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José Luiz Gonzalez

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Sobre José Luiz Gonzalez

  • Data de Nascimento 26-03-1985

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    ÁSIA
    ====
    - Tailândia (Bangkok, Ayutthaya, Sukhothai, Chiang Mai, Chiang Rai, Krabi, Phi Phi, Similan Island)
    - Camboja (Siem Reap)
    - Vietnã (Ho Chi Minh, Hanoi, Halong Bay)

    OCEANIA
    ========
    - Nova Zelândia
    -- Ilha Norte (Auckland, Coromandel, Tauranga, Matamata, Taupo, Rotorua, Waitomo, Tongariro, Wellington)
    -- Ilha Sul (Nelson, Abel Tasman, Christchurch, Routeburn, Kepler, Queenstown, Milford Sound, Te Anau, Wanaka, Mt Cook, Arthur’s Pass)

    EUROPA
    =======
    - Espanha (Valência, Madrid, Barcelona, Toledo, Segóvia, Santiago de Compostela, Vigo, Ourense, Sagunto, Baiona, Ribadavia, Montserrat, Crecente)
    - Itália (Milão, Como, Veneza, Bologna, Florença, Pisa, Roma, Nápoles, Pompéia)
    - França (Paris, Vale do Loire)
    - Bélgica (Bruxelas, Brugges, Gent)
    - Holanda (Amsterdã)
    - Inglaterra (Londres)
    - Portugal (Porto)

    AMÉRICA DO SUL
    ===============
    - Argentina (Ushuaia, El Calafate, El Chaltén, Mendoza, Valle Fértil, Cafayate, Salta, Purmamarca, Tilcara, Humahuaca, Puerto Iguazú, Posadas, San Ignácio)
    - Bolívia (Salar de Uyuni, La Paz, Copacabana)
    - Chile (Punta Arenas, Puerto Natales, Torres del Paine, Santiago, San Pedro de Atacama)
    - Colômbia (Cartagena, Santa Marta, La Guajira, San Andrés e Providencia)
    - Paraguai (Ruínas de Jesus de Tavarangue e Trinidad, Ciudad del Este)
    - Peru (Puno, Arequipa, Cuzco, Machu Picchu)

    BRASIL
    ======
    - Paraná (Curitiba, Morretes, Antonina, Ilha do Mel, Foz do Iguaçu)
    - Santa Catarina (Florianópolis)
    - Rio Grande do Sul (Santo Ângelo, São Miguel das Missões, Canela, Gramado, São Francisco de Paula, Cambará do Sul)
    - Mato Grosso do Sul (Bonito, Pantanal)
    - São Paulo (Santos, São Paulo)
    - Bahia (Salvador, Chapada Diamantina, Mangue Seco)
    - Sergipe (Aracaju, Laranjeiras, São Cristóvão, Canindé de São Francisco)
    - Alagoas (Piranhas, Maceió, Maragogi)
    - Pernambuco (Porto de Galinhas, Recife, Olinda)
    - Paraíba (João Pessoa)
  • Meus Relatos de viagem
    [url=https://bit.ly/2mxbLQi]Nova Zelândia - Trilhas e Campervan[/url]
    [url=http://bit.ly/1KYBbKZ]Caribe Colombian[/url]
    [url=http://bit.ly/1u7Q2yk]Chapada Diamantina com Vale do Pati e Salvador[/url]
    [url=http://bit.ly/1LpItbf]Nordeste (Aracaju, Piranhas, Maceió, Maragogi, Porto de Galinhas, Recife, João Pessoa)[/url]
    [url=http://bit.ly/1F8ZySJ]Pantanal e Bonito[/url]
    [url=http://bit.ly/1MHv7bW]Santiago, Mendoza, P.N. Talampaya e Ischigualasto, Cafayate, Salta, Quebrada de Humahuaca, Atacama e Salar de Uyuni[/url]
    [url=http://bit.ly/18cNE0i]Patagônia (Ushuaia, Punta Arenas, Torres del Paine, El Calafate, El Chaltén)[/url]
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  1. Bom dia! Partindo de Veneza, se chega em Cortina D'Ampezzo que é a base mais famosa pra conhecer a região das Dolomitas nos Alpes Italianos. Existe ônibus que faz esse trajeto mas o carro te dá mais liberdade pra esse tipo de viagem. Eu estou indo pra lá no dia 19/junho e voltando dia 22/junho e estou em busca de companhia, se vc tiver lá por essas datas podemos conversar melhor.
  2. Nova Zelândia é muito legal! Pra quem curte natureza então, é o paraíso! Eu fui pra lá em novembro/dezembro de 2017 e aluguei campervan durante 1 semana e depois também aluguei carro... depende dos passeios que você tem interesse de fazer, pode ser melhor uma ou outra opção. O bom de ir em setembro/outubro é que o preço é beeem melhor! Você consegue ótimos valores de motorhome/campervan/carros! Se quiser detalhes, dá uma olhada no relato que fiz aqui no fórum que pode te ajudar:
  3. Embarco em uma viagem pela Europa agora em 18/junho chegando em Veneza no fim do dia 19/junho. Meu objetivo é chegar no aeroporto de Veneza, alugar um carro e já partir pra região das Dolomitas (Cortina D'Ampezzo ou proximidades) e montar base durante uns 3 dias para conhecer lugares como: Lago di Sorapis Lago di Braies Tre Cime di Lavaredo etc Até o momento estou indo sozinho para essa região entre os dias 19 e 22 de junho de 2019. Alguém com planos de ir pra lá nessa época? Companhias são muito bem vindas! Contato Whats (13) 99155-1778 Segue abaixo umas fotos pra animar! Lago di Braies Lago di Sorapis Tre Cime di Lavaredo (vulgo Torres del Paine dos Alpes rs)
  4. Que legal esse roteiro @Karen M.! Eu fui pra África do Sul nov/dez de 2018 e fiquei 3 semanas e achei incrível o país! Devido ao tempo curto, acabei focando no Kruger e Rota Panorâmica + Garden Route e Cidade do Cabo. Aliás, quando comecei a pesquisar também fiquei doido pra fazer a Otter Trail mas como você comentou, é super concorrido e já não havia vagas quando pesquisei! Então o jeito foi me contentar com o trecho do Tsitsikamma até a cachoeira que já foi incrível! Também queria ter feito as trilhas na Drakensberg mas tive que deixar para uma outra oportunidade! Parabéns pela viagem e força pra continuar o relato!
  5. Muito legal seu relato Nayara! Parabéns! Uma pena isso que aconteceu contigo em Cartagena. Eu já sofri assalto com arma branca dentro do trem no RJ durante as Olimpíadas indo da Cidade Olimpíca ao Maracanã e já fiquei revoltado com essa falta de segurança que tá cada vez pior em nosso país e em toda América Latina. Quanto a La Guajira, eu fui de excursão pra lá justamente pela dificuldade que encontrei em visitar tantos lugares de forma independente e com tempo contado! Preferi pagar um pouco mais pela comodidade de não ter que ficar caçando transportes, passeios, hospedagens, alimentação etc. Eu comparo bastante o passeio que fiz a La Guajira com o famoso passeio pelo Salar de Uyuni. É o mesmo esquema no qual você paga um valor fechado e um veículo 4x4 te leva para vários pontos no deserto de La Guajira. Segue abaixo o relato que fiz para quem tiver interesse em saber dessa outra forma de visitar La Guajira.
  6. Pessoal, demorou mas finalmente finalizei o relato da viagem que fiz pela Nova Zelândia! Espere que ajude a quem tem interesse de conhecer esse país sensacional! Qualquer dúvida é só perguntar!
