficamos abismados quando ouvimos um barulho de motores. Eram dois motoqueiros fazendo a trilha com suas motos barulhentas. Os caras são realmente profissionais, pois muitos trechos eram complicados de fazer, mesmo a pé. A Cricia já estava bem cansada e assustada com as motos e não queria mais seguir adiante, então tive de apelar pra psicologia: calma falta pouco – disse mesmo sabendo que faltava um tanto considerável hehe. Depois de descansarmos um pouco e conversarmos muito continuamos nossa caminhada. Para desespero da Cricia ouvimos novamente barulho de motores, desta vez eram outros dois motoqueiros que vinham no sentido oposto. Pensei que era o fim da trilha pra gente porque a Cricia estava apavorada, com medo de ser atropelada pelas motos. Com muito custo a convenci a continuar (te devo uma Freud kkkk) A trilha se tornou extremamente agradável e finalmente a paz voltou a reinar. Este é o trecho de trilha mais bonito de todo o percurso. Quem me conhece consegue imaginar como estava me sentindo. Após quase 40 minutos de caminhada já conseguíamos ver a silhueta de um conjunto de pedras junto à beira da Praia Vermelha. Sr. Osnildo – Único Morador e Defensor da Praia Vermelha Finalmente estávamos na última praia. Subi nas pedras pra sentir um pouco mais de emoção, enquanto a Cricia ficou sentada batendo fotos. Ouvi latidos de cachorros e vi dois correndo em direção a Cricia, felizmente eles só estavam a fim de fazer novas amizades hehe. Continuei escalando as pedras e percebi que agora quem se aproximava era um senhor. Voltei pra areia e me apresentei ao Sr. Osnildo. Este homem de 63 anos de idade é caseiro de uma propriedade particular, a única da Praia Vermelha. Ele nos contou que fazem 14 anos que vive sossegadamente ali. Ficamos mais de uma hora conversando com ele e antes de ir embora nos convidou a conhecer a propriedade. O Sr. Osnildo trata muito bem seus cães e fez questão de deixar isso bem claro. O “terreiro” estava bem varrido e muito organizado, um exemplo de organização e higiene. A luz elétrica é produzida por um pequeno gerador movido por uma roda d’água, infelizmente a foto não ficou muito boa L. Fomos presenteados com dois pequenos abacaxis (posteriormente o intitulamos como PREMIO ABACAXI) e então nos despedimos do Sr. Osnildo. Confesso que tanto ele quanto eu a Cricia ficamos tristes com a despedida, foi muito agradável passar aquele tempo conversando. Cachoeira da Praia Triste – Solo A volta foi muito mais tranquila, estávamos descansados e contentes com os abacaxis rs. Em pouco mais de uma hora estávamos na Praia Triste. Próximo do “abrigo”, quase na areia, existe uma bifuração que leva até a cachoeira. Segundo as pessoas, que estavam acampados, a trilha não passava de 1 km então decidimos subir. Depois de caminhar um longo trecho por uma trilha sem dificuldades o caldo começou a engrossar, surgiu uma subida bem íngreme cheia de buracos. A Cricia decidiu voltar pra praia e eu continuei. Não é muito fácil achar a cachoeira, tive que ficar prestando a atenção no barulho da água pra me localizar porque o acesso é bem discreto. Dica: depois do subidão a trilha faz uma curva de 90º e é nesse ponto que deve-se descer sentido rio. A Volta a Lagoa – Duendes, Aviões e Nuvens Da Praia Triste até a Praia da Lagoa dá pra fazer em 30 minutos. Não via a hora de tomar um banho refrescante. Havia um casal na beira da lagoa, não lembro o nome deles (e duvido que eles se lembrem de alguma coisa ahahaha), mas eram muito simpáticos. Fui desencorajado a entrar na água, o rapaz deu um mergulho e saiu cheio de barro kkkk. Ficamos um tempo conversando com eles e descobrimos que estavam acampados ali há um dia. Falei sobre o Montanhoso e nossas atividades e nos contaram que já moraram em Curitiba e conheceram o Morro do Canal. Vou tentar relatar a experiência que o rapaz compartilhou com a gente: “Cara, muito loco aquele lugar. Um dia estava no cume do Canal e vieram umas nuvens tipo assim... sei lá sabe, aquelas nuvens cobrindo o cume, daí levantei os braços e parecia que estava num avião, tipo voando mesmo sabe!?” kkkkk O cara contava e gesticulava com os braços erguidos e a namorada dele só dava risada com os olhos quase fechados. Não sei o que eles fumaram, mas imagino que era do bom kkkkkkkkkkk. Retorno – Moral da História A volta foi muito mais rápida e antes da 15h já estávamos em nosso chalé. No outro dia almoçamos em um restaurante nas proximidades e a Cricia já havia feito amizade com a dona (também ela conversou até com os cachorros). Quando contamos que tínhamos ido até a Praia Vermelha e conhecido o Sr. Osnildo ela ficou de cabelos em pé. Disse que ele era louco, meio psicopata e que todo mundo tinha medo dele. Perguntei se ela realmente o conhecia porque o homem que conhecemos era simpático e hospitaleiro. Então ela disse que só tinha ido até lá uma única vez e que nunca havia conversado com ele. Durante a conversa com o Sr. Osnildo ele se queixou da falta de respeito de alguns visitantes, que muitas vezes adentram a propriedade sem o seu consentimento. Percebemos também que ele, embora simpático, não tolera bagunceiros. Muito provavelmente o mito foi criado por pessoas que tiveram algum tipo de desavença com o pobre homem e injustamente disseminado na comunidade local. Não fiquem com medo de conhecer o Sr. Osnildo, tenho certeza que se forem educados e respeitosos terão uma agradável prosa com o defensor da Praia Vermelha. Links Úteis: http://montanhoso.blogspot.com.br/2012/04/trilha-costeira-de-zimbros-bombinhas-sc.html'>http://montanhoso.blogspot.com.br/2012/04/trilha-costeira-de-zimbros-bombinhas-sc.html http://turismo.bombinhas.sc.gov.br/ http://www.portobelo.sc.gov.br/turismo/ http://www.guiabombinhas.com.br/ Participe do Montanhoso, acesse: http://montanhoso.blogspot.com.br/
  11. Olá, Não conheço nenhum grupo específico de lá, mas fiz várias trilhas da hora em Floripa, em especial a trilha Peri / Ribeirão que corta a ilha de leste a oeste e a trilha de Naufragados que dá acesso a praia de mesmo nome. nesse site tem as principais trilhas: http://www.guiafloripa.com.br/trilhas/index.html Espero ter ajudado!!!
  12. O primeiro evento duplo do Montanhoso foi um grande sucesso, contabilizando 39 pessoas, sendo 25 no evento pra iniciantes e 14 no intermediário. Desta vez o ponto de encontro não foi central como de costume, marcamos no posto Paris em São José dos Pinhais às 8h. Não perdemos muito tempo com o cadastro do pessoal, a maioria já tinha enviado seus dados através no montanhoso.com Este evento foi marcado pela agilidade e trabalho em equipe, além da presença ilustre de 2 novas integrantes vindas de São Mateus do Sul. Gostaria de agradecer todos os participantes por me ajudarem a tornar esse sonho possível!!! Pra ler o relato desta aventura acesse: http://bitw.in/bzJc Veja algumas fotos:
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