  7. Oi Lu, Não sei qual o seu roteiro de viagem, quanto tempo você terá etc... Num primeiro momento, eu diria que não vale a pena ir pra Vigo para um bate-volta. Você vai perder umas 5h pelo menos de transporte pra ir e voltar (apesar que julho é uma época ótima! a noite irá cair em Vigo lá pelas 23h) A cidade de Vigo não tem nada de espetacular que mereça tanto sacrifício... a exceção seria visitar as Islas Cíes! Eu recomendaria tentar dormir pelo menos 1 ou 2 noites na Galícia e aproveitar e conhecer outras cidades ali nas Rias Baixas como Tui e Baiona! Na verdade, alugar um carro é o melhor pra conhecer essa região do norte de Portugal e Galícia, parando também em cidades portuguesas como Guimarães, Braga, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Valença do Minho etc
  8. Pessoal, eu fiz um relato da viagem que fiz ano passado pra Nova Zelândia em novembro/dezembro que pode ajudar (na verdade ainda estou terminando o relato, mas já tem bastante coisa!) Inclusive falo um pouco do trekking em Tongariro que é imperdível como o @lobo_solitário disse! Aproveitem bastante pois ainda tô pra descobrir lugar mais lindo que a Nova Zelândia!
  9. Sensacional seu relato @Paty Senatore Grillo! Incrível como a Nova Zelândia é um país lindo! Eu estou ainda escrevendo o relato da viagem que fiz ano passado e ainda me impressiono com a beleza dos lugares que passei! Ah, eu fui em dezembro pro Roby Roys Track com um Corolla alugado e também tinham vários fords! Mas eu fui passando por quase todos mas desisti antes de um que parecia mais fundo (até pq tinham vários carros estacionados no gramado ao lado desse ford). Aí resolvi não arriscar e deixei o carro lá e fui andando quase 30 minutos até o ponto onde começaria a trilha de verdade! Na volta tive a sorte de um ônibus de excursão de estudantes me dar uma carona até onde eu tinha deixado o carro (nem reclamaria de andar, mas o tempo não tava muito firme nesse dia e começou uma chuvinha no caminho de volta) Ah, e ri muito com os orientais com tripé no #ThatWanakaTree !! Quando fui teve só um grupo mas eles estavam fazendo como se fosse uma sessão fotográfica de um casal que chegava a ser hilário pelas poses e quantidade de fotos! kkkk
  10. Oi @Silnei Também não consigo colocar tags nos meus relatos! Você pode liberar a permissão pra mim?
  11. Ilha Sul de carro 07/12/2017 - Te Anau > Milford Sound > Te Anau (Parte II) (240 km ) Chegamos a RaD Car Rental pouco antes das 16h30 para pegar nosso carrinho para ir a Milford Sound o quanto antes. O ideal é sair o mais cedo possível e nosso plano seria visitar o lugar apenas no outro dia, mas como a previsão para o próximo dia era de chuva, pegamos o carro e fomos logo percorrer o que fosse possível da Milford Road já que o dia é longo no mês de dezembro. A estrada para Milford Sound é linda e tem diversos atrativos no caminho para parar. Como estávamos com o tempo curto, paramos em apenas alguns dos pontos indicados e outros pontos aleatórios que decidimos na hora também. Para mais detalhes, acesse o site do DOC que contém um mapa com os atrativos da estrada. Mal começamos o caminho e já tivemos que parar devido a um rebanho de ovelhas que estavam cruzando a estrada! Seguimos caminho e paramos em pontos como o Knobs Flat que possui uma bela vista das montanhas e no Mirror Lake, que como o nome já indica, reflete as montanhas devido ao lago não sofrer muita ação do vento. Passamos na região de The Divide que foi onde terminamos o Routeburn Track uns dias atrás e seguimos caminho, subindo cada vez mais até chegar ao Homer Tunnel, um túnel que só tem 1 faixa e por isso tivemos que esperar alguns minutos até sermos liberados para atravessá-lo. Enquanto isso, ficamos observando os Keas (papagaios alpinos típicos da Nova Zelândia) e as diversas cachoeiras que se formavam com o degelo dos glaciares! Cenário lindo! Seguimos caminho rapidamente até o fim da estrada e chegamos em Milford Sound já era quase 19h e pouco fizemos lá já que não havia mais passeios de barco nesse horário e o Hommer Tunnel fecharia às 20h. Dessa forma, depois de poucos minutos ali partimos no caminho de volta a Te Anau, parando em mais alguns pontos, principalmente em um local onde havia várias flores roxas típicas da primavera/verão neo zelandês: as lupins. Ficamos ali tirando várias fotos com o sol baixando e depois seguimos sem parar muito até chegar a Te Anau. Aluguel do carro na RaD Car Rental: $NZ 304,00 (incluso 2 diárias + taxa de devolução em Queenstown) Ovelhas em Milford Road Knobs Flat - Milford Road Mirror Lake Monkey Creek - Milford Road Lupins na Milford Road 08/12/2017 - Te Anau > Milford Sound > Te Anau > Queenstown (370 km ) Acordamos nesse dia e vimos que a previsão se confirmava: tempo fechado e com chuva! Até esperamos um pouco mais para ver se o tempo iria melhorar mas não parecia que isso iria ocorrer. Enfim, como não tinhamos dias sobrando, nos restou ir assim mesmo em direção a Milford Sound! Fizemos o mesmo caminho de carro que havíamos feito no dia anterior até chegar o estacionamento em Milford Sound. O tempo em Milford Sound estava ainda pior, com chuva forte e céu bastante encoberto! Fomos até o centro de visitantes e compramos o ticket para fazer o passeio de barco em uma das várias empresas do local e ficamos esperando até o horário de saída. O passeio de barco é bastante legal e deve ser maravilhoso num dia de sol. Milford Sound é conhecido por ser uma região extremamente úmida, com mais de 200 dias de chuva ao longo do ano, mas o dia que fomos estava realmente bem ruim! Durante o passeio de barco no fiorde neo zelandês, é possível ver diversas cachoeiras de todos os lados desembocando diretamente no mar! Além disso, fomos surpreendidos com um lindo grupo de golfinhos que fez a festa dos turistas! Depois ainda vimos um grupo de leões marinho em cima de umas rochas antes de seguir até uma espécie de deck onde o barco atracou e descemos para uma visita guiada sobre fauna e flora marinha. Depois de 1h nesse local, outro barco passou para nos pegar e nos levar até o ponto inicial em Milford Sound. Lá pegamos nosso carro e seguimos caminho de volta até Te Anau onde paramos para comer já que chegaríamos tarde em Queenstown. Depois de jantar em Te Anau, seguimos viagem até Queenstown no fim da tarde e ao longo da noite, chegando em Queenstown por volta das 23h. Passeio de barco em Milford Sound: $NZ 99,00 Quarto duplo no QBox em Queenstown: $NZ 120,00 Milford Sound Cachoeira e leões marinho em Milford Sound Várias cachoeiras indo de encontro ao mar em Milford Sound Mais uma cachoeira durante o cruzeiro em Milford Sound 09/12/2017 - Queenstown > Wanaka (75 km ) Nesse dia me despedi do Zaney que pegou nosso carro alugado e partiu rumo ao aeroporto de volta ao Brasil. Já eu teria ainda mais 1 semana pra conhecer as belezas da ilha sul neo-zelandesa. Pegamos nossas coisas no hostel, Zaney me deu carona até o centro de Queenstown onde nos despedimos e fui dar uma caminhada pela cidade até dar a hora de pegar o carro alugado que me acompanharia por 1 semana até o final da viagem. Dei uma volta pela orla da baía de Queenstown indo em direção ao jardim botânico, dei uma volta pelo lugar e depois voltei para o centro para experimentar o famoso hamburguer da Fergburger e para fechar o roteiro gastronômico, passei na sorveteria Patagonia. De barriga cheia, fui até a loja da Apex (loja com melhor custo-benefício para aluguel de carros na NZ) buscar meu Corolla e parti em direção a Wanaka seguindo a Alpine Scenic Route que é uma estrada bastante sinuosa mas que apresenta belas vistas. Cheguei no hostel em Wanaka e conheci 2 brasileiros no hostel e combinamos de fazer a trilha de Roys Peak no próximo dia, assim partiu dormir para aguentar mais uma trilha. Aluguel do carro na Apex: $NZ 245,00 (7 diárias com seguro total incluído) Quarto compartilhado no YHA Wanaka Hostel: $NZ 36,00 Baía de Queenstown Jardim Botânico de Queenstown Mirante Arrow Junction na estrada Crown Range entre Queenstown e Wanaka Lupins na estrada Crown Range a caminho de Wanaka 10/12/2017 - Wanaka - Trilha Roys Peak (16 km ) Esse dia me juntei a outros 2 brasileiros que conheci no hostel e fomos fazer a famosa trilha Roys Peak. Pegamos o carro e antes de ir até a trilha, passamos na orla do lago Wanaka para conhecer a famosa árvore que fica dentro do lago, também conhecida como #ThatWanakaTree. Quando chegamos, havia vários fotógrafos por lá e alguns casais orientais fazendo mil poses! Ficamos um tempo lá e então partimos para o início da trilha de Roys Peak que fica a apenas uns 5 km do centro de Wanaka. A trilha para Roys Peak é bem cansativa já que é uma subida de mais de 1000 metros de elevação e o caminho tem vários trechos bem íngremes. No entanto, a vista é cada vez mais incrível a cada passo que se dá. Existem 2 pontos principais na trilha: um mirante quando já se subiu mais da metade do caminho e um último mirante onde tem uma mini casinha. Paramos no 1º mirante para descansar, comer e tirar fotos. Depois seguimos caminho até o topo onde também aproveitamos pra descansar e tirar fotos! A visão no topo com as montanhas, o lago Wanaka e a cidade ao fundo era espetacular! Uma das vistas mais lindas da viagem! Depois de umas 4h fazendo esse caminho (contando paradas), começamos a descer. A descida foi bem mais tranquila e levamos menos de 2h para chegar ao estacionamento, pegar o carro e voltar ao centro da cidade. Quarto compartilhado no YHA Wanaka Hostel: $NZ 36,00 #ThatWanakaTree Panorâmica desde Roys Peak Vista desde Roys Peak Eu e a vista durante a trilha Roys Peak 11/12/2017 - Wanaka > Rob Roy Glacier > Wanaka (110 km ) + Wanaka > Glentanner (Mount Cook) (185 km ) Hoje o dia seria longo, então levantei cedo, fui na cozinha coletiva do hostel preparar meu café da manhã reforçado e um lanche pra levar, e então peguei o carro em direção ao Rob Roy Glacier. O caminho para o Mount Aspiring, onde fica o Rob Roy Glacier, tem aproximadamente 50 km. No entanto, boa parte dele é feita em estrada de terra/rípio, o que faz com que se demore muito mais para chegar ao destino (pelo menos 1h de estrada). Além disso, principalmente no fim do caminho, existem várias poças ou riachos que atravessam a estrada que tornam a direção mais complicada. Inclusive, faltando uns 2 km até o início da trilha, havia vários carros parados antes de uma poça que parecia funda, dessa forma, resolvi estacionar ali também por garantia e seguir a pé desde esse ponto. Os 2 kms adicionais de caminhada foram ótimos pois era uma caminhada num vale lindo, com um visual com cachoeiras, rios e ovelhas numa paisagem super verde típica da Nova Zelândia. Chegando ao início da trilha, atravessa-se uma ponte suspensa e inicia-se a caminhada de aproximadamente 5 km até o glaciar Rob Roy. O dia estava bastante nublado e chegava a cair uma garoa em alguns momentos, mas segui até encontrar o glaciar, onde se tem uma vista incrível com as geleiras no topo da montanha e várias cachoeiras formadas pelo derretimento do gelo. Após uma pausa no glaciar para descanso, fiz o caminho de volta e ganhei uma carona de um ônibus escolar até o lugar onde havia deixado o carro. Chegando no carro, fiz um lanche e segui caminho de volta a Wanaka, parando ainda no Diamond Lake onde fiz uma caminhada em redor do lago e subi até uma plataforma para ter uma visão aérea da região. Voltei pro carro e segui viagem a Wanaka. Como ainda teria um longo caminho até chegar a Glentanner (quase 200 km de estrada), resolvi ir no mercado em Wanaka para comprar mantimentos para os próximos dias e também passei numa Domino´s Pizza para comer algo já que sabia que não teria como comer nada no horário que ia chegar no hostel. Saí de Wanaka já no fim da tarde e peguei boa parte da estrada no escuro (o que me privou de ter uma prévia do visual do Lake Pukaki e do Mt Cook). Cheguei no hostel em Glentanner por volta das 22h, minha chave ficou num box já que a recepção já estava fechada, fui na cozinha coletiva guardar a comida que havia comprado na geladeira e acabei conhecendo um outro brasileiro e combinamos de ir juntos ao Mt Cook no próximo dia. Quarto compartilhado no Glentanner Park Centre: $NZ 40,00 Rio Matukituki próximo do início da trilha ao Rob Roy Glacier Cachoeira e o Rob Roy Glacier Rob Roy Glacier Vista do alto do Diamond Lake e montanhas 12/12/2017 - Glentanner > Mount Cook > Glentanner (50 km ) Esse dia ao acordar, pude ver com o céu claro o lugar lindo que estava! Era possível ver um pedaço do Lake Pukaki e ao fundo a cadeia de montanhas de Mount Cook! Tinha combinado com o Rodrigo na noite anterior em levantarmos por volta das 8h e assim fizemos. Fomos nos arrumar, tomar um café da manhã na cozinha coletiva e pegamos o carro rumo ao Mount Cook. Dirigimos cerca de uns 25km até o estacionamento para fazer a trilha mais famosa do Mt. Cook: Hooker Valley Track. Essa foi uma das trilhas mais lindas que fiz na Nova Zelândia e é super fácil já que o caminho é quase todo plano e são apenas 10 km ida e volta. Durante todo o caminho é possível ver o Mount Cook ao fundo e ele vai crescendo na paisagem cada vez que se anda até o momento que se chega no Hooker Lake, um belo lago de degelo do Mount Cook e do glaciar Hooker, contendo até pedaços de iceberg flutuando! O Glaciar Hooker é gigante e as fotos não passam a real dimensão do lugar! Depois de pelo menos 1 hora contemplando o Mount Cook, começamos o caminho de volta e decidimos fazer outra trilha pequena já que tinhamos tempo sobrando: a trilha ao mirante Kea Point. No ponto final, é possível ver o Glaciar Mueller. Uma pena que muitas cinzas encobrem o glaciar e não é possível ver aquele azul tradicional de glaciares, mas mesmo assim é uma vista linda que vale a pena! Voltamos ao estacionamento para pegar o carro e dirigir uns 10 km para fechar o dia fazendo o passeio ao Tasman Glacier. A caminhada até o ponto onde se tem a vista panorâmica do Lago e Glaciar Tasman é relativamente rápida apesar de ser em subida. Mas o esforço vale a pena com a visão incrível de mais um lago rodeado por montanhas com seus picos nevados e o imenso glaciar! Depois de um dia que rendeu tanto, voltamos para o hostel onde o Rodrigo me deixou e seguiu viagem já que ele dormiria em outro lugar. Depois de um dia com tantas atividades, apenas me restou tomar um banho, comer algo e passar o restante do dia descansando antes de ir para cama dormir. Quarto compartilhado no Glentanner Park Centre: $NZ 40,00 Hooker Valley Eu pequenino no canto inferior direito, o Mount Cook, o lago e o glaciar Hooker Glaciar Mueller e Mt Cook visto do Mirante Kea Point Tasman Glacier 13/12/2017 - Glentanner (Mount Cook) Os planos do dia era voltar ao Mount Cook para fazer a trilha até o Mueller Hut. No entanto, a chuva chegou forte na região e não parou por um segundo. Como eu já tinha reservado a diária no hostel antecipadamente, acabei tirando esse dia pra descansar e comer bem para repor as energias que já estavam acabando junto com a viagem pela Nova Zelândia. Pra não deixar essa data sem fotos, seguem outras fotos do belo Mount Cook... Quarto compartilhado no Glentanner Park Centre: $NZ 40,00 Estrada para Mt Cook Peter's Lookout - Mirante na estrada a caminho do Mt Cook 14/12/2017 - Glentanner (Mt Cook) > Arthur's Pass (Lake Pukaki + Lake Tekapo + Castle Hill) (400 km ) Esse dia seria longo no sentido que teria que dirigir em torno de 400 km desde Glentanner (Mt Cook) até Arthur's Pass (última parada antes do fim da viagem). Apesar de ter que dirigir muito, a ideia seria ir parando em vários pontos no caminho para conhecer algumas atrações da região, sem contar que apenas o ato de dirigir pela Nova Zelândia já é um passeio turístico. Saí cedo de Glentanner e segui caminho sempre margeando o imenso Lake Pukaki. Parei em um determinado ponto na estrada num mirante (Peter´s Lookout - foto acima) onde era possível ver o lago Pukaki com o Mt Cook ao fundo. Uma paisagem linda, pena que ainda estava bastante nublado naquele começo de manhã. Segui caminho e parei novamente em outro mirante (Lake Pukaki Viewing Point) quando já havia entrado na estrada Twizel-Tekapo. Como já estava um pouco mais tarde, o céu já tava começando a abrir e o sol a bater no lago, deixando a paisagem mais bonita. Voltei pro carro e dirigi em direção ao Lake Tekapo. Chegando em Tekapo, fui direto para o observatório de Monte John para ter uma vista do alto do Lake Tekapo. Nesse lugar é feito passeios noturnos para tour astronômico, mas como fui durante o dia, o jeito foi só contemplar a vista 360º do lago. Depois de um tempo tirando fotos, andando pelas trilhas e após um lanche, segui caminho em direção ao centrinho de Tekapo mas ainda parei em um ponto na estrada onde havia várias lupins (a flor que lembra lavanda e que é atração nessa época de novembro a dezembro na Nova Zelândia). A paisagem com as lupins fica ainda mais incrível! Segui caminho e ainda parei no centrinho de Tekapo para ter uma outra visão do lago. Fiquei impressionado com a diferença visual da cor do lago já que no alto do observatório, o lago era de uma cor azul forte e na base do lago se via o lago de um verde esmeralda incrível. Com tanta coisa pra fazer no dia, acabei esquecendo de parar na famosa Igreja do Bom Pastor (Church of good Shepherd). É uma igrejinha super conhecida e muito fotografada principalmente durante a noite ao fazerem o passeio do stargaze. Como fiquei bastante tempo em Tekapo, tive que me controlar nas próximas paradas já que só tinha feito 100 km dos 400 km, portanto ainda tinha muito asfalto até o destino. Para o caminho ser mais interessante, decidi ir pela estrada chamada Inland Scenic Route, o que se revelou uma ótima escolha porque o caminho realmente foi lindo em quase toda sua totalidade. Entre vários pontos interessante nesse caminho, resolvi parar em Mount Hutt nas margens do Rio Rakaia para fazer um lanche e esticar um pouco as pernas caminhando por um pedacinho da Rakaia Gorge Walkway. Depois de uma horinha por ali, segui viagem até Sheffield onde saí da Inland Scenic Route para pegar finalmente a linda West Coast Route, estrada que me levaria até meu destino final: Arthu's Pass. Essa estrada tem vários lugares lindos para parar e foi difícil de me segurar para não parar em cada placa que via na estrada, mas segui caminho parando apenas em Kura Tāwhiti na cidade de Castle Hiil. Essa atração é famosa pelas grandes rochas de limestone que se encontram espalhadas pelo local e há uma trilha demarcada para andar em torno dessas formações. Após percorrer essa trilha, voltei pro carro e percorri os últimos 50 km até chegar ao hostel em Arthur's Pass. Cheguei já no fim do dia e a recepção já estava fechada, portanto peguei minha chave num envelope e fui ao quarto deixar minhas coisas para então ir até a cozinha preparar algo para comer já que nesse horário já não havia mais nada aberto na região. Quarto compartilhado no Arthur's Pass YHA: $NZ 33,00 Lake Pukaki e Mount Cook visto do mirante do Lake Pukaki (Lake Pukaki Viewing Point) Lake Tekapo e montanhas visto do Mt John Observatory Lupins e montanhas na região de Tekapo Lake Tekapo visto desde o centro da cidade de Tekapo Rio Rakaia - Rakaia Gorge Walkway Kura Tāwhiti - Castle Hill 15/12/2017 - Arthur's Pass - Trilha Bealey Spur Track (12 km ) Na noite anterior havia feito amizade com uma alemã que também estava viajando sozinha e estava no mesmo quarto do hostel e combinamos de fazer a trilha mais famosa de Arthur's Pass: a Avalanche Peak. No entanto, o dia estava bastante encoberto e ao ir no posto de informações turísticas, não nos recomendaram subir a Avalanche Peak pois seria perigoso devido ao mau tempo e sugeriram irmos um pouco mais ao sul e fazermos uma outra trilha: a Bealey Spur Track. Dessa forma, pegamos o carro e dirigimos em torno de 15 km até o início da trilha Bealey Spur. A indicação na placa dizia que seriam 6 km de caminhada até o histórico Bealey Spur Hut e que levaria em torno de 2h30m já que o caminho é feito basicamente em subida (apesar de a subida não ser tão íngrime). Fomos andando a trilha que inicialmente era mais fechada e com bastante árvores e com o tempo foi ficando mais aberta, possibilitando a ter uma vista mais panorâmica da região. Chegamos ao hut e aproveitamos para descansar um pouco e comer algo. Durante esse momento, encontramos um neozelândes de Christchurch que havia vindo tirar uns dias de folga com sua mãe e nos recomendou seguir caminho até o topo da montanha para ter uma visão 360º e assim fizemos. Foram mais uns 40 minutos de caminhada numa trilha não muito bem demarcada mas ao final chegamos ao topo onde se tem uma visão espetacular do rios Bealey e Waimakariri com as cadeias de montanhas ao redor. Depois fizemos o caminho de volta pela mesma trilha que subimos. Gastamos em torno de 6 horas em todo o percurso mas o fizemos com bastante calma, parando algumas vezes e descansando sem pressa. Retornamos para o centro de Arthur´s Pass e o tempo estava fechado e com uma garoa chata, assim decidimos apenas ir a um restaurante próximo ao hostel e ficamos lá repondo as energias já que o dia não estava convidativo para passeios ao ar livre na região. Depois voltei ao hostel e preparei meu mochilão para já deixar tudo pronto já que o próximo dia seria o de pegar o avião de volta ao Brasil. Quarto compartilhado no Arthur's Pass YHA: $NZ 33,00 Arthurs Pass National Park No começo da trilha Bealey Spur Olhando um vale durante a trilha ao Bealey Spur Vista do topo do Bealey Spur Track 16/12/2017 - Arthur's Pass > Aeroporto Christchurch (140 km ) Esse dia acordei cedo e fiquei triste em ver o dia lindo que havia amanhecido e não poder fazer o desejado trekking ao Avalanche Peak. Como não tinha muito tempo, antes de partir decidi fazer uma trilha fácil que leva até a cachoeira Devil's Punchbowl. Foi uma trilha fácil até chegar a grande queda d'água. Voltei para o hostel e peguei o carro em direção ao aeroporto de Christchurch. Como tinha bastante tempo ainda, fiz algumas paradas na estrada quando via alguma paisagem que me interessava. Em uma delas, vi várias lupins e não resisti a tirar mais fotos dessas flores! Segui caminho e parei depois em frente ao Lake Lyndon apenas para tirar umas fotos e continuei dirigindo e fiz uma última parada no Cave Stream Scenic Reserve onde fiz umas trilhas pelo lugar. Lá também havia uma trilha que passava numa espécie de túnel subterrâneo que parecia interessante de percorrer, mas acabei não fazendo porque não queria correr risco de me molhar e sujar já que teria que pegar um longo voo de volta ao Brasil em poucas horas. Saí de lá e depois apenas segui caminho e parei em um supermercado Countdown para comprar vários chocolates Whittaker's para trazer pro Brasil e então entreguei o carro na loja da Apex e peguei um transfer gratuito da Apex que me deixou no aeroporto de Christchurch onde começou minha saga de volta ao Brasil. Segue abaixo um pequeno resumo de deslocamento até chegar em casa: Carro: Arthur's Pass > Christchurch Voo: Christchurch > Auckland Voo: Auckland > Buenos Aires Voo: Buenos Aires > São Paulo Ônibus: São Paulo > Santos Devil's Punchbowl Falls Lupins, rio e montanhas Lake Lyndon Cave Stream Scenic Reserve
  12. Kepler Track Kepler foi a última das 4 Great Walks que caminhei durante a viagem pela Nova Zelândia. Assim como a Routeburn, ela também fica dentro do Fiordland National Park e oferece maravilhosas vistas de fiordes, montanhas, florestas, cachoeiras etc. A Kepler Track é uma caminhada circular que se recomenda fazer em 3 dias e pode-se fazer em qualquer direção. Sua grande vantagem é que é uma das Great Walks com maior facilidade de acesso justamente por ser circular e se encontrar a poucos quilômetros da cidade de Te Anau. Para fazer as Great Walks, é necessário reservar os huts ou campings já que são vários dias de caminhada. Eu fiz todas as reservas com 3 meses de antecedência e mesmo assim só consegui fazer esse trekking no sentido invertido pois não havia mais vagas em uma das noites para se hospedar no Luxmore Hut. Por isso, a recomendação é fazer as reservas o quanto antes já que a procura é muito alta, principalmente nos meses de verão. As reservas são feitas exclusivamente pelo site do Departamento de Conservação da Nova Zelândia. 05/12/2017 - Te Anau > Rainbow Reach Car Parking (14 km ) + Kepler Track (Rainbow Reach > Iris Burn Hut) (22 km ) Levantamos cedo para terminar de arrumar o que faltava e comer algo antes de pegarmos o transfer para o início da última das Great Walks da viagem: Kepler Track. Como nessa trilha não faríamos acampamento, separamos barraca e outros objetos que não utilizaríamos na trilha para deixar em Te Anau para ficarmos mais leves durante a caminhada. No entanto, a hospedagem que ficamos (Kingsgate Hotel) não aceitava guardar nada e tivemos que, de última hora, ir até o centro de apoio ao turista deixar nossas coisas antes de pegar o transfer. O transfer parou primeiramente no ponto onde se inicia a trilha para quem faz no sentido tradicional e depois o transfer foi até o Rainbow Reach onde nós descemos para iniciar a trilha no sentido inverso. Esse dia seria longo já que seriam 22 km de caminhada até nossa hospedagem do dia. Por sorte, boa parte do caminho era em terreno plano, então não foi um dia tão desgastante. O início da trilha acontece em uma região bastante verde e úmida e logo se atravessa uma ponte sobre o rio Waiau com suas águas lindas de cor verde. Após uma boa caminhada, chega-se ao Moturau Hut que fica de frente ao lago Manapouri, numa baía chamada Shallow Bay. Aproveitamos o local com mesas e cadeiras para comer algo e descansar antes de seguirmos. Seguimos caminho pela trilha que vai margeando o rio Iris Burn e paramos apenas em outro momento na beira do rio para descansar e comer algo antes de chegarmos até o Iris Burn Hut. Escolhemos nossas camas, deixamos nossas mochilas e logo após um breve descanso, partimos numa trilha rápida de uns 20 minutos até uma cachoeira que tem próximo ao hut: Iris Burn Falls. O local é bonito, sendo que a cachoeira tem um belo poço para banho, mas nunca vimos tantos mosquitos (o famoso sand fly) como nessa cachoeira. Era praticamente impossível ficar parado por 1 minuto ali sem ser atacado por uma fumaça de sand flies! Dessa forma, ficamos pouco tempo ali e voltamos para o hut para comer, jogar conversa fora e descansar. Transfer Te Anau > Rainbow Reach: $NZ 14,00 Iris Burn Hut: $NZ 65,00 Waiau River Caminho no meio da floresta Várias plantas típicas durante a triha na Kepler Track Caminhando por um vale no Kepler Track 06/12/2017 - Kepler Track (Iris Burn Hut > Luxmore Hut) (14,5 km ) Esse dia amanheceu com um tempo bastante fechado e portanto decidimos adiar o horário de nossa saída para quem sabe o tempo melhorar. Dessa forma, continuamos descansando um pouco mais em nossa cabana e depois partimos para a caminhada do dia, que seria bem mais curta que no dia anterior mas que, em compensação, seria bem mais cansativa já que teríamos que vencer um desnível de uns 800 metros até o destino final. A vantagem é que o trecho mais difícil já começa logo no início da caminhada, portanto o corpo ainda não está cansado para o trecho de subida com vários trechos em zigue-zague. Depois de algumas horas de caminhada, chegamos ao abrigo Hanging Valley e tivemos a primeira vista real do fiorde sul do lago Te Anau. Aproveitamos o lugar para descansar da forte subida e para comer algo apreciando uma bela paisagem. Seguimos caminhando agora em descida até chegar ao abrigo Forest Burn para então iniciarmos novamente um trecho de subida até chegarmos numa bifurcação para uma trilha opcional até o cume do Mt Luxmore. Deixamos nossas mochilas cargueiras atrás de umas rochas e seguimos leves até o topo do Mt Luxmore que nos brindou com vistas 360º de toda a região, sendo possível ver todo o fiorde sul do Lago Te Anau, a cidade de Te Anau e todas as montanhas da região. Um espetáculo de visual que ficou ainda melhor porque o céu abriu nesse momento e como saímos mais tarde, tinhamos todo esse visual apenas para nós! Depois de mais de 1 hora no topo do Mt Luxmore, resolvemos descer e pegar nossas mochilas para seguir caminho. Em torno de 1 hora chegamos ao Luxmore Hut, nossa última hospedagem na Kepler Track. Fizemos nosso almojanta, descansamos um pouco e depois fomos dormir. Luxmore Hut: $NZ 65,00 Caminho entre o Iris Burn Hut e o Luxmore Hut na Kepler Track Fiorde Sul do Lago Te Anau & Murchison Mountains Fiorde Sul do Lago Te Anau visto do cume do Mt. Luxmore 07/12/2017 - Kepler Track (Luxmore Hut > Te Anau) (17 km ) Esse dia colocamos o alarme para despertar bem cedo para vermos o nascer do sol e foi uma experiência sensacional. Como o Luxmore Hut fica a mais de 1000 metros do nível do mar, ao acordar tivemos a vista da lua cheia de um lado, do sol nascendo do outro lado e das nuvens abaixo do nível onde estávamos! Espetacular! Depois de ficar 1 hora apreciando o nascer do sol, fizemos uma caminha de uns 10 minutos até a Luxmore Cave, uma mini caverna (mais para uma gruta na verdade) próxima ao Luxmore Hut que não rendeu grandes vistas. Voltamos para o hut para tomar nosso café da manhã antes de seguir caminho em direção a Te Anau. O caminho se deu quase em sua totalidade em descida, passando inicialmente por uma região de floresta onde tivemos que literalmente cruzar as nuvens que estavam abaixo de nós. Depois de uma boa caminhada, chegamos na margem do Lago Te Anau (Brod Bay) onde muitos aproveitam para fazer esportes aquáticos ou simplesmente entrar na água para se banhar. O caminho seguiu margeando o lago o tempo todo, passamos pela Dock Bay até chegar na portaria de entrada do Fiordland National Park. Como não sabíamos o horário que chegaríamos nesse dia, decidimos não reservar o transfer até a cidade e tivemos que andar mais uns 5 kms até chegar o centro de Te Anau. Chegamos em Te Anau por volta de 13h e fomos ao Arran Motel deixar nossas coisas para tomar um banho e alugar um carro para fazer o caminho a Milford Sound já que o dia estava lindo e a previsão para o próximo dia era de chuva. No entanto, ao chegarmos na locadora RaD Car tivemos a péssima notícia que só conseguiríamos pegar o carro às 16h30, o que estragou nossos planos de aproveitar o dia ao máximo. Dessa forma, decidimos então descansar, comer comida de verdade em um dos restaurantes de Te Anau para depois pegar o carro para fazer a Milford Road até onde fosse possível... mas isso deixarei para o relato abaixo. Quarto para 2 pessoas no Arran Motel: $NZ 148,68 Luxmore Hut Floresta Brod Bay
  13. 01/12/2017 - Nelson > Christchurch > Queenstown (800 km ) Acordamos cedo, comemos algumas coisas que havíamos comprado na noite anterior e fomos pegar o táxi que chegou na hora combinada para nos levar ao aeroporto de Nelson. Nós demoramos pra decidir se faríamos o trecho até Queenstown de carro ou de avião. No fim, decidimos ir de avião para não perder muito tempo e aproveitar pelo menos 1 dia em Queenstown já que no próximo dia começaria o trekking em Routeburn. Com isso, acabamos pagando bem mais caro o voo até Queenstown! Chegamos por volta das 7h30 em Christchurch e esperamos até 10h para pegar o próximo voo até Queenstown. Finalmente em Queenstown, fomos pra nossa hospedagem e nos reencontramos com o Rafa que já estava na cidade para dar uma volta no centrinho de Queenstown e depois paramos num restaurante para almoçar e decidir o que fazer à tarde. Zaney e Rafa decidiram fazer uma das atividades radicais de Queenstown: o bungee jump. Eu que não sou dessas coisas, preferi fazer um dos vários trekkings da cidade: o Queenstown Hill. Antes disso, passamos num i-SITE (como é chamado o centro de informação turística da Nova Zelândia) para reservar o ônibus que levaria eu e Zaney para o início da trilha de Routeburn no dia seguinte e depois passamos numa loja para comprar um novo refil de gás para trilha. Voltando para a trilha, são aproximadamente 3 km no total para chegar do centrinho de Queenstown até o topo de Queenstown Hill. O dia estava com um lindo céu azul e uma temperatura agradável, portanto fui caminhando tranquilo num percurso sempre em subida até chegar ao topo (são quase 500 metros de desnível do centro de Queenstown até o topo de Queenstown Hill). Do topo de Queenstown Hill é possível ter uma vista em 360º espetacular de toda a cidade e da baía de Queenstown com as montanhas ao fundo. Depois de ficar pelo menos 1h apreciando a paisagem e descansando da subida, comecei a descida e encontrei novamente com Zaney e Rafa que já haviam chegado do salto de bungee jump e voltamos para nossa hospedagem já que tínhamos que preparar nossas mochilas e comidas para a terceira Great Walk da viagem: Routeburn Track. Quarto duplo no QBox: $NZ 120,00 Voo Nelson > Queenstown pela Air New Zealand: $NZ 388,00 Baía de Queenstown Queenstown Hill Track Queenstown Hill Track Routeburn Track Routeburn é uma das Great Walks mais famosas da Nova Zelândia e a terceira que faria durante minha visita pelo país. A Routeburn Track é uma caminhada que se recomenda fazer em 3 dias e pode-se fazer em qualquer direção, apesar que segui a direção mais tradicional que começa em Routeburn Shelter (próximo a Glenorchy e Queenstown) e termina em The Divide (próximo a Milford Sound e Te Anau). Ao contrário de Tongariro que tem paisagens áridas com vulcões e de Abel Tasman com suas lindas praias, Routeburn fica numa região mais úmida e tem uma característica mais alpina com seus vales, montanhas, lagos e picos nevados. Para fazer as Great Walks, é necessário reservar os huts ou campings já que são vários dias de caminhada. Eu fiz todas as reservas com 3 meses de antecedência e mesmo assim não consegui vaga para o Routeburn Falls e por isso acabei dormindo a primeira noite no Routeburn Flats. Por isso, a recomendação é fazer as reservas o quanto antes já que a procura é muito alta, principalmente nos meses de verão. As reservas são feitas exclusivamente pelo site do Departamento de Conservação da Nova Zelândia. 02/12/2017 - Christchurch > Routeburn Shelter Parking (70 km ) + Routeburn Track (Routeburn Shelter > Routeburn Flats) (6,5 km ) Acordamos cedo mais uma vez para nos arrumar e comer algo antes de pegarmos o ônibus que nos levaria até o ínicio da trilha Routeburn. Também aproveitamos e deixamos no QBox um pouco das nossas roupas no transport cover do Zaney já que 1 semana depois voltaríamos a Queenstown e assim eliminaríamos peso das nossas costas na trilha. Durante o caminho, a motorista foi falando o tempo inteiro, contando curiosidades sobre a região e fez 2 paradas no caminho: a primeira em um mirante na estrada onde se via o lago Wakatipu e a cadeia de montanhas da região e a segunda parada foi na cidade de Glenorchy para um café onde eu na verdade aproveitei para dar uma volta no lago Wakatipu apesar do forte vento que fazia. Após umas 2 horas, chegamos no Routeburn Shelter Parking e começamos nossa caminhada do dia. A distância a ser percorrida nesse dia era relativamente pequena então fizemos a trilha com bastante calma. Ao contrário do dia anterior em Queenstown, o dia estava bem nublado durante a trilha e o caminho foi quase todo margeando o rio Routeburn cuja cor da água é de um verde cristalino impressionante. No caminho existem diversas pontes que cruzam o rio Routeburn e a vegetação se faz presente a todo momento já que Routeburn fica numa região bastante úmida da Nova Zelândia. Em um determinado ponto, fizemos uma parada as margens do lago para comer nosso lanche junto com várias pessoas que também faziam a trilha e depois seguimos nosso caminho até chegar ao Routeburn Flats onde eu passaria a noite (Zaney continuou pois passaria a noite no Routeburn Falls). Como cheguei cedo, até fiquei interessado em fazer uma trilha opcional conhecida como North Branch que leva umas 4 horas ida e volta e que se inicia no Routeburn Flats. No entanto, começou a chover pouco tempo após a minha chegada ao Routeburn Flats, então preferi descansar essa tarde na cabana para o próximo dia que prometia ser mais longo. À noite durante a conversa com a ranger do hut, ela disse que havia sido o primeiro dia de tempo fechado na região após quase 1 mês de sol e céu azul =( Ônibus Queenstown > Routeburn Shelter Parking: $NZ 45,00 Routeburn Flats Hut: $NZ 65,00 Lago Wakatipu em Glenorchy Rio Routeburn Rio Routeburn Rio Routeburn Routeburn Flats 03/12/2017 - Routeburn Track (Routeburn Flats > Lake Mackenzie) (13,5 km ) Havia combinado de encontrar com o Zaney umas 9h no Routeburn Falls para continuarmos juntos a trilha. Assim, levantei por volta das 7h para me arrumar e tomar meu café da manhã já que o caminho até Routeburn Falls tinha uma previsão de 1h a 1h30. O tempo tinha amanhecido bastante nublado e com uma forte névoa em certos pontos e isso só piorava com o caminho já que ele foi quase todo em subida. O caminho até o Routeburn Falls não teve nada de muito interessante (ou o clima ruim fez a paisagem menos atrativa pra mim) e cheguei ao Routeburn Falls em pouco mais de 1h, onde encontrei o Zaney para seguirmos a trilha. Antes de seguir, Zaney comentou comigo que no dia anterior havia feito uma trilha opcional próximo ao Routeburn Falls que valia a pena fazer pois chegava a um mirante onde se tinha uma bela visão do vale do Routeburn com o rio e as montanhas ao lado. Assim, seguimos o caminho normal e então deixamos nossas cargueiras em um determinado ponto do caminho e seguimos a trilha opcional em subida até o mirante natural que ele havia ido no dia anterior. Essa side trip deve ter consumido entre 1 e 2 horas a mais no total mas foi muito bem vinda já que tivemos uma bela visão das montanhas Humboldt. Pegamos nossas mochilas e seguimos caminhando até o lago Harris que é um dos pontos altos dessa trilha. Um lago belíssimo com montanhas de picos nevados ao redor. Uma pena apenas que a névoa e as nuvens impediam de termos uma visão ainda mais impressionante do lugar. Nesse lugar paramos para tirar umas fotos e no sentido contrário cruzamos e conversamos um pouco com um casal brasileiro que também estava fazendo o Routeburn Track. Seguimos subindo na trilha até chegarmos ao ponto mais alto de Routeburn Track conhecido como Harris Saddle, onde há um abrigo que serve de emergência em caso de mudança repentina no clima. Fazia bastante frio nesse ponto e decidimos entrar no abrigo para descansar um pouco e comer algo para depois seguir nosso caminho que seria agora predominantemente em descida. Uma trilha opcional famosa que se inicia nesse ponto é a Conical Hill, no entanto, a trilha se encontrava fechada por risco de deslizamento de rochas, então acabamos seguindo direto (apesar que com o tempo nublado que fazia, acredito que não teríamos também uma boa vista das montanhas desde o topo da Conical Hill). O caminho foi seguindo com uma bela vista de um vale com montanhas ao lado direito. Após muito caminhar, foi possível avistar o Lago Mackenzie desde o alto e o tempo começou a dar uma melhorada. Fizemos uma parada para descansar e tiramos algumas fotos do lago e seguimos numa descida forte em zigue-zague ao som dos Keas (espécie de papagaio das montanhas neozelandesas) até chegarmos a margem do Lago Mackenzie onde passamos a noite acampando. Lake Mackenzie Camping: $NZ 20,00 Humboldt Mountains Routeburn Track Lake Harris Lake Mackenzie 04/12/2017 - Routeburn Track (Lake Mackenzie > Key Summit > The Divide) (15 km ) + The Divide > Te Anau (85 km ) Nesse dia levantamos cedo mais uma vez assim que começou a clarear pois tínhamos 15 km de trilhas pela frente e o nosso ônibus tinha hora marcada para passar às 15h30 em The Divide (ponto final da Routeburn Track). Por fim, no último dia de caminhada o tempo começou a melhorar e o céu azul se tornou presente! Saímos do camping após nosso café da manhã e nos despedimos das águas esverdiadas do Lago Mackenzie! O caminho foi seguindo bem tranquilo até chegarmos na bela Earland Falls, uma cachoeira com queda d'água de 174 metros que molha qualquer um que passe próximo a ela. O caminho segue em descida até chegar o Lago Howden onde também existe uma cabana para pernoite. Como estávamos andando num bom ritmo, fizemos uma parada rápida ali para descansar e comer algo e seguimos caminho até o ponto onde começa a subida para o Key Summit. O Key Summit é uma trilha opcional que leva em torno de 30 minutos até atingir o topo de onde se tem uma visão 360º das cadeias montanhosas do Fiordland. Como o dia estava com céu claro, foi possível ter uma vista maravilhosa de toda região. Depois de passar quase 1 hora apreciando a vista no Key Summit, começamos nosso caminho em direção do The Divide, onde chegamos por volta das 14h30 e com tempo de sobra para descansar até a chegada de nosso ônibus que nos levou em pouco mais de 1h até a cidade de Te Anau. Chegando em Te Anau, fomos direto a nossa hospedagem para deixar nossas coisas e tomar um belo banho após 3 dias de trekking a base de lencinhos umedecidos. Depois apenas saímos para reservar nosso transfer até o início da Kepler Track (última Great Walk que faríamos e que já começaría no próximo dia), buscamos um restaurante para comer e fomos a um mercado para comprar comida para preparar para os próximos 3 dias de trilhas que viriam pela frente! Quarto duplo no Kingsgate Hotel: $NZ 110,00 Ônibus The Divide > Te Anau: $NZ 40,00 Lake Mackenzie Earland Falls Lake Howden Key Summit Key Summit
  14. 25/11/2017 - Wellington > Nelson (200 km ) Acordamos esse dia bem tarde já que não tínhamos grandes planos para o dia que não fosse se recuperar dos 4 dias de trilha em Tongariro e descansar para os próximos 5 dias de trilha que começariam já no próximo dia! Assim, saímos da hospedagem depois das 10h e buscamos um bar/lanchonete no centrinho de Wellington e tomamos um café da manhã tranquilamente num lugar bem legal que estava repleto de locais aproveitando a manhã de sábado. Como nosso voo seria apenas às 16h, pegamos o carro e demos uma volta pela cidade e decidimos ir até o Mount Victoria, local que permite ter uma visão 360º da capital neozelandesa! Após andarmos um pouco pelo Mount Victoria, decidimos ir direto entregar o carro na Apex e de lá o funcionário nos levou no próprio carro que entregamos até o aeroporto que ficava bem próximo da locadora. Chegamos no aeroporto de Wellington com tempo, pegamos nosso voo da JetStar e demos adeus a ilha norte e chegamos na primeira cidade a ser conhecida na ilha sul: Nelson. Lá, fechamos um táxi com mais uma garota do voo até o centro de Nelson onde ficava nossa hospedagem. Não tivemos muito tempo para conhecer Nelson nesse dia e nem era esse o nosso objetivo. Nelson era uma base estratégica para fazer a segunda Great Walk da viagem: Abel Tasman Coast Track. A única obrigação em Nelson foi visitar o supermercado para comprar alguns suprimentos para os próximos 5 dias de trilha que viriam pela frente. Voo Wellington > Nelson pela JetStar: $NZ 48,00 Quarto para 2 pessoas no Trafalgar Lodge: $NZ 110,00 Vista da capital Wellington desde o Mount Victoria Abel Tasman Abel Tasman é um destino bastante procurado na época de verão pois é um local com foco em praias. Apesar de ser uma região perfeita para caminhadas, muitos visitam Abel Tasman num bate-volta de carro, de tour guiado, de barco e até de caiaque. Mas no meu caso, Abel Tasman foi a segunda das Great Walks que faria durante minha visita pela Nova Zelândia. A Abel Tasman Coast Track é uma caminhada que se recomenda fazer em 5 dias para apreciá-la com calma já que o objetivo aqui não é apenas caminhar mas também relaxar nas belas praias que existem ao longo de todo caminho. Ao contrário de Tongariro, em Abel Tasman fiquei principalmente em campings já que existem muitas opções de campings no caminho! Foram 3 noites em camping (Te Pukatea Bay, Bark Bay e Waiharakeke) e a última noite num hut (Whariwharangi Bay). Para fazer as Great Walks, é necessário reservar os huts ou campings já que são vários dias de caminhada. Eu fiz todas as reservas com 3 meses de antecedência, mas a recomendação é fazer isso o quanto antes já que a procura é muito alta, principalmente nos meses de verão. As reservas são feitas exclusivamente pelo site do Departamento de Conservação da Nova Zelândia. 26/11/2017 - Nelson > Marahau Carpark (65 km ) + Abel Tasman Coast Track (Marahau > Te Pukatea Bay) (11,5 km ) Nesse dia acordamos cedo pois o ônibus sairia de Nelson às 7h30 da manhã. Fomos andando da nossa hospedagem até o local de embarque do ônibus e passamos por um certo perrengue por não ter comprado a passagem com antecedência (perguntamos no dia anterior para a dona da hospedagem e ela tinha dito que poderíamos comprar na hora e então não nos preocupamos em comprar com antecedência). No entanto, o motorista não queria vender a passagem e quase não embarcamos (acho que não é política da empresa de ônibus os motoristas venderem a passagem)! Mas no final, o motorista acabou cedendo e conseguimos embarcar. A viagem até Marahau levou quase 2h com algumas poucas paradas no caminho (em uma delas, aproveitamos para comprar um cartucho de gás que havíamos esquecido!). Chegando em Marahau, o ônibus parou no exato ponto de controle onde se inicia a caminhada do Abel Tasman Coast Track! Começamos nossa caminhada e logo de cara senti meu pé sofrendo e tive que reduzir o ritmo e pisar de mal jeito (os dias de trekking em Tongariro fizeram estrago no meu pé direito!). Confesso que não foi muito prazeroso andar esse dia, mas por sorte não era uma caminhada pesada e tínhamos tempo de sobra para chegar ao destino final do dia. A manhã começou com um tempo bem nublado e ao decorrer do dia as nuvens foram se dispersando e deixando a paisagem mais bonita. A caminhada se deu quase em sua totalidade margeando a costa, ou seja, sempre se tinha belas vistas das praias de Abel Tasman. A maioria das pessoas que fazem esse trekking terminam o primeiro dia em Anchorage Bay por ser o local com mais estrutura e único lugar possível para ficar em cabana (ou seja, não acampar). No entanto, preferimos seguir um pouco mais e acamparmos em Te Pukatea Bay e não nos decepcionamos! Te Pukatea Bay é uma baía linda (diria que a mais bela praia que vi em Abel Tasman) e além disso, super tranquila! A sensação era que tínhamos toda aquela praia apenas para nós e ainda tivemos a sorte de dormir em frente a ela! Montamos a barraca, comemos e descansamos um pouco e depois subi um caminho que levava ao mirante Pitt Head onde é possível ter uma vista de cima de Te Pukatea Bay e de Anchorage Bay. Ônibus Intercity Nelson > Marahau: $NZ 21,00 Te Pukatea Bay Campsite: $NZ 15,00 Início da trilha Abel Tasman - Marahau Tinline Bay Tinline Bay Te Pukatea Trilha ao Pitt Head Lookout 27/11/2017 - Abel Tasman Coast Track (Te Pukatea Bay > Bark Bay) (14 km ) A primeira noite acampando em Te Pukatea foi ótima! O clima foi agradável durante a noite e o único barulho foram as fracas ondas que quebravam na praia. Acordamos cedo com o clarear do dia, tomamos nosso café da manhã (trouxemos pães com frios prontos de Nelson pra viagem) e partimos para a caminhada. Meu pé ainda incomodava bastante e foi outro dia sofrido, mas sem dúvida o belo céu azul que fazia desde cedo deixaram meu dia mais feliz! Saímos de Te Pukatea e fomos em direção a Anchorage Bay e em seguida começamos a caminhada pelo estuário de Torrent Bay aproveitando que a maré estava baixa. Aqui vale destacar a importância de saber o horário das marés em Abel Tasman, pois se a maré estivesse alta, teríamos que seguir por outro caminho que alongaria pelo menos em mais 1h a caminhada. Tiramos nossas botas de trekking para andar pelo areia úmida de Torrent Bay até chegar o ponto onde voltamos a trilha demarcada. Nesse momento a trilha começou a ser mais dentro da mata, apesar que sempre era possível ter uma visão das praias ao nosso lado direito. Passamos por diversos lugares e mirantes lindos no caminho e levamos umas 5h andando com calma (afinal meu pé não ajudava) até chegar nosso destino final do dia: Bark Bay. Bark Bay estava totalmente diferente de Te Pukatea. Havia um grupo de adolescentes neozelandeses em excursão e o local estava cheio (cheio para padrões neozelandeses é claro! nem se compara com praias brasileiras lotadas! rs). De toda forma, montamos nossa barraca, comemos e passamos a tarde descansando e aproveitando um pouco da praia de Bark Bay. Bark Bay Campsite: $NZ 15,00 Balloon Rock - Torrent Bay Torrent Bay Sandfly Bay & Frenchman Bay South Head Lookout Medlands Beach 28/11/2017 - Abel Tasman Coast Track (Bark Bay > Waiharakeke Bay) (14 km ) Tivemos mais uma ótima noite acampando e levantamos com mais um belo dia em Bark Bay. Depois de tomar nosso café da manhã, partimos para a caminhada do dia! Infelizmente não conseguimos aproveitar tão bem os atrativos ao longo desse trecho pois precisávamos chegar relativamente cedo na enseada de Awaroa para fazer a travessia quando a maré tivesse baixa, se não ficaríamos preso em Awaroa e não conseguiríamos chegar ao local onde acamparíamos naquele dia. Portanto, tivemos que apressar bastante o passo nesse dia já que Awaroa ficava há 4h30 de Bark Bay e a previsão da maré baixa era para acontecer por volta das 11h da manhã, sendo que a recomendação era que se pode atravessar até 2h após o horário da maré baixa. Chegamos em Awaroa no limite e conseguimos fazer a travessia. Depois da travessia, paramos um pouco para descansar e comer algo e seguimos caminho rumo ao acampamento em Waiharakeke Bay que ficava relativamente próximo. Chegamos no camping em Waiharakeke Bay e não havia ninguém no local. Montamos nossa barraca e com o calor do início da tarde, partimos para a praia que estava simplesmente vazia! Demos uma caminhada de reconhecimento na praia, ficamos relaxando na areia e até tentamos entrar no mar mas a água gelada não animava apesar do forte sol! Voltamos para a barraca pra descansar e só acordamos após um grupo de jovens que chegaram numa excursão e que resolveram fazer uma parada no camping antes de seguir caminho. Ao fim da tarde eles foram embora e fomos os únicos a dormir em Waiharakeke nesse dia. Fomos dormir cedo também porque tínhamos o objetivo de acordar cedo para ver o nascer do sol no outro dia. Waiharakeke Campsite: $NZ 15,00 Bark Bay Bark Bay Bark Bay Waiharakeke Beach Waiharakeke Beach 29/11/2017 - Abel Tasman Coast Track (Waiharakeke Bay > Whariwharangi Bay) (14 km ) Nesse dia levantamos bem cedo e saímos de dentro da barraca mesmo com frio e escuridão para ir até a praia ver o nascer do sol. Apesar do esforço, valeu muito a pena ter acordado cedo para ver o nascer do sol! O dia amanheceu lindo e com poucas nuvens, e o sol saiu iluminando a praia de um jeito incrível! O dia mal havia começado mas já dava a sensação que o melhor já tinha chegado! Ficamos mais de 1 hora vendo o nascer do sol e depois voltamos para a barraca para descansar um pouco mais, tomar o nosso café da manhã e partir para o penúltimo dia de trilha em Abel Tasman. Apesar do dia ter amanhecido bonito, quando começamos a trilha umas 3h após o nascer do sol, as nuvens tomaram conta do céu e as paisagens não estavam tão espetaculares. Após umas 2h de caminhada chegamos a Totaranui, um dos 4 locais possíveis de chegar de carro em Abel Tasman. Seguimos caminho passando pela praia Anapai com suas rochas que possuem formas curiosas, sendo que uma delas lembra bastante as estátuas dos Moais da Ilha de Páscoa. Seguimos caminho passando por Mutton Cove e então a trilha começou a ficar mais longe da costa mas de vez em quando era possível ver o mar. Caminhamos por umas 2h aproximadamente e chegamos finalmente na nossa última hospedagem: Whariwharangi Hut, uma cabana histórica construída em 1896! Chegando lá, reservamos nossas camas, descansamos um pouco e comemos algo antes de fazer uma caminhada opcional que nos levaria até o Separation Point. Nesse momento o céu tinha aberto novamente e a caminhada foi mais agradável já que não havia o mochilão nas costas. Chegando próximo ao Separation Point, ouvímos sons de pássaros e vimos ao longe vários deles numa rocha próximo ao farol e ficamos bem entusiasmados em nos aproximar. No entanto, ao chegar perto vimos que tudo era falso! Na verdade havia uma caixa de som e vários gannets de madeira (ave da região) espalhados pela rocha com o objetivo de atrair os gannets para a região. Depois voltamos a nossa cabana, comemos numa mesa do lado de fora e vivenciamos um momento cômico: em Abel Tasman existem muitas wekas, uma ave típica da região, e uma delas aproveitou um momento de descuido nosso e roubou um pacote de smoothie em pó que tomaríamos de sobremesa! Zaney chegou a tentar correr atrás da weka mas ela deu um drible nele e se enfiou no mato! Whariwharangi Hut: $NZ 38,00 Sunrise - Waiharakeke Sunrise - Waiharakeke Totaranui Anapai Beach Separation Point 30/11/2017 - Abel Tasman Coast Track (Whariwharangi Bay > Wainui Carpark) (6 km ) + Wainui Carpark > Nelson (125 km ) O último dia de caminhada seria curto e tínhamos que chegar até às 11h da manhã para pegar o transporte que nos levaria de volta a Nelson. Acordamos cedo, tomamos nosso café da manhã e saímos de Whariwharangi rumo ao estacionamento em Wainui. O dia amanheceu bastante nublado e as vistas das baía de Takapou e Wainui não foram tão impressionantes como poderiam ser num dia ensolarado, isso fez com que seguíssemos sem muitas paradas e chegamos no fim de nossa segunda Great Walk por volta das 10h. Esperamos pela van junto com mais outras pessoas e ela chegou pontualmente às 11h20. A van nos levou até Motueka onde esperamos por um ônibus que nos levou até Nelson (nessa espera aproveitamos para comprar algo num mercado para comer). Chegando em Nelson, fomos direto para nossa hospedagem para finalmente tomar um banho após 5 dias a base de lencinhos umidecidos! Depois disso, basicamente fomos andar sem compromissos no centrinho de Nelson e paramos na Trafalgar Street para comer/beber ao ar livre no The Vic já que a tarde estava ensolarada e o corpo pedia por isso após 5 dias de trekking. Depois voltamos para nossa hospedagem, reservamos um táxi para nos levar ao aeroporto no outro dia cedo já que tínhamos voo para Queenstown às 6h30 da manhã e ficamos arrumando nossas coisas antes de dormir. Ônibus Golden Bay Coachlines Wainui > Nelson: $NZ 42,00 Quarto para 2 pessoas no Admirals Motor Inn: $NZ 115,00 Whariwharangi Beach Wainui Bay Takapou Bay Takapou Bay & Wainui Bay
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